AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA

NOME CIENTÍFICO
Curcuma longa L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Zingiberiaceae.

SINONÍMIA
Açafrão-da-terra, açafroeiro-da-índia, cúrcuma, curcumã, batatinha-amarela, gengibredourada, mangarataia.

HABITAT
Espécie tropical alóctone, originária da Índia e da ilha de Java onde ocorre em campinas de montanha, e introduzida há alguns séculos no Brasil, crescendo subespontaneamente em áreas aluviais e ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, de vegetação anual e rizomas perenes. Cresce cerca de 1,30m. As folhas são grandes, 30 a 40cm de comprimento por 15 a 20cm de largura, glabras, com pecíolo tão comprido quanto o limbo. São oblongo-lanceoladas, reunidas na base, acuminada no ápice, oblíquo-nervadas e emanam um perfume agradável, quando amassadas. No inverno catarinense, as folhas secam totalmente e os rizomas voltam a brotar na primavera. O rizoma principal é robusto, com 10 a 12cm de comprimento por 2,0 a 3,0cm de espessura, piriforme, ovóide, carnudo, com ramificações rizomatosas sésseis secundárias laterais com cerca de 1cm de diâmetro, compridas, também tuberizadas, porém mais finas e menos carnudas, cilíndricas. A película externa dos rizomas secundários pode ser cor de palha ou acizentados, porém internamente apresentam forte coloração laranja. Ainda na superfície aparecem marcas circulares a intervalos de 2 a 4cm, resultado das cicatrizes deixadas pelas raízes caducas. A raiz principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais emitem folhas e podem dar origem a outra planta independente. A senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica ou longo-ovóide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm de diâmetro. As brácteas são membranosas, lanceoladas-obtusas, cor esbranquiçada ou esverdeada. As flores são amareladas, com cálice tubular, longo-pedunculadas, dispostas em espigas compridas, com brácteas côncavas verde-pálidas, sendo que as superiores com uma mancha rósea . O fruto é uma cápsula bivalve, 3-locular.

SOLO
Prefere solos virgens, de mata, ou então os areno-argilosos, profundos, bem drenados e soltos. O pH do solo deve estar em torno de 6,5. Solos compactos ou pesados, retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo, utiliza-se cinza de casca de arroz, adubação orgânica e/ou areia.

CLIMA

Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido, e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica, tolera climas mais quentes, mas não causticantes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A planta é muito sequiosa por chuva. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,20 x 0,5m. • Propagação: rizomas novos, plantados inteiros ou em segmentos com pelo menos dois meristemas. Uma planta matriz gera cerca de 10 rizomas-semente. A brotação dos rizomas para plantio inicia em setembro. • Substrato: a muda pode ser produzida em areia, vermiculita ou outro material poroso. Manter o substrato úmido. O plantio direto do rizoma a campo resulta em atraso na emergência e desuniformidade no estande. • Aclimatação: cobre-se o viveiro de mudas com sombrite 50%. • Plantio: outubro. O tranplante é feito quando a muda atinge 20 a 25cm de altura. • Nutrição: a planta é nitrófila, sendo que os sintomas de deficiência de nitrogênio podem aparecer a partir do terceiro mês após o cultivo. • Doença: o fungo da antracnose (Colletotrichum curcuma) causa lesões necróticas nas folhas, iniciando pelas mais velhas. • Colheita: inicia após o secamento das folhas, ou seja, 9 a 10 meses de ciclo. Normalmente ocorre em meados de julho, coincidindo com a senescência completa da parte aérea. A retirada dos rizomas do solo deve ser cuidadosa a fim de se evitar cortes e rompimento excessivo do rizoma. Rizomas colhidos tardiamente tornam-se duros e fibrosos. • Rendimento: 1,1kg de rizomas por planta. Em cultivos comerciais bem conduzidos, é possível obter-se até 9t/ha de rizomas (182). • Pós-colheita: os rizomas velhos são utilizados para novo plantio. Os novos são lavados em água potável, são retiradas as raízes laterais, cortados em rodelas, desidratados e moídos. O pó deve ser conservado prerencialmente em recipientes de vidro escuro, para evitar a degradação (fotólise) dos pigmentos e metabólitos aromáticos.

PARTES UTILIZADAS
Rizomas ovóides e os cilíndricos.

FITOQUÍMICA
Curcumina, cineol, felandreno e corantes naturais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
É colerética (133), colagoga, hipoglicemiante (261), resolutiva, diurética, excitante, cordial, estomáquica, antidiarréica, antiescorbútica, antiespasmódica, emenagoga (445), litotríptica, cicatrizante de feridas (93) e antioxidante.

INDICAÇÕES

Indicada para amenorréia, dismenorréia, distensões abdominais e peitorais, reumatalgias (445), hepatite, sarampo, má circulação, hematêmese, epistaxia e hematuria. Micoses de pele podem ser combatidas esfregando-se o rizoma sobre a parte afetada (1)

FORMAS DE USO
• Geral: 3 a 9g/xícara, em decocção (445). • Infusão: 1 colher das de café de cúrcuma em pó em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar e filtrar. Tomar 2 vezes ao dia. • Corante: adicionar 20g do açafrão em pó em 100ml de água filtrada ou destilada. Agitar e deixar sedimentar. Eliminar a água. Repetir por três vezes. Secar em estufa ou em forno o sedimento final, não passando de 100 oC. Após seco, o pó é macerado em álcool de cereais por 7 dias. Filtrar e usar a solução para colorir alimentos e bebidas (294).

TOXICOLOGIA
Em doses altas pode causar embriaguez, sono e delírio (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• O sabor é levemente pungente e amargo. Ao ser cozido, os rizomas exalam um forte aroma que lembra casca descascada de laranja doce e gengibre. • É utilizada em culinária e na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. • É o principal componente do “curry”- condimento indiano. • Os corantes naturais são utilizados em tinturaria e para colorir ungüentos e óleos medicinais. • Os rizomas são comestíveis e fornecem fécula comparável à da araruta e da mandioca. • Ao ser desidratada e moída, o pó da cúrcuma não deve ser armazenado em recipientes plásticos, sobretudo sacos plásticos, pois os princípios ativos reagem com o material, o qual adquire consistência pegajosa.

ACARIÇOBA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle bonariensis Lam.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Erva-capitão.

HABITAT

Espécie autóctone do Brasil, ocorrendo ao longo de todo o litoral, vegetando em áreas alagadas, praias, dunas, terrenos sombrios e várzeas úmidas. É espécie pioneira de restinga litorânea. Encontra-se na natureza associada à Sporobulus ou Iresine portulacoides e Paspalum vaginatum (259).

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, glabra, prostrada e rizomatosa, de caule delgado. Folhas longopecioladas, estipuladas, palmadas, orbiculares peltadas, crenadas, grossas, glabras, pouco pilosas, com 15 a 20 nervuras radiadas, medindo 20 a 30cm de altura e 4 a 6cm de diâmetro. As flores são brancas ou amarelo-pálidas, pequenas, numerosas, dispostas em umbelas irregulares, longo-pedunculadas, axilares e irregulares. Fruto elíptico e achatado.

CLIMA
Espécie de clima tropical a subtropical. É heliófita e higrófita.

SOLO
A planta é encontrada em solos arenosos, uliginosos e ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes e segmentos do rizoma. • Plantio: é feito diretamente a campo, de preferência em solo arenoso, para facilitar a colheita de rizomas de melhor qualidade. As sementes podem ser postas a germinar em substrato organo-mineral. Pode-se plantar o ano todo e m regiões cujo inverno não é muito rigoroso. • Irrigação: fornecimento regular de água à planta assegura a obtenção de plantas viçosas, precoces e suculentas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, purgativa (257), aperiente, anti-hidrópica e emética em doses mínimas (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

TOXICOLOGIA
Não deve ser utilizadas pelas gestantes (257). As folhas, em altas doses são tóxicas (93; 242).

OUTRAS PROPRIEDADES
O rizoma branco tem aroma e sabor de salsa.

ACARIÇOBA-MIÚDA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schl.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cicuta-falsa, erva-capitão-da-miúda, orelha-de-onça-rasteira.

FITOLOGIA
Erva de caule rasteiro, pequena, um pouco pilosa, as vezes glabra. Folhas pecioladas, reniformes, crenadas, pubescentes. As flores são brancas, pequenas, dispostas em umbelas simples com 20 a 30 flores.

CLIMA
Prefere regiões de clima tropical e subtropical. É umbrófita.

SOLO
Desenvolve-se bem em solos úmidos ou até mesmo os uliginosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes e estacas radicantes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Aclimatação: as mudas produzidas por estacas devem ser sombreadas até o seu pleno enraizamento. • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia dois meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A raiz é diurética e desobstruente do fígado. Em quantidades maiores passa a ser emética (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

AGRIÃO-DO-BREJO

NOME CIENTÍFICO
Nasturtium siifolium R.Br.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Brassicaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que medra em terrenos uliginosos, à beira de charcos, lagoas e várzeas úmidas do sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea, com 30 a 40cm de altura, paludosa, multi-anual, ascendente, flexuosa de caule verde-avermelhado, subcilíndrico, oco, discretamente sulcado longitudinalmente, com os nós radicantes. Folhas alternas, compostas, pinatisectas com 11 a 15 folíolos opostos, sésseis, obovados a oblongos, base obtusa, e ápice acuminado, glabros, luzidios, margem denteada, com pintas ou manchas castanho-avermelhadas dispostas notadamente na base do folíolo, podendo extender-se ao longo da nervura principal. Peciolulo anguloso.

SOLO
Prefere solos úmidos a encharcados, ricos em matéria orgânica humosa. Solos secos retardam o crescimento e afetam a qualidade da planta, originando folhas amareladas, fibrosas e manchadas.

CLIMA
A planta é nativa de regiões de clima ameno, tornando-se muito fibrosa e com desenvolvimento deficientes sob altas temperaturas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,30m. • Propagação: segmentos nodais. O enraizamento pode ser feito em areia, diariamente irrigada. • Plantio: o ano todo. • Hidroponia: a planta é altamente produtiva através do sistema hidropônico, com a formação de folhas maiores, mais saudáveis e suculentas. As plantas são bem mais precoces e apresentam um sabor agradável. Podem ser feitas até 6 colheitas ao ano. • Produtividade: 300t/ha, em hidroponia.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Béquica, peitoral e antisséptica das vias respiratórias.

FORMAS DE USO
Xarope, suco ou in natura, na forma de saladas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia azurea Kunth.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-baraço, aguapé-de-canudo, aguapé-de-cordão, baroneza, camalote, colhereira, dama-do-lago, jacinto-d'água, lírio-d’água, murere, mureré-de-flor-roxa, mureré-orelhade-veado, mureru, mureru-orelha-de-veado, mureru-de-flor-roxa, muriru, murure, murumuru, orelha-de-veado, rainha-dos-lagos, pareci.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que vegeta em todo Brasil, mas com provável origem amazônica. Forma grandes colônias flutuantes, à guisa de ilhas, em rios e lagos. O rápido crescimento e disseminação pode constituir-se em obstáculo à navegação.

FITOLOGIA
Planta herbácea, aquática, flutuante ou parcialmente submersa, carnosa. Pseudo-caules cilíndricos, carnosos, com cerca de 60 a 80cm e 1cm de espessura. Filódios ("folhas") aéreos com grande pecíolo cilíndrico, alternos, cheio de parênquima esponjoso que determina a flutuação. O limbo é orbicular ou espatiforme, rígido, ondulado e um pouco acuminado, verde-brilhante, glabro, medindo cerca de 18 a 22cm de diâmetro. Em áreas sombreadas o limbo tende a ser mais oblongo. As flores são violáceas, com perigônio tubiforme, grandes e dispostas em espigas que reúnem 10 a 12 flores. O fruto é uma cápsula seca, polisperma, com 3 lóculos, contendo sementes subcilíndricas, escuras e foscas.

PARTES UTILIZADAS
Toda a planta.

AGROLOGIA
• O uso medicinal da planta deve prever o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. • Propagação: segmentos do pseudo-caule (talo simpodial) e sementes. • Devido a alta taxa de disseminação da espécie, deve-se conter a expansão do cultivo, através do raleamento das colônias, para não afetar a qualidade das folhas e a oxigenação da água. • Consórcio: Pistia stratiotes, Eichhornia crassipes, Azolla caroliniana, Typha angustifolia e Acorus calamus.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Adstringente e vesicatória (342).

OUTRAS PROPRIEDADES
• A planta é ótima forrageira (93). • Pode ser usada para a purificação de águas poluídas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-flor-roxa, baroneza, camalote, dama-do-lago, jacinto-d'água, murerê, mureru, muriru, murumuru, mururé-de-canudo, orelha-de-veado, orquídea-d'água, parecí, pavoã, rainha-dos-lagos

HABITAT
Espécie autóctone da região amazônica, mas que se disseminou para os subtrópicos. Habita em ambientes aquáticos, com água parada ou corrente. Toleram águas salgadas por curtos períodos.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene, medindo 20 a 25cm de altura, suculenta, aquática. Raízes compridas, particularmente nas plantas à deriva, muito ramificadas e azuladas. Talos carnosos, cilíndricos, verdes, glabros, lisos. Filódios sésseis ou peciolados, dispostos em roseta, flutuantes ou emergentes. O limbo é orbicular, obtuso no ápice e com pecíolo basal inflado, formado internamente por parênquima esponjoso, que permite a plena flutuação da planta. As flores, em número de 4 a 15, são azuis ou lilacinas e estão reunidas em espigas, podendo medir 4 a 10cm de comprimento. Fruto botuliforme, incluso no perianto. Semente ovóide, escura, nervada, com cerca de 1mm de diâmetro.

AGROLOGIA
• Ambiente: O uso medicinal da planta só deve ser feito quando se pratica o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. A planta tolera níveis elevados de acidez, com um pH até 4,0. A profundidade da área alagada não pode ser demasiada, pois a planta só floresce quando ocorre o enraizamento no solo. • Densidade: 1 planta para cada 40m2 de lâmina d'água. Constatou-se experimentalmente que a partir de duas mudas de aguapé, obtém-se 30 brotamentos em 23 dias, ou 1.200 plantas em 4 meses (209).

21% de cloro. cordas. salsão. • As folhas são utilizadas na confecção de esteiras. celeri. OUTRAS PROPRIEDADES • É depurativa e termoreguladora da água. • Consórcio: Pistia stratiotes. • Produção: 480t/ha/ano (242).• Propagação: vegetativa. 1. A viabilidade das sementes pode chegar a 15 anos. • É forrageira muito apreciada por bovinos e suínos. e irrigadas diariamente.8% de soda. que ao nascerem se alimentam delas. AIPO NOME CIENTÍFICO Apium australe Thou. porém estas não germinam dentro da água. aipo-do-rio-grande. cortinas e outros artesanatos trançados • Indicada como adubo verde pois os minerais da planta. Tem a capacidade de retirar metais pesados da água (209). Typha angustifolia e Acorus calamus. A mucilagem de aplica sobre furúnculos e abcessos. e Apium graveolens L. Pode ser feita por sementes. cadeiras. 1. 7% de anidrido fosfórico. A infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética (169). aipo-dos-pântanos. que corresponde a 1% do peso verde da planta. contém 28.28% de nitrogênio e 0. Eichhornia azurea. além de conferir um ótimo sabor à carne dos animais. que são colocados diretamente na água. aipo-doce. Azolla caroliniana. • As raízes atuam como incubadoras de ovos de peixes. 12% de cal. através de divisão dos talos. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae.7% de potassa. além de ser refrescante. HABITAT . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sedante e anafrodisíaca (169). ápio. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor ou canteiros. em condições desfavoráveis à germinação (209).59% de magnésia (93). INDICAÇÕES A decocção ou a maceração das folhas em água é utilizada para combater a hepatite. SINONÍMIA Aipo-d'água.

favorecem à ocorrência de doenças. a semeadura pode ser feita durante todo o ano. ou 50 a 60 dias após a semeadura. cilíndrico. Adubar. • Tratamento de sementes: para evitar-se a transmissão de doenças. pinatífidas. afetando o metabolismo radicial e predispondo a planta às doenças. crescendo espontaneamente do Rio de Janeiro até a Argentina. O fruto é um esquizocarpo subgloboso. Altas temperaturas resultam em abortamento de flores e. oco. ereta. CLIMA É uma espécie de clima subtropical. repetindo-se a cada 2 meses. estão dispostas em umbelas compostas. o florescimento e a frutificação. entre elas. que causam o secamento das folhas. decompostas. atingindo 60cm de altura. durante 20 a 30 mintas. FITOLOGIA Planta herbácea. • Adubação: aplicar 4 a 5kg/m2 de composto orgânico ou estrume animal bem curtido. Em regiões de clima ameno. verde-escuras. não tolerando geadas e temperaturas acima de 30oC. que infecta as folhas. pequenas e numerosas. Solos pesados e com drenagem deficiente dificultam as trocas gasosas ao nível de raiz. • Doenças: a planta é sensível ao excesso de umidade no solo e no ar. As folhas são luzidias. as sementes devem ser tratadas termicamente em água aquecida a 50oC. a Septoria apii. • Irrigação: a planta deve ser irrigada diariamente.3m. enquanto muda. castanho-esverdeado. Na Europa é encontrado até 100m de altitude. • Propagação: sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. que origina podridões. Desenvolve-se bem à temperatura de 20 a 25oC.Espécie autóctone. cujas sintomas foliares são manchas circulares oleosas e depois castanhas. 30 a 40 dias após o plantio. Prefere solos arenosos ou areno-siltosos. que causa podridão da raiz. É normalmente cultivado em hortas. Após o tranplante. as basais longo pecioladas. ocorrendo em áreas úmidas (182). que reúne 6 a 12 raios desiguais. com cinco folíolos ovais e as superiores sésseis. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. estriado. e algumas viroses (182). sésseis ou curtamente pedunculadas. Bacterium carotovorum. . SOLO Na Europa é encontrado em solos alagados e salgados (182). Prefere solos de reação neutra. É feito quando a muda apresenta 6 a 7 folhas definitivas. com três folíolos menores e mais estreitos. quando associadas à pluviosidade excessiva. glabro e fistuloso. glabro. ramificado. perfumada. As flores. curvo. irrigar nos primeiros 10 dias e durante os períodos de estiagem. ricos em matéria orgânica e bem drenados. Cercospora apii. anual ou bianual. Podem também ocorrer a Phoma apiicola. com 10g/m2 de nitrato de cálcio. de caule ereto. suborbicular. sobretudo a septoriose. resultando em doenças que afetam as folhas. • Plantio: março. brancas. A germinação ocorre entre 8 e 12 dias .6 x 0.

Para a bronquite asmática. excitante. fenol cristalizado. alcalinizante. flavonóides (apiína). Folha: resolutiva e peitoral (341). laringite. As sementes produzem cerca de 2% de óleo essencial leve (163). contusões. adoçar com mel e tomar diariamente pela manhã. sedanolídeo. A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia (271). FITOQUÍMICA A composição da espécie semelhante. anti-reumática (271). revela a presença de óleo essencial contendo apiosídeo. carminativa. • Pó: raízes secas e moídas polvilhadas 2 vezes ao dia sobre úlceras rebeldes (68). açúcares. hepatite. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (laringite e bronquite) • Suco das folhas: 1 xícara ao dia. • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. xiquímico. • Cataplasma: aplicar 2 vezes ao dia a folha sobre a região afetada (ferimentos e contusões). 50 a 200ml/dia (341). preferencialmente frescas. ferimentos. Tomar 3 xícaras ao dia (257). retenção de urina.5%. úlceras de difícil cicatrização. em jejum . antiartrítica. catarro pulmonar (341). antitérmica. limoneno. caféico. afecções febris (68). eudesmol. Apium graveolens. fumárico. emenagoga (salada) (215). antiinflamatória. sesquiterpenos. pentosanas. gonorréia. antiescorbútica (283). expectorante. anidrido sedanólico. nefrite. • Rendimento: até 800kg/ha de sementes (182). depurativa. manitol. tartárico. ácidos glicérico. vulnerária. folhas e sementes. cumarinas (sesilina. se for a sementes. colites e anemias). aperitiva. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. glicólico. antiasmática e antianêmica (68). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de raízes ou folhas verdes/litro d'água. cumárico. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da asma úmida. bronquite. hepatite. bronquite asmática. dividida em 3 a 4 vezes (nefrite. . diurética e anti-hidrópica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Raiz e semente: estomáquica. ácido palmítico e óleo resina (341). gota e litíase vesicular (257).• Colheita: ocorre 5 a 6 meses após a emergência. quando se deseja as folhas e/ou as raízes. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (disenteria. ⇒ 30g de folhas em 1 litro de água. PARTES UTILIZADAS Raízes. ferúlico. ou no segundo ano. febrífuga. guaiacol. tônica (257). selineno. ⇒ 25g de raiz ou sementes para 1 litro de água. disenteria. isopimpenelina e appigravina) (257). químico. afecções febris). málico. colite.

O caule é estriado ou sulcado. sendo utilizados em saladas. originária do norte da África. bem drenados e nunca ácidos. SOLO Tem preferência por solos sílico-argiloso-calcários. • Elixir. ALCACHOFRA NOME CIENTÍFICO Cynara scolymus L. SINONÍMIA Alcachofra-hortense. As folhas são pinatífidas. As folhas desidratadas e pulverizadas.• Tintura: 5 a 25ml/dia. cachofra. carnosas na base. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. pubescentes. com espinhos curtos ou subinermes nos segmentos. Das folhas. O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano. sendo indicada principalmente para atletas (257). perfumes e sabonetes (163). muito grandes. persistente e picante. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As sementes um forte aroma. brancacento. sob a forma de saladas (68). verdes ou vermelhas. cresce a inflorescência . FITOLOGIA Planta herbácea perene ou bisanual que cresce cerca de 1m de altura. doces. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis. em forma de cesta. Em solos pesados. HABITAT Espécie alóctone. usado para aromatizar alimentos. • O óleo essencial é amarelo-claro. Desenvolve-se bem nas regiões serranas e planaltos. que são estreitos. que formam uma roseta basal. podendo atingir até 10cm de diâmetro. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por pessoas portadoras de inflamações renais (257) e diabéticos. vinho ou xarope: 20 a 100ml/dia (341).um capítulo de flores roxas com grandes brácteas inermes ou subinermes. licores. carnosas. constituem-se em excelente condimento. mal drenados e/ou encharcados a planta apresenta as folhas da saia caídas e com .

PARTES UTILIZADAS Folhas. CLIMA Produz melhor em regiões serranas do Brasil. afetando a produção de folhas e o florescimento. • Florescimento: novembro a dezembro. cinaropicrina. hipotensora (283). diurética (257). potássio. C e D. hepatite. elimina cálculos biliares e ácido úrico e aumenta a ação antitóxica do organismo (257).senescência precoce. 100 a 130 dias após o plantio. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da arterioesclerose. B3. sódio. taninos. uretrite. antidiabética. prostatite. colicistite. quando as mudas apresentarem 4 a 6 folhas. com célula grande (tipo tomate). Auxiliar no tratamento da obesidade. antiinflamatória. vitaminas A. Os rebentos surgem normalmente ao final do ciclo da planta. em clima temperado-quente (temperaturas entre 5 e 30oC). cinarisídeo. invertase e coalho. manganês. prisão de ventre (145). nefrite. podendo não ocorrer a formação de sementes. anti-reumática e febrífuga (215). cardiotônica (68). A produção de mudas via sementes é feita em bandejas de isopor. fermentos inulase. colagoga. ácido caféico (257). antiesclerosante. antiofídica.2 x 1. cálcio. inulina. fósforo. • Plantio: setembro. por ser rica em ferro. com uma frequência de 4 a 5 por planta matriz. esteróides. hemorróidas. • Propagação: sementes e rebentos das raízes. o teor de princípios ativos é reduzido e o crescimento da planta é restrito. ATIVIDADE BIOLÓGICA . casca de arroz tostada e húmus vegetal. FITOQUÍMICA Cinarina. hepática. debilidade cardíaca (68). ácido fosfórico e silícico (93) . B1. ferro. raízes e flor (cachopa). flavonóides. hipotrigliceridêmica. • Colheita das folhas: ocorre após a colheita da cachopa de flores. B2. Em regiões quentes e úmidas. estomáquica. antiasmática. icterícia (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Colerética (133). (145). antianêmica. à base de vermiculita. distúrbios digestivos e hepáticos (271) e o raquitismo. ou seja. que pode até não ocorrer. eupéptica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Produção de sementes: janeiro. carminativa (145). depurativa. magnésio. hipocolesterêmica. ácido clorogênico. Em regiões quentes ou de baixa altitude. o florescimento é prejudicado. sesquiterpenos. Utilizar substrato orgânico aerado.0m.

Os ramos são tetragonais quando jovens e pubescentes. • Decocção: 30g de folhas para 1 litro de água . rosmarino. Folhas sésseis. como a cinarase. rozmarim.8m de altura. • A planta vegetativa ou florida é muito ornamental. SINONÍMIA Alecrim-da-horta. • As folhas fornecem matéria corante amarela que serve para tingir lã e algodão (93). ramificada. erva-da-graça. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. • As proteinases presentes nos extratos das inflorescências. Bacillus cereus. alecrim-rosmarinho. Bacillus subtilis e sarcina sp. TOXICOLOGIA Pode reduzir a lactação na mulher (257). HABITAT O alecrim vegeta espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrânicos. perene. entre o norte da África e sul da Europa. A planta está plenamente aclimatada ao Brasil.500m de altitude (96). que cresce de 0. alecrim-de-cheiro. sendo cultivada em hortas e jardins. ALECRIM NOME CIENTÍFICO Rosmarinus officinalis L. conferindo uma . perenifólia. inteiras. Apresenta sabor muito peculiar.5 a 1. lenhosa. lineares. coriáceas. opostas.Apresenta atividade específica sobre bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus. com pêlos estelares na face inferior. olente. na fabricação do queijo. Tomar 1 xícara do chá 4 vezes ao dia. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (hepatite. podem ser utilizadas como coagulante do leite (237). alecrinzeiro. É encontrado até 1. alecrim-de-jardim. após as refeições (257). libanotis. alecrimrosmarino. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores (cachopa) são utilizadas como hortaliça. colicistite e arteriosclerose) • Salada: utilizar as brácteas cruas ou cozidas temperadas com sumo de limão (68).) (288). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas frescas picadas em 1 litro d'água quente.

desbastando-se todas as folhas nos 2/3 basais. • Propagação: sementes. pois as regas abundantes são prejudiciais ao conteúdo de óleos essenciais da planta. A planta tende a floresce o ano todo e pode viver 8 a 10 anos. • Plantio: outubro a novembro.50 x 0. • Doenças: as raízes podem ser invadidas por Meloidogyne javanica e M. As estacas podem ser tratadas com IBA. O amarelecimento das folhas e secamento dos ramos podem ser conseqüência de infecções por fungos Fusarium spp. A produção de óleo essencial é maior no verão do que no inverno (182). • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com outras plantas. As margens das folhas são recurvadas para a face inferior.70m. Utiliza-se as ponteiras dos ramos. • Florescimento: ocorre mais intensamente a partir de agosto a dezembro. subsésseis.000ppm. quando então as folhas tornam-se amareladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Irrigação: só deverá ser feita se ocorrer um período significativo de estiagens.coloração esbranquiçada. plantar em março a abril. Utiliza-se também a alporquia ou mergulhia de ramos. na face superior o tom é verde-escuro. É sensível ao vento e temperaturas muito baixas. o uso de fito-hormônios acelera o enraizamento. estendendo-se pelo verão e outono. azul-claras a esbranquiçadas. pela predisposição em ser infectada por microorganismos do solo e sujeira. dias longos e com bastante luminosidade. ácido indol-butírico. CLIMA É de clima temperado quente. É heliófita. incognita (171). Quando obtidas de sementes. seco. reunidas em inflorescências axilares e terminais. As folhas encanoadas para baixo protegem os estômatos dorsais. A planta pode tornar-se virulenta. As flores são hermafroditas. O enraizamento demora 3 a 4 semanas após a estaquia. o crescimento é lento. bilabiadas. O fruto é do tipo aquênio. diminutas. enquanto períodos chuvosos ou com nevoeiro reduzem os princípios. • Substrato: casca de arroz tostada. As mudas são transplantadas com um porte de 20 a 25cm. vermiculita e a areia lavada (20). divisão de touceiras e mergulhia. Noites quentes favorecem o crescimento vegetativo da planta. de formato ovóide. • Colheita das folhas: após o início do florescimento. Época favorável de estaquia: antes ou depois de uma florada intensa. • Alelopatia: a planta é alelopata positiva com a sálvia (Salvia officinalis). . Não tolera solo ácidos. estaquia. dificultando a perda de água. com cerca de 15cm de comprimento. As flores são atrativas de abelhas. • Seleção genética: espécimes de hábito prostrado devem ser eliminados devido a péssima arquitetura. • Desenvolvimento: Por ser uma planta lenhosa. SOLO As qualidades aromáticas são mais pronunciadas quando a planta cresce em solo calcário. quando a muda foi obtida de estacas ou mergulhia. quando as plantas já tem mais de 1m de altura. na dose de 1. Umidade elevada e clima muito frio reduzem o teor das essências da planta. pouco fértil em nutrientes. arenoso e bem drenado.

calmante. cansaço físico e mental. carminativa.5 a 6% de cinzas e 1. edema. colesterol. saponinas. calmante (68).. alcalóides. vulnerária. estomacal (294). α-pineno. dextrogira. nevralgias. bronquite. rugas. acetato de bornila. feridas. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257). escrófulas. dispepsia atônica. astenia. Apresenta 4. poliuria. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de problemas respiratórios. colagoga. antidiabética (145). ácido nicotínico (145) e colina. balsâmica. tonificante do útero. ⇒ 15 g de folhas para 1 litro de água fervente. no mínimo.4 a 2% de óleo essencial nas folhas e 1. hemorróidas (257). anti-hipertensora. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta forte atividade contra Salmonella sp. cineol. úlceras (68). narcótica. 2. afecções cefálicas. lineol (9). sudorífica. aperiente (257). gastralgia. Na indústria se utilizam ramos verdes com folha e sumidades. convalescença. eupéptica. cardiotônica. insônia e torcicolo (1). antiasmática e antigripal (283). estomáquica (341). coar e tomar 1 xícara de chá três vezes ao dia (145). histeria. Staphylococcus aureus e três raças de Listeria monocytogenes (132). isquemia. ⇒ 1 colher das de chá em 1 xícara de água quente. indigestão. impotência. enxaqueca. odontalgia. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia . eucaliptol e circol (163). estimulante da fecundidade feminina. Depois de fria. antidepressiva. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo borneol (9 a 18%) (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestiva. emenagoga. queda de cabelo. flavonóides (257). cicatrizante (o pó das folhas). entorse. eucaliptol. colhidas na primavera. afecções hepáticas. eupéptica. gota (128) clorose. béquica.• Padrões comerciais: o óleo essencial deve ter. • Produção de sementes: não ocorre formação de sementes no Litoral de Santa Catarina. antiespasmódica. antisséptica. excitante (215). intestinais e renais.4% na sumidades floridas (96). paralisias (93). ácido rosmarínico. coqueluche. depressão. cânfora. PARTES UTILIZADAS Folhas sem ramos. tônica. vertigem (145). matérias resinosas e pépticas (341). vasodilatadora. canfeno. celulite. anti-reumática. úlceras. ⇒ 5 a15g de folhas por litro se água fervente (283). valerianato de bornila. depurativa (93). febrífuga (271). contusões (9). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 xícara (tipo cafezinho) de folhas secas ou frescas em 1/2 litro d'água. nervosismo (215). anti-reumática. taninos.5% de ésteres e 10% de borneol (96). frigidez. feridas. antisséptica.

sobretudo de carne. • Xarope: ⇒ 20 a 10ml/dia (341) ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. • Decôcto: a 2. Deixar em maceração por 5 dias.5%. são utilizadas como condimento em culinária. • Pó: as folhas secas podem ser pulverizadas e utilizadas como cicatrizantes. entre eles a "água de colônia" (93). adicionar o suco de 4 xícaras das de cafezinho. misturado com um pouco de água (257). desodorante e tônico capilar) • Desidratada e pulverizada. Tomar diariamente 40 gotas diluídas em um copo de água. ⇒ Para ½ litro de xarope. misturado com um pouco de água (257). é embriotóxico em cobaias (105). • O óleo de alecrim é parasiticida (294). Pode causar gastroenterite e/ou nefrite (385). Tomar 1 cálice antes das refeições (128). por 10 a 15 dias (tratamento para hemorróidas) (258). esfriar e misturar à água da banheira. Pode ser utilizada também a quantidade de 30 a 60g de folhas por litro de vinho. Coar. • É utilizada em perfumaria e cosmética (sabonete. 3 colheres das de sopa (128). tomando-se 2 a 3 cálices ao dia (283). peixes. TOXICOLOGIA Em altas doses é tóxico. • A planta é utilizada como condimento. • A planta é melífera. guisados. Filtrar e adoçar com mel. atua como incenso (odorizante e abascanto). de moscas e borboletas. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas e das sumidades floridas é intensamente aromático. saladas. principalmente. frangos. pudins e biscoitos. O mel produzido a partir de sua flores é reputado como sendo da mais alta qualidade alimentar e medicinal. ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. • As sementes contém um óleo essencial cor âmbar utilizado na preparação de cosméticos. filtrar e conservar em vasilhame escuro. • Banho: ferver 3 xícaras das de chá de folhas em 1 litro de água por 5 minutos. Tomar 1 colher a cada 3 horas (257). Pode ser utilizado também o óleo essencial. canforáceo e algo picante. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. Extrato da planta.• Vinho: macerar 1 xícara e meia das de chá de folhas em 1 litro de vinho tinto durante 10 dias. de 50 a 200ml/dia. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. • Extrato fluído: 1 a 5ml/dia. prostático. • Tintura: ⇒ 50g d e folhas secas em 1 litro de álcool. a partir da dose de 52mg/dia. • É repelente de pragas caseiras. . As folhas. desintérico (258) e abortivo (145).

gôlfo. azurea. obovado-cuneadas até ovadas. gregária. com até 30cm de comprimento. • Propagação: multiplica-se facilmente por mudas que se formam na extremidade dos estolões. estolonífera. fasciculadas. gibosa e fechada em baixo. HABITAT Espécie autóctone encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica. A inflorescência é do tipo espadice amarelada. flor-d'água. filiformes. sésseis. contendo numerosas sementes oblongas ou obovóides de textura rugosa e albúmen abundante. com 15 a 20cm em altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. SINONÍMIA Erva-de-santa-luzia. Fruto tipo baga elipsóide ou ovóide. nervuras 7 a 13 flabeladas. perene. contraída no centro e aberta e quase orbicular em cima. pasta. Typha angustifolia e Acorus calamus. fibrosas que emitem fibrilas capiliformes. FITOLOGIA Planta herbácea aquática. fendidas ou inteiras no ápice. pagé. também pequena. Vegeta em água puras. • . que é arredondado ou subtruncado. farinoso. vivípara. as masculinas reunidas em verticilos na parte superior e as femininas solitárias na parte inferior do espadice. mais ou menos cotonosa-pubescente nas duas páginas e com longos pêlos na base. Azolla caroliniana. obliquamente campanulada. fasciculadas. verticais. repolhinho-d’água. amarelo-pálidas. AGROLOGIA Densidade: 1 muda/10m2 de água. mururé-pagé. acaule. lentilha-d’água. com 4 a 10cm de comprimento. • Plantio: todo ano. espatuladas. Não tolera água salgada. verde-pálido e saliente-nervadas na página inferior. Possui inúmeras raízes imersas. brancas. esponjosas. barrentas e até poluídas e paradas. flutuante. mais ou menos vilosa exteriormente. verde-claro ou brancacenta. • Consórcio: Eichhornia crassipes e E. côncavas e dispostas em roseta espiralada e compacta.ALFACE-D’ÁGUA NOME CIENTÍFICO Pistia stratiotes L. As folhas são emergentes. com pericarpo fino. As flores são pequenas. que é protegido pela espata.

INDICAÇÕES É utilizada no tratamento de diabetes insípida. anti-herpética. PARTES UTILIZADAS Folhas. constituem ótima forragem para porcos (93). Um hectare da planta inteira fornece 269kg de nitrogênio. • Utilizada como adubo verde. pode resultar em acúmulo de princípios acres. • Pó: mistura-se 1 colherinha do pó da folha seca com mel e toma-se várias vezes ao dia (sífilis) (32). sais de fósforo e cálcio (93). óleo e graxas de produtos diversos. antiasmática (242). suco e pó das folhas (242). O super-povoamento de áreas restritas e com a água parada.58%). antidisentérica. deixadas alguns dias dentro de um balde d’água para liberarem o princípio acre. • Produção: 90t/ha de folhas e raízes (93). próprios das aráceas. ocorre também uma redução da área foliar das plantas e senescência fisiológica. hemoptises. antiartrítica. extratos não nitrogenados (2. diurética (32). celulose (3. OUTRAS PROPRIEDADES • As plantas. cinzas (2.52%). .16%). anti-sifilítica. • As folhas cozidas. proteína bruta (1. • Também utilizada como planta ornamental de aquários e lagoas. hérnias infantis (242). hidropisias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É maturativa. • Colheita: ano todo. FITOQUÍMICA As folhas contém água (90. emoliente (93). FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas contusas sobre tumores (externamente). • Outras: infuso. enfermidades da bexiga e rins (32). substâncias gomosas e albuminosas. matéria graxa (0. nitrato de potássio. 447kg de potássio e 99kg de fósforo.• Raleio: a planta tende a formar super-populações. decocto. A medida em que ocorre o super-povoamento da espécie. são utilizadas para retirar nódoas de roupa. óleo de pingue. tumores causados por erisipela. anti-hemorroidária. antidiabética. ácido resinoso. cobrindo toda a superfície d’água e dificultando as trocas gasosas. hematúria. para eliminar os cristais picantes.58%). • As raízes servem de substrato para a postura de ovos de peixes.14%).12%). macerado. inviabilizando a qualidade da água. anti-hemorroidária e desinflamatória de erisipela (9). urinas sangüineas. estrangúria e oftalmias (93). expectorante.

• Plantio: outono e primavera. alfavaca-do-rio-grande-do-sul. As mudas são produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. perene. manjericãocheiroso. úmidos. O fruto é uma cápsula seca com quatro sementes. formando verticilos de seis flores lilases. Solos encharcados são detrimentais à planta. de temperaturas amenas. com nitrogênio (5g de uréia/planta). axilares. mas também em áreas ruderais e terrenos abandonados. alfavaca-gaúcha. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Pragas: é normalmente atacada por formigas. . glabras. É esciófita. ramificada. HABITAT Espécie autóctone. sulcados. estendendo-se até o outono. • Nutrição: torna-se clorótica após períodos prolongados de chuva. opostas.5m. Folhas curto-pecioladas. medindo 4 a 6cm de comprimento. • Florescimento: ocorre notadamente no verão. longo-pedunculadas. CLIMA É uma espécie subtropical. e cilíndricos e lenhosos. A planta é acentuadamente nitrófila. ovadolanceoladas. que cresce espontaneamente em pastos e subosques do Sul do Brasil. crenado-serradas do terço inferior em direção ao ápice.0 x 0. O aroma é mais pronunciado em regiões de temperaturas mais altas. • Adubação: adubar com fertilizante orgânico no plantio (3 a 5kg/m2) e a cada dois meses. Inflorescências terminais. anisatum L. SINONÍMIA Alfavaca-do-reino. ricos em matéria orgânica e levemente ácidos. suculentos e pubescentes quando novos. FITOLOGIA Planta arbustiva. Não tolera períodos de estiagem e produz bem em regiões de umidade relativa elevada. anis. dispostas em rácimos paniculados longos. de ramos quadrangulares.ALFAVACA-ANISADA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum var. SOLO A planta prospera bem em solos bem drenados. • Propagação: sementes e estacas herbáceas.

A cultura é mantida até o terceiro ano. ALFAVACA-CHINESA NOME CIENTÍFICO Ocimum gratissimum L. vivaz. as quais são facilmente perdidas.• Colheita de folhas: verão até o outono. quando novo. nunca ferver a alfavaca. inflorescência e raízes. antiespasmódica (283). quadrangular. perene. A essência da planta é utilizada como anticefálica e febrífuga. utilizadas em mistura de pães e bolos. SINONÍMIA Alfavaca-cravo. e no preparo de uma bebida árabe refrescante (93). quando então é renovada.5m de altura por 3m de diâmetro de copa. alfavaca-de-vaqueiro. As sementes são antiblenorrágicas (93). lenhosa. diurética (215). Utilizar o sumo ou o xarope. O extrato da planta tem ação fungitóxica sobre alguns fungos fitopatogênicos. ocorre deiscência total das sementes. estimulante. OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes são comestíveis e nutritivas. canelinha. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. FITOLOGIA Planta arbustiva. HABITAT Espécie alóctone africana introduzida e aclimatada no Brasil desde o tempo do Brasilcolônia. carminativa e béquica. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas estiverem verde-amareladas. manjericão-cheiroso. caule. • Poda: ao final das colheitas eliminam-se galhos secos. sudorífica. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de vertigens. desmaios e enxaquecas nervosas (283). PARTES UTILIZADAS Folhas. As folhas são opostas. ao atingirem a coloração castanha. . FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • A planta é também utilizada como tempero e no preparo de licores. cujo porte atinge até 2. doentes e deficientes. Caule pubescente.

• Colheita: inicia aos seis meses após o plantio. e primavera. que encerra eugenol (45 a 70%). carvacrol. As inflorescências são terminais ou axilares. nas concentrações de 150µg e 2. As sementes são antiblenorrágicas (93). em se tratando de estacas. quando as mudas são originárias de sementes. FORMAS DE USO . ocimeno. limoneno. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento da paralisia e moléstias nervosas (93). particularmente sobre o fungo Phytophthora palmivora. respectivamente (364). • Alelopatia: a planta é muito enfolhada. que infecta o coqueiro-da-bahia (29). simples ou ramificados.6 a 0. crenado-serradas. • Produção de sementes: a planta é altamente produtora de sementes. estomática. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta tem ação fungitóxica (28). 80). FITOQUÍMICA A planta contém 0. em verticilos curtos.pecioladas ovado-oblongas. As mudas são transplantadas aos 40 a 50 dias após a semeadura ou 60 dias após a estaquia. carminativa. laxativa. p-cimeno. • Doenças: a planta é imune ao nematóide Meloidogyne incognita (14).8% de óleo essencial.400µg. Deve ser feita no início do florescimento. tem ação bactericida (Suresh et al. Toda a planta apresenta um forte aroma. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. anticefalálgica e diaforética. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. resfriado e insolação. Fruto do tipo cápsula seca contendo 4 sementes subglobosas e rugosas. antidiabética. acuminadas. canfeno. exceto as raízes. As flores são amarelos-esverdeadas. diurética. • Florescimento: ocorre a partir de janeiro. béquica. estimulante. • Plantio: outono. apud 364).. agudas na base. estendendo-se até agosto. α-pineno e β-pineno (444). febrífuga e oftálmica (364). PARTES UTILIZADAS Toda a planta. hipotensora (271). hipocolesterolêmica. que inicia no verão e estende-se por todo o outono.96g/ml) inibe o crescimento das bactérias Fonsecaea pedrosoi e Cryptococcus neoformans.0m. resultando num alto índice de sombreamento que inibe o crescimento de plantas próximas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antisséptica bucal (261). principal componente da planta. O óleo da planta apresenta ação protetora contra fungos de grãos armazenados (26. glandulosas e pubescentes em ambas as faces.0 x 2. O óleo essencial das folhas (0. O eugenol. metileugenol (20%).

basílico-doce. A planta atinge 40 a 50cm de altura. Folhas simples. espiciformes e melíferas. ovais. peltados ou escamados.• 6 a 12g/dia. retos ou curvos. aparecem como pontinhos claros. A planta está amplamente adaptada ao Brasil. Os glandulares são capitados. manjericão-doce. que suporta a cabeça formada de quatro células. basílicogrande. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. na forma de decôcto ou inalação (444). ALFAVACA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. erva-real. SINONÍMIA Alfavaca-doce. originária do Egito. A densidade de pêlos glandulares decresce com a maturação da folha. Fruto tipo aquênio. anual no Brasil. manjericão-de-folha-larga. var. A maior densidade é verificada . glabras. remédio-devaqueiro HABITAT Espécie alóctone. verde-claras. Por ocasião da maturação. manjericão-dos-cozinheiros. dispostas em inflorescências tipo cachos terminais. A alfavaca exala um delicado aroma de limão que declina para cheiro de suor. opostas. Os não glandulares são unisseriados. FITOLOGIA Planta herbácea ramificada. longo-pecioladas. constituídos de 1 a 5 células de paredes celulares espessas. com sementes pequenas. que vistas contra a luz. pilosos quando novos e muito ramificados. basilicão. Os pêlos peltados não possuem segmentação celular na cabeça. Índia e sul da Ásia. Na face dorsal da folha pode-se distinguir covinhas onde se alojam gotas de essência. Cresce espontaneamente na Índia e na África. pontudos. os pêlos glandulares tornam-se murchos. alfavaca-da-américa. O caule e os ramos são quadrangulares. folha-larga-dos-cozinheiros. situados sobre as nervuras e margens das folhas. quiôiô. basílico-comum. • É insetífuga. Os capitados são compostos de uma célula basal. uma alongada. As flores são brancas a levemente rosadas. OUTRAS PROPRIEDADES • É condimentar e utilizada na fabricação de licores. As folhas são revestidas de pêlos glandulares e não glandulares em ambos os lados. pretas e oblongas. translúcidos. manjericão. Na Índia a planta é perene. latifolium. labiadas. da ponta em direção à base do limbo. manjericão-de-molho.

principalmente em períodos excessivamente chuvosos ou com nevoeiros e Fusarium oxysporium f.50%). metil-cinamato (220).4 x 0. que causa galhas nas raízes e redução na produção de folhas (14. embora possa ser plantada o ano todo. • Poda: a poda da inflorescência retarda a senescência da planta em 30 dias (13). geraniol. eugenol. taninos. mas não tolera ventos frios e geadas. por aumentar a temperatura do solo (107). respectivamente (430). • Doenças: a planta é eventualmente infectada por Botrytis cinerea. Não se adapta bem aos solos encharcados e pouco férteis. saponina (145). cimeno. A concentração de óleos essenciais decresce com a expansão e idade das folhas (441). fenchona. citral.30m. As mudas são tranplantadas quando apresentarem cerca de 6 folhas definitivas. cinamato de metila. cineol. 202). ricos em matéria orgânica e bem drenados. A planta é bastante sensível ao nematóide Meloidogyne javanica. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas verdes declinarem para pálido. β-cariofileno.1 e 0. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. menor o porte da planta. permeáveis. • Florescimento: a planta floresce no verão e outono. metilchavicol. • Propagação: é feita via semente e por estacas de plantas adultas. alfa e beta-pineno. Aráez e Tsai relatam um conteúdo de óleo essencial de 0. SOLO Prefere solos de aluvião. sp. estragol. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Rendimento médio: 1. alfa e gama-terpineno. timol (9). • Plantio: deve ser feito no início do período mais chuvoso do ano. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. cânfora. borneol.17% de óleo essencial.21kg/m2 de folhas e 0. linalol. alfa-terpineol. CLIMA Espécie de clima tropical. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes.4%. porém adapta-se bem ao clima subtropical. metil-eugenol (441).nas regiões meristemáticas. citronelol. areno-argilosos. FITOQUÍMICA 1-8-cineole. Quanto mais baixa a temperatura. limoneno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . com destaque para o linalol (68. canfeno. • Mulching: O uso de filme de polietileno sobre o solo reduz a incidência de invasoras e aumenta a produção. Prefere insolação média (esciófita). basilici. mirceno.

culinária. ⇒ Decocção: ⇒ Ferver 10 a 15g de folhas em 1 litro de água. amigdalite. são úteis para afecções da garganta. estomática. resfriado. analgésica (294). . cólica abdominal e catarro intestinal. ⇒ 10 a 15g de folhas e/ou flores em 1 litro de água. O óleo de alfavaca é usado como sedativo em crises nervosas e para combater a insônia.Estomáquica. diurética. estomatite. bosques e subosques do sul do Brasil. antidiarréica (sementes). Deixar 6 horas em repouso. antiemética. excitante (341). FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas frescas amassadas com álcool (feridas e úlceras). perfumes. INDICAÇÕES As folhas. mascadas. afta (68). HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em campos. emenagoga. ALFAVACA-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. gengivite. faringite. bronquite. afecções gastrointestinais e renais. Fazer bochechos ou gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). antiespasmódica. antidisentérica. cicatrizante. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é utilizado em cosmética. carminativa. peitoral. debilidade nervosa. lactógena e anti-reumática (9). • Os brotos da planta podem ser consumidos como salada (145). • Infusão: ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. coar e tomar 1 copo 3 vezes ao dia (145). sudorífica. diaforética. béquica. Externamente pode ser usada para feridas ulcerosas e afecções do bico do seio (145). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. Combate as afecções das vias respiratórias. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. como rapé e repelentes de insetos (360). tônica (145). febrífuga (68). disúria. Coar e pingar 30 gotas em 1 copo de água e tomar 2 ou 3 vezes ao dia. • Tintura: macerar durante uma semana 20g de folhas frescas em 80ml de álcool de cereais. estimulante (93).

microscopicamente (209). • Florescimento: dezembro a fevereiro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica das vias respiratórias. PARTES UTILIZADAS Folhas. aromática. glabro. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. Inflorescência axilar. rombo-lanceoladas ou lanceoladas. ereta. Colhe-se pouco antes do florescimento. indeiscente. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. com pêlos longos e espessos. densamente aglomeradas. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. ALFAZEMA NOME CIENTÍFICO Lavandula officinalis L. elíptico. É esciófita. bem drenados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA . glandulosa.5cm de largura. • Propagação: sementes e pedaços de ramos radicantes. medindo até 6cm de comprimento por 2. unilocular. pouco ramificado. preto. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas em ½ litro de água. fosco. cruzadas em pares. Flores subsésseis. irregularmente distribuídos. liso e reticulado. verde-intensa. emarginado e piloso. em glomérulos globosos. com caule quadrangular. Folhas opostas. SOLO Prefere solos úmidos e poucos ácidos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. • Plantio: outono e primavera. balsâmica e vermífuga. • Pragas: sensível ao ataque de vaquinhas (Diabrotica spp. unisseminado). • Colheita: 3 meses após o plantio.). Corola branca com lábio superior bilobado e inferior com lobos laterais tringulares e mediano em forma de colher. base atenuada em pecíolo curto. serrada ou duplamente serrada.FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. Fruto do tipo carcerulídeo (seco.6m x 0.40m. com cerca de 30 a 60cm de altura.

estreitas. SOLO A planta cresce melhor em solos de origem calcária.800m de altitude. havendo necessidade de sombreamento e irrigação por nebulização. normalmente. largas.4m.6m em altura.Lamiaceae. É encontrada até 1. A planta não suporta solos úmidos. lineares ou oblongo-lanceoladas. para se evitar a desidratação dos tecidos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. • Florescimento: é muito raro em condições tropicais. quando disponíveis. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. . bem drenados. e só ocorre em regiões subtropicais cujo fotoperíodo é longo. preferencialmente. tomentosos e simples. HABITAT Espécie alóctone mediterrânica. CLIMA A planta é de clima temperado com umidade relativa do ar baixa. lavande. que cresce de 0. brácteas castanhas. • Propagação: estacas da planta matriz ou sementes. A planta não se adapta à regiões úmidas e/ou em solos compactados. Flores azulvioláceas dispostas em espigas terminais interrompidas. eretos. aerados e pobres. inteiras e lanceoladas. • Colheita: é feita até 3 vezes ao ano. que cresce em solos calcários áridos das regiões montanhosas das costas marítimas européias. nas condições tropicais e subtropicais. Pluviosidade excessiva e altas temperaturas são drasticamente desfavoráveis à planta. • Produção de sementes: não ocorre. As folhas são verdeacizentadas.6 x 0. Apresenta um perfume suave muito agradável. SINONÍMIA Lavanda. lisa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. sendo que condições de temperatura e umidade elevadas predispõem à infecção de fungos vasculares (fusariose). quatro carpelos. cálice com cinco dentes. É heliófita. quatro estames inclusos. • Doenças: o crescimento da planta é muito lento. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene de ramos e folhas brancacentas-tomentosas. • Plantio: março (sementes) e outubro a novembro (estaca). Fruto aquênio com uma semente preta. Os ramos são nus.3 a 0. fortemente argilosos e ácidos. lavândula. na primavera. corola com cinco lóbulos e dois lábios. outono e verão. • Aclimatação: O enraizamento de mudas é recalcitrante e lento. É cultivada em jardins e hortas do Brasil.

acetato de lavandulilo. tônica dos nervos. descongestionante (435). cânfora. síncopes. bronquite (294). atua sobre o reumatismo (145). (145). calmante. diurética (283). • Extrato fluido: 0. vermífuga. feridas. estimulante do cérebro. • Alcolatura: 10g em 2 litros de álcool neutro ou de cereais (antisséptico e cicatrizante). causando sonolência (257). borneol. béquica. geraniol. Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia. lavandulol e α-terpineol (275). cineol. antisséptica. tensão nervosa e muscular. atonia dos nervos encéfaloraquidianos (93). INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento da anúria. emenagoga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. doenças do estômago. ftiríase. • Pessoas propensas à úlceras. • Alguns fitoquímicos da planta são incompatíveis com sais de ferro e iodo (383). antiinflamatória. de 5 a 20ml/dia (341). acetato de linalilo (283). antimicrobiana (257). terpin-4-ol. apoplexia. enxaqueca (257). cicatrizante. cumarina.5 a 2ml/dia. geralmente amarelo (óleo de Aspic). anti-reumática (271). ⇒ 10g ou 2 colheres de folhas secas picadas em ½ litro. indústria de vernizes nobres e . peitoral. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao dia (257). antiasmática (215). cefalalgia. excitante do sistema nervoso. amenorréia. FITOQUÍMICA Óleo volátil. digestiva. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 1%. cosméticos.PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. asma. utilizado como inseticida. antianêmica (93). colagoga. TOXICOLOGIA • Em altas doses pode ser depressiva do sistema nervoso. não devem exagerar na administração de preparados à base de alfazema (145). paralisia. nervosismo. calmante. em perfumaria. neurose cardíaca (271). parasiticida capilar. Em fricções. cariofileno (257) eucaliptol. ⇒ 8g da planta/litro d'água ou 1 colher das de sopa de folhas picadas em ½ litro d'água. OUTRAS PROPRIEDADES • Da planta obtém-se um óleo. veterinária. asfixia. linalol. flavonóides. álcoois térmicos. fígado e baço. furfurol. ⇒ 2 a 4g/litro de água (435). tinha e picada de insetos (383). antiemética (9). vertigem. tônica estomacal. epilepsia. nerol (145). acne. catarro (435). tônica capilar e antileucorréica (294). indutora do sono (145). cefalalgia. oftálmica (341). • Tintura: 1 a 10ml/dia (341). tanino. antiespasmódica. dispepsia flatulenta.

com segmentos lanceolados. SOLO Adapta-se às mais diversas condições de solo.3m x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. cravo-da-roça. peluda. carprineira. As flores masculinas estão dispostas em capítulos pendentes e as femininas. SINONÍMIA Absinto-selvagem. cafalalgia. gonorréia. Medra em potreiros e áreas ruderais. bipinatifidas. Desenvolve-se bem como esciófita. artemisia. • O pó das folhas. não tolerando porém períodos muito frios e geadas. atua como odorizante e desinfetante de ambientes. ramosa. AMBROSIA NOME CIENTÍFICO Ambrosia tenuifolia L. além de ser insetífugo. . FITOLOGIA Planta herbácea ereta. comportando-se até mesmo como semihalófita. leucorréia. ramificando-se muito na maturidade. cravorana. As folhas superiores são pinadas. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. áspero. • O esfregaço da planta nas roupas perfuma e protege-as das traças. simples. Não tolera solos muito ácidos e encharcados. Porém desenvolve-se melhor em solos de textura média e férteis. com 3 a 6cm de comprimento. estão dispostas em rácimos paniculados de 20cm de comprimento. quando jovem. amaurose. ambrosia-americana. alternas e menores. escrofulose. as inferiores.medicina (paralisia da língua. monóica. CLIMA É de clima subtropical. odorífera. artemija. opostas. que cresce de 30 a 90cm de altura.3m. algo estriado. cloroses. O caule é cilíndrico. broncorréia). losna-selvagem. sésseis. tenuamente tomentoso. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As folhas são curto-pecioladas. quando em combustão.

erupções na pele. ou diretamente a campo. amora-silvestre. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 1. Os acúleos das folhas localizam-se na nervura central e são recurvados para base da folha. em viveiros. anti-helmíntica (as sementes). sendo quebrada com baixas temperaturas ou alternância de temperaturas (209). o pólen pode vir a ser alergênico em pessoas susceptíveis. A inflorescência é do tipo panícula. areia ou vermiculita. indigestão.5 a 3m de altura. As estacas podem ser enraizadas em solo. Os acúleos que revestem o caule são grandes e de forma mais ou menos espiralada. urticária. cãibras dos intestinos. TOXICOLOGIA Durante a época da floração. AMORA-PRETA NOME CIENTÍFICO Rubus spp. • Plantio: início da primavera. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. antileucorréica e hemostática. infecções nos dedos (271). silva-de-são-francisco. hemorragia nasal (342). É reputada como sucedânea da quinina (94). INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. as sementes apresentam dormência. náuseas. calmante dos nervos (303). As hastes sarmentosas e o caule são cilíndricos e os mais velhos são revestidos por uma cerosidade branca que pode ser removida com os dedos. sarçamora. tônica. febrífuga (271). • Florescimento: dezembro a janeiro. SINONÍMIA Amora-branca. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. o mesmo acontecendo com o pecíolo. causando a febre do feno. silva. digestiva. no início do florescimento. dança-de-são-guido (283) e afecções hepáticas (303). formada por flores de . • Colheita: 4 meses após o plantio. As folhas são peninérveas formadas por 9 folíolos de coloração verde escuro na face ventral e esbranquiçadatomentosa na face inferior. estomáquica (283). FAMÍLIA BOTÂNICA Rosaceae. • Produção de sementes: após a maturação.• Propagação: rebentos de rizoma.

pétalas brancas. A infrutescência é composta de numerosos frutos tipo drupa, de coloração violeta escura.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia de ramos. As sementes não germinam sem uma escarificação química com ácidos, como ocorre no estômago dos pássaros frugívoros. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (mergulhia). • Florescimento: novembro e dezembro. • Colheita: inicia-se a partir do segundo ano. • Poda: a planta tem que ser podada periodicamente para facilitar os tratos culturais e a colheita. As mãos, braços e os olhos devem ser protegidos para evitar-se ferimento pelos espinhos. • Produção de sementes e frutos: dezembro e janeiro.

FITOQUÍMICA
Contém taninos.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hemostática, adstringente, antidiabética, antidisentérica, tônica (283), anti-hipertensora, anticolesterolêmica, antidiarréica e antilítica (271).

INDICAÇÕES
Indicada para a azia, cãibras do sangue, hemorróidas, inflamações da garganta e da boca e hidropisia (271).

FORMAS DE USO
• Xarope: feito à base de infusão das folhas e botões florais (a 10%) misturado ao suco dos frutos maturos. Aquece-se até o ponto de xarope (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os ramos são utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas.

AMORA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Rubus imperialis Cham. e Sch.

FAMÍLIA BOTÂNICA

Rosaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce espontaneamente na Mata Atlântica, matas secundárias e bosques, normalmente em condição umbrófila e semi-umbrófila.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, sarmentosa, perene, de ramos angulosos, armados de acúleos grandes, podendo atingir 4 a 5m de comprimento, apoiando-se na vegetação próxima. Folhas compostas, palmada, 5-foliadas, folíolos ovado-cordiformes ou ovado-arredondados, membranosos, grosso-dentados, pouco tomentosos na face dorsal, com o pecíolo espinescente. Flores com pétalas brancas, lacínias lanceoladas, curto e grossopedunculadas, disposta em panícula subcorimbosa, sendo o pendúnculo tomentoso e aculeado. Fruto composto de inúmeras drupas verde-amareladas.

SOLO
É pouco exigente em solos. Medra mesmo nos úmidos, ácidos e bastante argilosos.

CLIMA
Espécie subtropical. Prefere temperaturas amenas a quente e alta umidade relativa do ar.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia. As sementes só germinam mediante escarificação química com ácidos, conforme ocorre no estômago de aves frugíferas. A mergulhia deve ser feita a partir da primavera. • Plantio: o ano todo, para sementes, ou novembro a fevereiro, quando se faz a mergulhia. • Tutoramento: em espaldeiras de três arames superpostos. • Florescimento: outubro a novembro. • Frutificação: novembro a dezembro. • Colheita de folhas: o ano todo.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hipocolesterolêmica (271).

FORMAS DE USO
15 a 20g/dia, em decocção, fracionada em três xícaras diárias.

ANDRADE

NOME CIENTÍFICO
Persea major Kopp.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Lauraceae.

SINONÍMIA
Canela-rosa, pau-andrade, canela-cedro.

HABITAT
Espécie autóctone que habita a Mata Atlântica, principalmente em altitudes acima de 400m, no sul do Brasil. A planta é considerada rara e devido à existência de poucos indivíduos e o alto nível de patógenos endógenos, corre o risco de extinção nas regiões onde ainda ocorre.

FITOLOGIA
Árvore grande, com até 12m de altura. Os ramos são subangulosos e amarelo-tomentosos quando novos e castanho-escuros e glabros, com as gemas sedoso-tomentosas, quando mais velhos. A folhas são esparsas, pecioladas, inteiras, variáveis, alternas, oblongas ou elípticas, peninervadas, glaucas, finamente arroladas nas duas faces, cordiformes, arredondadas na base ou obtusas dos dois lados, ou agudas e subacuminadas no ápice, com 12 a 14cm de comprimento e até 7cm de largura, glabras ou levemente hirsutas e luzidias na face ventral. A inflorescência é multiflora, ferrugíneo-tomentosa. As flores verde-amareladas, dispostas em panículas piramidais longo-pedunculadas e revestidas de um denso tomento sedoso-ferrugíneo ou amarelo-ocre, com bractéolas decíduas. O fruto é uma baga globosa, verde-glauca, com cerca de 1cm de diâmetro.

SOLO
A planta cresce naturalmente em solos profundos, argilosos e com pouca acidez.

CLIMA
Ocorre em regiões cujas temperaturas giram em torno de 10 a 15oC, no inverno, e 20 a 25oC no verão.

AGROLOGIA
• • • • • Espaçamento: 4,0 x 4,0m. Propagação: sementes e brotações da cepa. Plantio: outubro. Florescimento: janeiro Colheita da casca: durante o inverno.

PARTES UTILIZADAS
Casca do tronco.

FITOQUÍMICA
Esteróides, triterpenos, flavonóides, saponinas, taninos hidrolizáveis e condensados, grupo amino e lipídeos. O teor de tanino é de 19,7%, taninos catequínicos 18,61% e catequinas 32% (251).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Cicatrizante (251).

ANIL
NOME CIENTÍFICO
Indigofera suffruticosa Mill.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papilionaceae.

SINONÍMIA
Anil-do-campo, anileira, anileira-da-índia, anileira-verdadeira, caá-chica, caá-chira, caáobi, caá-timbó, caobi-índigo, guajaná-timbó, índigo, indigueira, timbó-mirim, timbozinho.

HABITAT
Espécie alóctone originária das Antilhas e América Central. Vegeta espontaneamente em pastagens, terrenos abandonados e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, que cresce 0,8 a 1,0m de altura. O caule é anguloso, acizentado. As folhas são glaucas, imparipenadas, compostas de 7 a 15 folíolos opostos, linear-elípticos ou oblongo-agudos, inteiros, glabros na face ventral e pubescente na dorsal. As flores são róseas, curto-pedunculadas, pequenas, abundantes, dispostas em rácimos axilares eretos. O fruto é uma vagem arqueada, quase quadrangular, seríceopubescente, com cerca de 2 a 3cm de comprimento, contendo seis a oito sementes pardacentas, angulosas ou subcilíndricas, lisas e duras.

SOLO
As plantas crescem mesmo em solos pedregosos, arenosos e até mesmo em dunas de areia. Não tolera solos encharcados ou muito argilosos.

CLIMA
É de clima tropical, prosperando melhor em regiões quentes e pouco pluviosas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,0 x 1,5m.

• Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: abril a maio. • Doenças: em regiões úmidas, é comum a ocorrência de sementes chochas e fungadas. • Colheita: inicia 6 a 8 meses após o plantio. • Rendimento: em um hectare obtém-se cerca de 330 a 560kg de anil ou 40g para cada 10kg de folhas (93).

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Leucoindigodina (93). Submetida à altas temperaturas, transforma-se em indigotina, que é o anil (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiespasmódica, emenagoga, estomáquica, sedativa (257), sarnicida (folhas machucadas), diurética, febrífuga, antiepiléptica, purgativa (32), depurativa (68), antiálgica e antiinflamatória. A raiz é odontálgica e já foi utilizada como antiofídica (93).

INDICAÇÕES
É utilizada no tratamento das afecções das vias urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, obstipação intestinal, hepatite (68), afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é indicada para coréa, epilepsia, icterícia, É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênico (93). Também indicada para a laringite aguda, linfoadenite, escabiose, erupções da pele (1).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas. • Decocção: ⇒ 15g/dia. ⇒ ferver 5g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias (68). • Infusão: 5g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia (32). O sabor do chá é algo salgado.

TOXICOLOGIA
Extrai-se da planta o índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina - substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico.

OUTRAS PROPRIEDADES

• As sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas (32). • As folhas fornecem matéria tintória, conhecida como anil (328).

ARNICA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Wedelia paludosa DC.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Cura-tombo, margarida, margaridão, mal-me-quer, malmequer-do-brejo, picão-da-praia, vadelia, vedélia.

HABITAT
Espécie autóctone da região litorânea brasileira. Medra em pastos, áreas abandonadas e ruderais, a beira de estradas, bananais, pomares, ao longo da orla marítima, principalmente em várzeas úmidas e sombrias.

FITOLOGIA
Planta herbácea, prostrada, perene, radicante nos nós, que cresce 40 a 50cm em altura. O caule é castanho-avemelhado, esparsamente piloso. As folhas são opostas, curtopecioladas, membranáceas, pilosas nas duas faces, mais pronunciadamente na dorsal, providas de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. Pecíolo semicilíndrico, ciliado. Capítulos solitários, longo-pedunculados, axilares. Brácteas involucrais foliáceas em duas séries, pilosas no dorso. Receptáculo cônico, carnoso, peleáceo. As flores são amarelas, as marginais femininas, cerca de 13, com corola ligulada, trilobada no ápice, com 8mm de comprimento, e as do disco, muitas hermafroditas, corola tubulosa. Aquênio túrgido, tríquetro, glabro, estreitado na base, com papus ciatiforme.

SOLO
Vegeta em todos os tipos de solo, desde os arenosos aos argilosos e orgânicos. Tolera solos ácidos, encharcados e até os secos. Tem preferência pelos solos úmidos.

CLIMA
Espécie de larga adaptação climática, proliferando-se melhor nos climas tropicais e subtropicais. Períodos de estiagem afetam o crescimento da planta. É heliófita, embora tolere alguma sombra.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,3m.

• Propagação: estacas radicantes. As sementes normalmente são inviáveis ou não se formam. As estacas são plantadas diretamente a campo. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: o ano todo, com exceção no inverno. • Poda: por ser uma planta rústica e altamente invasora, o crescimento vegetativo deve ser contido através de podas e eliminação de ramos radicantes. • Colheita: inicia a partir terceiro mês após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, flores e lígulas.

FITOQUÍMICA
Diterpenóide kaurane: ácidos ent-kaur-16[17]-en-19-óico e ent-kaur-9 [11],16[17]-dien19-óico (39) e luteolina (46).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, antiinflamatória, antianêmica (271). febrífuga, antidisúrica, antinevrálgica (215) e

INDICAÇÕES
Indicada para traumatismos, golpes, ferimentos, machucaduras (215), coqueluche, trombose e hematomas (271).

FARMACOLOGIA
Tripanossomicida (39), antinociceptiva (377) e antiálgica (46).

OUTRAS PROPRIEDADES
• É cultivada como onamental em jardins. • A planta apresenta um alto índice de enfolhamento, podendo ser utilizada como cobertura de solo, principalmente indicada para revestir barrancos, escoadouros e taludes.

ARNICA-DO-CAMPO
NOME CIENTÍFICO
Porophylum ruderale [Jack.] Cass.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Arruda-de-galinha, couve-cravinho, couve-de-veado, cravinho, erva-couvinha, erva-fresca, picão-branco. couvinha, cravo-de-urubu,

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul. Cresce notadamente em áreas ruderais, lavouras abandonadas e capoeiras.

FITOLOGIA
Planta herbácea anual, ereta, ramificada apenas no topo, cerosa, verde-clara, medindo 0,6 a 1,2m de altura. As folhas são simples, alternas, pecioladas, membranáceas, tenras, oblongo-lanceoladas, cerosas, base atenuada e ápice obtuso, margem inteira ou crenulada, glabra, medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Quando amassadas, as folhas liberam um olor desagradável. Inflorescência em capítulos solitários ou em corimbos, terminais ou axilares. Flor composta por um invólucro cilíndrico contendo filárias lineares unidas e corola constituída de finos tubos de coloração esverdeada ou amarelada. Fruto tipo aquênio, linear, negro, pouco brilhante, alveolado e munido de pêlos sedosos e brancos. A planta exala aroma forte e pouco agradável.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. Não tolera geadas, nem ventos muito frios. Cresce à plena luz e tolera o sombreamento.

SOLO
A planta prefere solos férteis, areno-silicosos, aerados, soltos, ricos em matéria orgânica. Não tolera solos ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,20m. • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral ou diretamente em canteiros, em sulcos transversais. • Plantio: outono e primavera. • Pragas: é suceptível ao ataque de lagartas e pulgões. • Florescimento: janeiro a março. • Colheita: Deve ser feita no inverno, quando é maior o teor de flavonóides. Durante o verão e a primavera, há um decréscimo de 24% no teor de flavonóides totais (166). O ciclo varia de 100 a 110 dias.

FITOQUÍMICA
Flavonóides (0,45 a 0,59%, p/p), alcalóides, taninos, saponinas, açúcares reduzidos (166).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antiartrítica, antimicótica (166), antilítica, antidiabética (271), diaforética, emenagoga e calmante (93).

INDICAÇÕES
Para o tratamento de corrimentos, afecções do fígado, hepatite, inflamações na garganta, amigdalite e má digestão. Já foi até utilizada para tratar a histeria (93).

mediterrânica. inibe o crescimento de Leishmania amazonensis em 45. ARRUDA NOME CIENTÍFICO Ruta graveolens L.1% em 24. de clima temperado seco. estreitos.5%.3.5mg/ml do extrato cru das folhas. SOLO Prefere solos permeáveis e ricos em matéria orgânica. compostas. As folhas são alternas.2% e 91. ruda. decompostas em 9 a 11 lobos oblongos ou obovados. sem clorofila. Forma touceiras de até 1. abrindo-se superior e inferiormente em 4 valvas. As flores são miúdas e de cor amarelo-esverdeadas. levemente alcalino. porém é mascarado pelo forte aroma. arruda-fêmea. arruda-macho. dispostas em corimbos. Com clorofila. O sabor das folhas é ligeiramente picante. Mas devido à sua histórica aclimatação no Brasil. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. HABITAT Espécie alóctone. e verde-oliva durante o reprodutivo. Está amplamente adaptada no Brasil. de caule ramificado desde a base e lenhoso. Está perfeitamente aclimatada no Brasil.ATIVIDADE BIOLÓGICA 2.6% (196). triangulares. 64. ruta-de-cheiro-forte. O fruto pentalocular produz uma sementes reniformes. arruda-fedorenta. . carnosas. pardas e rugosas por lóculo. CLIMA A planta é. desenvolve-se bem em regiões de clima subtropical até tropical. a inibição foi de 46. cultivada em jardins e hortas. 48 e 72 horas. FITOLOGIA Planta subarbustiva polianual. pequenos. SINONÍMIA Arruda-doméstica.0m de altura. alóctone. por origem. glabros e de coloração acizentada-azulada durante o estágio vegetativo. respectivamente. 85. Solos pesados e úmidos são desfavoráveis ao crescimento da planta. É bastante tolerante à seca. pecioladas.1 e 87. sésseis. É heliófita. nativa da Europa e norte da África. 3-pinatipartidas. agudas e corola de 4 a 5 lobos salientes e rugosos. arruda-dos-jardins. Possui cálice com 4 a 5 sépalas lanceoladas.

pneumonia (120). hemorróidas. sudorífica (341). • Florescimento: agosto a dezembro. aperitiva. metilnoilcarbinol. adstringente. pineno e limoneno (raízes. esquiamianina. xantotoxina. rutaretina. hidrocarbonetos. principalmente). ácido salicílico livre. PARTES UTILIZADAS Folhas. estupefaciente. anti-reumática. parasiticida capilar. febrífuga (120). antiepiléptica (435). • Propagação: sementes e estacas dos ramos.30m. Faz-se duas colheitas ao ano. ciática (145). lactonas. sarnicida (257). quercitina. enxaqueca. erradicação de oxiúros (294) e ascárides. rutacridona. excitante da motilidade . hemostática. Quando a propagação é feita por estacas. rutalidina. gota. antiespasmódica. dores intestinais. cocusaginina. heterosídeos antociânicos. rutalinium.07 a 0. álcool metilnonílico e seus ésteres combinados aos ácidos acético e valeriânico. aromáticas. flebite. alcalóides. éter metílico do ácido metilantranílico. • Micropropagação: utilizam-se explantes a partir de segmentos nodais submetidos a assepsia com cloro ativo a 2%. cineol (145). analgésica. rutamarina. cineol. As folhas e as sementes têm propriedades antiparasitárias (sarna e piolho) e as sementes são anti-helmínticas (283). antinevrálgica (271). FITOQUÍMICA Hibalactona (da raiz). • Produção de sementes: os frutos com sementes maturas ficam prontos de novembro a janeiro. rutamina.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. rutina. O teor de essência da arruda varia de 0. estimulante.09% (96). óleos voláteis. cumarinas. enquanto que a metilnonilcetona apresenta ação vesicante. As sementes são postas a germinar em substrato organomineral. dulcite. derrame cerebral. rubalinidina (257). hipocondria (435). tranquilizante. onicomicose. As estacas enraízam em 60 dias. FARMACOLOGIA A ação espasmolítica da planta é devida é devida à presença de bergapteno e xantotoxina. fortificante dos nervos. salicilato de metila. antitetânica.1mg. metilnonilcetona. hesperidina. antiasmática (120). graveliferona. matérias resinosas e pépticas (341).l -1 de benzil amino purina (76). • Plantio: início do verão. A germinação ocorre em 10 a 15 dias. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. fenóis. deve-se proceder um sombreamento de 70% e prover farta irrigação das mudas. furocumarina. Os explantes são cultivados em meio MS ½ + 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-histérica. ribalinidina (120) . flavonóides. carminativa. feridas e zumbido no ouvido e incontinência urinária (215). conjuntivite (283). INDICAÇÕES A planta pode ser utilizada no tratamento de otite. paralisia. bergapteno.70 x 0. varizes. calmante dos nervos (32). galhos com folhas e flor. emenagoga. chalepeusina.

OUTRAS PROPRIEDADES • Foi muito utilizada na antigüidade como anafrodisíaca. dores abdominais. Administrar 2 a 3 colheres das de chá por dia. salivações. . Coar. 435. • Decocção: ⇒ 100g da planta fresca em ½ litro de água. tremores.5 a 2g/dia. ⇒ 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (sarnicida) (257). • Vermífugo: 20g de folhas/litro de azeite. vômitos. apud 120). Pingar 2 gotas em cada ouvido (257). 32). ⇒ ferver durante 5 minutos 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. apud 120).uterina (120). TOXICOLOGIA Doses elevadas do chá podem causar vertigens. através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar (120). 32. convulsões (341). Pode causar fitodermatites. Ingerir 2 xícaras das de chá ao dia (257. gastroenterites. hemorragia e aborto em mulheres grávidas. • Cataplasma: varizes e flebite (145). contração da pupila e sonolência (93) . 50 a 200ml/dia (341). cólicas. • Tintura: ⇒ 2 a 10ml/dia (341). • Xarope: 10 a 40ml/dia.5 a 2ml/dia. 145). • Essência: 1 a 7 gotas/dia (341). dores epigástricas. • Parasiticida capilar e sarnicida: 20g de folhas/litro de água quente (283. • Pó: 0. • Extrato fluído: 0. • Clister: cozinhar 8 a 10g de folhas por litro de água (parasitas intestinais). depressão do pulso. ⇒ 2 a 3g de folhas secas/litro de água (283. esperar amornar e aplicar compressas de algodão várias vezes ao dia sobre os olhos (128). 145). Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides da planta mostraram atividade antimicrobiana (120) e anti-helmínticas (Costa. ⇒ 1 colher das de café de folhas em 1 xícara das de café de água quente. Apresenta ainda atividade estimulantes febrífuga e emenagoga (Costa. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 1%. Lavar os olhos (conjuntivite) (257). • Sumo: 3 gotas do sumo em 1 gota de álcool. Tomar 3 vezes ao dia (128). arrefecimento da pele. náuseas e vômitos (145). edema na língua (257). hiperemia dos órgãos respiratórios. secura na garganta.

sendo cultivada em jardins e hortas. inteiras ou lobuladas. segundo o folclore afro-brasileiro. crescendo cerca de 0. reto.0m de altura. ARTEMÍSIA NOME CIENTÍFICO Artemisia verlotorum Lamotte. HABITAT Espécie alóctone de origem asiática. as inferiores pinatisectas com segmentos lanceolados e as superiores lanceoladas. CLIMA Embora seja uma espécie de clima temperado quente. alvo-tomentoso. Corola tubular pentalobada. Flores verde-amareladas.30m. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. composta por invólucro campanulado de filárias ovaladas. de rizoma perene e folhagem anual. glabro. como abascanto. As folhas são alternas. Quando amassadas. . ereta. A face ventral é glabrescente. Fruto tipo aquênio. medindo cerca de 1mm de comprimento SOLO Prefere solos secos e leves. curto-pecioladas. artemija. adapta-se bem às regiões subtropicais e tropicais. artemijo. losna-brava. Está bem aclimatada ao Brasil.• Pode-se confeccionar uma vassoura com os ramos e folhas para os parasitas domésticos. É heliófita.8 a 1. SINONÍMIA Absinto. FITOLOGIA Planta herbácea. Caule liso. pubescentes e membranáceas. com tamanho decrescente em direção ao topo da planta. • É utilizada. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. flor-de-são-joão. as folhas exalam aroma amargo. • A planta afasta moscas e combate pulgões. verde intenso. enquanto que a dorsal é intensamente alvo-tomentosa. verde a verde-avermelhado. cilíndrico e multisulcado. ovalado. losna.30 x 0.

Tomar 2 a 3 xícaras das de café ao dia (cólicas menstruais).• Propagação: rebentos do rizoma. afecções biliares e hepáticas. antiepiléptica (283). • Colheita: 6 a 8 meses após o plantio. ⇒ ferver durante 10minutos uma colher de sopa de raízes em ½ litro de água. atonia. afecções uterinas (215). • Raleio: por ser uma planta altamente prolífica. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Plantio: outono e primavera. 4 vezes ao dia (145). ácido málico. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (cineol. Deixar macerar por 15 minutos. intoxicações endógenas e exógenas. combate também a malária (145). antidiarréica. o crescimento da população da planta deve ser contido para não invadir outras áreas. • Decocção: ⇒ ferver por 1 minuto 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. gastrite. antilistênica. flores e raízes. anorexia. antiespasmódica. convulsões e histeria.UNICAMP . antinevrálgica. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 15g/litro de água. febrífuga. Tomar 2 xícaras das de chá ao dia. (215). mucosidade. coréia (dança-de-são-guido). amenorréia. nervosismo (283. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. debilidade eupéptica. ao levantar e ao deitar (tônico circulatório). calmante. enterite. emenagoga. • Florescimento: ocorre a partir de outubro. Tomar 1 xícara de chá após as refeições (digestivo). Tomar alguns goles durante o dia (calmante e antiespasmódico). anti-reumática (271). Segundo a Universidade de Campinas . ⇒ ferver durante 15 minutos uma colher das de sopa de raízes em ½ litro de água. icterícia. lombrigas. tujona e cetona). ⇒ 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. antianêmica. 32). antiinflamatória. Tomar ½ xícara. tônica. ansiedade. hipocloridria. carminativa. Cobrir e deixar macerar por 10 minutos. antiepiléptica (145). anti-hidrópica. tanino e ácido antêmico (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. em janeiro. estomáquica. Utilizar 2 a 4 xícaras por dia (283). . formando inúmeros rebentos de raiz. ⇒ 1 colher das de sopa em 1 litro de água quente. amarga e estimulante (242). INDICAÇÕES Indicada para a cólica. estendendo-se até janeiro.SP. inapetência (68). vermífuga. constipação (242).

Não deve ser ingerida crua. TOXICOLOGIA Esta planta torna-se tóxica quando utilizada em doses bem acima das indicadas (145). no reumatismo (68). Apresenta inflorescências em capítulos dispostos em corimbos terminais. Schulz-Bip. glabra. CLIMA A espécie prospera melhor em regiões de temperaturas amenas. SOLO A planta prefere solos areno-silicosos. FITOLOGIA Planta herbácea. artemijo. originária do Cáucaso. convulsões e problemas mentais e psíquicos (209). Folhas pinatissectas ou bipinatissectas.0 e 6. macelado-reino. • Os raminhos secos são colocados em armários e estantes como repelentes de traças (128). HABITAT Espécie alóctone. bisanual ou perene. monsenhor-amarelo. desagradável e sabor amargo. ácidos e muito compactos. piretro-do-cáucaso . • Apresenta propriedades inseticidas (32). camomila-pequena. Apresenta cheiro forte. Pode causar também hepatonefrites. Não tolera solos muito úmidos. externamente. artimijo.• Compressa: utilizar o decôcto ou o suco das folhas e/ou raízes. matricária. muito ramificada. margaridinha. glabras ou pouco pubescentes.5. circundadas por lígulas brancas. bem aerados. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. onde a média anual gira em torno de 20 a 24oC. SINONÍMIA Artemigem-dos-jardins. . ARTEMÍSIA-ROMANA NOME CIENTÍFICO Tanacetum parthenium L. na Ásia. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é adicionada à bebidas alcoólicas para obter sabor amargo ("bitter"). que cresce de 60 a 90cm de altura. ricos em matéria orgânica e com pH entre 6. nem por mulheres grávidas ou que amamentam (128). macela-da-serra. profundos. As flores do disco central são amarelas e tubulosas.

• É uma boa melhoradora da estrutura do solo. germacronolides. guaianolides e PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. • Florescimento: a partir de novembro. ASSA-PEIXE NOME CIENTÍFICO Vernonia polyanthes Less. TOXICOLOGIA Pode causar o aborto (258). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica (261). partenolides. O transplante é feito quando as mudas apresentarem 5 a 6 folhas. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em cetona. Tomar 1 a 3 xícaras ao dia (258). • Plantio: primavera. . insônia (258). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é inseticida e insetífuga.5 x 0. INDICAÇÕES Atua contra as cefalalgia (261). emenagoga (93). antileucorréica. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. males do coração e dos nervos (303). • Propagação: sementes e estacas. além de ser ornamental. sesquiterpenos clorados (257). FORMAS DE USO • Infusão: 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em uma xícara das de chá com água. pertubações gástricas. enxaqueca.3m. antiespasmódica e febrífuga (1).AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.

balsâmica. Fruto aquênio. à beira de estradas e em terrenos abandonados. com capítulos sésseis contendo cerca de 25 flores lilases. PARTES UTILIZADAS Folha e raiz. • Florescimento: fevereiro a abril. HABITAT Espécie autóctone que cresce em descampados. ramificado e arredondado. antilítica. diurética (128).5m.SINONÍMIA Assa-peixe-branco. cerosa e verde-clara na face dorsal. rugosas e ásperas na ventral. antihemorroidária (215). • Espaçamento: 2. hemostática (68). SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. estreitas na base. • Plantio: em qualquer época do ano. castanho. porém bem drenados. perene. glicosídeos. cambará-guaçú. capoeiras. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. O caule é liso. lanceoladas. o cultivo deve ser feito em áreas mais agrestes da propriedade. As folhas são agudas. gríseo-pilosas. flavonóides (genkwanina e velutina). pecioladas. FITOLOGIA Planta arbustiva grande. FITOQUÍMICA Alcalóides. chamarrita. INDICAÇÕES . que cresce de 2 a 3m de altura.3mm de comprimento. alternas.0 x 1. cambará-guassú. cambará-branco. reunindo filárias agudas e coriáceas em invólucro campanulado. • Propagação: sementes e estacas. margem inteira ou pouco serreada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. • Colheita: as folhas devem ser colhidas antes do florescimento. oblongo-laneceolado. medindo 2 a 2. CLIMA É heliófita e não tolera geadas. antiasmática (392) e antigripal (393). óleo essencial e sais minerais (128). AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. expectorante. Inflorescência paniculada. pastagens. Estacas podem ser enraizadas em areia ou solo leve. lenhoso.

• Decocção: ⇒ ferver por 15 minutos 6 folhas cortadas em pequenos pedaços. FORMAS DE USO • Xarope: 2 folhas picadas em 1 xícara das de café de água. O decôcto da raiz é utilizado. ⇒ Para bronquite: 2 folhas cortadas em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 10 minutos. Tomar 1 a 3 xícaras por dia (128). contusões e infecções do útero (271).1 colher das de sopa 2 a 3 vezes ao dia.Indicada para bronquite (392). Coar e aplicar sobre afecções da pele (128). . • Suco: tritura-se ou moem-se as folhas. coar. FARMACOLOGIA Os glicosídeos extraídos das flores. é fosforescente (93). durante 1 a 3 dias (68). tosses rebeldes. quando extraída na escuridão. para hemorróidas pontadas nas costas e no peito. • Compressas: hemostático (257). Coar e tomar a vontade (diurético). Tomar 5 gotas diluídas em água a cada 2 horas. ⇒ Como expectorante: infusão com uma xícara de água fervente sobre 2 folhas picadas. afecções do útero (215). tomar até 3 xícaras ao dia. AVELOZ NOME CIENTÍFICO Euphorbia tirucalli L. vem sendo estudados como antitumoral (145). contusões. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. acrescentar 2 xícaras das de café de açúcar e levar ao fogo até a dissolução do açúcar. • A casca da raiz. ⇒ ferver por 5 minutos 3 folhas bem picadas em 1 xícara das de chá de água. pneumonia (68). fritadas à milanesa. gripes fortes. • As flores são melíferas. coando a seguir. • Infusão ⇒ Como diurético: em um litro de água ferver 6 folhas picadas durante 10 minutos. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. durante 1 a 3 dias (145). em banhos. cálculos renais e o uso externo é indicado para combater afecções cutâneas (128). proporcionando um mel de alta qualidade. Ferver 5 minutos. Tomar durante o dia (como diurético). A ingestão do chá das folhas causa um potente efeito diurético e natriurético em ratos (393). Adultos .

pau-pelado. pau-sobre-pau. espinho-de-judeu. filiformes. profundamente 3-sulcada. amarelas ou esverdeadas. gravetodo-diabo. 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato (77). avelós. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . As estacas devem ser preparadas no fim da primavera até o início do verão. perene. cilíndricos. coral-verde. cega-olho. Devem ser hidratadas em sua base e após enterradas em areia úmida.0m. SOLO Plenamente adaptada a solos secos e pobres. Ramos verticilados. pois rompem-se facilmente exsudando látex que pode ser cáustico. espinho-italiano. intrincados. HABITAT Espécie alóctone. coral-de-são-sebastião. mata-verrugas. diminutas e raras. pubescente e sublenhosa. As flores são terminais. látex. hidrocarbonetos terpênicos. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (eugenol). A rizogênese inicia perimetralmente à base da estaca. • Plantio: primavera. cassoneira. dente-de-cão. árvore-de-são-sebastião.0 x 2. Sementes ovóides e lisas. suculentos.SINONÍMIA Almeidinha. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. de coloração verde. FITOLOGIA Arbusto grande. 3-locular. que cresce de 3 a 4m de altura. • Manejo: qualquer atividade de cultivo feita com a planta deve prever o uso de calçados. enquanto que as masculinas ocorrem em torno das masculinas. quase áfilos. coroa-de-Cristo. • Florescimento: não ocorre em Santa Catarina. originária da África. PARTES UTILIZADAS Seiva (látex). É xerófila. • Propagação: estacas de ramos. O fruto é uma cápsula vilosa. pau-liso. goma tirucalli. labirinto. CLIMA É sensível ao frio intenso. dedodo-diabo. aldeídos (145). Em solos muito úmidos o crescimento é demasiadamente lento. espinho-de-Cristo. árvore-do-coral-de-são-sebastião. diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol). roupas que cubram a pele e óculos. árvore-do-lápis. resina (257). É heliófita. lactescente. axilares. • Poda: evitar que os ramos cruzem a área de circulação de pessoas.

FORMAS DE USO • Uso externo: romper um cladódio da planta e deixar 1 gota do látex cobrir a verruga ou calo. o látex precisa ser diluído em água. Tomar um copo 3 vezes ao dia (145). Se o látex atingir os olhos. cauterizante de verrugas (257). antiespasmódico. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando adulta. expectorante (145) e antissifílico (93). antiasmático. • Uso interno: ⇒ Até 3 gotas por dia. Produz um látex com propriedades irritantes e cáusticas à pele. cabelo-de-vênus. principalmente quando nova. fungicida. TOXICOLOGIA Doses tóxicas coagulam o sangue. antivirótico. distribuídas em 3 copos d'água (31 1994).O látex. branco e cáustico. antibacteriano. • É utilizada como ornamental. cólica. asma e gastralgia (77). Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor. em nichos de pedras. antiescorpiônico e ofídio (uso interno). originária da Europa. antibiótico. pode destruir a córnea (257). mas subespontânea no sul do Brasil. a planta pode ser utilizada para confecção de moirões e cercas-vivas. . INDICAÇÕES Indicada empiricamente para o tratamento de neoplasias neuralgia. purgativo. em áreas ruderais sombreadas. induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo (77). anti-reumático. é resolutivo no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos. rubefaciente. O látex puro pode provocar até uma hemorragia (145). AVENCA NOME CIENTÍFICO Adiantum capillus-veneris L. paredes de poços e principalmente junto à fontes de água. Por ser altamente caústico. HABITAT Planta alóctone. SINONÍMIA Avenca-cabelo-de-vênus. ⇒ 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água.

INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções catarrais das vias respiratórias. duros e muito finos. necessitando de irrigação frequente. ressecamento da garganta. friáveis e frescos. mucilagem e glicose (294). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. dividido e subdividido na orla da fronde. queda de cabelo (257). muito delgadas. úmido e quente. • Raleio: eliminar folhas senescentes e doentes. caspa. estacas e esporos. SOLO A planta prefere os solos de serrapilheira. oblíquo e piloso. que atinge 20 a 40cm de altura. estimulante (128). . úmidos. perene. • Aclimatação: a planta pode ser cultivada em vasos com substrato orgânico ou pó de xaxim. • Irrigação: a planta é muito exigente em umidade. • Plantio: primavera. antidiarréica. com 3 a 5 soros de esporos situados nas extremidades da face dorsal. alternas. com as nervuras delicadas. rouquidão. béquica. expectorante. digestiva (32).40m. O rizoma é fino.FITOLOGIA Planta herbácea. As hastes e ramos são marrom-escuros. sudorífica. CLIMA A planta é umbrófila e higrófita. antidisentérica (215) e antiinflamatória (294). antiasmática (341). capilarina. com a margem arredondada. As folhas são pecioladas. FITOQUÍMICA Ácido gálico e tânico. colhidos de setembro a maio. levemente ondulada. emoliente. crenadas. bronquite (341).4 x 0.. divididas 3 a 4 vezes. finos. carboidratos. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizomas. soltos. A luz solar direta. de clima subtropical úmido. causa amarelecimento e definhamento da planta. com os folíolos em forma de cunha larga. pardo-escuros ou negro reluzentes. • Propagação: divisão de touceiras. Cresce bem em regiões com umidade relativa do ar elevada. rizomatosa. compostos fenólicos (257). emenagoga (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. • Colheita: setembro a janeiro. que cresce em touceiras. dores reumáticas. Proteger contra geadas. levemente ácidos. polimorfas. aperiente. O ambiente deve ser sombreado. com tendência a deltóide. A planta definha em solos secos. e mesmo a meia-luz. A partir do rizoma emergem pendúnculos glabros. com cerca de 10cm de comprimento. ricos em húmus.

2mm). ⇒ 1 parte de folha : 100 partes de água. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. pardas e luzidias. Tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). 50 a 200ml/dia (341). apud 32). que é comprido e caniculado. É cultivada em hortas. no Brasil. carnosas. freqüentemente avermelhado. Tomam-se 8 a 10 colheres das de sopa por dia. as inferiores pecioladas. lanceoladas-subcordiformes. oblongas ou ovais. ⇒ 1 xícara das de cafezinho em 1 litro de água. HABITAT A planta é espontânea em Portugal e originária da Ásia. As flores são avermelhadas. ereto. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como ornamental de ambientes sombreados. SINONÍMIA Azeda-brava. laringite. sagitadas. distúrbios do ovário e da bexiga (271). bainha inciso-dentada ou laciniada.dismenorréia. AGROLOGIA . pequenas (1. O fruto é uma cápsula lisa e escura contendo sementes triangulares. Tomar 2 a 4 xícaras ao dia (257). com aurículas acuminadas e dirigidas para baixo. AZEDINHA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Rumex acetosa L. medindo 20 a 25cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). verrugas. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. de caule fistuloso. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. com 20 a 60cm de altura. amarelas. dispostas em panículas terminais e laterais. • Tintura: 10 a 50ml/dia.8 a 2. azedeira. As folhas superiores são sésseis. debilidade das parturientes (283). meia hora antes das refeições (Leo Manfred. semi-amplexicaules. pequenas. quase paralela ao pecíolo. estriado. As folhas são algo glaucas na face dorsal. azedinha. • Extrato fluido: 210ml/dia.

neutralizadora da ação das substâncias acres e purgativa. acídula. • Pragas: é comum a ocorrência de coleópteros (Diabrotica spp. soda. ácidos oxálico. FARMACOLOGIA Os polissacarídeos inibem em 5 semanas o crescimento de tumores (sarcoma 180) (Ito e Hidaka. aminoácidos livres (alanina. taninos.). • Adubação: adubar os canteiros com 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. As raízes são antidiarréicas (283). • Florescimento: não ocorre nas condições do Litoral Catarinense. apud 179).• Espaçamento: 0. • Propagação: perfilhos. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato aquoso de caule e folhas apresenta atividade hipoglicêmica e antimicótica contra Trichophyton granulosum. aloe emodina. fiscion. febrífuga (128). gypseum e T. leucina e ácido pantotênico). emodina 8-0-β-D-glucopiranosídeo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É uma planta laxante. piridoxina. C-glicosídeos de flavonas. antiescorbútica. potassa (15%). antinevrálgicas. quercitina. rumex acetosa polissacarídeo RA-P (179).8-dihidroxiantraquinona. óxido de ferro. purpureum (189). Os derivados glicosídicos do tipo crisofanol dificultam a reabsorção de eletrólitos e água. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. ácido sulfúrico e óxido de manganês (93). FORMAS DE USO • Infusão: .30m. afecções do fígado (32). crisofanol-8-0-β-D-glucopiranosídeo. diurética (179). Derivados de antraquinona: 1. nepodina. catamenial. vitamina C. estimulando os movimentos peristálticos (189). alumina. O controle é feito com iscas envenenadas de raiz de tajujá ou frutos verdes de cabaça. emodina antrona. magnésia. polissacarídeos. cal (17%). β-sitosterol. cloro. • Plantio: março a abril e setembro. vitexina. antiasmática (32). neposídeo. tartárico e málico. crisofanol emodina. FITOQUÍMICA Ácido silícico (41%). As folhas são antissépticas e refrigerantes (93). oxalato de cálcio. afta e inflamações da vesícula biliar (128). INDICAÇÕES É indicada para a icterícia. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. fenilalanina. ácido fosfórico (5%). produzindo uma liquefação do conteúdo intestinal. plantados diretamente em canteiros. Derivados de hidroxiantraquinonas e hidroxiantronas.3 x 0. T. fiscion I-0-β-Dglucopiranosídeo.

babosa-medicinal. sabor amargo e coloração vítrea. As folhas jovens são retas e agudas. côncavas na parte superior e convexas na inferior. litíase e reumatismo não devem ingerir a planta. ervababosa. TOXICOLOGIA A planta provoca diarréia em animais e o pólen é alergênico. medindo 50 a 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. densas. dispostas em rácimos terminais densos de 30 a 40cm de comprimento. suculenta. • A raiz fornece matéria tintorial de cor vermelha. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. BABOSA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Aloe vera L. caraguatá. . lanceoladas. Apresenta incompatibilidade com águas minerais e não deve ser preparada ou servida em recipientes de cobre (179). rizomatosa. glauco-esverdeadas uniformes.⇒ 10g de raízes para 1 litro de água. barbosa. aloés. var. entouceirada. As flores são tubulosas. e também do Mediterrâneo. perene. ⇒ 50 a 100g para 1 litro de água. O parênquima das folhas tem aroma nauseabundo. Canárias e da Madeira. Apresentam internamente um parênquima mucilaginoso. amarelos. As folhas. curtos e espaçados. pendentes. • Suco: tomar 1 colher de sopa do suco das folhas por hora (32). Cresce em áreas semidesérticas e em locais pedregosos e semi-áridos. na forma de salada ou de sopas. de caule curto.20m de altura. gota. com pedicelos menores que as brácteas. com 50cm de comprimento por 6 a 9cm de largura e 3cm de espessura na base. das Ilhas de Socotra. de cor amarelada. ou Aloe barbadensis Mill. manchadas. marginadas por espinhos triangulares. sobre uma haste simples ou ramificada. são ensiformes. sinuososerradas. caraguatá-de-jardim. vulgaris. Está amplamente adaptada ao Brasil. dispostas em roseta. carnosas. erva-de-azebre. HABITAT Espécie alóctone tropical. de 2 a 4cm de comprimento. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. Os pacientes com artrite. SINONÍMIA Aloé. FITOLOGIA Planta arbustiva. babosa. noroeste da África e das margens do Mar Vermelho.

aloeferon (cicatrizante). • Produção de sementes: não há formação de frutos. Cada folha matura atinge 420 a 450g por folha. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. a temperatura de 25oC. observa-se um rebrote acentuado.000 plantas em 6 meses. O teor de gel e polipeptídeos é maior nas folhas maturas do que nas jovens (443). Ventos frios predispõem à ocorrência de avermelhamento generalizado nas folhas. para as condições do Litoral Catarinense. teor máximo de água . aloetina.0 x 0. quando o escapo floral está seco. sílico-argiloso. vitaminas E e C (257).4%. • Substrato: porosos (areia.purgativo). partindo de 5 brotos decapitados (270). • Padrão comercial: teor máximo de cinzas . • Micropropagação: estimula-se as brotações axilares e a formação de brotos adventícios mediante a decapitação dos renovos. As brotações são facilmente enraizadas com IBA e meio MS modificado. com cerca de 10cm de altura. Optar pela irrigação por nebulização. permeável e solto. vermiculita ou a mistura de deles) • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. O contato das folhas com o solo úmido favorece o apodrecimento das mesmas. mucilagem polissacarídica. • Plantio: ao longo de todo ano. nem sementes. Em condições de estresse. barbalodina. . • Irrigação: deve ocorrer apenas durante os períodos de estiagem. • Adubação: planta responde bem à adubação fosfatada e potássica. sem acidez. • Propagação: estolões. aloe-emodina. e nem sempre é possível a obtenção de sementes.7m. resina. polpa e seiva. O cultivo pode durar até o décimo ano (239). lactato de magnésio. • Colheita: deve ser feita preferencialmente ao final da floração. A propagação por sementes é muito lenta. Não tolera geadas.SOLO Prefere solo bem drenado. A planta tolera solos pobres. • Florescimento: agosto a setembro. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. taninos (145). atingindo 50 a 60cm de comprimento. coberto com sombrite 70%. Colhe-se apenas as folhas mais desenvolvidas. mudas que se formam lateralmente à cepa. O excesso de água nas raízes pode provocar deterioração das raízes. É fortemente heliófita e xerófila. salicatos. podendo chegar a 400 a 1. aloquilodina. Transplantar as mudas quando apresentarem 15 a 20cm de altura ou 4 a 6 folhas. O rendimento é de 2. FITOQUÍMICA Glicosídeos antraquinônicos (aloína .000kg/ha no quinto ou sexto ano. • Rendimento: 100kg/ha no primeiro ano.12% (96) PARTES UTILIZADAS Folhas. CLIMA A planta é de clima tropical a subtropical. casca de arroz tostada. ácido aloínico e pícrico.

despida da cutícula. fortalecedor imunológico. trituradas com 250ml de álcool e 250ml de água. • Alcoolatura: 50g de folhas descascadas. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica (69). tuberculose pulmonar. adstringente. entorses. livre de polpa. comuns na síndrome dos olhos secos. Os princípios ativos aumentam com a idade da planta (99). O glucomanan e o polimanactato. A folha. FORMAS DE USO • Pó: 0. fungicida. vulnerária. regeneradora da pele (128). oftalmias. vulnerária. Quando bem seco. A aplicação tópica do gel foi feita duas vezes ao dia. como laxante. prisão de ventre. panarícios (93). A polpa é antioftálmica. hipocondria.2 a 0. vermífuga. diminuindo também o eritema. colerética. inflamações da pele (9). Contém cerca de 20 a 30% de aloína na matéria seca (96). O gel contém 99. dores reumáticas (258).15g/dia (tônico. febrífuga e revulsiva (93). oftálmica (32). teve forte ação antiálgica e antiinflamatória.glucomanos (0. que deve ser seco ao fogo ou ao sol. eczemas. antiinflamatória e emoliente (258). congestão do fígado e da cabeça (32).60g/dia (purgante e emenagogo) (32). laxativo e anti-helmíntico. emenagoga. são úteis no tratamento de câncer e queimaduras causadas por radiação nuclear. bactericida. tensão nervosa. hepática. asma. queimaduras de sol. tumores. As raízes são eficazes para as cólicas (93). pode ser transformado em pó. antisséptica. linfatismo.1 a 0. INDICAÇÕES É indicada para a queda de cabelos. • Resina: é a mucilagem após a secagem. Deve ser usada na forma de compressas e massagens. mucilagem e aloína e diluído em água estéril. na proporção de 40:1. O gel filtrado. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. É indicada também em períodos pós-operatórios. Tomar 0. estomáquico. Obtém-se a resina cortando-se transversalmente a base das folhas e deixando-se penduradas por 1 ou 2 dias para escorrer o sumo. tônico capilar e do aparelho digestivo. • Cataplasma: retirar a película verde que reveste o parênquima gelatinoso. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antibacteriana e antifúngica.02 a 0. Utilizar o gel sobre queimaduras e afecções da pele 3 vezes ao dia. é um supositório calmante para retites hemorroidais (32). tônica eupéptica (145). cicatrizante da pele e das mucosas. resolutiva. contidos no gel. catártica.2g do pó dissolvido em água com açúcar. erisipelas.5% de água (239). manchas de pele (mancha senil) (145). 0. estomáquica (257). feridas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante (260). analgésica. conforme vários experimentos realizados em Chernobyl.3% do gel fresco). contusões. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). porque aumenta a oxigenação da pele (145). pentosana e ácidos urônicos (434). A recuperação dos pacientes iniciou no segundo dia do tratamento (32O). coando-se logo a seguir. na Rússia (239). galactose.30 a 0. emoliente. .

• Era usada para embalsamar múmias. despida da cutícula. Aplicar sobre os cabelos secos.5g da resina em 100ml de álcool a 70oGL. esteira e tecidos grosseiros. BABOSA-DE-PAU NOME CIENTÍFICO Philodendron martianum Engl. • Poção: ½ g de folhas secas ou 1 colher das de chá da polpa em 1 copo de água (uso interno como tônico eupéptica e laxativo). • Suco: uso interno como anti-helmíntico. com algumas gotas de limão e uma pitada de sal. podem ser usadas como supositório nas retites hemorroidais (258). constitui alimento de certos povos asiáticos. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa. Pode provocar nefrite (32). FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. FITOLOGIA . • Tintura: triturar 50g de folhas descascadas com 250ml de álcool e 250ml de água. Coar. Deixa-se em maceração em recipiente fechado durante 7 dias. macerada ao açúcar ou mel. • Gel: bater uma folha de babosa no liqüidificador. • As fibras das folhas são utilizadas na fabricação de cordoalha. HABITAT Espécie autóctone nativa da mata Atlântica. mulheres grávidas e catamênicas (metrorragia) e indivíduos com hemorróida (257. epífita. Usam-se 5 a 10 gotas como eupéptica e 20 a 40 gotas como laxativo (257). muito comum na Serra do Mar. entorses e dores reumáticas. Utilizar em compressas e massagens nas contusões. deixando por trinta minutos. • O suco da planta é inseticida (93). SINONÍMIA Babosa-de-árvore. 258). TOXICOLOGIA Contra-indicada para crianças (internamente). enxaguando em seguida (uso externo em inflamações.• Supositório: a folhas. umbrófila. Filtra-se e completa-se o volume restante para 1 litro. queimaduras e queda de cabelo) (145). • Tintura: utilizam-se 2.

adensadas em roseta. adicionadas de 30% de húmus de minhoca. ascendente. BABOSA-DE-SOCOTRA NOME CIENTÍFICO Aloe arborescens Mill. semi-herbácea.Planta epífita. • Plantio: ano todo. originária da África do Sul.8 x 0. SINONÍMIA Alóe. Cada planta contém em média 5 bulbos. nervura central saliente em ambas as faces e imersas apenas na extremidade. É umbrófita. aloés. em solos ricos em matéria orgânica e bem aerados. largo-lanceoladas. . CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões subtropicais. • Florescimento: novembro a janeiro. com rizoma cauliforme curto. • Propagação: sementes e estacas. HABITAT Espécie alóctone. limbo com cerca de 30 a 40cm. Não tolera geadas. As folhas são coriáceas. erva-babosa. caraguatá. • Substrato: 70% de pó de xaxim ou casca de arroz tostada. protegidos de vento. contendo um suco claro e gomoso. Se cultivada em vasos. hidratante e condicionador do cabelo. com pecíolo entumecido como um pseudo-bulbo de orquidáceas. brilhantes. ou Aloe succotrina Lam. Indicado para a calvície incipiente (341). quentes. • Espaçamento: 0. Inflorescências em número de duas e em forma de bastão. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae.4m. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em ambientes sombrios. OUTRAS PROPRIEDADES • É planta ornamental para ambientes sombreados. localizadas nas axilas das folhas. utilizar recipientes com capacidade mínima de 5 litros. babosa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tonificante do bulbo capilar. alóe-candelabro.

Faz-se um desbaste das folhas basais da muda antes de enraizá-la em substrato. queimaduras. estomáquica. dispostas em haste central. linear-lanceoladas. eczemas. quase em roseta. em cachos não ramificados. Optar pela irrigação por nebulização.7m. oftalmia. • Colheita: a partir do segundo ano. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. • Florescimento: ocorre de novembro a dezembro. vulnerária. aloinose. porém não encharcados e/ou compactados. casca de arroz tostada. ATIVIDADE BIOLÓGICA . erisipelas e retites hemorroidais (283). peitoral. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica. • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. serradas. coberto com sombrite 70%. carnosas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Em doses maiores é purgante (341). demorando entre 40 a 50 dias. suculenta perene. FITOQUÍMICA Aloína. antioftálmica. ereta. insuficiência hepática (341). colagoga. As folhas são ensiformes. de caule bífido e curto. queda do cabelo (aplicação tópica do sumo). matérias resinosas (341). emenagoga. O enraizamento é muito lento. aperiente. As folhas são mais curtas. resolutivas. verde-azuladas. utilizando-se substratos porosos (areia. SOLO A planta adapta-se bem a solos pobres. vermiculita ou a mistura de deles). As flores são tubulares e de coloração avermelhada na base com o bordo livre esverdeado. dispepsia atônica. com espinhos cartilaginosos. com 40 a 70cm de altura. (69). • Raleio: as brotações laterais deve ser eliminadas ou utilizadas como material de propagação. • Propagação: separação de mudas que se formam ao lado da planta matriz. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Em doses menores é tônica. atonia gástrica. panarícios. ápice voltado para dentro ou liradas. finas e arqueadas do que a espécie A. engorgitamento do fígado e do baço (cataplasmas). antidartrosa.FITOLOGIA Planta herbácea. Indicada para bronquite e tuberculose pulmonar incipiente (polpa macerada em mel por 10 dias). • Plantio: primavera. impinges.0 x 0. vera. longas. revulsiva. emodina. emoliente. tumores. anti-hemorroidária. anti-helmíntica (283). aloeresinotanol. golpes (emplastros).

5ml da tintura. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe harlana. responsável pelas otites e infecções urinárias (69).1g do pó. FORMAS DE USO A babosa em pó deve ser utilizada em pequenas doses (0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A.Antibacteriana e antifúngica.1 a 0. nas hemorragias uterinas.15 a 0.05 a 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A.3 a 0. Succotrina. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. • Como drástico: 0.6g) como purgante e emenagogo (283). TOXICOLOGIA É contra-indicada no período menstrual. nos estados hemorroidários.20g) como tônico eupéptica. Reitz (341) relata as seguintes administrações: • Como eupéptica: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae.5g do pó ou 1. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. em doses maiores (0. pois provoca congestionamento dos órgãos pélvicos.5 a 2. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe saponaria. laxativo e anti-helmíntico.3 a 0. • Como purgativo: 0. Succotrina. BALIERA . na predisposição ao aborto e nas nefrites (341).2g do pó.

março-abril. que cresce de 1. PARTES UTILIZADAS Folhas. FITOQUÍMICA . Inflorescência corimbosa terminal. Os ramos jovens são glabros ou sutilmente tomentosos. medindo cerca de 5 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. crescendo até mesmo sobre areias quartzosas enriquecidas de matéria orgânica. catinga-de-barão. lanceoladas a oblongo-lanceoladas. úmidos e pouco ácidos.23mM (221).5m. Frutos subglobosos. agudas.5 a 2. aromáticas. laxa na base.NOME CIENTÍFICO Cordia verbenaceae DC. dentadas.5m de altura. guabiraba. em capoeiras úmidas. caramoneira-do-brejo. setembro (mudas de estacas). • Florescimento: julho a setembro. em solução de ácido indol-butírico a 1. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Pode ainda ser encontrada no interior. HABITAT Espécie autóctone que medra nas restingas marítimas. ervabaleeira. atenuadas na base. O enraizamento dos ramos pode ser facilitado através da imersão de ramos com 10cm de comprimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. SOLO Prefere solos arenosos. maria-preta. camarinha. CLIMA A espécie é de clima tropical e subtropical quente. sésseis. verde-escuras. maria-milagrosa. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. • Plantio: março (mudas de sementes). SINONÍMIA Baleeira. erva-balieira. distante 5cm dos ápices. balieira-cambará.5 x 3. muito ramoso. • Propagação: sementes e estacas de ramos. vermelhos. FITOLOGIA Arbusto perene de arquitetura esgalhada caótica. As flores apresentam corola campanulada branca e pequena. com 3mm de diâmetro. • Poda: eliminar os ramos inferiores que tem predisposição a tocar o solo. • Colheita: 1 ano após o plantio. As folhas são fortemente escabroso-verrucosas na face ventral. medindo cerca de 3 a 7cm de comprimento. É fortemente heliófita (400).

BÁLSAMO-ALEMÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe tubiflora R. analgésica (222). • Os citricultores utilizam a planta como atrativa de pragas (128). Coar e tomar de 1 a 3 xícaras ao dia (reumatismo). • Alcolatura: amassar 50 folhas em ½ litro de álcool neutro. SINONÍMIA Cacto-da-abissínia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. agitando de vez em quando. FORMAS DE USO • Infusão: 3 folhas cortadas em pedaços pequenos em 1 xícara das de chá de água fervente. Hamet.4'-dihidroxi-5-metilisoflavona (223). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de osteoartrose e transtornos afins (361). flor-da-abissínia. 2 a 3 vezes ao dia.4'-dihidroxi-5-metoxiisoflavona e 7. HABITAT Espécie alóctone. antiartrítica e anti-reumática (128). FITOLOGIA . Macerar por 1 semana. alcoolismo e problemas na coluna (271). Deixar macerar por 5 dias. Coar e tomar 20 gotas ou 1 colher das de café diluídas em água. originária de Madagascar. cacto-japonês. 7. • Tintura: triturar 30 folhas em 100ml de álcool de cereais 70 graus e 50ml de álcool. OUTRAS PROPRIEDADES • Suas folhas são utilizadas como condimento de sopa.Artemetina (128). conjuntivite. • Cataplasma: amassar 1 punhado de folhas frescas com 1 colher das de sopa de glicerina. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulacea. Aplicar sobre locais doloridos e juntas inflamadas. • Os frutos são comestíveis e muito apreciados pelos pássaros. Estender sobre 1 pano e aplicar na parte afetada (128). Abafar por 10 minutos.

ereta. são terminais. HABITAT . com exceção dos encharcados. • BÁLSAMO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Sedum dendroideum Moc. PARTES UTILIZADAS Folhas suculentas in natura. glabra. Poda: a capação do pendão floral induz a planta a ramificar-se intensamente. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. avermelhado e pontuado. Propagação: mudinhas que se formam das folhas que caem.25m. com manchas verde-arroxeadas transversais. As inflorescências. suculenta.Planta herbácea perene. • É ornamental. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. do tipo cimeira-corimbosa. com numerosas flores vistosas. na axila dos quais nascem pseudobulbilhos reprodutivos. sobretudo de jardins do tipo "rochoso". eretas. FITOQUÍMICA Daigredorigenina e daigremotianina (CASTILHOS et al. As folhas são cilíndricas. verde-salmão. 1996). canaliculadas na parte inferior. • Colheita: um ano após o plantio. O caule é cilíndrico. vermelho-alaranjadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cicatrizante e balsâmica. A rusticidade da planta é tamanha que consegue crescer até mesmo em cima de telhados de casas. de 0. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. e Sessé. aumentando a produção de folhas. Plantio: outono e primavera. verticiladas ou esparsas. tendo no ápice 3 a 5 pequenos lobos.5 a 1. ramificadas.3 x 0. carnosas. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é hospedeira natural de Pseudomonas solanacearum (6).0m de altura.

CLIMA Espécie de clima tropical seco. sublenhosa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. Plantio: primavera Irrigação: somente em períodos de forte estiagem. mas amplamente adaptada ao Brasil. Manter o substrato sempre úmido. FORMAS DE USO • In natura: na forma de saladas (para inflamações gastrintestinais). AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento: 0. FITOLOGIA Planta perene. acuminadas. úlceras (271). alcalóides piperidínicos. suculenta. . sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis (73). Propagação: a partir de estacas de caule e ramos. areno-siltosos e bem drenados. que atinge 30 a 40cm de altura. casca de arroz ou vermiculita.Espécie alóctone originária da África do Sul. Tomar ½ copo 3 vezes ao dia. SOLO Prefere solos secos.5 ano de ciclo. • Suco: bater no liqüidificador 10g das folhas com 1½ copo de leite. onde cresce subespontaneamente. fofos. É heliófita e xerófita. Substrato: areia. obovado-espatuladas. diariamente. cicatrizante (257) e vulnerária (68). Colheita: após 1. INDICAÇÕES Usada no tratamento de contusões. FITOQUÍMICA Mucilagens. As flores são amarelas-intensas e dispostas em panículas. TOXICOLOGIA O suco da planta tem um princípio acre tóxico.4m x 0. inflamações gastrintestinais e da pele e nas cefaléias. triterpenos. epilepsia. O suco pode ser aplicado topicamente sobre a pele inflamada (257). feridas gangrenosas. grossas e com sabor levemente ácido.30m. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. As folhas são opostas. torções. e folhas. machucaduras (68).

como à pleno sol. ciúmes. glabras. glabro ou pubescente e pouco ramificado. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. brancas e variegadas. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas.5cm de largura. O mesmo substrato pode ser utilizado para o enraizamento das estacas. axilares e com espora curta.2 a 2. Japão.20m. suculentas. principalmente em terrários. acuminadas. beijo-de-frade.3m x 0. HABITAT Espécie alóctone. • Aclimatação: as estacas devem ser estabelecidas em ambiente sombreado (sombrite 70%). SINONÍMIA Bálsamo-do-jardim. . maravilha. caule cilíndrico. A planta desenvolve-se tanto à sombra. estalam liberando com explosão as sementes. Não suporta altas temperaturas e geadas. lanceoladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. suculento. melindre. Índia e Malásia. apresentam cores variadas: vermelhas. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos e ricos em matéria orgânica. originária da China. BALSAMINA NOME CIENTÍFICO Impatiens balsamina L. não-me-toques. com 6 a 12cm de comprimento por 1. Semear em bandejas de isopor. com cinco valvas elásticas que. As sementes são cápsulas reticuladas. FITOLOGIA Planta herbácea com 30 a 90cm de altura. prismático-arredondada. O fruto é uma cápsula tomentosa. pediceladas. ao se abrirem. com irrigação por nebulização. intermitente e diária. suspiro. róseas. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa. • Propagação: sementes e estacas. Temperaturas abaixo de 10oC afetam o crescimento da planta (209). maria-sem-vergonha. utilizando substrato organo-mineral. As flores.OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ornamental. serradas.

BARBA-DE-VELHO NOME CIENTÍFICO Tillandsia usneoides L. amenorréia. catártica e diurética (445). As sementes são vermífugas (271).• Plantio: outono e primavera. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomacal (271). • O suco do caule é de sabor acre e ardente. caule e ramos. SINONÍMIA Barba-de-pau. TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. samambaia. OUTRAS PROPRIEDADES • São cultivadas como ornamentais. distocia (445) e fraqueza em geral. • Florescimento: verão. HABITAT Espécie autóctone epífita que cresce sobre os ramos de árvores das matas e potreiros. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. INDICAÇÕES É indicada para disfagia. FORMAS DE USO 15 a 30g/xícara (445). PARTES UTILIZADAS Folhas. FITOLOGIA . FAMÍLIA BOTÂNICA Bromeliaceae. emética.

na Europa. medindo até 3 a 4m. • Irrigação: irrigar nos primeiros dias após a instalação dos segmentos. • Também utilizada. filiforme. FITOQUÍMICA Compostos fenólicos. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis ou quebráveis. • Aclimatação: os segmentos vegetativos devem ser colocados sobre ramos de árvores ou arbustos grandes. varizes. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. ácido resinoso aromático e resina mole preto-esverdeada (93). anti-hemorroidária. colchões e almofadas. axilares. de caule pêndulo. dores e inflamações no reto (215). numerosas. colagoga (24) e anti-reumática (93). no combate às hérnias (341). como enchimento de travesseiros. AGROLOGIA • Propagação: sementes ou ramos filiformes com 20 a 30cm de comprimento. BARDANA NOME CIENTÍFICO . cumarina. em áreas rurais. • É muito utilizada na armação de presépios de Natal. • Cataplasmas e banhos: para úlceras e hemorróidas. sob luz difusa. • Cultivada em estufas como planta ornamental. esteróides triterpênicos (24). • Suco adstringente: filamentos contusos. Folhas lineares.Espécie desprovida de raiz. muito pequenas. flavonóides. úlceras (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. FORMAS DE USO • Supositórios (para hemorróidas): contundir os filamentos com manteiga de cacau. Flores amarelas. solitárias. cinzento e revestido de pêlos brancos. INDICAÇÕES Indicada para o engorgitamento do fígado. • Colheita: inicia aos 2 anos após a implantação.

A raiz. cresce subespontaneamente nos campos. A semeadura é feita diretamente a campo. os quais facilitam também a colheita. HABITAT Espécie alóctone. No primeiro ano a planta forma uma raiz axial grossa. sub-bosques e áreas ruderais. as cápsulas aderem-se facilmente à roupa das pessoas e aos pêlos dos animais. fina e comprida. orelha-de-gigante. labaça. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Durante o período reprodutivo as folhas tornam-se declinantes. pubescente-cotonosa. coberto por várias manchas pretas e papilhos. castanho-avermelhado-claro ou cinza castanho. próximo a regatos. para a obtenção de raízes mais vigorosas. esféricos.30m. canelado. longo-elíptico ou obovado. . denticuladas. As folhas atingem grande porte (40 x 25cm) antes do florescimento. que a planta é considerada planta invasora. pergamasso.Arctium lappa L. apresenta coloração castanha e desenvolve-se notadamente axial. aerados. além das folhas grandes. Sua aclimatação é tamanha.5mm de largura. rodeados de brácteas verdes. pecioladas. erva-dos-tinhosos. CLIMA Prefere temperaturas médias anuais de 16 a 22oC (96). bienal. suculenta e comprida.7 a 1. • Propagação: sementes. soltos e com boa drenagem para permitir o aprofundamentos das raízes. onde cresce espontaneamente ao longo de estradas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Quando maturas. profundos. sopé de morros e encostas de pasto nativo (445). normalmente sésseis.800m (96). No Brasil.pega-massa. O fruto é do tipo aquênio. as inferiores cordiformes e superiores ovaladas. espiculosos. de caule robusto.8m de altura. gobô. quando nova e subarbustiva ao reproduzir-se. carrapicho-grande. SOLO Prefere os solos areno-argilosos. terminadas em ponta. FITOLOGIA Planta herbácea. que é carnuda. orelha-gigante. agrupadas em corimbos frouxos de volumosos capítulos pedunculados. A planta não se desenvolve bem em solos secos e compactos. A qualidade das raízes colhidas é proporcional a boa textura e estrutura do solo. ramoso. ereto. var. Flores azuladas a arroxeadas. carrapicho-de-carneiro. É heliófita.50 x 0. verde-escuras e glabras na face ventral e cinzento-claras e aveludadas na face dorsal. originária do Japão. férteis. major. SINONÍMIA Bardana-maior. Apresenta folhas alternas. Ocorre até a altitude de 1. com 5 a 6mm de comprimento por 2. Altas temperaturas prejudicam o crescimento e afetam a formação de raízes suculentas. purpúreo. Cresce de 0.

O plantio pode também ser feito sobre camalhões com 30 a 40cm de altura. adicionado de substrato orgânico. analgésica. diaforética. tônica (93). emoliente. fitosterina (144). anti-sifilítica (33). Colhem-se as sementes e raízes no inverno e as folhas na primavera. erupções do sarampo. tinha. debilidade hepática (33). cistite. A planta apresenta um teor de cinzas de 12. ácido palmítico. anti-herpética (32).5% de cinzas e as raízes até 46% de inulina (96). rutina. colerética. derivados fenólicos (arctiina). gota. hipoglicemiante. • Plantio: outono e primavera. carminativa. contusões (68). tônica capilar. abcessos. hepática. anti-sifilítica. vitaminas C e B. anti-reumática. enfermidades da pele (257). humificado. revigorante sexual.5% (93) ou 6 a 10. doenças venéreas. para não haver prejuízo para o teor de princípios ativos. enfermidades cardíacas. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 10g por xícara. furunculose. descongestionante do estômago (215) e desintoxicante (incluindo metais pesados). em decocção ou esmagada. minerais à base de cálcio. antidispéptica. β-eudesmol. gastrite. cefalalgia. gastrite.• Substrato: para facilitar a formação de raízes uniformes e vigorosas. antitumoral. béquica (445). • Florescimento: primavera-verão. prisão-de-ventre. sarna. cálculo renal e biliar (145). frieiras. artrose. abcesso. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. taninos. antiinflamatória. úlceras da garganta. para aplicações externas tópicas (444 e 1997). FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo inulina. hidropisia (32). crosta láctea. cicatrizante no tratamento de furúnculos. comichão. fuquinona. anti-hemorroidária. açúcares. antidiarréica (294). úlceras. enotetrainaeno e pentainaeno). aquênios e folhas secas. diurética. flores. glicosídeos. queda de cabelo. cólicas hepáticas (283). amigdalites. antibiótica. O sabor adocicado da raiz é devido a inulina (145). anestésica contra picadas de insetos e aranhas (145). micose de unhas. taraxasterol. bronquite (93). escrofulose. As flores são colhidas no segundo ano do ciclo. PARTES UTILIZADAS Raízes de um ano. • Decocção: . acnes e terçol (257). antídoto de envenenamento por mercúrio (68). terpenóide (arctiopicrina). cardiotônica. polifenóis. compostos poliacetilênicos (trainaeno. cálculo nefrítico. As raízes devem ser colhidas antes de iniciar o florescimento. mucilagem. estomáquica. INDICAÇÕES Útil para o resfriado. óleos fixos. flavonóides. a semeadura deve ser feita em trincheiras profundas (50 a 60cm) preenchidas com solo leve e solto. antes do florescimento. • Colheita: as raízes são colhidas entre 100 e 140 dias. estimulante do sistema nervoso. ácido úrico (271). acetato e palmitato de diidrofuquinona (257). fósforo e ferro.

Tomar 3 xícaras ao dia (257). beijo-de-freira. fora das refeições (diabetes. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. Tomar 3 xícaras ao dia (depurativo). sendo muito nutritiva. ⇒ ferver 1 colher das de sopa de folhas em 1 litro de água. mas que se encontra disseminada em todo o mundo. diurético e para dores reumáticas). Cresce subespontaneamente na zona da mata pluvial da encosta atlântica no sul do Brasil. • Compressas: fazer decocção com 20g de raízes frescas em 1 litro de água. África. Filtrar e aplicar com algodão. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. Abafar por 15 minutos. ⇒ ferver por 15 minutos 2 colheres das de sopa de raiz em ½ litro de água. maria-sem-vergonha. originária da ilha de Zanzibar. ⇒ 10g de raízes por litro de água. pode ocorrer em clareiras naturais . • As folhas e brotos novos também são comestíveis. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). Tomar metade pela manhã e metade à noite (acne). Em áreas de mata fechada.⇒ ferver 10g de raízes em ½ litro de água. O sabor dos aquênios é pungente. Aplicar topicamente 3 a 4 vezes ao dia. ⇒ ferver por 10 minutos 1 colher das de chá de raiz em 1 xícara das de chá de água. sultana. várias vezes ao dia. sobre a cabeça de bebês com crosta (128). BEIJO-DE-FRADE NOME CIENTÍFICO Impatiens sultani Hooker. HABITAT Espécie alóctone. ⇒ ferver por 20 minutos 4 colheres das de sopa de raiz em 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz cozida é alimentícia. • Uso externo: usar o decôcto das raízes ou infusão das folhas para aplicar compressas ou massagens (145). Coar e tomar 3 xícaras ao dia. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. Adoçar com mel após esfriar. SINONÍMIA Beijo-turco. • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água. O decôcto em dose mais forte age como antídoto para mercúrio (68).

Corola com a pétala posterior ou estandarte obovado-orbicular. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. são glabras. pedicelos glabros providos de pequenas brácteas lanceoladas na base. de margem plana. ao ser tocado.0 5cm de largura. provido de esparsos pêlos glandulares. mas com camadas umedecidas de solo. O mesmo substrato pode ser utilizado para a estaquia. deiscente apenas de um lado.9cm de comprimento e 2. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa alta. com predominância no verão. utilizando substrato organo-mineral. mas expostos aos raios solares. Sua distribuição é irregular e descontínua. perene. O estigma é denteado. com cerca de 1. róseas ou brancas. com o dobro do comprimento da pétala. glabras nas duas faces. em terrenos abandonados e em barrancos úmidos que orlam as estradas.3m x 0. O fruto é uma cápsula glabra. As flores. solitárias ou 2 a 3 em pedúnculos comuns. O pecíolo atinge até 6cm de comprimento. FITOLOGIA Planta herbácea alóctone.ou feitas pelo homem. originária da África. As folhas inferiores são alternas e as superiores quase verticiladas. elasticamente. vermelhas. crenado-serreada. Semear em bandejas de isopor. suculento. caule e ramos. freqüentemente emarginada no ápice e alada na parte central do dorso. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. O cálice reúne três sépalas. As sementes são providas de pelos suculentos. • Propagação: sementes e estacas.3m. robusto. cilíndrico e cresce de 30 a 60cm em altura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emética. lanceolada e provida de esporão muito delgado em toda a sua extensão. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Plantio: primavera. com uma cerda em cada reentrância. O caule é ramificado. e ricos em matéria orgânica. as demais obovadas. membranácea quando seca e subcarnosa quando verde. ápice acuminado e base estreita em direção ao pecíolo. A planta é esciófita e seletiva higrófita. e diurética. Freqüentemente ocorre ao longo das estradas. a posterior ou labelo com mais de 1cm de comprimento.8cm de comprimento. Quando maturo. Cresce até mesmo em locais rochosos. • Florescimento: durante o ano inteiro. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos. catártica. o fruto explode abruptamente liberando longe as sementes e enroscando-se sobre si mesmo. com 4 . longamente pecioladas. as laterais são lanceoladas. A lâmina é ovóidelanceolada. . verde.

beldroega-pequena. amarelo-esverdeado (imaturo) a pardo (maturo). capoeiras. glabra. o ápice truncado e as nervuras inconspícuas. beldroega-verdadeira. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. ora-pro-nobis. salada-de-negro. campos cultivados e em ambientes férteis em geral. ovaladas e suculentas. • A planta é ornamental. verdolaga. a base é atenuada.0m de altura. brilhantes. com deiscência transversal. carurú-de-porco. As flores são amarelas ou alaranjadas. portulaca. beldroega-de-comer. . bosques. com sépalas desiguais. liso e glabro. SOLO Prefere solos leves. ramificada. SINONÍMIA Beldroega-da-horta. Em solos pobres e pesados a produção é bem menor. crescendo subespontaneamente em áreas ruderais. medindo 5 a 6mm de diâmetro. crescendo até 1. normalmente prostrada. carnosas. lenticulares. pequenas. FITOLOGIA Planta herbácea. polispérmica que se abre transversalmente. pequenas. glabras e sedosas. O caule é verde ou avermelhado. anual. Em muitos locais a planta é considerada planta invasora de lavouras. suculenta. sem pedúnculos. estriadas e granuladas. planas. O fruto é uma cápsula globosa ou ovóide (pixídeo). A variedade botânica "sativa" é ereta. preto-lustrosas. com folhas maiores e mais suculentas. que adaptou largamente em todo o Brasil. bredo-de-porco. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. axilares ou dispostas em cachos terminais. var. sésseis. originária da Grécia e da China. BELDROEGA NOME CIENTÍFICO Portulaca oleraceae L. cilíndrico. férteis e úmidos. beldroega-vermelha. carnosa.TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. HABITAT Planta alóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • O suco do caule é de sabor acre e ardente. sativa. As sementes são numerosas. que cresce de 10 a 20cm de altura e formando moitas densas com até 80cm de diâmetro. caaponga. sésseis. porcelana.

INDICAÇÕES Indicada para infecções urinárias (257). • Pragas e doenças: as variedades européias. sais de Ca (103mg). • Colheita: ocorre cerca de 2 meses após a emergência. cuja germinação é de cerca de 96%. disenteria bacilar. mas adapta-se bem ao subtropical até o tropical. Na. laxante. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. noradrenalina e o bioflavonóide liquiritina. diuréticas e emenagogas (93). furúnculos. antiescorbútica (32).CLIMA Espécie de clima temperado quente. mantendo-se viva durante vários dias mesmo se as raízes forem cortadas. PARTES UTILIZADAS Folhas. hepáticas (68). oxálico e nicotínico. que atacam folhas e flores. Mg. hemorróidas. K. torna-se ereta e menos produtiva. queimaduras (32). pombas acometidas por diftoviruela . tônica (68).40 x 0. caroteno (2.000 sementes por planta (209).61% de água e 2. antibacteriana. Em 1g de sementes encontram-se cerca de 2.).doença que se caracteriza por nódulos .. diurética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Mucilaginosa. fósforo (39mg). cólicas nefríticas. depurativa. antes do florescimento. Sob luz plena. O melhor índice de germinação ocorre a 20oC e a 70 a 85% de umidade no solo (209). vulnerária (341). 444). (o suco das folhas).20m. emenagoga. mais suculentas e de porte ereto. lactogênica. leucorréia. cicatrizante (257).1ml/animal. hemoptises.03mg). vitaminas C (25mg). PP (0.4mg). B2 (0. erisipelas e disúria. FITOQUÍMICA Mucilagens (257). As sementes podem permanecer dormentes no solo por 19 anos (242). flores e sementes. A temperatura mínima para a germinação é de 12oC. desintoxicante. feridas e impetigo.000 sementes. Também utilizada como tratamento auxiliar de picadas de animais peçonhentos (1. úlceras (93). oftalmias.I. • Produção de sementes: até 10. enterite. na dose de 0. são muito susceptíveis à Diabrotica spp. especialmente no verão. (ferrugem) e Albugo portulacae. Puccinia sp. É altamente resistente a períodos de estiagem. a planta apresenta hábito prostrado. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. no verão. A planta contém 92. em 5 dias. B1 (0. ácidos salicílico (283). antiescorbútica. oftálmica. antipirética. As folhas são usadas como estancadoras de hemoptises e as sementes são anti-helmínticas (283).2mg). enquanto que à meia-luz. • Plantio: pode ser semeada o ano todo. É heliófita.500 a 3. • Propagação: sementes.24% de substância protéicas (Storer e Lewis apud 93). recuperou totalmente. Emplastros da folha verde são usados para o tratamento da mastite.500 U.

curto pecioladas.0m. • Decocção: 250g/dia da planta verde (disenteria e disúria) (444). Caule ereto. O fruto é uma cápsula com 3 sementes. fortemente zigomorfas. FORMAS DE USO • Suco: 100g/dia das folhas amassadas para a obtenção de suco (combate áscaris e oxiurus). Tomar 4 a 5 xícaras por dia (32). Tomar 1 colher das de sopa por hora. quadrangular. normalmente chochas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. ou Plectranthus grandis. • A planta é invasora e indicadora de solos férteis. hirsuto. porém sem aroma e sem sabor amargo. pouco fibroso. perene. O sabor é ácido-amargo e refrescante • Infusão: 50 a 100mg para 1 litro de água quente.necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. de margem serrada. frágil. TOXICOLOGIA O consumo da planta na forma de saladas não deve ser excessivo. grossas. O tratamento deve durar 3 a 5 dias. As flores são hermafroditas. azul-violáceas. devido a sua boa palatabilidade e constituição nutritiva. aplicado sempre pela manhã. SINONÍMIA Boldo-baiano. ovado-oblongas. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). FITOLOGIA Planta arbustiva. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. caule e ramos podem ser utilizados como alimento. São opostas. BOLDÃO NOME CIENTÍFICO Coleus grandis Benth. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. . Folhas mais graúdas que o boldo-do-reino. diclamídeas. pois as plantas podem acumular oxalatos em níveis tóxicos.0 x 2. em saladas e ensopados. com até 25cm de comprimento por 12cm de largura. pentâmeras. pilosas em ambas as faces.

As sementes são inviáveis. utilizando bambus. hotelã-grossa. PARTES UTILIZADAS Folhas. malvariço. malvarisco.8 x 0. A inflorescência é racimosa. Apresenta folhas suculentas. hortelã-grande. Pode ser utilizada uma bordadura periférica em torno do plantio. tomentosas e muito aromáticas. malva. • Plantio: primavera. ereta a semi-prostrada. espiraladas. hortelã-graúda. malvão. crenadas. BOLDO-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Coleus amboinicus ou Plectranthus amboinicus [Lour. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes ao Boldo-do-reino.] Andr. pequenas. FITOLOGIA Planta perene. • Propagação: estacas da planta matriz. • Substrato: vermiculita ou casca de arroz tostada. Atinge de 20 a 50cm em altura. é muito vulnerável às ventanias. O caule é semi-lenhoso na base. .4m. frágeis. opostas. oréganoorelhão. • Quebra-ventos: por ser uma planta de caule e ramos muito frágeis. etc. verde-pálidas. • Adubação: 1kg de cama de aviário por cova de plantio. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. com flores zigomorfas. • Colheita: inicia 5 a 6 meses após o plantio. herbácea. • Florescimento: junho a julho. Enraizar em substrato organo-mineral. SINONÍMIA Erva-cidreira. A base das estacas devem ser imersas em uma solução cúprica ou benomil. carnosas.• Propagação: estacas do caule e ramos. sorgo. eucalipto. Enraizamento lento e sujeito à infecções de fungos de solo. hortelã-pimenta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. azuladas. grossas.

Staphylococcus aureus. asma (185). • Doença: a planta é muito sensível a Phythophthora sp. bergamoteno. pirexia diaforética. . FITOQUÍMICA Contém mucilagens e óleo essencial rico em timol (257). ou administração perlingual das folhas socadas com um pouco de sal. ou chupar 3 a 6 balas por dia (258). hemoptises e epistaxes (444). carvacrol. Preparam-se balas com o xarope. • Colheita de folhas: o ano todo. Fusarium avenaceum e Fusarium decencellulare (185). Tomar uma colher de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia. balsâmica. FORMAS DE USO • Folhas: mastigação das folhas frescas (rouquidão e inflamação da boca e garganta). • Adubação: adubo à base de nitrogênio. fósforo e potássio aumenta a produção de folhas em 18 a 79%. peitoral e antiinflamatória da boca e garganta (258). cumeno e α-terpineol (185). O uso infantil prevê o socamento das folhas em mel (444). antifebril. • Utilizada em culinária como condimento. • Florescimento: setembro a outubro. até a formação de raízes na estaca. influenza. o que demora cerca de 30 a 40 dias. antibacteriana. Pode-se também fazer a inalação do vapor oriundo de decocção. INDICAÇÕES É usada no tratamento da rouquidão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica bucal e da garganta (261). além de incrementar o teor de óleo essencial em 23 a 86% e o teor de mentol no óleo (194). α-humuleno. coriza. em relação às plantas não adubadas. Candida albicans. Pseudomonas aeruginosa. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os extratos são ativos contra Escherischia coli. béquica. • Plantio: setembro. cariofileno. antitussígena. • Podem ser utilizados 10-16g/dia de folhas frescas submetidas à decocção e extração do suco. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor é picante e não amargo e o aroma é forte. bronquite (226). PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. • Xarope: juntar 30 a 40 folhas frescas e aquecer com 100ml de água e 150 a 200g de açúcar e coar. hipertermia.• Aclimatação: o enraizamento das estacas deve ser feito em ambiente sombreado (sombrite 50%) e irrigação intermitente por nebulização.

pilosas em ambas as faces. não é viável em larga . Só floresce na região Sul do Brasil. tapete-deoxalá. semi-suculentos. preparado à base de 0. As folhas são opostas.6m. boldo. malva-santa. Quando cultivado em áreas pouco ensolaradas. Apresenta ramos decumbentes a eretos. malva-amarga. falso-boldo. As flores são hermafroditas. boldo-nacional. desenvolvendo-se bem nos arenosos e argilosos. Solos encharcados impedem o crescimento da planta.0g de folha/ml de água. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. onde é cultivada em jardins e hortos medicinais. CLIMA Planta de clima subtropical. com até 12cm de comprimento por 8cm de largura. boldo-de-jardim. boldo-do-brasil. frágeis. SOLO É muito pouco exigente em fertilidade do solo. ovado-oblongas. fortemente zigomorfas. sete-sangrias. boldo-do-chile. • Propagação: estaquia. boldo-silvestre. há menor produção de folhas e o aroma é menos pronunciado.0 x 0. As folhas apresentam sabor amargo e odor característico. Embora possa se reproduzir por sementes. hortelã-homem. Não tolera geadas. apresenta forte ação alelopática negativa à germinação de sementes de alface (LEAL e SILVA 1997). boldofalso. grossas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. sete-dores. São utilizadas estacas de 20 a 25cm de comprimento de ramos maturos da planta. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. hortelãgraúda. boldo-chileno. BOLDO-DO-REINO NOME CIENTÍFICO Coleus barbatus Benth ou Plectranthus barbatus Andr.07 a 1. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. mas perfeitamente aclimatada no Brasil. erva-cidreira. densamente hirsutos.• O suco das folhas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. quadrangulares. curto pecioladas. SINONÍMIA Alumã. hortelã-gorda. de margem serrada. diclamídeas. pentâmeras. azul-violáceas intensas.

Esfriar e usar em banhos antes de dormir (insônia) (68). em diarréias (224). Aclimatação: para um enraizamento uniforme e rápido. hepatite. insônia (68) e ressaca alcoólica (257). FARMACOLOGIA O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. . debilidade orgânica. inapetência. Contém ainda forskolina. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em guaieno e fenchona. colagoga. TOXICOLOGIA O uso de doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do estômago (258). barbatusol. • Decocção: ferver algumas folhas. obstipação.3% (96). carminativa. INDICAÇÕES Indicada para a fadiga do fígado. barbatol. sombrear as estacas e irrigar 2 a 3 vezes ao dia. hiposecretora gástrica (258). vermiculita ou casca de arroz tostada. Adubação: a planta mostra uma resposta favorável à adubação potássica. anti-reumática. Tomar 2 a 3 vezes ao dias (258). estomáquica (326). cariocal (257). barbatusina (326). Florescimento: só floresce no sul do Brasil ou em latitudes menores acima de 700m (96). cardioativa (206). Colher antes do florescimento para obter-se maior teor de metabólitos secundários. ciclobutatusina (447). • Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. cálculos biliares. FORMAS DE USO • Alcoolatura: 20g da planta fresca em 100ml de álcool. Utilizar substrato à base de areia. visando obter-se maior resistência aos patógenos de solo. colerética. na dose de 20kg/ha de cloreto de potássio (269). hepática. As folhas frescas contém 0. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. cólica e congestão do fígado. Plantio: setembro. calmante.1% de óleo essencial e folhas secas ao ar 0. distúrbios intestinais (206).• • • • • • escala devido à pouca produção de sementes. Tomar 20 a 40 gotas durante os sintomas ou até 3 vezes ao dia. antidispéptica (260) tônica. colenol (206). Enxertia: pode ser enxertado com outras espécies do gênero Plectranthus. sendo repetida de 4 em 4 meses. Colheita: inicia 6 meses após o plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipotensora.

300m de altitude. ovadas ou linear-lanceoladas. crescendo de 30 a 40cm de altura. Em regiões tropicais só ocorre em altitudes. SINONÍMIA Erva-do-bom-pastor.000 a 4. FITOLOGIA Planta herbácea. crescendo espontaneamente em terrenos não áridos. exceto as raízes. HABITAT Planta alóctone originária da Europa. em áreas agrícolas. • Plantio: abril a maio. • Colheita: junho a julho. quando maturas. Fruto síliqua triangular. amplexicaules. • Produção de sementes: 4. amareladas a alaranjadas quando imaturas.3 x 0. de caule florífero ereto.BOLSA-DE-PASTOR NOME CIENTÍFICO Capsella bursa-pastoris Moench. A temperatura de germinação deve ser menos de 15oC (242). As folhas caulinares são menores. polimórficas. As folhas basais formam uma roseta. anual. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. pouco partidas. É subespontânea no sul do Brasil.500 sementes por planta. Ocorre até 2. profundamente pinati-fendidas. FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. terrenos baldios e a beira das estradas. panacéia. castanhas a castanhas avermelhadas. de margem serrada. Inflorescência terminal ou axilar racemosa com numerosas flores brancas e pequenas. CLIMA É de clima temperado e subtropical. sésseis. presença de nitratos e luz (209). Sementes cilíndricas ou elipsóides.2m. • Propagação: sementes. com sulcos longitudinais. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. foscas. A germinação é facilitada pelo frio. jardins. FITOQUÍMICA . As folhas do caule são alternas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Florescimento: final de inverno. com as margens irregularmente serradas.

OUTRAS PROPRIEDADES É hospedeira do parasita Cystopus candidus (93). . inflamações. ácidos málico. Observou-se uma inibição em 50 a 80% no crescimento das células tumorais de Ehrlich. INDICAÇÕES Indicada para hemoptises.14g/kg/dia do extrato da planta. eczema. contusa (áreas doloridas e inflamadas) Gargarejos: 30g em 1 litro de água (afecções da garganta) (32). FARMACOLOGIA A ação anticancerígena da planta foi verificada em camundongos que receberam injeção intraperitonial de 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. hematuria. antihipotensora (215). cítrico e fumárico. O extrato aquoso da planta a 0. 30g em um copo de água (blenorragia) Cataplasma: planta fresca. tanino. antiescorbútica (342). BORRAGEM NOME CIENTÍFICO Borago officinalis L. epistaxe. dores. erupções. anti-sifilítica. e entre os flavonóides. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Esta planta é um poderoso adstringente. Infusão: 20 a 30g de folhas para 1 litro de água. cicluria e anúria (444). feridas. secante (242).2%. FORMAS DE USO • • • • • • 30g de folhas por litro (215) ou 50 a 90g/dia. mirosina (93). cancros (215). hemostática. colina e tiramina (444). edema nefrítico. antidisentérica (128). dartros. úlceras. vulnerária. resultou numa completa inibição de hepatocarcinogênese em camundongos (219). ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides e flavonóides existentes na planta apresentaram um elevado potencial antibiótico. antiálgica (257). em decocção (444). A substância responsável pela inibição do tumor foi o ácido fumárico (218). a flavona diosmina (126). com largo espectro antimicrobiano. metrorragia. (32). tônica e diurética (444). administrado durante 258 dias. coceiras. Entre os alcalóides. Suco: tomado em jejum. acético. antiinflamatória. blenorragia. saponosídeo. hemorragia nasal e uterina. destacam-se a iohimbina e a ergocristina. potássio. antiemética. ouvidos supurados.Bursina (342).

sobretudo nas sementes. ligeiramente pendentes. Flores numerosas. hirsutas. é apropriado o cultivo sob plástico transparente. utilizar irrigação localizada. dispostas em estrela. e curto. HABITAT Espécie alóctone de origem da Síria. Neste caso. caule e folhas e sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.4 x 0. ocorre em plantas cultivadas em solo arenoso (161). com pecíolo longo. quase sésseis. FITOQUÍMICA .30m. foligem. • Florescimento: agosto. FITOLOGIA Planta herbácea anual sedosa-híspida que cresce até 60cm de altura. nas inferiores. Apresenta haste ereta. A muda é transplantada 30 dias após a semeadura.SINONÍMIA Borracha. rugosas. borracha-chimarrona. • Cultivo protegido: devido à alta susceptibilidade da planta às doenças e às pragas. Cresce espontaneamente em terrenos incultos. Os estames são negros. cobertas de pêlos ásperos e mucilaginosos. É encontrada até 1. dispostas em cimeiras escorpióides terminais. dispostos no fundo do cálice. • Substrato: 30% de húmus de minhoca e 70% de vermiculita. porém não deve ser encharcado. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. nas folhas superiores. com 5 pétalas soldadas entre si. • Propagação: sementes.800m de altitude (383). PARTES UTILIZADAS Flores. Solos argilosos permitem um crescimento rápido e maior produção de flores. altas temperaturas e pluviosidade excessiva. agudas. sementes e óleos essenciais. Não tolera frio intenso. SOLO É exigente em fertilidade e umidade no solo. sem molhar as folhas. borrage. a maior concentração de ácido araquídico e tetracosanóico. • Plantio: abril a maio. Porém. muito ramificada e coberta de pêlos longos e rígidos. Os frutos são compostos de quatro aquênios. azuis. ovais. As sementes miúdas. CLIMA A planta cresce melhor durante invernos secos e com boa exposição ao sol. As folhas são alternas. grossa. As mudas são preparadas em bandejas de isopor de célula grande.

abcessos e picadas de insetos (321). ardor da bexiga. O infuso das folhas é utilizado para aromatizar bebidas alcoólicas (163). • Cataplasma: uso tópico das folhas cozidas sobre acessos de gota (283). sarampo. febres graves. escarlatina. antiinflamatória (380). antigripal (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. afecções pulmonares (435). ácidos silícicos (1. TOXICOLOGIA Todas as formas de preparo do chá devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As folhas podem ser consumidas como salada. tumores e queimaduras) (32). INDICAÇÕES A infusão das folhas é utilizada em febres biliosas. Em pó. araquídico e tetracosanóico (161). gota (283). citrato de potássio (93) e saponídeo. inflamações nos rins e da bexiga. resina. O cataplasma das folhas cozidas aliviam tumores.) Roem. rubéola (38). misturadas com outras ervas e em sopas. afecções pulmonares. queimaduras (32). malato cálcico. herpes e litíase. BUCHA NOME CIENTÍFICO Luffa cylindrica (L.2% nas folhas) γlinoléico. cordial (32). nitrato de potássio (179). laxante. inchaço das pernas (93). FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 20 a 30g de folhas e flores por litro de água (435). enfisema. anti-hidrópica (215). cujo sabor lembra pepino fresco. diurética (128). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Lactogênica (semente). resfriado. varicela. emoliente. ⇒ 15g de flores por xícara de água. É melífera. pleurisia. mucilagem (30%). edemas. Folhas frescas. anti-reumática. machucadas (abscessos. sudorífica. podem ser usadas como condimento. béquicas. antidiarréica (38) e depurativa. debilidade geral. inflamações. SINONÍMIA . anti-reumática (271).5% no caule e 2.Tanino. afecções do fígado. afecções do coração (215).

pomares. bucha-dos-pescadores. fruta-dos-paulistas. cilíndrico ou trígono. • Tutoramento: é feito para evitar-se o pisoteio de ramas e folhas e para facilitar tratos culturais e a colheita. ⇒ frutos verdes: 80 dias após o plantio. cinzentas ou pardo-claras. de caule pentagonal. dentadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes e a polpa do fruto são purgativas. INDICAÇÕES .Bucha-dos-paulistas. As sementes são eméticas. lobos agudos ou acuminados. Podem ser utilizadas cercas ou tutores de bambu e arame. ásperas nas duas páginas. • Propagação: sementes. as masculinas dispostas em rácimos axilares reunindo 5 a 15 flores. HABITAT Espécie alóctone. É feito na primavera. Sementes pretas. purgativas (242. rugosas e com ala circundante. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. • Raleio: após a germinação. CLIMA Espécie de clima tropical. em covas com 3 a 4 sementes. que atinge cerca 10 a 15m de comprimento. rajado com 10 linhas longitudinais verde mais escuras. adaptando-se ao subtropical quente. Não tolera geadas. As folhas são pecioladas. 5-palmatilobadas. sobre cercas e caramanchões. As flores femininas solitárias. verde-escuras. • Capina: o solo deve ser mantido livre de plantas daninhas durante o desenvolvimento inicial da planta. originária da África. caule. folhas e sementes. PARTES UTILIZADAS Raízes. ⇒ sementes: 120 dias após o plantio. axilares. • Plantio: a semeadura pode ser feita diretamente a campo. esfregão. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. As folhas são antianêmicas (215). longo-pedunculados. 93) e vermífugas. quingombôgrande. • Colheita ⇒ folhas: inicia 50 dias após o plantio. hidragogas e antiapopléticas. deixar até duas plântulas por cova. FITOLOGIA Planta trepadeira herbácea. até 35cm centímetro de comprimento. bem drenados. Flores amarelas. Fruto oblongo. mas que cresce subespontaneamente por todo o Brasil em terrenos baldios.

sal e pimenta. • O esqueleto seco do fruto é matéria prima para a confecção de chinelos. Folhas alternas. em áreas ruderais. arenoargilosos.2m de altura. prisão de ventre. e as folhas. quando novos. enxota. dispostas em panículas com pequenos capítulos brancacentos. É utilizada para combater afecções intestinais de aves (93). luvas de massagem. férteis.. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. É heliófita. palmilhas de sapato e artesanato em geral. as inferiores oblanceoladas e irregularmente serreadas. . capetiçoba.6 a 1. rabo-de-foguete. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos. catiçoba. temperados com margarina. aerados.O caule e as folhas são indicados para o fígado. pubescentes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.30m. são comestíveis após decocção. lavouras. clorose (215) e ascite (242). medindo cerca de 10 a 13cm de comprimento. CLIMA Adapta-se à temperaturas tropicais e subtropicais. Inflorescências terminais e axilares. BUVA NOME CIENTÍFICO Erigeron bonariensis L. salpeixinho. as superiores lineares e inteiras. FITOLOGIA Planta herbácea anual. mas prefere solos revolvidos. e pastagens. erva-lanceta. crescendo espontaneamente à beira de estradas. voadeira. caule estriado e densamente folioso. rabo-de-raposa. HABITAT Planta autóctone da América tropical. amenorréia.3 x 0. ereta. chapéus. medindo 0. margaridinha-do-campo. • O fruto seco é utilizado como esfregão ou esponja vegetal. cestos. SOLO Adapta-se à maioria dos solos. capiçoba. SINONÍMIA Acatóia.

persistentes.• Propagação: sementes. Caracteriza-se por seu crescimento muito lento. As folhas são opostas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. feridas. HABITAT Espécie alóctone. multiramoso. pequenas. anúria). as masculinas com uma bráctea e as femininas com 4. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. verde-escuras e revestidas de cutícula luzidia na página superior e verde-claras na inferior. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. hidropisia e distúrbios hepáticos (271). • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. FITOLOGIA Arbusto ou árvore pequena. pubescentes enquanto novas. Os ramos são tetrágonos e eretos. • Pó: preparar a partir da planta seca. Utilizar topicamente em feridas e úlceras BUXO NOME CIENTÍFICO Buxus sempervirens L. apétalas. PARTES UTILIZADAS . que atinge até 8m de altura e 40cm de diâmetro de tronco. antidiarréica (68) e anti-sifilítica (271). úlceras (68). vermífuga. É encontrada normalmente em jardins e cemitérios. fétidas. diarréias e afecções urinárias. inflamação da próstata e testículos. As flores são alvas. originária da Europa e Ásia e aclimatada no Brasil. contendo sementes trígonas lisas (93). O fruto é uma cápsula coriácea coroada pelos estiletes persistentes. • Plantio: setembro. FAMÍLIA BOTÂNICA Buxaceae. vulnerária. corrimento. anti-hemorroidária. glabras. coriáceas. verminoses. em sulcos transversais ao canteiro. dispostas nos ápices dos ramos e na axila das folhas. FORMAS DE USO • Infusão ou decôcto: para hemorróidas. monóicas reunidas em glomérulos de 12 ou mais flores. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de afecções urinárias (oligúria.

FORMAS DE USO • Decocção: 40g de folhas secas em 1 litro de água. cuia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxativa. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. taquera.buxina (93). devendo ser utilizada sob orientação de profissional credenciado. cabeça-de-romeiro. considerada muito nobre. buxeína e parabuxina (283). micções noturnas involuntárias e para evitar a queda do cabelo (215). a planta é considerada tóxica. cocombro. réguas. anti-reumática e anti-sifilítica (93). TOXICOLOGIA Por encerrar um alcalóide semelhante à estricnina. sudorífica.Toda a planta. cabaça-purunga. com densidade de 0. É utilizada em marchetaria. INDICAÇÕES Indicada para o combate à amebas e giárdias (271). FITOQUÍMICA Alcalóide . cabos de utensílios. FITOLOGIA . SINONÍMIA Cabaça-amargosa. CABAÇA NOME CIENTÍFICO Lagenaria vulgaris Ser. • Cultivada em jardins como sebe ou esculturas vegetais. pentes. purgativa (342). OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. plainas. torno.162. para a fabricação de instrumentos de sopro. antiasmática (215).902 a 1. depurativa. purgativa (283). cabaço-amargoso. ábacos. com tons castanhos. é de cor amarela. até ficar reduzida a 2/3 (sudorífica). cuieteseira porongo. • Tintura ou Alcoolatura: 4g/dia (283). estatuetas (93) e bolar de bilhar (283). muito compacta. homogênea e dura.

. depois glabra. a planta não se adapta à regiões com temperaturas baixas ou sujeitas a ventos frios. oblongas. embora possam ser produzidas mudas em bandejas de isopor. para o tratamento de pernas inchadas. clorose e obstrução das vísceras (93). subinteiras ou com 3 lóbulos pouco pronunciados. As flores são brancas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é considerada ornamental devido às suas vigorosas folhas.Planta herbácea trepadeira ou prostrada. CLIMA Por ser uma planta originária de regiões quentes. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 4m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A polpa dos frutos é amarga. purgativa (sementes). • Plantio: setembro. TOXICOLOGIA Doses abusivas podem resultar em hemorragias mortais. polimorfa. solitárias ou subsolitárias. densamente vilosa. SOLO A planta é bastante rústica. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. As sementes são brancas. que proporciona mudas uniformes e mais saudáveis. O mesocarpo é branco e esponjoso. O caule é grosso e anguloso. cordiformes. • Propagação: sementes. apressam os partos e curam frieiras. precedidas por sintomas similares aos da cólera morbus (93). brancacenta e depois amarelada. comprimidas. Já foi utilizada. aerados e ricos em matéria orgânica. A planta é heliófita. com até 30cm de largura. marginadas e com até 2cm de diâmetro longitudinal. 5-8 nervadas. drástica. . de corola profundamente partida com os segmentos mucronados. O plantio pode ser feito diretamente a campo. O fruto é uma baga crustácea. atingindo até 40cm de comprimento. PARTES UTILIZADAS Fruto verde. grandes. um pouco aromática e com gavinhas bífidas. pubescente. vistosas flores e aos frutos polimorfos. com nervuras salientes na face dorsal. folhas e sementes. na forma de cataplasmas. mas cresce melhor em solos bem drenados. emoliente e maturativa (93). obovadas. dentadas. As folhas são curto-pecioladas. e na forma de clisteres para combater a melancolia. aquecidas e aplicadas topicamente. INDICAÇÕES As folhas. indeiscente. As sementes são antinefríticas e purgativas (283).

SINONÍMIA Abobrinha-do-norte. As flores são monóicas. bucha-dos-paulistas. afuchês. reduzindo a incidência de doenças e facilitando a colheita dos frutos. atenuada. margem levemente apiculada. ovóide. • Nutrição: a planta é nitrófila. quando verde e pequeno. a planta lança raízes aéreas a partir dos nós. • Tutoramento: a planta desenvolve-se melhor quando tutorada. purga-dos-paulistas. • Propagação: sementes. base recortada. maracás e berimbaus. o fruto pode ser utilizado para o preparo de vasilhames. de caule 5-anguloso ou não. peças de artesanato. estendendo-se por até 1m de comprimento. com ápice agudo. buchinha.O fruto. • CABACINHO-DO-NORTE NOME CIENTÍFICO Luffa operculata [L. Proceder a semeadura em substrato organo-mineral. buchinha-do-norte. 5-7-palmadas ou poligonais. FITOLOGIA Planta sarmentosa. podendo ainda ser utilizado como isca atrativa para a vaquinha (Diabrotica spp. liso. purga-de-bucha. necessitando de uma adubação em cobertura com nitrogênio. mole. escabrosas. PARTES UTILIZADAS Frutos. cabacinho. ápice agudo ou acuminado. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. anual. campanuladas. cuias para chimarrão. • Plantio: outubro. Quando tutorada. é suculento e comestível. Folhas longo-pecioladas.] Cogn. cabacinha. em badejas de isopor ou outro recipiente. angulosas. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. verdeescuras na página inferior. Gavinhas bífidas. não floresce e frutifica na região sul do Brasil. verde quando imaturo e amarelo quando maturo. • Florescimento: por ser uma espécie de fotoperíodo curto.). compridas e vilosas. capa-de-bode. axilares. escandente. As sementes são numerosas e pardas. vegetando ao longo de ramas que atingem até 8m de comprimento. glabra na face ventral e glabrescente na dorsal. O fruto é tipo baga. amareladas e solitárias. cordi-reniformes. • Depois de maturo e retirada toda a polpa com as sementes. . com 6 a 12cm de comprimento e 8 a 20cm de largura.

F. E. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos novos são comestíveis (380).000ppm contra Biomphalaria straminea (389) e estimulante de útero de ratas (36). vermífugos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são emenagogos (128). gipsogenina e luperosídeos A. A polpa do fruto pode causar inflação das mucosas. • O parênquima fibroso constitui matéria prima para a limpeza de panelas. . úlceras. hematomas. As sementes tem efeito anti-helmíntico (1). vomitivos. antidiabéticos e antissépticos. C. esternutatórios. CÁLAMO-AROMÁTICO NOME CIENTÍFICO Acorus calamus L. O uso da planta deve ser feito sob orientação profissional. 179). hidropisia clorose (94. adstringentes. hidragogos. • Colutório: ferver 1g do fruto em água. Doses abusivas podem causar fortes diarréias acompanhadas de náuseas e graves cólicas (93).FITOQUÍMICA M-carboxifenil alanina. Deixar e maceração por 5 dias e coar. antissinusíticos (215). cucurbitacina B. G e H. Descascar a buchinha e retirar um pedaço fino com 1cm2 de área e colocar na solução salina. B. drásticos. Colocar nas narinas 1 a 2 gotas de manhã e à noite. INDICAÇÕES Utilizados também no tratamento de amenorréia. expectorantes. Os frutos contém um princípio amargo chamado buchinina (179). isocucurbitacina B. TOXICOLOGIA A folha seca tem efeito abortivo (179). feridas. D. Não assoar o nariz. ascite. Repetir até no máximo 5 dias (257). quando em concentrações de 1. FORMAS DE USO Colutório (para sinusite): 1 colher das de café de cloreto de sódio puro em uma xícara das de chá de água. descongestionantes nasais. cucurbitacina D. deixar que o fluxo escorra naturalmente. Esfriar e pingar uma gota na narina (9). purgativos (93). antiherpéticos. 101. inflamações genito-urinárias e oftálmicas. • FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida.

. hexâmeras. adaptando-se aos subtropicais amenos. originária da Índia e da Europa. cespitosa.0 a 1. 182). noduloso. A secagem no sol é inviável pois é demorada.5 a 2. As flores normalmente são estéreis. produzindo um fruto piramidal.3m. úmidos a encharcados. acaule. As folhas são ensiformes ou lineares. cana-cheirosa. O cultivo da planta em áreas paludosas ou uliginosas deve prever o uso de água não contaminada. em escapo semelhante a folha. para haver uma boa fixação da planta.0cm de largura. para depois serem desidratados em estufa. oxigenada e não estagnada.5m de comprimento por 1. • Florescimento: só ocorre quando o rizoma está completamente coberto com água (182). 3-angulado. Os rizomas devem ser enterrados entre 5 a 10cm de profundidade. Deve ser mantida sempre úmida.4 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. no verão ou outono.200kg dessecados por hectare. verde-claro internamente e amarelado por fora. grosso. várzeas úmidas ou alagadas e a beira de riachos e açudes. A areia é o substrato mais adequado para o enraizamento. FITOLOGIA Planta herbácea. reunidas em feixe na base. • Plantio: outono e primavera. HABITAT Espécie alóctone. • Colheita: inicia a partir de dois anos após o plantio. paludosa ou aquática. Cortar segmentos de 2 a 3cm para o plantio. pimenta-das-abelhas. permitindo a degradação enzimática (182). Espadice cilíndrico. Flores amarelo-castanhas. a temperatura de 32oC. • Rendimento: cerca de 2. compridas. • Propagação: divisão do rizoma. As plantas que frutificam são diplóides ou tetraplóides. devendo ser usados apenas como material de propagação.FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. É encontrada crescendo subespontaneamente em áreas com água parada. com 1. SOLO Prefere solos pouco ácidos. É heliófita e higrófita. CLIMA A planta é de clima temperado. O rizoma é cilíndrico.000m de altitude (182). serpeante. eretas. aromática. Pode ser utilizada as várzeas inundadas da cultura do arroz. SINONÍMIA Ácoro-verdadeiro. perene. Vegeta espontaneamente até 1. Os rizomas muito velhos e grossos são muito fibrosos. contendo 2 a 3 sementes (97. com cerca de 4mm de comprimento. invaginantes. • Pós-colheita: os rizomas devem ser lavados e submetidos à retirada de todas as raízes. férteis.

heterosídeos. ⇒ Banho de imersão: ferver por 30 minutos 3 colheres das de sopa do rizoma seco em 1 litro de água fria. antes de deitar. ácidos cáprico e palmítico. cosméticos e dentifrícios. Tricophyton mentagrophytes e Tricophyton rubrum (193). • O pó do rizoma é insetífugo ou inseticida (182). aromáticos. • Máscara tonificante: ferver por 10 minutos 2 colheres das de sopa de cálamo em pó para um copo de água. um glicosídeo composto e viscoso (182). tanino. eugenol. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ Ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de pó de cálamo para uma volume de água de um copo. acoretina (resina) metilamina. mucilagem. FITOQUÍMICA Óleo volátil. OUTRAS PROPRIEDADES • O rizoma apresenta odor agradável e sabor amargo e adocicado. cineol e cânfora. antieméticos (283). aperientes. febrífugos. Promove o relaxamento. Coar e adicionar à água da banheira. terpenos. • O rizoma é utilizado na conservação de peliça. metil-eugenol. As folhas contém menor teor de princípios ativos. composta de asarona (80%). adoçar com mel e tomar após as refeições (digestivo). deixando por 15 minutos. INDICAÇÕES Aplicado externamente em forma de compressas como coadjuvante no tratamento de tumores ganglionares (294). Coar. colina. Microsporum gypseum. livre das raízes. Deixar esfriar e adicionar arroz em pó até obter uma massa consistente. . amido. anticatarrais. Retirar com água morna (294). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe a germinação e o crescimento das hifas dos fungos dérmicos Epidermophyton floccosum. sesquiterpenos e essência. acorina (glicosídeo). à noite. Aplicar a massa sobre o rosto previamente limpo. calamina (alcalóide cristalizado) (283) e vitamina C (294).PARTES UTILIZADAS Rizoma dessecado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os rizomas são excitantes. • É utilizado também no preparo de licores e doces. tônicos. alfa-pineno. TOXICOLOGIA Não se deve consumir o rizoma sem ter sido desidratado (182). canfeno. digestivos. laxantes e diuréticos suaves (294). Permanecer em imersão por 20 minutos. • O óleo essencial do rizoma é matéria prima para a indústria de perfumarias. O princípio amargo é a acorina.

FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.20 x 0. originária das Ilhas Canárias e de Portugal. calêndula-das-boticas. O fruto. As raízes são amarelo-claras e fasciculadas. mal-me-quer-dos-jardins. O seu odor é desagradável. É cultivada em todo o mundo. As folhas são inteiras ou ligeiramente denteadas. • Propagação: sementes. . Necessita de no mínimo 4 horas diária de luz. SOLO Prefere solos férteis. verrucária. AGROLOGIA • Espaçamento mínimo entre plantas: 0. ricos em matéria orgânica. As pétalas que formam o disco central são tubulosas. As flores surgem na extremidade da haste e têm 4 a 5cm de diâmetro. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce 30 a 60cm de altura. bem-me-quer-de-todos-os-meses. É planta heliófita. malmequer-amarelo. SINONÍMIA Bem-me-quer. ereto. margarida-dourada. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. maravilhas. CLIMA Temperaturas noturnas muito elevadas reduzem o tamanho das flores. O botão central das flores é envolto por 15 a 20 lígulas amarelas ou alaranjadas. bem drenados. malmequer. provido de protuberância no dorso e crenado na face ventral. maravilha. espatuliforme. as vezes tombado e anguloso.CALÊNDULA NOME CIENTÍFICO Calendula officinalis L. maravilha-dos-jardins. malmequeres. ovais ou lanceoladas. é curvo. Resiste à estiagem e à geada. mal-me-quer. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer. sendo que no Brasil está bastante aclimatada e cultivada em jardins e hortos medicinais. As folhas superiores apresentam certa pubescência.20m. úmidos. malmequer-do-campo. tipo aquênio. alternas. O caule é robusto. profundos e permeáveis. HABITAT Espécie alóctone.

• Plantio: março a abril. O cultivo nas regiões litorâneas é o mais indicado, podendo ser cultivada todo o ano em regiões quentes. • Doenças: o surgimento de manchas esbranquiçadas nas folhas indica a infecção fúngica, sobretudo em períodos úmidos. • Florescimento: verão a outono. • Colheita: A colheita inicia dois meses após o plantio e pode se prolongar por mais 2 meses. Obtém-se uma produtividade média de flores de 720 kg/ha, se colhidas semanalmente (257). • Padrão comercial: as flores podem conter 8 a 10% de água e 10% de cinzas, no máximo. São comercializados os capítulos inteiros ou somente as lígulas alaranjadas (96). • Produção de sementes: a época de produção de sementes não deve coincidir com os períodos chuvosos do ano. O excesso de pluviosidade afeta drasticamente a produção de sementes dando origens à lotes desuniformes e de baixa qualidade. • Melhoramento genético: observa-se uma grande variação de genótipos - flores com pétalas amarelas até laranja. Os indivíduos com pétalas laranja são os mais ricos em metabólitos secundários.

PARTES UTILIZADAS
Flores, caule e folhas secas.

FITOQUÍMICA
Carotenóides, óleo essencial, saponinas (antiviral), flavonóides, cumarinas (257), ácidos graxos livres, ácidos fenólicos, esteróis, mucilagens, taninos (145) e calendulina. As flores contém 0,2 a 0,3% de essência (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Excitante, emenagoga, antiespasmódica, antiescorbútica, oftálmica, poderosa antisséptica (283), cicatrizante, sudorífica, colagoga, antiinflamatória, antiemética, analgésica, antiviral, tonificante da pele (acne), vasodilatadora (257), emoliente, adstringente, vulnerária, bactericida, fungicida (145), antiabortiva, antialérgica (215) e resolutiva (68).

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento externo tópico de gengivite, queimaduras, verrugas, eczema seborréico do couro cabeludo, crosta láctea, brotoeja, úlceras, foliculite, vulvovaginite (tricomoniase e candidíase), dermatite por monília, estreptocócitos (gênero de bactérias estreptocóceas, algumas espécies causadoras de angina, inflamações piogênicas e broncopneumonia), fissuras de mama, ferimentos abertos (145), acne, inflamações purulentas, calos e pólipos e, internamente, para úlceras gastrintestinais, escorbuto, artritismo, afecções nervosas, oftalmias, icterícia (68) e feridas cancerosas (215).

FORMAS DE USO
• Pomada e tintura: usar folhas e flores. A tintura é diluída em água na proporção de 1:1 ou 1:2. Usar topicamente 3 a 4 vezes ao dia.

• Cataplasma: folhas e flores tenras são socadas e empastadas, sobre um pano limpo e aplicadas sobre o ferimento ou acne. • Infusão: ⇒ Atividade emenagoga: 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. Tomase1xícara das de chá antes das refeições principais, iniciando 8 dias antes da menstruação. ⇒ Atividade geral: 2 colheres das de sopa de flores em uma xícara das de chá. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite (257). ⇒ Como desintoxicante: ferver 3 colheres (chá) de flores secas em 3 xícaras (chá) de água. Deixar descansar por 5 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. ⇒ Acne: 1 colher das de chá de flores em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 5 minutos. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite. Três xícaras ao dia atua como desintoxicante. • Hidroalcoolatura: macerar 1 colher das de sopa de flores em 1 xícara das de chá de álcool 70 graus diluído em 2 xícaras das de chá de álcool. Aplicar topicamente sobre a pele e umbigo do recém-nascido, para a higienização (128). • Óleo: macerar 20g de flores em 250g de óleo de oliva durante 10 dias, no escuro. Filtrar com pano e espremer. É utilizado para atenuar as rugas e atua como emoliente (294). • Suco das folhas: aplica-se sobre calos, verrugas e pólipos (145).

OUTRAS PROPRIEDADES
• • • • • • • A planta é ornamental. As flores são utilizadas em cosmética e em farmácia. Os capítulos da planta são utilizados para perfumar sopas e guisados. Tanto as folhas quanto o caule são utilizados como tempero. As flores são usadas como corante na indústria alimentícia. As flores podem ser utilizadas como inseticida natural (257). As folhas, lançadas na brasa, ardem como nitro e as flores, em dias quentes, liberam eletrecidade estática (283).

CAMAPU
NOME CIENTÍFICO
Physalis pubescens L.; Physalis peruviana L. e Physalis angulata L.

FAMÍLA BOTÂNICA
Solanaceae.

SINONÍMIA
Balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, erva-noiva-do-perú, joá-decapote.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que cresce espontaneamente em reboleiras em solos cultivados, revolvidos, pomares, pastagens e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, sublenhosa na base, muito ramificada, pubescentes ou não, medindo 30 a 50cm de altura. As folhas são alternas, longo-pecioladas, medindo 4 a 6cm de comprimento. Flores axilares, solitárias, amarelas, com laivo marrom-claro na base das pétalas. Fruto baga globosa, glabra, embalado por cálice concrescente.

CLIMA
Adapta-se às regiões de clima subtropical e tropical. É esciófita.

SOLO
Prefere solos férteis, bem drenados, aerados e soltos. Não aceita solos compactos e muito ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m • Propagação: sementes e rizoma. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: a semeadura é feita em março e o transplante em abril. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, frutos e raízes.

FITOQUÍMICA
Fisalina, higrina, tropeína, proteínas e vitaminas A e C (9).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Diurética, sudorífica, anti-reumática, hepatoprotetora, antiinflamatória (9), desobstruente, estimulante do aparelho gênito-urinário, anti-herpética e narcótica. O fruto verde é laxativo e diurético (242).

INDICAÇÕES
O chá das folhas é utilizado para a inflamação da bexiga, do fígado (9), do baço e dos ouvidos, cistite e icterícia (242).

CAMOMILA
NOME CIENTÍFICO

Chamomilla recutita [L.] Rauschert

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae

SINONÍMIA
Camomila-alemã, camomila-comum, camomila-da-alemanha, camomila-dos-alemães, camomila-legítima, camomilinha, camomila-vulgar, macela, margaça-das-boticas, maçanilha, manssanilha, marcela-galega, matricária.

HABITAT
Espécie alóctone, que cresce espontaneamente em áreas de campos e bosques abertos das regiões mediterrânicas e de clima temperado. Ocorre em altitudes de até 160m.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, monóica, glabra, ereta, muito ramificada, com até 50cm de altura. As folhas são alternas, bi a tripinatissectas, com lacíneas linear-filiformes, verdeclaros e lisos na face ventral. Inflorescência em capítulos, com dois tipos de flores agrupadas em corimbo. Flores centrais hermafroditas, actinomorfas, de corola tubulosa e amarela. As flores marginais são femininas, zigomorfas, de corola ligulada, branca. As lígulas são tridentadas no ápice. Fruto tipo aquênio e cilíndrico. Apresenta aroma forte e agradável. O oco dos receptáculos é uma das particularidades que a distingue de outras espécies similares, como a camomila-romana.

CLIMA
A planta cresce melhor em clima temperado, com baixa umidade relativa do ar. As temperaturas médias anuais devem estar abaixo de 20oC (96). Não tolera excesso de calor, nem secas prolongadas. A planta não suporta estiagens prolongadas e chuvas copiosas, principalmente no período de amadurecimento das flores. É heliófita.

SOLO
Francos, soltos, férteis e bem permeáveis. Não tolera acidez. A melhor faixa de pH ocorre em torno de 6 a 7.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 25 x 25cm. • Propagação: sementes. Em 1g de sementes são encontradas cerca de 3.500 a 4.000 sementes. As sementes não devem ser enterradas pois são fotoblásticas positivas. São apenas pressionadas sobre o solo para o início da germinação. O uso de polímeros hidroabsorventes evita a desidratação de sementes recém-emergentes. A autosemeação ocorre a partir do segundo ano. As mudas são preparadas em canteiros ou bandejas de isopor, utilizando substrato mineral-orgânico. A semeadura direta no campo é possível em solos bem preparados, com baixa incidência de ervas daninhas e com irrigação sistemática. Densidade de semeadura: 0,5g/m2.

• Época de semeadura: março a abril. A semeadura deve ser feita em períodos do ano em que o franco desenvolvimento e maturação não coincida com temperaturas altas, nem com invernos muito rigorosos. • Nutrição: máxima produção de flores e óleo essencial é obtida com a formulação N-P-K 1:1:1. Cálcio, fósforo e enxofre são os nutrientes que maximizam a produção de flores e óleos essenciais (297). • Adubação verde: utilizando-se Mucuna aterrina + Crotalaria spectabilis aumenta-se significantemente o teor de camazuleno em até 35,17%, porém decresce o α-bisabolol (96). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência com plantas invasoras. • Doenças: é comum a ocorrência de doenças fúngicas (Alternaria sp.) por ocasião do florescimento. • Alelopatia: é alelopata positiva com a carqueja e a couve. • Florescimento: inicia a partir dos 85 dias após a semeadura. • Colheita: é feita quando as flores estão completamente abertas. Quando as lígulas começam a se curvar para baixo, iniciando um sutil murchamento, é indicativo que o ponto de colheita já foi ultrapassado. Ocorre 3 a 4 meses após a semeadura. • Rendimento: 886kg/ha de capítulos florais, para um rendimento de óleo essencial de 0,86% (96). O teor de camazuleno nas flores depende da origem e idade das flores, bem como ele decresce com o tempo de armazenamento (Walenciak e Korzeniowski, apud 91). • Padrão comercial: o teor mínimo de essência é de 0,4%. Tolera-se até 5% de pedúnculos e/ou outras partes da planta. Para fora do Brasil a tolerância é de 2%. As cinzas não podem exceder a 14% (96).

PARTES UTILIZADAS
Somente os capítulos florais secos.

FITOQUÍMICA
Camazuleno (27,2%), α-bisabolol (antiinflamatório - 11,2%) (96), matricina, cumarina, esteróides, heterosídeos, ácidos graxos e salicílico, vitamina C (145). Terpenóides: antemol, azuleno, bisaboleno, β-bisaboleno, α-bisabolol, α-bisabololóxido A, αbisabololóxido B, α-bisabololóxido C, α-bisaboloneóxido A, borneol, β-bourdeno, αcadineno, calameno, canfeno, 3-careno, B-cariofileno, cis-cariofileno, cariofilenepóxido, camazuleno, camomilol, 1,8-cineole, α-copaeno, B-copaeno, α-cubebeno, ρ-cimeno, 3deidronobilina, α-ρ-dimetilisterina, 3-epinobilina, 1,10-epoxinobilina, eucanabinolida, farneseno, trans-α-farneseno, trans-β-farneseno, farnesol, germacreno-D, guaiazuleno (1,4-dimetil-7-isopropiazuleno), humuleno, hidróxisonobilina, limoneno, lactona sesquiterpena linear, matricarina, matricina, α-muroleno, β-mirceno, mirtenal, mirtenol, nerulidol, nobilina, α-pineno, β-pineno, pinocamfona, α-trans-pinocarveol, α-transpinocarvone, sabineno,β-selineno, esfatulenol, α-terpineno, turjone, xantoxilina. Flavonóides: apigenina, apigenina-7-(6’’-ο-acetilato) glucosídeo, apigenina-7apiosigluosídeo (apiína), apigenina-7-glucosídeo (2’’,3’’)-diacetato, apigenina-7-glucosídeo (apigetrina), apigenina-7-glucosídeo(3’’,4’’)-diacetato, axilarina, crisoeriol, crisoeriol-7-

glucosídeo, crisoplenol, crisosplentina, 6,7-dimetóxiquercetina, 6-3-dimetóxiquercetina, eupaletina, eupatoletina, 6-hidróxi-luteolina-7-glucosídeo, isoarmnetina, isoarmnetina-7glucosídeo, jaceidina, caempferol, ‘Lipophiles flavon’, luteolina, luteolina-4’-glucosídeo, luteolina-7-glucosídeo, luteolina-7-ramnoglucosídeo, 6-metóxi-caempferol, patuletina, patuletina-7-glucosídeo, quercetagetina-3,5,6,7,3’,4’hexametil, quercetagetina3,6,7,3’4’pentametil, quercetagetina 3,6,7,3’ tetrametil, quercetina, quercetina-3galactotosídeo (hiperina, hiperosídeo), quercetina-7-glucosídeo (quercimeritrina), quercetina-3-rutinosídeo (rutina), quercetrina, espinacetina. Ácidos orgânicos: aminoácidos, ácido antêmico, ácido ascórbico, bornil acetato, (-)-butano- 1,3-dil-1-(|Z|2’-metil-2’-butenoato)-3-isobutirato, n-butanol, butil angelato, ácido cáprico, ácido caprílico, carotonacetonas homólogas, tanino catequina, éster camomila I, éster camomila II, ácido clorogênico, colina, vermelho aldeído crimson, β-damascenona, éster dihidromatricana, cis-en-yn-dicicloéter, ácido 2,4-dihidroxibezóico, (ácido siríngico), 2,5dihidroxibenzóico (ácido gentísico), ácido 2,3-D-dihidroxicinâmico(ácido antenóblico), ácido 3,4-D-dihidroxicinâmico (ácido cafêico), ε-1-(2,6-dimetilfenil)-2-butano-1, epicatecol, benzoato etílico, decanoato etílico, palmitato etílico, etil fenilacetato, ácido ferúlico, frutose, furfurol, 5-(3-furil)2-metil-1-pentano-3-ol (lepalol), 5-(3-furil)2-metil-1pentano-3 (lepalona), galactose, ácido gálico, tanino, geraniol, glicose, herniarina, hexilacetato, hexilbutirato, hidrocarbonatos, ácido benzóico 4-hidroxi-3-metoxi (ácido vanílico), ácido 3-hidroxi-4-metoxicinâmico (ácido isoferúlico), ácido 3-(2-hidroxifenil)-2propenóico (ácido ο- cumárico), ácido 3-(4-hidroxifenil)-2 propenóico (ácido-ρ-cumárico), ácido 3-hidróxi-2-metilideno (ácido butírico angelato), angelato isoamil (isopentil), isoamil butirato, isobutil isobutirato, isobutil isovalenianato, isobutil-2-metilbutirato, 4isopropenil benzaldeído, 4-isopropenil tolueno, 5-isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, 5isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, ácido linoléico, ácido málico, ácido metacrílico e ésteres, ácido 4-metoxibenzóico (ácido anísico), 3-metilamil angelato, 2-metilbutil butirato, α-metilbutil isobutirato, 2-metilbutil-2-metilburato, 2-metilbutil-2-metil propionato, 3-metilideno-4-oxipentil angelato, 2-metilidenopropano-1,3 dil-1-|z|-2’metil2’-butenoato-3-isobutirato, 2-metil-2-propil angelato, 2-metilpropil butirato, 2-metilpropil 2-metil butirato, 2-metilpropil 3-metil butirato, niacina, ácido oleico, ácido palmítico, ácido péctico, ácido fenólico, álcool perílico, poliacetileno, polissacarídeos, propil angelato, ramnose, ácido salisílico, 7-glucosídeo escopoletina, escopoletol, ácido sinápico, tanino, taraxasterol, tiamina, ácido tíglico e ésteres, triacontano, umbeliferona, xilose (91), ácido dihidrocinâmico, cerótico oleico e linólico, colina, inositose, fitorina, matérias resinosas e pépticas (341) e apigenina (3 a 9%), que se desdobra, por hidrólise, em apigetina e glicose (319).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória tópica (260), sedativa suave, eupéptica, antinevrálgica, antiinflamatória, maturativa (341), antiespasmódica, carminativa, analgésica, emenagoga, aperiente, protetora solar, antisséptica, antiasmática, cicatrizante, anti-reumática, sudorífica (145), antigripal (294), estomáquica, tônica, emoliente, calmante (68), anti-hemorroidária, antidispéptica (32), antialérgica (128), anti-histérica, vermífuga (215) e emética (435).

INDICAÇÕES
É indicada para inflamações oftálmicas, diarréia infantil, embaraços gástricos, enjôos, indigestões, enxaquecas, afecções de pele (pústulas e fístulas), cefalalgias, cólicas em geral

(341), lumbago, estomatite, afta, ciática, gota, mialgias (145), cistites (91), náuseas (32), assaduras, queimaduras de sol (128), doenças do útero e do ovário, gengivite, feridas, oftalmias, insônia, afecções nervosas, inapetência e úlceras (68).

FORMAS DE USO
• Infuso: ⇒ 3%; 50 a 200ml/dia (uso interno); 5% (uso externo) (341). ⇒ 5g do pó por litro (435). ⇒ 10 a 15g de flores em 1 litro de água fervente. Esfriar e coar. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao ia. Para combater afecções bucais, fazer bochechos com o infuso. ⇒ colher das de sopa de flores em 1 caneca de água quente. Abafar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras das de chá ao dia (digestivo, sedativo e emenagogo). • Compressa ou ablução anal: para hemorróidas (145). • Pó: 2 a 6g/dia. • Tintura: 10 a 30ml/dia. • Elixir, vinho e xarope: 40 a 120ml/dia (341). • Vinho: macerar por 5 dias 3 xícaras das de chá de flores em 1 litro de vinho branco, agitando 1 vez ao dia. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia, iniciando uma semana antes da data prevista para a menstruação (emenagogo). • Loção: deixar em banho-maria durante 3 horas 1 xícara das de café de flores em 1 copo de azeite. Coar e aplicar topicamente sobre assaduras e queimaduras do sol. Pode ser também usado topicamente em dores de ouvido e nevralgias (128).

TOXICOLOGIA
Atóxica em pessoas saudáveis. Compromete a eficácia da radiografia em pessoas doentes (385). Pode ocorrer rinite alérgica em pessoas sensíveis à camomila (145). Mulheres grávidas ou em lactação devem evitar o uso.

OUTRAS PROPRIEDADES
• A essência da camomila é azulada e tem sabor amargo. • O chá das flores é utilizado para clarear o cabelo (145).

CAMOMILA-RAULIVEIRA
NOME CIENTÍFICO
Helenium alternifolium Spreng et Cabrera.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

HABITAT

Espécie autóctone que vegeta nos campos e vales do Sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene ou anual, ereta, com 30 a 35cm de altura. Folhas com 5 a 7cm de comprimento, sésseis, alternas, um tanto espessas, estreitas, lanceoladas, 1-nérveas, íntegras ou algumas penatífidas com 1 a 3 segmentos pequenos, abertos e lanceolados. Inflorescência em capítulos solitários terminais, longo pendunculados. Brácteas em número de 20 a 25, de 7mm de comprimento, lanceoladas, pilosas. Possui 8 a 10 lígulas com cerca de 1cm de comprimento, limbo deltóide de cor alaranjada. O fruto é um aquênio com cerca de 2mm de comprimento. Papo de 4mm de palhetas lanceoladas, emarginadas no ápice, com aristas longas.

CLIMA
Prefere regiões onde as temperaturas são amenas (20 a 25oC, média anual) e não ocorra excesso de pluviosidade. Chuvas frequentes, sobretudo durante o florescimento, afetam a qualidade do produto colhido.

SOLO
A planta desenvolve-se melhor em solos neutros, aluviais e ricos em matéria orgânica. Não se desenvolve em solos ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: quando a semeadura é feita em agosto, o florescimento ocorre outubro a março. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Produção de sementes: os capítulos devem ser colhidos ao iniciar o murchamento das lígulas, porém antes das flores adquirirem coloração castanha, quando então a deiscência é muito forte, com perda de sementes.

PARTES UTILIZADAS
Flores (preferencilamente) e folhas.

FITOQUÍMICA
Saponinas e óleos essenciais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, febrífuga e hepática (271).

OUTRAS PROPRIEDADES
As flores são muito vistosas, podendo ser utilizadas em arranjos florísticos.

É higrófila. jacuanga. arredondadas no ápice. brancacento ou verde-claro e piloso. originária do Brasil equatorial. As flores são róseas. jacuacanga. nodoso. As folhas simples. de 10 a 13cm de comprimento e com brácteas ovadas. Colmo suculento. cor de carmim. interiormente branco-avermelhado e exteriormente revestido de escamas pardacentas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. O pecíolo é grosso-carnoso em prolongamento à nervura média. pacocaatinga. jacuanga. SINONÍMIA Caatinga. ubacayá. com cerca de 20 a 30cm de comprimento e 10 a 14cm de largura. agudas. invaginantes. verde-escuras na página superior e mais claras e com nervura média saliente na inferior. PARTES UTILIZADAS . obovadas ou elípticas. HABITAT Espécie autóctone. embora tolere solos pobres. mas que se adaptou bem às regiões tropicais e subtropicais. pacová. inteiras. espiraladas. luzidias. cana-do-mato. FITOLOGIA Rizoma carnoso e ramificado. O enraizamento pode ser feito em substrato à base de areia. mais ou menos eretos. • Propagação: rebentos do rizoma e estacas.7 x 0. • Florescimento: ano todo.CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Costus spiralis Rosc. frágeis. Fruto cápsula polisperma contendo sementes oblongas. A inflorescência é uma espiga terminal multiflora. SOLO Prefere solos úmidos e férteis. As raízes são filiformes. grandes. • Plantio: setembro a outubro. mantido sempre umedecido. cana-branca. ubacaia. • Colheita: inicia aos 16 meses após o plantio. carnoso. lisas.5m. imbricadas. de corola tubulosa e cálice avermelhado. periná. brancacentas e com numerosas radicelas fibrosas. vermiculita ou casca de arroz tostado. fibrosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae.

anti-reumática (9) e depurativa (93).Colmo e folhas. ubacaia. OUTRAS PROPRIEDADES • O caule fornece um suco refrescante e nutritivo. ubacayá. lavar feridas e diminuir as excitações nervosas e do coração (93). flor-da-paixão. albuminúria. O sumo fresco do colmo é indicado para disúria. tônica. taninos e matérias pécticas (9). • Suco do caule: para atenuar arterioesclerose. TOXICOLOGIA Deve-se evitar o uso continuado da planta. calmante das excitações nervosas e do coração. cana-roxa. INDICAÇÕES As hastes são indicadas para a leucorréia e afecções renais (257). jacuacanga. antidiabética. dores nefríticas. • A planta é ornamental em jardins. cana-do-mato. picada de insetos e catarro (9). antilítica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. pode resultar no surgimento de urólitos. . aplicadas topicamente como resolventes de tumores. resolvente de tumores. sífilis e gonorréia (32). pois sendo rica em oxalato de cálcio. emenagoga (257). aterosclerose. antiinflamatória dos rins e bexiga (32). insuficiência cardíaca. CANA-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Costus spicatus Jack. estomáquica. inulina. paco-caatinga. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas e contusas. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. aperitiva. hidropisia. cana-roxa-do-brejo. FITOQUÍMICA Acido oxálico. diaforética. periná. Sw. PARTES UTILIZADAS Colmo e folhas. SINONÍMIA Cana-de-macaco. febrífuga.

O suco das hastes é depurativo. que cresce 70 a 80cm de altura. de haste rígida. FITOQUÍMICA As hastes contém ácido oxálico (93). verde-escuras. nefrites. FORMAS DE USO • Suco: das hastes (gonorréia ). SOLO Prefere solos úmidos e humosos. • Decocção: 50g de hastes ou rizoma em 1 litro de água (leucorréia). CLIMA É planta esciófita.0 x 0. O enraizamento ocorre em 25 a 30 dias.HABITAT Espécie autóctone que habita as matas tropicais. folhas. com sementes arrredondadas no ápice. diaforético. FITOLOGIA Planta herbácea perene. mucosidade da bexiga. o crescimento é lento e a planta é mais suceptível a doenças. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é diurético. O fruto é capsular. As folhas são alternas. • Infusão: para dores nefríticas. INDICAÇÕES Para o tratamento de leucorréia. rebentos do rizoma e estacas do caule. bainha pilosa e tenuamente avermelhada nas bordas. inflamações da uretra (93). emoliente. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral e as estacas podem ser enraizadas em areia umedecida. invaginantes. febrífugo e emenagogo (93). gonorréia. • Plantio: primavera. diaforético. tônico e emenagogo (32). casca e hastes.5m. envolvidas por brácteas escamosas cor de carmim. . PARTES UTILIZADAS Rizoma. Quando exposta totalmente ao sol. antilítica (215). dura e cilíndrica. tônico. Flores amarelas dispostas em espiga terminal de 5 a 8cm. anti-sifilítica. polisperma. oblongas. amenorréia e arterioesclerose (215). medindo cerca de 2 a 3mm de comprimento. • Propagação: sementes.

com 2 a 2. As flores são compostas de três pétalas violáceas com a base branca. higrófita e esciófita. humosos. As folhas medem 17 a 25cm de comprimento por 5. O caule é ereto. bordos lisos. glabras. pouco ácidos. glabro.0 a 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Comelinaceae. SOLO Prefere solos úmidos. com 6 estames. marianinha. é comumente encontrada em jardins.20m de altura.• Cataplasma: utilizam-se o rizoma e/ou as hastes. A planta é nitrófila e não tolera solos secos e compactados.0 a 6. • A planta é ornamental em jardins. reunindo 30 a 32 pedúnculos florais. Usar topicamente em contusões e inchaços (32). de norte a sul do Brasil. OUTRAS PROPRIEDADES O rizoma apresenta aroma semelhante a violeta (Viola odorata). nervura central proeminente na face dorsal. sendo que na face ventral ocorrem duas listras longitudinais de cor cinza-prateada em cada lado da margem das folhas jovens. sendo utilizado como refresco. Por ser ornamental. CLIMA Espécie tropical. enquanto que nas velhas só ocorre uma mancha de cor creme-pálida na base da nervura central. nodoso. três sépalas côncavas de coloração violeta-clara externamente e branca internamente. • O suco dos rizomas é levemente ácido e mucilaginoso. As flores dispõesse em panículas de 10 a12cm de comprimento. previamente secos e transformados em pó (hérnia) • Ungüento: folhas untadas com sebo.5cm de diâmetro.5cm de largura. espiraladas. As folhas são oblongo-lanceoladas. sendo dois deles mais compridos. com porte de 1. HABITAT Espécie autóctone que habita a mata Atlântica. bainha invaginante. FITOLOGIA Planta herbácea perene. • CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Dichorysandra thyrsiflora Mik. SINONÍMIA Cana-do-brejo. alternas. .

Fruto tipo baga de cor branco-hialina. composto de 4 a 5 artículos medindo 4 a 8cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. PARTES UTILIZADAS Hastes e folhas. ocorrendo sobre ramos inferiores de árvores antigas.7m. • Espaçamento: 1. conambaia. lagoas ou açudes. A estaquia é feita em areia umedecida. FITOLOGIA Planta epífita de caule pêndulo.0 x 0. SINONÍMIA Cabelo-de-anjo. diurética e anti-reumática (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente.AGROLOGIA • Ambiente: procurar instalar as plantas em áreas baixas. responsável pela formação de grandes áreas necróticas nas folhas. onde o lençol freático possa estar ao alcance das raízes. Evitar áreas alagadas ou uliginosas. sub-cilíndrico. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em áreas sombreadas de jardins. ripsalis. brotações do rizoma e segmentos nodais. • Doença: é comum a ocorrência do fungo patogênico Colletotrichum dichorisandrae. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. CANAMBAIA NOME CIENTÍFICO Rhypsalis capilliformis Weber. verde-claro. Folhas afetadas devem ser removidas e a planta pulverizada com um fungicida cúprico. à beira de riachos. herbáceo. • Plantio: outono e primavera. . Flores terminais campanuladas de cor creme. HABITAT Encontra-se disseminada por toda mata atlântica subtropical. • Propagação: sementes.

procurar amarrar as mudas sobre ramos sombreados que tenham musgos sobre a casca. AGROLOGIA • Ambiente: as mudas devem ser enraizadas em substrato de xaxim e/ou húmus e estabelecidas em ambiente sombreado (bosque. Os ramos são cilíndricos ou tetrágonos somente no ápice. SINONÍMIA Canela-da-china. 8 a 15cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. crescendo espontaneamente em altitudes de até 2. pequenas. escorbuto.CLIMA É subtropical e esciófita. elípticas-ovaladas ou oblongo-lanceoladas. de folhas persistentes. Poderão ser utilizadas árvores como base do agroepifitismo da planta. 6 . FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. febres gástricas e biliosas (271). com cerca de 7 a 8m de altura e com tronco de 20 a 25cm de diâmetro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de úlceras. A inflorescência é uma panícula cimosa. glabra e pálida. HABITAT Espécie alóctone originária do Ceilão. acuminada. FITOLOGIA Árvore perene. As flores são verde-amareladas. pecioladas. Desenvolve-se numa faixa de temperatura de 20 a 30oC. glabra. menos no inverno. facilitando o pegamento da muda. canela-da-índia. PARTES UTILIZADAS Artículos. base subaguda a arrredondada. coriáceas. alternas. oblongas. caneleira. • Propagação: sementes. CANELA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Cinnamomum zeylanicum Blume e Cynamomum cassia Blume. luzidias. em número de 2 a 5 por cimeira. O perianto é 6-lobado. As folhas são simples. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio. 3nervada. A casca é espessa. túnel de sombrite 70% ou mais). estacas dos ponteiros e mudas obtidas na mata. Neste caso. • Plantio: deve ser feito nas estações mais chuvosas do ano.000m (93). terminal e axilar.

vômitos nervosos. galactagoga. • Colheita: inicia a partir do quarto ano. antiescorbútica. aerados e silicosos. fragrante e aromático. antiespasmódica. respiração ofegante. A semeadura é feita em bandejas de isopor de células grandes ou em saquinhos plásticos perfurados. aldeído cinâmico (65 a 75%). . A casca é de cor cinza-castanho. • Propagação: sementes. O odor é delicado. extremidades frias. carbureto terpênico (283). O sabor é excitante. cujas mudas espontâneas que se formam podem também ser aproveitadas para o plantio. • A poda apical da planta permite uma arquitetura mais compacta. hemorragias de partos. A germinação. flores as folhas. mas adapta-se bem ao subtropical. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestivo.5m. tintura e Alcoolatura. choques. hipertensora suave (9). A casca da raiz contém cânfora (93). mucilagem. com exceção do inverno. com 8mm de comprimento. baixa e esgalhada. doce e pungente. com pouca umidade.5 x 3. A folha contém 75% de eugenol e 3% de aldeído cinâmico. SOLO Prefere solos bem drenados. antileucorréica e catamenial (93). FORMAS DE USO • 1 a 3g/xícara (445) na forma de infusão. amenorréia. O fruto é uma baga ovóide apiculada. diarréia. cardiotônica (294) tônica. minerais (2 a 4%). CLIMA É de clima tropical. carminativa. eugenol (5%). com 1 lóculo. piolhicida. com rugas finas e lenticelas transversas. febres adinâmicas. escrófulas. safrol. doenças atônicas do estômago. dismenorréia. marmitol. Não possui pétalas. paralisia da língua e enxaquecas (93). borneol (93). ovário livre. contendo substrato organo-mineral.estames. calafrios. pubescentes. antisséptica. amido. crioulceração (445). em substrato orgânico ocorre em 30 a 40 dias. influenza. INDICAÇÕES É utilizada para dores estomacais. digestiva (128). felandreno e ácido cinâmico (9). PARTES UTILIZADAS Casca da árvore. aromática (283). preta. Os pássaros são os principais disseminadores da espécie. pressão baixa. FITOQUÍMICA Taninos. A germinação ocorre em 40 a 50 dias. adstringente. anti-reumática. metrorragias. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. tosses. ulcerações da gengiva e da mucosa da boca (294). • Plantio: ano todo. ligeiramente áspera.

enxaguar com o infuso de canela. perene. As folhas são glandulosas. de 30 a 40cm de comprimento por 3 a 10cm de largura por 0. Após lavar a cabeça. compotas e doces.• Vinho: macerar durante 30 dias 30g de casca em 500ml de vinho licoroso. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. • A casca é comercializada em pedaços ou rolos. OUTRAS PROPRIEDADES • O pó da casca serve como condimento de quentão. 228). alternas. canfinho. com os segmentos lineares e numerosos. com 2 a 3cm de comprimento. longo-pecioladas. ascendente. CANFRINHO NOME CIENTÍFICO Artemisia camphorata L. Secar o cabelo e passar um pente fino (294). desaconselhável para gestantes e pessoas febris (444). usada para o fabrico de velas. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical ameno e heliófita. • Dos frutos se obtém a cera de canela. TOXICOLOGIA • A planta é embriotóxica e abortiva ( 227.2 a 0. antes das refeições (tônico e digestivo). Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. O caule é cilíndrico é lenhoso na base. curau. SOLO . muito ramosa e aromática. pinatisectas. Coar e tomar 1 cálice duas vezes ao dia. mingau. Abafar por 15 minutos. • Infusão piolhicida: ferver 2 xícaras das de chá de água e derrame sobre 2 paus de canela em uma vasilha. SINONÍMIA Canforeira. arroz-doce. que cresce 30 a 50cm de altura. sésseis.8cm de espessura (445). • A essência é utilizada na indústria de perfumaria.

FORMAS DE USO • Alcolatura: macerar as folhas na cachaça ou álcool de cereais.Prefere solos areno-argilosos. compactados e muito úmidos afetam a produção e a qualidade das folhas. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. feridas.7 x 0. • Plantio: outubro a novembro. Utilizada externamente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática (257). • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis no Estado de Santa Catarina. contusões e hemorragia uterina (271). CAPIM-LIMÃO NOME CIENTÍFICO Cymbopogon citratus [DC. SINONÍMIA . aerados e bem drenados. ocorrendo no verão. distúrbios neurológicos e cardíacos (128). As estacas devem ter sua base imersa em solução de benomil a 0. • Florescimento: é esporádico. picadas de insetos (257). • Doenças: a planta sensível à patógenos que atacam as raízes e vasos condutores. casca de arroz tostada (60%). durante 1 hora. pouco ácidos. Se o inverno for quente. • Colheita: inicia aos 6 meses após o plantio. antiepiléptica. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FITOQUÍMICA Óleos essenciais e derivados de cânfora (257). para prevenir da incidência de patógenos vasculares.2%. • Propagação: rebentos da raiz e estacas caulinares radicantes.] Stapf. • Substrato: o enraizamento das estacas é feito em uma mistura de vermiculita (40%).5m. Solos ácidos. calmante e antinevrálgica (271).) FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. não ocorre. INDICAÇÕES Utilizada no álcool para dores musculares.

0cm de largura. Apresenta rizomas semi-subterrâneos. humuleno. As folhas são muito aromáticas. mirceno (analgésico). FITOLOGIA Planta herbácea. patchuli-falso. acetato de nerol. capim-santo. deve-se secar lentamente à baixas temperaturas (35 a 40oC). que medem cerca de 60 a 100cm de comprimento por 1. mentona. farnesol. geranial. grama cidreira. estolonífera. sidró. mas prefere solos com bom teor de umidade. cineol.Capim-catinga. cetonas. facilita a infecção dos fungos Aspergillus sp. Propagação: divisão de touceira cujas folhas são previamente podadas.. fencona. βcadineno. cimbopogona. geraniol.5 a 2. Penicilium sp. são amplexicaule. linalol. embora favorável a menor perda de óleos voláteis. hexacosan-1-ol. capim-cidreira. com nós bem demarcados. Apresenta textura áspera ao tato e permanece mais ereta que a citronela. a beira de estradas e em áreas aluviais. A secagem a 30oC. Colheita: inicia após quatro meses do plantio e é feita três a quatro vezes ao ano. antimicrobiano. são estéreis. • Secagem: com a secagem. vervena. perene. capim-ciri. CLIMA É heliófita.. cortante. chá-deestrada. sesquiterpenos e terpenos. cimbopogenol. Não tolera geadas. citrol (mistura dos aldeídos neral e geraniol). paralelinérveas.. FITOQUÍMICA As folhas contém aldeídos. capim-cidrão. capimcidró. canfeno. α e β-pineno. . Doenças: as folhas são eventualmente acometidas pela ferrugem parda. O florescimento é raro e as flores. As folhas.0m em altura e forma touceiras de perfilhos ao nível do solo. metileugenol.. capim-sidró. capim-marinho. car-3-eno. porém não encharcados. capim-cheiroso. boa parte do aroma é perdido. linear-lanceoladas. nervura central grossa e caniculada. capim-de-cheiro. ésteres. que cresce cerca de 1. Cladosporium sp. acetato de geraniol. preferencialmente próxima dos cursos de água.40m. que afeta a produção e qualidade das folhas. nerol. Por isso. Plantio: ano todo. bordo liso. São ricas em óleos essenciais que contém α-oxobisaboleno. citral (antiespasmódico. É muito sensível à estiagem. ácidos. eventualmente formadas. curtos. HABITAT Espécie alóctone de origem indiana. inseticida e repelente). capim-cidrilho. (55). AGROLOGIA • • • • • Espaçamento: 1. áspera nas duas faces. erva-cidreira. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solo. É feito diretamente a campo. Rhyzopus sp. isopulegol. Cresce subespontaneamente em todo o Brasil. e Alternaria sp. borneol. As folhas são recobertas por uma fina camada de cera e exalam olor de limão. Trichoderma sp.0 x 0. cimbopogonol. saponinas álcoois (cimeropogonol e cimpogonol) e alcalóides (145). cespitosa.

antidiarréica. antiespasmódica e analgésica. tosse. ATIVIDADE BIOLÓGICA As folhas demonstram atividade antimutagênica em Salmonella tryphimurium TA 98. ansiedade (294). rizoma e raízes frescas ou secas. ácidos acético. O óleo essencial. FARMACOLOGIA Tem ação na diminuição da atividade motora. antidisentérica e antiálgica (120).10 a 95. sudorífica. diurética. miorrelaxante (145). mentagrophyres e Microsporium canis) (234). anti-histérica (215). digestiva. tensão muscular e cefaléia. aldeídos como o isovaleraldeido e decilaldeido (120) . entorse. estomáquica (257). βsitosterol (155). vômitos. lumbago. hipotensora (258). O óleo essencial apresenta atividade antibacteriana e antimicótica. por 3 meses. no aumento do período de sono. e que infectam sementes de cereais (Aspergillus e Penicillium) (40). O conteúdo de citral varia de 86. feridas.terpineol. béquica. PARTES UTILIZADAS Folhas. antireumática. cólicas menstruais e intestinais (o mirceno atua nos nervos dos órgãos). Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia (258). Tomar xícaras ao dia (145). citronélico. terpinoleno.25% (55). iso-orientina. resfriado. é repelente de mosquitos e serve como desodorante natural. dipenteno. distúrbios renais (258). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida em conjuntivites (363). conjuntivite. anticonvulsionante. limoneno. analgésica suave. O extrato da planta apresenta forte ação bactericida sobre o vibrião do cólera (78). A infusão do rizoma se usa para clarear os dentes e é tônica (23). gerânico e capróico. α-canforeno. gastralgias. citronelal. antiespasmódica. sedativa. febrífuga (179). eczemas (179). neuralgias. Os extratos etanólicos apresentam atividade contra os áscaris. FORMAS DE USO • Decôcto ou inalação: 10 a 20g/dia de folhas e/ou raízes (444). carminativa. O óleo essencial da planta tem ação fungistática sobre alguns fungos dermatogênicos humanos (Trichophyton rubrum. contusões. aromática. úlceras. diminuiu os níveis de colesterol de 22 voluntários (179) . expectorante. O efeito analgésico é atribuído ao mirceno (119). na dose de 140mg/dia. O extrato acuoso demonstra um efeito ansiolítico. administrado na forma de cápsulas. • Infusão: ⇒ 4 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água. depurativa. ⇒ 10g de folhas secas em ½ litro de água quente. luteolina-7-O-β-D-glicosídeo. caféico. Encontram-se ainda alguns flavonóides como a luteolina. indigestão. ocimeno. p-cumárico. . T. calmante. espasmo intestinal (352). INDICAÇÕES Também usada para dores estomacais. catarro.

Coar e fazer massagens tópicas para nevralgias e reumatismos (128) TOXICOLOGIA Doses concentradas pode provocar aborto (258). sapatinho-do-diabo. agrião-grande-do-peru. com 5 sépalas coloridas e distintas e 5 pétalas ovado-obtusas. barrancos e estradas. devido ao sistema radicular vigoroso e agregador. servem para aromatizar roupas e repelir insetos (294). longo-pecioladas. • Servida fria. frágil. a infusão passa a ser bebida refrigerante. pelti-nervadas. baixar demasiadamente a pressão e causar desmaios. cinco-chagas.• Ungüento: esmagar 1 xícara das de chá de rizomas em 1 colher das de sopa de óleo de coco. • A planta fornece óleo essencial usado em perfumaria. agrião-maior-da-índia. amarelo- . solitárias. mastruço-do-peru. perda de postura. 5-lobadas. mastruço. • As folhas picadas e acondicionadas em saches. FITOLOGIA Planta herbácea rasteira bienal. aromática e ardente. capuchinha-grande. especialmente dos campos altos e pedregosos do Peru (341). chagas-da miúda. As folhas são alternas. As flores são irregulares. capucina. O hidrolato das folhas provoca um quadro de hipocinesia. chagas. sedação e defecação (120). campanuladas. que cresce de 30 a 40cm em altura. curculiare. • As folhas constituem-se ótima forragem para elefantes. • A planta é indicada para proteção de encostas. de caule carnoso. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais de altitude. capuchinha-de-floresgrandes. longopedunculadas. cochlearia-dos-jardins. SINONÍMIA Agrião-do-méxico. capuchinho. cujas ramagens prostradas crescem 23m de comprimento. ataxia. além de permitir uma ótima cobertura de solo. O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. CAPUCHINHA NOME CIENTÍFICO Tropaeolum majus L. coleária-dos-jardins. nastúrio. FAMÍLIA BOTÂNICA Tropaeolaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • A essência é amarelada. flor-de-sangue. verde-claro-brancacento. glabro e cilíndrico. axilares. bradipnéia. orbiculares. chagas-de-flores-grandes.

inicialmente única. depurativa (128). estimulante. tônico capilar (294). • Doença: Pseudomonas cihorii (146). digestiva. frutos e flores. • Irrigação: a planta apresenta uma alta capacidade de retirada de água do solo. mirosina e óleos sulfurados (93). resinas. aperiente. • Propagação: sementes. béquica. A semeadura é feita diretamente a campo. passando até mesmo por esciófita. de pericarpo espesso e carnoso. O fruto é uma cápsula 3-coca. O sombreamento da planta reduz a produção de sementes e do ácido erúcico. PARTES UTILIZADAS Caule.laranja ou vermelhas. • Adubação: aplicar 2 a 3kg de cama de aviário por m2 de canteiro. folhas. ativadora da circulação do sangue (271). escrofulose e demais afecções de pele (257). • Plantas daninhas: não tolera a concorrência com ervas invasoras. FITOQUÍMICA Ácido erúcico (72). expectorante. 5-7 costada. CLIMA Embora a planta seja de clima subtropical de altitude. ácido graxo utilizado no tratamento da .que dá origem à compostos sulfurados antibióticos. a planta adapta-se bem às regiões tropicais. Inicia 2 meses após o plantio. Os frutos secos são purgativos (93). sendo que o rendimento de ácido erúcico é maior quando a colheita de sementes ocorre na lua nova. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (341.3m. óleo essencial. • Plantio: março e setembro. ácido tropaeolínico. antibiótica natural. em canteiros. úmidos e aerados. tais como eczema e psoríase (32). liberando-a ao ambiente na forma de gutação. também conhecido como óleo de Lorenzo.5 x 0. separando-se depois em três aquênios. globosa. • Colheita de frutos: outubro a dezembro. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. tônica. INDICAÇÕES Usada ainda para o combate à caspa (215). 32). glucotropaeolina . com máculas mais escuras e esporão cilíndrico curto. mirosina (enzima). O óleo das sementes. • Florescimento: início de agosto a novembro. quando comparada a colheita na lua cheia (72). SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. contém o ácido erúcico. vitamina C (257). às vezes dobradas. Altas temperaturas de verão (acima de 28oC) são prejudiciais ao desenvolvimento vegetativo da planta. cada um contendo uma semente.

na França. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. orla de matas e restingas. china. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia. • Infusão: ⇒ 40 a 50g em 1 litro de água. reduzir o volume de água à metade (257). ramos cilíndricos e glabros enquanto jovens. carajirú. FITOLOGIA Planta trepadeira perene. a espécie pode ser usada como bordadura periférica para proteção de espécie vegetais susceptíveis às pragas. de arquitetura escandente. piranga. ⇒ 4 colheres das de sopa de folhas picadas ou 2 de sementes em 1 litro de água. FORMAS DE USO • Suco: tomar 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas.. chica. guajuru-piranga. apresentando sabor acre e picante. guajuru. Cresce subespontaneamente em capoeiras.) Verlot.adrenomieloneuropatia (72). Repele pulgões. • Pó: frutos secos. CARAJURÚ NOME CIENTÍFICO Arrabidea chica (H. • A planta pode ser usada em paisagismo e jardinagem. • É muita atrativa de lepidópteros. depois tetrágonos. lenticelados-verrucosos e estriados. semelhante à alcaparra. • A planta é fitoprotetora de pragas da macieira. . oajuru-piranga. coá-piranga. pariri. cipó-pau. guarajuru. as folhas e flores provocam o sono (294). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). Neste particular. • As flores são utilizadas como salada ornamental. As folhas são pecioladas. Tomar ½ g em ½ copo de água. cipó-cruz. oajuru. pariri. A planta encerra antibióticos naturais de largo espectro (380). Para uso interno. Se consumidas à noite. besouros e moscas brancas. SINONÍMIA Cajuru. e B. sobretudo as secundárias. OUTRAS PROPRIEDADES • Os botões florais são comestíveis. HABITAT Espécie autóctone que cresce nas matas tropicais. crajirú.

173). • A planta é melífera e ornamental (93). carajurina. presos a moirões com até 1. carajurina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. INDICAÇÕES É utilizada para o tratamento de feridas (9). triterpenos. taninos. . cólicas intestinais. aguda em ambos os lados e com uma nervura média saliente nas valvas. róseo-lilacinas. saponinas. ferro assimilável e cianocobalamina (9). impigem. conjuntivite. medindo cerca de 18 a 20cm de comprimento. As estacas são enraizadas em areia mantida sempre úmida. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. discolores ou concolores. produzem seda vermelha. 3-deoxiantociianidina. quinonas. • Propagação: sementes e estacas de ramos. FITOQUÍMICA Ácido anísico. CLIMA É de clima tropical a subtropical. glabra e castanha-ferrugínea. glabros nas duas faces. antianêmica (9). frouxa. enfermidades da pele de diferentes origens. flavonóides. desinfetante (130). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. antidisentérica (271). inflamações do útero e dos ovários. de folíolos oblongo-lanceolados. fornecem matéria corante vermelho-escura ou vermelho-tijolo. genipina (379. antidiabética. Flores campanuladas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. coriáceos. emoliente. alongada. antileucêmica. dispostas em panículas terminais piramidais. • Tutoramento: é feito com fios de arame dispostos horizontal e paralelamente entre si.5 x 0.8m de altura. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores.7m. trifolioladas. antidiarréica. cicatrizante. antiinflamatória (425). alcalóides. contendo sementes ovóides (93). bixina. • Colheita: inicia 7 a 8 meses após o plantio. 42. cumarinas. depois de fermentadas.compostas. O fruto é uma cápsula linear. • Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). • Os bichos da seda que comem suas folhas. pseudoindicanas. É heliófita e seletiva higrófita (365). diarréias sangüíneas e entero-colites (93). reticulado-venosos.

Raiz aprumada e grossa. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical de altitude. glabro. originária das regiões mediterrânicas. o cultivo em regiões muito pluviosas deve ser feito em estufas plásticas. brilhantes. sulcado. verdes. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. profundamente lobadas. encimado por um papilho de pelos denticulados. FITOLOGIA Planta herbácea anual ou bianual. cardo-de-nossa-senhora. ereto. Caule cilíndrico.CARDO-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Silybum marianum (L. HABITAT Espécie alóctone. O fruto é um aquênio grande. • Espaçamento: 1. É encontrada até 700m de altitude (383). com irrigação por gotejamento. • Propagação: só ocorre via sementes. São grandes (30 a 50cm de comprimento). arenosos. brilhante ou matizado de amarelo. cardo-leiteiro.3 a 1. mescladas com branco ao longo da nervura. Cresce espontaneamente em solos arenosos e pedregosos.0m de altura. • Pragas: A planta é muito vulnerável ao ataque de Diabrotica sp. a beira de caminhos e em áreas nitrófilas. tubulosas. SINONÍMIA Cardo-branco. profundos e permeáveis.0 x 0. Inflorescência em capítulos hemisféricos solitários. que proliferam-se em solos úmidos. .50m. robusto. e subespontaneamente em áreas ruderais. preto. verde. SOLO Prefere solos férteis.) Gaertn. com cerca de 0. pecioladas. que são semeadas em bandejas de isopor em substrato areno-orgânico. serralha-de-folhas-pintadas. Flores violetas. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito sensível às bacterioses. terminais. com brácteas coriáceas terminadas em espinho. É heliófita. medindo 3 a 4cm de diâmetro. com as margens onduladas orladas de espinhos amarelos e cílios. de caule. cardo-santo.. alternas. • Plantio: outono. sinuadas ou dentadas. cultivadas. cardo-mariano. que destrói toda a folhagem. As folhas formam uma roseta basal.

. histamina. • É ornamental em jardins ensolarados. O espaçamento entre fileiras pode ser de 70cm e entre plantas de 12cm. forte e duradouro. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas é amargo. colagoga. podendo então ser tóxica (209). durante 5 dias. Indicada ainda para o tratamento da icterícia e afecções hepáticas (294). Não é recomendado o uso por crianças. Favorece a digestão de alimentos ricos em gordura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É tônica. evita o enjôo (383). Tomar em pequenos goles. TOXICOLOGIA Em doses excessivas. digestiva e aperiente (294). silidianina (162). Coar e tomar 1 cálice após as refeições. • Florescimento: primavera. raiz. 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. colerética. ingerida 8 dias antes de uma viagem. diurética (383). úlcera e gastrite. • Colheita: inicia após o quarto mês após o plantio. antes que as flores abram totalmente. FITOQUÍMICA Óleo essencial. Inodora. As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica (383). obtendo-se rendimentos de cerca de 950kg/ha (149). é comum a ocorrência de Erwinia sp. Não se deve utilizar quando de problemas renais. o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas. • Produção de sementes: deve ser feita em regiões com baixa umidade relativa do ar e com baixos índices pluviométricos. silimarina. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 5 minutos. Das sementes obtém-se uma tintura útil no tratamento de moléstias da uretra. que causa a podridão das plantas.Doenças: em regiões de alta pluviosidade. vômitos e diarréias. hipertensora. • Vinho: macerar 20g de folha de cardo-de-santa-maria e 5g de cravo-da-índia em 1 litro de vinho branco. Pode acumular muito nitrato nas folhas. • As folhas novas são utilizadas como saladas e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água. • As folhas trituradas são apreciadas pelo gado e as sementes são apreciadas pelas aves.. do útero e também das hemorróidas (93). tiramina (383). INDICAÇÕES Indicada para distúrbios cardiovasculares e hepáticos e. sementes. • PARTES UTILIZADAS Folhas.

a noite. linear. cacália-amara. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em climas amenos. cacália-amarga. beira de estradas. Fruto tipo aquênio. que cresce até 90cm de altura. . e até 5 horas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. vassoura. Caracteriza-se por possuir 3 alas no caule. com alas seccionadas alternadamente. quase sempre aglomerados sésseis. campos. levemente nervadas. bacórida. quina-de-condamine. terrenos secos e pedregosos. ribanceiras de rio e áreas ruderais em geral. As folhas são muito reduzidas e ovais. carque. carquejaamarga. vassoura-de-botão. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. vassoureira. glandulosa. tiririca-de-babado. casca de arroz ou vermiculita. quando floridas. alado em sua extensão. FITOLOGIA Planta subarbustiva. glabro. tiririca-de-bêbado. A melhor estaca é aquela obtida da parte basal ou mediana dos ramos (267). • Colheita: as hastes são colhidas quatro meses após o plantio. SINONÍMIA Bacanta. em intervalos de 2 a 3 horas durante o dia. deixando a cepa para rebrote. • Aclimatação: as estacas devem ser plantadas em vermiculita. Possui caule lenhoso. cacaia-amarga. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastos.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis trimera Less. • Florescimento: novembro a janeiro. cortando-se apenas os dois terços finais da parte aérea. vassourinha. rebentos e por estacas. produz também em áreas agrestes (solos secos e pedregosos). Ocorre até 2. e cobertas com sombrite 70%. carqueja-amargosa.40m. • Propagação: sementes. também em solos úmidos.0 x 0. perene. SOLO Embora prefira solos úmidos e expostos ao sol. dióica.800m de altitude (96). glabra. Manter irrigação por nebulização de 2 a 3 minutos. É heliófita (211). de coloração amarela. A inflorescência é do tipo capítulo. • Alelopatia: protege e estimula o crescimento da camomila.

antiasmática. luteolina. hipocolesterolêmica. dilactonas A. três vezes ao dia (145) ⇒ 1 xícara das de cafezinho em ½ litro de água. antianêmica (215). nepetina e quercetina (179). PARTES UTILIZADAS Ramos alados com flores. astenia. fenólicos. Aplicar externamente sobre locais afetados. Na Argentina é utilizada para curar a impotência masculina e esterelidade feminina (242). Compostos específicos: apigenina. antidiarréica. flavanonas. febrífuga (179). • Produção de sementes: a maturação de sementes ocorre janeiro/fevereiro. É moluscicida. depurativa. germacreno-D. INDICAÇÕES Indicada para anorexia. diurética. Tomar 150ml. exceto galhos grossos (além de 7mm). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de talos em ½ litro de água fervente. gastroenterites (179). má-circulação (271) e angina. lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos. anti-hidrópica.• Rendimento: 150 a 250g de matéria seca por planta (106). colagoga. inflamação das vias urinárias. azia. gota. fígado e da bexiga (144). inibindo o crescimento de Trypanosoma cruzi. aperiente. má digestão. feridas e úlceras (uso externo). estimulante hepática (128). . flavonas. diurética (294). B e C. antigripal (144) e aromática (242). obesidade (257). sudorífica. diterpeno do tipo eupatorina. gastrite (267). hepatoprotetora. ésteres terpênicos. afecções do baço. matéria orgânica estranha e terra (96). antidispéptica. analgésica (179). FITOQUÍMICA O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno. A parte aérea contém α e β-pineno. tenífuga (145). alcalóides. antidiabética (32). estomáquica. álcoois sesquiterpênicos. flavonóides. chagas venéreas e até mesmo a lepra (32). digestiva. Na Bolívia a planta é usada como inseticida (179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica amarga (eupéptica). • Padrão comercial: planta inteira. hispidulina. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas são ativas contra Schistosoma mansonii. carquejol e acetato de carquejilo) (257). hepatoprotetora e antiinflamatória (130). fraqueza intestinal (215). antiinflamatória. antibiótica. saponinas (145). anti-reumática. É também usada para cálculos biliares. • Infusão forte: 60g em 1 litro de água. FARMACOLOGIA Atividade hipoglicemiante. Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao se deitar. icterícia. vermífuga. hipoglicêmica.

Flor feminina campanulada. glabras. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia (128). SINONÍMIA Carqueja-doce. OUTRAS PROPRIEDADES • Substitui o lúpulo na produção de cerveja de baixa qualidade. aparentando espigas soltas e cujo conjunto aparenta uma panícula. ramosa. pobres. As alas são contínuas ou interrompidas.5 a 1. em número de 35 a 40 e brancas. mas que sejam drenados. verde intenso. CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Bacharis articulata [Lam. SOLO Desenvolve-se em solos saibrosos. CLIMA Prefere climas mais amenos. áfilos ou com folhas são rudimentares. • Decocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água. As flores. • É utilizada para conferir sabor a licores e refrigerantes. Adapta-se à luz plena ou meialuz. ácidos e arenosos. em campos.0m.• Vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. a beira de estradas e em áreas nativas abertas. Tomar 1 cálice antes das refeições (257). glutinosa. com altura variando entre 0. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente no sul do Brasil. de 4 a 5mm de comprimento e de largura. simétricas e com corola pentadentada. carquejinha. . agrupam-se em capítulos sésseis ao longo dos ramos superiores. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ereta. Aquênio glabro com poucas cerdas.] Person. dióica. entouceirada. Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. Caule e ramos tri-alados. FITOLOGIA Planta arbustiva. responsáveis pela ação fotossintética. cerosas e sutilmente aromáticas. por ser de origem subtropical. o crescimento é mais exuberante. É tolerante à geada e à seca. Em solos humosos e úmidos. As masculinas pouco menores.

do fígado. TOXICOLOGIA O extrato aquoso da planta é abortifaciente. estimulante da fertilidade feminina. antiespasmódica. É feita de janeiro a fevereiro. γ-elemeno.4'-dimetilapigenina. jaceidina. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas existentes na planta apresentam atividade contra cercárias de Schistosoma mansoni. antianêmica (93) e depurativa. protozoário causador da doença de Chagas (209). INDICAÇÕES Indicada para enfermidades do baço. antisséptica. OUTRAS PROPRIEDADES É resinosa e amarga. ação letal sobre o molusco Biomplalaria glabrata. 7. lupeol e chondrillasterol. antidiarréica. 283). anti-reumática. oleanólico e crisosapônico. quercetina. casca de arroz tostada e/ou vermiculita. • Propagação: segmentos de rizoma e estacas de ramos maturos.3 x 1. • Florescimento: primavera • Colheita: inicia a partir do primeiro ano após o cultivo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva. .AGROLOGIA • Espaçamento: 1. articulina. cirsimaritina. eupéptica. anticolesterolêmica (179). dispepsias atônica e debilidade orgânica (93). absintina. FITOQUÍMICA A parte aérea contém ácidos α e β-resínicos. δ-cadineno e aroma dendreno (159. βguaieno. resínico. genkwanina. PARTES UTILIZADAS Ramos alados. prisão-de-ventre. bacchotricuneatina A. cis-cariofileno. quando ingerido por 10 a 15 dias. luteolina. causador da esquistossomose.3m. diurética. salvigenina. tônica. acetato de articulina. que é hospedeiro intermediário do S. 160). da bexiga. • Aclimatação: as estacas devem ser sombreadas sob sombrite 70% e mantidas úmidas sob nebulização intermitente. antidiabética. jaceosidina. enjôos (257). hepática. santonina. O enraizamento é feito em substrato à base de areia. acacetina. Controla a impotência masculina e a esterelidade feminina (179. O óleo essenial contém α-pineno. febrífuga. e inibem o crescimento do Trypanosoma cruzi. Administrado em cobaias. o extrato da planta inteira causou a morte de cobaias (301). diéster malonato acetato. mansoni. • Plantio: outubro. Nas flores foram encontrados o barticulidiol.

muito enfolhada. inicialmente verde. Propagação: sementes e estacas. Quando amassadas. dispostas em capítulos axilares. Pode ser cortada toda a parte aérea. monóica. com ápice agudo e base atenuada. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 1. alongado. glabro. atingem porte mais avantajado. curtopedicelados. . fosca. Fruto tipo aquênio. Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas).CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis dracunculifolia DC. SOLO Tolera bem os solos ácidos. pois a cepa proporciona um bom rebrote.5 a 3. uninérveas. vassourinha. lanceolada.5 x 1. cilca. margem inteira ou irregularmente 1-3-5-7 denteadas.0m de altura. Inflorescência díclina. com 1mm de comprimento (209). ocorrendo principalmente no sul do Brasil. vassoureira. Medra em campos abandonados. Colheita: inicia a partir do primeiro ano de cultivo.5m. com flores masculinas e femininas esbranquiçadas. SINONÍMIA Alecrim-de-vassoura. as folhas exalam aroma acre. HABITAT Espécie autóctone.. As folhas são alternas. simples.0cm de comprimento por 3 a 4mm de largura. FITOLOGIA Planta subarbustiva. vassoura. O caule é fibroso a lenhoso. amarelo-castanho. Porém. verdes. persistentes. CLIMA A planta adapta-se a uma ampla variação térmica e luminosa. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. sésseis. discretamente tomentosa na face dorsal. passando a cinza. medindo 1. muito ramificado. que cresce de 1.3 a 2. alecrim-do-campo. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. em solos de aluvião e/ou humosos. sendo também resistente à seca e tolerante à geada. pobres e até compactados. capoeiras e áreas de vegetação rala.

FITOLOGIA Planta herbácea de caule sulcado. INDICAÇÕES Debilidade orgânica. com nervuras salientes. onduladas. agudas. pecioladas. espatulenol. contendo sementes lenticulares. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. SINONÍMIA Bredo. medindo 14 a 16cm de comprimento por 6 a 8cm de largura. distúrbios gástricos. atenuadas.0 a 1. carurú-crista-de-galo. febrífuga (242) e aperiente (68). carurú-do-mato. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada para varrer as casas em áreas rurais. globulol e palustrol (372). cansaço físico (68).0 x 0. amareladas. CARURÚ-DA-ANGOLA NOME CIENTÍFICO Amaranthus spp. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. pubescente no ápice. Tomar 2 xícaras ao dia. FORMAS DE USO Infusão e decocção: 10g de folhas e talos por ½ litro de água. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. crescendo de 1. . com linhas vermelhas. crista-de-galo.5m. inapetência. • O óleo é utilizado na indústria de perfumaria. subrugoso. eupéptica. afecções febris.FITOQUÍMICA Nerolidol. reunidas em espigas eretas dispostas em panículas piramidais. Folhas ovado-lanceoladas. bredo-rabaça. O fruto é um utrículo ovóide. luzidias e pretas.2m de altura. Flores densas e diminutas.

• Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. As sementes germinam em 8 a 10 dias. • Plantio: março-abril. As mudas são transplantadas quando apresentarem 4 a 6 folhas definitivas. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raiz e talos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hepática (32) e estomática. A raiz é diurética (93) e febrífuga de largo espectro (215).

FORMAS DE USO
• Suco: tomar algumas colheres das de sopa ao dia. • Salada: alimento e fitoterápico.

CARVALHO-EUROPEU
NOME CIENTÍFICO
Quercus alba L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Fagaceae.

HABITAT
Espécie alóctone originária da Europa, Marrocos e Ásia Menor.

FITOLOGIA
Árvore com porte de 30 a 35m de altura. Apresenta o caule cilíndrico, casca fendida, ramos tortuosos. As folhas são alternas, oblongas, membranosas, pinati-fendidas ou sinuado-lobadas, com segmentos obtusos, subsésseis, glabras, membranosas. As flores são monóicas, sendo que os amentos masculinos são finos, frouxos, amerlo-esverdeados, com uma flor na axila de cada bráctea. Flores femininas dispostas em espigas, sendo que cada flor é guarnecida por um capitel que se desenvolve na floração. Fruto com 2 a 3cm de comprimento e 2cm de diâmetro, longo pedunculado, recoberto em sua terça parte pelo capitel.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 5 x 5m.

• Propagação: sementes. As sementes devem ser postas a germinar em saquinhos plásticos ou recipientes com um mínimo de 400ml de capacidade, contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outono. • Pragas: lagarta Podalia chrysocoma e coleóptero Loxopyga flavo-lineata. • Doença: Oidium quercinum. • Colheita: as folhas são colhidas no terceiro ano após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Frutos e folhas.

FITOQUÍMICA
Contém tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tanatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina (93), amido, celulose, goma, resina, óleo graxo, (283).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A casca é adstringente e febrífuga, e os frutos antidiarréicos e antidiabéticos (93).

INDICAÇÕES
Indicada para a atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os frutos constituem-se ótimo alimento para suínos a até para o homem. • A madeira, considerada de primeira qualidade, é utilizada na confecção de móveis antigos, esculturas, pipas, barris e vasilhames diversos.

CATINGA-DE-MULATA
NOME CIENTÍFICO
Tanacetum vulgare L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Atanásia, atanásia-das-boticas, erva-contra-vermes, erva-de-são-marcos, erva-dos-vermes, erva-lombrigueira, palma, tanaceto, tanásia, tasneira.

HABITAT

Espécie alóctone européia que é encontrada crescendo junto aos charcos, lagos, margens dos caminhos e terrenos baldios e até 1.400m de altitude. Foi introduzida no Brasil pelos colonizadores europeus, adaptando-se ao cultivo em jardins.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene que forma tufos de numerosos caules, eretos, ramosos, angulosos, canelado e folhosos. Cresce 0,6 a 1,2m em altura. Folhas alternas, glabras 1-3 pinatífidas, que crescem até 15cm de comprimento, com segmentos lanceolados e pinatipartidos, serrados, agudos e pecíolo alado. Inflorescência em capítulos corimbosos terminais amarelos, eretos e densos. As flores são tubulosas, não tendo as exteriores estames. Frutos tipo aquênio, costado e glanduloso. Raiz oblíqua e ramificada. A planta é muito aromática.

CLIMA
É de clima temperado, adaptando-se porém ao clima subtropical. Suporta geadas mas não tolera estiagens.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m. • Propagação: sementes e divisão de touceiras. A planta seca no inverno para rebrotar na primavera. Neste época, retiram-se as brotações que se formam a partir do rizoma. • Plantio: primavera (estacas) ou outono (sementes). • Plantas daninhas: não suporta concorrência com outras plantas. • Florescimento: final de setembro. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas.

FITOQUÍMICA
Ácido tanásico, tanacetona (257), lactonas sesquiterpênicas (partenolídeo), flavonóides (flavona eupatilina), esteróis, glicose (355), ácidos cítrico, butírico e oxálico, tuiona, canfol, tanino, resina, vitamina C. As sumidades floridas contém 0,1 a 0,6% de óleo essencial e 7,64% de cinzas. A planta inteira contém cerca de 9,22% de cinzas (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-helmíntica, vermífuga, aromática, emenagoga (257), antiinflamatória antibacteriana, antiulcerogênica (355), tônica, estimulante (93), febrífuga, anti-histérica, anti-reumática, antiasmática, béquica (215), antinevrálgica (271) e digestiva.

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento de dores articulares e musculares (128), pertubações gástricas, feridas, bronquite (215), aerofagia, contusão, entorse, picada de insetos, menstruação, dor de dente e parasitoses (1).

TOXICOLOGIA
Possui elementos tóxicos como o ácido tanásico e a tanacetona (257). A essência da planta, injetada na veia de animais, provoca convulsões semelhantes às da hidrofobia, causa inflamação no tubo digestivo, podendo resultar em espasmos violentos, paralisia do coração e morte (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Planta aromática e amarga. • É planta ornamental e insetífuga. As flores têm ação estupefaciente sobre os insetos (93). • É utilizada como condimentar em alguns países (omeletes e pudins).

CAVALINHA
NOME CIENTÍFICO
Equisetum hiemale L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Equisetaceae.

SINONÍMIA
Cola-de-cavalo, erva-canudo, lixa-vegetal, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo-de-rato.

HABITAT
Planta autóctone sul-americana, que cresce em várzeas úmidas, à beira de regatos e em áreas paludosas.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fistuloso, ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60cm, mas sob meia-sombra o pseudocaule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas são escamosas e se formam na bainha. O caule é fistuloso, ereto, grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples, sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e não produzem esporângios.

SOLO
Prefere solos úmidos, porém não compactados ou com aeração deficiente. Tolera bem os solos medianamente ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Ambiente: procurar instalar as plantas em várzeas com lençol freático bem próximo à superfície ou em áreas normalmente úmidas da propriedade • Espaçamento: 0,4 x 0,3m. • Propagação: rebentos dos rizomas e segmentos nodais. • Hidroponia: os segmentos nodais são facilmente enraizados em areia irrigada com fluxo intermitente de água, em telhas de cimento-amianto. O pegamento das mudas ocorre em 20 a 30 dias. • Plantio: outubro a novembro. • Colheita: inicia 5 a meses após o plantio.

PARTE UTILIZADA
Hastes e brotos verdes, sem os esporângios.

FITOQUÍMICA
Ácido silícico, ácido gálico, resinas, sais de potássio, tiaminases, isoquercitina, luteolina, campferol, saponinas e alcalóides (257).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Muito diurética, hemostática, antiblenorrágica, remineralizante (341) e adstringente.

INDICAÇÕES
Indicada para úlceras varicosas e aftas (externamente), hemoptises, metrorragia, epistaxe, fluxos sangüíneos hemorroidários, afecções pulmonares, hipertensão de origem renal (341), problemas renais, obesidade (257), febre puerperal, conjuntivite, inflamações dos dutos lacrimais, edema, afecções renais, feridas (32), afecções da próstata, úlceras cancerosas (271), ventosidades, pterígio, hematúria, influenza e disenteria (1).

FORMAS DE USO
• Geral: 9 a 15g/xícara, em decocção (445). O chá da planta tem sabor neutro a amargo. • Infuso ou decocção: ⇒ 5%; 50 a 200ml/dia, como diurético e até 500ml/dia, como hemostático (341). ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia (problemas renais). Para a obesidade, tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes das principais refeições (257). • Pó: 1 a 3g/dia, como remineralizante; até 20g/dia, como hemostático. • Tintura: 10 a 50ml/dia (diurético). • Xarope: 20 a 100ml/dia (diurético) (341). • Infusão: 10g da planta por litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (afecções renais e edema generalizado). Nas hemorragia internas e menstruações excessivas, utilizar 30 a 40g para 1 litro de água.. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Compressas: renovam-se em intervalos de 15 minutos (oftalmias). • Suco: substitui a infusão e o decôcto. • Loções: 50 a 60g da planta em 1 litro de água. Usar externamente em feridas e úlceras.

• Banhos vaginais: 20 a 30g da planta por litro de água. Fazer duas abluções diárias (32).

TOXICOLOGIA
O uso em excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1 em razão das tiaminases. As inflorescências são tóxicas (257).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos. • Devido ao alto teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos de cobre e metais em geral.

CELIDÔNIA
NOME CIENTÍFICO
Chelidonum majus L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papaveraceae.

SINONÍMIA
Celidônia-maior, ceruda, erva-andorinha, erva-das-verrugas, erva-das-taperas, erva-doscalos, figatil, grande-quelidônia, iodina, mercúrio, quelidônia, quelidônia-maior.

HABITAT
Espécie alóctone mediterrânica européia, que cresce espontaneamente em áreas ruderais sombrias. Ocorre até 1.500m de altitude.

FITOLOGIA
Planta herbácea, vivaz, ereta, alóctone, ramosa, pouco pubescente, crescendo de 0,2 a 0,3m. A haste é erguida, ramificada e revestida de pelos brancos e articulados. As folhas são alternas, pinatissectas, com 5 a 11 segmentos ovados, lobos arredondados, de cor verde na face ventral e verde-azulado na dorsal. Inflorescência em cimeira umbeliforme, com flores amarelas, com quatro pétalas, duas sépalas e muitos estames. Fruto tipo cápsula linear, siliquiforme com arilo arqueado de coloração preta. As sementes são esverdeadas. A seiva é de coloração alaranjado-sedosa e apresenta sabor picante, acre e nauseabundo.

SOLO
Prefere solos areno-silicosos, úmidos, bem drenados, aerados e férteis. Não tolera solos pesados, encharcados e ácidos.

CLIMA
Prefere temperaturas amenas e regiões de pouca pluviosidade. É esciófita.

AGROLOGIA
• Espaçamento 0,5 x 0,3m. • Propagação: sementes e divisões de raízes. • Plantio: primavera. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Consórcio: cultivar outras plantas de maior porte para proporcionar luz difusa sobre a celidônia. • Florescimento: verão. • Colheita: seis meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Utiliza-se toda a parte aérea e as raízes . O látex deve ser utilizado antes da floração.

FITOQUÍMICA
Quelidonina, queleritrina, sanguinarina, protopina, mucilagem, resinas, óleo essencial (257), albuminas, quelidoxantina e ácido quelidônico (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa tópica (257), excitante, purgativa, diurética, anti-hidrópica (93), antiespasmódica, laxativa (294), antiasmática, hipotensora (215), cáustica, tônica hepática e biliar, colerética, cicatrizante, calmante e lenificante da angina do peito (1, 32).

INDICAÇÕES
Usada no tratamento de úlceras escrofulosas, escorbúticas e de feridas velhas, calos, verrugas (257), icterícia, inflamação da vesícula biliar, cãibras no estômago, oftalmias, manchas, icterícia (raiz), panos (32), acne (215), hepatite (271) e gota (294).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: amassar ou moer um punhado de folhas frescas e aplicar sobre o calo ou verruga, enfaixando o local. Repetir o tratamento até a extirpação. • Infusão: 5g de folhas para 1 litro de água. Tomar 1 xícara ao dia (32). • Essência: ferver 1 colher das de sopa de folhas secas em 1 xícara das de chá de água até que ocorra a total evaporação da água. O resíduo (essência) pode ser aplicado topicamente sobre verrugas, à noite (128).

TOXICOLOGIA
O uso interno é desaconselhável pois pode provocar estomatite e gastroenterite. Evitar o contato com os olhos (257). Em doses abusivas a planta é tóxica, causando obscuridade visual, cefalalgia, vômitos, ardor nos olhos, formigações no corpo, dor no peito, aflição, náuseas, dificuldade de respirar, diarréia, depressão, angústia, estomatite e gastroenterite. É irritante para os olhos. O uso interno deve ser feito segundo prescrição médica.

OUTRAS PROPRIEDADES

• A seiva da planta apresenta um látex amarelo-alaranjado, cáustico, de sabor acre e muito amargo e de aroma desagradável. • A planta é considerada ornamental.

CENTELHA
NOME CIENTÍFICO
Centella asiatica (L.) Urban e Centella erecta Fern.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cairuçú-asiático, cairussú, pé ou pata-de-cavalo, burro ou mula; patinha-de-mula, corcel.

HABITAT
Espécie alóctone, originária da Ásia, que cresce subespontanemente em locais úmidos de áreas ruderais, campos e lavouras abandonados, matas secundárias, capoeiras e capoeirões.

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, rasteira, radicante. Caule estolonífero, enraizando nos nós, com a formação de rizoma e raízes adventícias. Folhas longo-pecioladas, glabras, circular ou um pouco alongado, com base reentrante e margens crenado-denteadas. A inflorescência é tipo umbela, axilar, com 3 a 4 flores. As flores apresentam pétalas triangulares, brancas ou arroxeadas. Os frutos são cremocarpos, formados por dois mericarpos achatados, de contorno arredondado, planos na face ventral ou da comissura, superfície glabra e de coloração amarelo-parda, com cerca de 4mm de comprimento por 4,5mm de largura e 1,2mm de espessura (209).

CLIMA
A planta adapta-se as mais variadas condições climáticas e tolera o sombreamento. E áreas sombreadas as folhas são menos fibrosas, arredondadas e a haste pilosa.

SOLO
A planta cresce em qualquer tipo de solo, porém desenvolve-se melhor nos úmidos, arenosos e ricos em matéria orgânica. Em solos compactados ou pouco úmidos as folhas tornam-se coriáceas, arredondadas e com a haste glabra. Em solos úmidos a folha torna-se alongada e a haste pilosa.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes, rizomas e estolões.

lepra (93). • Alcalóide: hidrocotilina. Tomar um banho morno e em seguida friccionar energicamente a loção com um pano sobre a área afetada. • Glicosídeo: asiaticosídeo. antidepressiva. varizes. constipação. indocentóico. centélico. ampliadora da capacidade de memorização (257). lúpus. • Oleos essenciais: cânfora. madecassosídeo. • Pó: tomar 0. cicatrizante. Abafar por 10 minutos. úlceras. centelosídeo. icterícia. FITOQUÍMICA • Ácidos: linoléico. dismenorréia. antidiarréica. furunculose. hipotérmica e galactógena (1). madecássico. Salgues. INDICAÇÕES Utilizada na terapia de escrófulas. • Vitamina: ácido ascórbico. centóico. germacreno D e β-cariofileno (204. oléico. no outono ou primavera. epistaxe. na quantidade de 2 a 3kg/m2. frutose e ramnose. antileucorréica (204). amenorréia. sarampo. • Os açúcares: glicose. FORMAS DE USO • Geral: 30 a 40g/dia. diurética. • Sapogeninas: ácidos asiático. isothankunisídeo. • Florescimento: outubro a abril. anticelulítica. anti-sifilítica (93). na forma de decôcto e infusão (1). antireumática. eczema. • Triterpenos: asiaticosídeo. Esperar 15 a 20 minutos e tomar um novo banho. disúria.• Plantio: é feito diretamente a campo. • Substância amarga: velarina. • Outros: ρ-cimol. thankunisídeo. estimulante do metabolismo das gorduras. . antiinflamatória. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. lepra e psoríase (204). α-pineno. brahmosídeo. lignocérico. desintoxicante. metanol. hematêmese. palmítico. brâmico. apud 204).5g/dia (diurético e ativador do metabolismo das gorduras) (257). PARTES UTILIZADAS Planta inteira. betulínico e isobrâmico. • Loção: amassar em um pilão dois punhados da planta picada e por em infusão em ½ litro de água fervente. esteárico cêntico. doenças do aparelho urinário e genital femininos. cineol e n-dodecano. • Adubação: adubar com estrume animal. amarga. thankúnico e isotankúnico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária (133). antibacteriana. arabinose. óleo alil mostarda e grandes quantidades de transβ-farneseno.

TOXICOLOGIA Em doses elevadas o extrato da planta tem um leve efeito narcótico (204). Infrutescência morulada. grandes. e Schlech. chá-mineiro. ovadas ou cordiformes. Originariamente encontrava-se abundantemente nas várzeas alagadiças. chá-de-campanha. SINONÍMIA Aguapé. hermafroditas. basais. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. castanha. autóctone da América Tropical. substituindo a grama comum. argilosos. trímeras. incluindo o Brasil. fusiforme. quando matura. . com 8 a 9 flores. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus grandiflorus (Cham. erva-do-brejo. sendo encontrada nas margens dos rios. inicialmente. inteiras. mas não suporta o pisoteio. canais de drenagem e baixadas pantanosas. lagos. com pecíolo sulcado longitudinalmente. grosso e carnoso. estendendo-se a subtropical. um pouco achatado e com listras salientes. fraturas. HABITAT Espécie paludosa. dispostas em panículas verticiladas. A ação indiscriminada de herbicidas e as drenagens tem levado a redução drástica do número de indivíduos. erva-dopântano. esférica. torceduras e furúnculos.) Mitcheli. O rizoma é rasteiro. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como cobertura de solo. verde. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. As flores são brancas.• Cataplasma: aplicado topicamente. Apresenta caule triangular e glabro. CLIMA É de clima tropical. coriáceas. eretas ou flutuantes. FITOLOGIA Planta herbácea perene. grandes. 5-11 nervadas. Fruto tipo aquênio. As folhas são simples. Desenvolve-se melhor como esciófita. SOLO Prefere terrenos uliginosos. longo-pecioladas. para contusões. congonha-do-brejo. apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura.

A germinação das sementes é lenta. nevralgias. antinefrítica. anti-hidrópica. hérnia. e larvas de gafanhoto. • Colheita: outubro a fevereiro. antiartrítica (242). gengivite e feridas crônicas. triterpenos e flavonóides (257. anti-sifilítica. • Florescimento: ocorre na primavera e no verão. A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. faringite. que rendilham totalmente as folhas.AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. antiofídica. dermatoses. laxante. edemas. • Pragas: afídeos. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). rebentos e brotações de verticilos florais. . • Propagação: sementes. gota. adstringente e antiofídica (68). congestão hepática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. emoliente. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. diurética. antilítica. INDICAÇÕES Útil para erupções de pele (uso interno).7m. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. na forma de massa. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. (68) ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). em períodos secos. serve como cataplasma para o tratamento de hérnias. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). distúrbios hepáticos (271). demorando 50 a 60 dias. doenças renais e das vias urinárias (257). resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. FITOQUÍMICA Taninos. convalescença. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. Aplicação tópica (68). A produção de mudas via sementes pode ser feita pelo sistema "floating". antinevrálgica. debilidade orgânica. tônica. • Cataplasma: rizoma seco e triturado. estomatite. amigdalite. • Espaçamento: 1. anti-hipertensora (215). ácido úrico. O rizoma. anti-reumática (257). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia.0 x 0. arterioesclerose. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizoma. • Plantio: outono e primavera. 390). FORMAS DE USO • Infusão ou decocção: 20g de folhas verdes por litro de água.

chá-de-pobre. As flores são brancas. Fruto tipo aquênio. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. • Propagação: sementes. • Espaçamento: 1. açudes. Desenvolve-se melhor como esciófita.) Mich. coriáceas. CLIMA É de clima tropical. AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas.OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são apropriadas para o consumo do gado. longo-pecioladas.0 x 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. estendendo-se a subtropical. Apresenta folhas simples. chá-de-mineiro. SINONÍMIA Chá-de-campanha. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. erva-do-pântano. quando maturo. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. congonha-do-brejo. argilosos. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas.7m. demorando 50 a 60 dias. hermafroditas e dispostas em panícula verticilada. erva-de-bugre. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). inteiras. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. oblongo-lanceoladas ou cordiformes. verde quando imaturo e castanho. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). rebentos e brotações de verticilos florais. ereta. As nervuras são salientes e as bordas maiores são curvadas em forma de chapéu. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus macrophyllus (Kunth. A produção de mudas via sementes pode ser .5m em altura. A germinação das sementes é lenta. eretas. contendo uma semente. • A planta é depuradora de águas contaminadas e ornamental em lagos e aquários. lagos. que cresce cerca de 1. HABITAT Espécie autóctone que cresce à beira de rios. com 11 a 13 nervuras e cerca de 30 a 40cm de diâmetro. várzeas e pântanos. erva-do-brejo. SOLO Prefere terrenos uliginosos.

bócio. em períodos secos. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas.• • • • feita pelo sistema "floating". alcalóides. que rendilham totalmente as folhas. Plantio: outono e primavera. O rizoma é indicado para a hidrofobia (93). A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. hidropisia. tanino. FAMÍLIA BOTÂNICA . • Emplastro: rizoma macerado e aplicado topicamente sobre hérnia. adstringentes. litíase. depurativas. infecções das vias respiratórias (145). • Infusão: 20g de folhas verdes em 1 litro de água. dermatoses e furúnculos (145). ligeiramente laxativas. Colheita: outubro a fevereiro. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. • Gargarejos: utiliza-se a decocção para afecções bucofaringeanas. nefrite. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). sais minerais e iodo (145). FORMAS DE USO • Decocção: 20g de folhas em 1 litro de água. antiofídicas (257). diuréticas. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. Tomar 4 a 5 xícaras do chá por dia. Pragas: afídeos. Florescimento: ocorre na primavera e no verão. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. FITOQUÍMICA Contém saponina (biodetergente que elimina as toxinas do sangue e dos rins). ácido úrico. flavonóides e triterpenos (257). e larvas de gafanhoto. afecções do fígado e úlceras. PARTES UTILIZADAS Folhas. antiartríticas e anti-sifilítica (93). inflamações da garganta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são anti-reumáticas. dermatoses. CIDRÃO NOME CIENTÍFICO Aloysia triphylla [L' Hérit] Britt.

verde-amareladas. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. escabrosa na face ventral e glandulosas-punctuadas na dorsal. originária do Chile. • Colheita: as folhas são colhidas. o sistema radicular pode atrofiar-se. formando panícula piramidal.Verbenaceae. oval-lanceoladas. dispostas em espigas frouxas verticiladas. Retira-se o substrato sob água corrente. • Plantio: novembro e dezembro. que conferem às folhas uma coloração amarelada mesclada de verde. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. preferencialmente. Se houver um período de estiagem prolongado. Os ramos são escabrosos e estriados. As folhas são curto-pecioladas.667 planta/ha (431). salva-limão. subsésseis. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. axilares. com 6 a 8cm de comprimento. pequenas. vegetando em campos secos e abertos. Não tolera solos ácidos (93). FITOLOGIA Planta arbustiva que cresce cerca de 3m de altura. retirando-se 1/3. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. cidrilho. sálvia-limão. multifloras. cidrilha. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. bem drenados e aerados. HABITAT Espécie alóctone. azuladas ou purpúreas no seu interior. medindo 4 a 6cm de comprimento. as folhas caírem e a planta perecer. É heliófita. CLIMA Espécie de clima subtropical a temperado. SINONÍMIA Cedrina.5cm. Por ser muito susceptível a nematóides. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. • Propagação: mergulhia e alporquia. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. . pecioladas. serradas na metade superior. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. SOLO Prefere solos areno-argilosos. Peru e Argentina. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. 3-4 verticiladas. No Chile adota-se uma população de 6. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. erva-cidreira. agudas. inteiras. As flores são brancas. por ocasião do florescimento. • Doenças: a planta é afetada por viroses e deficiências nutricionais (Mg). removendo-se a casca. cidró. erva-luísa. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. A parte do ramo que ficará sob o solo. O fruto é um bi-aquênio.

nas folhas jovens. com aroma de limão. variou de 0. atingindo uma produção de 27. • É cultivada como ornamental em muitos países. Os extratos acuosos mostraram-se inativos como anti-hipertensivos e como ansiolíticos (437). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e as flores apresentam um perfume muito agradável. febrífuga. 34) e anti-histérica (283). emenagoga. α-pineno.95%. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de café de água quente. melancolia. Segundo VOGEL et al. A concentração do óleo essência. antimalárica. limoneno. estimulante. Tomar 1 cálice após as refeições (294). β-pineno. glicosídeos iridóides (179) e verbenona (93). Abafar por 5 minutos. em extratos acuosos (50mg) contra Salmonella typhimurium TA98 (293). Juntar 300g de açúcar e casca de 1 limão.p. citronelol. p-cimol. etileugenol. terpineol. flexíveis. geraniol. • As folhas são utilizadas como condimento de carne e no preparo de saladas. (446). linalool. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardíaca. a máxima concentração de óleo essencial ocorre no mês de março (Chile). O teste foi realizado com ratos administrados com infusão da folhas e talos. As partes aérea apresentaram propriedades antimutagênicas. doces e bebidas. carvona. FARMACOLOGIA Depressora do sistema nervoso central e prolongadora do sono. . finamente moídos. coar. PARTES UTILIZADAS Folhas. na concentração de 0. afecções do coração (283). Vedar a garrafa e após 20 dias. (1997). excitante (403. metilheptona. tônica. isosafrole. sedante (446).3 litros/ha. • O ramos. digestiva. dor de cabeça e zumbido no ouvido (294).83g/kg. i. Tomar à noite para a insônia.14 a 0. carminativa.• Rendimento: cada 100kg de folhas fornece cerca de 150g de essência contendo citral e verbenona (283). felandreno. INDICAÇÕES Indicada para doenças nervosas. hipocondria. sendo usadas como condimento e aproveitadas pela indústria. são aproveitados pela indústria do vime. FITOQUÍMICA Citral. limoneno. • Licor: deixar macerar por 3 dias 70 folhas frescas em 500ml de álcool 90 o e 500ml de água destilada. antiespasmódica.

solitárias. sésseis e entremeados de pequenas brácteas triangulares (93). Em Santa Catarina é original da Floresta Ombrófila Densa Montana.5m de altura por 54. sendo que as flores masculinas são axilares. Pecíolo curtíssimo. serrilhadas. luzidias. Caule ereto. erva-de-soldado. cidrão. erva-soldado. Folhas simples.SC (35). opostas. Amentos ovais ou elípticos. contendo uma semente preta. ervaalmíscar. e as femininas racemosas. de margens onduladas e cicatrizadas.CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Hedyosmum brasiliense Martius. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. numerosos e apoiados na base por uma bráctea forte. . normalmente cilíndrico (35). ou fasciculados. oblongo-lanceoladas. ocorrendo. CLIMA Ocorre em regiões tropicais até subtropicais. mático. SOLO É encontrada naturalmente em solos empobrecidos (35). ventricosas. hortelãsilvestre. Sua distribuição é descontínua e muito irregular. hortelã-do-brejo. mas com um bom teor de matéria orgânica que imobiliza parte do alumínio tóxico. em área de Floresta Ombrófila Densa Submontana. Frutos de formato irregular. mais freqüentemente. próxima a regatos. quando novos. Inflorescência em densas e numerosas panículas amentíferas. tendo sido verificada uma densidade de até 2750/ha. chá-de-índio. glabérrimas. nervuras paralelas numerosas e distintas. em Ilhota . FITOLOGIA Arbusto dióico com cerca de 4 a 5m de altura e 5 a 10cm de diâmetro.2cm de diâmetro na altura do peito. canela-cânfora. É heliófita. HABITAT Espécie autóctone. FAMÍLIA BOTÂNICA Chlorantaceae. medindo 12 a 14cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. porém. carnudas. que cresce nas matas primárias e secundárias da Encosta Atlântica. chá-de-bugre. sucosos e hialinos. nas planícies costeiras do quaternário e vales estreitos íngremes. SINONÍMIA Ambar-vegetal. mas podendo chegar a 11. chá-de-soldado. margem serreadas. erva-de-bugre. Ramos com entrenós de 5 a 10cm e escamas. O limite austral de sua ocorrência é o município de Palhoça (340).

Na forma de vinho. antifúngica. febrífuga (93). FARMACOLOGIA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade analgésica. a planta é promissora quanto às atividades: antimicrobiana. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade antibacteriana. frieiras. alelopática e inseticida. Substrato: húmus de minhoca (40%) e pó de xaxim (60%). • Aclimatação: as mudas devem ser colocadas sob sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização até que haja um completo pegamento. alelopática e inseticida (176). afecções estomacais (340). antimicrobiana.• Propagação: sementes e estacas de ramos com cerca de 1 a 2cm de espessura. • Frutificação: janeiro a abril (329). Preparar covas de 40 x 40 x 50cm de profundidade. antidiarréica e antidisentérica (271). As sementes são fotoblásticas positivas. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). a planta é promissora quanto às atividades: antitumoral. analética. antiinflamatória. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano após o plantio. • Adubação: aplicar até 5kg de cama de aviário por cova de plantio. • Rendimento: 116kg/ha de folhas (35). é tônica e afrodisíaca (340). β-sitoesterol glicosídeo (166). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. doenças pulmonares e urinárias e feridas em geral (271). CINAMOMO . FITOQUÍMICA Ácido fumárico. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. INDICAÇÕES Cefalalgias (340). • Florescimento: outubro a março. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. quase em fase de fermentação. PARTES UTILIZADAS Amentilhos e folhas. As sementes devem ser retiradas dos frutos completamente maturos. doenças do ovário. sesquiterpeno lactona HB-15 e HB-8. antifúngica. Para as estacas utilizar areia ou vermiculita. e semeadas em bandejas de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral.

lirío-da-índia. As sementes. • Plantio: primavera. A casca da raiz é catártica. emenagogas e resolventes de tumores (212). As árvores cortadas rebrotam a partir do cepo remanescente. As folhas são estomáquicas. jasmim-azul. sombreiro. jasmim-de-viúva. pequenas.NOME CIENTÍFICO Melia azedarach L. viuvinha. FAMÍLIA BOTÂNICA Meliaceae. lilases quando em botão. FITOLOGIA Planta arbórea que atinge 8 a 10m de altura. • Propagação: sementes e estacas. INDICAÇÕES O cozimento da casca é utilizado para lavar feridas e combater doença de pele de crianças (212). As sementes secas e as folhas contusas são anti-reumáticas e antinevrálgicas. bi-tripinadas. lilás-da-china. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. opostos. acuminados. lilás-da-índia. anti-helmínticos. febrífugas. Folíolos peciolulados. Quando abertas. TOXICOLOGIA Os frutos são abortivos (212). Drupa obovada. de bordos serreados ou subíntegros. estimulante e febrífuga. emética. É cultivada no Brasil como árvore de sombra. antidiarréicas. . eméticos. eméticas. AGROLOGIA • Espaçamento: 5 x 5m. originária da Ásia. • Florescimento: setembro a novembro. anti-sifilíticas. principalmente no Sul. jasmim-de-soldado. HABITAT Espécie alóctone. Sementes alongadas (212). anti-helmíntica. tônica. com 2 a 3 lóculos monospérmicos. aduzem pétalas brancas e tubo estaminal violáceo a roxo-escuro. cinamão. sabonete-de-soldado. glabra. ovado-lanceolados. Flores reunidas em tirsos axilares amplos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são purgativos. anti-histéricas. paraíso. árvore-santa. Folhas pecioladas. folhas e cascas são parasiticidas (271). flor-de-viúva. amarelo-escura quando madura. lilás-das-antilhas. SINONÍMIA Abrigo-do-senhor.

segmentos oblongoobtusos. CINERÁRIA NOME CIENTÍFICO Senecio cineraria DC. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. de cor amarela-brancacenta ou rósea. pinatipartidas ou pinatisectas. HABITAT Espécie alóctone européia. sendo utilizada como sombra natural. quase prateadas.A e vinho na China. • É ornamental. 2-3 lobados.8 x 0.U. cabos de ferramenta. tomentosas. dispostas em corimbos compactos e grandes. com 60 a 80cm de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. palitos de fósforo e carroceria. CLIMA Prefere temperaturas amenas. castanho e glabro. Não sobrevive em solos ácidos. resistente à umidade e ao cupim. fácil de trabalhar e envernizar.4m. As folhas são branco-cinéreas. traças e carunchos do milho. densa e branco-tomentosa. SOLO Bem drenado e solto. grossas e pecioladas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. • As folhas são insetífugas de pulgas. . é flexível. • As flores são ornamentais e melíferas (212). Inflorescência terminal em capítulos. É heliófita. É cultivada em jardins. É utilizada interna ou externamente. marcenaria. em marchetaria. Existem inúmeras variedades botânicas. Caule lenhoso na base e bastante ramificado no ápice. Fruto aquênio. caixotaria.OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. aveludadas. sobretudo do sul do Brasil. instrumentos musicais. • Os frutos maduros são comestíveis e utilizados para o preparo de whisky nos E. reunindo 10 a 12 flores amarelo-intensas. as vezes avermelhada. que se caracterizam pelo polimorfismo das folhas.

FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. antes das flores desabrocharem. • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência.• Propagação: sementes. enquanto que o enraizamento das estacas é feito em vermiculita. antiespasmódica. durante 15 minutos (olhos cansados e conjuntivite). no verão. com algodão. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). conjuntivite. solda. inchaço das pálpebras (128) e catarata (93). HABITAT . A semeadura e o enraizamento dos rebentos são feitos em substrato organo-mineral. sob irrigação intermitente por nebulização. antiinflamatória (128). taninos e mucilagens (128). rebentos e estacas. Evitar terrenos muito inçados. INDICAÇÕES Para olhos irritados e cansados. Restabelece o fluxo sangüíneo e acalma as dores (294). • Sumo: espremer 3 xícaras das de chá de folhas e flores frescas em 1 pano. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas e flores em 1 copo de água fervente. erva-teresa. • Colheita: seis meses após o plantio. silvina. Aplicar o suco nas pálpebras inchadas com chumaço de algodão (128). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Descongestionante. • Plantio: outono e primavera. soldinha. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. Coar e aplicar sobre as pálpebras em compressas mornas. CIPÓ-CABELUDO NOME CIENTÍFICO Polypodium vaccinifolium Langs. flavonóides. e Fischer. anti-histérica e emenagoga (93). SINONÍMIA Erva-silvina. Abafar por 5 a 15 minutos. FITOQUÍMICA Alcalóides (jacobina).

catarros crônicos. antinefrítica. rachaduras e coceiras na pele (215). até que haja o pegamento das mudas. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de epifitismo. coqueluche. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de bronquite.5%. . a cerca de 1. as estéreis arredondado-oblongas. As árvores escolhidas como hospedeiras devem ser impregnadas. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). reumatismo. soros dispostos em série de ambos os lados da nervura principal. revestido de escamas flageliformes. anti-reumática (271). matérias aromáticas e pépticas (341). varizes. hematúria (341). com esfregaços circuncaules. FITOLOGIA Planta epífita de caule epígeo. escarros sangüíneos. antiinflamatória renal (215). a cerca de 1. • Propagação: esporos e segmentos do rizoma. obtusas. subcoriáceas. FITOQUÍMICA Taninos.Espécie autóctone que medra sobre o tronco e ramos de árvores da mata Atlântica litorânea ou em sub-bosques. comprido. • Plantio: primavera. hemoptise. 50 a 200ml/dia. inteiras. com cerca de 1cm de largura. gota. Os segmentos de rizoma são afixados sobre a casca da árvore. laringite. diurética. frieiras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. da mistura esporo+substrato. capoeirões ou mesmo em arbustos grandes e árvores isoladas. antidiarréica. As folhas são subsésseis. antidisentérica (341).5m do solo. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: 2.5m do solo. sobretudo sobre caule de árvores com casca escabrosa. rastejante-aderente sobre o tronco de árvores. O local de crescimento deve ser sombreado e umedecido freqüentemente. as férteis liguladas. lesões cardíacas e dilatação das veias (271). • Tintura: 5 a 25ml/dia. • Plantas daninhas: eliminar outras plantas epífitas e líquens que crescem sobre a casca. adstringente e balsâmica. AGROLOGIA • Ambiente: esta espécie deve ser cultivada como epífita. Os esporos são coletados de folhas maturas de plantas matrizes e pulverizados sobre uma pasta de argila misturada com húmus ou turfa. com barbante macio. pequenas.

AGROLOGIA • • • • • Ambiente: o cultivo deve ser feito sobre arbustos ou pequenas árvores hospedeiras não tóxicas. aletria-de-pau. FITOLOGIA Planta herbácea aclorofilada. amarelada a castanha. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. As raízes são efêmeras. com corola campanulada 5-lobadas. de preferência do gênero Citrus. musgos. SINONÍMIA Aletria. HABITAT A planta é parasita por excelência. glabros e envoltos pelo cálice. Hibiscus. brancas ou trigueiras.). de modo a receberem luz difusa. arredondadas. parasita. As plantas hospedeiras devem ter os ramos isentos de outros organismos epífitos ( Polypodium spp. formada de vergônteas lisas. O fruto é uma cápsula ovóide. medindo cerca de 1mm de diâmetro. Euphorbia milli e outras. Propagação: sementes e ramos de plantas matrizes. líquens e parasitas. Desenvolvimento: após a emergência. tinge-ovos. Parasita normalmente espécies de Hibiscus. sob sombra. cuscuta. nutrindo-se diretamente de plantas hospedeiras.5cm. Os ramos utilizados como meio de propagação são colocados entre a galhagem das plantas hospedeiras. dura. finas. volúveis. cerosas e glabras. erva-de-chumbo. quando presentes. fios-de-ouro. dispostas em glomérulos ou cimeiras. perfeitas. cipó-dourado. existindo apenas enquanto a planta procura por um hospedeiro. secos. Eugenia e algumas mirtáceas nativas. Ocorre sobre árvores e arbustos. Colheita: primavera e verão. As sementes germinam a partir de 15oC e com bom teor de umidade no solo. a plântula definha e morre (209). Caso não encontrar num período de até 5 dias. glabra e áspera. procura um hospedeiro compatível. o caule filamentar. PARTES UTILIZADAS . Semente polimórfica. fosca.CIPÓ-CHUMBO NOME CIENTÍFICO Cuscuta racemosa Mart. Plantio: início da primavera. As folhas. são rudimentares (escamas). cipó-de-chumbo. estimulado pela luz. espaguete. Os haustórios substituem-nas na retirada de nutrientes dos vasos condutores de hospedeiros. xirimbeira. As flores são pequenas. fixando haustórios e iniciando o parasitismo. fios-de-ovos. Devem ser enterradas até 1. amarelas (são ricas em carotenóides). áfilas.

papo-de-peru. et Schl. diarréias sangüíneas. culhão-de-maroto. abcessos externos irritações e queimaduras leves na pele (294). FAMÍLIA BOTÂNICA Aristolochiaceae. cipó-mata-cobras. balsâmica (342). CIPÓ-MIL-HOMENS NOME CIENTÍFICO Aristolachia triangularis Cham. sapato-dejudeu. para úlceras e feridas. mil-homens. em decôcto. ⇒ Purgante suave: ferver 1 colher das de café de caule em 1 xícara das de café de água por 3 minutos. • Xarope: 20 a 100ml/dia (342). Coar e beber à noite (294). jarra. abcessos internos. cassaú. bronquite (215). em gargarejos. emoliente. eupéptica. aristoláquia. ypê-mirim . • Extrato fluido: 0. aristoloquia-mil-homens. • Tintura: 1 a 5ml/dia. hepática. como cicatrizante (342). cipó-milongue. hemostática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. FORMA DE PREPARO • Infuso ou decôcto: ⇒ 0. capa-homens. calungo.50 a 200ml/dia (internamente) e a 5% (externamente) (342).Toda planta. • Pó: 0. ou em pó. diurética. Também indicada para furúnculos. amigdalite e rouquidão (32). cassaiú. angina. congestões pulmonares (342). cicatrizante. laxante suave e detergente natural (294).25 a 1ml/dia. icterícia. SINONÍMIA Angelicó. antiflogística. estomáquica (242). INDICAÇÕES Utilizada internamente para cólicas hepáticas. expectorante. jarrinha. mil-homens-do-rio-grande. antiblenorrágica. Externamente é utilizada. hemoptises.5% . Suspeita-se que o pó do caule seja bactericida (242). purgativa. ypé-mi. papo-de-galo. afecções da garganta. capa-homem.25 a 1g/dia. FITOQUÍMICA Taninos e glicosídeos (294). jarro.

com sementes escuras achatadas. nativa das mata Atlântica e encontrada em roças abandonadas. agudas ou obtusas. leves. Exala um aroma forte e de sabor amargo. que também serve para as estacas caulinares.5m. subgloboso e elíptico. • Propagação: sementes e estacas do caule e ramos lenhosos. • Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). • Colheita: inicia cerca de 10 a 12 meses após o plantio. dura e amarela internamente. estriada e rugosa. Flores pequenas. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. volúvel. solitária. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. perigônio em forma de jarra com até 3cm de extensão. SOLO Úmidos. palmatinervadas tamanho variável. autóctone. • Irrigação: deve ser feita diariamente durante 10 dias após o plantio. trepadeira. ciliadas. CLIMA Espécie tropical. com ângulos inferiores laterais arredondadoobtusos. levemente violáceas dorsalmente. amarga. • Florescimento: dezembro. Caule glabro. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. Inflorescência axilar. aromática. • Adubação: 5kg/m2 de húmus de minhoca. perene. ricos em húmus e quase alcalinos. FITOLOGIA Planta sarmentosa.7 x 0. hermafroditas. Folhas pecioladas. deltóide-triangulares. • Tutoramento: a planta deve ser tutorada em caramanchões. tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada. mais escuras interiormente. PARTES UTILIZADAS Raízes e caule. pouco agradável. subcoriáceas. alternas. para se evitar o pisoteio e melhorar a qualidade do produto colhido. É muito suceptível à geadas. glabras. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. glabras. Fruto capsular. sub-cordadas na base. drenados. até 11cm de comprimento e 8cm de largura. num raio de 50cm em torno de cada planta. glabra. amarelo-avermelhadas. Fazer irrigação sempre que ocorrer um período superior a 3 dias sem chuvas. As sementes devem ser postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. ou telas de nylon.HABITAT Espécie autóctone. volúvel. algo rígidas. esciófita. reticulado e manchado. latadas baixas. FITOQUÍMICA . A raiz é escabrosa externamente. com casca grossa. uniflora.

sedativa. gota (169). anti-histérica. sesquiterpenos: nerolidol. amenorréia. convulsões. antinevrálgica sudorífica. 50 a 200ml/dia (internamente). depurativa do sangue. febrífuga. cimbiferina. O extrato das raízes inibe o crescimento de Staphylococcus aureus. Existem indícios sobre o efeito carcinogênico do ácido aristolóquico em animais e humanos (Pharmazeutische Zeitung. antiofídica e antiaracnídica (169). lignanos: galbacina. esteróides: ácidos aristolóquico (179). asseverando o uso popular em feridas e inflamações da pele (179). (179). estomáquica. matérias resinosas e taninos (341). antiinflamatória. anorexia. Extrato alcoólico: segmentos do caule contusos e macerados em álcool para aplicação tópica em mordida de serpentes. anti-reumática. antipirética (via oral). ciática (271). flatulência. estimulante. testículos inflamados (215). FARMACOLOGIA O extrato aquoso do córtex apresenta atividade antimicótica de células vegetais (381). amenorréia. afecções cutâneas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. cistite. apud 179). tônica. . atonia uterina. formigamento do corpo.5%. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (169). febres de malária (128). braços adormecidos. diterpenos: kaur. malária. xarope e elixir: 20 a 100ml/dia. diurética. CITRONELA NOME CIENTÍFICO Cymbopogon nardus Rendl. Acredita-se que o aroma da planta afaste serpentes (341). • Tintura: 5 a 25ml/dia (341). do fígado e do coração (257). anestésica (341).Alcalóides: alantoína. hinokinina. Pó: 1 a 5g/dia. aperiente. emenagoga. emenagoga. 5% (externamente). antiespasmódica. cubebina. hidropisia. cassaunina. estimulante dos rins. Vinho. eczema seco e orquite. frieiras. α-ylangeno. aristoloquina. cloroses. FORMAS DE USO • • • • Infuso ou decôcto: 2. α-copaeno e γ-elemeno. antisséptica. epilepsia. aristidínico. cimbífero e aristínico. O extrato aquoso do lenho apresenta ainda atividade antiviral contra o vírus da Herpes simplex (155). INDICAÇÕES Indicada para doenças venéreas.

limoneno (3.1%). • Rendimento: 1 tonelada de folhas frescas fornece 7kg de óleo de citronela (93 FITOQUÍMICA Sabineno (1. erodíveis ou muito inclinadas.6%). elemicina (7. elemol (3. citronelal (34. epidermis. Há informações que relatam um teor de 65% para geraniol e 35% de citronelal (128).2%).6%).4%).7%). amarelo pálido.5%).5%).6%). com 25 a 30cm de comprimento. As folhas dos perfilhos devem ser cortadas deixando-se uma cepa de 20 a 25cm de comprimento. S. eugenol (1%).3%). fazer uma adubação em cobertura com 10g/planta de sulfato de amônio. • Propagação: perfilhos da touceira. C. febrífuga. mirceno (0. • Plantio: é feito diretamente a campo no outono e primavera. β-elemeno (0.50m de altura. sudorífica e carminativa (93). HABITAT Espécie alóctone originária de Sri Lanka. germacreno-D (0. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo de citronela é aromático. agudas. δ-cadineno (0. crescendo 1. FITOLOGIA Planta herbácea.4%).6%).5%). α-cadinol (1. CLIMA Prefere regiões com alta precipitação pluviométrica e quentes. crescendo em clareiras. isopulejol (2. linalol (1.3m. neral (28.8%).FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. tropicalis). As mudas são retiradas cortando-se verticalmente a base da touceira e desmembrando-se cada perfilho. Após cada corte. AGROLOGIA • Ambiente: a planta pode ser cultivada em áreas de barranco. • Adubação: aplicar 2 a 3kg/planta de cama de aviário no plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida (Candida albicans. citronelol (10. escabrosas em ambas as faces com perfume de eucalipto. à beira de rios. Inflorescência em panículas linear-oblongas. com as folhas decumbentes. verde-claras. • Espaçamento: 1. em lugares úmidos. geranial (1.7%). cereus. Podem ser feitos 3 a 4 cortes ao ano. • Colheita: inicia após 4 a 5 meses de cultivo. ao longo de valas de drenagem. acetato de geranil (4. . cespitosa. invaginantes. com sabor de limão.4%). B. de colmo ereto e nodoso. Forma touceiras altas. composta de espigas pequenas e escuras e espiguetas esverdeadas. perene.5 x 1.30 a 1. na Ásia. na orla de regatos e lagoas ou como bordadura lateral de caminhos e periférica de outros plantios.

Folhas compostas. de caule glabro. As folhas que rodeiam as umbelas são semelhantes às do funcho. largos. erguido. estendendo-se ao longo do verão. coroados pelos dentes do cálice. com os segmentos verde-brilhantes. que evola progressivamente a medida que o material é seco. medindo 3-4mm de diâmetro. profundos. glabras. providos de 3 a 8 brácteas filiformes. . FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. O florescimento espontâneo ocorre a partir de agosto. Chuvas prolongadas na fase de frutificação são altamente prejudiciais. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce de 40 a 50cm. É heliófita. COENTRO NOME CIENTÍFICO Coriandrum sativum L. pinatisectas. sem acidez e férteis. Os frutos. alternas. CLIMA Tolera bem tanto o frio como o calor e até mesmo períodos de seca. em umbelas compostas de 3 a 5 raios. semelhante a percevejo. quase esféricos. Tanto a planta quanto o fruto exalam um cheiro desagradável. As flores são álveas. arredondados ou arredondados-cuneiformes. pouco ramificado. • A polpa da planta é utilizada na fabricação de papel resistente (93).40 x 0. não tolerando sombreamento. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas (Europa Meridional) e da Ásia. Ventos fortes normalmente causam acamamento das plantas. erva-percevejo. A raiz axial é cônica. borrachudos. perpendicular e fibrosa. SOLO Prefere solos areno-argilosos. incisos e denteados. SINONÍMIA Culantro.25m. • Utilizado na fabricação de perfumes e cosméticos. bem drenados. diaquênios.• Repelente de insetos (mosquitos. estriado e cilíndrico. traças e formigas). são globosos. Cultivada no Brasil em hortas. As folhas inferiores são pinadas e as superiores bi-pinadas.

• Conservação: as folhas podem ser conservadas em refrigeração. estomáquicos. • Plantio: outono e primavera. A germinação ocorre em cerca de 8 a 10 dias.5 a 1% (163). como hortaliça cozida. o que ocasionaria um acamamento e redução do teor de metabólitos secundários. antiinflamatórios. ácidos acético e oxálico (257). secamento de ramos e folhas. as folhas frescas. racham e germinam espontaneamente como planta invasora.2 a 58. excitantes. Solos orgânicos e adubações orgânicas pesadas podem mostrar o mesmo efeito do nitrogênio. depurativos (257). Frutos colhidos imaturos escurem. antissépticos. têm baixa conservação.4% de óleo essencial. relatam 70 a 80% (430). • Ervas daninhas: a planta é suceptível à concorrência com plantas invasoras.• Propagação: sementes. A semeadura pode ser feita direta a campo ou em bandejas de isopor. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são carminativos. O fósforo e o potássio incrementam o teor de princípios ativos do coentro. Frutos demasiadamente maturos. contendo 68. Para se evitar um crescimento muito luxuriante da planta. estimulantes. d-linalol. • Rendimento: 363g de frutos/planta e 0. quando em excesso. O conteúdo de óleo essencial no fruto é de 0. pineno. Na semeadura direta campo são dispendidos 15 a 25kg/ha de sementes. • Doença: O fungo Fusarium oxysporium causa apodrecimento das raízes e do colo. as raízes.8% de linalol. A semeadura do coentro. As mudas recémformadas apresentam um crescimento lento. PARTES UTILIZADAS Os frutos para fins medicinais e aromáticos. As sementes germinam em 7 a 14 dias (182). antiespasmódicos. febrífugos (215). como condimento. • Florescimento: julho a novembro. suspender a irrigação e/ou adubações nitrogenadas. em regiões livres de geada. Obtém-se uma produtividade de sementes de aproximadamente 1 a 2t/ha. . afeta drasticamente a produção de frutos. descongestionantes do fígado (294). • Colheita: ocorre 50 a 60 dias após a germinação das sementes. terpineno. sudoríficos (9). O nitrogênio. anti-histéricos (93). Pino e Borges relatam um teor de 49. Isto acontece devido ao ciclo demorado das plântulas quando em substrato poroso e quando a irrigação é abundante. geraniol. terpinol. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo coriandrol. desinfetantes intestinais. caem facilmente.48% (93) ou de 0. tônicos gastrointestinais. cimeno e limoneno. secos portanto. geranioleno (163) e taninos (9). • Nutrição: é comum o surgimento de deficiência de fósforo ou nitrogênio em bandejas contendo substrato poroso. retardando a colheita e a maturação.14% de linalol (430). enquanto que Braun et al. vermífugos (271) e antipútridos. borneol. péssimo odor e pouco teor de óleos. Colhem-se os frutos quando 60% deles adquirirem uma coloração de palha seca ou quando a planta estiver quase seca e/ou as sementes iniciam um bronzeamento. pode ser feita em agosto.

tinturas. • Usada na preparação de fármacos visando corrigir o odor desagradável de certos medicamentos. picadas de cobra (pó) e dores histéricas (215). estômago dilatado (294). • O resíduo da destilação dos frutos dá origem à tortas forrageiras. Sm. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. cardamomo. utilizadas para carnes. As folhas e flores tem aroma similar ao de percevejos. noz-moscada. Burtt & R. HABITAT Espécie alóctone originária da Ilha de Java. Tomar 3 vezes ao dia. pacoseroca. óleo essencial e pó dos frutos. macaçá. cervejas. coar e beber aos poucos durante o dia (294). saladas.INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções gastrintestinais. . doce e penetrante.) B. sopas e cozidos. SINONÍMIA Alpinia. • Infusão: ⇒ 3 a 5g de frutos maduros por xícara de chá de água fervente. cana-do-mato. licores. cardamomo-do-mato. COLÔNIA NOME CIENTÍFICO Alpinia zerumbet (Pers. cana-do-brejo. cardamomofalso. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos possuem um odor suave. • Decocção: ferver 2 colheres das de chá de frutos em ½ litro de água durante 5 minutos. O sabor é peculiar e adocicadopicante. após as refeições (257). contendo 11 a 17% de proteínas e 11 a 20% de matéria graxa (93). TOXICOLOGIA Pode causar lesões renais. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia em decocção. quando em excesso (257). • Outros: alcoolato.L.M. gim pães. acidez estomacal. conservas e embutidos. Pode ser usada também topicamente. • Os frutos são utilizados no preparo de perfumes. lírio-de-santo-antônio. febre quartã (93). carnes. achocolatados. peixes. flor-do-paraíso. jardineira. • As folhas são condimentares. Após 10 minutos.

FARMACOLOGIA Produz depressão do sistema nervoso central.20m. As folhas são glabras.FITOLOGIA Planta herbácea. AGROLOGIA • Ambiente: poderão ser aproveitadas várzeas naturalmente úmidas ou à beira de regatos. bloqueio neuromuscular.5 a 1. embora adapte-se bem nos subtropicais quentes.5 x 1. com porte de 1. mecanismos responsáveis pelo controle da patofisiologia das doenças coronarianas. PARTES UTILIZADAS Rizomas. que podem ser plantadas diretamente a campo. medindo 50 a 60cm de comprimento por 12 a 15cm de largura. proporcionando um grande efeito paisagístico e protetor de margens fluviais e lacustres. antibacteriana em conjuntivites (363). acuminadas. • Espaçamento: 1. As sementes devem ser postas a germinar em recipientes ou saquinhos plástico perfurados. • Propagação: sementes e brotações do rizoma. diurética (260). que envolve fluxo sangüíneo e vasoconstrição (289). anti-histérica. Os flavonóides existentes na planta promovem relaxamento vascular e inibição da atividade da proteína kinase e da fosfodiesterase nucleotídeo cíclica. epicatequina. sedativa (261). lanceolado-oblongas. de caule folioso. folhas e sementes. estimulante da motilidade intestinal e antiulcerogênica (289). antiedematosa (Gadelha e Menezes) e inibição da secreção gástrica (Hsu apud 120). inibição da musculatura lisa (Vandelinde et al. com flores brancas e róseas. agudas na base ou arredondadas. contendo substrato organo-mineral. Escapos floríferos medindo 30 a 50cm. INDICAÇÕES Para o tratamento de úlceras (93) e gastralgias (65). • Colheita: inicia após um ano de cultivo. . • Adubação: incorporar 2 a 3kg de cama de aviário por cova. CLIMA É de clima tropical. • Plantio: todo o ano. vermífuga (65). catequina.8m de altura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hipertensiva. FITOQUÍMICA Flavonóides. rutina e dois derivados glicosídicos do kaempferol (289). lagoas e açudes. É esciófita.). pecioladas. com capacidade mínima de 400ml.

consólida-do-cáucaso. Flores grandes. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é muito ornamental. CONFREI NOME CIENTÍFICO Symphytum officinalis L. todas são oval-agudas ou oblongo-lanceoladas. grande-consolda. consolda-maior. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. Hipertensos devem tomar o chá à guisa de água. Cultivada no Brasil em jardins e hortas. consolda. fasciculadas. que cresce em terrenos e relvados úmidos. É higrófita. ereto. caule de 40 a 60cm. orelhas-de-asno. orelha-de-burro. anguloso e alado. de rizoma grosso e raízes fusiformes. decrescentes da base para o ápice. Tolera a meia-sombra. consolda-menor. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha média por litro de água. confrey. áspera e pilosa.TOXICOLOGIA É abortiva (93). acuminadas. Folhas ovado-agudas. ramoso. tubulosas. leite-vegetalda-rússia. levemente onduladas. FITOLOGIA Planta herbácea cespitosa. mais pecioladas quanto mais próximas do solo. pouco onduladas. SINONÍMIA Capim-roxo-da-rússia. erva-do-cardeal. consólida. HABITAT Espécie alóctone. decrescentes da base para o ápice. brancas. originária da Ásia. O fruto é composto de quatro aquênios lisos e vernicosos. língua-de-vaca. consólida-maior. SOLO . acuminadas. infundibuliformes. ou oblongo-lanceoladas. A raiz é escura externamente e alva internamente. áspero. orelha-de-vaca. enquanto as demais. pêndulas e dispostas no ápice dos ramos em cimeiras geminadas curtas e escorpióides. CLIMA É originária de clima temperado. vivaz. As folhas superiores são sésseis. Ocorre até 1. oco. mas adapta-se aos subtropicais e até os tropicais.500m de altura.

PARTES UTILIZADAS Rizoma. B2. vulnerária.06% de cinzas (93). cálcio. vemiculita. citado em 145). laxante. areia). no plantio. antidiabética. alantoína (Walter Accorsi. manganês. antidiarréica. Contém 9. cujo teor de cinzas é de 9. A planta encerra o alcalóide alantoína (257). antiinflamatória. fósforo e zinco (32). B1. fósforo (145). tirosina. antiasmática. nas raízes. destacando-se os minerais. soltos e com um bom teor de umidade.80m. pois as folhas novas são tóxicas. Após cada corte de folhas. triptofano. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis. mucilaginosa. anti-reumática (145). sinfitocinoglossina (283). cicatrizante (258). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hemostática. prolina. melonina. É citado como o vegetal mais rico em vitaminas e sais minerais. • Rendimento: A planta produz cerca de 150 folhas por ano. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. mas tolera os períodos de seca. isoleucina. na primavera e verão. . Utilizam-se substratos leves e porosos para o enraizamento (casca de arroz tostada. adstringente (283).50% nas folhas (no verão) a 0. • Plantio: deve coincidir com períodos crescente de temperatura e umidade. a cultura deve ser renovada a cada 5 a 6 anos. aplicar 10g de nitrato de cálcio por planta. alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina e equimidina). As raízes e os rizomas são coletadas só após o quarto ano. estacas e pedaços de rizomas da planta matriz. resina. antileucêmica (32). mucilagens. • Doenças: as raízes são susceptíveis a fungos do solo. B12. vitaminas A. lasiocarpina.44 a 0. C. anti-hemorroidária. cálcio. ácido pantotênico. O teor de alantoína varia de 0. béquica e expectorante (145). desintoxicante. zinco. minerais e ácido fólico. FITOQUÍMICA Ácido galo-tânico. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário e 100g/m2 de fosfato natural. arinina. no final do outono até o final do inverno. • Renovação: embora a raiz da planta sobrevive até 40 anos de idade. • Florescimento: ocorre no verão.8 x 0. manganês. que é responsável pela hidratação e cicatrização de uma ferida em apenas um dia (ungüento da folha). mineralizante.06% (96). antidisentérica. cistina. valina. tônica. ferro. a partir de um ano de cultivo. • Propagação: divisão de touceiras. pirrolizidina. treolina. tanino.60 a 2. anticancerígena. raiz e folhas adultas.Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica. • Nutrição: planta desenvolve-se melhor a quando suprida com nitrogênio e cálcio. • Colheita: As folhas são colhidas a cada dois meses. calmante e depurativa (68). amarga. A raiz é emoliente. fenilamina. ferro.55%. colina. arginina. antianêmica. leucina. histidina.

CORDÃO-DE-FRADE . intoxicações gerais. graves lesões hepáticas (258) e carcinogênicas (145). colocar o emplastro dentro de um pano antes de aplicar (257). furúnculos. • Emplastro: esmagar as folhas em água morna e aplicar sobre o ferimento 2 vezes ao dia. pelo alto teor protéico e pela alta produção de massa verde. O consumo de leite. que é a parte mais utilizada. • Infusão ou Tisana: ⇒ 30g de folhas por litro de água (435). • Decôcto: ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de rizoma em 1 xícara das de chá de água. Aplicar sobre as partes afetadas. espinhas. lábios secos ou rachados (294). irritações na pele e dores nos olhos. Para úlceras internas. combate a hemoptise e regula os fluxos sangüíneos. hemoptises (93). carne e mel de animais cronicamente contaminados pode também resultar em efeitos deletérios ao homem (140). queimaduras. As folhas do confrei tem uma pubescência irritante à pele. nas costas e nos músculos. tuberculose. ⇒ 2 folhas maturas em 2 copos de água quente. debilidade. • Obtém-se da planta uma tinta vermelha para o tingimento de peles e lãs. • Compressa: usar o decôcto das folhas sobre feridas e queimaduras. que também são mutagênicos e pneumotóxicos. cortes (258). Indicada ainda para hematúria. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz é adocicada e mucilaginosa. devido aos alcalóides pirrolizidínicos. bronquite (128). Tomar 3 vezes ao dia. No caso de contusões e inchaços. várias vezes ao dia (145). normaliza a atividade sexual e mantém a pigmentação natural do cabelo (145). • Cataplasma: amassar as folhas até ponto de pasta e aplicar sobre o ferimento. Atua como indutor da produção calcária (257). hepatite (68). icterícia. Elimina sardas. feridas. fraturas e afecções ósseas. gastrite e senilidade prematura. cefalalgias. Cozida em vinho. TOXICOLOGIA O uso interno pode resultar em irritações gástricas. FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool. A raiz. • É muito utilizada como forrageira. regulariza a pressão arterial (32). Pode-se adicionar um pouco de glicerina à pasta (258).INDICAÇÕES Favorece a restauração de tecidos ulcerados. Tomar 3 xícaras ao dia (bronquite e tosse). O Ministério da Saúde do Brasil proíbe o uso interno do confrei (273). úlceras (271). tomar 1 xícara em jejum e após as refeições (128).

com cerca de 5 a 10cm de comprimento. cordão-de-são-francisco. A semeadura é feita diretamente a campo.4m. nem sombra. Não tolera geadas. . Após a maturação das sementes. A ocorrência da planta está curiosamente vinculada à ocupação humana. As flores são pediceladas. manchada.8m de altura e 2 a 3cm de diâmetro. cordão-de-frade-pequeno. subtomentosas. cuneadas ou subcordiformes na base. onde cresce subespontaneamente como invasora de terrenos cultivados e estritamente os ruderais. ferindo facilmente a pele das pessoas. formando capítulos globosos separados. vermelha ou laranja-amarelada. • Plantio: agosto a setembro. verticilados. As cápsulas que constituem o capítulo globoso. porém amplamente disseminada pelos estados litorâneos do Brasil. dispostas em rácimos multiflorais densos. tornam-se rígidas na maturação. em sulcos. Encerram 4 frutos pretos trapezóides. Cálice com 8 dentes. rubim-de-bola.NOME CIENTÍFICO Leonotis nepetaefolia (L. HABITAT Planta herbácea anual originária da África tropical e da Índia. de pericarpo fosco. com cálice pulverulento e corola bilabiada (lábio superior maior que o inferior). • Propagação: sementes. cauda-de-leão. aveludado-pubescente. glabro. Aiton FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.5 e 1. pau-de-praga. coração-de-frade. corindiba. tolonga. cordãode-frade-verdadeiro. verde-escuras na face ventral e claras ou prateadas na dorsal. inicialmente. As folhas são opostas. na maturação. simples ou ramificado. liso. guarnecidas por brácteas espinhosas.0 x 0.) W. FITOLOGIA Planta herbácea anual e sublenhosa de caule quadrangular. rubim. com 1. Por ser nitrófila. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. leonuro. CLIMA A planta vegeta melhor em clima quente e em áreas ensolaradas. e castanho. Cada globo reúne em média 70 a 80 flores. É heliófita. pode ocorrer uma certa dormência inicial das mesmas. SOLO Prefere solos francos. verdes. ricos em matéria orgânica. de 4 a 6cm de diâmetro. SINONÍMIA Catinga-de-mulata.T. desenvolve-se melhor e solos humosos. ovadas até ovadodeltóides. finamente crenadas. unissulcado longitudinalmente em cada face.

peitoral. antinevrálgica e amarga (68). antitérmica (120). problemas digestivos (xarope das flores).. antidisúrica (215). anúria. . heterosídeos cianogênicos e saponínicos. antiasmática. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 2.. • Colheita: novembro a dezembro. debilidade orgânica geral em crianças (68). • É branqueadora de roupas (93). gomas. dispepsia. flucoside leonotina (283). 50 a 200ml/dia (uso interno e externo) (341). carminativa. febrífuga. estomáquica. feridas (341). INDICAÇÕES Usada para banhos em crianças debilitadas. e fraqueza em adultos. mucilagens. aumentam o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. apud 120) e causam relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. • Xarope: 10 a 50ml/dia (341). Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao ia. ácidos orgânicos. antiartrítica. lactonas sesquiterpênicas (leonitina e trimetoxicumarina) (257). antiespasmódica. estimulante. maleita (120) e para a eliminação do ácido úrico (257). úlceras. taninos. Cápsulas demasiadamente maturas apresentam deiscência natural muito forte. inflamações broncopulmonares. O ponto de colheita das sementes é atingido quando pelo menos metade do agrupamento de cápsulas adquire a coloração castanha. antiasmática. metrorragia. ⇒ 20g/litro. balsâmica. ocorrendo espontaneamente em dezembro. Utiliza-se também em banhos (257). elefantíase incipiente (283). anti-hemorrágica uterina.• Florescimento: irregular. apud 120). (257). 6 a 7 semanas após a emergência das sementes.5%. anti-reumática. hemorragias uterinas. FITOQUÍMICA Óleo volátil perfumado. • Tintura: 5 a 25ml/dia. ou seja. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. vulnerária (341). OUTRAS PROPRIEDADES • É usada para clarear roupas e repele insetos e roedores em grãos armazenados (257). FARMACOLOGIA O chá e o extrato hidroalcoólico relaxam a musculatura lisa. béquica. resultando em grande perda de sementes. PARTES UTILIZADAS Planta florida. oligúria. por ocasião do início do florescimento. diurética (283). sudorífica. • Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de janeiro a fevereiro.

com o hilo preto. FITOLOGIA Trepadeira de grande porte. Inflorescência violáceas com a base do estandarte amarela. revestida por uma densa pilosidade ferrugínea. coriácea. olho-de-boi. com 12 a 14cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. O fruto é uma vagem séssil. micunã. Faz-se a pré-germinação das sementes em uma bandeja com água. disposta em rácimos eretos.CORONHA NOME CIENTÍFICO Dioclea violacea M. utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta. duras. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilionaceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. ovado-oblongos. coroanha. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. • Propagação: sementes. castanho-avermelhadas. quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônico. com o caule flexuoso. As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo. INDICAÇÕES . contendo 3 a 4 sementes achatadas. que devem ser sempre submetidas ao calor. os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado. calmante nervoso (215) e parasiticida (94). em covas. • Tutoramento: para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta. recoberto por densa pubescência castanha. abruptamente agudos no ápice e arredondados na base. mucunã-assú. composta por três folíolos grandes. com cerca de 2 a 3cm de diâmetro e até 1cm de espessura. Folhas pecioladas. vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais. SINONÍMIA Cipó-de-imbiri. PARTES UTILIZADAS Sementes. pó-de-mico. • Plantio: primavera. vernicosas.

resultando na disseminação das sementes. estriado. DENTE-DE-LEÃO NOME CIENTÍFICO Taraxacum officinale Weber. Indicada ainda para a epilepsia (215). Rizoma vertical. glabro ou araquináceo. com os segmentos laterais virados para a base. formando uma armação globóide que se rompe facilmente com o vento. runcinado-pinatífitas ou pinatipartidas. salada-de-toupeira. originária de Portugal. Flores amarelointenso. pomares e áreas ruderais. Fruto aquênio cinzento-azulado. FORMAS DE USO • Infusão: até 1g do pó da semente por xícara de água. OUTRAS PROPRIEDADES É utililizada como formicida (94). oblongas ou lanceoladas. radiados. SINONÍMIA Alface-de-cão. em goles (215). chicória-louca. dente-de-leão-dos-jardins. chicória-silvestre. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. incisados ou denteado-acuminados. quartilho. É encontrada até 2. A parte aérea é anual. lactescente. glabras. terminando com papilhos de pêlos brancos. coroa-demonge. radicais. radite-bravo. oblongo-fusiforme. cespitosa. oco. amargosa. ereto. Tomar apenas uma xícara ao dia. cilíndrico. acaule. principalmente como planta invasora de hortas. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. fistuloso.Previne o derrame e remove as seqüelas do derrame. alface-de-côco. segmentos ou lobos desiguais.000m de altitude (91). HABITAT Espécie alóctone. triangulares ou oblongos. monocéfalo. sedosos. liguladas. soprão. sendo o terminal mais amplo. agudos. que cresce de 5 a 30cm em altura e cuja raiz pivotante amarelada pode atingir até 40cm. Folhas em roseta basilar densa. polimorfas. frango. relógio-dos-estudantes. disposto sobre um comprido pedúnculo radical de cerca de 15 a 30cm. taraxaco. formando um grande capítulo com invólucro duplo de brácteas externas mais curtas voltadas para baixo. . mas a subterrânea é perene.

soda e potassa (283). Irriga-se duas vezes ao dia.20m de largura. diretamente no campo. castanho-escuro e esbranquiçada no corte. • Florescimento: ocorre no início da primavera. sais minerais (notadamente potássio). altos níveis de ferro. Sob temperaturas mais altas. • Castração: para uma melhor produção de raízes. donde partem simultaneamente as folhas e os escapos floríferos. lactucopicrina. PARTES UTILIZADAS Rizoma. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em canteiros nivelados. É esciófita. • Espaçamento: 0. Depositam-se as sementes sobre o solo e as comprime para maior aderência ao mesmo. pois a falta de luz retarda ou inibe a germinação (sementes fotoblásticas). taraxacosídeo. inulina.000 a 1.espesso. • Alelopatia: a planta libera etileno. • Propagação: sementes. óleo essencial e ácidos dioxinâmico. • Colheita: inicia-se cerca de dois meses após a semeadura e é feita durante o ano todo (folhas) ou do outono ao inverno (raízes). • Padrão comercial: as raízes: devem medir até 30cm de comprimento e ter 5 a 20mm de diâmetro. tanino. óleorresina e carotenóides (128). A planta contém ainda alcalóides. não muito úmidos. • Plantio: outono. FITOQUÍMICA Látex. folhas e inflorescência. A abertura das flores ocorre em dias ensolarados.20m. a partir das primeiras horas da manhã. deve-se eliminar o pendão floral.200 sementes. • Produção de sementes: 1g de sementes contém 900 a 1. SOLO Prefere solos areno-argilosos. vitaminas B e C (257). níquel. • Adubação: incorporar ao solo 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. cobalto. • Rendimento: 1. com pelo menos 15cm de altura e 1.350kg de raízes frescas ou 220 a 297kg/ha de raízes secas (93). CLIMA É de clima temperado. eliminando-se torrões e restos de plantas. pro-vitamina A. taraxerol. exsudando látex branco. p-oxifenilacético e . pois o transplante de mudas interfere na formação da raiz. As raízes contém taraxacina. quase rentes ao chão. com cerca de 1cm de diâmetro. as folhas e a planta tornam-se pequenas. meristemas da cepa e divisão de touceiras.20 x 0. podendo afetar a fisiologia de plantas companheiras (209). levulina. As sementes não devem ser enterradas. O teor de cinzas deve ser inferior a 10% (96). húmus de minhoca ou 5 a 6kg/m2 de estrume de gado. minerais de cobre (209). colina. O solo deve ser bem preparado. fitosterol. pectina. taraxasterol. Um grama de sementes contém 900 a 950 sementes. mas encontra-se disseminada desde as regiões glaciais até o Equador.

Tomar 1 cálice antes das refeições (aperiente) (257).73% de carboidratos 2. água (1 copo) e gotas de limão (145). expectorante. câncer. acidose (242). • As flores fritas constituem um ótimo manjar. colerética. hipocolesterolêmica.45% de compostos nitrogenados e 0.tartárico (145). • Suco: bater no liqüidificador 4 folhas. tez. piorréia. • Vinho: 1 colher das de raízes em ½ copo de vinho tinto seco. torradas e moídas. febrífuga. diurética (257). especialmente para coelhos. laxativa. desobstruente das vísceras abdominais (283). Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia (32). • Salada: raízes e folhas novas podem ser consumidas cruas como estimulante da digestão. anódina. escarros hemoptóicos. prisão de ventre (215). obesidade. paludismo. obstipação. ósseas. pele. antihemorrágica. sudorífica. e as sementes também são comestíveis. por aumentar a lactação e a qualidade do leite. • A planta é apícola. prevenção de derrames. depurativa. estimulante digestiva (128) e carminativa (271). antianêmica (68). colesterol. anti-hipertensiva. hepática. • Decocção: tomar 2 ou mais xícaras ao dia. biliares. FORMAS DE USO • Macerado: deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes em 1 xícara das de chá de água. Deixar macerar 10 dias. carneiros e vacas. antilítica biliar. astenia. flores e as raízes podem ser consumidas como hortaliça. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. fortificante dos nervos (215). • A planta também é forrageira. sarda. arteriosclerose. anti-reumática (242). reumatismo. conhecido como "café de chicória". icterícia. renais e vesicais. aperiente. anti-hemorroidária. celulite.62% de matéria graxa (93). afecções hepáticas (145). As raízes contém até 25% de inulina. dão origem a um produto sucedâneo do café. INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento de doenças de pele (93). ácido úrico. gota. colagoga (145). alcalinizante. • As raízes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica. cárie dentária (68). As folhas contém 9. DOIS-AMORES NOME CIENTÍFICO . resina e derivados triterpênico (96). constipações. antidiarréica. tônica. aperiente. Tomar ½ xícara antes das refeições (desintoxicante hepático e depurativo). antiinflamatória. varizes e verruga. antidiarréica. hipoglicemiante.

As flores são vermelhas. ovadas. truncada na base e no ápice. com a forma de um sapato. inteiras. as flores masculinas são numerosas e dispõem-se na circunferência e a feminina. é calicida e anti-hemorrágico (93). sapatinho-do-diabo. muito ramificada. As folhas são curto-pecioladas. única. pequena. picão. sapatinho-dos-jardins. porém não tolera os muito ácidos e encharcados. onduladas nas margens. obtusas ou recurvadas no ápice. cuneadas na base. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. suculenta crescendo até 2m de altura. no centro. quase fistulosos e com poucas folhas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.Pedilanthus tithymaloides Poit. FITOLOGIA Planta perene. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. HABITAT Espécie autóctone originária da Amazônia. 3-coca. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O extrato da raiz e o látex são vomitivos. alternas. As sementes são ovóide-agudas.6m.0 a 1. com nervura central saliente na face dorsal. lactescente. FORMAS DE USO . glabras. oblongas. • Plantio: primavera. Os ramos são suculentos. arbustiva. inclusas num grande invólucro bilobado vermelho até purpúreo. verrugas e para regenerar carne dilacerada. carnosas. • Colheita: inicia a partir do quinto mês após o cultivo. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de sífilis. agudas ou acuminadas. coriáceas. medindo até 7cm de comprimento por 4cm de largura. pequenas (1. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia (93). vermiculita e/ou casca de arroz tostadas. enquanto que as estacas são enraizadas em areia. sapatinho-de-judeu. A planta é xerófila e adapta-se bem a solos pobres.5mm).10 x 0. úlceras de mau caráter. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. reunidas em cimeiras terminais densas. O fruto é uma cápsula mais larga que comprida (9 x 7cm). O látex. cáustico enérgico e acre. SINONÍMIA Dois-irmãos.

Utiliza-se externamente. Em regiões subtropicais o crescimento é muito lento.5m. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita . ELIXIR-PAREGÓRICO NOME CIENTÍFICO Piper calosum L. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. dispostas em espigas carnosas. amareladas. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos ou ricos em matéria orgânica. TOXICOLOGIA Por encerrar látex cáustico e tóxico. Folhas alternas. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. o uso da planta deve ser feito sob orientação de um profissional habilitado OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como cerca-viva e em renques. SINONÍMIA Óleo elétrico. O uso interno só deve ser feito mediante orientação médica. oblongo-acuminadas. leves e férteis. A base das estacas deve ser raspada com faca para permitir uma maior absorção de água. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. FITOLOGIA Subarbusto de caule e ramos nodosos. É esciófita. As folhas exalam aroma de noz-moscada.8 x 0. HABITAT Planta subarbustiva perene autóctone do Brasil equatorial. conforme a dose. Utilizar estacas com cerca de 3 a 5mm de espessura e 20cm de comprimento. Flores diminutas. porosos. CLIMA Prefere regiões quentes e úmidas. • Cultivada em jardins como planta ornamental. • Propagação: sementes e estacas. com as nervuras proeminentes na face ventral.

Plantio: agosto a setembro. jamborandina. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da cistite. Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. prostatite. especialmente a Atlântica. em abrigos cobertos com sombrite 70%. SINONÍMIA Ambahú. As folhas são adstringentes. catarro nasal. . imbaubão. atenuante. rouquidão e afecções da garganta (271). odontálgico. chavicina. picante. hemostáticas tópicas (9).• • • • ou casca de arroz tostada. digestivas. ibaituga. torém. FAMÍLIA BOTÂNICA Cecropiaceae. dificulta o crescimento de plantas invasoras. plástico preto e outros materiais inertes. antiblenorrágico e diurético (93). É uma planta típica de matas ciliares úmidas. diurética. ambati. umedecidas intermitentemente através de nebulização. pirrolina. imbaíba. árvore-da-preguiça. umbaúba. aperiente e antisséptica (271). antidiarréicas. incisivo. piperetina. HABITAT Planta arbórea perene autóctone. Tipos de cobertura: casca de arroz. Colheita: inicia um ano após o plantio. FITOQUÍMICA Maticina. uretrite. mirceno. evita o adensamento do solo. pau-de-lixa. Adubação: 3kg/planta de húmus de minhoca e 100g/planta de fosfato natural. baibeira. imbaúba. figueira-de-surinam. beira de estradas e capoeiras. safrol e taninos (9) PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O fruto é acre. pastagens. retém mais umidade e mantém estável a temperatura do solo. ambaí. ibaíba. ambaitinga. aparecendo também em pomares. caixeta. citral. ambaíba. palha seca. Além disso. PARTES UTILIZADAS Folhas. ambaú. EMBAÚBA NOME CIENTÍFICO Cecropia glaziouii Snethlage.

• Colheita: um ano após o plantio. raiz. É heliófita. • Plantio: ano todo. cordiformes. PARTES UTILIZADAS Folhas. divididas em 8 a 9 lobos unidos pelos dois terços a partir da base. Pode-se colher até 100% das folhas da árvore. oco. um tanto sinuosos. a parte livre é ovado-aguda. Os receptáculos femininos são cilíndricos.FITOLOGIA Árvore perene de tronco reto. • Pragas: as folhas da planta são freqüentemente atacadas por lagartas e formigascortadeiras. na face dorsal. • Propagação: sementes. expectorante (145). frutos e brotos (uso interno) e látex (uso externo). sobretudo os úmidos. A planta cresce melhor em solos aluviais. A semeadura é feita em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados. com cerca de 3cm de comprimento. proantocianidinas (mono. estimulante do músculo cardíaco (271). As folhas são largas. tenras. visíveis com lente e. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. peltadas acima do centro. FITOQUÍMICA Glicosídeos (orientina). a face ventral é escabrosa e áspera e a dorsal alvo-tomentosa. com pelo menos 400ml de capacidade. cobertos com leve tomento alvo. . antigripal e reguladora do ritmo cardíaco (215). tolerando até os solos ácidos e argilosos. oligo e poli catequinas). flavonóides. Cresce entre 12 a 15m de altura. diurética. As nervuras primárias e secundárias da face dorsal são avermelhadas. com estrias e nervos. antileucorréica. antiasmática. anti-hidrópica (68). obtém-se o perfilhamento da planta e a redução da sua estatura. antidiabética. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. CLIMA Prefere o clima quente e úmido. antiblenorrágica (32). quatro em cada uma das espatas. contendo substrato organo-mineral. comestíveis. hepática. hipotensora. inteiriços. de outubro a março. semelhante ao mamoeiro. de 30cm de diâmetro. Apresenta 4 receptáculos femininos. arredondadas. Solos encharcados são prejudiciais. que são colhidas dos frutos. vulnerária. béquica nervosa. anti-hipertensiva (235). cardiotônica (257). estas externamente tomentosas. esgalhado. alcalóides e taninos (145). os masculinos são numerosos. • Poda: através do corte apical da planta. SOLO Adapta-se a quase todos os tipos de solo.

semelhante ao figo. e medula branca. Tomar um gole de hora em hora (32). Bater em liqüidificador. ⇒ ferver 2 folhas em 1 litro de água. que é cáustico. até 600m de altitude (182). • O tronco é utilizado como estiva de barcos. Tomar 3 xícaras ao dia (hipotensora e diurética). mal de Parkinson (68) e diarréia. funcho-bastardo. O suco da raiz é utilizado no tratamento de úlceras cancerosas (215). ENDRO NOME CIENTÍFICO Anethum graveolens L. . é utilizado topicamente em úlceras gangrenosas e cancerosas. • Decocção: ⇒ 20g de raiz para 1 litro de água. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. FITOLOGIA Planta herbácea anual que atinge até 1. ⇒ 1 folha nova. • Uso tópico: pingar 5 gotas do látex em feridas.20m de altura. fresca. verrugas e úlceras gangrenosas (145). coqueluche (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. Tomar 3 vezes ao dia (distúrbios respiratórios e mal de Parkinson). cólicas hepáticas (32). que medra em terrenos baldios e searas. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (32). OUTRAS PROPRIEDADES • A casca pode ser utilizada para curtir o couro e a madeira fornece matéria prima para o preparo de carvão (128). SINONÍMIA Aneto. O látex. verrugas e chagas crônicas (145). em 2 xícaras de água. glaucescente e apresenta o caule estriado de branco e verde. • Produz fruto comestível. HABITAT Espécie alóctone mediterrânea. anúria. As folhas são 3-pinatisectas. MODO DE USO • Suco: ⇒ extrair o suco da raiz e diluir 1 colher das de sopa em 1 xícara de água. É glabra. oligúria.INDICAÇÕES É ainda utilizada para o tratamento de bronquite.

é portanto. as plantas devem ser tutoradas verticalmente com varas de bambu com 1.25m. além de prejudicar a frutificação. flores e folhas.divididas em lacínias filiformes.5 a 7. suporta bem períodos de frio. à guisa de asas. • Colheita: ocorre 4 a 5 meses após a semeadura. • Rendimento: 500 a 700kg/ha (163). Ventos e chuvas fortes causam acamamento das planta. • Tutoramento: em regiões onde são comuns ventos fortes. heliófita.. e com pH entre 6. SOLO Prefere solos francos. Estão dispostas em 4 a 8 umbelas com 15 a 40 raios desiguais. A raiz axial é delgada e as secundárias esbranquiçadas. medindo cerca de 4mm. Evitar o plantio simultâneo e próximo de funcho. dispendese cerca de 1. CLIMA A planta vegeta espontaneamente em regiões onde a temperatura média de verão é inferior a 20oC (182). As sementes são colhidas através do corte das umbelas. bem drenados. • Florescimento: ocorre aos 90 dias após a semeadura. • Ervas daninhas: manter a cultura livre de concorrência. Solos muito argilosos dificultam as trocas gasosas e predispõem à doenças. • Propagação: sementes. O retardamento da colheita resulta em perda de princípios ativos e deiscência espontânea das sementes. quando matura. A colheita de sementes em períodos chuvosos diminui sua qualidade fitoquímica e a conservação. a medida que a cor dos frutos declina para castanho. que se reproduz precocemente em detrimento da produção de sementes. A planta não suporta sombreamento. pecioladas e se dilatam na base em uma ampla bainha.0. Embora seja de clima sul-mediterrânico. de setembro a dezembro. • Secagem: as sementes devem ser desidratadas à temperaturas nunca superior a 37oC (182). sendo portanto necessária adubação orgânica no plantio e nitrogenada em cobertura. férteis. Períodos de estiagem aceleram o ciclo da planta. • Nutrição: a planta é nitrófila. enquanto os arenosos facilitam à ocorrência de nematóides e deficiências nutricionais. Em semeadura direta são necessários 6 a 7kg de sementes para o plantio de 1 hectare. As flores amarelas possuem cinco pétalas inteiras recurvadas para o lado de dentro. PARTES UTILIZADAS Sementes. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato orgânico poroso.5 x 0. pois ocorre cruzamento interespecífico. • Plantio: deve ser feito no início da primavera.7m. Semeia-se no outono. Para o plantio em sementeiras. O fruto é um diaquênio com uma semente marrom.5 a 1. levemente alcalinos e porosos. Os frutos são mais largos que os do funcho (Foeniculum vulgare). Sobre sua superfície dispõe-se 3 costelas dorsais e duas marginais.12kg de sementes (182). . AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

resina. utilizadas como condimento e na preparação de licores. saladas e pepinos em conservas. ranúnculo-rasteiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Ranunculaceae. estomacal. tanino e carvona. lactogênica (294). antiespasmódica. ERVA-CIÁTICA NOME CIENTÍFICO Ranunculus repens L. aerofagia e meteorismo. digestiva. hipnótica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. mucilagem. mata-boi.FITOQUÍMICA Óleo essencial. matérias nitrogenadas. Coar e tomar com suco de limão (soluços) ⇒ 2 colheres das de café de sementes. depurativa. peixes e conservas de hortaliças. durante 5 minutos. diurética (144). Abafar por 5 minutos e coar. É indicado para o resfriado (294) OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes possuem um odor agradável e forte. Coar. . As sementes contém cerca de 3 a 4% de óleo essencial (163). adoçar com mel e beber antes das refeições (digestivo) • Vinho: ferver em ¼ de litro de vinho tinto 1 colher das de café da semente do endro. durante 5 minutos: ⇒ 1 colher das de café de sementes. um pedaço de canela e uma colher das de café de folha de eucalipto. São utilizadas picadas nos molhos brancos. ânsia de vômito. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de cólicas. antidiarréica (271) e antisséptica. insônia (128). aromática. SINONÍMIA Erva-do-monge. soluços. fresco e pouco picante. resfriado (294).ferver em ¼ de litro de água. • As folhas são mais anisadas e amaras. estimulante. hiperacidez estomacal. resolutiva (93). Coar e tomar 1 xícara das de chá antes de cada amamentação (para favorecer a lactação e contra gases intestinais) ⇒ 1 colher das de sopa de sementes (para ânsia de vômito) ⇒ 4 colheres das de café de sementes. FORMAS DE USO • Decocção . doces. aperiente (257). antiemética.

• Propagação: sementes. • Produção de sementes: outubro-novembro. SOLO Prefere solos arenosos e humosos. FARMACOLOGIA A planta mostrou forte atividade antiinflamatória CECHINEL et al. sendo o médio mais comprido. AGROLOGIA • Espaçamento :0. rente ao solo. 1996). É subespontânea no sul do Brasil. FITOLOGIA Planta vivaz. CLIMA É de clima temperado. As flores são amarelas com as sépalas abertas. PARTES UTILIZADAS Folhas. disposto em glomérulos radialmente espinhosos e pontiagudos. citado por CECHINEL et al. em ratos (Dal Magro. com os ramos eretos. podem provocar ferimentos em pessoas e animais. por serem contundentes. Quando ocorre sombreamento. A semeadura pode ser feita diretamente a campo ou em badejas de isopor contendo substrato organo-mineral. fendidos e denteados. Os frutos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. As folhas são 3sectas com os segmentos peciolados. Fruto aquênio. liso nas faces. Não tolera solos ácidos e compactados. por ser muito prolífera. • Plantio: maio a junho. com estolhos rastejantes e compridos.3m.HABITAT Originária das regiões boreais temperadas. anti-hemorroidária (93) e cicatrizante (271). citado por ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta apresentou atividade bactericida contra Salmonella typhymurium (Dal Magro. • Cuidados gerais: em regiões de clima mais ameno. 1996). • Florescimento: agosto a setembro. a planta apresenta-se prostrada. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. FORMAS DE USO .3 x 0. Quando a luminosidade é plena. do tipo craspédio. É heliófita. mas adapta-se ao subtropical ameno. ou de aluvião. pubescente ou hirsuta. a planta assume uma arquitetura tipo moita. a planta pode se tornar infestante.

É encontrada até 1. Cresce espontaneamente em locais sombrios e úmidos.Cataplasma: folhas contusas. ERVA-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Melissa officinalis L. melitéia. O caule dispõem-se em tufo. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. ovais. de secção quadrangular. TOXICOLOGIA As folhas são muito tóxicas. Embora não seja planta esciófita. SOLO Prefere solos férteis. de textura média e com bom teor de umidade. onde a temperatura gira em torno de 20 oC. HABITAT Espécie alóctone. Já está completamente adaptada ao Brasil. rizomatosa e vivaz. que cresce espontaneamente em áreas montanhosas e submontanhosas do sul e centro da Europa. ricos em matéria orgânica. Locais muito sombreados reduzem o aroma das folhas. períodos de estiagem causam amarelecimento e redução no tamanho das folhas. além de haver um declínio no aroma das folhas. A planta é exigente em umidade no solo e devido a isso. com folhas pequenas. opostas. SINONÍMIA Chá-da-frança. reticulada dorsalmente. cresce melhor à meia-sombra. CLIMA É planta típica de climas temperados. erva-cidreira-verdadeira. As flores são brancas. cidrilha. aplicadas topicamente sobre as articulações (215). mas varia entre 30 a 60cm de altura e 40 a 60cm de diâmetro de moita. Seu crescimento é variável conforme às condições de solo e luminosidade. . Folhas grandes. ereto. não podendo ser usadas internamente. melissa-verdadeira. limonete. drenados. ramificado a partir da base. melissa-romana. nervuras salientes. citronela-menor. FITOLOGIA Planta subarbustiva. Ventos frios e geadas são deletérias à planta. lanceoladas pecioladas. carenado-serreadas. profundos. verde-claras. melissa. norte da África e Ásia. onde é cultivada. As folhas são de um verde intenso na face ventral e verde-claras na face dorsal.000m de altitude (96). Insolações excessivas torna a planta raquítica. pálidas e arroxeadas.

citronelal (30 a 40%) (280). • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. gastralgia. tônica dos nervos. histerismo. succínico e resinas. hipocondria. digestiva. quando a propagação é feita por sementes e setembro. clorogênico (257). cãibras intestinais. quando é vegetativa. arrotos. palpitação do coração. cordial. • Pragas: deve-se proceder o controle às formigas. afecções gástricas. • Propagação: divisão de rizomas. tenesmo. tosse. caxumba. em diarréias (224).800kg/ha de folhas desidratadas (182). desmaios. espasmolítico e bactericida (280). O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. debilidade geral. A segunda colheita ocorre 45 dias após a primeira. pineno. antinevrálgica. • Renovação da cultura: após o terceiro ano. paralisia. porém obtém-se um maior índice de pegamento e mudas de maior qualidade produzido-as em ambiente sombreado (sombrite 50 a 70%). • Rendimento: 10 a 15t/ha de parte aérea ou cerca de 1. problemas nervosos (257). as folhas podem apresentar um aroma semelhante ao percevejo (283). em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados contendo substrato organo-mineral.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Colheita: quatro a cinco meses após o plantio. linalol e geraniol. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo citral (20 a 30%). emenagoga (283). A planta fresca tem 0. antiespasmódica. carminativa. sedativa.1%. 0.014 a 0. tanino. • Florescimento: não se constatou o florescimento desta espécie no Litoral Catarinense. na primavera até início do verão. Quando colhida após o florescimento da planta. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. FARMACOLOGIA O citral e o citronelal tem efeito sedativo. composto ou húmus de minhoca. ácidos caféico. Aplicar 5g/m2 de uréia aos 40 dias após o transplante. O plantio dos rizomas pode ser feito diretamente a campo.20m. antidispéptica (93) e hipotensora. sementes e estacas dos ramos. cefalalgias. limoneno. odontalgias. diarréia de sangue. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Calmante. citronelol. sendo que o teor de cinzas varia de 10 a 12% (96). menos a raiz. dores nos olhos. icterícia.15% de óleo essencial e as folhas secas.80 x 0. má circulação sangüínea. • Plantio: outono. FORMAS DE USO . artralgia. INDICAÇÕES Usada no tratamento de feridas. epilepsia. pericardite. insônia. O transplante é feito quando as mudas apresentam 10 a 15cm de altura. enxaquecas. estimulante. estomáquica. vertigem (32) e catarros crônicos (93). resfriado.

capiçoba. • Quando jovem. erva-pulgueira. radicante nos nós.• Infusão: ⇒ 25 a 50g de folhas por litro de água. • Suco: mistura-se um pouco de sal às folhas contusas (caxumba) • Cataplasma: aplica-se sobre o ventre. capetiçoba.200m de altitude (383). SINONÍMIA Acataia. a planta emana um suave e agradável perfume de limão. especialmente na região sul do Brasil. • Folhas frescas: aplicar sobre os olhos. à beira de riachos e lagoas. persicária. pimenta-aquática. • Aromatizante em culinária (saladas de hortaliças e frutas. de caule ascendente. Ocorre até 1. ramificado. com 8 a 12cm de comprimento. valas de drenagem. Cresce espontaneamente em áreas uliginosas. capitiçoba. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de folhas verdes picadas para ½ litro de água. pensicária-urente. subsésseis. cataia. catária. várzeas úmidas e sujeitas à inundação. estreito- . persicária-mordaz. Possui ócreas de 12 a 16mm de altura. Cresce até 1m de altura. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum hydropiper Michaux. delgado (3 a 4mm de espessura). catala. cerdosas na parte superior e glabrascentes quando velhas. para dores de estômago. de coloração verde-avermelhado e glabro. caataiá. petincobe. fistuloso. capetiçoba. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (283). persicária-do-brasil. • Lavagens intestinais com o infuso (tenesmo e diarréia de sangue) • Bochechos: dores de dente. do continente americano. OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera. Folhas alternas. fígado e intestino (32). omelete e molhos) e no preparo de licores. HABITAT Espécie autóctone. FITOLOGIA Planta herbácea perene. áreas paludosas rasas. para inflamações. potincoba. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes ao dia (257). pimenta-do-brejo. O sabor é adocicado e um pouco amargo. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. pimenta-d’água.

de úmidos à encharcados. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. CLIMA É de clima temperado. • Propagação: sementes. homeotensora vascular. iso-hametina. • Plantio: ano todo. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. malônico e poligônico.30m. vermicida. taninos. persicarina. Por ser uma planta higrófita. inicialmente. A folha apresenta um forte sabor apimentado. INDICAÇÕES . rebentos do rizoma e estacas do caule. adstringente. antiblenorrágica. cicatrizante. estimulante. hermafroditas. Tolera os solos ácidos. e depois glabrascentes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidisentérica. antocianinas. glicosídeo. antraquinonas. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. as mudas desidratam-se muito rapidamente. a partir de setembro. com pecíolo invaginante. brilhante. colerética. vasoconstritora e depurativa. com flores pequenas (2 a 3mm de comprimento). cumarina (145) e nitrato de potássio (128). FITOQUÍMICA Quercitina. com perigônio 5-partido formado por tépalas brancoesverdeadas. revestida pelo perigônio (199). persicariol. antiinflamatória (145). estimulante. apiculada. diurética. • Florescimento: o ano todo. • Colheita: ocorre 1 mês após o plantio. eretas. ácidos gálico. antidiarréica sangüínea. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. anti-hemorroidária (283). saponinas. hemostática. antireumática (257). revulsiva.30 x 0. lineares ou subfiliformes. • Podas: devido à sua alta prolificidade. desenvolvendo-se bem em água fria (199) . AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em áreas úmidas. SOLO Prefere solos argilo-arenosos. compostos fenólicos. emenagoga (271). rutina. antitérmica. a lanço. pecíolo com 3 a 5mm. É heliófita. butírico (257). luteolina. antialérgica. negra.lanceoladas. peninervadas. • Espaçamento: 0. atenuadas nas duas extremidades. tipo espigas gêmeas ou subracemosas. acético. O fruto é uma núcula triangular-globosa. adpresso-pilósulas. antiartrítica. Deve ser feita em pleno florescimento. Inflorescência terminal e axilar. ou em terrenos com uma pequena lâmina de água. antisséptica.

⇒ 10g para 1 litro de água. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). ou reumatismo. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). estrangúria. Ferver por 5 minutos. varizes. massageando levemente. enterite e indigestão. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). fragilidade capilar. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. disenteria bacteriana (145). ferver e deixar esfriar. edemas. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum persicaria L. menopausa. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. úlceras. como cicatrizante. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. Esfriar. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). Repetir 3 vezes ao dia (257). litíase. erisipela (257). • Utilizada na indústria da cana para refinar e condensar o açúcar (257). principalmente antes e após à evacuação. retenções de urina (283). Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). afecções renais. congestões cerebrais. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. diarréias sangüineas (93). . em infusão.Útil também para o tratamento de febres malignas. sífilis (32). por algumas horas (257). • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae.

5 mês após o plantio. as mudas desidratam-se muito rapidamente.30m. com 3 a 4cm de comprimento. CLIMA É de clima temperado quente. medindo 40 a 60cm de altura.30 x 0. a partir de setembro. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. . • Colheita: ocorre 1. • Propagação: sementes. vulnerária e odontálgica (242). • Florescimento: primavera e verão. mas não encharcados. róseo ou avermelhado. ornado na base com ócreas ciliadas e membranosas com 1. cilíndrico. O fruto é uma núcula lenticular. quando imaturo. medindo 10 a 14cm de comprimento por 3cm de largura. HABITAT Espécie originária da Europa e subespontânea no Brasil. com base e ápice acuminados. As flores são rosadas. Também conhecida pelos nomes populares de Polygonum hydropiper. de textura crustácea. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. brilhante. Caule ereto. quando maturo. As folhas são verdes. simples. flores e ramos. finamente alveolado e de coloração ocre. Por ser uma planta higrófita. glabro. a lanço. crescendo em terrenos úmidos. cilíndrica. PARTES UTILIZADAS Folhas. quase sésseis. aerados e humosos. anual. liso. com manchas avermelhadas ou castanhas. rebentos do rizoma e estacas do caule. e atro-avermelhada. ramificado. Deve ser feita em pleno florescimento. SOLO Prefere solos úmidos. alternas. liso. Inflorescência racimosa espiciforme. com os nós proeminentes. esparsas. compacta.5 a 2cm de comprimento.SINONÍMIA Persicária-de-pé-vermelho. • Podas: devido à sua alta prolificidade. glabro. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. elípticoalongadas. adaptando-se também ao subtropical. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. medindo cerca de 2mm de comprimento. FITOLOGIA Planta herbácea. formadas por 5 tépalas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente.

fumo-da-mata. Esfriar.B. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. suaçuaia. pé-de-elefante. suçauaiá. erva-grossa. ⇒ 10g para 1 litro de água. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). sossoia. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. ou reumatismo. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). por algumas horas (257). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). suçaiá. como cicatrizante. principalmente antes e após à evacuação. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. suaçu-caá. Ferver por 5 minutos. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. Repetir 3 vezes ao dia (257). ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. massageando levemente. fumo-bravo. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. HABITAT .INDICAÇÕES Utilizada nos casos de paralisia e congestão cerebral (242). suaçúcaá. ERVA-DE-COLÉGIO NOME CIENTÍFICO Elephantopus mollis H. erva-do-diabo. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. SINONÍMIA Erva-de-veado. ferver e deixar esfriar. língua-de-vaca. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. em infusão.K. saçóia. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. suçuaia.

• Suco: utilizam-se as folhas para cálculos urinários. diretamente em canteiros. reunindo capítulos sésseis. ricos em matéria orgânica e úmidos.Espécie autóctone do Brasil. Indicada para abrandar o calor da menopausa (271). caule pubescente. picadas. A raiz é utilizada para o tratamento de febres astênicas (57 e 211). pubescentes. INDICAÇÕES Bronquite. As folhas são sésseis. Porém cresce mais abundantemente e vigorosamente em solos revolvidos. Cresce espontaneamente em bosques.4m. diurética. e as superiores alternas. catarros pulmonares. Inflorescências terminais. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. O suco fresco das folhas combate cálculos urinários. emoliente.. vulnerária. FITOLOGIA Planta herbácea. capoeiras e pastagens da área de mata pluvial da Encosta Atlântica. anti-sifilítica (68). paniculadas. utilizam-se as raízes para febres e como adstringente e tônico. • Colheita: 3 meses após o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Cataplasmas: folhas frescas. perene. medindo 12 a 25cm. podendo ser até quase branca. feridas (68) e elefantíase (242). béquica e resolutiva (242). • Propagação: sementes. As flores aduzem coloração violácea a azul-claro. • Plantio: abril e outubro. heliófita ou esciófita. protegidos por brácteas foliáceas grandes. antilítica. As sementes podem ser semeadas em sulcos. SOLO Pouco exigente quanto aos tipos de solo e o grau de fertilidade. febrífuga. adstringente. úlceras. gripes fortes e intermitentes. É feita no início do florescimento. terrenos abandonados. • Florescimento: dezembro a abril. como cicatrizante (68). Externamente. tônica. FORMAS DE USO • Infusão e decocção: utilizam-se as folhas para afecções respiratórias e reumatismo.4 x 0. as basais enrosetadas. medindo 40 a 80cm de altura. sudorífica. antireumática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticatarral. . CLIMA É de clima subtropical.

. polyrhizus. Inflorescência corimbiforme. numerosos. ovaladas. medindo 2mm de diâmetro. encontrada na mata pluvial atlântica. para facilitar a germinação. medindo até 1cm de comprimento. joão-bolão. Hospedeiros preferenciais: Citrus. Frutificação: verão e outono. subcoriáceas. no segundo ano do ciclo. glabra. var. caquizeiros. mas principalmente árvores de pomares de Citrus. emitindo raízes adventícias que se prendem na planta hospedeira e lançam novos rebentos vegetativos ou reprodutivos. AGROLOGIA • • • • • • Ambiente: por ser uma planta parasita. o ramo deve ser raspado com uma faca para expor o tecido vivo. ereto-divaricadas. flexuosos. Devem ser tratadas com ácido clorídrico 1N. Após a germinação. HABITAT Espécie autóctone. Flores amarelo-esverdeadas. medindo 3 a 5cm comprimento por 2 a 3cm de largura. as plântulas são afixadas no ramo hospedeiro com fita crepe ou similar. Ocorre parasitando árvores expostas. parasita. suculenta. Propagação: sementes.ERVA-DE-PASSARINHO NOME CIENTÍFICO Struthanthus polyrhizus Mart. lisos. CLIMA É de clima tropical. com base cuneiforme e ápice arredondado. verdes.0mm.7 a 1. com pétalas espatuladas. Folhas alternas ou opostas. As sementes podem ser germinadas em alginato hidratado. durante 2 minutos. ingazeiros. Para facilitar o parasitismo. sutilmente nervadas. Polinização: entomófila Colheita: inicia a partir do segundo ano após o início do parasitismo. finos. Pecíolo com 0. O Estado de Santa Catarina é o limite austral de sua ocorrência (334). lisa. adaptando-se ao subtropical. lavar em água corrente e deixar secar. Após. sob luz difusa. Os haustórios são estruturas rizomórficas que penetram no tecido do hospedeiro para retirar a seiva elaborada. com flores em tríades que se dispõe em pares. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. trepadores. purpúrea. O fruto é uma pseudobaga ovóide ou elipsóide. FAMÍLIA BOTÂNICA Loranthaceae. Ramos subcilíndricos. as sementes ou mudas devem ser implantadas sobre ramos jovens de árvores. Florescimento: primavera-verão.

béquica (257). • Propagação: sementes e estaquia. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. anticancerígena (271). opostas. apud 18). . FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. Inflorescência racimosa espiciforme solitária. Apresenta folhas lisas. cetonas. contendo ácidos graxos.5m. A estaquia é feita ao final do inverno e início da primavera. • Plantio: outubro a dezembro. cineol.PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. cardiotônica. et Hook) Troncoso. ERVA-SANTA NOME CIENTÍFICO Aloysia gratissima (Gill. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. úlceras externas (215). • Florescimento: fevereiro a maio. Frutos tipo aquênio. frieiras e distúrbios da idade crítica (271). coqueluche (257). álcoois.5m. encanoadas. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. eucaliptol. afecções uterinas. pequenas e com suave perfume balsâmico. fortemente aromáticas. contendo substrato organo-mineral.0 a 2. hidrocarbonetos. fenóis. antiasmática e anti-hipotensora (215). ramoso-subespinescente. PARTES UTILIZADAS Folhas. antidiabética. lisas. brilhantes. hidrocarbonetos sesquiterpênicos (52). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. geminadas ou em panículas terminais.5 x 1. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce cerca de 2. pneumonia. As folhas menores reúnem em fascículos axilares. FITOQUÍMICA Óleo essencial (1. afecções da pele. formada por numerosas flores brancas. ésteres. feridas. vainilina (139) e alcalóides (Smolenski. hemostática. ovaladas.79%). INDICAÇÕES Indicada para bronquite. no verão.

mentrei. pecioladas (as da base) e sésseis e glandulosas (folhas superiores). com pubescência rala e curta. lombrigueira. erva-santa. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de resfriados.760m de altitude (179). Inflorescência em glomérulo de flores muito . antigripal. SINONÍMIA Ambrisina. erva-lombrigueira. quenopódio. de caule ereto. As folhas são alternas. mata-cabra.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. chá-dosjesuítas. erva-pomba-rota. erva-das-cobras. Ocorre até 2. cravinho-do-campo. mata-cobra. chá-da-espanha. var. cravinho-do-mato. verde ou púrpura. mastruço. ERVA-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Chenopodium ambrosioides L. mentrasto. anserina-vermífuga. sobretudo do México. muito olorosa. sulcado longitudinalmente por sulcos rasos e verdes. caacica. matruz. chá-do-méxico. glabro. erva-ambrosia. intercalados por faixas esbranquiçadas ou rosadas. anticancerosa. hortas e jardins. ambrósia. mentrusto. ambrosioides. ambrósia-do-méxico. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais da América. erva-formiga. FITOLOGIA Planta subarbustiva anual ou vivaz. com até 1. béquica (215) e anticancerígena (271).10m de altura. oblongo-lanceoladas. ambrosia. denteadas. pacote. canudo. ervapomba-rola. mastruz. e glandulífera na face dorsal. ambrosina. ervado-méxico. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. medindo 3 a 9cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. gastralgias (18) e para lavagem de feridas e úlceras (215). erva-embrósia. glandular-pubescente. terrenos baldios. balsâmica. apazote. OUTRAS PROPRIEDADES É utilizada para aromatizar o chimarrão. anti-reumática. charcos e subespontaneamente em lavouras. Cresce espontaneamente em áreas de aluvião de rios. erva-mata-pulgas. erva-formigueira. erva-mata-pulga. com os bordos mais ou menos sinuosos. menstruço. muito ramificado. erva-vomiqueira. erva-vomigueira. uzaidela. ervadas-lombrigas. ambrosia-do-méxico. trevo-de-santa-luzia. carnes e ensopados. ascendente. erva-de-bicho. mentraz. mentruz.

localizada nas das folhas superiores à guisa de uma longa panícula. sudorífica. antiasmática. limoneno. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos de canteiros ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. diurética (258). antisséptica tópica (261). chenopodosídeos A e B. dimetilsulfóxido. pectina. sobretudo no verão. contendo ascaridol (principalmente nas sementes). Portugal. glicol. béquica (167). p-cimeno (179). As sementes são diminutas. carveno (46%). Itália e Turquia (255). ácidos butírico e salicílico (257). amebicida. Noctacosano. betaína. Quando colhida no estádio de frutos. p-cimol. 3-0-glicosídeo de quercitina. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (0. • Reprodução: via sementes. sumidades florais e frutos. vermífuga (Ascaris e Oxyuris). PARTES UTILIZADAS Folhas. histamina.5% nas folhas. carminativa (179). kaempferol rhamnosídeo. • Florescimento: verão. Argentina. diaforética. e as sumidades apresentam aroma desagradável. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. .2% e alternância de temperaturas (20 a 30oC) maximiza o índice de germinação das sementes (353). canforáceas e amargas. N-hentriacontano. antiespasmódica. santonina. Não se adapta a solos muito úmidos. sais minerais (313). N-heptacosano. antifúngica (353).5 x 0. Se adapta bem em terrenos argilosos. O fruto é um utrículo globular. salicilato de metila. apresenta maior teor de ascaridol. uma planta nitrófila. antipalúdica. antiulcerosa. portanto. verde-pálido. • Doenças: A planta é susceptível à Cercospora sp. δ-terpineol. chenopodium saponina A. que causa prejuízos à produção de folhas e sementes. • Plantio: agosto a setembro. terpenos. ácidos e compactos..5% de óleo essencial e 64.5% de ascaridol (154). SOLO A planta vegeta subespontaneamente em solos férteis e/ou ricos em matéria orgânica. taninos. linomeno. ambrosídeo. 1% nas sementes). A planta contém 1. cineol. xerofíticos e sub-xerofíticos (87). O uso de nitrato de potássio a 0. ácidos orgânicos. arenosos. sedativa. Tolera solos halógenos (209). membranoso. quenopodina. • Germinação: 82 a 97%. aromática. É. cicatrizante. pinocarvona. methadieno. As folhas são pronunciadamente aromáticas.pequenas verde-amareladas.3m. pretas e lustrosas. safrole. Índia. N-docosano. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O óleo essencial da planta está incluído na farmacopéia da Espanha.3 a 0. A planta é usada como estomáquica. aritasona. Outro princípio ativo importante é o anetol (éster fenólico) (Sousa Brito apud 130). • Colheita: novembro a janeiro. México. iso-hametina (209). que são extremamente numerosas na planta. cânfora. β-pineno.

esmagado . 136). Tomar 1 vez ao dia. administrado em dose única (1. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257) . O produto é triturado. Após. doenças. insônia (68). afecções da pele. cólicas. vulnerária. a variação do conteúdo de metabólitos secundários e a variabilidade genética da espécie dificulta a padronização dos tratamentos clínicos. dores de estômago. afecções discrósicas do aparelho digestivo (242).5ml por via oral). corrimento vaginal. desincha pernas gotosas (164). ⇒ 10g de folhas em 1 litro de água. 366). anti-helmíntica. estimulante respiratória (122). nas doses de 240 a 420mg/kg de peso vivo. tomar 3 xícaras ao dia (283). INDICAÇÕES As folhas são utilizadas em cataplasma em qualquer tumor. em 2 copos de leite e bater no liqüidificador. tremor da vista. FORMAS DE USO • Cataplasma: misturar 1 xícara (tipo cafezinho) de vinagre e uma colher (tipo sopa) de sal e amassar a planta nesta mistura até obter uma papa. equimoses. tomar óleo de rícino para facilitar a expulsão dos vermes (32). espasmos musculares. presente na planta. ⇒ 20 a 30g da planta verde em 1litro de água. • Suco: misturar 1 copo da planta picada. antiinflamatória. antiinflamatória. antiespasmódica. má circulação do sangue. varizes. Somente crianças acima de 5 anos poderão receber o produto. • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara (tipo cafezinho) da planta fresca com sementes em 1/2 litro de água. Aplicar o cataplasma sobre a afecção e enfaixar. Com o uso das folhas pulverizadas. durante 3 dias seguidos (vermífugo). purgante. estimulante (242). infecções pulmonares. eupéptica (130). antimalárica (415). tem atividade antiparasitária. ancilostomose e picada de animais peçonhentos. (351) e tuberculose (32). peitoral. Utilizada também para o tratamento da doença conhecida como dança-de-são-guido (283). antitumoral e antiviral (120). Não obstante. • Sumo: Obter 2 a 4 colheres das de sopa do sumo das folhas e misturar a 1 xícara das de chá de leite. ATIVIDADE BIOLÓGICA O ascaridol. antinevrálgica (215) e anti-hemorroidária (9). traumatismos ósseos.anticancerígena (271). com sementes. O uso do óleo extraído por arraste de vapor. com sal. Tomar 1 copo de suco por dia. hemorragia interna. cãibras (9). não se verificou qualquer efeito antiparasiticida (214). contusões (258). É utilizada também para o tratamento de angina. antigripal. Crianças devem tomar metade da dose (258). emoliente (120). mostra-se eficaz na erradicação de diversas parasitoses intestinais (88). úlceras (120). O cozimento das folhas. em adultos. digestiva. Apresenta atividade antifúngica (208) e antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (358). • Óleo essencial: diluir 1ml do óleo da planta em 30ml de óleo de castor. nervosas e indigestões (215). tônica (283). sobretudo para áscaris e ancilostomas (45. dispepsias. FARMACOLOGIA Atividades antiulcerosa (66. palpitações do coração. Tomar 1 gole de hora em hora. distúrbios renais.

e adicionado de água quente (infuso). A dose letal de ascaridol em ratos é de 0. varrer os cômodos da casa com vassoura feita de ramos da planta. arnica-brasileira. • Tanto as folhas quanto as flores são insetífugas (pulgas e percevejos).075mg/kg. em doses elevadas. arnica-do-brasil. SINONÍMIA Arnica. Sementes podem induzir tumores no estômago (Kapadia et al. Tem sido observada uma ação carcinogênica da planta em ratas (201).. apud 120). surdez. transtornos visuais. sapé-macho. • A decocção das folhas produz um inseticida natural. TOXICOLOGIA Em alta dose é extremamente tóxica. podendo causar a morte. O uso interno deve ser orientado por profissional da área. usadas como temperos e em guisados e sopas (240). de ossos e glomerulares de caráter reversível em suínos (Melito et al. A essência pode ser utilizada na proporção de 1 a 3 partes para 1.000 partes de água. Pode produzir efeitos tóxicos por acumulação (255. O óleo essencial da planta pode causar náuseas. devido a parada respiratória (165) OUTRAS PROPRIEDADES • Na Colômbia as folhas são usadas como condimento. erva-lanceta. prostração e até a morte. As espigas são comestíveis. ou até mesmo colocar a planta seca sob colchões. depressão do sistema nervoso. como inseticida (32). abluções e banhos. Pode-se obter a essência através de destilação. apud 120) O ascaridol pode resultar. Induz lesões hepáticas. rabo-de-rojão. lençóis e travesseiros. arnica-silvestre.. taquicardia. espiga-de-ouro. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. em cefalalgia. chilensis. ERVA-LANCETA NOME CIENTÍFICO Solidago chilensis Meyen var. • Compostos existentes na planta inibem o desenvolvimento de fungos de solo e de insetos como a Scrobipalpula absoluta (traça do tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do cartucho do milho) (209). É abortiva e contraindicada para menores de 2 anos (258). lanceta. em áreas rurais. O produto macerado pode ser usado na forma de compressas. 330). marcela-miúda. É costume. HABITAT . lesões hepáticas e renais. vômitos. problemas cardíacos e respiratórios. macela-miúda.

FITOLOGIA Planta herbácea. glabras. As panículas atingem 20 a 30cm. glabras. É heliófita. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. agudas. estomáquica (257). Papo brancacento.Espécie autóctone do sul do Brasil. Fruto aquênio de 1mm. traumatismo (257). Amarga. à beira de estradas e em campos nativos. glabro ou levemente piloso. feridas. citado por 209) e as raízes diterpenos com esqueleto labdâmico e clerodânico. SOLO A planta se adapta à maioria dos solos do sul do Brasil. sésseis. em sulcos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. lineares.80 a 1. • Florescimento: março a abril. CLIMA É uma espécie subtropical. As folhas são numerosas. pruridos. fraqueza das articulações. • Plantio: primavera. de 5 a 8cm de comprimento e 6 a 12mm de largura. lineares ou. anti-reumática. O caule é simples. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Apresenta as mesmas propriedades da Arnica montana.4 x 0. glabro. anti-hemorrágica (271). 3-metoxibelzaldeído e acetofenona (Torres. INDICAÇÕES Usada em contusões. as superiores gradativamente menores em direção à base. lavouras abandonadas. levemente aromática. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio.30m. as inferiores. capoeiras. varizes (215). pobres e ácidos. paralisia. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. béquica e odontálgica (215). de 0. • Propagação: sementes e estolhos. FITOQUÍMICA As folhas contém flavonóides (Costa. anual.que atua reduzindo a fragilidade dos vasos sangüíneos (257). cilíndrico. inteiras ou pouco denteadas. . Pedicelos de 2 a 4mm.2m de altura. ascendentes. frieiras. não flexuoso. tosse convulsiva e derrame interno de sangue (271). vulnerária. adaptando-se até aos compactados. quercitina e glicosídeo . em capítulos densos. doenças do estômago (242). sublenhoso. Medra espontaneamente em áreas de roça. com 10 a 15 lígulas de formato similar. antiespasmódica (209). com 20 a 30 flores tubulosas e amarelas. apud 209). as externas pequenas e lanceoladas. no final do verão. Brácteas firmes. preferindo temperaturas amenas. inversolanceoladas.

CLIMA Embora seja de clima tropical. amarra-pinto. beldroega-grande. As flores são vermelhas e brancas. ovalado-cordiformes ou reniformes. muito ramificado. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. que ocorre em capoeiras. HABITAT Espécie autóctone. reunindo 3 a 6 flores. Caule sublenhoso na parte inferior e herbáceo nas partes jovens. . ocorrendo principalmente na faixa litorânea. de preferência úmidos. solidônia. anisofólias. dispostas em panículas terminais de aspecto difuso. glabro e tortuoso A raiz é arroxeada por fora e branca por dentro. ápice obtuso ou arredondado. campanuladas. ilhas. verde ventralmente e argêntea. glabras ou pouco pubescente. base arredondada. bredo-de-porco. áreas ruderais. var. dorsalmente. pega-pinto. ERVA-TOSTÃO NOME CIENTÍFICO Boerhavia diffusa Willd. extrato líquido e tintura. opostas. tangaracá. rasteira. batata-de-porco. margens inteiras ou serrilhadas (folhas novas). É uma planta rara em Santa Catarina. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. com 20 a 25cm de comprimento. espesso. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores e as folhas servem como enchimento de travesseiros. Os ramos crescem de 50 a 70cm de comprimento. fosco. castanho-amarelado. resistente e pegajoso. As folhas são redondas. O fruto é uma baga pequena. arenosos e pedregosos. diffusa. celidônia. É heliófita. originária da América tropical. SINONÍMIA Agarra-pinto. bosques e beira de estradas. coberto de pêlos glandulosos. piriforme. FAMÍLIA BOTÂNICA Nyctaginaceae. tangará. liso.FORMAS DE USO • Infusão. adapta-se bem ao subtropical.

40m • Propagação: sementes (antocarpo gomoso que prende-se às roupas e pêlos) e rizoma. uretrite. FORMAS DE USO • Decôcto: deixa-se a planta ferver em água durante 10 a 15 minutos. INDICAÇÕES As raízes são utilizadas no tratamento da vesícula biliar. desobstruente. ESPINHEIRA-SANTA NOME CIENTÍFICO Maytenus ilicifolia Mart. substâncias pécticas e gomosas. Tomam-se 4 a 5 xícaras ao dia (32). afecções hepáticas (283). • Plantio: outono • Florescimento: outubro a fevereiro. béri-béri. levemente amarga. matéria sacarina. FAMÍLIA BOTÂNICA Celastraceae. ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. ácido boerhávico e resinoso. cistite. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos. amido. nervosismo (215). albuminúria (271). antileucorréica. em decocção. OUTRAS PROPRIDADES A planta.4 x 0. icterícia (32). hemoptise. anúria. engorgitamento do baço. retenção de urina. antidispéptica. em canteiros.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Após. principalmente a raiz. antiblenorrágica. FITOQUÍMICA Boerhavina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é peitoral. PARTES UTILIZADAS Raízes. sais inorgânicos (nitratos) e lipídeos (93). • Colheita: verão. tem sabor picante. congestão hepática. para o preparo de cataplasmas para a picada de cobras (93). dispepsia. . diurética (93). antinefrítica (32) e anti-hidrópica (283). É utilizada. hepatite. tapar e deixar esfriar. cálculo biliar.

cancorosa-de-sete-espinhos. FITOLOGIA Planta subarbórea. Caule muito ramificado. curto-pecioladas. de pequeno porte (1. raramente com os bordos lisos. A planta apresenta crescimento muito lento sob altas temperaturas e radiação solar. pouco espesso. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. multicaule. boro e silício (334). cuja ocorrência é mais generalizada nos sub-bosques úmidos. CLIMA Prefere clima subtropical. capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica. verde-acizentado. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. alternas. simples.0m). coberta por um arilo branco. alporquia. Semente elipsóide. pentâmeras. em número de 1 a 2 por fruto. marteno.SINONÍMIA Cancerosa. persistentes. pau-josé. removendo-se a casca. agrupadas 3 a 20 em inflorescência tipo fascículo. salva-vidas. as plantas acumulam maiores teores de nitrogênio. formando touceiras densas com perfilhos oriundos das raízes. potássio. oblongas. Raízes fortes e numerosas. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. sésseis. inicialmente amarelo-esverdeado passando a alaranjado e depois a vermelho. • Propagação: ocorre via sementes. cancorosa. simples. O excesso de radiação solar retarda o crescimento da planta e as folhas tornam-se um pouco pálidas. deixando o lenho exposto numa faixa . erva-cancerosa. espinheira-divina. Não tolera solos muito úmidos e quentes. e meia-sombra. sobretudo do sul do Brasil. O número de espinhos dos bordos foliares é sempre ímpar (5. seco. limãozinho. amareloesverdeadas. com temperaturas amenas. ovóide. hermafroditas. actinomorfas. sombra-de-touro. margens com vários pares de dentes espinhosos e ápice agudo. perene. 7 ou 9).5 a 3. diclamídeas. nas beiradas de matas de araucária. coriáceas. avermelhadas. permeáveis e bem aerados são os mais indicados. ramificado. areno-argilosos. congorça. Fruto tipo cápsula. As folhas são inteiras. Flores muito pequenas. peninérveas. Sob sombra. SOLO Os solos profundos. espinho-de-deus. maiteno. humosos. coromilho-docampo. apresentando estrias longitudinais que a diferenciam das outras espécies do gênero. só vegeta à beira de cursos d’água. ereto. com umidade de média à alta. nas axilas das folhas. amarelas ou branco-esverdeadas. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. lenhoso. Tolera solos levemente ácidos. lanceoladas. externamente e amareladas internamente. cancrosa. glabras. avermelhada. verde-escuras e brilhantes na face ventral e verde-claras e foscas na dorsal. mergulhia e por rebentos das raízes. Plantas que crescem diretamente sob a luz solar acumulam maiores teores de taninos do que aquelas sob sombra. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no Planalto e na mata Atlântica de altitude. bivalva. Em locais altos.

Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. de preferência por nebulização. folhas.• • • • • • • • • • • de 0. ansamacrólidos tipo maitanosídeos. maitambutina. Aclimatação: as mudas necessitam de cobertura de sombrite 70% e irrigação intermitente. fixadoras nitrogênio e de rápido crescimento. O índice de germinação em areia. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. etc. salasperônico e salicílico. clorogênico. retirando-se 1/3. meristemas. AIA. ao ponto de se abrirem naturalmente. As sementes perdem a viabilidade rapidamente se não forem armazenadas em geladeira. maitomprina. δ-amirina. Micropropagação: A propagação via explantes (estacas. A parte do ramo que ficará sob o solo.. glucosídeos. em temperaturas de 20 a 30OC. microestacas. 85% de umidade). Retira-se o substrato sob água corrente. Florescimento: agosto a novembro. isentas de fungos e matéria orgânica estranha (96). deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. sem afetar o seu desenvolvimento. Semeadura: 1. as mudas são repicadas para saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. Colheita: deve iniciar só após o segundo ano de cultivo. AIB).5cm. pristimerina. triterpenos quinóides e dímeros (maitensina. As mudas recém-plantadas apresentam um crescimento lento. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. atropcangorosina A. Repicagem: Após a formação das primeiras 3 a 4 folhas.) requer o uso de reguladores de crescimento rizogênicos (ANA. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Padrão comercial: folhas limpas. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. Em condições ambientais cai para 28% (354). abcisionando as folhas nas primeiras semanas. varia de 42 a 72% (376). Pragas: procurar combater as formigas cortadeiras de folhas. maytenóico. O índice de germinação das sementes mantém-se em 85%. permite o sombreamento parcial da espinheira-santa. . procedendo-se apenas uma colheita/ano e retirando-se apenas 50% das folhas por planta. Se houver um período de estiagem prolongado. PARTES UTILIZADAS Folhas. para o melhor pegamento. A germinação ocorre num período de 15 a 35 dias. a 25oC. contendo substrato organo-mineral. Plantio: outono-inverno (sementes). Consórcio: o consórcio com árvores leguminosas rústicas. em câmara fria (5oC. Produção de sementes: os frutos devem ser colhidos bem maduros. primavera (rebentos). A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. mesmo após 120 dias. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. taninos. Deve-se retirar a mucilagem que envolve a semente.000 sementes pesam cerca de 99g. FITOQUÍMICA Ácidos tânico.

renais e intestinais e afecções de pele de origem intestinal (68). O tratamento de voluntários humanos portadores de úlceras e dispepsia com a espinheira-santa revelou uma recuperação estatisticamente superior ao grupo que não recebeu o tratamento com a planta (Carlini.. maitenina maitanbutina. congoaronina. antitumoral. ilicifolina. Externamente utilizada com sucesso no tratamento de feridas (380). congorosina A e B. friedooleanan-29-ol-3-ona D. antiasmática. em ratas administradas com a infusão e liofilizado da planta.. cicatrizante. diterpenos (dispermol. A casca do tronco é utilizada como anticancerígena. analgésica. via oral e intraperitonial. eczemas. reguladora da fertilidade. lactonas (maitanprina. desinfetante (215). INDICAÇÕES Eficiente no combate de úlceras pépticas e gastrite crônica.600 vezes superiores aquelas utilizadas normalmente por uma pessoa. diurética. A administração por via oral de infusos e liofilizados de folhas. sialogoga (179). A planta apresenta atividade diurética. por via oral é usada como febrífuga (169). afecções hepáticas. tingenona. do extrato aquoso (179). diurética fraca (257). O protetor persiste por um mínimo de 16 meses após a coleta da planta. antiácida. apud 130). estomáquica. . Segundo resultados da Central de Medicamentos do Brasil (CEME). gastralgias. carminativa. antiespasmódica. O efeito é comparável a cimetidina e ranitidina. preparada em decocção. vulnerária. contraceptiva. Ainda indicada para a atonia gástrica. não mostrou qualquer efeito tóxico em doses de até 1. antiulcerogênica (260). adstringente. A decocção das folhas é usada para lavar feridas. antimicrobiana. habilitando-a como vulnerária (17). analgésica. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas secas picadas ou 12 folhas frescas grandes em 1 litro de água. mucilagens. O conteúdo de taninos pode chegar a 4. hiperacidez. maitansina). acnes. laxativa. β-29-diol D. antitumoral e antiulcerosa em ratas com úlceras induzidas por indometacina. sódio. Tomar antes das principais refeições. tônica e balsâmica (145). O extrato das folhas (300mg/kg) reduz sensivelmente as ulcerações gástricas em estômago de cobaias (71). friedooleanan-5-en-3.6% (256). ulcerações. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidispéptica. emenagoga (22). açúcares livres e sais de ferro. FARMACOLOGIA A pristimerina e a maitenina possuem atividade antitumoral comprovada (130). isotingenona III. na forma aguda. As sementes contém 10 a 12% de óleo fixo (93). antisséptica. positivo e negativo.p. maitolidina). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe o desenvolvimento de microorganismos Gram. antiinflamatória. utilizando-se 170mg/kg i. flavonóides. herpes (145). febrífuga (380). maitenoquinona).isopristemerina III. cálcio e enxofre (257). cafeína (179). Utilizada no tratamento de câncer do estômago (93). a espinheira-santa apresentou um marcante efeito protetor de úlceras induzidas por indometacina e reserpina.

• Decocção: 30g de folhas picadas em ½ litro de água. com limbo filiforme. FITOLOGIA Planta herbácea anual. • Tintura: 2 colheres das de sopa a cada 8 horas (257) TOXICOLOGIA Pode reduzir a produção de leite em mulheres lactentes (385). • Propagação: sementes e mudas colhidas no campo. corda-de-viola. em tubo alongado de 3 a 5cm de comprimento. foscas. campainha. liso. Cálice com 5 sépalas. contendo 4 sementes. campainha-vermelha. cipó-esqueleto.5 x 0. • Compressas: ferver 10 folhas em ½ litro de água. primavera. ovalado. O fruto é uma cápsula septífraga 4-loculada. HABITAT Espécie autóctone da América tropical. CA9kb e V79 (179). ESQUELETO NOME CIENTÍFICO Ipomoea quamoclit L. tomar 3 xícaras ao dia (úlcera interna). liso. desiguais. glabro e crescendo cerca de 3 a 4m de comprimento. após esfriar. primavera-grande. corriola. ramificado. ásperas.5m. O extrato aquoso é abortifaciente em ratas grávidas (100mg/kg i. com tons castanhos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. atrotomentosas. com 5 lobos triangulares. Esfriar e aplicar topicamente em feridas (145). hortos e áreas de lavoura. volúvel.) e citotóxica em células Leuk-P 388. SINONÍMIA Boa-tarde. livres e verde. flor-de-cardeal.p. reunindo flores de corola hipocraterimorfa escarlate. de caule cilíndrico. . • Plantio: primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. As sementes são semeadas em sulcos e covas. As sementes são ovóides. prímula. pinatisectas. cardeal. glabro. Folhas simples. pomares. crescendo subespontaneamente em bosques. cujo conjunto lembra o arcabouço das costelas. que se abre em forma de estrela. Ferver e. Inflorescência do tipo dicásio.

A raiz abranda as cefaléias (271). cujas raízes e rizomas são perenes e a parte aérea é anual. FITOLOGIA Planta subarbustiva de 30 a 50cm de altura. com corola tubulosa. pedra na bexiga e nos rins. As folhas são anti-reumáticas. que cresce subespontaneamente em campos. sésseis ou subsésseis. A flor é isomorfa. PARTES UTILIZADAS Raiz. laxativas. antiofídicas. caá-ehé. serradas com 3 a 4 cm de comprimento. capoeiras e áreas ruderais do sul do Brasil. estévia-doce. pneumonia. caá-heê. SINONÍMIA Caá-eé. As flores. folhas e sementes. • Colheita: dezembro a março. analgésica e calmante (242). contusão (242) e as sementes são utilizadas no tratamento de bronquites e tuberculose. kah'e. detergentes (93). O caule é ereto. secando no inverno rebrotando a partir de agosto. inchação. estão dispostas em capítulos terminais.• Tutoramento: podem ser utilizadas redes de nylon ou arame ou cercas. depurativas do sangue. com papus formado de cerdas que permitem a dispersão pelo vento. ESTÉVIA NOME CIENTÍFICO Stevia rebaudiana (Bertoni) Hemsley. As folhas são opostas. originária do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. antiespasmódica. O fruto é do tipo aquênio aristado. pubescente e pardo. OUTRAS PROPRIEDADES Planta ornamental de inusitada beleza. alvas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. gota. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O pó da raiz é esternutatório e anticefalálgico. . INDICAÇÕES As folhas são úteis para o combate de escrófula (93). hermafrodita. bem ramificado. cefalalgia. oblongas a ovaladas. HABITAT Espécie autóctone. tosse espasmódica.

apigenina-4-O-β-D-glucosídeo. Colhe-se normalmente 1. dulcosina. que infecta folhas e hastes.500a 2. α-bergamoteno. A colheita de sementes ocorre de fevereiro a maio. férteis e frescos. É feita em julho.3 x 0. • Florescimento: janeiro a março. calacoreno. SOLO Prefere solos úmidos. centaureidina. • Repicagem: é feita para a seleção de mudas mais uniformes e vigorosas. steviolbiosina (57).500kg/ha (257). Tipos de cobertura: casca de arroz. dificulta o crescimento de plantas invasoras e retém mais umidade no solo. • Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. palha seca. • Poda: feita para a retirada dos ramos que encostam no solo e para aumentar a produtividade. . cortando-se ramos com folhas a 5cm do solo. • Produção de sementes: as sementes devem ser armazenadas em geladeira ou câmara fria e seca. dulcosídeo. As inflorescências devem ser eliminadas para se obter mais de um corte por ano. Contém ainda dulcosídeo A e B. • Rendimento: a planta pode ser produtiva até 6 anos. E. • Colheita: ocorre 4 meses após o plantio. α e γ-cadineno. esterbinas A. H. que causa a podridão do colo. G. clameneno. • Semeadura: maio a junho. para manter a viabilidade. As sementes apresentam um baixo poder germinativo (2 a 5%). plástico preto e outros materiais inertes. rebaudiosídeos A. • Plantio: agosto a setembro. C. no verão. B.CLIMA A planta prefere climas amenos e dias longos. anetol. É heliófita. austroinulina e seus derivados 6 e 7 acetilados. • Propagação: sementes e estacas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. carvacrol. • Doenças: a planta é infectada pelo fungo Salecetium relfsii. bisaboleno. β-bouboneno. borneol. e pela Rizoctonia solani. que retardam o florescimento e aumentam o teor de esteviosídeo (257). F. D. edulcorantes steviosídeos (esteviosídeo. D. B. C. rebaudiosina. O óleo essencial contém álcool benzílico. Além disso.30m. esteviobiosídeo). PARTES UTILIZADAS Folhas e hastes secas. FITOQUÍMICA β-amirina acetato. Deve ser feita no início do florescimento. (213) quercetina glicosídeos. daucosterol. Utilizam-se 25 a 30g de sementes/m2. cosmosiina.

ESTRAGÃO NOME CIENTÍFICO Artemísia dracunculus L.6% de rebauduosídeo C (67). INDICAÇÕES Indicada para a insônia (271). ⇒ 1 colher da de chá de folhas em 1 copo de água quente. OUTRAS PROPRIEDADES A planta constitui-se em excelente adoçante natural não calórico. Saccharomyces cerevisae. calmante (271). atenuadora da fadiga e da depressão (257). • Adoçante: 1 colher das de sopa de folhas verdes de estévia por copo de bebida. regulador da pressão arterial nos hipertensos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Tomar 6 a 8 xícaras das de chá ao dia. Proteus vulgaris. HABITAT . Tomar 2 xícaras ao dia (antidiabético). hipoglicêmica. antiobésica (128). Pseudomonas aeruginosa (179). 17.E e vários outros terpenos flavonóides (179). com poder adoçante 152 vezes maior que a sacarose (67). O tratamento deve ser monitorado por um médico. contraceptiva. diurética e refrigerante (128). cardiotônica. Tomar 1 copo ao dia (refrigerante) (128). antifertilidade e anticáries (130. Abafar por 15 minutos.7% de rebaudiosídeo e 0. 179). FARMACOLOGIA Edulcorante. Abafar por 15 minutos. estomáquica (93). O extrato das folhas contém 81% de esteviosídeo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antidiabética (142). anticárie. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 4 xícaras das de cafezinho em 1 litro de água. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana contra Candida albicans. tônico estimulante das funções cerebrais. ⇒ 1 colher das de chá de folhas para 1 xícara das de chá de água quente. filtrar e juntar o suco de 1 limão e gelo. hipotensiva.

5 a 1. dispostas em panículas alongadas composta de espigas axilares. crescendo 0. carnosas. estéreis. sésseis. vivaz. a secagem deve ser feita em estufas com temperatura controlada a 40oC. Pode ser cultivada em túneis de plástico cobertos com sombrite 60%. Não tolera acidez e solos compactados ou muito argilosos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pois a planta parece não produz sementes no Brasil. bem drenados. as plantas devem ser cultivadas abrigadas da chuva e da radiação excessiva. • Colheita: é feita no verão. Colhem-se ramos enfolhados com até 30cm de comprimento. Em regiões muito úmidas. de caules eretos. CLIMA É de clima temperado. FITOLOGIA Planta herbácea. • Cultivo protegido: devido às características de alta pluviosidade do sul do Brasil. inodora) e estacas (var. dracunculus var. SOLO Prefere solos férteis. sativa).5 a 0.3%). • Propagação: sementes (var.6%) (93). considerada o rei das ervas condimentares (163). A semente é normalmente importada. brancacentas. Fruto tipo aquênio (94). Flores pequenas. mas tolera temperaturas subtropicais. O teor do óleo essencial pode chegar a 0. Existem duas variedades botânicas. PARTES UTILIZADAS Folhas. que é quase inodora e de pouco valor comercial e a A. aerados.Espécie alóctone de origem européia. É cultivada em muitos países e ainda pouco cultivada no Brasil. • Plantio: outono e primavera. As estacas com folhas são postas a germinar em areia. FITOQUÍMICA Óleo essencial (0. reunindo flores amareladas. em áreas bem arejadas e com baixa umidade relativa. As folhas são alternas. contendo anetol (60 a 75%).0% (163). É heliófita e não tolera alta umidade relativa do ar e pluviosidade excessiva. para que se preserve a coloração verde (163). cilíndricos e glabros. as superiores inteiras e as inferiores tri-fendidas no ápice. inodora. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . a A. terpenos (15 a 20%) e aldeído-pmetoxilcinâmico (0. A renovação do plantio é feita com a divisão da touceiras para a obtenção de novas mudas • Secagem: as folhas devem ser secas no escuro. glabras.4m.7m de altura. cerca de 4 meses após o cultivo ou quando as plantas atingirem cerca de 60 a 70cm de altura.5 a 0. ramosos. dracunculus var. dracunculoides.6 x 0. linear-lanceoladas. sativa. ou A.

Apresenta caule nodoso. na reprodução. Inflorescência racemosa compostas de . glabros ou discretamente pubescente e ramoso. corango-sempre-viva.3m em altura. carnes de aves.0 a 2. Folhas opostas. • O óleo de estragão é utilizado em perfumaria e na fabricação de licores e picles (163). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas tem um sabor picante e aromático agradável e são condimentares. quando jovem. • Pó ou fragmentadas: como condimento. coar e adoçar com mel. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. Cresce cerca de 2. peixes grelhados. ereto. Tomar 1 xícara após as refeições (294). paratudo. acuminadas. carneiro. vermífuga. FÁFIA NOME CIENTÍFICO Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. SINONÍMIA Carango-sempre-viva. emenagoga e aperiente (294). INDICAÇÕES Alivia a cólica menstrual. obovado-lanceoladas.É estimulante (93). creme de ovos. tomentosas em ambas as faces. purê de batata com ovos. curto-pecioladas. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas barrancas do rio Paraná. medindo 5 a 10cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sobremesa de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. É muito rara a sua ocorrência natural em Santa Catarina. coloração ocre. utilizada em conservas e em pastas de mostarda. • Utilizado para aromatizar vinagre. frutos do mar. tendo sido encontrada apenas em Porto União (401). Abafar por 5 minutos. • É um dos melhores aromatizantes de alimentos com restrição de sal. omeletes e suco de tomate. quando novas. molhos. Mato Grosso. ou lineaereslanceoladas. Goiás e norte de Minas Gerais. lagostas. carminativa. sopas.

vulnerária. cujo agente é Meloidogyne javanica (262). As raízes atingem 2 a 3m em comprimento por 7 a 10cm de espessura. Prefere solos úmidos. mantidas sempre umedecidas.900 e 3. amarelo-esbranquiçados. É heliófita. germânio (oxigenação celular). É seletiva higrófita (401).5m. respectivamente. ou seja.. solitários ou geminados. ácido oleanólico. • Doenças: ferrugem. cicatrizante interno e externo (128). 1. β-glucopiranosil oleanolato (279). aperiente. • Vegetação plena: setembro-novembro. tônica geral (279). miorrelaxante. • Produção de sementes: fevereiro a maio. Utilizam-se também segmentos de nós do caule para o enraizamento tipo estaquia. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por Lyriomyza sp. leucocitogênica. que possuem um baixo índice de germinação. (145) e β-ecdisona (246). SOLO Solos arenosos facilitam a colheita e a limpeza de raízes. anti-reumática. sitolesterol. • Propagação: reproduz-se espontaneamente por sementes.0 x 0. ecdisterona. ácido pfáfico (inibidor de tumores e células malignas). celulósicos.200kg/ha. CLIMA Espécie de clima tropical. Não se observa uma variação significativa no teor de β-ecdisone nas colheitas feitas no primeiro ou segundo ano (279). antidiabética. ansiolítica e anticancerígena. Os segmentos nodais são enraizados em areia ou vermiculita. o clímax dos princípios ativos é atingido aos 7 anos de ciclo. embora possa adapta-se ao subtropical.capítulos pedunculados. antiinflamatória. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. causada pelo fungo Uromyces platensis e nematóide. saponinas. tranquilizante. • Colheita: embora as raízes já possam ser colhidas no terceiro ano. PARTES UTILIZADAS Raízes. globosos. estigmasterol. • Rendimento: 95g (colheita no primeiro ano) ou 160g de pó da raiz/planta (colheita no segundo ano). • Plantio: outono (sementes) e primavera (segmentos nodais). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitumoral. porém em solos argilosos. . hipocolesterolêmica. mais férteis. • Florescimento: outono-inverno. contendo substrato organo-mineral. afrodisíaca. inseto minador que escava galerias ao longo do parênquima da folha. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. alantoína (cicatrizante). as raízes são mais produtivas (247). FITOQUÍMICA Rubrosterone. imunoestimulante.

SINONÍMIA Fedegoso-verdadeiro.INDICAÇÕES Estimula a oxigenação celular e a circulação coronariana. paripinadas. Caule e ramos lisos. formam protuberâncias avermelhadas em . ibixuma. com base arredondada. Inflorescência axilar e terminal. leucemia. favorece a produção do estrogênio. ativa a memória. compostas. flacidez da pele. atua sobre moléstias do aparelho digestivo. com 4 a 5 pares de folíolos. estrias. lava-pratos. manjerioba. • Pó: picar a raiz. Coar e tomar 1 colher das de café diluída em água. • Ungüento: misturar 1 colher das de chá do pó ou 1 colher das de sopa do extrato hidroalcoólico em 3 colheres de vaselina. labirintite. quase linear. estimula a força muscular.8m de altura. Tomar 2 a 3 vezes ao dia (tônico geral). mamangá. elípticos-acuminados. Aplicar topicamente em ferimentos como cicatrizante (128). ramificada. maioba. amarelas. em rácemos com poucas flores pediceladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Fabaceae. mata-pasto. glabros.5 a 1. delgada. terrenos baldios. cujos lóculos. secar. FEDEGOSO NOME CIENTÍFICO Cassia occidentalis L. medindo 1. paramarioba. pouco lenhosa. desidratar. HABITAT Espécie autóctone que medra em pastagens. artrite e artrose (145) e diminui os tremores em pessoas em pessoas idosas (128). 2 a 3 vezes ao dia (estimulante). folha-de-pagé. Folíolos glabros. subarbustiva. pomares e áreas ruderais. pajamarioba. FITOLOGIA Planta perene. FORMAS DE USO • Decocção: 10g da raiz em 1 litro de água. mangerioba. moer e misturar 1 colher das de sobremesa do pó com leite. • Extrato hidroalcoólico: 3 colheres das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereais a 70 graus e 50ml de água destilada. tararucu. Fruto tipo vagem. achatada. Tomar 2 xícaras 1 vez ao dia. Macerar por 5 dias. medindo cerca de 12 a 15cm. de coloração avermelhada. • Cápsulas: tomar 1 cápsula a cada 6 horas (145). As folhas são alternas. com uma semente cada.

As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. folhas e sementes. sarnicida (379). ácido crisofânico (379). palmítico. • Pó da raiz: moer 3 raízes até obter pó fino.contraste com o verde. queimaduras (suco). purgativa (120). oftálmica. As sementes. paludismo. depurativa. FARMACOLOGIA As folhas apresentam atividade antiinflamatória (Sadique et al. • Pó da semente: juntar 5g de sementes em pó em 1 copo de água. pela manhã (prisão de ventre) (294). febrífuga (130). INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de dores gastrointestinais. antiasmática. doenças venéreas. FITOQUÍMICA 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. tendo ação contra a malária (130). xantonas (Wader e Kudav). febre biliosa. 10g de casca. antídoto de venenos. glicosídeos antraquinônicos. ácidos cáprico. . As raízes são vermicidas. As folhas são purgativa e emenagogas. antiasmática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. Coar e beber 2 xícaras de chá ao dia (febres intermitentes). esteárico e oléico (Alencar et al. inflamações uterinas (130). tônica.. eczema e erisipela (94). anti-reumática. Ferver. PARTES UTILIZADAS Flores. alcalóides e glicosídeos cianogênicos. antiespasmódica. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 30 minutos. emenagoga antianêmica (semente). apud 120). em ½ litro de água. depois de tostadas são utilizadas como sucedâneas do quinino (242).7m. coar e tomar em jejum (verminose e amarelão). • Plantio: setembro a outubro. • Propagação: sementes. • Florescimento: março.20 x 0. laxante. Ferver. emodina (294). A raiz é bastante amarga. rabarbarina. tuberculose. desobstruentes e diuréticas (242). • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. erupções cutâneas. em sulcos ou covas. exalando um aroma desagradável enquanto fresca. anti-herpética. apud 120). sarampo (111). sudorífica. ou ainda em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Coar e tomar em jejum. mirístico. colagoga.8-di-hidroxi-antraqinona (Costa). doenças hepáticas.

capoeirões. perfilhos e brotações do caule.5m. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais e subtropicais. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. heparém. dada a facilidade de enraizamento. grandes no início do crescimento e pequenas. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ictiocida. As folhas são alternas. até mesmo os ácidos. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 1. árvore-de-pinguço. O enraizamento das estacas pode até ser feito diretamente no campo. formando touceiras compactas. de origem africana. quando da formação de touceira e diferenciação floral. • Plantio: agosto a outubro.TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. boldo-japonês. . procede-se a capação das inflorescências. arenosos e argilosos. Não tolera o encharcamento. • Poda: para melhorar a produção de folhas. SINONÍMIA Acumã. • Propagação: sementes. boldo-degoiás. • Doenças: é sensível aos nematóides do solo. alumã. aluman. FEL-DE-ÍNDIO NOME CIENTÍFICO Vernonia condensata Baker. áreas ruderais e na restinga do sul do Brasil. É heliófita SOLO Adapta-se à maioria dos solos. capoeiras. figatil. que medra subespontaneamente nas matas secundárias. sem tornar o peixe tóxico (294). FITOLOGIA Arbusto perene que cresce de 2 a 3m em altura. HABITAT Espécie alóctone.

FITOQUÍMICA Óleos essenciais. desintoxicante hepática (128). Tomar a vontade. . afecções hepáticas.• Florescimento: é sazonal. iniciando a partir de maio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. após as refeições. colerética (294) e analgésica. FORMAS DE USO • Decocção ⇒ Hepático: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 xícara das de chá de água. ⇒ Diurético: ferver por minutos 4 folhas em 1 litro de água. Na época do florescimento. durante 3 dias. sem adoçar. saponinas. aperiente. ⇒ Antidiarréico: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 copo de água. • Tintura: macerar 1 colher das de sopa de folhas em 1 xícara das de chá de álcool neutro a 70 graus. FIGO-DA-ÍNDIA NOME CIENTÍFICO Opuntia ficus-indica Mill. diurética. Tomar ao natural. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é melífera e apropriada para a formação de cercas-vivas. • Colheita: inicia-se a partir dos 6 a 8 meses após o plantio. Coar e guardar num frasco hermético. colagoga. fastio (294). antes das refeições (128). do estômago e do baço. PARTES UTILIZADAS Folhas. taninos. as folhas novas que se formam são bem menores que as originais. Colhe-se de abril a maio. Tomar morno pela manhã e à noite. TOXICOLOGIA Não se aconselha o uso prolongado da planta. flavonóides e lactonas sesquiterpênicas (128). INDICAÇÕES Utilizada para regimes de emagrecimento. e para a ressaca alcoólica (271). Tomar 1 colher das de café da tintura diluída em água.

CLIMA Prefere o clima tropical quente. ovado-oblongos. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. com cerca de 30 a 50cm de comprimento. . com pouca pluviosidade. de cor verde-claro. artículos e ovários. enterrando-se 2/3 dos mesmos. figueira-da-barbária. composto de artículos ou segmentos carnosos. imergir a base dos artículos em solução de benomil a 0. • Plantio: abril a maio. tuna. pincelar a cicatriz de inserção com uma pasta cúprica. O ovário é vivíparo. figueira-do-diabo. palma. solitárias. caducas. • Tratamento dos artículos: para prevenir eventuais infecções com Erwinia carotovora.2% e.FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. Os artículos atingem o ponto de transplante em até dois meses. com sua base de inserção mais aprofundada. Dispor o artículo de forma inclinada.5 x 2m. As flores são sésseis. figueira-do-inferno. superpostos uns aos outros. SINONÍMIA Cacto. umbilicado no ápice e contendo numerosas sementes comprimidas. com 6 a 9cm de diâmetro e de cor amarelo-ouro ou amarelo-laranja. A planta é heliófita e xerófita. nulas. • Propagação: sementes. SOLO Prefere os silicosos ou areno-silicosos. ereto. profundos. hermafroditas. quase inteiriços e completamente lenhosos. comprimidos. espinescente. 20 a 25cm de largura e 2 a 3cm de espessura. medindo menos de 3mm. Fruto baga ovóide. HABITAT Planta alóctone originária do México. As folhas são indivisas. devido a lenta germinação das sementes (40 a 50 dias) e ao crescimento muito lento da plântula. tornam-se cilíndricos. bem drenados e aerados. após secar. espatulados. perdendo também os espinhos. A planta não suporta solos muito úmidos e pesados. Os artículos e os ovários podem ser enraizados em areia. sangüínea. avermelhadas. amarelo-esverdeada. fasciculados. laterais ou terminais. vermelha. ramoso. subuladas. Regiões com ventos muito fortes são desfavoráveis à planta. deprimido. por romperem facilmente os artículos. atingindo 5 a 6m de altura. com 5 a 9cm de comprimento. FITOLOGIA Arbusto perene. Tolera temperaturas negativas de 6 a 8oC (93). A medida que os artículos envelhecem. formando um ângulo de 30o com o solo. amarelo brancacentos. figueira-da-índia. obtusos nas duas extremidades. munidos de espinhos com até 2cm de comprimento. A propagação via sementes é muito morosa. achatados.

6% de sementes. são maturativos. recuperou totalmente. 7% de proteínas.8% de cinzas e 0. 0. bastante próximas ou telas de sombrite. O infuso pode ser utilizado externamente para o tratamento da pele (294).1ml/animal. angina e da circulação. PARTES UTILIZADAS Frutos e artículos.doença que se caracteriza por nódulos necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. mucilaginosas e antidiarréicas (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardiotônico. principalmente quando ocorre deficiência de boro no solo. para a produção de fitoterápicos antiprostáticos. • Doenças: a planta pode ser infectada por bactérias (Erwinia carotovora) que causam deterioração aquosa dos artículos (252). além de ser utilizada como tônica para pele seca e para a limpeza de pele (294). Abafar por 15 minutos. Contém ainda substâncias pécticas. na dose de 0. emolientes e hidratantes. que são utilizados principalmente para o tratamento preventivo da prostatite ou de tumores benignos da próstata. • Florescimento: outubro a novembro. gomas. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de flores em ¼ de litro de água quente.• Quebra-ventos: em regiões onde haja ventos muito fortes. nitrogenadas solúveis e insolúveis e gomosas. antiescorbútico. O fruto é digestivo. FITOQUÍMICA A polpa dos frutos contém 47% de água. • Frutificação: fevereiro a abril. Os cladódios. sacarínicas. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. diurético. albuminóides e resinas (93). A área de proteção do quebra-ventos é cerca de 10 vezes maior que a altura do quebra-vento. na forma de cataplasmas.02% de lipídeos. pombas acometidas por diftoviruela . O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). As flores são utilizadas no tratamento de doenças cardíacas. é comum a quebra de grande parte dos artículos. Adoçar com mel e tomar 2 xícaras ao dia. INDICAÇÕES Os frutos são úteis no tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de mau caráter (93). estimulante medular e anti-reumático (215). Estes pode ser constituídos de um renque de árvores. Os artículos ou cladódios contém glicosídeos. 37% de substâncias glicogênicas. As flores são adstringentes. A planta tem sido utilizada como matéria prima. tornando-se imprescindível a instalação de quebra-ventos. OUTRAS PROPRIEDADES . em 5 dias. sais solúveis. a nível mundial.

dispostas em espigas terminais. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. • A mucilagem que há nos cladódios pode ser utilizada como fixadora em tintas à cal ou como aderente em caldas cúpricas. roda-da-fortuna. mosqueado de púrpura. saião. as superiores 3-lobadas. pêndulas. óleo combustível e aguardente. FITOLOGIA Planta sublenhosa perene que cresce 60cm em altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. SOLO . • A planta é forrageira e serve como aceiro (é quase incombustível) e cerca-viva (93). carnoso. manteiga e queijo de tuna. glabras. folha-da-fortuna. xarope. incluso em invólucro papiráceo. marmelada. tubulosas. através dos frutos. erva-da-costa. folha-da-costa. folha-grossa. longopecioladas. embora vegete bem à sombra. Devido a sua fácil disseminação e aclimatação. mel. • Os artículos podem ser consumidos fritos ou cozidos. é subespontânea em todos os países tropicais. ovalado-crenadas. FORTUNA NOME CIENTÍFICO Kalanchoe pinnata [Lam. xerófila e heliófita. As folhas tornam-se cloróticas e avermelhadas no inverno e apresentam altíssima capacidade de manutenção da turgescência. passas. suculentas. HABITAT Espécie alóctone originária das Molucas ou ilha Maurício.40m na reprodutiva. na fase vegetativa e até 1. sobretudo no litoral dos continentes e ilhas. Obtém-se ainda. folha-de-pirarucú. cilíndrico e glabro. paratudo. verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas.• O fruto pode ser aproveitado para o preparo de doces finos. carnosas. orelha-de-monge. Com 100kg de frutos se produz 9 litros de álcool. As flores são hermafroditas. as inferiores simples. mesmo após serem explantadas.] Pers. espessas. Possui caule tubular. O fruto apresenta carpelos escamosos que se tornam folículos polispermos. SINONÍMIA Coirama. • O fruto é composto de 28 a 32% de casca e 68 a 72% de polpa comestível. As folhas são opostas. monopétalas. geléias. CLIMA Espécie de clima tropical.

. emoliente. calo. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. tem tendência de ser infestante. tônica pulmonar (68). em ratos.4m. FITOQUÍMICA Mucilagem. gastrites. antiinflamatória externa tópica e diurética. tuberculose pulmonar (32). mantém sua vitalidade. antidiabética. impetigo. • Propagação: folhas e segmentos das crenas das folhas. abcesso. • Florescimento: primavera. de 2 a 3kg/m2. e 20 dias no verão. picada de insetos. após serem colhidas.Cresce bem em solos arenosos e pedregosos. afzelina (356). vulnerária. Apresenta forte ação inibidora seletiva sobre a proliferação e expressão do receptor IL-2Rα em linfócitos. calmante para erisipela. afecções respiratórias (na forma de xarope). • Desenvolvimento: por ser muito prolífica. ácidos isocítrico e 1-málico (9) e briofilina. diurética. frieira. INDICAÇÕES Usada também para febre. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Obtém-se de 15 a 20 plântulas a partir de uma única folha. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida. FARMACOLOGIA O extrato aquoso. Formam-se brotações em cada enseada lobular da folha. A frutificação não ocorre devido ao abortamento das flores. etanólico ou o suco demonstra atividade imunosupressiva e imunoestimulante. cefalalgias. feridas.0 x 0. cálculo renal (68). • Plantio: ano todo. preferindo locais com resíduos orgânicos. edemas erisipelosos das pernas. resolutiva. antiartrítica (356). hemostática. • Adubação: em solos com pouca matéria orgânica é importante a aplicação de adubo orgânico. As folhas ou segmentos dela podem ser plantados diretamente a campo. cicatrizante (283). Apresenta ainda atividade analgésica (104). afta. protetora cutânea contra leishmaniose. coqueluche. úlceras digestivas (93). quercitrina. verruga. enxaqueca (128). As folhas. em condições sombreadas por até 30 dias. refrigerante intestinal. furúnculos (283). contusões. estomatite (73). • Colheita: Inicia-se 3 a 4 meses após o plantio. sais minerais (257). antisséptica (73). além de aumentar a produção de ácido nítrico. taninos. flegmão e oftalmia congestiva. antialérgica (188) e antiinflamatória (316). quercetina 3-0-αarabinopiranosil (1→2)-α-L-ramnopiranosídeo. depurativa. ingurgitamento linfático. antilítica (271). no inverno. queimadura. É nitrófila. Deve-se renovar a planta no campo a cada 2 a 3 anos. glicosídeos (quercitina).

alternas. • Suco: bater no liqüidificador 1 folha com 1 xícara de água. • Constitui-se em ótima cobertura de solo. pentâmeras. que produz uma roseta de folhas. de caule ereto. brilhante e compacto. tamanha foi a sua aclimatação. FUNCHO NOME CIENTÍFICO Foeniculum vulgare [Mill. HABITAT Espécie alóctone. Vegeta espontaneamente em colinas secas e terrenos baldios e até mesmo como planta invasora. na forma de suco. funcho-bastardo. ramoso. pronunciadamente aromática. Tomar duas vezes ao dia. entre as refeições (úlceras e gastrites) (257).] Gaertner. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz (em condições nativas) ou bienal (em cultivo). falso-anis. . fiolho. Fruto oblongo. em regiões temperadas e baixas. originária das regiões mediterrânicas e da Ásia ocidental. fiolho-doce. cilíndrico. aniz-doce. amarelas. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. erva-doce. SINONÍMIA Aneto-odorante. finóquio. verde-azulado-escuras. aniz. Flores hermafroditas.ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade antifúngica e antibacteriana (274. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. Foi introduzida no Brasil na época da colônia e se tornou subespontânea em todo país. Pecíolos longos com bainhas envolventes. fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada (cicatrizante). divididas e subdivididas em segmentos capiliformes muito estreitos. Inflorescência tipo umbela composta de 7 a 20 subumbelas menores. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 40g/dia. • Cataplasma: aquecer a folha e colocar sobre o local afetado (furúnculos e dores de cabeça). inicialmente verde-azulado. verde com estrias azuis. 356). brilhantes. anis. Em queimaduras ou outros ferimentos. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. funcho-doce. fiolho-deflorena.

É heliófita. composto de dois aquênios (mericarpos) de 3 a 4mm de comprimento por 1 a 2mm de largura. O excesso de chuva por ocasião da frutificação resulta em podridão das sementes. as quais tombam com facilidade. fértil e permeável. enquanto que o excesso de nitrogênio à reduz. originando progênies com características distintas dos materiais originais. Ventos fortes favorecem o tombamento das plantas. dispende-se cerca de 8 a 10kg de sementes por hectare (163). Quando a semeadura é feita diretamente no campo.3 a 2. os diaquênios adquirem coloração pardoamarelado. acamamento e à infecção de fungos de solo. Quando maduros. semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. pois predispõem as plantas a fungos de solo e vasculares. pode-se semear diretamente em sulcos. • Pragas: a mais comum que infesta a planta é o pulgão. • Propagação: a planta se reproduz via sementes. profundo. A planta cresce cerca de 1. Mudas já formadas. SOLO Prefere solos com pH próximo à neutralidade. aduzem sintomatologia de deficiência de fósforo. CLIMA Adapta-se aos mais diferentes climas. • Doenças: as doenças mais freqüentes que ocorre são a Murcha de Fusarium e a Mancha de Alternaria. Porém não suporta solos muito úmidos.30m. flores e frutos. O solo deve ser areno-argiloso. • Plantas invasoras: o funcho não suporta concorrência com outras plantas. • Plantio: abril a maio. pois ocorre um atraso ou paralisação da germinação. com estrias longitudinais. pois estas espécies podem cruzar-se entre si. • Pragas: é mais comum a ocorrência de pulgões que infestam as umbelas. O fósforo e o potássio favorecem à produção de sementes. predispondo ao enfolhamento excessivo. ervade-santa-maria ou cinamomo.5 x 0. • Hibridação: deve-se evitar plantios de funcho próximo aos do coentro. invade as raízes e os tecidos vasculares causando secamento de hastes e morte da planta. achatado de um lado e convexo no outro. sem torrões e com poucas ervas daninhas. glabro. manifestada por lesões necróticas castanhas sobre as folhas. Quando o solo é bem preparado. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A Sclerotinia sp.de formato oval a oblongo. embora o temperado seja o mais favorável.0m de altura. pois favorecem à ocorrência de várias doenças que afetam principalmente os vasos condutores e o florescimento. A semeadura não deve ser feita em épocas muito frias. Os solos argilosos dificultam o crescimento da planta e retém muita umidade. favorecendo também à ocorrência de doenças. sob temperaturas baixas. a campo. Caso contrário. Regiões muito chuvosas são desaconselháveis para o plantio. que pode ser controlado com jatos de água ou pulverização com uma emulsão de sabão ou decôcto de arruda. principalmente quando o verão é quente. • Nutrição: o excesso de nitrogênio dá origem à plantas muito altas. Semeia-se de março até meado de abril. .

50 a 200ml/dia (341). sais minerais. fosfórico. A raiz contém ácido málico. funchona. INDICAÇÕES As sementes são indicadas para constipações estomacais e intestinais. matérias resinosas e pécticas (341). O fruto cresce até o atingir o peso de 11. pineno. óleo essencial. quando então encerra cerca de 11. O óleo essencial solidifica-se entre 3 e 6 graus centígrados. foeniculina. oftálmicas (341). antiespasmódicas (cólicas de crianças).6%. melhor é a qualidade do óleo (96). dipenteno.0 a 6.• Florescimento: primavera e verão. • Colheita: inicia aos 5 meses após o plantio. azia e olhos inflamados (128). ⇒ 10g da semente em 1 litro de água. O teor de óleo essencial do fruto varia de 2.0%. fineno. sucínico e tânico.9mg. PARTES UTILIZADAS Frutos. landreno (163). metil-chavicol. raízes cilíndricas axiais. Sementes. intervalos de 4 horas . antidiarréicas. ácidos málico. Quanto maior o ponto de solidificação. folhas e raízes são expectorantes. felandreno. cólicas (32). diarréias fétidas (144). B e C. folhas verdes e a cepa carnuda. ocorre quando o fruto ainda está verde. em decocção ou na forma triturada em infusão com água quente (444) ou 3 a 10g (445). por dia (283). ⇒ 60 a 100g/litro de água. sementes. Rendimento: 700 a 1. dores de hérnia (445). cerca de 11.5%. aleurona (283). • Infusão: ⇒ 2. estomáquicas. emenagogas. dismenorréias. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de frutos secos em ½ litro de água. • Decocção: . mucilagem.9µl de óleo essencial (44). afecções das vias urinárias (215). estimulante (294).para flatulência. cansaço oftálmico (294). anetol (60% do óleo). FITOQUÍMICA O fruto contém óleo essencial. andreno. d-limoneno. contendo cerca de 50 a 60% de anetol (96). FORMAS DE USO • Geral: 3 a 6g de sementes por xícara de chá. tônicas (257). açúcar. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas . lactogênicas. impigem. antieméticas. resolutiva (32).para estimular a secreção do leite materno. duas horas antes das refeições . estragol.como digestivo. • Produção de sementes: as sementes são colhidas quando adquirem coloração verdeamarelada e apresentam consistência dura. A colheita dos frutos secos redunda em grande perda dos mesmos. intervalos de ½ hora. fenono.000kg/ha de sementes. antidiarréicas e eméticas (271). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). normalmente em dezembro. anetoleno. antidispépticas. O maior acúmulo de óleo essencial. vitaminas A. fencone. carminativas e aperientes (445). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são diuréticas.

vassourinha. SINONÍMIA Alcaçuz-de-santa-catarina. Tomar várias vezes ao dia. a 3%. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. • Pó: 1 a 5g/dia. Tomar 1 xícara após as refeições. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygalaceae. • Óleo essencial: 1 a 3 gotas/dia (341). pastelaria e confeitaria. bengue. As folhas são utilizadas em saladas e como tempero de feijão branco. • Óleo volátil: 1 a 10 gotas • Alcoolato: 1 a 3ml/dia. arrozinho. áreas abandonadas e planícies litorâneas. • Vinho medicinal: macerar 30g de sementes por 10 dias em 1 litro de vinho. por 1 dias (diurético). perfumes e cosméticos. a beira de estradas. GELOL NOME CIENTÍFICO Poligala paniculata L. polígola. balas. HABITAT Espécie autóctone que medra espontaneamente em campos nativos.⇒ ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de sementes em 100ml de água. . As sementes inteiras ou em pó são utilizadas em panificação. lingüiça. em valas. TOXICOLOGIA O uso de mais de 20g/litro pode ser convulsionante (257). maçãs assadas. ⇒ ferver 15g de raiz em 1 litro de água. barba-de-são-pedro. picles. alecrim-de-santa-catarina. Dar à criança nos intervalos do aleitamento (para cólicas). timutu-barba-de-são-pedro. salames.000m de altitude (209). bromil. • Pó da semente: 1 a 4g. Ocorre de 0 a 2. azeitonas. frutas em calda biscoitos. Coar e tomar 1 cálice antes de dormir (257). O óleo essencial é usado na fabricação de licores. em infusão. • Tintura: 5 a 25ml/dia. Sua ocorrência é pouco intensa. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta é aromática e tem sabor picante e doce. bolos. doces. As sementes são utilizadas como aromatizante de peixe. sopas.

É altamente tolerante à seca. alternas. O decôcto da parte aérea é diurético. O fruto é uma cápsula loculicida oblonga. SOLO A planta cresce em quase todos os tipos de solo. terminais e axilares. • Propagação: sementes.4m de altura.FITOLOGIA Planta herbácea. glabra e castanho-clara. pivotantes.2m. É heliófita.5oC. Mudas obtidas a campo devem ser bem desenterradas. CLIMA É de clima subtropical. As raízes. Caule subramoso. antinevrálgica.2 a 0. preta. Cresce até mesmo em solos ácidos. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. emética e diurética (271). anti-reumática. brilhante. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de contusões e dores musculares (271). Sementes cilíndricas. mudas obtidas a campo e. principalmente os argilosos. que é efêmero ao ar livre. ereta. que cresce de 0. São sésseis. alongadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. lineares ou lanceolado-lineares e curto pecioladas. Semear as mudas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. GENGIBRE NOME CIENTÍFICO . • Plantio: abril a maio. estacas de ramos. dificultando a extração da planta a campo. As flores são brancas ou róseas. revestida por pêlos. quando retiradas do solo. Já foi reputada como eficaz como antiofídica (93). mais raramente. preferindo temperaturas acima de 16. pois o sistema radicular estabelece um forte vínculo com o solo. As folhas basais são verticiladas e as superiores. A planta é antiblenorrágica. cilíndrico. PARTES UTILIZADAS Raízes. ramificado. principalmente em solos compactados. longo pendunculadas dispostas em rácimos simples. • Florescimento: novembro a julho. expectorante e emético (242). delgados.2 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são aromáticas. exalam um forte aroma de salicilato de metila.

rugosa com vários anéis castanho-claro. CLIMA Prefere regiões de clima tropical. obtusas e invaginantes.3 a 1.50m. O florescimento é um fenômeno raro. com três lóculos. • Plantio: agosto a setembro. sendo que externamente é mais fibrosa. glabras. lábio púrpura com manchas amarelas. mangaratá. Índia e China). linear-lanceoladas. amarelecem e secam. É heliófita. • Amontoa: quando ocorrer afloramento ou exposição dos rizomas em formação. • Colheita: 8 a 9 meses após o plantio. quando então as folhas senescem. As raízes são brancacentas.50 x 0. irregularmente ramificados. Flores zigomorfas. Os rizomas são vigorosos. amarelo-esverdeadas.] Roscoe FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. de folhagem anual e rizomas multianuais e raízes adventícias. porém foi introduzida e aclimatada em muitos países tropicais. carnosas e cilíndricas. As mudas são preparadas em canteiros protegidos ou em caixas. utilizando-se como substrato a areia. contendo sementes azuladas. subsésseis na bainha. rizomatosa. Inflorescência em espiga terminal elipsóide. mangarataia. gingibre. O caule é foliáceo e ereto. onde é cultivada. Fruto tipo capsular. A superfície do rizoma é esverdeada-creme. Plantar os pedaços de rizoma distanciados 10cm entre si. FITOLOGIA Planta herbácea. de preferência arenosos ou areno-siltosos. com as extremidades algumas vezes guarnecidas de brotações meristemáticas.0m de altura. • Propagação: segmentos de rizomas. medindo 20 a 25cm de comprimento por 1 a 2cm de largura. ápex agudo. guarnecida de escamas imbricadas. SINONÍMIA Gengivre. . com brácteas persistentes. A textura é quebradiça. mangaratiá. deve-se cobri-los com solo para evitar-se o ressecamento e a perda de princípios ativos. estreitas. Transplanta-se a muda dois meses após o plantio dos rizomas. vermiculita ou outro material mais poroso. hermafroditas.Zingiber officinale [Willd. HABITAT Espécie alóctone de origem sul-asiática (Malásia. As folhas são dísticas. SOLO Seco e bem drenado. Cada segmento de rizoma deve ter pelo menos um meristema ou "olho". reptantes. magaratáia. carnosos. irregulares. medindo 0. As sementes são raras e quase sempre inférteis. articulados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

cineol (257). anti-hemorrágica. • Suco: moer e extrair o suco de um rizoma. bronquite e cólicas) (145). sialogoga. antiinflamatória. antidepressiva. PARTES UTILIZADAS Rizomas. adoçada com mel (tosse. dispepsia atônica. cólicas do estômago e intestino (145). antigripal (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É expectorante. beribéri. rouquidão (257). Tomar 4 xícaras das de chá ao dia. sulforafane (anticancerígeno). asma. Fazer fricções tópicas (reumatismo).5 litro de álcool. aperiente. cólera morbus. sialogoga. broncorréia pulmonar. • Decocção: ⇒ ferver 50g do rizoma em 1 litro de água. vitaminizante (68). antiálgica. canfeno. zingerona. traumatismo. paralisia. citral. INDICAÇÕES Indicada para resfriados (445). antisséptica (128). • Rizoma fresco: mascar . desinfetante (294). catarros crônicos (93) e halitose. antinevrálgica (271). dores estomacais e ânsia de vômito). • Xarope: misturar o rizoma ralado com um xarope de mel (257). ⇒ ferver 1 colher das de chá do rizoma triturado em 1 xícara das de chá de água. odontálgica. antibiótica. carminativa.• Produtividade: 20t/ha de rizomas frescos (96). estomática. estimulante gastrintestinal (257) e cerebral. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. tônica. antiemética (445). zingibereno (bactericida). • Cataplasma: moer ou ralar um pedaço do rizoma e aplicar num pano sobre o local afetado (reumatismo e traumatismos na coluna vertebral e articulações. anticancerígena. ciática. • Pó: para vômitos. β-felandreno. afrodisíaca (93) e antiasmática (9). antioxidante. antiulcerativa. béquica (145). resina. asma brônquica. • Tintura: 100g do rizoma moído em 0. antitrombótica. edemas artríticos e reumáticos. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 9g/dia diarréia (445). citrol (145) e carboidratos (9). anti-reumática (ação externa). FITOQUÍMICA Gingerol. excitante. nevralgias e hemorróidas). náuseas. Coar a aplicar topicamente em ferimentos e cortes TOXICOLOGIA . antidiarréica. amigdalite (68).um pedaço (rouquidão. revulsiva. β-bisaboleno. enjôo. náusea. eupéptica.

FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. de caule e ramos angulosos. GERVÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Stachytarpheta jamaicensis [L. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Chips para halitose (para mascar). corola 5-simpétalas. O pó é usado como condimento no preparo de biscoitos. pé-de-moleque e cocada nordestina.] Vahl. Atinge até 1. crenadas. bolos e bolachas. dicótoma. Preparo do quentão. Fruto artrocarpáceo. matas de altitude. esbranquiçado. SOLO Prefere solos arenosos. medindo cerca de 6 a 7cm de comprimento e 3cm de largura. Espigas terminais de 20 a 30cm de comprimento. uregão. SINONÍMIA Aguará-podá. composto por dois carcerulídeos castanho-claros ou escuro. gervão. perene. conhaque). gervão-legítimo. urgebão. com bom teor de matéria orgânica e bem drenados. verbena. estimula à postura de ovos (93). aguarapondá. As flores são azuladas. ervão. FITOLOGIA Planta subarbustiva. As folhas são opostas. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastagens. Utilizada na ração de aves. urgervão. quadrangulares e pubescentes.20m de altura. CLIMA É de clima tropical a subtropical. sésseis. ovado-agudas. verbena-azul. rinchão. vassourinha-de-botão. AGROLOGIA . áreas ruderais e na vegetação de restinga do litoral. gerbão. discretamente tomentosos. gervão-azul. contendo 1 semente com tegumento membranáceo. chá-do-brasil. orgibão. gervãofolha-de-verônica. Fabricação de bebidas (gengibeer.O uso externo indevido e/ou abusivo pode provocar queimaduras.

contendo substrato organo-mineral. ip. rouquidão. FARMACOLOGIA Os extratos aquosos das folhas e ramos frescos apresentam atividade espasmogênica in vitro. Extratos alcoólicos apresentam atividade sedante ou ataxia. inibidora da secreção gástrica. feridas. distúrbios nervosos. Tomam-se 3 a 4 xícaras ao dia (32). emenagoga. nas doses de 100 a 1000mg/kg. úlceras (93). debilidade orgânica. αespinasterol. • Espaçamento: 1. ramosa e uniforme em sua arquitetura. ou em bandejas de isopor. Ndotriacontano. indutora da motilidade intestinal (405). em sulcos. sedante. N-nonacosano. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. anti-hipertensiva. detersiva. γ-aminobutírico. antiasmática. via intraperitonial e atividade vasodilatadora em ratas. vermífuga. hipnose ou perda de reflexo da postura. O efeito antipirético da planta foi constatado com o decréscimo de até 8. cefaléias e vitiligo. afecções renais e gástricas. fridelina. antiespasmódica (179). vulnerária. laxante (68). prisão-de-ventre. Na República Dominiicana foi verificada a presença de ácido cianídrico nas folhas (93). • Colheita: outubro a março. antipirética. resfriado (32). embora possam ser utilizadas estacas da planta matriz. inchaço do baço. anti-hepatotóxica. ácidos clorogênico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. antidiarréica. hepatite (68). INDICAÇÕES Indicada para doenças crônicas do fígado. contusões. antidisentérica. • Propagação: sementes. amebíase. dextrina e ácido salicílico (9). febrífuga.• Ambiente: por ser planta muito rústica. FORMAS DE USO • Infusão: 20g de folhas em 1 litro de água. anticatarral (9) e antilítica (271). • Plantio: março a abril. hepática (raízes). tafetalina. béquica.4oC na temperatura retal (Rodrígues. machucaduras.0 x 0. citral. cerca-viva ou separação de culturas. estimulante das funções gastrointestinais (32). tônica eupéptica. anti-reumática. antioxidante. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. N-pentriacontano. sudorífica (63). verbenalina. Nas doses de 700 a 1000mg/kg se observa a anestesia. cafêico e ursólico. cicatrizante (raiz). em íleo de cobaias. geraniol. furúnculos (215). hentriacontano. a beira de caminhos. ipolamida. como sebe. apud 179). bronquite (9). antiinflamatória. escutelareína (179). . dopamina. erisipela. antiartrítica. FITOQUÍMICA Verbascosídeo (63). hispidulina. antibacteriana. eczema.5m. antiemética. pode ser utilizada em áreas muito acidentadas e erodíveis. estarquitafina. anti-hemorroidária. diurética. tumores.

com tronco de 20 a 35cm de diâmetro. beirada de matas. orinduíba. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 3. É heliófita. profundos. SOLO Prefere solos porosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Ulmaceae. em cachos pequenos. capoeiras. machucaduras e feridas).• Cataplasma: usam-se as folhas e as raízes frescas. ovóide. de base arredondada. orindiba. medindo cerca de 8 a 10cm de comprimento 3 a 4cm de largura. • Suco: cicatrizante externo (68). liso. A planta cresce de 3 a 10m de altura. taleira. contusas (contusões. SINONÍMIA Candiúba. orindeúva. OUTRAS PROPRIEDADES • O chá das folhas tem sabor semelhante ao chá-da-índia. periquiteira. quando maturo. ricos em matéria orgânica. perenifólia ou semidecídua. pastagens e áreas ruderais. ereta. em subosques. acuminada. pau-de-pólvora.5m. curindiba. de caule estriado e marrom-escuro. glabro. verde quando imaturo e alaranjado-claro. . ramificada. borda serreada. Fruto tipo baga. sagitada. Inflorescências axilares. Folhas curto-pecioladas. FITOLOGIA Planta perene. coatiudiba.) Blume. ásperas. coatidiba. com flores amareladas. nervuras salientes. • O decôcto das folhas apresenta propriedades inseticidas (68). orindiuva. que medra na floresta pluvial Atlântica. pioneira. GRANDIÚVA NOME CIENTÍFICO Trema micrantha (L. gurindiba. arbórea. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. crindiúva.

• Propagação: sementes. guaçatunga-branca. FAMÍLIA BOTÂNICA Flacourtiaceae. chá-de-frade. estralador. • Florescimento: novembro a fevereiro. cambroé. caroba. chá-de-são-gonçalinho. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. As sementes são postas a germinar em areia sempre umedecida. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 135. sylvestris. pau-debugre. língua-de-tiú. erva-da-pontada. erva-de-bugre. PARTES UTILIZADAS Folhas. erva-de-lagarto. guaçatunga-falsa. estimulando a produção de leite (344) GUAÇATONGA NOME CIENTÍFICO Casearia sylvestris Swartz. caimbim. baga-de-pomba. pombeiro. SINONÍMIA Apiá-açonoçú. guassatonga. erva-de-guaçatunga-falsa. fruta-de-saíra. quacitunga. café-bravo. saritã. café-do-diabo. vassitonga. marmelinho-do-campo. • As flores são melíferas. varre-forno. . marmelada-vermellha. guaçatunga. vacatunga. gaimbim. petumba. vassatunga. A germinação das sementes demora de 4 a 6 meses (241). guaçutunga. erva-de-pontada. gaibim. café-de-fraile. As mudas são transplantadas quando atingirem 20 a 25cm de altura. cafezinho-do-mato. A frutificação ocorre de março a maio. paratudo. além de ser aproveitável para carvão e lenha (241).000 unidades (241). língua-delagarto. pau-de-lagarto. pióia. as plântulas são repicadas para saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Após a germinação. pitumba-de-folha-miúda. chá-de-bugre. ervade-pontada. uassatonga. cafezeiro-bravo. • As folhas são ótimas forrageiras. var. guaçatunga-preta. carvalhinho. • Plantio: agosto a outubro. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira é utilizada para a fabricação de pólvora. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. anti-sifilíticas e anti-reumáticas (242). guaçutonga. cafezeiro-do-mato. pioia. bugre-branco.

densa e minusculamente pelúcido-glanduloso-punctatas. pioneira. várzeas. seletiva higrófita. encostas suaves e até pedregosas. A emergência das sementes. além de saponinas.000 unidades. • Florescimento: julho a novembro. normalmente consorciada a cipós. Apresenta 5 a 8 nervuras laterais. Umbelas axilares sésseis. óleo essencial (2. flavonóides (179). As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. glabra.4m de diâmetro na base (213). porém adapta-se até mesmo em solos secos e pobres. de curta viabilidade (241). capoeiras e em capões. Os ramos novos tem folhas com nervuras ferrugíneo-pubescentes e os adultos glabras.000m (213). Os frutos amadurecem em setembro até dezembro. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. pecioladas. alcalóides. FITOQUÍMICA As folhas contém diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R). heliófita ou esciófita (213). alternas. persistentes. cujo poder germinativo é baixo.HABITAT Espécie autóctone. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 84. CLIMA É de clima tipicamente tropical. serreado-denteadas ou subinteiras. rugosa e com pequenas fendas quase superficiais (lenticelas). que habita as beiradas de Mata Atlântica. antocianosídeo . PARTES UTILIZADAS Folhas. resina. tanino. O fruto é uma cápsula ovóide-globosa. • Propagação: sementes e estacas de ramos. • Colheita: inicia ao final do segundo ano de cultivo.5%) (350). em áreas úmidas. mas pode chegar até 20m de altura por 0. inequiláteras. FITOLOGIA Planta arbórea perene que cresce em média de 2 a 6m de altura. contendo 2 a 6 sementes em arilo lanoso. SOLO Prefere solo do tipo calcário e ricos em húmus. cascas e raízes. que apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico (391). exalando um forte aroma. As flores são pequenas e esverdeadas. • Plantio: março. estreitas e arredondadas na base com até 14cm de comprimento e 5cm de largura. Tem a casca cinéreo-pardacenta. lanceoladas até ovadas ou elípticas. ocorre entre 20 a 30 dias (241). vermelha quando madura. agudas até longo-acuminadas no ápice. É encontrada em altitudes de até 2. Cresce preferencialmente na floresta pluvial da Encosta Atlântica. pequena (cerca de 3mm de diâmetro). amarelo e comestível.

(145). antipirética (183). α-humuleno. vulnerária. inchaço das pernas (215). FARMACOLOGIA O extrato etanólico das folhas apresenta atividade antitumoral em ratos na dose de 100mg/kg i. O extrato aquoso da planta apresenta atividade frente ao veneno de Bothrops jararaca e o óleo essencial teve um efeito inibidor dos processos induzidos pelo veneno de Bothrops alternatus (350). picadas de cobra (externamente). Coar e aplicar compressas sobre eczemas (145). prurido (145). • Tintura: 10 a 50ml/dia. hidropisia. paralisia (169). ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta ainda atividade antibacteriana contra Bacillus subtilis (83.5mg/kg. fungicida (128). antimicrobiana. A casca é utilizada para febres perniciosas e inflamatórias. apud 179). antiobésica. calmante e diaforética. • Compressa: ferver durante 10 minutos 30g de folhas de guaçatonga com 10g de folhas de confrei em 1 litro de água. sapinho (128). antiobésica. xarope e vinho: 20 a 100ml/dia (341). diarréias. antisséptica. sarna. reumatismo. aftas. 50 a 200ml/dia (341). β e ∆-elemeno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta é depurativa. anti-sifilítica (215). febre. afrodisíaca. cardiotônica (271). anti-sifilítica e antiespasmódica (169). via intragástrica e uma inibição da atividade secretora gástrica (37). úlceras dérmicas (151). Tomar 2 xícaras por dia da infusão para úlceras e problemas digestivos. contra o sarcoma 180 (191). antiartrítica (341). O extrato etanólico a 70% das folhas secas demonstra atividade antiulcerosa em ratas. estimulante da circulação. herpes. anestésica tópica em lesões da pele (Panizzate e Silva. diurética. apud 179).p. • Extrato fluido: 2 a 10ml/dia. dores do peito e do corpo (391). picada de insetos. biciclogermacreno. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. A infusão da raiz e folhas é usada como depurativa. eczema. antidiarréica (93). ∆ e δ-cadineno e espatulenol (291). espinhas). Os criadores de gado utilizam as folhas para a expulsão da placenta pós-parto (31). ⇒ 10g de folhas frescas ou secas em 200ml de água quente. anti-herpética (145) antiulcerogênica. anti-reumática. germacreno-D. INDICAÇÕES Usada no tratamento de doenças de pele. cicatrizante (barba. O óleo da planta combate as lombrigas (233). úlceras estomacais (294). anticolesterolêmica. antiofídica (350). sífilis (32) e aids (imunoestimulante). • Elixir. . 407). cardiotônica. eupéptica. Esfriar e aplicar com algodão sobre o ferimento. na dose de 57. inflamações. β-cariofileno. α-copaeno. A tintura e o óleo essencial das folhas demonstram atividade cicatrizante em ratas (Scavone. hemostática.

As bractéolas são uninerves. TOXICOLOGIA Os extratos aquosos das folhas demonstram atividade sobre a musculatura lisa uterina de ratas podem explicar a sua ação abortiva. estriados. aromáticas. erva-de-cobra. providas de contorno oval. micânia. Corola infundibuliforme provido de 5 lacíneas triangulares. • O óleo essencial apresenta coloração amarelo citrino. A inflorescência é do tipo panícula tirsóide que alcança 30cm de comprimento. de ramos lenhosos. castanhos e glabros. e o pecíolo 3 a 7cm de comprimento. OUTRAS PROPRIEDADES • O tronco fornece madeira útil para marcenaria e carpintaria. podendo ser utilizada na construção civil. odor semelhante ao cedro e é amargo. tábuas para assoalho.• Alcolatura: macerar por 5 dias 20g de folhas em ½ copo de álcool neutro. guaco-verdadeiro. perene. Coar e aplicar topicamente (picada de insetos). lenha e carvão (241). sendo a margem dos lobos lisa. GUACO NOME CIENTÍFICO Mikania glomerata Sprengel. Sua densidade é de 0. opostas. de cor verde intenso. em torno. guape. orla de matas. As folhas são pecioladas. glabras. trilobadas. membranáceas à coriáceas. em várzeas sujeitas à inundação e à beira dos rios. guaco-trepador. cilíndricos. lineares ou brácteas liguladas. cipó-sucuriju. arqueadas. guaco-de-cheiro. coração-de-jesus. são aquinquinervadas na base. capoeirões. trepadeira. uaco. apud 179).925 (291). ciliadas e de ápice agudo e oblongo. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. SINONÍMIA Cipó-caatinga. A DL50 em ratos foi estimada em 1792g do extrato seco/kg (Amarante e Silva. É encontrada desde 50 a 500m de altitude (57). tacos. guaco-liso. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul que cresce espontaneamente em matas primárias. O preparado deve ser mantido em locais frescos e em frascos escuros (128). terrenos de aluvião. FITOLOGIA Planta subarbustiva. de ápice acuminado e base arredondada ou subcordiforme. cipó-catinga. O limbo mede 8 a 15cm de comprimento por 6 a 9cm de largura. O papus é composto de 30 cerdas variando de amarelo-palha a . erva-cobre. capoeiras.

As mudas são tranplantadas quando atingem cerca de 30cm de altura.0m. • Pragas: as mudas novas recém plantadas a campo são muito sensíveis ao ataque de vaquinha ou patriota (Diabrotica spp. Para que haja um melhor enraizamento das estacas. • Adubação: responde bem à adubação orgânica.). É esciófita. piloso ou levemente glabro. • Propagação: é feita por estacas do caule e ramos. • Colheita: feita ao final do inverno. Depois de eliminadas todos os resíduos florais. Quando cultivada à sombra. O peso dos ramos não deve exceder ao das folhas. As folhas não podem apresentar manchas. para facilitar a colheita e para obtenção de matéria prima saudável e limpa. Posteriormente. • Produção de sementes: os aquênios devem ser colhidos antes do secamento completo da panícula. • Substrato: enraizar em substrato à base de húmus de minhoca e vermiculita. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. A estaca deve ter 5 gemas e 1 par de folhas (322). a planta exibe coloração verde-escura e fosca. medindo 3mm de comprimento. 250g de superfosfato simples e 20g de cloreto de potássio produzem seis vezes mais biomassa que plantas não adubadas (324).rosada. enquanto que à plena luz as folhas são luzidias e de coloração verde-limão. • Doenças: podem ocorrer manchas cinzas com halos arroxeados nas folhas. . • Padrão comercial: comercializam-se folhas com ramos finos e inflorescência nova. as sementes devem ser armazenadas em câmara fria ou geladeira. Plantas adubadas com 60g de sulfato de amônia. mantê-las em sombrite 50 ou 30%. CLIMA Espécie de clima tropical e subtropical.2m de altura. • Aclimatação: as estacas devem ser protegidas com sombrite 70% até a brotação vigorosa. Fruto tipo aquênio. • Florescimento: esporádico. Estacas mais herbáceas (ponteiras) devem ser hidratadas previamente por 1 hora (114). causadas por fungos. com 1. • Tutoramento: o cultivo exige tutoramento vertical em espaldeiras de arame. Não pode ocorrer material estranho na amostra (96). as folhas remanescentes devem ser cortadas transversalmente com tesoura. Obtém-se em média 3t/ha de material seco. para que não ocorra dispersão das sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas ou planta florida frescas ou secas. • Plantio: ano todo. pentangular. iniciando 16 meses após o plantio. normalmente no inverno até a primavera. Solos compactados ou mal drenados retardam o crescimento. SOLO Prefere solos areno-argilosos e úmidos.5 x 1.

hipotensora . rouquidão. vômitos e diarréia. ou na forma de extrato alcoólico ou decocto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Broncodilatadora (260). antisséptica das vias respiratórias. 128).FITOQUÍMICA Cumarinas (324). adicionar folhas de poejo e gengibre ralada (1 colher de chá). asma e bronquite: fazer o decôcto de 15 a 20 folhas de guaco em 100ml de água. antinevrálgica. Tomar 1 colher das de sopa a cada 4 ou 6 horas (257). (346). Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. TOXICOLOGIA Pode causar taquicardia. ⇒ crises de tosse. tanino. diurética. resina. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes aos dia (problemas respiratórios). guacosídeo (257). quando o uso é abusivo (258). tosse rebelde. ácidos entkaur-16-eno-19-óico e namoilgrandiflórico. compostos sesquiterpênicos e diterpênicos. cobrir e deixar esfriar. reduzir a dose à metade (258). artrite (145) e albuminúria (215). ácido cinamoilgrandiflórico. estigmast-22-en-3-ol (308). apud 169). cicatrizante (257). devido à cumarina (238) FORMAS DE USO • Infusão: adicionar 2 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas a 1/2 litro de água. flavonóides. ⇒ reumatismo: fazer fricções sobre áreas doloridas. picadas de inseto. • Xarope ⇒ tosses em geral: 4 xícaras das de cafezinho de sumo de folhas frescas em ½ litro de xarope. porém quando secas. sudorífica.quando se usam as folhas frescas. febrífuga. • Suco: 2 folhas frescas batidas com água (1 copo) em liqüidificador. juntar 150 a 200g de açúcar ou rapadura e dissolver. anti-reumática. antiinflamatória. tem forte olor balsâmico. antiasmática (258). Após. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas verdes são quase inodoras. coqueluche. . tônica. eugenol e esteróis (145). embora seu efeito broncodilatador tenha sido confirmado (346). O guaco apresenta atividade relaxante sobre a musculatura lisa respiratória de cobaias. expectorante. INDICAÇÕES Indicada para a gota. calmante (215). peitoral (Dias da Rocha. anti-reumática (271). emoliente. É desaconselhável para crianças com idade inferior a 1 ano e mulheres em menstruação (145). antigripal e antiofídica (215. cineol. borneol. Para as crianças. béquica (179). antiespasmódica (324). FARMACOLOGIA Não se constatou nenhuma atividade diurética e hipotensora. estigmasterol. ⇒ picada de cobra: tomar várias vezes ao dia (145). saponina.

ereta. cerca de 1m de altura. É esciófita. Fruto capsular. alvo-verdolengas. sublenhosa quando adulta. caá. perene. tipi. O enraizamento das estacas é demorado e com baixo índice de pegamento. compridos. Apresenta odor forte que lembra alho.8 x 0. em delgadas espigas bracteadas terminais. pequeno. porém deve ser fresco e drenado. agudas ou acuminadas no ápice. As flores são sésseis.• A planta é melífera • É utilizada contra picada de insetos e cobras (257). membranosas. originária das matas da América tropical. erva-tipi. FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. oblongas ou obovais. guiné. FITOLOGIA Planta subarbustiva. quase eretos ou ascendentes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. inteiras. atipim. GUINÉ NOME CIENTÍFICO Petiveria alliacea L. CLIMA A planta é de clima tropical e subtropical. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. escassamente pubescentes ou glabras. alternas. erva-de-guiné. cuneiforme. estreitadas na base. pipi. jardins. Folhas curtamente pecioladas. delgada. erva-pipi. erva-de-pipi. pequenas. quando nova. tipi-verdadeiro. SINONÍMIA Amansa-senhor. com 6-8mm de comprimento. guiné-tipi. mucura-caá. SOLO Adapta-se a quase todo tipo de solo. com 4 a 8cm de comprimento e 3-4cm de largura.40m. HABITAT Espécie autóctone. elípticas. raiz-de-guiné. clareiras e áreas ruderais do sul do Brasil. Cresce subespontaneamente em potreiros. com característico odor de alho. de ramos delgados. . • Propagação: sementes e estacas.

antineoplásica.5ml/cobaia demonstra atividade estimulante de fagocitose (113). A raiz contém 1. Anualmente reaplicar adubação nitrogenada em cobertura. paralisia. distúrbios pulmonares. tritiolaniacina. oftálmica (215). acetato de isoarborinol. impotência (130). falta de memória (215). álcool docosílico. lupenona (8). INDICAÇÕES É indicada para cistite. anticonvulsionante. trisulfeto de benzilo. antigripal. FARMACOLOGIA Anticonvulsionante e analgésica (130). dores reumáticas e de cabeça (373). antiartrítica. fridelino e ácido benzóico (116). oncolítica (179). polifenóis e taninos (382). afrodisíaca. pinitol e βsisterol. oléico. antireumática. A semente contém isotiocianatos voláteis. via intragástrica em ratos. antivenérea.9-cumarinas. inflamações da boca e garganta e gengivite (257). trans-stilbeno. emenagoga. β-sitosterol. antiespasmódica. benzilhidroxietiltrisulfitos.p. sudorífica. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. na primavera. difeniltrisulfeto.2. saponinas. vermífuga. i. alantoína. PARTES UTILIZADAS Raízes (mais comum) e folhas (tumores). depurativa. lactona sesquiterpênica. FITOQUÍMICA Triterpenos: isoarborinol. na dose de 33ml/litro (134). antitumoral. palmítico. 0. • Colheita: inicia a partir dos 10 meses após o plantio. anti-histérica. trans N-4-metilprolina. piorréia. diurética. na dose de 1g/kg. resfriado. aos 30 e 90 dias após o plantio. sudorífica. anticárie. É preventiva da cárie dental (130). na dose de 10g/planta. 3. • Plantio: maio e outubro.4-tritiolan. Não se constatou efeito . tritiolano e cumarinas (379). nonadecanóico. vários tipos de câncer (179). Alcalóides: alantoína. (130). antissinusítica (303) estimulante (32). O princípio tóxico é conhecido como petiverina (179). Adubar com nitrato de cálcio. antiofídica. lipídeos: ácidos linoléico. afecções da pele (uso externo). Esteróides. terpenóides (isoarborinol. macrólido (antitumoral). no inverno. N-metil-4-metoxi-trans-prolina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticoagulante.5-difenil 1. odontálgica. acetato de isoarborinol. cinamato de isoarborinol. antiasmática. desinfetante. antimicrobiana e antiinflamatória (128). cinamato de isoarborinol). dismenorréia. pinitol. As mudas são transplantadas quando atingem cerca de 20cm de altura ou 6 a 8 folhas definitivas. cólera. O extrato etanólico (50%) de folhas frescas. abortifaciente. anticancerígena. analgésica. O extrato aquoso de folhas atua como estimulante uterino débil em ratas. compostos de enxofre: 2-hidroxi-5-etil-trisulfeto de benzilo. doenças do útero.• Adubação: incorporar 1kg/cova de cama de aviário. A fração não saponificável. lignocérico e esteárico. ácidos urônicos. demonstra uma fraca atividade analgésica em teste de contorção com ácido acético (119).

administrado topicamente ou oralmente em cobaias demonstrou um efeito inibidor de dermatites induzidas por óleo de cróton e em granuloma induzido por pelet de algodão.. Musca domestica e mosquitos) e atividade repelente de traça da roupa (174. O extrato cru. atividade inseticida contra insetos adultos (Cimex lectularius. Mycobacterium tuberculosis e Candida albicans (411). ao meio-dia e a noite. via oral. e as contorções induzidas por ácido acético. Usar em bochechos e gargarejos (257). .antitumoral dos extratos etanólicos e aquosos das folhas secas em cobaias portadores de sarcoma 37 e 180. O extrato alcoólico das folhas mostra atividade nematicida contra Meloidogyne spp. O tratamento é indicado para o câncer (154). Induz a contração da musculatura lisa. incorporado na vaselina suave. A infusão das folhas não foi ativa contra o protozoário Trichomonas vaginalis. aplica-se topicamente em áreas odontálgicas (32). não causou qualquer tipo de irritação à pele (158). Coar e usar em massagens tópicas (dores reumáticas) (128). utilizando o decôcto das folhas (59). principalmente devido a presença de tiofenos (336). O extrato metanólico da raiz apresenta atividade profilática e terapêutica no tratamento de doenças hepáticas em ratas. O decôcto das folhas apresenta atividade antiinflamatória e analgésica. observando-se um incremento de 69 a 78% da coagulação anormal de sangue e transminase glutamato-piruvato (305). O macerado hidroalcoólico das folhas não inibe o crescimento de bactérias que causam infecções na pele.composto que apresenta atividade contra Bacillus subtilis (CIM: 3mg). 348). Coar. Staphylococcus aureus (CIM: 6.25g/kg. na dose de 200mg/kg. Tomar um copo pela manhã. A via tópica foi mais pronunciada que a oral. Tomar 3 xícaras ao dias (8). carcinoma de Erlich e adenocarcinoma mamário (129). não se constatou atividade anticândida e sim contra Epidermophyton floccosum. A atividade estimulante do sistema reticoendotelial e antimicrobiana está associada ao benzil-2-hidroxietilsulfeto . trato digestivo (60) e infecções respiratórias (59). • Sumo: bater no liqüidificador 25 a 30 folhas com 1 litro de água fria. • Alcolatura: macerar por 3 dias 4 colheres das de sopa de raiz em pó em 2 xícaras das de chá de álcool.1mg) (41. mucosas (58). • Compressa: folhas contusas aplicadas topicamente sobre cefalalgias e reumatismo. Fazendo-se um palito da raiz.3mg). inibindo o edema podal produzido por carragenina em ratas. Não obstante. na dose de 10g/kg. Escherichia coli (CIM: 50mg) e Candida albicans (CIM: 3. estimula a atividade fagocítica e não possui atividade antitumoral (348). FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ 1 pedaço de raiz com 2 folhas para 1 ½ xícara das de chá. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico (50%) demonstra atividade antibacteriana contra vários microorganismos Gram negativos e atividade antimicótica contra vários patógenos de plantas. in vitro (282). • Inalações: utiliza-se a raiz (303). O extrato aquoso de folhas mostrou-se efetivo contra Epidermophyton floccosum. ⇒ Câncer: 30g/litro. 306). na dose de 6. O extrato etanólico das raízes. O óleo essencial das folhas demonstrou atividade supressora da alimentação na fase larvária de alguns insetos fitopatógenos (Attagenus piceus).

hortelã-de-cavalo. hortelã-de-folha-redonda. As flores são alvas. afasia e até a morte (93). mentrasto. hortelã-de-tempero. hortelã-das-hortas. hortelã-chinesa. com ataxia dos membros posteriores. As folhas tem aroma suave que lembra maçã.TOXICOLOGIA A planta é abortiva (124. hortelã-de-horta. via oral. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é usada como inseticida e repelente de insetos (179). hortelã-miúda. arredondadas. A necropsia dos animais mostrou atrofia muscular com fragmentação e hialinização de fibras. menta-maçã. em cobaias foi de 1637mg/kg (298) e via intraperitonial é de 1. O leite produzido pelas vacas que ingerem a folha adquire sabor de alho (47). doses abusivas podem resultar em imbecilidade. originária da Europa. hortelã-cheirosa. hortelã-comum. FITOLOGIA Planta herbácea perene de porte rasteiro-ascendente. crenadas ou denteadas. Não foi verificada ação genotóxica do decôcto em células reprodutivas de cobaia macho e nem a morte dos animais com a dose única. 348) e tóxica ao gado. de 10g/kg (348). pubescentes. braquicardia. A DL50 de um extrato i. hortelã-cultivada. hortelã-de-leite.p. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. SINONÍMIA Erva-boa. Os efeitos produzidos pela ingestão de Petiveria alliacea em ovinos (caquexia muscular distrófica) são similares aos sintomas de intoxicação com pesticidas organofosforados. hortelã-de-panela. hortelã-pimenta-rasteira. dispostas em espigas verticiladas. desidratação. CLIMA . poejo. carbamatos e alguns organoclorados.7g/kg. com as folhas fortemente enrugadas. HABITAT Espécie alóctone. HORTELÃ-BRANCA NOME CIENTÍFICO Mentha rotundifolia L. hortelã-do-brasil. hortelãda-horta. hortelã-de-folha-miúda. perda de peso. Animais que consomem diariamente folhas da planta tornam-se débeis. dilatação cardíaca e lesões renais. hortelã-de-cheiro. ou Mentha suaveolens. hortelãrasteira. aumento dos níveis de transminases e nitrogênio urêico.

18% e o teor de mentol deve estar além de 50% (96).Embora seja de clima temperado.3m. tônica. 15g de nitrogênio/m2. Aplicar. Suporta baixas temperaturas. 25kg de fósforo. • Colheita de sementes: Embora a planta floresça e produza sementes no sul do Brasil.4 x 0. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. aromática. desde que não ocorra estresse hídrico. • Adubação: aplicar no plantio 4 a 5kg de estrume de gado ou composto. • Nutrição: a planta extrai por hectare cerca de 170kg de nitrogênio. • Rendimento: 2 a 3 cortes por ano ou cerca de 4t/ha de planta fresca (96). estimulante. FITOQUÍMICA O teor de óleos essenciais na planta fresca varia de 0. • Plantas invasoras: proceder a capinação até que a hortelã cubra o solo por inteiro.000mm ao ano. Além disso. • Irrigação: proceder periodicamente.059 a 0. SOLO Leve e poroso. Tolera altas temperaturas. Temperaturas muito altas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. 290kg de potássio. para uma produção de 4t de matéria fresca (96). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). adapta-se bem à regiões subtropicais com precipitação de 1. 30 dias após o plantio. vermífuga.300 a 2. • Renovação da cultura: é feita a cada 3 a 4 anos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). Repetir a adubação a cada corte. • Plantio: março a maio. corre-se o risco de utilizarse sementes oriundas de polinizações clandestinas oriundas de outras espécies de hortelãs. • Propagação: divisão de rizomas. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas e verdes. fértil e com bom teor de matéria orgânica. associadas a pouca precipitação determinam menor teor de óleos essenciais (96). mas não as geadas. INDICAÇÕES . calmante (215) e antiemética. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. bem distribuídas. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. a produção de sementes é desuniforme e reduzida. • Florescimento: dezembro e janeiro. pois a planta é exigente em umidade no solo. em canteiros. anti-reumática. 130kg de cálcio e 17kg de magnésio. estacas radicantes e sementes. É heliófita.

Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. refresco e salada. úmidos. serreadas. ovallanceoladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É também a mais popular e a mais bem aclimatada das mentas. hortelã-da-horta. HORTELÃ-COMUM NOME CIENTÍFICO Mentha x villosa Huds. SINONÍMIA Hortelã-chinesa. Fruto tipo aquênio. em . no Brasil. • Propagação: estaquia ou divisão de rizomas. ramificado. bem drenados. De todas as mentas. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em temperaturas amenas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. verde-escuras e crespas. hortelã-comum. areno-silicosos e ricos em matéria orgânica.3 x 0. tempero. hortelã-pimenta. FORMAS DE USO Infusão. Para que ocorra o florescimento.25m. Cresce subespontaneamente em jardins e fundo de quintal. hortelã-de- HABITAT Espécie autóctone de origem mediterrânica-européia. FITOLOGIA Planta herbácea. dispostas em espigas terminais. mentrasto e poejo. hortelã-das-hortas. rizomatosa. hortelã-rasteira. Folhas opostas.Indicada para a prisão-de-ventre e feridas (215). é a que melhor se adaptou ao Brasil. Caule arroxeado. com 10cm de comprimento cada segmento. A planta pode ser considerada esciófita. SOLO Prefere os solos aerados. há necessidade de um fotoperíodo mínimo de 12 horas. vivaz. Flores lilases ou azuladas.

antisséptica. vômitos. Adubação: orgânica. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). pineno. estomáquica. 1/2 hora antes do café da manhã. amebas e lombrigas). Plantio: ano todo. deixar esfriar e coar. durante 5 dias (combate giárdias. antiespasmódica. tremedeiras. acrescentar água fervente. . anti-reumática e galactagoga (271). tônica geral. PARTES UTILIZADAS Folhas. colocar numa xícara. FARMACOLOGIA O óleo essencial apresenta atividade relaxante sobre o músculo intestinal (406). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). giardicida. vermífuga (257). verão e outono. flavonóides e heterosídeos da luteolina e apigenina (257). Utilizar húmus de minhoca ou estrume animal. Servir às crianças 1 vez ao dia. mentofurana. • Bala: separar 800g de açúcar. expectorante. timpanite (especialmente de origem nervosa). ácidos orgânicos. tricomonicida (261). palpitação. tricomoníase urogenital (406). estimulante. mentona. tanino. amebicida. Colocar a água e o açúcar para ferver até atingir o ponto de bala. 250ml de água filtrada e o sumo da hortelã. cólica uterina. atonia digestiva.• • • • • canteiros. FORMAS DE USO • Antiparasitário com alho: amassar 3 a 4 folhas frescas de hortelã e 1 dente de alho. PARTES UTILIZADAS Folhas. Colhe-se quando cerca de 60 a 70% das plantas estiverem floridas. dismenorréia e odontalgias (32). tampar. limoneno e cânfora. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de diarréia sangüínea. ansiolítica (406). A colheita pode na primavera. cálculos biliares. colagoga (258). bem curtido. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo mentol. digestiva. Adicionar o sumo (antiparasitária e expectorante). na quantidade de 2 a 3kg/m2. colerética. Colheita: inicia-se 2 a 3 meses após o plantio. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. pois a planta é ávida por umidade no solo. não devendo se estender além de 15 dias. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. Irrigação: deve ser periódica. icterícia.

em regiões de inverno rigoroso. Misturar 1 colher das de café do pó com mel. por 7 dias. Inflorescência axilar.5cm de largura. Tomar 3 vezes ao dia. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. em 3 doses. em pares cruzados. Metade da dose para as crianças (258). na forma de glomérulos globosos. várzeas. pecíolo curto. opostas. de limbo rômbico-lanceolado. FITOLOGIA Planta herbácea perene. HORTELÃ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. TOXICOLOGIA O uso prolongado ou a ingestão antes de dormir. escassa na parte inferior e notória na superior. com pubescência adpressa. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na alimentação como condimento • Na indústria obtém-se uma essência utilizada como aromatizante de perfumes. • Pó: triturar folhas secas e peneirar. junto com as refeições. riachos. podendo ser anual. principalmente à beira de canais. quadrangular. por 5 a 10 dias (antiparasitárias). lagoas. doces e bebidas. secas ou frescas. hortelã-brava. reunindo flores densamente aglomeradas de corola alva. • Infusão: colocar 5 ou 10g de folhas picadas. AGROLOGIA . exceto como vermífugo). margem serreada ou duplamente serreada. SINONÍMIA Fazendeiro. Medra em regiões uliginosas marítimas do sul do Brasil. medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 2. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. respectivamente. Tomar 1 xícara das de chá 3 vezes ao dia (uso interno.• Folhas in natura: ingerir 10 a 16 folhas por dia. de base atenuada. revestida de glândulas que liberam óleo essencial aromático que lembra a hortelãlevante ou alevante. bananais e pomares. um pouco ramificado. Folhas verdeintensas. com 30 a 60cm de altura. Apresenta porte ereto quando novo a semi-prostrado quanto em reprodução. em 1 litro de água. pode resultar em insônia (258). O caule é simples.

As folhas são sésseis ou quase sésseis. • Florescimento: fevereiro a março. HABITAT Embora a sinonímia popular atribua ser de origem brasileira. em canteiros. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o início do cultivo. HORTELÃ-SILVESTRE NOME CIENTÍFICO Mentha sylvestris L. Cálice viloso-tomentoso. • Colheita: 100 dias após o plantio. compactas ou com falhas na base. pubescentes ou tomentosas por cima e por baixo alvo-tomentosas. CLIMA É de clima temperado. úmidos. Corola pequena e violácea. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. a planta é nativa da Europa.5 x 0. alevante. • Plantio: outono e primavera. esbranquiçado.• Espaçamento: 0. lanceoladas ou oblongas. hortelã-da-amazônia. FITOLOGIA Planta herbácea polianual de caule cotonoso. Não tolera solos ácidos. • Propagação: segmentos de ramos radicantes ou sementes.3m. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. cilíndrico-cônicas. porém adapta-se ao subtropical e até o tropical. bem drenados. SINONÍMIA Levante. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. Inflorescência em espiga terminal. . e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à hortelã-comum. ereto.

No inverno ocorre um declínio das folhas. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta ação antibacteriana contra Bacillus subtilis. em canteiros. ao final da primavera e início do verão. • Plantio: ano todo. FITOQUÍMICA Mentol. que se tornam cloróticas e quase sem aroma. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. exceção ao inverno.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: divisão de rizomas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. Aspergillus oryzae e Serratia marcescens (407). Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. ou em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. Eicherischia coli. segmentos dos ramos radicantes. OUTRAS PROPRIEDADES • Usada também para aromatizar cerveja e como forragem. fenol e pulegon (93). HORTELÃ-VERDE NOME CIENTÍFICO Mentha spicata L. . hortelã-da-preta. Micrococcus luteus. • Utilizada como forragem. hortelã-das-hortas. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. hortelã-de-leite. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. no Cashimir (93).3m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica (93).6m x 0. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae SINONÍMIA Hortelã-comum.

calmante (257). Cálice áspero e glabro com dentes linear-subulados. • Propagação: divisão de rizomas e estacas. antiespasmódica. mentol. tétano. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. bracteiformes todas as próximas da inflorescência dispostas em verticilo irregular. FITOQUÍMICA Linalol. ácido oleanólico (120). e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Inflorescência em espigas cilíndricas frouxas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. da Inglaterra à Bulgária. em canteiros. em verticilos aproximados ou os do extremo inferior todos separados. a produção de sementes é insignificante e desuniforme. ovado-lanceoladas. otalgias e dores de garganta (120). • Plantas daninhas: o cultivo deve ser mantido completamente livre de inços. • Plantio: outono e primavera. originária da Europa. cólica. • É utilizada no preparo culinário de quibe. um pouco mais longas. Cachemir. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. desigualmente serrilhadas. antiasmática e antigripal (120). • Florescimento: dezembro. Ilha da Madeira até o Cabo da Boa Esperança. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder a 8% (96).HABITAT Espécie alóctone. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. • Produção de sementes: embora ocorra o florescimento. gastralgias. de caule ereto. sitosterol. OUTRAS PROPRIEDADES Juntamente com a Mentha piperita. INDICAÇÕES Utilizada para a bronquite. aromática.4m. é a principal fonte óleo essencial volátil utilizado pela indústria e laboratórios. pulegona e fenóis (257). glabras as do caule. béquica. onde cresce como planta ruderal (93). • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. • . Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. stigmasterol. Folhas subsésseis. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral.

japonesa. mas também podem ser segmentados em pedaços menores. perene. Apresentam um forte aroma de mentol. pecioladas. ovadas. FITOLOGIA Planta herbácea. A inflorescência é uma verticilo capitato-axilar. CLIMA Espécie de clima temperado quente. base cuneada.0 a 2. esparsamente tomentosas em ambas as faces. hortelã-japonesa. Os rizomas são plantados diretamente a campo. que cresce de 10 a 50cm em altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Rizoma rastejante. as sementes podem ser estéreis. As folhas são opostas. SOLO Desenvolve-se bem em solos arenosos a argilosos e férteis. próxima a regatos.000m de altitude. as margens são serradas. A reprodução por sementes é condicionada ao fotoperíodo. menta-canforada. brancas ou lilases. • Propagação: via rizomas.5cm de largura. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. multifloro. mas cresce na forma selvagem nas montanhas da Europa Ocidental. As flores são pequenas. com 3 a 7cm de comprimento por 1. Cresce espontaneamente em áreas aluviais. hortelã-pimenta-do-japão.000 plantas/ha). ereto ou prostrado e radicante.20 x 0.20m (250. menta. hortelã-pimenta- HABITAT Planta alóctone originária do Japão. O caule é quadrangular. porém não tolera solos ácidos e encharcados. morros e áreas nitrófilas. rizomatosa.HORTELÃ-VIQUE NOME CIENTÍFICO Mentha arvensis L. Ocorre até 1. As folhas apresentam sabor pungente e causam sensação de frescor. SINONÍMIA Hortelã-do-campo. ramificado. O fruto é uma pequena noz lisa e ovóide. Desenvolve-se melhor à meia-sombra. Em regiões de fotoperíodo curto não há formação de sementes e quando ocorre. de 5 . cujo rebrote é intenso e rápido. compacto.

produzindo luxuriante vegetação. FORMAS DE USO • Geral: 12 a 20g por xícara. Plantio: abril a maio. • Tintura: 60g de folhas frescas em 100ml de álcool (para coceiras. podendo definhar totalmente. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (antivomitivo). que voltam a brotar na primavera. TOXICOLOGIA Não deve ser usada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia (385). Rendimento de óleo essencial: 130kg/ha (206). afecções da garganta. artralgia.• • • • • • • a 7cm. resfriado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). dispepsia. Doença: pode ocorrer a ferrugem. . • Infusão: 4 a 6g de folhas frescas por xícara das de chá. cólicas e diarréia. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. Podem ser feitos até 3 cortes por ano. metil-acetato. Colheita: deve ser feita pouco antes ou até o pleno florescimento. colerética. rinite. Emplastros da folha verde e inalação são também utilizados (444) ou 3 a 6g por xícara (445). após 50 a 60 dias. L-α-pineno. antisséptica (260). erupções do sarampo. descongestionante nasal (257). Desenvolvimento: durante o inverno a parte aérea regride. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da febre. prurido. edema de beribéri. Lmentona. utilizada na forma de infusão ou decocção. restando apenas os rizomas.5m de altura. inchaços. perspirante. quando a planta apresenta cerca de 0. 444). revulsiva. exceto as raízes. L-limoneno. tosse. irritação na pele e cefalalgia). Florescimento: dezembro a janeiro. e enraizados em substrato organo-mineral. O teor de mentol pode variar de 50 a 70 % (257) ou 75 a 80% (93). para posteriormente serem transplantados como muda a campo. dor-de-cabeça. A cultura é renovada a cada 5 anos. antiespasmódica (445). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (91). A primeira colheita ocorre quatro meses após o plantio. resolutiva. causada pelo fungo Puccinia menthae. Aplicar compressas e fazer massagens (257). anestésica e analgésica tópica suave (1. antiemética. durante a estação seca. conjuntivite. faringite. FITOQUÍMICA A planta produz óleo essencial que contém L-mentol (65 a 68%). coriza.

podendo chegar até 2m. CLIMA A planta é de clima subtropical e heliófita. As sementes. Não tolera solos ácidos. pequenas. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. pecioladas. de 1. dentadas ou crenadas. com a espessura de um lápis.2 a 1. • Propagação: sementes e estacas.E.0m. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. . recurvadas e dispostas acima da folhagem. umuravumba. ramificado. aerados e com um bom teor de matéria orgânica. É resistente ao frio. róseocreme e perfumadas. compactados e muito úmidos. Adubar a cada 4 meses com nitrato de cálcio. HABITAT Espécie alóctone. As folhas são largo-ovaladas. brancopubescente e espessas.) N. aromático. Devem ser enraizadas em vermiculita e dispostas sob sombrite 70% e irrigação por nebulização. As flores são numerosas. originária da África do Sul. FITOLOGIA Arbusto semi-herbáceo. SINONÍMIA Limonete.INCENSO NOME CIENTÍFICO Tetradenia riparia (Hochst.6m de altura. As inflorescências. • Plantio: outubro.30 x 1. densas. utilizando-se aquelas mais retilíneas. As estacas devem ser colhidas no início da primavera. são numerosas. longas. arenosos. 5g/planta. SOLO Prefere solos leves. paniculadas. quando disponíveis. pluma-de-névoa. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. decíduo.Br. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca e 100g/m2 de fosfato natural.

• Colheita: inicia um ano após o plantio. . INSULINA NOME CIENTÍFICO Cissus sicyoides L. FAMÍLIA BOTÂNICA Vitaceae. atua como odorizante de ambientes.. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando é desidratada. trips e mosca branca (15). dor de cabeça. SINONÍMIA Achite. insulina-vegetal. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. tinta-dos-gentios. cipó-da-china. antisséptica e estomáquica. gastroenterite. cipó-pucá. antiblenorrágica. uvado-mato. abcessos dentais. cortinajaponesa. pois suas folhas sujam-se facilmente de solo. • Pode ser utilizada em saches como repelentes de traças. vegetando próximo aos cursos de água. vermífuga. diabetil. analgésica. cipó-puci. uva-brava. dores em geral (15). caavurana-de-cunhan. angina. Os ramos extirpados podem ser aproveitados como estacas-matrizes para novos plantios. HABITAT Espécie autóctone da Mata Atlântica e Equatorial. INDICAÇÕES Utilizada externamente para malária. PARTES UTILIZADAS Folhas. afídeos. Bruchidae).• Poda: os ramos baixeiros devem ser eliminados. • Florescimento: julho a agosto. anil-trepador. febrífuga (15). gorgulho que infesta o feijão (440). Repele ainda ácaros. proeza-japonesa. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Zabrotes subfasciatus (Col. moída e queimada.

O enraizamento das estacas é muito rápido. e mesmo tutorado lança raízes aéreas pêndulas com até 1m de comprimento. casca de arroz tostada ou outro substrato poroso. silício. INDICAÇÕES . com 7 a 10mm de diâmetro. PARTES UTILIZADAS Folhas. FITOQUÍMICA Esteróis. as vezes polígamas. obovóides. • Colheita: inicia-se no quarto mês após o transplante. esteróis. dispostas em cimeiras corimbiformes. As flores são perfeitas. • Poda: devido ao grande vigor da planta. hipotensora. As gavinhas são opostas às folhas e raízes. com 4 a 6mm de comprimento. delfinidina-3-O-β-D-glucosídeo. • Tutoramento: devido ao hábito trepador. cianidina3-rhamnosil-arabinosídeo. iniciando a rizogênese já aos 3 dias. anti-reumática. radicante. que cresce cerca de 6m de comprimento. com 6 a 8 folhas. Aminoácidos. ovado-cordiformes. é comum o surgimento de sintomas de deficiência de Fe. a planta tem que ser conduzida em espaldeiras. para não ser pisoteada ou ser contaminada de terra. taninos. O caule é reptante. açúcares. lactonas sesquiterpênicas e luteolina. estendidas. As sementes são solitárias. pedunculadas. quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas nos frutos (348). Manter o substrato sempre úmido e drenado. agudas. fósforo e potássio (9). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. truncadas ou cordiforme na base. manganês. Bagas subglobosas ou ovóides. delfinidina 3-O-βD-glucosídeo e delfinidina-3-rhamnosídeo (179). Pode ser também enraizada em areia. estomáquica e anti-hemorroidária (1). cianidina-3-arabinosídeo.0 x 0. negras. glabras ou pubescentes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sudorífica. • Nutrição: durante o inverno. Apresentam 4 pétalas. preventiva de derrame (9). • Pragas: a planta é muito susceptível à Diabrotica spp.FITOLOGIA Planta escandente perene. Flavonóides: cianidina. antiinflamatória. As folhas novas adquirem uma coloração clorótica generalizada. • Propagação: estacas dos ramos. saponinas. As folhas são pecioladas. medindo de 4 a 12cm de comprimento por 3 a 9cm de largura. principalmente nas mudas em formação. Sais de magnésio. cálcio. antidiabética (271). delfinidina. As mudas são transplantadas quando atingem um porte de 20 a 25cm de altura. acuminadas ou mesmo arredondadas no ápice. em água. simples. pálidas. disco em forma de copa. • Floração: outubro a fevereiro. • Plantio: primavera. alcalóides.5m. seu crescimento tem que ser controlado e limitado aos tutores.

opostas. 195. O extrato metanólico da planta apresenta atividade antibacteriana contra Bacillus sp. FITOLOGIA Planta arbórea. HABITAT Espécie autóctone. Flores roxo-claras. que ocorre em solos úmidos das depressões e matas de encostas suaves. atividade anticonvulsionante e depressiva do sistema nervoso central (53. dispostas em panículas terminais. Fruto tipo cápsula. que atinge 25 a 30m de altura e o tronco 0. hepáticos. nas doses de 250 a 500mg/kg (127). longopecioladas. renais e de ovários e para a epilepsia. SINONÍMIA Cabroe. acuminado. ipê-de-flor-roxa. ipê-preto. Folíolo oblongo. FARMACOLOGIA A decocção das folhas e talos não mostrou atividade bronco-dilatadora em cobaias que receberam histamina e acetil-colina (70). Descreve-se para esta planta uma forte estimulação uterina em ratas.6 a 0. ipê. ipê-tabaco. 102. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico da folha possui atividade antibacteriana e atividade antibacteriana (134). FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. 348). peúva. ipê-mirim. As folhas amassadas servem para furúnculos. Corola tubulosa-afunilada. roliço. peúva-roxa. com 5 a 6cm de comprimento.Indicada para problemas respiratórios. perene. pouco ramificada (331). ipê-uva-roxa. 134. ipeúva-roxa. com cerca de 30 a 35cm de . pau-d'arco-roxo. Folhas digitadas. enquanto que as folhas aquecidas são utilizadas em abcessos e gânglios inflamados (179). atenuado na base. penta ou heptafoliada. Le Grand e Wondergem (apud 169) comprovaram atividade antibacteriana sobre Bacillus subilis. decídua. IPÊ-ROXO NOME CIENTÍFICO Tabebuia avellanedae Lorenz ex Grisebach. glabro. agudo-serrilhado. Observou-se também um efeito anticonvulsivo através do extrato aquoso das folhas e talos em cobaias submetidas a eletrochoques e pentilentetrazol. OUTRAS PROPRIEDADES • É hospedeira do fungo Meliola juruana.8m de espessura. (98).

antiinfecciosa. JACATUPÉ NOME CIENTÍFICO Pachyrhizus bulbosus Kurz. INDICAÇÕES Atribui-as à planta propriedades curativas do câncer. inflamações na garganta (215).comprimento. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. Inicia já no segundo ano de vida. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilonaceae. contendo inúmeras sementes aladas. • Florescimento: setembro a fevereiro. FITOQUÍMICA Lapachol (257). principalmente devido ao lapachol (257). • Produz madeira rija. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. sendo utilizada em arborização urbana. A germinação ocorre em um período de 10 a 15 dias (344). própria para uso externo. • Propagação: sementes. antiinflamatória. catarros da uretra e úlceras gástricas (271). OUTRAS PROPRIEDADES • Contém material corante própria para tingir seda e algodão. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano. Também indicada para o tratamento de úlceras. antinevrálgica e anti-sifilítica (215). em substrato organo-mineral. doenças do útero e ovário. em saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. SINONÍMIA . inflamacões artríticas. ácido tânico e lapáchico e sais alcalinos (93). • Adubação: incorporar na cova de plantio 2 a 3kg de cama de aviário. depurativa. coceiras. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. Utilizada em construção naval. com asas brilhantes e esbranquiçadas e núcleo castanho. antimicrobiana. antitumoral (257). antiblenorrágica (93). • A árvore é ornamental. A semeadura deve ser feita de fevereiro a abril.

0x 0. As sementes são semeadas diretamente a campo. no final de inverno. As túberas são colhidas quando ocorre o secamento completo das folhas. Rácimos axilares. comestíveis.. que é também pubérula. feijão-jacatupé. • Propagação: sementes. de 10 a 15cm de comprimento e 2cm de largura. FITOLOGIA Planta herbácea trepadeira.5m. • Adubação: incorporar 2 a 3kg/cova de cama de aviário. inflorescências e cálices. Se as túberas não forem arrancadas. As folhas são longo-peciolados. como os pecíolos. lingüiça vegetal. contendo 6 a 8 sementes avermelhadas por vagem. yacatupé (tupi = batata de casca fina). feijão-de-batata. devido a erosão genética e extrativismo. As flores são brancas e vistosas. linear. mais ou menos glabro. • Capação: para aumentar a produção de túberas. com chuvas bem distribuídas. Não tolera invernos rigorosos e ventos frios. Nas condições de cultivo do Litoral Catarinense. O fruto é do tipo legume. soltos. menores que as folhas. mais ou menos pubérulos. com flores alvas. HABITAT Planta autóctone da Floresta Amazônica.Feijão-batata. podem sobreviver no solo por muitos anos. SOLO Prefere solos leves. . o terminal rombóide. • Pragas: A planta é altamente suceptível à Diabrotica spp. contraído entre as sementes. facilitando a infecção de fungos nas vagens e sementes. • Colheita: ocorre 8 a 9 meses após o plantio. dispondo-se 2 a 3 por cova. • Tutoramento: evita problemas fitossanitários às folhas e às vagens e facilita os tratos culturais e a colheita. • Rendimento: o rendimento de túberas chega a 10t/ha (93). cordiformes com 3 folíolos grandes. • Plantio: outubro. se considerar-se que pode chegar a 15kg. algo achatado. procede-se a extirpação de todas as inflorescências. O não tutoramento da plantas faz com que a planta se proste. os laterais assimétricos. uma batata fresca pesa cerca de 330g. ricos em matéria orgânica e permeáveis. O cultivo praticamente inexiste. que é crítica na fase de mudas. alcança 3m de altura e produz grandes túberas subterrâneas. quando tutorada. yeticopé (tupi = raiz semelhante a um nabo). Ramos novos pubérulos. Espécie que corre o risco de desaparecer. perene (batata) que. que é muito pequena. volúvel.1%. CLIMA Planta de clima equatorial a tropical. e prejudicial na fase adulta. O teor de matéria seca obtido foi de 15. reunidas 2 a 3 sobre pequenos nódulos inseridos na raque. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Cresce espontaneamente em áreas próximas a cursos d’água.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitussígena e diurética (93). que é tóxica a insetos e para a erradicação de ratos (93). à guisa de lingüiça. A batata apresenta casca fina e produz farinha fina e branca. • Pode ser defumada. A colheita das sementes deve anteceder o período das chuvas. . INDICAÇÕES Indicada para doenças das vias urinárias. para evitar a ocorrência de fungos.• Produção de sementes: a planta apresenta uma grande produção de vagens.56% de proteínas. é consumida em fatias. • No México. OUTRAS PROPRIEDADES • Raiz comestível com sabor de coco-da-bahia. PARTES UTILIZADAS Túbera. acessos febris e nefrites (93). cujo amido é sucedâneo da araruta.05%. Pode ser consumida cozida com sal ou açúcar. • As sementes são tóxicas.12%. JALAPA NOME CIENTÍFICO Mirabilis jalapa L. para ser conservada por um ano • O polvilho tem sabor suave e doce. A maturação das vagens é demorada e desuniforme. açúcares 5. • As folhas e caules são forrageiras muito apreciadas pelo gado. FITOQUÍMICA Água 87. ocorre quase 5 meses (em julho) após o florescimento.1%. • No exterior. que demoram cerca de dois meses para maturar. TOXICOLOGIA As sementes encerram rotenona. proteína 1.6%. raladas e misturadas ao leite. matéria graxa 0. contendo 21.78% e sais minerais 0. fibra 0. à guisa de maçã. crua. • As raízes. Do polvilho extrai-se a jacatupina (93). é usada para o preparo de saladas exóticas e sofisticadas.32%. servem para amaciar as mãos. FAMÍLIA BOTÂNICA Nictaginaceae. inseticidas e raticidas (93). adocicado.

jalapa-comprida. nativa das regiões tropicais. semelhante ao fruto da pimenta-do-reino. lanceoladas. de 0. maravilha-vermelha. jalapa-bastarda. • Florescimento: ocorre no verão e outono. suculento e com os nós entumescidos. É esciófita. boa-morte. contendo um aquênio ou antocarpo. Em áreas ensolaradas e quentes. As sépalas são vermelhas. FITOLOGIA Planta herbácea.5m. escura externamente e branca internamente. suculenta. que podem ser plantadas diretamente a campo. HABITAT Espécie alóctone.60 a 1. O caule é ramificado. bom-dia. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. incrementa-se o tamanho da raiz. terrenos baldios e jardins. beijo-de-frade. • Capação: extirpando-se todos os botões florais.10m de altura. róseas. agrupadas em cimos terminais. jalapa-falsa. boi-noite. dentadas e opostas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. boa-noite. glabras. cilíndrico. amarelas. maravilha. adaptando-se aos subtropicais. ervatriste. bonina. permanecendo abertas e perfumosas durante toda a noite. As folhas são simples. preto. as raízes atingem maiores proporções. bons-dias. CLIMA É de clima tropical. medindo 10 a 12cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. moles. purga-de-nabiça. belas-noites. ovais. jalapado-mato. maravilha-branca. ovóide. primavera ou verão. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. preferindo solos humosos e úmidos. beijos-de-frade. flor-das-quatro-horas. falsa-jalapa. SOLO É nitrófila. Flores hipocrateriformes de invólucro parecendo cálice. erva-de-santa-catarina. glabro. pó-de-arroz. A raiz tuberosa é espessa. de pericarpo rugoso. . polianual. As flores abrem-se ao entardecer.SINONÍMIA Batata-de-purga. bastante enfolhada. inteiras. liso. em áreas ruderais. Fruto cariopse. em sulcos ou covas. maravilha-de-forquilha. sobretudo do México. pigmentado de vermelhovioláceo nas áreas expostas ao sol. • Propagação: sementes e raízes tuberosas. lisas. PARTES UTILIZADAS Flores e raízes. boas-noites. ereta. brancas ou mescladas. verde. • Plantio: outono. herbáceo. • Adubação: 1 a 2kg/planta de cama de aviário. ou quando o dia estiver nublado.0 x 0.

antileucorréica e anti-herpética. TOXICOLOGIA A raiz é tóxica e as sementes são consideradas extremamente venenosas. antihidrópica. A raiz tuberosa produz um líquido amarelo rico em bradicinina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é drástica. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). Flores e raízes são ainda indicadas para lenir dores de ouvido (32). FORMAS DE USO • Suco: pingar 2 a 3 gotas do suco do caule ou da raiz no conduto auditivo. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. quando macerado em limão até formar pasta mole (257). • O caule e a raiz são uma das maiores fontes de potassa vegetal. agrião-do-brasil. agrião-do-pará. agrião-do-mato. anti-sifilítica.FITOQUÍMICA A raiz contém um produto resinóide de fécula e muita potassa. antidisentérica. As flores quentes e untadas com óleo são maturativas (283). agrião-bravo. pois o lagarto teiú cava o solo para comer a raiz sempre que é picado de cobra. quando cozidas são comestíveis.) Murr. antidiarréica. pingando-o dentro do duto auditivo e deixando 15 minutos. jambú. erva-de-malaca. var. emeto-catárquica. SINONÍMIA Abecedaria. repetindo 2 a 3 vezes. serve para eliminar sardas e panos do rosto. agrião-do-norte. Se demorar passar a dor. tapando com algodão. Flores e raízes são diuréticas (32). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas novas. que é abundante. Pode-se utilizar o suco das flores. agrião. usado diariamente para dores de ouvido (257). typica. repetir 2 a 3 vezes • Infuso: 10g de raiz para 1 litro de água. botão-de-ouro. agriãozinho. INDICAÇÕES O amido. A planta é ainda indicada para o tratamento de cólicas abdominais. jambú-açú. JAMBUAÇÚ NOME CIENTÍFICO Spilanthes acmella (L. É provável que a planta seja antiofídica. e o sumo das folhas. . Escorrer e pingar novamente.

HABITAT Espécie autóctone. porém tem mostrado boa adaptação em climas subtropicais quentes. que posteriormente tornam-se pardacentas. • Espaçamento: 0. AGROLOGIA • Ambiente: Procurar implantar o cultivo em áreas mais úmidas da propriedade. pimenteirado-pará. triterpenóides (Mukharya e Ansari.4 x 0. fitosterina e colina (9. O caule é cilíndrico e radicante nas partes basais. sinuosas e denteadas.3m. mas não necessariamente alagada. As folhas são opostas. negros. cordiformes ou ovóides. • Plantio: outono e primavera. apigenina-7-neohesperosídosídeo. espilantol. lactonas sesquiterpênicas. pimenta-d'água. esteróis. ésteres amirínicos. 257). SOLO A planta prefere solos úmidos e aerados. que cresce espontaneamente na Amazônia e subespontaneamente em todo Brasil. PARTES UTILIZADAS Folhas e capítulos. jambú-assú. com cerca de 1cm de diâmetro. Apresenta arquitetura ramificada e de constituição semi-carnosa. Aquênios quase envolvidos em páleas membranosas. longopecioladas e membranáceas. • Propagação: divisão de rizomas. mastruço. A planta cresce espontaneamente em terrenos úmidos e ácidos. sementes e estacas dos ramos radicantes. saponinas.jambuassú. Inflorescência em capítulo globoso. FITOQUÍMICA Amidas acetilênicas. pimenteira. com pedúnculos longos e flores amarelas. prostrada. por ocasião do florescimento. Uma análise da parte aérea revelou a presença de apigenina-7-glicosídeo. jambú-rana. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e as estacas radicantes e rizomas podem ser plantados diretamente a campo. • Florescimento: julho a fevereiro. espilantina. CLIMA É originária de regiões tropicais até tropicais. • Colheita: inicia a partir do terceiro mês após o plantio. apud 120). elípticos. alagados e até fortemente argilosos. quercitina-3-glicosídeo e rutina (43) . flavonóides (379). com 20 a 30cm de altura. Tolera bem solos ácidos. pouco brilhantes. afinina. FITOLOGIA Planta herbácea anual.

JOÁ-DE-CAPOTE NOME CIENTÍFICO Nicandra physaloides [L. FITOLOGIA . apud 120).PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É analgésica tópica. excitante. quintilho. • O espilanton. carminativa. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na culinária amazônica para o preparo de "pato ao tucupi"e a bebida "tacacá" (209). lanterna-da-china. juá-de-capote. sialogoga. cicatrizante. é uma substância picante. maçã-do-perú. apud 130). odontálgica (93). antiespasmódica. acre. bucho-de-rã.] Gaertn. muito forte. muito apreciado como ingrediente de dentifrícios (168). afecções bucais e da garganta e cálculos da bexiga (120). bronquite e tuberculose (Berg. antigripal. digestiva. SINONÍMIA Balãozinho. É cultivada em jardins e ocorre subespontaneamente em áreas ruderais. antiasmática. É subespontânea da Mata Pluvial da Encosta Atlântica. originária do Peru. bexiga. antidispéptica (9). sumo e masticatório. HABITAT Espécie autóctone. emenagoga. estomáquica (257). (130). que é uma amida do ácido não saturado. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. febrífuga. É considerada rara em Santa Catarina (402). antiinflamatória. • Também utilizada na forma de salada. joá. mata-fome. INDICAÇÕES Indicada para problemas hepáticos. FORMAS DE USO Infusão. decocção. coqueluche. béquica. antianêmica. narcótica. estimulante (242) e antiescorbútica (424). TOXICOLOGIA O extrato aquoso induziu contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-crônicas e morte (Moreira et al. desinfetante (120). Encontra-se disseminada por todo mundo.

com pericarpo membranáceo. As folhas são longopecioladas. irregularmente serrado-dentadas. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. com 4 lóculos. Uma planta produz até 1. anguloso. alternas ou geminadas.000 sementes (209). diaforética. axilares e apresentam cálice membranáceo. castanho-clara a amarelada. crasso e esverdeado. longamente pediceladas.3m. 4 x 0. diurética e midriática (93). • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Produção de semente: dezembro a janeiro. medindo cerca de 3cm de comprimento. suborbicular ou obovada. ramificado. glabro. Corola campanulada. globosa. verde-claras.0m de altura. lisa. As flores são isoladas. e tem propriedades similares a Atropa beladona. TOXICOLOGIA Os frutos são tóxicos. • Florescimento: maio e outubro a novembro. ovado-oblongas.6 a 1. reticulado. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. quando novo e castanho-claro quando maturo. bem drenados e de textura média. ramosíssima e glabra. glabra. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Semente comprimida. • Alelopatia: a planta inibe o crescimento de outras espécies vizinhas. que cresce de 0. Índice médio de germinação: 30 a 35%. membranáceas. CLIMA Vegeta melhor no inverno e floresce em outubro.Planta herbácea anual. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A seiva é calmante. castanho-amarelado. ou seja. estupefaciente. ereta. • Plantio: outono e primavera. • Propagação: sementes. em doses mínimas (242). agudas. 5-lobados. . azul-clara ou violácea. ereto. O fruto é uma baga (solanídeo). brilhante. verde-claro. frutos e raízes. com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é usado para matar mosca (402). Caule carnoso. com tegumento crustáceo. lisas. brilhante. medindo 10 a13cm de comprimento por 5 a 7cm de largura. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.

contendo várias gemas meristemática. joão-gordo. inhá-gome. Em ambiente sombreado. CLIMA É de clima tropical. simples ou ramoso. areno-silicosos e com alto teor de matéria orgânica. benção-de-deus. O fruto é uma cápsula septífraga. em áreas ruderais. manjongomes. porém adapta-se ao subtropical. maria-bombi. SINONÍMIA Beldroega-grande. lisas. ovóide deiscente. brilhantes. mariangombi. medindo de 40 a 50cm de comprimento. elípticas ou oblanceoladas. obovadas. curto-pecioladas ou sésseis. róseas. As flores são pequenas. manjongome. ocorrendo em número progressivamente menor em direção à inflorescência. alternas (as inferiores). medrando em todo Brasil. pomares e à beira de matas. às vezes púrpura. AGROLOGIA . bredo-major-gomes. carnosas e grossas. maria-gorda. com nervuras inconspícuas. bundamole. geralmente avermelhado. labrobró-de-jardim. HABITAT Planta autóctone da América. carne-gorda. opostas (as superiores). maria-gombe. maria-mole. As folhas maiores concentram-se na parte basal da planta. A raiz é tuberosa. língua-de-vaca. bredo. glabras e finamente estriadas. beldroega-miúda. carirú. labrobró. carnosa. Inflorescência do tipo panícula terminal aberta. marrom-alaranjadopurpúrea. Não tolera solos ácidos ou encharcados. medindo 2 a 3mm de diâmetro. SOLO Prefere solos úmidos. medindo 5 a 7cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. maria-gombi. maria-gomes. quebra-tigela. que cresce 30 a 40cm de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. Gaertn.JOÃO-GOMES NOME CIENTÍFICO Talinum paniculatum (Jack). erva-gorda. glabras. mariangome. É esciófita. glabra. esverdeado. com anteras amarelas. ora-pro-nobis-miúdo. orbiculares. maria-gorda. Caule ereto. mata-calos. carurú. com 3 valvas contendo sementes pretas. dispostas em panículas compostas cujas flores só abrem sob luz plena. manjogome. suculenta. major-gomes. as folhas podem medir 16cm de comprimento por 8cm de largura. lenticulares. cilíndrico. As folhas são inteiras.

vulnerária. As raízes são utilizadas no tratamento de escorbuto (68). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser consumidas na forma de salada e refogados. permitindo a produção de folhas mais suculentas e desenvolvidas. Sementes velhas germinam mesmo sem luz. sobretudo potássio (257). A temperatura ótima ocorre aos 25oC (209). A planta é prolífera. • Decocção: 20g de raízes por litro de água. folhas e sementes. na forma de infusão (cascas da raiz) ou caldo (das folhas) (444). • Pragas: sensível à Diabrotica spp. diurética. diretamente em canteiros. podendo tornar-se invasora em regiões de clima mais ameno. As sementes podem ser semeadas em sulcos. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 30g/dia. • São cultivadas como ornamentais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (a raiz). PARTES UTILIZADAS As raízes tuberosas. • Consórcio: utilizar plantas que possam sombrear parcialmente. . • São plantas forrageiras muito apreciadas por animais herbívoros domésticos. refrigerante (68) e calicida. • Colheita de sementes: fevereiro a março. béquica. • Plantio: outono e primavera. como cicatrizante (257). • Colheita das raízes: junho a agosto. tosse. • Florescimento: outubro a novembro . Abaixo de 10oC não ocorre germinação. mucilaginosa. emoliente. cortes. FITOQUÍMICA Mucilagens e sais minerais. neurastenia. • Produção de sementes: 500 a 3. • Colheita de folhas: a partir de 80 a 90 dias após a emergência.30m.• Espaçamento: 0. • Cataplasma: usar folhar frescas.30 x 0. • Propagação: gemas da cepa. As sementes são emenagogas (93). inflamações tópicas (68). cicatrizante. sementes e as folhas. INDICAÇÕES As folhas e sementes são utilizadas no tratamento de feridas. Sementes novas apresentam um certo grau de dormência que pode ser eliminada com a luz. gastralgia e tuberculose pulmonar (444). depurativa (257). podendo ser feita durante todo o ano. As folhas servem para a extração de calos.500 sementes por planta (209).

jurubeba-verdadeira. SOLO Prefere solos leves. inteiras. oblongas. Ocorre como planta ruderal. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. agudas. lavouras perenes e capoeiras. Caule ramificado. juribeba. em panículas abertas. em estufa plástica. FITOLOGIA Planta perene. Inflorescência terminal. com 1cm de diâmetro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS .5 a 2. glabra. jurubebinha. juvena. O fruto é uma baga globosa. arbustiva e ereta. profundamente sinuadas e sublobadas. solitárias. arenosos. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. ocorrendo das Guianas até o sudeste brasileiro. bem drenados e com um bom teor de matéria orgânica. reunindo flores pequenas azulada ou violácea. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e os rebentos de raízes devem ser aclimatados sob sombrite 70% e irrigação. folhas e frutos. jupeba. jurubeba-branca. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. incorporada na cova. Não tolera ventos frios e geadas. • Colheita: inicia-se seis meses após o plantio. • Plantio: março a abril.5m de altura. SINONÍMIA Jubeba. juuna. • Propagação: sementes e rebentos das raízes da planta matriz.5 x 1. alvo-tomentosas na face dorsal. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. que atinge 1. PARTES UTILIZADAS Raízes.JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum paniculatum L. • Pragas: é muito comum a incidência de Diabrotica spp. crescendo espontaneamente em pastagens. CLIMA É uma planta tipicamente tropical e heliófita. alvopubescente e armado de acúleos curvos. alternas. pomares e terrenos abandonados. • Florescimento: setembro a março. Folhas pecioladas. amarelada. jurupeba.5m.

SINONÍMIA Jurubeba. campos abandonados. TOXICOLOGIA O uso da planta não deve ser prolongado. cistite. antidispépticos (271). escamosas. crescendo até 1. verde nas planta novas e verde-acizentado nas plantas adultas. úlceras. HABITAT Planta autóctone do sul do Brasil. alaranjado. dispepsia atônica. clareiras. liso. com exceção do caule. em feridas e úlceras) (68). JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum fastigiatum Willd. inapetência. simples. atonia gástrica. desobstruentes. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. antianêmicos. anti-hidrópicos. febrífugos (68). FORMAS DE USO • Infusão: das folhas e frutos (afecções hepáticas. devido aos alcalóides e esteróides que contém (68). febres e debilidade em geral). elípticas ou lanceoladas. tumores abdominais e uterinos. bilocular. corimbosas. inermes. amargos e tônicos (242). capoeiras. normalmente ovaladas. icterícia. acicularium Dunal. glabrescente. margem inteira. jurubeba-velame. • Suco: das raízes ou frutos (cistite. catarro na bexiga (271) e impaludismo (242). pouco ramificado. tumores e abcessos internos). Cresce espontaneamente em áreas abertas. densamente espinhoso. var. brancas ou levemente azuladas. engurgitamento do fígado e do baço. O fruto é um solanídeo globoso. medindo 2 a 3cm de diâmetro. polimórficas. sutilmente sinuadas. velame. aperientes. inerme. anemia. febres intermitentes. ereta. Inflorescência em cimeiras terminais e laterais. jurubeba-do-sul. bosques e áreas ruderais. • Cataplasmas: das folhas (uso externo. debilidade orgânica (68). ásperas. áreas onde foram feitas queimadas. isoladas.5m de altura. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da hepatite. abcessos internos. As folhas são pecioladas.As raízes e frutos são antidiabéticos. feridas. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. algo brilhante. diuréticos. O caule é cilíndrico. reunindo flores com corola membranosas com cinco lobos ovaladotriangulares. colagogos. medindo 1cm .

5m. Tomar 1 ou 2 cálices ao dia. A raiz apresenta sabor amargo. A planta é reputada ainda como diurética. FITOQUÍMICA Jurubidina (aminoalcalóide esteroidal concentrado no fruto verde). ovalada a elíptica. glabro. 1 xícara das de chá de raiz picada e 1 colher das de sopa de casca de laranja amarga em 1 litro de vinho branco licoroso. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são cicatrizantes e a raiz é tônica digestiva e antianêmica (128). com tegumento crustáceo. anti-hidrópica. alaranjado. • Decocção: . • Florescimento: inicia na primavera e estende-se até o outono. colagoga e colerética (215). AGROLOGIA • Espaçamento:1. SOLO Tolera quase todos os tipos de solo. estomacais e do baço (128).de diâmetro. As raízes e frutos são desobstruentes do fígado e do baço (93). mucilagens e ácidos orgânicos (128). coincidindo. ⇒ Anemia: macerar por 10 dias numa panela de ferro hermética. de clima subtropical. embora prefira os arenoso. atonias gástricas (294) e catarro da bexiga (215). folhas e frutos.5 x 1. CLIMA É heliófita e seletiva higrófita (402). FORMAS DE USO • Vinho: ⇒ Descongestionante do fígado: macerar por 10 dias 30 frutos verdes e 2 fragmentos de canela em 1 litro de vinho licoroso. de preferência com a florada. Filtrar e tomar 1 cálice antes das refeições. PARTES UTILIZADAS Raiz. • Colheita: a partir de outubro. resinas. febres intermitentes. Aclimatar as mudas em estufa plástica coberta com sombrite 50%. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. medindo 3 a 4mm de diâmetro. A semente é comprimida. • Propagação: sementes. INDICAÇÕES Os frutos são usados para o tratamento de distúrbios hepáticos. • Plantio: março a abril. convalescença. soltos e úmidos. doenças infecciosas. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.

As flores femininas são unifloras.5 a 3cm de largura. ⇒ Também pode ser usado em gargarejos (128). Os frutos. perene. AGROLOGIA . ramoso. dispostas na base da espiga. capim-de-contas. HABITAT Espécie alóctone que é cultivada em todas as partes do mundo. com 20 a 35cm de comprimento por 1. O amido da cariopse é levemente doce. por tempo prolongado. perolados. glabro. Coar. em 1 xícara das de chá de água. tem resultado em intoxicação de bovinos (209). juntar 1 copo de mel e misturar bem. com as margens onduladas e escabrosas.⇒ Tônico digestivo: ferver 2 pedaços pequenos de raiz. lanceoladas-acuminadas. Tomar 2 a 3 vezes ao dia. SINONÍMIA Biuri. biurá. ovóide-cônico As flores são monóicas. com 1 a 2m de altura. FITOLOGIA Planta herbácea. parcialmente ocultas pela bainha das folhas. branco-acizentados-azulados. solitárias. capim-de-rosário. ⇒ Cicatrizante: ferver 1 colher das de sopa de folhas bem picadas em 1 copo de água até reduzir à metade. monóica. localizadas na extremidade apical da espiga. são ovais. contas-denossa-senhora. As flores masculinas são numerosas. O caule é ereto. do tipo cariopse. em forma de fita. lágrimas-de-job. bifloras. LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA NOME CIENTÍFICO Coix lacryma-jobi L. amplexicaule. lustrosos. Coar e misturar o suco de ½ limão. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. capim-de-missanga. capiá. com pericarpo grosso e duro. medindo 5mm de comprimento por 4mm de diâmetro. bem picados. envolvidas por um duro invólucro. Aplicar topicamente. oco e com raízes adventícias na base. auriculadas. As folhas são alternas. TOXICOLOGIA A ingestão das folhas. A inflorescência é uma panícula de espiguetas axilares eretas. rosário-de-nossa-senhora.

• Produção de sementes: 2. • Os frutos são utilizados em artesanato para a confecção de pulseiras. arginina. lombalgia (257). • Adubação: 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. sais minerais 7. pneumonia lombar. rosários.0 x 0. com uma produção de 59. pelo alto conteúdo de proteína e lipídeos (93). reumatismo. depurativos. albumina 2. muito diuréticos e nutritivos. • Produz uma farinha de alto valor nutritivo. • Plantio: setembro a outubro. • As sementes fornecem fécula opcional para a indústria da cervejaria. litíases urinárias. persistente em crianças (445). coixol.15m.1%. óleo pingue verde-claro 0. Um quilograma de sementes contém cerca de 4. molduras. nitrogênio 0. tirosina. • Colheita: abril a maio. leucina. cortinas.7%. anti-hidrópicos. edemas. e internamente antiasmáticos e diuréticos (444). usados externamente são anti-reumáticas e excitantes. embora a ocorrência esparsa de frutos maturos se verifique na maior parte do período quente do ano.000kg/ha (93). lipídeos.4%. sitosterol e dimetil-glicosídeo (1. resina amarela e mole 0. etc. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada no sul da China para a fabricação de esteiras e artesanatos trançados.000 sementes. 444). açúcares 0. analépticos.1% glúten. disúria e acrodinia (1. tônicos. PARTES UTILIZADAS Grãos maturos. FORMAS DE USO • 10 a 30g/xícara na forma de pó ou decocção do fruto tostado (444).7%. água 14%. apendicite. coixenolide. abcesso pulmonar (93). . As folhas e colmos.000kg/ha (93). emolientes. 4%.3%. colares. • As folhas podem ser utilizadas como forrageira. em sulcos.000 a 12. ácido resinoso 0.1%. 2. inchaço e males dos rins. • Propagação: sementes. afecções catarrais (271). INDICAÇÕES Os frutos fortalecem o baço e são utilizados no tratamento de enterite crônica. substâncias gomosas e dextrona 1. semeadas diretamente a campo. proteínas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são antileucorréicos. beribéri. A frutificação é bastante desuniforme. braceletes. sendo própria para a alimentação de convalescentes e para a panificação.500 a 3. 444).• Espaçamento: 1.8%. aminoácidos. FITOQUÍMICA Celulose 62%. antidiarréicos (445). lisina. O fruto maturo é facilmente abcisionado pela planta.65% (93). amido 8.

É nitrófila. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o tranplante até o final do ciclo. É comumente encontrada como planta ruderal nos países de origem e colonizados. com tamanho entre 5 a 10cm. lisas.2m. com uma média anual em torno de 20 a 22oC. • Mulching: o uso de palhas. glabras e alternas. As raízes crescem horizontalmente e são de coloração creme. à semelhança da espécie “boca-deleão” e amarelas. Não se verifica a formação de frutos no Estado de Santa Catarina. em duas tonalidades. grisáceas. É cultivada em jardins. permite um crescimento vigoroso do rizoma. • Florescimento: quando o plantio é feito em setembro. FITOLOGIA Planta herbácea. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca. perene. A formação abundante de estolões deve ser contida para evitar a densificação de indivíduos.LINÁRIA NOME CIENTÍFICO Linaria vulgaris Spr. FAMÍLIA BOTÂNICA Escrofulariaceae. Alcança cerca de 30 a 35cm de altura e emite vários rebentos a partir das raízes. CLIMA Prefere temperaturas mais amenas. ricos em matéria orgânica e bem drenados. • Plantio: outono.30 x 0. As mudas são transplantadas quando apresentam um porte de 15cm de altura. As folhas são lineares. em torno da planta. mantém a umidade e uniforme a temperatura do solo. evita o adensamento do solo. retirar as mudas do túnel para não estiolarem. primavera e verão. É heliófita. o florescimento ocorre de outubro a dezembro. plástico preto ou outra cobertura inerte sobre o solo. . AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: rebentos de raízes. As flores são labiadas. SOLO Prefere solos férteis. casca de arroz. evitando ainda a germinação de plantas daninhas. Os rebentos devem ser aclimatados em túnel de sombrite 70% até o pleno pegamento das mudas. HABITAT Planta alóctone originária das regiões setentrionais. Após este período. de rizoma rasteiro e vigoroso.

] Polak. acaule com 20 a 25cm de altura. os quais devem ser eliminados ou utilizados na produção de novas mudas. esverdeadas e com margem avermelhadas. É indicada para a diarréia. cistite e icterícia (89). FITOLOGIA Planta herbácea em forma de roseta. de 15 a 35cm de altura. oblanceolado-espatuladas. de cor branca. com a base pinatífida e atenuada. paraquedinha. sanguineira. sinuada. a beira de estradas e áreas ruderais. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas em tinturaria. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. fumo-do-mato.• Raleio: durante o desenvolvimento da planta matriz. LÍNGUA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Chaptalia nutans [L. chamama. tapira. verde-escuras. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. labaça. As flores são compostas por um invólucro cilíndrico-campanulado. finamente tomentoso. SINONÍMIA Buglossa. PARTES UTILIZADAS Planta inteira em floração. áfilo. costa-branca. cilíndrico. ásperas. As folhas são sésseis. pubescentes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral e béquica (93). paraqueda. erva-de-sangue. Os aquênios são fusiformes. formado por 3 séries de filárias linear-lanceoladas. medindo cerca 7 a 15cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. entre 0 e 800m de altitude (179). CLIMA . HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em bosques. Escapo floral comprido. • A planta apresenta atividade mata-mosca (89). verde-claro. gramados. rosulado-basilares. ocorre um grande rebrote de plântulas dos rizomas. medindo cerca de 3mm de comprimento. língua-devaca-miúda. matas. ligeiramente pêndulo quando jovem. com um lóbulo terminal tão grande que forma a maior parte da folha. terminando em um capítulo discóide.

• Decocção: ferver por 10 minutos 1 a 2 colheres das de chá de folhas ou raízes para 1 xícara de água. béquica. FITOQUÍMICA Ácido parasórbico. • Florescimento: agosto a janeiro. afecções das vias urinárias.25 x 0. golpes e torceduras. SOLO Prefere solos francos. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. úmidos e soltos. ao longo de sulcos transversais ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.É de clima tropical a subtropical. As raízes são usadas pelos indígenas da Costa Rica para combater as lombrigas intestinais. antiblenorrágica. antigripal e sedativa (242). insônia (32). Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (febres e obstipação intestinal). durante 4 dias. Indicada para dores musculares.25m. FORMAS DE USO • Cataplasma: as folhas são colocadas sobre a testa (cefalalgia e insônia). . nas partes aéreas. INDICAÇÕES Tem sido usada para o tratamento de catarro pulmonar. nas folhas (121. tumores linfáticos e obstipação intestinal (68). tônica. Adapta-se tanto à luz direta como a meia-sombra. dermatoses e cefalalgia (257). emenagoga. 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona. anti-herpética. não demonstrou atividade antimalárica contra Plasmodium berghei (50). por dia. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico a 95% administrado em ratos via intragástrica. 141). • Plantio: abril a agosto. O transplante é feito quando as mudas tiverem 4 a 6 folhas definitivas. A decocção das folhas é utilizada como vulnerária (12). erupções cutâneas de origem sifilítica. desobstruente (68). e prunasina. • Propagação: sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. Tanto as raízes quanto as folhas são úteis contra a úlcera (179). que são semeadas em canteiros. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. na dose de 100mg/kg. PARTES UTILIZADAS Folhas e inflorescências. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio.

porém naturalizada nas Américas. lírio-do-vale. ou em áreas úmidas da Mata Atlântica e nas planícies litorâneas. glabro.0m de altura. vigorosa. Corolas brancas.5 a 2. perene. elíptico. borboleta. obtusa. LÍRIO-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Hedychium coronarianum Koenig. escalda-mão. com bráctea oblonga. lírio-branco. Folhas sésseis. contendo muitas sementes envoltas em mucilagem vermelha. plana. flor-de-lis. com lígula acuminada. afecções das vias urinárias. lágrima-de-napoleão. especialmente em áreas de baixadas. lágrima-de-vênus. borboleta-amarela. • Xarope: utilizam-se as sementes torradas como base de xarope para tosse (215). Fruto tipo baga deiscente. ciliolada. membranácea. enfolhado. cardamomo-do-mato. biflora. jasmim.0 a 1. emarginada. A sementes são ovaladas e avermelhadas. entouceirada com 1. Espiga densa. com o caule ereto e avermelhado na base. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia. FITOLOGIA Planta herbácea rizomatosa. gengibre-branco. passando a alaranjado. . verde inicialmente. originária do Himalaia e Nepal. napoleão. com 25 a 40cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. Pode ser usado internamente ou em banhos herpética (68). HABITAT Espécie alóctone. liso. glabra na página ventral. com tubo longo e lobos lineares. medindo 2 a 3cm de comprimento por 1. caso contrário a planta torna-se raquítica e com folhas amareladas. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos encharcados e com bom teor de matéria orgânica. lágrima-demoça. lanceoladas. olímpia. CLIMA A plante prefere regiões de clima tropical a subtropical. catarros pulmonares.5cm de largura. A planta é esciófita. tosses. piri.• Infusão: 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara de água quente dermatoses. de base angustada. jasmim-do-brejo. jasmim-borboleta. com dorso e bainha pubescente. trifacetado. atenuadoacuminadas no ápice. com alta umidade relativa do ar. palustre. narciso. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. SINONÍMIA Bastão-de-são-josé. que habita as matas litorâneas do sul do Brasil. inundadas.

FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. grande-absíntio. acinto. flor-dediana. citronela-maior. • Propagação: sementes. ATIVIDADE BIOLÓGICA O rizoma apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é béquico (93). • O cultivo tem que ser feito em solos úmidos naturalmente ou com irrigação abundante. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Fornece fibras têxteis e celulose para o fabrico de papel. SINONÍMIA Absíntio. rebentos e pedaços do rizoma. losma. excitante. absinto. LOSNA NOME CIENTÍFICO Artemisia absinthium L. • Plantio: primavera. losna-branca. grande-absinto. losnamaior. erva-santa. absíntio-comum.0 x 0. erva-dos-cem-gostos. • Espaçamento : 1. sintro. As flores constituem-se matéria-prima para a fabricação de perfumes. artemísia. PARTES UTILIZADAS Rizoma e flores. • Colheita: inicia após o segundo ano de cultivo. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor. gotas-amargas. acinto. tônico e anti-reumático (242) e as flores cardiotônicas. enquanto que os rizomas e rebentos podem ser plantados diretamente a campo. losna. A flor é muito ornamental e perfumada. amargosa.AGROLOGIA • Ambiente: O cultivo deve ser feito em várzeas úmidas.4m. acintro. HABITAT . alagados ou com irrigação abundante. erva-dos-vermes. Os rizomas fornecem fécula comestível e industrial (93). aluína. alvina.

ereto. pilosas (pêlos em forma de “T”). devem ser enraizadas em túneis com sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização. áspero.0m e tende a formar moitas. mas bem aclimatada no Brasil. As folhas são recortadas. Vegeta espontaneamente em solos secos e pedregosos. • Poda: ralear as touceiras sempre que houver alta densidade de perfilhos. • Doenças: a planta é suceptível à doenças vasculares fúngicas. tripinatisectas (as radiais) e bipinatisectas (as caulinares). Utilizar 1 a 2kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. Apresenta uma boa resistência às doenças foliares. • Adubação: deve-se evitar o uso excessivo de matéria orgânica. profundos e com pH alcalino (acima de 6. de caule ramificado. o sabor é extremamente amargo. enquanto que por propagação vegetativa é na primavera. • Propagação: feita através de sementes.50m. embora vegete em subtropicais. moles. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. conseqüentemente. divisão de touceiras ou de estacas da planta matriz. plana na parte superior. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substratos organo-minerais. para assegurar um melhor pegamento.4 a 1. bem curtido e solarizado. desde o nível do mar até 2.8 x 0.Espécie alóctone. A planta cresce 0. CLIMA Prefere o clima temperado. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. O uso abusivo de fertilizantes afeta a formação do óleo essencial e. Tolera o sombreamento mas não resiste à geada. quando se utiliza a propagação por sementes é ao final do verão. pendentes e de aroma forte e agradável.5). A germinação ocorre entre 20 a 30 dias. pendunculadas. peneirados. SOLO Prefere solos naturalmente férteis. dispostas em capítulos de forma hemisférica. . tubulosas. Europa mediterrânica e norte da África. do aroma. • Aclimatação: as mudas oriundas de estacas ou mesmo de rebentos. O plantio deve ser feito o mais breve possível para evitar-se a desidratação das mudas. cinza-esverdeadas ventralmente e branco-prateadas dorsalmente. • Plantio: mudas oriunda de estacas ou rebentos são transplantadas com 2 meses de aclimatação. A planta possui um forte odor peculiar e um sabor amargo. bem drenados. Neste particular. Regiões muito pluviosas são desaconselháveis ao cultivo comercial. de cor verde-prateada e sulcos longitudinais. As flores são amarelas. tônico e aromático. suspender irrigações e evitar-se solos pesados. Cresce bem em solos pedregosos. sobretudo no verão. Em cada capítulo podem ocorrer 30 a 40 flores. A melhor época de plantio. pois as sementes são muito pequenas. Além de exalar um forte odor. originária da Ásia Central.000m de altitude (182). enquanto que aquelas oriundas de sementes são tranplantadas aos 3 meses após a emergência. areno-argilosos. As folhas próximas das inflorescências são subsésseis e lanceoladas. É heliófita.

eupéptica.12%. tísica (32). fenóis. A planta tem ação insetífuga sobre algumas pragas. artabsina (amargo). estimulante. • Massagem: friccionar as folhas sobre as partes afetadas (anti-reumático). envenenamento. febrífuga. antigripal.1:1 (96). FITOQUÍMICA Tanino flobafênicos. distúrbios digestivos e hepáticos (257). alcalóides. • Infusão: ⇒ 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de água. no acme do florescimento. atonia digestiva (435). antiemética. camazuleno (257). tuberculose (388). antidiarréica. tônica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emenagoga. Quando ocorrem invernos quentes. anabsintina (93).7mm.• Pragas: A espécie é muito resistente às pragas. coar e armazenar em vidro . PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas (preferencialmente) e folhas. espessura máxima de ramos e caule . colagoga. a partir do segundo ano de cultivo. • Tintura: misturar 2 xícaras das de café de álcool de cereais com 1 xícara de água e 1 punhado da erva picada. vermífuga.20%. antipirética. • Renovação da cultura: embora a planta possa viver até 20 anos. Tomar 1 colher das de sopa em intervalo de 1 hora (32).000. • Padrões comerciais: conteúdo mínimo de essência . ventosidades. isotujona. Deixar em maceração por 7 dias. índice de amargor 1:10. anti-hidrópica. ácidos tuiônico. álcool tuílico (163). pireno. lactonas sesquiterpênicas (128) e nitratos (182). hepática (68). • Florescimento: é condicionado pelas temperaturas invernais. escrófulas. tujona (anti-helmíntico e convulsionante). sucínico e palmítico. FORMAS DE USO • Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre. flores brancas. convalescença.0. felandreno. teneno. INDICAÇÕES Auxilia no tratamento da nevralgias. óleo essencial contendo absintina (amargo). aperiente. O máximo teor de princípios ativos na planta coincide com o período de florescimento (96). cardineno. não ocorre o florescimento no Sul do Brasil. umidade máxima . cólicas. antidisentérica (435) e antisséptica (182). catequinas (388). málico. ⇒ 30 a 50g por litro de água ou vinho (435). cinzas . a cultura deve ser eliminada e reimplantada a cada 3 a 5 anos.até 8%. pois ocorre um declínio natural da planta a partir do quinto ano (182). amarga. isovaleriânico. resinas. mau hálito. eupéptica. • Colheita: ocorre no verão. estomáquica (388). meteorismo e inapetência (68). anti-histérica (32). proporção mínima de folhas e flores em relação a caule e ramos . antidiabética (257).

As bebidas alcoólicas à base da planta são consideradas nocivas à saúde.degeneração irreversível do sistema nervoso central). A planta passa por insetífuga. Adultos . TOXICOLOGIA Doses excessivas podem causar convulsões e pertubações da consciência (absintismo . Adicionar à ração do animal 1 colher das de chá para gatos ou 2 colheres das de chá para cães de porte médio (128). • Vermífugo para cães e gatos: triturar um punhado de flores e folhas. por ser tóxico. crianças . Filtrar. . SINONÍMIA Loureiro. nas irritações gástricas e nas propensões à congestão cerebral (93). Contra-indicada para gestantes e indivíduos de temperamento bilioso ou sangüíneo. loureiro-de-apolo. Tomar 1 cálice após as refeições. é tóxico (257). loureirode-molho. O suco da planta não deve ser ingerido. As folhas dessecadas são utilizadas em alguns países como condimento de carne (182). Torna amargo o leite das mulheres que amamentam. coar. loureiro-de-presunto. Abafar. Também pode ser aplicada topicamente em articulações inflamadas. O óleo essencial. sempre-verde. loureiro-dos-poetas. vinhos). LOURO NOME CIENTÍFICO Laurus nobilis L.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia.1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. licores. loureiro-nobre. • Vinho: macerar por 5 dias 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de vinho tinto e 2 cálices de aguardente. especialmente piolhos. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta apresenta odor peculiar e sabor amargo e aromático. louro-comum. Aromatizante em bebidas amargas (vermute. O uso não deve ser prolongado porque pode destruir os glóbulos vermelhos (215). adicionar 1 xícara de mel e homogeneizar. A planta é utilizada também em cosmética e veterinária. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em 1 xícara das de cafezinho de água fervente. A infusão elimina parte da toxidez (68). sobretudo a tujona.escuro. loureiro-vulgar. Tomar 1 colher das de café diluída em água. loureiro-comum. louro-de-apolônio.

O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. com sépalas petalóides. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por cochonilhas (Chrysomphalus aonidium. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. ovóides. • Poda: os ramos basais. Flores dióicas ou hermafroditas. O caule é glabro. 4 a 6 por umbela na axila das folhas. FITOLOGIA Planta arbórea. brilhantes na parte superior e baça na inferior. ramos eretos. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. de cor negra.200m (182). Deve ser feita também uma poda apical quando a planta atingir uma altura que seja inconveniente para a colheita de folhas. pecioladas. cujas larvas atuam como broca do caule e ramos (93). lanceoladas. Retira-se o substrato sob água corrente. removendo-se a casca. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. pode ser usada a semente dos frutos. • Propagação: alporquia. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. SOLO Profundos. persistentes. retirando-se 1/3. pequenas. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. CLIMA É planta típica de regiões temperadas. onduladas nos bordos. aromáticas.5cm. onde o crescimento é muito lento (182). antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. Procurar manter a planta com um porte de até 3 a 4m. branco-amareladas. coriáceas. madeira amarelo-pálida. Pode viver de 60 a 70 anos (182). Se houver um período de estiagem prolongado. Fruto tipo baga. phaleratus). A parte do ramo que ficará sob o solo. mergulhia e rebentos da raiz. Em regiões favoráveis. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. • Plantio: outubro a novembro. Folhas verdeescuras. É encontrado em altitudes de até 1. AGROLOGIA • Espaçamento : 2.5 x 2. lanceoladas. localizados até a altura de 1m devem ser eliminados ou utilizados para a produção de mudas.HABITAT Espécie alóctone. . pedunculadas. medianamente férteis e ricos em matéria orgânica. Cresce em ravinas das montanhas mediterrânicas. C.5m. de 2 a 10m de altura. alternas. bem drenados. Não se adapta às regiões tropicais. Desenvolve-se bem em regiões em que as temperaturas médias anuais estão abaixo de 18oC. dióica. de casca lisa e preta. perene. em locais sombrios e margem dos cursos de água. originária da Ásia Menor. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. Pseudoaonidium trilobitiformes) e besouros (Cratosomus pterygomalis. glabras. tuberculatus. agudas. C. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm.

oleína. anti-reumática (271). taninos e princípios amargos e aromáticos (294). Ferver por 10 minutos. calmante (294). Tomar 1 xícara das de chá em jejum e ½ hora antes das refeições (eupéptica). coar. coar e fazer a ablução dos pés (para combater os maus odores). coar. úlceras (32). borrachudos e pernilongos (258). estimulante estomacal. • Óleo essencial: fazer fricções localizadas em áreas nevrálgicas e reumáticas. • Frutificação: não se constatou a formação de frutos em Santa Catarina. dispepsia. Deixar em banho-maria por 2 horas. • Geléia: amassam-se os frutos e misturam-se com mel. dispepsia atônica (283). astenia e fadiga. • Florescimento: final do verão. FITOQUÍMICA Laurostearina. amenorréia. Usado para o tratamento de articulações inflamadas e para afugentar moscas. picada de insetos (380). quando queimadas. anúria. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. • Suco: diluir 3 gotas do suco das folhas em uma xícara de água (amenorréia). anti-hemorroidária. prisão-de-ventre. Abafar por 10 minutos. sudorífica (93). carminativa. amornar. insônia (294). principalmente em marinadas e molhos. Guardar em refrigeração. bronquite (257). • As folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antimicrobiana em conjuntivites (363). antidispéptica (283). • Decocção: 2 punhados de folha de louro picada em ½ de água. Aplica-se topicamente sobre úlceras (32). antisséptica (182). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser utilizadas como condimento em culinária.fungo que forma uma camada pulverulenta negra sobre as folhas e sua ocorrência é facilitada pela presença de pulgões. FORMAS DE USO • Infuso: 1 folha de louro picada em 1 xícara das de chá de água fervente. antireumática. sedativa. cânfora.• Doenças: a mais comum é a fumagina . adicionar gotas de limão. • Óleo medicinal:1 punhado de folhas secas em 1 xícara das de café de óleo de amêndoas ou azeite. nevralgia. óleo essencial (93). . perfumando e desinfetando o ambiente. gases. atuam à guisa de incenso. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de eczemas. PARTES UTILIZADAS Folhas sem pecíolo (verão) e frutos (outubro a novembro).

FAMÍLIA BOTÂNICA Geraniaceae. As folhas apresentam aroma muito intenso. SINONÍMIA Gerânio-cheiroso. pecioladas. cordiformes. cujas folhas devem ser desbastadas a 1/3.7x 0. Utilizar substrato à base de vermiculita. As flores são pequenas. • Propagação: estacas de ramos. gerânio-crespo. malva-rosa. também utilizada para lenir dores nas articulações (294). pubescentes e aromáticas. As folhas são alternas. que é de clima subtropical. silicosos a francos. CLIMA A planta. • Adubação: 0. estipuladas. 5g de nitrato de cálcio por planta. Regiões muito pluviosas são prejudiciais à planta. ou casca de arroz tostadas ou areia lavada. prefere temperaturas amenas no verão. cujas raízes são altamente exigentes em oxigênio. aerados. Não tolera solos ácidos.5m. Verões muito quentes e chuvosos apressam a senescência total da planta. palmatilobadas. • Plantio: outubro. pediceladas. com lobos pinatífidos. SOLO A planta prefere solos bem drenados. jardineira. dispostas em umbela. peltadas. úmidos e muito menos os encharcados. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. crenadas.5kg de húmus de minhoca por planta. HABITAT Espécie alóctone originária do Sul da África.• Os frutos. multi-anual. brancas com listas róseas. . que lembra rosas. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. ricos em óleo essencial. As estacas tem que ser aclimatadas sob proteção de sombrite de 70% de sombra e irrigação intermitente por nebulização. são matéria prima para o preparo de uma manteiga parasiticida. MALVA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Pelargonium graveolens Art. Aplicar 40 dias após o plantio.

É Adstringente e aromática. utilizando-os para a produção de novas mudas. malvaísco. • Desbaste: deve-se retirar o excesso de ramos da planta mãe. • Colheita: inicia a partir do 6 a 7 meses após o plantio. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. SINONÍMIA Malva. Europa e Ásia. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com o inço. emoliente e usada em infecções da garganta e brônquios (257). Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. malva-de-cheiro. . incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. num raio de 50cm em torno de cada planta. • É repelente de insetos. malva-de-botica. malvisco. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. • Florescimento: novembro. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. que deve ser combatido em todos os estádios de crescimento da malva. MALVA-COMUM NOME CIENTÍFICO Malva parviflora L.• Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. Evita-se também que os ramos e folhas próximos ao solo sejam contaminados por resíduos de solo. FORMAS DE USO Infusão e xarope. PARTES UTILIZADAS Folhas. HABITAT Espécie alóctone originária da África. calmante. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na indústria de perfumaria.

verde-claras. prateado e glabro.) e pulgões. de coloração cinza-amarelada ou ocre. • Propagação: infrutescência. . fibroso e bastante ramificado. com o dobro do comprimento do limbo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. pequenas. Folhas alternas. profundos. discóide. com flores solitárias ou agrupadas. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. A geada é altamente prejudicial. glabros. PARTES UTILIZADAS Folhas secas. dificultando o raleio. estrelados e bifurcados. pilosas. castanho-avermelhado. Semente reniforme. frutos e sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. • Doenças: o fungo da ferrugem (Puccinia malvacearum). com 5 a 6cm de diâmetro. béquica. Apresenta uma certa tolerância às estiagens. As mudas são transplantadas quando apresentam 4 a 6 folhas definitivas. Cresce cerca de 40cm de altura. creneladas e medindo até 9cm de diâmetro. ácido malválico e estercúlico (209). bianual ou perene (conforme as condições ambientais). com tegumento ceroso. calmante. SOLO Prefere os areno-silicosos. flores e raízes. para que a planta escape dos períodos chuvosos e/ou quentes do início do verão. simples. alvas ou lilacinas. • Florescimento: primavera e verão. Pode ser propagada também por estacas. pouco abundantes. odontálgica (215) e peitoral (444).7m. O cultivo de primavera tem que ser o mais precoce possível. sem acidez. formado por 10 mericarpos reniformes. • Pragas: vaquinhas (Diabrotica spp. Inflorescência axilar. orbiculares. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. Pecíolo canaliculado. FITOQUÍMICA Ácidos graxos insaturados. superficialmente lobadas. Fruto do tipo esquizocarpo. dotada de pêlos macios. antiinflamatória (209). aerados e bem drenados. lateralmente comprimida. reticulados. com pétalas mais comprida que as sépalas. foscos. que são vetores de viroses. O caule é cilíndrico. nematódeos e viroses. Flores pentâmeras. oftálmica. que favorecem à ocorrência de doenças. subereta. sem excessos.0 x 0.FITOLOGIA Planta herbácea anual. • Plantio: outono. CLIMA A planta prefere temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. ricos em matéria orgânica. A semeadura da infrutescência dá origem à germinação de tufos de plântulas.

em gargarejos para afecções das mucosas da boca e laringe e para as halitoses. malválico e estercúlico (209). • As folhas e ramos prestam-se como forragem.INDICAÇÕES A infusão é utilizada no tratamento de úlceras. em decocção (444). MALVA-CRESPA NOME CIENTÍFICO Malva crispa L. TOXICOLOGIA • A planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos. • Aves que ingerem as sementes e folhas põe ovos com a clara em tom rosado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à Malva-comum e Malva-de-botica. SINONÍMIA . causada por ácidos graxos insaturados. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. Inalações são indicadas para dor de ouvido e das pálpebras (215). OUTRAS PROPRIEDADES • Na Grécia é consumida como hortaliça. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. devido a liberação de ferro da gema. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. MALVA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Malva silvestris L.

malva-selvagem. As flores são colhidas antes da antese. O pH do solo deve ser mantido entre 6. bordos recortados. lanceoladas. • Colheita: inicia-se 6 meses após o plantio. Os carpelos das flores transformam-se em 10 a 12 frutos tipo aquênios esquizocarpo. com 5 pétalas soltas. Desenvolve-se melhor em temperaturas amenas de clima temperado a subtropical. em entulhos. crescem nas axilas das folhas. a fim de se evitar o ataque de pragas. com 5 a 7 lóbulos. . rosa-marinha. mantidas sempre úmidas. amarelos quando maturos e com uma semente por fruto (422). ao longo de estradas. ereto ou prostrado-ascendente. especialmente no cultivo de final de primavera-verão. malva-de-casa. As flores são fasciculadas e em número de 3 a 7. mas macios ao tato. As mudas devem ser produzidas preferencialmente em abrigos telados. rosa-violáceo a azul. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. com as flores ainda em botão. divisão de touceiras e por estaquia. inodoras e mucilaginosas. profundos.40m. AGROLOGIA • Espaçamento: 70 x 0. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Cálice pentâmero. malva-pequena.5 (182). HABITAT Espécie alóctone que cresce espontaneamente em toda a Europa Central e Setentrional. Folhas com pêlos ásperos. SOLO Prefere solos bem drenados. 8 a 10cm de comprimento por 10 a 13cm de largura. na Argélia. A raiz é dura e fibrosa. malva-verde. férteis. Medra subespontaneamente no Sul do Brasil. grandes e membranosas. simples e tuberculoso na base.Hera-de-são-simão. malva. lixeiras e solos ricos em nitrogênio.0 e 6. com estípulas denteadas. É heliófita.500m de altitude (96). a planta comporta-se como anual e seu porte tende a reduzir sensivelmente. na primavera. Ásia Ocidental e Central e oeste da Índia. secos e indeiscentes. CLIMA Não tolera temperaturas muito elevadas. ocasionalmente anual ou perene. Ocorre até 1. mal-das-boticas. malva-grande. malva-rosa. FITOLOGIA Planta herbácea bienal. cordiforme-orbiculatas. e a ferrugem (Puccinia malvacearum). permeáveis. • Pragas e doenças: a planta é extremamente sensível a Diabrotica spp. • Plantio: outono. malva-silvestre. com 50 a 80cm de altura. com calículo tem três brácteas. longo-pecioladas. pubescente na base. É planta tipicamente ruderal. para manter-se integridade das pétalas. malva-branca. rosa-chinesa. ricos em matéria orgânica. em campos abandonados. malva-vulgar. com algumas nervuras mais escuras. fazendo que a planta se torne nanica e com crescimento lento. rosa. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. malva-defolha-redonda. Em regiões de frio rigoroso ou verão muito quente. • Propagação: sementes. medianamente soltos. palmatinérveas. • Florescimento: final da primavera até início do verão. Apresenta caule pubescente. malva-maior. composto ou húmus de minhoca.

Usar 3 a 6 vezes ao dia. OUTRAS PROPRIEDADES • As aves. São administradas várias xícaras por hora para a expectoração do catarro e desinflamação das vias respiratórias (283). As flores devem ter 15 a 20% de mucilagem (96). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. antisséptica. inflamações das vias digestivas e urinárias. das vias respiratórias. quando consomem as folhas e as sementes. devido a retranslocação de ferro da gema. Folhas com mais de uma mancha provocada por Puccinia malvacearum são rejeitadas. asma. põe ovos com a clara rosada.• Padrões comerciais: cinzas . • A mucilagem é adocicada. obesidade (145). abcesso. Ferver por 10 minutos. devido à ação dos ácidos malválico e estercúlico. bronquite. calmante (283). afecções catarrais (271). MALVAÍSCO NOME CIENTÍFICO . matérias pécticas e resinosas. Tomar durante 30 dias (emagrecimento) (145). faringite. antiinflamatória das vias respiratórias. furúnculo. • Compressas: aplica-se a infusão sobre furúnculos e abcessos. nervosismo. • Decôcto: 2 colheres das de chá de flores em 1 xícara de água. adoçar com mel e tomar 3 xícaras das de café por dia (tosse). tosse. obstipação dos olhos e picada de insetos (1). antocianinas. gengivite. bactericida. acne rosácea. As flores são béquicas (93). raízes e flores. coar. emoliente. estomatite. PARTES UTILIZADAS Folhas. óleo essencial volátil. refrescante e adstringente. FITOQUÍMICA Mucilagens e taninos (436). hemorróida.até 16%. • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água quente. expectorante. laxativa. afta. oxalato de cálcio (27). hipoglicemiante (145). colite. FORMAS DE USO • Tisana: 60g de raízes cozida em 1 litro de água. • Gargarejos e bochechos: fazer infusão com 10g de folhas secas em um copo de água. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de irritação da garganta.

mamão-macho. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser implantado na periferia da propriedade.0 x 1. à beira de caminhos ou em áreas acidentadas. MAMÃOZINHO-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Carica quercifolia Solm. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar.Malvaviscus arboreus Cav. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio PARTES UTILIZADAS Raízes e flores. Folhas cordadas. Fruto tipo baga subglobosa. Invólucros de 7 a 9 divisões lineares. às vezes trilobadas. jaracatiá. umbuzeiro. SINONÍMIA Malva-de-colibri. 5 carpelos. mamoeirinho. FAMÍLIA BOTÂNICA Caricaceae. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringentes (flores) e antiflogísticas (raiz) (93). deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm.5m. • Propagação: estacas de ramos e mergulhia. . com caule liso e ereto. • Plantio: setembro. junto a cerca. flores escarlates. mantidas sempre úmidas. amarelas. • Espaçamento: 2. A parte do ramo que ficará sob o solo. mamãozinho. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arboreta ramosa com 2 a 4m de altura. SINONÍMIA Barrigudo.

alfavacão. manjericão-doce.2m. incorporada na cova de plantio. Folhas glabras. subdigitada. alfavaca-doce. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. pauciflora. com um sulco dorsal sobre o pecíolo. longo-pecioladas. com lenho mole e 2. com sabor pouco adocicado.0 a 2. de origem asiática. americanum. medindo 30 a 40cm de comprimento por 20 a 25cm de largura. com as nervuras dorsais proeminentes. var. anti-helmíntica e digestiva. glabras. lisos. lobada. peninervados. erva-real. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. Fruto verde quando imaturo e alaranjado. verde-amareladas. • Plantio: outono. em regiões livre de geadas. FITOLOGIA . Inflorescência axilar. contendo substrato organo-mineral. ou primavera. HABITAT Espécie alóctone. • A estipe é matéria prima para a obtenção de doce semelhante ao coco. SINONÍMIA Alfavaca. Flores dióicas.FITOLOGIA Árvore pequena.2 x 1. Semear em saquinhos plásticos com capacidade de 400ml. • Propagação: sementes. medindo 15 a 20cm de comprimento por 10cm de diâmetro. sobretudo da Índia. MANJERICÃO NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L.5m de altura. quando maturo. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é comestível. É cultivada no Brasil em hortas e jardins. purgativa (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hidrópica. com oito lobos lanceolados. basilicão. verde-escuras na face ventral e verde-pálido na ventral.

PARTES UTILIZADAS Folhas e flores.5m. de crescimento ereto. Em semeadura direta são gastos cerca de 5kg de sementes para o plantio de 1 hectare. muito ramificada. Adubar em demasia aumenta o vigor da planta em detrimento do aroma das folhas. pilosos quando novos. emenangoga. • Secagem: as folhas devem ser secas em estufas a 40 a 45oC. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. excitante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. cineol. antisséptica (128). Caule e ramos quadrangulares.0m de altura. taninos (93). Fruto tipo aquênio. • Colheita: inicia três meses após o plantio. antiespasmódica. linalol. hemostática (215). SOLO Adapta-se melhor aos solos férteis. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. utilizando-se 2kg/m2 de cama de aviário. peitoral.6 a 1. elíptico-lanceoladas. cânfora. e as flores são brancas e labiadas. antidiarréica.0 x 0. (163). béquica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Quebra-ventos: os ramos da planta rompem-se facilmente do caule. ricos em matéria orgânica e permeáveis. metil-chavicol. necessitando de proteção contra ventos fortes ou mesmo os predominantes. • Rendimento: as folhas produzem 24 a 30kg de óleo/ha. estragol. muito ramificados. que cresce cerca de 0. • Adubação: é feita no plantio. com sementes pequenas. INDICAÇÕES . não tolerando baixas temperaturas.Planta herbácea perene. úmido. O segundo corte pode ser feito dois meses após o primeiro. cinoleno. citronelol.3% de óleo essencial. carminativa. ácido linoléico e cimoleno (163). CLIMA Prefere clima subtropical até o temperado quente. opostas. A inflorescência é do tipo cimeira espiciforme. FITOQUÍMICA Timol. Não suporta geadas. eugenol. • Propagação: estacas de ramos jovens e sementes. As folhas frescas possuem cerca de 0. As folhas são simples. verde-claras. sudorífica e anti-reumática (9). 0. tônica (68). febrífuga. diurética. sendo que as sumidades floridas frescas. pineno. cortando a planta até 2/3 de sua altura.45% (96). digestiva. pretas e oblongas. geraniol.

CLIMA Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes. HABITAT É originária do nordeste da África. MANJERONA NOME CIENTÍFICO Origanum majorana L. as folhas tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. frangos. condimentar e insetífuga. livres de alumínio tóxico. É cultivada em hortas. semi-prostrada. Não tolera temperaturas abaixo de 10oC (96). dispostas em espigas axilares. Folhas pequenas. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras três vezes ao dia (uso interno). do Oriente Médio até a Índia. peixes. afecções urinárias e respiratórias. Em regiões muitos quentes. FITOLOGIA Planta herbácea. • As sementes controlam as larvas de Culex e Aedes aegypti. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. multi-anual (em regiões quentes). Caule lenhoso na base. para afecções bucofaringeanas (68). medindo 1. opostas. estomatite. faringite. formando touceiras. de 20 a 30cm de altura.5 a 2. • Decocção: fazer gargarejo e boxexo. • Utilizada em molhos. 3 a 4 vezes ao dia. cólicas intestinais. • É componente do Licor “Chartreuse” e confere sabor especial ao creme de abacate com açúcar (163). bem drenados. SOLO Prefere solos leves. carnes. pecioladas. gengivite e afta (68). Sementes escuras. vômitos. É anual em regiões de clima temperado. omeletes e saladas. no Brasil.Indicada ainda para a atonia gastrointestinal. Flores rosadas. AGROLOGIA . radicante quando encosta no solo. OUTRAS PROPRIEDADES • É uma planta melífera. verde-acizentadas na parte ventral e aveludada na dorsal. ricos em matéria orgânica.0cm de comprimento. dismenorréias. pouco piloso. amigdalite. quadrangular. pequenas e ovais.

γ-terpineno (14.83 a 38.16 a 10. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de feridas. pizza.0% de óleo essencial (96). na base seca (277).93%).10 a 1.35% (96). atua como digestiva.2%. astenia (294). pastéis e molho para macarronadas. • Raleio: quando houver uma densidade de folhas muito elevada. antiespasmódica. cólicas e incontinência dos instintos sexuais (215). OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como condimento de peixe. . sendo que o teor médio de óleo essencial na planta é de 1. O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36. • Florescimento: 70 a 80 dias após o plantio. em média (317). Abafar por 10 minutos. Adoçar com mel e tomar ao longo do dia (calmante). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.3m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. linalol (3. A planta fresca contém 0.• Espaçamento: 0.1% (317). queimaduras. • Decocção: ferver 100g de folhas em 1 ½ litro de água.55. • Rendimento: 1.15 a 0. sudorífica. O rendimento de folhas e flores desidratadas por planta é de 8. aperiente. tomada após as refeições. O teor de óleo essencial varia de 0. há tendência da planta definhar e as folhas se tornarem cada vez menores. dor de cabeça.19 a 8.51%).000kg/ha.17 a 7. Adicionar o decôcto coado na água da banheira (banho tônico) (294). • Plantio: março a abril. emenagoga (93). α-terpineno (0. tônica. • Propagação: segmentos de caules radicantes.62%) e 4-terpineol (28.86%). divisão de touceiras e sementes.40%). insônia. sistema nervoso.2 a 0.58 a 21. fraqueza do músculos. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de manjerona para 1 xícara das de chá de água quente.20% de óleos essenciais e as sumidades floridas cerca de 0.200 a 7.7 a 3. anti-reumática (271). mirceno (1. digestiva (128). recheio de frangos.3 x 0. Neste caso. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. sílica nos intestinos (271).14%) (277). FITOQUÍMICA Sabineno (5.61g. Esta infusão. • Padrões comerciais: a planta seca pode ter 0. sedativa e analgésica (294). retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio. • Colheita: inicia 60 a 70 dias após o plantio. setembro. resfriado.

FITOLOGIA Planta herbácea. axilares. maracujá-açú. com precipitação de 800 a 1. cultivado em todo o Brasil. . Fruto ovóide ou piriforme. trepadeira. FAMÍLIA BOTÂNICA Passifloriaceae. maracujá-doce. maracujá. brilhante na face ventral e pálida na dorsal. maracujá-silvestre. maracujá-comprido. Pedúnculos florais solitários. quando imaturo. bem drenados e com pH na faixa de 5.• É melífera.750mm/ano. glabras. glabro e discretamente alado. glabro. quando maturo. Sépalas subcarnosas. verde externamente e avermelhadas internamente. com 10 a 14cm de diâmetro. maracujá-suspiro.0. Corona de fauce filamentosa e multisseriada. HABITAT Planta autóctone da América tropical. com cerca de 9 a 10cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. alvacentas por fora e encarnadas por dentro. medindo 10 a 15cm de comprimento por 7 a 9cm de largura. Flores pendentes. peciolada. maracujá-amarelo. no entanto. É. oblongoobtusas. maracujá-melão. Folhas oval-oblongas. passiflora. e úmido.5m. MARACUTANGO NOME CIENTÍFICO Passiflora alata Dryand. Apresenta sobre o pecíolo 2 a 4 glândulas sésseis dispostas em pares. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. de caule ligeiramente quadrangular.5 a 6. com temperaturas variando entre 26 a 27oC. corniculadas. CLIMA Prefere clima quente. SINONÍMIA Flor-da-paixão. amarelo-alaranjado. verde. ocorrendo espontaneamente até a latitude sul de São Paulo. agudas. bem distribuídas. Não resiste à geadas (96). maracujá-grande. maracujámamão.5 x 1. unifloros. maracujá-de-refresco. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Pétalas semelhantes às sépalas. maracujá-comum. porém mais compridas.

FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. FITOLOGIA . chá-de-lagoa. 30 dias após o plantio. INDICAÇÕES Para a insônia e dores em geral (215). HABITAT Espécie alóctone que cresce subespontaneamente em pastos nativos. macela-da-terra. doces. carrapichinho-de-agulha. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos são comestíveis e utilizados para o preparo de sucos. etc.• Propagação: sementes. macela-do-sertão. marcelinha. • Plantio: setembro. marcela. aumentar a produção e a qualidade de folhas e frutos. reaplicando posteriormente em intervalos de dois meses. areias e capoeiras. As sementes e a raiz são vermífugas (215). As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. à beira de estradas. macela-amarela. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são calmantes. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. SINONÍMIA Camomila-nacional. macela. losua-do-mato. terrenos baldios.] Lam. PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. • Capina: manter as plantas livres de concorrência com as invasoras. • Padrão comercial: o resíduo máximo por incineração é de 14% (96). Aplicar 10g por planta de nitrato de cálcio. • Tutoramento: é feito com o objetivo de facilitar os tratos culturais. macela-do-campo. marcela-do-campo. paina. desinfetantes e diuréticas. • Colheita: inicia 8 a10 meses após o plantio. MARCELA-DO-CAMPO NOME CIENTÍFICO Achyrocline satureioides [DC. macelinha.

cariatina. germacreno-D e α-pineno. 5. papus branco. δ-cadineno. patentes. galangina-3-metiléter. alternas. cariofileno. femininas.5 e 5%) inibem a germinação de sementes de alface. ápice copioso-ramoso. SOLO Desenvolve-se em solo arenoso. 2. 3. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. tamarixetina. quercitina. sésseis. Não obstante. inteiras. a propagação vegetativa pode ser feita visando a multiplicação de genótipos superiores e a produção de mudas uniformes e saudáveis. glabro e pardo. tênue-alvo-tomentoso. • Colheita: 3 meses após o plantio.8% (253). que cresce 40 a 80cm de altura. tamarixetina 7-glucosídeo. monóica. vivaz. quercetina 3. • Florescimento: outono. Folhas distantes. ereta.5m • Propagação: via sementes. Esta espécie distingue-se da A. Flores amarelodouradas. FITOQUÍMICA Óleo essencial: 1-8-cineol. • Adubação: a planta é bastante rústica sendo pouco exigente em fertilidade e umidade de solo. ácido caféico e cafeoilcalerianina (137). Fruto aquênio. heliófita. lineares a lanceoladas. 7-hidroxi-3. • Alelopatia: extratos acuosos das flores (1.8-trimetoxiflavona. de caule cilíndricos. protocatequilcalerianina. alata por possuir caule liso. quando as plantas estão em pleno florescimento. Ácidos polifenólicos e ésteres: ácido clorogênico e isoclorogênico. de corola filiforme.8-trimetoxiflavona. mas estimulam o crescimento da planta (423).7. reunidos em panículas corimbosas. Capítulos numerosos. A planta é ramificada. Em condições de estiagem prolongada. • Plantio: janeiro a fevereiro.7. raminhos ascendentes. quercetagetina. as folhas adquirem coloração acizentada. isognafaliina. quercitina-3-metiléter 7diglicosídeo (54).5.5cm de largura. A flor e a parte aérea contém flavonóides: isonafaliina. desenvolve-se melhor em solos férteis e com bom teor de umidade. galangina. de corola tubulosa. argiloso e mesmo em áreas semi-halófitas próximas ao mar. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. densoagregados com dois tipos de flores. óxido de cariofileno. as flores marginais. pedregoso.8-tetrametoxiflavona (268) e kawapirona (200).Planta subarbustiva. as centrais hermafroditas. Germinação: 68%.7-dimetileter. medindo 8 a 10cm de comprimento por 1. CLIMA Espécie de clima subtropical. Fenilpironas: italidipirona e 23-metil-6-0-desmetil auricepirona A parte aérea . 4 ou 5. PARTES UTILIZADAS Sumidades florais abertas. alnustina. Porém. teor de umidade das sementes: 10.5.

7 a 0. demonstra atividade imunoestimulante e aumenta a atividade fagocitária. aperiente. amarga. • Travesseiros: quando preenchidos com as flores. TOXICOLOGIA Apresenta ação genotóxica e moluscicida contra Biompharlaria glabrata em concentrações de 100ppm. A fração polissacarídica da planta. adstringente. carminativa. 180. colagoga. 395). 230). A raiz contém compostos acetilênicos (179).019mg/ml.33mg/l (extrato aquosos). inapetência. aplicada via intraperitonial.84% de óleo essencial (96). atividade analgésica e antiinflamatória (115). Encerra ainda luteolina. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana (180). hipocolesterolêmica. MARGARIDÃO-AMARELO . favorecem o sono (68). canfeno. α-himachaleno (367). sedante. febrífuga. disenteria (68). antitumoral. antiinfecciosa. Extrato hexânico das flores. antiedematogênica externa e interna (394). tônica. As sumidades floridas dessecadas têm 0. borneol. monoterpenos (257). Tomar 6 xícaras das de chá ao dia (257). antidiarréica (68). sedativa (395). derivados da fenilpirona e morina. emenagoga. antiespasmódica e antiinflamatória (155. antiinflamatória. antiálgica. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas para o enchimento de travesseiros e almofadas. antisséptica. estomáquica. cefalalgias. inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus e na concentração de 166. FARMACOLOGIA Imunoestimulante (331). anódina (242) e antiepiléptica (215). antidiabética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Eupéptica (327).contém sesquiterpenos. mirceno. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras das de cafezinho em ½ litro de água. disfunções gástricas e digestivas. antiherpética. antiespasmódica. INDICAÇÕES Na Venezuela a planta é usada para a impotência (179). calmante para problemas digestivos (257). Apresenta atividade relaxante da musculatura lisa. anti-helmíntica. além de ser mutagênica (115). em ratos. na dose de 0. α-terpineno. inibiu Pseudomonas aeruginosa (229. • As flores fornecem matéria tintorial para a lã. excitante. ésteres de coleriantina. antiflogística (179). antiasmática.

0-2. As sementes são geralmente chochas. estacas radicantes e sementes. Abafar por 10 minutos.0m. MARIA-PRETA NOME CIENTÍFICO Solanum americanum Mill. Inflorescências terminais ou laterais com flores amarelas vistosas em capítulos grandes. Gray. girassol-mexicano.0m de altura por 4m de diâmetro de copa. grandes. As folhas são inteiras ou com vários recortes. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. com 2. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha por xícara de água quente. A maturação dos aquênios é muito lenta e coincide com rebrote intenso do caule.6m de altura. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de distúrbios hepáticos e gástricos. ramificado. • Plantio: primavera.NOME CIENTÍFICO Tithonia diversifolia A. • Florescimento: maio a junho. FITOLOGIA Arbusto perene semi-herbáceo. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. podendo chegar até 3. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. vigoroso. • Propagação: brotações dos ramos. . SINONÍMIA Boldo-japonês. PARTES UTILIZADAS Folhas. em média. • Produção de sementes: julho-agosto. Tomar após às refeições. Os ramos são radicantes sem mesmo encostar no solo. ereto. • Doenças: as folhas mais velhas são geralmente infectadas por antracnose.5 x 2. ovalado-orbiculares e pubescentes.

desigualmente lobadas. é encontrada até mesmo em solos secos. maria-preta. caaxixá. medindo 8 a 10mm de diâmetro. amareloclara. erva-moura. • Colheita: ano todo. quando imatura. Apresenta caule liso. maria-pretinha.3m. verde e ereto. • Produção de sementes: 500 por planta. CLIMA Adapta-se do tropical ao temperado. aguaraquiá. O fruto é uma baga (solanídeo) verde. aguaraquiá-açú. pimenta. as vezes inteiras. . mas variando de 100 a 1000 sementes (209) ou até 178. pedregosos e depauperados. sobretudo México e Costa Rica. em média. Semente comprimida. É heliófita. acuminadas. Porém. pimenta-de-cachorro. guaraquinha. pimenta-de-rato. brilhante. reticulada.3mm de diâmetro. A polpa contém 50 a 100 sementes pequenas e arredondadas.FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. sué. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. PARTES UTILIZADAS Folhas. medindo 3 a 6cm de comprimento. humoso e com teor de umidade. glabra e fosca. ramificado. com cerca de 30 a 70cm altura. verde-escuras. em viveiro. alternas. simples. dispõe-se em umbelas com 3 a 10 flores com até 1cm de diâmetro. bosques e áreas ruderais das regiões tropicais da América. obovóide.4 x 0. • Propagação: sementes. Folhas esparsas. FITOLOGIA Planta herbácea. anual. ovais. amarga e nauseabunda. com 1. caraxixu. • Florescimento: quase todo o ano. SINONÍMIA Aguarágua. As flores. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. pastos. alvas e curtamente pedunculadas.0 a 1. Os frutos quando secam retém as sementes (209). guaraquim. erva-mocó. e negra quando matura. caraxiocu. caraxixá. pecioladas. araxixu. carachichu. quase trapedozais. HABITAT Espécie autóctone que medra em áreas agrícolas. • Plantio: outono. erva-de-bicho. SOLO Exige solo fértil (é nitrófila). pouco pilosa.000. A viabilidade no solo é de 8 anos (242). pimenta-de-galinha.

queimaduras (32).FITOQUÍMICA Solanina. Internamente para o tratamento de asma.1%). emoliente. tinha e vaginite. solamargina (86 e 87). psoríase. Tomar 3 xícaras ao dia (excitação nervosa. espasmos vesicais (93). calmante (215). áreas intumescidas. analgésica. A fruta fresca é usada como antiparasitária (2) INDICAÇÕES Indicada para o uso externo no tratamento de ptiríase versicolor ou pano branco (128). apud 179). antiartrítica. irritadas e dolorosas. apud 179).. cólica e afecções urinárias (68). nevralgias. catarros e afecções urinárias). podendo servir de matéria prima para geléias. escrófulas. exantema. anti-reumática. anti-hipertensiva. leucorréia. diarréias. excitação nervosa. cólicas. podendo atingir níveis tóxicos aos animais (209). dermatoses. feridas e úlceras (uso tópico das folhas contusas). paludismo. depurativa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. furúnculo. calmante. . afrodisíaca e analgésica (242). antiinflamatória. abcesso. crises hepáticas. diurética. febrífuga. amigdalite. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos maturos são comestíveis. escorbuto. apud 179). reconstituinte (179). erisipela. vulnerária. diaforética (68). doloridas e lesionadas (68). aperiente. TOXICOLOGIA Os frutos verdes são tóxicos (68). nas doses de 320 a 640mg (Cruz. dartros. dermatite. eczema (93). acne. cólicas. Pode-se utilizar o decôcto para fazer a ablução de áreas inflamadas. Também contém solasodina (0. terror noturno (215). espasmolítica. A solanina tem uma DL50 de 42mg/kg por via intraperitonial (41). FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas aplicadas topicamente (dermatoses e lesões dérmica) • decocção: ferver 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção das folhas tem ação antibiótica sobre Staphylococcus aureus (62). narcótica (209). panarício. pústulas. apud 179) e Cryptococcus neoformans (Cooney et al. A planta tem habilidade em acumular nitratos. expectorante. sedativa. na dose de 640mg e frente ao cloreto de bário. A decocção e a maceração hidroalcoólica das folhas tem atividade sobre Candida albicans (Victoria. por mecanismo muscarínico e musculotrópico. inflamações. úlcera gástrica (179). distúrbios digestivos e ginecológicos e hemorróidas (1). gastralgia. rutina. asparagina. meningite. FARMACOLOGIA A infusão das folhas apresentou atividade hipoglicemiante em ratas (Victoria. que é matéria prima para a produção de hormônios esteroidais (179). anemia. mineralizante. gastrite. cirrose. frente a acetilcolina.

As folhas são alternas. • Plantio: outono. composta de duas valvas. reunindo flores muito pequenas. O fruto é uma síliqua indeiscente. CLIMA É originária de regiões temperadas quentes. erva-formigueira. São semeadas diretamente em sulcos transversais de canteiros. pinatisectas. unissulcada. • Propagação: sementes. mentrusto. Smith FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. mentruz. cuja corola é formada por 4 pétalas hialinas.30cm. Inflorescência em rácimos cilíndricos. FITOLOGIA Planta herbácea anual. bem drenado. de caule ramificado horizontalmente a partir do colo. As folhas basais são curto pecioladas e as terminais sésseis. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. crescendo cerca de 40 a 50cm de comprimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. glabras. A planta não se desenvolve bem no verão. É heliófita. mas adapta-se bem às subtropicais. MASTRUÇO NOME CIENTÍFICO Coronopus didymus L. sendo que cada segmento se desdobra em 2 a 5 lobos. verde intensas. SINONÍMIA Erva-de-santa-maria. • Colheita: inverno e primavera. SOLO Todo tipo. que contém um composto sulfurado que age como antibiótico natural (128). • Adubação: 2kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. As sementes são oblongo-reniformes. mastruz. com 3 a 7 pares de segmentos laterais e um terminal. prostrada. . castanho-amarelada. 30 x 0. erva-vomiqueira.• As folhas são preparadas cozidas ou fritas com ovos (179). • A planta pode ser hospedeira de nematóides do gênero Rotylenchus e Meloidogyne (209). preferindo aqueles de textura média e férteis.

• Cataplasma: preparar em pilão ou liqüidificador uma pasta de talos e folhas. HABITAT Espécie autóctone que medra ao longo da faixa litorânea brasileira. . MELANCIA-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO Solanum capsicoides All. afecções renais e do estômago. áreas abandonadas. baga-de-espinho. juá-vermelho. em uma garrafa de vinho branco seco. vermífuga. ocorrendo em pastos. Espalhar numa gaze e aplicar topicamente em dores musculares • Infusão: 10g de folhas em 1 litro de água quente. peitoral e antiescorbútica (93). que cresce cerca de 50 a 60cm de altura. Tomar 3 xícaras ao dia (128). vesicatória dérmica. afecções respiratórias. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. diurética (215). hermética. babá. FORMAS DE USO • Vinho: macerar por 5 dias 50g de folhas e talos picados (em local escuro). O caule é ramificado. baba. dores musculares (128). Tomar 3 cálices por dia. à margem das estradas e cercas das planícies litorâneas. em intervalos de 4 horas (expectorante). • Salada: usar folhas novas como estimulante da digestão.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante da digestão. cujo caule e folhas são revestidos por grandes e numerosos espinhos recurvados para baixo. expectorante (128). febres palustres e intermitentes (242). juáti. Filtrar. bronquite. raquitismo contusões (215). excitante. anti-hidrópica (435). joá-vermelho. SINONÍMIA Arrebenta-boi. mata-cavalo. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorróidas. OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como aromatizante de bebidas alcoólicas. FITOLOGIA Planta herbácea anual. mingola. hipertrofia do coração e ciática (435). gogoia. arrebenta-cavalo. estimulante das glândulas salivares.

urticária (283.000 sementes (209). ocorrem alguns espinhos. medindo 13 a 15m de comprimento por 10 a 11cm de largura. • Os frutos são usados para envenenar baratas. discóides. A corola é formada por 5 lobos cuneados e agudos e brancos. As vacas ao ingerirem o fruto (com as sementes). As flores. aos 100 a 120 dias após a emergência.cilíndrico e lenticilado. medianamente úmidos e pouco ácidos. brilhante. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. . arenosos. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.5m. SOLO Prefere solos soltos. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa do fruto é comestível. algo prateada de sabor muito doce. Sobre o pecíolo e nervura principal. • Florescimento: outubro a novembro. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. É heliófita. PARTES UTILIZADAS Frutos. pentalobadas. quando não morrem. além das 200 a 250 sementes. aladas.0 a 3. adquirem tonalidades uniformes laranja-vermelho. uma substância semi-esponjosa. membranáceas. Encerra. glabra. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. medindo 3. com pedicelos espinhosos. • Propagação: sementes. estão reunidas extra-axilarmente em grupos de quatro. verde-claro e ostensivamente armado.5cm de diâmetro. amareladas ou ocre. comprimidas. O cálice é 5-lobado. • Colheita: ocorre no verão.80 x 0. reticulada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de manchas de pele (panos). sobretudo na face dorsal. tuberculose mesentérica e edemas nos membros inferiores (93). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes são reniformes. que são maiores. • Produção de sementes: cada planta produz entre 300 e 3. As folhas são longo-pecioladas. Quando maturos. Quando novos apresentam coloração verde rajado com verde-escuro. • Plantio: setembro. com estrutura pentâmera. 32). com tegumento coriáceo. transmitem pelo leite as propriedades tóxicas (283). Os frutos (solanídeos) tem formato esférico ou levemente achatado na base.

levemente hirsuta na página superior e densamente na inferior sub-orbiculares. crescendo subespontaneamente em quase todo o Brasil. Apresenta gavinhas simples. escabrosas. membranáceas. finas. Fruto tipo cápsula que se abre em três valvas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. a planta torna-se mais raquítica e os frutos menores. palmatífidas. contendo sementes envolvidas por arilo vermelho de sabor adocicado. escabroso externamente. longo-pedunculados. castanho-amareladas. aerados e humosos. muito ramificada. longas e pubescentes. • Propagação: sementes. não encharcados. medindo 2 a 3m de comprimento. FITOLOGIA Planta herbácea. delicada. Possui folhas alternas. unisexuais e amarelas. SOLO Prefere solos úmidos. verde-amarelado. melãozinho. alóctone. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação térmica e luminosa.0cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. Desenvolve-se melhor em fotoperíodo curto. As flores são axilares.6 a 1. escandente. fruto-denegro. estreitados na base. erva-de-são-caetano. denteados ou lobulados. longo-pecioladas. A planta tem cheiro desagradável e os frutos são amargos. fruto-de-cobra. Em pleno verão. mas que se tornou cosmopolita. monóica. quadrangular. HABITAT Espécie alóctone originária da Ásia. glabras. com caule estriado. As sementes são ovalado-elípticas. medindo 0. com lóbulos mucronadas. em terrenos baldios e áreas ruderais. erva-de-são-vicente. Pode-se semear diretamente no campo.MELÃO-DE-SÃO-CAETANO NOME CIENTÍFICO Momordica charantia L. dispostas em cachos ou corimbos. AGROLOGIA • Espaçamento : 1.0 x 0. porém a formação de mudas em bandejas de isopor permite o estabelecimento de mudas mais vigorosas e . com 5 a 7 lobos ovalado-oblongos. quando imaturo e alaranjado. solitárias. quando maturo.4m. pubescentes. anual. sob intensa radiação solar. foscas. SINONÍMIA Erva-de-lavadeira.

P-insulina. Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. a malha pode ser de 10 a 15cm. afrodisíaca. arginina. triterpenos-momordicina. Florescimento: primavera e verão . antes de se abrirem. verbascócido. momordica aglutinina. hipotensora. O fruto é rico em polissacarídeos. À medida que finda o ciclo da planta. rubefaciente. vermicida. anti-reumática. antihemorroidário (242). fenilalanina. anticarbunculosa (93). momordipicrina. Existem várias opções de tutores. lignano-calceolariosídeo. β-alanina. laxante. De todos os usos da espécie. Os frutos são colhidos semi-verdes. V-insulina. são hemostáticos. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. INDICAÇÕES . inibidor de tripsina momordica. febrífuga. 5hidroxitriptamina. dispostos vertical ou horizontalmente. estomáquica.• • • • • • uniformes. comportando-se como invasora e atrofiadora de outras espécies em consórcio. antiflatulenta. FITOQUÍMICA Momordicina (alcalóide). cicatrizante (as folhas pulverizadas). β-amirina. em forma de cataplasmas. no verão. anticatarral e purgativo (257). criptoxantina. PARTES UTILIZADAS Frutos. ácido mormódico (257). esteróide-charantina. antidiabética. βcaroteno. já maduros. supurativa. As sementes encerram os aminoácidos ácido glutâmico (42. antifebrífugos e antipalúdicos (frutos na forma de geléia ou xarope) (152). o tamanho do fruto também decresce.56%) (187). emeto-catárquico. neroldiol. α-caroteno epóxido. folhas e arilo das sementes. vicina e o alcalóide zeatina (179). vermífugo e estomáquico (120). até redes plásticas. momordica charantia lectina. desde aqueles feitos de bambu e arame.15%) e glicina (18. diosgenina. O fruto é antileucorréico. Os mesmos. hastes. Pode-se também fazer o plantio ao longo de cercas. momorcharisídeos A e B. fator citostático de momordica. Os frutos cozidos são utilizados como vomitivos e antivenéreos. derivados de stigmasterol. Tutoramento: permite a colheita de frutos de melhor qualidade. Frutificação: ocorre no verão. anti-helmínticos (frutos) antipirética. que contém 16% de ácido galacturônico. β-sitosterol. p-cimeno. purgativas (folhas). depurativa do sangue (179). taraxerol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aperitiva. antimicótica. anti-reumático. emenagoga. O suco das folhas é emético e purgante e a raiz é adstringente. Plantio: setembro. colerética. ela tende a ocupar todos os espaços disponíveis. hipoglicêmica (infusão das folhas). que são as mais indicadas. o mais importante é sua ação hipoglicemiante. Para tanto. ácido gentísico. adstringente da cútis (299). emoliente. (352). Consórcio: devido ao grande vigor da planta.

FARMACOLOGIA Apresenta atividade antitumoral em Sarcoma 180. antilipolítica.É indicada para o tratamento de enfermidades hepáticas (352). A infusão forte é utilizada para escabiose. O extrato alcoólico a 95%. em grandes quantidades. A administração de charantina (50mg/kg) em coelhos. A charantina mostrou ser mais potente do que a tolbutamida como hipoglicemiante. Preparada por cozimento. antitumoral da leucemia L-1210. O extrato alcoólico a 70%. menstruações difíceis e cravos. cólicas abdominais. O extrato aquoso das folhas inibe consideravelmente o aumento da atividade do guanilato ciclase induzida por fatores químicos carcinogênicos. A planta inteira é utilizada contra e resfriado (233). já resulta em efeito hipoglicemiante. As folhas e frutos são utilizados na cura do gogo das aves (93). ATIVIDADE BIOLÓGICA . androgênica. Diversos trabalhos tratam da atividade hipoglicemiante dos frutos. Inibe a glucose-oxidase e radicais livres (179). em doses de 3 mg/animal. Os resultados indicam a presença de compostos hipoglicêmicossapogênicos e a atividade provavelmente medida seja por uma melhoria no sistema da atividade secretora da insulina de células β.16G/kg) e os linfócitos humanos normais (ED50 = 0. pruridos e úlceras malignas. As sementes. para os leucócitos humanos leucêmicos (ED50= 0. catarata (271). quando o extrato foi administrado 45 minutos antes da administração da glicose. isolado a partir dos frutos. é utilizada para colite. tem efeito purgativo drástico. em coelhos tratados com estreptozotocina. A decocção das folhas é utilizada para tratamento de infecções da pele. em intubação gástrica. tanto que seu uso na medicina popular é considerado como perigoso (Hurst. que o sumo do fruto é citotóxico in vitro. Menciona-se também. tanto em animais quanto em humanos (207). O suco da polpa também teve um efeito hipoglicêmico significativo em ratas normais alimentadas com glicose. morféia. O efeito foi mais pronunciado com o extrato metanólico do suco da polpa isento de saponinas. apud 179). inibe o sistema nervoso central. ou melhorando a ação da insulina (11. O extrato aquoso do fruto. na dose de 3ml/kg por via oral. 179). via intraperitonial. e aplicado por via subcutânea. queimaduras. O suco da polpa de Momordica charantia diminui os níveis de glicose em ratas normais. pela inibição da síntese protéica (179). sementes e cultura de tecidos. O extrato de sementes e da planta inteira demonstraram um pequeno mas consistente aumento nos níveis de glicose em ratas normais. anti-hipercolesterolêmica. antimutagênica. causou um decréscimo gradual no nível de açúcar no sangue em 42% após quatro horas de sua administração. dartro. in vitro. picadas de insetos. Após cinco horas. furúnculo. imunomoduladora (120). o decréscimo foi de 28%. dores de ouvido.35g/kg). Também evidencia-se a atividade citostática e antiviral de uma fração cromatográfica de um extrato do fruto. possui uma atividade anti-hiperglicemiante (205). antiviral contra o vírus da estomatite vesicular. malária. eczema (32). hemorróidas (especialmente a raiz) (257). enxaquecas (120). O princípio responsável por esta atividade é o polipeptídeo P (ou V-insulina). sarna. embaraços gástricos. O fruto maduro. (179). O suco das folhas é utilizado para mordida de serpentes e afecções biliares (179). possui uma atividade citotóxica dose-dependente sobre os linfócitos leucêmicos em humanos.

o efeito tóxico experimentado com o sumo de Momordica charantia sobre ratas e coelhos. No sul da Flórida tem ocorrido vários casos de crianças que ficaram doentes após terem consumido os frutos maduros de Momordica charantia. Shigella flexneri (245). OUTRAS PROPRIEDADES • As hastes fornecem fibras macias para o enchimento de colchões.O extrato etanólico do fruto apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. furúnculos e carbúnculos) • Suco: machucar as folhas verdes em óleo de amêndoas doces (queimadura). . O suco puro pode ser aplicado sobre a sarna (32). In vitro. bem como para a indústria do papel. • O fruto é um ótimo substituto do lúpulo. O suco apresenta efeito antimicótico. Alguns autores indicam que meia colherada do sumo do fruto maduro pode matar um bezerro grande em 16 horas. O extrato etanólico a 95% possui. servem para alvejar roupas e tirar nódoas (93) . tem causado a morte de crianças. in vitro. Constatou-se ainda lesões testiculares em cães e alterações sobre os parâmetros sangüineos em suínos (120). aplicado em bezerros. Mas pode ser frito e cozido. Bacillus sp. cercas e caramanchões. Eschirichia coli e Staphylococcus aureus. • A planta pode ser utilizada como ornamental em pergolados. almofadas e estofados. provoca uma diminuição acentuada na formação dos espermatozóides.75 g/kg por via oral durante 20 dias. é um inibidor da síntese protéica. Candida albicans. As sementes contém compostos tóxicos. É descrita como uma planta tóxica e abortiva (333). • O fruto quando novo é comestível. P. espermatogênico e espermicida. e. Administrado durante 60 dias. na dose de 1. além de atividade antihelmíntica. É abortivo em ratas à doses de 8 mg/kg por via intraperitonial. depois de apresentar vômitos e diarréia (352). podendo ser consumido in natura. trituradas. • Ungüento: arilo contuso misturado com vaselina (tumores. A infusão do fruto é útil contra hemorróidas. Salmonella. Micrococcus luteus. Os pássaros apreciam muito o arilo. menstruações difíceis e cólicas causadas por vermes). • O extrato aquoso das folhas possui elevada atividade inseticida (179). Além do mais. Outros trabalhos relatam atividade espermicida in vitro. apresentando vômitos e severos efeitos purgativos (84). uma atividade anti-helmíntica poderosa contra áscaris.. O sabor amargo pode ser eliminado escaldando o fruto. o extrato provoca lesões testiculares e atrofia os espermatozóides. não devendo ser ingeridas em grandes quantidades (209). • Das sementes obtém-se um óleo para a produção de alguns cosméticos. O arilo da semente é adocicado. TOXICOLOGIA Pode ter ação teratogênica (233). Shigella. O extrato aquoso das sementes possui uma atividade anti-helmíntica in vitro (179) FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas secas por litro de água (leucorréia. na preparação da cerveja. sobretudo na forma de picles e salada. aeruginosa. • As folhas e as hastes.

curta. comumente radicante. glanduloso-pubescente. trevo-cumarú. filiforme. • Taxa de crescimento: 0.MELHORAL NOME CIENTÍFICO Justicia pectoralis Jacq. peristrofe. curtopecioladas e persistentes. puberulento. verde-claras. pouco ramificado. cerebril. chambá. cerebril. carpinteiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Acanthaceae. Cresce subespontaneamente em subosques das regiões baixas do Caribe (179). triptaminas. SINONÍMIA Cerebril. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. var. opostas. base aguda. os lignanos (naftalido lignano) e saponinas. dicótoma. de caule reptante. anador. • Propagação: perfilhos da planta matriz e estacas. nativa das regiões tropicais da América. A planta cresce de 20 a 40cm em altura. É difícil encontrá-la na forma espontânea. longo-atenuadas. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. A inflorescência é do tipo espiga terminal. esteróis. lanceoladas a ovado-lanceoladas. mucilagens. Cápsula comprimida.4m. ereto. • Plantio: primavera. ácido salicílico e álcool alifático . • Florescimento: julho a agosto. As folhas são inteiras. quempferol. pingo-de-ouro. Durante o inverno as folhas tornam-se arroxeadas. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. As brácteas e bractéolas são cerdosas e as flores são lilases. stenophylla Leonar. carpinteiro. FITOLOGIA Planta herbácea perene. FITOQUÍMICA Entre os mais importantes constituintes estão os esteróis. estipitada. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as os perfilhos são enraizados em saquinhos de plásticos contendo substrato organo-mineral. pequenas e são muito espaçadas entre si. trevo-do-pará. formando touceiras de perfilhos. muito ramificada. decumbente ou ascendente.15g/dia de matéria seca (307). com 3-7cm de comprimento.4 x 0. erva-de-santoantonio. óleo essencial (8). Em algumas variedades tem sido encontradas aminas aromáticas.15cm/dia ou 0. HABITAT Espécie alóctone.

gota. esteárico (49). sedante nervoso. ssp. Contém cumarinas. a umbeliferona e a swertisina conferem a planta propriedades sedativas e relaxante da musculatura lisa. O arilo das sementes é utilizado para combater o gogo das aves (93). glicina. antibacteriano. 2"-Orhamnosil-swertiajaponina.344mg/kg. 379). catamenial.N-dimetiltriptamina. insônia e afecções nervosas (303). MENTRASTO NOME CIENTÍFICO Ageratum conyzoides L. valina. 418). sendo o suco aquoso liofilizado classificado como não tóxico (314). O extrato aquoso liofilizado das folhas contém os aminoácidos fosfoserina. antiinflamatória (307). infecções das vias respiratórias. febrífuga. conyzoides. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. ácido alfaaminobutírico. aftas (130). o que corresponde a 10g/kg por via oral. alanina. béquica. alcalóides indólicos (264) e hidroxifenil propiônico (117). além de atividade antibacteriana (302). broncodilatadora (261). Apresenta ainda efeito sedante. citado por 179). • Externo: suco e decocção (banhos) . Observou-se por eletroencefalografia que o decôcto da planta produz efeitos neurotróficos (349). cortes e catarros brônquicos. INDICAÇÕES Indicada para gastralgias. Além da cumarina. β-sisterol (265). decocção e sumo. swertisina. antireumática (179). O naftalídeo lignano tem sido associado com atividade antidepressiva e antiarrítmica (379) FORMAS DE USO • Interno: infusão. hidroxiprolina. leucina. Os lignanos e as saponinas possuem efeitos inibidores da fertilidade em mulheres. relaxante da musculatura lisa. swertiajaponina. serina. cicatrizante. treonina. peitoral. fenilalanina. vascina (179). feridas. A DL50 por via endovenosa em ratos é de 1. umbeliferona. dermatites. . ácidos palmítico. ornitina e lisina (225. enfermidades do fígado (179). asparagina. FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Promove um decréscimo da capacidade exploratória e da conduta agressiva em roedores (135). betaína. Do extrato etanólico obteve-se um lignano chamado justicidina B (197). N. antagonista da serotonina e redutor da atividade espontânea (Garcia.(379). adstringente. expectorante. afrodisíaca (130). flavonóides. anti-hemorrágica das vias urinárias e tranquilizante. peitoral (351). N-metiltriptamina. prolina. TOXICOLOGIA Em altas doses é alucinógeno (130. isoleucina.

3. Embora heliófita. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura. verde ou púrpura. aromática. porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido Não medra em solos encharcados ou muito arenosos. É normalmente encontrada em áreas agrícolas como invasora de plantas de lavoura. picão-roxo. mentraz. catinga-de-barrão. O caule é ereto. mesmo com apenas duas folhas definitivas (209). 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. mentruz. a campo. composto por 3 séries de filárias lanceoladas. com cílios nos ângulos. mentraço. com um ótimo entre 25 e 30oC (209). As folhas exalam um olor suave. A germinação ocorre a partir de 10oC. cuneadas ou subcordiforme na base. lilases. SOLO A planta adapta-se a quase todo tipo de solo. que promovam sombra. originária da América do Sul. piloso. crenadas. silvestre e ruderal. ou em bandejas de isopor. . • Consórcio: plantas de maior estatura. celestina. quando a ocorrência de gramíneas é reduzida. largamente ovadas. sobretudo no inverno. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos. As folhas são opostas. revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces. Ocorre de 0 a 3. FITOLOGIA Planta herbácea anual. CLIMA É de clima tropical. visando a produção de mudas mais uniformes. As sementes são fotoblásticas positivas. catinga-de-borrão. pecioladas. quando amassadas. Em condições adversas. 5-equinados. são-joão. pretos. erva-de-santa-luzia.FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. favorecem o crescimento luxuriante da planta. porém não suporta geadas. • Florescimento: maio a novembro. erva-maria. erva-de-santa-lúcia. erva-de-são-joão. adapta-se bem à meia-sombra. cilíndrico. HABITAT Espécie autóctone. catinga-de-barão. • Propagação: sementes. maria-preta. SINONÍMIA Camará-opela. • Plantio: março a abril. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Semeia-se a lanço. adaptando-se tanto às regiões quentes e frias. a planta floresce prematuramente. com cerca de 40 a 60cm de altura. erva-desão-josé. embora possa ser feito o ano todo. agudas no ápice. As flores são hermafroditas. catinga-de-bode. com ínvólucro campanulado.000m de altitude (209). É ruderal infestante que ocorre disseminada em todo mundo.3m x 0.

PARTES UTILIZADAS Planta inteira. n-ticarcontano.• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral. antiespasmódica. Útil também para o tratamento de pneumatose do tubo digestivo. O exocarpo do fruto contém fitomelano (179). Produz 0. sesquifelandreno. precoceno (cumarina). dihidroencecalina. epóxido de cariofileno. lideroflavona. FARMACOLOGIA Apresenta eficácia clínica para a artrite. terpinoleno.16 entre a planta fresca e seca. cromonas. β. antidiarréica. nheptacosano. α-copaeno. ageratocromeno. contusões. bem como o extrato da matéria seca. além de perfumar e suavizar o cabelos e combater a caspa. αtujeno. INDICAÇÕES O suco fresco da planta. são usados para o tratamento da rinite alérgica e sinusite.06 (96). aos 80 a 90 dias do ciclo. flavonóides (eupalestina). benzaldeído. cicatrizante. β-cariofileno. carminativa. α e γ-terpineno. Nas folhas o teor é de 0. alcalóides pirrolizidínicos (equinatina e licopsamina). FITOQUÍMICA A planta contém resinas. sabinenohidrato. ferimentos abertos. β-sisterol. γ e δ-elemeno. n-nonacasona. ATIVIDADE BIOLÓGICA A folha apresenta atividade nematicida (Meloidogyne incognita). cadina-1. encecalina (125). citronelol. alcalóides vasoconstritores. com exceção das raízes. γ e δ-cadineno. adineno. infecções das vias urinárias (145). mucilaginosa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. metileugenol. dihidrometoxiencecalina.02 a 0. Colhe-se no inverno. estigmasterol. O suco fresco da planta também é indicado para hemorragias pós-parto. ou seja. α e β-felandreno. aperiente (145) e antiblenorrágica (93). amarga. E-β-farneseno.4-diene. A decocto das folhas é indicado para lenir cólicas menstruais. dimetóxi-ageratocromeno. vasodilatadora. Também apresenta . artroses (179). cis-β-ocimeno. germacrenoD. fridelina. tônica (179). α-gurjuneno. antiinflamatória. colhida por ocasião do florescimento. αcubebeno. O teor de óleo essencial varia de 0. 1-8 cineole. eugenol. anti-reumática. α-terpineol. estimulante (242). mucilagens. B e C). cólicas flatulênicas e uterinas. na forma de instilação. nobiletina. nerolidol.7 a 2% de óleos essenciais que contém α e β-pineno. α-bergamoteno. princípios amargos e taninos. emenagoga (258). antimicrobiana (Staphylococus aureus). n-hentriacontano. febrífuga. β-bourboneno. benzofuranas (145). quercetina. amenorréia. diminuindo a inflamação e a dor após a primeira semana de tratamento (254). ácido hidrociânico (257). ocimeno. analgésica (260). sabineno. antidisentérica. elemol. hemostática e relaxante da musculatura lisa. combater resfriados (258). diurética. linalol. saponinas. mirceno. limoneno. β-bisaboleno. carminativa (283). beriberi (283). flavonóides (ageconiflavona A. spathulenol. α-humuleno. ρ-cimeno.

fitoparasitas de espécies de Citrus. • Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia. FORMAS DE USO • Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. Apresenta atividade contra insetos hemípteros. .atividade inseticida contra Triboleum castaneum e Musca domestica e uma débil ação sobre Schistosoma mansoni (179). 2 vezes ao dia. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). • Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais). pode abrigar nematóides (Meloidogyne. ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose). É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis (93). FORMAS DE USO Infusão e tintura (444). Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos. É melífera. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos (80). • Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose). muares e bovinos. • Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas). devido a presença do precoceno (257). É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas. Em seguida. • Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos. • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água. Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco (209). • Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas (145). Tomar 4 a 5 xícaras por dia. Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora). ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose). (258). ⇒ 20g da planta por litro de água. Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose) (257). • A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri.

A inflorescência é do tipo corimbo. SOLO Prefere solos areno-argilosos. mil-ramas. moschata por possuir as folhas estreitas. atroveran. botão-de-prata. aquiléia. salvação-do-mundo. férteis e bem drenados e não ácidos. alternas. milfólio. de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso. européia. milefólia. Prefere a luz plena. aquiléia-mil-folhas.MIL-FOLHAS NOME CIENTÍFICO Achillea millefolium L. e verde-escura. macelão. erva-das-damas. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono. prazer-das-damas. milefólio. peninérveas. As flores são pedunculadas e pequenas. . Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. milramos. erva-das-cortadelas. pronto-alívio. Distingue-se da A. tubiflora. milfolhada. formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados. FITOLOGIA É planta perene. Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. erva-dos-militares. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura.500m de altitude. taludes. erva-carpinteira.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96). esbranquiçado ou purpúreo. aquiléia-mil-flores. marcelão. mil-em-ramas. Ocorre até 2. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas. brancas. ao final do verão. HABITAT Planta alóctone. em número de cinco. erva-dos-soldados. pêlo-de-carneiro. erva-de-são-joão. Folhas pecioladas. pestana-de-vênus. ponta-livre. Muito encontrada em hortas e jardins. É tolerante a períodos de estiagem. levante. A partir de 1. verdeclaras. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. mil-em-rama. Cresce em pastagens. herbácea. erva-docarpinteiro. erva-dos-carreteiros. SINONÍMIA Alevante. especialmente no sul do Brasil. que se enraíza formando novas cepas. erva-dos-carpinteiros. com cálice tubular. erva-do-bom-deus. erva-de-cortadura. erva-de-cortaduras. anador. CLIMA É uma planta de clima temperado quente a subtropical. erva-dos-cortadores. opostas. na primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. erva-carpinteiro. aquiléa. erva-dosgolpes. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182). permeáveis. novalgina. mil-folhada. A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294). vivaz.

emenagoga. Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo.18% no caule. flavonóides (epigenol e tuteolol). sementes e divisão de rizomas. anti-reumática. colerética (145). • Plantio: ano todo. amenorréia. antibiótica (294) e antisséptica. • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense. O teor médio de óleo essencial. vulnerária. FITOQUÍMICA Óleo essencial com azulenos.41% nas folhas e 1. escarlatina.5 a 0. febre intestinal e . devido ao azuleno. queimaduras. taninos e glicosídeos amargos. varizes (257). alopecia. achileína (182) aquineína. cicatrizante (257). composto ou húmus de minhoca. especialmente na primavera. adstringente. PARTES UTILIZADAS Folhas. expectorante. pineno. antidispéptica.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. aromática (283). cânfora (145). eupéptica. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. diarréia. cineol. abcesso. adinamia. antiespasmódica. INDICAÇÕES Usada também para debilidade geral. amarga. antihelmíntica. anticelulítica (128). úlcera interna. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. pulmonares e dérmicas. hemostática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. 0. anticelulítica. Neste caso. cefalalgia (145). • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta.500kg de planta fresca. eczema. trombose cerebral. com base no peso seco. sobretudo em novembro. ácido aquilêico (93). as plantas tendem a regredir vegetativamente. anti-hemorroidária. • Florescimento: dezembro a março. de cor azulada. deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas. adstrição..30m. • Propagação: estacas. diurética. borneol.67% nas flores. A planta emite inúmeros perfilhos. carminativa. estomáquica. distúrbios nervosos (283). • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande. durante a florada. sumidades floridas e rizoma. Se pretende-se colher as folhas. A colheita de flores é feita em plena antese. derivados terpênicos e sesquiterpênicos. chegando à 12. anti-hemorrágica (68). estas devem ser colhidas antes do florescimento. afecções urinárias. restabilizante da circulação sangüínea (93). tujona. lactonas (257).500kg no terceiro ano (182). feridas. excitante.8% (96). hepática. é de 0. • Colheita: ocorre seis meses após o plantio. que servem como mudas para plantio. antiinflamatória. cólicas menstruais. escarros e vômitos sangüineos. O teor de óleos essenciais é de 0. • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5.4 x 0.

diurética. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • É utilizada como planta ornamental. hepática e expectorante). A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68) • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294). em jejum. manchas. greta. aquecer. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca. Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145). e outra à noite. Substrato: as folhas são ótimas para compostagem. 2 vezes ao dia (varizes). psoríase. Após. • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. As folhas maceradas. • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras). Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga. Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico. acne. golpes. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de folhas em 1 litro de água. • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água.intermitente. Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. gota. insônia. ⇒ 1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32). TOXICOLOGIA É contra-indicada para mulheres em lactação (145). retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257). pleuris. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145). • Sumo: lavar a planta. sem ferver. Aplicar compressas mornas no local afetado. • Loções. sarna. mucosidades (32). MIMO-DE-VÊNUS NOME CIENTÍFICO Hibiscus rosa-sinensis L. hemorragias uterinas e dos pulmões. contusões. dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271). incontinência urinária. resfriado. Tomar 2 xícaras pela manhã. podem ser usadas contra brocas e fungos. . ⇒ 25 a 30g da planta por litro de água (283).

crenadas. sutilmente cordadas na base. INDICAÇÕES Indicadas para insônia (120). pampoela. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou árvore pequena. firmeza-doshomens. bem drenados. cercas e estradas. Folhas ovaladas. SOLO Prefere solos férteis. PARTES UTILIZADAS Flores. OUTRAS PROPRIEDADES . pampulha. Não tolera solos ácidos. amor-dos-homens. anafrodisíaca. grandes. HABITAT Planta originária da China e aclimatada em todo Brasil. ápice acuminado e base obtusa. rosa-da-china. papoula. É heliófita. graxa-de-estudante. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos. • Plantio: primavera. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. lagoas. oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos (215). • Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio. com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro. Flores vermelhas. • Propagação: estacas dos ramos.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. SINONÍMIA Amor-de-homens. ramificada. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. brincos-de-vênus. brincos. aurora. CLIMA Embora seja de clima temperado quente. adstringente (215) e oftálmica (271). graxa-de-soldado. parques e jardins. de caule redondo. hibisco. • Espaçamento: 3 x 2m. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra. sobretudo em arborização de avenidas.

O contato direto das folhas com a umidade do solo favorece à ocorrência da Cercospora sp. anual. O aroma da planta lembra a erva-de-santamaria (Chenopodium ambrosioides). Fruto dorsalmente achatado. FITOLOGIA Planta herbácea. . (salsaparrilha-da-praia). medindo cerca de 0. casca de arroz ou plástico preto. Não tolera solos encharcados. brilhante. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. Perianto fendido junto à base.• As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas.3m.8mm de diâmetro. avermelhado quando maturo. neutros à alcalinos e aerados. associadas com Plantago catharinea. Em média. O limbo é lanceolado ou ovado-oblongo. As mudas são transplantadas 40 dias após a emergência.4 x 0. SOLO Prefere solos arenosos. • Plantio: setembro a outubro. por conferir lustro ao couro. multiramosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. ascendente. numerosas. cobri-lo com palhas. ereta quando jovem. formando 3 a 7 lóbulos. Smilax sp. Folhas verde-pálidas na dace ventral e glauca na dorsal. Semente com cerca de 1mm de diâmetro. glandular. espesso. medem 2 a 3cm de comprimento. • Florescimento: fevereiro a março. com crenas largas. • Mulching: para evitar-se o contato das folhas com o solo. • As folhas são muito apreciadas pelos coelhos (93). sucoso. São curto-pecioladas e o tamanho diminui da parte basal para a apical. crescendo sobre dunas baixas estabilizadas. HABITAT Ocorre em áreas de restinga. Epidendrum mosenii e outras espécies halófitas. crenado. • Utilizada como graxa vegetal de sapatos. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. muito aromática e medindo 15 a35cm de altura. ácidos e compactados. • Propagação: sementes. A germinação ocorre de 6 a 10 dias. MIRRA NOME CIENTÍFICO Chenopodium sp. aglomeradas em espigas axilares ou terminais. As flores são sésseis.

verdeescuros. brilhantes. jasmim-murta.) Jack. medindo cerca de 1cm de comprimento por 0. entorses. após o secamento do orvalho. É heliófita. INDICAÇÕES Indicada para contusões. Flores pequenas. coar e armazenar em recipiente de vidro escuro. Fruto tipo baga ovóide. HABITAT Espécie alóctone. Fazer massagens sobre áreas doloridas do corpo. dispostas em cimeiras axilares. composta de folíolos ovais-elípticos. de origem asiática (Japão) e polinésica (Austrália e Polinésia). acuminado. murta-dosjardins. utilizando algodão embebido na alcolatura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É aromática e analgésica tópica. ereta. MURTA-DE-CHEIRO NOME CIENTÍFICO Murraya paniculata (L. murta-de-jardim. obtusos. durante 10 dias. PARTES UTILIZADAS Folhas. Evitar colher em dias com neblina ou com muita umidade. brancas. preferencialmente entre as 9:00 e 11:00h da manhã. Folhas imparipenadas. que cresce de 3 a 5m de altura. perfumadas. onde a média anual não passe dos 20oC. SINONÍMIA Jasmim-laranja. perene. Após este período.• Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. murta-da-índia. livres de doenças e resíduos. Deve-se colher durante os períodos mais secos do ano. torcicolo e nevralgias em geral. pentâmeras. ramosa. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou pequena árvore. . compacta.7mm de diâmetro. CLIMA Prefere regiões de clima ameno. murta. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. FORMAS DE USO • Alcolatura: deixar macerar 50g de folhas frescas em 1 litro de álcool.

mussambê-de-espinho. aerados. • Hospeda o fungo Phoma murrayae (93). sete-marias. A casca é utilizada em cosmética e fornece corante preto. muçambé-desete-folhas. mussambê-miúdo. neutros. porosos. muçaimbê. pesada e muito dura. • Plantio: outono e primavera. Em ambos os casos. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. • Propagação: sementes e estacas.SOLO Profundos. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. A madeira é amarela. sete-sangrias. estimulante (93) e tônica (271). brejo-fedorento. FAMÍLIA BOTÂNICA Capparidaceae. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. antiofídica. • Adubação: 1kg/planta de composto orgânico ou húmus de minhoca • Florescimento: março a abril. sob irrigação por nebulização. MUSSAMBÊ NOME CIENTÍFICO Cleome spinosa L. produzir as mudas sob telado de sombrite a 70% de sombra. mussambé-miúdo. taraitaia. SINONÍMIA Beijo-fedorento. . A planta é ornamental. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. bem drenados e ricos em matéria orgânica. utilizada em parques e jardins externos. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As flores fornecem essência aromática para perfumaria.

Ocorrem acúleos de extremidade curva. brancos ou róseos. • Propagação: sementes. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. que cresce de 1. CLIMA É de clima subtropical úmido. são rubefacientes. cilíndrico. perene. As flores apresentam pétalas ovaladas e filetes violáceos. No Brasil. • Plantio: outono. espinhenta. arenosos. nervuras proeminentes na face dorsal. Na parte superior do caule encontram-se brácteas foliares. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são tônicas digestivas e a raiz é béquica e antiasmática (9). SOLO Prefere solos úmidos. castanho-escura e glabra. originária da América Central. com a parte basal lenhosa. reunindo flores isoladas na base das brácteas foliares. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. férteis e pouco ácidos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. que proporcionem um certo grau de sombreamento. na base das folhas e brácteas. palmatipartidas. FITOQUÍMICA Brassicina (9). fosca. longo-pecioladas. As folhas são estimulantes. O fruto é uma síliqua cilíndrica que mede de 7 a 12cm. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. Semente globosa. Folhas basais alternas.6m de altura. As folhas. Cresce espontaneamente à margem dos rios. A planta inteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária (242). . Caule reto. • Colheita: inicia-se a partir do 4 mês após o tranplante. em pares. cresce subespontaneamente nas regiões setentrionais. É esciófita e higrófita. sésseis e curto-pecioladas. • Consórcio: o cultivo poderá ser feito com outras culturas de porte maior. Inflorescência terninal.5kg/planta de cama de aviário. antiblenorrágicas e antileucorréicas (271). simples e ovaladas. medindo 7 a 9cm de diâmetro.4m. semelhante a um caracol. As folhas e brácteas são revestidas de glândulas oleíferas que exalam um aroma desagradável. • Adubação: 0.7 x 0. É cultivada em jardins.HABITAT Espécie alóctone.0 a 1. quando contusas e aplicadas sobre a pele.

cavalheiro-da-sala. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em jardins. falsa-erva-de-rato.INDICAÇÕES As raízes são úteis contra a bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas (9). deiscente. O fruto é uma cápsula fusiforme. As folhas são utilizadas em feridas e para orquites (271). flor-de-sapo. camará-bravo. ipecacuanha-das-antilhas. erva-leiteira. paina-de-sapo. pecioladas. lisas. erva-de-paina. dona-joana. ciliadas. ipecacuanha-falsa. longopedunculadas. CLIMA Desenvolve-se bem tanto em regiões tropicais até em temperadas quentes. membranáceas. paina-de-seda. SINONÍMIA Algodãozinho-do-campo. lactescente. ácidos e úmidos. pálidas na face dorsal. FAMÍLIA BOTÂNICA Asclepidaceae. mané-mole. com cerca de 1. cega-olhos. margaridinha. crescendo espontaneamente em pastos. Folhas opostas. paininha. leiterinha. aguadas em ambas extremidades. algodãozinho-do-mato. ereto. capitãoda-sala. As flores apresentam pétalas vermelhas e petalóides amarelo-alaranjados. SOLO É pouco exigente. medindo 6 a 7cm de comprimento e contendo muitas sementes castanhas. Caule cilíndrico. Inflorescência em umbelas bracteadas. . OFICIAL-DA-SALA NOME CIENTÍFICO Asclepias curassavica L. FITOLOGIA Planta herbácea perene. reflexos. mata-olho.30m de altura. ipecacuanhabrava. erva-de-satã. margaridinha-leiteira. cega-olho.0 a 1. glabra. chibança. quase glabras. lanceoladas. bilocular. a beira de estradas e áreas ruderais. medindo cerca de 10 a 12cm de comprimento. adaptando-se mesmo nos argilosos. axilares e no ápice da planta. erva-de-rato. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. articulado e ramoso. capitão-de-sala.

As raízes são bernicidas (242). além de já ter sido utilizada em cordoaria. antileucorréicas e antiblenorrágicas. é suficiente para causar a morte em animais (242). pode ser utilizada para o enchimento de almofadas e travesseiros. As raízes são indicadas para combater o panarício (93). • Plantio: março a abril. • O látex da planta. São atribuídas às raízes propriedades sudoríficas. é hemostática (93). antiasmáticas. febrífugas. A planta inteira. PARTES UTILIZADAS Folhas. O látex é indicado para hiposistolia cardíaca e astenia vascular. • É melífera e ornamental. • Propagação: sementes. emético. O macerado do caule prova nos animais de sangue quente parada da respiração. A ingestão de 1g da planta por kg de peso vivo. antihemorroidárias. • É hospedeira do fungo Uromyces Hovei (93). convulsões.4m. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. causando sérias inflamações oftálmicas. antidiarréicas. vermífugas. sêca e pulverizada.6 x 0. • A penugem que envolve as sementes. Diaspis cordiae e pelo pulgão Aphis nerii (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Os caules fibrosos podem ser utilizados como matéria prima para a fabricação do papel. tônico cardiovascular em doses mínimas.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. colocado sobre uma isca (banana). raízes e látex. de consistência sedosa. arritmia cardíaca e parada cardíaca. • Pragas: é atacada pela lagarta Papilio teratii. O látex cauteriza verrugas (271). dispensando adubações. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O látex é purgativo. A asclepiadina é um veneno convulsivo dos músculos lisos e do coração. Compressas das folhas são indicadas para úlceras e feridas carnosas. TOXICOLOGIA O látex é cáustico. é um eficiente raticida (192). FITOQUÍMICA Asclepiadina (93). INDICAÇÕES As folhas machucadas são usadas sobre as feridas para cicatrização rápida. . • Adubação: a planta é muito rústica.

Folhas sub-pecioladas. • Florescimento: setembro a fevereiro. mas também se adapta às subtropicais. com até 4cm de diâmetro.5 x 1. lisas na face ventral e áspera na dorsal. quiabento. dispostas em rácimos terminais. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. SOLO Prefere solos leves. castanho-escuro ou pretos. inodoras. quando as mudas apresentam 8 a 10 folhas definitivas. SINONÍMIA Cacto-rosa. • Espaçamento : 1. ramoso e lenhoso. É heliófita e xerófita. com porte menor. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. Não tolera solos muito úmidos e ácidos. O fruto é uma baga periforme. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos maduros. bem drenados e profundos. oblongo-lanceoladas. FITOLOGIA Planta perene. As flores são rosa-escuro com anteras amarelo-ouro. acuminadas. obovóides-achatadas. CLIMA Em regiões tropicais chega a atingir um porte arbóreo.ORA-PRO-NOBIS-GRANDE NOME CIENTÍFICO Peireskia grandiflora Haw. luzidias. cilíndrico. de caule arbóreo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . sílico-siltosos. • Plantio: primavera. 3-angulosa. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito na periferia da propriedade. 8-10 fasciculados. Aclimatar as mudas sob tela de sombrite 50% de sombra. contendo 4-5 sementes pretas. de 2-3cm de comprimento. armado de inúmeros acúleos fortes. obtusa. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. As sementes apresentam germinação muito lenta e o crescimento das plântulas também é muito demorado. com cerca de 3cm de comprimento. • Propagação: estacas de ramos e sementes. como cerca-viva.5m.

areno-siltosos e ricos em matéria orgânica. originária da Argentina.É mucilaginosa. groselha-dos-barbados. mais ou menos racemosas. ferimentos e úlceras internas e externas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. FITOLOGIA Arbusto perene. CLIMA Espécie de clima subtropical. suculentos. planas. É heliófita. jumbela. podem ser consumidas como salada. Não se adapta a solos muito úmidos e ácidos. carnosas e verde-escuras. glabras. ricas em proteína. O fruto é do tipo baga. numerosas. escandente de ramos longos. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Produz frutos comestíveis. quase sésseis. groselheira-das-antilhas. Apresentam um aroma muito forte. . rosa-madeira. Inflorescências curtas. dispostas em pequenas panículas terminais. A planta e as flores são bastante ornamentais. groselha-das-antilhas. com espinhos. com flores cor creme-amareladas. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se a tarde. trepadeira-limão. Serve de porta-enxerto para outras espécies de cactáceas (93). pequeno e amarelo. ORA-PRO-NOBIS-MIÚDA NOME CIENTÍFICO Peireskia aculeata Mill. SOLO Prefere solos leves. Pode ser utilizada como cerca-viva. As folhas. As folhas são lanceoladas. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de queimaduras. cicatrizante e nutritiva. SINONÍMIA Groselha-da-américa. HABITAT Espécie alóctone. hidratante.

FITOLOGIA Planta herbácea. • Adubação: 2kg/planta de composto orgânico ou 1kg/planta de cama de aviário. sob irrigação por nebulização. SINONÍMIA Oregão. vivaz.5m. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Colheita: inicia 8 a 10 meses após o plantio. • Plantio: primavera. sopas. quase que inexpugnável. curto-pecioladas. alivia queimaduras de pele e recupera a pele (128). ORÉGANO NOME CIENTÍFICO Origanum vulgare L. HABITAT Espécie alóctone. • A planta pode ser utilizada como cerca viva. Flores dispostas em verticilos paucifloros. refogados. originária da Ásia e Europa Ocidental. • Espaçamento : 2. As folhas são ovadas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite a 70% de sombra. reunidas em espigas e estas em corimbos dispostos em panículas amplas. INDICAÇÕES Abranda inflamações. sutilmente pontuado-pilosas. aromáticas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e frutos são suculentos e ricos em proteínas. angu e omeletes. • Florescimento: março a abril. podendo ser utilizadas como salada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são emolientes e os frutos são expectorantes e anti-sifilíticos (93).AGROLOGIA • Ambiente: devido a vegetação muito luxuriante e cerrada e aos numerosos espinhos. com . inteiras. é aconselhável instalar o plantio ao longo de cercas.0 x 1. rasteira ou decumbente. onde cresce espontaneamente em colinas expostas. • Propagação: estacas de ramos novos.

As flores. As touceiras podem ser plantadas diretamente a campo.brácteas grandes. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. cariofileno (15. adaptando-se ao subtropical.52 a 29.55%). sob irrigação por nebulização. Coar. Abafar por 10 minutos. em pós-plantio (448).3 litros /ha).17 a 9.27 a17. em compressas. quando ocorre o florescimento.816 plantas/ha). Coar e tomar 2 cálices ao dia (estimulante do apetite).13 a 9. p-cimeno (0. • Colheita: ocorre no verão. INDICAÇÕES Indicada para eliminar a caspa. estacas e divisão de touceiras. FITOQUÍMICA Sabineno (3. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É excitante. Chuvas em excesso são prejudiciais.76%). • Inalação: Ferver em ½ litro de água 2 colheres das de sopa de orégano. carminativa. afetando o desenvolvimento e a produção de óleos. Cálice campanulado. • Vinho: macerar durante 8 dias 50g de orégano em 1 litro de vinho branco seco. bem drenados e de natureza calcária. timol (0. são emolientes (128). AGROLOGIA • Espaçamento: 0.35%) (277).35cm (40. cis-β-ocimeno (0. • Rendimento: 0. aperiente.07%). adoçar com mel (digestivo e menstruações difíceis). CLIMA É de clima temperado.2 litros/ha) e pendimetalin (33%. É planta heliófita. tratar menstruações difíceis e combater resfriados (294). seco. Fruto tetraquênio. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das chá de folha em 1 xícara das de chá de água quente. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita sob telado de sombrite a 70% de sombra. vulnerária (93). . É utilizada externamente como anti-reumática (283). préplantio e prometrina (50% . PARTES UTILIZADAS Folhas. antisséptica. • Herbicida: trifluralina (48% . • Propagação: sementes. Fazer inalação dos vapores (resfriados). parasiticida e tônica (294). • Plantio: outono e primavera. digestiva.70 x 0. liso e ovóide-oblongo. carvacrol (368) e terpineol (93). SOLO Prefere solos férteis. antiespasmódica.64kg/planta (277) ou de 8 a 17t/ha (357). com 5 dentes subiguais e corola bilabiada.24%). expectorante.3 litros/ha). em canteiros.25 a 28.

lenhoso na base.0m. fortemente aromáticas e medindo 5 a 10cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. HABITAT Espécie alóctone. O caule ereto. Coar e enxaguar os cabelos previamente limpos para eliminar a caspa (294). cobertas com um tomento amarelado fosco e glândulas de óleo em ambas as faces. ramificado no dossel superior. originária da Índia. pecioladas. saladas (de tomate) e carnes. ponta subaguda. aveludadas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. ovadas. pentâmeras. SOLO Prefere solos aluviais. base cuneada. ou P. grosso. violeta-castanho. de pratos à parmiggiana. CLIMA Prefere clima quente e úmido. inteiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. SINONÍMIA Patcholi. As flores apresentam-se em glomérulos com espigas compostas. • Propagação: estacas de ramos.3 a 1. • Plantio: outubro a novembro. opostas. durante 10 minutos. ORIZA NOME CIENTÍFICO Pogostemon cablin [Blanco] Benth. patchouli. . patchuli. Fruto seco. sob tela de sombrite 70%. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 0.2 x 1.• Decocção: ferver 30g de orégano em 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES • Tempero de pizza. Em regiões subtropicais o crescimento é lento e não ocorre o florescimento. Os ramos são radicantes. hermafroditas. mantidas sempre umedecidas. AGROLOGIA • Espaçamento :1. As folhas são lisas. com as margens grosseiramente duplo-dentadas. quadrangular. ricos em matéria orgânica e bem drenados.0m. patchouly Pellet.

5 a 9g/xícara (445). benzaldeído. β-patchouleno. é utilizado na fabricação de perfumes. a cada três meses. sobretudo de fósforo e magnésio. FITOQUÍMICA A planta contém 45% de óleo volátil rico em cânfora (93) eugenol. • Plantas daninhas: por ter um crescimento lento. exceto as raízes. FORMAS DE USO • 6 a 12g/xícara. • As folhas pulverizadas. cadineno. dores musculares. cosméticos e sabonetes. α-terpineno. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento de dor-de-cabeça. • Nutrição: é comum ocorrer sintomas de deficiências nutricionais. tosse e dispepsia (444). cólicas. na primavera e verão. 4. coriza. protegem as roupas do ataque de insetos. halitoses. . náuseas.• Adubação: 1kg de húmus de minhoca ou composto orgânico e 100g de fosfato natural por planta. sob temperaturas baixas. PARIPAROBA NOME CIENTÍFICO Potomorphe umbellata (L. aplicando-se 10g de fosfato de amônio por planta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana e demulcente (445).) Miq. obtido por destilação. α-guaieno. anidrido cinâmico. quando ele ocorre. influenza. na forma de pó. álcool patchouli (445). Readubar anualmente. vômitos. febre. α-bulneseno. fastio. As folhas são colhidas antes do florescimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. eructações. diarréia (445). é imperioso que se faça um bom controle dos inços desde o plantio. infusão ou decôcto (444). OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial da planta. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. embaladas em saches.

• Consórcio: a planta é muito vulnerável ao plantio a céu aberto. amassadas. 11 a 13-peltinérvia. dispostas em umbelas sobre um pedúnculo axilar glabro. que apresenta uma ampla adaptação térmica. A insolação excessiva resulta em amarelecimento e paralisação do crescimento das mudas. caá-peuá. puberulento e bainha desenvolvida. ápice agudo. 3 a 4cm de comprimento. Prefere o clima tropical ou subtropical quente e úmido. Fruto tipo baga. Folhas longo-pecioladas. de pecíolo glabro.5 a 2. vaginado-alado. perene. em número de 2 a 6. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. caapeba-verdadeira. lençol-de-santabárbara.5 x 1. caapeba. • Propagação: sementes. • Plantio: primavera e outono. É nitrófila. do tipo serrapilheira. • Adubação: 0. O excesso de exposição solar degrada os cromopigmentos da folha. capoeiras e capoeirões. As flores dispõem-se em espigas axilares. malvarisco.0kg/planta de composto orgânico bem curtido.5m de altura. nervuras aveludadas na face dorsal. É tolerante à acidez do solo. rebentos de raiz e estacas de ramos e caule. com 6 a 7cm de comprimento. podendo resultar em necrose progressiva da mesma. É heliófita ou esciófita e seletiva higrófita. As estacas são enraizadas em substrato arenoso ou à base de vermiculita. necessitando de uma consorciação com espécies mais altas e de maior cobertura vegetal. capeva.0m. outubro e dezembro. esverdeada quando nova e preta ao final. Flores sésseis. malvaísco. com pontuações translúcidas glandulosas. sendo que o limite austral de ocorrência é a Serra do Tabuleiro (177) FITOLOGIA Planta arbustiva. medindo 10 a 25cm de diâmetro. É considerada planta rara em Santa Catarina. Também ocorre em áreas ruderais. membranoso. andróginas e minúsculas. catajé. sob telado de sombrite 70% e irrigação. caapeba-do-norte. eretas. SOLO Cresce melhor em solos humosos.SINONÍMIA Aguaxima. malvaísco. O limbo é profundamente cordado na base. pariparoba. trígona. As folhas. • Irrigação: deve ser diária. CLIMA Espécie pan-tropical. jaborandi-manso. turbinada. jaguarandi. exalam aroma de hortelã. Não prospera bem em solos arenosos ou muito argilosos. . de 1. • Florescimento: março a junho. úmidos e frescos. brevemente acuminado no ápice. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. até o pleno estabelecimento das mudas a campo. malvarisco. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas beiradas da Mata Atlântica. capeua. capeba.5 a 1.

jamborandina. azias. vulnerária (93). • Decocção . anti-reumática. INDICAÇÕES Utilizada em queimaduras. estomáquica (257). carminativa. emoliente (9) e antiasmática (271). folhas. infarto das vísceras abdominais. anti-hipertensiva (215). resfriado. mas não atividade mutagênica e antimalárica (120). tônica.• Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio.23%) (281). diurética. amentilhos e sementes. PARTES UTILIZADAS Raiz. sudorífica (68). hepáticas. • As folhas são comestíveis. • Vinho: macerar durante 15 dias 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco. urinárias e das vias respiratórias. esteróides e mucilagens (128). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Odontálgica. FARMACOLOGIA Possui atividade analgésica. anti-hemorroidária. • Linimento: triturar as sementes com óleo de linhaça. piperatina e piperina (9) e o carotenóide prolicopeno (0. machucaduras (120). detersiva. gastralgias. . insuficiências hepáticas (128). • Suco: uso tópico sobre queimaduras (68). febrífuga. reguladora da menstruação. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abcessos. desobstruente. emoliente. pariparobina. bronquite. afecções do aparelho digestivo (257). úlceras (215). casca. atonia estomacal. resolutiva. antiinflamatória externa e interna (119). compostos fenólicos. Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão (128).usar: ⇒ casca do tronco para afecções respiratórias. FITOQUÍMICA Óleo essencial. abcessos e furúnculos (68). distúrbios gástricos. debilidade orgânica em geral. chavicina. colagoga. malária (130). ⇒ raízes para febres. debilidade orgânica e afecções urinárias. béquica. antiescorbútica. FORMAS DE USO • Infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água (insuficiência hepática). OUTRAS PROPRIEDADES • Os índios utilizam os frutos (bagas) como alimento. vermífuga.

FAMÍLIA BOTÂNICA Caesalpiniaceae. • Plantio: março a abril. A germinação ocorre entre 15 e 25 dias e o poder germinativo é inferior a 30% (241). capoeiras. mirorá. linear. miriró. Flores axilares ou terminais. medindo 8 a 9cm de comprimento. medindo 15 a 25cm de comprimento por 2cm de largura. • Propagação: sementes.5m. em viveiro. ora uniformemente retos. férteis e drenados. finos. glabros ou pubescente. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. vales aluviais. SOLO Exige solos profundos. Solos ácidos e úmidos são desfavoráveis à planta. perene. casco-de-vaca. compostas de dois folíolos unidos pela base. ou grossos. obtusas ou um pouco agudas. pata-de-boi. unha-deanta. Tem ramos frágeis. Folhas alternas. arredondadas ou subcordiformes. ora ligeiramente curvos para dentro. com a forma típica de 9 nervos. pendulares. HABITAT Espécie autóctone que ocorre espontaneamente na floresta pluvial Atlântica e subespontaneamente em pastagens. . A planta é caducifolia no inverno. brancas. SINONÍMIA Bauínia. FITOLOGIA Planta arbustiva.5 x 3. decídua. adapta-se à regiões mais quentes. pouco divergentes. Acúleos quase sempre gêmeos. ou acuminadas na base. ovais ou lanceoladas. contendo substrato organo-mineral. com acúleos gêmeos na axila foliar. rebrotando a partir de outubro. grande ou arbórea. glabras. pata-de-burro. membranáceas. unha-de-vaca. à beira de estradas e em terrenos baldios. mororó. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos com capacidade de 300 a 400ml. unha-de-boi. que atinge até 8m de altura. Fruto tipo legume. divididas acima do meio.PATA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Bauhinia forficata Link. CLIMA Embora seja de clima temperado. setembro. Cresce subespontaneamente no sul do Brasil.

antidiarréica. FITOQUÍMICA Flavonóides (campferol. ácidos orgânicos. depurativa (145). rutina e quercitina). a partir de novembro. FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade hipoglicêmica com a dose de 3g/dia de folhas. lenha e obras leves (241). regularizando a glicemia sangüínea. prisão de ventre (215) e elefantíase (68). sobretudo da Diabetes melittus (385). por 56 dias (276). • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. • Florescimento: janeiro a março. mucilagem. Ferver por 3 minutos. adicionados a 100g/cova de superfosfato natural. Tomar 3 xícaras ao dia (145). além de impedir o aparecimento de açúcar na urina. OUTRAS PROPRIEDADES • Planta ornamental de ruas. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. flores (purgativo). . glicosídeos (257). nos casos de poliúria ou urina solta. flores. • Do lenho obtém-se carvão de boa qualidade (93). tanino (flobatênicos e pirogálicos) e minerais (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipoglicemiante (antidiabética). • A madeira é utilizada para caixotaria. • Colheita: feita dois anos após o plantio. diurética (257).100 unidades (241). PARTES UTILIZADAS Cascas. Se o solo for ácido. Fazer a decocção de 1 colher das de sopa do pó em 1 xícara de água. Tomar ½ a 1 xícara de chá ao dia (257). goma. Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia (diabetes). adicionar 500g de calcário dolomítico por cova. tônica renal (68). Os fruto maturam em maio a junho. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 folha em 1 xícara das de chá de água. purgativa. moléstias da pele (179). lenho e raízes. avenidas e jardins. É indicada para afecções renais e urinárias. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (68). ⇒ 2 xícaras das de cafezinho da folha picada em ½ litro de água ou 1 folha picada por xícaras de chá. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém 15. composto ou húmus de minhoca. alamedas. • Padrão comercial: folhas isentas de matéria orgânica. INDICAÇÕES A planta tem a propriedade peculiar de reduzir a excreção de urina. folhas. • Pó: feito com casca e folhas secas.• Adubação: 5kg/cova de estrume de gado.

• Plantio: março a abril. de caule pubescente. compostas. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solos. estomáquica. CLIMA Adapta-se desde às regiões tropicais até as subtropicais frias. o que favorece a fixação em animais e pessoas. pubescentes e mais claros na face dorsal.30m. tomentosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. Cresce espontaneamente em áreas ruderais. diurética. marmelada-de-cavalo. febrífuga e béquica (271). mas tolera um certo sombreamento. SINONÍMIA Amores-do-campo. Inflorescência terminal em rácimos com cerca de 12cm de comprimento com várias flores lilases. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. ascendente ou prostrada. segmentada. à beira das estradas. carrapicho-beiço-de-boi. Folíolos ovais. . AGROLOGIA • Espaçamento: 0. hepática. em pomares e hortos abandonados. cujos tomentos apresentam a extremidade em forma de gancho. trifolioadas. É tolerante à seca. campos. • Propagação: sementes. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. pecioladas.) Schinz et Thell. pastos. laxante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antiblenorrágica. medindo 40 a 50cm de altura. Folhas alternas.PEGA-PEGA NOME CIENTÍFICO Desmodium canum (Gml. Fruto tipo vagem. com exceção aos salinos.30 x 0. tônica (68). contribuindo com a disseminação das sementes. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. É heliófita.

• Plantio: outono e primavera. ricos em matéria orgânica e úmidos. peixe-depobre. originária da Turquia.0kg de composto orgânico ou húmus de minhoca por planta. É resistente às baixas temperaturas de inverno. Sudoeste da Ásia e Cáucaso. espessas. entoucerada. sálvia. dores estomacais e dos membros. lambarizinho. • Propagação: brotações de rizoma. PEIXINHO NOME CIENTÍFICO Stachys lanata L. bronquite. • Doenças: altamente suceptível a nematóides.INDICAÇÕES Afecções renais. tomentosa. SINONÍMIA Lambari. aerados. sálvia-peluda. alongadas. SOLO Prefere solos bem drenados. verde-prateadas ou cinza-esverdeada. peixinho-frito. ostensivamente pilosas. podendo causar um declínio no tamanho de folhas e facilitar à ocorrência de doenças. abrigados do radiação solar direta.5 x 0. que cresce de 20 a 40cm em altura. que são enraizados em substrato organo-mineral. • Adubação: 0. uretrite (68). Para evitar o .5 a 1. orelha-de-cordeiro. inflamação do pênis. língua-de-vaca. disfunções gástricas e hepáticas. • Raleio: no auge do crescimento. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em regiões temperadas e subtropicais. HABITAT Espécie alóctone. cistite. perene. orelha-de-lebre. FITOLOGIA Planta herbácea. feridas e úlceras (271). peixe-frito. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. a planta tende a perfilhar em demasia. As folhas são elípticas.3m.

crescendo em áreas de restinga. pouco pubescentes e apresentam um policromismo acentuado na faixa do vermelho. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são utilizadas na alimentação. com nós entumescidos. de base lenhosa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e emoliente. globosos ou oblongos. acuminadas. brasiliana. ervanço. O caule é anguloso e estriado.declínio progressivo da touceira. em decocção (444). carrapichinho-do-mato. SINONÍMIA Acônito-do-mato. com pedúnculo medindo 1 a 10cm de comprimento.0cm de diâmetro. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. HABITAT Espécie autóctone que ocorre principalmente ao longo do litoral brasileiro. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. Uso semelhante à Sálvia officinalis. • As folhas desidratadas atuam como excelente isolante térmico. É cultivada em jardins. dunas estabilizadas. oblongas. nateira. lembram cheiro de peixe frito. as superiores subsésseis ou sésseis. perpétua-do-mato.6cm de comprimento por 1. sempre-viva. ralear os perfilhos. à milanesa. caaponga.60m de altura. perpétua-do-brasil. • Quando fritas. embora também possam ser verdes.) Kuntze var. ao longo de matas ciliares e em áreas ruderais. quebra-panela. Inflorescência em glomérulos de flores densamente agrupadas. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. quadrangular a cilíndrico. As folhas basais são curto pecioladas. ereta ou subprostrada que atinge 1. PENICILINA NOME CIENTÍFICO Alternanthera brasiliana (L. O limite austral da planta é a Ilha de Santa Catarina (401). cabeça-branca. aproveitando-os para a produção de novas mudas. É encontrada associada a Schinus terebinthifolius. carrapichinho. perpétua. Lythraea brasiliensis e Guapira opposita. com cerca de 1. As flores são . FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae.

Os segmentos nodais são enraizados em substratos à base de vermiculita. dominando sobre outras próximas. Em regiões subtropicais. sendo pouco recomendadas. areia e/ou casca de arroz. castanhoavermelhada e levemente ondulada (209). • Florescimento: ano todo.K. inclusos entre a tépala e a sépala. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação climática. • Plantio: outubro a novembro. • Poda: a planta apresenta um crescimento muito luxuriante na primavera e verão. quando novas tornando-se branca quando matura. com cerca de 1.6 a 2. declivosas ou sujeitas à erosão. • Espaçamento : 1. pode ocorrer danos às folhas por geada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As flores são béquicas (93). SOLO Desenvolve-se em solos enxutos. • Colheita: inicia aos 3 meses após o plantio. pouco ácidos e arenosos. • Propagação: sementes e segmentos nodais de ramos.0mm de comprimento por 1. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta jovem pode ser utilizada pelo gado.5 x 1. Tem demonstrado uma alta capacidade de adaptação em temperaturas subtropicais. inclusive plantas daninhas. PERIQUITINHO NOME CIENTÍFICO Alternanthera pungens H.5m. A planta pode ter seu crescimento controlado através de podas de formação e condução. . de rápido crescimento e com grande capacidade de cobertura de solo. Semente oblonga a ovalada. É heliófita e seletiva xerófita (401).creme ou levemente rosadas. Os frutos são utrículos uniseminados. brilhante. em altitudes acima de 600m. • É considerada uma espécie ornamental de grande vivacidade. variando desde as regiões tropicais às subtropicais. pode ser utilizada em áreas acidentadas. As sementes apresentam um baixo índice de germinação. É planta nitrófila.B. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica.0mm de largura.

ocorre numa frequência baixa nas regiões onde medra. • Plantas daninhas: evitar áreas muito inçadas. palhadas diversas ou plástico preto sobre o solo. SINONÍMIA Anador. com ápices obtusos.3m. • Propagação: sementes e estacas dos ramos radicantes. ricos em matéria orgânica. mucronados. As folhas são opostas. Os frutos são utrículos indeiscentes com 1mm de comprimento. As flores estão agrupadas em espigas capituliformes. SOLO Prefere solos úmidos. • Florescimento: verão e outono. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou esterco de gado. suborbiculares ou largamente ovadas. • Plantio: outono ou primavera. O limite austral da planta é a Zona da Mata Branca. periquitinho-de-espinho HABITAT Espécie autóctone da América tropical e subespontânea em vários continentes. inteiras. PARTES UTILIZADAS Folhas.FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. Após o plantio. para que as folhas fiquem livres de solo aderente.4 x 0. axilares e sésseis. CLIMA Espécie de clima tropical. com tamanhos distintos e curtamente pecioladas. Embora cosmopolita. Não tolera geadas. FITOQUÍMICA . adaptando-se bem ao subtropical. • Mulching: utilizar casca de arroz. FITOLOGIA Planta herbácea perene. • Espaçamento: 0. preferindo-se a última. manter o cultivo totalmente livre de inços. na Bacia do rio Paraná (401). pouco ácidos e aerados. Aclimatar as estacas radicantes sob tela de sombrite 50 a 70%. • Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. com caules radicantes. rasteira. AGROLOGIA • Ambiente: pode ser cultivada em vasos ou em canteiros à guisa de horta. enraizando em saquinhos plásticos contendo substrato organo-mineral.

ramos articulares e pubescente. hepáticas e indicadas para distúrbios renais. inodoras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta inteira é indicada para transtornos gástricos. paratudo. O suco fresco das folhas é tônico. pequenas e bracteadas. α-cimeno. em bosques e sub-bosques. muito duráveis. diuréticas. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada como ornamental de beirada de canteiros. alcanfor. mirceno. FITOLOGIA Planta herbácea anual. As flores são longipecioladas. que cresce de 30 a 50cm em altura. limoneno. tuyona. A decocção ou infusão das folhas são eupépticas. borneol. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia que cresce em solos arenosos e/ou pobres. avermelhadas ou roxas. p-cimeno. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. eudesmol e azuleno (179). curcumeno. acetato de bornilo. antiflogísticas. SINONÍMIA Amaranto-globoso. comprimido. lisa e brilhante.8-cineol. amarantóide-violeta. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. descongestionantes. imortal. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e aclimatadas em viveiros. acetato de elemol. α-terpinol.Esteróides. diarréia infantil e problemas de dentição em crianças (179). terpinoleno. saponinas. • Propagação: sementes. 1. hepáticos e intestinais. linalol.5 x 0. A parte aérea é diurética e emoliente. O óleo essencial contém canfeno. inteiras. Folhas opostas. perpétua-roxa. Fruto ovóide. PERPÉTUA NOME CIENTÍFICO Gomphrena globosa L. dispostas em capítulos esféricos ou alongadas. leucoantocianinas e alcalóides. suspiro-roxo.3m. αpineno. elíptico-lanceoladas e pilosas. suspiro. . Semente cor de café. muito ramificada. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário.

FITOQUÍMICA A planta contém 7 pigmentos. Contém ainda 4. otites (130). erva-de-picão. febrífuga.• Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. furacapa. e estados nervosos do coração (215). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). coambi. diurética. FORMAS DE USO Folhas e flores. • É altamente ornamental em jardins. carrapicho-de-agulha. SINONÍMIA Carrapicho. carrapicho-agulha. adstringente (130). carrapichode-duas-pontas. oftálmica. cuambri. fura-capa. dos quais logrou-se identificar a gomfrerina I e II. carrapicho-picão. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. pico-pico. béquica (215). tranquilizante. tônica. antiespasmódica. paconca. 5-dihidroxi-6. picacho. PICÃO-PRETO NOME CIENTÍFICO Bidens pilosa L. aromática e eupéptica (1). erva-picão. . picão-preto. distúrbios gastrointestinais e hepáticos. goambú. INDICAÇÕES Utilizada para afecções do sistema respiratório (257). emenagoga. OUTRAS PROPRIEDADES • Fornece matéria corante violeta. piolho-de-padre. amarga. própria para colorizar alguns alimentos (93). picacho-negro. macela-do-campo. erva-pilão. cuambú. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante (93). ⇒ 10g por litro de água. picão-do-campo. que são derivados glicosídeos da betanidina e isobetanidina. • Decocção. picão. carrapicho-cuambu. sumo e pó. 7metilenedioxiflavonol 3-0-β-D glucosídeo (130). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de flores por litro de água (257).

as superiores alternas. desiguais. triterpenos. todas prontamente viáveis após a maturação. • Plantio: outono. Folhas opostas. Caule quadrangular. 13. as superiores nem sempre divididas. candineno. os interiores mais compridos que o invólucro.000 a 6. poliacetilenos (ação fungicida e bactericida) (31 1994). sílica. chalconas. o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pêlos. de ramos dicotômicos. α-pineno. taninos. fenilacetileno (1-fenil-1. glicosídeos de aurona (179) ácido salicílico.HABITAT Espécie autóctone da América tropical.3m. limoneno. quercetina. São semeadas diretamente a campo. áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras. pretos. agudos ou acuminados. liso. com corola tubular. anual. ácido nicotínico. policatilenos (ação cercaricida).3 x 0. esteróis.3'-dimetoxi-7-0-β-D-glucopiranose) (51).000 sementes. dois glicosídeos (flavona matoxilado . férteis. verão e outono. flavonóides. • Produção de sementes: cada planta produz 3. mas ocorre espontaneamente principalmente na primavera e verão. • Propagação: sementes.3-diin-5-en-7-ol-acetato). aminas. FITOLOGIA Planta herbácea. com segmentos ovais a lanceolados. colhida antes do florescimento. glabra ou algo pubescente. ácido-p-cumárico. Determinou-se na matéria sêca da planta. 5-dentadas. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. ácido tânico. com ramificação dística. mucilagem e bioflavonóides (145). fenilheptatriino. perfeitas. amarelas. que ocorre espontaneamente a beira de estradas. okanina-3-glicosídeo. Isto permite 3 a 4 gerações por ano (209).quercetin-3.64% de substâncias . Aquênios planos. • Florescimento: primavera. SOLO Prefere os areno-argilosos. úmidos e revolvidos. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. CLIMA A planta desenvolve-se bem em climas quentes e frios. FITOQUÍMICA Hidrocarbonetos e fitosteróis. Capítulos de flores tubulares e radiadas. pecioladas. ereta. cosmopolita. com 30 a 80cm de altura. • Colheita: inverno. cálcio e fósforo (257). colunar-fusiformes. sais de potássio.3'-dimetoxi-7-0-α-L-ramnopiranosil-(1→6)β-D-glucopiranose e quercetin-3. α-felandreno. 3-divididas. serrados. que são fotoblásticas positivas. Não devem ser enterradas além de 1cm de profundidade. timol. com 2 a 7cm de comprimento. Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas.

demonstra atividade anti-helmíntica. amarga. o decocto das folhas é útil contra infecções do estômago e rins e para a angina. hepatite (9). leveduras e dermatófitos (48). e serve de antídoto em casos de envenenamento (285). faringite. a infusão da planta abranda cólicas.43% de sílica (93). as sementes tostadas são colocadas sobre cortes.77% de óxido de potássio. icterícia.43% de ácido silícico.04% de mineral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É hipoglicemiante drástica (153. expectorante (285). antireumática (215). 17. úlceras. antisséptica. catártica.99% de não-nitrogenadas. vermífuga. tranquilizante. apud 179). O extrato aquoso da planta inteira tem ação hipoglicemiante em ratos com hiperglicemia induzida por aloxano (325) e hipotensiva (Nas. 23. antiartrítica. 266). Banhos com o chá da planta controlam irritações da pele (266).nitrogenadas. agentes da malária (51).69% de ácido fosfórico e 1. tônica do sangue (266). o suco mitiga odontalgias. colesterol (345). A fração mineral contém 36. antiinflamatória. sialogoga (68). . 8. indigestão (153). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (hepatite. cicatrizante. antiescorbútica (209). 2. Utiliza-se ainda para resfriados. antileucorréica (93) e hepatoprotetora. A planta apresenta ação hipoglicemiante comprovada por via oral (414). • Gargarejo: usar a infusão para amigdalite e faringite. antiemética. 6. oftalgias e otorrinalgias. antibiótica (145). 48. ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta picada em ½ litro de água. Rhizoctonia solani. INDICAÇÕES As folhas trituradas são utilizadas como cataplasmas sobre feridas e tumores. distúrbios hepáticos. Tomar 1 xícara das de chá a cada 4 horas. FARMACOLOGIA Antiulcerosa (16). antipirética. antiprotozoária (295) e microbiana in vitro frente às bactérias Gram-positivas. mucilaginosa. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa da erva em ½ litro de água fervente. As folhas mastigadas controlam aftas. ATIVIDADE BIOLÓGICA A fenilheptatriina existente na planta. citado por 179). antidisentérica. assaduras e picadas de insetos (145). hemostática. hemorragia pós-parto. antidiarréica (as flores) (285). amigdalite (68) e engorgitamento das glândulas mamárias (93). • Compressas: utilizar o suco ou a infusão em feridas. hemorróidas. emenagoga. odontálgica (a raiz). dores osteoarticulares (92). desobstruente do fígado. As raízes combatem cefaléias. estimulante. Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium falciparum. diurética. anti-hemorroidária (179). icterícia. vulnerária. irritação interna. gastroenterite. utilizando-se as flores cozidas com açúcar (Duke. diabete e verminose). úlceras gastroduodenais (179). inflamações da boca e da garganta.71% de fibrosa e 11. depurativa (345).62% de lipídicas.86% de óxido de cálcio.

FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. SINONÍMIA Maduri-graça. elipsóides e oblongas. coriáceo. De vários órgão da planta exsuda um látex branco e acre. Os poliacetilenos existentes na planta. apud 179).o composto mais fotoativo. amareloesverdeadas. pulgões e coleópteros (209). FITOLOGIA Planta arbórea. Flores unissexuadas. AGROLOGIA . caducifolia. A planta é hospedeira de vários nematóides. especialmente o fenilheptatriino . • Suco: obtido de folhas frescas. mandobiguaçú. É ótima forragem para coelhos. glabras. Nas Filipinas é utilizada no preparo de uma bebida denominada "sinitsit". pinhão-dos-barbados. viroses. fazer abluções ou compressas tópicas. pinhão-manso. de 3 a 4m de altura e caule grosso. peão. pinhão-de-purga. Fruto tipo cápsula. dispostas em inflorescência pauciflora. Sementes escuras. palminérvias. As folhas são alternas. luzes artificiais ultravioletas e fluorescentes branca (439). manduri-graça. nodoso. pinhão-do-paraguai. pequenas. amarelo quando maduro.• Decocção: ferver 10 colheres das de chá de folhas em 1 litro de água. TOXICOLOGIA É atóxica para seres humanos porém é altamente tóxica para alguns insetos e larvas (Martinez. base cordada e ápice curtamente acuminado. longo-pecioladas. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Na África é utilizada pelos nativos negros como salada. fungos. contusas. Pode ser também utilizado em gargarejos (afecções bucais). lactescente. Aplica-se topicamente na forma de compressas em feridas e úlceras (68). • Banho: utilizar a infusão 2 vezes ao dia (vulnerário e anti-séptico). Depois de frio. membranosas. PINHÃO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Jatropha curcas L. pião. fungos e fibroblastos humanos em presença de luz solar. são fototóxicos para as bactérias. pinhão. grandes.

apud 130). goma. O óleo das sementes induz o aparecimento de tumores de pele. compostos cianogênicos (130). Óleo: 10 a 12 gotas. apud 120) e estimulante da musculatura lisa. ácidos oléico. antidiabética e antiinflamatória (130). na forma de chá ou com leite. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados. FITOQUÍMICA As sementes contém 50 a 60% de óleo. hidropisia. como ungüento para curar picadas de insetos e. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Purgativa. provoca náuseas. semente e óleo da semente. Ungüento preparado com o látex. • Plantio: outono e primavera. INDICAÇÕES O óleo é utilizado para o tratamento de dermatites (Oblitas Poblete. PARTES UTILIZADAS Folhas. ésteres. as sementes. antiarrítmica. um princípio sacarino. devido às alucinações que produz. úlceras dérmicas e escoriações (130). taninos. toxoalbumina (curcina). Outras espécies de Jatropha apresentaram atividade antibroncoconstritora. apud 120). anticefalálgica (120). palmítico. vermífuga. linoléico. .• Espaçamento: 3 x 3m. com capacidade mínima de 300ml. esteárico. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. As sementes inteiras contém 26% de óleo e as sementes descascadas e frescas 36. são torradas e. As sementes produzem um óleo emético e drástico (93). pleurisia crônica e lombrigas (154). emética. em instilação nasal. estanca hemorragias (112). drástica. FARMACOLOGIA Apresenta atividade hemostática (Kone-Bamba et al. prisão-de-ventre e constipação nasal. FORMAS DE USO • • • • Decocção das folhas e sementes. O chá das folhas é utilizado para o tratamento de constipação nasal. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. O látex é utilizado sobre feridas (120). contraceptiva (379). parasitoses. rubefaciente (folhas). febrífuga. sem o embrião. TOXICOLOGIA O embrião da semente pode levar à cegueira. É ainda utilizada para transtornos gastrintestinais e hepáticos.. utilizadas para a sinusite. béquica. Decocção das folhas para banhos e aplicação externa. alcalóides. dermatites. como purgante (130). contendo substrato organo-mineral. O fruto contém glutina. ácido málico e curcina (154). sapogeninas. • Propagação: sementes. mirístico e araquídico (Costa. antibacteriana (120).24%.

FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. coma e morte (Horiuchi et al. pião-roxo. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais. ciliadas ou glandulíferas na margem. • É utilizada na fixação de dunas e como cercas-vivas (93). desidratação. glabras. Schvarstman. 3-sulcadas. hemorragia anal e interna. 351). FITOLOGIA Planta anual com cerca de 1.5m de altura. composta de flores monóicas. O fruto é uma cápsula ovóide ou subglobosa. HABITAT Espécie de origem americana que cresce em terrenos ermos.5 x 1. pinhão-de-purga. vômitos. ramificada.. peão-curador. truncada em ambos os extremos.dores abdominais. pinhão-bravo. SINONÍMIA Batata-de-teú. torpor. glabrescentes na face dorsal. O fruto contém uma semente escura com pintas negras. Folhas alternas.0 a 1. Ahmed e Adam. mamoninha. hiporeflexia. As bebidas alcoólicas constituem-se em antídotos dos efeitos tóxicos (130). com 1cm de diâmetro. pubescentes. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo das sementes pode ser utilizado na fabricação de sabões duros e como combustível para iluminação. jalopão. embora adapte-se as subtropicais. erva-purgante. apud 120). • A planta constitui-se em excelente suporte para a baunilha (Vanilla aromatica). em baixa altitude. as masculinas na parte superior. pinhão-doparaguai. PINHÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Jatropha gossypiifolia L. hipotensão. manfuí-guaçú. pião-caboclo. peãopagé. separando-se facilmente em carpelos 2-valvos (120. raiz-de-teú. Casos graves resultam em espasmos musculares. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. 3 a 5 partidas ou lobadas. diarréias e depressão do sistema respiratório e cardiovascular. com 8 a 12 estames. peão-roxo. Flores femininas dispostas nas partes baixas da inflorescência com estigma bifurcado. Cálice 5-lobado. pecioladas.5m. palmadas. 5 pétalas livres. . Inflorescência em cimeira contraída. Pétalas obovadas de cor púrpura escura.

Extratos etanólicos a 95% das raízes apresentaram atividade antitumoral em ratos portadores de leucemia P-338. Os extratos acuosos e etanólicos da planta inteira apresentam atividade moluscicida frente a Bulinus globulus (3). vulnerária. taninos. antagoniza as convulsões induzidas por estrecnina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiasmática (as flores). O extrato etanólico da raiz. FARMACOLOGIA Observou-se efeito hipoglicemiante in vivo em ratas tratadas com dexametasona (Llanes et al. vitexina. • Plantio: outono e primavera.• Propagação: sementes. contendo substrato organo-mineral. FITOQUÍMICA Flavonóides. INDICAÇÕES É útil para o tratamento de feridas.3-bishidroximetil-6naftaleno. jatropina. via intraperitonal. A planta é ainda utilizada para cólicas estomacais. inibição dos tumores . 425. mordida de animais peçonhentos. O extrato etanólico das folhas apresenta atividade depressora do sistema nervoso central (via intraperitonial) e uma leve ação anticonvulsionante em ratos com convulsões induzidas por metrazol.4-δ-epoxi-jatrofona. • Colheita: inicia 1 a 2 anos após o plantio. antidiabética. laxante. 3.3. nefríticas e hepáticas e para úlceras gastrintestinais (303).4-δ apoxijatrophatriona. álcoois alifáticos de cadeia larga e palmitona (81). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. 2. anti-hidrópica e antitérmica (120). 217. jatrofona. purgante. anti-reumática. obstruções das vias abdominais e gripes fortes (120). O extrato acuoso da folha (15µg/ml) mostrou-se ativo contra Plasmodium falciparum. Os ramos contém lignanos. jatropha-factor G-2. antiinflamatória. prasanthalina. γ-butiri-lactona-2-piperonilida. vomitiva. A atividade é atribuída a jatrofona (217). Substâncias específicas: apigenina. alcalóides. As mudas podem ser preparadas semeando-se em bandejas de isopor ou saquinhos plásticos. causador da malária (156. derivativa (93). vomitiva (o óleo da semente). uma proteína tóxica e ésteres diterpênicos de forbol (49). sarcoma 180 e WM 256 e adcarcinoma pulmonar de Lewis. 2-δ-hidroxijatrofona. O extrato das folhas é inativo (2). sendo que as sementes contém curcina. anticatarral. Apresenta atividade antibiótica contra Microsporum cani e Microsporum gypseum. diurética (425). antiartrítica. jadaina. diurética (351). jatropholonas A e B. atividade sobre o vírus citomegalo e Sindbis. purgante. em ratos. 3. 329). 12-desoxi-16-hidroxiphorbol. saponaretina e vitexina (81. As raízes e sementes contém terpenos e lignanos. antihelmíntica (folhas) (179). apud 179). carcinoma de Walker. ATIVIDADE BIOLÓGICA O diterpeno apresenta atividade antiprotozoaria . A folha contém histamina.4-β-epoxijatrophatriona. Os ramos e caule apresentam atividade antimicrobiana in vitro contra Escherischia coli (85). saponinas e histamina.. iso-vitexina e taninos. 442).

3 a 0. suculenta. pubescentes em ambas as faces. atividade moluscicida contra Biompholaria glabrata (179). aplicado topicamente. SOLO Prefere os solos areno-humosos e úmidos.4m. adaptando-se também ao tropical. colhidos maduros. com duas nervuras principais originárias de uma mediana. O óleo da semente. lavar as sementes em uma peneira. pubescente. Fruto tipo baga. Após. em matas secundárias. com cerca de 60 a 100cm de altura. • Propagação: sementes e rebentos da raiz. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. sob água corrente. quase negra. causa irritação na pele (4). É esciófita. Os frutos. lanceoladas. As extremidades do ramos é avermelhada ou arroxeada.5cm de diâmetro. O extrato etanólico da raiz (95%) apresenta atividade citotóxica in vitro (217). ereta. Flores alvo-pubérulas dispostas em panículas terminais agrupadas nas extremidades dos ramos. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (351). As folhas medem cerca de 8 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura.80 x 0. perene. O caule é cilíndrico e muito viloso. FITOLOGIA Planta arbustiva. O contato com a planta pode provocar severas reações alérgicas e a seiva pode causar dermatites (124). base obtusa ou arredondada. capoeirões e capoeiras. Semear em bandejas de isopor contendo substrato orgânico. As sementes não devem ser utilizadas (303). por ser estimulante da musculatura uterina (329). A dose letal média. DL50. CLIMA É de clima subtropical. opostas. acuminadas.em disco da batata (LC50=3.0mg/ml). Os rebentos . devem ser deixados fermentar por até 3 dias.0mg/ml (329). in vitro do extrato etanólico utilizando Artemia salina foi de 1. medindo cerca de 0. violácea. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em por toda mata Atlântica sul-brasileira. As folhas são longopecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Melastomaceae. PIXIRICA NOME CIENTÍFICO Leandra purpurascens Cogn.

Carpelos ovóides. hortelã-da-folha-miúda. em numerosos verticilos. menta-selvagem. com a goela fechada por pêlos coniventes. multifloros. redondo-ovaladas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. vivaz. Popularmente é também utilizada como hipocolesterolêmica. • Plantio: outono e primavera. com irrigação diária. prostrada. As folhas são pequenas. permite que a planta desenvolva-se melhor. bastante compactos. originária da Europa. lisos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são usadas para regular o rítimo cardíaco. SOLO . FITOLOGIA Planta herbácea. com 5 dentes desiguais. composta de flores lilases. denticuladas ou quase inteiras. todos axilares. sublabiado. tubuloso. A planta exala um aroma peculiar. obtusas ou subagudas. crescendo subespontaneamente em solos úmidos. que proporcionem alguma sombra. POEJO-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Mentha pulegium L. aromáticas.podem ser enraizados em substrato organo-mineral. A inflorescência é racimosa. poejo. os dois inferiores mais estreitos. poejo-real. O cálice é viloso. infecções urinárias e genitais e externamente são utilizadas no tratamento de moléstias de pele (215). curtamente pecioladas. opostas. HABITAT Espécie alóctone. • Consórcio: O cultivo da pixirica juntamente com espécies de maior porte. abrigados sob sombrite a 70% de sombra. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos. pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50cm em altura. perene. poejo-das-hortas. SINONÍMIA Erva-de-são-lourenço. porém há muito tempo adaptada às condições brasileiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.

antigripal (145). perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda. piperitenona. trichomonicida. cicatrizante. Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso. carvona. pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. digestiva (294). embaraço gastrointestinal. analgésica. lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm. fermentações.). (68). etc. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio. A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. anti-hidrópica (257). bronquite (68). palha. enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera. carvacrol.3m. giardicida. no inverno. arroto. casca de arroz. O caule é extremamente radicante. coqueluche. • Mulching: para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade. bem curtido. tanino. expectorante. diaforética. mentona-piperitona. amebicida e tônica (1). antiespasmódica. PARTES UTILIZADAS Toda a planta.As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade. óleo essencial de poleganona (94%). acidez do estômago. • Propagação: ramos radicantes e rizoma da planta matriz. eupéptica. FORMAS DE USO . anestésica. enjôo. antisséptica (258). catarro.3 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. emenagoga. Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo. • Hidroponia: é bastante indicada para o cultivo hidropônico. FITOQUÍMICA Pulegona. pois melhora a qualidade do produto colhido. hidropisia (32). borneol. • Plantio: primavera e outono. • Adubação: a planta responde bem à adubação orgânica. béquica. dores reumáticas. timol e eugenol (120). acetato de metila (257). flavonóides. insônia (145). balsâmica. INDICAÇÕES Indicada para debilidade do sistema nervoso. mentol. o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto. antidiarréica (32). dipenteno. fenol. no inverno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. • Colheita: é dificultada. estomáquica. que são plantados diretamente em canteiros. cineol (145). • Desenvolvimento: no inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados. proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. Utilizar 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. Solos ácidos são prejudiciais à planta. resfriado. vermífuga (93).

• Pó ou xarope: tomar 3 vezes ao dia (vermes). é tóxica. A pulegona. em altas doses. amoena (Lem. glabras. juntamente com o suco de 1/2 limão. afetando principalmente o fígado (145). • Colutório: ferver por 2 colheres das de sopa da planta em ½ litro de água. multi-ramosa. var. estimula as funções gástricas (258). FITOLOGIA Planta herbácea perene. especialmente nos três primeiros meses (258). ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara das de chá. presente na planta. radicante. (385). se tomado 10 minutos antes das refeições. elípticas. Tomar 3 xícaras ao dia (68). aspirina. inteiras. SINONÍMIA Anador. mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano (294). opostas. ascendente. PRESUNTO-COM-OVOS NOME CIENTÍFICO Althernanthera ficoidea (L. As folhas são simples. • Decôcto: ferver 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara das de chá. mais largas na metade ou em baixo. Br. periquitinho.) R. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta afugenta pulgas e mosquitos. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. ⇒ 15g de folhas e flores em 1 litro de água. Apagar o fogo e abafar por 15 minutos. O borneol. variegadas em tonalidades de verdes. é contra-indicado para grávidas. Coar e adicionar 1 copo de vinagre. periquito-ameno. nativa das regiões tropicais do Brasil. Fazer bochechos (294). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. O infuso. medindo cerca de 20 a 25cm de altura. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia.) Smith e Downs.• Infusão: ⇒ colocar 20g da planta fresca em 1 litro de água ou 4 a 5g por xícara das de chá. de ramos finos. presente na planta. pecíolo com metade . • É utilizada para o preparo de licores (163). HABITAT Espécie autóctone.

conami. erva-pombo. que são enraizados em substrato organo-mineral ou implantados diretamente em canteiros. K. quebra-pedra-branco. verão ou outono. Esta operação de raleio proporciona a obtenção de novas mudas para plantio. Parece desenvolver-se melhor em regiões tropicais. dispõem-se em espigas axilares. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada como ornamental. filanto.25m. de coloração amarelo-pálido. As flores. L. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. saúde-da-mulher. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. principalmente em planícies litorâneas. saxífraga. arrebenta-pedra. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. PARTES UTILIZADAS Folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiálgica e antiinflamatória. espinhosas. • Plantio: primavera. jardins e áreas ruderais. • Propagação: segmentos dos ramos radicantes e divisão de ramos da cepa. latryrroides (H. ssp. B. erva-pombinha.do tamanho do limbo pinatinervado. Webster. em bordadura de canteiros de jardins. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus niruri L. furaparede. . quebra-panela. saudade-da-mulher. viveiros. • Adubação: 3kg/m2 de estrume de gado ou composto orgânico.) G. • Colheita: inicia aos 5 a 6 meses após o plantio. • Raleio: o excesso de brotação dos ramos deve ser contido para não resultar em declínio da planta matriz. constituindo-se em invasora de hortas. sésseis e glomeradas. pomares. Fruto suborbicular contendo 1 semente avermelhado-castanha (401). SINONÍMIA Arranca-pedras.3 x 0.

ereta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. com 6 sementes retorcidas longitudinalmente. • Propagação: sementes. pequenas. kaempferol-40-α-L-ramnosídeo. menos as raízes. eriodictiol-7-αL-ramnosídeo. ovaladas.2m. arredondados. com 3 anteras.30 x 0.FITOLOGIA Planta herbácea. vivaz. alternas. CLIMA Adapta-se a uma ampla faixa de temperatura. nirurina. • Pragas: formigas e lagartas. ao longo do ano. pedras e pedaços de plantas diferentes. Coluna estaminal inteira. 2-lobos. estilos curtíssimos. areia. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. Cápsulas deprimidas. com diminutas estrias transversais. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. medianamente férteis e pouco ácidos. as masculinas gêmeas. solitárias. pecioladas. mas adapta-se às áreas ensolaradas. nirfilina. hidroxinirantina. nirtetralina. resistente e avermelhado As folhas são simples. barro. quercitrina. filantina. rutina. isolintetralina. Semeia-se diretamente em canteiros. nirurinetina. • Crescimento espontâneo: verão. costadas. nirantina. Desenvolve-se melhor à sombra. com estípulas. Colhe-se preferencialmente as ponteiras da planta. nitretalina. com porte de 20 a 50cm de altura. O caule é cilíndrico. revirados no ápice. desde as temperadas até as tropicais. com as glândulas co-implantadas na base. isolariciresinoltrimetil éter. seco-4-hidroxilintetralina. na primavera. colhendo-se a planta inteira. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. monóicas. . membranáceas e glabras. filnirurina. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. curto-pediceladas nos dois sexos. filtetralina. isoquercitrina. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. ninurinetim. nitrantina. com râmulos peniformes. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. As flores são diminutas. Cálice frutígero com lacínias estreitas e obovais. esverdeadas. FITOQUÍMICA • Lignanos: lintetralina. hipofilantina. É esciófita. localizadas nas axilas dos folíolos. fisetina-41-0-β-D-glucosídeo. muito pequenas. SOLO Prefere solos com alguma umidade. • Flavonóides: astragalina. kinokinina. Esta espécie caracteriza-se pela folha assimétrica de base achatada. e as femininas. crescendo até mesmo em rachaduras de calçadas. quercitina. de glândulas livres e orbiculadas. Tolera solos pobres. nirurim. filtetrina e hidroxilignanos.

ácido repandusínico. saponinas. hemorragias. amenorréia (184). antiinfecciosa das vias urinárias (9. • Alcalóides indolizidínicos: nirunina filantina. da pele. fortificante do estômago (242). ácido úrico. bem como litogênica (56). FARMACOLOGIA Antiinflamatória. triacontan-1-ol. úlceras. 290. dotriancontanóico. vitamina C. cólicas renais. ácido elágico (5. antiblenorrágica. catarros vesicais. 198. • Triterpenos: lupeol-acetato e lupeol. 79. antihepatotóxica e antagonista endotelino (186). . inibidora ACE. 399. linalol. desobstruente. analgésica (10. 421. citostática. anti-hidrópica (215). antitumoral (130). 118. febre palustre. filantidina. na dose de 200mg/kg. 184. hepatite-B (426. niruside. 420. securimina. 210. da boca e da garganta (64). filocrisina. • Esteróides: β-sitosterol.• Alcalóides: norsecurina. 438). 9. 396. diurética (103). 79). cistite (128). glochidona. O chá concentrado das folhas atua como emético (378). antiictérica. afecções da próstata (32). • Alcalóides pirrozilidínicos: norsecurinina. gelato de metila e de etila. • Terpenos: cimeno. 359. 384). limoneno. ácido salicílico. 398. estomáquica. cimol. 82. antivirótica. 190. gangrenas. 130). 64). hipertensão arterial (130). tônica. gota (145). furosina. 386. taninos. • Lipídeos: ácido ricinoléico. 4-metoxi-norsecurinina. • Alcanos: triacontan-1-al. antilítica (68). antisséptica. 374. A Central de Medicamentos do Brasil (CEME) realizou testes clínicos e pré-clínicos com a planta. hipoglicemiante (130) anti-hipertensora. sudorífica. disenteria (311). flantine. afecções do fígado. 332. inapetência (68). antiespasmódica (79). 397. albuminúria (242). hepatoprotetora (417). inibidora da transcriptase reversa do HIV (332). purgativa. • Outros: dibenzilbutirolactona. aperiente (145). INDICAÇÕES É usada no tratamento da diabetes. 369. A ação analgésica e relaxante muscular dos alcalóides favorecem a eliminação de urólitos (258). linoléico e linolênico. nirurina. relaxante muscular (258). 24-isopropil-colesterol. O pó da planta inteira. filalvina. filocrisina. geraniina. litíases renais. feridas. estradiol. verificando sua ação preventiva na formação de cálculo renal. 64. 318. 178. sedante. xantoxilina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética (9. contusões. adstringente. afecções urinárias. filesterina. anticancerígena (130). galato de etila. hirtetralina. entnorsecurinina. geranina. nor-ent securinina. As folhas e as sementes são tônicas e febrífugas (93). • Benzenóides: salicilato de metila. infecções pulmonares. hiporilantina. via intragástrica revelou efeito anti-hepatotóxica em ratas e anti-hipercolesterolêmica (421). 410. O extrato etanólico demonstra atividade antiviral contra o vírus da hepatite B (410). 21. antidiabética. 4-metoxi-norsecurina. Verificou-se que o extrato aquoso da planta inibe a o vírus tipo-1 da imunodeficiência (HIV-1-RT) in vitro (304). cineol. antialérgica (420). 130. icterícia (290). antinefrítica (8).

no mínimo (145). Tomar 3 xícaras ao dia (8). ⇒ Diurese: 35g/litro. erva-pombinha. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (68). ⇒ ferver 10 a 20g da planta em 1 litro de água. Ferver. ⇒ Câncer: 40g/litro. ⇒ Distúrbios renais: 30g/litro. Para a eliminação do cálculo renal. TOXICOLOGIA Abortiva e purgativa em altas doses (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. Tomar 2 xícaras ao dia. Tomar várias vezes ao dia. durante 3 semanas. • Infusão: ⇒ colocar 1 xícara das de cafezinho da planta fresca picada em 1/2 litro de água. Tomar 1 xícara das de chá 6 vezes ao dia (258). QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus tenellus Roxb. São reportadas ainda ação antihiperglicêmica (184). antimicrobiana contra Pastereulla pestis e Staphyllococus aureus (90). na dose de 1mg/ml revelou efeito nematicida contra Toxocara canis (210). FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ ferver durante10 minutos 10g da planta picada em 1 litro de água. SINONÍMIA Arrebenta-pedra.ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção da planta. tomar o chá a vontade durante o dia. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. ⇒ Diabetes: 75g/litro. Tomar 3 xícaras ao dia. Tomar 3 xícaras ao dia (8). OUTRAS PROPRIEDADES A planta é utilizada externamente como inseticida de pulgas e piolhos (154). HABITAT . suspendendo por duas semanas o uso do decocto após 10 dias de tratamento contínuo (relaxamento dos ureteres). ⇒ colocar 2 plantas inteiras em ½ litro de água.

AGROLOGIA • Espaçamento: 0. coriáceos. apud 79). 3-sulcados. lisas. estigmasterol. pedras e pedaços de plantas diferentes. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. • Pragas: formigas. simétricas. margem lisa. aerados. • Crescimento espontâneo: verão. colhendo-se a planta inteira. As folhas caulinares são rudimentares (escamas). . As sementes. Semeia-se diretamente em canteiros. ao longo do ano. estouram à guisa de pipoca. barro. de sépalas esbranquiçadas e diminutas. diurética (94). esverdeado a amarelado. globosos.5cm de comprimento por 0. dispostas alternadamente. Sementes cuneiformes. Os ramos que partem do caule apresentam fileiras de folhas. com tegumento crustáceo. É umbrófita. glabras. areia. • Propagação: sementes. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. resistente. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. elípticas.30 x 0. avermelhado na base e verde nas partes jovens. campesterol (Niero. glabros. SOLO Prefere solos revolvidos. antiálgica (369). ácido gálico. jardins. litotríptica e diurética (93). Inflorescência monóica e axilar. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação.6 a 0.0 a 1. Frutos esquizocarpos. ereta. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. férteis. curto-pecioladas. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. FITOLOGIA Planta herbácea anual. de coloração cstanho-clara. muito comum na região Sul. flavonóis e ácidos fenólicos (138). medindo 1.2m. Ocorre em áreas ruderais. esterol. com 40 a 60cm de altura. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento da glicosúria (242). mas nunca encharcados e muito ácidos. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. com flores apétalas.Espécie autóctone do Brasil. hortas e em áreas agrícolas. verde. FITOQUÍMICA Terpeno (148). flavonas. base e ápice arredondados.8cm de largura. quando postas ao sol. Caule cilíndrico. β-sitosterol (370).

pedras e pedaços de plantas diferentes. As folhas são alternas. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus urinaria L. levemente comprimido e espiculado. capoeiras e bosques. Semeia-se diretamente em canteiros. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. colhendo-se a planta inteira. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. lembrando uma folha pinada. . O caule é glabro e normalmente púrpura. amareladas. monóicas e solitárias nas axilas. • Pragas: formigas. areia. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. As flores são diminutas. tenellus. as vezes perene. • Crescimento espontâneo: primavera. proeminentemente dispostas em duas fileiras. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. niruri ou P. sem pedúnculo. barro. HABITAT Espécie autóctone que vegeta espontaneamente em áreas ruderais. preferencialmente no verão. Fruto tipo cápsula. FITOLOGIA Planta herbácea anual. Produz frutos maiores que a espécie P. ao longo do ano. 170). FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae.FARMACOLOGIA Apresenta atividade analgésica e antiinflamatória (370. globoso. que cresce de 20 a 30cm em altura. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais.2m.30 x 0. • Propagação: sementes. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. muito curto-pecioladas. • Florescimento: abril a agosto. PARTES UTILIZADAS Planta inteira.

calção-de-velho. edema nefrítico. Staphylococcus aureus (100). taninos. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato hexânico da planta apresentou forte atividade antimicrobiana contra Eischerichia coli. impetigo. enterite. verbasco-do-brasil. marasmo infantil. β-sitosterol (371). inibidora da aldose redutase (386). rutina (10). quercitina (318). Shigella flexneri. Vibrio parahacmolyticus. analgésica (10. branqueja. barbasco. benzenóide (292. purificante do fígado e demulcente. calças-de-velho. A planta apresenta forte ação antiinflamatória e antiálgica (371). 318) antilipoxigenase (339). eczema infantil da boxexa.FITOQUÍMICA Flavonóides. para gargarejos. em locais úmidos. barbaço. inibidora ACE e antialérgica (420). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antiinflamatória. Utilizada nas infecções urinárias e da garganta. FORMAS DE USO • 8 a 16g/dia. terrenos baldios e até à beira das estradas. diarréia. SINONÍMIA Alecrim-das-paredes. oftalmia e doenças hepato-biliares. β-amirina (339). 433). Salmonella typhymurium. na forma de decocção ou 20 a 40g/dia utilizando as folhas verdes na forma de suco misturado com um pouco de sal. conjuntivite. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. 375. triterpeno. . Proteus vulgaris. febre. alcalóides e substâncias amargas. ácido elágico (386). esterol. tingui. aftas. Klebsiella pneumoniae. mordida de centopéia e cobra. artralgia. QUITOCO NOME CIENTÍFICO Pterocaulon virgatum DC. cumarina. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente o sul do Brasil.

ereta. SOLO Desenvolve-se em quase todos os tipos de solos. As folhas são alternas. pilosas em ambas as faces. oblongas. castanho. . A infusão das raízes é diurética (242). denso-corimbosos.M. estreitas. sésseis.5m de altura. RAIZ-FORTE NOME CIENTÍFICO Armoracia rusticana G. dotado de alas membranáceas verdes. com densa pubescência lanuginosa. de preferência os úmidos. pode ser implantada nos solos mais pobres e acidentados da propriedade. medindo 8 a 12cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Prefere temperaturas amenas. quando maturas. metrite. Semear em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. arenosos e ácidos. que cresce até 2. Caule anguloso. cilíndrico. atua como estimulante (32). resolutivas e digestivas. A planta é ainda anti-reumática e béquica (257). contendo várias sementes.4m. INDICAÇÕES Indicada para a bronquite (257). dispostas em capítulos subglobosos. Sch. • Propagação: sementes. membranáceas. CLIMA A planta é de clima subtropical. perene. • Espaçamento : 0.8 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são carminativas. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. de cerdas moles. providos de brácteas involucrais estreito-lanceoladas e branco-pubescentes. subgloboso. quando novas. • Plantio: setembro e março a abril. • Florescimento: janeiro a abril. lanceoladas. O fruto é um aquênio miúdo. As flores são esbranquiçadas.FITOLOGIA Planta herbácea ou sublenhosa. denteadas e decurrentes. lenhoso na base e fibroso nas partes superiores. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito rústica. Em banho. afecções hepáticas. paniculados. sésseis. • Colheita: 160 a 180 dias após o plantio. É heliófita. resfriado e dores do corpo (271).

• Produção: 1. tetrâmeras. com cerca de 40 a 50cm de altura. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. a ocorrência precoce de lagartas que comem os brotos novos. SOLO A planta adapta-se a maioria dos solos. São plantados à profundidade de 10 a 12cm. diurética por excelência (128) e antiescorbútica (93). As folhas caulinares são lanceoladas. Os propágulos de raiz devem ter cerca de 12 a 15cm de comprimento e a espessura de um lápis. • Época de plantio: outono-inverno. rebentos da raiz. . • Os japoneses utilizam na forma de pó no sashimi. não há necessidade de adubações pesadas ou freqüentes. FITOLOGIA Planta herbácea perene. férteis e friáveis. compensando as estiagens com irrigação. Incorporar ao solo 3kg de cama de aviário ou 5kg de composto ou húmus de minhoca ou estrume de curral. enraizando os propágulos em substrato organomineral. O topo do propágulo é cortado horizontalmente. • Adubação: embora a planta seja grande extratora de nutrientes do solo.000kg/ha (263). OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. SINONÍMIA Creem. alongadas.500 a 3. denteadas ou recortadas. As flores são brancas. desta forma. levemente úmidos. em bisel. medindo 30 a 35cm de comprimento por 8 a 10cm de largura. vermífuga. enquanto a base. AGROLOGIA • Espaçamento : 30cm. verde-escuras. • O sabor torna-se menos picante quando agregada ao creme de leite. é recomendável produzir as mudas em viveiros telados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. Por ser perene.FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. laxativa. Prefere solos de aluvião. porém nunca em solos arenosos estéreis e argilosos compactados ou com camadas de adensamento. sobretudo de frutos do mar e carnes frias. Evita-se. associado à 100g/m2 de superfosfato natural. Embora possam ser plantados diretamente em canteiros. creneladas. brilhantes. espessas. • Propagação: divisão da cepa. Folhas oblongas. soltos. deve-se fazer uma adubação no verão.

5m. culminado por um capítulo adensado piramidal de cerca de 10cm de comprimento. agudas na base ou inequilátero-arredondado. acuminadas. Brácteas externas vermelhas. SINONÍMIA Bastão-do-imperador. Escapo floral com 70 a 80cm de comprimento. flor-da-rendenção. agudas. rizomatosa. lanceolado-oblongas. • Florescimento: outubro a maio.ROSA-DE-PORCELANA NOME CIENTÍFICO Nicolaia elatior. As sementes são semeadas em substrato organo-mineral. Semente preta revestida por arilo hialino. Sunda e Java. carnosas. • Plantio: primavera e verão. ovadas. É heliófita. bem drenado. lanceolado-oblongas. Folhas longo-pecioladas. FITOLOGIA Planta herbácea. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o cultivo. CLIMA Tropical úmido. medindo 60 a 80cm de comprimento por 15 a18cm de largura.5 x 2. Escamas verdes. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 100g de fosfato natural. HABITAT Originária das Ilhas Célebe. SOLO Fértil. textura média. glabras. enquanto que os rebentos podem ser plantados diretamente a campo. que cresce de 2 a 4m de altura. • Propagação: sementes e rebentos do rizoma. frouxas. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. obtusas. PARTES UTILIZADAS . rico em matéria orgânica AGROLOGIA • Espaçamento : 2. ovadas. Fruto cápsula cônico-irregular de 2cm de diâmetro. cerosas. de caule foliáceo. Brácteas internas estreitas.

macaé. principalmente em solos argilosos. linear-lanceoladas. totanga. lavandeira. ocorrendo subespontaneamente como invasora de lavouras. levantina. chá-de-frade. erva-do-santofilho. erva-dos-zangões. erva-dos-santos-filhos. Tolera o sombreamento. coração-de-frade. caule e ramos quadrangulares e pubescentes como as folhas e inflorescências. ana-da-costa. originária da Sibéria. com cerca de 1. Folhas opostas. santos-filhos. FITOLOGIA Planta herbácea anual. lavanderia. porém adapta-se bem às regiões subtropicais. lavantina.0 a 1. marroio. decurrente pelo pecíolo. até leve ou profundamente trilobadas. estrela. erva-macaé. mamangava.20m de altura. cordão-defrade-menor. As flores são pequenas.Rizomas. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são consideradas uma das mais belas do mundo. sertão. base longo-cuneiformes. lobos mais ou menos longo-acuminados. róseas. pau-pra-tudo. roças e capoeiras. pasto-de-abelha. com lobos do cálice espiniforme. mané-turé. SOLO . erva-das-lavadeiras. axilares. A planta está amplamente disseminada no sul do Brasil. pomares. SINONÍMIA Amor-deixado. os laterais apenas reduzidos e dentiformes. mané-magro. sésseis e fasciculadas. CLIMA É de clima temperado. quinino-dos-pobres. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o reumatismo e dores musculares. joão-magro. HABITAT Espécie alóctone. cardíaca. cordão-de-são-francisco. simples. RUBIM NOME CIENTÍFICO Leonurus sibiricus L. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. erva-de-macaé.

1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). antiemética (242). crianças . aperiente. . • Produção de sementes: início de agosto. antidiarréica. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. FITOQUÍMICA Flavonóides (0. resfriado. inapetência. gripe. • Propagação: sementes. Tomar uma colher das de café do preparado diluído em água. Coar. cólicas intestinais (68).1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. antiemética (68) antiasmática (209). gripe intestinal. irritação do estômago e intestino. febre palustre (93). diurética. antiúlcera e antiedemática do extrato etanólico liofilizado (338). dores varicosas. eupéptica. • Colheita: inverno. anti-reumática. Tomar 3 vezes ao dia. antiinflamatória interna e externa.11%).8 x 0. antihemorroidária. são usadas para o tratamento de bronquite e coqueluche (258). A germinação espontânea das sementes ocorre de março a junho. • Uso externo: friccionar as folhas frescas sobre as partes afetadas (anti-reumático). adicionar 2 xícaras das de cafezinho de açúcar e homogeneizar.24%). que podem ser semeadas diretamente a campo. INDICAÇÕES Usada no tratamento da gastroenterite. estomáquica. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. anti-hipertensora (215) e vermífuga (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Febrífuga. béquica. Coar e armazenar em vidro escuro. erisipela e doenças de pele (215). FARMACOLOGIA Não se constatou a atividade antibacteriana. cardiopatias. Adultos . • Infusão: colocar 20g de folhas ou flores secas em 1/2 litro de água. agitando com frequência. febrífuga. leonurina e óleo essencial (257).3m. FORMAS DE USO E FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 2 xícaras das de café de álcool e uma xícara das de café de água com 1 punhado da erva fresca picada. Deixar em maceração por 7 dias. • Florescimento: inicia a partir de julho.58 a 1. Pode ser também aplicada em articulações inflamadas. que tem aroma de óleo de bacalhau. As flores.78 a 1. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara das de cafezinho de água fervente e abafar. úlceras (271) embaraço gástrico. afecções do estômago e intestino. com boa fertilidade. taninos (0.Prefere solos úmidos e argilosos.

verrucoso-pardacenta. preta. sabugueiro-da europa. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados. contendo 3 sementes pequenas. glabras. imparipenadas. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. actinomorfas. globulosa. no Litoral de Santa Catarina. compostas de 5 a 7 folíolos ovado-acuminados e denteados. • Plantio: outono. com irrigação diária. murchando facilmente se forem deixadas ao sol. terminais e perfumadas.0m. O suco do fruto é vermelho-sangue. Fruto tipo baga. . hermafroditas.0 x 2. SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus nigra L. enraizar em substrato organo-mineral e aclimatar em viveiro com sombrite 50 a 70%. Em ambos os casos. HABITAT Espécie autóctone. • Florescimento: o ano todo. • Propagação: rebentos das raízes da planta matriz e estacas. dotada de medula branca e com lenticelas na casca. É ramificada. de origem eurásica.OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é insetífuga. As mudas são muito suculentas. • Adubação: 3 a 4kg/cova de plantio de cama de aviário. verão e primavera. SINONÍMIA Sabugo-negro. de caule esverdeado no primeiro ano e posteriormente fibroso e endurecido. As folhas são opostas. luzidia. misturada com 100g de fosfato natural. FITOLOGIA Arbusto ou arvoreta perene que cresce de 3 a 4m. sabugueirinho. sabugueiro-negro. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae. As flores abortam antes da formação de frutos. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. Inflorescência cimeiracorimbiforme de flores esbranquiçadas. Repetir anualmente.

As folhas são indicadas no tratamento de furúnculo. • A planta é ornamental. epistaxe. • Os galhos fornecem matéria corante. cistite. sambunigrina. queimadura (93). cascas ou raízes (32). taninos. cascas ou raízes em 1 litro de água. antiespasmódica (283). escura ou verde-maçã (380). PARTES UTILIZADAS Flores. frieira. antigripal. terçolho e tabagismo. FITOQUÍMICA Colina. catapora. oftalmias. béquica. amarela. A casca. porém quando secas perdem a propriedade laxante. depurativa. . As folhas são úteis contra a hemorróida. erisipela. cascas e raízes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É sudorífica. rubéola). mucilagem e vitamina C (9). anti-hidrópica (271). arteriosclerose. emoliente. rutina.• Colheita: inicia-se 8 meses após o plantio. escarlatina. • A medula do caule é empregada em microscopia para o preparo de cortes de precisão em experimentos de física eletrostática. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento do resfriado e angina (271). obstipação. inflamações superficiais da pele. diurética. O fruto purifica o sangue e limpa os rins (32). Indicada ainda para abcessos. laxativa. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas apresentam ação inseticida (93). doces e sopas. • Das sementes se extrai um óleo de uso industrial (283). As flores são eméticas e catárticas. 10 a 15g de folhas. As flores são indicadas para enfermidades eruptivas (sarampo. gota. expectorante. bronquite. ser feita durante todos os meses do ano. anti-reumática e cicatrizante (128). febrífuga. a partir daí. • Uso externo: 30g de flores em 1 litro de água. podendo ser utilizados no preparo de bebidas vinosas. quercitina. • Os frutos são comestíveis. a raiz e as folhas são indicadas para o tratamento de retenção de urina. podendo. 50g de folhas. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • As flores são utilizadas em camadas alternadas para a conservação da maçã e para conferir aroma de moscatel em vinho branco. FORMAS DE USO • Uso interno: 8g de flores em 1 litro de água. • Padrões comerciais: folhas e flores comercializadas separadamente e isentas de impurezas. folhas.

bem drenados. • Colheita: cerca de 6 meses a partir do plantio. As flores são alvas. mantidas sempre úmidas. • Florescimento: novembro a dezembro. férteis e ricos em matéria orgânica. aromáticas.SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus australis Chamisso e Schechltendal. PARTES UTILIZADAS Folhas. O fruto é uma baga de coloração roxa. originária do sul do Brasil. dispostas em umbelas paniculadas. sabugueirinho. HABITAT Espécie autóctone. quando matura. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae SINONÍMIA Acapora. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. Semear em saquinhos plásticos perfurados. Ocorre espontaneamente em orlas ou clareiras de matas. primavera e verão. perene. ramificada. frutos e raízes. CLIMA É de clima subtropical à temperado ameno. alternas. apresentando 7 a 13 folíolos ovadoacuminados e denteados. • Propagação: sementes e estacas de ramos. pinatífidas. As cascas são colhidas após a florada. O gineceu é composto por 5 lóculos. com cerca de 4 a 6m de altura. por ocasião da floração. mas que pode atingir até 10m de altura e diâmetro na base do caule de 10 a 25cm (331). É heliófita e higrófita. As mudas são transplantadas do viveiro para o campo após 60 dias de aclimatação. flores. contendo substrato organo-mineral. SOLO Prefere solos profundos. com capacidade de 300 a 400ml. glabras. • Plantio: outono. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. sabugo-negro. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arvoreta. Folhas compostas. FITOQUÍMICA . em média. sabugueiro-do-rio-grande. em capoeiras ou vegetação secundária.

FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. taninos. com cerca de 30 a 40cm de comprimento por 10cm de largura. dores de dente e de ouvido (344) OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera e ornamental. crenadas e espiraladas. • As folhas são insetífugas (93). febrífugas e antihipertensiva. Prefere as regiões litorâneas. rutina. A planta apresenta ainda propriedades cicatrizantes. opostas. béquicas. purgativas. depurativas (344). catarros. cicloartenol. vitamina C. eméticas e emenagogas. orelha-demonge. antiobésicas. locais úmidos.Colina. As folhas mais velhas são recurvadas. sambunigrina. anti-reumáticas (93). Dos lóbulos marginais do limbo formam-se brotações de novas plantas. estigmasterol. rins e fígado. frágeis. originária de Madagascar. males do estômago. drásticas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são febrífugas. isoquercitinas e sambicianina (257). SINONÍMIA Jarancim. folha-de-costa. fortunão. antiasmáticas. verde-azuladas amarelo-esbranquiçadas. sudoríficas. maturativa. FITOLOGIA Planta suculenta perene que cresce 40 a 60cm em altura. béquicas e antiespasmódicas (257). emolientes. . SAIÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe gastonis-bonieri Ha. anti-reumáticas. folha-grossa. resfriados (257). As flores são sudoríficas. HABITAT Espécie alóctone. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de hidropisia. et Pe. Inflorescências terminais ramificadas. pulmão. excitantes. lanceoladas. sombreados. sarampo. mucilagem. com flores amarelas e tubo róseoavermelhado. A casca da raiz é drástica. diaforéticas. erva-da-costa. coração. planta-da-vida. As folhas são grandes. ascites (casca). crescendo melhor sobre detritos orgânicos em decomposição. diuréticas. Os frutos são peitorais. quercitina. lupeol.

salsa-do-campo. nhupicanga. salsa-japecanga.8 x 0. Não há formação de sementes. Não vegeta bem em solos muito úmidos e ácidos. jupicanga. INDICAÇÕES As folhas secas e tostadas são úteis para cefaléias. perdurando até agosto. sarza. resolutiva. inhapicanga. • Florescimento: a partir de maio. Recorta-se as folhas entre as crenas. salsa-cerca-onça. tolera bem períodos de estiagem.5m. • Propagação: brotações das crenas das folhas da planta matriz. (Smilax campestris Griseb. Os segmentos de crenas podem ser enraizados diretamente em canteiros ou em saquinhos plásticos perfurados. SINONÍMIA Esporão-de-galo.. PARTES UTILIZADAS Folhas. etc. engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das pernas.SOLO Prefere solos bem drenados e aerados. raiz-da-china. sarsaparrilha. japicanga.. porém não suporta baixas temperaturas. inhapecanga. salsa-americana. frieiras e queimaduras. cicatrizante. • Colheita: inicia a partir de 4 a 5 meses de cultivo. salsa-deespinho. refrigerante e tônica pulmonar. Smilax spinosa.) FAMÍLIA BOTÂNICA Smilacaceae. japecanga. Smilax japecanga Griseb. SALSAPARRILHA NOME CIENTÍFICO Smilax spp. HABITAT . O suco da planta é eficaz para calos. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. japecanga-verdadeira. • Plantio: primavera e verão. zarza. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária. CLIMA A planta é heliófita.

As raízes são brancas internamente e avermelhadas externamente.0kg/planta de composto orgânico. tornandose clorótica e com crescimento retardado. glabras. • Propagação: sementes. frescos. mucilaginoso e acre. estaquia ou rebento.5m de altura. muito duras. alternas. • Colheita: ocorre após 2 a 3 anos de cultivo. As folhas são coriáceas. tropical. dispostas em umbelas. As flores são dióicas. FITOLOGIA Planta trepadeira ou prostrada. Semente um pouco achatada. soltos. . de caule cilíndrico e com poucos espinhos A planta atinge cerca de 1. Espécies de sombra definham quando crescem sob luz solar direta.Espécie autóctone. Fruto tipo baga contendo três sementes. tais como árvores de raízes axiais e tronco fino e não muito liso. desde que haja boa cobertura de copa de árvores. As raízes atingem cerca de 2m de comprimento. de cor marfim. Semear em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. faz-se necessário um tutoramento vertical ou horizontal. A planta pode ser umbrófita a heliófita. O rizoma ramifica-se copiosamente e forma hastes subterrâneas prolongadas. As raízes são colhidas sem que ocorra danos ao rizoma. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. dependendo da espécie. perene. PARTES UTILIZADAS Raízes compridas e flexíveis que crescem do rizoma. que atingem alguns metros. localizadas nas axilas das folhas ou brácteas. mergulhia. Tanto o rebento como as estacas obtidas de mergulhia ou da cepa. Caule cilíndrico glabro. CLIMA A planta é tipicamente tropical. flexíveis. SOLO A planta prefere solos úmidos. encontrada com certa frequência no Litoral Catarinense. em solos úmidos ou próximo de cursos de água. Temperaturas altas com umidade do ar elevada. bi-seriadas. Também encontrada em matas secundárias. O sabor das raízes é amargo. • Adubação: 1. com um diâmetro de 3 a 5mm. nativa da Mata Atlântica. ornado de espinhos recurvados e geminados. Poderão ser utilizados tutores vivos. localizados nas articulações. polimórficas. devem ser aclimatados em viveiros com sombrite 70 % de sombra e enraizados em substrato organo-mineral. adicionado de 100g de fosfato natural. cordiformes na base. • Rendimento: até 8kg de raízes por planta (182). acuminadas. formando tubérculos. francos e ricos em matéria orgânica. • Plantio: primavera. Cresce espontaneamente em áreas umbrosas. com nervuras longitudinais ligadas entre si por uma rede secundária de nervuras reticuladas. • Tutoramento: para melhor condução da planta. favorecem ao crescimento da planta.

colina e acetilcolina (379). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. sudorífica. amido. além disso féculas e uma essência (154). FORMAS DE USO • 15 a 20g/dia. HABITAT . furúnculos. salva-ordinária. exantemas. flatulência. eczema. nefrite. anti-sifilítica (215). salveta. resina acre. chá-da-frança. sitosterol. salva-das-farmácias. salva-dos-jardins. tanino. Recentemente tem sido descrita a existência de derivados do ácido glutâmico. linfadenopatia. cistite (68). grande-salva. febrífuga. essência. saponosídeos. TOXICOLOGIA É irritante para as mucosas (283). estimulante digestivo e do metabolismo em geral e desintoxicante (1). antiartrítica (68). úlceras (215). impotência e abcessos (1. colina. depurativa do sangue. salvamansa. enfermidades venéreas (32). diurética (283). salva. emoliente. 444). salva-menor. ácido úrico.FITOQUÍMICA Glicídeos. as salsaparrilhas contém três saponinas: salsaponina. em decocção (444). salva-das-boticas. diarréia. estigmasterol (182). esteróides. INDICAÇÕES Utilizada para doenças de pele (257). Em geral. sais minerais. erva-santa. gota. perilina e esmilasaponina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. SINONÍMIA Chá-da-europa. SÁLVIA NOME CIENTÍFICO Salvia officinalis L. anti-reumática (32). antileprosa. chá-da-grécia. salva-da-catalunha. Ocasionalmente são encontrados flavonóides (130). OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes desidratadas apresentam um aroma agradável pouco pronunciado e sabor amargo e amargo. sábia.

Possui odor e sabor quentes. multianual. No Brasil é cultivada em hortas e jardins. sésseis (as superiores). pecioladas (as inferiores). curtamente pediceladas. desde as margens do Mediterrâneo até 800m de altitude (182). Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. picantes. Se houver um período de estiagem prolongado. permeáveis..Espécie alóctone que cresce espontaneamente no sul da Europa. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. verde-esbranquiçadas. perfilhos e estacas da planta matriz. esparsas. bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior). opostas. areno-argilosos. o substrato para a produção de mudas deve ser bem aerado e solarizado. FITOLOGIA Subarbusto lenhoso na base.7 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. um pouco amargos.3m. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. É sensível a ventos frios. O uso de fito-hormônios pode acelerar o enraizamento de estacas da planta. • Propagação: sementes. esbranquiçado. côncavas e caducas. . campanulado. acuminadas. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha.5cm. algo pubescentes. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. alporquia. cordiformes. • Substrato: para se evitar prováveis infecções de fungos vasculares e bacterioses. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. Apresenta caule ramoso e tomentoso-pubescente. Retira-se o substrato sob água corrente. É heliófita. medindo 4 a 5cm de comprimento por 2cm de largura. dispostas em verticilos com 4 a 8 flores munidas de brácteas opostas. retirando-se 1/3. bem ensolarados e declivosos. aromáticas.200 sementes. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. formando uma moita lenhosa na base. mergulhia. Flores azul-violáceas. canforáceos e aromáticos.6m de altura. de 0. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. A parte do ramo que ficará sob o solo. CLIMA Prefere temperaturas amenas. A semeadura é feita em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. bem drenado e rico em matéria orgânica. A sálvia pode viver de 8 a 10 anos (182). Cálice pubescente. Solos ácidos favorecem à ocorrência de Fusarium sp. estriado. levemente crenadas e reticuladas. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. Folhas oblongas. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. que germinam em cerca de 15 dias. ereto. Os ramos se renovam todo ano. em solos calcários. além de dificultar o enraizamento e desenvolvimento da planta. quadrangular. SOLO O solo indicado é o fértil. A planta não se adapta à regiões quentes e muito pluviosas. levemente alcalinos. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. ovais.3 a 0. removendo-se a casca. Um grama de sementes contém 300 a 1. As regiões mais propícias para a produção são encontradas no sul do Brasil. divisão de touceiras. ramificado. aromático.

inflamações da garganta (257). • Adubação: 2 a 3kg/planta de húmus de minhoca ou composto orgânico. apud 287). Micrococcus luteus. flavonóides. diabetes. deve-se suspender a irrigação e eliminar as plantas afetadas. Nesta situação. frigidez. antioxidante (Beckstrom-Sterberg. resolutiva e colerética (1) .3 a 2. fungicida. béquica. faringite.0. diaforética. Escherischia coli e Serratia marcescens (407). diurética. nervina. sudorese excessiva dos pés (294). amigdalite. antidiarréica. FITOQUÍMICA Óleo essencial . A planta contém 1. • Colheita: é iniciada a partir do quinto mês após o plantio. vômitos. em períodos secos.5% de óleo essencial e 8 a 12% de cinzas (96). α e β-pineno (287). convalescença. eupéptica.8-cineol. febre reumática. emenagoga. ácido rosmarínico (145). atenuadora da transpiração (283). tabagismo e picadas de insetos (1). adicionado de 100 a 200g de fosfato natural. digestiva. aromatizante bucal (32). adstringente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante.• Plantio: outono (propagação por sementes) e primavera (propagação vegetativa). borneol. dores reumáticas. responsável pela murcha e secamento progressivo da planta. depressão. asma. doenças de pele (externamente). excitante. bacteriostática. alvejante dental. impotência. bactericida. tônica (145). cariofileno. entorse. leucorréia. mau hálito. antisséptica (257). gengivites. hipoglicemiante.45% (286). INDICAÇÕES Usada também para o tratamento de astenia nervosa (283). α-humuleno. resfriado. gripe. traqueobronquite. astenia. α-tujona e outros terpenos. cânfora. Readubar cada colheita feita. cefalalgias. esteróis. ATIVIDADE BIOLÓGICA É ativa contra bactéria Gram-positivas e negativas (287). crises nervosas e neuróticas. • Doenças: a mais comum que ocorre é a fusariose (Fusarium sp). . estomatite. • Desenvolvimento: as folhas adquirem coloração verde-intenso nos períodos chuvosos e acizentada. vulnerária. catarro crônico (435). Colhe-se um pouco antes da antese das flores. expectorante. balsâmica. cardiotônica. antiinflamatória. PARTES UTILIZADAS Ramos e folhas novas e sumidades recém floridas. O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus. engurgitamento (93). anti-reumática. antiespasmódica. que contém 1. escrófulas (32). taninos (257). • Rendimento: 200g de folhas por touceira (182). A planta é muito sensível a nematóides. úlcera (145). (294). saponina. A partir do 2o ano é possível fazer 2 cortes/ano. ácido ursólico. aftas. edema. estimulante do sistema nervoso (93). • Florescimento: verão até o outono. carminativa. enfisema. cicatrizante (folhas e flores).

tomar 1 xícara das de chá antes e após o almoço. TOXICOLOGIA É atóxica nas doses usuais. Tomar 1 colher das de chá 10 a 15 minutos antes das refeições (mau hálito.FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de folhas e flores em 1 litro de água. peixes. durante 5 dias. • Decocção: 50g de folhas e flores em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 colherinhas ao dia (145). desinfetantes e higienizadores bucais (287).E. aftas. • O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos. porém as gestantes devem evitá-la. pães. • Vinho: macerar durante 8 dias 80g de folhas em 1 litro de vinho de Samos. Indicada em loções para feridas e em banhos para escrófulas (32). Ex Britt. Tomar 1 cálice pequeno após cada refeição (283). patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres. Filtrar. 4 vezes ao dia (mau hálito.] N. Brown. OUTRAS PROPRIEDADES • As cinzas ajudam a clarear os dentes. • Dentifrício: friccionar os dentes com as folhas frescas. • Tintura: amassar um punhado de folhas de sálvia e deixar em maceração em 2 xícaras das de café de álcool de cereais e 1 xícara de água. • Xarope expectorante: 7g de pó da planta em 100g de mel. • Utilizada ainda como insetífuga doméstica. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. Tomar 1 xícara das de chá seis vezes ao dia. SÁLVIA-DO-RIO-GRANDE NOME CIENTÍFICO Lippia alba [Mill. estomatites) (257). sangramento das gengivas e aftas) • Gargarejos e bochechos: utilizar infusão ou tintura. Em caso de vômitos. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (145). • As flores são melíferas. em local escuro. . ⇒ 2 xícaras das de cafezinho de folhas secas por litro de água. e Wils. Doses elevadas podem aumentar a pressão arterial (294). • Muito utilizada como tempero de carnes.

AGROLOGIA • Espaçamento : 1. chá-de-tabuleiro. alecrim-do-mato. com exocarpo. Inflorescências axilares. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. sálvia-da-gripe. As flores são hermafroditas. capitão-domato.800m (179). erva-cidreira. camará. erva-cidreira-falsa. lima ou menta. pedunculadas. ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba). A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento. • Poda: devido ao crescimento muito vigoroso. chá-de-estrada. chá-da-febre. cidreira-brava. que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil. chá-de-pedestre. róseo-violáceas. salva-limão. opostas. salsa-brava. CLIMA A planta não tolera regiões frias ou muito quentes.5 x 1. chádo-rio-grande-do-sul. cidreira-melissa. erva-cidreira-docampo. chá-de-frade. com ramos engalhados. cidrilha. . retilíneo ou curvo. acizentados. erva-cidreira-brasileira. cilíndricos e sulcados. Prefere regiões subtropicais. cidrila. salva-do-brasil. formando moitas de 1. Enraizar as estacas em substrato organo-mineral. cidreira-capim. alecrim-do-campo. A produção de sementes é irregular e escassa. É frágil.5 a 2m de altura. • Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel. salva. bracteadas e reunidas em capítulos. O caule é muito ramificado. ricos em matéria orgânica. são fortemente zigomorfas. cidreira-falsa. Ocorre em altitudes de até 1. próxima a rios e lagos. peninervas. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. mais pelífera e glandulosa na face dorsal. alecrim-selvagem. olentes. cidreira. FITOLOGIA Planta arbustiva ou subarbustiva perene. solitárias ou raras vezes em pares. sálvia. As flores aparecem na periferia das inflorescências. cidró. que afeta a qualidade das folhas e a produção. as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza. cidrão. bordos serrilhados. cidreira-crespa. axiais. cujo enraizamento ocorre em duas semanas. salva-brava. 2. podendo-se proceder até 3 colheitas por ano. ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas. O fruto é uma cápsula seca.SINONÍMIA Alecrim. HABITAT Espécie autóctone de regiões neotropicais. • Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes. arenosos. • Plantio: setembro a dezembro. com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão. As folhas são oblongo-agudas. SOLO Vegeta preferencialmente em solos de aluvião.20m. quando encostam no solo. falsa-melissa. optando-se pela estaquia.000ppm (408). • Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta.

do útero e dos nervos (32). hipnótica.2%). metildecilcetona. dores musculares. náusea. antidiabética.0g/kg. antigripal (120). citral.4%). fortificante cerebral.1%). Neurospora crassa (58) e tem um efeito peitoral. flatulência.5%). expectorante. emenagoga (299). A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos. na dose de 1. diaforética.8-cineol. INDICAÇÕES Indicada para o resfriado. FARMACOLOGIA Hipnótica e ansiolítica (56). apud 179). fluxo vaginal.2%). morfética. ácidos fenólicos (8) e α-cubebeno (120). butirato de geranilo (0. β-cariofileno (6%). sabineno. indutora do sono (9). enfermidades venéreas. reúne geraniol (34. metilheptenona (5.7%). antiemética. antiabortiva. colite e dores reumáticas (303). sedativa (408). Apresenta ainda atividade citostática e redutora do tônus intestinal (120). estomatite. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes.8%). neral (23%). sudorífica. allo-aromadendreno (2. flavonóides e alcalóides desconhecidos (175). O óleo essencial. antidiarréica. citronelol (5. α-terpineol (Hegnauer. afecções hepáticas.PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas.24%. As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais. na dose de 32g/kg. cólica.1%).92) e β-cariofileno (26. antiespasmódica em cólicas hepáticas (151).62%). ansiolítica (56). cis-α-bisaboleno (2. laringite. I-octen-3-ol (0. cimol. germacreno D (2%). calmante. copaeno (0. antidiarréica (130). o teor de essência nas folhas secas é de 0. relaxante do sistema nervoso. A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto (312). O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios (179).6%). Segundo 96.3%). antisséptica e anti-hemorroidária. estomáquica. piperitona. α e β-pineno. borneol (2. afecções da pele e das mucosas. catarro. metiloctilcetona. lipiona.2%. FITOQUÍMICA Saponinas (93). mirceno. 1. Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos. cubenol (0.4%). que proporcionam também um incremento de salivação e calor.1%). anti-hipertensora. alcanfor. linalol (1. contendo principalmente geraniol (29. antiasmática (257). As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae. desintoxicante. limoneno (0. dihidrocarvona. antidispéptica (179).1%). apresentam atividade analgésica. relaxante nervosa. indigestão. atenuando transtornos digestivos e cólicas. cujo teor médio é de 1.6%). acetato de citronelol. antiartrítica.2%). óxido de cariofileno (2.1%). nerol (1. citronelal (0. eugenol (0. taninos iridóides. analgésica.2%). digestiva. peitoral.4%). Candida albicans. p-cimeno. trans-ocimeno (0.2%). Fusarium moniliforme) e insetos de . carminativa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica. sedante gastrointestinal. isobutilato de geranilo (0. geranial (4. recuperação pós-parto (179).

em verticilos paucifloros axilares. bilabiada. in vitro (61). Cálice regular ou sublabiado. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos soltos. que cresce cerca de 30cm de altura. bracteoladas. com o lábio superior plano ou levemente côncavo e o inferior trilobado. As flores são pequenas. As folhas são linear-lanceoladas. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água. porosos. . Constatou-se atividade citotóxica em cachorros. aromática. Não se recomenda para os hipotensos (257). A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (62). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera • Utilizada em culinária. SEGURELHA NOME CIENTÍFICO Satureja hortensis L. Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia. utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa (58). Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia (257). ramosa desde a base.grãos armazenados (174). pubescente-pulvurulenta. Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi. Corola branca ou lilacina com o tubo do tamanho do cálice. Aquênios ovóides e lisos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. mesmo em doses superiores a 67g/kg (179). O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus. FITOLOGIA Planta herbácea anual. inteiras. grossamente pontuado-glandulosas na duas páginas. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas e sudeste asiático. ricos. corimbiformes. Streptococcus pneumoniae. só foram verificados em doses muito altas (255). areno-argilosos. férteis e sem acidez. TOXICOLOGIA A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos. náuseas e vômitos.

Um grama de sementes contém cerca de 1. α-terpineno (3. FITOQUÍMICA γ-terpineno (40. amargo e utilizado na indústria de carnes enlatadas. • Plantio: abril. • Propagação: sementes. estimulante e antiespasmódica (93).83kg/m2 e 0. βcariofileno (2. . Pode-se obter uma produção de 1. • Doença: eventualmente pode ocorrer a infecção de Rhizoctonia sp. • Rendimento: 0.3% de óleo essencial (430). sendo necessário cerca de 1kg de sementes para o plantio de 1 hectare (182). É um dos componentes da água de colônia (163).20m.90%). As folha contém 1% de óleo essencial (163). • Colheita: 80 a 90 dias após a semeadura. FAMÍLIA BOTÂNICA Selaginelaceae. picles e em perfumaria.500kg/ha de folhas dessecadas (182). Plantas infectadas devem ser erradicadas.32%) (430).AGROLOGIA • Espaçamento: 0.500 a 2. p-cimeno (9. salame e lingüiça • É componente do licor francês Chartreuse. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva (128).15%). que causa deterioração das raízes. SINONÍMIA Jericó. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades. carvacrol (33.4 x 0. porém é mais amarga e penetrante. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é amarelo claro. SELAGINELA NOME CIENTÍFICO Selaginela spp. • O aroma da planta lembra o tomilho.27%).81%). pé-de-papagaio.500 sementes. • A planta é utilizada como aromática e condimentar. sobretudo em pratos pesados (patês e queijos). as mudas devem ser produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organomineral.. Para a obtenção de plantas uniformes e mais saudáveis.

Não tolera regiões frias e secas. onde predomina a sombra e a umidade. FORMAS DE USO 9 a 15g/dia. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica ou com serrapilheira. hemorragias gastrintestinais. viveiros telados ou casas. A umidade deve ser mantida sempre alta. hemoptises. assemelhando-se. a musgos ou a samambaias.2 x 0. interiores de abrigos. É encontrada crescendo próxima de fontes de águas e áreas úmidas em geral. O enraizamento dos rebentos deve ser feito em viveiros cobertos com sombrite 70% e submetidos a irrigação intermitente por nebulização. prolapso retal e leucorréia. asma. contendo substrato organo-mineral. • Propagação: esporos e rebentos do rizoma. algumas delas. • Espaçamento : 0. INDICAÇÕES Indicada para doenças pulmonares. Apresentam rizoma reptante. outras eretas. em decocção. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. lineares ou pinatisectas. ou excesso de luminosidade. que crescem até 30cm de altura. O cultivo em estufas aquecidas favorece o pegamento e crescimento das plantas. herbáceas. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. algumas rasteiras. FITOLOGIA Espécies muito primitivas. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo destas espécies deve ser feito sob sombreamento. bronquite. É planta umbrófila. • Plantio: outono e primavera.2m. perenes. em bosques. úmidos. aerados. Poderão ser cultivadas em canteiros ou em vasos de xaxins. rijas ou tenras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente e hemostática. Folhas verde-escuras. emitindo estolhos longos. .HABITAT Espécie autóctone que habita os extratos mais baixos da Mata Atlântica. CLIMA Planta de clima tropical úmido. tosse. hematuria. porosos e levemente ácidos. utilizando-se nebulizadores ou micro-aspersores.

contendo 7 a 9 sementes. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. com 1. Semear em bandejas de isopor de células grandes. • Florescimento: dezembro e março. em rácimos curtos. contendo substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae.SENE NOME CIENTÍFICO Cassia angustifolia Vahl. • Plantio: setembro. • Adubação: 1kg/planta de húmus de minhoca adicionado de 200g de fosfato natural. perene. coriáceos.2 a 1. umedecidas. CLIMA É de clima tropical.5m • Propagação: sementes e estacas. areno-argilosos. obtuso-acuminados.7 x 0. bem drenados e profundos. É heliófita. Flores amarelo-claro. Folhas pinadas. mamangá. compostas de dois pares de folíolos ovado-oblíquos. lava-pratos. . dispostas em panículas terminais. Readubar anualmente.5m de altura. elípticos. PARTES UTILIZADAS Folíolos. SOLO Prefere solos leves. HABITAT Espécie alóctone originária do Egito. Não se adapta à regiões muito úmidas. ricos em matéria orgânica. Fruto tipo folículo. com um glândula pequena entre cada par de folíolos. glabros e vernicosos na face superior e amarelado pubescente na inferior. com cerca de 6 a 8cm de comprimento. SINONÍMIA Fedegoso-do-rio-de-janeiro. reniformes. FITOLOGIA Planta arbustiva. • Colheita: os folíolos devem ser colhidos antes do florescimento. ereta e glabra.

iuquiri. morrejoão. SOLO É encontrada em diferentes condições de solo. SINONÍMIA Arranhadeira. mas que se tornou cosmopolita em todo o mundo. dormideira. com cerca de 1cm de diâmetro.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante. foscas. Vegeta sobremaneira nas margens de cursos de água e em terrenos alagadiços. malícia-das-mulheres. dorme-dorme. porém é exigente em umidade. Os frutos apresentam-se aglomerados. aglomerados radialmente (craspédio). FAMÍLIA BOTÂNICA Mimosaceae. FITOLOGIA Planta subarbustiva. erva-viva. Apresenta a peculiaridade de fechar os folíolos imediatamente após o toque ou na ausência de luz. eriçados de espinhos. INDICAÇÕES Elimina manchas brancas do corpo (271). malícia-de-mulher. campos e áreas ruderais. Frutos tipo vagem. juquiri-rasteiro. longopecioladas. de glomérulos globosos. com as hastes cobertas de espinhos. juquiri. O caule. alternas. AGROLOGIA . semelhantes ao feijão. malícia-roxa. amarelo-esverdeadas. prostrada. Inflorescência axilar e apical. de coloração vermelho-castanho. jardins. malícia. perene. HABITAT Planta autóctone da América Tropical. vergonhosa. vergonha. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. juquer. caá-eó. contendo sementes lenticulares. ramosa. lilases e densos. Ocorre como planta invasora em hortas. SENSITIVA NOME CIENTÍFICO Mimosa pudica L. depurativa e vermífuga (271). Folhas pequenas. medindo 30 a 40cm de altura. compostas de folíolos lineares. não-me-toques. É esciófita. é munido de acúleos recurvados nas axilas e espinhos isolados nos entrenós.

Semear em bandejas de isopor. Indicada para afecções hepáticas. • Florescimento: novembro a fevereiro. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. em alta dose. • As raízes são simbiontes com bactérias nitrificadoras. • A planta pode ser utilizada como adubo verde. . depurativas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A casca é vermífuga e as raízes são irritantes. Em gargarejos.5m. colagogas (93). SERPILHO NOME CIENTÍFICO Thymus serpyllum L. causando hematuria em animais que as comem. serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta. reumáticas e articulares. enquanto que o extrato alcoólico das raízes tem efeito oposto (93). • Plantio: setembro. afecções reumáticas articulares. angina e para desinchar as pernas (215). emolientes. As folhas são reputadas como tóxicas. úlceras cancerosas. anti-reumáticas. As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. ocorrendo a emergência em 2 a 4 semanas (209). O extrato alcoólico das folhas tem a propriedade de inebriação. TOXICOLOGIA A casca. granulações da faringe (242). contendo substrato organomineral. odontálgicas e desobstruente do fígado (215).8 x 0. prisão de ventre (32). OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes apresentam cheiro desagradável. moléstias do útero (271). purgativas. INDICAÇÕES Externamente é utilizada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas (93). é tóxica. antiblenorrágicas.• Espaçamento: 0. • É cultivada como ornamental em alguns países europeus. que enriquecem o solo com nitrogênio. • Produção de sementes: uma planta pode produzir até 700 sementes (242). • Propagação: sementes. eméticas e antidiftéricas. são amargo-tônicas. O índice de germinação varia de 60 a 80%. FORMAS DE USO Infusão e cataplasmas. resolutivas (242). Utilizadas internamente. purgativas.

Apresenta hastes caulinares finas. As flores formam capítulos terminais róseos. • Adubação: 3kg/m2 de húmus de minhoca. manter a umidade do solo e evitar sujeiras nas folhas e ramos. serpão. planas. miúdas e obtusas. em solos áridos. aerados e permeáveis. • Mulching: o canteiro pode ser revestido com um plástico preto. de 10 a 30cm de altura.500m de altitude. ricos em matéria orgânica. Não tolera altas temperaturas. o plástico recebe um corte em forma de cruz. setembro. Nos pontos onde serão colocadas as mudas. A raiz é delgada e lenhosa. cor de granada. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas e folhas. As folhas são aromáticas. embora com menor eficiência. FITOQUÍMICA . SINONÍMIA Erva-ursa. SOLO A planta prefere solos úmidos. mais ou menos densos e arredondados. inteiras. planta-ursa. pubescente. que podem ser plantadas diretamente em canteiros cobertos com sombrite 70%. é de clima subtropical úmido. que cresce em bosques. • Propagação: estacas radicantes dos ramos. FITOLOGIA Planta herbácea sarmentosa. de comportamento esciófita. CLIMA A planta. HABITAT Espécie alóctone da Europa. Não tolera solos ácidos.25 x 0. É encontrada até 2. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.25m. palhas não resinosas e casca de arroz.FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Raleio: quando a planta estiver muito densamente formada pelos ramos radicantes. deve ser raleada e os ramos extirpados podem ser utilizados para a produção de novas mudas. timo-silvestre. tomilho. antes do plantio. nem invernos rigorosos. serpil. prostradas. Tanto as folhas quanto as flores são altamente aromáticas. Poderão ser também utilizados. com cerca de 5cm de comprimento. serpol. vivaz. ascendente nas extremidades superiores. • Plantio: março a abril. para evitar o crescimento de inços. silico-argilosos. polimorfa.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. pastagens. balsamona. SETE-SANGRIAS NOME CIENTÍFICO Cuphea cartaginensis Jacq. Escherschia coli e Candida albicans (362). ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. sarna (32). diarréia. astenia. de ápice e base agudos. capoeiras. epistaxe. gramados. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em áreas ruderais. • Decocção: 50g em 1 litro de água. convalescença. resina e saponosídeo (93).Óleo essencial contendo timol e carvacrol (283). antisséptica. erva-de-sangue. Apresenta crescimento ereto e ramificado. a beira de estradas e em áreas agrícolas abandonadas. A face dorsal é mais hirsuta e clara que a superior. áreas de aluvião. diurética. cicatrizante. expectorante. obstipação e tosse (1). queda de cabelo. bronquite. com flores de coloração . Suas folhas são opostas. artrite. quintais. chiagari. INDICAÇÕES É indicada par o tratamento dos distúrbios do sistema nervoso simpático. carminativa. hortas. distúrbios gástricos. FITOLOGIA Planta herbácea anual. fadiga. coqueluche. Inflorescências axilares em pequenos cachos. SINONÍMIA Guanxuma-vermelha. vulnerária (283). tanino. Macbr. asma. vermífuga. digestiva. estimulante. antibiótica (93). campos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lythraceae. meteorismo. parasiticida. A planta cresce 30 a 50cm. feridas supuradas. Caule avermelhado revestido de pilosidade glandulosa purpúrea. hemostática e tônica (1). Aplicar na forma de loções sobre feridas supuradas e sarnas (32). dores reumáticas. constipação de crianças de colo (283). pecioladas. FORMAS DE USO • Infusão: 10g da planta por litro de água (283).

feridas. semeadas em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. antiobésica (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa do sangue. doenças venéreas. FITOQUÍMICA Glicosídeos.avermelhada ou violácea. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). palpitações cardíacas. sedativa e tônica (128). hipocolesterolêmica (68). úlceras. afecções da pele (32).3m. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (68). FORMAS DE USO • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá da planta em 1 xícara das de chá. • Florescimento: verão até o outono. anti-reumática. febrífuga e anti-sifilítica. Fruto tipo cápsula contendo 6 a 8 sementes. cardiotônica (32). eczema. SUMARÉ-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO . antiobésica (271). anti-hipertensiva. brejosos e arenosos. furúnculos. com duas pétalas dorsais menores que as outras. Promove a limpeza dos intestinos e rins (215). AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Ocorre 100 a 110 dias após o plantio.3 x 0. • Propagação: sementes. diurética. • Plantio: início da primavera. diaforética. INDICAÇÕES Indicada para arteriosclerose. SOLO Prefere solos úmidos. • Colheita: ano todo. PARTES UTILIZADAS Toda planta. FITOQUÍMICA Glicosídeos.

AGROLOGIA • Espaçamento: 0. PARTES UTILIZADAS Colmos. • Colheita: inicia a partir do segundo ano.3m • Propagação: sementes e divisão de rizoma. • Substrato: deve ser bem poroso. FARMACOLOGIA . dispensando maiores cuidados. • Florescimento: verão. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente na restinga catarinense. FITOQUÍMICA Flavonóides e terpenóides (143). SINONÍMIA Orquídia-da-praia. especialmente a primavera. SOLO Cresce melhor em solos arenosos. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. A planta é halófita. antiinflamatória e cicatrizante. Os segmentos de rizomas podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos.Epidendrum mosenii Rchb.3 x 0. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões tropicais e subtropicais. Em solos argilosos o crescimento é muito lento e a planta tende a amarelecer. FAMÍLIA BOTÂNICA Orchidaceae. • Tratos culturais: a planta é bastante rústica. • Plantio: todo o ano. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). porosos e bem drenados. principalmente na área vegetada de dunas baixas. É heliófita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. ou em solos leves. levemente enriquecidos de matéria orgânica.

0 x 0. administrado intraperitonial ou oralmente. . causou inibição significativa e dose dependente das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético em camundongos. rabo-de-tatu. • Substrato: deve ser bem poroso. Do ápice da cada haste partem 6 a 8 folhas alternas.8m. de 50cm de comprimento por 4cm de largura. cola-de-sapateiro. • Propagação: sementes e rebentos novos da cepa. • Pode ser utilizada como estabilizadora de areias de restinga. espiques de palmeiras. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada em ornamentação de terrários ou envasadas. HABITAT Espécie autóctone que vegeta sobre pedras. grande. A DL50 é de 100m/kg (143). Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral.2m de altura. Pétalas e sépalas levemente onduladas. sumaré-da-pedra. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). bisturi-vegetal. amarelas salpicadas de máculas vermelhas arredondadas. Os segmentos de rizomas e perfilhos podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. FITOLOGIA Pseudo-bulbos de 50 a 100cm. longamente acuminadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Orquidaceae. com 1. árvores vivas ou mortas na vegetação de restinga e na Mata Atlântica. agrupados densamente e em grande número formando grandes touceiras de belo efeito decorativo. Inflorescência em forma de corimbo. Labelo amarelo emoldurado de vermelho.O extrato metanólico do colmo. com as margens intensamente encrespadas e finamente creneladas. lanceoladas. SUMARÉ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Cyrtopodium puntactum Lindl. SINONÍMIA Bisturi-do-mato. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. O lóbulo médio é curto e largo. lanceta-milagrosa. sumaré-do-pau. elíptico-acuminadas. fortemente recurvadas. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). Lóbulos laterais bastante grandes e eretos. com escapos florais revestidos de brácteas muito desenvolvidas.

béquica e antitumoral (271). quebra-pedra. • As flores são ornamentais. É antiinflamatória. FITOLOGIA Planta herbácea anual.• • • • Plantio: todo o ano. tangaracá. catarro. SINONÍMIA Agrião-do-brejo. sucurima. pluméria. coatiá. coacica. ervalanceta. Colheita: inicia a partir do segundo ano. erva-de-botão. HABITAT Espécie alóctone. lanceta. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva é usada como cola em geral. radicante nos nós. Florescimento: primavera. Flores em capítulos . margens inteiras ou ligeiramente denticulada. O xarope é indicado para combater a coqueluche e tosses rebeldes (32). originária da Ásia. dispensando maiores cuidados. áspero. verde-avermelhado. de ereta a prostrada. furúnculos e epiteliomas. cilíndrico. medindo cerca de 40 a 50m de altura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O suco dos bulbos é cicatrizante (93). medindo 8 a 10cm de comprimento por 2cm de largura. Tratos culturais: a planta é bastante rústica. silvestre. oco. de caule lenhoso na base e herbáceo nas extremidades. • As fibras secas do bulbo são utilizadas à guisa de agulhas. base cuneadas e extremidade aguda. tangará. pimenta-d'água. oblongolanceoladas. cravo-bravo. simples. sésseis (as superiores) ou curto-pecioladas (as inferiores). SURUCUÍNA NOME CIENTÍFICO Eclipta alba [L. muito ramoso. tuberculose e hemoptises.ervanço. suricuína. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de abcessos. Folhas opostas.] Hassk. especialmente a primavera. É cosmopolita por excelência. quando contata o solo úmido. No Brasil ocorre sobretudo nas regiões quentes. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. erva-botão.

FITOQUÍMICA Wedelolactona (323.3 x 0. eczemas e icterícia (242). INDICAÇÕES Útil no tratamento da bronquite (93). Não tolera baixas temperaturas. enegrecendo em reação com sais de ferro. Prefere solos úmidos e pouco ácidos. Os conhecimentos populares de outrora indicavam a planta para o combate à lepra. obovóide. alagados e semi-halógenos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Imunoestimulante inespecífica.3m. tomando ½ xícara das de chá duas vezes ao dia (257).cônicos isolados ou pareados. fosco. Colheita: dois meses após a emergência. adstringente antiasmática (93). antiasmática e anti-hemorrágica (9). quando a planta está adulta. castanho. Fruto aquênio. exposta ao ar. antilítica. sífilis e elefantíase (93). • A planta é hospedeira alternativa de Meloidogyne incognita (242). pilogênica. formado por um invólucro campanulado em torno de duas séries de filárias com pilosidade esbranquiçada. depurativa do sangue. rugoso-tuberculado. que neutraliza "in vitro" o veneno da jararaca e atua como hepatoprotetora quando ocorre administração tóxica de medicamentos para o fígado (257). FORMAS DE USO • Decocção: 10 a 20g da planta em 1 xícara das de chá de água. 427). SOLO Adapta-se a diferentes tipos de solo. CLIMA É de clima tropical e subtropical quente. . frutificando num período de cerca de 100 dias após a emergência. com 0. ácido tânico. antilítica. cicatrizante. laxativa (242). Plantio: agosto.000 sementes (242).0cm de diâmetro. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva do caule. doenças infecciosas (257). AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento : 0. Esta propriedade da planta é utilizada para o tingimento de cabelos encanecidos. Florescimento: inicia na primavera. • A tintura é utilizada em tatuagem (93). antiofídica (427). moléstias pulmonares. Propagação: sementes. Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de outubro a dezembro. Uma única planta produz até 17. Flores em capítulos subglobosos. é azulada.5 a 1. surucuína e óleo essencial (93). Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. mas tolera até solos secos. nicotina (9). Estimula a síntese de interferon.

5 a 3m de altura. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. O pólen. paineira-do-brejo. Folhas invaginantes na base da planta.1. com cerca de 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Thyphaceae. lembra um grande charuto de coloração castanho-avermelhada. medindo 10 a 20cm de comprimento e 2cm de diâmetro. É heliófita e higrófita seletiva. represas. cilíndrica. tabuca. erva-de-esteira. turfosos até argilosos.4m. paineira-de-flecha. assemelha-se a um fino pó dourado. partasana. grossas e esponjosas internamente. com pH variando de 4.0 a 8. É característica e exclusiva da Floresta Pluvial da Encosta Atlântica (343). Haste floral ereta. lisas. SOLO Vegeta desde em solos arenosos. longo-lineares. acuminadas. Fruto filamentoso. SINONÍMIA Bucha. pH 6. paneira-do-brejo. usado como fitoterápico. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. espadana. de rizoma rasteiro. de formato cilíndrico. palustre e lacustre. tabebuia. tabu. tifa.8 a 8. brancos. A inflorescência feminina. FITOLOGIA Planta herbácea paludosa. que cresce espontaneamente em várzeas alagadas. tabua. glabra. . paneira-de-brejo. totora. coriáceas. brejos. pau-de-lagoa. canais de drenagem e áreas uliginosas em geral. esponjosos e macios. paina. taboinha. na mesma haste floral. É tolerante a salinidade (199). Espiga masculina mais fina e disposta separadamente e acima da feminina. Uma inflorescência feminina pode reunir até 200.0 e nível de água de 15 a 40cm. apicais.TABOA NOME CIENTÍFICO Typha dominguensis Persoon. com 1 a 1. landim. paina-de-flecha. capim-de-esteira. CLIMA Vegeta em regiões tropicais e temperadas.000 flores (209). de coloração avermelhado-castanho.7 x 0. Porém prefere solos com alto teor de matéria orgânica. Flores dispostas em densos e condensados rácimos espiciformes cilíndricos. perene. glabras.7m de comprimento por 2 a 3cm de largura. verde.

sobretudo a tilápia. hematuria. • Os brotos novos são alimento de alguns peixes. O amido. sendo conhecidos como aspargo dos cossacos. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá do rizoma para 1 xícara de água. • Produção: até 7. afecções das vias urinárias e debilidade geral (68). • Florescimento: a partir do segundo ano após o plantio. absorvendo metais pesados.• Propagação: sementes e segmentos de rizomas. dores estomacais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. Os rizomas são plantados diretamente a campo. • Plantio: primavera. embora difícil de branquear. inclusive cobre. • Os brotos novos podem ser ingeridos crus ou cozidos. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas (uso externo). • Os rizomas cozidos são comestíveis. FORMAS DE USO • Geral: 5 a 10g/dia (445). antidiarréica. . antianêmica.000kg/ha de rizomas (209). sangramento nasal. previamente processado. de agosto a fevereiro. • As folhas são utilizadas para a confecção de esteiras e artesanato trançado. dismenorréia. • Consórcio: Pistia stratiotes ou Acorus calamus. hemorragia uterina funcional (445). • A planta pode ser matéria prima para a obtenção de gás metano. antidisentérica. A aplicação do decôcto na forma de compressas e abluções atua como emoliente e tônico (68). emoliente e tônica (68). hemoptises. As sementes podem ser postas a germinar em recipientes com água ou em substrato encharcado. permitindo quatro cortes de folhas ao ano. dá origem a um polvilho comestível. contusões e luxações. encerrando proteínas (teor semelhante aos grão de milho) e cerca de 45% de amido. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. diurética. antiinflamatória. dores abdominais durante o puerpério. • O pólen é inflamável e sucedâneo do licopódio em pirotecnia. Tomar 4 a 6 xícaras ao dia. • As fibras da planta dão origem a um papel muito resistente. Com um hectare de tabôa pode-se produzir cerca de 605 milhões de BTU por ano. • Grandes aglomerados de tabôa predispõem à proliferação de mosquitos (209). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é depuradora de água poluídas (68). PARTES UTILIZADAS Rizoma e pólen seco.

• Os filamentos (painas) são utilizados para o enchimento de almofadas e travesseiros. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta rústica. avermelhado e liso. As folhas são pecioladas. cabeça-de-negro. • O rizoma é utilizado. caiapó. HABITAT Espécie autóctone das matas ciliares e de restinga que cresce preferencialmente em grotas úmidas. • Colheita: inicia no segundo ano de cultivo. melão-de-são-caetano. implantar o cultivo em áreas acidentadas e declivosas. FITOLOGIA Planta trepadeira alta. taiuiá-de-fruta-envenenada. purgade-gentio. purga-de-caboclo. palmadas. ovóide. • Florescimento: dezembro a março. membranosas. normalmente subindo encostas e despenhadeiros. tomba. chegando atingir 2m de comprimento e 20cm de espessura. esponjosa e amarelada. tayuyá. grandes. denteados ou sublobados. para o preparo de bolos doces muito apreciados (93). • Propagação: sementes e brotações da túbera. PARTES UTILIZADAS . A raiz é tuberosa. mantidas umedecidas. lobos ovais-oblongos. de outubro a fevereiro.5m. de caule sulcado e de raízes perenes e folhas anuais. TAJUJÁ NOME CIENTÍFICO Cayaponia tayuia M. O fruto é um pepônio. • Espaçamento: 3 x 2. A planta se estabelece em locais úmidos e seus ramos crescem em direção à luz. purga-de-pai-joão. ana-pimenta. • Plantio: setembro. fruta-de-gentio. na Austrália. 2-3 axilares nas folhas. raiz-de-bugre. As flores são branco-esverdeadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. 3 a 5 lobadas. ana-pinta. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário adicionado de 100g de fosfato natural. azougue-dos-pobres. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. agudos. As brotações da túbera são enraizadas em areia ou vermiculita. SINONÍMIA Abobrinha-do-mato. capitão-do-mato.

anti-hidrópica e purgativa. o principal alcalóide. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é altamente atrativa de vaquinhas (Diabrotica spp). manchas do rosto. eczemas. • TANCHAGEM-MAIOR NOME CIENTÍFICO Plantago major L. INDICAÇÕES Utilizada nas dermatoses. desobstruente do fígado e do baço. anti-sifilítica. quando a raiz não está sêca. FORMAS DE USO • Decocção: 10 partes de raiz para 1. desintoxicante. servindo como isca natural para o controle da praga. FAMÍLIA BOTÂNICA Plantaginaceae SINONÍMIA Plantagem. atonia gastrointestinal . quando sêca (93). É anti-reumática. mas também podem ser utilizadas as folhas e ramos. emenagoga (215). úlceras.Em geral são utilizadas as raízes tuberosas. furúnculos.000 partes de água (32). erisipelas. tansagem-maior. calmante das dores (32). dilatação do estômago (93) e paralisia (215). é tóxica. tanchagem. pregas. FITOQUÍMICA Amido e alcalóides (cucurbitacina). feridas. tansagem. tranchás. secam e misturam-nas à ração de milho para a engorda (93). HABITAT . mas seu principal efeito é como drástica. antinevrálgica. • Alguns criadores de gado cortam as raízes em rodelas. dispepsias. tranchagem. linfagites crônicas. dartros. ciática (32). TOXICOLOGIA A cucurbitacina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Muitas bulas relatam mais de 100 propriedades fitoterápicas da planta. transage. transagem. emética. depurativa.

com bordas lisas. com nervuras salientes. suco (primavera. antes do florescimento. SOLO Prefere solos arenosos. no auge do desenvolvimento. raiz (todo ano) e sementes maduras (estação seca).4%. amirina e catapol. Forma um cepa amarelada. CLIMA É de clima temperado. FITOQUÍMICA Contém mucopolissacarídeos. jardins. Ocorre prolificamente também em áreas ruderais sombreadas e úmidas dos trópicos. 2mm de diâmetro. • Propagação: sementes. castanho-claro a escuro. ovado-elípticas. anual ou polianual. 3-nervadas. monoterpenos . ou levemente onduladas. com cerca de 2. A viabilidade da semente no solo é de até 60 anos (242). A germinação espontânea ocorre na primavera. • Colheita: é feita no inverno. donde parte uma cabeleira de raízes fasciculadas. pomares. mas desenvolve-se bem em regiões subtropicais. sustentada por uma haste floral comprida. gramados e pastagens. acaule. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. na floração). • Padrão comercial: teor de aucubosídeo entre 1. carnosa. ovóide. Inflorescência em espiga. que pode atingir até 35cm e possuem numerosos pêlos.40 x 0. ácido hidroxicinâmico e polifenóis. PARTES UTILIZADAS Folhas.000 sementes por planta. marrom-avermelhadas.25m. radiais à cepa. Pecíolo acanalado. • Produção de sementes: 14. medindo 15 a 35cm de altura. brancas e uniformes. contendo até 30 sementes marrom-opacas. bordos anguloso. ricos em matéria orgânica e com boa umidade. FITOLOGIA Planta herbácea. • Plantio: inverno ou primavera. • Florescimento e frutificação: primavera. Possui folhas basais. e também as folhas. com tegumento crustáceo.000m de altitude. Fruto tipo pixídeo. As flores são muito pequenas (1 a 2mm de comprimento).5cm de espessura. elípticas. espessas. estriado. • Pragas: a planta é muito atacada por formigas. um pouco brilhante. cilíndrica. É invasora de áreas cultivadas. É encontrada até 2. ereta.9 e 2. na planta seca (96). mas também prosperam em solos compactados. glabras. tão longo quanto a lâmina. Ocorre 3 a 4 meses após o plantio. as quais apresentam um período inicial de dormência. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. vivaz. de deiscência transversal. verão e outono. cerca de 1mm de comprimento.Planta alóctone européia. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. Foram determinados os seguintes metabólitos: triterpenos β e γ-amirina. que medra em solos áridos.

colesterol. ácidos cumárico. flavonóides baicaleína. sacarose. purgativa. sedativa (209). resolutiva (294) e emenagoga. flebite. depurativa. apud 179). faringite. verbascosídeo e siringina. catalpol. alcalóides indicaína e plantagoína. ácidos galacturônicos. O uso tópico da folhas tem atividade sobre intoxicação por plantas venenosas (Duckett. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. pectina. antitabagismo (215). glicose. conjuntivite aguda. reduziram os lipídeos totais. béquica. enxofre e citrato de potássio (145). . estomatite. melitosídeo e geniposídeo. luteolina. varizes. apud 179). rhamnose. afecções hepáticas (150). picadas de insetos e câncer. ácido sinárgico. cólica infantil. úlceras intestinais. analgésica. C e K. A mucilagem das sementes contém galactose.asperulosídeo. administradas à cobaias com arteriosclerose. sinusite. angina. anti-hemorrágica. lignanos 3. febres intestinais. metilcatalpol. glicosídeos de aucubina. Em 13 pacientes com hiperlipoproteinemia. descongestionante. planteose. oleanólico e cítrico. aucubina. tônica. ferúlico e cafêico. Contém ainda tanino. digestiva. Produtos comerciais à base da planta mostram-se efetivos contra hemorróidas. Os cremes feitos da planta são usados em massagens em mulheres frígidas e como afrodisíaca (233). apud 179). litíase urinária (409). cicatrizante. escutelareína. apendicite crônica (215). antidiarréica (folha). apigenina. parotidite. cistite. disúria.9% e de triglicerídeos de 52% (Danielsson et al. Os compostos polifenólicos existentes nas folhas de Plantago major. oftálmica. gastrintestinais e das vias respiratórias (258). Uma mescla de polifenóis de Plantago major causa inibição do efeito carcinogênico de nitrosodimetilamina (203). hispidulina. uretrite crônicas (145). vitaminas A. sais minerais. os responsáveis pela ação antiinflamatória da planta (249). resfriado. antiinflamatória (258). obstipação.. provavelmente. feridas e cortes (209) disenteria. prostatite. ácidos benzóico. observou-se uma redução de colesterol de 16. anti-reumática (68). plantajosídeo. edema necrótico. além de conterem as mucilagens de ação laxante suave. expectorante. INDICAÇÕES Usada no tratamento de inflamações bucofaringeanas. catarro.5-dihidroxicinamato de metila. plantamajosídeo. em doses de 500mg/kg. filoquinona. diminuindo a dor e o sangramento (Moesgaard et al. Também útil para o tratamento do paludismo. frutose e óleos voláteis e fixos (179). distúrbios renais. arabinose. xilose. fissura no bico dos seios. FARMACOLOGIA As sementes são classificadas como laxantes que promovem volume no intestino. amigdalite. traqueobronquite. β-sitosterol. Um produto comercial à base de Plantago (Metamucil) diminui significativamente os níveis de colesterol sérico comparado com um placebo (Anderson et al. antipirética. enxaquecas. gastrite crônica. nepetina. anti-hemorroidária (93). diurética (145). sais de potássio. apud 179). p-hidroxibenzóico. psoríase. Os ácidos hidroxicinâmicos são. Extratos aquosos apresentam ação antiinflamatória em cobaias (203).. vulnerária. hematuria. Emplastros das folhas são úteis para furunculoses e queimaduras. plantabiose. sangramento de gengivas (242).. acne. dérmicas. salicílico. loliólido. emoliente. β-lipoproteínas e triglicerídeos sangüíneos (250). laxante suave (sementes). epistaxe. tratados com Plantago durante 2 a 29 meses. plantamosídeo.

• Decocção: ferver 60g de folhas e/ou raízes em 1 litro de água. • Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas (cicatrizante). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. Escherichia coli e Staphylococcus aureus (337). em jejum. TINGE-OVOS NOME CIENTÍFICO Phytolacca thyrsiflora Fenzl. • Infusão das sementes: adicionar 1 colher das de sopa de sementes em 1 copo de água fervente.uma reação alérgica.Tem-se registrado ainda as seguintes atividades em diferentes partes da planta: antiviral. Para afecções bucofaringeanas: fazer vários gargarejos durante o dia (145). Deixar 1 noite em maceração e tomar no dia seguinte. TOXICOLOGIA O pólen é um dos maiores propagadores da polinose . ATIVIDADE BIOLÓGICA O plantamajosídeo. Tem sido reportado casos de choque anafilático com sementes de tanchagem (179). FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia (folhas) ou 9 a 15g/dia (sementes) em decocção. estrogênica. existente na planta. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. hepática. resolutiva e agente da litíase renal (179). (383). antipirética. demonstra atividade antibacteriana sobre sete bactérias fitopatogênicas. além de ser a substância responsável pela fitoproteção da própria planta (179). ⇒ 30g de folhas para 1 litro de água. Tomar 1 xícara de chá a cada 6 horas para o tratamento de infecções bucofaringeanas e 1xícara a cada 8 horas para problemas gastrintestinais (258). . • Infusão: ⇒ colocar uma xícara das de cafezinho de folhas frescas picadas em ½ litro de água. ⇒ 10g de folhas secas em 1 litro de água fervente. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser usadas em saladas e sopas. como laxante suave (258). Fazer gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). anti-hipercolesterolêmica. • Os pássaros são ávidos pelas sementes. anti-hemorrágica. • Gargarejo: 60g de folhas para 1 litro de água (32). ex Schmidt.

Semear em bandejas de isopor com substrato orgânico. rosetiforme.SINONÍMIA Caruru-açu. ervados-cachos-da-índia. multicaule. subglobosa. ovaladas a orbiculares.0 x 0. verão e outono. simples. Caule cilíndrico. A planta contém ainda saponinas e phytolacagenina. Fruto baga subglobosa.80m de altura (209). SOLO Cresce subespontaneamente em solos férteis e humosos. verde e às vezes manchado de vermelho. lenhoso na base e carnoso. com cerca de 4 a 5mm de diâmetro. caruruselvagem. Inflorescência em rácemos espiciforme. medindo 15 a 18cm de comprimento. Folhas alternas. Ocorre desde o nível do mar até 1. capoeiras e terrenos férteis abandonados. glabra. marando. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. composta de 5 tépalas brancas.8m de altura. no topo. • Propagação: sementes. brilhante. É feita naturalmente pelos pássaros. . faces convexas. FITOQUÍMICA A raiz e o fruto encerram phyitolacina. nervuras proeminentes na face dorsal. liso. vermelho-purpúrea quando maturo. base decorrente. mechoacan-do-canadá. ocorrendo no Brasil principalmente nas regiões nordeste e sudeste. cupieiro. FITOLOGIA Planta herbácea ou subarbustiva. fruto-de-pombo. Não tolera solos ácidos e compactados. glabro. ápice agudo. erva-da-américa. preta. medindo 1.5 a 1. elípticoovaladas. caruru-de-cacho. e as sementes phytolaceína (93). com núcleo esponjoso. erva-de-cachos. muito ramificada. erva-de-laca. glabra. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. róseas ou lilases. lisa. caruru-bravo. verdes. • Plantio: primavera. erva-pombinha. contendo uma semente por carpelo. caruru-de-porco. tipi. lisa. enquanto que os frutos encerram phytolaína e ácido fitolácico. HABITAT Espécie autóctone das Américas. Raiz napiforme. Semente lenticular. • Florescimento: ano todo. cilíndricos. erva-do-canadá. tintureira. Flores monoclamídeas. • Adubação: 2 a 3kg de cama de aviário/m2. carurú-guassú.50m. CLIMA Desenvolve-se bem em climas tropicais e subtropicais. margem crenulada. • Colheita: 6 meses após o plantio.

As folhas contusas são drásticas. diarréia. Os frutos contém pequena quantidade de alguns componentes tóxicos (209). FAMÍLIA BOTÂNICA Cyperaceae. ocorre ânsia de vômito.. alcoolatura ou extrato fluido da raiz são indicados para dermatoses e orquites. provoca vômitos e narcotiza o paciente. • As folhas e os brotos jovens. ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. As folhas contusas são reputadas eficientes na cura das úlceras malignas e o cancro (93). utilizado para tingir plumas e vestimentas de índios. Bochechos e gargarejos com o decôcto das folhas são indicados para afecções bucofaringeanas (271). anti-reumáticas e antisifilíticas. apud 209). que é vetor de Schistosoma mansoni (Haraguchi et al. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória e analgésica tópica (271). • Os frutos são muito apreciados pelas aves em geral. INDICAÇÕES A tintura. convulsões e morte (242). sementes e as raízes são tóxicas. Em doses elevadas. • É ornamental e fixadora de dunas. raiz e folhas. A phytolacina é tóxico-convulsionante (93). A raiz é purgativa. • Os frutos contém um corante.PARTES UTILIZADAS Frutos. são comestíveis. vinhos e xaropes. O fruto verde é um purgativo enérgico (93). vomitiva. TIRIRICA NOME CIENTÍFICO Cyperus rotundus L. anti-reumática. TOXICOLOGIA As folhas. Duas horas após a ingestão. • Os frutos já foram utilizados no passado para enfeitar e colorir doces. As saponinas apresentam forte atividade contra Biomphalaria glabrata. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. após submetidas à decocção. do grupo da betacianinas. As folhas são diuréticas e vulnerárias (242). espasmos. antiescorbútica e depurativa. .

• Colheita: é feita durante todo o ano. CLIMA Adapta-se as mais variadas condições climáticas. assegurar-se do não uso de herbicidas na planta. o seu cultivo deverá ser feito em áreas marginais e isoladas. • Espaçamento: 0. • Propagação: sementes e tubérculos. revolvidos e areno-argilosos. • Capação: todos os pendões florais devem ser eliminados no início de seu desenvolvimento para não disseminarem a semente para outras áreas. . Durante o inverno a planta não se desenvolve. As folhas são longas. radiando de uma haste delicada. mas tem preferência por solos férteis. entumecido a cada segmento. É heliófita. O fruto é um aquênio 3angular. • Herbicidas: quando se deseja coletar a tiririca em áreas inçadas. formando tubérculos tenros.10m. Caule delgado e tríquetro. SOLO Desenvolve-se nos mais diferentes tipos de solo. sobretudo a alface (75).2 x 0. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica e infestante. Para facilitar a colheita dos tubérculos. de sabor amargo e doce-aromático. acizentado. junça-aromática. cebolinha. esponjosos. resinosos. fazer o plantio sobre camalhões. brancos internamente. lineares.SINONÍMIA Capim-dandá. com cerca de 30 a 50cm de comprimento por 2 a 4mm de largura. • Plantio: outubro. tiririca-comum. PARTES UTILIZADAS Rizomas livres de raízes filamentosas e detritos. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. ovóides-oblongos. dispostas em fascículos umbeliformes curtos. sobretudo áreas ruderais. glabra. HABITAT Planta alóctone mundialmente adaptada a todos os ambientes terrestres. • Rendimento: 40t/ha de rizomas e tubérculos (242). que cresce de 20 a 30cm de altura. Rizoma filiforme e tuberoso. erva-côco. carenadas e numerosas. triangular e púrpura. friáveis. castanhoavermelhados ou escuros. com eixo alado. • Alelopatia: a planta é forte alelopata da germinação e crescimento de espécies herbáceas. Inflorescência formada por 4 a 6 espigas desiguais. quase filiformes. mas preferencialmente no verão. Espiguetas pardo-avermelhadas.

gastralgia. formando glomérulos de 3 flores que parecem capítulos globosos. α-ciperone. opostas. dores abdominais. antiinflamatória. sésseis. axilares ou terminais. rasteiro. dispepsia. Cálice tubuloso com 5 dentes. FORMAS DE USO • 8 a12g/dia. até mesmo em colinas áridas. vermífuga (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. glandulosas. estimulante. tomentosas e esbranquiçadas dorsalmente. antiblenorrágica. lanceoladas ou lineares. na forma de decôcto. de ramos acizentados. fortificante (215). INDICAÇÕES Indicada para. Forma uma moita de caule tortuoso. tomilho-vulgar. que cresce de 15 a 30cm de altura. diaforética. Corola gamopétala. eretos e compactos.ciperona).5-1. da flora mediterrânica. cineol e L-αpineno (1). Fortemente aromática. ciperol. pó ou em pílulas (444). tomilho-ordinário. lenhoso. antidiarréica. prosperando até 3. bilabiada. Fruto composto de 4 aquênios. SINONÍMIA Arçã. . adstringente. timo. pequenas.4% (40% de cetonas sesquiterpênicas . dismenorréia. antidispéptica (444). com os bordos virados para baixo. triterpenóides. náusea e vômitos (444). amido e óleo essencial (0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Balsâmica. arçanha.000m de altitude (96). poejo. emenagoga. HABITAT Espécie alóctone européia que cresce em estado selvagem em terrenos secos e quentes. em tintura. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene.FITOQUÍMICA Essência 0. antisifilítica (271) e afrodisíaca (242). TOMILHO NOME CIENTÍFICO Thymus vulgaris L. esteróis (278). O sabor é algo picante e levemente amargo. muito ramificado. segurelha. Folhas pequenas (até 6mm de comprimento).2%) contendo cipereno. Flores brancas à rosadas.

• Propagação: divisão de touceiras. cimeno. anti-reumática. • Renovação da cultura: após o segundo ou terceiro ano de cultivo. anti-helmíntica (257). cimol. • Plantas daninhas: a planta não tolera qualquer tipo de concorrência. antisséptica. borneol. Adapta-se aos mais variados clima da Terra.000 a 5. • Plantio: primavera (propagação vegetativa) e outono (sementes). sumidade florida e folhas. béquica. antimicrobiano. A planta não suporta solos úmidos e argilosos. carminativa. a qualidade das plantas decai sensivelmente. linalol. tanino (257). . CLIMA. • Adubação: O uso de fertilizante mineral debilita a planta. arenosos. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita. hidrocarbonetos. retardante da senelidade. FITOQUÍMICA Timol. desodorizante. por ocasião do florescimento. PARTES UTILIZADAS Sementes. resina. 110. álcoois.000 sementes (96). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antioxidante. antidiarréica (32). pineno. cujas temperaturas giram em torno de 20o C (182). mergulhia e sementes.SOLO Exige solos soltos. PARTES UTILIZADAS Sementes. estaquia. profundos. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. pois reduzem o crescimento e afetam a formação dos metabólitos secundários. antiespasmódica. bem drenados. sem problemas de acidez. • Padrão comercial: o teor de cinzas não deve ser maior que 14% (96). 108). • Florescimento: outubro a novembro. com boa exposição solar. Neste caso. tônico capilar. sumidade florida e folhas. • Colheita: ocorre dois anos após o plantio. preservativo de alimentos (109. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. carvacrol (283). A planta é heliófita e não tolera regiões de pluviosidade elevada.5 x 0. cicatrizante.4m. maior o número de glândulas de óleos essenciais e as plantas tornam-se mais eretas. com maior número de ramos e brotações vigorosas (231). Teores decrescentes de umidade no solo acentuam a cerosidade sobre a folhas e o conteúdo de óleos essenciais (231). saponósidos e vitaminas B1 e C (182). Quanto maior a luminosidade. mantida sempre umedecida. retirar as cepas e obter novas mudas. porém os produtos de maior qualidade são obtidos em regiões temperadas quentes. Um grama de sementes possui cerca de 4. que prefere solos mais pobres.

É encontrada até 2. 257). vermelho e aculeado na base. astenia. sinusite. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. fastio. prados. O caule é ereto. • Utilizado na indústria perfumista e de licores. tônica. revulsiva. anti-helmíntica (283) excitante das funções circulatórias e cerebrais. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. uso externo .0m de altura. suculento. gota. e sudorífica. embora inerme na . sobretudo em marinadas. monóica e dióica. tosse convulsa. ftiríase. urtiga-brava. meteorismo. Escherschia coli e Candida albicans (362). sarna. FORMAS DE USO • Decocção: 1 colher das de chá de sementes para cada xícara de água.5 a 3. angina. • Infusão: uso interno . convalescença. hortaliças. SINONÍMIA Cansanção. afecções da garganta (303). (383). urtiga-vermelha. aperiente. hemolítica.] Gaudich.estomáquica. FAMÍLIA BOTÂNICA Urticaceae. Cresce espontaneamente em bosques e subosques. estriado. peixes. parasitoses. antileucorréica (32). úlceras dérmicas. INDICAÇÕES Indicada ainda para a coqueluche. carnes e queijos. Tomar 1 xícara das de chá 2 a 3 vezes aos dia. urtiga-mansa. halitose. lumbago.40g/litro (32. atonia do tubo digestivo. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. HABITAT É autóctone da América tropical. colerética. antigripal.400m de altura. que cresce de 1. urtiga-maior. anemia. a beira de cursos de água e em locais úmidos e sombreados.10g de folhas por litro de água. em reduzido número de indivíduos. depressão nervosa (294). cólicas. problemas respiratórios. urtigão. diurética (294). ramificado. URTIGA NOME CIENTÍFICO Urera baccifera [L. amenorréia e catarros crônicos (32). emenagoga.

ovário súpero e estigma em forma de pincel. anti-reumática. enxofre (1). acetilcolina. • Cuidados: por apresentar espiculosidades muito urticantes. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. roséo-claras. FITOQUÍMICA Nitrato de potássio (435). • Colheita: inicia a 6 a 8 meses após o plantio. anti-hemorroidária.parte teminal. caroteno. com perigônio carnoso. proteger o corpo. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 150g de fosfato natural. medindo 2mm de diâmetro e contendo uma semente com forma e tamanho semelhante à núcula. bem drenados. tanino. . SOLO Prefere solos profundos. ápice acuminado e base cordada. adstringente (435) e revulsiva. sendo as da base cordiformes. amenorréia (179). dispostas em ramos carnosos e róseos. anúria. hemostática. PARTES UTILIZADAS Folhas da planta jovem (todo ano). anti-sifilítica (215). potássio. pois é de clima subtropical de altitude. ovaladas-elípticas. areno-argilosos e ricos em matéria orgânica. erisipela (59). braços e mãos ao realizar qualquer atividade junto a planta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória (179). As flores femininas são globosas. comprimida. que também pode ser utilizado para o enraizamento dos rebentos. com dentes triangulares. no verão. cálcio. tinha. As flores masculinas são globosas. • Propagação: sementes e rebentos. • Florescimento: outubro a fevereiro. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno. úlceras. afecções de pele (257). pecíolos e sobre cada ruga ventral. longo-pecioladas. As folhas são alternas. silício. vitamina C. diurética.5 x 1. ovóide. medindo 10 a 20cm de comprimento por 8 a 15cm de largura. galactagoga. minúsculas (2mm de diâmetro). infecções micóticas da pele. ácidos fórmico e gálico. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. É heliófita.5m. antianêmica. castanho quando maturo. magnésio. depurativa. antidiabética (257). Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Fruto tipo núcula. enrugadas na face ventral. hirsutas. assimétrica. leucorréia. Inflorescência em cimas escorpióides. histamina. revestida de pêlos urticantes sobre as nervuras. antihidrópica. rizoma e raízes (outono). • Plantio: outono e primavera. Apresenta um rizoma subterrâneo. feridas. • Frutificação: março a maio. disúria (32).

urucuzeiro. açafroeira-da-terra. diarréia.hidrocefalia (435). podem ser consumidas pelo gado. As flores são róseas. açafroa. com casca pardacenta e copa densa arredondada. achote. antimicrobiana e antimicótica (19. hortas e hortos. bastante ramificada. ciática. cordiformes-acuminadas. podendo ser utilizadas em cordoaria (209). psoríase e urticária (1).0m). revestida de espinhos moles e inofensivos. CLIMA É de clima equatorial e tropical e heliófita. misturadas com outra forragem. orucu. afta. colorau. epistaxe. glabras. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. em panículas terminais. FAMÍLIA BOTÂNICA Bixaceae. mas que pode atingir até 10m de altura nas regiões de origem. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. 236). urucuuba. enurese. murchas. • As fibras do caule e ramos são muito resistentes. achiote. Fruto cápsula ovóide ou cônica com 3 a 5cm de comprimento. 58. • Os frutos maduros são consumidos pelos pássaros. URUCUM NOME CIENTÍFICO Bixa orellana L. achicote. SINONÍMIA Açafrão-da-terra. As folhas são alternas. contendo 30 a 40 sementes revestidas de arilo vermelho-seríceo. verde ou vermelho-pálida ou roxoescura. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. grande. persistentes. picadas. ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta é inativa como moluscicida. HABITAT Espécie autóctone do Brasil tropical. com corola formada por 5 pétalas. longo-pecioladas. É cultivada em jardins. inteiras.0 a 4. tintória. de tronco curto. edema. uru-uva. . urucu. de porte mediano (3. menopausa. grandes. elípticas. com muito estames. queda de cabelos. bija.

na primavera e início do verão. hipoaletina-8bisulfato.0mg. metil-bixina. PARTES UTILIZADAS Folhas. laxante. • Propagação: sementes e estacas. β-caroteno. estimulante. refrigerante (a polpa). As sementes têm viabilidade superior a 6 meses. luteína e zeaxantina. antibiótica (294). • Florescimento: ocorre a partir do segundo ano após o transplante. O transplante das mudas para o campo ocorre após 3 a 4 meses da semeadura (241). 0. úmidos e fofos. geranil geraniol. A frutificação ocorre no verão e outono. benzenóide: ácido gálico (179). Os melhores índices de entumescimento foram obtidos com o meio MS completo suplementado com AIA 0. hemostática (179).L-1. peitoral. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 22.0m. em armazenamento (241). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 200g de fosfato natural. A bixina é avermelhada e insolúvel em água e a nor-bixina é solúvel. geranil formato. FITOQUÍMICA Carotenóides: bixina.L-1 e KIN 1mg. antidiarréica. afrodisíaca (sementes trituradas) e antídoto de ácido cianídrico (93).0 x 4. criptoxantina.000 unidades. As sementes são usadas para o tratamento da diabetes (284). depurativa. diurética. • Micropropagação: a partir de sementes esterelizadas e germinadas in vitro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante e digestiva (sementes). . • Doenças: as folhas podem ser infectadas pelo fungo Cercospora bixae. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. cicatrizante (raiz). A germinação ocorre em 10 a 20 dias. trans-bixina. diterpenos: farnesilacetona.L-1 (80%). hipotensora. AGROLOGIA • Espaçamento: 4. A melhor poliferação de brotos (4 a 5 por explante) baseou-se nos mesmos reguladores e respectivas concentrações verificadas para calos (310).3mg. obtém-se explantes de ápices e segmentos de hipocótilos. férteis. respectivamente. vitamina C (128) e orelina (9). adstringente (335). luteolin-7-bissulfato e luteolin-7-0-β-D-glucosídeo e isoscutelareína. As estacas são enraizadas em vermiculita.3 e 2. Readubar anualmente. anti-hemorrágica (68).SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. vulnerária (folhas). cosmosiina. antiasmática. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. laxante (215). sementes e raiz. béquica. a melhor concentração de AIA e KIN foi. O transplante é feito quatro meses após a semeadura. antidisentérica. Para a formação de calos. estomáquica. flavonóides: apigenina-7-bissulfato. antipirética. antiinflamatória. cardiotônica. nor-bixina. • Plantio: março a abril. geranil octadeconoato.

INDICAÇÕES
A infusão a frio dos renovos é usada para inflamações nos olhos. As sementes são utilizadas no tratamento de queimaduras de pele (93). A decocção das folhas é usada para o sarampo. As folhas, quando previamente machucadas, são indicadas para curar panos (infecção micótica). O pó do arilo das sementes é utilizado em gargarejos para o tratamento de amigdalites e afecções bucais. As sementes, amassadas, podem ser aplicadas topicamente em queimaduras (179). Também indicadas para a endocardite, pericardite, afecções do estômago e obstipação intestinal (68). A tinta do urucu é um antídoto de ácido cianídrico, encontrado na mandioca-brava (9; 32). O pó é utilizado para combater sarna e piolho. As sementes são anticolesterolêmicas (244). As folhas são indicadas para bronquite e faringite (9).

FARMACOLOGIA
O extrato aquoso administrado em ratas, na dose de 400mg/kg demonstrou atividade anti-secretora gástrica. O extrato hidroalcoólico inibe a prostaglandina sintetase em concentrações de 750µg/ml (419). O extrato clorofórmico por intubação gástrica, na dose de 1g, aplicada em cachorro, demonstrou atividade hipoglicêmica significativa (284; 416). O extrato aquoso da semente, aplicado intraperitonialmente em rata, provocou redução da atividade motora e um aumento da diurese, sem sinais de toxidez. A decocção das folhas induz à contração do útero de rata (179).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli (157) e Salmonella typhi (Cáceres, apud 169).

FORMAS DE USO
• Infusão: 10 a 15g por litro de água (32). • Macerado a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias (244). • Extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal. • Extrator alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo. • Tintura: deixar macerar por 8 dias 20g de pó da semente em 100ml de álcool 70 o. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos.

TOXICOLOGIA
A casca da semente demonstra efeito tóxico aos pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina (Morrison, apud 120). A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina (179

OUTRAS PROPRIEDADES
• A polpa fornece um corante e condimento natural - a bixina, também utilizada para colorizar chocolates, queijos, manteiga e outros víveres (380), cera e seda (93).

• É utilizada para colorir carnes congeladas. • Misturada à substâncias amiláceas em pó, obtém-se o corante culinário mais comum em todo o mundo, o colorau,. • O pó resultante da trituração das sementes é repelente de insetos e colorizante do corpo (179) e de artesanato cerâmico.

VALERIANA
NOME CIENTÍFICO
Valeriana officinalis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Valerianaceae.

SINONÍMIA
Erva-de-amassar, erva-de-gato, erva-dos-gatos valeriana-selvagem, valeriana-silvstre. erva-de-são-jorge, valeriana-menor,

HABITAT
Espécie alóctone que habita as florestas úmidas e planícies pantanosas da Europa. Cresce espontaneamente em valas, taludes e nas orlas de bosques. É encontrada até 2.000m de altitude (383).

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, polianual, alóctone, com rizoma estolonífero, dotado de raízes fibrosas e fusiformes. Forma uma cepa curta da qual partem, horizontalmente, várias raízes divergentes, esbranquiçadas, com barbelas curtas. A haste é roliça, com estrias e listas, oca, fistulosa e que origina seis a dez pares de folhas opostas, pinuladas, com 3 a 25 folíolos lineares, lanceolados ou elípticos, inteiros ou dentados. A planta atinge 30 a 40cm de altura por 30 a 40cm de diâmetro de copa. Nos países de origem pode atingir até 2m em altura. Flores róseas ou brancas, hermafroditas, dispostas em corimbo, glomérulos ou espigas curtas. Corola tubuloso-infundibuliforme. pouco aromáticas. Fruto aquênio drupáceo, contendo apenas uma semente.

AGROLOGIA
• Ambiente: para evitar-se problemas fitossanitários e obter-se rizomas de alta qualidade, recomenda-se cultivar as plantas sob cultivo protegido. • Espaçamento : 0,4 x 0,3m. • Reprodução: perfilhos da planta matriz, que podem ser enraizados em substrato organo-mineral ou em areia hidropônica, sob cultivo protegido. • Plantio: outono. Plantar as mudas sobre camalhões com até 25cm de altura.

• Adubação: 3 a 4kg/m2 de húmus de minhoca associado a 200g de fosfato natural. Aplicar aos 40 e 70 dias após o plantio 8g/planta de nitrato de cálcio. • Mulching: cobrir o solo com plástico preto, palha ou casca de arroz. • Irrigação: utilizar o sistema de gotejamento. • Doenças: em regiões de alta pluviosidade é comum a ocorrência de fungos e bactérias de solo que causam podridões nas raízes e colo da planta. • Pragas: é suceptível ao ataque de Diabrotica spp. • Florescimento: não ocorre florescimento nas condições do Litoral Catarinense. • Colheita: cerca de 12 meses após o plantio, quando a planta estiver em senescência natural ou seca • Colheita: outono a inverno. Imediatamente após a colheita, os rizomas e as raízes devem ser lavados rapidamente e postos a secar em temperaturas inferiores a 40oC.

PARTES UTILIZADAS
Rizoma e raízes.

FITOQUÍMICA
Ácido iso-valérico (0,1 a 2,0%) e valérico, sesquiterpenos, iridoides, flavonóides, triterpenos, alcalóides (1).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa (133), vermífuga, calmante (283), antiinflamatória, antiprotozoária, antitumoral (232), antiespasmódica, ligeiramente narcótica (93), moderadora do apetite, antidepressiva (294), antiepiléptica, anti-histérica (232), anticonvulsiva, antineurálgica (435), tônica, calmante de neurastenia e psicoastenia, hipnótica, carminativa e antipirética (1).

INDICAÇÕES
É indicada para ansiedade, insônia (232), depressão nervosa, cansaço intelectual, nevrose cardíaca (93), distúrbios da menopausa, cólicas (294), influenza, reumatismo (380), machucados, chagas, feridas e contusões (271).

FORMAS DE USO
• Infusão: ⇒ 5 a15g de raiz por litro (435). ⇒ 15 a 20g/litro de água (283). • Vinho: macerar por 8 dias 25g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia. É indicado para a depressão (294).

TOXICOLOGIA
Doses abusivas podem resultar em cefaléia, vertigem e alterações na visão e audição.

OUTRAS PROPRIEDADES
• As raízes frescas possuem, no primeiro momento, sabor picante, passando a amargo e aromático.

• As folhas apresentam forte sabor amargo. Ao serem secas, exalam um aroma peculiar e desagradável. • O aroma da planta atrai gatos.

VASSOURINHA
NOME CIENTÍFICO
Scoparia dulcis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Scrophulariaceae.

SINONÍMIA
Coerana-branca, corrente-roxa, ganha-aqui-ganha-acolá, pupeiçava, tapeiçaba, tapixaba, tupeiçava, tupiçaba, tupixaba, tupixava, vassoura, vassourinha-cheirosa, vassourinha-debotão, vassourinha-doce, vassourinha-miúda, vassourinha-mofina, vassourinha-molfina, vassourinha-tupiçaba.

HABITAT
Espécie autóctone que medra nas terras baixas dos trópicos. Ocorre em áreas ruderais e de lavoura, capoeiras e campos abertos.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, ereta, ramificada, que cresce de 0,5 a 1,0m em altura. O caule é delgado, tetragonal, verde-claro, anguloso e sublenhosos na parte basal e herbáceo na superior. As folhas são quase caulescentes, com a base atenuada e o ápice agudo verdes, pecioladas, opostas, verticiladas, ternadas, obovadas ou oval-lanceoladas, dentadas, glabras, peninérveas, com a nervura média saliente, medindo 3cm e comprimento por 1cm de largura. As flores, multifloras em pares, se originam das axilas das folhas. São pequenas, hermafroditas, pentâmeras, 4 sépalas partidas, corola rotácea branca, bilabiada, com lóbulos e numerosos tricomas brancos, internamente. O fruto é uma cápsula septicida globosa, com cerca de 1,0 a 2,0mm de diâmetro, bilocular, lisa, glabra, membranácea, de cor creme-escura, deiscência apical e numerosas sementes muito pequenas. As sementes apresentam formato irregular, reticulada, glabras, amareladas a castanho-claras e brilhantes.

CLIMA
Espécie de ampla adaptação climática, encontrada principalmente em regiões tropicais. É heliófita.

SOLO
Prefere os solos férteis, areno-siltosos, leves e úmidos, sem acidez.

AGROLOGIA

• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono, primavera e verão. • Florescimento: primavera e verão. • Colheita: 100 a 110 dias após a emergência.

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Adrenalina, noradrenalina (404), amelina, mucilagem (9), azeite viscoso, que contém dulcinol, scoparol, manitol e glicose. Ácidos graxos: esteárico, mirístico e linoleico. Componentes saponificáveis: triacontano, dulciol, β-sitosterol e dulcilona. As raízes contém manitol, taninos, composto organo-fosforilado, alcalóide e triterpeno. Outros compostos: acacetina, α-amirina, apigenina, benzoxazolina, ácido betulínico, coixol, 7-0β-D-glucoronídeo de friedelina, himenoxinas, ácidos gentísico, ifflaónico, scopadúlcico A, B e C, scopárico, dulcinóico; scoparinol, scutelareína, vicenina e vitexina (179).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, diurética, febrífuga, antiblenorrágica, emenagoga (300), antilítica, anticefalálgica, anticonceptiva, antidiabética, expectorante, mucolítica, adstringente, antioftálmica, antiflatulenta, depurativa, tônica, emética (179), vermífuga (120), antiespasmódica, antisséptica (130), antiasmática, anti-hemorroidária (9), emoliente, béquica, odontálgica (93), antigripal (271), hepática, peitoral, aperiente, revitalizante (120).

INDICAÇÕES
Febres intermitentes, paludismo, uralgias, vaginite, parasitas da pele, afecções gastrointestinais, digestões lentas, cólicas, constipações (179), dores de ouvido (215), brotoeja, coceiras, erisipela, afecções cutâneas e catarrais, bronquite, corrimento vaginal, infecção urinária (120), catarros pulmonares (271), pernas inflamadas e varizes (303).

FARMACOLOGIA
Extratos da planta apresentaram atividade antiinflamatória e analgésica em ratos (147; 404; 119), principalmente devido aos flavonóides e glutinol. O ácido scopadúlcico, obtido da planta, apresenta atividade antitumoral (296). O scopaduldiol tem propriedades inibidoras da ATP gástrica H+/K+ (181). Os extratos etanólicos e acuosos da planta (0,52mg/kg p.o.) prolongaram o tempo de sono em ratos induzidos por pentobarbital, sendo o extrato etanólico mais ativo que o acuoso (179). Apresenta atividade depressora (120). A amelina, fitoquímico presente na planta, tem mostrado eficácia no tratamentos de alguns tipos de diabetes (209).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).

FORMAS DE USO
Decocção, infusão e suco.

OUTRAS PROPRIEDADES
• Utilizada nas áreas rurais, na forma de feixe, para as casas.

VASSOURINHA-DE-BOTÃO
NOME CIENTÍFICO
Borreria verticillata (L.) G.F.W. Meyer.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Rubiaceae.

SINONÍMIA
Cordão-de-frade, cordãozinho-de-frade, erva-botão, falsa-poaia, perpétua-do-mato, poaia-comprida, poaia-falsa, poaia-preta, poaia-rosário, vassoura-botão, vassourinha.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce em restingas, planícies do litoral e em áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, com 40 a 60cm de altura, com a base lenhosa, duríssima, cilíndrica, glabra, áfila. Ramos tetrágonos, glabros ou pilosos, com entrenós curtos. Folhas lineares ou lanceoladas, curtamente pecioladas. Bainha da estípula glabra ou levemente pubérula. As flores são alvas, reunidas em inflorescências globosas, axilares e terminais. Apresenta duas sépalas, subuladas, denticuladas e concrescidas na base. Corola hipocraterimorfa, glabra ou levemente pubérula. O fruto é uma cápsula subglobosa ou subcilíndrica, coriácea, glabra. A semente é linear a oblonga, purpúreo-nigrescente.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 0,7 x 0,7m. • Propagação: estacas da planta mãe e sementes. A germinação das sementes é muita baixa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas podem ser enraizadas com o mesmo substrato. • Plantio: ano todo. • Florescimento: é contínuo ao longo do ano. • Colheita: inicia 4 a 6 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS

Folhas e raiz.

FITOQUÍMICA
Emetina, um dos alcalóides encontrados na ipeca (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emética (242), antidisentérica (309) e anti-hemorroidária (9).

INDICAÇÕES
Utilizada para o tratamento de dermatoses (309).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
O extrato alcoólico das flores apresentou atividade bactericida contra Staphylococus aureus. A concentração bactericida mínima variou de 0,66 a 5,25mg/ml (309).

INDICAÇÕES
Indicada para erisipela e varizes (9).

VERBASCO
NOME CIENTÍFICO
Buddleya brasiliensis Jacq. ex Spreng ssp. stachyoides Cham. e Schlecht.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Buddlejaceae.

SINONÍMIA
Barbasco, barbasco-do-brasil, barrasco, calça-de-velho, calças-de-velha, calção-de-velha, calção-de-velho, calção-velho, carro-santo, cezarinha, tingui-da-praia, vassoura, vassourinha, verbasco-brasileiro, verbasco-do-brasil.

HABITAT
Espécie autóctone, normalmente encontrada na encosta atlântica, crescendo nos campos, beira de riachos e orla de matas, capoeirinhas, potreiros estradas e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, polianual, ereta, pouco ramificada, que cresce de 1,0 a 1,80m de altura. Caule quadrangular, cotonoso-tomentoso, cilíndrico na base, amarelado-ferrugíneo ou avermelhado, de ramos eretos, medulosos, alado-subtetrágonos nas partes jovens. As folhas são opostas, amplexicaules, decurrentes, quase sésseis, lanceoladas, com cerca de 15 a 20cm de comprimento por 5 a 8cm de largura, inteiras, irregularmente serreadas, rugosas, sedoso-pubescentes na página superior, albo-lanoso-pubescentes e salientes

nervadas na inferior. As flores são campanuladas, hermafroditas, tetrâmeras, pequenas, amarelas, dispostas em cimeiras capituliformes de 3 a 4 flores. O fruto é uma cápsula oblonga, angulosa, contendo numerosas sementes cilíndricas, lisas e castanhas.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. É heliófita.

SOLO
Desenvolve-se melhor em solos férteis e revolvidos, mas adapta-se aos solos ácidos, arenosos e argilosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 1,0 x 0,6m. • Propagação: sementes, que podem ser semeadas diretamente em canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono e primavera. • Florescimento: maio a outubro. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e flores.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emoliente, sudorífica, anti-reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, antiofídica (342), depurativa, adstringente, diurética, expectorante, peitoral, sedativa, béquica (257), antigripal (215), anódina (32), antiálgica (68), antiasmática e calmante (93).

INDICAÇÕES
Útil no tratamento de bronquite (257), doenças pulmonares (93), hemoptises, catarro (32) e contusões (68).

FORMAS DE USO
• Decocção: ferver 1 a 2 colheres da chá das folhas ou raízes em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. O decôcto pode ser utilizado em abluções para contusões (68).

TOXICOLOGIA
A planta é ictiocida, podendo também ser tóxica (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Em animais é usada para a lavagem dos olhos e tratamento de pisaduras em eqüinos (209).

4m. FITOLOGIA Planta herbácea a subarbustiva. palhas ou casca de arroz sobre o solo.VERBENA NOME CIENTÍFICO Verbena officinalis L. As flores. associado com 50g/planta de fosfato natural. digestiva. crescendo 30 a 40cm de altura. Adubação: 1. pequenas e lilacinas. SINONÍMIA Erva-de-fígado. citrina e óleos essenciais (294). FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. anti-reumática (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. antinefrítica e antilítica vesicular (271). • Colheita: inicia 6 a 7 meses após o plantio. INDICAÇÕES . de caule e ramos finos. muito ramosa. Semear em substrato organo-mineral. neutros. em torno de cada planta. SOLO Prefere solos férteis. quadrangulares. É heliófita. estimulante do apetite. adaptando-se ao subtropical. CLIMA É de clima temperado quente. ereta. dispõem-se esparsamente ao longo de espigas finas e compridas. sobretudo de altitude. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. FITOQUÍMICA Verbenina.8 x 0.0kg/planta de húmus de minhoca. Plantio: outono. medindo até 40cm de comprimento. lactogênica. Propagação: sementes. febrífuga. calmante do sistema nervoso. Apresentam sabor amargo. recortadas. friáveis. Folhas opostas. ricos em matéria orgânica e bem drenados. • Mulching: utilizar plástico preto.

Folhas mais ou menos basilares. cônica. lisas. às vezes dobradas. OUTRAS PROPRIEDADES • Aromatizante de café • Utilizada na fabricação de licor. espinescentes sobre uma das palhas e ciliadas sobre a outra. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia. compridos e muito finos. Coar e tomar ao longo do dia para o tratamento da celulite. de 13 a 30cm. VETIVER NOME CIENTÍFICO Vetiveria zizanioides Stapf. cespitosa. patcholi. esplenite e gangrena (271). livre entre as glumelas. esponjosas e castanhas. esponjosos. fortemente aromáticos.Indicada para o tratamento da celulite (294). SINONÍMIA Grama-cheirosa. esverdeada. escabrosas e serradas na margem. 8 a 12 verticilados. Abafar por 5 minutos. lineares. . compostas de 2 flores e reunidas em grupos de 2 a 3. invaginantes no caule. capim-vetiver. capim-de-cheiro. terminal. males do estômago. estreitas. ereta. CLIMA Tropical e heliófita. Espigas formadas por espiguetas violáceas. flexíveis. Fruto cariopse oblonga. pardacentos. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. aftas. eretas. As raízes são aromáticas. agudas. inodoras. (294). com até 70cm de comprimento. afecções do fígado. Glumas coriáceas. Inflorescência em panícula ampla. FITOLOGIA Planta herbácea perene. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 10 minutos 50g de verbena em 1 litro de água. grama-das-índias. denominado Verbena. de rizomas lenhosos. composta de numerosos rácimos espiciformes. glabras. revestidos de epiderme amarelo-pálido. • Infusão: 4 colheres das de sopa de verbena em 1 litro de água quente. tendo os inferiores mais de 20 raios.

amargo e picante (93). vetivedol. volátil. antisséptica. cestos). toldos. das nevralgias (93). diaforética. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Rizomas.5% de óleo essencial amarelo-claro. calmante das enxaquecas. • O óleo de vetiver é usado para aromatizar dentifrícios e sorvetes e para prepara perfumes. • As raízes são altamente fixadoras de dunas e barrancos à beira-rio. biombos. • Plantio: outono e primavera. edulis . para perfumar roupas.2 a 3. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. carminativa e anti-histérica (271). leques. var. tônica. vetivenil. Contém 0. febrífuga. As mudas obtidas a partir do rizoma devem ter as folhas cortadas para evitar a transpiração excessiva. • As folhas são utilizadas para a fabricação de artesanatos diversos (esteiras.6m • Propagação: sementes e divisão de rizomas. chapéus. • O rizoma seco da planta é utilizado preso ao cabelo para perfumar ou em saches. ácido vetivérico. Os segmentos de rizoma ou perfilhos podem ser plantados diretamente a campo. INDICAÇÕES Indicada para enxaqueca (271). fortemente aromático. • As folha são forrageira. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é excelente insetífuga de pragas domésticas (baratas e traças). VINAGREIRA NOME CIENTÍFICO Hibiscus sabdariffa L.7m x 0. vetiverina. também cresce em solos arenosos e até em dunas.SOLO Embora a planta prefira solos humosos e úmidos. FITOQUÍMICA Vetivenes. quando novas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

Fruto tipo cápsula. As folhas são alternas. Pétalas de 4 a 5cm. axilares. com cerca de 1. avermelhadas. carurú-da-guiné. SOLO Profundos. • Colheita: 1 ano após o plantio.5 a 2. quiabo-deangola. de lobos agudos.2 x 1. Cálice vermelho e muito carnoso. drenados e com bom teor de matéria orgânica. CLIMA A planta requer uma distribuição de chuva entre 800 a 1. quiabo-roxo.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae SINONÍMIA Azedinha.600mm e temperaturas de 18 a 35oC. rosela. • Florescimento: abril a junho. HABITAT Planta alóctone originária da África oriental tropical. de andróforo avermelhado. sendo as inferiores inteiras e ovadas e as superiores profundamente 3 a 5 palmati-lobadas (lobos estreitos). Flores solitárias. quiabo-azedo. ramoso e cresce 1.0cm. com mácula mais escura na base do pedúnculo também vermelho. • Doenças: A planta é sensível ao fungo Rizoctonia sp. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 50g/planta de superfosfato triplo.0m.8m de altura. e resistente aos nematódeos e à antracnose. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. cônico-ovóide e estrigoso. que afeta sobremaneira a reprodução. A planta é regulada pelo fotoperíodo. denteados. • Produção de sementes: a maturação do fruto e colheita de sementes ocorre em julho. 5-locular. As estacas podem ser enraizadas em vermiculita. glabro. quiabo-róseo. carurú-azedo. sésseis. vermelho-escuro. azeda-da-guiné. autógomo. 5nervadas. As sementes estão no ponto de maturação completa quando o fruto capsular encontrase seco e iniciando a deiscência.5 a 1. róseas. Apresenta caule avermelhado. com uma grande glândula na base da nervura mediana. • Plantio: deve ser feito em fotoperíodo crescente e no início da estação das chuvas. longo-pecioladas. FITOQUÍMICA . • Propagação: sementes e estacas de ramos despidos das folhas. FITOLOGIA Arbusto anual. Semear em bandejas de isopor de células grandes contendo substrato organo-mineral.

tônicas e afrodisíacas. PARTES UTILIZADAS Folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são resolutivas (cataplasma) antiescorbútica. charnecas e bosques abertos. originária da Europa. O fruto contém 86. diurética e emoliente (9. 257). 0. prestando ao preparo de geléias. antiinflamatória (128) e febrífuga.000 de altitude (383).8% de cinzas e gossipetina. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é alimentar. marmeladas. que é um pigmento (93). • As fibras dos caules são utilizados no ramo têxtil. A raiz é aperitiva. violeta. relvados. e são diuréticas. VIOLETA-AFRICANA NOME CIENTÍFICO Viola odorata L. após decocção são comestíveis e utilizadas como tempero.3% de carboidratos.3% de lipídeos. 2. • As folhas são consumidas. violetaeuropéia. violeta-roxa. oxalato de potássio e (9).1% de proteínas. estomáquica. enquanto que as sementes são consumidas torradas. violeta-de-cheiro. FITOLOGIA . FAMÍLIA BOTÂNICA Violaceae. xaropes e vinagres. De 147kg de hastes são obtidas 900g de fibras limpas. SINONÍMIA Amor-perfeito. vinhos (vinho de rosela). viola. 0. violeta-perfumada. viola-roxa. HABITAT Espécie alóctone. • O suco coagula látex de plantas fornecedoras de borracha. crescendo em prados. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorragias e aumento da resistência orgânica (128). • As folhas. sob prévia cocção. frutos e raízes. violeta-comum. na forma de salada. Ásia Ocidental e África. É encontrada até 1. tônicas e afrodisíacas.5 % de água. 10. amarga e tônica (93). As sementes são diuréticas.Ácido oxálico.

Pode ser feita uma adubação em cobertura com nitrato de cálcio. emética (raiz e folhas) (93). saponosídeo. ricos em húmus e úmidos. peitoral (257). sedativa e diurética. Cresce 10-20cm de altura. Raízes nodosas. partindo de uma cepa. purgativa (as raízes). • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. casca de arroz ou plástico preto sobre o solo. Rizoma espesso. INDICAÇÕES .Planta herbácea ou vivaz. emoliente. FITOQUÍMICA Ácido salicílico. SOLO Prefere solos bem drenados. Apresentam cor violácea intensa e são suavemente aromáticas. As folhas são dispostas em roseta. AGROLOGIA • • • • Espaçamento : 0. calmante. antiespasmódica. As flores surgem na extremidade de pedúnculos que partem também da cepa e apresentam um perfume muito suave. salicilato de metila. PARTES UTILIZADAS Pétalas da flor. radicantes e floríferos. ovais-cordiformes ou reniformes. crenuladas. na quantidade de 5g/planta. ácido tânico (257).2m. esbranquiçadas. verde-escuras. Cálice e corola com 5 sépalas e pétalas. violácea. após o florescimento. • Mulching: utilizar. Estigma em gancho agudo. associados a 100g de fosfato natural. pubescente. Adubação: 3 a 4kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. palha. cicatrizante. Plantio: outono e primavera. polisperma. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e sudoríficas (flores). laxativa (283). obtusas. violina. acaule. vitamina C. raízes e sementes. com estolões alongados. As flores são anticancerígenas (271). (283). Cápsula subglobosa. os frutíferos deitados. CLIMA A planta prefere regiões de clima temperado a subtropical. polimorfa. As sépalas são ovais-obtusas. Pedúnculos glabros. depurativa (303). recurvados na parte superior. folhas. unilocular. As folhas são radicais. 30 a 40 dias após o transplante. pubescente. Cresce melhor à meia-sombra e aprecia o frio. ramosas. expectorante. antigripal (435). respectivamente.3 x 0. munida de numerosas radicelas fibrosas. as dos estolões do ano anterior reniformes. diaforética (32). • Florescimento: inverno-primavera. e mucilagem (294). longipecioladas. em torno da planta. vivazes. Propagação: divisão de touceiras ou por estolões já enraizados.

Também utilizada em perfumarias e indústria de cosméticos. • Máscara: ferver durante 10 minutos 2 colheres da de sopa de folhas e 4 colheres das de chá de flor em ½ litro de água. sendo cultivado na Colômbia. quando misturadas ao leite de cabra (257). Coar e beber aos goles. HABITAT Planta herbácea perene originária dos Andes. resfriado.750m. coqueluche. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ainda quente. polínia. inflamações da garganta (257) e do ovário. nervosismo e depressão circulatória e respiratória.400m (74). afecções dos olhos e intoxicações. sarampo. defluxos (283). mas alguns cultivos são feitos a mais de 3. A essência serve para perfumar doces. Tomar 3 xícaras ao dia (32). afecções cutâneas (303). com amido de arroz até obter uma pasta macia. É planta ornamental. caramelos e bolos. Equador e Peru em altitudes de 900 a 2. mistura bem e aplicar sobre a pele irritada. YACON NOME CIENTÍFICO Polymnia sonchifolia Poep. O infuso pode ser utilizado em compressas para escoriações. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de flores ou 20g de folhas em 1 litro de água. SINONÍMIA Batata-diet. Atua como vomitiva (294).Também utilizada para a bronquite. As flores conferem sabor delicado às saladas. Acrescentar 1 colher das de chá de glicerina. inflamações da boca e das gengivas. Coar e misturar. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • As folhas são cristalizáveis para o preparo de doces. escoriações. Endl. pele irritada (294). As raízes são utilizadas para as cólicas menstruais (303). TOXICOLOGIA Altas doses do rizoma e sementes causam severas gastroenterites. . • Decocção: ferver por 10 minutos 1 colher das de sopa de raiz em ¼ de litro de água.

preto. • Secagem: O conteúdo de frutanos tende a baixar consideravelmente com a esposição das túberas à radiação solar (429). e nas condições do litoral Catarinense). Em São Paulo obteve-se uma produtividade de até 100t/ha de túberas e 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . • Produção: 3. face dorsal pálida. robusta. • Pragas: a planta é altamente resistente às pragas. • Florescimento: abril a maio. verde em cima.000kg/ha de 4-14-8 + Zn. As gemas devem ser enraizadas em vermiculita ou areia.40 x 0. FITOQUÍMICA A maioria das raízes e tubérculos de armazenamento acumulam amido. corimbosos-paniculados. as inferiores profundamente lobadas. oblongas. • Plantio: os propágulos são plantados em camalhões com 30 a 40cm de altura. cortadas em fatias de 0.3cm de espessura e postas a desidratar em estufa de ar forçado a 45 a 50oC. Os rizomas e tubérculos podem ser plantados diretamente a campo. com 15cm de comprimento. com o pecíolo alado e o limbo rubro-pardo. rizomas pesando 60 a 80g e gemas axilares. areno-argilosos e com pH em torno de 6.5kg/planta (sem adubação ou preparo de camalhões.4m de altura.000kg/ha de folhas secas (428) ou um peso médio por tubérculo de 100 a 500g e um rendimento por planta acima de 5kg (172). 34mm de comprimento e disco com 16-18mm de diâmetro. sendo que as interiores são lanceoladas e pilosas. no entanto. tenuamente gríseo-tomentosa. para evitar a infecção de fungos nos tubérculos. com a parte superior do caule ligeiramente híspida. • Colheita: ocorre 10 a 12 meses após o plantio. Em regiões muito úmidas. As folhas são membranáceas. principalmente devido à presença de ácido ent-kaurenóico. foliáceas.5%. Os capítulos são laxos.FITOLOGIA Planta semi-arbustiva anual.90m. SOLO Prefere solos aerados. invólucro com 5-6 sépalas. 1.1% e oxicloreto de cobre a 0. • Pós-colheita: as raízes são muito perecíveis em regiões com alta umidade relativa. que é uma forma de oligofrutano (131). ereta. O yacon. Aplicam-se 40kg/ha de nitrogênio em duas aplicações (428). obovóide. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. acumula a inulina. Para prolongar a conservação do material colhido. as túberas devem ser lavadas. as caulinares deltóides. gemas e rizomas. • Adubação: 2. existente nos tricomas foliares (199) e fitoalexinas (413).8-2. podendo vir a deteriorar em 2 a 3 dias. O fruto é do tipo aquênio. fazer o tratamento com benlate a 0.0. por 1m de base • Desenvolvimento: a planta cresce cerca de 1m em quatro meses. com as lígulas amarelas. • Propagação: tubérculos inteiros. soltos.

Estes. FITOLOGIA Planta herbácea perene.3 a 1. HABITAT Espécie alóctone. Consome-se também na forma de pó ou chips. em 10 dias (432). onde o clima é temperado e úmido. tuberoso. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. originam estruturas de reservas de formato piriforme.açúcares não assimiláveis pelo trato digestivo (272). Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta. FARMACOLOGIA O extrato aquoso das folhas (infusão. Folhas inteiras. crescendo a partir do rizoma antes das folhas. • O tubérculo tem sabor de pêra e melão. CLIMA Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais. por sua vez. 0. Por ser uma planta rústica. onde cresce espontaneamente em florestas decíduas úmidas. sendo bastante consumida no oriente na forma in natura.5% m/v) reduziu os níveis de açúcar no sangue de ratos diabéticos de 348 para 214mg/dl.Indicada para o tratamento do diabetes e do colesterol (428). com cerca de 5cm de comprimento. tolera climas mais quentes. oblongolanceoladas. OUTRAS PROPRIEDADES • Estudos fitoquímicos demonstram a possibilidade de obtenção de frutanos . Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. Exala um aroma que lembra a sálvia e o alecrim. com cerca de 1. e as estações são bem definidas. que posteriormente dão origem à novas plantas. com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana da face superior. A fratura do rizoma é compacta e córnea devido à goma de amido que se forma. As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa.5m de altura. aeruginosa RoxB. com 50-80cm. • O tubérculo é rico em fibras indigestíveis (199). A inflorescência é cilíndrica. o qual emite outros rizomas secundários da grossura de um dedo. O rizoma principal é cônico. . A planta é muito sequiosa por chuva. ZEDOÁRIA NOME CIENTÍFICO Curcuma zedoaria [Berg] Roscoe ou C. originária da Índia. mas não causticantes.

D-borneol. anti-reumática. distúrbios menstruais e gastrintestinais (412). emenagoga. FORMAS DE USO • 3 a 6g/dia na forma de decôcto. Para melhorar a aeração e a textura do solo. Solos compactos ou pesados. antidispéptica (387). vermífuga. resfriados. álcool sesquiterpênico e zingibereno. profundos. utiliza-se cinza de casca de arroz. cineol. vômitos. antes das principais refeições. zedoalactona A e B ( 412). . • Doença: Coletotrichum curcumis. • Propagação: pedaços de rizomas novos com 1 a 2 meristemas. adubação orgânica e/ou areia. INDICAÇÕES Indicada para a prevenção e tratamento da úlcera gástrica. Enraizar em areia. afecções urinárias (271). D-cânfora. FARMACOLOGIA Colerética. de mata. mantida umedecida. hepatite. febrífuga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante aromático. FITOQUÍMICA Os rizomas produzem óleo essencial (1. pois inibe a secreção ácida. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. curcumina. problemas pulmonares e dermatoses (128). estomáquica. • Florescimento: março • Colheita dos rizomas: julho a agosto.0 a 1. restauradora e antiflatulenta (1). Também útil para o tratamento de distúrbios hepáticos (387). cólicas. • Infusão: ⇒ Problemas hepáticos: 1 colher das de café do pó ou três fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água quente.5kg/planta de cama de aviário associada a 50g de superfosfato triplo. amido e resina (128). hipocolesterolêmica. pó ou pílulas. Coar. • Plantio: outubro.5. tosse. antioxidativa e antihepatotóxica (387).4cm. antiasmática. D-canfeno. • Adubação: 0. digestiva e renal (128).8 x 0. bem drenados e soltos.5%) composto principalmente de α-pineno. Contém ainda guaieno. Abafar por 10 minutos. O pH do solo deve estar em torno de 6. após 8 meses de cultivo.SOLO Prefere solos virgens. Tomar 1 a 2 xícaras ainda morno. regulador das funções hepáticas. ou então os areno-argilosos. retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. PARTES UTILIZADAS Rizomas cilíndricos e os ovóides.

Journal of American Oil Chemistry Society. 4. M. Fitoterapia. v.1. MARQUES. TOXICOLOGIA Mulheres que se encontram nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir a zedoária. 3.N. 5. 2. HUSAIN. ADOLF. E. e antes da principais refeições. ADESINA. J. New York: Gramercy.147-162. • O sabor é amargo. v. Tomar 2 a 3 colheres das de sopa ao dia (adultos) ou metade (crianças).673-674. antes das principais refeições (para normalizar o colesterol) • Tintura: 1 colher das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereal a 70 graus e 50ml de água. em jejum. • Pó: 1 colher das de sobremesa do pó diluído em água ou suco. J. W. • É especialmente utilizada na indústria de essências ou aromas para bebidas. • É cultivada também como ornamental. que após ser seco e moído dá origem a uma farinha aromática de cor creme clara.. Irritant phorbol derivatives from four Jatropha species. BIBLIOGRAFIA CITADA 1.18.O. 1985. HECKER. ADEWUNMI. • Pode ser utilizada em cosmética e culinária (387). 1981.58.. Deixar macerar por 5 dias. Phytochemistry. OPFERKUCH. 1980. É indicada para estimular a digestão e regularizar o fígado (128). • Tanto o rizoma quanto o produto processado são fotossensíveis.K.6. • Possui um odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim.129-132. V. 960p. p. C. pungente. Molluscicidal evaluation of some Jatropha species growing in Nigeria. A BAREFOOT Doctor’s Manual: Practical chinese Medicine and Health. p. Crude Drug Research. Q. 1984. n.O. Studies of some plants used as anticonvulsivants in amerindian and african tradicional medicine. AHMAD. S. .K. p.. 1982. n. Tomar 1 colher das de café diluído em um pouco de água. S.. OUTRAS PROPRIEDADES • O corte transversal do rizoma aduz uma coloração azulada. de manhã. OSMAN. v. v.23. Abafar por 15 minutos.⇒ Problemas pulmonares: 2 colheres das de sopa do pó ou fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água.141-145.U. Ricinoleic acid in Phyllanthus niruri seed oil. quente e suavemente canforáceo. Coar. Coar. S.53. p. Juntar 2 colheres das de sopa de mel..

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