AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA

NOME CIENTÍFICO
Curcuma longa L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Zingiberiaceae.

SINONÍMIA
Açafrão-da-terra, açafroeiro-da-índia, cúrcuma, curcumã, batatinha-amarela, gengibredourada, mangarataia.

HABITAT
Espécie tropical alóctone, originária da Índia e da ilha de Java onde ocorre em campinas de montanha, e introduzida há alguns séculos no Brasil, crescendo subespontaneamente em áreas aluviais e ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, de vegetação anual e rizomas perenes. Cresce cerca de 1,30m. As folhas são grandes, 30 a 40cm de comprimento por 15 a 20cm de largura, glabras, com pecíolo tão comprido quanto o limbo. São oblongo-lanceoladas, reunidas na base, acuminada no ápice, oblíquo-nervadas e emanam um perfume agradável, quando amassadas. No inverno catarinense, as folhas secam totalmente e os rizomas voltam a brotar na primavera. O rizoma principal é robusto, com 10 a 12cm de comprimento por 2,0 a 3,0cm de espessura, piriforme, ovóide, carnudo, com ramificações rizomatosas sésseis secundárias laterais com cerca de 1cm de diâmetro, compridas, também tuberizadas, porém mais finas e menos carnudas, cilíndricas. A película externa dos rizomas secundários pode ser cor de palha ou acizentados, porém internamente apresentam forte coloração laranja. Ainda na superfície aparecem marcas circulares a intervalos de 2 a 4cm, resultado das cicatrizes deixadas pelas raízes caducas. A raiz principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais emitem folhas e podem dar origem a outra planta independente. A senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica ou longo-ovóide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm de diâmetro. As brácteas são membranosas, lanceoladas-obtusas, cor esbranquiçada ou esverdeada. As flores são amareladas, com cálice tubular, longo-pedunculadas, dispostas em espigas compridas, com brácteas côncavas verde-pálidas, sendo que as superiores com uma mancha rósea . O fruto é uma cápsula bivalve, 3-locular.

SOLO
Prefere solos virgens, de mata, ou então os areno-argilosos, profundos, bem drenados e soltos. O pH do solo deve estar em torno de 6,5. Solos compactos ou pesados, retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo, utiliza-se cinza de casca de arroz, adubação orgânica e/ou areia.

CLIMA

Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido, e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica, tolera climas mais quentes, mas não causticantes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A planta é muito sequiosa por chuva. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,20 x 0,5m. • Propagação: rizomas novos, plantados inteiros ou em segmentos com pelo menos dois meristemas. Uma planta matriz gera cerca de 10 rizomas-semente. A brotação dos rizomas para plantio inicia em setembro. • Substrato: a muda pode ser produzida em areia, vermiculita ou outro material poroso. Manter o substrato úmido. O plantio direto do rizoma a campo resulta em atraso na emergência e desuniformidade no estande. • Aclimatação: cobre-se o viveiro de mudas com sombrite 50%. • Plantio: outubro. O tranplante é feito quando a muda atinge 20 a 25cm de altura. • Nutrição: a planta é nitrófila, sendo que os sintomas de deficiência de nitrogênio podem aparecer a partir do terceiro mês após o cultivo. • Doença: o fungo da antracnose (Colletotrichum curcuma) causa lesões necróticas nas folhas, iniciando pelas mais velhas. • Colheita: inicia após o secamento das folhas, ou seja, 9 a 10 meses de ciclo. Normalmente ocorre em meados de julho, coincidindo com a senescência completa da parte aérea. A retirada dos rizomas do solo deve ser cuidadosa a fim de se evitar cortes e rompimento excessivo do rizoma. Rizomas colhidos tardiamente tornam-se duros e fibrosos. • Rendimento: 1,1kg de rizomas por planta. Em cultivos comerciais bem conduzidos, é possível obter-se até 9t/ha de rizomas (182). • Pós-colheita: os rizomas velhos são utilizados para novo plantio. Os novos são lavados em água potável, são retiradas as raízes laterais, cortados em rodelas, desidratados e moídos. O pó deve ser conservado prerencialmente em recipientes de vidro escuro, para evitar a degradação (fotólise) dos pigmentos e metabólitos aromáticos.

PARTES UTILIZADAS
Rizomas ovóides e os cilíndricos.

FITOQUÍMICA
Curcumina, cineol, felandreno e corantes naturais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
É colerética (133), colagoga, hipoglicemiante (261), resolutiva, diurética, excitante, cordial, estomáquica, antidiarréica, antiescorbútica, antiespasmódica, emenagoga (445), litotríptica, cicatrizante de feridas (93) e antioxidante.

INDICAÇÕES

Indicada para amenorréia, dismenorréia, distensões abdominais e peitorais, reumatalgias (445), hepatite, sarampo, má circulação, hematêmese, epistaxia e hematuria. Micoses de pele podem ser combatidas esfregando-se o rizoma sobre a parte afetada (1)

FORMAS DE USO
• Geral: 3 a 9g/xícara, em decocção (445). • Infusão: 1 colher das de café de cúrcuma em pó em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar e filtrar. Tomar 2 vezes ao dia. • Corante: adicionar 20g do açafrão em pó em 100ml de água filtrada ou destilada. Agitar e deixar sedimentar. Eliminar a água. Repetir por três vezes. Secar em estufa ou em forno o sedimento final, não passando de 100 oC. Após seco, o pó é macerado em álcool de cereais por 7 dias. Filtrar e usar a solução para colorir alimentos e bebidas (294).

TOXICOLOGIA
Em doses altas pode causar embriaguez, sono e delírio (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• O sabor é levemente pungente e amargo. Ao ser cozido, os rizomas exalam um forte aroma que lembra casca descascada de laranja doce e gengibre. • É utilizada em culinária e na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. • É o principal componente do “curry”- condimento indiano. • Os corantes naturais são utilizados em tinturaria e para colorir ungüentos e óleos medicinais. • Os rizomas são comestíveis e fornecem fécula comparável à da araruta e da mandioca. • Ao ser desidratada e moída, o pó da cúrcuma não deve ser armazenado em recipientes plásticos, sobretudo sacos plásticos, pois os princípios ativos reagem com o material, o qual adquire consistência pegajosa.

ACARIÇOBA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle bonariensis Lam.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Erva-capitão.

HABITAT

Espécie autóctone do Brasil, ocorrendo ao longo de todo o litoral, vegetando em áreas alagadas, praias, dunas, terrenos sombrios e várzeas úmidas. É espécie pioneira de restinga litorânea. Encontra-se na natureza associada à Sporobulus ou Iresine portulacoides e Paspalum vaginatum (259).

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, glabra, prostrada e rizomatosa, de caule delgado. Folhas longopecioladas, estipuladas, palmadas, orbiculares peltadas, crenadas, grossas, glabras, pouco pilosas, com 15 a 20 nervuras radiadas, medindo 20 a 30cm de altura e 4 a 6cm de diâmetro. As flores são brancas ou amarelo-pálidas, pequenas, numerosas, dispostas em umbelas irregulares, longo-pedunculadas, axilares e irregulares. Fruto elíptico e achatado.

CLIMA
Espécie de clima tropical a subtropical. É heliófita e higrófita.

SOLO
A planta é encontrada em solos arenosos, uliginosos e ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes e segmentos do rizoma. • Plantio: é feito diretamente a campo, de preferência em solo arenoso, para facilitar a colheita de rizomas de melhor qualidade. As sementes podem ser postas a germinar em substrato organo-mineral. Pode-se plantar o ano todo e m regiões cujo inverno não é muito rigoroso. • Irrigação: fornecimento regular de água à planta assegura a obtenção de plantas viçosas, precoces e suculentas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, purgativa (257), aperiente, anti-hidrópica e emética em doses mínimas (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

TOXICOLOGIA
Não deve ser utilizadas pelas gestantes (257). As folhas, em altas doses são tóxicas (93; 242).

OUTRAS PROPRIEDADES
O rizoma branco tem aroma e sabor de salsa.

ACARIÇOBA-MIÚDA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schl.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cicuta-falsa, erva-capitão-da-miúda, orelha-de-onça-rasteira.

FITOLOGIA
Erva de caule rasteiro, pequena, um pouco pilosa, as vezes glabra. Folhas pecioladas, reniformes, crenadas, pubescentes. As flores são brancas, pequenas, dispostas em umbelas simples com 20 a 30 flores.

CLIMA
Prefere regiões de clima tropical e subtropical. É umbrófita.

SOLO
Desenvolve-se bem em solos úmidos ou até mesmo os uliginosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes e estacas radicantes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Aclimatação: as mudas produzidas por estacas devem ser sombreadas até o seu pleno enraizamento. • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia dois meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A raiz é diurética e desobstruente do fígado. Em quantidades maiores passa a ser emética (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

AGRIÃO-DO-BREJO

NOME CIENTÍFICO
Nasturtium siifolium R.Br.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Brassicaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que medra em terrenos uliginosos, à beira de charcos, lagoas e várzeas úmidas do sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea, com 30 a 40cm de altura, paludosa, multi-anual, ascendente, flexuosa de caule verde-avermelhado, subcilíndrico, oco, discretamente sulcado longitudinalmente, com os nós radicantes. Folhas alternas, compostas, pinatisectas com 11 a 15 folíolos opostos, sésseis, obovados a oblongos, base obtusa, e ápice acuminado, glabros, luzidios, margem denteada, com pintas ou manchas castanho-avermelhadas dispostas notadamente na base do folíolo, podendo extender-se ao longo da nervura principal. Peciolulo anguloso.

SOLO
Prefere solos úmidos a encharcados, ricos em matéria orgânica humosa. Solos secos retardam o crescimento e afetam a qualidade da planta, originando folhas amareladas, fibrosas e manchadas.

CLIMA
A planta é nativa de regiões de clima ameno, tornando-se muito fibrosa e com desenvolvimento deficientes sob altas temperaturas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,30m. • Propagação: segmentos nodais. O enraizamento pode ser feito em areia, diariamente irrigada. • Plantio: o ano todo. • Hidroponia: a planta é altamente produtiva através do sistema hidropônico, com a formação de folhas maiores, mais saudáveis e suculentas. As plantas são bem mais precoces e apresentam um sabor agradável. Podem ser feitas até 6 colheitas ao ano. • Produtividade: 300t/ha, em hidroponia.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Béquica, peitoral e antisséptica das vias respiratórias.

FORMAS DE USO
Xarope, suco ou in natura, na forma de saladas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia azurea Kunth.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-baraço, aguapé-de-canudo, aguapé-de-cordão, baroneza, camalote, colhereira, dama-do-lago, jacinto-d'água, lírio-d’água, murere, mureré-de-flor-roxa, mureré-orelhade-veado, mureru, mureru-orelha-de-veado, mureru-de-flor-roxa, muriru, murure, murumuru, orelha-de-veado, rainha-dos-lagos, pareci.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que vegeta em todo Brasil, mas com provável origem amazônica. Forma grandes colônias flutuantes, à guisa de ilhas, em rios e lagos. O rápido crescimento e disseminação pode constituir-se em obstáculo à navegação.

FITOLOGIA
Planta herbácea, aquática, flutuante ou parcialmente submersa, carnosa. Pseudo-caules cilíndricos, carnosos, com cerca de 60 a 80cm e 1cm de espessura. Filódios ("folhas") aéreos com grande pecíolo cilíndrico, alternos, cheio de parênquima esponjoso que determina a flutuação. O limbo é orbicular ou espatiforme, rígido, ondulado e um pouco acuminado, verde-brilhante, glabro, medindo cerca de 18 a 22cm de diâmetro. Em áreas sombreadas o limbo tende a ser mais oblongo. As flores são violáceas, com perigônio tubiforme, grandes e dispostas em espigas que reúnem 10 a 12 flores. O fruto é uma cápsula seca, polisperma, com 3 lóculos, contendo sementes subcilíndricas, escuras e foscas.

PARTES UTILIZADAS
Toda a planta.

AGROLOGIA
• O uso medicinal da planta deve prever o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. • Propagação: segmentos do pseudo-caule (talo simpodial) e sementes. • Devido a alta taxa de disseminação da espécie, deve-se conter a expansão do cultivo, através do raleamento das colônias, para não afetar a qualidade das folhas e a oxigenação da água. • Consórcio: Pistia stratiotes, Eichhornia crassipes, Azolla caroliniana, Typha angustifolia e Acorus calamus.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Adstringente e vesicatória (342).

OUTRAS PROPRIEDADES
• A planta é ótima forrageira (93). • Pode ser usada para a purificação de águas poluídas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-flor-roxa, baroneza, camalote, dama-do-lago, jacinto-d'água, murerê, mureru, muriru, murumuru, mururé-de-canudo, orelha-de-veado, orquídea-d'água, parecí, pavoã, rainha-dos-lagos

HABITAT
Espécie autóctone da região amazônica, mas que se disseminou para os subtrópicos. Habita em ambientes aquáticos, com água parada ou corrente. Toleram águas salgadas por curtos períodos.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene, medindo 20 a 25cm de altura, suculenta, aquática. Raízes compridas, particularmente nas plantas à deriva, muito ramificadas e azuladas. Talos carnosos, cilíndricos, verdes, glabros, lisos. Filódios sésseis ou peciolados, dispostos em roseta, flutuantes ou emergentes. O limbo é orbicular, obtuso no ápice e com pecíolo basal inflado, formado internamente por parênquima esponjoso, que permite a plena flutuação da planta. As flores, em número de 4 a 15, são azuis ou lilacinas e estão reunidas em espigas, podendo medir 4 a 10cm de comprimento. Fruto botuliforme, incluso no perianto. Semente ovóide, escura, nervada, com cerca de 1mm de diâmetro.

AGROLOGIA
• Ambiente: O uso medicinal da planta só deve ser feito quando se pratica o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. A planta tolera níveis elevados de acidez, com um pH até 4,0. A profundidade da área alagada não pode ser demasiada, pois a planta só floresce quando ocorre o enraizamento no solo. • Densidade: 1 planta para cada 40m2 de lâmina d'água. Constatou-se experimentalmente que a partir de duas mudas de aguapé, obtém-se 30 brotamentos em 23 dias, ou 1.200 plantas em 4 meses (209).

A viabilidade das sementes pode chegar a 15 anos. • Produção: 480t/ha/ano (242). Pode ser feita por sementes. 21% de cloro. salsão. AIPO NOME CIENTÍFICO Apium australe Thou. Eichhornia azurea. além de conferir um ótimo sabor à carne dos animais. que ao nascerem se alimentam delas. INDICAÇÕES A decocção ou a maceração das folhas em água é utilizada para combater a hepatite. além de ser refrescante. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. aipo-dos-pântanos. • As folhas são utilizadas na confecção de esteiras. e Apium graveolens L. A infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética (169). • As raízes atuam como incubadoras de ovos de peixes. Azolla caroliniana. Tem a capacidade de retirar metais pesados da água (209). OUTRAS PROPRIEDADES • É depurativa e termoreguladora da água. 7% de anidrido fosfórico. ápio.• Propagação: vegetativa.8% de soda. 1. HABITAT . A mucilagem de aplica sobre furúnculos e abcessos. aipo-do-rio-grande. aipo-doce. Typha angustifolia e Acorus calamus. que são colocados diretamente na água. SINONÍMIA Aipo-d'água. contém 28. que corresponde a 1% do peso verde da planta. 12% de cal. cordas. • É forrageira muito apreciada por bovinos e suínos. cortinas e outros artesanatos trançados • Indicada como adubo verde pois os minerais da planta. celeri.7% de potassa.28% de nitrogênio e 0. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor ou canteiros. e irrigadas diariamente. em condições desfavoráveis à germinação (209). • Consórcio: Pistia stratiotes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sedante e anafrodisíaca (169). porém estas não germinam dentro da água.59% de magnésia (93). cadeiras. 1. através de divisão dos talos.

3m. estriado. estão dispostas em umbelas compostas. FITOLOGIA Planta herbácea. enquanto muda. É feito quando a muda apresenta 6 a 7 folhas definitivas. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Doenças: a planta é sensível ao excesso de umidade no solo e no ar. 30 a 40 dias após o plantio. sésseis ou curtamente pedunculadas. Prefere solos arenosos ou areno-siltosos. Após o tranplante. entre elas. castanho-esverdeado. o florescimento e a frutificação. quando associadas à pluviosidade excessiva. ou 50 a 60 dias após a semeadura. com cinco folíolos ovais e as superiores sésseis.6 x 0. O fruto é um esquizocarpo subgloboso. • Adubação: aplicar 4 a 5kg/m2 de composto orgânico ou estrume animal bem curtido. Altas temperaturas resultam em abortamento de flores e. a semeadura pode ser feita durante todo o ano. com três folíolos menores e mais estreitos. que causam o secamento das folhas. glabro e fistuloso. pinatífidas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. resultando em doenças que afetam as folhas. • Propagação: sementes. não tolerando geadas e temperaturas acima de 30oC. Solos pesados e com drenagem deficiente dificultam as trocas gasosas ao nível de raiz. Na Europa é encontrado até 100m de altitude. ereta. anual ou bianual. que infecta as folhas. A germinação ocorre entre 8 e 12 dias . curvo. crescendo espontaneamente do Rio de Janeiro até a Argentina. CLIMA É uma espécie de clima subtropical. que causa podridão da raiz. suborbicular. durante 20 a 30 mintas. Em regiões de clima ameno. Adubar. • Tratamento de sementes: para evitar-se a transmissão de doenças. ocorrendo em áreas úmidas (182). ramificado. com 10g/m2 de nitrato de cálcio. cilíndrico. afetando o metabolismo radicial e predispondo a planta às doenças. perfumada. irrigar nos primeiros 10 dias e durante os períodos de estiagem. repetindo-se a cada 2 meses. de caule ereto. • Plantio: março. As flores. verde-escuras. a Septoria apii. Prefere solos de reação neutra. cujas sintomas foliares são manchas circulares oleosas e depois castanhas.Espécie autóctone. e algumas viroses (182). Cercospora apii. sobretudo a septoriose. glabro. decompostas. SOLO Na Europa é encontrado em solos alagados e salgados (182). Bacterium carotovorum. brancas. as basais longo pecioladas. as sementes devem ser tratadas termicamente em água aquecida a 50oC. ricos em matéria orgânica e bem drenados. que reúne 6 a 12 raios desiguais. As folhas são luzidias. atingindo 60cm de altura. que origina podridões. favorecem à ocorrência de doenças. Desenvolve-se bem à temperatura de 20 a 25oC. Podem também ocorrer a Phoma apiicola. • Irrigação: a planta deve ser irrigada diariamente. pequenas e numerosas. É normalmente cultivado em hortas. . oco.

cumárico. depurativa. afecções febris (68). hepatite. bronquite. emenagoga (salada) (215). catarro pulmonar (341). ferúlico. diurética e anti-hidrópica. ferimentos. nefrite. ⇒ 25g de raiz ou sementes para 1 litro de água. colite. dividida em 3 a 4 vezes (nefrite. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da asma úmida. afecções febris). Para a bronquite asmática. em jejum . flavonóides (apiína). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (laringite e bronquite) • Suco das folhas: 1 xícara ao dia. • Rendimento: até 800kg/ha de sementes (182). hepatite. retenção de urina. quando se deseja as folhas e/ou as raízes. • Pó: raízes secas e moídas polvilhadas 2 vezes ao dia sobre úlceras rebeldes (68). contusões. . adoçar com mel e tomar diariamente pela manhã. A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia (271). disenteria. antiinflamatória. vulnerária. xiquímico. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (disenteria. químico. antiartrítica. sesquiterpenos. málico. antitérmica. glicólico. carminativa. sedanolídeo. caféico. ⇒ 30g de folhas em 1 litro de água. • Cataplasma: aplicar 2 vezes ao dia a folha sobre a região afetada (ferimentos e contusões). ácido palmítico e óleo resina (341). Folha: resolutiva e peitoral (341). açúcares. ácidos glicérico. fenol cristalizado. Apium graveolens. preferencialmente frescas. anidrido sedanólico. tartárico. manitol. Tomar 3 xícaras ao dia (257). excitante. fumárico. cumarinas (sesilina. febrífuga. expectorante. anti-reumática (271).• Colheita: ocorre 5 a 6 meses após a emergência. selineno. se for a sementes. revela a presença de óleo essencial contendo apiosídeo. gota e litíase vesicular (257). laringite. 50 a 200ml/dia (341). antiasmática e antianêmica (68).5%. colites e anemias). eudesmol. pentosanas. As sementes produzem cerca de 2% de óleo essencial leve (163). ou no segundo ano. isopimpenelina e appigravina) (257). • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. úlceras de difícil cicatrização. PARTES UTILIZADAS Raízes. FITOQUÍMICA A composição da espécie semelhante. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de raízes ou folhas verdes/litro d'água. aperitiva. antiescorbútica (283). alcalinizante. guaiacol. bronquite asmática. folhas e sementes. limoneno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Raiz e semente: estomáquica. tônica (257). gonorréia.

• O óleo essencial é amarelo-claro. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis. O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano. ALCACHOFRA NOME CIENTÍFICO Cynara scolymus L. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por pessoas portadoras de inflamações renais (257) e diabéticos. O caule é estriado ou sulcado. SINONÍMIA Alcachofra-hortense. FITOLOGIA Planta herbácea perene ou bisanual que cresce cerca de 1m de altura. sendo utilizados em saladas. originária do norte da África. carnosas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.um capítulo de flores roxas com grandes brácteas inermes ou subinermes. perfumes e sabonetes (163). Em solos pesados. HABITAT Espécie alóctone. As folhas são pinatífidas. licores. • Elixir. Desenvolve-se bem nas regiões serranas e planaltos. carnosas na base. em forma de cesta. sendo indicada principalmente para atletas (257). podendo atingir até 10cm de diâmetro. Das folhas. que são estreitos. sob a forma de saladas (68). As folhas desidratadas e pulverizadas. constituem-se em excelente condimento. cresce a inflorescência . bem drenados e nunca ácidos. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As sementes um forte aroma. com espinhos curtos ou subinermes nos segmentos. vinho ou xarope: 20 a 100ml/dia (341). mal drenados e/ou encharcados a planta apresenta as folhas da saia caídas e com . doces. SOLO Tem preferência por solos sílico-argiloso-calcários. pubescentes.• Tintura: 5 a 25ml/dia. brancacento. usado para aromatizar alimentos. muito grandes. que formam uma roseta basal. verdes ou vermelhas. persistente e picante. cachofra.

cinarisídeo. prisão de ventre (145).senescência precoce. quando as mudas apresentarem 4 a 6 folhas. invertase e coalho. antiesclerosante. hipocolesterêmica. antiofídica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. fósforo. antidiabética. FITOQUÍMICA Cinarina. elimina cálculos biliares e ácido úrico e aumenta a ação antitóxica do organismo (257). Auxiliar no tratamento da obesidade. o florescimento é prejudicado. A produção de mudas via sementes é feita em bandejas de isopor. manganês. Em regiões quentes ou de baixa altitude. ou seja. Em regiões quentes e úmidas. sesquiterpenos. ácido fosfórico e silícico (93) . hipotensora (283). prostatite. uretrite. C e D. taninos. fermentos inulase. depurativa. cálcio. ácido caféico (257). ATIVIDADE BIOLÓGICA . colagoga. • Produção de sementes: janeiro. antiinflamatória. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Colerética (133). colicistite. CLIMA Produz melhor em regiões serranas do Brasil. casca de arroz tostada e húmus vegetal. debilidade cardíaca (68). que pode até não ocorrer. vitaminas A. cardiotônica (68). com uma frequência de 4 a 5 por planta matriz. esteróides. hepatite. B1. podendo não ocorrer a formação de sementes. nefrite. ácido clorogênico.2 x 1. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da arterioesclerose. raízes e flor (cachopa). cinaropicrina. Utilizar substrato orgânico aerado. inulina. carminativa (145). PARTES UTILIZADAS Folhas. icterícia (294). Os rebentos surgem normalmente ao final do ciclo da planta. B2. diurética (257). com célula grande (tipo tomate). hipotrigliceridêmica. 100 a 130 dias após o plantio. em clima temperado-quente (temperaturas entre 5 e 30oC). • Plantio: setembro. afetando a produção de folhas e o florescimento. anti-reumática e febrífuga (215). antiasmática. potássio. eupéptica. o teor de princípios ativos é reduzido e o crescimento da planta é restrito. sódio.0m. (145). estomáquica. hemorróidas. • Colheita das folhas: ocorre após a colheita da cachopa de flores. hepática. ferro. distúrbios digestivos e hepáticos (271) e o raquitismo. flavonóides. • Florescimento: novembro a dezembro. à base de vermiculita. B3. antianêmica. • Propagação: sementes e rebentos das raízes. magnésio. por ser rica em ferro.

rozmarim. • Decocção: 30g de folhas para 1 litro de água . • A planta vegetativa ou florida é muito ornamental. ramificada. alecrim-de-cheiro. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (hepatite. alecrimrosmarino. perenifólia. coriáceas. lineares. que cresce de 0. HABITAT O alecrim vegeta espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrânicos. podem ser utilizadas como coagulante do leite (237). Bacillus subtilis e sarcina sp. libanotis. SINONÍMIA Alecrim-da-horta. Bacillus cereus. • As folhas fornecem matéria corante amarela que serve para tingir lã e algodão (93). alecrinzeiro. alecrim-rosmarinho. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores (cachopa) são utilizadas como hortaliça. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas frescas picadas em 1 litro d'água quente. inteiras. perene. com pêlos estelares na face inferior.500m de altitude (96). como a cinarase. • As proteinases presentes nos extratos das inflorescências. Tomar 1 xícara do chá 4 vezes ao dia. opostas. olente. lenhosa. conferindo uma . Folhas sésseis. na fabricação do queijo. É encontrado até 1. TOXICOLOGIA Pode reduzir a lactação na mulher (257). erva-da-graça. entre o norte da África e sul da Europa. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. ALECRIM NOME CIENTÍFICO Rosmarinus officinalis L.Apresenta atividade específica sobre bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus.8m de altura.) (288). colicistite e arteriosclerose) • Salada: utilizar as brácteas cruas ou cozidas temperadas com sumo de limão (68).5 a 1. rosmarino. sendo cultivada em hortas e jardins. A planta está plenamente aclimatada ao Brasil. alecrim-de-jardim. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. após as refeições (257). Os ramos são tetragonais quando jovens e pubescentes. Apresenta sabor muito peculiar.

azul-claras a esbranquiçadas. Não tolera solo ácidos. A planta pode tornar-se virulenta. bilabiadas. A planta tende a floresce o ano todo e pode viver 8 a 10 anos. divisão de touceiras e mergulhia. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com outras plantas. • Colheita das folhas: após o início do florescimento. estaquia. As folhas encanoadas para baixo protegem os estômatos dorsais.coloração esbranquiçada. seco.50 x 0. incognita (171). reunidas em inflorescências axilares e terminais. na dose de 1. Quando obtidas de sementes. O enraizamento demora 3 a 4 semanas após a estaquia. • Irrigação: só deverá ser feita se ocorrer um período significativo de estiagens. com cerca de 15cm de comprimento. . As estacas podem ser tratadas com IBA. As margens das folhas são recurvadas para a face inferior. Umidade elevada e clima muito frio reduzem o teor das essências da planta. pela predisposição em ser infectada por microorganismos do solo e sujeira. SOLO As qualidades aromáticas são mais pronunciadas quando a planta cresce em solo calcário. arenoso e bem drenado.000ppm. • Substrato: casca de arroz tostada. quando então as folhas tornam-se amareladas. quando a muda foi obtida de estacas ou mergulhia. É sensível ao vento e temperaturas muito baixas. As flores são hermafroditas. O amarelecimento das folhas e secamento dos ramos podem ser conseqüência de infecções por fungos Fusarium spp. vermiculita e a areia lavada (20). dificultando a perda de água. Utiliza-se as ponteiras dos ramos. diminutas. ácido indol-butírico. de formato ovóide. o crescimento é lento. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. As flores são atrativas de abelhas. pouco fértil em nutrientes. quando as plantas já tem mais de 1m de altura. o uso de fito-hormônios acelera o enraizamento. enquanto períodos chuvosos ou com nevoeiro reduzem os princípios. O fruto é do tipo aquênio. dias longos e com bastante luminosidade. plantar em março a abril. subsésseis. • Desenvolvimento: Por ser uma planta lenhosa. A produção de óleo essencial é maior no verão do que no inverno (182). • Plantio: outubro a novembro. na face superior o tom é verde-escuro. • Seleção genética: espécimes de hábito prostrado devem ser eliminados devido a péssima arquitetura. • Florescimento: ocorre mais intensamente a partir de agosto a dezembro. Noites quentes favorecem o crescimento vegetativo da planta. estendendo-se pelo verão e outono.70m. pois as regas abundantes são prejudiciais ao conteúdo de óleos essenciais da planta. As mudas são transplantadas com um porte de 20 a 25cm. Época favorável de estaquia: antes ou depois de uma florada intensa. Utiliza-se também a alporquia ou mergulhia de ramos. • Propagação: sementes. desbastando-se todas as folhas nos 2/3 basais. • Alelopatia: a planta é alelopata positiva com a sálvia (Salvia officinalis). É heliófita. • Doenças: as raízes podem ser invadidas por Meloidogyne javanica e M. CLIMA É de clima temperado quente.

cicatrizante (o pó das folhas). antidiabética (145).5 a 6% de cinzas e 1. • Produção de sementes: não ocorre formação de sementes no Litoral de Santa Catarina. isquemia. antisséptica. vulnerária. coqueluche. antiespasmódica.4 a 2% de óleo essencial nas folhas e 1.5% de ésteres e 10% de borneol (96). calmante (68). Apresenta 4. febrífuga (271). FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo borneol (9 a 18%) (93). lineol (9). antisséptica. tonificante do útero. indigestão. no mínimo. narcótica. entorse. nevralgias. anti-hipertensora. depurativa (93).• Padrões comerciais: o óleo essencial deve ter. intestinais e renais. estimulante da fecundidade feminina. alcalóides. cânfora. béquica. eupéptica. ácido rosmarínico. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257). balsâmica. anti-reumática. colhidas na primavera. ⇒ 15 g de folhas para 1 litro de água fervente. cardiotônica. feridas. eucaliptol e circol (163). carminativa. celulite. Na indústria se utilizam ramos verdes com folha e sumidades. odontalgia. vasodilatadora. vertigem (145). eupéptica. contusões (9). dispepsia atônica. emenagoga. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de problemas respiratórios. antidepressiva. gastralgia. aperiente (257). convalescença. saponinas.. excitante (215). poliuria. PARTES UTILIZADAS Folhas sem ramos. escrófulas. estomacal (294). calmante. Depois de fria. matérias resinosas e pépticas (341). valerianato de bornila. bronquite. eucaliptol. sudorífica. hemorróidas (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestiva. taninos. impotência. dextrogira. canfeno. histeria. depressão. rugas. feridas. tônica. edema. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 xícara (tipo cafezinho) de folhas secas ou frescas em 1/2 litro d'água. queda de cabelo. acetato de bornila. estomáquica (341). anti-reumática. frigidez. cineol. úlceras (68).4% na sumidades floridas (96). afecções hepáticas. nervosismo (215). α-pineno. enxaqueca. antiasmática e antigripal (283). 2. coar e tomar 1 xícara de chá três vezes ao dia (145). gota (128) clorose. cansaço físico e mental. úlceras. colesterol. paralisias (93). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia . ácido nicotínico (145) e colina. insônia e torcicolo (1). astenia. colagoga. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta forte atividade contra Salmonella sp. afecções cefálicas. flavonóides (257). ⇒ 1 colher das de chá em 1 xícara de água quente. Staphylococcus aureus e três raças de Listeria monocytogenes (132). ⇒ 5 a15g de folhas por litro se água fervente (283).

esfriar e misturar à água da banheira. • Pó: as folhas secas podem ser pulverizadas e utilizadas como cicatrizantes. a partir da dose de 52mg/dia. Pode causar gastroenterite e/ou nefrite (385). . desintérico (258) e abortivo (145). principalmente. • Extrato fluído: 1 a 5ml/dia. de moscas e borboletas. Coar. são utilizadas como condimento em culinária. entre eles a "água de colônia" (93). guisados. • Decôcto: a 2. de 50 a 200ml/dia. • As sementes contém um óleo essencial cor âmbar utilizado na preparação de cosméticos. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. Extrato da planta. 3 colheres das de sopa (128). tomando-se 2 a 3 cálices ao dia (283).• Vinho: macerar 1 xícara e meia das de chá de folhas em 1 litro de vinho tinto durante 10 dias. adicionar o suco de 4 xícaras das de cafezinho. saladas. • A planta é melífera. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. atua como incenso (odorizante e abascanto).5%. Pode ser utilizada também a quantidade de 30 a 60g de folhas por litro de vinho. filtrar e conservar em vasilhame escuro. O mel produzido a partir de sua flores é reputado como sendo da mais alta qualidade alimentar e medicinal. frangos. • Xarope: ⇒ 20 a 10ml/dia (341) ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. ⇒ Para ½ litro de xarope. por 10 a 15 dias (tratamento para hemorróidas) (258). • Tintura: ⇒ 50g d e folhas secas em 1 litro de álcool. é embriotóxico em cobaias (105). Tomar diariamente 40 gotas diluídas em um copo de água. desodorante e tônico capilar) • Desidratada e pulverizada. sobretudo de carne. TOXICOLOGIA Em altas doses é tóxico. • É utilizada em perfumaria e cosmética (sabonete. canforáceo e algo picante. Tomar 1 cálice antes das refeições (128). Filtrar e adoçar com mel. • Banho: ferver 3 xícaras das de chá de folhas em 1 litro de água por 5 minutos. • A planta é utilizada como condimento. Deixar em maceração por 5 dias. ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. peixes. misturado com um pouco de água (257). Pode ser utilizado também o óleo essencial. • O óleo de alecrim é parasiticida (294). pudins e biscoitos. Tomar 1 colher a cada 3 horas (257). As folhas. • É repelente de pragas caseiras. prostático. misturado com um pouco de água (257). OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas e das sumidades floridas é intensamente aromático.

obliquamente campanulada. verde-claro ou brancacenta. repolhinho-d’água. flor-d'água. perene. As folhas são emergentes. Possui inúmeras raízes imersas. gregária. nervuras 7 a 13 flabeladas. fasciculadas. que é arredondado ou subtruncado. gôlfo. flutuante. que é protegido pela espata. Azolla caroliniana. acaule. com até 30cm de comprimento. pagé. as masculinas reunidas em verticilos na parte superior e as femininas solitárias na parte inferior do espadice. fibrosas que emitem fibrilas capiliformes. • Propagação: multiplica-se facilmente por mudas que se formam na extremidade dos estolões. com pericarpo fino. azurea. barrentas e até poluídas e paradas. farinoso. A inflorescência é do tipo espadice amarelada. As flores são pequenas. sésseis. Typha angustifolia e Acorus calamus. Não tolera água salgada. filiformes. com 4 a 10cm de comprimento. contraída no centro e aberta e quase orbicular em cima. • Plantio: todo ano. também pequena. • Consórcio: Eichhornia crassipes e E. SINONÍMIA Erva-de-santa-luzia. fasciculadas. verde-pálido e saliente-nervadas na página inferior. mururé-pagé. obovado-cuneadas até ovadas. • . pasta. vivípara. fendidas ou inteiras no ápice. mais ou menos vilosa exteriormente. côncavas e dispostas em roseta espiralada e compacta. gibosa e fechada em baixo. verticais. lentilha-d’água. FITOLOGIA Planta herbácea aquática. amarelo-pálidas. Vegeta em água puras. mais ou menos cotonosa-pubescente nas duas páginas e com longos pêlos na base. com 15 a 20cm em altura. contendo numerosas sementes oblongas ou obovóides de textura rugosa e albúmen abundante. espatuladas. esponjosas. brancas. AGROLOGIA Densidade: 1 muda/10m2 de água. Fruto tipo baga elipsóide ou ovóide. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. estolonífera. HABITAT Espécie autóctone encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica.ALFACE-D’ÁGUA NOME CIENTÍFICO Pistia stratiotes L.

INDICAÇÕES É utilizada no tratamento de diabetes insípida. anti-hemorroidária e desinflamatória de erisipela (9). anti-sifilítica. Um hectare da planta inteira fornece 269kg de nitrogênio. sais de fósforo e cálcio (93). • Colheita: ano todo. deixadas alguns dias dentro de um balde d’água para liberarem o princípio acre. antiartrítica.• Raleio: a planta tende a formar super-populações. substâncias gomosas e albuminosas. nitrato de potássio. matéria graxa (0. antiasmática (242). • Também utilizada como planta ornamental de aquários e lagoas. suco e pó das folhas (242). hérnias infantis (242). macerado. cinzas (2. emoliente (93). PARTES UTILIZADAS Folhas. 447kg de potássio e 99kg de fósforo. óleo de pingue. ácido resinoso.58%). celulose (3. . • Pó: mistura-se 1 colherinha do pó da folha seca com mel e toma-se várias vezes ao dia (sífilis) (32).58%). • Outras: infuso. pode resultar em acúmulo de princípios acres. • As folhas cozidas.16%). tumores causados por erisipela. • Produção: 90t/ha de folhas e raízes (93). O super-povoamento de áreas restritas e com a água parada. cobrindo toda a superfície d’água e dificultando as trocas gasosas. anti-herpética. hemoptises. inviabilizando a qualidade da água. antidiabética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É maturativa. urinas sangüineas. para eliminar os cristais picantes. estrangúria e oftalmias (93). anti-hemorroidária. diurética (32). extratos não nitrogenados (2. constituem ótima forragem para porcos (93).12%). antidisentérica. FITOQUÍMICA As folhas contém água (90. hidropisias. próprios das aráceas. FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas contusas sobre tumores (externamente). expectorante. hematúria.14%). óleo e graxas de produtos diversos. são utilizadas para retirar nódoas de roupa. ocorre também uma redução da área foliar das plantas e senescência fisiológica. proteína bruta (1.52%). OUTRAS PROPRIEDADES • As plantas. enfermidades da bexiga e rins (32). • As raízes servem de substrato para a postura de ovos de peixes. decocto. A medida em que ocorre o super-povoamento da espécie. • Utilizada como adubo verde.

Não tolera períodos de estiagem e produz bem em regiões de umidade relativa elevada. SOLO A planta prospera bem em solos bem drenados. opostas. alfavaca-do-rio-grande-do-sul. • Plantio: outono e primavera. • Florescimento: ocorre notadamente no verão. estendendo-se até o outono. • Nutrição: torna-se clorótica após períodos prolongados de chuva. anisatum L.0 x 0. SINONÍMIA Alfavaca-do-reino. formando verticilos de seis flores lilases. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. suculentos e pubescentes quando novos. HABITAT Espécie autóctone. úmidos. anis. alfavaca-gaúcha. . e cilíndricos e lenhosos. Folhas curto-pecioladas. dispostas em rácimos paniculados longos. O fruto é uma cápsula seca com quatro sementes. • Pragas: é normalmente atacada por formigas. de ramos quadrangulares. perene. FITOLOGIA Planta arbustiva. ricos em matéria orgânica e levemente ácidos. mas também em áreas ruderais e terrenos abandonados. É esciófita.ALFAVACA-ANISADA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum var. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Propagação: sementes e estacas herbáceas. Inflorescências terminais. longo-pedunculadas.5m. O aroma é mais pronunciado em regiões de temperaturas mais altas. Solos encharcados são detrimentais à planta. sulcados. manjericãocheiroso. que cresce espontaneamente em pastos e subosques do Sul do Brasil. As mudas são produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. glabras. ovadolanceoladas. axilares. com nitrogênio (5g de uréia/planta). medindo 4 a 6cm de comprimento. de temperaturas amenas. ramificada. • Adubação: adubar com fertilizante orgânico no plantio (3 a 5kg/m2) e a cada dois meses. crenado-serradas do terço inferior em direção ao ápice. CLIMA É uma espécie subtropical. A planta é acentuadamente nitrófila.

PARTES UTILIZADAS Folhas.• Colheita de folhas: verão até o outono. Utilizar o sumo ou o xarope. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas estiverem verde-amareladas. quando novo. A essência da planta é utilizada como anticefálica e febrífuga. canelinha. Caule pubescente. lenhosa. . vivaz. SINONÍMIA Alfavaca-cravo. A cultura é mantida até o terceiro ano. alfavaca-de-vaqueiro. antiespasmódica (283). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de vertigens. cujo porte atinge até 2. doentes e deficientes. nunca ferver a alfavaca. sudorífica. ao atingirem a coloração castanha. quando então é renovada. manjericão-cheiroso.5m de altura por 3m de diâmetro de copa. as quais são facilmente perdidas. caule. quadrangular. e no preparo de uma bebida árabe refrescante (93). FITOLOGIA Planta arbustiva. carminativa e béquica. HABITAT Espécie alóctone africana introduzida e aclimatada no Brasil desde o tempo do Brasilcolônia. O extrato da planta tem ação fungitóxica sobre alguns fungos fitopatogênicos. inflorescência e raízes. utilizadas em mistura de pães e bolos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. desmaios e enxaquecas nervosas (283). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. As sementes são antiblenorrágicas (93). ALFAVACA-CHINESA NOME CIENTÍFICO Ocimum gratissimum L. • A planta é também utilizada como tempero e no preparo de licores. As folhas são opostas. ocorre deiscência total das sementes. diurética (215). estimulante. perene. OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes são comestíveis e nutritivas. • Poda: ao final das colheitas eliminam-se galhos secos.

febrífuga e oftálmica (364). p-cimeno. • Produção de sementes: a planta é altamente produtora de sementes. acuminadas. • Florescimento: ocorre a partir de janeiro. hipotensora (271). exceto as raízes.. FORMAS DE USO .0m. antidiabética. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento da paralisia e moléstias nervosas (93). tem ação bactericida (Suresh et al. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. As flores são amarelos-esverdeadas. carminativa. anticefalálgica e diaforética.0 x 2. diurética. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. crenado-serradas. que inicia no verão e estende-se por todo o outono. O óleo essencial das folhas (0. simples ou ramificados. • Colheita: inicia aos seis meses após o plantio.6 a 0. carvacrol. Fruto do tipo cápsula seca contendo 4 sementes subglobosas e rugosas. que infecta o coqueiro-da-bahia (29). Toda a planta apresenta um forte aroma.pecioladas ovado-oblongas. Deve ser feita no início do florescimento. quando as mudas são originárias de sementes. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. O óleo da planta apresenta ação protetora contra fungos de grãos armazenados (26. hipocolesterolêmica. béquica. As inflorescências são terminais ou axilares. em se tratando de estacas. metileugenol (20%). canfeno. apud 364). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antisséptica bucal (261). principal componente da planta.400µg. glandulosas e pubescentes em ambas as faces. e primavera. As sementes são antiblenorrágicas (93). • Alelopatia: a planta é muito enfolhada. As mudas são transplantadas aos 40 a 50 dias após a semeadura ou 60 dias após a estaquia. limoneno. • Plantio: outono. nas concentrações de 150µg e 2. estimulante. resultando num alto índice de sombreamento que inibe o crescimento de plantas próximas. que encerra eugenol (45 a 70%). agudas na base. FITOQUÍMICA A planta contém 0. 80). resfriado e insolação. estomática. estendendo-se até agosto.96g/ml) inibe o crescimento das bactérias Fonsecaea pedrosoi e Cryptococcus neoformans. α-pineno e β-pineno (444). ocimeno. O eugenol. em verticilos curtos. laxativa. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta tem ação fungitóxica (28).8% de óleo essencial. • Doenças: a planta é imune ao nematóide Meloidogyne incognita (14). respectivamente (364). particularmente sobre o fungo Phytophthora palmivora.

manjericão-dos-cozinheiros. latifolium. peltados ou escamados. da ponta em direção à base do limbo. A maior densidade é verificada . manjericão-de-molho. OUTRAS PROPRIEDADES • É condimentar e utilizada na fabricação de licores. A densidade de pêlos glandulares decresce com a maturação da folha. folha-larga-dos-cozinheiros. Índia e sul da Ásia. aparecem como pontinhos claros. basílicogrande. pilosos quando novos e muito ramificados. erva-real. pretas e oblongas. opostas. manjericão. pontudos. O caule e os ramos são quadrangulares. que vistas contra a luz. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. manjericão-doce. os pêlos glandulares tornam-se murchos. anual no Brasil. Fruto tipo aquênio. ALFAVACA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. remédio-devaqueiro HABITAT Espécie alóctone. A planta está amplamente adaptada ao Brasil. alfavaca-da-américa. labiadas. quiôiô. Os capitados são compostos de uma célula basal. Os pêlos peltados não possuem segmentação celular na cabeça. basilicão. originária do Egito. basílico-doce. FITOLOGIA Planta herbácea ramificada. situados sobre as nervuras e margens das folhas. dispostas em inflorescências tipo cachos terminais.• 6 a 12g/dia. Na face dorsal da folha pode-se distinguir covinhas onde se alojam gotas de essência. longo-pecioladas. Os glandulares são capitados. com sementes pequenas. na forma de decôcto ou inalação (444). que suporta a cabeça formada de quatro células. constituídos de 1 a 5 células de paredes celulares espessas. A planta atinge 40 a 50cm de altura. manjericão-de-folha-larga. Folhas simples. glabras. Cresce espontaneamente na Índia e na África. espiciformes e melíferas. Por ocasião da maturação. Os não glandulares são unisseriados. As folhas são revestidas de pêlos glandulares e não glandulares em ambos os lados. verde-claras. var. Na Índia a planta é perene. basílico-comum. uma alongada. ovais. A alfavaca exala um delicado aroma de limão que declina para cheiro de suor. retos ou curvos. SINONÍMIA Alfavaca-doce. translúcidos. • É insetífuga. As flores são brancas a levemente rosadas.

SOLO Prefere solos de aluvião. cinamato de metila. alfa-terpineol. timol (9). que causa galhas nas raízes e redução na produção de folhas (14. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. citral. Não se adapta bem aos solos encharcados e pouco férteis. FITOQUÍMICA 1-8-cineole. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. permeáveis. 202). citronelol. mirceno. • Plantio: deve ser feito no início do período mais chuvoso do ano. cimeno.4 x 0. A planta é bastante sensível ao nematóide Meloidogyne javanica. borneol. • Poda: a poda da inflorescência retarda a senescência da planta em 30 dias (13). As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. • Mulching: O uso de filme de polietileno sobre o solo reduz a incidência de invasoras e aumenta a produção. cânfora. As mudas são tranplantadas quando apresentarem cerca de 6 folhas definitivas.1 e 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . com destaque para o linalol (68. saponina (145). alfa e gama-terpineno.21kg/m2 de folhas e 0. menor o porte da planta. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas verdes declinarem para pálido. Quanto mais baixa a temperatura. limoneno. porém adapta-se bem ao clima subtropical. areno-argilosos. geraniol. basilici.50%). mas não tolera ventos frios e geadas. A concentração de óleos essenciais decresce com a expansão e idade das folhas (441). PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. taninos. • Florescimento: a planta floresce no verão e outono. Aráez e Tsai relatam um conteúdo de óleo essencial de 0. principalmente em períodos excessivamente chuvosos ou com nevoeiros e Fusarium oxysporium f.4%. canfeno. eugenol. cineol. linalol. Prefere insolação média (esciófita). respectivamente (430). • Rendimento médio: 1. β-cariofileno.30m. metil-cinamato (220). • Propagação: é feita via semente e por estacas de plantas adultas. por aumentar a temperatura do solo (107).17% de óleo essencial. alfa e beta-pineno. embora possa ser plantada o ano todo. metilchavicol.nas regiões meristemáticas. sp. CLIMA Espécie de clima tropical. estragol. metil-eugenol (441). ricos em matéria orgânica e bem drenados. fenchona. • Doenças: a planta é eventualmente infectada por Botrytis cinerea.

carminativa. • Tintura: macerar durante uma semana 20g de folhas frescas em 80ml de álcool de cereais. Externamente pode ser usada para feridas ulcerosas e afecções do bico do seio (145). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.Estomáquica. estomatite. bosques e subosques do sul do Brasil. ALFAVACA-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. disúria. diaforética. • Infusão: ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. excitante (341). culinária. afta (68). HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em campos. emenagoga. coar e tomar 1 copo 3 vezes ao dia (145). cólica abdominal e catarro intestinal. gengivite. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é utilizado em cosmética. ⇒ Decocção: ⇒ Ferver 10 a 15g de folhas em 1 litro de água. cicatrizante. béquica. resfriado. tônica (145). antiemética. debilidade nervosa. O óleo de alfavaca é usado como sedativo em crises nervosas e para combater a insônia. Combate as afecções das vias respiratórias. . bronquite. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. analgésica (294). perfumes. ⇒ 10 a 15g de folhas e/ou flores em 1 litro de água. FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas frescas amassadas com álcool (feridas e úlceras). lactógena e anti-reumática (9). Fazer bochechos ou gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). antidisentérica. Coar e pingar 30 gotas em 1 copo de água e tomar 2 ou 3 vezes ao dia. como rapé e repelentes de insetos (360). INDICAÇÕES As folhas. faringite. febrífuga (68). Deixar 6 horas em repouso. • Os brotos da planta podem ser consumidos como salada (145). são úteis para afecções da garganta. afecções gastrointestinais e renais. antidiarréica (sementes). estomática. amigdalite. estimulante (93). mascadas. diurética. peitoral. sudorífica. antiespasmódica.

Flores subsésseis. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica das vias respiratórias. • Propagação: sementes e pedaços de ramos radicantes. unisseminado). FAMÍLIA BOTÂNICA . em glomérulos globosos. • Colheita: 3 meses após o plantio. bem drenados. Colhe-se pouco antes do florescimento.6m x 0. irregularmente distribuídos. Corola branca com lábio superior bilobado e inferior com lobos laterais tringulares e mediano em forma de colher. PARTES UTILIZADAS Folhas. com cerca de 30 a 60cm de altura. Fruto do tipo carcerulídeo (seco. base atenuada em pecíolo curto. SOLO Prefere solos úmidos e poucos ácidos. ereta. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas em ½ litro de água. cruzadas em pares. liso e reticulado. microscopicamente (209). As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. • Florescimento: dezembro a fevereiro. elíptico.FITOLOGIA Planta subarbustiva perene.5cm de largura. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. com caule quadrangular. balsâmica e vermífuga. unilocular.40m. indeiscente. glandulosa. serrada ou duplamente serrada. rombo-lanceoladas ou lanceoladas. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. medindo até 6cm de comprimento por 2. É esciófita. Inflorescência axilar. com pêlos longos e espessos. aromática. ALFAZEMA NOME CIENTÍFICO Lavandula officinalis L. pouco ramificado. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. fosco.). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Pragas: sensível ao ataque de vaquinhas (Diabrotica spp. Folhas opostas. densamente aglomeradas. verde-intensa. • Plantio: outono e primavera. emarginado e piloso. preto. glabro.

que cresce em solos calcários áridos das regiões montanhosas das costas marítimas européias. cálice com cinco dentes. quando disponíveis. É heliófita. É encontrada até 1. havendo necessidade de sombreamento e irrigação por nebulização. quatro carpelos. largas. lisa.800m de altitude. estreitas. inteiras e lanceoladas. outono e verão. lavândula. nas condições tropicais e subtropicais. Apresenta um perfume suave muito agradável. É cultivada em jardins e hortas do Brasil. normalmente. A planta não suporta solos úmidos. • Aclimatação: O enraizamento de mudas é recalcitrante e lento.6m em altura. para se evitar a desidratação dos tecidos. • Doenças: o crescimento da planta é muito lento. A planta não se adapta à regiões úmidas e/ou em solos compactados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene de ramos e folhas brancacentas-tomentosas. e só ocorre em regiões subtropicais cujo fotoperíodo é longo. CLIMA A planta é de clima temperado com umidade relativa do ar baixa.Lamiaceae. Flores azulvioláceas dispostas em espigas terminais interrompidas. brácteas castanhas.3 a 0. corola com cinco lóbulos e dois lábios. bem drenados. • Produção de sementes: não ocorre. SOLO A planta cresce melhor em solos de origem calcária. . As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. • Plantio: março (sementes) e outubro a novembro (estaca). HABITAT Espécie alóctone mediterrânica. As folhas são verdeacizentadas. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. tomentosos e simples. • Colheita: é feita até 3 vezes ao ano. SINONÍMIA Lavanda. que cresce de 0. preferencialmente. lavande. sendo que condições de temperatura e umidade elevadas predispõem à infecção de fungos vasculares (fusariose). eretos. lineares ou oblongo-lanceoladas. quatro estames inclusos. Fruto aquênio com uma semente preta. fortemente argilosos e ácidos. Os ramos são nus. na primavera. aerados e pobres.6 x 0. • Florescimento: é muito raro em condições tropicais. • Propagação: estacas da planta matriz ou sementes.4m. Pluviosidade excessiva e altas temperaturas são drasticamente desfavoráveis à planta.

linalol. utilizado como inseticida. cineol. • Tintura: 1 a 10ml/dia (341). tanino. epilepsia. oftálmica (341). antiespasmódica. tinha e picada de insetos (383). ⇒ 10g ou 2 colheres de folhas secas picadas em ½ litro. tônica dos nervos. cicatrizante. excitante do sistema nervoso. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao dia (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. furfurol. catarro (435). nerol (145). FITOQUÍMICA Óleo volátil. antiemética (9). cariofileno (257) eucaliptol. ftiríase. emenagoga. veterinária. não devem exagerar na administração de preparados à base de alfazema (145). acetato de linalilo (283). ⇒ 2 a 4g/litro de água (435). síncopes. cefalalgia. antianêmica (93). borneol. parasiticida capilar. doenças do estômago. terpin-4-ol. Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia. asma. cânfora. causando sonolência (257). geralmente amarelo (óleo de Aspic). anti-reumática (271). vermífuga. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 1%. neurose cardíaca (271). • Alguns fitoquímicos da planta são incompatíveis com sais de ferro e iodo (383). • Extrato fluido: 0. acne. INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento da anúria. acetato de lavandulilo. antisséptica. flavonóides. tônica estomacal. geraniol. tensão nervosa e muscular. atonia dos nervos encéfaloraquidianos (93). antimicrobiana (257). paralisia. em perfumaria. asfixia. apoplexia. • Pessoas propensas à úlceras. lavandulol e α-terpineol (275). dispepsia flatulenta. diurética (283). indústria de vernizes nobres e . indutora do sono (145). cefalalgia. tônica capilar e antileucorréica (294). calmante. calmante. ⇒ 8g da planta/litro d'água ou 1 colher das de sopa de folhas picadas em ½ litro d'água. digestiva. fígado e baço. antiasmática (215). TOXICOLOGIA • Em altas doses pode ser depressiva do sistema nervoso. Em fricções. • Alcolatura: 10g em 2 litros de álcool neutro ou de cereais (antisséptico e cicatrizante). bronquite (294).5 a 2ml/dia. cumarina. enxaqueca (257). antiinflamatória. álcoois térmicos. de 5 a 20ml/dia (341). atua sobre o reumatismo (145). estimulante do cérebro. nervosismo. vertigem. amenorréia. peitoral. descongestionante (435). béquica. (145). feridas. OUTRAS PROPRIEDADES • Da planta obtém-se um óleo.PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. cosméticos. colagoga.

áspero. SOLO Adapta-se às mais diversas condições de solo. losna-selvagem. leucorréia. gonorréia. sésseis. Porém desenvolve-se melhor em solos de textura média e férteis.3m x 0. Desenvolve-se bem como esciófita. simples. comportando-se até mesmo como semihalófita. monóica. peluda. as inferiores. bipinatifidas. tenuamente tomentoso. Medra em potreiros e áreas ruderais. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ambrosia-americana. alternas e menores. • O esfregaço da planta nas roupas perfuma e protege-as das traças. As folhas são curto-pecioladas. com 3 a 6cm de comprimento. quando jovem. escrofulose. quando em combustão. cafalalgia. . HABITAT Espécie autóctone do continente americano. que cresce de 30 a 90cm de altura. ramificando-se muito na maturidade. amaurose. CLIMA É de clima subtropical. não tolerando porém períodos muito frios e geadas. As flores masculinas estão dispostas em capítulos pendentes e as femininas.medicina (paralisia da língua. cravorana. algo estriado. cloroses. carprineira. atua como odorizante e desinfetante de ambientes. ramosa. SINONÍMIA Absinto-selvagem. FITOLOGIA Planta herbácea ereta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. artemisia. cravo-da-roça. além de ser insetífugo. AMBROSIA NOME CIENTÍFICO Ambrosia tenuifolia L. O caule é cilíndrico. Não tolera solos muito ácidos e encharcados. As folhas superiores são pinadas. estão dispostas em rácimos paniculados de 20cm de comprimento. broncorréia).3m. com segmentos lanceolados. artemija. • O pó das folhas. odorífera. opostas.

• Plantio: início da primavera. indigestão. amora-silvestre. o pólen pode vir a ser alergênico em pessoas susceptíveis. urticária. digestiva. causando a febre do feno. ou diretamente a campo. hemorragia nasal (342). INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. cãibras dos intestinos. É reputada como sucedânea da quinina (94). em viveiros. silva-de-são-francisco. As estacas podem ser enraizadas em solo. sarçamora. estomáquica (283). anti-helmíntica (as sementes). areia ou vermiculita. sendo quebrada com baixas temperaturas ou alternância de temperaturas (209). as sementes apresentam dormência. formada por flores de . AMORA-PRETA NOME CIENTÍFICO Rubus spp. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 1. erupções na pele. calmante dos nervos (303). infecções nos dedos (271). náuseas. As hastes sarmentosas e o caule são cilíndricos e os mais velhos são revestidos por uma cerosidade branca que pode ser removida com os dedos. antileucorréica e hemostática. SINONÍMIA Amora-branca. febrífuga (271). tônica. Os acúleos que revestem o caule são grandes e de forma mais ou menos espiralada. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. As folhas são peninérveas formadas por 9 folíolos de coloração verde escuro na face ventral e esbranquiçadatomentosa na face inferior. A inflorescência é do tipo panícula. • Florescimento: dezembro a janeiro. • Produção de sementes: após a maturação. dança-de-são-guido (283) e afecções hepáticas (303). • Colheita: 4 meses após o plantio.• Propagação: rebentos de rizoma. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. no início do florescimento. Os acúleos das folhas localizam-se na nervura central e são recurvados para base da folha. FAMÍLIA BOTÂNICA Rosaceae. o mesmo acontecendo com o pecíolo. silva. TOXICOLOGIA Durante a época da floração.5 a 3m de altura.

pétalas brancas. A infrutescência é composta de numerosos frutos tipo drupa, de coloração violeta escura.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia de ramos. As sementes não germinam sem uma escarificação química com ácidos, como ocorre no estômago dos pássaros frugívoros. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (mergulhia). • Florescimento: novembro e dezembro. • Colheita: inicia-se a partir do segundo ano. • Poda: a planta tem que ser podada periodicamente para facilitar os tratos culturais e a colheita. As mãos, braços e os olhos devem ser protegidos para evitar-se ferimento pelos espinhos. • Produção de sementes e frutos: dezembro e janeiro.

FITOQUÍMICA
Contém taninos.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hemostática, adstringente, antidiabética, antidisentérica, tônica (283), anti-hipertensora, anticolesterolêmica, antidiarréica e antilítica (271).

INDICAÇÕES
Indicada para a azia, cãibras do sangue, hemorróidas, inflamações da garganta e da boca e hidropisia (271).

FORMAS DE USO
• Xarope: feito à base de infusão das folhas e botões florais (a 10%) misturado ao suco dos frutos maturos. Aquece-se até o ponto de xarope (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os ramos são utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas.

AMORA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Rubus imperialis Cham. e Sch.

FAMÍLIA BOTÂNICA

Rosaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce espontaneamente na Mata Atlântica, matas secundárias e bosques, normalmente em condição umbrófila e semi-umbrófila.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, sarmentosa, perene, de ramos angulosos, armados de acúleos grandes, podendo atingir 4 a 5m de comprimento, apoiando-se na vegetação próxima. Folhas compostas, palmada, 5-foliadas, folíolos ovado-cordiformes ou ovado-arredondados, membranosos, grosso-dentados, pouco tomentosos na face dorsal, com o pecíolo espinescente. Flores com pétalas brancas, lacínias lanceoladas, curto e grossopedunculadas, disposta em panícula subcorimbosa, sendo o pendúnculo tomentoso e aculeado. Fruto composto de inúmeras drupas verde-amareladas.

SOLO
É pouco exigente em solos. Medra mesmo nos úmidos, ácidos e bastante argilosos.

CLIMA
Espécie subtropical. Prefere temperaturas amenas a quente e alta umidade relativa do ar.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia. As sementes só germinam mediante escarificação química com ácidos, conforme ocorre no estômago de aves frugíferas. A mergulhia deve ser feita a partir da primavera. • Plantio: o ano todo, para sementes, ou novembro a fevereiro, quando se faz a mergulhia. • Tutoramento: em espaldeiras de três arames superpostos. • Florescimento: outubro a novembro. • Frutificação: novembro a dezembro. • Colheita de folhas: o ano todo.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hipocolesterolêmica (271).

FORMAS DE USO
15 a 20g/dia, em decocção, fracionada em três xícaras diárias.

ANDRADE

NOME CIENTÍFICO
Persea major Kopp.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Lauraceae.

SINONÍMIA
Canela-rosa, pau-andrade, canela-cedro.

HABITAT
Espécie autóctone que habita a Mata Atlântica, principalmente em altitudes acima de 400m, no sul do Brasil. A planta é considerada rara e devido à existência de poucos indivíduos e o alto nível de patógenos endógenos, corre o risco de extinção nas regiões onde ainda ocorre.

FITOLOGIA
Árvore grande, com até 12m de altura. Os ramos são subangulosos e amarelo-tomentosos quando novos e castanho-escuros e glabros, com as gemas sedoso-tomentosas, quando mais velhos. A folhas são esparsas, pecioladas, inteiras, variáveis, alternas, oblongas ou elípticas, peninervadas, glaucas, finamente arroladas nas duas faces, cordiformes, arredondadas na base ou obtusas dos dois lados, ou agudas e subacuminadas no ápice, com 12 a 14cm de comprimento e até 7cm de largura, glabras ou levemente hirsutas e luzidias na face ventral. A inflorescência é multiflora, ferrugíneo-tomentosa. As flores verde-amareladas, dispostas em panículas piramidais longo-pedunculadas e revestidas de um denso tomento sedoso-ferrugíneo ou amarelo-ocre, com bractéolas decíduas. O fruto é uma baga globosa, verde-glauca, com cerca de 1cm de diâmetro.

SOLO
A planta cresce naturalmente em solos profundos, argilosos e com pouca acidez.

CLIMA
Ocorre em regiões cujas temperaturas giram em torno de 10 a 15oC, no inverno, e 20 a 25oC no verão.

AGROLOGIA
• • • • • Espaçamento: 4,0 x 4,0m. Propagação: sementes e brotações da cepa. Plantio: outubro. Florescimento: janeiro Colheita da casca: durante o inverno.

PARTES UTILIZADAS
Casca do tronco.

FITOQUÍMICA
Esteróides, triterpenos, flavonóides, saponinas, taninos hidrolizáveis e condensados, grupo amino e lipídeos. O teor de tanino é de 19,7%, taninos catequínicos 18,61% e catequinas 32% (251).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Cicatrizante (251).

ANIL
NOME CIENTÍFICO
Indigofera suffruticosa Mill.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papilionaceae.

SINONÍMIA
Anil-do-campo, anileira, anileira-da-índia, anileira-verdadeira, caá-chica, caá-chira, caáobi, caá-timbó, caobi-índigo, guajaná-timbó, índigo, indigueira, timbó-mirim, timbozinho.

HABITAT
Espécie alóctone originária das Antilhas e América Central. Vegeta espontaneamente em pastagens, terrenos abandonados e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, que cresce 0,8 a 1,0m de altura. O caule é anguloso, acizentado. As folhas são glaucas, imparipenadas, compostas de 7 a 15 folíolos opostos, linear-elípticos ou oblongo-agudos, inteiros, glabros na face ventral e pubescente na dorsal. As flores são róseas, curto-pedunculadas, pequenas, abundantes, dispostas em rácimos axilares eretos. O fruto é uma vagem arqueada, quase quadrangular, seríceopubescente, com cerca de 2 a 3cm de comprimento, contendo seis a oito sementes pardacentas, angulosas ou subcilíndricas, lisas e duras.

SOLO
As plantas crescem mesmo em solos pedregosos, arenosos e até mesmo em dunas de areia. Não tolera solos encharcados ou muito argilosos.

CLIMA
É de clima tropical, prosperando melhor em regiões quentes e pouco pluviosas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,0 x 1,5m.

• Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: abril a maio. • Doenças: em regiões úmidas, é comum a ocorrência de sementes chochas e fungadas. • Colheita: inicia 6 a 8 meses após o plantio. • Rendimento: em um hectare obtém-se cerca de 330 a 560kg de anil ou 40g para cada 10kg de folhas (93).

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Leucoindigodina (93). Submetida à altas temperaturas, transforma-se em indigotina, que é o anil (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiespasmódica, emenagoga, estomáquica, sedativa (257), sarnicida (folhas machucadas), diurética, febrífuga, antiepiléptica, purgativa (32), depurativa (68), antiálgica e antiinflamatória. A raiz é odontálgica e já foi utilizada como antiofídica (93).

INDICAÇÕES
É utilizada no tratamento das afecções das vias urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, obstipação intestinal, hepatite (68), afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é indicada para coréa, epilepsia, icterícia, É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênico (93). Também indicada para a laringite aguda, linfoadenite, escabiose, erupções da pele (1).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas. • Decocção: ⇒ 15g/dia. ⇒ ferver 5g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias (68). • Infusão: 5g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia (32). O sabor do chá é algo salgado.

TOXICOLOGIA
Extrai-se da planta o índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina - substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico.

OUTRAS PROPRIEDADES

• As sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas (32). • As folhas fornecem matéria tintória, conhecida como anil (328).

ARNICA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Wedelia paludosa DC.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Cura-tombo, margarida, margaridão, mal-me-quer, malmequer-do-brejo, picão-da-praia, vadelia, vedélia.

HABITAT
Espécie autóctone da região litorânea brasileira. Medra em pastos, áreas abandonadas e ruderais, a beira de estradas, bananais, pomares, ao longo da orla marítima, principalmente em várzeas úmidas e sombrias.

FITOLOGIA
Planta herbácea, prostrada, perene, radicante nos nós, que cresce 40 a 50cm em altura. O caule é castanho-avemelhado, esparsamente piloso. As folhas são opostas, curtopecioladas, membranáceas, pilosas nas duas faces, mais pronunciadamente na dorsal, providas de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. Pecíolo semicilíndrico, ciliado. Capítulos solitários, longo-pedunculados, axilares. Brácteas involucrais foliáceas em duas séries, pilosas no dorso. Receptáculo cônico, carnoso, peleáceo. As flores são amarelas, as marginais femininas, cerca de 13, com corola ligulada, trilobada no ápice, com 8mm de comprimento, e as do disco, muitas hermafroditas, corola tubulosa. Aquênio túrgido, tríquetro, glabro, estreitado na base, com papus ciatiforme.

SOLO
Vegeta em todos os tipos de solo, desde os arenosos aos argilosos e orgânicos. Tolera solos ácidos, encharcados e até os secos. Tem preferência pelos solos úmidos.

CLIMA
Espécie de larga adaptação climática, proliferando-se melhor nos climas tropicais e subtropicais. Períodos de estiagem afetam o crescimento da planta. É heliófita, embora tolere alguma sombra.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,3m.

• Propagação: estacas radicantes. As sementes normalmente são inviáveis ou não se formam. As estacas são plantadas diretamente a campo. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: o ano todo, com exceção no inverno. • Poda: por ser uma planta rústica e altamente invasora, o crescimento vegetativo deve ser contido através de podas e eliminação de ramos radicantes. • Colheita: inicia a partir terceiro mês após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, flores e lígulas.

FITOQUÍMICA
Diterpenóide kaurane: ácidos ent-kaur-16[17]-en-19-óico e ent-kaur-9 [11],16[17]-dien19-óico (39) e luteolina (46).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, antiinflamatória, antianêmica (271). febrífuga, antidisúrica, antinevrálgica (215) e

INDICAÇÕES
Indicada para traumatismos, golpes, ferimentos, machucaduras (215), coqueluche, trombose e hematomas (271).

FARMACOLOGIA
Tripanossomicida (39), antinociceptiva (377) e antiálgica (46).

OUTRAS PROPRIEDADES
• É cultivada como onamental em jardins. • A planta apresenta um alto índice de enfolhamento, podendo ser utilizada como cobertura de solo, principalmente indicada para revestir barrancos, escoadouros e taludes.

ARNICA-DO-CAMPO
NOME CIENTÍFICO
Porophylum ruderale [Jack.] Cass.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Arruda-de-galinha, couve-cravinho, couve-de-veado, cravinho, erva-couvinha, erva-fresca, picão-branco. couvinha, cravo-de-urubu,

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul. Cresce notadamente em áreas ruderais, lavouras abandonadas e capoeiras.

FITOLOGIA
Planta herbácea anual, ereta, ramificada apenas no topo, cerosa, verde-clara, medindo 0,6 a 1,2m de altura. As folhas são simples, alternas, pecioladas, membranáceas, tenras, oblongo-lanceoladas, cerosas, base atenuada e ápice obtuso, margem inteira ou crenulada, glabra, medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Quando amassadas, as folhas liberam um olor desagradável. Inflorescência em capítulos solitários ou em corimbos, terminais ou axilares. Flor composta por um invólucro cilíndrico contendo filárias lineares unidas e corola constituída de finos tubos de coloração esverdeada ou amarelada. Fruto tipo aquênio, linear, negro, pouco brilhante, alveolado e munido de pêlos sedosos e brancos. A planta exala aroma forte e pouco agradável.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. Não tolera geadas, nem ventos muito frios. Cresce à plena luz e tolera o sombreamento.

SOLO
A planta prefere solos férteis, areno-silicosos, aerados, soltos, ricos em matéria orgânica. Não tolera solos ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,20m. • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral ou diretamente em canteiros, em sulcos transversais. • Plantio: outono e primavera. • Pragas: é suceptível ao ataque de lagartas e pulgões. • Florescimento: janeiro a março. • Colheita: Deve ser feita no inverno, quando é maior o teor de flavonóides. Durante o verão e a primavera, há um decréscimo de 24% no teor de flavonóides totais (166). O ciclo varia de 100 a 110 dias.

FITOQUÍMICA
Flavonóides (0,45 a 0,59%, p/p), alcalóides, taninos, saponinas, açúcares reduzidos (166).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antiartrítica, antimicótica (166), antilítica, antidiabética (271), diaforética, emenagoga e calmante (93).

INDICAÇÕES
Para o tratamento de corrimentos, afecções do fígado, hepatite, inflamações na garganta, amigdalite e má digestão. Já foi até utilizada para tratar a histeria (93).

ruta-de-cheiro-forte. por origem. SINONÍMIA Arruda-doméstica. 3-pinatipartidas. compostas. FITOLOGIA Planta subarbustiva polianual. dispostas em corimbos.5%. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. porém é mascarado pelo forte aroma. arruda-fêmea. carnosas. Mas devido à sua histórica aclimatação no Brasil. abrindo-se superior e inferiormente em 4 valvas. pecioladas. desenvolve-se bem em regiões de clima subtropical até tropical. e verde-oliva durante o reprodutivo. a inibição foi de 46. CLIMA A planta é. Possui cálice com 4 a 5 sépalas lanceoladas. sésseis.3. alóctone. triangulares. Está perfeitamente aclimatada no Brasil. HABITAT Espécie alóctone. de clima temperado seco.2% e 91. sem clorofila. É bastante tolerante à seca. As folhas são alternas. ARRUDA NOME CIENTÍFICO Ruta graveolens L. pequenos. Forma touceiras de até 1. de caule ramificado desde a base e lenhoso. O fruto pentalocular produz uma sementes reniformes. inibe o crescimento de Leishmania amazonensis em 45. glabros e de coloração acizentada-azulada durante o estágio vegetativo.5mg/ml do extrato cru das folhas. É heliófita. SOLO Prefere solos permeáveis e ricos em matéria orgânica. arruda-dos-jardins. Solos pesados e úmidos são desfavoráveis ao crescimento da planta. 48 e 72 horas. Com clorofila. nativa da Europa e norte da África. respectivamente. ruda. . arruda-macho. 64. 85. decompostas em 9 a 11 lobos oblongos ou obovados. cultivada em jardins e hortas. estreitos. Está amplamente adaptada no Brasil. levemente alcalino. arruda-fedorenta. O sabor das folhas é ligeiramente picante.6% (196).1 e 87. mediterrânica.0m de altura.ATIVIDADE BIOLÓGICA 2. As flores são miúdas e de cor amarelo-esverdeadas. agudas e corola de 4 a 5 lobos salientes e rugosos. pardas e rugosas por lóculo.1% em 24.

aromáticas. enquanto que a metilnonilcetona apresenta ação vesicante. excitante da motilidade .AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Micropropagação: utilizam-se explantes a partir de segmentos nodais submetidos a assepsia com cloro ativo a 2%.09% (96). xantotoxina. graveliferona. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-histérica. pineno e limoneno (raízes. INDICAÇÕES A planta pode ser utilizada no tratamento de otite. flebite. rutamina. rutalinium. hidrocarbonetos. ciática (145). heterosídeos antociânicos. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. flavonóides.l -1 de benzil amino purina (76). pneumonia (120). furocumarina. paralisia. matérias resinosas e pépticas (341). enxaqueca. • Florescimento: agosto a dezembro. fortificante dos nervos. As estacas enraízam em 60 dias. rutaretina. alcalóides. rutina. conjuntivite (283). metilnonilcetona. onicomicose. feridas e zumbido no ouvido e incontinência urinária (215). A germinação ocorre em 10 a 15 dias. aperitiva. rutalidina. cineol (145). antitetânica. FITOQUÍMICA Hibalactona (da raiz). galhos com folhas e flor. metilnoilcarbinol.70 x 0. derrame cerebral. tranquilizante. rutamarina. chalepeusina. febrífuga (120). Quando a propagação é feita por estacas. hemorróidas. • Plantio: início do verão. O teor de essência da arruda varia de 0. carminativa. salicilato de metila. esquiamianina. cumarinas. álcool metilnonílico e seus ésteres combinados aos ácidos acético e valeriânico. ribalinidina (120) . óleos voláteis. rutacridona. sudorífica (341). deve-se proceder um sombreamento de 70% e prover farta irrigação das mudas. antiasmática (120). lactonas. Faz-se duas colheitas ao ano. Os explantes são cultivados em meio MS ½ + 0. PARTES UTILIZADAS Folhas. dulcite. anti-reumática. As folhas e as sementes têm propriedades antiparasitárias (sarna e piolho) e as sementes são anti-helmínticas (283). antinevrálgica (271). • Produção de sementes: os frutos com sementes maturas ficam prontos de novembro a janeiro. fenóis. hemostática. cineol. hesperidina. rubalinidina (257). • Propagação: sementes e estacas dos ramos. estimulante. estupefaciente. quercitina. antiepiléptica (435). hipocondria (435). ácido salicílico livre. varizes. éter metílico do ácido metilantranílico. FARMACOLOGIA A ação espasmolítica da planta é devida é devida à presença de bergapteno e xantotoxina. erradicação de oxiúros (294) e ascárides. principalmente).07 a 0. dores intestinais. calmante dos nervos (32). As sementes são postas a germinar em substrato organomineral. sarnicida (257). cocusaginina. antiespasmódica. emenagoga. bergapteno.1mg. gota. adstringente. parasiticida capilar.30m. analgésica.

• Xarope: 10 a 40ml/dia. 145). 32. tremores. 435. contração da pupila e sonolência (93) . vômitos. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 1%. • Cataplasma: varizes e flebite (145). TOXICOLOGIA Doses elevadas do chá podem causar vertigens. Coar. apud 120). 145). edema na língua (257).5 a 2g/dia. • Vermífugo: 20g de folhas/litro de azeite. • Extrato fluído: 0. • Parasiticida capilar e sarnicida: 20g de folhas/litro de água quente (283. Pingar 2 gotas em cada ouvido (257). • Pó: 0. 50 a 200ml/dia (341). depressão do pulso. através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar (120). . ⇒ 2 a 3g de folhas secas/litro de água (283. Apresenta ainda atividade estimulantes febrífuga e emenagoga (Costa. Lavar os olhos (conjuntivite) (257). apud 120).5 a 2ml/dia. arrefecimento da pele. gastroenterites. ⇒ 1 colher das de café de folhas em 1 xícara das de café de água quente. convulsões (341). hemorragia e aborto em mulheres grávidas. • Decocção: ⇒ 100g da planta fresca em ½ litro de água. dores epigástricas. náuseas e vômitos (145). cólicas. Tomar 3 vezes ao dia (128). OUTRAS PROPRIEDADES • Foi muito utilizada na antigüidade como anafrodisíaca. Ingerir 2 xícaras das de chá ao dia (257. dores abdominais. 32). esperar amornar e aplicar compressas de algodão várias vezes ao dia sobre os olhos (128). • Tintura: ⇒ 2 a 10ml/dia (341). Pode causar fitodermatites. • Sumo: 3 gotas do sumo em 1 gota de álcool.uterina (120). salivações. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides da planta mostraram atividade antimicrobiana (120) e anti-helmínticas (Costa. • Essência: 1 a 7 gotas/dia (341). Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. ⇒ ferver durante 5 minutos 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. • Clister: cozinhar 8 a 10g de folhas por litro de água (parasitas intestinais). secura na garganta. hiperemia dos órgãos respiratórios. Administrar 2 a 3 colheres das de chá por dia. ⇒ 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (sarnicida) (257).

alvo-tomentoso.30 x 0. pubescentes e membranáceas. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. curto-pecioladas.0m de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. . adapta-se bem às regiões subtropicais e tropicais. flor-de-são-joão. Fruto tipo aquênio. verde intenso. composta por invólucro campanulado de filárias ovaladas. losna. Quando amassadas. como abascanto. Caule liso. HABITAT Espécie alóctone de origem asiática. ereta. Está bem aclimatada ao Brasil. artemijo. SINONÍMIA Absinto. • A planta afasta moscas e combate pulgões. FITOLOGIA Planta herbácea. inteiras ou lobuladas. com tamanho decrescente em direção ao topo da planta. de rizoma perene e folhagem anual. Flores verde-amareladas. as folhas exalam aroma amargo. losna-brava. medindo cerca de 1mm de comprimento SOLO Prefere solos secos e leves. verde a verde-avermelhado. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. artemija. Corola tubular pentalobada. sendo cultivada em jardins e hortas. ovalado. CLIMA Embora seja uma espécie de clima temperado quente. É heliófita.8 a 1.• Pode-se confeccionar uma vassoura com os ramos e folhas para os parasitas domésticos. crescendo cerca de 0. As folhas são alternas. ARTEMÍSIA NOME CIENTÍFICO Artemisia verlotorum Lamotte. cilíndrico e multisulcado.30m. A face ventral é glabrescente. enquanto que a dorsal é intensamente alvo-tomentosa. segundo o folclore afro-brasileiro. glabro. as inferiores pinatisectas com segmentos lanceolados e as superiores lanceoladas. reto. • É utilizada.

calmante. Tomar alguns goles durante o dia (calmante e antiespasmódico). estomáquica. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (cineol. gastrite. anti-reumática (271).SP. ácido málico.UNICAMP . nervosismo (283. em janeiro. . ⇒ ferver durante 15 minutos uma colher das de sopa de raízes em ½ litro de água. anorexia. febrífuga. PARTES UTILIZADAS Folhas. enterite. Utilizar 2 a 4 xícaras por dia (283). antiespasmódica. afecções uterinas (215). debilidade eupéptica. ⇒ 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. • Raleio: por ser uma planta altamente prolífica. icterícia. Segundo a Universidade de Campinas . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. • Plantio: outono e primavera. afecções biliares e hepáticas. antidiarréica. ⇒ ferver durante 10minutos uma colher de sopa de raízes em ½ litro de água. Tomar ½ xícara. flores e raízes. tônica. tanino e ácido antêmico (145). amarga e estimulante (242).• Propagação: rebentos do rizoma. carminativa. mucosidade. INDICAÇÕES Indicada para a cólica. • Colheita: 6 a 8 meses após o plantio. intoxicações endógenas e exógenas. (215). tujona e cetona). ⇒ 1 colher das de sopa em 1 litro de água quente. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. ao levantar e ao deitar (tônico circulatório). FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 15g/litro de água. antiepiléptica (145). combate também a malária (145). estendendo-se até janeiro. antilistênica. constipação (242). vermífuga. o crescimento da população da planta deve ser contido para não invadir outras áreas. inapetência (68). antianêmica. ansiedade. coréia (dança-de-são-guido). antiepiléptica (283). lombrigas. Tomar 2 xícaras das de chá ao dia. formando inúmeros rebentos de raiz. convulsões e histeria. amenorréia. Tomar 2 a 3 xícaras das de café ao dia (cólicas menstruais). 4 vezes ao dia (145). antinevrálgica. Tomar 1 xícara de chá após as refeições (digestivo). anti-hidrópica. Cobrir e deixar macerar por 10 minutos. 32). hipocloridria. emenagoga. • Decocção: ⇒ ferver por 1 minuto 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. • Florescimento: ocorre a partir de outubro. atonia. Deixar macerar por 15 minutos. antiinflamatória.

0 e 6. Apresenta cheiro forte. FITOLOGIA Planta herbácea. SOLO A planta prefere solos areno-silicosos. Pode causar também hepatonefrites. originária do Cáucaso. macelado-reino. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ricos em matéria orgânica e com pH entre 6.• Compressa: utilizar o decôcto ou o suco das folhas e/ou raízes. Não deve ser ingerida crua. margaridinha. Folhas pinatissectas ou bipinatissectas. • Os raminhos secos são colocados em armários e estantes como repelentes de traças (128). bem aerados. SINONÍMIA Artemigem-dos-jardins. nem por mulheres grávidas ou que amamentam (128). piretro-do-cáucaso . muito ramificada. Não tolera solos muito úmidos. • Apresenta propriedades inseticidas (32). externamente. As flores do disco central são amarelas e tubulosas. camomila-pequena. convulsões e problemas mentais e psíquicos (209). TOXICOLOGIA Esta planta torna-se tóxica quando utilizada em doses bem acima das indicadas (145). CLIMA A espécie prospera melhor em regiões de temperaturas amenas. matricária. glabras ou pouco pubescentes. circundadas por lígulas brancas. monsenhor-amarelo. profundos. artimijo. ARTEMÍSIA-ROMANA NOME CIENTÍFICO Tanacetum parthenium L. artemijo. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é adicionada à bebidas alcoólicas para obter sabor amargo ("bitter"). . desagradável e sabor amargo. ácidos e muito compactos. na Ásia. que cresce de 60 a 90cm de altura. bisanual ou perene. HABITAT Espécie alóctone. glabra. no reumatismo (68). onde a média anual gira em torno de 20 a 24oC. Apresenta inflorescências em capítulos dispostos em corimbos terminais. Schulz-Bip.5. macela-da-serra.

partenolides. O transplante é feito quando as mudas apresentarem 5 a 6 folhas. ASSA-PEIXE NOME CIENTÍFICO Vernonia polyanthes Less. Tomar 1 a 3 xícaras ao dia (258). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é inseticida e insetífuga. TOXICOLOGIA Pode causar o aborto (258). .AGROLOGIA • Espaçamento: 0. enxaqueca. • Plantio: primavera. • Propagação: sementes e estacas. antiespasmódica e febrífuga (1). pertubações gástricas. sesquiterpenos clorados (257). As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. além de ser ornamental. FORMAS DE USO • Infusão: 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em uma xícara das de chá com água.3m. males do coração e dos nervos (303). INDICAÇÕES Atua contra as cefalalgia (261). antileucorréica. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em cetona. insônia (258). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica (261). germacronolides. emenagoga (93).5 x 0. • Florescimento: a partir de novembro. guaianolides e PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. • É uma boa melhoradora da estrutura do solo. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.

• Florescimento: fevereiro a abril. • Propagação: sementes e estacas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. óleo essencial e sais minerais (128). flavonóides (genkwanina e velutina). lenhoso. pastagens. pecioladas.5m. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. rugosas e ásperas na ventral. perene. Inflorescência paniculada. CLIMA É heliófita e não tolera geadas. alternas. capoeiras. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. HABITAT Espécie autóctone que cresce em descampados. antilítica. • Colheita: as folhas devem ser colhidas antes do florescimento. FITOLOGIA Planta arbustiva grande. cambará-guaçú. PARTES UTILIZADAS Folha e raiz. antihemorroidária (215). ramificado e arredondado. Fruto aquênio. hemostática (68). margem inteira ou pouco serreada. estreitas na base. INDICAÇÕES . castanho. chamarrita. cerosa e verde-clara na face dorsal. que cresce de 2 a 3m de altura. As folhas são agudas. balsâmica. reunindo filárias agudas e coriáceas em invólucro campanulado.3mm de comprimento. medindo 2 a 2.0 x 1. FITOQUÍMICA Alcalóides. • Plantio: em qualquer época do ano. gríseo-pilosas. glicosídeos. o cultivo deve ser feito em áreas mais agrestes da propriedade. oblongo-laneceolado. Estacas podem ser enraizadas em areia ou solo leve. antiasmática (392) e antigripal (393). lanceoladas. cambará-guassú. expectorante. • Espaçamento: 2.SINONÍMIA Assa-peixe-branco. O caule é liso. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. diurética (128). com capítulos sésseis contendo cerca de 25 flores lilases. cambará-branco. à beira de estradas e em terrenos abandonados. porém bem drenados.

⇒ Para bronquite: 2 folhas cortadas em 1 xícara das de chá de água quente. A ingestão do chá das folhas causa um potente efeito diurético e natriurético em ratos (393). quando extraída na escuridão. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. Coar e aplicar sobre afecções da pele (128). FORMAS DE USO • Xarope: 2 folhas picadas em 1 xícara das de café de água. proporcionando um mel de alta qualidade. durante 1 a 3 dias (145). tomar até 3 xícaras ao dia. afecções do útero (215).1 colher das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. Tomar 5 gotas diluídas em água a cada 2 horas. • Compressas: hemostático (257). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. contusões. AVELOZ NOME CIENTÍFICO Euphorbia tirucalli L. O decôcto da raiz é utilizado. pneumonia (68). • Infusão ⇒ Como diurético: em um litro de água ferver 6 folhas picadas durante 10 minutos. fritadas à milanesa. para hemorróidas pontadas nas costas e no peito. • A casca da raiz. coando a seguir. Tomar 1 a 3 xícaras por dia (128). tosses rebeldes. cálculos renais e o uso externo é indicado para combater afecções cutâneas (128). FARMACOLOGIA Os glicosídeos extraídos das flores. Ferver 5 minutos. Tomar durante o dia (como diurético). • Suco: tritura-se ou moem-se as folhas. • Decocção: ⇒ ferver por 15 minutos 6 folhas cortadas em pequenos pedaços. Coar e tomar a vontade (diurético). Abafar por 10 minutos. durante 1 a 3 dias (68). ⇒ Como expectorante: infusão com uma xícara de água fervente sobre 2 folhas picadas. ⇒ ferver por 5 minutos 3 folhas bem picadas em 1 xícara das de chá de água. contusões e infecções do útero (271). em banhos. • As flores são melíferas. acrescentar 2 xícaras das de café de açúcar e levar ao fogo até a dissolução do açúcar. gripes fortes. . vem sendo estudados como antitumoral (145). coar. é fosforescente (93).Indicada para bronquite (392). Adultos .

coroa-de-Cristo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . dente-de-cão. cassoneira. espinho-italiano. • Florescimento: não ocorre em Santa Catarina. hidrocarbonetos terpênicos. roupas que cubram a pele e óculos. de coloração verde. FITOLOGIA Arbusto grande.0 x 2. coral-de-são-sebastião. É xerófila. 3-locular. originária da África. dedodo-diabo. coral-verde. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (eugenol). • Poda: evitar que os ramos cruzem a área de circulação de pessoas. gravetodo-diabo. A rizogênese inicia perimetralmente à base da estaca. Em solos muito úmidos o crescimento é demasiadamente lento. cilíndricos.0m. PARTES UTILIZADAS Seiva (látex). AGROLOGIA • Espaçamento: 3. • Propagação: estacas de ramos. árvore-do-lápis. • Manejo: qualquer atividade de cultivo feita com a planta deve prever o uso de calçados. Ramos verticilados. enquanto que as masculinas ocorrem em torno das masculinas. perene. filiformes. O fruto é uma cápsula vilosa. labirinto. As estacas devem ser preparadas no fim da primavera até o início do verão. espinho-de-judeu. pubescente e sublenhosa. • Plantio: primavera.SINONÍMIA Almeidinha. Devem ser hidratadas em sua base e após enterradas em areia úmida. CLIMA É sensível ao frio intenso. espinho-de-Cristo. avelós. amarelas ou esverdeadas. axilares. HABITAT Espécie alóctone. que cresce de 3 a 4m de altura. árvore-do-coral-de-são-sebastião. As flores são terminais. árvore-de-são-sebastião. suculentos. pau-sobre-pau. goma tirucalli. É heliófita. resina (257). látex. diminutas e raras. diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol). quase áfilos. cega-olho. Sementes ovóides e lisas. aldeídos (145). mata-verrugas. intrincados. pau-liso. pois rompem-se facilmente exsudando látex que pode ser cáustico. SOLO Plenamente adaptada a solos secos e pobres. lactescente. pau-pelado. profundamente 3-sulcada. 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato (77).

FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. HABITAT Planta alóctone. fungicida. Produz um látex com propriedades irritantes e cáusticas à pele. antivirótico. antiescorpiônico e ofídio (uso interno). em nichos de pedras. . Por ser altamente caústico. é resolutivo no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos. cólica. antiespasmódico. Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor. asma e gastralgia (77). distribuídas em 3 copos d'água (31 1994). paredes de poços e principalmente junto à fontes de água. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando adulta. SINONÍMIA Avenca-cabelo-de-vênus. cabelo-de-vênus. o látex precisa ser diluído em água. Tomar um copo 3 vezes ao dia (145). em áreas ruderais sombreadas. antibiótico. • É utilizada como ornamental. antibacteriano. induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo (77). originária da Europa. AVENCA NOME CIENTÍFICO Adiantum capillus-veneris L. purgativo. cauterizante de verrugas (257). O látex puro pode provocar até uma hemorragia (145). FORMAS DE USO • Uso externo: romper um cladódio da planta e deixar 1 gota do látex cobrir a verruga ou calo. expectorante (145) e antissifílico (93). Se o látex atingir os olhos. antiasmático. principalmente quando nova. INDICAÇÕES Indicada empiricamente para o tratamento de neoplasias neuralgia. anti-reumático. mas subespontânea no sul do Brasil. pode destruir a córnea (257). rubefaciente. • Uso interno: ⇒ Até 3 gotas por dia. ⇒ 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água. branco e cáustico. a planta pode ser utilizada para confecção de moirões e cercas-vivas.O látex. TOXICOLOGIA Doses tóxicas coagulam o sangue.

ressecamento da garganta. com a margem arredondada. que cresce em touceiras. e mesmo a meia-luz. úmido e quente. A planta definha em solos secos. estacas e esporos. ricos em húmus. rizomatosa. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções catarrais das vias respiratórias. rouquidão. com 3 a 5 soros de esporos situados nas extremidades da face dorsal. As hastes e ramos são marrom-escuros. A partir do rizoma emergem pendúnculos glabros. crenadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. muito delgadas. levemente ácidos. FITOQUÍMICA Ácido gálico e tânico. pardo-escuros ou negro reluzentes. carboidratos. CLIMA A planta é umbrófila e higrófita. • Irrigação: a planta é muito exigente em umidade. béquica. dores reumáticas. com cerca de 10cm de comprimento. estimulante (128). • Aclimatação: a planta pode ser cultivada em vasos com substrato orgânico ou pó de xaxim. emenagoga (257). emoliente. divididas 3 a 4 vezes. • Raleio: eliminar folhas senescentes e doentes. com as nervuras delicadas. digestiva (32). antidisentérica (215) e antiinflamatória (294). oblíquo e piloso.FITOLOGIA Planta herbácea. caspa. queda de cabelo (257). úmidos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. antiasmática (341). SOLO A planta prefere os solos de serrapilheira. • Colheita: setembro a janeiro.. dividido e subdividido na orla da fronde. polimorfas. capilarina. A luz solar direta. causa amarelecimento e definhamento da planta. sudorífica. . mucilagem e glicose (294). alternas. levemente ondulada. friáveis e frescos. de clima subtropical úmido. colhidos de setembro a maio. • Propagação: divisão de touceiras. O ambiente deve ser sombreado. que atinge 20 a 40cm de altura. Proteger contra geadas. O rizoma é fino.4 x 0. Cresce bem em regiões com umidade relativa do ar elevada. expectorante. com os folíolos em forma de cunha larga. bronquite (341).40m. As folhas são pecioladas. finos. necessitando de irrigação frequente. • Plantio: primavera. compostos fenólicos (257). perene. duros e muito finos. soltos. com tendência a deltóide. aperiente. antidiarréica. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizomas.

com aurículas acuminadas e dirigidas para baixo. com 20 a 60cm de altura. sagitadas. debilidade das parturientes (283). SINONÍMIA Azeda-brava. carnosas. de caule fistuloso. meia hora antes das refeições (Leo Manfred. lanceoladas-subcordiformes. AZEDINHA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Rumex acetosa L. freqüentemente avermelhado. semi-amplexicaules.dismenorréia. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. AGROLOGIA . distúrbios do ovário e da bexiga (271). FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. medindo 20 a 25cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. azedinha. • Extrato fluido: 210ml/dia. bainha inciso-dentada ou laciniada. azedeira. verrugas. ereto. quase paralela ao pecíolo. laringite. no Brasil. As folhas são algo glaucas na face dorsal. que é comprido e caniculado. pardas e luzidias. HABITAT A planta é espontânea em Portugal e originária da Ásia.8 a 2. pequenas. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae.2mm). As flores são avermelhadas. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). 50 a 200ml/dia (341). estriado. apud 32). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como ornamental de ambientes sombreados. pequenas (1. amarelas. Tomam-se 8 a 10 colheres das de sopa por dia. É cultivada em hortas. ⇒ 1 xícara das de cafezinho em 1 litro de água. Tomar 2 a 4 xícaras ao dia (257). Tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). ⇒ 1 parte de folha : 100 partes de água. O fruto é uma cápsula lisa e escura contendo sementes triangulares. oblongas ou ovais. • Tintura: 10 a 50ml/dia. dispostas em panículas terminais e laterais. As folhas superiores são sésseis. as inferiores pecioladas.

• Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio.3 x 0. apud 179). • Plantio: março a abril e setembro. rumex acetosa polissacarídeo RA-P (179). FARMACOLOGIA Os polissacarídeos inibem em 5 semanas o crescimento de tumores (sarcoma 180) (Ito e Hidaka. crisofanol emodina. plantados diretamente em canteiros. vitexina. purpureum (189). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É uma planta laxante. aloe emodina. alumina.30m. • Propagação: perfilhos. antiasmática (32). β-sitosterol. FITOQUÍMICA Ácido silícico (41%). cal (17%). • Florescimento: não ocorre nas condições do Litoral Catarinense. potassa (15%). ácido fosfórico (5%). diurética (179). nepodina. vitamina C. acídula. neutralizadora da ação das substâncias acres e purgativa. produzindo uma liquefação do conteúdo intestinal. • Adubação: adubar os canteiros com 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. FORMAS DE USO • Infusão: . tartárico e málico. polissacarídeos. Derivados de antraquinona: 1. As folhas são antissépticas e refrigerantes (93). antinevrálgicas. febrífuga (128). ácidos oxálico.• Espaçamento: 0. fiscion I-0-β-Dglucopiranosídeo. T. oxalato de cálcio. As raízes são antidiarréicas (283). ácido sulfúrico e óxido de manganês (93). antiescorbútica. C-glicosídeos de flavonas. crisofanol-8-0-β-D-glucopiranosídeo. soda. INDICAÇÕES É indicada para a icterícia. fenilalanina. • Pragas: é comum a ocorrência de coleópteros (Diabrotica spp. afta e inflamações da vesícula biliar (128). cloro. piridoxina. O controle é feito com iscas envenenadas de raiz de tajujá ou frutos verdes de cabaça. aminoácidos livres (alanina. Os derivados glicosídicos do tipo crisofanol dificultam a reabsorção de eletrólitos e água. leucina e ácido pantotênico).). fiscion. magnésia. Derivados de hidroxiantraquinonas e hidroxiantronas. gypseum e T. quercitina. emodina 8-0-β-D-glucopiranosídeo. neposídeo. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato aquoso de caule e folhas apresenta atividade hipoglicêmica e antimicótica contra Trichophyton granulosum. óxido de ferro.8-dihidroxiantraquinona. estimulando os movimentos peristálticos (189). afecções do fígado (32). PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. emodina antrona. catamenial. taninos.

densas. rizomatosa. caraguatá. com 50cm de comprimento por 6 a 9cm de largura e 3cm de espessura na base. de cor amarelada. glauco-esverdeadas uniformes. dispostas em rácimos terminais densos de 30 a 40cm de comprimento. erva-de-azebre. O parênquima das folhas tem aroma nauseabundo. BABOSA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Aloe vera L. entouceirada. sobre uma haste simples ou ramificada. de caule curto. noroeste da África e das margens do Mar Vermelho. • Suco: tomar 1 colher de sopa do suco das folhas por hora (32). perene. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. manchadas. babosa-medicinal. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. Apresentam internamente um parênquima mucilaginoso. das Ilhas de Socotra. marginadas por espinhos triangulares. Os pacientes com artrite. HABITAT Espécie alóctone tropical. Cresce em áreas semidesérticas e em locais pedregosos e semi-áridos. • A raiz fornece matéria tintorial de cor vermelha. amarelos. As folhas jovens são retas e agudas. ⇒ 50 a 100g para 1 litro de água. babosa. côncavas na parte superior e convexas na inferior. ou Aloe barbadensis Mill. são ensiformes. lanceoladas. aloés. FITOLOGIA Planta arbustiva. suculenta. As flores são tubulosas. ervababosa. com pedicelos menores que as brácteas. litíase e reumatismo não devem ingerir a planta.20m de altura. As folhas. Está amplamente adaptada ao Brasil. caraguatá-de-jardim. carnosas. barbosa. medindo 50 a 1. TOXICOLOGIA A planta provoca diarréia em animais e o pólen é alergênico. e também do Mediterrâneo. gota. curtos e espaçados. dispostas em roseta.⇒ 10g de raízes para 1 litro de água. na forma de salada ou de sopas. sabor amargo e coloração vítrea. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. Apresenta incompatibilidade com águas minerais e não deve ser preparada ou servida em recipientes de cobre (179). sinuososerradas. pendentes. de 2 a 4cm de comprimento. . var. SINONÍMIA Aloé. vulgaris. Canárias e da Madeira.

• Florescimento: agosto a setembro. O teor de gel e polipeptídeos é maior nas folhas maturas do que nas jovens (443). Transplantar as mudas quando apresentarem 15 a 20cm de altura ou 4 a 6 folhas. casca de arroz tostada. salicatos. polpa e seiva. Em condições de estresse. para as condições do Litoral Catarinense. e nem sempre é possível a obtenção de sementes. coberto com sombrite 70%. mucilagem polissacarídica. . de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. aloeferon (cicatrizante). O excesso de água nas raízes pode provocar deterioração das raízes. podendo chegar a 400 a 1.7m.4%. É fortemente heliófita e xerófila. • Padrão comercial: teor máximo de cinzas . Ventos frios predispõem à ocorrência de avermelhamento generalizado nas folhas. • Adubação: planta responde bem à adubação fosfatada e potássica.SOLO Prefere solo bem drenado. resina. quando o escapo floral está seco. partindo de 5 brotos decapitados (270). permeável e solto. • Rendimento: 100kg/ha no primeiro ano. • Micropropagação: estimula-se as brotações axilares e a formação de brotos adventícios mediante a decapitação dos renovos. A planta tolera solos pobres. lactato de magnésio. mudas que se formam lateralmente à cepa. O rendimento é de 2. sem acidez. • Colheita: deve ser feita preferencialmente ao final da floração. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.000kg/ha no quinto ou sexto ano. a temperatura de 25oC. Optar pela irrigação por nebulização. O contato das folhas com o solo úmido favorece o apodrecimento das mesmas. aloquilodina. • Substrato: porosos (areia. nem sementes. ácido aloínico e pícrico. As brotações são facilmente enraizadas com IBA e meio MS modificado. com cerca de 10cm de altura.000 plantas em 6 meses. barbalodina. CLIMA A planta é de clima tropical a subtropical. Colhe-se apenas as folhas mais desenvolvidas. vermiculita ou a mistura de deles) • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. observa-se um rebrote acentuado. teor máximo de água . vitaminas E e C (257). aloe-emodina. FITOQUÍMICA Glicosídeos antraquinônicos (aloína .0 x 0. • Produção de sementes: não há formação de frutos. taninos (145). Não tolera geadas. A propagação por sementes é muito lenta. aloetina.purgativo). sílico-argiloso. Cada folha matura atinge 420 a 450g por folha. O cultivo pode durar até o décimo ano (239). • Plantio: ao longo de todo ano.12% (96) PARTES UTILIZADAS Folhas. • Irrigação: deve ocorrer apenas durante os períodos de estiagem. • Propagação: estolões. atingindo 50 a 60cm de comprimento.

responsável pelas otites e infecções urinárias (69). emenagoga. é um supositório calmante para retites hemorroidais (32). resolutiva. porque aumenta a oxigenação da pele (145). na proporção de 40:1.02 a 0. É indicada também em períodos pós-operatórios. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. teve forte ação antiálgica e antiinflamatória. INDICAÇÕES É indicada para a queda de cabelos. estomáquica (257). dores reumáticas (258). coando-se logo a seguir. oftalmias. oftálmica (32). asma. . emoliente. O gel filtrado. A folha. antisséptica. Utilizar o gel sobre queimaduras e afecções da pele 3 vezes ao dia. As raízes são eficazes para as cólicas (93). congestão do fígado e da cabeça (32). FORMAS DE USO • Pó: 0. Os princípios ativos aumentam com a idade da planta (99). colerética. conforme vários experimentos realizados em Chernobyl. tônico capilar e do aparelho digestivo. vermífuga. contusões. inflamações da pele (9). antiinflamatória e emoliente (258). A polpa é antioftálmica. mucilagem e aloína e diluído em água estéril. A recuperação dos pacientes iniciou no segundo dia do tratamento (32O). fungicida. • Cataplasma: retirar a película verde que reveste o parênquima gelatinoso. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante (260). feridas. analgésica. diminuindo também o eritema. galactose. que deve ser seco ao fogo ou ao sol.30 a 0. comuns na síndrome dos olhos secos. contidos no gel. cicatrizante da pele e das mucosas. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica (69). catártica. fortalecedor imunológico. Deve ser usada na forma de compressas e massagens. eczemas. tensão nervosa.15g/dia (tônico. Quando bem seco.1 a 0. manchas de pele (mancha senil) (145). regeneradora da pele (128). como laxante. trituradas com 250ml de álcool e 250ml de água. na Rússia (239). O gel contém 99. febrífuga e revulsiva (93). vulnerária. hepática. Contém cerca de 20 a 30% de aloína na matéria seca (96). tônica eupéptica (145). tuberculose pulmonar. • Resina: é a mucilagem após a secagem. laxativo e anti-helmíntico.glucomanos (0. vulnerária. bactericida. pode ser transformado em pó. • Alcoolatura: 50g de folhas descascadas. hipocondria. entorses. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antibacteriana e antifúngica. erisipelas. são úteis no tratamento de câncer e queimaduras causadas por radiação nuclear.5% de água (239). despida da cutícula. 0. tumores.2g do pó dissolvido em água com açúcar. Obtém-se a resina cortando-se transversalmente a base das folhas e deixando-se penduradas por 1 ou 2 dias para escorrer o sumo.3% do gel fresco). A aplicação tópica do gel foi feita duas vezes ao dia. O glucomanan e o polimanactato. panarícios (93). Tomar 0.2 a 0. pentosana e ácidos urônicos (434). adstringente. queimaduras de sol. prisão de ventre. linfatismo. estomáquico.60g/dia (purgante e emenagogo) (32). livre de polpa.

Usam-se 5 a 10 gotas como eupéptica e 20 a 40 gotas como laxativo (257). entorses e dores reumáticas. enxaguando em seguida (uso externo em inflamações. muito comum na Serra do Mar. • Poção: ½ g de folhas secas ou 1 colher das de chá da polpa em 1 copo de água (uso interno como tônico eupéptica e laxativo). Pode provocar nefrite (32). mulheres grávidas e catamênicas (metrorragia) e indivíduos com hemorróida (257. Utilizar em compressas e massagens nas contusões. com algumas gotas de limão e uma pitada de sal. constitui alimento de certos povos asiáticos. SINONÍMIA Babosa-de-árvore. • O suco da planta é inseticida (93). despida da cutícula. • Era usada para embalsamar múmias. macerada ao açúcar ou mel. FITOLOGIA . • Suco: uso interno como anti-helmíntico. 258). TOXICOLOGIA Contra-indicada para crianças (internamente). HABITAT Espécie autóctone nativa da mata Atlântica. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. • As fibras das folhas são utilizadas na fabricação de cordoalha. epífita. Deixa-se em maceração em recipiente fechado durante 7 dias. queimaduras e queda de cabelo) (145). podem ser usadas como supositório nas retites hemorroidais (258).5g da resina em 100ml de álcool a 70oGL. umbrófila. BABOSA-DE-PAU NOME CIENTÍFICO Philodendron martianum Engl. esteira e tecidos grosseiros. Aplicar sobre os cabelos secos. • Tintura: utilizam-se 2. • Gel: bater uma folha de babosa no liqüidificador. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa. Coar. Filtra-se e completa-se o volume restante para 1 litro. • Tintura: triturar 50g de folhas descascadas com 250ml de álcool e 250ml de água.• Supositório: a folhas. deixando por trinta minutos.

ascendente. BABOSA-DE-SOCOTRA NOME CIENTÍFICO Aloe arborescens Mill. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tonificante do bulbo capilar. contendo um suco claro e gomoso. Inflorescências em número de duas e em forma de bastão. Cada planta contém em média 5 bulbos. babosa. brilhantes. Não tolera geadas. • Substrato: 70% de pó de xaxim ou casca de arroz tostada. • Florescimento: novembro a janeiro. limbo com cerca de 30 a 40cm. • Espaçamento: 0.8 x 0. aloés. com rizoma cauliforme curto. com pecíolo entumecido como um pseudo-bulbo de orquidáceas.4m. • Propagação: sementes e estacas. quentes. originária da África do Sul. OUTRAS PROPRIEDADES • É planta ornamental para ambientes sombreados. • Plantio: ano todo.Planta epífita. nervura central saliente em ambas as faces e imersas apenas na extremidade. caraguatá. Se cultivada em vasos. Indicado para a calvície incipiente (341). localizadas nas axilas das folhas. . • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. ou Aloe succotrina Lam. SINONÍMIA Alóe. largo-lanceoladas. semi-herbácea. erva-babosa. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões subtropicais. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. protegidos de vento. utilizar recipientes com capacidade mínima de 5 litros. adicionadas de 30% de húmus de minhoca. É umbrófita. em solos ricos em matéria orgânica e bem aerados. HABITAT Espécie alóctone. hidratante e condicionador do cabelo. adensadas em roseta. alóe-candelabro. As folhas são coriáceas. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em ambientes sombrios.

insuficiência hepática (341). queda do cabelo (aplicação tópica do sumo). erisipelas e retites hemorroidais (283). As folhas são mais curtas. vermiculita ou a mistura de deles). anti-hemorroidária. ápice voltado para dentro ou liradas. (69). As flores são tubulares e de coloração avermelhada na base com o bordo livre esverdeado. coberto com sombrite 70%. oftalmia. antioftálmica. dispepsia atônica. aloinose.FITOLOGIA Planta herbácea. Optar pela irrigação por nebulização. eczemas. porém não encharcados e/ou compactados. queimaduras. ereta. emoliente. serradas. dispostas em haste central. verde-azuladas. • Propagação: separação de mudas que se formam ao lado da planta matriz. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. suculenta perene. em cachos não ramificados. casca de arroz tostada. linear-lanceoladas. As folhas são ensiformes. vera. com 40 a 70cm de altura. impinges. colagoga. FITOQUÍMICA Aloína. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica. longas. engorgitamento do fígado e do baço (cataplasmas). • Plantio: primavera. Em doses maiores é purgante (341). vulnerária. golpes (emplastros). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Em doses menores é tônica. revulsiva.7m. • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. • Raleio: as brotações laterais deve ser eliminadas ou utilizadas como material de propagação. emodina. antidartrosa. peitoral. aloeresinotanol. SOLO A planta adapta-se bem a solos pobres. de caule bífido e curto. emenagoga. Indicada para bronquite e tuberculose pulmonar incipiente (polpa macerada em mel por 10 dias). O enraizamento é muito lento. quase em roseta. • Florescimento: ocorre de novembro a dezembro. panarícios. Faz-se um desbaste das folhas basais da muda antes de enraizá-la em substrato. ATIVIDADE BIOLÓGICA . aperiente. carnosas. tumores. • Colheita: a partir do segundo ano. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. resolutivas. demorando entre 40 a 50 dias. utilizando-se substratos porosos (areia. finas e arqueadas do que a espécie A. anti-helmíntica (283).0 x 0. matérias resinosas (341). atonia gástrica. estomáquica. com espinhos cartilaginosos.

5 a 2. pois provoca congestionamento dos órgãos pélvicos.05 a 0. • Como drástico: 0. nos estados hemorroidários. Succotrina. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). nas hemorragias uterinas.1 a 0. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae.6g) como purgante e emenagogo (283). BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe harlana.20g) como tônico eupéptica. TOXICOLOGIA É contra-indicada no período menstrual. BALIERA .Antibacteriana e antifúngica.1g do pó. FORMAS DE USO A babosa em pó deve ser utilizada em pequenas doses (0. em doses maiores (0. • Como purgativo: 0.3 a 0. Succotrina.5g do pó ou 1.2g do pó.3 a 0. Reitz (341) relata as seguintes administrações: • Como eupéptica: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. laxativo e anti-helmíntico. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe saponaria.15 a 0.5ml da tintura. na predisposição ao aborto e nas nefrites (341).

aromáticas. ervabaleeira. maria-milagrosa. em solução de ácido indol-butírico a 1.5m de altura. sésseis. balieira-cambará. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. laxa na base.5m.5 x 3. catinga-de-barão. erva-balieira. camarinha. atenuadas na base. SOLO Prefere solos arenosos. • Propagação: sementes e estacas de ramos. maria-preta. • Colheita: 1 ano após o plantio. úmidos e pouco ácidos. PARTES UTILIZADAS Folhas. guabiraba. com 3mm de diâmetro. vermelhos. HABITAT Espécie autóctone que medra nas restingas marítimas. Os ramos jovens são glabros ou sutilmente tomentosos. dentadas. Inflorescência corimbosa terminal. SINONÍMIA Baleeira. março-abril. lanceoladas a oblongo-lanceoladas. em capoeiras úmidas. As flores apresentam corola campanulada branca e pequena. • Poda: eliminar os ramos inferiores que tem predisposição a tocar o solo. distante 5cm dos ápices.23mM (221). • Florescimento: julho a setembro. caramoneira-do-brejo. verde-escuras. • Plantio: março (mudas de sementes).5 a 2. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. medindo cerca de 5 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. FITOQUÍMICA . O enraizamento dos ramos pode ser facilitado através da imersão de ramos com 10cm de comprimento. As folhas são fortemente escabroso-verrucosas na face ventral. que cresce de 1. CLIMA A espécie é de clima tropical e subtropical quente. setembro (mudas de estacas). Frutos subglobosos. medindo cerca de 3 a 7cm de comprimento. muito ramoso. crescendo até mesmo sobre areias quartzosas enriquecidas de matéria orgânica.NOME CIENTÍFICO Cordia verbenaceae DC. agudas. FITOLOGIA Arbusto perene de arquitetura esgalhada caótica. É fortemente heliófita (400). Pode ainda ser encontrada no interior.

Coar e tomar 20 gotas ou 1 colher das de café diluídas em água.4'-dihidroxi-5-metoxiisoflavona e 7. SINONÍMIA Cacto-da-abissínia. • Cataplasma: amassar 1 punhado de folhas frescas com 1 colher das de sopa de glicerina. Deixar macerar por 5 dias. alcoolismo e problemas na coluna (271). • Tintura: triturar 30 folhas em 100ml de álcool de cereais 70 graus e 50ml de álcool. originária de Madagascar. • Os citricultores utilizam a planta como atrativa de pragas (128). conjuntivite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. antiartrítica e anti-reumática (128). Aplicar sobre locais doloridos e juntas inflamadas. 2 a 3 vezes ao dia.4'-dihidroxi-5-metilisoflavona (223). Abafar por 10 minutos. Estender sobre 1 pano e aplicar na parte afetada (128). FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulacea. analgésica (222). 7. HABITAT Espécie alóctone. flor-da-abissínia. • Alcolatura: amassar 50 folhas em ½ litro de álcool neutro. agitando de vez em quando. cacto-japonês. Macerar por 1 semana. • Os frutos são comestíveis e muito apreciados pelos pássaros. FITOLOGIA . FORMAS DE USO • Infusão: 3 folhas cortadas em pedaços pequenos em 1 xícara das de chá de água fervente. BÁLSAMO-ALEMÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe tubiflora R. Hamet. OUTRAS PROPRIEDADES • Suas folhas são utilizadas como condimento de sopa. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de osteoartrose e transtornos afins (361).Artemetina (128). Coar e tomar de 1 a 3 xícaras ao dia (reumatismo).

aumentando a produção de folhas. PARTES UTILIZADAS Folhas suculentas in natura. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. canaliculadas na parte inferior. Poda: a capação do pendão floral induz a planta a ramificar-se intensamente. do tipo cimeira-corimbosa. verde-salmão. As inflorescências. Propagação: mudinhas que se formam das folhas que caem. Plantio: outono e primavera. vermelho-alaranjadas.25m. FITOQUÍMICA Daigredorigenina e daigremotianina (CASTILHOS et al. 1996). com exceção dos encharcados. glabra. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é hospedeira natural de Pseudomonas solanacearum (6).0m de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. A rusticidade da planta é tamanha que consegue crescer até mesmo em cima de telhados de casas. • É ornamental. são terminais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cicatrizante e balsâmica. carnosas. HABITAT . suculenta. As folhas são cilíndricas. verticiladas ou esparsas. ereta. ramificadas. • Colheita: um ano após o plantio. eretas.Planta herbácea perene. O caule é cilíndrico. avermelhado e pontuado. de 0. sobretudo de jardins do tipo "rochoso". • BÁLSAMO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Sedum dendroideum Moc. e Sessé. com manchas verde-arroxeadas transversais. tendo no ápice 3 a 5 pequenos lobos. com numerosas flores vistosas. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo.3 x 0.5 a 1. na axila dos quais nascem pseudobulbilhos reprodutivos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. TOXICOLOGIA O suco da planta tem um princípio acre tóxico. CLIMA Espécie de clima tropical seco. feridas gangrenosas. inflamações gastrintestinais e da pele e nas cefaléias. As flores são amarelas-intensas e dispostas em panículas. FITOLOGIA Planta perene. úlceras (271).4m x 0. areno-siltosos e bem drenados. Plantio: primavera Irrigação: somente em períodos de forte estiagem. INDICAÇÕES Usada no tratamento de contusões. grossas e com sabor levemente ácido.30m. torções. Propagação: a partir de estacas de caule e ramos. diariamente. É heliófita e xerófita. Substrato: areia. cicatrizante (257) e vulnerária (68). e folhas. Manter o substrato sempre úmido. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. onde cresce subespontaneamente. FORMAS DE USO • In natura: na forma de saladas (para inflamações gastrintestinais). Colheita: após 1. As folhas são opostas. sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis (73). mas amplamente adaptada ao Brasil. suculenta. que atinge 30 a 40cm de altura. epilepsia.5 ano de ciclo. alcalóides piperidínicos. • Suco: bater no liqüidificador 10g das folhas com 1½ copo de leite. acuminadas.Espécie alóctone originária da África do Sul. fofos. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento: 0. obovado-espatuladas. O suco pode ser aplicado topicamente sobre a pele inflamada (257). sublenhosa. . Tomar ½ copo 3 vezes ao dia. FITOQUÍMICA Mucilagens. SOLO Prefere solos secos. machucaduras (68). triterpenos. casca de arroz ou vermiculita.

maria-sem-vergonha. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. principalmente em terrários. não-me-toques. glabras. SINONÍMIA Bálsamo-do-jardim. glabro ou pubescente e pouco ramificado. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos e ricos em matéria orgânica. originária da China. caule cilíndrico. Não suporta altas temperaturas e geadas. apresentam cores variadas: vermelhas. melindre.2 a 2. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa. beijo-de-frade. FITOLOGIA Planta herbácea com 30 a 90cm de altura. acuminadas.20m. Japão. O mesmo substrato pode ser utilizado para o enraizamento das estacas.5cm de largura. ciúmes.3m x 0. • Propagação: sementes e estacas. róseas. HABITAT Espécie alóctone. com cinco valvas elásticas que. axilares e com espora curta. serradas. prismático-arredondada. estalam liberando com explosão as sementes. com irrigação por nebulização. maravilha. intermitente e diária. Semear em bandejas de isopor. utilizando substrato organo-mineral.OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ornamental. BALSAMINA NOME CIENTÍFICO Impatiens balsamina L. suculentas. brancas e variegadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. suspiro. como à pleno sol. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes são cápsulas reticuladas. As flores. A planta desenvolve-se tanto à sombra. • Aclimatação: as estacas devem ser estabelecidas em ambiente sombreado (sombrite 70%). . lanceoladas. suculento. O fruto é uma cápsula tomentosa. Índia e Malásia. Temperaturas abaixo de 10oC afetam o crescimento da planta (209). pediceladas. com 6 a 12cm de comprimento por 1. ao se abrirem.

TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. amenorréia. samambaia. caule e ramos. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomacal (271). FAMÍLIA BOTÂNICA Bromeliaceae. BARBA-DE-VELHO NOME CIENTÍFICO Tillandsia usneoides L. As sementes são vermífugas (271). • O suco do caule é de sabor acre e ardente. emética. catártica e diurética (445). SINONÍMIA Barba-de-pau. • Florescimento: verão. INDICAÇÕES É indicada para disfagia.• Plantio: outono e primavera. FORMAS DE USO 15 a 30g/xícara (445). HABITAT Espécie autóctone epífita que cresce sobre os ramos de árvores das matas e potreiros. distocia (445) e fraqueza em geral. PARTES UTILIZADAS Folhas. OUTRAS PROPRIEDADES • São cultivadas como ornamentais. FITOLOGIA .

Flores amarelas. flavonóides. FORMAS DE USO • Supositórios (para hemorróidas): contundir os filamentos com manteiga de cacau. Folhas lineares. de caule pêndulo. AGROLOGIA • Propagação: sementes ou ramos filiformes com 20 a 30cm de comprimento. em áreas rurais. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis ou quebráveis. solitárias. na Europa.Espécie desprovida de raiz. medindo até 3 a 4m. sob luz difusa. filiforme. BARDANA NOME CIENTÍFICO . úlceras (271). axilares. como enchimento de travesseiros. • Cultivada em estufas como planta ornamental. numerosas. INDICAÇÕES Indicada para o engorgitamento do fígado. varizes. ácido resinoso aromático e resina mole preto-esverdeada (93). • Aclimatação: os segmentos vegetativos devem ser colocados sobre ramos de árvores ou arbustos grandes. • É muito utilizada na armação de presépios de Natal. • Cataplasmas e banhos: para úlceras e hemorróidas. FITOQUÍMICA Compostos fenólicos. • Colheita: inicia aos 2 anos após a implantação. colchões e almofadas. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. cinzento e revestido de pêlos brancos. anti-hemorroidária. • Irrigação: irrigar nos primeiros dias após a instalação dos segmentos. no combate às hérnias (341). colagoga (24) e anti-reumática (93). esteróides triterpênicos (24). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. dores e inflamações no reto (215). muito pequenas. cumarina. • Suco adstringente: filamentos contusos. • Também utilizada.

normalmente sésseis. que é carnuda.7 a 1. bienal. fina e comprida. orelha-de-gigante. denticuladas. de caule robusto. SINONÍMIA Bardana-maior. É heliófita. que a planta é considerada planta invasora. quando nova e subarbustiva ao reproduzir-se. longo-elíptico ou obovado. aerados. os quais facilitam também a colheita. A planta não se desenvolve bem em solos secos e compactos. carrapicho-grande. sopé de morros e encostas de pasto nativo (445). originária do Japão. A qualidade das raízes colhidas é proporcional a boa textura e estrutura do solo. férteis. purpúreo.30m. próximo a regatos. profundos. Sua aclimatação é tamanha. carrapicho-de-carneiro. orelha-gigante. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.8m de altura. soltos e com boa drenagem para permitir o aprofundamentos das raízes. No Brasil. O fruto é do tipo aquênio. terminadas em ponta.5mm de largura. . Ocorre até a altitude de 1. sub-bosques e áreas ruderais.pega-massa.Arctium lappa L. onde cresce espontaneamente ao longo de estradas. coberto por várias manchas pretas e papilhos. para a obtenção de raízes mais vigorosas.800m (96). ramoso. var. labaça. pecioladas. Quando maturas. pubescente-cotonosa. HABITAT Espécie alóctone. apresenta coloração castanha e desenvolve-se notadamente axial. esféricos. além das folhas grandes. • Propagação: sementes. Altas temperaturas prejudicam o crescimento e afetam a formação de raízes suculentas. com 5 a 6mm de comprimento por 2. erva-dos-tinhosos. espiculosos. A semeadura é feita diretamente a campo. agrupadas em corimbos frouxos de volumosos capítulos pedunculados. FITOLOGIA Planta herbácea. No primeiro ano a planta forma uma raiz axial grossa. Flores azuladas a arroxeadas. CLIMA Prefere temperaturas médias anuais de 16 a 22oC (96). Cresce de 0. major. cresce subespontaneamente nos campos. As folhas atingem grande porte (40 x 25cm) antes do florescimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. SOLO Prefere os solos areno-argilosos. ereto. Durante o período reprodutivo as folhas tornam-se declinantes. rodeados de brácteas verdes. pergamasso. as inferiores cordiformes e superiores ovaladas.50 x 0. castanho-avermelhado-claro ou cinza castanho. canelado. as cápsulas aderem-se facilmente à roupa das pessoas e aos pêlos dos animais. verde-escuras e glabras na face ventral e cinzento-claras e aveludadas na face dorsal. Apresenta folhas alternas. gobô. suculenta e comprida. A raiz.

cálculo renal e biliar (145).5% (93) ou 6 a 10. anti-sifilítica. acetato e palmitato de diidrofuquinona (257). antes do florescimento. gastrite. abcessos. flavonóides. enotetrainaeno e pentainaeno). contusões (68). para aplicações externas tópicas (444 e 1997). crosta láctea. açúcares. minerais à base de cálcio. tônica (93). fósforo e ferro. anti-reumática. hipoglicemiante. aquênios e folhas secas. PARTES UTILIZADAS Raízes de um ano. antitumoral. adicionado de substrato orgânico. doenças venéreas. a semeadura deve ser feita em trincheiras profundas (50 a 60cm) preenchidas com solo leve e solto. amigdalites. O sabor adocicado da raiz é devido a inulina (145). cefalalgia. úlceras. anti-herpética (32). diurética. diaforética. O plantio pode também ser feito sobre camalhões com 30 a 40cm de altura. colerética. analgésica. flores. mucilagem. estimulante do sistema nervoso. escrofulose. debilidade hepática (33). A planta apresenta um teor de cinzas de 12. ácido palmítico. comichão. • Florescimento: primavera-verão. rutina. ácido úrico (271). em decocção ou esmagada. abcesso. cólicas hepáticas (283). gastrite. cistite. β-eudesmol. glicosídeos. • Colheita: as raízes são colhidas entre 100 e 140 dias. derivados fenólicos (arctiina). hepática. taninos. INDICAÇÕES Útil para o resfriado. cálculo nefrítico. descongestionante do estômago (215) e desintoxicante (incluindo metais pesados). antidiarréica (294). erupções do sarampo. • Plantio: outono e primavera. para não haver prejuízo para o teor de princípios ativos. tônica capilar. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo inulina. micose de unhas. artrose. fuquinona. antibiótica. revigorante sexual. taraxasterol. furunculose. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 10g por xícara. antídoto de envenenamento por mercúrio (68). úlceras da garganta. antiinflamatória. estomáquica. béquica (445). fitosterina (144). polifenóis. Colhem-se as sementes e raízes no inverno e as folhas na primavera. As raízes devem ser colhidas antes de iniciar o florescimento. carminativa. • Decocção: . antidispéptica. bronquite (93). cardiotônica. tinha. cicatrizante no tratamento de furúnculos. frieiras. emoliente. prisão-de-ventre. terpenóide (arctiopicrina). acnes e terçol (257). vitaminas C e B. anti-sifilítica (33).5% de cinzas e as raízes até 46% de inulina (96). humificado. gota. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. queda de cabelo. anestésica contra picadas de insetos e aranhas (145).• Substrato: para facilitar a formação de raízes uniformes e vigorosas. enfermidades da pele (257). As flores são colhidas no segundo ano do ciclo. sarna. enfermidades cardíacas. hidropisia (32). óleos fixos. compostos poliacetilênicos (trainaeno. anti-hemorroidária.

Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). O sabor dos aquênios é pungente. diurético e para dores reumáticas). OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz cozida é alimentícia. Tomar 3 xícaras ao dia (depurativo). Filtrar e aplicar com algodão. pode ocorrer em clareiras naturais . mas que se encontra disseminada em todo o mundo. Aplicar topicamente 3 a 4 vezes ao dia. ⇒ ferver por 20 minutos 4 colheres das de sopa de raiz em 1 litro de água. ⇒ ferver 1 colher das de sopa de folhas em 1 litro de água. fora das refeições (diabetes. maria-sem-vergonha. beijo-de-freira. várias vezes ao dia. sendo muito nutritiva. • Compressas: fazer decocção com 20g de raízes frescas em 1 litro de água. BEIJO-DE-FRADE NOME CIENTÍFICO Impatiens sultani Hooker. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. Adoçar com mel após esfriar. Abafar por 15 minutos. África. SINONÍMIA Beijo-turco. Tomar metade pela manhã e metade à noite (acne). • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água. • As folhas e brotos novos também são comestíveis. O decôcto em dose mais forte age como antídoto para mercúrio (68). ⇒ 10g de raízes por litro de água. sobre a cabeça de bebês com crosta (128). ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. ⇒ ferver por 10 minutos 1 colher das de chá de raiz em 1 xícara das de chá de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. sultana. originária da ilha de Zanzibar. Cresce subespontaneamente na zona da mata pluvial da encosta atlântica no sul do Brasil. Em áreas de mata fechada. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. HABITAT Espécie alóctone. • Uso externo: usar o decôcto das raízes ou infusão das folhas para aplicar compressas ou massagens (145). Coar e tomar 3 xícaras ao dia.⇒ ferver 10g de raízes em ½ litro de água. ⇒ ferver por 15 minutos 2 colheres das de sopa de raiz em ½ litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia (257).

A lâmina é ovóidelanceolada. caule e ramos. FITOLOGIA Planta herbácea alóctone. crenado-serreada. vermelhas. as demais obovadas. utilizando substrato organo-mineral. membranácea quando seca e subcarnosa quando verde. freqüentemente emarginada no ápice e alada na parte central do dorso. o fruto explode abruptamente liberando longe as sementes e enroscando-se sobre si mesmo. solitárias ou 2 a 3 em pedúnculos comuns.9cm de comprimento e 2. As flores. provido de esparsos pêlos glandulares. ápice acuminado e base estreita em direção ao pecíolo. deiscente apenas de um lado. com 4 . • Florescimento: durante o ano inteiro. verde. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emética. pedicelos glabros providos de pequenas brácteas lanceoladas na base. O mesmo substrato pode ser utilizado para a estaquia. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa alta. robusto. com cerca de 1. ao ser tocado. PARTES UTILIZADAS Folhas. com predominância no verão. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. O estigma é denteado. as laterais são lanceoladas. e diurética.0 5cm de largura. róseas ou brancas. originária da África. mas com camadas umedecidas de solo. As folhas inferiores são alternas e as superiores quase verticiladas. suculento. são glabras. Sua distribuição é irregular e descontínua. A planta é esciófita e seletiva higrófita. • Plantio: primavera. . lanceolada e provida de esporão muito delgado em toda a sua extensão. de margem plana. longamente pecioladas. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. com o dobro do comprimento da pétala.3m. e ricos em matéria orgânica. catártica. cilíndrico e cresce de 30 a 60cm em altura. O caule é ramificado. a posterior ou labelo com mais de 1cm de comprimento. • Propagação: sementes e estacas. Corola com a pétala posterior ou estandarte obovado-orbicular. com uma cerda em cada reentrância. Freqüentemente ocorre ao longo das estradas. As sementes são providas de pelos suculentos. elasticamente.ou feitas pelo homem. Semear em bandejas de isopor. perene. em terrenos abandonados e em barrancos úmidos que orlam as estradas.3m x 0. glabras nas duas faces. mas expostos aos raios solares. Cresce até mesmo em locais rochosos. Quando maturo. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos. O cálice reúne três sépalas. O pecíolo atinge até 6cm de comprimento. O fruto é uma cápsula glabra.8cm de comprimento.

. com sépalas desiguais. cilíndrico. liso e glabro. capoeiras. o ápice truncado e as nervuras inconspícuas. suculenta. verdolaga. SINONÍMIA Beldroega-da-horta. As flores são amarelas ou alaranjadas. A variedade botânica "sativa" é ereta. FITOLOGIA Planta herbácea. bosques. O fruto é uma cápsula globosa ou ovóide (pixídeo). porcelana. pequenas. sativa. carnosas. ovaladas e suculentas. beldroega-de-comer. caaponga. que cresce de 10 a 20cm de altura e formando moitas densas com até 80cm de diâmetro. bredo-de-porco. amarelo-esverdeado (imaturo) a pardo (maturo). O caule é verde ou avermelhado. originária da Grécia e da China. SOLO Prefere solos leves. BELDROEGA NOME CIENTÍFICO Portulaca oleraceae L. campos cultivados e em ambientes férteis em geral. a base é atenuada. carurú-de-porco. glabras e sedosas. medindo 5 a 6mm de diâmetro. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. normalmente prostrada. anual. sésseis. glabra. que adaptou largamente em todo o Brasil. • A planta é ornamental. planas. ora-pro-nobis. brilhantes. salada-de-negro. OUTRAS PROPRIEDADES • O suco do caule é de sabor acre e ardente. portulaca. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. preto-lustrosas. As sementes são numerosas. sésseis. lenticulares. polispérmica que se abre transversalmente. beldroega-pequena. axilares ou dispostas em cachos terminais. crescendo subespontaneamente em áreas ruderais. com folhas maiores e mais suculentas. pequenas.0m de altura.TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. sem pedúnculos. férteis e úmidos. Em solos pobres e pesados a produção é bem menor. carnosa. beldroega-verdadeira. com deiscência transversal. Em muitos locais a planta é considerada planta invasora de lavouras. beldroega-vermelha. estriadas e granuladas. HABITAT Planta alóctone. ramificada. crescendo até 1. var.

cólicas nefríticas. As sementes podem permanecer dormentes no solo por 19 anos (242). recuperou totalmente. antes do florescimento. mas adapta-se bem ao subtropical até o tropical.I. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. Em 1g de sementes encontram-se cerca de 2. PARTES UTILIZADAS Folhas. emenagoga. oftálmica. antibacteriana. a planta apresenta hábito prostrado. depurativa.doença que se caracteriza por nódulos . desintoxicante. que atacam folhas e flores. mais suculentas e de porte ereto.4mg). oxálico e nicotínico. B2 (0.40 x 0. (o suco das folhas). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A temperatura mínima para a germinação é de 12oC. É altamente resistente a períodos de estiagem.24% de substância protéicas (Storer e Lewis apud 93). PP (0. na dose de 0. enterite. queimaduras (32). pombas acometidas por diftoviruela . ácidos salicílico (283). diuréticas e emenagogas (93). noradrenalina e o bioflavonóide liquiritina. oftalmias. torna-se ereta e menos produtiva. A planta contém 92.000 sementes por planta (209). Também utilizada como tratamento auxiliar de picadas de animais peçonhentos (1. erisipelas e disúria. cicatrizante (257). (ferrugem) e Albugo portulacae. flores e sementes. laxante. fósforo (39mg). As folhas são usadas como estancadoras de hemoptises e as sementes são anti-helmínticas (283). • Propagação: sementes. antipirética.).03mg). tônica (68). K. feridas e impetigo. em 5 dias. sais de Ca (103mg). diurética. lactogênica. no verão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Mucilaginosa. hemorróidas.2mg). B1 (0. Na. disenteria bacilar. É heliófita. antiescorbútica (32). 444). • Produção de sementes: até 10.500 a 3. vulnerária (341). • Plantio: pode ser semeada o ano todo. são muito susceptíveis à Diabrotica spp. úlceras (93). mantendo-se viva durante vários dias mesmo se as raízes forem cortadas. antiescorbútica. hemoptises. enquanto que à meia-luz. leucorréia.20m.1ml/animal. caroteno (2.000 sementes. cuja germinação é de cerca de 96%. furúnculos. Emplastros da folha verde são usados para o tratamento da mastite. hepáticas (68). Puccinia sp. INDICAÇÕES Indicada para infecções urinárias (257). especialmente no verão.61% de água e 2.500 U. FITOQUÍMICA Mucilagens (257).CLIMA Espécie de clima temperado quente. O melhor índice de germinação ocorre a 20oC e a 70 a 85% de umidade no solo (209). • Pragas e doenças: as variedades européias. Sob luz plena.. vitaminas C (25mg). • Colheita: ocorre cerca de 2 meses após a emergência. Mg.

FITOLOGIA Planta arbustiva. diclamídeas. quadrangular. pilosas em ambas as faces. frágil. . com até 25cm de comprimento por 12cm de largura. pouco fibroso. grossas. ou Plectranthus grandis.necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. • A planta é invasora e indicadora de solos férteis. normalmente chochas. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (32). curto pecioladas. TOXICOLOGIA O consumo da planta na forma de saladas não deve ser excessivo. pentâmeras. São opostas. • Decocção: 250g/dia da planta verde (disenteria e disúria) (444).0m. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315).0 x 2. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. azul-violáceas. Tomar 1 colher das de sopa por hora. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. em saladas e ensopados. caule e ramos podem ser utilizados como alimento. O tratamento deve durar 3 a 5 dias. devido a sua boa palatabilidade e constituição nutritiva. hirsuto. O sabor é ácido-amargo e refrescante • Infusão: 50 a 100mg para 1 litro de água quente. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. perene. Folhas mais graúdas que o boldo-do-reino. ovado-oblongas. As flores são hermafroditas. O fruto é uma cápsula com 3 sementes. SINONÍMIA Boldo-baiano. Caule ereto. aplicado sempre pela manhã. de margem serrada. BOLDÃO NOME CIENTÍFICO Coleus grandis Benth. porém sem aroma e sem sabor amargo. FORMAS DE USO • Suco: 100g/dia das folhas amassadas para a obtenção de suco (combate áscaris e oxiurus). pois as plantas podem acumular oxalatos em níveis tóxicos. fortemente zigomorfas.

crenadas. O caule é semi-lenhoso na base. hortelã-graúda. malvariço. .• Propagação: estacas do caule e ramos. • Plantio: primavera. Apresenta folhas suculentas. • Adubação: 1kg de cama de aviário por cova de plantio. As sementes são inviáveis. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes ao Boldo-do-reino. hortelã-pimenta. pequenas. Pode ser utilizada uma bordadura periférica em torno do plantio. carnosas. A inflorescência é racimosa. Enraizar em substrato organo-mineral. hortelã-grande. • Quebra-ventos: por ser uma planta de caule e ramos muito frágeis. FITOLOGIA Planta perene. oréganoorelhão. herbácea. malva. espiraladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. sorgo. utilizando bambus. opostas. • Florescimento: junho a julho. eucalipto.4m. malvarisco. é muito vulnerável às ventanias. tomentosas e muito aromáticas. ereta a semi-prostrada. grossas. SINONÍMIA Erva-cidreira.] Andr. azuladas. • Colheita: inicia 5 a 6 meses após o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Atinge de 20 a 50cm em altura. A base das estacas devem ser imersas em uma solução cúprica ou benomil. com flores zigomorfas.8 x 0. BOLDO-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Coleus amboinicus ou Plectranthus amboinicus [Lour. etc. hotelã-grossa. verde-pálidas. Enraizamento lento e sujeito à infecções de fungos de solo. • Propagação: estacas da planta matriz. frágeis. • Substrato: vermiculita ou casca de arroz tostada. PARTES UTILIZADAS Folhas. malvão.

além de incrementar o teor de óleo essencial em 23 a 86% e o teor de mentol no óleo (194). Fusarium avenaceum e Fusarium decencellulare (185). O uso infantil prevê o socamento das folhas em mel (444). hemoptises e epistaxes (444). • Plantio: setembro. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. α-humuleno. peitoral e antiinflamatória da boca e garganta (258). bergamoteno. • Utilizada em culinária como condimento. béquica. . ou chupar 3 a 6 balas por dia (258). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica bucal e da garganta (261). • Florescimento: setembro a outubro. FORMAS DE USO • Folhas: mastigação das folhas frescas (rouquidão e inflamação da boca e garganta). pirexia diaforética. • Xarope: juntar 30 a 40 folhas frescas e aquecer com 100ml de água e 150 a 200g de açúcar e coar. cumeno e α-terpineol (185). • Doença: a planta é muito sensível a Phythophthora sp. Pode-se também fazer a inalação do vapor oriundo de decocção. antifebril. • Podem ser utilizados 10-16g/dia de folhas frescas submetidas à decocção e extração do suco. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor é picante e não amargo e o aroma é forte. ou administração perlingual das folhas socadas com um pouco de sal. Tomar uma colher de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia.• Aclimatação: o enraizamento das estacas deve ser feito em ambiente sombreado (sombrite 50%) e irrigação intermitente por nebulização. carvacrol. antibacteriana. • Colheita de folhas: o ano todo. asma (185). Preparam-se balas com o xarope. Staphylococcus aureus. até a formação de raízes na estaca. em relação às plantas não adubadas. INDICAÇÕES É usada no tratamento da rouquidão. influenza. bronquite (226). coriza. Pseudomonas aeruginosa. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os extratos são ativos contra Escherischia coli. balsâmica. fósforo e potássio aumenta a produção de folhas em 18 a 79%. antitussígena. • Adubação: adubo à base de nitrogênio. Candida albicans. FITOQUÍMICA Contém mucilagens e óleo essencial rico em timol (257). hipertermia. o que demora cerca de 30 a 40 dias. cariofileno.

malva-amarga. de margem serrada. • Propagação: estaquia. quadrangulares. pentâmeras. hortelãgraúda. boldo-do-brasil. preparado à base de 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. diclamídeas. densamente hirsutos. grossas. sete-sangrias. Quando cultivado em áreas pouco ensolaradas. pilosas em ambas as faces. curto pecioladas. boldo-do-chile.• O suco das folhas. boldofalso. tapete-deoxalá. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. As folhas apresentam sabor amargo e odor característico.07 a 1. boldo. desenvolvendo-se bem nos arenosos e argilosos. falso-boldo.6m. boldo-de-jardim. malva-santa. As folhas são opostas. Não tolera geadas. sete-dores. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. semi-suculentos. mas perfeitamente aclimatada no Brasil. fortemente zigomorfas.0g de folha/ml de água. frágeis. Só floresce na região Sul do Brasil. Apresenta ramos decumbentes a eretos. apresenta forte ação alelopática negativa à germinação de sementes de alface (LEAL e SILVA 1997). São utilizadas estacas de 20 a 25cm de comprimento de ramos maturos da planta.0 x 0. com até 12cm de comprimento por 8cm de largura. não é viável em larga . CLIMA Planta de clima subtropical. erva-cidreira. hortelã-homem. onde é cultivada em jardins e hortos medicinais. boldo-chileno. ovado-oblongas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. boldo-silvestre. SINONÍMIA Alumã. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. há menor produção de folhas e o aroma é menos pronunciado. BOLDO-DO-REINO NOME CIENTÍFICO Coleus barbatus Benth ou Plectranthus barbatus Andr. boldo-nacional. Embora possa se reproduzir por sementes. azul-violáceas intensas. Solos encharcados impedem o crescimento da planta. As flores são hermafroditas. SOLO É muito pouco exigente em fertilidade do solo. hortelã-gorda.

carminativa. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em guaieno e fenchona. vermiculita ou casca de arroz tostada. Tomar 2 a 3 vezes ao dias (258). barbatol. Enxertia: pode ser enxertado com outras espécies do gênero Plectranthus. TOXICOLOGIA O uso de doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do estômago (258). ciclobutatusina (447). Aclimatação: para um enraizamento uniforme e rápido. hiposecretora gástrica (258). obstipação. na dose de 20kg/ha de cloreto de potássio (269). Colheita: inicia 6 meses após o plantio. colenol (206). calmante. sombrear as estacas e irrigar 2 a 3 vezes ao dia. Colher antes do florescimento para obter-se maior teor de metabólitos secundários. colagoga. hepatite. Tomar 20 a 40 gotas durante os sintomas ou até 3 vezes ao dia. Utilizar substrato à base de areia. visando obter-se maior resistência aos patógenos de solo. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. FARMACOLOGIA O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral.• • • • • • escala devido à pouca produção de sementes. Esfriar e usar em banhos antes de dormir (insônia) (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipotensora. antidispéptica (260) tônica. colerética. Contém ainda forskolina. Adubação: a planta mostra uma resposta favorável à adubação potássica.1% de óleo essencial e folhas secas ao ar 0. insônia (68) e ressaca alcoólica (257). em diarréias (224). • Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. inapetência. . anti-reumática.3% (96). cardioativa (206). As folhas frescas contém 0. Plantio: setembro. debilidade orgânica. sendo repetida de 4 em 4 meses. distúrbios intestinais (206). barbatusina (326). cólica e congestão do fígado. Florescimento: só floresce no sul do Brasil ou em latitudes menores acima de 700m (96). cariocal (257). INDICAÇÕES Indicada para a fadiga do fígado. estomáquica (326). cálculos biliares. FORMAS DE USO • Alcoolatura: 20g da planta fresca em 100ml de álcool. hepática. barbatusol. • Decocção: ferver algumas folhas.

de margem serrada. pouco partidas. sésseis. com as margens irregularmente serradas. presença de nitratos e luz (209). A temperatura de germinação deve ser menos de 15oC (242). FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. terrenos baldios e a beira das estradas. de caule florífero ereto. em áreas agrícolas. castanhas a castanhas avermelhadas.2m. polimórficas. Sementes cilíndricas ou elipsóides. • Florescimento: final de inverno. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FITOLOGIA Planta herbácea. As folhas do caule são alternas. Ocorre até 2. HABITAT Planta alóctone originária da Europa. crescendo de 30 a 40cm de altura. Fruto síliqua triangular. amplexicaules. exceto as raízes. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. • Produção de sementes: 4.300m de altitude. ovadas ou linear-lanceoladas. jardins. profundamente pinati-fendidas. quando maturas. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. SINONÍMIA Erva-do-bom-pastor.BOLSA-DE-PASTOR NOME CIENTÍFICO Capsella bursa-pastoris Moench. As folhas basais formam uma roseta.3 x 0. CLIMA É de clima temperado e subtropical. • Plantio: abril a maio. Inflorescência terminal ou axilar racemosa com numerosas flores brancas e pequenas. As folhas caulinares são menores.000 a 4. FITOQUÍMICA . É subespontânea no sul do Brasil. Em regiões tropicais só ocorre em altitudes. amareladas a alaranjadas quando imaturas. • Propagação: sementes. panacéia. foscas. A germinação é facilitada pelo frio. • Colheita: junho a julho. anual.500 sementes por planta. com sulcos longitudinais. crescendo espontaneamente em terrenos não áridos.

cítrico e fumárico. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides e flavonóides existentes na planta apresentaram um elevado potencial antibiótico. feridas. destacam-se a iohimbina e a ergocristina. ácidos málico. edema nefrítico. antidisentérica (128). secante (242). BORRAGEM NOME CIENTÍFICO Borago officinalis L. O extrato aquoso da planta a 0. FORMAS DE USO • • • • • • 30g de folhas por litro (215) ou 50 a 90g/dia. úlceras.Bursina (342). FARMACOLOGIA A ação anticancerígena da planta foi verificada em camundongos que receberam injeção intraperitonial de 0. Observou-se uma inibição em 50 a 80% no crescimento das células tumorais de Ehrlich. acético. administrado durante 258 dias. hemorragia nasal e uterina. cicluria e anúria (444). anti-sifilítica. eczema. com largo espectro antimicrobiano. antihipotensora (215). e entre os flavonóides. resultou numa completa inibição de hepatocarcinogênese em camundongos (219). hemostática. coceiras. antiescorbútica (342). OUTRAS PROPRIEDADES É hospedeira do parasita Cystopus candidus (93). blenorragia. saponosídeo. tanino. tônica e diurética (444). mirosina (93). antiemética. dartros.14g/kg/dia do extrato da planta. potássio. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. hematuria. Infusão: 20 a 30g de folhas para 1 litro de água. cancros (215). Suco: tomado em jejum. Entre os alcalóides. epistaxe. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Esta planta é um poderoso adstringente. 30g em um copo de água (blenorragia) Cataplasma: planta fresca. inflamações. antiinflamatória. erupções. vulnerária. contusa (áreas doloridas e inflamadas) Gargarejos: 30g em 1 litro de água (afecções da garganta) (32). dores.2%. . A substância responsável pela inibição do tumor foi o ácido fumárico (218). metrorragia. em decocção (444). a flavona diosmina (126). INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. antiálgica (257). ouvidos supurados. colina e tiramina (444). (32).

SINONÍMIA Borracha. é apropriado o cultivo sob plástico transparente. com pecíolo longo. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. dispostos no fundo do cálice. sementes e óleos essenciais. • Florescimento: agosto. sem molhar as folhas. dispostas em estrela. FITOLOGIA Planta herbácea anual sedosa-híspida que cresce até 60cm de altura. Neste caso. É encontrada até 1. Cresce espontaneamente em terrenos incultos. altas temperaturas e pluviosidade excessiva. borrage. utilizar irrigação localizada. • Propagação: sementes. cobertas de pêlos ásperos e mucilaginosos. nas folhas superiores. borracha-chimarrona. • Plantio: abril a maio. ocorre em plantas cultivadas em solo arenoso (161). rugosas. Flores numerosas. A muda é transplantada 30 dias após a semeadura. • Substrato: 30% de húmus de minhoca e 70% de vermiculita. CLIMA A planta cresce melhor durante invernos secos e com boa exposição ao sol. a maior concentração de ácido araquídico e tetracosanóico. PARTES UTILIZADAS Flores. nas inferiores. porém não deve ser encharcado. hirsutas. As sementes miúdas. Os estames são negros. • Cultivo protegido: devido à alta susceptibilidade da planta às doenças e às pragas. Solos argilosos permitem um crescimento rápido e maior produção de flores. muito ramificada e coberta de pêlos longos e rígidos. Apresenta haste ereta. azuis. dispostas em cimeiras escorpióides terminais. com 5 pétalas soldadas entre si. Não tolera frio intenso. sobretudo nas sementes. foligem. agudas. Porém. FITOQUÍMICA . As mudas são preparadas em bandejas de isopor de célula grande. SOLO É exigente em fertilidade e umidade no solo. ovais. HABITAT Espécie alóctone de origem da Síria.800m de altitude (383). Os frutos são compostos de quatro aquênios. ligeiramente pendentes. e curto. As folhas são alternas.30m. quase sésseis. caule e folhas e sementes. grossa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.4 x 0.

SINONÍMIA . anti-reumática (271). • Cataplasma: uso tópico das folhas cozidas sobre acessos de gota (283). edemas. afecções pulmonares (435). anti-reumática. pleurisia. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. nitrato de potássio (179). inchaço das pernas (93). herpes e litíase.Tanino. ardor da bexiga. Em pó. sarampo. TOXICOLOGIA Todas as formas de preparo do chá devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. rubéola (38). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Lactogênica (semente). mucilagem (30%). antiinflamatória (380). emoliente. inflamações nos rins e da bexiga. abcessos e picadas de insetos (321). resfriado. afecções pulmonares. citrato de potássio (93) e saponídeo. cujo sabor lembra pepino fresco. antigripal (93). O cataplasma das folhas cozidas aliviam tumores. béquicas. ⇒ 15g de flores por xícara de água. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 20 a 30g de folhas e flores por litro de água (435). araquídico e tetracosanóico (161). O infuso das folhas é utilizado para aromatizar bebidas alcoólicas (163). afecções do fígado. varicela. resina. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As folhas podem ser consumidas como salada. ácidos silícicos (1. cordial (32). inflamações. malato cálcico. anti-hidrópica (215). queimaduras (32). gota (283). INDICAÇÕES A infusão das folhas é utilizada em febres biliosas. machucadas (abscessos.2% nas folhas) γlinoléico. febres graves. diurética (128). É melífera. escarlatina. laxante. sudorífica.5% no caule e 2. debilidade geral. antidiarréica (38) e depurativa. Folhas frescas. BUCHA NOME CIENTÍFICO Luffa cylindrica (L. afecções do coração (215).) Roem. tumores e queimaduras) (32). misturadas com outras ervas e em sopas. enfisema. podem ser usadas como condimento.

lobos agudos ou acuminados. deixar até duas plântulas por cova. caule. rugosas e com ala circundante.Bucha-dos-paulistas. dentadas. As folhas são pecioladas. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. mas que cresce subespontaneamente por todo o Brasil em terrenos baldios. rajado com 10 linhas longitudinais verde mais escuras. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. cilíndrico ou trígono. fruta-dos-paulistas. bucha-dos-pescadores. quingombôgrande. As sementes são eméticas. em covas com 3 a 4 sementes. INDICAÇÕES . folhas e sementes. hidragogas e antiapopléticas. pomares. as masculinas dispostas em rácimos axilares reunindo 5 a 15 flores. É feito na primavera. de caule pentagonal. CLIMA Espécie de clima tropical. esfregão. sobre cercas e caramanchões. verde-escuras. Podem ser utilizadas cercas ou tutores de bambu e arame. Sementes pretas. purgativas (242. ⇒ sementes: 120 dias após o plantio. • Propagação: sementes. que atinge cerca 10 a 15m de comprimento. • Raleio: após a germinação. • Tutoramento: é feito para evitar-se o pisoteio de ramas e folhas e para facilitar tratos culturais e a colheita. cinzentas ou pardo-claras. 93) e vermífugas. até 35cm centímetro de comprimento. axilares. longo-pedunculados. originária da África. adaptando-se ao subtropical quente. As folhas são antianêmicas (215). 5-palmatilobadas. Flores amarelas. • Colheita ⇒ folhas: inicia 50 dias após o plantio. ásperas nas duas páginas. FITOLOGIA Planta trepadeira herbácea. • Plantio: a semeadura pode ser feita diretamente a campo. • Capina: o solo deve ser mantido livre de plantas daninhas durante o desenvolvimento inicial da planta. HABITAT Espécie alóctone. Não tolera geadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes e a polpa do fruto são purgativas. As flores femininas solitárias. PARTES UTILIZADAS Raízes. Fruto oblongo. bem drenados. ⇒ frutos verdes: 80 dias após o plantio.

• O esqueleto seco do fruto é matéria prima para a confecção de chinelos. pubescentes. erva-lanceta. aerados. capiçoba. luvas de massagem. palmilhas de sapato e artesanato em geral. férteis. BUVA NOME CIENTÍFICO Erigeron bonariensis L. sal e pimenta. É heliófita. salpeixinho. rabo-de-raposa. crescendo espontaneamente à beira de estradas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.30m.O caule e as folhas são indicados para o fígado. as superiores lineares e inteiras. medindo 0. temperados com margarina. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos. medindo cerca de 10 a 13cm de comprimento. em áreas ruderais.2m de altura. quando novos. arenoargilosos. catiçoba. É utilizada para combater afecções intestinais de aves (93). CLIMA Adapta-se à temperaturas tropicais e subtropicais. lavouras. mas prefere solos revolvidos. são comestíveis após decocção. rabo-de-foguete. chapéus. SOLO Adapta-se à maioria dos solos. e as folhas. ereta. prisão de ventre. amenorréia. SINONÍMIA Acatóia. margaridinha-do-campo. Folhas alternas. • O fruto seco é utilizado como esfregão ou esponja vegetal. HABITAT Planta autóctone da América tropical. . caule estriado e densamente folioso. e pastagens. clorose (215) e ascite (242). cestos. dispostas em panículas com pequenos capítulos brancacentos. voadeira. FITOLOGIA Planta herbácea anual. capetiçoba.. Inflorescências terminais e axilares. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.6 a 1. enxota.3 x 0. as inferiores oblanceoladas e irregularmente serreadas.

Caracteriza-se por seu crescimento muito lento. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de afecções urinárias (oligúria. As flores são alvas. apétalas. corrimento. verde-escuras e revestidas de cutícula luzidia na página superior e verde-claras na inferior. monóicas reunidas em glomérulos de 12 ou mais flores. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. FITOLOGIA Arbusto ou árvore pequena. As folhas são opostas. em sulcos transversais ao canteiro. úlceras (68). vulnerária. FAMÍLIA BOTÂNICA Buxaceae. persistentes. É encontrada normalmente em jardins e cemitérios. FORMAS DE USO • Infusão ou decôcto: para hemorróidas. feridas. coriáceas. glabras. dispostas nos ápices dos ramos e na axila das folhas. antidiarréica (68) e anti-sifilítica (271). multiramoso. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. HABITAT Espécie alóctone. vermífuga. verminoses.• Propagação: sementes. inflamação da próstata e testículos. Utilizar topicamente em feridas e úlceras BUXO NOME CIENTÍFICO Buxus sempervirens L. pequenas. fétidas. anúria). contendo sementes trígonas lisas (93). anti-hemorroidária. que atinge até 8m de altura e 40cm de diâmetro de tronco. hidropisia e distúrbios hepáticos (271). diarréias e afecções urinárias. as masculinas com uma bráctea e as femininas com 4. Os ramos são tetrágonos e eretos. • Plantio: setembro. originária da Europa e Ásia e aclimatada no Brasil. PARTES UTILIZADAS . pubescentes enquanto novas. • Pó: preparar a partir da planta seca. O fruto é uma cápsula coriácea coroada pelos estiletes persistentes. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.

antiasmática (215).Toda a planta.buxina (93). é de cor amarela. pentes.162. considerada muito nobre. É utilizada em marchetaria. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. a planta é considerada tóxica. anti-reumática e anti-sifilítica (93). cabos de utensílios. purgativa (283). SINONÍMIA Cabaça-amargosa. torno. depurativa. ábacos. FITOLOGIA . taquera.902 a 1. micções noturnas involuntárias e para evitar a queda do cabelo (215). cabaça-purunga. homogênea e dura. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. cabeça-de-romeiro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxativa. • Cultivada em jardins como sebe ou esculturas vegetais. CABAÇA NOME CIENTÍFICO Lagenaria vulgaris Ser. cuieteseira porongo. com tons castanhos. purgativa (342). TOXICOLOGIA Por encerrar um alcalóide semelhante à estricnina. plainas. para a fabricação de instrumentos de sopro. cuia. FITOQUÍMICA Alcalóide . INDICAÇÕES Indicada para o combate à amebas e giárdias (271). réguas. • Tintura ou Alcoolatura: 4g/dia (283). muito compacta. com densidade de 0. devendo ser utilizada sob orientação de profissional credenciado. sudorífica. até ficar reduzida a 2/3 (sudorífica). FORMAS DE USO • Decocção: 40g de folhas secas em 1 litro de água. cocombro. cabaço-amargoso. estatuetas (93) e bolar de bilhar (283). buxeína e parabuxina (283).

indeiscente. com até 30cm de largura. depois glabra. • Propagação: sementes. para o tratamento de pernas inchadas. grandes. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Fruto verde. e na forma de clisteres para combater a melancolia. a planta não se adapta à regiões com temperaturas baixas ou sujeitas a ventos frios. drástica. Já foi utilizada. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é considerada ornamental devido às suas vigorosas folhas. INDICAÇÕES As folhas. apressam os partos e curam frieiras. O caule é grosso e anguloso. TOXICOLOGIA Doses abusivas podem resultar em hemorragias mortais. de corola profundamente partida com os segmentos mucronados. atingindo até 40cm de comprimento. um pouco aromática e com gavinhas bífidas. As flores são brancas. na forma de cataplasmas. polimorfa.Planta herbácea trepadeira ou prostrada. com nervuras salientes na face dorsal. comprimidas. solitárias ou subsolitárias. O mesocarpo é branco e esponjoso. obovadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 4m. pubescente. cordiformes. dentadas. brancacenta e depois amarelada. aerados e ricos em matéria orgânica. subinteiras ou com 3 lóbulos pouco pronunciados. mas cresce melhor em solos bem drenados. CLIMA Por ser uma planta originária de regiões quentes. densamente vilosa. emoliente e maturativa (93). O fruto é uma baga crustácea. aquecidas e aplicadas topicamente. O plantio pode ser feito diretamente a campo. que proporciona mudas uniformes e mais saudáveis. precedidas por sintomas similares aos da cólera morbus (93). marginadas e com até 2cm de diâmetro longitudinal. clorose e obstrução das vísceras (93). folhas e sementes. purgativa (sementes).. As sementes são antinefríticas e purgativas (283). vistosas flores e aos frutos polimorfos. As folhas são curto-pecioladas. . 5-8 nervadas. SOLO A planta é bastante rústica. embora possam ser produzidas mudas em bandejas de isopor. • Plantio: setembro. As sementes são brancas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A polpa dos frutos é amarga. oblongas. A planta é heliófita.

escandente. amareladas e solitárias. axilares.). purga-dos-paulistas. As flores são monóicas. • Depois de maturo e retirada toda a polpa com as sementes. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. ovóide. bucha-dos-paulistas.] Cogn. não floresce e frutifica na região sul do Brasil. maracás e berimbaus. afuchês. podendo ainda ser utilizado como isca atrativa para a vaquinha (Diabrotica spp. quando verde e pequeno.O fruto. a planta lança raízes aéreas a partir dos nós. cordi-reniformes. é suculento e comestível. com 6 a 12cm de comprimento e 8 a 20cm de largura. necessitando de uma adubação em cobertura com nitrogênio. As sementes são numerosas e pardas. O fruto é tipo baga. com ápice agudo. o fruto pode ser utilizado para o preparo de vasilhames. PARTES UTILIZADAS Frutos. Proceder a semeadura em substrato organo-mineral. • CABACINHO-DO-NORTE NOME CIENTÍFICO Luffa operculata [L. compridas e vilosas. • Florescimento: por ser uma espécie de fotoperíodo curto. Gavinhas bífidas. • Plantio: outubro. SINONÍMIA Abobrinha-do-norte. peças de artesanato. estendendo-se por até 1m de comprimento. • Propagação: sementes. • Tutoramento: a planta desenvolve-se melhor quando tutorada. angulosas. Quando tutorada. de caule 5-anguloso ou não. cabacinha. capa-de-bode. cabacinho. purga-de-bucha. buchinha. anual. em badejas de isopor ou outro recipiente. campanuladas. base recortada. liso. verdeescuras na página inferior. • Nutrição: a planta é nitrófila. reduzindo a incidência de doenças e facilitando a colheita dos frutos. buchinha-do-norte. 5-7-palmadas ou poligonais. atenuada. vegetando ao longo de ramas que atingem até 8m de comprimento. Folhas longo-pecioladas. . margem levemente apiculada. cuias para chimarrão. verde quando imaturo e amarelo quando maturo. ápice agudo ou acuminado. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. glabra na face ventral e glabrescente na dorsal. mole. FITOLOGIA Planta sarmentosa. escabrosas.

• Colutório: ferver 1g do fruto em água. INDICAÇÕES Utilizados também no tratamento de amenorréia. B. adstringentes. inflamações genito-urinárias e oftálmicas. ascite. 101.FITOQUÍMICA M-carboxifenil alanina. hidragogos. G e H.000ppm contra Biomphalaria straminea (389) e estimulante de útero de ratas (36). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são emenagogos (128). expectorantes. • FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. deixar que o fluxo escorra naturalmente. Não assoar o nariz. gipsogenina e luperosídeos A. feridas. Deixar e maceração por 5 dias e coar. TOXICOLOGIA A folha seca tem efeito abortivo (179). hematomas. E. C. purgativos (93). F. antissinusíticos (215). . Colocar nas narinas 1 a 2 gotas de manhã e à noite. A polpa do fruto pode causar inflação das mucosas. O uso da planta deve ser feito sob orientação profissional. esternutatórios. Doses abusivas podem causar fortes diarréias acompanhadas de náuseas e graves cólicas (93). • O parênquima fibroso constitui matéria prima para a limpeza de panelas. Os frutos contém um princípio amargo chamado buchinina (179). drásticos. Esfriar e pingar uma gota na narina (9). vermífugos. cucurbitacina B. úlceras. Descascar a buchinha e retirar um pedaço fino com 1cm2 de área e colocar na solução salina. hidropisia clorose (94. D. vomitivos. CÁLAMO-AROMÁTICO NOME CIENTÍFICO Acorus calamus L. antidiabéticos e antissépticos. antiherpéticos. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos novos são comestíveis (380). isocucurbitacina B. As sementes tem efeito anti-helmíntico (1). 179). descongestionantes nasais. cucurbitacina D. FORMAS DE USO Colutório (para sinusite): 1 colher das de café de cloreto de sódio puro em uma xícara das de chá de água. quando em concentrações de 1. Repetir até no máximo 5 dias (257).

Os rizomas muito velhos e grossos são muito fibrosos. As folhas são ensiformes ou lineares. contendo 2 a 3 sementes (97. cana-cheirosa. grosso. As plantas que frutificam são diplóides ou tetraplóides. para depois serem desidratados em estufa. • Colheita: inicia a partir de dois anos após o plantio. perene.000m de altitude (182). acaule. férteis. várzeas úmidas ou alagadas e a beira de riachos e açudes. A secagem no sol é inviável pois é demorada.3m. úmidos a encharcados. A areia é o substrato mais adequado para o enraizamento. devendo ser usados apenas como material de propagação. adaptando-se aos subtropicais amenos. serpeante. produzindo um fruto piramidal. • Plantio: outono e primavera. FITOLOGIA Planta herbácea. É heliófita e higrófita. reunidas em feixe na base. As flores normalmente são estéreis.0cm de largura. SOLO Prefere solos pouco ácidos. • Pós-colheita: os rizomas devem ser lavados e submetidos à retirada de todas as raízes. 182). para haver uma boa fixação da planta. aromática. Flores amarelo-castanhas. O cultivo da planta em áreas paludosas ou uliginosas deve prever o uso de água não contaminada.5m de comprimento por 1. pimenta-das-abelhas.4 x 0. Os rizomas devem ser enterrados entre 5 a 10cm de profundidade.FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. HABITAT Espécie alóctone. Pode ser utilizada as várzeas inundadas da cultura do arroz. compridas. Espadice cilíndrico. CLIMA A planta é de clima temperado. • Florescimento: só ocorre quando o rizoma está completamente coberto com água (182). noduloso.0 a 1. no verão ou outono. O rizoma é cilíndrico. verde-claro internamente e amarelado por fora. com cerca de 4mm de comprimento. cespitosa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Rendimento: cerca de 2. Cortar segmentos de 2 a 3cm para o plantio. . É encontrada crescendo subespontaneamente em áreas com água parada. Vegeta espontaneamente até 1. com 1. originária da Índia e da Europa. a temperatura de 32oC. Deve ser mantida sempre úmida.5 a 2. permitindo a degradação enzimática (182). oxigenada e não estagnada. 3-angulado. • Propagação: divisão do rizoma. eretas. em escapo semelhante a folha. SINONÍMIA Ácoro-verdadeiro. paludosa ou aquática. hexâmeras. invaginantes.200kg dessecados por hectare.

OUTRAS PROPRIEDADES • O rizoma apresenta odor agradável e sabor amargo e adocicado. canfeno. aromáticos. • O pó do rizoma é insetífugo ou inseticida (182). acoretina (resina) metilamina. ⇒ Banho de imersão: ferver por 30 minutos 3 colheres das de sopa do rizoma seco em 1 litro de água fria. • Máscara tonificante: ferver por 10 minutos 2 colheres das de sopa de cálamo em pó para um copo de água. Coar. digestivos. livre das raízes. antes de deitar. Promove o relaxamento. mucilagem. laxantes e diuréticos suaves (294). sesquiterpenos e essência. Permanecer em imersão por 20 minutos. terpenos. amido. anticatarrais. • É utilizado também no preparo de licores e doces. Tricophyton mentagrophytes e Tricophyton rubrum (193). Retirar com água morna (294). Aplicar a massa sobre o rosto previamente limpo. cineol e cânfora. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os rizomas são excitantes. heterosídeos. febrífugos. As folhas contém menor teor de princípios ativos. eugenol. Microsporum gypseum. . colina. acorina (glicosídeo). um glicosídeo composto e viscoso (182). adoçar com mel e tomar após as refeições (digestivo). à noite. aperientes. INDICAÇÕES Aplicado externamente em forma de compressas como coadjuvante no tratamento de tumores ganglionares (294). Deixar esfriar e adicionar arroz em pó até obter uma massa consistente. • O rizoma é utilizado na conservação de peliça. ácidos cáprico e palmítico. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe a germinação e o crescimento das hifas dos fungos dérmicos Epidermophyton floccosum. • O óleo essencial do rizoma é matéria prima para a indústria de perfumarias.PARTES UTILIZADAS Rizoma dessecado. calamina (alcalóide cristalizado) (283) e vitamina C (294). metil-eugenol. FITOQUÍMICA Óleo volátil. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ Ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de pó de cálamo para uma volume de água de um copo. O princípio amargo é a acorina. composta de asarona (80%). antieméticos (283). tanino. Coar e adicionar à água da banheira. tônicos. alfa-pineno. TOXICOLOGIA Não se deve consumir o rizoma sem ter sido desidratado (182). deixando por 15 minutos. cosméticos e dentifrícios.

malmequeres. provido de protuberância no dorso e crenado na face ventral. mal-me-quer-dos-jardins. As flores surgem na extremidade da haste e têm 4 a 5cm de diâmetro. malmequer. ovais ou lanceoladas. margarida-dourada. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce 30 a 60cm de altura. As folhas superiores apresentam certa pubescência. calêndula-das-boticas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. AGROLOGIA • Espaçamento mínimo entre plantas: 0. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer. mal-me-quer. ereto. bem drenados. Resiste à estiagem e à geada. malmequer-amarelo.20 x 0. CLIMA Temperaturas noturnas muito elevadas reduzem o tamanho das flores. • Propagação: sementes. maravilha. SOLO Prefere solos férteis. As raízes são amarelo-claras e fasciculadas. espatuliforme. O caule é robusto. é curvo. ricos em matéria orgânica.20m. sendo que no Brasil está bastante aclimatada e cultivada em jardins e hortos medicinais. originária das Ilhas Canárias e de Portugal. .CALÊNDULA NOME CIENTÍFICO Calendula officinalis L. Necessita de no mínimo 4 horas diária de luz. O seu odor é desagradável. as vezes tombado e anguloso. HABITAT Espécie alóctone. maravilha-dos-jardins. SINONÍMIA Bem-me-quer. É planta heliófita. As folhas são inteiras ou ligeiramente denteadas. alternas. O fruto. maravilhas. bem-me-quer-de-todos-os-meses. profundos e permeáveis. verrucária. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. tipo aquênio. malmequer-do-campo. O botão central das flores é envolto por 15 a 20 lígulas amarelas ou alaranjadas. úmidos. As pétalas que formam o disco central são tubulosas. É cultivada em todo o mundo.

• Plantio: março a abril. O cultivo nas regiões litorâneas é o mais indicado, podendo ser cultivada todo o ano em regiões quentes. • Doenças: o surgimento de manchas esbranquiçadas nas folhas indica a infecção fúngica, sobretudo em períodos úmidos. • Florescimento: verão a outono. • Colheita: A colheita inicia dois meses após o plantio e pode se prolongar por mais 2 meses. Obtém-se uma produtividade média de flores de 720 kg/ha, se colhidas semanalmente (257). • Padrão comercial: as flores podem conter 8 a 10% de água e 10% de cinzas, no máximo. São comercializados os capítulos inteiros ou somente as lígulas alaranjadas (96). • Produção de sementes: a época de produção de sementes não deve coincidir com os períodos chuvosos do ano. O excesso de pluviosidade afeta drasticamente a produção de sementes dando origens à lotes desuniformes e de baixa qualidade. • Melhoramento genético: observa-se uma grande variação de genótipos - flores com pétalas amarelas até laranja. Os indivíduos com pétalas laranja são os mais ricos em metabólitos secundários.

PARTES UTILIZADAS
Flores, caule e folhas secas.

FITOQUÍMICA
Carotenóides, óleo essencial, saponinas (antiviral), flavonóides, cumarinas (257), ácidos graxos livres, ácidos fenólicos, esteróis, mucilagens, taninos (145) e calendulina. As flores contém 0,2 a 0,3% de essência (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Excitante, emenagoga, antiespasmódica, antiescorbútica, oftálmica, poderosa antisséptica (283), cicatrizante, sudorífica, colagoga, antiinflamatória, antiemética, analgésica, antiviral, tonificante da pele (acne), vasodilatadora (257), emoliente, adstringente, vulnerária, bactericida, fungicida (145), antiabortiva, antialérgica (215) e resolutiva (68).

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento externo tópico de gengivite, queimaduras, verrugas, eczema seborréico do couro cabeludo, crosta láctea, brotoeja, úlceras, foliculite, vulvovaginite (tricomoniase e candidíase), dermatite por monília, estreptocócitos (gênero de bactérias estreptocóceas, algumas espécies causadoras de angina, inflamações piogênicas e broncopneumonia), fissuras de mama, ferimentos abertos (145), acne, inflamações purulentas, calos e pólipos e, internamente, para úlceras gastrintestinais, escorbuto, artritismo, afecções nervosas, oftalmias, icterícia (68) e feridas cancerosas (215).

FORMAS DE USO
• Pomada e tintura: usar folhas e flores. A tintura é diluída em água na proporção de 1:1 ou 1:2. Usar topicamente 3 a 4 vezes ao dia.

• Cataplasma: folhas e flores tenras são socadas e empastadas, sobre um pano limpo e aplicadas sobre o ferimento ou acne. • Infusão: ⇒ Atividade emenagoga: 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. Tomase1xícara das de chá antes das refeições principais, iniciando 8 dias antes da menstruação. ⇒ Atividade geral: 2 colheres das de sopa de flores em uma xícara das de chá. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite (257). ⇒ Como desintoxicante: ferver 3 colheres (chá) de flores secas em 3 xícaras (chá) de água. Deixar descansar por 5 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. ⇒ Acne: 1 colher das de chá de flores em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 5 minutos. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite. Três xícaras ao dia atua como desintoxicante. • Hidroalcoolatura: macerar 1 colher das de sopa de flores em 1 xícara das de chá de álcool 70 graus diluído em 2 xícaras das de chá de álcool. Aplicar topicamente sobre a pele e umbigo do recém-nascido, para a higienização (128). • Óleo: macerar 20g de flores em 250g de óleo de oliva durante 10 dias, no escuro. Filtrar com pano e espremer. É utilizado para atenuar as rugas e atua como emoliente (294). • Suco das folhas: aplica-se sobre calos, verrugas e pólipos (145).

OUTRAS PROPRIEDADES
• • • • • • • A planta é ornamental. As flores são utilizadas em cosmética e em farmácia. Os capítulos da planta são utilizados para perfumar sopas e guisados. Tanto as folhas quanto o caule são utilizados como tempero. As flores são usadas como corante na indústria alimentícia. As flores podem ser utilizadas como inseticida natural (257). As folhas, lançadas na brasa, ardem como nitro e as flores, em dias quentes, liberam eletrecidade estática (283).

CAMAPU
NOME CIENTÍFICO
Physalis pubescens L.; Physalis peruviana L. e Physalis angulata L.

FAMÍLA BOTÂNICA
Solanaceae.

SINONÍMIA
Balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, erva-noiva-do-perú, joá-decapote.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que cresce espontaneamente em reboleiras em solos cultivados, revolvidos, pomares, pastagens e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, sublenhosa na base, muito ramificada, pubescentes ou não, medindo 30 a 50cm de altura. As folhas são alternas, longo-pecioladas, medindo 4 a 6cm de comprimento. Flores axilares, solitárias, amarelas, com laivo marrom-claro na base das pétalas. Fruto baga globosa, glabra, embalado por cálice concrescente.

CLIMA
Adapta-se às regiões de clima subtropical e tropical. É esciófita.

SOLO
Prefere solos férteis, bem drenados, aerados e soltos. Não aceita solos compactos e muito ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m • Propagação: sementes e rizoma. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: a semeadura é feita em março e o transplante em abril. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, frutos e raízes.

FITOQUÍMICA
Fisalina, higrina, tropeína, proteínas e vitaminas A e C (9).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Diurética, sudorífica, anti-reumática, hepatoprotetora, antiinflamatória (9), desobstruente, estimulante do aparelho gênito-urinário, anti-herpética e narcótica. O fruto verde é laxativo e diurético (242).

INDICAÇÕES
O chá das folhas é utilizado para a inflamação da bexiga, do fígado (9), do baço e dos ouvidos, cistite e icterícia (242).

CAMOMILA
NOME CIENTÍFICO

Chamomilla recutita [L.] Rauschert

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae

SINONÍMIA
Camomila-alemã, camomila-comum, camomila-da-alemanha, camomila-dos-alemães, camomila-legítima, camomilinha, camomila-vulgar, macela, margaça-das-boticas, maçanilha, manssanilha, marcela-galega, matricária.

HABITAT
Espécie alóctone, que cresce espontaneamente em áreas de campos e bosques abertos das regiões mediterrânicas e de clima temperado. Ocorre em altitudes de até 160m.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, monóica, glabra, ereta, muito ramificada, com até 50cm de altura. As folhas são alternas, bi a tripinatissectas, com lacíneas linear-filiformes, verdeclaros e lisos na face ventral. Inflorescência em capítulos, com dois tipos de flores agrupadas em corimbo. Flores centrais hermafroditas, actinomorfas, de corola tubulosa e amarela. As flores marginais são femininas, zigomorfas, de corola ligulada, branca. As lígulas são tridentadas no ápice. Fruto tipo aquênio e cilíndrico. Apresenta aroma forte e agradável. O oco dos receptáculos é uma das particularidades que a distingue de outras espécies similares, como a camomila-romana.

CLIMA
A planta cresce melhor em clima temperado, com baixa umidade relativa do ar. As temperaturas médias anuais devem estar abaixo de 20oC (96). Não tolera excesso de calor, nem secas prolongadas. A planta não suporta estiagens prolongadas e chuvas copiosas, principalmente no período de amadurecimento das flores. É heliófita.

SOLO
Francos, soltos, férteis e bem permeáveis. Não tolera acidez. A melhor faixa de pH ocorre em torno de 6 a 7.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 25 x 25cm. • Propagação: sementes. Em 1g de sementes são encontradas cerca de 3.500 a 4.000 sementes. As sementes não devem ser enterradas pois são fotoblásticas positivas. São apenas pressionadas sobre o solo para o início da germinação. O uso de polímeros hidroabsorventes evita a desidratação de sementes recém-emergentes. A autosemeação ocorre a partir do segundo ano. As mudas são preparadas em canteiros ou bandejas de isopor, utilizando substrato mineral-orgânico. A semeadura direta no campo é possível em solos bem preparados, com baixa incidência de ervas daninhas e com irrigação sistemática. Densidade de semeadura: 0,5g/m2.

• Época de semeadura: março a abril. A semeadura deve ser feita em períodos do ano em que o franco desenvolvimento e maturação não coincida com temperaturas altas, nem com invernos muito rigorosos. • Nutrição: máxima produção de flores e óleo essencial é obtida com a formulação N-P-K 1:1:1. Cálcio, fósforo e enxofre são os nutrientes que maximizam a produção de flores e óleos essenciais (297). • Adubação verde: utilizando-se Mucuna aterrina + Crotalaria spectabilis aumenta-se significantemente o teor de camazuleno em até 35,17%, porém decresce o α-bisabolol (96). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência com plantas invasoras. • Doenças: é comum a ocorrência de doenças fúngicas (Alternaria sp.) por ocasião do florescimento. • Alelopatia: é alelopata positiva com a carqueja e a couve. • Florescimento: inicia a partir dos 85 dias após a semeadura. • Colheita: é feita quando as flores estão completamente abertas. Quando as lígulas começam a se curvar para baixo, iniciando um sutil murchamento, é indicativo que o ponto de colheita já foi ultrapassado. Ocorre 3 a 4 meses após a semeadura. • Rendimento: 886kg/ha de capítulos florais, para um rendimento de óleo essencial de 0,86% (96). O teor de camazuleno nas flores depende da origem e idade das flores, bem como ele decresce com o tempo de armazenamento (Walenciak e Korzeniowski, apud 91). • Padrão comercial: o teor mínimo de essência é de 0,4%. Tolera-se até 5% de pedúnculos e/ou outras partes da planta. Para fora do Brasil a tolerância é de 2%. As cinzas não podem exceder a 14% (96).

PARTES UTILIZADAS
Somente os capítulos florais secos.

FITOQUÍMICA
Camazuleno (27,2%), α-bisabolol (antiinflamatório - 11,2%) (96), matricina, cumarina, esteróides, heterosídeos, ácidos graxos e salicílico, vitamina C (145). Terpenóides: antemol, azuleno, bisaboleno, β-bisaboleno, α-bisabolol, α-bisabololóxido A, αbisabololóxido B, α-bisabololóxido C, α-bisaboloneóxido A, borneol, β-bourdeno, αcadineno, calameno, canfeno, 3-careno, B-cariofileno, cis-cariofileno, cariofilenepóxido, camazuleno, camomilol, 1,8-cineole, α-copaeno, B-copaeno, α-cubebeno, ρ-cimeno, 3deidronobilina, α-ρ-dimetilisterina, 3-epinobilina, 1,10-epoxinobilina, eucanabinolida, farneseno, trans-α-farneseno, trans-β-farneseno, farnesol, germacreno-D, guaiazuleno (1,4-dimetil-7-isopropiazuleno), humuleno, hidróxisonobilina, limoneno, lactona sesquiterpena linear, matricarina, matricina, α-muroleno, β-mirceno, mirtenal, mirtenol, nerulidol, nobilina, α-pineno, β-pineno, pinocamfona, α-trans-pinocarveol, α-transpinocarvone, sabineno,β-selineno, esfatulenol, α-terpineno, turjone, xantoxilina. Flavonóides: apigenina, apigenina-7-(6’’-ο-acetilato) glucosídeo, apigenina-7apiosigluosídeo (apiína), apigenina-7-glucosídeo (2’’,3’’)-diacetato, apigenina-7-glucosídeo (apigetrina), apigenina-7-glucosídeo(3’’,4’’)-diacetato, axilarina, crisoeriol, crisoeriol-7-

glucosídeo, crisoplenol, crisosplentina, 6,7-dimetóxiquercetina, 6-3-dimetóxiquercetina, eupaletina, eupatoletina, 6-hidróxi-luteolina-7-glucosídeo, isoarmnetina, isoarmnetina-7glucosídeo, jaceidina, caempferol, ‘Lipophiles flavon’, luteolina, luteolina-4’-glucosídeo, luteolina-7-glucosídeo, luteolina-7-ramnoglucosídeo, 6-metóxi-caempferol, patuletina, patuletina-7-glucosídeo, quercetagetina-3,5,6,7,3’,4’hexametil, quercetagetina3,6,7,3’4’pentametil, quercetagetina 3,6,7,3’ tetrametil, quercetina, quercetina-3galactotosídeo (hiperina, hiperosídeo), quercetina-7-glucosídeo (quercimeritrina), quercetina-3-rutinosídeo (rutina), quercetrina, espinacetina. Ácidos orgânicos: aminoácidos, ácido antêmico, ácido ascórbico, bornil acetato, (-)-butano- 1,3-dil-1-(|Z|2’-metil-2’-butenoato)-3-isobutirato, n-butanol, butil angelato, ácido cáprico, ácido caprílico, carotonacetonas homólogas, tanino catequina, éster camomila I, éster camomila II, ácido clorogênico, colina, vermelho aldeído crimson, β-damascenona, éster dihidromatricana, cis-en-yn-dicicloéter, ácido 2,4-dihidroxibezóico, (ácido siríngico), 2,5dihidroxibenzóico (ácido gentísico), ácido 2,3-D-dihidroxicinâmico(ácido antenóblico), ácido 3,4-D-dihidroxicinâmico (ácido cafêico), ε-1-(2,6-dimetilfenil)-2-butano-1, epicatecol, benzoato etílico, decanoato etílico, palmitato etílico, etil fenilacetato, ácido ferúlico, frutose, furfurol, 5-(3-furil)2-metil-1-pentano-3-ol (lepalol), 5-(3-furil)2-metil-1pentano-3 (lepalona), galactose, ácido gálico, tanino, geraniol, glicose, herniarina, hexilacetato, hexilbutirato, hidrocarbonatos, ácido benzóico 4-hidroxi-3-metoxi (ácido vanílico), ácido 3-hidroxi-4-metoxicinâmico (ácido isoferúlico), ácido 3-(2-hidroxifenil)-2propenóico (ácido ο- cumárico), ácido 3-(4-hidroxifenil)-2 propenóico (ácido-ρ-cumárico), ácido 3-hidróxi-2-metilideno (ácido butírico angelato), angelato isoamil (isopentil), isoamil butirato, isobutil isobutirato, isobutil isovalenianato, isobutil-2-metilbutirato, 4isopropenil benzaldeído, 4-isopropenil tolueno, 5-isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, 5isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, ácido linoléico, ácido málico, ácido metacrílico e ésteres, ácido 4-metoxibenzóico (ácido anísico), 3-metilamil angelato, 2-metilbutil butirato, α-metilbutil isobutirato, 2-metilbutil-2-metilburato, 2-metilbutil-2-metil propionato, 3-metilideno-4-oxipentil angelato, 2-metilidenopropano-1,3 dil-1-|z|-2’metil2’-butenoato-3-isobutirato, 2-metil-2-propil angelato, 2-metilpropil butirato, 2-metilpropil 2-metil butirato, 2-metilpropil 3-metil butirato, niacina, ácido oleico, ácido palmítico, ácido péctico, ácido fenólico, álcool perílico, poliacetileno, polissacarídeos, propil angelato, ramnose, ácido salisílico, 7-glucosídeo escopoletina, escopoletol, ácido sinápico, tanino, taraxasterol, tiamina, ácido tíglico e ésteres, triacontano, umbeliferona, xilose (91), ácido dihidrocinâmico, cerótico oleico e linólico, colina, inositose, fitorina, matérias resinosas e pépticas (341) e apigenina (3 a 9%), que se desdobra, por hidrólise, em apigetina e glicose (319).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória tópica (260), sedativa suave, eupéptica, antinevrálgica, antiinflamatória, maturativa (341), antiespasmódica, carminativa, analgésica, emenagoga, aperiente, protetora solar, antisséptica, antiasmática, cicatrizante, anti-reumática, sudorífica (145), antigripal (294), estomáquica, tônica, emoliente, calmante (68), anti-hemorroidária, antidispéptica (32), antialérgica (128), anti-histérica, vermífuga (215) e emética (435).

INDICAÇÕES
É indicada para inflamações oftálmicas, diarréia infantil, embaraços gástricos, enjôos, indigestões, enxaquecas, afecções de pele (pústulas e fístulas), cefalalgias, cólicas em geral

(341), lumbago, estomatite, afta, ciática, gota, mialgias (145), cistites (91), náuseas (32), assaduras, queimaduras de sol (128), doenças do útero e do ovário, gengivite, feridas, oftalmias, insônia, afecções nervosas, inapetência e úlceras (68).

FORMAS DE USO
• Infuso: ⇒ 3%; 50 a 200ml/dia (uso interno); 5% (uso externo) (341). ⇒ 5g do pó por litro (435). ⇒ 10 a 15g de flores em 1 litro de água fervente. Esfriar e coar. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao ia. Para combater afecções bucais, fazer bochechos com o infuso. ⇒ colher das de sopa de flores em 1 caneca de água quente. Abafar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras das de chá ao dia (digestivo, sedativo e emenagogo). • Compressa ou ablução anal: para hemorróidas (145). • Pó: 2 a 6g/dia. • Tintura: 10 a 30ml/dia. • Elixir, vinho e xarope: 40 a 120ml/dia (341). • Vinho: macerar por 5 dias 3 xícaras das de chá de flores em 1 litro de vinho branco, agitando 1 vez ao dia. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia, iniciando uma semana antes da data prevista para a menstruação (emenagogo). • Loção: deixar em banho-maria durante 3 horas 1 xícara das de café de flores em 1 copo de azeite. Coar e aplicar topicamente sobre assaduras e queimaduras do sol. Pode ser também usado topicamente em dores de ouvido e nevralgias (128).

TOXICOLOGIA
Atóxica em pessoas saudáveis. Compromete a eficácia da radiografia em pessoas doentes (385). Pode ocorrer rinite alérgica em pessoas sensíveis à camomila (145). Mulheres grávidas ou em lactação devem evitar o uso.

OUTRAS PROPRIEDADES
• A essência da camomila é azulada e tem sabor amargo. • O chá das flores é utilizado para clarear o cabelo (145).

CAMOMILA-RAULIVEIRA
NOME CIENTÍFICO
Helenium alternifolium Spreng et Cabrera.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

HABITAT

Espécie autóctone que vegeta nos campos e vales do Sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene ou anual, ereta, com 30 a 35cm de altura. Folhas com 5 a 7cm de comprimento, sésseis, alternas, um tanto espessas, estreitas, lanceoladas, 1-nérveas, íntegras ou algumas penatífidas com 1 a 3 segmentos pequenos, abertos e lanceolados. Inflorescência em capítulos solitários terminais, longo pendunculados. Brácteas em número de 20 a 25, de 7mm de comprimento, lanceoladas, pilosas. Possui 8 a 10 lígulas com cerca de 1cm de comprimento, limbo deltóide de cor alaranjada. O fruto é um aquênio com cerca de 2mm de comprimento. Papo de 4mm de palhetas lanceoladas, emarginadas no ápice, com aristas longas.

CLIMA
Prefere regiões onde as temperaturas são amenas (20 a 25oC, média anual) e não ocorra excesso de pluviosidade. Chuvas frequentes, sobretudo durante o florescimento, afetam a qualidade do produto colhido.

SOLO
A planta desenvolve-se melhor em solos neutros, aluviais e ricos em matéria orgânica. Não se desenvolve em solos ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: quando a semeadura é feita em agosto, o florescimento ocorre outubro a março. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Produção de sementes: os capítulos devem ser colhidos ao iniciar o murchamento das lígulas, porém antes das flores adquirirem coloração castanha, quando então a deiscência é muito forte, com perda de sementes.

PARTES UTILIZADAS
Flores (preferencilamente) e folhas.

FITOQUÍMICA
Saponinas e óleos essenciais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, febrífuga e hepática (271).

OUTRAS PROPRIEDADES
As flores são muito vistosas, podendo ser utilizadas em arranjos florísticos.

• Colheita: inicia aos 16 meses após o plantio. ubacaia. frágeis. jacuacanga. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. invaginantes. HABITAT Espécie autóctone. verde-escuras na página superior e mais claras e com nervura média saliente na inferior. pacová. mantido sempre umedecido. PARTES UTILIZADAS . ubacayá. cana-branca. vermiculita ou casca de arroz tostado. interiormente branco-avermelhado e exteriormente revestido de escamas pardacentas. As folhas simples. brancacentas e com numerosas radicelas fibrosas. inteiras. • Propagação: rebentos do rizoma e estacas. imbricadas. A inflorescência é uma espiga terminal multiflora. As raízes são filiformes. fibrosos. Fruto cápsula polisperma contendo sementes oblongas. grandes. O enraizamento pode ser feito em substrato à base de areia. nodoso. originária do Brasil equatorial. jacuanga. mas que se adaptou bem às regiões tropicais e subtropicais. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. carnoso. luzidias. periná.5m. de 10 a 13cm de comprimento e com brácteas ovadas. com cerca de 20 a 30cm de comprimento e 10 a 14cm de largura. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: ano todo. As flores são róseas. SINONÍMIA Caatinga. O pecíolo é grosso-carnoso em prolongamento à nervura média. lisas. espiraladas. mais ou menos eretos. arredondadas no ápice. embora tolere solos pobres. de corola tubulosa e cálice avermelhado. É higrófila. cana-do-mato. SOLO Prefere solos úmidos e férteis. jacuanga.7 x 0. cor de carmim.CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Costus spiralis Rosc. brancacento ou verde-claro e piloso. obovadas ou elípticas. pacocaatinga. FITOLOGIA Rizoma carnoso e ramificado. Colmo suculento. agudas.

diaforética. CANA-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Costus spicatus Jack. antidiabética. PARTES UTILIZADAS Colmo e folhas. cana-roxa-do-brejo. aterosclerose. . lavar feridas e diminuir as excitações nervosas e do coração (93). cana-do-mato. cana-roxa. flor-da-paixão. albuminúria. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. jacuacanga. sífilis e gonorréia (32). hidropisia. TOXICOLOGIA Deve-se evitar o uso continuado da planta. Sw. • Suco do caule: para atenuar arterioesclerose. ubacayá. aplicadas topicamente como resolventes de tumores. pois sendo rica em oxalato de cálcio. febrífuga. emenagoga (257). FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas e contusas. ubacaia. O sumo fresco do colmo é indicado para disúria. picada de insetos e catarro (9). periná. SINONÍMIA Cana-de-macaco. anti-reumática (9) e depurativa (93). • A planta é ornamental em jardins. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. resolvente de tumores. inulina. insuficiência cardíaca. dores nefríticas. OUTRAS PROPRIEDADES • O caule fornece um suco refrescante e nutritivo.Colmo e folhas. tônica. FITOQUÍMICA Acido oxálico. aperitiva. taninos e matérias pécticas (9). antilítica. INDICAÇÕES As hastes são indicadas para a leucorréia e afecções renais (257). calmante das excitações nervosas e do coração. paco-caatinga. estomáquica. antiinflamatória dos rins e bexiga (32). pode resultar no surgimento de urólitos.

anti-sifilítica. FITOLOGIA Planta herbácea perene. dura e cilíndrica. rebentos do rizoma e estacas do caule. nefrites. As folhas são alternas. verde-escuras. tônico e emenagogo (32). febrífugo e emenagogo (93). FITOQUÍMICA As hastes contém ácido oxálico (93). • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. Quando exposta totalmente ao sol. inflamações da uretra (93). SOLO Prefere solos úmidos e humosos. • Infusão: para dores nefríticas. FORMAS DE USO • Suco: das hastes (gonorréia ).5m. diaforético. O fruto é capsular. • Decocção: 50g de hastes ou rizoma em 1 litro de água (leucorréia). invaginantes. envolvidas por brácteas escamosas cor de carmim. antilítica (215).0 x 0. . amenorréia e arterioesclerose (215). tônico. PARTES UTILIZADAS Rizoma. polisperma. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral e as estacas podem ser enraizadas em areia umedecida. oblongas.HABITAT Espécie autóctone que habita as matas tropicais. folhas. gonorréia. O suco das hastes é depurativo. diaforético. casca e hastes. o crescimento é lento e a planta é mais suceptível a doenças. de haste rígida. Flores amarelas dispostas em espiga terminal de 5 a 8cm. O enraizamento ocorre em 25 a 30 dias. medindo cerca de 2 a 3mm de comprimento. com sementes arrredondadas no ápice. emoliente. bainha pilosa e tenuamente avermelhada nas bordas. INDICAÇÕES Para o tratamento de leucorréia. • Propagação: sementes. mucosidade da bexiga. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é diurético. que cresce 70 a 80cm de altura. • Plantio: primavera. CLIMA É planta esciófita.

glabro. alternas. Usar topicamente em contusões e inchaços (32).5cm de diâmetro. As flores são compostas de três pétalas violáceas com a base branca. • A planta é ornamental em jardins. • O suco dos rizomas é levemente ácido e mucilaginoso. CLIMA Espécie tropical. reunindo 30 a 32 pedúnculos florais. bainha invaginante. FAMÍLIA BOTÂNICA Comelinaceae.5cm de largura. SOLO Prefere solos úmidos. marianinha.20m de altura. é comumente encontrada em jardins. sendo utilizado como refresco. higrófita e esciófita. de norte a sul do Brasil. As folhas medem 17 a 25cm de comprimento por 5. enquanto que nas velhas só ocorre uma mancha de cor creme-pálida na base da nervura central. espiraladas. As flores dispõesse em panículas de 10 a12cm de comprimento. glabras. As folhas são oblongo-lanceoladas.0 a 6.0 a 1. O caule é ereto. FITOLOGIA Planta herbácea perene. • CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Dichorysandra thyrsiflora Mik. Por ser ornamental. três sépalas côncavas de coloração violeta-clara externamente e branca internamente. . humosos. bordos lisos.• Cataplasma: utilizam-se o rizoma e/ou as hastes. previamente secos e transformados em pó (hérnia) • Ungüento: folhas untadas com sebo. SINONÍMIA Cana-do-brejo. pouco ácidos. A planta é nitrófila e não tolera solos secos e compactados. com porte de 1. sendo que na face ventral ocorrem duas listras longitudinais de cor cinza-prateada em cada lado da margem das folhas jovens. com 6 estames. HABITAT Espécie autóctone que habita a mata Atlântica. nodoso. com 2 a 2. OUTRAS PROPRIEDADES O rizoma apresenta aroma semelhante a violeta (Viola odorata). sendo dois deles mais compridos. nervura central proeminente na face dorsal.

diurética e anti-reumática (93). herbáceo. FITOLOGIA Planta epífita de caule pêndulo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. • Colheita: inicia após um ano de cultivo.7m. PARTES UTILIZADAS Hastes e folhas. composto de 4 a 5 artículos medindo 4 a 8cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. conambaia. brotações do rizoma e segmentos nodais. . A estaquia é feita em areia umedecida. Fruto tipo baga de cor branco-hialina. SINONÍMIA Cabelo-de-anjo. ocorrendo sobre ramos inferiores de árvores antigas.AGROLOGIA • Ambiente: procurar instalar as plantas em áreas baixas. onde o lençol freático possa estar ao alcance das raízes. • Propagação: sementes. • Plantio: outono e primavera. à beira de riachos. • Doença: é comum a ocorrência do fungo patogênico Colletotrichum dichorisandrae. lagoas ou açudes. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em áreas sombreadas de jardins. HABITAT Encontra-se disseminada por toda mata atlântica subtropical. Folhas afetadas devem ser removidas e a planta pulverizada com um fungicida cúprico. responsável pela formação de grandes áreas necróticas nas folhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. CANAMBAIA NOME CIENTÍFICO Rhypsalis capilliformis Weber. • Espaçamento: 1. ripsalis. sub-cilíndrico.0 x 0. Evitar áreas alagadas ou uliginosas. verde-claro. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. Flores terminais campanuladas de cor creme.

luzidias. terminal e axilar. FITOLOGIA Árvore perene. em número de 2 a 5 por cimeira. • Propagação: sementes. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio. SINONÍMIA Canela-da-china. AGROLOGIA • Ambiente: as mudas devem ser enraizadas em substrato de xaxim e/ou húmus e estabelecidas em ambiente sombreado (bosque. 6 . A casca é espessa. canela-da-índia. Neste caso. crescendo espontaneamente em altitudes de até 2. HABITAT Espécie alóctone originária do Ceilão.CLIMA É subtropical e esciófita. Os ramos são cilíndricos ou tetrágonos somente no ápice. alternas. base subaguda a arrredondada. coriáceas. CANELA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Cinnamomum zeylanicum Blume e Cynamomum cassia Blume. Desenvolve-se numa faixa de temperatura de 20 a 30oC. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de úlceras.000m (93). As folhas são simples. com cerca de 7 a 8m de altura e com tronco de 20 a 25cm de diâmetro. escorbuto. O perianto é 6-lobado. acuminada. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. 3nervada. oblongas. Poderão ser utilizadas árvores como base do agroepifitismo da planta. As flores são verde-amareladas. túnel de sombrite 70% ou mais). A inflorescência é uma panícula cimosa. 8 a 15cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. elípticas-ovaladas ou oblongo-lanceoladas. menos no inverno. caneleira. • Plantio: deve ser feito nas estações mais chuvosas do ano. procurar amarrar as mudas sobre ramos sombreados que tenham musgos sobre a casca. pecioladas. de folhas persistentes. pequenas. glabra. PARTES UTILIZADAS Artículos. estacas dos ponteiros e mudas obtidas na mata. glabra e pálida. febres gástricas e biliosas (271). facilitando o pegamento da muda.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestivo. safrol. escrófulas. extremidades frias. A semeadura é feita em bandejas de isopor de células grandes ou em saquinhos plásticos perfurados. carbureto terpênico (283). felandreno e ácido cinâmico (9). baixa e esgalhada. aldeído cinâmico (65 a 75%). O sabor é excitante. ovário livre. antileucorréica e catamenial (93). A casca da raiz contém cânfora (93). borneol (93). FITOQUÍMICA Taninos. respiração ofegante. eugenol (5%). A folha contém 75% de eugenol e 3% de aldeído cinâmico. antisséptica. paralisia da língua e enxaquecas (93). minerais (2 a 4%). contendo substrato organo-mineral. Não possui pétalas. digestiva (128). choques. hipertensora suave (9). SOLO Prefere solos bem drenados. anti-reumática. influenza. com 1 lóculo. hemorragias de partos. fragrante e aromático. A germinação. marmitol. tosses. piolhicida. doce e pungente. vômitos nervosos. com exceção do inverno. . mas adapta-se bem ao subtropical. A casca é de cor cinza-castanho. aromática (283). preta.5m. com 8mm de comprimento. galactagoga.5 x 3. em substrato orgânico ocorre em 30 a 40 dias. ligeiramente áspera. amenorréia. amido. cardiotônica (294) tônica. cujas mudas espontâneas que se formam podem também ser aproveitadas para o plantio. com rugas finas e lenticelas transversas.estames. diarréia. mucilagem. adstringente. A germinação ocorre em 40 a 50 dias. crioulceração (445). • A poda apical da planta permite uma arquitetura mais compacta. O odor é delicado. antiespasmódica. metrorragias. • Colheita: inicia a partir do quarto ano. carminativa. dismenorréia. FORMAS DE USO • 1 a 3g/xícara (445) na forma de infusão. aerados e silicosos. tintura e Alcoolatura. doenças atônicas do estômago. CLIMA É de clima tropical. febres adinâmicas. com pouca umidade. • Propagação: sementes. calafrios. pubescentes. Os pássaros são os principais disseminadores da espécie. flores as folhas. • Plantio: ano todo. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. pressão baixa. ulcerações da gengiva e da mucosa da boca (294). O fruto é uma baga ovóide apiculada. INDICAÇÕES É utilizada para dores estomacais. PARTES UTILIZADAS Casca da árvore. antiescorbútica.

FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. SINONÍMIA Canforeira. compotas e doces. O caule é cilíndrico é lenhoso na base. Após lavar a cabeça.2 a 0. SOLO . CANFRINHO NOME CIENTÍFICO Artemisia camphorata L. ascendente. que cresce 30 a 50cm de altura.8cm de espessura (445). curau. longo-pecioladas. • A essência é utilizada na indústria de perfumaria. pinatisectas. As folhas são glandulosas. Coar e tomar 1 cálice duas vezes ao dia. arroz-doce. muito ramosa e aromática. TOXICOLOGIA • A planta é embriotóxica e abortiva ( 227. 228). CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical ameno e heliófita. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. desaconselhável para gestantes e pessoas febris (444). alternas. enxaguar com o infuso de canela. • Infusão piolhicida: ferver 2 xícaras das de chá de água e derrame sobre 2 paus de canela em uma vasilha. de 30 a 40cm de comprimento por 3 a 10cm de largura por 0. antes das refeições (tônico e digestivo). Secar o cabelo e passar um pente fino (294). • Dos frutos se obtém a cera de canela. mingau. com os segmentos lineares e numerosos. perene. • A casca é comercializada em pedaços ou rolos. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas.• Vinho: macerar durante 30 dias 30g de casca em 500ml de vinho licoroso. OUTRAS PROPRIEDADES • O pó da casca serve como condimento de quentão. com 2 a 3cm de comprimento. sésseis. Abafar por 15 minutos. canfinho. usada para o fabrico de velas.

SINONÍMIA .5m. para prevenir da incidência de patógenos vasculares. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. FORMAS DE USO • Alcolatura: macerar as folhas na cachaça ou álcool de cereais. • Colheita: inicia aos 6 meses após o plantio. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis no Estado de Santa Catarina. antiepiléptica. ocorrendo no verão. contusões e hemorragia uterina (271). • Doenças: a planta sensível à patógenos que atacam as raízes e vasos condutores. • Propagação: rebentos da raiz e estacas caulinares radicantes.7 x 0.) FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática (257). INDICAÇÕES Utilizada no álcool para dores musculares. Se o inverno for quente.Prefere solos areno-argilosos. picadas de insetos (257). Utilizada externamente. não ocorre. • Plantio: outubro a novembro. CAPIM-LIMÃO NOME CIENTÍFICO Cymbopogon citratus [DC. feridas. pouco ácidos. Solos ácidos. durante 1 hora. aerados e bem drenados.2%. distúrbios neurológicos e cardíacos (128). FITOQUÍMICA Óleos essenciais e derivados de cânfora (257). compactados e muito úmidos afetam a produção e a qualidade das folhas. casca de arroz tostada (60%). As estacas devem ter sua base imersa em solução de benomil a 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Florescimento: é esporádico. calmante e antinevrálgica (271).] Stapf. • Substrato: o enraizamento das estacas é feito em uma mistura de vermiculita (40%).

capim-ciri.. inseticida e repelente).0m em altura e forma touceiras de perfilhos ao nível do solo. As folhas são recobertas por uma fina camada de cera e exalam olor de limão. cimbopogona. Apresenta rizomas semi-subterrâneos. α e β-pineno. Colheita: inicia após quatro meses do plantio e é feita três a quatro vezes ao ano. A secagem a 30oC. capim-santo. sesquiterpenos e terpenos. capim-cidrilho.. embora favorável a menor perda de óleos voláteis. Penicilium sp. com nós bem demarcados. citrol (mistura dos aldeídos neral e geraniol). acetato de nerol.. acetato de geraniol. curtos. cortante. capim-marinho..5 a 2. mentona. ésteres. cespitosa. preferencialmente próxima dos cursos de água. vervena. linear-lanceoladas. nervura central grossa e caniculada. Plantio: ano todo. ácidos. humuleno. Cresce subespontaneamente em todo o Brasil. canfeno. áspera nas duas faces. cimbopogonol. que medem cerca de 60 a 100cm de comprimento por 1. e Alternaria sp. deve-se secar lentamente à baixas temperaturas (35 a 40oC). capim-de-cheiro. CLIMA É heliófita. As folhas. Não tolera geadas. borneol. Propagação: divisão de touceira cujas folhas são previamente podadas. linalol. patchuli-falso. capimcidró.0 x 0. isopulegol. que afeta a produção e qualidade das folhas. grama cidreira. capim-cidreira. metileugenol. farnesol. Doenças: as folhas são eventualmente acometidas pela ferrugem parda. estolonífera. geranial. O florescimento é raro e as flores. Apresenta textura áspera ao tato e permanece mais ereta que a citronela. paralelinérveas. cimbopogenol. capim-cidrão. Cladosporium sp. É feito diretamente a campo. eventualmente formadas. βcadineno. cetonas. Trichoderma sp. fencona. . Rhyzopus sp.40m. chá-deestrada. citral (antiespasmódico. facilita a infecção dos fungos Aspergillus sp.Capim-catinga. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solo. Por isso. HABITAT Espécie alóctone de origem indiana. porém não encharcados. É muito sensível à estiagem. a beira de estradas e em áreas aluviais. bordo liso. AGROLOGIA • • • • • Espaçamento: 1. FITOLOGIA Planta herbácea. mas prefere solos com bom teor de umidade. As folhas são muito aromáticas. São ricas em óleos essenciais que contém α-oxobisaboleno. erva-cidreira. hexacosan-1-ol. (55). que cresce cerca de 1. capim-cheiroso. nerol.0cm de largura. mirceno (analgésico). perene. car-3-eno. FITOQUÍMICA As folhas contém aldeídos. cineol. capim-sidró. antimicrobiano. geraniol. sidró. saponinas álcoois (cimeropogonol e cimpogonol) e alcalóides (145). boa parte do aroma é perdido. • Secagem: com a secagem. são amplexicaule. são estéreis.

neuralgias. febrífuga (179). • Infusão: ⇒ 4 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água. béquica.10 a 95. depurativa. espasmo intestinal (352). mentagrophyres e Microsporium canis) (234). gastralgias. Tomar xícaras ao dia (145). carminativa. . úlceras. tosse. sudorífica. caféico. βsitosterol (155). feridas. entorse. indigestão. citronélico. e que infectam sementes de cereais (Aspergillus e Penicillium) (40). diminuiu os níveis de colesterol de 22 voluntários (179) . iso-orientina. analgésica suave. FARMACOLOGIA Tem ação na diminuição da atividade motora. α-canforeno. vômitos. lumbago. O extrato acuoso demonstra um efeito ansiolítico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida em conjuntivites (363).25% (55). PARTES UTILIZADAS Folhas. Encontram-se ainda alguns flavonóides como a luteolina. A infusão do rizoma se usa para clarear os dentes e é tônica (23). rizoma e raízes frescas ou secas. catarro. resfriado. calmante. hipotensora (258). antiespasmódica. T. p-cumárico. diurética. FORMAS DE USO • Decôcto ou inalação: 10 a 20g/dia de folhas e/ou raízes (444). O óleo essencial da planta tem ação fungistática sobre alguns fungos dermatogênicos humanos (Trichophyton rubrum.terpineol. estomáquica (257). O extrato da planta apresenta forte ação bactericida sobre o vibrião do cólera (78). citronelal. ⇒ 10g de folhas secas em ½ litro de água quente. terpinoleno. anticonvulsionante. O óleo essencial. aldeídos como o isovaleraldeido e decilaldeido (120) . no aumento do período de sono. ocimeno. anti-histérica (215). antidiarréica. O conteúdo de citral varia de 86. por 3 meses. sedativa. ansiedade (294). antiespasmódica e analgésica. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia (258). digestiva. é repelente de mosquitos e serve como desodorante natural. administrado na forma de cápsulas. miorrelaxante (145). O óleo essencial apresenta atividade antibacteriana e antimicótica. limoneno. na dose de 140mg/dia. tensão muscular e cefaléia. ATIVIDADE BIOLÓGICA As folhas demonstram atividade antimutagênica em Salmonella tryphimurium TA 98. luteolina-7-O-β-D-glicosídeo. eczemas (179). Os extratos etanólicos apresentam atividade contra os áscaris. aromática. cólicas menstruais e intestinais (o mirceno atua nos nervos dos órgãos). contusões. ácidos acético. conjuntivite. INDICAÇÕES Também usada para dores estomacais. gerânico e capróico. expectorante. antireumática. dipenteno. antidisentérica e antiálgica (120). distúrbios renais (258). O efeito analgésico é atribuído ao mirceno (119).

cochlearia-dos-jardins. longopedunculadas. capucina. cinco-chagas. aromática e ardente. sedação e defecação (120). capuchinha-grande. especialmente dos campos altos e pedregosos do Peru (341). solitárias. cujas ramagens prostradas crescem 23m de comprimento. agrião-maior-da-índia. • As folhas picadas e acondicionadas em saches. • As folhas constituem-se ótima forragem para elefantes. a infusão passa a ser bebida refrigerante. com 5 sépalas coloridas e distintas e 5 pétalas ovado-obtusas. orbiculares. O hidrolato das folhas provoca um quadro de hipocinesia.• Ungüento: esmagar 1 xícara das de chá de rizomas em 1 colher das de sopa de óleo de coco. O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. flor-de-sangue. devido ao sistema radicular vigoroso e agregador. glabro e cilíndrico. baixar demasiadamente a pressão e causar desmaios. curculiare. chagas. sapatinho-do-diabo. FITOLOGIA Planta herbácea rasteira bienal. coleária-dos-jardins. axilares. mastruço-do-peru. longo-pecioladas. além de permitir uma ótima cobertura de solo. chagas-de-flores-grandes. As flores são irregulares. • A planta é indicada para proteção de encostas. servem para aromatizar roupas e repelir insetos (294). As folhas são alternas. agrião-grande-do-peru. capuchinho. perda de postura. de caule carnoso. amarelo- . chagas-da miúda. campanuladas. nastúrio. • A planta fornece óleo essencial usado em perfumaria. SINONÍMIA Agrião-do-méxico. barrancos e estradas. Coar e fazer massagens tópicas para nevralgias e reumatismos (128) TOXICOLOGIA Doses concentradas pode provocar aborto (258). CAPUCHINHA NOME CIENTÍFICO Tropaeolum majus L. mastruço. frágil. FAMÍLIA BOTÂNICA Tropaeolaceae. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais de altitude. OUTRAS PROPRIEDADES • A essência é amarelada. capuchinha-de-floresgrandes. que cresce de 30 a 40cm em altura. ataxia. 5-lobadas. • Servida fria. verde-claro-brancacento. pelti-nervadas. bradipnéia.

com máculas mais escuras e esporão cilíndrico curto.5 x 0.que dá origem à compostos sulfurados antibióticos. aperiente. quando comparada a colheita na lua cheia (72). globosa. passando até mesmo por esciófita. expectorante. Os frutos secos são purgativos (93). ativadora da circulação do sangue (271). • Florescimento: início de agosto a novembro. separando-se depois em três aquênios. contém o ácido erúcico. úmidos e aerados. em canteiros.3m. resinas. A semeadura é feita diretamente a campo. • Colheita de frutos: outubro a dezembro. óleo essencial. vitamina C (257). estimulante. depurativa (128). ácido tropaeolínico. liberando-a ao ambiente na forma de gutação. folhas. • Plantio: março e setembro. às vezes dobradas. tônica. • Irrigação: a planta apresenta uma alta capacidade de retirada de água do solo. também conhecido como óleo de Lorenzo. O óleo das sementes. PARTES UTILIZADAS Caule. inicialmente única. digestiva. 5-7 costada. • Propagação: sementes. 32). Altas temperaturas de verão (acima de 28oC) são prejudiciais ao desenvolvimento vegetativo da planta. FITOQUÍMICA Ácido erúcico (72). Inicia 2 meses após o plantio. CLIMA Embora a planta seja de clima subtropical de altitude. O fruto é uma cápsula 3-coca. • Adubação: aplicar 2 a 3kg de cama de aviário por m2 de canteiro. mirosina e óleos sulfurados (93). tônico capilar (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (341.laranja ou vermelhas. béquica. INDICAÇÕES Usada ainda para o combate à caspa (215). glucotropaeolina . a planta adapta-se bem às regiões tropicais. sendo que o rendimento de ácido erúcico é maior quando a colheita de sementes ocorre na lua nova. escrofulose e demais afecções de pele (257). tais como eczema e psoríase (32). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Plantas daninhas: não tolera a concorrência com ervas invasoras. antibiótica natural. de pericarpo espesso e carnoso. cada um contendo uma semente. O sombreamento da planta reduz a produção de sementes e do ácido erúcico. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. ácido graxo utilizado no tratamento da . mirosina (enzima). frutos e flores. • Doença: Pseudomonas cihorii (146).

sobretudo as secundárias. china. pariri. lenticelados-verrucosos e estriados. semelhante à alcaparra. Cresce subespontaneamente em capoeiras. crajirú. HABITAT Espécie autóctone que cresce nas matas tropicais. Para uso interno. Repele pulgões.) Verlot. SINONÍMIA Cajuru. guajuru. FITOLOGIA Planta trepadeira perene. as folhas e flores provocam o sono (294). FORMAS DE USO • Suco: tomar 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas. A planta encerra antibióticos naturais de largo espectro (380). cipó-pau. carajirú. reduzir o volume de água à metade (257). depois tetrágonos. ramos cilíndricos e glabros enquanto jovens.. • Infusão: ⇒ 40 a 50g em 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES • Os botões florais são comestíveis. piranga. CARAJURÚ NOME CIENTÍFICO Arrabidea chica (H. pariri. na França. chica. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia. coá-piranga. besouros e moscas brancas. e B. As folhas são pecioladas. • Pó: frutos secos. a espécie pode ser usada como bordadura periférica para proteção de espécie vegetais susceptíveis às pragas. Neste particular. • As flores são utilizadas como salada ornamental. guarajuru. apresentando sabor acre e picante. . orla de matas e restingas. Se consumidas à noite. cipó-cruz. • É muita atrativa de lepidópteros. de arquitetura escandente. • A planta pode ser usada em paisagismo e jardinagem. • A planta é fitoprotetora de pragas da macieira. guajuru-piranga. ⇒ 4 colheres das de sopa de folhas picadas ou 2 de sementes em 1 litro de água. oajuru.adrenomieloneuropatia (72). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. Tomar ½ g em ½ copo de água. oajuru-piranga.

antianêmica (9). cólicas intestinais. conjuntivite. medindo cerca de 18 a 20cm de comprimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. glabra e castanha-ferrugínea.8m de altura. antidiabética. fornecem matéria corante vermelho-escura ou vermelho-tijolo. dispostas em panículas terminais piramidais. inflamações do útero e dos ovários. produzem seda vermelha.compostas. diarréias sangüíneas e entero-colites (93). • Tutoramento: é feito com fios de arame dispostos horizontal e paralelamente entre si. alcalóides. ferro assimilável e cianocobalamina (9). • Colheita: inicia 7 a 8 meses após o plantio. cicatrizante. antidisentérica (271). antiinflamatória (425). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. saponinas. impigem. 3-deoxiantociianidina.7m.5 x 0. INDICAÇÕES É utilizada para o tratamento de feridas (9). O fruto é uma cápsula linear. presos a moirões com até 1. de folíolos oblongo-lanceolados. • Propagação: sementes e estacas de ramos. 173). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. glabros nas duas faces. triterpenos. coriáceos. carajurina. carajurina. cumarinas. Flores campanuladas. 42. róseo-lilacinas. FITOQUÍMICA Ácido anísico. reticulado-venosos. desinfetante (130). . • Os bichos da seda que comem suas folhas. taninos. É heliófita e seletiva higrófita (365). As estacas são enraizadas em areia mantida sempre úmida. genipina (379. contendo sementes ovóides (93). flavonóides. discolores ou concolores. bixina. depois de fermentadas. • A planta é melífera e ornamental (93). trifolioladas. frouxa. emoliente. antidiarréica. alongada. enfermidades da pele de diferentes origens. CLIMA É de clima tropical a subtropical. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. quinonas. • Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). antileucêmica. aguda em ambos os lados e com uma nervura média saliente nas valvas. pseudoindicanas.

brilhante ou matizado de amarelo. Inflorescência em capítulos hemisféricos solitários. e subespontaneamente em áreas ruderais. Caule cilíndrico. profundamente lobadas. FITOLOGIA Planta herbácea anual ou bianual. As folhas formam uma roseta basal. profundos e permeáveis. • Espaçamento: 1. robusto. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito sensível às bacterioses. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. glabro. com cerca de 0. pecioladas. O fruto é um aquênio grande. São grandes (30 a 50cm de comprimento). Raiz aprumada e grossa. encimado por um papilho de pelos denticulados. Cresce espontaneamente em solos arenosos e pedregosos. cardo-santo. verde. Flores violetas. verdes. com irrigação por gotejamento. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical de altitude. arenosos. ereto. cardo-leiteiro. que proliferam-se em solos úmidos. preto. HABITAT Espécie alóctone. cultivadas. • Pragas: A planta é muito vulnerável ao ataque de Diabrotica sp. o cultivo em regiões muito pluviosas deve ser feito em estufas plásticas. alternas.3 a 1. sulcado.0m de altura. com brácteas coriáceas terminadas em espinho. com as margens onduladas orladas de espinhos amarelos e cílios. É heliófita. É encontrada até 700m de altitude (383). cardo-de-nossa-senhora. mescladas com branco ao longo da nervura.0 x 0.CARDO-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Silybum marianum (L.50m. sinuadas ou dentadas. tubulosas.) Gaertn. • Plantio: outono. que são semeadas em bandejas de isopor em substrato areno-orgânico. cardo-mariano. terminais. de caule. serralha-de-folhas-pintadas. que destrói toda a folhagem. brilhantes. SOLO Prefere solos férteis. .. a beira de caminhos e em áreas nitrófilas. SINONÍMIA Cardo-branco. • Propagação: só ocorre via sementes. medindo 3 a 4cm de diâmetro. originária das regiões mediterrânicas.

que causa a podridão das plantas. Não se deve utilizar quando de problemas renais. Favorece a digestão de alimentos ricos em gordura. histamina. silidianina (162). FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 5 minutos. • Florescimento: primavera. INDICAÇÕES Indicada para distúrbios cardiovasculares e hepáticos e. hipertensora. do útero e também das hemorróidas (93). Indicada ainda para o tratamento da icterícia e afecções hepáticas (294). 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. Coar e tomar 1 cálice após as refeições.Doenças: em regiões de alta pluviosidade. úlcera e gastrite. Inodora. digestiva e aperiente (294). sementes. • PARTES UTILIZADAS Folhas. • As folhas trituradas são apreciadas pelo gado e as sementes são apreciadas pelas aves. As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica (383). colerética. obtendo-se rendimentos de cerca de 950kg/ha (149). é comum a ocorrência de Erwinia sp. Das sementes obtém-se uma tintura útil no tratamento de moléstias da uretra. • É ornamental em jardins ensolarados. O espaçamento entre fileiras pode ser de 70cm e entre plantas de 12cm. Tomar em pequenos goles. diurética (383). o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas. Não é recomendado o uso por crianças. • Produção de sementes: deve ser feita em regiões com baixa umidade relativa do ar e com baixos índices pluviométricos. tiramina (383). silimarina. raiz. vômitos e diarréias. forte e duradouro. FITOQUÍMICA Óleo essencial.. ingerida 8 dias antes de uma viagem. colagoga. • Vinho: macerar 20g de folha de cardo-de-santa-maria e 5g de cravo-da-índia em 1 litro de vinho branco. durante 5 dias. podendo então ser tóxica (209). • Colheita: inicia após o quarto mês após o plantio. evita o enjôo (383). OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas é amargo. TOXICOLOGIA Em doses excessivas. . Pode acumular muito nitrato nas folhas. • As folhas novas são utilizadas como saladas e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É tônica. antes que as flores abram totalmente.

• Alelopatia: protege e estimula o crescimento da camomila. cacália-amara. carque. de coloração amarela. Fruto tipo aquênio. • Propagação: sementes. glabro. quina-de-condamine. ribanceiras de rio e áreas ruderais em geral.800m de altitude (96). vassoureira. A inflorescência é do tipo capítulo. carquejaamarga. dióica. produz também em áreas agrestes (solos secos e pedregosos).40m. bacórida.0 x 0. e até 5 horas. SOLO Embora prefira solos úmidos e expostos ao sol. linear. • Aclimatação: as estacas devem ser plantadas em vermiculita. casca de arroz ou vermiculita. glabra. carqueja-amargosa. cacália-amarga. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. rebentos e por estacas. alado em sua extensão. vassoura-de-botão. • Florescimento: novembro a janeiro. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastos. cacaia-amarga. SINONÍMIA Bacanta. levemente nervadas. terrenos secos e pedregosos. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em climas amenos. também em solos úmidos. Ocorre até 2. em intervalos de 2 a 3 horas durante o dia. beira de estradas. cortando-se apenas os dois terços finais da parte aérea. É heliófita (211). e cobertas com sombrite 70%. campos. quando floridas. FITOLOGIA Planta subarbustiva. Caracteriza-se por possuir 3 alas no caule. vassourinha. perene. A melhor estaca é aquela obtida da parte basal ou mediana dos ramos (267). . vassoura.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis trimera Less. a noite. tiririca-de-babado. quase sempre aglomerados sésseis. tiririca-de-bêbado. glandulosa. As folhas são muito reduzidas e ovais. que cresce até 90cm de altura. com alas seccionadas alternadamente. Possui caule lenhoso. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. deixando a cepa para rebrote. Manter irrigação por nebulização de 2 a 3 minutos. • Colheita: as hastes são colhidas quatro meses após o plantio.

ésteres terpênicos. • Infusão forte: 60g em 1 litro de água. má-circulação (271) e angina. inflamação das vias urinárias. astenia.• Rendimento: 150 a 250g de matéria seca por planta (106). Na Argentina é utilizada para curar a impotência masculina e esterelidade feminina (242). feridas e úlceras (uso externo). anti-hidrópica. antidiabética (32). antiasmática. saponinas (145). Tomar 150ml. analgésica (179). gastroenterites (179). . digestiva. Na Bolívia a planta é usada como inseticida (179). estimulante hepática (128). colagoga. exceto galhos grossos (além de 7mm). depurativa. • Produção de sementes: a maturação de sementes ocorre janeiro/fevereiro. hepatoprotetora e antiinflamatória (130). obesidade (257). chagas venéreas e até mesmo a lepra (32). matéria orgânica estranha e terra (96). antigripal (144) e aromática (242). • Padrão comercial: planta inteira. álcoois sesquiterpênicos. flavanonas. É também usada para cálculos biliares. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de talos em ½ litro de água fervente. icterícia. gastrite (267). aperiente. hepatoprotetora. Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao se deitar. luteolina. É moluscicida. FITOQUÍMICA O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno. flavonas. diterpeno do tipo eupatorina. PARTES UTILIZADAS Ramos alados com flores. carquejol e acetato de carquejilo) (257). antidiarréica. sudorífica. lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos. três vezes ao dia (145) ⇒ 1 xícara das de cafezinho em ½ litro de água. diurética. fraqueza intestinal (215). fenólicos. antidispéptica. hipoglicêmica. tenífuga (145). azia. nepetina e quercetina (179). estomáquica. má digestão. alcalóides. Aplicar externamente sobre locais afetados. vermífuga. gota. hipocolesterolêmica. anti-reumática. B e C. febrífuga (179). antianêmica (215). INDICAÇÕES Indicada para anorexia. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas são ativas contra Schistosoma mansonii. A parte aérea contém α e β-pineno. antiinflamatória. hispidulina. FARMACOLOGIA Atividade hipoglicemiante. antibiótica. fígado e da bexiga (144). flavonóides. Compostos específicos: apigenina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica amarga (eupéptica). inibindo o crescimento de Trypanosoma cruzi. diurética (294). dilactonas A. afecções do baço. germacreno-D.

Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. em número de 35 a 40 e brancas. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia (128). OUTRAS PROPRIEDADES • Substitui o lúpulo na produção de cerveja de baixa qualidade. mas que sejam drenados. entouceirada. pobres. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente no sul do Brasil. por ser de origem subtropical. CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Bacharis articulata [Lam. As masculinas pouco menores.5 a 1. aparentando espigas soltas e cujo conjunto aparenta uma panícula. agrupam-se em capítulos sésseis ao longo dos ramos superiores. a beira de estradas e em áreas nativas abertas. Caule e ramos tri-alados. glabras. Em solos humosos e úmidos. dióica. • É utilizada para conferir sabor a licores e refrigerantes. Tomar 1 cálice antes das refeições (257). SINONÍMIA Carqueja-doce. cerosas e sutilmente aromáticas. carquejinha.] Person. É tolerante à geada e à seca. SOLO Desenvolve-se em solos saibrosos. com altura variando entre 0. As alas são contínuas ou interrompidas. Aquênio glabro com poucas cerdas. ereta. verde intenso. ácidos e arenosos. áfilos ou com folhas são rudimentares. Flor feminina campanulada. As flores.• Vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. FITOLOGIA Planta arbustiva. CLIMA Prefere climas mais amenos. simétricas e com corola pentadentada. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • Decocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água. . glutinosa. responsáveis pela ação fotossintética. Adapta-se à luz plena ou meialuz.0m. ramosa. em campos. de 4 a 5mm de comprimento e de largura. o crescimento é mais exuberante.

quando ingerido por 10 a 15 dias.3 x 1. resínico. anticolesterolêmica (179). diurética. acetato de articulina. hepática. salvigenina. • Propagação: segmentos de rizoma e estacas de ramos maturos. antidiabética. e inibem o crescimento do Trypanosoma cruzi. antidiarréica. 283). genkwanina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva. articulina. cirsimaritina. É feita de janeiro a fevereiro. . que é hospedeiro intermediário do S. bacchotricuneatina A. absintina. estimulante da fertilidade feminina. tônica. Nas flores foram encontrados o barticulidiol. jaceosidina. ação letal sobre o molusco Biomplalaria glabrata. do fígado. antiespasmódica. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas existentes na planta apresentam atividade contra cercárias de Schistosoma mansoni. γ-elemeno. 7. O enraizamento é feito em substrato à base de areia. OUTRAS PROPRIEDADES É resinosa e amarga. o extrato da planta inteira causou a morte de cobaias (301). antisséptica. causador da esquistossomose. INDICAÇÕES Indicada para enfermidades do baço. βguaieno. O óleo essenial contém α-pineno. da bexiga. eupéptica. mansoni. lupeol e chondrillasterol. luteolina. 160). cis-cariofileno. antianêmica (93) e depurativa. Controla a impotência masculina e a esterelidade feminina (179. anti-reumática. quercetina. febrífuga. protozoário causador da doença de Chagas (209). acacetina. oleanólico e crisosapônico. prisão-de-ventre. δ-cadineno e aroma dendreno (159. dispepsias atônica e debilidade orgânica (93). casca de arroz tostada e/ou vermiculita. PARTES UTILIZADAS Ramos alados. diéster malonato acetato. FITOQUÍMICA A parte aérea contém ácidos α e β-resínicos. • Florescimento: primavera • Colheita: inicia a partir do primeiro ano após o cultivo. jaceidina.AGROLOGIA • Espaçamento: 1. santonina. enjôos (257). • Aclimatação: as estacas devem ser sombreadas sob sombrite 70% e mantidas úmidas sob nebulização intermitente.3m.4'-dimetilapigenina. TOXICOLOGIA O extrato aquoso da planta é abortifaciente. Administrado em cobaias. • Plantio: outubro.

FITOLOGIA Planta subarbustiva. curtopedicelados. glabro.3 a 2.5 a 3. muito enfolhada.5m. com 1mm de comprimento (209). discretamente tomentosa na face dorsal.0cm de comprimento por 3 a 4mm de largura. fosca. medindo 1. em solos de aluvião e/ou humosos. pobres e até compactados. amarelo-castanho. CLIMA A planta adapta-se a uma ampla variação térmica e luminosa. HABITAT Espécie autóctone. muito ramificado. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. alongado. Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). Porém. inicialmente verde. capoeiras e áreas de vegetação rala. persistentes. Quando amassadas. Medra em campos abandonados. passando a cinza. Propagação: sementes e estacas. dispostas em capítulos axilares. simples. cilca. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. que cresce de 1. . AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 1. lanceolada.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis dracunculifolia DC. vassourinha.0m de altura. As folhas são alternas. vassoureira. verdes. Pode ser cortada toda a parte aérea. margem inteira ou irregularmente 1-3-5-7 denteadas. SOLO Tolera bem os solos ácidos.5 x 1. com flores masculinas e femininas esbranquiçadas. atingem porte mais avantajado. Inflorescência díclina. sésseis. vassoura. O caule é fibroso a lenhoso. Colheita: inicia a partir do primeiro ano de cultivo. sendo também resistente à seca e tolerante à geada. ocorrendo principalmente no sul do Brasil. as folhas exalam aroma acre. monóica. Fruto tipo aquênio. pois a cepa proporciona um bom rebrote. SINONÍMIA Alecrim-de-vassoura.. uninérveas. alecrim-do-campo. com ápice agudo e base atenuada.

O fruto é um utrículo ovóide. Tomar 2 xícaras ao dia.0 x 0. FITOLOGIA Planta herbácea de caule sulcado. pubescente no ápice. globulol e palustrol (372). pecioladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. atenuadas. INDICAÇÕES Debilidade orgânica. com nervuras salientes. afecções febris. febrífuga (242) e aperiente (68). FORMAS DE USO Infusão e decocção: 10g de folhas e talos por ½ litro de água. agudas. distúrbios gástricos. cansaço físico (68). onduladas. amareladas.0 a 1. carurú-crista-de-galo.5m. reunidas em espigas eretas dispostas em panículas piramidais. CARURÚ-DA-ANGOLA NOME CIENTÍFICO Amaranthus spp. inapetência. Flores densas e diminutas. com linhas vermelhas.FITOQUÍMICA Nerolidol. bredo-rabaça. crescendo de 1. contendo sementes lenticulares. . • O óleo é utilizado na indústria de perfumaria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. subrugoso. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. carurú-do-mato. luzidias e pretas. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. Folhas ovado-lanceoladas. eupéptica. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada para varrer as casas em áreas rurais.2m de altura. crista-de-galo. medindo 14 a 16cm de comprimento por 6 a 8cm de largura. espatulenol. SINONÍMIA Bredo.

• Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. As sementes germinam em 8 a 10 dias. • Plantio: março-abril. As mudas são transplantadas quando apresentarem 4 a 6 folhas definitivas. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raiz e talos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hepática (32) e estomática. A raiz é diurética (93) e febrífuga de largo espectro (215).

FORMAS DE USO
• Suco: tomar algumas colheres das de sopa ao dia. • Salada: alimento e fitoterápico.

CARVALHO-EUROPEU
NOME CIENTÍFICO
Quercus alba L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Fagaceae.

HABITAT
Espécie alóctone originária da Europa, Marrocos e Ásia Menor.

FITOLOGIA
Árvore com porte de 30 a 35m de altura. Apresenta o caule cilíndrico, casca fendida, ramos tortuosos. As folhas são alternas, oblongas, membranosas, pinati-fendidas ou sinuado-lobadas, com segmentos obtusos, subsésseis, glabras, membranosas. As flores são monóicas, sendo que os amentos masculinos são finos, frouxos, amerlo-esverdeados, com uma flor na axila de cada bráctea. Flores femininas dispostas em espigas, sendo que cada flor é guarnecida por um capitel que se desenvolve na floração. Fruto com 2 a 3cm de comprimento e 2cm de diâmetro, longo pedunculado, recoberto em sua terça parte pelo capitel.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 5 x 5m.

• Propagação: sementes. As sementes devem ser postas a germinar em saquinhos plásticos ou recipientes com um mínimo de 400ml de capacidade, contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outono. • Pragas: lagarta Podalia chrysocoma e coleóptero Loxopyga flavo-lineata. • Doença: Oidium quercinum. • Colheita: as folhas são colhidas no terceiro ano após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Frutos e folhas.

FITOQUÍMICA
Contém tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tanatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina (93), amido, celulose, goma, resina, óleo graxo, (283).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A casca é adstringente e febrífuga, e os frutos antidiarréicos e antidiabéticos (93).

INDICAÇÕES
Indicada para a atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os frutos constituem-se ótimo alimento para suínos a até para o homem. • A madeira, considerada de primeira qualidade, é utilizada na confecção de móveis antigos, esculturas, pipas, barris e vasilhames diversos.

CATINGA-DE-MULATA
NOME CIENTÍFICO
Tanacetum vulgare L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Atanásia, atanásia-das-boticas, erva-contra-vermes, erva-de-são-marcos, erva-dos-vermes, erva-lombrigueira, palma, tanaceto, tanásia, tasneira.

HABITAT

Espécie alóctone européia que é encontrada crescendo junto aos charcos, lagos, margens dos caminhos e terrenos baldios e até 1.400m de altitude. Foi introduzida no Brasil pelos colonizadores europeus, adaptando-se ao cultivo em jardins.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene que forma tufos de numerosos caules, eretos, ramosos, angulosos, canelado e folhosos. Cresce 0,6 a 1,2m em altura. Folhas alternas, glabras 1-3 pinatífidas, que crescem até 15cm de comprimento, com segmentos lanceolados e pinatipartidos, serrados, agudos e pecíolo alado. Inflorescência em capítulos corimbosos terminais amarelos, eretos e densos. As flores são tubulosas, não tendo as exteriores estames. Frutos tipo aquênio, costado e glanduloso. Raiz oblíqua e ramificada. A planta é muito aromática.

CLIMA
É de clima temperado, adaptando-se porém ao clima subtropical. Suporta geadas mas não tolera estiagens.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m. • Propagação: sementes e divisão de touceiras. A planta seca no inverno para rebrotar na primavera. Neste época, retiram-se as brotações que se formam a partir do rizoma. • Plantio: primavera (estacas) ou outono (sementes). • Plantas daninhas: não suporta concorrência com outras plantas. • Florescimento: final de setembro. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas.

FITOQUÍMICA
Ácido tanásico, tanacetona (257), lactonas sesquiterpênicas (partenolídeo), flavonóides (flavona eupatilina), esteróis, glicose (355), ácidos cítrico, butírico e oxálico, tuiona, canfol, tanino, resina, vitamina C. As sumidades floridas contém 0,1 a 0,6% de óleo essencial e 7,64% de cinzas. A planta inteira contém cerca de 9,22% de cinzas (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-helmíntica, vermífuga, aromática, emenagoga (257), antiinflamatória antibacteriana, antiulcerogênica (355), tônica, estimulante (93), febrífuga, anti-histérica, anti-reumática, antiasmática, béquica (215), antinevrálgica (271) e digestiva.

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento de dores articulares e musculares (128), pertubações gástricas, feridas, bronquite (215), aerofagia, contusão, entorse, picada de insetos, menstruação, dor de dente e parasitoses (1).

TOXICOLOGIA
Possui elementos tóxicos como o ácido tanásico e a tanacetona (257). A essência da planta, injetada na veia de animais, provoca convulsões semelhantes às da hidrofobia, causa inflamação no tubo digestivo, podendo resultar em espasmos violentos, paralisia do coração e morte (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Planta aromática e amarga. • É planta ornamental e insetífuga. As flores têm ação estupefaciente sobre os insetos (93). • É utilizada como condimentar em alguns países (omeletes e pudins).

CAVALINHA
NOME CIENTÍFICO
Equisetum hiemale L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Equisetaceae.

SINONÍMIA
Cola-de-cavalo, erva-canudo, lixa-vegetal, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo-de-rato.

HABITAT
Planta autóctone sul-americana, que cresce em várzeas úmidas, à beira de regatos e em áreas paludosas.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fistuloso, ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60cm, mas sob meia-sombra o pseudocaule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas são escamosas e se formam na bainha. O caule é fistuloso, ereto, grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples, sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e não produzem esporângios.

SOLO
Prefere solos úmidos, porém não compactados ou com aeração deficiente. Tolera bem os solos medianamente ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Ambiente: procurar instalar as plantas em várzeas com lençol freático bem próximo à superfície ou em áreas normalmente úmidas da propriedade • Espaçamento: 0,4 x 0,3m. • Propagação: rebentos dos rizomas e segmentos nodais. • Hidroponia: os segmentos nodais são facilmente enraizados em areia irrigada com fluxo intermitente de água, em telhas de cimento-amianto. O pegamento das mudas ocorre em 20 a 30 dias. • Plantio: outubro a novembro. • Colheita: inicia 5 a meses após o plantio.

PARTE UTILIZADA
Hastes e brotos verdes, sem os esporângios.

FITOQUÍMICA
Ácido silícico, ácido gálico, resinas, sais de potássio, tiaminases, isoquercitina, luteolina, campferol, saponinas e alcalóides (257).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Muito diurética, hemostática, antiblenorrágica, remineralizante (341) e adstringente.

INDICAÇÕES
Indicada para úlceras varicosas e aftas (externamente), hemoptises, metrorragia, epistaxe, fluxos sangüíneos hemorroidários, afecções pulmonares, hipertensão de origem renal (341), problemas renais, obesidade (257), febre puerperal, conjuntivite, inflamações dos dutos lacrimais, edema, afecções renais, feridas (32), afecções da próstata, úlceras cancerosas (271), ventosidades, pterígio, hematúria, influenza e disenteria (1).

FORMAS DE USO
• Geral: 9 a 15g/xícara, em decocção (445). O chá da planta tem sabor neutro a amargo. • Infuso ou decocção: ⇒ 5%; 50 a 200ml/dia, como diurético e até 500ml/dia, como hemostático (341). ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia (problemas renais). Para a obesidade, tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes das principais refeições (257). • Pó: 1 a 3g/dia, como remineralizante; até 20g/dia, como hemostático. • Tintura: 10 a 50ml/dia (diurético). • Xarope: 20 a 100ml/dia (diurético) (341). • Infusão: 10g da planta por litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (afecções renais e edema generalizado). Nas hemorragia internas e menstruações excessivas, utilizar 30 a 40g para 1 litro de água.. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Compressas: renovam-se em intervalos de 15 minutos (oftalmias). • Suco: substitui a infusão e o decôcto. • Loções: 50 a 60g da planta em 1 litro de água. Usar externamente em feridas e úlceras.

• Banhos vaginais: 20 a 30g da planta por litro de água. Fazer duas abluções diárias (32).

TOXICOLOGIA
O uso em excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1 em razão das tiaminases. As inflorescências são tóxicas (257).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos. • Devido ao alto teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos de cobre e metais em geral.

CELIDÔNIA
NOME CIENTÍFICO
Chelidonum majus L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papaveraceae.

SINONÍMIA
Celidônia-maior, ceruda, erva-andorinha, erva-das-verrugas, erva-das-taperas, erva-doscalos, figatil, grande-quelidônia, iodina, mercúrio, quelidônia, quelidônia-maior.

HABITAT
Espécie alóctone mediterrânica européia, que cresce espontaneamente em áreas ruderais sombrias. Ocorre até 1.500m de altitude.

FITOLOGIA
Planta herbácea, vivaz, ereta, alóctone, ramosa, pouco pubescente, crescendo de 0,2 a 0,3m. A haste é erguida, ramificada e revestida de pelos brancos e articulados. As folhas são alternas, pinatissectas, com 5 a 11 segmentos ovados, lobos arredondados, de cor verde na face ventral e verde-azulado na dorsal. Inflorescência em cimeira umbeliforme, com flores amarelas, com quatro pétalas, duas sépalas e muitos estames. Fruto tipo cápsula linear, siliquiforme com arilo arqueado de coloração preta. As sementes são esverdeadas. A seiva é de coloração alaranjado-sedosa e apresenta sabor picante, acre e nauseabundo.

SOLO
Prefere solos areno-silicosos, úmidos, bem drenados, aerados e férteis. Não tolera solos pesados, encharcados e ácidos.

CLIMA
Prefere temperaturas amenas e regiões de pouca pluviosidade. É esciófita.

AGROLOGIA
• Espaçamento 0,5 x 0,3m. • Propagação: sementes e divisões de raízes. • Plantio: primavera. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Consórcio: cultivar outras plantas de maior porte para proporcionar luz difusa sobre a celidônia. • Florescimento: verão. • Colheita: seis meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Utiliza-se toda a parte aérea e as raízes . O látex deve ser utilizado antes da floração.

FITOQUÍMICA
Quelidonina, queleritrina, sanguinarina, protopina, mucilagem, resinas, óleo essencial (257), albuminas, quelidoxantina e ácido quelidônico (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa tópica (257), excitante, purgativa, diurética, anti-hidrópica (93), antiespasmódica, laxativa (294), antiasmática, hipotensora (215), cáustica, tônica hepática e biliar, colerética, cicatrizante, calmante e lenificante da angina do peito (1, 32).

INDICAÇÕES
Usada no tratamento de úlceras escrofulosas, escorbúticas e de feridas velhas, calos, verrugas (257), icterícia, inflamação da vesícula biliar, cãibras no estômago, oftalmias, manchas, icterícia (raiz), panos (32), acne (215), hepatite (271) e gota (294).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: amassar ou moer um punhado de folhas frescas e aplicar sobre o calo ou verruga, enfaixando o local. Repetir o tratamento até a extirpação. • Infusão: 5g de folhas para 1 litro de água. Tomar 1 xícara ao dia (32). • Essência: ferver 1 colher das de sopa de folhas secas em 1 xícara das de chá de água até que ocorra a total evaporação da água. O resíduo (essência) pode ser aplicado topicamente sobre verrugas, à noite (128).

TOXICOLOGIA
O uso interno é desaconselhável pois pode provocar estomatite e gastroenterite. Evitar o contato com os olhos (257). Em doses abusivas a planta é tóxica, causando obscuridade visual, cefalalgia, vômitos, ardor nos olhos, formigações no corpo, dor no peito, aflição, náuseas, dificuldade de respirar, diarréia, depressão, angústia, estomatite e gastroenterite. É irritante para os olhos. O uso interno deve ser feito segundo prescrição médica.

OUTRAS PROPRIEDADES

• A seiva da planta apresenta um látex amarelo-alaranjado, cáustico, de sabor acre e muito amargo e de aroma desagradável. • A planta é considerada ornamental.

CENTELHA
NOME CIENTÍFICO
Centella asiatica (L.) Urban e Centella erecta Fern.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cairuçú-asiático, cairussú, pé ou pata-de-cavalo, burro ou mula; patinha-de-mula, corcel.

HABITAT
Espécie alóctone, originária da Ásia, que cresce subespontanemente em locais úmidos de áreas ruderais, campos e lavouras abandonados, matas secundárias, capoeiras e capoeirões.

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, rasteira, radicante. Caule estolonífero, enraizando nos nós, com a formação de rizoma e raízes adventícias. Folhas longo-pecioladas, glabras, circular ou um pouco alongado, com base reentrante e margens crenado-denteadas. A inflorescência é tipo umbela, axilar, com 3 a 4 flores. As flores apresentam pétalas triangulares, brancas ou arroxeadas. Os frutos são cremocarpos, formados por dois mericarpos achatados, de contorno arredondado, planos na face ventral ou da comissura, superfície glabra e de coloração amarelo-parda, com cerca de 4mm de comprimento por 4,5mm de largura e 1,2mm de espessura (209).

CLIMA
A planta adapta-se as mais variadas condições climáticas e tolera o sombreamento. E áreas sombreadas as folhas são menos fibrosas, arredondadas e a haste pilosa.

SOLO
A planta cresce em qualquer tipo de solo, porém desenvolve-se melhor nos úmidos, arenosos e ricos em matéria orgânica. Em solos compactados ou pouco úmidos as folhas tornam-se coriáceas, arredondadas e com a haste glabra. Em solos úmidos a folha torna-se alongada e a haste pilosa.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes, rizomas e estolões.

antireumática. madecássico. thankunisídeo. lúpus. centóico. disúria. • Alcalóide: hidrocotilina. α-pineno. desintoxicante. centelosídeo. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. Salgues. lepra (93). centélico. eczema. antidepressiva. lignocérico. • Substância amarga: velarina. thankúnico e isotankúnico. • Vitamina: ácido ascórbico. • Oleos essenciais: cânfora. hipotérmica e galactógena (1). icterícia. ampliadora da capacidade de memorização (257). betulínico e isobrâmico. antibacteriana. varizes. brâmico. • Florescimento: outubro a abril. na quantidade de 2 a 3kg/m2. FITOQUÍMICA • Ácidos: linoléico. • Sapogeninas: ácidos asiático. isothankunisídeo. constipação. dismenorréia. • Os açúcares: glicose. • Outros: ρ-cimol. anti-sifilítica (93). no outono ou primavera. na forma de decôcto e infusão (1). antileucorréica (204). . • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. lepra e psoríase (204).5g/dia (diurético e ativador do metabolismo das gorduras) (257). antiinflamatória. óleo alil mostarda e grandes quantidades de transβ-farneseno. metanol. apud 204). antidiarréica. FORMAS DE USO • Geral: 30 a 40g/dia. cicatrizante. madecassosídeo. frutose e ramnose. amenorréia. anticelulítica. furunculose. • Glicosídeo: asiaticosídeo. indocentóico. esteárico cêntico. • Loção: amassar em um pilão dois punhados da planta picada e por em infusão em ½ litro de água fervente. brahmosídeo. arabinose.• Plantio: é feito diretamente a campo. • Pó: tomar 0. germacreno D e β-cariofileno (204. epistaxe. • Triterpenos: asiaticosídeo. amarga. INDICAÇÕES Utilizada na terapia de escrófulas. Abafar por 10 minutos. oléico. Tomar um banho morno e em seguida friccionar energicamente a loção com um pano sobre a área afetada. doenças do aparelho urinário e genital femininos. cineol e n-dodecano. úlceras. palmítico. • Adubação: adubar com estrume animal. sarampo. diurética. estimulante do metabolismo das gorduras. Esperar 15 a 20 minutos e tomar um novo banho. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária (133). hematêmese.

sendo encontrada nas margens dos rios. basais. grandes. hermafroditas. apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura. com pecíolo sulcado longitudinalmente. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus grandiflorus (Cham. chá-mineiro. O rizoma é rasteiro. dispostas em panículas verticiladas. inteiras. quando matura. As flores são brancas. Fruto tipo aquênio. com 8 a 9 flores. canais de drenagem e baixadas pantanosas. grandes. e Schlech. SOLO Prefere terrenos uliginosos. ovadas ou cordiformes. erva-do-brejo. longo-pecioladas. lagos. inicialmente. A ação indiscriminada de herbicidas e as drenagens tem levado a redução drástica do número de indivíduos. erva-dopântano. um pouco achatado e com listras salientes. Desenvolve-se melhor como esciófita. torceduras e furúnculos. coriáceas. congonha-do-brejo. mas não suporta o pisoteio. autóctone da América Tropical. Infrutescência morulada. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. Apresenta caule triangular e glabro. castanha. chá-de-campanha. estendendo-se a subtropical. Originariamente encontrava-se abundantemente nas várzeas alagadiças. trímeras. substituindo a grama comum. TOXICOLOGIA Em doses elevadas o extrato da planta tem um leve efeito narcótico (204). 5-11 nervadas. para contusões. esférica.• Cataplasma: aplicado topicamente. incluindo o Brasil. fraturas. grosso e carnoso. eretas ou flutuantes. SINONÍMIA Aguapé. verde. CLIMA É de clima tropical. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. argilosos. . HABITAT Espécie paludosa.) Mitcheli. fusiforme. FITOLOGIA Planta herbácea perene. As folhas são simples. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como cobertura de solo.

antilítica. antinevrálgica. anti-hidrópica. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado).7m. antinefrítica. gota. A germinação das sementes é lenta. triterpenos e flavonóides (257. antiartrítica (242). Aplicação tópica (68). edemas. rebentos e brotações de verticilos florais. distúrbios hepáticos (271). anti-hipertensora (215). A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. INDICAÇÕES Útil para erupções de pele (uso interno). antiofídica. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizoma. laxante. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). anti-sifilítica. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. • Pragas: afídeos. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. adstringente e antiofídica (68). A produção de mudas via sementes pode ser feita pelo sistema "floating". . Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. (68) ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). debilidade orgânica.0 x 0. • Cataplasma: rizoma seco e triturado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. demorando 50 a 60 dias. diurética. • Plantio: outono e primavera. • Propagação: sementes. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. amigdalite. em períodos secos. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. • Florescimento: ocorre na primavera e no verão. serve como cataplasma para o tratamento de hérnias. tônica. O rizoma. FITOQUÍMICA Taninos. ácido úrico. convalescença. • Colheita: outubro a fevereiro. 390). arterioesclerose. na forma de massa. dermatoses. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. doenças renais e das vias urinárias (257). faringite. nevralgias. gengivite e feridas crônicas. anti-reumática (257).AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. • Espaçamento: 1. que rendilham totalmente as folhas. congestão hepática. FORMAS DE USO • Infusão ou decocção: 20g de folhas verdes por litro de água. emoliente. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). hérnia. e larvas de gafanhoto. estomatite.

argilosos. Fruto tipo aquênio. congonha-do-brejo. Apresenta folhas simples. erva-do-pântano. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). A germinação das sementes é lenta. estendendo-se a subtropical. As nervuras são salientes e as bordas maiores são curvadas em forma de chapéu.7m. com 11 a 13 nervuras e cerca de 30 a 40cm de diâmetro. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. HABITAT Espécie autóctone que cresce à beira de rios. erva-do-brejo. • A planta é depuradora de águas contaminadas e ornamental em lagos e aquários.) Mich. lagos. AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas.5m em altura. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. As flores são brancas. A produção de mudas via sementes pode ser . ereta.0 x 0. coriáceas. SINONÍMIA Chá-de-campanha. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. rebentos e brotações de verticilos florais. longo-pecioladas. quando maturo. oblongo-lanceoladas ou cordiformes. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390).OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são apropriadas para o consumo do gado. CLIMA É de clima tropical. várzeas e pântanos. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. chá-de-mineiro. • Propagação: sementes. chá-de-pobre. verde quando imaturo e castanho. açudes. Desenvolve-se melhor como esciófita. erva-de-bugre. • Espaçamento: 1. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus macrophyllus (Kunth. inteiras. que cresce cerca de 1. hermafroditas e dispostas em panícula verticilada. SOLO Prefere terrenos uliginosos. eretas. contendo uma semente. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. demorando 50 a 60 dias.

tanino. FITOQUÍMICA Contém saponina (biodetergente que elimina as toxinas do sangue e dos rins). em períodos secos. • Gargarejos: utiliza-se a decocção para afecções bucofaringeanas. depurativas. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. Plantio: outono e primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA . antiartríticas e anti-sifilítica (93). bócio. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. CIDRÃO NOME CIENTÍFICO Aloysia triphylla [L' Hérit] Britt. nefrite. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). O rizoma é indicado para a hidrofobia (93). FORMAS DE USO • Decocção: 20g de folhas em 1 litro de água. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. sais minerais e iodo (145). infecções das vias respiratórias (145). flavonóides e triterpenos (257). Tomar 4 a 5 xícaras do chá por dia. dermatoses e furúnculos (145). inflamações da garganta. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. Colheita: outubro a fevereiro. afecções do fígado e úlceras. ácido úrico. e larvas de gafanhoto. diuréticas. ligeiramente laxativas. alcalóides. adstringentes. Florescimento: ocorre na primavera e no verão. • Infusão: 20g de folhas verdes em 1 litro de água. PARTES UTILIZADAS Folhas. antiofídicas (257). que rendilham totalmente as folhas. Pragas: afídeos. dermatoses. litíase. • Emplastro: rizoma macerado e aplicado topicamente sobre hérnia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são anti-reumáticas.• • • • feita pelo sistema "floating". A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. hidropisia.

O fruto é um bi-aquênio. as folhas caírem e a planta perecer. Retira-se o substrato sob água corrente. vegetando em campos secos e abertos. que conferem às folhas uma coloração amarelada mesclada de verde. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. salva-limão. retirando-se 1/3. sálvia-limão. escabrosa na face ventral e glandulosas-punctuadas na dorsal. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. inteiras. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. No Chile adota-se uma população de 6. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. dispostas em espigas frouxas verticiladas. axilares. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. Por ser muito susceptível a nematóides. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. .667 planta/ha (431). recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. Peru e Argentina. originária do Chile. HABITAT Espécie alóctone. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. medindo 4 a 6cm de comprimento. SINONÍMIA Cedrina. azuladas ou purpúreas no seu interior. verde-amareladas. Não tolera solos ácidos (93). O enraizamento deve ocorre em 40 dias. Se houver um período de estiagem prolongado. As flores são brancas. Os ramos são escabrosos e estriados. É heliófita. • Colheita: as folhas são colhidas. agudas. 3-4 verticiladas. removendo-se a casca.5cm. • Plantio: novembro e dezembro. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. • Doenças: a planta é afetada por viroses e deficiências nutricionais (Mg). • Propagação: mergulhia e alporquia. erva-luísa. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. oval-lanceoladas. subsésseis.Verbenaceae. CLIMA Espécie de clima subtropical a temperado. pequenas. com 6 a 8cm de comprimento. As folhas são curto-pecioladas. formando panícula piramidal. FITOLOGIA Planta arbustiva que cresce cerca de 3m de altura. cidrilho. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. preferencialmente. bem drenados e aerados. SOLO Prefere solos areno-argilosos. pecioladas. multifloras. cidrilha. serradas na metade superior. o sistema radicular pode atrofiar-se. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. erva-cidreira. por ocasião do florescimento. cidró. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. A parte do ramo que ficará sob o solo.

na concentração de 0. Juntar 300g de açúcar e casca de 1 limão. • As folhas são utilizadas como condimento de carne e no preparo de saladas. digestiva. a máxima concentração de óleo essencial ocorre no mês de março (Chile). geraniol. sendo usadas como condimento e aproveitadas pela indústria. flexíveis. Segundo VOGEL et al. afecções do coração (283). linalool.3 litros/ha. • É cultivada como ornamental em muitos países. (1997).83g/kg. variou de 0. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e as flores apresentam um perfume muito agradável. em extratos acuosos (50mg) contra Salmonella typhimurium TA98 (293). nas folhas jovens. hipocondria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardíaca. i. O teste foi realizado com ratos administrados com infusão da folhas e talos. FARMACOLOGIA Depressora do sistema nervoso central e prolongadora do sono.14 a 0.95%. Os extratos acuosos mostraram-se inativos como anti-hipertensivos e como ansiolíticos (437). metilheptona. PARTES UTILIZADAS Folhas. febrífuga. limoneno. p-cimol. estimulante. excitante (403. melancolia. INDICAÇÕES Indicada para doenças nervosas. • Licor: deixar macerar por 3 dias 70 folhas frescas em 500ml de álcool 90 o e 500ml de água destilada. terpineol. isosafrole. • O ramos. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de café de água quente. Abafar por 5 minutos. dor de cabeça e zumbido no ouvido (294). . 34) e anti-histérica (283). sedante (446). tônica. são aproveitados pela indústria do vime. As partes aérea apresentaram propriedades antimutagênicas. com aroma de limão. atingindo uma produção de 27. emenagoga. citronelol. limoneno.p. finamente moídos. Tomar à noite para a insônia. α-pineno. antimalárica. β-pineno. Vedar a garrafa e após 20 dias. coar. antiespasmódica. carminativa. glicosídeos iridóides (179) e verbenona (93). felandreno. carvona. doces e bebidas.• Rendimento: cada 100kg de folhas fornece cerca de 150g de essência contendo citral e verbenona (283). FITOQUÍMICA Citral. (446). A concentração do óleo essência. Tomar 1 cálice após as refeições (294). etileugenol.

. em área de Floresta Ombrófila Densa Submontana. Frutos de formato irregular.5m de altura por 54. SOLO É encontrada naturalmente em solos empobrecidos (35). sésseis e entremeados de pequenas brácteas triangulares (93). Amentos ovais ou elípticos. ou fasciculados. sucosos e hialinos. glabérrimas. luzidias. serrilhadas. Sua distribuição é descontínua e muito irregular. hortelãsilvestre. Ramos com entrenós de 5 a 10cm e escamas. Em Santa Catarina é original da Floresta Ombrófila Densa Montana. porém. canela-cânfora. margem serreadas. ventricosas.CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Hedyosmum brasiliense Martius.SC (35). numerosos e apoiados na base por uma bráctea forte. em Ilhota . normalmente cilíndrico (35). FITOLOGIA Arbusto dióico com cerca de 4 a 5m de altura e 5 a 10cm de diâmetro. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. nervuras paralelas numerosas e distintas. É heliófita. Caule ereto. O limite austral de sua ocorrência é o município de Palhoça (340). tendo sido verificada uma densidade de até 2750/ha. ocorrendo. Folhas simples. oblongo-lanceoladas. e as femininas racemosas. Pecíolo curtíssimo. carnudas. CLIMA Ocorre em regiões tropicais até subtropicais. chá-de-soldado. SINONÍMIA Ambar-vegetal. quando novos. chá-de-bugre. contendo uma semente preta. erva-soldado. de margens onduladas e cicatrizadas. que cresce nas matas primárias e secundárias da Encosta Atlântica. FAMÍLIA BOTÂNICA Chlorantaceae. mático. solitárias. mais freqüentemente. HABITAT Espécie autóctone. erva-de-soldado. Inflorescência em densas e numerosas panículas amentíferas. próxima a regatos. chá-de-índio. medindo 12 a 14cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. mas com um bom teor de matéria orgânica que imobiliza parte do alumínio tóxico. ervaalmíscar. nas planícies costeiras do quaternário e vales estreitos íngremes. cidrão. opostas. erva-de-bugre. sendo que as flores masculinas são axilares. mas podendo chegar a 11. hortelã-do-brejo.2cm de diâmetro na altura do peito.

Para as estacas utilizar areia ou vermiculita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. antimicrobiana. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade antibacteriana. • Frutificação: janeiro a abril (329). As sementes devem ser retiradas dos frutos completamente maturos. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas).• Propagação: sementes e estacas de ramos com cerca de 1 a 2cm de espessura. Substrato: húmus de minhoca (40%) e pó de xaxim (60%). FARMACOLOGIA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade analgésica. INDICAÇÕES Cefalalgias (340). antiinflamatória. afecções estomacais (340). • Aclimatação: as mudas devem ser colocadas sob sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização até que haja um completo pegamento. • Florescimento: outubro a março. doenças pulmonares e urinárias e feridas em geral (271). antidiarréica e antidisentérica (271). antifúngica. e semeadas em bandejas de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. febrífuga (93). é tônica e afrodisíaca (340). PARTES UTILIZADAS Amentilhos e folhas. a planta é promissora quanto às atividades: antitumoral. Preparar covas de 40 x 40 x 50cm de profundidade. frieiras. β-sitoesterol glicosídeo (166). As sementes são fotoblásticas positivas. alelopática e inseticida. doenças do ovário. CINAMOMO . Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. quase em fase de fermentação. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. • Rendimento: 116kg/ha de folhas (35). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano após o plantio. sesquiterpeno lactona HB-15 e HB-8. FITOQUÍMICA Ácido fumárico. a planta é promissora quanto às atividades: antimicrobiana. analética. Na forma de vinho. alelopática e inseticida (176). antifúngica. • Adubação: aplicar até 5kg de cama de aviário por cova de plantio.

• Florescimento: setembro a novembro. jasmim-de-soldado. glabra. acuminados. febrífugas. pequenas. amarelo-escura quando madura. bi-tripinadas. estimulante e febrífuga. É cultivada no Brasil como árvore de sombra. sabonete-de-soldado. paraíso. jasmim-de-viúva. folhas e cascas são parasiticidas (271). anti-sifilíticas. lilás-da-índia. lilás-da-china. As folhas são estomáquicas. As sementes secas e as folhas contusas são anti-reumáticas e antinevrálgicas. TOXICOLOGIA Os frutos são abortivos (212). FAMÍLIA BOTÂNICA Meliaceae. jasmim-azul. eméticos. Folhas pecioladas. lirío-da-índia. anti-helmíntica. flor-de-viúva. FITOLOGIA Planta arbórea que atinge 8 a 10m de altura. Drupa obovada. Quando abertas. emética. As árvores cortadas rebrotam a partir do cepo remanescente. . sombreiro. lilás-das-antilhas. anti-histéricas. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. antidiarréicas. emenagogas e resolventes de tumores (212). Folíolos peciolulados. de bordos serreados ou subíntegros. lilases quando em botão. A casca da raiz é catártica. • Plantio: primavera. aduzem pétalas brancas e tubo estaminal violáceo a roxo-escuro. árvore-santa. originária da Ásia. com 2 a 3 lóculos monospérmicos. HABITAT Espécie alóctone. opostos. Sementes alongadas (212). principalmente no Sul. Flores reunidas em tirsos axilares amplos. As sementes. INDICAÇÕES O cozimento da casca é utilizado para lavar feridas e combater doença de pele de crianças (212). viuvinha. tônica. eméticas. ovado-lanceolados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são purgativos. anti-helmínticos. AGROLOGIA • Espaçamento: 5 x 5m. • Propagação: sementes e estacas. SINONÍMIA Abrigo-do-senhor. cinamão.NOME CIENTÍFICO Melia azedarach L.

Fruto aquênio. que se caracterizam pelo polimorfismo das folhas. quase prateadas. As folhas são branco-cinéreas. • É ornamental. tomentosas.U. de cor amarela-brancacenta ou rósea. as vezes avermelhada. fácil de trabalhar e envernizar.8 x 0. SOLO Bem drenado e solto. traças e carunchos do milho. cabos de ferramenta. sendo utilizada como sombra natural. é flexível. • Os frutos maduros são comestíveis e utilizados para o preparo de whisky nos E. segmentos oblongoobtusos. É cultivada em jardins. com 60 a 80cm de altura. Existem inúmeras variedades botânicas. É utilizada interna ou externamente. grossas e pecioladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. aveludadas. CINERÁRIA NOME CIENTÍFICO Senecio cineraria DC. castanho e glabro. reunindo 10 a 12 flores amarelo-intensas. densa e branco-tomentosa. resistente à umidade e ao cupim. • As folhas são insetífugas de pulgas. Não sobrevive em solos ácidos. caixotaria. FITOLOGIA Planta herbácea perene.4m. marcenaria.OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. pinatipartidas ou pinatisectas. É heliófita. HABITAT Espécie alóctone européia. • As flores são ornamentais e melíferas (212).A e vinho na China. em marchetaria. Caule lenhoso na base e bastante ramificado no ápice. dispostas em corimbos compactos e grandes. Inflorescência terminal em capítulos. instrumentos musicais. 2-3 lobados. . palitos de fósforo e carroceria. sobretudo do sul do Brasil. CLIMA Prefere temperaturas amenas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.

Abafar por 5 a 15 minutos. silvina. INDICAÇÕES Para olhos irritados e cansados. antes das flores desabrocharem. enquanto que o enraizamento das estacas é feito em vermiculita. • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência. A semeadura e o enraizamento dos rebentos são feitos em substrato organo-mineral. no verão. solda. • Plantio: outono e primavera. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Descongestionante. Restabelece o fluxo sangüíneo e acalma as dores (294). anti-histérica e emenagoga (93). e Fischer. antiespasmódica. HABITAT . soldinha. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. erva-teresa. Aplicar o suco nas pálpebras inchadas com chumaço de algodão (128). rebentos e estacas. • Colheita: seis meses após o plantio. conjuntivite. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). FITOQUÍMICA Alcalóides (jacobina). SINONÍMIA Erva-silvina.• Propagação: sementes. Coar e aplicar sobre as pálpebras em compressas mornas. flavonóides. inchaço das pálpebras (128) e catarata (93). • Sumo: espremer 3 xícaras das de chá de folhas e flores frescas em 1 pano. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas e flores em 1 copo de água fervente. taninos e mucilagens (128). durante 15 minutos (olhos cansados e conjuntivite). com algodão. CIPÓ-CABELUDO NOME CIENTÍFICO Polypodium vaccinifolium Langs. antiinflamatória (128). FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. Evitar terrenos muito inçados. sob irrigação intermitente por nebulização.

As árvores escolhidas como hospedeiras devem ser impregnadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. antidisentérica (341).5m do solo. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). AGROLOGIA • Ambiente: esta espécie deve ser cultivada como epífita. FITOLOGIA Planta epífita de caule epígeo. escarros sangüíneos. pequenas. revestido de escamas flageliformes. varizes. • Tintura: 5 a 25ml/dia. antiinflamatória renal (215). capoeirões ou mesmo em arbustos grandes e árvores isoladas. rastejante-aderente sobre o tronco de árvores. antinefrítica. As folhas são subsésseis.5m do solo. da mistura esporo+substrato. reumatismo. catarros crônicos. a cerca de 1. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: 2. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de epifitismo. gota. comprido. sobretudo sobre caule de árvores com casca escabrosa. soros dispostos em série de ambos os lados da nervura principal. Os esporos são coletados de folhas maturas de plantas matrizes e pulverizados sobre uma pasta de argila misturada com húmus ou turfa. hematúria (341). com barbante macio. coqueluche. a cerca de 1. frieiras. as férteis liguladas. diurética. subcoriáceas.Espécie autóctone que medra sobre o tronco e ramos de árvores da mata Atlântica litorânea ou em sub-bosques. com cerca de 1cm de largura. adstringente e balsâmica. 50 a 200ml/dia. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de bronquite. com esfregaços circuncaules. laringite. antidiarréica. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. matérias aromáticas e pépticas (341). • Propagação: esporos e segmentos do rizoma. rachaduras e coceiras na pele (215). O local de crescimento deve ser sombreado e umedecido freqüentemente. obtusas. inteiras. • Plantio: primavera. Os segmentos de rizoma são afixados sobre a casca da árvore. as estéreis arredondado-oblongas. FITOQUÍMICA Taninos. até que haja o pegamento das mudas. • Plantas daninhas: eliminar outras plantas epífitas e líquens que crescem sobre a casca. anti-reumática (271).5%. hemoptise. . lesões cardíacas e dilatação das veias (271).

Eugenia e algumas mirtáceas nativas. Propagação: sementes e ramos de plantas matrizes. líquens e parasitas. Colheita: primavera e verão. finas. a plântula definha e morre (209). AGROLOGIA • • • • • Ambiente: o cultivo deve ser feito sobre arbustos ou pequenas árvores hospedeiras não tóxicas. cipó-de-chumbo. parasita. Euphorbia milli e outras. sob sombra. cuscuta. HABITAT A planta é parasita por excelência.5cm. estimulado pela luz. de modo a receberem luz difusa. SINONÍMIA Aletria. nutrindo-se diretamente de plantas hospedeiras. Caso não encontrar num período de até 5 dias. glabros e envoltos pelo cálice. Hibiscus. de preferência do gênero Citrus. quando presentes. brancas ou trigueiras. PARTES UTILIZADAS . erva-de-chumbo. musgos. glabra e áspera. medindo cerca de 1mm de diâmetro. cerosas e glabras. As raízes são efêmeras. espaguete. Os haustórios substituem-nas na retirada de nutrientes dos vasos condutores de hospedeiros. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. As folhas. dispostas em glomérulos ou cimeiras. são rudimentares (escamas). As flores são pequenas.). procura um hospedeiro compatível. dura. amarelada a castanha.CIPÓ-CHUMBO NOME CIENTÍFICO Cuscuta racemosa Mart. amarelas (são ricas em carotenóides). com corola campanulada 5-lobadas. As sementes germinam a partir de 15oC e com bom teor de umidade no solo. xirimbeira. tinge-ovos. Os ramos utilizados como meio de propagação são colocados entre a galhagem das plantas hospedeiras. Ocorre sobre árvores e arbustos. FITOLOGIA Planta herbácea aclorofilada. Plantio: início da primavera. o caule filamentar. Parasita normalmente espécies de Hibiscus. Semente polimórfica. Devem ser enterradas até 1. fios-de-ouro. arredondadas. existindo apenas enquanto a planta procura por um hospedeiro. O fruto é uma cápsula ovóide. Desenvolvimento: após a emergência. fios-de-ovos. secos. As plantas hospedeiras devem ter os ramos isentos de outros organismos epífitos ( Polypodium spp. cipó-dourado. aletria-de-pau. fosca. áfilas. volúveis. formada de vergônteas lisas. fixando haustórios e iniciando o parasitismo. perfeitas.

CIPÓ-MIL-HOMENS NOME CIENTÍFICO Aristolachia triangularis Cham. afecções da garganta. amigdalite e rouquidão (32). expectorante. ypé-mi. mil-homens. cipó-milongue. mil-homens-do-rio-grande. culhão-de-maroto. diurética. cipó-mata-cobras. • Xarope: 20 a 100ml/dia (342). hepática. em gargarejos. SINONÍMIA Angelicó. FITOQUÍMICA Taninos e glicosídeos (294). antiblenorrágica. capa-homens. em decôcto. aristoloquia-mil-homens. bronquite (215). capa-homem. ⇒ Purgante suave: ferver 1 colher das de café de caule em 1 xícara das de café de água por 3 minutos. • Pó: 0. icterícia. FAMÍLIA BOTÂNICA Aristolochiaceae. • Extrato fluido: 0. como cicatrizante (342). para úlceras e feridas.5% . antiflogística. angina. papo-de-galo. • Tintura: 1 a 5ml/dia. INDICAÇÕES Utilizada internamente para cólicas hepáticas. emoliente. ypê-mirim . Suspeita-se que o pó do caule seja bactericida (242). et Schl. Coar e beber à noite (294).50 a 200ml/dia (internamente) e a 5% (externamente) (342).25 a 1ml/dia. cassaú. aristoláquia. jarrinha. ou em pó. jarra.Toda planta. balsâmica (342). sapato-dejudeu. eupéptica. cicatrizante. papo-de-peru.25 a 1g/dia. calungo. abcessos internos. laxante suave e detergente natural (294). hemoptises. jarro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. hemostática. abcessos externos irritações e queimaduras leves na pele (294). purgativa. Externamente é utilizada. cassaiú. diarréias sangüíneas. FORMA DE PREPARO • Infuso ou decôcto: ⇒ 0. estomáquica (242). congestões pulmonares (342). Também indicada para furúnculos.

volúvel. ciliadas. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas).HABITAT Espécie autóctone. leves. amarelo-avermelhadas. PARTES UTILIZADAS Raízes e caule. palmatinervadas tamanho variável. glabras. agudas ou obtusas. pouco agradável. num raio de 50cm em torno de cada planta. Fazer irrigação sempre que ocorrer um período superior a 3 dias sem chuvas. com casca grossa. volúvel. A raiz é escabrosa externamente. alternas.5m. reticulado e manchado. que também serve para as estacas caulinares. tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada. As sementes devem ser postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. ricos em húmus e quase alcalinos. autóctone. algo rígidas. estriada e rugosa. subcoriáceas. glabra. É muito suceptível à geadas. hermafroditas. Inflorescência axilar. dura e amarela internamente. • Colheita: inicia cerca de 10 a 12 meses após o plantio. amarga. mais escuras interiormente. levemente violáceas dorsalmente. FITOLOGIA Planta sarmentosa. • Propagação: sementes e estacas do caule e ramos lenhosos. latadas baixas. com ângulos inferiores laterais arredondadoobtusos. para se evitar o pisoteio e melhorar a qualidade do produto colhido. sub-cordadas na base. esciófita. Fruto capsular. • Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. • Adubação: 5kg/m2 de húmus de minhoca. trepadeira. até 11cm de comprimento e 8cm de largura. nativa das mata Atlântica e encontrada em roças abandonadas.7 x 0. FITOQUÍMICA . aromática. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. com sementes escuras achatadas. Exala um aroma forte e de sabor amargo. solitária. SOLO Úmidos. • Irrigação: deve ser feita diariamente durante 10 dias após o plantio. deltóide-triangulares. glabras. • Tutoramento: a planta deve ser tutorada em caramanchões. uniflora. perigônio em forma de jarra com até 3cm de extensão. drenados. • Florescimento: dezembro. CLIMA Espécie tropical. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. perene. ou telas de nylon. Folhas pecioladas. Flores pequenas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. subgloboso e elíptico. Caule glabro.

O extrato aquoso do lenho apresenta ainda atividade antiviral contra o vírus da Herpes simplex (155). TOXICOLOGIA A planta é abortiva (169). FARMACOLOGIA O extrato aquoso do córtex apresenta atividade antimicótica de células vegetais (381). Pó: 1 a 5g/dia. tônica. α-copaeno e γ-elemeno. estomáquica. • Tintura: 5 a 25ml/dia (341). convulsões. eczema seco e orquite. emenagoga. ciática (271). febres de malária (128). cubebina. anti-reumática. malária. antiofídica e antiaracnídica (169). Acredita-se que o aroma da planta afaste serpentes (341). aristoloquina. α-ylangeno. atonia uterina. testículos inflamados (215). cimbiferina. cimbífero e aristínico. depurativa do sangue. (179). apud 179). amenorréia. gota (169). afecções cutâneas. antipirética (via oral). asseverando o uso popular em feridas e inflamações da pele (179). estimulante. febrífuga. aristidínico. estimulante dos rins. emenagoga. diurética. lignanos: galbacina. INDICAÇÕES Indicada para doenças venéreas. sedativa. sesquiterpenos: nerolidol. Vinho. aperiente. formigamento do corpo. amenorréia. 50 a 200ml/dia (internamente). anestésica (341). hidropisia. .Alcalóides: alantoína. Extrato alcoólico: segmentos do caule contusos e macerados em álcool para aplicação tópica em mordida de serpentes. hinokinina. cloroses. anti-histérica. braços adormecidos. antisséptica. antinevrálgica sudorífica. frieiras.5%. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. epilepsia. do fígado e do coração (257). CITRONELA NOME CIENTÍFICO Cymbopogon nardus Rendl. antiinflamatória. FORMAS DE USO • • • • Infuso ou decôcto: 2. 5% (externamente). esteróides: ácidos aristolóquico (179). anorexia. Existem indícios sobre o efeito carcinogênico do ácido aristolóquico em animais e humanos (Pharmazeutische Zeitung. matérias resinosas e taninos (341). xarope e elixir: 20 a 100ml/dia. cistite. diterpenos: kaur. antiespasmódica. flatulência. cassaunina. O extrato das raízes inibe o crescimento de Staphylococcus aureus.

invaginantes. FITOLOGIA Planta herbácea. elemol (3. amarelo pálido.4%). citronelal (34. δ-cadineno (0. cespitosa. B. AGROLOGIA • Ambiente: a planta pode ser cultivada em áreas de barranco. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida (Candida albicans.6%). As folhas dos perfilhos devem ser cortadas deixando-se uma cepa de 20 a 25cm de comprimento. isopulejol (2.6%). perene. β-elemeno (0. verde-claras. limoneno (3. α-cadinol (1. tropicalis). linalol (1. composta de espigas pequenas e escuras e espiguetas esverdeadas.50m de altura. citronelol (10.30 a 1. CLIMA Prefere regiões com alta precipitação pluviométrica e quentes. HABITAT Espécie alóctone originária de Sri Lanka. ao longo de valas de drenagem. erodíveis ou muito inclinadas. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo de citronela é aromático.4%). na orla de regatos e lagoas ou como bordadura lateral de caminhos e periférica de outros plantios.FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. neral (28. germacreno-D (0. Forma touceiras altas. com sabor de limão. fazer uma adubação em cobertura com 10g/planta de sulfato de amônio. mirceno (0. crescendo 1. • Adubação: aplicar 2 a 3kg/planta de cama de aviário no plantio. Inflorescência em panículas linear-oblongas.3%).6%).7%). crescendo em clareiras. epidermis.1%).2%). sudorífica e carminativa (93). . • Plantio: é feito diretamente a campo no outono e primavera. S. • Espaçamento: 1. Após cada corte.4%).3m. C.6%). • Propagação: perfilhos da touceira. febrífuga. acetato de geranil (4. • Colheita: inicia após 4 a 5 meses de cultivo. escabrosas em ambas as faces com perfume de eucalipto. na Ásia.5 x 1. eugenol (1%). As mudas são retiradas cortando-se verticalmente a base da touceira e desmembrando-se cada perfilho. em lugares úmidos. com 25 a 30cm de comprimento.5%). com as folhas decumbentes. Há informações que relatam um teor de 65% para geraniol e 35% de citronelal (128). • Rendimento: 1 tonelada de folhas frescas fornece 7kg de óleo de citronela (93 FITOQUÍMICA Sabineno (1.7%). cereus.8%). Podem ser feitos 3 a 4 cortes ao ano. à beira de rios.5%). elemicina (7.5%). agudas. geranial (1. de colmo ereto e nodoso.

borrachudos. O florescimento espontâneo ocorre a partir de agosto. As flores são álveas. coroados pelos dentes do cálice. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. • Utilizado na fabricação de perfumes e cosméticos. glabras. medindo 3-4mm de diâmetro. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas (Europa Meridional) e da Ásia. sem acidez e férteis. estriado e cilíndrico. Tanto a planta quanto o fruto exalam um cheiro desagradável. . profundos. É heliófita.40 x 0. que evola progressivamente a medida que o material é seco. arredondados ou arredondados-cuneiformes. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce de 40 a 50cm.• Repelente de insetos (mosquitos. são globosos. A raiz axial é cônica. SOLO Prefere solos areno-argilosos. As folhas que rodeiam as umbelas são semelhantes às do funcho. CLIMA Tolera bem tanto o frio como o calor e até mesmo períodos de seca. As folhas inferiores são pinadas e as superiores bi-pinadas. • A polpa da planta é utilizada na fabricação de papel resistente (93). Cultivada no Brasil em hortas. SINONÍMIA Culantro. Chuvas prolongadas na fase de frutificação são altamente prejudiciais. incisos e denteados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.25m. perpendicular e fibrosa. Folhas compostas. bem drenados. traças e formigas). pouco ramificado. Ventos fortes normalmente causam acamamento das plantas. providos de 3 a 8 brácteas filiformes. estendendo-se ao longo do verão. alternas. COENTRO NOME CIENTÍFICO Coriandrum sativum L. semelhante a percevejo. erva-percevejo. em umbelas compostas de 3 a 5 raios. pinatisectas. erguido. quase esféricos. diaquênios. não tolerando sombreamento. com os segmentos verde-brilhantes. largos. Os frutos. de caule glabro.

As sementes germinam em 7 a 14 dias (182). O conteúdo de óleo essencial no fruto é de 0. • Colheita: ocorre 50 a 60 dias após a germinação das sementes. como hortaliça cozida. geraniol. • Florescimento: julho a novembro.5 a 1% (163). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são carminativos. excitantes. terpinol. contendo 68. tônicos gastrointestinais. A semeadura pode ser feita direta a campo ou em bandejas de isopor. vermífugos (271) e antipútridos. desinfetantes intestinais. enquanto que Braun et al. • Conservação: as folhas podem ser conservadas em refrigeração. pode ser feita em agosto. A germinação ocorre em cerca de 8 a 10 dias. em regiões livres de geada.8% de linalol. caem facilmente. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo coriandrol. como condimento. cimeno e limoneno. antiespasmódicos. Pino e Borges relatam um teor de 49. retardando a colheita e a maturação. febrífugos (215). relatam 70 a 80% (430). antissépticos. antiinflamatórios. têm baixa conservação.4% de óleo essencial. Solos orgânicos e adubações orgânicas pesadas podem mostrar o mesmo efeito do nitrogênio. secamento de ramos e folhas. O nitrogênio. pineno. Colhem-se os frutos quando 60% deles adquirirem uma coloração de palha seca ou quando a planta estiver quase seca e/ou as sementes iniciam um bronzeamento. as raízes. descongestionantes do fígado (294). d-linalol. péssimo odor e pouco teor de óleos. afeta drasticamente a produção de frutos. • Nutrição: é comum o surgimento de deficiência de fósforo ou nitrogênio em bandejas contendo substrato poroso.48% (93) ou de 0. quando em excesso. .2 a 58. as folhas frescas. • Plantio: outono e primavera. o que ocasionaria um acamamento e redução do teor de metabólitos secundários. depurativos (257). Obtém-se uma produtividade de sementes de aproximadamente 1 a 2t/ha. Na semeadura direta campo são dispendidos 15 a 25kg/ha de sementes. ácidos acético e oxálico (257). • Doença: O fungo Fusarium oxysporium causa apodrecimento das raízes e do colo. estimulantes. geranioleno (163) e taninos (9). racham e germinam espontaneamente como planta invasora. • Ervas daninhas: a planta é suceptível à concorrência com plantas invasoras.14% de linalol (430). borneol. sudoríficos (9). Para se evitar um crescimento muito luxuriante da planta. secos portanto. • Rendimento: 363g de frutos/planta e 0. O fósforo e o potássio incrementam o teor de princípios ativos do coentro. estomáquicos. A semeadura do coentro. Frutos demasiadamente maturos. As mudas recémformadas apresentam um crescimento lento. suspender a irrigação e/ou adubações nitrogenadas. anti-histéricos (93). Frutos colhidos imaturos escurem.• Propagação: sementes. Isto acontece devido ao ciclo demorado das plântulas quando em substrato poroso e quando a irrigação é abundante. PARTES UTILIZADAS Os frutos para fins medicinais e aromáticos. terpineno.

Após 10 minutos. picadas de cobra (pó) e dores histéricas (215). SINONÍMIA Alpinia. lírio-de-santo-antônio. utilizadas para carnes. O sabor é peculiar e adocicadopicante. saladas. tinturas. macaçá. gim pães. quando em excesso (257). conservas e embutidos. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. pacoseroca.L. COLÔNIA NOME CIENTÍFICO Alpinia zerumbet (Pers. cervejas. • Usada na preparação de fármacos visando corrigir o odor desagradável de certos medicamentos. cardamomofalso. cana-do-brejo. achocolatados. Tomar 3 vezes ao dia. cardamomo-do-mato. febre quartã (93). HABITAT Espécie alóctone originária da Ilha de Java. coar e beber aos poucos durante o dia (294). Pode ser usada também topicamente. • Decocção: ferver 2 colheres das de chá de frutos em ½ litro de água durante 5 minutos. flor-do-paraíso. óleo essencial e pó dos frutos. jardineira. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos possuem um odor suave. carnes.INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções gastrintestinais. . licores. cana-do-mato. • O resíduo da destilação dos frutos dá origem à tortas forrageiras.) B. TOXICOLOGIA Pode causar lesões renais. acidez estomacal. estômago dilatado (294). • Infusão: ⇒ 3 a 5g de frutos maduros por xícara de chá de água fervente. noz-moscada. Burtt & R. contendo 11 a 17% de proteínas e 11 a 20% de matéria graxa (93). cardamomo. • Os frutos são utilizados no preparo de perfumes. • As folhas são condimentares. • Outros: alcoolato. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia em decocção. Sm. após as refeições (257). As folhas e flores tem aroma similar ao de percevejos. peixes. sopas e cozidos.M. doce e penetrante.

sedativa (261). antibacteriana em conjuntivites (363). • Propagação: sementes e brotações do rizoma.8m de altura. medindo 50 a 60cm de comprimento por 12 a 15cm de largura. É esciófita.5 x 1.). acuminadas. lagoas e açudes. FARMACOLOGIA Produz depressão do sistema nervoso central. agudas na base ou arredondadas. As sementes devem ser postas a germinar em recipientes ou saquinhos plástico perfurados. antiedematosa (Gadelha e Menezes) e inibição da secreção gástrica (Hsu apud 120). que podem ser plantadas diretamente a campo. • Plantio: todo o ano. bloqueio neuromuscular. epicatequina. PARTES UTILIZADAS Rizomas. proporcionando um grande efeito paisagístico e protetor de margens fluviais e lacustres. folhas e sementes. catequina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hipertensiva. • Espaçamento: 1. contendo substrato organo-mineral. Escapos floríferos medindo 30 a 50cm. Os flavonóides existentes na planta promovem relaxamento vascular e inibição da atividade da proteína kinase e da fosfodiesterase nucleotídeo cíclica. FITOQUÍMICA Flavonóides. com flores brancas e róseas.5 a 1. CLIMA É de clima tropical. • Adubação: incorporar 2 a 3kg de cama de aviário por cova. com porte de 1. INDICAÇÕES Para o tratamento de úlceras (93) e gastralgias (65). embora adapte-se bem nos subtropicais quentes. pecioladas. diurética (260). mecanismos responsáveis pelo controle da patofisiologia das doenças coronarianas. anti-histérica. inibição da musculatura lisa (Vandelinde et al. vermífuga (65). AGROLOGIA • Ambiente: poderão ser aproveitadas várzeas naturalmente úmidas ou à beira de regatos.FITOLOGIA Planta herbácea. . rutina e dois derivados glicosídicos do kaempferol (289). lanceolado-oblongas. que envolve fluxo sangüíneo e vasoconstrição (289). estimulante da motilidade intestinal e antiulcerogênica (289).20m. As folhas são glabras. com capacidade mínima de 400ml. de caule folioso. • Colheita: inicia após um ano de cultivo.

pouco onduladas.TOXICOLOGIA É abortiva (93). originária da Ásia. É higrófita. O fruto é composto de quatro aquênios lisos e vernicosos. orelha-de-burro. áspera e pilosa. A raiz é escura externamente e alva internamente. consólida-do-cáucaso. decrescentes da base para o ápice. consólida. Tolera a meia-sombra. FITOLOGIA Planta herbácea cespitosa. SINONÍMIA Capim-roxo-da-rússia. pêndulas e dispostas no ápice dos ramos em cimeiras geminadas curtas e escorpióides. ramoso. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. grande-consolda. CONFREI NOME CIENTÍFICO Symphytum officinalis L. áspero. mais pecioladas quanto mais próximas do solo. orelha-de-vaca. consólida-maior. orelhas-de-asno. que cresce em terrenos e relvados úmidos. infundibuliformes. de rizoma grosso e raízes fusiformes. caule de 40 a 60cm. ou oblongo-lanceoladas. decrescentes da base para o ápice. acuminadas. consolda-menor. consolda-maior. CLIMA É originária de clima temperado. língua-de-vaca.500m de altura. todas são oval-agudas ou oblongo-lanceoladas. leite-vegetalda-rússia. tubulosas. acuminadas. ereto. consolda. SOLO . enquanto as demais. brancas. Cultivada no Brasil em jardins e hortas. levemente onduladas. vivaz. confrey. anguloso e alado. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha média por litro de água. Folhas ovado-agudas. Flores grandes. HABITAT Espécie alóctone. oco. mas adapta-se aos subtropicais e até os tropicais. erva-do-cardeal. fasciculadas. As folhas superiores são sésseis. Ocorre até 1. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é muito ornamental. Hipertensos devem tomar o chá à guisa de água.

valina. fenilamina. B12. • Florescimento: ocorre no verão. minerais e ácido fólico. manganês. antiasmática. antidiarréica. béquica e expectorante (145).55%. vulnerária. areia). arginina. destacando-se os minerais. no final do outono até o final do inverno. raiz e folhas adultas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hemostática. anti-hemorroidária. fósforo (145). tirosina. que é responsável pela hidratação e cicatrização de uma ferida em apenas um dia (ungüento da folha). vemiculita. histidina. estacas e pedaços de rizomas da planta matriz. treolina. desintoxicante.80m. É citado como o vegetal mais rico em vitaminas e sais minerais. a partir de um ano de cultivo. • Propagação: divisão de touceiras. mucilaginosa. ferro.06% (96). • Doenças: as raízes são susceptíveis a fungos do solo. mas tolera os períodos de seca. ácido pantotênico. melonina. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. a cultura deve ser renovada a cada 5 a 6 anos. tônica. anti-reumática (145). prolina. PARTES UTILIZADAS Rizoma. antiinflamatória. sinfitocinoglossina (283). zinco. • Renovação: embora a raiz da planta sobrevive até 40 anos de idade. • Plantio: deve coincidir com períodos crescente de temperatura e umidade. cálcio. resina. O teor de alantoína varia de 0. B2. adstringente (283). Após cada corte de folhas. antidiabética. manganês.Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica. nas raízes. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis. alantoína (Walter Accorsi. laxante. pirrolizidina. FITOQUÍMICA Ácido galo-tânico. arinina. antidisentérica.60 a 2. anticancerígena. amarga. colina. . antileucêmica (32). • Colheita: As folhas são colhidas a cada dois meses. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário e 100g/m2 de fosfato natural. soltos e com um bom teor de umidade. cicatrizante (258). mineralizante. Utilizam-se substratos leves e porosos para o enraizamento (casca de arroz tostada. vitaminas A. • Nutrição: planta desenvolve-se melhor a quando suprida com nitrogênio e cálcio. citado em 145). aplicar 10g de nitrato de cálcio por planta.8 x 0. calmante e depurativa (68).06% de cinzas (93). cujo teor de cinzas é de 9. A raiz é emoliente. lasiocarpina. Contém 9. fósforo e zinco (32). isoleucina. alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina e equimidina). C. antianêmica. na primavera e verão. no plantio.50% nas folhas (no verão) a 0.44 a 0. mucilagens. ferro. tanino. • Rendimento: A planta produz cerca de 150 folhas por ano. B1. cálcio. pois as folhas novas são tóxicas. As raízes e os rizomas são coletadas só após o quarto ano. leucina. A planta encerra o alcalóide alantoína (257). triptofano. cistina.

normaliza a atividade sexual e mantém a pigmentação natural do cabelo (145). cortes (258). regulariza a pressão arterial (32). CORDÃO-DE-FRADE . bronquite (128). que também são mutagênicos e pneumotóxicos. • É muito utilizada como forrageira. úlceras (271). Cozida em vinho.INDICAÇÕES Favorece a restauração de tecidos ulcerados. Tomar 3 vezes ao dia. nas costas e nos músculos. • Compressa: usar o decôcto das folhas sobre feridas e queimaduras. cefalalgias. feridas. tomar 1 xícara em jejum e após as refeições (128). irritações na pele e dores nos olhos. carne e mel de animais cronicamente contaminados pode também resultar em efeitos deletérios ao homem (140). As folhas do confrei tem uma pubescência irritante à pele. que é a parte mais utilizada. • Decôcto: ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de rizoma em 1 xícara das de chá de água. combate a hemoptise e regula os fluxos sangüíneos. graves lesões hepáticas (258) e carcinogênicas (145). A raiz. debilidade. devido aos alcalóides pirrolizidínicos. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz é adocicada e mucilaginosa. ⇒ 2 folhas maturas em 2 copos de água quente. • Obtém-se da planta uma tinta vermelha para o tingimento de peles e lãs. pelo alto teor protéico e pela alta produção de massa verde. O consumo de leite. Indicada ainda para hematúria. • Cataplasma: amassar as folhas até ponto de pasta e aplicar sobre o ferimento. várias vezes ao dia (145). furúnculos. icterícia. hepatite (68). Aplicar sobre as partes afetadas. Elimina sardas. • Infusão ou Tisana: ⇒ 30g de folhas por litro de água (435). queimaduras. colocar o emplastro dentro de um pano antes de aplicar (257). Pode-se adicionar um pouco de glicerina à pasta (258). Atua como indutor da produção calcária (257). Tomar 3 xícaras ao dia (bronquite e tosse). tuberculose. hemoptises (93). TOXICOLOGIA O uso interno pode resultar em irritações gástricas. • Emplastro: esmagar as folhas em água morna e aplicar sobre o ferimento 2 vezes ao dia. gastrite e senilidade prematura. O Ministério da Saúde do Brasil proíbe o uso interno do confrei (273). FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool. espinhas. lábios secos ou rachados (294). fraturas e afecções ósseas. No caso de contusões e inchaços. Para úlceras internas. intoxicações gerais.

dispostas em rácimos multiflorais densos. HABITAT Planta herbácea anual originária da África tropical e da Índia. formando capítulos globosos separados. FITOLOGIA Planta herbácea anual e sublenhosa de caule quadrangular. • Propagação: sementes. . rubim. com cálice pulverulento e corola bilabiada (lábio superior maior que o inferior). corindiba. aveludado-pubescente. verticilados. subtomentosas. Aiton FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Cálice com 8 dentes. É heliófita. manchada.5 e 1. Não tolera geadas.T. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. na maturação. • Plantio: agosto a setembro. inicialmente. As cápsulas que constituem o capítulo globoso.4m. pode ocorrer uma certa dormência inicial das mesmas. glabro. unissulcado longitudinalmente em cada face. As flores são pediceladas. leonuro. ferindo facilmente a pele das pessoas. cordão-de-são-francisco. tornam-se rígidas na maturação. cordãode-frade-verdadeiro. Cada globo reúne em média 70 a 80 flores. tolonga. pau-de-praga. porém amplamente disseminada pelos estados litorâneos do Brasil.0 x 0. verde-escuras na face ventral e claras ou prateadas na dorsal. onde cresce subespontaneamente como invasora de terrenos cultivados e estritamente os ruderais. A semeadura é feita diretamente a campo. SOLO Prefere solos francos. vermelha ou laranja-amarelada. verdes. desenvolve-se melhor e solos humosos. A ocorrência da planta está curiosamente vinculada à ocupação humana. ovadas até ovadodeltóides.) W. As folhas são opostas. Encerram 4 frutos pretos trapezóides. de 4 a 6cm de diâmetro. ricos em matéria orgânica. com cerca de 5 a 10cm de comprimento. e castanho. em sulcos. SINONÍMIA Catinga-de-mulata. Após a maturação das sementes. Por ser nitrófila. cuneadas ou subcordiformes na base. de pericarpo fosco. com 1. liso. coração-de-frade. rubim-de-bola. cauda-de-leão. nem sombra.NOME CIENTÍFICO Leonotis nepetaefolia (L. guarnecidas por brácteas espinhosas. CLIMA A planta vegeta melhor em clima quente e em áreas ensolaradas. finamente crenadas. cordão-de-frade-pequeno. simples ou ramificado.8m de altura e 2 a 3cm de diâmetro.

úlceras. antiasmática. ácidos orgânicos. • Colheita: novembro a dezembro. apud 120). 6 a 7 semanas após a emergência das sementes. estomáquica. inflamações broncopulmonares. OUTRAS PROPRIEDADES • É usada para clarear roupas e repele insetos e roedores em grãos armazenados (257). PARTES UTILIZADAS Planta florida. antinevrálgica e amarga (68). elefantíase incipiente (283). anti-hemorrágica uterina. diurética (283). heterosídeos cianogênicos e saponínicos. • Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de janeiro a fevereiro. maleita (120) e para a eliminação do ácido úrico (257). balsâmica. INDICAÇÕES Usada para banhos em crianças debilitadas. vulnerária (341). flucoside leonotina (283). antidisúrica (215). apud 120) e causam relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. • É branqueadora de roupas (93). carminativa. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. antiasmática. antiespasmódica.. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. e fraqueza em adultos. anti-reumática. mucilagens. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao ia. gomas. FITOQUÍMICA Óleo volátil perfumado. resultando em grande perda de sementes. ou seja. béquica. hemorragias uterinas. ocorrendo espontaneamente em dezembro. febrífuga.. dispepsia. (257). taninos. Cápsulas demasiadamente maturas apresentam deiscência natural muito forte. antitérmica (120). O ponto de colheita das sementes é atingido quando pelo menos metade do agrupamento de cápsulas adquire a coloração castanha. . oligúria. peitoral. FARMACOLOGIA O chá e o extrato hidroalcoólico relaxam a musculatura lisa. antiartrítica. metrorragia.• Florescimento: irregular. problemas digestivos (xarope das flores). • Xarope: 10 a 50ml/dia (341). ⇒ 20g/litro. Utiliza-se também em banhos (257). anúria. estimulante. aumentam o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. feridas (341). 50 a 200ml/dia (uso interno e externo) (341).5%. debilidade orgânica geral em crianças (68). sudorífica. lactonas sesquiterpênicas (leonitina e trimetoxicumarina) (257). por ocasião do início do florescimento. • Tintura: 5 a 25ml/dia.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônico. recoberto por densa pubescência castanha. com o hilo preto. coroanha. calmante nervoso (215) e parasiticida (94). • Tutoramento: para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta. utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta. As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo. que devem ser sempre submetidas ao calor. quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior. mucunã-assú. • Plantio: primavera. Folhas pecioladas. INDICAÇÕES . Inflorescência violáceas com a base do estandarte amarela. pó-de-mico. vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais. com o caule flexuoso. com cerca de 2 a 3cm de diâmetro e até 1cm de espessura. os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado. Faz-se a pré-germinação das sementes em uma bandeja com água. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. O fruto é uma vagem séssil. PARTES UTILIZADAS Sementes. coriácea. em covas. micunã. contendo 3 a 4 sementes achatadas. duras. castanho-avermelhadas. abruptamente agudos no ápice e arredondados na base. revestida por uma densa pilosidade ferrugínea.CORONHA NOME CIENTÍFICO Dioclea violacea M. vernicosas. olho-de-boi. SINONÍMIA Cipó-de-imbiri. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilionaceae. FITOLOGIA Trepadeira de grande porte. com 12 a 14cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. composta por três folíolos grandes. • Propagação: sementes. ovado-oblongos. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. disposta em rácimos eretos.

originária de Portugal. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. É encontrada até 2. principalmente como planta invasora de hortas. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. acaule. Folhas em roseta basilar densa. terminando com papilhos de pêlos brancos. DENTE-DE-LEÃO NOME CIENTÍFICO Taraxacum officinale Weber.Previne o derrame e remove as seqüelas do derrame. Indicada ainda para a epilepsia (215). A parte aérea é anual. que cresce de 5 a 30cm em altura e cuja raiz pivotante amarelada pode atingir até 40cm. fistuloso. com os segmentos laterais virados para a base. FORMAS DE USO • Infusão: até 1g do pó da semente por xícara de água. ereto.000m de altitude (91). sedosos. radite-bravo. taraxaco. pomares e áreas ruderais. oco. radiados. runcinado-pinatífitas ou pinatipartidas. monocéfalo. oblongas ou lanceoladas. cilíndrico. formando uma armação globóide que se rompe facilmente com o vento. cespitosa. em goles (215). resultando na disseminação das sementes. quartilho. formando um grande capítulo com invólucro duplo de brácteas externas mais curtas voltadas para baixo. glabro ou araquináceo. estriado. soprão. disposto sobre um comprido pedúnculo radical de cerca de 15 a 30cm. Tomar apenas uma xícara ao dia. OUTRAS PROPRIEDADES É utililizada como formicida (94). . relógio-dos-estudantes. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Flores amarelointenso. amargosa. oblongo-fusiforme. glabras. mas a subterrânea é perene. Fruto aquênio cinzento-azulado. lactescente. triangulares ou oblongos. chicória-louca. chicória-silvestre. salada-de-toupeira. segmentos ou lobos desiguais. HABITAT Espécie alóctone. agudos. radicais. coroa-demonge. alface-de-côco. incisados ou denteado-acuminados. polimorfas. sendo o terminal mais amplo. Rizoma vertical. liguladas. SINONÍMIA Alface-de-cão. frango. dente-de-leão-dos-jardins.

vitaminas B e C (257). lactucopicrina. Um grama de sementes contém 900 a 950 sementes. a partir das primeiras horas da manhã. cobalto. exsudando látex branco. • Florescimento: ocorre no início da primavera. O solo deve ser bem preparado. donde partem simultaneamente as folhas e os escapos floríferos. pois a falta de luz retarda ou inibe a germinação (sementes fotoblásticas). altos níveis de ferro.20 x 0. A planta contém ainda alcalóides. meristemas da cepa e divisão de touceiras. mas encontra-se disseminada desde as regiões glaciais até o Equador. com pelo menos 15cm de altura e 1. As raízes contém taraxacina. as folhas e a planta tornam-se pequenas. Depositam-se as sementes sobre o solo e as comprime para maior aderência ao mesmo. húmus de minhoca ou 5 a 6kg/m2 de estrume de gado. • Rendimento: 1. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em canteiros nivelados. com cerca de 1cm de diâmetro. • Castração: para uma melhor produção de raízes. óleorresina e carotenóides (128). quase rentes ao chão. levulina. não muito úmidos. óleo essencial e ácidos dioxinâmico. castanho-escuro e esbranquiçada no corte. diretamente no campo. FITOQUÍMICA Látex. PARTES UTILIZADAS Rizoma. • Padrão comercial: as raízes: devem medir até 30cm de comprimento e ter 5 a 20mm de diâmetro. A abertura das flores ocorre em dias ensolarados. Sob temperaturas mais altas. SOLO Prefere solos areno-argilosos. pectina. Irriga-se duas vezes ao dia. É esciófita. • Adubação: incorporar ao solo 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. pois o transplante de mudas interfere na formação da raiz.espesso.20m de largura. soda e potassa (283). deve-se eliminar o pendão floral. fitosterol. sais minerais (notadamente potássio). eliminando-se torrões e restos de plantas. • Propagação: sementes. colina. • Plantio: outono. podendo afetar a fisiologia de plantas companheiras (209).350kg de raízes frescas ou 220 a 297kg/ha de raízes secas (93). As sementes não devem ser enterradas. minerais de cobre (209). inulina.000 a 1. CLIMA É de clima temperado. níquel. tanino. taraxacosídeo. pro-vitamina A. folhas e inflorescência. p-oxifenilacético e . • Colheita: inicia-se cerca de dois meses após a semeadura e é feita durante o ano todo (folhas) ou do outono ao inverno (raízes). O teor de cinzas deve ser inferior a 10% (96). • Espaçamento: 0. • Produção de sementes: 1g de sementes contém 900 a 1.20m.200 sementes. taraxasterol. taraxerol. • Alelopatia: a planta libera etileno.

acidose (242). dão origem a um produto sucedâneo do café. colagoga (145). hepática. Deixar macerar 10 dias. cárie dentária (68). conhecido como "café de chicória". laxativa.tartárico (145). antiinflamatória. antilítica biliar. aperiente. Tomar 1 cálice antes das refeições (aperiente) (257). sudorífica. • Suco: bater no liqüidificador 4 folhas. tez. astenia. FORMAS DE USO • Macerado: deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes em 1 xícara das de chá de água. antianêmica (68). INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento de doenças de pele (93). Tomar ½ xícara antes das refeições (desintoxicante hepático e depurativo). • A planta é apícola. gota. alcalinizante. varizes e verruga. colesterol. água (1 copo) e gotas de limão (145). pele. tônica. As raízes contém até 25% de inulina. escarros hemoptóicos. anti-hemorroidária. reumatismo. especialmente para coelhos. • As raízes. prisão de ventre (215). • Vinho: 1 colher das de raízes em ½ copo de vinho tinto seco. afecções hepáticas (145). e as sementes também são comestíveis. anti-reumática (242). por aumentar a lactação e a qualidade do leite. expectorante. constipações. prevenção de derrames. DOIS-AMORES NOME CIENTÍFICO . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica. carneiros e vacas. aperiente. • Decocção: tomar 2 ou mais xícaras ao dia. câncer. antihemorrágica. desobstruente das vísceras abdominais (283). • Salada: raízes e folhas novas podem ser consumidas cruas como estimulante da digestão. obesidade. fortificante dos nervos (215). hipoglicemiante. • A planta também é forrageira. hipocolesterolêmica. ácido úrico. arteriosclerose. biliares. febrífuga. depurativa. icterícia. antidiarréica. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. ósseas. celulite. Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia (32). antidiarréica. anódina. diurética (257). • As flores fritas constituem um ótimo manjar.45% de compostos nitrogenados e 0.62% de matéria graxa (93). torradas e moídas. estimulante digestiva (128) e carminativa (271). renais e vesicais. obstipação. sarda. flores e as raízes podem ser consumidas como hortaliça. colerética. piorréia. paludismo. resina e derivados triterpênico (96). anti-hipertensiva. As folhas contém 9.73% de carboidratos 2.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O extrato da raiz e o látex são vomitivos. com nervura central saliente na face dorsal. lactescente. agudas ou acuminadas. • Plantio: primavera. coriáceas. FORMAS DE USO . pequena. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia (93). no centro.0 a 1. O fruto é uma cápsula mais larga que comprida (9 x 7cm). HABITAT Espécie autóctone originária da Amazônia. ovadas. sapatinho-de-judeu. As sementes são ovóide-agudas. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. com a forma de um sapato. O látex.Pedilanthus tithymaloides Poit. 3-coca. reunidas em cimeiras terminais densas. alternas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. suculenta crescendo até 2m de altura. sapatinho-do-diabo. FITOLOGIA Planta perene. As flores são vermelhas. quase fistulosos e com poucas folhas. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de sífilis. truncada na base e no ápice. As folhas são curto-pecioladas. glabras. enquanto que as estacas são enraizadas em areia. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. pequenas (1. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. muito ramificada. medindo até 7cm de comprimento por 4cm de largura. vermiculita e/ou casca de arroz tostadas. cáustico enérgico e acre.5mm). cuneadas na base. carnosas. inteiras. Os ramos são suculentos. oblongas. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. úlceras de mau caráter. SINONÍMIA Dois-irmãos. as flores masculinas são numerosas e dispõem-se na circunferência e a feminina. onduladas nas margens. inclusas num grande invólucro bilobado vermelho até purpúreo. • Colheita: inicia a partir do quinto mês após o cultivo. porém não tolera os muito ácidos e encharcados. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.10 x 0.6m. é calicida e anti-hemorrágico (93). picão. sapatinho-dos-jardins. única. obtusas ou recurvadas no ápice. A planta é xerófila e adapta-se bem a solos pobres. arbustiva. verrugas e para regenerar carne dilacerada.

FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. com as nervuras proeminentes na face ventral. amareladas. CLIMA Prefere regiões quentes e úmidas. • Propagação: sementes e estacas. oblongo-acuminadas. Em regiões subtropicais o crescimento é muito lento. FITOLOGIA Subarbusto de caule e ramos nodosos. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita . ELIXIR-PAREGÓRICO NOME CIENTÍFICO Piper calosum L. SINONÍMIA Óleo elétrico. As folhas exalam aroma de noz-moscada.8 x 0. leves e férteis. porosos.5m. Folhas alternas. HABITAT Planta subarbustiva perene autóctone do Brasil equatorial. TOXICOLOGIA Por encerrar látex cáustico e tóxico. Utilizar estacas com cerca de 3 a 5mm de espessura e 20cm de comprimento. Flores diminutas. O uso interno só deve ser feito mediante orientação médica. • Cultivada em jardins como planta ornamental. dispostas em espigas carnosas.Utiliza-se externamente. A base das estacas deve ser raspada com faca para permitir uma maior absorção de água. conforme a dose. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos ou ricos em matéria orgânica. É esciófita. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. o uso da planta deve ser feito sob orientação de um profissional habilitado OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como cerca-viva e em renques.

ambaitinga. umedecidas intermitentemente através de nebulização. prostatite. antidiarréicas. imbaúba. SINONÍMIA Ambahú. retém mais umidade e mantém estável a temperatura do solo. aperiente e antisséptica (271). . ibaíba. picante. árvore-da-preguiça. imbaubão. figueira-de-surinam. catarro nasal. ambati. umbaúba. beira de estradas e capoeiras. odontálgico. mirceno. caixeta. chavicina. pirrolina. torém. evita o adensamento do solo.• • • • ou casca de arroz tostada. ambaú. É uma planta típica de matas ciliares úmidas. plástico preto e outros materiais inertes. ibaituga. palha seca. baibeira. aparecendo também em pomares. Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. safrol e taninos (9) PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O fruto é acre. Tipos de cobertura: casca de arroz. imbaíba. ambaí. em abrigos cobertos com sombrite 70%. especialmente a Atlântica. incisivo. Além disso. FITOQUÍMICA Maticina. pastagens. Colheita: inicia um ano após o plantio. jamborandina. piperetina. hemostáticas tópicas (9). EMBAÚBA NOME CIENTÍFICO Cecropia glaziouii Snethlage. antiblenorrágico e diurético (93). atenuante. FAMÍLIA BOTÂNICA Cecropiaceae. uretrite. rouquidão e afecções da garganta (271). citral. PARTES UTILIZADAS Folhas. digestivas. Adubação: 3kg/planta de húmus de minhoca e 100g/planta de fosfato natural. ambaíba. HABITAT Planta arbórea perene autóctone. As folhas são adstringentes. dificulta o crescimento de plantas invasoras. Plantio: agosto a setembro. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da cistite. pau-de-lixa. diurética.

a parte livre é ovado-aguda. na face dorsal. flavonóides. expectorante (145). As folhas são largas. proantocianidinas (mono. • Colheita: um ano após o plantio. antiasmática. CLIMA Prefere o clima quente e úmido. Solos encharcados são prejudiciais. As nervuras primárias e secundárias da face dorsal são avermelhadas. com pelo menos 400ml de capacidade. A planta cresce melhor em solos aluviais. Os receptáculos femininos são cilíndricos. hipotensora. de 30cm de diâmetro. oco. Pode-se colher até 100% das folhas da árvore. É heliófita. sobretudo os úmidos.FITOLOGIA Árvore perene de tronco reto. cobertos com leve tomento alvo. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. divididas em 8 a 9 lobos unidos pelos dois terços a partir da base. anti-hipertensiva (235). antigripal e reguladora do ritmo cardíaco (215). cordiformes. tolerando até os solos ácidos e argilosos. frutos e brotos (uso interno) e látex (uso externo). FITOQUÍMICA Glicosídeos (orientina). quatro em cada uma das espatas. um tanto sinuosos. alcalóides e taninos (145). comestíveis. estimulante do músculo cardíaco (271). visíveis com lente e. SOLO Adapta-se a quase todos os tipos de solo. Apresenta 4 receptáculos femininos. com cerca de 3cm de comprimento. diurética. obtém-se o perfilhamento da planta e a redução da sua estatura. béquica nervosa. antiblenorrágica (32). raiz. tenras. os masculinos são numerosos. • Pragas: as folhas da planta são freqüentemente atacadas por lagartas e formigascortadeiras. A semeadura é feita em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados. inteiriços. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. oligo e poli catequinas). • Propagação: sementes. peltadas acima do centro. semelhante ao mamoeiro. que são colhidas dos frutos. antileucorréica. contendo substrato organo-mineral. de outubro a março. com estrias e nervos. • Poda: através do corte apical da planta. anti-hidrópica (68). arredondadas. estas externamente tomentosas. hepática. • Plantio: ano todo. cardiotônica (257). antidiabética. vulnerária. esgalhado. . Cresce entre 12 a 15m de altura. a face ventral é escabrosa e áspera e a dorsal alvo-tomentosa. PARTES UTILIZADAS Folhas.

. mal de Parkinson (68) e diarréia. verrugas e chagas crônicas (145). cólicas hepáticas (32). fresca. Bater em liqüidificador. Tomar 3 vezes ao dia (distúrbios respiratórios e mal de Parkinson). verrugas e úlceras gangrenosas (145). oligúria. • Decocção: ⇒ 20g de raiz para 1 litro de água. e medula branca. Tomar um gole de hora em hora (32). ⇒ 1 folha nova. glaucescente e apresenta o caule estriado de branco e verde. até 600m de altitude (182). semelhante ao figo. coqueluche (257). OUTRAS PROPRIEDADES • A casca pode ser utilizada para curtir o couro e a madeira fornece matéria prima para o preparo de carvão (128). É cultivada no Brasil em jardins e hortas. É glabra.20m de altura. ⇒ ferver 2 folhas em 1 litro de água. • O tronco é utilizado como estiva de barcos.INDICAÇÕES É ainda utilizada para o tratamento de bronquite. • Produz fruto comestível. ENDRO NOME CIENTÍFICO Anethum graveolens L. O suco da raiz é utilizado no tratamento de úlceras cancerosas (215). anúria. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. que medra em terrenos baldios e searas. é utilizado topicamente em úlceras gangrenosas e cancerosas. que é cáustico. em 2 xícaras de água. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (32). FITOLOGIA Planta herbácea anual que atinge até 1. • Uso tópico: pingar 5 gotas do látex em feridas. funcho-bastardo. O látex. Tomar 3 xícaras ao dia (hipotensora e diurética). MODO DE USO • Suco: ⇒ extrair o suco da raiz e diluir 1 colher das de sopa em 1 xícara de água. HABITAT Espécie alóctone mediterrânea. SINONÍMIA Aneto. As folhas são 3-pinatisectas.

Os frutos são mais largos que os do funcho (Foeniculum vulgare). as plantas devem ser tutoradas verticalmente com varas de bambu com 1. As sementes são colhidas através do corte das umbelas. Em semeadura direta são necessários 6 a 7kg de sementes para o plantio de 1 hectare. . bem drenados. Períodos de estiagem aceleram o ciclo da planta.12kg de sementes (182). pois ocorre cruzamento interespecífico. Sobre sua superfície dispõe-se 3 costelas dorsais e duas marginais. Para o plantio em sementeiras. CLIMA A planta vegeta espontaneamente em regiões onde a temperatura média de verão é inferior a 20oC (182). • Rendimento: 500 a 700kg/ha (163). suporta bem períodos de frio. é portanto. • Tutoramento: em regiões onde são comuns ventos fortes.5 a 7. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As flores amarelas possuem cinco pétalas inteiras recurvadas para o lado de dentro. levemente alcalinos e porosos. enquanto os arenosos facilitam à ocorrência de nematóides e deficiências nutricionais.25m. além de prejudicar a frutificação. A colheita de sementes em períodos chuvosos diminui sua qualidade fitoquímica e a conservação. de setembro a dezembro. que se reproduz precocemente em detrimento da produção de sementes. O retardamento da colheita resulta em perda de princípios ativos e deiscência espontânea das sementes. Embora seja de clima sul-mediterrânico.5 x 0.7m.divididas em lacínias filiformes. Evitar o plantio simultâneo e próximo de funcho.. SOLO Prefere solos francos. heliófita. sendo portanto necessária adubação orgânica no plantio e nitrogenada em cobertura. Ventos e chuvas fortes causam acamamento das planta. flores e folhas. férteis. e com pH entre 6. pecioladas e se dilatam na base em uma ampla bainha. medindo cerca de 4mm. quando matura. A raiz axial é delgada e as secundárias esbranquiçadas. • Florescimento: ocorre aos 90 dias após a semeadura. • Secagem: as sementes devem ser desidratadas à temperaturas nunca superior a 37oC (182). Solos muito argilosos dificultam as trocas gasosas e predispõem à doenças. • Ervas daninhas: manter a cultura livre de concorrência. Estão dispostas em 4 a 8 umbelas com 15 a 40 raios desiguais. PARTES UTILIZADAS Sementes.0. Semeia-se no outono. à guisa de asas. A planta não suporta sombreamento. • Nutrição: a planta é nitrófila. O fruto é um diaquênio com uma semente marrom. a medida que a cor dos frutos declina para castanho. dispendese cerca de 1. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato orgânico poroso. • Propagação: sementes.5 a 1. • Colheita: ocorre 4 a 5 meses após a semeadura. • Plantio: deve ser feito no início da primavera.

aromática. durante 5 minutos: ⇒ 1 colher das de café de sementes. diurética (144). depurativa. matérias nitrogenadas. antiemética. As sementes contém cerca de 3 a 4% de óleo essencial (163). FORMAS DE USO • Decocção . resfriado (294). hiperacidez estomacal. Coar e tomar 1 xícara das de chá antes de cada amamentação (para favorecer a lactação e contra gases intestinais) ⇒ 1 colher das de sopa de sementes (para ânsia de vômito) ⇒ 4 colheres das de café de sementes. adoçar com mel e beber antes das refeições (digestivo) • Vinho: ferver em ¼ de litro de vinho tinto 1 colher das de café da semente do endro. É indicado para o resfriado (294) OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes possuem um odor agradável e forte. lactogênica (294). ranúnculo-rasteiro. utilizadas como condimento e na preparação de licores. soluços. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de cólicas. São utilizadas picadas nos molhos brancos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. insônia (128). hipnótica. antidiarréica (271) e antisséptica. fresco e pouco picante. Coar. aperiente (257).FITOQUÍMICA Óleo essencial. . tanino e carvona. ânsia de vômito. • As folhas são mais anisadas e amaras. mucilagem. FAMÍLIA BOTÂNICA Ranunculaceae. peixes e conservas de hortaliças. saladas e pepinos em conservas. resina. resolutiva (93). estomacal. antiespasmódica. Coar e tomar com suco de limão (soluços) ⇒ 2 colheres das de café de sementes.ferver em ¼ de litro de água. Abafar por 5 minutos e coar. mata-boi. um pedaço de canela e uma colher das de café de folha de eucalipto. durante 5 minutos. digestiva. ERVA-CIÁTICA NOME CIENTÍFICO Ranunculus repens L. aerofagia e meteorismo. doces. SINONÍMIA Erva-do-monge. estimulante.

com os ramos eretos. A semeadura pode ser feita diretamente a campo ou em badejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Produção de sementes: outubro-novembro. • Florescimento: agosto a setembro. citado por ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta apresentou atividade bactericida contra Salmonella typhymurium (Dal Magro. É subespontânea no sul do Brasil. 1996). Os frutos. em ratos (Dal Magro. AGROLOGIA • Espaçamento :0. do tipo craspédio. PARTES UTILIZADAS Folhas. FITOLOGIA Planta vivaz. citado por CECHINEL et al. por ser muito prolífera. 1996). por serem contundentes. CLIMA É de clima temperado. ou de aluvião. As folhas são 3sectas com os segmentos peciolados. rente ao solo. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. a planta pode se tornar infestante. mas adapta-se ao subtropical ameno. liso nas faces. Quando ocorre sombreamento.3 x 0. sendo o médio mais comprido. FARMACOLOGIA A planta mostrou forte atividade antiinflamatória CECHINEL et al. Fruto aquênio. Não tolera solos ácidos e compactados. com estolhos rastejantes e compridos.HABITAT Originária das regiões boreais temperadas. FORMAS DE USO . Quando a luminosidade é plena. fendidos e denteados. SOLO Prefere solos arenosos e humosos. anti-hemorroidária (93) e cicatrizante (271). • Propagação: sementes. É heliófita. • Cuidados gerais: em regiões de clima mais ameno. podem provocar ferimentos em pessoas e animais. a planta apresenta-se prostrada. disposto em glomérulos radialmente espinhosos e pontiagudos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. • Plantio: maio a junho. As flores são amarelas com as sépalas abertas.3m. a planta assume uma arquitetura tipo moita. pubescente ou hirsuta.

cresce melhor à meia-sombra. TOXICOLOGIA As folhas são muito tóxicas. FITOLOGIA Planta subarbustiva. melissa-romana. de secção quadrangular. norte da África e Ásia. rizomatosa e vivaz. citronela-menor. verde-claras. . ramificado a partir da base. aplicadas topicamente sobre as articulações (215). opostas. Locais muito sombreados reduzem o aroma das folhas. reticulada dorsalmente. Insolações excessivas torna a planta raquítica. nervuras salientes. carenado-serreadas. A planta é exigente em umidade no solo e devido a isso. SINONÍMIA Chá-da-frança. cidrilha. melitéia. Folhas grandes. que cresce espontaneamente em áreas montanhosas e submontanhosas do sul e centro da Europa. pálidas e arroxeadas. HABITAT Espécie alóctone. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. períodos de estiagem causam amarelecimento e redução no tamanho das folhas. ereto. CLIMA É planta típica de climas temperados. limonete. Cresce espontaneamente em locais sombrios e úmidos. onde a temperatura gira em torno de 20 oC. ricos em matéria orgânica. além de haver um declínio no aroma das folhas.Cataplasma: folhas contusas. com folhas pequenas. de textura média e com bom teor de umidade. drenados. É encontrada até 1. não podendo ser usadas internamente. profundos. melissa-verdadeira. ovais. O caule dispõem-se em tufo. Ventos frios e geadas são deletérias à planta. SOLO Prefere solos férteis. mas varia entre 30 a 60cm de altura e 40 a 60cm de diâmetro de moita. As flores são brancas. Embora não seja planta esciófita. onde é cultivada. Já está completamente adaptada ao Brasil. erva-cidreira-verdadeira. As folhas são de um verde intenso na face ventral e verde-claras na face dorsal. Seu crescimento é variável conforme às condições de solo e luminosidade. ERVA-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Melissa officinalis L. lanceoladas pecioladas. melissa.000m de altitude (96).

tosse. cefalalgias. O transplante é feito quando as mudas apresentam 10 a 15cm de altura. afecções gástricas.800kg/ha de folhas desidratadas (182). digestiva.80 x 0. carminativa.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. vertigem (32) e catarros crônicos (93). • Colheita: quatro a cinco meses após o plantio. epilepsia. A segunda colheita ocorre 45 dias após a primeira. O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. Quando colhida após o florescimento da planta. hipocondria. pineno. porém obtém-se um maior índice de pegamento e mudas de maior qualidade produzido-as em ambiente sombreado (sombrite 50 a 70%). linalol e geraniol. succínico e resinas. insônia. desmaios. em diarréias (224). PARTES UTILIZADAS Planta inteira. sementes e estacas dos ramos. menos a raiz. em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados contendo substrato organo-mineral. antidispéptica (93) e hipotensora. FORMAS DE USO . diarréia de sangue. estomáquica. tanino. na primavera até início do verão. cãibras intestinais.15% de óleo essencial e as folhas secas. palpitação do coração. caxumba. enxaquecas. quando a propagação é feita por sementes e setembro. Aplicar 5g/m2 de uréia aos 40 dias após o transplante. • Renovação da cultura: após o terceiro ano. espasmolítico e bactericida (280). pericardite. odontalgias. INDICAÇÕES Usada no tratamento de feridas. citronelal (30 a 40%) (280). • Florescimento: não se constatou o florescimento desta espécie no Litoral Catarinense.1%. clorogênico (257). sendo que o teor de cinzas varia de 10 a 12% (96).014 a 0. emenagoga (283). tenesmo. cordial. • Propagação: divisão de rizomas. • Pragas: deve-se proceder o controle às formigas. má circulação sangüínea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Calmante. antinevrálgica. paralisia. • Plantio: outono. histerismo. gastralgia. sedativa.20m. O plantio dos rizomas pode ser feito diretamente a campo. debilidade geral. tônica dos nervos. • Rendimento: 10 a 15t/ha de parte aérea ou cerca de 1. citronelol. resfriado. limoneno. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo citral (20 a 30%). antiespasmódica. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. dores nos olhos. quando é vegetativa. ácidos caféico. FARMACOLOGIA O citral e o citronelal tem efeito sedativo. A planta fresca tem 0. composto ou húmus de minhoca. 0. arrotos. estimulante. as folhas podem apresentar um aroma semelhante ao percevejo (283). problemas nervosos (257). artralgia. icterícia.

Folhas alternas. O sabor é adocicado e um pouco amargo. a planta emana um suave e agradável perfume de limão. ramificado. HABITAT Espécie autóctone. para dores de estômago. persicária-do-brasil. • Folhas frescas: aplicar sobre os olhos. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes ao dia (257). potincoba. • Suco: mistura-se um pouco de sal às folhas contusas (caxumba) • Cataplasma: aplica-se sobre o ventre. do continente americano. persicária-mordaz.• Infusão: ⇒ 25 a 50g de folhas por litro de água. pimenta-do-brejo. delgado (3 a 4mm de espessura). • Aromatizante em culinária (saladas de hortaliças e frutas. catária. • Lavagens intestinais com o infuso (tenesmo e diarréia de sangue) • Bochechos: dores de dente. várzeas úmidas e sujeitas à inundação. persicária. estreito- . Cresce espontaneamente em áreas uliginosas. capiçoba. de coloração verde-avermelhado e glabro. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de folhas verdes picadas para ½ litro de água. para inflamações. pimenta-d’água. cerdosas na parte superior e glabrascentes quando velhas. pensicária-urente. valas de drenagem. FITOLOGIA Planta herbácea perene. caataiá. petincobe. fígado e intestino (32). omelete e molhos) e no preparo de licores. Ocorre até 1. com 8 a 12cm de comprimento. fistuloso. erva-pulgueira. capetiçoba. capitiçoba. catala. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum hydropiper Michaux. cataia. à beira de riachos e lagoas. SINONÍMIA Acataia. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (283). especialmente na região sul do Brasil. OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera. • Quando jovem. capetiçoba. Possui ócreas de 12 a 16mm de altura.200m de altitude (383). FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. áreas paludosas rasas. radicante nos nós. pimenta-aquática. subsésseis. Cresce até 1m de altura. de caule ascendente.

peninervadas. adpresso-pilósulas. homeotensora vascular. SOLO Prefere solos argilo-arenosos. O fruto é uma núcula triangular-globosa. com perigônio 5-partido formado por tépalas brancoesverdeadas. antidiarréica sangüínea. glicosídeo. antraquinonas. Por ser uma planta higrófita. Deve ser feita em pleno florescimento. eretas. luteolina. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. A folha apresenta um forte sabor apimentado. apiculada. e depois glabrascentes. rutina. anti-hemorroidária (283). CLIMA É de clima temperado. com pecíolo invaginante. tipo espigas gêmeas ou subracemosas. hemostática. diurética. vasoconstritora e depurativa.30m. cumarina (145) e nitrato de potássio (128). butírico (257). ácidos gálico. colerética. a lanço. antialérgica. persicarina. pecíolo com 3 a 5mm. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. a partir de setembro. desenvolvendo-se bem em água fria (199) . atenuadas nas duas extremidades. taninos. antiartrítica. INDICAÇÕES . antisséptica. estimulante. acético.lanceoladas. emenagoga (271). • Espaçamento: 0. hermafroditas. cicatrizante. vermicida. • Florescimento: o ano todo. compostos fenólicos. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. com flores pequenas (2 a 3mm de comprimento). negra. É heliófita. Inflorescência terminal e axilar. lineares ou subfiliformes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidisentérica. adstringente.30 x 0. revestida pelo perigônio (199). • Podas: devido à sua alta prolificidade. de úmidos à encharcados. estimulante. malônico e poligônico. • Colheita: ocorre 1 mês após o plantio. FITOQUÍMICA Quercitina. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em áreas úmidas. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. iso-hametina. persicariol. antireumática (257). as mudas desidratam-se muito rapidamente. ou em terrenos com uma pequena lâmina de água. • Plantio: ano todo. saponinas. inicialmente. rebentos do rizoma e estacas do caule. antiblenorrágica. brilhante. antiinflamatória (145). antocianinas. revulsiva. Tolera os solos ácidos. • Propagação: sementes. antitérmica.

• Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. Repetir 3 vezes ao dia (257). Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. edemas. por algumas horas (257). • Utilizada na indústria da cana para refinar e condensar o açúcar (257). As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). massageando levemente. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. como cicatrizante. sífilis (32). afecções renais.Útil também para o tratamento de febres malignas. ⇒ 10g para 1 litro de água. ou reumatismo. úlceras. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. varizes. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum persicaria L. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). ferver e deixar esfriar. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera. Ferver por 5 minutos. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. erisipela (257). litíase. Esfriar. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. congestões cerebrais. fragilidade capilar. retenções de urina (283). principalmente antes e após à evacuação. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. menopausa. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). em infusão. diarréias sangüineas (93). . Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). disenteria bacteriana (145). FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. enterite e indigestão. estrangúria.

SOLO Prefere solos úmidos. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. simples. medindo 10 a 14cm de comprimento por 3cm de largura. rebentos do rizoma e estacas do caule. elípticoalongadas. finamente alveolado e de coloração ocre. cilíndrica. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. ornado na base com ócreas ciliadas e membranosas com 1. • Podas: devido à sua alta prolificidade. • Propagação: sementes. brilhante. crescendo em terrenos úmidos. anual. quando imaturo. medindo 40 a 60cm de altura. formadas por 5 tépalas. HABITAT Espécie originária da Europa e subespontânea no Brasil. cilíndrico. de textura crustácea. FITOLOGIA Planta herbácea. alternas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. PARTES UTILIZADAS Folhas. liso. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. quase sésseis.SINONÍMIA Persicária-de-pé-vermelho. esparsas. As flores são rosadas. compacta.5 a 2cm de comprimento. a partir de setembro. Inflorescência racimosa espiciforme. • Florescimento: primavera e verão. róseo ou avermelhado. flores e ramos. As folhas são verdes.30 x 0. liso. as mudas desidratam-se muito rapidamente. com os nós proeminentes.5 mês após o plantio. com base e ápice acuminados. Também conhecida pelos nomes populares de Polygonum hydropiper. aerados e humosos. quando maturo. Caule ereto. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.30m. vulnerária e odontálgica (242). medindo cerca de 2mm de comprimento. . O fruto é uma núcula lenticular. Por ser uma planta higrófita. mas não encharcados. ramificado. glabro. com 3 a 4cm de comprimento. • Colheita: ocorre 1. Deve ser feita em pleno florescimento. com manchas avermelhadas ou castanhas. adaptando-se também ao subtropical. CLIMA É de clima temperado quente. e atro-avermelhada. a lanço. glabro.

⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. suçaiá. Esfriar. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. língua-de-vaca. massageando levemente. Repetir 3 vezes ao dia (257). Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). por algumas horas (257). em infusão. Ferver por 5 minutos. saçóia. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação.B. suçauaiá. SINONÍMIA Erva-de-veado. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). HABITAT . erva-grossa. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. pé-de-elefante. suçuaia. sossoia. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. suaçuaia. fumo-bravo. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. ⇒ 10g para 1 litro de água. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. fumo-da-mata.K. ERVA-DE-COLÉGIO NOME CIENTÍFICO Elephantopus mollis H. como cicatrizante. suaçúcaá. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. principalmente antes e após à evacuação. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). ferver e deixar esfriar.INDICAÇÕES Utilizada nos casos de paralisia e congestão cerebral (242). ou reumatismo. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. suaçu-caá. erva-do-diabo. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145).

podendo ser até quase branca. As sementes podem ser semeadas em sulcos. ricos em matéria orgânica e úmidos. como cicatrizante (68). febrífuga. diretamente em canteiros. SOLO Pouco exigente quanto aos tipos de solo e o grau de fertilidade. catarros pulmonares. emoliente. perene. antilítica. anti-sifilítica (68). tônica. terrenos abandonados. sudorífica. vulnerária. béquica e resolutiva (242). heliófita ou esciófita. CLIMA É de clima subtropical. caule pubescente. medindo 12 a 25cm. reunindo capítulos sésseis. É feita no início do florescimento. Indicada para abrandar o calor da menopausa (271). • Propagação: sementes.. gripes fortes e intermitentes. antireumática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticatarral. As folhas são sésseis. • Plantio: abril e outubro. • Colheita: 3 meses após o plantio. As flores aduzem coloração violácea a azul-claro. O suco fresco das folhas combate cálculos urinários. A raiz é utilizada para o tratamento de febres astênicas (57 e 211). adstringente. diurética. utilizam-se as raízes para febres e como adstringente e tônico. • Suco: utilizam-se as folhas para cálculos urinários. capoeiras e pastagens da área de mata pluvial da Encosta Atlântica. úlceras. feridas (68) e elefantíase (242). medindo 40 a 80cm de altura. Inflorescências terminais. . PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes.4 x 0. picadas. • Florescimento: dezembro a abril. Cresce espontaneamente em bosques. INDICAÇÕES Bronquite. protegidos por brácteas foliáceas grandes. paniculadas. FITOLOGIA Planta herbácea. • Cataplasmas: folhas frescas.4m. as basais enrosetadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Externamente. FORMAS DE USO • Infusão e decocção: utilizam-se as folhas para afecções respiratórias e reumatismo. Porém cresce mais abundantemente e vigorosamente em solos revolvidos.Espécie autóctone do Brasil. e as superiores alternas. pubescentes.

subcoriáceas. com pétalas espatuladas. com base cuneiforme e ápice arredondado. HABITAT Espécie autóctone. lavar em água corrente e deixar secar. . medindo até 1cm de comprimento. medindo 3 a 5cm comprimento por 2 a 3cm de largura. Folhas alternas ou opostas. flexuosos. ovaladas. emitindo raízes adventícias que se prendem na planta hospedeira e lançam novos rebentos vegetativos ou reprodutivos. medindo 2mm de diâmetro.0mm. O fruto é uma pseudobaga ovóide ou elipsóide. O Estado de Santa Catarina é o limite austral de sua ocorrência (334). Pecíolo com 0. as plântulas são afixadas no ramo hospedeiro com fita crepe ou similar. o ramo deve ser raspado com uma faca para expor o tecido vivo. encontrada na mata pluvial atlântica. numerosos. no segundo ano do ciclo. Flores amarelo-esverdeadas. var.ERVA-DE-PASSARINHO NOME CIENTÍFICO Struthanthus polyrhizus Mart. Ramos subcilíndricos. Após a germinação.7 a 1. Devem ser tratadas com ácido clorídrico 1N. AGROLOGIA • • • • • • Ambiente: por ser uma planta parasita. ingazeiros. lisa. Hospedeiros preferenciais: Citrus. finos. purpúrea. FAMÍLIA BOTÂNICA Loranthaceae. Florescimento: primavera-verão. verdes. adaptando-se ao subtropical. caquizeiros. joão-bolão. Após. parasita. Frutificação: verão e outono. Inflorescência corimbiforme. lisos. mas principalmente árvores de pomares de Citrus. As sementes podem ser germinadas em alginato hidratado. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. Polinização: entomófila Colheita: inicia a partir do segundo ano após o início do parasitismo. glabra. Propagação: sementes. Para facilitar o parasitismo. suculenta. Ocorre parasitando árvores expostas. as sementes ou mudas devem ser implantadas sobre ramos jovens de árvores. com flores em tríades que se dispõe em pares. para facilitar a germinação. trepadores. Os haustórios são estruturas rizomórficas que penetram no tecido do hospedeiro para retirar a seiva elaborada. durante 2 minutos. ereto-divaricadas. sob luz difusa. CLIMA É de clima tropical. polyrhizus. sutilmente nervadas.

pneumonia. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. ésteres.PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. hidrocarbonetos. FITOQUÍMICA Óleo essencial (1. frieiras e distúrbios da idade crítica (271). brilhantes. • Plantio: outubro a dezembro. INDICAÇÕES Indicada para bronquite. lisas. afecções uterinas.5 x 1.79%). • Propagação: sementes e estaquia. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. ramoso-subespinescente. vainilina (139) e alcalóides (Smolenski. eucaliptol. hidrocarbonetos sesquiterpênicos (52). • Florescimento: fevereiro a maio. formada por numerosas flores brancas. antiasmática e anti-hipotensora (215). geminadas ou em panículas terminais. ERVA-SANTA NOME CIENTÍFICO Aloysia gratissima (Gill. opostas. apud 18). ovaladas. cetonas. álcoois. et Hook) Troncoso. . A estaquia é feita ao final do inverno e início da primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. afecções da pele. fortemente aromáticas. hemostática. pequenas e com suave perfume balsâmico. cardiotônica. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. As folhas menores reúnem em fascículos axilares. encanoadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. cineol. anticancerígena (271). fenóis. Apresenta folhas lisas. PARTES UTILIZADAS Folhas.5m. contendo substrato organo-mineral.0 a 2. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce cerca de 2. Inflorescência racimosa espiciforme solitária. antidiabética. coqueluche (257). úlceras externas (215). Frutos tipo aquênio. no verão.5m. béquica (257). feridas. contendo ácidos graxos.

caacica. e glandulífera na face dorsal. muito olorosa. mentruz. cravinho-do-mato. denteadas. balsâmica. ervado-méxico. com até 1. mentraz. Inflorescência em glomérulo de flores muito . ERVA-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Chenopodium ambrosioides L. intercalados por faixas esbranquiçadas ou rosadas. uzaidela. ambrósia-do-méxico. FITOLOGIA Planta subarbustiva anual ou vivaz. trevo-de-santa-luzia. sulcado longitudinalmente por sulcos rasos e verdes. mata-cobra. com pubescência rala e curta. erva-mata-pulga. erva-embrósia. erva-santa. béquica (215) e anticancerígena (271). ambrosina. oblongo-lanceoladas. carnes e ensopados. erva-vomiqueira. mentrusto. Ocorre até 2. chá-dosjesuítas. erva-formiga. canudo. erva-mata-pulgas. erva-pomba-rota. anticancerosa. anti-reumática. ascendente. ervadas-lombrigas. gastralgias (18) e para lavagem de feridas e úlceras (215). quenopódio. mentrasto. mentrei. erva-vomigueira. com os bordos mais ou menos sinuosos. erva-lombrigueira. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais da América. erva-formigueira. ambrosia. erva-ambrosia. matruz. antigripal. var. mastruço. chá-do-méxico. Cresce espontaneamente em áreas de aluvião de rios. pacote. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. de caule ereto. chá-da-espanha. verde ou púrpura. ambrosioides. glandular-pubescente. As folhas são alternas. anserina-vermífuga.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de resfriados. muito ramificado. ambrósia. pecioladas (as da base) e sésseis e glandulosas (folhas superiores).760m de altitude (179). ervapomba-rola. mastruz. erva-de-bicho. charcos e subespontaneamente em lavouras. SINONÍMIA Ambrisina. cravinho-do-campo. glabro. ambrosia-do-méxico.10m de altura. menstruço. apazote. lombrigueira. hortas e jardins. erva-das-cobras. OUTRAS PROPRIEDADES É utilizada para aromatizar o chimarrão. mata-cabra. terrenos baldios. sobretudo do México. medindo 3 a 9cm de comprimento por 1 a 4cm de largura.

vermífuga (Ascaris e Oxyuris). safrole. Tolera solos halógenos (209). béquica (167). Portugal. Não se adapta a solos muito úmidos. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (0. uma planta nitrófila. O uso de nitrato de potássio a 0.pequenas verde-amareladas. Se adapta bem em terrenos argilosos.5 x 0. N-hentriacontano. amebicida. apresenta maior teor de ascaridol.5% nas folhas. A planta é usada como estomáquica. cicatrizante. 3-0-glicosídeo de quercitina. portanto. N-docosano. Outro princípio ativo importante é o anetol (éster fenólico) (Sousa Brito apud 130).3m. antipalúdica. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos de canteiros ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. localizada nas das folhas superiores à guisa de uma longa panícula. • Germinação: 82 a 97%.3 a 0. É.2% e alternância de temperaturas (20 a 30oC) maximiza o índice de germinação das sementes (353). dimetilsulfóxido. cânfora. N-heptacosano. limoneno. ambrosídeo.5% de ascaridol (154). pectina. histamina. Itália e Turquia (255). taninos. p-cimol. antifúngica (353). membranoso. p-cimeno (179). quenopodina. Noctacosano. aritasona. sumidades florais e frutos. SOLO A planta vegeta subespontaneamente em solos férteis e/ou ricos em matéria orgânica. • Colheita: novembro a janeiro. salicilato de metila. carveno (46%). antiespasmódica. santonina. aromática. que são extremamente numerosas na planta. • Plantio: agosto a setembro. xerofíticos e sub-xerofíticos (87). Argentina. chenopodium saponina A. sais minerais (313). PARTES UTILIZADAS Folhas. pretas e lustrosas. e as sumidades apresentam aroma desagradável. ácidos orgânicos. contendo ascaridol (principalmente nas sementes). antisséptica tópica (261). ácidos e compactos. betaína. chenopodosídeos A e B. sobretudo no verão. O fruto é um utrículo globular. Índia. que causa prejuízos à produção de folhas e sementes. • Florescimento: verão. • Doenças: A planta é susceptível à Cercospora sp. diaforética. arenosos. • Reprodução: via sementes. antiasmática. canforáceas e amargas. carminativa (179). México. β-pineno. pinocarvona. As sementes são diminutas. diurética (258). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O óleo essencial da planta está incluído na farmacopéia da Espanha. terpenos. antiulcerosa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.. verde-pálido. 1% nas sementes). iso-hametina (209). Quando colhida no estádio de frutos. glicol. linomeno. δ-terpineol. A planta contém 1. methadieno. . As folhas são pronunciadamente aromáticas. cineol. ácidos butírico e salicílico (257). kaempferol rhamnosídeo. sudorífica.5% de óleo essencial e 64. sedativa.

equimoses. não se verificou qualquer efeito antiparasiticida (214). ancilostomose e picada de animais peçonhentos. corrimento vaginal. doenças. ⇒ 20 a 30g da planta verde em 1litro de água. antinevrálgica (215) e anti-hemorroidária (9). INDICAÇÕES As folhas são utilizadas em cataplasma em qualquer tumor. nas doses de 240 a 420mg/kg de peso vivo. FARMACOLOGIA Atividades antiulcerosa (66. Aplicar o cataplasma sobre a afecção e enfaixar. peitoral. Somente crianças acima de 5 anos poderão receber o produto. digestiva. cólicas. dispepsias. com sementes. Tomar 1 gole de hora em hora. úlceras (120). desincha pernas gotosas (164). antiinflamatória. antimalárica (415). varizes. antigripal. cãibras (9). Com o uso das folhas pulverizadas. • Óleo essencial: diluir 1ml do óleo da planta em 30ml de óleo de castor. tomar óleo de rícino para facilitar a expulsão dos vermes (32). em 2 copos de leite e bater no liqüidificador. • Sumo: Obter 2 a 4 colheres das de sopa do sumo das folhas e misturar a 1 xícara das de chá de leite. tremor da vista. É utilizada também para o tratamento de angina. O cozimento das folhas. administrado em dose única (1. emoliente (120). FORMAS DE USO • Cataplasma: misturar 1 xícara (tipo cafezinho) de vinagre e uma colher (tipo sopa) de sal e amassar a planta nesta mistura até obter uma papa. com sal. vulnerária.5ml por via oral). má circulação do sangue. Não obstante. (351) e tuberculose (32). afecções da pele. • Suco: misturar 1 copo da planta picada. eupéptica (130). Utilizada também para o tratamento da doença conhecida como dança-de-são-guido (283). Crianças devem tomar metade da dose (258). a variação do conteúdo de metabólitos secundários e a variabilidade genética da espécie dificulta a padronização dos tratamentos clínicos. O uso do óleo extraído por arraste de vapor. nervosas e indigestões (215). durante 3 dias seguidos (vermífugo). presente na planta. dores de estômago. tomar 3 xícaras ao dia (283). O produto é triturado. em adultos. antiespasmódica. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257) . Apresenta atividade antifúngica (208) e antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (358). 136). anti-helmíntica. palpitações do coração. mostra-se eficaz na erradicação de diversas parasitoses intestinais (88). hemorragia interna. 366). insônia (68). ⇒ 10g de folhas em 1 litro de água. tônica (283). esmagado . distúrbios renais. espasmos musculares. traumatismos ósseos. afecções discrósicas do aparelho digestivo (242). Após. Tomar 1 copo de suco por dia. estimulante respiratória (122). antiinflamatória. purgante. • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara (tipo cafezinho) da planta fresca com sementes em 1/2 litro de água. infecções pulmonares. Tomar 1 vez ao dia. antitumoral e antiviral (120). contusões (258). sobretudo para áscaris e ancilostomas (45. tem atividade antiparasitária. ATIVIDADE BIOLÓGICA O ascaridol.anticancerígena (271). estimulante (242).

chilensis. problemas cardíacos e respiratórios. lençóis e travesseiros. em cefalalgia. em áreas rurais. como inseticida (32).. prostração e até a morte. 330). O produto macerado pode ser usado na forma de compressas. ERVA-LANCETA NOME CIENTÍFICO Solidago chilensis Meyen var. sapé-macho. TOXICOLOGIA Em alta dose é extremamente tóxica. marcela-miúda. podendo causar a morte. lanceta.. • Compostos existentes na planta inibem o desenvolvimento de fungos de solo e de insetos como a Scrobipalpula absoluta (traça do tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do cartucho do milho) (209). erva-lanceta. macela-miúda. lesões hepáticas e renais. O óleo essencial da planta pode causar náuseas. usadas como temperos e em guisados e sopas (240). É abortiva e contraindicada para menores de 2 anos (258).000 partes de água. arnica-brasileira. • A decocção das folhas produz um inseticida natural. É costume. A essência pode ser utilizada na proporção de 1 a 3 partes para 1. A dose letal de ascaridol em ratos é de 0.075mg/kg. Tem sido observada uma ação carcinogênica da planta em ratas (201). transtornos visuais. depressão do sistema nervoso. ou até mesmo colocar a planta seca sob colchões. Pode-se obter a essência através de destilação.e adicionado de água quente (infuso). As espigas são comestíveis. varrer os cômodos da casa com vassoura feita de ramos da planta. HABITAT . • Tanto as folhas quanto as flores são insetífugas (pulgas e percevejos). rabo-de-rojão. taquicardia. devido a parada respiratória (165) OUTRAS PROPRIEDADES • Na Colômbia as folhas são usadas como condimento. vômitos. surdez. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Induz lesões hepáticas. apud 120). Sementes podem induzir tumores no estômago (Kapadia et al. arnica-do-brasil. abluções e banhos. espiga-de-ouro. SINONÍMIA Arnica. Pode produzir efeitos tóxicos por acumulação (255. arnica-silvestre. apud 120) O ascaridol pode resultar. em doses elevadas. de ossos e glomerulares de caráter reversível em suínos (Melito et al. O uso interno deve ser orientado por profissional da área.

anual. de 0. FITOLOGIA Planta herbácea. glabras. As panículas atingem 20 a 30cm. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. no final do verão. à beira de estradas e em campos nativos. as superiores gradativamente menores em direção à base. de 5 a 8cm de comprimento e 6 a 12mm de largura. as externas pequenas e lanceoladas. Papo brancacento. pobres e ácidos.80 a 1. apud 209). feridas. 3-metoxibelzaldeído e acetofenona (Torres.que atua reduzindo a fragilidade dos vasos sangüíneos (257). preferindo temperaturas amenas. glabras. glabro ou levemente piloso. . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Apresenta as mesmas propriedades da Arnica montana. agudas. vulnerária. Pedicelos de 2 a 4mm. É heliófita. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. tosse convulsiva e derrame interno de sangue (271). em sulcos. adaptando-se até aos compactados. CLIMA É uma espécie subtropical. as inferiores. pruridos. ascendentes. com 20 a 30 flores tubulosas e amarelas. varizes (215). inversolanceoladas. glabro. fraqueza das articulações. Brácteas firmes. cilíndrico. Amarga. citado por 209) e as raízes diterpenos com esqueleto labdâmico e clerodânico. antiespasmódica (209). Fruto aquênio de 1mm. sésseis. sublenhoso. lavouras abandonadas. anti-reumática. • Propagação: sementes e estolhos. doenças do estômago (242). inteiras ou pouco denteadas. • Florescimento: março a abril. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. levemente aromática. Medra espontaneamente em áreas de roça. béquica e odontálgica (215). capoeiras. SOLO A planta se adapta à maioria dos solos do sul do Brasil. estomáquica (257). traumatismo (257). frieiras. em capítulos densos. As folhas são numerosas. lineares.Espécie autóctone do sul do Brasil. FITOQUÍMICA As folhas contém flavonóides (Costa. paralisia. quercitina e glicosídeo . não flexuoso. INDICAÇÕES Usada em contusões. • Plantio: primavera. com 10 a 15 lígulas de formato similar. anti-hemorrágica (271).2m de altura. O caule é simples. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.30m. lineares ou.4 x 0.

tangará. Caule sublenhoso na parte inferior e herbáceo nas partes jovens. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. ocorrendo principalmente na faixa litorânea. arenosos e pedregosos. CLIMA Embora seja de clima tropical. HABITAT Espécie autóctone. FAMÍLIA BOTÂNICA Nyctaginaceae. fosco.FORMAS DE USO • Infusão. bosques e beira de estradas. celidônia. margens inteiras ou serrilhadas (folhas novas). amarra-pinto. ovalado-cordiformes ou reniformes. com 20 a 25cm de comprimento. É uma planta rara em Santa Catarina. adapta-se bem ao subtropical. castanho-amarelado. O fruto é uma baga pequena. É heliófita. dorsalmente. var. As folhas são redondas. tangaracá. glabro e tortuoso A raiz é arroxeada por fora e branca por dentro. rasteira. opostas. . As flores são vermelhas e brancas. SINONÍMIA Agarra-pinto. que ocorre em capoeiras. bredo-de-porco. extrato líquido e tintura. reunindo 3 a 6 flores. coberto de pêlos glandulosos. ERVA-TOSTÃO NOME CIENTÍFICO Boerhavia diffusa Willd. solidônia. batata-de-porco. ilhas. beldroega-grande. originária da América tropical. anisofólias. glabras ou pouco pubescente. pega-pinto. dispostas em panículas terminais de aspecto difuso. piriforme. muito ramificado. verde ventralmente e argêntea. liso. base arredondada. espesso. diffusa. áreas ruderais. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores e as folhas servem como enchimento de travesseiros. de preferência úmidos. ápice obtuso ou arredondado. Os ramos crescem de 50 a 70cm de comprimento. campanuladas. resistente e pegajoso.

4 x 0. desobstruente. ácido boerhávico e resinoso. cistite. . anúria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é peitoral. amido. antiblenorrágica. INDICAÇÕES As raízes são utilizadas no tratamento da vesícula biliar. levemente amarga.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Colheita: verão. cálculo biliar. icterícia (32). A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos. ESPINHEIRA-SANTA NOME CIENTÍFICO Maytenus ilicifolia Mart. hepatite. tem sabor picante. béri-béri. em canteiros. hemoptise. matéria sacarina. ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. em decocção. Tomam-se 4 a 5 xícaras ao dia (32). É utilizada. principalmente a raiz. PARTES UTILIZADAS Raízes. sais inorgânicos (nitratos) e lipídeos (93). antinefrítica (32) e anti-hidrópica (283). antileucorréica. nervosismo (215). uretrite. FITOQUÍMICA Boerhavina. Após. substâncias pécticas e gomosas. congestão hepática. FAMÍLIA BOTÂNICA Celastraceae. albuminúria (271). • Plantio: outono • Florescimento: outubro a fevereiro. para o preparo de cataplasmas para a picada de cobras (93). OUTRAS PROPRIDADES A planta.40m • Propagação: sementes (antocarpo gomoso que prende-se às roupas e pêlos) e rizoma. engorgitamento do baço. antidispéptica. diurética (93). FORMAS DE USO • Decôcto: deixa-se a planta ferver em água durante 10 a 15 minutos. retenção de urina. afecções hepáticas (283). dispepsia. tapar e deixar esfriar.

limãozinho. formando touceiras densas com perfilhos oriundos das raízes. 7 ou 9). glabras. só vegeta à beira de cursos d’água. FITOLOGIA Planta subarbórea. deixando o lenho exposto numa faixa . perene. em número de 1 a 2 por fruto. curto-pecioladas. removendo-se a casca. e meia-sombra. permeáveis e bem aerados são os mais indicados. cancorosa. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no Planalto e na mata Atlântica de altitude. cancorosa-de-sete-espinhos. nas beiradas de matas de araucária. pouco espesso. boro e silício (334). espinheira-divina. Raízes fortes e numerosas. avermelhadas. As folhas são inteiras. Fruto tipo cápsula. marteno. lenhoso. • Propagação: ocorre via sementes. de pequeno porte (1. A planta apresenta crescimento muito lento sob altas temperaturas e radiação solar. inicialmente amarelo-esverdeado passando a alaranjado e depois a vermelho. maiteno. sésseis. Flores muito pequenas. seco. ovóide. verde-escuras e brilhantes na face ventral e verde-claras e foscas na dorsal. CLIMA Prefere clima subtropical. lanceoladas. oblongas. persistentes. cuja ocorrência é mais generalizada nos sub-bosques úmidos. sombra-de-touro. areno-argilosos. alporquia. margens com vários pares de dentes espinhosos e ápice agudo. amarelas ou branco-esverdeadas. alternas. verde-acizentado. multicaule.0m). SOLO Os solos profundos. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. pentâmeras. salva-vidas. simples. com umidade de média à alta. externamente e amareladas internamente. amareloesverdeadas. Sob sombra. Tolera solos levemente ácidos. avermelhada. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. sobretudo do sul do Brasil. capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica. simples.5 a 3. O número de espinhos dos bordos foliares é sempre ímpar (5. Semente elipsóide. coberta por um arilo branco. pau-josé. congorça. peninérveas. cancrosa. agrupadas 3 a 20 em inflorescência tipo fascículo. potássio. humosos. diclamídeas. raramente com os bordos lisos. mergulhia e por rebentos das raízes. ramificado. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. as plantas acumulam maiores teores de nitrogênio. com temperaturas amenas. hermafroditas. Caule muito ramificado. actinomorfas. apresentando estrias longitudinais que a diferenciam das outras espécies do gênero. Em locais altos. coriáceas. bivalva. Não tolera solos muito úmidos e quentes. O excesso de radiação solar retarda o crescimento da planta e as folhas tornam-se um pouco pálidas. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. erva-cancerosa. Plantas que crescem diretamente sob a luz solar acumulam maiores teores de taninos do que aquelas sob sombra.SINONÍMIA Cancerosa. nas axilas das folhas. ereto. coromilho-docampo. espinho-de-deus.

para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm.• • • • • • • • • • • de 0. . Plantio: outono-inverno (sementes). Pragas: procurar combater as formigas cortadeiras de folhas. Aclimatação: as mudas necessitam de cobertura de sombrite 70% e irrigação intermitente. meristemas. Retira-se o substrato sob água corrente. folhas. de preferência por nebulização. As mudas recém-plantadas apresentam um crescimento lento. maitambutina.. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. isentas de fungos e matéria orgânica estranha (96). a 25oC. A parte do ramo que ficará sob o solo. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. FITOQUÍMICA Ácidos tânico. 85% de umidade). pristimerina. Micropropagação: A propagação via explantes (estacas. Colheita: deve iniciar só após o segundo ano de cultivo. triterpenos quinóides e dímeros (maitensina. varia de 42 a 72% (376). retirando-se 1/3. primavera (rebentos). ao ponto de se abrirem naturalmente. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. maytenóico. A germinação ocorre num período de 15 a 35 dias. taninos. atropcangorosina A. ansamacrólidos tipo maitanosídeos. Repicagem: Após a formação das primeiras 3 a 4 folhas. maitomprina. para o melhor pegamento. em câmara fria (5oC. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. Produção de sementes: os frutos devem ser colhidos bem maduros. O enraizamento deve ocorre em 40 dias.5cm.) requer o uso de reguladores de crescimento rizogênicos (ANA. contendo substrato organo-mineral. as mudas são repicadas para saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. Semeadura: 1. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. sem afetar o seu desenvolvimento. procedendo-se apenas uma colheita/ano e retirando-se apenas 50% das folhas por planta. Consórcio: o consórcio com árvores leguminosas rústicas. glucosídeos. mesmo após 120 dias. abcisionando as folhas nas primeiras semanas. AIA. fixadoras nitrogênio e de rápido crescimento. em temperaturas de 20 a 30OC. microestacas. etc. salasperônico e salicílico. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. O índice de germinação das sementes mantém-se em 85%. Padrão comercial: folhas limpas. As sementes perdem a viabilidade rapidamente se não forem armazenadas em geladeira. Em condições ambientais cai para 28% (354). convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. Florescimento: agosto a novembro. PARTES UTILIZADAS Folhas. clorogênico. AIB). O índice de germinação em areia.000 sementes pesam cerca de 99g. Se houver um período de estiagem prolongado. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. δ-amirina. permite o sombreamento parcial da espinheira-santa. Deve-se retirar a mucilagem que envolve a semente.

A casca do tronco é utilizada como anticancerígena. antiulcerogênica (260). mucilagens. lactonas (maitanprina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidispéptica. antimicrobiana. analgésica. via oral e intraperitonial. cálcio e enxofre (257). do extrato aquoso (179). Ainda indicada para a atonia gástrica. Externamente utilizada com sucesso no tratamento de feridas (380). maitolidina). INDICAÇÕES Eficiente no combate de úlceras pépticas e gastrite crônica. antiespasmódica. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas secas picadas ou 12 folhas frescas grandes em 1 litro de água. na forma aguda. vulnerária. flavonóides. febrífuga (380). hiperacidez. maitansina). O tratamento de voluntários humanos portadores de úlceras e dispepsia com a espinheira-santa revelou uma recuperação estatisticamente superior ao grupo que não recebeu o tratamento com a planta (Carlini.600 vezes superiores aquelas utilizadas normalmente por uma pessoa.. ulcerações. Utilizada no tratamento de câncer do estômago (93). antitumoral.6% (256). açúcares livres e sais de ferro. tônica e balsâmica (145). laxativa. cafeína (179). diterpenos (dispermol. isotingenona III. estomáquica. adstringente.isopristemerina III. friedooleanan-29-ol-3-ona D. β-29-diol D. diurética fraca (257). habilitando-a como vulnerária (17). antiácida.p. contraceptiva. O extrato das folhas (300mg/kg) reduz sensivelmente as ulcerações gástricas em estômago de cobaias (71). A decocção das folhas é usada para lavar feridas. tingenona. O protetor persiste por um mínimo de 16 meses após a coleta da planta. maitenoquinona). Segundo resultados da Central de Medicamentos do Brasil (CEME). A planta apresenta atividade diurética. desinfetante (215). utilizando-se 170mg/kg i. cicatrizante. Tomar antes das principais refeições. congoaronina. antiinflamatória. a espinheira-santa apresentou um marcante efeito protetor de úlceras induzidas por indometacina e reserpina. não mostrou qualquer efeito tóxico em doses de até 1. maitenina maitanbutina. em ratas administradas com a infusão e liofilizado da planta. FARMACOLOGIA A pristimerina e a maitenina possuem atividade antitumoral comprovada (130). gastralgias. renais e intestinais e afecções de pele de origem intestinal (68). congorosina A e B.. antisséptica. preparada em decocção. ilicifolina. O efeito é comparável a cimetidina e ranitidina. por via oral é usada como febrífuga (169). As sementes contém 10 a 12% de óleo fixo (93). sialogoga (179). O conteúdo de taninos pode chegar a 4. sódio. afecções hepáticas. analgésica. . eczemas. antitumoral e antiulcerosa em ratas com úlceras induzidas por indometacina. apud 130). carminativa. positivo e negativo. reguladora da fertilidade. acnes. A administração por via oral de infusos e liofilizados de folhas. emenagoga (22). diurética. friedooleanan-5-en-3. antiasmática. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe o desenvolvimento de microorganismos Gram. herpes (145).

) e citotóxica em células Leuk-P 388. cardeal. ásperas. • Plantio: primavera. desiguais. corda-de-viola. campainha. primavera. primavera-grande. Inflorescência do tipo dicásio. volúvel. O extrato aquoso é abortifaciente em ratas grávidas (100mg/kg i. cujo conjunto lembra o arcabouço das costelas. livres e verde. glabro. após esfriar. hortos e áreas de lavoura. CA9kb e V79 (179). Cálice com 5 sépalas.• Decocção: 30g de folhas picadas em ½ litro de água. foscas. • Propagação: sementes e mudas colhidas no campo. com limbo filiforme. Folhas simples. liso. liso. Esfriar e aplicar topicamente em feridas (145). campainha-vermelha. ESQUELETO NOME CIENTÍFICO Ipomoea quamoclit L. flor-de-cardeal. de caule cilíndrico. Ferver e. • Compressas: ferver 10 folhas em ½ litro de água. pinatisectas. que se abre em forma de estrela. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. crescendo subespontaneamente em bosques. ovalado. As sementes são semeadas em sulcos e covas. com tons castanhos. ramificado. • Tintura: 2 colheres das de sopa a cada 8 horas (257) TOXICOLOGIA Pode reduzir a produção de leite em mulheres lactentes (385).5m. contendo 4 sementes. As sementes são ovóides. HABITAT Espécie autóctone da América tropical. cipó-esqueleto. pomares. reunindo flores de corola hipocraterimorfa escarlate. com 5 lobos triangulares. . tomar 3 xícaras ao dia (úlcera interna). corriola. FITOLOGIA Planta herbácea anual. atrotomentosas. SINONÍMIA Boa-tarde. glabro e crescendo cerca de 3 a 4m de comprimento.p. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. em tubo alongado de 3 a 5cm de comprimento. O fruto é uma cápsula septífraga 4-loculada. prímula.5 x 0.

antiofídicas. pedra na bexiga e nos rins. analgésica e calmante (242). INDICAÇÕES As folhas são úteis para o combate de escrófula (93). tosse espasmódica. As folhas são opostas. pubescente e pardo.• Tutoramento: podem ser utilizadas redes de nylon ou arame ou cercas. com papus formado de cerdas que permitem a dispersão pelo vento. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. cujas raízes e rizomas são perenes e a parte aérea é anual. sésseis ou subsésseis. pneumonia. caá-heê. inchação. A raiz abranda as cefaléias (271). capoeiras e áreas ruderais do sul do Brasil. caá-ehé. FITOLOGIA Planta subarbustiva de 30 a 50cm de altura. serradas com 3 a 4 cm de comprimento. cefalalgia. alvas. SINONÍMIA Caá-eé. depurativas do sangue. oblongas a ovaladas. . que cresce subespontaneamente em campos. As folhas são anti-reumáticas. O caule é ereto. A flor é isomorfa. laxativas. com corola tubulosa. OUTRAS PROPRIEDADES Planta ornamental de inusitada beleza. antiespasmódica. estévia-doce. As flores. originária do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O pó da raiz é esternutatório e anticefalálgico. hermafrodita. ESTÉVIA NOME CIENTÍFICO Stevia rebaudiana (Bertoni) Hemsley. contusão (242) e as sementes são utilizadas no tratamento de bronquites e tuberculose. HABITAT Espécie autóctone. detergentes (93). secando no inverno rebrotando a partir de agosto. • Colheita: dezembro a março. PARTES UTILIZADAS Raiz. gota. kah'e. O fruto é do tipo aquênio aristado. bem ramificado. folhas e sementes. estão dispostas em capítulos terminais.

É heliófita. Além disso. edulcorantes steviosídeos (esteviosídeo.30m. F. α e γ-cadineno. Contém ainda dulcosídeo A e B. G. β-bouboneno. dulcosina. D. Utilizam-se 25 a 30g de sementes/m2. dificulta o crescimento de plantas invasoras e retém mais umidade no solo. que infecta folhas e hastes. .500kg/ha (257). clameneno. • Doenças: a planta é infectada pelo fungo Salecetium relfsii. esteviobiosídeo). B. no verão. que retardam o florescimento e aumentam o teor de esteviosídeo (257). anetol. • Plantio: agosto a setembro. austroinulina e seus derivados 6 e 7 acetilados. calacoreno. Colhe-se normalmente 1. A colheita de sementes ocorre de fevereiro a maio. esterbinas A. férteis e frescos. dulcosídeo. • Rendimento: a planta pode ser produtiva até 6 anos. • Semeadura: maio a junho. D. borneol. PARTES UTILIZADAS Folhas e hastes secas. • Florescimento: janeiro a março. rebaudiosídeos A. • Produção de sementes: as sementes devem ser armazenadas em geladeira ou câmara fria e seca. que causa a podridão do colo. B. O óleo essencial contém álcool benzílico. • Propagação: sementes e estacas. • Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. rebaudiosina. daucosterol. bisaboleno.CLIMA A planta prefere climas amenos e dias longos. e pela Rizoctonia solani. É feita em julho.500a 2. cortando-se ramos com folhas a 5cm do solo. • Colheita: ocorre 4 meses após o plantio. apigenina-4-O-β-D-glucosídeo. steviolbiosina (57). SOLO Prefere solos úmidos. cosmosiina. As inflorescências devem ser eliminadas para se obter mais de um corte por ano. FITOQUÍMICA β-amirina acetato. palha seca. para manter a viabilidade.3 x 0. As sementes apresentam um baixo poder germinativo (2 a 5%). α-bergamoteno. (213) quercetina glicosídeos. • Repicagem: é feita para a seleção de mudas mais uniformes e vigorosas. Tipos de cobertura: casca de arroz. • Poda: feita para a retirada dos ramos que encostam no solo e para aumentar a produtividade. carvacrol. centaureidina. C. Deve ser feita no início do florescimento. H. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. plástico preto e outros materiais inertes. E. C.

antiobésica (128). 179). com poder adoçante 152 vezes maior que a sacarose (67).6% de rebauduosídeo C (67). filtrar e juntar o suco de 1 limão e gelo. FARMACOLOGIA Edulcorante. Saccharomyces cerevisae. ESTRAGÃO NOME CIENTÍFICO Artemísia dracunculus L. Proteus vulgaris. OUTRAS PROPRIEDADES A planta constitui-se em excelente adoçante natural não calórico. Tomar 2 xícaras ao dia (antidiabético). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 4 xícaras das de cafezinho em 1 litro de água. HABITAT . Abafar por 15 minutos. • Adoçante: 1 colher das de sopa de folhas verdes de estévia por copo de bebida. estomáquica (93). 17. INDICAÇÕES Indicada para a insônia (271). diurética e refrigerante (128). ⇒ 1 colher das de chá de folhas para 1 xícara das de chá de água quente. calmante (271). Pseudomonas aeruginosa (179). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana contra Candida albicans. anticárie. contraceptiva. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. cardiotônica. Abafar por 15 minutos. O tratamento deve ser monitorado por um médico. atenuadora da fadiga e da depressão (257). antifertilidade e anticáries (130.E e vários outros terpenos flavonóides (179). hipotensiva. Tomar 6 a 8 xícaras das de chá ao dia. ⇒ 1 colher da de chá de folhas em 1 copo de água quente. tônico estimulante das funções cerebrais.7% de rebaudiosídeo e 0. O extrato das folhas contém 81% de esteviosídeo. regulador da pressão arterial nos hipertensos. hipoglicêmica. Tomar 1 copo ao dia (refrigerante) (128). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antidiabética (142).

SOLO Prefere solos férteis. Pode ser cultivada em túneis de plástico cobertos com sombrite 60%. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . que é quase inodora e de pouco valor comercial e a A. crescendo 0. contendo anetol (60 a 75%). A renovação do plantio é feita com a divisão da touceiras para a obtenção de novas mudas • Secagem: as folhas devem ser secas no escuro. É cultivada em muitos países e ainda pouco cultivada no Brasil. aerados. mas tolera temperaturas subtropicais.7m de altura. cilíndricos e glabros. PARTES UTILIZADAS Folhas. sativa). sativa.6 x 0.5 a 0. • Plantio: outono e primavera. Em regiões muito úmidas. a A.6%) (93). As folhas são alternas. vivaz. em áreas bem arejadas e com baixa umidade relativa. cerca de 4 meses após o cultivo ou quando as plantas atingirem cerca de 60 a 70cm de altura. Não tolera acidez e solos compactados ou muito argilosos. sésseis. bem drenados. terpenos (15 a 20%) e aldeído-pmetoxilcinâmico (0. para que se preserve a coloração verde (163). linear-lanceoladas. considerada o rei das ervas condimentares (163). FITOQUÍMICA Óleo essencial (0. Fruto tipo aquênio (94). as plantas devem ser cultivadas abrigadas da chuva e da radiação excessiva. Colhem-se ramos enfolhados com até 30cm de comprimento. • Colheita: é feita no verão. a secagem deve ser feita em estufas com temperatura controlada a 40oC. as superiores inteiras e as inferiores tri-fendidas no ápice. ou A. reunindo flores amareladas. FITOLOGIA Planta herbácea.5 a 1. de caules eretos. É heliófita e não tolera alta umidade relativa do ar e pluviosidade excessiva. • Propagação: sementes (var. As estacas com folhas são postas a germinar em areia. A semente é normalmente importada. dracunculus var.Espécie alóctone de origem européia. inodora) e estacas (var.3%). estéreis. dracunculus var.5 a 0. dracunculoides. inodora. glabras. CLIMA É de clima temperado. brancacentas. ramosos. Flores pequenas.4m. pois a planta parece não produz sementes no Brasil. Existem duas variedades botânicas. O teor do óleo essencial pode chegar a 0. • Cultivo protegido: devido às características de alta pluviosidade do sul do Brasil.0% (163). dispostas em panículas alongadas composta de espigas axilares. carnosas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

Mato Grosso. frutos do mar. carnes de aves. quando jovem. Goiás e norte de Minas Gerais. É muito rara a sua ocorrência natural em Santa Catarina. SINONÍMIA Carango-sempre-viva. tomentosas em ambas as faces. • Utilizado para aromatizar vinagre. emenagoga e aperiente (294). acuminadas. carneiro. ereto. ou lineaereslanceoladas. corango-sempre-viva. creme de ovos. FÁFIA NOME CIENTÍFICO Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen. Abafar por 5 minutos. obovado-lanceoladas. carminativa. curto-pecioladas. omeletes e suco de tomate. sopas. lagostas. Apresenta caule nodoso. paratudo. quando novas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas tem um sabor picante e aromático agradável e são condimentares. Tomar 1 xícara após as refeições (294). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sobremesa de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. • É um dos melhores aromatizantes de alimentos com restrição de sal. molhos. • O óleo de estragão é utilizado em perfumaria e na fabricação de licores e picles (163). utilizada em conservas e em pastas de mostarda. Folhas opostas. glabros ou discretamente pubescente e ramoso.0 a 2. Inflorescência racemosa compostas de . HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas barrancas do rio Paraná.É estimulante (93). INDICAÇÕES Alivia a cólica menstrual. coar e adoçar com mel. na reprodução. • Pó ou fragmentadas: como condimento. Cresce cerca de 2. medindo 5 a 10cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. purê de batata com ovos. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. tendo sido encontrada apenas em Porto União (401). peixes grelhados.3m em altura. coloração ocre. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. vermífuga.

ecdisterona. β-glucopiranosil oleanolato (279).capítulos pedunculados. Utilizam-se também segmentos de nós do caule para o enraizamento tipo estaquia. ou seja. tônica geral (279). mantidas sempre umedecidas. inseto minador que escava galerias ao longo do parênquima da folha.5m. aperiente. . o clímax dos princípios ativos é atingido aos 7 anos de ciclo. antidiabética. 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitumoral. causada pelo fungo Uromyces platensis e nematóide. leucocitogênica. mais férteis. SOLO Solos arenosos facilitam a colheita e a limpeza de raízes. anti-reumática. estigmasterol. contendo substrato organo-mineral. antiinflamatória. ácido pfáfico (inibidor de tumores e células malignas). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. cujo agente é Meloidogyne javanica (262). vulnerária. celulósicos. (145) e β-ecdisona (246). PARTES UTILIZADAS Raízes..900 e 3.0 x 0. amarelo-esbranquiçados. imunoestimulante. As raízes atingem 2 a 3m em comprimento por 7 a 10cm de espessura. hipocolesterolêmica. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por Lyriomyza sp. • Produção de sementes: fevereiro a maio. • Rendimento: 95g (colheita no primeiro ano) ou 160g de pó da raiz/planta (colheita no segundo ano). Prefere solos úmidos. • Colheita: embora as raízes já possam ser colhidas no terceiro ano. que possuem um baixo índice de germinação. • Vegetação plena: setembro-novembro. CLIMA Espécie de clima tropical. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. as raízes são mais produtivas (247). É heliófita. FITOQUÍMICA Rubrosterone. solitários ou geminados. miorrelaxante. • Florescimento: outono-inverno. • Doenças: ferrugem. cicatrizante interno e externo (128). ansiolítica e anticancerígena. globosos. Não se observa uma variação significativa no teor de β-ecdisone nas colheitas feitas no primeiro ou segundo ano (279). • Propagação: reproduz-se espontaneamente por sementes. germânio (oxigenação celular). tranquilizante. É seletiva higrófita (401). respectivamente. • Plantio: outono (sementes) e primavera (segmentos nodais). porém em solos argilosos. saponinas. Os segmentos nodais são enraizados em areia ou vermiculita. sitolesterol. afrodisíaca. ácido oleanólico.200kg/ha. embora possa adapta-se ao subtropical. alantoína (cicatrizante).

• Ungüento: misturar 1 colher das de chá do pó ou 1 colher das de sopa do extrato hidroalcoólico em 3 colheres de vaselina. Folíolos glabros. estimula a força muscular. mamangá. Tomar 2 xícaras 1 vez ao dia. maioba. artrite e artrose (145) e diminui os tremores em pessoas em pessoas idosas (128). subarbustiva. paramarioba. desidratar. com uma semente cada. Tomar 2 a 3 vezes ao dia (tônico geral). pomares e áreas ruderais.INDICAÇÕES Estimula a oxigenação celular e a circulação coronariana. FORMAS DE USO • Decocção: 10g da raiz em 1 litro de água. SINONÍMIA Fedegoso-verdadeiro. HABITAT Espécie autóctone que medra em pastagens. FEDEGOSO NOME CIENTÍFICO Cassia occidentalis L. leucemia. glabros. achatada. atua sobre moléstias do aparelho digestivo. compostas. com 4 a 5 pares de folíolos. flacidez da pele. medindo cerca de 12 a 15cm. mangerioba. quase linear. Fruto tipo vagem. • Extrato hidroalcoólico: 3 colheres das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereais a 70 graus e 50ml de água destilada. mata-pasto. terrenos baldios. Aplicar topicamente em ferimentos como cicatrizante (128). • Pó: picar a raiz. em rácemos com poucas flores pediceladas. Caule e ramos lisos. manjerioba. formam protuberâncias avermelhadas em . Coar e tomar 1 colher das de café diluída em água. secar. As folhas são alternas. labirintite. pajamarioba. moer e misturar 1 colher das de sobremesa do pó com leite. medindo 1. favorece a produção do estrogênio. cujos lóculos. elípticos-acuminados. ibixuma. ramificada. FITOLOGIA Planta perene. 2 a 3 vezes ao dia (estimulante). folha-de-pagé. de coloração avermelhada. • Cápsulas: tomar 1 cápsula a cada 6 horas (145).5 a 1.8m de altura. ativa a memória. amarelas. pouco lenhosa. tararucu. estrias. com base arredondada. paripinadas. Macerar por 5 dias. delgada. Inflorescência axilar e terminal. lava-pratos. FAMÍLIA BOTÂNICA Fabaceae.

PARTES UTILIZADAS Flores. rabarbarina. tuberculose. antiespasmódica. inflamações uterinas (130). tendo ação contra a malária (130). exalando um aroma desagradável enquanto fresca. • Florescimento: março. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. ou ainda em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. alcalóides e glicosídeos cianogênicos.contraste com o verde. glicosídeos antraquinônicos. Ferver. anti-reumática. purgativa (120). doenças hepáticas. apud 120). mirístico. Coar e beber 2 xícaras de chá ao dia (febres intermitentes). em ½ litro de água. doenças venéreas. As folhas são purgativa e emenagogas. xantonas (Wader e Kudav). folhas e sementes. queimaduras (suco). apud 120). antiasmática. palmítico.8-di-hidroxi-antraqinona (Costa). antiasmática. As sementes. sarnicida (379). eczema e erisipela (94).20 x 0. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de dores gastrointestinais. desobstruentes e diuréticas (242). laxante. • Pó da semente: juntar 5g de sementes em pó em 1 copo de água. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 30 minutos. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. A raiz é bastante amarga. erupções cutâneas. esteárico e oléico (Alencar et al. emodina (294). ácidos cáprico. FARMACOLOGIA As folhas apresentam atividade antiinflamatória (Sadique et al. febre biliosa. FITOQUÍMICA 1. depurativa. • Pó da raiz: moer 3 raízes até obter pó fino. emenagoga antianêmica (semente).. . • Plantio: setembro a outubro. sarampo (111). tônica. colagoga. oftálmica. • Propagação: sementes. depois de tostadas são utilizadas como sucedâneas do quinino (242). anti-herpética. febrífuga (130). Ferver. 10g de casca. pela manhã (prisão de ventre) (294). As raízes são vermicidas. coar e tomar em jejum (verminose e amarelão). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. ácido crisofânico (379).7m. antídoto de venenos. sudorífica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Coar e tomar em jejum. paludismo. em sulcos ou covas.

HABITAT Espécie alóctone. Não tolera o encharcamento. capoeirões. alumã. FITOLOGIA Arbusto perene que cresce de 2 a 3m em altura. dada a facilidade de enraizamento. • Poda: para melhorar a produção de folhas. boldo-japonês. sem tornar o peixe tóxico (294). As folhas são alternas. capoeiras. perfilhos e brotações do caule. FEL-DE-ÍNDIO NOME CIENTÍFICO Vernonia condensata Baker. até mesmo os ácidos.TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. aluman. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais e subtropicais. grandes no início do crescimento e pequenas.5m. heparém. . boldo-degoiás. • Propagação: sementes. O enraizamento das estacas pode até ser feito diretamente no campo. • Doenças: é sensível aos nematóides do solo. formando touceiras compactas. que medra subespontaneamente nas matas secundárias. árvore-de-pinguço. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 1. SINONÍMIA Acumã. procede-se a capação das inflorescências. • Plantio: agosto a outubro. de origem africana. quando da formação de touceira e diferenciação floral. arenosos e argilosos. áreas ruderais e na restinga do sul do Brasil. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ictiocida. É heliófita SOLO Adapta-se à maioria dos solos. figatil.

e para a ressaca alcoólica (271). Na época do florescimento. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é melífera e apropriada para a formação de cercas-vivas. Tomar a vontade. ⇒ Antidiarréico: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 copo de água. flavonóides e lactonas sesquiterpênicas (128). colagoga. taninos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. FIGO-DA-ÍNDIA NOME CIENTÍFICO Opuntia ficus-indica Mill. . Coar e guardar num frasco hermético.• Florescimento: é sazonal. FORMAS DE USO • Decocção ⇒ Hepático: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 xícara das de chá de água. PARTES UTILIZADAS Folhas. Tomar 1 colher das de café da tintura diluída em água. Colhe-se de abril a maio. INDICAÇÕES Utilizada para regimes de emagrecimento. antes das refeições (128). • Tintura: macerar 1 colher das de sopa de folhas em 1 xícara das de chá de álcool neutro a 70 graus. Tomar morno pela manhã e à noite. aperiente. Tomar ao natural. fastio (294). TOXICOLOGIA Não se aconselha o uso prolongado da planta. saponinas. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. sem adoçar. • Colheita: inicia-se a partir dos 6 a 8 meses após o plantio. após as refeições. diurética. ⇒ Diurético: ferver por minutos 4 folhas em 1 litro de água. afecções hepáticas. durante 3 dias. desintoxicante hepática (128). iniciando a partir de maio. as folhas novas que se formam são bem menores que as originais. do estômago e do baço. colerética (294) e analgésica.

As folhas são indivisas. ramoso. medindo menos de 3mm. laterais ou terminais. • Tratamento dos artículos: para prevenir eventuais infecções com Erwinia carotovora. composto de artículos ou segmentos carnosos. de cor verde-claro. quase inteiriços e completamente lenhosos. superpostos uns aos outros. hermafroditas. HABITAT Planta alóctone originária do México. obtusos nas duas extremidades. Os artículos atingem o ponto de transplante em até dois meses. palma. 20 a 25cm de largura e 2 a 3cm de espessura. espinescente. ereto. munidos de espinhos com até 2cm de comprimento. perdendo também os espinhos. deprimido. artículos e ovários. A medida que os artículos envelhecem. • Propagação: sementes. As flores são sésseis. SOLO Prefere os silicosos ou areno-silicosos. .2% e. Dispor o artículo de forma inclinada.FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. formando um ângulo de 30o com o solo. amarelo-esverdeada. A propagação via sementes é muito morosa. figueira-do-inferno. SINONÍMIA Cacto. CLIMA Prefere o clima tropical quente. Fruto baga ovóide. A planta não suporta solos muito úmidos e pesados. subuladas. bem drenados e aerados. com pouca pluviosidade. ovado-oblongos. Os artículos e os ovários podem ser enraizados em areia. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. figueira-da-barbária.5 x 2m. amarelo brancacentos. imergir a base dos artículos em solução de benomil a 0. FITOLOGIA Arbusto perene. sangüínea. espatulados. • Plantio: abril a maio. com cerca de 30 a 50cm de comprimento. solitárias. com 6 a 9cm de diâmetro e de cor amarelo-ouro ou amarelo-laranja. figueira-da-índia. comprimidos. com 5 a 9cm de comprimento. Tolera temperaturas negativas de 6 a 8oC (93). achatados. O ovário é vivíparo. profundos. por romperem facilmente os artículos. após secar. pincelar a cicatriz de inserção com uma pasta cúprica. A planta é heliófita e xerófita. tornam-se cilíndricos. nulas. com sua base de inserção mais aprofundada. tuna. avermelhadas. Regiões com ventos muito fortes são desfavoráveis à planta. fasciculados. vermelha. caducas. umbilicado no ápice e contendo numerosas sementes comprimidas. enterrando-se 2/3 dos mesmos. atingindo 5 a 6m de altura. figueira-do-diabo. devido a lenta germinação das sementes (40 a 50 dias) e ao crescimento muito lento da plântula.

FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. sais solúveis. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). na forma de cataplasmas. As flores são adstringentes. FITOQUÍMICA A polpa dos frutos contém 47% de água. 37% de substâncias glicogênicas. principalmente quando ocorre deficiência de boro no solo. que são utilizados principalmente para o tratamento preventivo da prostatite ou de tumores benignos da próstata. bastante próximas ou telas de sombrite. diurético.02% de lipídeos. albuminóides e resinas (93). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de flores em ¼ de litro de água quente.8% de cinzas e 0. gomas. para a produção de fitoterápicos antiprostáticos. A planta tem sido utilizada como matéria prima.• Quebra-ventos: em regiões onde haja ventos muito fortes. nitrogenadas solúveis e insolúveis e gomosas.1ml/animal. Adoçar com mel e tomar 2 xícaras ao dia. Contém ainda substâncias pécticas. estimulante medular e anti-reumático (215). em 5 dias. além de ser utilizada como tônica para pele seca e para a limpeza de pele (294). OUTRAS PROPRIEDADES . mucilaginosas e antidiarréicas (93). é comum a quebra de grande parte dos artículos. tornando-se imprescindível a instalação de quebra-ventos. As flores são utilizadas no tratamento de doenças cardíacas. na dose de 0. Os cladódios. pombas acometidas por diftoviruela . são maturativos. a nível mundial. O infuso pode ser utilizado externamente para o tratamento da pele (294). • Florescimento: outubro a novembro. Os artículos ou cladódios contém glicosídeos. sacarínicas. 7% de proteínas. antiescorbútico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardiotônico. A área de proteção do quebra-ventos é cerca de 10 vezes maior que a altura do quebra-vento. Estes pode ser constituídos de um renque de árvores. INDICAÇÕES Os frutos são úteis no tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de mau caráter (93). Abafar por 15 minutos. angina e da circulação. O fruto é digestivo. 6% de sementes. recuperou totalmente. • Frutificação: fevereiro a abril.doença que se caracteriza por nódulos necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. • Doenças: a planta pode ser infectada por bactérias (Erwinia carotovora) que causam deterioração aquosa dos artículos (252). emolientes e hidratantes. 0. PARTES UTILIZADAS Frutos e artículos.

As folhas tornam-se cloróticas e avermelhadas no inverno e apresentam altíssima capacidade de manutenção da turgescência. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. xarope.• O fruto pode ser aproveitado para o preparo de doces finos. erva-da-costa. geléias. FITOLOGIA Planta sublenhosa perene que cresce 60cm em altura. HABITAT Espécie alóctone originária das Molucas ou ilha Maurício. as inferiores simples. SOLO . dispostas em espigas terminais. glabras. incluso em invólucro papiráceo. monopétalas. roda-da-fortuna. Obtém-se ainda. Devido a sua fácil disseminação e aclimatação. SINONÍMIA Coirama. mel. • A planta é forrageira e serve como aceiro (é quase incombustível) e cerca-viva (93). xerófila e heliófita. na fase vegetativa e até 1. verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas. através dos frutos. orelha-de-monge. O fruto apresenta carpelos escamosos que se tornam folículos polispermos. mosqueado de púrpura. espessas. folha-de-pirarucú. longopecioladas. folha-da-costa. carnoso. tubulosas. As flores são hermafroditas.] Pers.40m na reprodutiva. passas. folha-da-fortuna. as superiores 3-lobadas. suculentas. CLIMA Espécie de clima tropical. carnosas. marmelada. óleo combustível e aguardente. ovalado-crenadas. saião. Possui caule tubular. • Os artículos podem ser consumidos fritos ou cozidos. Com 100kg de frutos se produz 9 litros de álcool. mesmo após serem explantadas. folha-grossa. cilíndrico e glabro. As folhas são opostas. pêndulas. paratudo. é subespontânea em todos os países tropicais. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. sobretudo no litoral dos continentes e ilhas. • O fruto é composto de 28 a 32% de casca e 68 a 72% de polpa comestível. embora vegete bem à sombra. manteiga e queijo de tuna. FORTUNA NOME CIENTÍFICO Kalanchoe pinnata [Lam. • A mucilagem que há nos cladódios pode ser utilizada como fixadora em tintas à cal ou como aderente em caldas cúpricas.

INDICAÇÕES Usada também para febre. sais minerais (257). Deve-se renovar a planta no campo a cada 2 a 3 anos.0 x 0. contusões. tuberculose pulmonar (32). antiartrítica (356). antialérgica (188) e antiinflamatória (316). no inverno. • Desenvolvimento: por ser muito prolífica. flegmão e oftalmia congestiva. afta. mantém sua vitalidade. gastrites. quercetina 3-0-αarabinopiranosil (1→2)-α-L-ramnopiranosídeo. taninos. coqueluche. picada de insetos. estomatite (73). após serem colhidas. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. vulnerária. protetora cutânea contra leishmaniose. tem tendência de ser infestante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida. verruga. • Florescimento: primavera. calo. ácidos isocítrico e 1-málico (9) e briofilina. afzelina (356). calmante para erisipela. frieira. Obtém-se de 15 a 20 plântulas a partir de uma única folha. • Propagação: folhas e segmentos das crenas das folhas. diurética. impetigo. cefalalgias. FITOQUÍMICA Mucilagem. afecções respiratórias (na forma de xarope). antisséptica (73).4m. Formam-se brotações em cada enseada lobular da folha. em condições sombreadas por até 30 dias. furúnculos (283). antiinflamatória externa tópica e diurética. queimadura. FARMACOLOGIA O extrato aquoso. refrigerante intestinal. enxaqueca (128). glicosídeos (quercitina). cicatrizante (283). Apresenta ainda atividade analgésica (104). emoliente. e 20 dias no verão. hemostática. É nitrófila. As folhas. ingurgitamento linfático. tônica pulmonar (68). A frutificação não ocorre devido ao abortamento das flores. quercitrina. preferindo locais com resíduos orgânicos. depurativa. abcesso. além de aumentar a produção de ácido nítrico. Apresenta forte ação inibidora seletiva sobre a proliferação e expressão do receptor IL-2Rα em linfócitos. As folhas ou segmentos dela podem ser plantados diretamente a campo. antidiabética. • Colheita: Inicia-se 3 a 4 meses após o plantio. • Plantio: ano todo. cálculo renal (68).Cresce bem em solos arenosos e pedregosos. . de 2 a 3kg/m2. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Adubação: em solos com pouca matéria orgânica é importante a aplicação de adubo orgânico. edemas erisipelosos das pernas. etanólico ou o suco demonstra atividade imunosupressiva e imunoestimulante. antilítica (271). resolutiva. em ratos. úlceras digestivas (93). feridas.

ramoso. funcho-bastardo. pronunciadamente aromática. • Cataplasma: aquecer a folha e colocar sobre o local afetado (furúnculos e dores de cabeça). amarelas. que produz uma roseta de folhas. • Constitui-se em ótima cobertura de solo. fiolho. originária das regiões mediterrânicas e da Ásia ocidental. fiolho-doce. aniz-doce. . erva-doce. na forma de suco. verde-azulado-escuras. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz (em condições nativas) ou bienal (em cultivo). cilíndrico. falso-anis. pentâmeras. finóquio. funcho-doce. Flores hermafroditas. alternas. Fruto oblongo.] Gaertner. • Suco: bater no liqüidificador 1 folha com 1 xícara de água. em regiões temperadas e baixas. fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada (cicatrizante). inicialmente verde-azulado. entre as refeições (úlceras e gastrites) (257). Vegeta espontaneamente em colinas secas e terrenos baldios e até mesmo como planta invasora. de caule ereto. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. Pecíolos longos com bainhas envolventes. anis. verde com estrias azuis. SINONÍMIA Aneto-odorante. brilhantes. brilhante e compacto. 356). tamanha foi a sua aclimatação. divididas e subdivididas em segmentos capiliformes muito estreitos. FUNCHO NOME CIENTÍFICO Foeniculum vulgare [Mill.ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade antifúngica e antibacteriana (274. HABITAT Espécie alóctone. Tomar duas vezes ao dia. Inflorescência tipo umbela composta de 7 a 20 subumbelas menores. aniz. fiolho-deflorena. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. Em queimaduras ou outros ferimentos. Foi introduzida no Brasil na época da colônia e se tornou subespontânea em todo país. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 40g/dia. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental.

pode-se semear diretamente em sulcos.30m. profundo. ervade-santa-maria ou cinamomo. CLIMA Adapta-se aos mais diferentes climas. fértil e permeável. pois estas espécies podem cruzar-se entre si. com estrias longitudinais. sem torrões e com poucas ervas daninhas. Caso contrário. os diaquênios adquirem coloração pardoamarelado. aduzem sintomatologia de deficiência de fósforo. A semeadura não deve ser feita em épocas muito frias. Porém não suporta solos muito úmidos. Semeia-se de março até meado de abril. Ventos fortes favorecem o tombamento das plantas. • Plantio: abril a maio. originando progênies com características distintas dos materiais originais. que pode ser controlado com jatos de água ou pulverização com uma emulsão de sabão ou decôcto de arruda. • Nutrição: o excesso de nitrogênio dá origem à plantas muito altas.3 a 2.de formato oval a oblongo. Os solos argilosos dificultam o crescimento da planta e retém muita umidade. invade as raízes e os tecidos vasculares causando secamento de hastes e morte da planta. • Propagação: a planta se reproduz via sementes. acamamento e à infecção de fungos de solo. composto de dois aquênios (mericarpos) de 3 a 4mm de comprimento por 1 a 2mm de largura. Mudas já formadas. glabro. • Doenças: as doenças mais freqüentes que ocorre são a Murcha de Fusarium e a Mancha de Alternaria. Quando o solo é bem preparado. . pois favorecem à ocorrência de várias doenças que afetam principalmente os vasos condutores e o florescimento. A Sclerotinia sp.5 x 0.0m de altura. pois predispõem as plantas a fungos de solo e vasculares. favorecendo também à ocorrência de doenças. O solo deve ser areno-argiloso. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Regiões muito chuvosas são desaconselháveis para o plantio. A planta cresce cerca de 1. a campo. Quando maduros. • Hibridação: deve-se evitar plantios de funcho próximo aos do coentro. flores e frutos. pois ocorre um atraso ou paralisação da germinação. embora o temperado seja o mais favorável. predispondo ao enfolhamento excessivo. • Pragas: é mais comum a ocorrência de pulgões que infestam as umbelas. É heliófita. • Pragas: a mais comum que infesta a planta é o pulgão. manifestada por lesões necróticas castanhas sobre as folhas. as quais tombam com facilidade. principalmente quando o verão é quente. achatado de um lado e convexo no outro. dispende-se cerca de 8 a 10kg de sementes por hectare (163). enquanto que o excesso de nitrogênio à reduz. semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. sob temperaturas baixas. O fósforo e o potássio favorecem à produção de sementes. SOLO Prefere solos com pH próximo à neutralidade. Quando a semeadura é feita diretamente no campo. O excesso de chuva por ocasião da frutificação resulta em podridão das sementes. • Plantas invasoras: o funcho não suporta concorrência com outras plantas.

aleurona (283). d-limoneno.como digestivo. emenagogas. 50 a 200ml/dia (341). sucínico e tânico. andreno. O teor de óleo essencial do fruto varia de 2. antidiarréicas. carminativas e aperientes (445). • Infusão: ⇒ 2. antidispépticas. • Produção de sementes: as sementes são colhidas quando adquirem coloração verdeamarelada e apresentam consistência dura. melhor é a qualidade do óleo (96).para flatulência. anetol (60% do óleo).0 a 6. dismenorréias. cerca de 11. estomáquicas. Quanto maior o ponto de solidificação. ⇒ 60 a 100g/litro de água. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de frutos secos em ½ litro de água. afecções das vias urinárias (215). folhas e raízes são expectorantes. óleo essencial. dores de hérnia (445). matérias resinosas e pécticas (341). INDICAÇÕES As sementes são indicadas para constipações estomacais e intestinais. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 6g de sementes por xícara de chá. impigem. quando então encerra cerca de 11. intervalos de ½ hora. pineno. metil-chavicol. cólicas (32). A colheita dos frutos secos redunda em grande perda dos mesmos. intervalos de 4 horas . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são diuréticas. funchona. antieméticas. resolutiva (32). cansaço oftálmico (294). fineno. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas . anetoleno. antidiarréicas e eméticas (271). ⇒ 10g da semente em 1 litro de água. • Decocção: . O maior acúmulo de óleo essencial.para estimular a secreção do leite materno. ocorre quando o fruto ainda está verde.5%. azia e olhos inflamados (128). sementes.9µl de óleo essencial (44). oftálmicas (341). lactogênicas. FITOQUÍMICA O fruto contém óleo essencial. landreno (163). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). ácidos málico. foeniculina. diarréias fétidas (144).6%. normalmente em dezembro. antiespasmódicas (cólicas de crianças). O óleo essencial solidifica-se entre 3 e 6 graus centígrados.9mg. folhas verdes e a cepa carnuda. raízes cilíndricas axiais. fosfórico. estimulante (294).0%. sais minerais. B e C. mucilagem. A raiz contém ácido málico. • Colheita: inicia aos 5 meses após o plantio. O fruto cresce até o atingir o peso de 11. PARTES UTILIZADAS Frutos. dipenteno. vitaminas A. fencone. em decocção ou na forma triturada em infusão com água quente (444) ou 3 a 10g (445). Sementes.• Florescimento: primavera e verão. felandreno. fenono. açúcar. por dia (283). Rendimento: 700 a 1. estragol. duas horas antes das refeições .000kg/ha de sementes. tônicas (257). contendo cerca de 50 a 60% de anetol (96).

balas. As sementes inteiras ou em pó são utilizadas em panificação. picles.000m de altitude (209). frutas em calda biscoitos. TOXICOLOGIA O uso de mais de 20g/litro pode ser convulsionante (257). polígola. barba-de-são-pedro. GELOL NOME CIENTÍFICO Poligala paniculata L. HABITAT Espécie autóctone que medra espontaneamente em campos nativos. perfumes e cosméticos. As folhas são utilizadas em saladas e como tempero de feijão branco. • Pó da semente: 1 a 4g. • Tintura: 5 a 25ml/dia. O óleo essencial é usado na fabricação de licores. • Pó: 1 a 5g/dia. • Óleo essencial: 1 a 3 gotas/dia (341). salames. arrozinho. por 1 dias (diurético). • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. azeitonas. • Óleo volátil: 1 a 10 gotas • Alcoolato: 1 a 3ml/dia. áreas abandonadas e planícies litorâneas.⇒ ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de sementes em 100ml de água. Dar à criança nos intervalos do aleitamento (para cólicas). pastelaria e confeitaria. . ⇒ ferver 15g de raiz em 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta é aromática e tem sabor picante e doce. Sua ocorrência é pouco intensa. vassourinha. Tomar 1 xícara após as refeições. lingüiça. em valas. bengue. Coar e tomar 1 cálice antes de dormir (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Polygalaceae. em infusão. a beira de estradas. • Vinho medicinal: macerar 30g de sementes por 10 dias em 1 litro de vinho. doces. timutu-barba-de-são-pedro. As sementes são utilizadas como aromatizante de peixe. maçãs assadas. alecrim-de-santa-catarina. a 3%. bolos. Ocorre de 0 a 2. SINONÍMIA Alcaçuz-de-santa-catarina. sopas. Tomar várias vezes ao dia. bromil.

É altamente tolerante à seca. • Plantio: abril a maio. pois o sistema radicular estabelece um forte vínculo com o solo. SOLO A planta cresce em quase todos os tipos de solo. pivotantes. O fruto é uma cápsula loculicida oblonga.4m de altura. principalmente em solos compactados. terminais e axilares. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. O decôcto da parte aérea é diurético. CLIMA É de clima subtropical. GENGIBRE NOME CIENTÍFICO . alongadas. Mudas obtidas a campo devem ser bem desenterradas. revestida por pêlos. que cresce de 0.2 x 0. antinevrálgica. preta. alternas.2 a 0. As raízes. Já foi reputada como eficaz como antiofídica (93). mais raramente.2m. A planta é antiblenorrágica. preferindo temperaturas acima de 16. ramificado. cilíndrico. • Florescimento: novembro a julho. quando retiradas do solo. estacas de ramos. glabra e castanho-clara. ereta. longo pendunculadas dispostas em rácimos simples. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As folhas basais são verticiladas e as superiores. exalam um forte aroma de salicilato de metila. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são aromáticas.5oC. PARTES UTILIZADAS Raízes. As flores são brancas ou róseas. delgados. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de contusões e dores musculares (271). principalmente os argilosos. emética e diurética (271). expectorante e emético (242). anti-reumática. dificultando a extração da planta a campo. Semear as mudas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. mudas obtidas a campo e. que é efêmero ao ar livre. São sésseis.FITOLOGIA Planta herbácea. Sementes cilíndricas. lineares ou lanceolado-lineares e curto pecioladas. Caule subramoso. • Propagação: sementes. brilhante. Cresce até mesmo em solos ácidos. É heliófita.

Plantar os pedaços de rizoma distanciados 10cm entre si. amarelo-esverdeadas. As mudas são preparadas em canteiros protegidos ou em caixas. O caule é foliáceo e ereto. • Amontoa: quando ocorrer afloramento ou exposição dos rizomas em formação. reptantes. vermiculita ou outro material mais poroso. • Plantio: agosto a setembro.Zingiber officinale [Willd. guarnecida de escamas imbricadas. SINONÍMIA Gengivre. mangarataia. SOLO Seco e bem drenado. As raízes são brancacentas. com as extremidades algumas vezes guarnecidas de brotações meristemáticas. rizomatosa. contendo sementes azuladas. Os rizomas são vigorosos. magaratáia. sendo que externamente é mais fibrosa.3 a 1. As folhas são dísticas. Transplanta-se a muda dois meses após o plantio dos rizomas. irregulares.] Roscoe FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. A textura é quebradiça. mangaratiá. É heliófita. deve-se cobri-los com solo para evitar-se o ressecamento e a perda de princípios ativos. quando então as folhas senescem. A superfície do rizoma é esverdeada-creme. medindo 20 a 25cm de comprimento por 1 a 2cm de largura. utilizando-se como substrato a areia. lábio púrpura com manchas amarelas. HABITAT Espécie alóctone de origem sul-asiática (Malásia. • Colheita: 8 a 9 meses após o plantio. de folhagem anual e rizomas multianuais e raízes adventícias. hermafroditas. . subsésseis na bainha.50 x 0. carnosos. linear-lanceoladas. • Propagação: segmentos de rizomas. Fruto tipo capsular. irregularmente ramificados. Cada segmento de rizoma deve ter pelo menos um meristema ou "olho". Inflorescência em espiga terminal elipsóide. medindo 0. onde é cultivada. com três lóculos. porém foi introduzida e aclimatada em muitos países tropicais. articulados. com brácteas persistentes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. obtusas e invaginantes. gingibre. O florescimento é um fenômeno raro. CLIMA Prefere regiões de clima tropical. rugosa com vários anéis castanho-claro. ápex agudo. glabras. Flores zigomorfas.0m de altura.50m. estreitas. de preferência arenosos ou areno-siltosos. FITOLOGIA Planta herbácea. As sementes são raras e quase sempre inférteis. Índia e China). amarelecem e secam. carnosas e cilíndricas. mangaratá.

• Tintura: 100g do rizoma moído em 0. amigdalite (68). béquica (145). INDICAÇÕES Indicada para resfriados (445). dores estomacais e ânsia de vômito). Fazer fricções tópicas (reumatismo). aperiente. • Pó: para vômitos. odontálgica. dispepsia atônica. cólicas do estômago e intestino (145). broncorréia pulmonar. enjôo. antiinflamatória. • Suco: moer e extrair o suco de um rizoma. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É expectorante. traumatismo. zingibereno (bactericida). anti-reumática (ação externa). asma brônquica. citral. ⇒ ferver 1 colher das de chá do rizoma triturado em 1 xícara das de chá de água. antidiarréica.5 litro de álcool. sulforafane (anticancerígeno). adoçada com mel (tosse. excitante. antiálgica. β-felandreno. resina. zingerona. antinevrálgica (271). antioxidante. antiulcerativa. antiemética (445). desinfetante (294). • Xarope: misturar o rizoma ralado com um xarope de mel (257). antidepressiva. Coar a aplicar topicamente em ferimentos e cortes TOXICOLOGIA . carminativa. PARTES UTILIZADAS Rizomas. estomática. antitrombótica. antisséptica (128). edemas artríticos e reumáticos. eupéptica. cólera morbus. antibiótica. beribéri. tônica. náuseas. sialogoga. estimulante gastrintestinal (257) e cerebral. ciática. paralisia. sialogoga. asma. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. catarros crônicos (93) e halitose. afrodisíaca (93) e antiasmática (9). vitaminizante (68). FITOQUÍMICA Gingerol. bronquite e cólicas) (145). FORMAS DE USO • Geral: 3 a 9g/dia diarréia (445).• Produtividade: 20t/ha de rizomas frescos (96). Tomar 4 xícaras das de chá ao dia. β-bisaboleno. cineol (257). antigripal (215). revulsiva. canfeno. • Decocção: ⇒ ferver 50g do rizoma em 1 litro de água. citrol (145) e carboidratos (9). • Cataplasma: moer ou ralar um pedaço do rizoma e aplicar num pano sobre o local afetado (reumatismo e traumatismos na coluna vertebral e articulações. rouquidão (257). • Rizoma fresco: mascar . anticancerígena. anti-hemorrágica. nevralgias e hemorróidas). náusea.um pedaço (rouquidão.

gervão. estimula à postura de ovos (93). O pó é usado como condimento no preparo de biscoitos. Atinge até 1. composto por dois carcerulídeos castanho-claros ou escuro. AGROLOGIA . orgibão. esbranquiçado. com bom teor de matéria orgânica e bem drenados. verbena-azul.O uso externo indevido e/ou abusivo pode provocar queimaduras. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. urgervão.20m de altura. discretamente tomentosos. de caule e ramos angulosos. Fabricação de bebidas (gengibeer. uregão. CLIMA É de clima tropical a subtropical. matas de altitude. gervãofolha-de-verônica. Espigas terminais de 20 a 30cm de comprimento.] Vahl. gerbão. rinchão. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastagens. urgebão. SOLO Prefere solos arenosos. aguarapondá. SINONÍMIA Aguará-podá. GERVÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Stachytarpheta jamaicensis [L. As flores são azuladas. crenadas. FITOLOGIA Planta subarbustiva. corola 5-simpétalas. medindo cerca de 6 a 7cm de comprimento e 3cm de largura. dicótoma. sésseis. gervão-azul. ovado-agudas. áreas ruderais e na vegetação de restinga do litoral. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Chips para halitose (para mascar). pé-de-moleque e cocada nordestina. chá-do-brasil. quadrangulares e pubescentes. bolos e bolachas. vassourinha-de-botão. gervão-legítimo. conhaque). Utilizada na ração de aves. ervão. verbena. Preparo do quentão. contendo 1 semente com tegumento membranáceo. As folhas são opostas. perene. Fruto artrocarpáceo.

hepática (raízes). eczema.0 x 0.• Ambiente: por ser planta muito rústica. sudorífica (63). escutelareína (179). diurética. embora possam ser utilizadas estacas da planta matriz. via intraperitonial e atividade vasodilatadora em ratas. cicatrizante (raiz). apud 179). hentriacontano. sedante. como sebe. antiartrítica.5m. • Colheita: outubro a março. antiemética. ou em bandejas de isopor. ramosa e uniforme em sua arquitetura. Extratos alcoólicos apresentam atividade sedante ou ataxia. erisipela. vermífuga. ip. antipirética. antidisentérica. antioxidante. hipnose ou perda de reflexo da postura. pode ser utilizada em áreas muito acidentadas e erodíveis.4oC na temperatura retal (Rodrígues. hepatite (68). detersiva. • Plantio: março a abril. Nas doses de 700 a 1000mg/kg se observa a anestesia. cefaléias e vitiligo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. prisão-de-ventre. anti-reumática. anti-hipertensiva. feridas. hispidulina. γ-aminobutírico. em sulcos. febrífuga. Tomam-se 3 a 4 xícaras ao dia (32). úlceras (93). antibacteriana. tumores. em íleo de cobaias. inchaço do baço. cerca-viva ou separação de culturas. amebíase. bronquite (9). ácidos clorogênico. verbenalina. O efeito antipirético da planta foi constatado com o decréscimo de até 8. inibidora da secreção gástrica. distúrbios nervosos. nas doses de 100 a 1000mg/kg. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. afecções renais e gástricas. citral. debilidade orgânica. estimulante das funções gastrointestinais (32). antidiarréica. a beira de caminhos. Ndotriacontano. FORMAS DE USO • Infusão: 20g de folhas em 1 litro de água. cafêico e ursólico. geraniol. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. N-nonacosano. emenagoga. béquica. tafetalina. αespinasterol. resfriado (32). indutora da motilidade intestinal (405). anti-hemorroidária. contendo substrato organo-mineral. . furúnculos (215). dopamina. INDICAÇÕES Indicada para doenças crônicas do fígado. FARMACOLOGIA Os extratos aquosos das folhas e ramos frescos apresentam atividade espasmogênica in vitro. FITOQUÍMICA Verbascosídeo (63). Na República Dominiicana foi verificada a presença de ácido cianídrico nas folhas (93). antiespasmódica (179). rouquidão. anti-hepatotóxica. antiinflamatória. ipolamida. • Propagação: sementes. tônica eupéptica. fridelina. estarquitafina. dextrina e ácido salicílico (9). anticatarral (9) e antilítica (271). machucaduras. laxante (68). antiasmática. N-pentriacontano. contusões. vulnerária. • Espaçamento: 1.

com tronco de 20 a 35cm de diâmetro. liso. FAMÍLIA BOTÂNICA Ulmaceae. ricos em matéria orgânica. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 3.• Cataplasma: usam-se as folhas e as raízes frescas. OUTRAS PROPRIEDADES • O chá das folhas tem sabor semelhante ao chá-da-índia. de caule estriado e marrom-escuro.5m. gurindiba. medindo cerca de 8 a 10cm de comprimento 3 a 4cm de largura. sagitada. periquiteira. coatiudiba. acuminada. . ovóide. taleira. pau-de-pólvora. orindiuva. ramificada. em subosques. beirada de matas. verde quando imaturo e alaranjado-claro. quando maturo. É heliófita. A planta cresce de 3 a 10m de altura. coatidiba. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. Fruto tipo baga. Inflorescências axilares. curindiba. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. glabro. de base arredondada. pioneira. borda serreada. orindeúva. orinduíba. SINONÍMIA Candiúba. com flores amareladas. arbórea. capoeiras. ereta. que medra na floresta pluvial Atlântica. ásperas. • Suco: cicatrizante externo (68). em cachos pequenos. crindiúva. SOLO Prefere solos porosos. orindiba. machucaduras e feridas). • O decôcto das folhas apresenta propriedades inseticidas (68).) Blume. GRANDIÚVA NOME CIENTÍFICO Trema micrantha (L. Folhas curto-pecioladas. perenifólia ou semidecídua. nervuras salientes. FITOLOGIA Planta perene. contusas (contusões. pastagens e áreas ruderais. profundos.

FAMÍLIA BOTÂNICA Flacourtiaceae. café-bravo. caimbim. vacatunga. pombeiro. petumba. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Plantio: agosto a outubro. língua-de-tiú. cafezinho-do-mato. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira é utilizada para a fabricação de pólvora. bugre-branco. vassatunga. além de ser aproveitável para carvão e lenha (241). guaçutonga. varre-forno. erva-da-pontada. café-do-diabo. língua-delagarto. cambroé. guassatonga. A germinação das sementes demora de 4 a 6 meses (241). uassatonga. chá-de-bugre. pitumba-de-folha-miúda. caroba. cafezeiro-do-mato. SINONÍMIA Apiá-açonoçú. saritã. carvalhinho. pióia. fruta-de-saíra. marmelada-vermellha. as plântulas são repicadas para saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral.000 unidades (241). ervade-pontada. . guaçatunga-branca. sylvestris. erva-de-lagarto. guaçatunga-preta. var. pau-de-lagarto. As mudas são transplantadas quando atingirem 20 a 25cm de altura. gaimbim. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 135. paratudo. estralador. • As flores são melíferas. chá-de-são-gonçalinho. erva-de-pontada. • As folhas são ótimas forrageiras. Após a germinação. vassitonga. • Florescimento: novembro a fevereiro. A frutificação ocorre de março a maio. quacitunga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. estimulando a produção de leite (344) GUAÇATONGA NOME CIENTÍFICO Casearia sylvestris Swartz.• Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em areia sempre umedecida. gaibim. guaçatunga. guaçatunga-falsa. erva-de-guaçatunga-falsa. café-de-fraile. chá-de-frade. baga-de-pomba. pau-debugre. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. pioia. erva-de-bugre. anti-sifilíticas e anti-reumáticas (242). cafezeiro-bravo. guaçutunga. marmelinho-do-campo.

000 unidades. É encontrada em altitudes de até 2. FITOQUÍMICA As folhas contém diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R). • Colheita: inicia ao final do segundo ano de cultivo. exalando um forte aroma. cujo poder germinativo é baixo. Umbelas axilares sésseis. agudas até longo-acuminadas no ápice. seletiva higrófita. • Plantio: março. além de saponinas.000m (213). mas pode chegar até 20m de altura por 0. que apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico (391). rugosa e com pequenas fendas quase superficiais (lenticelas). A emergência das sementes. • Propagação: sementes e estacas de ramos. encostas suaves e até pedregosas. pequena (cerca de 3mm de diâmetro). lanceoladas até ovadas ou elípticas. O fruto é uma cápsula ovóide-globosa. estreitas e arredondadas na base com até 14cm de comprimento e 5cm de largura.4m de diâmetro na base (213). As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. flavonóides (179). SOLO Prefere solo do tipo calcário e ricos em húmus. tanino. de curta viabilidade (241). amarelo e comestível. em áreas úmidas. Os frutos amadurecem em setembro até dezembro. cascas e raízes. contendo 2 a 6 sementes em arilo lanoso. vermelha quando madura. capoeiras e em capões. várzeas. glabra. CLIMA É de clima tipicamente tropical.HABITAT Espécie autóctone. alternas. heliófita ou esciófita (213). óleo essencial (2. ocorre entre 20 a 30 dias (241). Cresce preferencialmente na floresta pluvial da Encosta Atlântica. densa e minusculamente pelúcido-glanduloso-punctatas. inequiláteras. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 84. resina.5%) (350). que habita as beiradas de Mata Atlântica. Apresenta 5 a 8 nervuras laterais. Tem a casca cinéreo-pardacenta. normalmente consorciada a cipós. antocianosídeo . persistentes. pecioladas. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Florescimento: julho a novembro. As flores são pequenas e esverdeadas. Os ramos novos tem folhas com nervuras ferrugíneo-pubescentes e os adultos glabras. porém adapta-se até mesmo em solos secos e pobres. alcalóides. serreado-denteadas ou subinteiras. FITOLOGIA Planta arbórea perene que cresce em média de 2 a 6m de altura. pioneira.

A tintura e o óleo essencial das folhas demonstram atividade cicatrizante em ratas (Scavone. • Elixir. picada de insetos. O extrato etanólico a 70% das folhas secas demonstra atividade antiulcerosa em ratas. anti-sifilítica (215). ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta ainda atividade antibacteriana contra Bacillus subtilis (83. inchaço das pernas (215). xarope e vinho: 20 a 100ml/dia (341). anti-herpética (145) antiulcerogênica. 50 a 200ml/dia (341). cicatrizante (barba. INDICAÇÕES Usada no tratamento de doenças de pele. dores do peito e do corpo (391). . diurética. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. calmante e diaforética. sapinho (128). ⇒ 10g de folhas frescas ou secas em 200ml de água quente. inflamações. via intragástrica e uma inibição da atividade secretora gástrica (37). Esfriar e aplicar com algodão sobre o ferimento. FARMACOLOGIA O extrato etanólico das folhas apresenta atividade antitumoral em ratos na dose de 100mg/kg i. contra o sarcoma 180 (191). antipirética (183). anestésica tópica em lesões da pele (Panizzate e Silva. • Tintura: 10 a 50ml/dia. O óleo da planta combate as lombrigas (233). afrodisíaca. antiartrítica (341). anti-sifilítica e antiespasmódica (169). vulnerária. antimicrobiana. antiobésica. fungicida (128).5mg/kg. diarréias. cardiotônica (271). antiofídica (350). cardiotônica. α-copaeno. antidiarréica (93).p. 407). α-humuleno. β e ∆-elemeno. úlceras estomacais (294).(145). Coar e aplicar compressas sobre eczemas (145). prurido (145). Os criadores de gado utilizam as folhas para a expulsão da placenta pós-parto (31). sarna. úlceras dérmicas (151). aftas. estimulante da circulação. herpes. hidropisia. hemostática. sífilis (32) e aids (imunoestimulante). apud 179). febre. β-cariofileno. biciclogermacreno. picadas de cobra (externamente). antiobésica. apud 179). A infusão da raiz e folhas é usada como depurativa. reumatismo. antisséptica. germacreno-D. • Compressa: ferver durante 10 minutos 30g de folhas de guaçatonga com 10g de folhas de confrei em 1 litro de água. eupéptica. A casca é utilizada para febres perniciosas e inflamatórias. na dose de 57. O extrato aquoso da planta apresenta atividade frente ao veneno de Bothrops jararaca e o óleo essencial teve um efeito inibidor dos processos induzidos pelo veneno de Bothrops alternatus (350). paralisia (169). eczema. anticolesterolêmica. espinhas). ∆ e δ-cadineno e espatulenol (291). • Extrato fluido: 2 a 10ml/dia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta é depurativa. Tomar 2 xícaras por dia da infusão para úlceras e problemas digestivos. anti-reumática.

guaco-verdadeiro. ciliadas e de ápice agudo e oblongo. guaco-liso. castanhos e glabros. aromáticas. opostas. cilíndricos. são aquinquinervadas na base. perene. terrenos de aluvião. arqueadas. estriados. Corola infundibuliforme provido de 5 lacíneas triangulares. lineares ou brácteas liguladas. glabras. A inflorescência é do tipo panícula tirsóide que alcança 30cm de comprimento.925 (291). GUACO NOME CIENTÍFICO Mikania glomerata Sprengel. As bractéolas são uninerves. de ápice acuminado e base arredondada ou subcordiforme. apud 179). em várzeas sujeitas à inundação e à beira dos rios. membranáceas à coriáceas. de cor verde intenso. guaco-trepador. providas de contorno oval. TOXICOLOGIA Os extratos aquosos das folhas demonstram atividade sobre a musculatura lisa uterina de ratas podem explicar a sua ação abortiva. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. trilobadas. O limbo mede 8 a 15cm de comprimento por 6 a 9cm de largura. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul que cresce espontaneamente em matas primárias. uaco. lenha e carvão (241). Sua densidade é de 0. sendo a margem dos lobos lisa. cipó-catinga. A DL50 em ratos foi estimada em 1792g do extrato seco/kg (Amarante e Silva. erva-cobre. tacos. O papus é composto de 30 cerdas variando de amarelo-palha a . trepadeira. Coar e aplicar topicamente (picada de insetos). cipó-sucuriju. capoeirões. As folhas são pecioladas. podendo ser utilizada na construção civil. orla de matas. erva-de-cobra. guaco-de-cheiro. O preparado deve ser mantido em locais frescos e em frascos escuros (128). • O óleo essencial apresenta coloração amarelo citrino. capoeiras. tábuas para assoalho. em torno. odor semelhante ao cedro e é amargo. guape. É encontrada desde 50 a 500m de altitude (57).• Alcolatura: macerar por 5 dias 20g de folhas em ½ copo de álcool neutro. coração-de-jesus. OUTRAS PROPRIEDADES • O tronco fornece madeira útil para marcenaria e carpintaria. micânia. FITOLOGIA Planta subarbustiva. de ramos lenhosos. e o pecíolo 3 a 7cm de comprimento. SINONÍMIA Cipó-caatinga.

Fruto tipo aquênio. piloso ou levemente glabro. as sementes devem ser armazenadas em câmara fria ou geladeira. 250g de superfosfato simples e 20g de cloreto de potássio produzem seis vezes mais biomassa que plantas não adubadas (324). Não pode ocorrer material estranho na amostra (96). Obtém-se em média 3t/ha de material seco. É esciófita. • Adubação: responde bem à adubação orgânica. • Florescimento: esporádico. PARTES UTILIZADAS Folhas ou planta florida frescas ou secas. iniciando 16 meses após o plantio. • Pragas: as mudas novas recém plantadas a campo são muito sensíveis ao ataque de vaquinha ou patriota (Diabrotica spp. Depois de eliminadas todos os resíduos florais. • Aclimatação: as estacas devem ser protegidas com sombrite 70% até a brotação vigorosa. medindo 3mm de comprimento. causadas por fungos.rosada. • Colheita: feita ao final do inverno. para facilitar a colheita e para obtenção de matéria prima saudável e limpa. • Substrato: enraizar em substrato à base de húmus de minhoca e vermiculita. As mudas são tranplantadas quando atingem cerca de 30cm de altura. a planta exibe coloração verde-escura e fosca. O peso dos ramos não deve exceder ao das folhas. para que não ocorra dispersão das sementes. . pentangular. • Produção de sementes: os aquênios devem ser colhidos antes do secamento completo da panícula. Estacas mais herbáceas (ponteiras) devem ser hidratadas previamente por 1 hora (114). CLIMA Espécie de clima tropical e subtropical. Plantas adubadas com 60g de sulfato de amônia. • Propagação: é feita por estacas do caule e ramos. A estaca deve ter 5 gemas e 1 par de folhas (322). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Padrão comercial: comercializam-se folhas com ramos finos e inflorescência nova. Quando cultivada à sombra. As folhas não podem apresentar manchas. SOLO Prefere solos areno-argilosos e úmidos.2m de altura. • Plantio: ano todo. • Doenças: podem ocorrer manchas cinzas com halos arroxeados nas folhas.5 x 1.0m.). enquanto que à plena luz as folhas são luzidias e de coloração verde-limão. as folhas remanescentes devem ser cortadas transversalmente com tesoura. normalmente no inverno até a primavera. Para que haja um melhor enraizamento das estacas. mantê-las em sombrite 50 ou 30%. Posteriormente. Solos compactados ou mal drenados retardam o crescimento. com 1. • Tutoramento: o cultivo exige tutoramento vertical em espaldeiras de arame.

devido à cumarina (238) FORMAS DE USO • Infusão: adicionar 2 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas a 1/2 litro de água. Para as crianças. tosse rebelde. O guaco apresenta atividade relaxante sobre a musculatura lisa respiratória de cobaias. antiespasmódica (324).quando se usam as folhas frescas. estigmasterol. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes aos dia (problemas respiratórios). Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. eugenol e esteróis (145). diurética. compostos sesquiterpênicos e diterpênicos. antinevrálgica. picadas de inseto. Tomar 1 colher das de sopa a cada 4 ou 6 horas (257). emoliente. sudorífica. saponina. vômitos e diarréia. guacosídeo (257). tem forte olor balsâmico. calmante (215). . peitoral (Dias da Rocha. 128). • Suco: 2 folhas frescas batidas com água (1 copo) em liqüidificador. béquica (179). febrífuga. apud 169). anti-reumática (271). reduzir a dose à metade (258). flavonóides. porém quando secas. tônica. borneol. estigmast-22-en-3-ol (308). ou na forma de extrato alcoólico ou decocto. antisséptica das vias respiratórias. FARMACOLOGIA Não se constatou nenhuma atividade diurética e hipotensora. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas verdes são quase inodoras. (346). cicatrizante (257). TOXICOLOGIA Pode causar taquicardia. anti-reumática. Após. quando o uso é abusivo (258). ⇒ crises de tosse. hipotensora . antigripal e antiofídica (215. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Broncodilatadora (260). resina. cobrir e deixar esfriar. artrite (145) e albuminúria (215). juntar 150 a 200g de açúcar ou rapadura e dissolver. rouquidão. ⇒ picada de cobra: tomar várias vezes ao dia (145). INDICAÇÕES Indicada para a gota. antiasmática (258).FITOQUÍMICA Cumarinas (324). expectorante. • Xarope ⇒ tosses em geral: 4 xícaras das de cafezinho de sumo de folhas frescas em ½ litro de xarope. ácidos entkaur-16-eno-19-óico e namoilgrandiflórico. tanino. asma e bronquite: fazer o decôcto de 15 a 20 folhas de guaco em 100ml de água. embora seu efeito broncodilatador tenha sido confirmado (346). ⇒ reumatismo: fazer fricções sobre áreas doloridas. antiinflamatória. ácido cinamoilgrandiflórico. É desaconselhável para crianças com idade inferior a 1 ano e mulheres em menstruação (145). coqueluche. adicionar folhas de poejo e gengibre ralada (1 colher de chá). cineol.

compridos. pequenas. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. quando nova. SOLO Adapta-se a quase todo tipo de solo. membranosas. guiné-tipi. jardins. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. guiné. Apresenta odor forte que lembra alho.40m. elípticas. pequeno. agudas ou acuminadas no ápice. GUINÉ NOME CIENTÍFICO Petiveria alliacea L. alternas. tipi. ereta. escassamente pubescentes ou glabras. . As flores são sésseis. com característico odor de alho. cerca de 1m de altura. erva-de-guiné. Fruto capsular. estreitadas na base. originária das matas da América tropical. raiz-de-guiné.• A planta é melífera • É utilizada contra picada de insetos e cobras (257). perene. mucura-caá. alvo-verdolengas. com 4 a 8cm de comprimento e 3-4cm de largura. O enraizamento das estacas é demorado e com baixo índice de pegamento. porém deve ser fresco e drenado. tipi-verdadeiro. erva-pipi. Folhas curtamente pecioladas. CLIMA A planta é de clima tropical e subtropical. FITOLOGIA Planta subarbustiva. FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. caá. HABITAT Espécie autóctone. erva-tipi. pipi. cuneiforme. com 6-8mm de comprimento. erva-de-pipi. Cresce subespontaneamente em potreiros. de ramos delgados. quase eretos ou ascendentes. oblongas ou obovais. sublenhosa quando adulta. clareiras e áreas ruderais do sul do Brasil. • Propagação: sementes e estacas. em delgadas espigas bracteadas terminais. inteiras.8 x 0. atipim. É esciófita. delgada. SINONÍMIA Amansa-senhor.

lupenona (8). desinfetante. abortifaciente. antigripal. afrodisíaca. falta de memória (215). vermífuga. antitumoral. antiespasmódica. piorréia. dores reumáticas e de cabeça (373). benzilhidroxietiltrisulfitos.p. alantoína. anti-histérica. anticancerígena. 3.2. A semente contém isotiocianatos voláteis. afecções da pele (uso externo). A fração não saponificável. FARMACOLOGIA Anticonvulsionante e analgésica (130). oléico. paralisia. odontálgica. doenças do útero. antireumática. sudorífica. trans-stilbeno. na dose de 1g/kg. anticonvulsionante. emenagoga. oncolítica (179). via intragástrica em ratos. nonadecanóico. Esteróides. demonstra uma fraca atividade analgésica em teste de contorção com ácido acético (119). O extrato aquoso de folhas atua como estimulante uterino débil em ratas. vários tipos de câncer (179). álcool docosílico. difeniltrisulfeto. resfriado. antivenérea. trans N-4-metilprolina. antiofídica. aos 30 e 90 dias após o plantio. distúrbios pulmonares. lignocérico e esteárico. macrólido (antitumoral). pinitol e βsisterol. acetato de isoarborinol. lipídeos: ácidos linoléico. 0. trisulfeto de benzilo. antiasmática.4-tritiolan. tritiolaniacina. lactona sesquiterpênica. O princípio tóxico é conhecido como petiverina (179). antissinusítica (303) estimulante (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticoagulante. polifenóis e taninos (382). • Colheita: inicia a partir dos 10 meses após o plantio. sudorífica. As mudas são transplantadas quando atingem cerca de 20cm de altura ou 6 a 8 folhas definitivas. impotência (130). cinamato de isoarborinol). cólera. depurativa. FITOQUÍMICA Triterpenos: isoarborinol. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. diurética. na dose de 10g/planta.• Adubação: incorporar 1kg/cova de cama de aviário. antimicrobiana e antiinflamatória (128). É preventiva da cárie dental (130). fridelino e ácido benzóico (116). O extrato etanólico (50%) de folhas frescas. antineoplásica. INDICAÇÕES É indicada para cistite. inflamações da boca e garganta e gengivite (257). N-metil-4-metoxi-trans-prolina. (130). pinitol. Anualmente reaplicar adubação nitrogenada em cobertura. acetato de isoarborinol.5ml/cobaia demonstra atividade estimulante de fagocitose (113). tritiolano e cumarinas (379). Adubar com nitrato de cálcio. analgésica.5-difenil 1. antiartrítica. na primavera. dismenorréia. terpenóides (isoarborinol. oftálmica (215). anticárie. compostos de enxofre: 2-hidroxi-5-etil-trisulfeto de benzilo. β-sitosterol. Alcalóides: alantoína.9-cumarinas. na dose de 33ml/litro (134). i. ácidos urônicos. • Plantio: maio e outubro. no inverno. cinamato de isoarborinol. saponinas. A raiz contém 1. palmítico. Não se constatou efeito . PARTES UTILIZADAS Raízes (mais comum) e folhas (tumores).

Induz a contração da musculatura lisa. na dose de 6. incorporado na vaselina suave. Staphylococcus aureus (CIM: 6. Coar e usar em massagens tópicas (dores reumáticas) (128). estimula a atividade fagocítica e não possui atividade antitumoral (348). O extrato etanólico das raízes. in vitro (282). O tratamento é indicado para o câncer (154).. • Compressa: folhas contusas aplicadas topicamente sobre cefalalgias e reumatismo. O óleo essencial das folhas demonstrou atividade supressora da alimentação na fase larvária de alguns insetos fitopatógenos (Attagenus piceus). Escherichia coli (CIM: 50mg) e Candida albicans (CIM: 3. utilizando o decôcto das folhas (59). A via tópica foi mais pronunciada que a oral. Não obstante. . carcinoma de Erlich e adenocarcinoma mamário (129). na dose de 200mg/kg.1mg) (41. atividade inseticida contra insetos adultos (Cimex lectularius. Musca domestica e mosquitos) e atividade repelente de traça da roupa (174. O macerado hidroalcoólico das folhas não inibe o crescimento de bactérias que causam infecções na pele. via oral. 348). O extrato metanólico da raiz apresenta atividade profilática e terapêutica no tratamento de doenças hepáticas em ratas. • Alcolatura: macerar por 3 dias 4 colheres das de sopa de raiz em pó em 2 xícaras das de chá de álcool. Mycobacterium tuberculosis e Candida albicans (411). • Sumo: bater no liqüidificador 25 a 30 folhas com 1 litro de água fria. A infusão das folhas não foi ativa contra o protozoário Trichomonas vaginalis. Usar em bochechos e gargarejos (257).antitumoral dos extratos etanólicos e aquosos das folhas secas em cobaias portadores de sarcoma 37 e 180.3mg). trato digestivo (60) e infecções respiratórias (59).25g/kg. O extrato alcoólico das folhas mostra atividade nematicida contra Meloidogyne spp. • Inalações: utiliza-se a raiz (303). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico (50%) demonstra atividade antibacteriana contra vários microorganismos Gram negativos e atividade antimicótica contra vários patógenos de plantas. O decôcto das folhas apresenta atividade antiinflamatória e analgésica. inibindo o edema podal produzido por carragenina em ratas. ao meio-dia e a noite. 306). não causou qualquer tipo de irritação à pele (158). Fazendo-se um palito da raiz. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ 1 pedaço de raiz com 2 folhas para 1 ½ xícara das de chá. O extrato cru. e as contorções induzidas por ácido acético. aplica-se topicamente em áreas odontálgicas (32). na dose de 10g/kg. mucosas (58). A atividade estimulante do sistema reticoendotelial e antimicrobiana está associada ao benzil-2-hidroxietilsulfeto . O extrato aquoso de folhas mostrou-se efetivo contra Epidermophyton floccosum. ⇒ Câncer: 30g/litro. principalmente devido a presença de tiofenos (336). Tomar 3 xícaras ao dias (8). Tomar um copo pela manhã. observando-se um incremento de 69 a 78% da coagulação anormal de sangue e transminase glutamato-piruvato (305). não se constatou atividade anticândida e sim contra Epidermophyton floccosum.composto que apresenta atividade contra Bacillus subtilis (CIM: 3mg). Coar. administrado topicamente ou oralmente em cobaias demonstrou um efeito inibidor de dermatites induzidas por óleo de cróton e em granuloma induzido por pelet de algodão.

hortelã-comum. As flores são alvas. Os efeitos produzidos pela ingestão de Petiveria alliacea em ovinos (caquexia muscular distrófica) são similares aos sintomas de intoxicação com pesticidas organofosforados. dispostas em espigas verticiladas. pubescentes. em cobaias foi de 1637mg/kg (298) e via intraperitonial é de 1. hortelãda-horta. mentrasto. hortelã-de-tempero. crenadas ou denteadas. FITOLOGIA Planta herbácea perene de porte rasteiro-ascendente. hortelã-cultivada. hortelã-cheirosa. de 10g/kg (348). hortelã-de-panela. poejo. 348) e tóxica ao gado. O leite produzido pelas vacas que ingerem a folha adquire sabor de alho (47). ou Mentha suaveolens. hortelãrasteira. A necropsia dos animais mostrou atrofia muscular com fragmentação e hialinização de fibras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. desidratação. via oral. hortelã-do-brasil. afasia e até a morte (93). originária da Europa. Não foi verificada ação genotóxica do decôcto em células reprodutivas de cobaia macho e nem a morte dos animais com a dose única.7g/kg. hortelã-de-folha-redonda. hortelã-de-leite. arredondadas. perda de peso. hortelã-miúda. com ataxia dos membros posteriores. SINONÍMIA Erva-boa. hortelã-de-cavalo. com as folhas fortemente enrugadas. hortelã-chinesa. carbamatos e alguns organoclorados.p. braquicardia. hortelã-de-cheiro. menta-maçã. doses abusivas podem resultar em imbecilidade. hortelã-de-folha-miúda. HABITAT Espécie alóctone.TOXICOLOGIA A planta é abortiva (124. As folhas tem aroma suave que lembra maçã. Animais que consomem diariamente folhas da planta tornam-se débeis. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é usada como inseticida e repelente de insetos (179). hortelã-de-horta. hortelã-pimenta-rasteira. hortelã-das-hortas. HORTELÃ-BRANCA NOME CIENTÍFICO Mentha rotundifolia L. dilatação cardíaca e lesões renais. CLIMA . A DL50 de um extrato i. aumento dos níveis de transminases e nitrogênio urêico.

3m. Aplicar. fértil e com bom teor de matéria orgânica. adapta-se bem à regiões subtropicais com precipitação de 1. anti-reumática. 15g de nitrogênio/m2. aromática. bem distribuídas. pois a planta é exigente em umidade no solo. SOLO Leve e poroso. • Florescimento: dezembro e janeiro. Além disso. calmante (215) e antiemética. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. desde que não ocorra estresse hídrico.059 a 0. 30 dias após o plantio. INDICAÇÕES .Embora seja de clima temperado. • Rendimento: 2 a 3 cortes por ano ou cerca de 4t/ha de planta fresca (96). e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Nutrição: a planta extrai por hectare cerca de 170kg de nitrogênio. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas e verdes. • Plantio: março a maio. corre-se o risco de utilizarse sementes oriundas de polinizações clandestinas oriundas de outras espécies de hortelãs. • Adubação: aplicar no plantio 4 a 5kg de estrume de gado ou composto.300 a 2. associadas a pouca precipitação determinam menor teor de óleos essenciais (96). Repetir a adubação a cada corte. Temperaturas muito altas.000mm ao ano. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). 130kg de cálcio e 17kg de magnésio. • Irrigação: proceder periodicamente. tônica. mas não as geadas. vermífuga. em canteiros. 25kg de fósforo. Suporta baixas temperaturas. • Propagação: divisão de rizomas.18% e o teor de mentol deve estar além de 50% (96). FITOQUÍMICA O teor de óleos essenciais na planta fresca varia de 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Tolera altas temperaturas. para uma produção de 4t de matéria fresca (96).4 x 0. • Renovação da cultura: é feita a cada 3 a 4 anos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). estimulante. É heliófita. estacas radicantes e sementes. 290kg de potássio. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. a produção de sementes é desuniforme e reduzida. • Colheita de sementes: Embora a planta floresça e produza sementes no sul do Brasil. • Plantas invasoras: proceder a capinação até que a hortelã cubra o solo por inteiro.

hortelã-pimenta. Para que ocorra o florescimento. Caule arroxeado. verde-escuras e crespas. É também a mais popular e a mais bem aclimatada das mentas. bem drenados. no Brasil. Folhas opostas. em . FORMAS DE USO Infusão. Fruto tipo aquênio. com 10cm de comprimento cada segmento. hortelã-das-hortas. mentrasto e poejo. refresco e salada. tempero.Indicada para a prisão-de-ventre e feridas (215). hortelã-da-horta. rizomatosa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. hortelã-comum. Cresce subespontaneamente em jardins e fundo de quintal. ramificado. é a que melhor se adaptou ao Brasil. A planta pode ser considerada esciófita. hortelã-rasteira.25m. úmidos. HORTELÃ-COMUM NOME CIENTÍFICO Mentha x villosa Huds. serreadas. SOLO Prefere os solos aerados. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. FITOLOGIA Planta herbácea. De todas as mentas. dispostas em espigas terminais. hortelã-de- HABITAT Espécie autóctone de origem mediterrânica-européia. SINONÍMIA Hortelã-chinesa. ovallanceoladas. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. há necessidade de um fotoperíodo mínimo de 12 horas. • Propagação: estaquia ou divisão de rizomas. Flores lilases ou azuladas. areno-silicosos e ricos em matéria orgânica.3 x 0. vivaz. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em temperaturas amenas.

amebas e lombrigas). • Bala: separar 800g de açúcar. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo mentol. Servir às crianças 1 vez ao dia. 250ml de água filtrada e o sumo da hortelã. tanino. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). tônica geral. tricomoníase urogenital (406). . pineno. ansiolítica (406). Plantio: ano todo. 1/2 hora antes do café da manhã. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de diarréia sangüínea. dismenorréia e odontalgias (32). cálculos biliares. deixar esfriar e coar. A colheita pode na primavera. icterícia. tricomonicida (261).• • • • • canteiros. Colocar a água e o açúcar para ferver até atingir o ponto de bala. na quantidade de 2 a 3kg/m2. tremedeiras. palpitação. flavonóides e heterosídeos da luteolina e apigenina (257). verão e outono. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. mentofurana. antiespasmódica. timpanite (especialmente de origem nervosa). expectorante. tampar. vermífuga (257). digestiva. colocar numa xícara. Irrigação: deve ser periódica. Adubação: orgânica. antisséptica. PARTES UTILIZADAS Folhas. amebicida. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. colerética. estomáquica. ácidos orgânicos. vômitos. Colheita: inicia-se 2 a 3 meses após o plantio. anti-reumática e galactagoga (271). estimulante. colagoga (258). limoneno e cânfora. durante 5 dias (combate giárdias. bem curtido. FARMACOLOGIA O óleo essencial apresenta atividade relaxante sobre o músculo intestinal (406). Adicionar o sumo (antiparasitária e expectorante). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). mentona. não devendo se estender além de 15 dias. atonia digestiva. cólica uterina. pois a planta é ávida por umidade no solo. FORMAS DE USO • Antiparasitário com alho: amassar 3 a 4 folhas frescas de hortelã e 1 dente de alho. acrescentar água fervente. giardicida. Utilizar húmus de minhoca ou estrume animal. PARTES UTILIZADAS Folhas. Colhe-se quando cerca de 60 a 70% das plantas estiverem floridas.

HORTELÃ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. • Pó: triturar folhas secas e peneirar. bananais e pomares. pode resultar em insônia (258). em regiões de inverno rigoroso.• Folhas in natura: ingerir 10 a 16 folhas por dia. respectivamente. hortelã-brava.5cm de largura. doces e bebidas. AGROLOGIA . O caule é simples. Tomar 1 xícara das de chá 3 vezes ao dia (uso interno. por 7 dias. TOXICOLOGIA O uso prolongado ou a ingestão antes de dormir. margem serreada ou duplamente serreada. pecíolo curto. quadrangular. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Metade da dose para as crianças (258). medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 2. Inflorescência axilar. junto com as refeições. em 1 litro de água. de limbo rômbico-lanceolado. opostas. por 5 a 10 dias (antiparasitárias). na forma de glomérulos globosos. em pares cruzados. secas ou frescas. Tomar 3 vezes ao dia. várzeas. Apresenta porte ereto quando novo a semi-prostrado quanto em reprodução. podendo ser anual. exceto como vermífugo). Folhas verdeintensas. • Infusão: colocar 5 ou 10g de folhas picadas. reunindo flores densamente aglomeradas de corola alva. SINONÍMIA Fazendeiro. de base atenuada. com 30 a 60cm de altura. riachos. Medra em regiões uliginosas marítimas do sul do Brasil. lagoas. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na alimentação como condimento • Na indústria obtém-se uma essência utilizada como aromatizante de perfumes. escassa na parte inferior e notória na superior. em 3 doses. revestida de glândulas que liberam óleo essencial aromático que lembra a hortelãlevante ou alevante. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. principalmente à beira de canais. um pouco ramificado. com pubescência adpressa. FITOLOGIA Planta herbácea perene. Misturar 1 colher das de café do pó com mel.

Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo.• Espaçamento: 0. SINONÍMIA Levante. cilíndrico-cônicas.5 x 0. FITOLOGIA Planta herbácea polianual de caule cotonoso. HABITAT Embora a sinonímia popular atribua ser de origem brasileira. a planta é nativa da Europa. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Propagação: segmentos de ramos radicantes ou sementes. • Colheita: 100 dias após o plantio. compactas ou com falhas na base. úmidos. HORTELÃ-SILVESTRE NOME CIENTÍFICO Mentha sylvestris L. esbranquiçado. Inflorescência em espiga terminal. porém adapta-se ao subtropical e até o tropical. lanceoladas ou oblongas. em canteiros. alevante. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral.3m. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à hortelã-comum. . bem drenados. pubescentes ou tomentosas por cima e por baixo alvo-tomentosas. Cálice viloso-tomentoso. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. hortelã-da-amazônia. As folhas são sésseis ou quase sésseis. • Florescimento: fevereiro a março. • Plantio: outono e primavera. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o início do cultivo. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. CLIMA É de clima temperado. ereto. Não tolera solos ácidos. Corola pequena e violácea.

que se tornam cloróticas e quase sem aroma. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. FITOQUÍMICA Mentol. • Utilizada como forragem.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. hortelã-da-preta. • Propagação: divisão de rizomas. em canteiros. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). ao final da primavera e início do verão.6m x 0. ou em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. • Plantio: ano todo. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. Aspergillus oryzae e Serratia marcescens (407). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica (93). . ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta ação antibacteriana contra Bacillus subtilis. segmentos dos ramos radicantes. no Cashimir (93). • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. exceção ao inverno.3m. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae SINONÍMIA Hortelã-comum. HORTELÃ-VERDE NOME CIENTÍFICO Mentha spicata L. hortelã-de-leite. fenol e pulegon (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Usada também para aromatizar cerveja e como forragem. No inverno ocorre um declínio das folhas. Eicherischia coli. Micrococcus luteus. hortelã-das-hortas.

• Plantio: outono e primavera. de caule ereto. é a principal fonte óleo essencial volátil utilizado pela indústria e laboratórios. • É utilizada no preparo culinário de quibe. Cachemir. originária da Europa. • Florescimento: dezembro. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. aromática. • . Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. sitosterol. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. Folhas subsésseis. OUTRAS PROPRIEDADES Juntamente com a Mentha piperita. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. calmante (257). glabras as do caule. da Inglaterra à Bulgária. cólica. stigmasterol. • Plantas daninhas: o cultivo deve ser mantido completamente livre de inços. Ilha da Madeira até o Cabo da Boa Esperança. béquica. Inflorescência em espigas cilíndricas frouxas. ácido oleanólico (120). Cálice áspero e glabro com dentes linear-subulados. em verticilos aproximados ou os do extremo inferior todos separados. um pouco mais longas. INDICAÇÕES Utilizada para a bronquite. a produção de sementes é insignificante e desuniforme.4m. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder a 8% (96). FITOQUÍMICA Linalol. bracteiformes todas as próximas da inflorescência dispostas em verticilo irregular. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica.HABITAT Espécie alóctone. pulegona e fenóis (257). • Produção de sementes: embora ocorra o florescimento. onde cresce como planta ruderal (93). FITOLOGIA Planta herbácea perene. otalgias e dores de garganta (120). • Propagação: divisão de rizomas e estacas. em canteiros. antiasmática e antigripal (120). gastralgias. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. mentol. antiespasmódica. ovado-lanceoladas. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. desigualmente serrilhadas. tétano. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio.

com 3 a 7cm de comprimento por 1. Ocorre até 1.0 a 2. A inflorescência é uma verticilo capitato-axilar. menta. ramificado.000m de altitude. Rizoma rastejante. de 5 . rizomatosa. próxima a regatos. As folhas apresentam sabor pungente e causam sensação de frescor. morros e áreas nitrófilas. O fruto é uma pequena noz lisa e ovóide. CLIMA Espécie de clima temperado quente. SOLO Desenvolve-se bem em solos arenosos a argilosos e férteis.5cm de largura. Cresce espontaneamente em áreas aluviais. Apresentam um forte aroma de mentol.20m (250. Desenvolve-se melhor à meia-sombra. As flores são pequenas. porém não tolera solos ácidos e encharcados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. esparsamente tomentosas em ambas as faces. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. hortelã-pimenta-do-japão. pecioladas.HORTELÃ-VIQUE NOME CIENTÍFICO Mentha arvensis L. hortelã-pimenta- HABITAT Planta alóctone originária do Japão. multifloro. as margens são serradas. Os rizomas são plantados diretamente a campo. menta-canforada.000 plantas/ha). cujo rebrote é intenso e rápido. brancas ou lilases. mas também podem ser segmentados em pedaços menores. que cresce de 10 a 50cm em altura. mas cresce na forma selvagem nas montanhas da Europa Ocidental. SINONÍMIA Hortelã-do-campo. As folhas são opostas. • Propagação: via rizomas. ovadas. japonesa. compacto. as sementes podem ser estéreis.20 x 0. base cuneada. hortelã-japonesa. Em regiões de fotoperíodo curto não há formação de sementes e quando ocorre. FITOLOGIA Planta herbácea. O caule é quadrangular. A reprodução por sementes é condicionada ao fotoperíodo. ereto ou prostrado e radicante. perene.

anestésica e analgésica tópica suave (1. exceto as raízes. A cultura é renovada a cada 5 anos. Florescimento: dezembro a janeiro. edema de beribéri. Podem ser feitos até 3 cortes por ano. FITOQUÍMICA A planta produz óleo essencial que contém L-mentol (65 a 68%). inchaços. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. que voltam a brotar na primavera. dor-de-cabeça. podendo definhar totalmente. 444). restando apenas os rizomas. antiespasmódica (445). utilizada na forma de infusão ou decocção. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (91). antisséptica (260). Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. quando a planta apresenta cerca de 0. faringite. Lmentona.5m de altura. . prurido. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da febre. FORMAS DE USO • Geral: 12 a 20g por xícara. durante a estação seca. conjuntivite. A primeira colheita ocorre quatro meses após o plantio. artralgia. descongestionante nasal (257). Emplastros da folha verde e inalação são também utilizados (444) ou 3 a 6g por xícara (445). • Tintura: 60g de folhas frescas em 100ml de álcool (para coceiras. Rendimento de óleo essencial: 130kg/ha (206). causada pelo fungo Puccinia menthae. resfriado. afecções da garganta. erupções do sarampo. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (antivomitivo). Desenvolvimento: durante o inverno a parte aérea regride. irritação na pele e cefalalgia). O teor de mentol pode variar de 50 a 70 % (257) ou 75 a 80% (93). L-limoneno. cólicas e diarréia. Aplicar compressas e fazer massagens (257). • Infusão: 4 a 6g de folhas frescas por xícara das de chá. após 50 a 60 dias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). rinite. para posteriormente serem transplantados como muda a campo. Plantio: abril a maio. resolutiva. produzindo luxuriante vegetação.• • • • • • • a 7cm. L-α-pineno. dispepsia. antiemética. tosse. colerética. TOXICOLOGIA Não deve ser usada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia (385). Doença: pode ocorrer a ferrugem. Colheita: deve ser feita pouco antes ou até o pleno florescimento. revulsiva. e enraizados em substrato organo-mineral. perspirante. coriza. metil-acetato.

ramificado.2 a 1. recurvadas e dispostas acima da folhagem. Adubar a cada 4 meses com nitrato de cálcio. róseocreme e perfumadas. pluma-de-névoa.30 x 1. arenosos. com a espessura de um lápis. decíduo. SOLO Prefere solos leves. • Plantio: outubro.0m. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. As folhas são largo-ovaladas.Br. Não tolera solos ácidos. densas. brancopubescente e espessas. 5g/planta. • Propagação: sementes e estacas. CLIMA A planta é de clima subtropical e heliófita. pequenas.) N. umuravumba. FITOLOGIA Arbusto semi-herbáceo. As flores são numerosas. quando disponíveis. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca e 100g/m2 de fosfato natural. Devem ser enraizadas em vermiculita e dispostas sob sombrite 70% e irrigação por nebulização. dentadas ou crenadas. longas. pecioladas. são numerosas. aromático. SINONÍMIA Limonete.6m de altura. As inflorescências. aerados e com um bom teor de matéria orgânica. . originária da África do Sul. As sementes. podendo chegar até 2m. HABITAT Espécie alóctone. As estacas devem ser colhidas no início da primavera. utilizando-se aquelas mais retilíneas. paniculadas.E. de 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. compactados e muito úmidos. É resistente ao frio.INCENSO NOME CIENTÍFICO Tetradenia riparia (Hochst.

dores em geral (15). OUTRAS PROPRIEDADES • Quando é desidratada. cortinajaponesa. angina. gorgulho que infesta o feijão (440). analgésica. pois suas folhas sujam-se facilmente de solo. cipó-da-china. afídeos. . • Colheita: inicia um ano após o plantio. cipó-puci. vegetando próximo aos cursos de água. vermífuga. uva-brava. proeza-japonesa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. antisséptica e estomáquica. PARTES UTILIZADAS Folhas. caavurana-de-cunhan. dor de cabeça. antiblenorrágica. abcessos dentais. atua como odorizante de ambientes. HABITAT Espécie autóctone da Mata Atlântica e Equatorial. INDICAÇÕES Utilizada externamente para malária. • Pode ser utilizada em saches como repelentes de traças. tinta-dos-gentios. FAMÍLIA BOTÂNICA Vitaceae. gastroenterite.• Poda: os ramos baixeiros devem ser eliminados. Os ramos extirpados podem ser aproveitados como estacas-matrizes para novos plantios. insulina-vegetal. Bruchidae). INSULINA NOME CIENTÍFICO Cissus sicyoides L. febrífuga (15). Repele ainda ácaros. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Zabrotes subfasciatus (Col. anil-trepador. cipó-pucá. • Florescimento: julho a agosto. moída e queimada. SINONÍMIA Achite. diabetil. uvado-mato. trips e mosca branca (15)..

Aminoácidos.FITOLOGIA Planta escandente perene. • Plantio: primavera. quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas nos frutos (348). Flavonóides: cianidina. Manter o substrato sempre úmido e drenado. em água. delfinidina 3-O-βD-glucosídeo e delfinidina-3-rhamnosídeo (179). iniciando a rizogênese já aos 3 dias. agudas. antidiabética (271). silício. fósforo e potássio (9). açúcares. seu crescimento tem que ser controlado e limitado aos tutores.0 x 0. As folhas são pecioladas. • Pragas: a planta é muito susceptível à Diabrotica spp. cálcio. hipotensora. lactonas sesquiterpênicas e luteolina. estendidas. Pode ser também enraizada em areia. com 7 a 10mm de diâmetro. FITOQUÍMICA Esteróis. pedunculadas. ovado-cordiformes. O caule é reptante. estomáquica e anti-hemorroidária (1). PARTES UTILIZADAS Folhas. com 4 a 6mm de comprimento.5m. disco em forma de copa. para não ser pisoteada ou ser contaminada de terra. obovóides. esteróis. cianidina-3-arabinosídeo. com 6 a 8 folhas. • Colheita: inicia-se no quarto mês após o transplante. antiinflamatória. acuminadas ou mesmo arredondadas no ápice. As mudas são transplantadas quando atingem um porte de 20 a 25cm de altura. As gavinhas são opostas às folhas e raízes. Sais de magnésio. e mesmo tutorado lança raízes aéreas pêndulas com até 1m de comprimento. que cresce cerca de 6m de comprimento. pálidas. simples. taninos. • Floração: outubro a fevereiro. medindo de 4 a 12cm de comprimento por 3 a 9cm de largura. As sementes são solitárias. dispostas em cimeiras corimbiformes. O enraizamento das estacas é muito rápido. casca de arroz tostada ou outro substrato poroso. • Poda: devido ao grande vigor da planta. Bagas subglobosas ou ovóides. preventiva de derrame (9). as vezes polígamas. saponinas. é comum o surgimento de sintomas de deficiência de Fe. radicante. delfinidina. manganês. As flores são perfeitas. • Nutrição: durante o inverno. INDICAÇÕES . • Tutoramento: devido ao hábito trepador. glabras ou pubescentes. Apresentam 4 pétalas. alcalóides. truncadas ou cordiforme na base. delfinidina-3-O-β-D-glucosídeo. a planta tem que ser conduzida em espaldeiras. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. principalmente nas mudas em formação. • Propagação: estacas dos ramos. As folhas novas adquirem uma coloração clorótica generalizada. cianidina3-rhamnosil-arabinosídeo. anti-reumática. negras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sudorífica.

renais e de ovários e para a epilepsia. pau-d'arco-roxo. ipê-preto. Fruto tipo cápsula. 348). HABITAT Espécie autóctone. As folhas amassadas servem para furúnculos. 102. 134. Folhas digitadas. OUTRAS PROPRIEDADES • É hospedeira do fungo Meliola juruana. Flores roxo-claras. peúva. agudo-serrilhado. penta ou heptafoliada. 195. longopecioladas. ipê-uva-roxa. que atinge 25 a 30m de altura e o tronco 0. IPÊ-ROXO NOME CIENTÍFICO Tabebuia avellanedae Lorenz ex Grisebach. roliço. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. que ocorre em solos úmidos das depressões e matas de encostas suaves. com cerca de 30 a 35cm de .6 a 0. enquanto que as folhas aquecidas são utilizadas em abcessos e gânglios inflamados (179). Descreve-se para esta planta uma forte estimulação uterina em ratas. FITOLOGIA Planta arbórea. pouco ramificada (331). Folíolo oblongo. atividade anticonvulsionante e depressiva do sistema nervoso central (53. decídua. ipê-tabaco. hepáticos. Le Grand e Wondergem (apud 169) comprovaram atividade antibacteriana sobre Bacillus subilis. peúva-roxa. O extrato metanólico da planta apresenta atividade antibacteriana contra Bacillus sp. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico da folha possui atividade antibacteriana e atividade antibacteriana (134). nas doses de 250 a 500mg/kg (127). Corola tubulosa-afunilada.Indicada para problemas respiratórios. FARMACOLOGIA A decocção das folhas e talos não mostrou atividade bronco-dilatadora em cobaias que receberam histamina e acetil-colina (70). glabro. ipê-mirim. com 5 a 6cm de comprimento. SINONÍMIA Cabroe. Observou-se também um efeito anticonvulsivo através do extrato aquoso das folhas e talos em cobaias submetidas a eletrochoques e pentilentetrazol. ipê-de-flor-roxa. atenuado na base. perene. dispostas em panículas terminais. acuminado. ipê. opostas. (98). ipeúva-roxa.8m de espessura.

sendo utilizada em arborização urbana. com asas brilhantes e esbranquiçadas e núcleo castanho. própria para uso externo. coceiras. antiblenorrágica (93). Também indicada para o tratamento de úlceras. depurativa. principalmente devido ao lapachol (257). doenças do útero e ovário. antimicrobiana. INDICAÇÕES Atribui-as à planta propriedades curativas do câncer.comprimento. Utilizada em construção naval. • Propagação: sementes. em saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. A semeadura deve ser feita de fevereiro a abril. em substrato organo-mineral. ácido tânico e lapáchico e sais alcalinos (93). PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. catarros da uretra e úlceras gástricas (271). FITOQUÍMICA Lapachol (257). antinevrálgica e anti-sifilítica (215). inflamacões artríticas. contendo inúmeras sementes aladas. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano. inflamações na garganta (215). FAMÍLIA BOTÂNICA Papilonaceae. SINONÍMIA . • Florescimento: setembro a fevereiro. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. A germinação ocorre em um período de 10 a 15 dias (344). JACATUPÉ NOME CIENTÍFICO Pachyrhizus bulbosus Kurz. • Produz madeira rija. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. • Adubação: incorporar na cova de plantio 2 a 3kg de cama de aviário. OUTRAS PROPRIEDADES • Contém material corante própria para tingir seda e algodão. • A árvore é ornamental. Inicia já no segundo ano de vida. antiinfecciosa. antitumoral (257). antiinflamatória.

soltos. que é também pubérula. com chuvas bem distribuídas. inflorescências e cálices. procede-se a extirpação de todas as inflorescências. As folhas são longo-peciolados. SOLO Prefere solos leves. Espécie que corre o risco de desaparecer. O fruto é do tipo legume. ricos em matéria orgânica e permeáveis. Cresce espontaneamente em áreas próximas a cursos d’água. Não tolera invernos rigorosos e ventos frios. yacatupé (tupi = batata de casca fina). que é crítica na fase de mudas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Tutoramento: evita problemas fitossanitários às folhas e às vagens e facilita os tratos culturais e a colheita. O teor de matéria seca obtido foi de 15. mais ou menos pubérulos. volúvel. O cultivo praticamente inexiste. • Plantio: outubro. cordiformes com 3 folíolos grandes. com flores alvas. yeticopé (tupi = raiz semelhante a um nabo). As flores são brancas e vistosas. . feijão-jacatupé. comestíveis. • Propagação: sementes. os laterais assimétricos. algo achatado. As sementes são semeadas diretamente a campo. HABITAT Planta autóctone da Floresta Amazônica. que é muito pequena.1%. • Capação: para aumentar a produção de túberas. linear. alcança 3m de altura e produz grandes túberas subterrâneas. se considerar-se que pode chegar a 15kg.. • Rendimento: o rendimento de túberas chega a 10t/ha (93).Feijão-batata. perene (batata) que. • Adubação: incorporar 2 a 3kg/cova de cama de aviário. Se as túberas não forem arrancadas. As túberas são colhidas quando ocorre o secamento completo das folhas. FITOLOGIA Planta herbácea trepadeira. • Pragas: A planta é altamente suceptível à Diabrotica spp. reunidas 2 a 3 sobre pequenos nódulos inseridos na raque. como os pecíolos. Ramos novos pubérulos. • Colheita: ocorre 8 a 9 meses após o plantio. devido a erosão genética e extrativismo. Nas condições de cultivo do Litoral Catarinense. CLIMA Planta de clima equatorial a tropical. podem sobreviver no solo por muitos anos. mais ou menos glabro. e prejudicial na fase adulta.5m. quando tutorada. feijão-de-batata. facilitando a infecção de fungos nas vagens e sementes. contraído entre as sementes. de 10 a 15cm de comprimento e 2cm de largura. dispondo-se 2 a 3 por cova. O não tutoramento da plantas faz com que a planta se proste. menores que as folhas. no final de inverno. lingüiça vegetal. contendo 6 a 8 sementes avermelhadas por vagem. Rácimos axilares. uma batata fresca pesa cerca de 330g.0x 0. o terminal rombóide.

matéria graxa 0.1%. FITOQUÍMICA Água 87. para evitar a ocorrência de fungos.6%. à guisa de lingüiça. acessos febris e nefrites (93). . • No exterior. A colheita das sementes deve anteceder o período das chuvas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitussígena e diurética (93). • As sementes são tóxicas. contendo 21. é usada para o preparo de saladas exóticas e sofisticadas. A maturação das vagens é demorada e desuniforme. A batata apresenta casca fina e produz farinha fina e branca. inseticidas e raticidas (93). que demoram cerca de dois meses para maturar. crua. cujo amido é sucedâneo da araruta. JALAPA NOME CIENTÍFICO Mirabilis jalapa L. ocorre quase 5 meses (em julho) após o florescimento.• Produção de sementes: a planta apresenta uma grande produção de vagens.12%. adocicado. FAMÍLIA BOTÂNICA Nictaginaceae. para ser conservada por um ano • O polvilho tem sabor suave e doce. • As raízes. • Pode ser defumada. INDICAÇÕES Indicada para doenças das vias urinárias. Pode ser consumida cozida com sal ou açúcar. • As folhas e caules são forrageiras muito apreciadas pelo gado. à guisa de maçã.78% e sais minerais 0. que é tóxica a insetos e para a erradicação de ratos (93). servem para amaciar as mãos.05%. proteína 1.56% de proteínas. raladas e misturadas ao leite. TOXICOLOGIA As sementes encerram rotenona. Do polvilho extrai-se a jacatupina (93). • No México. fibra 0. açúcares 5. OUTRAS PROPRIEDADES • Raiz comestível com sabor de coco-da-bahia. é consumida em fatias.32%. PARTES UTILIZADAS Túbera.

pigmentado de vermelhovioláceo nas áreas expostas ao sol. sobretudo do México. purga-de-nabiça. as raízes atingem maiores proporções. herbáceo.10m de altura.60 a 1. O caule é ramificado. agrupadas em cimos terminais. maravilha. suculenta. preferindo solos humosos e úmidos. . jalapa-comprida. lisas. CLIMA É de clima tropical. boas-noites. boi-noite. inteiras. lanceoladas. • Plantio: outono. contendo um aquênio ou antocarpo. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. polianual. belas-noites. jalapa-falsa.0 x 0. • Florescimento: ocorre no verão e outono. nativa das regiões tropicais. flor-das-quatro-horas. Fruto cariopse. jalapado-mato. de 0. permanecendo abertas e perfumosas durante toda a noite. moles. falsa-jalapa. maravilha-vermelha. glabro. FITOLOGIA Planta herbácea. bonina. bom-dia. em áreas ruderais. que podem ser plantadas diretamente a campo. Flores hipocrateriformes de invólucro parecendo cálice. róseas. semelhante ao fruto da pimenta-do-reino. amarelas. erva-de-santa-catarina. boa-morte. PARTES UTILIZADAS Flores e raízes. em sulcos ou covas. preto. HABITAT Espécie alóctone. incrementa-se o tamanho da raiz. Em áreas ensolaradas e quentes. beijo-de-frade. brancas ou mescladas. jalapa-bastarda. maravilha-branca. liso. beijos-de-frade. A raiz tuberosa é espessa. ervatriste. bastante enfolhada. ovóide. • Capação: extirpando-se todos os botões florais. SOLO É nitrófila.SINONÍMIA Batata-de-purga. escura externamente e branca internamente. primavera ou verão. medindo 10 a 12cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. de pericarpo rugoso. As folhas são simples. ou quando o dia estiver nublado. terrenos baldios e jardins. ereta. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. boa-noite.5m. É esciófita. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. suculento e com os nós entumescidos. cilíndrico. pó-de-arroz. glabras. verde. adaptando-se aos subtropicais. • Adubação: 1 a 2kg/planta de cama de aviário. As sépalas são vermelhas. dentadas e opostas. • Propagação: sementes e raízes tuberosas. ovais. maravilha-de-forquilha. As flores abrem-se ao entardecer. bons-dias.

SINONÍMIA Abecedaria. É provável que a planta seja antiofídica. agrião-do-norte. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32).FITOQUÍMICA A raiz contém um produto resinóide de fécula e muita potassa. agrião-bravo. pingando-o dentro do duto auditivo e deixando 15 minutos. serve para eliminar sardas e panos do rosto. que é abundante. agrião-do-brasil. antileucorréica e anti-herpética. antidiarréica. antidisentérica. emeto-catárquica. TOXICOLOGIA A raiz é tóxica e as sementes são consideradas extremamente venenosas. var. • O caule e a raiz são uma das maiores fontes de potassa vegetal. botão-de-ouro. quando cozidas são comestíveis. repetir 2 a 3 vezes • Infuso: 10g de raiz para 1 litro de água. A planta é ainda indicada para o tratamento de cólicas abdominais. pois o lagarto teiú cava o solo para comer a raiz sempre que é picado de cobra. agrião. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. A raiz tuberosa produz um líquido amarelo rico em bradicinina. FORMAS DE USO • Suco: pingar 2 a 3 gotas do suco do caule ou da raiz no conduto auditivo. Se demorar passar a dor. Pode-se utilizar o suco das flores. antihidrópica. repetindo 2 a 3 vezes. jambú-açú. INDICAÇÕES O amido. usado diariamente para dores de ouvido (257). Flores e raízes são ainda indicadas para lenir dores de ouvido (32). Flores e raízes são diuréticas (32). tapando com algodão.) Murr. agrião-do-mato. . agriãozinho. JAMBUAÇÚ NOME CIENTÍFICO Spilanthes acmella (L. Escorrer e pingar novamente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é drástica. quando macerado em limão até formar pasta mole (257). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas novas. e o sumo das folhas. erva-de-malaca. agrião-do-pará. anti-sifilítica. jambú. As flores quentes e untadas com óleo são maturativas (283). typica.

Uma análise da parte aérea revelou a presença de apigenina-7-glicosídeo. pimenta-d'água. Tolera bem solos ácidos.3m. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e as estacas radicantes e rizomas podem ser plantados diretamente a campo. • Espaçamento: 0. apud 120). Apresenta arquitetura ramificada e de constituição semi-carnosa. SOLO A planta prefere solos úmidos e aerados. lactonas sesquiterpênicas. com pedúnculos longos e flores amarelas. mastruço. flavonóides (379). quercitina-3-glicosídeo e rutina (43) . • Colheita: inicia a partir do terceiro mês após o plantio. A planta cresce espontaneamente em terrenos úmidos e ácidos. ésteres amirínicos. com cerca de 1cm de diâmetro. sinuosas e denteadas. PARTES UTILIZADAS Folhas e capítulos. Inflorescência em capítulo globoso. apigenina-7-neohesperosídosídeo. porém tem mostrado boa adaptação em climas subtropicais quentes. AGROLOGIA • Ambiente: Procurar implantar o cultivo em áreas mais úmidas da propriedade. jambú-rana. pimenteira. fitosterina e colina (9. saponinas. HABITAT Espécie autóctone. FITOQUÍMICA Amidas acetilênicas. espilantol. As folhas são opostas. • Plantio: outono e primavera. sementes e estacas dos ramos radicantes. • Propagação: divisão de rizomas. pouco brilhantes. alagados e até fortemente argilosos. que cresce espontaneamente na Amazônia e subespontaneamente em todo Brasil. pimenteirado-pará. que posteriormente tornam-se pardacentas. • Florescimento: julho a fevereiro.4 x 0. negros. por ocasião do florescimento. com 20 a 30cm de altura. 257). esteróis. CLIMA É originária de regiões tropicais até tropicais. elípticos. Aquênios quase envolvidos em páleas membranosas. longopecioladas e membranáceas.jambuassú. triterpenóides (Mukharya e Ansari. jambú-assú. cordiformes ou ovóides. FITOLOGIA Planta herbácea anual. espilantina. mas não necessariamente alagada. O caule é cilíndrico e radicante nas partes basais. prostrada. afinina.

antiasmática. sumo e masticatório. antiinflamatória. apud 130). bexiga. febrífuga. maçã-do-perú. que é uma amida do ácido não saturado. muito forte. bronquite e tuberculose (Berg. antiespasmódica. estomáquica (257). INDICAÇÕES Indicada para problemas hepáticos. É subespontânea da Mata Pluvial da Encosta Atlântica. antidispéptica (9). apud 120). odontálgica (93). HABITAT Espécie autóctone. narcótica. bucho-de-rã. antigripal. originária do Peru. SINONÍMIA Balãozinho. estimulante (242) e antiescorbútica (424). juá-de-capote. É considerada rara em Santa Catarina (402). excitante. FITOLOGIA . coqueluche. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. mata-fome. TOXICOLOGIA O extrato aquoso induziu contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-crônicas e morte (Moreira et al. antianêmica. É cultivada em jardins e ocorre subespontaneamente em áreas ruderais. desinfetante (120). béquica. sialogoga. acre. • Também utilizada na forma de salada. digestiva. FORMAS DE USO Infusão. (130). joá. afecções bucais e da garganta e cálculos da bexiga (120). carminativa. lanterna-da-china. JOÁ-DE-CAPOTE NOME CIENTÍFICO Nicandra physaloides [L.] Gaertn. Encontra-se disseminada por todo mundo. emenagoga. quintilho.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É analgésica tópica. cicatrizante. decocção. • O espilanton. muito apreciado como ingrediente de dentifrícios (168). é uma substância picante. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na culinária amazônica para o preparo de "pato ao tucupi"e a bebida "tacacá" (209).

azul-clara ou violácea. 5-lobados. • Propagação: sementes. Corola campanulada. axilares e apresentam cálice membranáceo. com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. suborbicular ou obovada. quando novo e castanho-claro quando maturo. . ereta. lisa. e tem propriedades similares a Atropa beladona. globosa. anguloso. estupefaciente.0m de altura. medindo 10 a13cm de comprimento por 5 a 7cm de largura. agudas. castanho-amarelado. diurética e midriática (93). • Alelopatia: a planta inibe o crescimento de outras espécies vizinhas. 4 x 0. crasso e esverdeado. Semente comprimida. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. reticulado. em doses mínimas (242). ereto. brilhante. membranáceas. castanho-clara a amarelada. longamente pediceladas. verde-claro.3m. Caule carnoso.Planta herbácea anual. As flores são isoladas. CLIMA Vegeta melhor no inverno e floresce em outubro. TOXICOLOGIA Os frutos são tóxicos. com 4 lóculos. irregularmente serrado-dentadas. alternas ou geminadas. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. glabra. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. ramosíssima e glabra.6 a 1. ou seja. O fruto é uma baga (solanídeo). • Florescimento: maio e outubro a novembro. Índice médio de germinação: 30 a 35%. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. brilhante. diaforética. frutos e raízes. com tegumento crustáceo. lisas. ramificado. PARTES UTILIZADAS Folhas. glabro.000 sementes (209). verde-claras. medindo cerca de 3cm de comprimento. ovado-oblongas. bem drenados e de textura média. que cresce de 0. Uma planta produz até 1. As folhas são longopecioladas. • Produção de semente: dezembro a janeiro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A seiva é calmante. • Plantio: outono e primavera. com pericarpo membranáceo. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é usado para matar mosca (402).

brilhantes. joão-gordo.JOÃO-GOMES NOME CIENTÍFICO Talinum paniculatum (Jack). beldroega-miúda. As folhas são inteiras. Gaertn. carnosas e grossas. Não tolera solos ácidos ou encharcados. benção-de-deus. glabras. CLIMA É de clima tropical. orbiculares. curto-pecioladas ou sésseis. suculenta. róseas. maria-mole. que cresce 30 a 40cm de altura. Inflorescência do tipo panícula terminal aberta. dispostas em panículas compostas cujas flores só abrem sob luz plena. medrando em todo Brasil. esverdeado. Em ambiente sombreado. geralmente avermelhado. O fruto é uma cápsula septífraga. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. ocorrendo em número progressivamente menor em direção à inflorescência. mariangome. ora-pro-nobis-miúdo. contendo várias gemas meristemática. manjogome. ovóide deiscente. porém adapta-se ao subtropical. maria-gorda. mata-calos. lenticulares. SINONÍMIA Beldroega-grande. glabra. A raiz é tuberosa. em áreas ruderais. labrobró-de-jardim. bundamole. obovadas. língua-de-vaca. opostas (as superiores). maria-gomes. pomares e à beira de matas. cilíndrico. major-gomes. carnosa. manjongome. alternas (as inferiores). medindo 5 a 7cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. medindo 2 a 3mm de diâmetro. manjongomes. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. As folhas maiores concentram-se na parte basal da planta. SOLO Prefere solos úmidos. areno-silicosos e com alto teor de matéria orgânica. maria-gombe. Caule ereto. inhá-gome. carne-gorda. As flores são pequenas. bredo. HABITAT Planta autóctone da América. maria-gombi. glabras e finamente estriadas. maria-bombi. com 3 valvas contendo sementes pretas. com nervuras inconspícuas. mariangombi. elípticas ou oblanceoladas. quebra-tigela. marrom-alaranjadopurpúrea. carurú. simples ou ramoso. labrobró. às vezes púrpura. medindo de 40 a 50cm de comprimento. maria-gorda. erva-gorda. bredo-major-gomes. com anteras amarelas. É esciófita. as folhas podem medir 16cm de comprimento por 8cm de largura. AGROLOGIA . lisas. carirú.

na forma de infusão (cascas da raiz) ou caldo (das folhas) (444). diurética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (a raiz). • Decocção: 20g de raízes por litro de água. sobretudo potássio (257). neurastenia.500 sementes por planta (209). • Consórcio: utilizar plantas que possam sombrear parcialmente.30 x 0. inflamações tópicas (68). podendo ser feita durante todo o ano. Sementes novas apresentam um certo grau de dormência que pode ser eliminada com a luz. • São plantas forrageiras muito apreciadas por animais herbívoros domésticos. mucilaginosa. sementes e as folhas. • Colheita de folhas: a partir de 80 a 90 dias após a emergência. • Plantio: outono e primavera. • Propagação: gemas da cepa. béquica. • Pragas: sensível à Diabrotica spp. refrigerante (68) e calicida. • Colheita de sementes: fevereiro a março. como cicatrizante (257). FITOQUÍMICA Mucilagens e sais minerais. vulnerária. • Colheita das raízes: junho a agosto. cortes. A planta é prolífera. As sementes são emenagogas (93). Abaixo de 10oC não ocorre germinação. As folhas servem para a extração de calos. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 30g/dia. tosse. A temperatura ótima ocorre aos 25oC (209). diretamente em canteiros. cicatrizante. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser consumidas na forma de salada e refogados. • Florescimento: outubro a novembro . podendo tornar-se invasora em regiões de clima mais ameno.• Espaçamento: 0. As sementes podem ser semeadas em sulcos. Sementes velhas germinam mesmo sem luz. • Produção de sementes: 500 a 3. As raízes são utilizadas no tratamento de escorbuto (68). depurativa (257). INDICAÇÕES As folhas e sementes são utilizadas no tratamento de feridas. . permitindo a produção de folhas mais suculentas e desenvolvidas. • Cataplasma: usar folhar frescas. gastralgia e tuberculose pulmonar (444). emoliente. PARTES UTILIZADAS As raízes tuberosas.30m. folhas e sementes. • São cultivadas como ornamentais.

glabra. inteiras. em panículas abertas.5 a 2.5m. em estufa plástica. jurubeba-verdadeira. amarelada. O fruto é uma baga globosa. • Plantio: março a abril. Inflorescência terminal. alvo-tomentosas na face dorsal. ocorrendo das Guianas até o sudeste brasileiro. juuna. PARTES UTILIZADAS Raízes. alternas. jupeba. • Colheita: inicia-se seis meses após o plantio. agudas. CLIMA É uma planta tipicamente tropical e heliófita. solitárias. oblongas. FITOLOGIA Planta perene. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . SINONÍMIA Jubeba. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. lavouras perenes e capoeiras. • Propagação: sementes e rebentos das raízes da planta matriz.5 x 1. juribeba. Ocorre como planta ruderal. crescendo espontaneamente em pastagens. arbustiva e ereta. jurupeba.JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum paniculatum L. Caule ramificado. que atinge 1. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. incorporada na cova. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. com 1cm de diâmetro. juvena. SOLO Prefere solos leves. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e os rebentos de raízes devem ser aclimatados sob sombrite 70% e irrigação. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. • Florescimento: setembro a março. Folhas pecioladas. bem drenados e com um bom teor de matéria orgânica. arenosos. folhas e frutos. jurubeba-branca. jurubebinha. pomares e terrenos abandonados. alvopubescente e armado de acúleos curvos. profundamente sinuadas e sublobadas. Não tolera ventos frios e geadas. • Pragas: é muito comum a incidência de Diabrotica spp. reunindo flores pequenas azulada ou violácea.5m de altura.

anti-hidrópicos. bilocular. pouco ramificado. medindo 1cm . atonia gástrica. var. úlceras. simples. TOXICOLOGIA O uso da planta não deve ser prolongado. febrífugos (68). diuréticos. reunindo flores com corola membranosas com cinco lobos ovaladotriangulares. abcessos internos. bosques e áreas ruderais. glabrescente. colagogos. inapetência. febres e debilidade em geral). alaranjado. dispepsia atônica. brancas ou levemente azuladas. cistite. ereta. margem inteira. Cresce espontaneamente em áreas abertas. ásperas. verde nas planta novas e verde-acizentado nas plantas adultas. feridas. normalmente ovaladas. jurubeba-velame. FORMAS DE USO • Infusão: das folhas e frutos (afecções hepáticas. antidispépticos (271). debilidade orgânica (68). FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. elípticas ou lanceoladas. • Suco: das raízes ou frutos (cistite. JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum fastigiatum Willd. crescendo até 1. algo brilhante. tumores abdominais e uterinos. medindo 2 a 3cm de diâmetro. polimórficas. O fruto é um solanídeo globoso. inermes. liso. corimbosas. aperientes. jurubeba-do-sul. SINONÍMIA Jurubeba. febres intermitentes. O caule é cilíndrico. campos abandonados. acicularium Dunal. clareiras. icterícia. com exceção do caule. As folhas são pecioladas. velame. densamente espinhoso. amargos e tônicos (242). engurgitamento do fígado e do baço.5m de altura. devido aos alcalóides e esteróides que contém (68). Inflorescência em cimeiras terminais e laterais. escamosas. catarro na bexiga (271) e impaludismo (242). áreas onde foram feitas queimadas. inerme. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da hepatite.As raízes e frutos são antidiabéticos. sutilmente sinuadas. antianêmicos. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. HABITAT Planta autóctone do sul do Brasil. capoeiras. isoladas. • Cataplasmas: das folhas (uso externo. desobstruentes. anemia. em feridas e úlceras) (68). tumores e abcessos internos).

colagoga e colerética (215). Aclimatar as mudas em estufa plástica coberta com sombrite 50%. anti-hidrópica. • Propagação: sementes. de clima subtropical. alaranjado.5m. ovalada a elíptica. • Decocção: . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são cicatrizantes e a raiz é tônica digestiva e antianêmica (128). • Colheita: a partir de outubro. medindo 3 a 4mm de diâmetro. 1 xícara das de chá de raiz picada e 1 colher das de sopa de casca de laranja amarga em 1 litro de vinho branco licoroso. resinas. PARTES UTILIZADAS Raiz. SOLO Tolera quase todos os tipos de solo. febres intermitentes. embora prefira os arenoso. FITOQUÍMICA Jurubidina (aminoalcalóide esteroidal concentrado no fruto verde). atonias gástricas (294) e catarro da bexiga (215). As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As raízes e frutos são desobstruentes do fígado e do baço (93). A semente é comprimida. FORMAS DE USO • Vinho: ⇒ Descongestionante do fígado: macerar por 10 dias 30 frutos verdes e 2 fragmentos de canela em 1 litro de vinho licoroso. soltos e úmidos. ⇒ Anemia: macerar por 10 dias numa panela de ferro hermética. folhas e frutos. coincidindo. Filtrar e tomar 1 cálice antes das refeições. INDICAÇÕES Os frutos são usados para o tratamento de distúrbios hepáticos. • Florescimento: inicia na primavera e estende-se até o outono. com tegumento crustáceo. A raiz apresenta sabor amargo. convalescença.de diâmetro. AGROLOGIA • Espaçamento:1. doenças infecciosas. mucilagens e ácidos orgânicos (128). de preferência com a florada.5 x 1. • Plantio: março a abril. glabro. estomacais e do baço (128). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. Tomar 1 ou 2 cálices ao dia. CLIMA É heliófita e seletiva higrófita (402). A planta é reputada ainda como diurética.

com 1 a 2m de altura.5 a 3cm de largura. Aplicar topicamente. lustrosos. SINONÍMIA Biuri. amplexicaule. medindo 5mm de comprimento por 4mm de diâmetro. As flores masculinas são numerosas. Os frutos. branco-acizentados-azulados. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. A inflorescência é uma panícula de espiguetas axilares eretas. oco e com raízes adventícias na base. com pericarpo grosso e duro. As folhas são alternas. Coar. lágrimas-de-job. As flores femininas são unifloras. bifloras. contas-denossa-senhora. LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA NOME CIENTÍFICO Coix lacryma-jobi L. ramoso. em forma de fita. dispostas na base da espiga. juntar 1 copo de mel e misturar bem. solitárias. O amido da cariopse é levemente doce. por tempo prolongado. ⇒ Também pode ser usado em gargarejos (128). em 1 xícara das de chá de água. O caule é ereto. glabro. tem resultado em intoxicação de bovinos (209). HABITAT Espécie alóctone que é cultivada em todas as partes do mundo. do tipo cariopse. bem picados. perolados. perene. FITOLOGIA Planta herbácea. TOXICOLOGIA A ingestão das folhas. auriculadas. rosário-de-nossa-senhora. envolvidas por um duro invólucro. capim-de-rosário. lanceoladas-acuminadas. capiá. monóica.⇒ Tônico digestivo: ferver 2 pedaços pequenos de raiz. com 20 a 35cm de comprimento por 1. capim-de-contas. ⇒ Cicatrizante: ferver 1 colher das de sopa de folhas bem picadas em 1 copo de água até reduzir à metade. Coar e misturar o suco de ½ limão. ovóide-cônico As flores são monóicas. AGROLOGIA . localizadas na extremidade apical da espiga. Tomar 2 a 3 vezes ao dia. são ovais. capim-de-missanga. biurá. parcialmente ocultas pela bainha das folhas. com as margens onduladas e escabrosas.

litíases urinárias. beribéri. muito diuréticos e nutritivos. braceletes. 444). emolientes. inchaço e males dos rins. • As sementes fornecem fécula opcional para a indústria da cervejaria. INDICAÇÕES Os frutos fortalecem o baço e são utilizados no tratamento de enterite crônica. • Os frutos são utilizados em artesanato para a confecção de pulseiras. • As folhas podem ser utilizadas como forrageira. anti-hidrópicos. antidiarréicos (445). sendo própria para a alimentação de convalescentes e para a panificação.7%. em sulcos. . nitrogênio 0.000kg/ha (93). A frutificação é bastante desuniforme. 444). sais minerais 7.1% glúten. leucina. As folhas e colmos. • Produção de sementes: 2.500 a 3. disúria e acrodinia (1. lipídeos.15m. colares. • Colheita: abril a maio. semeadas diretamente a campo.7%. reumatismo. tônicos. 4%. O fruto maturo é facilmente abcisionado pela planta. aminoácidos. com uma produção de 59. rosários. arginina. amido 8.000 sementes. FORMAS DE USO • 10 a 30g/xícara na forma de pó ou decocção do fruto tostado (444).000 a 12. e internamente antiasmáticos e diuréticos (444). embora a ocorrência esparsa de frutos maturos se verifique na maior parte do período quente do ano. lisina. pneumonia lombar.3%. óleo pingue verde-claro 0. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. tirosina. • Propagação: sementes. coixol.1%.0 x 0. PARTES UTILIZADAS Grãos maturos. açúcares 0. analépticos.• Espaçamento: 1. abcesso pulmonar (93). cortinas. coixenolide. Um quilograma de sementes contém cerca de 4. apendicite.65% (93).1%.8%. lombalgia (257). sitosterol e dimetil-glicosídeo (1. etc. água 14%.4%. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada no sul da China para a fabricação de esteiras e artesanatos trançados. edemas. pelo alto conteúdo de proteína e lipídeos (93). proteínas. ácido resinoso 0.000kg/ha (93). FITOQUÍMICA Celulose 62%. persistente em crianças (445). albumina 2. afecções catarrais (271). usados externamente são anti-reumáticas e excitantes. substâncias gomosas e dextrona 1. • Produz uma farinha de alto valor nutritivo. resina amarela e mole 0. • Plantio: setembro a outubro. 2. depurativos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são antileucorréicos. molduras.

• Propagação: rebentos de raízes. com uma média anual em torno de 20 a 22oC. CLIMA Prefere temperaturas mais amenas. de rizoma rasteiro e vigoroso. • Mulching: o uso de palhas. em torno da planta. evita o adensamento do solo. As mudas são transplantadas quando apresentam um porte de 15cm de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Escrofulariaceae.2m. glabras e alternas. É heliófita. Após este período.LINÁRIA NOME CIENTÍFICO Linaria vulgaris Spr. • Florescimento: quando o plantio é feito em setembro. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca. à semelhança da espécie “boca-deleão” e amarelas. As flores são labiadas. evitando ainda a germinação de plantas daninhas. casca de arroz. mantém a umidade e uniforme a temperatura do solo. SOLO Prefere solos férteis. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o tranplante até o final do ciclo. . É comumente encontrada como planta ruderal nos países de origem e colonizados. perene. Alcança cerca de 30 a 35cm de altura e emite vários rebentos a partir das raízes.30 x 0. HABITAT Planta alóctone originária das regiões setentrionais. plástico preto ou outra cobertura inerte sobre o solo. É nitrófila. As raízes crescem horizontalmente e são de coloração creme. permite um crescimento vigoroso do rizoma. em duas tonalidades. Não se verifica a formação de frutos no Estado de Santa Catarina. • Plantio: outono. grisáceas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É cultivada em jardins. As folhas são lineares. lisas. o florescimento ocorre de outubro a dezembro. ricos em matéria orgânica e bem drenados. FITOLOGIA Planta herbácea. com tamanho entre 5 a 10cm. retirar as mudas do túnel para não estiolarem. primavera e verão. Os rebentos devem ser aclimatados em túnel de sombrite 70% até o pleno pegamento das mudas. A formação abundante de estolões deve ser contida para evitar a densificação de indivíduos.

verde-claro. costa-branca. acaule com 20 a 25cm de altura. É indicada para a diarréia. SINONÍMIA Buglossa. formado por 3 séries de filárias linear-lanceoladas. CLIMA . paraquedinha. erva-de-sangue. de 15 a 35cm de altura. sinuada. FITOLOGIA Planta herbácea em forma de roseta. com um lóbulo terminal tão grande que forma a maior parte da folha. paraqueda. os quais devem ser eliminados ou utilizados na produção de novas mudas. ásperas. ocorre um grande rebrote de plântulas dos rizomas. As folhas são sésseis. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas em tinturaria. entre 0 e 800m de altitude (179). chamama. • A planta apresenta atividade mata-mosca (89). com a base pinatífida e atenuada. pubescentes. finamente tomentoso.] Polak. gramados. língua-devaca-miúda.• Raleio: durante o desenvolvimento da planta matriz. terminando em um capítulo discóide. As flores são compostas por um invólucro cilíndrico-campanulado. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. rosulado-basilares. LÍNGUA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Chaptalia nutans [L. esverdeadas e com margem avermelhadas. de cor branca. medindo cerca de 3mm de comprimento. oblanceolado-espatuladas. cistite e icterícia (89). matas. medindo cerca 7 a 15cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. ligeiramente pêndulo quando jovem. áfilo. sanguineira. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. cilíndrico. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em bosques. verde-escuras. labaça. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral e béquica (93). fumo-do-mato. a beira de estradas e áreas ruderais. Os aquênios são fusiformes. tapira. PARTES UTILIZADAS Planta inteira em floração. Escapo floral comprido.

Adapta-se tanto à luz direta como a meia-sombra. tumores linfáticos e obstipação intestinal (68). A decocção das folhas é utilizada como vulnerária (12). As raízes são usadas pelos indígenas da Costa Rica para combater as lombrigas intestinais. que são semeadas em canteiros. • Plantio: abril a agosto. PARTES UTILIZADAS Folhas e inflorescências. na dose de 100mg/kg. golpes e torceduras. ao longo de sulcos transversais ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. emenagoga. béquica. • Florescimento: agosto a janeiro. SOLO Prefere solos francos. Indicada para dores musculares.25m. FITOQUÍMICA Ácido parasórbico. não demonstrou atividade antimalárica contra Plasmodium berghei (50). • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. 141). nas folhas (121. anti-herpética. desobstruente (68). por dia. • Propagação: sementes. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (febres e obstipação intestinal). Tanto as raízes quanto as folhas são úteis contra a úlcera (179). • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. durante 4 dias. . 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona. úmidos e soltos. antiblenorrágica. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.É de clima tropical a subtropical. • Decocção: ferver por 10 minutos 1 a 2 colheres das de chá de folhas ou raízes para 1 xícara de água. afecções das vias urinárias. e prunasina. insônia (32). FORMAS DE USO • Cataplasma: as folhas são colocadas sobre a testa (cefalalgia e insônia). dermatoses e cefalalgia (257). INDICAÇÕES Tem sido usada para o tratamento de catarro pulmonar. erupções cutâneas de origem sifilítica. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico a 95% administrado em ratos via intragástrica. nas partes aéreas. O transplante é feito quando as mudas tiverem 4 a 6 folhas definitivas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. antigripal e sedativa (242). tônica.25 x 0.

plana. biflora. elíptico. gengibre-branco. ou em áreas úmidas da Mata Atlântica e nas planícies litorâneas. especialmente em áreas de baixadas. CLIMA A plante prefere regiões de clima tropical a subtropical. A planta é esciófita. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos encharcados e com bom teor de matéria orgânica. catarros pulmonares. cardamomo-do-mato. lírio-branco. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. porém naturalizada nas Américas. obtusa. com 25 a 40cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. piri. LÍRIO-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Hedychium coronarianum Koenig. com lígula acuminada. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia. Pode ser usado internamente ou em banhos herpética (68). jasmim-do-brejo. flor-de-lis. Corolas brancas. ciliolada. SINONÍMIA Bastão-de-são-josé. membranácea. com o caule ereto e avermelhado na base.0m de altura. de base angustada.0 a 1. vigorosa. . lírio-do-vale. napoleão. escalda-mão. inundadas. verde inicialmente. palustre. emarginada. caso contrário a planta torna-se raquítica e com folhas amareladas.5cm de largura. jasmim-borboleta. lágrima-de-napoleão. Espiga densa. • Xarope: utilizam-se as sementes torradas como base de xarope para tosse (215). enfolhado. lágrima-demoça.5 a 2. atenuadoacuminadas no ápice. medindo 2 a 3cm de comprimento por 1.• Infusão: 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara de água quente dermatoses. tosses. com dorso e bainha pubescente. que habita as matas litorâneas do sul do Brasil. lágrima-de-vênus. entouceirada com 1. perene. Fruto tipo baga deiscente. trifacetado. glabro. liso. lanceoladas. HABITAT Espécie alóctone. contendo muitas sementes envoltas em mucilagem vermelha. FITOLOGIA Planta herbácea rizomatosa. A sementes são ovaladas e avermelhadas. glabra na página ventral. olímpia. passando a alaranjado. com bráctea oblonga. com tubo longo e lobos lineares. narciso. com alta umidade relativa do ar. borboleta-amarela. afecções das vias urinárias. borboleta. originária do Himalaia e Nepal. jasmim. Folhas sésseis.

losma. aluína. sintro. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. alvina. acinto. artemísia. grande-absinto. losna. rebentos e pedaços do rizoma. erva-santa. gotas-amargas. tônico e anti-reumático (242) e as flores cardiotônicas. Os rizomas fornecem fécula comestível e industrial (93). absinto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é béquico (93). • Propagação: sementes. losnamaior. HABITAT . acintro. enquanto que os rizomas e rebentos podem ser plantados diretamente a campo. ATIVIDADE BIOLÓGICA O rizoma apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). • Espaçamento : 1.4m. losna-branca. excitante. amargosa. • Plantio: primavera. SINONÍMIA Absíntio. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Fornece fibras têxteis e celulose para o fabrico de papel. • Colheita: inicia após o segundo ano de cultivo. LOSNA NOME CIENTÍFICO Artemisia absinthium L. citronela-maior. acinto. flor-dediana.AGROLOGIA • Ambiente: O cultivo deve ser feito em várzeas úmidas. grande-absíntio. A flor é muito ornamental e perfumada. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor. erva-dos-vermes. absíntio-comum. alagados ou com irrigação abundante.0 x 0. erva-dos-cem-gostos. • O cultivo tem que ser feito em solos úmidos naturalmente ou com irrigação abundante. PARTES UTILIZADAS Rizoma e flores. As flores constituem-se matéria-prima para a fabricação de perfumes.

A melhor época de plantio.4 a 1. bem drenados.50m. enquanto que aquelas oriundas de sementes são tranplantadas aos 3 meses após a emergência. pendentes e de aroma forte e agradável. divisão de touceiras ou de estacas da planta matriz. suspender irrigações e evitar-se solos pesados. do aroma. A planta possui um forte odor peculiar e um sabor amargo. ereto. cinza-esverdeadas ventralmente e branco-prateadas dorsalmente. tubulosas. As folhas próximas das inflorescências são subsésseis e lanceoladas. embora vegete em subtropicais. Além de exalar um forte odor. CLIMA Prefere o clima temperado. Tolera o sombreamento mas não resiste à geada.5). conseqüentemente. de cor verde-prateada e sulcos longitudinais. O plantio deve ser feito o mais breve possível para evitar-se a desidratação das mudas. desde o nível do mar até 2. A planta cresce 0. moles. pois as sementes são muito pequenas. tripinatisectas (as radiais) e bipinatisectas (as caulinares). As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substratos organo-minerais. O uso abusivo de fertilizantes afeta a formação do óleo essencial e. areno-argilosos. As folhas são recortadas. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz.0m e tende a formar moitas. profundos e com pH alcalino (acima de 6. • Plantio: mudas oriunda de estacas ou rebentos são transplantadas com 2 meses de aclimatação. mas bem aclimatada no Brasil. Apresenta uma boa resistência às doenças foliares. sobretudo no verão. enquanto que por propagação vegetativa é na primavera. • Propagação: feita através de sementes. Em cada capítulo podem ocorrer 30 a 40 flores. Neste particular. É heliófita. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Doenças: a planta é suceptível à doenças vasculares fúngicas. originária da Ásia Central. A germinação ocorre entre 20 a 30 dias. Regiões muito pluviosas são desaconselháveis ao cultivo comercial. plana na parte superior. bem curtido e solarizado. • Adubação: deve-se evitar o uso excessivo de matéria orgânica. dispostas em capítulos de forma hemisférica. de caule ramificado. o sabor é extremamente amargo.8 x 0. As flores são amarelas. pilosas (pêlos em forma de “T”).Espécie alóctone. peneirados. quando se utiliza a propagação por sementes é ao final do verão. Utilizar 1 a 2kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal.000m de altitude (182). SOLO Prefere solos naturalmente férteis. para assegurar um melhor pegamento. Vegeta espontaneamente em solos secos e pedregosos. tônico e aromático. Cresce bem em solos pedregosos. pendunculadas. • Aclimatação: as mudas oriundas de estacas ou mesmo de rebentos. . devem ser enraizadas em túneis com sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização. áspero. • Poda: ralear as touceiras sempre que houver alta densidade de perfilhos. Europa mediterrânica e norte da África.

não ocorre o florescimento no Sul do Brasil. atonia digestiva (435).• Pragas: A espécie é muito resistente às pragas. fenóis. óleo essencial contendo absintina (amargo). espessura máxima de ramos e caule . • Florescimento: é condicionado pelas temperaturas invernais. estimulante. catequinas (388). tônica. mau hálito. ácidos tuiônico. coar e armazenar em vidro .0. • Massagem: friccionar as folhas sobre as partes afetadas (anti-reumático). colagoga. isotujona.7mm. cinzas . antigripal.1:1 (96). pois ocorre um declínio natural da planta a partir do quinto ano (182).12%. convalescença.000. ventosidades.20%. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emenagoga. cardineno. febrífuga. • Renovação da cultura: embora a planta possa viver até 20 anos. FITOQUÍMICA Tanino flobafênicos. proporção mínima de folhas e flores em relação a caule e ramos . envenenamento. Quando ocorrem invernos quentes. antidiabética (257). ⇒ 30 a 50g por litro de água ou vinho (435). antiemética. • Padrões comerciais: conteúdo mínimo de essência . anti-histérica (32). eupéptica. escrófulas. meteorismo e inapetência (68). tujona (anti-helmíntico e convulsionante). índice de amargor 1:10. alcalóides. antidisentérica (435) e antisséptica (182). anti-hidrópica. sucínico e palmítico. antidiarréica. Tomar 1 colher das de sopa em intervalo de 1 hora (32). felandreno. a partir do segundo ano de cultivo. lactonas sesquiterpênicas (128) e nitratos (182). A planta tem ação insetífuga sobre algumas pragas. pireno. málico. Deixar em maceração por 7 dias.até 8%. • Colheita: ocorre no verão. hepática (68). teneno. amarga. cólicas. tuberculose (388). eupéptica. umidade máxima . no acme do florescimento. tísica (32). INDICAÇÕES Auxilia no tratamento da nevralgias. antipirética. distúrbios digestivos e hepáticos (257). camazuleno (257). • Tintura: misturar 2 xícaras das de café de álcool de cereais com 1 xícara de água e 1 punhado da erva picada. isovaleriânico. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas (preferencialmente) e folhas. artabsina (amargo). O máximo teor de princípios ativos na planta coincide com o período de florescimento (96). resinas. • Infusão: ⇒ 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de água. álcool tuílico (163). flores brancas. a cultura deve ser eliminada e reimplantada a cada 3 a 5 anos. FORMAS DE USO • Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre. aperiente. vermífuga. anabsintina (93). estomáquica (388).

loureirode-molho. . loureiro-de-presunto. nas irritações gástricas e nas propensões à congestão cerebral (93). Torna amargo o leite das mulheres que amamentam. sobretudo a tujona. é tóxico (257). vinhos). Filtrar. loureiro-vulgar. A planta passa por insetífuga. A infusão elimina parte da toxidez (68). por ser tóxico. Abafar.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. adicionar 1 xícara de mel e homogeneizar. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. Adultos .1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257).escuro. loureiro-dos-poetas. Contra-indicada para gestantes e indivíduos de temperamento bilioso ou sangüíneo. Aromatizante em bebidas amargas (vermute. loureiro-comum. loureiro-de-apolo. • Vinho: macerar por 5 dias 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de vinho tinto e 2 cálices de aguardente. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em 1 xícara das de cafezinho de água fervente. LOURO NOME CIENTÍFICO Laurus nobilis L.degeneração irreversível do sistema nervoso central). Adicionar à ração do animal 1 colher das de chá para gatos ou 2 colheres das de chá para cães de porte médio (128). loureiro-nobre. especialmente piolhos. • Vermífugo para cães e gatos: triturar um punhado de flores e folhas. A planta é utilizada também em cosmética e veterinária. coar. TOXICOLOGIA Doses excessivas podem causar convulsões e pertubações da consciência (absintismo . OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta apresenta odor peculiar e sabor amargo e aromático. louro-de-apolônio. Tomar 1 cálice após as refeições. O óleo essencial. crianças . Tomar 1 colher das de café diluída em água. As folhas dessecadas são utilizadas em alguns países como condimento de carne (182). O uso não deve ser prolongado porque pode destruir os glóbulos vermelhos (215). SINONÍMIA Loureiro. As bebidas alcoólicas à base da planta são consideradas nocivas à saúde. louro-comum. licores. sempre-verde. O suco da planta não deve ser ingerido. Também pode ser aplicada topicamente em articulações inflamadas.

Se houver um período de estiagem prolongado. C. Cresce em ravinas das montanhas mediterrânicas. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. 4 a 6 por umbela na axila das folhas. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. medianamente férteis e ricos em matéria orgânica. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. pecioladas. Não se adapta às regiões tropicais.HABITAT Espécie alóctone. alternas. removendo-se a casca. localizados até a altura de 1m devem ser eliminados ou utilizados para a produção de mudas. lanceoladas.5m. O caule é glabro. onduladas nos bordos. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. coriáceas. FITOLOGIA Planta arbórea. A parte do ramo que ficará sob o solo. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. • Poda: os ramos basais. Flores dióicas ou hermafroditas. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. agudas. Desenvolve-se bem em regiões em que as temperaturas médias anuais estão abaixo de 18oC. bem drenados. pedunculadas. tuberculatus.5cm. dióica. Folhas verdeescuras. de cor negra. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. É encontrado em altitudes de até 1. C. Pseudoaonidium trilobitiformes) e besouros (Cratosomus pterygomalis. brilhantes na parte superior e baça na inferior. pequenas. aromáticas. glabras. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por cochonilhas (Chrysomphalus aonidium. madeira amarelo-pálida. mergulhia e rebentos da raiz. Fruto tipo baga. de 2 a 10m de altura. pode ser usada a semente dos frutos. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm.5 x 2. onde o crescimento é muito lento (182). de casca lisa e preta. Retira-se o substrato sob água corrente. ramos eretos. persistentes. Deve ser feita também uma poda apical quando a planta atingir uma altura que seja inconveniente para a colheita de folhas. retirando-se 1/3. em locais sombrios e margem dos cursos de água. Pode viver de 60 a 70 anos (182). . com sépalas petalóides. Procurar manter a planta com um porte de até 3 a 4m. phaleratus). cujas larvas atuam como broca do caule e ramos (93). Faz-se um corte anelar em volta do ramo. SOLO Profundos. CLIMA É planta típica de regiões temperadas.200m (182). Em regiões favoráveis. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. • Propagação: alporquia. perene. ovóides. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. • Plantio: outubro a novembro. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. branco-amareladas. originária da Ásia Menor. lanceoladas.

• Florescimento: final do verão. dispepsia atônica (283). . • Suco: diluir 3 gotas do suco das folhas em uma xícara de água (amenorréia). gases. antireumática. • Óleo medicinal:1 punhado de folhas secas em 1 xícara das de café de óleo de amêndoas ou azeite. Ferver por 10 minutos. • As folhas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser utilizadas como condimento em culinária. quando queimadas. Tomar 1 xícara das de chá em jejum e ½ hora antes das refeições (eupéptica). calmante (294).• Doenças: a mais comum é a fumagina . Abafar por 10 minutos. • Geléia: amassam-se os frutos e misturam-se com mel. borrachudos e pernilongos (258). óleo essencial (93). adicionar gotas de limão. taninos e princípios amargos e aromáticos (294). anti-hemorroidária. coar. oleína. FITOQUÍMICA Laurostearina. sedativa. anti-reumática (271). nevralgia. prisão-de-ventre. principalmente em marinadas e molhos. amornar. FORMAS DE USO • Infuso: 1 folha de louro picada em 1 xícara das de chá de água fervente. coar e fazer a ablução dos pés (para combater os maus odores).fungo que forma uma camada pulverulenta negra sobre as folhas e sua ocorrência é facilitada pela presença de pulgões. antidispéptica (283). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. Guardar em refrigeração. Deixar em banho-maria por 2 horas. bronquite (257). perfumando e desinfetando o ambiente. coar. carminativa. Aplica-se topicamente sobre úlceras (32). • Decocção: 2 punhados de folha de louro picada em ½ de água. picada de insetos (380). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de eczemas. anúria. úlceras (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antimicrobiana em conjuntivites (363). astenia e fadiga. dispepsia. estimulante estomacal. antisséptica (182). amenorréia. atuam à guisa de incenso. • Óleo essencial: fazer fricções localizadas em áreas nevrálgicas e reumáticas. PARTES UTILIZADAS Folhas sem pecíolo (verão) e frutos (outubro a novembro). insônia (294). sudorífica (93). cânfora. • Frutificação: não se constatou a formação de frutos em Santa Catarina. Usado para o tratamento de articulações inflamadas e para afugentar moscas.

Regiões muito pluviosas são prejudiciais à planta. SOLO A planta prefere solos bem drenados. prefere temperaturas amenas no verão. também utilizada para lenir dores nas articulações (294). • Plantio: outubro. Utilizar substrato à base de vermiculita. As folhas apresentam aroma muito intenso. ou casca de arroz tostadas ou areia lavada. gerânio-crespo. SINONÍMIA Gerânio-cheiroso. jardineira. Não tolera solos ácidos. crenadas. que lembra rosas. MALVA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Pelargonium graveolens Art. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. . As flores são pequenas.• Os frutos. pubescentes e aromáticas. com lobos pinatífidos. • Propagação: estacas de ramos. Verões muito quentes e chuvosos apressam a senescência total da planta. multi-anual. ricos em óleo essencial. • Adubação: 0. As folhas são alternas. estipuladas. peltadas. Aplicar 40 dias após o plantio. são matéria prima para o preparo de uma manteiga parasiticida. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. que é de clima subtropical. dispostas em umbela.5m. 5g de nitrato de cálcio por planta. cordiformes. HABITAT Espécie alóctone originária do Sul da África. As estacas tem que ser aclimatadas sob proteção de sombrite de 70% de sombra e irrigação intermitente por nebulização. silicosos a francos. pecioladas. brancas com listas róseas. cujas folhas devem ser desbastadas a 1/3. úmidos e muito menos os encharcados.5kg de húmus de minhoca por planta. pediceladas. CLIMA A planta. palmatilobadas. aerados. malva-rosa. cujas raízes são altamente exigentes em oxigênio.7x 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Geraniaceae.

FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. • Florescimento: novembro. malva-de-botica. num raio de 50cm em torno de cada planta. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. • É repelente de insetos. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com o inço. malva-de-cheiro.• Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. malvisco. emoliente e usada em infecções da garganta e brônquios (257). Europa e Ásia. • Colheita: inicia a partir do 6 a 7 meses após o plantio. malvaísco. utilizando-os para a produção de novas mudas. SINONÍMIA Malva. que deve ser combatido em todos os estádios de crescimento da malva. HABITAT Espécie alóctone originária da África. . MALVA-COMUM NOME CIENTÍFICO Malva parviflora L. Evita-se também que os ramos e folhas próximos ao solo sejam contaminados por resíduos de solo. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. calmante. É Adstringente e aromática. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na indústria de perfumaria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. • Desbaste: deve-se retirar o excesso de ramos da planta mãe. PARTES UTILIZADAS Folhas. FORMAS DE USO Infusão e xarope. Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil.

Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. com flores solitárias ou agrupadas.FITOLOGIA Planta herbácea anual. superficialmente lobadas. As mudas são transplantadas quando apresentam 4 a 6 folhas definitivas. oftálmica. • Pragas: vaquinhas (Diabrotica spp. béquica. com pétalas mais comprida que as sépalas. orbiculares. com o dobro do comprimento do limbo. nematódeos e viroses. fibroso e bastante ramificado. ácido malválico e estercúlico (209). que são vetores de viroses. com 5 a 6cm de diâmetro. castanho-avermelhado. creneladas e medindo até 9cm de diâmetro. Fruto do tipo esquizocarpo. de coloração cinza-amarelada ou ocre. • Plantio: outono. O caule é cilíndrico. simples. A semeadura da infrutescência dá origem à germinação de tufos de plântulas. • Doenças: o fungo da ferrugem (Puccinia malvacearum). pouco abundantes. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. reticulados. Cresce cerca de 40cm de altura.7m. sem excessos. ricos em matéria orgânica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. SOLO Prefere os areno-silicosos. Apresenta uma certa tolerância às estiagens. aerados e bem drenados. lateralmente comprimida. Folhas alternas.0 x 0. odontálgica (215) e peitoral (444). FITOQUÍMICA Ácidos graxos insaturados. prateado e glabro. . • Florescimento: primavera e verão. CLIMA A planta prefere temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. subereta. O cultivo de primavera tem que ser o mais precoce possível.) e pulgões. formado por 10 mericarpos reniformes. discóide. Inflorescência axilar. • Propagação: infrutescência. Pode ser propagada também por estacas. que favorecem à ocorrência de doenças. dotada de pêlos macios. com tegumento ceroso. antiinflamatória (209). Semente reniforme. Pecíolo canaliculado. verde-claras. dificultando o raleio. alvas ou lilacinas. flores e raízes. foscos. calmante. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. pequenas. frutos e sementes. glabros. A geada é altamente prejudicial. bianual ou perene (conforme as condições ambientais). Flores pentâmeras. para que a planta escape dos períodos chuvosos e/ou quentes do início do verão. estrelados e bifurcados. PARTES UTILIZADAS Folhas secas. pilosas. sem acidez. profundos.

malválico e estercúlico (209). em gargarejos para afecções das mucosas da boca e laringe e para as halitoses. • Aves que ingerem as sementes e folhas põe ovos com a clara em tom rosado. Inalações são indicadas para dor de ouvido e das pálpebras (215). TOXICOLOGIA • A planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos. causada por ácidos graxos insaturados.INDICAÇÕES A infusão é utilizada no tratamento de úlceras. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. MALVA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Malva silvestris L. • As folhas e ramos prestam-se como forragem. SINONÍMIA . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à Malva-comum e Malva-de-botica. em decocção (444). FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • Na Grécia é consumida como hortaliça. devido a liberação de ferro da gema. MALVA-CRESPA NOME CIENTÍFICO Malva crispa L.

Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.5 (182). CLIMA Não tolera temperaturas muito elevadas. crescem nas axilas das folhas.0 e 6. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. malva-vulgar. e a ferrugem (Puccinia malvacearum).40m. na Argélia. medianamente soltos. profundos. malva-pequena. palmatinérveas. malva-selvagem. com algumas nervuras mais escuras. Cálice pentâmero. 8 a 10cm de comprimento por 10 a 13cm de largura. longo-pecioladas. Medra subespontaneamente no Sul do Brasil. ocasionalmente anual ou perene. lanceoladas. permeáveis. grandes e membranosas. malva-rosa. rosa-violáceo a azul. inodoras e mucilaginosas. mantidas sempre úmidas. Apresenta caule pubescente. fazendo que a planta se torne nanica e com crescimento lento. Ásia Ocidental e Central e oeste da Índia. pubescente na base. • Propagação: sementes. amarelos quando maturos e com uma semente por fruto (422). secos e indeiscentes. malva-de-casa. a planta comporta-se como anual e seu porte tende a reduzir sensivelmente. • Florescimento: final da primavera até início do verão. ricos em matéria orgânica. • Pragas e doenças: a planta é extremamente sensível a Diabrotica spp. O pH do solo deve ser mantido entre 6. especialmente no cultivo de final de primavera-verão. em campos abandonados. divisão de touceiras e por estaquia. lixeiras e solos ricos em nitrogênio. As flores são fasciculadas e em número de 3 a 7. rosa-chinesa. a fim de se evitar o ataque de pragas. malva-verde. em entulhos. bordos recortados. A raiz é dura e fibrosa. para manter-se integridade das pétalas. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. com as flores ainda em botão. mas macios ao tato. malva-branca. com 50 a 80cm de altura. malva-silvestre. É heliófita. composto ou húmus de minhoca. cordiforme-orbiculatas. na primavera. • Colheita: inicia-se 6 meses após o plantio. • Plantio: outono.Hera-de-são-simão. malva. AGROLOGIA • Espaçamento: 70 x 0. com 5 a 7 lóbulos. . com 5 pétalas soltas. com estípulas denteadas. simples e tuberculoso na base. FITOLOGIA Planta herbácea bienal. HABITAT Espécie alóctone que cresce espontaneamente em toda a Europa Central e Setentrional. férteis. Em regiões de frio rigoroso ou verão muito quente.500m de altitude (96). As mudas devem ser produzidas preferencialmente em abrigos telados. Ocorre até 1. ereto ou prostrado-ascendente. SOLO Prefere solos bem drenados. malva-grande. malva-defolha-redonda. As flores são colhidas antes da antese. Folhas com pêlos ásperos. rosa. mal-das-boticas. É planta tipicamente ruderal. Os carpelos das flores transformam-se em 10 a 12 frutos tipo aquênios esquizocarpo. Desenvolve-se melhor em temperaturas amenas de clima temperado a subtropical. malva-maior. ao longo de estradas. rosa-marinha. com calículo tem três brácteas.

tosse. afecções catarrais (271). As flores são béquicas (93). põe ovos com a clara rosada. As flores devem ter 15 a 20% de mucilagem (96). das vias respiratórias. faringite. MALVAÍSCO NOME CIENTÍFICO . antisséptica. devido a retranslocação de ferro da gema. Folhas com mais de uma mancha provocada por Puccinia malvacearum são rejeitadas.• Padrões comerciais: cinzas . coar. laxativa. oxalato de cálcio (27). hemorróida. antocianinas. refrescante e adstringente. inflamações das vias digestivas e urinárias. bactericida. São administradas várias xícaras por hora para a expectoração do catarro e desinflamação das vias respiratórias (283). asma. raízes e flores. obstipação dos olhos e picada de insetos (1). nervosismo. abcesso. • Compressas: aplica-se a infusão sobre furúnculos e abcessos. bronquite. Tomar durante 30 dias (emagrecimento) (145). INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de irritação da garganta. antiinflamatória das vias respiratórias. adoçar com mel e tomar 3 xícaras das de café por dia (tosse). Usar 3 a 6 vezes ao dia. afta. emoliente. óleo essencial volátil.até 16%. gengivite. • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água quente. PARTES UTILIZADAS Folhas. obesidade (145). calmante (283). FITOQUÍMICA Mucilagens e taninos (436). colite. hipoglicemiante (145). Ferver por 10 minutos. • Decôcto: 2 colheres das de chá de flores em 1 xícara de água. OUTRAS PROPRIEDADES • As aves. expectorante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. estomatite. • Gargarejos e bochechos: fazer infusão com 10g de folhas secas em um copo de água. • A mucilagem é adocicada. FORMAS DE USO • Tisana: 60g de raízes cozida em 1 litro de água. acne rosácea. quando consomem as folhas e as sementes. devido à ação dos ácidos malválico e estercúlico. matérias pécticas e resinosas. furúnculo.

jaracatiá. SINONÍMIA Malva-de-colibri. mamão-macho. • Espaçamento: 2. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringentes (flores) e antiflogísticas (raiz) (93). FITOLOGIA Planta arbustiva ou arboreta ramosa com 2 a 4m de altura. junto a cerca. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. • Propagação: estacas de ramos e mergulhia. amarelas. flores escarlates. SINONÍMIA Barrigudo. mamãozinho. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. mamoeirinho. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. Fruto tipo baga subglobosa. com caule liso e ereto. MAMÃOZINHO-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Carica quercifolia Solm. FAMÍLIA BOTÂNICA Caricaceae. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio PARTES UTILIZADAS Raízes e flores. Folhas cordadas. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser implantado na periferia da propriedade. à beira de caminhos ou em áreas acidentadas. às vezes trilobadas. .5m.Malvaviscus arboreus Cav. A parte do ramo que ficará sob o solo. umbuzeiro.0 x 1. 5 carpelos. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. • Plantio: setembro. Invólucros de 7 a 9 divisões lineares. mantidas sempre úmidas.

FITOLOGIA Árvore pequena. peninervados. com sabor pouco adocicado. anti-helmíntica e digestiva. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. com um sulco dorsal sobre o pecíolo. var.2 x 1. • Plantio: outono. verde-escuras na face ventral e verde-pálido na ventral. medindo 15 a 20cm de comprimento por 10cm de diâmetro. basilicão. longo-pecioladas. Inflorescência axilar. lisos.0 a 2. em regiões livre de geadas. Fruto verde quando imaturo e alaranjado. FITOLOGIA . com lenho mole e 2. Flores dióicas. ou primavera. Semear em saquinhos plásticos com capacidade de 400ml. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é comestível. erva-real. com oito lobos lanceolados. quando maturo. subdigitada. contendo substrato organo-mineral. sobretudo da Índia. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. Folhas glabras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • A estipe é matéria prima para a obtenção de doce semelhante ao coco. americanum.2m. • Propagação: sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hidrópica. incorporada na cova de plantio. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. glabras. MANJERICÃO NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. pauciflora. medindo 30 a 40cm de comprimento por 20 a 25cm de largura. de origem asiática. alfavaca-doce.5m de altura. lobada. SINONÍMIA Alfavaca. É cultivada no Brasil em hortas e jardins. alfavacão. com as nervuras dorsais proeminentes. verde-amareladas. HABITAT Espécie alóctone. manjericão-doce. purgativa (215).

de crescimento ereto. pilosos quando novos. metil-chavicol. febrífuga. pretas e oblongas. • Adubação: é feita no plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. FITOQUÍMICA Timol. citronelol. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. béquica. linalol. SOLO Adapta-se melhor aos solos férteis.6 a 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. estragol. muito ramificada. antidiarréica. pineno. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores.0 x 0. ácido linoléico e cimoleno (163). O segundo corte pode ser feito dois meses após o primeiro. utilizando-se 2kg/m2 de cama de aviário. (163).Planta herbácea perene. CLIMA Prefere clima subtropical até o temperado quente. taninos (93). antisséptica (128). verde-claras. tônica (68). e as flores são brancas e labiadas. úmido. hemostática (215). carminativa. elíptico-lanceoladas. • Colheita: inicia três meses após o plantio. cortando a planta até 2/3 de sua altura. não tolerando baixas temperaturas. INDICAÇÕES . peitoral. diurética. excitante. sendo que as sumidades floridas frescas. Fruto tipo aquênio. 0. eugenol.3% de óleo essencial. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. ricos em matéria orgânica e permeáveis.45% (96). • Secagem: as folhas devem ser secas em estufas a 40 a 45oC. Caule e ramos quadrangulares. cineol. cinoleno.5m. Em semeadura direta são gastos cerca de 5kg de sementes para o plantio de 1 hectare. sudorífica e anti-reumática (9).0m de altura. com sementes pequenas. geraniol. • Quebra-ventos: os ramos da planta rompem-se facilmente do caule. digestiva. emenangoga. necessitando de proteção contra ventos fortes ou mesmo os predominantes. cânfora. Adubar em demasia aumenta o vigor da planta em detrimento do aroma das folhas. • Rendimento: as folhas produzem 24 a 30kg de óleo/ha. As folhas são simples. que cresce cerca de 0. antiespasmódica. A inflorescência é do tipo cimeira espiciforme. Não suporta geadas. opostas. As folhas frescas possuem cerca de 0. muito ramificados. • Propagação: estacas de ramos jovens e sementes.

de 20 a 30cm de altura. opostas. condimentar e insetífuga. Sementes escuras. gengivite e afta (68). para afecções bucofaringeanas (68). frangos. bem drenados. formando touceiras. verde-acizentadas na parte ventral e aveludada na dorsal. CLIMA Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes. estomatite. faringite. FITOLOGIA Planta herbácea. Caule lenhoso na base. • É componente do Licor “Chartreuse” e confere sabor especial ao creme de abacate com açúcar (163). do Oriente Médio até a Índia. multi-anual (em regiões quentes). no Brasil. radicante quando encosta no solo. SOLO Prefere solos leves. • Decocção: fazer gargarejo e boxexo. cólicas intestinais. pequenas e ovais. É anual em regiões de clima temperado.Indicada ainda para a atonia gastrointestinal. omeletes e saladas. OUTRAS PROPRIEDADES • É uma planta melífera. 3 a 4 vezes ao dia. afecções urinárias e respiratórias.0cm de comprimento. É cultivada em hortas. dispostas em espigas axilares. quadrangular. livres de alumínio tóxico. HABITAT É originária do nordeste da África. vômitos. Flores rosadas. semi-prostrada. Folhas pequenas. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras três vezes ao dia (uso interno). peixes. AGROLOGIA . dismenorréias. pecioladas. as folhas tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. amigdalite. Em regiões muitos quentes.5 a 2. MANJERONA NOME CIENTÍFICO Origanum majorana L. • As sementes controlam as larvas de Culex e Aedes aegypti. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Utilizada em molhos. medindo 1. ricos em matéria orgânica. pouco piloso. carnes. Não tolera temperaturas abaixo de 10oC (96).

sistema nervoso. • Colheita: inicia 60 a 70 dias após o plantio. em média (317). • Decocção: ferver 100g de folhas em 1 ½ litro de água.15 a 0. γ-terpineno (14. α-terpineno (0. • Padrões comerciais: a planta seca pode ter 0.61g. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de manjerona para 1 xícara das de chá de água quente.14%) (277).20% de óleos essenciais e as sumidades floridas cerca de 0. A planta fresca contém 0. sedativa e analgésica (294).86%).200 a 7.40%). O teor de óleo essencial varia de 0. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. atua como digestiva.17 a 7.35% (96).58 a 21. tônica.51%). digestiva (128). Neste caso. Abafar por 10 minutos. • Raleio: quando houver uma densidade de folhas muito elevada. na base seca (277). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. astenia (294). insônia. OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como condimento de peixe. setembro. linalol (3.000kg/ha.0% de óleo essencial (96). aperiente. • Plantio: março a abril. pizza. Adoçar com mel e tomar ao longo do dia (calmante). divisão de touceiras e sementes. • Rendimento: 1.19 a 8. queimaduras. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de feridas.2 a 0. recheio de frangos. mirceno (1.16 a 10.55. anti-reumática (271). retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio.93%). há tendência da planta definhar e as folhas se tornarem cada vez menores. O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36. • Florescimento: 70 a 80 dias após o plantio. sendo que o teor médio de óleo essencial na planta é de 1. Adicionar o decôcto coado na água da banheira (banho tônico) (294). emenagoga (93). pastéis e molho para macarronadas. FITOQUÍMICA Sabineno (5. sudorífica. dor de cabeça. sílica nos intestinos (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. fraqueza do músculos. O rendimento de folhas e flores desidratadas por planta é de 8. • Propagação: segmentos de caules radicantes.62%) e 4-terpineol (28. Esta infusão.1% (317).10 a 1. tomada após as refeições.3 x 0.7 a 3.2%.83 a 38. resfriado.• Espaçamento: 0. . antiespasmódica. cólicas e incontinência dos instintos sexuais (215).3m.

verde. bem distribuídas. Pedúnculos florais solitários. unifloros. maracujá-amarelo. Flores pendentes. maracujá-doce. CLIMA Prefere clima quente. FAMÍLIA BOTÂNICA Passifloriaceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Pétalas semelhantes às sépalas. maracujá-de-refresco. com temperaturas variando entre 26 a 27oC. maracujá-silvestre. de caule ligeiramente quadrangular. com precipitação de 800 a 1. maracujá-melão. medindo 10 a 15cm de comprimento por 7 a 9cm de largura. glabro e discretamente alado. axilares. ocorrendo espontaneamente até a latitude sul de São Paulo. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. . com 10 a 14cm de diâmetro. quando imaturo. peciolada. maracujá. FITOLOGIA Planta herbácea. Fruto ovóide ou piriforme. no entanto. É.5m. agudas. maracujámamão. SINONÍMIA Flor-da-paixão. maracujá-suspiro. e úmido. Folhas oval-oblongas. amarelo-alaranjado. corniculadas. verde externamente e avermelhadas internamente. cultivado em todo o Brasil. Não resiste à geadas (96). HABITAT Planta autóctone da América tropical. com cerca de 9 a 10cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. trepadeira.5 x 1.• É melífera. porém mais compridas.750mm/ano. oblongoobtusas. quando maturo.5 a 6. maracujá-comprido. Sépalas subcarnosas. maracujá-grande. alvacentas por fora e encarnadas por dentro. passiflora. Apresenta sobre o pecíolo 2 a 4 glândulas sésseis dispostas em pares. MARACUTANGO NOME CIENTÍFICO Passiflora alata Dryand. maracujá-comum. Corona de fauce filamentosa e multisseriada. bem drenados e com pH na faixa de 5. maracujá-açú. glabras.0. brilhante na face ventral e pálida na dorsal. glabro.

desinfetantes e diuréticas. chá-de-lagoa. SINONÍMIA Camomila-nacional.] Lam. • Plantio: setembro. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos são comestíveis e utilizados para o preparo de sucos. • Capina: manter as plantas livres de concorrência com as invasoras. FITOLOGIA . macela-do-sertão. marcelinha.• Propagação: sementes. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. macela. macelinha. • Tutoramento: é feito com o objetivo de facilitar os tratos culturais. • Colheita: inicia 8 a10 meses após o plantio. areias e capoeiras. carrapichinho-de-agulha. marcela. MARCELA-DO-CAMPO NOME CIENTÍFICO Achyrocline satureioides [DC. macela-da-terra. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são calmantes. paina. • Padrão comercial: o resíduo máximo por incineração é de 14% (96). terrenos baldios. macela-amarela. INDICAÇÕES Para a insônia e dores em geral (215). macela-do-campo. PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. 30 dias após o plantio. marcela-do-campo. aumentar a produção e a qualidade de folhas e frutos. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. doces. As sementes e a raiz são vermífugas (215). Aplicar 10g por planta de nitrato de cálcio. reaplicando posteriormente em intervalos de dois meses. à beira de estradas. etc. losua-do-mato. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. HABITAT Espécie alóctone que cresce subespontaneamente em pastos nativos.

4 ou 5. germacreno-D e α-pineno.5cm de largura. δ-cadineno. de corola filiforme. A flor e a parte aérea contém flavonóides: isonafaliina.Planta subarbustiva. as flores marginais. • Adubação: a planta é bastante rústica sendo pouco exigente em fertilidade e umidade de solo. Em condições de estiagem prolongada. tamarixetina.5 e 5%) inibem a germinação de sementes de alface. protocatequilcalerianina. galangina. a propagação vegetativa pode ser feita visando a multiplicação de genótipos superiores e a produção de mudas uniformes e saudáveis.7-dimetileter. quando as plantas estão em pleno florescimento.7. argiloso e mesmo em áreas semi-halófitas próximas ao mar. 5. quercetina 3. femininas. 2. desenvolve-se melhor em solos férteis e com bom teor de umidade. as centrais hermafroditas. • Florescimento: outono. Folhas distantes. A planta é ramificada. tênue-alvo-tomentoso.8-trimetoxiflavona. galangina-3-metiléter. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. isognafaliina. • Colheita: 3 meses após o plantio. Germinação: 68%.8% (253). quercitina-3-metiléter 7diglicosídeo (54). lineares a lanceoladas. óxido de cariofileno. alata por possuir caule liso. tamarixetina 7-glucosídeo. Capítulos numerosos.5m • Propagação: via sementes. glabro e pardo. sésseis.5. Esta espécie distingue-se da A. mas estimulam o crescimento da planta (423). • Alelopatia: extratos acuosos das flores (1. papus branco. alternas. reunidos em panículas corimbosas. de caule cilíndricos. pedregoso. Flores amarelodouradas. PARTES UTILIZADAS Sumidades florais abertas. raminhos ascendentes. inteiras. monóica. SOLO Desenvolve-se em solo arenoso.8-tetrametoxiflavona (268) e kawapirona (200). Fruto aquênio. densoagregados com dois tipos de flores. 7-hidroxi-3. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. ápice copioso-ramoso. teor de umidade das sementes: 10. FITOQUÍMICA Óleo essencial: 1-8-cineol.7. vivaz. CLIMA Espécie de clima subtropical. quercitina. Não obstante. de corola tubulosa. • Plantio: janeiro a fevereiro. Fenilpironas: italidipirona e 23-metil-6-0-desmetil auricepirona A parte aérea .8-trimetoxiflavona. cariatina. que cresce 40 a 80cm de altura. cariofileno. ácido caféico e cafeoilcalerianina (137). quercetagetina. Ácidos polifenólicos e ésteres: ácido clorogênico e isoclorogênico.5. alnustina. Porém. medindo 8 a 10cm de comprimento por 1. ereta. patentes. heliófita. as folhas adquirem coloração acizentada. 3.

A raiz contém compostos acetilênicos (179). MARGARIDÃO-AMARELO . Encerra ainda luteolina. • As flores fornecem matéria tintorial para a lã. • Travesseiros: quando preenchidos com as flores. antiflogística (179).33mg/l (extrato aquosos). canfeno. antidiabética. além de ser mutagênica (115). demonstra atividade imunoestimulante e aumenta a atividade fagocitária. anódina (242) e antiepiléptica (215). colagoga.84% de óleo essencial (96). Extrato hexânico das flores. antiinflamatória. antiherpética. aplicada via intraperitonial. FARMACOLOGIA Imunoestimulante (331). α-himachaleno (367). INDICAÇÕES Na Venezuela a planta é usada para a impotência (179). inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus e na concentração de 166. 180. antidiarréica (68). Apresenta atividade relaxante da musculatura lisa. emenagoga. TOXICOLOGIA Apresenta ação genotóxica e moluscicida contra Biompharlaria glabrata em concentrações de 100ppm. excitante. atividade analgésica e antiinflamatória (115). tônica. cefalalgias. A fração polissacarídica da planta. hipocolesterolêmica. amarga. favorecem o sono (68). adstringente. antiedematogênica externa e interna (394). aperiente. derivados da fenilpirona e morina. monoterpenos (257). antiálgica. Tomar 6 xícaras das de chá ao dia (257). inibiu Pseudomonas aeruginosa (229. antiespasmódica. febrífuga. borneol. sedante. carminativa. inapetência. As sumidades floridas dessecadas têm 0. antisséptica. mirceno. anti-helmíntica. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas para o enchimento de travesseiros e almofadas. antiasmática. na dose de 0. α-terpineno.7 a 0. em ratos. ésteres de coleriantina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Eupéptica (327). calmante para problemas digestivos (257). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana (180). 230).contém sesquiterpenos. sedativa (395). FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras das de cafezinho em ½ litro de água. estomáquica.019mg/ml. disfunções gástricas e digestivas. antitumoral. disenteria (68). antiespasmódica e antiinflamatória (155. antiinfecciosa. 395).

0m de altura por 4m de diâmetro de copa. ovalado-orbiculares e pubescentes. • Plantio: primavera.5 x 2. • Florescimento: maio a junho.0-2. girassol-mexicano.0m. estacas radicantes e sementes. A maturação dos aquênios é muito lenta e coincide com rebrote intenso do caule. ramificado. MARIA-PRETA NOME CIENTÍFICO Solanum americanum Mill. Abafar por 10 minutos. com 2. grandes. As sementes são geralmente chochas. Os ramos são radicantes sem mesmo encostar no solo. • Propagação: brotações dos ramos. PARTES UTILIZADAS Folhas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. Tomar após às refeições. em média. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. • Doenças: as folhas mais velhas são geralmente infectadas por antracnose. FITOLOGIA Arbusto perene semi-herbáceo.NOME CIENTÍFICO Tithonia diversifolia A. vigoroso. Inflorescências terminais ou laterais com flores amarelas vistosas em capítulos grandes. SINONÍMIA Boldo-japonês. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha por xícara de água quente. . podendo chegar até 3. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ereto. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de distúrbios hepáticos e gástricos. • Produção de sementes: julho-agosto. As folhas são inteiras ou com vários recortes.6m de altura. Gray.

e negra quando matura. pimenta. desigualmente lobadas. ovais. A viabilidade no solo é de 8 anos (242). verde-escuras. • Produção de sementes: 500 por planta. É heliófita. sobretudo México e Costa Rica. SINONÍMIA Aguarágua. Folhas esparsas. HABITAT Espécie autóctone que medra em áreas agrícolas. pimenta-de-rato. amarga e nauseabunda. • Colheita: ano todo. aguaraquiá-açú.FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. Os frutos quando secam retém as sementes (209). aguaraquiá. medindo 3 a 6cm de comprimento. guaraquim. humoso e com teor de umidade.4 x 0. alvas e curtamente pedunculadas. reticulada. araxixu. caraxixá. caraxiocu.0 a 1. as vezes inteiras. glabra e fosca. acuminadas. pecioladas. Porém. quando imatura. ramificado. pimenta-de-galinha. Semente comprimida. pedregosos e depauperados. maria-pretinha. SOLO Exige solo fértil (é nitrófila). erva-mocó.000. • Florescimento: quase todo o ano. • Plantio: outono. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. em média. pouco pilosa. As flores. pastos. medindo 8 a 10mm de diâmetro. alternas. carachichu. FITOLOGIA Planta herbácea. simples. em viveiro. CLIMA Adapta-se do tropical ao temperado. PARTES UTILIZADAS Folhas. guaraquinha. Apresenta caule liso. dispõe-se em umbelas com 3 a 10 flores com até 1cm de diâmetro. pimenta-de-cachorro. obovóide. é encontrada até mesmo em solos secos. sué. erva-de-bicho. caaxixá. verde e ereto. com 1. caraxixu. . quase trapedozais. erva-moura. O fruto é uma baga (solanídeo) verde. mas variando de 100 a 1000 sementes (209) ou até 178. anual.3mm de diâmetro. bosques e áreas ruderais das regiões tropicais da América. maria-preta. com cerca de 30 a 70cm altura. brilhante. A polpa contém 50 a 100 sementes pequenas e arredondadas. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.3m. amareloclara. • Propagação: sementes.

queimaduras (32).. apud 179). calmante (215). Também contém solasodina (0. úlcera gástrica (179). dermatite. na dose de 640mg e frente ao cloreto de bário. anti-hipertensiva. amigdalite. afrodisíaca e analgésica (242). FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas aplicadas topicamente (dermatoses e lesões dérmica) • decocção: ferver 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. dartros. asparagina. eczema (93). rutina. nas doses de 320 a 640mg (Cruz. exantema. vulnerária. leucorréia. distúrbios digestivos e ginecológicos e hemorróidas (1). crises hepáticas. feridas e úlceras (uso tópico das folhas contusas). A planta tem habilidade em acumular nitratos. psoríase. FARMACOLOGIA A infusão das folhas apresentou atividade hipoglicemiante em ratas (Victoria. . frente a acetilcolina. cólicas. cólica e afecções urinárias (68). narcótica (209). abcesso. solamargina (86 e 87). Tomar 3 xícaras ao dia (excitação nervosa. diaforética (68). pústulas. podendo atingir níveis tóxicos aos animais (209). ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção das folhas tem ação antibiótica sobre Staphylococcus aureus (62).FITOQUÍMICA Solanina. meningite. panarício. reconstituinte (179). doloridas e lesionadas (68). emoliente. A decocção e a maceração hidroalcoólica das folhas tem atividade sobre Candida albicans (Victoria. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos maturos são comestíveis. erisipela. diurética. anemia. nevralgias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. paludismo. diarréias. acne. depurativa. calmante. espasmos vesicais (93). febrífuga. aperiente. escrófulas. furúnculo. antiartrítica. irritadas e dolorosas. inflamações. terror noturno (215). catarros e afecções urinárias). gastralgia. cólicas. expectorante. cirrose. que é matéria prima para a produção de hormônios esteroidais (179). áreas intumescidas. anti-reumática. por mecanismo muscarínico e musculotrópico. gastrite. mineralizante. A fruta fresca é usada como antiparasitária (2) INDICAÇÕES Indicada para o uso externo no tratamento de ptiríase versicolor ou pano branco (128). apud 179) e Cryptococcus neoformans (Cooney et al. Internamente para o tratamento de asma. excitação nervosa. analgésica. apud 179). apud 179). Pode-se utilizar o decôcto para fazer a ablução de áreas inflamadas. antiinflamatória. dermatoses. sedativa. espasmolítica. TOXICOLOGIA Os frutos verdes são tóxicos (68). tinha e vaginite. podendo servir de matéria prima para geléias. A solanina tem uma DL50 de 42mg/kg por via intraperitonial (41).1%). escorbuto.

As sementes são oblongo-reniformes. • Adubação: 2kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. crescendo cerca de 40 a 50cm de comprimento. mentrusto. MASTRUÇO NOME CIENTÍFICO Coronopus didymus L. Inflorescência em rácimos cilíndricos. O fruto é uma síliqua indeiscente.30cm. verde intensas. mas adapta-se bem às subtropicais. composta de duas valvas. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. mentruz. de caule ramificado horizontalmente a partir do colo. unissulcada. • Propagação: sementes. . erva-formigueira. com 3 a 7 pares de segmentos laterais e um terminal. prostrada. A planta não se desenvolve bem no verão. É heliófita. sendo que cada segmento se desdobra em 2 a 5 lobos. pinatisectas. São semeadas diretamente em sulcos transversais de canteiros. • Plantio: outono. reunindo flores muito pequenas. Smith FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. FITOLOGIA Planta herbácea anual. bem drenado. As folhas são alternas. SINONÍMIA Erva-de-santa-maria. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. cuja corola é formada por 4 pétalas hialinas. glabras. CLIMA É originária de regiões temperadas quentes. preferindo aqueles de textura média e férteis. SOLO Todo tipo. 30 x 0. As folhas basais são curto pecioladas e as terminais sésseis. erva-vomiqueira. mastruz. • A planta pode ser hospedeira de nematóides do gênero Rotylenchus e Meloidogyne (209). • Colheita: inverno e primavera.• As folhas são preparadas cozidas ou fritas com ovos (179). que contém um composto sulfurado que age como antibiótico natural (128). castanho-amarelada.

ocorrendo em pastos. gogoia. joá-vermelho. hipertrofia do coração e ciática (435). expectorante (128). em intervalos de 4 horas (expectorante). baba. raquitismo contusões (215). juáti. juá-vermelho. cujo caule e folhas são revestidos por grandes e numerosos espinhos recurvados para baixo. • Salada: usar folhas novas como estimulante da digestão. arrebenta-cavalo. afecções renais e do estômago. afecções respiratórias. OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como aromatizante de bebidas alcoólicas. à margem das estradas e cercas das planícies litorâneas. SINONÍMIA Arrebenta-boi. FORMAS DE USO • Vinho: macerar por 5 dias 50g de folhas e talos picados (em local escuro). febres palustres e intermitentes (242). FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. O caule é ramificado. Filtrar. que cresce cerca de 50 a 60cm de altura. áreas abandonadas. FITOLOGIA Planta herbácea anual. em uma garrafa de vinho branco seco. mata-cavalo. diurética (215). peitoral e antiescorbútica (93).PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante da digestão. babá. Tomar 3 xícaras ao dia (128). vermífuga. . dores musculares (128). estimulante das glândulas salivares. anti-hidrópica (435). mingola. Tomar 3 cálices por dia. hermética. MELANCIA-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO Solanum capsicoides All. excitante. • Cataplasma: preparar em pilão ou liqüidificador uma pasta de talos e folhas. vesicatória dérmica. HABITAT Espécie autóctone que medra ao longo da faixa litorânea brasileira. baga-de-espinho. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorróidas. Espalhar numa gaze e aplicar topicamente em dores musculares • Infusão: 10g de folhas em 1 litro de água quente. bronquite.

• Produção de sementes: cada planta produz entre 300 e 3.000 sementes (209). CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. com estrutura pentâmera. • Plantio: setembro. medindo 13 a 15m de comprimento por 10 a 11cm de largura. . tuberculose mesentérica e edemas nos membros inferiores (93). quando não morrem. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de manchas de pele (panos).5m. transmitem pelo leite as propriedades tóxicas (283). brilhante. • Propagação: sementes. A corola é formada por 5 lobos cuneados e agudos e brancos.5cm de diâmetro. amareladas ou ocre. estão reunidas extra-axilarmente em grupos de quatro. • Florescimento: outubro a novembro. aos 100 a 120 dias após a emergência. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. comprimidas. As flores. uma substância semi-esponjosa. verde-claro e ostensivamente armado. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. Encerra. além das 200 a 250 sementes. • Os frutos são usados para envenenar baratas. urticária (283. As folhas são longo-pecioladas. glabra. membranáceas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Os frutos (solanídeos) tem formato esférico ou levemente achatado na base. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. algo prateada de sabor muito doce. com pedicelos espinhosos. SOLO Prefere solos soltos. O cálice é 5-lobado. medianamente úmidos e pouco ácidos. 32). É heliófita.cilíndrico e lenticilado. pentalobadas. reticulada. arenosos. discóides. sobretudo na face dorsal. adquirem tonalidades uniformes laranja-vermelho.80 x 0. medindo 3. aladas. Quando novos apresentam coloração verde rajado com verde-escuro.0 a 3. ocorrem alguns espinhos. Sobre o pecíolo e nervura principal. Quando maturos. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa do fruto é comestível. As vacas ao ingerirem o fruto (com as sementes). As sementes são reniformes. com tegumento coriáceo. PARTES UTILIZADAS Frutos. que são maiores. • Colheita: ocorre no verão.

erva-de-são-vicente. Apresenta gavinhas simples.MELÃO-DE-SÃO-CAETANO NOME CIENTÍFICO Momordica charantia L. muito ramificada. longo-pedunculados. denteados ou lobulados. a planta torna-se mais raquítica e os frutos menores. escabroso externamente. Fruto tipo cápsula que se abre em três valvas. solitárias. Em pleno verão. melãozinho. mas que se tornou cosmopolita. verde-amarelado.0 x 0. longas e pubescentes. crescendo subespontaneamente em quase todo o Brasil. porém a formação de mudas em bandejas de isopor permite o estabelecimento de mudas mais vigorosas e . glabras. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação térmica e luminosa. levemente hirsuta na página superior e densamente na inferior sub-orbiculares. quando imaturo e alaranjado. Desenvolve-se melhor em fotoperíodo curto. em terrenos baldios e áreas ruderais.0cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. medindo 2 a 3m de comprimento. SINONÍMIA Erva-de-lavadeira. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. pubescentes. medindo 0. não encharcados. com lóbulos mucronadas. membranáceas. escabrosas. com caule estriado. monóica. fruto-denegro. dispostas em cachos ou corimbos. As flores são axilares. A planta tem cheiro desagradável e os frutos são amargos. HABITAT Espécie alóctone originária da Ásia. contendo sementes envolvidas por arilo vermelho de sabor adocicado. foscas. As sementes são ovalado-elípticas. sob intensa radiação solar. unisexuais e amarelas. Pode-se semear diretamente no campo. quadrangular. estreitados na base.6 a 1. com 5 a 7 lobos ovalado-oblongos. SOLO Prefere solos úmidos. erva-de-são-caetano. fruto-de-cobra. longo-pecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. anual. castanho-amareladas. aerados e humosos. escandente. FITOLOGIA Planta herbácea. palmatífidas. quando maturo.4m. Possui folhas alternas. • Propagação: sementes. alóctone. finas. delicada.

derivados de stigmasterol. α-caroteno epóxido. hastes. diosgenina. são hemostáticos. arginina. colerética. inibidor de tripsina momordica. β-alanina. lignano-calceolariosídeo. anticarbunculosa (93). FITOQUÍMICA Momordicina (alcalóide). até redes plásticas. dispostos vertical ou horizontalmente. antihemorroidário (242). purgativas (folhas). Os mesmos. Para tanto. ela tende a ocupar todos os espaços disponíveis. hipoglicêmica (infusão das folhas). desde aqueles feitos de bambu e arame. supurativa. emeto-catárquico. fator citostático de momordica. que são as mais indicadas. vermífugo e estomáquico (120). momordica aglutinina. β-amirina. emenagoga. β-sitosterol. no verão. anti-helmínticos (frutos) antipirética. O suco das folhas é emético e purgante e a raiz é adstringente. (352). febrífuga. antimicótica. cicatrizante (as folhas pulverizadas). emoliente. ácido mormódico (257). Plantio: setembro. taraxerol. fenilalanina.56%) (187). As sementes encerram os aminoácidos ácido glutâmico (42. V-insulina. triterpenos-momordicina. O fruto é rico em polissacarídeos. antiflatulenta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aperitiva. P-insulina. estomáquica. Frutificação: ocorre no verão. À medida que finda o ciclo da planta. Florescimento: primavera e verão . 5hidroxitriptamina. PARTES UTILIZADAS Frutos. adstringente da cútis (299). a malha pode ser de 10 a 15cm. Os frutos cozidos são utilizados como vomitivos e antivenéreos. momordica charantia lectina. esteróide-charantina. hipotensora. afrodisíaca. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.• • • • • • uniformes. antifebrífugos e antipalúdicos (frutos na forma de geléia ou xarope) (152). βcaroteno.15%) e glicina (18. ácido gentísico. neroldiol. Existem várias opções de tutores. laxante. em forma de cataplasmas. depurativa do sangue (179). anti-reumática. De todos os usos da espécie. criptoxantina. Pode-se também fazer o plantio ao longo de cercas. anti-reumático. momorcharisídeos A e B. antes de se abrirem. vicina e o alcalóide zeatina (179). rubefaciente. O fruto é antileucorréico. que contém 16% de ácido galacturônico. momordipicrina. INDICAÇÕES . Os frutos são colhidos semi-verdes. folhas e arilo das sementes. o mais importante é sua ação hipoglicemiante. anticatarral e purgativo (257). antidiabética. já maduros. vermicida. comportando-se como invasora e atrofiadora de outras espécies em consórcio. o tamanho do fruto também decresce. verbascócido. Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. Tutoramento: permite a colheita de frutos de melhor qualidade. Consórcio: devido ao grande vigor da planta. p-cimeno.

malária. sarna. inibe o sistema nervoso central. já resulta em efeito hipoglicemiante. anti-hipercolesterolêmica. causou um decréscimo gradual no nível de açúcar no sangue em 42% após quatro horas de sua administração. O extrato de sementes e da planta inteira demonstraram um pequeno mas consistente aumento nos níveis de glicose em ratas normais. As sementes. e aplicado por via subcutânea. O extrato alcoólico a 70%. embaraços gástricos. A decocção das folhas é utilizada para tratamento de infecções da pele. ATIVIDADE BIOLÓGICA . menstruações difíceis e cravos. tanto que seu uso na medicina popular é considerado como perigoso (Hurst. Após cinco horas. antilipolítica. Também evidencia-se a atividade citostática e antiviral de uma fração cromatográfica de um extrato do fruto. pela inibição da síntese protéica (179).16G/kg) e os linfócitos humanos normais (ED50 = 0. tanto em animais quanto em humanos (207). (179). antimutagênica. dartro. via intraperitonial. possui uma atividade anti-hiperglicemiante (205). O suco das folhas é utilizado para mordida de serpentes e afecções biliares (179). catarata (271). Menciona-se também. possui uma atividade citotóxica dose-dependente sobre os linfócitos leucêmicos em humanos. ou melhorando a ação da insulina (11. antiviral contra o vírus da estomatite vesicular. sementes e cultura de tecidos. As folhas e frutos são utilizados na cura do gogo das aves (93). picadas de insetos. O princípio responsável por esta atividade é o polipeptídeo P (ou V-insulina). androgênica. O suco da polpa de Momordica charantia diminui os níveis de glicose em ratas normais. O extrato aquoso das folhas inibe consideravelmente o aumento da atividade do guanilato ciclase induzida por fatores químicos carcinogênicos. em grandes quantidades. em doses de 3 mg/animal. A infusão forte é utilizada para escabiose. pruridos e úlceras malignas.35g/kg). A planta inteira é utilizada contra e resfriado (233). cólicas abdominais. queimaduras. enxaquecas (120). furúnculo. Diversos trabalhos tratam da atividade hipoglicemiante dos frutos. 179). isolado a partir dos frutos. tem efeito purgativo drástico. na dose de 3ml/kg por via oral. O suco da polpa também teve um efeito hipoglicêmico significativo em ratas normais alimentadas com glicose. em intubação gástrica. é utilizada para colite. O extrato alcoólico a 95%. o decréscimo foi de 28%. imunomoduladora (120). que o sumo do fruto é citotóxico in vitro. para os leucócitos humanos leucêmicos (ED50= 0. Preparada por cozimento. morféia. eczema (32). Inibe a glucose-oxidase e radicais livres (179). em coelhos tratados com estreptozotocina.É indicada para o tratamento de enfermidades hepáticas (352). Os resultados indicam a presença de compostos hipoglicêmicossapogênicos e a atividade provavelmente medida seja por uma melhoria no sistema da atividade secretora da insulina de células β. A administração de charantina (50mg/kg) em coelhos. O efeito foi mais pronunciado com o extrato metanólico do suco da polpa isento de saponinas. antitumoral da leucemia L-1210. apud 179). A charantina mostrou ser mais potente do que a tolbutamida como hipoglicemiante. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antitumoral em Sarcoma 180. in vitro. quando o extrato foi administrado 45 minutos antes da administração da glicose. dores de ouvido. hemorróidas (especialmente a raiz) (257). O fruto maduro. O extrato aquoso do fruto.

O extrato aquoso das sementes possui uma atividade anti-helmíntica in vitro (179) FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas secas por litro de água (leucorréia. • O extrato aquoso das folhas possui elevada atividade inseticida (179). OUTRAS PROPRIEDADES • As hastes fornecem fibras macias para o enchimento de colchões. o efeito tóxico experimentado com o sumo de Momordica charantia sobre ratas e coelhos. É descrita como uma planta tóxica e abortiva (333). na preparação da cerveja. É abortivo em ratas à doses de 8 mg/kg por via intraperitonial. não devendo ser ingeridas em grandes quantidades (209). In vitro. Shigella.O extrato etanólico do fruto apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. • Ungüento: arilo contuso misturado com vaselina (tumores. A infusão do fruto é útil contra hemorróidas. • O fruto quando novo é comestível. Os pássaros apreciam muito o arilo. • As folhas e as hastes. aplicado em bezerros. é um inibidor da síntese protéica. Candida albicans. e. P. Eschirichia coli e Staphylococcus aureus. Salmonella. espermatogênico e espermicida. além de atividade antihelmíntica. O extrato etanólico a 95% possui. in vitro. bem como para a indústria do papel. trituradas. na dose de 1. almofadas e estofados. servem para alvejar roupas e tirar nódoas (93) . tem causado a morte de crianças. uma atividade anti-helmíntica poderosa contra áscaris. Alguns autores indicam que meia colherada do sumo do fruto maduro pode matar um bezerro grande em 16 horas. aeruginosa. Constatou-se ainda lesões testiculares em cães e alterações sobre os parâmetros sangüineos em suínos (120). • A planta pode ser utilizada como ornamental em pergolados. menstruações difíceis e cólicas causadas por vermes). provoca uma diminuição acentuada na formação dos espermatozóides. O suco puro pode ser aplicado sobre a sarna (32). sobretudo na forma de picles e salada.75 g/kg por via oral durante 20 dias. furúnculos e carbúnculos) • Suco: machucar as folhas verdes em óleo de amêndoas doces (queimadura). No sul da Flórida tem ocorrido vários casos de crianças que ficaram doentes após terem consumido os frutos maduros de Momordica charantia. Mas pode ser frito e cozido. Bacillus sp. • O fruto é um ótimo substituto do lúpulo. O arilo da semente é adocicado. cercas e caramanchões.. Shigella flexneri (245). O suco apresenta efeito antimicótico. • Das sementes obtém-se um óleo para a produção de alguns cosméticos. depois de apresentar vômitos e diarréia (352). . Administrado durante 60 dias. podendo ser consumido in natura. apresentando vômitos e severos efeitos purgativos (84). Micrococcus luteus. As sementes contém compostos tóxicos. O sabor amargo pode ser eliminado escaldando o fruto. TOXICOLOGIA Pode ter ação teratogênica (233). Além do mais. o extrato provoca lesões testiculares e atrofia os espermatozóides. Outros trabalhos relatam atividade espermicida in vitro.

comumente radicante. trevo-do-pará. SINONÍMIA Cerebril. decumbente ou ascendente. carpinteiro. Cápsula comprimida. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as os perfilhos são enraizados em saquinhos de plásticos contendo substrato organo-mineral. As folhas são inteiras. nativa das regiões tropicais da América. esteróis. A planta cresce de 20 a 40cm em altura. curta. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. var. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. As brácteas e bractéolas são cerdosas e as flores são lilases. pouco ramificado. glanduloso-pubescente. erva-de-santoantonio. óleo essencial (8). quempferol.4m. • Propagação: perfilhos da planta matriz e estacas. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. • Florescimento: julho a agosto. chambá. pingo-de-ouro.MELHORAL NOME CIENTÍFICO Justicia pectoralis Jacq. formando touceiras de perfilhos. mucilagens.15g/dia de matéria seca (307). Em algumas variedades tem sido encontradas aminas aromáticas. A inflorescência é do tipo espiga terminal. ácido salicílico e álcool alifático . peristrofe. FAMÍLIA BOTÂNICA Acanthaceae. de caule reptante. trevo-cumarú. cerebril. Cresce subespontaneamente em subosques das regiões baixas do Caribe (179). dicótoma. FITOLOGIA Planta herbácea perene. stenophylla Leonar. FITOQUÍMICA Entre os mais importantes constituintes estão os esteróis. cerebril. pequenas e são muito espaçadas entre si. lanceoladas a ovado-lanceoladas. • Taxa de crescimento: 0. verde-claras.4 x 0. base aguda. ereto. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. triptaminas. Durante o inverno as folhas tornam-se arroxeadas. curtopecioladas e persistentes.15cm/dia ou 0. estipitada. HABITAT Espécie alóctone. • Plantio: primavera. filiforme. longo-atenuadas. É difícil encontrá-la na forma espontânea. muito ramificada. puberulento. os lignanos (naftalido lignano) e saponinas. carpinteiro. anador. com 3-7cm de comprimento. opostas.

N-dimetiltriptamina. . vascina (179). fenilalanina.344mg/kg. valina. TOXICOLOGIA Em altas doses é alucinógeno (130. a umbeliferona e a swertisina conferem a planta propriedades sedativas e relaxante da musculatura lisa. esteárico (49). antibacteriano. alcalóides indólicos (264) e hidroxifenil propiônico (117). cortes e catarros brônquicos. sedante nervoso. béquica. infecções das vias respiratórias. febrífuga. catamenial. MENTRASTO NOME CIENTÍFICO Ageratum conyzoides L. N-metiltriptamina. 379). sendo o suco aquoso liofilizado classificado como não tóxico (314). feridas. swertiajaponina. expectorante. hidroxiprolina. glicina. citado por 179). peitoral. INDICAÇÕES Indicada para gastralgias. 2"-Orhamnosil-swertiajaponina. Contém cumarinas. antagonista da serotonina e redutor da atividade espontânea (Garcia. Apresenta ainda efeito sedante. alanina. cicatrizante. ssp.(379). peitoral (351). flavonóides. broncodilatadora (261). betaína. O extrato aquoso liofilizado das folhas contém os aminoácidos fosfoserina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. O naftalídeo lignano tem sido associado com atividade antidepressiva e antiarrítmica (379) FORMAS DE USO • Interno: infusão. prolina. Os lignanos e as saponinas possuem efeitos inibidores da fertilidade em mulheres. • Externo: suco e decocção (banhos) . enfermidades do fígado (179). decocção e sumo. Do extrato etanólico obteve-se um lignano chamado justicidina B (197). A DL50 por via endovenosa em ratos é de 1. afrodisíaca (130). antiinflamatória (307). FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Promove um decréscimo da capacidade exploratória e da conduta agressiva em roedores (135). N. ácido alfaaminobutírico. adstringente. relaxante da musculatura lisa. dermatites. 418). asparagina. leucina. além de atividade antibacteriana (302). conyzoides. o que corresponde a 10g/kg por via oral. Além da cumarina. isoleucina. swertisina. anti-hemorrágica das vias urinárias e tranquilizante. treonina. insônia e afecções nervosas (303). serina. antireumática (179). β-sisterol (265). ornitina e lisina (225. O arilo das sementes é utilizado para combater o gogo das aves (93). ácidos palmítico. aftas (130). Observou-se por eletroencefalografia que o decôcto da planta produz efeitos neurotróficos (349). gota. umbeliferona.

SOLO A planta adapta-se a quase todo tipo de solo. sobretudo no inverno. mentraz. • Florescimento: maio a novembro. largamente ovadas. piloso. erva-de-são-joão. pretos. • Propagação: sementes. 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. visando a produção de mudas mais uniformes. picão-roxo. mentruz. agudas no ápice. Semeia-se a lanço. adapta-se bem à meia-sombra. catinga-de-barão. que promovam sombra. HABITAT Espécie autóctone. erva-de-santa-lúcia. silvestre e ruderal. ou em bandejas de isopor. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos. erva-de-santa-luzia. Embora heliófita. As folhas são opostas. composto por 3 séries de filárias lanceoladas.3. com cerca de 40 a 60cm de altura. são-joão. aromática. Ocorre de 0 a 3. embora possa ser feito o ano todo. maria-preta. . As sementes são fotoblásticas positivas. É ruderal infestante que ocorre disseminada em todo mundo. SINONÍMIA Camará-opela. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces. mesmo com apenas duas folhas definitivas (209). erva-maria. catinga-de-bode. adaptando-se tanto às regiões quentes e frias. com um ótimo entre 25 e 30oC (209). com ínvólucro campanulado.3m x 0. A germinação ocorre a partir de 10oC. As folhas exalam um olor suave. porém não suporta geadas. lilases. • Consórcio: plantas de maior estatura. celestina. favorecem o crescimento luxuriante da planta. verde ou púrpura. mentraço. com cílios nos ângulos. cuneadas ou subcordiforme na base. porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido Não medra em solos encharcados ou muito arenosos. catinga-de-barrão. originária da América do Sul. crenadas. quando amassadas. • Plantio: março a abril. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura. a planta floresce prematuramente. FITOLOGIA Planta herbácea anual. catinga-de-borrão. erva-desão-josé. As flores são hermafroditas. a campo. pecioladas.000m de altitude (209). É normalmente encontrada em áreas agrícolas como invasora de plantas de lavoura. 5-equinados. O caule é ereto. quando a ocorrência de gramíneas é reduzida. Em condições adversas. CLIMA É de clima tropical. cilíndrico.

carminativa (283). 1-8 cineole. contusões. bem como o extrato da matéria seca. ocimeno. antidiarréica. Útil também para o tratamento de pneumatose do tubo digestivo. INDICAÇÕES O suco fresco da planta. artroses (179). dimetóxi-ageratocromeno. alcalóides pirrolizidínicos (equinatina e licopsamina). PARTES UTILIZADAS Planta inteira. tônica (179).7 a 2% de óleos essenciais que contém α e β-pineno. β-cariofileno.4-diene. antidisentérica. princípios amargos e taninos. sabineno. β-bourboneno. limoneno. benzaldeído. adineno. estigmasterol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. quercetina. analgésica (260). aperiente (145) e antiblenorrágica (93). γ e δ-cadineno. benzofuranas (145). sabinenohidrato. O suco fresco da planta também é indicado para hemorragias pós-parto. além de perfumar e suavizar o cabelos e combater a caspa. α-gurjuneno. FITOQUÍMICA A planta contém resinas. amenorréia. emenagoga (258). eugenol. ácido hidrociânico (257). precoceno (cumarina). epóxido de cariofileno. antiespasmódica.16 entre a planta fresca e seca. diurética. O exocarpo do fruto contém fitomelano (179). α-bergamoteno. cromonas. B e C). Colhe-se no inverno. combater resfriados (258). flavonóides (ageconiflavona A. antimicrobiana (Staphylococus aureus). citronelol. fridelina. E-β-farneseno. anti-reumática. ferimentos abertos. O teor de óleo essencial varia de 0. aos 80 a 90 dias do ciclo. ρ-cimeno. colhida por ocasião do florescimento. mucilagens. β-sisterol. γ e δ-elemeno. β. encecalina (125). nheptacosano.06 (96). ou seja. febrífuga. Nas folhas o teor é de 0. Produz 0. antiinflamatória. αtujeno. α-humuleno. lideroflavona. Também apresenta . spathulenol. hemostática e relaxante da musculatura lisa. n-hentriacontano. ATIVIDADE BIOLÓGICA A folha apresenta atividade nematicida (Meloidogyne incognita). na forma de instilação. vasodilatadora. infecções das vias urinárias (145). α-copaeno. elemol.02 a 0. cicatrizante. n-nonacasona. n-ticarcontano. sesquifelandreno. α e β-felandreno. cis-β-ocimeno. α e γ-terpineno. cadina-1. dihidroencecalina. nerolidol. metileugenol. ageratocromeno. com exceção das raízes. A decocto das folhas é indicado para lenir cólicas menstruais. amarga. terpinoleno. mirceno. flavonóides (eupalestina). cólicas flatulênicas e uterinas. carminativa. αcubebeno.• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral. nobiletina. estimulante (242). são usados para o tratamento da rinite alérgica e sinusite. germacrenoD. dihidrometoxiencecalina. linalol. FARMACOLOGIA Apresenta eficácia clínica para a artrite. alcalóides vasoconstritores. α-terpineol. saponinas. mucilaginosa. β-bisaboleno. diminuindo a inflamação e a dor após a primeira semana de tratamento (254). beriberi (283).

Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais). ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose). • Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia. • Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. (258). • Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas (145). Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco (209). • A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri. fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos. Em seguida. Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora).atividade inseticida contra Triboleum castaneum e Musca domestica e uma débil ação sobre Schistosoma mansoni (179). ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose). • Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis. FORMAS DE USO Infusão e tintura (444). muares e bovinos. Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose) (257). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos (80). FORMAS DE USO • Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. pode abrigar nematóides (Meloidogyne. • Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose). 2 vezes ao dia. É melífera. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas). É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas. • Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. fitoparasitas de espécies de Citrus. devido a presença do precoceno (257). • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água. ⇒ 20g da planta por litro de água. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos. Apresenta atividade contra insetos hemípteros. Tomar 4 a 5 xícaras por dia. É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis (93). .

A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294). na primavera. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura. erva-carpinteira. A partir de 1.MIL-FOLHAS NOME CIENTÍFICO Achillea millefolium L. erva-dos-militares. milefólio. Ocorre até 2. anador. beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. marcelão. vivaz. Cresce em pastagens. pestana-de-vênus. erva-das-damas. herbácea. erva-dos-soldados. Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas. mil-em-rama. Prefere a luz plena. especialmente no sul do Brasil. erva-dos-carreteiros.500m de altitude. aquiléia-mil-flores. É tolerante a períodos de estiagem. erva-de-cortadura. levante. permeáveis. Distingue-se da A. erva-dos-carpinteiros. de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96). CLIMA É uma planta de clima temperado quente a subtropical. erva-dosgolpes. macelão. SOLO Prefere solos areno-argilosos. brancas. atroveran. erva-de-cortaduras. Muito encontrada em hortas e jardins. FITOLOGIA É planta perene. européia. moschata por possuir as folhas estreitas. milefólia. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. erva-dos-cortadores. erva-carpinteiro. A inflorescência é do tipo corimbo. aquiléia-mil-folhas. Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. milfolhada. mil-folhada. férteis e bem drenados e não ácidos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. opostas. pronto-alívio. HABITAT Planta alóctone. prazer-das-damas. salvação-do-mundo. . As flores são pedunculadas e pequenas. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182). ponta-livre. milfólio. Folhas pecioladas. e verde-escura. milramos. que se enraíza formando novas cepas. verdeclaras. tubiflora. pêlo-de-carneiro. ao final do verão. em número de cinco. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono. SINONÍMIA Alevante. erva-das-cortadelas. esbranquiçado ou purpúreo. aquiléa. botão-de-prata. mil-ramas. novalgina. peninérveas. taludes. mil-em-ramas. erva-do-bom-deus. aquiléia. formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados. erva-de-são-joão. alternas. com cálice tubular. erva-docarpinteiro.

anti-reumática. borneol. antidispéptica. • Florescimento: dezembro a março.500kg no terceiro ano (182). feridas. abcesso. taninos e glicosídeos amargos. adstrição.18% no caule. Neste caso. hepática. anti-hemorrágica (68). Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo. amarga. cineol. tujona.AGROLOGIA • Espaçamento: 0.. • Propagação: estacas. pineno. com base no peso seco. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. hemostática. chegando à 12. eupéptica. • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande. devido ao azuleno. O teor médio de óleo essencial. adinamia. • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5. O teor de óleos essenciais é de 0. composto ou húmus de minhoca. antiinflamatória. restabilizante da circulação sangüínea (93). eczema. cólicas menstruais. úlcera interna. é de 0. carminativa. anti-hemorroidária. diarréia. escarlatina. cânfora (145). cefalalgia (145). as plantas tendem a regredir vegetativamente. emenagoga.41% nas folhas e 1.5 a 0. vulnerária. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. escarros e vômitos sangüineos. lactonas (257). sobretudo em novembro. FITOQUÍMICA Óleo essencial com azulenos. antihelmíntica. • Plantio: ano todo. expectorante. derivados terpênicos e sesquiterpênicos.500kg de planta fresca. 0. colerética (145). diurética. adstringente. aromática (283). queimaduras. estomáquica. • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta. cicatrizante (257). INDICAÇÕES Usada também para debilidade geral. achileína (182) aquineína. amenorréia. • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense.8% (96). deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. anticelulítica. A planta emite inúmeros perfilhos. Se pretende-se colher as folhas. antiespasmódica. distúrbios nervosos (283). sumidades floridas e rizoma. que servem como mudas para plantio. pulmonares e dérmicas. estas devem ser colhidas antes do florescimento. especialmente na primavera. antibiótica (294) e antisséptica. afecções urinárias. • Colheita: ocorre seis meses após o plantio.30m. febre intestinal e .67% nas flores. excitante. ácido aquilêico (93). PARTES UTILIZADAS Folhas. de cor azulada. anticelulítica (128).4 x 0. flavonóides (epigenol e tuteolol). A colheita de flores é feita em plena antese. varizes (257). sementes e divisão de rizomas. alopecia. durante a florada. trombose cerebral.

gota. Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico. As folhas maceradas. Substrato: as folhas são ótimas para compostagem. insônia. manchas. retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257). sarna. A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68) • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294). podem ser usadas contra brocas e fungos. Após. golpes.intermitente. • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras). Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145). • Sumo: lavar a planta. • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água. mucosidades (32). e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145). ⇒ 25 a 30g da planta por litro de água (283). • Loções. contusões. Aplicar compressas mornas no local afetado. hemorragias uterinas e dos pulmões. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • É utilizada como planta ornamental. MIMO-DE-VÊNUS NOME CIENTÍFICO Hibiscus rosa-sinensis L. em jejum. pleuris. Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32). Tomar 2 xícaras pela manhã. aquecer. . Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca. diurética. psoríase. e outra à noite. sem ferver. greta. • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. TOXICOLOGIA É contra-indicada para mulheres em lactação (145). ⇒ 1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. hepática e expectorante). Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de folhas em 1 litro de água. acne. resfriado. 2 vezes ao dia (varizes). dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271). incontinência urinária.

adstringente (215) e oftálmica (271). AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos. ápice acuminado e base obtusa. lagoas. cercas e estradas.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. PARTES UTILIZADAS Flores. grandes. SINONÍMIA Amor-de-homens. pampulha. sutilmente cordadas na base. oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos (215). Flores vermelhas. ramificada. • Plantio: primavera. de caule redondo. Folhas ovaladas. bem drenados. • Propagação: estacas dos ramos. papoula. com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro. Não tolera solos ácidos. firmeza-doshomens. aurora. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou árvore pequena. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. • Espaçamento: 3 x 2m. adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. CLIMA Embora seja de clima temperado quente. brincos. • Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio. graxa-de-soldado. sobretudo em arborização de avenidas. parques e jardins. HABITAT Planta originária da China e aclimatada em todo Brasil. pampoela. rosa-da-china. INDICAÇÕES Indicadas para insônia (120). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. anafrodisíaca. SOLO Prefere solos férteis. É heliófita. graxa-de-estudante. brincos-de-vênus. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra. OUTRAS PROPRIEDADES . amor-dos-homens. crenadas. hibisco.

• Plantio: setembro a outubro. multiramosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. As mudas são transplantadas 40 dias após a emergência. glandular. aglomeradas em espigas axilares ou terminais. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. SOLO Prefere solos arenosos. Fruto dorsalmente achatado. brilhante. neutros à alcalinos e aerados. crescendo sobre dunas baixas estabilizadas. O contato direto das folhas com a umidade do solo favorece à ocorrência da Cercospora sp. FITOLOGIA Planta herbácea. numerosas. medem 2 a 3cm de comprimento.4 x 0. cobri-lo com palhas. medindo cerca de 0. espesso.3m. Smilax sp. Em média. MIRRA NOME CIENTÍFICO Chenopodium sp. por conferir lustro ao couro. casca de arroz ou plástico preto.8mm de diâmetro. anual. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. associadas com Plantago catharinea. • Propagação: sementes. HABITAT Ocorre em áreas de restinga. • Mulching: para evitar-se o contato das folhas com o solo. As flores são sésseis. ereta quando jovem. Perianto fendido junto à base. Folhas verde-pálidas na dace ventral e glauca na dorsal. • Utilizada como graxa vegetal de sapatos. • As folhas são muito apreciadas pelos coelhos (93). crenado. com crenas largas. Não tolera solos encharcados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Semente com cerca de 1mm de diâmetro. ascendente. São curto-pecioladas e o tamanho diminui da parte basal para a apical. formando 3 a 7 lóbulos. A germinação ocorre de 6 a 10 dias. (salsaparrilha-da-praia). Epidendrum mosenii e outras espécies halófitas. avermelhado quando maturo. . O limbo é lanceolado ou ovado-oblongo. O aroma da planta lembra a erva-de-santamaria (Chenopodium ambrosioides). ácidos e compactados. muito aromática e medindo 15 a35cm de altura. sucoso.• As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas. • Florescimento: fevereiro a março.

verdeescuros. durante 10 dias. ramosa. que cresce de 3 a 5m de altura. Deve-se colher durante os períodos mais secos do ano. preferencialmente entre as 9:00 e 11:00h da manhã. livres de doenças e resíduos. após o secamento do orvalho.) Jack. pentâmeras.• Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. Folhas imparipenadas. Flores pequenas. HABITAT Espécie alóctone. obtusos. torcicolo e nevralgias em geral. entorses. Fazer massagens sobre áreas doloridas do corpo. . brilhantes. perene. compacta. perfumadas. murta-de-jardim. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. ereta. Após este período. SINONÍMIA Jasmim-laranja. PARTES UTILIZADAS Folhas. brancas. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou pequena árvore. É heliófita. utilizando algodão embebido na alcolatura. dispostas em cimeiras axilares. Fruto tipo baga ovóide. onde a média anual não passe dos 20oC. murta. coar e armazenar em recipiente de vidro escuro. composta de folíolos ovais-elípticos. MURTA-DE-CHEIRO NOME CIENTÍFICO Murraya paniculata (L.7mm de diâmetro. INDICAÇÕES Indicada para contusões. de origem asiática (Japão) e polinésica (Austrália e Polinésia). murta-dosjardins. murta-da-índia. medindo cerca de 1cm de comprimento por 0. acuminado. FORMAS DE USO • Alcolatura: deixar macerar 50g de folhas frescas em 1 litro de álcool. Evitar colher em dias com neblina ou com muita umidade. jasmim-murta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É aromática e analgésica tópica. CLIMA Prefere regiões de clima ameno.

muçambé-desete-folhas. A planta é ornamental. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. MUSSAMBÊ NOME CIENTÍFICO Cleome spinosa L. • Plantio: outono e primavera. mussambé-miúdo. • Adubação: 1kg/planta de composto orgânico ou húmus de minhoca • Florescimento: março a abril. mussambê-de-espinho. neutros. taraitaia. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. sete-sangrias. SINONÍMIA Beijo-fedorento. Em ambos os casos. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. estimulante (93) e tônica (271). utilizada em parques e jardins externos. mussambê-miúdo. aerados. produzir as mudas sob telado de sombrite a 70% de sombra.SOLO Profundos. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As flores fornecem essência aromática para perfumaria. • Propagação: sementes e estacas. muçaimbê. sob irrigação por nebulização. A madeira é amarela. pesada e muito dura. porosos. • Hospeda o fungo Phoma murrayae (93). bem drenados e ricos em matéria orgânica. antiofídica. . FAMÍLIA BOTÂNICA Capparidaceae. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. A casca é utilizada em cosmética e fornece corante preto. sete-marias. brejo-fedorento.

com a parte basal lenhosa. Inflorescência terninal. As folhas. quando contusas e aplicadas sobre a pele. espinhenta. • Propagação: sementes. brancos ou róseos. reunindo flores isoladas na base das brácteas foliares.HABITAT Espécie alóctone. As folhas são estimulantes. que cresce de 1. • Consórcio: o cultivo poderá ser feito com outras culturas de porte maior. Folhas basais alternas.5kg/planta de cama de aviário. antiblenorrágicas e antileucorréicas (271).6m de altura. cresce subespontaneamente nas regiões setentrionais. É esciófita e higrófita. palmatipartidas. originária da América Central. férteis e pouco ácidos. castanho-escura e glabra. • Colheita: inicia-se a partir do 4 mês após o tranplante. Ocorrem acúleos de extremidade curva. As folhas e brácteas são revestidas de glândulas oleíferas que exalam um aroma desagradável. perene. Caule reto. longo-pecioladas. . SOLO Prefere solos úmidos.4m. As flores apresentam pétalas ovaladas e filetes violáceos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É cultivada em jardins. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são tônicas digestivas e a raiz é béquica e antiasmática (9). O fruto é uma síliqua cilíndrica que mede de 7 a 12cm. medindo 7 a 9cm de diâmetro.0 a 1. Cresce espontaneamente à margem dos rios. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. Na parte superior do caule encontram-se brácteas foliares. fosca. • Adubação: 0. nervuras proeminentes na face dorsal. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. que proporcionem um certo grau de sombreamento. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. A planta inteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária (242). cilíndrico. sésseis e curto-pecioladas. são rubefacientes. Semente globosa. simples e ovaladas.7 x 0. FITOQUÍMICA Brassicina (9). na base das folhas e brácteas. em pares. • Plantio: outono. semelhante a um caracol. No Brasil. arenosos. CLIMA É de clima subtropical úmido.

30m de altura. ipecacuanha-falsa. mané-mole. com cerca de 1. articulado e ramoso. deiscente. pálidas na face dorsal. medindo cerca de 10 a 12cm de comprimento. paina-de-seda. ipecacuanha-das-antilhas. quase glabras. ácidos e úmidos. OFICIAL-DA-SALA NOME CIENTÍFICO Asclepias curassavica L. lanceoladas. ereto. longopedunculadas. margaridinha. cavalheiro-da-sala. Caule cilíndrico. SOLO É pouco exigente. adaptando-se mesmo nos argilosos. CLIMA Desenvolve-se bem tanto em regiões tropicais até em temperadas quentes. medindo 6 a 7cm de comprimento e contendo muitas sementes castanhas. ciliadas. capitão-de-sala. flor-de-sapo.0 a 1. falsa-erva-de-rato. glabra. capitãoda-sala. erva-de-satã. lactescente. cega-olhos. erva-de-rato. erva-leiteira. chibança. bilocular.INDICAÇÕES As raízes são úteis contra a bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas (9). lisas. paina-de-sapo. camará-bravo. O fruto é uma cápsula fusiforme. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. axilares e no ápice da planta. crescendo espontaneamente em pastos. cega-olho. FAMÍLIA BOTÂNICA Asclepidaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em jardins. . Inflorescência em umbelas bracteadas. dona-joana. SINONÍMIA Algodãozinho-do-campo. FITOLOGIA Planta herbácea perene. reflexos. mata-olho. pecioladas. ipecacuanhabrava. As flores apresentam pétalas vermelhas e petalóides amarelo-alaranjados. a beira de estradas e áreas ruderais. As folhas são utilizadas em feridas e para orquites (271). aguadas em ambas extremidades. paininha. margaridinha-leiteira. Folhas opostas. algodãozinho-do-mato. leiterinha. membranáceas. erva-de-paina.

antidiarréicas. FITOQUÍMICA Asclepiadina (93). pode ser utilizada para o enchimento de almofadas e travesseiros. antileucorréicas e antiblenorrágicas.6 x 0. arritmia cardíaca e parada cardíaca. As raízes são bernicidas (242). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O látex é purgativo. é hemostática (93). O látex é indicado para hiposistolia cardíaca e astenia vascular. antiasmáticas. de consistência sedosa. • Adubação: a planta é muito rústica. é suficiente para causar a morte em animais (242). O macerado do caule prova nos animais de sangue quente parada da respiração. Diaspis cordiae e pelo pulgão Aphis nerii (93). A ingestão de 1g da planta por kg de peso vivo. sêca e pulverizada. colocado sobre uma isca (banana). antihemorroidárias. convulsões. A asclepiadina é um veneno convulsivo dos músculos lisos e do coração. • Plantio: março a abril. A planta inteira. febrífugas. PARTES UTILIZADAS Folhas. Compressas das folhas são indicadas para úlceras e feridas carnosas. • A penugem que envolve as sementes. raízes e látex. . TOXICOLOGIA O látex é cáustico. é um eficiente raticida (192).4m. • O látex da planta. causando sérias inflamações oftálmicas. dispensando adubações. tônico cardiovascular em doses mínimas. emético. além de já ter sido utilizada em cordoaria. • Propagação: sementes. • É melífera e ornamental. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. O látex cauteriza verrugas (271). OUTRAS PROPRIEDADES • Os caules fibrosos podem ser utilizados como matéria prima para a fabricação do papel. • Pragas: é atacada pela lagarta Papilio teratii. vermífugas.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. As raízes são indicadas para combater o panarício (93). São atribuídas às raízes propriedades sudoríficas. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. INDICAÇÕES As folhas machucadas são usadas sobre as feridas para cicatrização rápida. • É hospedeira do fungo Uromyces Hovei (93).

PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos maduros. com cerca de 3cm de comprimento. contendo 4-5 sementes pretas. lisas na face ventral e áspera na dorsal. mas também se adapta às subtropicais. quiabento. SINONÍMIA Cacto-rosa. oblongo-lanceoladas.5 x 1. com porte menor. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. obtusa. bem drenados e profundos. cilíndrico. dispostas em rácimos terminais. de caule arbóreo. obovóides-achatadas. SOLO Prefere solos leves. 3-angulosa. As sementes apresentam germinação muito lenta e o crescimento das plântulas também é muito demorado. luzidias. armado de inúmeros acúleos fortes. Não tolera solos muito úmidos e ácidos. • Plantio: primavera. FITOLOGIA Planta perene. 8-10 fasciculados.5m. castanho-escuro ou pretos. • Florescimento: setembro a fevereiro. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. como cerca-viva. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito na periferia da propriedade. ramoso e lenhoso. • Propagação: estacas de ramos e sementes. quando as mudas apresentam 8 a 10 folhas definitivas. As flores são rosa-escuro com anteras amarelo-ouro. de 2-3cm de comprimento. O fruto é uma baga periforme. Aclimatar as mudas sob tela de sombrite 50% de sombra. inodoras. • Espaçamento : 1. É heliófita e xerófita. CLIMA Em regiões tropicais chega a atingir um porte arbóreo. Folhas sub-pecioladas.ORA-PRO-NOBIS-GRANDE NOME CIENTÍFICO Peireskia grandiflora Haw. com até 4cm de diâmetro. sílico-siltosos. acuminadas.

rosa-madeira. jumbela. cicatrizante e nutritiva. . SINONÍMIA Groselha-da-américa. dispostas em pequenas panículas terminais. Não se adapta a solos muito úmidos e ácidos. suculentos. Serve de porta-enxerto para outras espécies de cactáceas (93). trepadeira-limão. A planta e as flores são bastante ornamentais. SOLO Prefere solos leves. escandente de ramos longos. Pode ser utilizada como cerca-viva. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de queimaduras. FITOLOGIA Arbusto perene. groselheira-das-antilhas.É mucilaginosa. As folhas são lanceoladas. areno-siltosos e ricos em matéria orgânica. mais ou menos racemosas. ferimentos e úlceras internas e externas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. CLIMA Espécie de clima subtropical. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Produz frutos comestíveis. podem ser consumidas como salada. HABITAT Espécie alóctone. Apresentam um aroma muito forte. planas. com espinhos. É heliófita. As folhas. originária da Argentina. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se a tarde. numerosas. hidratante. quase sésseis. groselha-dos-barbados. carnosas e verde-escuras. pequeno e amarelo. Inflorescências curtas. ORA-PRO-NOBIS-MIÚDA NOME CIENTÍFICO Peireskia aculeata Mill. ricas em proteína. groselha-das-antilhas. O fruto é do tipo baga. glabras. com flores cor creme-amareladas.

curto-pecioladas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite a 70% de sombra. As folhas são ovadas. onde cresce espontaneamente em colinas expostas. sopas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e frutos são suculentos e ricos em proteínas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são emolientes e os frutos são expectorantes e anti-sifilíticos (93). • Espaçamento : 2. sob irrigação por nebulização. sutilmente pontuado-pilosas. • Plantio: primavera. inteiras. podendo ser utilizadas como salada. • A planta pode ser utilizada como cerca viva. • Propagação: estacas de ramos novos. rasteira ou decumbente. quase que inexpugnável. angu e omeletes. SINONÍMIA Oregão. • Adubação: 2kg/planta de composto orgânico ou 1kg/planta de cama de aviário. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Flores dispostas em verticilos paucifloros. com . ORÉGANO NOME CIENTÍFICO Origanum vulgare L. é aconselhável instalar o plantio ao longo de cercas.0 x 1. aromáticas. refogados. • Florescimento: março a abril.AGROLOGIA • Ambiente: devido a vegetação muito luxuriante e cerrada e aos numerosos espinhos. HABITAT Espécie alóctone. originária da Ásia e Europa Ocidental. FITOLOGIA Planta herbácea.5m. • Colheita: inicia 8 a 10 meses após o plantio. INDICAÇÕES Abranda inflamações. reunidas em espigas e estas em corimbos dispostos em panículas amplas. alivia queimaduras de pele e recupera a pele (128). vivaz.

timol (0. • Herbicida: trifluralina (48% .76%). seco. • Inalação: Ferver em ½ litro de água 2 colheres das de sopa de orégano. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É excitante. digestiva. sob irrigação por nebulização.816 plantas/ha). com 5 dentes subiguais e corola bilabiada.brácteas grandes. INDICAÇÕES Indicada para eliminar a caspa. adaptando-se ao subtropical.27 a17.17 a 9. Coar. Fazer inalação dos vapores (resfriados).07%). As touceiras podem ser plantadas diretamente a campo. tratar menstruações difíceis e combater resfriados (294). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita sob telado de sombrite a 70% de sombra. vulnerária (93). afetando o desenvolvimento e a produção de óleos. aperiente. • Colheita: ocorre no verão. são emolientes (128). Abafar por 10 minutos. antisséptica. CLIMA É de clima temperado.2 litros/ha) e pendimetalin (33%. bem drenados e de natureza calcária. Fruto tetraquênio. p-cimeno (0. É planta heliófita. • Vinho: macerar durante 8 dias 50g de orégano em 1 litro de vinho branco seco. Chuvas em excesso são prejudiciais. em pós-plantio (448).35cm (40.55%). AGROLOGIA • Espaçamento: 0.70 x 0. • Plantio: outono e primavera.13 a 9. cariofileno (15. adoçar com mel (digestivo e menstruações difíceis).35%) (277). As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. PARTES UTILIZADAS Folhas.52 a 29. Coar e tomar 2 cálices ao dia (estimulante do apetite).3 litros /ha). em canteiros. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das chá de folha em 1 xícara das de chá de água quente. cis-β-ocimeno (0.3 litros/ha). SOLO Prefere solos férteis. carminativa. FITOQUÍMICA Sabineno (3. . • Rendimento: 0. carvacrol (368) e terpineol (93). As flores. antiespasmódica.25 a 28.64kg/planta (277) ou de 8 a 17t/ha (357). liso e ovóide-oblongo. Cálice campanulado. É utilizada externamente como anti-reumática (283). quando ocorre o florescimento.24%). préplantio e prometrina (50% . • Propagação: sementes. parasiticida e tônica (294). expectorante. estacas e divisão de touceiras. em compressas.

ricos em matéria orgânica e bem drenados. AGROLOGIA • Espaçamento :1. Os ramos são radicantes. sob tela de sombrite 70%. As flores apresentam-se em glomérulos com espigas compostas. quadrangular. Coar e enxaguar os cabelos previamente limpos para eliminar a caspa (294). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. pecioladas.0m. ovadas. ramificado no dossel superior. ponta subaguda.• Decocção: ferver 30g de orégano em 1 litro de água. HABITAT Espécie alóctone. • Propagação: estacas de ramos. mantidas sempre umedecidas.2 x 1. As folhas são lisas. inteiras. com as margens grosseiramente duplo-dentadas. violeta-castanho. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. • Plantio: outubro a novembro. CLIMA Prefere clima quente e úmido. grosso. Fruto seco. O caule ereto. ORIZA NOME CIENTÍFICO Pogostemon cablin [Blanco] Benth. patchouly Pellet. pentâmeras. patchouli. cobertas com um tomento amarelado fosco e glândulas de óleo em ambas as faces. originária da Índia. patchuli. opostas. OUTRAS PROPRIEDADES • Tempero de pizza. hermafroditas. SINONÍMIA Patcholi. fortemente aromáticas e medindo 5 a 10cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. durante 10 minutos. de pratos à parmiggiana. saladas (de tomate) e carnes. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 0. aveludadas. SOLO Prefere solos aluviais. base cuneada. ou P. lenhoso na base. Em regiões subtropicais o crescimento é lento e não ocorre o florescimento.3 a 1. .0m.

5 a 9g/xícara (445). α-terpineno. sob temperaturas baixas. 4. protegem as roupas do ataque de insetos. Readubar anualmente. coriza. cadineno. . FITOQUÍMICA A planta contém 45% de óleo volátil rico em cânfora (93) eugenol. anidrido cinâmico. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. diarréia (445). OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial da planta. • Nutrição: é comum ocorrer sintomas de deficiências nutricionais. obtido por destilação. cólicas. é imperioso que se faça um bom controle dos inços desde o plantio. fastio. β-patchouleno. FORMAS DE USO • 6 a 12g/xícara. na forma de pó. febre. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. As folhas são colhidas antes do florescimento. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana e demulcente (445). • As folhas pulverizadas. • Plantas daninhas: por ter um crescimento lento. embaladas em saches. influenza. infusão ou decôcto (444). cosméticos e sabonetes.• Adubação: 1kg de húmus de minhoca ou composto orgânico e 100g de fosfato natural por planta. PARIPAROBA NOME CIENTÍFICO Potomorphe umbellata (L. aplicando-se 10g de fosfato de amônio por planta. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. dores musculares. quando ele ocorre. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento de dor-de-cabeça. tosse e dispepsia (444). halitoses. benzaldeído. α-guaieno. a cada três meses. sobretudo de fósforo e magnésio. é utilizado na fabricação de perfumes.) Miq. na primavera e verão. exceto as raízes. álcool patchouli (445). eructações. α-bulneseno. náuseas. vômitos.

Fruto tipo baga. caapeba. É heliófita ou esciófita e seletiva higrófita. É tolerante à acidez do solo. que apresenta uma ampla adaptação térmica. turbinada. lençol-de-santabárbara. perene. Prefere o clima tropical ou subtropical quente e úmido. A insolação excessiva resulta em amarelecimento e paralisação do crescimento das mudas. 11 a 13-peltinérvia. amassadas.0m.5 a 1. malvaísco. Flores sésseis.5 a 2. As estacas são enraizadas em substrato arenoso ou à base de vermiculita. membranoso. • Consórcio: a planta é muito vulnerável ao plantio a céu aberto. sob telado de sombrite 70% e irrigação. eretas. vaginado-alado.5 x 1. O excesso de exposição solar degrada os cromopigmentos da folha. jaborandi-manso. andróginas e minúsculas. caapeba-verdadeira. . exalam aroma de hortelã. sendo que o limite austral de ocorrência é a Serra do Tabuleiro (177) FITOLOGIA Planta arbustiva. trígona. • Irrigação: deve ser diária. medindo 10 a 25cm de diâmetro. capeba. jaguarandi. ápice agudo. outubro e dezembro. As folhas. rebentos de raiz e estacas de ramos e caule. 3 a 4cm de comprimento. até o pleno estabelecimento das mudas a campo. de 1. do tipo serrapilheira.SINONÍMIA Aguaxima.0kg/planta de composto orgânico bem curtido. O limbo é profundamente cordado na base. SOLO Cresce melhor em solos humosos. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: primavera e outono. • Florescimento: março a junho. As flores dispõem-se em espigas axilares. Também ocorre em áreas ruderais. malvaísco. capeva. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas beiradas da Mata Atlântica. com 6 a 7cm de comprimento. com pontuações translúcidas glandulosas. capoeiras e capoeirões. malvarisco. CLIMA Espécie pan-tropical. malvarisco. caá-peuá. capeua. brevemente acuminado no ápice.5m de altura. Folhas longo-pecioladas. dispostas em umbelas sobre um pedúnculo axilar glabro. É considerada planta rara em Santa Catarina. pariparoba. nervuras aveludadas na face dorsal. úmidos e frescos. É nitrófila. em número de 2 a 6. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. de pecíolo glabro. Não prospera bem em solos arenosos ou muito argilosos. caapeba-do-norte. • Propagação: sementes. esverdeada quando nova e preta ao final. puberulento e bainha desenvolvida. catajé. necessitando de uma consorciação com espécies mais altas e de maior cobertura vegetal. • Adubação: 0. podendo resultar em necrose progressiva da mesma.

machucaduras (120). anti-reumática. carminativa. tônica. urinárias e das vias respiratórias. FARMACOLOGIA Possui atividade analgésica. • Decocção . chavicina. antiescorbútica. distúrbios gástricos. esteróides e mucilagens (128).usar: ⇒ casca do tronco para afecções respiratórias. debilidade orgânica em geral. anti-hipertensiva (215). reguladora da menstruação. desobstruente. Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão (128).23%) (281). debilidade orgânica e afecções urinárias. resolutiva. béquica. bronquite. folhas. vermífuga. mas não atividade mutagênica e antimalárica (120). • Vinho: macerar durante 15 dias 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco. piperatina e piperina (9) e o carotenóide prolicopeno (0. estomáquica (257).• Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. compostos fenólicos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Odontálgica. insuficiências hepáticas (128). FITOQUÍMICA Óleo essencial. . pariparobina. atonia estomacal. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abcessos. febrífuga. OUTRAS PROPRIEDADES • Os índios utilizam os frutos (bagas) como alimento. ⇒ raízes para febres. malária (130). hepáticas. emoliente (9) e antiasmática (271). emoliente. anti-hemorroidária. • Suco: uso tópico sobre queimaduras (68). resfriado. • As folhas são comestíveis. amentilhos e sementes. úlceras (215). jamborandina. colagoga. • Linimento: triturar as sementes com óleo de linhaça. sudorífica (68). INDICAÇÕES Utilizada em queimaduras. FORMAS DE USO • Infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água (insuficiência hepática). abcessos e furúnculos (68). casca. PARTES UTILIZADAS Raiz. detersiva. gastralgias. infarto das vísceras abdominais. afecções do aparelho digestivo (257). azias. diurética. antiinflamatória externa e interna (119). vulnerária (93).

contendo substrato organo-mineral. vales aluviais. com acúleos gêmeos na axila foliar. pata-de-burro. SOLO Exige solos profundos. Solos ácidos e úmidos são desfavoráveis à planta. medindo 8 a 9cm de comprimento.5m. linear. à beira de estradas e em terrenos baldios. divididas acima do meio. grande ou arbórea. casco-de-vaca. pendulares. • Propagação: sementes. A germinação ocorre entre 15 e 25 dias e o poder germinativo é inferior a 30% (241). perene. FITOLOGIA Planta arbustiva. FAMÍLIA BOTÂNICA Caesalpiniaceae. HABITAT Espécie autóctone que ocorre espontaneamente na floresta pluvial Atlântica e subespontaneamente em pastagens. ora ligeiramente curvos para dentro. ora uniformemente retos. que atinge até 8m de altura. em viveiro. obtusas ou um pouco agudas.5 x 3. Folhas alternas. unha-deanta. finos. mirorá. . decídua. unha-de-boi. com a forma típica de 9 nervos. Tem ramos frágeis. adapta-se à regiões mais quentes. CLIMA Embora seja de clima temperado. pata-de-boi. SINONÍMIA Bauínia. membranáceas. mororó. férteis e drenados. miriró. capoeiras. ou acuminadas na base. A planta é caducifolia no inverno. Fruto tipo legume. brancas. glabras. rebrotando a partir de outubro. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. ovais ou lanceoladas. pouco divergentes. compostas de dois folíolos unidos pela base. glabros ou pubescente. Acúleos quase sempre gêmeos. arredondadas ou subcordiformes. Flores axilares ou terminais. Cresce subespontaneamente no sul do Brasil. medindo 15 a 25cm de comprimento por 2cm de largura. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos com capacidade de 300 a 400ml.PATA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Bauhinia forficata Link. • Plantio: março a abril. ou grossos. setembro. unha-de-vaca.

Os fruto maturam em maio a junho. prisão de ventre (215) e elefantíase (68). regularizando a glicemia sangüínea. moléstias da pele (179). lenha e obras leves (241). tanino (flobatênicos e pirogálicos) e minerais (145). alamedas. tônica renal (68). • Florescimento: janeiro a março. avenidas e jardins. Tomar ½ a 1 xícara de chá ao dia (257). purgativa. depurativa (145). diurética (257). folhas. mucilagem. goma. • Colheita: feita dois anos após o plantio. flores. composto ou húmus de minhoca. adicionados a 100g/cova de superfosfato natural. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 folha em 1 xícara das de chá de água. Se o solo for ácido. a partir de novembro. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém 15. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho da folha picada em ½ litro de água ou 1 folha picada por xícaras de chá. ácidos orgânicos. FITOQUÍMICA Flavonóides (campferol. lenho e raízes. PARTES UTILIZADAS Cascas. • Padrão comercial: folhas isentas de matéria orgânica. antidiarréica.100 unidades (241). Ferver por 3 minutos. rutina e quercitina). • Do lenho obtém-se carvão de boa qualidade (93). FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade hipoglicêmica com a dose de 3g/dia de folhas. Tomar 3 xícaras ao dia (145). • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipoglicemiante (antidiabética). OUTRAS PROPRIEDADES • Planta ornamental de ruas. É indicada para afecções renais e urinárias. nos casos de poliúria ou urina solta. Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia (diabetes).• Adubação: 5kg/cova de estrume de gado. sobretudo da Diabetes melittus (385). adicionar 500g de calcário dolomítico por cova. Fazer a decocção de 1 colher das de sopa do pó em 1 xícara de água. glicosídeos (257). por 56 dias (276). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (68). flores (purgativo). • Pó: feito com casca e folhas secas. . • A madeira é utilizada para caixotaria. além de impedir o aparecimento de açúcar na urina. INDICAÇÕES A planta tem a propriedade peculiar de reduzir a excreção de urina.

mas tolera um certo sombreamento. CLIMA Adapta-se desde às regiões tropicais até as subtropicais frias. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. pubescentes e mais claros na face dorsal. febrífuga e béquica (271). laxante. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. hepática. segmentada. compostas. tomentosa. estomáquica. pecioladas. É heliófita. Fruto tipo vagem. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. Folíolos ovais.) Schinz et Thell. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. trifolioadas. Cresce espontaneamente em áreas ruderais.PEGA-PEGA NOME CIENTÍFICO Desmodium canum (Gml. Folhas alternas. • Propagação: sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antiblenorrágica. em pomares e hortos abandonados. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. carrapicho-beiço-de-boi. .30m. campos. cujos tomentos apresentam a extremidade em forma de gancho. medindo 40 a 50cm de altura. diurética. de caule pubescente. SINONÍMIA Amores-do-campo. pastos. o que favorece a fixação em animais e pessoas. marmelada-de-cavalo. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. • Plantio: março a abril.30 x 0. contribuindo com a disseminação das sementes. É tolerante à seca. ascendente ou prostrada. à beira das estradas. Inflorescência terminal em rácimos com cerca de 12cm de comprimento com várias flores lilases. tônica (68). com exceção aos salinos. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solos.

podendo causar um declínio no tamanho de folhas e facilitar à ocorrência de doenças. bronquite. É resistente às baixas temperaturas de inverno. uretrite (68). • Propagação: brotações de rizoma. sálvia-peluda. sálvia. originária da Turquia.5 x 0. aerados. peixe-frito.5 a 1. alongadas. que cresce de 20 a 40cm em altura. peixinho-frito. As folhas são elípticas. entoucerada. HABITAT Espécie alóctone.3m. língua-de-vaca. disfunções gástricas e hepáticas. SINONÍMIA Lambari. dores estomacais e dos membros. PEIXINHO NOME CIENTÍFICO Stachys lanata L. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. a planta tende a perfilhar em demasia. Para evitar o . CLIMA A planta desenvolve-se melhor em regiões temperadas e subtropicais. • Adubação: 0. orelha-de-lebre. abrigados do radiação solar direta. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. ostensivamente pilosas. que são enraizados em substrato organo-mineral. • Raleio: no auge do crescimento. lambarizinho. • Plantio: outono e primavera. cistite. perene. inflamação do pênis. espessas. FITOLOGIA Planta herbácea.0kg de composto orgânico ou húmus de minhoca por planta. orelha-de-cordeiro. • Doenças: altamente suceptível a nematóides. feridas e úlceras (271). peixe-depobre.INDICAÇÕES Afecções renais. Sudoeste da Ásia e Cáucaso. SOLO Prefere solos bem drenados. verde-prateadas ou cinza-esverdeada. tomentosa. ricos em matéria orgânica e úmidos.

à milanesa. ervanço. dunas estabilizadas.0cm de diâmetro. nateira.6cm de comprimento por 1. As folhas basais são curto pecioladas. caaponga.60m de altura. quadrangular a cilíndrico. aproveitando-os para a produção de novas mudas. SINONÍMIA Acônito-do-mato. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. HABITAT Espécie autóctone que ocorre principalmente ao longo do litoral brasileiro. O caule é anguloso e estriado. perpétua-do-mato. É cultivada em jardins. lembram cheiro de peixe frito. com pedúnculo medindo 1 a 10cm de comprimento. perpétua. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. • Quando fritas. pouco pubescentes e apresentam um policromismo acentuado na faixa do vermelho. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são utilizadas na alimentação. As flores são . oblongas. crescendo em áreas de restinga.declínio progressivo da touceira. carrapichinho-do-mato. com nós entumescidos. carrapichinho. Lythraea brasiliensis e Guapira opposita. Inflorescência em glomérulos de flores densamente agrupadas. ereta ou subprostrada que atinge 1. embora também possam ser verdes. com cerca de 1. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. • As folhas desidratadas atuam como excelente isolante térmico. É encontrada associada a Schinus terebinthifolius. ao longo de matas ciliares e em áreas ruderais. sempre-viva. cabeça-branca. as superiores subsésseis ou sésseis. globosos ou oblongos. em decocção (444). acuminadas. PENICILINA NOME CIENTÍFICO Alternanthera brasiliana (L. quebra-panela. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e emoliente. O limite austral da planta é a Ilha de Santa Catarina (401).) Kuntze var. ralear os perfilhos. brasiliana. de base lenhosa. Uso semelhante à Sálvia officinalis. perpétua-do-brasil. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia.

. variando desde as regiões tropicais às subtropicais. • Propagação: sementes e segmentos nodais de ramos. • Florescimento: ano todo. Semente oblonga a ovalada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As flores são béquicas (93). A planta pode ter seu crescimento controlado através de podas de formação e condução. inclusive plantas daninhas. pode ser utilizada em áreas acidentadas.5 x 1. Os frutos são utrículos uniseminados.5m. PERIQUITINHO NOME CIENTÍFICO Alternanthera pungens H. inclusos entre a tépala e a sépala. castanhoavermelhada e levemente ondulada (209). Os segmentos nodais são enraizados em substratos à base de vermiculita. de rápido crescimento e com grande capacidade de cobertura de solo.creme ou levemente rosadas. • Espaçamento : 1. • Poda: a planta apresenta um crescimento muito luxuriante na primavera e verão. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação climática. Em regiões subtropicais. Tem demonstrado uma alta capacidade de adaptação em temperaturas subtropicais.0mm de comprimento por 1. • Colheita: inicia aos 3 meses após o plantio. • Plantio: outubro a novembro. brilhante. pode ocorrer danos às folhas por geada. com cerca de 1. quando novas tornando-se branca quando matura. dominando sobre outras próximas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta jovem pode ser utilizada pelo gado. em altitudes acima de 600m. pouco ácidos e arenosos.K. É planta nitrófila. declivosas ou sujeitas à erosão. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. SOLO Desenvolve-se em solos enxutos.6 a 2.B.0mm de largura. areia e/ou casca de arroz. É heliófita e seletiva xerófita (401). sendo pouco recomendadas. As sementes apresentam um baixo índice de germinação. • É considerada uma espécie ornamental de grande vivacidade.

inteiras. palhadas diversas ou plástico preto sobre o solo. com caules radicantes. SOLO Prefere solos úmidos.4 x 0. na Bacia do rio Paraná (401). Aclimatar as estacas radicantes sob tela de sombrite 50 a 70%. • Propagação: sementes e estacas dos ramos radicantes. periquitinho-de-espinho HABITAT Espécie autóctone da América tropical e subespontânea em vários continentes. suborbiculares ou largamente ovadas. CLIMA Espécie de clima tropical. enraizando em saquinhos plásticos contendo substrato organo-mineral. SINONÍMIA Anador. Após o plantio.FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. mucronados. adaptando-se bem ao subtropical. • Plantas daninhas: evitar áreas muito inçadas. axilares e sésseis. manter o cultivo totalmente livre de inços. para que as folhas fiquem livres de solo aderente. Os frutos são utrículos indeiscentes com 1mm de comprimento. pouco ácidos e aerados. com ápices obtusos. O limite austral da planta é a Zona da Mata Branca. FITOQUÍMICA . rasteira. As flores estão agrupadas em espigas capituliformes. FITOLOGIA Planta herbácea perene.3m. • Florescimento: verão e outono. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou esterco de gado. ocorre numa frequência baixa nas regiões onde medra. ricos em matéria orgânica. • Plantio: outono ou primavera. com tamanhos distintos e curtamente pecioladas. • Espaçamento: 0. PARTES UTILIZADAS Folhas. Não tolera geadas. • Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. Embora cosmopolita. • Mulching: utilizar casca de arroz. preferindo-se a última. As folhas são opostas. AGROLOGIA • Ambiente: pode ser cultivada em vasos ou em canteiros à guisa de horta.

inteiras.Esteróides. antiflogísticas. imortal. ramos articulares e pubescente. dispostas em capítulos esféricos ou alongadas. acetato de bornilo. terpinoleno. diuréticas. • Propagação: sementes. α-cimeno. borneol. 1. A parte aérea é diurética e emoliente. muito ramificada. hepáticas e indicadas para distúrbios renais. O suco fresco das folhas é tônico. acetato de elemol. avermelhadas ou roxas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta inteira é indicada para transtornos gástricos. hepáticos e intestinais. linalol. mirceno. paratudo. que cresce de 30 a 50cm em altura. limoneno. O óleo essencial contém canfeno. As flores são longipecioladas. comprimido. eudesmol e azuleno (179).3m. inodoras. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia que cresce em solos arenosos e/ou pobres. α-terpinol. Folhas opostas. tuyona. Semente cor de café. pequenas e bracteadas. suspiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae.8-cineol. amarantóide-violeta. Fruto ovóide. curcumeno.5 x 0. . suspiro-roxo. elíptico-lanceoladas e pilosas. lisa e brilhante. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e aclimatadas em viveiros. leucoantocianinas e alcalóides. saponinas. diarréia infantil e problemas de dentição em crianças (179). OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada como ornamental de beirada de canteiros. alcanfor. αpineno. A decocção ou infusão das folhas são eupépticas. perpétua-roxa. p-cimeno. descongestionantes. FITOLOGIA Planta herbácea anual. muito duráveis. PERPÉTUA NOME CIENTÍFICO Gomphrena globosa L. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. em bosques e sub-bosques. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. SINONÍMIA Amaranto-globoso.

INDICAÇÕES Utilizada para afecções do sistema respiratório (257). . que são derivados glicosídeos da betanidina e isobetanidina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante (93). aromática e eupéptica (1). antiespasmódica. carrapicho-agulha. SINONÍMIA Carrapicho. carrapicho-picão. amarga. furacapa. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de flores por litro de água (257). • É altamente ornamental em jardins. FORMAS DE USO Folhas e flores. carrapicho-cuambu. PICÃO-PRETO NOME CIENTÍFICO Bidens pilosa L. picão-do-campo. erva-de-picão. OUTRAS PROPRIEDADES • Fornece matéria corante violeta. febrífuga. emenagoga. pico-pico. coambi. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. piolho-de-padre. otites (130). picão. oftálmica. adstringente (130). dos quais logrou-se identificar a gomfrerina I e II. tônica. ⇒ 10g por litro de água. erva-pilão. carrapicho-de-agulha. própria para colorizar alguns alimentos (93). cuambri. fura-capa. sumo e pó. • Decocção. picacho-negro. béquica (215). macela-do-campo. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). cuambú. Contém ainda 4. tranquilizante. FITOQUÍMICA A planta contém 7 pigmentos. goambú. picão-preto. picacho. e estados nervosos do coração (215). 7metilenedioxiflavonol 3-0-β-D glucosídeo (130).• Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. carrapichode-duas-pontas. paconca. erva-picão. distúrbios gastrointestinais e hepáticos. diurética. 5-dihidroxi-6.

colunar-fusiformes. São semeadas diretamente a campo. cosmopolita. • Colheita: inverno. α-felandreno. glabra ou algo pubescente. Capítulos de flores tubulares e radiadas. policatilenos (ação cercaricida). triterpenos. com 30 a 80cm de altura. ereta.3'-dimetoxi-7-0-β-D-glucopiranose) (51).HABITAT Espécie autóctone da América tropical. sais de potássio. limoneno. pecioladas. chalconas. sílica.3'-dimetoxi-7-0-α-L-ramnopiranosil-(1→6)β-D-glucopiranose e quercetin-3. • Propagação: sementes.000 sementes. desiguais. com 2 a 7cm de comprimento. colhida antes do florescimento. ácido nicotínico. glicosídeos de aurona (179) ácido salicílico. ácido-p-cumárico. que ocorre espontaneamente a beira de estradas. • Florescimento: primavera. • Produção de sementes: cada planta produz 3. Não devem ser enterradas além de 1cm de profundidade. que são fotoblásticas positivas. quercetina. ácido tânico. SOLO Prefere os areno-argilosos. agudos ou acuminados. com corola tubular.3 x 0. candineno. 13. Isto permite 3 a 4 gerações por ano (209). amarelas. Caule quadrangular. taninos.quercetin-3. liso. α-pineno. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas. anual.000 a 6. timol. fenilheptatriino. úmidos e revolvidos. Folhas opostas. cálcio e fósforo (257). 3-divididas. • Plantio: outono. mas ocorre espontaneamente principalmente na primavera e verão. FITOLOGIA Planta herbácea. perfeitas.64% de substâncias . 5-dentadas. os interiores mais compridos que o invólucro. Aquênios planos. okanina-3-glicosídeo. FITOQUÍMICA Hidrocarbonetos e fitosteróis.3-diin-5-en-7-ol-acetato). todas prontamente viáveis após a maturação. esteróis. serrados. verão e outono. mucilagem e bioflavonóides (145). Determinou-se na matéria sêca da planta. poliacetilenos (ação fungicida e bactericida) (31 1994). o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pêlos. aminas. áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras. fenilacetileno (1-fenil-1.3m. com ramificação dística. com segmentos ovais a lanceolados. dois glicosídeos (flavona matoxilado . CLIMA A planta desenvolve-se bem em climas quentes e frios. férteis. pretos. flavonóides. as superiores alternas. as superiores nem sempre divididas. de ramos dicotômicos. PARTES UTILIZADAS Toda a planta.

demonstra atividade anti-helmíntica. desobstruente do fígado. leveduras e dermatófitos (48). antibiótica (145). dores osteoarticulares (92). e serve de antídoto em casos de envenenamento (285). 48. apud 179).62% de lipídicas. 23. emenagoga. Utiliza-se ainda para resfriados. antidiarréica (as flores) (285). antiprotozoária (295) e microbiana in vitro frente às bactérias Gram-positivas.71% de fibrosa e 11. assaduras e picadas de insetos (145). distúrbios hepáticos. 6. antileucorréica (93) e hepatoprotetora. vermífuga. indigestão (153). Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium falciparum. As raízes combatem cefaléias. depurativa (345). antidisentérica. A planta apresenta ação hipoglicemiante comprovada por via oral (414). tônica do sangue (266). sialogoga (68). utilizando-se as flores cozidas com açúcar (Duke. irritação interna. . cicatrizante. • Compressas: utilizar o suco ou a infusão em feridas. antisséptica. diabete e verminose). hemorragia pós-parto. citado por 179). Banhos com o chá da planta controlam irritações da pele (266). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (hepatite. O extrato aquoso da planta inteira tem ação hipoglicemiante em ratos com hiperglicemia induzida por aloxano (325) e hipotensiva (Nas. ATIVIDADE BIOLÓGICA A fenilheptatriina existente na planta. • Gargarejo: usar a infusão para amigdalite e faringite. estimulante. oftalgias e otorrinalgias. vulnerária.43% de sílica (93). gastroenterite. icterícia. faringite. antiartrítica. 2. ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta picada em ½ litro de água. antireumática (215). diurética.77% de óxido de potássio. A fração mineral contém 36. catártica. agentes da malária (51). hepatite (9). amigdalite (68) e engorgitamento das glândulas mamárias (93). úlceras gastroduodenais (179).69% de ácido fosfórico e 1. colesterol (345). inflamações da boca e da garganta. INDICAÇÕES As folhas trituradas são utilizadas como cataplasmas sobre feridas e tumores. antiinflamatória. Tomar 1 xícara das de chá a cada 4 horas. tranquilizante. antipirética. as sementes tostadas são colocadas sobre cortes. úlceras. hemorróidas. a infusão da planta abranda cólicas. 266). antiescorbútica (209). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É hipoglicemiante drástica (153. mucilaginosa. As folhas mastigadas controlam aftas. anti-hemorroidária (179). antiemética. hemostática.nitrogenadas.86% de óxido de cálcio. o suco mitiga odontalgias. amarga. 17. icterícia.04% de mineral. Rhizoctonia solani. 8. FARMACOLOGIA Antiulcerosa (16). expectorante (285).43% de ácido silícico.99% de não-nitrogenadas. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa da erva em ½ litro de água fervente. odontálgica (a raiz). o decocto das folhas é útil contra infecções do estômago e rins e para a angina.

Pode ser também utilizado em gargarejos (afecções bucais). É ótima forragem para coelhos. PINHÃO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Jatropha curcas L. pinhão-dos-barbados. contusas. glabras. pinhão. são fototóxicos para as bactérias. lactescente. De vários órgão da planta exsuda um látex branco e acre. mandobiguaçú. viroses. pinhão-manso. • Banho: utilizar a infusão 2 vezes ao dia (vulnerário e anti-séptico). nodoso. membranosas. amareloesverdeadas. palminérvias. base cordada e ápice curtamente acuminado. apud 179). dispostas em inflorescência pauciflora. A planta é hospedeira de vários nematóides. especialmente o fenilheptatriino . peão. fungos. Flores unissexuadas. grandes. fungos e fibroblastos humanos em presença de luz solar. Fruto tipo cápsula. fazer abluções ou compressas tópicas. • Suco: obtido de folhas frescas. pinhão-de-purga. Nas Filipinas é utilizada no preparo de uma bebida denominada "sinitsit". pião. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Na África é utilizada pelos nativos negros como salada. luzes artificiais ultravioletas e fluorescentes branca (439). SINONÍMIA Maduri-graça. manduri-graça. TOXICOLOGIA É atóxica para seres humanos porém é altamente tóxica para alguns insetos e larvas (Martinez. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. coriáceo. pulgões e coleópteros (209). Depois de frio. Os poliacetilenos existentes na planta. amarelo quando maduro. pequenas. Aplica-se topicamente na forma de compressas em feridas e úlceras (68). elipsóides e oblongas. As folhas são alternas. Sementes escuras. de 3 a 4m de altura e caule grosso.• Decocção: ferver 10 colheres das de chá de folhas em 1 litro de água. pinhão-do-paraguai. caducifolia.o composto mais fotoativo. AGROLOGIA . FITOLOGIA Planta arbórea. longo-pecioladas.

. O látex é utilizado sobre feridas (120). antiarrítmica. em instilação nasal. estanca hemorragias (112).• Espaçamento: 3 x 3m. dermatites. apud 130). mirístico e araquídico (Costa. febrífuga. na forma de chá ou com leite. prisão-de-ventre e constipação nasal. Outras espécies de Jatropha apresentaram atividade antibroncoconstritora. Ungüento preparado com o látex. É ainda utilizada para transtornos gastrintestinais e hepáticos. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.. com capacidade mínima de 300ml. como purgante (130). pleurisia crônica e lombrigas (154). béquica. ácidos oléico. como ungüento para curar picadas de insetos e. hidropisia. apud 120) e estimulante da musculatura lisa. • Propagação: sementes. linoléico. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados. devido às alucinações que produz. semente e óleo da semente. alcalóides. parasitoses. ácido málico e curcina (154). palmítico. ésteres. Decocção das folhas para banhos e aplicação externa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Purgativa. Óleo: 10 a 12 gotas. um princípio sacarino. TOXICOLOGIA O embrião da semente pode levar à cegueira. drástica. As sementes produzem um óleo emético e drástico (93). toxoalbumina (curcina). • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. O fruto contém glutina. compostos cianogênicos (130). contraceptiva (379). contendo substrato organo-mineral. FITOQUÍMICA As sementes contém 50 a 60% de óleo. apud 120). antidiabética e antiinflamatória (130). taninos. utilizadas para a sinusite. FARMACOLOGIA Apresenta atividade hemostática (Kone-Bamba et al. as sementes.24%. provoca náuseas. FORMAS DE USO • • • • Decocção das folhas e sementes. sapogeninas. INDICAÇÕES O óleo é utilizado para o tratamento de dermatites (Oblitas Poblete. antibacteriana (120). emética. esteárico. O óleo das sementes induz o aparecimento de tumores de pele. • Plantio: outono e primavera. PARTES UTILIZADAS Folhas. são torradas e. vermífuga. rubefaciente (folhas). anticefalálgica (120). úlceras dérmicas e escoriações (130). sem o embrião. goma. O chá das folhas é utilizado para o tratamento de constipação nasal. As sementes inteiras contém 26% de óleo e as sementes descascadas e frescas 36.

OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo das sementes pode ser utilizado na fabricação de sabões duros e como combustível para iluminação. glabrescentes na face dorsal. separando-se facilmente em carpelos 2-valvos (120. peão-roxo. vômitos. SINONÍMIA Batata-de-teú. Schvarstman. pecioladas. truncada em ambos os extremos. apud 120).5m. Casos graves resultam em espasmos musculares. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. hemorragia anal e interna. pubescentes. palmadas.0 a 1. pinhão-doparaguai. . ramificada. PINHÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Jatropha gossypiifolia L. jalopão. embora adapte-se as subtropicais. desidratação. • É utilizada na fixação de dunas e como cercas-vivas (93). 5 pétalas livres. diarréias e depressão do sistema respiratório e cardiovascular. Folhas alternas. Flores femininas dispostas nas partes baixas da inflorescência com estigma bifurcado. com 1cm de diâmetro. mamoninha. manfuí-guaçú. com 8 a 12 estames. pião-caboclo. ciliadas ou glandulíferas na margem. FITOLOGIA Planta anual com cerca de 1. glabras. As bebidas alcoólicas constituem-se em antídotos dos efeitos tóxicos (130).5m de altura. peãopagé. 351). hiporeflexia. raiz-de-teú. Pétalas obovadas de cor púrpura escura. em baixa altitude. pinhão-de-purga. as masculinas na parte superior. Ahmed e Adam. coma e morte (Horiuchi et al. torpor.. Inflorescência em cimeira contraída. pinhão-bravo.dores abdominais. O fruto contém uma semente escura com pintas negras. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais. HABITAT Espécie de origem americana que cresce em terrenos ermos. 3-sulcadas. 3 a 5 partidas ou lobadas. peão-curador. erva-purgante. O fruto é uma cápsula ovóide ou subglobosa. hipotensão.5 x 1. composta de flores monóicas. • A planta constitui-se em excelente suporte para a baunilha (Vanilla aromatica). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Cálice 5-lobado. pião-roxo.

329). jadaina. nefríticas e hepáticas e para úlceras gastrintestinais (303). Os ramos contém lignanos. Extratos etanólicos a 95% das raízes apresentaram atividade antitumoral em ratos portadores de leucemia P-338. jatropholonas A e B. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.. vulnerária. INDICAÇÕES É útil para o tratamento de feridas. saponinas e histamina. saponaretina e vitexina (81. antagoniza as convulsões induzidas por estrecnina. diurética (351). 425.4-δ apoxijatrophatriona. apud 179). 2. em ratos. alcalóides.3-bishidroximetil-6naftaleno. antiartrítica. 217. jatropha-factor G-2. Os ramos e caule apresentam atividade antimicrobiana in vitro contra Escherischia coli (85).3. A atividade é atribuída a jatrofona (217). O extrato acuoso da folha (15µg/ml) mostrou-se ativo contra Plasmodium falciparum.4-β-epoxijatrophatriona.4-δ-epoxi-jatrofona. O extrato etanólico da raiz. iso-vitexina e taninos. antiinflamatória. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiasmática (as flores). • Plantio: outono e primavera. FITOQUÍMICA Flavonóides. purgante. via intraperitonal. As raízes e sementes contém terpenos e lignanos. 442). anti-reumática. uma proteína tóxica e ésteres diterpênicos de forbol (49). O extrato das folhas é inativo (2). O extrato etanólico das folhas apresenta atividade depressora do sistema nervoso central (via intraperitonial) e uma leve ação anticonvulsionante em ratos com convulsões induzidas por metrazol. vomitiva. prasanthalina. álcoois alifáticos de cadeia larga e palmitona (81). As mudas podem ser preparadas semeando-se em bandejas de isopor ou saquinhos plásticos.• Propagação: sementes. ATIVIDADE BIOLÓGICA O diterpeno apresenta atividade antiprotozoaria . causador da malária (156. mordida de animais peçonhentos. Substâncias específicas: apigenina. atividade sobre o vírus citomegalo e Sindbis. 3. γ-butiri-lactona-2-piperonilida. 3. taninos. anticatarral. derivativa (93). inibição dos tumores . sendo que as sementes contém curcina. A planta é ainda utilizada para cólicas estomacais. FARMACOLOGIA Observou-se efeito hipoglicemiante in vivo em ratas tratadas com dexametasona (Llanes et al. antihelmíntica (folhas) (179). obstruções das vias abdominais e gripes fortes (120). laxante. Apresenta atividade antibiótica contra Microsporum cani e Microsporum gypseum. A folha contém histamina. vomitiva (o óleo da semente). 12-desoxi-16-hidroxiphorbol. jatropina. purgante. • Colheita: inicia 1 a 2 anos após o plantio. diurética (425). sarcoma 180 e WM 256 e adcarcinoma pulmonar de Lewis. carcinoma de Walker. jatrofona. anti-hidrópica e antitérmica (120). vitexina. Os extratos acuosos e etanólicos da planta inteira apresentam atividade moluscicida frente a Bulinus globulus (3). contendo substrato organo-mineral. antidiabética. 2-δ-hidroxijatrofona.

quase negra. in vitro do extrato etanólico utilizando Artemia salina foi de 1.4m. PIXIRICA NOME CIENTÍFICO Leandra purpurascens Cogn. medindo cerca de 0. As folhas medem cerca de 8 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. com duas nervuras principais originárias de uma mediana. A dose letal média. As folhas são longopecioladas.0mg/ml). em matas secundárias. As extremidades do ramos é avermelhada ou arroxeada. Semear em bandejas de isopor contendo substrato orgânico.80 x 0. SOLO Prefere os solos areno-humosos e úmidos. com cerca de 60 a 100cm de altura. aplicado topicamente. devem ser deixados fermentar por até 3 dias.em disco da batata (LC50=3. • Propagação: sementes e rebentos da raiz. DL50.5cm de diâmetro. FAMÍLIA BOTÂNICA Melastomaceae. pubescentes em ambas as faces. É esciófita. As sementes não devem ser utilizadas (303).0mg/ml (329). colhidos maduros. base obtusa ou arredondada. sob água corrente. CLIMA É de clima subtropical. FITOLOGIA Planta arbustiva. causa irritação na pele (4). Flores alvo-pubérulas dispostas em panículas terminais agrupadas nas extremidades dos ramos. suculenta. opostas. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em por toda mata Atlântica sul-brasileira. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (351). Os frutos. Fruto tipo baga. ereta. acuminadas. pubescente. violácea. lanceoladas. atividade moluscicida contra Biompholaria glabrata (179). perene. capoeirões e capoeiras.3 a 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Após. O caule é cilíndrico e muito viloso. Os rebentos . O óleo da semente. adaptando-se também ao tropical. O extrato etanólico da raiz (95%) apresenta atividade citotóxica in vitro (217). O contato com a planta pode provocar severas reações alérgicas e a seiva pode causar dermatites (124). lavar as sementes em uma peneira. por ser estimulante da musculatura uterina (329).

vivaz. com irrigação diária. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. denticuladas ou quase inteiras. menta-selvagem. infecções urinárias e genitais e externamente são utilizadas no tratamento de moléstias de pele (215). permite que a planta desenvolva-se melhor. • Plantio: outono e primavera. Carpelos ovóides. lisos. com 5 dentes desiguais. tubuloso. prostrada. bastante compactos. redondo-ovaladas. O cálice é viloso. porém há muito tempo adaptada às condições brasileiras. POEJO-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Mentha pulegium L. abrigados sob sombrite a 70% de sombra. multifloros. Popularmente é também utilizada como hipocolesterolêmica. hortelã-da-folha-miúda. • Consórcio: O cultivo da pixirica juntamente com espécies de maior porte. HABITAT Espécie alóctone. aromáticas. sublabiado. que proporcionem alguma sombra. SINONÍMIA Erva-de-são-lourenço. pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50cm em altura. obtusas ou subagudas. As folhas são pequenas. opostas. curtamente pecioladas. originária da Europa. com a goela fechada por pêlos coniventes. todos axilares. A planta exala um aroma peculiar. perene.podem ser enraizados em substrato organo-mineral. FITOLOGIA Planta herbácea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são usadas para regular o rítimo cardíaco. poejo-real. em numerosos verticilos. SOLO . • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. poejo. composta de flores lilases. poejo-das-hortas. A inflorescência é racimosa. os dois inferiores mais estreitos. crescendo subespontaneamente em solos úmidos. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos.

no inverno. antigripal (145). arroto. casca de arroz. expectorante. INDICAÇÕES Indicada para debilidade do sistema nervoso. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio. • Plantio: primavera e outono. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. • Desenvolvimento: no inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados. pois melhora a qualidade do produto colhido. antidiarréica (32). anti-hidrópica (257). catarro. giardicida. Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso. • Colheita: é dificultada. flavonóides. balsâmica. vermífuga (93). proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. anestésica. antiespasmódica. insônia (145). etc. • Hidroponia: é bastante indicada para o cultivo hidropônico. no inverno. Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo. hidropisia (32). (68). lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm. • Mulching: para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade. eupéptica. piperitenona. A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. que são plantados diretamente em canteiros. pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. resfriado. fenol. enjôo. carvona. coqueluche. enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera. carvacrol. acidez do estômago. diaforética. o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. cineol (145). antisséptica (258). dores reumáticas. béquica. mentol. mentona-piperitona. Solos ácidos são prejudiciais à planta. cicatrizante.3m. trichomonicida. timol e eugenol (120). FITOQUÍMICA Pulegona. emenagoga. tanino. amebicida e tônica (1). • Propagação: ramos radicantes e rizoma da planta matriz. bem curtido. analgésica. óleo essencial de poleganona (94%). embaraço gastrointestinal. acetato de metila (257). estomáquica. O caule é extremamente radicante. Utilizar 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. palha. dipenteno. borneol. digestiva (294). • Adubação: a planta responde bem à adubação orgânica.3 x 0. FORMAS DE USO . fermentações. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda. bronquite (68).As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade.).

ascendente. pecíolo com metade . medindo cerca de 20 a 25cm de altura. O infuso. • Colutório: ferver por 2 colheres das de sopa da planta em ½ litro de água.) R. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. Fazer bochechos (294). • Decôcto: ferver 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara das de chá. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia. mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano (294). Tomar 1 a 2 xícaras por dia. ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara das de chá. PRESUNTO-COM-OVOS NOME CIENTÍFICO Althernanthera ficoidea (L. • Pó ou xarope: tomar 3 vezes ao dia (vermes). radicante. As folhas são simples. Tomar 3 xícaras ao dia (68). presente na planta.• Infusão: ⇒ colocar 20g da planta fresca em 1 litro de água ou 4 a 5g por xícara das de chá. • É utilizada para o preparo de licores (163). mais largas na metade ou em baixo. presente na planta. Apagar o fogo e abafar por 15 minutos. ⇒ 15g de folhas e flores em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. se tomado 10 minutos antes das refeições. periquitinho. aspirina. periquito-ameno. multi-ramosa. elípticas. em altas doses. especialmente nos três primeiros meses (258). amoena (Lem. O borneol. variegadas em tonalidades de verdes.) Smith e Downs. é tóxica. juntamente com o suco de 1/2 limão. Coar e adicionar 1 copo de vinagre. opostas. (385). de ramos finos. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta afugenta pulgas e mosquitos. nativa das regiões tropicais do Brasil. HABITAT Espécie autóctone. inteiras. Br. glabras. SINONÍMIA Anador. afetando principalmente o fígado (145). var. FITOLOGIA Planta herbácea perene. A pulegona. estimula as funções gástricas (258). é contra-indicado para grávidas.

arrebenta-pedra. filanto. saudade-da-mulher. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada como ornamental. erva-pombinha. B. K. em bordadura de canteiros de jardins. pomares.) G. viveiros. • Plantio: primavera. saxífraga. verão ou outono. latryrroides (H. L. sésseis e glomeradas. As flores. jardins e áreas ruderais. • Adubação: 3kg/m2 de estrume de gado ou composto orgânico. quebra-panela. constituindo-se em invasora de hortas. • Colheita: inicia aos 5 a 6 meses após o plantio. saúde-da-mulher. que são enraizados em substrato organo-mineral ou implantados diretamente em canteiros. principalmente em planícies litorâneas.25m. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. furaparede. ssp. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. espinhosas. dispõem-se em espigas axilares. PARTES UTILIZADAS Folhas. Parece desenvolver-se melhor em regiões tropicais. • Propagação: segmentos dos ramos radicantes e divisão de ramos da cepa.do tamanho do limbo pinatinervado. de coloração amarelo-pálido. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus niruri L. SINONÍMIA Arranca-pedras. • Raleio: o excesso de brotação dos ramos deve ser contido para não resultar em declínio da planta matriz. erva-pombo. quebra-pedra-branco. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. conami. Esta operação de raleio proporciona a obtenção de novas mudas para plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiálgica e antiinflamatória.3 x 0. . Webster. Fruto suborbicular contendo 1 semente avermelhado-castanha (401).

. • Pragas: formigas e lagartas. vivaz. É esciófita. quercitrina. As flores são diminutas. solitárias. arredondados. monóicas. revirados no ápice.2m. O caule é cilíndrico. medianamente férteis e pouco ácidos. as masculinas gêmeas. filnirurina.FITOLOGIA Planta herbácea. Cápsulas deprimidas. na primavera. ao longo do ano. barro. costadas. localizadas nas axilas dos folíolos. nitretalina. areia. nirtetralina. alternas. Coluna estaminal inteira. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. com diminutas estrias transversais. • Crescimento espontâneo: verão. nirurina. curto-pediceladas nos dois sexos. nirurim. SOLO Prefere solos com alguma umidade. ereta. • Propagação: sementes. com porte de 20 a 50cm de altura. fisetina-41-0-β-D-glucosídeo. colhendo-se a planta inteira. nirfilina. nirantina. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. esverdeadas. • Flavonóides: astragalina. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. resistente e avermelhado As folhas são simples. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. Semeia-se diretamente em canteiros. Desenvolve-se melhor à sombra. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. isoquercitrina. pedras e pedaços de plantas diferentes. de glândulas livres e orbiculadas.30 x 0. crescendo até mesmo em rachaduras de calçadas. hidroxinirantina. membranáceas e glabras. nirurinetina. com râmulos peniformes. eriodictiol-7-αL-ramnosídeo. kaempferol-40-α-L-ramnosídeo. nitrantina. filtetrina e hidroxilignanos. mas adapta-se às áreas ensolaradas. quercitina. filantina. seco-4-hidroxilintetralina. com 3 anteras. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. rutina. com as glândulas co-implantadas na base. isolariciresinoltrimetil éter. 2-lobos. menos as raízes. com estípulas. hipofilantina. Esta espécie caracteriza-se pela folha assimétrica de base achatada. pequenas. filtetralina. desde as temperadas até as tropicais. com 6 sementes retorcidas longitudinalmente. e as femininas. Tolera solos pobres. muito pequenas. Colhe-se preferencialmente as ponteiras da planta. isolintetralina. Cálice frutígero com lacínias estreitas e obovais. ovaladas. CLIMA Adapta-se a uma ampla faixa de temperatura. kinokinina. ninurinetim. pecioladas. estilos curtíssimos. FITOQUÍMICA • Lignanos: lintetralina. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais.

210. sedante. 79). ácido salicílico. 130. ácido úrico. furosina. O extrato etanólico demonstra atividade antiviral contra o vírus da hepatite B (410). feridas. desobstruente. galato de etila. antisséptica. 79. relaxante muscular (258). ácido repandusínico. A ação analgésica e relaxante muscular dos alcalóides favorecem a eliminação de urólitos (258). 9. antiespasmódica (79). 386. 398. securimina. FARMACOLOGIA Antiinflamatória. diurética (103). nor-ent securinina. A Central de Medicamentos do Brasil (CEME) realizou testes clínicos e pré-clínicos com a planta. inapetência (68). via intragástrica revelou efeito anti-hepatotóxica em ratas e anti-hipercolesterolêmica (421). infecções pulmonares. • Outros: dibenzilbutirolactona. cólicas renais. anti-hidrópica (215). fortificante do estômago (242). hepatite-B (426. taninos. 24-isopropil-colesterol. analgésica (10. • Esteróides: β-sitosterol. 359. 64). cineol. • Alcanos: triacontan-1-al. anticancerígena (130). • Lipídeos: ácido ricinoléico. triacontan-1-ol.• Alcalóides: norsecurina. xantoxilina. 410. saponinas. 130). adstringente. antidiabética. da pele. vitamina C. filalvina. 396. estomáquica. hemorragias. • Terpenos: cimeno. entnorsecurinina. . 438). cimol. contusões. 397. INDICAÇÕES É usada no tratamento da diabetes. filesterina. • Alcalóides pirrozilidínicos: norsecurinina. O chá concentrado das folhas atua como emético (378). gelato de metila e de etila. dotriancontanóico. afecções do fígado. na dose de 200mg/kg. antilítica (68). 399. hirtetralina. linalol. catarros vesicais. antiictérica. citostática. glochidona. antiinfecciosa das vias urinárias (9. 374. 184. • Triterpenos: lupeol-acetato e lupeol. • Benzenóides: salicilato de metila. afecções urinárias. 178. litíases renais. antialérgica (420). amenorréia (184). 290. cistite (128). geranina. antitumoral (130). purgativa. antihepatotóxica e antagonista endotelino (186). 190. 198. As folhas e as sementes são tônicas e febrífugas (93). O pó da planta inteira. filocrisina. antivirótica. bem como litogênica (56). disenteria (311). filantidina. verificando sua ação preventiva na formação de cálculo renal. sudorífica. 4-metoxi-norsecurina. 64. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética (9. 82. 118. estradiol. 421. albuminúria (242). febre palustre. 369. flantine. filocrisina. hipoglicemiante (130) anti-hipertensora. 21. gota (145). 420. 332. 4-metoxi-norsecurinina. da boca e da garganta (64). antinefrítica (8). antiblenorrágica. inibidora ACE. afecções da próstata (32). niruside. 318. hiporilantina. gangrenas. ácido elágico (5. geraniina. • Alcalóides indolizidínicos: nirunina filantina. Verificou-se que o extrato aquoso da planta inibe a o vírus tipo-1 da imunodeficiência (HIV-1-RT) in vitro (304). 384). úlceras. nirurina. aperiente (145). linoléico e linolênico. inibidora da transcriptase reversa do HIV (332). hipertensão arterial (130). hepatoprotetora (417). icterícia (290). limoneno. tônica.

São reportadas ainda ação antihiperglicêmica (184). SINONÍMIA Arrebenta-pedra. tomar o chá a vontade durante o dia. no mínimo (145). QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus tenellus Roxb. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (68). HABITAT . Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. ⇒ Diurese: 35g/litro. Tomar 1 xícara das de chá 6 vezes ao dia (258). ⇒ ferver 10 a 20g da planta em 1 litro de água. ⇒ Câncer: 40g/litro. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. Tomar 3 xícaras ao dia (8). Tomar 3 xícaras ao dia. TOXICOLOGIA Abortiva e purgativa em altas doses (257). FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ ferver durante10 minutos 10g da planta picada em 1 litro de água. na dose de 1mg/ml revelou efeito nematicida contra Toxocara canis (210). Tomar 2 xícaras ao dia. Tomar várias vezes ao dia. Ferver.ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção da planta. Para a eliminação do cálculo renal. antimicrobiana contra Pastereulla pestis e Staphyllococus aureus (90). durante 3 semanas. Tomar 3 xícaras ao dia (8). OUTRAS PROPRIEDADES A planta é utilizada externamente como inseticida de pulgas e piolhos (154). suspendendo por duas semanas o uso do decocto após 10 dias de tratamento contínuo (relaxamento dos ureteres). erva-pombinha. ⇒ colocar 2 plantas inteiras em ½ litro de água. • Infusão: ⇒ colocar 1 xícara das de cafezinho da planta fresca picada em 1/2 litro de água. ⇒ Distúrbios renais: 30g/litro. ⇒ Diabetes: 75g/litro.

• Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. muito comum na região Sul. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. campesterol (Niero. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. ereta. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. medindo 1. margem lisa. SOLO Prefere solos revolvidos. • Pragas: formigas. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. simétricas. As sementes. globosos. quando postas ao sol. de coloração cstanho-clara. antiálgica (369).Espécie autóctone do Brasil. estouram à guisa de pipoca.6 a 0. É umbrófita. ácido gálico. com tegumento crustáceo. pedras e pedaços de plantas diferentes. mas nunca encharcados e muito ácidos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. aerados. Sementes cuneiformes. colhendo-se a planta inteira. férteis. Caule cilíndrico. resistente. As folhas caulinares são rudimentares (escamas). com 40 a 60cm de altura.30 x 0.8cm de largura. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento da glicosúria (242). esterol.2m. jardins. coriáceos. flavonas. dispostas alternadamente. estigmasterol. com flores apétalas. diurética (94). curto-pecioladas. 3-sulcados. • Crescimento espontâneo: verão. . Frutos esquizocarpos. Ocorre em áreas ruderais. • Propagação: sementes. de sépalas esbranquiçadas e diminutas. glabras. litotríptica e diurética (93). PARTES UTILIZADAS Planta inteira. Os ramos que partem do caule apresentam fileiras de folhas. areia. β-sitosterol (370).5cm de comprimento por 0. Inflorescência monóica e axilar. FITOQUÍMICA Terpeno (148). verde. esverdeado a amarelado. Semeia-se diretamente em canteiros. avermelhado na base e verde nas partes jovens. lisas. ao longo do ano. barro.0 a 1. base e ápice arredondados. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. hortas e em áreas agrícolas. flavonóis e ácidos fenólicos (138). apud 79). FITOLOGIA Planta herbácea anual. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. elípticas. glabros.

muito curto-pecioladas. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. niruri ou P. Fruto tipo cápsula.2m. ao longo do ano. lembrando uma folha pinada. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus urinaria L. pedras e pedaços de plantas diferentes. O caule é glabro e normalmente púrpura. capoeiras e bosques. sem pedúnculo. as vezes perene.30 x 0. HABITAT Espécie autóctone que vegeta espontaneamente em áreas ruderais. Produz frutos maiores que a espécie P. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As folhas são alternas. areia. • Crescimento espontâneo: primavera. monóicas e solitárias nas axilas. • Pragas: formigas. colhendo-se a planta inteira. barro. 170). amareladas. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. • Florescimento: abril a agosto. globoso. • Propagação: sementes. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. tenellus. . FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. que cresce de 20 a 30cm em altura.FARMACOLOGIA Apresenta atividade analgésica e antiinflamatória (370. proeminentemente dispostas em duas fileiras. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. levemente comprimido e espiculado. As flores são diminutas. Semeia-se diretamente em canteiros. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. FITOLOGIA Planta herbácea anual. preferencialmente no verão. PARTES UTILIZADAS Planta inteira.

Klebsiella pneumoniae. SINONÍMIA Alecrim-das-paredes. 318) antilipoxigenase (339). . eczema infantil da boxexa. Utilizada nas infecções urinárias e da garganta. Proteus vulgaris. Vibrio parahacmolyticus. Staphylococcus aureus (100). FORMAS DE USO • 8 a 16g/dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. calção-de-velho. quercitina (318). conjuntivite. febre. triterpeno. verbasco-do-brasil. esterol. diarréia. ácido elágico (386). oftalmia e doenças hepato-biliares. 433). benzenóide (292. em locais úmidos. branqueja. inibidora da aldose redutase (386). FARMACOLOGIA Apresenta atividade antiinflamatória. inibidora ACE e antialérgica (420). analgésica (10. edema nefrítico. A planta apresenta forte ação antiinflamatória e antiálgica (371). β-amirina (339). Salmonella typhymurium. barbaço. QUITOCO NOME CIENTÍFICO Pterocaulon virgatum DC. tingui. calças-de-velho. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato hexânico da planta apresentou forte atividade antimicrobiana contra Eischerichia coli. rutina (10). para gargarejos. mordida de centopéia e cobra. impetigo. 375. taninos. barbasco. Shigella flexneri. terrenos baldios e até à beira das estradas. purificante do fígado e demulcente. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente o sul do Brasil. cumarina. marasmo infantil. na forma de decocção ou 20 a 40g/dia utilizando as folhas verdes na forma de suco misturado com um pouco de sal. alcalóides e substâncias amargas. enterite. artralgia. aftas.FITOQUÍMICA Flavonóides. β-sitosterol (371). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana.

É heliófita. RAIZ-FORTE NOME CIENTÍFICO Armoracia rusticana G. ereta. Em banho. O fruto é um aquênio miúdo. com densa pubescência lanuginosa. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito rústica. A infusão das raízes é diurética (242). Semear em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. atua como estimulante (32).8 x 0. CLIMA A planta é de clima subtropical. membranáceas. dispostas em capítulos subglobosos. perene. dotado de alas membranáceas verdes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são carminativas. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes.4m. A planta é ainda anti-reumática e béquica (257). sésseis. lenhoso na base e fibroso nas partes superiores. providos de brácteas involucrais estreito-lanceoladas e branco-pubescentes. contendo várias sementes. • Colheita: 160 a 180 dias após o plantio. denteadas e decurrentes. denso-corimbosos. de preferência os úmidos. castanho. As folhas são alternas. pode ser implantada nos solos mais pobres e acidentados da propriedade. quando novas.M. pilosas em ambas as faces. metrite. medindo 8 a 12cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Sch. cilíndrico. • Florescimento: janeiro a abril. resfriado e dores do corpo (271). arenosos e ácidos. subgloboso. INDICAÇÕES Indicada para a bronquite (257). paniculados. • Propagação: sementes. resolutivas e digestivas. lanceoladas. estreitas.5m de altura. . • Espaçamento : 0. que cresce até 2. quando maturas. SOLO Desenvolve-se em quase todos os tipos de solos. oblongas. Caule anguloso. • Plantio: setembro e março a abril. de cerdas moles.FITOLOGIA Planta herbácea ou sublenhosa. As flores são esbranquiçadas. Prefere temperaturas amenas. sésseis. afecções hepáticas.

não há necessidade de adubações pesadas ou freqüentes. desta forma. . brilhantes. SOLO A planta adapta-se a maioria dos solos. As flores são brancas. é recomendável produzir as mudas em viveiros telados. verde-escuras. associado à 100g/m2 de superfosfato natural. diurética por excelência (128) e antiescorbútica (93).000kg/ha (263). denteadas ou recortadas. com cerca de 40 a 50cm de altura. Os propágulos de raiz devem ter cerca de 12 a 15cm de comprimento e a espessura de um lápis. SINONÍMIA Creem. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. São plantados à profundidade de 10 a 12cm. • Adubação: embora a planta seja grande extratora de nutrientes do solo. Folhas oblongas. porém nunca em solos arenosos estéreis e argilosos compactados ou com camadas de adensamento. Por ser perene. alongadas. enraizando os propágulos em substrato organomineral. medindo 30 a 35cm de comprimento por 8 a 10cm de largura. Prefere solos de aluvião. • O sabor torna-se menos picante quando agregada ao creme de leite. Embora possam ser plantados diretamente em canteiros. • Produção: 1.FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. espessas. As folhas caulinares são lanceoladas. • Os japoneses utilizam na forma de pó no sashimi. deve-se fazer uma adubação no verão. a ocorrência precoce de lagartas que comem os brotos novos. férteis e friáveis. sobretudo de frutos do mar e carnes frias. AGROLOGIA • Espaçamento : 30cm. Incorporar ao solo 3kg de cama de aviário ou 5kg de composto ou húmus de minhoca ou estrume de curral. • Época de plantio: outono-inverno. vermífuga.500 a 3. soltos. compensando as estiagens com irrigação. tetrâmeras. rebentos da raiz. enquanto a base. O topo do propágulo é cortado horizontalmente. levemente úmidos. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. creneladas. laxativa. • Propagação: divisão da cepa. Evita-se. em bisel. FITOLOGIA Planta herbácea perene.

enquanto que os rebentos podem ser plantados diretamente a campo. frouxas. rico em matéria orgânica AGROLOGIA • Espaçamento : 2. de caule foliáceo. ovadas. Semente preta revestida por arilo hialino. culminado por um capítulo adensado piramidal de cerca de 10cm de comprimento. medindo 60 a 80cm de comprimento por 15 a18cm de largura. Brácteas externas vermelhas. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o cultivo. Sunda e Java. Brácteas internas estreitas. acuminadas.5 x 2. bem drenado. lanceolado-oblongas. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 100g de fosfato natural. obtusas. agudas. flor-da-rendenção. que cresce de 2 a 4m de altura. cerosas. Escamas verdes. lanceolado-oblongas. agudas na base ou inequilátero-arredondado. As sementes são semeadas em substrato organo-mineral.ROSA-DE-PORCELANA NOME CIENTÍFICO Nicolaia elatior. HABITAT Originária das Ilhas Célebe.5m. Escapo floral com 70 a 80cm de comprimento. • Plantio: primavera e verão. glabras. rizomatosa. Fruto cápsula cônico-irregular de 2cm de diâmetro. SINONÍMIA Bastão-do-imperador. FITOLOGIA Planta herbácea. carnosas. CLIMA Tropical úmido. • Florescimento: outubro a maio. ovadas. PARTES UTILIZADAS . SOLO Fértil. É heliófita. textura média. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. Folhas longo-pecioladas. • Propagação: sementes e rebentos do rizoma.

com lobos do cálice espiniforme. santos-filhos. axilares. As flores são pequenas. SINONÍMIA Amor-deixado. levantina. erva-das-lavadeiras. lavantina. erva-dos-zangões. chá-de-frade. erva-de-macaé. marroio. HABITAT Espécie alóctone. cordão-defrade-menor. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são consideradas uma das mais belas do mundo. linear-lanceoladas. coração-de-frade. cordão-de-são-francisco. erva-macaé. róseas.20m de altura.0 a 1. sertão. lobos mais ou menos longo-acuminados. Tolera o sombreamento. quinino-dos-pobres. caule e ramos quadrangulares e pubescentes como as folhas e inflorescências. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o reumatismo e dores musculares. base longo-cuneiformes. mamangava. sésseis e fasciculadas. RUBIM NOME CIENTÍFICO Leonurus sibiricus L. SOLO . CLIMA É de clima temperado. pasto-de-abelha. com cerca de 1. pau-pra-tudo. porém adapta-se bem às regiões subtropicais. totanga. originária da Sibéria. erva-do-santofilho. A planta está amplamente disseminada no sul do Brasil. joão-magro. mané-turé. pomares. estrela. Folhas opostas.Rizomas. erva-dos-santos-filhos. mané-magro. ocorrendo subespontaneamente como invasora de lavouras. principalmente em solos argilosos. lavanderia. decurrente pelo pecíolo. ana-da-costa. simples. até leve ou profundamente trilobadas. lavandeira. cardíaca. macaé. os laterais apenas reduzidos e dentiformes. roças e capoeiras. FITOLOGIA Planta herbácea anual. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.

FARMACOLOGIA Não se constatou a atividade antibacteriana. béquica.11%). antidiarréica. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. crianças . diurética.3m. são usadas para o tratamento de bronquite e coqueluche (258). Pode ser também aplicada em articulações inflamadas. As flores. úlceras (271) embaraço gástrico.58 a 1. cardiopatias. adicionar 2 xícaras das de cafezinho de açúcar e homogeneizar. Coar e armazenar em vidro escuro. antiinflamatória interna e externa. inapetência. que tem aroma de óleo de bacalhau.1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). afecções do estômago e intestino.78 a 1. cólicas intestinais (68). dores varicosas. erisipela e doenças de pele (215). antiemética (242). resfriado.8 x 0. anti-hipertensora (215) e vermífuga (271). INDICAÇÕES Usada no tratamento da gastroenterite. Deixar em maceração por 7 dias. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara das de cafezinho de água fervente e abafar. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Febrífuga. febrífuga.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. • Uso externo: friccionar as folhas frescas sobre as partes afetadas (anti-reumático). gripe. A germinação espontânea das sementes ocorre de março a junho. que podem ser semeadas diretamente a campo. Adultos . • Propagação: sementes. FITOQUÍMICA Flavonóides (0.Prefere solos úmidos e argilosos. Tomar 3 vezes ao dia. irritação do estômago e intestino. antiúlcera e antiedemática do extrato etanólico liofilizado (338). eupéptica. estomáquica. aperiente. FORMAS DE USO E FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 2 xícaras das de café de álcool e uma xícara das de café de água com 1 punhado da erva fresca picada. taninos (0. Coar. anti-reumática. Tomar uma colher das de café do preparado diluído em água. antiemética (68) antiasmática (209). . gripe intestinal. febre palustre (93). • Produção de sementes: início de agosto. com boa fertilidade. agitando com frequência. antihemorroidária. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. • Colheita: inverno. • Florescimento: inicia a partir de julho.24%). • Infusão: colocar 20g de folhas ou flores secas em 1/2 litro de água. leonurina e óleo essencial (257).

luzidia. sabugueiro-da europa. • Florescimento: o ano todo. terminais e perfumadas. dotada de medula branca e com lenticelas na casca. • Plantio: outono. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae. É ramificada. glabras. • Adubação: 3 a 4kg/cova de plantio de cama de aviário. actinomorfas. Fruto tipo baga. • Propagação: rebentos das raízes da planta matriz e estacas. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. enraizar em substrato organo-mineral e aclimatar em viveiro com sombrite 50 a 70%. As folhas são opostas.OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é insetífuga. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados. Inflorescência cimeiracorimbiforme de flores esbranquiçadas. FITOLOGIA Arbusto ou arvoreta perene que cresce de 3 a 4m. sabugueirinho. Em ambos os casos. sabugueiro-negro. SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus nigra L. de caule esverdeado no primeiro ano e posteriormente fibroso e endurecido. verrucoso-pardacenta. no Litoral de Santa Catarina. . compostas de 5 a 7 folíolos ovado-acuminados e denteados. O suco do fruto é vermelho-sangue. contendo 3 sementes pequenas.0 x 2. SINONÍMIA Sabugo-negro. hermafroditas. globulosa. preta. verão e primavera. com irrigação diária. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. HABITAT Espécie autóctone. As mudas são muito suculentas. de origem eurásica.0m. Repetir anualmente. imparipenadas. As flores abortam antes da formação de frutos. misturada com 100g de fosfato natural. murchando facilmente se forem deixadas ao sol.

• As flores são utilizadas em camadas alternadas para a conservação da maçã e para conferir aroma de moscatel em vinho branco. a partir daí. PARTES UTILIZADAS Flores. febrífuga. As folhas são indicadas no tratamento de furúnculo. anti-reumática e cicatrizante (128). depurativa. Indicada ainda para abcessos. rubéola). obstipação. podendo ser utilizados no preparo de bebidas vinosas. • A medula do caule é empregada em microscopia para o preparo de cortes de precisão em experimentos de física eletrostática. antigripal. rutina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É sudorífica. O fruto purifica o sangue e limpa os rins (32). inflamações superficiais da pele. epistaxe. As flores são eméticas e catárticas. cascas ou raízes (32). FITOQUÍMICA Colina. oftalmias. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. gota. quercitina. béquica. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas apresentam ação inseticida (93). • Os frutos são comestíveis. cascas e raízes. emoliente.• Colheita: inicia-se 8 meses após o plantio. 10 a 15g de folhas. bronquite. • Padrões comerciais: folhas e flores comercializadas separadamente e isentas de impurezas. 50g de folhas. podendo. expectorante. diurética. mucilagem e vitamina C (9). INDICAÇÕES Utilizada no tratamento do resfriado e angina (271). a raiz e as folhas são indicadas para o tratamento de retenção de urina. doces e sopas. • A planta é ornamental. arteriosclerose. amarela. FORMAS DE USO • Uso interno: 8g de flores em 1 litro de água. anti-hidrópica (271). As flores são indicadas para enfermidades eruptivas (sarampo. cistite. frieira. queimadura (93). • Uso externo: 30g de flores em 1 litro de água. escura ou verde-maçã (380). escarlatina. ser feita durante todos os meses do ano. folhas. antiespasmódica (283). • Das sementes se extrai um óleo de uso industrial (283). terçolho e tabagismo. erisipela. As folhas são úteis contra a hemorróida. taninos. cascas ou raízes em 1 litro de água. laxativa. catapora. . • Os galhos fornecem matéria corante. sambunigrina. A casca. porém quando secas perdem a propriedade laxante.

contendo substrato organo-mineral. sabugo-negro. ramificada. mantidas sempre úmidas. primavera e verão. alternas. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. • Plantio: outono. Ocorre espontaneamente em orlas ou clareiras de matas. por ocasião da floração. em média. • Florescimento: novembro a dezembro. Folhas compostas. • Propagação: sementes e estacas de ramos. dispostas em umbelas paniculadas. sabugueiro-do-rio-grande. sabugueirinho. perene. O gineceu é composto por 5 lóculos. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. Semear em saquinhos plásticos perfurados. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arvoreta. FITOQUÍMICA . SOLO Prefere solos profundos. bem drenados. frutos e raízes. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae SINONÍMIA Acapora.SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus australis Chamisso e Schechltendal. com cerca de 4 a 6m de altura. • Colheita: cerca de 6 meses a partir do plantio. flores. mas que pode atingir até 10m de altura e diâmetro na base do caule de 10 a 25cm (331). PARTES UTILIZADAS Folhas. com capacidade de 300 a 400ml. As mudas são transplantadas do viveiro para o campo após 60 dias de aclimatação. originária do sul do Brasil. É heliófita e higrófita. férteis e ricos em matéria orgânica. aromáticas. As cascas são colhidas após a florada. apresentando 7 a 13 folíolos ovadoacuminados e denteados. CLIMA É de clima subtropical à temperado ameno. pinatífidas. O fruto é uma baga de coloração roxa. quando matura. HABITAT Espécie autóctone. glabras. em capoeiras ou vegetação secundária. As flores são alvas.

fortunão. A casca da raiz é drástica. rins e fígado. dores de dente e de ouvido (344) OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera e ornamental. et Pe. estigmasterol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são febrífugas. Prefere as regiões litorâneas. pulmão. febrífugas e antihipertensiva. HABITAT Espécie alóctone. crescendo melhor sobre detritos orgânicos em decomposição. crenadas e espiraladas. lupeol. lanceoladas. As folhas são grandes. verde-azuladas amarelo-esbranquiçadas. sambunigrina. antiasmáticas. béquicas. antiobésicas. diuréticas. sombreados. quercitina. purgativas. sudoríficas. diaforéticas. com cerca de 30 a 40cm de comprimento por 10cm de largura. maturativa. A planta apresenta ainda propriedades cicatrizantes. ascites (casca). • As folhas são insetífugas (93). sarampo. taninos. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de hidropisia. planta-da-vida. catarros. As flores são sudoríficas. males do estômago. opostas. com flores amarelas e tubo róseoavermelhado. anti-reumáticas (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae.Colina. vitamina C. folha-grossa. orelha-demonge. mucilagem. folha-de-costa. As folhas mais velhas são recurvadas. béquicas e antiespasmódicas (257). eméticas e emenagogas. SINONÍMIA Jarancim. originária de Madagascar. . FITOLOGIA Planta suculenta perene que cresce 40 a 60cm em altura. locais úmidos. drásticas. Dos lóbulos marginais do limbo formam-se brotações de novas plantas. resfriados (257). isoquercitinas e sambicianina (257). coração. depurativas (344). frágeis. SAIÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe gastonis-bonieri Ha. emolientes. cicloartenol. anti-reumáticas. Os frutos são peitorais. Inflorescências terminais ramificadas. excitantes. rutina. erva-da-costa.

sarsaparrilha. nhupicanga. japicanga. INDICAÇÕES As folhas secas e tostadas são úteis para cefaléias. SALSAPARRILHA NOME CIENTÍFICO Smilax spp. zarza. SINONÍMIA Esporão-de-galo. jupicanga. cicatrizante. Smilax spinosa. HABITAT ..) FAMÍLIA BOTÂNICA Smilacaceae. Os segmentos de crenas podem ser enraizados diretamente em canteiros ou em saquinhos plásticos perfurados. salsa-cerca-onça. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária. Smilax japecanga Griseb. inhapecanga. • Propagação: brotações das crenas das folhas da planta matriz. O suco da planta é eficaz para calos.. Não há formação de sementes. japecanga. salsa-do-campo. resolutiva. frieiras e queimaduras. • Colheita: inicia a partir de 4 a 5 meses de cultivo. Não vegeta bem em solos muito úmidos e ácidos. refrigerante e tônica pulmonar. engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das pernas.SOLO Prefere solos bem drenados e aerados. porém não suporta baixas temperaturas. PARTES UTILIZADAS Folhas. perdurando até agosto. salsa-deespinho. CLIMA A planta é heliófita. raiz-da-china. japecanga-verdadeira. sarza.5m. tolera bem períodos de estiagem.8 x 0. (Smilax campestris Griseb. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. etc. • Florescimento: a partir de maio. salsa-japecanga. salsa-americana. inhapicanga. • Plantio: primavera e verão. Recorta-se as folhas entre as crenas.

• Propagação: sementes. • Adubação: 1. tropical. frescos. Poderão ser utilizados tutores vivos. Semente um pouco achatada. mucilaginoso e acre. As flores são dióicas. formando tubérculos. nativa da Mata Atlântica. As raízes são brancas internamente e avermelhadas externamente. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. francos e ricos em matéria orgânica. CLIMA A planta é tipicamente tropical. com um diâmetro de 3 a 5mm. tornandose clorótica e com crescimento retardado. Espécies de sombra definham quando crescem sob luz solar direta. • Tutoramento: para melhor condução da planta. As raízes atingem cerca de 2m de comprimento. tais como árvores de raízes axiais e tronco fino e não muito liso. glabras. devem ser aclimatados em viveiros com sombrite 70 % de sombra e enraizados em substrato organo-mineral. desde que haja boa cobertura de copa de árvores.Espécie autóctone. alternas.0kg/planta de composto orgânico. SOLO A planta prefere solos úmidos. polimórficas. As raízes são colhidas sem que ocorra danos ao rizoma. dependendo da espécie. O sabor das raízes é amargo. soltos. PARTES UTILIZADAS Raízes compridas e flexíveis que crescem do rizoma. FITOLOGIA Planta trepadeira ou prostrada. de caule cilíndrico e com poucos espinhos A planta atinge cerca de 1. Semear em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. estaquia ou rebento. bi-seriadas. perene. As folhas são coriáceas. Temperaturas altas com umidade do ar elevada. encontrada com certa frequência no Litoral Catarinense. com nervuras longitudinais ligadas entre si por uma rede secundária de nervuras reticuladas. • Rendimento: até 8kg de raízes por planta (182). que atingem alguns metros. em solos úmidos ou próximo de cursos de água. muito duras. O rizoma ramifica-se copiosamente e forma hastes subterrâneas prolongadas. . Também encontrada em matas secundárias. de cor marfim. Caule cilíndrico glabro. • Colheita: ocorre após 2 a 3 anos de cultivo. localizados nas articulações. Tanto o rebento como as estacas obtidas de mergulhia ou da cepa. dispostas em umbelas. Fruto tipo baga contendo três sementes. ornado de espinhos recurvados e geminados. • Plantio: primavera. localizadas nas axilas das folhas ou brácteas. acuminadas. A planta pode ser umbrófita a heliófita. faz-se necessário um tutoramento vertical ou horizontal. adicionado de 100g de fosfato natural. flexíveis. cordiformes na base.5m de altura. Cresce espontaneamente em áreas umbrosas. mergulhia. favorecem ao crescimento da planta.

anti-reumática (32). salva. chá-da-frança. colina. HABITAT . erva-santa. 444). úlceras (215). estimulante digestivo e do metabolismo em geral e desintoxicante (1). salva-menor. antiartrítica (68). OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes desidratadas apresentam um aroma agradável pouco pronunciado e sabor amargo e amargo. sudorífica. anti-sifilítica (215). febrífuga. exantemas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. estigmasterol (182). Em geral. amido. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. impotência e abcessos (1. linfadenopatia. perilina e esmilasaponina. gota. SINONÍMIA Chá-da-europa. antileprosa. nefrite. eczema. emoliente. ácido úrico. resina acre. tanino. as salsaparrilhas contém três saponinas: salsaponina. salva-das-farmácias. SÁLVIA NOME CIENTÍFICO Salvia officinalis L. FORMAS DE USO • 15 a 20g/dia. essência. TOXICOLOGIA É irritante para as mucosas (283). diurética (283). furúnculos. cistite (68). colina e acetilcolina (379). sitosterol. sais minerais. saponosídeos. salveta. flatulência.FITOQUÍMICA Glicídeos. depurativa do sangue. sábia. salva-das-boticas. Recentemente tem sido descrita a existência de derivados do ácido glutâmico. grande-salva. diarréia. Ocasionalmente são encontrados flavonóides (130). INDICAÇÕES Utilizada para doenças de pele (257). em decocção (444). além disso féculas e uma essência (154). chá-da-grécia. salva-ordinária. esteróides. enfermidades venéreas (32). salvamansa. salva-dos-jardins. salva-da-catalunha.

levemente crenadas e reticuladas. • Substrato: para se evitar prováveis infecções de fungos vasculares e bacterioses. medindo 4 a 5cm de comprimento por 2cm de largura. CLIMA Prefere temperaturas amenas. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. Se houver um período de estiagem prolongado. perfilhos e estacas da planta matriz. curtamente pediceladas. opostas. O uso de fito-hormônios pode acelerar o enraizamento de estacas da planta. As regiões mais propícias para a produção são encontradas no sul do Brasil. Flores azul-violáceas. além de dificultar o enraizamento e desenvolvimento da planta. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. Um grama de sementes contém 300 a 1. No Brasil é cultivada em hortas e jardins.200 sementes. É sensível a ventos frios. Folhas oblongas. removendo-se a casca. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. verde-esbranquiçadas. alporquia. permeáveis. picantes. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. formando uma moita lenhosa na base. Cálice pubescente. Retira-se o substrato sob água corrente. desde as margens do Mediterrâneo até 800m de altitude (182). aromáticas. A planta não se adapta à regiões quentes e muito pluviosas. A parte do ramo que ficará sob o solo. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior). ereto. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. aromático. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. um pouco amargos. estriado. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. que germinam em cerca de 15 dias. FITOLOGIA Subarbusto lenhoso na base. Possui odor e sabor quentes. . pecioladas (as inferiores). deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. divisão de touceiras. cordiformes. multianual. Os ramos se renovam todo ano. levemente alcalinos.. areno-argilosos.Espécie alóctone que cresce espontaneamente no sul da Europa. Solos ácidos favorecem à ocorrência de Fusarium sp. sésseis (as superiores).3 a 0. mergulhia. esparsas. bem ensolarados e declivosos. É heliófita.5cm.6m de altura. • Propagação: sementes. dispostas em verticilos com 4 a 8 flores munidas de brácteas opostas. SOLO O solo indicado é o fértil. A sálvia pode viver de 8 a 10 anos (182). campanulado. algo pubescentes. esbranquiçado. bem drenado e rico em matéria orgânica. Apresenta caule ramoso e tomentoso-pubescente.3m. de 0. canforáceos e aromáticos. acuminadas. côncavas e caducas. ovais. em solos calcários. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. A semeadura é feita em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. o substrato para a produção de mudas deve ser bem aerado e solarizado. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. quadrangular. retirando-se 1/3. ramificado.7 x 0. deixando o lenho exposto numa faixa de 0.

ácido ursólico. enfisema. A planta contém 1. taninos (257). antiespasmódica. adstringente. Readubar cada colheita feita. alvejante dental. vômitos. impotência. cardiotônica. inflamações da garganta (257). dores reumáticas. asma. diabetes. bactericida. Micrococcus luteus. A planta é muito sensível a nematóides. engurgitamento (93). antiinflamatória. • Doenças: a mais comum que ocorre é a fusariose (Fusarium sp). digestiva. INDICAÇÕES Usada também para o tratamento de astenia nervosa (283). apud 287). edema. • Rendimento: 200g de folhas por touceira (182).• Plantio: outono (propagação por sementes) e primavera (propagação vegetativa). entorse. adicionado de 100 a 200g de fosfato natural. cariofileno. astenia. antidiarréica. saponina. que contém 1. hipoglicemiante. Escherischia coli e Serratia marcescens (407). aromatizante bucal (32). emenagoga. ácido rosmarínico (145). mau hálito. leucorréia. balsâmica.45% (286). FITOQUÍMICA Óleo essencial . • Adubação: 2 a 3kg/planta de húmus de minhoca ou composto orgânico. α-tujona e outros terpenos. ATIVIDADE BIOLÓGICA É ativa contra bactéria Gram-positivas e negativas (287). faringite. gripe. anti-reumática. diaforética. catarro crônico (435). convalescença. esteróis. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. tabagismo e picadas de insetos (1). sudorese excessiva dos pés (294). doenças de pele (externamente).0. Colhe-se um pouco antes da antese das flores. nervina. atenuadora da transpiração (283). PARTES UTILIZADAS Ramos e folhas novas e sumidades recém floridas. A partir do 2o ano é possível fazer 2 cortes/ano. cânfora. flavonóides. O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus. diurética.8-cineol. béquica. vulnerária. antisséptica (257). cicatrizante (folhas e flores). Nesta situação.5% de óleo essencial e 8 a 12% de cinzas (96). eupéptica. úlcera (145). • Desenvolvimento: as folhas adquirem coloração verde-intenso nos períodos chuvosos e acizentada. frigidez. estimulante do sistema nervoso (93). carminativa. gengivites. responsável pela murcha e secamento progressivo da planta. α-humuleno. resfriado. depressão. (294). • Colheita: é iniciada a partir do quinto mês após o plantio. fungicida. α e β-pineno (287). expectorante. • Florescimento: verão até o outono. bacteriostática. traqueobronquite. amigdalite. escrófulas (32). aftas. resolutiva e colerética (1) . estomatite. antioxidante (Beckstrom-Sterberg. borneol. tônica (145). . cefalalgias. excitante. crises nervosas e neuróticas. deve-se suspender a irrigação e eliminar as plantas afetadas.3 a 2. em períodos secos. febre reumática.

Tomar 4 a 5 colherinhas ao dia (145). Ex Britt. aftas. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (145). TOXICOLOGIA É atóxica nas doses usuais. • As flores são melíferas. OUTRAS PROPRIEDADES • As cinzas ajudam a clarear os dentes. e Wils. SÁLVIA-DO-RIO-GRANDE NOME CIENTÍFICO Lippia alba [Mill. tomar 1 xícara das de chá antes e após o almoço. durante 5 dias. Tomar 1 colher das de chá 10 a 15 minutos antes das refeições (mau hálito. Indicada em loções para feridas e em banhos para escrófulas (32). Tomar 1 xícara das de chá seis vezes ao dia. pães. • Dentifrício: friccionar os dentes com as folhas frescas. desinfetantes e higienizadores bucais (287). 4 vezes ao dia (mau hálito. Brown. sangramento das gengivas e aftas) • Gargarejos e bochechos: utilizar infusão ou tintura. estomatites) (257). • Muito utilizada como tempero de carnes. • Tintura: amassar um punhado de folhas de sálvia e deixar em maceração em 2 xícaras das de café de álcool de cereais e 1 xícara de água. • O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos. peixes. • Utilizada ainda como insetífuga doméstica.] N. • Decocção: 50g de folhas e flores em 1 litro de água. Em caso de vômitos. em local escuro. porém as gestantes devem evitá-la.FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de folhas e flores em 1 litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae.E. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho de folhas secas por litro de água. patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres. Filtrar. . Tomar 1 cálice pequeno após cada refeição (283). Doses elevadas podem aumentar a pressão arterial (294). • Vinho: macerar durante 8 dias 80g de folhas em 1 litro de vinho de Samos. • Xarope expectorante: 7g de pó da planta em 100g de mel.

5 a 2m de altura. próxima a rios e lagos. arenosos. • Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel. olentes. Ocorre em altitudes de até 1. cilíndricos e sulcados. ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba). bordos serrilhados.800m (179). salva-limão. 2. podendo-se proceder até 3 colheitas por ano. chádo-rio-grande-do-sul. ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas.20m. alecrim-do-mato. HABITAT Espécie autóctone de regiões neotropicais. lima ou menta. chá-da-febre. erva-cidreira-brasileira. chá-de-pedestre. retilíneo ou curvo. com exocarpo. salsa-brava. A produção de sementes é irregular e escassa. chá-de-tabuleiro. formando moitas de 1. cidrilha. solitárias ou raras vezes em pares. • Plantio: setembro a dezembro. capitão-domato. pedunculadas. sálvia-da-gripe. cidreira-falsa. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. Enraizar as estacas em substrato organo-mineral. erva-cidreira-docampo. erva-cidreira-falsa. salva. • Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta.000ppm (408). Prefere regiões subtropicais. cidreira-crespa. cidreira-brava. O fruto é uma cápsula seca. CLIMA A planta não tolera regiões frias ou muito quentes. sálvia. que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil. quando encostam no solo. As folhas são oblongo-agudas. as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza. cidreira. • Poda: devido ao crescimento muito vigoroso. mais pelífera e glandulosa na face dorsal. chá-de-estrada. • Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. . cidró. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes. camará. cidrila. salva-do-brasil. chá-de-frade. ricos em matéria orgânica. com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão. Inflorescências axilares. O caule é muito ramificado. As flores são hermafroditas. alecrim-selvagem. cidrão. alecrim-do-campo. axiais. As flores aparecem na periferia das inflorescências. erva-cidreira. róseo-violáceas. falsa-melissa.SINONÍMIA Alecrim. acizentados. A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento. que afeta a qualidade das folhas e a produção. peninervas. cidreira-capim. optando-se pela estaquia. cujo enraizamento ocorre em duas semanas. salva-brava. bracteadas e reunidas em capítulos. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. SOLO Vegeta preferencialmente em solos de aluvião. É frágil. cidreira-melissa. são fortemente zigomorfas. opostas. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. FITOLOGIA Planta arbustiva ou subarbustiva perene. com ramos engalhados.5 x 1.

do útero e dos nervos (32). Apresenta ainda atividade citostática e redutora do tônus intestinal (120). taninos iridóides. neral (23%). ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes. expectorante.8-cineol. peitoral. FARMACOLOGIA Hipnótica e ansiolítica (56). apud 179). analgésica. FITOQUÍMICA Saponinas (93). catarro. hipnótica. mirceno. sedante gastrointestinal.2%).1%).1%). Neurospora crassa (58) e tem um efeito peitoral. As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae. germacreno D (2%). emenagoga (299). sedativa (408). contendo principalmente geraniol (29. p-cimeno. antiemética. recuperação pós-parto (179).92) e β-cariofileno (26. I-octen-3-ol (0. alcanfor. flavonóides e alcalóides desconhecidos (175). metiloctilcetona. cubenol (0. anti-hipertensora.1%). citronelal (0. citral. antidiarréica (130).2%. digestiva. laringite. allo-aromadendreno (2. óxido de cariofileno (2. eugenol (0. cólica. antidiabética. copaeno (0. β-cariofileno (6%). calmante. trans-ocimeno (0. estomatite. borneol (2. apresentam atividade analgésica. linalol (1. O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios (179). lipiona.1%). estomáquica. Segundo 96. A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos. diaforética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica. antidiarréica.24%.3%). antiartrítica. indutora do sono (9). relaxante nervosa. sudorífica. colite e dores reumáticas (303). Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos.PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. acetato de citronelol. Candida albicans. enfermidades venéreas. na dose de 32g/kg. antiespasmódica em cólicas hepáticas (151). afecções da pele e das mucosas. cis-α-bisaboleno (2. limoneno (0. geranial (4. Fusarium moniliforme) e insetos de . desintoxicante.62%). nerol (1. relaxante do sistema nervoso.5%). que proporcionam também um incremento de salivação e calor. O óleo essencial. cimol.2%). afecções hepáticas. α-terpineol (Hegnauer. antigripal (120). A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto (312). antiasmática (257).2%).1%).2%). butirato de geranilo (0. náusea.6%). metilheptenona (5.6%). indigestão. fluxo vaginal. ácidos fenólicos (8) e α-cubebeno (120). dores musculares.4%). isobutilato de geranilo (0.4%). antiabortiva. ansiolítica (56).8%). sabineno. reúne geraniol (34. metildecilcetona. fortificante cerebral. carminativa. o teor de essência nas folhas secas é de 0.0g/kg. INDICAÇÕES Indicada para o resfriado. As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais. flatulência. α e β-pineno. citronelol (5. atenuando transtornos digestivos e cólicas.4%).7%). na dose de 1.2%). piperitona. morfética. cujo teor médio é de 1. antisséptica e anti-hemorroidária. dihidrocarvona. 1. antidispéptica (179).

pubescente-pulvurulenta. TOXICOLOGIA A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos. aromática. ricos. mesmo em doses superiores a 67g/kg (179). Corola branca ou lilacina com o tubo do tamanho do cálice. utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa (58). SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos soltos. Streptococcus pneumoniae.grãos armazenados (174). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera • Utilizada em culinária. porosos. areno-argilosos. só foram verificados em doses muito altas (255). As folhas são linear-lanceoladas. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas e sudeste asiático. ramosa desde a base. Aquênios ovóides e lisos. inteiras. FITOLOGIA Planta herbácea anual. bracteoladas. . O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus. A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (62). que cresce cerca de 30cm de altura. em verticilos paucifloros axilares. corimbiformes. Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia (257). com o lábio superior plano ou levemente côncavo e o inferior trilobado. bilabiada. As flores são pequenas. in vitro (61). náuseas e vômitos. férteis e sem acidez. Não se recomenda para os hipotensos (257). Constatou-se atividade citotóxica em cachorros. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi. Cálice regular ou sublabiado. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água. grossamente pontuado-glandulosas na duas páginas. SEGURELHA NOME CIENTÍFICO Satureja hortensis L. Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia.

Plantas infectadas devem ser erradicadas.32%) (430). Para a obtenção de plantas uniformes e mais saudáveis.4 x 0. sobretudo em pratos pesados (patês e queijos). amargo e utilizado na indústria de carnes enlatadas. • Colheita: 80 a 90 dias após a semeadura. porém é mais amarga e penetrante. βcariofileno (2. • Rendimento: 0. salame e lingüiça • É componente do licor francês Chartreuse. As folha contém 1% de óleo essencial (163).AGROLOGIA • Espaçamento: 0.500 a 2. α-terpineno (3. • A planta é utilizada como aromática e condimentar. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é amarelo claro. • Propagação: sementes. Um grama de sementes contém cerca de 1. as mudas devem ser produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. • O aroma da planta lembra o tomilho. que causa deterioração das raízes.90%). . É um dos componentes da água de colônia (163).83kg/m2 e 0.20m.500 sementes. • Doença: eventualmente pode ocorrer a infecção de Rhizoctonia sp.500kg/ha de folhas dessecadas (182).15%). Pode-se obter uma produção de 1.. sendo necessário cerca de 1kg de sementes para o plantio de 1 hectare (182). • Plantio: abril. estimulante e antiespasmódica (93).81%). SINONÍMIA Jericó. SELAGINELA NOME CIENTÍFICO Selaginela spp. FITOQUÍMICA γ-terpineno (40. FAMÍLIA BOTÂNICA Selaginelaceae. pé-de-papagaio.27%). picles e em perfumaria. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades. carvacrol (33.3% de óleo essencial (430). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva (128). p-cimeno (9.

herbáceas. em decocção. aerados. • Espaçamento : 0. assemelhando-se. ou excesso de luminosidade. FITOLOGIA Espécies muito primitivas. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. . emitindo estolhos longos. FORMAS DE USO 9 a 15g/dia. Folhas verde-escuras. Não tolera regiões frias e secas. rijas ou tenras. CLIMA Planta de clima tropical úmido. a musgos ou a samambaias. contendo substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo destas espécies deve ser feito sob sombreamento. onde predomina a sombra e a umidade. úmidos. É planta umbrófila.HABITAT Espécie autóctone que habita os extratos mais baixos da Mata Atlântica. lineares ou pinatisectas. utilizando-se nebulizadores ou micro-aspersores. prolapso retal e leucorréia. hemoptises.2m. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica ou com serrapilheira. porosos e levemente ácidos. tosse. hemorragias gastrintestinais. É encontrada crescendo próxima de fontes de águas e áreas úmidas em geral.2 x 0. em bosques. hematuria. algumas rasteiras. viveiros telados ou casas. Apresentam rizoma reptante. O cultivo em estufas aquecidas favorece o pegamento e crescimento das plantas. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. outras eretas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente e hemostática. Poderão ser cultivadas em canteiros ou em vasos de xaxins. • Propagação: esporos e rebentos do rizoma. INDICAÇÕES Indicada para doenças pulmonares. A umidade deve ser mantida sempre alta. O enraizamento dos rebentos deve ser feito em viveiros cobertos com sombrite 70% e submetidos a irrigação intermitente por nebulização. asma. que crescem até 30cm de altura. interiores de abrigos. perenes. • Plantio: outono e primavera. bronquite. algumas delas.

perene. obtuso-acuminados. • Adubação: 1kg/planta de húmus de minhoca adicionado de 200g de fosfato natural. • Plantio: setembro. SOLO Prefere solos leves.2 a 1. FITOLOGIA Planta arbustiva. contendo 7 a 9 sementes. Readubar anualmente. Folhas pinadas. . lava-pratos. elípticos. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. SINONÍMIA Fedegoso-do-rio-de-janeiro. glabros e vernicosos na face superior e amarelado pubescente na inferior. coriáceos. PARTES UTILIZADAS Folíolos. em rácimos curtos. mamangá. dispostas em panículas terminais. reniformes.SENE NOME CIENTÍFICO Cassia angustifolia Vahl. com um glândula pequena entre cada par de folíolos. • Colheita: os folíolos devem ser colhidos antes do florescimento.7 x 0. CLIMA É de clima tropical. Fruto tipo folículo. com cerca de 6 a 8cm de comprimento. Semear em bandejas de isopor de células grandes. com 1. areno-argilosos. • Florescimento: dezembro e março. bem drenados e profundos. compostas de dois pares de folíolos ovado-oblíquos. Não se adapta à regiões muito úmidas. HABITAT Espécie alóctone originária do Egito.5m de altura.5m • Propagação: sementes e estacas. Flores amarelo-claro. contendo substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. umedecidas. É heliófita. ereta e glabra. ricos em matéria orgânica. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita.

juquiri. malícia. com cerca de 1cm de diâmetro. Ocorre como planta invasora em hortas. INDICAÇÕES Elimina manchas brancas do corpo (271). dormideira. dorme-dorme. compostas de folíolos lineares. depurativa e vermífuga (271). malícia-de-mulher. juquiri-rasteiro. erva-viva. contendo sementes lenticulares. lilases e densos. com as hastes cobertas de espinhos. campos e áreas ruderais. jardins. Vegeta sobremaneira nas margens de cursos de água e em terrenos alagadiços. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. O caule.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante. AGROLOGIA . mas que se tornou cosmopolita em todo o mundo. porém é exigente em umidade. Os frutos apresentam-se aglomerados. morrejoão. amarelo-esverdeadas. iuquiri. foscas. caá-eó. aglomerados radialmente (craspédio). eriçados de espinhos. de coloração vermelho-castanho. ramosa. SENSITIVA NOME CIENTÍFICO Mimosa pudica L. juquer. não-me-toques. vergonha. Apresenta a peculiaridade de fechar os folíolos imediatamente após o toque ou na ausência de luz. SINONÍMIA Arranhadeira. prostrada. FAMÍLIA BOTÂNICA Mimosaceae. malícia-das-mulheres. É esciófita. medindo 30 a 40cm de altura. Inflorescência axilar e apical. perene. semelhantes ao feijão. malícia-roxa. Folhas pequenas. de glomérulos globosos. alternas. é munido de acúleos recurvados nas axilas e espinhos isolados nos entrenós. FITOLOGIA Planta subarbustiva. SOLO É encontrada em diferentes condições de solo. Frutos tipo vagem. HABITAT Planta autóctone da América Tropical. vergonhosa. longopecioladas.

O extrato alcoólico das folhas tem a propriedade de inebriação. que enriquecem o solo com nitrogênio. resolutivas (242). afecções reumáticas articulares. em alta dose. prisão de ventre (32). .8 x 0. SERPILHO NOME CIENTÍFICO Thymus serpyllum L. angina e para desinchar as pernas (215). • Florescimento: novembro a fevereiro. • É cultivada como ornamental em alguns países europeus. • Propagação: sementes. contendo substrato organomineral. purgativas. são amargo-tônicas. anti-reumáticas. antiblenorrágicas. OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes apresentam cheiro desagradável. enquanto que o extrato alcoólico das raízes tem efeito oposto (93).5m. moléstias do útero (271). depurativas. INDICAÇÕES Externamente é utilizada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas (93). eméticas e antidiftéricas. colagogas (93). granulações da faringe (242). emolientes. • Produção de sementes: uma planta pode produzir até 700 sementes (242). é tóxica. • Plantio: setembro. odontálgicas e desobstruente do fígado (215). reumáticas e articulares. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta.• Espaçamento: 0. úlceras cancerosas. FORMAS DE USO Infusão e cataplasmas. Utilizadas internamente. • A planta pode ser utilizada como adubo verde. Em gargarejos. purgativas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A casca é vermífuga e as raízes são irritantes. TOXICOLOGIA A casca. ocorrendo a emergência em 2 a 4 semanas (209). Semear em bandejas de isopor. • As raízes são simbiontes com bactérias nitrificadoras. causando hematuria em animais que as comem. Indicada para afecções hepáticas. O índice de germinação varia de 60 a 80%. As folhas são reputadas como tóxicas.

• Adubação: 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Raleio: quando a planta estiver muito densamente formada pelos ramos radicantes. para evitar o crescimento de inços. A raiz é delgada e lenhosa. Não tolera altas temperaturas. cor de granada. inteiras. em solos áridos. antes do plantio. ricos em matéria orgânica.25m.FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.500m de altitude. tomilho. CLIMA A planta. nem invernos rigorosos. deve ser raleada e os ramos extirpados podem ser utilizados para a produção de novas mudas. • Mulching: o canteiro pode ser revestido com um plástico preto. Poderão ser também utilizados. • Plantio: março a abril. planas. que podem ser plantadas diretamente em canteiros cobertos com sombrite 70%. As flores formam capítulos terminais róseos. Apresenta hastes caulinares finas. pubescente. serpil. FITOLOGIA Planta herbácea sarmentosa. SINONÍMIA Erva-ursa. mais ou menos densos e arredondados. É encontrada até 2. aerados e permeáveis. é de clima subtropical úmido. ascendente nas extremidades superiores. Não tolera solos ácidos. que cresce em bosques. prostradas. miúdas e obtusas. timo-silvestre. vivaz. com cerca de 5cm de comprimento. Tanto as folhas quanto as flores são altamente aromáticas. de 10 a 30cm de altura. embora com menor eficiência. As folhas são aromáticas. de comportamento esciófita. polimorfa. silico-argilosos. serpão. setembro. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas e folhas. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. FITOQUÍMICA . palhas não resinosas e casca de arroz. • Propagação: estacas radicantes dos ramos. planta-ursa. serpol. manter a umidade do solo e evitar sujeiras nas folhas e ramos. SOLO A planta prefere solos úmidos. HABITAT Espécie alóctone da Europa.25 x 0. Nos pontos onde serão colocadas as mudas. o plástico recebe um corte em forma de cruz.

antisséptica. INDICAÇÕES É indicada par o tratamento dos distúrbios do sistema nervoso simpático. Suas folhas são opostas. resina e saponosídeo (93). hortas. dores reumáticas. expectorante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. A planta cresce 30 a 50cm. Escherschia coli e Candida albicans (362). estimulante. capoeiras. sarna (32). diurética. bronquite. hemostática e tônica (1). balsamona. convalescença. distúrbios gástricos. de ápice e base agudos. Inflorescências axilares em pequenos cachos. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em áreas ruderais. pecioladas. coqueluche. feridas supuradas. chiagari. FORMAS DE USO • Infusão: 10g da planta por litro de água (283). campos. obstipação e tosse (1). digestiva. erva-de-sangue. diarréia. artrite. Apresenta crescimento ereto e ramificado. vermífuga. SETE-SANGRIAS NOME CIENTÍFICO Cuphea cartaginensis Jacq. antibiótica (93). FITOLOGIA Planta herbácea anual. astenia. epistaxe. pastagens. áreas de aluvião. gramados. com flores de coloração . meteorismo. • Decocção: 50g em 1 litro de água. quintais. cicatrizante. FAMÍLIA BOTÂNICA Lythraceae. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. constipação de crianças de colo (283). SINONÍMIA Guanxuma-vermelha. A face dorsal é mais hirsuta e clara que a superior. a beira de estradas e em áreas agrícolas abandonadas. queda de cabelo. carminativa. asma. vulnerária (283). Caule avermelhado revestido de pilosidade glandulosa purpúrea. fadiga.Óleo essencial contendo timol e carvacrol (283). Macbr. tanino. Aplicar na forma de loções sobre feridas supuradas e sarnas (32). parasiticida.

Fruto tipo cápsula contendo 6 a 8 sementes. cardiotônica (32). INDICAÇÕES Indicada para arteriosclerose. Promove a limpeza dos intestinos e rins (215).3m. FORMAS DE USO • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá da planta em 1 xícara das de chá. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). Ocorre 100 a 110 dias após o plantio. febrífuga e anti-sifilítica. furúnculos. brejosos e arenosos. com duas pétalas dorsais menores que as outras. antiobésica (215).avermelhada ou violácea. • Colheita: ano todo. • Propagação: sementes. FITOQUÍMICA Glicosídeos. sedativa e tônica (128). SUMARÉ-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO . anti-hipertensiva. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (68). FITOQUÍMICA Glicosídeos.3 x 0. semeadas em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. afecções da pele (32). palpitações cardíacas. PARTES UTILIZADAS Toda planta. SOLO Prefere solos úmidos. anti-reumática. diurética. • Plantio: início da primavera. feridas. doenças venéreas. hipocolesterolêmica (68). úlceras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa do sangue. antiobésica (271). • Florescimento: verão até o outono. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. diaforética. eczema.

• Plantio: todo o ano. ou em solos leves. • Substrato: deve ser bem poroso. A planta é halófita. FAMÍLIA BOTÂNICA Orchidaceae. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. porosos e bem drenados. levemente enriquecidos de matéria orgânica. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente na restinga catarinense. FITOQUÍMICA Flavonóides e terpenóides (143). FARMACOLOGIA .3 x 0. SOLO Cresce melhor em solos arenosos. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). • Florescimento: verão. • Tratos culturais: a planta é bastante rústica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. Em solos argilosos o crescimento é muito lento e a planta tende a amarelecer. especialmente a primavera. É heliófita. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). SINONÍMIA Orquídia-da-praia. Os segmentos de rizomas podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões tropicais e subtropicais.3m • Propagação: sementes e divisão de rizoma.Epidendrum mosenii Rchb. PARTES UTILIZADAS Colmos. antiinflamatória e cicatrizante. dispensando maiores cuidados. principalmente na área vegetada de dunas baixas.

O extrato metanólico do colmo. • Substrato: deve ser bem poroso. administrado intraperitonial ou oralmente. SINONÍMIA Bisturi-do-mato. • Propagação: sementes e rebentos novos da cepa. de 50cm de comprimento por 4cm de largura. com as margens intensamente encrespadas e finamente creneladas. com escapos florais revestidos de brácteas muito desenvolvidas. longamente acuminadas. sumaré-da-pedra. sumaré-do-pau. FAMÍLIA BOTÂNICA Orquidaceae. fortemente recurvadas. bisturi-vegetal. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). HABITAT Espécie autóctone que vegeta sobre pedras. grande. Lóbulos laterais bastante grandes e eretos. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). com 1. causou inibição significativa e dose dependente das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético em camundongos. amarelas salpicadas de máculas vermelhas arredondadas. SUMARÉ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Cyrtopodium puntactum Lindl. lanceta-milagrosa. Pétalas e sépalas levemente onduladas. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. A DL50 é de 100m/kg (143). lanceoladas. Do ápice da cada haste partem 6 a 8 folhas alternas.8m. agrupados densamente e em grande número formando grandes touceiras de belo efeito decorativo. árvores vivas ou mortas na vegetação de restinga e na Mata Atlântica.0 x 0. • Pode ser utilizada como estabilizadora de areias de restinga. Inflorescência em forma de corimbo. FITOLOGIA Pseudo-bulbos de 50 a 100cm. Os segmentos de rizomas e perfilhos podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. elíptico-acuminadas. espiques de palmeiras. Labelo amarelo emoldurado de vermelho. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada em ornamentação de terrários ou envasadas. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. . cola-de-sapateiro. rabo-de-tatu. O lóbulo médio é curto e largo.2m de altura.

tangaracá. catarro. suricuína. Tratos culturais: a planta é bastante rústica. É antiinflamatória. quando contata o solo úmido. Colheita: inicia a partir do segundo ano. simples. béquica e antitumoral (271). SURUCUÍNA NOME CIENTÍFICO Eclipta alba [L. oco. coacica. radicante nos nós. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O suco dos bulbos é cicatrizante (93). medindo cerca de 40 a 50m de altura. pimenta-d'água. de ereta a prostrada. verde-avermelhado. HABITAT Espécie alóctone. medindo 8 a 10cm de comprimento por 2cm de largura. especialmente a primavera. Florescimento: primavera. áspero. É cosmopolita por excelência. erva-de-botão. silvestre. • As flores são ornamentais. Flores em capítulos . OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva é usada como cola em geral. de caule lenhoso na base e herbáceo nas extremidades. SINONÍMIA Agrião-do-brejo. Folhas opostas. coatiá. tuberculose e hemoptises. cravo-bravo. erva-botão. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de abcessos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. O xarope é indicado para combater a coqueluche e tosses rebeldes (32). furúnculos e epiteliomas. base cuneadas e extremidade aguda. oblongolanceoladas. dispensando maiores cuidados. No Brasil ocorre sobretudo nas regiões quentes. lanceta. • As fibras secas do bulbo são utilizadas à guisa de agulhas. cilíndrico. muito ramoso.] Hassk. tangará. quebra-pedra. originária da Ásia. sucurima.ervanço.• • • • Plantio: todo o ano. pluméria. sésseis (as superiores) ou curto-pecioladas (as inferiores). ervalanceta. FITOLOGIA Planta herbácea anual. margens inteiras ou ligeiramente denticulada.

doenças infecciosas (257). laxativa (242). exposta ao ar. Florescimento: inicia na primavera. FITOQUÍMICA Wedelolactona (323. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva do caule. frutificando num período de cerca de 100 dias após a emergência. formado por um invólucro campanulado em torno de duas séries de filárias com pilosidade esbranquiçada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Imunoestimulante inespecífica. FORMAS DE USO • Decocção: 10 a 20g da planta em 1 xícara das de chá de água. Propagação: sementes. enegrecendo em reação com sais de ferro. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. Fruto aquênio. INDICAÇÕES Útil no tratamento da bronquite (93). • A tintura é utilizada em tatuagem (93). • A planta é hospedeira alternativa de Meloidogyne incognita (242). Colheita: dois meses após a emergência. Plantio: agosto. antiasmática e anti-hemorrágica (9). antiofídica (427). é azulada. que neutraliza "in vitro" o veneno da jararaca e atua como hepatoprotetora quando ocorre administração tóxica de medicamentos para o fígado (257). alagados e semi-halógenos. depurativa do sangue. nicotina (9). SOLO Adapta-se a diferentes tipos de solo.5 a 1. Estimula a síntese de interferon. CLIMA É de clima tropical e subtropical quente. antilítica. Uma única planta produz até 17. quando a planta está adulta. Flores em capítulos subglobosos. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento : 0. mas tolera até solos secos.3m. cicatrizante. Prefere solos úmidos e pouco ácidos. tomando ½ xícara das de chá duas vezes ao dia (257). obovóide. moléstias pulmonares. ácido tânico. surucuína e óleo essencial (93). Não tolera baixas temperaturas. . Esta propriedade da planta é utilizada para o tingimento de cabelos encanecidos. eczemas e icterícia (242). Os conhecimentos populares de outrora indicavam a planta para o combate à lepra.000 sementes (242). com 0.3 x 0. pilogênica. adstringente antiasmática (93). sífilis e elefantíase (93).cônicos isolados ou pareados. castanho. 427). rugoso-tuberculado. Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de outubro a dezembro. fosco.0cm de diâmetro. antilítica.

pau-de-lagoa. com pH variando de 4. de rizoma rasteiro. capim-de-esteira. tabu. usado como fitoterápico. Porém prefere solos com alto teor de matéria orgânica. totora. palustre e lacustre. tifa. acuminadas. de formato cilíndrico. Fruto filamentoso.5 a 3m de altura. partasana. É heliófita e higrófita seletiva. brancos.0 a 8.4m. SINONÍMIA Bucha. .1. de coloração avermelhado-castanho.TABOA NOME CIENTÍFICO Typha dominguensis Persoon. turfosos até argilosos. perene. O pólen. grossas e esponjosas internamente. tabebuia. Folhas invaginantes na base da planta. com cerca de 1. paineira-de-flecha. CLIMA Vegeta em regiões tropicais e temperadas. medindo 10 a 20cm de comprimento e 2cm de diâmetro. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. com 1 a 1. SOLO Vegeta desde em solos arenosos. paneira-do-brejo. coriáceas. paneira-de-brejo.8 a 8. apicais. represas.000 flores (209). A inflorescência feminina. verde. paina. Haste floral ereta. taboinha. espadana. longo-lineares. pH 6. lisas. tabua. esponjosos e macios. lembra um grande charuto de coloração castanho-avermelhada. assemelha-se a um fino pó dourado. que cresce espontaneamente em várzeas alagadas. paineira-do-brejo. canais de drenagem e áreas uliginosas em geral.7 x 0. Espiga masculina mais fina e disposta separadamente e acima da feminina. glabras. FAMÍLIA BOTÂNICA Thyphaceae. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. glabra.7m de comprimento por 2 a 3cm de largura. Uma inflorescência feminina pode reunir até 200. É tolerante a salinidade (199). Flores dispostas em densos e condensados rácimos espiciformes cilíndricos. paina-de-flecha. FITOLOGIA Planta herbácea paludosa. É característica e exclusiva da Floresta Pluvial da Encosta Atlântica (343). erva-de-esteira. brejos. cilíndrica.0 e nível de água de 15 a 40cm. landim. tabuca. na mesma haste floral.

hemoptises. PARTES UTILIZADAS Rizoma e pólen seco. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. encerrando proteínas (teor semelhante aos grão de milho) e cerca de 45% de amido. Tomar 4 a 6 xícaras ao dia. . • Produção: até 7. • Plantio: primavera. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é depuradora de água poluídas (68). antidiarréica. hemorragia uterina funcional (445). diurética. As sementes podem ser postas a germinar em recipientes com água ou em substrato encharcado. A aplicação do decôcto na forma de compressas e abluções atua como emoliente e tônico (68). dismenorréia. • Consórcio: Pistia stratiotes ou Acorus calamus. • As folhas são utilizadas para a confecção de esteiras e artesanato trançado. • As fibras da planta dão origem a um papel muito resistente. sobretudo a tilápia. • O pólen é inflamável e sucedâneo do licopódio em pirotecnia. antidisentérica.• Propagação: sementes e segmentos de rizomas. Com um hectare de tabôa pode-se produzir cerca de 605 milhões de BTU por ano. dores estomacais. permitindo quatro cortes de folhas ao ano. • Os brotos novos são alimento de alguns peixes. dá origem a um polvilho comestível. • A planta pode ser matéria prima para a obtenção de gás metano. antianêmica. hematuria. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas (uso externo). • Os rizomas cozidos são comestíveis. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá do rizoma para 1 xícara de água. absorvendo metais pesados. FORMAS DE USO • Geral: 5 a 10g/dia (445). previamente processado. sangramento nasal. emoliente e tônica (68). contusões e luxações. sendo conhecidos como aspargo dos cossacos.000kg/ha de rizomas (209). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. dores abdominais durante o puerpério. embora difícil de branquear. inclusive cobre. • Grandes aglomerados de tabôa predispõem à proliferação de mosquitos (209). • Florescimento: a partir do segundo ano após o plantio. O amido. • Os brotos novos podem ser ingeridos crus ou cozidos. afecções das vias urinárias e debilidade geral (68). de agosto a fevereiro. antiinflamatória. Os rizomas são plantados diretamente a campo.

melão-de-são-caetano. A planta se estabelece em locais úmidos e seus ramos crescem em direção à luz. fruta-de-gentio. tayuyá. • Florescimento: dezembro a março. normalmente subindo encostas e despenhadeiros. • O rizoma é utilizado. implantar o cultivo em áreas acidentadas e declivosas. FITOLOGIA Planta trepadeira alta. de outubro a fevereiro. mantidas umedecidas. agudos.5m. de caule sulcado e de raízes perenes e folhas anuais. purga-de-caboclo. SINONÍMIA Abobrinha-do-mato. chegando atingir 2m de comprimento e 20cm de espessura. • Colheita: inicia no segundo ano de cultivo. membranosas. grandes. • Propagação: sementes e brotações da túbera. lobos ovais-oblongos. purgade-gentio. As brotações da túbera são enraizadas em areia ou vermiculita. caiapó. palmadas. purga-de-pai-joão. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário adicionado de 100g de fosfato natural. denteados ou sublobados. PARTES UTILIZADAS . na Austrália. • Espaçamento: 3 x 2. ana-pimenta. cabeça-de-negro. raiz-de-bugre. As flores são branco-esverdeadas. ana-pinta. TAJUJÁ NOME CIENTÍFICO Cayaponia tayuia M. As folhas são pecioladas. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. 3 a 5 lobadas. esponjosa e amarelada. HABITAT Espécie autóctone das matas ciliares e de restinga que cresce preferencialmente em grotas úmidas. taiuiá-de-fruta-envenenada. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta rústica. 2-3 axilares nas folhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. avermelhado e liso.• Os filamentos (painas) são utilizados para o enchimento de almofadas e travesseiros. capitão-do-mato. azougue-dos-pobres. O fruto é um pepônio. • Plantio: setembro. A raiz é tuberosa. tomba. para o preparo de bolos doces muito apreciados (93). ovóide.

É anti-reumática. calmante das dores (32). linfagites crônicas. secam e misturam-nas à ração de milho para a engorda (93). HABITAT . FAMÍLIA BOTÂNICA Plantaginaceae SINONÍMIA Plantagem. FITOQUÍMICA Amido e alcalóides (cucurbitacina). transagem. dartros. quando sêca (93). úlceras. mas seu principal efeito é como drástica. furúnculos. mas também podem ser utilizadas as folhas e ramos.Em geral são utilizadas as raízes tuberosas. tranchagem. tansagem. antinevrálgica. desobstruente do fígado e do baço. eczemas. dilatação do estômago (93) e paralisia (215). • TANCHAGEM-MAIOR NOME CIENTÍFICO Plantago major L. feridas. erisipelas. tansagem-maior. ciática (32). pregas. dispepsias. TOXICOLOGIA A cucurbitacina. INDICAÇÕES Utilizada nas dermatoses. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Muitas bulas relatam mais de 100 propriedades fitoterápicas da planta. depurativa. emenagoga (215). o principal alcalóide. emética. anti-hidrópica e purgativa. servindo como isca natural para o controle da praga. transage. tanchagem. quando a raiz não está sêca. desintoxicante. anti-sifilítica. manchas do rosto. • Alguns criadores de gado cortam as raízes em rodelas. é tóxica.000 partes de água (32). FORMAS DE USO • Decocção: 10 partes de raiz para 1. tranchás. atonia gastrointestinal . OUTRAS PROPRIEDADES A planta é altamente atrativa de vaquinhas (Diabrotica spp).

Cresce subespontaneamente em todo Brasil. monoterpenos . FITOLOGIA Planta herbácea.000m de altitude. e também as folhas. SOLO Prefere solos arenosos. na floração). Forma um cepa amarelada. • Pragas: a planta é muito atacada por formigas. na planta seca (96).9 e 2. ovóide. Pecíolo acanalado. Ocorre prolificamente também em áreas ruderais sombreadas e úmidas dos trópicos.5cm de espessura. acaule. glabras.40 x 0. suco (primavera. ácido hidroxicinâmico e polifenóis. Possui folhas basais. que pode atingir até 35cm e possuem numerosos pêlos. de deiscência transversal. raiz (todo ano) e sementes maduras (estação seca). pomares. PARTES UTILIZADAS Folhas. que medra em solos áridos. castanho-claro a escuro. espessas. É invasora de áreas cultivadas. carnosa. bordos anguloso. vivaz. gramados e pastagens. jardins. as quais apresentam um período inicial de dormência.4%. mas também prosperam em solos compactados. ovado-elípticas. antes do florescimento. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros.000 sementes por planta. no auge do desenvolvimento. com bordas lisas. com nervuras salientes. É encontrada até 2. A viabilidade da semente no solo é de até 60 anos (242). com tegumento crustáceo.25m. CLIMA É de clima temperado. • Padrão comercial: teor de aucubosídeo entre 1. amirina e catapol. marrom-avermelhadas. elípticas. 3-nervadas. ou levemente onduladas. Foram determinados os seguintes metabólitos: triterpenos β e γ-amirina. • Propagação: sementes. • Florescimento e frutificação: primavera. tão longo quanto a lâmina. contendo até 30 sementes marrom-opacas. medindo 15 a 35cm de altura. verão e outono. FITOQUÍMICA Contém mucopolissacarídeos. com cerca de 2. cilíndrica. A germinação espontânea ocorre na primavera. sustentada por uma haste floral comprida. Ocorre 3 a 4 meses após o plantio. Fruto tipo pixídeo. anual ou polianual. As flores são muito pequenas (1 a 2mm de comprimento).Planta alóctone européia. donde parte uma cabeleira de raízes fasciculadas. um pouco brilhante. • Produção de sementes: 14. estriado. cerca de 1mm de comprimento. • Plantio: inverno ou primavera. brancas e uniformes. mas desenvolve-se bem em regiões subtropicais. Inflorescência em espiga. • Colheita: é feita no inverno. 2mm de diâmetro. ricos em matéria orgânica e com boa umidade. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ereta. radiais à cepa.

Os compostos polifenólicos existentes nas folhas de Plantago major. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. traqueobronquite. plantajosídeo. apud 179).asperulosídeo. varizes. nepetina. distúrbios renais. reduziram os lipídeos totais. catarro. purgativa. vitaminas A. antitabagismo (215). descongestionante. digestiva. alcalóides indicaína e plantagoína. plantamajosídeo. Emplastros das folhas são úteis para furunculoses e queimaduras. epistaxe. anti-reumática (68). Extratos aquosos apresentam ação antiinflamatória em cobaias (203). tratados com Plantago durante 2 a 29 meses. flebite. apigenina. frutose e óleos voláteis e fixos (179). dérmicas.. enxaquecas. apendicite crônica (215). rhamnose. cistite. gastrintestinais e das vias respiratórias (258). antiinflamatória (258). edema necrótico. sais de potássio. antidiarréica (folha). ácidos benzóico. lignanos 3. planteose. cólica infantil. diminuindo a dor e o sangramento (Moesgaard et al. verbascosídeo e siringina. sangramento de gengivas (242). sais minerais. acne. melitosídeo e geniposídeo. aucubina. observou-se uma redução de colesterol de 16. loliólido. hispidulina. . além de conterem as mucilagens de ação laxante suave. Produtos comerciais à base da planta mostram-se efetivos contra hemorróidas. estomatite. plantamosídeo. plantabiose. conjuntivite aguda. ácido sinárgico. apud 179). psoríase. Um produto comercial à base de Plantago (Metamucil) diminui significativamente os níveis de colesterol sérico comparado com um placebo (Anderson et al. arabinose. anti-hemorrágica. cicatrizante. obstipação. amigdalite. enxofre e citrato de potássio (145). oftálmica. Em 13 pacientes com hiperlipoproteinemia. tônica. úlceras intestinais. vulnerária. em doses de 500mg/kg. metilcatalpol. diurética (145). Contém ainda tanino. apud 179).. fissura no bico dos seios. béquica.. β-sitosterol. hematuria. emoliente. provavelmente. Os ácidos hidroxicinâmicos são. A mucilagem das sementes contém galactose. litíase urinária (409). Uma mescla de polifenóis de Plantago major causa inibição do efeito carcinogênico de nitrosodimetilamina (203). analgésica. prostatite. sacarose. INDICAÇÕES Usada no tratamento de inflamações bucofaringeanas. uretrite crônicas (145). Os cremes feitos da planta são usados em massagens em mulheres frígidas e como afrodisíaca (233). FARMACOLOGIA As sementes são classificadas como laxantes que promovem volume no intestino. disúria. picadas de insetos e câncer. C e K. ferúlico e cafêico.5-dihidroxicinamato de metila. afecções hepáticas (150). resolutiva (294) e emenagoga. catalpol. sinusite. escutelareína. ácidos galacturônicos. laxante suave (sementes). resfriado. filoquinona. expectorante. glicose. β-lipoproteínas e triglicerídeos sangüíneos (250). apud 179). oleanólico e cítrico. ácidos cumárico. glicosídeos de aucubina. p-hidroxibenzóico. feridas e cortes (209) disenteria. angina. parotidite. xilose. O uso tópico da folhas tem atividade sobre intoxicação por plantas venenosas (Duckett. salicílico. administradas à cobaias com arteriosclerose. pectina. febres intestinais. sedativa (209). antipirética. os responsáveis pela ação antiinflamatória da planta (249). flavonóides baicaleína. luteolina. Também útil para o tratamento do paludismo. depurativa. anti-hemorroidária (93).9% e de triglicerídeos de 52% (Danielsson et al. faringite. colesterol. gastrite crônica.

existente na planta. ex Schmidt. • Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas (cicatrizante). Para afecções bucofaringeanas: fazer vários gargarejos durante o dia (145). anti-hipercolesterolêmica. como laxante suave (258). • Infusão: ⇒ colocar uma xícara das de cafezinho de folhas frescas picadas em ½ litro de água. ⇒ 10g de folhas secas em 1 litro de água fervente. Escherichia coli e Staphylococcus aureus (337). TINGE-OVOS NOME CIENTÍFICO Phytolacca thyrsiflora Fenzl. ⇒ 30g de folhas para 1 litro de água. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia (folhas) ou 9 a 15g/dia (sementes) em decocção. TOXICOLOGIA O pólen é um dos maiores propagadores da polinose . FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. Tomar 1 xícara de chá a cada 6 horas para o tratamento de infecções bucofaringeanas e 1xícara a cada 8 horas para problemas gastrintestinais (258). • Infusão das sementes: adicionar 1 colher das de sopa de sementes em 1 copo de água fervente. • Gargarejo: 60g de folhas para 1 litro de água (32). Tem sido reportado casos de choque anafilático com sementes de tanchagem (179). antipirética. • Os pássaros são ávidos pelas sementes. resolutiva e agente da litíase renal (179). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). hepática. • Decocção: ferver 60g de folhas e/ou raízes em 1 litro de água. Deixar 1 noite em maceração e tomar no dia seguinte. anti-hemorrágica. Fazer gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. demonstra atividade antibacteriana sobre sete bactérias fitopatogênicas. (383). estrogênica. ATIVIDADE BIOLÓGICA O plantamajosídeo. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser usadas em saladas e sopas. . além de ser a substância responsável pela fitoproteção da própria planta (179). em jejum.Tem-se registrado ainda as seguintes atividades em diferentes partes da planta: antiviral.uma reação alérgica.

Fruto baga subglobosa. fruto-de-pombo. ovaladas a orbiculares. no topo. com núcleo esponjoso. Semear em bandejas de isopor com substrato orgânico.0 x 0. Folhas alternas. caruruselvagem. HABITAT Espécie autóctone das Américas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Semente lenticular. caruru-bravo. muito ramificada. lenhoso na base e carnoso. mechoacan-do-canadá. medindo 15 a 18cm de comprimento.SINONÍMIA Caruru-açu. medindo 1. glabra.50m. Flores monoclamídeas. carurú-guassú. com cerca de 4 a 5mm de diâmetro. • Florescimento: ano todo. tintureira. verão e outono. SOLO Cresce subespontaneamente em solos férteis e humosos. É feita naturalmente pelos pássaros. róseas ou lilases.5 a 1. Raiz napiforme.80m de altura (209). erva-de-cachos. caruru-de-porco. subglobosa. erva-do-canadá. Ocorre desde o nível do mar até 1. erva-da-américa. erva-de-laca. Não tolera solos ácidos e compactados. • Propagação: sementes. liso. lisa. composta de 5 tépalas brancas. erva-pombinha. . cupieiro. elípticoovaladas. caruru-de-cacho. faces convexas. simples. verde e às vezes manchado de vermelho. enquanto que os frutos encerram phytolaína e ácido fitolácico. margem crenulada. ervados-cachos-da-índia. multicaule. cilíndricos. nervuras proeminentes na face dorsal. capoeiras e terrenos férteis abandonados. vermelho-purpúrea quando maturo. • Colheita: 6 meses após o plantio. • Plantio: primavera. FITOQUÍMICA A raiz e o fruto encerram phyitolacina. Inflorescência em rácemos espiciforme. CLIMA Desenvolve-se bem em climas tropicais e subtropicais. FITOLOGIA Planta herbácea ou subarbustiva. glabro. ápice agudo. glabra.8m de altura. marando. e as sementes phytolaceína (93). verdes. A planta contém ainda saponinas e phytolacagenina. tipi. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. rosetiforme. Caule cilíndrico. preta. contendo uma semente por carpelo. base decorrente. ocorrendo no Brasil principalmente nas regiões nordeste e sudeste. brilhante. lisa. • Adubação: 2 a 3kg de cama de aviário/m2.

vinhos e xaropes. Os frutos contém pequena quantidade de alguns componentes tóxicos (209). do grupo da betacianinas. utilizado para tingir plumas e vestimentas de índios. As saponinas apresentam forte atividade contra Biomphalaria glabrata. antiescorbútica e depurativa. espasmos. • É ornamental e fixadora de dunas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cyperaceae. ocorre ânsia de vômito. Duas horas após a ingestão. TOXICOLOGIA As folhas. A raiz é purgativa. • Os frutos são muito apreciados pelas aves em geral. . Em doses elevadas. que é vetor de Schistosoma mansoni (Haraguchi et al. A phytolacina é tóxico-convulsionante (93). após submetidas à decocção. • Os frutos já foram utilizados no passado para enfeitar e colorir doces. INDICAÇÕES A tintura. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. raiz e folhas.PARTES UTILIZADAS Frutos. • As folhas e os brotos jovens. Bochechos e gargarejos com o decôcto das folhas são indicados para afecções bucofaringeanas (271). As folhas contusas são reputadas eficientes na cura das úlceras malignas e o cancro (93). TIRIRICA NOME CIENTÍFICO Cyperus rotundus L. vomitiva. apud 209). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória e analgésica tópica (271).. convulsões e morte (242). ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. sementes e as raízes são tóxicas. anti-reumáticas e antisifilíticas. O fruto verde é um purgativo enérgico (93). • Os frutos contém um corante. As folhas contusas são drásticas. são comestíveis. provoca vômitos e narcotiza o paciente. anti-reumática. As folhas são diuréticas e vulnerárias (242). alcoolatura ou extrato fluido da raiz são indicados para dermatoses e orquites. diarréia.

junça-aromática. brancos internamente. quase filiformes. castanhoavermelhados ou escuros. assegurar-se do não uso de herbicidas na planta. radiando de uma haste delicada. cebolinha. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica e infestante. mas tem preferência por solos férteis. • Herbicidas: quando se deseja coletar a tiririca em áreas inçadas. revolvidos e areno-argilosos. Espiguetas pardo-avermelhadas. • Capação: todos os pendões florais devem ser eliminados no início de seu desenvolvimento para não disseminarem a semente para outras áreas. É heliófita. HABITAT Planta alóctone mundialmente adaptada a todos os ambientes terrestres. erva-côco. entumecido a cada segmento. O fruto é um aquênio 3angular. PARTES UTILIZADAS Rizomas livres de raízes filamentosas e detritos. Para facilitar a colheita dos tubérculos. o seu cultivo deverá ser feito em áreas marginais e isoladas. sobretudo áreas ruderais. • Propagação: sementes e tubérculos. SOLO Desenvolve-se nos mais diferentes tipos de solo. • Colheita: é feita durante todo o ano. . Inflorescência formada por 4 a 6 espigas desiguais. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. carenadas e numerosas. com cerca de 30 a 50cm de comprimento por 2 a 4mm de largura. friáveis. mas preferencialmente no verão. Caule delgado e tríquetro. de sabor amargo e doce-aromático. com eixo alado. • Alelopatia: a planta é forte alelopata da germinação e crescimento de espécies herbáceas. lineares. triangular e púrpura. que cresce de 20 a 30cm de altura. esponjosos.2 x 0. tiririca-comum. fazer o plantio sobre camalhões.10m.SINONÍMIA Capim-dandá. glabra. Durante o inverno a planta não se desenvolve. acizentado. formando tubérculos tenros. As folhas são longas. sobretudo a alface (75). resinosos. dispostas em fascículos umbeliformes curtos. CLIMA Adapta-se as mais variadas condições climáticas. • Espaçamento: 0. • Plantio: outubro. • Rendimento: 40t/ha de rizomas e tubérculos (242). ovóides-oblongos. Rizoma filiforme e tuberoso.

eretos e compactos. triterpenóides. até mesmo em colinas áridas. . FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. diaforética. pó ou em pílulas (444). Forma uma moita de caule tortuoso. em tintura. de ramos acizentados.5-1. Cálice tubuloso com 5 dentes. pequenas. que cresce de 15 a 30cm de altura. emenagoga. dismenorréia. Corola gamopétala. tomilho-vulgar. com os bordos virados para baixo. dispepsia. bilabiada. tomentosas e esbranquiçadas dorsalmente. poejo. tomilho-ordinário. Flores brancas à rosadas. INDICAÇÕES Indicada para. α-ciperone. glandulosas. antidiarréica. antisifilítica (271) e afrodisíaca (242). HABITAT Espécie alóctone européia que cresce em estado selvagem em terrenos secos e quentes. O sabor é algo picante e levemente amargo. prosperando até 3. antidispéptica (444). lanceoladas ou lineares. Folhas pequenas (até 6mm de comprimento). muito ramificado. esteróis (278).ciperona). SINONÍMIA Arçã.4% (40% de cetonas sesquiterpênicas . TOMILHO NOME CIENTÍFICO Thymus vulgaris L. timo. rasteiro. adstringente. ciperol. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. na forma de decôcto. estimulante. amido e óleo essencial (0. segurelha. vermífuga (93).2%) contendo cipereno. Fruto composto de 4 aquênios. cineol e L-αpineno (1). fortificante (215). opostas. antiblenorrágica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Balsâmica. arçanha. antiinflamatória. dores abdominais. FORMAS DE USO • 8 a12g/dia. gastralgia. Fortemente aromática. formando glomérulos de 3 flores que parecem capítulos globosos. da flora mediterrânica.FITOQUÍMICA Essência 0.000m de altitude (96). sésseis. axilares ou terminais. náusea e vômitos (444). lenhoso.

tônico capilar. preservativo de alimentos (109. mergulhia e sementes. retardante da senelidade. • Propagação: divisão de touceiras. resina.000 sementes (96). Neste caso. saponósidos e vitaminas B1 e C (182). linalol. Adapta-se aos mais variados clima da Terra.000 a 5. profundos. cujas temperaturas giram em torno de 20o C (182). FITOQUÍMICA Timol. cimol. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.SOLO Exige solos soltos. maior o número de glândulas de óleos essenciais e as plantas tornam-se mais eretas. a qualidade das plantas decai sensivelmente. porém os produtos de maior qualidade são obtidos em regiões temperadas quentes. Teores decrescentes de umidade no solo acentuam a cerosidade sobre a folhas e o conteúdo de óleos essenciais (231).5 x 0.4m. anti-helmíntica (257). desodorizante. borneol. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita. álcoois. cicatrizante. antidiarréica (32). bem drenados. antisséptica. pineno. • Renovação da cultura: após o segundo ou terceiro ano de cultivo. carvacrol (283). hidrocarbonetos. pois reduzem o crescimento e afetam a formação dos metabólitos secundários. tanino (257). retirar as cepas e obter novas mudas. • Adubação: O uso de fertilizante mineral debilita a planta. Quanto maior a luminosidade. • Plantas daninhas: a planta não tolera qualquer tipo de concorrência. antimicrobiano. com boa exposição solar. 108). mantida sempre umedecida. antiespasmódica. que prefere solos mais pobres. PARTES UTILIZADAS Sementes. 110. Um grama de sementes possui cerca de 4. sumidade florida e folhas. béquica. • Padrão comercial: o teor de cinzas não deve ser maior que 14% (96). A planta não suporta solos úmidos e argilosos. sem problemas de acidez. • Colheita: ocorre dois anos após o plantio. arenosos. • Florescimento: outubro a novembro. cimeno. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. estaquia. PARTES UTILIZADAS Sementes. por ocasião do florescimento. . sumidade florida e folhas. anti-reumática. CLIMA. carminativa. • Plantio: primavera (propagação vegetativa) e outono (sementes). A planta é heliófita e não tolera regiões de pluviosidade elevada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antioxidante. com maior número de ramos e brotações vigorosas (231).

FITOLOGIA Planta arbustiva perene. diurética (294). FORMAS DE USO • Decocção: 1 colher das de chá de sementes para cada xícara de água. urtiga-mansa. 257). estriado. peixes. Escherschia coli e Candida albicans (362). úlceras dérmicas. depressão nervosa (294). urtiga-brava. em reduzido número de indivíduos. astenia. anemia. e sudorífica. sinusite. ftiríase.400m de altura. a beira de cursos de água e em locais úmidos e sombreados. revulsiva. tônica. angina. uso externo . carnes e queijos. ramificado. meteorismo. antileucorréica (32). É encontrada até 2.5 a 3. convalescença. URTIGA NOME CIENTÍFICO Urera baccifera [L. parasitoses. urtiga-maior. Cresce espontaneamente em bosques e subosques. atonia do tubo digestivo. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. emenagoga.10g de folhas por litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Urticaceae. • Infusão: uso interno . SINONÍMIA Cansanção. vermelho e aculeado na base. (383). OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. gota. cólicas. urtigão. que cresce de 1. sarna. amenorréia e catarros crônicos (32). • Utilizado na indústria perfumista e de licores. aperiente. INDICAÇÕES Indicada ainda para a coqueluche. prados. afecções da garganta (303). urtiga-vermelha. antigripal. problemas respiratórios. HABITAT É autóctone da América tropical.] Gaudich. Tomar 1 xícara das de chá 2 a 3 vezes aos dia. colerética. embora inerme na . tosse convulsa. halitose. suculento. lumbago. monóica e dióica. hemolítica. O caule é ereto.estomáquica. fastio.40g/litro (32. anti-helmíntica (283) excitante das funções circulatórias e cerebrais. hortaliças.0m de altura. sobretudo em marinadas.

anti-hemorroidária. rizoma e raízes (outono). silício. histamina. tanino. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. roséo-claras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória (179). medindo 2mm de diâmetro e contendo uma semente com forma e tamanho semelhante à núcula. PARTES UTILIZADAS Folhas da planta jovem (todo ano). anti-sifilítica (215). hemostática. As flores femininas são globosas. • Colheita: inicia a 6 a 8 meses após o plantio. feridas. ácidos fórmico e gálico. bem drenados. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno. caroteno. Apresenta um rizoma subterrâneo. revestida de pêlos urticantes sobre as nervuras. Inflorescência em cimas escorpióides. que também pode ser utilizado para o enraizamento dos rebentos. cálcio. • Frutificação: março a maio. ovário súpero e estigma em forma de pincel. diurética. • Propagação: sementes e rebentos. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As flores masculinas são globosas. assimétrica. no verão. Fruto tipo núcula. úlceras. FITOQUÍMICA Nitrato de potássio (435). ovóide.parte teminal. medindo 10 a 20cm de comprimento por 8 a 15cm de largura. ápice acuminado e base cordada. potássio. . depurativa. pois é de clima subtropical de altitude.5m. antianêmica. anti-reumática. anúria. disúria (32). antihidrópica.5 x 1. amenorréia (179). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 150g de fosfato natural. enrugadas na face ventral. vitamina C. infecções micóticas da pele. areno-argilosos e ricos em matéria orgânica. erisipela (59). afecções de pele (257). • Plantio: outono e primavera. enxofre (1). magnésio. leucorréia. antidiabética (257). pecíolos e sobre cada ruga ventral. minúsculas (2mm de diâmetro). tinha. hirsutas. acetilcolina. comprimida. É heliófita. braços e mãos ao realizar qualquer atividade junto a planta. • Cuidados: por apresentar espiculosidades muito urticantes. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Florescimento: outubro a fevereiro. com perigônio carnoso. As folhas são alternas. longo-pecioladas. castanho quando maturo. SOLO Prefere solos profundos. dispostas em ramos carnosos e róseos. com dentes triangulares. adstringente (435) e revulsiva. proteger o corpo. sendo as da base cordiformes. ovaladas-elípticas. galactagoga.

revestida de espinhos moles e inofensivos. As flores são róseas. murchas. • Os frutos maduros são consumidos pelos pássaros. mas que pode atingir até 10m de altura nas regiões de origem. 58. orucu. de porte mediano (3. SINONÍMIA Açafrão-da-terra. podem ser consumidas pelo gado. bastante ramificada. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. glabras.hidrocefalia (435). . urucuuba. hortas e hortos. açafroeira-da-terra. misturadas com outra forragem. elípticas. com corola formada por 5 pétalas. Fruto cápsula ovóide ou cônica com 3 a 5cm de comprimento. açafroa. menopausa. afta. bija. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. de tronco curto. 236). picadas. As folhas são alternas. colorau. podendo ser utilizadas em cordoaria (209). antimicrobiana e antimicótica (19. persistentes. com casca pardacenta e copa densa arredondada. É cultivada em jardins. diarréia. queda de cabelos. tintória. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas.0m). achicote. ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta é inativa como moluscicida. HABITAT Espécie autóctone do Brasil tropical. epistaxe. em panículas terminais. grande. com muito estames. achote. urucuzeiro. urucu. CLIMA É de clima equatorial e tropical e heliófita. edema. achiote. contendo 30 a 40 sementes revestidas de arilo vermelho-seríceo. URUCUM NOME CIENTÍFICO Bixa orellana L.0 a 4. cordiformes-acuminadas. • As fibras do caule e ramos são muito resistentes. psoríase e urticária (1). uru-uva. enurese. ciática. FAMÍLIA BOTÂNICA Bixaceae. verde ou vermelho-pálida ou roxoescura. grandes. inteiras. longo-pecioladas.

vulnerária (folhas). hipoaletina-8bisulfato. geranil geraniol. antiasmática. 0. a melhor concentração de AIA e KIN foi. férteis. laxante. adstringente (335). respectivamente. Os melhores índices de entumescimento foram obtidos com o meio MS completo suplementado com AIA 0. diurética. obtém-se explantes de ápices e segmentos de hipocótilos. metil-bixina.L-1 e KIN 1mg. • Florescimento: ocorre a partir do segundo ano após o transplante. anti-hemorrágica (68). • Propagação: sementes e estacas. trans-bixina.L-1. peitoral. As estacas são enraizadas em vermiculita. antidisentérica. laxante (215). PARTES UTILIZADAS Folhas.3 e 2.0 x 4. A bixina é avermelhada e insolúvel em água e a nor-bixina é solúvel. nor-bixina. flavonóides: apigenina-7-bissulfato.0m. benzenóide: ácido gálico (179). diterpenos: farnesilacetona. criptoxantina. antipirética. O transplante é feito quatro meses após a semeadura. Para a formação de calos. hipotensora. vitamina C (128) e orelina (9). geranil formato. luteína e zeaxantina. • Micropropagação: a partir de sementes esterelizadas e germinadas in vitro.L-1 (80%). cicatrizante (raiz). antiinflamatória. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 200g de fosfato natural. depurativa. luteolin-7-bissulfato e luteolin-7-0-β-D-glucosídeo e isoscutelareína. cosmosiina. béquica. As sementes são usadas para o tratamento da diabetes (284). na primavera e início do verão. sementes e raiz. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 22. estimulante. úmidos e fofos.3mg. em armazenamento (241). O transplante das mudas para o campo ocorre após 3 a 4 meses da semeadura (241). As sementes têm viabilidade superior a 6 meses. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante e digestiva (sementes). refrigerante (a polpa). • Doenças: as folhas podem ser infectadas pelo fungo Cercospora bixae.SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. . FITOQUÍMICA Carotenóides: bixina. geranil octadeconoato. antibiótica (294). estomáquica. β-caroteno. AGROLOGIA • Espaçamento: 4. A germinação ocorre em 10 a 20 dias. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. antidiarréica. afrodisíaca (sementes trituradas) e antídoto de ácido cianídrico (93). cardiotônica.000 unidades. hemostática (179). • Plantio: março a abril. Readubar anualmente. A frutificação ocorre no verão e outono.0mg. A melhor poliferação de brotos (4 a 5 por explante) baseou-se nos mesmos reguladores e respectivas concentrações verificadas para calos (310).

INDICAÇÕES
A infusão a frio dos renovos é usada para inflamações nos olhos. As sementes são utilizadas no tratamento de queimaduras de pele (93). A decocção das folhas é usada para o sarampo. As folhas, quando previamente machucadas, são indicadas para curar panos (infecção micótica). O pó do arilo das sementes é utilizado em gargarejos para o tratamento de amigdalites e afecções bucais. As sementes, amassadas, podem ser aplicadas topicamente em queimaduras (179). Também indicadas para a endocardite, pericardite, afecções do estômago e obstipação intestinal (68). A tinta do urucu é um antídoto de ácido cianídrico, encontrado na mandioca-brava (9; 32). O pó é utilizado para combater sarna e piolho. As sementes são anticolesterolêmicas (244). As folhas são indicadas para bronquite e faringite (9).

FARMACOLOGIA
O extrato aquoso administrado em ratas, na dose de 400mg/kg demonstrou atividade anti-secretora gástrica. O extrato hidroalcoólico inibe a prostaglandina sintetase em concentrações de 750µg/ml (419). O extrato clorofórmico por intubação gástrica, na dose de 1g, aplicada em cachorro, demonstrou atividade hipoglicêmica significativa (284; 416). O extrato aquoso da semente, aplicado intraperitonialmente em rata, provocou redução da atividade motora e um aumento da diurese, sem sinais de toxidez. A decocção das folhas induz à contração do útero de rata (179).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli (157) e Salmonella typhi (Cáceres, apud 169).

FORMAS DE USO
• Infusão: 10 a 15g por litro de água (32). • Macerado a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias (244). • Extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal. • Extrator alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo. • Tintura: deixar macerar por 8 dias 20g de pó da semente em 100ml de álcool 70 o. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos.

TOXICOLOGIA
A casca da semente demonstra efeito tóxico aos pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina (Morrison, apud 120). A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina (179

OUTRAS PROPRIEDADES
• A polpa fornece um corante e condimento natural - a bixina, também utilizada para colorizar chocolates, queijos, manteiga e outros víveres (380), cera e seda (93).

• É utilizada para colorir carnes congeladas. • Misturada à substâncias amiláceas em pó, obtém-se o corante culinário mais comum em todo o mundo, o colorau,. • O pó resultante da trituração das sementes é repelente de insetos e colorizante do corpo (179) e de artesanato cerâmico.

VALERIANA
NOME CIENTÍFICO
Valeriana officinalis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Valerianaceae.

SINONÍMIA
Erva-de-amassar, erva-de-gato, erva-dos-gatos valeriana-selvagem, valeriana-silvstre. erva-de-são-jorge, valeriana-menor,

HABITAT
Espécie alóctone que habita as florestas úmidas e planícies pantanosas da Europa. Cresce espontaneamente em valas, taludes e nas orlas de bosques. É encontrada até 2.000m de altitude (383).

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, polianual, alóctone, com rizoma estolonífero, dotado de raízes fibrosas e fusiformes. Forma uma cepa curta da qual partem, horizontalmente, várias raízes divergentes, esbranquiçadas, com barbelas curtas. A haste é roliça, com estrias e listas, oca, fistulosa e que origina seis a dez pares de folhas opostas, pinuladas, com 3 a 25 folíolos lineares, lanceolados ou elípticos, inteiros ou dentados. A planta atinge 30 a 40cm de altura por 30 a 40cm de diâmetro de copa. Nos países de origem pode atingir até 2m em altura. Flores róseas ou brancas, hermafroditas, dispostas em corimbo, glomérulos ou espigas curtas. Corola tubuloso-infundibuliforme. pouco aromáticas. Fruto aquênio drupáceo, contendo apenas uma semente.

AGROLOGIA
• Ambiente: para evitar-se problemas fitossanitários e obter-se rizomas de alta qualidade, recomenda-se cultivar as plantas sob cultivo protegido. • Espaçamento : 0,4 x 0,3m. • Reprodução: perfilhos da planta matriz, que podem ser enraizados em substrato organo-mineral ou em areia hidropônica, sob cultivo protegido. • Plantio: outono. Plantar as mudas sobre camalhões com até 25cm de altura.

• Adubação: 3 a 4kg/m2 de húmus de minhoca associado a 200g de fosfato natural. Aplicar aos 40 e 70 dias após o plantio 8g/planta de nitrato de cálcio. • Mulching: cobrir o solo com plástico preto, palha ou casca de arroz. • Irrigação: utilizar o sistema de gotejamento. • Doenças: em regiões de alta pluviosidade é comum a ocorrência de fungos e bactérias de solo que causam podridões nas raízes e colo da planta. • Pragas: é suceptível ao ataque de Diabrotica spp. • Florescimento: não ocorre florescimento nas condições do Litoral Catarinense. • Colheita: cerca de 12 meses após o plantio, quando a planta estiver em senescência natural ou seca • Colheita: outono a inverno. Imediatamente após a colheita, os rizomas e as raízes devem ser lavados rapidamente e postos a secar em temperaturas inferiores a 40oC.

PARTES UTILIZADAS
Rizoma e raízes.

FITOQUÍMICA
Ácido iso-valérico (0,1 a 2,0%) e valérico, sesquiterpenos, iridoides, flavonóides, triterpenos, alcalóides (1).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa (133), vermífuga, calmante (283), antiinflamatória, antiprotozoária, antitumoral (232), antiespasmódica, ligeiramente narcótica (93), moderadora do apetite, antidepressiva (294), antiepiléptica, anti-histérica (232), anticonvulsiva, antineurálgica (435), tônica, calmante de neurastenia e psicoastenia, hipnótica, carminativa e antipirética (1).

INDICAÇÕES
É indicada para ansiedade, insônia (232), depressão nervosa, cansaço intelectual, nevrose cardíaca (93), distúrbios da menopausa, cólicas (294), influenza, reumatismo (380), machucados, chagas, feridas e contusões (271).

FORMAS DE USO
• Infusão: ⇒ 5 a15g de raiz por litro (435). ⇒ 15 a 20g/litro de água (283). • Vinho: macerar por 8 dias 25g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia. É indicado para a depressão (294).

TOXICOLOGIA
Doses abusivas podem resultar em cefaléia, vertigem e alterações na visão e audição.

OUTRAS PROPRIEDADES
• As raízes frescas possuem, no primeiro momento, sabor picante, passando a amargo e aromático.

• As folhas apresentam forte sabor amargo. Ao serem secas, exalam um aroma peculiar e desagradável. • O aroma da planta atrai gatos.

VASSOURINHA
NOME CIENTÍFICO
Scoparia dulcis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Scrophulariaceae.

SINONÍMIA
Coerana-branca, corrente-roxa, ganha-aqui-ganha-acolá, pupeiçava, tapeiçaba, tapixaba, tupeiçava, tupiçaba, tupixaba, tupixava, vassoura, vassourinha-cheirosa, vassourinha-debotão, vassourinha-doce, vassourinha-miúda, vassourinha-mofina, vassourinha-molfina, vassourinha-tupiçaba.

HABITAT
Espécie autóctone que medra nas terras baixas dos trópicos. Ocorre em áreas ruderais e de lavoura, capoeiras e campos abertos.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, ereta, ramificada, que cresce de 0,5 a 1,0m em altura. O caule é delgado, tetragonal, verde-claro, anguloso e sublenhosos na parte basal e herbáceo na superior. As folhas são quase caulescentes, com a base atenuada e o ápice agudo verdes, pecioladas, opostas, verticiladas, ternadas, obovadas ou oval-lanceoladas, dentadas, glabras, peninérveas, com a nervura média saliente, medindo 3cm e comprimento por 1cm de largura. As flores, multifloras em pares, se originam das axilas das folhas. São pequenas, hermafroditas, pentâmeras, 4 sépalas partidas, corola rotácea branca, bilabiada, com lóbulos e numerosos tricomas brancos, internamente. O fruto é uma cápsula septicida globosa, com cerca de 1,0 a 2,0mm de diâmetro, bilocular, lisa, glabra, membranácea, de cor creme-escura, deiscência apical e numerosas sementes muito pequenas. As sementes apresentam formato irregular, reticulada, glabras, amareladas a castanho-claras e brilhantes.

CLIMA
Espécie de ampla adaptação climática, encontrada principalmente em regiões tropicais. É heliófita.

SOLO
Prefere os solos férteis, areno-siltosos, leves e úmidos, sem acidez.

AGROLOGIA

• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono, primavera e verão. • Florescimento: primavera e verão. • Colheita: 100 a 110 dias após a emergência.

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Adrenalina, noradrenalina (404), amelina, mucilagem (9), azeite viscoso, que contém dulcinol, scoparol, manitol e glicose. Ácidos graxos: esteárico, mirístico e linoleico. Componentes saponificáveis: triacontano, dulciol, β-sitosterol e dulcilona. As raízes contém manitol, taninos, composto organo-fosforilado, alcalóide e triterpeno. Outros compostos: acacetina, α-amirina, apigenina, benzoxazolina, ácido betulínico, coixol, 7-0β-D-glucoronídeo de friedelina, himenoxinas, ácidos gentísico, ifflaónico, scopadúlcico A, B e C, scopárico, dulcinóico; scoparinol, scutelareína, vicenina e vitexina (179).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, diurética, febrífuga, antiblenorrágica, emenagoga (300), antilítica, anticefalálgica, anticonceptiva, antidiabética, expectorante, mucolítica, adstringente, antioftálmica, antiflatulenta, depurativa, tônica, emética (179), vermífuga (120), antiespasmódica, antisséptica (130), antiasmática, anti-hemorroidária (9), emoliente, béquica, odontálgica (93), antigripal (271), hepática, peitoral, aperiente, revitalizante (120).

INDICAÇÕES
Febres intermitentes, paludismo, uralgias, vaginite, parasitas da pele, afecções gastrointestinais, digestões lentas, cólicas, constipações (179), dores de ouvido (215), brotoeja, coceiras, erisipela, afecções cutâneas e catarrais, bronquite, corrimento vaginal, infecção urinária (120), catarros pulmonares (271), pernas inflamadas e varizes (303).

FARMACOLOGIA
Extratos da planta apresentaram atividade antiinflamatória e analgésica em ratos (147; 404; 119), principalmente devido aos flavonóides e glutinol. O ácido scopadúlcico, obtido da planta, apresenta atividade antitumoral (296). O scopaduldiol tem propriedades inibidoras da ATP gástrica H+/K+ (181). Os extratos etanólicos e acuosos da planta (0,52mg/kg p.o.) prolongaram o tempo de sono em ratos induzidos por pentobarbital, sendo o extrato etanólico mais ativo que o acuoso (179). Apresenta atividade depressora (120). A amelina, fitoquímico presente na planta, tem mostrado eficácia no tratamentos de alguns tipos de diabetes (209).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).

FORMAS DE USO
Decocção, infusão e suco.

OUTRAS PROPRIEDADES
• Utilizada nas áreas rurais, na forma de feixe, para as casas.

VASSOURINHA-DE-BOTÃO
NOME CIENTÍFICO
Borreria verticillata (L.) G.F.W. Meyer.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Rubiaceae.

SINONÍMIA
Cordão-de-frade, cordãozinho-de-frade, erva-botão, falsa-poaia, perpétua-do-mato, poaia-comprida, poaia-falsa, poaia-preta, poaia-rosário, vassoura-botão, vassourinha.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce em restingas, planícies do litoral e em áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, com 40 a 60cm de altura, com a base lenhosa, duríssima, cilíndrica, glabra, áfila. Ramos tetrágonos, glabros ou pilosos, com entrenós curtos. Folhas lineares ou lanceoladas, curtamente pecioladas. Bainha da estípula glabra ou levemente pubérula. As flores são alvas, reunidas em inflorescências globosas, axilares e terminais. Apresenta duas sépalas, subuladas, denticuladas e concrescidas na base. Corola hipocraterimorfa, glabra ou levemente pubérula. O fruto é uma cápsula subglobosa ou subcilíndrica, coriácea, glabra. A semente é linear a oblonga, purpúreo-nigrescente.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 0,7 x 0,7m. • Propagação: estacas da planta mãe e sementes. A germinação das sementes é muita baixa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas podem ser enraizadas com o mesmo substrato. • Plantio: ano todo. • Florescimento: é contínuo ao longo do ano. • Colheita: inicia 4 a 6 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS

Folhas e raiz.

FITOQUÍMICA
Emetina, um dos alcalóides encontrados na ipeca (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emética (242), antidisentérica (309) e anti-hemorroidária (9).

INDICAÇÕES
Utilizada para o tratamento de dermatoses (309).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
O extrato alcoólico das flores apresentou atividade bactericida contra Staphylococus aureus. A concentração bactericida mínima variou de 0,66 a 5,25mg/ml (309).

INDICAÇÕES
Indicada para erisipela e varizes (9).

VERBASCO
NOME CIENTÍFICO
Buddleya brasiliensis Jacq. ex Spreng ssp. stachyoides Cham. e Schlecht.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Buddlejaceae.

SINONÍMIA
Barbasco, barbasco-do-brasil, barrasco, calça-de-velho, calças-de-velha, calção-de-velha, calção-de-velho, calção-velho, carro-santo, cezarinha, tingui-da-praia, vassoura, vassourinha, verbasco-brasileiro, verbasco-do-brasil.

HABITAT
Espécie autóctone, normalmente encontrada na encosta atlântica, crescendo nos campos, beira de riachos e orla de matas, capoeirinhas, potreiros estradas e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, polianual, ereta, pouco ramificada, que cresce de 1,0 a 1,80m de altura. Caule quadrangular, cotonoso-tomentoso, cilíndrico na base, amarelado-ferrugíneo ou avermelhado, de ramos eretos, medulosos, alado-subtetrágonos nas partes jovens. As folhas são opostas, amplexicaules, decurrentes, quase sésseis, lanceoladas, com cerca de 15 a 20cm de comprimento por 5 a 8cm de largura, inteiras, irregularmente serreadas, rugosas, sedoso-pubescentes na página superior, albo-lanoso-pubescentes e salientes

nervadas na inferior. As flores são campanuladas, hermafroditas, tetrâmeras, pequenas, amarelas, dispostas em cimeiras capituliformes de 3 a 4 flores. O fruto é uma cápsula oblonga, angulosa, contendo numerosas sementes cilíndricas, lisas e castanhas.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. É heliófita.

SOLO
Desenvolve-se melhor em solos férteis e revolvidos, mas adapta-se aos solos ácidos, arenosos e argilosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 1,0 x 0,6m. • Propagação: sementes, que podem ser semeadas diretamente em canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono e primavera. • Florescimento: maio a outubro. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e flores.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emoliente, sudorífica, anti-reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, antiofídica (342), depurativa, adstringente, diurética, expectorante, peitoral, sedativa, béquica (257), antigripal (215), anódina (32), antiálgica (68), antiasmática e calmante (93).

INDICAÇÕES
Útil no tratamento de bronquite (257), doenças pulmonares (93), hemoptises, catarro (32) e contusões (68).

FORMAS DE USO
• Decocção: ferver 1 a 2 colheres da chá das folhas ou raízes em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. O decôcto pode ser utilizado em abluções para contusões (68).

TOXICOLOGIA
A planta é ictiocida, podendo também ser tóxica (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Em animais é usada para a lavagem dos olhos e tratamento de pisaduras em eqüinos (209).

recortadas. • Mulching: utilizar plástico preto. As flores. em torno de cada planta. digestiva. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. citrina e óleos essenciais (294). neutros. INDICAÇÕES . febrífuga. FITOQUÍMICA Verbenina. CLIMA É de clima temperado quente. friáveis. anti-reumática (294). ricos em matéria orgânica e bem drenados. dispõem-se esparsamente ao longo de espigas finas e compridas. Propagação: sementes. SOLO Prefere solos férteis. calmante do sistema nervoso. pequenas e lilacinas. É heliófita. palhas ou casca de arroz sobre o solo. estimulante do apetite. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. associado com 50g/planta de fosfato natural. Semear em substrato organo-mineral. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. quadrangulares. crescendo 30 a 40cm de altura. lactogênica.VERBENA NOME CIENTÍFICO Verbena officinalis L. • Colheita: inicia 6 a 7 meses após o plantio. Adubação: 1. de caule e ramos finos.4m. Folhas opostas. sobretudo de altitude.0kg/planta de húmus de minhoca. ereta. Apresentam sabor amargo. antinefrítica e antilítica vesicular (271). SINONÍMIA Erva-de-fígado. Plantio: outono. FITOLOGIA Planta herbácea a subarbustiva. muito ramosa.8 x 0. medindo até 40cm de comprimento. adaptando-se ao subtropical.

Glumas coriáceas. capim-vetiver. tendo os inferiores mais de 20 raios. ereta. composta de numerosos rácimos espiciformes. afecções do fígado. grama-das-índias. compostas de 2 flores e reunidas em grupos de 2 a 3. livre entre as glumelas. Espigas formadas por espiguetas violáceas. Abafar por 5 minutos. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 10 minutos 50g de verbena em 1 litro de água. espinescentes sobre uma das palhas e ciliadas sobre a outra. FITOLOGIA Planta herbácea perene. esplenite e gangrena (271). de 13 a 30cm. terminal. males do estômago. capim-de-cheiro. cespitosa. . agudas. eretas. de rizomas lenhosos. SINONÍMIA Grama-cheirosa. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia. esverdeada. lisas. glabras. 8 a 12 verticilados. invaginantes no caule. revestidos de epiderme amarelo-pálido. inodoras.Indicada para o tratamento da celulite (294). OUTRAS PROPRIEDADES • Aromatizante de café • Utilizada na fabricação de licor. pardacentos. lineares. aftas. escabrosas e serradas na margem. As raízes são aromáticas. patcholi. denominado Verbena. cônica. compridos e muito finos. CLIMA Tropical e heliófita. VETIVER NOME CIENTÍFICO Vetiveria zizanioides Stapf. Fruto cariopse oblonga. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. estreitas. (294). Folhas mais ou menos basilares. esponjosas e castanhas. fortemente aromáticos. Coar e tomar ao longo do dia para o tratamento da celulite. esponjosos. flexíveis. • Infusão: 4 colheres das de sopa de verbena em 1 litro de água quente. com até 70cm de comprimento. às vezes dobradas. Inflorescência em panícula ampla.

SOLO Embora a planta prefira solos humosos e úmidos. INDICAÇÕES Indicada para enxaqueca (271). também cresce em solos arenosos e até em dunas. Contém 0. antisséptica. PARTES UTILIZADAS Rizomas. • O rizoma seco da planta é utilizado preso ao cabelo para perfumar ou em saches. As mudas obtidas a partir do rizoma devem ter as folhas cortadas para evitar a transpiração excessiva. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. quando novas. febrífuga. carminativa e anti-histérica (271). VINAGREIRA NOME CIENTÍFICO Hibiscus sabdariffa L.5% de óleo essencial amarelo-claro. biombos. • Plantio: outono e primavera. ácido vetivérico. Os segmentos de rizoma ou perfilhos podem ser plantados diretamente a campo. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é excelente insetífuga de pragas domésticas (baratas e traças). • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. cestos). • As folha são forrageira. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • As folhas são utilizadas para a fabricação de artesanatos diversos (esteiras.6m • Propagação: sementes e divisão de rizomas.7m x 0. diaforética. volátil. toldos. das nevralgias (93). vetivedol. amargo e picante (93). fortemente aromático. vetiverina. chapéus.2 a 3. var. vetivenil. tônica. • As raízes são altamente fixadoras de dunas e barrancos à beira-rio. leques. FITOQUÍMICA Vetivenes. para perfumar roupas. calmante das enxaquecas. edulis . • O óleo de vetiver é usado para aromatizar dentifrícios e sorvetes e para prepara perfumes.

As estacas podem ser enraizadas em vermiculita. SOLO Profundos. cônico-ovóide e estrigoso. vermelho-escuro. de lobos agudos. com uma grande glândula na base da nervura mediana. avermelhadas. CLIMA A planta requer uma distribuição de chuva entre 800 a 1. FITOQUÍMICA . • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 50g/planta de superfosfato triplo. denteados. que afeta sobremaneira a reprodução. Fruto tipo cápsula. quiabo-róseo. • Plantio: deve ser feito em fotoperíodo crescente e no início da estação das chuvas.0m. Cálice vermelho e muito carnoso. sendo as inferiores inteiras e ovadas e as superiores profundamente 3 a 5 palmati-lobadas (lobos estreitos). quiabo-deangola. com mácula mais escura na base do pedúnculo também vermelho. axilares. • Colheita: 1 ano após o plantio. longo-pecioladas. glabro. • Florescimento: abril a junho. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. • Doenças: A planta é sensível ao fungo Rizoctonia sp. Pétalas de 4 a 5cm. com cerca de 1. Semear em bandejas de isopor de células grandes contendo substrato organo-mineral. carurú-azedo. sésseis.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae SINONÍMIA Azedinha. e resistente aos nematódeos e à antracnose. autógomo. • Propagação: sementes e estacas de ramos despidos das folhas.5 a 2. rosela. róseas. ramoso e cresce 1. Flores solitárias. drenados e com bom teor de matéria orgânica.8m de altura. As folhas são alternas. A planta é regulada pelo fotoperíodo. 5nervadas. carurú-da-guiné.600mm e temperaturas de 18 a 35oC. As sementes estão no ponto de maturação completa quando o fruto capsular encontrase seco e iniciando a deiscência. Apresenta caule avermelhado.2 x 1. quiabo-roxo. quiabo-azedo. HABITAT Planta alóctone originária da África oriental tropical. • Produção de sementes: a maturação do fruto e colheita de sementes ocorre em julho.0cm. azeda-da-guiné. 5-locular.5 a 1. de andróforo avermelhado. FITOLOGIA Arbusto anual.

enquanto que as sementes são consumidas torradas. 2. violeta. • O suco coagula látex de plantas fornecedoras de borracha. oxalato de potássio e (9). violeta-perfumada. violetaeuropéia. violeta-roxa. SINONÍMIA Amor-perfeito. sob prévia cocção.5 % de água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são resolutivas (cataplasma) antiescorbútica. xaropes e vinagres. FAMÍLIA BOTÂNICA Violaceae. charnecas e bosques abertos. relvados. PARTES UTILIZADAS Folhas. marmeladas.Ácido oxálico. tônicas e afrodisíacas. • As fibras dos caules são utilizados no ramo têxtil. que é um pigmento (93). vinhos (vinho de rosela). crescendo em prados. prestando ao preparo de geléias.3% de lipídeos. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é alimentar. FITOLOGIA .8% de cinzas e gossipetina. frutos e raízes. viola. viola-roxa. De 147kg de hastes são obtidas 900g de fibras limpas. antiinflamatória (128) e febrífuga.3% de carboidratos. VIOLETA-AFRICANA NOME CIENTÍFICO Viola odorata L. diurética e emoliente (9. violeta-comum. amarga e tônica (93). • As folhas são consumidas. 10.000 de altitude (383). As sementes são diuréticas. 257). • As folhas. Ásia Ocidental e África. É encontrada até 1. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorragias e aumento da resistência orgânica (128). após decocção são comestíveis e utilizadas como tempero. violeta-de-cheiro. e são diuréticas. na forma de salada. HABITAT Espécie alóctone. A raiz é aperitiva. 0. estomáquica. 0. originária da Europa.1% de proteínas. O fruto contém 86. tônicas e afrodisíacas.

SOLO Prefere solos bem drenados. sedativa e diurética. esbranquiçadas. ovais-cordiformes ou reniformes. verde-escuras. As sépalas são ovais-obtusas. saponosídeo. Raízes nodosas. unilocular. violina. laxativa (283). e mucilagem (294). após o florescimento. as dos estolões do ano anterior reniformes. antiespasmódica. Adubação: 3 a 4kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. • Mulching: utilizar. INDICAÇÕES . Cápsula subglobosa. Cresce 10-20cm de altura. partindo de uma cepa. AGROLOGIA • • • • Espaçamento : 0. vitamina C. antigripal (435). munida de numerosas radicelas fibrosas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. violácea. recurvados na parte superior. emética (raiz e folhas) (93). ramosas. As flores são anticancerígenas (271). crenuladas. expectorante. ácido tânico (257). CLIMA A planta prefere regiões de clima temperado a subtropical. pubescente. os frutíferos deitados. polimorfa. ricos em húmus e úmidos. acaule. associados a 100g de fosfato natural. (283). radicantes e floríferos. FITOQUÍMICA Ácido salicílico.2m. calmante. vivazes. Estigma em gancho agudo. emoliente. depurativa (303). As folhas são dispostas em roseta. polisperma. salicilato de metila. Pode ser feita uma adubação em cobertura com nitrato de cálcio. na quantidade de 5g/planta. longipecioladas. Cálice e corola com 5 sépalas e pétalas. Propagação: divisão de touceiras ou por estolões já enraizados. Apresentam cor violácea intensa e são suavemente aromáticas. • Florescimento: inverno-primavera. raízes e sementes. com estolões alongados. Cresce melhor à meia-sombra e aprecia o frio.Planta herbácea ou vivaz. obtusas. Plantio: outono e primavera. 30 a 40 dias após o transplante. folhas. Pedúnculos glabros. As flores surgem na extremidade de pedúnculos que partem também da cepa e apresentam um perfume muito suave. casca de arroz ou plástico preto sobre o solo. PARTES UTILIZADAS Pétalas da flor. Rizoma espesso. respectivamente. palha. cicatrizante.3 x 0. purgativa (as raízes). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e sudoríficas (flores). peitoral (257). As folhas são radicais. pubescente. diaforética (32). em torno da planta.

As raízes são utilizadas para as cólicas menstruais (303). • Decocção: ferver por 10 minutos 1 colher das de sopa de raiz em ¼ de litro de água. Coar e misturar. caramelos e bolos. resfriado. Coar e beber aos goles. mistura bem e aplicar sobre a pele irritada. mas alguns cultivos são feitos a mais de 3. quando misturadas ao leite de cabra (257). sendo cultivado na Colômbia. A essência serve para perfumar doces. Acrescentar 1 colher das de chá de glicerina. inflamações da garganta (257) e do ovário. inflamações da boca e das gengivas. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de flores ou 20g de folhas em 1 litro de água. sarampo. TOXICOLOGIA Altas doses do rizoma e sementes causam severas gastroenterites. YACON NOME CIENTÍFICO Polymnia sonchifolia Poep. HABITAT Planta herbácea perene originária dos Andes.400m (74). As flores conferem sabor delicado às saladas. com amido de arroz até obter uma pasta macia.Também utilizada para a bronquite. polínia. Endl.750m. Tomar 3 xícaras ao dia (32). defluxos (283). afecções cutâneas (303). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • As folhas são cristalizáveis para o preparo de doces. ainda quente. nervosismo e depressão circulatória e respiratória. coqueluche. afecções dos olhos e intoxicações. É planta ornamental. • Máscara: ferver durante 10 minutos 2 colheres da de sopa de folhas e 4 colheres das de chá de flor em ½ litro de água. escoriações. SINONÍMIA Batata-diet. Atua como vomitiva (294). Equador e Peru em altitudes de 900 a 2. . Também utilizada em perfumarias e indústria de cosméticos. O infuso pode ser utilizado em compressas para escoriações. pele irritada (294). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.

as túberas devem ser lavadas. O yacon. com 15cm de comprimento.90m. O fruto é do tipo aquênio. sendo que as interiores são lanceoladas e pilosas. Em São Paulo obteve-se uma produtividade de até 100t/ha de túberas e 1. • Adubação: 2.5kg/planta (sem adubação ou preparo de camalhões.5%. no entanto. FITOQUÍMICA A maioria das raízes e tubérculos de armazenamento acumulam amido. existente nos tricomas foliares (199) e fitoalexinas (413). por 1m de base • Desenvolvimento: a planta cresce cerca de 1m em quatro meses. gemas e rizomas. principalmente devido à presença de ácido ent-kaurenóico. robusta. as caulinares deltóides. para evitar a infecção de fungos nos tubérculos. ereta. tenuamente gríseo-tomentosa. areno-argilosos e com pH em torno de 6.4m de altura. oblongas. • Florescimento: abril a maio.3cm de espessura e postas a desidratar em estufa de ar forçado a 45 a 50oC. podendo vir a deteriorar em 2 a 3 dias. • Produção: 3. obovóide.0.40 x 0. e nas condições do litoral Catarinense). cortadas em fatias de 0. Em regiões muito úmidas. com a parte superior do caule ligeiramente híspida. • Colheita: ocorre 10 a 12 meses após o plantio. com as lígulas amarelas. acumula a inulina. fazer o tratamento com benlate a 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . • Pragas: a planta é altamente resistente às pragas. As folhas são membranáceas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. soltos. 34mm de comprimento e disco com 16-18mm de diâmetro. Os rizomas e tubérculos podem ser plantados diretamente a campo. rizomas pesando 60 a 80g e gemas axilares. As gemas devem ser enraizadas em vermiculita ou areia. foliáceas. corimbosos-paniculados.1% e oxicloreto de cobre a 0.000kg/ha de 4-14-8 + Zn. Para prolongar a conservação do material colhido. 1.000kg/ha de folhas secas (428) ou um peso médio por tubérculo de 100 a 500g e um rendimento por planta acima de 5kg (172). invólucro com 5-6 sépalas. preto. face dorsal pálida.FITOLOGIA Planta semi-arbustiva anual. • Pós-colheita: as raízes são muito perecíveis em regiões com alta umidade relativa. • Propagação: tubérculos inteiros. as inferiores profundamente lobadas. verde em cima.8-2. Aplicam-se 40kg/ha de nitrogênio em duas aplicações (428). SOLO Prefere solos aerados. que é uma forma de oligofrutano (131). com o pecíolo alado e o limbo rubro-pardo. Os capítulos são laxos. • Secagem: O conteúdo de frutanos tende a baixar consideravelmente com a esposição das túberas à radiação solar (429). • Plantio: os propágulos são plantados em camalhões com 30 a 40cm de altura.

Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. O rizoma principal é cônico. por sua vez. As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa. aeruginosa RoxB.3 a 1. Estes. originam estruturas de reservas de formato piriforme. ZEDOÁRIA NOME CIENTÍFICO Curcuma zedoaria [Berg] Roscoe ou C. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. com cerca de 5cm de comprimento. originária da Índia.Indicada para o tratamento do diabetes e do colesterol (428). com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana da face superior.5% m/v) reduziu os níveis de açúcar no sangue de ratos diabéticos de 348 para 214mg/dl. Exala um aroma que lembra a sálvia e o alecrim. • O tubérculo tem sabor de pêra e melão. e as estações são bem definidas. tolera climas mais quentes. onde cresce espontaneamente em florestas decíduas úmidas. oblongolanceoladas. mas não causticantes. sendo bastante consumida no oriente na forma in natura. A fratura do rizoma é compacta e córnea devido à goma de amido que se forma. A inflorescência é cilíndrica. com cerca de 1. FARMACOLOGIA O extrato aquoso das folhas (infusão. em 10 dias (432). Por ser uma planta rústica. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta. crescendo a partir do rizoma antes das folhas. CLIMA Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais. A planta é muito sequiosa por chuva. HABITAT Espécie alóctone. • O tubérculo é rico em fibras indigestíveis (199). OUTRAS PROPRIEDADES • Estudos fitoquímicos demonstram a possibilidade de obtenção de frutanos . . com 50-80cm. onde o clima é temperado e úmido. FITOLOGIA Planta herbácea perene. o qual emite outros rizomas secundários da grossura de um dedo. tuberoso.5m de altura.açúcares não assimiláveis pelo trato digestivo (272). Consome-se também na forma de pó ou chips. que posteriormente dão origem à novas plantas. 0. Folhas inteiras.

PARTES UTILIZADAS Rizomas cilíndricos e os ovóides. problemas pulmonares e dermatoses (128). Abafar por 10 minutos. • Plantio: outubro. antioxidativa e antihepatotóxica (387). hipocolesterolêmica.5kg/planta de cama de aviário associada a 50g de superfosfato triplo. Enraizar em areia. INDICAÇÕES Indicada para a prevenção e tratamento da úlcera gástrica. álcool sesquiterpênico e zingibereno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante aromático. antiasmática. distúrbios menstruais e gastrintestinais (412). curcumina. • Doença: Coletotrichum curcumis. profundos. regulador das funções hepáticas. FITOQUÍMICA Os rizomas produzem óleo essencial (1. restauradora e antiflatulenta (1). resfriados. bem drenados e soltos. antes das principais refeições.5. mantida umedecida.SOLO Prefere solos virgens. antidispéptica (387). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. vômitos. pó ou pílulas. • Infusão: ⇒ Problemas hepáticos: 1 colher das de café do pó ou três fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água quente. Tomar 1 a 2 xícaras ainda morno. adubação orgânica e/ou areia. hepatite. amido e resina (128). Contém ainda guaieno. D-cânfora. • Adubação: 0. febrífuga. Coar. Também útil para o tratamento de distúrbios hepáticos (387).0 a 1. emenagoga. vermífuga. • Florescimento: março • Colheita dos rizomas: julho a agosto. Para melhorar a aeração e a textura do solo. estomáquica. O pH do solo deve estar em torno de 6. pois inibe a secreção ácida. D-borneol. de mata. afecções urinárias (271). . FORMAS DE USO • 3 a 6g/dia na forma de decôcto. FARMACOLOGIA Colerética. utiliza-se cinza de casca de arroz. retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. cólicas. Solos compactos ou pesados.8 x 0. ou então os areno-argilosos. zedoalactona A e B ( 412). tosse. anti-reumática.4cm.5%) composto principalmente de α-pineno. cineol. após 8 meses de cultivo. • Propagação: pedaços de rizomas novos com 1 a 2 meristemas. digestiva e renal (128). D-canfeno.

141-145. ADOLF.18. Tomar 2 a 3 colheres das de sopa ao dia (adultos) ou metade (crianças). p.6. • Pó: 1 colher das de sobremesa do pó diluído em água ou suco. J. HUSAIN.. Irritant phorbol derivatives from four Jatropha species. v. Studies of some plants used as anticonvulsivants in amerindian and african tradicional medicine. n. W. S. MARQUES.147-162. OPFERKUCH. AHMAD. ADESINA. V.N. que após ser seco e moído dá origem a uma farinha aromática de cor creme clara. S. 3. 1981. Molluscicidal evaluation of some Jatropha species growing in Nigeria.O. Ricinoleic acid in Phyllanthus niruri seed oil.. • É especialmente utilizada na indústria de essências ou aromas para bebidas. New York: Gramercy. OUTRAS PROPRIEDADES • O corte transversal do rizoma aduz uma coloração azulada.K. • É cultivada também como ornamental. J. 5. S.53. Coar. Abafar por 15 minutos.58. 1984. 4. v.129-132. Deixar macerar por 5 dias.U. 1985. e antes da principais refeições. Coar. em jejum. E. É indicada para estimular a digestão e regularizar o fígado (128).1.. v.23.O. 2. Fitoterapia. • Tanto o rizoma quanto o produto processado são fotossensíveis. M. n.⇒ Problemas pulmonares: 2 colheres das de sopa do pó ou fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água. . antes das principais refeições (para normalizar o colesterol) • Tintura: 1 colher das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereal a 70 graus e 50ml de água. Phytochemistry. v. OSMAN. pungente. Q. TOXICOLOGIA Mulheres que se encontram nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir a zedoária. ADEWUNMI.K.673-674.. 1980. p. p. BIBLIOGRAFIA CITADA 1. Journal of American Oil Chemistry Society. HECKER. Juntar 2 colheres das de sopa de mel. • O sabor é amargo. A BAREFOOT Doctor’s Manual: Practical chinese Medicine and Health. de manhã. 960p. quente e suavemente canforáceo. 1982. • Pode ser utilizada em cosmética e culinária (387).. Crude Drug Research. Tomar 1 colher das de café diluído em um pouco de água. p. C. • Possui um odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim.

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