AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA

NOME CIENTÍFICO
Curcuma longa L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Zingiberiaceae.

SINONÍMIA
Açafrão-da-terra, açafroeiro-da-índia, cúrcuma, curcumã, batatinha-amarela, gengibredourada, mangarataia.

HABITAT
Espécie tropical alóctone, originária da Índia e da ilha de Java onde ocorre em campinas de montanha, e introduzida há alguns séculos no Brasil, crescendo subespontaneamente em áreas aluviais e ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, de vegetação anual e rizomas perenes. Cresce cerca de 1,30m. As folhas são grandes, 30 a 40cm de comprimento por 15 a 20cm de largura, glabras, com pecíolo tão comprido quanto o limbo. São oblongo-lanceoladas, reunidas na base, acuminada no ápice, oblíquo-nervadas e emanam um perfume agradável, quando amassadas. No inverno catarinense, as folhas secam totalmente e os rizomas voltam a brotar na primavera. O rizoma principal é robusto, com 10 a 12cm de comprimento por 2,0 a 3,0cm de espessura, piriforme, ovóide, carnudo, com ramificações rizomatosas sésseis secundárias laterais com cerca de 1cm de diâmetro, compridas, também tuberizadas, porém mais finas e menos carnudas, cilíndricas. A película externa dos rizomas secundários pode ser cor de palha ou acizentados, porém internamente apresentam forte coloração laranja. Ainda na superfície aparecem marcas circulares a intervalos de 2 a 4cm, resultado das cicatrizes deixadas pelas raízes caducas. A raiz principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais emitem folhas e podem dar origem a outra planta independente. A senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica ou longo-ovóide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm de diâmetro. As brácteas são membranosas, lanceoladas-obtusas, cor esbranquiçada ou esverdeada. As flores são amareladas, com cálice tubular, longo-pedunculadas, dispostas em espigas compridas, com brácteas côncavas verde-pálidas, sendo que as superiores com uma mancha rósea . O fruto é uma cápsula bivalve, 3-locular.

SOLO
Prefere solos virgens, de mata, ou então os areno-argilosos, profundos, bem drenados e soltos. O pH do solo deve estar em torno de 6,5. Solos compactos ou pesados, retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo, utiliza-se cinza de casca de arroz, adubação orgânica e/ou areia.

CLIMA

Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido, e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica, tolera climas mais quentes, mas não causticantes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A planta é muito sequiosa por chuva. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,20 x 0,5m. • Propagação: rizomas novos, plantados inteiros ou em segmentos com pelo menos dois meristemas. Uma planta matriz gera cerca de 10 rizomas-semente. A brotação dos rizomas para plantio inicia em setembro. • Substrato: a muda pode ser produzida em areia, vermiculita ou outro material poroso. Manter o substrato úmido. O plantio direto do rizoma a campo resulta em atraso na emergência e desuniformidade no estande. • Aclimatação: cobre-se o viveiro de mudas com sombrite 50%. • Plantio: outubro. O tranplante é feito quando a muda atinge 20 a 25cm de altura. • Nutrição: a planta é nitrófila, sendo que os sintomas de deficiência de nitrogênio podem aparecer a partir do terceiro mês após o cultivo. • Doença: o fungo da antracnose (Colletotrichum curcuma) causa lesões necróticas nas folhas, iniciando pelas mais velhas. • Colheita: inicia após o secamento das folhas, ou seja, 9 a 10 meses de ciclo. Normalmente ocorre em meados de julho, coincidindo com a senescência completa da parte aérea. A retirada dos rizomas do solo deve ser cuidadosa a fim de se evitar cortes e rompimento excessivo do rizoma. Rizomas colhidos tardiamente tornam-se duros e fibrosos. • Rendimento: 1,1kg de rizomas por planta. Em cultivos comerciais bem conduzidos, é possível obter-se até 9t/ha de rizomas (182). • Pós-colheita: os rizomas velhos são utilizados para novo plantio. Os novos são lavados em água potável, são retiradas as raízes laterais, cortados em rodelas, desidratados e moídos. O pó deve ser conservado prerencialmente em recipientes de vidro escuro, para evitar a degradação (fotólise) dos pigmentos e metabólitos aromáticos.

PARTES UTILIZADAS
Rizomas ovóides e os cilíndricos.

FITOQUÍMICA
Curcumina, cineol, felandreno e corantes naturais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
É colerética (133), colagoga, hipoglicemiante (261), resolutiva, diurética, excitante, cordial, estomáquica, antidiarréica, antiescorbútica, antiespasmódica, emenagoga (445), litotríptica, cicatrizante de feridas (93) e antioxidante.

INDICAÇÕES

Indicada para amenorréia, dismenorréia, distensões abdominais e peitorais, reumatalgias (445), hepatite, sarampo, má circulação, hematêmese, epistaxia e hematuria. Micoses de pele podem ser combatidas esfregando-se o rizoma sobre a parte afetada (1)

FORMAS DE USO
• Geral: 3 a 9g/xícara, em decocção (445). • Infusão: 1 colher das de café de cúrcuma em pó em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar e filtrar. Tomar 2 vezes ao dia. • Corante: adicionar 20g do açafrão em pó em 100ml de água filtrada ou destilada. Agitar e deixar sedimentar. Eliminar a água. Repetir por três vezes. Secar em estufa ou em forno o sedimento final, não passando de 100 oC. Após seco, o pó é macerado em álcool de cereais por 7 dias. Filtrar e usar a solução para colorir alimentos e bebidas (294).

TOXICOLOGIA
Em doses altas pode causar embriaguez, sono e delírio (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• O sabor é levemente pungente e amargo. Ao ser cozido, os rizomas exalam um forte aroma que lembra casca descascada de laranja doce e gengibre. • É utilizada em culinária e na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. • É o principal componente do “curry”- condimento indiano. • Os corantes naturais são utilizados em tinturaria e para colorir ungüentos e óleos medicinais. • Os rizomas são comestíveis e fornecem fécula comparável à da araruta e da mandioca. • Ao ser desidratada e moída, o pó da cúrcuma não deve ser armazenado em recipientes plásticos, sobretudo sacos plásticos, pois os princípios ativos reagem com o material, o qual adquire consistência pegajosa.

ACARIÇOBA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle bonariensis Lam.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Erva-capitão.

HABITAT

Espécie autóctone do Brasil, ocorrendo ao longo de todo o litoral, vegetando em áreas alagadas, praias, dunas, terrenos sombrios e várzeas úmidas. É espécie pioneira de restinga litorânea. Encontra-se na natureza associada à Sporobulus ou Iresine portulacoides e Paspalum vaginatum (259).

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, glabra, prostrada e rizomatosa, de caule delgado. Folhas longopecioladas, estipuladas, palmadas, orbiculares peltadas, crenadas, grossas, glabras, pouco pilosas, com 15 a 20 nervuras radiadas, medindo 20 a 30cm de altura e 4 a 6cm de diâmetro. As flores são brancas ou amarelo-pálidas, pequenas, numerosas, dispostas em umbelas irregulares, longo-pedunculadas, axilares e irregulares. Fruto elíptico e achatado.

CLIMA
Espécie de clima tropical a subtropical. É heliófita e higrófita.

SOLO
A planta é encontrada em solos arenosos, uliginosos e ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes e segmentos do rizoma. • Plantio: é feito diretamente a campo, de preferência em solo arenoso, para facilitar a colheita de rizomas de melhor qualidade. As sementes podem ser postas a germinar em substrato organo-mineral. Pode-se plantar o ano todo e m regiões cujo inverno não é muito rigoroso. • Irrigação: fornecimento regular de água à planta assegura a obtenção de plantas viçosas, precoces e suculentas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, purgativa (257), aperiente, anti-hidrópica e emética em doses mínimas (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

TOXICOLOGIA
Não deve ser utilizadas pelas gestantes (257). As folhas, em altas doses são tóxicas (93; 242).

OUTRAS PROPRIEDADES
O rizoma branco tem aroma e sabor de salsa.

ACARIÇOBA-MIÚDA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schl.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cicuta-falsa, erva-capitão-da-miúda, orelha-de-onça-rasteira.

FITOLOGIA
Erva de caule rasteiro, pequena, um pouco pilosa, as vezes glabra. Folhas pecioladas, reniformes, crenadas, pubescentes. As flores são brancas, pequenas, dispostas em umbelas simples com 20 a 30 flores.

CLIMA
Prefere regiões de clima tropical e subtropical. É umbrófita.

SOLO
Desenvolve-se bem em solos úmidos ou até mesmo os uliginosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes e estacas radicantes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Aclimatação: as mudas produzidas por estacas devem ser sombreadas até o seu pleno enraizamento. • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia dois meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A raiz é diurética e desobstruente do fígado. Em quantidades maiores passa a ser emética (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

AGRIÃO-DO-BREJO

NOME CIENTÍFICO
Nasturtium siifolium R.Br.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Brassicaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que medra em terrenos uliginosos, à beira de charcos, lagoas e várzeas úmidas do sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea, com 30 a 40cm de altura, paludosa, multi-anual, ascendente, flexuosa de caule verde-avermelhado, subcilíndrico, oco, discretamente sulcado longitudinalmente, com os nós radicantes. Folhas alternas, compostas, pinatisectas com 11 a 15 folíolos opostos, sésseis, obovados a oblongos, base obtusa, e ápice acuminado, glabros, luzidios, margem denteada, com pintas ou manchas castanho-avermelhadas dispostas notadamente na base do folíolo, podendo extender-se ao longo da nervura principal. Peciolulo anguloso.

SOLO
Prefere solos úmidos a encharcados, ricos em matéria orgânica humosa. Solos secos retardam o crescimento e afetam a qualidade da planta, originando folhas amareladas, fibrosas e manchadas.

CLIMA
A planta é nativa de regiões de clima ameno, tornando-se muito fibrosa e com desenvolvimento deficientes sob altas temperaturas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,30m. • Propagação: segmentos nodais. O enraizamento pode ser feito em areia, diariamente irrigada. • Plantio: o ano todo. • Hidroponia: a planta é altamente produtiva através do sistema hidropônico, com a formação de folhas maiores, mais saudáveis e suculentas. As plantas são bem mais precoces e apresentam um sabor agradável. Podem ser feitas até 6 colheitas ao ano. • Produtividade: 300t/ha, em hidroponia.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Béquica, peitoral e antisséptica das vias respiratórias.

FORMAS DE USO
Xarope, suco ou in natura, na forma de saladas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia azurea Kunth.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-baraço, aguapé-de-canudo, aguapé-de-cordão, baroneza, camalote, colhereira, dama-do-lago, jacinto-d'água, lírio-d’água, murere, mureré-de-flor-roxa, mureré-orelhade-veado, mureru, mureru-orelha-de-veado, mureru-de-flor-roxa, muriru, murure, murumuru, orelha-de-veado, rainha-dos-lagos, pareci.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que vegeta em todo Brasil, mas com provável origem amazônica. Forma grandes colônias flutuantes, à guisa de ilhas, em rios e lagos. O rápido crescimento e disseminação pode constituir-se em obstáculo à navegação.

FITOLOGIA
Planta herbácea, aquática, flutuante ou parcialmente submersa, carnosa. Pseudo-caules cilíndricos, carnosos, com cerca de 60 a 80cm e 1cm de espessura. Filódios ("folhas") aéreos com grande pecíolo cilíndrico, alternos, cheio de parênquima esponjoso que determina a flutuação. O limbo é orbicular ou espatiforme, rígido, ondulado e um pouco acuminado, verde-brilhante, glabro, medindo cerca de 18 a 22cm de diâmetro. Em áreas sombreadas o limbo tende a ser mais oblongo. As flores são violáceas, com perigônio tubiforme, grandes e dispostas em espigas que reúnem 10 a 12 flores. O fruto é uma cápsula seca, polisperma, com 3 lóculos, contendo sementes subcilíndricas, escuras e foscas.

PARTES UTILIZADAS
Toda a planta.

AGROLOGIA
• O uso medicinal da planta deve prever o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. • Propagação: segmentos do pseudo-caule (talo simpodial) e sementes. • Devido a alta taxa de disseminação da espécie, deve-se conter a expansão do cultivo, através do raleamento das colônias, para não afetar a qualidade das folhas e a oxigenação da água. • Consórcio: Pistia stratiotes, Eichhornia crassipes, Azolla caroliniana, Typha angustifolia e Acorus calamus.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Adstringente e vesicatória (342).

OUTRAS PROPRIEDADES
• A planta é ótima forrageira (93). • Pode ser usada para a purificação de águas poluídas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-flor-roxa, baroneza, camalote, dama-do-lago, jacinto-d'água, murerê, mureru, muriru, murumuru, mururé-de-canudo, orelha-de-veado, orquídea-d'água, parecí, pavoã, rainha-dos-lagos

HABITAT
Espécie autóctone da região amazônica, mas que se disseminou para os subtrópicos. Habita em ambientes aquáticos, com água parada ou corrente. Toleram águas salgadas por curtos períodos.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene, medindo 20 a 25cm de altura, suculenta, aquática. Raízes compridas, particularmente nas plantas à deriva, muito ramificadas e azuladas. Talos carnosos, cilíndricos, verdes, glabros, lisos. Filódios sésseis ou peciolados, dispostos em roseta, flutuantes ou emergentes. O limbo é orbicular, obtuso no ápice e com pecíolo basal inflado, formado internamente por parênquima esponjoso, que permite a plena flutuação da planta. As flores, em número de 4 a 15, são azuis ou lilacinas e estão reunidas em espigas, podendo medir 4 a 10cm de comprimento. Fruto botuliforme, incluso no perianto. Semente ovóide, escura, nervada, com cerca de 1mm de diâmetro.

AGROLOGIA
• Ambiente: O uso medicinal da planta só deve ser feito quando se pratica o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. A planta tolera níveis elevados de acidez, com um pH até 4,0. A profundidade da área alagada não pode ser demasiada, pois a planta só floresce quando ocorre o enraizamento no solo. • Densidade: 1 planta para cada 40m2 de lâmina d'água. Constatou-se experimentalmente que a partir de duas mudas de aguapé, obtém-se 30 brotamentos em 23 dias, ou 1.200 plantas em 4 meses (209).

salsão. através de divisão dos talos. • As folhas são utilizadas na confecção de esteiras. HABITAT . cordas. além de ser refrescante. contém 28.28% de nitrogênio e 0. ápio. aipo-doce. aipo-dos-pântanos. • Produção: 480t/ha/ano (242). 7% de anidrido fosfórico. 1. Azolla caroliniana. A infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética (169). Pode ser feita por sementes. • É forrageira muito apreciada por bovinos e suínos. Typha angustifolia e Acorus calamus.7% de potassa. • As raízes atuam como incubadoras de ovos de peixes. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor ou canteiros. 21% de cloro. cadeiras. em condições desfavoráveis à germinação (209). que ao nascerem se alimentam delas. • Consórcio: Pistia stratiotes. cortinas e outros artesanatos trançados • Indicada como adubo verde pois os minerais da planta. 12% de cal. 1. Tem a capacidade de retirar metais pesados da água (209). INDICAÇÕES A decocção ou a maceração das folhas em água é utilizada para combater a hepatite. além de conferir um ótimo sabor à carne dos animais.• Propagação: vegetativa. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae.59% de magnésia (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sedante e anafrodisíaca (169).8% de soda. AIPO NOME CIENTÍFICO Apium australe Thou. OUTRAS PROPRIEDADES • É depurativa e termoreguladora da água. aipo-do-rio-grande. que são colocados diretamente na água. A viabilidade das sementes pode chegar a 15 anos. porém estas não germinam dentro da água. SINONÍMIA Aipo-d'água. que corresponde a 1% do peso verde da planta. e irrigadas diariamente. Eichhornia azurea. celeri. A mucilagem de aplica sobre furúnculos e abcessos. e Apium graveolens L.

estriado. resultando em doenças que afetam as folhas. durante 20 a 30 mintas. crescendo espontaneamente do Rio de Janeiro até a Argentina. brancas.Espécie autóctone. que reúne 6 a 12 raios desiguais. Podem também ocorrer a Phoma apiicola. É feito quando a muda apresenta 6 a 7 folhas definitivas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. quando associadas à pluviosidade excessiva. Prefere solos de reação neutra. e algumas viroses (182). SOLO Na Europa é encontrado em solos alagados e salgados (182). curvo. glabro e fistuloso.6 x 0. afetando o metabolismo radicial e predispondo a planta às doenças. ramificado. pequenas e numerosas. ereta. • Doenças: a planta é sensível ao excesso de umidade no solo e no ar.3m. É normalmente cultivado em hortas. • Plantio: março. Na Europa é encontrado até 100m de altitude. as basais longo pecioladas. As flores. a Septoria apii. glabro. castanho-esverdeado. suborbicular. Desenvolve-se bem à temperatura de 20 a 25oC. O fruto é um esquizocarpo subgloboso. ocorrendo em áreas úmidas (182). cujas sintomas foliares são manchas circulares oleosas e depois castanhas. • Propagação: sementes. com 10g/m2 de nitrato de cálcio. 30 a 40 dias após o plantio. favorecem à ocorrência de doenças. Adubar. • Adubação: aplicar 4 a 5kg/m2 de composto orgânico ou estrume animal bem curtido. a semeadura pode ser feita durante todo o ano. • Irrigação: a planta deve ser irrigada diariamente. de caule ereto. verde-escuras. enquanto muda. sésseis ou curtamente pedunculadas. • Tratamento de sementes: para evitar-se a transmissão de doenças. pinatífidas. Após o tranplante. cilíndrico. Cercospora apii. que infecta as folhas. Prefere solos arenosos ou areno-siltosos. oco. irrigar nos primeiros 10 dias e durante os períodos de estiagem. anual ou bianual. Bacterium carotovorum. o florescimento e a frutificação. que causam o secamento das folhas. entre elas. As folhas são luzidias. CLIMA É uma espécie de clima subtropical. perfumada. estão dispostas em umbelas compostas. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. A germinação ocorre entre 8 e 12 dias . com três folíolos menores e mais estreitos. com cinco folíolos ovais e as superiores sésseis. FITOLOGIA Planta herbácea. as sementes devem ser tratadas termicamente em água aquecida a 50oC. repetindo-se a cada 2 meses. Solos pesados e com drenagem deficiente dificultam as trocas gasosas ao nível de raiz. . atingindo 60cm de altura. que origina podridões. sobretudo a septoriose. decompostas. ricos em matéria orgânica e bem drenados. Em regiões de clima ameno. ou 50 a 60 dias após a semeadura. que causa podridão da raiz. não tolerando geadas e temperaturas acima de 30oC. Altas temperaturas resultam em abortamento de flores e.

vulnerária. laringite. em jejum . diurética e anti-hidrópica. quando se deseja as folhas e/ou as raízes. As sementes produzem cerca de 2% de óleo essencial leve (163). málico. antiinflamatória. febrífuga.5%. Tomar 3 xícaras ao dia (257). gota e litíase vesicular (257). carminativa.• Colheita: ocorre 5 a 6 meses após a emergência. Apium graveolens. hepatite. sedanolídeo. limoneno. cumarinas (sesilina. contusões. ferúlico. açúcares. se for a sementes. eudesmol. isopimpenelina e appigravina) (257). tônica (257). ácido palmítico e óleo resina (341). bronquite. flavonóides (apiína). • Cataplasma: aplicar 2 vezes ao dia a folha sobre a região afetada (ferimentos e contusões). expectorante. Folha: resolutiva e peitoral (341). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da asma úmida. pentosanas. ácidos glicérico. PARTES UTILIZADAS Raízes. gonorréia. • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. • Pó: raízes secas e moídas polvilhadas 2 vezes ao dia sobre úlceras rebeldes (68). manitol. antitérmica. disenteria. 50 a 200ml/dia (341). aperitiva. afecções febris). • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. excitante. revela a presença de óleo essencial contendo apiosídeo. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de raízes ou folhas verdes/litro d'água. FITOQUÍMICA A composição da espécie semelhante. guaiacol. cumárico. anti-reumática (271). hepatite. ou no segundo ano. . sesquiterpenos. catarro pulmonar (341). úlceras de difícil cicatrização. ⇒ 30g de folhas em 1 litro de água. selineno. ferimentos. caféico. A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia (271). ⇒ 25g de raiz ou sementes para 1 litro de água. folhas e sementes. • Rendimento: até 800kg/ha de sementes (182). tartárico. antiescorbútica (283). bronquite asmática. adoçar com mel e tomar diariamente pela manhã. preferencialmente frescas. xiquímico. depurativa. antiartrítica. fumárico. antiasmática e antianêmica (68). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (laringite e bronquite) • Suco das folhas: 1 xícara ao dia. glicólico. colite. colites e anemias). nefrite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Raiz e semente: estomáquica. retenção de urina. anidrido sedanólico. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (disenteria. fenol cristalizado. alcalinizante. emenagoga (salada) (215). dividida em 3 a 4 vezes (nefrite. afecções febris (68). Para a bronquite asmática. químico.

bem drenados e nunca ácidos. ALCACHOFRA NOME CIENTÍFICO Cynara scolymus L. Em solos pesados.• Tintura: 5 a 25ml/dia. SINONÍMIA Alcachofra-hortense. verdes ou vermelhas. que formam uma roseta basal. usado para aromatizar alimentos. sob a forma de saladas (68). cachofra. As folhas desidratadas e pulverizadas. que são estreitos. originária do norte da África. constituem-se em excelente condimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis.um capítulo de flores roxas com grandes brácteas inermes ou subinermes. As folhas são pinatífidas. vinho ou xarope: 20 a 100ml/dia (341). perfumes e sabonetes (163). cresce a inflorescência . carnosas. em forma de cesta. O caule é estriado ou sulcado. • Elixir. podendo atingir até 10cm de diâmetro. • O óleo essencial é amarelo-claro. com espinhos curtos ou subinermes nos segmentos. licores. pubescentes. sendo utilizados em saladas. O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por pessoas portadoras de inflamações renais (257) e diabéticos. carnosas na base. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As sementes um forte aroma. brancacento. sendo indicada principalmente para atletas (257). persistente e picante. HABITAT Espécie alóctone. SOLO Tem preferência por solos sílico-argiloso-calcários. mal drenados e/ou encharcados a planta apresenta as folhas da saia caídas e com . muito grandes. doces. Desenvolve-se bem nas regiões serranas e planaltos. FITOLOGIA Planta herbácea perene ou bisanual que cresce cerca de 1m de altura. Das folhas.

antiofídica. com célula grande (tipo tomate). (145). eupéptica. ferro. B2. ácido fosfórico e silícico (93) . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Colerética (133). hepatite. invertase e coalho. fermentos inulase.0m. carminativa (145). magnésio. sódio. taninos. • Produção de sementes: janeiro. em clima temperado-quente (temperaturas entre 5 e 30oC). anti-reumática e febrífuga (215). à base de vermiculita. uretrite. Auxiliar no tratamento da obesidade. estomáquica. C e D. antianêmica.senescência precoce. vitaminas A. antiesclerosante. Em regiões quentes ou de baixa altitude. manganês. Em regiões quentes e úmidas. ácido clorogênico. cinarisídeo. Os rebentos surgem normalmente ao final do ciclo da planta. hipocolesterêmica. colagoga. por ser rica em ferro. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. hipotensora (283). o teor de princípios ativos é reduzido e o crescimento da planta é restrito. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da arterioesclerose. A produção de mudas via sementes é feita em bandejas de isopor. antiinflamatória. antidiabética. elimina cálculos biliares e ácido úrico e aumenta a ação antitóxica do organismo (257). Utilizar substrato orgânico aerado. quando as mudas apresentarem 4 a 6 folhas. B1. CLIMA Produz melhor em regiões serranas do Brasil. PARTES UTILIZADAS Folhas. sesquiterpenos. cinaropicrina. • Florescimento: novembro a dezembro. • Propagação: sementes e rebentos das raízes. cardiotônica (68). diurética (257). colicistite. ATIVIDADE BIOLÓGICA . casca de arroz tostada e húmus vegetal. hemorróidas. o florescimento é prejudicado. prisão de ventre (145).2 x 1. ácido caféico (257). com uma frequência de 4 a 5 por planta matriz. potássio. esteróides. afetando a produção de folhas e o florescimento. fósforo. ou seja. antiasmática. • Colheita das folhas: ocorre após a colheita da cachopa de flores. icterícia (294). B3. FITOQUÍMICA Cinarina. hepática. cálcio. raízes e flor (cachopa). podendo não ocorrer a formação de sementes. debilidade cardíaca (68). 100 a 130 dias após o plantio. nefrite. • Plantio: setembro. hipotrigliceridêmica. prostatite. inulina. distúrbios digestivos e hepáticos (271) e o raquitismo. flavonóides. depurativa. que pode até não ocorrer.

na fabricação do queijo. Os ramos são tetragonais quando jovens e pubescentes. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas frescas picadas em 1 litro d'água quente. rozmarim. inteiras. Bacillus cereus. • Decocção: 30g de folhas para 1 litro de água . Bacillus subtilis e sarcina sp.) (288). lenhosa. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (hepatite. erva-da-graça. • A planta vegetativa ou florida é muito ornamental. libanotis. como a cinarase.8m de altura. perenifólia.500m de altitude (96). ramificada. sendo cultivada em hortas e jardins. HABITAT O alecrim vegeta espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrânicos. após as refeições (257). alecrinzeiro. alecrim-de-jardim.Apresenta atividade específica sobre bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores (cachopa) são utilizadas como hortaliça. alecrim-rosmarinho. TOXICOLOGIA Pode reduzir a lactação na mulher (257). perene. conferindo uma . SINONÍMIA Alecrim-da-horta. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. com pêlos estelares na face inferior. É encontrado até 1. A planta está plenamente aclimatada ao Brasil. alecrim-de-cheiro. • As folhas fornecem matéria corante amarela que serve para tingir lã e algodão (93). que cresce de 0. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva.5 a 1. rosmarino. Folhas sésseis. • As proteinases presentes nos extratos das inflorescências. ALECRIM NOME CIENTÍFICO Rosmarinus officinalis L. entre o norte da África e sul da Europa. Tomar 1 xícara do chá 4 vezes ao dia. podem ser utilizadas como coagulante do leite (237). opostas. Apresenta sabor muito peculiar. coriáceas. alecrimrosmarino. lineares. colicistite e arteriosclerose) • Salada: utilizar as brácteas cruas ou cozidas temperadas com sumo de limão (68). olente.

vermiculita e a areia lavada (20).50 x 0. • Substrato: casca de arroz tostada. estaquia. pouco fértil em nutrientes. • Alelopatia: a planta é alelopata positiva com a sálvia (Salvia officinalis). CLIMA É de clima temperado quente. As folhas encanoadas para baixo protegem os estômatos dorsais. seco. As margens das folhas são recurvadas para a face inferior. bilabiadas. SOLO As qualidades aromáticas são mais pronunciadas quando a planta cresce em solo calcário. É heliófita. azul-claras a esbranquiçadas.000ppm. plantar em março a abril.70m. dificultando a perda de água. Noites quentes favorecem o crescimento vegetativo da planta. • Florescimento: ocorre mais intensamente a partir de agosto a dezembro. • Plantio: outubro a novembro. divisão de touceiras e mergulhia. As estacas podem ser tratadas com IBA. Umidade elevada e clima muito frio reduzem o teor das essências da planta. desbastando-se todas as folhas nos 2/3 basais. na face superior o tom é verde-escuro. o crescimento é lento. com cerca de 15cm de comprimento. quando a muda foi obtida de estacas ou mergulhia. As flores são hermafroditas. • Seleção genética: espécimes de hábito prostrado devem ser eliminados devido a péssima arquitetura. As flores são atrativas de abelhas. diminutas. O enraizamento demora 3 a 4 semanas após a estaquia. quando então as folhas tornam-se amareladas. • Irrigação: só deverá ser feita se ocorrer um período significativo de estiagens. É sensível ao vento e temperaturas muito baixas. Utiliza-se as ponteiras dos ramos. o uso de fito-hormônios acelera o enraizamento. A planta tende a floresce o ano todo e pode viver 8 a 10 anos. A produção de óleo essencial é maior no verão do que no inverno (182). enquanto períodos chuvosos ou com nevoeiro reduzem os princípios. ácido indol-butírico. O fruto é do tipo aquênio. incognita (171). Utiliza-se também a alporquia ou mergulhia de ramos. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com outras plantas. estendendo-se pelo verão e outono. de formato ovóide. • Doenças: as raízes podem ser invadidas por Meloidogyne javanica e M. As mudas são transplantadas com um porte de 20 a 25cm. Quando obtidas de sementes. na dose de 1. quando as plantas já tem mais de 1m de altura. pois as regas abundantes são prejudiciais ao conteúdo de óleos essenciais da planta. O amarelecimento das folhas e secamento dos ramos podem ser conseqüência de infecções por fungos Fusarium spp. dias longos e com bastante luminosidade.coloração esbranquiçada. Não tolera solo ácidos. pela predisposição em ser infectada por microorganismos do solo e sujeira. arenoso e bem drenado. reunidas em inflorescências axilares e terminais. Época favorável de estaquia: antes ou depois de uma florada intensa. • Propagação: sementes. A planta pode tornar-se virulenta. • Desenvolvimento: Por ser uma planta lenhosa. . • Colheita das folhas: após o início do florescimento. subsésseis.

enxaqueca. eucaliptol. hemorróidas (257). taninos. aperiente (257). vertigem (145). cicatrizante (o pó das folhas). astenia. antiasmática e antigripal (283). poliuria. PARTES UTILIZADAS Folhas sem ramos. escrófulas. histeria. ⇒ 5 a15g de folhas por litro se água fervente (283). contusões (9). cansaço físico e mental. queda de cabelo. eucaliptol e circol (163). alcalóides. eupéptica. febrífuga (271). convalescença.4 a 2% de óleo essencial nas folhas e 1. carminativa. coar e tomar 1 xícara de chá três vezes ao dia (145). Apresenta 4. Na indústria se utilizam ramos verdes com folha e sumidades. úlceras. antidepressiva. bronquite.. anti-hipertensora. colagoga. celulite. calmante (68). antisséptica. estomacal (294). frigidez. flavonóides (257). nevralgias. depressão. vulnerária. excitante (215). Depois de fria. • Produção de sementes: não ocorre formação de sementes no Litoral de Santa Catarina. Staphylococcus aureus e três raças de Listeria monocytogenes (132). valerianato de bornila. sudorífica. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia . intestinais e renais. gota (128) clorose. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo borneol (9 a 18%) (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestiva.5 a 6% de cinzas e 1. antisséptica. eupéptica. indigestão. dispepsia atônica. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de problemas respiratórios. colesterol. ácido rosmarínico. colhidas na primavera. lineol (9). acetato de bornila. tônica. antiespasmódica. tonificante do útero. ⇒ 15 g de folhas para 1 litro de água fervente. feridas. balsâmica. impotência.• Padrões comerciais: o óleo essencial deve ter. feridas. ácido nicotínico (145) e colina. odontalgia. anti-reumática. edema. estimulante da fecundidade feminina. anti-reumática. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 xícara (tipo cafezinho) de folhas secas ou frescas em 1/2 litro d'água. vasodilatadora. béquica. dextrogira. matérias resinosas e pépticas (341).4% na sumidades floridas (96). afecções hepáticas. narcótica. antidiabética (145). depurativa (93). entorse. ⇒ 1 colher das de chá em 1 xícara de água quente. cânfora. coqueluche. afecções cefálicas. saponinas. nervosismo (215).5% de ésteres e 10% de borneol (96). insônia e torcicolo (1). 2. estomáquica (341). α-pineno. calmante. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta forte atividade contra Salmonella sp. isquemia. gastralgia. paralisias (93). Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257). rugas. no mínimo. emenagoga. úlceras (68). canfeno. cardiotônica. cineol.

é embriotóxico em cobaias (105). desodorante e tônico capilar) • Desidratada e pulverizada. guisados. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. • Banho: ferver 3 xícaras das de chá de folhas em 1 litro de água por 5 minutos. desintérico (258) e abortivo (145). esfriar e misturar à água da banheira. são utilizadas como condimento em culinária. Extrato da planta. de 50 a 200ml/dia. • Decôcto: a 2. TOXICOLOGIA Em altas doses é tóxico. misturado com um pouco de água (257). Filtrar e adoçar com mel. Pode ser utilizada também a quantidade de 30 a 60g de folhas por litro de vinho. Pode ser utilizado também o óleo essencial. • Extrato fluído: 1 a 5ml/dia. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. ⇒ Para ½ litro de xarope.• Vinho: macerar 1 xícara e meia das de chá de folhas em 1 litro de vinho tinto durante 10 dias. prostático. pudins e biscoitos. • As sementes contém um óleo essencial cor âmbar utilizado na preparação de cosméticos. a partir da dose de 52mg/dia. Pode causar gastroenterite e/ou nefrite (385). sobretudo de carne. • A planta é melífera. Coar. frangos. atua como incenso (odorizante e abascanto). • É utilizada em perfumaria e cosmética (sabonete. Tomar diariamente 40 gotas diluídas em um copo de água. Tomar 1 cálice antes das refeições (128). O mel produzido a partir de sua flores é reputado como sendo da mais alta qualidade alimentar e medicinal.5%. peixes. ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. saladas. • A planta é utilizada como condimento. 3 colheres das de sopa (128). • Pó: as folhas secas podem ser pulverizadas e utilizadas como cicatrizantes. tomando-se 2 a 3 cálices ao dia (283). de moscas e borboletas. . Deixar em maceração por 5 dias. entre eles a "água de colônia" (93). por 10 a 15 dias (tratamento para hemorróidas) (258). • O óleo de alecrim é parasiticida (294). As folhas. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas e das sumidades floridas é intensamente aromático. • Tintura: ⇒ 50g d e folhas secas em 1 litro de álcool. principalmente. misturado com um pouco de água (257). filtrar e conservar em vasilhame escuro. canforáceo e algo picante. Tomar 1 colher a cada 3 horas (257). • É repelente de pragas caseiras. adicionar o suco de 4 xícaras das de cafezinho. • Xarope: ⇒ 20 a 10ml/dia (341) ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente.

pasta. verde-pálido e saliente-nervadas na página inferior. sésseis. com 4 a 10cm de comprimento. que é protegido pela espata. côncavas e dispostas em roseta espiralada e compacta. mais ou menos vilosa exteriormente. Typha angustifolia e Acorus calamus. FITOLOGIA Planta herbácea aquática. com pericarpo fino. pagé. flutuante. lentilha-d’água. verticais. Fruto tipo baga elipsóide ou ovóide. que é arredondado ou subtruncado. acaule. fasciculadas. Não tolera água salgada. perene. vivípara. fibrosas que emitem fibrilas capiliformes. Possui inúmeras raízes imersas. esponjosas. A inflorescência é do tipo espadice amarelada. flor-d'água. • Propagação: multiplica-se facilmente por mudas que se formam na extremidade dos estolões. As folhas são emergentes. farinoso. espatuladas. estolonífera. contendo numerosas sementes oblongas ou obovóides de textura rugosa e albúmen abundante. As flores são pequenas. nervuras 7 a 13 flabeladas.ALFACE-D’ÁGUA NOME CIENTÍFICO Pistia stratiotes L. filiformes. amarelo-pálidas. repolhinho-d’água. obovado-cuneadas até ovadas. com até 30cm de comprimento. com 15 a 20cm em altura. mururé-pagé. fendidas ou inteiras no ápice. fasciculadas. azurea. • . gregária. SINONÍMIA Erva-de-santa-luzia. contraída no centro e aberta e quase orbicular em cima. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. • Consórcio: Eichhornia crassipes e E. brancas. as masculinas reunidas em verticilos na parte superior e as femininas solitárias na parte inferior do espadice. HABITAT Espécie autóctone encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica. obliquamente campanulada. barrentas e até poluídas e paradas. gôlfo. verde-claro ou brancacenta. também pequena. gibosa e fechada em baixo. mais ou menos cotonosa-pubescente nas duas páginas e com longos pêlos na base. AGROLOGIA Densidade: 1 muda/10m2 de água. Azolla caroliniana. • Plantio: todo ano. Vegeta em água puras.

• Também utilizada como planta ornamental de aquários e lagoas. emoliente (93). FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas contusas sobre tumores (externamente). óleo e graxas de produtos diversos. matéria graxa (0. macerado. hematúria. • Outras: infuso. antidiabética. antiasmática (242). Um hectare da planta inteira fornece 269kg de nitrogênio. PARTES UTILIZADAS Folhas.14%). para eliminar os cristais picantes. sais de fósforo e cálcio (93). extratos não nitrogenados (2. • As raízes servem de substrato para a postura de ovos de peixes.58%). . O super-povoamento de áreas restritas e com a água parada. são utilizadas para retirar nódoas de roupa.58%). constituem ótima forragem para porcos (93). 447kg de potássio e 99kg de fósforo. • As folhas cozidas. antiartrítica. enfermidades da bexiga e rins (32). deixadas alguns dias dentro de um balde d’água para liberarem o princípio acre. óleo de pingue. hidropisias. inviabilizando a qualidade da água. celulose (3. antidisentérica. • Utilizada como adubo verde.12%). ocorre também uma redução da área foliar das plantas e senescência fisiológica. OUTRAS PROPRIEDADES • As plantas. ácido resinoso. nitrato de potássio. A medida em que ocorre o super-povoamento da espécie. cinzas (2. cobrindo toda a superfície d’água e dificultando as trocas gasosas. urinas sangüineas. proteína bruta (1. anti-hemorroidária. pode resultar em acúmulo de princípios acres. FITOQUÍMICA As folhas contém água (90. hemoptises. • Colheita: ano todo. decocto. expectorante. próprios das aráceas. anti-herpética. suco e pó das folhas (242). INDICAÇÕES É utilizada no tratamento de diabetes insípida. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É maturativa. • Pó: mistura-se 1 colherinha do pó da folha seca com mel e toma-se várias vezes ao dia (sífilis) (32). estrangúria e oftalmias (93). tumores causados por erisipela.• Raleio: a planta tende a formar super-populações.52%). • Produção: 90t/ha de folhas e raízes (93). diurética (32). substâncias gomosas e albuminosas. anti-hemorroidária e desinflamatória de erisipela (9).16%). hérnias infantis (242). anti-sifilítica.

• Propagação: sementes e estacas herbáceas. • Florescimento: ocorre notadamente no verão. sulcados. FITOLOGIA Planta arbustiva. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. longo-pedunculadas. de ramos quadrangulares. anis. • Pragas: é normalmente atacada por formigas. formando verticilos de seis flores lilases. HABITAT Espécie autóctone. O fruto é uma cápsula seca com quatro sementes. SOLO A planta prospera bem em solos bem drenados. anisatum L. axilares. e cilíndricos e lenhosos.ALFAVACA-ANISADA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum var. que cresce espontaneamente em pastos e subosques do Sul do Brasil. com nitrogênio (5g de uréia/planta). glabras. • Adubação: adubar com fertilizante orgânico no plantio (3 a 5kg/m2) e a cada dois meses. medindo 4 a 6cm de comprimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. SINONÍMIA Alfavaca-do-reino. Folhas curto-pecioladas. ramificada. alfavaca-do-rio-grande-do-sul. estendendo-se até o outono. As mudas são produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. opostas. CLIMA É uma espécie subtropical. Não tolera períodos de estiagem e produz bem em regiões de umidade relativa elevada. • Plantio: outono e primavera. Inflorescências terminais.5m.0 x 0. de temperaturas amenas. alfavaca-gaúcha. ovadolanceoladas. ricos em matéria orgânica e levemente ácidos. suculentos e pubescentes quando novos. É esciófita. perene. mas também em áreas ruderais e terrenos abandonados. O aroma é mais pronunciado em regiões de temperaturas mais altas. manjericãocheiroso. A planta é acentuadamente nitrófila. crenado-serradas do terço inferior em direção ao ápice. Solos encharcados são detrimentais à planta. • Nutrição: torna-se clorótica após períodos prolongados de chuva. dispostas em rácimos paniculados longos. . úmidos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. A cultura é mantida até o terceiro ano.5m de altura por 3m de diâmetro de copa.• Colheita de folhas: verão até o outono. FITOLOGIA Planta arbustiva. cujo porte atinge até 2. As folhas são opostas. carminativa e béquica. utilizadas em mistura de pães e bolos. sudorífica. • Poda: ao final das colheitas eliminam-se galhos secos. • A planta é também utilizada como tempero e no preparo de licores. doentes e deficientes. canelinha. nunca ferver a alfavaca. SINONÍMIA Alfavaca-cravo. manjericão-cheiroso. quadrangular. HABITAT Espécie alóctone africana introduzida e aclimatada no Brasil desde o tempo do Brasilcolônia. As sementes são antiblenorrágicas (93). alfavaca-de-vaqueiro. e no preparo de uma bebida árabe refrescante (93). vivaz. desmaios e enxaquecas nervosas (283). • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas estiverem verde-amareladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Caule pubescente. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de vertigens. A essência da planta é utilizada como anticefálica e febrífuga. inflorescência e raízes. perene. antiespasmódica (283). diurética (215). . estimulante. ALFAVACA-CHINESA NOME CIENTÍFICO Ocimum gratissimum L. Utilizar o sumo ou o xarope. lenhosa. as quais são facilmente perdidas. quando então é renovada. caule. OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes são comestíveis e nutritivas. O extrato da planta tem ação fungitóxica sobre alguns fungos fitopatogênicos. PARTES UTILIZADAS Folhas. quando novo. ao atingirem a coloração castanha. ocorre deiscência total das sementes.

exceto as raízes. particularmente sobre o fungo Phytophthora palmivora. respectivamente (364). que encerra eugenol (45 a 70%). • Propagação: sementes e estacas dos ramos. estimulante. limoneno. simples ou ramificados. resfriado e insolação. em verticilos curtos. 80). O eugenol. Toda a planta apresenta um forte aroma.6 a 0. glandulosas e pubescentes em ambas as faces. e primavera. Deve ser feita no início do florescimento. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antisséptica bucal (261). que infecta o coqueiro-da-bahia (29). hipocolesterolêmica. tem ação bactericida (Suresh et al. O óleo da planta apresenta ação protetora contra fungos de grãos armazenados (26. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. febrífuga e oftálmica (364). metileugenol (20%). apud 364). As mudas são transplantadas aos 40 a 50 dias após a semeadura ou 60 dias após a estaquia. antidiabética. laxativa. • Colheita: inicia aos seis meses após o plantio. estomática. As sementes são antiblenorrágicas (93). • Produção de sementes: a planta é altamente produtora de sementes. estendendo-se até agosto. • Alelopatia: a planta é muito enfolhada. FORMAS DE USO . • Plantio: outono.8% de óleo essencial.0 x 2. As inflorescências são terminais ou axilares. Fruto do tipo cápsula seca contendo 4 sementes subglobosas e rugosas. carminativa. • Doenças: a planta é imune ao nematóide Meloidogyne incognita (14).400µg. em se tratando de estacas. ocimeno.pecioladas ovado-oblongas. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta tem ação fungitóxica (28). • Florescimento: ocorre a partir de janeiro. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. As flores são amarelos-esverdeadas. hipotensora (271). acuminadas. nas concentrações de 150µg e 2. principal componente da planta. canfeno. anticefalálgica e diaforética. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento da paralisia e moléstias nervosas (93). agudas na base. α-pineno e β-pineno (444). O óleo essencial das folhas (0. diurética.0m. FITOQUÍMICA A planta contém 0.96g/ml) inibe o crescimento das bactérias Fonsecaea pedrosoi e Cryptococcus neoformans. crenado-serradas. béquica. resultando num alto índice de sombreamento que inibe o crescimento de plantas próximas.. quando as mudas são originárias de sementes. p-cimeno. carvacrol. que inicia no verão e estende-se por todo o outono.

• 6 a 12g/dia. SINONÍMIA Alfavaca-doce. longo-pecioladas. Na Índia a planta é perene. situados sobre as nervuras e margens das folhas. Os não glandulares são unisseriados. uma alongada. glabras. latifolium. Fruto tipo aquênio. A maior densidade é verificada . labiadas. basílico-comum. da ponta em direção à base do limbo. As folhas são revestidas de pêlos glandulares e não glandulares em ambos os lados. pontudos. os pêlos glandulares tornam-se murchos. manjericão-de-molho. translúcidos. anual no Brasil. folha-larga-dos-cozinheiros. var. dispostas em inflorescências tipo cachos terminais. Por ocasião da maturação. A alfavaca exala um delicado aroma de limão que declina para cheiro de suor. basilicão. verde-claras. Índia e sul da Ásia. pilosos quando novos e muito ramificados. opostas. manjericão-de-folha-larga. com sementes pequenas. alfavaca-da-américa. ovais. Os glandulares são capitados. na forma de decôcto ou inalação (444). basílicogrande. ALFAVACA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. A densidade de pêlos glandulares decresce com a maturação da folha. Na face dorsal da folha pode-se distinguir covinhas onde se alojam gotas de essência. As flores são brancas a levemente rosadas. originária do Egito. manjericão-doce. pretas e oblongas. que vistas contra a luz. Folhas simples. Os capitados são compostos de uma célula basal. Os pêlos peltados não possuem segmentação celular na cabeça. A planta atinge 40 a 50cm de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. constituídos de 1 a 5 células de paredes celulares espessas. O caule e os ramos são quadrangulares. A planta está amplamente adaptada ao Brasil. OUTRAS PROPRIEDADES • É condimentar e utilizada na fabricação de licores. espiciformes e melíferas. erva-real. aparecem como pontinhos claros. Cresce espontaneamente na Índia e na África. retos ou curvos. manjericão. • É insetífuga. basílico-doce. quiôiô. FITOLOGIA Planta herbácea ramificada. remédio-devaqueiro HABITAT Espécie alóctone. peltados ou escamados. que suporta a cabeça formada de quatro células. manjericão-dos-cozinheiros.

menor o porte da planta. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. basilici. Prefere insolação média (esciófita). 202). permeáveis. CLIMA Espécie de clima tropical. borneol. alfa e beta-pineno. limoneno. alfa-terpineol. mirceno. fenchona. A planta é bastante sensível ao nematóide Meloidogyne javanica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . • Doenças: a planta é eventualmente infectada por Botrytis cinerea.17% de óleo essencial. Quanto mais baixa a temperatura. saponina (145). cânfora. embora possa ser plantada o ano todo. As mudas são tranplantadas quando apresentarem cerca de 6 folhas definitivas. FITOQUÍMICA 1-8-cineole.nas regiões meristemáticas. metilchavicol. alfa e gama-terpineno. areno-argilosos. por aumentar a temperatura do solo (107). • Florescimento: a planta floresce no verão e outono. A concentração de óleos essenciais decresce com a expansão e idade das folhas (441). cimeno. • Rendimento médio: 1. metil-cinamato (220). citral. linalol. citronelol. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Plantio: deve ser feito no início do período mais chuvoso do ano. metil-eugenol (441). cineol. • Mulching: O uso de filme de polietileno sobre o solo reduz a incidência de invasoras e aumenta a produção. sp. respectivamente (430). geraniol. estragol.30m. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: é feita via semente e por estacas de plantas adultas.4%. principalmente em períodos excessivamente chuvosos ou com nevoeiros e Fusarium oxysporium f.1 e 0. canfeno. que causa galhas nas raízes e redução na produção de folhas (14. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. com destaque para o linalol (68.4 x 0. Não se adapta bem aos solos encharcados e pouco férteis.21kg/m2 de folhas e 0. • Poda: a poda da inflorescência retarda a senescência da planta em 30 dias (13). Aráez e Tsai relatam um conteúdo de óleo essencial de 0. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas verdes declinarem para pálido. cinamato de metila. SOLO Prefere solos de aluvião. porém adapta-se bem ao clima subtropical. ricos em matéria orgânica e bem drenados.50%). timol (9). taninos. mas não tolera ventos frios e geadas. eugenol. β-cariofileno.

Coar e pingar 30 gotas em 1 copo de água e tomar 2 ou 3 vezes ao dia. diaforética. febrífuga (68). carminativa. antiespasmódica. resfriado. • Os brotos da planta podem ser consumidos como salada (145). antiemética. são úteis para afecções da garganta. antidiarréica (sementes). diurética. como rapé e repelentes de insetos (360). • Infusão: ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. gengivite. excitante (341). estomatite. antidisentérica. disúria. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é utilizado em cosmética. sudorífica. culinária. O óleo de alfavaca é usado como sedativo em crises nervosas e para combater a insônia. bosques e subosques do sul do Brasil. tônica (145). cólica abdominal e catarro intestinal. afta (68). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em campos. coar e tomar 1 copo 3 vezes ao dia (145). perfumes. INDICAÇÕES As folhas. • Tintura: macerar durante uma semana 20g de folhas frescas em 80ml de álcool de cereais. lactógena e anti-reumática (9). analgésica (294). FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas frescas amassadas com álcool (feridas e úlceras). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. Fazer bochechos ou gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). bronquite. faringite. debilidade nervosa. Combate as afecções das vias respiratórias. estimulante (93).Estomáquica. béquica. amigdalite. Externamente pode ser usada para feridas ulcerosas e afecções do bico do seio (145). afecções gastrointestinais e renais. peitoral. ALFAVACA-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. ⇒ 10 a 15g de folhas e/ou flores em 1 litro de água. mascadas. cicatrizante. Deixar 6 horas em repouso. estomática. ⇒ Decocção: ⇒ Ferver 10 a 15g de folhas em 1 litro de água. . emenagoga.

Fruto do tipo carcerulídeo (seco. • Colheita: 3 meses após o plantio. Colhe-se pouco antes do florescimento. Folhas opostas. unilocular. emarginado e piloso. glandulosa. bem drenados. • Pragas: sensível ao ataque de vaquinhas (Diabrotica spp. SOLO Prefere solos úmidos e poucos ácidos. pouco ramificado. com caule quadrangular. PARTES UTILIZADAS Folhas. preto. microscopicamente (209). glabro. serrada ou duplamente serrada. ereta. Corola branca com lábio superior bilobado e inferior com lobos laterais tringulares e mediano em forma de colher.). balsâmica e vermífuga. FAMÍLIA BOTÂNICA . medindo até 6cm de comprimento por 2.FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.6m x 0.40m. irregularmente distribuídos. aromática. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. com pêlos longos e espessos. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia.5cm de largura. elíptico. Inflorescência axilar. indeiscente. unisseminado). liso e reticulado. • Plantio: outono e primavera. rombo-lanceoladas ou lanceoladas. em glomérulos globosos. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas em ½ litro de água. fosco. cruzadas em pares. ALFAZEMA NOME CIENTÍFICO Lavandula officinalis L. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. verde-intensa. base atenuada em pecíolo curto. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. É esciófita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica das vias respiratórias. densamente aglomeradas. • Florescimento: dezembro a fevereiro. com cerca de 30 a 60cm de altura. Flores subsésseis. • Propagação: sementes e pedaços de ramos radicantes.

A planta não se adapta à regiões úmidas e/ou em solos compactados. • Florescimento: é muito raro em condições tropicais. lisa. e só ocorre em regiões subtropicais cujo fotoperíodo é longo. quatro estames inclusos. • Colheita: é feita até 3 vezes ao ano. • Doenças: o crescimento da planta é muito lento. quando disponíveis. Apresenta um perfume suave muito agradável. corola com cinco lóbulos e dois lábios. quatro carpelos. SINONÍMIA Lavanda. Pluviosidade excessiva e altas temperaturas são drasticamente desfavoráveis à planta. lineares ou oblongo-lanceoladas. para se evitar a desidratação dos tecidos. cálice com cinco dentes. estreitas. • Produção de sementes: não ocorre. sendo que condições de temperatura e umidade elevadas predispõem à infecção de fungos vasculares (fusariose). inteiras e lanceoladas. É heliófita. tomentosos e simples. outono e verão. lavândula. bem drenados. brácteas castanhas. preferencialmente. Flores azulvioláceas dispostas em espigas terminais interrompidas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É encontrada até 1. As folhas são verdeacizentadas.6 x 0. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene de ramos e folhas brancacentas-tomentosas. que cresce em solos calcários áridos das regiões montanhosas das costas marítimas européias. HABITAT Espécie alóctone mediterrânica. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. na primavera. havendo necessidade de sombreamento e irrigação por nebulização. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Propagação: estacas da planta matriz ou sementes. Os ramos são nus. nas condições tropicais e subtropicais. que cresce de 0. É cultivada em jardins e hortas do Brasil. eretos. . aerados e pobres.3 a 0. fortemente argilosos e ácidos. Fruto aquênio com uma semente preta. SOLO A planta cresce melhor em solos de origem calcária.800m de altitude. CLIMA A planta é de clima temperado com umidade relativa do ar baixa. A planta não suporta solos úmidos. • Plantio: março (sementes) e outubro a novembro (estaca). lavande.6m em altura. normalmente.Lamiaceae. • Aclimatação: O enraizamento de mudas é recalcitrante e lento. largas.4m.

anti-reumática (271). síncopes. enxaqueca (257). terpin-4-ol. estimulante do cérebro. indústria de vernizes nobres e . geralmente amarelo (óleo de Aspic). • Extrato fluido: 0. cineol. diurética (283). • Pessoas propensas à úlceras. antiasmática (215). vertigem. cosméticos. excitante do sistema nervoso. geraniol. tônica capilar e antileucorréica (294). neurose cardíaca (271). causando sonolência (257). FITOQUÍMICA Óleo volátil. cânfora. cumarina. linalol. flavonóides. antimicrobiana (257). descongestionante (435). antiinflamatória. antianêmica (93). calmante. tensão nervosa e muscular. peitoral. furfurol. tanino. atonia dos nervos encéfaloraquidianos (93). álcoois térmicos. ⇒ 10g ou 2 colheres de folhas secas picadas em ½ litro. acetato de lavandulilo. bronquite (294). • Tintura: 1 a 10ml/dia (341). nervosismo. INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento da anúria. tinha e picada de insetos (383). OUTRAS PROPRIEDADES • Da planta obtém-se um óleo. ⇒ 8g da planta/litro d'água ou 1 colher das de sopa de folhas picadas em ½ litro d'água. TOXICOLOGIA • Em altas doses pode ser depressiva do sistema nervoso. catarro (435). fígado e baço. tônica dos nervos. antiemética (9). apoplexia. indutora do sono (145). feridas. atua sobre o reumatismo (145). dispepsia flatulenta. Em fricções. veterinária. cefalalgia. paralisia. tônica estomacal. digestiva. béquica. calmante. • Alguns fitoquímicos da planta são incompatíveis com sais de ferro e iodo (383). colagoga. • Alcolatura: 10g em 2 litros de álcool neutro ou de cereais (antisséptico e cicatrizante).5 a 2ml/dia. cariofileno (257) eucaliptol. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 1%. asma. acetato de linalilo (283). nerol (145). antiespasmódica. asfixia. lavandulol e α-terpineol (275). de 5 a 20ml/dia (341). doenças do estômago. emenagoga. utilizado como inseticida. (145). parasiticida capilar. Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia. não devem exagerar na administração de preparados à base de alfazema (145). em perfumaria. ftiríase. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao dia (257). epilepsia. cefalalgia. cicatrizante. acne. ⇒ 2 a 4g/litro de água (435). borneol. vermífuga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. oftálmica (341).PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. antisséptica. amenorréia.

artemija. escrofulose. cravorana. leucorréia. SINONÍMIA Absinto-selvagem. FITOLOGIA Planta herbácea ereta. Não tolera solos muito ácidos e encharcados. não tolerando porém períodos muito frios e geadas. CLIMA É de clima subtropical. as inferiores. bipinatifidas. AMBROSIA NOME CIENTÍFICO Ambrosia tenuifolia L. odorífera. SOLO Adapta-se às mais diversas condições de solo. . As folhas são curto-pecioladas.3m x 0. que cresce de 30 a 90cm de altura. opostas. • O pó das folhas. Medra em potreiros e áreas ruderais. quando jovem. • O esfregaço da planta nas roupas perfuma e protege-as das traças. quando em combustão. artemisia. Porém desenvolve-se melhor em solos de textura média e férteis. ramosa. cafalalgia. tenuamente tomentoso. cravo-da-roça. alternas e menores.3m. estão dispostas em rácimos paniculados de 20cm de comprimento. Desenvolve-se bem como esciófita. com 3 a 6cm de comprimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. cloroses. As flores masculinas estão dispostas em capítulos pendentes e as femininas. com segmentos lanceolados. algo estriado. gonorréia. peluda.medicina (paralisia da língua. simples. áspero. broncorréia). monóica. losna-selvagem. As folhas superiores são pinadas. ramificando-se muito na maturidade. amaurose. atua como odorizante e desinfetante de ambientes. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. ambrosia-americana. carprineira. O caule é cilíndrico. sésseis. além de ser insetífugo. comportando-se até mesmo como semihalófita.

infecções nos dedos (271). silva-de-são-francisco. indigestão. calmante dos nervos (303).• Propagação: rebentos de rizoma. A inflorescência é do tipo panícula. ou diretamente a campo. • Produção de sementes: após a maturação. • Plantio: início da primavera. silva. as sementes apresentam dormência. As folhas são peninérveas formadas por 9 folíolos de coloração verde escuro na face ventral e esbranquiçadatomentosa na face inferior. É reputada como sucedânea da quinina (94). • Florescimento: dezembro a janeiro. o pólen pode vir a ser alergênico em pessoas susceptíveis. urticária. hemorragia nasal (342). SINONÍMIA Amora-branca. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. febrífuga (271). o mesmo acontecendo com o pecíolo. tônica. • Colheita: 4 meses após o plantio. AMORA-PRETA NOME CIENTÍFICO Rubus spp. As hastes sarmentosas e o caule são cilíndricos e os mais velhos são revestidos por uma cerosidade branca que pode ser removida com os dedos. areia ou vermiculita. anti-helmíntica (as sementes). FAMÍLIA BOTÂNICA Rosaceae. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 1. estomáquica (283). antileucorréica e hemostática. em viveiros. TOXICOLOGIA Durante a época da floração. formada por flores de . digestiva. As estacas podem ser enraizadas em solo. causando a febre do feno. dança-de-são-guido (283) e afecções hepáticas (303). Os acúleos das folhas localizam-se na nervura central e são recurvados para base da folha. sendo quebrada com baixas temperaturas ou alternância de temperaturas (209). cãibras dos intestinos. náuseas. Os acúleos que revestem o caule são grandes e de forma mais ou menos espiralada. INDICAÇÕES Indicada para hemoptises.5 a 3m de altura. no início do florescimento. amora-silvestre. erupções na pele. sarçamora.

pétalas brancas. A infrutescência é composta de numerosos frutos tipo drupa, de coloração violeta escura.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia de ramos. As sementes não germinam sem uma escarificação química com ácidos, como ocorre no estômago dos pássaros frugívoros. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (mergulhia). • Florescimento: novembro e dezembro. • Colheita: inicia-se a partir do segundo ano. • Poda: a planta tem que ser podada periodicamente para facilitar os tratos culturais e a colheita. As mãos, braços e os olhos devem ser protegidos para evitar-se ferimento pelos espinhos. • Produção de sementes e frutos: dezembro e janeiro.

FITOQUÍMICA
Contém taninos.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hemostática, adstringente, antidiabética, antidisentérica, tônica (283), anti-hipertensora, anticolesterolêmica, antidiarréica e antilítica (271).

INDICAÇÕES
Indicada para a azia, cãibras do sangue, hemorróidas, inflamações da garganta e da boca e hidropisia (271).

FORMAS DE USO
• Xarope: feito à base de infusão das folhas e botões florais (a 10%) misturado ao suco dos frutos maturos. Aquece-se até o ponto de xarope (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os ramos são utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas.

AMORA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Rubus imperialis Cham. e Sch.

FAMÍLIA BOTÂNICA

Rosaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce espontaneamente na Mata Atlântica, matas secundárias e bosques, normalmente em condição umbrófila e semi-umbrófila.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, sarmentosa, perene, de ramos angulosos, armados de acúleos grandes, podendo atingir 4 a 5m de comprimento, apoiando-se na vegetação próxima. Folhas compostas, palmada, 5-foliadas, folíolos ovado-cordiformes ou ovado-arredondados, membranosos, grosso-dentados, pouco tomentosos na face dorsal, com o pecíolo espinescente. Flores com pétalas brancas, lacínias lanceoladas, curto e grossopedunculadas, disposta em panícula subcorimbosa, sendo o pendúnculo tomentoso e aculeado. Fruto composto de inúmeras drupas verde-amareladas.

SOLO
É pouco exigente em solos. Medra mesmo nos úmidos, ácidos e bastante argilosos.

CLIMA
Espécie subtropical. Prefere temperaturas amenas a quente e alta umidade relativa do ar.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia. As sementes só germinam mediante escarificação química com ácidos, conforme ocorre no estômago de aves frugíferas. A mergulhia deve ser feita a partir da primavera. • Plantio: o ano todo, para sementes, ou novembro a fevereiro, quando se faz a mergulhia. • Tutoramento: em espaldeiras de três arames superpostos. • Florescimento: outubro a novembro. • Frutificação: novembro a dezembro. • Colheita de folhas: o ano todo.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hipocolesterolêmica (271).

FORMAS DE USO
15 a 20g/dia, em decocção, fracionada em três xícaras diárias.

ANDRADE

NOME CIENTÍFICO
Persea major Kopp.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Lauraceae.

SINONÍMIA
Canela-rosa, pau-andrade, canela-cedro.

HABITAT
Espécie autóctone que habita a Mata Atlântica, principalmente em altitudes acima de 400m, no sul do Brasil. A planta é considerada rara e devido à existência de poucos indivíduos e o alto nível de patógenos endógenos, corre o risco de extinção nas regiões onde ainda ocorre.

FITOLOGIA
Árvore grande, com até 12m de altura. Os ramos são subangulosos e amarelo-tomentosos quando novos e castanho-escuros e glabros, com as gemas sedoso-tomentosas, quando mais velhos. A folhas são esparsas, pecioladas, inteiras, variáveis, alternas, oblongas ou elípticas, peninervadas, glaucas, finamente arroladas nas duas faces, cordiformes, arredondadas na base ou obtusas dos dois lados, ou agudas e subacuminadas no ápice, com 12 a 14cm de comprimento e até 7cm de largura, glabras ou levemente hirsutas e luzidias na face ventral. A inflorescência é multiflora, ferrugíneo-tomentosa. As flores verde-amareladas, dispostas em panículas piramidais longo-pedunculadas e revestidas de um denso tomento sedoso-ferrugíneo ou amarelo-ocre, com bractéolas decíduas. O fruto é uma baga globosa, verde-glauca, com cerca de 1cm de diâmetro.

SOLO
A planta cresce naturalmente em solos profundos, argilosos e com pouca acidez.

CLIMA
Ocorre em regiões cujas temperaturas giram em torno de 10 a 15oC, no inverno, e 20 a 25oC no verão.

AGROLOGIA
• • • • • Espaçamento: 4,0 x 4,0m. Propagação: sementes e brotações da cepa. Plantio: outubro. Florescimento: janeiro Colheita da casca: durante o inverno.

PARTES UTILIZADAS
Casca do tronco.

FITOQUÍMICA
Esteróides, triterpenos, flavonóides, saponinas, taninos hidrolizáveis e condensados, grupo amino e lipídeos. O teor de tanino é de 19,7%, taninos catequínicos 18,61% e catequinas 32% (251).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Cicatrizante (251).

ANIL
NOME CIENTÍFICO
Indigofera suffruticosa Mill.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papilionaceae.

SINONÍMIA
Anil-do-campo, anileira, anileira-da-índia, anileira-verdadeira, caá-chica, caá-chira, caáobi, caá-timbó, caobi-índigo, guajaná-timbó, índigo, indigueira, timbó-mirim, timbozinho.

HABITAT
Espécie alóctone originária das Antilhas e América Central. Vegeta espontaneamente em pastagens, terrenos abandonados e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, que cresce 0,8 a 1,0m de altura. O caule é anguloso, acizentado. As folhas são glaucas, imparipenadas, compostas de 7 a 15 folíolos opostos, linear-elípticos ou oblongo-agudos, inteiros, glabros na face ventral e pubescente na dorsal. As flores são róseas, curto-pedunculadas, pequenas, abundantes, dispostas em rácimos axilares eretos. O fruto é uma vagem arqueada, quase quadrangular, seríceopubescente, com cerca de 2 a 3cm de comprimento, contendo seis a oito sementes pardacentas, angulosas ou subcilíndricas, lisas e duras.

SOLO
As plantas crescem mesmo em solos pedregosos, arenosos e até mesmo em dunas de areia. Não tolera solos encharcados ou muito argilosos.

CLIMA
É de clima tropical, prosperando melhor em regiões quentes e pouco pluviosas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,0 x 1,5m.

• Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: abril a maio. • Doenças: em regiões úmidas, é comum a ocorrência de sementes chochas e fungadas. • Colheita: inicia 6 a 8 meses após o plantio. • Rendimento: em um hectare obtém-se cerca de 330 a 560kg de anil ou 40g para cada 10kg de folhas (93).

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Leucoindigodina (93). Submetida à altas temperaturas, transforma-se em indigotina, que é o anil (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiespasmódica, emenagoga, estomáquica, sedativa (257), sarnicida (folhas machucadas), diurética, febrífuga, antiepiléptica, purgativa (32), depurativa (68), antiálgica e antiinflamatória. A raiz é odontálgica e já foi utilizada como antiofídica (93).

INDICAÇÕES
É utilizada no tratamento das afecções das vias urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, obstipação intestinal, hepatite (68), afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é indicada para coréa, epilepsia, icterícia, É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênico (93). Também indicada para a laringite aguda, linfoadenite, escabiose, erupções da pele (1).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas. • Decocção: ⇒ 15g/dia. ⇒ ferver 5g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias (68). • Infusão: 5g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia (32). O sabor do chá é algo salgado.

TOXICOLOGIA
Extrai-se da planta o índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina - substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico.

OUTRAS PROPRIEDADES

• As sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas (32). • As folhas fornecem matéria tintória, conhecida como anil (328).

ARNICA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Wedelia paludosa DC.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Cura-tombo, margarida, margaridão, mal-me-quer, malmequer-do-brejo, picão-da-praia, vadelia, vedélia.

HABITAT
Espécie autóctone da região litorânea brasileira. Medra em pastos, áreas abandonadas e ruderais, a beira de estradas, bananais, pomares, ao longo da orla marítima, principalmente em várzeas úmidas e sombrias.

FITOLOGIA
Planta herbácea, prostrada, perene, radicante nos nós, que cresce 40 a 50cm em altura. O caule é castanho-avemelhado, esparsamente piloso. As folhas são opostas, curtopecioladas, membranáceas, pilosas nas duas faces, mais pronunciadamente na dorsal, providas de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. Pecíolo semicilíndrico, ciliado. Capítulos solitários, longo-pedunculados, axilares. Brácteas involucrais foliáceas em duas séries, pilosas no dorso. Receptáculo cônico, carnoso, peleáceo. As flores são amarelas, as marginais femininas, cerca de 13, com corola ligulada, trilobada no ápice, com 8mm de comprimento, e as do disco, muitas hermafroditas, corola tubulosa. Aquênio túrgido, tríquetro, glabro, estreitado na base, com papus ciatiforme.

SOLO
Vegeta em todos os tipos de solo, desde os arenosos aos argilosos e orgânicos. Tolera solos ácidos, encharcados e até os secos. Tem preferência pelos solos úmidos.

CLIMA
Espécie de larga adaptação climática, proliferando-se melhor nos climas tropicais e subtropicais. Períodos de estiagem afetam o crescimento da planta. É heliófita, embora tolere alguma sombra.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,3m.

• Propagação: estacas radicantes. As sementes normalmente são inviáveis ou não se formam. As estacas são plantadas diretamente a campo. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: o ano todo, com exceção no inverno. • Poda: por ser uma planta rústica e altamente invasora, o crescimento vegetativo deve ser contido através de podas e eliminação de ramos radicantes. • Colheita: inicia a partir terceiro mês após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, flores e lígulas.

FITOQUÍMICA
Diterpenóide kaurane: ácidos ent-kaur-16[17]-en-19-óico e ent-kaur-9 [11],16[17]-dien19-óico (39) e luteolina (46).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, antiinflamatória, antianêmica (271). febrífuga, antidisúrica, antinevrálgica (215) e

INDICAÇÕES
Indicada para traumatismos, golpes, ferimentos, machucaduras (215), coqueluche, trombose e hematomas (271).

FARMACOLOGIA
Tripanossomicida (39), antinociceptiva (377) e antiálgica (46).

OUTRAS PROPRIEDADES
• É cultivada como onamental em jardins. • A planta apresenta um alto índice de enfolhamento, podendo ser utilizada como cobertura de solo, principalmente indicada para revestir barrancos, escoadouros e taludes.

ARNICA-DO-CAMPO
NOME CIENTÍFICO
Porophylum ruderale [Jack.] Cass.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Arruda-de-galinha, couve-cravinho, couve-de-veado, cravinho, erva-couvinha, erva-fresca, picão-branco. couvinha, cravo-de-urubu,

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul. Cresce notadamente em áreas ruderais, lavouras abandonadas e capoeiras.

FITOLOGIA
Planta herbácea anual, ereta, ramificada apenas no topo, cerosa, verde-clara, medindo 0,6 a 1,2m de altura. As folhas são simples, alternas, pecioladas, membranáceas, tenras, oblongo-lanceoladas, cerosas, base atenuada e ápice obtuso, margem inteira ou crenulada, glabra, medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Quando amassadas, as folhas liberam um olor desagradável. Inflorescência em capítulos solitários ou em corimbos, terminais ou axilares. Flor composta por um invólucro cilíndrico contendo filárias lineares unidas e corola constituída de finos tubos de coloração esverdeada ou amarelada. Fruto tipo aquênio, linear, negro, pouco brilhante, alveolado e munido de pêlos sedosos e brancos. A planta exala aroma forte e pouco agradável.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. Não tolera geadas, nem ventos muito frios. Cresce à plena luz e tolera o sombreamento.

SOLO
A planta prefere solos férteis, areno-silicosos, aerados, soltos, ricos em matéria orgânica. Não tolera solos ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,20m. • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral ou diretamente em canteiros, em sulcos transversais. • Plantio: outono e primavera. • Pragas: é suceptível ao ataque de lagartas e pulgões. • Florescimento: janeiro a março. • Colheita: Deve ser feita no inverno, quando é maior o teor de flavonóides. Durante o verão e a primavera, há um decréscimo de 24% no teor de flavonóides totais (166). O ciclo varia de 100 a 110 dias.

FITOQUÍMICA
Flavonóides (0,45 a 0,59%, p/p), alcalóides, taninos, saponinas, açúcares reduzidos (166).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antiartrítica, antimicótica (166), antilítica, antidiabética (271), diaforética, emenagoga e calmante (93).

INDICAÇÕES
Para o tratamento de corrimentos, afecções do fígado, hepatite, inflamações na garganta, amigdalite e má digestão. Já foi até utilizada para tratar a histeria (93).

ARRUDA NOME CIENTÍFICO Ruta graveolens L. inibe o crescimento de Leishmania amazonensis em 45. Solos pesados e úmidos são desfavoráveis ao crescimento da planta.5%. a inibição foi de 46. decompostas em 9 a 11 lobos oblongos ou obovados. Mas devido à sua histórica aclimatação no Brasil. pardas e rugosas por lóculo.1% em 24.0m de altura. 64.1 e 87. carnosas. sem clorofila. Está amplamente adaptada no Brasil. compostas. FITOLOGIA Planta subarbustiva polianual. por origem. As flores são miúdas e de cor amarelo-esverdeadas.2% e 91. 3-pinatipartidas. É bastante tolerante à seca. dispostas em corimbos. desenvolve-se bem em regiões de clima subtropical até tropical. ruda. pequenos. glabros e de coloração acizentada-azulada durante o estágio vegetativo. SINONÍMIA Arruda-doméstica. Está perfeitamente aclimatada no Brasil. arruda-fêmea. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. triangulares. agudas e corola de 4 a 5 lobos salientes e rugosos. As folhas são alternas. mediterrânica. . sésseis. 48 e 72 horas.5mg/ml do extrato cru das folhas.6% (196). HABITAT Espécie alóctone.ATIVIDADE BIOLÓGICA 2. SOLO Prefere solos permeáveis e ricos em matéria orgânica. cultivada em jardins e hortas. de caule ramificado desde a base e lenhoso. O fruto pentalocular produz uma sementes reniformes. O sabor das folhas é ligeiramente picante. ruta-de-cheiro-forte. Com clorofila. porém é mascarado pelo forte aroma. 85. arruda-dos-jardins. É heliófita. nativa da Europa e norte da África. levemente alcalino. estreitos. CLIMA A planta é. abrindo-se superior e inferiormente em 4 valvas. de clima temperado seco. pecioladas. alóctone. Possui cálice com 4 a 5 sépalas lanceoladas. e verde-oliva durante o reprodutivo. respectivamente. arruda-fedorenta. Forma touceiras de até 1.3. arruda-macho.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-histérica. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. flebite. conjuntivite (283). FITOQUÍMICA Hibalactona (da raiz). salicilato de metila. rutalinium. As sementes são postas a germinar em substrato organomineral.AGROLOGIA • Espaçamento: 0.70 x 0. hemorróidas. alcalóides. antinevrálgica (271). INDICAÇÕES A planta pode ser utilizada no tratamento de otite. fenóis. hesperidina. FARMACOLOGIA A ação espasmolítica da planta é devida é devida à presença de bergapteno e xantotoxina. fortificante dos nervos. Os explantes são cultivados em meio MS ½ + 0. enquanto que a metilnonilcetona apresenta ação vesicante. álcool metilnonílico e seus ésteres combinados aos ácidos acético e valeriânico. derrame cerebral. cocusaginina.l -1 de benzil amino purina (76). antitetânica.1mg. dulcite. • Florescimento: agosto a dezembro. flavonóides. excitante da motilidade . As folhas e as sementes têm propriedades antiparasitárias (sarna e piolho) e as sementes são anti-helmínticas (283). éter metílico do ácido metilantranílico. antiepiléptica (435).30m. adstringente. metilnoilcarbinol. carminativa. • Micropropagação: utilizam-se explantes a partir de segmentos nodais submetidos a assepsia com cloro ativo a 2%. estimulante. feridas e zumbido no ouvido e incontinência urinária (215). sarnicida (257). • Propagação: sementes e estacas dos ramos. furocumarina. aperitiva. antiasmática (120). rutamarina. ciática (145).09% (96). antiespasmódica. deve-se proceder um sombreamento de 70% e prover farta irrigação das mudas. calmante dos nervos (32). paralisia. cineol. emenagoga. ácido salicílico livre.07 a 0. Quando a propagação é feita por estacas. rubalinidina (257). dores intestinais. PARTES UTILIZADAS Folhas. aromáticas. lactonas. bergapteno. parasiticida capilar. As estacas enraízam em 60 dias. principalmente). O teor de essência da arruda varia de 0. rutacridona. heterosídeos antociânicos. rutamina. rutaretina. hemostática. rutina. enxaqueca. cineol (145). sudorífica (341). hidrocarbonetos. tranquilizante. • Plantio: início do verão. erradicação de oxiúros (294) e ascárides. onicomicose. ribalinidina (120) . estupefaciente. Faz-se duas colheitas ao ano. analgésica. anti-reumática. óleos voláteis. matérias resinosas e pépticas (341). A germinação ocorre em 10 a 15 dias. quercitina. metilnonilcetona. esquiamianina. graveliferona. gota. rutalidina. pineno e limoneno (raízes. hipocondria (435). cumarinas. chalepeusina. • Produção de sementes: os frutos com sementes maturas ficam prontos de novembro a janeiro. varizes. xantotoxina. pneumonia (120). galhos com folhas e flor. febrífuga (120).

vômitos. arrefecimento da pele. cólicas. 32. Lavar os olhos (conjuntivite) (257). • Parasiticida capilar e sarnicida: 20g de folhas/litro de água quente (283. • Xarope: 10 a 40ml/dia. 145). • Decocção: ⇒ 100g da planta fresca em ½ litro de água. dores abdominais. . edema na língua (257). • Cataplasma: varizes e flebite (145). Pode causar fitodermatites. náuseas e vômitos (145). hiperemia dos órgãos respiratórios. • Tintura: ⇒ 2 a 10ml/dia (341). convulsões (341). esperar amornar e aplicar compressas de algodão várias vezes ao dia sobre os olhos (128). • Vermífugo: 20g de folhas/litro de azeite. dores epigástricas. secura na garganta. 32). ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides da planta mostraram atividade antimicrobiana (120) e anti-helmínticas (Costa. OUTRAS PROPRIEDADES • Foi muito utilizada na antigüidade como anafrodisíaca.5 a 2ml/dia. Ingerir 2 xícaras das de chá ao dia (257. ⇒ ferver durante 5 minutos 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. • Sumo: 3 gotas do sumo em 1 gota de álcool. 50 a 200ml/dia (341). tremores. ⇒ 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (sarnicida) (257). apud 120). hemorragia e aborto em mulheres grávidas. 435. Pingar 2 gotas em cada ouvido (257). TOXICOLOGIA Doses elevadas do chá podem causar vertigens. contração da pupila e sonolência (93) . ⇒ 1 colher das de café de folhas em 1 xícara das de café de água quente. ⇒ 2 a 3g de folhas secas/litro de água (283. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. gastroenterites. depressão do pulso. Apresenta ainda atividade estimulantes febrífuga e emenagoga (Costa. • Clister: cozinhar 8 a 10g de folhas por litro de água (parasitas intestinais). • Extrato fluído: 0. • Essência: 1 a 7 gotas/dia (341). FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 1%.5 a 2g/dia. 145). Tomar 3 vezes ao dia (128).uterina (120). salivações. Administrar 2 a 3 colheres das de chá por dia. Coar. através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar (120). • Pó: 0. apud 120).

com tamanho decrescente em direção ao topo da planta. losna. HABITAT Espécie alóctone de origem asiática. composta por invólucro campanulado de filárias ovaladas. cilíndrico e multisulcado. verde a verde-avermelhado. as folhas exalam aroma amargo. ovalado. . É heliófita.• Pode-se confeccionar uma vassoura com os ramos e folhas para os parasitas domésticos. As folhas são alternas. SINONÍMIA Absinto. Caule liso. reto. FITOLOGIA Planta herbácea. inteiras ou lobuladas. enquanto que a dorsal é intensamente alvo-tomentosa. alvo-tomentoso. crescendo cerca de 0. Está bem aclimatada ao Brasil. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. verde intenso. as inferiores pinatisectas com segmentos lanceolados e as superiores lanceoladas. artemija. glabro. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. artemijo.0m de altura. A face ventral é glabrescente. de rizoma perene e folhagem anual. ARTEMÍSIA NOME CIENTÍFICO Artemisia verlotorum Lamotte. curto-pecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. medindo cerca de 1mm de comprimento SOLO Prefere solos secos e leves. • É utilizada. segundo o folclore afro-brasileiro. pubescentes e membranáceas. adapta-se bem às regiões subtropicais e tropicais. Flores verde-amareladas.30m. flor-de-são-joão.30 x 0.8 a 1. Fruto tipo aquênio. Quando amassadas. como abascanto. losna-brava. Corola tubular pentalobada. ereta. sendo cultivada em jardins e hortas. • A planta afasta moscas e combate pulgões. CLIMA Embora seja uma espécie de clima temperado quente.

Tomar 2 a 3 xícaras das de café ao dia (cólicas menstruais). afecções uterinas (215). o crescimento da população da planta deve ser contido para não invadir outras áreas. carminativa. estendendo-se até janeiro.SP. intoxicações endógenas e exógenas. 32).• Propagação: rebentos do rizoma. debilidade eupéptica. nervosismo (283. Deixar macerar por 15 minutos. Tomar 2 xícaras das de chá ao dia. anorexia. calmante. mucosidade. • Colheita: 6 a 8 meses após o plantio. tônica.UNICAMP . PARTES UTILIZADAS Folhas. Tomar 1 xícara de chá após as refeições (digestivo). coréia (dança-de-são-guido). • Plantio: outono e primavera. emenagoga. • Raleio: por ser uma planta altamente prolífica. flores e raízes. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 15g/litro de água. INDICAÇÕES Indicada para a cólica. estomáquica. amarga e estimulante (242). ao levantar e ao deitar (tônico circulatório). constipação (242). atonia. anti-reumática (271). antiespasmódica. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (cineol. ácido málico. afecções biliares e hepáticas. ⇒ ferver durante 15 minutos uma colher das de sopa de raízes em ½ litro de água. Cobrir e deixar macerar por 10 minutos. antiepiléptica (283). icterícia. ansiedade. antidiarréica. Tomar ½ xícara. hipocloridria. enterite. Utilizar 2 a 4 xícaras por dia (283). amenorréia. lombrigas. em janeiro. inapetência (68). combate também a malária (145). vermífuga. • Florescimento: ocorre a partir de outubro. gastrite. tanino e ácido antêmico (145). antinevrálgica. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. febrífuga. tujona e cetona). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. ⇒ ferver durante 10minutos uma colher de sopa de raízes em ½ litro de água. . ⇒ 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. antiinflamatória. anti-hidrópica. antilistênica. antianêmica. • Decocção: ⇒ ferver por 1 minuto 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. (215). convulsões e histeria. antiepiléptica (145). formando inúmeros rebentos de raiz. 4 vezes ao dia (145). Segundo a Universidade de Campinas . Tomar alguns goles durante o dia (calmante e antiespasmódico). ⇒ 1 colher das de sopa em 1 litro de água quente.

• Os raminhos secos são colocados em armários e estantes como repelentes de traças (128). CLIMA A espécie prospera melhor em regiões de temperaturas amenas.5. macela-da-serra. macelado-reino. bisanual ou perene.0 e 6.• Compressa: utilizar o decôcto ou o suco das folhas e/ou raízes. glabra. Não tolera solos muito úmidos. originária do Cáucaso. bem aerados. FITOLOGIA Planta herbácea. externamente. ARTEMÍSIA-ROMANA NOME CIENTÍFICO Tanacetum parthenium L. monsenhor-amarelo. no reumatismo (68). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. HABITAT Espécie alóctone. nem por mulheres grávidas ou que amamentam (128). As flores do disco central são amarelas e tubulosas. margaridinha. onde a média anual gira em torno de 20 a 24oC. piretro-do-cáucaso . Apresenta cheiro forte. SOLO A planta prefere solos areno-silicosos. matricária. artimijo. SINONÍMIA Artemigem-dos-jardins. que cresce de 60 a 90cm de altura. TOXICOLOGIA Esta planta torna-se tóxica quando utilizada em doses bem acima das indicadas (145). glabras ou pouco pubescentes. profundos. na Ásia. artemijo. . Pode causar também hepatonefrites. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é adicionada à bebidas alcoólicas para obter sabor amargo ("bitter"). circundadas por lígulas brancas. muito ramificada. Não deve ser ingerida crua. Apresenta inflorescências em capítulos dispostos em corimbos terminais. • Apresenta propriedades inseticidas (32). ricos em matéria orgânica e com pH entre 6. convulsões e problemas mentais e psíquicos (209). Folhas pinatissectas ou bipinatissectas. Schulz-Bip. desagradável e sabor amargo. ácidos e muito compactos. camomila-pequena.

• É uma boa melhoradora da estrutura do solo. Tomar 1 a 3 xícaras ao dia (258). • Plantio: primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. sesquiterpenos clorados (257). pertubações gástricas. FORMAS DE USO • Infusão: 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em uma xícara das de chá com água. • Florescimento: a partir de novembro. antileucorréica. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. insônia (258). • Propagação: sementes e estacas. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em cetona.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. além de ser ornamental. INDICAÇÕES Atua contra as cefalalgia (261). O transplante é feito quando as mudas apresentarem 5 a 6 folhas. males do coração e dos nervos (303). guaianolides e PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. . partenolides.3m.5 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica (261). antiespasmódica e febrífuga (1). emenagoga (93). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é inseticida e insetífuga. ASSA-PEIXE NOME CIENTÍFICO Vernonia polyanthes Less. enxaqueca. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. TOXICOLOGIA Pode causar o aborto (258). germacronolides.

castanho. INDICAÇÕES . estreitas na base. • Colheita: as folhas devem ser colhidas antes do florescimento. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. medindo 2 a 2. O caule é liso. alternas. Inflorescência paniculada. oblongo-laneceolado. reunindo filárias agudas e coriáceas em invólucro campanulado. óleo essencial e sais minerais (128). SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. expectorante. • Plantio: em qualquer época do ano. • Espaçamento: 2. lanceoladas. Fruto aquênio. FITOQUÍMICA Alcalóides. pastagens. rugosas e ásperas na ventral. capoeiras. com capítulos sésseis contendo cerca de 25 flores lilases. antihemorroidária (215). balsâmica. ramificado e arredondado. porém bem drenados. cambará-branco. HABITAT Espécie autóctone que cresce em descampados. pecioladas. à beira de estradas e em terrenos abandonados. cambará-guassú. hemostática (68). antilítica. lenhoso. o cultivo deve ser feito em áreas mais agrestes da propriedade.3mm de comprimento. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica.0 x 1.SINONÍMIA Assa-peixe-branco. • Florescimento: fevereiro a abril. cerosa e verde-clara na face dorsal. • Propagação: sementes e estacas. flavonóides (genkwanina e velutina). antiasmática (392) e antigripal (393). Estacas podem ser enraizadas em areia ou solo leve. chamarrita. PARTES UTILIZADAS Folha e raiz. cambará-guaçú. As folhas são agudas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. diurética (128).5m. gríseo-pilosas. glicosídeos. margem inteira ou pouco serreada. que cresce de 2 a 3m de altura. CLIMA É heliófita e não tolera geadas. FITOLOGIA Planta arbustiva grande. perene.

Abafar por 10 minutos. Coar e tomar a vontade (diurético). contusões.Indicada para bronquite (392). A ingestão do chá das folhas causa um potente efeito diurético e natriurético em ratos (393). durante 1 a 3 dias (145). para hemorróidas pontadas nas costas e no peito. ⇒ Como expectorante: infusão com uma xícara de água fervente sobre 2 folhas picadas. coando a seguir. quando extraída na escuridão. tosses rebeldes. Tomar 1 a 3 xícaras por dia (128). contusões e infecções do útero (271). durante 1 a 3 dias (68). pneumonia (68). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. • Decocção: ⇒ ferver por 15 minutos 6 folhas cortadas em pequenos pedaços. FORMAS DE USO • Xarope: 2 folhas picadas em 1 xícara das de café de água. cálculos renais e o uso externo é indicado para combater afecções cutâneas (128). Tomar durante o dia (como diurético). coar.1 colher das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. em banhos. gripes fortes. • Infusão ⇒ Como diurético: em um litro de água ferver 6 folhas picadas durante 10 minutos. é fosforescente (93). Ferver 5 minutos. • A casca da raiz. . vem sendo estudados como antitumoral (145). acrescentar 2 xícaras das de café de açúcar e levar ao fogo até a dissolução do açúcar. ⇒ Para bronquite: 2 folhas cortadas em 1 xícara das de chá de água quente. Adultos . Coar e aplicar sobre afecções da pele (128). afecções do útero (215). Tomar 5 gotas diluídas em água a cada 2 horas. fritadas à milanesa. • Compressas: hemostático (257). • As flores são melíferas. O decôcto da raiz é utilizado. proporcionando um mel de alta qualidade. AVELOZ NOME CIENTÍFICO Euphorbia tirucalli L. ⇒ ferver por 5 minutos 3 folhas bem picadas em 1 xícara das de chá de água. • Suco: tritura-se ou moem-se as folhas. FARMACOLOGIA Os glicosídeos extraídos das flores. tomar até 3 xícaras ao dia.

O fruto é uma cápsula vilosa. Em solos muito úmidos o crescimento é demasiadamente lento. cilíndricos. É xerófila. dente-de-cão. coral-de-são-sebastião.0m. pau-sobre-pau. resina (257). roupas que cubram a pele e óculos. amarelas ou esverdeadas. Devem ser hidratadas em sua base e após enterradas em areia úmida. gravetodo-diabo. espinho-de-Cristo. que cresce de 3 a 4m de altura. quase áfilos. diminutas e raras. É heliófita. coroa-de-Cristo. cassoneira. enquanto que as masculinas ocorrem em torno das masculinas. aldeídos (145). de coloração verde. árvore-do-lápis. coral-verde. pau-pelado. • Propagação: estacas de ramos. pubescente e sublenhosa. pau-liso. • Florescimento: não ocorre em Santa Catarina. espinho-de-judeu. árvore-do-coral-de-são-sebastião. látex. intrincados. 3-locular. pois rompem-se facilmente exsudando látex que pode ser cáustico. filiformes. axilares. espinho-italiano. As estacas devem ser preparadas no fim da primavera até o início do verão. Sementes ovóides e lisas. lactescente. cega-olho. hidrocarbonetos terpênicos. dedodo-diabo. 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato (77). FITOLOGIA Arbusto grande. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . profundamente 3-sulcada. A rizogênese inicia perimetralmente à base da estaca. árvore-de-são-sebastião. CLIMA É sensível ao frio intenso. HABITAT Espécie alóctone. perene. mata-verrugas. • Manejo: qualquer atividade de cultivo feita com a planta deve prever o uso de calçados. labirinto. goma tirucalli. • Plantio: primavera. avelós. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. originária da África.SINONÍMIA Almeidinha. diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol). Ramos verticilados. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (eugenol).0 x 2. suculentos. PARTES UTILIZADAS Seiva (látex). As flores são terminais. SOLO Plenamente adaptada a solos secos e pobres. • Poda: evitar que os ramos cruzem a área de circulação de pessoas.

asma e gastralgia (77). distribuídas em 3 copos d'água (31 1994). antibiótico. AVENCA NOME CIENTÍFICO Adiantum capillus-veneris L. . antivirótico. SINONÍMIA Avenca-cabelo-de-vênus. antiescorpiônico e ofídio (uso interno). O látex puro pode provocar até uma hemorragia (145). OUTRAS PROPRIEDADES • Quando adulta. cauterizante de verrugas (257). Se o látex atingir os olhos. induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo (77). é resolutivo no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos. o látex precisa ser diluído em água. antiespasmódico. rubefaciente. a planta pode ser utilizada para confecção de moirões e cercas-vivas. Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor. Produz um látex com propriedades irritantes e cáusticas à pele. anti-reumático. originária da Europa. purgativo. ⇒ 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água. antiasmático. fungicida. antibacteriano. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. TOXICOLOGIA Doses tóxicas coagulam o sangue. FORMAS DE USO • Uso externo: romper um cladódio da planta e deixar 1 gota do látex cobrir a verruga ou calo. expectorante (145) e antissifílico (93). paredes de poços e principalmente junto à fontes de água. HABITAT Planta alóctone. mas subespontânea no sul do Brasil. cabelo-de-vênus. principalmente quando nova. em nichos de pedras. Por ser altamente caústico. branco e cáustico. Tomar um copo 3 vezes ao dia (145). pode destruir a córnea (257). INDICAÇÕES Indicada empiricamente para o tratamento de neoplasias neuralgia. cólica. em áreas ruderais sombreadas. • É utilizada como ornamental. • Uso interno: ⇒ Até 3 gotas por dia.O látex.

duros e muito finos. As hastes e ramos são marrom-escuros. divididas 3 a 4 vezes. de clima subtropical úmido. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. levemente ondulada. estimulante (128). Cresce bem em regiões com umidade relativa do ar elevada. e mesmo a meia-luz. ricos em húmus. úmidos. causa amarelecimento e definhamento da planta. aperiente. soltos. O ambiente deve ser sombreado. rizomatosa. capilarina. • Irrigação: a planta é muito exigente em umidade. úmido e quente. béquica. CLIMA A planta é umbrófila e higrófita. dores reumáticas. antidiarréica. colhidos de setembro a maio. com cerca de 10cm de comprimento. digestiva (32). emoliente. As folhas são pecioladas. necessitando de irrigação frequente. ressecamento da garganta. A planta definha em solos secos. com a margem arredondada. • Plantio: primavera. O rizoma é fino. polimorfas. pardo-escuros ou negro reluzentes. com os folíolos em forma de cunha larga. com as nervuras delicadas. sudorífica. alternas. que cresce em touceiras. . compostos fenólicos (257). SOLO A planta prefere os solos de serrapilheira. estacas e esporos. muito delgadas. queda de cabelo (257).40m. carboidratos. expectorante. bronquite (341). perene. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. com 3 a 5 soros de esporos situados nas extremidades da face dorsal. dividido e subdividido na orla da fronde.4 x 0. emenagoga (257). • Aclimatação: a planta pode ser cultivada em vasos com substrato orgânico ou pó de xaxim. que atinge 20 a 40cm de altura. antiasmática (341).FITOLOGIA Planta herbácea. crenadas. • Raleio: eliminar folhas senescentes e doentes. A luz solar direta. com tendência a deltóide. caspa. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizomas. antidisentérica (215) e antiinflamatória (294). rouquidão. mucilagem e glicose (294). FITOQUÍMICA Ácido gálico e tânico. Proteger contra geadas. A partir do rizoma emergem pendúnculos glabros. oblíquo e piloso. friáveis e frescos. • Propagação: divisão de touceiras. levemente ácidos.. finos. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções catarrais das vias respiratórias. • Colheita: setembro a janeiro.

AZEDINHA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Rumex acetosa L. no Brasil. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. azedinha. verrugas.dismenorréia. pequenas. com aurículas acuminadas e dirigidas para baixo. • Tintura: 10 a 50ml/dia. ⇒ 1 xícara das de cafezinho em 1 litro de água. É cultivada em hortas. medindo 20 a 25cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. de caule fistuloso. carnosas. estriado. as inferiores pecioladas. pequenas (1. lanceoladas-subcordiformes. SINONÍMIA Azeda-brava. Tomam-se 8 a 10 colheres das de sopa por dia. que é comprido e caniculado. oblongas ou ovais. As folhas são algo glaucas na face dorsal. As flores são avermelhadas.8 a 2. meia hora antes das refeições (Leo Manfred. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como ornamental de ambientes sombreados. Tomar 2 a 4 xícaras ao dia (257). As folhas superiores são sésseis. pardas e luzidias. Tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). O fruto é uma cápsula lisa e escura contendo sementes triangulares. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). azedeira. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. freqüentemente avermelhado. laringite. bainha inciso-dentada ou laciniada. HABITAT A planta é espontânea em Portugal e originária da Ásia.2mm). amarelas. 50 a 200ml/dia (341). distúrbios do ovário e da bexiga (271). • Extrato fluido: 210ml/dia. AGROLOGIA . semi-amplexicaules. ⇒ 1 parte de folha : 100 partes de água. quase paralela ao pecíolo. sagitadas. com 20 a 60cm de altura. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. apud 32). debilidade das parturientes (283). ereto. dispostas em panículas terminais e laterais.

FITOQUÍMICA Ácido silícico (41%). O controle é feito com iscas envenenadas de raiz de tajujá ou frutos verdes de cabaça. crisofanol-8-0-β-D-glucopiranosídeo. • Pragas: é comum a ocorrência de coleópteros (Diabrotica spp. emodina 8-0-β-D-glucopiranosídeo. vitamina C. apud 179). • Adubação: adubar os canteiros com 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. FARMACOLOGIA Os polissacarídeos inibem em 5 semanas o crescimento de tumores (sarcoma 180) (Ito e Hidaka.). febrífuga (128). As raízes são antidiarréicas (283). quercitina. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É uma planta laxante. oxalato de cálcio. piridoxina. T.3 x 0. β-sitosterol. tartárico e málico. INDICAÇÕES É indicada para a icterícia. magnésia.• Espaçamento: 0. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. afecções do fígado (32). ácido fosfórico (5%). diurética (179). cloro. afta e inflamações da vesícula biliar (128). ácidos oxálico. aloe emodina. purpureum (189). emodina antrona. fenilalanina. fiscion I-0-β-Dglucopiranosídeo. alumina. crisofanol emodina. polissacarídeos. • Propagação: perfilhos. Derivados de hidroxiantraquinonas e hidroxiantronas. As folhas são antissépticas e refrigerantes (93). soda. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato aquoso de caule e folhas apresenta atividade hipoglicêmica e antimicótica contra Trichophyton granulosum.30m. fiscion. antinevrálgicas. • Plantio: março a abril e setembro. acídula. leucina e ácido pantotênico). taninos. Derivados de antraquinona: 1. neposídeo. rumex acetosa polissacarídeo RA-P (179). Os derivados glicosídicos do tipo crisofanol dificultam a reabsorção de eletrólitos e água. nepodina. aminoácidos livres (alanina. cal (17%). vitexina. estimulando os movimentos peristálticos (189). gypseum e T. catamenial. ácido sulfúrico e óxido de manganês (93). FORMAS DE USO • Infusão: . óxido de ferro. plantados diretamente em canteiros. antiasmática (32). • Florescimento: não ocorre nas condições do Litoral Catarinense. potassa (15%). antiescorbútica. produzindo uma liquefação do conteúdo intestinal. neutralizadora da ação das substâncias acres e purgativa. C-glicosídeos de flavonas.8-dihidroxiantraquinona.

Apresenta incompatibilidade com águas minerais e não deve ser preparada ou servida em recipientes de cobre (179). são ensiformes. medindo 50 a 1. • Suco: tomar 1 colher de sopa do suco das folhas por hora (32). caraguatá. FITOLOGIA Planta arbustiva. densas. noroeste da África e das margens do Mar Vermelho. de cor amarelada. côncavas na parte superior e convexas na inferior. com pedicelos menores que as brácteas. carnosas. var. suculenta. sinuososerradas. erva-de-azebre. aloés. com 50cm de comprimento por 6 a 9cm de largura e 3cm de espessura na base. babosa-medicinal. ou Aloe barbadensis Mill. Está amplamente adaptada ao Brasil. As flores são tubulosas. amarelos. ⇒ 50 a 100g para 1 litro de água. HABITAT Espécie alóctone tropical. TOXICOLOGIA A planta provoca diarréia em animais e o pólen é alergênico. babosa. entouceirada. sobre uma haste simples ou ramificada. Cresce em áreas semidesérticas e em locais pedregosos e semi-áridos. vulgaris. gota. . caraguatá-de-jardim. dispostas em roseta. litíase e reumatismo não devem ingerir a planta.⇒ 10g de raízes para 1 litro de água. dispostas em rácimos terminais densos de 30 a 40cm de comprimento. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. glauco-esverdeadas uniformes. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. Os pacientes com artrite. Apresentam internamente um parênquima mucilaginoso. manchadas.20m de altura. lanceoladas. pendentes. BABOSA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Aloe vera L. ervababosa. • A raiz fornece matéria tintorial de cor vermelha. e também do Mediterrâneo. barbosa. de caule curto. rizomatosa. das Ilhas de Socotra. na forma de salada ou de sopas. de 2 a 4cm de comprimento. perene. curtos e espaçados. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. marginadas por espinhos triangulares. As folhas. Canárias e da Madeira. As folhas jovens são retas e agudas. O parênquima das folhas tem aroma nauseabundo. sabor amargo e coloração vítrea. SINONÍMIA Aloé.

salicatos. • Florescimento: agosto a setembro. É fortemente heliófita e xerófila. O contato das folhas com o solo úmido favorece o apodrecimento das mesmas. • Propagação: estolões. barbalodina. vermiculita ou a mistura de deles) • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. A propagação por sementes é muito lenta. com cerca de 10cm de altura. O cultivo pode durar até o décimo ano (239). mudas que se formam lateralmente à cepa. aloeferon (cicatrizante). casca de arroz tostada. • Rendimento: 100kg/ha no primeiro ano.000kg/ha no quinto ou sexto ano. permeável e solto. nem sementes. para as condições do Litoral Catarinense. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. quando o escapo floral está seco. observa-se um rebrote acentuado. partindo de 5 brotos decapitados (270). taninos (145). • Produção de sementes: não há formação de frutos. • Substrato: porosos (areia. • Padrão comercial: teor máximo de cinzas . As brotações são facilmente enraizadas com IBA e meio MS modificado. mucilagem polissacarídica. Colhe-se apenas as folhas mais desenvolvidas.4%. • Colheita: deve ser feita preferencialmente ao final da floração. resina. aloe-emodina. polpa e seiva. CLIMA A planta é de clima tropical a subtropical. teor máximo de água .purgativo). A planta tolera solos pobres. podendo chegar a 400 a 1.SOLO Prefere solo bem drenado. O rendimento é de 2. atingindo 50 a 60cm de comprimento. Em condições de estresse. Optar pela irrigação por nebulização. Não tolera geadas. aloquilodina. • Plantio: ao longo de todo ano.0 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. FITOQUÍMICA Glicosídeos antraquinônicos (aloína . coberto com sombrite 70%. lactato de magnésio. vitaminas E e C (257). Cada folha matura atinge 420 a 450g por folha. aloetina. Ventos frios predispõem à ocorrência de avermelhamento generalizado nas folhas. a temperatura de 25oC. • Irrigação: deve ocorrer apenas durante os períodos de estiagem. . O excesso de água nas raízes pode provocar deterioração das raízes. • Adubação: planta responde bem à adubação fosfatada e potássica. sem acidez.000 plantas em 6 meses. ácido aloínico e pícrico. e nem sempre é possível a obtenção de sementes. • Micropropagação: estimula-se as brotações axilares e a formação de brotos adventícios mediante a decapitação dos renovos.12% (96) PARTES UTILIZADAS Folhas.7m. O teor de gel e polipeptídeos é maior nas folhas maturas do que nas jovens (443). Transplantar as mudas quando apresentarem 15 a 20cm de altura ou 4 a 6 folhas. sílico-argiloso.

na proporção de 40:1. entorses. contidos no gel. galactose. pentosana e ácidos urônicos (434). contusões. Utilizar o gel sobre queimaduras e afecções da pele 3 vezes ao dia. A aplicação tópica do gel foi feita duas vezes ao dia. pode ser transformado em pó. regeneradora da pele (128). hepática. vermífuga. trituradas com 250ml de álcool e 250ml de água. asma. manchas de pele (mancha senil) (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante (260).1 a 0.3% do gel fresco). feridas. A recuperação dos pacientes iniciou no segundo dia do tratamento (32O). queimaduras de sol. adstringente. tônico capilar e do aparelho digestivo. como laxante. fortalecedor imunológico. • Resina: é a mucilagem após a secagem. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antibacteriana e antifúngica. estomáquica (257). são úteis no tratamento de câncer e queimaduras causadas por radiação nuclear. cicatrizante da pele e das mucosas.60g/dia (purgante e emenagogo) (32). livre de polpa. analgésica. vulnerária. emenagoga. antisséptica. FORMAS DE USO • Pó: 0. estomáquico. na Rússia (239). febrífuga e revulsiva (93). vulnerária. Quando bem seco. laxativo e anti-helmíntico. mucilagem e aloína e diluído em água estéril. bactericida. Contém cerca de 20 a 30% de aloína na matéria seca (96). catártica. oftalmias. As raízes são eficazes para as cólicas (93). eczemas. Deve ser usada na forma de compressas e massagens. Tomar 0. • Alcoolatura: 50g de folhas descascadas. tensão nervosa. tuberculose pulmonar. tumores. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica (69). 0. erisipelas.2g do pó dissolvido em água com açúcar. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. O gel filtrado. Obtém-se a resina cortando-se transversalmente a base das folhas e deixando-se penduradas por 1 ou 2 dias para escorrer o sumo. coando-se logo a seguir. É indicada também em períodos pós-operatórios.15g/dia (tônico. conforme vários experimentos realizados em Chernobyl. hipocondria. inflamações da pele (9).30 a 0. resolutiva. porque aumenta a oxigenação da pele (145). oftálmica (32).5% de água (239). dores reumáticas (258). A polpa é antioftálmica. prisão de ventre. • Cataplasma: retirar a película verde que reveste o parênquima gelatinoso. colerética. O gel contém 99. congestão do fígado e da cabeça (32). tônica eupéptica (145). fungicida.02 a 0. Os princípios ativos aumentam com a idade da planta (99). que deve ser seco ao fogo ou ao sol. comuns na síndrome dos olhos secos. é um supositório calmante para retites hemorroidais (32). panarícios (93). linfatismo.glucomanos (0. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). . antiinflamatória e emoliente (258). teve forte ação antiálgica e antiinflamatória. O glucomanan e o polimanactato. A folha. diminuindo também o eritema. emoliente.2 a 0. INDICAÇÕES É indicada para a queda de cabelos. despida da cutícula.

Aplicar sobre os cabelos secos. • Gel: bater uma folha de babosa no liqüidificador. mulheres grávidas e catamênicas (metrorragia) e indivíduos com hemorróida (257. • As fibras das folhas são utilizadas na fabricação de cordoalha. muito comum na Serra do Mar. • Era usada para embalsamar múmias. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa. macerada ao açúcar ou mel. despida da cutícula. 258). TOXICOLOGIA Contra-indicada para crianças (internamente). podem ser usadas como supositório nas retites hemorroidais (258). queimaduras e queda de cabelo) (145). • Poção: ½ g de folhas secas ou 1 colher das de chá da polpa em 1 copo de água (uso interno como tônico eupéptica e laxativo). SINONÍMIA Babosa-de-árvore. epífita. HABITAT Espécie autóctone nativa da mata Atlântica.• Supositório: a folhas. deixando por trinta minutos. Filtra-se e completa-se o volume restante para 1 litro. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. esteira e tecidos grosseiros. Usam-se 5 a 10 gotas como eupéptica e 20 a 40 gotas como laxativo (257). • Tintura: triturar 50g de folhas descascadas com 250ml de álcool e 250ml de água. • Suco: uso interno como anti-helmíntico. • Tintura: utilizam-se 2. Deixa-se em maceração em recipiente fechado durante 7 dias. Utilizar em compressas e massagens nas contusões.5g da resina em 100ml de álcool a 70oGL. BABOSA-DE-PAU NOME CIENTÍFICO Philodendron martianum Engl. FITOLOGIA . Coar. entorses e dores reumáticas. umbrófila. com algumas gotas de limão e uma pitada de sal. • O suco da planta é inseticida (93). constitui alimento de certos povos asiáticos. Pode provocar nefrite (32). enxaguando em seguida (uso externo em inflamações.

ascendente. com pecíolo entumecido como um pseudo-bulbo de orquidáceas. contendo um suco claro e gomoso.8 x 0. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio.4m. com rizoma cauliforme curto. OUTRAS PROPRIEDADES • É planta ornamental para ambientes sombreados. SINONÍMIA Alóe. nervura central saliente em ambas as faces e imersas apenas na extremidade. aloés. largo-lanceoladas. babosa. em solos ricos em matéria orgânica e bem aerados. É umbrófita. . localizadas nas axilas das folhas. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em ambientes sombrios. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tonificante do bulbo capilar. adicionadas de 30% de húmus de minhoca. semi-herbácea. adensadas em roseta. • Plantio: ano todo. Indicado para a calvície incipiente (341). ou Aloe succotrina Lam. Cada planta contém em média 5 bulbos. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. Se cultivada em vasos. hidratante e condicionador do cabelo. erva-babosa. utilizar recipientes com capacidade mínima de 5 litros. • Propagação: sementes e estacas. quentes.Planta epífita. As folhas são coriáceas. BABOSA-DE-SOCOTRA NOME CIENTÍFICO Aloe arborescens Mill. alóe-candelabro. HABITAT Espécie alóctone. protegidos de vento. • Espaçamento: 0. brilhantes. • Florescimento: novembro a janeiro. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões subtropicais. originária da África do Sul. limbo com cerca de 30 a 40cm. caraguatá. Não tolera geadas. Inflorescências em número de duas e em forma de bastão. • Substrato: 70% de pó de xaxim ou casca de arroz tostada.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Em doses menores é tônica. aloeresinotanol. carnosas. estomáquica. tumores. anti-helmíntica (283). verde-azuladas. queda do cabelo (aplicação tópica do sumo). • Colheita: a partir do segundo ano. com espinhos cartilaginosos. emodina. • Florescimento: ocorre de novembro a dezembro. eczemas. resolutivas. linear-lanceoladas. queimaduras. insuficiência hepática (341). golpes (emplastros). com 40 a 70cm de altura. demorando entre 40 a 50 dias. oftalmia. dispepsia atônica. antioftálmica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.FITOLOGIA Planta herbácea. SOLO A planta adapta-se bem a solos pobres.7m. antidartrosa. As flores são tubulares e de coloração avermelhada na base com o bordo livre esverdeado. atonia gástrica. aloinose. longas. ereta. • Plantio: primavera. em cachos não ramificados. • Propagação: separação de mudas que se formam ao lado da planta matriz. emenagoga. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica. impinges. As folhas são ensiformes. anti-hemorroidária. As folhas são mais curtas. peitoral. Faz-se um desbaste das folhas basais da muda antes de enraizá-la em substrato. porém não encharcados e/ou compactados. O enraizamento é muito lento. engorgitamento do fígado e do baço (cataplasmas). quase em roseta. revulsiva. erisipelas e retites hemorroidais (283). panarícios. dispostas em haste central. aperiente. Em doses maiores é purgante (341). vermiculita ou a mistura de deles). de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. emoliente. (69). vera. colagoga. ATIVIDADE BIOLÓGICA . coberto com sombrite 70%. finas e arqueadas do que a espécie A. ápice voltado para dentro ou liradas. Optar pela irrigação por nebulização. • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro.0 x 0. de caule bífido e curto. serradas. casca de arroz tostada. Indicada para bronquite e tuberculose pulmonar incipiente (polpa macerada em mel por 10 dias). suculenta perene. vulnerária. • Raleio: as brotações laterais deve ser eliminadas ou utilizadas como material de propagação. FITOQUÍMICA Aloína. utilizando-se substratos porosos (areia. matérias resinosas (341).

pois provoca congestionamento dos órgãos pélvicos. nos estados hemorroidários. Succotrina.Antibacteriana e antifúngica. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A.1 a 0.1g do pó. nas hemorragias uterinas. TOXICOLOGIA É contra-indicada no período menstrual.05 a 0. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe harlana. FORMAS DE USO A babosa em pó deve ser utilizada em pequenas doses (0. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. Succotrina. • Como drástico: 0.20g) como tônico eupéptica.3 a 0. Reitz (341) relata as seguintes administrações: • Como eupéptica: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A. BALIERA . Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. na predisposição ao aborto e nas nefrites (341). • Como purgativo: 0.5ml da tintura.2g do pó. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe saponaria.5 a 2.5g do pó ou 1. em doses maiores (0. laxativo e anti-helmíntico.6g) como purgante e emenagogo (283).3 a 0.15 a 0.

lanceoladas a oblongo-lanceoladas. verde-escuras. maria-preta. ervabaleeira. balieira-cambará. atenuadas na base. dentadas.5m de altura. com 3mm de diâmetro. em solução de ácido indol-butírico a 1. SOLO Prefere solos arenosos. Frutos subglobosos. É fortemente heliófita (400). Inflorescência corimbosa terminal. setembro (mudas de estacas). laxa na base. PARTES UTILIZADAS Folhas. maria-milagrosa. sésseis. CLIMA A espécie é de clima tropical e subtropical quente. Os ramos jovens são glabros ou sutilmente tomentosos. FITOLOGIA Arbusto perene de arquitetura esgalhada caótica.5 x 3. medindo cerca de 5 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. caramoneira-do-brejo.5 a 2.23mM (221). erva-balieira. muito ramoso. aromáticas. Pode ainda ser encontrada no interior. que cresce de 1. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. FITOQUÍMICA . camarinha. • Colheita: 1 ano após o plantio. guabiraba. vermelhos.NOME CIENTÍFICO Cordia verbenaceae DC. SINONÍMIA Baleeira. úmidos e pouco ácidos. catinga-de-barão.5m. medindo cerca de 3 a 7cm de comprimento. em capoeiras úmidas. O enraizamento dos ramos pode ser facilitado através da imersão de ramos com 10cm de comprimento. agudas. • Plantio: março (mudas de sementes). crescendo até mesmo sobre areias quartzosas enriquecidas de matéria orgânica. março-abril. As flores apresentam corola campanulada branca e pequena. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. • Poda: eliminar os ramos inferiores que tem predisposição a tocar o solo. distante 5cm dos ápices. • Propagação: sementes e estacas de ramos. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. • Florescimento: julho a setembro. As folhas são fortemente escabroso-verrucosas na face ventral. HABITAT Espécie autóctone que medra nas restingas marítimas.

originária de Madagascar. Deixar macerar por 5 dias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. analgésica (222). FORMAS DE USO • Infusão: 3 folhas cortadas em pedaços pequenos em 1 xícara das de chá de água fervente. 7. Abafar por 10 minutos. alcoolismo e problemas na coluna (271). Coar e tomar de 1 a 3 xícaras ao dia (reumatismo). 2 a 3 vezes ao dia.4'-dihidroxi-5-metoxiisoflavona e 7. antiartrítica e anti-reumática (128). FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulacea. Macerar por 1 semana.Artemetina (128). Aplicar sobre locais doloridos e juntas inflamadas. conjuntivite.4'-dihidroxi-5-metilisoflavona (223). cacto-japonês. • Alcolatura: amassar 50 folhas em ½ litro de álcool neutro. Coar e tomar 20 gotas ou 1 colher das de café diluídas em água. OUTRAS PROPRIEDADES • Suas folhas são utilizadas como condimento de sopa. • Cataplasma: amassar 1 punhado de folhas frescas com 1 colher das de sopa de glicerina. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de osteoartrose e transtornos afins (361). Hamet. BÁLSAMO-ALEMÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe tubiflora R. • Os citricultores utilizam a planta como atrativa de pragas (128). Estender sobre 1 pano e aplicar na parte afetada (128). HABITAT Espécie alóctone. agitando de vez em quando. flor-da-abissínia. FITOLOGIA . • Tintura: triturar 30 folhas em 100ml de álcool de cereais 70 graus e 50ml de álcool. SINONÍMIA Cacto-da-abissínia. • Os frutos são comestíveis e muito apreciados pelos pássaros.

• BÁLSAMO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Sedum dendroideum Moc. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. 1996). de 0. • Colheita: um ano após o plantio. PARTES UTILIZADAS Folhas suculentas in natura. suculenta. ereta. são terminais. • É ornamental. verde-salmão.0m de altura. aumentando a produção de folhas. ramificadas.3 x 0. verticiladas ou esparsas. As inflorescências. eretas. HABITAT . Poda: a capação do pendão floral induz a planta a ramificar-se intensamente. O caule é cilíndrico. avermelhado e pontuado. sobretudo de jardins do tipo "rochoso". na axila dos quais nascem pseudobulbilhos reprodutivos. canaliculadas na parte inferior.25m. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é hospedeira natural de Pseudomonas solanacearum (6). glabra. tendo no ápice 3 a 5 pequenos lobos. com numerosas flores vistosas.Planta herbácea perene. FITOQUÍMICA Daigredorigenina e daigremotianina (CASTILHOS et al. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. com exceção dos encharcados. A rusticidade da planta é tamanha que consegue crescer até mesmo em cima de telhados de casas. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. Plantio: outono e primavera. vermelho-alaranjadas. com manchas verde-arroxeadas transversais. Propagação: mudinhas que se formam das folhas que caem. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cicatrizante e balsâmica. As folhas são cilíndricas. do tipo cimeira-corimbosa. carnosas.5 a 1. e Sessé.

torções. SOLO Prefere solos secos. O suco pode ser aplicado topicamente sobre a pele inflamada (257). onde cresce subespontaneamente. fofos. • Suco: bater no liqüidificador 10g das folhas com 1½ copo de leite. TOXICOLOGIA O suco da planta tem um princípio acre tóxico. acuminadas.4m x 0. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento: 0. úlceras (271). e folhas. FITOLOGIA Planta perene.30m. grossas e com sabor levemente ácido. Tomar ½ copo 3 vezes ao dia. É heliófita e xerófita. feridas gangrenosas. As flores são amarelas-intensas e dispostas em panículas. Plantio: primavera Irrigação: somente em períodos de forte estiagem. . obovado-espatuladas. sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis (73). CLIMA Espécie de clima tropical seco. Substrato: areia. Propagação: a partir de estacas de caule e ramos. As folhas são opostas. casca de arroz ou vermiculita. epilepsia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. triterpenos. FITOQUÍMICA Mucilagens. suculenta. que atinge 30 a 40cm de altura. cicatrizante (257) e vulnerária (68). machucaduras (68).5 ano de ciclo. inflamações gastrintestinais e da pele e nas cefaléias. mas amplamente adaptada ao Brasil. Colheita: após 1. diariamente.Espécie alóctone originária da África do Sul. Manter o substrato sempre úmido. areno-siltosos e bem drenados. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. alcalóides piperidínicos. FORMAS DE USO • In natura: na forma de saladas (para inflamações gastrintestinais). sublenhosa. INDICAÇÕES Usada no tratamento de contusões.

principalmente em terrários. Japão. glabras. As flores.OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ornamental. não-me-toques. Não suporta altas temperaturas e geadas. Temperaturas abaixo de 10oC afetam o crescimento da planta (209). • Aclimatação: as estacas devem ser estabelecidas em ambiente sombreado (sombrite 70%). Semear em bandejas de isopor. ao se abrirem. O fruto é uma cápsula tomentosa. axilares e com espora curta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. originária da China. estalam liberando com explosão as sementes. . FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. intermitente e diária. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos e ricos em matéria orgânica. acuminadas. maravilha. lanceoladas. pediceladas. como à pleno sol. com irrigação por nebulização. HABITAT Espécie alóctone. brancas e variegadas. suculentas. BALSAMINA NOME CIENTÍFICO Impatiens balsamina L. As sementes são cápsulas reticuladas. róseas. • Propagação: sementes e estacas. glabro ou pubescente e pouco ramificado. A planta desenvolve-se tanto à sombra. prismático-arredondada. O mesmo substrato pode ser utilizado para o enraizamento das estacas. beijo-de-frade. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas.5cm de largura. Índia e Malásia.2 a 2. maria-sem-vergonha. com 6 a 12cm de comprimento por 1. melindre. serradas. suspiro. FITOLOGIA Planta herbácea com 30 a 90cm de altura. apresentam cores variadas: vermelhas.20m. ciúmes.3m x 0. SINONÍMIA Bálsamo-do-jardim. caule cilíndrico. suculento. com cinco valvas elásticas que. utilizando substrato organo-mineral.

As sementes são vermífugas (271). SINONÍMIA Barba-de-pau. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomacal (271). emética. FAMÍLIA BOTÂNICA Bromeliaceae. samambaia. • O suco do caule é de sabor acre e ardente. catártica e diurética (445). distocia (445) e fraqueza em geral. HABITAT Espécie autóctone epífita que cresce sobre os ramos de árvores das matas e potreiros.• Plantio: outono e primavera. FORMAS DE USO 15 a 30g/xícara (445). • Florescimento: verão. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. amenorréia. INDICAÇÕES É indicada para disfagia. TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. OUTRAS PROPRIEDADES • São cultivadas como ornamentais. caule e ramos. FITOLOGIA . BARBA-DE-VELHO NOME CIENTÍFICO Tillandsia usneoides L. PARTES UTILIZADAS Folhas.

em áreas rurais. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis ou quebráveis. medindo até 3 a 4m. sob luz difusa. Folhas lineares. • Cataplasmas e banhos: para úlceras e hemorróidas. • Suco adstringente: filamentos contusos. colchões e almofadas. Flores amarelas. varizes. BARDANA NOME CIENTÍFICO . • Colheita: inicia aos 2 anos após a implantação. esteróides triterpênicos (24). solitárias. • Irrigação: irrigar nos primeiros dias após a instalação dos segmentos. na Europa. anti-hemorroidária. muito pequenas. • É muito utilizada na armação de presépios de Natal. flavonóides. axilares. cumarina. como enchimento de travesseiros. numerosas.Espécie desprovida de raiz. filiforme. dores e inflamações no reto (215). úlceras (271). no combate às hérnias (341). PARTES UTILIZADAS Toda a planta. ácido resinoso aromático e resina mole preto-esverdeada (93). FORMAS DE USO • Supositórios (para hemorróidas): contundir os filamentos com manteiga de cacau. INDICAÇÕES Indicada para o engorgitamento do fígado. colagoga (24) e anti-reumática (93). • Aclimatação: os segmentos vegetativos devem ser colocados sobre ramos de árvores ou arbustos grandes. cinzento e revestido de pêlos brancos. de caule pêndulo. FITOQUÍMICA Compostos fenólicos. AGROLOGIA • Propagação: sementes ou ramos filiformes com 20 a 30cm de comprimento. • Cultivada em estufas como planta ornamental. • Também utilizada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente.

rodeados de brácteas verdes. que é carnuda. No primeiro ano a planta forma uma raiz axial grossa. HABITAT Espécie alóctone. os quais facilitam também a colheita. SOLO Prefere os solos areno-argilosos. Sua aclimatação é tamanha. apresenta coloração castanha e desenvolve-se notadamente axial.30m. espiculosos. orelha-gigante. A raiz. major. suculenta e comprida. férteis. SINONÍMIA Bardana-maior. pergamasso.8m de altura.50 x 0. castanho-avermelhado-claro ou cinza castanho. pecioladas. agrupadas em corimbos frouxos de volumosos capítulos pedunculados. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. carrapicho-de-carneiro. fina e comprida. Flores azuladas a arroxeadas.pega-massa.Arctium lappa L. as cápsulas aderem-se facilmente à roupa das pessoas e aos pêlos dos animais. esféricos. soltos e com boa drenagem para permitir o aprofundamentos das raízes. originária do Japão. orelha-de-gigante. Ocorre até a altitude de 1. bienal. onde cresce espontaneamente ao longo de estradas. terminadas em ponta. as inferiores cordiformes e superiores ovaladas. canelado. É heliófita. Quando maturas. com 5 a 6mm de comprimento por 2. verde-escuras e glabras na face ventral e cinzento-claras e aveludadas na face dorsal. A semeadura é feita diretamente a campo. carrapicho-grande. além das folhas grandes. cresce subespontaneamente nos campos.800m (96). Cresce de 0. FITOLOGIA Planta herbácea. coberto por várias manchas pretas e papilhos. profundos. labaça. erva-dos-tinhosos. • Propagação: sementes.5mm de largura. que a planta é considerada planta invasora. sub-bosques e áreas ruderais.7 a 1. . A planta não se desenvolve bem em solos secos e compactos. gobô. As folhas atingem grande porte (40 x 25cm) antes do florescimento. CLIMA Prefere temperaturas médias anuais de 16 a 22oC (96). próximo a regatos. var. pubescente-cotonosa. ramoso. de caule robusto. Apresenta folhas alternas. normalmente sésseis. denticuladas. longo-elíptico ou obovado. ereto. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. No Brasil. O fruto é do tipo aquênio. Durante o período reprodutivo as folhas tornam-se declinantes. aerados. purpúreo. para a obtenção de raízes mais vigorosas. Altas temperaturas prejudicam o crescimento e afetam a formação de raízes suculentas. sopé de morros e encostas de pasto nativo (445). A qualidade das raízes colhidas é proporcional a boa textura e estrutura do solo. quando nova e subarbustiva ao reproduzir-se.

anti-reumática. polifenóis. • Decocção: . diurética. gastrite. hipoglicemiante. gastrite. acetato e palmitato de diidrofuquinona (257). revigorante sexual. antidiarréica (294). flores. minerais à base de cálcio. taninos. crosta láctea. As flores são colhidas no segundo ano do ciclo.5% de cinzas e as raízes até 46% de inulina (96). abcesso. sarna. colerética. derivados fenólicos (arctiina). furunculose. O plantio pode também ser feito sobre camalhões com 30 a 40cm de altura. úlceras da garganta. úlceras. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 10g por xícara. ácido palmítico. analgésica. humificado. terpenóide (arctiopicrina). para aplicações externas tópicas (444 e 1997). • Colheita: as raízes são colhidas entre 100 e 140 dias. glicosídeos. debilidade hepática (33). descongestionante do estômago (215) e desintoxicante (incluindo metais pesados). enotetrainaeno e pentainaeno). bronquite (93). tônica capilar. óleos fixos. β-eudesmol. compostos poliacetilênicos (trainaeno. anti-herpética (32). fósforo e ferro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. antídoto de envenenamento por mercúrio (68). cistite. enfermidades da pele (257). taraxasterol. hepática. antibiótica. anti-hemorroidária. cardiotônica. estomáquica. emoliente. O sabor adocicado da raiz é devido a inulina (145). cálculo nefrítico. artrose. diaforética. fitosterina (144). antiinflamatória.• Substrato: para facilitar a formação de raízes uniformes e vigorosas.5% (93) ou 6 a 10. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo inulina. erupções do sarampo. rutina. gota. cicatrizante no tratamento de furúnculos. estimulante do sistema nervoso. Colhem-se as sementes e raízes no inverno e as folhas na primavera. em decocção ou esmagada. mucilagem. cólicas hepáticas (283). cálculo renal e biliar (145). anestésica contra picadas de insetos e aranhas (145). adicionado de substrato orgânico. micose de unhas. As raízes devem ser colhidas antes de iniciar o florescimento. acnes e terçol (257). • Plantio: outono e primavera. carminativa. flavonóides. prisão-de-ventre. hidropisia (32). antitumoral. abcessos. fuquinona. enfermidades cardíacas. para não haver prejuízo para o teor de princípios ativos. açúcares. anti-sifilítica. escrofulose. béquica (445). vitaminas C e B. cefalalgia. • Florescimento: primavera-verão. A planta apresenta um teor de cinzas de 12. contusões (68). comichão. doenças venéreas. tinha. queda de cabelo. amigdalites. antidispéptica. PARTES UTILIZADAS Raízes de um ano. INDICAÇÕES Útil para o resfriado. aquênios e folhas secas. anti-sifilítica (33). ácido úrico (271). antes do florescimento. a semeadura deve ser feita em trincheiras profundas (50 a 60cm) preenchidas com solo leve e solto. tônica (93). frieiras.

⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. Tomar 3 xícaras ao dia (depurativo).⇒ ferver 10g de raízes em ½ litro de água. ⇒ ferver por 15 minutos 2 colheres das de sopa de raiz em ½ litro de água. maria-sem-vergonha. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. sultana. Aplicar topicamente 3 a 4 vezes ao dia. • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água. várias vezes ao dia. pode ocorrer em clareiras naturais . Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. • Compressas: fazer decocção com 20g de raízes frescas em 1 litro de água. Cresce subespontaneamente na zona da mata pluvial da encosta atlântica no sul do Brasil. beijo-de-freira. Tomar 3 xícaras ao dia (257). BEIJO-DE-FRADE NOME CIENTÍFICO Impatiens sultani Hooker. O sabor dos aquênios é pungente. diurético e para dores reumáticas). • Uso externo: usar o decôcto das raízes ou infusão das folhas para aplicar compressas ou massagens (145). Coar e tomar 3 xícaras ao dia. Filtrar e aplicar com algodão. SINONÍMIA Beijo-turco. África. mas que se encontra disseminada em todo o mundo. HABITAT Espécie alóctone. Abafar por 15 minutos. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). Tomar metade pela manhã e metade à noite (acne). sendo muito nutritiva. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz cozida é alimentícia. • As folhas e brotos novos também são comestíveis. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. ⇒ ferver por 10 minutos 1 colher das de chá de raiz em 1 xícara das de chá de água. fora das refeições (diabetes. O decôcto em dose mais forte age como antídoto para mercúrio (68). ⇒ ferver 1 colher das de sopa de folhas em 1 litro de água. ⇒ 10g de raízes por litro de água. originária da ilha de Zanzibar. sobre a cabeça de bebês com crosta (128). ⇒ ferver por 20 minutos 4 colheres das de sopa de raiz em 1 litro de água. Em áreas de mata fechada. Adoçar com mel após esfriar.

elasticamente. lanceolada e provida de esporão muito delgado em toda a sua extensão. as demais obovadas. ápice acuminado e base estreita em direção ao pecíolo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emética. a posterior ou labelo com mais de 1cm de comprimento. vermelhas. membranácea quando seca e subcarnosa quando verde. Semear em bandejas de isopor. . Corola com a pétala posterior ou estandarte obovado-orbicular. mas expostos aos raios solares. freqüentemente emarginada no ápice e alada na parte central do dorso. o fruto explode abruptamente liberando longe as sementes e enroscando-se sobre si mesmo. caule e ramos. pedicelos glabros providos de pequenas brácteas lanceoladas na base. • Florescimento: durante o ano inteiro. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos. em terrenos abandonados e em barrancos úmidos que orlam as estradas. róseas ou brancas.ou feitas pelo homem. A planta é esciófita e seletiva higrófita. mas com camadas umedecidas de solo. com uma cerda em cada reentrância. O fruto é uma cápsula glabra. crenado-serreada. As folhas inferiores são alternas e as superiores quase verticiladas. robusto. A lâmina é ovóidelanceolada. e diurética. Cresce até mesmo em locais rochosos. as laterais são lanceoladas. suculento.0 5cm de largura. catártica. Quando maturo. Freqüentemente ocorre ao longo das estradas. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. O caule é ramificado. O mesmo substrato pode ser utilizado para a estaquia. com predominância no verão. utilizando substrato organo-mineral. As flores. cilíndrico e cresce de 30 a 60cm em altura. O estigma é denteado. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa alta. com o dobro do comprimento da pétala. ao ser tocado. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. provido de esparsos pêlos glandulares.3m. Sua distribuição é irregular e descontínua.9cm de comprimento e 2. de margem plana. FITOLOGIA Planta herbácea alóctone. • Propagação: sementes e estacas. glabras nas duas faces. O pecíolo atinge até 6cm de comprimento. originária da África.3m x 0. são glabras. deiscente apenas de um lado. longamente pecioladas. • Plantio: primavera. e ricos em matéria orgânica.8cm de comprimento. As sementes são providas de pelos suculentos. com 4 . verde. perene. solitárias ou 2 a 3 em pedúnculos comuns. PARTES UTILIZADAS Folhas. O cálice reúne três sépalas. com cerca de 1.

com folhas maiores e mais suculentas. lenticulares. . As flores são amarelas ou alaranjadas. carnosa. anual. liso e glabro. carurú-de-porco. que cresce de 10 a 20cm de altura e formando moitas densas com até 80cm de diâmetro. polispérmica que se abre transversalmente. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. pequenas. glabras e sedosas. ora-pro-nobis. a base é atenuada. salada-de-negro. beldroega-de-comer. SOLO Prefere solos leves. porcelana. • A planta é ornamental. originária da Grécia e da China. HABITAT Planta alóctone. Em solos pobres e pesados a produção é bem menor. beldroega-vermelha. crescendo até 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. axilares ou dispostas em cachos terminais. planas. O fruto é uma cápsula globosa ou ovóide (pixídeo).TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. ovaladas e suculentas. preto-lustrosas. OUTRAS PROPRIEDADES • O suco do caule é de sabor acre e ardente. crescendo subespontaneamente em áreas ruderais. verdolaga. capoeiras. amarelo-esverdeado (imaturo) a pardo (maturo). BELDROEGA NOME CIENTÍFICO Portulaca oleraceae L. campos cultivados e em ambientes férteis em geral. que adaptou largamente em todo o Brasil. medindo 5 a 6mm de diâmetro. estriadas e granuladas. beldroega-pequena. com deiscência transversal. A variedade botânica "sativa" é ereta. cilíndrico. caaponga. férteis e úmidos. ramificada. SINONÍMIA Beldroega-da-horta. As sementes são numerosas. beldroega-verdadeira. bredo-de-porco. FITOLOGIA Planta herbácea. normalmente prostrada. sem pedúnculos. pequenas. sativa. Em muitos locais a planta é considerada planta invasora de lavouras.0m de altura. suculenta. bosques. glabra. carnosas. O caule é verde ou avermelhado. o ápice truncado e as nervuras inconspícuas. var. sésseis. portulaca. com sépalas desiguais. sésseis. brilhantes.

erisipelas e disúria. fósforo (39mg). As sementes podem permanecer dormentes no solo por 19 anos (242). caroteno (2. • Colheita: ocorre cerca de 2 meses após a emergência.61% de água e 2. queimaduras (32). vitaminas C (25mg).). que atacam folhas e flores. É heliófita. (ferrugem) e Albugo portulacae. pombas acometidas por diftoviruela . Na.500 U.000 sementes. Mg.03mg). diurética. enquanto que à meia-luz. oftalmias. antes do florescimento. recuperou totalmente. especialmente no verão. ácidos salicílico (283). enterite.. cólicas nefríticas. no verão.CLIMA Espécie de clima temperado quente.1ml/animal. oxálico e nicotínico. A temperatura mínima para a germinação é de 12oC.20m. hemorróidas. • Propagação: sementes. B2 (0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Mucilaginosa. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. B1 (0. antiescorbútica (32).I. diuréticas e emenagogas (93). furúnculos. Em 1g de sementes encontram-se cerca de 2. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. cicatrizante (257). • Produção de sementes: até 10. Puccinia sp. feridas e impetigo. Emplastros da folha verde são usados para o tratamento da mastite. flores e sementes. antipirética. 444). (o suco das folhas). mais suculentas e de porte ereto. antiescorbútica. vulnerária (341). INDICAÇÕES Indicada para infecções urinárias (257). A planta contém 92. cuja germinação é de cerca de 96%.4mg). na dose de 0. depurativa. • Plantio: pode ser semeada o ano todo. mantendo-se viva durante vários dias mesmo se as raízes forem cortadas.24% de substância protéicas (Storer e Lewis apud 93). As folhas são usadas como estancadoras de hemoptises e as sementes são anti-helmínticas (283). PP (0.2mg). K. mas adapta-se bem ao subtropical até o tropical. lactogênica. são muito susceptíveis à Diabrotica spp. FITOQUÍMICA Mucilagens (257). É altamente resistente a períodos de estiagem. leucorréia. torna-se ereta e menos produtiva. emenagoga. a planta apresenta hábito prostrado. Também utilizada como tratamento auxiliar de picadas de animais peçonhentos (1. desintoxicante. disenteria bacilar. hemoptises. úlceras (93).doença que se caracteriza por nódulos . noradrenalina e o bioflavonóide liquiritina. sais de Ca (103mg). tônica (68). laxante. PARTES UTILIZADAS Folhas. Sob luz plena. • Pragas e doenças: as variedades européias. em 5 dias. oftálmica. O melhor índice de germinação ocorre a 20oC e a 70 a 85% de umidade no solo (209).000 sementes por planta (209). hepáticas (68). antibacteriana.40 x 0.500 a 3.

Folhas mais graúdas que o boldo-do-reino. pentâmeras. ovado-oblongas. FITOLOGIA Planta arbustiva. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (32). Caule ereto. O fruto é uma cápsula com 3 sementes. pouco fibroso. com até 25cm de comprimento por 12cm de largura. grossas. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. SINONÍMIA Boldo-baiano. • Decocção: 250g/dia da planta verde (disenteria e disúria) (444). aplicado sempre pela manhã. diclamídeas. BOLDÃO NOME CIENTÍFICO Coleus grandis Benth. de margem serrada. hirsuto.0m. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. O tratamento deve durar 3 a 5 dias. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. São opostas.0 x 2. pilosas em ambas as faces. ou Plectranthus grandis. . TOXICOLOGIA O consumo da planta na forma de saladas não deve ser excessivo. perene. FORMAS DE USO • Suco: 100g/dia das folhas amassadas para a obtenção de suco (combate áscaris e oxiurus). pois as plantas podem acumular oxalatos em níveis tóxicos. normalmente chochas. curto pecioladas. quadrangular. em saladas e ensopados. porém sem aroma e sem sabor amargo. devido a sua boa palatabilidade e constituição nutritiva. • A planta é invasora e indicadora de solos férteis.necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. As flores são hermafroditas. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). fortemente zigomorfas. O sabor é ácido-amargo e refrescante • Infusão: 50 a 100mg para 1 litro de água quente. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. Tomar 1 colher das de sopa por hora. azul-violáceas. caule e ramos podem ser utilizados como alimento. frágil.

Apresenta folhas suculentas. malvarisco. . Atinge de 20 a 50cm em altura. hotelã-grossa. SINONÍMIA Erva-cidreira.8 x 0. hortelã-graúda. malva. ereta a semi-prostrada. malvariço.• Propagação: estacas do caule e ramos. tomentosas e muito aromáticas. herbácea. • Propagação: estacas da planta matriz. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. O caule é semi-lenhoso na base. crenadas. PARTES UTILIZADAS Folhas. hortelã-grande.] Andr. As sementes são inviáveis. frágeis. carnosas. Enraizamento lento e sujeito à infecções de fungos de solo.4m. pequenas. Enraizar em substrato organo-mineral. FITOLOGIA Planta perene. espiraladas. • Adubação: 1kg de cama de aviário por cova de plantio. grossas. utilizando bambus. • Quebra-ventos: por ser uma planta de caule e ramos muito frágeis. com flores zigomorfas. azuladas. • Florescimento: junho a julho. • Plantio: primavera. hortelã-pimenta. • Substrato: vermiculita ou casca de arroz tostada. verde-pálidas. é muito vulnerável às ventanias. • Colheita: inicia 5 a 6 meses após o plantio. malvão. Pode ser utilizada uma bordadura periférica em torno do plantio. etc. A base das estacas devem ser imersas em uma solução cúprica ou benomil. A inflorescência é racimosa. sorgo. BOLDO-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Coleus amboinicus ou Plectranthus amboinicus [Lour. eucalipto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes ao Boldo-do-reino. oréganoorelhão. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. opostas.

• Adubação: adubo à base de nitrogênio. béquica. até a formação de raízes na estaca. pirexia diaforética. ou chupar 3 a 6 balas por dia (258). Pseudomonas aeruginosa. FITOQUÍMICA Contém mucilagens e óleo essencial rico em timol (257). OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor é picante e não amargo e o aroma é forte. coriza. Tomar uma colher de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia. FORMAS DE USO • Folhas: mastigação das folhas frescas (rouquidão e inflamação da boca e garganta). Candida albicans. balsâmica. hipertermia. • Plantio: setembro. • Doença: a planta é muito sensível a Phythophthora sp. Preparam-se balas com o xarope. cumeno e α-terpineol (185). influenza. asma (185). peitoral e antiinflamatória da boca e garganta (258). fósforo e potássio aumenta a produção de folhas em 18 a 79%. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas.• Aclimatação: o enraizamento das estacas deve ser feito em ambiente sombreado (sombrite 50%) e irrigação intermitente por nebulização. bronquite (226). antifebril. O uso infantil prevê o socamento das folhas em mel (444). além de incrementar o teor de óleo essencial em 23 a 86% e o teor de mentol no óleo (194). • Colheita de folhas: o ano todo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica bucal e da garganta (261). Staphylococcus aureus. α-humuleno. • Utilizada em culinária como condimento. carvacrol. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os extratos são ativos contra Escherischia coli. hemoptises e epistaxes (444). . em relação às plantas não adubadas. • Xarope: juntar 30 a 40 folhas frescas e aquecer com 100ml de água e 150 a 200g de açúcar e coar. • Florescimento: setembro a outubro. antitussígena. cariofileno. antibacteriana. ou administração perlingual das folhas socadas com um pouco de sal. Pode-se também fazer a inalação do vapor oriundo de decocção. o que demora cerca de 30 a 40 dias. bergamoteno. Fusarium avenaceum e Fusarium decencellulare (185). INDICAÇÕES É usada no tratamento da rouquidão. • Podem ser utilizados 10-16g/dia de folhas frescas submetidas à decocção e extração do suco.

hortelã-gorda. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. com até 12cm de comprimento por 8cm de largura. boldo-do-brasil. • Propagação: estaquia. boldo-de-jardim. BOLDO-DO-REINO NOME CIENTÍFICO Coleus barbatus Benth ou Plectranthus barbatus Andr. hortelã-homem. Solos encharcados impedem o crescimento da planta. As folhas são opostas. não é viável em larga . São utilizadas estacas de 20 a 25cm de comprimento de ramos maturos da planta. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Embora possa se reproduzir por sementes. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. onde é cultivada em jardins e hortos medicinais. boldo-do-chile.6m. boldo. sete-sangrias. boldo-silvestre. CLIMA Planta de clima subtropical. apresenta forte ação alelopática negativa à germinação de sementes de alface (LEAL e SILVA 1997). SINONÍMIA Alumã. Não tolera geadas. SOLO É muito pouco exigente em fertilidade do solo.07 a 1. quadrangulares. mas perfeitamente aclimatada no Brasil. diclamídeas.• O suco das folhas. Apresenta ramos decumbentes a eretos. boldo-chileno. pentâmeras. densamente hirsutos. As folhas apresentam sabor amargo e odor característico. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. frágeis. Quando cultivado em áreas pouco ensolaradas. tapete-deoxalá. falso-boldo. hortelãgraúda. boldo-nacional.0g de folha/ml de água. preparado à base de 0. malva-amarga. malva-santa. fortemente zigomorfas. curto pecioladas. de margem serrada. boldofalso. erva-cidreira.0 x 0. Só floresce na região Sul do Brasil. há menor produção de folhas e o aroma é menos pronunciado. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. pilosas em ambas as faces. semi-suculentos. As flores são hermafroditas. azul-violáceas intensas. grossas. sete-dores. ovado-oblongas. desenvolvendo-se bem nos arenosos e argilosos.

Colher antes do florescimento para obter-se maior teor de metabólitos secundários.3% (96). antidispéptica (260) tônica. Aclimatação: para um enraizamento uniforme e rápido. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em guaieno e fenchona. hepatite. visando obter-se maior resistência aos patógenos de solo. insônia (68) e ressaca alcoólica (257). Utilizar substrato à base de areia. • Decocção: ferver algumas folhas. carminativa.• • • • • • escala devido à pouca produção de sementes. Contém ainda forskolina. As folhas frescas contém 0. hiposecretora gástrica (258). anti-reumática. Esfriar e usar em banhos antes de dormir (insônia) (68). calmante. INDICAÇÕES Indicada para a fadiga do fígado. Tomar 20 a 40 gotas durante os sintomas ou até 3 vezes ao dia. FORMAS DE USO • Alcoolatura: 20g da planta fresca em 100ml de álcool. colenol (206). cariocal (257). Adubação: a planta mostra uma resposta favorável à adubação potássica.1% de óleo essencial e folhas secas ao ar 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipotensora. vermiculita ou casca de arroz tostada. sombrear as estacas e irrigar 2 a 3 vezes ao dia. estomáquica (326). debilidade orgânica. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. Enxertia: pode ser enxertado com outras espécies do gênero Plectranthus. cálculos biliares. barbatusol. em diarréias (224). ciclobutatusina (447). TOXICOLOGIA O uso de doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do estômago (258). colerética. sendo repetida de 4 em 4 meses. cardioativa (206). na dose de 20kg/ha de cloreto de potássio (269). obstipação. barbatusina (326). • Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. colagoga. barbatol. inapetência. . Tomar 2 a 3 vezes ao dias (258). distúrbios intestinais (206). cólica e congestão do fígado. hepática. FARMACOLOGIA O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. Colheita: inicia 6 meses após o plantio. Plantio: setembro. Florescimento: só floresce no sul do Brasil ou em latitudes menores acima de 700m (96).

pouco partidas. Sementes cilíndricas ou elipsóides. crescendo de 30 a 40cm de altura. • Florescimento: final de inverno. em áreas agrícolas. FITOQUÍMICA . A germinação é facilitada pelo frio. CLIMA É de clima temperado e subtropical. sésseis. panacéia. A temperatura de germinação deve ser menos de 15oC (242). crescendo espontaneamente em terrenos não áridos. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. castanhas a castanhas avermelhadas.300m de altitude. amplexicaules. amareladas a alaranjadas quando imaturas.500 sementes por planta. polimórficas. Fruto síliqua triangular. foscas.000 a 4. anual. As folhas do caule são alternas. • Plantio: abril a maio. profundamente pinati-fendidas. SINONÍMIA Erva-do-bom-pastor. com as margens irregularmente serradas. ovadas ou linear-lanceoladas. quando maturas. presença de nitratos e luz (209). jardins. Inflorescência terminal ou axilar racemosa com numerosas flores brancas e pequenas. de margem serrada.2m. com sulcos longitudinais.BOLSA-DE-PASTOR NOME CIENTÍFICO Capsella bursa-pastoris Moench. • Colheita: junho a julho.3 x 0. de caule florífero ereto. FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. • Produção de sementes: 4. terrenos baldios e a beira das estradas. FITOLOGIA Planta herbácea. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: sementes. As folhas basais formam uma roseta. Ocorre até 2. exceto as raízes. As folhas caulinares são menores. Em regiões tropicais só ocorre em altitudes. HABITAT Planta alóctone originária da Europa. É subespontânea no sul do Brasil. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Esta planta é um poderoso adstringente. cancros (215). Entre os alcalóides. em decocção (444). FORMAS DE USO • • • • • • 30g de folhas por litro (215) ou 50 a 90g/dia. anti-sifilítica. feridas. contusa (áreas doloridas e inflamadas) Gargarejos: 30g em 1 litro de água (afecções da garganta) (32). metrorragia. tanino.2%. antiemética. com largo espectro antimicrobiano. cítrico e fumárico. destacam-se a iohimbina e a ergocristina. úlceras.14g/kg/dia do extrato da planta. edema nefrítico. erupções. Infusão: 20 a 30g de folhas para 1 litro de água. eczema. a flavona diosmina (126). INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. coceiras. hemostática. . mirosina (93). cicluria e anúria (444). FARMACOLOGIA A ação anticancerígena da planta foi verificada em camundongos que receberam injeção intraperitonial de 0. epistaxe. tônica e diurética (444). hemorragia nasal e uterina. dores. acético. dartros. antiescorbútica (342). vulnerária. potássio. blenorragia. antiálgica (257). inflamações. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. antiinflamatória.Bursina (342). colina e tiramina (444). Observou-se uma inibição em 50 a 80% no crescimento das células tumorais de Ehrlich. O extrato aquoso da planta a 0. antihipotensora (215). ácidos málico. hematuria. ouvidos supurados. e entre os flavonóides. secante (242). BORRAGEM NOME CIENTÍFICO Borago officinalis L. A substância responsável pela inibição do tumor foi o ácido fumárico (218). OUTRAS PROPRIEDADES É hospedeira do parasita Cystopus candidus (93). Suco: tomado em jejum. resultou numa completa inibição de hepatocarcinogênese em camundongos (219). 30g em um copo de água (blenorragia) Cataplasma: planta fresca. (32). ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides e flavonóides existentes na planta apresentaram um elevado potencial antibiótico. antidisentérica (128). saponosídeo. administrado durante 258 dias.

quase sésseis. As sementes miúdas. ligeiramente pendentes. sementes e óleos essenciais. SOLO É exigente em fertilidade e umidade no solo. com pecíolo longo.30m. dispostas em cimeiras escorpióides terminais. Apresenta haste ereta. muito ramificada e coberta de pêlos longos e rígidos. As folhas são alternas. PARTES UTILIZADAS Flores. agudas. FITOLOGIA Planta herbácea anual sedosa-híspida que cresce até 60cm de altura. sobretudo nas sementes.800m de altitude (383). ovais. borracha-chimarrona. • Propagação: sementes. Os frutos são compostos de quatro aquênios. Não tolera frio intenso. porém não deve ser encharcado. CLIMA A planta cresce melhor durante invernos secos e com boa exposição ao sol. • Cultivo protegido: devido à alta susceptibilidade da planta às doenças e às pragas.SINONÍMIA Borracha. • Plantio: abril a maio. grossa. Porém. dispostos no fundo do cálice.4 x 0. nas folhas superiores. com 5 pétalas soldadas entre si. Os estames são negros. foligem. • Florescimento: agosto. sem molhar as folhas. rugosas. hirsutas. Neste caso. Flores numerosas. cobertas de pêlos ásperos e mucilaginosos. nas inferiores. azuis. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. FITOQUÍMICA . altas temperaturas e pluviosidade excessiva. A muda é transplantada 30 dias após a semeadura. e curto. utilizar irrigação localizada. é apropriado o cultivo sob plástico transparente. borrage. É encontrada até 1. As mudas são preparadas em bandejas de isopor de célula grande. a maior concentração de ácido araquídico e tetracosanóico. ocorre em plantas cultivadas em solo arenoso (161). dispostas em estrela. Cresce espontaneamente em terrenos incultos. HABITAT Espécie alóctone de origem da Síria. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Solos argilosos permitem um crescimento rápido e maior produção de flores. • Substrato: 30% de húmus de minhoca e 70% de vermiculita. caule e folhas e sementes.

afecções pulmonares. misturadas com outras ervas e em sopas. escarlatina. anti-hidrópica (215).) Roem. BUCHA NOME CIENTÍFICO Luffa cylindrica (L. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 20 a 30g de folhas e flores por litro de água (435). machucadas (abscessos. sarampo. Em pó.Tanino. béquicas. diurética (128).5% no caule e 2. antigripal (93). abcessos e picadas de insetos (321). enfisema. nitrato de potássio (179). INDICAÇÕES A infusão das folhas é utilizada em febres biliosas. resfriado. O infuso das folhas é utilizado para aromatizar bebidas alcoólicas (163). sudorífica. mucilagem (30%). cordial (32). edemas. resina. inflamações. araquídico e tetracosanóico (161).2% nas folhas) γlinoléico. febres graves. É melífera. ardor da bexiga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Lactogênica (semente). podem ser usadas como condimento. TOXICOLOGIA Todas as formas de preparo do chá devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. gota (283). antidiarréica (38) e depurativa. afecções do fígado. afecções do coração (215). queimaduras (32). inchaço das pernas (93). • Cataplasma: uso tópico das folhas cozidas sobre acessos de gota (283). emoliente. malato cálcico. tumores e queimaduras) (32). inflamações nos rins e da bexiga. anti-reumática. rubéola (38). SINONÍMIA . ácidos silícicos (1. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As folhas podem ser consumidas como salada. anti-reumática (271). ⇒ 15g de flores por xícara de água. afecções pulmonares (435). herpes e litíase. O cataplasma das folhas cozidas aliviam tumores. pleurisia. citrato de potássio (93) e saponídeo. Folhas frescas. varicela. antiinflamatória (380). cujo sabor lembra pepino fresco. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. laxante. debilidade geral.

as masculinas dispostas em rácimos axilares reunindo 5 a 15 flores. purgativas (242. lobos agudos ou acuminados. As folhas são pecioladas. dentadas. CLIMA Espécie de clima tropical. 93) e vermífugas. • Capina: o solo deve ser mantido livre de plantas daninhas durante o desenvolvimento inicial da planta. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. Sementes pretas. verde-escuras. quingombôgrande. INDICAÇÕES . ásperas nas duas páginas. pomares.Bucha-dos-paulistas. É feito na primavera. • Tutoramento: é feito para evitar-se o pisoteio de ramas e folhas e para facilitar tratos culturais e a colheita. Flores amarelas. esfregão. hidragogas e antiapopléticas. FITOLOGIA Planta trepadeira herbácea. bem drenados. fruta-dos-paulistas. As folhas são antianêmicas (215). sobre cercas e caramanchões. folhas e sementes. • Propagação: sementes. axilares. em covas com 3 a 4 sementes. Podem ser utilizadas cercas ou tutores de bambu e arame. PARTES UTILIZADAS Raízes. de caule pentagonal. • Colheita ⇒ folhas: inicia 50 dias após o plantio. caule. adaptando-se ao subtropical quente. Fruto oblongo. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. ⇒ sementes: 120 dias após o plantio. rajado com 10 linhas longitudinais verde mais escuras. deixar até duas plântulas por cova. originária da África. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes e a polpa do fruto são purgativas. As flores femininas solitárias. • Raleio: após a germinação. As sementes são eméticas. 5-palmatilobadas. que atinge cerca 10 a 15m de comprimento. longo-pedunculados. bucha-dos-pescadores. HABITAT Espécie alóctone. cinzentas ou pardo-claras. ⇒ frutos verdes: 80 dias após o plantio. mas que cresce subespontaneamente por todo o Brasil em terrenos baldios. Não tolera geadas. • Plantio: a semeadura pode ser feita diretamente a campo. cilíndrico ou trígono. rugosas e com ala circundante. até 35cm centímetro de comprimento.

margaridinha-do-campo. salpeixinho. CLIMA Adapta-se à temperaturas tropicais e subtropicais. quando novos. É heliófita. temperados com margarina. chapéus. capetiçoba. • O fruto seco é utilizado como esfregão ou esponja vegetal. sal e pimenta. clorose (215) e ascite (242). aerados. erva-lanceta. medindo 0. e pastagens.3 x 0. caule estriado e densamente folioso.6 a 1. ereta. e as folhas. luvas de massagem. voadeira.30m. cestos. são comestíveis após decocção. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Inflorescências terminais e axilares. capiçoba. crescendo espontaneamente à beira de estradas. rabo-de-raposa. em áreas ruderais. dispostas em panículas com pequenos capítulos brancacentos. Folhas alternas.. medindo cerca de 10 a 13cm de comprimento. SINONÍMIA Acatóia. as superiores lineares e inteiras. palmilhas de sapato e artesanato em geral. FITOLOGIA Planta herbácea anual. prisão de ventre. lavouras.O caule e as folhas são indicados para o fígado.2m de altura. HABITAT Planta autóctone da América tropical. • O esqueleto seco do fruto é matéria prima para a confecção de chinelos. catiçoba. . as inferiores oblanceoladas e irregularmente serreadas. mas prefere solos revolvidos. É utilizada para combater afecções intestinais de aves (93). férteis. arenoargilosos. SOLO Adapta-se à maioria dos solos. rabo-de-foguete. enxota. pubescentes. amenorréia. BUVA NOME CIENTÍFICO Erigeron bonariensis L. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos.

pequenas. É encontrada normalmente em jardins e cemitérios. feridas. vulnerária. Utilizar topicamente em feridas e úlceras BUXO NOME CIENTÍFICO Buxus sempervirens L. inflamação da próstata e testículos. apétalas. • Plantio: setembro.• Propagação: sementes. As folhas são opostas. persistentes. úlceras (68). glabras. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. diarréias e afecções urinárias. FAMÍLIA BOTÂNICA Buxaceae. Os ramos são tetrágonos e eretos. PARTES UTILIZADAS . verminoses. contendo sementes trígonas lisas (93). FITOLOGIA Arbusto ou árvore pequena. em sulcos transversais ao canteiro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. O fruto é uma cápsula coriácea coroada pelos estiletes persistentes. fétidas. verde-escuras e revestidas de cutícula luzidia na página superior e verde-claras na inferior. Caracteriza-se por seu crescimento muito lento. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. FORMAS DE USO • Infusão ou decôcto: para hemorróidas. antidiarréica (68) e anti-sifilítica (271). dispostas nos ápices dos ramos e na axila das folhas. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de afecções urinárias (oligúria. coriáceas. • Pó: preparar a partir da planta seca. multiramoso. HABITAT Espécie alóctone. anti-hemorroidária. vermífuga. hidropisia e distúrbios hepáticos (271). originária da Europa e Ásia e aclimatada no Brasil. anúria). corrimento. as masculinas com uma bráctea e as femininas com 4. pubescentes enquanto novas. As flores são alvas. que atinge até 8m de altura e 40cm de diâmetro de tronco. monóicas reunidas em glomérulos de 12 ou mais flores.

Toda a planta. com tons castanhos. homogênea e dura. a planta é considerada tóxica. taquera. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. TOXICOLOGIA Por encerrar um alcalóide semelhante à estricnina. cabaço-amargoso.buxina (93). depurativa. FITOLOGIA . cabaça-purunga. SINONÍMIA Cabaça-amargosa. é de cor amarela. plainas. para a fabricação de instrumentos de sopro. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. muito compacta. purgativa (283). torno. cabos de utensílios. • Cultivada em jardins como sebe ou esculturas vegetais. anti-reumática e anti-sifilítica (93). buxeína e parabuxina (283). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxativa. cuia.902 a 1. réguas. até ficar reduzida a 2/3 (sudorífica). É utilizada em marchetaria. com densidade de 0. pentes. estatuetas (93) e bolar de bilhar (283). micções noturnas involuntárias e para evitar a queda do cabelo (215). FITOQUÍMICA Alcalóide . considerada muito nobre. INDICAÇÕES Indicada para o combate à amebas e giárdias (271). cocombro. purgativa (342). cabeça-de-romeiro. sudorífica. devendo ser utilizada sob orientação de profissional credenciado. • Tintura ou Alcoolatura: 4g/dia (283).162. antiasmática (215). cuieteseira porongo. CABAÇA NOME CIENTÍFICO Lagenaria vulgaris Ser. ábacos. FORMAS DE USO • Decocção: 40g de folhas secas em 1 litro de água.

para o tratamento de pernas inchadas. de corola profundamente partida com os segmentos mucronados. na forma de cataplasmas. PARTES UTILIZADAS Fruto verde. purgativa (sementes). Já foi utilizada. • Propagação: sementes. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é considerada ornamental devido às suas vigorosas folhas. comprimidas. obovadas. INDICAÇÕES As folhas. As folhas são curto-pecioladas. com nervuras salientes na face dorsal. . depois glabra. As sementes são antinefríticas e purgativas (283). a planta não se adapta à regiões com temperaturas baixas ou sujeitas a ventos frios. polimorfa. A planta é heliófita. aerados e ricos em matéria orgânica. O plantio pode ser feito diretamente a campo. marginadas e com até 2cm de diâmetro longitudinal. e na forma de clisteres para combater a melancolia. cordiformes. pubescente. um pouco aromática e com gavinhas bífidas. indeiscente. vistosas flores e aos frutos polimorfos. precedidas por sintomas similares aos da cólera morbus (93). com até 30cm de largura. solitárias ou subsolitárias. dentadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 4m. SOLO A planta é bastante rústica. O mesocarpo é branco e esponjoso. folhas e sementes. CLIMA Por ser uma planta originária de regiões quentes. clorose e obstrução das vísceras (93). O caule é grosso e anguloso. drástica. O fruto é uma baga crustácea. embora possam ser produzidas mudas em bandejas de isopor. densamente vilosa. grandes. subinteiras ou com 3 lóbulos pouco pronunciados. oblongas. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio.Planta herbácea trepadeira ou prostrada. As flores são brancas. mas cresce melhor em solos bem drenados.. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A polpa dos frutos é amarga. atingindo até 40cm de comprimento. brancacenta e depois amarelada. aquecidas e aplicadas topicamente. • Plantio: setembro. As sementes são brancas. 5-8 nervadas. emoliente e maturativa (93). TOXICOLOGIA Doses abusivas podem resultar em hemorragias mortais. apressam os partos e curam frieiras. que proporciona mudas uniformes e mais saudáveis.

5-7-palmadas ou poligonais. buchinha-do-norte. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. amareladas e solitárias. escabrosas. bucha-dos-paulistas. Proceder a semeadura em substrato organo-mineral. PARTES UTILIZADAS Frutos. o fruto pode ser utilizado para o preparo de vasilhames. • Florescimento: por ser uma espécie de fotoperíodo curto. Gavinhas bífidas. com 6 a 12cm de comprimento e 8 a 20cm de largura. liso. As flores são monóicas. peças de artesanato. As sementes são numerosas e pardas. não floresce e frutifica na região sul do Brasil. axilares. ovóide. maracás e berimbaus. purga-de-bucha. • Propagação: sementes. atenuada.). margem levemente apiculada. estendendo-se por até 1m de comprimento. angulosas. cabacinha. compridas e vilosas. • Plantio: outubro. FITOLOGIA Planta sarmentosa. buchinha. verde quando imaturo e amarelo quando maturo. • Depois de maturo e retirada toda a polpa com as sementes. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. ápice agudo ou acuminado. Folhas longo-pecioladas. de caule 5-anguloso ou não. em badejas de isopor ou outro recipiente. • CABACINHO-DO-NORTE NOME CIENTÍFICO Luffa operculata [L. campanuladas. necessitando de uma adubação em cobertura com nitrogênio. escandente. capa-de-bode. verdeescuras na página inferior. com ápice agudo. O fruto é tipo baga. • Tutoramento: a planta desenvolve-se melhor quando tutorada. afuchês. anual. purga-dos-paulistas. base recortada. quando verde e pequeno. a planta lança raízes aéreas a partir dos nós. mole. Quando tutorada. • Nutrição: a planta é nitrófila. podendo ainda ser utilizado como isca atrativa para a vaquinha (Diabrotica spp. SINONÍMIA Abobrinha-do-norte. reduzindo a incidência de doenças e facilitando a colheita dos frutos. cabacinho.O fruto. glabra na face ventral e glabrescente na dorsal.] Cogn. vegetando ao longo de ramas que atingem até 8m de comprimento. cuias para chimarrão. . é suculento e comestível. cordi-reniformes.

adstringentes. deixar que o fluxo escorra naturalmente. C. Colocar nas narinas 1 a 2 gotas de manhã e à noite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são emenagogos (128). 101. antiherpéticos. O uso da planta deve ser feito sob orientação profissional. E. descongestionantes nasais. vomitivos. cucurbitacina D. 179). Repetir até no máximo 5 dias (257).000ppm contra Biomphalaria straminea (389) e estimulante de útero de ratas (36). CÁLAMO-AROMÁTICO NOME CIENTÍFICO Acorus calamus L. D. cucurbitacina B. Esfriar e pingar uma gota na narina (9). gipsogenina e luperosídeos A. Doses abusivas podem causar fortes diarréias acompanhadas de náuseas e graves cólicas (93). drásticos. antidiabéticos e antissépticos. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos novos são comestíveis (380). purgativos (93). A polpa do fruto pode causar inflação das mucosas. • FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. hidragogos. vermífugos. esternutatórios. úlceras. Deixar e maceração por 5 dias e coar.FITOQUÍMICA M-carboxifenil alanina. hidropisia clorose (94. . expectorantes. TOXICOLOGIA A folha seca tem efeito abortivo (179). FORMAS DE USO Colutório (para sinusite): 1 colher das de café de cloreto de sódio puro em uma xícara das de chá de água. G e H. feridas. Não assoar o nariz. Descascar a buchinha e retirar um pedaço fino com 1cm2 de área e colocar na solução salina. inflamações genito-urinárias e oftálmicas. INDICAÇÕES Utilizados também no tratamento de amenorréia. quando em concentrações de 1. As sementes tem efeito anti-helmíntico (1). isocucurbitacina B. Os frutos contém um princípio amargo chamado buchinina (179). B. hematomas. antissinusíticos (215). • O parênquima fibroso constitui matéria prima para a limpeza de panelas. F. • Colutório: ferver 1g do fruto em água. ascite.

no verão ou outono. noduloso. verde-claro internamente e amarelado por fora. Os rizomas muito velhos e grossos são muito fibrosos. Vegeta espontaneamente até 1. A secagem no sol é inviável pois é demorada. As flores normalmente são estéreis. a temperatura de 32oC. • Rendimento: cerca de 2. • Florescimento: só ocorre quando o rizoma está completamente coberto com água (182). hexâmeras. com cerca de 4mm de comprimento. Os rizomas devem ser enterrados entre 5 a 10cm de profundidade.200kg dessecados por hectare. contendo 2 a 3 sementes (97. Flores amarelo-castanhas. com 1. FITOLOGIA Planta herbácea. HABITAT Espécie alóctone. As folhas são ensiformes ou lineares. para depois serem desidratados em estufa. • Plantio: outono e primavera.5m de comprimento por 1. devendo ser usados apenas como material de propagação. adaptando-se aos subtropicais amenos. acaule. Pode ser utilizada as várzeas inundadas da cultura do arroz.4 x 0. • Pós-colheita: os rizomas devem ser lavados e submetidos à retirada de todas as raízes. permitindo a degradação enzimática (182).FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. várzeas úmidas ou alagadas e a beira de riachos e açudes. perene. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. 3-angulado. aromática. paludosa ou aquática. É encontrada crescendo subespontaneamente em áreas com água parada. para haver uma boa fixação da planta. • Colheita: inicia a partir de dois anos após o plantio.000m de altitude (182).3m. O rizoma é cilíndrico. Cortar segmentos de 2 a 3cm para o plantio. em escapo semelhante a folha. eretas. oxigenada e não estagnada. pimenta-das-abelhas. férteis. Deve ser mantida sempre úmida. originária da Índia e da Europa. úmidos a encharcados. As plantas que frutificam são diplóides ou tetraplóides. O cultivo da planta em áreas paludosas ou uliginosas deve prever o uso de água não contaminada. É heliófita e higrófita. produzindo um fruto piramidal. cana-cheirosa. compridas. 182).0cm de largura. A areia é o substrato mais adequado para o enraizamento.5 a 2. • Propagação: divisão do rizoma. . serpeante. SINONÍMIA Ácoro-verdadeiro. reunidas em feixe na base. Espadice cilíndrico. SOLO Prefere solos pouco ácidos. invaginantes.0 a 1. grosso. cespitosa. CLIMA A planta é de clima temperado.

composta de asarona (80%). febrífugos. . O princípio amargo é a acorina. anticatarrais. à noite. aromáticos. heterosídeos. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ Ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de pó de cálamo para uma volume de água de um copo. um glicosídeo composto e viscoso (182). antes de deitar. terpenos. cineol e cânfora. acoretina (resina) metilamina. sesquiterpenos e essência. ⇒ Banho de imersão: ferver por 30 minutos 3 colheres das de sopa do rizoma seco em 1 litro de água fria. • É utilizado também no preparo de licores e doces. ácidos cáprico e palmítico. eugenol. Retirar com água morna (294). FITOQUÍMICA Óleo volátil. Microsporum gypseum. antieméticos (283). As folhas contém menor teor de princípios ativos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os rizomas são excitantes. cosméticos e dentifrícios.PARTES UTILIZADAS Rizoma dessecado. adoçar com mel e tomar após as refeições (digestivo). Permanecer em imersão por 20 minutos. amido. tônicos. TOXICOLOGIA Não se deve consumir o rizoma sem ter sido desidratado (182). • O pó do rizoma é insetífugo ou inseticida (182). colina. • O óleo essencial do rizoma é matéria prima para a indústria de perfumarias. • Máscara tonificante: ferver por 10 minutos 2 colheres das de sopa de cálamo em pó para um copo de água. INDICAÇÕES Aplicado externamente em forma de compressas como coadjuvante no tratamento de tumores ganglionares (294). livre das raízes. laxantes e diuréticos suaves (294). Tricophyton mentagrophytes e Tricophyton rubrum (193). metil-eugenol. mucilagem. calamina (alcalóide cristalizado) (283) e vitamina C (294). canfeno. Aplicar a massa sobre o rosto previamente limpo. aperientes. Deixar esfriar e adicionar arroz em pó até obter uma massa consistente. acorina (glicosídeo). Coar. tanino. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe a germinação e o crescimento das hifas dos fungos dérmicos Epidermophyton floccosum. alfa-pineno. • O rizoma é utilizado na conservação de peliça. Coar e adicionar à água da banheira. deixando por 15 minutos. digestivos. Promove o relaxamento. OUTRAS PROPRIEDADES • O rizoma apresenta odor agradável e sabor amargo e adocicado.

úmidos. profundos e permeáveis. mal-me-quer-dos-jardins. ovais ou lanceoladas. ricos em matéria orgânica. maravilha-dos-jardins. Resiste à estiagem e à geada. CLIMA Temperaturas noturnas muito elevadas reduzem o tamanho das flores.20m. malmequer-amarelo. tipo aquênio.20 x 0. • Propagação: sementes. mal-me-quer. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce 30 a 60cm de altura. O seu odor é desagradável. calêndula-das-boticas. ereto. bem drenados. margarida-dourada. O fruto. SINONÍMIA Bem-me-quer. Necessita de no mínimo 4 horas diária de luz. HABITAT Espécie alóctone. As raízes são amarelo-claras e fasciculadas.CALÊNDULA NOME CIENTÍFICO Calendula officinalis L. O caule é robusto. maravilhas. É planta heliófita. verrucária. SOLO Prefere solos férteis. malmequeres. As folhas superiores apresentam certa pubescência. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer. malmequer. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. é curvo. AGROLOGIA • Espaçamento mínimo entre plantas: 0. . alternas. O botão central das flores é envolto por 15 a 20 lígulas amarelas ou alaranjadas. As pétalas que formam o disco central são tubulosas. originária das Ilhas Canárias e de Portugal. É cultivada em todo o mundo. espatuliforme. as vezes tombado e anguloso. provido de protuberância no dorso e crenado na face ventral. sendo que no Brasil está bastante aclimatada e cultivada em jardins e hortos medicinais. bem-me-quer-de-todos-os-meses. As folhas são inteiras ou ligeiramente denteadas. malmequer-do-campo. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As flores surgem na extremidade da haste e têm 4 a 5cm de diâmetro. maravilha.

• Plantio: março a abril. O cultivo nas regiões litorâneas é o mais indicado, podendo ser cultivada todo o ano em regiões quentes. • Doenças: o surgimento de manchas esbranquiçadas nas folhas indica a infecção fúngica, sobretudo em períodos úmidos. • Florescimento: verão a outono. • Colheita: A colheita inicia dois meses após o plantio e pode se prolongar por mais 2 meses. Obtém-se uma produtividade média de flores de 720 kg/ha, se colhidas semanalmente (257). • Padrão comercial: as flores podem conter 8 a 10% de água e 10% de cinzas, no máximo. São comercializados os capítulos inteiros ou somente as lígulas alaranjadas (96). • Produção de sementes: a época de produção de sementes não deve coincidir com os períodos chuvosos do ano. O excesso de pluviosidade afeta drasticamente a produção de sementes dando origens à lotes desuniformes e de baixa qualidade. • Melhoramento genético: observa-se uma grande variação de genótipos - flores com pétalas amarelas até laranja. Os indivíduos com pétalas laranja são os mais ricos em metabólitos secundários.

PARTES UTILIZADAS
Flores, caule e folhas secas.

FITOQUÍMICA
Carotenóides, óleo essencial, saponinas (antiviral), flavonóides, cumarinas (257), ácidos graxos livres, ácidos fenólicos, esteróis, mucilagens, taninos (145) e calendulina. As flores contém 0,2 a 0,3% de essência (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Excitante, emenagoga, antiespasmódica, antiescorbútica, oftálmica, poderosa antisséptica (283), cicatrizante, sudorífica, colagoga, antiinflamatória, antiemética, analgésica, antiviral, tonificante da pele (acne), vasodilatadora (257), emoliente, adstringente, vulnerária, bactericida, fungicida (145), antiabortiva, antialérgica (215) e resolutiva (68).

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento externo tópico de gengivite, queimaduras, verrugas, eczema seborréico do couro cabeludo, crosta láctea, brotoeja, úlceras, foliculite, vulvovaginite (tricomoniase e candidíase), dermatite por monília, estreptocócitos (gênero de bactérias estreptocóceas, algumas espécies causadoras de angina, inflamações piogênicas e broncopneumonia), fissuras de mama, ferimentos abertos (145), acne, inflamações purulentas, calos e pólipos e, internamente, para úlceras gastrintestinais, escorbuto, artritismo, afecções nervosas, oftalmias, icterícia (68) e feridas cancerosas (215).

FORMAS DE USO
• Pomada e tintura: usar folhas e flores. A tintura é diluída em água na proporção de 1:1 ou 1:2. Usar topicamente 3 a 4 vezes ao dia.

• Cataplasma: folhas e flores tenras são socadas e empastadas, sobre um pano limpo e aplicadas sobre o ferimento ou acne. • Infusão: ⇒ Atividade emenagoga: 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. Tomase1xícara das de chá antes das refeições principais, iniciando 8 dias antes da menstruação. ⇒ Atividade geral: 2 colheres das de sopa de flores em uma xícara das de chá. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite (257). ⇒ Como desintoxicante: ferver 3 colheres (chá) de flores secas em 3 xícaras (chá) de água. Deixar descansar por 5 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. ⇒ Acne: 1 colher das de chá de flores em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 5 minutos. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite. Três xícaras ao dia atua como desintoxicante. • Hidroalcoolatura: macerar 1 colher das de sopa de flores em 1 xícara das de chá de álcool 70 graus diluído em 2 xícaras das de chá de álcool. Aplicar topicamente sobre a pele e umbigo do recém-nascido, para a higienização (128). • Óleo: macerar 20g de flores em 250g de óleo de oliva durante 10 dias, no escuro. Filtrar com pano e espremer. É utilizado para atenuar as rugas e atua como emoliente (294). • Suco das folhas: aplica-se sobre calos, verrugas e pólipos (145).

OUTRAS PROPRIEDADES
• • • • • • • A planta é ornamental. As flores são utilizadas em cosmética e em farmácia. Os capítulos da planta são utilizados para perfumar sopas e guisados. Tanto as folhas quanto o caule são utilizados como tempero. As flores são usadas como corante na indústria alimentícia. As flores podem ser utilizadas como inseticida natural (257). As folhas, lançadas na brasa, ardem como nitro e as flores, em dias quentes, liberam eletrecidade estática (283).

CAMAPU
NOME CIENTÍFICO
Physalis pubescens L.; Physalis peruviana L. e Physalis angulata L.

FAMÍLA BOTÂNICA
Solanaceae.

SINONÍMIA
Balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, erva-noiva-do-perú, joá-decapote.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que cresce espontaneamente em reboleiras em solos cultivados, revolvidos, pomares, pastagens e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, sublenhosa na base, muito ramificada, pubescentes ou não, medindo 30 a 50cm de altura. As folhas são alternas, longo-pecioladas, medindo 4 a 6cm de comprimento. Flores axilares, solitárias, amarelas, com laivo marrom-claro na base das pétalas. Fruto baga globosa, glabra, embalado por cálice concrescente.

CLIMA
Adapta-se às regiões de clima subtropical e tropical. É esciófita.

SOLO
Prefere solos férteis, bem drenados, aerados e soltos. Não aceita solos compactos e muito ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m • Propagação: sementes e rizoma. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: a semeadura é feita em março e o transplante em abril. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, frutos e raízes.

FITOQUÍMICA
Fisalina, higrina, tropeína, proteínas e vitaminas A e C (9).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Diurética, sudorífica, anti-reumática, hepatoprotetora, antiinflamatória (9), desobstruente, estimulante do aparelho gênito-urinário, anti-herpética e narcótica. O fruto verde é laxativo e diurético (242).

INDICAÇÕES
O chá das folhas é utilizado para a inflamação da bexiga, do fígado (9), do baço e dos ouvidos, cistite e icterícia (242).

CAMOMILA
NOME CIENTÍFICO

Chamomilla recutita [L.] Rauschert

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae

SINONÍMIA
Camomila-alemã, camomila-comum, camomila-da-alemanha, camomila-dos-alemães, camomila-legítima, camomilinha, camomila-vulgar, macela, margaça-das-boticas, maçanilha, manssanilha, marcela-galega, matricária.

HABITAT
Espécie alóctone, que cresce espontaneamente em áreas de campos e bosques abertos das regiões mediterrânicas e de clima temperado. Ocorre em altitudes de até 160m.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, monóica, glabra, ereta, muito ramificada, com até 50cm de altura. As folhas são alternas, bi a tripinatissectas, com lacíneas linear-filiformes, verdeclaros e lisos na face ventral. Inflorescência em capítulos, com dois tipos de flores agrupadas em corimbo. Flores centrais hermafroditas, actinomorfas, de corola tubulosa e amarela. As flores marginais são femininas, zigomorfas, de corola ligulada, branca. As lígulas são tridentadas no ápice. Fruto tipo aquênio e cilíndrico. Apresenta aroma forte e agradável. O oco dos receptáculos é uma das particularidades que a distingue de outras espécies similares, como a camomila-romana.

CLIMA
A planta cresce melhor em clima temperado, com baixa umidade relativa do ar. As temperaturas médias anuais devem estar abaixo de 20oC (96). Não tolera excesso de calor, nem secas prolongadas. A planta não suporta estiagens prolongadas e chuvas copiosas, principalmente no período de amadurecimento das flores. É heliófita.

SOLO
Francos, soltos, férteis e bem permeáveis. Não tolera acidez. A melhor faixa de pH ocorre em torno de 6 a 7.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 25 x 25cm. • Propagação: sementes. Em 1g de sementes são encontradas cerca de 3.500 a 4.000 sementes. As sementes não devem ser enterradas pois são fotoblásticas positivas. São apenas pressionadas sobre o solo para o início da germinação. O uso de polímeros hidroabsorventes evita a desidratação de sementes recém-emergentes. A autosemeação ocorre a partir do segundo ano. As mudas são preparadas em canteiros ou bandejas de isopor, utilizando substrato mineral-orgânico. A semeadura direta no campo é possível em solos bem preparados, com baixa incidência de ervas daninhas e com irrigação sistemática. Densidade de semeadura: 0,5g/m2.

• Época de semeadura: março a abril. A semeadura deve ser feita em períodos do ano em que o franco desenvolvimento e maturação não coincida com temperaturas altas, nem com invernos muito rigorosos. • Nutrição: máxima produção de flores e óleo essencial é obtida com a formulação N-P-K 1:1:1. Cálcio, fósforo e enxofre são os nutrientes que maximizam a produção de flores e óleos essenciais (297). • Adubação verde: utilizando-se Mucuna aterrina + Crotalaria spectabilis aumenta-se significantemente o teor de camazuleno em até 35,17%, porém decresce o α-bisabolol (96). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência com plantas invasoras. • Doenças: é comum a ocorrência de doenças fúngicas (Alternaria sp.) por ocasião do florescimento. • Alelopatia: é alelopata positiva com a carqueja e a couve. • Florescimento: inicia a partir dos 85 dias após a semeadura. • Colheita: é feita quando as flores estão completamente abertas. Quando as lígulas começam a se curvar para baixo, iniciando um sutil murchamento, é indicativo que o ponto de colheita já foi ultrapassado. Ocorre 3 a 4 meses após a semeadura. • Rendimento: 886kg/ha de capítulos florais, para um rendimento de óleo essencial de 0,86% (96). O teor de camazuleno nas flores depende da origem e idade das flores, bem como ele decresce com o tempo de armazenamento (Walenciak e Korzeniowski, apud 91). • Padrão comercial: o teor mínimo de essência é de 0,4%. Tolera-se até 5% de pedúnculos e/ou outras partes da planta. Para fora do Brasil a tolerância é de 2%. As cinzas não podem exceder a 14% (96).

PARTES UTILIZADAS
Somente os capítulos florais secos.

FITOQUÍMICA
Camazuleno (27,2%), α-bisabolol (antiinflamatório - 11,2%) (96), matricina, cumarina, esteróides, heterosídeos, ácidos graxos e salicílico, vitamina C (145). Terpenóides: antemol, azuleno, bisaboleno, β-bisaboleno, α-bisabolol, α-bisabololóxido A, αbisabololóxido B, α-bisabololóxido C, α-bisaboloneóxido A, borneol, β-bourdeno, αcadineno, calameno, canfeno, 3-careno, B-cariofileno, cis-cariofileno, cariofilenepóxido, camazuleno, camomilol, 1,8-cineole, α-copaeno, B-copaeno, α-cubebeno, ρ-cimeno, 3deidronobilina, α-ρ-dimetilisterina, 3-epinobilina, 1,10-epoxinobilina, eucanabinolida, farneseno, trans-α-farneseno, trans-β-farneseno, farnesol, germacreno-D, guaiazuleno (1,4-dimetil-7-isopropiazuleno), humuleno, hidróxisonobilina, limoneno, lactona sesquiterpena linear, matricarina, matricina, α-muroleno, β-mirceno, mirtenal, mirtenol, nerulidol, nobilina, α-pineno, β-pineno, pinocamfona, α-trans-pinocarveol, α-transpinocarvone, sabineno,β-selineno, esfatulenol, α-terpineno, turjone, xantoxilina. Flavonóides: apigenina, apigenina-7-(6’’-ο-acetilato) glucosídeo, apigenina-7apiosigluosídeo (apiína), apigenina-7-glucosídeo (2’’,3’’)-diacetato, apigenina-7-glucosídeo (apigetrina), apigenina-7-glucosídeo(3’’,4’’)-diacetato, axilarina, crisoeriol, crisoeriol-7-

glucosídeo, crisoplenol, crisosplentina, 6,7-dimetóxiquercetina, 6-3-dimetóxiquercetina, eupaletina, eupatoletina, 6-hidróxi-luteolina-7-glucosídeo, isoarmnetina, isoarmnetina-7glucosídeo, jaceidina, caempferol, ‘Lipophiles flavon’, luteolina, luteolina-4’-glucosídeo, luteolina-7-glucosídeo, luteolina-7-ramnoglucosídeo, 6-metóxi-caempferol, patuletina, patuletina-7-glucosídeo, quercetagetina-3,5,6,7,3’,4’hexametil, quercetagetina3,6,7,3’4’pentametil, quercetagetina 3,6,7,3’ tetrametil, quercetina, quercetina-3galactotosídeo (hiperina, hiperosídeo), quercetina-7-glucosídeo (quercimeritrina), quercetina-3-rutinosídeo (rutina), quercetrina, espinacetina. Ácidos orgânicos: aminoácidos, ácido antêmico, ácido ascórbico, bornil acetato, (-)-butano- 1,3-dil-1-(|Z|2’-metil-2’-butenoato)-3-isobutirato, n-butanol, butil angelato, ácido cáprico, ácido caprílico, carotonacetonas homólogas, tanino catequina, éster camomila I, éster camomila II, ácido clorogênico, colina, vermelho aldeído crimson, β-damascenona, éster dihidromatricana, cis-en-yn-dicicloéter, ácido 2,4-dihidroxibezóico, (ácido siríngico), 2,5dihidroxibenzóico (ácido gentísico), ácido 2,3-D-dihidroxicinâmico(ácido antenóblico), ácido 3,4-D-dihidroxicinâmico (ácido cafêico), ε-1-(2,6-dimetilfenil)-2-butano-1, epicatecol, benzoato etílico, decanoato etílico, palmitato etílico, etil fenilacetato, ácido ferúlico, frutose, furfurol, 5-(3-furil)2-metil-1-pentano-3-ol (lepalol), 5-(3-furil)2-metil-1pentano-3 (lepalona), galactose, ácido gálico, tanino, geraniol, glicose, herniarina, hexilacetato, hexilbutirato, hidrocarbonatos, ácido benzóico 4-hidroxi-3-metoxi (ácido vanílico), ácido 3-hidroxi-4-metoxicinâmico (ácido isoferúlico), ácido 3-(2-hidroxifenil)-2propenóico (ácido ο- cumárico), ácido 3-(4-hidroxifenil)-2 propenóico (ácido-ρ-cumárico), ácido 3-hidróxi-2-metilideno (ácido butírico angelato), angelato isoamil (isopentil), isoamil butirato, isobutil isobutirato, isobutil isovalenianato, isobutil-2-metilbutirato, 4isopropenil benzaldeído, 4-isopropenil tolueno, 5-isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, 5isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, ácido linoléico, ácido málico, ácido metacrílico e ésteres, ácido 4-metoxibenzóico (ácido anísico), 3-metilamil angelato, 2-metilbutil butirato, α-metilbutil isobutirato, 2-metilbutil-2-metilburato, 2-metilbutil-2-metil propionato, 3-metilideno-4-oxipentil angelato, 2-metilidenopropano-1,3 dil-1-|z|-2’metil2’-butenoato-3-isobutirato, 2-metil-2-propil angelato, 2-metilpropil butirato, 2-metilpropil 2-metil butirato, 2-metilpropil 3-metil butirato, niacina, ácido oleico, ácido palmítico, ácido péctico, ácido fenólico, álcool perílico, poliacetileno, polissacarídeos, propil angelato, ramnose, ácido salisílico, 7-glucosídeo escopoletina, escopoletol, ácido sinápico, tanino, taraxasterol, tiamina, ácido tíglico e ésteres, triacontano, umbeliferona, xilose (91), ácido dihidrocinâmico, cerótico oleico e linólico, colina, inositose, fitorina, matérias resinosas e pépticas (341) e apigenina (3 a 9%), que se desdobra, por hidrólise, em apigetina e glicose (319).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória tópica (260), sedativa suave, eupéptica, antinevrálgica, antiinflamatória, maturativa (341), antiespasmódica, carminativa, analgésica, emenagoga, aperiente, protetora solar, antisséptica, antiasmática, cicatrizante, anti-reumática, sudorífica (145), antigripal (294), estomáquica, tônica, emoliente, calmante (68), anti-hemorroidária, antidispéptica (32), antialérgica (128), anti-histérica, vermífuga (215) e emética (435).

INDICAÇÕES
É indicada para inflamações oftálmicas, diarréia infantil, embaraços gástricos, enjôos, indigestões, enxaquecas, afecções de pele (pústulas e fístulas), cefalalgias, cólicas em geral

(341), lumbago, estomatite, afta, ciática, gota, mialgias (145), cistites (91), náuseas (32), assaduras, queimaduras de sol (128), doenças do útero e do ovário, gengivite, feridas, oftalmias, insônia, afecções nervosas, inapetência e úlceras (68).

FORMAS DE USO
• Infuso: ⇒ 3%; 50 a 200ml/dia (uso interno); 5% (uso externo) (341). ⇒ 5g do pó por litro (435). ⇒ 10 a 15g de flores em 1 litro de água fervente. Esfriar e coar. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao ia. Para combater afecções bucais, fazer bochechos com o infuso. ⇒ colher das de sopa de flores em 1 caneca de água quente. Abafar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras das de chá ao dia (digestivo, sedativo e emenagogo). • Compressa ou ablução anal: para hemorróidas (145). • Pó: 2 a 6g/dia. • Tintura: 10 a 30ml/dia. • Elixir, vinho e xarope: 40 a 120ml/dia (341). • Vinho: macerar por 5 dias 3 xícaras das de chá de flores em 1 litro de vinho branco, agitando 1 vez ao dia. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia, iniciando uma semana antes da data prevista para a menstruação (emenagogo). • Loção: deixar em banho-maria durante 3 horas 1 xícara das de café de flores em 1 copo de azeite. Coar e aplicar topicamente sobre assaduras e queimaduras do sol. Pode ser também usado topicamente em dores de ouvido e nevralgias (128).

TOXICOLOGIA
Atóxica em pessoas saudáveis. Compromete a eficácia da radiografia em pessoas doentes (385). Pode ocorrer rinite alérgica em pessoas sensíveis à camomila (145). Mulheres grávidas ou em lactação devem evitar o uso.

OUTRAS PROPRIEDADES
• A essência da camomila é azulada e tem sabor amargo. • O chá das flores é utilizado para clarear o cabelo (145).

CAMOMILA-RAULIVEIRA
NOME CIENTÍFICO
Helenium alternifolium Spreng et Cabrera.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

HABITAT

Espécie autóctone que vegeta nos campos e vales do Sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene ou anual, ereta, com 30 a 35cm de altura. Folhas com 5 a 7cm de comprimento, sésseis, alternas, um tanto espessas, estreitas, lanceoladas, 1-nérveas, íntegras ou algumas penatífidas com 1 a 3 segmentos pequenos, abertos e lanceolados. Inflorescência em capítulos solitários terminais, longo pendunculados. Brácteas em número de 20 a 25, de 7mm de comprimento, lanceoladas, pilosas. Possui 8 a 10 lígulas com cerca de 1cm de comprimento, limbo deltóide de cor alaranjada. O fruto é um aquênio com cerca de 2mm de comprimento. Papo de 4mm de palhetas lanceoladas, emarginadas no ápice, com aristas longas.

CLIMA
Prefere regiões onde as temperaturas são amenas (20 a 25oC, média anual) e não ocorra excesso de pluviosidade. Chuvas frequentes, sobretudo durante o florescimento, afetam a qualidade do produto colhido.

SOLO
A planta desenvolve-se melhor em solos neutros, aluviais e ricos em matéria orgânica. Não se desenvolve em solos ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: quando a semeadura é feita em agosto, o florescimento ocorre outubro a março. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Produção de sementes: os capítulos devem ser colhidos ao iniciar o murchamento das lígulas, porém antes das flores adquirirem coloração castanha, quando então a deiscência é muito forte, com perda de sementes.

PARTES UTILIZADAS
Flores (preferencilamente) e folhas.

FITOQUÍMICA
Saponinas e óleos essenciais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, febrífuga e hepática (271).

OUTRAS PROPRIEDADES
As flores são muito vistosas, podendo ser utilizadas em arranjos florísticos.

com cerca de 20 a 30cm de comprimento e 10 a 14cm de largura. PARTES UTILIZADAS . As raízes são filiformes. jacuacanga. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. • Propagação: rebentos do rizoma e estacas. FITOLOGIA Rizoma carnoso e ramificado. cana-branca. • Colheita: inicia aos 16 meses após o plantio. fibrosos. inteiras. SOLO Prefere solos úmidos e férteis. agudas. brancacentas e com numerosas radicelas fibrosas. lisas. pacová. arredondadas no ápice. de 10 a 13cm de comprimento e com brácteas ovadas. vermiculita ou casca de arroz tostado. cana-do-mato. carnoso. SINONÍMIA Caatinga.7 x 0. Fruto cápsula polisperma contendo sementes oblongas. brancacento ou verde-claro e piloso. ubacaia. As flores são róseas. mais ou menos eretos. HABITAT Espécie autóctone. mantido sempre umedecido. mas que se adaptou bem às regiões tropicais e subtropicais. verde-escuras na página superior e mais claras e com nervura média saliente na inferior.CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Costus spiralis Rosc. de corola tubulosa e cálice avermelhado. ubacayá. O pecíolo é grosso-carnoso em prolongamento à nervura média. periná. A inflorescência é uma espiga terminal multiflora. As folhas simples. originária do Brasil equatorial. cor de carmim. espiraladas. Colmo suculento. jacuanga. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. invaginantes.5m. luzidias. grandes. nodoso. imbricadas. obovadas ou elípticas. frágeis. • Plantio: setembro a outubro. O enraizamento pode ser feito em substrato à base de areia. embora tolere solos pobres. jacuanga. É higrófila. • Florescimento: ano todo. pacocaatinga. interiormente branco-avermelhado e exteriormente revestido de escamas pardacentas.

jacuacanga. SINONÍMIA Cana-de-macaco. cana-roxa-do-brejo. picada de insetos e catarro (9). lavar feridas e diminuir as excitações nervosas e do coração (93). Sw. aplicadas topicamente como resolventes de tumores. aperitiva. paco-caatinga. febrífuga. anti-reumática (9) e depurativa (93). aterosclerose. INDICAÇÕES As hastes são indicadas para a leucorréia e afecções renais (257). insuficiência cardíaca. cana-roxa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. inulina. dores nefríticas. • A planta é ornamental em jardins. diaforética. antiinflamatória dos rins e bexiga (32). estomáquica. . flor-da-paixão. antilítica. resolvente de tumores. O sumo fresco do colmo é indicado para disúria. cana-do-mato. pois sendo rica em oxalato de cálcio. tônica. TOXICOLOGIA Deve-se evitar o uso continuado da planta. pode resultar no surgimento de urólitos. taninos e matérias pécticas (9). hidropisia. calmante das excitações nervosas e do coração.Colmo e folhas. OUTRAS PROPRIEDADES • O caule fornece um suco refrescante e nutritivo. • Suco do caule: para atenuar arterioesclerose. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas e contusas. emenagoga (257). ubacaia. ubacayá. periná. albuminúria. sífilis e gonorréia (32). antidiabética. PARTES UTILIZADAS Colmo e folhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. FITOQUÍMICA Acido oxálico. CANA-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Costus spicatus Jack.

mucosidade da bexiga. FORMAS DE USO • Suco: das hastes (gonorréia ). emoliente. • Propagação: sementes. .0 x 0. que cresce 70 a 80cm de altura. o crescimento é lento e a planta é mais suceptível a doenças. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. medindo cerca de 2 a 3mm de comprimento. invaginantes. CLIMA É planta esciófita. FITOQUÍMICA As hastes contém ácido oxálico (93). febrífugo e emenagogo (93).HABITAT Espécie autóctone que habita as matas tropicais. anti-sifilítica. O enraizamento ocorre em 25 a 30 dias. oblongas. amenorréia e arterioesclerose (215). diaforético. bainha pilosa e tenuamente avermelhada nas bordas. PARTES UTILIZADAS Rizoma. folhas. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral e as estacas podem ser enraizadas em areia umedecida. de haste rígida. tônico e emenagogo (32). • Infusão: para dores nefríticas. • Plantio: primavera. dura e cilíndrica. com sementes arrredondadas no ápice. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. O fruto é capsular. FITOLOGIA Planta herbácea perene. verde-escuras. Flores amarelas dispostas em espiga terminal de 5 a 8cm.5m. antilítica (215). polisperma. nefrites. inflamações da uretra (93). INDICAÇÕES Para o tratamento de leucorréia. rebentos do rizoma e estacas do caule. tônico. • Decocção: 50g de hastes ou rizoma em 1 litro de água (leucorréia). envolvidas por brácteas escamosas cor de carmim. As folhas são alternas. gonorréia. Quando exposta totalmente ao sol. diaforético. SOLO Prefere solos úmidos e humosos. O suco das hastes é depurativo. casca e hastes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é diurético.

As flores dispõesse em panículas de 10 a12cm de comprimento.0 a 6. com 2 a 2. sendo utilizado como refresco. espiraladas. com porte de 1. bainha invaginante. de norte a sul do Brasil. • O suco dos rizomas é levemente ácido e mucilaginoso. com 6 estames. bordos lisos. A planta é nitrófila e não tolera solos secos e compactados. OUTRAS PROPRIEDADES O rizoma apresenta aroma semelhante a violeta (Viola odorata). .• Cataplasma: utilizam-se o rizoma e/ou as hastes. FAMÍLIA BOTÂNICA Comelinaceae. O caule é ereto. reunindo 30 a 32 pedúnculos florais.0 a 1. • A planta é ornamental em jardins. sendo que na face ventral ocorrem duas listras longitudinais de cor cinza-prateada em cada lado da margem das folhas jovens. As flores são compostas de três pétalas violáceas com a base branca. é comumente encontrada em jardins. glabro. alternas. glabras. As folhas são oblongo-lanceoladas. higrófita e esciófita. Por ser ornamental. nervura central proeminente na face dorsal. SOLO Prefere solos úmidos. SINONÍMIA Cana-do-brejo. três sépalas côncavas de coloração violeta-clara externamente e branca internamente. previamente secos e transformados em pó (hérnia) • Ungüento: folhas untadas com sebo. • CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Dichorysandra thyrsiflora Mik. HABITAT Espécie autóctone que habita a mata Atlântica.5cm de largura. sendo dois deles mais compridos. enquanto que nas velhas só ocorre uma mancha de cor creme-pálida na base da nervura central. humosos. marianinha. As folhas medem 17 a 25cm de comprimento por 5. pouco ácidos.20m de altura. FITOLOGIA Planta herbácea perene.5cm de diâmetro. nodoso. Usar topicamente em contusões e inchaços (32). CLIMA Espécie tropical.

A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. sub-cilíndrico. • Propagação: sementes. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em áreas sombreadas de jardins. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. HABITAT Encontra-se disseminada por toda mata atlântica subtropical. Evitar áreas alagadas ou uliginosas. onde o lençol freático possa estar ao alcance das raízes. A estaquia é feita em areia umedecida. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. FITOLOGIA Planta epífita de caule pêndulo. ripsalis. Fruto tipo baga de cor branco-hialina. • Colheita: inicia após um ano de cultivo.7m. lagoas ou açudes. . PARTES UTILIZADAS Hastes e folhas. herbáceo. brotações do rizoma e segmentos nodais. Folhas afetadas devem ser removidas e a planta pulverizada com um fungicida cúprico. à beira de riachos.0 x 0. • Doença: é comum a ocorrência do fungo patogênico Colletotrichum dichorisandrae. • Espaçamento: 1. • Plantio: outono e primavera. ocorrendo sobre ramos inferiores de árvores antigas. verde-claro. Flores terminais campanuladas de cor creme. responsável pela formação de grandes áreas necróticas nas folhas. conambaia.AGROLOGIA • Ambiente: procurar instalar as plantas em áreas baixas. CANAMBAIA NOME CIENTÍFICO Rhypsalis capilliformis Weber. SINONÍMIA Cabelo-de-anjo. composto de 4 a 5 artículos medindo 4 a 8cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. diurética e anti-reumática (93).

procurar amarrar as mudas sobre ramos sombreados que tenham musgos sobre a casca. terminal e axilar. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio. escorbuto. AGROLOGIA • Ambiente: as mudas devem ser enraizadas em substrato de xaxim e/ou húmus e estabelecidas em ambiente sombreado (bosque. alternas. HABITAT Espécie alóctone originária do Ceilão. A casca é espessa. caneleira. Desenvolve-se numa faixa de temperatura de 20 a 30oC. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de úlceras. 6 . Os ramos são cilíndricos ou tetrágonos somente no ápice. menos no inverno. estacas dos ponteiros e mudas obtidas na mata. de folhas persistentes. glabra e pálida. 8 a 15cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. Neste caso. com cerca de 7 a 8m de altura e com tronco de 20 a 25cm de diâmetro. • Plantio: deve ser feito nas estações mais chuvosas do ano. crescendo espontaneamente em altitudes de até 2. FITOLOGIA Árvore perene. A inflorescência é uma panícula cimosa. • Propagação: sementes. túnel de sombrite 70% ou mais). As flores são verde-amareladas. O perianto é 6-lobado. oblongas. 3nervada. PARTES UTILIZADAS Artículos. base subaguda a arrredondada. em número de 2 a 5 por cimeira. febres gástricas e biliosas (271). Poderão ser utilizadas árvores como base do agroepifitismo da planta.CLIMA É subtropical e esciófita. acuminada. coriáceas. pequenas. SINONÍMIA Canela-da-china. luzidias. canela-da-índia. elípticas-ovaladas ou oblongo-lanceoladas. facilitando o pegamento da muda.000m (93). CANELA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Cinnamomum zeylanicum Blume e Cynamomum cassia Blume. As folhas são simples. pecioladas. glabra.

O sabor é excitante. com pouca umidade. flores as folhas. febres adinâmicas. calafrios. aldeído cinâmico (65 a 75%).5 x 3. INDICAÇÕES É utilizada para dores estomacais. • A poda apical da planta permite uma arquitetura mais compacta. • Plantio: ano todo. antiespasmódica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestivo. vômitos nervosos. carminativa. com exceção do inverno. Os pássaros são os principais disseminadores da espécie. com 8mm de comprimento. safrol. choques. aerados e silicosos. cujas mudas espontâneas que se formam podem também ser aproveitadas para o plantio. com 1 lóculo. amido. hipertensora suave (9). FITOQUÍMICA Taninos. doenças atônicas do estômago. ulcerações da gengiva e da mucosa da boca (294). contendo substrato organo-mineral. doce e pungente. A germinação ocorre em 40 a 50 dias. digestiva (128). respiração ofegante. piolhicida. A germinação. • Propagação: sementes.5m. pressão baixa. O fruto é uma baga ovóide apiculada. galactagoga. extremidades frias. antisséptica. SOLO Prefere solos bem drenados. A folha contém 75% de eugenol e 3% de aldeído cinâmico. baixa e esgalhada. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. O odor é delicado. FORMAS DE USO • 1 a 3g/xícara (445) na forma de infusão. A casca é de cor cinza-castanho. mas adapta-se bem ao subtropical. cardiotônica (294) tônica. anti-reumática. tosses. antileucorréica e catamenial (93). felandreno e ácido cinâmico (9). preta.estames. metrorragias. marmitol. antiescorbútica. aromática (283). amenorréia. hemorragias de partos. • Colheita: inicia a partir do quarto ano. minerais (2 a 4%). tintura e Alcoolatura. pubescentes. A semeadura é feita em bandejas de isopor de células grandes ou em saquinhos plásticos perfurados. ligeiramente áspera. borneol (93). Não possui pétalas. A casca da raiz contém cânfora (93). dismenorréia. em substrato orgânico ocorre em 30 a 40 dias. eugenol (5%). crioulceração (445). adstringente. com rugas finas e lenticelas transversas. . fragrante e aromático. influenza. PARTES UTILIZADAS Casca da árvore. escrófulas. mucilagem. paralisia da língua e enxaquecas (93). carbureto terpênico (283). diarréia. ovário livre. CLIMA É de clima tropical.

• Dos frutos se obtém a cera de canela. • Infusão piolhicida: ferver 2 xícaras das de chá de água e derrame sobre 2 paus de canela em uma vasilha. CANFRINHO NOME CIENTÍFICO Artemisia camphorata L. enxaguar com o infuso de canela. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva.2 a 0. arroz-doce. • A essência é utilizada na indústria de perfumaria. curau. alternas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. de 30 a 40cm de comprimento por 3 a 10cm de largura por 0. Após lavar a cabeça. canfinho. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical ameno e heliófita. Coar e tomar 1 cálice duas vezes ao dia. pinatisectas.8cm de espessura (445).• Vinho: macerar durante 30 dias 30g de casca em 500ml de vinho licoroso. As folhas são glandulosas. mingau. OUTRAS PROPRIEDADES • O pó da casca serve como condimento de quentão. que cresce 30 a 50cm de altura. SOLO . desaconselhável para gestantes e pessoas febris (444). antes das refeições (tônico e digestivo). Abafar por 15 minutos. ascendente. compotas e doces. perene. com 2 a 3cm de comprimento. muito ramosa e aromática. sésseis. O caule é cilíndrico é lenhoso na base. usada para o fabrico de velas. • A casca é comercializada em pedaços ou rolos. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. 228). SINONÍMIA Canforeira. Secar o cabelo e passar um pente fino (294). com os segmentos lineares e numerosos. TOXICOLOGIA • A planta é embriotóxica e abortiva ( 227. longo-pecioladas.

FITOQUÍMICA Óleos essenciais e derivados de cânfora (257). ocorrendo no verão. CAPIM-LIMÃO NOME CIENTÍFICO Cymbopogon citratus [DC.5m. distúrbios neurológicos e cardíacos (128). não ocorre.7 x 0. • Colheita: inicia aos 6 meses após o plantio.] Stapf. compactados e muito úmidos afetam a produção e a qualidade das folhas. antiepiléptica. feridas. casca de arroz tostada (60%). contusões e hemorragia uterina (271). picadas de insetos (257). PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. pouco ácidos. • Plantio: outubro a novembro.) FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. Solos ácidos. As estacas devem ter sua base imersa em solução de benomil a 0. SINONÍMIA . durante 1 hora.Prefere solos areno-argilosos. Utilizada externamente. aerados e bem drenados. • Doenças: a planta sensível à patógenos que atacam as raízes e vasos condutores. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis no Estado de Santa Catarina. calmante e antinevrálgica (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática (257). Se o inverno for quente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Florescimento: é esporádico. FORMAS DE USO • Alcolatura: macerar as folhas na cachaça ou álcool de cereais.2%. • Propagação: rebentos da raiz e estacas caulinares radicantes. para prevenir da incidência de patógenos vasculares. INDICAÇÕES Utilizada no álcool para dores musculares. • Substrato: o enraizamento das estacas é feito em uma mistura de vermiculita (40%).

As folhas são muito aromáticas. farnesol. inseticida e repelente). mas prefere solos com bom teor de umidade. cimbopogenol. cineol. canfeno. capim-ciri. preferencialmente próxima dos cursos de água. cortante. facilita a infecção dos fungos Aspergillus sp. são estéreis. curtos. βcadineno. capim-de-cheiro. Cladosporium sp. HABITAT Espécie alóctone de origem indiana. embora favorável a menor perda de óleos voláteis. acetato de nerol. Por isso. capimcidró. paralelinérveas. chá-deestrada. São ricas em óleos essenciais que contém α-oxobisaboleno. cespitosa. capim-santo. ésteres. FITOQUÍMICA As folhas contém aldeídos. sidró.5 a 2. citral (antiespasmódico. acetato de geraniol. bordo liso. O florescimento é raro e as flores.. Apresenta textura áspera ao tato e permanece mais ereta que a citronela. antimicrobiano. capim-marinho. perene. Não tolera geadas. cetonas. vervena.0cm de largura.0 x 0. Penicilium sp. borneol. . capim-cidreira. boa parte do aroma é perdido. É muito sensível à estiagem. com nós bem demarcados. geraniol. isopulegol. É feito diretamente a campo. Cresce subespontaneamente em todo o Brasil. áspera nas duas faces. CLIMA É heliófita. linear-lanceoladas. metileugenol. Propagação: divisão de touceira cujas folhas são previamente podadas. hexacosan-1-ol. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solo. Trichoderma sp.. patchuli-falso. que medem cerca de 60 a 100cm de comprimento por 1. grama cidreira. que cresce cerca de 1. Colheita: inicia após quatro meses do plantio e é feita três a quatro vezes ao ano. porém não encharcados. capim-cheiroso. Apresenta rizomas semi-subterrâneos. (55). Plantio: ano todo. • Secagem: com a secagem.Capim-catinga. cimbopogona. ácidos. As folhas. capim-cidrilho. eventualmente formadas. sesquiterpenos e terpenos.0m em altura e forma touceiras de perfilhos ao nível do solo. cimbopogonol. citrol (mistura dos aldeídos neral e geraniol). erva-cidreira. capim-cidrão. geranial. FITOLOGIA Planta herbácea. capim-sidró. AGROLOGIA • • • • • Espaçamento: 1. Doenças: as folhas são eventualmente acometidas pela ferrugem parda. Rhyzopus sp. fencona. são amplexicaule. nervura central grossa e caniculada. A secagem a 30oC.. linalol. As folhas são recobertas por uma fina camada de cera e exalam olor de limão. car-3-eno. α e β-pineno. que afeta a produção e qualidade das folhas.40m. a beira de estradas e em áreas aluviais. mentona. mirceno (analgésico). nerol. estolonífera. e Alternaria sp. humuleno. deve-se secar lentamente à baixas temperaturas (35 a 40oC). saponinas álcoois (cimeropogonol e cimpogonol) e alcalóides (145)..

depurativa. iso-orientina. ácidos acético. úlceras. limoneno. ⇒ 10g de folhas secas em ½ litro de água quente. calmante. antireumática. distúrbios renais (258). resfriado. indigestão. feridas. antiespasmódica e analgésica. citronelal. antidisentérica e antiálgica (120). lumbago. vômitos. O extrato acuoso demonstra um efeito ansiolítico. O extrato da planta apresenta forte ação bactericida sobre o vibrião do cólera (78). ocimeno. espasmo intestinal (352). citronélico. neuralgias. é repelente de mosquitos e serve como desodorante natural. antiespasmódica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida em conjuntivites (363). Tomar xícaras ao dia (145).10 a 95. A infusão do rizoma se usa para clarear os dentes e é tônica (23). βsitosterol (155). INDICAÇÕES Também usada para dores estomacais. entorse. O óleo essencial. miorrelaxante (145). dipenteno. cólicas menstruais e intestinais (o mirceno atua nos nervos dos órgãos). gerânico e capróico. ATIVIDADE BIOLÓGICA As folhas demonstram atividade antimutagênica em Salmonella tryphimurium TA 98. rizoma e raízes frescas ou secas. hipotensora (258). Encontram-se ainda alguns flavonóides como a luteolina. e que infectam sementes de cereais (Aspergillus e Penicillium) (40). expectorante. analgésica suave. eczemas (179).terpineol. antidiarréica. no aumento do período de sono. conjuntivite. T. diminuiu os níveis de colesterol de 22 voluntários (179) . . PARTES UTILIZADAS Folhas. anti-histérica (215). gastralgias. ansiedade (294). tosse. estomáquica (257). O conteúdo de citral varia de 86. aromática. béquica. p-cumárico. O óleo essencial da planta tem ação fungistática sobre alguns fungos dermatogênicos humanos (Trichophyton rubrum. O óleo essencial apresenta atividade antibacteriana e antimicótica. terpinoleno. O efeito analgésico é atribuído ao mirceno (119). tensão muscular e cefaléia. contusões. α-canforeno. caféico. FARMACOLOGIA Tem ação na diminuição da atividade motora. diurética. digestiva. administrado na forma de cápsulas. sudorífica. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia (258). mentagrophyres e Microsporium canis) (234).25% (55). anticonvulsionante. carminativa. aldeídos como o isovaleraldeido e decilaldeido (120) . febrífuga (179). catarro. luteolina-7-O-β-D-glicosídeo. • Infusão: ⇒ 4 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água. FORMAS DE USO • Decôcto ou inalação: 10 a 20g/dia de folhas e/ou raízes (444). na dose de 140mg/dia. Os extratos etanólicos apresentam atividade contra os áscaris. por 3 meses. sedativa.

chagas-da miúda. devido ao sistema radicular vigoroso e agregador. sapatinho-do-diabo. FITOLOGIA Planta herbácea rasteira bienal. cochlearia-dos-jardins. chagas-de-flores-grandes. • A planta fornece óleo essencial usado em perfumaria. coleária-dos-jardins. mastruço. pelti-nervadas. cujas ramagens prostradas crescem 23m de comprimento. baixar demasiadamente a pressão e causar desmaios. especialmente dos campos altos e pedregosos do Peru (341).• Ungüento: esmagar 1 xícara das de chá de rizomas em 1 colher das de sopa de óleo de coco. frágil. nastúrio. • Servida fria. O hidrolato das folhas provoca um quadro de hipocinesia. além de permitir uma ótima cobertura de solo. flor-de-sangue. OUTRAS PROPRIEDADES • A essência é amarelada. capuchinha-de-floresgrandes. que cresce de 30 a 40cm em altura. • As folhas constituem-se ótima forragem para elefantes. mastruço-do-peru. SINONÍMIA Agrião-do-méxico. orbiculares. chagas. verde-claro-brancacento. com 5 sépalas coloridas e distintas e 5 pétalas ovado-obtusas. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais de altitude. bradipnéia. cinco-chagas. • As folhas picadas e acondicionadas em saches. As folhas são alternas. longo-pecioladas. barrancos e estradas. As flores são irregulares. agrião-grande-do-peru. capuchinho. agrião-maior-da-índia. sedação e defecação (120). solitárias. Coar e fazer massagens tópicas para nevralgias e reumatismos (128) TOXICOLOGIA Doses concentradas pode provocar aborto (258). curculiare. axilares. campanuladas. ataxia. perda de postura. aromática e ardente. amarelo- . longopedunculadas. a infusão passa a ser bebida refrigerante. capucina. servem para aromatizar roupas e repelir insetos (294). CAPUCHINHA NOME CIENTÍFICO Tropaeolum majus L. glabro e cilíndrico. O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. • A planta é indicada para proteção de encostas. FAMÍLIA BOTÂNICA Tropaeolaceae. capuchinha-grande. 5-lobadas. de caule carnoso.

frutos e flores. a planta adapta-se bem às regiões tropicais. expectorante. com máculas mais escuras e esporão cilíndrico curto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (341. depurativa (128). CLIMA Embora a planta seja de clima subtropical de altitude. inicialmente única. globosa. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. • Irrigação: a planta apresenta uma alta capacidade de retirada de água do solo. A semeadura é feita diretamente a campo. antibiótica natural.que dá origem à compostos sulfurados antibióticos. Inicia 2 meses após o plantio. O óleo das sementes.laranja ou vermelhas. ácido tropaeolínico. Os frutos secos são purgativos (93). INDICAÇÕES Usada ainda para o combate à caspa (215). óleo essencial.3m. tônica. liberando-a ao ambiente na forma de gutação. em canteiros. também conhecido como óleo de Lorenzo. vitamina C (257). digestiva. O sombreamento da planta reduz a produção de sementes e do ácido erúcico. tais como eczema e psoríase (32). PARTES UTILIZADAS Caule.5 x 0. mirosina (enzima). escrofulose e demais afecções de pele (257). passando até mesmo por esciófita. FITOQUÍMICA Ácido erúcico (72). folhas. • Plantas daninhas: não tolera a concorrência com ervas invasoras. de pericarpo espesso e carnoso. quando comparada a colheita na lua cheia (72). 5-7 costada. • Florescimento: início de agosto a novembro. O fruto é uma cápsula 3-coca. 32). aperiente. cada um contendo uma semente. • Doença: Pseudomonas cihorii (146). estimulante. mirosina e óleos sulfurados (93). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. contém o ácido erúcico. sendo que o rendimento de ácido erúcico é maior quando a colheita de sementes ocorre na lua nova. úmidos e aerados. • Colheita de frutos: outubro a dezembro. resinas. • Plantio: março e setembro. tônico capilar (294). Altas temperaturas de verão (acima de 28oC) são prejudiciais ao desenvolvimento vegetativo da planta. béquica. ácido graxo utilizado no tratamento da . • Adubação: aplicar 2 a 3kg de cama de aviário por m2 de canteiro. ativadora da circulação do sangue (271). glucotropaeolina . • Propagação: sementes. às vezes dobradas. separando-se depois em três aquênios.

Tomar ½ g em ½ copo de água. chica. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). besouros e moscas brancas. apresentando sabor acre e picante. de arquitetura escandente. HABITAT Espécie autóctone que cresce nas matas tropicais. lenticelados-verrucosos e estriados. orla de matas e restingas. e B. Neste particular. reduzir o volume de água à metade (257). • As flores são utilizadas como salada ornamental. a espécie pode ser usada como bordadura periférica para proteção de espécie vegetais susceptíveis às pragas. ⇒ 4 colheres das de sopa de folhas picadas ou 2 de sementes em 1 litro de água.adrenomieloneuropatia (72). guajuru-piranga. carajirú. ramos cilíndricos e glabros enquanto jovens. cipó-pau. • Infusão: ⇒ 40 a 50g em 1 litro de água. Se consumidas à noite. pariri. Cresce subespontaneamente em capoeiras.. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia. depois tetrágonos. crajirú. sobretudo as secundárias. • É muita atrativa de lepidópteros. oajuru-piranga. • A planta é fitoprotetora de pragas da macieira.) Verlot. FITOLOGIA Planta trepadeira perene. pariri. Repele pulgões. . As folhas são pecioladas. A planta encerra antibióticos naturais de largo espectro (380). OUTRAS PROPRIEDADES • Os botões florais são comestíveis. na França. SINONÍMIA Cajuru. FORMAS DE USO • Suco: tomar 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas. Para uso interno. CARAJURÚ NOME CIENTÍFICO Arrabidea chica (H. semelhante à alcaparra. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. • Pó: frutos secos. as folhas e flores provocam o sono (294). guarajuru. china. guajuru. piranga. oajuru. • A planta pode ser usada em paisagismo e jardinagem. coá-piranga. cipó-cruz.

173). inflamações do útero e dos ovários. taninos. antiinflamatória (425). glabra e castanha-ferrugínea. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. aguda em ambos os lados e com uma nervura média saliente nas valvas. flavonóides. fornecem matéria corante vermelho-escura ou vermelho-tijolo. quinonas. cicatrizante. O fruto é uma cápsula linear. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. impigem.5 x 0. • Tutoramento: é feito com fios de arame dispostos horizontal e paralelamente entre si. genipina (379. frouxa. antidiabética. cólicas intestinais. As estacas são enraizadas em areia mantida sempre úmida. bixina. antidiarréica. desinfetante (130). reticulado-venosos. • A planta é melífera e ornamental (93). alcalóides. . pseudoindicanas. 42. medindo cerca de 18 a 20cm de comprimento. contendo sementes ovóides (93).8m de altura. conjuntivite. trifolioladas. • Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. glabros nas duas faces. alongada. ferro assimilável e cianocobalamina (9). INDICAÇÕES É utilizada para o tratamento de feridas (9). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. diarréias sangüíneas e entero-colites (93).compostas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. É heliófita e seletiva higrófita (365). • Colheita: inicia 7 a 8 meses após o plantio. saponinas. discolores ou concolores. carajurina. depois de fermentadas. • Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). dispostas em panículas terminais piramidais. CLIMA É de clima tropical a subtropical. enfermidades da pele de diferentes origens. produzem seda vermelha. • Os bichos da seda que comem suas folhas. FITOQUÍMICA Ácido anísico. cumarinas.7m. carajurina. Flores campanuladas. presos a moirões com até 1. emoliente. coriáceos. 3-deoxiantociianidina. róseo-lilacinas. de folíolos oblongo-lanceolados. antileucêmica. triterpenos. antidisentérica (271). antianêmica (9).

É encontrada até 700m de altitude (383). sinuadas ou dentadas. que destrói toda a folhagem. cultivadas. terminais. • Espaçamento: 1. sulcado. verde. Flores violetas. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical de altitude. glabro. As folhas formam uma roseta basal. verdes. que são semeadas em bandejas de isopor em substrato areno-orgânico. cardo-santo. com cerca de 0. Cresce espontaneamente em solos arenosos e pedregosos. cardo-leiteiro.. • Pragas: A planta é muito vulnerável ao ataque de Diabrotica sp. de caule. Inflorescência em capítulos hemisféricos solitários. SOLO Prefere solos férteis.) Gaertn. HABITAT Espécie alóctone. brilhantes. com brácteas coriáceas terminadas em espinho. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • Propagação: só ocorre via sementes. arenosos. profundos e permeáveis. profundamente lobadas. cardo-de-nossa-senhora. que proliferam-se em solos úmidos. SINONÍMIA Cardo-branco. É heliófita. • Plantio: outono.0m de altura.50m. Raiz aprumada e grossa. mescladas com branco ao longo da nervura.CARDO-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Silybum marianum (L. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito sensível às bacterioses. tubulosas. cardo-mariano. originária das regiões mediterrânicas.0 x 0. . FITOLOGIA Planta herbácea anual ou bianual. alternas. São grandes (30 a 50cm de comprimento). Caule cilíndrico. O fruto é um aquênio grande. preto. serralha-de-folhas-pintadas. encimado por um papilho de pelos denticulados.3 a 1. robusto. com irrigação por gotejamento. brilhante ou matizado de amarelo. o cultivo em regiões muito pluviosas deve ser feito em estufas plásticas. pecioladas. medindo 3 a 4cm de diâmetro. com as margens onduladas orladas de espinhos amarelos e cílios. e subespontaneamente em áreas ruderais. a beira de caminhos e em áreas nitrófilas. ereto.

Tomar em pequenos goles. • Vinho: macerar 20g de folha de cardo-de-santa-maria e 5g de cravo-da-índia em 1 litro de vinho branco. Inodora. digestiva e aperiente (294). podendo então ser tóxica (209). • PARTES UTILIZADAS Folhas. • As folhas trituradas são apreciadas pelo gado e as sementes são apreciadas pelas aves. ingerida 8 dias antes de uma viagem. do útero e também das hemorróidas (93). Favorece a digestão de alimentos ricos em gordura. Coar e tomar 1 cálice após as refeições. raiz. úlcera e gastrite. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas é amargo. o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas. • Colheita: inicia após o quarto mês após o plantio. sementes. tiramina (383). colagoga.. O espaçamento entre fileiras pode ser de 70cm e entre plantas de 12cm. silimarina. . colerética. obtendo-se rendimentos de cerca de 950kg/ha (149). durante 5 dias. Das sementes obtém-se uma tintura útil no tratamento de moléstias da uretra.Doenças: em regiões de alta pluviosidade. vômitos e diarréias. Pode acumular muito nitrato nas folhas. • Produção de sementes: deve ser feita em regiões com baixa umidade relativa do ar e com baixos índices pluviométricos. é comum a ocorrência de Erwinia sp. forte e duradouro. silidianina (162). diurética (383). As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica (383). TOXICOLOGIA Em doses excessivas. evita o enjôo (383). INDICAÇÕES Indicada para distúrbios cardiovasculares e hepáticos e. • É ornamental em jardins ensolarados. Não se deve utilizar quando de problemas renais. histamina. antes que as flores abram totalmente. Indicada ainda para o tratamento da icterícia e afecções hepáticas (294). Não é recomendado o uso por crianças. hipertensora. • As folhas novas são utilizadas como saladas e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água. 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É tônica. • Florescimento: primavera. FITOQUÍMICA Óleo essencial. que causa a podridão das plantas. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 5 minutos.

produz também em áreas agrestes (solos secos e pedregosos). dióica. carque. As folhas são muito reduzidas e ovais. glabra. FITOLOGIA Planta subarbustiva. também em solos úmidos. vassourinha. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. casca de arroz ou vermiculita. A inflorescência é do tipo capítulo. . glandulosa. • Colheita: as hastes são colhidas quatro meses após o plantio. Manter irrigação por nebulização de 2 a 3 minutos. quina-de-condamine. a noite. beira de estradas. rebentos e por estacas. que cresce até 90cm de altura. campos. perene. vassoura-de-botão. quando floridas.40m. • Propagação: sementes. deixando a cepa para rebrote.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis trimera Less. tiririca-de-bêbado. glabro. A melhor estaca é aquela obtida da parte basal ou mediana dos ramos (267). em intervalos de 2 a 3 horas durante o dia. cortando-se apenas os dois terços finais da parte aérea. bacórida. • Aclimatação: as estacas devem ser plantadas em vermiculita. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em climas amenos. ribanceiras de rio e áreas ruderais em geral. cacaia-amarga.800m de altitude (96). • Florescimento: novembro a janeiro. vassoureira. e até 5 horas. de coloração amarela. com alas seccionadas alternadamente. quase sempre aglomerados sésseis. Ocorre até 2. Caracteriza-se por possuir 3 alas no caule. Possui caule lenhoso. levemente nervadas.0 x 0. • Alelopatia: protege e estimula o crescimento da camomila. cacália-amarga. alado em sua extensão. terrenos secos e pedregosos. SOLO Embora prefira solos úmidos e expostos ao sol. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastos. É heliófita (211). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. carquejaamarga. carqueja-amargosa. e cobertas com sombrite 70%. cacália-amara. tiririca-de-babado. Fruto tipo aquênio. SINONÍMIA Bacanta. vassoura. linear.

matéria orgânica estranha e terra (96). Tomar 150ml. diterpeno do tipo eupatorina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica amarga (eupéptica). • Produção de sementes: a maturação de sementes ocorre janeiro/fevereiro. hepatoprotetora e antiinflamatória (130). ésteres terpênicos. tenífuga (145). colagoga. analgésica (179). vermífuga. estimulante hepática (128). hepatoprotetora. carquejol e acetato de carquejilo) (257). alcalóides. germacreno-D. É também usada para cálculos biliares. antidiabética (32). afecções do baço. Na Bolívia a planta é usada como inseticida (179). digestiva. B e C. FARMACOLOGIA Atividade hipoglicemiante. álcoois sesquiterpênicos. obesidade (257). hipocolesterolêmica. hipoglicêmica. flavonóides. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas são ativas contra Schistosoma mansonii. febrífuga (179). má-circulação (271) e angina. antiasmática. icterícia. gastrite (267). dilactonas A. aperiente. exceto galhos grossos (além de 7mm). antidispéptica. chagas venéreas e até mesmo a lepra (32). antidiarréica. fígado e da bexiga (144). antianêmica (215). gota. Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao se deitar. flavonas. • Padrão comercial: planta inteira. antigripal (144) e aromática (242). Aplicar externamente sobre locais afetados. flavanonas. três vezes ao dia (145) ⇒ 1 xícara das de cafezinho em ½ litro de água. saponinas (145). É moluscicida. inflamação das vias urinárias. PARTES UTILIZADAS Ramos alados com flores. astenia. nepetina e quercetina (179). estomáquica. Na Argentina é utilizada para curar a impotência masculina e esterelidade feminina (242). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de talos em ½ litro de água fervente. Compostos específicos: apigenina. inibindo o crescimento de Trypanosoma cruzi. diurética. INDICAÇÕES Indicada para anorexia. sudorífica. hispidulina. lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos. • Infusão forte: 60g em 1 litro de água. feridas e úlceras (uso externo). depurativa. azia. A parte aérea contém α e β-pineno.• Rendimento: 150 a 250g de matéria seca por planta (106). má digestão. fraqueza intestinal (215). gastroenterites (179). diurética (294). antiinflamatória. FITOQUÍMICA O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno. luteolina. . anti-hidrópica. fenólicos. antibiótica. anti-reumática.

Caule e ramos tri-alados. • É utilizada para conferir sabor a licores e refrigerantes. glutinosa. FITOLOGIA Planta arbustiva. pobres. As alas são contínuas ou interrompidas. agrupam-se em capítulos sésseis ao longo dos ramos superiores. SOLO Desenvolve-se em solos saibrosos. CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Bacharis articulata [Lam. áfilos ou com folhas são rudimentares. a beira de estradas e em áreas nativas abertas. Adapta-se à luz plena ou meialuz. carquejinha. responsáveis pela ação fotossintética.• Vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ramosa. com altura variando entre 0. OUTRAS PROPRIEDADES • Substitui o lúpulo na produção de cerveja de baixa qualidade. o crescimento é mais exuberante. mas que sejam drenados. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente no sul do Brasil. entouceirada.5 a 1. Flor feminina campanulada. ereta. em campos. aparentando espigas soltas e cujo conjunto aparenta uma panícula. É tolerante à geada e à seca. SINONÍMIA Carqueja-doce. em número de 35 a 40 e brancas. CLIMA Prefere climas mais amenos. dióica. cerosas e sutilmente aromáticas. Aquênio glabro com poucas cerdas. Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. As masculinas pouco menores. ácidos e arenosos. verde intenso. simétricas e com corola pentadentada. Tomar 1 cálice antes das refeições (257). As flores. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia (128).] Person.0m. por ser de origem subtropical. . Em solos humosos e úmidos. de 4 a 5mm de comprimento e de largura. • Decocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água. glabras.

INDICAÇÕES Indicada para enfermidades do baço. resínico. eupéptica. antisséptica. • Propagação: segmentos de rizoma e estacas de ramos maturos. • Plantio: outubro. O enraizamento é feito em substrato à base de areia.AGROLOGIA • Espaçamento: 1. É feita de janeiro a fevereiro.3m. acacetina. cis-cariofileno. anticolesterolêmica (179). o extrato da planta inteira causou a morte de cobaias (301). hepática. genkwanina. estimulante da fertilidade feminina.3 x 1. salvigenina. antidiarréica. absintina. antianêmica (93) e depurativa. βguaieno. dispepsias atônica e debilidade orgânica (93). anti-reumática. enjôos (257). • Aclimatação: as estacas devem ser sombreadas sob sombrite 70% e mantidas úmidas sob nebulização intermitente. da bexiga. tônica. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas existentes na planta apresentam atividade contra cercárias de Schistosoma mansoni. protozoário causador da doença de Chagas (209). 160). . lupeol e chondrillasterol. e inibem o crescimento do Trypanosoma cruzi. casca de arroz tostada e/ou vermiculita. γ-elemeno. antidiabética. oleanólico e crisosapônico. quercetina. bacchotricuneatina A. prisão-de-ventre. FITOQUÍMICA A parte aérea contém ácidos α e β-resínicos. que é hospedeiro intermediário do S. luteolina. diéster malonato acetato. cirsimaritina. Nas flores foram encontrados o barticulidiol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva. O óleo essenial contém α-pineno. causador da esquistossomose. santonina. ação letal sobre o molusco Biomplalaria glabrata. febrífuga. TOXICOLOGIA O extrato aquoso da planta é abortifaciente. do fígado. mansoni. 283). articulina. acetato de articulina. OUTRAS PROPRIEDADES É resinosa e amarga. PARTES UTILIZADAS Ramos alados. • Florescimento: primavera • Colheita: inicia a partir do primeiro ano após o cultivo. Controla a impotência masculina e a esterelidade feminina (179. jaceidina.4'-dimetilapigenina. antiespasmódica. δ-cadineno e aroma dendreno (159. jaceosidina. Administrado em cobaias. quando ingerido por 10 a 15 dias. 7. diurética.

CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis dracunculifolia DC. medindo 1. que cresce de 1.0m de altura. As folhas são alternas. alongado. discretamente tomentosa na face dorsal.. simples. Propagação: sementes e estacas. atingem porte mais avantajado. verdes.3 a 2. amarelo-castanho. sésseis. SINONÍMIA Alecrim-de-vassoura. cilca. com flores masculinas e femininas esbranquiçadas. margem inteira ou irregularmente 1-3-5-7 denteadas. O caule é fibroso a lenhoso. Fruto tipo aquênio. persistentes.5m. Quando amassadas. passando a cinza. fosca. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 1. Medra em campos abandonados. as folhas exalam aroma acre. muito enfolhada. vassoureira. Pode ser cortada toda a parte aérea. Colheita: inicia a partir do primeiro ano de cultivo. .5 a 3. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. dispostas em capítulos axilares. em solos de aluvião e/ou humosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.0cm de comprimento por 3 a 4mm de largura. lanceolada. glabro. alecrim-do-campo. vassourinha. Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). Porém. com ápice agudo e base atenuada. inicialmente verde. CLIMA A planta adapta-se a uma ampla variação térmica e luminosa. muito ramificado.5 x 1. SOLO Tolera bem os solos ácidos. uninérveas. com 1mm de comprimento (209). ocorrendo principalmente no sul do Brasil. vassoura. capoeiras e áreas de vegetação rala. monóica. HABITAT Espécie autóctone. Inflorescência díclina. pois a cepa proporciona um bom rebrote. pobres e até compactados. curtopedicelados. FITOLOGIA Planta subarbustiva. sendo também resistente à seca e tolerante à geada.

AGROLOGIA • Espaçamento: 1. INDICAÇÕES Debilidade orgânica. com nervuras salientes. O fruto é um utrículo ovóide. FORMAS DE USO Infusão e decocção: 10g de folhas e talos por ½ litro de água. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. agudas. febrífuga (242) e aperiente (68). pecioladas. SINONÍMIA Bredo. luzidias e pretas. inapetência. globulol e palustrol (372). CARURÚ-DA-ANGOLA NOME CIENTÍFICO Amaranthus spp. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada para varrer as casas em áreas rurais. crescendo de 1. eupéptica. • O óleo é utilizado na indústria de perfumaria. Folhas ovado-lanceoladas. reunidas em espigas eretas dispostas em panículas piramidais.0 a 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. atenuadas.2m de altura. FITOLOGIA Planta herbácea de caule sulcado.FITOQUÍMICA Nerolidol. cansaço físico (68). distúrbios gástricos. Tomar 2 xícaras ao dia. crista-de-galo. subrugoso. espatulenol. medindo 14 a 16cm de comprimento por 6 a 8cm de largura. afecções febris. . amareladas. contendo sementes lenticulares. bredo-rabaça. onduladas. carurú-do-mato. carurú-crista-de-galo. pubescente no ápice. Flores densas e diminutas. com linhas vermelhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica.5m.0 x 0.

• Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. As sementes germinam em 8 a 10 dias. • Plantio: março-abril. As mudas são transplantadas quando apresentarem 4 a 6 folhas definitivas. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raiz e talos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hepática (32) e estomática. A raiz é diurética (93) e febrífuga de largo espectro (215).

FORMAS DE USO
• Suco: tomar algumas colheres das de sopa ao dia. • Salada: alimento e fitoterápico.

CARVALHO-EUROPEU
NOME CIENTÍFICO
Quercus alba L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Fagaceae.

HABITAT
Espécie alóctone originária da Europa, Marrocos e Ásia Menor.

FITOLOGIA
Árvore com porte de 30 a 35m de altura. Apresenta o caule cilíndrico, casca fendida, ramos tortuosos. As folhas são alternas, oblongas, membranosas, pinati-fendidas ou sinuado-lobadas, com segmentos obtusos, subsésseis, glabras, membranosas. As flores são monóicas, sendo que os amentos masculinos são finos, frouxos, amerlo-esverdeados, com uma flor na axila de cada bráctea. Flores femininas dispostas em espigas, sendo que cada flor é guarnecida por um capitel que se desenvolve na floração. Fruto com 2 a 3cm de comprimento e 2cm de diâmetro, longo pedunculado, recoberto em sua terça parte pelo capitel.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 5 x 5m.

• Propagação: sementes. As sementes devem ser postas a germinar em saquinhos plásticos ou recipientes com um mínimo de 400ml de capacidade, contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outono. • Pragas: lagarta Podalia chrysocoma e coleóptero Loxopyga flavo-lineata. • Doença: Oidium quercinum. • Colheita: as folhas são colhidas no terceiro ano após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Frutos e folhas.

FITOQUÍMICA
Contém tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tanatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina (93), amido, celulose, goma, resina, óleo graxo, (283).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A casca é adstringente e febrífuga, e os frutos antidiarréicos e antidiabéticos (93).

INDICAÇÕES
Indicada para a atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os frutos constituem-se ótimo alimento para suínos a até para o homem. • A madeira, considerada de primeira qualidade, é utilizada na confecção de móveis antigos, esculturas, pipas, barris e vasilhames diversos.

CATINGA-DE-MULATA
NOME CIENTÍFICO
Tanacetum vulgare L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Atanásia, atanásia-das-boticas, erva-contra-vermes, erva-de-são-marcos, erva-dos-vermes, erva-lombrigueira, palma, tanaceto, tanásia, tasneira.

HABITAT

Espécie alóctone européia que é encontrada crescendo junto aos charcos, lagos, margens dos caminhos e terrenos baldios e até 1.400m de altitude. Foi introduzida no Brasil pelos colonizadores europeus, adaptando-se ao cultivo em jardins.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene que forma tufos de numerosos caules, eretos, ramosos, angulosos, canelado e folhosos. Cresce 0,6 a 1,2m em altura. Folhas alternas, glabras 1-3 pinatífidas, que crescem até 15cm de comprimento, com segmentos lanceolados e pinatipartidos, serrados, agudos e pecíolo alado. Inflorescência em capítulos corimbosos terminais amarelos, eretos e densos. As flores são tubulosas, não tendo as exteriores estames. Frutos tipo aquênio, costado e glanduloso. Raiz oblíqua e ramificada. A planta é muito aromática.

CLIMA
É de clima temperado, adaptando-se porém ao clima subtropical. Suporta geadas mas não tolera estiagens.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m. • Propagação: sementes e divisão de touceiras. A planta seca no inverno para rebrotar na primavera. Neste época, retiram-se as brotações que se formam a partir do rizoma. • Plantio: primavera (estacas) ou outono (sementes). • Plantas daninhas: não suporta concorrência com outras plantas. • Florescimento: final de setembro. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas.

FITOQUÍMICA
Ácido tanásico, tanacetona (257), lactonas sesquiterpênicas (partenolídeo), flavonóides (flavona eupatilina), esteróis, glicose (355), ácidos cítrico, butírico e oxálico, tuiona, canfol, tanino, resina, vitamina C. As sumidades floridas contém 0,1 a 0,6% de óleo essencial e 7,64% de cinzas. A planta inteira contém cerca de 9,22% de cinzas (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-helmíntica, vermífuga, aromática, emenagoga (257), antiinflamatória antibacteriana, antiulcerogênica (355), tônica, estimulante (93), febrífuga, anti-histérica, anti-reumática, antiasmática, béquica (215), antinevrálgica (271) e digestiva.

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento de dores articulares e musculares (128), pertubações gástricas, feridas, bronquite (215), aerofagia, contusão, entorse, picada de insetos, menstruação, dor de dente e parasitoses (1).

TOXICOLOGIA
Possui elementos tóxicos como o ácido tanásico e a tanacetona (257). A essência da planta, injetada na veia de animais, provoca convulsões semelhantes às da hidrofobia, causa inflamação no tubo digestivo, podendo resultar em espasmos violentos, paralisia do coração e morte (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Planta aromática e amarga. • É planta ornamental e insetífuga. As flores têm ação estupefaciente sobre os insetos (93). • É utilizada como condimentar em alguns países (omeletes e pudins).

CAVALINHA
NOME CIENTÍFICO
Equisetum hiemale L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Equisetaceae.

SINONÍMIA
Cola-de-cavalo, erva-canudo, lixa-vegetal, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo-de-rato.

HABITAT
Planta autóctone sul-americana, que cresce em várzeas úmidas, à beira de regatos e em áreas paludosas.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fistuloso, ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60cm, mas sob meia-sombra o pseudocaule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas são escamosas e se formam na bainha. O caule é fistuloso, ereto, grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples, sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e não produzem esporângios.

SOLO
Prefere solos úmidos, porém não compactados ou com aeração deficiente. Tolera bem os solos medianamente ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Ambiente: procurar instalar as plantas em várzeas com lençol freático bem próximo à superfície ou em áreas normalmente úmidas da propriedade • Espaçamento: 0,4 x 0,3m. • Propagação: rebentos dos rizomas e segmentos nodais. • Hidroponia: os segmentos nodais são facilmente enraizados em areia irrigada com fluxo intermitente de água, em telhas de cimento-amianto. O pegamento das mudas ocorre em 20 a 30 dias. • Plantio: outubro a novembro. • Colheita: inicia 5 a meses após o plantio.

PARTE UTILIZADA
Hastes e brotos verdes, sem os esporângios.

FITOQUÍMICA
Ácido silícico, ácido gálico, resinas, sais de potássio, tiaminases, isoquercitina, luteolina, campferol, saponinas e alcalóides (257).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Muito diurética, hemostática, antiblenorrágica, remineralizante (341) e adstringente.

INDICAÇÕES
Indicada para úlceras varicosas e aftas (externamente), hemoptises, metrorragia, epistaxe, fluxos sangüíneos hemorroidários, afecções pulmonares, hipertensão de origem renal (341), problemas renais, obesidade (257), febre puerperal, conjuntivite, inflamações dos dutos lacrimais, edema, afecções renais, feridas (32), afecções da próstata, úlceras cancerosas (271), ventosidades, pterígio, hematúria, influenza e disenteria (1).

FORMAS DE USO
• Geral: 9 a 15g/xícara, em decocção (445). O chá da planta tem sabor neutro a amargo. • Infuso ou decocção: ⇒ 5%; 50 a 200ml/dia, como diurético e até 500ml/dia, como hemostático (341). ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia (problemas renais). Para a obesidade, tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes das principais refeições (257). • Pó: 1 a 3g/dia, como remineralizante; até 20g/dia, como hemostático. • Tintura: 10 a 50ml/dia (diurético). • Xarope: 20 a 100ml/dia (diurético) (341). • Infusão: 10g da planta por litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (afecções renais e edema generalizado). Nas hemorragia internas e menstruações excessivas, utilizar 30 a 40g para 1 litro de água.. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Compressas: renovam-se em intervalos de 15 minutos (oftalmias). • Suco: substitui a infusão e o decôcto. • Loções: 50 a 60g da planta em 1 litro de água. Usar externamente em feridas e úlceras.

• Banhos vaginais: 20 a 30g da planta por litro de água. Fazer duas abluções diárias (32).

TOXICOLOGIA
O uso em excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1 em razão das tiaminases. As inflorescências são tóxicas (257).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos. • Devido ao alto teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos de cobre e metais em geral.

CELIDÔNIA
NOME CIENTÍFICO
Chelidonum majus L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papaveraceae.

SINONÍMIA
Celidônia-maior, ceruda, erva-andorinha, erva-das-verrugas, erva-das-taperas, erva-doscalos, figatil, grande-quelidônia, iodina, mercúrio, quelidônia, quelidônia-maior.

HABITAT
Espécie alóctone mediterrânica européia, que cresce espontaneamente em áreas ruderais sombrias. Ocorre até 1.500m de altitude.

FITOLOGIA
Planta herbácea, vivaz, ereta, alóctone, ramosa, pouco pubescente, crescendo de 0,2 a 0,3m. A haste é erguida, ramificada e revestida de pelos brancos e articulados. As folhas são alternas, pinatissectas, com 5 a 11 segmentos ovados, lobos arredondados, de cor verde na face ventral e verde-azulado na dorsal. Inflorescência em cimeira umbeliforme, com flores amarelas, com quatro pétalas, duas sépalas e muitos estames. Fruto tipo cápsula linear, siliquiforme com arilo arqueado de coloração preta. As sementes são esverdeadas. A seiva é de coloração alaranjado-sedosa e apresenta sabor picante, acre e nauseabundo.

SOLO
Prefere solos areno-silicosos, úmidos, bem drenados, aerados e férteis. Não tolera solos pesados, encharcados e ácidos.

CLIMA
Prefere temperaturas amenas e regiões de pouca pluviosidade. É esciófita.

AGROLOGIA
• Espaçamento 0,5 x 0,3m. • Propagação: sementes e divisões de raízes. • Plantio: primavera. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Consórcio: cultivar outras plantas de maior porte para proporcionar luz difusa sobre a celidônia. • Florescimento: verão. • Colheita: seis meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Utiliza-se toda a parte aérea e as raízes . O látex deve ser utilizado antes da floração.

FITOQUÍMICA
Quelidonina, queleritrina, sanguinarina, protopina, mucilagem, resinas, óleo essencial (257), albuminas, quelidoxantina e ácido quelidônico (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa tópica (257), excitante, purgativa, diurética, anti-hidrópica (93), antiespasmódica, laxativa (294), antiasmática, hipotensora (215), cáustica, tônica hepática e biliar, colerética, cicatrizante, calmante e lenificante da angina do peito (1, 32).

INDICAÇÕES
Usada no tratamento de úlceras escrofulosas, escorbúticas e de feridas velhas, calos, verrugas (257), icterícia, inflamação da vesícula biliar, cãibras no estômago, oftalmias, manchas, icterícia (raiz), panos (32), acne (215), hepatite (271) e gota (294).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: amassar ou moer um punhado de folhas frescas e aplicar sobre o calo ou verruga, enfaixando o local. Repetir o tratamento até a extirpação. • Infusão: 5g de folhas para 1 litro de água. Tomar 1 xícara ao dia (32). • Essência: ferver 1 colher das de sopa de folhas secas em 1 xícara das de chá de água até que ocorra a total evaporação da água. O resíduo (essência) pode ser aplicado topicamente sobre verrugas, à noite (128).

TOXICOLOGIA
O uso interno é desaconselhável pois pode provocar estomatite e gastroenterite. Evitar o contato com os olhos (257). Em doses abusivas a planta é tóxica, causando obscuridade visual, cefalalgia, vômitos, ardor nos olhos, formigações no corpo, dor no peito, aflição, náuseas, dificuldade de respirar, diarréia, depressão, angústia, estomatite e gastroenterite. É irritante para os olhos. O uso interno deve ser feito segundo prescrição médica.

OUTRAS PROPRIEDADES

• A seiva da planta apresenta um látex amarelo-alaranjado, cáustico, de sabor acre e muito amargo e de aroma desagradável. • A planta é considerada ornamental.

CENTELHA
NOME CIENTÍFICO
Centella asiatica (L.) Urban e Centella erecta Fern.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cairuçú-asiático, cairussú, pé ou pata-de-cavalo, burro ou mula; patinha-de-mula, corcel.

HABITAT
Espécie alóctone, originária da Ásia, que cresce subespontanemente em locais úmidos de áreas ruderais, campos e lavouras abandonados, matas secundárias, capoeiras e capoeirões.

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, rasteira, radicante. Caule estolonífero, enraizando nos nós, com a formação de rizoma e raízes adventícias. Folhas longo-pecioladas, glabras, circular ou um pouco alongado, com base reentrante e margens crenado-denteadas. A inflorescência é tipo umbela, axilar, com 3 a 4 flores. As flores apresentam pétalas triangulares, brancas ou arroxeadas. Os frutos são cremocarpos, formados por dois mericarpos achatados, de contorno arredondado, planos na face ventral ou da comissura, superfície glabra e de coloração amarelo-parda, com cerca de 4mm de comprimento por 4,5mm de largura e 1,2mm de espessura (209).

CLIMA
A planta adapta-se as mais variadas condições climáticas e tolera o sombreamento. E áreas sombreadas as folhas são menos fibrosas, arredondadas e a haste pilosa.

SOLO
A planta cresce em qualquer tipo de solo, porém desenvolve-se melhor nos úmidos, arenosos e ricos em matéria orgânica. Em solos compactados ou pouco úmidos as folhas tornam-se coriáceas, arredondadas e com a haste glabra. Em solos úmidos a folha torna-se alongada e a haste pilosa.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes, rizomas e estolões.

• Sapogeninas: ácidos asiático. • Pó: tomar 0. sarampo. oléico. • Loção: amassar em um pilão dois punhados da planta picada e por em infusão em ½ litro de água fervente. disúria. óleo alil mostarda e grandes quantidades de transβ-farneseno. palmítico. metanol. centelosídeo. furunculose. antidepressiva. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária (133). centóico. esteárico cêntico. betulínico e isobrâmico. apud 204). amenorréia. Esperar 15 a 20 minutos e tomar um novo banho. madecassosídeo. • Os açúcares: glicose. Abafar por 10 minutos. doenças do aparelho urinário e genital femininos. isothankunisídeo. • Oleos essenciais: cânfora. • Vitamina: ácido ascórbico. centélico. diurética. desintoxicante. lepra (93). brâmico. hipotérmica e galactógena (1). • Substância amarga: velarina. • Triterpenos: asiaticosídeo. FORMAS DE USO • Geral: 30 a 40g/dia. FITOQUÍMICA • Ácidos: linoléico. • Adubação: adubar com estrume animal. lepra e psoríase (204). • Florescimento: outubro a abril. antiinflamatória. • Glicosídeo: asiaticosídeo. amarga.• Plantio: é feito diretamente a campo. anticelulítica. • Alcalóide: hidrocotilina. . varizes. thankúnico e isotankúnico. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. frutose e ramnose. cineol e n-dodecano. úlceras. Salgues. eczema. arabinose. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. antireumática. cicatrizante. antidiarréica. brahmosídeo. icterícia. antibacteriana. germacreno D e β-cariofileno (204. epistaxe. INDICAÇÕES Utilizada na terapia de escrófulas. no outono ou primavera. lignocérico. anti-sifilítica (93). madecássico. Tomar um banho morno e em seguida friccionar energicamente a loção com um pano sobre a área afetada. dismenorréia. thankunisídeo.5g/dia (diurético e ativador do metabolismo das gorduras) (257). antileucorréica (204). indocentóico. na quantidade de 2 a 3kg/m2. lúpus. ampliadora da capacidade de memorização (257). α-pineno. na forma de decôcto e infusão (1). constipação. hematêmese. • Outros: ρ-cimol. estimulante do metabolismo das gorduras.

com pecíolo sulcado longitudinalmente.) Mitcheli.• Cataplasma: aplicado topicamente. esférica. SOLO Prefere terrenos uliginosos. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus grandiflorus (Cham. . fraturas. com 8 a 9 flores. Originariamente encontrava-se abundantemente nas várzeas alagadiças. torceduras e furúnculos. mas não suporta o pisoteio. e Schlech. erva-dopântano. inicialmente. castanha. O rizoma é rasteiro. FITOLOGIA Planta herbácea perene. verde. HABITAT Espécie paludosa. canais de drenagem e baixadas pantanosas. congonha-do-brejo. 5-11 nervadas. basais. longo-pecioladas. hermafroditas. autóctone da América Tropical. eretas ou flutuantes. estendendo-se a subtropical. substituindo a grama comum. grosso e carnoso. grandes. incluindo o Brasil. erva-do-brejo. Apresenta caule triangular e glabro. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. dispostas em panículas verticiladas. chá-mineiro. para contusões. CLIMA É de clima tropical. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. grandes. coriáceas. chá-de-campanha. A ação indiscriminada de herbicidas e as drenagens tem levado a redução drástica do número de indivíduos. fusiforme. lagos. Desenvolve-se melhor como esciófita. argilosos. As folhas são simples. Fruto tipo aquênio. As flores são brancas. Infrutescência morulada. inteiras. SINONÍMIA Aguapé. TOXICOLOGIA Em doses elevadas o extrato da planta tem um leve efeito narcótico (204). um pouco achatado e com listras salientes. quando matura. trímeras. sendo encontrada nas margens dos rios. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como cobertura de solo. apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura. ovadas ou cordiformes.

antinefrítica. antiofídica. • Plantio: outono e primavera. Aplicação tópica (68). ácido úrico. • Propagação: sementes. A produção de mudas via sementes pode ser feita pelo sistema "floating". FITOQUÍMICA Taninos. diurética. • Colheita: outubro a fevereiro. antinevrálgica. estomatite.7m. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas.AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. • Pragas: afídeos. que rendilham totalmente as folhas. laxante. distúrbios hepáticos (271). antilítica. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). arterioesclerose. O rizoma. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). (68) ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). congestão hepática. faringite. gota. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. em períodos secos. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. A germinação das sementes é lenta. tônica. emoliente. debilidade orgânica. edemas. rebentos e brotações de verticilos florais. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. demorando 50 a 60 dias. • Florescimento: ocorre na primavera e no verão. FORMAS DE USO • Infusão ou decocção: 20g de folhas verdes por litro de água. anti-sifilítica. nevralgias. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. hérnia. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. na forma de massa. anti-hipertensora (215). triterpenos e flavonóides (257. serve como cataplasma para o tratamento de hérnias. • Cataplasma: rizoma seco e triturado. . adstringente e antiofídica (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. antiartrítica (242). INDICAÇÕES Útil para erupções de pele (uso interno). 390). • Espaçamento: 1. dermatoses. anti-reumática (257). e larvas de gafanhoto. convalescença. anti-hidrópica. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizoma. amigdalite. gengivite e feridas crônicas. doenças renais e das vias urinárias (257).0 x 0.

eretas. Fruto tipo aquênio. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae.5m em altura. chá-de-mineiro. Desenvolve-se melhor como esciófita. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). A produção de mudas via sementes pode ser . estendendo-se a subtropical. • Propagação: sementes. • A planta é depuradora de águas contaminadas e ornamental em lagos e aquários. que cresce cerca de 1. oblongo-lanceoladas ou cordiformes. As flores são brancas. SOLO Prefere terrenos uliginosos. hermafroditas e dispostas em panícula verticilada. coriáceas. contendo uma semente. erva-do-pântano. erva-do-brejo. AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. quando maturo.) Mich. SINONÍMIA Chá-de-campanha. erva-de-bugre.7m. HABITAT Espécie autóctone que cresce à beira de rios. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado).0 x 0. verde quando imaturo e castanho. Apresenta folhas simples. ereta. várzeas e pântanos.OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são apropriadas para o consumo do gado. açudes. com 11 a 13 nervuras e cerca de 30 a 40cm de diâmetro. inteiras. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus macrophyllus (Kunth. As nervuras são salientes e as bordas maiores são curvadas em forma de chapéu. congonha-do-brejo. rebentos e brotações de verticilos florais. CLIMA É de clima tropical. A germinação das sementes é lenta. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. • Espaçamento: 1. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. lagos. longo-pecioladas. chá-de-pobre. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. argilosos. demorando 50 a 60 dias.

FITOQUÍMICA Contém saponina (biodetergente que elimina as toxinas do sangue e dos rins). litíase. dermatoses e furúnculos (145). adstringentes. diuréticas. tanino. O rizoma é indicado para a hidrofobia (93). e larvas de gafanhoto. alcalóides. CIDRÃO NOME CIENTÍFICO Aloysia triphylla [L' Hérit] Britt. ácido úrico. nefrite. Tomar 4 a 5 xícaras do chá por dia. bócio. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. inflamações da garganta. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. ligeiramente laxativas. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. • Infusão: 20g de folhas verdes em 1 litro de água. antiofídicas (257). Plantio: outono e primavera.• • • • feita pelo sistema "floating". que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. afecções do fígado e úlceras. hidropisia. infecções das vias respiratórias (145). • Gargarejos: utiliza-se a decocção para afecções bucofaringeanas. Colheita: outubro a fevereiro. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. em períodos secos. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Emplastro: rizoma macerado e aplicado topicamente sobre hérnia. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. FAMÍLIA BOTÂNICA . sais minerais e iodo (145). antiartríticas e anti-sifilítica (93). que rendilham totalmente as folhas. dermatoses. depurativas. Florescimento: ocorre na primavera e no verão. Pragas: afídeos. flavonóides e triterpenos (257). FORMAS DE USO • Decocção: 20g de folhas em 1 litro de água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são anti-reumáticas.

agudas. As flores são brancas. azuladas ou purpúreas no seu interior. multifloras. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. com 6 a 8cm de comprimento. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. originária do Chile. SINONÍMIA Cedrina. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. preferencialmente. . A parte do ramo que ficará sob o solo. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. axilares. escabrosa na face ventral e glandulosas-punctuadas na dorsal.Verbenaceae. bem drenados e aerados. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. Retira-se o substrato sob água corrente. O fruto é um bi-aquênio.5cm. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. serradas na metade superior. pecioladas. HABITAT Espécie alóctone.667 planta/ha (431). salva-limão. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. o sistema radicular pode atrofiar-se. As folhas são curto-pecioladas. • Doenças: a planta é afetada por viroses e deficiências nutricionais (Mg). convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. as folhas caírem e a planta perecer. • Propagação: mergulhia e alporquia. removendo-se a casca. Por ser muito susceptível a nematóides. erva-luísa. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. Se houver um período de estiagem prolongado. No Chile adota-se uma população de 6. vegetando em campos secos e abertos. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. dispostas em espigas frouxas verticiladas. que conferem às folhas uma coloração amarelada mesclada de verde. FITOLOGIA Planta arbustiva que cresce cerca de 3m de altura. por ocasião do florescimento. verde-amareladas. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. Não tolera solos ácidos (93). inteiras. Os ramos são escabrosos e estriados. Peru e Argentina. CLIMA Espécie de clima subtropical a temperado. oval-lanceoladas. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. subsésseis. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. retirando-se 1/3. medindo 4 a 6cm de comprimento. • Plantio: novembro e dezembro. sálvia-limão. erva-cidreira. SOLO Prefere solos areno-argilosos. • Colheita: as folhas são colhidas. cidrilha. formando panícula piramidal. É heliófita. cidró. pequenas. 3-4 verticiladas. cidrilho.

sedante (446). isosafrole. na concentração de 0. metilheptona. • Licor: deixar macerar por 3 dias 70 folhas frescas em 500ml de álcool 90 o e 500ml de água destilada. • O ramos. linalool.14 a 0. Tomar 1 cálice após as refeições (294). atingindo uma produção de 27. estimulante. em extratos acuosos (50mg) contra Salmonella typhimurium TA98 (293). excitante (403. α-pineno. • É cultivada como ornamental em muitos países. são aproveitados pela indústria do vime. nas folhas jovens. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardíaca. (1997). a máxima concentração de óleo essencial ocorre no mês de março (Chile). glicosídeos iridóides (179) e verbenona (93). β-pineno. dor de cabeça e zumbido no ouvido (294). geraniol. sendo usadas como condimento e aproveitadas pela indústria. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de café de água quente. Os extratos acuosos mostraram-se inativos como anti-hipertensivos e como ansiolíticos (437).3 litros/ha. O teste foi realizado com ratos administrados com infusão da folhas e talos. tônica. melancolia. p-cimol. Segundo VOGEL et al. afecções do coração (283). citronelol. Juntar 300g de açúcar e casca de 1 limão.p. i.• Rendimento: cada 100kg de folhas fornece cerca de 150g de essência contendo citral e verbenona (283). flexíveis. 34) e anti-histérica (283). Abafar por 5 minutos. finamente moídos.83g/kg. Vedar a garrafa e após 20 dias. antiespasmódica. limoneno. FITOQUÍMICA Citral. (446). felandreno. variou de 0. febrífuga. A concentração do óleo essência. . hipocondria. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e as flores apresentam um perfume muito agradável. limoneno. As partes aérea apresentaram propriedades antimutagênicas. com aroma de limão. FARMACOLOGIA Depressora do sistema nervoso central e prolongadora do sono. digestiva. coar. INDICAÇÕES Indicada para doenças nervosas. carvona. antimalárica. terpineol. emenagoga. doces e bebidas. carminativa. PARTES UTILIZADAS Folhas. Tomar à noite para a insônia. etileugenol.95%. • As folhas são utilizadas como condimento de carne e no preparo de saladas.

O limite austral de sua ocorrência é o município de Palhoça (340). É heliófita. glabérrimas. medindo 12 a 14cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. que cresce nas matas primárias e secundárias da Encosta Atlântica. sendo que as flores masculinas são axilares. opostas. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. ocorrendo. em Ilhota . . ventricosas.2cm de diâmetro na altura do peito. sésseis e entremeados de pequenas brácteas triangulares (93). mas podendo chegar a 11. tendo sido verificada uma densidade de até 2750/ha. nas planícies costeiras do quaternário e vales estreitos íngremes. nervuras paralelas numerosas e distintas. margem serreadas. em área de Floresta Ombrófila Densa Submontana. Frutos de formato irregular. mais freqüentemente. oblongo-lanceoladas. numerosos e apoiados na base por uma bráctea forte. carnudas. Folhas simples. mas com um bom teor de matéria orgânica que imobiliza parte do alumínio tóxico. mático. próxima a regatos. erva-de-bugre. FITOLOGIA Arbusto dióico com cerca de 4 a 5m de altura e 5 a 10cm de diâmetro. porém. erva-de-soldado. canela-cânfora. luzidias. CLIMA Ocorre em regiões tropicais até subtropicais. FAMÍLIA BOTÂNICA Chlorantaceae. sucosos e hialinos. quando novos. Ramos com entrenós de 5 a 10cm e escamas. HABITAT Espécie autóctone. chá-de-bugre.CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Hedyosmum brasiliense Martius. Amentos ovais ou elípticos. hortelã-do-brejo. serrilhadas. normalmente cilíndrico (35). ervaalmíscar. Sua distribuição é descontínua e muito irregular. Em Santa Catarina é original da Floresta Ombrófila Densa Montana. cidrão. solitárias. SOLO É encontrada naturalmente em solos empobrecidos (35).SC (35). Pecíolo curtíssimo. SINONÍMIA Ambar-vegetal. chá-de-índio. de margens onduladas e cicatrizadas. erva-soldado. contendo uma semente preta. chá-de-soldado. e as femininas racemosas. Caule ereto.5m de altura por 54. ou fasciculados. hortelãsilvestre. Inflorescência em densas e numerosas panículas amentíferas.

doenças do ovário. Preparar covas de 40 x 40 x 50cm de profundidade. Para as estacas utilizar areia ou vermiculita. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. • Adubação: aplicar até 5kg de cama de aviário por cova de plantio. doenças pulmonares e urinárias e feridas em geral (271). alelopática e inseticida. analética. β-sitoesterol glicosídeo (166). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano após o plantio. antifúngica. antimicrobiana. é tônica e afrodisíaca (340). febrífuga (93). antidiarréica e antidisentérica (271).• Propagação: sementes e estacas de ramos com cerca de 1 a 2cm de espessura. • Frutificação: janeiro a abril (329). FARMACOLOGIA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade analgésica. INDICAÇÕES Cefalalgias (340). a planta é promissora quanto às atividades: antimicrobiana. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. antiinflamatória. frieiras. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). • Florescimento: outubro a março. alelopática e inseticida (176). CINAMOMO . As sementes são fotoblásticas positivas. FITOQUÍMICA Ácido fumárico. quase em fase de fermentação. • Aclimatação: as mudas devem ser colocadas sob sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização até que haja um completo pegamento. • Rendimento: 116kg/ha de folhas (35). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade antibacteriana. sesquiterpeno lactona HB-15 e HB-8. Na forma de vinho. antifúngica. As sementes devem ser retiradas dos frutos completamente maturos. Substrato: húmus de minhoca (40%) e pó de xaxim (60%). e semeadas em bandejas de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. afecções estomacais (340). PARTES UTILIZADAS Amentilhos e folhas. a planta é promissora quanto às atividades: antitumoral.

FITOLOGIA Planta arbórea que atinge 8 a 10m de altura. • Plantio: primavera. sombreiro. lirío-da-índia. AGROLOGIA • Espaçamento: 5 x 5m. eméticas. de bordos serreados ou subíntegros. lilás-da-índia. As sementes. É cultivada no Brasil como árvore de sombra. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. emética. originária da Ásia. cinamão. anti-helmíntica. Sementes alongadas (212). INDICAÇÕES O cozimento da casca é utilizado para lavar feridas e combater doença de pele de crianças (212). opostos. As folhas são estomáquicas. As árvores cortadas rebrotam a partir do cepo remanescente. lilás-das-antilhas. sabonete-de-soldado. . jasmim-de-soldado. principalmente no Sul. antidiarréicas. folhas e cascas são parasiticidas (271). • Florescimento: setembro a novembro.NOME CIENTÍFICO Melia azedarach L. anti-histéricas. lilás-da-china. bi-tripinadas. A casca da raiz é catártica. As sementes secas e as folhas contusas são anti-reumáticas e antinevrálgicas. anti-sifilíticas. FAMÍLIA BOTÂNICA Meliaceae. árvore-santa. jasmim-azul. SINONÍMIA Abrigo-do-senhor. pequenas. flor-de-viúva. com 2 a 3 lóculos monospérmicos. estimulante e febrífuga. glabra. amarelo-escura quando madura. Folíolos peciolulados. eméticos. emenagogas e resolventes de tumores (212). viuvinha. Flores reunidas em tirsos axilares amplos. HABITAT Espécie alóctone. febrífugas. acuminados. Drupa obovada. aduzem pétalas brancas e tubo estaminal violáceo a roxo-escuro. ovado-lanceolados. tônica. Quando abertas. • Propagação: sementes e estacas. jasmim-de-viúva. Folhas pecioladas. paraíso. anti-helmínticos. TOXICOLOGIA Os frutos são abortivos (212). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são purgativos. lilases quando em botão.

as vezes avermelhada. Fruto aquênio. HABITAT Espécie alóctone européia. sendo utilizada como sombra natural. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. reunindo 10 a 12 flores amarelo-intensas. CINERÁRIA NOME CIENTÍFICO Senecio cineraria DC.U. dispostas em corimbos compactos e grandes. aveludadas.A e vinho na China. de cor amarela-brancacenta ou rósea. grossas e pecioladas. com 60 a 80cm de altura. densa e branco-tomentosa. fácil de trabalhar e envernizar. cabos de ferramenta. • Os frutos maduros são comestíveis e utilizados para o preparo de whisky nos E. É heliófita. resistente à umidade e ao cupim. As folhas são branco-cinéreas. É cultivada em jardins. instrumentos musicais. quase prateadas. Inflorescência terminal em capítulos. pinatipartidas ou pinatisectas. palitos de fósforo e carroceria. 2-3 lobados. é flexível. tomentosas. CLIMA Prefere temperaturas amenas. que se caracterizam pelo polimorfismo das folhas. . Existem inúmeras variedades botânicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. É utilizada interna ou externamente. em marchetaria. • É ornamental. • As folhas são insetífugas de pulgas. castanho e glabro. traças e carunchos do milho. caixotaria.OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. segmentos oblongoobtusos. sobretudo do sul do Brasil.4m.8 x 0. Caule lenhoso na base e bastante ramificado no ápice. FITOLOGIA Planta herbácea perene. • As flores são ornamentais e melíferas (212). SOLO Bem drenado e solto. Não sobrevive em solos ácidos. marcenaria.

Evitar terrenos muito inçados. Abafar por 5 a 15 minutos. erva-teresa. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas e flores em 1 copo de água fervente. • Plantio: outono e primavera. antiespasmódica. • Colheita: seis meses após o plantio. no verão. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. inchaço das pálpebras (128) e catarata (93). solda. Restabelece o fluxo sangüíneo e acalma as dores (294). Aplicar o suco nas pálpebras inchadas com chumaço de algodão (128).• Propagação: sementes. sob irrigação intermitente por nebulização. HABITAT . flavonóides. SINONÍMIA Erva-silvina. CIPÓ-CABELUDO NOME CIENTÍFICO Polypodium vaccinifolium Langs. silvina. INDICAÇÕES Para olhos irritados e cansados. FITOQUÍMICA Alcalóides (jacobina). conjuntivite. • Sumo: espremer 3 xícaras das de chá de folhas e flores frescas em 1 pano. enquanto que o enraizamento das estacas é feito em vermiculita. rebentos e estacas. taninos e mucilagens (128). antes das flores desabrocharem. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência. soldinha. antiinflamatória (128). durante 15 minutos (olhos cansados e conjuntivite). e Fischer. Coar e aplicar sobre as pálpebras em compressas mornas. A semeadura e o enraizamento dos rebentos são feitos em substrato organo-mineral. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. com algodão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Descongestionante. anti-histérica e emenagoga (93).

diurética. inteiras. rastejante-aderente sobre o tronco de árvores. O local de crescimento deve ser sombreado e umedecido freqüentemente. gota. revestido de escamas flageliformes. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341).Espécie autóctone que medra sobre o tronco e ramos de árvores da mata Atlântica litorânea ou em sub-bosques. matérias aromáticas e pépticas (341). as férteis liguladas. antinefrítica. • Propagação: esporos e segmentos do rizoma. coqueluche. • Tintura: 5 a 25ml/dia. FITOLOGIA Planta epífita de caule epígeo. sobretudo sobre caule de árvores com casca escabrosa. As folhas são subsésseis.5m do solo. antiinflamatória renal (215). frieiras. a cerca de 1.5m do solo. hemoptise. antidisentérica (341). varizes. 50 a 200ml/dia. lesões cardíacas e dilatação das veias (271). pequenas. subcoriáceas. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de epifitismo. AGROLOGIA • Ambiente: esta espécie deve ser cultivada como epífita. rachaduras e coceiras na pele (215). antidiarréica. • Plantio: primavera. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. catarros crônicos. capoeirões ou mesmo em arbustos grandes e árvores isoladas. adstringente e balsâmica. Os esporos são coletados de folhas maturas de plantas matrizes e pulverizados sobre uma pasta de argila misturada com húmus ou turfa. com barbante macio. hematúria (341). As árvores escolhidas como hospedeiras devem ser impregnadas. até que haja o pegamento das mudas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de bronquite. as estéreis arredondado-oblongas. com cerca de 1cm de largura. laringite. escarros sangüíneos. da mistura esporo+substrato. FITOQUÍMICA Taninos. comprido. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: 2. Os segmentos de rizoma são afixados sobre a casca da árvore. reumatismo. soros dispostos em série de ambos os lados da nervura principal. obtusas. a cerca de 1.5%. . com esfregaços circuncaules. anti-reumática (271). • Plantas daninhas: eliminar outras plantas epífitas e líquens que crescem sobre a casca.

fosca. Caso não encontrar num período de até 5 dias. Colheita: primavera e verão. Os ramos utilizados como meio de propagação são colocados entre a galhagem das plantas hospedeiras. de modo a receberem luz difusa. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. são rudimentares (escamas). FITOLOGIA Planta herbácea aclorofilada.5cm. Devem ser enterradas até 1. aletria-de-pau. formada de vergônteas lisas. cipó-dourado. O fruto é uma cápsula ovóide. Plantio: início da primavera. musgos. com corola campanulada 5-lobadas. glabros e envoltos pelo cálice. sob sombra. quando presentes. As folhas. fios-de-ovos. dura. Eugenia e algumas mirtáceas nativas. tinge-ovos. parasita.). SINONÍMIA Aletria. brancas ou trigueiras. áfilas. As raízes são efêmeras. o caule filamentar. cerosas e glabras. Desenvolvimento: após a emergência. arredondadas. erva-de-chumbo. As sementes germinam a partir de 15oC e com bom teor de umidade no solo. fixando haustórios e iniciando o parasitismo. existindo apenas enquanto a planta procura por um hospedeiro. As plantas hospedeiras devem ter os ramos isentos de outros organismos epífitos ( Polypodium spp. cipó-de-chumbo. a plântula definha e morre (209). fios-de-ouro. xirimbeira. Propagação: sementes e ramos de plantas matrizes. AGROLOGIA • • • • • Ambiente: o cultivo deve ser feito sobre arbustos ou pequenas árvores hospedeiras não tóxicas. espaguete.CIPÓ-CHUMBO NOME CIENTÍFICO Cuscuta racemosa Mart. de preferência do gênero Citrus. cuscuta. amarelas (são ricas em carotenóides). secos. amarelada a castanha. HABITAT A planta é parasita por excelência. volúveis. medindo cerca de 1mm de diâmetro. nutrindo-se diretamente de plantas hospedeiras. Semente polimórfica. líquens e parasitas. perfeitas. PARTES UTILIZADAS . procura um hospedeiro compatível. finas. glabra e áspera. Euphorbia milli e outras. Hibiscus. As flores são pequenas. Parasita normalmente espécies de Hibiscus. Ocorre sobre árvores e arbustos. estimulado pela luz. Os haustórios substituem-nas na retirada de nutrientes dos vasos condutores de hospedeiros. dispostas em glomérulos ou cimeiras.

ou em pó. balsâmica (342).25 a 1g/dia. hepática. FAMÍLIA BOTÂNICA Aristolochiaceae. purgativa. cassaú. abcessos internos. para úlceras e feridas. aristoláquia. sapato-dejudeu. papo-de-peru. mil-homens-do-rio-grande. Suspeita-se que o pó do caule seja bactericida (242). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. capa-homens. calungo. cipó-mata-cobras. ypé-mi. hemoptises. FORMA DE PREPARO • Infuso ou decôcto: ⇒ 0. como cicatrizante (342). Coar e beber à noite (294). congestões pulmonares (342). papo-de-galo. antiflogística. ypê-mirim . laxante suave e detergente natural (294). emoliente. Também indicada para furúnculos. • Xarope: 20 a 100ml/dia (342). • Tintura: 1 a 5ml/dia. estomáquica (242). abcessos externos irritações e queimaduras leves na pele (294).5% . • Extrato fluido: 0. afecções da garganta. icterícia. jarra. em decôcto.50 a 200ml/dia (internamente) e a 5% (externamente) (342). • Pó: 0. hemostática. jarrinha. angina. diarréias sangüíneas. em gargarejos. ⇒ Purgante suave: ferver 1 colher das de café de caule em 1 xícara das de café de água por 3 minutos.Toda planta. cassaiú.25 a 1ml/dia. diurética. mil-homens. aristoloquia-mil-homens. expectorante. CIPÓ-MIL-HOMENS NOME CIENTÍFICO Aristolachia triangularis Cham. capa-homem. amigdalite e rouquidão (32). cipó-milongue. FITOQUÍMICA Taninos e glicosídeos (294). bronquite (215). cicatrizante. culhão-de-maroto. et Schl. antiblenorrágica. INDICAÇÕES Utilizada internamente para cólicas hepáticas. eupéptica. Externamente é utilizada. SINONÍMIA Angelicó. jarro.

autóctone. ciliadas. SOLO Úmidos. Inflorescência axilar. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. agudas ou obtusas. até 11cm de comprimento e 8cm de largura. latadas baixas. mais escuras interiormente. subgloboso e elíptico. glabra. leves. alternas. hermafroditas. uniflora. trepadeira.HABITAT Espécie autóctone. É muito suceptível à geadas. com casca grossa. glabras. reticulado e manchado. CLIMA Espécie tropical. FITOQUÍMICA . • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). levemente violáceas dorsalmente. Exala um aroma forte e de sabor amargo. • Tutoramento: a planta deve ser tutorada em caramanchões. palmatinervadas tamanho variável. Folhas pecioladas. com sementes escuras achatadas. FITOLOGIA Planta sarmentosa. sub-cordadas na base. • Irrigação: deve ser feita diariamente durante 10 dias após o plantio. perigônio em forma de jarra com até 3cm de extensão. ou telas de nylon. Fazer irrigação sempre que ocorrer um período superior a 3 dias sem chuvas. tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada. amarelo-avermelhadas. num raio de 50cm em torno de cada planta. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. dura e amarela internamente. estriada e rugosa.5m. com ângulos inferiores laterais arredondadoobtusos. As sementes devem ser postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. glabras. nativa das mata Atlântica e encontrada em roças abandonadas. • Propagação: sementes e estacas do caule e ramos lenhosos. PARTES UTILIZADAS Raízes e caule. Fruto capsular. • Florescimento: dezembro. algo rígidas. A raiz é escabrosa externamente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. aromática. amarga. pouco agradável. drenados. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. • Adubação: 5kg/m2 de húmus de minhoca. deltóide-triangulares. Caule glabro. subcoriáceas. esciófita. Flores pequenas. perene. que também serve para as estacas caulinares. • Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. volúvel. para se evitar o pisoteio e melhorar a qualidade do produto colhido.7 x 0. • Colheita: inicia cerca de 10 a 12 meses após o plantio. volúvel. ricos em húmus e quase alcalinos. solitária.

atonia uterina. braços adormecidos. diurética. . antiespasmódica. (179). hinokinina. lignanos: galbacina. aperiente. ciática (271). esteróides: ácidos aristolóquico (179). antiinflamatória. 5% (externamente). FARMACOLOGIA O extrato aquoso do córtex apresenta atividade antimicótica de células vegetais (381). amenorréia. O extrato aquoso do lenho apresenta ainda atividade antiviral contra o vírus da Herpes simplex (155). amenorréia. depurativa do sangue. anorexia. hidropisia. aristidínico. antiofídica e antiaracnídica (169). emenagoga. Acredita-se que o aroma da planta afaste serpentes (341). matérias resinosas e taninos (341). convulsões.5%. Pó: 1 a 5g/dia. formigamento do corpo. estomáquica.Alcalóides: alantoína. testículos inflamados (215). cassaunina. afecções cutâneas. gota (169). apud 179). cistite. Extrato alcoólico: segmentos do caule contusos e macerados em álcool para aplicação tópica em mordida de serpentes. Existem indícios sobre o efeito carcinogênico do ácido aristolóquico em animais e humanos (Pharmazeutische Zeitung. CITRONELA NOME CIENTÍFICO Cymbopogon nardus Rendl. do fígado e do coração (257). epilepsia. asseverando o uso popular em feridas e inflamações da pele (179). INDICAÇÕES Indicada para doenças venéreas. febres de malária (128). anti-histérica. xarope e elixir: 20 a 100ml/dia. aristoloquina. sedativa. malária. Vinho. cubebina. diterpenos: kaur. emenagoga. estimulante. estimulante dos rins. α-ylangeno. FORMAS DE USO • • • • Infuso ou decôcto: 2. anti-reumática. 50 a 200ml/dia (internamente). O extrato das raízes inibe o crescimento de Staphylococcus aureus. cimbífero e aristínico. antisséptica. flatulência. eczema seco e orquite. cloroses. febrífuga. α-copaeno e γ-elemeno. cimbiferina. frieiras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. • Tintura: 5 a 25ml/dia (341). tônica. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (169). anestésica (341). antinevrálgica sudorífica. sesquiterpenos: nerolidol. antipirética (via oral).

eugenol (1%).6%). acetato de geranil (4. epidermis. limoneno (3. AGROLOGIA • Ambiente: a planta pode ser cultivada em áreas de barranco. mirceno (0. Forma touceiras altas. linalol (1. na Ásia. • Espaçamento: 1.1%). crescendo em clareiras. elemicina (7.FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae.6%). fazer uma adubação em cobertura com 10g/planta de sulfato de amônio. elemol (3.5 x 1. de colmo ereto e nodoso. composta de espigas pequenas e escuras e espiguetas esverdeadas.4%).3%). • Colheita: inicia após 4 a 5 meses de cultivo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida (Candida albicans. agudas.8%). Podem ser feitos 3 a 4 cortes ao ano. escabrosas em ambas as faces com perfume de eucalipto. crescendo 1. cereus. • Rendimento: 1 tonelada de folhas frescas fornece 7kg de óleo de citronela (93 FITOQUÍMICA Sabineno (1.6%). • Plantio: é feito diretamente a campo no outono e primavera.5%). citronelal (34. B.5%). com sabor de limão. δ-cadineno (0. Há informações que relatam um teor de 65% para geraniol e 35% de citronelal (128). α-cadinol (1. com 25 a 30cm de comprimento. amarelo pálido.2%).4%). geranial (1. ao longo de valas de drenagem.50m de altura. erodíveis ou muito inclinadas. Inflorescência em panículas linear-oblongas. tropicalis). Após cada corte.7%). FITOLOGIA Planta herbácea.4%). verde-claras. As mudas são retiradas cortando-se verticalmente a base da touceira e desmembrando-se cada perfilho. As folhas dos perfilhos devem ser cortadas deixando-se uma cepa de 20 a 25cm de comprimento.6%). • Propagação: perfilhos da touceira. com as folhas decumbentes. sudorífica e carminativa (93). à beira de rios. citronelol (10. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo de citronela é aromático.7%). . HABITAT Espécie alóctone originária de Sri Lanka. febrífuga. invaginantes.5%). C. em lugares úmidos. cespitosa. germacreno-D (0.3m. β-elemeno (0. neral (28. isopulejol (2. • Adubação: aplicar 2 a 3kg/planta de cama de aviário no plantio. perene. S.30 a 1. CLIMA Prefere regiões com alta precipitação pluviométrica e quentes. na orla de regatos e lagoas ou como bordadura lateral de caminhos e periférica de outros plantios.

glabras. A raiz axial é cônica. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas (Europa Meridional) e da Ásia. perpendicular e fibrosa. Chuvas prolongadas na fase de frutificação são altamente prejudiciais. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce de 40 a 50cm. • Utilizado na fabricação de perfumes e cosméticos. diaquênios. Tanto a planta quanto o fruto exalam um cheiro desagradável.40 x 0.• Repelente de insetos (mosquitos. de caule glabro. É heliófita. Os frutos. traças e formigas). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pinatisectas. providos de 3 a 8 brácteas filiformes. medindo 3-4mm de diâmetro. Ventos fortes normalmente causam acamamento das plantas. SOLO Prefere solos areno-argilosos. . com os segmentos verde-brilhantes. estendendo-se ao longo do verão. SINONÍMIA Culantro. largos. que evola progressivamente a medida que o material é seco. CLIMA Tolera bem tanto o frio como o calor e até mesmo períodos de seca. estriado e cilíndrico. não tolerando sombreamento. borrachudos. As flores são álveas. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. coroados pelos dentes do cálice. Cultivada no Brasil em hortas. O florescimento espontâneo ocorre a partir de agosto. COENTRO NOME CIENTÍFICO Coriandrum sativum L. As folhas que rodeiam as umbelas são semelhantes às do funcho. alternas. em umbelas compostas de 3 a 5 raios. quase esféricos. incisos e denteados. As folhas inferiores são pinadas e as superiores bi-pinadas. semelhante a percevejo.25m. pouco ramificado. profundos. erguido. Folhas compostas. arredondados ou arredondados-cuneiformes. sem acidez e férteis. erva-percevejo. bem drenados. são globosos. • A polpa da planta é utilizada na fabricação de papel resistente (93).

depurativos (257). contendo 68. geranioleno (163) e taninos (9). A semeadura do coentro. tônicos gastrointestinais. em regiões livres de geada. terpinol. o que ocasionaria um acamamento e redução do teor de metabólitos secundários. Pino e Borges relatam um teor de 49. As mudas recémformadas apresentam um crescimento lento. enquanto que Braun et al. . suspender a irrigação e/ou adubações nitrogenadas. excitantes. secos portanto. péssimo odor e pouco teor de óleos. pode ser feita em agosto. desinfetantes intestinais. as raízes. Obtém-se uma produtividade de sementes de aproximadamente 1 a 2t/ha. como condimento. estomáquicos. • Rendimento: 363g de frutos/planta e 0. afeta drasticamente a produção de frutos. caem facilmente. têm baixa conservação. antissépticos.2 a 58. cimeno e limoneno.4% de óleo essencial. vermífugos (271) e antipútridos. pineno. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo coriandrol. Colhem-se os frutos quando 60% deles adquirirem uma coloração de palha seca ou quando a planta estiver quase seca e/ou as sementes iniciam um bronzeamento. A semeadura pode ser feita direta a campo ou em bandejas de isopor. • Nutrição: é comum o surgimento de deficiência de fósforo ou nitrogênio em bandejas contendo substrato poroso. O nitrogênio. sudoríficos (9). geraniol. Isto acontece devido ao ciclo demorado das plântulas quando em substrato poroso e quando a irrigação é abundante.5 a 1% (163). • Florescimento: julho a novembro. d-linalol. O fósforo e o potássio incrementam o teor de princípios ativos do coentro. O conteúdo de óleo essencial no fruto é de 0. Frutos demasiadamente maturos. descongestionantes do fígado (294).48% (93) ou de 0. secamento de ramos e folhas. PARTES UTILIZADAS Os frutos para fins medicinais e aromáticos. • Doença: O fungo Fusarium oxysporium causa apodrecimento das raízes e do colo. racham e germinam espontaneamente como planta invasora. relatam 70 a 80% (430). terpineno. quando em excesso. como hortaliça cozida.8% de linalol. retardando a colheita e a maturação. A germinação ocorre em cerca de 8 a 10 dias. ácidos acético e oxálico (257). borneol. • Ervas daninhas: a planta é suceptível à concorrência com plantas invasoras. Na semeadura direta campo são dispendidos 15 a 25kg/ha de sementes. Para se evitar um crescimento muito luxuriante da planta. • Plantio: outono e primavera.14% de linalol (430). antiespasmódicos. • Colheita: ocorre 50 a 60 dias após a germinação das sementes. antiinflamatórios. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são carminativos.• Propagação: sementes. as folhas frescas. • Conservação: as folhas podem ser conservadas em refrigeração. As sementes germinam em 7 a 14 dias (182). Frutos colhidos imaturos escurem. anti-histéricos (93). estimulantes. febrífugos (215). Solos orgânicos e adubações orgânicas pesadas podem mostrar o mesmo efeito do nitrogênio.

Após 10 minutos. utilizadas para carnes. Tomar 3 vezes ao dia. As folhas e flores tem aroma similar ao de percevejos. febre quartã (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. picadas de cobra (pó) e dores histéricas (215). flor-do-paraíso. • O resíduo da destilação dos frutos dá origem à tortas forrageiras. acidez estomacal. carnes. cardamomo-do-mato. óleo essencial e pó dos frutos. saladas. sopas e cozidos. cervejas. jardineira. quando em excesso (257). TOXICOLOGIA Pode causar lesões renais. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos possuem um odor suave. • Outros: alcoolato. macaçá. contendo 11 a 17% de proteínas e 11 a 20% de matéria graxa (93). • Os frutos são utilizados no preparo de perfumes. lírio-de-santo-antônio. Burtt & R. gim pães. SINONÍMIA Alpinia. • Infusão: ⇒ 3 a 5g de frutos maduros por xícara de chá de água fervente. pacoseroca. • Usada na preparação de fármacos visando corrigir o odor desagradável de certos medicamentos. conservas e embutidos. Sm. licores. noz-moscada. . cardamomofalso. doce e penetrante. após as refeições (257). O sabor é peculiar e adocicadopicante. cana-do-brejo. peixes. estômago dilatado (294).INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções gastrintestinais. • Decocção: ferver 2 colheres das de chá de frutos em ½ litro de água durante 5 minutos. Pode ser usada também topicamente. HABITAT Espécie alóctone originária da Ilha de Java. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia em decocção. COLÔNIA NOME CIENTÍFICO Alpinia zerumbet (Pers. • As folhas são condimentares. cardamomo.M. cana-do-mato.) B. achocolatados. coar e beber aos poucos durante o dia (294).L. tinturas.

• Espaçamento: 1.5 x 1. As folhas são glabras. anti-histérica. folhas e sementes. medindo 50 a 60cm de comprimento por 12 a 15cm de largura. catequina. sedativa (261). proporcionando um grande efeito paisagístico e protetor de margens fluviais e lacustres. INDICAÇÕES Para o tratamento de úlceras (93) e gastralgias (65). rutina e dois derivados glicosídicos do kaempferol (289). acuminadas. que envolve fluxo sangüíneo e vasoconstrição (289). mecanismos responsáveis pelo controle da patofisiologia das doenças coronarianas. antibacteriana em conjuntivites (363). lanceolado-oblongas.20m. • Adubação: incorporar 2 a 3kg de cama de aviário por cova. • Plantio: todo o ano. com capacidade mínima de 400ml. embora adapte-se bem nos subtropicais quentes. As sementes devem ser postas a germinar em recipientes ou saquinhos plástico perfurados.).8m de altura. inibição da musculatura lisa (Vandelinde et al. É esciófita.FITOLOGIA Planta herbácea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hipertensiva. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. Escapos floríferos medindo 30 a 50cm. com porte de 1. de caule folioso. FARMACOLOGIA Produz depressão do sistema nervoso central. vermífuga (65). Os flavonóides existentes na planta promovem relaxamento vascular e inibição da atividade da proteína kinase e da fosfodiesterase nucleotídeo cíclica. CLIMA É de clima tropical. PARTES UTILIZADAS Rizomas. com flores brancas e róseas. FITOQUÍMICA Flavonóides. • Propagação: sementes e brotações do rizoma. lagoas e açudes.5 a 1. antiedematosa (Gadelha e Menezes) e inibição da secreção gástrica (Hsu apud 120). contendo substrato organo-mineral. diurética (260). pecioladas. AGROLOGIA • Ambiente: poderão ser aproveitadas várzeas naturalmente úmidas ou à beira de regatos. estimulante da motilidade intestinal e antiulcerogênica (289). agudas na base ou arredondadas. epicatequina. bloqueio neuromuscular. . que podem ser plantadas diretamente a campo.

Hipertensos devem tomar o chá à guisa de água. originária da Ásia. mais pecioladas quanto mais próximas do solo. grande-consolda. mas adapta-se aos subtropicais e até os tropicais. pêndulas e dispostas no ápice dos ramos em cimeiras geminadas curtas e escorpióides. caule de 40 a 60cm. que cresce em terrenos e relvados úmidos. língua-de-vaca. ereto. O fruto é composto de quatro aquênios lisos e vernicosos. ramoso. oco. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. pouco onduladas. ou oblongo-lanceoladas. acuminadas. anguloso e alado. consólida-maior. consolda. Folhas ovado-agudas. consolda-menor. SOLO . SINONÍMIA Capim-roxo-da-rússia. decrescentes da base para o ápice. HABITAT Espécie alóctone. brancas. A raiz é escura externamente e alva internamente.TOXICOLOGIA É abortiva (93). enquanto as demais. leite-vegetalda-rússia. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é muito ornamental. É higrófita. decrescentes da base para o ápice. Ocorre até 1. tubulosas. Cultivada no Brasil em jardins e hortas. infundibuliformes. As folhas superiores são sésseis. todas são oval-agudas ou oblongo-lanceoladas. áspero. Tolera a meia-sombra. CLIMA É originária de clima temperado. Flores grandes. consólida-do-cáucaso. de rizoma grosso e raízes fusiformes. CONFREI NOME CIENTÍFICO Symphytum officinalis L. consolda-maior. orelha-de-vaca. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha média por litro de água. fasciculadas. áspera e pilosa. erva-do-cardeal. vivaz. FITOLOGIA Planta herbácea cespitosa.500m de altura. confrey. consólida. orelha-de-burro. orelhas-de-asno. levemente onduladas. acuminadas.

vitaminas A.50% nas folhas (no verão) a 0. manganês. As raízes e os rizomas são coletadas só após o quarto ano. • Nutrição: planta desenvolve-se melhor a quando suprida com nitrogênio e cálcio. antidiarréica. valina. Contém 9. fósforo (145). areia). anticancerígena. amarga.55%. pirrolizidina. arinina. laxante. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário e 100g/m2 de fosfato natural. cálcio. É citado como o vegetal mais rico em vitaminas e sais minerais. Após cada corte de folhas. B12. manganês. no plantio. aplicar 10g de nitrato de cálcio por planta. triptofano. fenilamina. melonina.60 a 2.44 a 0. colina. sinfitocinoglossina (283). • Plantio: deve coincidir com períodos crescente de temperatura e umidade. ferro. no final do outono até o final do inverno. antidiabética. prolina. antileucêmica (32). calmante e depurativa (68). histidina. .06% (96). lasiocarpina. leucina. ácido pantotênico. alantoína (Walter Accorsi.8 x 0. anti-hemorroidária. pois as folhas novas são tóxicas. a partir de um ano de cultivo. O teor de alantoína varia de 0. • Propagação: divisão de touceiras. fósforo e zinco (32). B1. citado em 145). ferro. raiz e folhas adultas. anti-reumática (145). antianêmica. destacando-se os minerais. arginina. • Doenças: as raízes são susceptíveis a fungos do solo.Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica. béquica e expectorante (145). mineralizante. soltos e com um bom teor de umidade. B2. • Florescimento: ocorre no verão. tônica. cálcio. nas raízes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hemostática. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis. C. PARTES UTILIZADAS Rizoma. mas tolera os períodos de seca. antidisentérica. alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina e equimidina). cicatrizante (258). vulnerária.80m. antiinflamatória. cujo teor de cinzas é de 9. Utilizam-se substratos leves e porosos para o enraizamento (casca de arroz tostada. zinco. • Renovação: embora a raiz da planta sobrevive até 40 anos de idade. tanino. estacas e pedaços de rizomas da planta matriz. desintoxicante. cistina. tirosina. A planta encerra o alcalóide alantoína (257). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. minerais e ácido fólico. FITOQUÍMICA Ácido galo-tânico. • Rendimento: A planta produz cerca de 150 folhas por ano. na primavera e verão. mucilagens. a cultura deve ser renovada a cada 5 a 6 anos. vemiculita. adstringente (283). isoleucina. A raiz é emoliente. • Colheita: As folhas são colhidas a cada dois meses. que é responsável pela hidratação e cicatrização de uma ferida em apenas um dia (ungüento da folha). treolina.06% de cinzas (93). antiasmática. mucilaginosa. resina.

• Decôcto: ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de rizoma em 1 xícara das de chá de água. O Ministério da Saúde do Brasil proíbe o uso interno do confrei (273). úlceras (271). No caso de contusões e inchaços. tuberculose.INDICAÇÕES Favorece a restauração de tecidos ulcerados. fraturas e afecções ósseas. • Compressa: usar o decôcto das folhas sobre feridas e queimaduras. tomar 1 xícara em jejum e após as refeições (128). cortes (258). lábios secos ou rachados (294). intoxicações gerais. ⇒ 2 folhas maturas em 2 copos de água quente. colocar o emplastro dentro de um pano antes de aplicar (257). várias vezes ao dia (145). carne e mel de animais cronicamente contaminados pode também resultar em efeitos deletérios ao homem (140). cefalalgias. TOXICOLOGIA O uso interno pode resultar em irritações gástricas. FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool. • Obtém-se da planta uma tinta vermelha para o tingimento de peles e lãs. As folhas do confrei tem uma pubescência irritante à pele. O consumo de leite. que é a parte mais utilizada. • Emplastro: esmagar as folhas em água morna e aplicar sobre o ferimento 2 vezes ao dia. Para úlceras internas. Tomar 3 vezes ao dia. Tomar 3 xícaras ao dia (bronquite e tosse). nas costas e nos músculos. queimaduras. irritações na pele e dores nos olhos. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz é adocicada e mucilaginosa. bronquite (128). graves lesões hepáticas (258) e carcinogênicas (145). regulariza a pressão arterial (32). Atua como indutor da produção calcária (257). • Infusão ou Tisana: ⇒ 30g de folhas por litro de água (435). pelo alto teor protéico e pela alta produção de massa verde. feridas. furúnculos. Indicada ainda para hematúria. A raiz. icterícia. hepatite (68). espinhas. Aplicar sobre as partes afetadas. normaliza a atividade sexual e mantém a pigmentação natural do cabelo (145). combate a hemoptise e regula os fluxos sangüíneos. CORDÃO-DE-FRADE . que também são mutagênicos e pneumotóxicos. Pode-se adicionar um pouco de glicerina à pasta (258). Elimina sardas. • É muito utilizada como forrageira. debilidade. devido aos alcalóides pirrolizidínicos. Cozida em vinho. gastrite e senilidade prematura. • Cataplasma: amassar as folhas até ponto de pasta e aplicar sobre o ferimento. hemoptises (93).

em sulcos. . • Propagação: sementes. verticilados. vermelha ou laranja-amarelada.T.0 x 0. porém amplamente disseminada pelos estados litorâneos do Brasil. corindiba. leonuro. nem sombra. manchada. desenvolve-se melhor e solos humosos. As cápsulas que constituem o capítulo globoso. Aiton FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. FITOLOGIA Planta herbácea anual e sublenhosa de caule quadrangular. cordãode-frade-verdadeiro. cuneadas ou subcordiformes na base. cauda-de-leão.NOME CIENTÍFICO Leonotis nepetaefolia (L. pau-de-praga. formando capítulos globosos separados. cordão-de-frade-pequeno. ricos em matéria orgânica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Por ser nitrófila. A semeadura é feita diretamente a campo. coração-de-frade. ferindo facilmente a pele das pessoas. tornam-se rígidas na maturação. liso. aveludado-pubescente. rubim-de-bola. guarnecidas por brácteas espinhosas. verdes. finamente crenadas. simples ou ramificado. cordão-de-são-francisco. HABITAT Planta herbácea anual originária da África tropical e da Índia. A ocorrência da planta está curiosamente vinculada à ocupação humana. unissulcado longitudinalmente em cada face. As flores são pediceladas. onde cresce subespontaneamente como invasora de terrenos cultivados e estritamente os ruderais. Cada globo reúne em média 70 a 80 flores. dispostas em rácimos multiflorais densos.5 e 1. pode ocorrer uma certa dormência inicial das mesmas. de 4 a 6cm de diâmetro. As folhas são opostas. • Plantio: agosto a setembro. Encerram 4 frutos pretos trapezóides. glabro. verde-escuras na face ventral e claras ou prateadas na dorsal. SOLO Prefere solos francos. ovadas até ovadodeltóides.) W. subtomentosas. tolonga. Não tolera geadas. com 1. rubim. Após a maturação das sementes. Cálice com 8 dentes. com cálice pulverulento e corola bilabiada (lábio superior maior que o inferior). SINONÍMIA Catinga-de-mulata. com cerca de 5 a 10cm de comprimento.4m.8m de altura e 2 a 3cm de diâmetro. de pericarpo fosco. É heliófita. na maturação. e castanho. CLIMA A planta vegeta melhor em clima quente e em áreas ensolaradas. inicialmente.

problemas digestivos (xarope das flores).. gomas. FARMACOLOGIA O chá e o extrato hidroalcoólico relaxam a musculatura lisa. • É branqueadora de roupas (93). INDICAÇÕES Usada para banhos em crianças debilitadas. FITOQUÍMICA Óleo volátil perfumado. antiespasmódica. diurética (283). antiasmática. úlceras. febrífuga. estomáquica. feridas (341). apud 120) e causam relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. Cápsulas demasiadamente maturas apresentam deiscência natural muito forte.• Florescimento: irregular. ⇒ 20g/litro. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. ou seja.. hemorragias uterinas. metrorragia. flucoside leonotina (283). e fraqueza em adultos. estimulante. Utiliza-se também em banhos (257). anti-hemorrágica uterina. OUTRAS PROPRIEDADES • É usada para clarear roupas e repele insetos e roedores em grãos armazenados (257). 50 a 200ml/dia (uso interno e externo) (341). • Tintura: 5 a 25ml/dia. antiartrítica. antitérmica (120). peitoral. anti-reumática. sudorífica. carminativa. mucilagens. antinevrálgica e amarga (68). • Colheita: novembro a dezembro. maleita (120) e para a eliminação do ácido úrico (257). balsâmica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. elefantíase incipiente (283). debilidade orgânica geral em crianças (68). resultando em grande perda de sementes. béquica. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. oligúria. (257). por ocasião do início do florescimento. aumentam o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. O ponto de colheita das sementes é atingido quando pelo menos metade do agrupamento de cápsulas adquire a coloração castanha. inflamações broncopulmonares. PARTES UTILIZADAS Planta florida. antiasmática. ocorrendo espontaneamente em dezembro.5%. taninos. apud 120). antidisúrica (215). anúria. lactonas sesquiterpênicas (leonitina e trimetoxicumarina) (257). 6 a 7 semanas após a emergência das sementes. dispepsia. ácidos orgânicos. • Xarope: 10 a 50ml/dia (341). . vulnerária (341). • Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de janeiro a fevereiro. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao ia.

mucunã-assú. contendo 3 a 4 sementes achatadas. ovado-oblongos. pó-de-mico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônico. com 12 a 14cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. calmante nervoso (215) e parasiticida (94). com cerca de 2 a 3cm de diâmetro e até 1cm de espessura. coroanha. os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. com o hilo preto. olho-de-boi. Inflorescência violáceas com a base do estandarte amarela. castanho-avermelhadas. vernicosas. abruptamente agudos no ápice e arredondados na base. As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo. INDICAÇÕES . utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta. FITOLOGIA Trepadeira de grande porte. disposta em rácimos eretos. SINONÍMIA Cipó-de-imbiri.CORONHA NOME CIENTÍFICO Dioclea violacea M. composta por três folíolos grandes. que devem ser sempre submetidas ao calor. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior. recoberto por densa pubescência castanha. Faz-se a pré-germinação das sementes em uma bandeja com água. Folhas pecioladas. PARTES UTILIZADAS Sementes. duras. em covas. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilionaceae. revestida por uma densa pilosidade ferrugínea. vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais. micunã. • Tutoramento: para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta. • Propagação: sementes. coriácea. O fruto é uma vagem séssil. com o caule flexuoso. • Plantio: primavera.

sedosos. runcinado-pinatífitas ou pinatipartidas. polimorfas. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. formando uma armação globóide que se rompe facilmente com o vento. chicória-silvestre. em goles (215). formando um grande capítulo com invólucro duplo de brácteas externas mais curtas voltadas para baixo. segmentos ou lobos desiguais. HABITAT Espécie alóctone. radite-bravo. salada-de-toupeira. ereto. amargosa.Previne o derrame e remove as seqüelas do derrame. cespitosa. triangulares ou oblongos. principalmente como planta invasora de hortas. Indicada ainda para a epilepsia (215). fistuloso. Flores amarelointenso. DENTE-DE-LEÃO NOME CIENTÍFICO Taraxacum officinale Weber. Folhas em roseta basilar densa. chicória-louca. estriado. oco. soprão. glabras. mas a subterrânea é perene. taraxaco. oblongas ou lanceoladas. relógio-dos-estudantes. acaule. É encontrada até 2. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. sendo o terminal mais amplo. alface-de-côco. OUTRAS PROPRIEDADES É utililizada como formicida (94). SINONÍMIA Alface-de-cão. cilíndrico. disposto sobre um comprido pedúnculo radical de cerca de 15 a 30cm. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. terminando com papilhos de pêlos brancos. incisados ou denteado-acuminados. dente-de-leão-dos-jardins. monocéfalo. A parte aérea é anual.000m de altitude (91). Rizoma vertical. que cresce de 5 a 30cm em altura e cuja raiz pivotante amarelada pode atingir até 40cm. frango. resultando na disseminação das sementes. coroa-demonge. glabro ou araquináceo. oblongo-fusiforme. Tomar apenas uma xícara ao dia. originária de Portugal. radicais. liguladas. quartilho. FORMAS DE USO • Infusão: até 1g do pó da semente por xícara de água. pomares e áreas ruderais. . radiados. Fruto aquênio cinzento-azulado. lactescente. com os segmentos laterais virados para a base. agudos.

20m. CLIMA É de clima temperado.20m de largura. A planta contém ainda alcalóides. exsudando látex branco.000 a 1. • Plantio: outono.espesso. altos níveis de ferro. • Padrão comercial: as raízes: devem medir até 30cm de comprimento e ter 5 a 20mm de diâmetro. eliminando-se torrões e restos de plantas. folhas e inflorescência. taraxerol. colina. minerais de cobre (209). Irriga-se duas vezes ao dia. diretamente no campo. inulina. • Propagação: sementes. As sementes não devem ser enterradas. taraxasterol. levulina. • Castração: para uma melhor produção de raízes. vitaminas B e C (257). soda e potassa (283). mas encontra-se disseminada desde as regiões glaciais até o Equador. pro-vitamina A. O teor de cinzas deve ser inferior a 10% (96). • Produção de sementes: 1g de sementes contém 900 a 1. pois a falta de luz retarda ou inibe a germinação (sementes fotoblásticas). As raízes contém taraxacina. • Rendimento: 1. lactucopicrina. pois o transplante de mudas interfere na formação da raiz. SOLO Prefere solos areno-argilosos. pectina. fitosterol. óleo essencial e ácidos dioxinâmico. • Espaçamento: 0. não muito úmidos. • Alelopatia: a planta libera etileno. sais minerais (notadamente potássio). com pelo menos 15cm de altura e 1. A abertura das flores ocorre em dias ensolarados. • Colheita: inicia-se cerca de dois meses após a semeadura e é feita durante o ano todo (folhas) ou do outono ao inverno (raízes). deve-se eliminar o pendão floral. com cerca de 1cm de diâmetro. O solo deve ser bem preparado. p-oxifenilacético e . Sob temperaturas mais altas.350kg de raízes frescas ou 220 a 297kg/ha de raízes secas (93). óleorresina e carotenóides (128). PARTES UTILIZADAS Rizoma.20 x 0. tanino. Depositam-se as sementes sobre o solo e as comprime para maior aderência ao mesmo.200 sementes. • Adubação: incorporar ao solo 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. húmus de minhoca ou 5 a 6kg/m2 de estrume de gado. as folhas e a planta tornam-se pequenas. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em canteiros nivelados. níquel. meristemas da cepa e divisão de touceiras. podendo afetar a fisiologia de plantas companheiras (209). donde partem simultaneamente as folhas e os escapos floríferos. cobalto. castanho-escuro e esbranquiçada no corte. a partir das primeiras horas da manhã. taraxacosídeo. quase rentes ao chão. FITOQUÍMICA Látex. • Florescimento: ocorre no início da primavera. Um grama de sementes contém 900 a 950 sementes. É esciófita.

laxativa. anti-reumática (242). FORMAS DE USO • Macerado: deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes em 1 xícara das de chá de água. renais e vesicais. colesterol. anti-hemorroidária. colerética.tartárico (145). As folhas contém 9. dão origem a um produto sucedâneo do café. aperiente. • A planta também é forrageira. colagoga (145). conhecido como "café de chicória". fortificante dos nervos (215). sudorífica. por aumentar a lactação e a qualidade do leite. • Decocção: tomar 2 ou mais xícaras ao dia. e as sementes também são comestíveis. • Salada: raízes e folhas novas podem ser consumidas cruas como estimulante da digestão. estimulante digestiva (128) e carminativa (271).62% de matéria graxa (93). sarda. obesidade. constipações.45% de compostos nitrogenados e 0. Tomar 1 cálice antes das refeições (aperiente) (257). obstipação. resina e derivados triterpênico (96). anódina. biliares. anti-hipertensiva. afecções hepáticas (145). INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento de doenças de pele (93). febrífuga. • A planta é apícola. prevenção de derrames. diurética (257). Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia (32). • Suco: bater no liqüidificador 4 folhas. piorréia. Tomar ½ xícara antes das refeições (desintoxicante hepático e depurativo). gota. desobstruente das vísceras abdominais (283). ácido úrico. celulite. hipoglicemiante. As raízes contém até 25% de inulina. tônica. varizes e verruga. água (1 copo) e gotas de limão (145). DOIS-AMORES NOME CIENTÍFICO . astenia. antilítica biliar. • As flores fritas constituem um ótimo manjar. expectorante. torradas e moídas. escarros hemoptóicos. tez. prisão de ventre (215). Deixar macerar 10 dias. ósseas. antidiarréica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica. antihemorrágica. antiinflamatória. acidose (242). icterícia. paludismo. • As raízes. flores e as raízes podem ser consumidas como hortaliça. reumatismo. alcalinizante. carneiros e vacas.73% de carboidratos 2. especialmente para coelhos. câncer. pele. cárie dentária (68). hipocolesterolêmica. antianêmica (68). arteriosclerose. • Vinho: 1 colher das de raízes em ½ copo de vinho tinto seco. antidiarréica. depurativa. hepática. aperiente. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas.

com a forma de um sapato. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de sífilis. As sementes são ovóide-agudas. coriáceas. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. 3-coca. enquanto que as estacas são enraizadas em areia. única. inteiras. FITOLOGIA Planta perene. Os ramos são suculentos. as flores masculinas são numerosas e dispõem-se na circunferência e a feminina. sapatinho-dos-jardins. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. reunidas em cimeiras terminais densas. muito ramificada. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia (93). O fruto é uma cápsula mais larga que comprida (9 x 7cm). glabras. A planta é xerófila e adapta-se bem a solos pobres. agudas ou acuminadas.6m. onduladas nas margens. cáustico enérgico e acre. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O extrato da raiz e o látex são vomitivos. quase fistulosos e com poucas folhas. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. picão. sapatinho-de-judeu. cuneadas na base. é calicida e anti-hemorrágico (93).5mm). suculenta crescendo até 2m de altura. FORMAS DE USO . úlceras de mau caráter. ovadas. alternas.10 x 0. oblongas. O látex. HABITAT Espécie autóctone originária da Amazônia. porém não tolera os muito ácidos e encharcados. inclusas num grande invólucro bilobado vermelho até purpúreo. pequena. SINONÍMIA Dois-irmãos. As folhas são curto-pecioladas.Pedilanthus tithymaloides Poit. • Colheita: inicia a partir do quinto mês após o cultivo.0 a 1. As flores são vermelhas. arbustiva. vermiculita e/ou casca de arroz tostadas. lactescente. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. truncada na base e no ápice. • Plantio: primavera. no centro. medindo até 7cm de comprimento por 4cm de largura. verrugas e para regenerar carne dilacerada. com nervura central saliente na face dorsal. carnosas. sapatinho-do-diabo. obtusas ou recurvadas no ápice. pequenas (1.

• Propagação: sementes e estacas. dispostas em espigas carnosas. As folhas exalam aroma de noz-moscada. • Cultivada em jardins como planta ornamental. FITOLOGIA Subarbusto de caule e ramos nodosos. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos ou ricos em matéria orgânica. o uso da planta deve ser feito sob orientação de um profissional habilitado OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como cerca-viva e em renques. Utilizar estacas com cerca de 3 a 5mm de espessura e 20cm de comprimento. conforme a dose. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É esciófita. porosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae.5m. oblongo-acuminadas. A base das estacas deve ser raspada com faca para permitir uma maior absorção de água. HABITAT Planta subarbustiva perene autóctone do Brasil equatorial. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Em regiões subtropicais o crescimento é muito lento. SINONÍMIA Óleo elétrico. amareladas. O uso interno só deve ser feito mediante orientação médica. TOXICOLOGIA Por encerrar látex cáustico e tóxico. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita . ELIXIR-PAREGÓRICO NOME CIENTÍFICO Piper calosum L.Utiliza-se externamente.8 x 0. Flores diminutas. Folhas alternas. CLIMA Prefere regiões quentes e úmidas. leves e férteis. com as nervuras proeminentes na face ventral.

. plástico preto e outros materiais inertes. Plantio: agosto a setembro. FAMÍLIA BOTÂNICA Cecropiaceae. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da cistite. ambaitinga. beira de estradas e capoeiras. retém mais umidade e mantém estável a temperatura do solo. aperiente e antisséptica (271). Colheita: inicia um ano após o plantio. umbaúba. umedecidas intermitentemente através de nebulização. imbaíba. incisivo. É uma planta típica de matas ciliares úmidas. ambaí. figueira-de-surinam. antiblenorrágico e diurético (93).• • • • ou casca de arroz tostada. SINONÍMIA Ambahú. hemostáticas tópicas (9). evita o adensamento do solo. piperetina. Adubação: 3kg/planta de húmus de minhoca e 100g/planta de fosfato natural. uretrite. rouquidão e afecções da garganta (271). citral. pau-de-lixa. picante. Tipos de cobertura: casca de arroz. atenuante. pirrolina. palha seca. imbaúba. PARTES UTILIZADAS Folhas. ambati. antidiarréicas. EMBAÚBA NOME CIENTÍFICO Cecropia glaziouii Snethlage. ambaíba. caixeta. prostatite. baibeira. aparecendo também em pomares. ibaituga. digestivas. em abrigos cobertos com sombrite 70%. dificulta o crescimento de plantas invasoras. especialmente a Atlântica. odontálgico. ibaíba. árvore-da-preguiça. FITOQUÍMICA Maticina. chavicina. ambaú. Além disso. diurética. Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. mirceno. pastagens. torém. catarro nasal. safrol e taninos (9) PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O fruto é acre. As folhas são adstringentes. jamborandina. HABITAT Planta arbórea perene autóctone. imbaubão.

visíveis com lente e. oligo e poli catequinas). diurética. alcalóides e taninos (145). . com pelo menos 400ml de capacidade. os masculinos são numerosos. SOLO Adapta-se a quase todos os tipos de solo. a face ventral é escabrosa e áspera e a dorsal alvo-tomentosa. que são colhidas dos frutos. A semeadura é feita em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados. CLIMA Prefere o clima quente e úmido. antidiabética. contendo substrato organo-mineral. arredondadas. antileucorréica. cardiotônica (257). A planta cresce melhor em solos aluviais. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. proantocianidinas (mono. As folhas são largas.FITOLOGIA Árvore perene de tronco reto. béquica nervosa. com cerca de 3cm de comprimento. • Pragas: as folhas da planta são freqüentemente atacadas por lagartas e formigascortadeiras. antigripal e reguladora do ritmo cardíaco (215). quatro em cada uma das espatas. Cresce entre 12 a 15m de altura. semelhante ao mamoeiro. Apresenta 4 receptáculos femininos. divididas em 8 a 9 lobos unidos pelos dois terços a partir da base. frutos e brotos (uso interno) e látex (uso externo). Solos encharcados são prejudiciais. um tanto sinuosos. obtém-se o perfilhamento da planta e a redução da sua estatura. cordiformes. sobretudo os úmidos. hepática. tolerando até os solos ácidos e argilosos. anti-hidrópica (68). cobertos com leve tomento alvo. vulnerária. esgalhado. de outubro a março. de 30cm de diâmetro. anti-hipertensiva (235). inteiriços. estas externamente tomentosas. estimulante do músculo cardíaco (271). comestíveis. com estrias e nervos. • Plantio: ano todo. • Poda: através do corte apical da planta. É heliófita. PARTES UTILIZADAS Folhas. raiz. Pode-se colher até 100% das folhas da árvore. hipotensora. expectorante (145). oco. peltadas acima do centro. antiasmática. antiblenorrágica (32). • Propagação: sementes. Os receptáculos femininos são cilíndricos. a parte livre é ovado-aguda. na face dorsal. flavonóides. • Colheita: um ano após o plantio. As nervuras primárias e secundárias da face dorsal são avermelhadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. tenras. FITOQUÍMICA Glicosídeos (orientina).

. mal de Parkinson (68) e diarréia. verrugas e úlceras gangrenosas (145). MODO DE USO • Suco: ⇒ extrair o suco da raiz e diluir 1 colher das de sopa em 1 xícara de água. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (32). que é cáustico. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. OUTRAS PROPRIEDADES • A casca pode ser utilizada para curtir o couro e a madeira fornece matéria prima para o preparo de carvão (128). Tomar um gole de hora em hora (32). ⇒ 1 folha nova. verrugas e chagas crônicas (145).INDICAÇÕES É ainda utilizada para o tratamento de bronquite. O suco da raiz é utilizado no tratamento de úlceras cancerosas (215). • Uso tópico: pingar 5 gotas do látex em feridas. em 2 xícaras de água. oligúria. É glabra. cólicas hepáticas (32). Bater em liqüidificador. ENDRO NOME CIENTÍFICO Anethum graveolens L. • Produz fruto comestível. • Decocção: ⇒ 20g de raiz para 1 litro de água. é utilizado topicamente em úlceras gangrenosas e cancerosas. funcho-bastardo. SINONÍMIA Aneto. As folhas são 3-pinatisectas. Tomar 3 vezes ao dia (distúrbios respiratórios e mal de Parkinson). glaucescente e apresenta o caule estriado de branco e verde. O látex. que medra em terrenos baldios e searas. FITOLOGIA Planta herbácea anual que atinge até 1. Tomar 3 xícaras ao dia (hipotensora e diurética). HABITAT Espécie alóctone mediterrânea. anúria. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. coqueluche (257). até 600m de altitude (182). semelhante ao figo.20m de altura. e medula branca. fresca. ⇒ ferver 2 folhas em 1 litro de água. • O tronco é utilizado como estiva de barcos.

à guisa de asas. Os frutos são mais largos que os do funcho (Foeniculum vulgare). a medida que a cor dos frutos declina para castanho. Ventos e chuvas fortes causam acamamento das planta. enquanto os arenosos facilitam à ocorrência de nematóides e deficiências nutricionais.5 a 7. pois ocorre cruzamento interespecífico. SOLO Prefere solos francos. • Florescimento: ocorre aos 90 dias após a semeadura. e com pH entre 6. • Rendimento: 500 a 700kg/ha (163). Em semeadura direta são necessários 6 a 7kg de sementes para o plantio de 1 hectare. quando matura. férteis. Evitar o plantio simultâneo e próximo de funcho. Estão dispostas em 4 a 8 umbelas com 15 a 40 raios desiguais.7m. heliófita.. O fruto é um diaquênio com uma semente marrom. As flores amarelas possuem cinco pétalas inteiras recurvadas para o lado de dentro. • Colheita: ocorre 4 a 5 meses após a semeadura. . CLIMA A planta vegeta espontaneamente em regiões onde a temperatura média de verão é inferior a 20oC (182). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes são colhidas através do corte das umbelas. dispendese cerca de 1.0.12kg de sementes (182). PARTES UTILIZADAS Sementes. as plantas devem ser tutoradas verticalmente com varas de bambu com 1. de setembro a dezembro. • Plantio: deve ser feito no início da primavera. Períodos de estiagem aceleram o ciclo da planta.25m. • Propagação: sementes. Embora seja de clima sul-mediterrânico.divididas em lacínias filiformes. O retardamento da colheita resulta em perda de princípios ativos e deiscência espontânea das sementes. pecioladas e se dilatam na base em uma ampla bainha. além de prejudicar a frutificação. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato orgânico poroso. suporta bem períodos de frio. • Tutoramento: em regiões onde são comuns ventos fortes.5 x 0. A raiz axial é delgada e as secundárias esbranquiçadas. Semeia-se no outono. A planta não suporta sombreamento. é portanto.5 a 1. • Nutrição: a planta é nitrófila. sendo portanto necessária adubação orgânica no plantio e nitrogenada em cobertura. medindo cerca de 4mm. levemente alcalinos e porosos. flores e folhas. • Secagem: as sementes devem ser desidratadas à temperaturas nunca superior a 37oC (182). A colheita de sementes em períodos chuvosos diminui sua qualidade fitoquímica e a conservação. Sobre sua superfície dispõe-se 3 costelas dorsais e duas marginais. Solos muito argilosos dificultam as trocas gasosas e predispõem à doenças. bem drenados. • Ervas daninhas: manter a cultura livre de concorrência. Para o plantio em sementeiras. que se reproduz precocemente em detrimento da produção de sementes.

aromática. Coar. adoçar com mel e beber antes das refeições (digestivo) • Vinho: ferver em ¼ de litro de vinho tinto 1 colher das de café da semente do endro. antiemética. doces. durante 5 minutos: ⇒ 1 colher das de café de sementes. Coar e tomar 1 xícara das de chá antes de cada amamentação (para favorecer a lactação e contra gases intestinais) ⇒ 1 colher das de sopa de sementes (para ânsia de vômito) ⇒ 4 colheres das de café de sementes. FAMÍLIA BOTÂNICA Ranunculaceae. hiperacidez estomacal. resina. durante 5 minutos. lactogênica (294). aperiente (257). depurativa. diurética (144). peixes e conservas de hortaliças. ânsia de vômito. • As folhas são mais anisadas e amaras. antidiarréica (271) e antisséptica. Coar e tomar com suco de limão (soluços) ⇒ 2 colheres das de café de sementes. As sementes contém cerca de 3 a 4% de óleo essencial (163).FITOQUÍMICA Óleo essencial. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de cólicas. FORMAS DE USO • Decocção . fresco e pouco picante. antiespasmódica. insônia (128). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. digestiva. saladas e pepinos em conservas. ERVA-CIÁTICA NOME CIENTÍFICO Ranunculus repens L. matérias nitrogenadas. ranúnculo-rasteiro. aerofagia e meteorismo. utilizadas como condimento e na preparação de licores. hipnótica. resfriado (294). Abafar por 5 minutos e coar. SINONÍMIA Erva-do-monge. mata-boi. tanino e carvona. soluços. resolutiva (93). mucilagem. estomacal. . É indicado para o resfriado (294) OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes possuem um odor agradável e forte. um pedaço de canela e uma colher das de café de folha de eucalipto. São utilizadas picadas nos molhos brancos.ferver em ¼ de litro de água. estimulante.

anti-hemorroidária (93) e cicatrizante (271). FARMACOLOGIA A planta mostrou forte atividade antiinflamatória CECHINEL et al. ou de aluvião. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. 1996).3m. Quando ocorre sombreamento. podem provocar ferimentos em pessoas e animais. PARTES UTILIZADAS Folhas. por ser muito prolífera. É subespontânea no sul do Brasil. As folhas são 3sectas com os segmentos peciolados. Os frutos. • Florescimento: agosto a setembro. mas adapta-se ao subtropical ameno. citado por ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta apresentou atividade bactericida contra Salmonella typhymurium (Dal Magro. com os ramos eretos. com estolhos rastejantes e compridos. CLIMA É de clima temperado. rente ao solo. do tipo craspédio. por serem contundentes. a planta apresenta-se prostrada. fendidos e denteados. Quando a luminosidade é plena.HABITAT Originária das regiões boreais temperadas. As flores são amarelas com as sépalas abertas. • Produção de sementes: outubro-novembro. 1996). AGROLOGIA • Espaçamento :0. liso nas faces. sendo o médio mais comprido. SOLO Prefere solos arenosos e humosos. citado por CECHINEL et al. Fruto aquênio. FITOLOGIA Planta vivaz. Não tolera solos ácidos e compactados. a planta assume uma arquitetura tipo moita. A semeadura pode ser feita diretamente a campo ou em badejas de isopor contendo substrato organo-mineral.3 x 0. É heliófita. • Propagação: sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. FORMAS DE USO . pubescente ou hirsuta. • Plantio: maio a junho. a planta pode se tornar infestante. disposto em glomérulos radialmente espinhosos e pontiagudos. • Cuidados gerais: em regiões de clima mais ameno. em ratos (Dal Magro.

ERVA-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Melissa officinalis L. O caule dispõem-se em tufo. erva-cidreira-verdadeira. . CLIMA É planta típica de climas temperados. melitéia. onde é cultivada. de secção quadrangular. Já está completamente adaptada ao Brasil. carenado-serreadas.000m de altitude (96). HABITAT Espécie alóctone. não podendo ser usadas internamente. drenados. melissa-verdadeira. SOLO Prefere solos férteis.Cataplasma: folhas contusas. opostas. cresce melhor à meia-sombra. além de haver um declínio no aroma das folhas. melissa-romana. norte da África e Ásia. que cresce espontaneamente em áreas montanhosas e submontanhosas do sul e centro da Europa. de textura média e com bom teor de umidade. reticulada dorsalmente. mas varia entre 30 a 60cm de altura e 40 a 60cm de diâmetro de moita. períodos de estiagem causam amarelecimento e redução no tamanho das folhas. com folhas pequenas. Seu crescimento é variável conforme às condições de solo e luminosidade. ovais. aplicadas topicamente sobre as articulações (215). profundos. As folhas são de um verde intenso na face ventral e verde-claras na face dorsal. É encontrada até 1. SINONÍMIA Chá-da-frança. Locais muito sombreados reduzem o aroma das folhas. Cresce espontaneamente em locais sombrios e úmidos. nervuras salientes. citronela-menor. Embora não seja planta esciófita. onde a temperatura gira em torno de 20 oC. verde-claras. pálidas e arroxeadas. rizomatosa e vivaz. Ventos frios e geadas são deletérias à planta. ricos em matéria orgânica. Folhas grandes. FITOLOGIA Planta subarbustiva. Insolações excessivas torna a planta raquítica. A planta é exigente em umidade no solo e devido a isso. cidrilha. melissa. TOXICOLOGIA As folhas são muito tóxicas. As flores são brancas. ereto. limonete. lanceoladas pecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. ramificado a partir da base.

sementes e estacas dos ramos. caxumba.014 a 0. menos a raiz. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. problemas nervosos (257). hipocondria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Calmante. emenagoga (283).800kg/ha de folhas desidratadas (182). • Renovação da cultura: após o terceiro ano. O transplante é feito quando as mudas apresentam 10 a 15cm de altura. • Pragas: deve-se proceder o controle às formigas. palpitação do coração. Quando colhida após o florescimento da planta. pericardite. • Florescimento: não se constatou o florescimento desta espécie no Litoral Catarinense. cordial. cefalalgias. citronelal (30 a 40%) (280). citronelol. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo citral (20 a 30%). quando é vegetativa. má circulação sangüínea.15% de óleo essencial e as folhas secas. as folhas podem apresentar um aroma semelhante ao percevejo (283). digestiva. estomáquica. paralisia. desmaios. resfriado. O plantio dos rizomas pode ser feito diretamente a campo. antinevrálgica. afecções gástricas. Aplicar 5g/m2 de uréia aos 40 dias após o transplante. artralgia. succínico e resinas. insônia. carminativa. histerismo.20m. na primavera até início do verão. pineno. diarréia de sangue. • Plantio: outono. O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. FORMAS DE USO . arrotos.1%. clorogênico (257). gastralgia. INDICAÇÕES Usada no tratamento de feridas. 0. enxaquecas. em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados contendo substrato organo-mineral. tônica dos nervos.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. cãibras intestinais. • Rendimento: 10 a 15t/ha de parte aérea ou cerca de 1. espasmolítico e bactericida (280). dores nos olhos. porém obtém-se um maior índice de pegamento e mudas de maior qualidade produzido-as em ambiente sombreado (sombrite 50 a 70%). estimulante. • Colheita: quatro a cinco meses após o plantio. sendo que o teor de cinzas varia de 10 a 12% (96). linalol e geraniol. quando a propagação é feita por sementes e setembro. tosse. • Propagação: divisão de rizomas. epilepsia. limoneno. tenesmo. antidispéptica (93) e hipotensora. A segunda colheita ocorre 45 dias após a primeira. tanino. icterícia.80 x 0. A planta fresca tem 0. odontalgias. vertigem (32) e catarros crônicos (93). em diarréias (224). composto ou húmus de minhoca. FARMACOLOGIA O citral e o citronelal tem efeito sedativo. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. sedativa. antiespasmódica. ácidos caféico. debilidade geral.

a planta emana um suave e agradável perfume de limão. FITOLOGIA Planta herbácea perene. especialmente na região sul do Brasil. capetiçoba. de coloração verde-avermelhado e glabro. estreito- . para inflamações. Ocorre até 1. valas de drenagem. de caule ascendente. várzeas úmidas e sujeitas à inundação. • Suco: mistura-se um pouco de sal às folhas contusas (caxumba) • Cataplasma: aplica-se sobre o ventre. radicante nos nós. omelete e molhos) e no preparo de licores. • Quando jovem. persicária-mordaz. pensicária-urente. ramificado. pimenta-d’água. cerdosas na parte superior e glabrascentes quando velhas. capetiçoba. Folhas alternas.200m de altitude (383). HABITAT Espécie autóctone. capitiçoba. Possui ócreas de 12 a 16mm de altura. capiçoba. com 8 a 12cm de comprimento. O sabor é adocicado e um pouco amargo. pimenta-do-brejo. delgado (3 a 4mm de espessura). áreas paludosas rasas. • Lavagens intestinais com o infuso (tenesmo e diarréia de sangue) • Bochechos: dores de dente. do continente americano. subsésseis. cataia. • Folhas frescas: aplicar sobre os olhos. persicária-do-brasil. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum hydropiper Michaux. à beira de riachos e lagoas. catária. fistuloso. potincoba. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes ao dia (257). • Aromatizante em culinária (saladas de hortaliças e frutas.• Infusão: ⇒ 25 a 50g de folhas por litro de água. persicária. erva-pulgueira. Cresce espontaneamente em áreas uliginosas. OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera. catala. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de folhas verdes picadas para ½ litro de água. para dores de estômago. Cresce até 1m de altura. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (283). caataiá. pimenta-aquática. petincobe. SINONÍMIA Acataia. fígado e intestino (32).

negra. tipo espigas gêmeas ou subracemosas. as mudas desidratam-se muito rapidamente. lineares ou subfiliformes. compostos fenólicos. pecíolo com 3 a 5mm. adpresso-pilósulas. • Colheita: ocorre 1 mês após o plantio. a partir de setembro. A folha apresenta um forte sabor apimentado. com perigônio 5-partido formado por tépalas brancoesverdeadas. peninervadas. adstringente. de úmidos à encharcados. O fruto é uma núcula triangular-globosa. Deve ser feita em pleno florescimento. inicialmente. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. a lanço. butírico (257). antraquinonas. INDICAÇÕES . eretas. com pecíolo invaginante. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em áreas úmidas. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. colerética. luteolina. • Espaçamento: 0. vasoconstritora e depurativa. antisséptica. atenuadas nas duas extremidades. antocianinas. antiartrítica. estimulante. • Florescimento: o ano todo. taninos. glicosídeo. hermafroditas. • Propagação: sementes.lanceoladas. persicarina. malônico e poligônico. Inflorescência terminal e axilar. ácidos gálico. CLIMA É de clima temperado. brilhante. • Plantio: ano todo.30 x 0. persicariol. antiblenorrágica. antiinflamatória (145). rutina. cumarina (145) e nitrato de potássio (128). homeotensora vascular. iso-hametina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidisentérica. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. FITOQUÍMICA Quercitina. Tolera os solos ácidos. antireumática (257). saponinas. vermicida. acético. É heliófita. apiculada. antialérgica. rebentos do rizoma e estacas do caule. cicatrizante. estimulante. anti-hemorroidária (283). emenagoga (271). revestida pelo perigônio (199). Por ser uma planta higrófita. e depois glabrascentes. diurética. SOLO Prefere solos argilo-arenosos. antidiarréica sangüínea. antitérmica. • Podas: devido à sua alta prolificidade.30m. com flores pequenas (2 a 3mm de comprimento). desenvolvendo-se bem em água fria (199) . ou em terrenos com uma pequena lâmina de água. hemostática. revulsiva.

edemas. disenteria bacteriana (145). diarréias sangüineas (93). Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). ferver e deixar esfriar.Útil também para o tratamento de febres malignas. sífilis (32). ⇒ 10g para 1 litro de água. ou reumatismo. por algumas horas (257). estrangúria. massageando levemente. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. Ferver por 5 minutos. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. retenções de urina (283). Esfriar. úlceras. erisipela (257). . fragilidade capilar. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. • Utilizada na indústria da cana para refinar e condensar o açúcar (257). coar e fazer ablução anal por 30 minutos. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). congestões cerebrais. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. em infusão. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. Repetir 3 vezes ao dia (257). FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. litíase. afecções renais. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum persicaria L. enterite e indigestão. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). principalmente antes e após à evacuação. como cicatrizante. varizes. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. menopausa.

As flores são rosadas. formadas por 5 tépalas. as mudas desidratam-se muito rapidamente.5 a 2cm de comprimento. • Podas: devido à sua alta prolificidade. CLIMA É de clima temperado quente. compacta. SOLO Prefere solos úmidos. O fruto é uma núcula lenticular. anual. quase sésseis. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. As folhas são verdes. medindo 10 a 14cm de comprimento por 3cm de largura. Inflorescência racimosa espiciforme. Por ser uma planta higrófita. com base e ápice acuminados.30m. e atro-avermelhada. simples. HABITAT Espécie originária da Europa e subespontânea no Brasil. Deve ser feita em pleno florescimento. • Florescimento: primavera e verão. aerados e humosos. rebentos do rizoma e estacas do caule. glabro. crescendo em terrenos úmidos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. de textura crustácea. liso. esparsas. a partir de setembro. liso. ramificado. PARTES UTILIZADAS Folhas. glabro. a lanço. cilíndrica. vulnerária e odontálgica (242). cilíndrico. quando maturo. Também conhecida pelos nomes populares de Polygonum hydropiper. Caule ereto.SINONÍMIA Persicária-de-pé-vermelho. flores e ramos. com manchas avermelhadas ou castanhas. medindo 40 a 60cm de altura. ornado na base com ócreas ciliadas e membranosas com 1. medindo cerca de 2mm de comprimento. adaptando-se também ao subtropical. com os nós proeminentes.5 mês após o plantio. com 3 a 4cm de comprimento. • Colheita: ocorre 1. alternas. finamente alveolado e de coloração ocre. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas.30 x 0. elípticoalongadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. brilhante. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. róseo ou avermelhado. • Propagação: sementes. quando imaturo. FITOLOGIA Planta herbácea. . mas não encharcados.

erva-do-diabo. massageando levemente. por algumas horas (257). Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). em infusão. suaçúcaá. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). principalmente antes e após à evacuação. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). suçuaia. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. fumo-bravo. SINONÍMIA Erva-de-veado. Esfriar. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. língua-de-vaca. ou reumatismo. ⇒ 10g para 1 litro de água. fumo-da-mata. ferver e deixar esfriar. suçauaiá. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. pé-de-elefante. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. suaçu-caá. ERVA-DE-COLÉGIO NOME CIENTÍFICO Elephantopus mollis H. suçaiá. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). Ferver por 5 minutos. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. Repetir 3 vezes ao dia (257). • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). sossoia. HABITAT . suaçuaia. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. como cicatrizante. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. saçóia.INDICAÇÕES Utilizada nos casos de paralisia e congestão cerebral (242). Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia.K.B. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). erva-grossa.

A raiz é utilizada para o tratamento de febres astênicas (57 e 211). anti-sifilítica (68). diretamente em canteiros. úlceras. vulnerária. • Plantio: abril e outubro. ricos em matéria orgânica e úmidos. como cicatrizante (68). • Cataplasmas: folhas frescas. Inflorescências terminais. • Propagação: sementes. pubescentes. febrífuga. béquica e resolutiva (242). CLIMA É de clima subtropical. FITOLOGIA Planta herbácea. perene. Cresce espontaneamente em bosques. podendo ser até quase branca. • Colheita: 3 meses após o plantio. Porém cresce mais abundantemente e vigorosamente em solos revolvidos. picadas. antireumática. emoliente. capoeiras e pastagens da área de mata pluvial da Encosta Atlântica. Externamente. As sementes podem ser semeadas em sulcos. paniculadas. As folhas são sésseis. medindo 12 a 25cm. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticatarral. INDICAÇÕES Bronquite. tônica. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Indicada para abrandar o calor da menopausa (271). feridas (68) e elefantíase (242). antilítica. terrenos abandonados. catarros pulmonares. FORMAS DE USO • Infusão e decocção: utilizam-se as folhas para afecções respiratórias e reumatismo. sudorífica. diurética. reunindo capítulos sésseis. e as superiores alternas. . É feita no início do florescimento. gripes fortes e intermitentes. as basais enrosetadas. heliófita ou esciófita. utilizam-se as raízes para febres e como adstringente e tônico.. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes.Espécie autóctone do Brasil. O suco fresco das folhas combate cálculos urinários. protegidos por brácteas foliáceas grandes.4m. • Florescimento: dezembro a abril. SOLO Pouco exigente quanto aos tipos de solo e o grau de fertilidade. • Suco: utilizam-se as folhas para cálculos urinários. medindo 40 a 80cm de altura.4 x 0. caule pubescente. adstringente. As flores aduzem coloração violácea a azul-claro.

as sementes ou mudas devem ser implantadas sobre ramos jovens de árvores. subcoriáceas. var. medindo até 1cm de comprimento. Flores amarelo-esverdeadas. polyrhizus. ereto-divaricadas. trepadores. CLIMA É de clima tropical. numerosos. com pétalas espatuladas. com base cuneiforme e ápice arredondado. lisa. Ramos subcilíndricos.ERVA-DE-PASSARINHO NOME CIENTÍFICO Struthanthus polyrhizus Mart. Após. Após a germinação. O fruto é uma pseudobaga ovóide ou elipsóide. suculenta. glabra. sutilmente nervadas. finos. flexuosos. Pecíolo com 0. medindo 2mm de diâmetro. Propagação: sementes. lisos. as plântulas são afixadas no ramo hospedeiro com fita crepe ou similar. Para facilitar o parasitismo. FAMÍLIA BOTÂNICA Loranthaceae. parasita. com flores em tríades que se dispõe em pares. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. Os haustórios são estruturas rizomórficas que penetram no tecido do hospedeiro para retirar a seiva elaborada. ovaladas. mas principalmente árvores de pomares de Citrus. Devem ser tratadas com ácido clorídrico 1N. Ocorre parasitando árvores expostas. medindo 3 a 5cm comprimento por 2 a 3cm de largura. no segundo ano do ciclo. emitindo raízes adventícias que se prendem na planta hospedeira e lançam novos rebentos vegetativos ou reprodutivos. sob luz difusa. HABITAT Espécie autóctone. adaptando-se ao subtropical. . joão-bolão. Inflorescência corimbiforme. Frutificação: verão e outono. As sementes podem ser germinadas em alginato hidratado. o ramo deve ser raspado com uma faca para expor o tecido vivo. purpúrea. Polinização: entomófila Colheita: inicia a partir do segundo ano após o início do parasitismo. verdes. ingazeiros.7 a 1. Folhas alternas ou opostas. caquizeiros. Florescimento: primavera-verão. AGROLOGIA • • • • • • Ambiente: por ser uma planta parasita. encontrada na mata pluvial atlântica. Hospedeiros preferenciais: Citrus. durante 2 minutos. O Estado de Santa Catarina é o limite austral de sua ocorrência (334). para facilitar a germinação. lavar em água corrente e deixar secar.0mm.

hemostática. pequenas e com suave perfume balsâmico. opostas. contendo substrato organo-mineral. ésteres.5m. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. antiasmática e anti-hipotensora (215). feridas.5 x 1. úlceras externas (215). contendo ácidos graxos. coqueluche (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. pneumonia. et Hook) Troncoso. • Florescimento: fevereiro a maio. Apresenta folhas lisas. . afecções uterinas. cetonas. PARTES UTILIZADAS Folhas. Frutos tipo aquênio.PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. INDICAÇÕES Indicada para bronquite. hidrocarbonetos. formada por numerosas flores brancas. frieiras e distúrbios da idade crítica (271). fenóis.0 a 2. afecções da pele. A estaquia é feita ao final do inverno e início da primavera. As folhas menores reúnem em fascículos axilares. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Inflorescência racimosa espiciforme solitária. • Plantio: outubro a dezembro. hidrocarbonetos sesquiterpênicos (52).79%). lisas. geminadas ou em panículas terminais. eucaliptol.5m. ovaladas. antidiabética. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce cerca de 2. ERVA-SANTA NOME CIENTÍFICO Aloysia gratissima (Gill. fortemente aromáticas. • Propagação: sementes e estaquia. no verão. álcoois. cineol. apud 18). brilhantes. FITOQUÍMICA Óleo essencial (1. anticancerígena (271). ramoso-subespinescente. vainilina (139) e alcalóides (Smolenski. encanoadas. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. béquica (257). cardiotônica.

chá-do-méxico. oblongo-lanceoladas. ervadas-lombrigas. erva-embrósia. ervapomba-rola. Ocorre até 2. erva-ambrosia. var. medindo 3 a 9cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. muito ramificado. hortas e jardins. balsâmica. mata-cobra. mentrusto. charcos e subespontaneamente em lavouras. ambrosia-do-méxico. ambrósia. trevo-de-santa-luzia. ambrósia-do-méxico. verde ou púrpura. erva-vomigueira. Cresce espontaneamente em áreas de aluvião de rios. erva-lombrigueira. pecioladas (as da base) e sésseis e glandulosas (folhas superiores). FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. OUTRAS PROPRIEDADES É utilizada para aromatizar o chimarrão. ambrosina. mata-cabra. matruz. erva-das-cobras. com pubescência rala e curta. antigripal. ascendente. glabro. pacote. cravinho-do-mato. sulcado longitudinalmente por sulcos rasos e verdes. lombrigueira. caacica. chá-da-espanha. de caule ereto. SINONÍMIA Ambrisina. erva-pomba-rota. erva-vomiqueira. canudo. ambrosia. erva-de-bicho. intercalados por faixas esbranquiçadas ou rosadas. ambrosioides. ervado-méxico. apazote. chá-dosjesuítas. anserina-vermífuga. cravinho-do-campo. Inflorescência em glomérulo de flores muito . erva-santa. mentrei. uzaidela. carnes e ensopados. glandular-pubescente. muito olorosa. com até 1. e glandulífera na face dorsal. ERVA-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Chenopodium ambrosioides L. denteadas.10m de altura. erva-formigueira. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de resfriados. erva-mata-pulga. As folhas são alternas. béquica (215) e anticancerígena (271). terrenos baldios. menstruço. anticancerosa. erva-formiga. mentruz. quenopódio. mentrasto.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. erva-mata-pulgas. com os bordos mais ou menos sinuosos. FITOLOGIA Planta subarbustiva anual ou vivaz. gastralgias (18) e para lavagem de feridas e úlceras (215). sobretudo do México.760m de altitude (179). HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais da América. mastruz. mentraz. anti-reumática. mastruço.

Itália e Turquia (255). verde-pálido. arenosos. linomeno. limoneno. N-hentriacontano. ácidos butírico e salicílico (257). canforáceas e amargas. Quando colhida no estádio de frutos. sumidades florais e frutos. salicilato de metila. glicol. vermífuga (Ascaris e Oxyuris).5% de óleo essencial e 64. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. antipalúdica. δ-terpineol. • Colheita: novembro a janeiro. amebicida. carminativa (179). β-pineno. Tolera solos halógenos (209). e as sumidades apresentam aroma desagradável. carveno (46%). Argentina. N-heptacosano. p-cimol. uma planta nitrófila. safrole.. xerofíticos e sub-xerofíticos (87). . PARTES UTILIZADAS Folhas. aritasona. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O óleo essencial da planta está incluído na farmacopéia da Espanha.5% nas folhas. A planta contém 1. kaempferol rhamnosídeo. apresenta maior teor de ascaridol. pinocarvona. antiespasmódica. iso-hametina (209). dimetilsulfóxido.5 x 0. Portugal. Outro princípio ativo importante é o anetol (éster fenólico) (Sousa Brito apud 130).5% de ascaridol (154). cineol. O fruto é um utrículo globular. quenopodina. A planta é usada como estomáquica. México. Se adapta bem em terrenos argilosos. que causa prejuízos à produção de folhas e sementes. cânfora. • Plantio: agosto a setembro. • Reprodução: via sementes. • Germinação: 82 a 97%. sais minerais (313). localizada nas das folhas superiores à guisa de uma longa panícula. taninos. pretas e lustrosas. ambrosídeo. 1% nas sementes). antiasmática. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos de canteiros ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. contendo ascaridol (principalmente nas sementes). diurética (258). antifúngica (353). béquica (167). cicatrizante. Índia. SOLO A planta vegeta subespontaneamente em solos férteis e/ou ricos em matéria orgânica. As sementes são diminutas. betaína. portanto. ácidos orgânicos. histamina. aromática. • Doenças: A planta é susceptível à Cercospora sp. chenopodium saponina A. chenopodosídeos A e B. sudorífica. membranoso. O uso de nitrato de potássio a 0. As folhas são pronunciadamente aromáticas. sedativa. Noctacosano.3m. N-docosano. pectina.pequenas verde-amareladas. que são extremamente numerosas na planta. p-cimeno (179). antisséptica tópica (261).3 a 0. 3-0-glicosídeo de quercitina. methadieno.2% e alternância de temperaturas (20 a 30oC) maximiza o índice de germinação das sementes (353). diaforética. É. ácidos e compactos. • Florescimento: verão. Não se adapta a solos muito úmidos. terpenos. antiulcerosa. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (0. santonina. sobretudo no verão.

infecções pulmonares. estimulante (242). antigripal. em 2 copos de leite e bater no liqüidificador. FARMACOLOGIA Atividades antiulcerosa (66. 136). insônia (68). FORMAS DE USO • Cataplasma: misturar 1 xícara (tipo cafezinho) de vinagre e uma colher (tipo sopa) de sal e amassar a planta nesta mistura até obter uma papa. purgante. espasmos musculares. traumatismos ósseos. Tomar 1 gole de hora em hora. INDICAÇÕES As folhas são utilizadas em cataplasma em qualquer tumor. com sal. durante 3 dias seguidos (vermífugo). • Sumo: Obter 2 a 4 colheres das de sopa do sumo das folhas e misturar a 1 xícara das de chá de leite. eupéptica (130). palpitações do coração. dispepsias.anticancerígena (271). antiespasmódica. dores de estômago. administrado em dose única (1. mostra-se eficaz na erradicação de diversas parasitoses intestinais (88). ancilostomose e picada de animais peçonhentos. nervosas e indigestões (215). esmagado . Utilizada também para o tratamento da doença conhecida como dança-de-são-guido (283). emoliente (120). nas doses de 240 a 420mg/kg de peso vivo. a variação do conteúdo de metabólitos secundários e a variabilidade genética da espécie dificulta a padronização dos tratamentos clínicos. equimoses. afecções discrósicas do aparelho digestivo (242). tônica (283). Após. Tomar 1 vez ao dia. sobretudo para áscaris e ancilostomas (45. anti-helmíntica. doenças. afecções da pele. estimulante respiratória (122). O cozimento das folhas. Crianças devem tomar metade da dose (258). Não obstante. hemorragia interna. varizes. Apresenta atividade antifúngica (208) e antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (358). peitoral. Somente crianças acima de 5 anos poderão receber o produto. antitumoral e antiviral (120). não se verificou qualquer efeito antiparasiticida (214). presente na planta. O produto é triturado. digestiva. É utilizada também para o tratamento de angina. contusões (258). ⇒ 10g de folhas em 1 litro de água. Com o uso das folhas pulverizadas. ATIVIDADE BIOLÓGICA O ascaridol. antimalárica (415). 366). vulnerária. antinevrálgica (215) e anti-hemorroidária (9). tomar óleo de rícino para facilitar a expulsão dos vermes (32). Aplicar o cataplasma sobre a afecção e enfaixar. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257) . úlceras (120). • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara (tipo cafezinho) da planta fresca com sementes em 1/2 litro de água. cãibras (9). distúrbios renais. desincha pernas gotosas (164). (351) e tuberculose (32). com sementes. tomar 3 xícaras ao dia (283). em adultos. cólicas. O uso do óleo extraído por arraste de vapor. • Óleo essencial: diluir 1ml do óleo da planta em 30ml de óleo de castor.5ml por via oral). Tomar 1 copo de suco por dia. tem atividade antiparasitária. corrimento vaginal. ⇒ 20 a 30g da planta verde em 1litro de água. antiinflamatória. má circulação do sangue. tremor da vista. • Suco: misturar 1 copo da planta picada. antiinflamatória.

surdez. podendo causar a morte. abluções e banhos. lesões hepáticas e renais.. apud 120). O produto macerado pode ser usado na forma de compressas. Pode-se obter a essência através de destilação. • Tanto as folhas quanto as flores são insetífugas (pulgas e percevejos). arnica-silvestre.000 partes de água. depressão do sistema nervoso. Sementes podem induzir tumores no estômago (Kapadia et al. de ossos e glomerulares de caráter reversível em suínos (Melito et al. chilensis. ou até mesmo colocar a planta seca sob colchões.e adicionado de água quente (infuso). usadas como temperos e em guisados e sopas (240). As espigas são comestíveis. O uso interno deve ser orientado por profissional da área. rabo-de-rojão. em cefalalgia. Pode produzir efeitos tóxicos por acumulação (255. HABITAT . apud 120) O ascaridol pode resultar. Induz lesões hepáticas. O óleo essencial da planta pode causar náuseas. A essência pode ser utilizada na proporção de 1 a 3 partes para 1. A dose letal de ascaridol em ratos é de 0. vômitos.075mg/kg. prostração e até a morte. arnica-do-brasil. 330). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. devido a parada respiratória (165) OUTRAS PROPRIEDADES • Na Colômbia as folhas são usadas como condimento. em doses elevadas. SINONÍMIA Arnica. como inseticida (32). problemas cardíacos e respiratórios. marcela-miúda. taquicardia. Tem sido observada uma ação carcinogênica da planta em ratas (201). sapé-macho. • A decocção das folhas produz um inseticida natural. TOXICOLOGIA Em alta dose é extremamente tóxica. lanceta. transtornos visuais. arnica-brasileira. É costume. • Compostos existentes na planta inibem o desenvolvimento de fungos de solo e de insetos como a Scrobipalpula absoluta (traça do tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do cartucho do milho) (209). varrer os cômodos da casa com vassoura feita de ramos da planta. É abortiva e contraindicada para menores de 2 anos (258). espiga-de-ouro. ERVA-LANCETA NOME CIENTÍFICO Solidago chilensis Meyen var.. em áreas rurais. erva-lanceta. macela-miúda. lençóis e travesseiros.

INDICAÇÕES Usada em contusões. de 5 a 8cm de comprimento e 6 a 12mm de largura. as inferiores. traumatismo (257). levemente aromática. antiespasmódica (209). as superiores gradativamente menores em direção à base. • Plantio: primavera. anti-reumática. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. CLIMA É uma espécie subtropical. paralisia. em capítulos densos. agudas. citado por 209) e as raízes diterpenos com esqueleto labdâmico e clerodânico.que atua reduzindo a fragilidade dos vasos sangüíneos (257). sésseis. béquica e odontálgica (215). sublenhoso. vulnerária. Fruto aquênio de 1mm. adaptando-se até aos compactados. glabro. pobres e ácidos. • Propagação: sementes e estolhos. lineares.4 x 0. as externas pequenas e lanceoladas. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. FITOLOGIA Planta herbácea. no final do verão. • Florescimento: março a abril. fraqueza das articulações. Pedicelos de 2 a 4mm.2m de altura. glabras. glabro ou levemente piloso. As panículas atingem 20 a 30cm. pruridos. inteiras ou pouco denteadas. doenças do estômago (242). Medra espontaneamente em áreas de roça. anual.30m. com 20 a 30 flores tubulosas e amarelas. lineares ou. Amarga.80 a 1. quercitina e glicosídeo . feridas. É heliófita. As folhas são numerosas. apud 209). anti-hemorrágica (271). SOLO A planta se adapta à maioria dos solos do sul do Brasil. de 0. O caule é simples. glabras. ascendentes. Brácteas firmes. Papo brancacento. capoeiras. em sulcos. inversolanceoladas. lavouras abandonadas. não flexuoso. varizes (215). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. . • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. preferindo temperaturas amenas.Espécie autóctone do sul do Brasil. 3-metoxibelzaldeído e acetofenona (Torres. à beira de estradas e em campos nativos. estomáquica (257). FITOQUÍMICA As folhas contém flavonóides (Costa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Apresenta as mesmas propriedades da Arnica montana. cilíndrico. tosse convulsiva e derrame interno de sangue (271). frieiras. com 10 a 15 lígulas de formato similar.

. ápice obtuso ou arredondado. ERVA-TOSTÃO NOME CIENTÍFICO Boerhavia diffusa Willd. ilhas. amarra-pinto. O fruto é uma baga pequena. muito ramificado. de preferência úmidos. celidônia. campanuladas. arenosos e pedregosos. As folhas são redondas. ovalado-cordiformes ou reniformes. piriforme. rasteira. pega-pinto. glabras ou pouco pubescente. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. CLIMA Embora seja de clima tropical. É heliófita. margens inteiras ou serrilhadas (folhas novas). batata-de-porco. coberto de pêlos glandulosos. solidônia. que ocorre em capoeiras. adapta-se bem ao subtropical. fosco. tangará. Os ramos crescem de 50 a 70cm de comprimento. ocorrendo principalmente na faixa litorânea. opostas. castanho-amarelado. diffusa. beldroega-grande. HABITAT Espécie autóctone. bredo-de-porco. originária da América tropical. As flores são vermelhas e brancas. reunindo 3 a 6 flores. anisofólias. glabro e tortuoso A raiz é arroxeada por fora e branca por dentro. bosques e beira de estradas.FORMAS DE USO • Infusão. dorsalmente. verde ventralmente e argêntea. É uma planta rara em Santa Catarina. SINONÍMIA Agarra-pinto. resistente e pegajoso. FAMÍLIA BOTÂNICA Nyctaginaceae. dispostas em panículas terminais de aspecto difuso. tangaracá. áreas ruderais. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. Caule sublenhoso na parte inferior e herbáceo nas partes jovens. espesso. base arredondada. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores e as folhas servem como enchimento de travesseiros. com 20 a 25cm de comprimento. var. extrato líquido e tintura. liso.

tapar e deixar esfriar. congestão hepática. ácido boerhávico e resinoso. hemoptise. cistite. engorgitamento do baço. cálculo biliar. nervosismo (215). uretrite. FORMAS DE USO • Decôcto: deixa-se a planta ferver em água durante 10 a 15 minutos. retenção de urina.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Celastraceae. antidispéptica. em canteiros. É utilizada. béri-béri. . • Colheita: verão. antinefrítica (32) e anti-hidrópica (283). diurética (93). antiblenorrágica. para o preparo de cataplasmas para a picada de cobras (93). em decocção. FITOQUÍMICA Boerhavina. Após. antileucorréica. tem sabor picante. afecções hepáticas (283). ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é peitoral. substâncias pécticas e gomosas. • Plantio: outono • Florescimento: outubro a fevereiro.40m • Propagação: sementes (antocarpo gomoso que prende-se às roupas e pêlos) e rizoma. albuminúria (271). matéria sacarina.4 x 0. OUTRAS PROPRIDADES A planta. ESPINHEIRA-SANTA NOME CIENTÍFICO Maytenus ilicifolia Mart. PARTES UTILIZADAS Raízes. amido. principalmente a raiz. anúria. INDICAÇÕES As raízes são utilizadas no tratamento da vesícula biliar. icterícia (32). levemente amarga. Tomam-se 4 a 5 xícaras ao dia (32). sais inorgânicos (nitratos) e lipídeos (93). A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos. hepatite. dispepsia. desobstruente.

espinheira-divina. simples. CLIMA Prefere clima subtropical. sobretudo do sul do Brasil. Plantas que crescem diretamente sob a luz solar acumulam maiores teores de taninos do que aquelas sob sombra. Sob sombra. apresentando estrias longitudinais que a diferenciam das outras espécies do gênero. diclamídeas. lanceoladas. hermafroditas. A planta apresenta crescimento muito lento sob altas temperaturas e radiação solar. coriáceas. cancrosa. potássio. peninérveas. ramificado. Fruto tipo cápsula. Em locais altos. O excesso de radiação solar retarda o crescimento da planta e as folhas tornam-se um pouco pálidas. coberta por um arilo branco. mergulhia e por rebentos das raízes. As folhas são inteiras. boro e silício (334). congorça. coromilho-docampo.0m). • Propagação: ocorre via sementes. marteno. bivalva. cancorosa. cuja ocorrência é mais generalizada nos sub-bosques úmidos. O número de espinhos dos bordos foliares é sempre ímpar (5. só vegeta à beira de cursos d’água. curto-pecioladas. alporquia.SINONÍMIA Cancerosa. capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica. inicialmente amarelo-esverdeado passando a alaranjado e depois a vermelho. Tolera solos levemente ácidos. humosos. avermelhada. sombra-de-touro. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. nas axilas das folhas. maiteno. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. persistentes. espinho-de-deus. salva-vidas. deixando o lenho exposto numa faixa . perene. com umidade de média à alta. raramente com os bordos lisos. com temperaturas amenas. glabras. margens com vários pares de dentes espinhosos e ápice agudo. 7 ou 9). agrupadas 3 a 20 em inflorescência tipo fascículo. permeáveis e bem aerados são os mais indicados. ovóide. verde-acizentado. externamente e amareladas internamente. seco. avermelhadas. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no Planalto e na mata Atlântica de altitude. e meia-sombra. verde-escuras e brilhantes na face ventral e verde-claras e foscas na dorsal. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. multicaule.5 a 3. ereto. areno-argilosos. simples. pentâmeras. em número de 1 a 2 por fruto. Raízes fortes e numerosas. Caule muito ramificado. oblongas. SOLO Os solos profundos. lenhoso. de pequeno porte (1. limãozinho. removendo-se a casca. amareloesverdeadas. amarelas ou branco-esverdeadas. cancorosa-de-sete-espinhos. alternas. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. pau-josé. Flores muito pequenas. erva-cancerosa. nas beiradas de matas de araucária. pouco espesso. Não tolera solos muito úmidos e quentes. actinomorfas. Semente elipsóide. as plantas acumulam maiores teores de nitrogênio. formando touceiras densas com perfilhos oriundos das raízes. sésseis. FITOLOGIA Planta subarbórea.

sem afetar o seu desenvolvimento. Repicagem: Após a formação das primeiras 3 a 4 folhas. Deve-se retirar a mucilagem que envolve a semente. maitomprina. 85% de umidade). Florescimento: agosto a novembro. em câmara fria (5oC. para o melhor pegamento. abcisionando as folhas nas primeiras semanas. As mudas recém-plantadas apresentam um crescimento lento. As sementes perdem a viabilidade rapidamente se não forem armazenadas em geladeira. meristemas. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. Se houver um período de estiagem prolongado. de preferência por nebulização. triterpenos quinóides e dímeros (maitensina. O índice de germinação em areia. Produção de sementes: os frutos devem ser colhidos bem maduros. Pragas: procurar combater as formigas cortadeiras de folhas. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. Padrão comercial: folhas limpas. etc. procedendo-se apenas uma colheita/ano e retirando-se apenas 50% das folhas por planta. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Colheita: deve iniciar só após o segundo ano de cultivo. microestacas. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. PARTES UTILIZADAS Folhas. AIB). Plantio: outono-inverno (sementes). atropcangorosina A.. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. as mudas são repicadas para saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. retirando-se 1/3. Semeadura: 1. primavera (rebentos). convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. A germinação ocorre num período de 15 a 35 dias. isentas de fungos e matéria orgânica estranha (96). salasperônico e salicílico. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. varia de 42 a 72% (376). ansamacrólidos tipo maitanosídeos. Retira-se o substrato sob água corrente. maytenóico. pristimerina.000 sementes pesam cerca de 99g. Consórcio: o consórcio com árvores leguminosas rústicas. Aclimatação: as mudas necessitam de cobertura de sombrite 70% e irrigação intermitente.5cm. mesmo após 120 dias. . Em condições ambientais cai para 28% (354). A parte do ramo que ficará sob o solo. clorogênico. maitambutina. O índice de germinação das sementes mantém-se em 85%. fixadoras nitrogênio e de rápido crescimento. permite o sombreamento parcial da espinheira-santa. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. folhas. ao ponto de se abrirem naturalmente. AIA.) requer o uso de reguladores de crescimento rizogênicos (ANA. em temperaturas de 20 a 30OC. contendo substrato organo-mineral. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água.• • • • • • • • • • • de 0. taninos. a 25oC. δ-amirina. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. FITOQUÍMICA Ácidos tânico. glucosídeos. Micropropagação: A propagação via explantes (estacas.

afecções hepáticas. congoaronina. . O protetor persiste por um mínimo de 16 meses após a coleta da planta. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe o desenvolvimento de microorganismos Gram. apud 130). diterpenos (dispermol. FARMACOLOGIA A pristimerina e a maitenina possuem atividade antitumoral comprovada (130).p. A decocção das folhas é usada para lavar feridas. cicatrizante. antitumoral e antiulcerosa em ratas com úlceras induzidas por indometacina. sódio. antitumoral. maitenoquinona). A planta apresenta atividade diurética. diurética fraca (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidispéptica. Externamente utilizada com sucesso no tratamento de feridas (380). carminativa. isotingenona III. Segundo resultados da Central de Medicamentos do Brasil (CEME).. analgésica. antiespasmódica. febrífuga (380). antiinflamatória. flavonóides. herpes (145). positivo e negativo. eczemas. antiasmática. habilitando-a como vulnerária (17). lactonas (maitanprina. A casca do tronco é utilizada como anticancerígena. via oral e intraperitonial.. adstringente. Ainda indicada para a atonia gástrica. As sementes contém 10 a 12% de óleo fixo (93). acnes. estomáquica. emenagoga (22). não mostrou qualquer efeito tóxico em doses de até 1. utilizando-se 170mg/kg i. analgésica. ulcerações. na forma aguda. congorosina A e B. maitansina). Tomar antes das principais refeições. preparada em decocção. mucilagens. sialogoga (179). laxativa. por via oral é usada como febrífuga (169). contraceptiva. Utilizada no tratamento de câncer do estômago (93).isopristemerina III. a espinheira-santa apresentou um marcante efeito protetor de úlceras induzidas por indometacina e reserpina. em ratas administradas com a infusão e liofilizado da planta. tônica e balsâmica (145). renais e intestinais e afecções de pele de origem intestinal (68). β-29-diol D. cálcio e enxofre (257). do extrato aquoso (179). O efeito é comparável a cimetidina e ranitidina. INDICAÇÕES Eficiente no combate de úlceras pépticas e gastrite crônica. ilicifolina. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas secas picadas ou 12 folhas frescas grandes em 1 litro de água. tingenona. antisséptica. diurética. vulnerária. antiulcerogênica (260). hiperacidez. friedooleanan-5-en-3. A administração por via oral de infusos e liofilizados de folhas.6% (256). cafeína (179). maitolidina). gastralgias. antimicrobiana. antiácida. friedooleanan-29-ol-3-ona D.600 vezes superiores aquelas utilizadas normalmente por uma pessoa. O conteúdo de taninos pode chegar a 4. maitenina maitanbutina. açúcares livres e sais de ferro. O tratamento de voluntários humanos portadores de úlceras e dispepsia com a espinheira-santa revelou uma recuperação estatisticamente superior ao grupo que não recebeu o tratamento com a planta (Carlini. reguladora da fertilidade. desinfetante (215). O extrato das folhas (300mg/kg) reduz sensivelmente as ulcerações gástricas em estômago de cobaias (71).

ramificado. As sementes são semeadas em sulcos e covas. flor-de-cardeal. glabro e crescendo cerca de 3 a 4m de comprimento. • Plantio: primavera. SINONÍMIA Boa-tarde. glabro. liso. corriola. Cálice com 5 sépalas. com limbo filiforme. de caule cilíndrico. tomar 3 xícaras ao dia (úlcera interna).5 x 0. As sementes são ovóides. volúvel. Ferver e. ásperas.p. livres e verde. cardeal. O fruto é uma cápsula septífraga 4-loculada.5m. atrotomentosas. ESQUELETO NOME CIENTÍFICO Ipomoea quamoclit L. pinatisectas. campainha. • Compressas: ferver 10 folhas em ½ litro de água. contendo 4 sementes.) e citotóxica em células Leuk-P 388. primavera-grande. primavera. Esfriar e aplicar topicamente em feridas (145). liso. Inflorescência do tipo dicásio. após esfriar. prímula. FITOLOGIA Planta herbácea anual. pomares. campainha-vermelha. em tubo alongado de 3 a 5cm de comprimento. . cujo conjunto lembra o arcabouço das costelas. CA9kb e V79 (179). desiguais. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. foscas. com 5 lobos triangulares. reunindo flores de corola hipocraterimorfa escarlate. que se abre em forma de estrela. crescendo subespontaneamente em bosques. HABITAT Espécie autóctone da América tropical. cipó-esqueleto. Folhas simples. corda-de-viola. ovalado. • Propagação: sementes e mudas colhidas no campo. • Tintura: 2 colheres das de sopa a cada 8 horas (257) TOXICOLOGIA Pode reduzir a produção de leite em mulheres lactentes (385). O extrato aquoso é abortifaciente em ratas grávidas (100mg/kg i. hortos e áreas de lavoura.• Decocção: 30g de folhas picadas em ½ litro de água. com tons castanhos. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae.

antiofídicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As folhas são anti-reumáticas. OUTRAS PROPRIEDADES Planta ornamental de inusitada beleza. PARTES UTILIZADAS Raiz. estão dispostas em capítulos terminais. A flor é isomorfa. folhas e sementes. oblongas a ovaladas. HABITAT Espécie autóctone. antiespasmódica. • Colheita: dezembro a março. SINONÍMIA Caá-eé. FITOLOGIA Planta subarbustiva de 30 a 50cm de altura. As folhas são opostas. alvas. O fruto é do tipo aquênio aristado. originária do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. bem ramificado. depurativas do sangue. cefalalgia. A raiz abranda as cefaléias (271).• Tutoramento: podem ser utilizadas redes de nylon ou arame ou cercas. estévia-doce. tosse espasmódica. inchação. sésseis ou subsésseis. INDICAÇÕES As folhas são úteis para o combate de escrófula (93). com corola tubulosa. analgésica e calmante (242). pubescente e pardo. ESTÉVIA NOME CIENTÍFICO Stevia rebaudiana (Bertoni) Hemsley. kah'e. que cresce subespontaneamente em campos. cujas raízes e rizomas são perenes e a parte aérea é anual. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O pó da raiz é esternutatório e anticefalálgico. gota. pedra na bexiga e nos rins. O caule é ereto. As flores. contusão (242) e as sementes são utilizadas no tratamento de bronquites e tuberculose. caá-heê. com papus formado de cerdas que permitem a dispersão pelo vento. caá-ehé. . pneumonia. secando no inverno rebrotando a partir de agosto. hermafrodita. serradas com 3 a 4 cm de comprimento. detergentes (93). laxativas. capoeiras e áreas ruderais do sul do Brasil.

• Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. • Plantio: agosto a setembro. • Repicagem: é feita para a seleção de mudas mais uniformes e vigorosas.CLIMA A planta prefere climas amenos e dias longos. E. . β-bouboneno. plástico preto e outros materiais inertes. Deve ser feita no início do florescimento. • Propagação: sementes e estacas. esteviobiosídeo). que infecta folhas e hastes. férteis e frescos. que retardam o florescimento e aumentam o teor de esteviosídeo (257). Tipos de cobertura: casca de arroz. daucosterol. • Rendimento: a planta pode ser produtiva até 6 anos. F. • Colheita: ocorre 4 meses após o plantio. e pela Rizoctonia solani. B. • Semeadura: maio a junho. Colhe-se normalmente 1. α e γ-cadineno. cortando-se ramos com folhas a 5cm do solo. bisaboleno. steviolbiosina (57). D. Além disso. dulcosídeo. edulcorantes steviosídeos (esteviosídeo. As sementes apresentam um baixo poder germinativo (2 a 5%). PARTES UTILIZADAS Folhas e hastes secas.500a 2. rebaudiosina. • Florescimento: janeiro a março. Utilizam-se 25 a 30g de sementes/m2. borneol. carvacrol. palha seca. As inflorescências devem ser eliminadas para se obter mais de um corte por ano. esterbinas A. B. Contém ainda dulcosídeo A e B. H. α-bergamoteno. C. FITOQUÍMICA β-amirina acetato. anetol. C. A colheita de sementes ocorre de fevereiro a maio.30m. • Poda: feita para a retirada dos ramos que encostam no solo e para aumentar a produtividade. D. dificulta o crescimento de plantas invasoras e retém mais umidade no solo. • Produção de sementes: as sementes devem ser armazenadas em geladeira ou câmara fria e seca. para manter a viabilidade. calacoreno.500kg/ha (257). O óleo essencial contém álcool benzílico. que causa a podridão do colo. • Doenças: a planta é infectada pelo fungo Salecetium relfsii. SOLO Prefere solos úmidos. austroinulina e seus derivados 6 e 7 acetilados. apigenina-4-O-β-D-glucosídeo.3 x 0. rebaudiosídeos A. G. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. cosmosiina. no verão. dulcosina. centaureidina. clameneno. É feita em julho. É heliófita. (213) quercetina glicosídeos.

calmante (271). hipotensiva. FARMACOLOGIA Edulcorante. tônico estimulante das funções cerebrais. estomáquica (93). anticárie. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antidiabética (142). HABITAT .E e vários outros terpenos flavonóides (179). O tratamento deve ser monitorado por um médico. cardiotônica. Abafar por 15 minutos. diurética e refrigerante (128). antifertilidade e anticáries (130. Tomar 1 copo ao dia (refrigerante) (128). INDICAÇÕES Indicada para a insônia (271). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana contra Candida albicans. Pseudomonas aeruginosa (179). Tomar 2 xícaras ao dia (antidiabético). ⇒ 1 colher da de chá de folhas em 1 copo de água quente. contraceptiva. ⇒ 1 colher das de chá de folhas para 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 15 minutos. atenuadora da fadiga e da depressão (257). ESTRAGÃO NOME CIENTÍFICO Artemísia dracunculus L. Saccharomyces cerevisae.6% de rebauduosídeo C (67). com poder adoçante 152 vezes maior que a sacarose (67). OUTRAS PROPRIEDADES A planta constitui-se em excelente adoçante natural não calórico. • Adoçante: 1 colher das de sopa de folhas verdes de estévia por copo de bebida. filtrar e juntar o suco de 1 limão e gelo. regulador da pressão arterial nos hipertensos. 179). 17. antiobésica (128).7% de rebaudiosídeo e 0. O extrato das folhas contém 81% de esteviosídeo. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 4 xícaras das de cafezinho em 1 litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Proteus vulgaris. hipoglicêmica. Tomar 6 a 8 xícaras das de chá ao dia.

ou A. pois a planta parece não produz sementes no Brasil. FITOLOGIA Planta herbácea. FITOQUÍMICA Óleo essencial (0. brancacentas. a secagem deve ser feita em estufas com temperatura controlada a 40oC. estéreis. É cultivada em muitos países e ainda pouco cultivada no Brasil. dispostas em panículas alongadas composta de espigas axilares. reunindo flores amareladas. sésseis. sativa). para que se preserve a coloração verde (163).Espécie alóctone de origem européia. linear-lanceoladas. considerada o rei das ervas condimentares (163). em áreas bem arejadas e com baixa umidade relativa. Pode ser cultivada em túneis de plástico cobertos com sombrite 60%. O teor do óleo essencial pode chegar a 0. carnosas.4m. sativa.5 a 0. vivaz. • Cultivo protegido: devido às características de alta pluviosidade do sul do Brasil. Fruto tipo aquênio (94). mas tolera temperaturas subtropicais. Colhem-se ramos enfolhados com até 30cm de comprimento. terpenos (15 a 20%) e aldeído-pmetoxilcinâmico (0.5 a 1. SOLO Prefere solos férteis. A semente é normalmente importada. que é quase inodora e de pouco valor comercial e a A. cerca de 4 meses após o cultivo ou quando as plantas atingirem cerca de 60 a 70cm de altura.0% (163). Flores pequenas. crescendo 0. ramosos. inodora. bem drenados. É heliófita e não tolera alta umidade relativa do ar e pluviosidade excessiva.6 x 0.7m de altura. • Plantio: outono e primavera. inodora) e estacas (var. A renovação do plantio é feita com a divisão da touceiras para a obtenção de novas mudas • Secagem: as folhas devem ser secas no escuro. Em regiões muito úmidas. dracunculoides. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: sementes (var. a A.6%) (93). PARTES UTILIZADAS Folhas. As folhas são alternas. CLIMA É de clima temperado. Existem duas variedades botânicas. • Colheita: é feita no verão.3%). glabras. Não tolera acidez e solos compactados ou muito argilosos. As estacas com folhas são postas a germinar em areia. cilíndricos e glabros. contendo anetol (60 a 75%). as plantas devem ser cultivadas abrigadas da chuva e da radiação excessiva.5 a 0. de caules eretos. dracunculus var. as superiores inteiras e as inferiores tri-fendidas no ápice. aerados. dracunculus var.

coar e adoçar com mel. Folhas opostas. quando novas. carnes de aves. glabros ou discretamente pubescente e ramoso. purê de batata com ovos. omeletes e suco de tomate. Goiás e norte de Minas Gerais.0 a 2. creme de ovos. coloração ocre. na reprodução. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sobremesa de folhas em 1 xícara das de chá de água quente.É estimulante (93). INDICAÇÕES Alivia a cólica menstrual. frutos do mar. • Utilizado para aromatizar vinagre. Inflorescência racemosa compostas de . medindo 5 a 10cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. peixes grelhados. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. Apresenta caule nodoso. FÁFIA NOME CIENTÍFICO Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen. lagostas. ou lineaereslanceoladas. Abafar por 5 minutos. molhos. tendo sido encontrada apenas em Porto União (401). FITOLOGIA Planta arbustiva perene. Cresce cerca de 2. paratudo. Tomar 1 xícara após as refeições (294). quando jovem. corango-sempre-viva. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas barrancas do rio Paraná. carminativa. • O óleo de estragão é utilizado em perfumaria e na fabricação de licores e picles (163). carneiro. acuminadas. utilizada em conservas e em pastas de mostarda. curto-pecioladas. Mato Grosso. sopas.3m em altura. SINONÍMIA Carango-sempre-viva. emenagoga e aperiente (294). ereto. tomentosas em ambas as faces. É muito rara a sua ocorrência natural em Santa Catarina. obovado-lanceoladas. • Pó ou fragmentadas: como condimento. • É um dos melhores aromatizantes de alimentos com restrição de sal. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas tem um sabor picante e aromático agradável e são condimentares. vermífuga.

β-glucopiranosil oleanolato (279). Os segmentos nodais são enraizados em areia ou vermiculita. saponinas. As raízes atingem 2 a 3m em comprimento por 7 a 10cm de espessura. porém em solos argilosos. embora possa adapta-se ao subtropical. • Doenças: ferrugem. cicatrizante interno e externo (128). tranquilizante. sitolesterol. mantidas sempre umedecidas. solitários ou geminados. antidiabética. antiinflamatória. • Produção de sementes: fevereiro a maio. É heliófita. ecdisterona. tônica geral (279). • Pragas: a planta é eventualmente atacada por Lyriomyza sp. o clímax dos princípios ativos é atingido aos 7 anos de ciclo. afrodisíaca. ansiolítica e anticancerígena. alantoína (cicatrizante). celulósicos. anti-reumática.900 e 3. aperiente.0 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitumoral. ácido pfáfico (inibidor de tumores e células malignas). . hipocolesterolêmica. imunoestimulante. ou seja. leucocitogênica.. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. 1. • Florescimento: outono-inverno. • Vegetação plena: setembro-novembro. amarelo-esbranquiçados. Não se observa uma variação significativa no teor de β-ecdisone nas colheitas feitas no primeiro ou segundo ano (279). • Rendimento: 95g (colheita no primeiro ano) ou 160g de pó da raiz/planta (colheita no segundo ano). • Propagação: reproduz-se espontaneamente por sementes. • Plantio: outono (sementes) e primavera (segmentos nodais). • Colheita: embora as raízes já possam ser colhidas no terceiro ano. PARTES UTILIZADAS Raízes.capítulos pedunculados. FITOQUÍMICA Rubrosterone. SOLO Solos arenosos facilitam a colheita e a limpeza de raízes. (145) e β-ecdisona (246). respectivamente. É seletiva higrófita (401).200kg/ha. mais férteis. cujo agente é Meloidogyne javanica (262). vulnerária. estigmasterol. globosos.5m. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. que possuem um baixo índice de germinação. contendo substrato organo-mineral. ácido oleanólico. germânio (oxigenação celular). CLIMA Espécie de clima tropical. Prefere solos úmidos. as raízes são mais produtivas (247). Utilizam-se também segmentos de nós do caule para o enraizamento tipo estaquia. inseto minador que escava galerias ao longo do parênquima da folha. causada pelo fungo Uromyces platensis e nematóide. miorrelaxante.

labirintite.INDICAÇÕES Estimula a oxigenação celular e a circulação coronariana. Tomar 2 a 3 vezes ao dia (tônico geral). lava-pratos. pomares e áreas ruderais. com uma semente cada. achatada. tararucu. 2 a 3 vezes ao dia (estimulante). em rácemos com poucas flores pediceladas. SINONÍMIA Fedegoso-verdadeiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Fabaceae. ramificada. Macerar por 5 dias. Caule e ramos lisos. estimula a força muscular. atua sobre moléstias do aparelho digestivo. ibixuma. FORMAS DE USO • Decocção: 10g da raiz em 1 litro de água. maioba. moer e misturar 1 colher das de sobremesa do pó com leite. terrenos baldios. ativa a memória. com base arredondada. folha-de-pagé. Inflorescência axilar e terminal. medindo cerca de 12 a 15cm. medindo 1. FITOLOGIA Planta perene. • Ungüento: misturar 1 colher das de chá do pó ou 1 colher das de sopa do extrato hidroalcoólico em 3 colheres de vaselina. quase linear. • Pó: picar a raiz. formam protuberâncias avermelhadas em . amarelas. secar. Tomar 2 xícaras 1 vez ao dia. subarbustiva. estrias. As folhas são alternas. leucemia. mamangá. manjerioba. compostas.8m de altura. de coloração avermelhada. com 4 a 5 pares de folíolos. mata-pasto. Coar e tomar 1 colher das de café diluída em água. pajamarioba. elípticos-acuminados. Aplicar topicamente em ferimentos como cicatrizante (128). Fruto tipo vagem. • Cápsulas: tomar 1 cápsula a cada 6 horas (145). paripinadas. • Extrato hidroalcoólico: 3 colheres das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereais a 70 graus e 50ml de água destilada. flacidez da pele. HABITAT Espécie autóctone que medra em pastagens. Folíolos glabros. artrite e artrose (145) e diminui os tremores em pessoas em pessoas idosas (128).5 a 1. desidratar. favorece a produção do estrogênio. FEDEGOSO NOME CIENTÍFICO Cassia occidentalis L. glabros. pouco lenhosa. paramarioba. cujos lóculos. mangerioba. delgada.

• Colheita: 5 a 6 meses após o plantio.7m.. 10g de casca. depois de tostadas são utilizadas como sucedâneas do quinino (242). doenças venéreas. FARMACOLOGIA As folhas apresentam atividade antiinflamatória (Sadique et al. febrífuga (130). • Florescimento: março. erupções cutâneas. antiespasmódica.contraste com o verde. • Plantio: setembro a outubro. febre biliosa. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. • Pó da semente: juntar 5g de sementes em pó em 1 copo de água.20 x 0. mirístico. sudorífica. eczema e erisipela (94). ou ainda em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. xantonas (Wader e Kudav). em sulcos ou covas. • Pó da raiz: moer 3 raízes até obter pó fino. A raiz é bastante amarga. rabarbarina. em ½ litro de água. emenagoga antianêmica (semente). colagoga. As folhas são purgativa e emenagogas. emodina (294). INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de dores gastrointestinais. tendo ação contra a malária (130). purgativa (120). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. pela manhã (prisão de ventre) (294). As raízes são vermicidas. coar e tomar em jejum (verminose e amarelão). anti-herpética. depurativa. tuberculose. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 30 minutos. sarampo (111). palmítico. alcalóides e glicosídeos cianogênicos. desobstruentes e diuréticas (242). inflamações uterinas (130). tônica. FITOQUÍMICA 1. As sementes. exalando um aroma desagradável enquanto fresca. ácido crisofânico (379). queimaduras (suco). sarnicida (379). anti-reumática. ácidos cáprico. • Propagação: sementes. Coar e beber 2 xícaras de chá ao dia (febres intermitentes).8-di-hidroxi-antraqinona (Costa). antídoto de venenos. laxante. . PARTES UTILIZADAS Flores. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. Ferver. apud 120). folhas e sementes. antiasmática. oftálmica. apud 120). doenças hepáticas. esteárico e oléico (Alencar et al. Ferver. antiasmática. Coar e tomar em jejum. glicosídeos antraquinônicos. paludismo.

AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 1. boldo-degoiás. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais e subtropicais. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ictiocida. • Doenças: é sensível aos nematóides do solo. boldo-japonês.5m. Não tolera o encharcamento. até mesmo os ácidos. que medra subespontaneamente nas matas secundárias. • Plantio: agosto a outubro. perfilhos e brotações do caule. dada a facilidade de enraizamento. • Poda: para melhorar a produção de folhas. aluman. arenosos e argilosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. figatil. procede-se a capação das inflorescências. As folhas são alternas. • Propagação: sementes. FEL-DE-ÍNDIO NOME CIENTÍFICO Vernonia condensata Baker. O enraizamento das estacas pode até ser feito diretamente no campo. formando touceiras compactas. É heliófita SOLO Adapta-se à maioria dos solos. heparém. FITOLOGIA Arbusto perene que cresce de 2 a 3m em altura. áreas ruderais e na restinga do sul do Brasil. sem tornar o peixe tóxico (294). capoeiras. quando da formação de touceira e diferenciação floral. árvore-de-pinguço. capoeirões. de origem africana. grandes no início do crescimento e pequenas. SINONÍMIA Acumã. HABITAT Espécie alóctone. . alumã.

FIGO-DA-ÍNDIA NOME CIENTÍFICO Opuntia ficus-indica Mill. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é melífera e apropriada para a formação de cercas-vivas. ⇒ Antidiarréico: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 copo de água. aperiente. desintoxicante hepática (128). INDICAÇÕES Utilizada para regimes de emagrecimento. após as refeições. Tomar 1 colher das de café da tintura diluída em água. colerética (294) e analgésica. durante 3 dias. do estômago e do baço. ⇒ Diurético: ferver por minutos 4 folhas em 1 litro de água. . Tomar a vontade. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. taninos. as folhas novas que se formam são bem menores que as originais. Coar e guardar num frasco hermético. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. antes das refeições (128). iniciando a partir de maio. FORMAS DE USO • Decocção ⇒ Hepático: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 xícara das de chá de água. Na época do florescimento. fastio (294). sem adoçar.• Florescimento: é sazonal. Colhe-se de abril a maio. e para a ressaca alcoólica (271). diurética. • Colheita: inicia-se a partir dos 6 a 8 meses após o plantio. colagoga. Tomar ao natural. PARTES UTILIZADAS Folhas. TOXICOLOGIA Não se aconselha o uso prolongado da planta. Tomar morno pela manhã e à noite. afecções hepáticas. • Tintura: macerar 1 colher das de sopa de folhas em 1 xícara das de chá de álcool neutro a 70 graus. flavonóides e lactonas sesquiterpênicas (128). saponinas.

hermafroditas. laterais ou terminais. pincelar a cicatriz de inserção com uma pasta cúprica. espinescente. Fruto baga ovóide. sangüínea. avermelhadas. A medida que os artículos envelhecem. amarelo-esverdeada. As flores são sésseis. achatados. deprimido. tornam-se cilíndricos. quase inteiriços e completamente lenhosos. 20 a 25cm de largura e 2 a 3cm de espessura. solitárias. com 5 a 9cm de comprimento. espatulados. ramoso. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. bem drenados e aerados. por romperem facilmente os artículos. Os artículos atingem o ponto de transplante em até dois meses. ereto. atingindo 5 a 6m de altura. SINONÍMIA Cacto. com 6 a 9cm de diâmetro e de cor amarelo-ouro ou amarelo-laranja. Regiões com ventos muito fortes são desfavoráveis à planta. HABITAT Planta alóctone originária do México. • Tratamento dos artículos: para prevenir eventuais infecções com Erwinia carotovora. com sua base de inserção mais aprofundada. caducas. comprimidos. figueira-da-barbária. ovado-oblongos. FITOLOGIA Arbusto perene. de cor verde-claro. Tolera temperaturas negativas de 6 a 8oC (93). CLIMA Prefere o clima tropical quente. O ovário é vivíparo. com cerca de 30 a 50cm de comprimento. com pouca pluviosidade. formando um ângulo de 30o com o solo. após secar. SOLO Prefere os silicosos ou areno-silicosos. vermelha. A propagação via sementes é muito morosa. amarelo brancacentos. subuladas. umbilicado no ápice e contendo numerosas sementes comprimidas. . munidos de espinhos com até 2cm de comprimento. Dispor o artículo de forma inclinada. tuna. fasciculados. figueira-do-inferno. • Propagação: sementes. devido a lenta germinação das sementes (40 a 50 dias) e ao crescimento muito lento da plântula. composto de artículos ou segmentos carnosos. medindo menos de 3mm. Os artículos e os ovários podem ser enraizados em areia.2% e. As folhas são indivisas. A planta não suporta solos muito úmidos e pesados. figueira-da-índia. enterrando-se 2/3 dos mesmos. artículos e ovários.5 x 2m. palma. figueira-do-diabo. superpostos uns aos outros. profundos. A planta é heliófita e xerófita. perdendo também os espinhos. nulas. imergir a base dos artículos em solução de benomil a 0.FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. obtusos nas duas extremidades. • Plantio: abril a maio.

Os artículos ou cladódios contém glicosídeos. angina e da circulação. • Florescimento: outubro a novembro. As flores são utilizadas no tratamento de doenças cardíacas.8% de cinzas e 0. 7% de proteínas.02% de lipídeos. As flores são adstringentes. Contém ainda substâncias pécticas. nitrogenadas solúveis e insolúveis e gomosas. INDICAÇÕES Os frutos são úteis no tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de mau caráter (93). PARTES UTILIZADAS Frutos e artículos. Abafar por 15 minutos. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. na dose de 0. Adoçar com mel e tomar 2 xícaras ao dia. para a produção de fitoterápicos antiprostáticos. a nível mundial. principalmente quando ocorre deficiência de boro no solo. é comum a quebra de grande parte dos artículos. bastante próximas ou telas de sombrite. na forma de cataplasmas. • Doenças: a planta pode ser infectada por bactérias (Erwinia carotovora) que causam deterioração aquosa dos artículos (252). em 5 dias.• Quebra-ventos: em regiões onde haja ventos muito fortes. recuperou totalmente. que são utilizados principalmente para o tratamento preventivo da prostatite ou de tumores benignos da próstata.doença que se caracteriza por nódulos necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. sacarínicas. diurético. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de flores em ¼ de litro de água quente. sais solúveis. mucilaginosas e antidiarréicas (93). O infuso pode ser utilizado externamente para o tratamento da pele (294). O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315).1ml/animal. • Frutificação: fevereiro a abril. Os cladódios. antiescorbútico. OUTRAS PROPRIEDADES . tornando-se imprescindível a instalação de quebra-ventos. além de ser utilizada como tônica para pele seca e para a limpeza de pele (294). O fruto é digestivo. emolientes e hidratantes. A área de proteção do quebra-ventos é cerca de 10 vezes maior que a altura do quebra-vento. gomas. 0. albuminóides e resinas (93). 6% de sementes. estimulante medular e anti-reumático (215). A planta tem sido utilizada como matéria prima. Estes pode ser constituídos de um renque de árvores. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardiotônico. 37% de substâncias glicogênicas. pombas acometidas por diftoviruela . são maturativos. FITOQUÍMICA A polpa dos frutos contém 47% de água.

pêndulas. folha-de-pirarucú. glabras. CLIMA Espécie de clima tropical. As folhas tornam-se cloróticas e avermelhadas no inverno e apresentam altíssima capacidade de manutenção da turgescência. tubulosas. erva-da-costa. roda-da-fortuna. As folhas são opostas. longopecioladas. cilíndrico e glabro. marmelada.] Pers. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. é subespontânea em todos os países tropicais. Com 100kg de frutos se produz 9 litros de álcool. Devido a sua fácil disseminação e aclimatação. monopétalas. embora vegete bem à sombra. Possui caule tubular. • O fruto é composto de 28 a 32% de casca e 68 a 72% de polpa comestível. espessas. incluso em invólucro papiráceo. carnosas. xarope. as superiores 3-lobadas. As flores são hermafroditas. na fase vegetativa e até 1. SOLO . SINONÍMIA Coirama. passas. as inferiores simples. • Os artículos podem ser consumidos fritos ou cozidos. óleo combustível e aguardente. orelha-de-monge. saião. dispostas em espigas terminais. manteiga e queijo de tuna. mosqueado de púrpura. carnoso. O fruto apresenta carpelos escamosos que se tornam folículos polispermos. • A planta é forrageira e serve como aceiro (é quase incombustível) e cerca-viva (93). FITOLOGIA Planta sublenhosa perene que cresce 60cm em altura. geléias. xerófila e heliófita. suculentas. FORTUNA NOME CIENTÍFICO Kalanchoe pinnata [Lam. • A mucilagem que há nos cladódios pode ser utilizada como fixadora em tintas à cal ou como aderente em caldas cúpricas. através dos frutos. folha-da-fortuna. HABITAT Espécie alóctone originária das Molucas ou ilha Maurício. mesmo após serem explantadas.40m na reprodutiva. ovalado-crenadas. Obtém-se ainda. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas. mel. folha-da-costa. sobretudo no litoral dos continentes e ilhas.• O fruto pode ser aproveitado para o preparo de doces finos. folha-grossa. paratudo.

quercitrina. cicatrizante (283).4m. de 2 a 3kg/m2. queimadura. É nitrófila. enxaqueca (128). FITOQUÍMICA Mucilagem. • Desenvolvimento: por ser muito prolífica. protetora cutânea contra leishmaniose. afta. antilítica (271). • Plantio: ano todo. depurativa. estomatite (73). emoliente. resolutiva. Formam-se brotações em cada enseada lobular da folha. Deve-se renovar a planta no campo a cada 2 a 3 anos. As folhas ou segmentos dela podem ser plantados diretamente a campo. calmante para erisipela. FARMACOLOGIA O extrato aquoso. Apresenta ainda atividade analgésica (104). PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. mantém sua vitalidade. além de aumentar a produção de ácido nítrico. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. hemostática. edemas erisipelosos das pernas. . • Florescimento: primavera. A frutificação não ocorre devido ao abortamento das flores. em condições sombreadas por até 30 dias. vulnerária. furúnculos (283). antidiabética.0 x 0. e 20 dias no verão. cefalalgias.Cresce bem em solos arenosos e pedregosos. antiinflamatória externa tópica e diurética. INDICAÇÕES Usada também para febre. verruga. gastrites. tônica pulmonar (68). • Adubação: em solos com pouca matéria orgânica é importante a aplicação de adubo orgânico. ingurgitamento linfático. quercetina 3-0-αarabinopiranosil (1→2)-α-L-ramnopiranosídeo. em ratos. antisséptica (73). contusões. afecções respiratórias (na forma de xarope). Apresenta forte ação inibidora seletiva sobre a proliferação e expressão do receptor IL-2Rα em linfócitos. ácidos isocítrico e 1-málico (9) e briofilina. As folhas. afzelina (356). Obtém-se de 15 a 20 plântulas a partir de uma única folha. tuberculose pulmonar (32). frieira. taninos. preferindo locais com resíduos orgânicos. • Propagação: folhas e segmentos das crenas das folhas. refrigerante intestinal. antiartrítica (356). flegmão e oftalmia congestiva. no inverno. abcesso. calo. cálculo renal (68). coqueluche. impetigo. antialérgica (188) e antiinflamatória (316). sais minerais (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida. após serem colhidas. úlceras digestivas (93). picada de insetos. etanólico ou o suco demonstra atividade imunosupressiva e imunoestimulante. diurética. feridas. tem tendência de ser infestante. • Colheita: Inicia-se 3 a 4 meses após o plantio. glicosídeos (quercitina).

Inflorescência tipo umbela composta de 7 a 20 subumbelas menores. pronunciadamente aromática. HABITAT Espécie alóctone. verde com estrias azuis. funcho-bastardo. tamanha foi a sua aclimatação. que produz uma roseta de folhas. em regiões temperadas e baixas. SINONÍMIA Aneto-odorante. pentâmeras. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. brilhantes. cilíndrico. aniz. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. funcho-doce. ramoso. erva-doce. Flores hermafroditas. Pecíolos longos com bainhas envolventes. amarelas. inicialmente verde-azulado. • Constitui-se em ótima cobertura de solo. fiolho-doce. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. anis. divididas e subdivididas em segmentos capiliformes muito estreitos. Fruto oblongo.ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade antifúngica e antibacteriana (274. 356). FUNCHO NOME CIENTÍFICO Foeniculum vulgare [Mill. aniz-doce. Foi introduzida no Brasil na época da colônia e se tornou subespontânea em todo país. entre as refeições (úlceras e gastrites) (257). na forma de suco. falso-anis. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz (em condições nativas) ou bienal (em cultivo). Vegeta espontaneamente em colinas secas e terrenos baldios e até mesmo como planta invasora.] Gaertner. alternas. verde-azulado-escuras. • Suco: bater no liqüidificador 1 folha com 1 xícara de água. fiolho. fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada (cicatrizante). finóquio. Tomar duas vezes ao dia. fiolho-deflorena. . brilhante e compacto. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 40g/dia. • Cataplasma: aquecer a folha e colocar sobre o local afetado (furúnculos e dores de cabeça). de caule ereto. Em queimaduras ou outros ferimentos. originária das regiões mediterrânicas e da Ásia ocidental.

acamamento e à infecção de fungos de solo. semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. A semeadura não deve ser feita em épocas muito frias. • Nutrição: o excesso de nitrogênio dá origem à plantas muito altas. pois predispõem as plantas a fungos de solo e vasculares. • Plantio: abril a maio. O fósforo e o potássio favorecem à produção de sementes. O solo deve ser areno-argiloso. • Doenças: as doenças mais freqüentes que ocorre são a Murcha de Fusarium e a Mancha de Alternaria. fértil e permeável. pois estas espécies podem cruzar-se entre si. ervade-santa-maria ou cinamomo. . dispende-se cerca de 8 a 10kg de sementes por hectare (163).3 a 2. Ventos fortes favorecem o tombamento das plantas. Semeia-se de março até meado de abril. enquanto que o excesso de nitrogênio à reduz. É heliófita. CLIMA Adapta-se aos mais diferentes climas. manifestada por lesões necróticas castanhas sobre as folhas. sem torrões e com poucas ervas daninhas. achatado de um lado e convexo no outro. a campo. Regiões muito chuvosas são desaconselháveis para o plantio. Os solos argilosos dificultam o crescimento da planta e retém muita umidade. Quando maduros. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.5 x 0. Quando a semeadura é feita diretamente no campo. os diaquênios adquirem coloração pardoamarelado. pois ocorre um atraso ou paralisação da germinação. Mudas já formadas. • Plantas invasoras: o funcho não suporta concorrência com outras plantas. favorecendo também à ocorrência de doenças. as quais tombam com facilidade. pois favorecem à ocorrência de várias doenças que afetam principalmente os vasos condutores e o florescimento. pode-se semear diretamente em sulcos. embora o temperado seja o mais favorável. aduzem sintomatologia de deficiência de fósforo. • Pragas: a mais comum que infesta a planta é o pulgão. predispondo ao enfolhamento excessivo. Quando o solo é bem preparado. principalmente quando o verão é quente. • Propagação: a planta se reproduz via sementes. • Pragas: é mais comum a ocorrência de pulgões que infestam as umbelas. flores e frutos. Caso contrário.de formato oval a oblongo. SOLO Prefere solos com pH próximo à neutralidade. invade as raízes e os tecidos vasculares causando secamento de hastes e morte da planta. O excesso de chuva por ocasião da frutificação resulta em podridão das sementes. que pode ser controlado com jatos de água ou pulverização com uma emulsão de sabão ou decôcto de arruda.30m. A planta cresce cerca de 1. profundo.0m de altura. glabro. com estrias longitudinais. composto de dois aquênios (mericarpos) de 3 a 4mm de comprimento por 1 a 2mm de largura. • Hibridação: deve-se evitar plantios de funcho próximo aos do coentro. sob temperaturas baixas. Porém não suporta solos muito úmidos. originando progênies com características distintas dos materiais originais. A Sclerotinia sp.

tônicas (257). oftálmicas (341). azia e olhos inflamados (128). melhor é a qualidade do óleo (96). anetol (60% do óleo). ⇒ 1 xícara das de cafezinho de frutos secos em ½ litro de água. Quanto maior o ponto de solidificação. dipenteno. foeniculina.9mg.9µl de óleo essencial (44). dismenorréias.• Florescimento: primavera e verão. folhas verdes e a cepa carnuda. andreno.0 a 6. sementes. quando então encerra cerca de 11. antidiarréicas. A colheita dos frutos secos redunda em grande perda dos mesmos. felandreno. contendo cerca de 50 a 60% de anetol (96). açúcar. • Produção de sementes: as sementes são colhidas quando adquirem coloração verdeamarelada e apresentam consistência dura. Sementes. lactogênicas. mucilagem. O maior acúmulo de óleo essencial. antidiarréicas e eméticas (271). estomáquicas. sucínico e tânico. B e C. • Infusão: ⇒ 2. 50 a 200ml/dia (341). fencone. metil-chavicol. O óleo essencial solidifica-se entre 3 e 6 graus centígrados. fenono. aleurona (283). antidispépticas. por dia (283). cansaço oftálmico (294). FITOQUÍMICA O fruto contém óleo essencial. normalmente em dezembro. A raiz contém ácido málico. ⇒ 60 a 100g/litro de água.como digestivo. óleo essencial. cerca de 11. Rendimento: 700 a 1. raízes cilíndricas axiais. PARTES UTILIZADAS Frutos. antieméticas. fosfórico. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas . impigem. ocorre quando o fruto ainda está verde. estimulante (294). sais minerais. carminativas e aperientes (445). emenagogas. ⇒ 10g da semente em 1 litro de água.5%.6%. duas horas antes das refeições . d-limoneno.0%. anetoleno. O fruto cresce até o atingir o peso de 11. funchona. landreno (163).000kg/ha de sementes. intervalos de 4 horas . folhas e raízes são expectorantes. INDICAÇÕES As sementes são indicadas para constipações estomacais e intestinais. O teor de óleo essencial do fruto varia de 2. vitaminas A. diarréias fétidas (144). estragol. • Colheita: inicia aos 5 meses após o plantio. pineno.para flatulência. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são diuréticas. • Decocção: . matérias resinosas e pécticas (341). dores de hérnia (445). afecções das vias urinárias (215). intervalos de ½ hora. cólicas (32). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32).para estimular a secreção do leite materno. ácidos málico. resolutiva (32). antiespasmódicas (cólicas de crianças). FORMAS DE USO • Geral: 3 a 6g de sementes por xícara de chá. fineno. em decocção ou na forma triturada em infusão com água quente (444) ou 3 a 10g (445).

em valas. polígola. • Pó: 1 a 5g/dia. ⇒ ferver 15g de raiz em 1 litro de água. alecrim-de-santa-catarina. bengue. vassourinha. • Tintura: 5 a 25ml/dia. doces. frutas em calda biscoitos. Sua ocorrência é pouco intensa. em infusão. • Pó da semente: 1 a 4g. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta é aromática e tem sabor picante e doce.000m de altitude (209). barba-de-são-pedro. sopas. As sementes são utilizadas como aromatizante de peixe. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygalaceae. bolos. • Óleo volátil: 1 a 10 gotas • Alcoolato: 1 a 3ml/dia. SINONÍMIA Alcaçuz-de-santa-catarina. • Vinho medicinal: macerar 30g de sementes por 10 dias em 1 litro de vinho. bromil. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. As sementes inteiras ou em pó são utilizadas em panificação. pastelaria e confeitaria. lingüiça.⇒ ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de sementes em 100ml de água. balas. Ocorre de 0 a 2. azeitonas. áreas abandonadas e planícies litorâneas. picles. . Dar à criança nos intervalos do aleitamento (para cólicas). O óleo essencial é usado na fabricação de licores. a 3%. • Óleo essencial: 1 a 3 gotas/dia (341). Tomar várias vezes ao dia. timutu-barba-de-são-pedro. TOXICOLOGIA O uso de mais de 20g/litro pode ser convulsionante (257). maçãs assadas. por 1 dias (diurético). HABITAT Espécie autóctone que medra espontaneamente em campos nativos. As folhas são utilizadas em saladas e como tempero de feijão branco. perfumes e cosméticos. GELOL NOME CIENTÍFICO Poligala paniculata L. Coar e tomar 1 cálice antes de dormir (257). salames. Tomar 1 xícara após as refeições. arrozinho. a beira de estradas.

2m. A planta é antiblenorrágica. alongadas. Já foi reputada como eficaz como antiofídica (93). alternas. As folhas basais são verticiladas e as superiores. mudas obtidas a campo e. principalmente em solos compactados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são aromáticas.FITOLOGIA Planta herbácea. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio.2 a 0. CLIMA É de clima subtropical. quando retiradas do solo. São sésseis. SOLO A planta cresce em quase todos os tipos de solo. mais raramente. exalam um forte aroma de salicilato de metila. longo pendunculadas dispostas em rácimos simples.2 x 0. • Propagação: sementes. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de contusões e dores musculares (271). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. preferindo temperaturas acima de 16. lineares ou lanceolado-lineares e curto pecioladas. estacas de ramos. • Plantio: abril a maio. ramificado. emética e diurética (271). pois o sistema radicular estabelece um forte vínculo com o solo. revestida por pêlos. dificultando a extração da planta a campo. Caule subramoso. glabra e castanho-clara. As raízes. Semear as mudas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. expectorante e emético (242). GENGIBRE NOME CIENTÍFICO . que cresce de 0. delgados. terminais e axilares. Cresce até mesmo em solos ácidos. PARTES UTILIZADAS Raízes. Sementes cilíndricas. O decôcto da parte aérea é diurético. antinevrálgica. anti-reumática.4m de altura. O fruto é uma cápsula loculicida oblonga. É altamente tolerante à seca. principalmente os argilosos. ereta. preta. pivotantes. • Florescimento: novembro a julho. cilíndrico. que é efêmero ao ar livre.5oC. brilhante. Mudas obtidas a campo devem ser bem desenterradas. As flores são brancas ou róseas. É heliófita.

• Colheita: 8 a 9 meses após o plantio. O caule é foliáceo e ereto. Inflorescência em espiga terminal elipsóide.50 x 0. com três lóculos. estreitas. Plantar os pedaços de rizoma distanciados 10cm entre si. rugosa com vários anéis castanho-claro. . glabras. contendo sementes azuladas.0m de altura. mangaratá. amarelo-esverdeadas. porém foi introduzida e aclimatada em muitos países tropicais.Zingiber officinale [Willd. magaratáia. reptantes. Fruto tipo capsular. O florescimento é um fenômeno raro. CLIMA Prefere regiões de clima tropical. de folhagem anual e rizomas multianuais e raízes adventícias. deve-se cobri-los com solo para evitar-se o ressecamento e a perda de princípios ativos. • Plantio: agosto a setembro. carnosos. As raízes são brancacentas. irregulares. mangarataia. As folhas são dísticas. quando então as folhas senescem. É heliófita. HABITAT Espécie alóctone de origem sul-asiática (Malásia. Os rizomas são vigorosos. A textura é quebradiça. ápex agudo. A superfície do rizoma é esverdeada-creme. SINONÍMIA Gengivre. lábio púrpura com manchas amarelas. com as extremidades algumas vezes guarnecidas de brotações meristemáticas. guarnecida de escamas imbricadas. FITOLOGIA Planta herbácea. As sementes são raras e quase sempre inférteis. Transplanta-se a muda dois meses após o plantio dos rizomas. Índia e China). amarelecem e secam. obtusas e invaginantes. onde é cultivada. rizomatosa. gingibre. linear-lanceoladas. • Propagação: segmentos de rizomas. vermiculita ou outro material mais poroso.3 a 1. sendo que externamente é mais fibrosa. hermafroditas.50m. articulados.] Roscoe FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. Flores zigomorfas. irregularmente ramificados. carnosas e cilíndricas. Cada segmento de rizoma deve ter pelo menos um meristema ou "olho". SOLO Seco e bem drenado. subsésseis na bainha. medindo 20 a 25cm de comprimento por 1 a 2cm de largura. mangaratiá. com brácteas persistentes. utilizando-se como substrato a areia. As mudas são preparadas em canteiros protegidos ou em caixas. medindo 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. de preferência arenosos ou areno-siltosos. • Amontoa: quando ocorrer afloramento ou exposição dos rizomas em formação.

nevralgias e hemorróidas). antitrombótica. carminativa. anti-reumática (ação externa). bronquite e cólicas) (145). cineol (257). odontálgica. anticancerígena. dispepsia atônica. zingerona. náusea. revulsiva. asma brônquica. edemas artríticos e reumáticos. enjôo. amigdalite (68). catarros crônicos (93) e halitose. sialogoga. • Tintura: 100g do rizoma moído em 0. beribéri. eupéptica. antioxidante. rouquidão (257). cólicas do estômago e intestino (145). antisséptica (128). aperiente. sulforafane (anticancerígeno). FITOQUÍMICA Gingerol. β-bisaboleno. béquica (145).5 litro de álcool. antinevrálgica (271). afrodisíaca (93) e antiasmática (9). resina. estimulante gastrintestinal (257) e cerebral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É expectorante. paralisia. estomática. vitaminizante (68). Coar a aplicar topicamente em ferimentos e cortes TOXICOLOGIA . • Rizoma fresco: mascar . ⇒ ferver 1 colher das de chá do rizoma triturado em 1 xícara das de chá de água. excitante. anti-hemorrágica. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. traumatismo. náuseas. canfeno. antibiótica. citrol (145) e carboidratos (9).um pedaço (rouquidão. desinfetante (294). antiinflamatória. Fazer fricções tópicas (reumatismo). asma. antiemética (445).• Produtividade: 20t/ha de rizomas frescos (96). FORMAS DE USO • Geral: 3 a 9g/dia diarréia (445). • Decocção: ⇒ ferver 50g do rizoma em 1 litro de água. • Xarope: misturar o rizoma ralado com um xarope de mel (257). cólera morbus. antiulcerativa. • Suco: moer e extrair o suco de um rizoma. zingibereno (bactericida). antidepressiva. broncorréia pulmonar. • Cataplasma: moer ou ralar um pedaço do rizoma e aplicar num pano sobre o local afetado (reumatismo e traumatismos na coluna vertebral e articulações. antigripal (215). sialogoga. Tomar 4 xícaras das de chá ao dia. adoçada com mel (tosse. • Pó: para vômitos. tônica. antidiarréica. antiálgica. dores estomacais e ânsia de vômito). INDICAÇÕES Indicada para resfriados (445). citral. β-felandreno. ciática. PARTES UTILIZADAS Rizomas.

com bom teor de matéria orgânica e bem drenados. conhaque). urgebão. Fabricação de bebidas (gengibeer. verbena. crenadas. As flores são azuladas. GERVÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Stachytarpheta jamaicensis [L. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastagens. FITOLOGIA Planta subarbustiva. Preparo do quentão. Fruto artrocarpáceo. verbena-azul. Utilizada na ração de aves.O uso externo indevido e/ou abusivo pode provocar queimaduras. sésseis. dicótoma. gervão-legítimo. áreas ruderais e na vegetação de restinga do litoral. uregão. CLIMA É de clima tropical a subtropical. urgervão. vassourinha-de-botão. discretamente tomentosos. SOLO Prefere solos arenosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae.20m de altura. esbranquiçado. O pó é usado como condimento no preparo de biscoitos. composto por dois carcerulídeos castanho-claros ou escuro. medindo cerca de 6 a 7cm de comprimento e 3cm de largura. Espigas terminais de 20 a 30cm de comprimento. de caule e ramos angulosos. chá-do-brasil. aguarapondá. rinchão. bolos e bolachas. matas de altitude. AGROLOGIA . pé-de-moleque e cocada nordestina. gervão. gervãofolha-de-verônica. perene. gervão-azul. As folhas são opostas. quadrangulares e pubescentes.] Vahl. ervão. Atinge até 1. orgibão. contendo 1 semente com tegumento membranáceo. SINONÍMIA Aguará-podá. estimula à postura de ovos (93). ovado-agudas. corola 5-simpétalas. gerbão. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Chips para halitose (para mascar).

apud 179). antidiarréica. FORMAS DE USO • Infusão: 20g de folhas em 1 litro de água. inibidora da secreção gástrica. anti-hemorroidária. cerca-viva ou separação de culturas. cafêico e ursólico. vermífuga. em sulcos. antibacteriana. úlceras (93).5m. INDICAÇÕES Indicada para doenças crônicas do fígado. Tomam-se 3 a 4 xícaras ao dia (32). rouquidão. antiespasmódica (179). feridas. N-nonacosano. • Plantio: março a abril. emenagoga. como sebe. hentriacontano. sedante. dextrina e ácido salicílico (9). sudorífica (63). Extratos alcoólicos apresentam atividade sedante ou ataxia. anti-hepatotóxica. ipolamida. cicatrizante (raiz). αespinasterol. eczema. antidisentérica. embora possam ser utilizadas estacas da planta matriz. cefaléias e vitiligo. afecções renais e gástricas. antiemética. machucaduras. nas doses de 100 a 1000mg/kg. anticatarral (9) e antilítica (271). hepatite (68). γ-aminobutírico. debilidade orgânica. resfriado (32). O efeito antipirético da planta foi constatado com o decréscimo de até 8. • Propagação: sementes. béquica. escutelareína (179). FARMACOLOGIA Os extratos aquosos das folhas e ramos frescos apresentam atividade espasmogênica in vitro. furúnculos (215). tafetalina. ou em bandejas de isopor. prisão-de-ventre. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. verbenalina. bronquite (9). hipnose ou perda de reflexo da postura. pode ser utilizada em áreas muito acidentadas e erodíveis.0 x 0. ácidos clorogênico. via intraperitonial e atividade vasodilatadora em ratas. em íleo de cobaias. vulnerária. ramosa e uniforme em sua arquitetura. fridelina.4oC na temperatura retal (Rodrígues. erisipela. geraniol. tônica eupéptica. tumores. anti-hipertensiva. FITOQUÍMICA Verbascosídeo (63). estimulante das funções gastrointestinais (32). contusões. febrífuga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. . estarquitafina. N-pentriacontano. antiasmática. antioxidante. indutora da motilidade intestinal (405). • Colheita: outubro a março. anti-reumática. laxante (68). antipirética. a beira de caminhos. distúrbios nervosos. ip. amebíase. dopamina. antiinflamatória. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. • Espaçamento: 1. inchaço do baço. contendo substrato organo-mineral. Na República Dominiicana foi verificada a presença de ácido cianídrico nas folhas (93). hispidulina. citral. Nas doses de 700 a 1000mg/kg se observa a anestesia. detersiva.• Ambiente: por ser planta muito rústica. antiartrítica. hepática (raízes). Ndotriacontano. diurética.

acuminada. em cachos pequenos. ereta. coatiudiba. com tronco de 20 a 35cm de diâmetro. • Suco: cicatrizante externo (68). orinduíba. taleira. verde quando imaturo e alaranjado-claro. Folhas curto-pecioladas. pioneira.• Cataplasma: usam-se as folhas e as raízes frescas. contusas (contusões.5m. Fruto tipo baga. de base arredondada. ricos em matéria orgânica. profundos. que medra na floresta pluvial Atlântica.) Blume. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. • O decôcto das folhas apresenta propriedades inseticidas (68). AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 3. pastagens e áreas ruderais. orindiba. pau-de-pólvora. de caule estriado e marrom-escuro. coatidiba. crindiúva. quando maturo. liso. orindeúva. GRANDIÚVA NOME CIENTÍFICO Trema micrantha (L. A planta cresce de 3 a 10m de altura. É heliófita. borda serreada. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. FITOLOGIA Planta perene. sagitada. periquiteira. gurindiba. curindiba. nervuras salientes. glabro. Inflorescências axilares. ramificada. SINONÍMIA Candiúba. medindo cerca de 8 a 10cm de comprimento 3 a 4cm de largura. machucaduras e feridas). ásperas. OUTRAS PROPRIEDADES • O chá das folhas tem sabor semelhante ao chá-da-índia. SOLO Prefere solos porosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Ulmaceae. arbórea. capoeiras. com flores amareladas. ovóide. em subosques. beirada de matas. . orindiuva. perenifólia ou semidecídua.

As sementes são postas a germinar em areia sempre umedecida. pitumba-de-folha-miúda. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. • Florescimento: novembro a fevereiro. bugre-branco. guaçatunga-falsa. estralador. chá-de-bugre. sylvestris. erva-de-guaçatunga-falsa. quacitunga. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. • As folhas são ótimas forrageiras. baga-de-pomba. pombeiro.• Propagação: sementes. fruta-de-saíra. carvalhinho. vacatunga. café-de-fraile. varre-forno. café-do-diabo. as plântulas são repicadas para saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. chá-de-frade. uassatonga. vassatunga. guaçutonga. café-bravo. saritã. estimulando a produção de leite (344) GUAÇATONGA NOME CIENTÍFICO Casearia sylvestris Swartz. marmelada-vermellha. cafezeiro-bravo. cafezeiro-do-mato. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira é utilizada para a fabricação de pólvora. SINONÍMIA Apiá-açonoçú. Após a germinação. paratudo. • As flores são melíferas. caroba. cafezinho-do-mato. guaçatunga-branca. guaçatunga-preta. gaibim. além de ser aproveitável para carvão e lenha (241).000 unidades (241). guaçutunga. erva-de-lagarto. erva-de-bugre. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 135. As mudas são transplantadas quando atingirem 20 a 25cm de altura. cambroé. pau-debugre. marmelinho-do-campo. língua-de-tiú. A frutificação ocorre de março a maio. caimbim. var. PARTES UTILIZADAS Folhas. pioia. FAMÍLIA BOTÂNICA Flacourtiaceae. guassatonga. gaimbim. pióia. erva-de-pontada. vassitonga. petumba. língua-delagarto. • Plantio: agosto a outubro. guaçatunga. pau-de-lagarto. erva-da-pontada. chá-de-são-gonçalinho. anti-sifilíticas e anti-reumáticas (242). A germinação das sementes demora de 4 a 6 meses (241). . ervade-pontada.

Tem a casca cinéreo-pardacenta. SOLO Prefere solo do tipo calcário e ricos em húmus. rugosa e com pequenas fendas quase superficiais (lenticelas). que apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico (391). lanceoladas até ovadas ou elípticas. persistentes. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 84. seletiva higrófita. tanino. alcalóides. exalando um forte aroma.4m de diâmetro na base (213). várzeas. • Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. • Plantio: março. contendo 2 a 6 sementes em arilo lanoso. A emergência das sementes. normalmente consorciada a cipós.000m (213). pequena (cerca de 3mm de diâmetro). em áreas úmidas. ocorre entre 20 a 30 dias (241). heliófita ou esciófita (213). cujo poder germinativo é baixo. É encontrada em altitudes de até 2. porém adapta-se até mesmo em solos secos e pobres. Cresce preferencialmente na floresta pluvial da Encosta Atlântica. óleo essencial (2. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. pecioladas. Os ramos novos tem folhas com nervuras ferrugíneo-pubescentes e os adultos glabras. • Florescimento: julho a novembro. alternas. resina.HABITAT Espécie autóctone.5%) (350). serreado-denteadas ou subinteiras. mas pode chegar até 20m de altura por 0. pioneira. inequiláteras. FITOLOGIA Planta arbórea perene que cresce em média de 2 a 6m de altura. de curta viabilidade (241). flavonóides (179). Apresenta 5 a 8 nervuras laterais. densa e minusculamente pelúcido-glanduloso-punctatas. além de saponinas.000 unidades. CLIMA É de clima tipicamente tropical. Os frutos amadurecem em setembro até dezembro. O fruto é uma cápsula ovóide-globosa. encostas suaves e até pedregosas. • Colheita: inicia ao final do segundo ano de cultivo. As flores são pequenas e esverdeadas. FITOQUÍMICA As folhas contém diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R). que habita as beiradas de Mata Atlântica. agudas até longo-acuminadas no ápice. Umbelas axilares sésseis. PARTES UTILIZADAS Folhas. cascas e raízes. capoeiras e em capões. vermelha quando madura. antocianosídeo . amarelo e comestível. estreitas e arredondadas na base com até 14cm de comprimento e 5cm de largura. glabra.

5mg/kg. antipirética (183). picada de insetos. Esfriar e aplicar com algodão sobre o ferimento. dores do peito e do corpo (391).(145). fungicida (128).p. cardiotônica (271). sarna. eupéptica. INDICAÇÕES Usada no tratamento de doenças de pele. contra o sarcoma 180 (191). apud 179). via intragástrica e uma inibição da atividade secretora gástrica (37). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta é depurativa. úlceras dérmicas (151). • Elixir. sapinho (128). hidropisia. reumatismo. aftas. ⇒ 10g de folhas frescas ou secas em 200ml de água quente. anticolesterolêmica. herpes. inchaço das pernas (215). na dose de 57. paralisia (169). antisséptica. α-humuleno. β-cariofileno. anti-sifilítica (215). O extrato etanólico a 70% das folhas secas demonstra atividade antiulcerosa em ratas. sífilis (32) e aids (imunoestimulante). xarope e vinho: 20 a 100ml/dia (341). Coar e aplicar compressas sobre eczemas (145). picadas de cobra (externamente). cicatrizante (barba. antiartrítica (341). antimicrobiana. diarréias. febre. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta ainda atividade antibacteriana contra Bacillus subtilis (83. inflamações. espinhas). estimulante da circulação. afrodisíaca. α-copaeno. anti-reumática. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. prurido (145). calmante e diaforética. Os criadores de gado utilizam as folhas para a expulsão da placenta pós-parto (31). antiobésica. β e ∆-elemeno. O óleo da planta combate as lombrigas (233). diurética. 50 a 200ml/dia (341). 407). Tomar 2 xícaras por dia da infusão para úlceras e problemas digestivos. A casca é utilizada para febres perniciosas e inflamatórias. • Extrato fluido: 2 a 10ml/dia. O extrato aquoso da planta apresenta atividade frente ao veneno de Bothrops jararaca e o óleo essencial teve um efeito inibidor dos processos induzidos pelo veneno de Bothrops alternatus (350). anti-herpética (145) antiulcerogênica. úlceras estomacais (294). vulnerária. A tintura e o óleo essencial das folhas demonstram atividade cicatrizante em ratas (Scavone. biciclogermacreno. anti-sifilítica e antiespasmódica (169). . A infusão da raiz e folhas é usada como depurativa. FARMACOLOGIA O extrato etanólico das folhas apresenta atividade antitumoral em ratos na dose de 100mg/kg i. ∆ e δ-cadineno e espatulenol (291). hemostática. antiobésica. anestésica tópica em lesões da pele (Panizzate e Silva. cardiotônica. • Tintura: 10 a 50ml/dia. • Compressa: ferver durante 10 minutos 30g de folhas de guaçatonga com 10g de folhas de confrei em 1 litro de água. eczema. antiofídica (350). apud 179). germacreno-D. antidiarréica (93).

Corola infundibuliforme provido de 5 lacíneas triangulares. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul que cresce espontaneamente em matas primárias. aromáticas. guaco-liso. A DL50 em ratos foi estimada em 1792g do extrato seco/kg (Amarante e Silva. guaco-de-cheiro. lineares ou brácteas liguladas. orla de matas. glabras. uaco. podendo ser utilizada na construção civil. FITOLOGIA Planta subarbustiva. É encontrada desde 50 a 500m de altitude (57). micânia.• Alcolatura: macerar por 5 dias 20g de folhas em ½ copo de álcool neutro. Coar e aplicar topicamente (picada de insetos). erva-de-cobra. odor semelhante ao cedro e é amargo. SINONÍMIA Cipó-caatinga. cilíndricos. sendo a margem dos lobos lisa. de ramos lenhosos. providas de contorno oval. trilobadas. guape. arqueadas. GUACO NOME CIENTÍFICO Mikania glomerata Sprengel. membranáceas à coriáceas. em várzeas sujeitas à inundação e à beira dos rios. As bractéolas são uninerves. O limbo mede 8 a 15cm de comprimento por 6 a 9cm de largura. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. O preparado deve ser mantido em locais frescos e em frascos escuros (128). lenha e carvão (241). erva-cobre. perene. de ápice acuminado e base arredondada ou subcordiforme. estriados. Sua densidade é de 0. guaco-trepador. e o pecíolo 3 a 7cm de comprimento. OUTRAS PROPRIEDADES • O tronco fornece madeira útil para marcenaria e carpintaria. cipó-sucuriju.925 (291). ciliadas e de ápice agudo e oblongo. são aquinquinervadas na base. TOXICOLOGIA Os extratos aquosos das folhas demonstram atividade sobre a musculatura lisa uterina de ratas podem explicar a sua ação abortiva. de cor verde intenso. A inflorescência é do tipo panícula tirsóide que alcança 30cm de comprimento. tacos. apud 179). castanhos e glabros. As folhas são pecioladas. cipó-catinga. coração-de-jesus. em torno. terrenos de aluvião. trepadeira. opostas. tábuas para assoalho. • O óleo essencial apresenta coloração amarelo citrino. capoeiras. guaco-verdadeiro. capoeirões. O papus é composto de 30 cerdas variando de amarelo-palha a .

com 1. iniciando 16 meses após o plantio. Solos compactados ou mal drenados retardam o crescimento. O peso dos ramos não deve exceder ao das folhas. Obtém-se em média 3t/ha de material seco. Para que haja um melhor enraizamento das estacas.). enquanto que à plena luz as folhas são luzidias e de coloração verde-limão. medindo 3mm de comprimento. para facilitar a colheita e para obtenção de matéria prima saudável e limpa. • Pragas: as mudas novas recém plantadas a campo são muito sensíveis ao ataque de vaquinha ou patriota (Diabrotica spp. • Propagação: é feita por estacas do caule e ramos. As folhas não podem apresentar manchas.0m. normalmente no inverno até a primavera. • Adubação: responde bem à adubação orgânica. As mudas são tranplantadas quando atingem cerca de 30cm de altura. CLIMA Espécie de clima tropical e subtropical. • Produção de sementes: os aquênios devem ser colhidos antes do secamento completo da panícula.2m de altura. pentangular. • Padrão comercial: comercializam-se folhas com ramos finos e inflorescência nova. SOLO Prefere solos areno-argilosos e úmidos. piloso ou levemente glabro. 250g de superfosfato simples e 20g de cloreto de potássio produzem seis vezes mais biomassa que plantas não adubadas (324). Estacas mais herbáceas (ponteiras) devem ser hidratadas previamente por 1 hora (114). Posteriormente. • Aclimatação: as estacas devem ser protegidas com sombrite 70% até a brotação vigorosa. as folhas remanescentes devem ser cortadas transversalmente com tesoura. • Plantio: ano todo. para que não ocorra dispersão das sementes. • Doenças: podem ocorrer manchas cinzas com halos arroxeados nas folhas. PARTES UTILIZADAS Folhas ou planta florida frescas ou secas. • Substrato: enraizar em substrato à base de húmus de minhoca e vermiculita.rosada. as sementes devem ser armazenadas em câmara fria ou geladeira. Depois de eliminadas todos os resíduos florais. a planta exibe coloração verde-escura e fosca. Plantas adubadas com 60g de sulfato de amônia. A estaca deve ter 5 gemas e 1 par de folhas (322). • Tutoramento: o cultivo exige tutoramento vertical em espaldeiras de arame. . causadas por fungos. • Colheita: feita ao final do inverno. mantê-las em sombrite 50 ou 30%. Quando cultivada à sombra. • Florescimento: esporádico. Fruto tipo aquênio. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Não pode ocorrer material estranho na amostra (96). É esciófita.5 x 1.

béquica (179). sudorífica. antinevrálgica. asma e bronquite: fazer o decôcto de 15 a 20 folhas de guaco em 100ml de água. cineol. eugenol e esteróis (145). • Suco: 2 folhas frescas batidas com água (1 copo) em liqüidificador.quando se usam as folhas frescas. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes aos dia (problemas respiratórios). antiasmática (258). febrífuga. emoliente. vômitos e diarréia. adicionar folhas de poejo e gengibre ralada (1 colher de chá). calmante (215). antiespasmódica (324). É desaconselhável para crianças com idade inferior a 1 ano e mulheres em menstruação (145). • Xarope ⇒ tosses em geral: 4 xícaras das de cafezinho de sumo de folhas frescas em ½ litro de xarope. anti-reumática. ⇒ picada de cobra: tomar várias vezes ao dia (145). porém quando secas. ou na forma de extrato alcoólico ou decocto. antisséptica das vias respiratórias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Broncodilatadora (260). antigripal e antiofídica (215. antiinflamatória. Tomar 1 colher das de sopa a cada 4 ou 6 horas (257). estigmasterol.FITOQUÍMICA Cumarinas (324). TOXICOLOGIA Pode causar taquicardia. Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. flavonóides. (346). picadas de inseto. peitoral (Dias da Rocha. juntar 150 a 200g de açúcar ou rapadura e dissolver. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas verdes são quase inodoras. apud 169). ⇒ reumatismo: fazer fricções sobre áreas doloridas. resina. borneol. devido à cumarina (238) FORMAS DE USO • Infusão: adicionar 2 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas a 1/2 litro de água. coqueluche. tem forte olor balsâmico. reduzir a dose à metade (258). quando o uso é abusivo (258). ácidos entkaur-16-eno-19-óico e namoilgrandiflórico. ácido cinamoilgrandiflórico. diurética. artrite (145) e albuminúria (215). saponina. . O guaco apresenta atividade relaxante sobre a musculatura lisa respiratória de cobaias. expectorante. ⇒ crises de tosse. cobrir e deixar esfriar. 128). estigmast-22-en-3-ol (308). Para as crianças. anti-reumática (271). Após. embora seu efeito broncodilatador tenha sido confirmado (346). tônica. compostos sesquiterpênicos e diterpênicos. rouquidão. tanino. cicatrizante (257). FARMACOLOGIA Não se constatou nenhuma atividade diurética e hipotensora. INDICAÇÕES Indicada para a gota. hipotensora . guacosídeo (257). tosse rebelde.

inteiras. tipi. com característico odor de alho. ereta. com 6-8mm de comprimento. erva-de-guiné. perene. guiné-tipi. . raiz-de-guiné. alternas. jardins. oblongas ou obovais. Folhas curtamente pecioladas. FITOLOGIA Planta subarbustiva. SOLO Adapta-se a quase todo tipo de solo. clareiras e áreas ruderais do sul do Brasil. erva-tipi. HABITAT Espécie autóctone.8 x 0.• A planta é melífera • É utilizada contra picada de insetos e cobras (257). agudas ou acuminadas no ápice. Cresce subespontaneamente em potreiros. mucura-caá. elípticas. GUINÉ NOME CIENTÍFICO Petiveria alliacea L. É esciófita. O enraizamento das estacas é demorado e com baixo índice de pegamento. SINONÍMIA Amansa-senhor. pipi. CLIMA A planta é de clima tropical e subtropical. pequeno. de ramos delgados. quando nova. As flores são sésseis. porém deve ser fresco e drenado. erva-pipi. FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. Fruto capsular. estreitadas na base. compridos. Apresenta odor forte que lembra alho. em delgadas espigas bracteadas terminais. • Propagação: sementes e estacas. com 4 a 8cm de comprimento e 3-4cm de largura. delgada. erva-de-pipi. cuneiforme. membranosas. guiné. cerca de 1m de altura. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. sublenhosa quando adulta.40m. atipim. pequenas. quase eretos ou ascendentes. tipi-verdadeiro. escassamente pubescentes ou glabras. alvo-verdolengas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. originária das matas da América tropical. caá.

na dose de 1g/kg. emenagoga. difeniltrisulfeto. via intragástrica em ratos. • Plantio: maio e outubro.5ml/cobaia demonstra atividade estimulante de fagocitose (113). antiartrítica. N-metil-4-metoxi-trans-prolina. A raiz contém 1. antitumoral. antigripal. Não se constatou efeito . A semente contém isotiocianatos voláteis. lactona sesquiterpênica.2.4-tritiolan. oncolítica (179). odontálgica. diurética. trisulfeto de benzilo. na dose de 33ml/litro (134). cinamato de isoarborinol. trans N-4-metilprolina. fridelino e ácido benzóico (116). PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. nonadecanóico. pinitol e βsisterol. antineoplásica. antiofídica. anti-histérica. resfriado. na primavera. O extrato etanólico (50%) de folhas frescas. INDICAÇÕES É indicada para cistite. anticárie. cinamato de isoarborinol). β-sitosterol. lupenona (8). Anualmente reaplicar adubação nitrogenada em cobertura. (130). lignocérico e esteárico. ácidos urônicos. • Colheita: inicia a partir dos 10 meses após o plantio. abortifaciente. polifenóis e taninos (382). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticoagulante. desinfetante. Adubar com nitrato de cálcio. antireumática. saponinas.p. FITOQUÍMICA Triterpenos: isoarborinol. dores reumáticas e de cabeça (373). acetato de isoarborinol. tritiolano e cumarinas (379). antimicrobiana e antiinflamatória (128). Esteróides. paralisia. 0. no inverno. antiasmática. O princípio tóxico é conhecido como petiverina (179). terpenóides (isoarborinol. pinitol. depurativa. afrodisíaca. i. falta de memória (215). oftálmica (215). afecções da pele (uso externo). lipídeos: ácidos linoléico. dismenorréia. analgésica. PARTES UTILIZADAS Raízes (mais comum) e folhas (tumores).5-difenil 1. acetato de isoarborinol. cólera. Alcalóides: alantoína. O extrato aquoso de folhas atua como estimulante uterino débil em ratas. As mudas são transplantadas quando atingem cerca de 20cm de altura ou 6 a 8 folhas definitivas.9-cumarinas. benzilhidroxietiltrisulfitos. oléico. sudorífica. álcool docosílico. antiespasmódica. vermífuga. É preventiva da cárie dental (130). distúrbios pulmonares. FARMACOLOGIA Anticonvulsionante e analgésica (130). trans-stilbeno. piorréia. palmítico. vários tipos de câncer (179). sudorífica. doenças do útero. inflamações da boca e garganta e gengivite (257). anticancerígena. antivenérea. antissinusítica (303) estimulante (32). anticonvulsionante. impotência (130).• Adubação: incorporar 1kg/cova de cama de aviário. 3. macrólido (antitumoral). A fração não saponificável. demonstra uma fraca atividade analgésica em teste de contorção com ácido acético (119). aos 30 e 90 dias após o plantio. tritiolaniacina. compostos de enxofre: 2-hidroxi-5-etil-trisulfeto de benzilo. na dose de 10g/planta. alantoína.

trato digestivo (60) e infecções respiratórias (59). O tratamento é indicado para o câncer (154). não se constatou atividade anticândida e sim contra Epidermophyton floccosum. O extrato etanólico das raízes. ao meio-dia e a noite. Coar. Tomar 3 xícaras ao dias (8). A infusão das folhas não foi ativa contra o protozoário Trichomonas vaginalis. mucosas (58). 348). e as contorções induzidas por ácido acético.antitumoral dos extratos etanólicos e aquosos das folhas secas em cobaias portadores de sarcoma 37 e 180. não causou qualquer tipo de irritação à pele (158). • Compressa: folhas contusas aplicadas topicamente sobre cefalalgias e reumatismo.3mg). • Alcolatura: macerar por 3 dias 4 colheres das de sopa de raiz em pó em 2 xícaras das de chá de álcool. A via tópica foi mais pronunciada que a oral. via oral.25g/kg. Usar em bochechos e gargarejos (257). • Sumo: bater no liqüidificador 25 a 30 folhas com 1 litro de água fria. Coar e usar em massagens tópicas (dores reumáticas) (128).composto que apresenta atividade contra Bacillus subtilis (CIM: 3mg). observando-se um incremento de 69 a 78% da coagulação anormal de sangue e transminase glutamato-piruvato (305). Staphylococcus aureus (CIM: 6. na dose de 6. Induz a contração da musculatura lisa. . utilizando o decôcto das folhas (59). in vitro (282). Não obstante. O óleo essencial das folhas demonstrou atividade supressora da alimentação na fase larvária de alguns insetos fitopatógenos (Attagenus piceus). Tomar um copo pela manhã. O extrato aquoso de folhas mostrou-se efetivo contra Epidermophyton floccosum. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ 1 pedaço de raiz com 2 folhas para 1 ½ xícara das de chá. O macerado hidroalcoólico das folhas não inibe o crescimento de bactérias que causam infecções na pele. 306). ⇒ Câncer: 30g/litro. O extrato metanólico da raiz apresenta atividade profilática e terapêutica no tratamento de doenças hepáticas em ratas. inibindo o edema podal produzido por carragenina em ratas. administrado topicamente ou oralmente em cobaias demonstrou um efeito inibidor de dermatites induzidas por óleo de cróton e em granuloma induzido por pelet de algodão. na dose de 200mg/kg.. incorporado na vaselina suave. O extrato alcoólico das folhas mostra atividade nematicida contra Meloidogyne spp. Fazendo-se um palito da raiz. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico (50%) demonstra atividade antibacteriana contra vários microorganismos Gram negativos e atividade antimicótica contra vários patógenos de plantas. A atividade estimulante do sistema reticoendotelial e antimicrobiana está associada ao benzil-2-hidroxietilsulfeto . aplica-se topicamente em áreas odontálgicas (32). O extrato cru. Escherichia coli (CIM: 50mg) e Candida albicans (CIM: 3. Mycobacterium tuberculosis e Candida albicans (411). na dose de 10g/kg. principalmente devido a presença de tiofenos (336). Musca domestica e mosquitos) e atividade repelente de traça da roupa (174.1mg) (41. estimula a atividade fagocítica e não possui atividade antitumoral (348). carcinoma de Erlich e adenocarcinoma mamário (129). O decôcto das folhas apresenta atividade antiinflamatória e analgésica. • Inalações: utiliza-se a raiz (303). atividade inseticida contra insetos adultos (Cimex lectularius.

HABITAT Espécie alóctone. arredondadas. hortelãrasteira. hortelã-chinesa. hortelãda-horta. em cobaias foi de 1637mg/kg (298) e via intraperitonial é de 1. hortelã-comum. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é usada como inseticida e repelente de insetos (179). hortelã-de-folha-redonda. menta-maçã. Os efeitos produzidos pela ingestão de Petiveria alliacea em ovinos (caquexia muscular distrófica) são similares aos sintomas de intoxicação com pesticidas organofosforados. dilatação cardíaca e lesões renais.p. SINONÍMIA Erva-boa. hortelã-de-cavalo. ou Mentha suaveolens. carbamatos e alguns organoclorados. HORTELÃ-BRANCA NOME CIENTÍFICO Mentha rotundifolia L. perda de peso. Não foi verificada ação genotóxica do decôcto em células reprodutivas de cobaia macho e nem a morte dos animais com a dose única. afasia e até a morte (93). hortelã-de-cheiro. hortelã-de-tempero. hortelã-do-brasil. dispostas em espigas verticiladas. hortelã-cultivada. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. hortelã-de-folha-miúda. 348) e tóxica ao gado. braquicardia. FITOLOGIA Planta herbácea perene de porte rasteiro-ascendente. pubescentes. A DL50 de um extrato i. hortelã-das-hortas. poejo. A necropsia dos animais mostrou atrofia muscular com fragmentação e hialinização de fibras. mentrasto. hortelã-de-horta. hortelã-de-panela. aumento dos níveis de transminases e nitrogênio urêico. O leite produzido pelas vacas que ingerem a folha adquire sabor de alho (47). crenadas ou denteadas. doses abusivas podem resultar em imbecilidade. As flores são alvas. As folhas tem aroma suave que lembra maçã. Animais que consomem diariamente folhas da planta tornam-se débeis. de 10g/kg (348).TOXICOLOGIA A planta é abortiva (124.7g/kg. com ataxia dos membros posteriores. originária da Europa. via oral. desidratação. hortelã-de-leite. hortelã-pimenta-rasteira. hortelã-cheirosa. com as folhas fortemente enrugadas. CLIMA . hortelã-miúda.

vermífuga. corre-se o risco de utilizarse sementes oriundas de polinizações clandestinas oriundas de outras espécies de hortelãs. aromática. • Florescimento: dezembro e janeiro. • Plantio: março a maio. • Plantas invasoras: proceder a capinação até que a hortelã cubra o solo por inteiro. 290kg de potássio.000mm ao ano. a produção de sementes é desuniforme e reduzida. em canteiros. associadas a pouca precipitação determinam menor teor de óleos essenciais (96). • Irrigação: proceder periodicamente.300 a 2. mas não as geadas. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. pois a planta é exigente em umidade no solo. calmante (215) e antiemética.18% e o teor de mentol deve estar além de 50% (96).3m. estimulante. adapta-se bem à regiões subtropicais com precipitação de 1. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. Suporta baixas temperaturas. SOLO Leve e poroso. 15g de nitrogênio/m2. 130kg de cálcio e 17kg de magnésio. estacas radicantes e sementes. • Nutrição: a planta extrai por hectare cerca de 170kg de nitrogênio. • Renovação da cultura: é feita a cada 3 a 4 anos. Além disso. 25kg de fósforo. • Adubação: aplicar no plantio 4 a 5kg de estrume de gado ou composto. FITOQUÍMICA O teor de óleos essenciais na planta fresca varia de 0. Aplicar. 30 dias após o plantio. • Rendimento: 2 a 3 cortes por ano ou cerca de 4t/ha de planta fresca (96). desde que não ocorra estresse hídrico. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É heliófita. Repetir a adubação a cada corte. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas e verdes. • Colheita de sementes: Embora a planta floresça e produza sementes no sul do Brasil. Temperaturas muito altas. bem distribuídas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). tônica.4 x 0. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. fértil e com bom teor de matéria orgânica.059 a 0. Tolera altas temperaturas. anti-reumática. • Propagação: divisão de rizomas. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). INDICAÇÕES . para uma produção de 4t de matéria fresca (96).Embora seja de clima temperado.

Folhas opostas. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em temperaturas amenas. em . dispostas em espigas terminais.3 x 0. FORMAS DE USO Infusão. FITOLOGIA Planta herbácea. Para que ocorra o florescimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A planta pode ser considerada esciófita. SINONÍMIA Hortelã-chinesa. hortelã-comum. no Brasil. ovallanceoladas. Caule arroxeado. bem drenados.25m. hortelã-rasteira. com 10cm de comprimento cada segmento.Indicada para a prisão-de-ventre e feridas (215). é a que melhor se adaptou ao Brasil. úmidos. hortelã-de- HABITAT Espécie autóctone de origem mediterrânica-européia. há necessidade de um fotoperíodo mínimo de 12 horas. serreadas. Flores lilases ou azuladas. verde-escuras e crespas. vivaz. hortelã-das-hortas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Cresce subespontaneamente em jardins e fundo de quintal. HORTELÃ-COMUM NOME CIENTÍFICO Mentha x villosa Huds. hortelã-pimenta. Fruto tipo aquênio. De todas as mentas. mentrasto e poejo. • Propagação: estaquia ou divisão de rizomas. É também a mais popular e a mais bem aclimatada das mentas. hortelã-da-horta. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. rizomatosa. areno-silicosos e ricos em matéria orgânica. ramificado. tempero. SOLO Prefere os solos aerados. refresco e salada.

ácidos orgânicos. Adubação: orgânica. amebicida. 250ml de água filtrada e o sumo da hortelã. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. palpitação. Colheita: inicia-se 2 a 3 meses após o plantio. verão e outono. colocar numa xícara. giardicida. cólica uterina. FORMAS DE USO • Antiparasitário com alho: amassar 3 a 4 folhas frescas de hortelã e 1 dente de alho. pineno. PARTES UTILIZADAS Folhas. estomáquica. Adicionar o sumo (antiparasitária e expectorante). pois a planta é ávida por umidade no solo. estimulante. dismenorréia e odontalgias (32). tônica geral. Colocar a água e o açúcar para ferver até atingir o ponto de bala. Utilizar húmus de minhoca ou estrume animal. vermífuga (257). mentona. limoneno e cânfora. expectorante. timpanite (especialmente de origem nervosa). durante 5 dias (combate giárdias. FARMACOLOGIA O óleo essencial apresenta atividade relaxante sobre o músculo intestinal (406). não devendo se estender além de 15 dias. vômitos. PARTES UTILIZADAS Folhas. flavonóides e heterosídeos da luteolina e apigenina (257). tremedeiras. tampar. Servir às crianças 1 vez ao dia. colagoga (258). bem curtido. Plantio: ano todo. amebas e lombrigas). antiespasmódica. acrescentar água fervente. na quantidade de 2 a 3kg/m2. colerética. antisséptica. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de diarréia sangüínea. . • Bala: separar 800g de açúcar. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). icterícia. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. cálculos biliares. mentofurana.• • • • • canteiros. 1/2 hora antes do café da manhã. tanino. Irrigação: deve ser periódica. digestiva. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo mentol. A colheita pode na primavera. tricomonicida (261). deixar esfriar e coar. atonia digestiva. ansiolítica (406). tricomoníase urogenital (406). anti-reumática e galactagoga (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). Colhe-se quando cerca de 60 a 70% das plantas estiverem floridas.

por 7 dias. revestida de glândulas que liberam óleo essencial aromático que lembra a hortelãlevante ou alevante. Apresenta porte ereto quando novo a semi-prostrado quanto em reprodução. um pouco ramificado. medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 2. • Pó: triturar folhas secas e peneirar. com 30 a 60cm de altura. Folhas verdeintensas. pode resultar em insônia (258). quadrangular. várzeas. secas ou frescas. Tomar 1 xícara das de chá 3 vezes ao dia (uso interno. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na alimentação como condimento • Na indústria obtém-se uma essência utilizada como aromatizante de perfumes. Metade da dose para as crianças (258). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. AGROLOGIA . escassa na parte inferior e notória na superior. em 3 doses. pecíolo curto. Misturar 1 colher das de café do pó com mel. lagoas. Inflorescência axilar.5cm de largura. com pubescência adpressa. de limbo rômbico-lanceolado. TOXICOLOGIA O uso prolongado ou a ingestão antes de dormir. podendo ser anual. na forma de glomérulos globosos. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. margem serreada ou duplamente serreada. de base atenuada. por 5 a 10 dias (antiparasitárias). junto com as refeições. hortelã-brava. opostas. exceto como vermífugo). • Infusão: colocar 5 ou 10g de folhas picadas. em regiões de inverno rigoroso. principalmente à beira de canais.• Folhas in natura: ingerir 10 a 16 folhas por dia. respectivamente. Medra em regiões uliginosas marítimas do sul do Brasil. reunindo flores densamente aglomeradas de corola alva. doces e bebidas. em 1 litro de água. Tomar 3 vezes ao dia. em pares cruzados. FITOLOGIA Planta herbácea perene. SINONÍMIA Fazendeiro. bananais e pomares. HORTELÃ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. riachos. O caule é simples.

em canteiros. HORTELÃ-SILVESTRE NOME CIENTÍFICO Mentha sylvestris L. a planta é nativa da Europa. As folhas são sésseis ou quase sésseis. lanceoladas ou oblongas. • Propagação: segmentos de ramos radicantes ou sementes. porém adapta-se ao subtropical e até o tropical. Não tolera solos ácidos. • Colheita: 100 dias após o plantio. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. . pubescentes ou tomentosas por cima e por baixo alvo-tomentosas. hortelã-da-amazônia. esbranquiçado. FITOLOGIA Planta herbácea polianual de caule cotonoso. úmidos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. cilíndrico-cônicas. compactas ou com falhas na base. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. CLIMA É de clima temperado. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral.5 x 0. • Plantio: outono e primavera. bem drenados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à hortelã-comum. SINONÍMIA Levante. Corola pequena e violácea.• Espaçamento: 0. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o início do cultivo.3m. • Florescimento: fevereiro a março. Inflorescência em espiga terminal. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. alevante. Cálice viloso-tomentoso. HABITAT Embora a sinonímia popular atribua ser de origem brasileira. ereto.

No inverno ocorre um declínio das folhas. HORTELÃ-VERDE NOME CIENTÍFICO Mentha spicata L. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. hortelã-da-preta. segmentos dos ramos radicantes. FITOQUÍMICA Mentol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica (93). • Utilizada como forragem. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae SINONÍMIA Hortelã-comum. ao final da primavera e início do verão. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta ação antibacteriana contra Bacillus subtilis. fenol e pulegon (93).3m. hortelã-das-hortas. . em canteiros.6m x 0. ou em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. • Plantio: ano todo. exceção ao inverno. Eicherischia coli. • Propagação: divisão de rizomas. hortelã-de-leite. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. Aspergillus oryzae e Serratia marcescens (407). • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. Micrococcus luteus. OUTRAS PROPRIEDADES • Usada também para aromatizar cerveja e como forragem. que se tornam cloróticas e quase sem aroma. no Cashimir (93). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos.AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

FITOLOGIA Planta herbácea perene. em verticilos aproximados ou os do extremo inferior todos separados. Ilha da Madeira até o Cabo da Boa Esperança. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. mentol. um pouco mais longas. INDICAÇÕES Utilizada para a bronquite. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. • Propagação: divisão de rizomas e estacas. aromática. antiespasmódica.4m. Inflorescência em espigas cilíndricas frouxas. béquica. cólica. gastralgias. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. da Inglaterra à Bulgária. de caule ereto. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. Cachemir. em canteiros. stigmasterol. ovado-lanceoladas. • Florescimento: dezembro. glabras as do caule. ácido oleanólico (120). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. tétano. a produção de sementes é insignificante e desuniforme. bracteiformes todas as próximas da inflorescência dispostas em verticilo irregular. sitosterol. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. é a principal fonte óleo essencial volátil utilizado pela indústria e laboratórios. • Plantas daninhas: o cultivo deve ser mantido completamente livre de inços. pulegona e fenóis (257). • Plantio: outono e primavera. • É utilizada no preparo culinário de quibe. originária da Europa. Cálice áspero e glabro com dentes linear-subulados. antiasmática e antigripal (120). FITOQUÍMICA Linalol. onde cresce como planta ruderal (93). otalgias e dores de garganta (120). • . • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. OUTRAS PROPRIEDADES Juntamente com a Mentha piperita. • Produção de sementes: embora ocorra o florescimento. desigualmente serrilhadas. calmante (257). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder a 8% (96). Folhas subsésseis.HABITAT Espécie alóctone.

Cresce espontaneamente em áreas aluviais. compacto. A inflorescência é uma verticilo capitato-axilar. que cresce de 10 a 50cm em altura. multifloro. rizomatosa. base cuneada. morros e áreas nitrófilas.20m (250.0 a 2. mas também podem ser segmentados em pedaços menores. cujo rebrote é intenso e rápido. menta-canforada. de 5 . próxima a regatos.000 plantas/ha). O fruto é uma pequena noz lisa e ovóide. FITOLOGIA Planta herbácea. Rizoma rastejante. porém não tolera solos ácidos e encharcados. ovadas. perene. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. CLIMA Espécie de clima temperado quente.5cm de largura. menta. hortelã-japonesa.000m de altitude. esparsamente tomentosas em ambas as faces. Apresentam um forte aroma de mentol. as sementes podem ser estéreis. mas cresce na forma selvagem nas montanhas da Europa Ocidental. com 3 a 7cm de comprimento por 1. • Propagação: via rizomas. Desenvolve-se melhor à meia-sombra. As flores são pequenas. as margens são serradas. hortelã-pimenta-do-japão. Ocorre até 1. hortelã-pimenta- HABITAT Planta alóctone originária do Japão. SOLO Desenvolve-se bem em solos arenosos a argilosos e férteis. ereto ou prostrado e radicante. Os rizomas são plantados diretamente a campo. brancas ou lilases. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Em regiões de fotoperíodo curto não há formação de sementes e quando ocorre. pecioladas.HORTELÃ-VIQUE NOME CIENTÍFICO Mentha arvensis L. SINONÍMIA Hortelã-do-campo. ramificado. As folhas apresentam sabor pungente e causam sensação de frescor. O caule é quadrangular. japonesa. As folhas são opostas. A reprodução por sementes é condicionada ao fotoperíodo.20 x 0.

dispepsia. artralgia. afecções da garganta. Plantio: abril a maio. utilizada na forma de infusão ou decocção. exceto as raízes. . Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. e enraizados em substrato organo-mineral. faringite. coriza. • Infusão: 4 a 6g de folhas frescas por xícara das de chá. perspirante. colerética. resfriado. restando apenas os rizomas. causada pelo fungo Puccinia menthae. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (antivomitivo). antiespasmódica (445). Rendimento de óleo essencial: 130kg/ha (206). L-limoneno. Florescimento: dezembro a janeiro. FITOQUÍMICA A planta produz óleo essencial que contém L-mentol (65 a 68%). Desenvolvimento: durante o inverno a parte aérea regride. Podem ser feitos até 3 cortes por ano. produzindo luxuriante vegetação. tosse.5m de altura. TOXICOLOGIA Não deve ser usada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia (385). que voltam a brotar na primavera. L-α-pineno. quando a planta apresenta cerca de 0. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da febre. Colheita: deve ser feita pouco antes ou até o pleno florescimento. Lmentona. inchaços. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. O teor de mentol pode variar de 50 a 70 % (257) ou 75 a 80% (93). Doença: pode ocorrer a ferrugem. irritação na pele e cefalalgia). após 50 a 60 dias. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (91). descongestionante nasal (257). durante a estação seca. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). resolutiva. rinite. revulsiva. • Tintura: 60g de folhas frescas em 100ml de álcool (para coceiras. FORMAS DE USO • Geral: 12 a 20g por xícara. conjuntivite.• • • • • • • a 7cm. cólicas e diarréia. antisséptica (260). erupções do sarampo. 444). A cultura é renovada a cada 5 anos. antiemética. metil-acetato. podendo definhar totalmente. anestésica e analgésica tópica suave (1. Emplastros da folha verde e inalação são também utilizados (444) ou 3 a 6g por xícara (445). A primeira colheita ocorre quatro meses após o plantio. edema de beribéri. prurido. Aplicar compressas e fazer massagens (257). dor-de-cabeça. para posteriormente serem transplantados como muda a campo.

As inflorescências. róseocreme e perfumadas. podendo chegar até 2m. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca e 100g/m2 de fosfato natural. umuravumba. recurvadas e dispostas acima da folhagem.6m de altura. aromático. quando disponíveis. densas. . aerados e com um bom teor de matéria orgânica. Adubar a cada 4 meses com nitrato de cálcio. Devem ser enraizadas em vermiculita e dispostas sob sombrite 70% e irrigação por nebulização.INCENSO NOME CIENTÍFICO Tetradenia riparia (Hochst. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. dentadas ou crenadas. pluma-de-névoa. Não tolera solos ácidos. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As sementes. com a espessura de um lápis. ramificado. pecioladas. As estacas devem ser colhidas no início da primavera. CLIMA A planta é de clima subtropical e heliófita. longas. É resistente ao frio.Br. originária da África do Sul. As flores são numerosas. FITOLOGIA Arbusto semi-herbáceo. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.30 x 1. compactados e muito úmidos.0m. arenosos.2 a 1. pequenas.) N. • Plantio: outubro. 5g/planta. utilizando-se aquelas mais retilíneas. • Propagação: sementes e estacas. SINONÍMIA Limonete. SOLO Prefere solos leves. são numerosas. As folhas são largo-ovaladas.E. brancopubescente e espessas. de 1. HABITAT Espécie alóctone. decíduo. paniculadas.

• Colheita: inicia um ano após o plantio. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando é desidratada. anil-trepador. pois suas folhas sujam-se facilmente de solo. SINONÍMIA Achite. angina. febrífuga (15). Repele ainda ácaros. vegetando próximo aos cursos de água. HABITAT Espécie autóctone da Mata Atlântica e Equatorial. • Florescimento: julho a agosto. abcessos dentais. uvado-mato. gastroenterite. afídeos. trips e mosca branca (15). vermífuga. antisséptica e estomáquica. cipó-pucá. cortinajaponesa. proeza-japonesa. tinta-dos-gentios. dores em geral (15). Os ramos extirpados podem ser aproveitados como estacas-matrizes para novos plantios. INDICAÇÕES Utilizada externamente para malária.• Poda: os ramos baixeiros devem ser eliminados. cipó-da-china. antiblenorrágica. uva-brava. diabetil. Bruchidae). • Pode ser utilizada em saches como repelentes de traças. gorgulho que infesta o feijão (440). analgésica. moída e queimada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. FAMÍLIA BOTÂNICA Vitaceae.. INSULINA NOME CIENTÍFICO Cissus sicyoides L. caavurana-de-cunhan. dor de cabeça. cipó-puci. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Zabrotes subfasciatus (Col. atua como odorizante de ambientes. insulina-vegetal. . PARTES UTILIZADAS Folhas.

delfinidina-3-O-β-D-glucosídeo. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Bagas subglobosas ou ovóides.5m. • Colheita: inicia-se no quarto mês após o transplante. cianidina-3-arabinosídeo. As mudas são transplantadas quando atingem um porte de 20 a 25cm de altura. as vezes polígamas. cálcio. iniciando a rizogênese já aos 3 dias. radicante. açúcares. Apresentam 4 pétalas. fósforo e potássio (9). com 6 a 8 folhas. que cresce cerca de 6m de comprimento. As flores são perfeitas. para não ser pisoteada ou ser contaminada de terra. As sementes são solitárias. quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas nos frutos (348). Flavonóides: cianidina. As folhas novas adquirem uma coloração clorótica generalizada. truncadas ou cordiforme na base. Sais de magnésio. As gavinhas são opostas às folhas e raízes. • Plantio: primavera. Aminoácidos. com 4 a 6mm de comprimento. • Floração: outubro a fevereiro. agudas. anti-reumática.0 x 0. disco em forma de copa. • Nutrição: durante o inverno. a planta tem que ser conduzida em espaldeiras. esteróis. lactonas sesquiterpênicas e luteolina. obovóides. medindo de 4 a 12cm de comprimento por 3 a 9cm de largura. glabras ou pubescentes. • Pragas: a planta é muito susceptível à Diabrotica spp. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sudorífica. FITOQUÍMICA Esteróis. As folhas são pecioladas. em água. é comum o surgimento de sintomas de deficiência de Fe. dispostas em cimeiras corimbiformes. pálidas. seu crescimento tem que ser controlado e limitado aos tutores. casca de arroz tostada ou outro substrato poroso. preventiva de derrame (9). estomáquica e anti-hemorroidária (1). • Poda: devido ao grande vigor da planta. silício. saponinas. • Propagação: estacas dos ramos. negras. delfinidina 3-O-βD-glucosídeo e delfinidina-3-rhamnosídeo (179). cianidina3-rhamnosil-arabinosídeo. principalmente nas mudas em formação. Pode ser também enraizada em areia. • Tutoramento: devido ao hábito trepador. pedunculadas. O caule é reptante. O enraizamento das estacas é muito rápido. hipotensora. simples. com 7 a 10mm de diâmetro. e mesmo tutorado lança raízes aéreas pêndulas com até 1m de comprimento. alcalóides. delfinidina. estendidas. taninos. ovado-cordiformes.FITOLOGIA Planta escandente perene. manganês. Manter o substrato sempre úmido e drenado. acuminadas ou mesmo arredondadas no ápice. antiinflamatória. antidiabética (271). PARTES UTILIZADAS Folhas. INDICAÇÕES .

ipê-uva-roxa. ipê-tabaco. agudo-serrilhado. ipê. acuminado. perene. hepáticos.Indicada para problemas respiratórios.6 a 0. 134. pau-d'arco-roxo. Flores roxo-claras. renais e de ovários e para a epilepsia. pouco ramificada (331). atividade anticonvulsionante e depressiva do sistema nervoso central (53. 195. ipê-mirim. com cerca de 30 a 35cm de . Folhas digitadas. ipê-de-flor-roxa. 102. opostas. nas doses de 250 a 500mg/kg (127). FARMACOLOGIA A decocção das folhas e talos não mostrou atividade bronco-dilatadora em cobaias que receberam histamina e acetil-colina (70). Corola tubulosa-afunilada.8m de espessura. atenuado na base. glabro. Le Grand e Wondergem (apud 169) comprovaram atividade antibacteriana sobre Bacillus subilis. que atinge 25 a 30m de altura e o tronco 0. roliço. As folhas amassadas servem para furúnculos. FITOLOGIA Planta arbórea. Fruto tipo cápsula. SINONÍMIA Cabroe. Descreve-se para esta planta uma forte estimulação uterina em ratas. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. enquanto que as folhas aquecidas são utilizadas em abcessos e gânglios inflamados (179). IPÊ-ROXO NOME CIENTÍFICO Tabebuia avellanedae Lorenz ex Grisebach. com 5 a 6cm de comprimento. Folíolo oblongo. 348). longopecioladas. HABITAT Espécie autóctone. Observou-se também um efeito anticonvulsivo através do extrato aquoso das folhas e talos em cobaias submetidas a eletrochoques e pentilentetrazol. penta ou heptafoliada. que ocorre em solos úmidos das depressões e matas de encostas suaves. peúva-roxa. O extrato metanólico da planta apresenta atividade antibacteriana contra Bacillus sp. ipeúva-roxa. OUTRAS PROPRIEDADES • É hospedeira do fungo Meliola juruana. (98). decídua. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico da folha possui atividade antibacteriana e atividade antibacteriana (134). ipê-preto. peúva. dispostas em panículas terminais.

• Adubação: incorporar na cova de plantio 2 a 3kg de cama de aviário. JACATUPÉ NOME CIENTÍFICO Pachyrhizus bulbosus Kurz. antimicrobiana. Inicia já no segundo ano de vida. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. A semeadura deve ser feita de fevereiro a abril. INDICAÇÕES Atribui-as à planta propriedades curativas do câncer.comprimento. ácido tânico e lapáchico e sais alcalinos (93). • Propagação: sementes. principalmente devido ao lapachol (257). inflamacões artríticas. Também indicada para o tratamento de úlceras. em substrato organo-mineral. depurativa. • Produz madeira rija. A germinação ocorre em um período de 10 a 15 dias (344). sendo utilizada em arborização urbana. Utilizada em construção naval. FITOQUÍMICA Lapachol (257). antiinfecciosa. catarros da uretra e úlceras gástricas (271). própria para uso externo. antitumoral (257). PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. inflamações na garganta (215). contendo inúmeras sementes aladas. antinevrálgica e anti-sifilítica (215). doenças do útero e ovário. • Florescimento: setembro a fevereiro. • A árvore é ornamental. coceiras. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilonaceae. antiblenorrágica (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Contém material corante própria para tingir seda e algodão. SINONÍMIA . antiinflamatória. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. em saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. com asas brilhantes e esbranquiçadas e núcleo castanho.

Nas condições de cultivo do Litoral Catarinense. Cresce espontaneamente em áreas próximas a cursos d’água. • Capação: para aumentar a produção de túberas. As sementes são semeadas diretamente a campo. • Rendimento: o rendimento de túberas chega a 10t/ha (93). Não tolera invernos rigorosos e ventos frios. contendo 6 a 8 sementes avermelhadas por vagem. As túberas são colhidas quando ocorre o secamento completo das folhas. • Adubação: incorporar 2 a 3kg/cova de cama de aviário. As folhas são longo-peciolados. O fruto é do tipo legume. dispondo-se 2 a 3 por cova. HABITAT Planta autóctone da Floresta Amazônica. com chuvas bem distribuídas. de 10 a 15cm de comprimento e 2cm de largura. As flores são brancas e vistosas. uma batata fresca pesa cerca de 330g. CLIMA Planta de clima equatorial a tropical. reunidas 2 a 3 sobre pequenos nódulos inseridos na raque. feijão-jacatupé. • Propagação: sementes. O teor de matéria seca obtido foi de 15. como os pecíolos. yeticopé (tupi = raiz semelhante a um nabo). O cultivo praticamente inexiste.1%. o terminal rombóide. contraído entre as sementes. O não tutoramento da plantas faz com que a planta se proste. lingüiça vegetal. que é muito pequena. com flores alvas. Espécie que corre o risco de desaparecer.5m. inflorescências e cálices. no final de inverno. SOLO Prefere solos leves. cordiformes com 3 folíolos grandes. devido a erosão genética e extrativismo. • Colheita: ocorre 8 a 9 meses após o plantio.. volúvel. quando tutorada. • Tutoramento: evita problemas fitossanitários às folhas e às vagens e facilita os tratos culturais e a colheita. mais ou menos pubérulos. • Plantio: outubro. mais ou menos glabro. e prejudicial na fase adulta. menores que as folhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. yacatupé (tupi = batata de casca fina). Ramos novos pubérulos. ricos em matéria orgânica e permeáveis.Feijão-batata. procede-se a extirpação de todas as inflorescências. podem sobreviver no solo por muitos anos. feijão-de-batata. alcança 3m de altura e produz grandes túberas subterrâneas.0x 0. se considerar-se que pode chegar a 15kg. Se as túberas não forem arrancadas. . FITOLOGIA Planta herbácea trepadeira. que é crítica na fase de mudas. que é também pubérula. os laterais assimétricos. • Pragas: A planta é altamente suceptível à Diabrotica spp. perene (batata) que. comestíveis. Rácimos axilares. algo achatado. facilitando a infecção de fungos nas vagens e sementes. soltos. linear.

56% de proteínas. matéria graxa 0. à guisa de maçã. FAMÍLIA BOTÂNICA Nictaginaceae. A colheita das sementes deve anteceder o período das chuvas. A maturação das vagens é demorada e desuniforme. • As sementes são tóxicas. OUTRAS PROPRIEDADES • Raiz comestível com sabor de coco-da-bahia. . adocicado. inseticidas e raticidas (93). Pode ser consumida cozida com sal ou açúcar. à guisa de lingüiça. acessos febris e nefrites (93).• Produção de sementes: a planta apresenta uma grande produção de vagens. que é tóxica a insetos e para a erradicação de ratos (93). • As raízes. que demoram cerca de dois meses para maturar. para evitar a ocorrência de fungos. TOXICOLOGIA As sementes encerram rotenona. raladas e misturadas ao leite.05%. é usada para o preparo de saladas exóticas e sofisticadas. para ser conservada por um ano • O polvilho tem sabor suave e doce. JALAPA NOME CIENTÍFICO Mirabilis jalapa L. fibra 0. crua.78% e sais minerais 0.32%. INDICAÇÕES Indicada para doenças das vias urinárias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitussígena e diurética (93). é consumida em fatias. • No México.1%. cujo amido é sucedâneo da araruta. servem para amaciar as mãos. FITOQUÍMICA Água 87.6%. • Pode ser defumada. contendo 21. • As folhas e caules são forrageiras muito apreciadas pelo gado. açúcares 5. Do polvilho extrai-se a jacatupina (93). • No exterior. PARTES UTILIZADAS Túbera. ocorre quase 5 meses (em julho) após o florescimento.12%. proteína 1. A batata apresenta casca fina e produz farinha fina e branca.

bom-dia. FITOLOGIA Planta herbácea. pigmentado de vermelhovioláceo nas áreas expostas ao sol. O caule é ramificado. em áreas ruderais. A raiz tuberosa é espessa. suculenta. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. As sépalas são vermelhas. . ovóide. nativa das regiões tropicais. polianual. lisas. HABITAT Espécie alóctone. erva-de-santa-catarina. liso. bonina. amarelas. maravilha. PARTES UTILIZADAS Flores e raízes.60 a 1.5m.SINONÍMIA Batata-de-purga. de pericarpo rugoso. Flores hipocrateriformes de invólucro parecendo cálice. escura externamente e branca internamente. purga-de-nabiça. SOLO É nitrófila. É esciófita. • Adubação: 1 a 2kg/planta de cama de aviário. moles. Fruto cariopse. jalapa-falsa.0 x 0. preto. brancas ou mescladas. agrupadas em cimos terminais. As folhas são simples. inteiras. boa-morte. medindo 10 a 12cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. boi-noite. permanecendo abertas e perfumosas durante toda a noite. • Plantio: outono. lanceoladas. falsa-jalapa. preferindo solos humosos e úmidos. ovais. • Florescimento: ocorre no verão e outono. ervatriste. verde. de 0. glabras. beijo-de-frade. contendo um aquênio ou antocarpo. róseas. ereta. jalapa-comprida. As flores abrem-se ao entardecer. primavera ou verão. • Propagação: sementes e raízes tuberosas. maravilha-de-forquilha. sobretudo do México. dentadas e opostas. terrenos baldios e jardins. maravilha-branca. incrementa-se o tamanho da raiz. ou quando o dia estiver nublado.10m de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. boa-noite. beijos-de-frade. herbáceo. que podem ser plantadas diretamente a campo. jalapado-mato. em sulcos ou covas. semelhante ao fruto da pimenta-do-reino. cilíndrico. belas-noites. Em áreas ensolaradas e quentes. • Capação: extirpando-se todos os botões florais. adaptando-se aos subtropicais. suculento e com os nós entumescidos. pó-de-arroz. maravilha-vermelha. bastante enfolhada. boas-noites. bons-dias. jalapa-bastarda. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. glabro. flor-das-quatro-horas. CLIMA É de clima tropical. as raízes atingem maiores proporções.

FORMAS DE USO • Suco: pingar 2 a 3 gotas do suco do caule ou da raiz no conduto auditivo. tapando com algodão. botão-de-ouro. agrião-do-pará. agriãozinho. agrião. INDICAÇÕES O amido. usado diariamente para dores de ouvido (257). pingando-o dentro do duto auditivo e deixando 15 minutos. quando macerado em limão até formar pasta mole (257). Se demorar passar a dor. emeto-catárquica. jambú. Pode-se utilizar o suco das flores. typica. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas novas. TOXICOLOGIA A raiz é tóxica e as sementes são consideradas extremamente venenosas. jambú-açú. A planta é ainda indicada para o tratamento de cólicas abdominais. agrião-do-mato. Flores e raízes são diuréticas (32). Flores e raízes são ainda indicadas para lenir dores de ouvido (32). serve para eliminar sardas e panos do rosto. É provável que a planta seja antiofídica. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. pois o lagarto teiú cava o solo para comer a raiz sempre que é picado de cobra. SINONÍMIA Abecedaria. quando cozidas são comestíveis. agrião-do-brasil. que é abundante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é drástica. antidiarréica. agrião-do-norte. e o sumo das folhas. JAMBUAÇÚ NOME CIENTÍFICO Spilanthes acmella (L. Escorrer e pingar novamente. antileucorréica e anti-herpética. erva-de-malaca. . antihidrópica. As flores quentes e untadas com óleo são maturativas (283).FITOQUÍMICA A raiz contém um produto resinóide de fécula e muita potassa. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). repetir 2 a 3 vezes • Infuso: 10g de raiz para 1 litro de água. antidisentérica. var. • O caule e a raiz são uma das maiores fontes de potassa vegetal. A raiz tuberosa produz um líquido amarelo rico em bradicinina. repetindo 2 a 3 vezes. anti-sifilítica. agrião-bravo.) Murr.

AGROLOGIA • Ambiente: Procurar implantar o cultivo em áreas mais úmidas da propriedade. O caule é cilíndrico e radicante nas partes basais. Apresenta arquitetura ramificada e de constituição semi-carnosa. ésteres amirínicos. prostrada. HABITAT Espécie autóctone. Aquênios quase envolvidos em páleas membranosas. quercitina-3-glicosídeo e rutina (43) . A planta cresce espontaneamente em terrenos úmidos e ácidos. FITOQUÍMICA Amidas acetilênicas. apud 120). mas não necessariamente alagada.jambuassú. • Colheita: inicia a partir do terceiro mês após o plantio. fitosterina e colina (9. jambú-assú. alagados e até fortemente argilosos.3m. As folhas são opostas. • Espaçamento: 0. FITOLOGIA Planta herbácea anual. esteróis. elípticos. espilantina. com cerca de 1cm de diâmetro. 257). SOLO A planta prefere solos úmidos e aerados. saponinas. lactonas sesquiterpênicas. porém tem mostrado boa adaptação em climas subtropicais quentes.4 x 0. mastruço. sementes e estacas dos ramos radicantes. jambú-rana. cordiformes ou ovóides. • Propagação: divisão de rizomas. pimenta-d'água. longopecioladas e membranáceas. que cresce espontaneamente na Amazônia e subespontaneamente em todo Brasil. com pedúnculos longos e flores amarelas. que posteriormente tornam-se pardacentas. pouco brilhantes. por ocasião do florescimento. com 20 a 30cm de altura. • Florescimento: julho a fevereiro. • Plantio: outono e primavera. sinuosas e denteadas. apigenina-7-neohesperosídosídeo. pimenteira. Uma análise da parte aérea revelou a presença de apigenina-7-glicosídeo. CLIMA É originária de regiões tropicais até tropicais. negros. pimenteirado-pará. espilantol. Inflorescência em capítulo globoso. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e as estacas radicantes e rizomas podem ser plantados diretamente a campo. Tolera bem solos ácidos. afinina. triterpenóides (Mukharya e Ansari. flavonóides (379). PARTES UTILIZADAS Folhas e capítulos.

maçã-do-perú. sumo e masticatório. muito forte. É considerada rara em Santa Catarina (402). apud 130). decocção. narcótica. digestiva. Encontra-se disseminada por todo mundo. • Também utilizada na forma de salada. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. estomáquica (257). antidispéptica (9).PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É analgésica tópica. lanterna-da-china. carminativa. antiinflamatória. emenagoga. FITOLOGIA . apud 120).] Gaertn. excitante. É subespontânea da Mata Pluvial da Encosta Atlântica. febrífuga. sialogoga. coqueluche. antiespasmódica. bronquite e tuberculose (Berg. TOXICOLOGIA O extrato aquoso induziu contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-crônicas e morte (Moreira et al. estimulante (242) e antiescorbútica (424). mata-fome. cicatrizante. que é uma amida do ácido não saturado. afecções bucais e da garganta e cálculos da bexiga (120). bexiga. SINONÍMIA Balãozinho. • O espilanton. É cultivada em jardins e ocorre subespontaneamente em áreas ruderais. odontálgica (93). antianêmica. INDICAÇÕES Indicada para problemas hepáticos. muito apreciado como ingrediente de dentifrícios (168). é uma substância picante. acre. juá-de-capote. quintilho. béquica. bucho-de-rã. FORMAS DE USO Infusão. antigripal. HABITAT Espécie autóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na culinária amazônica para o preparo de "pato ao tucupi"e a bebida "tacacá" (209). antiasmática. originária do Peru. (130). JOÁ-DE-CAPOTE NOME CIENTÍFICO Nicandra physaloides [L. joá. desinfetante (120).

diaforética. Semente comprimida. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é usado para matar mosca (402). e tem propriedades similares a Atropa beladona. • Alelopatia: a planta inibe o crescimento de outras espécies vizinhas. verde-claro. azul-clara ou violácea. Caule carnoso. • Produção de semente: dezembro a janeiro. globosa.6 a 1. • Florescimento: maio e outubro a novembro. Uma planta produz até 1. com pericarpo membranáceo. com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. estupefaciente. diurética e midriática (93). ovado-oblongas. alternas ou geminadas. 4 x 0. agudas. . bem drenados e de textura média. PARTES UTILIZADAS Folhas. castanho-amarelado. CLIMA Vegeta melhor no inverno e floresce em outubro.Planta herbácea anual. crasso e esverdeado.3m. membranáceas. • Propagação: sementes. ramosíssima e glabra. ereta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A seiva é calmante. em doses mínimas (242). lisa. axilares e apresentam cálice membranáceo. glabra. reticulado. anguloso. brilhante. lisas. • Plantio: outono e primavera. suborbicular ou obovada. medindo cerca de 3cm de comprimento. quando novo e castanho-claro quando maturo. Índice médio de germinação: 30 a 35%. As flores são isoladas. ou seja. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. TOXICOLOGIA Os frutos são tóxicos. longamente pediceladas. com tegumento crustáceo. castanho-clara a amarelada.000 sementes (209).0m de altura. verde-claras. ramificado. 5-lobados. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. O fruto é uma baga (solanídeo). que cresce de 0. frutos e raízes. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. ereto. com 4 lóculos. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. Corola campanulada. medindo 10 a13cm de comprimento por 5 a 7cm de largura. brilhante. As folhas são longopecioladas. glabro. irregularmente serrado-dentadas. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário.

labrobró-de-jardim. glabras. O fruto é uma cápsula septífraga. mariangome. maria-gombe. carurú. bundamole. carnosas e grossas. inhá-gome. SINONÍMIA Beldroega-grande. manjongome. opostas (as superiores).JOÃO-GOMES NOME CIENTÍFICO Talinum paniculatum (Jack). maria-gorda. medrando em todo Brasil. pomares e à beira de matas. erva-gorda. brilhantes. mata-calos. maria-mole. simples ou ramoso. maria-gomes. suculenta. Gaertn. joão-gordo. Inflorescência do tipo panícula terminal aberta. quebra-tigela. A raiz é tuberosa. benção-de-deus. maria-bombi. esverdeado. cilíndrico. bredo-major-gomes. As folhas são inteiras. medindo 2 a 3mm de diâmetro. major-gomes. dispostas em panículas compostas cujas flores só abrem sob luz plena. HABITAT Planta autóctone da América. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. labrobró. as folhas podem medir 16cm de comprimento por 8cm de largura. carne-gorda. porém adapta-se ao subtropical. manjogome. com anteras amarelas. manjongomes. medindo de 40 a 50cm de comprimento. As folhas maiores concentram-se na parte basal da planta. mariangombi. bredo. elípticas ou oblanceoladas. róseas. maria-gombi. AGROLOGIA . obovadas. ora-pro-nobis-miúdo. que cresce 30 a 40cm de altura. com nervuras inconspícuas. Não tolera solos ácidos ou encharcados. língua-de-vaca. SOLO Prefere solos úmidos. areno-silicosos e com alto teor de matéria orgânica. contendo várias gemas meristemática. É esciófita. orbiculares. geralmente avermelhado. Caule ereto. medindo 5 a 7cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. maria-gorda. lenticulares. carnosa. glabras e finamente estriadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. Em ambiente sombreado. ovóide deiscente. com 3 valvas contendo sementes pretas. marrom-alaranjadopurpúrea. beldroega-miúda. às vezes púrpura. glabra. lisas. carirú. CLIMA É de clima tropical. curto-pecioladas ou sésseis. alternas (as inferiores). ocorrendo em número progressivamente menor em direção à inflorescência. As flores são pequenas. em áreas ruderais.

OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser consumidas na forma de salada e refogados. • Plantio: outono e primavera. diretamente em canteiros. béquica. folhas e sementes. As folhas servem para a extração de calos. • Cataplasma: usar folhar frescas. mucilaginosa. cortes. vulnerária. INDICAÇÕES As folhas e sementes são utilizadas no tratamento de feridas. sobretudo potássio (257). tosse. As sementes são emenagogas (93). • São cultivadas como ornamentais. PARTES UTILIZADAS As raízes tuberosas.• Espaçamento: 0.30 x 0. permitindo a produção de folhas mais suculentas e desenvolvidas. Abaixo de 10oC não ocorre germinação. • Colheita de sementes: fevereiro a março. como cicatrizante (257). As raízes são utilizadas no tratamento de escorbuto (68). gastralgia e tuberculose pulmonar (444). FITOQUÍMICA Mucilagens e sais minerais. inflamações tópicas (68). Sementes velhas germinam mesmo sem luz. A temperatura ótima ocorre aos 25oC (209). podendo tornar-se invasora em regiões de clima mais ameno.30m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (a raiz). refrigerante (68) e calicida. • Decocção: 20g de raízes por litro de água. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 30g/dia. neurastenia. As sementes podem ser semeadas em sulcos. A planta é prolífera. • Propagação: gemas da cepa. • Colheita de folhas: a partir de 80 a 90 dias após a emergência. • Consórcio: utilizar plantas que possam sombrear parcialmente. sementes e as folhas. diurética.500 sementes por planta (209). Sementes novas apresentam um certo grau de dormência que pode ser eliminada com a luz. • Colheita das raízes: junho a agosto. . na forma de infusão (cascas da raiz) ou caldo (das folhas) (444). • Florescimento: outubro a novembro . depurativa (257). • Pragas: sensível à Diabrotica spp. podendo ser feita durante todo o ano. • Produção de sementes: 500 a 3. • São plantas forrageiras muito apreciadas por animais herbívoros domésticos. emoliente. cicatrizante.

• Colheita: inicia-se seis meses após o plantio. jurubeba-verdadeira.5m de altura. O fruto é uma baga globosa. FITOLOGIA Planta perene. bem drenados e com um bom teor de matéria orgânica. SINONÍMIA Jubeba.5 x 1. • Pragas: é muito comum a incidência de Diabrotica spp. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. amarelada. com 1cm de diâmetro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . SOLO Prefere solos leves. crescendo espontaneamente em pastagens. solitárias. • Propagação: sementes e rebentos das raízes da planta matriz. em estufa plástica. Caule ramificado. juribeba. oblongas. alvopubescente e armado de acúleos curvos. profundamente sinuadas e sublobadas. lavouras perenes e capoeiras. • Plantio: março a abril. incorporada na cova.5 a 2. alternas. jurubebinha. PARTES UTILIZADAS Raízes. Inflorescência terminal. arbustiva e ereta. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. reunindo flores pequenas azulada ou violácea.5m. arenosos. folhas e frutos.JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum paniculatum L. CLIMA É uma planta tipicamente tropical e heliófita. Não tolera ventos frios e geadas. inteiras. que atinge 1. alvo-tomentosas na face dorsal. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e os rebentos de raízes devem ser aclimatados sob sombrite 70% e irrigação. • Florescimento: setembro a março. juuna. glabra. ocorrendo das Guianas até o sudeste brasileiro. jurubeba-branca. juvena. em panículas abertas. pomares e terrenos abandonados. Folhas pecioladas. jupeba. agudas. Ocorre como planta ruderal. jurupeba.

icterícia. antidispépticos (271). FORMAS DE USO • Infusão: das folhas e frutos (afecções hepáticas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da hepatite. cistite. capoeiras. polimórficas. • Suco: das raízes ou frutos (cistite. áreas onde foram feitas queimadas.5m de altura. com exceção do caule. devido aos alcalóides e esteróides que contém (68). O fruto é um solanídeo globoso. ereta. densamente espinhoso. glabrescente. TOXICOLOGIA O uso da planta não deve ser prolongado. jurubeba-do-sul. escamosas. SINONÍMIA Jurubeba. inapetência. amargos e tônicos (242). feridas. crescendo até 1. anemia. jurubeba-velame. liso. reunindo flores com corola membranosas com cinco lobos ovaladotriangulares. sutilmente sinuadas. febres e debilidade em geral). var. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. velame. alaranjado. • Cataplasmas: das folhas (uso externo. tumores e abcessos internos). diuréticos. medindo 2 a 3cm de diâmetro.As raízes e frutos são antidiabéticos. debilidade orgânica (68). úlceras. JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum fastigiatum Willd. febrífugos (68). desobstruentes. brancas ou levemente azuladas. campos abandonados. algo brilhante. catarro na bexiga (271) e impaludismo (242). dispepsia atônica. antianêmicos. inermes. HABITAT Planta autóctone do sul do Brasil. medindo 1cm . verde nas planta novas e verde-acizentado nas plantas adultas. inerme. engurgitamento do fígado e do baço. em feridas e úlceras) (68). aperientes. tumores abdominais e uterinos. Cresce espontaneamente em áreas abertas. As folhas são pecioladas. atonia gástrica. elípticas ou lanceoladas. isoladas. bilocular. acicularium Dunal. simples. corimbosas. colagogos. febres intermitentes. Inflorescência em cimeiras terminais e laterais. margem inteira. normalmente ovaladas. pouco ramificado. O caule é cilíndrico. ásperas. clareiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. anti-hidrópicos. abcessos internos. bosques e áreas ruderais.

⇒ Anemia: macerar por 10 dias numa panela de ferro hermética. PARTES UTILIZADAS Raiz. soltos e úmidos. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. resinas. colagoga e colerética (215).de diâmetro. As raízes e frutos são desobstruentes do fígado e do baço (93). mucilagens e ácidos orgânicos (128). A semente é comprimida. 1 xícara das de chá de raiz picada e 1 colher das de sopa de casca de laranja amarga em 1 litro de vinho branco licoroso. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. convalescença. • Plantio: março a abril. de clima subtropical. glabro. coincidindo. FORMAS DE USO • Vinho: ⇒ Descongestionante do fígado: macerar por 10 dias 30 frutos verdes e 2 fragmentos de canela em 1 litro de vinho licoroso. Aclimatar as mudas em estufa plástica coberta com sombrite 50%. INDICAÇÕES Os frutos são usados para o tratamento de distúrbios hepáticos. anti-hidrópica. • Decocção: . SOLO Tolera quase todos os tipos de solo. com tegumento crustáceo. FITOQUÍMICA Jurubidina (aminoalcalóide esteroidal concentrado no fruto verde). de preferência com a florada. embora prefira os arenoso. • Florescimento: inicia na primavera e estende-se até o outono. A planta é reputada ainda como diurética. febres intermitentes. estomacais e do baço (128). atonias gástricas (294) e catarro da bexiga (215).5m. alaranjado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são cicatrizantes e a raiz é tônica digestiva e antianêmica (128). • Colheita: a partir de outubro. doenças infecciosas. A raiz apresenta sabor amargo. Filtrar e tomar 1 cálice antes das refeições. • Propagação: sementes.5 x 1. ovalada a elíptica. AGROLOGIA • Espaçamento:1. Tomar 1 ou 2 cálices ao dia. folhas e frutos. medindo 3 a 4mm de diâmetro. CLIMA É heliófita e seletiva higrófita (402).

bifloras. com 20 a 35cm de comprimento por 1. A inflorescência é uma panícula de espiguetas axilares eretas. SINONÍMIA Biuri. lanceoladas-acuminadas. lágrimas-de-job. capiá. tem resultado em intoxicação de bovinos (209). são ovais.⇒ Tônico digestivo: ferver 2 pedaços pequenos de raiz. em 1 xícara das de chá de água. Coar. oco e com raízes adventícias na base. TOXICOLOGIA A ingestão das folhas. HABITAT Espécie alóctone que é cultivada em todas as partes do mundo. do tipo cariopse.5 a 3cm de largura. As folhas são alternas. LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA NOME CIENTÍFICO Coix lacryma-jobi L. capim-de-contas. FITOLOGIA Planta herbácea. ovóide-cônico As flores são monóicas. em forma de fita. bem picados. Tomar 2 a 3 vezes ao dia. com 1 a 2m de altura. com as margens onduladas e escabrosas. AGROLOGIA . com pericarpo grosso e duro. Os frutos. medindo 5mm de comprimento por 4mm de diâmetro. envolvidas por um duro invólucro. lustrosos. biurá. auriculadas. ramoso. perolados. amplexicaule. monóica. As flores masculinas são numerosas. perene. Aplicar topicamente. contas-denossa-senhora. rosário-de-nossa-senhora. capim-de-missanga. ⇒ Também pode ser usado em gargarejos (128). FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. localizadas na extremidade apical da espiga. branco-acizentados-azulados. solitárias. ⇒ Cicatrizante: ferver 1 colher das de sopa de folhas bem picadas em 1 copo de água até reduzir à metade. juntar 1 copo de mel e misturar bem. dispostas na base da espiga. parcialmente ocultas pela bainha das folhas. O amido da cariopse é levemente doce. glabro. Coar e misturar o suco de ½ limão. capim-de-rosário. O caule é ereto. As flores femininas são unifloras. por tempo prolongado.

000 a 12.7%. usados externamente são anti-reumáticas e excitantes. pneumonia lombar. antidiarréicos (445).000kg/ha (93). 444). tônicos. afecções catarrais (271). muito diuréticos e nutritivos. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada no sul da China para a fabricação de esteiras e artesanatos trançados. FORMAS DE USO • 10 a 30g/xícara na forma de pó ou decocção do fruto tostado (444). • Produção de sementes: 2. rosários. 444). coixenolide. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. INDICAÇÕES Os frutos fortalecem o baço e são utilizados no tratamento de enterite crônica. • Propagação: sementes. com uma produção de 59. A frutificação é bastante desuniforme. colares.000 sementes. etc. . reumatismo.1%. albumina 2. pelo alto conteúdo de proteína e lipídeos (93). leucina.0 x 0. inchaço e males dos rins. resina amarela e mole 0. sendo própria para a alimentação de convalescentes e para a panificação. analépticos. • Produz uma farinha de alto valor nutritivo. disúria e acrodinia (1.15m. aminoácidos. • Os frutos são utilizados em artesanato para a confecção de pulseiras. 2. abcesso pulmonar (93). em sulcos. edemas.3%. As folhas e colmos.000kg/ha (93). ácido resinoso 0. sitosterol e dimetil-glicosídeo (1. PARTES UTILIZADAS Grãos maturos. • Plantio: setembro a outubro. arginina. apendicite.8%. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são antileucorréicos. nitrogênio 0.65% (93). • As folhas podem ser utilizadas como forrageira. 4%. açúcares 0. tirosina. semeadas diretamente a campo. lombalgia (257). beribéri. O fruto maturo é facilmente abcisionado pela planta. sais minerais 7. lipídeos. cortinas.1%.7%. • Colheita: abril a maio.• Espaçamento: 1. molduras. litíases urinárias. e internamente antiasmáticos e diuréticos (444). amido 8. embora a ocorrência esparsa de frutos maturos se verifique na maior parte do período quente do ano. braceletes. água 14%. coixol. lisina. anti-hidrópicos.500 a 3. proteínas. emolientes. • As sementes fornecem fécula opcional para a indústria da cervejaria. Um quilograma de sementes contém cerca de 4.1% glúten. FITOQUÍMICA Celulose 62%. óleo pingue verde-claro 0. persistente em crianças (445). depurativos. substâncias gomosas e dextrona 1.4%.

. grisáceas. plástico preto ou outra cobertura inerte sobre o solo. com uma média anual em torno de 20 a 22oC. • Mulching: o uso de palhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Plantio: outono. FITOLOGIA Planta herbácea. evita o adensamento do solo. à semelhança da espécie “boca-deleão” e amarelas. As raízes crescem horizontalmente e são de coloração creme. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o tranplante até o final do ciclo. • Florescimento: quando o plantio é feito em setembro. mantém a umidade e uniforme a temperatura do solo. o florescimento ocorre de outubro a dezembro. CLIMA Prefere temperaturas mais amenas. Após este período. FAMÍLIA BOTÂNICA Escrofulariaceae. em duas tonalidades. HABITAT Planta alóctone originária das regiões setentrionais. perene. em torno da planta. As flores são labiadas. primavera e verão. com tamanho entre 5 a 10cm. retirar as mudas do túnel para não estiolarem.30 x 0. É cultivada em jardins. É heliófita. As mudas são transplantadas quando apresentam um porte de 15cm de altura. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca. • Propagação: rebentos de raízes. As folhas são lineares. ricos em matéria orgânica e bem drenados. de rizoma rasteiro e vigoroso. glabras e alternas. É nitrófila. Os rebentos devem ser aclimatados em túnel de sombrite 70% até o pleno pegamento das mudas. SOLO Prefere solos férteis.LINÁRIA NOME CIENTÍFICO Linaria vulgaris Spr. evitando ainda a germinação de plantas daninhas.2m. lisas. É comumente encontrada como planta ruderal nos países de origem e colonizados. Alcança cerca de 30 a 35cm de altura e emite vários rebentos a partir das raízes. casca de arroz. permite um crescimento vigoroso do rizoma. A formação abundante de estolões deve ser contida para evitar a densificação de indivíduos. Não se verifica a formação de frutos no Estado de Santa Catarina.

rosulado-basilares. PARTES UTILIZADAS Planta inteira em floração. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas em tinturaria. • A planta apresenta atividade mata-mosca (89). FITOLOGIA Planta herbácea em forma de roseta. ocorre um grande rebrote de plântulas dos rizomas. com a base pinatífida e atenuada. tapira.] Polak. As folhas são sésseis. ligeiramente pêndulo quando jovem. Os aquênios são fusiformes. verde-escuras. acaule com 20 a 25cm de altura. CLIMA . fumo-do-mato. sinuada. pubescentes. É indicada para a diarréia. sanguineira. erva-de-sangue. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. paraqueda. medindo cerca 7 a 15cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. de 15 a 35cm de altura. esverdeadas e com margem avermelhadas. ásperas. As flores são compostas por um invólucro cilíndrico-campanulado. cistite e icterícia (89). áfilo. língua-devaca-miúda. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em bosques. os quais devem ser eliminados ou utilizados na produção de novas mudas. labaça. formado por 3 séries de filárias linear-lanceoladas. cilíndrico. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. matas. terminando em um capítulo discóide. a beira de estradas e áreas ruderais. SINONÍMIA Buglossa. finamente tomentoso. oblanceolado-espatuladas. com um lóbulo terminal tão grande que forma a maior parte da folha. costa-branca. Escapo floral comprido. paraquedinha. gramados. verde-claro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral e béquica (93). LÍNGUA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Chaptalia nutans [L. de cor branca.• Raleio: durante o desenvolvimento da planta matriz. entre 0 e 800m de altitude (179). chamama. medindo cerca de 3mm de comprimento.

• Decocção: ferver por 10 minutos 1 a 2 colheres das de chá de folhas ou raízes para 1 xícara de água. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. por dia. béquica. durante 4 dias. antigripal e sedativa (242). tumores linfáticos e obstipação intestinal (68). . SOLO Prefere solos francos. FORMAS DE USO • Cataplasma: as folhas são colocadas sobre a testa (cefalalgia e insônia). INDICAÇÕES Tem sido usada para o tratamento de catarro pulmonar. úmidos e soltos. dermatoses e cefalalgia (257). ao longo de sulcos transversais ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Plantio: abril a agosto. O transplante é feito quando as mudas tiverem 4 a 6 folhas definitivas. Indicada para dores musculares. Tanto as raízes quanto as folhas são úteis contra a úlcera (179). emenagoga. desobstruente (68). As raízes são usadas pelos indígenas da Costa Rica para combater as lombrigas intestinais. nas partes aéreas. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico a 95% administrado em ratos via intragástrica. anti-herpética. 141).25 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. na dose de 100mg/kg. tônica.25m. 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona. Adapta-se tanto à luz direta como a meia-sombra. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.É de clima tropical a subtropical. PARTES UTILIZADAS Folhas e inflorescências. e prunasina. antiblenorrágica. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (febres e obstipação intestinal). nas folhas (121. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. insônia (32). afecções das vias urinárias. erupções cutâneas de origem sifilítica. golpes e torceduras. • Propagação: sementes. FITOQUÍMICA Ácido parasórbico. • Florescimento: agosto a janeiro. não demonstrou atividade antimalárica contra Plasmodium berghei (50). A decocção das folhas é utilizada como vulnerária (12). que são semeadas em canteiros.

de base angustada. LÍRIO-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Hedychium coronarianum Koenig. especialmente em áreas de baixadas. lírio-branco. lágrima-de-napoleão. FITOLOGIA Planta herbácea rizomatosa. flor-de-lis. com tubo longo e lobos lineares. com lígula acuminada. palustre. lanceoladas. escalda-mão. membranácea. catarros pulmonares. com alta umidade relativa do ar. com o caule ereto e avermelhado na base. passando a alaranjado. enfolhado. com dorso e bainha pubescente. emarginada. que habita as matas litorâneas do sul do Brasil. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos encharcados e com bom teor de matéria orgânica. tosses. . perene. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia. jasmim-borboleta. Espiga densa. entouceirada com 1. Folhas sésseis. CLIMA A plante prefere regiões de clima tropical a subtropical. lágrima-de-vênus. Fruto tipo baga deiscente. liso. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae.• Infusão: 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara de água quente dermatoses. SINONÍMIA Bastão-de-são-josé. Corolas brancas.5cm de largura. contendo muitas sementes envoltas em mucilagem vermelha. ou em áreas úmidas da Mata Atlântica e nas planícies litorâneas. HABITAT Espécie alóctone. verde inicialmente.0m de altura. caso contrário a planta torna-se raquítica e com folhas amareladas. plana. jasmim. inundadas. Pode ser usado internamente ou em banhos herpética (68). • Xarope: utilizam-se as sementes torradas como base de xarope para tosse (215). lágrima-demoça.0 a 1. lírio-do-vale. napoleão. elíptico. piri. porém naturalizada nas Américas. atenuadoacuminadas no ápice. borboleta-amarela. com bráctea oblonga. originária do Himalaia e Nepal. olímpia. A planta é esciófita. com 25 a 40cm de comprimento e 5 a 6cm de largura.5 a 2. afecções das vias urinárias. vigorosa. trifacetado. medindo 2 a 3cm de comprimento por 1. borboleta. glabra na página ventral. jasmim-do-brejo. cardamomo-do-mato. biflora. obtusa. ciliolada. glabro. narciso. gengibre-branco. A sementes são ovaladas e avermelhadas.

OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Fornece fibras têxteis e celulose para o fabrico de papel. acinto. aluína. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. erva-dos-vermes. excitante. citronela-maior. erva-dos-cem-gostos. tônico e anti-reumático (242) e as flores cardiotônicas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor.0 x 0. absinto. artemísia.4m. HABITAT . absíntio-comum. losna-branca. losnamaior. amargosa. gotas-amargas.AGROLOGIA • Ambiente: O cultivo deve ser feito em várzeas úmidas. erva-santa. sintro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é béquico (93). rebentos e pedaços do rizoma. • Colheita: inicia após o segundo ano de cultivo. As flores constituem-se matéria-prima para a fabricação de perfumes. • Plantio: primavera. • Espaçamento : 1. flor-dediana. LOSNA NOME CIENTÍFICO Artemisia absinthium L. Os rizomas fornecem fécula comestível e industrial (93). alvina. losma. ATIVIDADE BIOLÓGICA O rizoma apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). A flor é muito ornamental e perfumada. • O cultivo tem que ser feito em solos úmidos naturalmente ou com irrigação abundante. PARTES UTILIZADAS Rizoma e flores. losna. grande-absíntio. acinto. enquanto que os rizomas e rebentos podem ser plantados diretamente a campo. grande-absinto. alagados ou com irrigação abundante. acintro. • Propagação: sementes. SINONÍMIA Absíntio.

peneirados. para assegurar um melhor pegamento. sobretudo no verão. devem ser enraizadas em túneis com sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização. Europa mediterrânica e norte da África.5). do aroma. áspero. ereto. A planta possui um forte odor peculiar e um sabor amargo. A germinação ocorre entre 20 a 30 dias. • Adubação: deve-se evitar o uso excessivo de matéria orgânica. de caule ramificado. As folhas próximas das inflorescências são subsésseis e lanceoladas. bem drenados. suspender irrigações e evitar-se solos pesados. Apresenta uma boa resistência às doenças foliares. • Plantio: mudas oriunda de estacas ou rebentos são transplantadas com 2 meses de aclimatação. Vegeta espontaneamente em solos secos e pedregosos. tripinatisectas (as radiais) e bipinatisectas (as caulinares). . pendentes e de aroma forte e agradável. • Doenças: a planta é suceptível à doenças vasculares fúngicas. É heliófita. Além de exalar um forte odor. conseqüentemente. quando se utiliza a propagação por sementes é ao final do verão. A planta cresce 0. areno-argilosos. Em cada capítulo podem ocorrer 30 a 40 flores. Tolera o sombreamento mas não resiste à geada. pois as sementes são muito pequenas. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substratos organo-minerais.Espécie alóctone. plana na parte superior.8 x 0. As flores são amarelas. divisão de touceiras ou de estacas da planta matriz. O plantio deve ser feito o mais breve possível para evitar-se a desidratação das mudas.000m de altitude (182). CLIMA Prefere o clima temperado. O uso abusivo de fertilizantes afeta a formação do óleo essencial e. enquanto que aquelas oriundas de sementes são tranplantadas aos 3 meses após a emergência. moles. mas bem aclimatada no Brasil. • Propagação: feita através de sementes.50m. pendunculadas. tônico e aromático. Cresce bem em solos pedregosos. dispostas em capítulos de forma hemisférica. originária da Ásia Central. o sabor é extremamente amargo. profundos e com pH alcalino (acima de 6.4 a 1. As folhas são recortadas. A melhor época de plantio.0m e tende a formar moitas. pilosas (pêlos em forma de “T”). enquanto que por propagação vegetativa é na primavera. • Aclimatação: as mudas oriundas de estacas ou mesmo de rebentos. SOLO Prefere solos naturalmente férteis. Neste particular. desde o nível do mar até 2. embora vegete em subtropicais. tubulosas. de cor verde-prateada e sulcos longitudinais. Regiões muito pluviosas são desaconselháveis ao cultivo comercial. bem curtido e solarizado. Utilizar 1 a 2kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. • Poda: ralear as touceiras sempre que houver alta densidade de perfilhos. cinza-esverdeadas ventralmente e branco-prateadas dorsalmente. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.

a cultura deve ser eliminada e reimplantada a cada 3 a 5 anos. tuberculose (388). málico.7mm. pireno. Quando ocorrem invernos quentes. coar e armazenar em vidro .1:1 (96). convalescença. • Florescimento: é condicionado pelas temperaturas invernais. FITOQUÍMICA Tanino flobafênicos. umidade máxima . antidiabética (257). atonia digestiva (435). escrófulas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emenagoga. artabsina (amargo). FORMAS DE USO • Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre. alcalóides. sucínico e palmítico. camazuleno (257). fenóis. O máximo teor de princípios ativos na planta coincide com o período de florescimento (96). • Padrões comerciais: conteúdo mínimo de essência .até 8%. anabsintina (93).• Pragas: A espécie é muito resistente às pragas. • Tintura: misturar 2 xícaras das de café de álcool de cereais com 1 xícara de água e 1 punhado da erva picada. flores brancas. proporção mínima de folhas e flores em relação a caule e ramos . tísica (32). pois ocorre um declínio natural da planta a partir do quinto ano (182). antiemética. isotujona. óleo essencial contendo absintina (amargo). anti-hidrópica. cardineno. isovaleriânico. vermífuga. eupéptica. resinas.000. álcool tuílico (163). ventosidades. • Massagem: friccionar as folhas sobre as partes afetadas (anti-reumático). ácidos tuiônico. antigripal. antidisentérica (435) e antisséptica (182). estimulante. teneno.0. tujona (anti-helmíntico e convulsionante). • Colheita: ocorre no verão. espessura máxima de ramos e caule . distúrbios digestivos e hepáticos (257). envenenamento. a partir do segundo ano de cultivo. A planta tem ação insetífuga sobre algumas pragas. INDICAÇÕES Auxilia no tratamento da nevralgias.20%. antidiarréica. • Renovação da cultura: embora a planta possa viver até 20 anos. meteorismo e inapetência (68). amarga. tônica. catequinas (388). no acme do florescimento. índice de amargor 1:10. colagoga. estomáquica (388). mau hálito. antipirética. hepática (68). aperiente.12%. • Infusão: ⇒ 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de água. ⇒ 30 a 50g por litro de água ou vinho (435). febrífuga. lactonas sesquiterpênicas (128) e nitratos (182). felandreno. Deixar em maceração por 7 dias. anti-histérica (32). Tomar 1 colher das de sopa em intervalo de 1 hora (32). cinzas . não ocorre o florescimento no Sul do Brasil. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas (preferencialmente) e folhas. cólicas. eupéptica.

Contra-indicada para gestantes e indivíduos de temperamento bilioso ou sangüíneo.degeneração irreversível do sistema nervoso central). louro-de-apolônio. O óleo essencial. SINONÍMIA Loureiro. Adicionar à ração do animal 1 colher das de chá para gatos ou 2 colheres das de chá para cães de porte médio (128). Aromatizante em bebidas amargas (vermute. é tóxico (257). As bebidas alcoólicas à base da planta são consideradas nocivas à saúde. Torna amargo o leite das mulheres que amamentam. Também pode ser aplicada topicamente em articulações inflamadas. loureiro-dos-poetas. A planta é utilizada também em cosmética e veterinária. por ser tóxico. vinhos). sempre-verde. O uso não deve ser prolongado porque pode destruir os glóbulos vermelhos (215).1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. nas irritações gástricas e nas propensões à congestão cerebral (93). Tomar 1 cálice após as refeições. A infusão elimina parte da toxidez (68). loureiro-de-apolo. sobretudo a tujona. A planta passa por insetífuga. coar.escuro. LOURO NOME CIENTÍFICO Laurus nobilis L. loureirode-molho. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta apresenta odor peculiar e sabor amargo e aromático. louro-comum. TOXICOLOGIA Doses excessivas podem causar convulsões e pertubações da consciência (absintismo . adicionar 1 xícara de mel e homogeneizar. • Vermífugo para cães e gatos: triturar um punhado de flores e folhas. As folhas dessecadas são utilizadas em alguns países como condimento de carne (182). Adultos . Tomar 1 colher das de café diluída em água. crianças . loureiro-de-presunto. Filtrar. • Vinho: macerar por 5 dias 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de vinho tinto e 2 cálices de aguardente. especialmente piolhos.1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). licores. . loureiro-nobre. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. O suco da planta não deve ser ingerido. loureiro-vulgar. Abafar. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em 1 xícara das de cafezinho de água fervente. loureiro-comum.

Deve ser feita também uma poda apical quando a planta atingir uma altura que seja inconveniente para a colheita de folhas. de cor negra. onduladas nos bordos. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. localizados até a altura de 1m devem ser eliminados ou utilizados para a produção de mudas. phaleratus). CLIMA É planta típica de regiões temperadas. lanceoladas.5 x 2. Se houver um período de estiagem prolongado. C. glabras. • Plantio: outubro a novembro. Desenvolve-se bem em regiões em que as temperaturas médias anuais estão abaixo de 18oC. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por cochonilhas (Chrysomphalus aonidium. 4 a 6 por umbela na axila das folhas. lanceoladas. madeira amarelo-pálida. cujas larvas atuam como broca do caule e ramos (93). pode ser usada a semente dos frutos. removendo-se a casca. Fruto tipo baga. retirando-se 1/3.HABITAT Espécie alóctone. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. bem drenados. mergulhia e rebentos da raiz. pequenas. FITOLOGIA Planta arbórea. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. persistentes. alternas. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. brilhantes na parte superior e baça na inferior. Procurar manter a planta com um porte de até 3 a 4m. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. coriáceas. tuberculatus. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. de casca lisa e preta. • Poda: os ramos basais. aromáticas. ovóides. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. SOLO Profundos. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. Cresce em ravinas das montanhas mediterrânicas. com sépalas petalóides. de 2 a 10m de altura. agudas. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. Flores dióicas ou hermafroditas. . Retira-se o substrato sob água corrente. ramos eretos. Pode viver de 60 a 70 anos (182).5m.200m (182). Não se adapta às regiões tropicais. Folhas verdeescuras. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. medianamente férteis e ricos em matéria orgânica. O caule é glabro. pecioladas. dióica. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele.5cm. pedunculadas. C. Pseudoaonidium trilobitiformes) e besouros (Cratosomus pterygomalis. perene. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. Em regiões favoráveis. É encontrado em altitudes de até 1. originária da Ásia Menor. branco-amareladas. onde o crescimento é muito lento (182). em locais sombrios e margem dos cursos de água. • Propagação: alporquia. A parte do ramo que ficará sob o solo. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro.

calmante (294). úlceras (32). Aplica-se topicamente sobre úlceras (32). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser utilizadas como condimento em culinária. gases. picada de insetos (380). FITOQUÍMICA Laurostearina. antireumática. astenia e fadiga. Guardar em refrigeração. sudorífica (93).• Doenças: a mais comum é a fumagina . sedativa. dispepsia atônica (283). Deixar em banho-maria por 2 horas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de eczemas. Ferver por 10 minutos. bronquite (257). anti-reumática (271).fungo que forma uma camada pulverulenta negra sobre as folhas e sua ocorrência é facilitada pela presença de pulgões. amenorréia. estimulante estomacal. cânfora. anúria. coar. Tomar 1 xícara das de chá em jejum e ½ hora antes das refeições (eupéptica). carminativa. antisséptica (182). quando queimadas. PARTES UTILIZADAS Folhas sem pecíolo (verão) e frutos (outubro a novembro). oleína. FORMAS DE USO • Infuso: 1 folha de louro picada em 1 xícara das de chá de água fervente. . coar e fazer a ablução dos pés (para combater os maus odores). prisão-de-ventre. antidispéptica (283). taninos e princípios amargos e aromáticos (294). • Óleo essencial: fazer fricções localizadas em áreas nevrálgicas e reumáticas. • Florescimento: final do verão. anti-hemorroidária. • Decocção: 2 punhados de folha de louro picada em ½ de água. nevralgia. • Óleo medicinal:1 punhado de folhas secas em 1 xícara das de café de óleo de amêndoas ou azeite. insônia (294). • Frutificação: não se constatou a formação de frutos em Santa Catarina. atuam à guisa de incenso. Abafar por 10 minutos. • Geléia: amassam-se os frutos e misturam-se com mel. principalmente em marinadas e molhos. coar. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antimicrobiana em conjuntivites (363). borrachudos e pernilongos (258). • Suco: diluir 3 gotas do suco das folhas em uma xícara de água (amenorréia). dispepsia. óleo essencial (93). perfumando e desinfetando o ambiente. adicionar gotas de limão. • As folhas. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. Usado para o tratamento de articulações inflamadas e para afugentar moscas. amornar.

Utilizar substrato à base de vermiculita. FAMÍLIA BOTÂNICA Geraniaceae. brancas com listas róseas. prefere temperaturas amenas no verão. cordiformes. ricos em óleo essencial. peltadas. Verões muito quentes e chuvosos apressam a senescência total da planta. 5g de nitrato de cálcio por planta. que lembra rosas. cujas folhas devem ser desbastadas a 1/3. jardineira. • Plantio: outubro. As flores são pequenas. MALVA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Pelargonium graveolens Art. pecioladas. ou casca de arroz tostadas ou areia lavada. • Adubação: 0. CLIMA A planta. crenadas. • Propagação: estacas de ramos. úmidos e muito menos os encharcados. que é de clima subtropical. estipuladas. Regiões muito pluviosas são prejudiciais à planta. palmatilobadas. cujas raízes são altamente exigentes em oxigênio. Não tolera solos ácidos. são matéria prima para o preparo de uma manteiga parasiticida. com lobos pinatífidos. Aplicar 40 dias após o plantio. As folhas são alternas. pubescentes e aromáticas. As folhas apresentam aroma muito intenso. As estacas tem que ser aclimatadas sob proteção de sombrite de 70% de sombra e irrigação intermitente por nebulização. aerados. malva-rosa.7x 0.5kg de húmus de minhoca por planta. gerânio-crespo. HABITAT Espécie alóctone originária do Sul da África. multi-anual. silicosos a francos.• Os frutos. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. SINONÍMIA Gerânio-cheiroso. também utilizada para lenir dores nas articulações (294). dispostas em umbela. SOLO A planta prefere solos bem drenados. pediceladas.5m. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. .

MALVA-COMUM NOME CIENTÍFICO Malva parviflora L. . cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo.• Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. Evita-se também que os ramos e folhas próximos ao solo sejam contaminados por resíduos de solo. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. • É repelente de insetos. num raio de 50cm em torno de cada planta. malvaísco. HABITAT Espécie alóctone originária da África. SINONÍMIA Malva. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. que deve ser combatido em todos os estádios de crescimento da malva. calmante. FORMAS DE USO Infusão e xarope. emoliente e usada em infecções da garganta e brônquios (257). malva-de-cheiro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. malva-de-botica. • Florescimento: novembro. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na indústria de perfumaria. utilizando-os para a produção de novas mudas. • Colheita: inicia a partir do 6 a 7 meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com o inço. É Adstringente e aromática. Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. • Desbaste: deve-se retirar o excesso de ramos da planta mãe. malvisco. Europa e Ásia.

oftálmica. com 5 a 6cm de diâmetro. A semeadura da infrutescência dá origem à germinação de tufos de plântulas. lateralmente comprimida. subereta. orbiculares. verde-claras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. glabros. Pecíolo canaliculado. pouco abundantes. PARTES UTILIZADAS Folhas secas. ricos em matéria orgânica. para que a planta escape dos períodos chuvosos e/ou quentes do início do verão. béquica. pequenas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. que são vetores de viroses. reticulados. fibroso e bastante ramificado.) e pulgões. Inflorescência axilar. simples. sem excessos. O caule é cilíndrico.7m. odontálgica (215) e peitoral (444). frutos e sementes. Folhas alternas. estrelados e bifurcados. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. antiinflamatória (209). com flores solitárias ou agrupadas. Cresce cerca de 40cm de altura. Apresenta uma certa tolerância às estiagens. de coloração cinza-amarelada ou ocre. foscos. aerados e bem drenados. O cultivo de primavera tem que ser o mais precoce possível. .0 x 0. dotada de pêlos macios. dificultando o raleio. com o dobro do comprimento do limbo. prateado e glabro. • Doenças: o fungo da ferrugem (Puccinia malvacearum). Semente reniforme. As mudas são transplantadas quando apresentam 4 a 6 folhas definitivas. discóide. SOLO Prefere os areno-silicosos. FITOQUÍMICA Ácidos graxos insaturados. com tegumento ceroso. bianual ou perene (conforme as condições ambientais). • Florescimento: primavera e verão. CLIMA A planta prefere temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. creneladas e medindo até 9cm de diâmetro. A geada é altamente prejudicial. flores e raízes. castanho-avermelhado. alvas ou lilacinas. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. pilosas. Fruto do tipo esquizocarpo. profundos. que favorecem à ocorrência de doenças.FITOLOGIA Planta herbácea anual. com pétalas mais comprida que as sépalas. Pode ser propagada também por estacas. sem acidez. • Plantio: outono. Flores pentâmeras. superficialmente lobadas. • Propagação: infrutescência. ácido malválico e estercúlico (209). nematódeos e viroses. calmante. • Pragas: vaquinhas (Diabrotica spp. formado por 10 mericarpos reniformes.

TOXICOLOGIA • A planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos. OUTRAS PROPRIEDADES • Na Grécia é consumida como hortaliça. • As folhas e ramos prestam-se como forragem. SINONÍMIA . devido a liberação de ferro da gema. em decocção (444). FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. em gargarejos para afecções das mucosas da boca e laringe e para as halitoses. • Aves que ingerem as sementes e folhas põe ovos com a clara em tom rosado. MALVA-CRESPA NOME CIENTÍFICO Malva crispa L. Inalações são indicadas para dor de ouvido e das pálpebras (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à Malva-comum e Malva-de-botica. causada por ácidos graxos insaturados. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae.INDICAÇÕES A infusão é utilizada no tratamento de úlceras. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. malválico e estercúlico (209). MALVA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Malva silvestris L.

secos e indeiscentes. para manter-se integridade das pétalas. composto ou húmus de minhoca. a fim de se evitar o ataque de pragas.0 e 6. amarelos quando maturos e com uma semente por fruto (422). É heliófita. malva-defolha-redonda. CLIMA Não tolera temperaturas muito elevadas. • Colheita: inicia-se 6 meses após o plantio. mal-das-boticas. • Plantio: outono.40m. HABITAT Espécie alóctone que cresce espontaneamente em toda a Europa Central e Setentrional. em entulhos. ereto ou prostrado-ascendente. SOLO Prefere solos bem drenados. Desenvolve-se melhor em temperaturas amenas de clima temperado a subtropical. malva-silvestre. crescem nas axilas das folhas. divisão de touceiras e por estaquia. 8 a 10cm de comprimento por 10 a 13cm de largura. longo-pecioladas. a planta comporta-se como anual e seu porte tende a reduzir sensivelmente. cordiforme-orbiculatas. ocasionalmente anual ou perene. AGROLOGIA • Espaçamento: 70 x 0. mas macios ao tato. malva-verde. com as flores ainda em botão. Ocorre até 1. permeáveis. ricos em matéria orgânica. pubescente na base. rosa-marinha. fazendo que a planta se torne nanica e com crescimento lento. com 5 pétalas soltas. com 50 a 80cm de altura. malva-pequena. Ásia Ocidental e Central e oeste da Índia.500m de altitude (96). profundos. malva-rosa. • Pragas e doenças: a planta é extremamente sensível a Diabrotica spp. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. malva-de-casa. mantidas sempre úmidas. malva-vulgar. e a ferrugem (Puccinia malvacearum). FITOLOGIA Planta herbácea bienal. malva-selvagem. na primavera. na Argélia. simples e tuberculoso na base. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. ao longo de estradas. bordos recortados. lixeiras e solos ricos em nitrogênio. grandes e membranosas. Apresenta caule pubescente. palmatinérveas. As flores são colhidas antes da antese. • Florescimento: final da primavera até início do verão.5 (182). malva-grande. Folhas com pêlos ásperos. As mudas devem ser produzidas preferencialmente em abrigos telados. especialmente no cultivo de final de primavera-verão. com calículo tem três brácteas. com 5 a 7 lóbulos. com estípulas denteadas. com algumas nervuras mais escuras. rosa-violáceo a azul. A raiz é dura e fibrosa. Medra subespontaneamente no Sul do Brasil. malva. O pH do solo deve ser mantido entre 6. rosa-chinesa. em campos abandonados. . inodoras e mucilaginosas. férteis. Em regiões de frio rigoroso ou verão muito quente. As flores são fasciculadas e em número de 3 a 7. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. Cálice pentâmero. Os carpelos das flores transformam-se em 10 a 12 frutos tipo aquênios esquizocarpo. malva-maior.Hera-de-são-simão. • Propagação: sementes. malva-branca. medianamente soltos. rosa. É planta tipicamente ruderal. lanceoladas.

expectorante. Tomar durante 30 dias (emagrecimento) (145). põe ovos com a clara rosada. nervosismo. • A mucilagem é adocicada. emoliente. matérias pécticas e resinosas. OUTRAS PROPRIEDADES • As aves. PARTES UTILIZADAS Folhas. coar. antiinflamatória das vias respiratórias. óleo essencial volátil. hipoglicemiante (145). MALVAÍSCO NOME CIENTÍFICO . raízes e flores. As flores devem ter 15 a 20% de mucilagem (96). abcesso. adoçar com mel e tomar 3 xícaras das de café por dia (tosse). devido à ação dos ácidos malválico e estercúlico. • Decôcto: 2 colheres das de chá de flores em 1 xícara de água. calmante (283). hemorróida. estomatite. inflamações das vias digestivas e urinárias. bronquite. As flores são béquicas (93). FORMAS DE USO • Tisana: 60g de raízes cozida em 1 litro de água. acne rosácea. oxalato de cálcio (27). refrescante e adstringente. furúnculo. devido a retranslocação de ferro da gema. quando consomem as folhas e as sementes. FITOQUÍMICA Mucilagens e taninos (436). antisséptica. • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água quente. antocianinas. gengivite.• Padrões comerciais: cinzas . tosse.até 16%. faringite. laxativa. • Gargarejos e bochechos: fazer infusão com 10g de folhas secas em um copo de água. São administradas várias xícaras por hora para a expectoração do catarro e desinflamação das vias respiratórias (283). asma. Usar 3 a 6 vezes ao dia. colite. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de irritação da garganta. afta. afecções catarrais (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. obstipação dos olhos e picada de insetos (1). Folhas com mais de uma mancha provocada por Puccinia malvacearum são rejeitadas. Ferver por 10 minutos. obesidade (145). das vias respiratórias. • Compressas: aplica-se a infusão sobre furúnculos e abcessos. bactericida.

jaracatiá. à beira de caminhos ou em áreas acidentadas. . Fruto tipo baga subglobosa. Folhas cordadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. MAMÃOZINHO-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Carica quercifolia Solm. Invólucros de 7 a 9 divisões lineares. A parte do ramo que ficará sob o solo.5m. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio PARTES UTILIZADAS Raízes e flores. umbuzeiro. às vezes trilobadas. mamãozinho. mamoeirinho. com caule liso e ereto.Malvaviscus arboreus Cav. flores escarlates. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringentes (flores) e antiflogísticas (raiz) (93). AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser implantado na periferia da propriedade. mamão-macho. junto a cerca. mantidas sempre úmidas. amarelas.0 x 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Caricaceae. • Plantio: setembro. 5 carpelos. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arboreta ramosa com 2 a 4m de altura. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. SINONÍMIA Barrigudo. • Espaçamento: 2. • Propagação: estacas de ramos e mergulhia. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. SINONÍMIA Malva-de-colibri.

medindo 30 a 40cm de comprimento por 20 a 25cm de largura. de origem asiática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hidrópica. lobada. FITOLOGIA . subdigitada. quando maturo.5m de altura. Fruto verde quando imaturo e alaranjado. com um sulco dorsal sobre o pecíolo. • Propagação: sementes. erva-real. incorporada na cova de plantio. com oito lobos lanceolados. contendo substrato organo-mineral. HABITAT Espécie alóctone. manjericão-doce. alfavacão. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é comestível. var. • Plantio: outono. anti-helmíntica e digestiva. em regiões livre de geadas. alfavaca-doce. purgativa (215).FITOLOGIA Árvore pequena. • A estipe é matéria prima para a obtenção de doce semelhante ao coco. pauciflora. É cultivada no Brasil em hortas e jardins. ou primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. com sabor pouco adocicado. verde-escuras na face ventral e verde-pálido na ventral. lisos. peninervados. americanum. Flores dióicas. MANJERICÃO NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. glabras. Inflorescência axilar. longo-pecioladas.0 a 2. basilicão. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. com as nervuras dorsais proeminentes. Semear em saquinhos plásticos com capacidade de 400ml. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. medindo 15 a 20cm de comprimento por 10cm de diâmetro. Folhas glabras.2m. com lenho mole e 2. sobretudo da Índia.2 x 1. SINONÍMIA Alfavaca. verde-amareladas.

excitante. opostas. Fruto tipo aquênio. eugenol. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. peitoral. cineol. com sementes pequenas. • Colheita: inicia três meses após o plantio. 0. elíptico-lanceoladas. • Propagação: estacas de ramos jovens e sementes. metil-chavicol. utilizando-se 2kg/m2 de cama de aviário. INDICAÇÕES . antidiarréica. verde-claras. febrífuga. digestiva. • Adubação: é feita no plantio. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. ácido linoléico e cimoleno (163). FITOQUÍMICA Timol. Adubar em demasia aumenta o vigor da planta em detrimento do aroma das folhas. pilosos quando novos. muito ramificados. CLIMA Prefere clima subtropical até o temperado quente. hemostática (215). de crescimento ereto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. cânfora. antiespasmódica. pretas e oblongas.0 x 0. emenangoga.Planta herbácea perene. úmido. taninos (93).6 a 1. sendo que as sumidades floridas frescas. SOLO Adapta-se melhor aos solos férteis. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. • Quebra-ventos: os ramos da planta rompem-se facilmente do caule. linalol. cinoleno. (163). As folhas frescas possuem cerca de 0. e as flores são brancas e labiadas.0m de altura.3% de óleo essencial. ricos em matéria orgânica e permeáveis.45% (96). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. • Secagem: as folhas devem ser secas em estufas a 40 a 45oC. pineno. antisséptica (128). que cresce cerca de 0. geraniol. Caule e ramos quadrangulares. estragol. béquica. As folhas são simples. necessitando de proteção contra ventos fortes ou mesmo os predominantes. muito ramificada. A inflorescência é do tipo cimeira espiciforme. carminativa. não tolerando baixas temperaturas. tônica (68).5m. cortando a planta até 2/3 de sua altura. Em semeadura direta são gastos cerca de 5kg de sementes para o plantio de 1 hectare. diurética. O segundo corte pode ser feito dois meses após o primeiro. Não suporta geadas. • Rendimento: as folhas produzem 24 a 30kg de óleo/ha. citronelol. sudorífica e anti-reumática (9).

livres de alumínio tóxico. cólicas intestinais. • As sementes controlam as larvas de Culex e Aedes aegypti. dispostas em espigas axilares. Caule lenhoso na base. • Utilizada em molhos. • Decocção: fazer gargarejo e boxexo. no Brasil. estomatite. MANJERONA NOME CIENTÍFICO Origanum majorana L. pouco piloso. Flores rosadas. • É componente do Licor “Chartreuse” e confere sabor especial ao creme de abacate com açúcar (163). Folhas pequenas. HABITAT É originária do nordeste da África. faringite. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras três vezes ao dia (uso interno). CLIMA Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes. Sementes escuras. É cultivada em hortas. bem drenados. Em regiões muitos quentes.Indicada ainda para a atonia gastrointestinal. quadrangular. multi-anual (em regiões quentes). opostas. de 20 a 30cm de altura. as folhas tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. semi-prostrada. radicante quando encosta no solo. FITOLOGIA Planta herbácea. condimentar e insetífuga. dismenorréias. 3 a 4 vezes ao dia. pequenas e ovais. AGROLOGIA .5 a 2. amigdalite. gengivite e afta (68). medindo 1. verde-acizentadas na parte ventral e aveludada na dorsal. OUTRAS PROPRIEDADES • É uma planta melífera. ricos em matéria orgânica. carnes. do Oriente Médio até a Índia. É anual em regiões de clima temperado. formando touceiras. peixes. SOLO Prefere solos leves. pecioladas. vômitos.0cm de comprimento. Não tolera temperaturas abaixo de 10oC (96). afecções urinárias e respiratórias. frangos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. para afecções bucofaringeanas (68). omeletes e saladas.

digestiva (128).3 x 0. resfriado. • Florescimento: 70 a 80 dias após o plantio.• Espaçamento: 0. cólicas e incontinência dos instintos sexuais (215).10 a 1. • Colheita: inicia 60 a 70 dias após o plantio. emenagoga (93).58 a 21. • Raleio: quando houver uma densidade de folhas muito elevada. sendo que o teor médio de óleo essencial na planta é de 1.51%). pastéis e molho para macarronadas.7 a 3.17 a 7. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de feridas.200 a 7. FITOQUÍMICA Sabineno (5.1% (317). dor de cabeça. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de manjerona para 1 xícara das de chá de água quente. sedativa e analgésica (294). anti-reumática (271). aperiente. Esta infusão. • Plantio: março a abril. fraqueza do músculos. O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36. α-terpineno (0. insônia. Abafar por 10 minutos.000kg/ha. sistema nervoso. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. • Rendimento: 1.55. mirceno (1.15 a 0. • Decocção: ferver 100g de folhas em 1 ½ litro de água. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio. Neste caso.61g.35% (96). linalol (3.2%.19 a 8. γ-terpineno (14. • Padrões comerciais: a planta seca pode ter 0. tomada após as refeições.16 a 10.62%) e 4-terpineol (28. pizza. sílica nos intestinos (271). Adoçar com mel e tomar ao longo do dia (calmante). setembro. • Propagação: segmentos de caules radicantes. queimaduras. astenia (294). atua como digestiva. sudorífica.2 a 0. A planta fresca contém 0. .83 a 38. tônica. na base seca (277).0% de óleo essencial (96).40%). há tendência da planta definhar e as folhas se tornarem cada vez menores.86%). O teor de óleo essencial varia de 0. antiespasmódica. recheio de frangos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. O rendimento de folhas e flores desidratadas por planta é de 8.3m. em média (317).14%) (277). divisão de touceiras e sementes.93%). OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como condimento de peixe.20% de óleos essenciais e as sumidades floridas cerca de 0. Adicionar o decôcto coado na água da banheira (banho tônico) (294).

bem distribuídas. peciolada.750mm/ano. corniculadas. Não resiste à geadas (96). agudas. SINONÍMIA Flor-da-paixão. ocorrendo espontaneamente até a latitude sul de São Paulo. Apresenta sobre o pecíolo 2 a 4 glândulas sésseis dispostas em pares. maracujá-comum. bem drenados e com pH na faixa de 5. Sépalas subcarnosas. . É. trepadeira. glabras. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. quando maturo. amarelo-alaranjado. e úmido.• É melífera. Fruto ovóide ou piriforme. FAMÍLIA BOTÂNICA Passifloriaceae. Pétalas semelhantes às sépalas. verde externamente e avermelhadas internamente. Corona de fauce filamentosa e multisseriada. cultivado em todo o Brasil. quando imaturo. no entanto. maracujá-melão. MARACUTANGO NOME CIENTÍFICO Passiflora alata Dryand. porém mais compridas. Flores pendentes.5 a 6. maracujá-amarelo. axilares. maracujá-silvestre. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. com precipitação de 800 a 1. oblongoobtusas. com 10 a 14cm de diâmetro. glabro e discretamente alado. de caule ligeiramente quadrangular. glabro. maracujá-doce. maracujá-suspiro.5 x 1. passiflora. verde. maracujá-comprido. FITOLOGIA Planta herbácea. unifloros. HABITAT Planta autóctone da América tropical. maracujá. medindo 10 a 15cm de comprimento por 7 a 9cm de largura.5m. com cerca de 9 a 10cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. Folhas oval-oblongas. Pedúnculos florais solitários. maracujámamão. com temperaturas variando entre 26 a 27oC. maracujá-grande. maracujá-açú.0. alvacentas por fora e encarnadas por dentro. brilhante na face ventral e pálida na dorsal. CLIMA Prefere clima quente. maracujá-de-refresco.

macela. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são calmantes. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos são comestíveis e utilizados para o preparo de sucos. SINONÍMIA Camomila-nacional. • Padrão comercial: o resíduo máximo por incineração é de 14% (96). doces. carrapichinho-de-agulha.] Lam. etc. • Plantio: setembro. areias e capoeiras. marcela-do-campo. aumentar a produção e a qualidade de folhas e frutos. marcelinha. desinfetantes e diuréticas. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. macela-amarela. INDICAÇÕES Para a insônia e dores em geral (215). FITOLOGIA . macela-do-sertão. paina. losua-do-mato. terrenos baldios. • Capina: manter as plantas livres de concorrência com as invasoras. 30 dias após o plantio. • Tutoramento: é feito com o objetivo de facilitar os tratos culturais. As sementes e a raiz são vermífugas (215). PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. HABITAT Espécie alóctone que cresce subespontaneamente em pastos nativos. à beira de estradas. reaplicando posteriormente em intervalos de dois meses. MARCELA-DO-CAMPO NOME CIENTÍFICO Achyrocline satureioides [DC. chá-de-lagoa.• Propagação: sementes. marcela. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. macela-da-terra. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. macelinha. macela-do-campo. • Colheita: inicia 8 a10 meses após o plantio. Aplicar 10g por planta de nitrato de cálcio.

que cresce 40 a 80cm de altura. germacreno-D e α-pineno. PARTES UTILIZADAS Sumidades florais abertas. Capítulos numerosos. • Plantio: janeiro a fevereiro. as flores marginais. δ-cadineno.7.7-dimetileter. patentes. Fenilpironas: italidipirona e 23-metil-6-0-desmetil auricepirona A parte aérea .Planta subarbustiva. lineares a lanceoladas. tamarixetina 7-glucosídeo. monóica. Esta espécie distingue-se da A. • Alelopatia: extratos acuosos das flores (1. Não obstante. vivaz. galangina. de corola filiforme.5 e 5%) inibem a germinação de sementes de alface. quercetina 3. galangina-3-metiléter.8-trimetoxiflavona. A planta é ramificada. alata por possuir caule liso.5. Folhas distantes. tamarixetina.8-tetrametoxiflavona (268) e kawapirona (200). as folhas adquirem coloração acizentada. teor de umidade das sementes: 10. Flores amarelodouradas. desenvolve-se melhor em solos férteis e com bom teor de umidade. raminhos ascendentes. 4 ou 5. quercetagetina. • Adubação: a planta é bastante rústica sendo pouco exigente em fertilidade e umidade de solo. sésseis. 5. a propagação vegetativa pode ser feita visando a multiplicação de genótipos superiores e a produção de mudas uniformes e saudáveis. Porém. densoagregados com dois tipos de flores. • Florescimento: outono. ereta. pedregoso. glabro e pardo. cariatina. alternas. isognafaliina. protocatequilcalerianina.8-trimetoxiflavona. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Fruto aquênio. quercitina-3-metiléter 7diglicosídeo (54). as centrais hermafroditas. Em condições de estiagem prolongada. • Colheita: 3 meses após o plantio. cariofileno. 2. argiloso e mesmo em áreas semi-halófitas próximas ao mar. SOLO Desenvolve-se em solo arenoso. heliófita. A flor e a parte aérea contém flavonóides: isonafaliina. reunidos em panículas corimbosas.5m • Propagação: via sementes. femininas.5. ápice copioso-ramoso.5cm de largura. inteiras. Germinação: 68%. CLIMA Espécie de clima subtropical. quercitina. 3. quando as plantas estão em pleno florescimento. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.8% (253). medindo 8 a 10cm de comprimento por 1. 7-hidroxi-3.7. Ácidos polifenólicos e ésteres: ácido clorogênico e isoclorogênico. ácido caféico e cafeoilcalerianina (137). alnustina. papus branco. mas estimulam o crescimento da planta (423). de corola tubulosa. óxido de cariofileno. FITOQUÍMICA Óleo essencial: 1-8-cineol. de caule cilíndricos. tênue-alvo-tomentoso.

180. na dose de 0. derivados da fenilpirona e morina. além de ser mutagênica (115). sedante. MARGARIDÃO-AMARELO . antiherpética. antiasmática. INDICAÇÕES Na Venezuela a planta é usada para a impotência (179). inibiu Pseudomonas aeruginosa (229. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas para o enchimento de travesseiros e almofadas. adstringente. calmante para problemas digestivos (257). colagoga. antiedematogênica externa e interna (394). anti-helmíntica. estomáquica. mirceno. atividade analgésica e antiinflamatória (115).33mg/l (extrato aquosos). emenagoga. 230). em ratos. antiálgica. excitante. favorecem o sono (68). aperiente. Apresenta atividade relaxante da musculatura lisa. amarga. canfeno. inapetência. Encerra ainda luteolina. borneol. FARMACOLOGIA Imunoestimulante (331). sedativa (395). 395).7 a 0. carminativa. TOXICOLOGIA Apresenta ação genotóxica e moluscicida contra Biompharlaria glabrata em concentrações de 100ppm. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras das de cafezinho em ½ litro de água. A fração polissacarídica da planta. antiespasmódica e antiinflamatória (155. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana (180).019mg/ml. A raiz contém compostos acetilênicos (179). ésteres de coleriantina. • Travesseiros: quando preenchidos com as flores. disfunções gástricas e digestivas. antidiarréica (68). antitumoral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Eupéptica (327). antiespasmódica. cefalalgias. hipocolesterolêmica.84% de óleo essencial (96). Tomar 6 xícaras das de chá ao dia (257). inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus e na concentração de 166. α-himachaleno (367). α-terpineno. antidiabética. febrífuga. • As flores fornecem matéria tintorial para a lã. antiinfecciosa. antisséptica. antiinflamatória. antiflogística (179). Extrato hexânico das flores. monoterpenos (257). disenteria (68). tônica. aplicada via intraperitonial.contém sesquiterpenos. anódina (242) e antiepiléptica (215). demonstra atividade imunoestimulante e aumenta a atividade fagocitária. As sumidades floridas dessecadas têm 0.

NOME CIENTÍFICO Tithonia diversifolia A. girassol-mexicano. • Propagação: brotações dos ramos. Tomar após às refeições. estacas radicantes e sementes.0m de altura por 4m de diâmetro de copa. ereto. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. . ramificado. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha por xícara de água quente. FITOLOGIA Arbusto perene semi-herbáceo. • Doenças: as folhas mais velhas são geralmente infectadas por antracnose. • Florescimento: maio a junho. • Produção de sementes: julho-agosto. vigoroso. grandes.5 x 2. Gray. em média.6m de altura. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. ovalado-orbiculares e pubescentes. SINONÍMIA Boldo-japonês. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de distúrbios hepáticos e gástricos. com 2. MARIA-PRETA NOME CIENTÍFICO Solanum americanum Mill.0-2. • Plantio: primavera. Inflorescências terminais ou laterais com flores amarelas vistosas em capítulos grandes. A maturação dos aquênios é muito lenta e coincide com rebrote intenso do caule. PARTES UTILIZADAS Folhas. As sementes são geralmente chochas. As folhas são inteiras ou com vários recortes.0m. podendo chegar até 3. Os ramos são radicantes sem mesmo encostar no solo. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Abafar por 10 minutos.

O fruto é uma baga (solanídeo) verde. PARTES UTILIZADAS Folhas. pedregosos e depauperados. glabra e fosca. dispõe-se em umbelas com 3 a 10 flores com até 1cm de diâmetro. medindo 8 a 10mm de diâmetro. alvas e curtamente pedunculadas. quando imatura. maria-pretinha. erva-de-bicho. erva-moura. bosques e áreas ruderais das regiões tropicais da América. pimenta-de-rato. Apresenta caule liso. . é encontrada até mesmo em solos secos. desigualmente lobadas.0 a 1. Folhas esparsas. SOLO Exige solo fértil (é nitrófila). • Florescimento: quase todo o ano. ovais. É heliófita. pastos. SINONÍMIA Aguarágua. humoso e com teor de umidade. em média. HABITAT Espécie autóctone que medra em áreas agrícolas. caraxiocu. pouco pilosa. com 1. araxixu. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. obovóide. amareloclara. simples. sué. acuminadas. em viveiro. mas variando de 100 a 1000 sementes (209) ou até 178. reticulada. FITOLOGIA Planta herbácea. guaraquim. caaxixá. verde-escuras. anual. ramificado. brilhante. Os frutos quando secam retém as sementes (209). medindo 3 a 6cm de comprimento. maria-preta. pimenta-de-cachorro. guaraquinha. pimenta. aguaraquiá. • Produção de sementes: 500 por planta. amarga e nauseabunda. As flores. • Colheita: ano todo. aguaraquiá-açú. pecioladas. A viabilidade no solo é de 8 anos (242). caraxixá. Semente comprimida. carachichu. com cerca de 30 a 70cm altura. caraxixu. alternas. A polpa contém 50 a 100 sementes pequenas e arredondadas. pimenta-de-galinha. sobretudo México e Costa Rica. e negra quando matura.4 x 0. Porém. erva-mocó. • Plantio: outono. verde e ereto. quase trapedozais. CLIMA Adapta-se do tropical ao temperado.3mm de diâmetro. as vezes inteiras.000.3m.FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. • Propagação: sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

feridas e úlceras (uso tópico das folhas contusas). solamargina (86 e 87). cólicas. cólicas. psoríase. pústulas. dartros. TOXICOLOGIA Os frutos verdes são tóxicos (68). áreas intumescidas. anti-hipertensiva. anemia. anti-reumática. A decocção e a maceração hidroalcoólica das folhas tem atividade sobre Candida albicans (Victoria. calmante (215). espasmos vesicais (93). antiartrítica. furúnculo. eczema (93). A fruta fresca é usada como antiparasitária (2) INDICAÇÕES Indicada para o uso externo no tratamento de ptiríase versicolor ou pano branco (128). A planta tem habilidade em acumular nitratos. crises hepáticas.. Também contém solasodina (0. por mecanismo muscarínico e musculotrópico. escrófulas. exantema. diurética. analgésica. . escorbuto. doloridas e lesionadas (68). podendo servir de matéria prima para geléias. inflamações. úlcera gástrica (179). Tomar 3 xícaras ao dia (excitação nervosa. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas aplicadas topicamente (dermatoses e lesões dérmica) • decocção: ferver 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. panarício. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos maturos são comestíveis. ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção das folhas tem ação antibiótica sobre Staphylococcus aureus (62). acne. rutina. terror noturno (215). antiinflamatória. diaforética (68). gastrite. abcesso. irritadas e dolorosas. mineralizante. distúrbios digestivos e ginecológicos e hemorróidas (1). gastralgia.1%). frente a acetilcolina. asparagina. expectorante.FITOQUÍMICA Solanina. sedativa. febrífuga. podendo atingir níveis tóxicos aos animais (209). nevralgias. FARMACOLOGIA A infusão das folhas apresentou atividade hipoglicemiante em ratas (Victoria. apud 179). Internamente para o tratamento de asma. A solanina tem uma DL50 de 42mg/kg por via intraperitonial (41). queimaduras (32). apud 179). cirrose. depurativa. apud 179) e Cryptococcus neoformans (Cooney et al. que é matéria prima para a produção de hormônios esteroidais (179). Pode-se utilizar o decôcto para fazer a ablução de áreas inflamadas. reconstituinte (179). espasmolítica. nas doses de 320 a 640mg (Cruz. leucorréia. afrodisíaca e analgésica (242). emoliente. paludismo. narcótica (209). diarréias. meningite. catarros e afecções urinárias). vulnerária. dermatite. erisipela. apud 179). dermatoses. tinha e vaginite. na dose de 640mg e frente ao cloreto de bário. calmante. amigdalite. cólica e afecções urinárias (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. excitação nervosa. aperiente.

O fruto é uma síliqua indeiscente. Smith FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. As sementes são oblongo-reniformes. com 3 a 7 pares de segmentos laterais e um terminal. FITOLOGIA Planta herbácea anual. que contém um composto sulfurado que age como antibiótico natural (128). mentrusto. • Plantio: outono. pinatisectas. erva-formigueira. unissulcada. As folhas são alternas. SOLO Todo tipo. cuja corola é formada por 4 pétalas hialinas. • Propagação: sementes. mentruz. castanho-amarelada. MASTRUÇO NOME CIENTÍFICO Coronopus didymus L. crescendo cerca de 40 a 50cm de comprimento. mastruz. bem drenado. prostrada. CLIMA É originária de regiões temperadas quentes. composta de duas valvas. reunindo flores muito pequenas.• As folhas são preparadas cozidas ou fritas com ovos (179). erva-vomiqueira. A planta não se desenvolve bem no verão. de caule ramificado horizontalmente a partir do colo. Inflorescência em rácimos cilíndricos. sendo que cada segmento se desdobra em 2 a 5 lobos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As folhas basais são curto pecioladas e as terminais sésseis. 30 x 0. • Adubação: 2kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. . verde intensas. glabras. • Colheita: inverno e primavera. preferindo aqueles de textura média e férteis. • A planta pode ser hospedeira de nematóides do gênero Rotylenchus e Meloidogyne (209). São semeadas diretamente em sulcos transversais de canteiros.30cm. mas adapta-se bem às subtropicais. É heliófita. SINONÍMIA Erva-de-santa-maria.

que cresce cerca de 50 a 60cm de altura. hipertrofia do coração e ciática (435). afecções respiratórias. estimulante das glândulas salivares. vermífuga. MELANCIA-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO Solanum capsicoides All. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorróidas. excitante. Tomar 3 cálices por dia. SINONÍMIA Arrebenta-boi. em uma garrafa de vinho branco seco. hermética.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante da digestão. • Cataplasma: preparar em pilão ou liqüidificador uma pasta de talos e folhas. juá-vermelho. afecções renais e do estômago. OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como aromatizante de bebidas alcoólicas. joá-vermelho. peitoral e antiescorbútica (93). à margem das estradas e cercas das planícies litorâneas. babá. vesicatória dérmica. baba. FITOLOGIA Planta herbácea anual. juáti. Filtrar. dores musculares (128). gogoia. cujo caule e folhas são revestidos por grandes e numerosos espinhos recurvados para baixo. • Salada: usar folhas novas como estimulante da digestão. expectorante (128). O caule é ramificado. Tomar 3 xícaras ao dia (128). Espalhar numa gaze e aplicar topicamente em dores musculares • Infusão: 10g de folhas em 1 litro de água quente. . anti-hidrópica (435). em intervalos de 4 horas (expectorante). HABITAT Espécie autóctone que medra ao longo da faixa litorânea brasileira. ocorrendo em pastos. arrebenta-cavalo. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. áreas abandonadas. mingola. FORMAS DE USO • Vinho: macerar por 5 dias 50g de folhas e talos picados (em local escuro). raquitismo contusões (215). bronquite. mata-cavalo. baga-de-espinho. diurética (215). febres palustres e intermitentes (242).

TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. • Plantio: setembro.000 sementes (209). pentalobadas. algo prateada de sabor muito doce. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa do fruto é comestível.5m. Encerra. brilhante. As folhas são longo-pecioladas. ocorrem alguns espinhos. • Propagação: sementes. reticulada. • Colheita: ocorre no verão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de manchas de pele (panos).5cm de diâmetro. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. A corola é formada por 5 lobos cuneados e agudos e brancos. que são maiores. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. O cálice é 5-lobado. estão reunidas extra-axilarmente em grupos de quatro. PARTES UTILIZADAS Frutos. tuberculose mesentérica e edemas nos membros inferiores (93).cilíndrico e lenticilado. com estrutura pentâmera. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. medindo 13 a 15m de comprimento por 10 a 11cm de largura. uma substância semi-esponjosa. verde-claro e ostensivamente armado. Quando maturos. Sobre o pecíolo e nervura principal. SOLO Prefere solos soltos. As vacas ao ingerirem o fruto (com as sementes). discóides. • Os frutos são usados para envenenar baratas. amareladas ou ocre.0 a 3. As sementes são reniformes. arenosos. aos 100 a 120 dias após a emergência. com tegumento coriáceo. . As flores. Quando novos apresentam coloração verde rajado com verde-escuro. sobretudo na face dorsal. com pedicelos espinhosos. glabra. aladas. adquirem tonalidades uniformes laranja-vermelho. 32). membranáceas. transmitem pelo leite as propriedades tóxicas (283). Os frutos (solanídeos) tem formato esférico ou levemente achatado na base. • Florescimento: outubro a novembro. É heliófita. • Produção de sementes: cada planta produz entre 300 e 3.80 x 0. medianamente úmidos e pouco ácidos. quando não morrem. medindo 3. comprimidas. além das 200 a 250 sementes. urticária (283.

em terrenos baldios e áreas ruderais. quadrangular. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação térmica e luminosa. escabrosas. • Propagação: sementes. Em pleno verão. muito ramificada. SOLO Prefere solos úmidos. erva-de-são-caetano. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. quando imaturo e alaranjado. castanho-amareladas. porém a formação de mudas em bandejas de isopor permite o estabelecimento de mudas mais vigorosas e . membranáceas. monóica. contendo sementes envolvidas por arilo vermelho de sabor adocicado. foscas. Possui folhas alternas. longo-pedunculados. Pode-se semear diretamente no campo.MELÃO-DE-SÃO-CAETANO NOME CIENTÍFICO Momordica charantia L. verde-amarelado. crescendo subespontaneamente em quase todo o Brasil. SINONÍMIA Erva-de-lavadeira. solitárias. melãozinho. As flores são axilares. medindo 2 a 3m de comprimento. sob intensa radiação solar. mas que se tornou cosmopolita. Apresenta gavinhas simples. palmatífidas. Fruto tipo cápsula que se abre em três valvas.6 a 1. fruto-de-cobra. As sementes são ovalado-elípticas. A planta tem cheiro desagradável e os frutos são amargos.0cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. finas. unisexuais e amarelas. quando maturo.4m. com caule estriado. glabras. alóctone.0 x 0. delicada. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. aerados e humosos. denteados ou lobulados. erva-de-são-vicente. a planta torna-se mais raquítica e os frutos menores. não encharcados. levemente hirsuta na página superior e densamente na inferior sub-orbiculares. escabroso externamente. Desenvolve-se melhor em fotoperíodo curto. pubescentes. longo-pecioladas. medindo 0. com lóbulos mucronadas. HABITAT Espécie alóctone originária da Ásia. longas e pubescentes. com 5 a 7 lobos ovalado-oblongos. estreitados na base. dispostas em cachos ou corimbos. FITOLOGIA Planta herbácea. escandente. anual. fruto-denegro.

ela tende a ocupar todos os espaços disponíveis. neroldiol. antihemorroidário (242). no verão. que contém 16% de ácido galacturônico. emoliente. momordica aglutinina. purgativas (folhas). verbascócido.15%) e glicina (18. vermicida.• • • • • • uniformes.56%) (187). p-cimeno. (352). emeto-catárquico. vermífugo e estomáquico (120). momorcharisídeos A e B. afrodisíaca. hastes. lignano-calceolariosídeo. folhas e arilo das sementes. βcaroteno. 5hidroxitriptamina. Frutificação: ocorre no verão. Pode-se também fazer o plantio ao longo de cercas. antimicótica. depurativa do sangue (179). As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. V-insulina. Plantio: setembro. comportando-se como invasora e atrofiadora de outras espécies em consórcio. derivados de stigmasterol. β-amirina. De todos os usos da espécie. dispostos vertical ou horizontalmente. fator citostático de momordica. supurativa. Existem várias opções de tutores. desde aqueles feitos de bambu e arame. que são as mais indicadas. PARTES UTILIZADAS Frutos. triterpenos-momordicina. são hemostáticos. O suco das folhas é emético e purgante e a raiz é adstringente. esteróide-charantina. β-alanina. febrífuga. As sementes encerram os aminoácidos ácido glutâmico (42. Tutoramento: permite a colheita de frutos de melhor qualidade. arginina. anticatarral e purgativo (257). Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. cicatrizante (as folhas pulverizadas). À medida que finda o ciclo da planta. laxante. ácido gentísico. rubefaciente. o mais importante é sua ação hipoglicemiante. antiflatulenta. α-caroteno epóxido. emenagoga. taraxerol. Florescimento: primavera e verão . estomáquica. a malha pode ser de 10 a 15cm. momordipicrina. O fruto é antileucorréico. colerética. anticarbunculosa (93). hipotensora. diosgenina. já maduros. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aperitiva. fenilalanina. vicina e o alcalóide zeatina (179). antidiabética. Os frutos cozidos são utilizados como vomitivos e antivenéreos. anti-helmínticos (frutos) antipirética. FITOQUÍMICA Momordicina (alcalóide). Consórcio: devido ao grande vigor da planta. adstringente da cútis (299). O fruto é rico em polissacarídeos. antifebrífugos e antipalúdicos (frutos na forma de geléia ou xarope) (152). Os mesmos. o tamanho do fruto também decresce. até redes plásticas. INDICAÇÕES . Os frutos são colhidos semi-verdes. ácido mormódico (257). β-sitosterol. antes de se abrirem. P-insulina. Para tanto. em forma de cataplasmas. inibidor de tripsina momordica. criptoxantina. anti-reumático. anti-reumática. momordica charantia lectina. hipoglicêmica (infusão das folhas).

dores de ouvido. Após cinco horas. Também evidencia-se a atividade citostática e antiviral de uma fração cromatográfica de um extrato do fruto. queimaduras. Menciona-se também. que o sumo do fruto é citotóxico in vitro. ATIVIDADE BIOLÓGICA . O efeito foi mais pronunciado com o extrato metanólico do suco da polpa isento de saponinas.16G/kg) e os linfócitos humanos normais (ED50 = 0. anti-hipercolesterolêmica. em intubação gástrica. na dose de 3ml/kg por via oral. As folhas e frutos são utilizados na cura do gogo das aves (93). dartro. O suco da polpa de Momordica charantia diminui os níveis de glicose em ratas normais. antimutagênica. O extrato alcoólico a 95%. antitumoral da leucemia L-1210. ou melhorando a ação da insulina (11. As sementes. tem efeito purgativo drástico. quando o extrato foi administrado 45 minutos antes da administração da glicose. O extrato de sementes e da planta inteira demonstraram um pequeno mas consistente aumento nos níveis de glicose em ratas normais. pruridos e úlceras malignas. hemorróidas (especialmente a raiz) (257). Diversos trabalhos tratam da atividade hipoglicemiante dos frutos. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antitumoral em Sarcoma 180. O extrato aquoso do fruto. eczema (32). para os leucócitos humanos leucêmicos (ED50= 0. in vitro. tanto que seu uso na medicina popular é considerado como perigoso (Hurst. via intraperitonial. androgênica. A charantina mostrou ser mais potente do que a tolbutamida como hipoglicemiante. possui uma atividade citotóxica dose-dependente sobre os linfócitos leucêmicos em humanos. A infusão forte é utilizada para escabiose. isolado a partir dos frutos. O suco da polpa também teve um efeito hipoglicêmico significativo em ratas normais alimentadas com glicose. inibe o sistema nervoso central. em grandes quantidades. antiviral contra o vírus da estomatite vesicular. menstruações difíceis e cravos. em coelhos tratados com estreptozotocina. 179). imunomoduladora (120). e aplicado por via subcutânea. picadas de insetos. O extrato aquoso das folhas inibe consideravelmente o aumento da atividade do guanilato ciclase induzida por fatores químicos carcinogênicos. sementes e cultura de tecidos. antilipolítica. pela inibição da síntese protéica (179). apud 179). A administração de charantina (50mg/kg) em coelhos.35g/kg). o decréscimo foi de 28%. malária. embaraços gástricos. A planta inteira é utilizada contra e resfriado (233). é utilizada para colite. tanto em animais quanto em humanos (207). (179). já resulta em efeito hipoglicemiante. Preparada por cozimento. O princípio responsável por esta atividade é o polipeptídeo P (ou V-insulina). morféia. possui uma atividade anti-hiperglicemiante (205). O extrato alcoólico a 70%. em doses de 3 mg/animal. Os resultados indicam a presença de compostos hipoglicêmicossapogênicos e a atividade provavelmente medida seja por uma melhoria no sistema da atividade secretora da insulina de células β. causou um decréscimo gradual no nível de açúcar no sangue em 42% após quatro horas de sua administração. enxaquecas (120). furúnculo. cólicas abdominais. O suco das folhas é utilizado para mordida de serpentes e afecções biliares (179).É indicada para o tratamento de enfermidades hepáticas (352). Inibe a glucose-oxidase e radicais livres (179). catarata (271). O fruto maduro. A decocção das folhas é utilizada para tratamento de infecções da pele. sarna.

sobretudo na forma de picles e salada. É descrita como uma planta tóxica e abortiva (333). P. • Ungüento: arilo contuso misturado com vaselina (tumores. • A planta pode ser utilizada como ornamental em pergolados. É abortivo em ratas à doses de 8 mg/kg por via intraperitonial. bem como para a indústria do papel. Salmonella. depois de apresentar vômitos e diarréia (352). aplicado em bezerros. TOXICOLOGIA Pode ter ação teratogênica (233). Eschirichia coli e Staphylococcus aureus. O suco apresenta efeito antimicótico. Shigella. menstruações difíceis e cólicas causadas por vermes). Micrococcus luteus. • Das sementes obtém-se um óleo para a produção de alguns cosméticos. in vitro. O extrato etanólico a 95% possui. o efeito tóxico experimentado com o sumo de Momordica charantia sobre ratas e coelhos. trituradas. No sul da Flórida tem ocorrido vários casos de crianças que ficaram doentes após terem consumido os frutos maduros de Momordica charantia. provoca uma diminuição acentuada na formação dos espermatozóides.O extrato etanólico do fruto apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. é um inibidor da síntese protéica. Alguns autores indicam que meia colherada do sumo do fruto maduro pode matar um bezerro grande em 16 horas. O extrato aquoso das sementes possui uma atividade anti-helmíntica in vitro (179) FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas secas por litro de água (leucorréia. Constatou-se ainda lesões testiculares em cães e alterações sobre os parâmetros sangüineos em suínos (120). In vitro. OUTRAS PROPRIEDADES • As hastes fornecem fibras macias para o enchimento de colchões. cercas e caramanchões. não devendo ser ingeridas em grandes quantidades (209). podendo ser consumido in natura. o extrato provoca lesões testiculares e atrofia os espermatozóides. tem causado a morte de crianças. além de atividade antihelmíntica. almofadas e estofados. A infusão do fruto é útil contra hemorróidas. Mas pode ser frito e cozido. Candida albicans. O arilo da semente é adocicado. Outros trabalhos relatam atividade espermicida in vitro. e.75 g/kg por via oral durante 20 dias. • O fruto quando novo é comestível. Além do mais. O suco puro pode ser aplicado sobre a sarna (32). • O fruto é um ótimo substituto do lúpulo. furúnculos e carbúnculos) • Suco: machucar as folhas verdes em óleo de amêndoas doces (queimadura).. Bacillus sp. aeruginosa. • As folhas e as hastes. • O extrato aquoso das folhas possui elevada atividade inseticida (179). O sabor amargo pode ser eliminado escaldando o fruto. Administrado durante 60 dias. espermatogênico e espermicida. Os pássaros apreciam muito o arilo. As sementes contém compostos tóxicos. apresentando vômitos e severos efeitos purgativos (84). Shigella flexneri (245). uma atividade anti-helmíntica poderosa contra áscaris. . servem para alvejar roupas e tirar nódoas (93) . na preparação da cerveja. na dose de 1.

decumbente ou ascendente. curtopecioladas e persistentes. As brácteas e bractéolas são cerdosas e as flores são lilases. peristrofe. ácido salicílico e álcool alifático .4 x 0. dicótoma. As folhas são inteiras. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. de caule reptante. SINONÍMIA Cerebril. estipitada. stenophylla Leonar. • Propagação: perfilhos da planta matriz e estacas. nativa das regiões tropicais da América. • Taxa de crescimento: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Acanthaceae. Durante o inverno as folhas tornam-se arroxeadas. pequenas e são muito espaçadas entre si. anador. opostas. erva-de-santoantonio. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário.15cm/dia ou 0. chambá. triptaminas. com 3-7cm de comprimento. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as os perfilhos são enraizados em saquinhos de plásticos contendo substrato organo-mineral. formando touceiras de perfilhos. var. FITOLOGIA Planta herbácea perene. esteróis. Cápsula comprimida. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. HABITAT Espécie alóctone. Em algumas variedades tem sido encontradas aminas aromáticas. curta. os lignanos (naftalido lignano) e saponinas. pingo-de-ouro. cerebril. quempferol. comumente radicante. • Plantio: primavera. glanduloso-pubescente. óleo essencial (8). Cresce subespontaneamente em subosques das regiões baixas do Caribe (179). • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. verde-claras. ereto. longo-atenuadas. FITOQUÍMICA Entre os mais importantes constituintes estão os esteróis.MELHORAL NOME CIENTÍFICO Justicia pectoralis Jacq. A planta cresce de 20 a 40cm em altura. trevo-cumarú. carpinteiro. A inflorescência é do tipo espiga terminal. puberulento. base aguda. trevo-do-pará.4m. muito ramificada. carpinteiro. lanceoladas a ovado-lanceoladas. filiforme.15g/dia de matéria seca (307). pouco ramificado. É difícil encontrá-la na forma espontânea. mucilagens. • Florescimento: julho a agosto. cerebril.

a umbeliferona e a swertisina conferem a planta propriedades sedativas e relaxante da musculatura lisa. ácido alfaaminobutírico. 2"-Orhamnosil-swertiajaponina. insônia e afecções nervosas (303). β-sisterol (265). leucina. TOXICOLOGIA Em altas doses é alucinógeno (130. sedante nervoso.(379). prolina. feridas. citado por 179). Os lignanos e as saponinas possuem efeitos inibidores da fertilidade em mulheres. A DL50 por via endovenosa em ratos é de 1. asparagina. hidroxiprolina. ssp. betaína. antibacteriano. INDICAÇÕES Indicada para gastralgias. O arilo das sementes é utilizado para combater o gogo das aves (93). FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Promove um decréscimo da capacidade exploratória e da conduta agressiva em roedores (135). . peitoral (351). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. além de atividade antibacteriana (302). fenilalanina. ácidos palmítico. treonina. O extrato aquoso liofilizado das folhas contém os aminoácidos fosfoserina. 379). expectorante.N-dimetiltriptamina. valina. relaxante da musculatura lisa. adstringente. N. flavonóides. Do extrato etanólico obteve-se um lignano chamado justicidina B (197). glicina. enfermidades do fígado (179). Observou-se por eletroencefalografia que o decôcto da planta produz efeitos neurotróficos (349). cicatrizante. ornitina e lisina (225. esteárico (49). • Externo: suco e decocção (banhos) . N-metiltriptamina. infecções das vias respiratórias. decocção e sumo. conyzoides. Contém cumarinas. swertisina. broncodilatadora (261). swertiajaponina. dermatites. Apresenta ainda efeito sedante. isoleucina. catamenial. sendo o suco aquoso liofilizado classificado como não tóxico (314). MENTRASTO NOME CIENTÍFICO Ageratum conyzoides L. vascina (179). aftas (130). 418). antagonista da serotonina e redutor da atividade espontânea (Garcia.344mg/kg. peitoral. antireumática (179). alanina. O naftalídeo lignano tem sido associado com atividade antidepressiva e antiarrítmica (379) FORMAS DE USO • Interno: infusão. anti-hemorrágica das vias urinárias e tranquilizante. serina. febrífuga. cortes e catarros brônquicos. alcalóides indólicos (264) e hidroxifenil propiônico (117). afrodisíaca (130). gota. antiinflamatória (307). umbeliferona. o que corresponde a 10g/kg por via oral. Além da cumarina. béquica.

Em condições adversas. pecioladas. porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido Não medra em solos encharcados ou muito arenosos. cilíndrico. agudas no ápice. SOLO A planta adapta-se a quase todo tipo de solo. A germinação ocorre a partir de 10oC.3. É normalmente encontrada em áreas agrícolas como invasora de plantas de lavoura. catinga-de-barão. a campo. catinga-de-barrão. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura.000m de altitude (209). erva-de-santa-lúcia. cuneadas ou subcordiforme na base.3m x 0. com um ótimo entre 25 e 30oC (209). adaptando-se tanto às regiões quentes e frias. composto por 3 séries de filárias lanceoladas. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. sobretudo no inverno. silvestre e ruderal. favorecem o crescimento luxuriante da planta. Semeia-se a lanço. adapta-se bem à meia-sombra. erva-desão-josé. são-joão. FITOLOGIA Planta herbácea anual. quando amassadas. aromática. largamente ovadas. porém não suporta geadas. As sementes são fotoblásticas positivas. • Florescimento: maio a novembro. As folhas exalam um olor suave. . crenadas. • Propagação: sementes. 5-equinados. SINONÍMIA Camará-opela. Embora heliófita. As flores são hermafroditas. lilases. ou em bandejas de isopor. embora possa ser feito o ano todo. verde ou púrpura. erva-maria. com cerca de 40 a 60cm de altura. piloso. CLIMA É de clima tropical. mentraço. catinga-de-bode. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos. O caule é ereto. com cílios nos ângulos. • Consórcio: plantas de maior estatura. • Plantio: março a abril. 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. picão-roxo. Ocorre de 0 a 3. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. a planta floresce prematuramente. celestina. originária da América do Sul. visando a produção de mudas mais uniformes. maria-preta.FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. catinga-de-borrão. HABITAT Espécie autóctone. erva-de-são-joão. quando a ocorrência de gramíneas é reduzida. revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces. As folhas são opostas. mentruz. mentraz. É ruderal infestante que ocorre disseminada em todo mundo. mesmo com apenas duas folhas definitivas (209). com ínvólucro campanulado. erva-de-santa-luzia. pretos. que promovam sombra.

carminativa. com exceção das raízes. fridelina. citronelol. estimulante (242). α-copaeno. γ e δ-elemeno. n-hentriacontano. dihidrometoxiencecalina. α-terpineol. benzofuranas (145). O exocarpo do fruto contém fitomelano (179).• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral. antiespasmódica. Produz 0. n-ticarcontano. ferimentos abertos. sabinenohidrato. mucilaginosa. limoneno. β-bisaboleno. princípios amargos e taninos. FARMACOLOGIA Apresenta eficácia clínica para a artrite. saponinas. INDICAÇÕES O suco fresco da planta. ATIVIDADE BIOLÓGICA A folha apresenta atividade nematicida (Meloidogyne incognita). flavonóides (eupalestina). febrífuga. quercetina. precoceno (cumarina). além de perfumar e suavizar o cabelos e combater a caspa. cis-β-ocimeno. diminuindo a inflamação e a dor após a primeira semana de tratamento (254). colhida por ocasião do florescimento. n-nonacasona. Nas folhas o teor é de 0. cromonas. antidiarréica. alcalóides vasoconstritores. α-humuleno. anti-reumática. carminativa (283). metileugenol. Útil também para o tratamento de pneumatose do tubo digestivo. β-sisterol. antimicrobiana (Staphylococus aureus). germacrenoD. tônica (179).02 a 0. ρ-cimeno. epóxido de cariofileno. mirceno. α-gurjuneno. infecções das vias urinárias (145). estigmasterol. α e γ-terpineno. O suco fresco da planta também é indicado para hemorragias pós-parto. artroses (179). α e β-felandreno. lideroflavona. antidisentérica. nheptacosano. encecalina (125). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. linalol. combater resfriados (258).06 (96). eugenol. cólicas flatulênicas e uterinas. B e C). ageratocromeno. aperiente (145) e antiblenorrágica (93). αtujeno. são usados para o tratamento da rinite alérgica e sinusite. bem como o extrato da matéria seca. antiinflamatória. cicatrizante. amenorréia. cadina-1. αcubebeno. α-bergamoteno. aos 80 a 90 dias do ciclo. nobiletina. spathulenol.7 a 2% de óleos essenciais que contém α e β-pineno. E-β-farneseno. ocimeno. dihidroencecalina. nerolidol. ou seja. β. terpinoleno. sesquifelandreno. dimetóxi-ageratocromeno. flavonóides (ageconiflavona A. β-bourboneno. sabineno. benzaldeído. Também apresenta . 1-8 cineole.4-diene. na forma de instilação. analgésica (260). beriberi (283). vasodilatadora. O teor de óleo essencial varia de 0. alcalóides pirrolizidínicos (equinatina e licopsamina). mucilagens. adineno. Colhe-se no inverno. A decocto das folhas é indicado para lenir cólicas menstruais. hemostática e relaxante da musculatura lisa. emenagoga (258). contusões. γ e δ-cadineno. diurética. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. ácido hidrociânico (257). β-cariofileno. FITOQUÍMICA A planta contém resinas. amarga.16 entre a planta fresca e seca. elemol.

• A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri. Tomar 4 a 5 xícaras por dia. • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água. • Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos (80). Em seguida. (258).atividade inseticida contra Triboleum castaneum e Musca domestica e uma débil ação sobre Schistosoma mansoni (179). FORMAS DE USO • Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). Apresenta atividade contra insetos hemípteros. Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos. É melífera. Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora). • Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis. Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais). ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose). devido a presença do precoceno (257). ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose). 2 vezes ao dia. • Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas (145). É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis (93). Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco (209). ⇒ 20g da planta por litro de água. . • Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. • Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia. É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose). muares e bovinos. fitoparasitas de espécies de Citrus. • Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. FORMAS DE USO Infusão e tintura (444). Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose) (257). pode abrigar nematóides (Meloidogyne. fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos.

verdeclaras. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. especialmente no sul do Brasil. aquiléa. que se enraíza formando novas cepas. erva-de-cortaduras. e verde-escura. alternas. CLIMA É uma planta de clima temperado quente a subtropical. Ocorre até 2. anador. herbácea. marcelão. erva-carpinteiro. ponta-livre. aquiléia-mil-flores. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182). erva-dos-carreteiros. erva-de-cortadura. milfólio. As flores são pedunculadas e pequenas. mil-em-rama. novalgina. erva-dosgolpes. pestana-de-vênus. em número de cinco. erva-docarpinteiro. erva-dos-soldados. opostas. Muito encontrada em hortas e jardins. Distingue-se da A. A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294). erva-dos-militares. erva-dos-carpinteiros. macelão. milramos. É tolerante a períodos de estiagem. de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso. atroveran. milefólia. prazer-das-damas. A inflorescência é do tipo corimbo. erva-do-bom-deus. Folhas pecioladas. SINONÍMIA Alevante. Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. taludes. vivaz. SOLO Prefere solos areno-argilosos. levante. salvação-do-mundo. erva-carpinteira. mil-em-ramas. permeáveis. erva-das-cortadelas. pronto-alívio. beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. . mil-ramas. Cresce em pastagens.MIL-FOLHAS NOME CIENTÍFICO Achillea millefolium L. Prefere a luz plena. tubiflora. moschata por possuir as folhas estreitas. Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. peninérveas. mil-folhada. esbranquiçado ou purpúreo. milfolhada. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura. botão-de-prata.500m de altitude. aquiléia. européia. A partir de 1. com cálice tubular. milefólio. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono. ao final do verão. pêlo-de-carneiro.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96). FITOLOGIA É planta perene. erva-dos-cortadores. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas. erva-de-são-joão. aquiléia-mil-folhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados. na primavera. brancas. férteis e bem drenados e não ácidos. HABITAT Planta alóctone. erva-das-damas.

deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas. anti-reumática. O teor médio de óleo essencial. diarréia. Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo. Se pretende-se colher as folhas. escarros e vômitos sangüineos. A colheita de flores é feita em plena antese. eupéptica. tujona. A planta emite inúmeros perfilhos. • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande. estas devem ser colhidas antes do florescimento. derivados terpênicos e sesquiterpênicos. INDICAÇÕES Usada também para debilidade geral. adstringente. vulnerária. diurética. sumidades floridas e rizoma. que servem como mudas para plantio. expectorante.500kg de planta fresca.18% no caule.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. achileína (182) aquineína. PARTES UTILIZADAS Folhas. antibiótica (294) e antisséptica. borneol. antiinflamatória. chegando à 12.500kg no terceiro ano (182). queimaduras. alopecia. febre intestinal e . antidispéptica.4 x 0. pineno. pulmonares e dérmicas. FITOQUÍMICA Óleo essencial com azulenos. anti-hemorrágica (68). é de 0. amenorréia. anti-hemorroidária. durante a florada. as plantas tendem a regredir vegetativamente. flavonóides (epigenol e tuteolol). cânfora (145). • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. de cor azulada. carminativa. adinamia. cicatrizante (257). antihelmíntica. • Propagação: estacas. antiespasmódica.. varizes (257). abcesso. com base no peso seco. • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense. amarga. anticelulítica (128). hemostática. sementes e divisão de rizomas. distúrbios nervosos (283).5 a 0.30m. estomáquica. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. aromática (283). especialmente na primavera. • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5. taninos e glicosídeos amargos. • Colheita: ocorre seis meses após o plantio. • Plantio: ano todo. afecções urinárias. • Florescimento: dezembro a março. cineol. emenagoga. lactonas (257). eczema. hepática. trombose cerebral.41% nas folhas e 1. colerética (145). adstrição. excitante. feridas. Neste caso.8% (96). 0. cólicas menstruais. úlcera interna. • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. escarlatina.67% nas flores. sobretudo em novembro. anticelulítica. ácido aquilêico (93). composto ou húmus de minhoca. O teor de óleos essenciais é de 0. devido ao azuleno. cefalalgia (145). restabilizante da circulação sangüínea (93).

sarna. contusões. psoríase. hemorragias uterinas e dos pulmões.intermitente. insônia. diurética. A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68) • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294). Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. . • Loções. e outra à noite. retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257). Substrato: as folhas são ótimas para compostagem. mucosidades (32). MIMO-DE-VÊNUS NOME CIENTÍFICO Hibiscus rosa-sinensis L. • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. Após. pleuris. fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32). hepática e expectorante). • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras). • Sumo: lavar a planta. gota. e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145). Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga. 2 vezes ao dia (varizes). podem ser usadas contra brocas e fungos. ⇒ 25 a 30g da planta por litro de água (283). ⇒ 1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca. dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271). Aplicar compressas mornas no local afetado. sem ferver. incontinência urinária. golpes. acne. As folhas maceradas. Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico. Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de folhas em 1 litro de água. manchas. greta. em jejum. TOXICOLOGIA É contra-indicada para mulheres em lactação (145). aquecer. • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • É utilizada como planta ornamental. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145). Tomar 2 xícaras pela manhã. resfriado.

pampoela. hibisco. cercas e estradas. lagoas. pampulha. grandes. crenadas. Não tolera solos ácidos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra. graxa-de-soldado. graxa-de-estudante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. parques e jardins. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos. brincos. OUTRAS PROPRIEDADES . CLIMA Embora seja de clima temperado quente. brincos-de-vênus. • Espaçamento: 3 x 2m. sobretudo em arborização de avenidas. firmeza-doshomens. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. ramificada. bem drenados. Folhas ovaladas. • Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio. oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos (215). INDICAÇÕES Indicadas para insônia (120). de caule redondo. sutilmente cordadas na base. com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro. adstringente (215) e oftálmica (271). É heliófita. Flores vermelhas. • Plantio: primavera. papoula. SINONÍMIA Amor-de-homens. adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. anafrodisíaca. • Propagação: estacas dos ramos. PARTES UTILIZADAS Flores. amor-dos-homens. SOLO Prefere solos férteis. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou árvore pequena. aurora.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. ápice acuminado e base obtusa. HABITAT Planta originária da China e aclimatada em todo Brasil. rosa-da-china.

anual. associadas com Plantago catharinea.3m. ácidos e compactados. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. ascendente. crenado. MIRRA NOME CIENTÍFICO Chenopodium sp. brilhante. glandular. . • Mulching: para evitar-se o contato das folhas com o solo. multiramosa. cobri-lo com palhas. avermelhado quando maturo. • Florescimento: fevereiro a março. ereta quando jovem. medindo cerca de 0. Perianto fendido junto à base. Semente com cerca de 1mm de diâmetro. Não tolera solos encharcados. com crenas largas. Fruto dorsalmente achatado. Folhas verde-pálidas na dace ventral e glauca na dorsal. • Utilizada como graxa vegetal de sapatos. Epidendrum mosenii e outras espécies halófitas. medem 2 a 3cm de comprimento. Em média. • Propagação: sementes. por conferir lustro ao couro. • As folhas são muito apreciadas pelos coelhos (93). FITOLOGIA Planta herbácea. formando 3 a 7 lóbulos. Smilax sp. São curto-pecioladas e o tamanho diminui da parte basal para a apical. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. As mudas são transplantadas 40 dias após a emergência.4 x 0. • Plantio: setembro a outubro. aglomeradas em espigas axilares ou terminais. numerosas. crescendo sobre dunas baixas estabilizadas.8mm de diâmetro. neutros à alcalinos e aerados. SOLO Prefere solos arenosos. muito aromática e medindo 15 a35cm de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. O limbo é lanceolado ou ovado-oblongo. espesso. HABITAT Ocorre em áreas de restinga. O aroma da planta lembra a erva-de-santamaria (Chenopodium ambrosioides). sucoso.• As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. (salsaparrilha-da-praia). As flores são sésseis. O contato direto das folhas com a umidade do solo favorece à ocorrência da Cercospora sp. casca de arroz ou plástico preto. A germinação ocorre de 6 a 10 dias.

perfumadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É aromática e analgésica tópica. obtusos. torcicolo e nevralgias em geral. Flores pequenas. murta-da-índia. perene. que cresce de 3 a 5m de altura. pentâmeras. ereta. Folhas imparipenadas. onde a média anual não passe dos 20oC. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. brilhantes. entorses. Evitar colher em dias com neblina ou com muita umidade. Fazer massagens sobre áreas doloridas do corpo. Deve-se colher durante os períodos mais secos do ano. dispostas em cimeiras axilares.• Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. composta de folíolos ovais-elípticos. após o secamento do orvalho. ramosa. MURTA-DE-CHEIRO NOME CIENTÍFICO Murraya paniculata (L. de origem asiática (Japão) e polinésica (Austrália e Polinésia). Após este período. livres de doenças e resíduos. SINONÍMIA Jasmim-laranja. . verdeescuros. É heliófita. murta. HABITAT Espécie alóctone. FORMAS DE USO • Alcolatura: deixar macerar 50g de folhas frescas em 1 litro de álcool. durante 10 dias. CLIMA Prefere regiões de clima ameno. murta-dosjardins. medindo cerca de 1cm de comprimento por 0. preferencialmente entre as 9:00 e 11:00h da manhã. murta-de-jardim. acuminado. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou pequena árvore. brancas.) Jack.7mm de diâmetro. utilizando algodão embebido na alcolatura. coar e armazenar em recipiente de vidro escuro. PARTES UTILIZADAS Folhas. compacta. INDICAÇÕES Indicada para contusões. Fruto tipo baga ovóide. jasmim-murta.

mussambê-de-espinho. antiofídica. sete-sangrias. • Adubação: 1kg/planta de composto orgânico ou húmus de minhoca • Florescimento: março a abril. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m.SOLO Profundos. FAMÍLIA BOTÂNICA Capparidaceae. pesada e muito dura. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. produzir as mudas sob telado de sombrite a 70% de sombra. sete-marias. MUSSAMBÊ NOME CIENTÍFICO Cleome spinosa L. A casca é utilizada em cosmética e fornece corante preto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. utilizada em parques e jardins externos. brejo-fedorento. • Hospeda o fungo Phoma murrayae (93). sob irrigação por nebulização. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As flores fornecem essência aromática para perfumaria. muçaimbê. mussambé-miúdo. neutros. aerados. Em ambos os casos. . A planta é ornamental. taraitaia. bem drenados e ricos em matéria orgânica. muçambé-desete-folhas. estimulante (93) e tônica (271). PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. • Plantio: outono e primavera. SINONÍMIA Beijo-fedorento. • Propagação: sementes e estacas. mussambê-miúdo. A madeira é amarela. porosos.

SOLO Prefere solos úmidos. A planta inteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária (242). cilíndrico. originária da América Central. que cresce de 1. são rubefacientes.6m de altura. FITOQUÍMICA Brassicina (9). cresce subespontaneamente nas regiões setentrionais. CLIMA É de clima subtropical úmido. férteis e pouco ácidos. simples e ovaladas. As flores apresentam pétalas ovaladas e filetes violáceos. Cresce espontaneamente à margem dos rios. • Propagação: sementes. O fruto é uma síliqua cilíndrica que mede de 7 a 12cm.5kg/planta de cama de aviário. em pares. espinhenta. No Brasil. brancos ou róseos. É cultivada em jardins. nervuras proeminentes na face dorsal. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.0 a 1. quando contusas e aplicadas sobre a pele. reunindo flores isoladas na base das brácteas foliares. Inflorescência terninal. • Consórcio: o cultivo poderá ser feito com outras culturas de porte maior. • Colheita: inicia-se a partir do 4 mês após o tranplante. É esciófita e higrófita. • Plantio: outono. Semente globosa. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são tônicas digestivas e a raiz é béquica e antiasmática (9). palmatipartidas. fosca.HABITAT Espécie alóctone. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.4m. castanho-escura e glabra. Ocorrem acúleos de extremidade curva. semelhante a um caracol. As folhas. arenosos. perene.7 x 0. Na parte superior do caule encontram-se brácteas foliares. antiblenorrágicas e antileucorréicas (271). medindo 7 a 9cm de diâmetro. As folhas e brácteas são revestidas de glândulas oleíferas que exalam um aroma desagradável. As folhas são estimulantes. longo-pecioladas. . • Adubação: 0. na base das folhas e brácteas. sésseis e curto-pecioladas. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. Caule reto. Folhas basais alternas. que proporcionem um certo grau de sombreamento. com a parte basal lenhosa.

medindo 6 a 7cm de comprimento e contendo muitas sementes castanhas. lactescente. margaridinha. capitão-de-sala. paina-de-seda. pálidas na face dorsal. paina-de-sapo. articulado e ramoso. longopedunculadas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. . adaptando-se mesmo nos argilosos. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. Inflorescência em umbelas bracteadas. flor-de-sapo. crescendo espontaneamente em pastos. lanceoladas. axilares e no ápice da planta. FAMÍLIA BOTÂNICA Asclepidaceae. O fruto é uma cápsula fusiforme. pecioladas. reflexos. leiterinha. OFICIAL-DA-SALA NOME CIENTÍFICO Asclepias curassavica L. dona-joana. lisas. glabra. algodãozinho-do-mato. SOLO É pouco exigente. ipecacuanha-das-antilhas. As folhas são utilizadas em feridas e para orquites (271). As flores apresentam pétalas vermelhas e petalóides amarelo-alaranjados. quase glabras. medindo cerca de 10 a 12cm de comprimento. ereto.30m de altura. cavalheiro-da-sala. erva-de-rato. chibança. membranáceas. paininha. com cerca de 1. camará-bravo. cega-olhos. erva-leiteira. Folhas opostas. falsa-erva-de-rato. cega-olho. Caule cilíndrico. mata-olho.0 a 1. ipecacuanhabrava. aguadas em ambas extremidades. ciliadas. erva-de-satã. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em jardins. deiscente. a beira de estradas e áreas ruderais. erva-de-paina. ácidos e úmidos. CLIMA Desenvolve-se bem tanto em regiões tropicais até em temperadas quentes. ipecacuanha-falsa.INDICAÇÕES As raízes são úteis contra a bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas (9). bilocular. mané-mole. capitãoda-sala. SINONÍMIA Algodãozinho-do-campo. margaridinha-leiteira.

febrífugas. além de já ter sido utilizada em cordoaria. O látex é indicado para hiposistolia cardíaca e astenia vascular. PARTES UTILIZADAS Folhas. O látex cauteriza verrugas (271). • É melífera e ornamental. antileucorréicas e antiblenorrágicas. INDICAÇÕES As folhas machucadas são usadas sobre as feridas para cicatrização rápida. vermífugas. raízes e látex. colocado sobre uma isca (banana). • É hospedeira do fungo Uromyces Hovei (93). antihemorroidárias. arritmia cardíaca e parada cardíaca. de consistência sedosa. sêca e pulverizada. pode ser utilizada para o enchimento de almofadas e travesseiros. TOXICOLOGIA O látex é cáustico. OUTRAS PROPRIEDADES • Os caules fibrosos podem ser utilizados como matéria prima para a fabricação do papel. A ingestão de 1g da planta por kg de peso vivo. é hemostática (93).AGROLOGIA • Espaçamento : 0. convulsões. A asclepiadina é um veneno convulsivo dos músculos lisos e do coração. causando sérias inflamações oftálmicas. • A penugem que envolve as sementes. As raízes são bernicidas (242). O macerado do caule prova nos animais de sangue quente parada da respiração. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.4m. antiasmáticas. As raízes são indicadas para combater o panarício (93). tônico cardiovascular em doses mínimas. FITOQUÍMICA Asclepiadina (93). São atribuídas às raízes propriedades sudoríficas. antidiarréicas. • Pragas: é atacada pela lagarta Papilio teratii. • Adubação: a planta é muito rústica. Compressas das folhas são indicadas para úlceras e feridas carnosas. • Plantio: março a abril.6 x 0. é um eficiente raticida (192). • O látex da planta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O látex é purgativo. é suficiente para causar a morte em animais (242). • Propagação: sementes. A planta inteira. emético. dispensando adubações. Diaspis cordiae e pelo pulgão Aphis nerii (93). . • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio.

quiabento. obovóides-achatadas. É heliófita e xerófita. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo.5 x 1. com até 4cm de diâmetro. de caule arbóreo. Aclimatar as mudas sob tela de sombrite 50% de sombra. ramoso e lenhoso. sílico-siltosos. • Espaçamento : 1. Não tolera solos muito úmidos e ácidos. contendo 4-5 sementes pretas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. com cerca de 3cm de comprimento. luzidias. • Florescimento: setembro a fevereiro. FITOLOGIA Planta perene. 8-10 fasciculados. acuminadas. mas também se adapta às subtropicais. como cerca-viva. CLIMA Em regiões tropicais chega a atingir um porte arbóreo. quando as mudas apresentam 8 a 10 folhas definitivas. inodoras. SINONÍMIA Cacto-rosa. 3-angulosa. As flores são rosa-escuro com anteras amarelo-ouro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . bem drenados e profundos.5m. obtusa. • Plantio: primavera.ORA-PRO-NOBIS-GRANDE NOME CIENTÍFICO Peireskia grandiflora Haw. dispostas em rácimos terminais. lisas na face ventral e áspera na dorsal. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos maduros. oblongo-lanceoladas. Folhas sub-pecioladas. • Propagação: estacas de ramos e sementes. castanho-escuro ou pretos. com porte menor. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito na periferia da propriedade. As sementes apresentam germinação muito lenta e o crescimento das plântulas também é muito demorado. de 2-3cm de comprimento. armado de inúmeros acúleos fortes. O fruto é uma baga periforme. SOLO Prefere solos leves. cilíndrico.

quase sésseis. groselha-dos-barbados. ferimentos e úlceras internas e externas. As folhas. com flores cor creme-amareladas. SOLO Prefere solos leves. pequeno e amarelo. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de queimaduras. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. O fruto é do tipo baga. com espinhos. groselha-das-antilhas. suculentos. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Produz frutos comestíveis. CLIMA Espécie de clima subtropical. escandente de ramos longos. Não se adapta a solos muito úmidos e ácidos. SINONÍMIA Groselha-da-américa. podem ser consumidas como salada. ricas em proteína. trepadeira-limão. É heliófita. jumbela. Inflorescências curtas.É mucilaginosa. glabras. hidratante. originária da Argentina. numerosas. Pode ser utilizada como cerca-viva. planas. cicatrizante e nutritiva. Serve de porta-enxerto para outras espécies de cactáceas (93). A planta e as flores são bastante ornamentais. Apresentam um aroma muito forte. dispostas em pequenas panículas terminais. groselheira-das-antilhas. FITOLOGIA Arbusto perene. mais ou menos racemosas. ORA-PRO-NOBIS-MIÚDA NOME CIENTÍFICO Peireskia aculeata Mill. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se a tarde. . rosa-madeira. HABITAT Espécie alóctone. As folhas são lanceoladas. areno-siltosos e ricos em matéria orgânica. carnosas e verde-escuras.

5m. angu e omeletes. sutilmente pontuado-pilosas. rasteira ou decumbente. • Propagação: estacas de ramos novos. As folhas são ovadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são emolientes e os frutos são expectorantes e anti-sifilíticos (93). • Adubação: 2kg/planta de composto orgânico ou 1kg/planta de cama de aviário. onde cresce espontaneamente em colinas expostas. • Florescimento: março a abril. curto-pecioladas. Flores dispostas em verticilos paucifloros. podendo ser utilizadas como salada.AGROLOGIA • Ambiente: devido a vegetação muito luxuriante e cerrada e aos numerosos espinhos. alivia queimaduras de pele e recupera a pele (128). ORÉGANO NOME CIENTÍFICO Origanum vulgare L. • Espaçamento : 2. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. FITOLOGIA Planta herbácea. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e frutos são suculentos e ricos em proteínas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite a 70% de sombra. INDICAÇÕES Abranda inflamações. HABITAT Espécie alóctone. inteiras. refogados. sob irrigação por nebulização. quase que inexpugnável. sopas. com . • Plantio: primavera. é aconselhável instalar o plantio ao longo de cercas. • A planta pode ser utilizada como cerca viva. originária da Ásia e Europa Ocidental.0 x 1. aromáticas. • Colheita: inicia 8 a 10 meses após o plantio. vivaz. SINONÍMIA Oregão. reunidas em espigas e estas em corimbos dispostos em panículas amplas.

carminativa. estacas e divisão de touceiras. Fruto tetraquênio. bem drenados e de natureza calcária.brácteas grandes.27 a17. expectorante. sob irrigação por nebulização. vulnerária (93). SOLO Prefere solos férteis. em pós-plantio (448). Cálice campanulado.3 litros /ha).35cm (40.70 x 0. Fazer inalação dos vapores (resfriados). As touceiras podem ser plantadas diretamente a campo. CLIMA É de clima temperado. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das chá de folha em 1 xícara das de chá de água quente. Coar e tomar 2 cálices ao dia (estimulante do apetite).25 a 28. timol (0. adoçar com mel (digestivo e menstruações difíceis). são emolientes (128). • Propagação: sementes. aperiente.52 a 29. • Vinho: macerar durante 8 dias 50g de orégano em 1 litro de vinho branco seco. em compressas. antiespasmódica. antisséptica.3 litros/ha). • Inalação: Ferver em ½ litro de água 2 colheres das de sopa de orégano. INDICAÇÕES Indicada para eliminar a caspa. préplantio e prometrina (50% .24%). liso e ovóide-oblongo.07%). parasiticida e tônica (294). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita sob telado de sombrite a 70% de sombra. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. As flores. em canteiros.816 plantas/ha). • Herbicida: trifluralina (48% .76%). quando ocorre o florescimento. É planta heliófita. Chuvas em excesso são prejudiciais. com 5 dentes subiguais e corola bilabiada. • Plantio: outono e primavera. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É excitante. Coar. • Colheita: ocorre no verão. carvacrol (368) e terpineol (93). cis-β-ocimeno (0. p-cimeno (0. afetando o desenvolvimento e a produção de óleos. PARTES UTILIZADAS Folhas. tratar menstruações difíceis e combater resfriados (294). cariofileno (15. • Rendimento: 0.55%).64kg/planta (277) ou de 8 a 17t/ha (357). Abafar por 10 minutos.13 a 9.2 litros/ha) e pendimetalin (33%. . digestiva. seco.17 a 9. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.35%) (277). adaptando-se ao subtropical. É utilizada externamente como anti-reumática (283). FITOQUÍMICA Sabineno (3.

3 a 1. ponta subaguda. CLIMA Prefere clima quente e úmido. hermafroditas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. durante 10 minutos. fortemente aromáticas e medindo 5 a 10cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. violeta-castanho. Coar e enxaguar os cabelos previamente limpos para eliminar a caspa (294). Em regiões subtropicais o crescimento é lento e não ocorre o florescimento.• Decocção: ferver 30g de orégano em 1 litro de água. patchuli. As folhas são lisas. ovadas. SOLO Prefere solos aluviais. aveludadas. ramificado no dossel superior. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 0. mantidas sempre umedecidas. ou P. cobertas com um tomento amarelado fosco e glândulas de óleo em ambas as faces. pecioladas. Fruto seco. grosso. • Plantio: outubro a novembro. SINONÍMIA Patcholi. inteiras. patchouly Pellet. opostas. patchouli. • Propagação: estacas de ramos. As flores apresentam-se em glomérulos com espigas compostas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita.2 x 1. de pratos à parmiggiana. sob tela de sombrite 70%. lenhoso na base.0m. quadrangular. AGROLOGIA • Espaçamento :1. com as margens grosseiramente duplo-dentadas. ORIZA NOME CIENTÍFICO Pogostemon cablin [Blanco] Benth. Os ramos são radicantes. O caule ereto. base cuneada. originária da Índia. ricos em matéria orgânica e bem drenados. HABITAT Espécie alóctone.0m. saladas (de tomate) e carnes. pentâmeras. . OUTRAS PROPRIEDADES • Tempero de pizza.

diarréia (445). sobretudo de fósforo e magnésio. febre. exceto as raízes. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento de dor-de-cabeça. halitoses. Readubar anualmente. anidrido cinâmico. sob temperaturas baixas. As folhas são colhidas antes do florescimento. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. coriza. cadineno. é utilizado na fabricação de perfumes. cólicas. protegem as roupas do ataque de insetos. eructações. fastio. dores musculares. influenza. • Plantas daninhas: por ter um crescimento lento.5 a 9g/xícara (445). quando ele ocorre. embaladas em saches. é imperioso que se faça um bom controle dos inços desde o plantio. FITOQUÍMICA A planta contém 45% de óleo volátil rico em cânfora (93) eugenol. . FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. na primavera e verão. α-terpineno.) Miq. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. 4. na forma de pó. infusão ou decôcto (444). cosméticos e sabonetes. β-patchouleno. náuseas. • Nutrição: é comum ocorrer sintomas de deficiências nutricionais. FORMAS DE USO • 6 a 12g/xícara. a cada três meses. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial da planta. α-guaieno. aplicando-se 10g de fosfato de amônio por planta. vômitos. • As folhas pulverizadas. PARIPAROBA NOME CIENTÍFICO Potomorphe umbellata (L. tosse e dispepsia (444). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana e demulcente (445).• Adubação: 1kg de húmus de minhoca ou composto orgânico e 100g de fosfato natural por planta. obtido por destilação. α-bulneseno. álcool patchouli (445). benzaldeído.

podendo resultar em necrose progressiva da mesma.5 a 1. andróginas e minúsculas. em número de 2 a 6. caapeba. membranoso. puberulento e bainha desenvolvida. A insolação excessiva resulta em amarelecimento e paralisação do crescimento das mudas. malvarisco. Fruto tipo baga. Não prospera bem em solos arenosos ou muito argilosos. turbinada. CLIMA Espécie pan-tropical. de pecíolo glabro. brevemente acuminado no ápice. do tipo serrapilheira. com 6 a 7cm de comprimento. capoeiras e capoeirões. As flores dispõem-se em espigas axilares. Também ocorre em áreas ruderais. esverdeada quando nova e preta ao final. • Consórcio: a planta é muito vulnerável ao plantio a céu aberto.0kg/planta de composto orgânico bem curtido. caá-peuá. úmidos e frescos. É considerada planta rara em Santa Catarina. pariparoba. outubro e dezembro. malvaísco. • Propagação: sementes. É tolerante à acidez do solo. malvaísco. As estacas são enraizadas em substrato arenoso ou à base de vermiculita.SINONÍMIA Aguaxima. As folhas. nervuras aveludadas na face dorsal. sendo que o limite austral de ocorrência é a Serra do Tabuleiro (177) FITOLOGIA Planta arbustiva. Folhas longo-pecioladas. de 1. exalam aroma de hortelã. É heliófita ou esciófita e seletiva higrófita. • Irrigação: deve ser diária. rebentos de raiz e estacas de ramos e caule. capeva. eretas.5 x 1. jaborandi-manso. • Plantio: primavera e outono.5 a 2. dispostas em umbelas sobre um pedúnculo axilar glabro. 3 a 4cm de comprimento. perene. caapeba-do-norte. • Adubação: 0. caapeba-verdadeira. que apresenta uma ampla adaptação térmica. sob telado de sombrite 70% e irrigação. capeua. • Florescimento: março a junho. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. 11 a 13-peltinérvia. capeba. malvarisco. trígona. O excesso de exposição solar degrada os cromopigmentos da folha. lençol-de-santabárbara.5m de altura. ápice agudo. É nitrófila. amassadas. até o pleno estabelecimento das mudas a campo. . Flores sésseis. medindo 10 a 25cm de diâmetro. SOLO Cresce melhor em solos humosos. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. Prefere o clima tropical ou subtropical quente e úmido. catajé.0m. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas beiradas da Mata Atlântica. vaginado-alado. O limbo é profundamente cordado na base. necessitando de uma consorciação com espécies mais altas e de maior cobertura vegetal. com pontuações translúcidas glandulosas. jaguarandi.

vulnerária (93). resfriado. antiinflamatória externa e interna (119).usar: ⇒ casca do tronco para afecções respiratórias. distúrbios gástricos. febrífuga. casca. anti-hipertensiva (215). emoliente. reguladora da menstruação. diurética. afecções do aparelho digestivo (257). machucaduras (120). infarto das vísceras abdominais. FARMACOLOGIA Possui atividade analgésica. amentilhos e sementes. emoliente (9) e antiasmática (271). atonia estomacal. FORMAS DE USO • Infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água (insuficiência hepática). tônica. bronquite. jamborandina. colagoga. PARTES UTILIZADAS Raiz. anti-reumática. debilidade orgânica em geral. abcessos e furúnculos (68). Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão (128). sudorífica (68). folhas. mas não atividade mutagênica e antimalárica (120). esteróides e mucilagens (128). INDICAÇÕES Utilizada em queimaduras. carminativa.23%) (281). insuficiências hepáticas (128). vermífuga. anti-hemorroidária. chavicina. ⇒ raízes para febres. . azias. • Decocção . • Linimento: triturar as sementes com óleo de linhaça. resolutiva. gastralgias. piperatina e piperina (9) e o carotenóide prolicopeno (0. compostos fenólicos. desobstruente. • As folhas são comestíveis. detersiva. • Suco: uso tópico sobre queimaduras (68). OUTRAS PROPRIEDADES • Os índios utilizam os frutos (bagas) como alimento. hepáticas.• Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. antiescorbútica. estomáquica (257). debilidade orgânica e afecções urinárias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Odontálgica. malária (130). úlceras (215). FITOQUÍMICA Óleo essencial. pariparobina. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abcessos. • Vinho: macerar durante 15 dias 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco. urinárias e das vias respiratórias. béquica.

que atinge até 8m de altura. linear. FITOLOGIA Planta arbustiva. ora uniformemente retos. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. arredondadas ou subcordiformes. capoeiras. pendulares. casco-de-vaca. ou grossos. vales aluviais. rebrotando a partir de outubro. Tem ramos frágeis. ou acuminadas na base. mororó. unha-de-boi. CLIMA Embora seja de clima temperado. FAMÍLIA BOTÂNICA Caesalpiniaceae. glabros ou pubescente. com acúleos gêmeos na axila foliar. medindo 8 a 9cm de comprimento. perene. Cresce subespontaneamente no sul do Brasil. HABITAT Espécie autóctone que ocorre espontaneamente na floresta pluvial Atlântica e subespontaneamente em pastagens. pata-de-boi. • Propagação: sementes. com a forma típica de 9 nervos. miriró. obtusas ou um pouco agudas. setembro. membranáceas. férteis e drenados. medindo 15 a 25cm de comprimento por 2cm de largura. Flores axilares ou terminais.PATA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Bauhinia forficata Link.5 x 3. A germinação ocorre entre 15 e 25 dias e o poder germinativo é inferior a 30% (241). pouco divergentes. brancas. . Solos ácidos e úmidos são desfavoráveis à planta. mirorá. pata-de-burro. em viveiro. unha-de-vaca. grande ou arbórea. SOLO Exige solos profundos. contendo substrato organo-mineral. adapta-se à regiões mais quentes. Folhas alternas. compostas de dois folíolos unidos pela base. Acúleos quase sempre gêmeos. finos. divididas acima do meio. • Plantio: março a abril. à beira de estradas e em terrenos baldios. glabras. ora ligeiramente curvos para dentro. unha-deanta. A planta é caducifolia no inverno. Fruto tipo legume. SINONÍMIA Bauínia.5m. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos com capacidade de 300 a 400ml. decídua. ovais ou lanceoladas.

• A madeira é utilizada para caixotaria. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho da folha picada em ½ litro de água ou 1 folha picada por xícaras de chá. a partir de novembro. tanino (flobatênicos e pirogálicos) e minerais (145).100 unidades (241). FITOQUÍMICA Flavonóides (campferol. composto ou húmus de minhoca. alamedas. É indicada para afecções renais e urinárias. Fazer a decocção de 1 colher das de sopa do pó em 1 xícara de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (68). Tomar 3 xícaras ao dia (145). purgativa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipoglicemiante (antidiabética). adicionados a 100g/cova de superfosfato natural. sobretudo da Diabetes melittus (385). lenho e raízes. Ferver por 3 minutos. Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia (diabetes). regularizando a glicemia sangüínea. glicosídeos (257). PARTES UTILIZADAS Cascas. por 56 dias (276). FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade hipoglicêmica com a dose de 3g/dia de folhas. nos casos de poliúria ou urina solta. prisão de ventre (215) e elefantíase (68). moléstias da pele (179). avenidas e jardins. Os fruto maturam em maio a junho. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. ácidos orgânicos. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 folha em 1 xícara das de chá de água. OUTRAS PROPRIEDADES • Planta ornamental de ruas. INDICAÇÕES A planta tem a propriedade peculiar de reduzir a excreção de urina. • Colheita: feita dois anos após o plantio. folhas. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. diurética (257). • Pó: feito com casca e folhas secas. além de impedir o aparecimento de açúcar na urina. goma. flores. flores (purgativo). • Produção de sementes: 1kg de sementes contém 15. tônica renal (68). Tomar ½ a 1 xícara de chá ao dia (257). antidiarréica. • Do lenho obtém-se carvão de boa qualidade (93).• Adubação: 5kg/cova de estrume de gado. depurativa (145). adicionar 500g de calcário dolomítico por cova. • Padrão comercial: folhas isentas de matéria orgânica. Se o solo for ácido. mucilagem. rutina e quercitina). . • Florescimento: janeiro a março. lenha e obras leves (241).

Inflorescência terminal em rácimos com cerca de 12cm de comprimento com várias flores lilases. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. pubescentes e mais claros na face dorsal. pecioladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antiblenorrágica. CLIMA Adapta-se desde às regiões tropicais até as subtropicais frias. SINONÍMIA Amores-do-campo. mas tolera um certo sombreamento. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz.30 x 0.) Schinz et Thell. diurética. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. contribuindo com a disseminação das sementes. Cresce espontaneamente em áreas ruderais. HABITAT Espécie autóctone do Brasil.30m. Folíolos ovais. laxante. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solos. É tolerante à seca. trifolioadas. segmentada. • Plantio: março a abril. marmelada-de-cavalo. . tomentosa. ascendente ou prostrada. cujos tomentos apresentam a extremidade em forma de gancho. Folhas alternas. de caule pubescente. Fruto tipo vagem. É heliófita. à beira das estradas. • Propagação: sementes.PEGA-PEGA NOME CIENTÍFICO Desmodium canum (Gml. com exceção aos salinos. tônica (68). febrífuga e béquica (271). estomáquica. o que favorece a fixação em animais e pessoas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. campos. em pomares e hortos abandonados. carrapicho-beiço-de-boi. compostas. pastos. hepática. medindo 40 a 50cm de altura.

inflamação do pênis. É resistente às baixas temperaturas de inverno. abrigados do radiação solar direta.INDICAÇÕES Afecções renais. dores estomacais e dos membros. • Raleio: no auge do crescimento. disfunções gástricas e hepáticas. entoucerada. • Adubação: 0. FITOLOGIA Planta herbácea. peixe-frito. tomentosa. que cresce de 20 a 40cm em altura. peixinho-frito. feridas e úlceras (271). SOLO Prefere solos bem drenados. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. PEIXINHO NOME CIENTÍFICO Stachys lanata L. língua-de-vaca. verde-prateadas ou cinza-esverdeada. aerados. espessas. alongadas.0kg de composto orgânico ou húmus de minhoca por planta. HABITAT Espécie alóctone. Sudoeste da Ásia e Cáucaso. a planta tende a perfilhar em demasia. bronquite. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em regiões temperadas e subtropicais.5 x 0. que são enraizados em substrato organo-mineral.5 a 1. SINONÍMIA Lambari. ostensivamente pilosas. ricos em matéria orgânica e úmidos. peixe-depobre. podendo causar um declínio no tamanho de folhas e facilitar à ocorrência de doenças. sálvia.3m. orelha-de-cordeiro. orelha-de-lebre. uretrite (68). sálvia-peluda. • Doenças: altamente suceptível a nematóides. • Propagação: brotações de rizoma. Para evitar o . lambarizinho. • Plantio: outono e primavera. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. originária da Turquia. perene. cistite. As folhas são elípticas.

• Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. dunas estabilizadas. Lythraea brasiliensis e Guapira opposita. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. Inflorescência em glomérulos de flores densamente agrupadas. com pedúnculo medindo 1 a 10cm de comprimento. sempre-viva. carrapichinho. acuminadas. Uso semelhante à Sálvia officinalis. lembram cheiro de peixe frito. globosos ou oblongos.declínio progressivo da touceira. carrapichinho-do-mato. à milanesa. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. O limite austral da planta é a Ilha de Santa Catarina (401). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e emoliente. embora também possam ser verdes. ervanço. HABITAT Espécie autóctone que ocorre principalmente ao longo do litoral brasileiro.) Kuntze var.60m de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. ralear os perfilhos. perpétua-do-brasil. de base lenhosa. cabeça-branca. as superiores subsésseis ou sésseis. crescendo em áreas de restinga.6cm de comprimento por 1. caaponga. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são utilizadas na alimentação. com cerca de 1. ereta ou subprostrada que atinge 1. As folhas basais são curto pecioladas. As flores são . • Quando fritas. É cultivada em jardins. pouco pubescentes e apresentam um policromismo acentuado na faixa do vermelho. com nós entumescidos. ao longo de matas ciliares e em áreas ruderais. SINONÍMIA Acônito-do-mato.0cm de diâmetro. oblongas. nateira. aproveitando-os para a produção de novas mudas. perpétua-do-mato. brasiliana. perpétua. • As folhas desidratadas atuam como excelente isolante térmico. quadrangular a cilíndrico. PENICILINA NOME CIENTÍFICO Alternanthera brasiliana (L. O caule é anguloso e estriado. É encontrada associada a Schinus terebinthifolius. em decocção (444). quebra-panela.

pode ocorrer danos às folhas por geada. em altitudes acima de 600m. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta jovem pode ser utilizada pelo gado. • Colheita: inicia aos 3 meses após o plantio. de rápido crescimento e com grande capacidade de cobertura de solo.0mm de comprimento por 1. É planta nitrófila. Os frutos são utrículos uniseminados. pouco ácidos e arenosos.K. Semente oblonga a ovalada. Em regiões subtropicais. • Propagação: sementes e segmentos nodais de ramos. inclusive plantas daninhas.5m. • Poda: a planta apresenta um crescimento muito luxuriante na primavera e verão.5 x 1. declivosas ou sujeitas à erosão. SOLO Desenvolve-se em solos enxutos. variando desde as regiões tropicais às subtropicais. quando novas tornando-se branca quando matura. dominando sobre outras próximas. Tem demonstrado uma alta capacidade de adaptação em temperaturas subtropicais. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação climática.0mm de largura.creme ou levemente rosadas. inclusos entre a tépala e a sépala. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. areia e/ou casca de arroz. castanhoavermelhada e levemente ondulada (209). É heliófita e seletiva xerófita (401). • É considerada uma espécie ornamental de grande vivacidade. brilhante. . As sementes apresentam um baixo índice de germinação. sendo pouco recomendadas.B.6 a 2. • Florescimento: ano todo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As flores são béquicas (93). com cerca de 1. pode ser utilizada em áreas acidentadas. Os segmentos nodais são enraizados em substratos à base de vermiculita. PERIQUITINHO NOME CIENTÍFICO Alternanthera pungens H. • Plantio: outubro a novembro. • Espaçamento : 1. A planta pode ter seu crescimento controlado através de podas de formação e condução.

• Plantio: outono ou primavera. ocorre numa frequência baixa nas regiões onde medra. • Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. • Espaçamento: 0. Não tolera geadas. • Mulching: utilizar casca de arroz. • Florescimento: verão e outono. inteiras. As folhas são opostas. manter o cultivo totalmente livre de inços. O limite austral da planta é a Zona da Mata Branca. PARTES UTILIZADAS Folhas.3m. Aclimatar as estacas radicantes sob tela de sombrite 50 a 70%. AGROLOGIA • Ambiente: pode ser cultivada em vasos ou em canteiros à guisa de horta. adaptando-se bem ao subtropical. rasteira. SOLO Prefere solos úmidos. SINONÍMIA Anador. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou esterco de gado. mucronados. As flores estão agrupadas em espigas capituliformes. com caules radicantes. preferindo-se a última. na Bacia do rio Paraná (401). suborbiculares ou largamente ovadas. Os frutos são utrículos indeiscentes com 1mm de comprimento.4 x 0. • Propagação: sementes e estacas dos ramos radicantes. enraizando em saquinhos plásticos contendo substrato organo-mineral. ricos em matéria orgânica. palhadas diversas ou plástico preto sobre o solo. Após o plantio. com tamanhos distintos e curtamente pecioladas. com ápices obtusos. para que as folhas fiquem livres de solo aderente.FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. FITOQUÍMICA . pouco ácidos e aerados. periquitinho-de-espinho HABITAT Espécie autóctone da América tropical e subespontânea em vários continentes. Embora cosmopolita. CLIMA Espécie de clima tropical. axilares e sésseis. • Plantas daninhas: evitar áreas muito inçadas. FITOLOGIA Planta herbácea perene.

terpinoleno.5 x 0. descongestionantes. alcanfor. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. em bosques e sub-bosques.3m. dispostas em capítulos esféricos ou alongadas. Folhas opostas. pequenas e bracteadas. As flores são longipecioladas. mirceno. Fruto ovóide. A decocção ou infusão das folhas são eupépticas. p-cimeno. eudesmol e azuleno (179). paratudo. linalol. O suco fresco das folhas é tônico. muito ramificada. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia que cresce em solos arenosos e/ou pobres. muito duráveis. que cresce de 30 a 50cm em altura. antiflogísticas. 1. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada como ornamental de beirada de canteiros. FITOLOGIA Planta herbácea anual. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. SINONÍMIA Amaranto-globoso. inteiras. α-cimeno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta inteira é indicada para transtornos gástricos. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e aclimatadas em viveiros.Esteróides.8-cineol. hepáticas e indicadas para distúrbios renais. borneol. hepáticos e intestinais. suspiro-roxo. αpineno. . comprimido. tuyona. • Propagação: sementes. amarantóide-violeta. diuréticas. α-terpinol. imortal. suspiro. perpétua-roxa. avermelhadas ou roxas. acetato de elemol. acetato de bornilo. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. lisa e brilhante. PERPÉTUA NOME CIENTÍFICO Gomphrena globosa L. leucoantocianinas e alcalóides. inodoras. saponinas. elíptico-lanceoladas e pilosas. curcumeno. ramos articulares e pubescente. limoneno. Semente cor de café. O óleo essencial contém canfeno. diarréia infantil e problemas de dentição em crianças (179). A parte aérea é diurética e emoliente.

erva-pilão. picacho. OUTRAS PROPRIEDADES • Fornece matéria corante violeta. tônica. erva-de-picão. PICÃO-PRETO NOME CIENTÍFICO Bidens pilosa L. goambú. 5-dihidroxi-6.• Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. cuambú. antiespasmódica. FITOQUÍMICA A planta contém 7 pigmentos. aromática e eupéptica (1). e estados nervosos do coração (215). diurética. emenagoga. paconca. béquica (215). 7metilenedioxiflavonol 3-0-β-D glucosídeo (130). sumo e pó. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de flores por litro de água (257). carrapicho-picão. carrapichode-duas-pontas. carrapicho-cuambu. oftálmica. FORMAS DE USO Folhas e flores. coambi. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante (93). dos quais logrou-se identificar a gomfrerina I e II. ⇒ 10g por litro de água. picão-preto. amarga. cuambri. . • Decocção. carrapicho-agulha. • É altamente ornamental em jardins. piolho-de-padre. febrífuga. pico-pico. distúrbios gastrointestinais e hepáticos. SINONÍMIA Carrapicho. INDICAÇÕES Utilizada para afecções do sistema respiratório (257). fura-capa. picão-do-campo. picão. furacapa. carrapicho-de-agulha. adstringente (130). que são derivados glicosídeos da betanidina e isobetanidina. macela-do-campo. própria para colorizar alguns alimentos (93). picacho-negro. erva-picão. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). tranquilizante. otites (130). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Contém ainda 4.

quercetin-3. 13. perfeitas. glicosídeos de aurona (179) ácido salicílico. colhida antes do florescimento. Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas. • Produção de sementes: cada planta produz 3. Determinou-se na matéria sêca da planta. ereta. Folhas opostas. FITOQUÍMICA Hidrocarbonetos e fitosteróis. cosmopolita. timol. anual.3-diin-5-en-7-ol-acetato). candineno. de ramos dicotômicos. Caule quadrangular. com 2 a 7cm de comprimento. poliacetilenos (ação fungicida e bactericida) (31 1994). os interiores mais compridos que o invólucro. ácido tânico. taninos.3'-dimetoxi-7-0-β-D-glucopiranose) (51). colunar-fusiformes. chalconas. FITOLOGIA Planta herbácea.HABITAT Espécie autóctone da América tropical. cálcio e fósforo (257). Isto permite 3 a 4 gerações por ano (209). áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras. pretos. policatilenos (ação cercaricida). α-felandreno. ácido-p-cumárico.000 sementes. as superiores nem sempre divididas.000 a 6. SOLO Prefere os areno-argilosos. o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pêlos.3m. flavonóides. okanina-3-glicosídeo. fenilacetileno (1-fenil-1. esteróis. férteis. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. com segmentos ovais a lanceolados. α-pineno.64% de substâncias . 5-dentadas. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. as superiores alternas. com corola tubular. todas prontamente viáveis após a maturação. Capítulos de flores tubulares e radiadas. que são fotoblásticas positivas. pecioladas. com 30 a 80cm de altura. mucilagem e bioflavonóides (145).3 x 0. mas ocorre espontaneamente principalmente na primavera e verão. verão e outono. quercetina. limoneno. • Florescimento: primavera. com ramificação dística. aminas. triterpenos. dois glicosídeos (flavona matoxilado . serrados. agudos ou acuminados. • Plantio: outono. liso. que ocorre espontaneamente a beira de estradas. São semeadas diretamente a campo. fenilheptatriino. sais de potássio. úmidos e revolvidos. • Colheita: inverno. sílica. 3-divididas. CLIMA A planta desenvolve-se bem em climas quentes e frios. • Propagação: sementes. glabra ou algo pubescente. ácido nicotínico. desiguais. Aquênios planos.3'-dimetoxi-7-0-α-L-ramnopiranosil-(1→6)β-D-glucopiranose e quercetin-3. Não devem ser enterradas além de 1cm de profundidade. amarelas.

FARMACOLOGIA Antiulcerosa (16). demonstra atividade anti-helmíntica. inflamações da boca e da garganta.71% de fibrosa e 11.62% de lipídicas. úlceras gastroduodenais (179). icterícia. mucilaginosa. 8. assaduras e picadas de insetos (145). amigdalite (68) e engorgitamento das glândulas mamárias (93). o suco mitiga odontalgias. sialogoga (68).99% de não-nitrogenadas. desobstruente do fígado. As raízes combatem cefaléias. tranquilizante. as sementes tostadas são colocadas sobre cortes. antiemética. A fração mineral contém 36. antipirética. 17. INDICAÇÕES As folhas trituradas são utilizadas como cataplasmas sobre feridas e tumores. irritação interna.43% de ácido silícico.77% de óxido de potássio. ATIVIDADE BIOLÓGICA A fenilheptatriina existente na planta. cicatrizante. distúrbios hepáticos. 6. Rhizoctonia solani. As folhas mastigadas controlam aftas. Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium falciparum. hemorragia pós-parto. gastroenterite. antireumática (215). 48. odontálgica (a raiz). amarga. antisséptica. Banhos com o chá da planta controlam irritações da pele (266). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É hipoglicemiante drástica (153. citado por 179). hemorróidas. depurativa (345). antileucorréica (93) e hepatoprotetora. dores osteoarticulares (92). • Compressas: utilizar o suco ou a infusão em feridas. antidisentérica.nitrogenadas.43% de sílica (93). 2. anti-hemorroidária (179). a infusão da planta abranda cólicas. ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta picada em ½ litro de água. faringite. estimulante. antiartrítica. utilizando-se as flores cozidas com açúcar (Duke. • Gargarejo: usar a infusão para amigdalite e faringite. 23. Utiliza-se ainda para resfriados. antiprotozoária (295) e microbiana in vitro frente às bactérias Gram-positivas. vermífuga. o decocto das folhas é útil contra infecções do estômago e rins e para a angina. e serve de antídoto em casos de envenenamento (285). diabete e verminose). diurética. hemostática. úlceras. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa da erva em ½ litro de água fervente. indigestão (153). antidiarréica (as flores) (285). vulnerária. colesterol (345). agentes da malária (51).86% de óxido de cálcio. antiinflamatória. apud 179). tônica do sangue (266). expectorante (285). antiescorbútica (209). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (hepatite. . 266). oftalgias e otorrinalgias. icterícia. A planta apresenta ação hipoglicemiante comprovada por via oral (414). catártica. hepatite (9).69% de ácido fosfórico e 1. O extrato aquoso da planta inteira tem ação hipoglicemiante em ratos com hiperglicemia induzida por aloxano (325) e hipotensiva (Nas. Tomar 1 xícara das de chá a cada 4 horas. antibiótica (145). emenagoga. leveduras e dermatófitos (48).04% de mineral.

É ótima forragem para coelhos. elipsóides e oblongas.o composto mais fotoativo. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. pinhão-dos-barbados. são fototóxicos para as bactérias. nodoso. AGROLOGIA . coriáceo. De vários órgão da planta exsuda um látex branco e acre. pinhão. pinhão-de-purga. grandes. SINONÍMIA Maduri-graça. especialmente o fenilheptatriino . pequenas. base cordada e ápice curtamente acuminado. membranosas. Sementes escuras. TOXICOLOGIA É atóxica para seres humanos porém é altamente tóxica para alguns insetos e larvas (Martinez. lactescente. Flores unissexuadas. Pode ser também utilizado em gargarejos (afecções bucais). viroses. dispostas em inflorescência pauciflora. pião. FITOLOGIA Planta arbórea. fungos. Aplica-se topicamente na forma de compressas em feridas e úlceras (68). fazer abluções ou compressas tópicas. Fruto tipo cápsula. amareloesverdeadas. Depois de frio. apud 179). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Na África é utilizada pelos nativos negros como salada. pinhão-do-paraguai. PINHÃO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Jatropha curcas L. glabras. longo-pecioladas. • Suco: obtido de folhas frescas. • Banho: utilizar a infusão 2 vezes ao dia (vulnerário e anti-séptico). contusas. pulgões e coleópteros (209). As folhas são alternas. Nas Filipinas é utilizada no preparo de uma bebida denominada "sinitsit". caducifolia. manduri-graça. de 3 a 4m de altura e caule grosso. amarelo quando maduro. peão. fungos e fibroblastos humanos em presença de luz solar.• Decocção: ferver 10 colheres das de chá de folhas em 1 litro de água. A planta é hospedeira de vários nematóides. pinhão-manso. mandobiguaçú. Os poliacetilenos existentes na planta. palminérvias. luzes artificiais ultravioletas e fluorescentes branca (439).

As sementes inteiras contém 26% de óleo e as sementes descascadas e frescas 36. ácidos oléico.• Espaçamento: 3 x 3m. sapogeninas. provoca náuseas. PARTES UTILIZADAS Folhas. semente e óleo da semente. linoléico. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. Ungüento preparado com o látex. INDICAÇÕES O óleo é utilizado para o tratamento de dermatites (Oblitas Poblete. O fruto contém glutina. em instilação nasal. TOXICOLOGIA O embrião da semente pode levar à cegueira. contraceptiva (379). são torradas e. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados. Decocção das folhas para banhos e aplicação externa. pleurisia crônica e lombrigas (154). esteárico. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. apud 120). drástica. as sementes. O chá das folhas é utilizado para o tratamento de constipação nasal. hidropisia. ésteres. FORMAS DE USO • • • • Decocção das folhas e sementes.. O látex é utilizado sobre feridas (120). • Plantio: outono e primavera. É ainda utilizada para transtornos gastrintestinais e hepáticos. um princípio sacarino. com capacidade mínima de 300ml. O óleo das sementes induz o aparecimento de tumores de pele. úlceras dérmicas e escoriações (130). vermífuga. FARMACOLOGIA Apresenta atividade hemostática (Kone-Bamba et al. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Purgativa. estanca hemorragias (112). utilizadas para a sinusite. compostos cianogênicos (130).24%. . Óleo: 10 a 12 gotas. mirístico e araquídico (Costa. como purgante (130). antiarrítmica. As sementes produzem um óleo emético e drástico (93). sem o embrião. antibacteriana (120). FITOQUÍMICA As sementes contém 50 a 60% de óleo. ácido málico e curcina (154). febrífuga. como ungüento para curar picadas de insetos e. goma. prisão-de-ventre e constipação nasal. taninos. béquica. palmítico. antidiabética e antiinflamatória (130). emética. alcalóides. apud 120) e estimulante da musculatura lisa. rubefaciente (folhas). dermatites. anticefalálgica (120). parasitoses. toxoalbumina (curcina). contendo substrato organo-mineral. apud 130). Outras espécies de Jatropha apresentaram atividade antibroncoconstritora. • Propagação: sementes. devido às alucinações que produz. na forma de chá ou com leite.

Casos graves resultam em espasmos musculares. pinhão-de-purga. desidratação. PINHÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Jatropha gossypiifolia L. Pétalas obovadas de cor púrpura escura. hiporeflexia. ramificada. • A planta constitui-se em excelente suporte para a baunilha (Vanilla aromatica). SINONÍMIA Batata-de-teú. coma e morte (Horiuchi et al. torpor. Schvarstman. glabrescentes na face dorsal. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.5m. manfuí-guaçú. Folhas alternas. pubescentes. mamoninha. Flores femininas dispostas nas partes baixas da inflorescência com estigma bifurcado. peão-roxo. apud 120). hipotensão. erva-purgante. palmadas. Cálice 5-lobado. composta de flores monóicas. HABITAT Espécie de origem americana que cresce em terrenos ermos. jalopão.dores abdominais. Ahmed e Adam. vômitos. O fruto contém uma semente escura com pintas negras. pinhão-doparaguai. com 8 a 12 estames. . O fruto é uma cápsula ovóide ou subglobosa.. glabras. com 1cm de diâmetro. 5 pétalas livres. pião-caboclo. pecioladas. em baixa altitude.5m de altura. peãopagé. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais. as masculinas na parte superior.5 x 1. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo das sementes pode ser utilizado na fabricação de sabões duros e como combustível para iluminação. FITOLOGIA Planta anual com cerca de 1. 351). raiz-de-teú. hemorragia anal e interna. 3-sulcadas.0 a 1. Inflorescência em cimeira contraída. pião-roxo. embora adapte-se as subtropicais. • É utilizada na fixação de dunas e como cercas-vivas (93). truncada em ambos os extremos. separando-se facilmente em carpelos 2-valvos (120. 3 a 5 partidas ou lobadas. diarréias e depressão do sistema respiratório e cardiovascular. As bebidas alcoólicas constituem-se em antídotos dos efeitos tóxicos (130). pinhão-bravo. ciliadas ou glandulíferas na margem. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. peão-curador.

• Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. vomitiva (o óleo da semente). γ-butiri-lactona-2-piperonilida. vulnerária. alcalóides. inibição dos tumores . A atividade é atribuída a jatrofona (217). antagoniza as convulsões induzidas por estrecnina. 3. Os ramos contém lignanos. O extrato etanólico das folhas apresenta atividade depressora do sistema nervoso central (via intraperitonial) e uma leve ação anticonvulsionante em ratos com convulsões induzidas por metrazol. purgante.4-β-epoxijatrophatriona. antidiabética. Os ramos e caule apresentam atividade antimicrobiana in vitro contra Escherischia coli (85). A folha contém histamina. carcinoma de Walker. atividade sobre o vírus citomegalo e Sindbis. FITOQUÍMICA Flavonóides. apud 179). 442). jatropha-factor G-2. mordida de animais peçonhentos. nefríticas e hepáticas e para úlceras gastrintestinais (303).. via intraperitonal. 329). antihelmíntica (folhas) (179).4-δ apoxijatrophatriona. vomitiva.3-bishidroximetil-6naftaleno. álcoois alifáticos de cadeia larga e palmitona (81). em ratos. causador da malária (156. • Colheita: inicia 1 a 2 anos após o plantio. Extratos etanólicos a 95% das raízes apresentaram atividade antitumoral em ratos portadores de leucemia P-338. contendo substrato organo-mineral. vitexina. taninos. diurética (425). anticatarral. Substâncias específicas: apigenina. As mudas podem ser preparadas semeando-se em bandejas de isopor ou saquinhos plásticos. diurética (351). 3. jadaina. O extrato etanólico da raiz. O extrato das folhas é inativo (2).3. sendo que as sementes contém curcina. jatropina. INDICAÇÕES É útil para o tratamento de feridas. anti-hidrópica e antitérmica (120). prasanthalina. jatrofona. O extrato acuoso da folha (15µg/ml) mostrou-se ativo contra Plasmodium falciparum. obstruções das vias abdominais e gripes fortes (120). Os extratos acuosos e etanólicos da planta inteira apresentam atividade moluscicida frente a Bulinus globulus (3). FARMACOLOGIA Observou-se efeito hipoglicemiante in vivo em ratas tratadas com dexametasona (Llanes et al. uma proteína tóxica e ésteres diterpênicos de forbol (49). ATIVIDADE BIOLÓGICA O diterpeno apresenta atividade antiprotozoaria . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiasmática (as flores). • Plantio: outono e primavera. 217.• Propagação: sementes. 12-desoxi-16-hidroxiphorbol. anti-reumática. antiartrítica. iso-vitexina e taninos. derivativa (93). 2-δ-hidroxijatrofona. 425. saponaretina e vitexina (81. 2. jatropholonas A e B. A planta é ainda utilizada para cólicas estomacais. laxante. purgante. antiinflamatória. sarcoma 180 e WM 256 e adcarcinoma pulmonar de Lewis. saponinas e histamina.4-δ-epoxi-jatrofona. As raízes e sementes contém terpenos e lignanos. Apresenta atividade antibiótica contra Microsporum cani e Microsporum gypseum.

aplicado topicamente. por ser estimulante da musculatura uterina (329). O contato com a planta pode provocar severas reações alérgicas e a seiva pode causar dermatites (124). CLIMA É de clima subtropical. FAMÍLIA BOTÂNICA Melastomaceae.4m. suculenta. As extremidades do ramos é avermelhada ou arroxeada. adaptando-se também ao tropical. Semear em bandejas de isopor contendo substrato orgânico. medindo cerca de 0. lanceoladas. com duas nervuras principais originárias de uma mediana. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em por toda mata Atlântica sul-brasileira. perene. violácea. DL50. O óleo da semente.3 a 0. com cerca de 60 a 100cm de altura. in vitro do extrato etanólico utilizando Artemia salina foi de 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Os rebentos . pubescente. em matas secundárias. capoeirões e capoeiras.0mg/ml). acuminadas. lavar as sementes em uma peneira. Flores alvo-pubérulas dispostas em panículas terminais agrupadas nas extremidades dos ramos. PIXIRICA NOME CIENTÍFICO Leandra purpurascens Cogn.5cm de diâmetro. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (351). sob água corrente. • Propagação: sementes e rebentos da raiz. causa irritação na pele (4).80 x 0. Fruto tipo baga. As folhas são longopecioladas. É esciófita. atividade moluscicida contra Biompholaria glabrata (179).0mg/ml (329). ereta. Os frutos. base obtusa ou arredondada. devem ser deixados fermentar por até 3 dias. As folhas medem cerca de 8 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura.em disco da batata (LC50=3. quase negra. SOLO Prefere os solos areno-humosos e úmidos. FITOLOGIA Planta arbustiva. As sementes não devem ser utilizadas (303). Após. opostas. colhidos maduros. A dose letal média. O extrato etanólico da raiz (95%) apresenta atividade citotóxica in vitro (217). O caule é cilíndrico e muito viloso. pubescentes em ambas as faces.

prostrada. vivaz. lisos. perene. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. opostas. tubuloso. hortelã-da-folha-miúda. redondo-ovaladas. poejo-das-hortas. O cálice é viloso. curtamente pecioladas. As folhas são pequenas. SINONÍMIA Erva-de-são-lourenço. poejo-real. em numerosos verticilos. crescendo subespontaneamente em solos úmidos. • Consórcio: O cultivo da pixirica juntamente com espécies de maior porte. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são usadas para regular o rítimo cardíaco. obtusas ou subagudas. A planta exala um aroma peculiar. SOLO . sublabiado. composta de flores lilases.podem ser enraizados em substrato organo-mineral. POEJO-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Mentha pulegium L. multifloros. FITOLOGIA Planta herbácea. abrigados sob sombrite a 70% de sombra. os dois inferiores mais estreitos. todos axilares. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos. aromáticas. A inflorescência é racimosa. Popularmente é também utilizada como hipocolesterolêmica. infecções urinárias e genitais e externamente são utilizadas no tratamento de moléstias de pele (215). denticuladas ou quase inteiras. permite que a planta desenvolva-se melhor. HABITAT Espécie alóctone. pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50cm em altura. Carpelos ovóides. menta-selvagem. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. com irrigação diária. • Plantio: outono e primavera. poejo. bastante compactos. com a goela fechada por pêlos coniventes. com 5 dentes desiguais. porém há muito tempo adaptada às condições brasileiras. que proporcionem alguma sombra. originária da Europa.

embaraço gastrointestinal. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio. timol e eugenol (120). acetato de metila (257). bem curtido. balsâmica.3 x 0. catarro. pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. • Plantio: primavera e outono. proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. acidez do estômago. vermífuga (93). enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera. casca de arroz. antigripal (145). lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm. perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda. fermentações. amebicida e tônica (1). carvacrol. analgésica. mentona-piperitona. no inverno. expectorante. • Mulching: para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade. palha. piperitenona.As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade. antidiarréica (32). anti-hidrópica (257). bronquite (68). dores reumáticas. pois melhora a qualidade do produto colhido. cicatrizante. INDICAÇÕES Indicada para debilidade do sistema nervoso.3m. etc. coqueluche. digestiva (294). • Propagação: ramos radicantes e rizoma da planta matriz. • Colheita: é dificultada. que são plantados diretamente em canteiros. antiespasmódica. dipenteno. o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto. emenagoga. enjôo. hidropisia (32). arroto. béquica. FORMAS DE USO . • Adubação: a planta responde bem à adubação orgânica. carvona. óleo essencial de poleganona (94%). antisséptica (258). A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. FITOQUÍMICA Pulegona. Utilizar 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. no inverno. • Desenvolvimento: no inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados. mentol. Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo. • Hidroponia: é bastante indicada para o cultivo hidropônico. O caule é extremamente radicante. resfriado. anestésica. insônia (145). diaforética. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. eupéptica. borneol. flavonóides. Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso. giardicida. cineol (145). trichomonicida. fenol. tanino. (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa.). estomáquica. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Solos ácidos são prejudiciais à planta.

estimula as funções gástricas (258). elípticas. var. presente na planta. O borneol. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia. aspirina. • Colutório: ferver por 2 colheres das de sopa da planta em ½ litro de água.) Smith e Downs. especialmente nos três primeiros meses (258). variegadas em tonalidades de verdes. PRESUNTO-COM-OVOS NOME CIENTÍFICO Althernanthera ficoidea (L. inteiras. é contra-indicado para grávidas. SINONÍMIA Anador. de ramos finos. Tomar 1 a 2 xícaras por dia.• Infusão: ⇒ colocar 20g da planta fresca em 1 litro de água ou 4 a 5g por xícara das de chá.) R. O infuso. ascendente. periquitinho. ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara das de chá. (385). mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano (294). medindo cerca de 20 a 25cm de altura. Apagar o fogo e abafar por 15 minutos. • É utilizada para o preparo de licores (163). pecíolo com metade . opostas. ⇒ 15g de folhas e flores em 1 litro de água. é tóxica. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. Coar e adicionar 1 copo de vinagre. se tomado 10 minutos antes das refeições. As folhas são simples. HABITAT Espécie autóctone. A pulegona. Tomar 3 xícaras ao dia (68). FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta afugenta pulgas e mosquitos. em altas doses. periquito-ameno. afetando principalmente o fígado (145). FITOLOGIA Planta herbácea perene. amoena (Lem. juntamente com o suco de 1/2 limão. presente na planta. mais largas na metade ou em baixo. Fazer bochechos (294). glabras. nativa das regiões tropicais do Brasil. Br. • Pó ou xarope: tomar 3 vezes ao dia (vermes). • Decôcto: ferver 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara das de chá. multi-ramosa. radicante.

latryrroides (H. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. verão ou outono. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada como ornamental. • Propagação: segmentos dos ramos radicantes e divisão de ramos da cepa. • Colheita: inicia aos 5 a 6 meses após o plantio. erva-pombinha.) G. • Raleio: o excesso de brotação dos ramos deve ser contido para não resultar em declínio da planta matriz.do tamanho do limbo pinatinervado. ssp. pomares. saudade-da-mulher. quebra-pedra-branco. K. constituindo-se em invasora de hortas. dispõem-se em espigas axilares. PARTES UTILIZADAS Folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiálgica e antiinflamatória. de coloração amarelo-pálido. Fruto suborbicular contendo 1 semente avermelhado-castanha (401). • Adubação: 3kg/m2 de estrume de gado ou composto orgânico. B. . quebra-panela. em bordadura de canteiros de jardins. L. furaparede. Esta operação de raleio proporciona a obtenção de novas mudas para plantio. sésseis e glomeradas. conami. erva-pombo. • Plantio: primavera. saúde-da-mulher. espinhosas. viveiros. arrebenta-pedra. jardins e áreas ruderais. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. Parece desenvolver-se melhor em regiões tropicais. filanto. SINONÍMIA Arranca-pedras. que são enraizados em substrato organo-mineral ou implantados diretamente em canteiros. Webster. saxífraga. principalmente em planícies litorâneas.3 x 0.25m. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus niruri L. As flores.

quercitrina. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FITOQUÍMICA • Lignanos: lintetralina. hidroxinirantina. • Propagação: sementes. filnirurina. filtetrina e hidroxilignanos. kinokinina.2m. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. arredondados. areia. revirados no ápice. estilos curtíssimos. com 3 anteras. alternas. kaempferol-40-α-L-ramnosídeo. • Crescimento espontâneo: verão. eriodictiol-7-αL-ramnosídeo. • Flavonóides: astragalina. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos.FITOLOGIA Planta herbácea. quercitina. solitárias. . membranáceas e glabras. As flores são diminutas. vivaz. nirfilina. com estípulas. pecioladas. filtetralina. Tolera solos pobres. nirantina. com râmulos peniformes. com as glândulas co-implantadas na base. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. medianamente férteis e pouco ácidos. Coluna estaminal inteira. as masculinas gêmeas. Esta espécie caracteriza-se pela folha assimétrica de base achatada. rutina. É esciófita. esverdeadas. resistente e avermelhado As folhas são simples. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. Cálice frutígero com lacínias estreitas e obovais. pequenas. ovaladas. hipofilantina. curto-pediceladas nos dois sexos. Cápsulas deprimidas. nirurinetina. barro. e as femininas. nitrantina. muito pequenas. com 6 sementes retorcidas longitudinalmente. de glândulas livres e orbiculadas. isolariciresinoltrimetil éter. mas adapta-se às áreas ensolaradas. Colhe-se preferencialmente as ponteiras da planta. Desenvolve-se melhor à sombra. CLIMA Adapta-se a uma ampla faixa de temperatura. seco-4-hidroxilintetralina. fisetina-41-0-β-D-glucosídeo.30 x 0. isoquercitrina. nirtetralina. nirurina. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. SOLO Prefere solos com alguma umidade. crescendo até mesmo em rachaduras de calçadas. filantina. nirurim. monóicas. • Pragas: formigas e lagartas. com diminutas estrias transversais. isolintetralina. pedras e pedaços de plantas diferentes. colhendo-se a planta inteira. na primavera. ereta. desde as temperadas até as tropicais. Semeia-se diretamente em canteiros. costadas. ao longo do ano. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. nitretalina. com porte de 20 a 50cm de altura. 2-lobos. menos as raízes. O caule é cilíndrico. ninurinetim. localizadas nas axilas dos folíolos.

ácido salicílico. estradiol. antihepatotóxica e antagonista endotelino (186). filocrisina. • Terpenos: cimeno. 420. 421. antilítica (68). vitamina C. • Alcanos: triacontan-1-al. infecções pulmonares. 190. dotriancontanóico. FARMACOLOGIA Antiinflamatória. xantoxilina. hiporilantina. Verificou-se que o extrato aquoso da planta inibe a o vírus tipo-1 da imunodeficiência (HIV-1-RT) in vitro (304). O pó da planta inteira. taninos. na dose de 200mg/kg. 198. cineol. linalol. INDICAÇÕES É usada no tratamento da diabetes. 369. antidiabética. 118. furosina. hipertensão arterial (130). • Lipídeos: ácido ricinoléico. 4-metoxi-norsecurinina. feridas. hemorragias. filantidina. antiictérica. tônica. 290. da boca e da garganta (64). via intragástrica revelou efeito anti-hepatotóxica em ratas e anti-hipercolesterolêmica (421). 332. inapetência (68). afecções urinárias. 410. 386. icterícia (290). adstringente. 9. A Central de Medicamentos do Brasil (CEME) realizou testes clínicos e pré-clínicos com a planta. gota (145). • Benzenóides: salicilato de metila. antiespasmódica (79). ácido úrico. 64. anticancerígena (130). • Outros: dibenzilbutirolactona. afecções do fígado. 130. filesterina. 130). 79). hepatoprotetora (417). glochidona. afecções da próstata (32). 210. O extrato etanólico demonstra atividade antiviral contra o vírus da hepatite B (410). analgésica (10. da pele. desobstruente. ácido elágico (5.• Alcalóides: norsecurina. albuminúria (242). sedante. aperiente (145). antisséptica. amenorréia (184). 438). geranina. verificando sua ação preventiva na formação de cálculo renal. As folhas e as sementes são tônicas e febrífugas (93). febre palustre. galato de etila. flantine. estomáquica. O chá concentrado das folhas atua como emético (378). A ação analgésica e relaxante muscular dos alcalóides favorecem a eliminação de urólitos (258). . gelato de metila e de etila. antialérgica (420). 79. litíases renais. antivirótica. bem como litogênica (56). 178. • Triterpenos: lupeol-acetato e lupeol. antiblenorrágica. 396. 24-isopropil-colesterol. hipoglicemiante (130) anti-hipertensora. nirurina. citostática. 359. filalvina. hepatite-B (426. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética (9. linoléico e linolênico. 384). entnorsecurinina. úlceras. 64). filocrisina. • Alcalóides pirrozilidínicos: norsecurinina. antinefrítica (8). gangrenas. nor-ent securinina. 21. triacontan-1-ol. inibidora da transcriptase reversa do HIV (332). limoneno. diurética (103). relaxante muscular (258). antiinfecciosa das vias urinárias (9. catarros vesicais. antitumoral (130). 397. geraniina. 398. 318. ácido repandusínico. • Alcalóides indolizidínicos: nirunina filantina. contusões. disenteria (311). fortificante do estômago (242). 4-metoxi-norsecurina. cólicas renais. hirtetralina. cistite (128). 82. niruside. 184. cimol. anti-hidrópica (215). 374. inibidora ACE. saponinas. securimina. purgativa. • Esteróides: β-sitosterol. sudorífica. 399.

⇒ colocar 2 plantas inteiras em ½ litro de água. ⇒ ferver 10 a 20g da planta em 1 litro de água. São reportadas ainda ação antihiperglicêmica (184). Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (68). na dose de 1mg/ml revelou efeito nematicida contra Toxocara canis (210). HABITAT . antimicrobiana contra Pastereulla pestis e Staphyllococus aureus (90). Tomar 3 xícaras ao dia (8). Para a eliminação do cálculo renal. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é utilizada externamente como inseticida de pulgas e piolhos (154). QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus tenellus Roxb. Tomar 3 xícaras ao dia (8). durante 3 semanas. ⇒ Diabetes: 75g/litro. tomar o chá a vontade durante o dia. • Infusão: ⇒ colocar 1 xícara das de cafezinho da planta fresca picada em 1/2 litro de água. Tomar 2 xícaras ao dia. Tomar várias vezes ao dia. suspendendo por duas semanas o uso do decocto após 10 dias de tratamento contínuo (relaxamento dos ureteres). erva-pombinha. ⇒ Diurese: 35g/litro. ⇒ Distúrbios renais: 30g/litro. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. SINONÍMIA Arrebenta-pedra. no mínimo (145). Tomar 3 xícaras ao dia. Tomar 1 xícara das de chá 6 vezes ao dia (258). TOXICOLOGIA Abortiva e purgativa em altas doses (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. ⇒ Câncer: 40g/litro. Ferver. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ ferver durante10 minutos 10g da planta picada em 1 litro de água.ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção da planta.

PARTES UTILIZADAS Planta inteira. As sementes. dispostas alternadamente. Frutos esquizocarpos. aerados.Espécie autóctone do Brasil. diurética (94). Ocorre em áreas ruderais. com flores apétalas. β-sitosterol (370). margem lisa. estigmasterol. Caule cilíndrico. muito comum na região Sul. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. curto-pecioladas. glabras. . • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. pedras e pedaços de plantas diferentes. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. Sementes cuneiformes. base e ápice arredondados. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. 3-sulcados.8cm de largura. esverdeado a amarelado.0 a 1.2m. Os ramos que partem do caule apresentam fileiras de folhas. de sépalas esbranquiçadas e diminutas. jardins. ereta. antiálgica (369). simétricas. mas nunca encharcados e muito ácidos. férteis.6 a 0. esterol. colhendo-se a planta inteira. FITOLOGIA Planta herbácea anual. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento da glicosúria (242). coriáceos. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. Inflorescência monóica e axilar.30 x 0. barro. areia. As folhas caulinares são rudimentares (escamas). É umbrófita. lisas. estouram à guisa de pipoca. flavonas. • Pragas: formigas. quando postas ao sol. apud 79). • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ao longo do ano. • Crescimento espontâneo: verão. de coloração cstanho-clara. SOLO Prefere solos revolvidos. verde. globosos. hortas e em áreas agrícolas. • Propagação: sementes. medindo 1. campesterol (Niero. litotríptica e diurética (93). resistente. ácido gálico. com 40 a 60cm de altura. elípticas. Semeia-se diretamente em canteiros.5cm de comprimento por 0. glabros. flavonóis e ácidos fenólicos (138). com tegumento crustáceo. FITOQUÍMICA Terpeno (148). avermelhado na base e verde nas partes jovens. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória.

As folhas são alternas. ao longo do ano. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. colhendo-se a planta inteira. As flores são diminutas. muito curto-pecioladas. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus urinaria L. 170). Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. globoso. lembrando uma folha pinada. preferencialmente no verão. Produz frutos maiores que a espécie P. • Propagação: sementes. Fruto tipo cápsula. proeminentemente dispostas em duas fileiras. FITOLOGIA Planta herbácea anual. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. . As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. areia.30 x 0. as vezes perene. • Pragas: formigas. O caule é glabro e normalmente púrpura. tenellus. amareladas. capoeiras e bosques. pedras e pedaços de plantas diferentes. HABITAT Espécie autóctone que vegeta espontaneamente em áreas ruderais. barro. PARTES UTILIZADAS Planta inteira.FARMACOLOGIA Apresenta atividade analgésica e antiinflamatória (370. sem pedúnculo.2m. • Crescimento espontâneo: primavera. levemente comprimido e espiculado. niruri ou P. monóicas e solitárias nas axilas. • Florescimento: abril a agosto. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. Semeia-se diretamente em canteiros. que cresce de 20 a 30cm em altura. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação.

Utilizada nas infecções urinárias e da garganta. edema nefrítico. rutina (10). oftalmia e doenças hepato-biliares. Vibrio parahacmolyticus. calças-de-velho. triterpeno. quercitina (318). Staphylococcus aureus (100). Salmonella typhymurium. FORMAS DE USO • 8 a 16g/dia. barbaço. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato hexânico da planta apresentou forte atividade antimicrobiana contra Eischerichia coli. inibidora ACE e antialérgica (420). FARMACOLOGIA Apresenta atividade antiinflamatória. em locais úmidos. marasmo infantil. . 433). aftas. Shigella flexneri. taninos. 318) antilipoxigenase (339). calção-de-velho. terrenos baldios e até à beira das estradas. diarréia. β-amirina (339). enterite. conjuntivite. branqueja. para gargarejos. purificante do fígado e demulcente. eczema infantil da boxexa. na forma de decocção ou 20 a 40g/dia utilizando as folhas verdes na forma de suco misturado com um pouco de sal. Proteus vulgaris. Klebsiella pneumoniae. verbasco-do-brasil. impetigo. ácido elágico (386). mordida de centopéia e cobra. benzenóide (292. artralgia. febre. QUITOCO NOME CIENTÍFICO Pterocaulon virgatum DC. β-sitosterol (371). analgésica (10. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente o sul do Brasil. esterol. inibidora da aldose redutase (386). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.FITOQUÍMICA Flavonóides. SINONÍMIA Alecrim-das-paredes. 375. alcalóides e substâncias amargas. cumarina. A planta apresenta forte ação antiinflamatória e antiálgica (371). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana. tingui. barbasco.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são carminativas. As flores são esbranquiçadas. RAIZ-FORTE NOME CIENTÍFICO Armoracia rusticana G. de cerdas moles. SOLO Desenvolve-se em quase todos os tipos de solos. O fruto é um aquênio miúdo. arenosos e ácidos. castanho. quando maturas. É heliófita. providos de brácteas involucrais estreito-lanceoladas e branco-pubescentes. metrite. paniculados. • Florescimento: janeiro a abril. denso-corimbosos. atua como estimulante (32). oblongas. sésseis. Caule anguloso. CLIMA A planta é de clima subtropical. • Espaçamento : 0. subgloboso. Prefere temperaturas amenas. com densa pubescência lanuginosa. pilosas em ambas as faces.FITOLOGIA Planta herbácea ou sublenhosa. sésseis. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito rústica. dotado de alas membranáceas verdes. . lanceoladas. Sch. que cresce até 2. A infusão das raízes é diurética (242). medindo 8 a 12cm de comprimento por 2 a 3cm de largura.8 x 0. cilíndrico. INDICAÇÕES Indicada para a bronquite (257). • Plantio: setembro e março a abril. lenhoso na base e fibroso nas partes superiores. • Colheita: 160 a 180 dias após o plantio. ereta.4m. Em banho. A planta é ainda anti-reumática e béquica (257). quando novas. perene.M. de preferência os úmidos. estreitas. denteadas e decurrentes. membranáceas.5m de altura. contendo várias sementes. resolutivas e digestivas. resfriado e dores do corpo (271). As folhas são alternas. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. • Propagação: sementes. pode ser implantada nos solos mais pobres e acidentados da propriedade. afecções hepáticas. dispostas em capítulos subglobosos. Semear em bandejas de isopor com substrato organo-mineral.

diurética por excelência (128) e antiescorbútica (93).500 a 3. O topo do propágulo é cortado horizontalmente. AGROLOGIA • Espaçamento : 30cm. SOLO A planta adapta-se a maioria dos solos. As folhas caulinares são lanceoladas. • Época de plantio: outono-inverno. denteadas ou recortadas. Embora possam ser plantados diretamente em canteiros. Evita-se. As flores são brancas. medindo 30 a 35cm de comprimento por 8 a 10cm de largura. com cerca de 40 a 50cm de altura. Prefere solos de aluvião. espessas.FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. alongadas. em bisel. brilhantes. não há necessidade de adubações pesadas ou freqüentes. desta forma. Folhas oblongas. • Os japoneses utilizam na forma de pó no sashimi. FITOLOGIA Planta herbácea perene. São plantados à profundidade de 10 a 12cm.000kg/ha (263). tetrâmeras. . férteis e friáveis. rebentos da raiz. SINONÍMIA Creem. • O sabor torna-se menos picante quando agregada ao creme de leite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. creneladas. deve-se fazer uma adubação no verão. Por ser perene. enraizando os propágulos em substrato organomineral. Incorporar ao solo 3kg de cama de aviário ou 5kg de composto ou húmus de minhoca ou estrume de curral. sobretudo de frutos do mar e carnes frias. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. levemente úmidos. a ocorrência precoce de lagartas que comem os brotos novos. • Adubação: embora a planta seja grande extratora de nutrientes do solo. vermífuga. associado à 100g/m2 de superfosfato natural. compensando as estiagens com irrigação. verde-escuras. enquanto a base. • Propagação: divisão da cepa. é recomendável produzir as mudas em viveiros telados. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. • Produção: 1. porém nunca em solos arenosos estéreis e argilosos compactados ou com camadas de adensamento. laxativa. Os propágulos de raiz devem ter cerca de 12 a 15cm de comprimento e a espessura de um lápis. soltos.

bem drenado. de caule foliáceo. ovadas. Escamas verdes. SINONÍMIA Bastão-do-imperador.ROSA-DE-PORCELANA NOME CIENTÍFICO Nicolaia elatior. • Florescimento: outubro a maio. glabras. Escapo floral com 70 a 80cm de comprimento. ovadas. frouxas. agudas na base ou inequilátero-arredondado. rizomatosa. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o cultivo. • Propagação: sementes e rebentos do rizoma. É heliófita. flor-da-rendenção. medindo 60 a 80cm de comprimento por 15 a18cm de largura. textura média. obtusas. lanceolado-oblongas. rico em matéria orgânica AGROLOGIA • Espaçamento : 2. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 100g de fosfato natural. agudas. enquanto que os rebentos podem ser plantados diretamente a campo. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. que cresce de 2 a 4m de altura. Sunda e Java. • Plantio: primavera e verão. PARTES UTILIZADAS . Fruto cápsula cônico-irregular de 2cm de diâmetro. HABITAT Originária das Ilhas Célebe. culminado por um capítulo adensado piramidal de cerca de 10cm de comprimento. acuminadas. As sementes são semeadas em substrato organo-mineral. FITOLOGIA Planta herbácea. Brácteas internas estreitas. cerosas. Brácteas externas vermelhas. CLIMA Tropical úmido. Folhas longo-pecioladas. carnosas. lanceolado-oblongas. SOLO Fértil.5m.5 x 2. Semente preta revestida por arilo hialino.

santos-filhos. FITOLOGIA Planta herbácea anual. principalmente em solos argilosos. decurrente pelo pecíolo. SOLO . linear-lanceoladas. macaé. pau-pra-tudo. os laterais apenas reduzidos e dentiformes. erva-macaé. SINONÍMIA Amor-deixado. Folhas opostas. chá-de-frade. cardíaca. com lobos do cálice espiniforme. sertão. lavandeira. erva-dos-zangões. mané-magro. A planta está amplamente disseminada no sul do Brasil. caule e ramos quadrangulares e pubescentes como as folhas e inflorescências. lavanderia.20m de altura. com cerca de 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o reumatismo e dores musculares. cordão-de-são-francisco. roças e capoeiras. ana-da-costa. simples.0 a 1. erva-do-santofilho. estrela. mané-turé. porém adapta-se bem às regiões subtropicais. lobos mais ou menos longo-acuminados. totanga. róseas. pasto-de-abelha. ocorrendo subespontaneamente como invasora de lavouras. As flores são pequenas. erva-de-macaé. joão-magro. coração-de-frade. originária da Sibéria. base longo-cuneiformes. RUBIM NOME CIENTÍFICO Leonurus sibiricus L. erva-dos-santos-filhos. erva-das-lavadeiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. até leve ou profundamente trilobadas. quinino-dos-pobres. axilares. pomares. CLIMA É de clima temperado. marroio. lavantina. Tolera o sombreamento. mamangava. levantina.Rizomas. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são consideradas uma das mais belas do mundo. HABITAT Espécie alóctone. cordão-defrade-menor. sésseis e fasciculadas.

antihemorroidária. cólicas intestinais (68). As flores. FORMAS DE USO E FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 2 xícaras das de café de álcool e uma xícara das de café de água com 1 punhado da erva fresca picada. irritação do estômago e intestino. Pode ser também aplicada em articulações inflamadas. agitando com frequência. anti-hipertensora (215) e vermífuga (271). dores varicosas. FITOQUÍMICA Flavonóides (0.11%). úlceras (271) embaraço gástrico. • Infusão: colocar 20g de folhas ou flores secas em 1/2 litro de água. diurética. antidiarréica. adicionar 2 xícaras das de cafezinho de açúcar e homogeneizar. INDICAÇÕES Usada no tratamento da gastroenterite. • Colheita: inverno. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Tomar 3 vezes ao dia. . antiúlcera e antiedemática do extrato etanólico liofilizado (338). • Uso externo: friccionar as folhas frescas sobre as partes afetadas (anti-reumático). • Florescimento: inicia a partir de julho. estomáquica.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. que tem aroma de óleo de bacalhau. inapetência.3m. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. A germinação espontânea das sementes ocorre de março a junho.Prefere solos úmidos e argilosos. febrífuga. anti-reumática. gripe. Coar e armazenar em vidro escuro.58 a 1. erisipela e doenças de pele (215). FARMACOLOGIA Não se constatou a atividade antibacteriana.8 x 0. aperiente. crianças . béquica. resfriado. • Produção de sementes: início de agosto. cardiopatias. com boa fertilidade. Adultos . que podem ser semeadas diretamente a campo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Febrífuga. • Propagação: sementes. antiemética (68) antiasmática (209). são usadas para o tratamento de bronquite e coqueluche (258). taninos (0. antiinflamatória interna e externa.78 a 1. eupéptica. gripe intestinal. leonurina e óleo essencial (257).24%). afecções do estômago e intestino. Deixar em maceração por 7 dias. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara das de cafezinho de água fervente e abafar. Coar. antiemética (242).1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). Tomar uma colher das de café do preparado diluído em água. febre palustre (93).

preta. imparipenadas. sabugueiro-da europa. verão e primavera. As flores abortam antes da formação de frutos. Em ambos os casos. O suco do fruto é vermelho-sangue. dotada de medula branca e com lenticelas na casca. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. verrucoso-pardacenta. Repetir anualmente. HABITAT Espécie autóctone. • Propagação: rebentos das raízes da planta matriz e estacas. actinomorfas. FITOLOGIA Arbusto ou arvoreta perene que cresce de 3 a 4m. As mudas são muito suculentas. murchando facilmente se forem deixadas ao sol. sabugueiro-negro. • Plantio: outono. Fruto tipo baga. terminais e perfumadas. enraizar em substrato organo-mineral e aclimatar em viveiro com sombrite 50 a 70%. SINONÍMIA Sabugo-negro. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae. SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus nigra L. É ramificada. misturada com 100g de fosfato natural. . hermafroditas.OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é insetífuga. compostas de 5 a 7 folíolos ovado-acuminados e denteados. luzidia. Inflorescência cimeiracorimbiforme de flores esbranquiçadas. no Litoral de Santa Catarina.0m. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados. globulosa. com irrigação diária. • Florescimento: o ano todo. de caule esverdeado no primeiro ano e posteriormente fibroso e endurecido.0 x 2. de origem eurásica. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. • Adubação: 3 a 4kg/cova de plantio de cama de aviário. As folhas são opostas. contendo 3 sementes pequenas. sabugueirinho. glabras.

As flores são indicadas para enfermidades eruptivas (sarampo. podendo. FORMAS DE USO • Uso interno: 8g de flores em 1 litro de água. catapora. O fruto purifica o sangue e limpa os rins (32). porém quando secas perdem a propriedade laxante. frieira. obstipação. ser feita durante todos os meses do ano. cascas ou raízes em 1 litro de água. As folhas são indicadas no tratamento de furúnculo. doces e sopas.• Colheita: inicia-se 8 meses após o plantio. béquica. 10 a 15g de folhas. inflamações superficiais da pele. • A medula do caule é empregada em microscopia para o preparo de cortes de precisão em experimentos de física eletrostática. antiespasmódica (283). cascas e raízes. sambunigrina. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Padrões comerciais: folhas e flores comercializadas separadamente e isentas de impurezas. rubéola). amarela. FITOQUÍMICA Colina. As folhas são úteis contra a hemorróida. arteriosclerose. anti-hidrópica (271). a raiz e as folhas são indicadas para o tratamento de retenção de urina. laxativa. As flores são eméticas e catárticas. • As flores são utilizadas em camadas alternadas para a conservação da maçã e para conferir aroma de moscatel em vinho branco. emoliente. mucilagem e vitamina C (9). bronquite. escarlatina. . expectorante. • Os galhos fornecem matéria corante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É sudorífica. Indicada ainda para abcessos. febrífuga. 50g de folhas. • Os frutos são comestíveis. cascas ou raízes (32). depurativa. oftalmias. taninos. epistaxe. A casca. diurética. anti-reumática e cicatrizante (128). erisipela. antigripal. a partir daí. PARTES UTILIZADAS Flores. quercitina. rutina. gota. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas apresentam ação inseticida (93). cistite. • A planta é ornamental. folhas. queimadura (93). podendo ser utilizados no preparo de bebidas vinosas. escura ou verde-maçã (380). • Uso externo: 30g de flores em 1 litro de água. terçolho e tabagismo. • Das sementes se extrai um óleo de uso industrial (283). INDICAÇÕES Utilizada no tratamento do resfriado e angina (271).

em capoeiras ou vegetação secundária. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. sabugueirinho. • Plantio: outono. aromáticas. Ocorre espontaneamente em orlas ou clareiras de matas. apresentando 7 a 13 folíolos ovadoacuminados e denteados. originária do sul do Brasil. As flores são alvas. férteis e ricos em matéria orgânica. • Colheita: cerca de 6 meses a partir do plantio. em média. com capacidade de 300 a 400ml. bem drenados.SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus australis Chamisso e Schechltendal. ramificada. contendo substrato organo-mineral. alternas. glabras. com cerca de 4 a 6m de altura. mantidas sempre úmidas. por ocasião da floração. É heliófita e higrófita. Semear em saquinhos plásticos perfurados. pinatífidas. As cascas são colhidas após a florada. dispostas em umbelas paniculadas. • Florescimento: novembro a dezembro. sabugo-negro. PARTES UTILIZADAS Folhas. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. perene. Folhas compostas. O fruto é uma baga de coloração roxa. mas que pode atingir até 10m de altura e diâmetro na base do caule de 10 a 25cm (331). primavera e verão. flores. frutos e raízes. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae SINONÍMIA Acapora. sabugueiro-do-rio-grande. SOLO Prefere solos profundos. HABITAT Espécie autóctone. O gineceu é composto por 5 lóculos. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arvoreta. • Propagação: sementes e estacas de ramos. CLIMA É de clima subtropical à temperado ameno. quando matura. As mudas são transplantadas do viveiro para o campo após 60 dias de aclimatação. FITOQUÍMICA .

cicloartenol. sarampo.Colina. As flores são sudoríficas. folha-de-costa. catarros. anti-reumáticas. • As folhas são insetífugas (93). depurativas (344). crenadas e espiraladas. As folhas são grandes. com cerca de 30 a 40cm de comprimento por 10cm de largura. fortunão. béquicas. ascites (casca). A casca da raiz é drástica. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. excitantes. resfriados (257). lanceoladas. béquicas e antiespasmódicas (257). orelha-demonge. locais úmidos. coração. taninos. sombreados. purgativas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são febrífugas. Dos lóbulos marginais do limbo formam-se brotações de novas plantas. sudoríficas. . FITOLOGIA Planta suculenta perene que cresce 40 a 60cm em altura. emolientes. Inflorescências terminais ramificadas. HABITAT Espécie alóctone. eméticas e emenagogas. isoquercitinas e sambicianina (257). quercitina. diuréticas. anti-reumáticas (93). opostas. mucilagem. diaforéticas. pulmão. originária de Madagascar. sambunigrina. frágeis. antiasmáticas. A planta apresenta ainda propriedades cicatrizantes. crescendo melhor sobre detritos orgânicos em decomposição. As folhas mais velhas são recurvadas. com flores amarelas e tubo róseoavermelhado. lupeol. rins e fígado. folha-grossa. SAIÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe gastonis-bonieri Ha. febrífugas e antihipertensiva. males do estômago. vitamina C. maturativa. SINONÍMIA Jarancim. estigmasterol. dores de dente e de ouvido (344) OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera e ornamental. drásticas. rutina. Prefere as regiões litorâneas. antiobésicas. Os frutos são peitorais. et Pe. planta-da-vida. erva-da-costa. verde-azuladas amarelo-esbranquiçadas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de hidropisia.

Smilax spinosa. engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das pernas. • Colheita: inicia a partir de 4 a 5 meses de cultivo. zarza. • Plantio: primavera e verão. salsa-deespinho. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária. • Propagação: brotações das crenas das folhas da planta matriz. tolera bem períodos de estiagem. PARTES UTILIZADAS Folhas. salsa-americana. japecanga. japecanga-verdadeira. inhapecanga. perdurando até agosto.8 x 0. SALSAPARRILHA NOME CIENTÍFICO Smilax spp. japicanga. frieiras e queimaduras. Não há formação de sementes. refrigerante e tônica pulmonar.) FAMÍLIA BOTÂNICA Smilacaceae. salsa-cerca-onça. Recorta-se as folhas entre as crenas. O suco da planta é eficaz para calos. sarza. CLIMA A planta é heliófita. jupicanga. • Florescimento: a partir de maio.. Smilax japecanga Griseb. (Smilax campestris Griseb. nhupicanga.. porém não suporta baixas temperaturas. INDICAÇÕES As folhas secas e tostadas são úteis para cefaléias. Não vegeta bem em solos muito úmidos e ácidos. Os segmentos de crenas podem ser enraizados diretamente em canteiros ou em saquinhos plásticos perfurados. cicatrizante. inhapicanga.5m. salsa-japecanga. raiz-da-china. salsa-do-campo. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. etc. sarsaparrilha. HABITAT . resolutiva. SINONÍMIA Esporão-de-galo.SOLO Prefere solos bem drenados e aerados.

adicionado de 100g de fosfato natural. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. As raízes atingem cerca de 2m de comprimento. Caule cilíndrico glabro.5m de altura. bi-seriadas. ornado de espinhos recurvados e geminados. nativa da Mata Atlântica. Semear em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Semente um pouco achatada. • Propagação: sementes. • Tutoramento: para melhor condução da planta. desde que haja boa cobertura de copa de árvores. • Adubação: 1. A planta pode ser umbrófita a heliófita. SOLO A planta prefere solos úmidos. Temperaturas altas com umidade do ar elevada. localizadas nas axilas das folhas ou brácteas. que atingem alguns metros. As folhas são coriáceas. polimórficas. de caule cilíndrico e com poucos espinhos A planta atinge cerca de 1. faz-se necessário um tutoramento vertical ou horizontal. tornandose clorótica e com crescimento retardado. estaquia ou rebento. As flores são dióicas. muito duras. O rizoma ramifica-se copiosamente e forma hastes subterrâneas prolongadas.Espécie autóctone. soltos. de cor marfim. CLIMA A planta é tipicamente tropical. dependendo da espécie. As raízes são brancas internamente e avermelhadas externamente. frescos. PARTES UTILIZADAS Raízes compridas e flexíveis que crescem do rizoma. Fruto tipo baga contendo três sementes. com nervuras longitudinais ligadas entre si por uma rede secundária de nervuras reticuladas. Também encontrada em matas secundárias. mucilaginoso e acre. • Colheita: ocorre após 2 a 3 anos de cultivo. favorecem ao crescimento da planta. O sabor das raízes é amargo. Poderão ser utilizados tutores vivos. Cresce espontaneamente em áreas umbrosas. Tanto o rebento como as estacas obtidas de mergulhia ou da cepa. formando tubérculos. cordiformes na base. tropical. acuminadas. encontrada com certa frequência no Litoral Catarinense. • Rendimento: até 8kg de raízes por planta (182). localizados nas articulações. • Plantio: primavera. perene. glabras. dispostas em umbelas. devem ser aclimatados em viveiros com sombrite 70 % de sombra e enraizados em substrato organo-mineral. . com um diâmetro de 3 a 5mm. em solos úmidos ou próximo de cursos de água. FITOLOGIA Planta trepadeira ou prostrada. Espécies de sombra definham quando crescem sob luz solar direta.0kg/planta de composto orgânico. francos e ricos em matéria orgânica. alternas. mergulhia. flexíveis. As raízes são colhidas sem que ocorra danos ao rizoma. tais como árvores de raízes axiais e tronco fino e não muito liso.

salva-ordinária. salva-dos-jardins. chá-da-frança. tanino. antiartrítica (68). perilina e esmilasaponina. ácido úrico. estimulante digestivo e do metabolismo em geral e desintoxicante (1). salva-das-farmácias. impotência e abcessos (1. exantemas. em decocção (444). as salsaparrilhas contém três saponinas: salsaponina. 444). cistite (68). OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes desidratadas apresentam um aroma agradável pouco pronunciado e sabor amargo e amargo.FITOQUÍMICA Glicídeos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. diurética (283). flatulência. sudorífica. além disso féculas e uma essência (154). úlceras (215). depurativa do sangue. erva-santa. Ocasionalmente são encontrados flavonóides (130). salveta. emoliente. FORMAS DE USO • 15 a 20g/dia. SINONÍMIA Chá-da-europa. sais minerais. colina e acetilcolina (379). HABITAT . essência. SÁLVIA NOME CIENTÍFICO Salvia officinalis L. febrífuga. chá-da-grécia. antileprosa. salva-das-boticas. diarréia. salva-menor. salva-da-catalunha. esteróides. salvamansa. INDICAÇÕES Utilizada para doenças de pele (257). gota. linfadenopatia. resina acre. anti-sifilítica (215). anti-reumática (32). colina. furúnculos. amido. Em geral. saponosídeos. grande-salva. Recentemente tem sido descrita a existência de derivados do ácido glutâmico. estigmasterol (182). sábia. nefrite. salva. TOXICOLOGIA É irritante para as mucosas (283). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. eczema. enfermidades venéreas (32). sitosterol.

7 x 0. quadrangular. opostas. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. estriado. o substrato para a produção de mudas deve ser bem aerado e solarizado. retirando-se 1/3. esbranquiçado. sésseis (as superiores). A semeadura é feita em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. que germinam em cerca de 15 dias. verde-esbranquiçadas. FITOLOGIA Subarbusto lenhoso na base.Espécie alóctone que cresce espontaneamente no sul da Europa. Solos ácidos favorecem à ocorrência de Fusarium sp. pecioladas (as inferiores). Os ramos se renovam todo ano. No Brasil é cultivada em hortas e jardins. Retira-se o substrato sob água corrente. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. algo pubescentes. aromáticas. O uso de fito-hormônios pode acelerar o enraizamento de estacas da planta.200 sementes. ramificado. Flores azul-violáceas. canforáceos e aromáticos.6m de altura. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. medindo 4 a 5cm de comprimento por 2cm de largura. esparsas. levemente alcalinos. perfilhos e estacas da planta matriz. • Propagação: sementes. permeáveis. curtamente pediceladas. acuminadas. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. Cálice pubescente. Se houver um período de estiagem prolongado. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. cordiformes. de 0.3 a 0.3m. levemente crenadas e reticuladas. formando uma moita lenhosa na base. bem ensolarados e declivosos. SOLO O solo indicado é o fértil. desde as margens do Mediterrâneo até 800m de altitude (182). côncavas e caducas. As regiões mais propícias para a produção são encontradas no sul do Brasil. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. areno-argilosos. Folhas oblongas. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. picantes. aromático. A sálvia pode viver de 8 a 10 anos (182). ovais. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. alporquia. Apresenta caule ramoso e tomentoso-pubescente. mergulhia. A planta não se adapta à regiões quentes e muito pluviosas. removendo-se a casca. em solos calcários. dispostas em verticilos com 4 a 8 flores munidas de brácteas opostas. um pouco amargos. É sensível a ventos frios. Um grama de sementes contém 300 a 1. É heliófita.5cm. multianual. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. campanulado. bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior). Possui odor e sabor quentes.. . O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. ereto. A parte do ramo que ficará sob o solo. divisão de touceiras. CLIMA Prefere temperaturas amenas. além de dificultar o enraizamento e desenvolvimento da planta. • Substrato: para se evitar prováveis infecções de fungos vasculares e bacterioses. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. bem drenado e rico em matéria orgânica.

• Plantio: outono (propagação por sementes) e primavera (propagação vegetativa). atenuadora da transpiração (283). edema. tônica (145). responsável pela murcha e secamento progressivo da planta. gripe. antiespasmódica. astenia. frigidez. INDICAÇÕES Usada também para o tratamento de astenia nervosa (283). antidiarréica. A planta contém 1. cicatrizante (folhas e flores). estimulante do sistema nervoso (93). • Rendimento: 200g de folhas por touceira (182). alvejante dental. aftas. α e β-pineno (287). borneol. eupéptica. cefalalgias. anti-reumática. • Colheita: é iniciada a partir do quinto mês após o plantio. adstringente.8-cineol. inflamações da garganta (257). α-tujona e outros terpenos. cariofileno. FITOQUÍMICA Óleo essencial . (294). • Adubação: 2 a 3kg/planta de húmus de minhoca ou composto orgânico.5% de óleo essencial e 8 a 12% de cinzas (96). adicionado de 100 a 200g de fosfato natural. Colhe-se um pouco antes da antese das flores. entorse. em períodos secos.3 a 2. estomatite. A planta é muito sensível a nematóides. • Doenças: a mais comum que ocorre é a fusariose (Fusarium sp). aromatizante bucal (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. nervina. antiinflamatória. A partir do 2o ano é possível fazer 2 cortes/ano. dores reumáticas. balsâmica. bacteriostática. ATIVIDADE BIOLÓGICA É ativa contra bactéria Gram-positivas e negativas (287). ácido rosmarínico (145). α-humuleno. ácido ursólico. diaforética. Escherischia coli e Serratia marcescens (407). amigdalite. vômitos. antioxidante (Beckstrom-Sterberg. catarro crônico (435). resolutiva e colerética (1) . bactericida. crises nervosas e neuróticas. doenças de pele (externamente). tabagismo e picadas de insetos (1). leucorréia. mau hálito. antisséptica (257). saponina. apud 287). taninos (257). Nesta situação. diabetes. febre reumática. • Florescimento: verão até o outono. úlcera (145).45% (286). excitante. PARTES UTILIZADAS Ramos e folhas novas e sumidades recém floridas. depressão. O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus. flavonóides. Micrococcus luteus. . sudorese excessiva dos pés (294). impotência. engurgitamento (93). vulnerária. emenagoga. béquica. convalescença. resfriado. diurética. gengivites.0. traqueobronquite. esteróis. asma. fungicida. escrófulas (32). faringite. Readubar cada colheita feita. deve-se suspender a irrigação e eliminar as plantas afetadas. enfisema. que contém 1. carminativa. cânfora. cardiotônica. hipoglicemiante. • Desenvolvimento: as folhas adquirem coloração verde-intenso nos períodos chuvosos e acizentada. digestiva. expectorante.

Em caso de vômitos. e Wils.] N. Tomar 4 a 5 colherinhas ao dia (145). durante 5 dias. 4 vezes ao dia (mau hálito. estomatites) (257).E. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (145). • Xarope expectorante: 7g de pó da planta em 100g de mel. SÁLVIA-DO-RIO-GRANDE NOME CIENTÍFICO Lippia alba [Mill. • Decocção: 50g de folhas e flores em 1 litro de água. Ex Britt. peixes. • O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos. sangramento das gengivas e aftas) • Gargarejos e bochechos: utilizar infusão ou tintura. em local escuro. patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres. Filtrar. tomar 1 xícara das de chá antes e após o almoço.FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de folhas e flores em 1 litro de água. • Vinho: macerar durante 8 dias 80g de folhas em 1 litro de vinho de Samos. TOXICOLOGIA É atóxica nas doses usuais. Tomar 1 xícara das de chá seis vezes ao dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. Tomar 1 colher das de chá 10 a 15 minutos antes das refeições (mau hálito. Tomar 1 cálice pequeno após cada refeição (283). Brown. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho de folhas secas por litro de água. . aftas. OUTRAS PROPRIEDADES • As cinzas ajudam a clarear os dentes. • Dentifrício: friccionar os dentes com as folhas frescas. porém as gestantes devem evitá-la. • Muito utilizada como tempero de carnes. Indicada em loções para feridas e em banhos para escrófulas (32). Doses elevadas podem aumentar a pressão arterial (294). pães. • Utilizada ainda como insetífuga doméstica. • As flores são melíferas. desinfetantes e higienizadores bucais (287). • Tintura: amassar um punhado de folhas de sálvia e deixar em maceração em 2 xícaras das de café de álcool de cereais e 1 xícara de água.

cidrilha.20m. Ocorre em altitudes de até 1. chá-da-febre. retilíneo ou curvo. Enraizar as estacas em substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. mais pelífera e glandulosa na face dorsal. cidreira. solitárias ou raras vezes em pares. peninervas. chá-de-tabuleiro. ricos em matéria orgânica. chá-de-estrada. opostas. • Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel. róseo-violáceas. salsa-brava. SOLO Vegeta preferencialmente em solos de aluvião. cidreira-brava. lima ou menta. salva-do-brasil. erva-cidreira-brasileira. CLIMA A planta não tolera regiões frias ou muito quentes. salva-limão.5 a 2m de altura. Inflorescências axilares. alecrim-do-campo. cidrão. alecrim-do-mato. A produção de sementes é irregular e escassa. As folhas são oblongo-agudas. axiais. cujo enraizamento ocorre em duas semanas. ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba). cidró. chádo-rio-grande-do-sul. É frágil. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. capitão-domato. Prefere regiões subtropicais. olentes. com ramos engalhados. cidrila. salva-brava. quando encostam no solo.000ppm (408). • Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta. chá-de-frade. salva. que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil. • Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. próxima a rios e lagos. . cidreira-falsa. O fruto é uma cápsula seca. que afeta a qualidade das folhas e a produção. formando moitas de 1. 2.SINONÍMIA Alecrim. O caule é muito ramificado. com exocarpo.5 x 1. optando-se pela estaquia. ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas. camará. alecrim-selvagem. arenosos. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes. bordos serrilhados. sálvia-da-gripe.800m (179). sálvia. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. cidreira-crespa. erva-cidreira-docampo. erva-cidreira-falsa. são fortemente zigomorfas. As flores aparecem na periferia das inflorescências. falsa-melissa. cidreira-capim. bracteadas e reunidas em capítulos. As flores são hermafroditas. • Plantio: setembro a dezembro. acizentados. A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento. chá-de-pedestre. erva-cidreira. cidreira-melissa. com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão. pedunculadas. podendo-se proceder até 3 colheitas por ano. HABITAT Espécie autóctone de regiões neotropicais. cilíndricos e sulcados. • Poda: devido ao crescimento muito vigoroso. as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza. FITOLOGIA Planta arbustiva ou subarbustiva perene.

cubenol (0.0g/kg. antigripal (120). emenagoga (299).2%). As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais. na dose de 32g/kg. contendo principalmente geraniol (29. geranial (4. na dose de 1. cólica. antidiarréica. cujo teor médio é de 1. carminativa. piperitona. β-cariofileno (6%). antiasmática (257). anti-hipertensora. antisséptica e anti-hemorroidária. taninos iridóides. apud 179). Segundo 96.1%). eugenol (0. isobutilato de geranilo (0.PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas.1%). metilheptenona (5.62%). expectorante. dores musculares. citronelal (0. afecções hepáticas. p-cimeno. antidiarréica (130). butirato de geranilo (0. ansiolítica (56).8-cineol. catarro. sedante gastrointestinal. antiartrítica. peitoral. mirceno. o teor de essência nas folhas secas é de 0. cimol.2%). recuperação pós-parto (179). antidiabética.6%). copaeno (0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica. neral (23%).1%). 1. sabineno.3%). flavonóides e alcalóides desconhecidos (175). allo-aromadendreno (2. náusea. relaxante do sistema nervoso. atenuando transtornos digestivos e cólicas. digestiva. estomatite. reúne geraniol (34. indigestão. analgésica. hipnótica. INDICAÇÕES Indicada para o resfriado. relaxante nervosa. trans-ocimeno (0.92) e β-cariofileno (26. antiespasmódica em cólicas hepáticas (151). sedativa (408).4%). Apresenta ainda atividade citostática e redutora do tônus intestinal (120). estomáquica.6%).2%). do útero e dos nervos (32). A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto (312). afecções da pele e das mucosas. laringite. metiloctilcetona. borneol (2. morfética. FARMACOLOGIA Hipnótica e ansiolítica (56).1%). Fusarium moniliforme) e insetos de . citral. desintoxicante. óxido de cariofileno (2.4%). Candida albicans. O óleo essencial. enfermidades venéreas. antiemética. sudorífica.2%). cis-α-bisaboleno (2. apresentam atividade analgésica. calmante. flatulência. citronelol (5.8%). antidispéptica (179). ácidos fenólicos (8) e α-cubebeno (120). colite e dores reumáticas (303). fortificante cerebral. I-octen-3-ol (0. Neurospora crassa (58) e tem um efeito peitoral. A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos.2%.1%). As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae. nerol (1.7%). metildecilcetona. α e β-pineno. fluxo vaginal. antiabortiva. limoneno (0. lipiona. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes.2%).4%). alcanfor.5%). que proporcionam também um incremento de salivação e calor. diaforética. acetato de citronelol. linalol (1.24%. α-terpineol (Hegnauer. germacreno D (2%). Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos. O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios (179). FITOQUÍMICA Saponinas (93). indutora do sono (9). dihidrocarvona.

em verticilos paucifloros axilares. Constatou-se atividade citotóxica em cachorros. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos soltos. Streptococcus pneumoniae. ricos. A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (62). FITOLOGIA Planta herbácea anual.grãos armazenados (174). Corola branca ou lilacina com o tubo do tamanho do cálice. que cresce cerca de 30cm de altura. Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia (257). As flores são pequenas. ramosa desde a base. corimbiformes. Não se recomenda para os hipotensos (257). . in vitro (61). náuseas e vômitos. O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus. areno-argilosos. férteis e sem acidez. Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi. bracteoladas. TOXICOLOGIA A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos. utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa (58). SEGURELHA NOME CIENTÍFICO Satureja hortensis L. Aquênios ovóides e lisos. inteiras. mesmo em doses superiores a 67g/kg (179). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água. bilabiada. só foram verificados em doses muito altas (255). porosos. com o lábio superior plano ou levemente côncavo e o inferior trilobado. pubescente-pulvurulenta. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas e sudeste asiático. Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia. aromática. As folhas são linear-lanceoladas. Cálice regular ou sublabiado. grossamente pontuado-glandulosas na duas páginas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera • Utilizada em culinária.

500 a 2. salame e lingüiça • É componente do licor francês Chartreuse.83kg/m2 e 0.90%). • A planta é utilizada como aromática e condimentar.32%) (430).500kg/ha de folhas dessecadas (182). Um grama de sementes contém cerca de 1.15%). É um dos componentes da água de colônia (163). • Plantio: abril.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. amargo e utilizado na indústria de carnes enlatadas. SELAGINELA NOME CIENTÍFICO Selaginela spp. picles e em perfumaria. sendo necessário cerca de 1kg de sementes para o plantio de 1 hectare (182). PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades. • Doença: eventualmente pode ocorrer a infecção de Rhizoctonia sp. sobretudo em pratos pesados (patês e queijos). Para a obtenção de plantas uniformes e mais saudáveis. carvacrol (33. • Colheita: 80 a 90 dias após a semeadura. As folha contém 1% de óleo essencial (163).4 x 0. as mudas devem ser produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. . α-terpineno (3.3% de óleo essencial (430)..20m. que causa deterioração das raízes. FITOQUÍMICA γ-terpineno (40. pé-de-papagaio. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é amarelo claro. p-cimeno (9. FAMÍLIA BOTÂNICA Selaginelaceae. • Rendimento: 0.500 sementes. Plantas infectadas devem ser erradicadas. • Propagação: sementes.27%). • O aroma da planta lembra o tomilho. SINONÍMIA Jericó. estimulante e antiespasmódica (93). βcariofileno (2. porém é mais amarga e penetrante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva (128).81%). Pode-se obter uma produção de 1.

hemoptises. utilizando-se nebulizadores ou micro-aspersores. É encontrada crescendo próxima de fontes de águas e áreas úmidas em geral. FORMAS DE USO 9 a 15g/dia. herbáceas. tosse. contendo substrato organo-mineral. A umidade deve ser mantida sempre alta. Apresentam rizoma reptante. Não tolera regiões frias e secas. prolapso retal e leucorréia. asma. hemorragias gastrintestinais. Folhas verde-escuras. outras eretas. • Propagação: esporos e rebentos do rizoma. Poderão ser cultivadas em canteiros ou em vasos de xaxins. aerados. rijas ou tenras. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente e hemostática. algumas rasteiras. em bosques. lineares ou pinatisectas. interiores de abrigos. em decocção. • Plantio: outono e primavera. O enraizamento dos rebentos deve ser feito em viveiros cobertos com sombrite 70% e submetidos a irrigação intermitente por nebulização. O cultivo em estufas aquecidas favorece o pegamento e crescimento das plantas. ou excesso de luminosidade. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica ou com serrapilheira. • Espaçamento : 0.2 x 0. . assemelhando-se. algumas delas. INDICAÇÕES Indicada para doenças pulmonares. úmidos. porosos e levemente ácidos.HABITAT Espécie autóctone que habita os extratos mais baixos da Mata Atlântica. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo destas espécies deve ser feito sob sombreamento. que crescem até 30cm de altura. hematuria. CLIMA Planta de clima tropical úmido.2m. emitindo estolhos longos. a musgos ou a samambaias. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. onde predomina a sombra e a umidade. perenes. É planta umbrófila. FITOLOGIA Espécies muito primitivas. bronquite. viveiros telados ou casas.

em rácimos curtos. glabros e vernicosos na face superior e amarelado pubescente na inferior. Folhas pinadas. com cerca de 6 a 8cm de comprimento. bem drenados e profundos. Semear em bandejas de isopor de células grandes. ereta e glabra. FITOLOGIA Planta arbustiva. CLIMA É de clima tropical. contendo substrato organo-mineral. elípticos. mamangá. areno-argilosos. • Adubação: 1kg/planta de húmus de minhoca adicionado de 200g de fosfato natural.SENE NOME CIENTÍFICO Cassia angustifolia Vahl. Readubar anualmente. com um glândula pequena entre cada par de folíolos. • Plantio: setembro. HABITAT Espécie alóctone originária do Egito. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. . É heliófita. dispostas em panículas terminais. SINONÍMIA Fedegoso-do-rio-de-janeiro. contendo 7 a 9 sementes.5m • Propagação: sementes e estacas.2 a 1. PARTES UTILIZADAS Folíolos. • Florescimento: dezembro e março. perene.5m de altura. • Colheita: os folíolos devem ser colhidos antes do florescimento. coriáceos. Não se adapta à regiões muito úmidas. Flores amarelo-claro. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. lava-pratos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. SOLO Prefere solos leves. com 1. ricos em matéria orgânica. umedecidas. Fruto tipo folículo.7 x 0. compostas de dois pares de folíolos ovado-oblíquos. obtuso-acuminados. reniformes.

aglomerados radialmente (craspédio). iuquiri. FAMÍLIA BOTÂNICA Mimosaceae. foscas. depurativa e vermífuga (271). alternas. morrejoão. campos e áreas ruderais. SOLO É encontrada em diferentes condições de solo. de coloração vermelho-castanho. mas que se tornou cosmopolita em todo o mundo. prostrada. Vegeta sobremaneira nas margens de cursos de água e em terrenos alagadiços. juquiri. INDICAÇÕES Elimina manchas brancas do corpo (271). dorme-dorme. vergonhosa. Apresenta a peculiaridade de fechar os folíolos imediatamente após o toque ou na ausência de luz. contendo sementes lenticulares. porém é exigente em umidade. compostas de folíolos lineares. semelhantes ao feijão. dormideira. com as hastes cobertas de espinhos. Folhas pequenas. AGROLOGIA . amarelo-esverdeadas. O caule. caá-eó. vergonha. Os frutos apresentam-se aglomerados. lilases e densos. com cerca de 1cm de diâmetro. malícia-das-mulheres. não-me-toques. jardins. HABITAT Planta autóctone da América Tropical. ramosa. malícia. malícia-de-mulher. Frutos tipo vagem. perene.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. FITOLOGIA Planta subarbustiva. Inflorescência axilar e apical. de glomérulos globosos. SINONÍMIA Arranhadeira. juquiri-rasteiro. eriçados de espinhos. é munido de acúleos recurvados nas axilas e espinhos isolados nos entrenós. erva-viva. juquer. SENSITIVA NOME CIENTÍFICO Mimosa pudica L. malícia-roxa. longopecioladas. É esciófita. Ocorre como planta invasora em hortas. medindo 30 a 40cm de altura.

As folhas são reputadas como tóxicas. • Propagação: sementes. FORMAS DE USO Infusão e cataplasmas. depurativas. prisão de ventre (32). angina e para desinchar as pernas (215). . purgativas. O extrato alcoólico das folhas tem a propriedade de inebriação. ocorrendo a emergência em 2 a 4 semanas (209). Utilizadas internamente. • As raízes são simbiontes com bactérias nitrificadoras. TOXICOLOGIA A casca.8 x 0. Semear em bandejas de isopor. enquanto que o extrato alcoólico das raízes tem efeito oposto (93). • Florescimento: novembro a fevereiro. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. em alta dose. • É cultivada como ornamental em alguns países europeus. é tóxica. reumáticas e articulares. moléstias do útero (271). granulações da faringe (242). colagogas (93).• Espaçamento: 0. são amargo-tônicas. Indicada para afecções hepáticas. afecções reumáticas articulares. causando hematuria em animais que as comem.5m. emolientes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A casca é vermífuga e as raízes são irritantes. O índice de germinação varia de 60 a 80%. purgativas. odontálgicas e desobstruente do fígado (215). serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta. • A planta pode ser utilizada como adubo verde. SERPILHO NOME CIENTÍFICO Thymus serpyllum L. anti-reumáticas. INDICAÇÕES Externamente é utilizada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas (93). OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes apresentam cheiro desagradável. Em gargarejos. contendo substrato organomineral. antiblenorrágicas. eméticas e antidiftéricas. • Plantio: setembro. • Produção de sementes: uma planta pode produzir até 700 sementes (242). As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. resolutivas (242). úlceras cancerosas. que enriquecem o solo com nitrogênio.

mais ou menos densos e arredondados. de 10 a 30cm de altura. FITOLOGIA Planta herbácea sarmentosa. ascendente nas extremidades superiores. As flores formam capítulos terminais róseos. Não tolera solos ácidos. para evitar o crescimento de inços. As folhas são aromáticas.500m de altitude. miúdas e obtusas. • Mulching: o canteiro pode ser revestido com um plástico preto. palhas não resinosas e casca de arroz. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. serpão. CLIMA A planta. setembro. tomilho. É encontrada até 2. inteiras. em solos áridos. SOLO A planta prefere solos úmidos. planta-ursa. • Raleio: quando a planta estiver muito densamente formada pelos ramos radicantes. manter a umidade do solo e evitar sujeiras nas folhas e ramos. • Propagação: estacas radicantes dos ramos. Apresenta hastes caulinares finas. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas e folhas. que cresce em bosques. aerados e permeáveis. • Adubação: 3kg/m2 de húmus de minhoca. Poderão ser também utilizados. timo-silvestre. HABITAT Espécie alóctone da Europa. o plástico recebe um corte em forma de cruz. é de clima subtropical úmido.25m. pubescente. silico-argilosos. Nos pontos onde serão colocadas as mudas. SINONÍMIA Erva-ursa. ricos em matéria orgânica. com cerca de 5cm de comprimento. vivaz. que podem ser plantadas diretamente em canteiros cobertos com sombrite 70%. nem invernos rigorosos. polimorfa. cor de granada. deve ser raleada e os ramos extirpados podem ser utilizados para a produção de novas mudas. antes do plantio.FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. prostradas. Tanto as folhas quanto as flores são altamente aromáticas. A raiz é delgada e lenhosa.25 x 0. FITOQUÍMICA . • Plantio: março a abril. planas. Não tolera altas temperaturas. embora com menor eficiência. serpol. de comportamento esciófita. serpil.

digestiva. de ápice e base agudos. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em áreas ruderais. fadiga. distúrbios gástricos. cicatrizante. Escherschia coli e Candida albicans (362). A face dorsal é mais hirsuta e clara que a superior. parasiticida. vulnerária (283). pastagens. antibiótica (93).Óleo essencial contendo timol e carvacrol (283). áreas de aluvião. • Decocção: 50g em 1 litro de água. queda de cabelo. gramados. a beira de estradas e em áreas agrícolas abandonadas. sarna (32). obstipação e tosse (1). erva-de-sangue. Inflorescências axilares em pequenos cachos. resina e saponosídeo (93). SETE-SANGRIAS NOME CIENTÍFICO Cuphea cartaginensis Jacq. diarréia. FITOLOGIA Planta herbácea anual. antisséptica. epistaxe. FAMÍLIA BOTÂNICA Lythraceae. estimulante. Aplicar na forma de loções sobre feridas supuradas e sarnas (32). Suas folhas são opostas. tanino. coqueluche. feridas supuradas. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. convalescença. astenia. Caule avermelhado revestido de pilosidade glandulosa purpúrea. chiagari. A planta cresce 30 a 50cm. hortas. expectorante. balsamona. Macbr. dores reumáticas. quintais. capoeiras. FORMAS DE USO • Infusão: 10g da planta por litro de água (283). asma. pecioladas. campos. vermífuga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. com flores de coloração . SINONÍMIA Guanxuma-vermelha. Apresenta crescimento ereto e ramificado. INDICAÇÕES É indicada par o tratamento dos distúrbios do sistema nervoso simpático. hemostática e tônica (1). meteorismo. constipação de crianças de colo (283). artrite. carminativa. bronquite. diurética.

FORMAS DE USO • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá da planta em 1 xícara das de chá. palpitações cardíacas. febrífuga e anti-sifilítica. sedativa e tônica (128). Promove a limpeza dos intestinos e rins (215). antiobésica (271). PARTES UTILIZADAS Toda planta. cardiotônica (32). hipocolesterolêmica (68). feridas. FITOQUÍMICA Glicosídeos. afecções da pele (32). diurética. com duas pétalas dorsais menores que as outras. • Colheita: ano todo.3 x 0. diaforética. SUMARÉ-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO . SOLO Prefere solos úmidos. anti-reumática. antiobésica (215). anti-hipertensiva. doenças venéreas. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). úlceras.3m. semeadas em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. • Florescimento: verão até o outono. • Plantio: início da primavera. INDICAÇÕES Indicada para arteriosclerose. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa do sangue. eczema. Ocorre 100 a 110 dias após o plantio. FITOQUÍMICA Glicosídeos. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.avermelhada ou violácea. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (68). Fruto tipo cápsula contendo 6 a 8 sementes. • Propagação: sementes. furúnculos. brejosos e arenosos.

SINONÍMIA Orquídia-da-praia. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. SOLO Cresce melhor em solos arenosos.Epidendrum mosenii Rchb. FAMÍLIA BOTÂNICA Orchidaceae.3 x 0. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. Em solos argilosos o crescimento é muito lento e a planta tende a amarelecer. FARMACOLOGIA . É heliófita. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). PARTES UTILIZADAS Colmos.3m • Propagação: sementes e divisão de rizoma. dispensando maiores cuidados. antiinflamatória e cicatrizante. Os segmentos de rizomas podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. principalmente na área vegetada de dunas baixas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. porosos e bem drenados. ou em solos leves. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões tropicais e subtropicais. A planta é halófita. • Substrato: deve ser bem poroso. • Tratos culturais: a planta é bastante rústica. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente na restinga catarinense. FITOQUÍMICA Flavonóides e terpenóides (143). especialmente a primavera. levemente enriquecidos de matéria orgânica. • Florescimento: verão. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). • Plantio: todo o ano.

Do ápice da cada haste partem 6 a 8 folhas alternas. • Pode ser utilizada como estabilizadora de areias de restinga. Lóbulos laterais bastante grandes e eretos. longamente acuminadas. HABITAT Espécie autóctone que vegeta sobre pedras. agrupados densamente e em grande número formando grandes touceiras de belo efeito decorativo. amarelas salpicadas de máculas vermelhas arredondadas. espiques de palmeiras. rabo-de-tatu.8m. com 1. sumaré-do-pau. Pétalas e sépalas levemente onduladas. Inflorescência em forma de corimbo. SINONÍMIA Bisturi-do-mato. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). árvores vivas ou mortas na vegetação de restinga e na Mata Atlântica. lanceoladas. elíptico-acuminadas. Os segmentos de rizomas e perfilhos podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. com as margens intensamente encrespadas e finamente creneladas. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). AGROLOGIA • Espaçamento : 1. A DL50 é de 100m/kg (143). administrado intraperitonial ou oralmente. FITOLOGIA Pseudo-bulbos de 50 a 100cm. sumaré-da-pedra. de 50cm de comprimento por 4cm de largura. Labelo amarelo emoldurado de vermelho. causou inibição significativa e dose dependente das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético em camundongos. .0 x 0.2m de altura. cola-de-sapateiro. • Substrato: deve ser bem poroso. • Propagação: sementes e rebentos novos da cepa. SUMARÉ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Cyrtopodium puntactum Lindl. grande. lanceta-milagrosa. O lóbulo médio é curto e largo. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada em ornamentação de terrários ou envasadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Orquidaceae. bisturi-vegetal.O extrato metanólico do colmo. fortemente recurvadas. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. com escapos florais revestidos de brácteas muito desenvolvidas.

• As fibras secas do bulbo são utilizadas à guisa de agulhas. catarro. O xarope é indicado para combater a coqueluche e tosses rebeldes (32). áspero. É antiinflamatória. de caule lenhoso na base e herbáceo nas extremidades. Florescimento: primavera. simples. HABITAT Espécie alóctone. cilíndrico. radicante nos nós. • As flores são ornamentais. É cosmopolita por excelência. de ereta a prostrada. suricuína. oco. muito ramoso. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de abcessos. silvestre. dispensando maiores cuidados. sucurima. furúnculos e epiteliomas. SURUCUÍNA NOME CIENTÍFICO Eclipta alba [L. originária da Ásia. erva-de-botão. Tratos culturais: a planta é bastante rústica. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva é usada como cola em geral.ervanço.] Hassk. FITOLOGIA Planta herbácea anual. cravo-bravo. Folhas opostas. medindo cerca de 40 a 50m de altura. oblongolanceoladas. No Brasil ocorre sobretudo nas regiões quentes. pluméria. base cuneadas e extremidade aguda. lanceta. Colheita: inicia a partir do segundo ano. ervalanceta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O suco dos bulbos é cicatrizante (93). sésseis (as superiores) ou curto-pecioladas (as inferiores). especialmente a primavera. quebra-pedra. béquica e antitumoral (271). erva-botão. quando contata o solo úmido. SINONÍMIA Agrião-do-brejo.• • • • Plantio: todo o ano. Flores em capítulos . pimenta-d'água. medindo 8 a 10cm de comprimento por 2cm de largura. tangará. tuberculose e hemoptises. coatiá. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. margens inteiras ou ligeiramente denticulada. verde-avermelhado. coacica. tangaracá.

• A tintura é utilizada em tatuagem (93). INDICAÇÕES Útil no tratamento da bronquite (93). é azulada. Plantio: agosto. Os conhecimentos populares de outrora indicavam a planta para o combate à lepra. Flores em capítulos subglobosos.0cm de diâmetro. Prefere solos úmidos e pouco ácidos. laxativa (242). tomando ½ xícara das de chá duas vezes ao dia (257). frutificando num período de cerca de 100 dias após a emergência. • A planta é hospedeira alternativa de Meloidogyne incognita (242). . cicatrizante.3m. FITOQUÍMICA Wedelolactona (323. rugoso-tuberculado. pilogênica. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. moléstias pulmonares. castanho.000 sementes (242). AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento : 0. antiasmática e anti-hemorrágica (9). Fruto aquênio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Imunoestimulante inespecífica. eczemas e icterícia (242). obovóide. alagados e semi-halógenos. Colheita: dois meses após a emergência. nicotina (9). com 0. SOLO Adapta-se a diferentes tipos de solo. CLIMA É de clima tropical e subtropical quente. antilítica.3 x 0. enegrecendo em reação com sais de ferro. que neutraliza "in vitro" o veneno da jararaca e atua como hepatoprotetora quando ocorre administração tóxica de medicamentos para o fígado (257). antiofídica (427). surucuína e óleo essencial (93). Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de outubro a dezembro. sífilis e elefantíase (93). Estimula a síntese de interferon. mas tolera até solos secos. depurativa do sangue. quando a planta está adulta. Florescimento: inicia na primavera. Propagação: sementes. adstringente antiasmática (93). Esta propriedade da planta é utilizada para o tingimento de cabelos encanecidos. FORMAS DE USO • Decocção: 10 a 20g da planta em 1 xícara das de chá de água.cônicos isolados ou pareados.5 a 1. fosco. doenças infecciosas (257). Não tolera baixas temperaturas. antilítica. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva do caule. ácido tânico. exposta ao ar. Uma única planta produz até 17. formado por um invólucro campanulado em torno de duas séries de filárias com pilosidade esbranquiçada. 427).

paineira-de-flecha. tabebuia. tifa. grossas e esponjosas internamente.8 a 8. capim-de-esteira. brancos. tabuca. de rizoma rasteiro.000 flores (209). É heliófita e higrófita seletiva. com cerca de 1. pau-de-lagoa. FAMÍLIA BOTÂNICA Thyphaceae. É característica e exclusiva da Floresta Pluvial da Encosta Atlântica (343). de formato cilíndrico. canais de drenagem e áreas uliginosas em geral.7m de comprimento por 2 a 3cm de largura. Fruto filamentoso. taboinha. usado como fitoterápico. glabras. Espiga masculina mais fina e disposta separadamente e acima da feminina. SINONÍMIA Bucha. A inflorescência feminina. palustre e lacustre. verde. medindo 10 a 20cm de comprimento e 2cm de diâmetro. lembra um grande charuto de coloração castanho-avermelhada. represas. tabu. Porém prefere solos com alto teor de matéria orgânica. com pH variando de 4. Haste floral ereta. tabua. É tolerante a salinidade (199). paineira-do-brejo. acuminadas. turfosos até argilosos. Flores dispostas em densos e condensados rácimos espiciformes cilíndricos. coriáceas. paneira-de-brejo. erva-de-esteira. longo-lineares. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. pH 6. partasana. landim. paneira-do-brejo. O pólen.1. brejos. esponjosos e macios. Uma inflorescência feminina pode reunir até 200. assemelha-se a um fino pó dourado. totora. cilíndrica. HABITAT Espécie autóctone da América Latina.0 a 8. perene. que cresce espontaneamente em várzeas alagadas. com 1 a 1. CLIMA Vegeta em regiões tropicais e temperadas. FITOLOGIA Planta herbácea paludosa.TABOA NOME CIENTÍFICO Typha dominguensis Persoon. apicais. Folhas invaginantes na base da planta. paina-de-flecha. paina. .4m.0 e nível de água de 15 a 40cm.5 a 3m de altura. glabra. na mesma haste floral.7 x 0. espadana. SOLO Vegeta desde em solos arenosos. de coloração avermelhado-castanho. lisas.

encerrando proteínas (teor semelhante aos grão de milho) e cerca de 45% de amido. • Os brotos novos podem ser ingeridos crus ou cozidos. . Os rizomas são plantados diretamente a campo. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. Com um hectare de tabôa pode-se produzir cerca de 605 milhões de BTU por ano. permitindo quatro cortes de folhas ao ano.• Propagação: sementes e segmentos de rizomas. FORMAS DE USO • Geral: 5 a 10g/dia (445). • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá do rizoma para 1 xícara de água. • Florescimento: a partir do segundo ano após o plantio. Tomar 4 a 6 xícaras ao dia. dismenorréia. As sementes podem ser postas a germinar em recipientes com água ou em substrato encharcado. • As folhas são utilizadas para a confecção de esteiras e artesanato trançado. dá origem a um polvilho comestível. contusões e luxações. • Os brotos novos são alimento de alguns peixes. sendo conhecidos como aspargo dos cossacos. hemorragia uterina funcional (445).000kg/ha de rizomas (209). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas (uso externo). antianêmica. sangramento nasal. antiinflamatória. • Os rizomas cozidos são comestíveis. absorvendo metais pesados. embora difícil de branquear. • Grandes aglomerados de tabôa predispõem à proliferação de mosquitos (209). antidiarréica. antidisentérica. emoliente e tônica (68). • Plantio: primavera. O amido. hematuria. • Produção: até 7. sobretudo a tilápia. • A planta pode ser matéria prima para a obtenção de gás metano. dores abdominais durante o puerpério. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é depuradora de água poluídas (68). diurética. inclusive cobre. dores estomacais. PARTES UTILIZADAS Rizoma e pólen seco. previamente processado. • As fibras da planta dão origem a um papel muito resistente. hemoptises. de agosto a fevereiro. afecções das vias urinárias e debilidade geral (68). • O pólen é inflamável e sucedâneo do licopódio em pirotecnia. A aplicação do decôcto na forma de compressas e abluções atua como emoliente e tônico (68). • Consórcio: Pistia stratiotes ou Acorus calamus. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente.

AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta rústica. HABITAT Espécie autóctone das matas ciliares e de restinga que cresce preferencialmente em grotas úmidas. 2-3 axilares nas folhas. na Austrália. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. capitão-do-mato. taiuiá-de-fruta-envenenada. azougue-dos-pobres. A raiz é tuberosa. As folhas são pecioladas. membranosas. • Propagação: sementes e brotações da túbera. purgade-gentio. • Plantio: setembro. • Espaçamento: 3 x 2. purga-de-caboclo. ana-pimenta. de caule sulcado e de raízes perenes e folhas anuais. implantar o cultivo em áreas acidentadas e declivosas. de outubro a fevereiro.• Os filamentos (painas) são utilizados para o enchimento de almofadas e travesseiros. cabeça-de-negro. purga-de-pai-joão. palmadas. PARTES UTILIZADAS . mantidas umedecidas. esponjosa e amarelada. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário adicionado de 100g de fosfato natural. tomba. As flores são branco-esverdeadas. 3 a 5 lobadas. O fruto é um pepônio. raiz-de-bugre. SINONÍMIA Abobrinha-do-mato. denteados ou sublobados. TAJUJÁ NOME CIENTÍFICO Cayaponia tayuia M.5m. ovóide. As brotações da túbera são enraizadas em areia ou vermiculita. FITOLOGIA Planta trepadeira alta. normalmente subindo encostas e despenhadeiros. chegando atingir 2m de comprimento e 20cm de espessura. fruta-de-gentio. melão-de-são-caetano. • O rizoma é utilizado. avermelhado e liso. • Colheita: inicia no segundo ano de cultivo. tayuyá. grandes. para o preparo de bolos doces muito apreciados (93). agudos. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. lobos ovais-oblongos. • Florescimento: dezembro a março. A planta se estabelece em locais úmidos e seus ramos crescem em direção à luz. caiapó. ana-pinta.

dartros. tanchagem. tranchagem. tansagem. é tóxica. • Alguns criadores de gado cortam as raízes em rodelas. o principal alcalóide. quando sêca (93). eczemas. quando a raiz não está sêca. linfagites crônicas. servindo como isca natural para o controle da praga. anti-hidrópica e purgativa. tansagem-maior. desintoxicante. depurativa. emética. FORMAS DE USO • Decocção: 10 partes de raiz para 1. ciática (32). emenagoga (215). furúnculos. úlceras. feridas. manchas do rosto. antinevrálgica. erisipelas.000 partes de água (32). desobstruente do fígado e do baço. mas também podem ser utilizadas as folhas e ramos. HABITAT . • TANCHAGEM-MAIOR NOME CIENTÍFICO Plantago major L. FITOQUÍMICA Amido e alcalóides (cucurbitacina).Em geral são utilizadas as raízes tuberosas. INDICAÇÕES Utilizada nas dermatoses. atonia gastrointestinal . dilatação do estômago (93) e paralisia (215). secam e misturam-nas à ração de milho para a engorda (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Muitas bulas relatam mais de 100 propriedades fitoterápicas da planta. mas seu principal efeito é como drástica. TOXICOLOGIA A cucurbitacina. pregas. anti-sifilítica. dispepsias. transage. tranchás. calmante das dores (32). FAMÍLIA BOTÂNICA Plantaginaceae SINONÍMIA Plantagem. transagem. É anti-reumática. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é altamente atrativa de vaquinhas (Diabrotica spp).

• Plantio: inverno ou primavera. cerca de 1mm de comprimento. de deiscência transversal. É invasora de áreas cultivadas. elípticas. 3-nervadas.4%. antes do florescimento. com tegumento crustáceo. espessas. É encontrada até 2. • Propagação: sementes. FITOQUÍMICA Contém mucopolissacarídeos.Planta alóctone européia. marrom-avermelhadas. Pecíolo acanalado. • Florescimento e frutificação: primavera. Possui folhas basais. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. donde parte uma cabeleira de raízes fasciculadas. As flores são muito pequenas (1 a 2mm de comprimento). bordos anguloso. vivaz. amirina e catapol.25m. suco (primavera.9 e 2. raiz (todo ano) e sementes maduras (estação seca).40 x 0. carnosa. contendo até 30 sementes marrom-opacas. Inflorescência em espiga. acaule. Fruto tipo pixídeo. glabras. no auge do desenvolvimento. FITOLOGIA Planta herbácea. ácido hidroxicinâmico e polifenóis. estriado. jardins. brancas e uniformes. monoterpenos . na planta seca (96). com bordas lisas.000 sementes por planta. • Colheita: é feita no inverno. e também as folhas. cilíndrica. medindo 15 a 35cm de altura. mas também prosperam em solos compactados. CLIMA É de clima temperado. • Padrão comercial: teor de aucubosídeo entre 1. Ocorre 3 a 4 meses após o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. com nervuras salientes. sustentada por uma haste floral comprida. gramados e pastagens. anual ou polianual. verão e outono. • Produção de sementes: 14. ovado-elípticas. ricos em matéria orgânica e com boa umidade. que pode atingir até 35cm e possuem numerosos pêlos. um pouco brilhante. A germinação espontânea ocorre na primavera. que medra em solos áridos. as quais apresentam um período inicial de dormência. com cerca de 2. ou levemente onduladas. SOLO Prefere solos arenosos. ereta. A viabilidade da semente no solo é de até 60 anos (242). na floração). 2mm de diâmetro. PARTES UTILIZADAS Folhas.5cm de espessura. Ocorre prolificamente também em áreas ruderais sombreadas e úmidas dos trópicos. ovóide. • Pragas: a planta é muito atacada por formigas. tão longo quanto a lâmina. Foram determinados os seguintes metabólitos: triterpenos β e γ-amirina. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. pomares. mas desenvolve-se bem em regiões subtropicais. radiais à cepa.000m de altitude. Forma um cepa amarelada. castanho-claro a escuro.

picadas de insetos e câncer. cólica infantil. apud 179). luteolina. sinusite.. antipirética. tônica. varizes. salicílico. anti-hemorrágica. descongestionante. resfriado. diminuindo a dor e o sangramento (Moesgaard et al. apud 179). ácidos galacturônicos. observou-se uma redução de colesterol de 16. A mucilagem das sementes contém galactose. reduziram os lipídeos totais. Uma mescla de polifenóis de Plantago major causa inibição do efeito carcinogênico de nitrosodimetilamina (203). escutelareína.9% e de triglicerídeos de 52% (Danielsson et al. p-hidroxibenzóico.5-dihidroxicinamato de metila.. sacarose. verbascosídeo e siringina. glicosídeos de aucubina. os responsáveis pela ação antiinflamatória da planta (249). hematuria. plantajosídeo. Extratos aquosos apresentam ação antiinflamatória em cobaias (203). anti-hemorroidária (93). fissura no bico dos seios. apud 179). angina. obstipação. ácidos benzóico. psoríase. Os cremes feitos da planta são usados em massagens em mulheres frígidas e como afrodisíaca (233). purgativa. febres intestinais. Produtos comerciais à base da planta mostram-se efetivos contra hemorróidas. metilcatalpol. hispidulina. provavelmente. Também útil para o tratamento do paludismo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. gastrite crônica. pectina. diurética (145). flebite. β-sitosterol. analgésica. laxante suave (sementes). emoliente. catalpol. ferúlico e cafêico. Os compostos polifenólicos existentes nas folhas de Plantago major. vitaminas A. Em 13 pacientes com hiperlipoproteinemia. β-lipoproteínas e triglicerídeos sangüíneos (250). flavonóides baicaleína. aucubina. sangramento de gengivas (242). traqueobronquite. enxaquecas. anti-reumática (68). dérmicas. edema necrótico. apendicite crônica (215). prostatite. . plantabiose. antiinflamatória (258). depurativa. plantamosídeo. loliólido. alcalóides indicaína e plantagoína. planteose. Contém ainda tanino. sais de potássio. oftálmica. colesterol. conjuntivite aguda. apud 179). ácido sinárgico. úlceras intestinais. arabinose. estomatite. lignanos 3. faringite. frutose e óleos voláteis e fixos (179). vulnerária. melitosídeo e geniposídeo. gastrintestinais e das vias respiratórias (258). Os ácidos hidroxicinâmicos são. acne. Emplastros das folhas são úteis para furunculoses e queimaduras. filoquinona. em doses de 500mg/kg. uretrite crônicas (145). antidiarréica (folha). antitabagismo (215). rhamnose. catarro.asperulosídeo. administradas à cobaias com arteriosclerose. INDICAÇÕES Usada no tratamento de inflamações bucofaringeanas. feridas e cortes (209) disenteria. afecções hepáticas (150). digestiva. tratados com Plantago durante 2 a 29 meses. ácidos cumárico. glicose. enxofre e citrato de potássio (145). O uso tópico da folhas tem atividade sobre intoxicação por plantas venenosas (Duckett. xilose. nepetina. cicatrizante. epistaxe. cistite. disúria. sedativa (209).. plantamajosídeo. resolutiva (294) e emenagoga. oleanólico e cítrico. apigenina. parotidite. C e K. litíase urinária (409). distúrbios renais. FARMACOLOGIA As sementes são classificadas como laxantes que promovem volume no intestino. Um produto comercial à base de Plantago (Metamucil) diminui significativamente os níveis de colesterol sérico comparado com um placebo (Anderson et al. além de conterem as mucilagens de ação laxante suave. sais minerais. amigdalite. béquica. expectorante.

demonstra atividade antibacteriana sobre sete bactérias fitopatogênicas.uma reação alérgica. existente na planta. . ATIVIDADE BIOLÓGICA O plantamajosídeo. ⇒ 30g de folhas para 1 litro de água. além de ser a substância responsável pela fitoproteção da própria planta (179). • Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas (cicatrizante). como laxante suave (258). • Decocção: ferver 60g de folhas e/ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. ex Schmidt. • Infusão das sementes: adicionar 1 colher das de sopa de sementes em 1 copo de água fervente. estrogênica. (383). resolutiva e agente da litíase renal (179). TINGE-OVOS NOME CIENTÍFICO Phytolacca thyrsiflora Fenzl. • Infusão: ⇒ colocar uma xícara das de cafezinho de folhas frescas picadas em ½ litro de água. Tem sido reportado casos de choque anafilático com sementes de tanchagem (179). anti-hipercolesterolêmica. Escherichia coli e Staphylococcus aureus (337). Para afecções bucofaringeanas: fazer vários gargarejos durante o dia (145). FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia (folhas) ou 9 a 15g/dia (sementes) em decocção. Tomar 1 xícara de chá a cada 6 horas para o tratamento de infecções bucofaringeanas e 1xícara a cada 8 horas para problemas gastrintestinais (258). antipirética. ⇒ 10g de folhas secas em 1 litro de água fervente. • Gargarejo: 60g de folhas para 1 litro de água (32). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. Deixar 1 noite em maceração e tomar no dia seguinte. em jejum. anti-hemorrágica. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser usadas em saladas e sopas. Fazer gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). hepática. • Os pássaros são ávidos pelas sementes. TOXICOLOGIA O pólen é um dos maiores propagadores da polinose .Tem-se registrado ainda as seguintes atividades em diferentes partes da planta: antiviral.

erva-de-cachos. glabra. Ocorre desde o nível do mar até 1. caruru-de-porco. subglobosa. Folhas alternas. lenhoso na base e carnoso. glabra. ápice agudo.0 x 0. enquanto que os frutos encerram phytolaína e ácido fitolácico. FITOLOGIA Planta herbácea ou subarbustiva. SOLO Cresce subespontaneamente em solos férteis e humosos. Caule cilíndrico. caruru-de-cacho.5 a 1. tintureira. medindo 1. verão e outono. elípticoovaladas. Flores monoclamídeas. com cerca de 4 a 5mm de diâmetro.80m de altura (209). mechoacan-do-canadá. • Florescimento: ano todo. erva-da-américa. composta de 5 tépalas brancas. cupieiro. lisa. vermelho-purpúrea quando maturo. base decorrente. muito ramificada. glabro. Não tolera solos ácidos e compactados. ovaladas a orbiculares. • Adubação: 2 a 3kg de cama de aviário/m2. ervados-cachos-da-índia. . caruru-bravo. Inflorescência em rácemos espiciforme. • Colheita: 6 meses após o plantio. erva-pombinha. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. simples. verdes. tipi. multicaule. Raiz napiforme. carurú-guassú. e as sementes phytolaceína (93). fruto-de-pombo. no topo. com núcleo esponjoso. CLIMA Desenvolve-se bem em climas tropicais e subtropicais.8m de altura. verde e às vezes manchado de vermelho. A planta contém ainda saponinas e phytolacagenina. erva-de-laca. Semear em bandejas de isopor com substrato orgânico. margem crenulada. erva-do-canadá. róseas ou lilases. • Plantio: primavera. brilhante.50m. rosetiforme. capoeiras e terrenos férteis abandonados. contendo uma semente por carpelo. ocorrendo no Brasil principalmente nas regiões nordeste e sudeste. Semente lenticular. • Propagação: sementes. preta. cilíndricos. liso. É feita naturalmente pelos pássaros. lisa. marando. HABITAT Espécie autóctone das Américas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Fruto baga subglobosa.SINONÍMIA Caruru-açu. medindo 15 a 18cm de comprimento. caruruselvagem. FITOQUÍMICA A raiz e o fruto encerram phyitolacina. nervuras proeminentes na face dorsal. faces convexas.

As folhas são diuréticas e vulnerárias (242). A phytolacina é tóxico-convulsionante (93). • É ornamental e fixadora de dunas.. sementes e as raízes são tóxicas. • Os frutos contém um corante. • Os frutos são muito apreciados pelas aves em geral. vinhos e xaropes. • As folhas e os brotos jovens. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. Duas horas após a ingestão. As folhas contusas são reputadas eficientes na cura das úlceras malignas e o cancro (93). vomitiva. Em doses elevadas. apud 209). FAMÍLIA BOTÂNICA Cyperaceae. As folhas contusas são drásticas. TOXICOLOGIA As folhas. do grupo da betacianinas. ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. convulsões e morte (242). O fruto verde é um purgativo enérgico (93). diarréia. . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória e analgésica tópica (271). ocorre ânsia de vômito. • Os frutos já foram utilizados no passado para enfeitar e colorir doces. provoca vômitos e narcotiza o paciente. Os frutos contém pequena quantidade de alguns componentes tóxicos (209). anti-reumáticas e antisifilíticas. anti-reumática.PARTES UTILIZADAS Frutos. antiescorbútica e depurativa. raiz e folhas. utilizado para tingir plumas e vestimentas de índios. TIRIRICA NOME CIENTÍFICO Cyperus rotundus L. que é vetor de Schistosoma mansoni (Haraguchi et al. INDICAÇÕES A tintura. após submetidas à decocção. As saponinas apresentam forte atividade contra Biomphalaria glabrata. espasmos. alcoolatura ou extrato fluido da raiz são indicados para dermatoses e orquites. A raiz é purgativa. Bochechos e gargarejos com o decôcto das folhas são indicados para afecções bucofaringeanas (271). são comestíveis.

tiririca-comum. erva-côco. Durante o inverno a planta não se desenvolve. Rizoma filiforme e tuberoso. ovóides-oblongos. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. o seu cultivo deverá ser feito em áreas marginais e isoladas. mas tem preferência por solos férteis. glabra. com cerca de 30 a 50cm de comprimento por 2 a 4mm de largura. lineares. com eixo alado. mas preferencialmente no verão. friáveis. As folhas são longas. O fruto é um aquênio 3angular. CLIMA Adapta-se as mais variadas condições climáticas. • Capação: todos os pendões florais devem ser eliminados no início de seu desenvolvimento para não disseminarem a semente para outras áreas. • Herbicidas: quando se deseja coletar a tiririca em áreas inçadas.2 x 0. PARTES UTILIZADAS Rizomas livres de raízes filamentosas e detritos. carenadas e numerosas. brancos internamente. de sabor amargo e doce-aromático. junça-aromática. castanhoavermelhados ou escuros. • Plantio: outubro.SINONÍMIA Capim-dandá. esponjosos. radiando de uma haste delicada. Para facilitar a colheita dos tubérculos. formando tubérculos tenros. quase filiformes. triangular e púrpura. assegurar-se do não uso de herbicidas na planta. • Espaçamento: 0. • Propagação: sementes e tubérculos.10m. revolvidos e areno-argilosos. HABITAT Planta alóctone mundialmente adaptada a todos os ambientes terrestres. Inflorescência formada por 4 a 6 espigas desiguais. Espiguetas pardo-avermelhadas. cebolinha. . sobretudo áreas ruderais. dispostas em fascículos umbeliformes curtos. • Alelopatia: a planta é forte alelopata da germinação e crescimento de espécies herbáceas. • Rendimento: 40t/ha de rizomas e tubérculos (242). Caule delgado e tríquetro. entumecido a cada segmento. resinosos. • Colheita: é feita durante todo o ano. sobretudo a alface (75). É heliófita. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica e infestante. que cresce de 20 a 30cm de altura. acizentado. SOLO Desenvolve-se nos mais diferentes tipos de solo. fazer o plantio sobre camalhões.

FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. antisifilítica (271) e afrodisíaca (242). cineol e L-αpineno (1). gastralgia. Corola gamopétala. glandulosas.2%) contendo cipereno. esteróis (278). da flora mediterrânica. poejo. antidispéptica (444). triterpenóides. emenagoga. timo. estimulante. na forma de decôcto.4% (40% de cetonas sesquiterpênicas . TOMILHO NOME CIENTÍFICO Thymus vulgaris L. Cálice tubuloso com 5 dentes. axilares ou terminais. de ramos acizentados. SINONÍMIA Arçã. fortificante (215). bilabiada. náusea e vômitos (444). em tintura. vermífuga (93). Flores brancas à rosadas. pequenas. muito ramificado.5-1. . adstringente. dores abdominais. diaforética. Folhas pequenas (até 6mm de comprimento). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Balsâmica. opostas. prosperando até 3. lenhoso. Fortemente aromática. até mesmo em colinas áridas. antiinflamatória. dismenorréia. Forma uma moita de caule tortuoso. Fruto composto de 4 aquênios. amido e óleo essencial (0. antiblenorrágica. lanceoladas ou lineares.FITOQUÍMICA Essência 0. arçanha. ciperol. INDICAÇÕES Indicada para.ciperona). dispepsia. FORMAS DE USO • 8 a12g/dia. sésseis. rasteiro. HABITAT Espécie alóctone européia que cresce em estado selvagem em terrenos secos e quentes.000m de altitude (96). FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. pó ou em pílulas (444). que cresce de 15 a 30cm de altura. formando glomérulos de 3 flores que parecem capítulos globosos. α-ciperone. tomilho-ordinário. antidiarréica. eretos e compactos. segurelha. tomentosas e esbranquiçadas dorsalmente. tomilho-vulgar. O sabor é algo picante e levemente amargo. com os bordos virados para baixo.

saponósidos e vitaminas B1 e C (182). estaquia. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita. carvacrol (283). Quanto maior a luminosidade. FITOQUÍMICA Timol. com boa exposição solar. tônico capilar. • Colheita: ocorre dois anos após o plantio. mergulhia e sementes. arenosos. bem drenados. CLIMA. Um grama de sementes possui cerca de 4. mantida sempre umedecida. sumidade florida e folhas. preservativo de alimentos (109.SOLO Exige solos soltos. desodorizante. carminativa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. com maior número de ramos e brotações vigorosas (231). • Florescimento: outubro a novembro. antisséptica. hidrocarbonetos. • Propagação: divisão de touceiras. • Plantio: primavera (propagação vegetativa) e outono (sementes). que prefere solos mais pobres. resina. a qualidade das plantas decai sensivelmente. anti-reumática. • Renovação da cultura: após o segundo ou terceiro ano de cultivo. PARTES UTILIZADAS Sementes. retirar as cepas e obter novas mudas. antidiarréica (32). pineno. • Padrão comercial: o teor de cinzas não deve ser maior que 14% (96). cimeno. Neste caso. linalol. PARTES UTILIZADAS Sementes. porém os produtos de maior qualidade são obtidos em regiões temperadas quentes. pois reduzem o crescimento e afetam a formação dos metabólitos secundários. anti-helmíntica (257). • Plantas daninhas: a planta não tolera qualquer tipo de concorrência.000 a 5. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antioxidante.5 x 0. sem problemas de acidez. 110. antimicrobiano. borneol. antiespasmódica.4m. A planta não suporta solos úmidos e argilosos. cujas temperaturas giram em torno de 20o C (182). tanino (257). retardante da senelidade. sumidade florida e folhas. cicatrizante. . Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Adubação: O uso de fertilizante mineral debilita a planta. maior o número de glândulas de óleos essenciais e as plantas tornam-se mais eretas. béquica. 108). álcoois. Teores decrescentes de umidade no solo acentuam a cerosidade sobre a folhas e o conteúdo de óleos essenciais (231). por ocasião do florescimento.000 sementes (96). cimol. profundos. A planta é heliófita e não tolera regiões de pluviosidade elevada. Adapta-se aos mais variados clima da Terra.

aperiente. úlceras dérmicas. É encontrada até 2. suculento. Cresce espontaneamente em bosques e subosques. carnes e queijos. problemas respiratórios. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. halitose. uso externo . monóica e dióica. estriado.400m de altura. INDICAÇÕES Indicada ainda para a coqueluche. lumbago. astenia. sobretudo em marinadas. hortaliças. em reduzido número de indivíduos. sinusite. Escherschia coli e Candida albicans (362). embora inerme na . urtiga-maior.] Gaudich. fastio. • Infusão: uso interno . • Utilizado na indústria perfumista e de licores. depressão nervosa (294). e sudorífica. diurética (294). que cresce de 1. urtiga-mansa. afecções da garganta (303). FAMÍLIA BOTÂNICA Urticaceae. SINONÍMIA Cansanção. urtiga-brava.5 a 3. antileucorréica (32). anti-helmíntica (283) excitante das funções circulatórias e cerebrais. convalescença. vermelho e aculeado na base. 257). revulsiva.10g de folhas por litro de água. prados. atonia do tubo digestivo. ftiríase. emenagoga.estomáquica. sarna. urtigão. Tomar 1 xícara das de chá 2 a 3 vezes aos dia. ramificado. URTIGA NOME CIENTÍFICO Urera baccifera [L. (383). anemia. cólicas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. urtiga-vermelha. gota.40g/litro (32. amenorréia e catarros crônicos (32). FORMAS DE USO • Decocção: 1 colher das de chá de sementes para cada xícara de água. colerética. peixes. meteorismo. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. tônica. HABITAT É autóctone da América tropical. angina. antigripal. O caule é ereto. tosse convulsa. hemolítica. a beira de cursos de água e em locais úmidos e sombreados.0m de altura. parasitoses.

bem drenados. úlceras. medindo 10 a 20cm de comprimento por 8 a 15cm de largura. tinha. antihidrópica. caroteno. assimétrica. anúria. com dentes triangulares. • Colheita: inicia a 6 a 8 meses após o plantio. ovóide. que também pode ser utilizado para o enraizamento dos rebentos. SOLO Prefere solos profundos. ovário súpero e estigma em forma de pincel. revestida de pêlos urticantes sobre as nervuras. silício. areno-argilosos e ricos em matéria orgânica. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 150g de fosfato natural. Apresenta um rizoma subterrâneo. FITOQUÍMICA Nitrato de potássio (435). enrugadas na face ventral. hirsutas. • Propagação: sementes e rebentos.5 x 1. ácidos fórmico e gálico. As flores femininas são globosas. Inflorescência em cimas escorpióides. antianêmica. comprimida. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. anti-hemorroidária. As flores masculinas são globosas. magnésio. depurativa. afecções de pele (257). infecções micóticas da pele. diurética. pois é de clima subtropical de altitude. erisipela (59). rizoma e raízes (outono). antidiabética (257). leucorréia. roséo-claras. braços e mãos ao realizar qualquer atividade junto a planta. medindo 2mm de diâmetro e contendo uma semente com forma e tamanho semelhante à núcula. disúria (32). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Cuidados: por apresentar espiculosidades muito urticantes. feridas. potássio. .5m. dispostas em ramos carnosos e róseos. minúsculas (2mm de diâmetro). no verão. É heliófita. amenorréia (179). proteger o corpo. hemostática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória (179).parte teminal. pecíolos e sobre cada ruga ventral. galactagoga. anti-reumática. Fruto tipo núcula. acetilcolina. PARTES UTILIZADAS Folhas da planta jovem (todo ano). histamina. longo-pecioladas. • Frutificação: março a maio. anti-sifilítica (215). com perigônio carnoso. ápice acuminado e base cordada. castanho quando maturo. sendo as da base cordiformes. tanino. vitamina C. As folhas são alternas. cálcio. adstringente (435) e revulsiva. ovaladas-elípticas. enxofre (1). • Florescimento: outubro a fevereiro. • Plantio: outono e primavera. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno.

236). de porte mediano (3. urucu.hidrocefalia (435). As flores são róseas. podendo ser utilizadas em cordoaria (209). misturadas com outra forragem. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. achote. menopausa. podem ser consumidas pelo gado. revestida de espinhos moles e inofensivos. urucuuba. diarréia. • Os frutos maduros são consumidos pelos pássaros. em panículas terminais. açafroeira-da-terra. de tronco curto.0m). FAMÍLIA BOTÂNICA Bixaceae. elípticas. • As fibras do caule e ramos são muito resistentes. verde ou vermelho-pálida ou roxoescura. cordiformes-acuminadas. colorau. longo-pecioladas. enurese. 58. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. grande. persistentes. psoríase e urticária (1). bija. ciática. . ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta é inativa como moluscicida. HABITAT Espécie autóctone do Brasil tropical. queda de cabelos. inteiras. picadas. Fruto cápsula ovóide ou cônica com 3 a 5cm de comprimento. achicote. afta. orucu. As folhas são alternas. urucuzeiro. CLIMA É de clima equatorial e tropical e heliófita. contendo 30 a 40 sementes revestidas de arilo vermelho-seríceo. com casca pardacenta e copa densa arredondada. É cultivada em jardins. epistaxe. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. SINONÍMIA Açafrão-da-terra.0 a 4. tintória. glabras. antimicrobiana e antimicótica (19. grandes. edema. uru-uva. URUCUM NOME CIENTÍFICO Bixa orellana L. murchas. hortas e hortos. com corola formada por 5 pétalas. mas que pode atingir até 10m de altura nas regiões de origem. com muito estames. achiote. açafroa. bastante ramificada.

sementes e raiz. • Plantio: março a abril.L-1 (80%). antipirética. férteis. estomáquica. luteína e zeaxantina.L-1 e KIN 1mg. antiasmática. refrigerante (a polpa). béquica. cicatrizante (raiz). • Micropropagação: a partir de sementes esterelizadas e germinadas in vitro. peitoral.0 x 4.SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. úmidos e fofos. geranil formato. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 200g de fosfato natural. trans-bixina. geranil octadeconoato. na primavera e início do verão. respectivamente. em armazenamento (241). vulnerária (folhas). • Propagação: sementes e estacas. a melhor concentração de AIA e KIN foi.0m. Readubar anualmente. 0. diterpenos: farnesilacetona. .L-1. flavonóides: apigenina-7-bissulfato. antiinflamatória. obtém-se explantes de ápices e segmentos de hipocótilos.000 unidades. As sementes têm viabilidade superior a 6 meses. hemostática (179). PARTES UTILIZADAS Folhas. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 22. nor-bixina. antidiarréica. antidisentérica.0mg. A melhor poliferação de brotos (4 a 5 por explante) baseou-se nos mesmos reguladores e respectivas concentrações verificadas para calos (310). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante e digestiva (sementes). O transplante é feito quatro meses após a semeadura. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. antibiótica (294). Para a formação de calos. cosmosiina. β-caroteno. laxante (215). AGROLOGIA • Espaçamento: 4. anti-hemorrágica (68). metil-bixina. A bixina é avermelhada e insolúvel em água e a nor-bixina é solúvel. • Doenças: as folhas podem ser infectadas pelo fungo Cercospora bixae. As estacas são enraizadas em vermiculita. diurética. laxante. estimulante. hipotensora. afrodisíaca (sementes trituradas) e antídoto de ácido cianídrico (93). vitamina C (128) e orelina (9). A germinação ocorre em 10 a 20 dias. hipoaletina-8bisulfato. • Florescimento: ocorre a partir do segundo ano após o transplante. geranil geraniol.3 e 2. depurativa. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. adstringente (335). benzenóide: ácido gálico (179). FITOQUÍMICA Carotenóides: bixina. criptoxantina. A frutificação ocorre no verão e outono. Os melhores índices de entumescimento foram obtidos com o meio MS completo suplementado com AIA 0. As sementes são usadas para o tratamento da diabetes (284). luteolin-7-bissulfato e luteolin-7-0-β-D-glucosídeo e isoscutelareína. O transplante das mudas para o campo ocorre após 3 a 4 meses da semeadura (241).3mg. cardiotônica.

INDICAÇÕES
A infusão a frio dos renovos é usada para inflamações nos olhos. As sementes são utilizadas no tratamento de queimaduras de pele (93). A decocção das folhas é usada para o sarampo. As folhas, quando previamente machucadas, são indicadas para curar panos (infecção micótica). O pó do arilo das sementes é utilizado em gargarejos para o tratamento de amigdalites e afecções bucais. As sementes, amassadas, podem ser aplicadas topicamente em queimaduras (179). Também indicadas para a endocardite, pericardite, afecções do estômago e obstipação intestinal (68). A tinta do urucu é um antídoto de ácido cianídrico, encontrado na mandioca-brava (9; 32). O pó é utilizado para combater sarna e piolho. As sementes são anticolesterolêmicas (244). As folhas são indicadas para bronquite e faringite (9).

FARMACOLOGIA
O extrato aquoso administrado em ratas, na dose de 400mg/kg demonstrou atividade anti-secretora gástrica. O extrato hidroalcoólico inibe a prostaglandina sintetase em concentrações de 750µg/ml (419). O extrato clorofórmico por intubação gástrica, na dose de 1g, aplicada em cachorro, demonstrou atividade hipoglicêmica significativa (284; 416). O extrato aquoso da semente, aplicado intraperitonialmente em rata, provocou redução da atividade motora e um aumento da diurese, sem sinais de toxidez. A decocção das folhas induz à contração do útero de rata (179).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli (157) e Salmonella typhi (Cáceres, apud 169).

FORMAS DE USO
• Infusão: 10 a 15g por litro de água (32). • Macerado a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias (244). • Extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal. • Extrator alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo. • Tintura: deixar macerar por 8 dias 20g de pó da semente em 100ml de álcool 70 o. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos.

TOXICOLOGIA
A casca da semente demonstra efeito tóxico aos pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina (Morrison, apud 120). A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina (179

OUTRAS PROPRIEDADES
• A polpa fornece um corante e condimento natural - a bixina, também utilizada para colorizar chocolates, queijos, manteiga e outros víveres (380), cera e seda (93).

• É utilizada para colorir carnes congeladas. • Misturada à substâncias amiláceas em pó, obtém-se o corante culinário mais comum em todo o mundo, o colorau,. • O pó resultante da trituração das sementes é repelente de insetos e colorizante do corpo (179) e de artesanato cerâmico.

VALERIANA
NOME CIENTÍFICO
Valeriana officinalis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Valerianaceae.

SINONÍMIA
Erva-de-amassar, erva-de-gato, erva-dos-gatos valeriana-selvagem, valeriana-silvstre. erva-de-são-jorge, valeriana-menor,

HABITAT
Espécie alóctone que habita as florestas úmidas e planícies pantanosas da Europa. Cresce espontaneamente em valas, taludes e nas orlas de bosques. É encontrada até 2.000m de altitude (383).

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, polianual, alóctone, com rizoma estolonífero, dotado de raízes fibrosas e fusiformes. Forma uma cepa curta da qual partem, horizontalmente, várias raízes divergentes, esbranquiçadas, com barbelas curtas. A haste é roliça, com estrias e listas, oca, fistulosa e que origina seis a dez pares de folhas opostas, pinuladas, com 3 a 25 folíolos lineares, lanceolados ou elípticos, inteiros ou dentados. A planta atinge 30 a 40cm de altura por 30 a 40cm de diâmetro de copa. Nos países de origem pode atingir até 2m em altura. Flores róseas ou brancas, hermafroditas, dispostas em corimbo, glomérulos ou espigas curtas. Corola tubuloso-infundibuliforme. pouco aromáticas. Fruto aquênio drupáceo, contendo apenas uma semente.

AGROLOGIA
• Ambiente: para evitar-se problemas fitossanitários e obter-se rizomas de alta qualidade, recomenda-se cultivar as plantas sob cultivo protegido. • Espaçamento : 0,4 x 0,3m. • Reprodução: perfilhos da planta matriz, que podem ser enraizados em substrato organo-mineral ou em areia hidropônica, sob cultivo protegido. • Plantio: outono. Plantar as mudas sobre camalhões com até 25cm de altura.

• Adubação: 3 a 4kg/m2 de húmus de minhoca associado a 200g de fosfato natural. Aplicar aos 40 e 70 dias após o plantio 8g/planta de nitrato de cálcio. • Mulching: cobrir o solo com plástico preto, palha ou casca de arroz. • Irrigação: utilizar o sistema de gotejamento. • Doenças: em regiões de alta pluviosidade é comum a ocorrência de fungos e bactérias de solo que causam podridões nas raízes e colo da planta. • Pragas: é suceptível ao ataque de Diabrotica spp. • Florescimento: não ocorre florescimento nas condições do Litoral Catarinense. • Colheita: cerca de 12 meses após o plantio, quando a planta estiver em senescência natural ou seca • Colheita: outono a inverno. Imediatamente após a colheita, os rizomas e as raízes devem ser lavados rapidamente e postos a secar em temperaturas inferiores a 40oC.

PARTES UTILIZADAS
Rizoma e raízes.

FITOQUÍMICA
Ácido iso-valérico (0,1 a 2,0%) e valérico, sesquiterpenos, iridoides, flavonóides, triterpenos, alcalóides (1).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa (133), vermífuga, calmante (283), antiinflamatória, antiprotozoária, antitumoral (232), antiespasmódica, ligeiramente narcótica (93), moderadora do apetite, antidepressiva (294), antiepiléptica, anti-histérica (232), anticonvulsiva, antineurálgica (435), tônica, calmante de neurastenia e psicoastenia, hipnótica, carminativa e antipirética (1).

INDICAÇÕES
É indicada para ansiedade, insônia (232), depressão nervosa, cansaço intelectual, nevrose cardíaca (93), distúrbios da menopausa, cólicas (294), influenza, reumatismo (380), machucados, chagas, feridas e contusões (271).

FORMAS DE USO
• Infusão: ⇒ 5 a15g de raiz por litro (435). ⇒ 15 a 20g/litro de água (283). • Vinho: macerar por 8 dias 25g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia. É indicado para a depressão (294).

TOXICOLOGIA
Doses abusivas podem resultar em cefaléia, vertigem e alterações na visão e audição.

OUTRAS PROPRIEDADES
• As raízes frescas possuem, no primeiro momento, sabor picante, passando a amargo e aromático.

• As folhas apresentam forte sabor amargo. Ao serem secas, exalam um aroma peculiar e desagradável. • O aroma da planta atrai gatos.

VASSOURINHA
NOME CIENTÍFICO
Scoparia dulcis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Scrophulariaceae.

SINONÍMIA
Coerana-branca, corrente-roxa, ganha-aqui-ganha-acolá, pupeiçava, tapeiçaba, tapixaba, tupeiçava, tupiçaba, tupixaba, tupixava, vassoura, vassourinha-cheirosa, vassourinha-debotão, vassourinha-doce, vassourinha-miúda, vassourinha-mofina, vassourinha-molfina, vassourinha-tupiçaba.

HABITAT
Espécie autóctone que medra nas terras baixas dos trópicos. Ocorre em áreas ruderais e de lavoura, capoeiras e campos abertos.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, ereta, ramificada, que cresce de 0,5 a 1,0m em altura. O caule é delgado, tetragonal, verde-claro, anguloso e sublenhosos na parte basal e herbáceo na superior. As folhas são quase caulescentes, com a base atenuada e o ápice agudo verdes, pecioladas, opostas, verticiladas, ternadas, obovadas ou oval-lanceoladas, dentadas, glabras, peninérveas, com a nervura média saliente, medindo 3cm e comprimento por 1cm de largura. As flores, multifloras em pares, se originam das axilas das folhas. São pequenas, hermafroditas, pentâmeras, 4 sépalas partidas, corola rotácea branca, bilabiada, com lóbulos e numerosos tricomas brancos, internamente. O fruto é uma cápsula septicida globosa, com cerca de 1,0 a 2,0mm de diâmetro, bilocular, lisa, glabra, membranácea, de cor creme-escura, deiscência apical e numerosas sementes muito pequenas. As sementes apresentam formato irregular, reticulada, glabras, amareladas a castanho-claras e brilhantes.

CLIMA
Espécie de ampla adaptação climática, encontrada principalmente em regiões tropicais. É heliófita.

SOLO
Prefere os solos férteis, areno-siltosos, leves e úmidos, sem acidez.

AGROLOGIA

• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono, primavera e verão. • Florescimento: primavera e verão. • Colheita: 100 a 110 dias após a emergência.

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Adrenalina, noradrenalina (404), amelina, mucilagem (9), azeite viscoso, que contém dulcinol, scoparol, manitol e glicose. Ácidos graxos: esteárico, mirístico e linoleico. Componentes saponificáveis: triacontano, dulciol, β-sitosterol e dulcilona. As raízes contém manitol, taninos, composto organo-fosforilado, alcalóide e triterpeno. Outros compostos: acacetina, α-amirina, apigenina, benzoxazolina, ácido betulínico, coixol, 7-0β-D-glucoronídeo de friedelina, himenoxinas, ácidos gentísico, ifflaónico, scopadúlcico A, B e C, scopárico, dulcinóico; scoparinol, scutelareína, vicenina e vitexina (179).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, diurética, febrífuga, antiblenorrágica, emenagoga (300), antilítica, anticefalálgica, anticonceptiva, antidiabética, expectorante, mucolítica, adstringente, antioftálmica, antiflatulenta, depurativa, tônica, emética (179), vermífuga (120), antiespasmódica, antisséptica (130), antiasmática, anti-hemorroidária (9), emoliente, béquica, odontálgica (93), antigripal (271), hepática, peitoral, aperiente, revitalizante (120).

INDICAÇÕES
Febres intermitentes, paludismo, uralgias, vaginite, parasitas da pele, afecções gastrointestinais, digestões lentas, cólicas, constipações (179), dores de ouvido (215), brotoeja, coceiras, erisipela, afecções cutâneas e catarrais, bronquite, corrimento vaginal, infecção urinária (120), catarros pulmonares (271), pernas inflamadas e varizes (303).

FARMACOLOGIA
Extratos da planta apresentaram atividade antiinflamatória e analgésica em ratos (147; 404; 119), principalmente devido aos flavonóides e glutinol. O ácido scopadúlcico, obtido da planta, apresenta atividade antitumoral (296). O scopaduldiol tem propriedades inibidoras da ATP gástrica H+/K+ (181). Os extratos etanólicos e acuosos da planta (0,52mg/kg p.o.) prolongaram o tempo de sono em ratos induzidos por pentobarbital, sendo o extrato etanólico mais ativo que o acuoso (179). Apresenta atividade depressora (120). A amelina, fitoquímico presente na planta, tem mostrado eficácia no tratamentos de alguns tipos de diabetes (209).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).

FORMAS DE USO
Decocção, infusão e suco.

OUTRAS PROPRIEDADES
• Utilizada nas áreas rurais, na forma de feixe, para as casas.

VASSOURINHA-DE-BOTÃO
NOME CIENTÍFICO
Borreria verticillata (L.) G.F.W. Meyer.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Rubiaceae.

SINONÍMIA
Cordão-de-frade, cordãozinho-de-frade, erva-botão, falsa-poaia, perpétua-do-mato, poaia-comprida, poaia-falsa, poaia-preta, poaia-rosário, vassoura-botão, vassourinha.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce em restingas, planícies do litoral e em áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, com 40 a 60cm de altura, com a base lenhosa, duríssima, cilíndrica, glabra, áfila. Ramos tetrágonos, glabros ou pilosos, com entrenós curtos. Folhas lineares ou lanceoladas, curtamente pecioladas. Bainha da estípula glabra ou levemente pubérula. As flores são alvas, reunidas em inflorescências globosas, axilares e terminais. Apresenta duas sépalas, subuladas, denticuladas e concrescidas na base. Corola hipocraterimorfa, glabra ou levemente pubérula. O fruto é uma cápsula subglobosa ou subcilíndrica, coriácea, glabra. A semente é linear a oblonga, purpúreo-nigrescente.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 0,7 x 0,7m. • Propagação: estacas da planta mãe e sementes. A germinação das sementes é muita baixa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas podem ser enraizadas com o mesmo substrato. • Plantio: ano todo. • Florescimento: é contínuo ao longo do ano. • Colheita: inicia 4 a 6 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS

Folhas e raiz.

FITOQUÍMICA
Emetina, um dos alcalóides encontrados na ipeca (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emética (242), antidisentérica (309) e anti-hemorroidária (9).

INDICAÇÕES
Utilizada para o tratamento de dermatoses (309).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
O extrato alcoólico das flores apresentou atividade bactericida contra Staphylococus aureus. A concentração bactericida mínima variou de 0,66 a 5,25mg/ml (309).

INDICAÇÕES
Indicada para erisipela e varizes (9).

VERBASCO
NOME CIENTÍFICO
Buddleya brasiliensis Jacq. ex Spreng ssp. stachyoides Cham. e Schlecht.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Buddlejaceae.

SINONÍMIA
Barbasco, barbasco-do-brasil, barrasco, calça-de-velho, calças-de-velha, calção-de-velha, calção-de-velho, calção-velho, carro-santo, cezarinha, tingui-da-praia, vassoura, vassourinha, verbasco-brasileiro, verbasco-do-brasil.

HABITAT
Espécie autóctone, normalmente encontrada na encosta atlântica, crescendo nos campos, beira de riachos e orla de matas, capoeirinhas, potreiros estradas e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, polianual, ereta, pouco ramificada, que cresce de 1,0 a 1,80m de altura. Caule quadrangular, cotonoso-tomentoso, cilíndrico na base, amarelado-ferrugíneo ou avermelhado, de ramos eretos, medulosos, alado-subtetrágonos nas partes jovens. As folhas são opostas, amplexicaules, decurrentes, quase sésseis, lanceoladas, com cerca de 15 a 20cm de comprimento por 5 a 8cm de largura, inteiras, irregularmente serreadas, rugosas, sedoso-pubescentes na página superior, albo-lanoso-pubescentes e salientes

nervadas na inferior. As flores são campanuladas, hermafroditas, tetrâmeras, pequenas, amarelas, dispostas em cimeiras capituliformes de 3 a 4 flores. O fruto é uma cápsula oblonga, angulosa, contendo numerosas sementes cilíndricas, lisas e castanhas.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. É heliófita.

SOLO
Desenvolve-se melhor em solos férteis e revolvidos, mas adapta-se aos solos ácidos, arenosos e argilosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 1,0 x 0,6m. • Propagação: sementes, que podem ser semeadas diretamente em canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono e primavera. • Florescimento: maio a outubro. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e flores.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emoliente, sudorífica, anti-reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, antiofídica (342), depurativa, adstringente, diurética, expectorante, peitoral, sedativa, béquica (257), antigripal (215), anódina (32), antiálgica (68), antiasmática e calmante (93).

INDICAÇÕES
Útil no tratamento de bronquite (257), doenças pulmonares (93), hemoptises, catarro (32) e contusões (68).

FORMAS DE USO
• Decocção: ferver 1 a 2 colheres da chá das folhas ou raízes em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. O decôcto pode ser utilizado em abluções para contusões (68).

TOXICOLOGIA
A planta é ictiocida, podendo também ser tóxica (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Em animais é usada para a lavagem dos olhos e tratamento de pisaduras em eqüinos (209).

antinefrítica e antilítica vesicular (271). estimulante do apetite. em torno de cada planta. CLIMA É de clima temperado quente. É heliófita. dispõem-se esparsamente ao longo de espigas finas e compridas. friáveis. pequenas e lilacinas. FITOLOGIA Planta herbácea a subarbustiva. INDICAÇÕES . lactogênica. • Colheita: inicia 6 a 7 meses após o plantio. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. • Mulching: utilizar plástico preto. crescendo 30 a 40cm de altura. calmante do sistema nervoso. anti-reumática (294). de caule e ramos finos. Plantio: outono. FITOQUÍMICA Verbenina. Folhas opostas. medindo até 40cm de comprimento. neutros. quadrangulares. recortadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. sobretudo de altitude. ricos em matéria orgânica e bem drenados. ereta.0kg/planta de húmus de minhoca. muito ramosa.VERBENA NOME CIENTÍFICO Verbena officinalis L. Propagação: sementes. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. Semear em substrato organo-mineral. Adubação: 1. Apresentam sabor amargo.8 x 0. SINONÍMIA Erva-de-fígado.4m. digestiva. associado com 50g/planta de fosfato natural. As flores. citrina e óleos essenciais (294). febrífuga. SOLO Prefere solos férteis. palhas ou casca de arroz sobre o solo. adaptando-se ao subtropical.

Coar e tomar ao longo do dia para o tratamento da celulite. escabrosas e serradas na margem. cespitosa. fortemente aromáticos. pardacentos. aftas. (294). • Infusão: 4 colheres das de sopa de verbena em 1 litro de água quente. lineares. flexíveis. Inflorescência em panícula ampla. de 13 a 30cm. esponjosas e castanhas. afecções do fígado. males do estômago. ereta. espinescentes sobre uma das palhas e ciliadas sobre a outra. 8 a 12 verticilados. livre entre as glumelas. esponjosos. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 10 minutos 50g de verbena em 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES • Aromatizante de café • Utilizada na fabricação de licor. Glumas coriáceas. inodoras. Folhas mais ou menos basilares. CLIMA Tropical e heliófita. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia. esverdeada. tendo os inferiores mais de 20 raios. grama-das-índias. . FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. glabras. de rizomas lenhosos. Fruto cariopse oblonga. cônica. SINONÍMIA Grama-cheirosa. capim-vetiver. terminal. FITOLOGIA Planta herbácea perene. às vezes dobradas. revestidos de epiderme amarelo-pálido. com até 70cm de comprimento. invaginantes no caule. capim-de-cheiro. VETIVER NOME CIENTÍFICO Vetiveria zizanioides Stapf. compridos e muito finos. compostas de 2 flores e reunidas em grupos de 2 a 3. As raízes são aromáticas. Espigas formadas por espiguetas violáceas. eretas. esplenite e gangrena (271). denominado Verbena. composta de numerosos rácimos espiciformes. estreitas. Abafar por 5 minutos. patcholi. lisas. agudas.Indicada para o tratamento da celulite (294).

diaforética. • As raízes são altamente fixadoras de dunas e barrancos à beira-rio. chapéus. tônica. VINAGREIRA NOME CIENTÍFICO Hibiscus sabdariffa L. PARTES UTILIZADAS Rizomas. para perfumar roupas. • O óleo de vetiver é usado para aromatizar dentifrícios e sorvetes e para prepara perfumes. também cresce em solos arenosos e até em dunas. Contém 0. • As folhas são utilizadas para a fabricação de artesanatos diversos (esteiras. cestos). leques. quando novas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. vetiverina.5% de óleo essencial amarelo-claro.2 a 3. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é excelente insetífuga de pragas domésticas (baratas e traças). FITOQUÍMICA Vetivenes. vetivenil. edulis . var. carminativa e anti-histérica (271). As mudas obtidas a partir do rizoma devem ter as folhas cortadas para evitar a transpiração excessiva. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. • Plantio: outono e primavera. • As folha são forrageira. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. vetivedol. toldos. fortemente aromático.7m x 0.6m • Propagação: sementes e divisão de rizomas. calmante das enxaquecas. das nevralgias (93).SOLO Embora a planta prefira solos humosos e úmidos. ácido vetivérico. biombos. antisséptica. amargo e picante (93). volátil. INDICAÇÕES Indicada para enxaqueca (271). Os segmentos de rizoma ou perfilhos podem ser plantados diretamente a campo. febrífuga. • O rizoma seco da planta é utilizado preso ao cabelo para perfumar ou em saches.

rosela. • Florescimento: abril a junho. cônico-ovóide e estrigoso. HABITAT Planta alóctone originária da África oriental tropical.0m. quiabo-azedo. com mácula mais escura na base do pedúnculo também vermelho.8m de altura. • Colheita: 1 ano após o plantio. Fruto tipo cápsula. carurú-da-guiné. FITOQUÍMICA . • Propagação: sementes e estacas de ramos despidos das folhas.600mm e temperaturas de 18 a 35oC. Flores solitárias. axilares. glabro. • Plantio: deve ser feito em fotoperíodo crescente e no início da estação das chuvas. quiabo-deangola. drenados e com bom teor de matéria orgânica.5 a 1. sésseis. azeda-da-guiné. • Produção de sementes: a maturação do fruto e colheita de sementes ocorre em julho.5 a 2. Semear em bandejas de isopor de células grandes contendo substrato organo-mineral. com uma grande glândula na base da nervura mediana. de andróforo avermelhado. Cálice vermelho e muito carnoso. autógomo. Apresenta caule avermelhado. que afeta sobremaneira a reprodução. CLIMA A planta requer uma distribuição de chuva entre 800 a 1. As sementes estão no ponto de maturação completa quando o fruto capsular encontrase seco e iniciando a deiscência. 5-locular. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 50g/planta de superfosfato triplo. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. e resistente aos nematódeos e à antracnose. vermelho-escuro. carurú-azedo. denteados. longo-pecioladas. quiabo-roxo. • Doenças: A planta é sensível ao fungo Rizoctonia sp. com cerca de 1. róseas. SOLO Profundos. 5nervadas.2 x 1. Pétalas de 4 a 5cm. quiabo-róseo. A planta é regulada pelo fotoperíodo. avermelhadas.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae SINONÍMIA Azedinha. FITOLOGIA Arbusto anual. ramoso e cresce 1. As estacas podem ser enraizadas em vermiculita.0cm. de lobos agudos. As folhas são alternas. sendo as inferiores inteiras e ovadas e as superiores profundamente 3 a 5 palmati-lobadas (lobos estreitos).

que é um pigmento (93). vinhos (vinho de rosela). FITOLOGIA . relvados. A raiz é aperitiva.5 % de água. • As folhas são consumidas. viola. 2. As sementes são diuréticas. violeta-perfumada. após decocção são comestíveis e utilizadas como tempero. na forma de salada.8% de cinzas e gossipetina. marmeladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Violaceae. • As folhas. tônicas e afrodisíacas. charnecas e bosques abertos. 10. O fruto contém 86. • O suco coagula látex de plantas fornecedoras de borracha.1% de proteínas. antiinflamatória (128) e febrífuga. 257). violeta-roxa. SINONÍMIA Amor-perfeito. prestando ao preparo de geléias. VIOLETA-AFRICANA NOME CIENTÍFICO Viola odorata L.000 de altitude (383). PARTES UTILIZADAS Folhas. De 147kg de hastes são obtidas 900g de fibras limpas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são resolutivas (cataplasma) antiescorbútica. violeta-comum. Ásia Ocidental e África. violetaeuropéia. originária da Europa. violeta-de-cheiro. frutos e raízes. enquanto que as sementes são consumidas torradas. viola-roxa.Ácido oxálico. sob prévia cocção. e são diuréticas. 0. oxalato de potássio e (9). crescendo em prados. estomáquica. 0. tônicas e afrodisíacas. diurética e emoliente (9. xaropes e vinagres. É encontrada até 1. violeta. • As fibras dos caules são utilizados no ramo têxtil.3% de carboidratos. amarga e tônica (93).3% de lipídeos. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorragias e aumento da resistência orgânica (128). HABITAT Espécie alóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é alimentar.

raízes e sementes. palha. (283). depurativa (303).3 x 0. pubescente. Cápsula subglobosa. na quantidade de 5g/planta. Propagação: divisão de touceiras ou por estolões já enraizados. Cresce 10-20cm de altura. As folhas são radicais. os frutíferos deitados. casca de arroz ou plástico preto sobre o solo. partindo de uma cepa.2m. Cresce melhor à meia-sombra e aprecia o frio. AGROLOGIA • • • • Espaçamento : 0. antiespasmódica. Estigma em gancho agudo. Pedúnculos glabros. com estolões alongados. obtusas. ovais-cordiformes ou reniformes. recurvados na parte superior. SOLO Prefere solos bem drenados. Rizoma espesso. pubescente. CLIMA A planta prefere regiões de clima temperado a subtropical. longipecioladas. As sépalas são ovais-obtusas. em torno da planta. associados a 100g de fosfato natural. polisperma. radicantes e floríferos. emoliente. e mucilagem (294). munida de numerosas radicelas fibrosas. respectivamente. ramosas. sedativa e diurética. saponosídeo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e sudoríficas (flores). violina. As flores surgem na extremidade de pedúnculos que partem também da cepa e apresentam um perfume muito suave. ricos em húmus e úmidos. emética (raiz e folhas) (93). polimorfa. vivazes. purgativa (as raízes). unilocular. Apresentam cor violácea intensa e são suavemente aromáticas. • Florescimento: inverno-primavera. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. Plantio: outono e primavera. as dos estolões do ano anterior reniformes. diaforética (32). vitamina C.Planta herbácea ou vivaz. verde-escuras. PARTES UTILIZADAS Pétalas da flor. • Mulching: utilizar. ácido tânico (257). expectorante. As flores são anticancerígenas (271). 30 a 40 dias após o transplante. peitoral (257). laxativa (283). esbranquiçadas. antigripal (435). acaule. As folhas são dispostas em roseta. FITOQUÍMICA Ácido salicílico. Raízes nodosas. salicilato de metila. violácea. Pode ser feita uma adubação em cobertura com nitrato de cálcio. após o florescimento. Cálice e corola com 5 sépalas e pétalas. cicatrizante. crenuladas. calmante. folhas. INDICAÇÕES . Adubação: 3 a 4kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca.

As flores conferem sabor delicado às saladas. escoriações. defluxos (283). Endl. polínia. sendo cultivado na Colômbia. As raízes são utilizadas para as cólicas menstruais (303). Equador e Peru em altitudes de 900 a 2.Também utilizada para a bronquite. coqueluche. com amido de arroz até obter uma pasta macia. Atua como vomitiva (294). caramelos e bolos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Coar e beber aos goles. mistura bem e aplicar sobre a pele irritada. inflamações da boca e das gengivas. Acrescentar 1 colher das de chá de glicerina. Tomar 3 xícaras ao dia (32). TOXICOLOGIA Altas doses do rizoma e sementes causam severas gastroenterites. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • As folhas são cristalizáveis para o preparo de doces. mas alguns cultivos são feitos a mais de 3. • Máscara: ferver durante 10 minutos 2 colheres da de sopa de folhas e 4 colheres das de chá de flor em ½ litro de água. afecções cutâneas (303). • Decocção: ferver por 10 minutos 1 colher das de sopa de raiz em ¼ de litro de água. ainda quente. É planta ornamental.750m. pele irritada (294). sarampo. A essência serve para perfumar doces.400m (74). inflamações da garganta (257) e do ovário. O infuso pode ser utilizado em compressas para escoriações. quando misturadas ao leite de cabra (257). Também utilizada em perfumarias e indústria de cosméticos. HABITAT Planta herbácea perene originária dos Andes. resfriado. YACON NOME CIENTÍFICO Polymnia sonchifolia Poep. nervosismo e depressão circulatória e respiratória. . FORMAS DE USO • Infusão: 10g de flores ou 20g de folhas em 1 litro de água. afecções dos olhos e intoxicações. SINONÍMIA Batata-diet. Coar e misturar.

ereta. FITOQUÍMICA A maioria das raízes e tubérculos de armazenamento acumulam amido.5%. no entanto. 34mm de comprimento e disco com 16-18mm de diâmetro. e nas condições do litoral Catarinense). • Propagação: tubérculos inteiros. Em São Paulo obteve-se uma produtividade de até 100t/ha de túberas e 1. • Secagem: O conteúdo de frutanos tende a baixar consideravelmente com a esposição das túberas à radiação solar (429).0.000kg/ha de folhas secas (428) ou um peso médio por tubérculo de 100 a 500g e um rendimento por planta acima de 5kg (172). invólucro com 5-6 sépalas. sendo que as interiores são lanceoladas e pilosas. As gemas devem ser enraizadas em vermiculita ou areia. • Florescimento: abril a maio. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.90m. acumula a inulina. as caulinares deltóides.000kg/ha de 4-14-8 + Zn. tenuamente gríseo-tomentosa. com o pecíolo alado e o limbo rubro-pardo. areno-argilosos e com pH em torno de 6.4m de altura. Os capítulos são laxos. por 1m de base • Desenvolvimento: a planta cresce cerca de 1m em quatro meses. verde em cima. com as lígulas amarelas. para evitar a infecção de fungos nos tubérculos. Os rizomas e tubérculos podem ser plantados diretamente a campo. • Pós-colheita: as raízes são muito perecíveis em regiões com alta umidade relativa. oblongas. gemas e rizomas. • Pragas: a planta é altamente resistente às pragas. SOLO Prefere solos aerados. obovóide. podendo vir a deteriorar em 2 a 3 dias.1% e oxicloreto de cobre a 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS .FITOLOGIA Planta semi-arbustiva anual. as inferiores profundamente lobadas. existente nos tricomas foliares (199) e fitoalexinas (413). • Produção: 3.3cm de espessura e postas a desidratar em estufa de ar forçado a 45 a 50oC. face dorsal pálida. as túberas devem ser lavadas. • Plantio: os propágulos são plantados em camalhões com 30 a 40cm de altura. • Colheita: ocorre 10 a 12 meses após o plantio. 1. que é uma forma de oligofrutano (131).5kg/planta (sem adubação ou preparo de camalhões. com a parte superior do caule ligeiramente híspida.8-2. soltos. foliáceas. O fruto é do tipo aquênio.40 x 0. Para prolongar a conservação do material colhido. Aplicam-se 40kg/ha de nitrogênio em duas aplicações (428). robusta. fazer o tratamento com benlate a 0. cortadas em fatias de 0. • Adubação: 2. rizomas pesando 60 a 80g e gemas axilares. corimbosos-paniculados. preto. principalmente devido à presença de ácido ent-kaurenóico. O yacon. com 15cm de comprimento. As folhas são membranáceas. Em regiões muito úmidas.

HABITAT Espécie alóctone. onde o clima é temperado e úmido. • O tubérculo é rico em fibras indigestíveis (199). originária da Índia. originam estruturas de reservas de formato piriforme. por sua vez. 0. OUTRAS PROPRIEDADES • Estudos fitoquímicos demonstram a possibilidade de obtenção de frutanos .Indicada para o tratamento do diabetes e do colesterol (428). oblongolanceoladas. O rizoma principal é cônico. Exala um aroma que lembra a sálvia e o alecrim. • O tubérculo tem sabor de pêra e melão. com cerca de 1.3 a 1. e as estações são bem definidas. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta. em 10 dias (432). Por ser uma planta rústica. Folhas inteiras. crescendo a partir do rizoma antes das folhas. Consome-se também na forma de pó ou chips. FITOLOGIA Planta herbácea perene.5% m/v) reduziu os níveis de açúcar no sangue de ratos diabéticos de 348 para 214mg/dl. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A inflorescência é cilíndrica. que posteriormente dão origem à novas plantas. tuberoso. ZEDOÁRIA NOME CIENTÍFICO Curcuma zedoaria [Berg] Roscoe ou C. As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. tolera climas mais quentes. . CLIMA Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais. o qual emite outros rizomas secundários da grossura de um dedo.açúcares não assimiláveis pelo trato digestivo (272). A fratura do rizoma é compacta e córnea devido à goma de amido que se forma. com 50-80cm. onde cresce espontaneamente em florestas decíduas úmidas. FARMACOLOGIA O extrato aquoso das folhas (infusão. mas não causticantes. Estes.5m de altura. A planta é muito sequiosa por chuva. aeruginosa RoxB. com cerca de 5cm de comprimento. sendo bastante consumida no oriente na forma in natura. com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana da face superior.

utiliza-se cinza de casca de arroz.5kg/planta de cama de aviário associada a 50g de superfosfato triplo. pó ou pílulas. O pH do solo deve estar em torno de 6. Coar. Para melhorar a aeração e a textura do solo. Solos compactos ou pesados. adubação orgânica e/ou areia. regulador das funções hepáticas. antiasmática. Também útil para o tratamento de distúrbios hepáticos (387). amido e resina (128). restauradora e antiflatulenta (1). • Doença: Coletotrichum curcumis. estomáquica.4cm.SOLO Prefere solos virgens. antidispéptica (387). cineol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante aromático. Abafar por 10 minutos. FITOQUÍMICA Os rizomas produzem óleo essencial (1. PARTES UTILIZADAS Rizomas cilíndricos e os ovóides. problemas pulmonares e dermatoses (128). Tomar 1 a 2 xícaras ainda morno. após 8 meses de cultivo. retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. vômitos. zedoalactona A e B ( 412). • Florescimento: março • Colheita dos rizomas: julho a agosto.8 x 0. curcumina. . anti-reumática. FARMACOLOGIA Colerética. D-borneol. vermífuga. hipocolesterolêmica. antes das principais refeições. afecções urinárias (271).5%) composto principalmente de α-pineno. distúrbios menstruais e gastrintestinais (412). Enraizar em areia. álcool sesquiterpênico e zingibereno. pois inibe a secreção ácida. FORMAS DE USO • 3 a 6g/dia na forma de decôcto. cólicas. Contém ainda guaieno. INDICAÇÕES Indicada para a prevenção e tratamento da úlcera gástrica. bem drenados e soltos. D-canfeno. • Infusão: ⇒ Problemas hepáticos: 1 colher das de café do pó ou três fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água quente. hepatite. mantida umedecida. profundos.5. • Adubação: 0. de mata. resfriados. D-cânfora. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. emenagoga. febrífuga.0 a 1. digestiva e renal (128). • Propagação: pedaços de rizomas novos com 1 a 2 meristemas. ou então os areno-argilosos. tosse. • Plantio: outubro. antioxidativa e antihepatotóxica (387).

M. ..673-674. n. HECKER. Coar.. v. que após ser seco e moído dá origem a uma farinha aromática de cor creme clara. V. OPFERKUCH. Fitoterapia. • Pó: 1 colher das de sobremesa do pó diluído em água ou suco. S.23. Tomar 2 a 3 colheres das de sopa ao dia (adultos) ou metade (crianças).O. em jejum. v. W. Phytochemistry. Studies of some plants used as anticonvulsivants in amerindian and african tradicional medicine. Deixar macerar por 5 dias. 1984.⇒ Problemas pulmonares: 2 colheres das de sopa do pó ou fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água. New York: Gramercy.147-162. v.. 2. É indicada para estimular a digestão e regularizar o fígado (128). C. Tomar 1 colher das de café diluído em um pouco de água. ADOLF. J. 1982. BIBLIOGRAFIA CITADA 1. E. 1981. n. p.53. Ricinoleic acid in Phyllanthus niruri seed oil. HUSAIN. • O sabor é amargo. pungente..141-145.1. Molluscicidal evaluation of some Jatropha species growing in Nigeria. 960p.58. TOXICOLOGIA Mulheres que se encontram nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir a zedoária. J. • É cultivada também como ornamental. antes das principais refeições (para normalizar o colesterol) • Tintura: 1 colher das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereal a 70 graus e 50ml de água. • Tanto o rizoma quanto o produto processado são fotossensíveis. OUTRAS PROPRIEDADES • O corte transversal do rizoma aduz uma coloração azulada. A BAREFOOT Doctor’s Manual: Practical chinese Medicine and Health.K. 3. 4. p. p. • É especialmente utilizada na indústria de essências ou aromas para bebidas. AHMAD.N. 5. p. S. Juntar 2 colheres das de sopa de mel. ADESINA. ADEWUNMI. 1980. S. quente e suavemente canforáceo..K.O. Coar. Abafar por 15 minutos.18. Q.129-132. Crude Drug Research. Journal of American Oil Chemistry Society.6. de manhã. 1985. • Pode ser utilizada em cosmética e culinária (387). OSMAN. e antes da principais refeições.U. MARQUES. • Possui um odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim. Irritant phorbol derivatives from four Jatropha species. v.

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