AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA

NOME CIENTÍFICO
Curcuma longa L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Zingiberiaceae.

SINONÍMIA
Açafrão-da-terra, açafroeiro-da-índia, cúrcuma, curcumã, batatinha-amarela, gengibredourada, mangarataia.

HABITAT
Espécie tropical alóctone, originária da Índia e da ilha de Java onde ocorre em campinas de montanha, e introduzida há alguns séculos no Brasil, crescendo subespontaneamente em áreas aluviais e ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, de vegetação anual e rizomas perenes. Cresce cerca de 1,30m. As folhas são grandes, 30 a 40cm de comprimento por 15 a 20cm de largura, glabras, com pecíolo tão comprido quanto o limbo. São oblongo-lanceoladas, reunidas na base, acuminada no ápice, oblíquo-nervadas e emanam um perfume agradável, quando amassadas. No inverno catarinense, as folhas secam totalmente e os rizomas voltam a brotar na primavera. O rizoma principal é robusto, com 10 a 12cm de comprimento por 2,0 a 3,0cm de espessura, piriforme, ovóide, carnudo, com ramificações rizomatosas sésseis secundárias laterais com cerca de 1cm de diâmetro, compridas, também tuberizadas, porém mais finas e menos carnudas, cilíndricas. A película externa dos rizomas secundários pode ser cor de palha ou acizentados, porém internamente apresentam forte coloração laranja. Ainda na superfície aparecem marcas circulares a intervalos de 2 a 4cm, resultado das cicatrizes deixadas pelas raízes caducas. A raiz principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais emitem folhas e podem dar origem a outra planta independente. A senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica ou longo-ovóide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm de diâmetro. As brácteas são membranosas, lanceoladas-obtusas, cor esbranquiçada ou esverdeada. As flores são amareladas, com cálice tubular, longo-pedunculadas, dispostas em espigas compridas, com brácteas côncavas verde-pálidas, sendo que as superiores com uma mancha rósea . O fruto é uma cápsula bivalve, 3-locular.

SOLO
Prefere solos virgens, de mata, ou então os areno-argilosos, profundos, bem drenados e soltos. O pH do solo deve estar em torno de 6,5. Solos compactos ou pesados, retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo, utiliza-se cinza de casca de arroz, adubação orgânica e/ou areia.

CLIMA

Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido, e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica, tolera climas mais quentes, mas não causticantes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A planta é muito sequiosa por chuva. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,20 x 0,5m. • Propagação: rizomas novos, plantados inteiros ou em segmentos com pelo menos dois meristemas. Uma planta matriz gera cerca de 10 rizomas-semente. A brotação dos rizomas para plantio inicia em setembro. • Substrato: a muda pode ser produzida em areia, vermiculita ou outro material poroso. Manter o substrato úmido. O plantio direto do rizoma a campo resulta em atraso na emergência e desuniformidade no estande. • Aclimatação: cobre-se o viveiro de mudas com sombrite 50%. • Plantio: outubro. O tranplante é feito quando a muda atinge 20 a 25cm de altura. • Nutrição: a planta é nitrófila, sendo que os sintomas de deficiência de nitrogênio podem aparecer a partir do terceiro mês após o cultivo. • Doença: o fungo da antracnose (Colletotrichum curcuma) causa lesões necróticas nas folhas, iniciando pelas mais velhas. • Colheita: inicia após o secamento das folhas, ou seja, 9 a 10 meses de ciclo. Normalmente ocorre em meados de julho, coincidindo com a senescência completa da parte aérea. A retirada dos rizomas do solo deve ser cuidadosa a fim de se evitar cortes e rompimento excessivo do rizoma. Rizomas colhidos tardiamente tornam-se duros e fibrosos. • Rendimento: 1,1kg de rizomas por planta. Em cultivos comerciais bem conduzidos, é possível obter-se até 9t/ha de rizomas (182). • Pós-colheita: os rizomas velhos são utilizados para novo plantio. Os novos são lavados em água potável, são retiradas as raízes laterais, cortados em rodelas, desidratados e moídos. O pó deve ser conservado prerencialmente em recipientes de vidro escuro, para evitar a degradação (fotólise) dos pigmentos e metabólitos aromáticos.

PARTES UTILIZADAS
Rizomas ovóides e os cilíndricos.

FITOQUÍMICA
Curcumina, cineol, felandreno e corantes naturais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
É colerética (133), colagoga, hipoglicemiante (261), resolutiva, diurética, excitante, cordial, estomáquica, antidiarréica, antiescorbútica, antiespasmódica, emenagoga (445), litotríptica, cicatrizante de feridas (93) e antioxidante.

INDICAÇÕES

Indicada para amenorréia, dismenorréia, distensões abdominais e peitorais, reumatalgias (445), hepatite, sarampo, má circulação, hematêmese, epistaxia e hematuria. Micoses de pele podem ser combatidas esfregando-se o rizoma sobre a parte afetada (1)

FORMAS DE USO
• Geral: 3 a 9g/xícara, em decocção (445). • Infusão: 1 colher das de café de cúrcuma em pó em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar e filtrar. Tomar 2 vezes ao dia. • Corante: adicionar 20g do açafrão em pó em 100ml de água filtrada ou destilada. Agitar e deixar sedimentar. Eliminar a água. Repetir por três vezes. Secar em estufa ou em forno o sedimento final, não passando de 100 oC. Após seco, o pó é macerado em álcool de cereais por 7 dias. Filtrar e usar a solução para colorir alimentos e bebidas (294).

TOXICOLOGIA
Em doses altas pode causar embriaguez, sono e delírio (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• O sabor é levemente pungente e amargo. Ao ser cozido, os rizomas exalam um forte aroma que lembra casca descascada de laranja doce e gengibre. • É utilizada em culinária e na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. • É o principal componente do “curry”- condimento indiano. • Os corantes naturais são utilizados em tinturaria e para colorir ungüentos e óleos medicinais. • Os rizomas são comestíveis e fornecem fécula comparável à da araruta e da mandioca. • Ao ser desidratada e moída, o pó da cúrcuma não deve ser armazenado em recipientes plásticos, sobretudo sacos plásticos, pois os princípios ativos reagem com o material, o qual adquire consistência pegajosa.

ACARIÇOBA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle bonariensis Lam.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Erva-capitão.

HABITAT

Espécie autóctone do Brasil, ocorrendo ao longo de todo o litoral, vegetando em áreas alagadas, praias, dunas, terrenos sombrios e várzeas úmidas. É espécie pioneira de restinga litorânea. Encontra-se na natureza associada à Sporobulus ou Iresine portulacoides e Paspalum vaginatum (259).

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, glabra, prostrada e rizomatosa, de caule delgado. Folhas longopecioladas, estipuladas, palmadas, orbiculares peltadas, crenadas, grossas, glabras, pouco pilosas, com 15 a 20 nervuras radiadas, medindo 20 a 30cm de altura e 4 a 6cm de diâmetro. As flores são brancas ou amarelo-pálidas, pequenas, numerosas, dispostas em umbelas irregulares, longo-pedunculadas, axilares e irregulares. Fruto elíptico e achatado.

CLIMA
Espécie de clima tropical a subtropical. É heliófita e higrófita.

SOLO
A planta é encontrada em solos arenosos, uliginosos e ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes e segmentos do rizoma. • Plantio: é feito diretamente a campo, de preferência em solo arenoso, para facilitar a colheita de rizomas de melhor qualidade. As sementes podem ser postas a germinar em substrato organo-mineral. Pode-se plantar o ano todo e m regiões cujo inverno não é muito rigoroso. • Irrigação: fornecimento regular de água à planta assegura a obtenção de plantas viçosas, precoces e suculentas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, purgativa (257), aperiente, anti-hidrópica e emética em doses mínimas (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

TOXICOLOGIA
Não deve ser utilizadas pelas gestantes (257). As folhas, em altas doses são tóxicas (93; 242).

OUTRAS PROPRIEDADES
O rizoma branco tem aroma e sabor de salsa.

ACARIÇOBA-MIÚDA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schl.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cicuta-falsa, erva-capitão-da-miúda, orelha-de-onça-rasteira.

FITOLOGIA
Erva de caule rasteiro, pequena, um pouco pilosa, as vezes glabra. Folhas pecioladas, reniformes, crenadas, pubescentes. As flores são brancas, pequenas, dispostas em umbelas simples com 20 a 30 flores.

CLIMA
Prefere regiões de clima tropical e subtropical. É umbrófita.

SOLO
Desenvolve-se bem em solos úmidos ou até mesmo os uliginosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes e estacas radicantes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Aclimatação: as mudas produzidas por estacas devem ser sombreadas até o seu pleno enraizamento. • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia dois meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A raiz é diurética e desobstruente do fígado. Em quantidades maiores passa a ser emética (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

AGRIÃO-DO-BREJO

NOME CIENTÍFICO
Nasturtium siifolium R.Br.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Brassicaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que medra em terrenos uliginosos, à beira de charcos, lagoas e várzeas úmidas do sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea, com 30 a 40cm de altura, paludosa, multi-anual, ascendente, flexuosa de caule verde-avermelhado, subcilíndrico, oco, discretamente sulcado longitudinalmente, com os nós radicantes. Folhas alternas, compostas, pinatisectas com 11 a 15 folíolos opostos, sésseis, obovados a oblongos, base obtusa, e ápice acuminado, glabros, luzidios, margem denteada, com pintas ou manchas castanho-avermelhadas dispostas notadamente na base do folíolo, podendo extender-se ao longo da nervura principal. Peciolulo anguloso.

SOLO
Prefere solos úmidos a encharcados, ricos em matéria orgânica humosa. Solos secos retardam o crescimento e afetam a qualidade da planta, originando folhas amareladas, fibrosas e manchadas.

CLIMA
A planta é nativa de regiões de clima ameno, tornando-se muito fibrosa e com desenvolvimento deficientes sob altas temperaturas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,30m. • Propagação: segmentos nodais. O enraizamento pode ser feito em areia, diariamente irrigada. • Plantio: o ano todo. • Hidroponia: a planta é altamente produtiva através do sistema hidropônico, com a formação de folhas maiores, mais saudáveis e suculentas. As plantas são bem mais precoces e apresentam um sabor agradável. Podem ser feitas até 6 colheitas ao ano. • Produtividade: 300t/ha, em hidroponia.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Béquica, peitoral e antisséptica das vias respiratórias.

FORMAS DE USO
Xarope, suco ou in natura, na forma de saladas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia azurea Kunth.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-baraço, aguapé-de-canudo, aguapé-de-cordão, baroneza, camalote, colhereira, dama-do-lago, jacinto-d'água, lírio-d’água, murere, mureré-de-flor-roxa, mureré-orelhade-veado, mureru, mureru-orelha-de-veado, mureru-de-flor-roxa, muriru, murure, murumuru, orelha-de-veado, rainha-dos-lagos, pareci.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que vegeta em todo Brasil, mas com provável origem amazônica. Forma grandes colônias flutuantes, à guisa de ilhas, em rios e lagos. O rápido crescimento e disseminação pode constituir-se em obstáculo à navegação.

FITOLOGIA
Planta herbácea, aquática, flutuante ou parcialmente submersa, carnosa. Pseudo-caules cilíndricos, carnosos, com cerca de 60 a 80cm e 1cm de espessura. Filódios ("folhas") aéreos com grande pecíolo cilíndrico, alternos, cheio de parênquima esponjoso que determina a flutuação. O limbo é orbicular ou espatiforme, rígido, ondulado e um pouco acuminado, verde-brilhante, glabro, medindo cerca de 18 a 22cm de diâmetro. Em áreas sombreadas o limbo tende a ser mais oblongo. As flores são violáceas, com perigônio tubiforme, grandes e dispostas em espigas que reúnem 10 a 12 flores. O fruto é uma cápsula seca, polisperma, com 3 lóculos, contendo sementes subcilíndricas, escuras e foscas.

PARTES UTILIZADAS
Toda a planta.

AGROLOGIA
• O uso medicinal da planta deve prever o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. • Propagação: segmentos do pseudo-caule (talo simpodial) e sementes. • Devido a alta taxa de disseminação da espécie, deve-se conter a expansão do cultivo, através do raleamento das colônias, para não afetar a qualidade das folhas e a oxigenação da água. • Consórcio: Pistia stratiotes, Eichhornia crassipes, Azolla caroliniana, Typha angustifolia e Acorus calamus.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Adstringente e vesicatória (342).

OUTRAS PROPRIEDADES
• A planta é ótima forrageira (93). • Pode ser usada para a purificação de águas poluídas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-flor-roxa, baroneza, camalote, dama-do-lago, jacinto-d'água, murerê, mureru, muriru, murumuru, mururé-de-canudo, orelha-de-veado, orquídea-d'água, parecí, pavoã, rainha-dos-lagos

HABITAT
Espécie autóctone da região amazônica, mas que se disseminou para os subtrópicos. Habita em ambientes aquáticos, com água parada ou corrente. Toleram águas salgadas por curtos períodos.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene, medindo 20 a 25cm de altura, suculenta, aquática. Raízes compridas, particularmente nas plantas à deriva, muito ramificadas e azuladas. Talos carnosos, cilíndricos, verdes, glabros, lisos. Filódios sésseis ou peciolados, dispostos em roseta, flutuantes ou emergentes. O limbo é orbicular, obtuso no ápice e com pecíolo basal inflado, formado internamente por parênquima esponjoso, que permite a plena flutuação da planta. As flores, em número de 4 a 15, são azuis ou lilacinas e estão reunidas em espigas, podendo medir 4 a 10cm de comprimento. Fruto botuliforme, incluso no perianto. Semente ovóide, escura, nervada, com cerca de 1mm de diâmetro.

AGROLOGIA
• Ambiente: O uso medicinal da planta só deve ser feito quando se pratica o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. A planta tolera níveis elevados de acidez, com um pH até 4,0. A profundidade da área alagada não pode ser demasiada, pois a planta só floresce quando ocorre o enraizamento no solo. • Densidade: 1 planta para cada 40m2 de lâmina d'água. Constatou-se experimentalmente que a partir de duas mudas de aguapé, obtém-se 30 brotamentos em 23 dias, ou 1.200 plantas em 4 meses (209).

28% de nitrogênio e 0. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor ou canteiros. • As raízes atuam como incubadoras de ovos de peixes. além de ser refrescante. através de divisão dos talos. cadeiras. 7% de anidrido fosfórico. INDICAÇÕES A decocção ou a maceração das folhas em água é utilizada para combater a hepatite. Typha angustifolia e Acorus calamus. 12% de cal. SINONÍMIA Aipo-d'água. cordas. Tem a capacidade de retirar metais pesados da água (209). que são colocados diretamente na água. que corresponde a 1% do peso verde da planta. ápio. A viabilidade das sementes pode chegar a 15 anos. 21% de cloro. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae.7% de potassa. Eichhornia azurea. A infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética (169).• Propagação: vegetativa. • Produção: 480t/ha/ano (242). aipo-dos-pântanos. e Apium graveolens L. cortinas e outros artesanatos trançados • Indicada como adubo verde pois os minerais da planta.8% de soda. AIPO NOME CIENTÍFICO Apium australe Thou.59% de magnésia (93). contém 28. e irrigadas diariamente. Azolla caroliniana. porém estas não germinam dentro da água. celeri. 1. 1. além de conferir um ótimo sabor à carne dos animais. aipo-doce. salsão. • Consórcio: Pistia stratiotes. • É forrageira muito apreciada por bovinos e suínos. que ao nascerem se alimentam delas. OUTRAS PROPRIEDADES • É depurativa e termoreguladora da água. HABITAT . Pode ser feita por sementes. • As folhas são utilizadas na confecção de esteiras. em condições desfavoráveis à germinação (209). aipo-do-rio-grande. A mucilagem de aplica sobre furúnculos e abcessos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sedante e anafrodisíaca (169).

castanho-esverdeado. que origina podridões. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Plantio: março.6 x 0. verde-escuras. irrigar nos primeiros 10 dias e durante os períodos de estiagem. repetindo-se a cada 2 meses. e algumas viroses (182). afetando o metabolismo radicial e predispondo a planta às doenças. brancas. resultando em doenças que afetam as folhas. Adubar. Desenvolve-se bem à temperatura de 20 a 25oC. Em regiões de clima ameno. a semeadura pode ser feita durante todo o ano. 30 a 40 dias após o plantio. ricos em matéria orgânica e bem drenados. sésseis ou curtamente pedunculadas. glabro. Altas temperaturas resultam em abortamento de flores e.3m. perfumada. suborbicular.Espécie autóctone. enquanto muda. . ramificado. que infecta as folhas. É normalmente cultivado em hortas. pequenas e numerosas. • Tratamento de sementes: para evitar-se a transmissão de doenças. SOLO Na Europa é encontrado em solos alagados e salgados (182). durante 20 a 30 mintas. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. cilíndrico. Na Europa é encontrado até 100m de altitude. a Septoria apii. CLIMA É uma espécie de clima subtropical. estriado. • Doenças: a planta é sensível ao excesso de umidade no solo e no ar. pinatífidas. anual ou bianual. Cercospora apii. ereta. com cinco folíolos ovais e as superiores sésseis. o florescimento e a frutificação. • Irrigação: a planta deve ser irrigada diariamente. de caule ereto. que causam o secamento das folhas. É feito quando a muda apresenta 6 a 7 folhas definitivas. com 10g/m2 de nitrato de cálcio. curvo. entre elas. glabro e fistuloso. decompostas. Solos pesados e com drenagem deficiente dificultam as trocas gasosas ao nível de raiz. as sementes devem ser tratadas termicamente em água aquecida a 50oC. A germinação ocorre entre 8 e 12 dias . quando associadas à pluviosidade excessiva. oco. com três folíolos menores e mais estreitos. crescendo espontaneamente do Rio de Janeiro até a Argentina. ocorrendo em áreas úmidas (182). não tolerando geadas e temperaturas acima de 30oC. As folhas são luzidias. ou 50 a 60 dias após a semeadura. As flores. as basais longo pecioladas. Após o tranplante. que reúne 6 a 12 raios desiguais. Podem também ocorrer a Phoma apiicola. cujas sintomas foliares são manchas circulares oleosas e depois castanhas. estão dispostas em umbelas compostas. O fruto é um esquizocarpo subgloboso. • Propagação: sementes. Prefere solos arenosos ou areno-siltosos. atingindo 60cm de altura. • Adubação: aplicar 4 a 5kg/m2 de composto orgânico ou estrume animal bem curtido. que causa podridão da raiz. sobretudo a septoriose. FITOLOGIA Planta herbácea. Bacterium carotovorum. Prefere solos de reação neutra. favorecem à ocorrência de doenças.

antiasmática e antianêmica (68). adoçar com mel e tomar diariamente pela manhã. bronquite asmática. • Rendimento: até 800kg/ha de sementes (182). manitol. tartárico. expectorante. colite. quando se deseja as folhas e/ou as raízes. ferimentos. contusões. aperitiva. químico. • Cataplasma: aplicar 2 vezes ao dia a folha sobre a região afetada (ferimentos e contusões). sesquiterpenos. Apium graveolens. alcalinizante. nefrite. dividida em 3 a 4 vezes (nefrite. 50 a 200ml/dia (341). As sementes produzem cerca de 2% de óleo essencial leve (163). afecções febris). Para a bronquite asmática. ferúlico.• Colheita: ocorre 5 a 6 meses após a emergência. fumárico. emenagoga (salada) (215). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (disenteria. hepatite. • Pó: raízes secas e moídas polvilhadas 2 vezes ao dia sobre úlceras rebeldes (68). catarro pulmonar (341). tônica (257). anidrido sedanólico. anti-reumática (271). gonorréia. • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. laringite. disenteria. afecções febris (68). retenção de urina. folhas e sementes. fenol cristalizado. gota e litíase vesicular (257). preferencialmente frescas. depurativa. A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia (271). febrífuga. em jejum . eudesmol. cumárico. carminativa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Raiz e semente: estomáquica. ⇒ 25g de raiz ou sementes para 1 litro de água. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de raízes ou folhas verdes/litro d'água. ácidos glicérico. sedanolídeo. vulnerária. antitérmica. antiescorbútica (283). ⇒ 30g de folhas em 1 litro de água. xiquímico.5%. antiinflamatória. glicólico. limoneno. caféico. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. hepatite. isopimpenelina e appigravina) (257). antiartrítica. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (laringite e bronquite) • Suco das folhas: 1 xícara ao dia. FITOQUÍMICA A composição da espécie semelhante. selineno. guaiacol. PARTES UTILIZADAS Raízes. . bronquite. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da asma úmida. Folha: resolutiva e peitoral (341). excitante. úlceras de difícil cicatrização. se for a sementes. colites e anemias). flavonóides (apiína). cumarinas (sesilina. diurética e anti-hidrópica. ou no segundo ano. açúcares. ácido palmítico e óleo resina (341). pentosanas. málico. Tomar 3 xícaras ao dia (257). revela a presença de óleo essencial contendo apiosídeo.

As folhas desidratadas e pulverizadas. persistente e picante. Em solos pesados. constituem-se em excelente condimento. podendo atingir até 10cm de diâmetro. sendo indicada principalmente para atletas (257). Desenvolve-se bem nas regiões serranas e planaltos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. sob a forma de saladas (68). que são estreitos. bem drenados e nunca ácidos. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por pessoas portadoras de inflamações renais (257) e diabéticos. em forma de cesta. HABITAT Espécie alóctone. As folhas são pinatífidas. licores. verdes ou vermelhas. brancacento. carnosas. mal drenados e/ou encharcados a planta apresenta as folhas da saia caídas e com . SOLO Tem preferência por solos sílico-argiloso-calcários. com espinhos curtos ou subinermes nos segmentos. muito grandes. doces. perfumes e sabonetes (163). usado para aromatizar alimentos. vinho ou xarope: 20 a 100ml/dia (341). originária do norte da África. SINONÍMIA Alcachofra-hortense.um capítulo de flores roxas com grandes brácteas inermes ou subinermes. pubescentes. ALCACHOFRA NOME CIENTÍFICO Cynara scolymus L. • O óleo essencial é amarelo-claro. O caule é estriado ou sulcado. carnosas na base. O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano. que formam uma roseta basal. • Elixir. sendo utilizados em saladas. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis. cachofra. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As sementes um forte aroma.• Tintura: 5 a 25ml/dia. cresce a inflorescência . Das folhas. FITOLOGIA Planta herbácea perene ou bisanual que cresce cerca de 1m de altura.

manganês. à base de vermiculita. inulina. taninos.2 x 1. colicistite. ATIVIDADE BIOLÓGICA . sódio. o florescimento é prejudicado. antiesclerosante. esteróides. CLIMA Produz melhor em regiões serranas do Brasil. • Propagação: sementes e rebentos das raízes. (145). cinarisídeo. debilidade cardíaca (68). hepática. sesquiterpenos. prisão de ventre (145). diurética (257). antidiabética. fósforo. cardiotônica (68). eupéptica. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da arterioesclerose. hipotrigliceridêmica. com célula grande (tipo tomate). 100 a 130 dias após o plantio. • Produção de sementes: janeiro. ácido caféico (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Colerética (133). em clima temperado-quente (temperaturas entre 5 e 30oC). carminativa (145). raízes e flor (cachopa). ácido clorogênico. elimina cálculos biliares e ácido úrico e aumenta a ação antitóxica do organismo (257). estomáquica. hipotensora (283). uretrite. prostatite. por ser rica em ferro. icterícia (294). hemorróidas. anti-reumática e febrífuga (215).0m. Os rebentos surgem normalmente ao final do ciclo da planta. flavonóides. distúrbios digestivos e hepáticos (271) e o raquitismo. B2. hepatite. cálcio. afetando a produção de folhas e o florescimento. Utilizar substrato orgânico aerado. C e D. quando as mudas apresentarem 4 a 6 folhas. com uma frequência de 4 a 5 por planta matriz. fermentos inulase. ferro. potássio. • Florescimento: novembro a dezembro. antiasmática. ácido fosfórico e silícico (93) .senescência precoce. • Plantio: setembro. • Colheita das folhas: ocorre após a colheita da cachopa de flores. que pode até não ocorrer. Auxiliar no tratamento da obesidade. nefrite. ou seja. antianêmica. A produção de mudas via sementes é feita em bandejas de isopor. podendo não ocorrer a formação de sementes. vitaminas A. casca de arroz tostada e húmus vegetal. invertase e coalho. Em regiões quentes ou de baixa altitude. depurativa. colagoga. Em regiões quentes e úmidas. antiinflamatória. FITOQUÍMICA Cinarina. o teor de princípios ativos é reduzido e o crescimento da planta é restrito. hipocolesterêmica. B3. B1. magnésio. cinaropicrina. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. antiofídica. PARTES UTILIZADAS Folhas.

sendo cultivada em hortas e jardins. erva-da-graça. ramificada. que cresce de 0. olente. após as refeições (257). alecrimrosmarino. rosmarino. alecrinzeiro. HABITAT O alecrim vegeta espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrânicos. • As folhas fornecem matéria corante amarela que serve para tingir lã e algodão (93). perenifólia. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas frescas picadas em 1 litro d'água quente. entre o norte da África e sul da Europa. • Decocção: 30g de folhas para 1 litro de água . alecrim-rosmarinho. como a cinarase. Tomar 1 xícara do chá 4 vezes ao dia. opostas. inteiras. Bacillus subtilis e sarcina sp. perene. podem ser utilizadas como coagulante do leite (237).Apresenta atividade específica sobre bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus. com pêlos estelares na face inferior. • A planta vegetativa ou florida é muito ornamental. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. coriáceas. SINONÍMIA Alecrim-da-horta.5 a 1.) (288). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (hepatite. libanotis. conferindo uma . • As proteinases presentes nos extratos das inflorescências. É encontrado até 1. na fabricação do queijo. alecrim-de-cheiro. alecrim-de-jardim. Os ramos são tetragonais quando jovens e pubescentes. ALECRIM NOME CIENTÍFICO Rosmarinus officinalis L.500m de altitude (96). FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. TOXICOLOGIA Pode reduzir a lactação na mulher (257). OUTRAS PROPRIEDADES • As flores (cachopa) são utilizadas como hortaliça. rozmarim. lineares. A planta está plenamente aclimatada ao Brasil. Bacillus cereus.8m de altura. lenhosa. Folhas sésseis. colicistite e arteriosclerose) • Salada: utilizar as brácteas cruas ou cozidas temperadas com sumo de limão (68). Apresenta sabor muito peculiar.

com cerca de 15cm de comprimento. plantar em março a abril. pois as regas abundantes são prejudiciais ao conteúdo de óleos essenciais da planta. • Colheita das folhas: após o início do florescimento. estaquia. • Irrigação: só deverá ser feita se ocorrer um período significativo de estiagens. quando então as folhas tornam-se amareladas. As margens das folhas são recurvadas para a face inferior. na face superior o tom é verde-escuro. bilabiadas. A planta tende a floresce o ano todo e pode viver 8 a 10 anos. As estacas podem ser tratadas com IBA. É sensível ao vento e temperaturas muito baixas. dias longos e com bastante luminosidade. Umidade elevada e clima muito frio reduzem o teor das essências da planta. pouco fértil em nutrientes. desbastando-se todas as folhas nos 2/3 basais. Noites quentes favorecem o crescimento vegetativo da planta. Não tolera solo ácidos. na dose de 1.000ppm. quando as plantas já tem mais de 1m de altura. vermiculita e a areia lavada (20). • Substrato: casca de arroz tostada. As folhas encanoadas para baixo protegem os estômatos dorsais. • Propagação: sementes. As flores são hermafroditas. É heliófita. dificultando a perda de água. • Seleção genética: espécimes de hábito prostrado devem ser eliminados devido a péssima arquitetura. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. O fruto é do tipo aquênio. • Florescimento: ocorre mais intensamente a partir de agosto a dezembro. A produção de óleo essencial é maior no verão do que no inverno (182). quando a muda foi obtida de estacas ou mergulhia. A planta pode tornar-se virulenta. enquanto períodos chuvosos ou com nevoeiro reduzem os princípios. As mudas são transplantadas com um porte de 20 a 25cm. subsésseis.70m. incognita (171). Utiliza-se também a alporquia ou mergulhia de ramos. • Plantio: outubro a novembro. As flores são atrativas de abelhas.coloração esbranquiçada. de formato ovóide. azul-claras a esbranquiçadas. Quando obtidas de sementes. • Desenvolvimento: Por ser uma planta lenhosa. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com outras plantas. reunidas em inflorescências axilares e terminais. estendendo-se pelo verão e outono.50 x 0. ácido indol-butírico. . seco. o crescimento é lento. O enraizamento demora 3 a 4 semanas após a estaquia. CLIMA É de clima temperado quente. pela predisposição em ser infectada por microorganismos do solo e sujeira. divisão de touceiras e mergulhia. Utiliza-se as ponteiras dos ramos. diminutas. arenoso e bem drenado. • Doenças: as raízes podem ser invadidas por Meloidogyne javanica e M. o uso de fito-hormônios acelera o enraizamento. • Alelopatia: a planta é alelopata positiva com a sálvia (Salvia officinalis). SOLO As qualidades aromáticas são mais pronunciadas quando a planta cresce em solo calcário. Época favorável de estaquia: antes ou depois de uma florada intensa. O amarelecimento das folhas e secamento dos ramos podem ser conseqüência de infecções por fungos Fusarium spp.

no mínimo. béquica. eupéptica. queda de cabelo. Depois de fria. Apresenta 4.4 a 2% de óleo essencial nas folhas e 1. entorse. antisséptica. gastralgia. Staphylococcus aureus e três raças de Listeria monocytogenes (132).4% na sumidades floridas (96). cicatrizante (o pó das folhas). eupéptica. α-pineno. canfeno. bronquite. úlceras.5% de ésteres e 10% de borneol (96). Na indústria se utilizam ramos verdes com folha e sumidades. nevralgias. eucaliptol. calmante (68). rugas. flavonóides (257). saponinas. histeria. vasodilatadora. estimulante da fecundidade feminina. gota (128) clorose. 2. lineol (9). Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257). celulite. carminativa. estomáquica (341). ⇒ 15 g de folhas para 1 litro de água fervente. vulnerária. valerianato de bornila. • Produção de sementes: não ocorre formação de sementes no Litoral de Santa Catarina. acetato de bornila. PARTES UTILIZADAS Folhas sem ramos. escrófulas. poliuria. cansaço físico e mental. feridas. dispepsia atônica. nervosismo (215). anti-reumática. alcalóides. afecções hepáticas. antiasmática e antigripal (283). frigidez. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta forte atividade contra Salmonella sp. taninos. afecções cefálicas. vertigem (145). hemorróidas (257). tônica. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo borneol (9 a 18%) (93).• Padrões comerciais: o óleo essencial deve ter. intestinais e renais. úlceras (68). odontalgia. colhidas na primavera. narcótica. ⇒ 1 colher das de chá em 1 xícara de água quente. edema. ácido nicotínico (145) e colina. antisséptica. colesterol. coqueluche. ⇒ 5 a15g de folhas por litro se água fervente (283). antidiabética (145). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 xícara (tipo cafezinho) de folhas secas ou frescas em 1/2 litro d'água. febrífuga (271). cardiotônica. feridas. emenagoga. ácido rosmarínico. insônia e torcicolo (1). anti-hipertensora. astenia. tonificante do útero. depurativa (93). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia . cânfora. calmante. aperiente (257). eucaliptol e circol (163). excitante (215). antiespasmódica. colagoga. convalescença. cineol. sudorífica. contusões (9). depressão. isquemia.. anti-reumática. estomacal (294).5 a 6% de cinzas e 1. dextrogira. antidepressiva. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de problemas respiratórios. indigestão. enxaqueca. balsâmica. paralisias (93). impotência. matérias resinosas e pépticas (341). coar e tomar 1 xícara de chá três vezes ao dia (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestiva.

principalmente. filtrar e conservar em vasilhame escuro. prostático. Deixar em maceração por 5 dias. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. de 50 a 200ml/dia. • A planta é melífera. • O óleo de alecrim é parasiticida (294). • Extrato fluído: 1 a 5ml/dia. misturado com um pouco de água (257). entre eles a "água de colônia" (93). guisados. por 10 a 15 dias (tratamento para hemorróidas) (258). misturado com um pouco de água (257). OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas e das sumidades floridas é intensamente aromático. Coar. de moscas e borboletas. ⇒ Para ½ litro de xarope. Filtrar e adoçar com mel. esfriar e misturar à água da banheira. • É repelente de pragas caseiras. canforáceo e algo picante. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia.• Vinho: macerar 1 xícara e meia das de chá de folhas em 1 litro de vinho tinto durante 10 dias. peixes. As folhas. Tomar 1 cálice antes das refeições (128). Extrato da planta. a partir da dose de 52mg/dia.5%. saladas. ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. desintérico (258) e abortivo (145). Tomar 1 colher a cada 3 horas (257). pudins e biscoitos. O mel produzido a partir de sua flores é reputado como sendo da mais alta qualidade alimentar e medicinal. Pode ser utilizada também a quantidade de 30 a 60g de folhas por litro de vinho. desodorante e tônico capilar) • Desidratada e pulverizada. é embriotóxico em cobaias (105). Pode causar gastroenterite e/ou nefrite (385). • Tintura: ⇒ 50g d e folhas secas em 1 litro de álcool. Tomar diariamente 40 gotas diluídas em um copo de água. sobretudo de carne. • Decôcto: a 2. • As sementes contém um óleo essencial cor âmbar utilizado na preparação de cosméticos. adicionar o suco de 4 xícaras das de cafezinho. • Pó: as folhas secas podem ser pulverizadas e utilizadas como cicatrizantes. • Xarope: ⇒ 20 a 10ml/dia (341) ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. Pode ser utilizado também o óleo essencial. • É utilizada em perfumaria e cosmética (sabonete. são utilizadas como condimento em culinária. . tomando-se 2 a 3 cálices ao dia (283). frangos. • A planta é utilizada como condimento. atua como incenso (odorizante e abascanto). • Banho: ferver 3 xícaras das de chá de folhas em 1 litro de água por 5 minutos. TOXICOLOGIA Em altas doses é tóxico. 3 colheres das de sopa (128).

flutuante. SINONÍMIA Erva-de-santa-luzia. espatuladas. obliquamente campanulada. verde-claro ou brancacenta.ALFACE-D’ÁGUA NOME CIENTÍFICO Pistia stratiotes L. mururé-pagé. com 4 a 10cm de comprimento. gregária. pasta. AGROLOGIA Densidade: 1 muda/10m2 de água. com 15 a 20cm em altura. farinoso. gibosa e fechada em baixo. Typha angustifolia e Acorus calamus. nervuras 7 a 13 flabeladas. contendo numerosas sementes oblongas ou obovóides de textura rugosa e albúmen abundante. sésseis. brancas. As folhas são emergentes. perene. amarelo-pálidas. as masculinas reunidas em verticilos na parte superior e as femininas solitárias na parte inferior do espadice. mais ou menos cotonosa-pubescente nas duas páginas e com longos pêlos na base. pagé. contraída no centro e aberta e quase orbicular em cima. HABITAT Espécie autóctone encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica. As flores são pequenas. filiformes. acaule. obovado-cuneadas até ovadas. côncavas e dispostas em roseta espiralada e compacta. • Plantio: todo ano. fendidas ou inteiras no ápice. repolhinho-d’água. que é protegido pela espata. vivípara. FITOLOGIA Planta herbácea aquática. que é arredondado ou subtruncado. flor-d'água. • Consórcio: Eichhornia crassipes e E. esponjosas. fasciculadas. Fruto tipo baga elipsóide ou ovóide. barrentas e até poluídas e paradas. A inflorescência é do tipo espadice amarelada. fibrosas que emitem fibrilas capiliformes. estolonífera. verticais. • . com pericarpo fino. Não tolera água salgada. verde-pálido e saliente-nervadas na página inferior. mais ou menos vilosa exteriormente. azurea. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. fasciculadas. lentilha-d’água. Vegeta em água puras. também pequena. com até 30cm de comprimento. Azolla caroliniana. Possui inúmeras raízes imersas. gôlfo. • Propagação: multiplica-se facilmente por mudas que se formam na extremidade dos estolões.

• Também utilizada como planta ornamental de aquários e lagoas. diurética (32).58%). extratos não nitrogenados (2. FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas contusas sobre tumores (externamente). ocorre também uma redução da área foliar das plantas e senescência fisiológica. • Outras: infuso. OUTRAS PROPRIEDADES • As plantas.12%). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É maturativa. urinas sangüineas.14%).58%). constituem ótima forragem para porcos (93). proteína bruta (1. antiasmática (242). inviabilizando a qualidade da água. anti-hemorroidária. celulose (3. antidiabética.52%). cinzas (2. emoliente (93). pode resultar em acúmulo de princípios acres. anti-sifilítica. . decocto. A medida em que ocorre o super-povoamento da espécie. substâncias gomosas e albuminosas. deixadas alguns dias dentro de um balde d’água para liberarem o princípio acre. • Pó: mistura-se 1 colherinha do pó da folha seca com mel e toma-se várias vezes ao dia (sífilis) (32). para eliminar os cristais picantes. hemoptises. • Colheita: ano todo. macerado. estrangúria e oftalmias (93). anti-hemorroidária e desinflamatória de erisipela (9). antidisentérica.• Raleio: a planta tende a formar super-populações. PARTES UTILIZADAS Folhas.16%). FITOQUÍMICA As folhas contém água (90. antiartrítica. próprios das aráceas. • As folhas cozidas. Um hectare da planta inteira fornece 269kg de nitrogênio. hidropisias. • As raízes servem de substrato para a postura de ovos de peixes. • Produção: 90t/ha de folhas e raízes (93). enfermidades da bexiga e rins (32). matéria graxa (0. 447kg de potássio e 99kg de fósforo. sais de fósforo e cálcio (93). hematúria. são utilizadas para retirar nódoas de roupa. óleo de pingue. expectorante. • Utilizada como adubo verde. nitrato de potássio. cobrindo toda a superfície d’água e dificultando as trocas gasosas. INDICAÇÕES É utilizada no tratamento de diabetes insípida. ácido resinoso. O super-povoamento de áreas restritas e com a água parada. óleo e graxas de produtos diversos. suco e pó das folhas (242). anti-herpética. tumores causados por erisipela. hérnias infantis (242).

• Pragas: é normalmente atacada por formigas. e cilíndricos e lenhosos.5m. úmidos. • Plantio: outono e primavera. Inflorescências terminais. • Florescimento: ocorre notadamente no verão. sulcados. ovadolanceoladas. longo-pedunculadas. ricos em matéria orgânica e levemente ácidos. opostas. que cresce espontaneamente em pastos e subosques do Sul do Brasil. anisatum L. O fruto é uma cápsula seca com quatro sementes. perene. suculentos e pubescentes quando novos. alfavaca-do-rio-grande-do-sul. estendendo-se até o outono.ALFAVACA-ANISADA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum var. anis. O aroma é mais pronunciado em regiões de temperaturas mais altas. de ramos quadrangulares. As mudas são produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Nutrição: torna-se clorótica após períodos prolongados de chuva. Solos encharcados são detrimentais à planta. SINONÍMIA Alfavaca-do-reino. Folhas curto-pecioladas. glabras.0 x 0. axilares. CLIMA É uma espécie subtropical. SOLO A planta prospera bem em solos bem drenados. • Adubação: adubar com fertilizante orgânico no plantio (3 a 5kg/m2) e a cada dois meses. formando verticilos de seis flores lilases. dispostas em rácimos paniculados longos. alfavaca-gaúcha. A planta é acentuadamente nitrófila. • Propagação: sementes e estacas herbáceas. crenado-serradas do terço inferior em direção ao ápice. . FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. com nitrogênio (5g de uréia/planta). de temperaturas amenas. HABITAT Espécie autóctone. FITOLOGIA Planta arbustiva. ramificada. É esciófita. Não tolera períodos de estiagem e produz bem em regiões de umidade relativa elevada. manjericãocheiroso. medindo 4 a 6cm de comprimento. mas também em áreas ruderais e terrenos abandonados. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.

PARTES UTILIZADAS Folhas. carminativa e béquica. SINONÍMIA Alfavaca-cravo. canelinha. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. sudorífica. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas estiverem verde-amareladas. diurética (215). nunca ferver a alfavaca. OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes são comestíveis e nutritivas.• Colheita de folhas: verão até o outono. FITOLOGIA Planta arbustiva. lenhosa. HABITAT Espécie alóctone africana introduzida e aclimatada no Brasil desde o tempo do Brasilcolônia. ao atingirem a coloração castanha. • A planta é também utilizada como tempero e no preparo de licores. quando então é renovada. As folhas são opostas. quando novo. e no preparo de uma bebida árabe refrescante (93). A essência da planta é utilizada como anticefálica e febrífuga. O extrato da planta tem ação fungitóxica sobre alguns fungos fitopatogênicos. alfavaca-de-vaqueiro. cujo porte atinge até 2. utilizadas em mistura de pães e bolos.5m de altura por 3m de diâmetro de copa. ocorre deiscência total das sementes. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. quadrangular. caule. A cultura é mantida até o terceiro ano. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de vertigens. • Poda: ao final das colheitas eliminam-se galhos secos. Caule pubescente. perene. doentes e deficientes. ALFAVACA-CHINESA NOME CIENTÍFICO Ocimum gratissimum L. vivaz. as quais são facilmente perdidas. manjericão-cheiroso. antiespasmódica (283). . inflorescência e raízes. As sementes são antiblenorrágicas (93). estimulante. desmaios e enxaquecas nervosas (283). Utilizar o sumo ou o xarope.

béquica. e primavera. em se tratando de estacas. O óleo da planta apresenta ação protetora contra fungos de grãos armazenados (26. febrífuga e oftálmica (364). • Plantio: outono. laxativa. tem ação bactericida (Suresh et al.400µg. hipocolesterolêmica.0m.. As sementes são antiblenorrágicas (93). resultando num alto índice de sombreamento que inibe o crescimento de plantas próximas. • Colheita: inicia aos seis meses após o plantio. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento da paralisia e moléstias nervosas (93). diurética.96g/ml) inibe o crescimento das bactérias Fonsecaea pedrosoi e Cryptococcus neoformans. em verticilos curtos. • Alelopatia: a planta é muito enfolhada. anticefalálgica e diaforética. exceto as raízes. • Florescimento: ocorre a partir de janeiro. estimulante. Deve ser feita no início do florescimento. apud 364). • Doenças: a planta é imune ao nematóide Meloidogyne incognita (14).pecioladas ovado-oblongas. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta tem ação fungitóxica (28). quando as mudas são originárias de sementes.8% de óleo essencial. respectivamente (364). metileugenol (20%). As mudas são transplantadas aos 40 a 50 dias após a semeadura ou 60 dias após a estaquia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antisséptica bucal (261). ocimeno. As flores são amarelos-esverdeadas. O eugenol. antidiabética. hipotensora (271).0 x 2. estendendo-se até agosto. simples ou ramificados. que encerra eugenol (45 a 70%). 80). • Produção de sementes: a planta é altamente produtora de sementes.6 a 0. glandulosas e pubescentes em ambas as faces. principal componente da planta. FITOQUÍMICA A planta contém 0. acuminadas. Toda a planta apresenta um forte aroma. estomática. que inicia no verão e estende-se por todo o outono. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. crenado-serradas. α-pineno e β-pineno (444). limoneno. Fruto do tipo cápsula seca contendo 4 sementes subglobosas e rugosas. carvacrol. agudas na base. que infecta o coqueiro-da-bahia (29). canfeno. FORMAS DE USO . • Propagação: sementes e estacas dos ramos. As inflorescências são terminais ou axilares. nas concentrações de 150µg e 2. resfriado e insolação. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. carminativa. p-cimeno. particularmente sobre o fungo Phytophthora palmivora. O óleo essencial das folhas (0.

uma alongada. ALFAVACA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. retos ou curvos. • É insetífuga. manjericão-dos-cozinheiros. quiôiô. aparecem como pontinhos claros. Os capitados são compostos de uma célula basal.• 6 a 12g/dia. alfavaca-da-américa. A alfavaca exala um delicado aroma de limão que declina para cheiro de suor. que suporta a cabeça formada de quatro células. SINONÍMIA Alfavaca-doce. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. As folhas são revestidas de pêlos glandulares e não glandulares em ambos os lados. A maior densidade é verificada . manjericão-de-molho. folha-larga-dos-cozinheiros. Os não glandulares são unisseriados. var. pontudos. Os pêlos peltados não possuem segmentação celular na cabeça. na forma de decôcto ou inalação (444). A densidade de pêlos glandulares decresce com a maturação da folha. As flores são brancas a levemente rosadas. translúcidos. remédio-devaqueiro HABITAT Espécie alóctone. glabras. pretas e oblongas. manjericão-doce. manjericão. Na Índia a planta é perene. O caule e os ramos são quadrangulares. A planta está amplamente adaptada ao Brasil. basílico-doce. originária do Egito. Folhas simples. constituídos de 1 a 5 células de paredes celulares espessas. ovais. Índia e sul da Ásia. dispostas em inflorescências tipo cachos terminais. FITOLOGIA Planta herbácea ramificada. Por ocasião da maturação. que vistas contra a luz. pilosos quando novos e muito ramificados. longo-pecioladas. A planta atinge 40 a 50cm de altura. com sementes pequenas. os pêlos glandulares tornam-se murchos. da ponta em direção à base do limbo. espiciformes e melíferas. basilicão. situados sobre as nervuras e margens das folhas. basílicogrande. anual no Brasil. erva-real. Os glandulares são capitados. opostas. basílico-comum. OUTRAS PROPRIEDADES • É condimentar e utilizada na fabricação de licores. manjericão-de-folha-larga. Na face dorsal da folha pode-se distinguir covinhas onde se alojam gotas de essência. Fruto tipo aquênio. verde-claras. Cresce espontaneamente na Índia e na África. latifolium. labiadas. peltados ou escamados.

basilici. respectivamente (430). cânfora. SOLO Prefere solos de aluvião. linalol. limoneno. mirceno. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas verdes declinarem para pálido. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. A planta é bastante sensível ao nematóide Meloidogyne javanica. mas não tolera ventos frios e geadas. • Rendimento médio: 1. sp. 202). fenchona. • Poda: a poda da inflorescência retarda a senescência da planta em 30 dias (13). saponina (145). • Florescimento: a planta floresce no verão e outono. metil-cinamato (220). Não se adapta bem aos solos encharcados e pouco férteis. alfa e gama-terpineno. citronelol. Aráez e Tsai relatam um conteúdo de óleo essencial de 0. permeáveis. cimeno. • Propagação: é feita via semente e por estacas de plantas adultas. A concentração de óleos essenciais decresce com a expansão e idade das folhas (441). areno-argilosos. principalmente em períodos excessivamente chuvosos ou com nevoeiros e Fusarium oxysporium f. CLIMA Espécie de clima tropical. • Plantio: deve ser feito no início do período mais chuvoso do ano. • Doenças: a planta é eventualmente infectada por Botrytis cinerea.50%). borneol. Prefere insolação média (esciófita). As mudas são tranplantadas quando apresentarem cerca de 6 folhas definitivas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . cineol. • Mulching: O uso de filme de polietileno sobre o solo reduz a incidência de invasoras e aumenta a produção. alfa-terpineol. que causa galhas nas raízes e redução na produção de folhas (14.30m. alfa e beta-pineno. porém adapta-se bem ao clima subtropical. Quanto mais baixa a temperatura. canfeno. geraniol. eugenol.17% de óleo essencial. β-cariofileno. timol (9). metilchavicol. ricos em matéria orgânica e bem drenados.1 e 0.21kg/m2 de folhas e 0. menor o porte da planta. cinamato de metila. por aumentar a temperatura do solo (107). taninos. estragol.4 x 0. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita.nas regiões meristemáticas. embora possa ser plantada o ano todo. citral. com destaque para o linalol (68.4%. metil-eugenol (441). FITOQUÍMICA 1-8-cineole.

cólica abdominal e catarro intestinal. estomática. como rapé e repelentes de insetos (360). peitoral. disúria. resfriado. culinária. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. estomatite. excitante (341). Deixar 6 horas em repouso. Coar e pingar 30 gotas em 1 copo de água e tomar 2 ou 3 vezes ao dia. Fazer bochechos ou gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). analgésica (294). estimulante (93).Estomáquica. diurética. amigdalite. mascadas. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é utilizado em cosmética. • Tintura: macerar durante uma semana 20g de folhas frescas em 80ml de álcool de cereais. faringite. cicatrizante. bronquite. gengivite. O óleo de alfavaca é usado como sedativo em crises nervosas e para combater a insônia. Combate as afecções das vias respiratórias. antidiarréica (sementes). febrífuga (68). béquica. Externamente pode ser usada para feridas ulcerosas e afecções do bico do seio (145). antiemética. debilidade nervosa. bosques e subosques do sul do Brasil. ⇒ Decocção: ⇒ Ferver 10 a 15g de folhas em 1 litro de água. diaforética. . sudorífica. antidisentérica. • Os brotos da planta podem ser consumidos como salada (145). ALFAVACA-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. ⇒ 10 a 15g de folhas e/ou flores em 1 litro de água. FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas frescas amassadas com álcool (feridas e úlceras). • Infusão: ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. INDICAÇÕES As folhas. antiespasmódica. são úteis para afecções da garganta. emenagoga. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em campos. coar e tomar 1 copo 3 vezes ao dia (145). afecções gastrointestinais e renais. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. carminativa. lactógena e anti-reumática (9). perfumes. tônica (145). afta (68).

). irregularmente distribuídos. microscopicamente (209). unisseminado). ereta. Inflorescência axilar. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. SOLO Prefere solos úmidos e poucos ácidos. elíptico. glabro. com cerca de 30 a 60cm de altura. cruzadas em pares.5cm de largura. liso e reticulado.FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. densamente aglomeradas. com caule quadrangular. rombo-lanceoladas ou lanceoladas. bem drenados. glandulosa. • Propagação: sementes e pedaços de ramos radicantes. serrada ou duplamente serrada. emarginado e piloso. balsâmica e vermífuga. base atenuada em pecíolo curto. Flores subsésseis. fosco. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas em ½ litro de água.40m. aromática. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia.6m x 0. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Plantio: outono e primavera. ALFAZEMA NOME CIENTÍFICO Lavandula officinalis L. • Colheita: 3 meses após o plantio. • Pragas: sensível ao ataque de vaquinhas (Diabrotica spp. preto. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. com pêlos longos e espessos. pouco ramificado. FAMÍLIA BOTÂNICA . Colhe-se pouco antes do florescimento. medindo até 6cm de comprimento por 2. verde-intensa. Fruto do tipo carcerulídeo (seco. • Florescimento: dezembro a fevereiro. Folhas opostas. É esciófita. Corola branca com lábio superior bilobado e inferior com lobos laterais tringulares e mediano em forma de colher. em glomérulos globosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica das vias respiratórias. unilocular. indeiscente. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita.

cálice com cinco dentes. • Colheita: é feita até 3 vezes ao ano. quando disponíveis. brácteas castanhas. .3 a 0. estreitas. A planta não se adapta à regiões úmidas e/ou em solos compactados. outono e verão. lavândula. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene de ramos e folhas brancacentas-tomentosas. Fruto aquênio com uma semente preta. havendo necessidade de sombreamento e irrigação por nebulização. para se evitar a desidratação dos tecidos. SOLO A planta cresce melhor em solos de origem calcária. CLIMA A planta é de clima temperado com umidade relativa do ar baixa. quatro carpelos. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. na primavera. • Florescimento: é muito raro em condições tropicais. fortemente argilosos e ácidos. largas. • Propagação: estacas da planta matriz ou sementes. É encontrada até 1. bem drenados. É cultivada em jardins e hortas do Brasil. É heliófita.Lamiaceae. preferencialmente. que cresce em solos calcários áridos das regiões montanhosas das costas marítimas européias. Os ramos são nus. tomentosos e simples. e só ocorre em regiões subtropicais cujo fotoperíodo é longo. • Plantio: março (sementes) e outubro a novembro (estaca). Apresenta um perfume suave muito agradável.4m. aerados e pobres. que cresce de 0. lisa. • Doenças: o crescimento da planta é muito lento. lavande. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. HABITAT Espécie alóctone mediterrânica. sendo que condições de temperatura e umidade elevadas predispõem à infecção de fungos vasculares (fusariose).6 x 0. inteiras e lanceoladas. quatro estames inclusos. Pluviosidade excessiva e altas temperaturas são drasticamente desfavoráveis à planta. A planta não suporta solos úmidos. eretos. nas condições tropicais e subtropicais.800m de altitude. Flores azulvioláceas dispostas em espigas terminais interrompidas. • Produção de sementes: não ocorre. normalmente. lineares ou oblongo-lanceoladas. SINONÍMIA Lavanda. • Aclimatação: O enraizamento de mudas é recalcitrante e lento. As folhas são verdeacizentadas. corola com cinco lóbulos e dois lábios.6m em altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

de 5 a 20ml/dia (341). ftiríase. síncopes. TOXICOLOGIA • Em altas doses pode ser depressiva do sistema nervoso. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. antiemética (9). vertigem. antisséptica. borneol. • Alguns fitoquímicos da planta são incompatíveis com sais de ferro e iodo (383). apoplexia. asfixia. nerol (145). asma. Em fricções. antimicrobiana (257). enxaqueca (257). cineol. • Extrato fluido: 0. cumarina. nervosismo. parasiticida capilar. doenças do estômago. colagoga. antiasmática (215). indutora do sono (145). epilepsia. atua sobre o reumatismo (145). cariofileno (257) eucaliptol. álcoois térmicos. amenorréia. peitoral. acetato de linalilo (283). (145). ⇒ 8g da planta/litro d'água ou 1 colher das de sopa de folhas picadas em ½ litro d'água. atonia dos nervos encéfaloraquidianos (93). INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento da anúria. • Tintura: 1 a 10ml/dia (341). OUTRAS PROPRIEDADES • Da planta obtém-se um óleo. FITOQUÍMICA Óleo volátil. descongestionante (435). excitante do sistema nervoso. tinha e picada de insetos (383). béquica. não devem exagerar na administração de preparados à base de alfazema (145). ⇒ 2 a 4g/litro de água (435). • Pessoas propensas à úlceras. cosméticos. terpin-4-ol. acetato de lavandulilo. tônica estomacal. cicatrizante. oftálmica (341). tensão nervosa e muscular. furfurol. diurética (283). causando sonolência (257).5 a 2ml/dia. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao dia (257). estimulante do cérebro. cefalalgia. catarro (435). calmante. cefalalgia. antianêmica (93). digestiva. antiespasmódica.PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. • Alcolatura: 10g em 2 litros de álcool neutro ou de cereais (antisséptico e cicatrizante). paralisia. calmante. emenagoga. acne. flavonóides. veterinária. fígado e baço. linalol. tanino. feridas. antiinflamatória. geraniol. ⇒ 10g ou 2 colheres de folhas secas picadas em ½ litro. tônica capilar e antileucorréica (294). tônica dos nervos. bronquite (294). em perfumaria. vermífuga. geralmente amarelo (óleo de Aspic). anti-reumática (271). neurose cardíaca (271). Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia. cânfora. lavandulol e α-terpineol (275). indústria de vernizes nobres e . FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 1%. utilizado como inseticida. dispepsia flatulenta.

cravorana. não tolerando porém períodos muito frios e geadas. simples. tenuamente tomentoso. estão dispostas em rácimos paniculados de 20cm de comprimento. As folhas superiores são pinadas. O caule é cilíndrico. alternas e menores. peluda. Desenvolve-se bem como esciófita. SINONÍMIA Absinto-selvagem. gonorréia. CLIMA É de clima subtropical. artemija. artemisia. escrofulose. leucorréia. ramificando-se muito na maturidade. FITOLOGIA Planta herbácea ereta.3m x 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • O esfregaço da planta nas roupas perfuma e protege-as das traças. odorífera. algo estriado.medicina (paralisia da língua. cravo-da-roça. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. opostas. AMBROSIA NOME CIENTÍFICO Ambrosia tenuifolia L. quando em combustão. As folhas são curto-pecioladas. amaurose. cloroses. monóica. atua como odorizante e desinfetante de ambientes. losna-selvagem. com segmentos lanceolados. quando jovem. • O pó das folhas. sésseis. As flores masculinas estão dispostas em capítulos pendentes e as femininas. comportando-se até mesmo como semihalófita. broncorréia). ramosa. ambrosia-americana. Porém desenvolve-se melhor em solos de textura média e férteis. Não tolera solos muito ácidos e encharcados. áspero. Medra em potreiros e áreas ruderais. carprineira. além de ser insetífugo. bipinatifidas. SOLO Adapta-se às mais diversas condições de solo.3m. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. as inferiores. que cresce de 30 a 90cm de altura. cafalalgia. com 3 a 6cm de comprimento. .

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. no início do florescimento. erupções na pele. • Plantio: início da primavera. amora-silvestre. em viveiros. hemorragia nasal (342). • Florescimento: dezembro a janeiro. urticária. silva. • Produção de sementes: após a maturação. AMORA-PRETA NOME CIENTÍFICO Rubus spp. formada por flores de . areia ou vermiculita. As estacas podem ser enraizadas em solo. As folhas são peninérveas formadas por 9 folíolos de coloração verde escuro na face ventral e esbranquiçadatomentosa na face inferior. antileucorréica e hemostática. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. TOXICOLOGIA Durante a época da floração. silva-de-são-francisco. cãibras dos intestinos. • Colheita: 4 meses após o plantio. As hastes sarmentosas e o caule são cilíndricos e os mais velhos são revestidos por uma cerosidade branca que pode ser removida com os dedos. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 1. É reputada como sucedânea da quinina (94). sendo quebrada com baixas temperaturas ou alternância de temperaturas (209). tônica. Os acúleos que revestem o caule são grandes e de forma mais ou menos espiralada. digestiva. o pólen pode vir a ser alergênico em pessoas susceptíveis. indigestão. náuseas.• Propagação: rebentos de rizoma. ou diretamente a campo. FAMÍLIA BOTÂNICA Rosaceae. SINONÍMIA Amora-branca. as sementes apresentam dormência. estomáquica (283). calmante dos nervos (303).5 a 3m de altura. sarçamora. infecções nos dedos (271). A inflorescência é do tipo panícula. INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. Os acúleos das folhas localizam-se na nervura central e são recurvados para base da folha. febrífuga (271). anti-helmíntica (as sementes). causando a febre do feno. dança-de-são-guido (283) e afecções hepáticas (303). o mesmo acontecendo com o pecíolo.

pétalas brancas. A infrutescência é composta de numerosos frutos tipo drupa, de coloração violeta escura.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia de ramos. As sementes não germinam sem uma escarificação química com ácidos, como ocorre no estômago dos pássaros frugívoros. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (mergulhia). • Florescimento: novembro e dezembro. • Colheita: inicia-se a partir do segundo ano. • Poda: a planta tem que ser podada periodicamente para facilitar os tratos culturais e a colheita. As mãos, braços e os olhos devem ser protegidos para evitar-se ferimento pelos espinhos. • Produção de sementes e frutos: dezembro e janeiro.

FITOQUÍMICA
Contém taninos.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hemostática, adstringente, antidiabética, antidisentérica, tônica (283), anti-hipertensora, anticolesterolêmica, antidiarréica e antilítica (271).

INDICAÇÕES
Indicada para a azia, cãibras do sangue, hemorróidas, inflamações da garganta e da boca e hidropisia (271).

FORMAS DE USO
• Xarope: feito à base de infusão das folhas e botões florais (a 10%) misturado ao suco dos frutos maturos. Aquece-se até o ponto de xarope (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os ramos são utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas.

AMORA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Rubus imperialis Cham. e Sch.

FAMÍLIA BOTÂNICA

Rosaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce espontaneamente na Mata Atlântica, matas secundárias e bosques, normalmente em condição umbrófila e semi-umbrófila.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, sarmentosa, perene, de ramos angulosos, armados de acúleos grandes, podendo atingir 4 a 5m de comprimento, apoiando-se na vegetação próxima. Folhas compostas, palmada, 5-foliadas, folíolos ovado-cordiformes ou ovado-arredondados, membranosos, grosso-dentados, pouco tomentosos na face dorsal, com o pecíolo espinescente. Flores com pétalas brancas, lacínias lanceoladas, curto e grossopedunculadas, disposta em panícula subcorimbosa, sendo o pendúnculo tomentoso e aculeado. Fruto composto de inúmeras drupas verde-amareladas.

SOLO
É pouco exigente em solos. Medra mesmo nos úmidos, ácidos e bastante argilosos.

CLIMA
Espécie subtropical. Prefere temperaturas amenas a quente e alta umidade relativa do ar.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia. As sementes só germinam mediante escarificação química com ácidos, conforme ocorre no estômago de aves frugíferas. A mergulhia deve ser feita a partir da primavera. • Plantio: o ano todo, para sementes, ou novembro a fevereiro, quando se faz a mergulhia. • Tutoramento: em espaldeiras de três arames superpostos. • Florescimento: outubro a novembro. • Frutificação: novembro a dezembro. • Colheita de folhas: o ano todo.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hipocolesterolêmica (271).

FORMAS DE USO
15 a 20g/dia, em decocção, fracionada em três xícaras diárias.

ANDRADE

NOME CIENTÍFICO
Persea major Kopp.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Lauraceae.

SINONÍMIA
Canela-rosa, pau-andrade, canela-cedro.

HABITAT
Espécie autóctone que habita a Mata Atlântica, principalmente em altitudes acima de 400m, no sul do Brasil. A planta é considerada rara e devido à existência de poucos indivíduos e o alto nível de patógenos endógenos, corre o risco de extinção nas regiões onde ainda ocorre.

FITOLOGIA
Árvore grande, com até 12m de altura. Os ramos são subangulosos e amarelo-tomentosos quando novos e castanho-escuros e glabros, com as gemas sedoso-tomentosas, quando mais velhos. A folhas são esparsas, pecioladas, inteiras, variáveis, alternas, oblongas ou elípticas, peninervadas, glaucas, finamente arroladas nas duas faces, cordiformes, arredondadas na base ou obtusas dos dois lados, ou agudas e subacuminadas no ápice, com 12 a 14cm de comprimento e até 7cm de largura, glabras ou levemente hirsutas e luzidias na face ventral. A inflorescência é multiflora, ferrugíneo-tomentosa. As flores verde-amareladas, dispostas em panículas piramidais longo-pedunculadas e revestidas de um denso tomento sedoso-ferrugíneo ou amarelo-ocre, com bractéolas decíduas. O fruto é uma baga globosa, verde-glauca, com cerca de 1cm de diâmetro.

SOLO
A planta cresce naturalmente em solos profundos, argilosos e com pouca acidez.

CLIMA
Ocorre em regiões cujas temperaturas giram em torno de 10 a 15oC, no inverno, e 20 a 25oC no verão.

AGROLOGIA
• • • • • Espaçamento: 4,0 x 4,0m. Propagação: sementes e brotações da cepa. Plantio: outubro. Florescimento: janeiro Colheita da casca: durante o inverno.

PARTES UTILIZADAS
Casca do tronco.

FITOQUÍMICA
Esteróides, triterpenos, flavonóides, saponinas, taninos hidrolizáveis e condensados, grupo amino e lipídeos. O teor de tanino é de 19,7%, taninos catequínicos 18,61% e catequinas 32% (251).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Cicatrizante (251).

ANIL
NOME CIENTÍFICO
Indigofera suffruticosa Mill.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papilionaceae.

SINONÍMIA
Anil-do-campo, anileira, anileira-da-índia, anileira-verdadeira, caá-chica, caá-chira, caáobi, caá-timbó, caobi-índigo, guajaná-timbó, índigo, indigueira, timbó-mirim, timbozinho.

HABITAT
Espécie alóctone originária das Antilhas e América Central. Vegeta espontaneamente em pastagens, terrenos abandonados e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, que cresce 0,8 a 1,0m de altura. O caule é anguloso, acizentado. As folhas são glaucas, imparipenadas, compostas de 7 a 15 folíolos opostos, linear-elípticos ou oblongo-agudos, inteiros, glabros na face ventral e pubescente na dorsal. As flores são róseas, curto-pedunculadas, pequenas, abundantes, dispostas em rácimos axilares eretos. O fruto é uma vagem arqueada, quase quadrangular, seríceopubescente, com cerca de 2 a 3cm de comprimento, contendo seis a oito sementes pardacentas, angulosas ou subcilíndricas, lisas e duras.

SOLO
As plantas crescem mesmo em solos pedregosos, arenosos e até mesmo em dunas de areia. Não tolera solos encharcados ou muito argilosos.

CLIMA
É de clima tropical, prosperando melhor em regiões quentes e pouco pluviosas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,0 x 1,5m.

• Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: abril a maio. • Doenças: em regiões úmidas, é comum a ocorrência de sementes chochas e fungadas. • Colheita: inicia 6 a 8 meses após o plantio. • Rendimento: em um hectare obtém-se cerca de 330 a 560kg de anil ou 40g para cada 10kg de folhas (93).

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Leucoindigodina (93). Submetida à altas temperaturas, transforma-se em indigotina, que é o anil (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiespasmódica, emenagoga, estomáquica, sedativa (257), sarnicida (folhas machucadas), diurética, febrífuga, antiepiléptica, purgativa (32), depurativa (68), antiálgica e antiinflamatória. A raiz é odontálgica e já foi utilizada como antiofídica (93).

INDICAÇÕES
É utilizada no tratamento das afecções das vias urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, obstipação intestinal, hepatite (68), afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é indicada para coréa, epilepsia, icterícia, É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênico (93). Também indicada para a laringite aguda, linfoadenite, escabiose, erupções da pele (1).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas. • Decocção: ⇒ 15g/dia. ⇒ ferver 5g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias (68). • Infusão: 5g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia (32). O sabor do chá é algo salgado.

TOXICOLOGIA
Extrai-se da planta o índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina - substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico.

OUTRAS PROPRIEDADES

• As sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas (32). • As folhas fornecem matéria tintória, conhecida como anil (328).

ARNICA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Wedelia paludosa DC.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Cura-tombo, margarida, margaridão, mal-me-quer, malmequer-do-brejo, picão-da-praia, vadelia, vedélia.

HABITAT
Espécie autóctone da região litorânea brasileira. Medra em pastos, áreas abandonadas e ruderais, a beira de estradas, bananais, pomares, ao longo da orla marítima, principalmente em várzeas úmidas e sombrias.

FITOLOGIA
Planta herbácea, prostrada, perene, radicante nos nós, que cresce 40 a 50cm em altura. O caule é castanho-avemelhado, esparsamente piloso. As folhas são opostas, curtopecioladas, membranáceas, pilosas nas duas faces, mais pronunciadamente na dorsal, providas de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. Pecíolo semicilíndrico, ciliado. Capítulos solitários, longo-pedunculados, axilares. Brácteas involucrais foliáceas em duas séries, pilosas no dorso. Receptáculo cônico, carnoso, peleáceo. As flores são amarelas, as marginais femininas, cerca de 13, com corola ligulada, trilobada no ápice, com 8mm de comprimento, e as do disco, muitas hermafroditas, corola tubulosa. Aquênio túrgido, tríquetro, glabro, estreitado na base, com papus ciatiforme.

SOLO
Vegeta em todos os tipos de solo, desde os arenosos aos argilosos e orgânicos. Tolera solos ácidos, encharcados e até os secos. Tem preferência pelos solos úmidos.

CLIMA
Espécie de larga adaptação climática, proliferando-se melhor nos climas tropicais e subtropicais. Períodos de estiagem afetam o crescimento da planta. É heliófita, embora tolere alguma sombra.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,3m.

• Propagação: estacas radicantes. As sementes normalmente são inviáveis ou não se formam. As estacas são plantadas diretamente a campo. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: o ano todo, com exceção no inverno. • Poda: por ser uma planta rústica e altamente invasora, o crescimento vegetativo deve ser contido através de podas e eliminação de ramos radicantes. • Colheita: inicia a partir terceiro mês após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, flores e lígulas.

FITOQUÍMICA
Diterpenóide kaurane: ácidos ent-kaur-16[17]-en-19-óico e ent-kaur-9 [11],16[17]-dien19-óico (39) e luteolina (46).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, antiinflamatória, antianêmica (271). febrífuga, antidisúrica, antinevrálgica (215) e

INDICAÇÕES
Indicada para traumatismos, golpes, ferimentos, machucaduras (215), coqueluche, trombose e hematomas (271).

FARMACOLOGIA
Tripanossomicida (39), antinociceptiva (377) e antiálgica (46).

OUTRAS PROPRIEDADES
• É cultivada como onamental em jardins. • A planta apresenta um alto índice de enfolhamento, podendo ser utilizada como cobertura de solo, principalmente indicada para revestir barrancos, escoadouros e taludes.

ARNICA-DO-CAMPO
NOME CIENTÍFICO
Porophylum ruderale [Jack.] Cass.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Arruda-de-galinha, couve-cravinho, couve-de-veado, cravinho, erva-couvinha, erva-fresca, picão-branco. couvinha, cravo-de-urubu,

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul. Cresce notadamente em áreas ruderais, lavouras abandonadas e capoeiras.

FITOLOGIA
Planta herbácea anual, ereta, ramificada apenas no topo, cerosa, verde-clara, medindo 0,6 a 1,2m de altura. As folhas são simples, alternas, pecioladas, membranáceas, tenras, oblongo-lanceoladas, cerosas, base atenuada e ápice obtuso, margem inteira ou crenulada, glabra, medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Quando amassadas, as folhas liberam um olor desagradável. Inflorescência em capítulos solitários ou em corimbos, terminais ou axilares. Flor composta por um invólucro cilíndrico contendo filárias lineares unidas e corola constituída de finos tubos de coloração esverdeada ou amarelada. Fruto tipo aquênio, linear, negro, pouco brilhante, alveolado e munido de pêlos sedosos e brancos. A planta exala aroma forte e pouco agradável.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. Não tolera geadas, nem ventos muito frios. Cresce à plena luz e tolera o sombreamento.

SOLO
A planta prefere solos férteis, areno-silicosos, aerados, soltos, ricos em matéria orgânica. Não tolera solos ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,20m. • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral ou diretamente em canteiros, em sulcos transversais. • Plantio: outono e primavera. • Pragas: é suceptível ao ataque de lagartas e pulgões. • Florescimento: janeiro a março. • Colheita: Deve ser feita no inverno, quando é maior o teor de flavonóides. Durante o verão e a primavera, há um decréscimo de 24% no teor de flavonóides totais (166). O ciclo varia de 100 a 110 dias.

FITOQUÍMICA
Flavonóides (0,45 a 0,59%, p/p), alcalóides, taninos, saponinas, açúcares reduzidos (166).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antiartrítica, antimicótica (166), antilítica, antidiabética (271), diaforética, emenagoga e calmante (93).

INDICAÇÕES
Para o tratamento de corrimentos, afecções do fígado, hepatite, inflamações na garganta, amigdalite e má digestão. Já foi até utilizada para tratar a histeria (93).

ruda. ARRUDA NOME CIENTÍFICO Ruta graveolens L. a inibição foi de 46. ruta-de-cheiro-forte. pequenos. pecioladas.ATIVIDADE BIOLÓGICA 2. estreitos. Está perfeitamente aclimatada no Brasil. arruda-fêmea. CLIMA A planta é. 3-pinatipartidas. porém é mascarado pelo forte aroma. pardas e rugosas por lóculo.3. É heliófita. mediterrânica. triangulares. sésseis. . HABITAT Espécie alóctone. abrindo-se superior e inferiormente em 4 valvas. O sabor das folhas é ligeiramente picante. 64. inibe o crescimento de Leishmania amazonensis em 45. cultivada em jardins e hortas.6% (196). nativa da Europa e norte da África.2% e 91. levemente alcalino. de clima temperado seco. Solos pesados e úmidos são desfavoráveis ao crescimento da planta.5mg/ml do extrato cru das folhas. desenvolve-se bem em regiões de clima subtropical até tropical. É bastante tolerante à seca.5%. O fruto pentalocular produz uma sementes reniformes. por origem. 85.1% em 24. sem clorofila. carnosas. arruda-dos-jardins. arruda-fedorenta. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. alóctone. SINONÍMIA Arruda-doméstica. Está amplamente adaptada no Brasil. Mas devido à sua histórica aclimatação no Brasil. Com clorofila. Forma touceiras de até 1. 48 e 72 horas. FITOLOGIA Planta subarbustiva polianual. As flores são miúdas e de cor amarelo-esverdeadas. compostas. arruda-macho. Possui cálice com 4 a 5 sépalas lanceoladas.0m de altura. de caule ramificado desde a base e lenhoso. agudas e corola de 4 a 5 lobos salientes e rugosos.1 e 87. e verde-oliva durante o reprodutivo. respectivamente. As folhas são alternas. decompostas em 9 a 11 lobos oblongos ou obovados. SOLO Prefere solos permeáveis e ricos em matéria orgânica. glabros e de coloração acizentada-azulada durante o estágio vegetativo. dispostas em corimbos.

• Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. emenagoga. tranquilizante. antiepiléptica (435). rutalidina. aromáticas. rutamarina. hemostática. hipocondria (435). INDICAÇÕES A planta pode ser utilizada no tratamento de otite. rutalinium. dulcite. ribalinidina (120) . rutamina. antiasmática (120). hesperidina. paralisia. antiespasmódica.09% (96). salicilato de metila. enxaqueca.1mg. varizes. feridas e zumbido no ouvido e incontinência urinária (215). O teor de essência da arruda varia de 0. Faz-se duas colheitas ao ano. bergapteno. antitetânica. lactonas. calmante dos nervos (32). fenóis. esquiamianina. rubalinidina (257). • Produção de sementes: os frutos com sementes maturas ficam prontos de novembro a janeiro. rutaretina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-histérica. matérias resinosas e pépticas (341). • Florescimento: agosto a dezembro. analgésica. dores intestinais. adstringente. estimulante. onicomicose. FARMACOLOGIA A ação espasmolítica da planta é devida é devida à presença de bergapteno e xantotoxina. pineno e limoneno (raízes. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. carminativa. A germinação ocorre em 10 a 15 dias. alcalóides. enquanto que a metilnonilcetona apresenta ação vesicante. cocusaginina. fortificante dos nervos. furocumarina. PARTES UTILIZADAS Folhas. hemorróidas. conjuntivite (283). chalepeusina. aperitiva. quercitina. gota. ciática (145). febrífuga (120). derrame cerebral. galhos com folhas e flor. flebite. sudorífica (341).AGROLOGIA • Espaçamento: 0. metilnonilcetona.07 a 0. Quando a propagação é feita por estacas. sarnicida (257). As sementes são postas a germinar em substrato organomineral. pneumonia (120). óleos voláteis. Os explantes são cultivados em meio MS ½ + 0. álcool metilnonílico e seus ésteres combinados aos ácidos acético e valeriânico. erradicação de oxiúros (294) e ascárides. FITOQUÍMICA Hibalactona (da raiz).70 x 0. As estacas enraízam em 60 dias. cumarinas. rutina. excitante da motilidade . éter metílico do ácido metilantranílico. rutacridona.l -1 de benzil amino purina (76). cineol. estupefaciente. xantotoxina. As folhas e as sementes têm propriedades antiparasitárias (sarna e piolho) e as sementes são anti-helmínticas (283). flavonóides. • Micropropagação: utilizam-se explantes a partir de segmentos nodais submetidos a assepsia com cloro ativo a 2%. parasiticida capilar. • Plantio: início do verão. heterosídeos antociânicos. antinevrálgica (271). principalmente). deve-se proceder um sombreamento de 70% e prover farta irrigação das mudas. metilnoilcarbinol. hidrocarbonetos. graveliferona. anti-reumática. ácido salicílico livre.30m. cineol (145).

convulsões (341). ⇒ 1 colher das de café de folhas em 1 xícara das de café de água quente. • Decocção: ⇒ 100g da planta fresca em ½ litro de água. 145). • Cataplasma: varizes e flebite (145). ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides da planta mostraram atividade antimicrobiana (120) e anti-helmínticas (Costa. Ingerir 2 xícaras das de chá ao dia (257. • Clister: cozinhar 8 a 10g de folhas por litro de água (parasitas intestinais). hemorragia e aborto em mulheres grávidas. arrefecimento da pele. depressão do pulso. náuseas e vômitos (145). Pode causar fitodermatites. gastroenterites. ⇒ ferver durante 5 minutos 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. cólicas. 32. • Essência: 1 a 7 gotas/dia (341). • Parasiticida capilar e sarnicida: 20g de folhas/litro de água quente (283. Apresenta ainda atividade estimulantes febrífuga e emenagoga (Costa. • Extrato fluído: 0. vômitos. Coar. esperar amornar e aplicar compressas de algodão várias vezes ao dia sobre os olhos (128). • Sumo: 3 gotas do sumo em 1 gota de álcool. apud 120). hiperemia dos órgãos respiratórios. tremores. . dores epigástricas. Pingar 2 gotas em cada ouvido (257). secura na garganta.5 a 2g/dia. • Xarope: 10 a 40ml/dia. OUTRAS PROPRIEDADES • Foi muito utilizada na antigüidade como anafrodisíaca. Tomar 3 vezes ao dia (128). salivações.5 a 2ml/dia. Lavar os olhos (conjuntivite) (257). FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 1%. apud 120). 145). ⇒ 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (sarnicida) (257).uterina (120). • Pó: 0. TOXICOLOGIA Doses elevadas do chá podem causar vertigens. ⇒ 2 a 3g de folhas secas/litro de água (283. contração da pupila e sonolência (93) . 435. 32). edema na língua (257). • Vermífugo: 20g de folhas/litro de azeite. dores abdominais. Administrar 2 a 3 colheres das de chá por dia. 50 a 200ml/dia (341). através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar (120). Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. • Tintura: ⇒ 2 a 10ml/dia (341).

ARTEMÍSIA NOME CIENTÍFICO Artemisia verlotorum Lamotte. HABITAT Espécie alóctone de origem asiática. Flores verde-amareladas. com tamanho decrescente em direção ao topo da planta. SINONÍMIA Absinto. ereta. enquanto que a dorsal é intensamente alvo-tomentosa. inteiras ou lobuladas.0m de altura. . adapta-se bem às regiões subtropicais e tropicais. losna-brava. • É utilizada. A face ventral é glabrescente. flor-de-são-joão. pubescentes e membranáceas. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. Corola tubular pentalobada.30m. crescendo cerca de 0. sendo cultivada em jardins e hortas. cilíndrico e multisulcado. ovalado.8 a 1. de rizoma perene e folhagem anual.• Pode-se confeccionar uma vassoura com os ramos e folhas para os parasitas domésticos. como abascanto. artemijo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. CLIMA Embora seja uma espécie de clima temperado quente. losna. reto. medindo cerca de 1mm de comprimento SOLO Prefere solos secos e leves. As folhas são alternas. glabro. verde a verde-avermelhado. composta por invólucro campanulado de filárias ovaladas. FITOLOGIA Planta herbácea. artemija. • A planta afasta moscas e combate pulgões. as inferiores pinatisectas com segmentos lanceolados e as superiores lanceoladas. Está bem aclimatada ao Brasil. curto-pecioladas. É heliófita. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.30 x 0. verde intenso. segundo o folclore afro-brasileiro. as folhas exalam aroma amargo. alvo-tomentoso. Fruto tipo aquênio. Quando amassadas. Caule liso.

carminativa. (215). mucosidade. coréia (dança-de-são-guido). 4 vezes ao dia (145). hipocloridria. Tomar 2 a 3 xícaras das de café ao dia (cólicas menstruais). gastrite. anti-reumática (271). enterite. . o crescimento da população da planta deve ser contido para não invadir outras áreas. Deixar macerar por 15 minutos. 32). antinevrálgica. icterícia. amenorréia. • Florescimento: ocorre a partir de outubro. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (cineol. estendendo-se até janeiro. anti-hidrópica. • Colheita: 6 a 8 meses após o plantio. amarga e estimulante (242). ⇒ ferver durante 10minutos uma colher de sopa de raízes em ½ litro de água. debilidade eupéptica.SP. antiinflamatória. PARTES UTILIZADAS Folhas. ao levantar e ao deitar (tônico circulatório). afecções biliares e hepáticas. inapetência (68). afecções uterinas (215).• Propagação: rebentos do rizoma. ⇒ ferver durante 15 minutos uma colher das de sopa de raízes em ½ litro de água. atonia. ⇒ 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. ansiedade. febrífuga. • Raleio: por ser uma planta altamente prolífica. • Plantio: outono e primavera. Tomar alguns goles durante o dia (calmante e antiespasmódico). calmante. tujona e cetona). antianêmica. Segundo a Universidade de Campinas . Utilizar 2 a 4 xícaras por dia (283). ⇒ 1 colher das de sopa em 1 litro de água quente. em janeiro. formando inúmeros rebentos de raiz. tanino e ácido antêmico (145). antilistênica. flores e raízes. combate também a malária (145). vermífuga. intoxicações endógenas e exógenas. Tomar 1 xícara de chá após as refeições (digestivo). emenagoga. Tomar 2 xícaras das de chá ao dia. convulsões e histeria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. antidiarréica. tônica. INDICAÇÕES Indicada para a cólica. antiepiléptica (283). Cobrir e deixar macerar por 10 minutos. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 15g/litro de água.UNICAMP . antiespasmódica. ácido málico. lombrigas. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. constipação (242). anorexia. nervosismo (283. Tomar ½ xícara. estomáquica. • Decocção: ⇒ ferver por 1 minuto 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. antiepiléptica (145).

As flores do disco central são amarelas e tubulosas. artemijo. macelado-reino. Folhas pinatissectas ou bipinatissectas. profundos. desagradável e sabor amargo. Não deve ser ingerida crua. no reumatismo (68). glabras ou pouco pubescentes. artimijo.• Compressa: utilizar o decôcto ou o suco das folhas e/ou raízes. piretro-do-cáucaso . SOLO A planta prefere solos areno-silicosos. Pode causar também hepatonefrites. ARTEMÍSIA-ROMANA NOME CIENTÍFICO Tanacetum parthenium L. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ácidos e muito compactos.5. Apresenta inflorescências em capítulos dispostos em corimbos terminais. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é adicionada à bebidas alcoólicas para obter sabor amargo ("bitter"). glabra. camomila-pequena. monsenhor-amarelo. HABITAT Espécie alóctone. • Os raminhos secos são colocados em armários e estantes como repelentes de traças (128). FITOLOGIA Planta herbácea. TOXICOLOGIA Esta planta torna-se tóxica quando utilizada em doses bem acima das indicadas (145). SINONÍMIA Artemigem-dos-jardins. . circundadas por lígulas brancas. muito ramificada. na Ásia. que cresce de 60 a 90cm de altura. margaridinha. • Apresenta propriedades inseticidas (32). Schulz-Bip. bem aerados. convulsões e problemas mentais e psíquicos (209). ricos em matéria orgânica e com pH entre 6. matricária. CLIMA A espécie prospera melhor em regiões de temperaturas amenas.0 e 6. externamente. macela-da-serra. Apresenta cheiro forte. onde a média anual gira em torno de 20 a 24oC. bisanual ou perene. originária do Cáucaso. Não tolera solos muito úmidos. nem por mulheres grávidas ou que amamentam (128).

TOXICOLOGIA Pode causar o aborto (258). ASSA-PEIXE NOME CIENTÍFICO Vernonia polyanthes Less.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. INDICAÇÕES Atua contra as cefalalgia (261). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é inseticida e insetífuga. antileucorréica. O transplante é feito quando as mudas apresentarem 5 a 6 folhas. males do coração e dos nervos (303). Tomar 1 a 3 xícaras ao dia (258). insônia (258).5 x 0. germacronolides. guaianolides e PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. FORMAS DE USO • Infusão: 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em uma xícara das de chá com água. emenagoga (93). • Plantio: primavera. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. • Florescimento: a partir de novembro. • É uma boa melhoradora da estrutura do solo.3m. sesquiterpenos clorados (257). • Propagação: sementes e estacas. além de ser ornamental. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em cetona. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica (261). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. enxaqueca. partenolides. pertubações gástricas. . antiespasmódica e febrífuga (1).

CLIMA É heliófita e não tolera geadas. cambará-guaçú. FITOLOGIA Planta arbustiva grande. antilítica. cerosa e verde-clara na face dorsal. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. chamarrita. margem inteira ou pouco serreada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. gríseo-pilosas. flavonóides (genkwanina e velutina). As folhas são agudas. porém bem drenados. alternas. INDICAÇÕES . cambará-branco. • Plantio: em qualquer época do ano. medindo 2 a 2. Inflorescência paniculada. • Propagação: sementes e estacas. • Florescimento: fevereiro a abril. O caule é liso. cambará-guassú. hemostática (68). expectorante. capoeiras. à beira de estradas e em terrenos abandonados. óleo essencial e sais minerais (128). SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. o cultivo deve ser feito em áreas mais agrestes da propriedade.5m. antihemorroidária (215). com capítulos sésseis contendo cerca de 25 flores lilases. Estacas podem ser enraizadas em areia ou solo leve. diurética (128).SINONÍMIA Assa-peixe-branco. lenhoso. pastagens. castanho. perene. lanceoladas. pecioladas. rugosas e ásperas na ventral. • Espaçamento: 2. Fruto aquênio. HABITAT Espécie autóctone que cresce em descampados. glicosídeos. • Colheita: as folhas devem ser colhidas antes do florescimento. oblongo-laneceolado. estreitas na base. ramificado e arredondado.3mm de comprimento. balsâmica. antiasmática (392) e antigripal (393). FITOQUÍMICA Alcalóides. PARTES UTILIZADAS Folha e raiz. reunindo filárias agudas e coriáceas em invólucro campanulado. que cresce de 2 a 3m de altura.0 x 1. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica.

gripes fortes. proporcionando um mel de alta qualidade. cálculos renais e o uso externo é indicado para combater afecções cutâneas (128). tomar até 3 xícaras ao dia. Coar e aplicar sobre afecções da pele (128). em banhos. • As flores são melíferas. Ferver 5 minutos. FARMACOLOGIA Os glicosídeos extraídos das flores. é fosforescente (93). A ingestão do chá das folhas causa um potente efeito diurético e natriurético em ratos (393). FORMAS DE USO • Xarope: 2 folhas picadas em 1 xícara das de café de água. durante 1 a 3 dias (145). durante 1 a 3 dias (68). ⇒ ferver por 5 minutos 3 folhas bem picadas em 1 xícara das de chá de água. acrescentar 2 xícaras das de café de açúcar e levar ao fogo até a dissolução do açúcar. vem sendo estudados como antitumoral (145). pneumonia (68). • Decocção: ⇒ ferver por 15 minutos 6 folhas cortadas em pequenos pedaços. • Compressas: hemostático (257). ⇒ Para bronquite: 2 folhas cortadas em 1 xícara das de chá de água quente. coar. contusões. tosses rebeldes. para hemorróidas pontadas nas costas e no peito. Tomar 1 a 3 xícaras por dia (128). Coar e tomar a vontade (diurético). contusões e infecções do útero (271). . quando extraída na escuridão. O decôcto da raiz é utilizado. coando a seguir. afecções do útero (215). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. • Suco: tritura-se ou moem-se as folhas. Tomar 5 gotas diluídas em água a cada 2 horas. Tomar durante o dia (como diurético). • Infusão ⇒ Como diurético: em um litro de água ferver 6 folhas picadas durante 10 minutos. Abafar por 10 minutos. fritadas à milanesa.Indicada para bronquite (392). • A casca da raiz. ⇒ Como expectorante: infusão com uma xícara de água fervente sobre 2 folhas picadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. AVELOZ NOME CIENTÍFICO Euphorbia tirucalli L. Adultos .1 colher das de sopa 2 a 3 vezes ao dia.

gravetodo-diabo. As estacas devem ser preparadas no fim da primavera até o início do verão. SOLO Plenamente adaptada a solos secos e pobres. • Poda: evitar que os ramos cruzem a área de circulação de pessoas. pau-liso. coral-de-são-sebastião. resina (257). árvore-do-lápis. labirinto. Sementes ovóides e lisas. FITOLOGIA Arbusto grande. perene. diminutas e raras. • Plantio: primavera. lactescente. HABITAT Espécie alóctone. O fruto é uma cápsula vilosa. látex. aldeídos (145). 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato (77). roupas que cubram a pele e óculos. coroa-de-Cristo. espinho-de-Cristo. dente-de-cão. enquanto que as masculinas ocorrem em torno das masculinas. pau-pelado. intrincados. pubescente e sublenhosa. • Manejo: qualquer atividade de cultivo feita com a planta deve prever o uso de calçados. originária da África. É xerófila. suculentos. Ramos verticilados. que cresce de 3 a 4m de altura. 3-locular. filiformes. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (eugenol). A rizogênese inicia perimetralmente à base da estaca. coral-verde. • Florescimento: não ocorre em Santa Catarina. de coloração verde. • Propagação: estacas de ramos. cilíndricos. axilares. amarelas ou esverdeadas. PARTES UTILIZADAS Seiva (látex). AGROLOGIA • Espaçamento: 3. quase áfilos. árvore-do-coral-de-são-sebastião. CLIMA É sensível ao frio intenso. pois rompem-se facilmente exsudando látex que pode ser cáustico. cega-olho. goma tirucalli.SINONÍMIA Almeidinha. Em solos muito úmidos o crescimento é demasiadamente lento. É heliófita. pau-sobre-pau. As flores são terminais. avelós.0m. mata-verrugas. profundamente 3-sulcada. árvore-de-são-sebastião. dedodo-diabo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS .0 x 2. cassoneira. espinho-italiano. hidrocarbonetos terpênicos. Devem ser hidratadas em sua base e após enterradas em areia úmida. espinho-de-judeu. diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol).

O látex. é resolutivo no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos. SINONÍMIA Avenca-cabelo-de-vênus. asma e gastralgia (77). Se o látex atingir os olhos. antiasmático. cólica. induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo (77). mas subespontânea no sul do Brasil. rubefaciente. cauterizante de verrugas (257). antiescorpiônico e ofídio (uso interno). cabelo-de-vênus. anti-reumático. o látex precisa ser diluído em água. • Uso interno: ⇒ Até 3 gotas por dia. Produz um látex com propriedades irritantes e cáusticas à pele. INDICAÇÕES Indicada empiricamente para o tratamento de neoplasias neuralgia. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. Por ser altamente caústico. branco e cáustico. Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor. Tomar um copo 3 vezes ao dia (145). fungicida. principalmente quando nova. • É utilizada como ornamental. TOXICOLOGIA Doses tóxicas coagulam o sangue. ⇒ 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água. originária da Europa. antibacteriano. pode destruir a córnea (257). FORMAS DE USO • Uso externo: romper um cladódio da planta e deixar 1 gota do látex cobrir a verruga ou calo. antiespasmódico. purgativo. antivirótico. distribuídas em 3 copos d'água (31 1994). antibiótico. O látex puro pode provocar até uma hemorragia (145). AVENCA NOME CIENTÍFICO Adiantum capillus-veneris L. expectorante (145) e antissifílico (93). HABITAT Planta alóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando adulta. em áreas ruderais sombreadas. paredes de poços e principalmente junto à fontes de água. a planta pode ser utilizada para confecção de moirões e cercas-vivas. em nichos de pedras. .

capilarina.. com cerca de 10cm de comprimento. causa amarelecimento e definhamento da planta. bronquite (341). A partir do rizoma emergem pendúnculos glabros. As folhas são pecioladas. O rizoma é fino. Proteger contra geadas. mucilagem e glicose (294).FITOLOGIA Planta herbácea.40m. dividido e subdividido na orla da fronde. • Colheita: setembro a janeiro. carboidratos. estimulante (128). O ambiente deve ser sombreado. ressecamento da garganta. .4 x 0. alternas. duros e muito finos. emoliente. com a margem arredondada. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções catarrais das vias respiratórias. antidiarréica. • Plantio: primavera. rouquidão. e mesmo a meia-luz. levemente ondulada. caspa. rizomatosa. úmidos. • Raleio: eliminar folhas senescentes e doentes. com os folíolos em forma de cunha larga. antiasmática (341). digestiva (32). emenagoga (257). pardo-escuros ou negro reluzentes. As hastes e ramos são marrom-escuros. friáveis e frescos. com as nervuras delicadas. • Propagação: divisão de touceiras. expectorante. soltos. com 3 a 5 soros de esporos situados nas extremidades da face dorsal. polimorfas. antidisentérica (215) e antiinflamatória (294). dores reumáticas. de clima subtropical úmido. oblíquo e piloso. • Irrigação: a planta é muito exigente em umidade. FITOQUÍMICA Ácido gálico e tânico. úmido e quente. CLIMA A planta é umbrófila e higrófita. estacas e esporos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. queda de cabelo (257). crenadas. levemente ácidos. sudorífica. que atinge 20 a 40cm de altura. necessitando de irrigação frequente. A luz solar direta. aperiente. ricos em húmus. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizomas. muito delgadas. finos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Cresce bem em regiões com umidade relativa do ar elevada. • Aclimatação: a planta pode ser cultivada em vasos com substrato orgânico ou pó de xaxim. colhidos de setembro a maio. SOLO A planta prefere os solos de serrapilheira. com tendência a deltóide. perene. béquica. compostos fenólicos (257). A planta definha em solos secos. que cresce em touceiras. divididas 3 a 4 vezes.

semi-amplexicaules. ereto.dismenorréia. pequenas (1. azedeira. É cultivada em hortas. apud 32). FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. pardas e luzidias. sagitadas. debilidade das parturientes (283). as inferiores pecioladas. SINONÍMIA Azeda-brava. O fruto é uma cápsula lisa e escura contendo sementes triangulares. ⇒ 1 xícara das de cafezinho em 1 litro de água. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). bainha inciso-dentada ou laciniada. carnosas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como ornamental de ambientes sombreados. medindo 20 a 25cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. estriado.2mm). que é comprido e caniculado.8 a 2. • Tintura: 10 a 50ml/dia. de caule fistuloso. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. pequenas. distúrbios do ovário e da bexiga (271). amarelas. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. azedinha. com aurículas acuminadas e dirigidas para baixo. ⇒ 1 parte de folha : 100 partes de água. no Brasil. • Extrato fluido: 210ml/dia. AGROLOGIA . com 20 a 60cm de altura. Tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). verrugas. meia hora antes das refeições (Leo Manfred. As folhas são algo glaucas na face dorsal. Tomar 2 a 4 xícaras ao dia (257). As folhas superiores são sésseis. dispostas em panículas terminais e laterais. quase paralela ao pecíolo. HABITAT A planta é espontânea em Portugal e originária da Ásia. As flores são avermelhadas. laringite. oblongas ou ovais. freqüentemente avermelhado. 50 a 200ml/dia (341). AZEDINHA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Rumex acetosa L. Tomam-se 8 a 10 colheres das de sopa por dia. lanceoladas-subcordiformes.

neutralizadora da ação das substâncias acres e purgativa. plantados diretamente em canteiros. ácidos oxálico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É uma planta laxante. Derivados de antraquinona: 1. emodina antrona. • Adubação: adubar os canteiros com 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. produzindo uma liquefação do conteúdo intestinal. aloe emodina. oxalato de cálcio. C-glicosídeos de flavonas. neposídeo. febrífuga (128).). FARMACOLOGIA Os polissacarídeos inibem em 5 semanas o crescimento de tumores (sarcoma 180) (Ito e Hidaka. rumex acetosa polissacarídeo RA-P (179). FITOQUÍMICA Ácido silícico (41%). diurética (179).30m. cloro. ácido sulfúrico e óxido de manganês (93). As folhas são antissépticas e refrigerantes (93). PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. alumina.3 x 0. piridoxina. crisofanol emodina. vitexina. afta e inflamações da vesícula biliar (128). • Pragas: é comum a ocorrência de coleópteros (Diabrotica spp. INDICAÇÕES É indicada para a icterícia. apud 179). • Plantio: março a abril e setembro.8-dihidroxiantraquinona. β-sitosterol. vitamina C. fiscion I-0-β-Dglucopiranosídeo. polissacarídeos. potassa (15%). • Florescimento: não ocorre nas condições do Litoral Catarinense. ácido fosfórico (5%). tartárico e málico. crisofanol-8-0-β-D-glucopiranosídeo. acídula. soda. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato aquoso de caule e folhas apresenta atividade hipoglicêmica e antimicótica contra Trichophyton granulosum. fenilalanina. catamenial. FORMAS DE USO • Infusão: . leucina e ácido pantotênico). taninos. afecções do fígado (32). antiasmática (32). Derivados de hidroxiantraquinonas e hidroxiantronas. T. magnésia. O controle é feito com iscas envenenadas de raiz de tajujá ou frutos verdes de cabaça. emodina 8-0-β-D-glucopiranosídeo. antinevrálgicas. As raízes são antidiarréicas (283). nepodina.• Espaçamento: 0. fiscion. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. antiescorbútica. aminoácidos livres (alanina. • Propagação: perfilhos. gypseum e T. estimulando os movimentos peristálticos (189). óxido de ferro. quercitina. purpureum (189). Os derivados glicosídicos do tipo crisofanol dificultam a reabsorção de eletrólitos e água. cal (17%).

• A raiz fornece matéria tintorial de cor vermelha. As folhas jovens são retas e agudas. noroeste da África e das margens do Mar Vermelho. dispostas em rácimos terminais densos de 30 a 40cm de comprimento. e também do Mediterrâneo. erva-de-azebre. FITOLOGIA Planta arbustiva. côncavas na parte superior e convexas na inferior.⇒ 10g de raízes para 1 litro de água. As folhas. caraguatá. perene. sabor amargo e coloração vítrea. litíase e reumatismo não devem ingerir a planta. curtos e espaçados. Cresce em áreas semidesérticas e em locais pedregosos e semi-áridos. pendentes. manchadas. barbosa. vulgaris. HABITAT Espécie alóctone tropical. suculenta. Está amplamente adaptada ao Brasil. glauco-esverdeadas uniformes. amarelos. ervababosa. entouceirada. lanceoladas. sinuososerradas. BABOSA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Aloe vera L. SINONÍMIA Aloé. dispostas em roseta. . OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis.20m de altura. • Suco: tomar 1 colher de sopa do suco das folhas por hora (32). ⇒ 50 a 100g para 1 litro de água. babosa. Os pacientes com artrite. Canárias e da Madeira. na forma de salada ou de sopas. rizomatosa. TOXICOLOGIA A planta provoca diarréia em animais e o pólen é alergênico. Apresenta incompatibilidade com águas minerais e não deve ser preparada ou servida em recipientes de cobre (179). babosa-medicinal. densas. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. gota. O parênquima das folhas tem aroma nauseabundo. sobre uma haste simples ou ramificada. das Ilhas de Socotra. carnosas. de cor amarelada. marginadas por espinhos triangulares. são ensiformes. de caule curto. ou Aloe barbadensis Mill. com 50cm de comprimento por 6 a 9cm de largura e 3cm de espessura na base. medindo 50 a 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. As flores são tubulosas. caraguatá-de-jardim. com pedicelos menores que as brácteas. Apresentam internamente um parênquima mucilaginoso. var. aloés. de 2 a 4cm de comprimento.

• Adubação: planta responde bem à adubação fosfatada e potássica. para as condições do Litoral Catarinense. A propagação por sementes é muito lenta. taninos (145). mucilagem polissacarídica. sílico-argiloso. aloeferon (cicatrizante). É fortemente heliófita e xerófila. O rendimento é de 2. Cada folha matura atinge 420 a 450g por folha.SOLO Prefere solo bem drenado. observa-se um rebrote acentuado. coberto com sombrite 70%. • Produção de sementes: não há formação de frutos. polpa e seiva. Transplantar as mudas quando apresentarem 15 a 20cm de altura ou 4 a 6 folhas. • Rendimento: 100kg/ha no primeiro ano. A planta tolera solos pobres. . mudas que se formam lateralmente à cepa. partindo de 5 brotos decapitados (270). casca de arroz tostada. vitaminas E e C (257). As brotações são facilmente enraizadas com IBA e meio MS modificado. FITOQUÍMICA Glicosídeos antraquinônicos (aloína . com cerca de 10cm de altura. • Plantio: ao longo de todo ano.12% (96) PARTES UTILIZADAS Folhas. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. • Padrão comercial: teor máximo de cinzas . • Propagação: estolões. Colhe-se apenas as folhas mais desenvolvidas. atingindo 50 a 60cm de comprimento. Não tolera geadas. O cultivo pode durar até o décimo ano (239). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. ácido aloínico e pícrico.000 plantas em 6 meses. nem sementes. lactato de magnésio. Em condições de estresse. CLIMA A planta é de clima tropical a subtropical. O teor de gel e polipeptídeos é maior nas folhas maturas do que nas jovens (443). e nem sempre é possível a obtenção de sementes. • Micropropagação: estimula-se as brotações axilares e a formação de brotos adventícios mediante a decapitação dos renovos.4%.7m. • Substrato: porosos (areia. O excesso de água nas raízes pode provocar deterioração das raízes. permeável e solto. barbalodina.purgativo). O contato das folhas com o solo úmido favorece o apodrecimento das mesmas. aloetina. aloe-emodina.000kg/ha no quinto ou sexto ano. vermiculita ou a mistura de deles) • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. Optar pela irrigação por nebulização. Ventos frios predispõem à ocorrência de avermelhamento generalizado nas folhas. resina. • Colheita: deve ser feita preferencialmente ao final da floração. sem acidez. salicatos. • Florescimento: agosto a setembro. aloquilodina. a temperatura de 25oC. quando o escapo floral está seco.0 x 0. • Irrigação: deve ocorrer apenas durante os períodos de estiagem. teor máximo de água . podendo chegar a 400 a 1.

emenagoga. contusões. fungicida.5% de água (239). laxativo e anti-helmíntico. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. pode ser transformado em pó. trituradas com 250ml de álcool e 250ml de água. congestão do fígado e da cabeça (32).2 a 0.02 a 0. Deve ser usada na forma de compressas e massagens. que deve ser seco ao fogo ou ao sol. É indicada também em períodos pós-operatórios.15g/dia (tônico.glucomanos (0. livre de polpa.30 a 0. Quando bem seco. manchas de pele (mancha senil) (145). vulnerária. tônica eupéptica (145). A folha. eczemas. hepática. Tomar 0. estomáquica (257). pentosana e ácidos urônicos (434). porque aumenta a oxigenação da pele (145). Os princípios ativos aumentam com a idade da planta (99). erisipelas. O gel contém 99. hipocondria. teve forte ação antiálgica e antiinflamatória. A aplicação tópica do gel foi feita duas vezes ao dia. diminuindo também o eritema. oftálmica (32). fortalecedor imunológico. O glucomanan e o polimanactato. antisséptica. inflamações da pele (9). cicatrizante da pele e das mucosas. • Cataplasma: retirar a película verde que reveste o parênquima gelatinoso. estomáquico. despida da cutícula. dores reumáticas (258). 0. Obtém-se a resina cortando-se transversalmente a base das folhas e deixando-se penduradas por 1 ou 2 dias para escorrer o sumo. oftalmias. As raízes são eficazes para as cólicas (93). na Rússia (239). tumores. A recuperação dos pacientes iniciou no segundo dia do tratamento (32O). contidos no gel. resolutiva. na proporção de 40:1. Utilizar o gel sobre queimaduras e afecções da pele 3 vezes ao dia. vermífuga. . vulnerária. regeneradora da pele (128). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antibacteriana e antifúngica. asma.1 a 0. febrífuga e revulsiva (93). O gel filtrado. conforme vários experimentos realizados em Chernobyl. • Alcoolatura: 50g de folhas descascadas. queimaduras de sol. entorses. são úteis no tratamento de câncer e queimaduras causadas por radiação nuclear.2g do pó dissolvido em água com açúcar. panarícios (93). emoliente. coando-se logo a seguir. colerética. é um supositório calmante para retites hemorroidais (32). responsável pelas otites e infecções urinárias (69). comuns na síndrome dos olhos secos. • Resina: é a mucilagem após a secagem. prisão de ventre. catártica. INDICAÇÕES É indicada para a queda de cabelos. adstringente. tensão nervosa. tuberculose pulmonar. bactericida. FORMAS DE USO • Pó: 0. feridas. tônico capilar e do aparelho digestivo. mucilagem e aloína e diluído em água estéril. antiinflamatória e emoliente (258). linfatismo. como laxante. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica (69). A polpa é antioftálmica. Contém cerca de 20 a 30% de aloína na matéria seca (96). galactose. analgésica.60g/dia (purgante e emenagogo) (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante (260).3% do gel fresco).

constitui alimento de certos povos asiáticos. umbrófila. epífita. SINONÍMIA Babosa-de-árvore. • Tintura: utilizam-se 2. • Poção: ½ g de folhas secas ou 1 colher das de chá da polpa em 1 copo de água (uso interno como tônico eupéptica e laxativo). HABITAT Espécie autóctone nativa da mata Atlântica. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. despida da cutícula.5g da resina em 100ml de álcool a 70oGL. • Era usada para embalsamar múmias. TOXICOLOGIA Contra-indicada para crianças (internamente). Coar. mulheres grávidas e catamênicas (metrorragia) e indivíduos com hemorróida (257. com algumas gotas de limão e uma pitada de sal. enxaguando em seguida (uso externo em inflamações. • Gel: bater uma folha de babosa no liqüidificador.• Supositório: a folhas. BABOSA-DE-PAU NOME CIENTÍFICO Philodendron martianum Engl. • Suco: uso interno como anti-helmíntico. queimaduras e queda de cabelo) (145). Pode provocar nefrite (32). Usam-se 5 a 10 gotas como eupéptica e 20 a 40 gotas como laxativo (257). • O suco da planta é inseticida (93). Filtra-se e completa-se o volume restante para 1 litro. FITOLOGIA . Aplicar sobre os cabelos secos. • As fibras das folhas são utilizadas na fabricação de cordoalha. podem ser usadas como supositório nas retites hemorroidais (258). deixando por trinta minutos. macerada ao açúcar ou mel. esteira e tecidos grosseiros. 258). Utilizar em compressas e massagens nas contusões. Deixa-se em maceração em recipiente fechado durante 7 dias. • Tintura: triturar 50g de folhas descascadas com 250ml de álcool e 250ml de água. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa. muito comum na Serra do Mar. entorses e dores reumáticas.

semi-herbácea. protegidos de vento. contendo um suco claro e gomoso. caraguatá. erva-babosa. SINONÍMIA Alóe. As folhas são coriáceas.8 x 0. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões subtropicais.4m. com pecíolo entumecido como um pseudo-bulbo de orquidáceas. babosa. quentes. ou Aloe succotrina Lam. É umbrófita. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • É planta ornamental para ambientes sombreados. • Espaçamento: 0. nervura central saliente em ambas as faces e imersas apenas na extremidade. alóe-candelabro. HABITAT Espécie alóctone.Planta epífita. Não tolera geadas. localizadas nas axilas das folhas. . • Propagação: sementes e estacas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tonificante do bulbo capilar. adensadas em roseta. adicionadas de 30% de húmus de minhoca. Indicado para a calvície incipiente (341). Inflorescências em número de duas e em forma de bastão. utilizar recipientes com capacidade mínima de 5 litros. largo-lanceoladas. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em ambientes sombrios. • Plantio: ano todo. ascendente. limbo com cerca de 30 a 40cm. brilhantes. originária da África do Sul. hidratante e condicionador do cabelo. Se cultivada em vasos. BABOSA-DE-SOCOTRA NOME CIENTÍFICO Aloe arborescens Mill. • Substrato: 70% de pó de xaxim ou casca de arroz tostada. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. em solos ricos em matéria orgânica e bem aerados. com rizoma cauliforme curto. Cada planta contém em média 5 bulbos. aloés. • Florescimento: novembro a janeiro.

tumores. estomáquica. insuficiência hepática (341). SOLO A planta adapta-se bem a solos pobres. eczemas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. peitoral. impinges. quase em roseta. ápice voltado para dentro ou liradas. em cachos não ramificados. vulnerária. resolutivas. linear-lanceoladas. anti-hemorroidária. • Colheita: a partir do segundo ano. vermiculita ou a mistura de deles). de caule bífido e curto. erisipelas e retites hemorroidais (283). anti-helmíntica (283). serradas. • Plantio: primavera. antidartrosa. utilizando-se substratos porosos (areia. • Propagação: separação de mudas que se formam ao lado da planta matriz. aloeresinotanol.FITOLOGIA Planta herbácea. coberto com sombrite 70%. atonia gástrica. oftalmia. finas e arqueadas do que a espécie A. carnosas. FITOQUÍMICA Aloína. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. Em doses maiores é purgante (341). Indicada para bronquite e tuberculose pulmonar incipiente (polpa macerada em mel por 10 dias). queimaduras. longas. golpes (emplastros). dispostas em haste central. • Raleio: as brotações laterais deve ser eliminadas ou utilizadas como material de propagação. suculenta perene. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica. (69). As flores são tubulares e de coloração avermelhada na base com o bordo livre esverdeado. emodina. • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. porém não encharcados e/ou compactados. matérias resinosas (341). queda do cabelo (aplicação tópica do sumo). ereta. engorgitamento do fígado e do baço (cataplasmas). casca de arroz tostada. com 40 a 70cm de altura. aperiente. Faz-se um desbaste das folhas basais da muda antes de enraizá-la em substrato. ATIVIDADE BIOLÓGICA . aloinose. • Florescimento: ocorre de novembro a dezembro. com espinhos cartilaginosos. demorando entre 40 a 50 dias. emoliente.7m. verde-azuladas. antioftálmica. emenagoga. Optar pela irrigação por nebulização. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Em doses menores é tônica.0 x 0. panarícios. As folhas são mais curtas. As folhas são ensiformes. colagoga. dispepsia atônica. revulsiva. O enraizamento é muito lento. vera.

Succotrina. TOXICOLOGIA É contra-indicada no período menstrual. em doses maiores (0. Reitz (341) relata as seguintes administrações: • Como eupéptica: 0.5 a 2. • Como purgativo: 0. pois provoca congestionamento dos órgãos pélvicos. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe harlana.3 a 0. • Como drástico: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A. na predisposição ao aborto e nas nefrites (341).15 a 0. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. nos estados hemorroidários. Succotrina.3 a 0. laxativo e anti-helmíntico. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe saponaria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A.6g) como purgante e emenagogo (283).05 a 0.2g do pó.5ml da tintura.20g) como tônico eupéptica. nas hemorragias uterinas.1g do pó. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). FORMAS DE USO A babosa em pó deve ser utilizada em pequenas doses (0.Antibacteriana e antifúngica.5g do pó ou 1. BALIERA . FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae.1 a 0.

AGROLOGIA • Espaçamento: 3. FITOLOGIA Arbusto perene de arquitetura esgalhada caótica. março-abril. maria-milagrosa. É fortemente heliófita (400). Pode ainda ser encontrada no interior. • Florescimento: julho a setembro. guabiraba. setembro (mudas de estacas).5m. catinga-de-barão. • Poda: eliminar os ramos inferiores que tem predisposição a tocar o solo. • Plantio: março (mudas de sementes). lanceoladas a oblongo-lanceoladas.5m de altura. SOLO Prefere solos arenosos.5 a 2. agudas. O enraizamento dos ramos pode ser facilitado através da imersão de ramos com 10cm de comprimento. distante 5cm dos ápices. Os ramos jovens são glabros ou sutilmente tomentosos. Inflorescência corimbosa terminal. laxa na base. Frutos subglobosos. em capoeiras úmidas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. aromáticas. crescendo até mesmo sobre areias quartzosas enriquecidas de matéria orgânica. vermelhos. PARTES UTILIZADAS Folhas. As flores apresentam corola campanulada branca e pequena. camarinha.NOME CIENTÍFICO Cordia verbenaceae DC. verde-escuras.5 x 3. balieira-cambará. HABITAT Espécie autóctone que medra nas restingas marítimas. FITOQUÍMICA . FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. maria-preta.23mM (221). CLIMA A espécie é de clima tropical e subtropical quente. úmidos e pouco ácidos. SINONÍMIA Baleeira. muito ramoso. ervabaleeira. erva-balieira. medindo cerca de 5 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. atenuadas na base. caramoneira-do-brejo. • Propagação: sementes e estacas de ramos. medindo cerca de 3 a 7cm de comprimento. que cresce de 1. • Colheita: 1 ano após o plantio. com 3mm de diâmetro. sésseis. As folhas são fortemente escabroso-verrucosas na face ventral. dentadas. em solução de ácido indol-butírico a 1.

conjuntivite. Aplicar sobre locais doloridos e juntas inflamadas. Coar e tomar 20 gotas ou 1 colher das de café diluídas em água. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de osteoartrose e transtornos afins (361). 2 a 3 vezes ao dia. HABITAT Espécie alóctone. Deixar macerar por 5 dias. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulacea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. OUTRAS PROPRIEDADES • Suas folhas são utilizadas como condimento de sopa.Artemetina (128). FITOLOGIA . 7. Macerar por 1 semana. Hamet. SINONÍMIA Cacto-da-abissínia. cacto-japonês.4'-dihidroxi-5-metilisoflavona (223). antiartrítica e anti-reumática (128). Estender sobre 1 pano e aplicar na parte afetada (128). flor-da-abissínia. • Cataplasma: amassar 1 punhado de folhas frescas com 1 colher das de sopa de glicerina. Abafar por 10 minutos. • Alcolatura: amassar 50 folhas em ½ litro de álcool neutro. alcoolismo e problemas na coluna (271). • Os citricultores utilizam a planta como atrativa de pragas (128).4'-dihidroxi-5-metoxiisoflavona e 7. BÁLSAMO-ALEMÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe tubiflora R. originária de Madagascar. agitando de vez em quando. FORMAS DE USO • Infusão: 3 folhas cortadas em pedaços pequenos em 1 xícara das de chá de água fervente. analgésica (222). • Tintura: triturar 30 folhas em 100ml de álcool de cereais 70 graus e 50ml de álcool. • Os frutos são comestíveis e muito apreciados pelos pássaros. Coar e tomar de 1 a 3 xícaras ao dia (reumatismo).

FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. HABITAT . • É ornamental. A rusticidade da planta é tamanha que consegue crescer até mesmo em cima de telhados de casas.0m de altura. com exceção dos encharcados. e Sessé.Planta herbácea perene. As inflorescências. 1996). verticiladas ou esparsas.25m. com numerosas flores vistosas. glabra. de 0. FITOQUÍMICA Daigredorigenina e daigremotianina (CASTILHOS et al. Plantio: outono e primavera. avermelhado e pontuado. com manchas verde-arroxeadas transversais. verde-salmão. na axila dos quais nascem pseudobulbilhos reprodutivos. As folhas são cilíndricas. eretas. do tipo cimeira-corimbosa. ereta. O caule é cilíndrico. PARTES UTILIZADAS Folhas suculentas in natura. carnosas. são terminais. Poda: a capação do pendão floral induz a planta a ramificar-se intensamente. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. aumentando a produção de folhas. ramificadas. sobretudo de jardins do tipo "rochoso". OUTRAS PROPRIEDADES A planta é hospedeira natural de Pseudomonas solanacearum (6). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cicatrizante e balsâmica. suculenta. Propagação: mudinhas que se formam das folhas que caem.3 x 0. canaliculadas na parte inferior. tendo no ápice 3 a 5 pequenos lobos. • BÁLSAMO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Sedum dendroideum Moc. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. vermelho-alaranjadas.5 a 1. • Colheita: um ano após o plantio.

diariamente. alcalóides piperidínicos. cicatrizante (257) e vulnerária (68).Espécie alóctone originária da África do Sul.4m x 0. É heliófita e xerófita. epilepsia. FORMAS DE USO • In natura: na forma de saladas (para inflamações gastrintestinais). CLIMA Espécie de clima tropical seco. casca de arroz ou vermiculita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. suculenta. Colheita: após 1. • Suco: bater no liqüidificador 10g das folhas com 1½ copo de leite. TOXICOLOGIA O suco da planta tem um princípio acre tóxico. mas amplamente adaptada ao Brasil. Manter o substrato sempre úmido. Plantio: primavera Irrigação: somente em períodos de forte estiagem. Substrato: areia. e folhas. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento: 0. areno-siltosos e bem drenados. obovado-espatuladas. torções. FITOQUÍMICA Mucilagens. Propagação: a partir de estacas de caule e ramos. grossas e com sabor levemente ácido. INDICAÇÕES Usada no tratamento de contusões. As folhas são opostas. inflamações gastrintestinais e da pele e nas cefaléias. . úlceras (271). onde cresce subespontaneamente. sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis (73). PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. que atinge 30 a 40cm de altura. fofos. feridas gangrenosas. As flores são amarelas-intensas e dispostas em panículas.30m. O suco pode ser aplicado topicamente sobre a pele inflamada (257).5 ano de ciclo. triterpenos. machucaduras (68). sublenhosa. FITOLOGIA Planta perene. SOLO Prefere solos secos. Tomar ½ copo 3 vezes ao dia. acuminadas.

AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes são cápsulas reticuladas. não-me-toques. O fruto é uma cápsula tomentosa.5cm de largura. As flores. maria-sem-vergonha. brancas e variegadas. com cinco valvas elásticas que. • Propagação: sementes e estacas. Temperaturas abaixo de 10oC afetam o crescimento da planta (209). com 6 a 12cm de comprimento por 1.OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ornamental. melindre. maravilha. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos e ricos em matéria orgânica. BALSAMINA NOME CIENTÍFICO Impatiens balsamina L. SINONÍMIA Bálsamo-do-jardim.3m x 0. serradas. suculento. acuminadas. glabro ou pubescente e pouco ramificado. A planta desenvolve-se tanto à sombra. como à pleno sol. ciúmes. lanceoladas. pediceladas. axilares e com espora curta. originária da China. Não suporta altas temperaturas e geadas. Índia e Malásia. ao se abrirem. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa. róseas. principalmente em terrários. suculentas. beijo-de-frade. . O mesmo substrato pode ser utilizado para o enraizamento das estacas. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. FITOLOGIA Planta herbácea com 30 a 90cm de altura. Semear em bandejas de isopor. prismático-arredondada. HABITAT Espécie alóctone. suspiro. estalam liberando com explosão as sementes.2 a 2. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. Japão.20m. caule cilíndrico. com irrigação por nebulização. intermitente e diária. • Aclimatação: as estacas devem ser estabelecidas em ambiente sombreado (sombrite 70%). glabras. apresentam cores variadas: vermelhas. utilizando substrato organo-mineral.

INDICAÇÕES É indicada para disfagia. FITOLOGIA . SINONÍMIA Barba-de-pau. catártica e diurética (445). emética. OUTRAS PROPRIEDADES • São cultivadas como ornamentais. caule e ramos. amenorréia. BARBA-DE-VELHO NOME CIENTÍFICO Tillandsia usneoides L. • O suco do caule é de sabor acre e ardente. FAMÍLIA BOTÂNICA Bromeliaceae. • Florescimento: verão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomacal (271). PARTES UTILIZADAS Folhas. TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. HABITAT Espécie autóctone epífita que cresce sobre os ramos de árvores das matas e potreiros.• Plantio: outono e primavera. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. FORMAS DE USO 15 a 30g/xícara (445). distocia (445) e fraqueza em geral. As sementes são vermífugas (271). samambaia.

• Cultivada em estufas como planta ornamental. anti-hemorroidária. solitárias. • Também utilizada. de caule pêndulo. axilares. no combate às hérnias (341). medindo até 3 a 4m. cinzento e revestido de pêlos brancos. numerosas. como enchimento de travesseiros.Espécie desprovida de raiz. • Suco adstringente: filamentos contusos. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. varizes. INDICAÇÕES Indicada para o engorgitamento do fígado. dores e inflamações no reto (215). OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis ou quebráveis. • Aclimatação: os segmentos vegetativos devem ser colocados sobre ramos de árvores ou arbustos grandes. • Colheita: inicia aos 2 anos após a implantação. • É muito utilizada na armação de presépios de Natal. • Irrigação: irrigar nos primeiros dias após a instalação dos segmentos. muito pequenas. filiforme. sob luz difusa. úlceras (271). esteróides triterpênicos (24). Folhas lineares. BARDANA NOME CIENTÍFICO . cumarina. flavonóides. FORMAS DE USO • Supositórios (para hemorróidas): contundir os filamentos com manteiga de cacau. Flores amarelas. na Europa. • Cataplasmas e banhos: para úlceras e hemorróidas. AGROLOGIA • Propagação: sementes ou ramos filiformes com 20 a 30cm de comprimento. colchões e almofadas. ácido resinoso aromático e resina mole preto-esverdeada (93). colagoga (24) e anti-reumática (93). FITOQUÍMICA Compostos fenólicos. em áreas rurais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente.

A planta não se desenvolve bem em solos secos e compactos. • Propagação: sementes. pubescente-cotonosa. sub-bosques e áreas ruderais.8m de altura.7 a 1. orelha-gigante. sopé de morros e encostas de pasto nativo (445). var. pecioladas. esféricos. originária do Japão. labaça. Altas temperaturas prejudicam o crescimento e afetam a formação de raízes suculentas. soltos e com boa drenagem para permitir o aprofundamentos das raízes. orelha-de-gigante. É heliófita. além das folhas grandes.Arctium lappa L. ereto. coberto por várias manchas pretas e papilhos. . Quando maturas. HABITAT Espécie alóctone. Apresenta folhas alternas. No primeiro ano a planta forma uma raiz axial grossa. No Brasil. bienal. as inferiores cordiformes e superiores ovaladas. quando nova e subarbustiva ao reproduzir-se. para a obtenção de raízes mais vigorosas. castanho-avermelhado-claro ou cinza castanho. Sua aclimatação é tamanha. férteis. com 5 a 6mm de comprimento por 2. denticuladas. onde cresce espontaneamente ao longo de estradas. canelado.5mm de largura. Ocorre até a altitude de 1. normalmente sésseis. Durante o período reprodutivo as folhas tornam-se declinantes. rodeados de brácteas verdes. verde-escuras e glabras na face ventral e cinzento-claras e aveludadas na face dorsal. que é carnuda. de caule robusto. FITOLOGIA Planta herbácea. próximo a regatos. profundos. A qualidade das raízes colhidas é proporcional a boa textura e estrutura do solo. longo-elíptico ou obovado. pergamasso. purpúreo. SOLO Prefere os solos areno-argilosos. CLIMA Prefere temperaturas médias anuais de 16 a 22oC (96).30m. A raiz.pega-massa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. major. apresenta coloração castanha e desenvolve-se notadamente axial. carrapicho-de-carneiro. As folhas atingem grande porte (40 x 25cm) antes do florescimento. fina e comprida. Cresce de 0. os quais facilitam também a colheita. SINONÍMIA Bardana-maior. erva-dos-tinhosos. carrapicho-grande. aerados. as cápsulas aderem-se facilmente à roupa das pessoas e aos pêlos dos animais. Flores azuladas a arroxeadas. espiculosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. cresce subespontaneamente nos campos. gobô. agrupadas em corimbos frouxos de volumosos capítulos pedunculados. suculenta e comprida. que a planta é considerada planta invasora.800m (96). A semeadura é feita diretamente a campo.50 x 0. ramoso. terminadas em ponta. O fruto é do tipo aquênio.

• Plantio: outono e primavera. antídoto de envenenamento por mercúrio (68). As raízes devem ser colhidas antes de iniciar o florescimento. adicionado de substrato orgânico. terpenóide (arctiopicrina). furunculose. cólicas hepáticas (283). gastrite. enotetrainaeno e pentainaeno). A planta apresenta um teor de cinzas de 12. tinha. acnes e terçol (257). cistite. para não haver prejuízo para o teor de princípios ativos. As flores são colhidas no segundo ano do ciclo. ácido palmítico. cefalalgia. aquênios e folhas secas. anti-reumática. fósforo e ferro.5% de cinzas e as raízes até 46% de inulina (96). enfermidades da pele (257). cálculo renal e biliar (145). enfermidades cardíacas. β-eudesmol. crosta láctea. úlceras. cicatrizante no tratamento de furúnculos. • Decocção: . artrose. colerética. diurética. micose de unhas. taninos. a semeadura deve ser feita em trincheiras profundas (50 a 60cm) preenchidas com solo leve e solto. comichão. béquica (445). escrofulose. contusões (68). antiinflamatória. PARTES UTILIZADAS Raízes de um ano. fitosterina (144). gastrite. O plantio pode também ser feito sobre camalhões com 30 a 40cm de altura. úlceras da garganta. vitaminas C e B. bronquite (93). glicosídeos. erupções do sarampo. • Colheita: as raízes são colhidas entre 100 e 140 dias. antibiótica. anti-sifilítica (33). diaforética. • Florescimento: primavera-verão. tônica capilar. carminativa. estimulante do sistema nervoso. acetato e palmitato de diidrofuquinona (257). debilidade hepática (33). revigorante sexual. tônica (93). para aplicações externas tópicas (444 e 1997). antes do florescimento. taraxasterol.• Substrato: para facilitar a formação de raízes uniformes e vigorosas. antitumoral. O sabor adocicado da raiz é devido a inulina (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. anti-hemorroidária. frieiras. humificado. ácido úrico (271).5% (93) ou 6 a 10. queda de cabelo. amigdalites. polifenóis. Colhem-se as sementes e raízes no inverno e as folhas na primavera. cálculo nefrítico. hipoglicemiante. anestésica contra picadas de insetos e aranhas (145). abcessos. minerais à base de cálcio. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo inulina. mucilagem. em decocção ou esmagada. estomáquica. compostos poliacetilênicos (trainaeno. prisão-de-ventre. gota. hepática. óleos fixos. antidiarréica (294). anti-herpética (32). derivados fenólicos (arctiina). emoliente. antidispéptica. abcesso. descongestionante do estômago (215) e desintoxicante (incluindo metais pesados). hidropisia (32). flavonóides. anti-sifilítica. doenças venéreas. analgésica. sarna. fuquinona. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 10g por xícara. açúcares. flores. cardiotônica. INDICAÇÕES Útil para o resfriado. rutina.

Tomar metade pela manhã e metade à noite (acne). Cresce subespontaneamente na zona da mata pluvial da encosta atlântica no sul do Brasil. HABITAT Espécie alóctone. BEIJO-DE-FRADE NOME CIENTÍFICO Impatiens sultani Hooker. várias vezes ao dia. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz cozida é alimentícia. O decôcto em dose mais forte age como antídoto para mercúrio (68). mas que se encontra disseminada em todo o mundo. Tomar 3 xícaras ao dia (depurativo). Abafar por 15 minutos. ⇒ ferver por 15 minutos 2 colheres das de sopa de raiz em ½ litro de água. sobre a cabeça de bebês com crosta (128). Coar e tomar 3 xícaras ao dia. Tomar 3 xícaras ao dia (257). ⇒ ferver 1 colher das de sopa de folhas em 1 litro de água. fora das refeições (diabetes. ⇒ 10g de raízes por litro de água. Aplicar topicamente 3 a 4 vezes ao dia. pode ocorrer em clareiras naturais . ⇒ ferver por 20 minutos 4 colheres das de sopa de raiz em 1 litro de água. • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água. África. Filtrar e aplicar com algodão. ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. sendo muito nutritiva. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145).⇒ ferver 10g de raízes em ½ litro de água. • Uso externo: usar o decôcto das raízes ou infusão das folhas para aplicar compressas ou massagens (145). Adoçar com mel após esfriar. beijo-de-freira. SINONÍMIA Beijo-turco. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. originária da ilha de Zanzibar. • Compressas: fazer decocção com 20g de raízes frescas em 1 litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. Em áreas de mata fechada. maria-sem-vergonha. • As folhas e brotos novos também são comestíveis. O sabor dos aquênios é pungente. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. ⇒ ferver por 10 minutos 1 colher das de chá de raiz em 1 xícara das de chá de água. sultana. diurético e para dores reumáticas).

O caule é ramificado. a posterior ou labelo com mais de 1cm de comprimento. . mas expostos aos raios solares. com o dobro do comprimento da pétala. e diurética. Freqüentemente ocorre ao longo das estradas. Sua distribuição é irregular e descontínua. perene. lanceolada e provida de esporão muito delgado em toda a sua extensão. provido de esparsos pêlos glandulares. com cerca de 1. originária da África. catártica. as laterais são lanceoladas. • Florescimento: durante o ano inteiro. elasticamente. Quando maturo.ou feitas pelo homem. utilizando substrato organo-mineral. com predominância no verão. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa alta. O pecíolo atinge até 6cm de comprimento. caule e ramos. as demais obovadas. • Propagação: sementes e estacas. vermelhas. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio.8cm de comprimento. de margem plana. A planta é esciófita e seletiva higrófita. suculento. deiscente apenas de um lado. O fruto é uma cápsula glabra. com 4 . As sementes são providas de pelos suculentos. crenado-serreada. em terrenos abandonados e em barrancos úmidos que orlam as estradas. freqüentemente emarginada no ápice e alada na parte central do dorso. ápice acuminado e base estreita em direção ao pecíolo. • Plantio: primavera. PARTES UTILIZADAS Folhas. O cálice reúne três sépalas. róseas ou brancas. com uma cerda em cada reentrância. são glabras.0 5cm de largura. solitárias ou 2 a 3 em pedúnculos comuns.9cm de comprimento e 2. o fruto explode abruptamente liberando longe as sementes e enroscando-se sobre si mesmo. verde. ao ser tocado. As folhas inferiores são alternas e as superiores quase verticiladas.3m x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emética. Cresce até mesmo em locais rochosos. O mesmo substrato pode ser utilizado para a estaquia. pedicelos glabros providos de pequenas brácteas lanceoladas na base. As flores. FITOLOGIA Planta herbácea alóctone. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos. A lâmina é ovóidelanceolada.3m. Corola com a pétala posterior ou estandarte obovado-orbicular. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. glabras nas duas faces. longamente pecioladas. e ricos em matéria orgânica. O estigma é denteado. robusto. membranácea quando seca e subcarnosa quando verde. cilíndrico e cresce de 30 a 60cm em altura. mas com camadas umedecidas de solo. Semear em bandejas de isopor.

ramificada.TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. caaponga. com deiscência transversal. carurú-de-porco. que adaptou largamente em todo o Brasil. OUTRAS PROPRIEDADES • O suco do caule é de sabor acre e ardente. ovaladas e suculentas. crescendo até 1. salada-de-negro. sésseis. planas. brilhantes. BELDROEGA NOME CIENTÍFICO Portulaca oleraceae L.0m de altura. carnosas. SINONÍMIA Beldroega-da-horta. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. originária da Grécia e da China. bosques. glabras e sedosas. crescendo subespontaneamente em áreas ruderais. pequenas. cilíndrico. var. o ápice truncado e as nervuras inconspícuas. ora-pro-nobis. • A planta é ornamental. polispérmica que se abre transversalmente. beldroega-pequena. campos cultivados e em ambientes férteis em geral. com folhas maiores e mais suculentas. que cresce de 10 a 20cm de altura e formando moitas densas com até 80cm de diâmetro. As flores são amarelas ou alaranjadas. beldroega-vermelha. O fruto é uma cápsula globosa ou ovóide (pixídeo). glabra. SOLO Prefere solos leves. com sépalas desiguais. HABITAT Planta alóctone. capoeiras. medindo 5 a 6mm de diâmetro. Em solos pobres e pesados a produção é bem menor. Em muitos locais a planta é considerada planta invasora de lavouras. porcelana. sativa. portulaca. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. beldroega-de-comer. normalmente prostrada. anual. pequenas. verdolaga. . a base é atenuada. O caule é verde ou avermelhado. FITOLOGIA Planta herbácea. sésseis. carnosa. axilares ou dispostas em cachos terminais. preto-lustrosas. bredo-de-porco. A variedade botânica "sativa" é ereta. sem pedúnculos. estriadas e granuladas. suculenta. amarelo-esverdeado (imaturo) a pardo (maturo). lenticulares. beldroega-verdadeira. férteis e úmidos. liso e glabro. As sementes são numerosas.

FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. oftálmica. feridas e impetigo. Emplastros da folha verde são usados para o tratamento da mastite. pombas acometidas por diftoviruela . flores e sementes. INDICAÇÕES Indicada para infecções urinárias (257). são muito susceptíveis à Diabrotica spp. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes podem permanecer dormentes no solo por 19 anos (242). A planta contém 92. cólicas nefríticas. noradrenalina e o bioflavonóide liquiritina.). recuperou totalmente. antiescorbútica (32). disenteria bacilar. • Pragas e doenças: as variedades européias. mas adapta-se bem ao subtropical até o tropical. É heliófita. especialmente no verão. PARTES UTILIZADAS Folhas.4mg). furúnculos. emenagoga. lactogênica.24% de substância protéicas (Storer e Lewis apud 93). Mg. B1 (0. cicatrizante (257).1ml/animal. fósforo (39mg). torna-se ereta e menos produtiva.2mg). Puccinia sp. laxante. mais suculentas e de porte ereto.000 sementes. FITOQUÍMICA Mucilagens (257). A temperatura mínima para a germinação é de 12oC. oftalmias.000 sementes por planta (209). a planta apresenta hábito prostrado. 444). antes do florescimento. caroteno (2. É altamente resistente a períodos de estiagem. enquanto que à meia-luz.03mg). oxálico e nicotínico. enterite.I.40 x 0. hemoptises. cuja germinação é de cerca de 96%. diuréticas e emenagogas (93). PP (0. • Plantio: pode ser semeada o ano todo. que atacam folhas e flores. úlceras (93). Na. tônica (68).500 a 3. no verão. diurética. hemorróidas. antibacteriana. O melhor índice de germinação ocorre a 20oC e a 70 a 85% de umidade no solo (209). • Colheita: ocorre cerca de 2 meses após a emergência. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Mucilaginosa. em 5 dias. B2 (0.20m. na dose de 0. (ferrugem) e Albugo portulacae. antipirética. antiescorbútica.61% de água e 2. sais de Ca (103mg).. desintoxicante. queimaduras (32). • Produção de sementes: até 10. Em 1g de sementes encontram-se cerca de 2. mantendo-se viva durante vários dias mesmo se as raízes forem cortadas.500 U. Sob luz plena.doença que se caracteriza por nódulos . As folhas são usadas como estancadoras de hemoptises e as sementes são anti-helmínticas (283). leucorréia.CLIMA Espécie de clima temperado quente. vulnerária (341). erisipelas e disúria. Também utilizada como tratamento auxiliar de picadas de animais peçonhentos (1. • Propagação: sementes. (o suco das folhas). K. vitaminas C (25mg). ácidos salicílico (283). depurativa. hepáticas (68).

BOLDÃO NOME CIENTÍFICO Coleus grandis Benth. Tomar 1 colher das de sopa por hora. curto pecioladas. FORMAS DE USO • Suco: 100g/dia das folhas amassadas para a obtenção de suco (combate áscaris e oxiurus). porém sem aroma e sem sabor amargo. AGROLOGIA • Espaçamento: 2.0 x 2. normalmente chochas. frágil. O tratamento deve durar 3 a 5 dias. Caule ereto. O fruto é uma cápsula com 3 sementes. quadrangular. em saladas e ensopados. • A planta é invasora e indicadora de solos férteis. ou Plectranthus grandis. Folhas mais graúdas que o boldo-do-reino. pentâmeras. perene. São opostas. O sabor é ácido-amargo e refrescante • Infusão: 50 a 100mg para 1 litro de água quente. • Decocção: 250g/dia da planta verde (disenteria e disúria) (444). pilosas em ambas as faces. aplicado sempre pela manhã. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). SINONÍMIA Boldo-baiano. TOXICOLOGIA O consumo da planta na forma de saladas não deve ser excessivo. devido a sua boa palatabilidade e constituição nutritiva. hirsuto. FITOLOGIA Planta arbustiva. grossas. pois as plantas podem acumular oxalatos em níveis tóxicos. ovado-oblongas.0m. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. caule e ramos podem ser utilizados como alimento. diclamídeas. pouco fibroso. As flores são hermafroditas. com até 25cm de comprimento por 12cm de largura. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (32). fortemente zigomorfas. azul-violáceas. . de margem serrada.

FITOLOGIA Planta perene. Enraizar em substrato organo-mineral. pequenas. SINONÍMIA Erva-cidreira. PARTES UTILIZADAS Folhas.4m. grossas. eucalipto. hortelã-pimenta. verde-pálidas. • Substrato: vermiculita ou casca de arroz tostada. carnosas.] Andr. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. malvarisco. • Adubação: 1kg de cama de aviário por cova de plantio. malva. sorgo. malvão. hotelã-grossa. BOLDO-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Coleus amboinicus ou Plectranthus amboinicus [Lour. herbácea. espiraladas. crenadas. Apresenta folhas suculentas. • Plantio: primavera. ereta a semi-prostrada. malvariço. é muito vulnerável às ventanias. . hortelã-graúda. O caule é semi-lenhoso na base. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.• Propagação: estacas do caule e ramos. As sementes são inviáveis. azuladas. tomentosas e muito aromáticas. etc. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes ao Boldo-do-reino. Pode ser utilizada uma bordadura periférica em torno do plantio. • Florescimento: junho a julho. hortelã-grande. A base das estacas devem ser imersas em uma solução cúprica ou benomil. oréganoorelhão. frágeis. Atinge de 20 a 50cm em altura. A inflorescência é racimosa. com flores zigomorfas. utilizando bambus. • Quebra-ventos: por ser uma planta de caule e ramos muito frágeis.8 x 0. • Colheita: inicia 5 a 6 meses após o plantio. • Propagação: estacas da planta matriz. Enraizamento lento e sujeito à infecções de fungos de solo. opostas.

hipertermia. béquica. o que demora cerca de 30 a 40 dias. • Florescimento: setembro a outubro. . Preparam-se balas com o xarope. hemoptises e epistaxes (444). Pseudomonas aeruginosa. ou administração perlingual das folhas socadas com um pouco de sal. coriza. bergamoteno. até a formação de raízes na estaca. O uso infantil prevê o socamento das folhas em mel (444). fósforo e potássio aumenta a produção de folhas em 18 a 79%.• Aclimatação: o enraizamento das estacas deve ser feito em ambiente sombreado (sombrite 50%) e irrigação intermitente por nebulização. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. α-humuleno. antifebril. balsâmica. cariofileno. FITOQUÍMICA Contém mucilagens e óleo essencial rico em timol (257). Fusarium avenaceum e Fusarium decencellulare (185). • Doença: a planta é muito sensível a Phythophthora sp. carvacrol. peitoral e antiinflamatória da boca e garganta (258). FORMAS DE USO • Folhas: mastigação das folhas frescas (rouquidão e inflamação da boca e garganta). asma (185). pirexia diaforética. Staphylococcus aureus. • Podem ser utilizados 10-16g/dia de folhas frescas submetidas à decocção e extração do suco. influenza. • Colheita de folhas: o ano todo. Candida albicans. INDICAÇÕES É usada no tratamento da rouquidão. Pode-se também fazer a inalação do vapor oriundo de decocção. antibacteriana. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica bucal e da garganta (261). cumeno e α-terpineol (185). Tomar uma colher de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia. em relação às plantas não adubadas. bronquite (226). ou chupar 3 a 6 balas por dia (258). • Xarope: juntar 30 a 40 folhas frescas e aquecer com 100ml de água e 150 a 200g de açúcar e coar. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor é picante e não amargo e o aroma é forte. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os extratos são ativos contra Escherischia coli. além de incrementar o teor de óleo essencial em 23 a 86% e o teor de mentol no óleo (194). antitussígena. • Plantio: setembro. • Utilizada em culinária como condimento. • Adubação: adubo à base de nitrogênio.

falso-boldo. As folhas são opostas. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. onde é cultivada em jardins e hortos medicinais. boldo-silvestre. sete-dores. preparado à base de 0. boldo-chileno. com até 12cm de comprimento por 8cm de largura. As flores são hermafroditas. SOLO É muito pouco exigente em fertilidade do solo. Só floresce na região Sul do Brasil.07 a 1. malva-santa. fortemente zigomorfas. hortelã-homem. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. boldo. boldo-nacional. desenvolvendo-se bem nos arenosos e argilosos. semi-suculentos. Apresenta ramos decumbentes a eretos. pilosas em ambas as faces. curto pecioladas. • Propagação: estaquia. SINONÍMIA Alumã. frágeis. azul-violáceas intensas.• O suco das folhas. ovado-oblongas. quadrangulares.6m. grossas. As folhas apresentam sabor amargo e odor característico. Solos encharcados impedem o crescimento da planta. boldo-do-brasil. sete-sangrias. BOLDO-DO-REINO NOME CIENTÍFICO Coleus barbatus Benth ou Plectranthus barbatus Andr. de margem serrada. há menor produção de folhas e o aroma é menos pronunciado. CLIMA Planta de clima subtropical. hortelãgraúda.0 x 0. boldo-de-jardim. hortelã-gorda. Quando cultivado em áreas pouco ensolaradas. boldofalso. Não tolera geadas. boldo-do-chile. tapete-deoxalá. Embora possa se reproduzir por sementes. diclamídeas. malva-amarga. mas perfeitamente aclimatada no Brasil. pentâmeras.0g de folha/ml de água. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. não é viável em larga . erva-cidreira. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. apresenta forte ação alelopática negativa à germinação de sementes de alface (LEAL e SILVA 1997). São utilizadas estacas de 20 a 25cm de comprimento de ramos maturos da planta. densamente hirsutos.

ciclobutatusina (447). FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em guaieno e fenchona. Utilizar substrato à base de areia. sendo repetida de 4 em 4 meses. cálculos biliares.• • • • • • escala devido à pouca produção de sementes. • Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. na dose de 20kg/ha de cloreto de potássio (269). insônia (68) e ressaca alcoólica (257). em diarréias (224). Esfriar e usar em banhos antes de dormir (insônia) (68). Aclimatação: para um enraizamento uniforme e rápido. barbatusina (326). Plantio: setembro. colenol (206). Contém ainda forskolina. • Decocção: ferver algumas folhas. distúrbios intestinais (206). visando obter-se maior resistência aos patógenos de solo. cardioativa (206).3% (96). barbatusol. hepática.1% de óleo essencial e folhas secas ao ar 0. Colheita: inicia 6 meses após o plantio. hepatite. INDICAÇÕES Indicada para a fadiga do fígado. . Colher antes do florescimento para obter-se maior teor de metabólitos secundários. Tomar 2 a 3 vezes ao dias (258). As folhas frescas contém 0. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. debilidade orgânica. anti-reumática. TOXICOLOGIA O uso de doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do estômago (258). Enxertia: pode ser enxertado com outras espécies do gênero Plectranthus. cólica e congestão do fígado. Florescimento: só floresce no sul do Brasil ou em latitudes menores acima de 700m (96). estomáquica (326). carminativa. cariocal (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipotensora. vermiculita ou casca de arroz tostada. colerética. Adubação: a planta mostra uma resposta favorável à adubação potássica. Tomar 20 a 40 gotas durante os sintomas ou até 3 vezes ao dia. FARMACOLOGIA O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. barbatol. hiposecretora gástrica (258). inapetência. obstipação. calmante. antidispéptica (260) tônica. sombrear as estacas e irrigar 2 a 3 vezes ao dia. FORMAS DE USO • Alcoolatura: 20g da planta fresca em 100ml de álcool. colagoga.

• Produção de sementes: 4. A temperatura de germinação deve ser menos de 15oC (242). • Propagação: sementes. Inflorescência terminal ou axilar racemosa com numerosas flores brancas e pequenas.3 x 0. com sulcos longitudinais. quando maturas. pouco partidas. SINONÍMIA Erva-do-bom-pastor. de margem serrada. • Colheita: junho a julho. com as margens irregularmente serradas. As folhas do caule são alternas. foscas. HABITAT Planta alóctone originária da Europa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. FITOQUÍMICA . amplexicaules. panacéia. CLIMA É de clima temperado e subtropical. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As folhas caulinares são menores. Ocorre até 2. presença de nitratos e luz (209).BOLSA-DE-PASTOR NOME CIENTÍFICO Capsella bursa-pastoris Moench. terrenos baldios e a beira das estradas. exceto as raízes. em áreas agrícolas. jardins. polimórficas. Fruto síliqua triangular. FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae.300m de altitude. • Plantio: abril a maio. de caule florífero ereto. Em regiões tropicais só ocorre em altitudes. ovadas ou linear-lanceoladas. castanhas a castanhas avermelhadas. profundamente pinati-fendidas. amareladas a alaranjadas quando imaturas. É subespontânea no sul do Brasil. • Florescimento: final de inverno. As folhas basais formam uma roseta. crescendo espontaneamente em terrenos não áridos.500 sementes por planta. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. A germinação é facilitada pelo frio. anual. sésseis.2m. crescendo de 30 a 40cm de altura.000 a 4. FITOLOGIA Planta herbácea. Sementes cilíndricas ou elipsóides.

saponosídeo. hemorragia nasal e uterina. ácidos málico. epistaxe. (32). Suco: tomado em jejum. tanino. em decocção (444). cancros (215). antihipotensora (215). edema nefrítico. úlceras. inflamações.Bursina (342). acético. antiálgica (257). resultou numa completa inibição de hepatocarcinogênese em camundongos (219). blenorragia. dartros. administrado durante 258 dias. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides e flavonóides existentes na planta apresentaram um elevado potencial antibiótico. OUTRAS PROPRIEDADES É hospedeira do parasita Cystopus candidus (93). Infusão: 20 a 30g de folhas para 1 litro de água.14g/kg/dia do extrato da planta. com largo espectro antimicrobiano. anti-sifilítica. colina e tiramina (444). metrorragia. 30g em um copo de água (blenorragia) Cataplasma: planta fresca. . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Esta planta é um poderoso adstringente. cicluria e anúria (444).2%. secante (242). ouvidos supurados. destacam-se a iohimbina e a ergocristina. BORRAGEM NOME CIENTÍFICO Borago officinalis L. feridas. potássio. a flavona diosmina (126). Entre os alcalóides. e entre os flavonóides. contusa (áreas doloridas e inflamadas) Gargarejos: 30g em 1 litro de água (afecções da garganta) (32). O extrato aquoso da planta a 0. antiemética. coceiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. tônica e diurética (444). Observou-se uma inibição em 50 a 80% no crescimento das células tumorais de Ehrlich. vulnerária. erupções. mirosina (93). eczema. antiinflamatória. antiescorbútica (342). hematuria. dores. hemostática. INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. cítrico e fumárico. A substância responsável pela inibição do tumor foi o ácido fumárico (218). FARMACOLOGIA A ação anticancerígena da planta foi verificada em camundongos que receberam injeção intraperitonial de 0. antidisentérica (128). FORMAS DE USO • • • • • • 30g de folhas por litro (215) ou 50 a 90g/dia.

a maior concentração de ácido araquídico e tetracosanóico. muito ramificada e coberta de pêlos longos e rígidos. FITOQUÍMICA . foligem. altas temperaturas e pluviosidade excessiva. HABITAT Espécie alóctone de origem da Síria. ligeiramente pendentes. nas inferiores. sementes e óleos essenciais. Os estames são negros. sobretudo nas sementes. Flores numerosas. Cresce espontaneamente em terrenos incultos. rugosas. • Florescimento: agosto. quase sésseis. agudas. hirsutas. As folhas são alternas. As mudas são preparadas em bandejas de isopor de célula grande. grossa. Neste caso. As sementes miúdas. porém não deve ser encharcado. Solos argilosos permitem um crescimento rápido e maior produção de flores. • Substrato: 30% de húmus de minhoca e 70% de vermiculita. borrage. azuis. e curto. borracha-chimarrona. PARTES UTILIZADAS Flores. SOLO É exigente em fertilidade e umidade no solo. dispostos no fundo do cálice. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. cobertas de pêlos ásperos e mucilaginosos.SINONÍMIA Borracha. Os frutos são compostos de quatro aquênios. • Plantio: abril a maio. com 5 pétalas soldadas entre si. é apropriado o cultivo sob plástico transparente. • Propagação: sementes. Não tolera frio intenso. dispostas em estrela. sem molhar as folhas. Porém. ocorre em plantas cultivadas em solo arenoso (161). ovais. FITOLOGIA Planta herbácea anual sedosa-híspida que cresce até 60cm de altura. caule e folhas e sementes. Apresenta haste ereta. A muda é transplantada 30 dias após a semeadura.4 x 0. com pecíolo longo. nas folhas superiores. utilizar irrigação localizada.800m de altitude (383). É encontrada até 1.30m. • Cultivo protegido: devido à alta susceptibilidade da planta às doenças e às pragas. CLIMA A planta cresce melhor durante invernos secos e com boa exposição ao sol. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. dispostas em cimeiras escorpióides terminais.

afecções do fígado. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As folhas podem ser consumidas como salada. afecções pulmonares (435). afecções do coração (215). debilidade geral. béquicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. O cataplasma das folhas cozidas aliviam tumores. diurética (128).5% no caule e 2. anti-reumática. ardor da bexiga. antiinflamatória (380). rubéola (38). escarlatina. emoliente. herpes e litíase. O infuso das folhas é utilizado para aromatizar bebidas alcoólicas (163). antidiarréica (38) e depurativa. tumores e queimaduras) (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Lactogênica (semente). antigripal (93). nitrato de potássio (179). anti-reumática (271).2% nas folhas) γlinoléico. TOXICOLOGIA Todas as formas de preparo do chá devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. BUCHA NOME CIENTÍFICO Luffa cylindrica (L.Tanino. anti-hidrópica (215). Em pó. misturadas com outras ervas e em sopas. ⇒ 15g de flores por xícara de água. febres graves. inchaço das pernas (93). INDICAÇÕES A infusão das folhas é utilizada em febres biliosas.) Roem. edemas. queimaduras (32). resfriado. gota (283). inflamações. afecções pulmonares. varicela. araquídico e tetracosanóico (161). sarampo. citrato de potássio (93) e saponídeo. malato cálcico. abcessos e picadas de insetos (321). cordial (32). cujo sabor lembra pepino fresco. enfisema. Folhas frescas. inflamações nos rins e da bexiga. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 20 a 30g de folhas e flores por litro de água (435). resina. mucilagem (30%). pleurisia. laxante. ácidos silícicos (1. machucadas (abscessos. sudorífica. podem ser usadas como condimento. SINONÍMIA . • Cataplasma: uso tópico das folhas cozidas sobre acessos de gota (283). É melífera.

fruta-dos-paulistas. adaptando-se ao subtropical quente. Sementes pretas. As folhas são pecioladas. bucha-dos-pescadores. É feito na primavera. Fruto oblongo. esfregão. rajado com 10 linhas longitudinais verde mais escuras. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. INDICAÇÕES . hidragogas e antiapopléticas. as masculinas dispostas em rácimos axilares reunindo 5 a 15 flores. verde-escuras. ásperas nas duas páginas. folhas e sementes. caule. rugosas e com ala circundante. cinzentas ou pardo-claras. pomares. • Tutoramento: é feito para evitar-se o pisoteio de ramas e folhas e para facilitar tratos culturais e a colheita. As flores femininas solitárias. em covas com 3 a 4 sementes. cilíndrico ou trígono. Não tolera geadas. de caule pentagonal. As sementes são eméticas. purgativas (242. FITOLOGIA Planta trepadeira herbácea. HABITAT Espécie alóctone. 93) e vermífugas. dentadas. ⇒ frutos verdes: 80 dias após o plantio. deixar até duas plântulas por cova. Podem ser utilizadas cercas ou tutores de bambu e arame. lobos agudos ou acuminados.Bucha-dos-paulistas. • Plantio: a semeadura pode ser feita diretamente a campo. • Colheita ⇒ folhas: inicia 50 dias após o plantio. mas que cresce subespontaneamente por todo o Brasil em terrenos baldios. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. • Capina: o solo deve ser mantido livre de plantas daninhas durante o desenvolvimento inicial da planta. bem drenados. CLIMA Espécie de clima tropical. até 35cm centímetro de comprimento. quingombôgrande. • Propagação: sementes. axilares. Flores amarelas. sobre cercas e caramanchões. As folhas são antianêmicas (215). ⇒ sementes: 120 dias após o plantio. 5-palmatilobadas. originária da África. • Raleio: após a germinação. que atinge cerca 10 a 15m de comprimento. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes e a polpa do fruto são purgativas. longo-pedunculados. PARTES UTILIZADAS Raízes.

capiçoba. crescendo espontaneamente à beira de estradas. margaridinha-do-campo. clorose (215) e ascite (242). HABITAT Planta autóctone da América tropical. rabo-de-foguete. Folhas alternas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. erva-lanceta. catiçoba.2m de altura. prisão de ventre. férteis. voadeira. palmilhas de sapato e artesanato em geral. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos. medindo cerca de 10 a 13cm de comprimento. chapéus. capetiçoba. quando novos. pubescentes. rabo-de-raposa. BUVA NOME CIENTÍFICO Erigeron bonariensis L. ereta. FITOLOGIA Planta herbácea anual.3 x 0. luvas de massagem. caule estriado e densamente folioso. cestos. CLIMA Adapta-se à temperaturas tropicais e subtropicais. e pastagens. as inferiores oblanceoladas e irregularmente serreadas. mas prefere solos revolvidos.O caule e as folhas são indicados para o fígado..30m. são comestíveis após decocção. SOLO Adapta-se à maioria dos solos. sal e pimenta. enxota. • O fruto seco é utilizado como esfregão ou esponja vegetal. amenorréia. SINONÍMIA Acatóia. as superiores lineares e inteiras. É utilizada para combater afecções intestinais de aves (93). e as folhas. Inflorescências terminais e axilares. arenoargilosos. salpeixinho. É heliófita. • O esqueleto seco do fruto é matéria prima para a confecção de chinelos. medindo 0.6 a 1. aerados. . em áreas ruderais. lavouras. temperados com margarina. dispostas em panículas com pequenos capítulos brancacentos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

• Propagação: sementes. vulnerária. Utilizar topicamente em feridas e úlceras BUXO NOME CIENTÍFICO Buxus sempervirens L. fétidas. apétalas. feridas. HABITAT Espécie alóctone. • Plantio: setembro. anti-hemorroidária. corrimento. pubescentes enquanto novas. As flores são alvas. pequenas. PARTES UTILIZADAS . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. glabras. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de afecções urinárias (oligúria. dispostas nos ápices dos ramos e na axila das folhas. multiramoso. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. persistentes. coriáceas. As folhas são opostas. antidiarréica (68) e anti-sifilítica (271). FORMAS DE USO • Infusão ou decôcto: para hemorróidas. originária da Europa e Ásia e aclimatada no Brasil. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. em sulcos transversais ao canteiro. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. úlceras (68). Caracteriza-se por seu crescimento muito lento. diarréias e afecções urinárias. inflamação da próstata e testículos. verminoses. FAMÍLIA BOTÂNICA Buxaceae. anúria). vermífuga. É encontrada normalmente em jardins e cemitérios. FITOLOGIA Arbusto ou árvore pequena. O fruto é uma cápsula coriácea coroada pelos estiletes persistentes. que atinge até 8m de altura e 40cm de diâmetro de tronco. as masculinas com uma bráctea e as femininas com 4. verde-escuras e revestidas de cutícula luzidia na página superior e verde-claras na inferior. monóicas reunidas em glomérulos de 12 ou mais flores. Os ramos são tetrágonos e eretos. hidropisia e distúrbios hepáticos (271). contendo sementes trígonas lisas (93). • Pó: preparar a partir da planta seca.

com tons castanhos. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. plainas. FITOLOGIA . • Cultivada em jardins como sebe ou esculturas vegetais. cabaço-amargoso. buxeína e parabuxina (283). considerada muito nobre. ábacos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxativa. cabaça-purunga. purgativa (342). cocombro. depurativa. TOXICOLOGIA Por encerrar um alcalóide semelhante à estricnina. micções noturnas involuntárias e para evitar a queda do cabelo (215). cuia. anti-reumática e anti-sifilítica (93).162. sudorífica. taquera. CABAÇA NOME CIENTÍFICO Lagenaria vulgaris Ser. antiasmática (215). muito compacta. • Tintura ou Alcoolatura: 4g/dia (283). cabeça-de-romeiro. réguas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. estatuetas (93) e bolar de bilhar (283). É utilizada em marchetaria.Toda a planta. com densidade de 0. para a fabricação de instrumentos de sopro. torno. cabos de utensílios. até ficar reduzida a 2/3 (sudorífica). pentes. FITOQUÍMICA Alcalóide .902 a 1. a planta é considerada tóxica. é de cor amarela. devendo ser utilizada sob orientação de profissional credenciado. INDICAÇÕES Indicada para o combate à amebas e giárdias (271). purgativa (283). SINONÍMIA Cabaça-amargosa.buxina (93). FORMAS DE USO • Decocção: 40g de folhas secas em 1 litro de água. homogênea e dura. cuieteseira porongo.

PARTES UTILIZADAS Fruto verde. indeiscente. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. que proporciona mudas uniformes e mais saudáveis. O caule é grosso e anguloso. com até 30cm de largura. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é considerada ornamental devido às suas vigorosas folhas. um pouco aromática e com gavinhas bífidas. Já foi utilizada. • Plantio: setembro. grandes. CLIMA Por ser uma planta originária de regiões quentes. solitárias ou subsolitárias. vistosas flores e aos frutos polimorfos. marginadas e com até 2cm de diâmetro longitudinal. • Propagação: sementes. . subinteiras ou com 3 lóbulos pouco pronunciados. brancacenta e depois amarelada. dentadas. A planta é heliófita. na forma de cataplasmas. clorose e obstrução das vísceras (93). drástica. aerados e ricos em matéria orgânica. densamente vilosa. atingindo até 40cm de comprimento. folhas e sementes. com nervuras salientes na face dorsal.. embora possam ser produzidas mudas em bandejas de isopor. pubescente. obovadas. As flores são brancas. a planta não se adapta à regiões com temperaturas baixas ou sujeitas a ventos frios. para o tratamento de pernas inchadas. O plantio pode ser feito diretamente a campo.Planta herbácea trepadeira ou prostrada. purgativa (sementes). TOXICOLOGIA Doses abusivas podem resultar em hemorragias mortais. As sementes são brancas. de corola profundamente partida com os segmentos mucronados. O fruto é uma baga crustácea. cordiformes. oblongas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A polpa dos frutos é amarga. As folhas são curto-pecioladas. polimorfa. O mesocarpo é branco e esponjoso. mas cresce melhor em solos bem drenados. SOLO A planta é bastante rústica. emoliente e maturativa (93). precedidas por sintomas similares aos da cólera morbus (93). apressam os partos e curam frieiras. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 4m. depois glabra. comprimidas. e na forma de clisteres para combater a melancolia. As sementes são antinefríticas e purgativas (283). INDICAÇÕES As folhas. 5-8 nervadas. aquecidas e aplicadas topicamente.

o fruto pode ser utilizado para o preparo de vasilhames. podendo ainda ser utilizado como isca atrativa para a vaquinha (Diabrotica spp. purga-dos-paulistas. necessitando de uma adubação em cobertura com nitrogênio. bucha-dos-paulistas. atenuada. escandente. capa-de-bode.). axilares. FITOLOGIA Planta sarmentosa. compridas e vilosas. com 6 a 12cm de comprimento e 8 a 20cm de largura. As flores são monóicas. Quando tutorada. 5-7-palmadas ou poligonais. mole. peças de artesanato. é suculento e comestível. Folhas longo-pecioladas. campanuladas. SINONÍMIA Abobrinha-do-norte. com ápice agudo. • Plantio: outubro. • Nutrição: a planta é nitrófila. glabra na face ventral e glabrescente na dorsal. • Depois de maturo e retirada toda a polpa com as sementes. estendendo-se por até 1m de comprimento. • Florescimento: por ser uma espécie de fotoperíodo curto. • CABACINHO-DO-NORTE NOME CIENTÍFICO Luffa operculata [L. Proceder a semeadura em substrato organo-mineral. quando verde e pequeno. cabacinha. cuias para chimarrão. base recortada. Gavinhas bífidas. • Propagação: sementes. cordi-reniformes. cabacinho. maracás e berimbaus. vegetando ao longo de ramas que atingem até 8m de comprimento. liso.O fruto. buchinha-do-norte. amareladas e solitárias. . verdeescuras na página inferior. em badejas de isopor ou outro recipiente. ovóide. afuchês. O fruto é tipo baga. buchinha. • Tutoramento: a planta desenvolve-se melhor quando tutorada. purga-de-bucha. a planta lança raízes aéreas a partir dos nós. margem levemente apiculada. ápice agudo ou acuminado. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. reduzindo a incidência de doenças e facilitando a colheita dos frutos. escabrosas. não floresce e frutifica na região sul do Brasil. As sementes são numerosas e pardas. PARTES UTILIZADAS Frutos. de caule 5-anguloso ou não. angulosas.] Cogn. verde quando imaturo e amarelo quando maturo. anual. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m.

deixar que o fluxo escorra naturalmente. INDICAÇÕES Utilizados também no tratamento de amenorréia.FITOQUÍMICA M-carboxifenil alanina. 179). Esfriar e pingar uma gota na narina (9). drásticos. . Não assoar o nariz. feridas. antidiabéticos e antissépticos. adstringentes. Colocar nas narinas 1 a 2 gotas de manhã e à noite. F. E. descongestionantes nasais. C. esternutatórios. Descascar a buchinha e retirar um pedaço fino com 1cm2 de área e colocar na solução salina. úlceras. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos novos são comestíveis (380). ascite. hematomas. vomitivos. vermífugos. • FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. A polpa do fruto pode causar inflação das mucosas.000ppm contra Biomphalaria straminea (389) e estimulante de útero de ratas (36). expectorantes. • O parênquima fibroso constitui matéria prima para a limpeza de panelas. Doses abusivas podem causar fortes diarréias acompanhadas de náuseas e graves cólicas (93). B. hidragogos. Deixar e maceração por 5 dias e coar. TOXICOLOGIA A folha seca tem efeito abortivo (179). antissinusíticos (215). gipsogenina e luperosídeos A. Repetir até no máximo 5 dias (257). FORMAS DE USO Colutório (para sinusite): 1 colher das de café de cloreto de sódio puro em uma xícara das de chá de água. inflamações genito-urinárias e oftálmicas. quando em concentrações de 1. As sementes tem efeito anti-helmíntico (1). 101. O uso da planta deve ser feito sob orientação profissional. CÁLAMO-AROMÁTICO NOME CIENTÍFICO Acorus calamus L. Os frutos contém um princípio amargo chamado buchinina (179). cucurbitacina B. cucurbitacina D. antiherpéticos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são emenagogos (128). • Colutório: ferver 1g do fruto em água. purgativos (93). hidropisia clorose (94. isocucurbitacina B. D. G e H.

200kg dessecados por hectare.0 a 1. Espadice cilíndrico. Cortar segmentos de 2 a 3cm para o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. invaginantes.3m.5m de comprimento por 1. originária da Índia e da Europa.4 x 0.FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. férteis. hexâmeras. É heliófita e higrófita. permitindo a degradação enzimática (182). O rizoma é cilíndrico. pimenta-das-abelhas.5 a 2. paludosa ou aquática. úmidos a encharcados. perene. É encontrada crescendo subespontaneamente em áreas com água parada. As flores normalmente são estéreis. para haver uma boa fixação da planta. • Colheita: inicia a partir de dois anos após o plantio. • Pós-colheita: os rizomas devem ser lavados e submetidos à retirada de todas as raízes. HABITAT Espécie alóctone. produzindo um fruto piramidal. cana-cheirosa. adaptando-se aos subtropicais amenos. Vegeta espontaneamente até 1. serpeante. compridas. Os rizomas devem ser enterrados entre 5 a 10cm de profundidade. a temperatura de 32oC. noduloso. A secagem no sol é inviável pois é demorada. • Florescimento: só ocorre quando o rizoma está completamente coberto com água (182). com 1. aromática. As folhas são ensiformes ou lineares. • Plantio: outono e primavera. verde-claro internamente e amarelado por fora. várzeas úmidas ou alagadas e a beira de riachos e açudes. SINONÍMIA Ácoro-verdadeiro. . contendo 2 a 3 sementes (97. FITOLOGIA Planta herbácea. A areia é o substrato mais adequado para o enraizamento. 3-angulado. com cerca de 4mm de comprimento. Deve ser mantida sempre úmida. As plantas que frutificam são diplóides ou tetraplóides. O cultivo da planta em áreas paludosas ou uliginosas deve prever o uso de água não contaminada. oxigenada e não estagnada. para depois serem desidratados em estufa. 182). acaule. Flores amarelo-castanhas. devendo ser usados apenas como material de propagação. em escapo semelhante a folha. • Rendimento: cerca de 2. Pode ser utilizada as várzeas inundadas da cultura do arroz.000m de altitude (182). • Propagação: divisão do rizoma.0cm de largura. CLIMA A planta é de clima temperado. grosso. reunidas em feixe na base. no verão ou outono. SOLO Prefere solos pouco ácidos. cespitosa. Os rizomas muito velhos e grossos são muito fibrosos. eretas.

canfeno. tônicos. aromáticos. ácidos cáprico e palmítico. acoretina (resina) metilamina. à noite. terpenos. tanino. Aplicar a massa sobre o rosto previamente limpo. deixando por 15 minutos. heterosídeos. Coar. sesquiterpenos e essência. • Máscara tonificante: ferver por 10 minutos 2 colheres das de sopa de cálamo em pó para um copo de água. . Deixar esfriar e adicionar arroz em pó até obter uma massa consistente. amido. Microsporum gypseum. um glicosídeo composto e viscoso (182).PARTES UTILIZADAS Rizoma dessecado. colina. • O óleo essencial do rizoma é matéria prima para a indústria de perfumarias. adoçar com mel e tomar após as refeições (digestivo). Retirar com água morna (294). ⇒ Banho de imersão: ferver por 30 minutos 3 colheres das de sopa do rizoma seco em 1 litro de água fria. cineol e cânfora. Permanecer em imersão por 20 minutos. Coar e adicionar à água da banheira. • É utilizado também no preparo de licores e doces. acorina (glicosídeo). Tricophyton mentagrophytes e Tricophyton rubrum (193). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe a germinação e o crescimento das hifas dos fungos dérmicos Epidermophyton floccosum. digestivos. FITOQUÍMICA Óleo volátil. calamina (alcalóide cristalizado) (283) e vitamina C (294). As folhas contém menor teor de princípios ativos. laxantes e diuréticos suaves (294). aperientes. febrífugos. mucilagem. Promove o relaxamento. anticatarrais. antieméticos (283). alfa-pineno. eugenol. • O rizoma é utilizado na conservação de peliça. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ Ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de pó de cálamo para uma volume de água de um copo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os rizomas são excitantes. metil-eugenol. composta de asarona (80%). TOXICOLOGIA Não se deve consumir o rizoma sem ter sido desidratado (182). OUTRAS PROPRIEDADES • O rizoma apresenta odor agradável e sabor amargo e adocicado. cosméticos e dentifrícios. antes de deitar. • O pó do rizoma é insetífugo ou inseticida (182). INDICAÇÕES Aplicado externamente em forma de compressas como coadjuvante no tratamento de tumores ganglionares (294). livre das raízes. O princípio amargo é a acorina.

AGROLOGIA • Espaçamento mínimo entre plantas: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.CALÊNDULA NOME CIENTÍFICO Calendula officinalis L. bem drenados. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce 30 a 60cm de altura. margarida-dourada. O seu odor é desagradável. . sendo que no Brasil está bastante aclimatada e cultivada em jardins e hortos medicinais. verrucária. ovais ou lanceoladas. as vezes tombado e anguloso. malmequer. maravilha-dos-jardins. HABITAT Espécie alóctone. É cultivada em todo o mundo. As pétalas que formam o disco central são tubulosas. SINONÍMIA Bem-me-quer. As flores surgem na extremidade da haste e têm 4 a 5cm de diâmetro. malmequer-do-campo. • Propagação: sementes. malmequeres. As raízes são amarelo-claras e fasciculadas. ereto. Resiste à estiagem e à geada. maravilha. alternas. As folhas são inteiras ou ligeiramente denteadas. As folhas superiores apresentam certa pubescência. provido de protuberância no dorso e crenado na face ventral. mal-me-quer. CLIMA Temperaturas noturnas muito elevadas reduzem o tamanho das flores. É planta heliófita. tipo aquênio. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. O fruto. ricos em matéria orgânica. Necessita de no mínimo 4 horas diária de luz. profundos e permeáveis. originária das Ilhas Canárias e de Portugal.20m. maravilhas. calêndula-das-boticas. é curvo. úmidos. SOLO Prefere solos férteis. O caule é robusto. O botão central das flores é envolto por 15 a 20 lígulas amarelas ou alaranjadas. espatuliforme. malmequer-amarelo. mal-me-quer-dos-jardins.20 x 0. bem-me-quer-de-todos-os-meses.

• Plantio: março a abril. O cultivo nas regiões litorâneas é o mais indicado, podendo ser cultivada todo o ano em regiões quentes. • Doenças: o surgimento de manchas esbranquiçadas nas folhas indica a infecção fúngica, sobretudo em períodos úmidos. • Florescimento: verão a outono. • Colheita: A colheita inicia dois meses após o plantio e pode se prolongar por mais 2 meses. Obtém-se uma produtividade média de flores de 720 kg/ha, se colhidas semanalmente (257). • Padrão comercial: as flores podem conter 8 a 10% de água e 10% de cinzas, no máximo. São comercializados os capítulos inteiros ou somente as lígulas alaranjadas (96). • Produção de sementes: a época de produção de sementes não deve coincidir com os períodos chuvosos do ano. O excesso de pluviosidade afeta drasticamente a produção de sementes dando origens à lotes desuniformes e de baixa qualidade. • Melhoramento genético: observa-se uma grande variação de genótipos - flores com pétalas amarelas até laranja. Os indivíduos com pétalas laranja são os mais ricos em metabólitos secundários.

PARTES UTILIZADAS
Flores, caule e folhas secas.

FITOQUÍMICA
Carotenóides, óleo essencial, saponinas (antiviral), flavonóides, cumarinas (257), ácidos graxos livres, ácidos fenólicos, esteróis, mucilagens, taninos (145) e calendulina. As flores contém 0,2 a 0,3% de essência (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Excitante, emenagoga, antiespasmódica, antiescorbútica, oftálmica, poderosa antisséptica (283), cicatrizante, sudorífica, colagoga, antiinflamatória, antiemética, analgésica, antiviral, tonificante da pele (acne), vasodilatadora (257), emoliente, adstringente, vulnerária, bactericida, fungicida (145), antiabortiva, antialérgica (215) e resolutiva (68).

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento externo tópico de gengivite, queimaduras, verrugas, eczema seborréico do couro cabeludo, crosta láctea, brotoeja, úlceras, foliculite, vulvovaginite (tricomoniase e candidíase), dermatite por monília, estreptocócitos (gênero de bactérias estreptocóceas, algumas espécies causadoras de angina, inflamações piogênicas e broncopneumonia), fissuras de mama, ferimentos abertos (145), acne, inflamações purulentas, calos e pólipos e, internamente, para úlceras gastrintestinais, escorbuto, artritismo, afecções nervosas, oftalmias, icterícia (68) e feridas cancerosas (215).

FORMAS DE USO
• Pomada e tintura: usar folhas e flores. A tintura é diluída em água na proporção de 1:1 ou 1:2. Usar topicamente 3 a 4 vezes ao dia.

• Cataplasma: folhas e flores tenras são socadas e empastadas, sobre um pano limpo e aplicadas sobre o ferimento ou acne. • Infusão: ⇒ Atividade emenagoga: 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. Tomase1xícara das de chá antes das refeições principais, iniciando 8 dias antes da menstruação. ⇒ Atividade geral: 2 colheres das de sopa de flores em uma xícara das de chá. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite (257). ⇒ Como desintoxicante: ferver 3 colheres (chá) de flores secas em 3 xícaras (chá) de água. Deixar descansar por 5 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. ⇒ Acne: 1 colher das de chá de flores em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 5 minutos. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite. Três xícaras ao dia atua como desintoxicante. • Hidroalcoolatura: macerar 1 colher das de sopa de flores em 1 xícara das de chá de álcool 70 graus diluído em 2 xícaras das de chá de álcool. Aplicar topicamente sobre a pele e umbigo do recém-nascido, para a higienização (128). • Óleo: macerar 20g de flores em 250g de óleo de oliva durante 10 dias, no escuro. Filtrar com pano e espremer. É utilizado para atenuar as rugas e atua como emoliente (294). • Suco das folhas: aplica-se sobre calos, verrugas e pólipos (145).

OUTRAS PROPRIEDADES
• • • • • • • A planta é ornamental. As flores são utilizadas em cosmética e em farmácia. Os capítulos da planta são utilizados para perfumar sopas e guisados. Tanto as folhas quanto o caule são utilizados como tempero. As flores são usadas como corante na indústria alimentícia. As flores podem ser utilizadas como inseticida natural (257). As folhas, lançadas na brasa, ardem como nitro e as flores, em dias quentes, liberam eletrecidade estática (283).

CAMAPU
NOME CIENTÍFICO
Physalis pubescens L.; Physalis peruviana L. e Physalis angulata L.

FAMÍLA BOTÂNICA
Solanaceae.

SINONÍMIA
Balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, erva-noiva-do-perú, joá-decapote.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que cresce espontaneamente em reboleiras em solos cultivados, revolvidos, pomares, pastagens e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, sublenhosa na base, muito ramificada, pubescentes ou não, medindo 30 a 50cm de altura. As folhas são alternas, longo-pecioladas, medindo 4 a 6cm de comprimento. Flores axilares, solitárias, amarelas, com laivo marrom-claro na base das pétalas. Fruto baga globosa, glabra, embalado por cálice concrescente.

CLIMA
Adapta-se às regiões de clima subtropical e tropical. É esciófita.

SOLO
Prefere solos férteis, bem drenados, aerados e soltos. Não aceita solos compactos e muito ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m • Propagação: sementes e rizoma. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: a semeadura é feita em março e o transplante em abril. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, frutos e raízes.

FITOQUÍMICA
Fisalina, higrina, tropeína, proteínas e vitaminas A e C (9).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Diurética, sudorífica, anti-reumática, hepatoprotetora, antiinflamatória (9), desobstruente, estimulante do aparelho gênito-urinário, anti-herpética e narcótica. O fruto verde é laxativo e diurético (242).

INDICAÇÕES
O chá das folhas é utilizado para a inflamação da bexiga, do fígado (9), do baço e dos ouvidos, cistite e icterícia (242).

CAMOMILA
NOME CIENTÍFICO

Chamomilla recutita [L.] Rauschert

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae

SINONÍMIA
Camomila-alemã, camomila-comum, camomila-da-alemanha, camomila-dos-alemães, camomila-legítima, camomilinha, camomila-vulgar, macela, margaça-das-boticas, maçanilha, manssanilha, marcela-galega, matricária.

HABITAT
Espécie alóctone, que cresce espontaneamente em áreas de campos e bosques abertos das regiões mediterrânicas e de clima temperado. Ocorre em altitudes de até 160m.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, monóica, glabra, ereta, muito ramificada, com até 50cm de altura. As folhas são alternas, bi a tripinatissectas, com lacíneas linear-filiformes, verdeclaros e lisos na face ventral. Inflorescência em capítulos, com dois tipos de flores agrupadas em corimbo. Flores centrais hermafroditas, actinomorfas, de corola tubulosa e amarela. As flores marginais são femininas, zigomorfas, de corola ligulada, branca. As lígulas são tridentadas no ápice. Fruto tipo aquênio e cilíndrico. Apresenta aroma forte e agradável. O oco dos receptáculos é uma das particularidades que a distingue de outras espécies similares, como a camomila-romana.

CLIMA
A planta cresce melhor em clima temperado, com baixa umidade relativa do ar. As temperaturas médias anuais devem estar abaixo de 20oC (96). Não tolera excesso de calor, nem secas prolongadas. A planta não suporta estiagens prolongadas e chuvas copiosas, principalmente no período de amadurecimento das flores. É heliófita.

SOLO
Francos, soltos, férteis e bem permeáveis. Não tolera acidez. A melhor faixa de pH ocorre em torno de 6 a 7.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 25 x 25cm. • Propagação: sementes. Em 1g de sementes são encontradas cerca de 3.500 a 4.000 sementes. As sementes não devem ser enterradas pois são fotoblásticas positivas. São apenas pressionadas sobre o solo para o início da germinação. O uso de polímeros hidroabsorventes evita a desidratação de sementes recém-emergentes. A autosemeação ocorre a partir do segundo ano. As mudas são preparadas em canteiros ou bandejas de isopor, utilizando substrato mineral-orgânico. A semeadura direta no campo é possível em solos bem preparados, com baixa incidência de ervas daninhas e com irrigação sistemática. Densidade de semeadura: 0,5g/m2.

• Época de semeadura: março a abril. A semeadura deve ser feita em períodos do ano em que o franco desenvolvimento e maturação não coincida com temperaturas altas, nem com invernos muito rigorosos. • Nutrição: máxima produção de flores e óleo essencial é obtida com a formulação N-P-K 1:1:1. Cálcio, fósforo e enxofre são os nutrientes que maximizam a produção de flores e óleos essenciais (297). • Adubação verde: utilizando-se Mucuna aterrina + Crotalaria spectabilis aumenta-se significantemente o teor de camazuleno em até 35,17%, porém decresce o α-bisabolol (96). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência com plantas invasoras. • Doenças: é comum a ocorrência de doenças fúngicas (Alternaria sp.) por ocasião do florescimento. • Alelopatia: é alelopata positiva com a carqueja e a couve. • Florescimento: inicia a partir dos 85 dias após a semeadura. • Colheita: é feita quando as flores estão completamente abertas. Quando as lígulas começam a se curvar para baixo, iniciando um sutil murchamento, é indicativo que o ponto de colheita já foi ultrapassado. Ocorre 3 a 4 meses após a semeadura. • Rendimento: 886kg/ha de capítulos florais, para um rendimento de óleo essencial de 0,86% (96). O teor de camazuleno nas flores depende da origem e idade das flores, bem como ele decresce com o tempo de armazenamento (Walenciak e Korzeniowski, apud 91). • Padrão comercial: o teor mínimo de essência é de 0,4%. Tolera-se até 5% de pedúnculos e/ou outras partes da planta. Para fora do Brasil a tolerância é de 2%. As cinzas não podem exceder a 14% (96).

PARTES UTILIZADAS
Somente os capítulos florais secos.

FITOQUÍMICA
Camazuleno (27,2%), α-bisabolol (antiinflamatório - 11,2%) (96), matricina, cumarina, esteróides, heterosídeos, ácidos graxos e salicílico, vitamina C (145). Terpenóides: antemol, azuleno, bisaboleno, β-bisaboleno, α-bisabolol, α-bisabololóxido A, αbisabololóxido B, α-bisabololóxido C, α-bisaboloneóxido A, borneol, β-bourdeno, αcadineno, calameno, canfeno, 3-careno, B-cariofileno, cis-cariofileno, cariofilenepóxido, camazuleno, camomilol, 1,8-cineole, α-copaeno, B-copaeno, α-cubebeno, ρ-cimeno, 3deidronobilina, α-ρ-dimetilisterina, 3-epinobilina, 1,10-epoxinobilina, eucanabinolida, farneseno, trans-α-farneseno, trans-β-farneseno, farnesol, germacreno-D, guaiazuleno (1,4-dimetil-7-isopropiazuleno), humuleno, hidróxisonobilina, limoneno, lactona sesquiterpena linear, matricarina, matricina, α-muroleno, β-mirceno, mirtenal, mirtenol, nerulidol, nobilina, α-pineno, β-pineno, pinocamfona, α-trans-pinocarveol, α-transpinocarvone, sabineno,β-selineno, esfatulenol, α-terpineno, turjone, xantoxilina. Flavonóides: apigenina, apigenina-7-(6’’-ο-acetilato) glucosídeo, apigenina-7apiosigluosídeo (apiína), apigenina-7-glucosídeo (2’’,3’’)-diacetato, apigenina-7-glucosídeo (apigetrina), apigenina-7-glucosídeo(3’’,4’’)-diacetato, axilarina, crisoeriol, crisoeriol-7-

glucosídeo, crisoplenol, crisosplentina, 6,7-dimetóxiquercetina, 6-3-dimetóxiquercetina, eupaletina, eupatoletina, 6-hidróxi-luteolina-7-glucosídeo, isoarmnetina, isoarmnetina-7glucosídeo, jaceidina, caempferol, ‘Lipophiles flavon’, luteolina, luteolina-4’-glucosídeo, luteolina-7-glucosídeo, luteolina-7-ramnoglucosídeo, 6-metóxi-caempferol, patuletina, patuletina-7-glucosídeo, quercetagetina-3,5,6,7,3’,4’hexametil, quercetagetina3,6,7,3’4’pentametil, quercetagetina 3,6,7,3’ tetrametil, quercetina, quercetina-3galactotosídeo (hiperina, hiperosídeo), quercetina-7-glucosídeo (quercimeritrina), quercetina-3-rutinosídeo (rutina), quercetrina, espinacetina. Ácidos orgânicos: aminoácidos, ácido antêmico, ácido ascórbico, bornil acetato, (-)-butano- 1,3-dil-1-(|Z|2’-metil-2’-butenoato)-3-isobutirato, n-butanol, butil angelato, ácido cáprico, ácido caprílico, carotonacetonas homólogas, tanino catequina, éster camomila I, éster camomila II, ácido clorogênico, colina, vermelho aldeído crimson, β-damascenona, éster dihidromatricana, cis-en-yn-dicicloéter, ácido 2,4-dihidroxibezóico, (ácido siríngico), 2,5dihidroxibenzóico (ácido gentísico), ácido 2,3-D-dihidroxicinâmico(ácido antenóblico), ácido 3,4-D-dihidroxicinâmico (ácido cafêico), ε-1-(2,6-dimetilfenil)-2-butano-1, epicatecol, benzoato etílico, decanoato etílico, palmitato etílico, etil fenilacetato, ácido ferúlico, frutose, furfurol, 5-(3-furil)2-metil-1-pentano-3-ol (lepalol), 5-(3-furil)2-metil-1pentano-3 (lepalona), galactose, ácido gálico, tanino, geraniol, glicose, herniarina, hexilacetato, hexilbutirato, hidrocarbonatos, ácido benzóico 4-hidroxi-3-metoxi (ácido vanílico), ácido 3-hidroxi-4-metoxicinâmico (ácido isoferúlico), ácido 3-(2-hidroxifenil)-2propenóico (ácido ο- cumárico), ácido 3-(4-hidroxifenil)-2 propenóico (ácido-ρ-cumárico), ácido 3-hidróxi-2-metilideno (ácido butírico angelato), angelato isoamil (isopentil), isoamil butirato, isobutil isobutirato, isobutil isovalenianato, isobutil-2-metilbutirato, 4isopropenil benzaldeído, 4-isopropenil tolueno, 5-isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, 5isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, ácido linoléico, ácido málico, ácido metacrílico e ésteres, ácido 4-metoxibenzóico (ácido anísico), 3-metilamil angelato, 2-metilbutil butirato, α-metilbutil isobutirato, 2-metilbutil-2-metilburato, 2-metilbutil-2-metil propionato, 3-metilideno-4-oxipentil angelato, 2-metilidenopropano-1,3 dil-1-|z|-2’metil2’-butenoato-3-isobutirato, 2-metil-2-propil angelato, 2-metilpropil butirato, 2-metilpropil 2-metil butirato, 2-metilpropil 3-metil butirato, niacina, ácido oleico, ácido palmítico, ácido péctico, ácido fenólico, álcool perílico, poliacetileno, polissacarídeos, propil angelato, ramnose, ácido salisílico, 7-glucosídeo escopoletina, escopoletol, ácido sinápico, tanino, taraxasterol, tiamina, ácido tíglico e ésteres, triacontano, umbeliferona, xilose (91), ácido dihidrocinâmico, cerótico oleico e linólico, colina, inositose, fitorina, matérias resinosas e pépticas (341) e apigenina (3 a 9%), que se desdobra, por hidrólise, em apigetina e glicose (319).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória tópica (260), sedativa suave, eupéptica, antinevrálgica, antiinflamatória, maturativa (341), antiespasmódica, carminativa, analgésica, emenagoga, aperiente, protetora solar, antisséptica, antiasmática, cicatrizante, anti-reumática, sudorífica (145), antigripal (294), estomáquica, tônica, emoliente, calmante (68), anti-hemorroidária, antidispéptica (32), antialérgica (128), anti-histérica, vermífuga (215) e emética (435).

INDICAÇÕES
É indicada para inflamações oftálmicas, diarréia infantil, embaraços gástricos, enjôos, indigestões, enxaquecas, afecções de pele (pústulas e fístulas), cefalalgias, cólicas em geral

(341), lumbago, estomatite, afta, ciática, gota, mialgias (145), cistites (91), náuseas (32), assaduras, queimaduras de sol (128), doenças do útero e do ovário, gengivite, feridas, oftalmias, insônia, afecções nervosas, inapetência e úlceras (68).

FORMAS DE USO
• Infuso: ⇒ 3%; 50 a 200ml/dia (uso interno); 5% (uso externo) (341). ⇒ 5g do pó por litro (435). ⇒ 10 a 15g de flores em 1 litro de água fervente. Esfriar e coar. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao ia. Para combater afecções bucais, fazer bochechos com o infuso. ⇒ colher das de sopa de flores em 1 caneca de água quente. Abafar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras das de chá ao dia (digestivo, sedativo e emenagogo). • Compressa ou ablução anal: para hemorróidas (145). • Pó: 2 a 6g/dia. • Tintura: 10 a 30ml/dia. • Elixir, vinho e xarope: 40 a 120ml/dia (341). • Vinho: macerar por 5 dias 3 xícaras das de chá de flores em 1 litro de vinho branco, agitando 1 vez ao dia. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia, iniciando uma semana antes da data prevista para a menstruação (emenagogo). • Loção: deixar em banho-maria durante 3 horas 1 xícara das de café de flores em 1 copo de azeite. Coar e aplicar topicamente sobre assaduras e queimaduras do sol. Pode ser também usado topicamente em dores de ouvido e nevralgias (128).

TOXICOLOGIA
Atóxica em pessoas saudáveis. Compromete a eficácia da radiografia em pessoas doentes (385). Pode ocorrer rinite alérgica em pessoas sensíveis à camomila (145). Mulheres grávidas ou em lactação devem evitar o uso.

OUTRAS PROPRIEDADES
• A essência da camomila é azulada e tem sabor amargo. • O chá das flores é utilizado para clarear o cabelo (145).

CAMOMILA-RAULIVEIRA
NOME CIENTÍFICO
Helenium alternifolium Spreng et Cabrera.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

HABITAT

Espécie autóctone que vegeta nos campos e vales do Sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene ou anual, ereta, com 30 a 35cm de altura. Folhas com 5 a 7cm de comprimento, sésseis, alternas, um tanto espessas, estreitas, lanceoladas, 1-nérveas, íntegras ou algumas penatífidas com 1 a 3 segmentos pequenos, abertos e lanceolados. Inflorescência em capítulos solitários terminais, longo pendunculados. Brácteas em número de 20 a 25, de 7mm de comprimento, lanceoladas, pilosas. Possui 8 a 10 lígulas com cerca de 1cm de comprimento, limbo deltóide de cor alaranjada. O fruto é um aquênio com cerca de 2mm de comprimento. Papo de 4mm de palhetas lanceoladas, emarginadas no ápice, com aristas longas.

CLIMA
Prefere regiões onde as temperaturas são amenas (20 a 25oC, média anual) e não ocorra excesso de pluviosidade. Chuvas frequentes, sobretudo durante o florescimento, afetam a qualidade do produto colhido.

SOLO
A planta desenvolve-se melhor em solos neutros, aluviais e ricos em matéria orgânica. Não se desenvolve em solos ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: quando a semeadura é feita em agosto, o florescimento ocorre outubro a março. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Produção de sementes: os capítulos devem ser colhidos ao iniciar o murchamento das lígulas, porém antes das flores adquirirem coloração castanha, quando então a deiscência é muito forte, com perda de sementes.

PARTES UTILIZADAS
Flores (preferencilamente) e folhas.

FITOQUÍMICA
Saponinas e óleos essenciais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, febrífuga e hepática (271).

OUTRAS PROPRIEDADES
As flores são muito vistosas, podendo ser utilizadas em arranjos florísticos.

arredondadas no ápice. mas que se adaptou bem às regiões tropicais e subtropicais. imbricadas. embora tolere solos pobres. As flores são róseas. HABITAT Espécie autóctone. verde-escuras na página superior e mais claras e com nervura média saliente na inferior. invaginantes. luzidias. mantido sempre umedecido. jacuanga. de corola tubulosa e cálice avermelhado. • Colheita: inicia aos 16 meses após o plantio. frágeis. O enraizamento pode ser feito em substrato à base de areia. espiraladas. Colmo suculento. É higrófila. A inflorescência é uma espiga terminal multiflora. obovadas ou elípticas. pacová. nodoso. ubacayá. cor de carmim. brancacento ou verde-claro e piloso. SOLO Prefere solos úmidos e férteis. As folhas simples. SINONÍMIA Caatinga. PARTES UTILIZADAS . interiormente branco-avermelhado e exteriormente revestido de escamas pardacentas. cana-do-mato. periná. mais ou menos eretos. • Florescimento: ano todo. ubacaia. inteiras. brancacentas e com numerosas radicelas fibrosas. lisas. carnoso. FITOLOGIA Rizoma carnoso e ramificado. As raízes são filiformes. • Plantio: setembro a outubro. • Propagação: rebentos do rizoma e estacas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. de 10 a 13cm de comprimento e com brácteas ovadas.5m. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae.7 x 0. jacuacanga. Fruto cápsula polisperma contendo sementes oblongas. pacocaatinga. grandes. fibrosos. cana-branca. O pecíolo é grosso-carnoso em prolongamento à nervura média. originária do Brasil equatorial. agudas.CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Costus spiralis Rosc. jacuanga. com cerca de 20 a 30cm de comprimento e 10 a 14cm de largura. vermiculita ou casca de arroz tostado.

estomáquica. febrífuga. picada de insetos e catarro (9). FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. sífilis e gonorréia (32). anti-reumática (9) e depurativa (93). SINONÍMIA Cana-de-macaco. aplicadas topicamente como resolventes de tumores. cana-roxa-do-brejo. ubacayá. paco-caatinga. PARTES UTILIZADAS Colmo e folhas. emenagoga (257). TOXICOLOGIA Deve-se evitar o uso continuado da planta. pois sendo rica em oxalato de cálcio. pode resultar no surgimento de urólitos. albuminúria. CANA-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Costus spicatus Jack. OUTRAS PROPRIEDADES • O caule fornece um suco refrescante e nutritivo. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas e contusas. • A planta é ornamental em jardins. taninos e matérias pécticas (9). antiinflamatória dos rins e bexiga (32). calmante das excitações nervosas e do coração. diaforética. lavar feridas e diminuir as excitações nervosas e do coração (93). Sw.Colmo e folhas. dores nefríticas. cana-roxa. antilítica. O sumo fresco do colmo é indicado para disúria. ubacaia. aterosclerose. INDICAÇÕES As hastes são indicadas para a leucorréia e afecções renais (257). . • Suco do caule: para atenuar arterioesclerose. resolvente de tumores. tônica. inulina. antidiabética. cana-do-mato. hidropisia. aperitiva. periná. insuficiência cardíaca. FITOQUÍMICA Acido oxálico. jacuacanga. flor-da-paixão.

INDICAÇÕES Para o tratamento de leucorréia. polisperma. o crescimento é lento e a planta é mais suceptível a doenças. febrífugo e emenagogo (93). diaforético. com sementes arrredondadas no ápice. FITOQUÍMICA As hastes contém ácido oxálico (93). mucosidade da bexiga. verde-escuras. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral e as estacas podem ser enraizadas em areia umedecida. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é diurético.HABITAT Espécie autóctone que habita as matas tropicais. O suco das hastes é depurativo. CLIMA É planta esciófita. antilítica (215). amenorréia e arterioesclerose (215). de haste rígida. Quando exposta totalmente ao sol. inflamações da uretra (93). • Plantio: primavera. que cresce 70 a 80cm de altura. FITOLOGIA Planta herbácea perene. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. SOLO Prefere solos úmidos e humosos. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. tônico. invaginantes.5m. casca e hastes. FORMAS DE USO • Suco: das hastes (gonorréia ). nefrites. gonorréia. As folhas são alternas. . emoliente. bainha pilosa e tenuamente avermelhada nas bordas. PARTES UTILIZADAS Rizoma. dura e cilíndrica. medindo cerca de 2 a 3mm de comprimento. envolvidas por brácteas escamosas cor de carmim. • Decocção: 50g de hastes ou rizoma em 1 litro de água (leucorréia). diaforético. rebentos do rizoma e estacas do caule. • Infusão: para dores nefríticas. Flores amarelas dispostas em espiga terminal de 5 a 8cm. • Propagação: sementes. anti-sifilítica. O enraizamento ocorre em 25 a 30 dias. oblongas. folhas.0 x 0. O fruto é capsular. tônico e emenagogo (32).

• A planta é ornamental em jardins. nervura central proeminente na face dorsal. enquanto que nas velhas só ocorre uma mancha de cor creme-pálida na base da nervura central. Usar topicamente em contusões e inchaços (32). O caule é ereto. bainha invaginante. .0 a 6. marianinha.0 a 1.• Cataplasma: utilizam-se o rizoma e/ou as hastes. FAMÍLIA BOTÂNICA Comelinaceae. reunindo 30 a 32 pedúnculos florais. três sépalas côncavas de coloração violeta-clara externamente e branca internamente. é comumente encontrada em jardins. glabras. As flores dispõesse em panículas de 10 a12cm de comprimento.5cm de diâmetro. SOLO Prefere solos úmidos. As folhas medem 17 a 25cm de comprimento por 5. HABITAT Espécie autóctone que habita a mata Atlântica. humosos. As flores são compostas de três pétalas violáceas com a base branca. • O suco dos rizomas é levemente ácido e mucilaginoso. As folhas são oblongo-lanceoladas. com 6 estames. higrófita e esciófita. glabro. sendo dois deles mais compridos. SINONÍMIA Cana-do-brejo. sendo utilizado como refresco. pouco ácidos. sendo que na face ventral ocorrem duas listras longitudinais de cor cinza-prateada em cada lado da margem das folhas jovens. nodoso. alternas. com 2 a 2. previamente secos e transformados em pó (hérnia) • Ungüento: folhas untadas com sebo. de norte a sul do Brasil. OUTRAS PROPRIEDADES O rizoma apresenta aroma semelhante a violeta (Viola odorata). com porte de 1. A planta é nitrófila e não tolera solos secos e compactados. CLIMA Espécie tropical. FITOLOGIA Planta herbácea perene. espiraladas.20m de altura. bordos lisos.5cm de largura. • CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Dichorysandra thyrsiflora Mik. Por ser ornamental.

AGROLOGIA • Ambiente: procurar instalar as plantas em áreas baixas. responsável pela formação de grandes áreas necróticas nas folhas. brotações do rizoma e segmentos nodais. diurética e anti-reumática (93). ripsalis. PARTES UTILIZADAS Hastes e folhas. herbáceo. • Espaçamento: 1. verde-claro. lagoas ou açudes. sub-cilíndrico. composto de 4 a 5 artículos medindo 4 a 8cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. Flores terminais campanuladas de cor creme.7m. ocorrendo sobre ramos inferiores de árvores antigas. à beira de riachos. . FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em áreas sombreadas de jardins. A estaquia é feita em areia umedecida.0 x 0. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. Fruto tipo baga de cor branco-hialina. onde o lençol freático possa estar ao alcance das raízes. • Propagação: sementes. • Doença: é comum a ocorrência do fungo patogênico Colletotrichum dichorisandrae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. • Plantio: outono e primavera. Folhas afetadas devem ser removidas e a planta pulverizada com um fungicida cúprico. SINONÍMIA Cabelo-de-anjo. CANAMBAIA NOME CIENTÍFICO Rhypsalis capilliformis Weber. Evitar áreas alagadas ou uliginosas. conambaia. HABITAT Encontra-se disseminada por toda mata atlântica subtropical. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. FITOLOGIA Planta epífita de caule pêndulo.

pecioladas. • Propagação: sementes. 6 . procurar amarrar as mudas sobre ramos sombreados que tenham musgos sobre a casca. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio. elípticas-ovaladas ou oblongo-lanceoladas. terminal e axilar. 8 a 15cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. de folhas persistentes. estacas dos ponteiros e mudas obtidas na mata. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae.000m (93). crescendo espontaneamente em altitudes de até 2. coriáceas. As flores são verde-amareladas. SINONÍMIA Canela-da-china. FITOLOGIA Árvore perene. AGROLOGIA • Ambiente: as mudas devem ser enraizadas em substrato de xaxim e/ou húmus e estabelecidas em ambiente sombreado (bosque. 3nervada. menos no inverno. caneleira. túnel de sombrite 70% ou mais). glabra. canela-da-índia. O perianto é 6-lobado. Poderão ser utilizadas árvores como base do agroepifitismo da planta. glabra e pálida. A casca é espessa. CANELA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Cinnamomum zeylanicum Blume e Cynamomum cassia Blume. alternas. com cerca de 7 a 8m de altura e com tronco de 20 a 25cm de diâmetro. A inflorescência é uma panícula cimosa. PARTES UTILIZADAS Artículos. Neste caso. pequenas. em número de 2 a 5 por cimeira.CLIMA É subtropical e esciófita. As folhas são simples. HABITAT Espécie alóctone originária do Ceilão. • Plantio: deve ser feito nas estações mais chuvosas do ano. luzidias. base subaguda a arrredondada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de úlceras. escorbuto. Desenvolve-se numa faixa de temperatura de 20 a 30oC. acuminada. facilitando o pegamento da muda. febres gástricas e biliosas (271). Os ramos são cilíndricos ou tetrágonos somente no ápice. oblongas.

adstringente. fragrante e aromático. paralisia da língua e enxaquecas (93). aldeído cinâmico (65 a 75%). • Plantio: ano todo. em substrato orgânico ocorre em 30 a 40 dias. hipertensora suave (9). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestivo. Não possui pétalas. piolhicida. doce e pungente. choques. felandreno e ácido cinâmico (9). antileucorréica e catamenial (93). dismenorréia. com exceção do inverno. baixa e esgalhada. • Colheita: inicia a partir do quarto ano. Os pássaros são os principais disseminadores da espécie. anti-reumática. O odor é delicado. extremidades frias. aerados e silicosos. ovário livre. tintura e Alcoolatura. • A poda apical da planta permite uma arquitetura mais compacta. INDICAÇÕES É utilizada para dores estomacais. mucilagem.5 x 3. flores as folhas. A casca da raiz contém cânfora (93). marmitol. com 1 lóculo. ulcerações da gengiva e da mucosa da boca (294). eugenol (5%). pressão baixa. cujas mudas espontâneas que se formam podem também ser aproveitadas para o plantio. com 8mm de comprimento. com pouca umidade. calafrios. preta. galactagoga. com rugas finas e lenticelas transversas. FITOQUÍMICA Taninos. amido. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. O sabor é excitante. O fruto é uma baga ovóide apiculada. ligeiramente áspera. influenza. • Propagação: sementes. carminativa. PARTES UTILIZADAS Casca da árvore. tosses. safrol. febres adinâmicas. digestiva (128). hemorragias de partos. borneol (93). antiescorbútica. metrorragias. A casca é de cor cinza-castanho.estames. carbureto terpênico (283). CLIMA É de clima tropical. FORMAS DE USO • 1 a 3g/xícara (445) na forma de infusão. mas adapta-se bem ao subtropical. antisséptica. escrófulas. doenças atônicas do estômago. A germinação. crioulceração (445). amenorréia. minerais (2 a 4%). respiração ofegante. pubescentes. aromática (283). A semeadura é feita em bandejas de isopor de células grandes ou em saquinhos plásticos perfurados. cardiotônica (294) tônica. A germinação ocorre em 40 a 50 dias. . SOLO Prefere solos bem drenados. A folha contém 75% de eugenol e 3% de aldeído cinâmico. diarréia. vômitos nervosos. antiespasmódica.5m. contendo substrato organo-mineral.

• Dos frutos se obtém a cera de canela. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. Coar e tomar 1 cálice duas vezes ao dia. pinatisectas. 228). longo-pecioladas. sésseis. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. compotas e doces. SOLO .8cm de espessura (445). SINONÍMIA Canforeira. Secar o cabelo e passar um pente fino (294). muito ramosa e aromática.• Vinho: macerar durante 30 dias 30g de casca em 500ml de vinho licoroso. CANFRINHO NOME CIENTÍFICO Artemisia camphorata L. com os segmentos lineares e numerosos. TOXICOLOGIA • A planta é embriotóxica e abortiva ( 227. As folhas são glandulosas. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. OUTRAS PROPRIEDADES • O pó da casca serve como condimento de quentão. curau. Após lavar a cabeça. Abafar por 15 minutos. ascendente. desaconselhável para gestantes e pessoas febris (444). canfinho. • A casca é comercializada em pedaços ou rolos. de 30 a 40cm de comprimento por 3 a 10cm de largura por 0. arroz-doce.2 a 0. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical ameno e heliófita. perene. alternas. O caule é cilíndrico é lenhoso na base. usada para o fabrico de velas. mingau. • Infusão piolhicida: ferver 2 xícaras das de chá de água e derrame sobre 2 paus de canela em uma vasilha. antes das refeições (tônico e digestivo). que cresce 30 a 50cm de altura. enxaguar com o infuso de canela. com 2 a 3cm de comprimento. • A essência é utilizada na indústria de perfumaria.

• Plantio: outubro a novembro. durante 1 hora. feridas. • Substrato: o enraizamento das estacas é feito em uma mistura de vermiculita (40%). • Colheita: inicia aos 6 meses após o plantio. FORMAS DE USO • Alcolatura: macerar as folhas na cachaça ou álcool de cereais. ocorrendo no verão. FITOQUÍMICA Óleos essenciais e derivados de cânfora (257). • Florescimento: é esporádico. casca de arroz tostada (60%). • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis no Estado de Santa Catarina. Solos ácidos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.] Stapf. antiepiléptica.2%. Utilizada externamente. As estacas devem ter sua base imersa em solução de benomil a 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática (257). não ocorre. picadas de insetos (257).Prefere solos areno-argilosos. SINONÍMIA .7 x 0. CAPIM-LIMÃO NOME CIENTÍFICO Cymbopogon citratus [DC. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. INDICAÇÕES Utilizada no álcool para dores musculares.) FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. aerados e bem drenados. para prevenir da incidência de patógenos vasculares. pouco ácidos. • Doenças: a planta sensível à patógenos que atacam as raízes e vasos condutores. distúrbios neurológicos e cardíacos (128). Se o inverno for quente. contusões e hemorragia uterina (271). calmante e antinevrálgica (271). compactados e muito úmidos afetam a produção e a qualidade das folhas.5m. • Propagação: rebentos da raiz e estacas caulinares radicantes.

.0 x 0. citral (antiespasmódico. grama cidreira. As folhas. áspera nas duas faces. curtos. vervena. inseticida e repelente). fencona. cineol. geraniol. cortante. farnesol. Apresenta textura áspera ao tato e permanece mais ereta que a citronela. car-3-eno. São ricas em óleos essenciais que contém α-oxobisaboleno. canfeno. porém não encharcados. perene. Penicilium sp. Doenças: as folhas são eventualmente acometidas pela ferrugem parda. são estéreis. a beira de estradas e em áreas aluviais. bordo liso. erva-cidreira. sesquiterpenos e terpenos. facilita a infecção dos fungos Aspergillus sp. capim-cidrilho. ésteres.. ácidos. são amplexicaule. acetato de nerol..0m em altura e forma touceiras de perfilhos ao nível do solo. Plantio: ano todo. cimbopogonol. embora favorável a menor perda de óleos voláteis. nervura central grossa e caniculada. capimcidró. mas prefere solos com bom teor de umidade. Por isso. e Alternaria sp. As folhas são muito aromáticas. capim-cidrão. É muito sensível à estiagem. que medem cerca de 60 a 100cm de comprimento por 1. acetato de geraniol.. humuleno. estolonífera. • Secagem: com a secagem. Trichoderma sp. É feito diretamente a campo. capim-de-cheiro. mirceno (analgésico). Apresenta rizomas semi-subterrâneos. cimbopogenol. As folhas são recobertas por uma fina camada de cera e exalam olor de limão.5 a 2. FITOLOGIA Planta herbácea. cimbopogona. chá-deestrada.. linear-lanceoladas. capim-sidró.Capim-catinga. βcadineno. nerol. que cresce cerca de 1. boa parte do aroma é perdido. saponinas álcoois (cimeropogonol e cimpogonol) e alcalóides (145). O florescimento é raro e as flores. capim-santo. metileugenol. antimicrobiano. cespitosa. capim-cidreira. com nós bem demarcados. Não tolera geadas. paralelinérveas. Propagação: divisão de touceira cujas folhas são previamente podadas. FITOQUÍMICA As folhas contém aldeídos. preferencialmente próxima dos cursos de água. eventualmente formadas. AGROLOGIA • • • • • Espaçamento: 1. Rhyzopus sp. capim-marinho. patchuli-falso. (55). borneol. geranial. hexacosan-1-ol. A secagem a 30oC. mentona. Cresce subespontaneamente em todo o Brasil. HABITAT Espécie alóctone de origem indiana. sidró. cetonas. capim-ciri.40m. CLIMA É heliófita.0cm de largura. que afeta a produção e qualidade das folhas. capim-cheiroso. α e β-pineno. isopulegol. Cladosporium sp. citrol (mistura dos aldeídos neral e geraniol). Colheita: inicia após quatro meses do plantio e é feita três a quatro vezes ao ano. deve-se secar lentamente à baixas temperaturas (35 a 40oC). SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solo. linalol.

O extrato da planta apresenta forte ação bactericida sobre o vibrião do cólera (78). feridas. por 3 meses. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida em conjuntivites (363). antidiarréica. ácidos acético. diminuiu os níveis de colesterol de 22 voluntários (179) . citronelal. miorrelaxante (145). . antireumática. espasmo intestinal (352). tosse. caféico. estomáquica (257). terpinoleno. citronélico. dipenteno. digestiva. Tomar xícaras ao dia (145). FARMACOLOGIA Tem ação na diminuição da atividade motora. ⇒ 10g de folhas secas em ½ litro de água quente. no aumento do período de sono. INDICAÇÕES Também usada para dores estomacais. depurativa. O efeito analgésico é atribuído ao mirceno (119).10 a 95. calmante. • Infusão: ⇒ 4 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água. O óleo essencial apresenta atividade antibacteriana e antimicótica. expectorante. O óleo essencial. carminativa. ocimeno. na dose de 140mg/dia. febrífuga (179). catarro. hipotensora (258). FORMAS DE USO • Decôcto ou inalação: 10 a 20g/dia de folhas e/ou raízes (444). PARTES UTILIZADAS Folhas. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia (258). anticonvulsionante. cólicas menstruais e intestinais (o mirceno atua nos nervos dos órgãos). iso-orientina.terpineol. p-cumárico. T. úlceras. aldeídos como o isovaleraldeido e decilaldeido (120) . Os extratos etanólicos apresentam atividade contra os áscaris. luteolina-7-O-β-D-glicosídeo. sudorífica. administrado na forma de cápsulas. βsitosterol (155). vômitos. diurética. limoneno. aromática. antidisentérica e antiálgica (120). O óleo essencial da planta tem ação fungistática sobre alguns fungos dermatogênicos humanos (Trichophyton rubrum. béquica. anti-histérica (215). O conteúdo de citral varia de 86. rizoma e raízes frescas ou secas. α-canforeno. lumbago. entorse. resfriado. Encontram-se ainda alguns flavonóides como a luteolina. e que infectam sementes de cereais (Aspergillus e Penicillium) (40). gerânico e capróico. gastralgias. eczemas (179). distúrbios renais (258). neuralgias. antiespasmódica e analgésica. antiespasmódica. A infusão do rizoma se usa para clarear os dentes e é tônica (23). contusões. conjuntivite. mentagrophyres e Microsporium canis) (234). analgésica suave. indigestão. ATIVIDADE BIOLÓGICA As folhas demonstram atividade antimutagênica em Salmonella tryphimurium TA 98. é repelente de mosquitos e serve como desodorante natural. ansiedade (294). O extrato acuoso demonstra um efeito ansiolítico. sedativa. tensão muscular e cefaléia.25% (55).

FAMÍLIA BOTÂNICA Tropaeolaceae. coleária-dos-jardins. OUTRAS PROPRIEDADES • A essência é amarelada. de caule carnoso. pelti-nervadas. perda de postura. • As folhas constituem-se ótima forragem para elefantes. servem para aromatizar roupas e repelir insetos (294). mastruço-do-peru. mastruço. O hidrolato das folhas provoca um quadro de hipocinesia.• Ungüento: esmagar 1 xícara das de chá de rizomas em 1 colher das de sopa de óleo de coco. agrião-grande-do-peru. chagas-da miúda. • As folhas picadas e acondicionadas em saches. 5-lobadas. cujas ramagens prostradas crescem 23m de comprimento. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais de altitude. a infusão passa a ser bebida refrigerante. axilares. especialmente dos campos altos e pedregosos do Peru (341). baixar demasiadamente a pressão e causar desmaios. cochlearia-dos-jardins. bradipnéia. frágil. capuchinha-grande. sapatinho-do-diabo. glabro e cilíndrico. barrancos e estradas. O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. campanuladas. que cresce de 30 a 40cm em altura. solitárias. chagas-de-flores-grandes. capuchinho. orbiculares. • Servida fria. FITOLOGIA Planta herbácea rasteira bienal. capuchinha-de-floresgrandes. flor-de-sangue. chagas. capucina. além de permitir uma ótima cobertura de solo. devido ao sistema radicular vigoroso e agregador. ataxia. SINONÍMIA Agrião-do-méxico. verde-claro-brancacento. As folhas são alternas. aromática e ardente. sedação e defecação (120). cinco-chagas. As flores são irregulares. longopedunculadas. • A planta é indicada para proteção de encostas. nastúrio. curculiare. CAPUCHINHA NOME CIENTÍFICO Tropaeolum majus L. com 5 sépalas coloridas e distintas e 5 pétalas ovado-obtusas. Coar e fazer massagens tópicas para nevralgias e reumatismos (128) TOXICOLOGIA Doses concentradas pode provocar aborto (258). amarelo- . agrião-maior-da-índia. • A planta fornece óleo essencial usado em perfumaria. longo-pecioladas.

de pericarpo espesso e carnoso. folhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. PARTES UTILIZADAS Caule. tais como eczema e psoríase (32). mirosina (enzima). escrofulose e demais afecções de pele (257). também conhecido como óleo de Lorenzo. depurativa (128). úmidos e aerados. • Florescimento: início de agosto a novembro. sendo que o rendimento de ácido erúcico é maior quando a colheita de sementes ocorre na lua nova. 32). ácido tropaeolínico. Altas temperaturas de verão (acima de 28oC) são prejudiciais ao desenvolvimento vegetativo da planta. inicialmente única. O óleo das sementes. globosa. • Colheita de frutos: outubro a dezembro. Inicia 2 meses após o plantio. béquica. expectorante. separando-se depois em três aquênios. digestiva. frutos e flores. tônica. ácido graxo utilizado no tratamento da . passando até mesmo por esciófita. • Irrigação: a planta apresenta uma alta capacidade de retirada de água do solo. • Doença: Pseudomonas cihorii (146). INDICAÇÕES Usada ainda para o combate à caspa (215). O fruto é uma cápsula 3-coca. • Plantio: março e setembro. cada um contendo uma semente. • Plantas daninhas: não tolera a concorrência com ervas invasoras. liberando-a ao ambiente na forma de gutação. aperiente. CLIMA Embora a planta seja de clima subtropical de altitude. O sombreamento da planta reduz a produção de sementes e do ácido erúcico. • Propagação: sementes. a planta adapta-se bem às regiões tropicais. antibiótica natural. FITOQUÍMICA Ácido erúcico (72). às vezes dobradas. quando comparada a colheita na lua cheia (72). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (341.laranja ou vermelhas.que dá origem à compostos sulfurados antibióticos. vitamina C (257). contém o ácido erúcico. estimulante. mirosina e óleos sulfurados (93). SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. A semeadura é feita diretamente a campo. óleo essencial. glucotropaeolina .5 x 0. ativadora da circulação do sangue (271). em canteiros. tônico capilar (294). com máculas mais escuras e esporão cilíndrico curto. 5-7 costada. Os frutos secos são purgativos (93). • Adubação: aplicar 2 a 3kg de cama de aviário por m2 de canteiro.3m. resinas.

a espécie pode ser usada como bordadura periférica para proteção de espécie vegetais susceptíveis às pragas. Neste particular. lenticelados-verrucosos e estriados. HABITAT Espécie autóctone que cresce nas matas tropicais. FORMAS DE USO • Suco: tomar 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas. chica. Para uso interno. semelhante à alcaparra. • Pó: frutos secos. piranga. de arquitetura escandente. • As flores são utilizadas como salada ornamental. • A planta pode ser usada em paisagismo e jardinagem. CARAJURÚ NOME CIENTÍFICO Arrabidea chica (H. oajuru. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. carajirú. as folhas e flores provocam o sono (294). pariri. Repele pulgões. cipó-cruz. china.) Verlot.. Se consumidas à noite. guarajuru. FITOLOGIA Planta trepadeira perene. oajuru-piranga. e B. • Infusão: ⇒ 40 a 50g em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). coá-piranga.adrenomieloneuropatia (72). . na França. • A planta é fitoprotetora de pragas da macieira. depois tetrágonos. apresentando sabor acre e picante. A planta encerra antibióticos naturais de largo espectro (380). As folhas são pecioladas. ⇒ 4 colheres das de sopa de folhas picadas ou 2 de sementes em 1 litro de água. SINONÍMIA Cajuru. Cresce subespontaneamente em capoeiras. OUTRAS PROPRIEDADES • Os botões florais são comestíveis. guajuru-piranga. crajirú. sobretudo as secundárias. orla de matas e restingas. ramos cilíndricos e glabros enquanto jovens. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia. besouros e moscas brancas. cipó-pau. • É muita atrativa de lepidópteros. guajuru. Tomar ½ g em ½ copo de água. reduzir o volume de água à metade (257). pariri.

O fruto é uma cápsula linear. • A planta é melífera e ornamental (93). frouxa. FITOQUÍMICA Ácido anísico. cumarinas. medindo cerca de 18 a 20cm de comprimento.8m de altura. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. saponinas. desinfetante (130). presos a moirões com até 1. 42. antidiarréica. produzem seda vermelha. de folíolos oblongo-lanceolados. bixina.compostas. inflamações do útero e dos ovários. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. conjuntivite. 173). • Propagação: sementes e estacas de ramos. CLIMA É de clima tropical a subtropical. carajurina. róseo-lilacinas. • Tutoramento: é feito com fios de arame dispostos horizontal e paralelamente entre si. • Os bichos da seda que comem suas folhas. depois de fermentadas. • Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). enfermidades da pele de diferentes origens. discolores ou concolores. glabra e castanha-ferrugínea. genipina (379. 3-deoxiantociianidina. fornecem matéria corante vermelho-escura ou vermelho-tijolo. triterpenos. • Colheita: inicia 7 a 8 meses após o plantio. aguda em ambos os lados e com uma nervura média saliente nas valvas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. trifolioladas. antianêmica (9). ferro assimilável e cianocobalamina (9). quinonas. carajurina. antidisentérica (271). cicatrizante. . taninos. dispostas em panículas terminais piramidais. INDICAÇÕES É utilizada para o tratamento de feridas (9). alongada. coriáceos. glabros nas duas faces. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. emoliente. impigem. alcalóides. Flores campanuladas. É heliófita e seletiva higrófita (365). reticulado-venosos. antidiabética. contendo sementes ovóides (93). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. As estacas são enraizadas em areia mantida sempre úmida. cólicas intestinais. pseudoindicanas. flavonóides. antileucêmica. antiinflamatória (425).5 x 0. diarréias sangüíneas e entero-colites (93).7m.

É heliófita. pecioladas. com as margens onduladas orladas de espinhos amarelos e cílios. sulcado. que são semeadas em bandejas de isopor em substrato areno-orgânico. tubulosas. SOLO Prefere solos férteis. Inflorescência em capítulos hemisféricos solitários.CARDO-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Silybum marianum (L. com irrigação por gotejamento. cardo-de-nossa-senhora.0m de altura. com cerca de 0. cultivadas.0 x 0. terminais. cardo-santo.. FITOLOGIA Planta herbácea anual ou bianual. robusto. ereto. o cultivo em regiões muito pluviosas deve ser feito em estufas plásticas. Raiz aprumada e grossa. arenosos. com brácteas coriáceas terminadas em espinho. É encontrada até 700m de altitude (383). medindo 3 a 4cm de diâmetro. As folhas formam uma roseta basal. cardo-leiteiro. SINONÍMIA Cardo-branco. verde.50m. Caule cilíndrico. • Propagação: só ocorre via sementes. que destrói toda a folhagem. O fruto é um aquênio grande. encimado por um papilho de pelos denticulados. profundos e permeáveis. • Plantio: outono. originária das regiões mediterrânicas. preto. serralha-de-folhas-pintadas. Cresce espontaneamente em solos arenosos e pedregosos.3 a 1. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical de altitude. mescladas com branco ao longo da nervura. glabro. • Espaçamento: 1. Flores violetas. a beira de caminhos e em áreas nitrófilas.) Gaertn. de caule. e subespontaneamente em áreas ruderais. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito sensível às bacterioses. brilhantes. • Pragas: A planta é muito vulnerável ao ataque de Diabrotica sp. que proliferam-se em solos úmidos. sinuadas ou dentadas. cardo-mariano. . FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. alternas. São grandes (30 a 50cm de comprimento). HABITAT Espécie alóctone. brilhante ou matizado de amarelo. verdes. profundamente lobadas.

As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica (383). raiz. Não é recomendado o uso por crianças. antes que as flores abram totalmente. o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas. sementes. Das sementes obtém-se uma tintura útil no tratamento de moléstias da uretra. • As folhas trituradas são apreciadas pelo gado e as sementes são apreciadas pelas aves. Favorece a digestão de alimentos ricos em gordura. silidianina (162). é comum a ocorrência de Erwinia sp. diurética (383). • Produção de sementes: deve ser feita em regiões com baixa umidade relativa do ar e com baixos índices pluviométricos. digestiva e aperiente (294).. histamina. ingerida 8 dias antes de uma viagem. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 5 minutos. tiramina (383). que causa a podridão das plantas. forte e duradouro. INDICAÇÕES Indicada para distúrbios cardiovasculares e hepáticos e. hipertensora. do útero e também das hemorróidas (93). colerética. 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. úlcera e gastrite.Doenças: em regiões de alta pluviosidade. durante 5 dias. Pode acumular muito nitrato nas folhas. FITOQUÍMICA Óleo essencial. Inodora. Indicada ainda para o tratamento da icterícia e afecções hepáticas (294). • Florescimento: primavera. TOXICOLOGIA Em doses excessivas. colagoga. O espaçamento entre fileiras pode ser de 70cm e entre plantas de 12cm. . evita o enjôo (383). vômitos e diarréias. Não se deve utilizar quando de problemas renais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É tônica. Tomar em pequenos goles. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas é amargo. • Vinho: macerar 20g de folha de cardo-de-santa-maria e 5g de cravo-da-índia em 1 litro de vinho branco. • PARTES UTILIZADAS Folhas. obtendo-se rendimentos de cerca de 950kg/ha (149). Coar e tomar 1 cálice após as refeições. • Colheita: inicia após o quarto mês após o plantio. podendo então ser tóxica (209). • As folhas novas são utilizadas como saladas e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água. silimarina. • É ornamental em jardins ensolarados.

rebentos e por estacas. glabra. cortando-se apenas os dois terços finais da parte aérea. Caracteriza-se por possuir 3 alas no caule. e cobertas com sombrite 70%. vassoura. alado em sua extensão. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. SINONÍMIA Bacanta. produz também em áreas agrestes (solos secos e pedregosos). Fruto tipo aquênio. glabro. quina-de-condamine. As folhas são muito reduzidas e ovais. • Colheita: as hastes são colhidas quatro meses após o plantio. beira de estradas. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastos. É heliófita (211). cacália-amara. . vassourinha. bacórida. casca de arroz ou vermiculita. campos. SOLO Embora prefira solos úmidos e expostos ao sol. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. dióica. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em climas amenos. cacaia-amarga. • Aclimatação: as estacas devem ser plantadas em vermiculita. tiririca-de-bêbado. glandulosa. deixando a cepa para rebrote. • Propagação: sementes. vassoureira. Ocorre até 2. e até 5 horas.800m de altitude (96). Manter irrigação por nebulização de 2 a 3 minutos.40m. que cresce até 90cm de altura. terrenos secos e pedregosos. de coloração amarela. com alas seccionadas alternadamente. também em solos úmidos. A inflorescência é do tipo capítulo. perene. a noite. • Alelopatia: protege e estimula o crescimento da camomila. em intervalos de 2 a 3 horas durante o dia. levemente nervadas. tiririca-de-babado. vassoura-de-botão. A melhor estaca é aquela obtida da parte basal ou mediana dos ramos (267). cacália-amarga.0 x 0. FITOLOGIA Planta subarbustiva.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis trimera Less. linear. carqueja-amargosa. carque. • Florescimento: novembro a janeiro. ribanceiras de rio e áreas ruderais em geral. quando floridas. quase sempre aglomerados sésseis. carquejaamarga. Possui caule lenhoso.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica amarga (eupéptica). • Produção de sementes: a maturação de sementes ocorre janeiro/fevereiro. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas são ativas contra Schistosoma mansonii. saponinas (145). má digestão. afecções do baço. hipoglicêmica. flavonóides. Aplicar externamente sobre locais afetados. hepatoprotetora. dilactonas A. chagas venéreas e até mesmo a lepra (32). antianêmica (215). hispidulina. colagoga. antibiótica. tenífuga (145). nepetina e quercetina (179). febrífuga (179). alcalóides. fraqueza intestinal (215). azia. . flavonas. diterpeno do tipo eupatorina. três vezes ao dia (145) ⇒ 1 xícara das de cafezinho em ½ litro de água. analgésica (179). É também usada para cálculos biliares. germacreno-D. Na Argentina é utilizada para curar a impotência masculina e esterelidade feminina (242). ésteres terpênicos. anti-hidrópica. estimulante hepática (128). hipocolesterolêmica. Tomar 150ml. hepatoprotetora e antiinflamatória (130). INDICAÇÕES Indicada para anorexia. antidiarréica. gastroenterites (179). obesidade (257). • Padrão comercial: planta inteira. antigripal (144) e aromática (242). FARMACOLOGIA Atividade hipoglicemiante. álcoois sesquiterpênicos. diurética (294). má-circulação (271) e angina. fenólicos. lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos. sudorífica. antiasmática. feridas e úlceras (uso externo). depurativa. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de talos em ½ litro de água fervente. É moluscicida. A parte aérea contém α e β-pineno. diurética. antiinflamatória. Na Bolívia a planta é usada como inseticida (179). • Infusão forte: 60g em 1 litro de água. inibindo o crescimento de Trypanosoma cruzi. Compostos específicos: apigenina. B e C. antidispéptica. antidiabética (32). gota. exceto galhos grossos (além de 7mm). vermífuga. aperiente. icterícia. FITOQUÍMICA O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno. gastrite (267).• Rendimento: 150 a 250g de matéria seca por planta (106). carquejol e acetato de carquejilo) (257). anti-reumática. digestiva. astenia. flavanonas. PARTES UTILIZADAS Ramos alados com flores. matéria orgânica estranha e terra (96). Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao se deitar. luteolina. inflamação das vias urinárias. estomáquica. fígado e da bexiga (144).

É tolerante à geada e à seca. • É utilizada para conferir sabor a licores e refrigerantes. • Decocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água. As alas são contínuas ou interrompidas.0m. dióica.5 a 1. cerosas e sutilmente aromáticas. Aquênio glabro com poucas cerdas. . em número de 35 a 40 e brancas. CLIMA Prefere climas mais amenos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.] Person. glabras. Tomar 1 cálice antes das refeições (257). áfilos ou com folhas são rudimentares. ramosa. Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. As masculinas pouco menores. As flores. simétricas e com corola pentadentada. SOLO Desenvolve-se em solos saibrosos. mas que sejam drenados. glutinosa. verde intenso. o crescimento é mais exuberante. OUTRAS PROPRIEDADES • Substitui o lúpulo na produção de cerveja de baixa qualidade. ácidos e arenosos. Adapta-se à luz plena ou meialuz. em campos.• Vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. Caule e ramos tri-alados. ereta. CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Bacharis articulata [Lam. com altura variando entre 0. FITOLOGIA Planta arbustiva. aparentando espigas soltas e cujo conjunto aparenta uma panícula. SINONÍMIA Carqueja-doce. Flor feminina campanulada. Em solos humosos e úmidos. por ser de origem subtropical. a beira de estradas e em áreas nativas abertas. carquejinha. responsáveis pela ação fotossintética. pobres. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente no sul do Brasil. de 4 a 5mm de comprimento e de largura. agrupam-se em capítulos sésseis ao longo dos ramos superiores. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia (128). entouceirada.

anticolesterolêmica (179). prisão-de-ventre. absintina. O óleo essenial contém α-pineno. quando ingerido por 10 a 15 dias.3m. OUTRAS PROPRIEDADES É resinosa e amarga. causador da esquistossomose.AGROLOGIA • Espaçamento: 1. protozoário causador da doença de Chagas (209). febrífuga. eupéptica. antianêmica (93) e depurativa. O enraizamento é feito em substrato à base de areia. TOXICOLOGIA O extrato aquoso da planta é abortifaciente. Administrado em cobaias. genkwanina. • Plantio: outubro. cis-cariofileno. ação letal sobre o molusco Biomplalaria glabrata. estimulante da fertilidade feminina. enjôos (257). santonina. • Propagação: segmentos de rizoma e estacas de ramos maturos. jaceosidina. • Florescimento: primavera • Colheita: inicia a partir do primeiro ano após o cultivo. INDICAÇÕES Indicada para enfermidades do baço. lupeol e chondrillasterol. jaceidina. Nas flores foram encontrados o barticulidiol. tônica. salvigenina. articulina. antiespasmódica. antidiabética. 7. oleanólico e crisosapônico. diurética. FITOQUÍMICA A parte aérea contém ácidos α e β-resínicos. • Aclimatação: as estacas devem ser sombreadas sob sombrite 70% e mantidas úmidas sob nebulização intermitente. É feita de janeiro a fevereiro. PARTES UTILIZADAS Ramos alados. antisséptica. casca de arroz tostada e/ou vermiculita. luteolina. anti-reumática. diéster malonato acetato. quercetina. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas existentes na planta apresentam atividade contra cercárias de Schistosoma mansoni.3 x 1. γ-elemeno. . Controla a impotência masculina e a esterelidade feminina (179. resínico.4'-dimetilapigenina. cirsimaritina. da bexiga. mansoni. dispepsias atônica e debilidade orgânica (93). o extrato da planta inteira causou a morte de cobaias (301). acacetina. do fígado. antidiarréica. 160). 283). βguaieno. acetato de articulina. e inibem o crescimento do Trypanosoma cruzi. que é hospedeiro intermediário do S. δ-cadineno e aroma dendreno (159. bacchotricuneatina A. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva. hepática.

FITOLOGIA Planta subarbustiva. fosca.3 a 2.5 a 3.5 x 1. lanceolada. margem inteira ou irregularmente 1-3-5-7 denteadas. CLIMA A planta adapta-se a uma ampla variação térmica e luminosa. Propagação: sementes e estacas. SINONÍMIA Alecrim-de-vassoura. glabro. inicialmente verde. As folhas são alternas. Quando amassadas. curtopedicelados. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. com ápice agudo e base atenuada. SOLO Tolera bem os solos ácidos. sendo também resistente à seca e tolerante à geada. medindo 1. Medra em campos abandonados. dispostas em capítulos axilares.0m de altura. amarelo-castanho. vassoura. Inflorescência díclina. HABITAT Espécie autóctone. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. vassourinha.5m. com flores masculinas e femininas esbranquiçadas. Porém. atingem porte mais avantajado. muito enfolhada. pois a cepa proporciona um bom rebrote. uninérveas. cilca. Fruto tipo aquênio. as folhas exalam aroma acre. Colheita: inicia a partir do primeiro ano de cultivo. pobres e até compactados. Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). monóica. ocorrendo principalmente no sul do Brasil. persistentes. passando a cinza. O caule é fibroso a lenhoso. . sésseis.. alecrim-do-campo. capoeiras e áreas de vegetação rala.0cm de comprimento por 3 a 4mm de largura. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 1. muito ramificado. alongado. verdes. Pode ser cortada toda a parte aérea. que cresce de 1. vassoureira.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis dracunculifolia DC. simples. discretamente tomentosa na face dorsal. em solos de aluvião e/ou humosos. com 1mm de comprimento (209).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. febrífuga (242) e aperiente (68). com linhas vermelhas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada para varrer as casas em áreas rurais. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. onduladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. Folhas ovado-lanceoladas. atenuadas. Tomar 2 xícaras ao dia. O fruto é um utrículo ovóide. reunidas em espigas eretas dispostas em panículas piramidais. globulol e palustrol (372). SINONÍMIA Bredo. .0 a 1. crista-de-galo. inapetência. Flores densas e diminutas. distúrbios gástricos. INDICAÇÕES Debilidade orgânica. FORMAS DE USO Infusão e decocção: 10g de folhas e talos por ½ litro de água. pecioladas.FITOQUÍMICA Nerolidol. afecções febris. crescendo de 1. medindo 14 a 16cm de comprimento por 6 a 8cm de largura.5m.2m de altura. cansaço físico (68). CARURÚ-DA-ANGOLA NOME CIENTÍFICO Amaranthus spp. espatulenol. carurú-crista-de-galo. agudas. com nervuras salientes. • O óleo é utilizado na indústria de perfumaria. eupéptica. contendo sementes lenticulares. FITOLOGIA Planta herbácea de caule sulcado. subrugoso. pubescente no ápice. bredo-rabaça. carurú-do-mato. luzidias e pretas.0 x 0. amareladas.

• Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. As sementes germinam em 8 a 10 dias. • Plantio: março-abril. As mudas são transplantadas quando apresentarem 4 a 6 folhas definitivas. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raiz e talos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hepática (32) e estomática. A raiz é diurética (93) e febrífuga de largo espectro (215).

FORMAS DE USO
• Suco: tomar algumas colheres das de sopa ao dia. • Salada: alimento e fitoterápico.

CARVALHO-EUROPEU
NOME CIENTÍFICO
Quercus alba L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Fagaceae.

HABITAT
Espécie alóctone originária da Europa, Marrocos e Ásia Menor.

FITOLOGIA
Árvore com porte de 30 a 35m de altura. Apresenta o caule cilíndrico, casca fendida, ramos tortuosos. As folhas são alternas, oblongas, membranosas, pinati-fendidas ou sinuado-lobadas, com segmentos obtusos, subsésseis, glabras, membranosas. As flores são monóicas, sendo que os amentos masculinos são finos, frouxos, amerlo-esverdeados, com uma flor na axila de cada bráctea. Flores femininas dispostas em espigas, sendo que cada flor é guarnecida por um capitel que se desenvolve na floração. Fruto com 2 a 3cm de comprimento e 2cm de diâmetro, longo pedunculado, recoberto em sua terça parte pelo capitel.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 5 x 5m.

• Propagação: sementes. As sementes devem ser postas a germinar em saquinhos plásticos ou recipientes com um mínimo de 400ml de capacidade, contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outono. • Pragas: lagarta Podalia chrysocoma e coleóptero Loxopyga flavo-lineata. • Doença: Oidium quercinum. • Colheita: as folhas são colhidas no terceiro ano após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Frutos e folhas.

FITOQUÍMICA
Contém tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tanatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina (93), amido, celulose, goma, resina, óleo graxo, (283).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A casca é adstringente e febrífuga, e os frutos antidiarréicos e antidiabéticos (93).

INDICAÇÕES
Indicada para a atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os frutos constituem-se ótimo alimento para suínos a até para o homem. • A madeira, considerada de primeira qualidade, é utilizada na confecção de móveis antigos, esculturas, pipas, barris e vasilhames diversos.

CATINGA-DE-MULATA
NOME CIENTÍFICO
Tanacetum vulgare L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Atanásia, atanásia-das-boticas, erva-contra-vermes, erva-de-são-marcos, erva-dos-vermes, erva-lombrigueira, palma, tanaceto, tanásia, tasneira.

HABITAT

Espécie alóctone européia que é encontrada crescendo junto aos charcos, lagos, margens dos caminhos e terrenos baldios e até 1.400m de altitude. Foi introduzida no Brasil pelos colonizadores europeus, adaptando-se ao cultivo em jardins.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene que forma tufos de numerosos caules, eretos, ramosos, angulosos, canelado e folhosos. Cresce 0,6 a 1,2m em altura. Folhas alternas, glabras 1-3 pinatífidas, que crescem até 15cm de comprimento, com segmentos lanceolados e pinatipartidos, serrados, agudos e pecíolo alado. Inflorescência em capítulos corimbosos terminais amarelos, eretos e densos. As flores são tubulosas, não tendo as exteriores estames. Frutos tipo aquênio, costado e glanduloso. Raiz oblíqua e ramificada. A planta é muito aromática.

CLIMA
É de clima temperado, adaptando-se porém ao clima subtropical. Suporta geadas mas não tolera estiagens.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m. • Propagação: sementes e divisão de touceiras. A planta seca no inverno para rebrotar na primavera. Neste época, retiram-se as brotações que se formam a partir do rizoma. • Plantio: primavera (estacas) ou outono (sementes). • Plantas daninhas: não suporta concorrência com outras plantas. • Florescimento: final de setembro. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas.

FITOQUÍMICA
Ácido tanásico, tanacetona (257), lactonas sesquiterpênicas (partenolídeo), flavonóides (flavona eupatilina), esteróis, glicose (355), ácidos cítrico, butírico e oxálico, tuiona, canfol, tanino, resina, vitamina C. As sumidades floridas contém 0,1 a 0,6% de óleo essencial e 7,64% de cinzas. A planta inteira contém cerca de 9,22% de cinzas (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-helmíntica, vermífuga, aromática, emenagoga (257), antiinflamatória antibacteriana, antiulcerogênica (355), tônica, estimulante (93), febrífuga, anti-histérica, anti-reumática, antiasmática, béquica (215), antinevrálgica (271) e digestiva.

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento de dores articulares e musculares (128), pertubações gástricas, feridas, bronquite (215), aerofagia, contusão, entorse, picada de insetos, menstruação, dor de dente e parasitoses (1).

TOXICOLOGIA
Possui elementos tóxicos como o ácido tanásico e a tanacetona (257). A essência da planta, injetada na veia de animais, provoca convulsões semelhantes às da hidrofobia, causa inflamação no tubo digestivo, podendo resultar em espasmos violentos, paralisia do coração e morte (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Planta aromática e amarga. • É planta ornamental e insetífuga. As flores têm ação estupefaciente sobre os insetos (93). • É utilizada como condimentar em alguns países (omeletes e pudins).

CAVALINHA
NOME CIENTÍFICO
Equisetum hiemale L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Equisetaceae.

SINONÍMIA
Cola-de-cavalo, erva-canudo, lixa-vegetal, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo-de-rato.

HABITAT
Planta autóctone sul-americana, que cresce em várzeas úmidas, à beira de regatos e em áreas paludosas.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fistuloso, ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60cm, mas sob meia-sombra o pseudocaule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas são escamosas e se formam na bainha. O caule é fistuloso, ereto, grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples, sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e não produzem esporângios.

SOLO
Prefere solos úmidos, porém não compactados ou com aeração deficiente. Tolera bem os solos medianamente ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Ambiente: procurar instalar as plantas em várzeas com lençol freático bem próximo à superfície ou em áreas normalmente úmidas da propriedade • Espaçamento: 0,4 x 0,3m. • Propagação: rebentos dos rizomas e segmentos nodais. • Hidroponia: os segmentos nodais são facilmente enraizados em areia irrigada com fluxo intermitente de água, em telhas de cimento-amianto. O pegamento das mudas ocorre em 20 a 30 dias. • Plantio: outubro a novembro. • Colheita: inicia 5 a meses após o plantio.

PARTE UTILIZADA
Hastes e brotos verdes, sem os esporângios.

FITOQUÍMICA
Ácido silícico, ácido gálico, resinas, sais de potássio, tiaminases, isoquercitina, luteolina, campferol, saponinas e alcalóides (257).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Muito diurética, hemostática, antiblenorrágica, remineralizante (341) e adstringente.

INDICAÇÕES
Indicada para úlceras varicosas e aftas (externamente), hemoptises, metrorragia, epistaxe, fluxos sangüíneos hemorroidários, afecções pulmonares, hipertensão de origem renal (341), problemas renais, obesidade (257), febre puerperal, conjuntivite, inflamações dos dutos lacrimais, edema, afecções renais, feridas (32), afecções da próstata, úlceras cancerosas (271), ventosidades, pterígio, hematúria, influenza e disenteria (1).

FORMAS DE USO
• Geral: 9 a 15g/xícara, em decocção (445). O chá da planta tem sabor neutro a amargo. • Infuso ou decocção: ⇒ 5%; 50 a 200ml/dia, como diurético e até 500ml/dia, como hemostático (341). ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia (problemas renais). Para a obesidade, tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes das principais refeições (257). • Pó: 1 a 3g/dia, como remineralizante; até 20g/dia, como hemostático. • Tintura: 10 a 50ml/dia (diurético). • Xarope: 20 a 100ml/dia (diurético) (341). • Infusão: 10g da planta por litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (afecções renais e edema generalizado). Nas hemorragia internas e menstruações excessivas, utilizar 30 a 40g para 1 litro de água.. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Compressas: renovam-se em intervalos de 15 minutos (oftalmias). • Suco: substitui a infusão e o decôcto. • Loções: 50 a 60g da planta em 1 litro de água. Usar externamente em feridas e úlceras.

• Banhos vaginais: 20 a 30g da planta por litro de água. Fazer duas abluções diárias (32).

TOXICOLOGIA
O uso em excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1 em razão das tiaminases. As inflorescências são tóxicas (257).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos. • Devido ao alto teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos de cobre e metais em geral.

CELIDÔNIA
NOME CIENTÍFICO
Chelidonum majus L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papaveraceae.

SINONÍMIA
Celidônia-maior, ceruda, erva-andorinha, erva-das-verrugas, erva-das-taperas, erva-doscalos, figatil, grande-quelidônia, iodina, mercúrio, quelidônia, quelidônia-maior.

HABITAT
Espécie alóctone mediterrânica européia, que cresce espontaneamente em áreas ruderais sombrias. Ocorre até 1.500m de altitude.

FITOLOGIA
Planta herbácea, vivaz, ereta, alóctone, ramosa, pouco pubescente, crescendo de 0,2 a 0,3m. A haste é erguida, ramificada e revestida de pelos brancos e articulados. As folhas são alternas, pinatissectas, com 5 a 11 segmentos ovados, lobos arredondados, de cor verde na face ventral e verde-azulado na dorsal. Inflorescência em cimeira umbeliforme, com flores amarelas, com quatro pétalas, duas sépalas e muitos estames. Fruto tipo cápsula linear, siliquiforme com arilo arqueado de coloração preta. As sementes são esverdeadas. A seiva é de coloração alaranjado-sedosa e apresenta sabor picante, acre e nauseabundo.

SOLO
Prefere solos areno-silicosos, úmidos, bem drenados, aerados e férteis. Não tolera solos pesados, encharcados e ácidos.

CLIMA
Prefere temperaturas amenas e regiões de pouca pluviosidade. É esciófita.

AGROLOGIA
• Espaçamento 0,5 x 0,3m. • Propagação: sementes e divisões de raízes. • Plantio: primavera. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Consórcio: cultivar outras plantas de maior porte para proporcionar luz difusa sobre a celidônia. • Florescimento: verão. • Colheita: seis meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Utiliza-se toda a parte aérea e as raízes . O látex deve ser utilizado antes da floração.

FITOQUÍMICA
Quelidonina, queleritrina, sanguinarina, protopina, mucilagem, resinas, óleo essencial (257), albuminas, quelidoxantina e ácido quelidônico (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa tópica (257), excitante, purgativa, diurética, anti-hidrópica (93), antiespasmódica, laxativa (294), antiasmática, hipotensora (215), cáustica, tônica hepática e biliar, colerética, cicatrizante, calmante e lenificante da angina do peito (1, 32).

INDICAÇÕES
Usada no tratamento de úlceras escrofulosas, escorbúticas e de feridas velhas, calos, verrugas (257), icterícia, inflamação da vesícula biliar, cãibras no estômago, oftalmias, manchas, icterícia (raiz), panos (32), acne (215), hepatite (271) e gota (294).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: amassar ou moer um punhado de folhas frescas e aplicar sobre o calo ou verruga, enfaixando o local. Repetir o tratamento até a extirpação. • Infusão: 5g de folhas para 1 litro de água. Tomar 1 xícara ao dia (32). • Essência: ferver 1 colher das de sopa de folhas secas em 1 xícara das de chá de água até que ocorra a total evaporação da água. O resíduo (essência) pode ser aplicado topicamente sobre verrugas, à noite (128).

TOXICOLOGIA
O uso interno é desaconselhável pois pode provocar estomatite e gastroenterite. Evitar o contato com os olhos (257). Em doses abusivas a planta é tóxica, causando obscuridade visual, cefalalgia, vômitos, ardor nos olhos, formigações no corpo, dor no peito, aflição, náuseas, dificuldade de respirar, diarréia, depressão, angústia, estomatite e gastroenterite. É irritante para os olhos. O uso interno deve ser feito segundo prescrição médica.

OUTRAS PROPRIEDADES

• A seiva da planta apresenta um látex amarelo-alaranjado, cáustico, de sabor acre e muito amargo e de aroma desagradável. • A planta é considerada ornamental.

CENTELHA
NOME CIENTÍFICO
Centella asiatica (L.) Urban e Centella erecta Fern.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cairuçú-asiático, cairussú, pé ou pata-de-cavalo, burro ou mula; patinha-de-mula, corcel.

HABITAT
Espécie alóctone, originária da Ásia, que cresce subespontanemente em locais úmidos de áreas ruderais, campos e lavouras abandonados, matas secundárias, capoeiras e capoeirões.

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, rasteira, radicante. Caule estolonífero, enraizando nos nós, com a formação de rizoma e raízes adventícias. Folhas longo-pecioladas, glabras, circular ou um pouco alongado, com base reentrante e margens crenado-denteadas. A inflorescência é tipo umbela, axilar, com 3 a 4 flores. As flores apresentam pétalas triangulares, brancas ou arroxeadas. Os frutos são cremocarpos, formados por dois mericarpos achatados, de contorno arredondado, planos na face ventral ou da comissura, superfície glabra e de coloração amarelo-parda, com cerca de 4mm de comprimento por 4,5mm de largura e 1,2mm de espessura (209).

CLIMA
A planta adapta-se as mais variadas condições climáticas e tolera o sombreamento. E áreas sombreadas as folhas são menos fibrosas, arredondadas e a haste pilosa.

SOLO
A planta cresce em qualquer tipo de solo, porém desenvolve-se melhor nos úmidos, arenosos e ricos em matéria orgânica. Em solos compactados ou pouco úmidos as folhas tornam-se coriáceas, arredondadas e com a haste glabra. Em solos úmidos a folha torna-se alongada e a haste pilosa.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes, rizomas e estolões.

• Pó: tomar 0. doenças do aparelho urinário e genital femininos. . ampliadora da capacidade de memorização (257). • Substância amarga: velarina. lignocérico. lepra (93). úlceras. • Os açúcares: glicose.• Plantio: é feito diretamente a campo. thankunisídeo. • Sapogeninas: ácidos asiático. varizes. metanol. FITOQUÍMICA • Ácidos: linoléico. • Oleos essenciais: cânfora. hipotérmica e galactógena (1). estimulante do metabolismo das gorduras. FORMAS DE USO • Geral: 30 a 40g/dia. cicatrizante. betulínico e isobrâmico. disúria. furunculose. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária (133). • Alcalóide: hidrocotilina. indocentóico. anticelulítica. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. icterícia. centelosídeo. Tomar um banho morno e em seguida friccionar energicamente a loção com um pano sobre a área afetada. dismenorréia. madecassosídeo. antiinflamatória. óleo alil mostarda e grandes quantidades de transβ-farneseno. epistaxe. amenorréia. Salgues. antidiarréica. • Triterpenos: asiaticosídeo. desintoxicante. brahmosídeo. α-pineno. anti-sifilítica (93). INDICAÇÕES Utilizada na terapia de escrófulas. oléico. antibacteriana. isothankunisídeo. lepra e psoríase (204). na forma de decôcto e infusão (1). na quantidade de 2 a 3kg/m2. apud 204). cineol e n-dodecano. • Outros: ρ-cimol. antidepressiva. • Vitamina: ácido ascórbico. eczema. • Glicosídeo: asiaticosídeo. centóico. • Loção: amassar em um pilão dois punhados da planta picada e por em infusão em ½ litro de água fervente. sarampo. esteárico cêntico. Abafar por 10 minutos. hematêmese. madecássico. brâmico. thankúnico e isotankúnico. amarga. lúpus. arabinose. • Florescimento: outubro a abril.5g/dia (diurético e ativador do metabolismo das gorduras) (257). constipação. diurética. antileucorréica (204). germacreno D e β-cariofileno (204. antireumática. • Adubação: adubar com estrume animal. centélico. frutose e ramnose. Esperar 15 a 20 minutos e tomar um novo banho. no outono ou primavera. palmítico.

coriáceas. inteiras. fraturas. um pouco achatado e com listras salientes.) Mitcheli. basais. hermafroditas. grosso e carnoso. eretas ou flutuantes. congonha-do-brejo. As flores são brancas. Fruto tipo aquênio. com 8 a 9 flores. quando matura. sendo encontrada nas margens dos rios. grandes. canais de drenagem e baixadas pantanosas. 5-11 nervadas. chá-mineiro. TOXICOLOGIA Em doses elevadas o extrato da planta tem um leve efeito narcótico (204). inicialmente. com pecíolo sulcado longitudinalmente. mas não suporta o pisoteio. substituindo a grama comum. . A ação indiscriminada de herbicidas e as drenagens tem levado a redução drástica do número de indivíduos. argilosos. grandes. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como cobertura de solo. fusiforme. castanha. SINONÍMIA Aguapé. Originariamente encontrava-se abundantemente nas várzeas alagadiças. lagos. esférica. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus grandiflorus (Cham. verde. e Schlech. SOLO Prefere terrenos uliginosos. HABITAT Espécie paludosa. dispostas em panículas verticiladas. Infrutescência morulada. ovadas ou cordiformes. para contusões. incluindo o Brasil. estendendo-se a subtropical. autóctone da América Tropical. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae.• Cataplasma: aplicado topicamente. Desenvolve-se melhor como esciófita. FITOLOGIA Planta herbácea perene. Apresenta caule triangular e glabro. erva-dopântano. apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura. longo-pecioladas. CLIMA É de clima tropical. chá-de-campanha. trímeras. erva-do-brejo. As folhas são simples. torceduras e furúnculos. O rizoma é rasteiro. ácidos e com algum teor de matéria orgânica.

em períodos secos. O rizoma. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). edemas. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. emoliente. • Espaçamento: 1. arterioesclerose. dermatoses. A germinação das sementes é lenta.AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. distúrbios hepáticos (271). adstringente e antiofídica (68). antinevrálgica. • Florescimento: ocorre na primavera e no verão. rebentos e brotações de verticilos florais. nevralgias. e larvas de gafanhoto. convalescença. antiofídica. INDICAÇÕES Útil para erupções de pele (uso interno). FITOQUÍMICA Taninos. • Pragas: afídeos. faringite. Aplicação tópica (68). gengivite e feridas crônicas. A produção de mudas via sementes pode ser feita pelo sistema "floating". tônica. antilítica. • Propagação: sementes. FORMAS DE USO • Infusão ou decocção: 20g de folhas verdes por litro de água. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. anti-sifilítica. . 390). gota. demorando 50 a 60 dias. anti-hidrópica. anti-hipertensora (215). ácido úrico. estomatite. triterpenos e flavonóides (257. que rendilham totalmente as folhas. hérnia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). • Plantio: outono e primavera. doenças renais e das vias urinárias (257). antiartrítica (242). antinefrítica. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. congestão hepática. • Colheita: outubro a fevereiro. serve como cataplasma para o tratamento de hérnias. laxante. debilidade orgânica. anti-reumática (257). que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas.0 x 0. amigdalite. A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizoma. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). • Cataplasma: rizoma seco e triturado. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. diurética.7m. na forma de massa. (68) ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).

As nervuras são salientes e as bordas maiores são curvadas em forma de chapéu. que cresce cerca de 1. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. verde quando imaturo e castanho. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. estendendo-se a subtropical. inteiras. eretas. SOLO Prefere terrenos uliginosos.5m em altura. hermafroditas e dispostas em panícula verticilada. CLIMA É de clima tropical. Fruto tipo aquênio.7m. Apresenta folhas simples.) Mich. várzeas e pântanos. SINONÍMIA Chá-de-campanha. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. chá-de-mineiro.OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são apropriadas para o consumo do gado. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. açudes. coriáceas. congonha-do-brejo. HABITAT Espécie autóctone que cresce à beira de rios. A germinação das sementes é lenta. rebentos e brotações de verticilos florais. • Propagação: sementes. quando maturo.0 x 0. longo-pecioladas. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. erva-do-pântano. A produção de mudas via sementes pode ser . chá-de-pobre. • Espaçamento: 1. oblongo-lanceoladas ou cordiformes. demorando 50 a 60 dias. As flores são brancas. contendo uma semente. com 11 a 13 nervuras e cerca de 30 a 40cm de diâmetro. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus macrophyllus (Kunth. erva-do-brejo. • A planta é depuradora de águas contaminadas e ornamental em lagos e aquários. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). erva-de-bugre. Desenvolve-se melhor como esciófita. ereta. lagos. argilosos.

antiofídicas (257). FITOQUÍMICA Contém saponina (biodetergente que elimina as toxinas do sangue e dos rins). Colheita: outubro a fevereiro. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). que rendilham totalmente as folhas. FORMAS DE USO • Decocção: 20g de folhas em 1 litro de água. flavonóides e triterpenos (257). diuréticas. adstringentes. Tomar 4 a 5 xícaras do chá por dia. infecções das vias respiratórias (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são anti-reumáticas. • Infusão: 20g de folhas verdes em 1 litro de água. Pragas: afídeos. e larvas de gafanhoto. sais minerais e iodo (145). inflamações da garganta.• • • • feita pelo sistema "floating". bócio. litíase. alcalóides. Florescimento: ocorre na primavera e no verão. dermatoses. tanino. Plantio: outono e primavera. A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. O rizoma é indicado para a hidrofobia (93). ligeiramente laxativas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. • Emplastro: rizoma macerado e aplicado topicamente sobre hérnia. antiartríticas e anti-sifilítica (93). hidropisia. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. dermatoses e furúnculos (145). depurativas. PARTES UTILIZADAS Folhas. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. ácido úrico. CIDRÃO NOME CIENTÍFICO Aloysia triphylla [L' Hérit] Britt. FAMÍLIA BOTÂNICA . afecções do fígado e úlceras. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. • Gargarejos: utiliza-se a decocção para afecções bucofaringeanas. nefrite. em períodos secos.

convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. as folhas caírem e a planta perecer. multifloras. FITOLOGIA Planta arbustiva que cresce cerca de 3m de altura. SOLO Prefere solos areno-argilosos. As flores são brancas.667 planta/ha (431). o sistema radicular pode atrofiar-se. cidrilho. preferencialmente. medindo 4 a 6cm de comprimento. azuladas ou purpúreas no seu interior. Retira-se o substrato sob água corrente.5cm. oval-lanceoladas. É heliófita. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. Peru e Argentina. No Chile adota-se uma população de 6. Não tolera solos ácidos (93). • Propagação: mergulhia e alporquia. sálvia-limão. pecioladas. formando panícula piramidal. removendo-se a casca. vegetando em campos secos e abertos. verde-amareladas. cidró. • Plantio: novembro e dezembro. erva-cidreira. originária do Chile. Os ramos são escabrosos e estriados. serradas na metade superior. com 6 a 8cm de comprimento. cidrilha. erva-luísa. As folhas são curto-pecioladas. SINONÍMIA Cedrina. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. subsésseis. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Se houver um período de estiagem prolongado.Verbenaceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. CLIMA Espécie de clima subtropical a temperado. • Colheita: as folhas são colhidas. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. por ocasião do florescimento. salva-limão. HABITAT Espécie alóctone. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. 3-4 verticiladas. agudas. • Doenças: a planta é afetada por viroses e deficiências nutricionais (Mg). O enraizamento deve ocorre em 40 dias. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. que conferem às folhas uma coloração amarelada mesclada de verde. A parte do ramo que ficará sob o solo. axilares. O fruto é um bi-aquênio. dispostas em espigas frouxas verticiladas. inteiras. pequenas. bem drenados e aerados. . escabrosa na face ventral e glandulosas-punctuadas na dorsal. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. retirando-se 1/3. Por ser muito susceptível a nematóides.

antimalárica. em extratos acuosos (50mg) contra Salmonella typhimurium TA98 (293). (446). febrífuga. carvona. linalool. INDICAÇÕES Indicada para doenças nervosas. p-cimol. coar. sendo usadas como condimento e aproveitadas pela indústria. 34) e anti-histérica (283). doces e bebidas. PARTES UTILIZADAS Folhas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e as flores apresentam um perfume muito agradável. na concentração de 0. carminativa.95%. .14 a 0. • Licor: deixar macerar por 3 dias 70 folhas frescas em 500ml de álcool 90 o e 500ml de água destilada. terpineol. digestiva. β-pineno. felandreno. O teste foi realizado com ratos administrados com infusão da folhas e talos.3 litros/ha. Tomar 1 cálice após as refeições (294).• Rendimento: cada 100kg de folhas fornece cerca de 150g de essência contendo citral e verbenona (283).p. Tomar à noite para a insônia. Juntar 300g de açúcar e casca de 1 limão. FARMACOLOGIA Depressora do sistema nervoso central e prolongadora do sono. antiespasmódica. (1997).83g/kg. Segundo VOGEL et al. são aproveitados pela indústria do vime. limoneno. • O ramos. Abafar por 5 minutos. citronelol. Vedar a garrafa e após 20 dias. • As folhas são utilizadas como condimento de carne e no preparo de saladas. etileugenol. a máxima concentração de óleo essencial ocorre no mês de março (Chile). Os extratos acuosos mostraram-se inativos como anti-hipertensivos e como ansiolíticos (437). flexíveis. FITOQUÍMICA Citral. geraniol. finamente moídos. isosafrole. sedante (446). hipocondria. atingindo uma produção de 27. As partes aérea apresentaram propriedades antimutagênicas. nas folhas jovens. tônica. α-pineno. estimulante. afecções do coração (283). glicosídeos iridóides (179) e verbenona (93). variou de 0. A concentração do óleo essência. i. emenagoga. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de café de água quente. metilheptona. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardíaca. excitante (403. com aroma de limão. • É cultivada como ornamental em muitos países. dor de cabeça e zumbido no ouvido (294). melancolia. limoneno.

mais freqüentemente. FAMÍLIA BOTÂNICA Chlorantaceae. O limite austral de sua ocorrência é o município de Palhoça (340). HABITAT Espécie autóctone. solitárias. quando novos. medindo 12 a 14cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. margem serreadas. próxima a regatos. mas com um bom teor de matéria orgânica que imobiliza parte do alumínio tóxico. Sua distribuição é descontínua e muito irregular. erva-soldado. erva-de-soldado. tendo sido verificada uma densidade de até 2750/ha. normalmente cilíndrico (35). opostas. contendo uma semente preta. e as femininas racemosas. nas planícies costeiras do quaternário e vales estreitos íngremes. nervuras paralelas numerosas e distintas. sendo que as flores masculinas são axilares. chá-de-índio. canela-cânfora.SC (35). Folhas simples. cidrão. serrilhadas. CLIMA Ocorre em regiões tropicais até subtropicais. É heliófita. porém. mas podendo chegar a 11.CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Hedyosmum brasiliense Martius. SINONÍMIA Ambar-vegetal. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. Inflorescência em densas e numerosas panículas amentíferas.5m de altura por 54. Caule ereto. que cresce nas matas primárias e secundárias da Encosta Atlântica. erva-de-bugre. ervaalmíscar. . em área de Floresta Ombrófila Densa Submontana. Ramos com entrenós de 5 a 10cm e escamas. oblongo-lanceoladas. SOLO É encontrada naturalmente em solos empobrecidos (35). glabérrimas. hortelãsilvestre. hortelã-do-brejo. numerosos e apoiados na base por uma bráctea forte. ventricosas. Em Santa Catarina é original da Floresta Ombrófila Densa Montana.2cm de diâmetro na altura do peito. carnudas. chá-de-bugre. ou fasciculados. Frutos de formato irregular. luzidias. mático. Amentos ovais ou elípticos. em Ilhota . de margens onduladas e cicatrizadas. FITOLOGIA Arbusto dióico com cerca de 4 a 5m de altura e 5 a 10cm de diâmetro. chá-de-soldado. Pecíolo curtíssimo. sucosos e hialinos. ocorrendo. sésseis e entremeados de pequenas brácteas triangulares (93).

• Aclimatação: as mudas devem ser colocadas sob sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização até que haja um completo pegamento. antifúngica. INDICAÇÕES Cefalalgias (340). • Florescimento: outubro a março. FITOQUÍMICA Ácido fumárico. Substrato: húmus de minhoca (40%) e pó de xaxim (60%). é tônica e afrodisíaca (340). a planta é promissora quanto às atividades: antimicrobiana. Preparar covas de 40 x 40 x 50cm de profundidade. β-sitoesterol glicosídeo (166). doenças pulmonares e urinárias e feridas em geral (271). febrífuga (93). As sementes devem ser retiradas dos frutos completamente maturos. frieiras. antifúngica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. alelopática e inseticida (176). As sementes são fotoblásticas positivas. CINAMOMO . e semeadas em bandejas de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. antimicrobiana. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade antibacteriana. • Adubação: aplicar até 5kg de cama de aviário por cova de plantio. FARMACOLOGIA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade analgésica. quase em fase de fermentação. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. analética. alelopática e inseticida. antiinflamatória. Na forma de vinho. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. Para as estacas utilizar areia ou vermiculita. afecções estomacais (340). doenças do ovário. PARTES UTILIZADAS Amentilhos e folhas. sesquiterpeno lactona HB-15 e HB-8. a planta é promissora quanto às atividades: antitumoral. antidiarréica e antidisentérica (271). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano após o plantio. • Rendimento: 116kg/ha de folhas (35).• Propagação: sementes e estacas de ramos com cerca de 1 a 2cm de espessura. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). • Frutificação: janeiro a abril (329).

As árvores cortadas rebrotam a partir do cepo remanescente. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. As sementes secas e as folhas contusas são anti-reumáticas e antinevrálgicas. pequenas. glabra. jasmim-de-soldado. A casca da raiz é catártica. antidiarréicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Meliaceae. Folhas pecioladas. anti-histéricas. Folíolos peciolulados. anti-helmínticos. Flores reunidas em tirsos axilares amplos. anti-helmíntica.NOME CIENTÍFICO Melia azedarach L. É cultivada no Brasil como árvore de sombra. viuvinha. opostos. Drupa obovada. eméticas. lirío-da-índia. HABITAT Espécie alóctone. emenagogas e resolventes de tumores (212). de bordos serreados ou subíntegros. eméticos. febrífugas. árvore-santa. anti-sifilíticas. sabonete-de-soldado. aduzem pétalas brancas e tubo estaminal violáceo a roxo-escuro. emética. • Propagação: sementes e estacas. cinamão. SINONÍMIA Abrigo-do-senhor. INDICAÇÕES O cozimento da casca é utilizado para lavar feridas e combater doença de pele de crianças (212). Sementes alongadas (212). lilás-da-índia. originária da Ásia. jasmim-azul. . com 2 a 3 lóculos monospérmicos. FITOLOGIA Planta arbórea que atinge 8 a 10m de altura. sombreiro. amarelo-escura quando madura. Quando abertas. bi-tripinadas. lilás-das-antilhas. tônica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são purgativos. folhas e cascas são parasiticidas (271). TOXICOLOGIA Os frutos são abortivos (212). lilás-da-china. AGROLOGIA • Espaçamento: 5 x 5m. As sementes. acuminados. ovado-lanceolados. flor-de-viúva. principalmente no Sul. paraíso. jasmim-de-viúva. As folhas são estomáquicas. • Florescimento: setembro a novembro. estimulante e febrífuga. lilases quando em botão. • Plantio: primavera.

densa e branco-tomentosa. HABITAT Espécie alóctone européia. sendo utilizada como sombra natural. com 60 a 80cm de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. castanho e glabro. cabos de ferramenta. é flexível. • É ornamental. quase prateadas. sobretudo do sul do Brasil. SOLO Bem drenado e solto. Fruto aquênio. resistente à umidade e ao cupim. pinatipartidas ou pinatisectas. • As flores são ornamentais e melíferas (212). em marchetaria. marcenaria. segmentos oblongoobtusos.8 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Existem inúmeras variedades botânicas. traças e carunchos do milho. • As folhas são insetífugas de pulgas. As folhas são branco-cinéreas. É cultivada em jardins. CINERÁRIA NOME CIENTÍFICO Senecio cineraria DC. de cor amarela-brancacenta ou rósea. Inflorescência terminal em capítulos.A e vinho na China. palitos de fósforo e carroceria. FITOLOGIA Planta herbácea perene. • Os frutos maduros são comestíveis e utilizados para o preparo de whisky nos E. CLIMA Prefere temperaturas amenas. grossas e pecioladas. caixotaria. tomentosas. fácil de trabalhar e envernizar. que se caracterizam pelo polimorfismo das folhas. dispostas em corimbos compactos e grandes. Não sobrevive em solos ácidos.4m. 2-3 lobados. aveludadas. as vezes avermelhada. É utilizada interna ou externamente.U. reunindo 10 a 12 flores amarelo-intensas. Caule lenhoso na base e bastante ramificado no ápice. É heliófita.OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. . instrumentos musicais.

CIPÓ-CABELUDO NOME CIENTÍFICO Polypodium vaccinifolium Langs. erva-teresa. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. soldinha. Aplicar o suco nas pálpebras inchadas com chumaço de algodão (128). Abafar por 5 a 15 minutos. silvina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Descongestionante. sob irrigação intermitente por nebulização. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas e flores em 1 copo de água fervente. • Plantio: outono e primavera. antiespasmódica. • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência. no verão. inchaço das pálpebras (128) e catarata (93). Restabelece o fluxo sangüíneo e acalma as dores (294). A semeadura e o enraizamento dos rebentos são feitos em substrato organo-mineral. e Fischer.• Propagação: sementes. INDICAÇÕES Para olhos irritados e cansados. conjuntivite. durante 15 minutos (olhos cansados e conjuntivite). antes das flores desabrocharem. • Colheita: seis meses após o plantio. rebentos e estacas. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). anti-histérica e emenagoga (93). enquanto que o enraizamento das estacas é feito em vermiculita. Evitar terrenos muito inçados. SINONÍMIA Erva-silvina. HABITAT . com algodão. flavonóides. • Sumo: espremer 3 xícaras das de chá de folhas e flores frescas em 1 pano. FITOQUÍMICA Alcalóides (jacobina). taninos e mucilagens (128). Coar e aplicar sobre as pálpebras em compressas mornas. solda. antiinflamatória (128).

O local de crescimento deve ser sombreado e umedecido freqüentemente. escarros sangüíneos. matérias aromáticas e pépticas (341).5m do solo. antiinflamatória renal (215). a cerca de 1. • Tintura: 5 a 25ml/dia. da mistura esporo+substrato. . até que haja o pegamento das mudas. pequenas. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). lesões cardíacas e dilatação das veias (271). AGROLOGIA • Ambiente: esta espécie deve ser cultivada como epífita. reumatismo. catarros crônicos. com esfregaços circuncaules. revestido de escamas flageliformes. varizes. subcoriáceas. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de epifitismo. • Propagação: esporos e segmentos do rizoma. obtusas. hematúria (341). FITOQUÍMICA Taninos. rachaduras e coceiras na pele (215). hemoptise. As árvores escolhidas como hospedeiras devem ser impregnadas. gota. as estéreis arredondado-oblongas. As folhas são subsésseis. as férteis liguladas. antidiarréica. frieiras. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: 2. soros dispostos em série de ambos os lados da nervura principal. Os esporos são coletados de folhas maturas de plantas matrizes e pulverizados sobre uma pasta de argila misturada com húmus ou turfa. rastejante-aderente sobre o tronco de árvores. • Plantas daninhas: eliminar outras plantas epífitas e líquens que crescem sobre a casca. adstringente e balsâmica.Espécie autóctone que medra sobre o tronco e ramos de árvores da mata Atlântica litorânea ou em sub-bosques. 50 a 200ml/dia. coqueluche.5m do solo. FITOLOGIA Planta epífita de caule epígeo. • Plantio: primavera. comprido. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de bronquite. antinefrítica. com cerca de 1cm de largura. anti-reumática (271). laringite. sobretudo sobre caule de árvores com casca escabrosa. Os segmentos de rizoma são afixados sobre a casca da árvore. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. a cerca de 1. diurética. antidisentérica (341). capoeirões ou mesmo em arbustos grandes e árvores isoladas. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. inteiras. com barbante macio.5%.

sob sombra. formada de vergônteas lisas. Devem ser enterradas até 1. fosca. HABITAT A planta é parasita por excelência. SINONÍMIA Aletria. glabra e áspera. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. arredondadas. aletria-de-pau. perfeitas. líquens e parasitas. O fruto é uma cápsula ovóide. dura. de preferência do gênero Citrus. As raízes são efêmeras. cuscuta. com corola campanulada 5-lobadas. nutrindo-se diretamente de plantas hospedeiras. As sementes germinam a partir de 15oC e com bom teor de umidade no solo. glabros e envoltos pelo cálice. erva-de-chumbo. Desenvolvimento: após a emergência. Semente polimórfica. procura um hospedeiro compatível. dispostas em glomérulos ou cimeiras. musgos.). Parasita normalmente espécies de Hibiscus. medindo cerca de 1mm de diâmetro. volúveis. Plantio: início da primavera. FITOLOGIA Planta herbácea aclorofilada. a plântula definha e morre (209). xirimbeira. espaguete. quando presentes. Os haustórios substituem-nas na retirada de nutrientes dos vasos condutores de hospedeiros. As plantas hospedeiras devem ter os ramos isentos de outros organismos epífitos ( Polypodium spp. de modo a receberem luz difusa. Caso não encontrar num período de até 5 dias.CIPÓ-CHUMBO NOME CIENTÍFICO Cuscuta racemosa Mart. Eugenia e algumas mirtáceas nativas. amarelada a castanha. fios-de-ouro. tinge-ovos. Euphorbia milli e outras. As flores são pequenas. fios-de-ovos. existindo apenas enquanto a planta procura por um hospedeiro. Propagação: sementes e ramos de plantas matrizes. parasita. As folhas. Hibiscus. AGROLOGIA • • • • • Ambiente: o cultivo deve ser feito sobre arbustos ou pequenas árvores hospedeiras não tóxicas. cerosas e glabras. áfilas. estimulado pela luz. Os ramos utilizados como meio de propagação são colocados entre a galhagem das plantas hospedeiras. Colheita: primavera e verão. amarelas (são ricas em carotenóides). fixando haustórios e iniciando o parasitismo. PARTES UTILIZADAS . o caule filamentar.5cm. cipó-de-chumbo. finas. Ocorre sobre árvores e arbustos. brancas ou trigueiras. cipó-dourado. são rudimentares (escamas). secos.

• Pó: 0. ypê-mirim . cipó-milongue. sapato-dejudeu. ⇒ Purgante suave: ferver 1 colher das de café de caule em 1 xícara das de café de água por 3 minutos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. SINONÍMIA Angelicó. eupéptica. hemostática. para úlceras e feridas.50 a 200ml/dia (internamente) e a 5% (externamente) (342). Suspeita-se que o pó do caule seja bactericida (242). jarro.5% . culhão-de-maroto. aristoloquia-mil-homens. cipó-mata-cobras. abcessos internos. antiflogística. papo-de-peru. Coar e beber à noite (294). capa-homens. amigdalite e rouquidão (32).25 a 1g/dia. bronquite (215).25 a 1ml/dia. balsâmica (342). FITOQUÍMICA Taninos e glicosídeos (294). INDICAÇÕES Utilizada internamente para cólicas hepáticas. • Extrato fluido: 0. expectorante. FAMÍLIA BOTÂNICA Aristolochiaceae. mil-homens-do-rio-grande. • Xarope: 20 a 100ml/dia (342). calungo. hepática. Também indicada para furúnculos. hemoptises. diarréias sangüíneas. diurética. ou em pó. capa-homem. antiblenorrágica. estomáquica (242). papo-de-galo. aristoláquia. cassaiú. ypé-mi. angina. afecções da garganta. jarrinha. congestões pulmonares (342).Toda planta. em decôcto. laxante suave e detergente natural (294). abcessos externos irritações e queimaduras leves na pele (294). et Schl. icterícia. cicatrizante. em gargarejos. purgativa. cassaú. FORMA DE PREPARO • Infuso ou decôcto: ⇒ 0. mil-homens. emoliente. jarra. como cicatrizante (342). CIPÓ-MIL-HOMENS NOME CIENTÍFICO Aristolachia triangularis Cham. Externamente é utilizada. • Tintura: 1 a 5ml/dia.

AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A raiz é escabrosa externamente. glabra. que também serve para as estacas caulinares. PARTES UTILIZADAS Raízes e caule. deltóide-triangulares. • Florescimento: dezembro.5m. esciófita.7 x 0. leves. Fazer irrigação sempre que ocorrer um período superior a 3 dias sem chuvas. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. mais escuras interiormente. Caule glabro. trepadeira. com ângulos inferiores laterais arredondadoobtusos. SOLO Úmidos. agudas ou obtusas. alternas. drenados. autóctone. volúvel. amarelo-avermelhadas. ricos em húmus e quase alcalinos. perigônio em forma de jarra com até 3cm de extensão. palmatinervadas tamanho variável. FITOLOGIA Planta sarmentosa. Fruto capsular. Folhas pecioladas. • Propagação: sementes e estacas do caule e ramos lenhosos. para se evitar o pisoteio e melhorar a qualidade do produto colhido. pouco agradável. • Irrigação: deve ser feita diariamente durante 10 dias após o plantio. com casca grossa. até 11cm de comprimento e 8cm de largura. • Colheita: inicia cerca de 10 a 12 meses após o plantio. dura e amarela internamente. reticulado e manchado. com sementes escuras achatadas. algo rígidas. glabras. FITOQUÍMICA . hermafroditas. • Adubação: 5kg/m2 de húmus de minhoca.HABITAT Espécie autóctone. solitária. perene. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. glabras. • Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. As sementes devem ser postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. estriada e rugosa. latadas baixas. subcoriáceas. Inflorescência axilar. Exala um aroma forte e de sabor amargo. • Tutoramento: a planta deve ser tutorada em caramanchões. Flores pequenas. CLIMA Espécie tropical. tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada. aromática. É muito suceptível à geadas. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). ciliadas. uniflora. levemente violáceas dorsalmente. sub-cordadas na base. subgloboso e elíptico. ou telas de nylon. amarga. nativa das mata Atlântica e encontrada em roças abandonadas. num raio de 50cm em torno de cada planta. volúvel.

antisséptica. 5% (externamente). O extrato aquoso do lenho apresenta ainda atividade antiviral contra o vírus da Herpes simplex (155). cimbiferina. afecções cutâneas. cimbífero e aristínico. amenorréia. ciática (271). estimulante. febres de malária (128). amenorréia. aristoloquina. diurética. asseverando o uso popular em feridas e inflamações da pele (179). Pó: 1 a 5g/dia. febrífuga. atonia uterina. eczema seco e orquite. . 50 a 200ml/dia (internamente). anti-histérica. tônica. aristidínico. depurativa do sangue. estimulante dos rins. antiofídica e antiaracnídica (169). flatulência. antiespasmódica. anestésica (341). TOXICOLOGIA A planta é abortiva (169). • Tintura: 5 a 25ml/dia (341). frieiras. O extrato das raízes inibe o crescimento de Staphylococcus aureus. α-ylangeno. braços adormecidos. emenagoga. emenagoga. hinokinina. CITRONELA NOME CIENTÍFICO Cymbopogon nardus Rendl. Extrato alcoólico: segmentos do caule contusos e macerados em álcool para aplicação tópica em mordida de serpentes. (179). gota (169). FARMACOLOGIA O extrato aquoso do córtex apresenta atividade antimicótica de células vegetais (381). anti-reumática. testículos inflamados (215). apud 179). lignanos: galbacina. matérias resinosas e taninos (341). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. sedativa. cubebina. estomáquica. sesquiterpenos: nerolidol. antinevrálgica sudorífica. FORMAS DE USO • • • • Infuso ou decôcto: 2. cistite. formigamento do corpo. esteróides: ácidos aristolóquico (179). hidropisia.5%. antipirética (via oral). xarope e elixir: 20 a 100ml/dia. cassaunina. α-copaeno e γ-elemeno. convulsões. diterpenos: kaur. INDICAÇÕES Indicada para doenças venéreas. epilepsia. anorexia. Existem indícios sobre o efeito carcinogênico do ácido aristolóquico em animais e humanos (Pharmazeutische Zeitung. Vinho. aperiente. do fígado e do coração (257). Acredita-se que o aroma da planta afaste serpentes (341). malária. antiinflamatória.Alcalóides: alantoína. cloroses.

invaginantes. isopulejol (2. • Adubação: aplicar 2 a 3kg/planta de cama de aviário no plantio. HABITAT Espécie alóctone originária de Sri Lanka. sudorífica e carminativa (93). perene.30 a 1. de colmo ereto e nodoso.6%).4%).5 x 1. linalol (1. verde-claras. Há informações que relatam um teor de 65% para geraniol e 35% de citronelal (128). neral (28. • Rendimento: 1 tonelada de folhas frescas fornece 7kg de óleo de citronela (93 FITOQUÍMICA Sabineno (1. Forma touceiras altas.5%). febrífuga. CLIMA Prefere regiões com alta precipitação pluviométrica e quentes. Podem ser feitos 3 a 4 cortes ao ano. elemol (3.1%). • Plantio: é feito diretamente a campo no outono e primavera. Após cada corte. As folhas dos perfilhos devem ser cortadas deixando-se uma cepa de 20 a 25cm de comprimento. eugenol (1%).3m.50m de altura. germacreno-D (0.4%). C.4%). amarelo pálido. cespitosa. δ-cadineno (0. Inflorescência em panículas linear-oblongas. mirceno (0. α-cadinol (1.7%). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida (Candida albicans.5%).8%). • Propagação: perfilhos da touceira.FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. AGROLOGIA • Ambiente: a planta pode ser cultivada em áreas de barranco.6%). tropicalis).7%).6%). FITOLOGIA Planta herbácea. na Ásia. elemicina (7. em lugares úmidos. citronelal (34. com 25 a 30cm de comprimento.6%). com as folhas decumbentes. β-elemeno (0. citronelol (10. S.3%). B. composta de espigas pequenas e escuras e espiguetas esverdeadas. crescendo em clareiras. à beira de rios. ao longo de valas de drenagem. .2%). crescendo 1. acetato de geranil (4. geranial (1. agudas. na orla de regatos e lagoas ou como bordadura lateral de caminhos e periférica de outros plantios. com sabor de limão. • Colheita: inicia após 4 a 5 meses de cultivo. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo de citronela é aromático. limoneno (3. • Espaçamento: 1. epidermis. As mudas são retiradas cortando-se verticalmente a base da touceira e desmembrando-se cada perfilho. fazer uma adubação em cobertura com 10g/planta de sulfato de amônio. escabrosas em ambas as faces com perfume de eucalipto. cereus. erodíveis ou muito inclinadas.5%).

SOLO Prefere solos areno-argilosos. As folhas que rodeiam as umbelas são semelhantes às do funcho. Chuvas prolongadas na fase de frutificação são altamente prejudiciais. • A polpa da planta é utilizada na fabricação de papel resistente (93). semelhante a percevejo. pinatisectas. Cultivada no Brasil em hortas. profundos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. arredondados ou arredondados-cuneiformes. Folhas compostas. COENTRO NOME CIENTÍFICO Coriandrum sativum L. . HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas (Europa Meridional) e da Ásia. O florescimento espontâneo ocorre a partir de agosto. erva-percevejo. estendendo-se ao longo do verão. largos. estriado e cilíndrico. que evola progressivamente a medida que o material é seco.25m. de caule glabro. coroados pelos dentes do cálice. É heliófita. CLIMA Tolera bem tanto o frio como o calor e até mesmo períodos de seca. A raiz axial é cônica. diaquênios. bem drenados. em umbelas compostas de 3 a 5 raios. alternas. perpendicular e fibrosa. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce de 40 a 50cm. • Utilizado na fabricação de perfumes e cosméticos. As folhas inferiores são pinadas e as superiores bi-pinadas. Ventos fortes normalmente causam acamamento das plantas. pouco ramificado. com os segmentos verde-brilhantes. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. glabras. são globosos. SINONÍMIA Culantro. erguido. As flores são álveas. não tolerando sombreamento. Os frutos.• Repelente de insetos (mosquitos.40 x 0. borrachudos. medindo 3-4mm de diâmetro. sem acidez e férteis. incisos e denteados. quase esféricos. traças e formigas). providos de 3 a 8 brácteas filiformes. Tanto a planta quanto o fruto exalam um cheiro desagradável.

. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são carminativos. • Conservação: as folhas podem ser conservadas em refrigeração. em regiões livres de geada. afeta drasticamente a produção de frutos. • Nutrição: é comum o surgimento de deficiência de fósforo ou nitrogênio em bandejas contendo substrato poroso. as raízes. A semeadura do coentro. antiespasmódicos. antiinflamatórios. como condimento. Frutos demasiadamente maturos. d-linalol. secamento de ramos e folhas. • Florescimento: julho a novembro. • Ervas daninhas: a planta é suceptível à concorrência com plantas invasoras. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo coriandrol. quando em excesso. antissépticos. estomáquicos.2 a 58. pineno. tônicos gastrointestinais. febrífugos (215). Colhem-se os frutos quando 60% deles adquirirem uma coloração de palha seca ou quando a planta estiver quase seca e/ou as sementes iniciam um bronzeamento. vermífugos (271) e antipútridos. borneol.• Propagação: sementes. contendo 68. A semeadura pode ser feita direta a campo ou em bandejas de isopor. pode ser feita em agosto. • Colheita: ocorre 50 a 60 dias após a germinação das sementes. O fósforo e o potássio incrementam o teor de princípios ativos do coentro.8% de linalol. geranioleno (163) e taninos (9). péssimo odor e pouco teor de óleos. PARTES UTILIZADAS Os frutos para fins medicinais e aromáticos. Obtém-se uma produtividade de sementes de aproximadamente 1 a 2t/ha. Isto acontece devido ao ciclo demorado das plântulas quando em substrato poroso e quando a irrigação é abundante. Frutos colhidos imaturos escurem. • Plantio: outono e primavera. As mudas recémformadas apresentam um crescimento lento. racham e germinam espontaneamente como planta invasora. • Doença: O fungo Fusarium oxysporium causa apodrecimento das raízes e do colo. As sementes germinam em 7 a 14 dias (182).5 a 1% (163). secos portanto. O nitrogênio. estimulantes. retardando a colheita e a maturação.48% (93) ou de 0. ácidos acético e oxálico (257). depurativos (257). suspender a irrigação e/ou adubações nitrogenadas. Na semeadura direta campo são dispendidos 15 a 25kg/ha de sementes. caem facilmente. terpineno. terpinol. excitantes. • Rendimento: 363g de frutos/planta e 0. cimeno e limoneno. anti-histéricos (93). A germinação ocorre em cerca de 8 a 10 dias. relatam 70 a 80% (430). Para se evitar um crescimento muito luxuriante da planta. têm baixa conservação. desinfetantes intestinais.14% de linalol (430). o que ocasionaria um acamamento e redução do teor de metabólitos secundários. Pino e Borges relatam um teor de 49. enquanto que Braun et al. sudoríficos (9). geraniol. Solos orgânicos e adubações orgânicas pesadas podem mostrar o mesmo efeito do nitrogênio.4% de óleo essencial. como hortaliça cozida. as folhas frescas. O conteúdo de óleo essencial no fruto é de 0. descongestionantes do fígado (294).

carnes. febre quartã (93). lírio-de-santo-antônio. óleo essencial e pó dos frutos. • Decocção: ferver 2 colheres das de chá de frutos em ½ litro de água durante 5 minutos. flor-do-paraíso. conservas e embutidos. cardamomo. quando em excesso (257). cana-do-mato. cana-do-brejo. peixes. COLÔNIA NOME CIENTÍFICO Alpinia zerumbet (Pers. Tomar 3 vezes ao dia.INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções gastrintestinais. achocolatados. sopas e cozidos. após as refeições (257). picadas de cobra (pó) e dores histéricas (215). FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia em decocção.) B.L. macaçá. Burtt & R. As folhas e flores tem aroma similar ao de percevejos. utilizadas para carnes. SINONÍMIA Alpinia. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos possuem um odor suave. • Usada na preparação de fármacos visando corrigir o odor desagradável de certos medicamentos. • O resíduo da destilação dos frutos dá origem à tortas forrageiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. contendo 11 a 17% de proteínas e 11 a 20% de matéria graxa (93). cervejas. Após 10 minutos. O sabor é peculiar e adocicadopicante.M. • Os frutos são utilizados no preparo de perfumes. estômago dilatado (294). TOXICOLOGIA Pode causar lesões renais. cardamomo-do-mato. cardamomofalso. licores. HABITAT Espécie alóctone originária da Ilha de Java. gim pães. noz-moscada. jardineira. doce e penetrante. pacoseroca. • Infusão: ⇒ 3 a 5g de frutos maduros por xícara de chá de água fervente. saladas. Sm. • Outros: alcoolato. coar e beber aos poucos durante o dia (294). Pode ser usada também topicamente. . tinturas. acidez estomacal. • As folhas são condimentares.

lanceolado-oblongas. É esciófita. bloqueio neuromuscular. agudas na base ou arredondadas.). antibacteriana em conjuntivites (363). epicatequina. diurética (260). embora adapte-se bem nos subtropicais quentes. que envolve fluxo sangüíneo e vasoconstrição (289). • Adubação: incorporar 2 a 3kg de cama de aviário por cova. medindo 50 a 60cm de comprimento por 12 a 15cm de largura. com flores brancas e róseas. Escapos floríferos medindo 30 a 50cm. catequina. Os flavonóides existentes na planta promovem relaxamento vascular e inibição da atividade da proteína kinase e da fosfodiesterase nucleotídeo cíclica. INDICAÇÕES Para o tratamento de úlceras (93) e gastralgias (65). pecioladas. com porte de 1. anti-histérica. de caule folioso. que podem ser plantadas diretamente a campo. As folhas são glabras. CLIMA É de clima tropical. contendo substrato organo-mineral. com capacidade mínima de 400ml. FITOQUÍMICA Flavonóides.8m de altura. vermífuga (65). lagoas e açudes. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. acuminadas.5 a 1. • Propagação: sementes e brotações do rizoma.5 x 1. rutina e dois derivados glicosídicos do kaempferol (289). . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hipertensiva. As sementes devem ser postas a germinar em recipientes ou saquinhos plástico perfurados. folhas e sementes. AGROLOGIA • Ambiente: poderão ser aproveitadas várzeas naturalmente úmidas ou à beira de regatos. • Plantio: todo o ano. • Espaçamento: 1.20m. mecanismos responsáveis pelo controle da patofisiologia das doenças coronarianas. proporcionando um grande efeito paisagístico e protetor de margens fluviais e lacustres.FITOLOGIA Planta herbácea. antiedematosa (Gadelha e Menezes) e inibição da secreção gástrica (Hsu apud 120). PARTES UTILIZADAS Rizomas. estimulante da motilidade intestinal e antiulcerogênica (289). sedativa (261). inibição da musculatura lisa (Vandelinde et al. FARMACOLOGIA Produz depressão do sistema nervoso central.

ramoso. O fruto é composto de quatro aquênios lisos e vernicosos. mas adapta-se aos subtropicais e até os tropicais. grande-consolda. fasciculadas. pêndulas e dispostas no ápice dos ramos em cimeiras geminadas curtas e escorpióides. SOLO . FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. todas são oval-agudas ou oblongo-lanceoladas. pouco onduladas. anguloso e alado. consolda-maior. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é muito ornamental. leite-vegetalda-rússia. oco. CONFREI NOME CIENTÍFICO Symphytum officinalis L. língua-de-vaca. orelhas-de-asno. tubulosas. caule de 40 a 60cm. CLIMA É originária de clima temperado.TOXICOLOGIA É abortiva (93). mais pecioladas quanto mais próximas do solo. Folhas ovado-agudas. orelha-de-vaca. de rizoma grosso e raízes fusiformes. acuminadas. As folhas superiores são sésseis. levemente onduladas. consolda. consolda-menor. originária da Ásia. que cresce em terrenos e relvados úmidos. infundibuliformes. Tolera a meia-sombra. consólida. vivaz. enquanto as demais. áspera e pilosa. Ocorre até 1. Cultivada no Brasil em jardins e hortas. decrescentes da base para o ápice. orelha-de-burro. É higrófita. consólida-maior. decrescentes da base para o ápice. A raiz é escura externamente e alva internamente. acuminadas. FITOLOGIA Planta herbácea cespitosa. áspero. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha média por litro de água. brancas. SINONÍMIA Capim-roxo-da-rússia. consólida-do-cáucaso. Hipertensos devem tomar o chá à guisa de água. Flores grandes. confrey. ou oblongo-lanceoladas. erva-do-cardeal.500m de altura. HABITAT Espécie alóctone. ereto.

Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica. • Renovação: embora a raiz da planta sobrevive até 40 anos de idade. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis. antidiarréica. Utilizam-se substratos leves e porosos para o enraizamento (casca de arroz tostada. histidina. pirrolizidina. desintoxicante. destacando-se os minerais. A raiz é emoliente. anticancerígena. mineralizante. antidiabética. PARTES UTILIZADAS Rizoma. ferro. béquica e expectorante (145). antiinflamatória. zinco. fenilamina. alantoína (Walter Accorsi. a cultura deve ser renovada a cada 5 a 6 anos. valina. treolina.60 a 2. tirosina. . mas tolera os períodos de seca. prolina. raiz e folhas adultas. ferro. soltos e com um bom teor de umidade. • Florescimento: ocorre no verão. manganês. cistina. nas raízes. cálcio. • Propagação: divisão de touceiras. cujo teor de cinzas é de 9. tanino.44 a 0. a partir de um ano de cultivo. C. vitaminas A. estacas e pedaços de rizomas da planta matriz. As raízes e os rizomas são coletadas só após o quarto ano. adstringente (283). A planta encerra o alcalóide alantoína (257). arinina. anti-reumática (145). melonina. O teor de alantoína varia de 0. mucilagens. antileucêmica (32). laxante. minerais e ácido fólico. • Doenças: as raízes são susceptíveis a fungos do solo. vemiculita.06% de cinzas (93). B2. B12.55%. fósforo e zinco (32). na primavera e verão. Após cada corte de folhas. antiasmática. citado em 145). sinfitocinoglossina (283). cálcio. colina. resina. mucilaginosa. areia). lasiocarpina. • Plantio: deve coincidir com períodos crescente de temperatura e umidade. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário e 100g/m2 de fosfato natural. É citado como o vegetal mais rico em vitaminas e sais minerais. • Nutrição: planta desenvolve-se melhor a quando suprida com nitrogênio e cálcio. anti-hemorroidária. no plantio. • Rendimento: A planta produz cerca de 150 folhas por ano. vulnerária. pois as folhas novas são tóxicas. antidisentérica. no final do outono até o final do inverno. aplicar 10g de nitrato de cálcio por planta. antianêmica. tônica. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. isoleucina. B1.8 x 0. amarga. fósforo (145).80m. alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina e equimidina). Contém 9. arginina. leucina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hemostática. manganês. ácido pantotênico. • Colheita: As folhas são colhidas a cada dois meses. triptofano.06% (96). calmante e depurativa (68). FITOQUÍMICA Ácido galo-tânico.50% nas folhas (no verão) a 0. que é responsável pela hidratação e cicatrização de uma ferida em apenas um dia (ungüento da folha). cicatrizante (258).

nas costas e nos músculos. queimaduras. que é a parte mais utilizada. colocar o emplastro dentro de um pano antes de aplicar (257). regulariza a pressão arterial (32). cortes (258). FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool. espinhas. furúnculos. cefalalgias. graves lesões hepáticas (258) e carcinogênicas (145). O Ministério da Saúde do Brasil proíbe o uso interno do confrei (273). irritações na pele e dores nos olhos. CORDÃO-DE-FRADE . hepatite (68). As folhas do confrei tem uma pubescência irritante à pele. Pode-se adicionar um pouco de glicerina à pasta (258). várias vezes ao dia (145). A raiz. Atua como indutor da produção calcária (257). • Obtém-se da planta uma tinta vermelha para o tingimento de peles e lãs. fraturas e afecções ósseas. Tomar 3 vezes ao dia.INDICAÇÕES Favorece a restauração de tecidos ulcerados. Indicada ainda para hematúria. debilidade. carne e mel de animais cronicamente contaminados pode também resultar em efeitos deletérios ao homem (140). feridas. • Compressa: usar o decôcto das folhas sobre feridas e queimaduras. gastrite e senilidade prematura. • Emplastro: esmagar as folhas em água morna e aplicar sobre o ferimento 2 vezes ao dia. hemoptises (93). • É muito utilizada como forrageira. No caso de contusões e inchaços. TOXICOLOGIA O uso interno pode resultar em irritações gástricas. úlceras (271). • Cataplasma: amassar as folhas até ponto de pasta e aplicar sobre o ferimento. Para úlceras internas. Aplicar sobre as partes afetadas. ⇒ 2 folhas maturas em 2 copos de água quente. lábios secos ou rachados (294). normaliza a atividade sexual e mantém a pigmentação natural do cabelo (145). que também são mutagênicos e pneumotóxicos. devido aos alcalóides pirrolizidínicos. tomar 1 xícara em jejum e após as refeições (128). tuberculose. intoxicações gerais. Cozida em vinho. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz é adocicada e mucilaginosa. • Decôcto: ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de rizoma em 1 xícara das de chá de água. pelo alto teor protéico e pela alta produção de massa verde. O consumo de leite. icterícia. combate a hemoptise e regula os fluxos sangüíneos. bronquite (128). • Infusão ou Tisana: ⇒ 30g de folhas por litro de água (435). Tomar 3 xícaras ao dia (bronquite e tosse). Elimina sardas.

Cada globo reúne em média 70 a 80 flores. SOLO Prefere solos francos. simples ou ramificado. manchada. ovadas até ovadodeltóides.) W. SINONÍMIA Catinga-de-mulata. de pericarpo fosco. em sulcos. com cálice pulverulento e corola bilabiada (lábio superior maior que o inferior). liso. É heliófita.0 x 0. HABITAT Planta herbácea anual originária da África tropical e da Índia. subtomentosas. CLIMA A planta vegeta melhor em clima quente e em áreas ensolaradas. . Aiton FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. rubim-de-bola. pode ocorrer uma certa dormência inicial das mesmas. com cerca de 5 a 10cm de comprimento.NOME CIENTÍFICO Leonotis nepetaefolia (L. vermelha ou laranja-amarelada. cauda-de-leão.T. verdes. corindiba. aveludado-pubescente. leonuro. na maturação. Por ser nitrófila. • Propagação: sementes. guarnecidas por brácteas espinhosas. inicialmente. Não tolera geadas. FITOLOGIA Planta herbácea anual e sublenhosa de caule quadrangular. ferindo facilmente a pele das pessoas. unissulcado longitudinalmente em cada face. tolonga. dispostas em rácimos multiflorais densos. coração-de-frade. Após a maturação das sementes. cordãode-frade-verdadeiro. verde-escuras na face ventral e claras ou prateadas na dorsal. nem sombra. tornam-se rígidas na maturação. com 1.5 e 1. cordão-de-frade-pequeno. e castanho. onde cresce subespontaneamente como invasora de terrenos cultivados e estritamente os ruderais. A ocorrência da planta está curiosamente vinculada à ocupação humana. A semeadura é feita diretamente a campo. pau-de-praga. • Plantio: agosto a setembro. As cápsulas que constituem o capítulo globoso. verticilados. formando capítulos globosos separados. As flores são pediceladas. porém amplamente disseminada pelos estados litorâneos do Brasil. rubim. ricos em matéria orgânica. de 4 a 6cm de diâmetro. finamente crenadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. As folhas são opostas. desenvolve-se melhor e solos humosos.8m de altura e 2 a 3cm de diâmetro. glabro. Encerram 4 frutos pretos trapezóides.4m. Cálice com 8 dentes. cuneadas ou subcordiformes na base. cordão-de-são-francisco.

gomas. anti-reumática. FARMACOLOGIA O chá e o extrato hidroalcoólico relaxam a musculatura lisa. resultando em grande perda de sementes. feridas (341). antiasmática. ⇒ 20g/litro. dispepsia. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. 6 a 7 semanas após a emergência das sementes. elefantíase incipiente (283). antiespasmódica. mucilagens. problemas digestivos (xarope das flores). e fraqueza em adultos. inflamações broncopulmonares. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. estimulante. peitoral. oligúria. antinevrálgica e amarga (68). (257). Utiliza-se também em banhos (257). • Colheita: novembro a dezembro. • Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de janeiro a fevereiro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. diurética (283). • Tintura: 5 a 25ml/dia. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao ia. debilidade orgânica geral em crianças (68). antiartrítica. por ocasião do início do florescimento. Cápsulas demasiadamente maturas apresentam deiscência natural muito forte. INDICAÇÕES Usada para banhos em crianças debilitadas. . béquica. estomáquica. hemorragias uterinas. ou seja. OUTRAS PROPRIEDADES • É usada para clarear roupas e repele insetos e roedores em grãos armazenados (257). antitérmica (120).• Florescimento: irregular. FITOQUÍMICA Óleo volátil perfumado. anúria. taninos. flucoside leonotina (283). anti-hemorrágica uterina. vulnerária (341). • Xarope: 10 a 50ml/dia (341). apud 120). • É branqueadora de roupas (93).. sudorífica. ocorrendo espontaneamente em dezembro. maleita (120) e para a eliminação do ácido úrico (257).5%. balsâmica. lactonas sesquiterpênicas (leonitina e trimetoxicumarina) (257). apud 120) e causam relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. 50 a 200ml/dia (uso interno e externo) (341). aumentam o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. PARTES UTILIZADAS Planta florida. febrífuga. antidisúrica (215). antiasmática. metrorragia. O ponto de colheita das sementes é atingido quando pelo menos metade do agrupamento de cápsulas adquire a coloração castanha. úlceras.. ácidos orgânicos. carminativa.

revestida por uma densa pilosidade ferrugínea. pó-de-mico. abruptamente agudos no ápice e arredondados na base. SINONÍMIA Cipó-de-imbiri. As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo. PARTES UTILIZADAS Sementes. com o caule flexuoso. Folhas pecioladas. O fruto é uma vagem séssil. quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior. mucunã-assú. com 12 a 14cm de comprimento e 5 a 6cm de largura.CORONHA NOME CIENTÍFICO Dioclea violacea M. que devem ser sempre submetidas ao calor. INDICAÇÕES . utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta. • Propagação: sementes. olho-de-boi. FITOLOGIA Trepadeira de grande porte. Faz-se a pré-germinação das sementes em uma bandeja com água. contendo 3 a 4 sementes achatadas. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. disposta em rácimos eretos. micunã. • Tutoramento: para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta. duras. coroanha. • Plantio: primavera. com o hilo preto. ovado-oblongos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônico. Inflorescência violáceas com a base do estandarte amarela. calmante nervoso (215) e parasiticida (94). com cerca de 2 a 3cm de diâmetro e até 1cm de espessura. vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais. vernicosas. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilionaceae. coriácea. composta por três folíolos grandes. os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado. em covas. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. castanho-avermelhadas. recoberto por densa pubescência castanha.

salada-de-toupeira. A parte aérea é anual. ereto. chicória-louca. glabras. disposto sobre um comprido pedúnculo radical de cerca de 15 a 30cm. originária de Portugal. OUTRAS PROPRIEDADES É utililizada como formicida (94). sedosos. radite-bravo. . FORMAS DE USO • Infusão: até 1g do pó da semente por xícara de água. Folhas em roseta basilar densa. polimorfas. HABITAT Espécie alóctone. taraxaco. que cresce de 5 a 30cm em altura e cuja raiz pivotante amarelada pode atingir até 40cm. cilíndrico. alface-de-côco. sendo o terminal mais amplo. triangulares ou oblongos. terminando com papilhos de pêlos brancos. oblongas ou lanceoladas. glabro ou araquináceo. quartilho. frango. É encontrada até 2. Tomar apenas uma xícara ao dia. lactescente. cespitosa. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. formando um grande capítulo com invólucro duplo de brácteas externas mais curtas voltadas para baixo. incisados ou denteado-acuminados. monocéfalo. coroa-demonge. agudos. pomares e áreas ruderais. principalmente como planta invasora de hortas. runcinado-pinatífitas ou pinatipartidas. fistuloso. formando uma armação globóide que se rompe facilmente com o vento. oblongo-fusiforme. Flores amarelointenso. liguladas. radicais. com os segmentos laterais virados para a base. Fruto aquênio cinzento-azulado. em goles (215). SINONÍMIA Alface-de-cão. Indicada ainda para a epilepsia (215). FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. Rizoma vertical. chicória-silvestre. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. resultando na disseminação das sementes. segmentos ou lobos desiguais. amargosa. radiados.Previne o derrame e remove as seqüelas do derrame. acaule. DENTE-DE-LEÃO NOME CIENTÍFICO Taraxacum officinale Weber.000m de altitude (91). oco. dente-de-leão-dos-jardins. mas a subterrânea é perene. relógio-dos-estudantes. soprão. estriado.

Um grama de sementes contém 900 a 950 sementes. as folhas e a planta tornam-se pequenas. • Padrão comercial: as raízes: devem medir até 30cm de comprimento e ter 5 a 20mm de diâmetro. castanho-escuro e esbranquiçada no corte. meristemas da cepa e divisão de touceiras. taraxerol. • Alelopatia: a planta libera etileno. Irriga-se duas vezes ao dia. mas encontra-se disseminada desde as regiões glaciais até o Equador. • Castração: para uma melhor produção de raízes. colina. As sementes não devem ser enterradas. podendo afetar a fisiologia de plantas companheiras (209). PARTES UTILIZADAS Rizoma. minerais de cobre (209). O teor de cinzas deve ser inferior a 10% (96). pois a falta de luz retarda ou inibe a germinação (sementes fotoblásticas). húmus de minhoca ou 5 a 6kg/m2 de estrume de gado.20m de largura. A planta contém ainda alcalóides.espesso. Sob temperaturas mais altas. taraxasterol. CLIMA É de clima temperado. SOLO Prefere solos areno-argilosos. • Colheita: inicia-se cerca de dois meses após a semeadura e é feita durante o ano todo (folhas) ou do outono ao inverno (raízes). tanino. lactucopicrina. O solo deve ser bem preparado. deve-se eliminar o pendão floral. não muito úmidos. As raízes contém taraxacina. soda e potassa (283). • Espaçamento: 0. cobalto. • Florescimento: ocorre no início da primavera. inulina. pectina. diretamente no campo. pro-vitamina A. FITOQUÍMICA Látex. altos níveis de ferro. exsudando látex branco. óleorresina e carotenóides (128). levulina. • Adubação: incorporar ao solo 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. vitaminas B e C (257). fitosterol. • Propagação: sementes. folhas e inflorescência. Depositam-se as sementes sobre o solo e as comprime para maior aderência ao mesmo. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em canteiros nivelados. p-oxifenilacético e . pois o transplante de mudas interfere na formação da raiz. a partir das primeiras horas da manhã. • Plantio: outono. donde partem simultaneamente as folhas e os escapos floríferos. É esciófita. • Produção de sementes: 1g de sementes contém 900 a 1. com cerca de 1cm de diâmetro. quase rentes ao chão. taraxacosídeo.200 sementes. • Rendimento: 1. com pelo menos 15cm de altura e 1. sais minerais (notadamente potássio).350kg de raízes frescas ou 220 a 297kg/ha de raízes secas (93).20 x 0.20m. óleo essencial e ácidos dioxinâmico. A abertura das flores ocorre em dias ensolarados. eliminando-se torrões e restos de plantas. níquel.000 a 1.

• A planta é apícola. torradas e moídas. Deixar macerar 10 dias. anti-hipertensiva. conhecido como "café de chicória". sudorífica. ósseas. febrífuga. antiinflamatória.45% de compostos nitrogenados e 0. água (1 copo) e gotas de limão (145). laxativa. hipocolesterolêmica. varizes e verruga. anti-hemorroidária. escarros hemoptóicos. afecções hepáticas (145). • A planta também é forrageira.tartárico (145). colagoga (145). • Vinho: 1 colher das de raízes em ½ copo de vinho tinto seco. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica. astenia. colerética. FORMAS DE USO • Macerado: deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes em 1 xícara das de chá de água. antilítica biliar. DOIS-AMORES NOME CIENTÍFICO . biliares. câncer. • As raízes. As raízes contém até 25% de inulina. especialmente para coelhos. • Salada: raízes e folhas novas podem ser consumidas cruas como estimulante da digestão. e as sementes também são comestíveis. flores e as raízes podem ser consumidas como hortaliça. Tomar ½ xícara antes das refeições (desintoxicante hepático e depurativo). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. aperiente. paludismo. icterícia.73% de carboidratos 2. por aumentar a lactação e a qualidade do leite. gota. • Suco: bater no liqüidificador 4 folhas. dão origem a um produto sucedâneo do café.62% de matéria graxa (93). reumatismo. aperiente. diurética (257). antihemorrágica. As folhas contém 9. antidiarréica. arteriosclerose. • Decocção: tomar 2 ou mais xícaras ao dia. antianêmica (68). obesidade. antidiarréica. piorréia. pele. carneiros e vacas. obstipação. INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento de doenças de pele (93). anódina. prisão de ventre (215). constipações. Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia (32). desobstruente das vísceras abdominais (283). expectorante. renais e vesicais. prevenção de derrames. cárie dentária (68). acidose (242). tônica. alcalinizante. tez. ácido úrico. depurativa. sarda. estimulante digestiva (128) e carminativa (271). • As flores fritas constituem um ótimo manjar. colesterol. hepática. celulite. anti-reumática (242). hipoglicemiante. fortificante dos nervos (215). Tomar 1 cálice antes das refeições (aperiente) (257). resina e derivados triterpênico (96).

6m.5mm). é calicida e anti-hemorrágico (93).0 a 1. 3-coca. coriáceas. HABITAT Espécie autóctone originária da Amazônia. sapatinho-de-judeu. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. oblongas. As flores são vermelhas. inclusas num grande invólucro bilobado vermelho até purpúreo. suculenta crescendo até 2m de altura. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo.Pedilanthus tithymaloides Poit. As folhas são curto-pecioladas. quase fistulosos e com poucas folhas. cáustico enérgico e acre. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. ovadas. alternas. truncada na base e no ápice. reunidas em cimeiras terminais densas. As sementes são ovóide-agudas. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. inteiras. carnosas. no centro. enquanto que as estacas são enraizadas em areia. cuneadas na base. FITOLOGIA Planta perene. pequenas (1. O látex. medindo até 7cm de comprimento por 4cm de largura. • Colheita: inicia a partir do quinto mês após o cultivo. úlceras de mau caráter.10 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O extrato da raiz e o látex são vomitivos. verrugas e para regenerar carne dilacerada. muito ramificada. FORMAS DE USO . com nervura central saliente na face dorsal. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de sífilis. única. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. lactescente. onduladas nas margens. agudas ou acuminadas. pequena. SINONÍMIA Dois-irmãos. porém não tolera os muito ácidos e encharcados. O fruto é uma cápsula mais larga que comprida (9 x 7cm). picão. obtusas ou recurvadas no ápice. as flores masculinas são numerosas e dispõem-se na circunferência e a feminina. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. A planta é xerófila e adapta-se bem a solos pobres. Os ramos são suculentos. glabras. vermiculita e/ou casca de arroz tostadas. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia (93). sapatinho-do-diabo. com a forma de um sapato. arbustiva. • Plantio: primavera. sapatinho-dos-jardins.

SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos ou ricos em matéria orgânica. TOXICOLOGIA Por encerrar látex cáustico e tóxico. Utilizar estacas com cerca de 3 a 5mm de espessura e 20cm de comprimento. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. porosos. oblongo-acuminadas. • Cultivada em jardins como planta ornamental. amareladas. o uso da planta deve ser feito sob orientação de um profissional habilitado OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como cerca-viva e em renques. conforme a dose.5m. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. CLIMA Prefere regiões quentes e úmidas. As folhas exalam aroma de noz-moscada. A base das estacas deve ser raspada com faca para permitir uma maior absorção de água. Em regiões subtropicais o crescimento é muito lento.8 x 0. HABITAT Planta subarbustiva perene autóctone do Brasil equatorial. Flores diminutas. É esciófita. Folhas alternas.Utiliza-se externamente. com as nervuras proeminentes na face ventral. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita . ELIXIR-PAREGÓRICO NOME CIENTÍFICO Piper calosum L. dispostas em espigas carnosas. SINONÍMIA Óleo elétrico. FITOLOGIA Subarbusto de caule e ramos nodosos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: sementes e estacas. O uso interno só deve ser feito mediante orientação médica. leves e férteis.

catarro nasal. piperetina. umedecidas intermitentemente através de nebulização. ambati. pirrolina. baibeira. ambaí.• • • • ou casca de arroz tostada. mirceno. Plantio: agosto a setembro. prostatite. antidiarréicas. É uma planta típica de matas ciliares úmidas. antiblenorrágico e diurético (93). retém mais umidade e mantém estável a temperatura do solo. incisivo. As folhas são adstringentes. em abrigos cobertos com sombrite 70%. PARTES UTILIZADAS Folhas. rouquidão e afecções da garganta (271). uretrite. jamborandina. Colheita: inicia um ano após o plantio. safrol e taninos (9) PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O fruto é acre. umbaúba. pau-de-lixa. chavicina. ambaíba. palha seca. ambaú. árvore-da-preguiça. Além disso. imbaúba. atenuante. evita o adensamento do solo. aparecendo também em pomares. Tipos de cobertura: casca de arroz. digestivas. citral. figueira-de-surinam. HABITAT Planta arbórea perene autóctone. torém. dificulta o crescimento de plantas invasoras. odontálgico. ibaíba. ibaituga. Adubação: 3kg/planta de húmus de minhoca e 100g/planta de fosfato natural. diurética. FITOQUÍMICA Maticina. pastagens. EMBAÚBA NOME CIENTÍFICO Cecropia glaziouii Snethlage. imbaubão. Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. FAMÍLIA BOTÂNICA Cecropiaceae. aperiente e antisséptica (271). imbaíba. ambaitinga. . hemostáticas tópicas (9). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da cistite. SINONÍMIA Ambahú. caixeta. beira de estradas e capoeiras. picante. plástico preto e outros materiais inertes. especialmente a Atlântica.

contendo substrato organo-mineral. diurética. FITOQUÍMICA Glicosídeos (orientina). a face ventral é escabrosa e áspera e a dorsal alvo-tomentosa. hepática. na face dorsal. • Pragas: as folhas da planta são freqüentemente atacadas por lagartas e formigascortadeiras. expectorante (145). estimulante do músculo cardíaco (271). proantocianidinas (mono. que são colhidas dos frutos. cobertos com leve tomento alvo. quatro em cada uma das espatas. sobretudo os úmidos. Os receptáculos femininos são cilíndricos. As folhas são largas. estas externamente tomentosas. Solos encharcados são prejudiciais. A planta cresce melhor em solos aluviais. raiz. As nervuras primárias e secundárias da face dorsal são avermelhadas. SOLO Adapta-se a quase todos os tipos de solo. • Colheita: um ano após o plantio. Cresce entre 12 a 15m de altura. antileucorréica.FITOLOGIA Árvore perene de tronco reto. antiasmática. de outubro a março. vulnerária. CLIMA Prefere o clima quente e úmido. de 30cm de diâmetro. divididas em 8 a 9 lobos unidos pelos dois terços a partir da base. os masculinos são numerosos. hipotensora. antigripal e reguladora do ritmo cardíaco (215). peltadas acima do centro. visíveis com lente e. com estrias e nervos. Apresenta 4 receptáculos femininos. oco. tolerando até os solos ácidos e argilosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. semelhante ao mamoeiro. a parte livre é ovado-aguda. cardiotônica (257). obtém-se o perfilhamento da planta e a redução da sua estatura. comestíveis. A semeadura é feita em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. • Propagação: sementes. anti-hidrópica (68). oligo e poli catequinas). frutos e brotos (uso interno) e látex (uso externo). com cerca de 3cm de comprimento. alcalóides e taninos (145). É heliófita. • Plantio: ano todo. PARTES UTILIZADAS Folhas. cordiformes. tenras. béquica nervosa. arredondadas. esgalhado. flavonóides. antiblenorrágica (32). • Poda: através do corte apical da planta. antidiabética. com pelo menos 400ml de capacidade. um tanto sinuosos. . inteiriços. anti-hipertensiva (235). Pode-se colher até 100% das folhas da árvore.

Tomar 3 vezes ao dia (distúrbios respiratórios e mal de Parkinson). É glabra.20m de altura. Bater em liqüidificador. ⇒ 1 folha nova. coqueluche (257). semelhante ao figo. Tomar 3 xícaras ao dia (hipotensora e diurética). oligúria. HABITAT Espécie alóctone mediterrânea.INDICAÇÕES É ainda utilizada para o tratamento de bronquite. e medula branca. ENDRO NOME CIENTÍFICO Anethum graveolens L. verrugas e úlceras gangrenosas (145). SINONÍMIA Aneto. . mal de Parkinson (68) e diarréia. O suco da raiz é utilizado no tratamento de úlceras cancerosas (215). As folhas são 3-pinatisectas. que medra em terrenos baldios e searas. Tomar um gole de hora em hora (32). verrugas e chagas crônicas (145). que é cáustico. até 600m de altitude (182). FITOLOGIA Planta herbácea anual que atinge até 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. cólicas hepáticas (32). em 2 xícaras de água. • Uso tópico: pingar 5 gotas do látex em feridas. funcho-bastardo. MODO DE USO • Suco: ⇒ extrair o suco da raiz e diluir 1 colher das de sopa em 1 xícara de água. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (32). • Produz fruto comestível. fresca. • O tronco é utilizado como estiva de barcos. é utilizado topicamente em úlceras gangrenosas e cancerosas. glaucescente e apresenta o caule estriado de branco e verde. ⇒ ferver 2 folhas em 1 litro de água. • Decocção: ⇒ 20g de raiz para 1 litro de água. anúria. O látex. OUTRAS PROPRIEDADES • A casca pode ser utilizada para curtir o couro e a madeira fornece matéria prima para o preparo de carvão (128).

suporta bem períodos de frio. Sobre sua superfície dispõe-se 3 costelas dorsais e duas marginais. à guisa de asas. Evitar o plantio simultâneo e próximo de funcho. pecioladas e se dilatam na base em uma ampla bainha. O retardamento da colheita resulta em perda de princípios ativos e deiscência espontânea das sementes. Os frutos são mais largos que os do funcho (Foeniculum vulgare). é portanto. Períodos de estiagem aceleram o ciclo da planta. enquanto os arenosos facilitam à ocorrência de nematóides e deficiências nutricionais. além de prejudicar a frutificação. • Ervas daninhas: manter a cultura livre de concorrência. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato orgânico poroso. • Nutrição: a planta é nitrófila. • Tutoramento: em regiões onde são comuns ventos fortes. Solos muito argilosos dificultam as trocas gasosas e predispõem à doenças. A colheita de sementes em períodos chuvosos diminui sua qualidade fitoquímica e a conservação. O fruto é um diaquênio com uma semente marrom. • Colheita: ocorre 4 a 5 meses após a semeadura. . Embora seja de clima sul-mediterrânico. A planta não suporta sombreamento. e com pH entre 6. bem drenados. PARTES UTILIZADAS Sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. que se reproduz precocemente em detrimento da produção de sementes. • Florescimento: ocorre aos 90 dias após a semeadura. levemente alcalinos e porosos. As flores amarelas possuem cinco pétalas inteiras recurvadas para o lado de dentro. heliófita. férteis. Semeia-se no outono. flores e folhas.. de setembro a dezembro.12kg de sementes (182). A raiz axial é delgada e as secundárias esbranquiçadas. dispendese cerca de 1. sendo portanto necessária adubação orgânica no plantio e nitrogenada em cobertura.divididas em lacínias filiformes. SOLO Prefere solos francos. • Secagem: as sementes devem ser desidratadas à temperaturas nunca superior a 37oC (182). CLIMA A planta vegeta espontaneamente em regiões onde a temperatura média de verão é inferior a 20oC (182). • Plantio: deve ser feito no início da primavera. • Rendimento: 500 a 700kg/ha (163).7m. quando matura. pois ocorre cruzamento interespecífico.5 a 7.5 x 0. Em semeadura direta são necessários 6 a 7kg de sementes para o plantio de 1 hectare. As sementes são colhidas através do corte das umbelas.25m.5 a 1. • Propagação: sementes. as plantas devem ser tutoradas verticalmente com varas de bambu com 1. Para o plantio em sementeiras. Estão dispostas em 4 a 8 umbelas com 15 a 40 raios desiguais. a medida que a cor dos frutos declina para castanho. medindo cerca de 4mm.0. Ventos e chuvas fortes causam acamamento das planta.

um pedaço de canela e uma colher das de café de folha de eucalipto. antiemética. durante 5 minutos: ⇒ 1 colher das de café de sementes.FITOQUÍMICA Óleo essencial. resina. insônia (128). SINONÍMIA Erva-do-monge. Coar. aromática. . Abafar por 5 minutos e coar. mata-boi. estomacal. ranúnculo-rasteiro. Coar e tomar com suco de limão (soluços) ⇒ 2 colheres das de café de sementes. aerofagia e meteorismo.ferver em ¼ de litro de água. adoçar com mel e beber antes das refeições (digestivo) • Vinho: ferver em ¼ de litro de vinho tinto 1 colher das de café da semente do endro. peixes e conservas de hortaliças. aperiente (257). lactogênica (294). fresco e pouco picante. utilizadas como condimento e na preparação de licores. saladas e pepinos em conservas. digestiva. As sementes contém cerca de 3 a 4% de óleo essencial (163). tanino e carvona. São utilizadas picadas nos molhos brancos. hipnótica. doces. É indicado para o resfriado (294) OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes possuem um odor agradável e forte. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de cólicas. Coar e tomar 1 xícara das de chá antes de cada amamentação (para favorecer a lactação e contra gases intestinais) ⇒ 1 colher das de sopa de sementes (para ânsia de vômito) ⇒ 4 colheres das de café de sementes. soluços. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. antidiarréica (271) e antisséptica. FAMÍLIA BOTÂNICA Ranunculaceae. hiperacidez estomacal. mucilagem. ânsia de vômito. matérias nitrogenadas. resolutiva (93). • As folhas são mais anisadas e amaras. depurativa. durante 5 minutos. antiespasmódica. FORMAS DE USO • Decocção . resfriado (294). ERVA-CIÁTICA NOME CIENTÍFICO Ranunculus repens L. estimulante. diurética (144).

a planta assume uma arquitetura tipo moita. 1996). com estolhos rastejantes e compridos. • Florescimento: agosto a setembro. CLIMA É de clima temperado. rente ao solo. anti-hemorroidária (93) e cicatrizante (271).HABITAT Originária das regiões boreais temperadas. AGROLOGIA • Espaçamento :0. 1996). • Propagação: sementes. sendo o médio mais comprido. podem provocar ferimentos em pessoas e animais. Não tolera solos ácidos e compactados. As flores são amarelas com as sépalas abertas. Os frutos. liso nas faces. • Produção de sementes: outubro-novembro. PARTES UTILIZADAS Folhas.3m. Fruto aquênio. fendidos e denteados. • Plantio: maio a junho. FITOLOGIA Planta vivaz. em ratos (Dal Magro. Quando ocorre sombreamento. Quando a luminosidade é plena. ou de aluvião. É subespontânea no sul do Brasil. SOLO Prefere solos arenosos e humosos. por serem contundentes. mas adapta-se ao subtropical ameno. com os ramos eretos. citado por CECHINEL et al. FARMACOLOGIA A planta mostrou forte atividade antiinflamatória CECHINEL et al.3 x 0. É heliófita. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. pubescente ou hirsuta. FORMAS DE USO . a planta pode se tornar infestante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. disposto em glomérulos radialmente espinhosos e pontiagudos. do tipo craspédio. • Cuidados gerais: em regiões de clima mais ameno. a planta apresenta-se prostrada. A semeadura pode ser feita diretamente a campo ou em badejas de isopor contendo substrato organo-mineral. citado por ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta apresentou atividade bactericida contra Salmonella typhymurium (Dal Magro. por ser muito prolífera. As folhas são 3sectas com os segmentos peciolados.

melissa-romana. onde é cultivada.Cataplasma: folhas contusas. As flores são brancas. de secção quadrangular. onde a temperatura gira em torno de 20 oC. opostas. ovais. rizomatosa e vivaz. drenados. de textura média e com bom teor de umidade. cresce melhor à meia-sombra. ereto. É encontrada até 1. cidrilha. O caule dispõem-se em tufo. . além de haver um declínio no aroma das folhas. mas varia entre 30 a 60cm de altura e 40 a 60cm de diâmetro de moita. CLIMA É planta típica de climas temperados. SINONÍMIA Chá-da-frança.000m de altitude (96). com folhas pequenas. melissa. limonete. melitéia. ERVA-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Melissa officinalis L. nervuras salientes. citronela-menor. ramificado a partir da base. A planta é exigente em umidade no solo e devido a isso. Cresce espontaneamente em locais sombrios e úmidos. profundos. Locais muito sombreados reduzem o aroma das folhas. que cresce espontaneamente em áreas montanhosas e submontanhosas do sul e centro da Europa. Embora não seja planta esciófita. aplicadas topicamente sobre as articulações (215). pálidas e arroxeadas. HABITAT Espécie alóctone. FITOLOGIA Planta subarbustiva. lanceoladas pecioladas. melissa-verdadeira. Ventos frios e geadas são deletérias à planta. Insolações excessivas torna a planta raquítica. Seu crescimento é variável conforme às condições de solo e luminosidade. norte da África e Ásia. TOXICOLOGIA As folhas são muito tóxicas. erva-cidreira-verdadeira. Já está completamente adaptada ao Brasil. não podendo ser usadas internamente. SOLO Prefere solos férteis. verde-claras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Folhas grandes. reticulada dorsalmente. carenado-serreadas. períodos de estiagem causam amarelecimento e redução no tamanho das folhas. As folhas são de um verde intenso na face ventral e verde-claras na face dorsal. ricos em matéria orgânica.

icterícia. Aplicar 5g/m2 de uréia aos 40 dias após o transplante. artralgia. • Pragas: deve-se proceder o controle às formigas. odontalgias. O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. epilepsia. cefalalgias. histerismo. FARMACOLOGIA O citral e o citronelal tem efeito sedativo. resfriado. FORMAS DE USO . desmaios. tenesmo. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo citral (20 a 30%). • Propagação: divisão de rizomas. A planta fresca tem 0.014 a 0. INDICAÇÕES Usada no tratamento de feridas. na primavera até início do verão. limoneno. • Plantio: outono. em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados contendo substrato organo-mineral. afecções gástricas. porém obtém-se um maior índice de pegamento e mudas de maior qualidade produzido-as em ambiente sombreado (sombrite 50 a 70%). enxaquecas. arrotos. • Rendimento: 10 a 15t/ha de parte aérea ou cerca de 1. tônica dos nervos. O plantio dos rizomas pode ser feito diretamente a campo. composto ou húmus de minhoca. paralisia. • Colheita: quatro a cinco meses após o plantio. caxumba. as folhas podem apresentar um aroma semelhante ao percevejo (283). • Renovação da cultura: após o terceiro ano. succínico e resinas. citronelal (30 a 40%) (280).AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. debilidade geral.15% de óleo essencial e as folhas secas. cordial. cãibras intestinais. espasmolítico e bactericida (280). pericardite.1%.800kg/ha de folhas desidratadas (182). sendo que o teor de cinzas varia de 10 a 12% (96). Quando colhida após o florescimento da planta. 0. menos a raiz. • Florescimento: não se constatou o florescimento desta espécie no Litoral Catarinense. pineno. estomáquica. emenagoga (283). carminativa. A segunda colheita ocorre 45 dias após a primeira. citronelol. insônia. dores nos olhos. quando é vegetativa.20m. problemas nervosos (257). sedativa. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. sementes e estacas dos ramos. tosse. gastralgia. estimulante. palpitação do coração.80 x 0. digestiva. antinevrálgica. tanino. antidispéptica (93) e hipotensora. linalol e geraniol. diarréia de sangue. clorogênico (257). ácidos caféico. antiespasmódica. má circulação sangüínea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Calmante. vertigem (32) e catarros crônicos (93). em diarréias (224). hipocondria. quando a propagação é feita por sementes e setembro. O transplante é feito quando as mudas apresentam 10 a 15cm de altura.

valas de drenagem. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. • Folhas frescas: aplicar sobre os olhos. Possui ócreas de 12 a 16mm de altura. omelete e molhos) e no preparo de licores. várzeas úmidas e sujeitas à inundação. capitiçoba. à beira de riachos e lagoas. de caule ascendente. fígado e intestino (32). petincobe. Cresce até 1m de altura. radicante nos nós. • Lavagens intestinais com o infuso (tenesmo e diarréia de sangue) • Bochechos: dores de dente. cerdosas na parte superior e glabrascentes quando velhas. pensicária-urente.• Infusão: ⇒ 25 a 50g de folhas por litro de água. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de folhas verdes picadas para ½ litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera. subsésseis. capetiçoba. HABITAT Espécie autóctone. O sabor é adocicado e um pouco amargo. pimenta-aquática. áreas paludosas rasas. catária. cataia. persicária-do-brasil. fistuloso. potincoba. delgado (3 a 4mm de espessura). com 8 a 12cm de comprimento. Ocorre até 1. do continente americano. persicária. pimenta-do-brejo. capiçoba.200m de altitude (383). catala. de coloração verde-avermelhado e glabro. Cresce espontaneamente em áreas uliginosas. ramificado. pimenta-d’água. FITOLOGIA Planta herbácea perene. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes ao dia (257). para dores de estômago. caataiá. SINONÍMIA Acataia. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum hydropiper Michaux. a planta emana um suave e agradável perfume de limão. persicária-mordaz. • Suco: mistura-se um pouco de sal às folhas contusas (caxumba) • Cataplasma: aplica-se sobre o ventre. • Aromatizante em culinária (saladas de hortaliças e frutas. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (283). capetiçoba. erva-pulgueira. • Quando jovem. especialmente na região sul do Brasil. Folhas alternas. para inflamações. estreito- .

antiblenorrágica. eretas. estimulante. atenuadas nas duas extremidades. com flores pequenas (2 a 3mm de comprimento). a partir de setembro. Por ser uma planta higrófita. acético. com pecíolo invaginante. Inflorescência terminal e axilar. com perigônio 5-partido formado por tépalas brancoesverdeadas. CLIMA É de clima temperado. lineares ou subfiliformes. O fruto é uma núcula triangular-globosa. vermicida. colerética. antraquinonas. apiculada. desenvolvendo-se bem em água fria (199) . necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. antialérgica. iso-hametina. taninos. A folha apresenta um forte sabor apimentado. tipo espigas gêmeas ou subracemosas. INDICAÇÕES . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidisentérica. rutina. • Espaçamento: 0. luteolina. vasoconstritora e depurativa. antireumática (257). revestida pelo perigônio (199). PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. anti-hemorroidária (283). brilhante. É heliófita. emenagoga (271). antitérmica.30m. saponinas. antidiarréica sangüínea. adpresso-pilósulas.30 x 0. cicatrizante. de úmidos à encharcados. ácidos gálico. persicariol. antisséptica. butírico (257). ou em terrenos com uma pequena lâmina de água. adstringente. • Podas: devido à sua alta prolificidade. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. antocianinas. hemostática.lanceoladas. glicosídeo. inicialmente. • Florescimento: o ano todo. persicarina. antiinflamatória (145). as mudas desidratam-se muito rapidamente. homeotensora vascular. SOLO Prefere solos argilo-arenosos. • Colheita: ocorre 1 mês após o plantio. • Plantio: ano todo. negra. revulsiva. cumarina (145) e nitrato de potássio (128). FITOQUÍMICA Quercitina. • Propagação: sementes. diurética. hermafroditas. a lanço. estimulante. compostos fenólicos. e depois glabrascentes. Tolera os solos ácidos. Deve ser feita em pleno florescimento. antiartrítica. pecíolo com 3 a 5mm. malônico e poligônico. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em áreas úmidas. peninervadas. rebentos do rizoma e estacas do caule.

fragilidade capilar. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação.Útil também para o tratamento de febres malignas. Repetir 3 vezes ao dia (257). diarréias sangüineas (93). ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. sífilis (32). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). varizes. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. congestões cerebrais. como cicatrizante. • Utilizada na indústria da cana para refinar e condensar o açúcar (257). • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. por algumas horas (257). Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. litíase. massageando levemente. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. retenções de urina (283). erisipela (257). . úlceras. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. Ferver por 5 minutos. disenteria bacteriana (145). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). menopausa. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum persicaria L. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. enterite e indigestão. ferver e deixar esfriar. ou reumatismo. ⇒ 10g para 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). afecções renais. edemas. estrangúria. em infusão. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). Esfriar. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. principalmente antes e após à evacuação.

brilhante. . glabro. Também conhecida pelos nomes populares de Polygonum hydropiper. vulnerária e odontálgica (242). com 3 a 4cm de comprimento. com os nós proeminentes. de textura crustácea. ornado na base com ócreas ciliadas e membranosas com 1. a partir de setembro. • Podas: devido à sua alta prolificidade. quando maturo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FITOLOGIA Planta herbácea. elípticoalongadas. alternas. medindo cerca de 2mm de comprimento. adaptando-se também ao subtropical. Inflorescência racimosa espiciforme. aerados e humosos. • Propagação: sementes. As flores são rosadas. com base e ápice acuminados. • Florescimento: primavera e verão. Caule ereto. CLIMA É de clima temperado quente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. simples. HABITAT Espécie originária da Europa e subespontânea no Brasil. • Colheita: ocorre 1. liso. formadas por 5 tépalas.30 x 0. e atro-avermelhada. as mudas desidratam-se muito rapidamente. crescendo em terrenos úmidos. liso. Deve ser feita em pleno florescimento. SOLO Prefere solos úmidos.30m.SINONÍMIA Persicária-de-pé-vermelho. As folhas são verdes. flores e ramos. rebentos do rizoma e estacas do caule. medindo 10 a 14cm de comprimento por 3cm de largura. PARTES UTILIZADAS Folhas. cilíndrico. medindo 40 a 60cm de altura. Por ser uma planta higrófita. quase sésseis. com manchas avermelhadas ou castanhas. glabro. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. ramificado.5 mês após o plantio. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. mas não encharcados. quando imaturo. O fruto é uma núcula lenticular.5 a 2cm de comprimento. cilíndrica. finamente alveolado e de coloração ocre. róseo ou avermelhado. esparsas. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. a lanço. anual. compacta.

ou reumatismo. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento.B. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257).K. Esfriar. suçaiá. ⇒ 10g para 1 litro de água. suaçu-caá. fumo-bravo. suçuaia. erva-grossa. HABITAT . pé-de-elefante. língua-de-vaca. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. sossoia. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. ferver e deixar esfriar. Ferver por 5 minutos. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. suaçúcaá. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. Repetir 3 vezes ao dia (257). ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. erva-do-diabo. suaçuaia. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). principalmente antes e após à evacuação. suçauaiá. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). por algumas horas (257). saçóia. SINONÍMIA Erva-de-veado. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). fumo-da-mata. como cicatrizante. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia.INDICAÇÕES Utilizada nos casos de paralisia e congestão cerebral (242). ERVA-DE-COLÉGIO NOME CIENTÍFICO Elephantopus mollis H. massageando levemente. em infusão.

4m. feridas (68) e elefantíase (242). Cresce espontaneamente em bosques. como cicatrizante (68). catarros pulmonares. antilítica. CLIMA É de clima subtropical. FITOLOGIA Planta herbácea. • Colheita: 3 meses após o plantio. antireumática. SOLO Pouco exigente quanto aos tipos de solo e o grau de fertilidade. As sementes podem ser semeadas em sulcos. Indicada para abrandar o calor da menopausa (271). emoliente.Espécie autóctone do Brasil. terrenos abandonados. perene. pubescentes. • Plantio: abril e outubro. heliófita ou esciófita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticatarral. utilizam-se as raízes para febres e como adstringente e tônico. medindo 40 a 80cm de altura. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. úlceras. Porém cresce mais abundantemente e vigorosamente em solos revolvidos. diretamente em canteiros. picadas. • Propagação: sementes. • Florescimento: dezembro a abril. reunindo capítulos sésseis. caule pubescente. INDICAÇÕES Bronquite. protegidos por brácteas foliáceas grandes.4 x 0. gripes fortes e intermitentes. paniculadas. adstringente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. O suco fresco das folhas combate cálculos urinários. sudorífica. As flores aduzem coloração violácea a azul-claro. tônica. anti-sifilítica (68). . • Cataplasmas: folhas frescas. É feita no início do florescimento. medindo 12 a 25cm.. diurética. A raiz é utilizada para o tratamento de febres astênicas (57 e 211). Inflorescências terminais. capoeiras e pastagens da área de mata pluvial da Encosta Atlântica. Externamente. as basais enrosetadas. e as superiores alternas. febrífuga. vulnerária. FORMAS DE USO • Infusão e decocção: utilizam-se as folhas para afecções respiratórias e reumatismo. podendo ser até quase branca. As folhas são sésseis. béquica e resolutiva (242). ricos em matéria orgânica e úmidos. • Suco: utilizam-se as folhas para cálculos urinários.

Frutificação: verão e outono. Para facilitar o parasitismo.7 a 1.ERVA-DE-PASSARINHO NOME CIENTÍFICO Struthanthus polyrhizus Mart. var. Após. Florescimento: primavera-verão. as sementes ou mudas devem ser implantadas sobre ramos jovens de árvores. medindo 2mm de diâmetro. Inflorescência corimbiforme. CLIMA É de clima tropical. encontrada na mata pluvial atlântica. caquizeiros. ovaladas. O fruto é uma pseudobaga ovóide ou elipsóide. Ramos subcilíndricos. para facilitar a germinação. suculenta. As sementes podem ser germinadas em alginato hidratado. emitindo raízes adventícias que se prendem na planta hospedeira e lançam novos rebentos vegetativos ou reprodutivos. . parasita. lisa. glabra. medindo até 1cm de comprimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Loranthaceae. AGROLOGIA • • • • • • Ambiente: por ser uma planta parasita. joão-bolão. Após a germinação. HABITAT Espécie autóctone. lisos. ingazeiros. lavar em água corrente e deixar secar. Flores amarelo-esverdeadas.0mm. purpúrea. subcoriáceas. ereto-divaricadas. Ocorre parasitando árvores expostas. finos. no segundo ano do ciclo. medindo 3 a 5cm comprimento por 2 a 3cm de largura. O Estado de Santa Catarina é o limite austral de sua ocorrência (334). sutilmente nervadas. flexuosos. Polinização: entomófila Colheita: inicia a partir do segundo ano após o início do parasitismo. Folhas alternas ou opostas. Hospedeiros preferenciais: Citrus. verdes. adaptando-se ao subtropical. Devem ser tratadas com ácido clorídrico 1N. numerosos. Propagação: sementes. durante 2 minutos. com pétalas espatuladas. Pecíolo com 0. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. mas principalmente árvores de pomares de Citrus. com flores em tríades que se dispõe em pares. polyrhizus. sob luz difusa. trepadores. o ramo deve ser raspado com uma faca para expor o tecido vivo. Os haustórios são estruturas rizomórficas que penetram no tecido do hospedeiro para retirar a seiva elaborada. as plântulas são afixadas no ramo hospedeiro com fita crepe ou similar. com base cuneiforme e ápice arredondado.

• Propagação: sementes e estaquia.5 x 1. no verão. • Florescimento: fevereiro a maio. cineol. opostas.PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. encanoadas. eucaliptol. afecções da pele. cardiotônica. PARTES UTILIZADAS Folhas. As folhas menores reúnem em fascículos axilares. lisas. hidrocarbonetos sesquiterpênicos (52).5m. Frutos tipo aquênio. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. contendo substrato organo-mineral. hemostática. antiasmática e anti-hipotensora (215). • Colheita: inicia a partir do segundo ano. A estaquia é feita ao final do inverno e início da primavera. et Hook) Troncoso. antidiabética. fortemente aromáticas. béquica (257). pequenas e com suave perfume balsâmico. FITOQUÍMICA Óleo essencial (1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. formada por numerosas flores brancas. INDICAÇÕES Indicada para bronquite.79%). úlceras externas (215). anticancerígena (271).5m. álcoois. • Plantio: outubro a dezembro. ovaladas. vainilina (139) e alcalóides (Smolenski. fenóis. contendo ácidos graxos. hidrocarbonetos. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. Apresenta folhas lisas. Inflorescência racimosa espiciforme solitária. coqueluche (257). A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. apud 18). ramoso-subespinescente. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce cerca de 2. brilhantes. . cetonas.0 a 2. afecções uterinas. geminadas ou em panículas terminais. frieiras e distúrbios da idade crítica (271). feridas. pneumonia. ésteres. ERVA-SANTA NOME CIENTÍFICO Aloysia gratissima (Gill.

ascendente. hortas e jardins. mata-cabra. verde ou púrpura. erva-vomiqueira. com até 1. charcos e subespontaneamente em lavouras. mentruz. canudo. erva-pomba-rota. ambrosina. erva-santa. erva-vomigueira. antigripal.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. ervado-méxico. quenopódio. carnes e ensopados. oblongo-lanceoladas. mentraz. béquica (215) e anticancerígena (271). var. cravinho-do-mato. glabro. de caule ereto. ambrósia-do-méxico. medindo 3 a 9cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. erva-mata-pulgas. com pubescência rala e curta. ERVA-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Chenopodium ambrosioides L. balsâmica. anti-reumática. ervapomba-rola. muito olorosa. ervadas-lombrigas. ambrosioides. trevo-de-santa-luzia. erva-formigueira. uzaidela. caacica. e glandulífera na face dorsal. erva-mata-pulga. mentrusto. pecioladas (as da base) e sésseis e glandulosas (folhas superiores). mata-cobra. sulcado longitudinalmente por sulcos rasos e verdes. mentrei. glandular-pubescente. terrenos baldios. apazote. chá-dosjesuítas. gastralgias (18) e para lavagem de feridas e úlceras (215). Cresce espontaneamente em áreas de aluvião de rios. OUTRAS PROPRIEDADES É utilizada para aromatizar o chimarrão. com os bordos mais ou menos sinuosos. mastruço. ambrósia. matruz. anticancerosa. chá-da-espanha. erva-das-cobras. anserina-vermífuga. erva-embrósia. Ocorre até 2. erva-lombrigueira. denteadas. FITOLOGIA Planta subarbustiva anual ou vivaz.10m de altura. pacote. ambrosia. mastruz. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. cravinho-do-campo. ambrosia-do-méxico. lombrigueira. sobretudo do México. mentrasto. SINONÍMIA Ambrisina. menstruço. Inflorescência em glomérulo de flores muito .760m de altitude (179). HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais da América. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de resfriados. intercalados por faixas esbranquiçadas ou rosadas. erva-de-bicho. muito ramificado. As folhas são alternas. chá-do-méxico. erva-formiga. erva-ambrosia.

p-cimol. • Reprodução: via sementes. aromática. antipalúdica. sais minerais (313). sobretudo no verão. diurética (258). ácidos orgânicos. methadieno. quenopodina. 1% nas sementes). sumidades florais e frutos. betaína. Se adapta bem em terrenos argilosos.5 x 0. kaempferol rhamnosídeo. arenosos. • Doenças: A planta é susceptível à Cercospora sp. iso-hametina (209). SOLO A planta vegeta subespontaneamente em solos férteis e/ou ricos em matéria orgânica. ácidos e compactos. antiasmática. glicol. histamina. cineol. dimetilsulfóxido. Quando colhida no estádio de frutos. δ-terpineol. contendo ascaridol (principalmente nas sementes). N-hentriacontano. Índia. β-pineno. membranoso. pinocarvona. 3-0-glicosídeo de quercitina. Não se adapta a solos muito úmidos. antiespasmódica. carveno (46%).3 a 0. chenopodium saponina A. vermífuga (Ascaris e Oxyuris). béquica (167). aritasona. chenopodosídeos A e B. antiulcerosa. cicatrizante. taninos. • Florescimento: verão. que são extremamente numerosas na planta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O óleo essencial da planta está incluído na farmacopéia da Espanha. Itália e Turquia (255). N-docosano.5% nas folhas. PARTES UTILIZADAS Folhas. carminativa (179).3m.5% de ascaridol (154). É. cânfora. O uso de nitrato de potássio a 0. .5% de óleo essencial e 64. p-cimeno (179). verde-pálido. Tolera solos halógenos (209). salicilato de metila. santonina. A planta é usada como estomáquica.2% e alternância de temperaturas (20 a 30oC) maximiza o índice de germinação das sementes (353). diaforética. sudorífica. Argentina. pectina. pretas e lustrosas. As sementes são diminutas. • Germinação: 82 a 97%. portanto. Portugal. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (0. linomeno. sedativa. A planta contém 1. terpenos. canforáceas e amargas. N-heptacosano. As folhas são pronunciadamente aromáticas. • Colheita: novembro a janeiro. • Plantio: agosto a setembro. limoneno. ácidos butírico e salicílico (257). amebicida. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos de canteiros ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Outro princípio ativo importante é o anetol (éster fenólico) (Sousa Brito apud 130). México.pequenas verde-amareladas. safrole. apresenta maior teor de ascaridol. que causa prejuízos à produção de folhas e sementes. xerofíticos e sub-xerofíticos (87). uma planta nitrófila. Noctacosano. antifúngica (353). antisséptica tópica (261). ambrosídeo. e as sumidades apresentam aroma desagradável. localizada nas das folhas superiores à guisa de uma longa panícula. O fruto é um utrículo globular..

ATIVIDADE BIOLÓGICA O ascaridol. antiinflamatória. com sal. Apresenta atividade antifúngica (208) e antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (358). digestiva. tomar 3 xícaras ao dia (283). má circulação do sangue. nas doses de 240 a 420mg/kg de peso vivo. Crianças devem tomar metade da dose (258). tem atividade antiparasitária. dores de estômago. • Suco: misturar 1 copo da planta picada. • Óleo essencial: diluir 1ml do óleo da planta em 30ml de óleo de castor. anti-helmíntica. afecções discrósicas do aparelho digestivo (242). em 2 copos de leite e bater no liqüidificador. infecções pulmonares. insônia (68). FARMACOLOGIA Atividades antiulcerosa (66. peitoral. tomar óleo de rícino para facilitar a expulsão dos vermes (32). • Sumo: Obter 2 a 4 colheres das de sopa do sumo das folhas e misturar a 1 xícara das de chá de leite. tremor da vista. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257) . purgante. antiinflamatória. não se verificou qualquer efeito antiparasiticida (214). estimulante respiratória (122). cólicas. Tomar 1 copo de suco por dia. Somente crianças acima de 5 anos poderão receber o produto. Utilizada também para o tratamento da doença conhecida como dança-de-são-guido (283). durante 3 dias seguidos (vermífugo). antitumoral e antiviral (120). INDICAÇÕES As folhas são utilizadas em cataplasma em qualquer tumor. • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara (tipo cafezinho) da planta fresca com sementes em 1/2 litro de água. em adultos. emoliente (120). traumatismos ósseos. Tomar 1 vez ao dia. desincha pernas gotosas (164). a variação do conteúdo de metabólitos secundários e a variabilidade genética da espécie dificulta a padronização dos tratamentos clínicos. nervosas e indigestões (215). eupéptica (130). administrado em dose única (1. equimoses. dispepsias. 366). Aplicar o cataplasma sobre a afecção e enfaixar. antiespasmódica. palpitações do coração. hemorragia interna.5ml por via oral). esmagado . com sementes. afecções da pele. varizes. sobretudo para áscaris e ancilostomas (45.anticancerígena (271). Após. úlceras (120). ⇒ 10g de folhas em 1 litro de água. ⇒ 20 a 30g da planta verde em 1litro de água. corrimento vaginal. 136). Não obstante. O cozimento das folhas. É utilizada também para o tratamento de angina. distúrbios renais. cãibras (9). antimalárica (415). vulnerária. Tomar 1 gole de hora em hora. tônica (283). FORMAS DE USO • Cataplasma: misturar 1 xícara (tipo cafezinho) de vinagre e uma colher (tipo sopa) de sal e amassar a planta nesta mistura até obter uma papa. Com o uso das folhas pulverizadas. antinevrálgica (215) e anti-hemorroidária (9). O uso do óleo extraído por arraste de vapor. presente na planta. (351) e tuberculose (32). mostra-se eficaz na erradicação de diversas parasitoses intestinais (88). O produto é triturado. espasmos musculares. estimulante (242). doenças. antigripal. contusões (258). ancilostomose e picada de animais peçonhentos.

abluções e banhos. em áreas rurais.. HABITAT . SINONÍMIA Arnica. usadas como temperos e em guisados e sopas (240). apud 120) O ascaridol pode resultar.. de ossos e glomerulares de caráter reversível em suínos (Melito et al. Induz lesões hepáticas. ERVA-LANCETA NOME CIENTÍFICO Solidago chilensis Meyen var. erva-lanceta.e adicionado de água quente (infuso). As espigas são comestíveis. A dose letal de ascaridol em ratos é de 0. rabo-de-rojão. chilensis. problemas cardíacos e respiratórios. arnica-silvestre. espiga-de-ouro. vômitos. marcela-miúda. O produto macerado pode ser usado na forma de compressas. Pode-se obter a essência através de destilação. em cefalalgia. lençóis e travesseiros. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.075mg/kg. É costume. Pode produzir efeitos tóxicos por acumulação (255. podendo causar a morte. • A decocção das folhas produz um inseticida natural. arnica-do-brasil. transtornos visuais. apud 120). devido a parada respiratória (165) OUTRAS PROPRIEDADES • Na Colômbia as folhas são usadas como condimento. arnica-brasileira. Sementes podem induzir tumores no estômago (Kapadia et al. macela-miúda. • Compostos existentes na planta inibem o desenvolvimento de fungos de solo e de insetos como a Scrobipalpula absoluta (traça do tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do cartucho do milho) (209). taquicardia. A essência pode ser utilizada na proporção de 1 a 3 partes para 1. ou até mesmo colocar a planta seca sob colchões. como inseticida (32). em doses elevadas. prostração e até a morte. varrer os cômodos da casa com vassoura feita de ramos da planta.000 partes de água. TOXICOLOGIA Em alta dose é extremamente tóxica. lanceta. • Tanto as folhas quanto as flores são insetífugas (pulgas e percevejos). surdez. O óleo essencial da planta pode causar náuseas. sapé-macho. lesões hepáticas e renais. 330). É abortiva e contraindicada para menores de 2 anos (258). Tem sido observada uma ação carcinogênica da planta em ratas (201). O uso interno deve ser orientado por profissional da área. depressão do sistema nervoso.

Pedicelos de 2 a 4mm. citado por 209) e as raízes diterpenos com esqueleto labdâmico e clerodânico. antiespasmódica (209). lineares. com 10 a 15 lígulas de formato similar. cilíndrico. fraqueza das articulações. levemente aromática. preferindo temperaturas amenas. quercitina e glicosídeo . inversolanceoladas. no final do verão.30m. anual.Espécie autóctone do sul do Brasil. pruridos. em capítulos densos. • Florescimento: março a abril. pobres e ácidos. Fruto aquênio de 1mm. de 5 a 8cm de comprimento e 6 a 12mm de largura. A semeadura pode ser feita diretamente a campo.80 a 1. lineares ou. as externas pequenas e lanceoladas. glabro ou levemente piloso. com 20 a 30 flores tubulosas e amarelas. não flexuoso. lavouras abandonadas. glabro. anti-reumática. varizes (215). feridas. sublenhoso. • Plantio: primavera. traumatismo (257). SOLO A planta se adapta à maioria dos solos do sul do Brasil. glabras. inteiras ou pouco denteadas. à beira de estradas e em campos nativos.4 x 0.2m de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É heliófita. agudas. FITOQUÍMICA As folhas contém flavonóides (Costa. vulnerária. de 0. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. béquica e odontálgica (215). CLIMA É uma espécie subtropical. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. glabras. INDICAÇÕES Usada em contusões. em sulcos. As folhas são numerosas. tosse convulsiva e derrame interno de sangue (271). As panículas atingem 20 a 30cm. frieiras. apud 209). capoeiras. estomáquica (257). 3-metoxibelzaldeído e acetofenona (Torres. ascendentes. Medra espontaneamente em áreas de roça. Brácteas firmes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Apresenta as mesmas propriedades da Arnica montana. .que atua reduzindo a fragilidade dos vasos sangüíneos (257). sésseis. • Propagação: sementes e estolhos. doenças do estômago (242). anti-hemorrágica (271). as superiores gradativamente menores em direção à base. FITOLOGIA Planta herbácea. adaptando-se até aos compactados. O caule é simples. Amarga. as inferiores. Papo brancacento. paralisia.

ERVA-TOSTÃO NOME CIENTÍFICO Boerhavia diffusa Willd. O fruto é uma baga pequena. originária da América tropical. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. dispostas em panículas terminais de aspecto difuso. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores e as folhas servem como enchimento de travesseiros. SINONÍMIA Agarra-pinto. áreas ruderais. ilhas. bosques e beira de estradas. Caule sublenhoso na parte inferior e herbáceo nas partes jovens. diffusa. As flores são vermelhas e brancas. pega-pinto. castanho-amarelado. FAMÍLIA BOTÂNICA Nyctaginaceae. de preferência úmidos.FORMAS DE USO • Infusão. muito ramificado. batata-de-porco. . base arredondada. fosco. coberto de pêlos glandulosos. campanuladas. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. anisofólias. espesso. solidônia. que ocorre em capoeiras. verde ventralmente e argêntea. reunindo 3 a 6 flores. Os ramos crescem de 50 a 70cm de comprimento. rasteira. glabro e tortuoso A raiz é arroxeada por fora e branca por dentro. É heliófita. piriforme. var. extrato líquido e tintura. ápice obtuso ou arredondado. glabras ou pouco pubescente. margens inteiras ou serrilhadas (folhas novas). celidônia. adapta-se bem ao subtropical. tangará. opostas. amarra-pinto. arenosos e pedregosos. ovalado-cordiformes ou reniformes. CLIMA Embora seja de clima tropical. É uma planta rara em Santa Catarina. HABITAT Espécie autóctone. resistente e pegajoso. As folhas são redondas. dorsalmente. ocorrendo principalmente na faixa litorânea. tangaracá. com 20 a 25cm de comprimento. beldroega-grande. bredo-de-porco. liso.

tem sabor picante. em canteiros.40m • Propagação: sementes (antocarpo gomoso que prende-se às roupas e pêlos) e rizoma. retenção de urina. FORMAS DE USO • Decôcto: deixa-se a planta ferver em água durante 10 a 15 minutos. substâncias pécticas e gomosas. • Plantio: outono • Florescimento: outubro a fevereiro. cistite. uretrite. cálculo biliar. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é peitoral.4 x 0. ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. engorgitamento do baço. congestão hepática. dispepsia. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos. icterícia (32). ESPINHEIRA-SANTA NOME CIENTÍFICO Maytenus ilicifolia Mart. albuminúria (271). afecções hepáticas (283). matéria sacarina. hepatite. béri-béri. antiblenorrágica. nervosismo (215). sais inorgânicos (nitratos) e lipídeos (93). anúria. OUTRAS PROPRIDADES A planta. desobstruente. . levemente amarga. ácido boerhávico e resinoso. INDICAÇÕES As raízes são utilizadas no tratamento da vesícula biliar. FITOQUÍMICA Boerhavina. para o preparo de cataplasmas para a picada de cobras (93). em decocção. Tomam-se 4 a 5 xícaras ao dia (32). É utilizada. • Colheita: verão. principalmente a raiz. antileucorréica. hemoptise. PARTES UTILIZADAS Raízes. diurética (93). antidispéptica. amido. Após. tapar e deixar esfriar. FAMÍLIA BOTÂNICA Celastraceae.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. antinefrítica (32) e anti-hidrópica (283).

coberta por um arilo branco. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. sésseis. seco. nas beiradas de matas de araucária. verde-acizentado. verde-escuras e brilhantes na face ventral e verde-claras e foscas na dorsal. A planta apresenta crescimento muito lento sob altas temperaturas e radiação solar. pentâmeras. em número de 1 a 2 por fruto. permeáveis e bem aerados são os mais indicados. cancrosa. • Propagação: ocorre via sementes. marteno. cancorosa. peninérveas. erva-cancerosa. actinomorfas. amareloesverdeadas. curto-pecioladas. bivalva. Caule muito ramificado. removendo-se a casca. e meia-sombra. nas axilas das folhas. limãozinho. pau-josé. alporquia. diclamídeas. só vegeta à beira de cursos d’água. SOLO Os solos profundos. espinho-de-deus. areno-argilosos. ereto. salva-vidas. avermelhadas.0m). 7 ou 9). Não tolera solos muito úmidos e quentes. oblongas. espinheira-divina. coromilho-docampo. amarelas ou branco-esverdeadas. ramificado. simples. persistentes. As folhas são inteiras. FITOLOGIA Planta subarbórea. lenhoso. lanceoladas. O excesso de radiação solar retarda o crescimento da planta e as folhas tornam-se um pouco pálidas. Fruto tipo cápsula. Raízes fortes e numerosas. avermelhada. deixando o lenho exposto numa faixa . apresentando estrias longitudinais que a diferenciam das outras espécies do gênero. inicialmente amarelo-esverdeado passando a alaranjado e depois a vermelho. raramente com os bordos lisos. mergulhia e por rebentos das raízes. Em locais altos. cancorosa-de-sete-espinhos. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. perene. humosos. com temperaturas amenas. congorça. margens com vários pares de dentes espinhosos e ápice agudo. simples. CLIMA Prefere clima subtropical. com umidade de média à alta.5 a 3. pouco espesso. glabras.SINONÍMIA Cancerosa. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. Sob sombra. potássio. Semente elipsóide. boro e silício (334). AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. coriáceas. agrupadas 3 a 20 em inflorescência tipo fascículo. alternas. cuja ocorrência é mais generalizada nos sub-bosques úmidos. hermafroditas. sombra-de-touro. multicaule. Flores muito pequenas. Plantas que crescem diretamente sob a luz solar acumulam maiores teores de taninos do que aquelas sob sombra. de pequeno porte (1. capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no Planalto e na mata Atlântica de altitude. as plantas acumulam maiores teores de nitrogênio. formando touceiras densas com perfilhos oriundos das raízes. O número de espinhos dos bordos foliares é sempre ímpar (5. Tolera solos levemente ácidos. maiteno. sobretudo do sul do Brasil. externamente e amareladas internamente. ovóide.

mesmo após 120 dias. As sementes perdem a viabilidade rapidamente se não forem armazenadas em geladeira. A parte do ramo que ficará sob o solo. primavera (rebentos). folhas. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. Consórcio: o consórcio com árvores leguminosas rústicas. Semeadura: 1. em câmara fria (5oC. maitomprina. A germinação ocorre num período de 15 a 35 dias. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar.5cm. fixadoras nitrogênio e de rápido crescimento. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. atropcangorosina A. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. O índice de germinação das sementes mantém-se em 85%. maytenóico. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. meristemas. Plantio: outono-inverno (sementes). ao ponto de se abrirem naturalmente. isentas de fungos e matéria orgânica estranha (96). δ-amirina. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. contendo substrato organo-mineral. pristimerina. 85% de umidade). Em condições ambientais cai para 28% (354).. triterpenos quinóides e dímeros (maitensina. as mudas são repicadas para saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. de preferência por nebulização. Micropropagação: A propagação via explantes (estacas. AIB). sem afetar o seu desenvolvimento. Colheita: deve iniciar só após o segundo ano de cultivo. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. FITOQUÍMICA Ácidos tânico. a 25oC. Produção de sementes: os frutos devem ser colhidos bem maduros. AIA. Pragas: procurar combater as formigas cortadeiras de folhas. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. maitambutina. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. etc. microestacas. em temperaturas de 20 a 30OC. Retira-se o substrato sob água corrente. Repicagem: Após a formação das primeiras 3 a 4 folhas. salasperônico e salicílico.000 sementes pesam cerca de 99g. varia de 42 a 72% (376). A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. abcisionando as folhas nas primeiras semanas. retirando-se 1/3. Aclimatação: as mudas necessitam de cobertura de sombrite 70% e irrigação intermitente. ansamacrólidos tipo maitanosídeos.• • • • • • • • • • • de 0. Padrão comercial: folhas limpas. taninos. . para o melhor pegamento. Florescimento: agosto a novembro.) requer o uso de reguladores de crescimento rizogênicos (ANA. O índice de germinação em areia. As mudas recém-plantadas apresentam um crescimento lento. glucosídeos. procedendo-se apenas uma colheita/ano e retirando-se apenas 50% das folhas por planta. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. permite o sombreamento parcial da espinheira-santa. clorogênico. Deve-se retirar a mucilagem que envolve a semente. Se houver um período de estiagem prolongado. PARTES UTILIZADAS Folhas.

Utilizada no tratamento de câncer do estômago (93). contraceptiva. antiasmática. não mostrou qualquer efeito tóxico em doses de até 1. antimicrobiana. estomáquica. desinfetante (215).. friedooleanan-5-en-3.6% (256). congorosina A e B.isopristemerina III. afecções hepáticas. diterpenos (dispermol. antisséptica. As sementes contém 10 a 12% de óleo fixo (93). A administração por via oral de infusos e liofilizados de folhas. maitolidina). congoaronina. maitenina maitanbutina. friedooleanan-29-ol-3-ona D. Ainda indicada para a atonia gástrica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidispéptica. positivo e negativo. maitansina). antiinflamatória. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas secas picadas ou 12 folhas frescas grandes em 1 litro de água. na forma aguda. habilitando-a como vulnerária (17). tônica e balsâmica (145). a espinheira-santa apresentou um marcante efeito protetor de úlceras induzidas por indometacina e reserpina. herpes (145). A planta apresenta atividade diurética. renais e intestinais e afecções de pele de origem intestinal (68). sialogoga (179). acnes. tingenona. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe o desenvolvimento de microorganismos Gram. Segundo resultados da Central de Medicamentos do Brasil (CEME). por via oral é usada como febrífuga (169). O protetor persiste por um mínimo de 16 meses após a coleta da planta. antitumoral e antiulcerosa em ratas com úlceras induzidas por indometacina. adstringente. febrífuga (380). isotingenona III. laxativa. A casca do tronco é utilizada como anticancerígena. utilizando-se 170mg/kg i. antiespasmódica. antiulcerogênica (260). Tomar antes das principais refeições. do extrato aquoso (179). ilicifolina. diurética. mucilagens. FARMACOLOGIA A pristimerina e a maitenina possuem atividade antitumoral comprovada (130). gastralgias.p. carminativa. INDICAÇÕES Eficiente no combate de úlceras pépticas e gastrite crônica. ulcerações. analgésica. analgésica.600 vezes superiores aquelas utilizadas normalmente por uma pessoa. eczemas. O extrato das folhas (300mg/kg) reduz sensivelmente as ulcerações gástricas em estômago de cobaias (71). em ratas administradas com a infusão e liofilizado da planta. apud 130). flavonóides. reguladora da fertilidade. maitenoquinona). . açúcares livres e sais de ferro. O tratamento de voluntários humanos portadores de úlceras e dispepsia com a espinheira-santa revelou uma recuperação estatisticamente superior ao grupo que não recebeu o tratamento com a planta (Carlini. diurética fraca (257). antiácida. preparada em decocção. via oral e intraperitonial. antitumoral. vulnerária. cafeína (179). emenagoga (22). cálcio e enxofre (257). cicatrizante. sódio. A decocção das folhas é usada para lavar feridas. O efeito é comparável a cimetidina e ranitidina. Externamente utilizada com sucesso no tratamento de feridas (380). O conteúdo de taninos pode chegar a 4.. lactonas (maitanprina. hiperacidez. β-29-diol D.

• Compressas: ferver 10 folhas em ½ litro de água. com tons castanhos. cipó-esqueleto. ovalado. Esfriar e aplicar topicamente em feridas (145). Inflorescência do tipo dicásio. hortos e áreas de lavoura. pinatisectas. ramificado.• Decocção: 30g de folhas picadas em ½ litro de água. foscas. SINONÍMIA Boa-tarde. As sementes são ovóides. livres e verde.5 x 0. glabro e crescendo cerca de 3 a 4m de comprimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae.p. ásperas. após esfriar. O extrato aquoso é abortifaciente em ratas grávidas (100mg/kg i. liso. • Tintura: 2 colheres das de sopa a cada 8 horas (257) TOXICOLOGIA Pode reduzir a produção de leite em mulheres lactentes (385). pomares. glabro. • Propagação: sementes e mudas colhidas no campo. com 5 lobos triangulares. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. CA9kb e V79 (179). flor-de-cardeal. em tubo alongado de 3 a 5cm de comprimento. atrotomentosas. O fruto é uma cápsula septífraga 4-loculada. que se abre em forma de estrela.5m. de caule cilíndrico. Cálice com 5 sépalas. desiguais. corriola. As sementes são semeadas em sulcos e covas. Ferver e. ESQUELETO NOME CIENTÍFICO Ipomoea quamoclit L.) e citotóxica em células Leuk-P 388. HABITAT Espécie autóctone da América tropical. prímula. campainha. cujo conjunto lembra o arcabouço das costelas. campainha-vermelha. reunindo flores de corola hipocraterimorfa escarlate. . com limbo filiforme. primavera-grande. volúvel. Folhas simples. primavera. liso. • Plantio: primavera. FITOLOGIA Planta herbácea anual. tomar 3 xícaras ao dia (úlcera interna). cardeal. corda-de-viola. crescendo subespontaneamente em bosques. contendo 4 sementes.

originária do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. kah'e. As folhas são anti-reumáticas. que cresce subespontaneamente em campos. INDICAÇÕES As folhas são úteis para o combate de escrófula (93). antiespasmódica. tosse espasmódica. • Colheita: dezembro a março. pubescente e pardo. OUTRAS PROPRIEDADES Planta ornamental de inusitada beleza. A raiz abranda as cefaléias (271). sésseis ou subsésseis. pneumonia. capoeiras e áreas ruderais do sul do Brasil. SINONÍMIA Caá-eé. pedra na bexiga e nos rins. secando no inverno rebrotando a partir de agosto. estévia-doce. cujas raízes e rizomas são perenes e a parte aérea é anual. com corola tubulosa. As flores. bem ramificado. A flor é isomorfa. oblongas a ovaladas. caá-heê. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O pó da raiz é esternutatório e anticefalálgico. detergentes (93). estão dispostas em capítulos terminais. . FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. inchação. O fruto é do tipo aquênio aristado. HABITAT Espécie autóctone. gota. com papus formado de cerdas que permitem a dispersão pelo vento. depurativas do sangue. O caule é ereto. FITOLOGIA Planta subarbustiva de 30 a 50cm de altura. hermafrodita. laxativas.• Tutoramento: podem ser utilizadas redes de nylon ou arame ou cercas. folhas e sementes. caá-ehé. cefalalgia. As folhas são opostas. serradas com 3 a 4 cm de comprimento. antiofídicas. PARTES UTILIZADAS Raiz. alvas. ESTÉVIA NOME CIENTÍFICO Stevia rebaudiana (Bertoni) Hemsley. contusão (242) e as sementes são utilizadas no tratamento de bronquites e tuberculose. analgésica e calmante (242).

O óleo essencial contém álcool benzílico. cosmosiina.30m. As inflorescências devem ser eliminadas para se obter mais de um corte por ano. clameneno. D.CLIMA A planta prefere climas amenos e dias longos. rebaudiosídeos A. esteviobiosídeo). • Semeadura: maio a junho. palha seca. apigenina-4-O-β-D-glucosídeo. rebaudiosina. Contém ainda dulcosídeo A e B. bisaboleno. dificulta o crescimento de plantas invasoras e retém mais umidade no solo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. (213) quercetina glicosídeos. dulcosina. daucosterol. para manter a viabilidade. férteis e frescos. FITOQUÍMICA β-amirina acetato. • Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. Utilizam-se 25 a 30g de sementes/m2. B. α e γ-cadineno.500kg/ha (257). que infecta folhas e hastes. É feita em julho. austroinulina e seus derivados 6 e 7 acetilados. H. steviolbiosina (57). β-bouboneno. • Florescimento: janeiro a março. • Produção de sementes: as sementes devem ser armazenadas em geladeira ou câmara fria e seca. • Propagação: sementes e estacas. cortando-se ramos com folhas a 5cm do solo. • Rendimento: a planta pode ser produtiva até 6 anos. É heliófita. que causa a podridão do colo. borneol. Tipos de cobertura: casca de arroz. PARTES UTILIZADAS Folhas e hastes secas. esterbinas A. As sementes apresentam um baixo poder germinativo (2 a 5%). calacoreno. α-bergamoteno. A colheita de sementes ocorre de fevereiro a maio. Além disso. e pela Rizoctonia solani. que retardam o florescimento e aumentam o teor de esteviosídeo (257). no verão. edulcorantes steviosídeos (esteviosídeo. F. • Repicagem: é feita para a seleção de mudas mais uniformes e vigorosas. • Colheita: ocorre 4 meses após o plantio. SOLO Prefere solos úmidos. plástico preto e outros materiais inertes. D. centaureidina. C. dulcosídeo.3 x 0. • Poda: feita para a retirada dos ramos que encostam no solo e para aumentar a produtividade. E. • Plantio: agosto a setembro. • Doenças: a planta é infectada pelo fungo Salecetium relfsii. Colhe-se normalmente 1. carvacrol.500a 2. Deve ser feita no início do florescimento. anetol. . B. G. C.

ESTRAGÃO NOME CIENTÍFICO Artemísia dracunculus L. ⇒ 1 colher da de chá de folhas em 1 copo de água quente. hipoglicêmica. Tomar 2 xícaras ao dia (antidiabético). ⇒ 1 colher das de chá de folhas para 1 xícara das de chá de água quente. OUTRAS PROPRIEDADES A planta constitui-se em excelente adoçante natural não calórico. com poder adoçante 152 vezes maior que a sacarose (67).6% de rebauduosídeo C (67). hipotensiva. tônico estimulante das funções cerebrais.7% de rebaudiosídeo e 0. Proteus vulgaris. cardiotônica. FARMACOLOGIA Edulcorante. • Adoçante: 1 colher das de sopa de folhas verdes de estévia por copo de bebida. Abafar por 15 minutos. O extrato das folhas contém 81% de esteviosídeo. calmante (271). antiobésica (128). 179). estomáquica (93). diurética e refrigerante (128). Saccharomyces cerevisae. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 4 xícaras das de cafezinho em 1 litro de água. 17. INDICAÇÕES Indicada para a insônia (271).E e vários outros terpenos flavonóides (179). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana contra Candida albicans. Abafar por 15 minutos. regulador da pressão arterial nos hipertensos. O tratamento deve ser monitorado por um médico. HABITAT . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antidiabética (142). filtrar e juntar o suco de 1 limão e gelo. Pseudomonas aeruginosa (179). Tomar 1 copo ao dia (refrigerante) (128). Tomar 6 a 8 xícaras das de chá ao dia. contraceptiva. anticárie. atenuadora da fadiga e da depressão (257). antifertilidade e anticáries (130.

glabras. mas tolera temperaturas subtropicais. FITOLOGIA Planta herbácea. vivaz. Não tolera acidez e solos compactados ou muito argilosos. cerca de 4 meses após o cultivo ou quando as plantas atingirem cerca de 60 a 70cm de altura. SOLO Prefere solos férteis. as plantas devem ser cultivadas abrigadas da chuva e da radiação excessiva. sativa). sativa. sésseis.0% (163). carnosas. Colhem-se ramos enfolhados com até 30cm de comprimento.6%) (93). ou A. estéreis. Fruto tipo aquênio (94). para que se preserve a coloração verde (163). AGROLOGIA • Espaçamento: 0.5 a 0. O teor do óleo essencial pode chegar a 0. CLIMA É de clima temperado. crescendo 0. inodora. linear-lanceoladas.7m de altura. a A.4m. As estacas com folhas são postas a germinar em areia. • Colheita: é feita no verão. ramosos. Em regiões muito úmidas. cilíndricos e glabros. dracunculoides. É cultivada em muitos países e ainda pouco cultivada no Brasil. É heliófita e não tolera alta umidade relativa do ar e pluviosidade excessiva. dracunculus var. • Plantio: outono e primavera.Espécie alóctone de origem européia. Flores pequenas. terpenos (15 a 20%) e aldeído-pmetoxilcinâmico (0. dispostas em panículas alongadas composta de espigas axilares. pois a planta parece não produz sementes no Brasil. brancacentas. dracunculus var. FITOQUÍMICA Óleo essencial (0. as superiores inteiras e as inferiores tri-fendidas no ápice. As folhas são alternas. em áreas bem arejadas e com baixa umidade relativa. que é quase inodora e de pouco valor comercial e a A. A semente é normalmente importada.5 a 1.3%). de caules eretos. Existem duas variedades botânicas. reunindo flores amareladas. • Propagação: sementes (var. bem drenados. aerados. contendo anetol (60 a 75%).6 x 0. Pode ser cultivada em túneis de plástico cobertos com sombrite 60%. inodora) e estacas (var. PARTES UTILIZADAS Folhas. a secagem deve ser feita em estufas com temperatura controlada a 40oC.5 a 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . considerada o rei das ervas condimentares (163). • Cultivo protegido: devido às características de alta pluviosidade do sul do Brasil. A renovação do plantio é feita com a divisão da touceiras para a obtenção de novas mudas • Secagem: as folhas devem ser secas no escuro.

FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. Goiás e norte de Minas Gerais. quando novas. Tomar 1 xícara após as refeições (294). paratudo. carneiro. ou lineaereslanceoladas. quando jovem. É muito rara a sua ocorrência natural em Santa Catarina. • Utilizado para aromatizar vinagre. curto-pecioladas. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sobremesa de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. molhos. emenagoga e aperiente (294). carminativa. acuminadas. corango-sempre-viva. utilizada em conservas e em pastas de mostarda. Inflorescência racemosa compostas de . purê de batata com ovos. SINONÍMIA Carango-sempre-viva. omeletes e suco de tomate. • É um dos melhores aromatizantes de alimentos com restrição de sal. Abafar por 5 minutos. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas barrancas do rio Paraná. Cresce cerca de 2. tendo sido encontrada apenas em Porto União (401). vermífuga. ereto. peixes grelhados. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas tem um sabor picante e aromático agradável e são condimentares. carnes de aves. medindo 5 a 10cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. lagostas.3m em altura. Mato Grosso. creme de ovos. coloração ocre. • O óleo de estragão é utilizado em perfumaria e na fabricação de licores e picles (163). sopas. Apresenta caule nodoso. • Pó ou fragmentadas: como condimento. Folhas opostas. INDICAÇÕES Alivia a cólica menstrual. coar e adoçar com mel. na reprodução. glabros ou discretamente pubescente e ramoso. obovado-lanceoladas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene.0 a 2. frutos do mar. FÁFIA NOME CIENTÍFICO Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen.É estimulante (93). tomentosas em ambas as faces.

capítulos pedunculados. contendo substrato organo-mineral. ecdisterona. amarelo-esbranquiçados.200kg/ha. tônica geral (279). alantoína (cicatrizante). anti-reumática. tranquilizante. respectivamente. celulósicos.. o clímax dos princípios ativos é atingido aos 7 anos de ciclo. mais férteis. leucocitogênica. afrodisíaca. ou seja. germânio (oxigenação celular). inseto minador que escava galerias ao longo do parênquima da folha. solitários ou geminados. mantidas sempre umedecidas. ácido pfáfico (inibidor de tumores e células malignas).5m. Prefere solos úmidos. FITOQUÍMICA Rubrosterone. porém em solos argilosos. cicatrizante interno e externo (128). • Vegetação plena: setembro-novembro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitumoral. saponinas. • Rendimento: 95g (colheita no primeiro ano) ou 160g de pó da raiz/planta (colheita no segundo ano). estigmasterol. as raízes são mais produtivas (247). • Doenças: ferrugem. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Não se observa uma variação significativa no teor de β-ecdisone nas colheitas feitas no primeiro ou segundo ano (279). globosos. É heliófita. É seletiva higrófita (401). CLIMA Espécie de clima tropical. hipocolesterolêmica. antidiabética. embora possa adapta-se ao subtropical. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por Lyriomyza sp. Utilizam-se também segmentos de nós do caule para o enraizamento tipo estaquia. (145) e β-ecdisona (246). • Propagação: reproduz-se espontaneamente por sementes. Os segmentos nodais são enraizados em areia ou vermiculita. β-glucopiranosil oleanolato (279). PARTES UTILIZADAS Raízes. ácido oleanólico. • Produção de sementes: fevereiro a maio. vulnerária. cujo agente é Meloidogyne javanica (262). sitolesterol. As raízes atingem 2 a 3m em comprimento por 7 a 10cm de espessura. miorrelaxante. SOLO Solos arenosos facilitam a colheita e a limpeza de raízes. • Plantio: outono (sementes) e primavera (segmentos nodais). • Colheita: embora as raízes já possam ser colhidas no terceiro ano. aperiente. . antiinflamatória.900 e 3.0 x 0. causada pelo fungo Uromyces platensis e nematóide. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. 1. • Florescimento: outono-inverno. imunoestimulante. que possuem um baixo índice de germinação. ansiolítica e anticancerígena.

HABITAT Espécie autóctone que medra em pastagens. atua sobre moléstias do aparelho digestivo. amarelas. Folíolos glabros. flacidez da pele. Coar e tomar 1 colher das de café diluída em água. FEDEGOSO NOME CIENTÍFICO Cassia occidentalis L. Tomar 2 xícaras 1 vez ao dia. secar. estrias. 2 a 3 vezes ao dia (estimulante). SINONÍMIA Fedegoso-verdadeiro. desidratar.8m de altura. favorece a produção do estrogênio. FITOLOGIA Planta perene. compostas. com 4 a 5 pares de folíolos. paramarioba. As folhas são alternas. medindo 1. • Cápsulas: tomar 1 cápsula a cada 6 horas (145). estimula a força muscular. formam protuberâncias avermelhadas em . artrite e artrose (145) e diminui os tremores em pessoas em pessoas idosas (128). labirintite. Fruto tipo vagem. Macerar por 5 dias. pouco lenhosa. Tomar 2 a 3 vezes ao dia (tônico geral). FORMAS DE USO • Decocção: 10g da raiz em 1 litro de água. • Ungüento: misturar 1 colher das de chá do pó ou 1 colher das de sopa do extrato hidroalcoólico em 3 colheres de vaselina. folha-de-pagé. achatada. ativa a memória. • Pó: picar a raiz.5 a 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Fabaceae. Aplicar topicamente em ferimentos como cicatrizante (128). lava-pratos. subarbustiva. Inflorescência axilar e terminal. paripinadas. leucemia. medindo cerca de 12 a 15cm. cujos lóculos. Caule e ramos lisos. terrenos baldios. com base arredondada. ibixuma. elípticos-acuminados. de coloração avermelhada. mamangá. em rácemos com poucas flores pediceladas. pajamarioba. manjerioba. moer e misturar 1 colher das de sobremesa do pó com leite. tararucu. mangerioba. maioba. glabros.INDICAÇÕES Estimula a oxigenação celular e a circulação coronariana. mata-pasto. delgada. quase linear. com uma semente cada. pomares e áreas ruderais. • Extrato hidroalcoólico: 3 colheres das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereais a 70 graus e 50ml de água destilada. ramificada.

rabarbarina. . tuberculose.20 x 0. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 30 minutos. apud 120). febre biliosa. erupções cutâneas. Coar e tomar em jejum. febrífuga (130). folhas e sementes. inflamações uterinas (130). antiasmática. FITOQUÍMICA 1. As raízes são vermicidas. Coar e beber 2 xícaras de chá ao dia (febres intermitentes). As sementes. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. • Propagação: sementes. paludismo. • Florescimento: março. tônica. Ferver. antídoto de venenos. esteárico e oléico (Alencar et al. As folhas são purgativa e emenagogas. colagoga. sarnicida (379). laxante. xantonas (Wader e Kudav). purgativa (120).8-di-hidroxi-antraqinona (Costa). anti-herpética. antiasmática. anti-reumática. depurativa. mirístico. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. queimaduras (suco). • Pó da raiz: moer 3 raízes até obter pó fino.. Ferver. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. glicosídeos antraquinônicos.7m. coar e tomar em jejum (verminose e amarelão). emenagoga antianêmica (semente). • Pó da semente: juntar 5g de sementes em pó em 1 copo de água. apud 120). sudorífica. pela manhã (prisão de ventre) (294). • Plantio: setembro a outubro. ou ainda em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. alcalóides e glicosídeos cianogênicos. sarampo (111). depois de tostadas são utilizadas como sucedâneas do quinino (242). ácidos cáprico. doenças venéreas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. doenças hepáticas. ácido crisofânico (379). tendo ação contra a malária (130). antiespasmódica. exalando um aroma desagradável enquanto fresca. desobstruentes e diuréticas (242). FARMACOLOGIA As folhas apresentam atividade antiinflamatória (Sadique et al. A raiz é bastante amarga. emodina (294). oftálmica.contraste com o verde. em ½ litro de água. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de dores gastrointestinais. 10g de casca. em sulcos ou covas. PARTES UTILIZADAS Flores. palmítico. eczema e erisipela (94).

arenosos e argilosos. . dada a facilidade de enraizamento. quando da formação de touceira e diferenciação floral. • Doenças: é sensível aos nematóides do solo. FITOLOGIA Arbusto perene que cresce de 2 a 3m em altura. capoeiras. SINONÍMIA Acumã. • Propagação: sementes. árvore-de-pinguço. • Plantio: agosto a outubro.TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. • Poda: para melhorar a produção de folhas. As folhas são alternas.5m. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 1. É heliófita SOLO Adapta-se à maioria dos solos. capoeirões. perfilhos e brotações do caule. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. O enraizamento das estacas pode até ser feito diretamente no campo. heparém. FEL-DE-ÍNDIO NOME CIENTÍFICO Vernonia condensata Baker. boldo-japonês. de origem africana. sem tornar o peixe tóxico (294). procede-se a capação das inflorescências. HABITAT Espécie alóctone. boldo-degoiás. áreas ruderais e na restinga do sul do Brasil. grandes no início do crescimento e pequenas. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais e subtropicais. formando touceiras compactas. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ictiocida. que medra subespontaneamente nas matas secundárias. aluman. até mesmo os ácidos. Não tolera o encharcamento. figatil. alumã.

FORMAS DE USO • Decocção ⇒ Hepático: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 xícara das de chá de água. Na época do florescimento. iniciando a partir de maio. fastio (294). antes das refeições (128). ⇒ Diurético: ferver por minutos 4 folhas em 1 litro de água. colerética (294) e analgésica. durante 3 dias. diurética. taninos. do estômago e do baço. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. Tomar a vontade. flavonóides e lactonas sesquiterpênicas (128). as folhas novas que se formam são bem menores que as originais.• Florescimento: é sazonal. sem adoçar. ⇒ Antidiarréico: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 copo de água. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é melífera e apropriada para a formação de cercas-vivas. aperiente. Tomar morno pela manhã e à noite. afecções hepáticas. TOXICOLOGIA Não se aconselha o uso prolongado da planta. após as refeições. desintoxicante hepática (128). e para a ressaca alcoólica (271). Colhe-se de abril a maio. colagoga. . • Tintura: macerar 1 colher das de sopa de folhas em 1 xícara das de chá de álcool neutro a 70 graus. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. saponinas. Tomar 1 colher das de café da tintura diluída em água. • Colheita: inicia-se a partir dos 6 a 8 meses após o plantio. FIGO-DA-ÍNDIA NOME CIENTÍFICO Opuntia ficus-indica Mill. PARTES UTILIZADAS Folhas. Tomar ao natural. Coar e guardar num frasco hermético. INDICAÇÕES Utilizada para regimes de emagrecimento.

SINONÍMIA Cacto. vermelha. enterrando-se 2/3 dos mesmos. com sua base de inserção mais aprofundada. ramoso. espinescente. Tolera temperaturas negativas de 6 a 8oC (93). quase inteiriços e completamente lenhosos. hermafroditas. com pouca pluviosidade. Regiões com ventos muito fortes são desfavoráveis à planta. Os artículos e os ovários podem ser enraizados em areia. profundos. artículos e ovários. CLIMA Prefere o clima tropical quente. nulas. • Plantio: abril a maio. A planta é heliófita e xerófita. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. deprimido.2% e. atingindo 5 a 6m de altura.5 x 2m. achatados. • Tratamento dos artículos: para prevenir eventuais infecções com Erwinia carotovora. por romperem facilmente os artículos. espatulados. laterais ou terminais. . sangüínea. Os artículos atingem o ponto de transplante em até dois meses.FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. formando um ângulo de 30o com o solo. pincelar a cicatriz de inserção com uma pasta cúprica. O ovário é vivíparo. solitárias. amarelo-esverdeada. SOLO Prefere os silicosos ou areno-silicosos. bem drenados e aerados. tuna. figueira-do-diabo. umbilicado no ápice e contendo numerosas sementes comprimidas. obtusos nas duas extremidades. de cor verde-claro. avermelhadas. Fruto baga ovóide. com cerca de 30 a 50cm de comprimento. As flores são sésseis. 20 a 25cm de largura e 2 a 3cm de espessura. figueira-do-inferno. figueira-da-barbária. Dispor o artículo de forma inclinada. com 6 a 9cm de diâmetro e de cor amarelo-ouro ou amarelo-laranja. composto de artículos ou segmentos carnosos. caducas. munidos de espinhos com até 2cm de comprimento. palma. FITOLOGIA Arbusto perene. HABITAT Planta alóctone originária do México. medindo menos de 3mm. A propagação via sementes é muito morosa. subuladas. superpostos uns aos outros. A medida que os artículos envelhecem. após secar. com 5 a 9cm de comprimento. • Propagação: sementes. As folhas são indivisas. amarelo brancacentos. perdendo também os espinhos. fasciculados. tornam-se cilíndricos. devido a lenta germinação das sementes (40 a 50 dias) e ao crescimento muito lento da plântula. imergir a base dos artículos em solução de benomil a 0. figueira-da-índia. ereto. comprimidos. A planta não suporta solos muito úmidos e pesados. ovado-oblongos.

02% de lipídeos. 6% de sementes. gomas. são maturativos. Abafar por 15 minutos. tornando-se imprescindível a instalação de quebra-ventos. emolientes e hidratantes. na dose de 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardiotônico. 7% de proteínas. O infuso pode ser utilizado externamente para o tratamento da pele (294). na forma de cataplasmas. • Frutificação: fevereiro a abril. As flores são utilizadas no tratamento de doenças cardíacas. 0. a nível mundial.• Quebra-ventos: em regiões onde haja ventos muito fortes. Os artículos ou cladódios contém glicosídeos. para a produção de fitoterápicos antiprostáticos.8% de cinzas e 0. PARTES UTILIZADAS Frutos e artículos. recuperou totalmente. em 5 dias. • Doenças: a planta pode ser infectada por bactérias (Erwinia carotovora) que causam deterioração aquosa dos artículos (252). principalmente quando ocorre deficiência de boro no solo. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. 37% de substâncias glicogênicas. mucilaginosas e antidiarréicas (93). • Florescimento: outubro a novembro. sais solúveis. Os cladódios. A planta tem sido utilizada como matéria prima. albuminóides e resinas (93). estimulante medular e anti-reumático (215). FITOQUÍMICA A polpa dos frutos contém 47% de água. angina e da circulação. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de flores em ¼ de litro de água quente. O fruto é digestivo. bastante próximas ou telas de sombrite. sacarínicas. antiescorbútico. pombas acometidas por diftoviruela . que são utilizados principalmente para o tratamento preventivo da prostatite ou de tumores benignos da próstata. além de ser utilizada como tônica para pele seca e para a limpeza de pele (294). A área de proteção do quebra-ventos é cerca de 10 vezes maior que a altura do quebra-vento. As flores são adstringentes. é comum a quebra de grande parte dos artículos. INDICAÇÕES Os frutos são úteis no tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de mau caráter (93).doença que se caracteriza por nódulos necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. Adoçar com mel e tomar 2 xícaras ao dia. diurético. Contém ainda substâncias pécticas. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). Estes pode ser constituídos de um renque de árvores.1ml/animal. nitrogenadas solúveis e insolúveis e gomosas. OUTRAS PROPRIEDADES .

Obtém-se ainda. • A planta é forrageira e serve como aceiro (é quase incombustível) e cerca-viva (93). O fruto apresenta carpelos escamosos que se tornam folículos polispermos. mel. xerófila e heliófita. • A mucilagem que há nos cladódios pode ser utilizada como fixadora em tintas à cal ou como aderente em caldas cúpricas. é subespontânea em todos os países tropicais. folha-da-costa. verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas.40m na reprodutiva. mosqueado de púrpura. folha-grossa. geléias. As folhas tornam-se cloróticas e avermelhadas no inverno e apresentam altíssima capacidade de manutenção da turgescência. CLIMA Espécie de clima tropical. Com 100kg de frutos se produz 9 litros de álcool. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. manteiga e queijo de tuna. orelha-de-monge. Devido a sua fácil disseminação e aclimatação. erva-da-costa. mesmo após serem explantadas. as inferiores simples. suculentas. As flores são hermafroditas. FITOLOGIA Planta sublenhosa perene que cresce 60cm em altura. incluso em invólucro papiráceo. tubulosas. através dos frutos. SOLO . glabras. paratudo.] Pers. óleo combustível e aguardente. pêndulas. folha-de-pirarucú. longopecioladas. marmelada. roda-da-fortuna. carnosas. embora vegete bem à sombra. monopétalas. HABITAT Espécie alóctone originária das Molucas ou ilha Maurício. espessas. • O fruto é composto de 28 a 32% de casca e 68 a 72% de polpa comestível. Possui caule tubular. folha-da-fortuna. saião. dispostas em espigas terminais. ovalado-crenadas. As folhas são opostas. carnoso. • Os artículos podem ser consumidos fritos ou cozidos. na fase vegetativa e até 1. FORTUNA NOME CIENTÍFICO Kalanchoe pinnata [Lam. SINONÍMIA Coirama. cilíndrico e glabro. xarope. as superiores 3-lobadas. sobretudo no litoral dos continentes e ilhas. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. passas.• O fruto pode ser aproveitado para o preparo de doces finos.

0 x 0. • Desenvolvimento: por ser muito prolífica. • Colheita: Inicia-se 3 a 4 meses após o plantio. contusões. diurética. As folhas ou segmentos dela podem ser plantados diretamente a campo. resolutiva. estomatite (73). tem tendência de ser infestante. FITOQUÍMICA Mucilagem. INDICAÇÕES Usada também para febre. sais minerais (257). glicosídeos (quercitina). afta. Deve-se renovar a planta no campo a cada 2 a 3 anos. coqueluche. • Plantio: ano todo. calo. de 2 a 3kg/m2. Apresenta forte ação inibidora seletiva sobre a proliferação e expressão do receptor IL-2Rα em linfócitos. cicatrizante (283).Cresce bem em solos arenosos e pedregosos. antialérgica (188) e antiinflamatória (316). antiartrítica (356). queimadura. calmante para erisipela. úlceras digestivas (93). antisséptica (73). antidiabética. gastrites. furúnculos (283). abcesso. depurativa. Formam-se brotações em cada enseada lobular da folha. • Propagação: folhas e segmentos das crenas das folhas. quercetina 3-0-αarabinopiranosil (1→2)-α-L-ramnopiranosídeo. ingurgitamento linfático. . tônica pulmonar (68). mantém sua vitalidade. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida. Apresenta ainda atividade analgésica (104). afzelina (356). ácidos isocítrico e 1-málico (9) e briofilina. feridas. antiinflamatória externa tópica e diurética. flegmão e oftalmia congestiva. protetora cutânea contra leishmaniose. As folhas. após serem colhidas. impetigo. no inverno. cefalalgias. além de aumentar a produção de ácido nítrico. taninos. É nitrófila. • Florescimento: primavera. picada de insetos. emoliente. refrigerante intestinal. enxaqueca (128). frieira. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. preferindo locais com resíduos orgânicos. FARMACOLOGIA O extrato aquoso. verruga. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. tuberculose pulmonar (32). cálculo renal (68). em ratos. antilítica (271). afecções respiratórias (na forma de xarope). vulnerária. etanólico ou o suco demonstra atividade imunosupressiva e imunoestimulante. • Adubação: em solos com pouca matéria orgânica é importante a aplicação de adubo orgânico. edemas erisipelosos das pernas. quercitrina. A frutificação não ocorre devido ao abortamento das flores.4m. hemostática. e 20 dias no verão. em condições sombreadas por até 30 dias. Obtém-se de 15 a 20 plântulas a partir de uma única folha.

ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade antifúngica e antibacteriana (274. inicialmente verde-azulado. funcho-bastardo. aniz-doce. falso-anis. cilíndrico. na forma de suco. entre as refeições (úlceras e gastrites) (257). Foi introduzida no Brasil na época da colônia e se tornou subespontânea em todo país. em regiões temperadas e baixas. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. • Cataplasma: aquecer a folha e colocar sobre o local afetado (furúnculos e dores de cabeça). fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada (cicatrizante). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. Fruto oblongo. Tomar duas vezes ao dia. SINONÍMIA Aneto-odorante. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz (em condições nativas) ou bienal (em cultivo). amarelas. originária das regiões mediterrânicas e da Ásia ocidental. Pecíolos longos com bainhas envolventes. fiolho-doce. anis. Flores hermafroditas. alternas. fiolho-deflorena. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. divididas e subdivididas em segmentos capiliformes muito estreitos. funcho-doce. Em queimaduras ou outros ferimentos. FUNCHO NOME CIENTÍFICO Foeniculum vulgare [Mill. erva-doce. 356). • Constitui-se em ótima cobertura de solo. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 40g/dia. que produz uma roseta de folhas. • Suco: bater no liqüidificador 1 folha com 1 xícara de água. HABITAT Espécie alóctone. Vegeta espontaneamente em colinas secas e terrenos baldios e até mesmo como planta invasora. verde com estrias azuis. de caule ereto. pentâmeras. verde-azulado-escuras. fiolho. finóquio. aniz. . Inflorescência tipo umbela composta de 7 a 20 subumbelas menores. brilhante e compacto. ramoso. tamanha foi a sua aclimatação. brilhantes. pronunciadamente aromática.] Gaertner.

A Sclerotinia sp.3 a 2. embora o temperado seja o mais favorável. a campo. O solo deve ser areno-argiloso. SOLO Prefere solos com pH próximo à neutralidade. O fósforo e o potássio favorecem à produção de sementes. pois estas espécies podem cruzar-se entre si. Ventos fortes favorecem o tombamento das plantas. composto de dois aquênios (mericarpos) de 3 a 4mm de comprimento por 1 a 2mm de largura. Quando maduros. que pode ser controlado com jatos de água ou pulverização com uma emulsão de sabão ou decôcto de arruda.5 x 0. Mudas já formadas. • Doenças: as doenças mais freqüentes que ocorre são a Murcha de Fusarium e a Mancha de Alternaria. É heliófita. Os solos argilosos dificultam o crescimento da planta e retém muita umidade. A semeadura não deve ser feita em épocas muito frias. pode-se semear diretamente em sulcos. os diaquênios adquirem coloração pardoamarelado. • Nutrição: o excesso de nitrogênio dá origem à plantas muito altas. flores e frutos. dispende-se cerca de 8 a 10kg de sementes por hectare (163). favorecendo também à ocorrência de doenças. • Plantio: abril a maio. predispondo ao enfolhamento excessivo. enquanto que o excesso de nitrogênio à reduz. Regiões muito chuvosas são desaconselháveis para o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. fértil e permeável. A planta cresce cerca de 1. O excesso de chuva por ocasião da frutificação resulta em podridão das sementes. Quando o solo é bem preparado. sem torrões e com poucas ervas daninhas. sob temperaturas baixas. Semeia-se de março até meado de abril. • Pragas: a mais comum que infesta a planta é o pulgão. • Plantas invasoras: o funcho não suporta concorrência com outras plantas.0m de altura.30m.de formato oval a oblongo. acamamento e à infecção de fungos de solo. CLIMA Adapta-se aos mais diferentes climas. invade as raízes e os tecidos vasculares causando secamento de hastes e morte da planta. • Propagação: a planta se reproduz via sementes. Quando a semeadura é feita diretamente no campo. aduzem sintomatologia de deficiência de fósforo. manifestada por lesões necróticas castanhas sobre as folhas. originando progênies com características distintas dos materiais originais. pois favorecem à ocorrência de várias doenças que afetam principalmente os vasos condutores e o florescimento. • Pragas: é mais comum a ocorrência de pulgões que infestam as umbelas. profundo. • Hibridação: deve-se evitar plantios de funcho próximo aos do coentro. ervade-santa-maria ou cinamomo. as quais tombam com facilidade. pois predispõem as plantas a fungos de solo e vasculares. . semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. achatado de um lado e convexo no outro. principalmente quando o verão é quente. pois ocorre um atraso ou paralisação da germinação. glabro. Porém não suporta solos muito úmidos. com estrias longitudinais. Caso contrário.

oftálmicas (341).9mg. vitaminas A. PARTES UTILIZADAS Frutos. estimulante (294). antidispépticas. sais minerais. sucínico e tânico. cerca de 11. intervalos de ½ hora. Sementes.0 a 6. andreno.000kg/ha de sementes. por dia (283). • Produção de sementes: as sementes são colhidas quando adquirem coloração verdeamarelada e apresentam consistência dura. contendo cerca de 50 a 60% de anetol (96). ⇒ 60 a 100g/litro de água. O maior acúmulo de óleo essencial. duas horas antes das refeições . pineno.6%. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 6g de sementes por xícara de chá. resolutiva (32). impigem. 50 a 200ml/dia (341). folhas verdes e a cepa carnuda. funchona. folhas e raízes são expectorantes. • Infusão: ⇒ 2. O óleo essencial solidifica-se entre 3 e 6 graus centígrados. sementes. antidiarréicas. diarréias fétidas (144). carminativas e aperientes (445).9µl de óleo essencial (44). landreno (163). óleo essencial. aleurona (283).0%. cólicas (32). ácidos málico. anetoleno.• Florescimento: primavera e verão. cansaço oftálmico (294).para flatulência. azia e olhos inflamados (128). antieméticas. O teor de óleo essencial do fruto varia de 2. normalmente em dezembro. em decocção ou na forma triturada em infusão com água quente (444) ou 3 a 10g (445). quando então encerra cerca de 11. INDICAÇÕES As sementes são indicadas para constipações estomacais e intestinais. tônicas (257). ocorre quando o fruto ainda está verde. raízes cilíndricas axiais. mucilagem. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). fosfórico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são diuréticas. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de frutos secos em ½ litro de água. matérias resinosas e pécticas (341). • Decocção: . dores de hérnia (445). FITOQUÍMICA O fruto contém óleo essencial. antiespasmódicas (cólicas de crianças). afecções das vias urinárias (215). melhor é a qualidade do óleo (96). fenono. ⇒ 10g da semente em 1 litro de água. intervalos de 4 horas . O fruto cresce até o atingir o peso de 11. açúcar.para estimular a secreção do leite materno. Rendimento: 700 a 1.5%. antidiarréicas e eméticas (271). • Colheita: inicia aos 5 meses após o plantio. anetol (60% do óleo). Quanto maior o ponto de solidificação. estragol. felandreno. metil-chavicol. fineno. lactogênicas. d-limoneno.como digestivo. estomáquicas. dismenorréias. B e C. A colheita dos frutos secos redunda em grande perda dos mesmos. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas . fencone. emenagogas. foeniculina. dipenteno. A raiz contém ácido málico.

TOXICOLOGIA O uso de mais de 20g/litro pode ser convulsionante (257). bolos. polígola. As sementes são utilizadas como aromatizante de peixe. bromil. • Pó: 1 a 5g/dia. alecrim-de-santa-catarina. • Óleo essencial: 1 a 3 gotas/dia (341). SINONÍMIA Alcaçuz-de-santa-catarina. a 3%. timutu-barba-de-são-pedro. sopas. maçãs assadas. bengue. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta é aromática e tem sabor picante e doce. arrozinho. As sementes inteiras ou em pó são utilizadas em panificação. Ocorre de 0 a 2. por 1 dias (diurético). Sua ocorrência é pouco intensa. Coar e tomar 1 cálice antes de dormir (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Polygalaceae. • Pó da semente: 1 a 4g. vassourinha. a beira de estradas. • Óleo volátil: 1 a 10 gotas • Alcoolato: 1 a 3ml/dia. perfumes e cosméticos. • Vinho medicinal: macerar 30g de sementes por 10 dias em 1 litro de vinho. • Tintura: 5 a 25ml/dia. Dar à criança nos intervalos do aleitamento (para cólicas).000m de altitude (209). ⇒ ferver 15g de raiz em 1 litro de água. HABITAT Espécie autóctone que medra espontaneamente em campos nativos. balas. Tomar várias vezes ao dia. áreas abandonadas e planícies litorâneas. Tomar 1 xícara após as refeições. pastelaria e confeitaria. frutas em calda biscoitos. salames. O óleo essencial é usado na fabricação de licores. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. barba-de-são-pedro. em infusão. picles. lingüiça. . azeitonas. GELOL NOME CIENTÍFICO Poligala paniculata L. em valas. As folhas são utilizadas em saladas e como tempero de feijão branco. doces.⇒ ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de sementes em 100ml de água.

estacas de ramos. expectorante e emético (242). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. PARTES UTILIZADAS Raízes.2 a 0. • Florescimento: novembro a julho. O decôcto da parte aérea é diurético. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de contusões e dores musculares (271). anti-reumática. que cresce de 0. As raízes. A planta é antiblenorrágica. cilíndrico.2m. Sementes cilíndricas. delgados. terminais e axilares.2 x 0. CLIMA É de clima subtropical. mais raramente. pois o sistema radicular estabelece um forte vínculo com o solo. revestida por pêlos.5oC. alongadas. lineares ou lanceolado-lineares e curto pecioladas. Semear as mudas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As flores são brancas ou róseas. brilhante.4m de altura. glabra e castanho-clara. quando retiradas do solo. que é efêmero ao ar livre.FITOLOGIA Planta herbácea. dificultando a extração da planta a campo. É heliófita. longo pendunculadas dispostas em rácimos simples. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são aromáticas. exalam um forte aroma de salicilato de metila. Caule subramoso. antinevrálgica. As folhas basais são verticiladas e as superiores. principalmente em solos compactados. É altamente tolerante à seca. • Plantio: abril a maio. preferindo temperaturas acima de 16. SOLO A planta cresce em quase todos os tipos de solo. mudas obtidas a campo e. preta. O fruto é uma cápsula loculicida oblonga. emética e diurética (271). GENGIBRE NOME CIENTÍFICO . Mudas obtidas a campo devem ser bem desenterradas. alternas. ramificado. ereta. Cresce até mesmo em solos ácidos. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. principalmente os argilosos. • Propagação: sementes. Já foi reputada como eficaz como antiofídica (93). pivotantes. São sésseis.

Transplanta-se a muda dois meses após o plantio dos rizomas. mangaratá. O florescimento é um fenômeno raro. irregulares. amarelecem e secam. de preferência arenosos ou areno-siltosos. As folhas são dísticas. utilizando-se como substrato a areia. obtusas e invaginantes. subsésseis na bainha.0m de altura. SOLO Seco e bem drenado. contendo sementes azuladas.3 a 1. É heliófita. A textura é quebradiça. A superfície do rizoma é esverdeada-creme. reptantes. FITOLOGIA Planta herbácea. onde é cultivada. medindo 20 a 25cm de comprimento por 1 a 2cm de largura. rizomatosa. vermiculita ou outro material mais poroso. medindo 0. • Colheita: 8 a 9 meses após o plantio.50m. CLIMA Prefere regiões de clima tropical. carnosos. HABITAT Espécie alóctone de origem sul-asiática (Malásia. porém foi introduzida e aclimatada em muitos países tropicais. mangarataia. com as extremidades algumas vezes guarnecidas de brotações meristemáticas. linear-lanceoladas.50 x 0. • Propagação: segmentos de rizomas. Plantar os pedaços de rizoma distanciados 10cm entre si. magaratáia. As raízes são brancacentas. lábio púrpura com manchas amarelas.] Roscoe FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. As mudas são preparadas em canteiros protegidos ou em caixas. sendo que externamente é mais fibrosa. Índia e China). .Zingiber officinale [Willd. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. irregularmente ramificados. com brácteas persistentes. Flores zigomorfas. • Plantio: agosto a setembro. As sementes são raras e quase sempre inférteis. glabras. estreitas. hermafroditas. rugosa com vários anéis castanho-claro. O caule é foliáceo e ereto. Cada segmento de rizoma deve ter pelo menos um meristema ou "olho". Fruto tipo capsular. • Amontoa: quando ocorrer afloramento ou exposição dos rizomas em formação. mangaratiá. guarnecida de escamas imbricadas. amarelo-esverdeadas. Inflorescência em espiga terminal elipsóide. carnosas e cilíndricas. deve-se cobri-los com solo para evitar-se o ressecamento e a perda de princípios ativos. quando então as folhas senescem. de folhagem anual e rizomas multianuais e raízes adventícias. gingibre. com três lóculos. ápex agudo. articulados. SINONÍMIA Gengivre. Os rizomas são vigorosos.

antiinflamatória. antisséptica (128). antiálgica. sulforafane (anticancerígeno).• Produtividade: 20t/ha de rizomas frescos (96). antinevrálgica (271). rouquidão (257). citral. béquica (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É expectorante. sialogoga. • Pó: para vômitos.um pedaço (rouquidão. antitrombótica. náuseas. β-felandreno. cólicas do estômago e intestino (145). canfeno. edemas artríticos e reumáticos. zingibereno (bactericida). estomática. dispepsia atônica. carminativa. bronquite e cólicas) (145). ciática. adoçada com mel (tosse. vitaminizante (68). FITOQUÍMICA Gingerol. revulsiva. • Suco: moer e extrair o suco de um rizoma. anti-reumática (ação externa). antidiarréica. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. • Cataplasma: moer ou ralar um pedaço do rizoma e aplicar num pano sobre o local afetado (reumatismo e traumatismos na coluna vertebral e articulações. nevralgias e hemorróidas). enjôo. paralisia. antigripal (215). ⇒ ferver 1 colher das de chá do rizoma triturado em 1 xícara das de chá de água. anticancerígena. Tomar 4 xícaras das de chá ao dia. traumatismo. • Decocção: ⇒ ferver 50g do rizoma em 1 litro de água.5 litro de álcool. Fazer fricções tópicas (reumatismo). antiemética (445). amigdalite (68). asma brônquica. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 9g/dia diarréia (445). • Tintura: 100g do rizoma moído em 0. náusea. estimulante gastrintestinal (257) e cerebral. cineol (257). desinfetante (294). catarros crônicos (93) e halitose. antiulcerativa. broncorréia pulmonar. afrodisíaca (93) e antiasmática (9). • Rizoma fresco: mascar . beribéri. asma. dores estomacais e ânsia de vômito). β-bisaboleno. antidepressiva. excitante. Coar a aplicar topicamente em ferimentos e cortes TOXICOLOGIA . cólera morbus. zingerona. resina. odontálgica. PARTES UTILIZADAS Rizomas. eupéptica. citrol (145) e carboidratos (9). aperiente. INDICAÇÕES Indicada para resfriados (445). sialogoga. antibiótica. anti-hemorrágica. tônica. • Xarope: misturar o rizoma ralado com um xarope de mel (257). antioxidante.

medindo cerca de 6 a 7cm de comprimento e 3cm de largura. SINONÍMIA Aguará-podá. com bom teor de matéria orgânica e bem drenados. GERVÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Stachytarpheta jamaicensis [L. Utilizada na ração de aves. esbranquiçado. pé-de-moleque e cocada nordestina. quadrangulares e pubescentes. Fruto artrocarpáceo. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastagens. dicótoma. chá-do-brasil. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. As folhas são opostas. aguarapondá. matas de altitude. gerbão. composto por dois carcerulídeos castanho-claros ou escuro. urgervão.20m de altura. AGROLOGIA . SOLO Prefere solos arenosos. corola 5-simpétalas. Preparo do quentão. verbena-azul.O uso externo indevido e/ou abusivo pode provocar queimaduras. gervão-azul. Atinge até 1. Fabricação de bebidas (gengibeer. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Chips para halitose (para mascar). bolos e bolachas. vassourinha-de-botão. orgibão. crenadas. rinchão. verbena. contendo 1 semente com tegumento membranáceo. áreas ruderais e na vegetação de restinga do litoral. O pó é usado como condimento no preparo de biscoitos. conhaque). Espigas terminais de 20 a 30cm de comprimento. gervãofolha-de-verônica. gervão-legítimo. de caule e ramos angulosos. perene. gervão. As flores são azuladas. ovado-agudas. sésseis. uregão. FITOLOGIA Planta subarbustiva. urgebão. discretamente tomentosos. CLIMA É de clima tropical a subtropical. estimula à postura de ovos (93).] Vahl. ervão.

• Colheita: outubro a março. fridelina. antidiarréica. antiartrítica. anti-hipertensiva. dextrina e ácido salicílico (9). debilidade orgânica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. béquica. nas doses de 100 a 1000mg/kg. αespinasterol. ip.• Ambiente: por ser planta muito rústica. O efeito antipirético da planta foi constatado com o decréscimo de até 8. tafetalina. citral. antidisentérica. ou em bandejas de isopor. indutora da motilidade intestinal (405). eczema. cerca-viva ou separação de culturas. hentriacontano. rouquidão. dopamina. antipirética. geraniol. vermífuga. sedante. antiespasmódica (179). verbenalina.5m. anti-hemorroidária. antibacteriana. FITOQUÍMICA Verbascosídeo (63). anticatarral (9) e antilítica (271). vulnerária. N-pentriacontano. bronquite (9). Ndotriacontano. distúrbios nervosos. • Propagação: sementes. antiasmática. INDICAÇÕES Indicada para doenças crônicas do fígado. hepática (raízes). estarquitafina. laxante (68). apud 179). antiemética. resfriado (32). como sebe. N-nonacosano. tumores. inibidora da secreção gástrica. . antioxidante. furúnculos (215). estimulante das funções gastrointestinais (32). Extratos alcoólicos apresentam atividade sedante ou ataxia. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. amebíase. • Plantio: março a abril. feridas. via intraperitonial e atividade vasodilatadora em ratas. detersiva. γ-aminobutírico. anti-reumática. • Espaçamento: 1. ácidos clorogênico. afecções renais e gástricas. diurética. hispidulina. tônica eupéptica. embora possam ser utilizadas estacas da planta matriz. em sulcos. anti-hepatotóxica. Na República Dominiicana foi verificada a presença de ácido cianídrico nas folhas (93). contendo substrato organo-mineral. a beira de caminhos. pode ser utilizada em áreas muito acidentadas e erodíveis.4oC na temperatura retal (Rodrígues. prisão-de-ventre. antiinflamatória. hepatite (68).0 x 0. em íleo de cobaias. sudorífica (63). As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. úlceras (93). emenagoga. machucaduras. cicatrizante (raiz). cefaléias e vitiligo. Nas doses de 700 a 1000mg/kg se observa a anestesia. febrífuga. inchaço do baço. FORMAS DE USO • Infusão: 20g de folhas em 1 litro de água. ramosa e uniforme em sua arquitetura. ipolamida. escutelareína (179). Tomam-se 3 a 4 xícaras ao dia (32). erisipela. FARMACOLOGIA Os extratos aquosos das folhas e ramos frescos apresentam atividade espasmogênica in vitro. cafêico e ursólico. contusões. hipnose ou perda de reflexo da postura.

pioneira.5m. arbórea. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. liso. de caule estriado e marrom-escuro. medindo cerca de 8 a 10cm de comprimento 3 a 4cm de largura. A planta cresce de 3 a 10m de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 3. periquiteira. sagitada. verde quando imaturo e alaranjado-claro. ovóide. acuminada. glabro. capoeiras. . curindiba. borda serreada. que medra na floresta pluvial Atlântica. nervuras salientes. Fruto tipo baga. beirada de matas. profundos. orindiba. É heliófita. ricos em matéria orgânica. OUTRAS PROPRIEDADES • O chá das folhas tem sabor semelhante ao chá-da-índia. quando maturo. ásperas. FITOLOGIA Planta perene. contusas (contusões. • O decôcto das folhas apresenta propriedades inseticidas (68). SINONÍMIA Candiúba. gurindiba. SOLO Prefere solos porosos. de base arredondada.) Blume. ramificada. GRANDIÚVA NOME CIENTÍFICO Trema micrantha (L. pastagens e áreas ruderais. perenifólia ou semidecídua. com tronco de 20 a 35cm de diâmetro. orinduíba. crindiúva. taleira. ereta.• Cataplasma: usam-se as folhas e as raízes frescas. pau-de-pólvora. Inflorescências axilares. em cachos pequenos. • Suco: cicatrizante externo (68). orindeúva. machucaduras e feridas). coatiudiba. em subosques. coatidiba. Folhas curto-pecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Ulmaceae. com flores amareladas. orindiuva.

guaçatunga-preta. baga-de-pomba. saritã. chá-de-são-gonçalinho. gaibim. erva-de-guaçatunga-falsa. guaçutunga. FAMÍLIA BOTÂNICA Flacourtiaceae. erva-de-bugre. pioia. pombeiro. vassitonga. uassatonga. pau-de-lagarto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. As sementes são postas a germinar em areia sempre umedecida. língua-delagarto. erva-de-pontada.000 unidades (241). ervade-pontada. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira é utilizada para a fabricação de pólvora. pitumba-de-folha-miúda. vacatunga. língua-de-tiú. quacitunga. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 135. cambroé. chá-de-bugre. guassatonga. guaçutonga. café-do-diabo. A frutificação ocorre de março a maio. pióia. as plântulas são repicadas para saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. cafezeiro-bravo. cafezeiro-do-mato. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. marmelinho-do-campo. varre-forno. paratudo. guaçatunga. • Plantio: agosto a outubro. estimulando a produção de leite (344) GUAÇATONGA NOME CIENTÍFICO Casearia sylvestris Swartz. chá-de-frade. erva-da-pontada. erva-de-lagarto. marmelada-vermellha. cafezinho-do-mato. • As folhas são ótimas forrageiras. gaimbim. anti-sifilíticas e anti-reumáticas (242). As mudas são transplantadas quando atingirem 20 a 25cm de altura. PARTES UTILIZADAS Folhas.• Propagação: sementes. carvalhinho. caroba. estralador. fruta-de-saíra. • As flores são melíferas. bugre-branco. além de ser aproveitável para carvão e lenha (241). pau-debugre. A germinação das sementes demora de 4 a 6 meses (241). • Florescimento: novembro a fevereiro. petumba. guaçatunga-falsa. guaçatunga-branca. café-bravo. caimbim. café-de-fraile. var. . SINONÍMIA Apiá-açonoçú. vassatunga. Após a germinação. sylvestris.

serreado-denteadas ou subinteiras. além de saponinas. • Plantio: março. capoeiras e em capões. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Apresenta 5 a 8 nervuras laterais. densa e minusculamente pelúcido-glanduloso-punctatas. vermelha quando madura.5%) (350). FITOLOGIA Planta arbórea perene que cresce em média de 2 a 6m de altura. pequena (cerca de 3mm de diâmetro). persistentes.000m (213).4m de diâmetro na base (213). resina. tanino. que apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico (391). pioneira. exalando um forte aroma. rugosa e com pequenas fendas quase superficiais (lenticelas). cujo poder germinativo é baixo. alcalóides. As flores são pequenas e esverdeadas.000 unidades. alternas. SOLO Prefere solo do tipo calcário e ricos em húmus. óleo essencial (2. de curta viabilidade (241). que habita as beiradas de Mata Atlântica. A emergência das sementes. O fruto é uma cápsula ovóide-globosa.HABITAT Espécie autóctone. Os frutos amadurecem em setembro até dezembro. Umbelas axilares sésseis. amarelo e comestível. • Colheita: inicia ao final do segundo ano de cultivo. antocianosídeo . normalmente consorciada a cipós. lanceoladas até ovadas ou elípticas. agudas até longo-acuminadas no ápice. em áreas úmidas. porém adapta-se até mesmo em solos secos e pobres. ocorre entre 20 a 30 dias (241). • Florescimento: julho a novembro. estreitas e arredondadas na base com até 14cm de comprimento e 5cm de largura. contendo 2 a 6 sementes em arilo lanoso. PARTES UTILIZADAS Folhas. flavonóides (179). pecioladas. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 84. seletiva higrófita. É encontrada em altitudes de até 2. glabra. inequiláteras. • Propagação: sementes e estacas de ramos. várzeas. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. Os ramos novos tem folhas com nervuras ferrugíneo-pubescentes e os adultos glabras. cascas e raízes. heliófita ou esciófita (213). encostas suaves e até pedregosas. FITOQUÍMICA As folhas contém diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R). mas pode chegar até 20m de altura por 0. Cresce preferencialmente na floresta pluvial da Encosta Atlântica. Tem a casca cinéreo-pardacenta. CLIMA É de clima tipicamente tropical.

diarréias. • Extrato fluido: 2 a 10ml/dia. espinhas). dores do peito e do corpo (391). Esfriar e aplicar com algodão sobre o ferimento. fungicida (128). cicatrizante (barba. O óleo da planta combate as lombrigas (233). ∆ e δ-cadineno e espatulenol (291). anti-sifilítica e antiespasmódica (169). cardiotônica. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. Coar e aplicar compressas sobre eczemas (145). 50 a 200ml/dia (341). sífilis (32) e aids (imunoestimulante). α-humuleno. cardiotônica (271). xarope e vinho: 20 a 100ml/dia (341). ⇒ 10g de folhas frescas ou secas em 200ml de água quente. A tintura e o óleo essencial das folhas demonstram atividade cicatrizante em ratas (Scavone. herpes. O extrato etanólico a 70% das folhas secas demonstra atividade antiulcerosa em ratas. hidropisia. úlceras dérmicas (151). picada de insetos. • Tintura: 10 a 50ml/dia. úlceras estomacais (294). aftas. via intragástrica e uma inibição da atividade secretora gástrica (37). calmante e diaforética. FARMACOLOGIA O extrato etanólico das folhas apresenta atividade antitumoral em ratos na dose de 100mg/kg i. prurido (145). antiobésica. antiartrítica (341). anticolesterolêmica. biciclogermacreno. Os criadores de gado utilizam as folhas para a expulsão da placenta pós-parto (31).(145). anti-reumática. β-cariofileno. picadas de cobra (externamente). estimulante da circulação. na dose de 57. . vulnerária. apud 179). eupéptica. O extrato aquoso da planta apresenta atividade frente ao veneno de Bothrops jararaca e o óleo essencial teve um efeito inibidor dos processos induzidos pelo veneno de Bothrops alternatus (350). • Elixir. anestésica tópica em lesões da pele (Panizzate e Silva. • Compressa: ferver durante 10 minutos 30g de folhas de guaçatonga com 10g de folhas de confrei em 1 litro de água.5mg/kg. afrodisíaca. antiofídica (350). A casca é utilizada para febres perniciosas e inflamatórias. antiobésica. antisséptica. antimicrobiana. antipirética (183). apud 179). contra o sarcoma 180 (191). inchaço das pernas (215). α-copaeno. germacreno-D. anti-herpética (145) antiulcerogênica. A infusão da raiz e folhas é usada como depurativa. inflamações. 407). anti-sifilítica (215). paralisia (169). diurética. reumatismo. eczema. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta é depurativa. sarna. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta ainda atividade antibacteriana contra Bacillus subtilis (83.p. febre. INDICAÇÕES Usada no tratamento de doenças de pele. Tomar 2 xícaras por dia da infusão para úlceras e problemas digestivos. sapinho (128). β e ∆-elemeno. hemostática. antidiarréica (93).

trilobadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. guaco-verdadeiro. O preparado deve ser mantido em locais frescos e em frascos escuros (128).• Alcolatura: macerar por 5 dias 20g de folhas em ½ copo de álcool neutro. tacos. Corola infundibuliforme provido de 5 lacíneas triangulares. Coar e aplicar topicamente (picada de insetos). arqueadas. orla de matas. coração-de-jesus. lenha e carvão (241). Sua densidade é de 0. É encontrada desde 50 a 500m de altitude (57). são aquinquinervadas na base.925 (291). cipó-catinga. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul que cresce espontaneamente em matas primárias. de ramos lenhosos. uaco. em torno. guaco-liso. GUACO NOME CIENTÍFICO Mikania glomerata Sprengel. ciliadas e de ápice agudo e oblongo. guaco-trepador. aromáticas. FITOLOGIA Planta subarbustiva. As folhas são pecioladas. lineares ou brácteas liguladas. O limbo mede 8 a 15cm de comprimento por 6 a 9cm de largura. apud 179). A DL50 em ratos foi estimada em 1792g do extrato seco/kg (Amarante e Silva. OUTRAS PROPRIEDADES • O tronco fornece madeira útil para marcenaria e carpintaria. guaco-de-cheiro. de ápice acuminado e base arredondada ou subcordiforme. castanhos e glabros. glabras. podendo ser utilizada na construção civil. As bractéolas são uninerves. TOXICOLOGIA Os extratos aquosos das folhas demonstram atividade sobre a musculatura lisa uterina de ratas podem explicar a sua ação abortiva. capoeirões. trepadeira. cipó-sucuriju. sendo a margem dos lobos lisa. capoeiras. providas de contorno oval. erva-de-cobra. estriados. cilíndricos. A inflorescência é do tipo panícula tirsóide que alcança 30cm de comprimento. guape. micânia. erva-cobre. opostas. perene. de cor verde intenso. terrenos de aluvião. SINONÍMIA Cipó-caatinga. membranáceas à coriáceas. tábuas para assoalho. e o pecíolo 3 a 7cm de comprimento. O papus é composto de 30 cerdas variando de amarelo-palha a . odor semelhante ao cedro e é amargo. em várzeas sujeitas à inundação e à beira dos rios. • O óleo essencial apresenta coloração amarelo citrino.

Não pode ocorrer material estranho na amostra (96). • Produção de sementes: os aquênios devem ser colhidos antes do secamento completo da panícula. • Padrão comercial: comercializam-se folhas com ramos finos e inflorescência nova. • Pragas: as mudas novas recém plantadas a campo são muito sensíveis ao ataque de vaquinha ou patriota (Diabrotica spp. • Colheita: feita ao final do inverno. pentangular. 250g de superfosfato simples e 20g de cloreto de potássio produzem seis vezes mais biomassa que plantas não adubadas (324). O peso dos ramos não deve exceder ao das folhas. as sementes devem ser armazenadas em câmara fria ou geladeira. • Florescimento: esporádico. A estaca deve ter 5 gemas e 1 par de folhas (322).5 x 1. Depois de eliminadas todos os resíduos florais. • Plantio: ano todo. com 1.0m. as folhas remanescentes devem ser cortadas transversalmente com tesoura. Quando cultivada à sombra. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. iniciando 16 meses após o plantio.).2m de altura. Obtém-se em média 3t/ha de material seco. As folhas não podem apresentar manchas. a planta exibe coloração verde-escura e fosca. . para que não ocorra dispersão das sementes. SOLO Prefere solos areno-argilosos e úmidos. • Doenças: podem ocorrer manchas cinzas com halos arroxeados nas folhas.rosada. Solos compactados ou mal drenados retardam o crescimento. Posteriormente. É esciófita. • Adubação: responde bem à adubação orgânica. mantê-las em sombrite 50 ou 30%. causadas por fungos. Plantas adubadas com 60g de sulfato de amônia. enquanto que à plena luz as folhas são luzidias e de coloração verde-limão. • Tutoramento: o cultivo exige tutoramento vertical em espaldeiras de arame. Fruto tipo aquênio. • Substrato: enraizar em substrato à base de húmus de minhoca e vermiculita. CLIMA Espécie de clima tropical e subtropical. PARTES UTILIZADAS Folhas ou planta florida frescas ou secas. normalmente no inverno até a primavera. piloso ou levemente glabro. • Aclimatação: as estacas devem ser protegidas com sombrite 70% até a brotação vigorosa. Para que haja um melhor enraizamento das estacas. As mudas são tranplantadas quando atingem cerca de 30cm de altura. Estacas mais herbáceas (ponteiras) devem ser hidratadas previamente por 1 hora (114). • Propagação: é feita por estacas do caule e ramos. para facilitar a colheita e para obtenção de matéria prima saudável e limpa. medindo 3mm de comprimento.

saponina.FITOQUÍMICA Cumarinas (324). ácido cinamoilgrandiflórico. emoliente. hipotensora . juntar 150 a 200g de açúcar ou rapadura e dissolver. Tomar 1 colher das de sopa a cada 4 ou 6 horas (257). vômitos e diarréia. estigmasterol. . devido à cumarina (238) FORMAS DE USO • Infusão: adicionar 2 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas a 1/2 litro de água. porém quando secas. antiasmática (258). artrite (145) e albuminúria (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Broncodilatadora (260). TOXICOLOGIA Pode causar taquicardia. antiinflamatória. adicionar folhas de poejo e gengibre ralada (1 colher de chá). guacosídeo (257). O guaco apresenta atividade relaxante sobre a musculatura lisa respiratória de cobaias. ⇒ picada de cobra: tomar várias vezes ao dia (145). apud 169). ou na forma de extrato alcoólico ou decocto. embora seu efeito broncodilatador tenha sido confirmado (346). tem forte olor balsâmico. expectorante. compostos sesquiterpênicos e diterpênicos. calmante (215). febrífuga. asma e bronquite: fazer o decôcto de 15 a 20 folhas de guaco em 100ml de água. picadas de inseto. peitoral (Dias da Rocha. antinevrálgica. FARMACOLOGIA Não se constatou nenhuma atividade diurética e hipotensora. diurética. • Xarope ⇒ tosses em geral: 4 xícaras das de cafezinho de sumo de folhas frescas em ½ litro de xarope. flavonóides. tosse rebelde. antigripal e antiofídica (215. Para as crianças. (346). antisséptica das vias respiratórias. • Suco: 2 folhas frescas batidas com água (1 copo) em liqüidificador. resina. Após. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas verdes são quase inodoras. coqueluche. rouquidão. cicatrizante (257). ácidos entkaur-16-eno-19-óico e namoilgrandiflórico. quando o uso é abusivo (258). ⇒ crises de tosse. INDICAÇÕES Indicada para a gota. reduzir a dose à metade (258). tanino. anti-reumática. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes aos dia (problemas respiratórios). sudorífica. antiespasmódica (324). É desaconselhável para crianças com idade inferior a 1 ano e mulheres em menstruação (145). cineol. anti-reumática (271). estigmast-22-en-3-ol (308). borneol. cobrir e deixar esfriar. ⇒ reumatismo: fazer fricções sobre áreas doloridas.quando se usam as folhas frescas. 128). Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. eugenol e esteróis (145). béquica (179). tônica.

FITOLOGIA Planta subarbustiva. atipim. Apresenta odor forte que lembra alho. mucura-caá. pequeno. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. escassamente pubescentes ou glabras. • Propagação: sementes e estacas. de ramos delgados. tipi. alternas. cerca de 1m de altura. erva-de-guiné. SINONÍMIA Amansa-senhor. erva-de-pipi. pequenas. quase eretos ou ascendentes. originária das matas da América tropical. GUINÉ NOME CIENTÍFICO Petiveria alliacea L. com 4 a 8cm de comprimento e 3-4cm de largura. com característico odor de alho. Cresce subespontaneamente em potreiros. estreitadas na base. sublenhosa quando adulta. porém deve ser fresco e drenado. membranosas. oblongas ou obovais.40m. SOLO Adapta-se a quase todo tipo de solo. Fruto capsular. inteiras. erva-tipi. quando nova. CLIMA A planta é de clima tropical e subtropical. HABITAT Espécie autóctone. guiné-tipi. caá. pipi. perene. delgada. É esciófita. erva-pipi. FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. em delgadas espigas bracteadas terminais. raiz-de-guiné. ereta.• A planta é melífera • É utilizada contra picada de insetos e cobras (257). com 6-8mm de comprimento. Folhas curtamente pecioladas. guiné. .8 x 0. As flores são sésseis. tipi-verdadeiro. alvo-verdolengas. compridos. cuneiforme. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. clareiras e áreas ruderais do sul do Brasil. agudas ou acuminadas no ápice. elípticas. jardins. O enraizamento das estacas é demorado e com baixo índice de pegamento.

3. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. pinitol. trans-stilbeno. vários tipos de câncer (179). álcool docosílico.p. Adubar com nitrato de cálcio. anticancerígena. impotência (130). antineoplásica. saponinas. difeniltrisulfeto. oncolítica (179). piorréia. INDICAÇÕES É indicada para cistite. lactona sesquiterpênica. anticonvulsionante. na dose de 1g/kg. polifenóis e taninos (382). antivenérea. trans N-4-metilprolina. antimicrobiana e antiinflamatória (128). tritiolaniacina. FITOQUÍMICA Triterpenos: isoarborinol. antiartrítica. dores reumáticas e de cabeça (373). doenças do útero. N-metil-4-metoxi-trans-prolina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticoagulante. lipídeos: ácidos linoléico. pinitol e βsisterol. anti-histérica. trisulfeto de benzilo.5ml/cobaia demonstra atividade estimulante de fagocitose (113). A semente contém isotiocianatos voláteis. lupenona (8). O princípio tóxico é conhecido como petiverina (179). na dose de 33ml/litro (134). diurética. O extrato aquoso de folhas atua como estimulante uterino débil em ratas. no inverno. afrodisíaca. terpenóides (isoarborinol. paralisia. antiofídica. A fração não saponificável. lignocérico e esteárico. afecções da pele (uso externo). antitumoral. i. nonadecanóico. acetato de isoarborinol. inflamações da boca e garganta e gengivite (257). β-sitosterol. aos 30 e 90 dias após o plantio. sudorífica. cólera. O extrato etanólico (50%) de folhas frescas. acetato de isoarborinol. depurativa. FARMACOLOGIA Anticonvulsionante e analgésica (130). demonstra uma fraca atividade analgésica em teste de contorção com ácido acético (119). A raiz contém 1. benzilhidroxietiltrisulfitos. cinamato de isoarborinol. abortifaciente. antissinusítica (303) estimulante (32). Esteróides.• Adubação: incorporar 1kg/cova de cama de aviário. É preventiva da cárie dental (130). palmítico. oftálmica (215).2. oléico. falta de memória (215). vermífuga. resfriado. Anualmente reaplicar adubação nitrogenada em cobertura. antiespasmódica. sudorífica. As mudas são transplantadas quando atingem cerca de 20cm de altura ou 6 a 8 folhas definitivas. emenagoga. anticárie. antireumática. via intragástrica em ratos. • Plantio: maio e outubro. odontálgica. na dose de 10g/planta. alantoína. macrólido (antitumoral). antigripal. compostos de enxofre: 2-hidroxi-5-etil-trisulfeto de benzilo. 0. na primavera. desinfetante. antiasmática.5-difenil 1. PARTES UTILIZADAS Raízes (mais comum) e folhas (tumores). ácidos urônicos. distúrbios pulmonares.4-tritiolan. tritiolano e cumarinas (379). cinamato de isoarborinol). Não se constatou efeito . (130). analgésica. Alcalóides: alantoína. • Colheita: inicia a partir dos 10 meses após o plantio. fridelino e ácido benzóico (116).9-cumarinas. dismenorréia.

atividade inseticida contra insetos adultos (Cimex lectularius. A infusão das folhas não foi ativa contra o protozoário Trichomonas vaginalis. principalmente devido a presença de tiofenos (336). Tomar 3 xícaras ao dias (8). trato digestivo (60) e infecções respiratórias (59). utilizando o decôcto das folhas (59).25g/kg. administrado topicamente ou oralmente em cobaias demonstrou um efeito inibidor de dermatites induzidas por óleo de cróton e em granuloma induzido por pelet de algodão. O extrato alcoólico das folhas mostra atividade nematicida contra Meloidogyne spp. O tratamento é indicado para o câncer (154). O óleo essencial das folhas demonstrou atividade supressora da alimentação na fase larvária de alguns insetos fitopatógenos (Attagenus piceus). Escherichia coli (CIM: 50mg) e Candida albicans (CIM: 3. incorporado na vaselina suave. estimula a atividade fagocítica e não possui atividade antitumoral (348). Usar em bochechos e gargarejos (257). Não obstante. O extrato metanólico da raiz apresenta atividade profilática e terapêutica no tratamento de doenças hepáticas em ratas. mucosas (58). FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ 1 pedaço de raiz com 2 folhas para 1 ½ xícara das de chá. via oral. A atividade estimulante do sistema reticoendotelial e antimicrobiana está associada ao benzil-2-hidroxietilsulfeto . Coar. in vitro (282). Musca domestica e mosquitos) e atividade repelente de traça da roupa (174. Coar e usar em massagens tópicas (dores reumáticas) (128). O decôcto das folhas apresenta atividade antiinflamatória e analgésica. O macerado hidroalcoólico das folhas não inibe o crescimento de bactérias que causam infecções na pele. ao meio-dia e a noite. Staphylococcus aureus (CIM: 6. • Inalações: utiliza-se a raiz (303). O extrato etanólico das raízes. e as contorções induzidas por ácido acético. O extrato aquoso de folhas mostrou-se efetivo contra Epidermophyton floccosum. não se constatou atividade anticândida e sim contra Epidermophyton floccosum.antitumoral dos extratos etanólicos e aquosos das folhas secas em cobaias portadores de sarcoma 37 e 180. • Sumo: bater no liqüidificador 25 a 30 folhas com 1 litro de água fria.1mg) (41. . não causou qualquer tipo de irritação à pele (158).3mg). carcinoma de Erlich e adenocarcinoma mamário (129). na dose de 10g/kg. observando-se um incremento de 69 a 78% da coagulação anormal de sangue e transminase glutamato-piruvato (305). 348). Tomar um copo pela manhã. Mycobacterium tuberculosis e Candida albicans (411).composto que apresenta atividade contra Bacillus subtilis (CIM: 3mg). na dose de 200mg/kg. Fazendo-se um palito da raiz.. na dose de 6. inibindo o edema podal produzido por carragenina em ratas. A via tópica foi mais pronunciada que a oral. Induz a contração da musculatura lisa. O extrato cru. • Alcolatura: macerar por 3 dias 4 colheres das de sopa de raiz em pó em 2 xícaras das de chá de álcool. aplica-se topicamente em áreas odontálgicas (32). ⇒ Câncer: 30g/litro. • Compressa: folhas contusas aplicadas topicamente sobre cefalalgias e reumatismo. 306). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico (50%) demonstra atividade antibacteriana contra vários microorganismos Gram negativos e atividade antimicótica contra vários patógenos de plantas.

hortelã-pimenta-rasteira. hortelã-de-tempero. em cobaias foi de 1637mg/kg (298) e via intraperitonial é de 1. hortelãda-horta. hortelã-de-horta. hortelã-das-hortas. ou Mentha suaveolens. CLIMA . com ataxia dos membros posteriores. Não foi verificada ação genotóxica do decôcto em células reprodutivas de cobaia macho e nem a morte dos animais com a dose única. hortelã-de-folha-miúda. hortelã-de-panela. doses abusivas podem resultar em imbecilidade. hortelã-do-brasil. braquicardia. poejo. hortelã-chinesa. SINONÍMIA Erva-boa. A DL50 de um extrato i.p. 348) e tóxica ao gado. hortelãrasteira. dispostas em espigas verticiladas. menta-maçã. hortelã-de-cavalo. arredondadas. via oral. As flores são alvas. FITOLOGIA Planta herbácea perene de porte rasteiro-ascendente. hortelã-cultivada. de 10g/kg (348). hortelã-de-cheiro. dilatação cardíaca e lesões renais. com as folhas fortemente enrugadas. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é usada como inseticida e repelente de insetos (179). HABITAT Espécie alóctone. Os efeitos produzidos pela ingestão de Petiveria alliacea em ovinos (caquexia muscular distrófica) são similares aos sintomas de intoxicação com pesticidas organofosforados. A necropsia dos animais mostrou atrofia muscular com fragmentação e hialinização de fibras. aumento dos níveis de transminases e nitrogênio urêico. O leite produzido pelas vacas que ingerem a folha adquire sabor de alho (47). mentrasto.TOXICOLOGIA A planta é abortiva (124. Animais que consomem diariamente folhas da planta tornam-se débeis. afasia e até a morte (93). perda de peso. hortelã-comum. crenadas ou denteadas. HORTELÃ-BRANCA NOME CIENTÍFICO Mentha rotundifolia L. hortelã-miúda. hortelã-de-leite. originária da Europa.7g/kg. desidratação. hortelã-cheirosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. hortelã-de-folha-redonda. pubescentes. As folhas tem aroma suave que lembra maçã. carbamatos e alguns organoclorados.

tônica. • Colheita de sementes: Embora a planta floresça e produza sementes no sul do Brasil.18% e o teor de mentol deve estar além de 50% (96). fértil e com bom teor de matéria orgânica. • Adubação: aplicar no plantio 4 a 5kg de estrume de gado ou composto. Repetir a adubação a cada corte. corre-se o risco de utilizarse sementes oriundas de polinizações clandestinas oriundas de outras espécies de hortelãs. mas não as geadas. • Florescimento: dezembro e janeiro. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas e verdes. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Irrigação: proceder periodicamente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). anti-reumática. estimulante. • Nutrição: a planta extrai por hectare cerca de 170kg de nitrogênio. Suporta baixas temperaturas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Tolera altas temperaturas.4 x 0. a produção de sementes é desuniforme e reduzida. Além disso. FITOQUÍMICA O teor de óleos essenciais na planta fresca varia de 0. vermífuga. calmante (215) e antiemética. desde que não ocorra estresse hídrico. em canteiros.300 a 2. 290kg de potássio. SOLO Leve e poroso.000mm ao ano.3m. • Plantio: março a maio. pois a planta é exigente em umidade no solo. 30 dias após o plantio. 15g de nitrogênio/m2. É heliófita. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo.059 a 0. Aplicar. para uma produção de 4t de matéria fresca (96). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). aromática. 130kg de cálcio e 17kg de magnésio. INDICAÇÕES . • Propagação: divisão de rizomas. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. 25kg de fósforo. Temperaturas muito altas. • Plantas invasoras: proceder a capinação até que a hortelã cubra o solo por inteiro. • Renovação da cultura: é feita a cada 3 a 4 anos. bem distribuídas. associadas a pouca precipitação determinam menor teor de óleos essenciais (96). • Rendimento: 2 a 3 cortes por ano ou cerca de 4t/ha de planta fresca (96). estacas radicantes e sementes. adapta-se bem à regiões subtropicais com precipitação de 1.Embora seja de clima temperado.

hortelã-de- HABITAT Espécie autóctone de origem mediterrânica-européia. em .25m. areno-silicosos e ricos em matéria orgânica. FORMAS DE USO Infusão. vivaz. no Brasil. Cresce subespontaneamente em jardins e fundo de quintal. hortelã-da-horta. mentrasto e poejo. rizomatosa. úmidos. SINONÍMIA Hortelã-chinesa. hortelã-pimenta. refresco e salada. Flores lilases ou azuladas. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. ovallanceoladas. A planta pode ser considerada esciófita. Folhas opostas. HORTELÃ-COMUM NOME CIENTÍFICO Mentha x villosa Huds. há necessidade de um fotoperíodo mínimo de 12 horas.Indicada para a prisão-de-ventre e feridas (215). ramificado. hortelã-rasteira. tempero. serreadas. De todas as mentas. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em temperaturas amenas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. SOLO Prefere os solos aerados. bem drenados. verde-escuras e crespas. é a que melhor se adaptou ao Brasil. • Propagação: estaquia ou divisão de rizomas. Caule arroxeado. dispostas em espigas terminais. FITOLOGIA Planta herbácea. com 10cm de comprimento cada segmento. Fruto tipo aquênio. hortelã-das-hortas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É também a mais popular e a mais bem aclimatada das mentas. Para que ocorra o florescimento.3 x 0. hortelã-comum.

e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. mentona. FARMACOLOGIA O óleo essencial apresenta atividade relaxante sobre o músculo intestinal (406). colagoga (258). • Bala: separar 800g de açúcar. estomáquica. colocar numa xícara. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). deixar esfriar e coar. Adubação: orgânica. antisséptica. tremedeiras. Plantio: ano todo. amebas e lombrigas). durante 5 dias (combate giárdias. A colheita pode na primavera. vômitos. Utilizar húmus de minhoca ou estrume animal. digestiva. cálculos biliares. amebicida. não devendo se estender além de 15 dias. expectorante.• • • • • canteiros. Servir às crianças 1 vez ao dia. limoneno e cânfora. palpitação. atonia digestiva. PARTES UTILIZADAS Folhas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de diarréia sangüínea. bem curtido. vermífuga (257). pois a planta é ávida por umidade no solo. cólica uterina. 250ml de água filtrada e o sumo da hortelã. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo mentol. verão e outono. Colocar a água e o açúcar para ferver até atingir o ponto de bala. flavonóides e heterosídeos da luteolina e apigenina (257). tricomoníase urogenital (406). dismenorréia e odontalgias (32). acrescentar água fervente. ácidos orgânicos. FORMAS DE USO • Antiparasitário com alho: amassar 3 a 4 folhas frescas de hortelã e 1 dente de alho. . tampar. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. mentofurana. anti-reumática e galactagoga (271). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). icterícia. Colhe-se quando cerca de 60 a 70% das plantas estiverem floridas. PARTES UTILIZADAS Folhas. Adicionar o sumo (antiparasitária e expectorante). tanino. colerética. Irrigação: deve ser periódica. antiespasmódica. pineno. giardicida. tônica geral. na quantidade de 2 a 3kg/m2. 1/2 hora antes do café da manhã. estimulante. timpanite (especialmente de origem nervosa). tricomonicida (261). ansiolítica (406). Colheita: inicia-se 2 a 3 meses após o plantio.

várzeas. opostas. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na alimentação como condimento • Na indústria obtém-se uma essência utilizada como aromatizante de perfumes. pode resultar em insônia (258). medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 2. com pubescência adpressa. O caule é simples. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. de base atenuada. em regiões de inverno rigoroso. em pares cruzados. riachos. um pouco ramificado. Apresenta porte ereto quando novo a semi-prostrado quanto em reprodução. doces e bebidas. Metade da dose para as crianças (258). com 30 a 60cm de altura. de limbo rômbico-lanceolado.5cm de largura. Inflorescência axilar. secas ou frescas. SINONÍMIA Fazendeiro. escassa na parte inferior e notória na superior. Misturar 1 colher das de café do pó com mel. Tomar 3 vezes ao dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. pecíolo curto. hortelã-brava. por 7 dias.• Folhas in natura: ingerir 10 a 16 folhas por dia. em 3 doses. • Pó: triturar folhas secas e peneirar. exceto como vermífugo). Folhas verdeintensas. respectivamente. lagoas. margem serreada ou duplamente serreada. AGROLOGIA . principalmente à beira de canais. quadrangular. Medra em regiões uliginosas marítimas do sul do Brasil. HORTELÃ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. revestida de glândulas que liberam óleo essencial aromático que lembra a hortelãlevante ou alevante. TOXICOLOGIA O uso prolongado ou a ingestão antes de dormir. junto com as refeições. bananais e pomares. em 1 litro de água. na forma de glomérulos globosos. FITOLOGIA Planta herbácea perene. • Infusão: colocar 5 ou 10g de folhas picadas. por 5 a 10 dias (antiparasitárias). reunindo flores densamente aglomeradas de corola alva. podendo ser anual. Tomar 1 xícara das de chá 3 vezes ao dia (uso interno.

• Plantio: outono e primavera. Inflorescência em espiga terminal. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. úmidos. • Florescimento: fevereiro a março. a planta é nativa da Europa. em canteiros. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à hortelã-comum. . alevante. HABITAT Embora a sinonímia popular atribua ser de origem brasileira. CLIMA É de clima temperado. bem drenados. • Propagação: segmentos de ramos radicantes ou sementes. hortelã-da-amazônia. pubescentes ou tomentosas por cima e por baixo alvo-tomentosas. • Colheita: 100 dias após o plantio. SINONÍMIA Levante. HORTELÃ-SILVESTRE NOME CIENTÍFICO Mentha sylvestris L. esbranquiçado. As folhas são sésseis ou quase sésseis.5 x 0. lanceoladas ou oblongas.• Espaçamento: 0. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. compactas ou com falhas na base. porém adapta-se ao subtropical e até o tropical. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Cálice viloso-tomentoso.3m. cilíndrico-cônicas. Corola pequena e violácea. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o início do cultivo. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. FITOLOGIA Planta herbácea polianual de caule cotonoso. ereto. Não tolera solos ácidos.

ou em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. Aspergillus oryzae e Serratia marcescens (407). hortelã-das-hortas. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. HORTELÃ-VERDE NOME CIENTÍFICO Mentha spicata L. em canteiros. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. hortelã-de-leite. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Micrococcus luteus. Eicherischia coli. ao final da primavera e início do verão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica (93). ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta ação antibacteriana contra Bacillus subtilis. • Plantio: ano todo. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae SINONÍMIA Hortelã-comum. • Propagação: divisão de rizomas.6m x 0. No inverno ocorre um declínio das folhas. OUTRAS PROPRIEDADES • Usada também para aromatizar cerveja e como forragem. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. exceção ao inverno. que se tornam cloróticas e quase sem aroma. • Utilizada como forragem. . • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. hortelã-da-preta.3m. fenol e pulegon (93). segmentos dos ramos radicantes. no Cashimir (93). FITOQUÍMICA Mentol.

• Plantas daninhas: o cultivo deve ser mantido completamente livre de inços. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. FITOQUÍMICA Linalol. FITOLOGIA Planta herbácea perene. um pouco mais longas. Ilha da Madeira até o Cabo da Boa Esperança. cólica. ácido oleanólico (120).4m. pulegona e fenóis (257). Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. gastralgias. • . aromática. glabras as do caule. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. a produção de sementes é insignificante e desuniforme. Inflorescência em espigas cilíndricas frouxas. • Produção de sementes: embora ocorra o florescimento. antiasmática e antigripal (120). • Plantio: outono e primavera. otalgias e dores de garganta (120). • É utilizada no preparo culinário de quibe. Folhas subsésseis. INDICAÇÕES Utilizada para a bronquite. onde cresce como planta ruderal (93). bracteiformes todas as próximas da inflorescência dispostas em verticilo irregular. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder a 8% (96).HABITAT Espécie alóctone. desigualmente serrilhadas. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. originária da Europa. sitosterol. mentol. tétano. OUTRAS PROPRIEDADES Juntamente com a Mentha piperita. • Propagação: divisão de rizomas e estacas. stigmasterol. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. calmante (257). PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. Cálice áspero e glabro com dentes linear-subulados. ovado-lanceoladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. em verticilos aproximados ou os do extremo inferior todos separados. • Florescimento: dezembro. é a principal fonte óleo essencial volátil utilizado pela indústria e laboratórios. Cachemir. de caule ereto. béquica. da Inglaterra à Bulgária. antiespasmódica. em canteiros.

Cresce espontaneamente em áreas aluviais. A reprodução por sementes é condicionada ao fotoperíodo. As folhas são opostas. as margens são serradas.HORTELÃ-VIQUE NOME CIENTÍFICO Mentha arvensis L. as sementes podem ser estéreis. que cresce de 10 a 50cm em altura. As folhas apresentam sabor pungente e causam sensação de frescor. As flores são pequenas. Apresentam um forte aroma de mentol. porém não tolera solos ácidos e encharcados. O caule é quadrangular. A inflorescência é uma verticilo capitato-axilar. Os rizomas são plantados diretamente a campo. Rizoma rastejante. mas também podem ser segmentados em pedaços menores.20 x 0.000m de altitude. pecioladas. base cuneada. FITOLOGIA Planta herbácea. hortelã-pimenta- HABITAT Planta alóctone originária do Japão. rizomatosa. ramificado. ereto ou prostrado e radicante. esparsamente tomentosas em ambas as faces. japonesa. ovadas.20m (250. Ocorre até 1. Desenvolve-se melhor à meia-sombra. Em regiões de fotoperíodo curto não há formação de sementes e quando ocorre. com 3 a 7cm de comprimento por 1. morros e áreas nitrófilas. menta. • Propagação: via rizomas.0 a 2. menta-canforada. próxima a regatos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. perene. CLIMA Espécie de clima temperado quente. compacto. O fruto é uma pequena noz lisa e ovóide.5cm de largura. multifloro. mas cresce na forma selvagem nas montanhas da Europa Ocidental.000 plantas/ha). hortelã-japonesa. SINONÍMIA Hortelã-do-campo. hortelã-pimenta-do-japão. cujo rebrote é intenso e rápido. brancas ou lilases. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. SOLO Desenvolve-se bem em solos arenosos a argilosos e férteis. de 5 .

utilizada na forma de infusão ou decocção. antiemética. FORMAS DE USO • Geral: 12 a 20g por xícara. A cultura é renovada a cada 5 anos. antisséptica (260). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). dispepsia. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. artralgia. • Infusão: 4 a 6g de folhas frescas por xícara das de chá. Rendimento de óleo essencial: 130kg/ha (206). Emplastros da folha verde e inalação são também utilizados (444) ou 3 a 6g por xícara (445). Podem ser feitos até 3 cortes por ano. . produzindo luxuriante vegetação. durante a estação seca. metil-acetato. exceto as raízes. anestésica e analgésica tópica suave (1. irritação na pele e cefalalgia). FITOQUÍMICA A planta produz óleo essencial que contém L-mentol (65 a 68%). descongestionante nasal (257). • Tintura: 60g de folhas frescas em 100ml de álcool (para coceiras. resfriado. restando apenas os rizomas. PARTES UTILIZADAS Toda a planta.• • • • • • • a 7cm. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (91). faringite. afecções da garganta. prurido. perspirante. L-α-pineno. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (antivomitivo). Desenvolvimento: durante o inverno a parte aérea regride. Doença: pode ocorrer a ferrugem. dor-de-cabeça. quando a planta apresenta cerca de 0. edema de beribéri. Colheita: deve ser feita pouco antes ou até o pleno florescimento. resolutiva. Plantio: abril a maio. O teor de mentol pode variar de 50 a 70 % (257) ou 75 a 80% (93). antiespasmódica (445). e enraizados em substrato organo-mineral. cólicas e diarréia. causada pelo fungo Puccinia menthae. Florescimento: dezembro a janeiro. 444). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da febre. rinite. para posteriormente serem transplantados como muda a campo. erupções do sarampo. colerética. revulsiva. Aplicar compressas e fazer massagens (257). coriza. que voltam a brotar na primavera. conjuntivite. após 50 a 60 dias. A primeira colheita ocorre quatro meses após o plantio.5m de altura. L-limoneno. inchaços. TOXICOLOGIA Não deve ser usada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia (385). tosse. Lmentona. podendo definhar totalmente.

. ramificado. longas. • Propagação: sementes e estacas. 5g/planta. pluma-de-névoa. originária da África do Sul. As estacas devem ser colhidas no início da primavera. SOLO Prefere solos leves. FITOLOGIA Arbusto semi-herbáceo. róseocreme e perfumadas. As inflorescências. Adubar a cada 4 meses com nitrato de cálcio. As flores são numerosas. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca e 100g/m2 de fosfato natural. brancopubescente e espessas. decíduo. As folhas são largo-ovaladas. aerados e com um bom teor de matéria orgânica.2 a 1.30 x 1. compactados e muito úmidos. quando disponíveis. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. podendo chegar até 2m. • Plantio: outubro. umuravumba. de 1. paniculadas. HABITAT Espécie alóctone.6m de altura. Não tolera solos ácidos. pecioladas.0m. arenosos. dentadas ou crenadas. As sementes. são numerosas. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. pequenas. aromático. utilizando-se aquelas mais retilíneas.) N. recurvadas e dispostas acima da folhagem. com a espessura de um lápis.INCENSO NOME CIENTÍFICO Tetradenia riparia (Hochst.Br. densas. CLIMA A planta é de clima subtropical e heliófita. SINONÍMIA Limonete. É resistente ao frio. Devem ser enraizadas em vermiculita e dispostas sob sombrite 70% e irrigação por nebulização.E.

HABITAT Espécie autóctone da Mata Atlântica e Equatorial. • Colheita: inicia um ano após o plantio. diabetil. gastroenterite. INDICAÇÕES Utilizada externamente para malária. uvado-mato. tinta-dos-gentios. antiblenorrágica. caavurana-de-cunhan. vegetando próximo aos cursos de água. Os ramos extirpados podem ser aproveitados como estacas-matrizes para novos plantios. cipó-da-china. . vermífuga. FAMÍLIA BOTÂNICA Vitaceae. PARTES UTILIZADAS Folhas. atua como odorizante de ambientes. dores em geral (15). SINONÍMIA Achite. febrífuga (15). antisséptica e estomáquica. Bruchidae). OUTRAS PROPRIEDADES • Quando é desidratada.• Poda: os ramos baixeiros devem ser eliminados. angina. abcessos dentais. cipó-pucá. insulina-vegetal. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Zabrotes subfasciatus (Col. cipó-puci. moída e queimada. INSULINA NOME CIENTÍFICO Cissus sicyoides L. gorgulho que infesta o feijão (440). proeza-japonesa. dor de cabeça. pois suas folhas sujam-se facilmente de solo. afídeos. uva-brava. analgésica. trips e mosca branca (15).. • Florescimento: julho a agosto. • Pode ser utilizada em saches como repelentes de traças. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. anil-trepador. Repele ainda ácaros. cortinajaponesa.

pedunculadas. fósforo e potássio (9). silício. acuminadas ou mesmo arredondadas no ápice. • Floração: outubro a fevereiro. negras. disco em forma de copa. • Plantio: primavera. manganês. dispostas em cimeiras corimbiformes. simples. antidiabética (271). • Tutoramento: devido ao hábito trepador. estendidas. que cresce cerca de 6m de comprimento. O caule é reptante. cálcio. INDICAÇÕES . As gavinhas são opostas às folhas e raízes. medindo de 4 a 12cm de comprimento por 3 a 9cm de largura. taninos. As sementes são solitárias. casca de arroz tostada ou outro substrato poroso. saponinas. delfinidina 3-O-βD-glucosídeo e delfinidina-3-rhamnosídeo (179). anti-reumática. delfinidina-3-O-β-D-glucosídeo. hipotensora.5m. As folhas novas adquirem uma coloração clorótica generalizada. e mesmo tutorado lança raízes aéreas pêndulas com até 1m de comprimento. a planta tem que ser conduzida em espaldeiras. preventiva de derrame (9). iniciando a rizogênese já aos 3 dias. Bagas subglobosas ou ovóides. com 4 a 6mm de comprimento. • Nutrição: durante o inverno. As flores são perfeitas. O enraizamento das estacas é muito rápido. Aminoácidos. delfinidina. ovado-cordiformes. Flavonóides: cianidina. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. alcalóides. estomáquica e anti-hemorroidária (1). com 7 a 10mm de diâmetro. radicante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sudorífica. obovóides. em água. As mudas são transplantadas quando atingem um porte de 20 a 25cm de altura.0 x 0. cianidina-3-arabinosídeo. FITOQUÍMICA Esteróis. lactonas sesquiterpênicas e luteolina. quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas nos frutos (348). Manter o substrato sempre úmido e drenado. principalmente nas mudas em formação. truncadas ou cordiforme na base. PARTES UTILIZADAS Folhas. Sais de magnésio. • Propagação: estacas dos ramos. Apresentam 4 pétalas. agudas. glabras ou pubescentes. para não ser pisoteada ou ser contaminada de terra. com 6 a 8 folhas. • Poda: devido ao grande vigor da planta. esteróis. cianidina3-rhamnosil-arabinosídeo. as vezes polígamas. Pode ser também enraizada em areia. pálidas. • Pragas: a planta é muito susceptível à Diabrotica spp. seu crescimento tem que ser controlado e limitado aos tutores. antiinflamatória. • Colheita: inicia-se no quarto mês após o transplante. é comum o surgimento de sintomas de deficiência de Fe. açúcares.FITOLOGIA Planta escandente perene. As folhas são pecioladas.

Flores roxo-claras. que ocorre em solos úmidos das depressões e matas de encostas suaves.Indicada para problemas respiratórios. com 5 a 6cm de comprimento. Folíolo oblongo. nas doses de 250 a 500mg/kg (127). decídua. agudo-serrilhado. ipê-preto. renais e de ovários e para a epilepsia.6 a 0. roliço. ipeúva-roxa. Descreve-se para esta planta uma forte estimulação uterina em ratas. FITOLOGIA Planta arbórea. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico da folha possui atividade antibacteriana e atividade antibacteriana (134). glabro.8m de espessura. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. O extrato metanólico da planta apresenta atividade antibacteriana contra Bacillus sp. HABITAT Espécie autóctone. com cerca de 30 a 35cm de . hepáticos. atividade anticonvulsionante e depressiva do sistema nervoso central (53. ipê-mirim. pouco ramificada (331). SINONÍMIA Cabroe. enquanto que as folhas aquecidas são utilizadas em abcessos e gânglios inflamados (179). peúva. IPÊ-ROXO NOME CIENTÍFICO Tabebuia avellanedae Lorenz ex Grisebach. Le Grand e Wondergem (apud 169) comprovaram atividade antibacteriana sobre Bacillus subilis. 134. 195. peúva-roxa. FARMACOLOGIA A decocção das folhas e talos não mostrou atividade bronco-dilatadora em cobaias que receberam histamina e acetil-colina (70). ipê-uva-roxa. dispostas em panículas terminais. As folhas amassadas servem para furúnculos. que atinge 25 a 30m de altura e o tronco 0. Corola tubulosa-afunilada. ipê-tabaco. acuminado. perene. 348). Observou-se também um efeito anticonvulsivo através do extrato aquoso das folhas e talos em cobaias submetidas a eletrochoques e pentilentetrazol. OUTRAS PROPRIEDADES • É hospedeira do fungo Meliola juruana. Fruto tipo cápsula. pau-d'arco-roxo. longopecioladas. opostas. ipê-de-flor-roxa. (98). penta ou heptafoliada. 102. Folhas digitadas. atenuado na base. ipê.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. doenças do útero e ovário. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. FITOQUÍMICA Lapachol (257). A semeadura deve ser feita de fevereiro a abril. principalmente devido ao lapachol (257). INDICAÇÕES Atribui-as à planta propriedades curativas do câncer. antinevrálgica e anti-sifilítica (215). FAMÍLIA BOTÂNICA Papilonaceae. Utilizada em construção naval. • A árvore é ornamental. catarros da uretra e úlceras gástricas (271). própria para uso externo. com asas brilhantes e esbranquiçadas e núcleo castanho. contendo inúmeras sementes aladas. coceiras. JACATUPÉ NOME CIENTÍFICO Pachyrhizus bulbosus Kurz. • Florescimento: setembro a fevereiro. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. ácido tânico e lapáchico e sais alcalinos (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Contém material corante própria para tingir seda e algodão. inflamacões artríticas. A germinação ocorre em um período de 10 a 15 dias (344). em saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. Inicia já no segundo ano de vida. depurativa.comprimento. antiblenorrágica (93). antiinfecciosa. • Propagação: sementes. antimicrobiana. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano. • Produz madeira rija. em substrato organo-mineral. Também indicada para o tratamento de úlceras. antiinflamatória. inflamações na garganta (215). antitumoral (257). SINONÍMIA . • Adubação: incorporar na cova de plantio 2 a 3kg de cama de aviário. sendo utilizada em arborização urbana.

quando tutorada. com flores alvas. como os pecíolos.. feijão-jacatupé. feijão-de-batata. lingüiça vegetal. As túberas são colhidas quando ocorre o secamento completo das folhas. Não tolera invernos rigorosos e ventos frios. Se as túberas não forem arrancadas. algo achatado. mais ou menos pubérulos. no final de inverno. menores que as folhas. O teor de matéria seca obtido foi de 15. . inflorescências e cálices.1%. As folhas são longo-peciolados. dispondo-se 2 a 3 por cova. O não tutoramento da plantas faz com que a planta se proste. uma batata fresca pesa cerca de 330g. reunidas 2 a 3 sobre pequenos nódulos inseridos na raque. procede-se a extirpação de todas as inflorescências. • Colheita: ocorre 8 a 9 meses após o plantio. cordiformes com 3 folíolos grandes. facilitando a infecção de fungos nas vagens e sementes.0x 0. e prejudicial na fase adulta. soltos. O cultivo praticamente inexiste. perene (batata) que. As flores são brancas e vistosas.5m. • Rendimento: o rendimento de túberas chega a 10t/ha (93). FITOLOGIA Planta herbácea trepadeira. podem sobreviver no solo por muitos anos. yeticopé (tupi = raiz semelhante a um nabo). que é muito pequena. • Propagação: sementes.Feijão-batata. As sementes são semeadas diretamente a campo. O fruto é do tipo legume. Nas condições de cultivo do Litoral Catarinense. Espécie que corre o risco de desaparecer. HABITAT Planta autóctone da Floresta Amazônica. de 10 a 15cm de comprimento e 2cm de largura. yacatupé (tupi = batata de casca fina). alcança 3m de altura e produz grandes túberas subterrâneas. contraído entre as sementes. contendo 6 a 8 sementes avermelhadas por vagem. CLIMA Planta de clima equatorial a tropical. Ramos novos pubérulos. volúvel. comestíveis. o terminal rombóide. se considerar-se que pode chegar a 15kg. Cresce espontaneamente em áreas próximas a cursos d’água. devido a erosão genética e extrativismo. que é crítica na fase de mudas. • Pragas: A planta é altamente suceptível à Diabrotica spp. SOLO Prefere solos leves. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Adubação: incorporar 2 a 3kg/cova de cama de aviário. Rácimos axilares. os laterais assimétricos. • Tutoramento: evita problemas fitossanitários às folhas e às vagens e facilita os tratos culturais e a colheita. • Plantio: outubro. • Capação: para aumentar a produção de túberas. mais ou menos glabro. linear. que é também pubérula. ricos em matéria orgânica e permeáveis. com chuvas bem distribuídas.

PARTES UTILIZADAS Túbera. raladas e misturadas ao leite. açúcares 5. crua. cujo amido é sucedâneo da araruta. • As folhas e caules são forrageiras muito apreciadas pelo gado. • No México.• Produção de sementes: a planta apresenta uma grande produção de vagens.05%. é consumida em fatias. JALAPA NOME CIENTÍFICO Mirabilis jalapa L. fibra 0. • As raízes. A maturação das vagens é demorada e desuniforme. para evitar a ocorrência de fungos. • No exterior. Pode ser consumida cozida com sal ou açúcar. proteína 1. à guisa de maçã. matéria graxa 0.32%. inseticidas e raticidas (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Nictaginaceae. ocorre quase 5 meses (em julho) após o florescimento. A batata apresenta casca fina e produz farinha fina e branca. adocicado.56% de proteínas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitussígena e diurética (93). que demoram cerca de dois meses para maturar. Do polvilho extrai-se a jacatupina (93). acessos febris e nefrites (93). FITOQUÍMICA Água 87. é usada para o preparo de saladas exóticas e sofisticadas. para ser conservada por um ano • O polvilho tem sabor suave e doce.1%. OUTRAS PROPRIEDADES • Raiz comestível com sabor de coco-da-bahia. à guisa de lingüiça. • As sementes são tóxicas. que é tóxica a insetos e para a erradicação de ratos (93). INDICAÇÕES Indicada para doenças das vias urinárias. • Pode ser defumada. A colheita das sementes deve anteceder o período das chuvas. TOXICOLOGIA As sementes encerram rotenona.78% e sais minerais 0.12%. contendo 21. .6%. servem para amaciar as mãos.

que podem ser plantadas diretamente a campo. ou quando o dia estiver nublado. ovóide. inteiras. boa-noite. As flores abrem-se ao entardecer. A raiz tuberosa é espessa. flor-das-quatro-horas. glabras. • Propagação: sementes e raízes tuberosas. HABITAT Espécie alóctone. SOLO É nitrófila. maravilha. sobretudo do México. boi-noite. bonina. belas-noites. herbáceo. em áreas ruderais. purga-de-nabiça. medindo 10 a 12cm de comprimento por 5 a 8cm de largura.60 a 1. jalapa-comprida. bom-dia. verde. O caule é ramificado. FITOLOGIA Planta herbácea. . glabro. beijo-de-frade. de pericarpo rugoso. Fruto cariopse. semelhante ao fruto da pimenta-do-reino. boas-noites. cilíndrico. moles. Em áreas ensolaradas e quentes. primavera ou verão. CLIMA É de clima tropical. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. suculento e com os nós entumescidos.0 x 0. As folhas são simples. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. pó-de-arroz. É esciófita. polianual. • Florescimento: ocorre no verão e outono. bons-dias. contendo um aquênio ou antocarpo. escura externamente e branca internamente. ovais. as raízes atingem maiores proporções. lisas. As sépalas são vermelhas. Flores hipocrateriformes de invólucro parecendo cálice. adaptando-se aos subtropicais. liso. pigmentado de vermelhovioláceo nas áreas expostas ao sol. dentadas e opostas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. ervatriste. preferindo solos humosos e úmidos. erva-de-santa-catarina.5m. beijos-de-frade. maravilha-de-forquilha. amarelas. maravilha-branca. suculenta. jalapado-mato. em sulcos ou covas. nativa das regiões tropicais. brancas ou mescladas. incrementa-se o tamanho da raiz. terrenos baldios e jardins. jalapa-falsa. PARTES UTILIZADAS Flores e raízes. falsa-jalapa. de 0. boa-morte. ereta.SINONÍMIA Batata-de-purga. róseas.10m de altura. maravilha-vermelha. • Capação: extirpando-se todos os botões florais. lanceoladas. agrupadas em cimos terminais. preto. bastante enfolhada. permanecendo abertas e perfumosas durante toda a noite. jalapa-bastarda. • Plantio: outono. • Adubação: 1 a 2kg/planta de cama de aviário.

A raiz tuberosa produz um líquido amarelo rico em bradicinina. As flores quentes e untadas com óleo são maturativas (283). anti-sifilítica. quando cozidas são comestíveis. JAMBUAÇÚ NOME CIENTÍFICO Spilanthes acmella (L. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. agrião-do-norte. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). pois o lagarto teiú cava o solo para comer a raiz sempre que é picado de cobra. agriãozinho. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é drástica. É provável que a planta seja antiofídica. repetir 2 a 3 vezes • Infuso: 10g de raiz para 1 litro de água. botão-de-ouro.FITOQUÍMICA A raiz contém um produto resinóide de fécula e muita potassa. Flores e raízes são ainda indicadas para lenir dores de ouvido (32). jambú-açú. antileucorréica e anti-herpética. . agrião. Flores e raízes são diuréticas (32). emeto-catárquica. Pode-se utilizar o suco das flores. agrião-do-mato. serve para eliminar sardas e panos do rosto. Se demorar passar a dor. usado diariamente para dores de ouvido (257). typica. pingando-o dentro do duto auditivo e deixando 15 minutos. tapando com algodão. Escorrer e pingar novamente. TOXICOLOGIA A raiz é tóxica e as sementes são consideradas extremamente venenosas. repetindo 2 a 3 vezes. quando macerado em limão até formar pasta mole (257). INDICAÇÕES O amido. agrião-bravo. que é abundante. jambú. A planta é ainda indicada para o tratamento de cólicas abdominais. SINONÍMIA Abecedaria. antidisentérica. agrião-do-brasil. e o sumo das folhas. var. FORMAS DE USO • Suco: pingar 2 a 3 gotas do suco do caule ou da raiz no conduto auditivo. erva-de-malaca. antidiarréica.) Murr. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas novas. agrião-do-pará. • O caule e a raiz são uma das maiores fontes de potassa vegetal. antihidrópica.

• Propagação: divisão de rizomas. cordiformes ou ovóides. pouco brilhantes. apigenina-7-neohesperosídosídeo. sinuosas e denteadas. O caule é cilíndrico e radicante nas partes basais. FITOQUÍMICA Amidas acetilênicas. Apresenta arquitetura ramificada e de constituição semi-carnosa. flavonóides (379). com cerca de 1cm de diâmetro. sementes e estacas dos ramos radicantes. por ocasião do florescimento. prostrada. Tolera bem solos ácidos. FITOLOGIA Planta herbácea anual. mas não necessariamente alagada. AGROLOGIA • Ambiente: Procurar implantar o cultivo em áreas mais úmidas da propriedade. SOLO A planta prefere solos úmidos e aerados. espilantina. longopecioladas e membranáceas. com pedúnculos longos e flores amarelas. quercitina-3-glicosídeo e rutina (43) . triterpenóides (Mukharya e Ansari. pimenta-d'água.3m. • Colheita: inicia a partir do terceiro mês após o plantio. Aquênios quase envolvidos em páleas membranosas. PARTES UTILIZADAS Folhas e capítulos. alagados e até fortemente argilosos. • Florescimento: julho a fevereiro. mastruço. A planta cresce espontaneamente em terrenos úmidos e ácidos. • Espaçamento: 0. afinina. Uma análise da parte aérea revelou a presença de apigenina-7-glicosídeo. ésteres amirínicos.jambuassú. CLIMA É originária de regiões tropicais até tropicais. que posteriormente tornam-se pardacentas. com 20 a 30cm de altura. lactonas sesquiterpênicas. fitosterina e colina (9. As folhas são opostas. espilantol. elípticos. Inflorescência em capítulo globoso. jambú-assú. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e as estacas radicantes e rizomas podem ser plantados diretamente a campo. pimenteirado-pará. esteróis. apud 120). que cresce espontaneamente na Amazônia e subespontaneamente em todo Brasil. negros. pimenteira. saponinas. • Plantio: outono e primavera. 257).4 x 0. porém tem mostrado boa adaptação em climas subtropicais quentes. jambú-rana. HABITAT Espécie autóctone.

antidispéptica (9). maçã-do-perú. antigripal. antiespasmódica. INDICAÇÕES Indicada para problemas hepáticos. antiinflamatória. apud 130). FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. estomáquica (257). que é uma amida do ácido não saturado. acre. É subespontânea da Mata Pluvial da Encosta Atlântica. • O espilanton. bexiga. é uma substância picante. odontálgica (93). quintilho. febrífuga. digestiva. antianêmica. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na culinária amazônica para o preparo de "pato ao tucupi"e a bebida "tacacá" (209). muito forte. JOÁ-DE-CAPOTE NOME CIENTÍFICO Nicandra physaloides [L. bronquite e tuberculose (Berg. FORMAS DE USO Infusão. afecções bucais e da garganta e cálculos da bexiga (120). sumo e masticatório. • Também utilizada na forma de salada. decocção. juá-de-capote.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É analgésica tópica. muito apreciado como ingrediente de dentifrícios (168). desinfetante (120). originária do Peru. joá. excitante. coqueluche. lanterna-da-china. apud 120). antiasmática. Encontra-se disseminada por todo mundo. FITOLOGIA . carminativa. emenagoga. É cultivada em jardins e ocorre subespontaneamente em áreas ruderais. narcótica. bucho-de-rã. É considerada rara em Santa Catarina (402). mata-fome. (130). estimulante (242) e antiescorbútica (424). TOXICOLOGIA O extrato aquoso induziu contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-crônicas e morte (Moreira et al. sialogoga. HABITAT Espécie autóctone. cicatrizante.] Gaertn. SINONÍMIA Balãozinho. béquica.

• Florescimento: maio e outubro a novembro. medindo cerca de 3cm de comprimento. medindo 10 a13cm de comprimento por 5 a 7cm de largura. 4 x 0. ereta. em doses mínimas (242). e tem propriedades similares a Atropa beladona. irregularmente serrado-dentadas. bem drenados e de textura média. suborbicular ou obovada.0m de altura. com tegumento crustáceo. Índice médio de germinação: 30 a 35%. agudas. frutos e raízes. brilhante. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Alelopatia: a planta inibe o crescimento de outras espécies vizinhas. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. Caule carnoso. Semente comprimida. ereto. ovado-oblongas. crasso e esverdeado. brilhante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A seiva é calmante. anguloso. glabro. As folhas são longopecioladas. ramificado. membranáceas. verde-claro. longamente pediceladas. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. TOXICOLOGIA Os frutos são tóxicos. As flores são isoladas. . com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. Corola campanulada. • Produção de semente: dezembro a janeiro. • Propagação: sementes. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica.000 sementes (209). O fruto é uma baga (solanídeo). • Plantio: outono e primavera. castanho-clara a amarelada. diurética e midriática (93). diaforética. verde-claras. lisas. CLIMA Vegeta melhor no inverno e floresce em outubro. quando novo e castanho-claro quando maturo. reticulado. lisa. estupefaciente. 5-lobados. com pericarpo membranáceo. glabra. azul-clara ou violácea. com 4 lóculos. globosa.6 a 1. ou seja. Uma planta produz até 1. ramosíssima e glabra. castanho-amarelado. alternas ou geminadas. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é usado para matar mosca (402). AGROLOGIA • Espaçamento: 0.3m. que cresce de 0.Planta herbácea anual. axilares e apresentam cálice membranáceo.

Não tolera solos ácidos ou encharcados. carne-gorda. maria-gombi. medrando em todo Brasil. major-gomes. maria-mole. suculenta. manjogome. brilhantes. mariangombi. CLIMA É de clima tropical. com nervuras inconspícuas. inhá-gome. As folhas são inteiras. bredo. maria-bombi. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. maria-gomes. maria-gorda. beldroega-miúda. obovadas. elípticas ou oblanceoladas. ora-pro-nobis-miúdo. HABITAT Planta autóctone da América. bundamole. manjongomes. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. glabras e finamente estriadas. ovóide deiscente. As folhas maiores concentram-se na parte basal da planta. porém adapta-se ao subtropical. pomares e à beira de matas. as folhas podem medir 16cm de comprimento por 8cm de largura. É esciófita. Inflorescência do tipo panícula terminal aberta. orbiculares. cilíndrico. às vezes púrpura. contendo várias gemas meristemática. geralmente avermelhado. alternas (as inferiores). em áreas ruderais. mata-calos. joão-gordo. areno-silicosos e com alto teor de matéria orgânica. erva-gorda. carnosa. carirú. SOLO Prefere solos úmidos. róseas. com 3 valvas contendo sementes pretas. lenticulares. medindo 5 a 7cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. A raiz é tuberosa. marrom-alaranjadopurpúrea. glabras. manjongome. labrobró-de-jardim. benção-de-deus. medindo de 40 a 50cm de comprimento. bredo-major-gomes. opostas (as superiores). glabra. maria-gorda. dispostas em panículas compostas cujas flores só abrem sob luz plena. língua-de-vaca. Caule ereto. lisas. As flores são pequenas.JOÃO-GOMES NOME CIENTÍFICO Talinum paniculatum (Jack). ocorrendo em número progressivamente menor em direção à inflorescência. com anteras amarelas. carurú. que cresce 30 a 40cm de altura. mariangome. SINONÍMIA Beldroega-grande. Em ambiente sombreado. O fruto é uma cápsula septífraga. Gaertn. curto-pecioladas ou sésseis. maria-gombe. labrobró. AGROLOGIA . quebra-tigela. carnosas e grossas. esverdeado. medindo 2 a 3mm de diâmetro. simples ou ramoso.

tosse. como cicatrizante (257). Sementes velhas germinam mesmo sem luz. cicatrizante. vulnerária. Abaixo de 10oC não ocorre germinação. diurética. neurastenia. • São plantas forrageiras muito apreciadas por animais herbívoros domésticos.30m. • Decocção: 20g de raízes por litro de água. diretamente em canteiros. • Propagação: gemas da cepa. PARTES UTILIZADAS As raízes tuberosas. inflamações tópicas (68). As sementes podem ser semeadas em sulcos. • Plantio: outono e primavera. refrigerante (68) e calicida. • Produção de sementes: 500 a 3. sobretudo potássio (257). FITOQUÍMICA Mucilagens e sais minerais. As sementes são emenagogas (93). emoliente. béquica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (a raiz). As raízes são utilizadas no tratamento de escorbuto (68). • Colheita das raízes: junho a agosto. cortes.500 sementes por planta (209). • Colheita de folhas: a partir de 80 a 90 dias após a emergência. A planta é prolífera. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser consumidas na forma de salada e refogados.• Espaçamento: 0.30 x 0. • Pragas: sensível à Diabrotica spp. . mucilaginosa. depurativa (257). • Colheita de sementes: fevereiro a março. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 30g/dia. As folhas servem para a extração de calos. • Cataplasma: usar folhar frescas. INDICAÇÕES As folhas e sementes são utilizadas no tratamento de feridas. podendo tornar-se invasora em regiões de clima mais ameno. • Florescimento: outubro a novembro . folhas e sementes. Sementes novas apresentam um certo grau de dormência que pode ser eliminada com a luz. gastralgia e tuberculose pulmonar (444). permitindo a produção de folhas mais suculentas e desenvolvidas. A temperatura ótima ocorre aos 25oC (209). na forma de infusão (cascas da raiz) ou caldo (das folhas) (444). sementes e as folhas. • Consórcio: utilizar plantas que possam sombrear parcialmente. • São cultivadas como ornamentais. podendo ser feita durante todo o ano.

• Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. PARTES UTILIZADAS Raízes. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e os rebentos de raízes devem ser aclimatados sob sombrite 70% e irrigação. crescendo espontaneamente em pastagens. bem drenados e com um bom teor de matéria orgânica. folhas e frutos. jurupeba. SINONÍMIA Jubeba.5 x 1. • Colheita: inicia-se seis meses após o plantio. jurubebinha.5m de altura. inteiras. • Propagação: sementes e rebentos das raízes da planta matriz. Ocorre como planta ruderal. amarelada. Inflorescência terminal. pomares e terrenos abandonados. • Florescimento: setembro a março. Folhas pecioladas. FITOLOGIA Planta perene. oblongas. CLIMA É uma planta tipicamente tropical e heliófita. lavouras perenes e capoeiras. arenosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. Caule ramificado. juvena. SOLO Prefere solos leves. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. profundamente sinuadas e sublobadas. incorporada na cova. em panículas abertas. ocorrendo das Guianas até o sudeste brasileiro.5m. Não tolera ventos frios e geadas. O fruto é uma baga globosa. solitárias. em estufa plástica. • Pragas: é muito comum a incidência de Diabrotica spp. jurubeba-branca. agudas. glabra. juuna. reunindo flores pequenas azulada ou violácea.5 a 2. alternas. alvopubescente e armado de acúleos curvos. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. juribeba. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . jupeba. jurubeba-verdadeira. arbustiva e ereta. alvo-tomentosas na face dorsal. • Plantio: março a abril. com 1cm de diâmetro.JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum paniculatum L. que atinge 1.

alaranjado. verde nas planta novas e verde-acizentado nas plantas adultas. desobstruentes. campos abandonados. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. ásperas. ereta. TOXICOLOGIA O uso da planta não deve ser prolongado. antidispépticos (271). medindo 2 a 3cm de diâmetro. clareiras. Inflorescência em cimeiras terminais e laterais. inerme.5m de altura. velame. FORMAS DE USO • Infusão: das folhas e frutos (afecções hepáticas. inermes. normalmente ovaladas. abcessos internos. jurubeba-velame. Cresce espontaneamente em áreas abertas. pouco ramificado. bilocular. margem inteira. HABITAT Planta autóctone do sul do Brasil. crescendo até 1. isoladas. polimórficas. elípticas ou lanceoladas. algo brilhante. O caule é cilíndrico. febres e debilidade em geral). JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum fastigiatum Willd. densamente espinhoso. atonia gástrica. brancas ou levemente azuladas. úlceras. áreas onde foram feitas queimadas. anti-hidrópicos. jurubeba-do-sul. • Suco: das raízes ou frutos (cistite. tumores e abcessos internos). antianêmicos. glabrescente. liso. com exceção do caule. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. bosques e áreas ruderais. acicularium Dunal. devido aos alcalóides e esteróides que contém (68).As raízes e frutos são antidiabéticos. catarro na bexiga (271) e impaludismo (242). tumores abdominais e uterinos. colagogos. em feridas e úlceras) (68). inapetência. escamosas. sutilmente sinuadas. feridas. engurgitamento do fígado e do baço. febres intermitentes. debilidade orgânica (68). aperientes. • Cataplasmas: das folhas (uso externo. capoeiras. icterícia. diuréticos. anemia. SINONÍMIA Jurubeba. cistite. dispepsia atônica. simples. O fruto é um solanídeo globoso. var. As folhas são pecioladas. corimbosas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da hepatite. reunindo flores com corola membranosas com cinco lobos ovaladotriangulares. febrífugos (68). amargos e tônicos (242). medindo 1cm .

PARTES UTILIZADAS Raiz. folhas e frutos. resinas.de diâmetro. convalescença. Aclimatar as mudas em estufa plástica coberta com sombrite 50%. coincidindo. • Florescimento: inicia na primavera e estende-se até o outono. A raiz apresenta sabor amargo. glabro. AGROLOGIA • Espaçamento:1. estomacais e do baço (128). ovalada a elíptica. SOLO Tolera quase todos os tipos de solo. Filtrar e tomar 1 cálice antes das refeições. de preferência com a florada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são cicatrizantes e a raiz é tônica digestiva e antianêmica (128). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. atonias gástricas (294) e catarro da bexiga (215). • Colheita: a partir de outubro. FITOQUÍMICA Jurubidina (aminoalcalóide esteroidal concentrado no fruto verde). • Propagação: sementes. A semente é comprimida. CLIMA É heliófita e seletiva higrófita (402). INDICAÇÕES Os frutos são usados para o tratamento de distúrbios hepáticos. de clima subtropical. As raízes e frutos são desobstruentes do fígado e do baço (93). A planta é reputada ainda como diurética. FORMAS DE USO • Vinho: ⇒ Descongestionante do fígado: macerar por 10 dias 30 frutos verdes e 2 fragmentos de canela em 1 litro de vinho licoroso. febres intermitentes. doenças infecciosas. • Decocção: . • Plantio: março a abril. 1 xícara das de chá de raiz picada e 1 colher das de sopa de casca de laranja amarga em 1 litro de vinho branco licoroso. colagoga e colerética (215). mucilagens e ácidos orgânicos (128). As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. embora prefira os arenoso. com tegumento crustáceo. soltos e úmidos.5 x 1. Tomar 1 ou 2 cálices ao dia. alaranjado. ⇒ Anemia: macerar por 10 dias numa panela de ferro hermética. medindo 3 a 4mm de diâmetro. anti-hidrópica.5m.

⇒ Cicatrizante: ferver 1 colher das de sopa de folhas bem picadas em 1 copo de água até reduzir à metade. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. capim-de-missanga. LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA NOME CIENTÍFICO Coix lacryma-jobi L. oco e com raízes adventícias na base. TOXICOLOGIA A ingestão das folhas. capim-de-rosário. são ovais. bem picados. perolados. FITOLOGIA Planta herbácea. com as margens onduladas e escabrosas. com 1 a 2m de altura. Coar e misturar o suco de ½ limão. rosário-de-nossa-senhora. Coar. capiá. auriculadas. A inflorescência é uma panícula de espiguetas axilares eretas. tem resultado em intoxicação de bovinos (209). ramoso. dispostas na base da espiga. Tomar 2 a 3 vezes ao dia. SINONÍMIA Biuri. em 1 xícara das de chá de água. Aplicar topicamente. solitárias. medindo 5mm de comprimento por 4mm de diâmetro. com 20 a 35cm de comprimento por 1. Os frutos. biurá. com pericarpo grosso e duro. lágrimas-de-job. capim-de-contas. branco-acizentados-azulados. lustrosos. em forma de fita. AGROLOGIA . do tipo cariopse. contas-denossa-senhora. envolvidas por um duro invólucro.⇒ Tônico digestivo: ferver 2 pedaços pequenos de raiz. HABITAT Espécie alóctone que é cultivada em todas as partes do mundo. glabro. perene. As folhas são alternas. As flores femininas são unifloras. ovóide-cônico As flores são monóicas. localizadas na extremidade apical da espiga. amplexicaule. por tempo prolongado. As flores masculinas são numerosas. bifloras. parcialmente ocultas pela bainha das folhas. monóica. ⇒ Também pode ser usado em gargarejos (128).5 a 3cm de largura. O caule é ereto. juntar 1 copo de mel e misturar bem. O amido da cariopse é levemente doce. lanceoladas-acuminadas.

7%. disúria e acrodinia (1. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. 444). PARTES UTILIZADAS Grãos maturos.• Espaçamento: 1. .000 a 12. • As folhas podem ser utilizadas como forrageira. A frutificação é bastante desuniforme. persistente em crianças (445). sitosterol e dimetil-glicosídeo (1. etc. braceletes. albumina 2. tirosina. água 14%. proteínas.8%. pelo alto conteúdo de proteína e lipídeos (93). tônicos. beribéri. INDICAÇÕES Os frutos fortalecem o baço e são utilizados no tratamento de enterite crônica. • As sementes fornecem fécula opcional para a indústria da cervejaria. leucina. embora a ocorrência esparsa de frutos maturos se verifique na maior parte do período quente do ano. coixenolide. substâncias gomosas e dextrona 1. óleo pingue verde-claro 0. 2.000kg/ha (93). OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada no sul da China para a fabricação de esteiras e artesanatos trançados. reumatismo. • Produção de sementes: 2. FITOQUÍMICA Celulose 62%. lombalgia (257).15m.1% glúten. ácido resinoso 0.500 a 3.7%. semeadas diretamente a campo. resina amarela e mole 0. Um quilograma de sementes contém cerca de 4. usados externamente são anti-reumáticas e excitantes. sais minerais 7.000 sementes. e internamente antiasmáticos e diuréticos (444). inchaço e males dos rins. lipídeos. apendicite. aminoácidos. nitrogênio 0. O fruto maturo é facilmente abcisionado pela planta. anti-hidrópicos. • Os frutos são utilizados em artesanato para a confecção de pulseiras.1%. pneumonia lombar. depurativos. muito diuréticos e nutritivos. com uma produção de 59. 4%. As folhas e colmos. emolientes.0 x 0. coixol.3%. rosários. • Produz uma farinha de alto valor nutritivo. arginina. • Colheita: abril a maio. • Propagação: sementes. analépticos. afecções catarrais (271).65% (93). açúcares 0. antidiarréicos (445).000kg/ha (93). molduras. FORMAS DE USO • 10 a 30g/xícara na forma de pó ou decocção do fruto tostado (444). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são antileucorréicos. cortinas. em sulcos. abcesso pulmonar (93). amido 8. • Plantio: setembro a outubro.1%. sendo própria para a alimentação de convalescentes e para a panificação. lisina. litíases urinárias. 444).4%. colares. edemas.

ricos em matéria orgânica e bem drenados. FAMÍLIA BOTÂNICA Escrofulariaceae. em torno da planta. É comumente encontrada como planta ruderal nos países de origem e colonizados. • Plantio: outono. CLIMA Prefere temperaturas mais amenas. casca de arroz. de rizoma rasteiro e vigoroso. o florescimento ocorre de outubro a dezembro. retirar as mudas do túnel para não estiolarem. As folhas são lineares. grisáceas. Os rebentos devem ser aclimatados em túnel de sombrite 70% até o pleno pegamento das mudas. glabras e alternas. A formação abundante de estolões deve ser contida para evitar a densificação de indivíduos. É nitrófila. permite um crescimento vigoroso do rizoma. com uma média anual em torno de 20 a 22oC. primavera e verão. HABITAT Planta alóctone originária das regiões setentrionais. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca. SOLO Prefere solos férteis. Alcança cerca de 30 a 35cm de altura e emite vários rebentos a partir das raízes. perene. à semelhança da espécie “boca-deleão” e amarelas. evitando ainda a germinação de plantas daninhas. Após este período. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. em duas tonalidades.LINÁRIA NOME CIENTÍFICO Linaria vulgaris Spr. • Mulching: o uso de palhas.30 x 0. mantém a umidade e uniforme a temperatura do solo. As raízes crescem horizontalmente e são de coloração creme. lisas. É heliófita. As flores são labiadas. É cultivada em jardins. . com tamanho entre 5 a 10cm. evita o adensamento do solo. FITOLOGIA Planta herbácea. • Florescimento: quando o plantio é feito em setembro. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o tranplante até o final do ciclo. Não se verifica a formação de frutos no Estado de Santa Catarina. • Propagação: rebentos de raízes. As mudas são transplantadas quando apresentam um porte de 15cm de altura.2m. plástico preto ou outra cobertura inerte sobre o solo.

áfilo. É indicada para a diarréia. medindo cerca 7 a 15cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. matas. de 15 a 35cm de altura. esverdeadas e com margem avermelhadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral e béquica (93). cilíndrico. os quais devem ser eliminados ou utilizados na produção de novas mudas. sinuada. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. pubescentes. PARTES UTILIZADAS Planta inteira em floração. oblanceolado-espatuladas. com um lóbulo terminal tão grande que forma a maior parte da folha. tapira.• Raleio: durante o desenvolvimento da planta matriz. erva-de-sangue.] Polak. ásperas. Escapo floral comprido. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas em tinturaria. acaule com 20 a 25cm de altura. ocorre um grande rebrote de plântulas dos rizomas. paraquedinha. Os aquênios são fusiformes. CLIMA . chamama. SINONÍMIA Buglossa. a beira de estradas e áreas ruderais. As flores são compostas por um invólucro cilíndrico-campanulado. medindo cerca de 3mm de comprimento. paraqueda. gramados. formado por 3 séries de filárias linear-lanceoladas. rosulado-basilares. terminando em um capítulo discóide. • A planta apresenta atividade mata-mosca (89). entre 0 e 800m de altitude (179). verde-escuras. cistite e icterícia (89). ligeiramente pêndulo quando jovem. As folhas são sésseis. FITOLOGIA Planta herbácea em forma de roseta. sanguineira. verde-claro. costa-branca. fumo-do-mato. labaça. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em bosques. finamente tomentoso. LÍNGUA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Chaptalia nutans [L. com a base pinatífida e atenuada. de cor branca. língua-devaca-miúda.

PARTES UTILIZADAS Folhas e inflorescências. insônia (32). 141). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. que são semeadas em canteiros. FORMAS DE USO • Cataplasma: as folhas são colocadas sobre a testa (cefalalgia e insônia). • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. tônica. béquica. desobstruente (68). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico a 95% administrado em ratos via intragástrica. nas folhas (121. dermatoses e cefalalgia (257). na dose de 100mg/kg. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (febres e obstipação intestinal). antigripal e sedativa (242). tumores linfáticos e obstipação intestinal (68). úmidos e soltos. por dia. e prunasina. emenagoga. • Propagação: sementes. nas partes aéreas. durante 4 dias. INDICAÇÕES Tem sido usada para o tratamento de catarro pulmonar. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. Indicada para dores musculares.É de clima tropical a subtropical. não demonstrou atividade antimalárica contra Plasmodium berghei (50). • Plantio: abril a agosto. O transplante é feito quando as mudas tiverem 4 a 6 folhas definitivas. erupções cutâneas de origem sifilítica. afecções das vias urinárias. • Decocção: ferver por 10 minutos 1 a 2 colheres das de chá de folhas ou raízes para 1 xícara de água. FITOQUÍMICA Ácido parasórbico. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Florescimento: agosto a janeiro. As raízes são usadas pelos indígenas da Costa Rica para combater as lombrigas intestinais. 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona. antiblenorrágica. anti-herpética. Tanto as raízes quanto as folhas são úteis contra a úlcera (179). SOLO Prefere solos francos. Adapta-se tanto à luz direta como a meia-sombra. .25 x 0. golpes e torceduras.25m. ao longo de sulcos transversais ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. A decocção das folhas é utilizada como vulnerária (12).

porém naturalizada nas Américas. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. escalda-mão. FITOLOGIA Planta herbácea rizomatosa. ou em áreas úmidas da Mata Atlântica e nas planícies litorâneas. com bráctea oblonga. inundadas. tosses. caso contrário a planta torna-se raquítica e com folhas amareladas. gengibre-branco. jasmim-borboleta. com o caule ereto e avermelhado na base. palustre. vigorosa. piri. CLIMA A plante prefere regiões de clima tropical a subtropical. lírio-do-vale. olímpia.• Infusão: 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara de água quente dermatoses. Pode ser usado internamente ou em banhos herpética (68). lágrima-de-napoleão. lágrima-de-vênus. biflora.0m de altura. membranácea. glabro. A sementes são ovaladas e avermelhadas. afecções das vias urinárias. com tubo longo e lobos lineares. medindo 2 a 3cm de comprimento por 1. originária do Himalaia e Nepal. com lígula acuminada. • Xarope: utilizam-se as sementes torradas como base de xarope para tosse (215). Corolas brancas. napoleão. verde inicialmente. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia. especialmente em áreas de baixadas. SINONÍMIA Bastão-de-são-josé. atenuadoacuminadas no ápice. com dorso e bainha pubescente. ciliolada. lanceoladas. Fruto tipo baga deiscente. obtusa. . glabra na página ventral. liso. elíptico. jasmim-do-brejo. de base angustada. Folhas sésseis. contendo muitas sementes envoltas em mucilagem vermelha. Espiga densa. emarginada. A planta é esciófita. enfolhado. lágrima-demoça. com 25 a 40cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. trifacetado. flor-de-lis.0 a 1. com alta umidade relativa do ar. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos encharcados e com bom teor de matéria orgânica.5 a 2. borboleta. entouceirada com 1. jasmim. perene. HABITAT Espécie alóctone.5cm de largura. LÍRIO-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Hedychium coronarianum Koenig. que habita as matas litorâneas do sul do Brasil. plana. catarros pulmonares. borboleta-amarela. narciso. cardamomo-do-mato. lírio-branco. passando a alaranjado.

artemísia. alvina. excitante. grande-absíntio. sintro. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. losma. • O cultivo tem que ser feito em solos úmidos naturalmente ou com irrigação abundante. tônico e anti-reumático (242) e as flores cardiotônicas. A flor é muito ornamental e perfumada. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Fornece fibras têxteis e celulose para o fabrico de papel. ATIVIDADE BIOLÓGICA O rizoma apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é béquico (93). • Colheita: inicia após o segundo ano de cultivo.0 x 0. rebentos e pedaços do rizoma. absíntio-comum. acinto. citronela-maior. acintro. • Plantio: primavera. alagados ou com irrigação abundante. erva-dos-cem-gostos. HABITAT . grande-absinto.AGROLOGIA • Ambiente: O cultivo deve ser feito em várzeas úmidas. flor-dediana.4m. • Espaçamento : 1. LOSNA NOME CIENTÍFICO Artemisia absinthium L. As flores constituem-se matéria-prima para a fabricação de perfumes. gotas-amargas. PARTES UTILIZADAS Rizoma e flores. Os rizomas fornecem fécula comestível e industrial (93). SINONÍMIA Absíntio. aluína. enquanto que os rizomas e rebentos podem ser plantados diretamente a campo. acinto. absinto. • Propagação: sementes. amargosa. losna. erva-dos-vermes. erva-santa. losnamaior. losna-branca.

bem curtido e solarizado. As flores são amarelas. As folhas são recortadas.8 x 0. bem drenados. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. mas bem aclimatada no Brasil. pendentes e de aroma forte e agradável. SOLO Prefere solos naturalmente férteis. enquanto que por propagação vegetativa é na primavera.000m de altitude (182). • Poda: ralear as touceiras sempre que houver alta densidade de perfilhos. ereto. CLIMA Prefere o clima temperado. sobretudo no verão. de cor verde-prateada e sulcos longitudinais. • Plantio: mudas oriunda de estacas ou rebentos são transplantadas com 2 meses de aclimatação. de caule ramificado. Além de exalar um forte odor. A planta cresce 0. peneirados.4 a 1. O plantio deve ser feito o mais breve possível para evitar-se a desidratação das mudas. Utilizar 1 a 2kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. A germinação ocorre entre 20 a 30 dias. Apresenta uma boa resistência às doenças foliares. • Adubação: deve-se evitar o uso excessivo de matéria orgânica. Em cada capítulo podem ocorrer 30 a 40 flores. Vegeta espontaneamente em solos secos e pedregosos. para assegurar um melhor pegamento. A melhor época de plantio. Cresce bem em solos pedregosos. As folhas próximas das inflorescências são subsésseis e lanceoladas. Regiões muito pluviosas são desaconselháveis ao cultivo comercial. embora vegete em subtropicais. originária da Ásia Central. moles. . tripinatisectas (as radiais) e bipinatisectas (as caulinares). conseqüentemente.0m e tende a formar moitas. • Propagação: feita através de sementes. tônico e aromático. É heliófita. pilosas (pêlos em forma de “T”). quando se utiliza a propagação por sementes é ao final do verão. profundos e com pH alcalino (acima de 6. • Doenças: a planta é suceptível à doenças vasculares fúngicas. divisão de touceiras ou de estacas da planta matriz.5). o sabor é extremamente amargo. • Aclimatação: as mudas oriundas de estacas ou mesmo de rebentos. A planta possui um forte odor peculiar e um sabor amargo. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. tubulosas. Neste particular. pois as sementes são muito pequenas. areno-argilosos. Europa mediterrânica e norte da África.Espécie alóctone. Tolera o sombreamento mas não resiste à geada. enquanto que aquelas oriundas de sementes são tranplantadas aos 3 meses após a emergência. devem ser enraizadas em túneis com sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização. plana na parte superior. do aroma. suspender irrigações e evitar-se solos pesados.50m. O uso abusivo de fertilizantes afeta a formação do óleo essencial e. cinza-esverdeadas ventralmente e branco-prateadas dorsalmente. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substratos organo-minerais. desde o nível do mar até 2. áspero. dispostas em capítulos de forma hemisférica. pendunculadas.

cólicas. • Infusão: ⇒ 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de água. • Renovação da cultura: embora a planta possa viver até 20 anos.12%. antigripal. meteorismo e inapetência (68). atonia digestiva (435). tísica (32). óleo essencial contendo absintina (amargo). umidade máxima . O máximo teor de princípios ativos na planta coincide com o período de florescimento (96). amarga. antidiarréica. pois ocorre um declínio natural da planta a partir do quinto ano (182). alcalóides. escrófulas. coar e armazenar em vidro . índice de amargor 1:10. ⇒ 30 a 50g por litro de água ou vinho (435). teneno. ventosidades. estomáquica (388). sucínico e palmítico. fenóis. camazuleno (257). eupéptica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emenagoga. Deixar em maceração por 7 dias.1:1 (96). resinas. a partir do segundo ano de cultivo. antipirética. anabsintina (93). A planta tem ação insetífuga sobre algumas pragas. envenenamento. vermífuga. distúrbios digestivos e hepáticos (257). tuberculose (388). não ocorre o florescimento no Sul do Brasil. espessura máxima de ramos e caule .• Pragas: A espécie é muito resistente às pragas. antiemética. isovaleriânico. • Florescimento: é condicionado pelas temperaturas invernais.0. FORMAS DE USO • Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas (preferencialmente) e folhas. colagoga. isotujona. flores brancas. • Tintura: misturar 2 xícaras das de café de álcool de cereais com 1 xícara de água e 1 punhado da erva picada. catequinas (388). proporção mínima de folhas e flores em relação a caule e ramos . tônica. convalescença. aperiente. anti-histérica (32).000. tujona (anti-helmíntico e convulsionante). antidiabética (257). pireno. • Colheita: ocorre no verão. cardineno. ácidos tuiônico.até 8%. a cultura deve ser eliminada e reimplantada a cada 3 a 5 anos. no acme do florescimento. cinzas . febrífuga.20%. estimulante. lactonas sesquiterpênicas (128) e nitratos (182). málico.7mm. • Padrões comerciais: conteúdo mínimo de essência . felandreno. INDICAÇÕES Auxilia no tratamento da nevralgias. álcool tuílico (163). FITOQUÍMICA Tanino flobafênicos. artabsina (amargo). mau hálito. antidisentérica (435) e antisséptica (182). Tomar 1 colher das de sopa em intervalo de 1 hora (32). hepática (68). • Massagem: friccionar as folhas sobre as partes afetadas (anti-reumático). Quando ocorrem invernos quentes. eupéptica. anti-hidrópica.

• Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em 1 xícara das de cafezinho de água fervente.1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). Adultos . crianças . Torna amargo o leite das mulheres que amamentam. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta apresenta odor peculiar e sabor amargo e aromático.degeneração irreversível do sistema nervoso central). licores. Também pode ser aplicada topicamente em articulações inflamadas. adicionar 1 xícara de mel e homogeneizar. TOXICOLOGIA Doses excessivas podem causar convulsões e pertubações da consciência (absintismo .escuro. O óleo essencial. nas irritações gástricas e nas propensões à congestão cerebral (93). por ser tóxico. Filtrar. A planta é utilizada também em cosmética e veterinária. louro-de-apolônio. LOURO NOME CIENTÍFICO Laurus nobilis L. Adicionar à ração do animal 1 colher das de chá para gatos ou 2 colheres das de chá para cães de porte médio (128). A infusão elimina parte da toxidez (68). sobretudo a tujona. loureiro-de-apolo. louro-comum. Aromatizante em bebidas amargas (vermute. O uso não deve ser prolongado porque pode destruir os glóbulos vermelhos (215). loureiro-dos-poetas. loureiro-vulgar. Tomar 1 cálice após as refeições. . loureiro-nobre. Contra-indicada para gestantes e indivíduos de temperamento bilioso ou sangüíneo. loureiro-de-presunto. As folhas dessecadas são utilizadas em alguns países como condimento de carne (182). O suco da planta não deve ser ingerido. especialmente piolhos. vinhos). Abafar. A planta passa por insetífuga. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. sempre-verde. SINONÍMIA Loureiro. As bebidas alcoólicas à base da planta são consideradas nocivas à saúde. é tóxico (257). loureirode-molho. • Vinho: macerar por 5 dias 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de vinho tinto e 2 cálices de aguardente. coar. loureiro-comum. • Vermífugo para cães e gatos: triturar um punhado de flores e folhas. Tomar 1 colher das de café diluída em água.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia.

Deve ser feita também uma poda apical quando a planta atingir uma altura que seja inconveniente para a colheita de folhas. localizados até a altura de 1m devem ser eliminados ou utilizados para a produção de mudas. aromáticas.HABITAT Espécie alóctone. tuberculatus. Em regiões favoráveis. Cresce em ravinas das montanhas mediterrânicas. alternas. C. Flores dióicas ou hermafroditas. FITOLOGIA Planta arbórea. com sépalas petalóides.5 x 2. Desenvolve-se bem em regiões em que as temperaturas médias anuais estão abaixo de 18oC. lanceoladas. Folhas verdeescuras. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. mergulhia e rebentos da raiz. lanceoladas. Fruto tipo baga. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. phaleratus). glabras. CLIMA É planta típica de regiões temperadas. brilhantes na parte superior e baça na inferior. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. Procurar manter a planta com um porte de até 3 a 4m. originária da Ásia Menor. Pseudoaonidium trilobitiformes) e besouros (Cratosomus pterygomalis. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por cochonilhas (Chrysomphalus aonidium. . ramos eretos. madeira amarelo-pálida.200m (182). deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm.5cm. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. medianamente férteis e ricos em matéria orgânica. onde o crescimento é muito lento (182). branco-amareladas. dióica. agudas. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. Se houver um período de estiagem prolongado. Pode viver de 60 a 70 anos (182). O caule é glabro. perene. ovóides. removendo-se a casca. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. bem drenados. cujas larvas atuam como broca do caule e ramos (93). retirando-se 1/3. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. de cor negra. onduladas nos bordos. • Poda: os ramos basais. coriáceas. Retira-se o substrato sob água corrente. de casca lisa e preta. pedunculadas. Não se adapta às regiões tropicais. de 2 a 10m de altura. pecioladas. C. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. 4 a 6 por umbela na axila das folhas. É encontrado em altitudes de até 1. • Plantio: outubro a novembro. persistentes. em locais sombrios e margem dos cursos de água. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. SOLO Profundos. • Propagação: alporquia. A parte do ramo que ficará sob o solo. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. pequenas. pode ser usada a semente dos frutos.5m.

estimulante estomacal. calmante (294). óleo essencial (93). atuam à guisa de incenso. anúria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antimicrobiana em conjuntivites (363). astenia e fadiga. FITOQUÍMICA Laurostearina. Aplica-se topicamente sobre úlceras (32). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser utilizadas como condimento em culinária. taninos e princípios amargos e aromáticos (294). Abafar por 10 minutos. úlceras (32). sedativa. oleína.• Doenças: a mais comum é a fumagina . FORMAS DE USO • Infuso: 1 folha de louro picada em 1 xícara das de chá de água fervente. Usado para o tratamento de articulações inflamadas e para afugentar moscas. Ferver por 10 minutos. PARTES UTILIZADAS Folhas sem pecíolo (verão) e frutos (outubro a novembro). coar e fazer a ablução dos pés (para combater os maus odores). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. prisão-de-ventre. coar. borrachudos e pernilongos (258). insônia (294). perfumando e desinfetando o ambiente. Tomar 1 xícara das de chá em jejum e ½ hora antes das refeições (eupéptica). quando queimadas. dispepsia atônica (283). amenorréia. gases. antisséptica (182). • Decocção: 2 punhados de folha de louro picada em ½ de água. carminativa. • Frutificação: não se constatou a formação de frutos em Santa Catarina. • Óleo essencial: fazer fricções localizadas em áreas nevrálgicas e reumáticas. • Florescimento: final do verão.fungo que forma uma camada pulverulenta negra sobre as folhas e sua ocorrência é facilitada pela presença de pulgões. amornar. picada de insetos (380). . Guardar em refrigeração. principalmente em marinadas e molhos. cânfora. Deixar em banho-maria por 2 horas. nevralgia. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de eczemas. coar. antidispéptica (283). bronquite (257). adicionar gotas de limão. anti-hemorroidária. • Geléia: amassam-se os frutos e misturam-se com mel. • As folhas. • Óleo medicinal:1 punhado de folhas secas em 1 xícara das de café de óleo de amêndoas ou azeite. dispepsia. anti-reumática (271). antireumática. • Suco: diluir 3 gotas do suco das folhas em uma xícara de água (amenorréia). sudorífica (93).

Não tolera solos ácidos. SOLO A planta prefere solos bem drenados. ricos em óleo essencial. estipuladas. crenadas. As flores são pequenas. gerânio-crespo. palmatilobadas. são matéria prima para o preparo de uma manteiga parasiticida. As folhas são alternas. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva.7x 0. As estacas tem que ser aclimatadas sob proteção de sombrite de 70% de sombra e irrigação intermitente por nebulização. Regiões muito pluviosas são prejudiciais à planta.• Os frutos. • Adubação: 0. também utilizada para lenir dores nas articulações (294). brancas com listas róseas. Aplicar 40 dias após o plantio. FAMÍLIA BOTÂNICA Geraniaceae. que lembra rosas. dispostas em umbela. aerados. SINONÍMIA Gerânio-cheiroso. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. que é de clima subtropical. silicosos a francos. . • Plantio: outubro. As folhas apresentam aroma muito intenso. MALVA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Pelargonium graveolens Art. multi-anual. peltadas. pecioladas. ou casca de arroz tostadas ou areia lavada. jardineira. prefere temperaturas amenas no verão. pediceladas. • Propagação: estacas de ramos. CLIMA A planta. Utilizar substrato à base de vermiculita. pubescentes e aromáticas. cujas raízes são altamente exigentes em oxigênio. Verões muito quentes e chuvosos apressam a senescência total da planta. 5g de nitrato de cálcio por planta. malva-rosa. com lobos pinatífidos. cordiformes. úmidos e muito menos os encharcados.5m. HABITAT Espécie alóctone originária do Sul da África. cujas folhas devem ser desbastadas a 1/3.5kg de húmus de minhoca por planta.

SINONÍMIA Malva. É Adstringente e aromática. • Florescimento: novembro. Europa e Ásia. . que deve ser combatido em todos os estádios de crescimento da malva. malvisco. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. malva-de-cheiro. • Desbaste: deve-se retirar o excesso de ramos da planta mãe. calmante. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com o inço. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. emoliente e usada em infecções da garganta e brônquios (257). incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. FORMAS DE USO Infusão e xarope.• Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. HABITAT Espécie alóctone originária da África. • É repelente de insetos. utilizando-os para a produção de novas mudas. Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil. num raio de 50cm em torno de cada planta. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. MALVA-COMUM NOME CIENTÍFICO Malva parviflora L. Evita-se também que os ramos e folhas próximos ao solo sejam contaminados por resíduos de solo. PARTES UTILIZADAS Folhas. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na indústria de perfumaria. • Colheita: inicia a partir do 6 a 7 meses após o plantio. malvaísco. malva-de-botica.

que favorecem à ocorrência de doenças. Pode ser propagada também por estacas. Pecíolo canaliculado. flores e raízes. Fruto do tipo esquizocarpo.0 x 0. • Propagação: infrutescência. Cresce cerca de 40cm de altura. • Pragas: vaquinhas (Diabrotica spp. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. foscos. nematódeos e viroses. odontálgica (215) e peitoral (444). pouco abundantes. • Doenças: o fungo da ferrugem (Puccinia malvacearum). discóide.FITOLOGIA Planta herbácea anual. glabros. subereta. aerados e bem drenados. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. com flores solitárias ou agrupadas. prateado e glabro. Inflorescência axilar. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. estrelados e bifurcados. castanho-avermelhado. calmante. • Plantio: outono. . A semeadura da infrutescência dá origem à germinação de tufos de plântulas. A geada é altamente prejudicial. para que a planta escape dos períodos chuvosos e/ou quentes do início do verão.) e pulgões. Folhas alternas. formado por 10 mericarpos reniformes. profundos. O cultivo de primavera tem que ser o mais precoce possível. superficialmente lobadas. Semente reniforme. SOLO Prefere os areno-silicosos. com 5 a 6cm de diâmetro. béquica. dotada de pêlos macios. Flores pentâmeras. frutos e sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas secas. FITOQUÍMICA Ácidos graxos insaturados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. O caule é cilíndrico.7m. com pétalas mais comprida que as sépalas. ricos em matéria orgânica. • Florescimento: primavera e verão. reticulados. antiinflamatória (209). bianual ou perene (conforme as condições ambientais). Apresenta uma certa tolerância às estiagens. simples. alvas ou lilacinas. verde-claras. pequenas. dificultando o raleio. pilosas. oftálmica. fibroso e bastante ramificado. de coloração cinza-amarelada ou ocre. orbiculares. que são vetores de viroses. As mudas são transplantadas quando apresentam 4 a 6 folhas definitivas. sem acidez. com tegumento ceroso. CLIMA A planta prefere temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. com o dobro do comprimento do limbo. creneladas e medindo até 9cm de diâmetro. lateralmente comprimida. sem excessos. ácido malválico e estercúlico (209).

Inalações são indicadas para dor de ouvido e das pálpebras (215). em decocção (444). OUTRAS PROPRIEDADES • Na Grécia é consumida como hortaliça. MALVA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Malva silvestris L. SINONÍMIA . FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. devido a liberação de ferro da gema. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à Malva-comum e Malva-de-botica. causada por ácidos graxos insaturados.INDICAÇÕES A infusão é utilizada no tratamento de úlceras. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. malválico e estercúlico (209). • As folhas e ramos prestam-se como forragem. TOXICOLOGIA • A planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. MALVA-CRESPA NOME CIENTÍFICO Malva crispa L. • Aves que ingerem as sementes e folhas põe ovos com a clara em tom rosado. em gargarejos para afecções das mucosas da boca e laringe e para as halitoses.

. 8 a 10cm de comprimento por 10 a 13cm de largura. amarelos quando maturos e com uma semente por fruto (422).5 (182). na primavera. medianamente soltos. • Plantio: outono. a fim de se evitar o ataque de pragas. Medra subespontaneamente no Sul do Brasil. malva. CLIMA Não tolera temperaturas muito elevadas. mal-das-boticas. malva-verde. malva-maior. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. fazendo que a planta se torne nanica e com crescimento lento. malva-vulgar. grandes e membranosas. simples e tuberculoso na base. As flores são fasciculadas e em número de 3 a 7. palmatinérveas. As flores são colhidas antes da antese. divisão de touceiras e por estaquia. Folhas com pêlos ásperos. a planta comporta-se como anual e seu porte tende a reduzir sensivelmente. profundos. SOLO Prefere solos bem drenados. rosa-chinesa. ocasionalmente anual ou perene. Ocorre até 1. • Colheita: inicia-se 6 meses após o plantio. ao longo de estradas.500m de altitude (96). e a ferrugem (Puccinia malvacearum). rosa-marinha. malva-defolha-redonda. na Argélia. • Florescimento: final da primavera até início do verão. com calículo tem três brácteas. cordiforme-orbiculatas. lixeiras e solos ricos em nitrogênio. secos e indeiscentes. especialmente no cultivo de final de primavera-verão. mantidas sempre úmidas. inodoras e mucilaginosas. longo-pecioladas. malva-branca. bordos recortados. O pH do solo deve ser mantido entre 6. É heliófita. É planta tipicamente ruderal. Ásia Ocidental e Central e oeste da Índia. permeáveis.0 e 6. mas macios ao tato. malva-grande. Desenvolve-se melhor em temperaturas amenas de clima temperado a subtropical. pubescente na base. FITOLOGIA Planta herbácea bienal. composto ou húmus de minhoca. crescem nas axilas das folhas. rosa. malva-rosa. • Pragas e doenças: a planta é extremamente sensível a Diabrotica spp. rosa-violáceo a azul. malva-pequena. Em regiões de frio rigoroso ou verão muito quente. Apresenta caule pubescente. em campos abandonados. • Propagação: sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 70 x 0. com 50 a 80cm de altura. ereto ou prostrado-ascendente. malva-silvestre. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. malva-selvagem. As mudas devem ser produzidas preferencialmente em abrigos telados. malva-de-casa. com as flores ainda em botão. A raiz é dura e fibrosa.40m. Cálice pentâmero. Os carpelos das flores transformam-se em 10 a 12 frutos tipo aquênios esquizocarpo. ricos em matéria orgânica.Hera-de-são-simão. lanceoladas. com estípulas denteadas. com 5 pétalas soltas. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. HABITAT Espécie alóctone que cresce espontaneamente em toda a Europa Central e Setentrional. para manter-se integridade das pétalas. em entulhos. férteis. com 5 a 7 lóbulos. com algumas nervuras mais escuras.

antiinflamatória das vias respiratórias. põe ovos com a clara rosada. raízes e flores. Folhas com mais de uma mancha provocada por Puccinia malvacearum são rejeitadas. Ferver por 10 minutos. coar.até 16%. adoçar com mel e tomar 3 xícaras das de café por dia (tosse). afecções catarrais (271). bactericida. das vias respiratórias. acne rosácea. obstipação dos olhos e picada de insetos (1). colite. • Compressas: aplica-se a infusão sobre furúnculos e abcessos. quando consomem as folhas e as sementes. • A mucilagem é adocicada. As flores devem ter 15 a 20% de mucilagem (96). expectorante. oxalato de cálcio (27). INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de irritação da garganta. antisséptica.• Padrões comerciais: cinzas . emoliente. OUTRAS PROPRIEDADES • As aves. faringite. MALVAÍSCO NOME CIENTÍFICO . • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água quente. devido a retranslocação de ferro da gema. hemorróida. gengivite. hipoglicemiante (145). refrescante e adstringente. abcesso. asma. laxativa. inflamações das vias digestivas e urinárias. matérias pécticas e resinosas. antocianinas. bronquite. São administradas várias xícaras por hora para a expectoração do catarro e desinflamação das vias respiratórias (283). nervosismo. óleo essencial volátil. Usar 3 a 6 vezes ao dia. FITOQUÍMICA Mucilagens e taninos (436). Tomar durante 30 dias (emagrecimento) (145). estomatite. calmante (283). As flores são béquicas (93). obesidade (145). • Decôcto: 2 colheres das de chá de flores em 1 xícara de água. PARTES UTILIZADAS Folhas. afta. devido à ação dos ácidos malválico e estercúlico. furúnculo. FORMAS DE USO • Tisana: 60g de raízes cozida em 1 litro de água. • Gargarejos e bochechos: fazer infusão com 10g de folhas secas em um copo de água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. tosse.

SINONÍMIA Malva-de-colibri. jaracatiá. mamãozinho. MAMÃOZINHO-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Carica quercifolia Solm. mamão-macho. com caule liso e ereto. SINONÍMIA Barrigudo. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringentes (flores) e antiflogísticas (raiz) (93). • Espaçamento: 2. 5 carpelos. Invólucros de 7 a 9 divisões lineares. à beira de caminhos ou em áreas acidentadas. umbuzeiro. mamoeirinho. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arboreta ramosa com 2 a 4m de altura. Fruto tipo baga subglobosa. A parte do ramo que ficará sob o solo. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. às vezes trilobadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Caricaceae.Malvaviscus arboreus Cav. junto a cerca. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio PARTES UTILIZADAS Raízes e flores. • Propagação: estacas de ramos e mergulhia. mantidas sempre úmidas. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser implantado na periferia da propriedade.5m. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. • Plantio: setembro. amarelas. Folhas cordadas.0 x 1. flores escarlates. .

FITOLOGIA . lobada. longo-pecioladas.FITOLOGIA Árvore pequena. HABITAT Espécie alóctone. subdigitada. com as nervuras dorsais proeminentes. Semear em saquinhos plásticos com capacidade de 400ml. • A estipe é matéria prima para a obtenção de doce semelhante ao coco. purgativa (215). MANJERICÃO NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. verde-amareladas.2m. SINONÍMIA Alfavaca. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. com lenho mole e 2. manjericão-doce.2 x 1. incorporada na cova de plantio. com sabor pouco adocicado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hidrópica. medindo 30 a 40cm de comprimento por 20 a 25cm de largura. pauciflora. glabras. em regiões livre de geadas. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é comestível.5m de altura. erva-real. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.0 a 2. de origem asiática. verde-escuras na face ventral e verde-pálido na ventral. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. anti-helmíntica e digestiva. • Propagação: sementes. var. • Plantio: outono. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. sobretudo da Índia. quando maturo. americanum. lisos. contendo substrato organo-mineral. peninervados. Folhas glabras. ou primavera. medindo 15 a 20cm de comprimento por 10cm de diâmetro. com um sulco dorsal sobre o pecíolo. Inflorescência axilar. basilicão. alfavaca-doce. É cultivada no Brasil em hortas e jardins. com oito lobos lanceolados. Fruto verde quando imaturo e alaranjado. alfavacão. Flores dióicas.

emenangoga. opostas. • Propagação: estacas de ramos jovens e sementes. muito ramificada. • Adubação: é feita no plantio. excitante. que cresce cerca de 0. O segundo corte pode ser feito dois meses após o primeiro. Em semeadura direta são gastos cerca de 5kg de sementes para o plantio de 1 hectare. estragol. digestiva. úmido.5m. cineol. com sementes pequenas.45% (96). verde-claras. taninos (93). Não suporta geadas. ricos em matéria orgânica e permeáveis. de crescimento ereto. As folhas são simples. (163). e as flores são brancas e labiadas. sendo que as sumidades floridas frescas. SOLO Adapta-se melhor aos solos férteis. Caule e ramos quadrangulares. ácido linoléico e cimoleno (163). 0. • Colheita: inicia três meses após o plantio. antisséptica (128). diurética. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. béquica. não tolerando baixas temperaturas.6 a 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. CLIMA Prefere clima subtropical até o temperado quente. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. peitoral. antidiarréica. As folhas frescas possuem cerca de 0. • Quebra-ventos: os ramos da planta rompem-se facilmente do caule. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. carminativa. eugenol. pilosos quando novos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. cortando a planta até 2/3 de sua altura. elíptico-lanceoladas. • Secagem: as folhas devem ser secas em estufas a 40 a 45oC. cânfora. antiespasmódica. metil-chavicol. FITOQUÍMICA Timol. muito ramificados. citronelol. sudorífica e anti-reumática (9). pretas e oblongas.Planta herbácea perene. necessitando de proteção contra ventos fortes ou mesmo os predominantes. utilizando-se 2kg/m2 de cama de aviário. Adubar em demasia aumenta o vigor da planta em detrimento do aroma das folhas.0m de altura. hemostática (215). linalol. febrífuga.3% de óleo essencial. A inflorescência é do tipo cimeira espiciforme. geraniol. cinoleno. tônica (68). • Rendimento: as folhas produzem 24 a 30kg de óleo/ha. INDICAÇÕES . pineno. Fruto tipo aquênio.0 x 0.

de 20 a 30cm de altura. opostas. condimentar e insetífuga. ricos em matéria orgânica. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. bem drenados. radicante quando encosta no solo. do Oriente Médio até a Índia. É cultivada em hortas. verde-acizentadas na parte ventral e aveludada na dorsal. semi-prostrada. • É componente do Licor “Chartreuse” e confere sabor especial ao creme de abacate com açúcar (163). amigdalite. pecioladas. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras três vezes ao dia (uso interno). dispostas em espigas axilares. OUTRAS PROPRIEDADES • É uma planta melífera. • Utilizada em molhos. Não tolera temperaturas abaixo de 10oC (96). Sementes escuras. no Brasil. FITOLOGIA Planta herbácea. pequenas e ovais. vômitos. estomatite. • As sementes controlam as larvas de Culex e Aedes aegypti. omeletes e saladas. afecções urinárias e respiratórias. Em regiões muitos quentes. faringite. HABITAT É originária do nordeste da África. quadrangular. carnes. multi-anual (em regiões quentes). pouco piloso. cólicas intestinais. dismenorréias. as folhas tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. livres de alumínio tóxico. Caule lenhoso na base. AGROLOGIA .5 a 2.Indicada ainda para a atonia gastrointestinal. peixes. • Decocção: fazer gargarejo e boxexo. medindo 1. MANJERONA NOME CIENTÍFICO Origanum majorana L.0cm de comprimento. CLIMA Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes. formando touceiras. Flores rosadas. Folhas pequenas. É anual em regiões de clima temperado. 3 a 4 vezes ao dia. para afecções bucofaringeanas (68). SOLO Prefere solos leves. gengivite e afta (68). frangos.

na base seca (277). tomada após as refeições.7 a 3. Adicionar o decôcto coado na água da banheira (banho tônico) (294). pastéis e molho para macarronadas. O rendimento de folhas e flores desidratadas por planta é de 8.51%).62%) e 4-terpineol (28.0% de óleo essencial (96).17 a 7. α-terpineno (0. . sílica nos intestinos (271). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de manjerona para 1 xícara das de chá de água quente. cólicas e incontinência dos instintos sexuais (215). linalol (3.40%). mirceno (1. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores.1% (317).16 a 10.58 a 21. sistema nervoso.3 x 0. • Colheita: inicia 60 a 70 dias após o plantio. pizza. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de feridas. • Rendimento: 1. setembro.93%). sudorífica. dor de cabeça. • Propagação: segmentos de caules radicantes. em média (317). OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como condimento de peixe. Esta infusão.19 a 8.• Espaçamento: 0. recheio de frangos. FITOQUÍMICA Sabineno (5. • Decocção: ferver 100g de folhas em 1 ½ litro de água. Adoçar com mel e tomar ao longo do dia (calmante).14%) (277). há tendência da planta definhar e as folhas se tornarem cada vez menores.35% (96). γ-terpineno (14. fraqueza do músculos.2%. • Raleio: quando houver uma densidade de folhas muito elevada.2 a 0.20% de óleos essenciais e as sumidades floridas cerca de 0.3m. retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio. astenia (294). antiespasmódica.10 a 1.86%). anti-reumática (271). • Plantio: março a abril. • Padrões comerciais: a planta seca pode ter 0. tônica. A planta fresca contém 0. insônia. resfriado.55. O teor de óleo essencial varia de 0.15 a 0. emenagoga (93). sedativa e analgésica (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. divisão de touceiras e sementes. Abafar por 10 minutos. queimaduras. • Florescimento: 70 a 80 dias após o plantio.200 a 7. Neste caso. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36. atua como digestiva. aperiente. digestiva (128).61g. sendo que o teor médio de óleo essencial na planta é de 1.83 a 38.000kg/ha.

5 a 6. maracujámamão. com precipitação de 800 a 1.0. com cerca de 9 a 10cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. amarelo-alaranjado. trepadeira. FAMÍLIA BOTÂNICA Passifloriaceae. passiflora. glabro.• É melífera. corniculadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Pedúnculos florais solitários. quando imaturo. agudas. oblongoobtusas. maracujá-grande. alvacentas por fora e encarnadas por dentro. porém mais compridas. FITOLOGIA Planta herbácea. maracujá-amarelo. unifloros. maracujá-açú. Folhas oval-oblongas.5 x 1. ocorrendo espontaneamente até a latitude sul de São Paulo. quando maturo. de caule ligeiramente quadrangular. Fruto ovóide ou piriforme. maracujá-melão. Pétalas semelhantes às sépalas.5m.750mm/ano. verde externamente e avermelhadas internamente. SINONÍMIA Flor-da-paixão. com 10 a 14cm de diâmetro. com temperaturas variando entre 26 a 27oC. maracujá. cultivado em todo o Brasil. peciolada. axilares. maracujá-doce. . Flores pendentes. maracujá-de-refresco. Não resiste à geadas (96). medindo 10 a 15cm de comprimento por 7 a 9cm de largura. bem distribuídas. glabras. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. maracujá-suspiro. e úmido. no entanto. glabro e discretamente alado. MARACUTANGO NOME CIENTÍFICO Passiflora alata Dryand. brilhante na face ventral e pálida na dorsal. Corona de fauce filamentosa e multisseriada. HABITAT Planta autóctone da América tropical. Sépalas subcarnosas. maracujá-comum. CLIMA Prefere clima quente. maracujá-silvestre. verde. É. bem drenados e com pH na faixa de 5. Apresenta sobre o pecíolo 2 a 4 glândulas sésseis dispostas em pares. maracujá-comprido.

etc. à beira de estradas. chá-de-lagoa. FITOLOGIA . macela-da-terra. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. doces. INDICAÇÕES Para a insônia e dores em geral (215). desinfetantes e diuréticas. macela-do-sertão. paina. 30 dias após o plantio. losua-do-mato. As sementes e a raiz são vermífugas (215). SINONÍMIA Camomila-nacional. • Capina: manter as plantas livres de concorrência com as invasoras.] Lam. marcela. • Colheita: inicia 8 a10 meses após o plantio. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos são comestíveis e utilizados para o preparo de sucos. • Padrão comercial: o resíduo máximo por incineração é de 14% (96). • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. HABITAT Espécie alóctone que cresce subespontaneamente em pastos nativos. MARCELA-DO-CAMPO NOME CIENTÍFICO Achyrocline satureioides [DC. aumentar a produção e a qualidade de folhas e frutos. carrapichinho-de-agulha. macela-amarela. marcelinha. • Plantio: setembro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são calmantes.• Propagação: sementes. macelinha. Aplicar 10g por planta de nitrato de cálcio. terrenos baldios. PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. areias e capoeiras. • Tutoramento: é feito com o objetivo de facilitar os tratos culturais. macela. marcela-do-campo. reaplicando posteriormente em intervalos de dois meses. macela-do-campo.

quercitina. isognafaliina. • Colheita: 3 meses após o plantio. δ-cadineno. 4 ou 5. monóica. Em condições de estiagem prolongada. Capítulos numerosos. ácido caféico e cafeoilcalerianina (137). PARTES UTILIZADAS Sumidades florais abertas. argiloso e mesmo em áreas semi-halófitas próximas ao mar. de caule cilíndricos. Porém. A planta é ramificada.Planta subarbustiva. femininas. • Adubação: a planta é bastante rústica sendo pouco exigente em fertilidade e umidade de solo. cariofileno. pedregoso. as folhas adquirem coloração acizentada. medindo 8 a 10cm de comprimento por 1.8-tetrametoxiflavona (268) e kawapirona (200). germacreno-D e α-pineno. quercetina 3. a propagação vegetativa pode ser feita visando a multiplicação de genótipos superiores e a produção de mudas uniformes e saudáveis. tamarixetina 7-glucosídeo. mas estimulam o crescimento da planta (423). teor de umidade das sementes: 10.7.5. 3.5 e 5%) inibem a germinação de sementes de alface. as flores marginais.7-dimetileter. reunidos em panículas corimbosas. protocatequilcalerianina. • Plantio: janeiro a fevereiro. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. • Florescimento: outono.8-trimetoxiflavona. • Alelopatia: extratos acuosos das flores (1. alnustina.5cm de largura.5m • Propagação: via sementes.7. Não obstante. inteiras.8-trimetoxiflavona. 7-hidroxi-3. sésseis. que cresce 40 a 80cm de altura. vivaz. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. as centrais hermafroditas. alternas. FITOQUÍMICA Óleo essencial: 1-8-cineol. patentes. ereta.5. lineares a lanceoladas. de corola filiforme. Fenilpironas: italidipirona e 23-metil-6-0-desmetil auricepirona A parte aérea .8% (253). óxido de cariofileno. Esta espécie distingue-se da A. SOLO Desenvolve-se em solo arenoso. quercitina-3-metiléter 7diglicosídeo (54). papus branco. de corola tubulosa. glabro e pardo. densoagregados com dois tipos de flores. 5. heliófita. A flor e a parte aérea contém flavonóides: isonafaliina. quercetagetina. raminhos ascendentes. ápice copioso-ramoso. tamarixetina. galangina. 2. Fruto aquênio. quando as plantas estão em pleno florescimento. Ácidos polifenólicos e ésteres: ácido clorogênico e isoclorogênico. Germinação: 68%. galangina-3-metiléter. Folhas distantes. tênue-alvo-tomentoso. CLIMA Espécie de clima subtropical. cariatina. Flores amarelodouradas. alata por possuir caule liso. desenvolve-se melhor em solos férteis e com bom teor de umidade.

antiinflamatória. sedante. estomáquica. Encerra ainda luteolina. excitante. carminativa. • Travesseiros: quando preenchidos com as flores. inibiu Pseudomonas aeruginosa (229. antiespasmódica e antiinflamatória (155.7 a 0. Tomar 6 xícaras das de chá ao dia (257). FARMACOLOGIA Imunoestimulante (331). INDICAÇÕES Na Venezuela a planta é usada para a impotência (179). amarga. antiflogística (179). demonstra atividade imunoestimulante e aumenta a atividade fagocitária. além de ser mutagênica (115). derivados da fenilpirona e morina. monoterpenos (257). antiherpética. Extrato hexânico das flores. emenagoga. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas para o enchimento de travesseiros e almofadas. tônica. α-himachaleno (367). FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras das de cafezinho em ½ litro de água. inapetência. colagoga. 230). favorecem o sono (68). sedativa (395). As sumidades floridas dessecadas têm 0. mirceno. aperiente. antisséptica. antidiabética. borneol. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana (180). aplicada via intraperitonial. anti-helmíntica. α-terpineno. adstringente.33mg/l (extrato aquosos). disfunções gástricas e digestivas. em ratos. 180. MARGARIDÃO-AMARELO . inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus e na concentração de 166. antiálgica.019mg/ml. atividade analgésica e antiinflamatória (115). cefalalgias. antiasmática. Apresenta atividade relaxante da musculatura lisa. TOXICOLOGIA Apresenta ação genotóxica e moluscicida contra Biompharlaria glabrata em concentrações de 100ppm. A raiz contém compostos acetilênicos (179). disenteria (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Eupéptica (327). na dose de 0. antiedematogênica externa e interna (394). canfeno. calmante para problemas digestivos (257). hipocolesterolêmica.84% de óleo essencial (96). 395). anódina (242) e antiepiléptica (215).contém sesquiterpenos. febrífuga. A fração polissacarídica da planta. • As flores fornecem matéria tintorial para a lã. antitumoral. antiespasmódica. ésteres de coleriantina. antiinfecciosa. antidiarréica (68).

0m. em média. podendo chegar até 3. A maturação dos aquênios é muito lenta e coincide com rebrote intenso do caule. . • Propagação: brotações dos ramos. estacas radicantes e sementes. FITOLOGIA Arbusto perene semi-herbáceo. As sementes são geralmente chochas.5 x 2. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Doenças: as folhas mais velhas são geralmente infectadas por antracnose. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha por xícara de água quente. ereto. • Plantio: primavera. AGROLOGIA • Espaçamento : 2.6m de altura. ovalado-orbiculares e pubescentes. ramificado. vigoroso. • Florescimento: maio a junho. grandes.0m de altura por 4m de diâmetro de copa.NOME CIENTÍFICO Tithonia diversifolia A. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de distúrbios hepáticos e gástricos. • Produção de sementes: julho-agosto. com 2. girassol-mexicano. Inflorescências terminais ou laterais com flores amarelas vistosas em capítulos grandes. SINONÍMIA Boldo-japonês. Gray. Abafar por 10 minutos. MARIA-PRETA NOME CIENTÍFICO Solanum americanum Mill. Os ramos são radicantes sem mesmo encostar no solo.0-2. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. Tomar após às refeições. As folhas são inteiras ou com vários recortes. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.

• Colheita: ano todo. acuminadas. maria-pretinha. CLIMA Adapta-se do tropical ao temperado. erva-moura. PARTES UTILIZADAS Folhas. guaraquinha.4 x 0. carachichu. bosques e áreas ruderais das regiões tropicais da América. É heliófita.0 a 1. mas variando de 100 a 1000 sementes (209) ou até 178.FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. erva-de-bicho. pecioladas. pastos. medindo 3 a 6cm de comprimento. Apresenta caule liso. anual. ovais. . é encontrada até mesmo em solos secos. aguaraquiá-açú. Os frutos quando secam retém as sementes (209). quase trapedozais. • Plantio: outono. verde-escuras.3mm de diâmetro. caraxixu. • Produção de sementes: 500 por planta. Semente comprimida. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. caraxixá. • Florescimento: quase todo o ano. O fruto é uma baga (solanídeo) verde. obovóide. pouco pilosa. SINONÍMIA Aguarágua. • Propagação: sementes. simples. as vezes inteiras. em viveiro. erva-mocó. aguaraquiá. dispõe-se em umbelas com 3 a 10 flores com até 1cm de diâmetro. alternas. A polpa contém 50 a 100 sementes pequenas e arredondadas. pedregosos e depauperados. quando imatura.3m. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. Porém. glabra e fosca. pimenta-de-galinha. A viabilidade no solo é de 8 anos (242). e negra quando matura. amarga e nauseabunda. amareloclara. sué. humoso e com teor de umidade. HABITAT Espécie autóctone que medra em áreas agrícolas. Folhas esparsas. sobretudo México e Costa Rica. verde e ereto. em média.000. SOLO Exige solo fértil (é nitrófila). alvas e curtamente pedunculadas. As flores. caraxiocu. guaraquim. FITOLOGIA Planta herbácea. com 1. medindo 8 a 10mm de diâmetro. maria-preta. brilhante. ramificado. com cerca de 30 a 70cm altura. pimenta. araxixu. reticulada. pimenta-de-cachorro. pimenta-de-rato. desigualmente lobadas. caaxixá.

espasmos vesicais (93). vulnerária. aperiente.. A planta tem habilidade em acumular nitratos. frente a acetilcolina. cirrose. A decocção e a maceração hidroalcoólica das folhas tem atividade sobre Candida albicans (Victoria. irritadas e dolorosas. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas aplicadas topicamente (dermatoses e lesões dérmica) • decocção: ferver 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. Também contém solasodina (0. pústulas. acne. espasmolítica. expectorante. . doloridas e lesionadas (68). nas doses de 320 a 640mg (Cruz. eczema (93). terror noturno (215). feridas e úlceras (uso tópico das folhas contusas). na dose de 640mg e frente ao cloreto de bário. TOXICOLOGIA Os frutos verdes são tóxicos (68). escrófulas. nevralgias. que é matéria prima para a produção de hormônios esteroidais (179). psoríase. febrífuga. meningite. solamargina (86 e 87). ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção das folhas tem ação antibiótica sobre Staphylococcus aureus (62). distúrbios digestivos e ginecológicos e hemorróidas (1). apud 179). furúnculo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. catarros e afecções urinárias). analgésica. podendo servir de matéria prima para geléias. podendo atingir níveis tóxicos aos animais (209). Internamente para o tratamento de asma. Tomar 3 xícaras ao dia (excitação nervosa. crises hepáticas. narcótica (209). cólicas. leucorréia. cólica e afecções urinárias (68). calmante. abcesso. gastralgia. cólicas. diarréias. diaforética (68). anti-hipertensiva. calmante (215). OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos maturos são comestíveis. diurética. paludismo. mineralizante. FARMACOLOGIA A infusão das folhas apresentou atividade hipoglicemiante em ratas (Victoria. afrodisíaca e analgésica (242). apud 179) e Cryptococcus neoformans (Cooney et al. anemia.1%). exantema. gastrite. por mecanismo muscarínico e musculotrópico. excitação nervosa. apud 179). panarício. erisipela. inflamações. rutina. queimaduras (32). tinha e vaginite. depurativa. sedativa. antiinflamatória. asparagina. A fruta fresca é usada como antiparasitária (2) INDICAÇÕES Indicada para o uso externo no tratamento de ptiríase versicolor ou pano branco (128). dartros. amigdalite. escorbuto. úlcera gástrica (179). A solanina tem uma DL50 de 42mg/kg por via intraperitonial (41). emoliente.FITOQUÍMICA Solanina. reconstituinte (179). antiartrítica. apud 179). dermatoses. Pode-se utilizar o decôcto para fazer a ablução de áreas inflamadas. áreas intumescidas. dermatite. anti-reumática.

de caule ramificado horizontalmente a partir do colo. • A planta pode ser hospedeira de nematóides do gênero Rotylenchus e Meloidogyne (209). . Inflorescência em rácimos cilíndricos. As folhas são alternas. crescendo cerca de 40 a 50cm de comprimento. mentrusto. pinatisectas. castanho-amarelada. preferindo aqueles de textura média e férteis. As sementes são oblongo-reniformes. erva-vomiqueira. cuja corola é formada por 4 pétalas hialinas. mentruz. SOLO Todo tipo. unissulcada. que contém um composto sulfurado que age como antibiótico natural (128). MASTRUÇO NOME CIENTÍFICO Coronopus didymus L.• As folhas são preparadas cozidas ou fritas com ovos (179). mas adapta-se bem às subtropicais. FITOLOGIA Planta herbácea anual. CLIMA É originária de regiões temperadas quentes. glabras. reunindo flores muito pequenas. erva-formigueira. 30 x 0. mastruz. prostrada. • Colheita: inverno e primavera. As folhas basais são curto pecioladas e as terminais sésseis.30cm. com 3 a 7 pares de segmentos laterais e um terminal. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. São semeadas diretamente em sulcos transversais de canteiros. A planta não se desenvolve bem no verão. Smith FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. sendo que cada segmento se desdobra em 2 a 5 lobos. SINONÍMIA Erva-de-santa-maria. • Plantio: outono. bem drenado. verde intensas. É heliófita. • Adubação: 2kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. • Propagação: sementes. O fruto é uma síliqua indeiscente. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. composta de duas valvas.

Tomar 3 cálices por dia. SINONÍMIA Arrebenta-boi. • Salada: usar folhas novas como estimulante da digestão. joá-vermelho. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. O caule é ramificado. babá. excitante. baba. diurética (215). peitoral e antiescorbútica (93). gogoia. hipertrofia do coração e ciática (435). Tomar 3 xícaras ao dia (128). Filtrar. febres palustres e intermitentes (242). à margem das estradas e cercas das planícies litorâneas. juáti. mingola. MELANCIA-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO Solanum capsicoides All. HABITAT Espécie autóctone que medra ao longo da faixa litorânea brasileira. que cresce cerca de 50 a 60cm de altura. arrebenta-cavalo. em uma garrafa de vinho branco seco. • Cataplasma: preparar em pilão ou liqüidificador uma pasta de talos e folhas. bronquite. vesicatória dérmica. FITOLOGIA Planta herbácea anual. afecções respiratórias. mata-cavalo. baga-de-espinho. ocorrendo em pastos. Espalhar numa gaze e aplicar topicamente em dores musculares • Infusão: 10g de folhas em 1 litro de água quente. estimulante das glândulas salivares. FORMAS DE USO • Vinho: macerar por 5 dias 50g de folhas e talos picados (em local escuro).PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante da digestão. cujo caule e folhas são revestidos por grandes e numerosos espinhos recurvados para baixo. juá-vermelho. afecções renais e do estômago. expectorante (128). anti-hidrópica (435). vermífuga. . OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como aromatizante de bebidas alcoólicas. raquitismo contusões (215). INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorróidas. áreas abandonadas. hermética. em intervalos de 4 horas (expectorante). dores musculares (128).

discóides.5m. além das 200 a 250 sementes. arenosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de manchas de pele (panos).5cm de diâmetro. PARTES UTILIZADAS Frutos. • Propagação: sementes. com tegumento coriáceo. ocorrem alguns espinhos. brilhante. • Plantio: setembro.cilíndrico e lenticilado. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. comprimidas. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. com pedicelos espinhosos. • Florescimento: outubro a novembro.80 x 0.000 sementes (209). As folhas são longo-pecioladas. medindo 3. Encerra. urticária (283. . É heliófita. As flores.0 a 3. algo prateada de sabor muito doce. com estrutura pentâmera. transmitem pelo leite as propriedades tóxicas (283). • Os frutos são usados para envenenar baratas. adquirem tonalidades uniformes laranja-vermelho. medindo 13 a 15m de comprimento por 10 a 11cm de largura. As sementes são reniformes. sobretudo na face dorsal. amareladas ou ocre. Quando maturos. Os frutos (solanídeos) tem formato esférico ou levemente achatado na base. As vacas ao ingerirem o fruto (com as sementes). aos 100 a 120 dias após a emergência. que são maiores. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. • Colheita: ocorre no verão. 32). CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. SOLO Prefere solos soltos. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa do fruto é comestível. pentalobadas. uma substância semi-esponjosa. medianamente úmidos e pouco ácidos. • Produção de sementes: cada planta produz entre 300 e 3. Quando novos apresentam coloração verde rajado com verde-escuro. membranáceas. Sobre o pecíolo e nervura principal. quando não morrem. aladas. glabra. reticulada. O cálice é 5-lobado. estão reunidas extra-axilarmente em grupos de quatro. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A corola é formada por 5 lobos cuneados e agudos e brancos. tuberculose mesentérica e edemas nos membros inferiores (93). verde-claro e ostensivamente armado.

quando imaturo e alaranjado. a planta torna-se mais raquítica e os frutos menores. verde-amarelado.6 a 1. • Propagação: sementes. escabrosas. medindo 0. dispostas em cachos ou corimbos. sob intensa radiação solar. glabras.MELÃO-DE-SÃO-CAETANO NOME CIENTÍFICO Momordica charantia L. com lóbulos mucronadas. solitárias. longas e pubescentes. Fruto tipo cápsula que se abre em três valvas. escabroso externamente. aerados e humosos. SOLO Prefere solos úmidos. foscas. crescendo subespontaneamente em quase todo o Brasil. pubescentes. fruto-denegro. SINONÍMIA Erva-de-lavadeira. Desenvolve-se melhor em fotoperíodo curto. longo-pecioladas. contendo sementes envolvidas por arilo vermelho de sabor adocicado. em terrenos baldios e áreas ruderais. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação térmica e luminosa. com caule estriado. Em pleno verão. não encharcados. As flores são axilares. muito ramificada. medindo 2 a 3m de comprimento. erva-de-são-caetano. palmatífidas. escandente. membranáceas. fruto-de-cobra. estreitados na base. castanho-amareladas. longo-pedunculados. levemente hirsuta na página superior e densamente na inferior sub-orbiculares. Possui folhas alternas. porém a formação de mudas em bandejas de isopor permite o estabelecimento de mudas mais vigorosas e . As sementes são ovalado-elípticas. erva-de-são-vicente. Apresenta gavinhas simples. denteados ou lobulados. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. melãozinho. mas que se tornou cosmopolita. alóctone. A planta tem cheiro desagradável e os frutos são amargos. FITOLOGIA Planta herbácea. quadrangular. HABITAT Espécie alóctone originária da Ásia. anual. Pode-se semear diretamente no campo. com 5 a 7 lobos ovalado-oblongos. delicada. quando maturo. monóica. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. finas.4m.0 x 0.0cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. unisexuais e amarelas.

momordica aglutinina. O fruto é antileucorréico. taraxerol. adstringente da cútis (299). ela tende a ocupar todos os espaços disponíveis. purgativas (folhas). são hemostáticos. emeto-catárquico. anticarbunculosa (93). comportando-se como invasora e atrofiadora de outras espécies em consórcio. esteróide-charantina. folhas e arilo das sementes. ácido gentísico. antifebrífugos e antipalúdicos (frutos na forma de geléia ou xarope) (152). fenilalanina. (352). a malha pode ser de 10 a 15cm. vicina e o alcalóide zeatina (179). em forma de cataplasmas. À medida que finda o ciclo da planta. β-alanina. criptoxantina. INDICAÇÕES . anti-reumática. V-insulina. α-caroteno epóxido. Os frutos cozidos são utilizados como vomitivos e antivenéreos. antiflatulenta. FITOQUÍMICA Momordicina (alcalóide). anti-helmínticos (frutos) antipirética.15%) e glicina (18. Os mesmos. afrodisíaca. neroldiol. laxante. momordica charantia lectina. antidiabética. Plantio: setembro. cicatrizante (as folhas pulverizadas). o mais importante é sua ação hipoglicemiante. p-cimeno. hipotensora. lignano-calceolariosídeo. anticatarral e purgativo (257). vermífugo e estomáquico (120). antihemorroidário (242). ácido mormódico (257). colerética. Frutificação: ocorre no verão. Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. anti-reumático. Florescimento: primavera e verão . Os frutos são colhidos semi-verdes. β-sitosterol. emenagoga. Existem várias opções de tutores. derivados de stigmasterol. diosgenina. até redes plásticas. βcaroteno. P-insulina. supurativa. As sementes encerram os aminoácidos ácido glutâmico (42. triterpenos-momordicina. que são as mais indicadas. que contém 16% de ácido galacturônico. momorcharisídeos A e B. rubefaciente. Consórcio: devido ao grande vigor da planta. hastes. desde aqueles feitos de bambu e arame. estomáquica. De todos os usos da espécie. momordipicrina. verbascócido. já maduros. o tamanho do fruto também decresce. vermicida. emoliente. β-amirina. arginina. no verão. Tutoramento: permite a colheita de frutos de melhor qualidade. Pode-se também fazer o plantio ao longo de cercas. depurativa do sangue (179). antimicótica. antes de se abrirem. hipoglicêmica (infusão das folhas). O suco das folhas é emético e purgante e a raiz é adstringente.• • • • • • uniformes. dispostos vertical ou horizontalmente. O fruto é rico em polissacarídeos. febrífuga.56%) (187). 5hidroxitriptamina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aperitiva. Para tanto. inibidor de tripsina momordica. PARTES UTILIZADAS Frutos. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. fator citostático de momordica.

A decocção das folhas é utilizada para tratamento de infecções da pele. A planta inteira é utilizada contra e resfriado (233). O princípio responsável por esta atividade é o polipeptídeo P (ou V-insulina). embaraços gástricos. As sementes. O suco da polpa de Momordica charantia diminui os níveis de glicose em ratas normais.35g/kg). hemorróidas (especialmente a raiz) (257). O extrato de sementes e da planta inteira demonstraram um pequeno mas consistente aumento nos níveis de glicose em ratas normais. dartro. eczema (32). picadas de insetos. em intubação gástrica. in vitro. inibe o sistema nervoso central. O efeito foi mais pronunciado com o extrato metanólico do suco da polpa isento de saponinas. antimutagênica. furúnculo. possui uma atividade citotóxica dose-dependente sobre os linfócitos leucêmicos em humanos. sarna. Preparada por cozimento. Diversos trabalhos tratam da atividade hipoglicemiante dos frutos. malária. é utilizada para colite. O extrato aquoso das folhas inibe consideravelmente o aumento da atividade do guanilato ciclase induzida por fatores químicos carcinogênicos. (179). O extrato aquoso do fruto. O extrato alcoólico a 95%. já resulta em efeito hipoglicemiante. tanto em animais quanto em humanos (207). ATIVIDADE BIOLÓGICA . tanto que seu uso na medicina popular é considerado como perigoso (Hurst. queimaduras. ou melhorando a ação da insulina (11.É indicada para o tratamento de enfermidades hepáticas (352). apud 179). A charantina mostrou ser mais potente do que a tolbutamida como hipoglicemiante. A administração de charantina (50mg/kg) em coelhos. imunomoduladora (120). O extrato alcoólico a 70%. pruridos e úlceras malignas. em grandes quantidades. menstruações difíceis e cravos. 179). antilipolítica. antitumoral da leucemia L-1210. enxaquecas (120). via intraperitonial. tem efeito purgativo drástico. e aplicado por via subcutânea. Menciona-se também. anti-hipercolesterolêmica. causou um decréscimo gradual no nível de açúcar no sangue em 42% após quatro horas de sua administração. possui uma atividade anti-hiperglicemiante (205). que o sumo do fruto é citotóxico in vitro. pela inibição da síntese protéica (179). O fruto maduro. isolado a partir dos frutos. antiviral contra o vírus da estomatite vesicular. o decréscimo foi de 28%. dores de ouvido. androgênica. Após cinco horas. catarata (271). em doses de 3 mg/animal. O suco da polpa também teve um efeito hipoglicêmico significativo em ratas normais alimentadas com glicose. na dose de 3ml/kg por via oral. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antitumoral em Sarcoma 180. Os resultados indicam a presença de compostos hipoglicêmicossapogênicos e a atividade provavelmente medida seja por uma melhoria no sistema da atividade secretora da insulina de células β. Também evidencia-se a atividade citostática e antiviral de uma fração cromatográfica de um extrato do fruto. quando o extrato foi administrado 45 minutos antes da administração da glicose. Inibe a glucose-oxidase e radicais livres (179). para os leucócitos humanos leucêmicos (ED50= 0. As folhas e frutos são utilizados na cura do gogo das aves (93). cólicas abdominais. O suco das folhas é utilizado para mordida de serpentes e afecções biliares (179). sementes e cultura de tecidos. em coelhos tratados com estreptozotocina. A infusão forte é utilizada para escabiose.16G/kg) e os linfócitos humanos normais (ED50 = 0. morféia.

podendo ser consumido in natura. provoca uma diminuição acentuada na formação dos espermatozóides. furúnculos e carbúnculos) • Suco: machucar as folhas verdes em óleo de amêndoas doces (queimadura). não devendo ser ingeridas em grandes quantidades (209). • O fruto quando novo é comestível. Alguns autores indicam que meia colherada do sumo do fruto maduro pode matar um bezerro grande em 16 horas. O extrato aquoso das sementes possui uma atividade anti-helmíntica in vitro (179) FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas secas por litro de água (leucorréia. Os pássaros apreciam muito o arilo. uma atividade anti-helmíntica poderosa contra áscaris. É descrita como uma planta tóxica e abortiva (333). aplicado em bezerros. • O extrato aquoso das folhas possui elevada atividade inseticida (179). • O fruto é um ótimo substituto do lúpulo. almofadas e estofados. TOXICOLOGIA Pode ter ação teratogênica (233). tem causado a morte de crianças. além de atividade antihelmíntica. • A planta pode ser utilizada como ornamental em pergolados. In vitro. As sementes contém compostos tóxicos. Além do mais. O suco puro pode ser aplicado sobre a sarna (32). • Das sementes obtém-se um óleo para a produção de alguns cosméticos. espermatogênico e espermicida. Bacillus sp. Candida albicans.75 g/kg por via oral durante 20 dias. menstruações difíceis e cólicas causadas por vermes). o extrato provoca lesões testiculares e atrofia os espermatozóides. No sul da Flórida tem ocorrido vários casos de crianças que ficaram doentes após terem consumido os frutos maduros de Momordica charantia. o efeito tóxico experimentado com o sumo de Momordica charantia sobre ratas e coelhos. Constatou-se ainda lesões testiculares em cães e alterações sobre os parâmetros sangüineos em suínos (120). OUTRAS PROPRIEDADES • As hastes fornecem fibras macias para o enchimento de colchões. Shigella. trituradas.O extrato etanólico do fruto apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. Outros trabalhos relatam atividade espermicida in vitro. Mas pode ser frito e cozido. O extrato etanólico a 95% possui. servem para alvejar roupas e tirar nódoas (93) . e. in vitro. cercas e caramanchões. O arilo da semente é adocicado. • Ungüento: arilo contuso misturado com vaselina (tumores. aeruginosa. O sabor amargo pode ser eliminado escaldando o fruto. A infusão do fruto é útil contra hemorróidas. depois de apresentar vômitos e diarréia (352). apresentando vômitos e severos efeitos purgativos (84). na dose de 1. P. Shigella flexneri (245). bem como para a indústria do papel. . • As folhas e as hastes. sobretudo na forma de picles e salada. O suco apresenta efeito antimicótico. é um inibidor da síntese protéica. Administrado durante 60 dias. É abortivo em ratas à doses de 8 mg/kg por via intraperitonial. Micrococcus luteus. na preparação da cerveja.. Salmonella. Eschirichia coli e Staphylococcus aureus.

curta. curtopecioladas e persistentes. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.15cm/dia ou 0. • Propagação: perfilhos da planta matriz e estacas. Cápsula comprimida. anador. carpinteiro. SINONÍMIA Cerebril. FITOQUÍMICA Entre os mais importantes constituintes estão os esteróis. os lignanos (naftalido lignano) e saponinas. triptaminas. estipitada. opostas. As brácteas e bractéolas são cerdosas e as flores são lilases.15g/dia de matéria seca (307). As folhas são inteiras. nativa das regiões tropicais da América. chambá. stenophylla Leonar. FITOLOGIA Planta herbácea perene. dicótoma. decumbente ou ascendente. muito ramificada. verde-claras. var. ereto. É difícil encontrá-la na forma espontânea.MELHORAL NOME CIENTÍFICO Justicia pectoralis Jacq. glanduloso-pubescente. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. puberulento. trevo-cumarú. trevo-do-pará. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as os perfilhos são enraizados em saquinhos de plásticos contendo substrato organo-mineral. pouco ramificado. esteróis. filiforme. mucilagens. quempferol. formando touceiras de perfilhos. carpinteiro. Durante o inverno as folhas tornam-se arroxeadas. lanceoladas a ovado-lanceoladas. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. cerebril. com 3-7cm de comprimento. • Taxa de crescimento: 0. base aguda. Cresce subespontaneamente em subosques das regiões baixas do Caribe (179). peristrofe. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. HABITAT Espécie alóctone. óleo essencial (8). • Plantio: primavera. comumente radicante.4 x 0. de caule reptante. Em algumas variedades tem sido encontradas aminas aromáticas. A planta cresce de 20 a 40cm em altura. A inflorescência é do tipo espiga terminal. ácido salicílico e álcool alifático . longo-atenuadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Acanthaceae.4m. cerebril. pingo-de-ouro. erva-de-santoantonio. • Florescimento: julho a agosto. pequenas e são muito espaçadas entre si.

swertisina. 418). expectorante. prolina. Observou-se por eletroencefalografia que o decôcto da planta produz efeitos neurotróficos (349). Além da cumarina. 379). feridas. O arilo das sementes é utilizado para combater o gogo das aves (93). serina. decocção e sumo. flavonóides. béquica. enfermidades do fígado (179). umbeliferona. A DL50 por via endovenosa em ratos é de 1. a umbeliferona e a swertisina conferem a planta propriedades sedativas e relaxante da musculatura lisa. adstringente. Do extrato etanólico obteve-se um lignano chamado justicidina B (197). antagonista da serotonina e redutor da atividade espontânea (Garcia. TOXICOLOGIA Em altas doses é alucinógeno (130. peitoral. o que corresponde a 10g/kg por via oral. asparagina. afrodisíaca (130). fenilalanina. betaína. antiinflamatória (307). sedante nervoso.344mg/kg. MENTRASTO NOME CIENTÍFICO Ageratum conyzoides L. infecções das vias respiratórias. antireumática (179). insônia e afecções nervosas (303). Apresenta ainda efeito sedante. ssp. relaxante da musculatura lisa. sendo o suco aquoso liofilizado classificado como não tóxico (314). conyzoides. anti-hemorrágica das vias urinárias e tranquilizante. além de atividade antibacteriana (302). ornitina e lisina (225. peitoral (351). citado por 179). alanina. cicatrizante. INDICAÇÕES Indicada para gastralgias. valina. alcalóides indólicos (264) e hidroxifenil propiônico (117). ácido alfaaminobutírico. N-metiltriptamina. esteárico (49). isoleucina. antibacteriano.(379). N. O naftalídeo lignano tem sido associado com atividade antidepressiva e antiarrítmica (379) FORMAS DE USO • Interno: infusão. . Contém cumarinas. catamenial. broncodilatadora (261). swertiajaponina. Os lignanos e as saponinas possuem efeitos inibidores da fertilidade em mulheres. β-sisterol (265). leucina. dermatites. vascina (179). glicina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. ácidos palmítico.N-dimetiltriptamina. aftas (130). febrífuga. hidroxiprolina. • Externo: suco e decocção (banhos) . FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Promove um decréscimo da capacidade exploratória e da conduta agressiva em roedores (135). 2"-Orhamnosil-swertiajaponina. cortes e catarros brônquicos. gota. O extrato aquoso liofilizado das folhas contém os aminoácidos fosfoserina. treonina.

visando a produção de mudas mais uniformes. mentraz.FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. silvestre e ruderal. quando amassadas. lilases. porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido Não medra em solos encharcados ou muito arenosos. ou em bandejas de isopor. embora possa ser feito o ano todo. agudas no ápice. pretos. SINONÍMIA Camará-opela. adapta-se bem à meia-sombra. As folhas são opostas. FITOLOGIA Planta herbácea anual. catinga-de-barrão.3. • Plantio: março a abril. . • Consórcio: plantas de maior estatura. favorecem o crescimento luxuriante da planta. composto por 3 séries de filárias lanceoladas. erva-de-são-joão. mentruz. A germinação ocorre a partir de 10oC. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura. a planta floresce prematuramente. com cílios nos ângulos. Em condições adversas. mentraço.3m x 0. verde ou púrpura. mesmo com apenas duas folhas definitivas (209). piloso. crenadas. Ocorre de 0 a 3. O caule é ereto. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos. com ínvólucro campanulado. catinga-de-barão. largamente ovadas. erva-desão-josé. Embora heliófita. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. As sementes são fotoblásticas positivas. • Propagação: sementes. As folhas exalam um olor suave. Semeia-se a lanço. com um ótimo entre 25 e 30oC (209). HABITAT Espécie autóctone. originária da América do Sul. erva-de-santa-lúcia. cilíndrico. • Florescimento: maio a novembro. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. SOLO A planta adapta-se a quase todo tipo de solo. As flores são hermafroditas. que promovam sombra. catinga-de-bode. a campo.000m de altitude (209). porém não suporta geadas. 5-equinados. revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces. É ruderal infestante que ocorre disseminada em todo mundo. pecioladas. quando a ocorrência de gramíneas é reduzida. erva-de-santa-luzia. aromática. É normalmente encontrada em áreas agrícolas como invasora de plantas de lavoura. são-joão. cuneadas ou subcordiforme na base. maria-preta. catinga-de-borrão. picão-roxo. 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. celestina. CLIMA É de clima tropical. sobretudo no inverno. com cerca de 40 a 60cm de altura. adaptando-se tanto às regiões quentes e frias. erva-maria.

sabinenohidrato. β-bisaboleno. ATIVIDADE BIOLÓGICA A folha apresenta atividade nematicida (Meloidogyne incognita). n-nonacasona. α e γ-terpineno. α e β-felandreno. contusões. anti-reumática. antiespasmódica. 1-8 cineole. aperiente (145) e antiblenorrágica (93). sesquifelandreno. carminativa (283). combater resfriados (258). elemol. β-bourboneno. antiinflamatória. princípios amargos e taninos. estigmasterol. alcalóides pirrolizidínicos (equinatina e licopsamina). α-gurjuneno. β. encecalina (125). emenagoga (258). E-β-farneseno. antidiarréica. spathulenol. benzofuranas (145). são usados para o tratamento da rinite alérgica e sinusite. citronelol. nheptacosano. germacrenoD. FARMACOLOGIA Apresenta eficácia clínica para a artrite. além de perfumar e suavizar o cabelos e combater a caspa. O exocarpo do fruto contém fitomelano (179). ocimeno. bem como o extrato da matéria seca. metileugenol. A decocto das folhas é indicado para lenir cólicas menstruais. B e C). linalol.7 a 2% de óleos essenciais que contém α e β-pineno. n-hentriacontano. alcalóides vasoconstritores. carminativa. O suco fresco da planta também é indicado para hemorragias pós-parto. sabineno. ácido hidrociânico (257). na forma de instilação.• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral. diminuindo a inflamação e a dor após a primeira semana de tratamento (254). saponinas. β-sisterol. adineno. αtujeno. mucilagens.02 a 0. O teor de óleo essencial varia de 0. amarga. analgésica (260). flavonóides (eupalestina). γ e δ-elemeno. cicatrizante. Nas folhas o teor é de 0. α-copaeno. cadina-1. FITOQUÍMICA A planta contém resinas. fridelina. diurética. limoneno. vasodilatadora. INDICAÇÕES O suco fresco da planta. γ e δ-cadineno. precoceno (cumarina). Útil também para o tratamento de pneumatose do tubo digestivo. aos 80 a 90 dias do ciclo. ferimentos abertos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. benzaldeído. cis-β-ocimeno. n-ticarcontano. antidisentérica. colhida por ocasião do florescimento. α-terpineol. eugenol. Colhe-se no inverno. α-bergamoteno. ageratocromeno. nobiletina. artroses (179). quercetina. hemostática e relaxante da musculatura lisa. beriberi (283). nerolidol. terpinoleno. estimulante (242). lideroflavona. febrífuga. dihidrometoxiencecalina. amenorréia. αcubebeno. ou seja.4-diene. Produz 0. cromonas. flavonóides (ageconiflavona A. ρ-cimeno.16 entre a planta fresca e seca. tônica (179). infecções das vias urinárias (145). dimetóxi-ageratocromeno. Também apresenta . cólicas flatulênicas e uterinas. β-cariofileno. mirceno. mucilaginosa. antimicrobiana (Staphylococus aureus). dihidroencecalina.06 (96). epóxido de cariofileno. com exceção das raízes. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. α-humuleno.

Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais). Apresenta atividade contra insetos hemípteros. Em seguida. • Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. É melífera. É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis (93). • A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri. ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose). 2 vezes ao dia. • Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis. Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose) (257). • Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. • Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas (145). Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos. Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco (209). pode abrigar nematóides (Meloidogyne. muares e bovinos. (258). fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos. FORMAS DE USO Infusão e tintura (444). É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas.atividade inseticida contra Triboleum castaneum e Musca domestica e uma débil ação sobre Schistosoma mansoni (179). Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos (80). • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água. • Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. fitoparasitas de espécies de Citrus. Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora). • Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). . FORMAS DE USO • Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. ⇒ 20g da planta por litro de água. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas). ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose). devido a presença do precoceno (257). Tomar 4 a 5 xícaras por dia.

com cálice tubular. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. erva-dos-militares. erva-de-são-joão. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas. A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294). beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. Cresce em pastagens. erva-docarpinteiro. erva-do-bom-deus. ponta-livre. mil-em-ramas. de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso. milfolhada. salvação-do-mundo. aquiléia-mil-folhas. erva-de-cortaduras. aquiléia. em número de cinco. erva-das-cortadelas. erva-dos-cortadores. erva-de-cortadura. alternas. herbácea. botão-de-prata. brancas. erva-das-damas. esbranquiçado ou purpúreo. pronto-alívio. mil-em-rama. . mil-folhada. CLIMA É uma planta de clima temperado quente a subtropical. milefólio. Prefere a luz plena. SINONÍMIA Alevante. Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. ao final do verão. erva-dosgolpes. européia. novalgina. atroveran. férteis e bem drenados e não ácidos. taludes. permeáveis. prazer-das-damas. anador. HABITAT Planta alóctone.500m de altitude. É tolerante a períodos de estiagem. na primavera. Folhas pecioladas. A partir de 1. pêlo-de-carneiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados. tubiflora. especialmente no sul do Brasil. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono. SOLO Prefere solos areno-argilosos. erva-carpinteiro. Ocorre até 2. moschata por possuir as folhas estreitas. peninérveas. Muito encontrada em hortas e jardins.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96). e verde-escura. aquiléia-mil-flores. levante. erva-dos-carreteiros. A inflorescência é do tipo corimbo. Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. milramos. erva-dos-soldados. opostas. mil-ramas. vivaz. que se enraíza formando novas cepas. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182). Distingue-se da A. macelão.MIL-FOLHAS NOME CIENTÍFICO Achillea millefolium L. erva-dos-carpinteiros. erva-carpinteira. pestana-de-vênus. verdeclaras. milefólia. marcelão. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura. milfólio. FITOLOGIA É planta perene. aquiléa. As flores são pedunculadas e pequenas.

carminativa. FITOQUÍMICA Óleo essencial com azulenos. A planta emite inúmeros perfilhos. diurética. úlcera interna. derivados terpênicos e sesquiterpênicos. cineol.. antiespasmódica. amarga. de cor azulada. tujona. durante a florada.18% no caule. emenagoga.67% nas flores. Se pretende-se colher as folhas. com base no peso seco. • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5. febre intestinal e . estas devem ser colhidas antes do florescimento. • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande. composto ou húmus de minhoca. • Florescimento: dezembro a março. borneol. diarréia. • Propagação: estacas. cânfora (145). cólicas menstruais. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. abcesso.500kg de planta fresca. ácido aquilêico (93). hepática. devido ao azuleno.8% (96). aromática (283). sementes e divisão de rizomas. lactonas (257).41% nas folhas e 1. antiinflamatória. distúrbios nervosos (283). especialmente na primavera. antibiótica (294) e antisséptica. adstrição. estomáquica.4 x 0. sumidades floridas e rizoma. expectorante. anti-hemorrágica (68). cefalalgia (145). afecções urinárias. taninos e glicosídeos amargos. escarros e vômitos sangüineos. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. escarlatina. Neste caso. A colheita de flores é feita em plena antese. que servem como mudas para plantio. INDICAÇÕES Usada também para debilidade geral. excitante. Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo. feridas. varizes (257). antihelmíntica. eupéptica. O teor médio de óleo essencial. anticelulítica (128). vulnerária. as plantas tendem a regredir vegetativamente. anti-hemorroidária. pineno.30m. • Colheita: ocorre seis meses após o plantio. restabilizante da circulação sangüínea (93).500kg no terceiro ano (182). chegando à 12. colerética (145). 0. • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. adstringente. hemostática. eczema. é de 0. PARTES UTILIZADAS Folhas.5 a 0. amenorréia. O teor de óleos essenciais é de 0. pulmonares e dérmicas. achileína (182) aquineína. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. alopecia. anticelulítica. anti-reumática. deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas. antidispéptica. flavonóides (epigenol e tuteolol). cicatrizante (257). trombose cerebral. • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta. sobretudo em novembro. • Plantio: ano todo. adinamia. queimaduras.

sem ferver. Substrato: as folhas são ótimas para compostagem. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca. e outra à noite. incontinência urinária. fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32). gota. pleuris. greta. • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água. mucosidades (32). dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271). hemorragias uterinas e dos pulmões. ⇒ 1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. golpes. A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68) • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • É utilizada como planta ornamental. aquecer. Aplicar compressas mornas no local afetado. Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico. psoríase.intermitente. resfriado. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de folhas em 1 litro de água. • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras). sarna. MIMO-DE-VÊNUS NOME CIENTÍFICO Hibiscus rosa-sinensis L. insônia. ⇒ 25 a 30g da planta por litro de água (283). TOXICOLOGIA É contra-indicada para mulheres em lactação (145). manchas. 2 vezes ao dia (varizes). e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145). podem ser usadas contra brocas e fungos. • Loções. Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145). diurética. Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. . Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga. em jejum. acne. retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257). As folhas maceradas. contusões. • Sumo: lavar a planta. hepática e expectorante). • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. Tomar 2 xícaras pela manhã. Após.

oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos (215). • Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio. crenadas. HABITAT Planta originária da China e aclimatada em todo Brasil. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro. sobretudo em arborização de avenidas. firmeza-doshomens. pampulha. PARTES UTILIZADAS Flores. rosa-da-china. • Plantio: primavera. ápice acuminado e base obtusa. brincos. brincos-de-vênus. anafrodisíaca. ramificada. SOLO Prefere solos férteis. • Propagação: estacas dos ramos. É heliófita. OUTRAS PROPRIEDADES . cercas e estradas. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos. Folhas ovaladas. adstringente (215) e oftálmica (271). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra. parques e jardins. amor-dos-homens. CLIMA Embora seja de clima temperado quente. graxa-de-soldado. adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. de caule redondo. bem drenados. INDICAÇÕES Indicadas para insônia (120). hibisco. Flores vermelhas. aurora. sutilmente cordadas na base. lagoas. SINONÍMIA Amor-de-homens. papoula. pampoela. • Espaçamento: 3 x 2m. graxa-de-estudante.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. grandes. Não tolera solos ácidos. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou árvore pequena.

• Mulching: para evitar-se o contato das folhas com o solo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Folhas verde-pálidas na dace ventral e glauca na dorsal. HABITAT Ocorre em áreas de restinga. As flores são sésseis. multiramosa. As mudas são transplantadas 40 dias após a emergência. MIRRA NOME CIENTÍFICO Chenopodium sp. • Propagação: sementes. • Florescimento: fevereiro a março.4 x 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. anual. formando 3 a 7 lóbulos. . crenado. neutros à alcalinos e aerados. avermelhado quando maturo. São curto-pecioladas e o tamanho diminui da parte basal para a apical. SOLO Prefere solos arenosos. • Plantio: setembro a outubro. Epidendrum mosenii e outras espécies halófitas. com crenas largas. ereta quando jovem.3m. numerosas. cobri-lo com palhas. Não tolera solos encharcados. associadas com Plantago catharinea. Semente com cerca de 1mm de diâmetro. ascendente. por conferir lustro ao couro. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. muito aromática e medindo 15 a35cm de altura.• As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas. espesso. O aroma da planta lembra a erva-de-santamaria (Chenopodium ambrosioides). Em média. sucoso. medem 2 a 3cm de comprimento. Perianto fendido junto à base. • Utilizada como graxa vegetal de sapatos. O limbo é lanceolado ou ovado-oblongo. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. aglomeradas em espigas axilares ou terminais. A germinação ocorre de 6 a 10 dias. ácidos e compactados. FITOLOGIA Planta herbácea. (salsaparrilha-da-praia). brilhante.8mm de diâmetro. Smilax sp. medindo cerca de 0. casca de arroz ou plástico preto. O contato direto das folhas com a umidade do solo favorece à ocorrência da Cercospora sp. crescendo sobre dunas baixas estabilizadas. • As folhas são muito apreciadas pelos coelhos (93). Fruto dorsalmente achatado. glandular.

murta-dosjardins. É heliófita. Flores pequenas.) Jack. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou pequena árvore. murta. medindo cerca de 1cm de comprimento por 0. Fruto tipo baga ovóide. Folhas imparipenadas. murta-da-índia. de origem asiática (Japão) e polinésica (Austrália e Polinésia). Evitar colher em dias com neblina ou com muita umidade. CLIMA Prefere regiões de clima ameno. torcicolo e nevralgias em geral. FORMAS DE USO • Alcolatura: deixar macerar 50g de folhas frescas em 1 litro de álcool. PARTES UTILIZADAS Folhas. . SINONÍMIA Jasmim-laranja. Deve-se colher durante os períodos mais secos do ano. obtusos. acuminado. utilizando algodão embebido na alcolatura. composta de folíolos ovais-elípticos. dispostas em cimeiras axilares. após o secamento do orvalho. HABITAT Espécie alóctone. perene. livres de doenças e resíduos. entorses. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É aromática e analgésica tópica. preferencialmente entre as 9:00 e 11:00h da manhã. onde a média anual não passe dos 20oC. perfumadas. ramosa. compacta. Fazer massagens sobre áreas doloridas do corpo. pentâmeras. brilhantes. que cresce de 3 a 5m de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. Após este período.• Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. ereta. MURTA-DE-CHEIRO NOME CIENTÍFICO Murraya paniculata (L. jasmim-murta. INDICAÇÕES Indicada para contusões. durante 10 dias. verdeescuros. coar e armazenar em recipiente de vidro escuro. murta-de-jardim.7mm de diâmetro. brancas.

mussambê-miúdo. MUSSAMBÊ NOME CIENTÍFICO Cleome spinosa L. estimulante (93) e tônica (271). muçaimbê. produzir as mudas sob telado de sombrite a 70% de sombra. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. mussambê-de-espinho. • Hospeda o fungo Phoma murrayae (93). AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. antiofídica. Em ambos os casos. sete-marias. bem drenados e ricos em matéria orgânica. utilizada em parques e jardins externos. neutros. aerados. porosos. A madeira é amarela.SOLO Profundos. muçambé-desete-folhas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. mussambé-miúdo. A planta é ornamental. . A casca é utilizada em cosmética e fornece corante preto. SINONÍMIA Beijo-fedorento. • Propagação: sementes e estacas. taraitaia. FAMÍLIA BOTÂNICA Capparidaceae. sete-sangrias. pesada e muito dura. sob irrigação por nebulização. brejo-fedorento. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As flores fornecem essência aromática para perfumaria. • Plantio: outono e primavera. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. • Adubação: 1kg/planta de composto orgânico ou húmus de minhoca • Florescimento: março a abril.

PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. SOLO Prefere solos úmidos. em pares. originária da América Central. Ocorrem acúleos de extremidade curva. As flores apresentam pétalas ovaladas e filetes violáceos. As folhas. FITOQUÍMICA Brassicina (9). palmatipartidas. fosca. quando contusas e aplicadas sobre a pele. • Plantio: outono. . Cresce espontaneamente à margem dos rios. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. brancos ou róseos. que proporcionem um certo grau de sombreamento. A planta inteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária (242). É cultivada em jardins. cresce subespontaneamente nas regiões setentrionais. • Consórcio: o cultivo poderá ser feito com outras culturas de porte maior. medindo 7 a 9cm de diâmetro. As folhas são estimulantes.4m. • Adubação: 0. Na parte superior do caule encontram-se brácteas foliares. Folhas basais alternas. são rubefacientes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são tônicas digestivas e a raiz é béquica e antiasmática (9). simples e ovaladas. arenosos. perene. É esciófita e higrófita. CLIMA É de clima subtropical úmido. • Propagação: sementes. castanho-escura e glabra.6m de altura. Inflorescência terninal.0 a 1. O fruto é uma síliqua cilíndrica que mede de 7 a 12cm.5kg/planta de cama de aviário. na base das folhas e brácteas.7 x 0. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. As folhas e brácteas são revestidas de glândulas oleíferas que exalam um aroma desagradável. antiblenorrágicas e antileucorréicas (271). sésseis e curto-pecioladas. cilíndrico.HABITAT Espécie alóctone. férteis e pouco ácidos. No Brasil. reunindo flores isoladas na base das brácteas foliares. nervuras proeminentes na face dorsal. com a parte basal lenhosa. • Colheita: inicia-se a partir do 4 mês após o tranplante. Semente globosa. longo-pecioladas. espinhenta. Caule reto. semelhante a um caracol. que cresce de 1.

cavalheiro-da-sala. pecioladas. paina-de-sapo. . paina-de-seda. O fruto é uma cápsula fusiforme. mané-mole. reflexos. OFICIAL-DA-SALA NOME CIENTÍFICO Asclepias curassavica L. erva-de-satã. As flores apresentam pétalas vermelhas e petalóides amarelo-alaranjados. falsa-erva-de-rato. SOLO É pouco exigente. Folhas opostas. membranáceas. lanceoladas. crescendo espontaneamente em pastos. axilares e no ápice da planta. Caule cilíndrico. pálidas na face dorsal. lactescente. medindo 6 a 7cm de comprimento e contendo muitas sementes castanhas. margaridinha-leiteira. glabra. articulado e ramoso. algodãozinho-do-mato. quase glabras. ipecacuanhabrava. ereto. ipecacuanha-falsa. erva-de-rato. dona-joana. chibança. ipecacuanha-das-antilhas. bilocular. cega-olho. capitão-de-sala. paininha.0 a 1. CLIMA Desenvolve-se bem tanto em regiões tropicais até em temperadas quentes. cega-olhos. adaptando-se mesmo nos argilosos. leiterinha. erva-leiteira. As folhas são utilizadas em feridas e para orquites (271). Inflorescência em umbelas bracteadas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em jardins. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. lisas. flor-de-sapo. camará-bravo. deiscente. erva-de-paina. medindo cerca de 10 a 12cm de comprimento. capitãoda-sala. longopedunculadas. a beira de estradas e áreas ruderais. aguadas em ambas extremidades.30m de altura. ciliadas.INDICAÇÕES As raízes são úteis contra a bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas (9). ácidos e úmidos. SINONÍMIA Algodãozinho-do-campo. margaridinha. FAMÍLIA BOTÂNICA Asclepidaceae. FITOLOGIA Planta herbácea perene. com cerca de 1. mata-olho.

sêca e pulverizada. • Plantio: março a abril. é um eficiente raticida (192). PARTES UTILIZADAS Folhas. A ingestão de 1g da planta por kg de peso vivo.4m. As raízes são indicadas para combater o panarício (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O látex é purgativo. Compressas das folhas são indicadas para úlceras e feridas carnosas. O macerado do caule prova nos animais de sangue quente parada da respiração. O látex é indicado para hiposistolia cardíaca e astenia vascular. antiasmáticas. O látex cauteriza verrugas (271). São atribuídas às raízes propriedades sudoríficas. • Adubação: a planta é muito rústica. TOXICOLOGIA O látex é cáustico. dispensando adubações. OUTRAS PROPRIEDADES • Os caules fibrosos podem ser utilizados como matéria prima para a fabricação do papel. • Pragas: é atacada pela lagarta Papilio teratii.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • É hospedeira do fungo Uromyces Hovei (93). febrífugas. é hemostática (93). arritmia cardíaca e parada cardíaca. antihemorroidárias. convulsões. A asclepiadina é um veneno convulsivo dos músculos lisos e do coração. emético. causando sérias inflamações oftálmicas. FITOQUÍMICA Asclepiadina (93). Diaspis cordiae e pelo pulgão Aphis nerii (93). vermífugas. pode ser utilizada para o enchimento de almofadas e travesseiros. além de já ter sido utilizada em cordoaria. . tônico cardiovascular em doses mínimas. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. antileucorréicas e antiblenorrágicas. • O látex da planta. antidiarréicas. A planta inteira. raízes e látex. INDICAÇÕES As folhas machucadas são usadas sobre as feridas para cicatrização rápida. de consistência sedosa. • Propagação: sementes. é suficiente para causar a morte em animais (242). • A penugem que envolve as sementes. As raízes são bernicidas (242). • É melífera e ornamental.6 x 0. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. colocado sobre uma isca (banana).

luzidias. armado de inúmeros acúleos fortes. lisas na face ventral e áspera na dorsal. de caule arbóreo. como cerca-viva.ORA-PRO-NOBIS-GRANDE NOME CIENTÍFICO Peireskia grandiflora Haw.5m. acuminadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. • Propagação: estacas de ramos e sementes. castanho-escuro ou pretos. com cerca de 3cm de comprimento. As sementes apresentam germinação muito lenta e o crescimento das plântulas também é muito demorado. inodoras. quiabento. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos maduros.5 x 1. Não tolera solos muito úmidos e ácidos. • Florescimento: setembro a fevereiro. mas também se adapta às subtropicais. bem drenados e profundos. SINONÍMIA Cacto-rosa. dispostas em rácimos terminais. As flores são rosa-escuro com anteras amarelo-ouro. 8-10 fasciculados. obtusa. quando as mudas apresentam 8 a 10 folhas definitivas. de 2-3cm de comprimento. Aclimatar as mudas sob tela de sombrite 50% de sombra. • Espaçamento : 1. com até 4cm de diâmetro. • Plantio: primavera. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. obovóides-achatadas. O fruto é uma baga periforme. contendo 4-5 sementes pretas. É heliófita e xerófita. CLIMA Em regiões tropicais chega a atingir um porte arbóreo. cilíndrico. Folhas sub-pecioladas. sílico-siltosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . SOLO Prefere solos leves. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito na periferia da propriedade. 3-angulosa. oblongo-lanceoladas. FITOLOGIA Planta perene. com porte menor. ramoso e lenhoso. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita.

ORA-PRO-NOBIS-MIÚDA NOME CIENTÍFICO Peireskia aculeata Mill. originária da Argentina. Apresentam um aroma muito forte. pequeno e amarelo. com espinhos. escandente de ramos longos. Serve de porta-enxerto para outras espécies de cactáceas (93). As folhas são lanceoladas. rosa-madeira. areno-siltosos e ricos em matéria orgânica. dispostas em pequenas panículas terminais. SOLO Prefere solos leves. SINONÍMIA Groselha-da-américa.É mucilaginosa. jumbela. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se a tarde. ricas em proteína. FITOLOGIA Arbusto perene. podem ser consumidas como salada. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de queimaduras. planas. O fruto é do tipo baga. groselheira-das-antilhas. ferimentos e úlceras internas e externas. Inflorescências curtas. É heliófita. com flores cor creme-amareladas. As folhas. carnosas e verde-escuras. groselha-das-antilhas. Pode ser utilizada como cerca-viva. Não se adapta a solos muito úmidos e ácidos. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. glabras. mais ou menos racemosas. CLIMA Espécie de clima subtropical. HABITAT Espécie alóctone. A planta e as flores são bastante ornamentais. numerosas. suculentos. . cicatrizante e nutritiva. hidratante. groselha-dos-barbados. trepadeira-limão. quase sésseis. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Produz frutos comestíveis.

• Propagação: estacas de ramos novos. • Florescimento: março a abril. refogados. INDICAÇÕES Abranda inflamações.5m. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e frutos são suculentos e ricos em proteínas. originária da Ásia e Europa Ocidental. quase que inexpugnável. reunidas em espigas e estas em corimbos dispostos em panículas amplas. curto-pecioladas. aromáticas. SINONÍMIA Oregão. alivia queimaduras de pele e recupera a pele (128). inteiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • A planta pode ser utilizada como cerca viva. • Adubação: 2kg/planta de composto orgânico ou 1kg/planta de cama de aviário. onde cresce espontaneamente em colinas expostas. sob irrigação por nebulização. vivaz. sutilmente pontuado-pilosas. angu e omeletes. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite a 70% de sombra. com . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são emolientes e os frutos são expectorantes e anti-sifilíticos (93). é aconselhável instalar o plantio ao longo de cercas. HABITAT Espécie alóctone.AGROLOGIA • Ambiente: devido a vegetação muito luxuriante e cerrada e aos numerosos espinhos. ORÉGANO NOME CIENTÍFICO Origanum vulgare L. sopas. As folhas são ovadas.0 x 1. Flores dispostas em verticilos paucifloros. FITOLOGIA Planta herbácea. podendo ser utilizadas como salada. rasteira ou decumbente. • Plantio: primavera. • Espaçamento : 2. • Colheita: inicia 8 a 10 meses após o plantio.

• Rendimento: 0. tratar menstruações difíceis e combater resfriados (294). CLIMA É de clima temperado. sob irrigação por nebulização.25 a 28. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.76%). As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. expectorante. carvacrol (368) e terpineol (93). cariofileno (15. Fruto tetraquênio.2 litros/ha) e pendimetalin (33%.70 x 0. Chuvas em excesso são prejudiciais. préplantio e prometrina (50% . É planta heliófita. em compressas. aperiente. p-cimeno (0. • Herbicida: trifluralina (48% . liso e ovóide-oblongo. com 5 dentes subiguais e corola bilabiada. É utilizada externamente como anti-reumática (283).55%). afetando o desenvolvimento e a produção de óleos. timol (0. seco. bem drenados e de natureza calcária. • Inalação: Ferver em ½ litro de água 2 colheres das de sopa de orégano. em canteiros.07%). em pós-plantio (448). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita sob telado de sombrite a 70% de sombra.35%) (277). quando ocorre o florescimento. Abafar por 10 minutos. Fazer inalação dos vapores (resfriados).3 litros /ha). PARTES UTILIZADAS Folhas.64kg/planta (277) ou de 8 a 17t/ha (357). FITOQUÍMICA Sabineno (3. adaptando-se ao subtropical. • Propagação: sementes. . As flores. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É excitante. são emolientes (128).27 a17.816 plantas/ha). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das chá de folha em 1 xícara das de chá de água quente. antisséptica.24%). Cálice campanulado.brácteas grandes. estacas e divisão de touceiras. Coar e tomar 2 cálices ao dia (estimulante do apetite).3 litros/ha).52 a 29. As touceiras podem ser plantadas diretamente a campo. • Plantio: outono e primavera.35cm (40. cis-β-ocimeno (0. carminativa. Coar. adoçar com mel (digestivo e menstruações difíceis). • Colheita: ocorre no verão. • Vinho: macerar durante 8 dias 50g de orégano em 1 litro de vinho branco seco. vulnerária (93). SOLO Prefere solos férteis. antiespasmódica. parasiticida e tônica (294). digestiva.13 a 9. INDICAÇÕES Indicada para eliminar a caspa.17 a 9.

mantidas sempre umedecidas.3 a 1. fortemente aromáticas e medindo 5 a 10cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. pentâmeras. com as margens grosseiramente duplo-dentadas. SOLO Prefere solos aluviais. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Fruto seco. hermafroditas. saladas (de tomate) e carnes. pecioladas. patchouli. opostas. originária da Índia. ramificado no dossel superior.2 x 1. • Propagação: estacas de ramos. CLIMA Prefere clima quente e úmido. O caule ereto. ou P. SINONÍMIA Patcholi. de pratos à parmiggiana. Os ramos são radicantes. ovadas. lenhoso na base. As flores apresentam-se em glomérulos com espigas compostas. HABITAT Espécie alóctone. Em regiões subtropicais o crescimento é lento e não ocorre o florescimento. patchuli.• Decocção: ferver 30g de orégano em 1 litro de água. ORIZA NOME CIENTÍFICO Pogostemon cablin [Blanco] Benth. aveludadas. . FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 0. sob tela de sombrite 70%.0m. grosso. AGROLOGIA • Espaçamento :1. As folhas são lisas. inteiras. base cuneada. • Plantio: outubro a novembro. cobertas com um tomento amarelado fosco e glândulas de óleo em ambas as faces. Coar e enxaguar os cabelos previamente limpos para eliminar a caspa (294). quadrangular. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. violeta-castanho. patchouly Pellet. OUTRAS PROPRIEDADES • Tempero de pizza. ricos em matéria orgânica e bem drenados. durante 10 minutos.0m. ponta subaguda.

sob temperaturas baixas. influenza. náuseas. vômitos. eructações. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial da planta. As folhas são colhidas antes do florescimento. β-patchouleno. infusão ou decôcto (444).5 a 9g/xícara (445).• Adubação: 1kg de húmus de minhoca ou composto orgânico e 100g de fosfato natural por planta. α-bulneseno. cólicas. diarréia (445). FORMAS DE USO • 6 a 12g/xícara. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. é utilizado na fabricação de perfumes. • As folhas pulverizadas. . protegem as roupas do ataque de insetos. álcool patchouli (445).) Miq. tosse e dispepsia (444). benzaldeído. halitoses. coriza. FITOQUÍMICA A planta contém 45% de óleo volátil rico em cânfora (93) eugenol. quando ele ocorre. • Nutrição: é comum ocorrer sintomas de deficiências nutricionais. obtido por destilação. cosméticos e sabonetes. 4. na primavera e verão. a cada três meses. α-guaieno. embaladas em saches. febre. anidrido cinâmico. dores musculares. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento de dor-de-cabeça. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana e demulcente (445). PARIPAROBA NOME CIENTÍFICO Potomorphe umbellata (L. exceto as raízes. fastio. Readubar anualmente. aplicando-se 10g de fosfato de amônio por planta. sobretudo de fósforo e magnésio. cadineno. α-terpineno. é imperioso que se faça um bom controle dos inços desde o plantio. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. na forma de pó. • Plantas daninhas: por ter um crescimento lento. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae.

As estacas são enraizadas em substrato arenoso ou à base de vermiculita. até o pleno estabelecimento das mudas a campo. outubro e dezembro. rebentos de raiz e estacas de ramos e caule. capoeiras e capoeirões. exalam aroma de hortelã.0m. dispostas em umbelas sobre um pedúnculo axilar glabro. capeba. amassadas. .5 a 2. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas beiradas da Mata Atlântica. • Consórcio: a planta é muito vulnerável ao plantio a céu aberto. esverdeada quando nova e preta ao final. caapeba-verdadeira. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. membranoso. malvarisco.5m de altura. Também ocorre em áreas ruderais. As folhas. perene. necessitando de uma consorciação com espécies mais altas e de maior cobertura vegetal.SINONÍMIA Aguaxima. CLIMA Espécie pan-tropical. pariparoba.5 x 1. • Adubação: 0. malvaísco. É heliófita ou esciófita e seletiva higrófita. brevemente acuminado no ápice. vaginado-alado. É considerada planta rara em Santa Catarina. 3 a 4cm de comprimento. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. do tipo serrapilheira. caapeba. eretas. medindo 10 a 25cm de diâmetro. andróginas e minúsculas. • Plantio: primavera e outono. O excesso de exposição solar degrada os cromopigmentos da folha. que apresenta uma ampla adaptação térmica. A insolação excessiva resulta em amarelecimento e paralisação do crescimento das mudas. lençol-de-santabárbara. podendo resultar em necrose progressiva da mesma. com pontuações translúcidas glandulosas. com 6 a 7cm de comprimento.5 a 1. jaborandi-manso. de pecíolo glabro. nervuras aveludadas na face dorsal. Flores sésseis. catajé. • Propagação: sementes. • Irrigação: deve ser diária. As flores dispõem-se em espigas axilares. Não prospera bem em solos arenosos ou muito argilosos. • Florescimento: março a junho. malvaísco. É nitrófila. Prefere o clima tropical ou subtropical quente e úmido. Fruto tipo baga. caá-peuá. trígona.0kg/planta de composto orgânico bem curtido. de 1. úmidos e frescos. caapeba-do-norte. puberulento e bainha desenvolvida. malvarisco. SOLO Cresce melhor em solos humosos. jaguarandi. capeua. É tolerante à acidez do solo. turbinada. capeva. ápice agudo. sob telado de sombrite 70% e irrigação. 11 a 13-peltinérvia. em número de 2 a 6. sendo que o limite austral de ocorrência é a Serra do Tabuleiro (177) FITOLOGIA Planta arbustiva. O limbo é profundamente cordado na base. Folhas longo-pecioladas.

compostos fenólicos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Odontálgica. carminativa. amentilhos e sementes. resolutiva. • Vinho: macerar durante 15 dias 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco. infarto das vísceras abdominais. debilidade orgânica em geral. colagoga. chavicina. • Decocção . jamborandina. machucaduras (120). úlceras (215). emoliente. ⇒ raízes para febres. hepáticas. resfriado.• Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. desobstruente. INDICAÇÕES Utilizada em queimaduras. . antiescorbútica. reguladora da menstruação. emoliente (9) e antiasmática (271). pariparobina. diurética. FITOQUÍMICA Óleo essencial.23%) (281). malária (130). • As folhas são comestíveis. estomáquica (257). anti-reumática. urinárias e das vias respiratórias. • Linimento: triturar as sementes com óleo de linhaça. casca. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abcessos. FARMACOLOGIA Possui atividade analgésica. febrífuga. debilidade orgânica e afecções urinárias. sudorífica (68). detersiva. Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão (128). • Suco: uso tópico sobre queimaduras (68). anti-hipertensiva (215). bronquite. atonia estomacal.usar: ⇒ casca do tronco para afecções respiratórias. FORMAS DE USO • Infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água (insuficiência hepática). vulnerária (93). béquica. insuficiências hepáticas (128). PARTES UTILIZADAS Raiz. folhas. azias. vermífuga. tônica. esteróides e mucilagens (128). OUTRAS PROPRIEDADES • Os índios utilizam os frutos (bagas) como alimento. anti-hemorroidária. piperatina e piperina (9) e o carotenóide prolicopeno (0. mas não atividade mutagênica e antimalárica (120). distúrbios gástricos. antiinflamatória externa e interna (119). afecções do aparelho digestivo (257). abcessos e furúnculos (68). gastralgias.

• Propagação: sementes. setembro. rebrotando a partir de outubro. membranáceas. miriró. ora ligeiramente curvos para dentro. Cresce subespontaneamente no sul do Brasil. pouco divergentes. capoeiras. A planta é caducifolia no inverno. glabros ou pubescente. ou acuminadas na base. . contendo substrato organo-mineral. pata-de-boi. ovais ou lanceoladas. SOLO Exige solos profundos. que atinge até 8m de altura. ou grossos. decídua. obtusas ou um pouco agudas. arredondadas ou subcordiformes. vales aluviais. divididas acima do meio. Flores axilares ou terminais. adapta-se à regiões mais quentes. casco-de-vaca. FAMÍLIA BOTÂNICA Caesalpiniaceae. unha-de-vaca. pata-de-burro. grande ou arbórea. em viveiro. Fruto tipo legume. pendulares. ora uniformemente retos. unha-de-boi. Folhas alternas.PATA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Bauhinia forficata Link. perene. Tem ramos frágeis. mororó. mirorá. CLIMA Embora seja de clima temperado.5 x 3. medindo 15 a 25cm de comprimento por 2cm de largura. com a forma típica de 9 nervos. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos com capacidade de 300 a 400ml. unha-deanta. SINONÍMIA Bauínia. brancas. compostas de dois folíolos unidos pela base. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. férteis e drenados. com acúleos gêmeos na axila foliar. à beira de estradas e em terrenos baldios. A germinação ocorre entre 15 e 25 dias e o poder germinativo é inferior a 30% (241). HABITAT Espécie autóctone que ocorre espontaneamente na floresta pluvial Atlântica e subespontaneamente em pastagens.5m. • Plantio: março a abril. linear. FITOLOGIA Planta arbustiva. finos. medindo 8 a 9cm de comprimento. glabras. Solos ácidos e úmidos são desfavoráveis à planta. Acúleos quase sempre gêmeos.

INDICAÇÕES A planta tem a propriedade peculiar de reduzir a excreção de urina. • Colheita: feita dois anos após o plantio. . mucilagem. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. por 56 dias (276). lenho e raízes. Se o solo for ácido. tanino (flobatênicos e pirogálicos) e minerais (145). adicionados a 100g/cova de superfosfato natural. regularizando a glicemia sangüínea. É indicada para afecções renais e urinárias. FITOQUÍMICA Flavonóides (campferol. Fazer a decocção de 1 colher das de sopa do pó em 1 xícara de água. • Do lenho obtém-se carvão de boa qualidade (93).• Adubação: 5kg/cova de estrume de gado. tônica renal (68). • Produção de sementes: 1kg de sementes contém 15. sobretudo da Diabetes melittus (385).100 unidades (241). • A madeira é utilizada para caixotaria. nos casos de poliúria ou urina solta. FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade hipoglicêmica com a dose de 3g/dia de folhas. goma. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (68). composto ou húmus de minhoca. glicosídeos (257). purgativa. Tomar ½ a 1 xícara de chá ao dia (257). • Pó: feito com casca e folhas secas. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho da folha picada em ½ litro de água ou 1 folha picada por xícaras de chá. Ferver por 3 minutos. lenha e obras leves (241). além de impedir o aparecimento de açúcar na urina. Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia (diabetes). diurética (257). OUTRAS PROPRIEDADES • Planta ornamental de ruas. alamedas. antidiarréica. Os fruto maturam em maio a junho. • Florescimento: janeiro a março. a partir de novembro. flores. moléstias da pele (179). avenidas e jardins. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 folha em 1 xícara das de chá de água. PARTES UTILIZADAS Cascas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipoglicemiante (antidiabética). heterosídeos cianogênicos e saponínicos. Tomar 3 xícaras ao dia (145). rutina e quercitina). prisão de ventre (215) e elefantíase (68). folhas. • Padrão comercial: folhas isentas de matéria orgânica. depurativa (145). adicionar 500g de calcário dolomítico por cova. ácidos orgânicos. flores (purgativo).

tomentosa. pubescentes e mais claros na face dorsal. Cresce espontaneamente em áreas ruderais.30m. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. de caule pubescente. Inflorescência terminal em rácimos com cerca de 12cm de comprimento com várias flores lilases.30 x 0. contribuindo com a disseminação das sementes. • Plantio: março a abril. . SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solos. SINONÍMIA Amores-do-campo. em pomares e hortos abandonados. medindo 40 a 50cm de altura. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio.) Schinz et Thell. É heliófita. Folíolos ovais. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. mas tolera um certo sombreamento. tônica (68). diurética. CLIMA Adapta-se desde às regiões tropicais até as subtropicais frias. com exceção aos salinos. carrapicho-beiço-de-boi. É tolerante à seca. segmentada. marmelada-de-cavalo. hepática. compostas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. o que favorece a fixação em animais e pessoas. pecioladas. • Propagação: sementes. Fruto tipo vagem. ascendente ou prostrada. estomáquica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antiblenorrágica. cujos tomentos apresentam a extremidade em forma de gancho.PEGA-PEGA NOME CIENTÍFICO Desmodium canum (Gml. campos. à beira das estradas. laxante. febrífuga e béquica (271). trifolioadas. pastos. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. Folhas alternas.

É resistente às baixas temperaturas de inverno. orelha-de-cordeiro.3m. perene. ostensivamente pilosas. tomentosa. dores estomacais e dos membros. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.0kg de composto orgânico ou húmus de minhoca por planta. Sudoeste da Ásia e Cáucaso. lambarizinho. As folhas são elípticas. • Propagação: brotações de rizoma. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em regiões temperadas e subtropicais. peixe-depobre. sálvia. feridas e úlceras (271).5 a 1. disfunções gástricas e hepáticas.5 x 0. língua-de-vaca. • Raleio: no auge do crescimento. cistite. orelha-de-lebre. • Plantio: outono e primavera. aerados. entoucerada. FITOLOGIA Planta herbácea. podendo causar um declínio no tamanho de folhas e facilitar à ocorrência de doenças. que cresce de 20 a 40cm em altura. SOLO Prefere solos bem drenados. uretrite (68). espessas. inflamação do pênis. peixe-frito. SINONÍMIA Lambari. abrigados do radiação solar direta. originária da Turquia. • Doenças: altamente suceptível a nematóides. HABITAT Espécie alóctone. que são enraizados em substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. PEIXINHO NOME CIENTÍFICO Stachys lanata L. verde-prateadas ou cinza-esverdeada. peixinho-frito. bronquite. ricos em matéria orgânica e úmidos. • Adubação: 0.INDICAÇÕES Afecções renais. a planta tende a perfilhar em demasia. Para evitar o . sálvia-peluda. alongadas.

carrapichinho. As flores são . O caule é anguloso e estriado. brasiliana. lembram cheiro de peixe frito. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. embora também possam ser verdes. Uso semelhante à Sálvia officinalis. ao longo de matas ciliares e em áreas ruderais. • As folhas desidratadas atuam como excelente isolante térmico. crescendo em áreas de restinga. perpétua-do-brasil. oblongas. com cerca de 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. caaponga. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são utilizadas na alimentação. carrapichinho-do-mato. quebra-panela. ereta ou subprostrada que atinge 1. Lythraea brasiliensis e Guapira opposita. cabeça-branca. à milanesa. dunas estabilizadas. sempre-viva. SINONÍMIA Acônito-do-mato.6cm de comprimento por 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e emoliente. • Quando fritas. ervanço. as superiores subsésseis ou sésseis. acuminadas. PENICILINA NOME CIENTÍFICO Alternanthera brasiliana (L. perpétua-do-mato. É cultivada em jardins. As folhas basais são curto pecioladas. ralear os perfilhos. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.) Kuntze var. globosos ou oblongos. em decocção (444). com pedúnculo medindo 1 a 10cm de comprimento. É encontrada associada a Schinus terebinthifolius. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. O limite austral da planta é a Ilha de Santa Catarina (401). Inflorescência em glomérulos de flores densamente agrupadas. HABITAT Espécie autóctone que ocorre principalmente ao longo do litoral brasileiro. perpétua.declínio progressivo da touceira.0cm de diâmetro. de base lenhosa. quadrangular a cilíndrico.60m de altura. aproveitando-os para a produção de novas mudas. nateira. pouco pubescentes e apresentam um policromismo acentuado na faixa do vermelho. com nós entumescidos.

0mm de largura. brilhante. • Florescimento: ano todo. inclusive plantas daninhas. • Colheita: inicia aos 3 meses após o plantio.5m.0mm de comprimento por 1. inclusos entre a tépala e a sépala. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As flores são béquicas (93). • É considerada uma espécie ornamental de grande vivacidade. As sementes apresentam um baixo índice de germinação. . • Propagação: sementes e segmentos nodais de ramos.K.B. sendo pouco recomendadas. • Plantio: outubro a novembro. castanhoavermelhada e levemente ondulada (209).6 a 2. Semente oblonga a ovalada. • Poda: a planta apresenta um crescimento muito luxuriante na primavera e verão. A planta pode ter seu crescimento controlado através de podas de formação e condução. Os frutos são utrículos uniseminados. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta jovem pode ser utilizada pelo gado. É planta nitrófila. quando novas tornando-se branca quando matura. Em regiões subtropicais. É heliófita e seletiva xerófita (401). Os segmentos nodais são enraizados em substratos à base de vermiculita. pode ocorrer danos às folhas por geada.5 x 1. PERIQUITINHO NOME CIENTÍFICO Alternanthera pungens H. declivosas ou sujeitas à erosão. areia e/ou casca de arroz. pode ser utilizada em áreas acidentadas. pouco ácidos e arenosos.creme ou levemente rosadas. em altitudes acima de 600m. variando desde as regiões tropicais às subtropicais. SOLO Desenvolve-se em solos enxutos. com cerca de 1. Tem demonstrado uma alta capacidade de adaptação em temperaturas subtropicais. • Espaçamento : 1. de rápido crescimento e com grande capacidade de cobertura de solo. dominando sobre outras próximas. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação climática.

• Florescimento: verão e outono. Não tolera geadas. • Mulching: utilizar casca de arroz. preferindo-se a última. SINONÍMIA Anador. pouco ácidos e aerados. Após o plantio. axilares e sésseis. adaptando-se bem ao subtropical. Os frutos são utrículos indeiscentes com 1mm de comprimento. • Plantas daninhas: evitar áreas muito inçadas. • Propagação: sementes e estacas dos ramos radicantes. periquitinho-de-espinho HABITAT Espécie autóctone da América tropical e subespontânea em vários continentes. • Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. PARTES UTILIZADAS Folhas.FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. AGROLOGIA • Ambiente: pode ser cultivada em vasos ou em canteiros à guisa de horta. manter o cultivo totalmente livre de inços. As folhas são opostas. O limite austral da planta é a Zona da Mata Branca. enraizando em saquinhos plásticos contendo substrato organo-mineral. SOLO Prefere solos úmidos. mucronados. • Espaçamento: 0. com tamanhos distintos e curtamente pecioladas. para que as folhas fiquem livres de solo aderente. na Bacia do rio Paraná (401). • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou esterco de gado. Aclimatar as estacas radicantes sob tela de sombrite 50 a 70%. ocorre numa frequência baixa nas regiões onde medra. com ápices obtusos. suborbiculares ou largamente ovadas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. ricos em matéria orgânica. CLIMA Espécie de clima tropical.3m. FITOQUÍMICA . com caules radicantes. • Plantio: outono ou primavera.4 x 0. rasteira. Embora cosmopolita. palhadas diversas ou plástico preto sobre o solo. As flores estão agrupadas em espigas capituliformes. inteiras.

• Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. leucoantocianinas e alcalóides. 1. comprimido. As flores são longipecioladas. SINONÍMIA Amaranto-globoso. saponinas. lisa e brilhante. antiflogísticas. linalol. Fruto ovóide. PERPÉTUA NOME CIENTÍFICO Gomphrena globosa L. borneol. suspiro-roxo. descongestionantes. O óleo essencial contém canfeno. hepáticas e indicadas para distúrbios renais. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta inteira é indicada para transtornos gástricos. imortal. elíptico-lanceoladas e pilosas. hepáticos e intestinais. α-terpinol.8-cineol. em bosques e sub-bosques. α-cimeno. limoneno. alcanfor. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e aclimatadas em viveiros. muito duráveis. que cresce de 30 a 50cm em altura. suspiro. perpétua-roxa. ramos articulares e pubescente. diuréticas. pequenas e bracteadas. inteiras. O suco fresco das folhas é tônico. terpinoleno. avermelhadas ou roxas. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada como ornamental de beirada de canteiros. tuyona. inodoras. acetato de bornilo. A parte aérea é diurética e emoliente. A decocção ou infusão das folhas são eupépticas. FITOLOGIA Planta herbácea anual. mirceno.5 x 0. diarréia infantil e problemas de dentição em crianças (179).Esteróides. αpineno. acetato de elemol. p-cimeno. Folhas opostas. amarantóide-violeta. • Propagação: sementes. eudesmol e azuleno (179).3m. curcumeno. paratudo. muito ramificada. Semente cor de café. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia que cresce em solos arenosos e/ou pobres. . dispostas em capítulos esféricos ou alongadas.

febrífuga. ⇒ 10g por litro de água. goambú. picão. carrapicho-cuambu. dos quais logrou-se identificar a gomfrerina I e II. fura-capa. • Decocção. adstringente (130). Contém ainda 4. oftálmica. picacho. erva-picão. cuambri. INDICAÇÕES Utilizada para afecções do sistema respiratório (257). antiespasmódica. sumo e pó. carrapichode-duas-pontas. macela-do-campo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante (93). . PICÃO-PRETO NOME CIENTÍFICO Bidens pilosa L. paconca.• Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. picão-do-campo. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de flores por litro de água (257). béquica (215). que são derivados glicosídeos da betanidina e isobetanidina. própria para colorizar alguns alimentos (93). 5-dihidroxi-6. OUTRAS PROPRIEDADES • Fornece matéria corante violeta. SINONÍMIA Carrapicho. aromática e eupéptica (1). tônica. erva-pilão. carrapicho-picão. carrapicho-de-agulha. picacho-negro. • É altamente ornamental em jardins. piolho-de-padre. cuambú. otites (130). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). erva-de-picão. amarga. FORMAS DE USO Folhas e flores. furacapa. e estados nervosos do coração (215). carrapicho-agulha. diurética. picão-preto. distúrbios gastrointestinais e hepáticos. pico-pico. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. emenagoga. tranquilizante. FITOQUÍMICA A planta contém 7 pigmentos. 7metilenedioxiflavonol 3-0-β-D glucosídeo (130). coambi.

Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas. mucilagem e bioflavonóides (145). Capítulos de flores tubulares e radiadas. Aquênios planos. timol.000 sementes. ereta. poliacetilenos (ação fungicida e bactericida) (31 1994). Não devem ser enterradas além de 1cm de profundidade. Caule quadrangular. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.3m. glabra ou algo pubescente. sílica. que ocorre espontaneamente a beira de estradas. esteróis. as superiores alternas. os interiores mais compridos que o invólucro. FITOLOGIA Planta herbácea.HABITAT Espécie autóctone da América tropical. quercetina. férteis. áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras. Isto permite 3 a 4 gerações por ano (209). desiguais. fenilheptatriino. amarelas.64% de substâncias .3 x 0. 5-dentadas. com 2 a 7cm de comprimento. as superiores nem sempre divididas. policatilenos (ação cercaricida). de ramos dicotômicos. sais de potássio. α-felandreno.3'-dimetoxi-7-0-α-L-ramnopiranosil-(1→6)β-D-glucopiranose e quercetin-3. Folhas opostas. • Produção de sementes: cada planta produz 3. ácido tânico. CLIMA A planta desenvolve-se bem em climas quentes e frios. flavonóides. chalconas. colhida antes do florescimento. anual. α-pineno. cosmopolita. candineno. 13. que são fotoblásticas positivas. 3-divididas. cálcio e fósforo (257). pretos. verão e outono. glicosídeos de aurona (179) ácido salicílico. pecioladas. • Colheita: inverno. com 30 a 80cm de altura. SOLO Prefere os areno-argilosos.3-diin-5-en-7-ol-acetato). mas ocorre espontaneamente principalmente na primavera e verão. okanina-3-glicosídeo.000 a 6. liso.3'-dimetoxi-7-0-β-D-glucopiranose) (51). o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pêlos. São semeadas diretamente a campo. ácido-p-cumárico.quercetin-3. serrados. • Propagação: sementes. com segmentos ovais a lanceolados. agudos ou acuminados. com ramificação dística. perfeitas. taninos. aminas. • Florescimento: primavera. ácido nicotínico. • Plantio: outono. fenilacetileno (1-fenil-1. triterpenos. limoneno. colunar-fusiformes. dois glicosídeos (flavona matoxilado . FITOQUÍMICA Hidrocarbonetos e fitosteróis. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. com corola tubular. todas prontamente viáveis após a maturação. Determinou-se na matéria sêca da planta. úmidos e revolvidos.

O extrato aquoso da planta inteira tem ação hipoglicemiante em ratos com hiperglicemia induzida por aloxano (325) e hipotensiva (Nas. As raízes combatem cefaléias. antiescorbútica (209). A fração mineral contém 36. demonstra atividade anti-helmíntica. antiprotozoária (295) e microbiana in vitro frente às bactérias Gram-positivas. desobstruente do fígado. antiinflamatória. A planta apresenta ação hipoglicemiante comprovada por via oral (414). oftalgias e otorrinalgias. antisséptica. ATIVIDADE BIOLÓGICA A fenilheptatriina existente na planta. tranquilizante. 17. Utiliza-se ainda para resfriados. depurativa (345). catártica. odontálgica (a raiz). e serve de antídoto em casos de envenenamento (285). antidisentérica. agentes da malária (51). úlceras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É hipoglicemiante drástica (153. . anti-hemorroidária (179). 8. dores osteoarticulares (92). hemostática. Rhizoctonia solani. gastroenterite. apud 179). diurética. • Compressas: utilizar o suco ou a infusão em feridas. assaduras e picadas de insetos (145). sialogoga (68). o decocto das folhas é útil contra infecções do estômago e rins e para a angina. a infusão da planta abranda cólicas. distúrbios hepáticos. antipirética. 2. indigestão (153). vulnerária. diabete e verminose). • Gargarejo: usar a infusão para amigdalite e faringite. emenagoga. ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta picada em ½ litro de água.99% de não-nitrogenadas. Tomar 1 xícara das de chá a cada 4 horas. mucilaginosa. antileucorréica (93) e hepatoprotetora. vermífuga. irritação interna.04% de mineral. antibiótica (145).86% de óxido de cálcio. as sementes tostadas são colocadas sobre cortes. estimulante. icterícia. faringite. hemorróidas. o suco mitiga odontalgias. hemorragia pós-parto. INDICAÇÕES As folhas trituradas são utilizadas como cataplasmas sobre feridas e tumores. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa da erva em ½ litro de água fervente. amigdalite (68) e engorgitamento das glândulas mamárias (93). 266).71% de fibrosa e 11. antireumática (215). amarga. cicatrizante. leveduras e dermatófitos (48). hepatite (9). FARMACOLOGIA Antiulcerosa (16). antiemética. inflamações da boca e da garganta. 6. antidiarréica (as flores) (285). utilizando-se as flores cozidas com açúcar (Duke. antiartrítica. As folhas mastigadas controlam aftas. expectorante (285).43% de sílica (93). colesterol (345). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (hepatite. úlceras gastroduodenais (179).43% de ácido silícico. 23. icterícia. citado por 179).69% de ácido fosfórico e 1. Banhos com o chá da planta controlam irritações da pele (266).77% de óxido de potássio.62% de lipídicas. 48. tônica do sangue (266). Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium falciparum.nitrogenadas.

manduri-graça. peão. coriáceo. apud 179). Fruto tipo cápsula. • Suco: obtido de folhas frescas. Os poliacetilenos existentes na planta. A planta é hospedeira de vários nematóides. AGROLOGIA . palminérvias. caducifolia. pinhão. As folhas são alternas. De vários órgão da planta exsuda um látex branco e acre. É ótima forragem para coelhos. são fototóxicos para as bactérias. elipsóides e oblongas. amarelo quando maduro.o composto mais fotoativo. FITOLOGIA Planta arbórea. pinhão-do-paraguai. pinhão-dos-barbados. luzes artificiais ultravioletas e fluorescentes branca (439). especialmente o fenilheptatriino . fungos e fibroblastos humanos em presença de luz solar. glabras.• Decocção: ferver 10 colheres das de chá de folhas em 1 litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. viroses. amareloesverdeadas. SINONÍMIA Maduri-graça. dispostas em inflorescência pauciflora. base cordada e ápice curtamente acuminado. membranosas. grandes. Flores unissexuadas. nodoso. pulgões e coleópteros (209). fazer abluções ou compressas tópicas. longo-pecioladas. PINHÃO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Jatropha curcas L. Sementes escuras. fungos. Depois de frio. Nas Filipinas é utilizada no preparo de uma bebida denominada "sinitsit". pinhão-de-purga. mandobiguaçú. lactescente. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Na África é utilizada pelos nativos negros como salada. pinhão-manso. pequenas. • Banho: utilizar a infusão 2 vezes ao dia (vulnerário e anti-séptico). Aplica-se topicamente na forma de compressas em feridas e úlceras (68). Pode ser também utilizado em gargarejos (afecções bucais). pião. TOXICOLOGIA É atóxica para seres humanos porém é altamente tóxica para alguns insetos e larvas (Martinez. de 3 a 4m de altura e caule grosso. contusas.

alcalóides. hidropisia. goma. antidiabética e antiinflamatória (130). ácido málico e curcina (154). O óleo das sementes induz o aparecimento de tumores de pele. parasitoses. são torradas e. INDICAÇÕES O óleo é utilizado para o tratamento de dermatites (Oblitas Poblete. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Purgativa. PARTES UTILIZADAS Folhas. provoca náuseas. como purgante (130). Outras espécies de Jatropha apresentaram atividade antibroncoconstritora. semente e óleo da semente. em instilação nasal. prisão-de-ventre e constipação nasal. febrífuga. contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outono e primavera.. antibacteriana (120). TOXICOLOGIA O embrião da semente pode levar à cegueira. anticefalálgica (120). com capacidade mínima de 300ml. drástica. toxoalbumina (curcina). FITOQUÍMICA As sementes contém 50 a 60% de óleo. vermífuga. béquica. FORMAS DE USO • • • • Decocção das folhas e sementes. na forma de chá ou com leite. O látex é utilizado sobre feridas (120).• Espaçamento: 3 x 3m. contraceptiva (379). um princípio sacarino. FARMACOLOGIA Apresenta atividade hemostática (Kone-Bamba et al. apud 120) e estimulante da musculatura lisa. ésteres. . As sementes produzem um óleo emético e drástico (93). Óleo: 10 a 12 gotas. devido às alucinações que produz. estanca hemorragias (112). taninos. antiarrítmica.24%. esteárico. Ungüento preparado com o látex. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. compostos cianogênicos (130). As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados. sapogeninas. • Propagação: sementes. mirístico e araquídico (Costa. sem o embrião. O fruto contém glutina. linoléico. apud 120). úlceras dérmicas e escoriações (130). Decocção das folhas para banhos e aplicação externa. As sementes inteiras contém 26% de óleo e as sementes descascadas e frescas 36. É ainda utilizada para transtornos gastrintestinais e hepáticos. pleurisia crônica e lombrigas (154). apud 130). como ungüento para curar picadas de insetos e. utilizadas para a sinusite. as sementes. rubefaciente (folhas). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. O chá das folhas é utilizado para o tratamento de constipação nasal. ácidos oléico. dermatites. palmítico. emética.

jalopão. Inflorescência em cimeira contraída. Pétalas obovadas de cor púrpura escura. hemorragia anal e interna. as masculinas na parte superior. glabras. raiz-de-teú. pinhão-de-purga. pião-caboclo. 5 pétalas livres. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais. 351). pião-roxo. vômitos. erva-purgante. O fruto contém uma semente escura com pintas negras. Folhas alternas. pinhão-doparaguai. ciliadas ou glandulíferas na margem.0 a 1. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo das sementes pode ser utilizado na fabricação de sabões duros e como combustível para iluminação. desidratação. peãopagé. em baixa altitude. • É utilizada na fixação de dunas e como cercas-vivas (93). palmadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. • A planta constitui-se em excelente suporte para a baunilha (Vanilla aromatica).dores abdominais. pecioladas. glabrescentes na face dorsal. composta de flores monóicas. truncada em ambos os extremos. Ahmed e Adam. Casos graves resultam em espasmos musculares.. separando-se facilmente em carpelos 2-valvos (120. pubescentes. PINHÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Jatropha gossypiifolia L. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. . mamoninha. peão-roxo. 3-sulcadas. com 1cm de diâmetro. com 8 a 12 estames. peão-curador. diarréias e depressão do sistema respiratório e cardiovascular. pinhão-bravo. manfuí-guaçú. HABITAT Espécie de origem americana que cresce em terrenos ermos. ramificada. hipotensão.5 x 1. 3 a 5 partidas ou lobadas. Schvarstman. hiporeflexia.5m de altura. SINONÍMIA Batata-de-teú. coma e morte (Horiuchi et al. embora adapte-se as subtropicais.5m. Flores femininas dispostas nas partes baixas da inflorescência com estigma bifurcado. As bebidas alcoólicas constituem-se em antídotos dos efeitos tóxicos (130). O fruto é uma cápsula ovóide ou subglobosa. FITOLOGIA Planta anual com cerca de 1. Cálice 5-lobado. torpor. apud 120).

12-desoxi-16-hidroxiphorbol. O extrato das folhas é inativo (2). derivativa (93). taninos. vitexina. sendo que as sementes contém curcina. antiinflamatória. Extratos etanólicos a 95% das raízes apresentaram atividade antitumoral em ratos portadores de leucemia P-338. 329). mordida de animais peçonhentos. 2. saponinas e histamina. As mudas podem ser preparadas semeando-se em bandejas de isopor ou saquinhos plásticos. • Plantio: outono e primavera. FITOQUÍMICA Flavonóides. O extrato etanólico da raiz. 2-δ-hidroxijatrofona. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. saponaretina e vitexina (81. ATIVIDADE BIOLÓGICA O diterpeno apresenta atividade antiprotozoaria . em ratos. via intraperitonal. jatropholonas A e B. As raízes e sementes contém terpenos e lignanos. contendo substrato organo-mineral. • Colheita: inicia 1 a 2 anos após o plantio. Os ramos e caule apresentam atividade antimicrobiana in vitro contra Escherischia coli (85). prasanthalina. A atividade é atribuída a jatrofona (217). Os ramos contém lignanos. 442). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiasmática (as flores). jatrofona.4-δ-epoxi-jatrofona. 425. anti-hidrópica e antitérmica (120). vomitiva.4-β-epoxijatrophatriona. FARMACOLOGIA Observou-se efeito hipoglicemiante in vivo em ratas tratadas com dexametasona (Llanes et al. jatropina. laxante. O extrato acuoso da folha (15µg/ml) mostrou-se ativo contra Plasmodium falciparum. Os extratos acuosos e etanólicos da planta inteira apresentam atividade moluscicida frente a Bulinus globulus (3). A planta é ainda utilizada para cólicas estomacais. sarcoma 180 e WM 256 e adcarcinoma pulmonar de Lewis. carcinoma de Walker. iso-vitexina e taninos. anticatarral. antiartrítica. A folha contém histamina. antidiabética. Substâncias específicas: apigenina. vulnerária. purgante. atividade sobre o vírus citomegalo e Sindbis. obstruções das vias abdominais e gripes fortes (120). O extrato etanólico das folhas apresenta atividade depressora do sistema nervoso central (via intraperitonial) e uma leve ação anticonvulsionante em ratos com convulsões induzidas por metrazol. diurética (351). apud 179). antagoniza as convulsões induzidas por estrecnina. vomitiva (o óleo da semente).3. nefríticas e hepáticas e para úlceras gastrintestinais (303). 3.. antihelmíntica (folhas) (179). γ-butiri-lactona-2-piperonilida. causador da malária (156.• Propagação: sementes. álcoois alifáticos de cadeia larga e palmitona (81). 217. Apresenta atividade antibiótica contra Microsporum cani e Microsporum gypseum. diurética (425).3-bishidroximetil-6naftaleno. purgante. 3. jatropha-factor G-2. anti-reumática. INDICAÇÕES É útil para o tratamento de feridas.4-δ apoxijatrophatriona. jadaina. uma proteína tóxica e ésteres diterpênicos de forbol (49). inibição dos tumores . alcalóides.

medindo cerca de 0. por ser estimulante da musculatura uterina (329). Semear em bandejas de isopor contendo substrato orgânico. suculenta. violácea. DL50. opostas. in vitro do extrato etanólico utilizando Artemia salina foi de 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Melastomaceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. lanceoladas. ereta. As extremidades do ramos é avermelhada ou arroxeada. O contato com a planta pode provocar severas reações alérgicas e a seiva pode causar dermatites (124).5cm de diâmetro. As folhas são longopecioladas. Os rebentos . As folhas medem cerca de 8 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em por toda mata Atlântica sul-brasileira. O caule é cilíndrico e muito viloso. O extrato etanólico da raiz (95%) apresenta atividade citotóxica in vitro (217). Flores alvo-pubérulas dispostas em panículas terminais agrupadas nas extremidades dos ramos. aplicado topicamente. sob água corrente. atividade moluscicida contra Biompholaria glabrata (179). adaptando-se também ao tropical. As sementes não devem ser utilizadas (303). CLIMA É de clima subtropical.em disco da batata (LC50=3. quase negra. PIXIRICA NOME CIENTÍFICO Leandra purpurascens Cogn. pubescentes em ambas as faces.0mg/ml).0mg/ml (329). em matas secundárias. Fruto tipo baga. colhidos maduros. causa irritação na pele (4).3 a 0. É esciófita. lavar as sementes em uma peneira.80 x 0. • Propagação: sementes e rebentos da raiz. pubescente. com duas nervuras principais originárias de uma mediana. SOLO Prefere os solos areno-humosos e úmidos. base obtusa ou arredondada. O óleo da semente. acuminadas. capoeirões e capoeiras. com cerca de 60 a 100cm de altura. Após. devem ser deixados fermentar por até 3 dias. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (351).4m. FITOLOGIA Planta arbustiva. perene. Os frutos. A dose letal média.

em numerosos verticilos. poejo. As folhas são pequenas. que proporcionem alguma sombra. • Plantio: outono e primavera. SINONÍMIA Erva-de-são-lourenço. poejo-das-hortas. pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50cm em altura. infecções urinárias e genitais e externamente são utilizadas no tratamento de moléstias de pele (215). opostas. A planta exala um aroma peculiar. crescendo subespontaneamente em solos úmidos. A inflorescência é racimosa. sublabiado.podem ser enraizados em substrato organo-mineral. poejo-real. HABITAT Espécie alóctone. hortelã-da-folha-miúda. denticuladas ou quase inteiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. permite que a planta desenvolva-se melhor. porém há muito tempo adaptada às condições brasileiras. prostrada. POEJO-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Mentha pulegium L. bastante compactos. com irrigação diária. composta de flores lilases. Carpelos ovóides. obtusas ou subagudas. menta-selvagem. lisos. originária da Europa. FITOLOGIA Planta herbácea. redondo-ovaladas. O cálice é viloso. com 5 dentes desiguais. abrigados sob sombrite a 70% de sombra. tubuloso. os dois inferiores mais estreitos. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos. curtamente pecioladas. perene. SOLO . • Consórcio: O cultivo da pixirica juntamente com espécies de maior porte. aromáticas. Popularmente é também utilizada como hipocolesterolêmica. multifloros. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são usadas para regular o rítimo cardíaco. vivaz. todos axilares. com a goela fechada por pêlos coniventes.

trichomonicida. antisséptica (258). • Hidroponia: é bastante indicada para o cultivo hidropônico. O caule é extremamente radicante. carvacrol. lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio.3m. insônia (145). timol e eugenol (120). (68). diaforética. béquica. enjôo. acidez do estômago. catarro. eupéptica. vermífuga (93). • Propagação: ramos radicantes e rizoma da planta matriz. FORMAS DE USO . digestiva (294). emenagoga. cicatrizante. Utilizar 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo. resfriado. bronquite (68). giardicida. mentona-piperitona. carvona. • Colheita: é dificultada. expectorante. óleo essencial de poleganona (94%). balsâmica. amebicida e tônica (1). perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda. INDICAÇÕES Indicada para debilidade do sistema nervoso. dores reumáticas. fermentações. • Plantio: primavera e outono. antiespasmódica. proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. que são plantados diretamente em canteiros. estomáquica. anti-hidrópica (257). coqueluche.). mentol. antigripal (145). A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. arroto. fenol. hidropisia (32). pois melhora a qualidade do produto colhido. dipenteno. etc. o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto. analgésica. borneol. palha. tanino. anestésica. enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. antidiarréica (32). • Mulching: para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade. • Adubação: a planta responde bem à adubação orgânica. embaraço gastrointestinal. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. • Desenvolvimento: no inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados. pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. no inverno. casca de arroz. FITOQUÍMICA Pulegona. no inverno.As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade. flavonóides. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. bem curtido. Solos ácidos são prejudiciais à planta. acetato de metila (257). Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso.3 x 0. cineol (145). piperitenona.

ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara das de chá. Fazer bochechos (294). inteiras. presente na planta. variegadas em tonalidades de verdes. O infuso. O borneol. presente na planta. amoena (Lem. • Colutório: ferver por 2 colheres das de sopa da planta em ½ litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia (68). FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. • É utilizada para o preparo de licores (163). elípticas.) R. Br. var. FITOLOGIA Planta herbácea perene. mais largas na metade ou em baixo. • Decôcto: ferver 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara das de chá. periquitinho. Coar e adicionar 1 copo de vinagre. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta afugenta pulgas e mosquitos. As folhas são simples. • Pó ou xarope: tomar 3 vezes ao dia (vermes). juntamente com o suco de 1/2 limão. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. afetando principalmente o fígado (145). pecíolo com metade . de ramos finos. mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano (294). periquito-ameno. é contra-indicado para grávidas. estimula as funções gástricas (258). Tomar 1 a 2 xícaras por dia. aspirina. HABITAT Espécie autóctone. A pulegona. glabras. SINONÍMIA Anador. PRESUNTO-COM-OVOS NOME CIENTÍFICO Althernanthera ficoidea (L. opostas.) Smith e Downs. ⇒ 15g de folhas e flores em 1 litro de água. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia. em altas doses. Apagar o fogo e abafar por 15 minutos. nativa das regiões tropicais do Brasil. é tóxica. (385). multi-ramosa. medindo cerca de 20 a 25cm de altura. radicante. se tomado 10 minutos antes das refeições. ascendente. especialmente nos três primeiros meses (258).• Infusão: ⇒ colocar 20g da planta fresca em 1 litro de água ou 4 a 5g por xícara das de chá.

ssp.) G.3 x 0. principalmente em planícies litorâneas. Fruto suborbicular contendo 1 semente avermelhado-castanha (401).25m. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Parece desenvolver-se melhor em regiões tropicais. quebra-panela. pomares. saxífraga. arrebenta-pedra. jardins e áreas ruderais. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. quebra-pedra-branco. filanto. sésseis e glomeradas. que são enraizados em substrato organo-mineral ou implantados diretamente em canteiros. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus niruri L. verão ou outono. constituindo-se em invasora de hortas.do tamanho do limbo pinatinervado. furaparede. As flores. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. . conami. erva-pombo. PARTES UTILIZADAS Folhas. de coloração amarelo-pálido. Webster. dispõem-se em espigas axilares. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada como ornamental. K. saúde-da-mulher. Esta operação de raleio proporciona a obtenção de novas mudas para plantio. • Raleio: o excesso de brotação dos ramos deve ser contido para não resultar em declínio da planta matriz. • Plantio: primavera. saudade-da-mulher. viveiros. • Adubação: 3kg/m2 de estrume de gado ou composto orgânico. latryrroides (H. espinhosas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiálgica e antiinflamatória. em bordadura de canteiros de jardins. L. • Colheita: inicia aos 5 a 6 meses após o plantio. erva-pombinha. SINONÍMIA Arranca-pedras. B. • Propagação: segmentos dos ramos radicantes e divisão de ramos da cepa.

Cálice frutígero com lacínias estreitas e obovais. filtetralina. pedras e pedaços de plantas diferentes. membranáceas e glabras. filtetrina e hidroxilignanos.FITOLOGIA Planta herbácea. SOLO Prefere solos com alguma umidade. Coluna estaminal inteira. costadas. kinokinina. com 3 anteras. nirurinetina. fisetina-41-0-β-D-glucosídeo. ovaladas.30 x 0. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. curto-pediceladas nos dois sexos. • Crescimento espontâneo: verão. hipofilantina. ereta. . kaempferol-40-α-L-ramnosídeo. pequenas. menos as raízes. com diminutas estrias transversais. alternas. desde as temperadas até as tropicais. As flores são diminutas. com as glândulas co-implantadas na base. 2-lobos. com porte de 20 a 50cm de altura. as masculinas gêmeas. eriodictiol-7-αL-ramnosídeo. Semeia-se diretamente em canteiros. areia. com estípulas. pecioladas. quercitina. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. hidroxinirantina. resistente e avermelhado As folhas são simples. É esciófita. isoquercitrina. localizadas nas axilas dos folíolos. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. • Propagação: sementes. Cápsulas deprimidas. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. nirantina. • Flavonóides: astragalina. • Pragas: formigas e lagartas. FITOQUÍMICA • Lignanos: lintetralina. rutina. com râmulos peniformes. ninurinetim. filnirurina. Colhe-se preferencialmente as ponteiras da planta. com 6 sementes retorcidas longitudinalmente. arredondados. muito pequenas. nirurim. esverdeadas. colhendo-se a planta inteira. vivaz. mas adapta-se às áreas ensolaradas. de glândulas livres e orbiculadas. nitrantina.2m. isolintetralina. revirados no ápice. isolariciresinoltrimetil éter. O caule é cilíndrico. medianamente férteis e pouco ácidos. Esta espécie caracteriza-se pela folha assimétrica de base achatada. estilos curtíssimos. crescendo até mesmo em rachaduras de calçadas. solitárias. nirurina. filantina. seco-4-hidroxilintetralina. nirtetralina. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. ao longo do ano. monóicas. CLIMA Adapta-se a uma ampla faixa de temperatura. e as femininas. nirfilina. na primavera. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. barro. quercitrina. Desenvolve-se melhor à sombra. Tolera solos pobres. nitretalina.

cólicas renais. antihepatotóxica e antagonista endotelino (186). glochidona. 396. antiblenorrágica. nirurina. 178. febre palustre. 4-metoxi-norsecurina. 384). antiictérica. limoneno. INDICAÇÕES É usada no tratamento da diabetes. xantoxilina. icterícia (290). amenorréia (184). O chá concentrado das folhas atua como emético (378). analgésica (10. taninos. triacontan-1-ol. afecções do fígado. relaxante muscular (258). bem como litogênica (56). sedante. antisséptica. • Terpenos: cimeno. albuminúria (242). • Lipídeos: ácido ricinoléico. 79). disenteria (311). hipoglicemiante (130) anti-hipertensora. estradiol. 64. ácido úrico. 398. . geranina. entnorsecurinina. 4-metoxi-norsecurinina. linalol. As folhas e as sementes são tônicas e febrífugas (93). hirtetralina. cimol. 24-isopropil-colesterol. 318. antiinfecciosa das vias urinárias (9. litíases renais. desobstruente. vitamina C. 290. anti-hidrópica (215). 9. • Outros: dibenzilbutirolactona. linoléico e linolênico. 210. filesterina. ácido salicílico. • Alcanos: triacontan-1-al. filantidina. 332. 184. hipertensão arterial (130). hemorragias. A ação analgésica e relaxante muscular dos alcalóides favorecem a eliminação de urólitos (258). 82. antivirótica. nor-ent securinina. afecções urinárias. • Benzenóides: salicilato de metila. tônica. 130). inibidora da transcriptase reversa do HIV (332). flantine. furosina. da boca e da garganta (64). antitumoral (130). da pele. fortificante do estômago (242). na dose de 200mg/kg. 130. infecções pulmonares. filalvina. O extrato etanólico demonstra atividade antiviral contra o vírus da hepatite B (410). 79. • Alcalóides pirrozilidínicos: norsecurinina. 420. gelato de metila e de etila. sudorífica. 64). ácido repandusínico. 399. 190. via intragástrica revelou efeito anti-hepatotóxica em ratas e anti-hipercolesterolêmica (421). ácido elágico (5. inapetência (68). hepatite-B (426. 118. cineol. FARMACOLOGIA Antiinflamatória. adstringente. antidiabética. filocrisina. 21. 369. citostática. • Triterpenos: lupeol-acetato e lupeol. filocrisina. úlceras. afecções da próstata (32). diurética (103). Verificou-se que o extrato aquoso da planta inibe a o vírus tipo-1 da imunodeficiência (HIV-1-RT) in vitro (304). gangrenas. galato de etila. saponinas. purgativa. 421. hiporilantina. contusões. estomáquica. cistite (128).• Alcalóides: norsecurina. securimina. gota (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética (9. antialérgica (420). • Alcalóides indolizidínicos: nirunina filantina. aperiente (145). 386. 438). antilítica (68). 374. • Esteróides: β-sitosterol. dotriancontanóico. niruside. anticancerígena (130). antiespasmódica (79). feridas. O pó da planta inteira. 198. verificando sua ação preventiva na formação de cálculo renal. inibidora ACE. A Central de Medicamentos do Brasil (CEME) realizou testes clínicos e pré-clínicos com a planta. catarros vesicais. geraniina. antinefrítica (8). 397. hepatoprotetora (417). 410. 359.

TOXICOLOGIA Abortiva e purgativa em altas doses (257). OUTRAS PROPRIEDADES A planta é utilizada externamente como inseticida de pulgas e piolhos (154). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. no mínimo (145). Tomar 3 xícaras ao dia. Tomar 2 xícaras ao dia. ⇒ Diabetes: 75g/litro. Para a eliminação do cálculo renal. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ ferver durante10 minutos 10g da planta picada em 1 litro de água. Tomar várias vezes ao dia. tomar o chá a vontade durante o dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. ⇒ ferver 10 a 20g da planta em 1 litro de água. erva-pombinha. Tomar 3 xícaras ao dia (8). ⇒ colocar 2 plantas inteiras em ½ litro de água. Ferver. durante 3 semanas. ⇒ Câncer: 40g/litro. na dose de 1mg/ml revelou efeito nematicida contra Toxocara canis (210). Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (68). suspendendo por duas semanas o uso do decocto após 10 dias de tratamento contínuo (relaxamento dos ureteres).ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção da planta. HABITAT . Tomar 3 xícaras ao dia (8). ⇒ Diurese: 35g/litro. Tomar 1 xícara das de chá 6 vezes ao dia (258). SINONÍMIA Arrebenta-pedra. • Infusão: ⇒ colocar 1 xícara das de cafezinho da planta fresca picada em 1/2 litro de água. São reportadas ainda ação antihiperglicêmica (184). QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus tenellus Roxb. antimicrobiana contra Pastereulla pestis e Staphyllococus aureus (90). ⇒ Distúrbios renais: 30g/litro.

com flores apétalas. Semeia-se diretamente em canteiros. As sementes. avermelhado na base e verde nas partes jovens. hortas e em áreas agrícolas. base e ápice arredondados. estouram à guisa de pipoca. colhendo-se a planta inteira. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. FITOQUÍMICA Terpeno (148). Os ramos que partem do caule apresentam fileiras de folhas.Espécie autóctone do Brasil. areia. β-sitosterol (370). FITOLOGIA Planta herbácea anual. coriáceos. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. ácido gálico. margem lisa.0 a 1.5cm de comprimento por 0. globosos. jardins. com tegumento crustáceo. simétricas. litotríptica e diurética (93). • Propagação: sementes. glabras. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.2m. • Crescimento espontâneo: verão. curto-pecioladas. lisas. ao longo do ano. Ocorre em áreas ruderais. com 40 a 60cm de altura. Inflorescência monóica e axilar. É umbrófita.8cm de largura. mas nunca encharcados e muito ácidos. Caule cilíndrico.6 a 0. muito comum na região Sul. resistente. apud 79). campesterol (Niero. esverdeado a amarelado. flavonas. diurética (94). antiálgica (369). pedras e pedaços de plantas diferentes. elípticas. flavonóis e ácidos fenólicos (138). 3-sulcados. Frutos esquizocarpos. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. verde. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. dispostas alternadamente. medindo 1. quando postas ao sol. de coloração cstanho-clara.30 x 0. ereta. Sementes cuneiformes. férteis. SOLO Prefere solos revolvidos. • Pragas: formigas. aerados. . estigmasterol. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. esterol. glabros. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento da glicosúria (242). barro. As folhas caulinares são rudimentares (escamas). de sépalas esbranquiçadas e diminutas.

AGROLOGIA • Espaçamento: 0.2m. . niruri ou P. • Propagação: sementes. capoeiras e bosques. proeminentemente dispostas em duas fileiras. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. as vezes perene. As flores são diminutas. Fruto tipo cápsula. HABITAT Espécie autóctone que vegeta espontaneamente em áreas ruderais. 170). monóicas e solitárias nas axilas. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. lembrando uma folha pinada. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. tenellus. muito curto-pecioladas. colhendo-se a planta inteira. Semeia-se diretamente em canteiros. preferencialmente no verão. globoso. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. Produz frutos maiores que a espécie P. que cresce de 20 a 30cm em altura. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. • Florescimento: abril a agosto. pedras e pedaços de plantas diferentes. O caule é glabro e normalmente púrpura. • Pragas: formigas. As folhas são alternas. levemente comprimido e espiculado. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.FARMACOLOGIA Apresenta atividade analgésica e antiinflamatória (370. ao longo do ano. sem pedúnculo. barro.30 x 0. areia. • Crescimento espontâneo: primavera. FITOLOGIA Planta herbácea anual. amareladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus urinaria L.

SINONÍMIA Alecrim-das-paredes. marasmo infantil. inibidora da aldose redutase (386). barbaço. barbasco. eczema infantil da boxexa. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato hexânico da planta apresentou forte atividade antimicrobiana contra Eischerichia coli. FORMAS DE USO • 8 a 16g/dia. ácido elágico (386).FITOQUÍMICA Flavonóides. para gargarejos. Vibrio parahacmolyticus. rutina (10). Klebsiella pneumoniae. benzenóide (292. verbasco-do-brasil. Salmonella typhymurium. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente o sul do Brasil. quercitina (318). artralgia. impetigo. calção-de-velho. esterol. 318) antilipoxigenase (339). enterite. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Staphylococcus aureus (100). A planta apresenta forte ação antiinflamatória e antiálgica (371). terrenos baldios e até à beira das estradas. branqueja. Proteus vulgaris. edema nefrítico. β-amirina (339). 375. oftalmia e doenças hepato-biliares. analgésica (10. purificante do fígado e demulcente. cumarina. 433). mordida de centopéia e cobra. triterpeno. conjuntivite. tingui. Shigella flexneri. febre. QUITOCO NOME CIENTÍFICO Pterocaulon virgatum DC. taninos. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antiinflamatória. calças-de-velho. Utilizada nas infecções urinárias e da garganta. alcalóides e substâncias amargas. em locais úmidos. aftas. na forma de decocção ou 20 a 40g/dia utilizando as folhas verdes na forma de suco misturado com um pouco de sal. inibidora ACE e antialérgica (420). . β-sitosterol (371). diarréia.

• Colheita: 160 a 180 dias após o plantio. de cerdas moles. ereta.8 x 0. Semear em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. A planta é ainda anti-reumática e béquica (257). • Florescimento: janeiro a abril. castanho.5m de altura. oblongas. afecções hepáticas. denteadas e decurrentes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são carminativas. medindo 8 a 12cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. resolutivas e digestivas. CLIMA A planta é de clima subtropical. cilíndrico. que cresce até 2. Prefere temperaturas amenas. resfriado e dores do corpo (271). dispostas em capítulos subglobosos. As flores são esbranquiçadas. A infusão das raízes é diurética (242). quando novas. denso-corimbosos. INDICAÇÕES Indicada para a bronquite (257). Caule anguloso. paniculados. • Plantio: setembro e março a abril. subgloboso. perene. pode ser implantada nos solos mais pobres e acidentados da propriedade. providos de brácteas involucrais estreito-lanceoladas e branco-pubescentes. É heliófita. dotado de alas membranáceas verdes. pilosas em ambas as faces. • Propagação: sementes.FITOLOGIA Planta herbácea ou sublenhosa. metrite. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito rústica. lanceoladas. de preferência os úmidos. lenhoso na base e fibroso nas partes superiores. quando maturas. atua como estimulante (32). sésseis. membranáceas. sésseis. • Espaçamento : 0. SOLO Desenvolve-se em quase todos os tipos de solos. O fruto é um aquênio miúdo.M. Sch.4m. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. . contendo várias sementes. arenosos e ácidos. estreitas. com densa pubescência lanuginosa. As folhas são alternas. RAIZ-FORTE NOME CIENTÍFICO Armoracia rusticana G. Em banho.

laxativa. com cerca de 40 a 50cm de altura. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. em bisel. enraizando os propágulos em substrato organomineral. a ocorrência precoce de lagartas que comem os brotos novos. não há necessidade de adubações pesadas ou freqüentes. . O topo do propágulo é cortado horizontalmente. medindo 30 a 35cm de comprimento por 8 a 10cm de largura. associado à 100g/m2 de superfosfato natural.500 a 3. enquanto a base. diurética por excelência (128) e antiescorbútica (93). compensando as estiagens com irrigação. creneladas. deve-se fazer uma adubação no verão. brilhantes. soltos. verde-escuras. desta forma. Embora possam ser plantados diretamente em canteiros. • Época de plantio: outono-inverno. São plantados à profundidade de 10 a 12cm. férteis e friáveis. tetrâmeras. Os propágulos de raiz devem ter cerca de 12 a 15cm de comprimento e a espessura de um lápis. • Adubação: embora a planta seja grande extratora de nutrientes do solo. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas.FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. • Propagação: divisão da cepa. • O sabor torna-se menos picante quando agregada ao creme de leite. rebentos da raiz. SOLO A planta adapta-se a maioria dos solos. Folhas oblongas. sobretudo de frutos do mar e carnes frias. AGROLOGIA • Espaçamento : 30cm. Evita-se. Por ser perene. • Os japoneses utilizam na forma de pó no sashimi. vermífuga. denteadas ou recortadas.000kg/ha (263). alongadas. SINONÍMIA Creem. porém nunca em solos arenosos estéreis e argilosos compactados ou com camadas de adensamento. levemente úmidos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. • Produção: 1. Incorporar ao solo 3kg de cama de aviário ou 5kg de composto ou húmus de minhoca ou estrume de curral. Prefere solos de aluvião. FITOLOGIA Planta herbácea perene. As folhas caulinares são lanceoladas. espessas. é recomendável produzir as mudas em viveiros telados. As flores são brancas.

ovadas. • Plantio: primavera e verão. textura média. cerosas.5 x 2. SINONÍMIA Bastão-do-imperador. Semente preta revestida por arilo hialino. carnosas.5m. As sementes são semeadas em substrato organo-mineral. Folhas longo-pecioladas. flor-da-rendenção. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o cultivo. medindo 60 a 80cm de comprimento por 15 a18cm de largura. que cresce de 2 a 4m de altura. Brácteas externas vermelhas. enquanto que os rebentos podem ser plantados diretamente a campo. FITOLOGIA Planta herbácea. • Propagação: sementes e rebentos do rizoma. lanceolado-oblongas. Sunda e Java. agudas na base ou inequilátero-arredondado.ROSA-DE-PORCELANA NOME CIENTÍFICO Nicolaia elatior. Brácteas internas estreitas. lanceolado-oblongas. HABITAT Originária das Ilhas Célebe. bem drenado. PARTES UTILIZADAS . obtusas. frouxas. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 100g de fosfato natural. ovadas. Escamas verdes. de caule foliáceo. glabras. Fruto cápsula cônico-irregular de 2cm de diâmetro. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. acuminadas. CLIMA Tropical úmido. rico em matéria orgânica AGROLOGIA • Espaçamento : 2. • Florescimento: outubro a maio. culminado por um capítulo adensado piramidal de cerca de 10cm de comprimento. agudas. Escapo floral com 70 a 80cm de comprimento. rizomatosa. É heliófita. SOLO Fértil.

principalmente em solos argilosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o reumatismo e dores musculares. SINONÍMIA Amor-deixado. erva-do-santofilho. pasto-de-abelha. lobos mais ou menos longo-acuminados. joão-magro. lavanderia. mamangava. totanga. CLIMA É de clima temperado.20m de altura. sertão. cordão-defrade-menor. As flores são pequenas. estrela. erva-macaé. pau-pra-tudo. coração-de-frade. até leve ou profundamente trilobadas. linear-lanceoladas. macaé.Rizomas. caule e ramos quadrangulares e pubescentes como as folhas e inflorescências. santos-filhos. porém adapta-se bem às regiões subtropicais. FITOLOGIA Planta herbácea anual. cordão-de-são-francisco. marroio. cardíaca. ocorrendo subespontaneamente como invasora de lavouras. com lobos do cálice espiniforme. com cerca de 1. RUBIM NOME CIENTÍFICO Leonurus sibiricus L. erva-de-macaé. HABITAT Espécie alóctone. os laterais apenas reduzidos e dentiformes.0 a 1. decurrente pelo pecíolo. pomares. róseas. Folhas opostas. lavantina. lavandeira. ana-da-costa. A planta está amplamente disseminada no sul do Brasil. axilares. roças e capoeiras. quinino-dos-pobres. erva-dos-santos-filhos. originária da Sibéria. chá-de-frade. mané-magro. mané-turé. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são consideradas uma das mais belas do mundo. Tolera o sombreamento. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. SOLO . levantina. erva-dos-zangões. base longo-cuneiformes. sésseis e fasciculadas. simples. erva-das-lavadeiras.

• Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara das de cafezinho de água fervente e abafar. antiúlcera e antiedemática do extrato etanólico liofilizado (338).58 a 1. gripe. dores varicosas. Adultos . FITOQUÍMICA Flavonóides (0. irritação do estômago e intestino.3m.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. anti-hipertensora (215) e vermífuga (271). • Florescimento: inicia a partir de julho.24%). gripe intestinal. adicionar 2 xícaras das de cafezinho de açúcar e homogeneizar. antiinflamatória interna e externa. taninos (0. INDICAÇÕES Usada no tratamento da gastroenterite. As flores. • Uso externo: friccionar as folhas frescas sobre as partes afetadas (anti-reumático). que podem ser semeadas diretamente a campo. leonurina e óleo essencial (257). Coar. diurética. são usadas para o tratamento de bronquite e coqueluche (258). A germinação espontânea das sementes ocorre de março a junho. .1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257).78 a 1. eupéptica. úlceras (271) embaraço gástrico.11%). Tomar 3 vezes ao dia. antiemética (242).8 x 0. Tomar uma colher das de café do preparado diluído em água. febre palustre (93). • Infusão: colocar 20g de folhas ou flores secas em 1/2 litro de água. febrífuga. Pode ser também aplicada em articulações inflamadas. cardiopatias. agitando com frequência. crianças . FORMAS DE USO E FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 2 xícaras das de café de álcool e uma xícara das de café de água com 1 punhado da erva fresca picada. • Colheita: inverno. antiemética (68) antiasmática (209). PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. afecções do estômago e intestino. • Propagação: sementes. béquica. FARMACOLOGIA Não se constatou a atividade antibacteriana.Prefere solos úmidos e argilosos. resfriado. cólicas intestinais (68). erisipela e doenças de pele (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Febrífuga. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Coar e armazenar em vidro escuro. aperiente. antihemorroidária. Deixar em maceração por 7 dias. que tem aroma de óleo de bacalhau. com boa fertilidade. antidiarréica. estomáquica. anti-reumática. • Produção de sementes: início de agosto. inapetência.

• Florescimento: o ano todo. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. • Plantio: outono. luzidia. As flores abortam antes da formação de frutos. O suco do fruto é vermelho-sangue. preta. verrucoso-pardacenta. HABITAT Espécie autóctone. murchando facilmente se forem deixadas ao sol. glabras. • Adubação: 3 a 4kg/cova de plantio de cama de aviário. compostas de 5 a 7 folíolos ovado-acuminados e denteados. sabugueiro-da europa. sabugueiro-negro. imparipenadas. Repetir anualmente. É ramificada. globulosa. de caule esverdeado no primeiro ano e posteriormente fibroso e endurecido.0 x 2. SINONÍMIA Sabugo-negro.0m. Fruto tipo baga. sabugueirinho. enraizar em substrato organo-mineral e aclimatar em viveiro com sombrite 50 a 70%. dotada de medula branca e com lenticelas na casca. FITOLOGIA Arbusto ou arvoreta perene que cresce de 3 a 4m. hermafroditas. terminais e perfumadas. contendo 3 sementes pequenas. actinomorfas. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais.OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é insetífuga. misturada com 100g de fosfato natural. no Litoral de Santa Catarina. As folhas são opostas. . Em ambos os casos. Inflorescência cimeiracorimbiforme de flores esbranquiçadas. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados. • Propagação: rebentos das raízes da planta matriz e estacas. verão e primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae. de origem eurásica. SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus nigra L. As mudas são muito suculentas. com irrigação diária.

catapora. • Padrões comerciais: folhas e flores comercializadas separadamente e isentas de impurezas. anti-hidrópica (271). 10 a 15g de folhas. antigripal. amarela. diurética. emoliente. cascas e raízes. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas apresentam ação inseticida (93). erisipela. a raiz e as folhas são indicadas para o tratamento de retenção de urina. frieira. a partir daí. PARTES UTILIZADAS Flores. FITOQUÍMICA Colina. 50g de folhas. As flores são eméticas e catárticas. queimadura (93). béquica. • A medula do caule é empregada em microscopia para o preparo de cortes de precisão em experimentos de física eletrostática. rubéola). podendo. • Uso externo: 30g de flores em 1 litro de água. inflamações superficiais da pele. O fruto purifica o sangue e limpa os rins (32). cistite. quercitina. bronquite. febrífuga. As folhas são indicadas no tratamento de furúnculo. depurativa. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento do resfriado e angina (271). doces e sopas. • Das sementes se extrai um óleo de uso industrial (283). sambunigrina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É sudorífica. cascas ou raízes em 1 litro de água. escarlatina. oftalmias. Indicada ainda para abcessos. As flores são indicadas para enfermidades eruptivas (sarampo. A casca. As folhas são úteis contra a hemorróida. laxativa. podendo ser utilizados no preparo de bebidas vinosas. FORMAS DE USO • Uso interno: 8g de flores em 1 litro de água. folhas. cascas ou raízes (32). . terçolho e tabagismo. obstipação. antiespasmódica (283).• Colheita: inicia-se 8 meses após o plantio. expectorante. • As flores são utilizadas em camadas alternadas para a conservação da maçã e para conferir aroma de moscatel em vinho branco. • A planta é ornamental. arteriosclerose. escura ou verde-maçã (380). • Os frutos são comestíveis. epistaxe. porém quando secas perdem a propriedade laxante. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. ser feita durante todos os meses do ano. anti-reumática e cicatrizante (128). taninos. mucilagem e vitamina C (9). • Os galhos fornecem matéria corante. gota. rutina.

glabras. As cascas são colhidas após a florada. mantidas sempre úmidas. originária do sul do Brasil. É heliófita e higrófita. Folhas compostas. em capoeiras ou vegetação secundária. O gineceu é composto por 5 lóculos. aromáticas. pinatífidas. primavera e verão. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae SINONÍMIA Acapora. Ocorre espontaneamente em orlas ou clareiras de matas. • Plantio: outono. sabugueiro-do-rio-grande. com cerca de 4 a 6m de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. CLIMA É de clima subtropical à temperado ameno. O fruto é uma baga de coloração roxa. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. férteis e ricos em matéria orgânica. • Propagação: sementes e estacas de ramos. Semear em saquinhos plásticos perfurados. sabugo-negro. • Florescimento: novembro a dezembro. frutos e raízes. bem drenados. HABITAT Espécie autóctone. FITOQUÍMICA . quando matura. mas que pode atingir até 10m de altura e diâmetro na base do caule de 10 a 25cm (331). dispostas em umbelas paniculadas. flores. contendo substrato organo-mineral. perene. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arvoreta. por ocasião da floração.SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus australis Chamisso e Schechltendal. apresentando 7 a 13 folíolos ovadoacuminados e denteados. com capacidade de 300 a 400ml. As mudas são transplantadas do viveiro para o campo após 60 dias de aclimatação. SOLO Prefere solos profundos. sabugueirinho. • Colheita: cerca de 6 meses a partir do plantio. ramificada. alternas. em média. As flores são alvas. PARTES UTILIZADAS Folhas.

rutina. coração. cicloartenol. excitantes. diuréticas. males do estômago. folha-de-costa. As folhas são grandes. SAIÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe gastonis-bonieri Ha. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. • As folhas são insetífugas (93). depurativas (344). anti-reumáticas. com cerca de 30 a 40cm de comprimento por 10cm de largura. diaforéticas. . ascites (casca). crescendo melhor sobre detritos orgânicos em decomposição.Colina. originária de Madagascar. antiobésicas. sarampo. antiasmáticas. drásticas. SINONÍMIA Jarancim. maturativa. eméticas e emenagogas. purgativas. isoquercitinas e sambicianina (257). sudoríficas. dores de dente e de ouvido (344) OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera e ornamental. sombreados. fortunão. febrífugas e antihipertensiva. As folhas mais velhas são recurvadas. A planta apresenta ainda propriedades cicatrizantes. folha-grossa. com flores amarelas e tubo róseoavermelhado. frágeis. catarros. et Pe. quercitina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são febrífugas. A casca da raiz é drástica. rins e fígado. sambunigrina. Os frutos são peitorais. verde-azuladas amarelo-esbranquiçadas. locais úmidos. pulmão. orelha-demonge. mucilagem. vitamina C. FITOLOGIA Planta suculenta perene que cresce 40 a 60cm em altura. béquicas e antiespasmódicas (257). emolientes. taninos. lanceoladas. erva-da-costa. opostas. béquicas. As flores são sudoríficas. Prefere as regiões litorâneas. estigmasterol. lupeol. resfriados (257). HABITAT Espécie alóctone. crenadas e espiraladas. Inflorescências terminais ramificadas. planta-da-vida. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de hidropisia. anti-reumáticas (93). Dos lóbulos marginais do limbo formam-se brotações de novas plantas.

jupicanga. tolera bem períodos de estiagem. CLIMA A planta é heliófita. sarza. INDICAÇÕES As folhas secas e tostadas são úteis para cefaléias. • Colheita: inicia a partir de 4 a 5 meses de cultivo. resolutiva.. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. japecanga. raiz-da-china. Os segmentos de crenas podem ser enraizados diretamente em canteiros ou em saquinhos plásticos perfurados. Smilax spinosa. Não vegeta bem em solos muito úmidos e ácidos. Smilax japecanga Griseb. SALSAPARRILHA NOME CIENTÍFICO Smilax spp. perdurando até agosto.5m. salsa-americana.8 x 0. nhupicanga.) FAMÍLIA BOTÂNICA Smilacaceae.. O suco da planta é eficaz para calos. PARTES UTILIZADAS Folhas. frieiras e queimaduras. salsa-japecanga. • Plantio: primavera e verão. salsa-do-campo. sarsaparrilha. zarza. etc. engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das pernas. porém não suporta baixas temperaturas. • Florescimento: a partir de maio. • Propagação: brotações das crenas das folhas da planta matriz. japicanga. refrigerante e tônica pulmonar. HABITAT . Não há formação de sementes. Recorta-se as folhas entre as crenas. cicatrizante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária. japecanga-verdadeira. salsa-deespinho. salsa-cerca-onça. (Smilax campestris Griseb. inhapecanga. inhapicanga.SOLO Prefere solos bem drenados e aerados. SINONÍMIA Esporão-de-galo.

O sabor das raízes é amargo.5m de altura. dependendo da espécie. As raízes são colhidas sem que ocorra danos ao rizoma. A planta pode ser umbrófita a heliófita. encontrada com certa frequência no Litoral Catarinense. CLIMA A planta é tipicamente tropical. perene. de cor marfim. ornado de espinhos recurvados e geminados. Semente um pouco achatada. em solos úmidos ou próximo de cursos de água. tropical. Fruto tipo baga contendo três sementes. com nervuras longitudinais ligadas entre si por uma rede secundária de nervuras reticuladas. localizadas nas axilas das folhas ou brácteas. • Adubação: 1. As flores são dióicas. mucilaginoso e acre. mergulhia. adicionado de 100g de fosfato natural. As raízes são brancas internamente e avermelhadas externamente. Caule cilíndrico glabro. frescos. tornandose clorótica e com crescimento retardado. Também encontrada em matas secundárias. Temperaturas altas com umidade do ar elevada. com um diâmetro de 3 a 5mm.Espécie autóctone. acuminadas. • Rendimento: até 8kg de raízes por planta (182). favorecem ao crescimento da planta. que atingem alguns metros. Semear em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. bi-seriadas. alternas. localizados nas articulações. As folhas são coriáceas. formando tubérculos. Tanto o rebento como as estacas obtidas de mergulhia ou da cepa. desde que haja boa cobertura de copa de árvores. francos e ricos em matéria orgânica. polimórficas. • Colheita: ocorre após 2 a 3 anos de cultivo. cordiformes na base. • Propagação: sementes. flexíveis. dispostas em umbelas.0kg/planta de composto orgânico. • Plantio: primavera. de caule cilíndrico e com poucos espinhos A planta atinge cerca de 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. FITOLOGIA Planta trepadeira ou prostrada. faz-se necessário um tutoramento vertical ou horizontal. O rizoma ramifica-se copiosamente e forma hastes subterrâneas prolongadas. glabras. nativa da Mata Atlântica. Espécies de sombra definham quando crescem sob luz solar direta. tais como árvores de raízes axiais e tronco fino e não muito liso. Cresce espontaneamente em áreas umbrosas. . soltos. estaquia ou rebento. muito duras. Poderão ser utilizados tutores vivos. PARTES UTILIZADAS Raízes compridas e flexíveis que crescem do rizoma. • Tutoramento: para melhor condução da planta. devem ser aclimatados em viveiros com sombrite 70 % de sombra e enraizados em substrato organo-mineral. As raízes atingem cerca de 2m de comprimento. SOLO A planta prefere solos úmidos.

salveta. diarréia. salva-das-boticas. enfermidades venéreas (32). colina e acetilcolina (379). 444). TOXICOLOGIA É irritante para as mucosas (283). INDICAÇÕES Utilizada para doenças de pele (257). salva-das-farmácias. chá-da-frança. SINONÍMIA Chá-da-europa. linfadenopatia. ácido úrico. furúnculos. eczema. febrífuga. essência. HABITAT . colina. amido. antileprosa. saponosídeos. sais minerais. SÁLVIA NOME CIENTÍFICO Salvia officinalis L. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. salva-ordinária. em decocção (444). além disso féculas e uma essência (154). anti-sifilítica (215). estigmasterol (182). perilina e esmilasaponina. gota. sábia.FITOQUÍMICA Glicídeos. resina acre. sitosterol. chá-da-grécia. salva-menor. depurativa do sangue. Ocasionalmente são encontrados flavonóides (130). cistite (68). antiartrítica (68). salva-da-catalunha. úlceras (215). salva-dos-jardins. anti-reumática (32). erva-santa. FORMAS DE USO • 15 a 20g/dia. emoliente. diurética (283). grande-salva. Recentemente tem sido descrita a existência de derivados do ácido glutâmico. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. sudorífica. flatulência. nefrite. as salsaparrilhas contém três saponinas: salsaponina. esteróides. impotência e abcessos (1. Em geral. salva. estimulante digestivo e do metabolismo em geral e desintoxicante (1). tanino. salvamansa. exantemas. OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes desidratadas apresentam um aroma agradável pouco pronunciado e sabor amargo e amargo.

mergulhia. desde as margens do Mediterrâneo até 800m de altitude (182). A parte do ramo que ficará sob o solo. Um grama de sementes contém 300 a 1. • Substrato: para se evitar prováveis infecções de fungos vasculares e bacterioses. ramificado. multianual. algo pubescentes. côncavas e caducas. Se houver um período de estiagem prolongado. FITOLOGIA Subarbusto lenhoso na base. quadrangular. alporquia. É sensível a ventos frios. estriado. bem drenado e rico em matéria orgânica. A sálvia pode viver de 8 a 10 anos (182). permeáveis. . levemente alcalinos. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. Os ramos se renovam todo ano. No Brasil é cultivada em hortas e jardins. de 0. divisão de touceiras. bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior). para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. acuminadas.5cm. formando uma moita lenhosa na base. Solos ácidos favorecem à ocorrência de Fusarium sp. em solos calcários. pecioladas (as inferiores). recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água.7 x 0. Possui odor e sabor quentes. esparsas. aromático. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. além de dificultar o enraizamento e desenvolvimento da planta. medindo 4 a 5cm de comprimento por 2cm de largura. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. Flores azul-violáceas. Retira-se o substrato sob água corrente.Espécie alóctone que cresce espontaneamente no sul da Europa. que germinam em cerca de 15 dias.6m de altura. bem ensolarados e declivosos. Cálice pubescente. opostas. A semeadura é feita em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. ereto. cordiformes. As regiões mais propícias para a produção são encontradas no sul do Brasil. canforáceos e aromáticos. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante.3m. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. perfilhos e estacas da planta matriz. o substrato para a produção de mudas deve ser bem aerado e solarizado. dispostas em verticilos com 4 a 8 flores munidas de brácteas opostas. sésseis (as superiores). campanulado. ovais. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. • Propagação: sementes. um pouco amargos.. aromáticas. removendo-se a casca. CLIMA Prefere temperaturas amenas. areno-argilosos. retirando-se 1/3. SOLO O solo indicado é o fértil. verde-esbranquiçadas. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. É heliófita. Folhas oblongas. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia.3 a 0.200 sementes. curtamente pediceladas. A planta não se adapta à regiões quentes e muito pluviosas. O uso de fito-hormônios pode acelerar o enraizamento de estacas da planta. esbranquiçado. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. levemente crenadas e reticuladas. picantes. Apresenta caule ramoso e tomentoso-pubescente.

• Adubação: 2 a 3kg/planta de húmus de minhoca ou composto orgânico. resfriado. emenagoga. Micrococcus luteus. O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus. ácido ursólico. deve-se suspender a irrigação e eliminar as plantas afetadas. α-tujona e outros terpenos. ácido rosmarínico (145). diurética. balsâmica. expectorante. . astenia. engurgitamento (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. convalescença. vômitos. hipoglicemiante. eupéptica. crises nervosas e neuróticas. vulnerária. edema. béquica. A planta contém 1. borneol. saponina. antioxidante (Beckstrom-Sterberg. nervina.8-cineol. tônica (145). cardiotônica. Colhe-se um pouco antes da antese das flores. A partir do 2o ano é possível fazer 2 cortes/ano. amigdalite. cicatrizante (folhas e flores). α-humuleno. • Colheita: é iniciada a partir do quinto mês após o plantio. gripe. Escherischia coli e Serratia marcescens (407).0. esteróis. adicionado de 100 a 200g de fosfato natural. anti-reumática. • Rendimento: 200g de folhas por touceira (182). bacteriostática. alvejante dental. ATIVIDADE BIOLÓGICA É ativa contra bactéria Gram-positivas e negativas (287). Readubar cada colheita feita. aftas. α e β-pineno (287). • Florescimento: verão até o outono. FITOQUÍMICA Óleo essencial . cefalalgias. PARTES UTILIZADAS Ramos e folhas novas e sumidades recém floridas. flavonóides. em períodos secos. estimulante do sistema nervoso (93). Nesta situação. taninos (257).3 a 2. mau hálito. A planta é muito sensível a nematóides. INDICAÇÕES Usada também para o tratamento de astenia nervosa (283). depressão. diaforética.5% de óleo essencial e 8 a 12% de cinzas (96). diabetes. bactericida. úlcera (145). adstringente. aromatizante bucal (32). doenças de pele (externamente).• Plantio: outono (propagação por sementes) e primavera (propagação vegetativa). frigidez. catarro crônico (435). cânfora. (294). antisséptica (257). carminativa. responsável pela murcha e secamento progressivo da planta. dores reumáticas.45% (286). escrófulas (32). cariofileno. fungicida. que contém 1. antiinflamatória. antidiarréica. • Doenças: a mais comum que ocorre é a fusariose (Fusarium sp). estomatite. excitante. inflamações da garganta (257). digestiva. gengivites. sudorese excessiva dos pés (294). faringite. antiespasmódica. leucorréia. entorse. traqueobronquite. apud 287). enfisema. impotência. atenuadora da transpiração (283). febre reumática. tabagismo e picadas de insetos (1). resolutiva e colerética (1) . • Desenvolvimento: as folhas adquirem coloração verde-intenso nos períodos chuvosos e acizentada. asma.

Tomar 1 colher das de chá 10 a 15 minutos antes das refeições (mau hálito. patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres. TOXICOLOGIA É atóxica nas doses usuais. • Dentifrício: friccionar os dentes com as folhas frescas. Filtrar. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho de folhas secas por litro de água. • Tintura: amassar um punhado de folhas de sálvia e deixar em maceração em 2 xícaras das de café de álcool de cereais e 1 xícara de água. Tomar 4 a 5 colherinhas ao dia (145).E. Ex Britt. porém as gestantes devem evitá-la. Brown. desinfetantes e higienizadores bucais (287). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (145). sangramento das gengivas e aftas) • Gargarejos e bochechos: utilizar infusão ou tintura. e Wils. peixes. • Muito utilizada como tempero de carnes. • As flores são melíferas. Tomar 1 cálice pequeno após cada refeição (283). SÁLVIA-DO-RIO-GRANDE NOME CIENTÍFICO Lippia alba [Mill. 4 vezes ao dia (mau hálito. • Xarope expectorante: 7g de pó da planta em 100g de mel. OUTRAS PROPRIEDADES • As cinzas ajudam a clarear os dentes. • O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos.FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de folhas e flores em 1 litro de água. • Decocção: 50g de folhas e flores em 1 litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae.] N. Indicada em loções para feridas e em banhos para escrófulas (32). Em caso de vômitos. Tomar 1 xícara das de chá seis vezes ao dia. durante 5 dias. • Utilizada ainda como insetífuga doméstica. Doses elevadas podem aumentar a pressão arterial (294). estomatites) (257). . • Vinho: macerar durante 8 dias 80g de folhas em 1 litro de vinho de Samos. aftas. tomar 1 xícara das de chá antes e após o almoço. pães. em local escuro.

alecrim-do-mato. cidró. peninervas. que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil. bordos serrilhados. erva-cidreira-falsa. Ocorre em altitudes de até 1. chá-de-tabuleiro. chá-de-frade. FITOLOGIA Planta arbustiva ou subarbustiva perene. cidrila. Inflorescências axilares. retilíneo ou curvo. erva-cidreira. • Plantio: setembro a dezembro. As flores aparecem na periferia das inflorescências. olentes. acizentados. são fortemente zigomorfas. salva-limão. alecrim-do-campo. cidreira-brava. • Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel. cidrão. opostas. chá-de-pedestre.5 x 1. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. arenosos. Prefere regiões subtropicais. ricos em matéria orgânica. capitão-domato. lima ou menta. SOLO Vegeta preferencialmente em solos de aluvião. cidreira-melissa. cidreira-capim.000ppm (408). • Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta. erva-cidreira-docampo. bracteadas e reunidas em capítulos. cidreira-falsa. solitárias ou raras vezes em pares. • Poda: devido ao crescimento muito vigoroso. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. cilíndricos e sulcados. sálvia-da-gripe. salsa-brava. optando-se pela estaquia. com exocarpo. mais pelífera e glandulosa na face dorsal. pedunculadas. formando moitas de 1. ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba). Enraizar as estacas em substrato organo-mineral. ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas. . quando encostam no solo. salva. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão. chádo-rio-grande-do-sul.800m (179). cidreira-crespa. O fruto é uma cápsula seca. As flores são hermafroditas. cujo enraizamento ocorre em duas semanas. podendo-se proceder até 3 colheitas por ano. róseo-violáceas. As folhas são oblongo-agudas. camará. O caule é muito ramificado. salva-brava. HABITAT Espécie autóctone de regiões neotropicais. cidreira. A produção de sementes é irregular e escassa.20m. sálvia. axiais. salva-do-brasil. A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento. erva-cidreira-brasileira. que afeta a qualidade das folhas e a produção. as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza. com ramos engalhados. cidrilha. chá-da-febre. 2. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes.SINONÍMIA Alecrim. falsa-melissa. chá-de-estrada. próxima a rios e lagos. • Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. CLIMA A planta não tolera regiões frias ou muito quentes.5 a 2m de altura. alecrim-selvagem. É frágil.

I-octen-3-ol (0. nerol (1. indutora do sono (9). antidiarréica (130). A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos.5%). estomatite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica. alcanfor. relaxante nervosa. As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais. dores musculares.1%). allo-aromadendreno (2. cubenol (0. catarro.1%).0g/kg. ansiolítica (56). sedante gastrointestinal. cimol. linalol (1.24%. germacreno D (2%). Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos.6%). p-cimeno. óxido de cariofileno (2. Neurospora crassa (58) e tem um efeito peitoral. afecções da pele e das mucosas.2%. analgésica.8%).2%). borneol (2. butirato de geranilo (0.4%). As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae. INDICAÇÕES Indicada para o resfriado. enfermidades venéreas. náusea. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes. anti-hipertensora. na dose de 1. peitoral. antiespasmódica em cólicas hepáticas (151). recuperação pós-parto (179).2%). antisséptica e anti-hemorroidária. colite e dores reumáticas (303). citronelol (5.62%).7%).PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas.6%). flatulência. contendo principalmente geraniol (29. indigestão. acetato de citronelol. cis-α-bisaboleno (2. diaforética. O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios (179). eugenol (0. isobutilato de geranilo (0. hipnótica. copaeno (0. reúne geraniol (34. citronelal (0. citral. β-cariofileno (6%). cólica. fluxo vaginal. flavonóides e alcalóides desconhecidos (175). Fusarium moniliforme) e insetos de . antiartrítica.1%). estomáquica.3%). afecções hepáticas.1%).1%). Segundo 96. sedativa (408). ácidos fenólicos (8) e α-cubebeno (120). sudorífica. antiemética. FARMACOLOGIA Hipnótica e ansiolítica (56). lipiona.4%). α e β-pineno. expectorante.92) e β-cariofileno (26. o teor de essência nas folhas secas é de 0. apresentam atividade analgésica. piperitona. A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto (312). sabineno. carminativa. taninos iridóides. relaxante do sistema nervoso. calmante. antidispéptica (179). geranial (4. metilheptenona (5. limoneno (0. Candida albicans. 1. digestiva.2%). do útero e dos nervos (32).8-cineol. antiasmática (257). desintoxicante. emenagoga (299). metiloctilcetona. morfética. neral (23%). α-terpineol (Hegnauer. laringite. na dose de 32g/kg. Apresenta ainda atividade citostática e redutora do tônus intestinal (120). FITOQUÍMICA Saponinas (93). mirceno. fortificante cerebral.4%). metildecilcetona.2%). atenuando transtornos digestivos e cólicas.2%). O óleo essencial. antigripal (120). que proporcionam também um incremento de salivação e calor. trans-ocimeno (0. dihidrocarvona. cujo teor médio é de 1. apud 179). antidiabética. antiabortiva. antidiarréica.

só foram verificados em doses muito altas (255). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água. As folhas são linear-lanceoladas. Não se recomenda para os hipotensos (257). SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos soltos. utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa (58). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera • Utilizada em culinária. Cálice regular ou sublabiado. porosos. . que cresce cerca de 30cm de altura. com o lábio superior plano ou levemente côncavo e o inferior trilobado. FITOLOGIA Planta herbácea anual. SEGURELHA NOME CIENTÍFICO Satureja hortensis L. aromática. Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia (257). grossamente pontuado-glandulosas na duas páginas.grãos armazenados (174). in vitro (61). TOXICOLOGIA A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos. inteiras. A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (62). corimbiformes. ramosa desde a base. Streptococcus pneumoniae. mesmo em doses superiores a 67g/kg (179). bilabiada. O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas e sudeste asiático. bracteoladas. Constatou-se atividade citotóxica em cachorros. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi. areno-argilosos. férteis e sem acidez. Aquênios ovóides e lisos. ricos. náuseas e vômitos. As flores são pequenas. Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia. Corola branca ou lilacina com o tubo do tamanho do cálice. pubescente-pulvurulenta. em verticilos paucifloros axilares.

15%). porém é mais amarga e penetrante.3% de óleo essencial (430).27%). • Colheita: 80 a 90 dias após a semeadura. SINONÍMIA Jericó. βcariofileno (2. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é amarelo claro. • O aroma da planta lembra o tomilho. .AGROLOGIA • Espaçamento: 0. estimulante e antiespasmódica (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva (128). pé-de-papagaio. É um dos componentes da água de colônia (163). sobretudo em pratos pesados (patês e queijos).81%). Plantas infectadas devem ser erradicadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Selaginelaceae. • Doença: eventualmente pode ocorrer a infecção de Rhizoctonia sp.500kg/ha de folhas dessecadas (182). que causa deterioração das raízes.83kg/m2 e 0. • A planta é utilizada como aromática e condimentar.20m.32%) (430).90%). • Propagação: sementes. salame e lingüiça • É componente do licor francês Chartreuse. As folha contém 1% de óleo essencial (163). FITOQUÍMICA γ-terpineno (40. Para a obtenção de plantas uniformes e mais saudáveis. p-cimeno (9.4 x 0.. Pode-se obter uma produção de 1. • Plantio: abril. SELAGINELA NOME CIENTÍFICO Selaginela spp. amargo e utilizado na indústria de carnes enlatadas. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades. Um grama de sementes contém cerca de 1. α-terpineno (3. as mudas devem ser produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. • Rendimento: 0. sendo necessário cerca de 1kg de sementes para o plantio de 1 hectare (182).500 sementes.500 a 2. picles e em perfumaria. carvacrol (33.

asma. Apresentam rizoma reptante. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. perenes.2m. hemoptises.2 x 0. em bosques. utilizando-se nebulizadores ou micro-aspersores. hematuria. tosse. ou excesso de luminosidade. A umidade deve ser mantida sempre alta. onde predomina a sombra e a umidade. a musgos ou a samambaias. algumas rasteiras. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo destas espécies deve ser feito sob sombreamento. INDICAÇÕES Indicada para doenças pulmonares. assemelhando-se. rijas ou tenras. que crescem até 30cm de altura. hemorragias gastrintestinais. O enraizamento dos rebentos deve ser feito em viveiros cobertos com sombrite 70% e submetidos a irrigação intermitente por nebulização. bronquite. herbáceas. Folhas verde-escuras. É planta umbrófila. . • Plantio: outono e primavera. contendo substrato organo-mineral. outras eretas. FORMAS DE USO 9 a 15g/dia. É encontrada crescendo próxima de fontes de águas e áreas úmidas em geral. FITOLOGIA Espécies muito primitivas. algumas delas.HABITAT Espécie autóctone que habita os extratos mais baixos da Mata Atlântica. lineares ou pinatisectas. aerados. • Propagação: esporos e rebentos do rizoma. em decocção. emitindo estolhos longos. interiores de abrigos. úmidos. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica ou com serrapilheira. porosos e levemente ácidos. Não tolera regiões frias e secas. Poderão ser cultivadas em canteiros ou em vasos de xaxins. prolapso retal e leucorréia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente e hemostática. viveiros telados ou casas. CLIMA Planta de clima tropical úmido. O cultivo em estufas aquecidas favorece o pegamento e crescimento das plantas. • Espaçamento : 0.

contendo substrato organo-mineral.5m de altura. glabros e vernicosos na face superior e amarelado pubescente na inferior. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.SENE NOME CIENTÍFICO Cassia angustifolia Vahl. com um glândula pequena entre cada par de folíolos.5m • Propagação: sementes e estacas. obtuso-acuminados. Semear em bandejas de isopor de células grandes. bem drenados e profundos. Folhas pinadas. compostas de dois pares de folíolos ovado-oblíquos. SINONÍMIA Fedegoso-do-rio-de-janeiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. Fruto tipo folículo. FITOLOGIA Planta arbustiva. • Plantio: setembro. mamangá. em rácimos curtos. ricos em matéria orgânica. contendo 7 a 9 sementes. • Florescimento: dezembro e março.7 x 0. elípticos. com 1. coriáceos. ereta e glabra. Flores amarelo-claro. Readubar anualmente.2 a 1. PARTES UTILIZADAS Folíolos. areno-argilosos. • Colheita: os folíolos devem ser colhidos antes do florescimento. • Adubação: 1kg/planta de húmus de minhoca adicionado de 200g de fosfato natural. É heliófita. dispostas em panículas terminais. CLIMA É de clima tropical. Não se adapta à regiões muito úmidas. SOLO Prefere solos leves. lava-pratos. HABITAT Espécie alóctone originária do Egito. perene. umedecidas. reniformes. . com cerca de 6 a 8cm de comprimento.

caá-eó. Os frutos apresentam-se aglomerados. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. porém é exigente em umidade. FAMÍLIA BOTÂNICA Mimosaceae. depurativa e vermífuga (271). prostrada. Frutos tipo vagem. eriçados de espinhos. de glomérulos globosos. dorme-dorme. O caule. alternas. com as hastes cobertas de espinhos. não-me-toques. HABITAT Planta autóctone da América Tropical. Ocorre como planta invasora em hortas. vergonha. erva-viva. FITOLOGIA Planta subarbustiva. lilases e densos. aglomerados radialmente (craspédio). contendo sementes lenticulares. juquiri-rasteiro. juquer. ramosa. foscas. compostas de folíolos lineares. Inflorescência axilar e apical. iuquiri. jardins. Folhas pequenas.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante. malícia. com cerca de 1cm de diâmetro. amarelo-esverdeadas. SENSITIVA NOME CIENTÍFICO Mimosa pudica L. longopecioladas. morrejoão. campos e áreas ruderais. de coloração vermelho-castanho. Apresenta a peculiaridade de fechar os folíolos imediatamente após o toque ou na ausência de luz. é munido de acúleos recurvados nas axilas e espinhos isolados nos entrenós. malícia-das-mulheres. INDICAÇÕES Elimina manchas brancas do corpo (271). Vegeta sobremaneira nas margens de cursos de água e em terrenos alagadiços. SOLO É encontrada em diferentes condições de solo. mas que se tornou cosmopolita em todo o mundo. juquiri. malícia-de-mulher. semelhantes ao feijão. malícia-roxa. medindo 30 a 40cm de altura. perene. vergonhosa. É esciófita. AGROLOGIA . SINONÍMIA Arranhadeira. dormideira.

afecções reumáticas articulares. em alta dose. • Florescimento: novembro a fevereiro. Semear em bandejas de isopor. INDICAÇÕES Externamente é utilizada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas (93). • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. odontálgicas e desobstruente do fígado (215). O extrato alcoólico das folhas tem a propriedade de inebriação. enquanto que o extrato alcoólico das raízes tem efeito oposto (93). angina e para desinchar as pernas (215). depurativas. serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta. Em gargarejos. As folhas são reputadas como tóxicas. TOXICOLOGIA A casca. • As raízes são simbiontes com bactérias nitrificadoras. granulações da faringe (242). eméticas e antidiftéricas.8 x 0. • Propagação: sementes. é tóxica. colagogas (93). emolientes. resolutivas (242). prisão de ventre (32). • Plantio: setembro. úlceras cancerosas. antiblenorrágicas. • Produção de sementes: uma planta pode produzir até 700 sementes (242). SERPILHO NOME CIENTÍFICO Thymus serpyllum L. Indicada para afecções hepáticas. que enriquecem o solo com nitrogênio. FORMAS DE USO Infusão e cataplasmas. As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. moléstias do útero (271). • A planta pode ser utilizada como adubo verde. anti-reumáticas. Utilizadas internamente. purgativas. reumáticas e articulares. • É cultivada como ornamental em alguns países europeus.5m. OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes apresentam cheiro desagradável. . são amargo-tônicas. O índice de germinação varia de 60 a 80%. ocorrendo a emergência em 2 a 4 semanas (209). causando hematuria em animais que as comem. purgativas. contendo substrato organomineral.• Espaçamento: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A casca é vermífuga e as raízes são irritantes.

planas. de 10 a 30cm de altura. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Mulching: o canteiro pode ser revestido com um plástico preto. FITOQUÍMICA . polimorfa. SINONÍMIA Erva-ursa. A raiz é delgada e lenhosa. palhas não resinosas e casca de arroz. cor de granada. nem invernos rigorosos. inteiras. setembro. serpol. de comportamento esciófita.500m de altitude. Apresenta hastes caulinares finas. manter a umidade do solo e evitar sujeiras nas folhas e ramos. é de clima subtropical úmido. que cresce em bosques. • Raleio: quando a planta estiver muito densamente formada pelos ramos radicantes. embora com menor eficiência. aerados e permeáveis. timo-silvestre. É encontrada até 2.25 x 0. vivaz. que podem ser plantadas diretamente em canteiros cobertos com sombrite 70%. o plástico recebe um corte em forma de cruz. ascendente nas extremidades superiores. silico-argilosos. tomilho. deve ser raleada e os ramos extirpados podem ser utilizados para a produção de novas mudas. serpil. miúdas e obtusas. As folhas são aromáticas. com cerca de 5cm de comprimento. Não tolera solos ácidos. SOLO A planta prefere solos úmidos. serpão. em solos áridos. pubescente. mais ou menos densos e arredondados. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas e folhas. Poderão ser também utilizados. prostradas. FITOLOGIA Planta herbácea sarmentosa. planta-ursa. para evitar o crescimento de inços. As flores formam capítulos terminais róseos. • Plantio: março a abril. Nos pontos onde serão colocadas as mudas. Não tolera altas temperaturas. CLIMA A planta. • Propagação: estacas radicantes dos ramos.FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Tanto as folhas quanto as flores são altamente aromáticas. HABITAT Espécie alóctone da Europa. ricos em matéria orgânica. antes do plantio.25m. • Adubação: 3kg/m2 de húmus de minhoca.

cicatrizante. sarna (32). FORMAS DE USO • Infusão: 10g da planta por litro de água (283). bronquite. hortas. epistaxe. gramados. feridas supuradas. A planta cresce 30 a 50cm. pecioladas. digestiva. pastagens. hemostática e tônica (1). quintais. fadiga. A face dorsal é mais hirsuta e clara que a superior. campos. balsamona. convalescença. astenia. diurética. SINONÍMIA Guanxuma-vermelha. antisséptica. Inflorescências axilares em pequenos cachos. estimulante. INDICAÇÕES É indicada par o tratamento dos distúrbios do sistema nervoso simpático. coqueluche. constipação de crianças de colo (283). Suas folhas são opostas.Óleo essencial contendo timol e carvacrol (283). artrite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em áreas ruderais. Macbr. FITOLOGIA Planta herbácea anual. vermífuga. Escherschia coli e Candida albicans (362). ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. erva-de-sangue. SETE-SANGRIAS NOME CIENTÍFICO Cuphea cartaginensis Jacq. queda de cabelo. carminativa. Aplicar na forma de loções sobre feridas supuradas e sarnas (32). • Decocção: 50g em 1 litro de água. capoeiras. obstipação e tosse (1). meteorismo. de ápice e base agudos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lythraceae. Caule avermelhado revestido de pilosidade glandulosa purpúrea. tanino. parasiticida. a beira de estradas e em áreas agrícolas abandonadas. expectorante. asma. diarréia. resina e saponosídeo (93). Apresenta crescimento ereto e ramificado. distúrbios gástricos. chiagari. áreas de aluvião. vulnerária (283). antibiótica (93). dores reumáticas. com flores de coloração .

INDICAÇÕES Indicada para arteriosclerose. FITOQUÍMICA Glicosídeos. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). úlceras. afecções da pele (32). AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (68). FITOQUÍMICA Glicosídeos. FORMAS DE USO • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá da planta em 1 xícara das de chá. furúnculos.avermelhada ou violácea. • Propagação: sementes. diurética. • Colheita: ano todo. • Florescimento: verão até o outono. eczema. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa do sangue.3 x 0. SUMARÉ-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO . hipocolesterolêmica (68). anti-reumática. Fruto tipo cápsula contendo 6 a 8 sementes. Promove a limpeza dos intestinos e rins (215). anti-hipertensiva. diaforética. feridas. com duas pétalas dorsais menores que as outras. antiobésica (215). Ocorre 100 a 110 dias após o plantio. doenças venéreas. febrífuga e anti-sifilítica. palpitações cardíacas. sedativa e tônica (128). SOLO Prefere solos úmidos. semeadas em bandeja de isopor contendo substrato organomineral.3m. antiobésica (271). cardiotônica (32). PARTES UTILIZADAS Toda planta. • Plantio: início da primavera. brejosos e arenosos.

• Plantio: todo o ano. SOLO Cresce melhor em solos arenosos. • Tratos culturais: a planta é bastante rústica. Em solos argilosos o crescimento é muito lento e a planta tende a amarelecer. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral.3m • Propagação: sementes e divisão de rizoma. ou em solos leves. principalmente na área vegetada de dunas baixas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. PARTES UTILIZADAS Colmos. A planta é halófita. FAMÍLIA BOTÂNICA Orchidaceae. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões tropicais e subtropicais.3 x 0. SINONÍMIA Orquídia-da-praia. É heliófita. • Substrato: deve ser bem poroso. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente na restinga catarinense.Epidendrum mosenii Rchb. especialmente a primavera. dispensando maiores cuidados. Os segmentos de rizomas podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. antiinflamatória e cicatrizante. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). • Florescimento: verão. porosos e bem drenados. FARMACOLOGIA . • Colheita: inicia a partir do segundo ano. FITOQUÍMICA Flavonóides e terpenóides (143). levemente enriquecidos de matéria orgânica.

de 50cm de comprimento por 4cm de largura. fortemente recurvadas. rabo-de-tatu. agrupados densamente e em grande número formando grandes touceiras de belo efeito decorativo. longamente acuminadas. cola-de-sapateiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Orquidaceae. Pétalas e sépalas levemente onduladas. A DL50 é de 100m/kg (143). Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. . O lóbulo médio é curto e largo. com escapos florais revestidos de brácteas muito desenvolvidas. árvores vivas ou mortas na vegetação de restinga e na Mata Atlântica. SINONÍMIA Bisturi-do-mato. HABITAT Espécie autóctone que vegeta sobre pedras. administrado intraperitonial ou oralmente. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. com as margens intensamente encrespadas e finamente creneladas. • Substrato: deve ser bem poroso.8m. bisturi-vegetal. Do ápice da cada haste partem 6 a 8 folhas alternas.0 x 0. sumaré-do-pau. • Propagação: sementes e rebentos novos da cepa. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). • Pode ser utilizada como estabilizadora de areias de restinga. elíptico-acuminadas. causou inibição significativa e dose dependente das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético em camundongos. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada em ornamentação de terrários ou envasadas. sumaré-da-pedra. Os segmentos de rizomas e perfilhos podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. Inflorescência em forma de corimbo. espiques de palmeiras.2m de altura. com 1. SUMARÉ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Cyrtopodium puntactum Lindl. amarelas salpicadas de máculas vermelhas arredondadas. grande. lanceoladas. FITOLOGIA Pseudo-bulbos de 50 a 100cm. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%).O extrato metanólico do colmo. Labelo amarelo emoldurado de vermelho. lanceta-milagrosa. Lóbulos laterais bastante grandes e eretos.

verde-avermelhado. tuberculose e hemoptises. Flores em capítulos . É antiinflamatória. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de abcessos. sésseis (as superiores) ou curto-pecioladas (as inferiores). ervalanceta. Colheita: inicia a partir do segundo ano.] Hassk. furúnculos e epiteliomas. pimenta-d'água. É cosmopolita por excelência. de ereta a prostrada. dispensando maiores cuidados. áspero. originária da Ásia. tangará. HABITAT Espécie alóctone. quando contata o solo úmido.• • • • Plantio: todo o ano. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Tratos culturais: a planta é bastante rústica. oblongolanceoladas. medindo cerca de 40 a 50m de altura. • As flores são ornamentais. margens inteiras ou ligeiramente denticulada. de caule lenhoso na base e herbáceo nas extremidades. SURUCUÍNA NOME CIENTÍFICO Eclipta alba [L. muito ramoso. • As fibras secas do bulbo são utilizadas à guisa de agulhas. Folhas opostas. suricuína. coatiá. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O suco dos bulbos é cicatrizante (93). SINONÍMIA Agrião-do-brejo. oco. O xarope é indicado para combater a coqueluche e tosses rebeldes (32). erva-botão. Florescimento: primavera. base cuneadas e extremidade aguda. No Brasil ocorre sobretudo nas regiões quentes. catarro. lanceta. cilíndrico.ervanço. quebra-pedra. simples. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva é usada como cola em geral. tangaracá. cravo-bravo. medindo 8 a 10cm de comprimento por 2cm de largura. pluméria. erva-de-botão. béquica e antitumoral (271). silvestre. coacica. sucurima. FITOLOGIA Planta herbácea anual. radicante nos nós. especialmente a primavera.

0cm de diâmetro. é azulada. .000 sementes (242). CLIMA É de clima tropical e subtropical quente. antilítica.cônicos isolados ou pareados. cicatrizante. alagados e semi-halógenos. doenças infecciosas (257). exposta ao ar. mas tolera até solos secos.3m. Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de outubro a dezembro. antilítica. Esta propriedade da planta é utilizada para o tingimento de cabelos encanecidos. INDICAÇÕES Útil no tratamento da bronquite (93). pilogênica. que neutraliza "in vitro" o veneno da jararaca e atua como hepatoprotetora quando ocorre administração tóxica de medicamentos para o fígado (257). Propagação: sementes. obovóide. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento : 0. FORMAS DE USO • Decocção: 10 a 20g da planta em 1 xícara das de chá de água. adstringente antiasmática (93). Colheita: dois meses após a emergência. SOLO Adapta-se a diferentes tipos de solo. eczemas e icterícia (242). Fruto aquênio. FITOQUÍMICA Wedelolactona (323. antiasmática e anti-hemorrágica (9). castanho. sífilis e elefantíase (93). Prefere solos úmidos e pouco ácidos.5 a 1. formado por um invólucro campanulado em torno de duas séries de filárias com pilosidade esbranquiçada. quando a planta está adulta. moléstias pulmonares. Não tolera baixas temperaturas. surucuína e óleo essencial (93).3 x 0. • A planta é hospedeira alternativa de Meloidogyne incognita (242). • A tintura é utilizada em tatuagem (93). 427). ácido tânico. com 0. depurativa do sangue. Flores em capítulos subglobosos. nicotina (9). Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. Estimula a síntese de interferon. fosco. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Imunoestimulante inespecífica. laxativa (242). tomando ½ xícara das de chá duas vezes ao dia (257). frutificando num período de cerca de 100 dias após a emergência. Florescimento: inicia na primavera. enegrecendo em reação com sais de ferro. Os conhecimentos populares de outrora indicavam a planta para o combate à lepra. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva do caule. rugoso-tuberculado. Plantio: agosto. Uma única planta produz até 17. antiofídica (427).

brejos. paneira-de-brejo. paineira-de-flecha. com 1 a 1. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. paineira-do-brejo. que cresce espontaneamente em várzeas alagadas.7m de comprimento por 2 a 3cm de largura. de formato cilíndrico. longo-lineares.0 a 8. capim-de-esteira. SOLO Vegeta desde em solos arenosos. espadana. taboinha. É tolerante a salinidade (199). glabra. de coloração avermelhado-castanho. lembra um grande charuto de coloração castanho-avermelhada.7 x 0. coriáceas. palustre e lacustre. . verde. perene. cilíndrica. com pH variando de 4.4m. lisas. erva-de-esteira. O pólen. na mesma haste floral. grossas e esponjosas internamente. medindo 10 a 20cm de comprimento e 2cm de diâmetro. Porém prefere solos com alto teor de matéria orgânica.000 flores (209). tabuca. FAMÍLIA BOTÂNICA Thyphaceae. brancos. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. tabua. landim. Flores dispostas em densos e condensados rácimos espiciformes cilíndricos. Haste floral ereta. partasana. paina-de-flecha.TABOA NOME CIENTÍFICO Typha dominguensis Persoon. turfosos até argilosos. represas. totora. CLIMA Vegeta em regiões tropicais e temperadas. A inflorescência feminina. É heliófita e higrófita seletiva. tifa. de rizoma rasteiro.8 a 8.1. paina. Fruto filamentoso. FITOLOGIA Planta herbácea paludosa. usado como fitoterápico. SINONÍMIA Bucha. apicais. tabebuia. glabras.5 a 3m de altura. esponjosos e macios. Espiga masculina mais fina e disposta separadamente e acima da feminina. pau-de-lagoa. tabu. assemelha-se a um fino pó dourado.0 e nível de água de 15 a 40cm. pH 6. Uma inflorescência feminina pode reunir até 200. É característica e exclusiva da Floresta Pluvial da Encosta Atlântica (343). acuminadas. Folhas invaginantes na base da planta. paneira-do-brejo. com cerca de 1. canais de drenagem e áreas uliginosas em geral.

embora difícil de branquear. encerrando proteínas (teor semelhante aos grão de milho) e cerca de 45% de amido. • O pólen é inflamável e sucedâneo do licopódio em pirotecnia. afecções das vias urinárias e debilidade geral (68). A aplicação do decôcto na forma de compressas e abluções atua como emoliente e tônico (68). emoliente e tônica (68).000kg/ha de rizomas (209). diurética. • A planta pode ser matéria prima para a obtenção de gás metano. sobretudo a tilápia. • As fibras da planta dão origem a um papel muito resistente. FORMAS DE USO • Geral: 5 a 10g/dia (445). O amido. contusões e luxações. Com um hectare de tabôa pode-se produzir cerca de 605 milhões de BTU por ano. de agosto a fevereiro. antianêmica. dores abdominais durante o puerpério.• Propagação: sementes e segmentos de rizomas. antidiarréica. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. dores estomacais. • Os brotos novos são alimento de alguns peixes. absorvendo metais pesados. dismenorréia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas (uso externo). hemorragia uterina funcional (445). • Produção: até 7. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá do rizoma para 1 xícara de água. sendo conhecidos como aspargo dos cossacos. • Os rizomas cozidos são comestíveis. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é depuradora de água poluídas (68). • Os brotos novos podem ser ingeridos crus ou cozidos. previamente processado. • Grandes aglomerados de tabôa predispõem à proliferação de mosquitos (209). hematuria. PARTES UTILIZADAS Rizoma e pólen seco. Tomar 4 a 6 xícaras ao dia. • Plantio: primavera. . • Consórcio: Pistia stratiotes ou Acorus calamus. hemoptises. permitindo quatro cortes de folhas ao ano. dá origem a um polvilho comestível. • Florescimento: a partir do segundo ano após o plantio. antidisentérica. antiinflamatória. As sementes podem ser postas a germinar em recipientes com água ou em substrato encharcado. inclusive cobre. Os rizomas são plantados diretamente a campo. • As folhas são utilizadas para a confecção de esteiras e artesanato trançado. sangramento nasal.

fruta-de-gentio. taiuiá-de-fruta-envenenada. avermelhado e liso. esponjosa e amarelada. • Colheita: inicia no segundo ano de cultivo. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta rústica.• Os filamentos (painas) são utilizados para o enchimento de almofadas e travesseiros. As folhas são pecioladas. • Plantio: setembro. • Florescimento: dezembro a março. A raiz é tuberosa. • Propagação: sementes e brotações da túbera. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário adicionado de 100g de fosfato natural. PARTES UTILIZADAS . • O rizoma é utilizado. grandes. 3 a 5 lobadas. de caule sulcado e de raízes perenes e folhas anuais. O fruto é um pepônio. purga-de-pai-joão. As brotações da túbera são enraizadas em areia ou vermiculita. 2-3 axilares nas folhas. A planta se estabelece em locais úmidos e seus ramos crescem em direção à luz. ovóide. agudos. azougue-dos-pobres. tomba. mantidas umedecidas. chegando atingir 2m de comprimento e 20cm de espessura. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. para o preparo de bolos doces muito apreciados (93). melão-de-são-caetano. • Espaçamento: 3 x 2. capitão-do-mato. denteados ou sublobados. lobos ovais-oblongos. membranosas. SINONÍMIA Abobrinha-do-mato. As flores são branco-esverdeadas. de outubro a fevereiro. purga-de-caboclo. na Austrália. palmadas. tayuyá. ana-pinta. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. cabeça-de-negro.5m. TAJUJÁ NOME CIENTÍFICO Cayaponia tayuia M. ana-pimenta. caiapó. normalmente subindo encostas e despenhadeiros. implantar o cultivo em áreas acidentadas e declivosas. FITOLOGIA Planta trepadeira alta. HABITAT Espécie autóctone das matas ciliares e de restinga que cresce preferencialmente em grotas úmidas. purgade-gentio. raiz-de-bugre.

tansagem-maior. antinevrálgica. TOXICOLOGIA A cucurbitacina. tranchagem. atonia gastrointestinal . emenagoga (215). FITOQUÍMICA Amido e alcalóides (cucurbitacina). ciática (32). OUTRAS PROPRIEDADES A planta é altamente atrativa de vaquinhas (Diabrotica spp). mas seu principal efeito é como drástica. transagem. úlceras. FAMÍLIA BOTÂNICA Plantaginaceae SINONÍMIA Plantagem. furúnculos. manchas do rosto. tanchagem. servindo como isca natural para o controle da praga. erisipelas. • Alguns criadores de gado cortam as raízes em rodelas. pregas. anti-hidrópica e purgativa. quando sêca (93). é tóxica. desobstruente do fígado e do baço. linfagites crônicas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Muitas bulas relatam mais de 100 propriedades fitoterápicas da planta. dartros. HABITAT . desintoxicante. o principal alcalóide. tansagem. tranchás.Em geral são utilizadas as raízes tuberosas. • TANCHAGEM-MAIOR NOME CIENTÍFICO Plantago major L. depurativa. mas também podem ser utilizadas as folhas e ramos. dispepsias. secam e misturam-nas à ração de milho para a engorda (93).000 partes de água (32). quando a raiz não está sêca. anti-sifilítica. emética. transage. calmante das dores (32). FORMAS DE USO • Decocção: 10 partes de raiz para 1. INDICAÇÕES Utilizada nas dermatoses. feridas. É anti-reumática. eczemas. dilatação do estômago (93) e paralisia (215).

que medra em solos áridos. com cerca de 2.40 x 0.000 sementes por planta. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. cerca de 1mm de comprimento. jardins. sustentada por uma haste floral comprida. na planta seca (96). • Plantio: inverno ou primavera. ricos em matéria orgânica e com boa umidade. 3-nervadas. na floração). ovóide. um pouco brilhante. Pecíolo acanalado. 2mm de diâmetro. SOLO Prefere solos arenosos. glabras. Inflorescência em espiga. Foram determinados os seguintes metabólitos: triterpenos β e γ-amirina. É encontrada até 2. gramados e pastagens. tão longo quanto a lâmina. e também as folhas. pomares. espessas. com tegumento crustáceo. com nervuras salientes. • Padrão comercial: teor de aucubosídeo entre 1. medindo 15 a 35cm de altura. Forma um cepa amarelada. É invasora de áreas cultivadas. ovado-elípticas. donde parte uma cabeleira de raízes fasciculadas.25m. • Colheita: é feita no inverno. mas desenvolve-se bem em regiões subtropicais.5cm de espessura. Possui folhas basais. cilíndrica. raiz (todo ano) e sementes maduras (estação seca). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. no auge do desenvolvimento. que pode atingir até 35cm e possuem numerosos pêlos. antes do florescimento. as quais apresentam um período inicial de dormência. • Florescimento e frutificação: primavera. ácido hidroxicinâmico e polifenóis. estriado. amirina e catapol. contendo até 30 sementes marrom-opacas. mas também prosperam em solos compactados. acaule. castanho-claro a escuro. Fruto tipo pixídeo. • Produção de sementes: 14. anual ou polianual. brancas e uniformes. FITOQUÍMICA Contém mucopolissacarídeos. suco (primavera.000m de altitude. Ocorre 3 a 4 meses após o plantio. CLIMA É de clima temperado. PARTES UTILIZADAS Folhas. ou levemente onduladas. Ocorre prolificamente também em áreas ruderais sombreadas e úmidas dos trópicos. A viabilidade da semente no solo é de até 60 anos (242). de deiscência transversal. • Pragas: a planta é muito atacada por formigas. • Propagação: sementes. bordos anguloso.4%. As flores são muito pequenas (1 a 2mm de comprimento).Planta alóctone européia.9 e 2. verão e outono. monoterpenos . A germinação espontânea ocorre na primavera. radiais à cepa. ereta. elípticas. com bordas lisas. vivaz. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. marrom-avermelhadas. carnosa. FITOLOGIA Planta herbácea.

melitosídeo e geniposídeo. litíase urinária (409). Produtos comerciais à base da planta mostram-se efetivos contra hemorróidas. fissura no bico dos seios. plantamosídeo. antiinflamatória (258). arabinose. flebite. prostatite. os responsáveis pela ação antiinflamatória da planta (249). administradas à cobaias com arteriosclerose. sais de potássio. glicosídeos de aucubina. Em 13 pacientes com hiperlipoproteinemia. gastrintestinais e das vias respiratórias (258). rhamnose.. hematuria. laxante suave (sementes). purgativa. metilcatalpol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. xilose. O uso tópico da folhas tem atividade sobre intoxicação por plantas venenosas (Duckett. diminuindo a dor e o sangramento (Moesgaard et al. resfriado. uretrite crônicas (145). nepetina. obstipação. vitaminas A. apud 179). oleanólico e cítrico. disúria. feridas e cortes (209) disenteria. luteolina. distúrbios renais. faringite. anti-hemorrágica. estomatite. escutelareína. loliólido. apendicite crônica (215). picadas de insetos e câncer. Contém ainda tanino. provavelmente. tônica. traqueobronquite. Também útil para o tratamento do paludismo. planteose. Os cremes feitos da planta são usados em massagens em mulheres frígidas e como afrodisíaca (233). p-hidroxibenzóico. Extratos aquosos apresentam ação antiinflamatória em cobaias (203). edema necrótico. digestiva. béquica. em doses de 500mg/kg. Emplastros das folhas são úteis para furunculoses e queimaduras. ferúlico e cafêico. lignanos 3. plantamajosídeo.9% e de triglicerídeos de 52% (Danielsson et al. glicose. plantabiose. aucubina. Os ácidos hidroxicinâmicos são. oftálmica. anti-reumática (68). diurética (145). além de conterem as mucilagens de ação laxante suave. antidiarréica (folha). emoliente. expectorante. angina. observou-se uma redução de colesterol de 16. plantajosídeo. apigenina.. psoríase. cólica infantil. antitabagismo (215). hispidulina. ácidos benzóico. β-lipoproteínas e triglicerídeos sangüíneos (250). catalpol. flavonóides baicaleína. Um produto comercial à base de Plantago (Metamucil) diminui significativamente os níveis de colesterol sérico comparado com um placebo (Anderson et al. verbascosídeo e siringina. reduziram os lipídeos totais. salicílico. ácidos galacturônicos. apud 179). ácido sinárgico. alcalóides indicaína e plantagoína. FARMACOLOGIA As sementes são classificadas como laxantes que promovem volume no intestino. pectina. úlceras intestinais. sinusite. dérmicas. sangramento de gengivas (242). epistaxe. sedativa (209). enxaquecas. enxofre e citrato de potássio (145). C e K. apud 179). depurativa. anti-hemorroidária (93). antipirética.. Os compostos polifenólicos existentes nas folhas de Plantago major. afecções hepáticas (150). filoquinona. cistite.5-dihidroxicinamato de metila. apud 179). resolutiva (294) e emenagoga. . varizes. acne. A mucilagem das sementes contém galactose. Uma mescla de polifenóis de Plantago major causa inibição do efeito carcinogênico de nitrosodimetilamina (203). sacarose. febres intestinais. ácidos cumárico. gastrite crônica. INDICAÇÕES Usada no tratamento de inflamações bucofaringeanas. frutose e óleos voláteis e fixos (179). sais minerais. catarro. cicatrizante.asperulosídeo. β-sitosterol. amigdalite. vulnerária. analgésica. colesterol. descongestionante. parotidite. tratados com Plantago durante 2 a 29 meses. conjuntivite aguda.

estrogênica. Fazer gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). ⇒ 30g de folhas para 1 litro de água. • Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas (cicatrizante). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. • Gargarejo: 60g de folhas para 1 litro de água (32). ex Schmidt. antipirética. • Os pássaros são ávidos pelas sementes. Deixar 1 noite em maceração e tomar no dia seguinte. além de ser a substância responsável pela fitoproteção da própria planta (179). ATIVIDADE BIOLÓGICA O plantamajosídeo. • Decocção: ferver 60g de folhas e/ou raízes em 1 litro de água. Tem sido reportado casos de choque anafilático com sementes de tanchagem (179).uma reação alérgica. • Infusão das sementes: adicionar 1 colher das de sopa de sementes em 1 copo de água fervente. TINGE-OVOS NOME CIENTÍFICO Phytolacca thyrsiflora Fenzl. . em jejum. Para afecções bucofaringeanas: fazer vários gargarejos durante o dia (145). Escherichia coli e Staphylococcus aureus (337). TOXICOLOGIA O pólen é um dos maiores propagadores da polinose . FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. existente na planta. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia (folhas) ou 9 a 15g/dia (sementes) em decocção. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser usadas em saladas e sopas. • Infusão: ⇒ colocar uma xícara das de cafezinho de folhas frescas picadas em ½ litro de água. hepática. demonstra atividade antibacteriana sobre sete bactérias fitopatogênicas. Tomar 1 xícara de chá a cada 6 horas para o tratamento de infecções bucofaringeanas e 1xícara a cada 8 horas para problemas gastrintestinais (258).Tem-se registrado ainda as seguintes atividades em diferentes partes da planta: antiviral. ⇒ 10g de folhas secas em 1 litro de água fervente. resolutiva e agente da litíase renal (179). anti-hipercolesterolêmica. como laxante suave (258). anti-hemorrágica. (383). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32).

FITOQUÍMICA A raiz e o fruto encerram phyitolacina. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. carurú-guassú. FITOLOGIA Planta herbácea ou subarbustiva. composta de 5 tépalas brancas. fruto-de-pombo. Folhas alternas.5 a 1. e as sementes phytolaceína (93). medindo 15 a 18cm de comprimento. base decorrente. Flores monoclamídeas. subglobosa. cilíndricos. • Colheita: 6 meses após o plantio. contendo uma semente por carpelo. caruru-bravo. erva-pombinha.0 x 0. erva-da-américa. Caule cilíndrico. erva-do-canadá. com cerca de 4 a 5mm de diâmetro. muito ramificada. lisa. • Florescimento: ano todo. caruru-de-porco. ápice agudo. HABITAT Espécie autóctone das Américas. capoeiras e terrenos férteis abandonados. brilhante. ovaladas a orbiculares. preta. . tintureira. no topo. • Plantio: primavera. Raiz napiforme. • Adubação: 2 a 3kg de cama de aviário/m2. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. • Propagação: sementes. elípticoovaladas. caruruselvagem. caruru-de-cacho. erva-de-laca. simples. glabra.80m de altura (209). Semente lenticular. verde e às vezes manchado de vermelho. mechoacan-do-canadá. rosetiforme. Fruto baga subglobosa. multicaule. nervuras proeminentes na face dorsal.8m de altura. A planta contém ainda saponinas e phytolacagenina. É feita naturalmente pelos pássaros. lisa. faces convexas. margem crenulada.50m. ocorrendo no Brasil principalmente nas regiões nordeste e sudeste. verão e outono. liso. erva-de-cachos. Não tolera solos ácidos e compactados. enquanto que os frutos encerram phytolaína e ácido fitolácico. Semear em bandejas de isopor com substrato orgânico. Ocorre desde o nível do mar até 1. medindo 1. vermelho-purpúrea quando maturo. marando. tipi. glabra. verdes. róseas ou lilases. com núcleo esponjoso. lenhoso na base e carnoso. Inflorescência em rácemos espiciforme. SOLO Cresce subespontaneamente em solos férteis e humosos. CLIMA Desenvolve-se bem em climas tropicais e subtropicais. glabro. cupieiro. ervados-cachos-da-índia.SINONÍMIA Caruru-açu.

após submetidas à decocção. anti-reumáticas e antisifilíticas. Em doses elevadas.. anti-reumática. ocorre ânsia de vômito. que é vetor de Schistosoma mansoni (Haraguchi et al. sementes e as raízes são tóxicas. alcoolatura ou extrato fluido da raiz são indicados para dermatoses e orquites. convulsões e morte (242). A raiz é purgativa. Bochechos e gargarejos com o decôcto das folhas são indicados para afecções bucofaringeanas (271). As folhas contusas são reputadas eficientes na cura das úlceras malignas e o cancro (93). . A phytolacina é tóxico-convulsionante (93). Os frutos contém pequena quantidade de alguns componentes tóxicos (209).PARTES UTILIZADAS Frutos. provoca vômitos e narcotiza o paciente. • Os frutos contém um corante. As folhas contusas são drásticas. • As folhas e os brotos jovens. TOXICOLOGIA As folhas. • Os frutos são muito apreciados pelas aves em geral. vomitiva. ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. As folhas são diuréticas e vulnerárias (242). FAMÍLIA BOTÂNICA Cyperaceae. apud 209). • Os frutos já foram utilizados no passado para enfeitar e colorir doces. TIRIRICA NOME CIENTÍFICO Cyperus rotundus L. INDICAÇÕES A tintura. raiz e folhas. antiescorbútica e depurativa. utilizado para tingir plumas e vestimentas de índios. são comestíveis. As saponinas apresentam forte atividade contra Biomphalaria glabrata. Duas horas após a ingestão. vinhos e xaropes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória e analgésica tópica (271). • É ornamental e fixadora de dunas. diarréia. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. O fruto verde é um purgativo enérgico (93). do grupo da betacianinas. espasmos.

SOLO Desenvolve-se nos mais diferentes tipos de solo. resinosos. Durante o inverno a planta não se desenvolve. Para facilitar a colheita dos tubérculos. erva-côco. HABITAT Planta alóctone mundialmente adaptada a todos os ambientes terrestres. Inflorescência formada por 4 a 6 espigas desiguais. assegurar-se do não uso de herbicidas na planta. tiririca-comum. que cresce de 20 a 30cm de altura. revolvidos e areno-argilosos. com cerca de 30 a 50cm de comprimento por 2 a 4mm de largura. o seu cultivo deverá ser feito em áreas marginais e isoladas. com eixo alado. É heliófita. As folhas são longas. sobretudo a alface (75). radiando de uma haste delicada. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica e infestante. . fazer o plantio sobre camalhões. • Colheita: é feita durante todo o ano. quase filiformes. de sabor amargo e doce-aromático. junça-aromática. triangular e púrpura. acizentado. brancos internamente. CLIMA Adapta-se as mais variadas condições climáticas. lineares. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. • Alelopatia: a planta é forte alelopata da germinação e crescimento de espécies herbáceas. mas preferencialmente no verão. • Rendimento: 40t/ha de rizomas e tubérculos (242). formando tubérculos tenros. cebolinha. Caule delgado e tríquetro. friáveis. • Herbicidas: quando se deseja coletar a tiririca em áreas inçadas. PARTES UTILIZADAS Rizomas livres de raízes filamentosas e detritos. O fruto é um aquênio 3angular. • Capação: todos os pendões florais devem ser eliminados no início de seu desenvolvimento para não disseminarem a semente para outras áreas.2 x 0. ovóides-oblongos.10m. sobretudo áreas ruderais. Rizoma filiforme e tuberoso. entumecido a cada segmento. mas tem preferência por solos férteis. carenadas e numerosas. • Espaçamento: 0. dispostas em fascículos umbeliformes curtos.SINONÍMIA Capim-dandá. castanhoavermelhados ou escuros. esponjosos. Espiguetas pardo-avermelhadas. • Propagação: sementes e tubérculos. • Plantio: outubro. glabra.

4% (40% de cetonas sesquiterpênicas .ciperona). da flora mediterrânica. Flores brancas à rosadas. opostas. antidispéptica (444). vermífuga (93). SINONÍMIA Arçã. triterpenóides. cineol e L-αpineno (1). pequenas. gastralgia. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. arçanha. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Balsâmica. HABITAT Espécie alóctone européia que cresce em estado selvagem em terrenos secos e quentes. estimulante.000m de altitude (96).FITOQUÍMICA Essência 0. de ramos acizentados.2%) contendo cipereno. lanceoladas ou lineares. muito ramificado. diaforética. bilabiada.5-1. O sabor é algo picante e levemente amargo. antiblenorrágica. náusea e vômitos (444). tomentosas e esbranquiçadas dorsalmente. dispepsia. Forma uma moita de caule tortuoso. em tintura. Fruto composto de 4 aquênios. dismenorréia. prosperando até 3. axilares ou terminais. . rasteiro. eretos e compactos. tomilho-ordinário. fortificante (215). FORMAS DE USO • 8 a12g/dia. tomilho-vulgar. antiinflamatória. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. α-ciperone. timo. Corola gamopétala. amido e óleo essencial (0. sésseis. emenagoga. formando glomérulos de 3 flores que parecem capítulos globosos. ciperol. dores abdominais. Folhas pequenas (até 6mm de comprimento). glandulosas. na forma de decôcto. até mesmo em colinas áridas. TOMILHO NOME CIENTÍFICO Thymus vulgaris L. com os bordos virados para baixo. antidiarréica. Fortemente aromática. INDICAÇÕES Indicada para. pó ou em pílulas (444). antisifilítica (271) e afrodisíaca (242). lenhoso. poejo. que cresce de 15 a 30cm de altura. adstringente. Cálice tubuloso com 5 dentes. segurelha. esteróis (278).

Um grama de sementes possui cerca de 4. . carminativa. retirar as cepas e obter novas mudas. anti-reumática. saponósidos e vitaminas B1 e C (182). • Plantas daninhas: a planta não tolera qualquer tipo de concorrência. PARTES UTILIZADAS Sementes. antimicrobiano. arenosos. cimeno. Neste caso. • Padrão comercial: o teor de cinzas não deve ser maior que 14% (96).000 sementes (96). cicatrizante.000 a 5. sumidade florida e folhas.5 x 0. estaquia. mergulhia e sementes. tanino (257). mantida sempre umedecida. A planta não suporta solos úmidos e argilosos. que prefere solos mais pobres. antisséptica. carvacrol (283). a qualidade das plantas decai sensivelmente. álcoois. desodorizante. pois reduzem o crescimento e afetam a formação dos metabólitos secundários. FITOQUÍMICA Timol. A planta é heliófita e não tolera regiões de pluviosidade elevada. cujas temperaturas giram em torno de 20o C (182). profundos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. antiespasmódica. • Propagação: divisão de touceiras. sumidade florida e folhas. tônico capilar. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita. anti-helmíntica (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antioxidante. Teores decrescentes de umidade no solo acentuam a cerosidade sobre a folhas e o conteúdo de óleos essenciais (231). • Colheita: ocorre dois anos após o plantio. 108). linalol. Quanto maior a luminosidade. cimol. borneol. béquica. antidiarréica (32). retardante da senelidade. resina. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. hidrocarbonetos.4m.SOLO Exige solos soltos. porém os produtos de maior qualidade são obtidos em regiões temperadas quentes. 110. • Renovação da cultura: após o segundo ou terceiro ano de cultivo. • Plantio: primavera (propagação vegetativa) e outono (sementes). com boa exposição solar. por ocasião do florescimento. Adapta-se aos mais variados clima da Terra. bem drenados. preservativo de alimentos (109. maior o número de glândulas de óleos essenciais e as plantas tornam-se mais eretas. CLIMA. • Adubação: O uso de fertilizante mineral debilita a planta. com maior número de ramos e brotações vigorosas (231). pineno. • Florescimento: outubro a novembro. PARTES UTILIZADAS Sementes. sem problemas de acidez.

que cresce de 1. Tomar 1 xícara das de chá 2 a 3 vezes aos dia. gota. tosse convulsa. hortaliças. É encontrada até 2. úlceras dérmicas. sarna. antileucorréica (32). • Infusão: uso interno . 257). Cresce espontaneamente em bosques e subosques.] Gaudich. colerética. sinusite. hemolítica. urtigão. astenia. problemas respiratórios. urtiga-vermelha.0m de altura. ramificado. urtiga-mansa. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. vermelho e aculeado na base. em reduzido número de indivíduos. estriado. amenorréia e catarros crônicos (32). anemia.400m de altura. • Utilizado na indústria perfumista e de licores. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. a beira de cursos de água e em locais úmidos e sombreados. parasitoses. O caule é ereto. meteorismo. fastio. atonia do tubo digestivo. angina. ftiríase.40g/litro (32.estomáquica. urtiga-brava. INDICAÇÕES Indicada ainda para a coqueluche. urtiga-maior. anti-helmíntica (283) excitante das funções circulatórias e cerebrais. uso externo . FAMÍLIA BOTÂNICA Urticaceae. halitose. monóica e dióica. cólicas. suculento. antigripal. afecções da garganta (303). (383). URTIGA NOME CIENTÍFICO Urera baccifera [L. aperiente. Escherschia coli e Candida albicans (362). diurética (294). lumbago. depressão nervosa (294). convalescença. SINONÍMIA Cansanção. FORMAS DE USO • Decocção: 1 colher das de chá de sementes para cada xícara de água. e sudorífica.10g de folhas por litro de água. tônica.5 a 3. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. revulsiva. emenagoga. embora inerme na . prados. peixes. HABITAT É autóctone da América tropical. carnes e queijos. sobretudo em marinadas.

• Propagação: sementes e rebentos. • Plantio: outono e primavera. É heliófita. tinha. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 150g de fosfato natural. bem drenados. feridas.parte teminal. diurética. comprimida. que também pode ser utilizado para o enraizamento dos rebentos. cálcio. úlceras. antihidrópica. longo-pecioladas. anti-hemorroidária. minúsculas (2mm de diâmetro).5 x 1. • Cuidados: por apresentar espiculosidades muito urticantes. anti-sifilítica (215). antidiabética (257). Apresenta um rizoma subterrâneo. silício.5m. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno. pois é de clima subtropical de altitude. adstringente (435) e revulsiva. galactagoga. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. ápice acuminado e base cordada. antianêmica. anti-reumática. ovário súpero e estigma em forma de pincel. ovóide. • Florescimento: outubro a fevereiro. hirsutas. enrugadas na face ventral. dispostas em ramos carnosos e róseos. assimétrica. tanino. As flores femininas são globosas. leucorréia. PARTES UTILIZADAS Folhas da planta jovem (todo ano). anúria. SOLO Prefere solos profundos. com dentes triangulares. histamina. • Frutificação: março a maio. medindo 2mm de diâmetro e contendo uma semente com forma e tamanho semelhante à núcula. FITOQUÍMICA Nitrato de potássio (435). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória (179). acetilcolina. As folhas são alternas. medindo 10 a 20cm de comprimento por 8 a 15cm de largura. potássio. pecíolos e sobre cada ruga ventral. • Colheita: inicia a 6 a 8 meses após o plantio. areno-argilosos e ricos em matéria orgânica. rizoma e raízes (outono). braços e mãos ao realizar qualquer atividade junto a planta. ácidos fórmico e gálico. vitamina C. afecções de pele (257). erisipela (59). proteger o corpo. no verão. sendo as da base cordiformes. castanho quando maturo. ovaladas-elípticas. hemostática. enxofre (1). As flores masculinas são globosas. com perigônio carnoso. roséo-claras. Fruto tipo núcula. Inflorescência em cimas escorpióides. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. infecções micóticas da pele. . revestida de pêlos urticantes sobre as nervuras. amenorréia (179). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. magnésio. caroteno. depurativa. disúria (32).

glabras. edema. contendo 30 a 40 sementes revestidas de arilo vermelho-seríceo. orucu. queda de cabelos. psoríase e urticária (1). de tronco curto. mas que pode atingir até 10m de altura nas regiões de origem. com corola formada por 5 pétalas.0m). achicote. persistentes.0 a 4. colorau. misturadas com outra forragem. diarréia. bastante ramificada. açafroa. afta. epistaxe. SINONÍMIA Açafrão-da-terra. • As fibras do caule e ramos são muito resistentes. tintória. Fruto cápsula ovóide ou cônica com 3 a 5cm de comprimento. urucuuba. com muito estames. ciática. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. grande. urucu. uru-uva. ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta é inativa como moluscicida. enurese. em panículas terminais. hortas e hortos. murchas.hidrocefalia (435). TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. É cultivada em jardins. • Os frutos maduros são consumidos pelos pássaros. . menopausa. podem ser consumidas pelo gado. elípticas. achiote. As flores são róseas. As folhas são alternas. antimicrobiana e antimicótica (19. bija. FAMÍLIA BOTÂNICA Bixaceae. podendo ser utilizadas em cordoaria (209). 236). urucuzeiro. grandes. cordiformes-acuminadas. longo-pecioladas. achote. URUCUM NOME CIENTÍFICO Bixa orellana L. CLIMA É de clima equatorial e tropical e heliófita. 58. açafroeira-da-terra. picadas. verde ou vermelho-pálida ou roxoescura. HABITAT Espécie autóctone do Brasil tropical. de porte mediano (3. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. com casca pardacenta e copa densa arredondada. inteiras. revestida de espinhos moles e inofensivos.

A frutificação ocorre no verão e outono. antiasmática. Os melhores índices de entumescimento foram obtidos com o meio MS completo suplementado com AIA 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante e digestiva (sementes). criptoxantina. em armazenamento (241). diterpenos: farnesilacetona. laxante. adstringente (335). luteolin-7-bissulfato e luteolin-7-0-β-D-glucosídeo e isoscutelareína. hipotensora. antiinflamatória. anti-hemorrágica (68). As sementes têm viabilidade superior a 6 meses. peitoral. • Doenças: as folhas podem ser infectadas pelo fungo Cercospora bixae. a melhor concentração de AIA e KIN foi. antibiótica (294). metil-bixina. . O transplante é feito quatro meses após a semeadura. O transplante das mudas para o campo ocorre após 3 a 4 meses da semeadura (241). na primavera e início do verão. hipoaletina-8bisulfato. diurética. PARTES UTILIZADAS Folhas. béquica. vulnerária (folhas). A melhor poliferação de brotos (4 a 5 por explante) baseou-se nos mesmos reguladores e respectivas concentrações verificadas para calos (310). 0. respectivamente. • Plantio: março a abril. úmidos e fofos. Para a formação de calos. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 22. antipirética. antidiarréica. AGROLOGIA • Espaçamento: 4.0m. Readubar anualmente.000 unidades. vitamina C (128) e orelina (9). antidisentérica. geranil formato. A bixina é avermelhada e insolúvel em água e a nor-bixina é solúvel. cardiotônica. luteína e zeaxantina. laxante (215).0mg. benzenóide: ácido gálico (179). A germinação ocorre em 10 a 20 dias. • Florescimento: ocorre a partir do segundo ano após o transplante. refrigerante (a polpa). • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. estimulante.3mg.SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. depurativa. férteis. As estacas são enraizadas em vermiculita.L-1.L-1 e KIN 1mg. nor-bixina. hemostática (179). estomáquica. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. cosmosiina. As sementes são usadas para o tratamento da diabetes (284). β-caroteno. afrodisíaca (sementes trituradas) e antídoto de ácido cianídrico (93). flavonóides: apigenina-7-bissulfato. obtém-se explantes de ápices e segmentos de hipocótilos. sementes e raiz. geranil octadeconoato. trans-bixina. FITOQUÍMICA Carotenóides: bixina. • Propagação: sementes e estacas. geranil geraniol.3 e 2. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 200g de fosfato natural.0 x 4. • Micropropagação: a partir de sementes esterelizadas e germinadas in vitro.L-1 (80%). cicatrizante (raiz).

INDICAÇÕES
A infusão a frio dos renovos é usada para inflamações nos olhos. As sementes são utilizadas no tratamento de queimaduras de pele (93). A decocção das folhas é usada para o sarampo. As folhas, quando previamente machucadas, são indicadas para curar panos (infecção micótica). O pó do arilo das sementes é utilizado em gargarejos para o tratamento de amigdalites e afecções bucais. As sementes, amassadas, podem ser aplicadas topicamente em queimaduras (179). Também indicadas para a endocardite, pericardite, afecções do estômago e obstipação intestinal (68). A tinta do urucu é um antídoto de ácido cianídrico, encontrado na mandioca-brava (9; 32). O pó é utilizado para combater sarna e piolho. As sementes são anticolesterolêmicas (244). As folhas são indicadas para bronquite e faringite (9).

FARMACOLOGIA
O extrato aquoso administrado em ratas, na dose de 400mg/kg demonstrou atividade anti-secretora gástrica. O extrato hidroalcoólico inibe a prostaglandina sintetase em concentrações de 750µg/ml (419). O extrato clorofórmico por intubação gástrica, na dose de 1g, aplicada em cachorro, demonstrou atividade hipoglicêmica significativa (284; 416). O extrato aquoso da semente, aplicado intraperitonialmente em rata, provocou redução da atividade motora e um aumento da diurese, sem sinais de toxidez. A decocção das folhas induz à contração do útero de rata (179).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli (157) e Salmonella typhi (Cáceres, apud 169).

FORMAS DE USO
• Infusão: 10 a 15g por litro de água (32). • Macerado a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias (244). • Extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal. • Extrator alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo. • Tintura: deixar macerar por 8 dias 20g de pó da semente em 100ml de álcool 70 o. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos.

TOXICOLOGIA
A casca da semente demonstra efeito tóxico aos pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina (Morrison, apud 120). A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina (179

OUTRAS PROPRIEDADES
• A polpa fornece um corante e condimento natural - a bixina, também utilizada para colorizar chocolates, queijos, manteiga e outros víveres (380), cera e seda (93).

• É utilizada para colorir carnes congeladas. • Misturada à substâncias amiláceas em pó, obtém-se o corante culinário mais comum em todo o mundo, o colorau,. • O pó resultante da trituração das sementes é repelente de insetos e colorizante do corpo (179) e de artesanato cerâmico.

VALERIANA
NOME CIENTÍFICO
Valeriana officinalis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Valerianaceae.

SINONÍMIA
Erva-de-amassar, erva-de-gato, erva-dos-gatos valeriana-selvagem, valeriana-silvstre. erva-de-são-jorge, valeriana-menor,

HABITAT
Espécie alóctone que habita as florestas úmidas e planícies pantanosas da Europa. Cresce espontaneamente em valas, taludes e nas orlas de bosques. É encontrada até 2.000m de altitude (383).

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, polianual, alóctone, com rizoma estolonífero, dotado de raízes fibrosas e fusiformes. Forma uma cepa curta da qual partem, horizontalmente, várias raízes divergentes, esbranquiçadas, com barbelas curtas. A haste é roliça, com estrias e listas, oca, fistulosa e que origina seis a dez pares de folhas opostas, pinuladas, com 3 a 25 folíolos lineares, lanceolados ou elípticos, inteiros ou dentados. A planta atinge 30 a 40cm de altura por 30 a 40cm de diâmetro de copa. Nos países de origem pode atingir até 2m em altura. Flores róseas ou brancas, hermafroditas, dispostas em corimbo, glomérulos ou espigas curtas. Corola tubuloso-infundibuliforme. pouco aromáticas. Fruto aquênio drupáceo, contendo apenas uma semente.

AGROLOGIA
• Ambiente: para evitar-se problemas fitossanitários e obter-se rizomas de alta qualidade, recomenda-se cultivar as plantas sob cultivo protegido. • Espaçamento : 0,4 x 0,3m. • Reprodução: perfilhos da planta matriz, que podem ser enraizados em substrato organo-mineral ou em areia hidropônica, sob cultivo protegido. • Plantio: outono. Plantar as mudas sobre camalhões com até 25cm de altura.

• Adubação: 3 a 4kg/m2 de húmus de minhoca associado a 200g de fosfato natural. Aplicar aos 40 e 70 dias após o plantio 8g/planta de nitrato de cálcio. • Mulching: cobrir o solo com plástico preto, palha ou casca de arroz. • Irrigação: utilizar o sistema de gotejamento. • Doenças: em regiões de alta pluviosidade é comum a ocorrência de fungos e bactérias de solo que causam podridões nas raízes e colo da planta. • Pragas: é suceptível ao ataque de Diabrotica spp. • Florescimento: não ocorre florescimento nas condições do Litoral Catarinense. • Colheita: cerca de 12 meses após o plantio, quando a planta estiver em senescência natural ou seca • Colheita: outono a inverno. Imediatamente após a colheita, os rizomas e as raízes devem ser lavados rapidamente e postos a secar em temperaturas inferiores a 40oC.

PARTES UTILIZADAS
Rizoma e raízes.

FITOQUÍMICA
Ácido iso-valérico (0,1 a 2,0%) e valérico, sesquiterpenos, iridoides, flavonóides, triterpenos, alcalóides (1).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa (133), vermífuga, calmante (283), antiinflamatória, antiprotozoária, antitumoral (232), antiespasmódica, ligeiramente narcótica (93), moderadora do apetite, antidepressiva (294), antiepiléptica, anti-histérica (232), anticonvulsiva, antineurálgica (435), tônica, calmante de neurastenia e psicoastenia, hipnótica, carminativa e antipirética (1).

INDICAÇÕES
É indicada para ansiedade, insônia (232), depressão nervosa, cansaço intelectual, nevrose cardíaca (93), distúrbios da menopausa, cólicas (294), influenza, reumatismo (380), machucados, chagas, feridas e contusões (271).

FORMAS DE USO
• Infusão: ⇒ 5 a15g de raiz por litro (435). ⇒ 15 a 20g/litro de água (283). • Vinho: macerar por 8 dias 25g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia. É indicado para a depressão (294).

TOXICOLOGIA
Doses abusivas podem resultar em cefaléia, vertigem e alterações na visão e audição.

OUTRAS PROPRIEDADES
• As raízes frescas possuem, no primeiro momento, sabor picante, passando a amargo e aromático.

• As folhas apresentam forte sabor amargo. Ao serem secas, exalam um aroma peculiar e desagradável. • O aroma da planta atrai gatos.

VASSOURINHA
NOME CIENTÍFICO
Scoparia dulcis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Scrophulariaceae.

SINONÍMIA
Coerana-branca, corrente-roxa, ganha-aqui-ganha-acolá, pupeiçava, tapeiçaba, tapixaba, tupeiçava, tupiçaba, tupixaba, tupixava, vassoura, vassourinha-cheirosa, vassourinha-debotão, vassourinha-doce, vassourinha-miúda, vassourinha-mofina, vassourinha-molfina, vassourinha-tupiçaba.

HABITAT
Espécie autóctone que medra nas terras baixas dos trópicos. Ocorre em áreas ruderais e de lavoura, capoeiras e campos abertos.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, ereta, ramificada, que cresce de 0,5 a 1,0m em altura. O caule é delgado, tetragonal, verde-claro, anguloso e sublenhosos na parte basal e herbáceo na superior. As folhas são quase caulescentes, com a base atenuada e o ápice agudo verdes, pecioladas, opostas, verticiladas, ternadas, obovadas ou oval-lanceoladas, dentadas, glabras, peninérveas, com a nervura média saliente, medindo 3cm e comprimento por 1cm de largura. As flores, multifloras em pares, se originam das axilas das folhas. São pequenas, hermafroditas, pentâmeras, 4 sépalas partidas, corola rotácea branca, bilabiada, com lóbulos e numerosos tricomas brancos, internamente. O fruto é uma cápsula septicida globosa, com cerca de 1,0 a 2,0mm de diâmetro, bilocular, lisa, glabra, membranácea, de cor creme-escura, deiscência apical e numerosas sementes muito pequenas. As sementes apresentam formato irregular, reticulada, glabras, amareladas a castanho-claras e brilhantes.

CLIMA
Espécie de ampla adaptação climática, encontrada principalmente em regiões tropicais. É heliófita.

SOLO
Prefere os solos férteis, areno-siltosos, leves e úmidos, sem acidez.

AGROLOGIA

• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono, primavera e verão. • Florescimento: primavera e verão. • Colheita: 100 a 110 dias após a emergência.

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Adrenalina, noradrenalina (404), amelina, mucilagem (9), azeite viscoso, que contém dulcinol, scoparol, manitol e glicose. Ácidos graxos: esteárico, mirístico e linoleico. Componentes saponificáveis: triacontano, dulciol, β-sitosterol e dulcilona. As raízes contém manitol, taninos, composto organo-fosforilado, alcalóide e triterpeno. Outros compostos: acacetina, α-amirina, apigenina, benzoxazolina, ácido betulínico, coixol, 7-0β-D-glucoronídeo de friedelina, himenoxinas, ácidos gentísico, ifflaónico, scopadúlcico A, B e C, scopárico, dulcinóico; scoparinol, scutelareína, vicenina e vitexina (179).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, diurética, febrífuga, antiblenorrágica, emenagoga (300), antilítica, anticefalálgica, anticonceptiva, antidiabética, expectorante, mucolítica, adstringente, antioftálmica, antiflatulenta, depurativa, tônica, emética (179), vermífuga (120), antiespasmódica, antisséptica (130), antiasmática, anti-hemorroidária (9), emoliente, béquica, odontálgica (93), antigripal (271), hepática, peitoral, aperiente, revitalizante (120).

INDICAÇÕES
Febres intermitentes, paludismo, uralgias, vaginite, parasitas da pele, afecções gastrointestinais, digestões lentas, cólicas, constipações (179), dores de ouvido (215), brotoeja, coceiras, erisipela, afecções cutâneas e catarrais, bronquite, corrimento vaginal, infecção urinária (120), catarros pulmonares (271), pernas inflamadas e varizes (303).

FARMACOLOGIA
Extratos da planta apresentaram atividade antiinflamatória e analgésica em ratos (147; 404; 119), principalmente devido aos flavonóides e glutinol. O ácido scopadúlcico, obtido da planta, apresenta atividade antitumoral (296). O scopaduldiol tem propriedades inibidoras da ATP gástrica H+/K+ (181). Os extratos etanólicos e acuosos da planta (0,52mg/kg p.o.) prolongaram o tempo de sono em ratos induzidos por pentobarbital, sendo o extrato etanólico mais ativo que o acuoso (179). Apresenta atividade depressora (120). A amelina, fitoquímico presente na planta, tem mostrado eficácia no tratamentos de alguns tipos de diabetes (209).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).

FORMAS DE USO
Decocção, infusão e suco.

OUTRAS PROPRIEDADES
• Utilizada nas áreas rurais, na forma de feixe, para as casas.

VASSOURINHA-DE-BOTÃO
NOME CIENTÍFICO
Borreria verticillata (L.) G.F.W. Meyer.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Rubiaceae.

SINONÍMIA
Cordão-de-frade, cordãozinho-de-frade, erva-botão, falsa-poaia, perpétua-do-mato, poaia-comprida, poaia-falsa, poaia-preta, poaia-rosário, vassoura-botão, vassourinha.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce em restingas, planícies do litoral e em áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, com 40 a 60cm de altura, com a base lenhosa, duríssima, cilíndrica, glabra, áfila. Ramos tetrágonos, glabros ou pilosos, com entrenós curtos. Folhas lineares ou lanceoladas, curtamente pecioladas. Bainha da estípula glabra ou levemente pubérula. As flores são alvas, reunidas em inflorescências globosas, axilares e terminais. Apresenta duas sépalas, subuladas, denticuladas e concrescidas na base. Corola hipocraterimorfa, glabra ou levemente pubérula. O fruto é uma cápsula subglobosa ou subcilíndrica, coriácea, glabra. A semente é linear a oblonga, purpúreo-nigrescente.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 0,7 x 0,7m. • Propagação: estacas da planta mãe e sementes. A germinação das sementes é muita baixa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas podem ser enraizadas com o mesmo substrato. • Plantio: ano todo. • Florescimento: é contínuo ao longo do ano. • Colheita: inicia 4 a 6 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS

Folhas e raiz.

FITOQUÍMICA
Emetina, um dos alcalóides encontrados na ipeca (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emética (242), antidisentérica (309) e anti-hemorroidária (9).

INDICAÇÕES
Utilizada para o tratamento de dermatoses (309).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
O extrato alcoólico das flores apresentou atividade bactericida contra Staphylococus aureus. A concentração bactericida mínima variou de 0,66 a 5,25mg/ml (309).

INDICAÇÕES
Indicada para erisipela e varizes (9).

VERBASCO
NOME CIENTÍFICO
Buddleya brasiliensis Jacq. ex Spreng ssp. stachyoides Cham. e Schlecht.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Buddlejaceae.

SINONÍMIA
Barbasco, barbasco-do-brasil, barrasco, calça-de-velho, calças-de-velha, calção-de-velha, calção-de-velho, calção-velho, carro-santo, cezarinha, tingui-da-praia, vassoura, vassourinha, verbasco-brasileiro, verbasco-do-brasil.

HABITAT
Espécie autóctone, normalmente encontrada na encosta atlântica, crescendo nos campos, beira de riachos e orla de matas, capoeirinhas, potreiros estradas e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, polianual, ereta, pouco ramificada, que cresce de 1,0 a 1,80m de altura. Caule quadrangular, cotonoso-tomentoso, cilíndrico na base, amarelado-ferrugíneo ou avermelhado, de ramos eretos, medulosos, alado-subtetrágonos nas partes jovens. As folhas são opostas, amplexicaules, decurrentes, quase sésseis, lanceoladas, com cerca de 15 a 20cm de comprimento por 5 a 8cm de largura, inteiras, irregularmente serreadas, rugosas, sedoso-pubescentes na página superior, albo-lanoso-pubescentes e salientes

nervadas na inferior. As flores são campanuladas, hermafroditas, tetrâmeras, pequenas, amarelas, dispostas em cimeiras capituliformes de 3 a 4 flores. O fruto é uma cápsula oblonga, angulosa, contendo numerosas sementes cilíndricas, lisas e castanhas.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. É heliófita.

SOLO
Desenvolve-se melhor em solos férteis e revolvidos, mas adapta-se aos solos ácidos, arenosos e argilosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 1,0 x 0,6m. • Propagação: sementes, que podem ser semeadas diretamente em canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono e primavera. • Florescimento: maio a outubro. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e flores.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emoliente, sudorífica, anti-reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, antiofídica (342), depurativa, adstringente, diurética, expectorante, peitoral, sedativa, béquica (257), antigripal (215), anódina (32), antiálgica (68), antiasmática e calmante (93).

INDICAÇÕES
Útil no tratamento de bronquite (257), doenças pulmonares (93), hemoptises, catarro (32) e contusões (68).

FORMAS DE USO
• Decocção: ferver 1 a 2 colheres da chá das folhas ou raízes em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. O decôcto pode ser utilizado em abluções para contusões (68).

TOXICOLOGIA
A planta é ictiocida, podendo também ser tóxica (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Em animais é usada para a lavagem dos olhos e tratamento de pisaduras em eqüinos (209).

8 x 0. de caule e ramos finos. quadrangulares. febrífuga. FITOQUÍMICA Verbenina. Adubação: 1. em torno de cada planta. lactogênica. ricos em matéria orgânica e bem drenados. adaptando-se ao subtropical. SOLO Prefere solos férteis. É heliófita. associado com 50g/planta de fosfato natural.0kg/planta de húmus de minhoca. crescendo 30 a 40cm de altura. As flores. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. friáveis.4m. pequenas e lilacinas. • Colheita: inicia 6 a 7 meses após o plantio. dispõem-se esparsamente ao longo de espigas finas e compridas. neutros.VERBENA NOME CIENTÍFICO Verbena officinalis L. Plantio: outono. CLIMA É de clima temperado quente. Apresentam sabor amargo. Folhas opostas. ereta. calmante do sistema nervoso. antinefrítica e antilítica vesicular (271). recortadas. Propagação: sementes. digestiva. citrina e óleos essenciais (294). medindo até 40cm de comprimento. • Mulching: utilizar plástico preto. sobretudo de altitude. palhas ou casca de arroz sobre o solo. anti-reumática (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. muito ramosa. FITOLOGIA Planta herbácea a subarbustiva. INDICAÇÕES . estimulante do apetite. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. SINONÍMIA Erva-de-fígado. Semear em substrato organo-mineral.

afecções do fígado. grama-das-índias. pardacentos. composta de numerosos rácimos espiciformes. denominado Verbena. Fruto cariopse oblonga. de 13 a 30cm. invaginantes no caule. As raízes são aromáticas. esplenite e gangrena (271). Abafar por 5 minutos. SINONÍMIA Grama-cheirosa. Inflorescência em panícula ampla. esponjosos. patcholi. males do estômago. agudas. Folhas mais ou menos basilares. glabras. com até 70cm de comprimento. . Coar e tomar ao longo do dia para o tratamento da celulite. às vezes dobradas. VETIVER NOME CIENTÍFICO Vetiveria zizanioides Stapf. escabrosas e serradas na margem. CLIMA Tropical e heliófita. OUTRAS PROPRIEDADES • Aromatizante de café • Utilizada na fabricação de licor. 8 a 12 verticilados. tendo os inferiores mais de 20 raios. fortemente aromáticos. de rizomas lenhosos. lineares. ereta. estreitas. flexíveis. • Infusão: 4 colheres das de sopa de verbena em 1 litro de água quente. eretas. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia. livre entre as glumelas. esponjosas e castanhas. compostas de 2 flores e reunidas em grupos de 2 a 3. Glumas coriáceas. capim-de-cheiro. inodoras. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. esverdeada. cespitosa. terminal. (294). capim-vetiver. lisas. compridos e muito finos. revestidos de epiderme amarelo-pálido. aftas. Espigas formadas por espiguetas violáceas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. cônica.Indicada para o tratamento da celulite (294). FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 10 minutos 50g de verbena em 1 litro de água. espinescentes sobre uma das palhas e ciliadas sobre a outra.

2 a 3. edulis . quando novas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. biombos.5% de óleo essencial amarelo-claro. var. também cresce em solos arenosos e até em dunas. fortemente aromático. leques. • As raízes são altamente fixadoras de dunas e barrancos à beira-rio. vetivedol. vetiverina. calmante das enxaquecas. amargo e picante (93). cestos). VINAGREIRA NOME CIENTÍFICO Hibiscus sabdariffa L. tônica. As mudas obtidas a partir do rizoma devem ter as folhas cortadas para evitar a transpiração excessiva. para perfumar roupas.7m x 0. ácido vetivérico. vetivenil. • O rizoma seco da planta é utilizado preso ao cabelo para perfumar ou em saches. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. • As folha são forrageira. FITOQUÍMICA Vetivenes. diaforética. • As folhas são utilizadas para a fabricação de artesanatos diversos (esteiras. PARTES UTILIZADAS Rizomas.6m • Propagação: sementes e divisão de rizomas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. febrífuga. INDICAÇÕES Indicada para enxaqueca (271). Contém 0. Os segmentos de rizoma ou perfilhos podem ser plantados diretamente a campo. chapéus. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é excelente insetífuga de pragas domésticas (baratas e traças). • Plantio: outono e primavera.SOLO Embora a planta prefira solos humosos e úmidos. • O óleo de vetiver é usado para aromatizar dentifrícios e sorvetes e para prepara perfumes. antisséptica. das nevralgias (93). toldos. volátil. carminativa e anti-histérica (271).

rosela. cônico-ovóide e estrigoso.5 a 2. SOLO Profundos.600mm e temperaturas de 18 a 35oC. • Propagação: sementes e estacas de ramos despidos das folhas. Pétalas de 4 a 5cm. que afeta sobremaneira a reprodução. • Produção de sementes: a maturação do fruto e colheita de sementes ocorre em julho. denteados. Flores solitárias. • Colheita: 1 ano após o plantio. quiabo-azedo. glabro. Semear em bandejas de isopor de células grandes contendo substrato organo-mineral.0m. • Plantio: deve ser feito em fotoperíodo crescente e no início da estação das chuvas.2 x 1. CLIMA A planta requer uma distribuição de chuva entre 800 a 1. drenados e com bom teor de matéria orgânica.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae SINONÍMIA Azedinha. Fruto tipo cápsula. FITOQUÍMICA . axilares. vermelho-escuro. FITOLOGIA Arbusto anual. quiabo-deangola. com uma grande glândula na base da nervura mediana. As estacas podem ser enraizadas em vermiculita. autógomo. 5nervadas. avermelhadas. carurú-da-guiné. de andróforo avermelhado.8m de altura. Apresenta caule avermelhado. Cálice vermelho e muito carnoso. 5-locular. sésseis. quiabo-roxo. As folhas são alternas. e resistente aos nematódeos e à antracnose. sendo as inferiores inteiras e ovadas e as superiores profundamente 3 a 5 palmati-lobadas (lobos estreitos). ramoso e cresce 1. longo-pecioladas. róseas. de lobos agudos. A planta é regulada pelo fotoperíodo. • Doenças: A planta é sensível ao fungo Rizoctonia sp. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. carurú-azedo. azeda-da-guiné. As sementes estão no ponto de maturação completa quando o fruto capsular encontrase seco e iniciando a deiscência. • Florescimento: abril a junho. quiabo-róseo. com mácula mais escura na base do pedúnculo também vermelho.5 a 1. com cerca de 1. HABITAT Planta alóctone originária da África oriental tropical.0cm. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 50g/planta de superfosfato triplo.

vinhos (vinho de rosela). prestando ao preparo de geléias. violeta-roxa. frutos e raízes. 10. oxalato de potássio e (9). FITOLOGIA . De 147kg de hastes são obtidas 900g de fibras limpas.3% de lipídeos. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorragias e aumento da resistência orgânica (128).Ácido oxálico. 257). SINONÍMIA Amor-perfeito. sob prévia cocção. amarga e tônica (93). após decocção são comestíveis e utilizadas como tempero. VIOLETA-AFRICANA NOME CIENTÍFICO Viola odorata L. estomáquica. É encontrada até 1. 0. marmeladas. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é alimentar. diurética e emoliente (9. • As folhas. 0. tônicas e afrodisíacas. e são diuréticas.1% de proteínas.5 % de água. Ásia Ocidental e África. • As folhas são consumidas. tônicas e afrodisíacas. originária da Europa. enquanto que as sementes são consumidas torradas.8% de cinzas e gossipetina. relvados. na forma de salada. que é um pigmento (93). crescendo em prados. • As fibras dos caules são utilizados no ramo têxtil. 2. FAMÍLIA BOTÂNICA Violaceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são resolutivas (cataplasma) antiescorbútica. antiinflamatória (128) e febrífuga.3% de carboidratos. violeta-perfumada. viola-roxa. HABITAT Espécie alóctone. violeta-comum.000 de altitude (383). PARTES UTILIZADAS Folhas. A raiz é aperitiva. violetaeuropéia. charnecas e bosques abertos. xaropes e vinagres. • O suco coagula látex de plantas fornecedoras de borracha. violeta. As sementes são diuréticas. violeta-de-cheiro. O fruto contém 86. viola.

purgativa (as raízes). As flores surgem na extremidade de pedúnculos que partem também da cepa e apresentam um perfume muito suave. Adubação: 3 a 4kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. antigripal (435). AGROLOGIA • • • • Espaçamento : 0. violácea. Cresce melhor à meia-sombra e aprecia o frio. As flores são anticancerígenas (271). polisperma. FITOQUÍMICA Ácido salicílico. ovais-cordiformes ou reniformes. unilocular. palha. Pode ser feita uma adubação em cobertura com nitrato de cálcio. salicilato de metila. Rizoma espesso. acaule. PARTES UTILIZADAS Pétalas da flor. os frutíferos deitados. associados a 100g de fosfato natural. emética (raiz e folhas) (93). polimorfa. 30 a 40 dias após o transplante. crenuladas. saponosídeo.3 x 0. peitoral (257). após o florescimento. radicantes e floríferos. Cápsula subglobosa. vitamina C. respectivamente.2m. verde-escuras. folhas. esbranquiçadas. As folhas são dispostas em roseta. Plantio: outono e primavera. obtusas. Pedúnculos glabros. recurvados na parte superior. vivazes. depurativa (303). casca de arroz ou plástico preto sobre o solo. diaforética (32). INDICAÇÕES . munida de numerosas radicelas fibrosas. as dos estolões do ano anterior reniformes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e sudoríficas (flores). Cálice e corola com 5 sépalas e pétalas. calmante. Cresce 10-20cm de altura. violina. com estolões alongados. CLIMA A planta prefere regiões de clima temperado a subtropical. Propagação: divisão de touceiras ou por estolões já enraizados. As sépalas são ovais-obtusas. ácido tânico (257). laxativa (283). ramosas. e mucilagem (294). • Florescimento: inverno-primavera. cicatrizante. • Mulching: utilizar. na quantidade de 5g/planta. partindo de uma cepa. Apresentam cor violácea intensa e são suavemente aromáticas. em torno da planta. SOLO Prefere solos bem drenados. longipecioladas. pubescente. antiespasmódica. (283).Planta herbácea ou vivaz. Estigma em gancho agudo. pubescente. emoliente. raízes e sementes. As folhas são radicais. ricos em húmus e úmidos. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. expectorante. sedativa e diurética. Raízes nodosas.

afecções dos olhos e intoxicações. quando misturadas ao leite de cabra (257). As raízes são utilizadas para as cólicas menstruais (303). polínia. Coar e misturar. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de flores ou 20g de folhas em 1 litro de água. inflamações da garganta (257) e do ovário. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. SINONÍMIA Batata-diet. pele irritada (294). Acrescentar 1 colher das de chá de glicerina. HABITAT Planta herbácea perene originária dos Andes. Atua como vomitiva (294). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • As folhas são cristalizáveis para o preparo de doces. coqueluche. • Máscara: ferver durante 10 minutos 2 colheres da de sopa de folhas e 4 colheres das de chá de flor em ½ litro de água.400m (74). Tomar 3 xícaras ao dia (32). Coar e beber aos goles. caramelos e bolos. sendo cultivado na Colômbia. nervosismo e depressão circulatória e respiratória. mistura bem e aplicar sobre a pele irritada. afecções cutâneas (303). . TOXICOLOGIA Altas doses do rizoma e sementes causam severas gastroenterites. Equador e Peru em altitudes de 900 a 2. As flores conferem sabor delicado às saladas. Também utilizada em perfumarias e indústria de cosméticos. escoriações. O infuso pode ser utilizado em compressas para escoriações. sarampo. resfriado. • Decocção: ferver por 10 minutos 1 colher das de sopa de raiz em ¼ de litro de água. YACON NOME CIENTÍFICO Polymnia sonchifolia Poep.750m. inflamações da boca e das gengivas. A essência serve para perfumar doces. mas alguns cultivos são feitos a mais de 3. com amido de arroz até obter uma pasta macia. ainda quente. Endl.Também utilizada para a bronquite. defluxos (283). É planta ornamental.

• Secagem: O conteúdo de frutanos tende a baixar consideravelmente com a esposição das túberas à radiação solar (429).FITOLOGIA Planta semi-arbustiva anual. cortadas em fatias de 0.8-2. • Colheita: ocorre 10 a 12 meses após o plantio. as caulinares deltóides. foliáceas.4m de altura. gemas e rizomas. 1. tenuamente gríseo-tomentosa. principalmente devido à presença de ácido ent-kaurenóico. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.1% e oxicloreto de cobre a 0.000kg/ha de folhas secas (428) ou um peso médio por tubérculo de 100 a 500g e um rendimento por planta acima de 5kg (172). e nas condições do litoral Catarinense). Em São Paulo obteve-se uma produtividade de até 100t/ha de túberas e 1. corimbosos-paniculados. as inferiores profundamente lobadas. com a parte superior do caule ligeiramente híspida. acumula a inulina. obovóide. com 15cm de comprimento.0. FITOQUÍMICA A maioria das raízes e tubérculos de armazenamento acumulam amido.5%. Os rizomas e tubérculos podem ser plantados diretamente a campo.5kg/planta (sem adubação ou preparo de camalhões. invólucro com 5-6 sépalas. Aplicam-se 40kg/ha de nitrogênio em duas aplicações (428). As gemas devem ser enraizadas em vermiculita ou areia. Os capítulos são laxos. As folhas são membranáceas. ereta. robusta. soltos. Para prolongar a conservação do material colhido.000kg/ha de 4-14-8 + Zn. O fruto é do tipo aquênio. face dorsal pálida. as túberas devem ser lavadas. por 1m de base • Desenvolvimento: a planta cresce cerca de 1m em quatro meses. • Adubação: 2. Em regiões muito úmidas.90m. O yacon. existente nos tricomas foliares (199) e fitoalexinas (413). preto. • Pós-colheita: as raízes são muito perecíveis em regiões com alta umidade relativa. com as lígulas amarelas. • Produção: 3. areno-argilosos e com pH em torno de 6. podendo vir a deteriorar em 2 a 3 dias. SOLO Prefere solos aerados. • Propagação: tubérculos inteiros. com o pecíolo alado e o limbo rubro-pardo. verde em cima. fazer o tratamento com benlate a 0. oblongas. que é uma forma de oligofrutano (131). • Pragas: a planta é altamente resistente às pragas.3cm de espessura e postas a desidratar em estufa de ar forçado a 45 a 50oC. no entanto. • Plantio: os propágulos são plantados em camalhões com 30 a 40cm de altura. rizomas pesando 60 a 80g e gemas axilares. sendo que as interiores são lanceoladas e pilosas. 34mm de comprimento e disco com 16-18mm de diâmetro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS .40 x 0. para evitar a infecção de fungos nos tubérculos. • Florescimento: abril a maio.

A planta é muito sequiosa por chuva.5m de altura. 0. Consome-se também na forma de pó ou chips. FITOLOGIA Planta herbácea perene. que posteriormente dão origem à novas plantas. tuberoso. A inflorescência é cilíndrica. sendo bastante consumida no oriente na forma in natura. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta. originam estruturas de reservas de formato piriforme. oblongolanceoladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. mas não causticantes. tolera climas mais quentes. crescendo a partir do rizoma antes das folhas. O rizoma principal é cônico. HABITAT Espécie alóctone. por sua vez. com cerca de 5cm de comprimento. Folhas inteiras. CLIMA Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais.5% m/v) reduziu os níveis de açúcar no sangue de ratos diabéticos de 348 para 214mg/dl. com 50-80cm. aeruginosa RoxB. Estes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A fratura do rizoma é compacta e córnea devido à goma de amido que se forma. FARMACOLOGIA O extrato aquoso das folhas (infusão. onde cresce espontaneamente em florestas decíduas úmidas.Indicada para o tratamento do diabetes e do colesterol (428). em 10 dias (432). Por ser uma planta rústica. onde o clima é temperado e úmido. . As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa. OUTRAS PROPRIEDADES • Estudos fitoquímicos demonstram a possibilidade de obtenção de frutanos . • O tubérculo tem sabor de pêra e melão. com cerca de 1. o qual emite outros rizomas secundários da grossura de um dedo. originária da Índia. ZEDOÁRIA NOME CIENTÍFICO Curcuma zedoaria [Berg] Roscoe ou C. Exala um aroma que lembra a sálvia e o alecrim. e as estações são bem definidas. • O tubérculo é rico em fibras indigestíveis (199).açúcares não assimiláveis pelo trato digestivo (272). com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana da face superior.3 a 1.

emenagoga. Enraizar em areia. utiliza-se cinza de casca de arroz. • Plantio: outubro. hipocolesterolêmica. . restauradora e antiflatulenta (1). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. INDICAÇÕES Indicada para a prevenção e tratamento da úlcera gástrica. antes das principais refeições. distúrbios menstruais e gastrintestinais (412). zedoalactona A e B ( 412). bem drenados e soltos.5. mantida umedecida. Abafar por 10 minutos. retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. antioxidativa e antihepatotóxica (387). tosse. febrífuga. PARTES UTILIZADAS Rizomas cilíndricos e os ovóides. álcool sesquiterpênico e zingibereno. curcumina. amido e resina (128). pois inibe a secreção ácida.5kg/planta de cama de aviário associada a 50g de superfosfato triplo. de mata. Também útil para o tratamento de distúrbios hepáticos (387). Tomar 1 a 2 xícaras ainda morno. ou então os areno-argilosos. adubação orgânica e/ou areia. Solos compactos ou pesados. • Florescimento: março • Colheita dos rizomas: julho a agosto.SOLO Prefere solos virgens. D-borneol. cólicas. afecções urinárias (271). hepatite. vermífuga. D-cânfora. D-canfeno. • Infusão: ⇒ Problemas hepáticos: 1 colher das de café do pó ou três fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água quente. FARMACOLOGIA Colerética.4cm.8 x 0. vômitos. antidispéptica (387). • Propagação: pedaços de rizomas novos com 1 a 2 meristemas. resfriados. • Doença: Coletotrichum curcumis. O pH do solo deve estar em torno de 6. antiasmática. Contém ainda guaieno. Coar. Para melhorar a aeração e a textura do solo. cineol. regulador das funções hepáticas. estomáquica. digestiva e renal (128). após 8 meses de cultivo. problemas pulmonares e dermatoses (128). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante aromático.5%) composto principalmente de α-pineno. FITOQUÍMICA Os rizomas produzem óleo essencial (1. pó ou pílulas. profundos.0 a 1. anti-reumática. • Adubação: 0. FORMAS DE USO • 3 a 6g/dia na forma de decôcto.

• Pó: 1 colher das de sobremesa do pó diluído em água ou suco. • É especialmente utilizada na indústria de essências ou aromas para bebidas. p.K. • Possui um odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim. 4. • Pode ser utilizada em cosmética e culinária (387). 1985. p. Fitoterapia. AHMAD. ADOLF. S. e antes da principais refeições. HECKER.. 1980. E. W. p. S. Juntar 2 colheres das de sopa de mel. Irritant phorbol derivatives from four Jatropha species. pungente. TOXICOLOGIA Mulheres que se encontram nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir a zedoária. 1982. v. 1984. Phytochemistry..1. 960p.23. Abafar por 15 minutos.147-162.58. C. Crude Drug Research.O.141-145.673-674. OUTRAS PROPRIEDADES • O corte transversal do rizoma aduz uma coloração azulada.129-132.18. Tomar 2 a 3 colheres das de sopa ao dia (adultos) ou metade (crianças). Molluscicidal evaluation of some Jatropha species growing in Nigeria. A BAREFOOT Doctor’s Manual: Practical chinese Medicine and Health. em jejum. ADESINA. 1981. HUSAIN.K.. Tomar 1 colher das de café diluído em um pouco de água. Studies of some plants used as anticonvulsivants in amerindian and african tradicional medicine.. Journal of American Oil Chemistry Society. p. quente e suavemente canforáceo. • Tanto o rizoma quanto o produto processado são fotossensíveis. v. É indicada para estimular a digestão e regularizar o fígado (128).U. de manhã. n. 3. OPFERKUCH. S.O. New York: Gramercy. antes das principais refeições (para normalizar o colesterol) • Tintura: 1 colher das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereal a 70 graus e 50ml de água. M. ADEWUNMI. que após ser seco e moído dá origem a uma farinha aromática de cor creme clara.6. Coar. • É cultivada também como ornamental. BIBLIOGRAFIA CITADA 1. Coar. V. 2. J.N. Deixar macerar por 5 dias.⇒ Problemas pulmonares: 2 colheres das de sopa do pó ou fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água. 5. • O sabor é amargo.. Ricinoleic acid in Phyllanthus niruri seed oil. v. J. Q. . v.53. MARQUES. OSMAN. n.

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