AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA

NOME CIENTÍFICO
Curcuma longa L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Zingiberiaceae.

SINONÍMIA
Açafrão-da-terra, açafroeiro-da-índia, cúrcuma, curcumã, batatinha-amarela, gengibredourada, mangarataia.

HABITAT
Espécie tropical alóctone, originária da Índia e da ilha de Java onde ocorre em campinas de montanha, e introduzida há alguns séculos no Brasil, crescendo subespontaneamente em áreas aluviais e ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, de vegetação anual e rizomas perenes. Cresce cerca de 1,30m. As folhas são grandes, 30 a 40cm de comprimento por 15 a 20cm de largura, glabras, com pecíolo tão comprido quanto o limbo. São oblongo-lanceoladas, reunidas na base, acuminada no ápice, oblíquo-nervadas e emanam um perfume agradável, quando amassadas. No inverno catarinense, as folhas secam totalmente e os rizomas voltam a brotar na primavera. O rizoma principal é robusto, com 10 a 12cm de comprimento por 2,0 a 3,0cm de espessura, piriforme, ovóide, carnudo, com ramificações rizomatosas sésseis secundárias laterais com cerca de 1cm de diâmetro, compridas, também tuberizadas, porém mais finas e menos carnudas, cilíndricas. A película externa dos rizomas secundários pode ser cor de palha ou acizentados, porém internamente apresentam forte coloração laranja. Ainda na superfície aparecem marcas circulares a intervalos de 2 a 4cm, resultado das cicatrizes deixadas pelas raízes caducas. A raiz principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais emitem folhas e podem dar origem a outra planta independente. A senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica ou longo-ovóide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm de diâmetro. As brácteas são membranosas, lanceoladas-obtusas, cor esbranquiçada ou esverdeada. As flores são amareladas, com cálice tubular, longo-pedunculadas, dispostas em espigas compridas, com brácteas côncavas verde-pálidas, sendo que as superiores com uma mancha rósea . O fruto é uma cápsula bivalve, 3-locular.

SOLO
Prefere solos virgens, de mata, ou então os areno-argilosos, profundos, bem drenados e soltos. O pH do solo deve estar em torno de 6,5. Solos compactos ou pesados, retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo, utiliza-se cinza de casca de arroz, adubação orgânica e/ou areia.

CLIMA

Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido, e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica, tolera climas mais quentes, mas não causticantes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A planta é muito sequiosa por chuva. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,20 x 0,5m. • Propagação: rizomas novos, plantados inteiros ou em segmentos com pelo menos dois meristemas. Uma planta matriz gera cerca de 10 rizomas-semente. A brotação dos rizomas para plantio inicia em setembro. • Substrato: a muda pode ser produzida em areia, vermiculita ou outro material poroso. Manter o substrato úmido. O plantio direto do rizoma a campo resulta em atraso na emergência e desuniformidade no estande. • Aclimatação: cobre-se o viveiro de mudas com sombrite 50%. • Plantio: outubro. O tranplante é feito quando a muda atinge 20 a 25cm de altura. • Nutrição: a planta é nitrófila, sendo que os sintomas de deficiência de nitrogênio podem aparecer a partir do terceiro mês após o cultivo. • Doença: o fungo da antracnose (Colletotrichum curcuma) causa lesões necróticas nas folhas, iniciando pelas mais velhas. • Colheita: inicia após o secamento das folhas, ou seja, 9 a 10 meses de ciclo. Normalmente ocorre em meados de julho, coincidindo com a senescência completa da parte aérea. A retirada dos rizomas do solo deve ser cuidadosa a fim de se evitar cortes e rompimento excessivo do rizoma. Rizomas colhidos tardiamente tornam-se duros e fibrosos. • Rendimento: 1,1kg de rizomas por planta. Em cultivos comerciais bem conduzidos, é possível obter-se até 9t/ha de rizomas (182). • Pós-colheita: os rizomas velhos são utilizados para novo plantio. Os novos são lavados em água potável, são retiradas as raízes laterais, cortados em rodelas, desidratados e moídos. O pó deve ser conservado prerencialmente em recipientes de vidro escuro, para evitar a degradação (fotólise) dos pigmentos e metabólitos aromáticos.

PARTES UTILIZADAS
Rizomas ovóides e os cilíndricos.

FITOQUÍMICA
Curcumina, cineol, felandreno e corantes naturais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
É colerética (133), colagoga, hipoglicemiante (261), resolutiva, diurética, excitante, cordial, estomáquica, antidiarréica, antiescorbútica, antiespasmódica, emenagoga (445), litotríptica, cicatrizante de feridas (93) e antioxidante.

INDICAÇÕES

Indicada para amenorréia, dismenorréia, distensões abdominais e peitorais, reumatalgias (445), hepatite, sarampo, má circulação, hematêmese, epistaxia e hematuria. Micoses de pele podem ser combatidas esfregando-se o rizoma sobre a parte afetada (1)

FORMAS DE USO
• Geral: 3 a 9g/xícara, em decocção (445). • Infusão: 1 colher das de café de cúrcuma em pó em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar e filtrar. Tomar 2 vezes ao dia. • Corante: adicionar 20g do açafrão em pó em 100ml de água filtrada ou destilada. Agitar e deixar sedimentar. Eliminar a água. Repetir por três vezes. Secar em estufa ou em forno o sedimento final, não passando de 100 oC. Após seco, o pó é macerado em álcool de cereais por 7 dias. Filtrar e usar a solução para colorir alimentos e bebidas (294).

TOXICOLOGIA
Em doses altas pode causar embriaguez, sono e delírio (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• O sabor é levemente pungente e amargo. Ao ser cozido, os rizomas exalam um forte aroma que lembra casca descascada de laranja doce e gengibre. • É utilizada em culinária e na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. • É o principal componente do “curry”- condimento indiano. • Os corantes naturais são utilizados em tinturaria e para colorir ungüentos e óleos medicinais. • Os rizomas são comestíveis e fornecem fécula comparável à da araruta e da mandioca. • Ao ser desidratada e moída, o pó da cúrcuma não deve ser armazenado em recipientes plásticos, sobretudo sacos plásticos, pois os princípios ativos reagem com o material, o qual adquire consistência pegajosa.

ACARIÇOBA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle bonariensis Lam.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Erva-capitão.

HABITAT

Espécie autóctone do Brasil, ocorrendo ao longo de todo o litoral, vegetando em áreas alagadas, praias, dunas, terrenos sombrios e várzeas úmidas. É espécie pioneira de restinga litorânea. Encontra-se na natureza associada à Sporobulus ou Iresine portulacoides e Paspalum vaginatum (259).

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, glabra, prostrada e rizomatosa, de caule delgado. Folhas longopecioladas, estipuladas, palmadas, orbiculares peltadas, crenadas, grossas, glabras, pouco pilosas, com 15 a 20 nervuras radiadas, medindo 20 a 30cm de altura e 4 a 6cm de diâmetro. As flores são brancas ou amarelo-pálidas, pequenas, numerosas, dispostas em umbelas irregulares, longo-pedunculadas, axilares e irregulares. Fruto elíptico e achatado.

CLIMA
Espécie de clima tropical a subtropical. É heliófita e higrófita.

SOLO
A planta é encontrada em solos arenosos, uliginosos e ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes e segmentos do rizoma. • Plantio: é feito diretamente a campo, de preferência em solo arenoso, para facilitar a colheita de rizomas de melhor qualidade. As sementes podem ser postas a germinar em substrato organo-mineral. Pode-se plantar o ano todo e m regiões cujo inverno não é muito rigoroso. • Irrigação: fornecimento regular de água à planta assegura a obtenção de plantas viçosas, precoces e suculentas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, purgativa (257), aperiente, anti-hidrópica e emética em doses mínimas (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

TOXICOLOGIA
Não deve ser utilizadas pelas gestantes (257). As folhas, em altas doses são tóxicas (93; 242).

OUTRAS PROPRIEDADES
O rizoma branco tem aroma e sabor de salsa.

ACARIÇOBA-MIÚDA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schl.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cicuta-falsa, erva-capitão-da-miúda, orelha-de-onça-rasteira.

FITOLOGIA
Erva de caule rasteiro, pequena, um pouco pilosa, as vezes glabra. Folhas pecioladas, reniformes, crenadas, pubescentes. As flores são brancas, pequenas, dispostas em umbelas simples com 20 a 30 flores.

CLIMA
Prefere regiões de clima tropical e subtropical. É umbrófita.

SOLO
Desenvolve-se bem em solos úmidos ou até mesmo os uliginosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes e estacas radicantes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Aclimatação: as mudas produzidas por estacas devem ser sombreadas até o seu pleno enraizamento. • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia dois meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A raiz é diurética e desobstruente do fígado. Em quantidades maiores passa a ser emética (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

AGRIÃO-DO-BREJO

NOME CIENTÍFICO
Nasturtium siifolium R.Br.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Brassicaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que medra em terrenos uliginosos, à beira de charcos, lagoas e várzeas úmidas do sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea, com 30 a 40cm de altura, paludosa, multi-anual, ascendente, flexuosa de caule verde-avermelhado, subcilíndrico, oco, discretamente sulcado longitudinalmente, com os nós radicantes. Folhas alternas, compostas, pinatisectas com 11 a 15 folíolos opostos, sésseis, obovados a oblongos, base obtusa, e ápice acuminado, glabros, luzidios, margem denteada, com pintas ou manchas castanho-avermelhadas dispostas notadamente na base do folíolo, podendo extender-se ao longo da nervura principal. Peciolulo anguloso.

SOLO
Prefere solos úmidos a encharcados, ricos em matéria orgânica humosa. Solos secos retardam o crescimento e afetam a qualidade da planta, originando folhas amareladas, fibrosas e manchadas.

CLIMA
A planta é nativa de regiões de clima ameno, tornando-se muito fibrosa e com desenvolvimento deficientes sob altas temperaturas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,30m. • Propagação: segmentos nodais. O enraizamento pode ser feito em areia, diariamente irrigada. • Plantio: o ano todo. • Hidroponia: a planta é altamente produtiva através do sistema hidropônico, com a formação de folhas maiores, mais saudáveis e suculentas. As plantas são bem mais precoces e apresentam um sabor agradável. Podem ser feitas até 6 colheitas ao ano. • Produtividade: 300t/ha, em hidroponia.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Béquica, peitoral e antisséptica das vias respiratórias.

FORMAS DE USO
Xarope, suco ou in natura, na forma de saladas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia azurea Kunth.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-baraço, aguapé-de-canudo, aguapé-de-cordão, baroneza, camalote, colhereira, dama-do-lago, jacinto-d'água, lírio-d’água, murere, mureré-de-flor-roxa, mureré-orelhade-veado, mureru, mureru-orelha-de-veado, mureru-de-flor-roxa, muriru, murure, murumuru, orelha-de-veado, rainha-dos-lagos, pareci.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que vegeta em todo Brasil, mas com provável origem amazônica. Forma grandes colônias flutuantes, à guisa de ilhas, em rios e lagos. O rápido crescimento e disseminação pode constituir-se em obstáculo à navegação.

FITOLOGIA
Planta herbácea, aquática, flutuante ou parcialmente submersa, carnosa. Pseudo-caules cilíndricos, carnosos, com cerca de 60 a 80cm e 1cm de espessura. Filódios ("folhas") aéreos com grande pecíolo cilíndrico, alternos, cheio de parênquima esponjoso que determina a flutuação. O limbo é orbicular ou espatiforme, rígido, ondulado e um pouco acuminado, verde-brilhante, glabro, medindo cerca de 18 a 22cm de diâmetro. Em áreas sombreadas o limbo tende a ser mais oblongo. As flores são violáceas, com perigônio tubiforme, grandes e dispostas em espigas que reúnem 10 a 12 flores. O fruto é uma cápsula seca, polisperma, com 3 lóculos, contendo sementes subcilíndricas, escuras e foscas.

PARTES UTILIZADAS
Toda a planta.

AGROLOGIA
• O uso medicinal da planta deve prever o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. • Propagação: segmentos do pseudo-caule (talo simpodial) e sementes. • Devido a alta taxa de disseminação da espécie, deve-se conter a expansão do cultivo, através do raleamento das colônias, para não afetar a qualidade das folhas e a oxigenação da água. • Consórcio: Pistia stratiotes, Eichhornia crassipes, Azolla caroliniana, Typha angustifolia e Acorus calamus.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Adstringente e vesicatória (342).

OUTRAS PROPRIEDADES
• A planta é ótima forrageira (93). • Pode ser usada para a purificação de águas poluídas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-flor-roxa, baroneza, camalote, dama-do-lago, jacinto-d'água, murerê, mureru, muriru, murumuru, mururé-de-canudo, orelha-de-veado, orquídea-d'água, parecí, pavoã, rainha-dos-lagos

HABITAT
Espécie autóctone da região amazônica, mas que se disseminou para os subtrópicos. Habita em ambientes aquáticos, com água parada ou corrente. Toleram águas salgadas por curtos períodos.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene, medindo 20 a 25cm de altura, suculenta, aquática. Raízes compridas, particularmente nas plantas à deriva, muito ramificadas e azuladas. Talos carnosos, cilíndricos, verdes, glabros, lisos. Filódios sésseis ou peciolados, dispostos em roseta, flutuantes ou emergentes. O limbo é orbicular, obtuso no ápice e com pecíolo basal inflado, formado internamente por parênquima esponjoso, que permite a plena flutuação da planta. As flores, em número de 4 a 15, são azuis ou lilacinas e estão reunidas em espigas, podendo medir 4 a 10cm de comprimento. Fruto botuliforme, incluso no perianto. Semente ovóide, escura, nervada, com cerca de 1mm de diâmetro.

AGROLOGIA
• Ambiente: O uso medicinal da planta só deve ser feito quando se pratica o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. A planta tolera níveis elevados de acidez, com um pH até 4,0. A profundidade da área alagada não pode ser demasiada, pois a planta só floresce quando ocorre o enraizamento no solo. • Densidade: 1 planta para cada 40m2 de lâmina d'água. Constatou-se experimentalmente que a partir de duas mudas de aguapé, obtém-se 30 brotamentos em 23 dias, ou 1.200 plantas em 4 meses (209).

que são colocados diretamente na água.• Propagação: vegetativa. A infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética (169). A viabilidade das sementes pode chegar a 15 anos. em condições desfavoráveis à germinação (209). HABITAT . aipo-dos-pântanos. que ao nascerem se alimentam delas. além de conferir um ótimo sabor à carne dos animais. A mucilagem de aplica sobre furúnculos e abcessos.7% de potassa. porém estas não germinam dentro da água. cordas. Tem a capacidade de retirar metais pesados da água (209). que corresponde a 1% do peso verde da planta. celeri. • As raízes atuam como incubadoras de ovos de peixes. e Apium graveolens L. aipo-do-rio-grande. salsão. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor ou canteiros. além de ser refrescante. Azolla caroliniana. contém 28. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sedante e anafrodisíaca (169). FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. 1.28% de nitrogênio e 0.8% de soda. 21% de cloro. 12% de cal. OUTRAS PROPRIEDADES • É depurativa e termoreguladora da água. 7% de anidrido fosfórico. • Consórcio: Pistia stratiotes. Pode ser feita por sementes. cortinas e outros artesanatos trançados • Indicada como adubo verde pois os minerais da planta. AIPO NOME CIENTÍFICO Apium australe Thou. Eichhornia azurea. cadeiras. aipo-doce. através de divisão dos talos.59% de magnésia (93). Typha angustifolia e Acorus calamus. • Produção: 480t/ha/ano (242). ápio. • As folhas são utilizadas na confecção de esteiras. INDICAÇÕES A decocção ou a maceração das folhas em água é utilizada para combater a hepatite. 1. e irrigadas diariamente. SINONÍMIA Aipo-d'água. • É forrageira muito apreciada por bovinos e suínos.

ocorrendo em áreas úmidas (182). que causam o secamento das folhas.Espécie autóctone. glabro. Em regiões de clima ameno. • Tratamento de sementes: para evitar-se a transmissão de doenças. irrigar nos primeiros 10 dias e durante os períodos de estiagem. ou 50 a 60 dias após a semeadura. • Doenças: a planta é sensível ao excesso de umidade no solo e no ar. cilíndrico. anual ou bianual. pinatífidas. que causa podridão da raiz. castanho-esverdeado. ramificado. Adubar. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. estriado.6 x 0. sésseis ou curtamente pedunculadas. sobretudo a septoriose. O fruto é um esquizocarpo subgloboso. verde-escuras. a Septoria apii. • Plantio: março. decompostas. • Irrigação: a planta deve ser irrigada diariamente. Prefere solos arenosos ou areno-siltosos. que infecta as folhas. ereta. 30 a 40 dias após o plantio. Cercospora apii. enquanto muda. de caule ereto. e algumas viroses (182). suborbicular. com 10g/m2 de nitrato de cálcio. as sementes devem ser tratadas termicamente em água aquecida a 50oC. . repetindo-se a cada 2 meses. as basais longo pecioladas. não tolerando geadas e temperaturas acima de 30oC. que reúne 6 a 12 raios desiguais. favorecem à ocorrência de doenças. afetando o metabolismo radicial e predispondo a planta às doenças. A germinação ocorre entre 8 e 12 dias . Solos pesados e com drenagem deficiente dificultam as trocas gasosas ao nível de raiz. É feito quando a muda apresenta 6 a 7 folhas definitivas. CLIMA É uma espécie de clima subtropical. As folhas são luzidias. ricos em matéria orgânica e bem drenados. Prefere solos de reação neutra. quando associadas à pluviosidade excessiva. Desenvolve-se bem à temperatura de 20 a 25oC. com três folíolos menores e mais estreitos. • Adubação: aplicar 4 a 5kg/m2 de composto orgânico ou estrume animal bem curtido. Podem também ocorrer a Phoma apiicola. crescendo espontaneamente do Rio de Janeiro até a Argentina. • Propagação: sementes. brancas. durante 20 a 30 mintas. glabro e fistuloso. Bacterium carotovorum. SOLO Na Europa é encontrado em solos alagados e salgados (182). cujas sintomas foliares são manchas circulares oleosas e depois castanhas. oco. Na Europa é encontrado até 100m de altitude. a semeadura pode ser feita durante todo o ano. entre elas. curvo. que origina podridões. o florescimento e a frutificação. resultando em doenças que afetam as folhas. Após o tranplante.3m. As flores. É normalmente cultivado em hortas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pequenas e numerosas. FITOLOGIA Planta herbácea. com cinco folíolos ovais e as superiores sésseis. Altas temperaturas resultam em abortamento de flores e. atingindo 60cm de altura. perfumada. estão dispostas em umbelas compostas.

Folha: resolutiva e peitoral (341). fumárico. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da asma úmida. antiasmática e antianêmica (68). emenagoga (salada) (215). aperitiva. • Pó: raízes secas e moídas polvilhadas 2 vezes ao dia sobre úlceras rebeldes (68). caféico. limoneno. anidrido sedanólico. Apium graveolens. ferúlico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Raiz e semente: estomáquica. açúcares. contusões. ⇒ 25g de raiz ou sementes para 1 litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia (257). gonorréia. gota e litíase vesicular (257). preferencialmente frescas. carminativa. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (laringite e bronquite) • Suco das folhas: 1 xícara ao dia. glicólico. sedanolídeo. manitol. cumárico. • Rendimento: até 800kg/ha de sementes (182). disenteria. revela a presença de óleo essencial contendo apiosídeo. alcalinizante. retenção de urina. adoçar com mel e tomar diariamente pela manhã.• Colheita: ocorre 5 a 6 meses após a emergência. anti-reumática (271). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de raízes ou folhas verdes/litro d'água. cumarinas (sesilina. antitérmica. pentosanas. antiescorbútica (283). sesquiterpenos. colites e anemias). • Cataplasma: aplicar 2 vezes ao dia a folha sobre a região afetada (ferimentos e contusões). febrífuga.5%. laringite. antiartrítica. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. tônica (257). hepatite. diurética e anti-hidrópica. catarro pulmonar (341). 50 a 200ml/dia (341). ácido palmítico e óleo resina (341). antiinflamatória. . eudesmol. ferimentos. selineno. depurativa. guaiacol. vulnerária. bronquite asmática. colite. químico. As sementes produzem cerca de 2% de óleo essencial leve (163). tartárico. afecções febris (68). A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia (271). isopimpenelina e appigravina) (257). dividida em 3 a 4 vezes (nefrite. ácidos glicérico. FITOQUÍMICA A composição da espécie semelhante. úlceras de difícil cicatrização. ⇒ 30g de folhas em 1 litro de água. quando se deseja as folhas e/ou as raízes. se for a sementes. em jejum . expectorante. PARTES UTILIZADAS Raízes. folhas e sementes. ou no segundo ano. nefrite. fenol cristalizado. xiquímico. bronquite. málico. afecções febris). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (disenteria. • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. flavonóides (apiína). excitante. hepatite. Para a bronquite asmática.

pubescentes. As folhas desidratadas e pulverizadas. • Elixir. usado para aromatizar alimentos. ALCACHOFRA NOME CIENTÍFICO Cynara scolymus L. Desenvolve-se bem nas regiões serranas e planaltos. O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano. As folhas são pinatífidas. em forma de cesta. perfumes e sabonetes (163). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. carnosas na base. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As sementes um forte aroma. doces.• Tintura: 5 a 25ml/dia. que são estreitos. constituem-se em excelente condimento. com espinhos curtos ou subinermes nos segmentos. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis. licores. mal drenados e/ou encharcados a planta apresenta as folhas da saia caídas e com . persistente e picante. FITOLOGIA Planta herbácea perene ou bisanual que cresce cerca de 1m de altura. cresce a inflorescência . originária do norte da África. carnosas. brancacento. podendo atingir até 10cm de diâmetro. Das folhas. cachofra. HABITAT Espécie alóctone. bem drenados e nunca ácidos. • O óleo essencial é amarelo-claro. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por pessoas portadoras de inflamações renais (257) e diabéticos. vinho ou xarope: 20 a 100ml/dia (341). muito grandes. Em solos pesados. verdes ou vermelhas. sendo indicada principalmente para atletas (257). sendo utilizados em saladas.um capítulo de flores roxas com grandes brácteas inermes ou subinermes. que formam uma roseta basal. O caule é estriado ou sulcado. SOLO Tem preferência por solos sílico-argiloso-calcários. SINONÍMIA Alcachofra-hortense. sob a forma de saladas (68).

cinarisídeo. que pode até não ocorrer. antianêmica. CLIMA Produz melhor em regiões serranas do Brasil. PARTES UTILIZADAS Folhas. B3. ou seja. • Produção de sementes: janeiro. cálcio. distúrbios digestivos e hepáticos (271) e o raquitismo. B1. flavonóides. taninos. antidiabética. colicistite. invertase e coalho. • Propagação: sementes e rebentos das raízes. depurativa. ferro. diurética (257). Em regiões quentes e úmidas. estomáquica. podendo não ocorrer a formação de sementes. ácido caféico (257).0m. • Plantio: setembro. antiesclerosante.senescência precoce. hipotrigliceridêmica. antiinflamatória. nefrite. 100 a 130 dias após o plantio. hepática. potássio. prisão de ventre (145). uretrite. prostatite. Utilizar substrato orgânico aerado. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. quando as mudas apresentarem 4 a 6 folhas. anti-reumática e febrífuga (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Colerética (133). em clima temperado-quente (temperaturas entre 5 e 30oC). vitaminas A. esteróides. ácido clorogênico. eupéptica. cardiotônica (68). • Florescimento: novembro a dezembro. cinaropicrina. hepatite. debilidade cardíaca (68). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da arterioesclerose. sesquiterpenos. à base de vermiculita. com uma frequência de 4 a 5 por planta matriz. A produção de mudas via sementes é feita em bandejas de isopor. raízes e flor (cachopa). colagoga. Em regiões quentes ou de baixa altitude. casca de arroz tostada e húmus vegetal. elimina cálculos biliares e ácido úrico e aumenta a ação antitóxica do organismo (257). inulina. fósforo. fermentos inulase. sódio. magnésio. FITOQUÍMICA Cinarina. • Colheita das folhas: ocorre após a colheita da cachopa de flores. Auxiliar no tratamento da obesidade. antiofídica. (145). C e D. o teor de princípios ativos é reduzido e o crescimento da planta é restrito. Os rebentos surgem normalmente ao final do ciclo da planta. hipocolesterêmica. afetando a produção de folhas e o florescimento. ácido fosfórico e silícico (93) . o florescimento é prejudicado. B2. manganês. com célula grande (tipo tomate).2 x 1. hemorróidas. antiasmática. icterícia (294). ATIVIDADE BIOLÓGICA . carminativa (145). por ser rica em ferro. hipotensora (283).

500m de altitude (96). Bacillus cereus. perene. lenhosa. alecrim-de-cheiro. ramificada. Folhas sésseis. colicistite e arteriosclerose) • Salada: utilizar as brácteas cruas ou cozidas temperadas com sumo de limão (68). alecrimrosmarino.) (288). • As proteinases presentes nos extratos das inflorescências. Tomar 1 xícara do chá 4 vezes ao dia. • A planta vegetativa ou florida é muito ornamental. alecrinzeiro. ALECRIM NOME CIENTÍFICO Rosmarinus officinalis L. como a cinarase.5 a 1. inteiras. Os ramos são tetragonais quando jovens e pubescentes.Apresenta atividade específica sobre bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus. podem ser utilizadas como coagulante do leite (237). OUTRAS PROPRIEDADES • As flores (cachopa) são utilizadas como hortaliça. É encontrado até 1. lineares. coriáceas. que cresce de 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. após as refeições (257). Bacillus subtilis e sarcina sp. SINONÍMIA Alecrim-da-horta. rosmarino. Apresenta sabor muito peculiar. A planta está plenamente aclimatada ao Brasil. com pêlos estelares na face inferior. HABITAT O alecrim vegeta espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrânicos. alecrim-de-jardim. conferindo uma . libanotis. • Decocção: 30g de folhas para 1 litro de água .8m de altura. sendo cultivada em hortas e jardins. rozmarim. opostas. olente. • As folhas fornecem matéria corante amarela que serve para tingir lã e algodão (93). FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. na fabricação do queijo. perenifólia. alecrim-rosmarinho. entre o norte da África e sul da Europa. erva-da-graça. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas frescas picadas em 1 litro d'água quente. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (hepatite. TOXICOLOGIA Pode reduzir a lactação na mulher (257).

As flores são atrativas de abelhas. A produção de óleo essencial é maior no verão do que no inverno (182). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. seco. enquanto períodos chuvosos ou com nevoeiro reduzem os princípios. • Doenças: as raízes podem ser invadidas por Meloidogyne javanica e M. vermiculita e a areia lavada (20).coloração esbranquiçada. quando a muda foi obtida de estacas ou mergulhia. Quando obtidas de sementes. SOLO As qualidades aromáticas são mais pronunciadas quando a planta cresce em solo calcário. pouco fértil em nutrientes. bilabiadas. Época favorável de estaquia: antes ou depois de uma florada intensa. o crescimento é lento. pois as regas abundantes são prejudiciais ao conteúdo de óleos essenciais da planta. As mudas são transplantadas com um porte de 20 a 25cm.000ppm. • Colheita das folhas: após o início do florescimento. É heliófita. As folhas encanoadas para baixo protegem os estômatos dorsais. • Substrato: casca de arroz tostada. subsésseis. diminutas. O enraizamento demora 3 a 4 semanas após a estaquia. azul-claras a esbranquiçadas. na face superior o tom é verde-escuro. Utiliza-se as ponteiras dos ramos. divisão de touceiras e mergulhia. As flores são hermafroditas. o uso de fito-hormônios acelera o enraizamento. quando as plantas já tem mais de 1m de altura. na dose de 1. O amarelecimento das folhas e secamento dos ramos podem ser conseqüência de infecções por fungos Fusarium spp. • Irrigação: só deverá ser feita se ocorrer um período significativo de estiagens.70m. A planta pode tornar-se virulenta. • Alelopatia: a planta é alelopata positiva com a sálvia (Salvia officinalis). CLIMA É de clima temperado quente. Não tolera solo ácidos. ácido indol-butírico. arenoso e bem drenado. quando então as folhas tornam-se amareladas. estaquia. • Propagação: sementes. É sensível ao vento e temperaturas muito baixas. Noites quentes favorecem o crescimento vegetativo da planta. dias longos e com bastante luminosidade. As margens das folhas são recurvadas para a face inferior. • Seleção genética: espécimes de hábito prostrado devem ser eliminados devido a péssima arquitetura. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com outras plantas. • Florescimento: ocorre mais intensamente a partir de agosto a dezembro. A planta tende a floresce o ano todo e pode viver 8 a 10 anos.50 x 0. com cerca de 15cm de comprimento. incognita (171). As estacas podem ser tratadas com IBA. Umidade elevada e clima muito frio reduzem o teor das essências da planta. de formato ovóide. dificultando a perda de água. plantar em março a abril. • Plantio: outubro a novembro. O fruto é do tipo aquênio. . pela predisposição em ser infectada por microorganismos do solo e sujeira. Utiliza-se também a alporquia ou mergulhia de ramos. • Desenvolvimento: Por ser uma planta lenhosa. estendendo-se pelo verão e outono. reunidas em inflorescências axilares e terminais. desbastando-se todas as folhas nos 2/3 basais.

α-pineno. flavonóides (257). ⇒ 1 colher das de chá em 1 xícara de água quente. afecções hepáticas. eucaliptol. colhidas na primavera. 2. antiespasmódica. narcótica. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia . aperiente (257). tonificante do útero. escrófulas. Depois de fria. histeria. cansaço físico e mental. antiasmática e antigripal (283). anti-hipertensora. coar e tomar 1 xícara de chá três vezes ao dia (145). antidepressiva. vulnerária. balsâmica. valerianato de bornila. úlceras (68). calmante (68). Staphylococcus aureus e três raças de Listeria monocytogenes (132). convalescença. carminativa. depressão. colagoga. afecções cefálicas. bronquite. no mínimo. PARTES UTILIZADAS Folhas sem ramos. feridas. enxaqueca.4% na sumidades floridas (96). insônia e torcicolo (1). ácido nicotínico (145) e colina. isquemia. cineol. Apresenta 4. contusões (9). INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de problemas respiratórios. intestinais e renais. ⇒ 5 a15g de folhas por litro se água fervente (283). antisséptica. vertigem (145). excitante (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestiva. eucaliptol e circol (163). nervosismo (215). colesterol. queda de cabelo. tônica. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 xícara (tipo cafezinho) de folhas secas ou frescas em 1/2 litro d'água.. eupéptica. sudorífica. anti-reumática. feridas. depurativa (93). rugas. ácido rosmarínico. entorse. cardiotônica. indigestão.4 a 2% de óleo essencial nas folhas e 1. lineol (9). gota (128) clorose. alcalóides. estomáquica (341). hemorróidas (257). acetato de bornila. astenia. edema. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257). taninos. estimulante da fecundidade feminina.• Padrões comerciais: o óleo essencial deve ter. coqueluche. anti-reumática. calmante. impotência. dispepsia atônica. antisséptica. poliuria. celulite. úlceras. frigidez. canfeno. dextrogira. béquica. nevralgias. saponinas. gastralgia. ⇒ 15 g de folhas para 1 litro de água fervente. eupéptica. matérias resinosas e pépticas (341). odontalgia. antidiabética (145). febrífuga (271). • Produção de sementes: não ocorre formação de sementes no Litoral de Santa Catarina. paralisias (93). vasodilatadora. Na indústria se utilizam ramos verdes com folha e sumidades. cânfora.5% de ésteres e 10% de borneol (96). emenagoga. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta forte atividade contra Salmonella sp. cicatrizante (o pó das folhas). FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo borneol (9 a 18%) (93). estomacal (294).5 a 6% de cinzas e 1.

• Vinho: macerar 1 xícara e meia das de chá de folhas em 1 litro de vinho tinto durante 10 dias. • Xarope: ⇒ 20 a 10ml/dia (341) ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. de 50 a 200ml/dia. desintérico (258) e abortivo (145). Deixar em maceração por 5 dias. esfriar e misturar à água da banheira. misturado com um pouco de água (257). Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. 3 colheres das de sopa (128). • É utilizada em perfumaria e cosmética (sabonete. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. é embriotóxico em cobaias (105). sobretudo de carne. a partir da dose de 52mg/dia. frangos. Tomar 1 colher a cada 3 horas (257). • A planta é utilizada como condimento. • É repelente de pragas caseiras. • Decôcto: a 2. de moscas e borboletas. • Pó: as folhas secas podem ser pulverizadas e utilizadas como cicatrizantes. Pode causar gastroenterite e/ou nefrite (385). ⇒ Para ½ litro de xarope. prostático. misturado com um pouco de água (257). Tomar diariamente 40 gotas diluídas em um copo de água. entre eles a "água de colônia" (93). Coar. As folhas. adicionar o suco de 4 xícaras das de cafezinho.5%. • Extrato fluído: 1 a 5ml/dia. guisados. canforáceo e algo picante. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas e das sumidades floridas é intensamente aromático. são utilizadas como condimento em culinária. TOXICOLOGIA Em altas doses é tóxico. Filtrar e adoçar com mel. • O óleo de alecrim é parasiticida (294). ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. por 10 a 15 dias (tratamento para hemorróidas) (258). O mel produzido a partir de sua flores é reputado como sendo da mais alta qualidade alimentar e medicinal. filtrar e conservar em vasilhame escuro. Pode ser utilizado também o óleo essencial. Extrato da planta. • Banho: ferver 3 xícaras das de chá de folhas em 1 litro de água por 5 minutos. peixes. Pode ser utilizada também a quantidade de 30 a 60g de folhas por litro de vinho. . • A planta é melífera. • Tintura: ⇒ 50g d e folhas secas em 1 litro de álcool. principalmente. Tomar 1 cálice antes das refeições (128). • As sementes contém um óleo essencial cor âmbar utilizado na preparação de cosméticos. atua como incenso (odorizante e abascanto). saladas. tomando-se 2 a 3 cálices ao dia (283). desodorante e tônico capilar) • Desidratada e pulverizada. pudins e biscoitos.

filiformes. fasciculadas. • Propagação: multiplica-se facilmente por mudas que se formam na extremidade dos estolões. repolhinho-d’água. estolonífera. sésseis. fasciculadas. lentilha-d’água. com 15 a 20cm em altura. Fruto tipo baga elipsóide ou ovóide. que é protegido pela espata. • Plantio: todo ano. Possui inúmeras raízes imersas. verde-claro ou brancacenta. SINONÍMIA Erva-de-santa-luzia. com 4 a 10cm de comprimento. contraída no centro e aberta e quase orbicular em cima. Azolla caroliniana. verticais. AGROLOGIA Densidade: 1 muda/10m2 de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. gôlfo. pagé. fendidas ou inteiras no ápice. fibrosas que emitem fibrilas capiliformes. brancas. espatuladas. amarelo-pálidas. farinoso. pasta. com pericarpo fino. vivípara. mururé-pagé. as masculinas reunidas em verticilos na parte superior e as femininas solitárias na parte inferior do espadice. Vegeta em água puras. flor-d'água. azurea. acaule. flutuante. com até 30cm de comprimento. barrentas e até poluídas e paradas.ALFACE-D’ÁGUA NOME CIENTÍFICO Pistia stratiotes L. perene. também pequena. obliquamente campanulada. Não tolera água salgada. • . nervuras 7 a 13 flabeladas. verde-pálido e saliente-nervadas na página inferior. que é arredondado ou subtruncado. gibosa e fechada em baixo. mais ou menos vilosa exteriormente. FITOLOGIA Planta herbácea aquática. HABITAT Espécie autóctone encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica. As flores são pequenas. mais ou menos cotonosa-pubescente nas duas páginas e com longos pêlos na base. contendo numerosas sementes oblongas ou obovóides de textura rugosa e albúmen abundante. A inflorescência é do tipo espadice amarelada. gregária. As folhas são emergentes. Typha angustifolia e Acorus calamus. côncavas e dispostas em roseta espiralada e compacta. esponjosas. • Consórcio: Eichhornia crassipes e E. obovado-cuneadas até ovadas.

inviabilizando a qualidade da água. anti-herpética. FITOQUÍMICA As folhas contém água (90. expectorante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É maturativa. OUTRAS PROPRIEDADES • As plantas. ácido resinoso. • Pó: mistura-se 1 colherinha do pó da folha seca com mel e toma-se várias vezes ao dia (sífilis) (32). antiasmática (242). pode resultar em acúmulo de princípios acres. enfermidades da bexiga e rins (32). hidropisias. são utilizadas para retirar nódoas de roupa. O super-povoamento de áreas restritas e com a água parada. hérnias infantis (242). • As folhas cozidas. antiartrítica. emoliente (93). celulose (3.14%). decocto. sais de fósforo e cálcio (93). tumores causados por erisipela.58%). • Utilizada como adubo verde.16%). • Colheita: ano todo. deixadas alguns dias dentro de um balde d’água para liberarem o princípio acre. anti-hemorroidária e desinflamatória de erisipela (9). antidisentérica. substâncias gomosas e albuminosas. 447kg de potássio e 99kg de fósforo. para eliminar os cristais picantes. anti-sifilítica.• Raleio: a planta tende a formar super-populações. antidiabética. • Produção: 90t/ha de folhas e raízes (93). PARTES UTILIZADAS Folhas. cobrindo toda a superfície d’água e dificultando as trocas gasosas. anti-hemorroidária.58%). diurética (32). matéria graxa (0. nitrato de potássio. óleo e graxas de produtos diversos. macerado. A medida em que ocorre o super-povoamento da espécie.52%). urinas sangüineas. proteína bruta (1. próprios das aráceas. . • Também utilizada como planta ornamental de aquários e lagoas. INDICAÇÕES É utilizada no tratamento de diabetes insípida. • As raízes servem de substrato para a postura de ovos de peixes. ocorre também uma redução da área foliar das plantas e senescência fisiológica. hemoptises.12%). cinzas (2. Um hectare da planta inteira fornece 269kg de nitrogênio. suco e pó das folhas (242). estrangúria e oftalmias (93). FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas contusas sobre tumores (externamente). • Outras: infuso. constituem ótima forragem para porcos (93). óleo de pingue. hematúria. extratos não nitrogenados (2.

ramificada. glabras. com nitrogênio (5g de uréia/planta). O fruto é uma cápsula seca com quatro sementes. FITOLOGIA Planta arbustiva. • Adubação: adubar com fertilizante orgânico no plantio (3 a 5kg/m2) e a cada dois meses. ovadolanceoladas. anis. manjericãocheiroso. sulcados. • Plantio: outono e primavera. HABITAT Espécie autóctone. SOLO A planta prospera bem em solos bem drenados. • Florescimento: ocorre notadamente no verão. Não tolera períodos de estiagem e produz bem em regiões de umidade relativa elevada. SINONÍMIA Alfavaca-do-reino.0 x 0. A planta é acentuadamente nitrófila.5m. As mudas são produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. de temperaturas amenas. suculentos e pubescentes quando novos. opostas. dispostas em rácimos paniculados longos. • Nutrição: torna-se clorótica após períodos prolongados de chuva. • Propagação: sementes e estacas herbáceas. perene. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. .ALFAVACA-ANISADA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum var. • Pragas: é normalmente atacada por formigas. alfavaca-gaúcha. axilares. anisatum L. estendendo-se até o outono. É esciófita. CLIMA É uma espécie subtropical. que cresce espontaneamente em pastos e subosques do Sul do Brasil. crenado-serradas do terço inferior em direção ao ápice. medindo 4 a 6cm de comprimento. O aroma é mais pronunciado em regiões de temperaturas mais altas. Solos encharcados são detrimentais à planta. longo-pedunculadas. de ramos quadrangulares. mas também em áreas ruderais e terrenos abandonados. alfavaca-do-rio-grande-do-sul. ricos em matéria orgânica e levemente ácidos. Inflorescências terminais. e cilíndricos e lenhosos. Folhas curto-pecioladas. formando verticilos de seis flores lilases. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. úmidos.

PARTES UTILIZADAS Folhas. manjericão-cheiroso.• Colheita de folhas: verão até o outono. SINONÍMIA Alfavaca-cravo. • A planta é também utilizada como tempero e no preparo de licores. sudorífica. estimulante. as quais são facilmente perdidas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de vertigens. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas estiverem verde-amareladas. quando novo. A essência da planta é utilizada como anticefálica e febrífuga. utilizadas em mistura de pães e bolos. doentes e deficientes. A cultura é mantida até o terceiro ano. OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes são comestíveis e nutritivas. perene. inflorescência e raízes. carminativa e béquica. Utilizar o sumo ou o xarope. HABITAT Espécie alóctone africana introduzida e aclimatada no Brasil desde o tempo do Brasilcolônia. vivaz. As sementes são antiblenorrágicas (93). ALFAVACA-CHINESA NOME CIENTÍFICO Ocimum gratissimum L. FITOLOGIA Planta arbustiva. diurética (215). nunca ferver a alfavaca. Caule pubescente. As folhas são opostas. ao atingirem a coloração castanha. cujo porte atinge até 2.5m de altura por 3m de diâmetro de copa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. desmaios e enxaquecas nervosas (283). canelinha. • Poda: ao final das colheitas eliminam-se galhos secos. e no preparo de uma bebida árabe refrescante (93). alfavaca-de-vaqueiro. ocorre deiscência total das sementes. antiespasmódica (283). quadrangular. . caule. quando então é renovada. O extrato da planta tem ação fungitóxica sobre alguns fungos fitopatogênicos. lenhosa.

quando as mudas são originárias de sementes. particularmente sobre o fungo Phytophthora palmivora. As sementes são antiblenorrágicas (93). respectivamente (364). O óleo essencial das folhas (0. diurética. carvacrol. • Florescimento: ocorre a partir de janeiro. carminativa. febrífuga e oftálmica (364). crenado-serradas. O óleo da planta apresenta ação protetora contra fungos de grãos armazenados (26. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antisséptica bucal (261). Fruto do tipo cápsula seca contendo 4 sementes subglobosas e rugosas. α-pineno e β-pineno (444).96g/ml) inibe o crescimento das bactérias Fonsecaea pedrosoi e Cryptococcus neoformans. Toda a planta apresenta um forte aroma. metileugenol (20%). O eugenol. hipocolesterolêmica. limoneno. estimulante. apud 364). hipotensora (271). As flores são amarelos-esverdeadas. tem ação bactericida (Suresh et al. glandulosas e pubescentes em ambas as faces. que inicia no verão e estende-se por todo o outono. em se tratando de estacas. acuminadas. que infecta o coqueiro-da-bahia (29). antidiabética. • Produção de sementes: a planta é altamente produtora de sementes.pecioladas ovado-oblongas. • Doenças: a planta é imune ao nematóide Meloidogyne incognita (14). • Colheita: inicia aos seis meses após o plantio. anticefalálgica e diaforética. laxativa. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. FORMAS DE USO . béquica. As mudas são transplantadas aos 40 a 50 dias após a semeadura ou 60 dias após a estaquia. resfriado e insolação. nas concentrações de 150µg e 2. estomática. que encerra eugenol (45 a 70%). PARTES UTILIZADAS Toda a planta. Deve ser feita no início do florescimento. exceto as raízes.8% de óleo essencial.0 x 2. canfeno.6 a 0. FITOQUÍMICA A planta contém 0.400µg. em verticilos curtos. e primavera. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. As inflorescências são terminais ou axilares. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento da paralisia e moléstias nervosas (93). ocimeno.. agudas na base. simples ou ramificados. principal componente da planta. 80). p-cimeno. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta tem ação fungitóxica (28). resultando num alto índice de sombreamento que inibe o crescimento de plantas próximas. • Plantio: outono.0m. • Alelopatia: a planta é muito enfolhada. estendendo-se até agosto.

verde-claras. A planta atinge 40 a 50cm de altura. Cresce espontaneamente na Índia e na África. A alfavaca exala um delicado aroma de limão que declina para cheiro de suor. basilicão. retos ou curvos. alfavaca-da-américa. Os não glandulares são unisseriados. glabras. A maior densidade é verificada . Os capitados são compostos de uma célula basal. opostas. As folhas são revestidas de pêlos glandulares e não glandulares em ambos os lados. O caule e os ramos são quadrangulares. manjericão-de-folha-larga. os pêlos glandulares tornam-se murchos. na forma de decôcto ou inalação (444). A planta está amplamente adaptada ao Brasil. situados sobre as nervuras e margens das folhas. que suporta a cabeça formada de quatro células. Os pêlos peltados não possuem segmentação celular na cabeça. Folhas simples. da ponta em direção à base do limbo. labiadas. FITOLOGIA Planta herbácea ramificada. latifolium. manjericão-dos-cozinheiros. espiciformes e melíferas. var. aparecem como pontinhos claros. com sementes pequenas. Fruto tipo aquênio. Índia e sul da Ásia. Na Índia a planta é perene. ALFAVACA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. • É insetífuga. anual no Brasil. manjericão-doce. ovais. Por ocasião da maturação. basílico-comum. SINONÍMIA Alfavaca-doce. translúcidos. manjericão. originária do Egito. dispostas em inflorescências tipo cachos terminais. OUTRAS PROPRIEDADES • É condimentar e utilizada na fabricação de licores. remédio-devaqueiro HABITAT Espécie alóctone. pretas e oblongas. folha-larga-dos-cozinheiros. manjericão-de-molho. Na face dorsal da folha pode-se distinguir covinhas onde se alojam gotas de essência. basílico-doce. que vistas contra a luz. pontudos.• 6 a 12g/dia. As flores são brancas a levemente rosadas. longo-pecioladas. peltados ou escamados. Os glandulares são capitados. basílicogrande. pilosos quando novos e muito ramificados. quiôiô. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. erva-real. uma alongada. A densidade de pêlos glandulares decresce com a maturação da folha. constituídos de 1 a 5 células de paredes celulares espessas.

timol (9). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. ricos em matéria orgânica e bem drenados. cânfora. taninos.nas regiões meristemáticas. mirceno. Não se adapta bem aos solos encharcados e pouco férteis. mas não tolera ventos frios e geadas. alfa e beta-pineno.50%). limoneno. A concentração de óleos essenciais decresce com a expansão e idade das folhas (441). alfa-terpineol.17% de óleo essencial. canfeno. Prefere insolação média (esciófita). 202). PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. embora possa ser plantada o ano todo.30m. areno-argilosos. • Propagação: é feita via semente e por estacas de plantas adultas. • Rendimento médio: 1. Aráez e Tsai relatam um conteúdo de óleo essencial de 0. • Mulching: O uso de filme de polietileno sobre o solo reduz a incidência de invasoras e aumenta a produção. porém adapta-se bem ao clima subtropical. basilici. fenchona. principalmente em períodos excessivamente chuvosos ou com nevoeiros e Fusarium oxysporium f. SOLO Prefere solos de aluvião. As mudas são tranplantadas quando apresentarem cerca de 6 folhas definitivas.21kg/m2 de folhas e 0. estragol. • Poda: a poda da inflorescência retarda a senescência da planta em 30 dias (13). A planta é bastante sensível ao nematóide Meloidogyne javanica. cinamato de metila. que causa galhas nas raízes e redução na produção de folhas (14. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas verdes declinarem para pálido. • Plantio: deve ser feito no início do período mais chuvoso do ano. citronelol. alfa e gama-terpineno. cineol. respectivamente (430). menor o porte da planta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.1 e 0. com destaque para o linalol (68. geraniol. • Florescimento: a planta floresce no verão e outono. Quanto mais baixa a temperatura. citral. β-cariofileno. metil-cinamato (220). FITOQUÍMICA 1-8-cineole. metilchavicol.4 x 0. por aumentar a temperatura do solo (107). cimeno. permeáveis. metil-eugenol (441).4%. eugenol. linalol. borneol. CLIMA Espécie de clima tropical. sp. • Doenças: a planta é eventualmente infectada por Botrytis cinerea. saponina (145). enquanto que as estacas em areia ou vermiculita.

• Tintura: macerar durante uma semana 20g de folhas frescas em 80ml de álcool de cereais. resfriado. O óleo de alfavaca é usado como sedativo em crises nervosas e para combater a insônia. faringite. Fazer bochechos ou gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas frescas amassadas com álcool (feridas e úlceras). • Os brotos da planta podem ser consumidos como salada (145). ⇒ Decocção: ⇒ Ferver 10 a 15g de folhas em 1 litro de água. Combate as afecções das vias respiratórias. debilidade nervosa. gengivite. Externamente pode ser usada para feridas ulcerosas e afecções do bico do seio (145). estomática. INDICAÇÕES As folhas. tônica (145). Deixar 6 horas em repouso. lactógena e anti-reumática (9). bronquite. diaforética. bosques e subosques do sul do Brasil. emenagoga. cólica abdominal e catarro intestinal. perfumes. amigdalite. analgésica (294). peitoral. como rapé e repelentes de insetos (360). diurética. afta (68). Coar e pingar 30 gotas em 1 copo de água e tomar 2 ou 3 vezes ao dia. culinária. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é utilizado em cosmética. afecções gastrointestinais e renais. coar e tomar 1 copo 3 vezes ao dia (145). antidisentérica. cicatrizante. • Infusão: ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. antiespasmódica. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. antidiarréica (sementes). antiemética. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em campos. ALFAVACA-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. estimulante (93). são úteis para afecções da garganta. excitante (341). . carminativa. febrífuga (68). béquica. estomatite. sudorífica. ⇒ 10 a 15g de folhas e/ou flores em 1 litro de água. mascadas.Estomáquica. disúria.

SOLO Prefere solos úmidos e poucos ácidos. aromática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica das vias respiratórias. com pêlos longos e espessos. medindo até 6cm de comprimento por 2. Flores subsésseis. FAMÍLIA BOTÂNICA . liso e reticulado. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. emarginado e piloso. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. Corola branca com lábio superior bilobado e inferior com lobos laterais tringulares e mediano em forma de colher. Inflorescência axilar. rombo-lanceoladas ou lanceoladas. em glomérulos globosos. ereta.FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. glabro. verde-intensa. É esciófita. preto. pouco ramificado.). com caule quadrangular. base atenuada em pecíolo curto. fosco. Colhe-se pouco antes do florescimento. • Florescimento: dezembro a fevereiro. PARTES UTILIZADAS Folhas. bem drenados. cruzadas em pares. irregularmente distribuídos. Fruto do tipo carcerulídeo (seco. glandulosa. com cerca de 30 a 60cm de altura. • Propagação: sementes e pedaços de ramos radicantes. balsâmica e vermífuga. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas em ½ litro de água. • Plantio: outono e primavera.40m.5cm de largura. elíptico. • Pragas: sensível ao ataque de vaquinhas (Diabrotica spp. densamente aglomeradas. unisseminado). Folhas opostas. ALFAZEMA NOME CIENTÍFICO Lavandula officinalis L. microscopicamente (209). • Colheita: 3 meses após o plantio. indeiscente. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. serrada ou duplamente serrada.6m x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. unilocular.

4m. lavândula. É cultivada em jardins e hortas do Brasil.Lamiaceae. aerados e pobres. tomentosos e simples. bem drenados. Os ramos são nus. É encontrada até 1. inteiras e lanceoladas.3 a 0. quatro estames inclusos. normalmente. HABITAT Espécie alóctone mediterrânica. É heliófita. largas. que cresce de 0. . • Florescimento: é muito raro em condições tropicais. preferencialmente. lavande. quando disponíveis. SOLO A planta cresce melhor em solos de origem calcária. corola com cinco lóbulos e dois lábios.800m de altitude. SINONÍMIA Lavanda. • Propagação: estacas da planta matriz ou sementes. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. A planta não suporta solos úmidos. Fruto aquênio com uma semente preta. • Plantio: março (sementes) e outubro a novembro (estaca). e só ocorre em regiões subtropicais cujo fotoperíodo é longo. CLIMA A planta é de clima temperado com umidade relativa do ar baixa. brácteas castanhas. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. Apresenta um perfume suave muito agradável. na primavera. • Aclimatação: O enraizamento de mudas é recalcitrante e lento. para se evitar a desidratação dos tecidos. cálice com cinco dentes. Flores azulvioláceas dispostas em espigas terminais interrompidas.6 x 0. que cresce em solos calcários áridos das regiões montanhosas das costas marítimas européias. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Colheita: é feita até 3 vezes ao ano. • Doenças: o crescimento da planta é muito lento. havendo necessidade de sombreamento e irrigação por nebulização. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene de ramos e folhas brancacentas-tomentosas. eretos. lisa. Pluviosidade excessiva e altas temperaturas são drasticamente desfavoráveis à planta. A planta não se adapta à regiões úmidas e/ou em solos compactados. fortemente argilosos e ácidos. outono e verão. nas condições tropicais e subtropicais. • Produção de sementes: não ocorre. As folhas são verdeacizentadas. lineares ou oblongo-lanceoladas.6m em altura. quatro carpelos. estreitas. sendo que condições de temperatura e umidade elevadas predispõem à infecção de fungos vasculares (fusariose).

tônica capilar e antileucorréica (294). tanino. antiasmática (215). catarro (435). cariofileno (257) eucaliptol. Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia. dispepsia flatulenta. FITOQUÍMICA Óleo volátil. • Tintura: 1 a 10ml/dia (341). tensão nervosa e muscular. parasiticida capilar. tônica dos nervos. anti-reumática (271). FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 1%. • Pessoas propensas à úlceras. epilepsia. INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento da anúria. acne. estimulante do cérebro. ftiríase. lavandulol e α-terpineol (275). • Alguns fitoquímicos da planta são incompatíveis com sais de ferro e iodo (383). doenças do estômago. enxaqueca (257).5 a 2ml/dia. digestiva. cefalalgia. neurose cardíaca (271). peitoral. geraniol. feridas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. (145). álcoois térmicos. fígado e baço. terpin-4-ol. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao dia (257). utilizado como inseticida. tônica estomacal. atonia dos nervos encéfaloraquidianos (93). atua sobre o reumatismo (145). cosméticos. TOXICOLOGIA • Em altas doses pode ser depressiva do sistema nervoso. antianêmica (93). borneol. ⇒ 8g da planta/litro d'água ou 1 colher das de sopa de folhas picadas em ½ litro d'água. excitante do sistema nervoso. cânfora. em perfumaria. de 5 a 20ml/dia (341). flavonóides. tinha e picada de insetos (383). antiemética (9). cumarina. causando sonolência (257). nerol (145). vertigem. diurética (283). cefalalgia. bronquite (294). não devem exagerar na administração de preparados à base de alfazema (145). nervosismo. • Extrato fluido: 0. OUTRAS PROPRIEDADES • Da planta obtém-se um óleo. cineol. antisséptica. furfurol. ⇒ 10g ou 2 colheres de folhas secas picadas em ½ litro. antiinflamatória. antiespasmódica. veterinária. calmante. geralmente amarelo (óleo de Aspic). oftálmica (341). asma. • Alcolatura: 10g em 2 litros de álcool neutro ou de cereais (antisséptico e cicatrizante). vermífuga. paralisia. indústria de vernizes nobres e . síncopes. Em fricções. emenagoga. indutora do sono (145). béquica. descongestionante (435). antimicrobiana (257).PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. acetato de linalilo (283). linalol. calmante. colagoga. apoplexia. cicatrizante. amenorréia. ⇒ 2 a 4g/litro de água (435). acetato de lavandulilo. asfixia.

losna-selvagem. Medra em potreiros e áreas ruderais. SOLO Adapta-se às mais diversas condições de solo. As flores masculinas estão dispostas em capítulos pendentes e as femininas. monóica. O caule é cilíndrico. Porém desenvolve-se melhor em solos de textura média e férteis. artemisia. Desenvolve-se bem como esciófita. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • O pó das folhas. com segmentos lanceolados. alternas e menores. opostas. amaurose. CLIMA É de clima subtropical. SINONÍMIA Absinto-selvagem. cravo-da-roça.medicina (paralisia da língua. cafalalgia. que cresce de 30 a 90cm de altura. escrofulose. AMBROSIA NOME CIENTÍFICO Ambrosia tenuifolia L. além de ser insetífugo. ramosa. comportando-se até mesmo como semihalófita. cloroses. As folhas são curto-pecioladas. . FITOLOGIA Planta herbácea ereta. estão dispostas em rácimos paniculados de 20cm de comprimento. tenuamente tomentoso. artemija. as inferiores. ramificando-se muito na maturidade. • O esfregaço da planta nas roupas perfuma e protege-as das traças. broncorréia). simples. bipinatifidas. sésseis. quando jovem. ambrosia-americana. não tolerando porém períodos muito frios e geadas. carprineira. atua como odorizante e desinfetante de ambientes. gonorréia. algo estriado. com 3 a 6cm de comprimento.3m. áspero. Não tolera solos muito ácidos e encharcados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. quando em combustão. peluda. As folhas superiores são pinadas. odorífera.3m x 0. cravorana. leucorréia. HABITAT Espécie autóctone do continente americano.

5 a 3m de altura. antileucorréica e hemostática. • Produção de sementes: após a maturação. AMORA-PRETA NOME CIENTÍFICO Rubus spp. indigestão.• Propagação: rebentos de rizoma. FAMÍLIA BOTÂNICA Rosaceae. • Florescimento: dezembro a janeiro. causando a febre do feno. febrífuga (271). anti-helmíntica (as sementes). PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. digestiva. cãibras dos intestinos. estomáquica (283). • Colheita: 4 meses após o plantio. dança-de-são-guido (283) e afecções hepáticas (303). É reputada como sucedânea da quinina (94). As hastes sarmentosas e o caule são cilíndricos e os mais velhos são revestidos por uma cerosidade branca que pode ser removida com os dedos. hemorragia nasal (342). INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. no início do florescimento. sarçamora. silva. calmante dos nervos (303). ou diretamente a campo. erupções na pele. náuseas. silva-de-são-francisco. TOXICOLOGIA Durante a época da floração. SINONÍMIA Amora-branca. As estacas podem ser enraizadas em solo. tônica. • Plantio: início da primavera. As folhas são peninérveas formadas por 9 folíolos de coloração verde escuro na face ventral e esbranquiçadatomentosa na face inferior. as sementes apresentam dormência. o pólen pode vir a ser alergênico em pessoas susceptíveis. sendo quebrada com baixas temperaturas ou alternância de temperaturas (209). infecções nos dedos (271). FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. formada por flores de . Os acúleos que revestem o caule são grandes e de forma mais ou menos espiralada. o mesmo acontecendo com o pecíolo. amora-silvestre. areia ou vermiculita. em viveiros. Os acúleos das folhas localizam-se na nervura central e são recurvados para base da folha. A inflorescência é do tipo panícula. urticária.

pétalas brancas. A infrutescência é composta de numerosos frutos tipo drupa, de coloração violeta escura.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia de ramos. As sementes não germinam sem uma escarificação química com ácidos, como ocorre no estômago dos pássaros frugívoros. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (mergulhia). • Florescimento: novembro e dezembro. • Colheita: inicia-se a partir do segundo ano. • Poda: a planta tem que ser podada periodicamente para facilitar os tratos culturais e a colheita. As mãos, braços e os olhos devem ser protegidos para evitar-se ferimento pelos espinhos. • Produção de sementes e frutos: dezembro e janeiro.

FITOQUÍMICA
Contém taninos.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hemostática, adstringente, antidiabética, antidisentérica, tônica (283), anti-hipertensora, anticolesterolêmica, antidiarréica e antilítica (271).

INDICAÇÕES
Indicada para a azia, cãibras do sangue, hemorróidas, inflamações da garganta e da boca e hidropisia (271).

FORMAS DE USO
• Xarope: feito à base de infusão das folhas e botões florais (a 10%) misturado ao suco dos frutos maturos. Aquece-se até o ponto de xarope (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os ramos são utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas.

AMORA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Rubus imperialis Cham. e Sch.

FAMÍLIA BOTÂNICA

Rosaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce espontaneamente na Mata Atlântica, matas secundárias e bosques, normalmente em condição umbrófila e semi-umbrófila.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, sarmentosa, perene, de ramos angulosos, armados de acúleos grandes, podendo atingir 4 a 5m de comprimento, apoiando-se na vegetação próxima. Folhas compostas, palmada, 5-foliadas, folíolos ovado-cordiformes ou ovado-arredondados, membranosos, grosso-dentados, pouco tomentosos na face dorsal, com o pecíolo espinescente. Flores com pétalas brancas, lacínias lanceoladas, curto e grossopedunculadas, disposta em panícula subcorimbosa, sendo o pendúnculo tomentoso e aculeado. Fruto composto de inúmeras drupas verde-amareladas.

SOLO
É pouco exigente em solos. Medra mesmo nos úmidos, ácidos e bastante argilosos.

CLIMA
Espécie subtropical. Prefere temperaturas amenas a quente e alta umidade relativa do ar.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia. As sementes só germinam mediante escarificação química com ácidos, conforme ocorre no estômago de aves frugíferas. A mergulhia deve ser feita a partir da primavera. • Plantio: o ano todo, para sementes, ou novembro a fevereiro, quando se faz a mergulhia. • Tutoramento: em espaldeiras de três arames superpostos. • Florescimento: outubro a novembro. • Frutificação: novembro a dezembro. • Colheita de folhas: o ano todo.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hipocolesterolêmica (271).

FORMAS DE USO
15 a 20g/dia, em decocção, fracionada em três xícaras diárias.

ANDRADE

NOME CIENTÍFICO
Persea major Kopp.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Lauraceae.

SINONÍMIA
Canela-rosa, pau-andrade, canela-cedro.

HABITAT
Espécie autóctone que habita a Mata Atlântica, principalmente em altitudes acima de 400m, no sul do Brasil. A planta é considerada rara e devido à existência de poucos indivíduos e o alto nível de patógenos endógenos, corre o risco de extinção nas regiões onde ainda ocorre.

FITOLOGIA
Árvore grande, com até 12m de altura. Os ramos são subangulosos e amarelo-tomentosos quando novos e castanho-escuros e glabros, com as gemas sedoso-tomentosas, quando mais velhos. A folhas são esparsas, pecioladas, inteiras, variáveis, alternas, oblongas ou elípticas, peninervadas, glaucas, finamente arroladas nas duas faces, cordiformes, arredondadas na base ou obtusas dos dois lados, ou agudas e subacuminadas no ápice, com 12 a 14cm de comprimento e até 7cm de largura, glabras ou levemente hirsutas e luzidias na face ventral. A inflorescência é multiflora, ferrugíneo-tomentosa. As flores verde-amareladas, dispostas em panículas piramidais longo-pedunculadas e revestidas de um denso tomento sedoso-ferrugíneo ou amarelo-ocre, com bractéolas decíduas. O fruto é uma baga globosa, verde-glauca, com cerca de 1cm de diâmetro.

SOLO
A planta cresce naturalmente em solos profundos, argilosos e com pouca acidez.

CLIMA
Ocorre em regiões cujas temperaturas giram em torno de 10 a 15oC, no inverno, e 20 a 25oC no verão.

AGROLOGIA
• • • • • Espaçamento: 4,0 x 4,0m. Propagação: sementes e brotações da cepa. Plantio: outubro. Florescimento: janeiro Colheita da casca: durante o inverno.

PARTES UTILIZADAS
Casca do tronco.

FITOQUÍMICA
Esteróides, triterpenos, flavonóides, saponinas, taninos hidrolizáveis e condensados, grupo amino e lipídeos. O teor de tanino é de 19,7%, taninos catequínicos 18,61% e catequinas 32% (251).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Cicatrizante (251).

ANIL
NOME CIENTÍFICO
Indigofera suffruticosa Mill.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papilionaceae.

SINONÍMIA
Anil-do-campo, anileira, anileira-da-índia, anileira-verdadeira, caá-chica, caá-chira, caáobi, caá-timbó, caobi-índigo, guajaná-timbó, índigo, indigueira, timbó-mirim, timbozinho.

HABITAT
Espécie alóctone originária das Antilhas e América Central. Vegeta espontaneamente em pastagens, terrenos abandonados e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, que cresce 0,8 a 1,0m de altura. O caule é anguloso, acizentado. As folhas são glaucas, imparipenadas, compostas de 7 a 15 folíolos opostos, linear-elípticos ou oblongo-agudos, inteiros, glabros na face ventral e pubescente na dorsal. As flores são róseas, curto-pedunculadas, pequenas, abundantes, dispostas em rácimos axilares eretos. O fruto é uma vagem arqueada, quase quadrangular, seríceopubescente, com cerca de 2 a 3cm de comprimento, contendo seis a oito sementes pardacentas, angulosas ou subcilíndricas, lisas e duras.

SOLO
As plantas crescem mesmo em solos pedregosos, arenosos e até mesmo em dunas de areia. Não tolera solos encharcados ou muito argilosos.

CLIMA
É de clima tropical, prosperando melhor em regiões quentes e pouco pluviosas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,0 x 1,5m.

• Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: abril a maio. • Doenças: em regiões úmidas, é comum a ocorrência de sementes chochas e fungadas. • Colheita: inicia 6 a 8 meses após o plantio. • Rendimento: em um hectare obtém-se cerca de 330 a 560kg de anil ou 40g para cada 10kg de folhas (93).

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Leucoindigodina (93). Submetida à altas temperaturas, transforma-se em indigotina, que é o anil (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiespasmódica, emenagoga, estomáquica, sedativa (257), sarnicida (folhas machucadas), diurética, febrífuga, antiepiléptica, purgativa (32), depurativa (68), antiálgica e antiinflamatória. A raiz é odontálgica e já foi utilizada como antiofídica (93).

INDICAÇÕES
É utilizada no tratamento das afecções das vias urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, obstipação intestinal, hepatite (68), afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é indicada para coréa, epilepsia, icterícia, É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênico (93). Também indicada para a laringite aguda, linfoadenite, escabiose, erupções da pele (1).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas. • Decocção: ⇒ 15g/dia. ⇒ ferver 5g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias (68). • Infusão: 5g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia (32). O sabor do chá é algo salgado.

TOXICOLOGIA
Extrai-se da planta o índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina - substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico.

OUTRAS PROPRIEDADES

• As sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas (32). • As folhas fornecem matéria tintória, conhecida como anil (328).

ARNICA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Wedelia paludosa DC.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Cura-tombo, margarida, margaridão, mal-me-quer, malmequer-do-brejo, picão-da-praia, vadelia, vedélia.

HABITAT
Espécie autóctone da região litorânea brasileira. Medra em pastos, áreas abandonadas e ruderais, a beira de estradas, bananais, pomares, ao longo da orla marítima, principalmente em várzeas úmidas e sombrias.

FITOLOGIA
Planta herbácea, prostrada, perene, radicante nos nós, que cresce 40 a 50cm em altura. O caule é castanho-avemelhado, esparsamente piloso. As folhas são opostas, curtopecioladas, membranáceas, pilosas nas duas faces, mais pronunciadamente na dorsal, providas de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. Pecíolo semicilíndrico, ciliado. Capítulos solitários, longo-pedunculados, axilares. Brácteas involucrais foliáceas em duas séries, pilosas no dorso. Receptáculo cônico, carnoso, peleáceo. As flores são amarelas, as marginais femininas, cerca de 13, com corola ligulada, trilobada no ápice, com 8mm de comprimento, e as do disco, muitas hermafroditas, corola tubulosa. Aquênio túrgido, tríquetro, glabro, estreitado na base, com papus ciatiforme.

SOLO
Vegeta em todos os tipos de solo, desde os arenosos aos argilosos e orgânicos. Tolera solos ácidos, encharcados e até os secos. Tem preferência pelos solos úmidos.

CLIMA
Espécie de larga adaptação climática, proliferando-se melhor nos climas tropicais e subtropicais. Períodos de estiagem afetam o crescimento da planta. É heliófita, embora tolere alguma sombra.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,3m.

• Propagação: estacas radicantes. As sementes normalmente são inviáveis ou não se formam. As estacas são plantadas diretamente a campo. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: o ano todo, com exceção no inverno. • Poda: por ser uma planta rústica e altamente invasora, o crescimento vegetativo deve ser contido através de podas e eliminação de ramos radicantes. • Colheita: inicia a partir terceiro mês após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, flores e lígulas.

FITOQUÍMICA
Diterpenóide kaurane: ácidos ent-kaur-16[17]-en-19-óico e ent-kaur-9 [11],16[17]-dien19-óico (39) e luteolina (46).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, antiinflamatória, antianêmica (271). febrífuga, antidisúrica, antinevrálgica (215) e

INDICAÇÕES
Indicada para traumatismos, golpes, ferimentos, machucaduras (215), coqueluche, trombose e hematomas (271).

FARMACOLOGIA
Tripanossomicida (39), antinociceptiva (377) e antiálgica (46).

OUTRAS PROPRIEDADES
• É cultivada como onamental em jardins. • A planta apresenta um alto índice de enfolhamento, podendo ser utilizada como cobertura de solo, principalmente indicada para revestir barrancos, escoadouros e taludes.

ARNICA-DO-CAMPO
NOME CIENTÍFICO
Porophylum ruderale [Jack.] Cass.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Arruda-de-galinha, couve-cravinho, couve-de-veado, cravinho, erva-couvinha, erva-fresca, picão-branco. couvinha, cravo-de-urubu,

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul. Cresce notadamente em áreas ruderais, lavouras abandonadas e capoeiras.

FITOLOGIA
Planta herbácea anual, ereta, ramificada apenas no topo, cerosa, verde-clara, medindo 0,6 a 1,2m de altura. As folhas são simples, alternas, pecioladas, membranáceas, tenras, oblongo-lanceoladas, cerosas, base atenuada e ápice obtuso, margem inteira ou crenulada, glabra, medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Quando amassadas, as folhas liberam um olor desagradável. Inflorescência em capítulos solitários ou em corimbos, terminais ou axilares. Flor composta por um invólucro cilíndrico contendo filárias lineares unidas e corola constituída de finos tubos de coloração esverdeada ou amarelada. Fruto tipo aquênio, linear, negro, pouco brilhante, alveolado e munido de pêlos sedosos e brancos. A planta exala aroma forte e pouco agradável.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. Não tolera geadas, nem ventos muito frios. Cresce à plena luz e tolera o sombreamento.

SOLO
A planta prefere solos férteis, areno-silicosos, aerados, soltos, ricos em matéria orgânica. Não tolera solos ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,20m. • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral ou diretamente em canteiros, em sulcos transversais. • Plantio: outono e primavera. • Pragas: é suceptível ao ataque de lagartas e pulgões. • Florescimento: janeiro a março. • Colheita: Deve ser feita no inverno, quando é maior o teor de flavonóides. Durante o verão e a primavera, há um decréscimo de 24% no teor de flavonóides totais (166). O ciclo varia de 100 a 110 dias.

FITOQUÍMICA
Flavonóides (0,45 a 0,59%, p/p), alcalóides, taninos, saponinas, açúcares reduzidos (166).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antiartrítica, antimicótica (166), antilítica, antidiabética (271), diaforética, emenagoga e calmante (93).

INDICAÇÕES
Para o tratamento de corrimentos, afecções do fígado, hepatite, inflamações na garganta, amigdalite e má digestão. Já foi até utilizada para tratar a histeria (93).

Está perfeitamente aclimatada no Brasil. e verde-oliva durante o reprodutivo. nativa da Europa e norte da África. HABITAT Espécie alóctone. 85. compostas. É heliófita. glabros e de coloração acizentada-azulada durante o estágio vegetativo. As folhas são alternas. 64. 48 e 72 horas. arruda-dos-jardins. estreitos. SINONÍMIA Arruda-doméstica. por origem. arruda-fedorenta. Solos pesados e úmidos são desfavoráveis ao crescimento da planta. As flores são miúdas e de cor amarelo-esverdeadas. sésseis. SOLO Prefere solos permeáveis e ricos em matéria orgânica.ATIVIDADE BIOLÓGICA 2. O sabor das folhas é ligeiramente picante. ruda. CLIMA A planta é. respectivamente. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. Possui cálice com 4 a 5 sépalas lanceoladas. É bastante tolerante à seca. pequenos. levemente alcalino.6% (196). alóctone. pardas e rugosas por lóculo. dispostas em corimbos. Com clorofila. pecioladas. O fruto pentalocular produz uma sementes reniformes. de caule ramificado desde a base e lenhoso. agudas e corola de 4 a 5 lobos salientes e rugosos. porém é mascarado pelo forte aroma. .0m de altura. 3-pinatipartidas. inibe o crescimento de Leishmania amazonensis em 45. de clima temperado seco.5%. cultivada em jardins e hortas.1 e 87.2% e 91. Mas devido à sua histórica aclimatação no Brasil. decompostas em 9 a 11 lobos oblongos ou obovados.5mg/ml do extrato cru das folhas. desenvolve-se bem em regiões de clima subtropical até tropical. FITOLOGIA Planta subarbustiva polianual. sem clorofila. Está amplamente adaptada no Brasil. a inibição foi de 46. ruta-de-cheiro-forte.3. arruda-macho. abrindo-se superior e inferiormente em 4 valvas. carnosas. arruda-fêmea. ARRUDA NOME CIENTÍFICO Ruta graveolens L. Forma touceiras de até 1.1% em 24. mediterrânica. triangulares.

calmante dos nervos (32). matérias resinosas e pépticas (341). parasiticida capilar. excitante da motilidade . rubalinidina (257). deve-se proceder um sombreamento de 70% e prover farta irrigação das mudas. chalepeusina. hemostática. heterosídeos antociânicos. cineol. furocumarina. ciática (145). FITOQUÍMICA Hibalactona (da raiz). adstringente. principalmente). metilnonilcetona. fenóis.30m. ribalinidina (120) . rutina. As estacas enraízam em 60 dias. óleos voláteis. hesperidina. enxaqueca. hidrocarbonetos. cineol (145). aperitiva. rutamina. • Propagação: sementes e estacas dos ramos.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. rutacridona. tranquilizante. emenagoga. • Plantio: início do verão. salicilato de metila. pineno e limoneno (raízes. PARTES UTILIZADAS Folhas. estimulante. rutamarina. antiepiléptica (435). cocusaginina. pneumonia (120). As sementes são postas a germinar em substrato organomineral.70 x 0. derrame cerebral. rutaretina. fortificante dos nervos. cumarinas. dulcite. varizes. Faz-se duas colheitas ao ano. Os explantes são cultivados em meio MS ½ + 0. analgésica. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. hemorróidas. Quando a propagação é feita por estacas.1mg. bergapteno. • Florescimento: agosto a dezembro. hipocondria (435). sarnicida (257). FARMACOLOGIA A ação espasmolítica da planta é devida é devida à presença de bergapteno e xantotoxina. esquiamianina. ácido salicílico livre. enquanto que a metilnonilcetona apresenta ação vesicante. conjuntivite (283). anti-reumática. lactonas. rutalinium. erradicação de oxiúros (294) e ascárides. sudorífica (341). xantotoxina. onicomicose. paralisia. éter metílico do ácido metilantranílico. álcool metilnonílico e seus ésteres combinados aos ácidos acético e valeriânico. O teor de essência da arruda varia de 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-histérica. INDICAÇÕES A planta pode ser utilizada no tratamento de otite. gota.l -1 de benzil amino purina (76).07 a 0. graveliferona. aromáticas. metilnoilcarbinol. flavonóides. alcalóides. As folhas e as sementes têm propriedades antiparasitárias (sarna e piolho) e as sementes são anti-helmínticas (283). carminativa. quercitina. flebite. dores intestinais. antiasmática (120). • Produção de sementes: os frutos com sementes maturas ficam prontos de novembro a janeiro. galhos com folhas e flor. • Micropropagação: utilizam-se explantes a partir de segmentos nodais submetidos a assepsia com cloro ativo a 2%. antiespasmódica. febrífuga (120). feridas e zumbido no ouvido e incontinência urinária (215). A germinação ocorre em 10 a 15 dias. antinevrálgica (271). rutalidina. antitetânica.09% (96). estupefaciente.

arrefecimento da pele. Pode causar fitodermatites. Pingar 2 gotas em cada ouvido (257). OUTRAS PROPRIEDADES • Foi muito utilizada na antigüidade como anafrodisíaca. ⇒ 2 a 3g de folhas secas/litro de água (283. • Cataplasma: varizes e flebite (145). • Decocção: ⇒ 100g da planta fresca em ½ litro de água. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. apud 120). esperar amornar e aplicar compressas de algodão várias vezes ao dia sobre os olhos (128). TOXICOLOGIA Doses elevadas do chá podem causar vertigens. vômitos. cólicas. edema na língua (257). através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar (120). • Extrato fluído: 0. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 1%. ⇒ 1 colher das de café de folhas em 1 xícara das de café de água quente. • Parasiticida capilar e sarnicida: 20g de folhas/litro de água quente (283. 145). Ingerir 2 xícaras das de chá ao dia (257. convulsões (341). • Clister: cozinhar 8 a 10g de folhas por litro de água (parasitas intestinais). • Vermífugo: 20g de folhas/litro de azeite. Lavar os olhos (conjuntivite) (257). gastroenterites. • Essência: 1 a 7 gotas/dia (341). hiperemia dos órgãos respiratórios. secura na garganta. ⇒ ferver durante 5 minutos 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. . • Pó: 0. • Tintura: ⇒ 2 a 10ml/dia (341). Administrar 2 a 3 colheres das de chá por dia. náuseas e vômitos (145). hemorragia e aborto em mulheres grávidas. • Sumo: 3 gotas do sumo em 1 gota de álcool. tremores.5 a 2g/dia. ⇒ 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (sarnicida) (257). depressão do pulso. dores abdominais. 50 a 200ml/dia (341). Tomar 3 vezes ao dia (128). 435. • Xarope: 10 a 40ml/dia. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides da planta mostraram atividade antimicrobiana (120) e anti-helmínticas (Costa. apud 120). salivações. Coar. contração da pupila e sonolência (93) . 32. dores epigástricas. Apresenta ainda atividade estimulantes febrífuga e emenagoga (Costa. 32).uterina (120).5 a 2ml/dia. 145).

de rizoma perene e folhagem anual. composta por invólucro campanulado de filárias ovaladas. Flores verde-amareladas. As folhas são alternas. sendo cultivada em jardins e hortas. ARTEMÍSIA NOME CIENTÍFICO Artemisia verlotorum Lamotte. • É utilizada. crescendo cerca de 0.30 x 0. inteiras ou lobuladas. segundo o folclore afro-brasileiro. A face ventral é glabrescente.0m de altura. alvo-tomentoso. ovalado. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. SINONÍMIA Absinto. as inferiores pinatisectas com segmentos lanceolados e as superiores lanceoladas. as folhas exalam aroma amargo. ereta.8 a 1.30m. HABITAT Espécie alóctone de origem asiática. medindo cerca de 1mm de comprimento SOLO Prefere solos secos e leves. FITOLOGIA Planta herbácea. . É heliófita. com tamanho decrescente em direção ao topo da planta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Caule liso. artemija. losna. Corola tubular pentalobada. adapta-se bem às regiões subtropicais e tropicais. CLIMA Embora seja uma espécie de clima temperado quente. enquanto que a dorsal é intensamente alvo-tomentosa. losna-brava. • A planta afasta moscas e combate pulgões. Fruto tipo aquênio.• Pode-se confeccionar uma vassoura com os ramos e folhas para os parasitas domésticos. verde intenso. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. verde a verde-avermelhado. reto. flor-de-são-joão. artemijo. glabro. Quando amassadas. pubescentes e membranáceas. Está bem aclimatada ao Brasil. cilíndrico e multisulcado. como abascanto. curto-pecioladas.

UNICAMP . • Florescimento: ocorre a partir de outubro. em janeiro. antinevrálgica. Deixar macerar por 15 minutos. . ⇒ ferver durante 10minutos uma colher de sopa de raízes em ½ litro de água. antiinflamatória. Segundo a Universidade de Campinas . combate também a malária (145). • Decocção: ⇒ ferver por 1 minuto 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. (215). ⇒ ferver durante 15 minutos uma colher das de sopa de raízes em ½ litro de água. convulsões e histeria. Tomar 1 xícara de chá após as refeições (digestivo). mucosidade.SP. amenorréia. icterícia. amarga e estimulante (242). antiespasmódica. enterite. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 15g/litro de água. Tomar 2 xícaras das de chá ao dia. coréia (dança-de-são-guido). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. anti-hidrópica. • Raleio: por ser uma planta altamente prolífica. afecções biliares e hepáticas. Tomar alguns goles durante o dia (calmante e antiespasmódico). debilidade eupéptica. tônica. antidiarréica. ao levantar e ao deitar (tônico circulatório). Tomar 2 a 3 xícaras das de café ao dia (cólicas menstruais). o crescimento da população da planta deve ser contido para não invadir outras áreas. • Colheita: 6 a 8 meses após o plantio. antianêmica. ácido málico. constipação (242). emenagoga. gastrite. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. Utilizar 2 a 4 xícaras por dia (283). 4 vezes ao dia (145). afecções uterinas (215). lombrigas. ⇒ 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. nervosismo (283. tujona e cetona). PARTES UTILIZADAS Folhas. anorexia. inapetência (68). ansiedade. antilistênica. estendendo-se até janeiro. 32). hipocloridria. febrífuga. antiepiléptica (283). carminativa. estomáquica. intoxicações endógenas e exógenas. anti-reumática (271). antiepiléptica (145). FITOQUÍMICA Óleos essenciais (cineol. formando inúmeros rebentos de raiz. vermífuga. Tomar ½ xícara. tanino e ácido antêmico (145). • Plantio: outono e primavera. calmante. flores e raízes. INDICAÇÕES Indicada para a cólica. atonia. Cobrir e deixar macerar por 10 minutos. ⇒ 1 colher das de sopa em 1 litro de água quente.• Propagação: rebentos do rizoma.

matricária. macelado-reino. ARTEMÍSIA-ROMANA NOME CIENTÍFICO Tanacetum parthenium L. Não deve ser ingerida crua. SINONÍMIA Artemigem-dos-jardins. ácidos e muito compactos. na Ásia. bisanual ou perene. Não tolera solos muito úmidos. convulsões e problemas mentais e psíquicos (209). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é adicionada à bebidas alcoólicas para obter sabor amargo ("bitter").0 e 6. piretro-do-cáucaso . glabras ou pouco pubescentes. que cresce de 60 a 90cm de altura. Apresenta inflorescências em capítulos dispostos em corimbos terminais. Pode causar também hepatonefrites. onde a média anual gira em torno de 20 a 24oC. glabra. Schulz-Bip. • Os raminhos secos são colocados em armários e estantes como repelentes de traças (128). monsenhor-amarelo. desagradável e sabor amargo. HABITAT Espécie alóctone. no reumatismo (68). camomila-pequena. TOXICOLOGIA Esta planta torna-se tóxica quando utilizada em doses bem acima das indicadas (145). ricos em matéria orgânica e com pH entre 6. artemijo.5. originária do Cáucaso. Folhas pinatissectas ou bipinatissectas. As flores do disco central são amarelas e tubulosas. circundadas por lígulas brancas. macela-da-serra. nem por mulheres grávidas ou que amamentam (128). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. profundos. CLIMA A espécie prospera melhor em regiões de temperaturas amenas. bem aerados. muito ramificada. SOLO A planta prefere solos areno-silicosos. margaridinha.• Compressa: utilizar o decôcto ou o suco das folhas e/ou raízes. FITOLOGIA Planta herbácea. • Apresenta propriedades inseticidas (32). artimijo. . externamente. Apresenta cheiro forte.

partenolides. ASSA-PEIXE NOME CIENTÍFICO Vernonia polyanthes Less. • Propagação: sementes e estacas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. germacronolides. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em cetona. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica (261).AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Plantio: primavera. • Florescimento: a partir de novembro. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é inseticida e insetífuga. Tomar 1 a 3 xícaras ao dia (258). pertubações gástricas. insônia (258). males do coração e dos nervos (303). TOXICOLOGIA Pode causar o aborto (258). enxaqueca. INDICAÇÕES Atua contra as cefalalgia (261). antiespasmódica e febrífuga (1). antileucorréica. sesquiterpenos clorados (257). O transplante é feito quando as mudas apresentarem 5 a 6 folhas. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. guaianolides e PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. além de ser ornamental.3m.5 x 0. . FORMAS DE USO • Infusão: 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em uma xícara das de chá com água. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. emenagoga (93). • É uma boa melhoradora da estrutura do solo.

FITOQUÍMICA Alcalóides. estreitas na base. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. flavonóides (genkwanina e velutina). cambará-guassú. • Espaçamento: 2. pecioladas. diurética (128). cerosa e verde-clara na face dorsal. oblongo-laneceolado. antilítica. perene. As folhas são agudas. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. HABITAT Espécie autóctone que cresce em descampados. PARTES UTILIZADAS Folha e raiz. antihemorroidária (215). gríseo-pilosas.3mm de comprimento. à beira de estradas e em terrenos abandonados. lenhoso. reunindo filárias agudas e coriáceas em invólucro campanulado. hemostática (68). chamarrita. medindo 2 a 2. castanho.0 x 1. porém bem drenados. balsâmica. óleo essencial e sais minerais (128). lanceoladas. • Colheita: as folhas devem ser colhidas antes do florescimento. • Plantio: em qualquer época do ano. • Florescimento: fevereiro a abril. antiasmática (392) e antigripal (393). ramificado e arredondado. expectorante. INDICAÇÕES .5m.SINONÍMIA Assa-peixe-branco. FITOLOGIA Planta arbustiva grande. pastagens. margem inteira ou pouco serreada. que cresce de 2 a 3m de altura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. Inflorescência paniculada. o cultivo deve ser feito em áreas mais agrestes da propriedade. com capítulos sésseis contendo cerca de 25 flores lilases. cambará-guaçú. • Propagação: sementes e estacas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. capoeiras. rugosas e ásperas na ventral. alternas. CLIMA É heliófita e não tolera geadas. Fruto aquênio. cambará-branco. O caule é liso. glicosídeos. Estacas podem ser enraizadas em areia ou solo leve.

FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. proporcionando um mel de alta qualidade. para hemorróidas pontadas nas costas e no peito. AVELOZ NOME CIENTÍFICO Euphorbia tirucalli L. durante 1 a 3 dias (145). Tomar durante o dia (como diurético). coando a seguir. durante 1 a 3 dias (68). cálculos renais e o uso externo é indicado para combater afecções cutâneas (128). . • Decocção: ⇒ ferver por 15 minutos 6 folhas cortadas em pequenos pedaços. Tomar 5 gotas diluídas em água a cada 2 horas. ⇒ Como expectorante: infusão com uma xícara de água fervente sobre 2 folhas picadas. fritadas à milanesa. FORMAS DE USO • Xarope: 2 folhas picadas em 1 xícara das de café de água. contusões. vem sendo estudados como antitumoral (145). coar.1 colher das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. quando extraída na escuridão. é fosforescente (93). Adultos . ⇒ ferver por 5 minutos 3 folhas bem picadas em 1 xícara das de chá de água. pneumonia (68). Tomar 1 a 3 xícaras por dia (128). • Compressas: hemostático (257). Coar e aplicar sobre afecções da pele (128). ⇒ Para bronquite: 2 folhas cortadas em 1 xícara das de chá de água quente.Indicada para bronquite (392). • Infusão ⇒ Como diurético: em um litro de água ferver 6 folhas picadas durante 10 minutos. Coar e tomar a vontade (diurético). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. O decôcto da raiz é utilizado. • A casca da raiz. • As flores são melíferas. acrescentar 2 xícaras das de café de açúcar e levar ao fogo até a dissolução do açúcar. A ingestão do chá das folhas causa um potente efeito diurético e natriurético em ratos (393). em banhos. Abafar por 10 minutos. tomar até 3 xícaras ao dia. Ferver 5 minutos. tosses rebeldes. gripes fortes. contusões e infecções do útero (271). afecções do útero (215). FARMACOLOGIA Os glicosídeos extraídos das flores. • Suco: tritura-se ou moem-se as folhas.

CLIMA É sensível ao frio intenso. dedodo-diabo. originária da África. Ramos verticilados. quase áfilos. pois rompem-se facilmente exsudando látex que pode ser cáustico. aldeídos (145). pau-liso. que cresce de 3 a 4m de altura. dente-de-cão. intrincados. Em solos muito úmidos o crescimento é demasiadamente lento. diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol). coroa-de-Cristo. PARTES UTILIZADAS Seiva (látex). O fruto é uma cápsula vilosa. pubescente e sublenhosa.0 x 2. cassoneira. profundamente 3-sulcada. árvore-do-coral-de-são-sebastião. diminutas e raras. • Manejo: qualquer atividade de cultivo feita com a planta deve prever o uso de calçados. filiformes. espinho-de-judeu. coral-verde. labirinto. hidrocarbonetos terpênicos. perene. árvore-do-lápis. É xerófila. goma tirucalli. enquanto que as masculinas ocorrem em torno das masculinas. pau-sobre-pau. avelós. • Plantio: primavera. • Poda: evitar que os ramos cruzem a área de circulação de pessoas. • Florescimento: não ocorre em Santa Catarina. roupas que cubram a pele e óculos. pau-pelado. amarelas ou esverdeadas. gravetodo-diabo. 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato (77). resina (257).0m. As flores são terminais. A rizogênese inicia perimetralmente à base da estaca. coral-de-são-sebastião. suculentos. FITOLOGIA Arbusto grande. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (eugenol). É heliófita. As estacas devem ser preparadas no fim da primavera até o início do verão.SINONÍMIA Almeidinha. axilares. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . cega-olho. mata-verrugas. HABITAT Espécie alóctone. espinho-italiano. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. cilíndricos. espinho-de-Cristo. 3-locular. • Propagação: estacas de ramos. SOLO Plenamente adaptada a solos secos e pobres. látex. lactescente. de coloração verde. Devem ser hidratadas em sua base e após enterradas em areia úmida. árvore-de-são-sebastião. Sementes ovóides e lisas.

purgativo. o látex precisa ser diluído em água. AVENCA NOME CIENTÍFICO Adiantum capillus-veneris L. TOXICOLOGIA Doses tóxicas coagulam o sangue. antivirótico. antiescorpiônico e ofídio (uso interno). fungicida. • É utilizada como ornamental.O látex. asma e gastralgia (77). em nichos de pedras. anti-reumático. rubefaciente. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando adulta. Por ser altamente caústico. cauterizante de verrugas (257). expectorante (145) e antissifílico (93). é resolutivo no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos. INDICAÇÕES Indicada empiricamente para o tratamento de neoplasias neuralgia. mas subespontânea no sul do Brasil. principalmente quando nova. . originária da Europa. antiasmático. Tomar um copo 3 vezes ao dia (145). Produz um látex com propriedades irritantes e cáusticas à pele. induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo (77). FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. pode destruir a córnea (257). HABITAT Planta alóctone. • Uso interno: ⇒ Até 3 gotas por dia. O látex puro pode provocar até uma hemorragia (145). em áreas ruderais sombreadas. Se o látex atingir os olhos. SINONÍMIA Avenca-cabelo-de-vênus. antibiótico. cólica. antiespasmódico. branco e cáustico. distribuídas em 3 copos d'água (31 1994). ⇒ 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água. a planta pode ser utilizada para confecção de moirões e cercas-vivas. paredes de poços e principalmente junto à fontes de água. FORMAS DE USO • Uso externo: romper um cladódio da planta e deixar 1 gota do látex cobrir a verruga ou calo. cabelo-de-vênus. antibacteriano. Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor.

soltos. com os folíolos em forma de cunha larga.40m. necessitando de irrigação frequente. finos. mucilagem e glicose (294). de clima subtropical úmido. ricos em húmus. que atinge 20 a 40cm de altura. . compostos fenólicos (257). bronquite (341). rouquidão. com a margem arredondada. úmido e quente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. sudorífica. queda de cabelo (257). As hastes e ramos são marrom-escuros. que cresce em touceiras. dores reumáticas. SOLO A planta prefere os solos de serrapilheira.FITOLOGIA Planta herbácea. béquica. com cerca de 10cm de comprimento. levemente ácidos. dividido e subdividido na orla da fronde. com 3 a 5 soros de esporos situados nas extremidades da face dorsal. • Raleio: eliminar folhas senescentes e doentes. antidisentérica (215) e antiinflamatória (294). emoliente. friáveis e frescos.4 x 0. perene. CLIMA A planta é umbrófila e higrófita. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções catarrais das vias respiratórias. • Propagação: divisão de touceiras. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. divididas 3 a 4 vezes. carboidratos. expectorante. A planta definha em solos secos. e mesmo a meia-luz. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizomas. alternas. estacas e esporos. capilarina. com as nervuras delicadas. levemente ondulada. crenadas. emenagoga (257). ressecamento da garganta. • Plantio: primavera. O ambiente deve ser sombreado. Proteger contra geadas. antiasmática (341). colhidos de setembro a maio. digestiva (32). com tendência a deltóide.. • Irrigação: a planta é muito exigente em umidade. • Colheita: setembro a janeiro. O rizoma é fino. muito delgadas. antidiarréica. Cresce bem em regiões com umidade relativa do ar elevada. polimorfas. estimulante (128). pardo-escuros ou negro reluzentes. causa amarelecimento e definhamento da planta. aperiente. oblíquo e piloso. rizomatosa. duros e muito finos. • Aclimatação: a planta pode ser cultivada em vasos com substrato orgânico ou pó de xaxim. A luz solar direta. FITOQUÍMICA Ácido gálico e tânico. úmidos. As folhas são pecioladas. A partir do rizoma emergem pendúnculos glabros. caspa.

O fruto é uma cápsula lisa e escura contendo sementes triangulares. Tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). meia hora antes das refeições (Leo Manfred. azedinha. bainha inciso-dentada ou laciniada. pequenas (1. de caule fistuloso. HABITAT A planta é espontânea em Portugal e originária da Ásia. que é comprido e caniculado. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). com aurículas acuminadas e dirigidas para baixo. pardas e luzidias. ereto. lanceoladas-subcordiformes. sagitadas. medindo 20 a 25cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. quase paralela ao pecíolo. pequenas. As folhas são algo glaucas na face dorsal. • Tintura: 10 a 50ml/dia. distúrbios do ovário e da bexiga (271). estriado. É cultivada em hortas. As flores são avermelhadas. com 20 a 60cm de altura. 50 a 200ml/dia (341). oblongas ou ovais. As folhas superiores são sésseis. AZEDINHA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Rumex acetosa L. as inferiores pecioladas. ⇒ 1 xícara das de cafezinho em 1 litro de água.2mm). Tomar 2 a 4 xícaras ao dia (257). • Extrato fluido: 210ml/dia. semi-amplexicaules. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como ornamental de ambientes sombreados. azedeira.8 a 2. amarelas. verrugas. dispostas em panículas terminais e laterais. AGROLOGIA . FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. laringite. apud 32). FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae.dismenorréia. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. debilidade das parturientes (283). no Brasil. carnosas. Tomam-se 8 a 10 colheres das de sopa por dia. ⇒ 1 parte de folha : 100 partes de água. SINONÍMIA Azeda-brava. freqüentemente avermelhado.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É uma planta laxante. FORMAS DE USO • Infusão: . • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. FITOQUÍMICA Ácido silícico (41%). nepodina. antiasmática (32). produzindo uma liquefação do conteúdo intestinal. ácido sulfúrico e óxido de manganês (93). afecções do fígado (32). diurética (179). crisofanol emodina. antiescorbútica. Derivados de antraquinona: 1. apud 179). C-glicosídeos de flavonas. fiscion.8-dihidroxiantraquinona. • Adubação: adubar os canteiros com 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. polissacarídeos. crisofanol-8-0-β-D-glucopiranosídeo. cal (17%). β-sitosterol. plantados diretamente em canteiros.• Espaçamento: 0. neutralizadora da ação das substâncias acres e purgativa. alumina. febrífuga (128). neposídeo. As raízes são antidiarréicas (283). • Florescimento: não ocorre nas condições do Litoral Catarinense. leucina e ácido pantotênico).). potassa (15%). • Propagação: perfilhos. Os derivados glicosídicos do tipo crisofanol dificultam a reabsorção de eletrólitos e água.30m. aminoácidos livres (alanina. catamenial. piridoxina. tartárico e málico. soda. acídula.3 x 0. ácidos oxálico. taninos. cloro. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato aquoso de caule e folhas apresenta atividade hipoglicêmica e antimicótica contra Trichophyton granulosum. óxido de ferro. FARMACOLOGIA Os polissacarídeos inibem em 5 semanas o crescimento de tumores (sarcoma 180) (Ito e Hidaka. purpureum (189). magnésia. • Plantio: março a abril e setembro. estimulando os movimentos peristálticos (189). oxalato de cálcio. As folhas são antissépticas e refrigerantes (93). emodina antrona. O controle é feito com iscas envenenadas de raiz de tajujá ou frutos verdes de cabaça. rumex acetosa polissacarídeo RA-P (179). quercitina. T. ácido fosfórico (5%). fiscion I-0-β-Dglucopiranosídeo. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. antinevrálgicas. fenilalanina. vitamina C. • Pragas: é comum a ocorrência de coleópteros (Diabrotica spp. aloe emodina. gypseum e T. afta e inflamações da vesícula biliar (128). INDICAÇÕES É indicada para a icterícia. vitexina. Derivados de hidroxiantraquinonas e hidroxiantronas. emodina 8-0-β-D-glucopiranosídeo.

erva-de-azebre. curtos e espaçados. babosa. vulgaris. var. pendentes. Está amplamente adaptada ao Brasil. ervababosa. ou Aloe barbadensis Mill. • Suco: tomar 1 colher de sopa do suco das folhas por hora (32). . Cresce em áreas semidesérticas e em locais pedregosos e semi-áridos. com pedicelos menores que as brácteas. Canárias e da Madeira. sobre uma haste simples ou ramificada. As folhas jovens são retas e agudas. caraguatá. manchadas. com 50cm de comprimento por 6 a 9cm de largura e 3cm de espessura na base. As folhas. amarelos. barbosa. de caule curto. glauco-esverdeadas uniformes. FITOLOGIA Planta arbustiva. lanceoladas. babosa-medicinal. são ensiformes. caraguatá-de-jardim. dispostas em roseta. SINONÍMIA Aloé. medindo 50 a 1. na forma de salada ou de sopas. O parênquima das folhas tem aroma nauseabundo. densas. perene. carnosas. gota. rizomatosa. As flores são tubulosas. sinuososerradas. marginadas por espinhos triangulares. Apresenta incompatibilidade com águas minerais e não deve ser preparada ou servida em recipientes de cobre (179). e também do Mediterrâneo. aloés. sabor amargo e coloração vítrea. de cor amarelada. das Ilhas de Socotra. de 2 a 4cm de comprimento. litíase e reumatismo não devem ingerir a planta. noroeste da África e das margens do Mar Vermelho. HABITAT Espécie alóctone tropical. dispostas em rácimos terminais densos de 30 a 40cm de comprimento. • A raiz fornece matéria tintorial de cor vermelha.⇒ 10g de raízes para 1 litro de água.20m de altura. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. entouceirada. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. TOXICOLOGIA A planta provoca diarréia em animais e o pólen é alergênico. côncavas na parte superior e convexas na inferior. BABOSA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Aloe vera L. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. Os pacientes com artrite. Apresentam internamente um parênquima mucilaginoso. suculenta. ⇒ 50 a 100g para 1 litro de água.

• Colheita: deve ser feita preferencialmente ao final da floração. observa-se um rebrote acentuado. podendo chegar a 400 a 1. ácido aloínico e pícrico. Em condições de estresse. atingindo 50 a 60cm de comprimento. partindo de 5 brotos decapitados (270).purgativo). • Micropropagação: estimula-se as brotações axilares e a formação de brotos adventícios mediante a decapitação dos renovos. • Propagação: estolões. O excesso de água nas raízes pode provocar deterioração das raízes. resina. O teor de gel e polipeptídeos é maior nas folhas maturas do que nas jovens (443). Cada folha matura atinge 420 a 450g por folha. com cerca de 10cm de altura. Ventos frios predispõem à ocorrência de avermelhamento generalizado nas folhas. É fortemente heliófita e xerófila. O rendimento é de 2. a temperatura de 25oC. casca de arroz tostada. taninos (145). • Substrato: porosos (areia. vermiculita ou a mistura de deles) • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. aloe-emodina. e nem sempre é possível a obtenção de sementes. mucilagem polissacarídica. • Irrigação: deve ocorrer apenas durante os períodos de estiagem. permeável e solto. O contato das folhas com o solo úmido favorece o apodrecimento das mesmas. teor máximo de água . Optar pela irrigação por nebulização.000 plantas em 6 meses. barbalodina.4%.12% (96) PARTES UTILIZADAS Folhas. mudas que se formam lateralmente à cepa. nem sementes. A propagação por sementes é muito lenta. Colhe-se apenas as folhas mais desenvolvidas. CLIMA A planta é de clima tropical a subtropical. aloetina. • Padrão comercial: teor máximo de cinzas .000kg/ha no quinto ou sexto ano. • Plantio: ao longo de todo ano.0 x 0. . vitaminas E e C (257). As brotações são facilmente enraizadas com IBA e meio MS modificado. aloeferon (cicatrizante). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. quando o escapo floral está seco. Não tolera geadas. coberto com sombrite 70%. lactato de magnésio. Transplantar as mudas quando apresentarem 15 a 20cm de altura ou 4 a 6 folhas. aloquilodina. para as condições do Litoral Catarinense. O cultivo pode durar até o décimo ano (239). • Produção de sementes: não há formação de frutos. • Rendimento: 100kg/ha no primeiro ano. A planta tolera solos pobres. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. salicatos. sem acidez. • Adubação: planta responde bem à adubação fosfatada e potássica. FITOQUÍMICA Glicosídeos antraquinônicos (aloína .7m. sílico-argiloso. • Florescimento: agosto a setembro. polpa e seiva.SOLO Prefere solo bem drenado.

resolutiva. entorses. Deve ser usada na forma de compressas e massagens.2g do pó dissolvido em água com açúcar. febrífuga e revulsiva (93). FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica (69). vulnerária. pentosana e ácidos urônicos (434). contidos no gel. comuns na síndrome dos olhos secos. são úteis no tratamento de câncer e queimaduras causadas por radiação nuclear. asma. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. Utilizar o gel sobre queimaduras e afecções da pele 3 vezes ao dia.2 a 0. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antibacteriana e antifúngica. hepática. INDICAÇÕES É indicada para a queda de cabelos. tônico capilar e do aparelho digestivo. tumores. despida da cutícula.30 a 0. emenagoga. catártica.02 a 0. diminuindo também o eritema. congestão do fígado e da cabeça (32). • Cataplasma: retirar a película verde que reveste o parênquima gelatinoso. oftálmica (32). trituradas com 250ml de álcool e 250ml de água. O glucomanan e o polimanactato.glucomanos (0. Tomar 0.60g/dia (purgante e emenagogo) (32). hipocondria. inflamações da pele (9). regeneradora da pele (128). tensão nervosa. linfatismo. erisipelas. Os princípios ativos aumentam com a idade da planta (99).15g/dia (tônico. vulnerária. contusões. Obtém-se a resina cortando-se transversalmente a base das folhas e deixando-se penduradas por 1 ou 2 dias para escorrer o sumo. fortalecedor imunológico. dores reumáticas (258). Quando bem seco. eczemas. fungicida.1 a 0. A polpa é antioftálmica. O gel filtrado. como laxante. antiinflamatória e emoliente (258). panarícios (93).3% do gel fresco). prisão de ventre. As raízes são eficazes para as cólicas (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante (260). É indicada também em períodos pós-operatórios. • Alcoolatura: 50g de folhas descascadas. emoliente. queimaduras de sol. analgésica. colerética. tuberculose pulmonar. adstringente. teve forte ação antiálgica e antiinflamatória. laxativo e anti-helmíntico. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). estomáquico. estomáquica (257). tônica eupéptica (145). feridas. oftalmias. mucilagem e aloína e diluído em água estéril. . pode ser transformado em pó. antisséptica. A folha. na proporção de 40:1. galactose. Contém cerca de 20 a 30% de aloína na matéria seca (96). A aplicação tópica do gel foi feita duas vezes ao dia. que deve ser seco ao fogo ou ao sol. porque aumenta a oxigenação da pele (145). coando-se logo a seguir.5% de água (239). é um supositório calmante para retites hemorroidais (32). A recuperação dos pacientes iniciou no segundo dia do tratamento (32O). livre de polpa. • Resina: é a mucilagem após a secagem. cicatrizante da pele e das mucosas. manchas de pele (mancha senil) (145). bactericida. FORMAS DE USO • Pó: 0. na Rússia (239). 0. O gel contém 99. vermífuga. conforme vários experimentos realizados em Chernobyl.

esteira e tecidos grosseiros. • As fibras das folhas são utilizadas na fabricação de cordoalha. Usam-se 5 a 10 gotas como eupéptica e 20 a 40 gotas como laxativo (257). HABITAT Espécie autóctone nativa da mata Atlântica. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. constitui alimento de certos povos asiáticos. SINONÍMIA Babosa-de-árvore. despida da cutícula. Utilizar em compressas e massagens nas contusões. epífita. queimaduras e queda de cabelo) (145). TOXICOLOGIA Contra-indicada para crianças (internamente). • Gel: bater uma folha de babosa no liqüidificador. • O suco da planta é inseticida (93).5g da resina em 100ml de álcool a 70oGL. Coar. BABOSA-DE-PAU NOME CIENTÍFICO Philodendron martianum Engl. entorses e dores reumáticas. • Suco: uso interno como anti-helmíntico.• Supositório: a folhas. umbrófila. enxaguando em seguida (uso externo em inflamações. muito comum na Serra do Mar. • Tintura: triturar 50g de folhas descascadas com 250ml de álcool e 250ml de água. deixando por trinta minutos. Aplicar sobre os cabelos secos. • Poção: ½ g de folhas secas ou 1 colher das de chá da polpa em 1 copo de água (uso interno como tônico eupéptica e laxativo). Filtra-se e completa-se o volume restante para 1 litro. com algumas gotas de limão e uma pitada de sal. FITOLOGIA . Deixa-se em maceração em recipiente fechado durante 7 dias. 258). • Tintura: utilizam-se 2. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa. podem ser usadas como supositório nas retites hemorroidais (258). Pode provocar nefrite (32). mulheres grávidas e catamênicas (metrorragia) e indivíduos com hemorróida (257. macerada ao açúcar ou mel. • Era usada para embalsamar múmias.

SINONÍMIA Alóe. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em ambientes sombrios.Planta epífita. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. Se cultivada em vasos. • Plantio: ano todo. Cada planta contém em média 5 bulbos. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. caraguatá. OUTRAS PROPRIEDADES • É planta ornamental para ambientes sombreados. protegidos de vento. babosa. hidratante e condicionador do cabelo. quentes. aloés. BABOSA-DE-SOCOTRA NOME CIENTÍFICO Aloe arborescens Mill. ou Aloe succotrina Lam. adensadas em roseta.8 x 0. Não tolera geadas. com rizoma cauliforme curto. ascendente. Inflorescências em número de duas e em forma de bastão. semi-herbácea. . largo-lanceoladas. É umbrófita. adicionadas de 30% de húmus de minhoca. Indicado para a calvície incipiente (341). com pecíolo entumecido como um pseudo-bulbo de orquidáceas. limbo com cerca de 30 a 40cm. • Substrato: 70% de pó de xaxim ou casca de arroz tostada. localizadas nas axilas das folhas. em solos ricos em matéria orgânica e bem aerados. utilizar recipientes com capacidade mínima de 5 litros. erva-babosa. As folhas são coriáceas. • Propagação: sementes e estacas. nervura central saliente em ambas as faces e imersas apenas na extremidade. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tonificante do bulbo capilar. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões subtropicais. originária da África do Sul. • Espaçamento: 0. contendo um suco claro e gomoso. • Florescimento: novembro a janeiro. HABITAT Espécie alóctone. brilhantes.4m. alóe-candelabro.

• Propagação: separação de mudas que se formam ao lado da planta matriz. vulnerária. demorando entre 40 a 50 dias. (69). carnosas. porém não encharcados e/ou compactados. emodina. Em doses maiores é purgante (341). Indicada para bronquite e tuberculose pulmonar incipiente (polpa macerada em mel por 10 dias). insuficiência hepática (341). vermiculita ou a mistura de deles). em cachos não ramificados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Em doses menores é tônica. aloinose. matérias resinosas (341).FITOLOGIA Planta herbácea. verde-azuladas. FITOQUÍMICA Aloína. dispepsia atônica. ATIVIDADE BIOLÓGICA . erisipelas e retites hemorroidais (283). estomáquica. com espinhos cartilaginosos. As folhas são ensiformes. aperiente. anti-helmíntica (283). revulsiva. queimaduras. com 40 a 70cm de altura. ereta. queda do cabelo (aplicação tópica do sumo). • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. ápice voltado para dentro ou liradas. panarícios. eczemas. peitoral. Optar pela irrigação por nebulização. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica. impinges. suculenta perene. O enraizamento é muito lento.7m. vera. tumores. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. oftalmia. dispostas em haste central. golpes (emplastros). atonia gástrica. • Raleio: as brotações laterais deve ser eliminadas ou utilizadas como material de propagação. As flores são tubulares e de coloração avermelhada na base com o bordo livre esverdeado. resolutivas. linear-lanceoladas. de caule bífido e curto. emenagoga. coberto com sombrite 70%. emoliente. antioftálmica. finas e arqueadas do que a espécie A. • Florescimento: ocorre de novembro a dezembro. casca de arroz tostada. utilizando-se substratos porosos (areia. aloeresinotanol. • Colheita: a partir do segundo ano. engorgitamento do fígado e do baço (cataplasmas). As folhas são mais curtas. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. colagoga. anti-hemorroidária. SOLO A planta adapta-se bem a solos pobres. longas. Faz-se um desbaste das folhas basais da muda antes de enraizá-la em substrato.0 x 0. quase em roseta. • Plantio: primavera. serradas. antidartrosa.

5ml da tintura. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa.Antibacteriana e antifúngica. nas hemorragias uterinas. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe saponaria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A. pois provoca congestionamento dos órgãos pélvicos. TOXICOLOGIA É contra-indicada no período menstrual.2g do pó.5g do pó ou 1. nos estados hemorroidários. em doses maiores (0. • Como purgativo: 0.05 a 0.5 a 2. Succotrina.15 a 0.3 a 0. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). • Como drástico: 0.1g do pó.1 a 0. FORMAS DE USO A babosa em pó deve ser utilizada em pequenas doses (0.6g) como purgante e emenagogo (283). FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. Reitz (341) relata as seguintes administrações: • Como eupéptica: 0. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe harlana. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A.20g) como tônico eupéptica. na predisposição ao aborto e nas nefrites (341).3 a 0. Succotrina. laxativo e anti-helmíntico. BALIERA .

É fortemente heliófita (400). maria-milagrosa. março-abril. laxa na base.5m de altura. Frutos subglobosos. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. medindo cerca de 5 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Os ramos jovens são glabros ou sutilmente tomentosos. úmidos e pouco ácidos. agudas. FITOQUÍMICA . erva-balieira. • Plantio: março (mudas de sementes). sésseis. maria-preta. SINONÍMIA Baleeira. com 3mm de diâmetro. CLIMA A espécie é de clima tropical e subtropical quente. PARTES UTILIZADAS Folhas. caramoneira-do-brejo. setembro (mudas de estacas). • Propagação: sementes e estacas de ramos. balieira-cambará. dentadas.NOME CIENTÍFICO Cordia verbenaceae DC. muito ramoso. aromáticas. ervabaleeira. Inflorescência corimbosa terminal. em capoeiras úmidas. Pode ainda ser encontrada no interior.5m. camarinha. que cresce de 1. guabiraba. distante 5cm dos ápices.5 a 2. atenuadas na base. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. medindo cerca de 3 a 7cm de comprimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. As flores apresentam corola campanulada branca e pequena. SOLO Prefere solos arenosos. vermelhos. • Poda: eliminar os ramos inferiores que tem predisposição a tocar o solo. verde-escuras. • Florescimento: julho a setembro. HABITAT Espécie autóctone que medra nas restingas marítimas.23mM (221). O enraizamento dos ramos pode ser facilitado através da imersão de ramos com 10cm de comprimento. FITOLOGIA Arbusto perene de arquitetura esgalhada caótica. catinga-de-barão. lanceoladas a oblongo-lanceoladas. As folhas são fortemente escabroso-verrucosas na face ventral. • Colheita: 1 ano após o plantio. crescendo até mesmo sobre areias quartzosas enriquecidas de matéria orgânica. em solução de ácido indol-butírico a 1.5 x 3.

• Tintura: triturar 30 folhas em 100ml de álcool de cereais 70 graus e 50ml de álcool.Artemetina (128). Coar e tomar 20 gotas ou 1 colher das de café diluídas em água. HABITAT Espécie alóctone. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. • Os citricultores utilizam a planta como atrativa de pragas (128). BÁLSAMO-ALEMÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe tubiflora R.4'-dihidroxi-5-metoxiisoflavona e 7. flor-da-abissínia.4'-dihidroxi-5-metilisoflavona (223). Deixar macerar por 5 dias. OUTRAS PROPRIEDADES • Suas folhas são utilizadas como condimento de sopa. • Alcolatura: amassar 50 folhas em ½ litro de álcool neutro. agitando de vez em quando. antiartrítica e anti-reumática (128). Abafar por 10 minutos. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de osteoartrose e transtornos afins (361). • Os frutos são comestíveis e muito apreciados pelos pássaros. Coar e tomar de 1 a 3 xícaras ao dia (reumatismo). • Cataplasma: amassar 1 punhado de folhas frescas com 1 colher das de sopa de glicerina. analgésica (222). SINONÍMIA Cacto-da-abissínia. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulacea. Estender sobre 1 pano e aplicar na parte afetada (128). alcoolismo e problemas na coluna (271). originária de Madagascar. Macerar por 1 semana. conjuntivite. FORMAS DE USO • Infusão: 3 folhas cortadas em pedaços pequenos em 1 xícara das de chá de água fervente. cacto-japonês. Hamet. FITOLOGIA . 2 a 3 vezes ao dia. Aplicar sobre locais doloridos e juntas inflamadas. 7.

na axila dos quais nascem pseudobulbilhos reprodutivos. • Colheita: um ano após o plantio. são terminais. verticiladas ou esparsas. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cicatrizante e balsâmica. Poda: a capação do pendão floral induz a planta a ramificar-se intensamente. avermelhado e pontuado. Propagação: mudinhas que se formam das folhas que caem.25m. e Sessé. vermelho-alaranjadas. com exceção dos encharcados.3 x 0. 1996). suculenta. As inflorescências. eretas. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. As folhas são cilíndricas. PARTES UTILIZADAS Folhas suculentas in natura. A rusticidade da planta é tamanha que consegue crescer até mesmo em cima de telhados de casas. canaliculadas na parte inferior. O caule é cilíndrico. aumentando a produção de folhas. • BÁLSAMO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Sedum dendroideum Moc. HABITAT . tendo no ápice 3 a 5 pequenos lobos. • É ornamental. FITOQUÍMICA Daigredorigenina e daigremotianina (CASTILHOS et al.5 a 1. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é hospedeira natural de Pseudomonas solanacearum (6). glabra. de 0. ereta.Planta herbácea perene. do tipo cimeira-corimbosa. com numerosas flores vistosas. carnosas. Plantio: outono e primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. ramificadas. com manchas verde-arroxeadas transversais. verde-salmão. sobretudo de jardins do tipo "rochoso".0m de altura.

sublenhosa.4m x 0. suculenta. Substrato: areia. FORMAS DE USO • In natura: na forma de saladas (para inflamações gastrintestinais). PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. Manter o substrato sempre úmido. mas amplamente adaptada ao Brasil. grossas e com sabor levemente ácido. SOLO Prefere solos secos. As folhas são opostas. inflamações gastrintestinais e da pele e nas cefaléias. machucaduras (68). TOXICOLOGIA O suco da planta tem um princípio acre tóxico. É heliófita e xerófita. úlceras (271). triterpenos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. feridas gangrenosas. sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis (73). diariamente. Colheita: após 1. O suco pode ser aplicado topicamente sobre a pele inflamada (257). FITOLOGIA Planta perene. Plantio: primavera Irrigação: somente em períodos de forte estiagem. . casca de arroz ou vermiculita. e folhas. Propagação: a partir de estacas de caule e ramos. • Suco: bater no liqüidificador 10g das folhas com 1½ copo de leite. acuminadas. CLIMA Espécie de clima tropical seco. areno-siltosos e bem drenados. As flores são amarelas-intensas e dispostas em panículas.30m. torções. obovado-espatuladas.Espécie alóctone originária da África do Sul. onde cresce subespontaneamente. Tomar ½ copo 3 vezes ao dia. que atinge 30 a 40cm de altura. cicatrizante (257) e vulnerária (68). AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento: 0. fofos. INDICAÇÕES Usada no tratamento de contusões. FITOQUÍMICA Mucilagens. epilepsia. alcalóides piperidínicos.5 ano de ciclo.

Semear em bandejas de isopor. glabro ou pubescente e pouco ramificado. ao se abrirem. lanceoladas. ciúmes. prismático-arredondada. utilizando substrato organo-mineral. principalmente em terrários. intermitente e diária. maria-sem-vergonha. róseas. Não suporta altas temperaturas e geadas.3m x 0. O fruto é uma cápsula tomentosa. suculentas. glabras. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. Temperaturas abaixo de 10oC afetam o crescimento da planta (209). não-me-toques. com irrigação por nebulização. O mesmo substrato pode ser utilizado para o enraizamento das estacas. suculento.2 a 2. BALSAMINA NOME CIENTÍFICO Impatiens balsamina L. A planta desenvolve-se tanto à sombra. HABITAT Espécie alóctone. As flores. como à pleno sol. • Aclimatação: as estacas devem ser estabelecidas em ambiente sombreado (sombrite 70%).20m. estalam liberando com explosão as sementes. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. brancas e variegadas. As sementes são cápsulas reticuladas. acuminadas.5cm de largura. melindre. SINONÍMIA Bálsamo-do-jardim. serradas. Índia e Malásia. apresentam cores variadas: vermelhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. com 6 a 12cm de comprimento por 1.OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ornamental. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos e ricos em matéria orgânica. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa. . Japão. FITOLOGIA Planta herbácea com 30 a 90cm de altura. beijo-de-frade. originária da China. pediceladas. caule cilíndrico. suspiro. • Propagação: sementes e estacas. com cinco valvas elásticas que. axilares e com espora curta. maravilha.

• O suco do caule é de sabor acre e ardente. OUTRAS PROPRIEDADES • São cultivadas como ornamentais. SINONÍMIA Barba-de-pau. samambaia. caule e ramos. FAMÍLIA BOTÂNICA Bromeliaceae. TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. • Florescimento: verão. PARTES UTILIZADAS Folhas. catártica e diurética (445). BARBA-DE-VELHO NOME CIENTÍFICO Tillandsia usneoides L. amenorréia.• Plantio: outono e primavera. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. FORMAS DE USO 15 a 30g/xícara (445). emética. distocia (445) e fraqueza em geral. FITOLOGIA . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomacal (271). As sementes são vermífugas (271). HABITAT Espécie autóctone epífita que cresce sobre os ramos de árvores das matas e potreiros. INDICAÇÕES É indicada para disfagia.

sob luz difusa. • Também utilizada. • Colheita: inicia aos 2 anos após a implantação. úlceras (271). muito pequenas. colchões e almofadas. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis ou quebráveis. esteróides triterpênicos (24). medindo até 3 a 4m. numerosas. dores e inflamações no reto (215).Espécie desprovida de raiz. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. varizes. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. solitárias. • Cataplasmas e banhos: para úlceras e hemorróidas. flavonóides. BARDANA NOME CIENTÍFICO . de caule pêndulo. colagoga (24) e anti-reumática (93). INDICAÇÕES Indicada para o engorgitamento do fígado. axilares. na Europa. Flores amarelas. cumarina. ácido resinoso aromático e resina mole preto-esverdeada (93). anti-hemorroidária. como enchimento de travesseiros. em áreas rurais. FORMAS DE USO • Supositórios (para hemorróidas): contundir os filamentos com manteiga de cacau. • Cultivada em estufas como planta ornamental. no combate às hérnias (341). filiforme. • Irrigação: irrigar nos primeiros dias após a instalação dos segmentos. cinzento e revestido de pêlos brancos. Folhas lineares. • Aclimatação: os segmentos vegetativos devem ser colocados sobre ramos de árvores ou arbustos grandes. AGROLOGIA • Propagação: sementes ou ramos filiformes com 20 a 30cm de comprimento. • É muito utilizada na armação de presépios de Natal. FITOQUÍMICA Compostos fenólicos. • Suco adstringente: filamentos contusos.

50 x 0. • Propagação: sementes. suculenta e comprida. os quais facilitam também a colheita. profundos. labaça. de caule robusto. terminadas em ponta. denticuladas.pega-massa. canelado. para a obtenção de raízes mais vigorosas. orelha-gigante.30m. normalmente sésseis. A planta não se desenvolve bem em solos secos e compactos. Ocorre até a altitude de 1. longo-elíptico ou obovado. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. soltos e com boa drenagem para permitir o aprofundamentos das raízes. SOLO Prefere os solos areno-argilosos. O fruto é do tipo aquênio.8m de altura. as cápsulas aderem-se facilmente à roupa das pessoas e aos pêlos dos animais.7 a 1. bienal. esféricos. sub-bosques e áreas ruderais. No Brasil. que é carnuda. Quando maturas. Altas temperaturas prejudicam o crescimento e afetam a formação de raízes suculentas. ramoso. A raiz. Apresenta folhas alternas. que a planta é considerada planta invasora. SINONÍMIA Bardana-maior. major. pecioladas. erva-dos-tinhosos. Durante o período reprodutivo as folhas tornam-se declinantes. ereto. onde cresce espontaneamente ao longo de estradas. cresce subespontaneamente nos campos. além das folhas grandes. carrapicho-grande. quando nova e subarbustiva ao reproduzir-se. fina e comprida. originária do Japão. As folhas atingem grande porte (40 x 25cm) antes do florescimento. apresenta coloração castanha e desenvolve-se notadamente axial. Flores azuladas a arroxeadas. HABITAT Espécie alóctone. . A qualidade das raízes colhidas é proporcional a boa textura e estrutura do solo. próximo a regatos. FITOLOGIA Planta herbácea. A semeadura é feita diretamente a campo. coberto por várias manchas pretas e papilhos. sopé de morros e encostas de pasto nativo (445). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. férteis. verde-escuras e glabras na face ventral e cinzento-claras e aveludadas na face dorsal.5mm de largura. com 5 a 6mm de comprimento por 2. Sua aclimatação é tamanha. var.800m (96). castanho-avermelhado-claro ou cinza castanho.Arctium lappa L. rodeados de brácteas verdes. orelha-de-gigante. agrupadas em corimbos frouxos de volumosos capítulos pedunculados. gobô. aerados. No primeiro ano a planta forma uma raiz axial grossa. Cresce de 0. purpúreo. É heliófita. as inferiores cordiformes e superiores ovaladas. espiculosos. CLIMA Prefere temperaturas médias anuais de 16 a 22oC (96). pergamasso. carrapicho-de-carneiro. pubescente-cotonosa.

• Plantio: outono e primavera. fósforo e ferro. bronquite (93). cicatrizante no tratamento de furúnculos. adicionado de substrato orgânico. humificado. tônica (93). furunculose. aquênios e folhas secas. INDICAÇÕES Útil para o resfriado. As flores são colhidas no segundo ano do ciclo. antidiarréica (294).5% (93) ou 6 a 10. crosta láctea. cefalalgia. taninos. polifenóis. derivados fenólicos (arctiina). cálculo renal e biliar (145). anestésica contra picadas de insetos e aranhas (145). prisão-de-ventre. glicosídeos. sarna. úlceras. analgésica. rutina. anti-hemorroidária. frieiras. hipoglicemiante. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo inulina. contusões (68). A planta apresenta um teor de cinzas de 12. antidispéptica. anti-herpética (32). escrofulose. anti-sifilítica. abcessos. mucilagem. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 10g por xícara. estomáquica. carminativa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. antitumoral. debilidade hepática (33). terpenóide (arctiopicrina). PARTES UTILIZADAS Raízes de um ano. abcesso. acetato e palmitato de diidrofuquinona (257). flores. emoliente. flavonóides. compostos poliacetilênicos (trainaeno. O sabor adocicado da raiz é devido a inulina (145). diaforética. ácido úrico (271). úlceras da garganta. amigdalites. enfermidades da pele (257). gota. para aplicações externas tópicas (444 e 1997). tinha. gastrite.• Substrato: para facilitar a formação de raízes uniformes e vigorosas. antibiótica. erupções do sarampo. • Colheita: as raízes são colhidas entre 100 e 140 dias. fuquinona. diurética. cólicas hepáticas (283). cálculo nefrítico. para não haver prejuízo para o teor de princípios ativos. descongestionante do estômago (215) e desintoxicante (incluindo metais pesados). antiinflamatória. fitosterina (144). vitaminas C e B. hepática. açúcares. ácido palmítico. artrose. em decocção ou esmagada. O plantio pode também ser feito sobre camalhões com 30 a 40cm de altura. doenças venéreas. estimulante do sistema nervoso. a semeadura deve ser feita em trincheiras profundas (50 a 60cm) preenchidas com solo leve e solto. cardiotônica. • Florescimento: primavera-verão. anti-sifilítica (33). minerais à base de cálcio. enfermidades cardíacas. béquica (445). revigorante sexual. anti-reumática. taraxasterol. Colhem-se as sementes e raízes no inverno e as folhas na primavera. cistite. β-eudesmol. queda de cabelo. micose de unhas.5% de cinzas e as raízes até 46% de inulina (96). hidropisia (32). • Decocção: . comichão. tônica capilar. acnes e terçol (257). As raízes devem ser colhidas antes de iniciar o florescimento. enotetrainaeno e pentainaeno). colerética. óleos fixos. antes do florescimento. gastrite. antídoto de envenenamento por mercúrio (68).

diurético e para dores reumáticas). • Uso externo: usar o decôcto das raízes ou infusão das folhas para aplicar compressas ou massagens (145). Adoçar com mel após esfriar. várias vezes ao dia. O sabor dos aquênios é pungente. ⇒ ferver por 10 minutos 1 colher das de chá de raiz em 1 xícara das de chá de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae.⇒ ferver 10g de raízes em ½ litro de água. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). ⇒ ferver por 15 minutos 2 colheres das de sopa de raiz em ½ litro de água. Em áreas de mata fechada. O decôcto em dose mais forte age como antídoto para mercúrio (68). ⇒ ferver por 20 minutos 4 colheres das de sopa de raiz em 1 litro de água. Cresce subespontaneamente na zona da mata pluvial da encosta atlântica no sul do Brasil. BEIJO-DE-FRADE NOME CIENTÍFICO Impatiens sultani Hooker. • As folhas e brotos novos também são comestíveis. ⇒ ferver 1 colher das de sopa de folhas em 1 litro de água. África. Tomar 3 xícaras ao dia (257). Coar e tomar 3 xícaras ao dia. sultana. Abafar por 15 minutos. ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. Filtrar e aplicar com algodão. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz cozida é alimentícia. sobre a cabeça de bebês com crosta (128). beijo-de-freira. SINONÍMIA Beijo-turco. maria-sem-vergonha. • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água. originária da ilha de Zanzibar. sendo muito nutritiva. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. Tomar metade pela manhã e metade à noite (acne). HABITAT Espécie alóctone. • Compressas: fazer decocção com 20g de raízes frescas em 1 litro de água. mas que se encontra disseminada em todo o mundo. ⇒ 10g de raízes por litro de água. Aplicar topicamente 3 a 4 vezes ao dia. pode ocorrer em clareiras naturais . Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. fora das refeições (diabetes. Tomar 3 xícaras ao dia (depurativo).

ápice acuminado e base estreita em direção ao pecíolo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emética. Cresce até mesmo em locais rochosos. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. Corola com a pétala posterior ou estandarte obovado-orbicular. o fruto explode abruptamente liberando longe as sementes e enroscando-se sobre si mesmo. O fruto é uma cápsula glabra.9cm de comprimento e 2. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. O pecíolo atinge até 6cm de comprimento. lanceolada e provida de esporão muito delgado em toda a sua extensão. mas expostos aos raios solares. longamente pecioladas. as laterais são lanceoladas. PARTES UTILIZADAS Folhas. Semear em bandejas de isopor. As flores.3m. róseas ou brancas. . SOLO A planta é encontrada em solos úmidos. crenado-serreada. freqüentemente emarginada no ápice e alada na parte central do dorso. membranácea quando seca e subcarnosa quando verde. provido de esparsos pêlos glandulares. Sua distribuição é irregular e descontínua.ou feitas pelo homem. e diurética. As folhas inferiores são alternas e as superiores quase verticiladas.3m x 0. A lâmina é ovóidelanceolada. pedicelos glabros providos de pequenas brácteas lanceoladas na base. com 4 . A planta é esciófita e seletiva higrófita.8cm de comprimento. as demais obovadas. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa alta. utilizando substrato organo-mineral. perene. O cálice reúne três sépalas. As sementes são providas de pelos suculentos. em terrenos abandonados e em barrancos úmidos que orlam as estradas. O estigma é denteado. FITOLOGIA Planta herbácea alóctone. originária da África. • Propagação: sementes e estacas. com uma cerda em cada reentrância. catártica. com predominância no verão. verde. • Plantio: primavera. deiscente apenas de um lado.0 5cm de largura. robusto. e ricos em matéria orgânica. suculento. • Florescimento: durante o ano inteiro. são glabras. Quando maturo. solitárias ou 2 a 3 em pedúnculos comuns. com o dobro do comprimento da pétala. caule e ramos. de margem plana. Freqüentemente ocorre ao longo das estradas. cilíndrico e cresce de 30 a 60cm em altura. mas com camadas umedecidas de solo. com cerca de 1. O mesmo substrato pode ser utilizado para a estaquia. a posterior ou labelo com mais de 1cm de comprimento. ao ser tocado. vermelhas. glabras nas duas faces. elasticamente. O caule é ramificado.

carnosa. crescendo até 1. brilhantes. capoeiras. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. carurú-de-porco. O fruto é uma cápsula globosa ou ovóide (pixídeo). anual. beldroega-verdadeira. que cresce de 10 a 20cm de altura e formando moitas densas com até 80cm de diâmetro. suculenta. ramificada. com deiscência transversal. OUTRAS PROPRIEDADES • O suco do caule é de sabor acre e ardente. FITOLOGIA Planta herbácea. estriadas e granuladas. SINONÍMIA Beldroega-da-horta. crescendo subespontaneamente em áreas ruderais. • A planta é ornamental. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. bredo-de-porco. beldroega-pequena. portulaca. glabra. HABITAT Planta alóctone. pequenas. polispérmica que se abre transversalmente. sem pedúnculos. originária da Grécia e da China. As sementes são numerosas. com folhas maiores e mais suculentas. pequenas. liso e glabro. lenticulares. bosques. carnosas. sativa.TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. o ápice truncado e as nervuras inconspícuas. sésseis. a base é atenuada. Em solos pobres e pesados a produção é bem menor.0m de altura. axilares ou dispostas em cachos terminais. verdolaga. salada-de-negro. ovaladas e suculentas. que adaptou largamente em todo o Brasil. caaponga. planas. cilíndrico. porcelana. beldroega-de-comer. As flores são amarelas ou alaranjadas. medindo 5 a 6mm de diâmetro. ora-pro-nobis. férteis e úmidos. Em muitos locais a planta é considerada planta invasora de lavouras. glabras e sedosas. campos cultivados e em ambientes férteis em geral. SOLO Prefere solos leves. O caule é verde ou avermelhado. amarelo-esverdeado (imaturo) a pardo (maturo). com sépalas desiguais. BELDROEGA NOME CIENTÍFICO Portulaca oleraceae L. var. A variedade botânica "sativa" é ereta. beldroega-vermelha. sésseis. . normalmente prostrada. preto-lustrosas.

1ml/animal. enquanto que à meia-luz. B1 (0. Sob luz plena. no verão. A planta contém 92. são muito susceptíveis à Diabrotica spp. antibacteriana.CLIMA Espécie de clima temperado quente. depurativa. enterite. disenteria bacilar. antiescorbútica. Emplastros da folha verde são usados para o tratamento da mastite. É altamente resistente a períodos de estiagem.000 sementes. queimaduras (32). sais de Ca (103mg). emenagoga. PP (0. leucorréia. recuperou totalmente. antes do florescimento. • Propagação: sementes. FITOQUÍMICA Mucilagens (257). hemorróidas. antipirética. hemoptises. diurética. hepáticas (68). flores e sementes. K. • Pragas e doenças: as variedades européias.24% de substância protéicas (Storer e Lewis apud 93).2mg). furúnculos. feridas e impetigo. na dose de 0. mas adapta-se bem ao subtropical até o tropical. • Colheita: ocorre cerca de 2 meses após a emergência. vulnerária (341). que atacam folhas e flores. As sementes podem permanecer dormentes no solo por 19 anos (242).). pombas acometidas por diftoviruela . • Plantio: pode ser semeada o ano todo. caroteno (2. mantendo-se viva durante vários dias mesmo se as raízes forem cortadas. ácidos salicílico (283). torna-se ereta e menos produtiva.000 sementes por planta (209).500 a 3. antiescorbútica (32). (ferrugem) e Albugo portulacae. a planta apresenta hábito prostrado. As folhas são usadas como estancadoras de hemoptises e as sementes são anti-helmínticas (283).500 U. tônica (68). mais suculentas e de porte ereto. cólicas nefríticas. • Produção de sementes: até 10. cuja germinação é de cerca de 96%. Puccinia sp. Na. oftálmica.4mg). fósforo (39mg). especialmente no verão.40 x 0. A temperatura mínima para a germinação é de 12oC.03mg). FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. Mg. cicatrizante (257). em 5 dias. vitaminas C (25mg). lactogênica. PARTES UTILIZADAS Folhas. desintoxicante. laxante. B2 (0. diuréticas e emenagogas (93). É heliófita. INDICAÇÕES Indicada para infecções urinárias (257). erisipelas e disúria. oftalmias.I. noradrenalina e o bioflavonóide liquiritina..20m.doença que se caracteriza por nódulos . oxálico e nicotínico. O melhor índice de germinação ocorre a 20oC e a 70 a 85% de umidade no solo (209). AGROLOGIA • Espaçamento: 0.61% de água e 2. 444). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Mucilaginosa. (o suco das folhas). Em 1g de sementes encontram-se cerca de 2. Também utilizada como tratamento auxiliar de picadas de animais peçonhentos (1. úlceras (93).

SINONÍMIA Boldo-baiano. O tratamento deve durar 3 a 5 dias. . com até 25cm de comprimento por 12cm de largura. de margem serrada. Caule ereto. • Decocção: 250g/dia da planta verde (disenteria e disúria) (444). O fruto é uma cápsula com 3 sementes.necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. TOXICOLOGIA O consumo da planta na forma de saladas não deve ser excessivo. ou Plectranthus grandis. curto pecioladas. pentâmeras. diclamídeas. devido a sua boa palatabilidade e constituição nutritiva. • A planta é invasora e indicadora de solos férteis. caule e ramos podem ser utilizados como alimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. pois as plantas podem acumular oxalatos em níveis tóxicos. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. pilosas em ambas as faces. O sabor é ácido-amargo e refrescante • Infusão: 50 a 100mg para 1 litro de água quente. azul-violáceas. fortemente zigomorfas. São opostas. grossas. BOLDÃO NOME CIENTÍFICO Coleus grandis Benth. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. quadrangular. em saladas e ensopados. FITOLOGIA Planta arbustiva. Tomar 1 colher das de sopa por hora. normalmente chochas. FORMAS DE USO • Suco: 100g/dia das folhas amassadas para a obtenção de suco (combate áscaris e oxiurus). frágil.0m. porém sem aroma e sem sabor amargo. pouco fibroso. Folhas mais graúdas que o boldo-do-reino. hirsuto. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (32). perene. aplicado sempre pela manhã. ovado-oblongas.0 x 2. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). As flores são hermafroditas.

carnosas. As sementes são inviáveis. eucalipto.• Propagação: estacas do caule e ramos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. crenadas. sorgo. . SINONÍMIA Erva-cidreira. opostas. oréganoorelhão. malvariço. frágeis. azuladas. utilizando bambus. BOLDO-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Coleus amboinicus ou Plectranthus amboinicus [Lour. • Florescimento: junho a julho. • Plantio: primavera. hortelã-graúda. grossas. malva. é muito vulnerável às ventanias.] Andr. tomentosas e muito aromáticas.8 x 0.4m. malvão. O caule é semi-lenhoso na base. • Substrato: vermiculita ou casca de arroz tostada. A inflorescência é racimosa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes ao Boldo-do-reino. Atinge de 20 a 50cm em altura. Pode ser utilizada uma bordadura periférica em torno do plantio. espiraladas. FITOLOGIA Planta perene. pequenas. • Propagação: estacas da planta matriz. Apresenta folhas suculentas. A base das estacas devem ser imersas em uma solução cúprica ou benomil. • Colheita: inicia 5 a 6 meses após o plantio. hotelã-grossa. ereta a semi-prostrada. herbácea. • Quebra-ventos: por ser uma planta de caule e ramos muito frágeis. Enraizar em substrato organo-mineral. etc. hortelã-pimenta. PARTES UTILIZADAS Folhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. hortelã-grande. malvarisco. verde-pálidas. Enraizamento lento e sujeito à infecções de fungos de solo. com flores zigomorfas. • Adubação: 1kg de cama de aviário por cova de plantio.

FITOQUÍMICA Contém mucilagens e óleo essencial rico em timol (257). INDICAÇÕES É usada no tratamento da rouquidão.• Aclimatação: o enraizamento das estacas deve ser feito em ambiente sombreado (sombrite 50%) e irrigação intermitente por nebulização. ou chupar 3 a 6 balas por dia (258). Pode-se também fazer a inalação do vapor oriundo de decocção. além de incrementar o teor de óleo essencial em 23 a 86% e o teor de mentol no óleo (194). hemoptises e epistaxes (444). α-humuleno. Tomar uma colher de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia. • Florescimento: setembro a outubro. Staphylococcus aureus. influenza. FORMAS DE USO • Folhas: mastigação das folhas frescas (rouquidão e inflamação da boca e garganta). bronquite (226). • Utilizada em culinária como condimento. • Adubação: adubo à base de nitrogênio. balsâmica. em relação às plantas não adubadas. cumeno e α-terpineol (185). pirexia diaforética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica bucal e da garganta (261). ou administração perlingual das folhas socadas com um pouco de sal. . • Doença: a planta é muito sensível a Phythophthora sp. antibacteriana. carvacrol. bergamoteno. • Podem ser utilizados 10-16g/dia de folhas frescas submetidas à decocção e extração do suco. fósforo e potássio aumenta a produção de folhas em 18 a 79%. coriza. • Xarope: juntar 30 a 40 folhas frescas e aquecer com 100ml de água e 150 a 200g de açúcar e coar. béquica. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os extratos são ativos contra Escherischia coli. • Plantio: setembro. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. Pseudomonas aeruginosa. cariofileno. peitoral e antiinflamatória da boca e garganta (258). hipertermia. O uso infantil prevê o socamento das folhas em mel (444). OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor é picante e não amargo e o aroma é forte. • Colheita de folhas: o ano todo. Fusarium avenaceum e Fusarium decencellulare (185). o que demora cerca de 30 a 40 dias. asma (185). Candida albicans. antifebril. Preparam-se balas com o xarope. até a formação de raízes na estaca. antitussígena.

não é viável em larga . quadrangulares. SOLO É muito pouco exigente em fertilidade do solo. BOLDO-DO-REINO NOME CIENTÍFICO Coleus barbatus Benth ou Plectranthus barbatus Andr. boldo-do-brasil. mas perfeitamente aclimatada no Brasil. diclamídeas. As flores são hermafroditas. HABITAT Espécie alóctone de origem africana.0 x 0. pentâmeras. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. fortemente zigomorfas. curto pecioladas. com até 12cm de comprimento por 8cm de largura. semi-suculentos. boldo. boldo-do-chile. Quando cultivado em áreas pouco ensolaradas. Apresenta ramos decumbentes a eretos. ovado-oblongas. boldo-chileno. frágeis. As folhas são opostas. boldo-silvestre. há menor produção de folhas e o aroma é menos pronunciado. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. CLIMA Planta de clima subtropical. SINONÍMIA Alumã. sete-dores. • Propagação: estaquia. tapete-deoxalá. Embora possa se reproduzir por sementes. malva-amarga. malva-santa. densamente hirsutos. As folhas apresentam sabor amargo e odor característico.0g de folha/ml de água. onde é cultivada em jardins e hortos medicinais. falso-boldo. boldo-de-jardim. apresenta forte ação alelopática negativa à germinação de sementes de alface (LEAL e SILVA 1997). pilosas em ambas as faces. hortelãgraúda.07 a 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. sete-sangrias. boldo-nacional. Solos encharcados impedem o crescimento da planta. hortelã-gorda. hortelã-homem. grossas. erva-cidreira. Não tolera geadas. desenvolvendo-se bem nos arenosos e argilosos. boldofalso.6m. de margem serrada. São utilizadas estacas de 20 a 25cm de comprimento de ramos maturos da planta. Só floresce na região Sul do Brasil.• O suco das folhas. preparado à base de 0. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. azul-violáceas intensas.

Plantio: setembro. FARMACOLOGIA O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. colerética. sendo repetida de 4 em 4 meses. insônia (68) e ressaca alcoólica (257). anti-reumática. ciclobutatusina (447). Florescimento: só floresce no sul do Brasil ou em latitudes menores acima de 700m (96). barbatusol. cólica e congestão do fígado. obstipação. . sombrear as estacas e irrigar 2 a 3 vezes ao dia.• • • • • • escala devido à pouca produção de sementes. Colher antes do florescimento para obter-se maior teor de metabólitos secundários. cariocal (257). hepática. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas.3% (96). colenol (206). barbatol. As folhas frescas contém 0. Colheita: inicia 6 meses após o plantio. Contém ainda forskolina. • Decocção: ferver algumas folhas. cardioativa (206). na dose de 20kg/ha de cloreto de potássio (269). distúrbios intestinais (206). Aclimatação: para um enraizamento uniforme e rápido. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipotensora. Adubação: a planta mostra uma resposta favorável à adubação potássica. hepatite.1% de óleo essencial e folhas secas ao ar 0. vermiculita ou casca de arroz tostada. em diarréias (224). Tomar 20 a 40 gotas durante os sintomas ou até 3 vezes ao dia. debilidade orgânica. hiposecretora gástrica (258). calmante. Esfriar e usar em banhos antes de dormir (insônia) (68). barbatusina (326). estomáquica (326). colagoga. Utilizar substrato à base de areia. FORMAS DE USO • Alcoolatura: 20g da planta fresca em 100ml de álcool. INDICAÇÕES Indicada para a fadiga do fígado. TOXICOLOGIA O uso de doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do estômago (258). • Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. inapetência. visando obter-se maior resistência aos patógenos de solo. Enxertia: pode ser enxertado com outras espécies do gênero Plectranthus. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em guaieno e fenchona. Tomar 2 a 3 vezes ao dias (258). cálculos biliares. antidispéptica (260) tônica. carminativa.

com sulcos longitudinais. HABITAT Planta alóctone originária da Europa. polimórficas. exceto as raízes. • Produção de sementes: 4. Sementes cilíndricas ou elipsóides.300m de altitude. profundamente pinati-fendidas. foscas. crescendo espontaneamente em terrenos não áridos. em áreas agrícolas. presença de nitratos e luz (209).BOLSA-DE-PASTOR NOME CIENTÍFICO Capsella bursa-pastoris Moench. • Florescimento: final de inverno. As folhas caulinares são menores. FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. castanhas a castanhas avermelhadas.500 sementes por planta. jardins. terrenos baldios e a beira das estradas. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. de caule florífero ereto. É subespontânea no sul do Brasil. SINONÍMIA Erva-do-bom-pastor. A germinação é facilitada pelo frio. Ocorre até 2. anual. panacéia. ovadas ou linear-lanceoladas. FITOLOGIA Planta herbácea. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.2m. amareladas a alaranjadas quando imaturas.3 x 0. A temperatura de germinação deve ser menos de 15oC (242). de margem serrada. Fruto síliqua triangular. CLIMA É de clima temperado e subtropical. • Propagação: sementes. Inflorescência terminal ou axilar racemosa com numerosas flores brancas e pequenas. crescendo de 30 a 40cm de altura. • Plantio: abril a maio. com as margens irregularmente serradas. sésseis. FITOQUÍMICA . amplexicaules. As folhas do caule são alternas. Em regiões tropicais só ocorre em altitudes.000 a 4. pouco partidas. As folhas basais formam uma roseta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. quando maturas. • Colheita: junho a julho.

a flavona diosmina (126). 30g em um copo de água (blenorragia) Cataplasma: planta fresca. .2%. antiescorbútica (342). A substância responsável pela inibição do tumor foi o ácido fumárico (218). e entre os flavonóides. mirosina (93). feridas. erupções. epistaxe. edema nefrítico. blenorragia. cítrico e fumárico. ácidos málico.14g/kg/dia do extrato da planta. dartros.Bursina (342). O extrato aquoso da planta a 0. Suco: tomado em jejum. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Esta planta é um poderoso adstringente. contusa (áreas doloridas e inflamadas) Gargarejos: 30g em 1 litro de água (afecções da garganta) (32). antiálgica (257). em decocção (444). colina e tiramina (444). destacam-se a iohimbina e a ergocristina. secante (242). dores. administrado durante 258 dias. antihipotensora (215). FARMACOLOGIA A ação anticancerígena da planta foi verificada em camundongos que receberam injeção intraperitonial de 0. hemostática. vulnerária. resultou numa completa inibição de hepatocarcinogênese em camundongos (219). hemorragia nasal e uterina. hematuria. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. tônica e diurética (444). Entre os alcalóides. BORRAGEM NOME CIENTÍFICO Borago officinalis L. anti-sifilítica. acético. metrorragia. ouvidos supurados. eczema. cancros (215). antidisentérica (128). (32). antiinflamatória. coceiras. cicluria e anúria (444). Observou-se uma inibição em 50 a 80% no crescimento das células tumorais de Ehrlich. saponosídeo. antiemética. OUTRAS PROPRIEDADES É hospedeira do parasita Cystopus candidus (93). tanino. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides e flavonóides existentes na planta apresentaram um elevado potencial antibiótico. úlceras. inflamações. INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. com largo espectro antimicrobiano. Infusão: 20 a 30g de folhas para 1 litro de água. FORMAS DE USO • • • • • • 30g de folhas por litro (215) ou 50 a 90g/dia. potássio.

Apresenta haste ereta. sementes e óleos essenciais. • Propagação: sementes. SOLO É exigente em fertilidade e umidade no solo. com 5 pétalas soldadas entre si. dispostas em cimeiras escorpióides terminais. foligem. com pecíolo longo. azuis. CLIMA A planta cresce melhor durante invernos secos e com boa exposição ao sol. Cresce espontaneamente em terrenos incultos. utilizar irrigação localizada. caule e folhas e sementes. Neste caso. • Florescimento: agosto. ovais. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. As sementes miúdas.30m. rugosas. Flores numerosas. nas folhas superiores. • Plantio: abril a maio. agudas. Os estames são negros. porém não deve ser encharcado. Os frutos são compostos de quatro aquênios. As mudas são preparadas em bandejas de isopor de célula grande.800m de altitude (383). Porém. sem molhar as folhas. borracha-chimarrona. grossa. muito ramificada e coberta de pêlos longos e rígidos. • Cultivo protegido: devido à alta susceptibilidade da planta às doenças e às pragas. Não tolera frio intenso. nas inferiores. A muda é transplantada 30 dias após a semeadura. a maior concentração de ácido araquídico e tetracosanóico. É encontrada até 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ligeiramente pendentes. hirsutas. sobretudo nas sementes. HABITAT Espécie alóctone de origem da Síria. é apropriado o cultivo sob plástico transparente. borrage.SINONÍMIA Borracha. e curto. FITOQUÍMICA . As folhas são alternas. ocorre em plantas cultivadas em solo arenoso (161). altas temperaturas e pluviosidade excessiva. FITOLOGIA Planta herbácea anual sedosa-híspida que cresce até 60cm de altura. quase sésseis. Solos argilosos permitem um crescimento rápido e maior produção de flores. dispostas em estrela.4 x 0. PARTES UTILIZADAS Flores. dispostos no fundo do cálice. • Substrato: 30% de húmus de minhoca e 70% de vermiculita. cobertas de pêlos ásperos e mucilaginosos.

INDICAÇÕES A infusão das folhas é utilizada em febres biliosas. laxante. BUCHA NOME CIENTÍFICO Luffa cylindrica (L. TOXICOLOGIA Todas as formas de preparo do chá devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. rubéola (38). afecções pulmonares. inchaço das pernas (93). • Cataplasma: uso tópico das folhas cozidas sobre acessos de gota (283). anti-reumática (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Lactogênica (semente). É melífera. queimaduras (32). cordial (32). afecções pulmonares (435). béquicas. herpes e litíase. nitrato de potássio (179). misturadas com outras ervas e em sopas. febres graves. gota (283). debilidade geral.) Roem. sarampo. ácidos silícicos (1. emoliente.Tanino. resina. diurética (128).5% no caule e 2. abcessos e picadas de insetos (321). inflamações nos rins e da bexiga. anti-reumática. varicela. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 20 a 30g de folhas e flores por litro de água (435). edemas. mucilagem (30%). FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. anti-hidrópica (215). tumores e queimaduras) (32). antidiarréica (38) e depurativa. malato cálcico. cujo sabor lembra pepino fresco. citrato de potássio (93) e saponídeo. podem ser usadas como condimento. ⇒ 15g de flores por xícara de água. escarlatina. antigripal (93). resfriado. O infuso das folhas é utilizado para aromatizar bebidas alcoólicas (163). SINONÍMIA . enfisema. O cataplasma das folhas cozidas aliviam tumores. afecções do fígado. Folhas frescas. pleurisia. afecções do coração (215). machucadas (abscessos. ardor da bexiga. antiinflamatória (380). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As folhas podem ser consumidas como salada. Em pó. inflamações. sudorífica.2% nas folhas) γlinoléico. araquídico e tetracosanóico (161).

Bucha-dos-paulistas. pomares. • Capina: o solo deve ser mantido livre de plantas daninhas durante o desenvolvimento inicial da planta. INDICAÇÕES . 93) e vermífugas. sobre cercas e caramanchões. ásperas nas duas páginas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes e a polpa do fruto são purgativas. caule. Não tolera geadas. bem drenados. deixar até duas plântulas por cova. • Tutoramento: é feito para evitar-se o pisoteio de ramas e folhas e para facilitar tratos culturais e a colheita. cinzentas ou pardo-claras. • Colheita ⇒ folhas: inicia 50 dias após o plantio. originária da África. purgativas (242. em covas com 3 a 4 sementes. 5-palmatilobadas. longo-pedunculados. até 35cm centímetro de comprimento. dentadas. axilares. de caule pentagonal. mas que cresce subespontaneamente por todo o Brasil em terrenos baldios. As sementes são eméticas. • Plantio: a semeadura pode ser feita diretamente a campo. Podem ser utilizadas cercas ou tutores de bambu e arame. hidragogas e antiapopléticas. rugosas e com ala circundante. • Raleio: após a germinação. É feito na primavera. Flores amarelas. Fruto oblongo. CLIMA Espécie de clima tropical. • Propagação: sementes. rajado com 10 linhas longitudinais verde mais escuras. ⇒ sementes: 120 dias após o plantio. HABITAT Espécie alóctone. esfregão. Sementes pretas. As folhas são pecioladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. As flores femininas solitárias. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. fruta-dos-paulistas. quingombôgrande. PARTES UTILIZADAS Raízes. folhas e sementes. que atinge cerca 10 a 15m de comprimento. As folhas são antianêmicas (215). cilíndrico ou trígono. adaptando-se ao subtropical quente. FITOLOGIA Planta trepadeira herbácea. verde-escuras. as masculinas dispostas em rácimos axilares reunindo 5 a 15 flores. ⇒ frutos verdes: 80 dias após o plantio. bucha-dos-pescadores. lobos agudos ou acuminados.

dispostas em panículas com pequenos capítulos brancacentos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. medindo cerca de 10 a 13cm de comprimento. • O fruto seco é utilizado como esfregão ou esponja vegetal. as inferiores oblanceoladas e irregularmente serreadas. e as folhas. erva-lanceta. enxota. caule estriado e densamente folioso. mas prefere solos revolvidos. sal e pimenta. Folhas alternas. aerados.3 x 0. clorose (215) e ascite (242). salpeixinho. arenoargilosos. as superiores lineares e inteiras. rabo-de-foguete. cestos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. catiçoba. margaridinha-do-campo. voadeira. lavouras. FITOLOGIA Planta herbácea anual. férteis. É utilizada para combater afecções intestinais de aves (93). chapéus.2m de altura. amenorréia. temperados com margarina. SINONÍMIA Acatóia. ereta. capiçoba. BUVA NOME CIENTÍFICO Erigeron bonariensis L. • O esqueleto seco do fruto é matéria prima para a confecção de chinelos. palmilhas de sapato e artesanato em geral. É heliófita. capetiçoba.30m. pubescentes.O caule e as folhas são indicados para o fígado. quando novos.. prisão de ventre. SOLO Adapta-se à maioria dos solos. HABITAT Planta autóctone da América tropical. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos. luvas de massagem. são comestíveis após decocção. CLIMA Adapta-se à temperaturas tropicais e subtropicais. em áreas ruderais. e pastagens.6 a 1. Inflorescências terminais e axilares. medindo 0. . rabo-de-raposa. crescendo espontaneamente à beira de estradas.

FITOLOGIA Arbusto ou árvore pequena. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. dispostas nos ápices dos ramos e na axila das folhas. anúria). hidropisia e distúrbios hepáticos (271). verde-escuras e revestidas de cutícula luzidia na página superior e verde-claras na inferior. vermífuga. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de afecções urinárias (oligúria. Utilizar topicamente em feridas e úlceras BUXO NOME CIENTÍFICO Buxus sempervirens L. As flores são alvas. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. glabras. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. pubescentes enquanto novas. inflamação da próstata e testículos. • Plantio: setembro. diarréias e afecções urinárias. originária da Europa e Ásia e aclimatada no Brasil. as masculinas com uma bráctea e as femininas com 4. apétalas. Caracteriza-se por seu crescimento muito lento. contendo sementes trígonas lisas (93). • Pó: preparar a partir da planta seca. úlceras (68). que atinge até 8m de altura e 40cm de diâmetro de tronco. em sulcos transversais ao canteiro. vulnerária. As folhas são opostas. HABITAT Espécie alóctone. PARTES UTILIZADAS . fétidas. monóicas reunidas em glomérulos de 12 ou mais flores. persistentes. É encontrada normalmente em jardins e cemitérios. corrimento. O fruto é uma cápsula coriácea coroada pelos estiletes persistentes. feridas. FAMÍLIA BOTÂNICA Buxaceae.• Propagação: sementes. verminoses. coriáceas. FORMAS DE USO • Infusão ou decôcto: para hemorróidas. pequenas. multiramoso. Os ramos são tetrágonos e eretos. anti-hemorroidária. antidiarréica (68) e anti-sifilítica (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética.

FITOLOGIA . estatuetas (93) e bolar de bilhar (283). cabaça-purunga. sudorífica. É utilizada em marchetaria. • Cultivada em jardins como sebe ou esculturas vegetais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxativa. • Tintura ou Alcoolatura: 4g/dia (283). é de cor amarela. cabeça-de-romeiro. plainas. considerada muito nobre. FITOQUÍMICA Alcalóide . cocombro. TOXICOLOGIA Por encerrar um alcalóide semelhante à estricnina. cabaço-amargoso. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. cabos de utensílios. réguas. FORMAS DE USO • Decocção: 40g de folhas secas em 1 litro de água. pentes. CABAÇA NOME CIENTÍFICO Lagenaria vulgaris Ser. devendo ser utilizada sob orientação de profissional credenciado. a planta é considerada tóxica. para a fabricação de instrumentos de sopro. cuia. cuieteseira porongo. torno.buxina (93). com densidade de 0. até ficar reduzida a 2/3 (sudorífica). com tons castanhos.162. muito compacta. ábacos. SINONÍMIA Cabaça-amargosa. purgativa (283). depurativa. purgativa (342). micções noturnas involuntárias e para evitar a queda do cabelo (215). INDICAÇÕES Indicada para o combate à amebas e giárdias (271). OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira.902 a 1. homogênea e dura. anti-reumática e anti-sifilítica (93).Toda a planta. antiasmática (215). taquera. buxeína e parabuxina (283).

que proporciona mudas uniformes e mais saudáveis. dentadas. • Propagação: sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A polpa dos frutos é amarga. para o tratamento de pernas inchadas. densamente vilosa. um pouco aromática e com gavinhas bífidas. O caule é grosso e anguloso. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. oblongas. O mesocarpo é branco e esponjoso. folhas e sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 4m. solitárias ou subsolitárias. obovadas. pubescente. marginadas e com até 2cm de diâmetro longitudinal. aquecidas e aplicadas topicamente. precedidas por sintomas similares aos da cólera morbus (93). vistosas flores e aos frutos polimorfos.Planta herbácea trepadeira ou prostrada. aerados e ricos em matéria orgânica. As sementes são brancas. As folhas são curto-pecioladas. e na forma de clisteres para combater a melancolia. com nervuras salientes na face dorsal. grandes. • Plantio: setembro. indeiscente. drástica. O fruto é uma baga crustácea. clorose e obstrução das vísceras (93). emoliente e maturativa (93). A planta é heliófita. As sementes são antinefríticas e purgativas (283). subinteiras ou com 3 lóbulos pouco pronunciados. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é considerada ornamental devido às suas vigorosas folhas. depois glabra. SOLO A planta é bastante rústica. mas cresce melhor em solos bem drenados. comprimidas. As flores são brancas. INDICAÇÕES As folhas. atingindo até 40cm de comprimento. apressam os partos e curam frieiras. embora possam ser produzidas mudas em bandejas de isopor.. de corola profundamente partida com os segmentos mucronados. cordiformes. TOXICOLOGIA Doses abusivas podem resultar em hemorragias mortais. Já foi utilizada. na forma de cataplasmas. O plantio pode ser feito diretamente a campo. CLIMA Por ser uma planta originária de regiões quentes. polimorfa. purgativa (sementes). . brancacenta e depois amarelada. PARTES UTILIZADAS Fruto verde. com até 30cm de largura. a planta não se adapta à regiões com temperaturas baixas ou sujeitas a ventos frios. 5-8 nervadas.

com 6 a 12cm de comprimento e 8 a 20cm de largura. Folhas longo-pecioladas. verdeescuras na página inferior. cabacinho. • CABACINHO-DO-NORTE NOME CIENTÍFICO Luffa operculata [L. bucha-dos-paulistas. angulosas. buchinha. podendo ainda ser utilizado como isca atrativa para a vaquinha (Diabrotica spp. buchinha-do-norte. glabra na face ventral e glabrescente na dorsal. não floresce e frutifica na região sul do Brasil. • Florescimento: por ser uma espécie de fotoperíodo curto. estendendo-se por até 1m de comprimento. afuchês.O fruto. • Tutoramento: a planta desenvolve-se melhor quando tutorada. anual. FITOLOGIA Planta sarmentosa. Proceder a semeadura em substrato organo-mineral. quando verde e pequeno. cuias para chimarrão. axilares. cabacinha. necessitando de uma adubação em cobertura com nitrogênio. liso. escandente. é suculento e comestível. ápice agudo ou acuminado. SINONÍMIA Abobrinha-do-norte. escabrosas. base recortada. As sementes são numerosas e pardas. de caule 5-anguloso ou não. cordi-reniformes. Gavinhas bífidas.). com ápice agudo. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. O fruto é tipo baga. • Propagação: sementes. em badejas de isopor ou outro recipiente. As flores são monóicas. vegetando ao longo de ramas que atingem até 8m de comprimento. Quando tutorada. purga-dos-paulistas. reduzindo a incidência de doenças e facilitando a colheita dos frutos. o fruto pode ser utilizado para o preparo de vasilhames. • Depois de maturo e retirada toda a polpa com as sementes. peças de artesanato. amareladas e solitárias.] Cogn. capa-de-bode. atenuada. campanuladas. verde quando imaturo e amarelo quando maturo. PARTES UTILIZADAS Frutos. ovóide. a planta lança raízes aéreas a partir dos nós. purga-de-bucha. • Plantio: outubro. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. margem levemente apiculada. • Nutrição: a planta é nitrófila. 5-7-palmadas ou poligonais. . mole. maracás e berimbaus. compridas e vilosas.

antissinusíticos (215). As sementes tem efeito anti-helmíntico (1). Não assoar o nariz. hidragogos. FORMAS DE USO Colutório (para sinusite): 1 colher das de café de cloreto de sódio puro em uma xícara das de chá de água. drásticos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são emenagogos (128). INDICAÇÕES Utilizados também no tratamento de amenorréia. descongestionantes nasais. • FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida.FITOQUÍMICA M-carboxifenil alanina. Colocar nas narinas 1 a 2 gotas de manhã e à noite. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos novos são comestíveis (380). C. isocucurbitacina B. D. A polpa do fruto pode causar inflação das mucosas. esternutatórios. gipsogenina e luperosídeos A. hidropisia clorose (94. ascite.000ppm contra Biomphalaria straminea (389) e estimulante de útero de ratas (36). feridas. Deixar e maceração por 5 dias e coar. antidiabéticos e antissépticos. F. purgativos (93). inflamações genito-urinárias e oftálmicas. O uso da planta deve ser feito sob orientação profissional. • Colutório: ferver 1g do fruto em água. . adstringentes. 101. CÁLAMO-AROMÁTICO NOME CIENTÍFICO Acorus calamus L. quando em concentrações de 1. hematomas. G e H. • O parênquima fibroso constitui matéria prima para a limpeza de panelas. 179). vermífugos. úlceras. cucurbitacina B. cucurbitacina D. Repetir até no máximo 5 dias (257). TOXICOLOGIA A folha seca tem efeito abortivo (179). E. expectorantes. Esfriar e pingar uma gota na narina (9). antiherpéticos. Descascar a buchinha e retirar um pedaço fino com 1cm2 de área e colocar na solução salina. deixar que o fluxo escorra naturalmente. Doses abusivas podem causar fortes diarréias acompanhadas de náuseas e graves cólicas (93). vomitivos. Os frutos contém um princípio amargo chamado buchinina (179). B.

3-angulado.000m de altitude (182). oxigenada e não estagnada. paludosa ou aquática. a temperatura de 32oC.4 x 0. SINONÍMIA Ácoro-verdadeiro. para depois serem desidratados em estufa. É encontrada crescendo subespontaneamente em áreas com água parada. O rizoma é cilíndrico. originária da Índia e da Europa. • Rendimento: cerca de 2. com 1. com cerca de 4mm de comprimento. Flores amarelo-castanhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. noduloso.200kg dessecados por hectare. várzeas úmidas ou alagadas e a beira de riachos e açudes. O cultivo da planta em áreas paludosas ou uliginosas deve prever o uso de água não contaminada. Os rizomas muito velhos e grossos são muito fibrosos. Pode ser utilizada as várzeas inundadas da cultura do arroz. eretas. pimenta-das-abelhas. Vegeta espontaneamente até 1. Cortar segmentos de 2 a 3cm para o plantio. As flores normalmente são estéreis. permitindo a degradação enzimática (182).5 a 2. em escapo semelhante a folha. produzindo um fruto piramidal. CLIMA A planta é de clima temperado.0cm de largura. devendo ser usados apenas como material de propagação. Deve ser mantida sempre úmida. contendo 2 a 3 sementes (97. • Propagação: divisão do rizoma. cana-cheirosa. no verão ou outono. invaginantes. • Pós-colheita: os rizomas devem ser lavados e submetidos à retirada de todas as raízes. • Colheita: inicia a partir de dois anos após o plantio.3m. Espadice cilíndrico. 182). serpeante. acaule.5m de comprimento por 1. hexâmeras. Os rizomas devem ser enterrados entre 5 a 10cm de profundidade. As plantas que frutificam são diplóides ou tetraplóides. FITOLOGIA Planta herbácea. compridas. • Plantio: outono e primavera. SOLO Prefere solos pouco ácidos. verde-claro internamente e amarelado por fora. aromática. adaptando-se aos subtropicais amenos. cespitosa. . As folhas são ensiformes ou lineares. • Florescimento: só ocorre quando o rizoma está completamente coberto com água (182). grosso. reunidas em feixe na base.FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. HABITAT Espécie alóctone. É heliófita e higrófita.0 a 1. para haver uma boa fixação da planta. A areia é o substrato mais adequado para o enraizamento. A secagem no sol é inviável pois é demorada. úmidos a encharcados. férteis. perene.

tônicos. • É utilizado também no preparo de licores e doces. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe a germinação e o crescimento das hifas dos fungos dérmicos Epidermophyton floccosum. Aplicar a massa sobre o rosto previamente limpo. Permanecer em imersão por 20 minutos. antieméticos (283). heterosídeos. • O óleo essencial do rizoma é matéria prima para a indústria de perfumarias. terpenos. As folhas contém menor teor de princípios ativos. Promove o relaxamento. aromáticos. laxantes e diuréticos suaves (294). febrífugos. OUTRAS PROPRIEDADES • O rizoma apresenta odor agradável e sabor amargo e adocicado. • O rizoma é utilizado na conservação de peliça. livre das raízes. cineol e cânfora. O princípio amargo é a acorina. Retirar com água morna (294). composta de asarona (80%). alfa-pineno. digestivos. . metil-eugenol. tanino. ⇒ Banho de imersão: ferver por 30 minutos 3 colheres das de sopa do rizoma seco em 1 litro de água fria. Tricophyton mentagrophytes e Tricophyton rubrum (193). INDICAÇÕES Aplicado externamente em forma de compressas como coadjuvante no tratamento de tumores ganglionares (294). Coar. calamina (alcalóide cristalizado) (283) e vitamina C (294). canfeno. mucilagem.PARTES UTILIZADAS Rizoma dessecado. acoretina (resina) metilamina. Deixar esfriar e adicionar arroz em pó até obter uma massa consistente. FITOQUÍMICA Óleo volátil. adoçar com mel e tomar após as refeições (digestivo). à noite. colina. eugenol. aperientes. cosméticos e dentifrícios. deixando por 15 minutos. antes de deitar. acorina (glicosídeo). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os rizomas são excitantes. sesquiterpenos e essência. TOXICOLOGIA Não se deve consumir o rizoma sem ter sido desidratado (182). Microsporum gypseum. amido. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ Ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de pó de cálamo para uma volume de água de um copo. • Máscara tonificante: ferver por 10 minutos 2 colheres das de sopa de cálamo em pó para um copo de água. Coar e adicionar à água da banheira. • O pó do rizoma é insetífugo ou inseticida (182). anticatarrais. um glicosídeo composto e viscoso (182). ácidos cáprico e palmítico.

Resiste à estiagem e à geada. bem drenados. mal-me-quer. tipo aquênio. maravilha. • Propagação: sementes. mal-me-quer-dos-jardins. alternas. CLIMA Temperaturas noturnas muito elevadas reduzem o tamanho das flores. . margarida-dourada. As raízes são amarelo-claras e fasciculadas. malmequeres. bem-me-quer-de-todos-os-meses. SINONÍMIA Bem-me-quer. profundos e permeáveis. SOLO Prefere solos férteis.CALÊNDULA NOME CIENTÍFICO Calendula officinalis L. É planta heliófita. ovais ou lanceoladas. HABITAT Espécie alóctone.20m. AGROLOGIA • Espaçamento mínimo entre plantas: 0. maravilhas. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. malmequer-do-campo. espatuliforme. ereto. maravilha-dos-jardins. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce 30 a 60cm de altura. As folhas são inteiras ou ligeiramente denteadas. O botão central das flores é envolto por 15 a 20 lígulas amarelas ou alaranjadas. malmequer-amarelo. ricos em matéria orgânica. calêndula-das-boticas. As folhas superiores apresentam certa pubescência. provido de protuberância no dorso e crenado na face ventral.20 x 0. originária das Ilhas Canárias e de Portugal. As flores surgem na extremidade da haste e têm 4 a 5cm de diâmetro. sendo que no Brasil está bastante aclimatada e cultivada em jardins e hortos medicinais. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As pétalas que formam o disco central são tubulosas. é curvo. O seu odor é desagradável. É cultivada em todo o mundo. verrucária. úmidos. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer. O fruto. malmequer. Necessita de no mínimo 4 horas diária de luz. O caule é robusto. as vezes tombado e anguloso.

• Plantio: março a abril. O cultivo nas regiões litorâneas é o mais indicado, podendo ser cultivada todo o ano em regiões quentes. • Doenças: o surgimento de manchas esbranquiçadas nas folhas indica a infecção fúngica, sobretudo em períodos úmidos. • Florescimento: verão a outono. • Colheita: A colheita inicia dois meses após o plantio e pode se prolongar por mais 2 meses. Obtém-se uma produtividade média de flores de 720 kg/ha, se colhidas semanalmente (257). • Padrão comercial: as flores podem conter 8 a 10% de água e 10% de cinzas, no máximo. São comercializados os capítulos inteiros ou somente as lígulas alaranjadas (96). • Produção de sementes: a época de produção de sementes não deve coincidir com os períodos chuvosos do ano. O excesso de pluviosidade afeta drasticamente a produção de sementes dando origens à lotes desuniformes e de baixa qualidade. • Melhoramento genético: observa-se uma grande variação de genótipos - flores com pétalas amarelas até laranja. Os indivíduos com pétalas laranja são os mais ricos em metabólitos secundários.

PARTES UTILIZADAS
Flores, caule e folhas secas.

FITOQUÍMICA
Carotenóides, óleo essencial, saponinas (antiviral), flavonóides, cumarinas (257), ácidos graxos livres, ácidos fenólicos, esteróis, mucilagens, taninos (145) e calendulina. As flores contém 0,2 a 0,3% de essência (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Excitante, emenagoga, antiespasmódica, antiescorbútica, oftálmica, poderosa antisséptica (283), cicatrizante, sudorífica, colagoga, antiinflamatória, antiemética, analgésica, antiviral, tonificante da pele (acne), vasodilatadora (257), emoliente, adstringente, vulnerária, bactericida, fungicida (145), antiabortiva, antialérgica (215) e resolutiva (68).

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento externo tópico de gengivite, queimaduras, verrugas, eczema seborréico do couro cabeludo, crosta láctea, brotoeja, úlceras, foliculite, vulvovaginite (tricomoniase e candidíase), dermatite por monília, estreptocócitos (gênero de bactérias estreptocóceas, algumas espécies causadoras de angina, inflamações piogênicas e broncopneumonia), fissuras de mama, ferimentos abertos (145), acne, inflamações purulentas, calos e pólipos e, internamente, para úlceras gastrintestinais, escorbuto, artritismo, afecções nervosas, oftalmias, icterícia (68) e feridas cancerosas (215).

FORMAS DE USO
• Pomada e tintura: usar folhas e flores. A tintura é diluída em água na proporção de 1:1 ou 1:2. Usar topicamente 3 a 4 vezes ao dia.

• Cataplasma: folhas e flores tenras são socadas e empastadas, sobre um pano limpo e aplicadas sobre o ferimento ou acne. • Infusão: ⇒ Atividade emenagoga: 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. Tomase1xícara das de chá antes das refeições principais, iniciando 8 dias antes da menstruação. ⇒ Atividade geral: 2 colheres das de sopa de flores em uma xícara das de chá. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite (257). ⇒ Como desintoxicante: ferver 3 colheres (chá) de flores secas em 3 xícaras (chá) de água. Deixar descansar por 5 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. ⇒ Acne: 1 colher das de chá de flores em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 5 minutos. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite. Três xícaras ao dia atua como desintoxicante. • Hidroalcoolatura: macerar 1 colher das de sopa de flores em 1 xícara das de chá de álcool 70 graus diluído em 2 xícaras das de chá de álcool. Aplicar topicamente sobre a pele e umbigo do recém-nascido, para a higienização (128). • Óleo: macerar 20g de flores em 250g de óleo de oliva durante 10 dias, no escuro. Filtrar com pano e espremer. É utilizado para atenuar as rugas e atua como emoliente (294). • Suco das folhas: aplica-se sobre calos, verrugas e pólipos (145).

OUTRAS PROPRIEDADES
• • • • • • • A planta é ornamental. As flores são utilizadas em cosmética e em farmácia. Os capítulos da planta são utilizados para perfumar sopas e guisados. Tanto as folhas quanto o caule são utilizados como tempero. As flores são usadas como corante na indústria alimentícia. As flores podem ser utilizadas como inseticida natural (257). As folhas, lançadas na brasa, ardem como nitro e as flores, em dias quentes, liberam eletrecidade estática (283).

CAMAPU
NOME CIENTÍFICO
Physalis pubescens L.; Physalis peruviana L. e Physalis angulata L.

FAMÍLA BOTÂNICA
Solanaceae.

SINONÍMIA
Balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, erva-noiva-do-perú, joá-decapote.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que cresce espontaneamente em reboleiras em solos cultivados, revolvidos, pomares, pastagens e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, sublenhosa na base, muito ramificada, pubescentes ou não, medindo 30 a 50cm de altura. As folhas são alternas, longo-pecioladas, medindo 4 a 6cm de comprimento. Flores axilares, solitárias, amarelas, com laivo marrom-claro na base das pétalas. Fruto baga globosa, glabra, embalado por cálice concrescente.

CLIMA
Adapta-se às regiões de clima subtropical e tropical. É esciófita.

SOLO
Prefere solos férteis, bem drenados, aerados e soltos. Não aceita solos compactos e muito ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m • Propagação: sementes e rizoma. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: a semeadura é feita em março e o transplante em abril. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, frutos e raízes.

FITOQUÍMICA
Fisalina, higrina, tropeína, proteínas e vitaminas A e C (9).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Diurética, sudorífica, anti-reumática, hepatoprotetora, antiinflamatória (9), desobstruente, estimulante do aparelho gênito-urinário, anti-herpética e narcótica. O fruto verde é laxativo e diurético (242).

INDICAÇÕES
O chá das folhas é utilizado para a inflamação da bexiga, do fígado (9), do baço e dos ouvidos, cistite e icterícia (242).

CAMOMILA
NOME CIENTÍFICO

Chamomilla recutita [L.] Rauschert

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae

SINONÍMIA
Camomila-alemã, camomila-comum, camomila-da-alemanha, camomila-dos-alemães, camomila-legítima, camomilinha, camomila-vulgar, macela, margaça-das-boticas, maçanilha, manssanilha, marcela-galega, matricária.

HABITAT
Espécie alóctone, que cresce espontaneamente em áreas de campos e bosques abertos das regiões mediterrânicas e de clima temperado. Ocorre em altitudes de até 160m.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, monóica, glabra, ereta, muito ramificada, com até 50cm de altura. As folhas são alternas, bi a tripinatissectas, com lacíneas linear-filiformes, verdeclaros e lisos na face ventral. Inflorescência em capítulos, com dois tipos de flores agrupadas em corimbo. Flores centrais hermafroditas, actinomorfas, de corola tubulosa e amarela. As flores marginais são femininas, zigomorfas, de corola ligulada, branca. As lígulas são tridentadas no ápice. Fruto tipo aquênio e cilíndrico. Apresenta aroma forte e agradável. O oco dos receptáculos é uma das particularidades que a distingue de outras espécies similares, como a camomila-romana.

CLIMA
A planta cresce melhor em clima temperado, com baixa umidade relativa do ar. As temperaturas médias anuais devem estar abaixo de 20oC (96). Não tolera excesso de calor, nem secas prolongadas. A planta não suporta estiagens prolongadas e chuvas copiosas, principalmente no período de amadurecimento das flores. É heliófita.

SOLO
Francos, soltos, férteis e bem permeáveis. Não tolera acidez. A melhor faixa de pH ocorre em torno de 6 a 7.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 25 x 25cm. • Propagação: sementes. Em 1g de sementes são encontradas cerca de 3.500 a 4.000 sementes. As sementes não devem ser enterradas pois são fotoblásticas positivas. São apenas pressionadas sobre o solo para o início da germinação. O uso de polímeros hidroabsorventes evita a desidratação de sementes recém-emergentes. A autosemeação ocorre a partir do segundo ano. As mudas são preparadas em canteiros ou bandejas de isopor, utilizando substrato mineral-orgânico. A semeadura direta no campo é possível em solos bem preparados, com baixa incidência de ervas daninhas e com irrigação sistemática. Densidade de semeadura: 0,5g/m2.

• Época de semeadura: março a abril. A semeadura deve ser feita em períodos do ano em que o franco desenvolvimento e maturação não coincida com temperaturas altas, nem com invernos muito rigorosos. • Nutrição: máxima produção de flores e óleo essencial é obtida com a formulação N-P-K 1:1:1. Cálcio, fósforo e enxofre são os nutrientes que maximizam a produção de flores e óleos essenciais (297). • Adubação verde: utilizando-se Mucuna aterrina + Crotalaria spectabilis aumenta-se significantemente o teor de camazuleno em até 35,17%, porém decresce o α-bisabolol (96). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência com plantas invasoras. • Doenças: é comum a ocorrência de doenças fúngicas (Alternaria sp.) por ocasião do florescimento. • Alelopatia: é alelopata positiva com a carqueja e a couve. • Florescimento: inicia a partir dos 85 dias após a semeadura. • Colheita: é feita quando as flores estão completamente abertas. Quando as lígulas começam a se curvar para baixo, iniciando um sutil murchamento, é indicativo que o ponto de colheita já foi ultrapassado. Ocorre 3 a 4 meses após a semeadura. • Rendimento: 886kg/ha de capítulos florais, para um rendimento de óleo essencial de 0,86% (96). O teor de camazuleno nas flores depende da origem e idade das flores, bem como ele decresce com o tempo de armazenamento (Walenciak e Korzeniowski, apud 91). • Padrão comercial: o teor mínimo de essência é de 0,4%. Tolera-se até 5% de pedúnculos e/ou outras partes da planta. Para fora do Brasil a tolerância é de 2%. As cinzas não podem exceder a 14% (96).

PARTES UTILIZADAS
Somente os capítulos florais secos.

FITOQUÍMICA
Camazuleno (27,2%), α-bisabolol (antiinflamatório - 11,2%) (96), matricina, cumarina, esteróides, heterosídeos, ácidos graxos e salicílico, vitamina C (145). Terpenóides: antemol, azuleno, bisaboleno, β-bisaboleno, α-bisabolol, α-bisabololóxido A, αbisabololóxido B, α-bisabololóxido C, α-bisaboloneóxido A, borneol, β-bourdeno, αcadineno, calameno, canfeno, 3-careno, B-cariofileno, cis-cariofileno, cariofilenepóxido, camazuleno, camomilol, 1,8-cineole, α-copaeno, B-copaeno, α-cubebeno, ρ-cimeno, 3deidronobilina, α-ρ-dimetilisterina, 3-epinobilina, 1,10-epoxinobilina, eucanabinolida, farneseno, trans-α-farneseno, trans-β-farneseno, farnesol, germacreno-D, guaiazuleno (1,4-dimetil-7-isopropiazuleno), humuleno, hidróxisonobilina, limoneno, lactona sesquiterpena linear, matricarina, matricina, α-muroleno, β-mirceno, mirtenal, mirtenol, nerulidol, nobilina, α-pineno, β-pineno, pinocamfona, α-trans-pinocarveol, α-transpinocarvone, sabineno,β-selineno, esfatulenol, α-terpineno, turjone, xantoxilina. Flavonóides: apigenina, apigenina-7-(6’’-ο-acetilato) glucosídeo, apigenina-7apiosigluosídeo (apiína), apigenina-7-glucosídeo (2’’,3’’)-diacetato, apigenina-7-glucosídeo (apigetrina), apigenina-7-glucosídeo(3’’,4’’)-diacetato, axilarina, crisoeriol, crisoeriol-7-

glucosídeo, crisoplenol, crisosplentina, 6,7-dimetóxiquercetina, 6-3-dimetóxiquercetina, eupaletina, eupatoletina, 6-hidróxi-luteolina-7-glucosídeo, isoarmnetina, isoarmnetina-7glucosídeo, jaceidina, caempferol, ‘Lipophiles flavon’, luteolina, luteolina-4’-glucosídeo, luteolina-7-glucosídeo, luteolina-7-ramnoglucosídeo, 6-metóxi-caempferol, patuletina, patuletina-7-glucosídeo, quercetagetina-3,5,6,7,3’,4’hexametil, quercetagetina3,6,7,3’4’pentametil, quercetagetina 3,6,7,3’ tetrametil, quercetina, quercetina-3galactotosídeo (hiperina, hiperosídeo), quercetina-7-glucosídeo (quercimeritrina), quercetina-3-rutinosídeo (rutina), quercetrina, espinacetina. Ácidos orgânicos: aminoácidos, ácido antêmico, ácido ascórbico, bornil acetato, (-)-butano- 1,3-dil-1-(|Z|2’-metil-2’-butenoato)-3-isobutirato, n-butanol, butil angelato, ácido cáprico, ácido caprílico, carotonacetonas homólogas, tanino catequina, éster camomila I, éster camomila II, ácido clorogênico, colina, vermelho aldeído crimson, β-damascenona, éster dihidromatricana, cis-en-yn-dicicloéter, ácido 2,4-dihidroxibezóico, (ácido siríngico), 2,5dihidroxibenzóico (ácido gentísico), ácido 2,3-D-dihidroxicinâmico(ácido antenóblico), ácido 3,4-D-dihidroxicinâmico (ácido cafêico), ε-1-(2,6-dimetilfenil)-2-butano-1, epicatecol, benzoato etílico, decanoato etílico, palmitato etílico, etil fenilacetato, ácido ferúlico, frutose, furfurol, 5-(3-furil)2-metil-1-pentano-3-ol (lepalol), 5-(3-furil)2-metil-1pentano-3 (lepalona), galactose, ácido gálico, tanino, geraniol, glicose, herniarina, hexilacetato, hexilbutirato, hidrocarbonatos, ácido benzóico 4-hidroxi-3-metoxi (ácido vanílico), ácido 3-hidroxi-4-metoxicinâmico (ácido isoferúlico), ácido 3-(2-hidroxifenil)-2propenóico (ácido ο- cumárico), ácido 3-(4-hidroxifenil)-2 propenóico (ácido-ρ-cumárico), ácido 3-hidróxi-2-metilideno (ácido butírico angelato), angelato isoamil (isopentil), isoamil butirato, isobutil isobutirato, isobutil isovalenianato, isobutil-2-metilbutirato, 4isopropenil benzaldeído, 4-isopropenil tolueno, 5-isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, 5isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, ácido linoléico, ácido málico, ácido metacrílico e ésteres, ácido 4-metoxibenzóico (ácido anísico), 3-metilamil angelato, 2-metilbutil butirato, α-metilbutil isobutirato, 2-metilbutil-2-metilburato, 2-metilbutil-2-metil propionato, 3-metilideno-4-oxipentil angelato, 2-metilidenopropano-1,3 dil-1-|z|-2’metil2’-butenoato-3-isobutirato, 2-metil-2-propil angelato, 2-metilpropil butirato, 2-metilpropil 2-metil butirato, 2-metilpropil 3-metil butirato, niacina, ácido oleico, ácido palmítico, ácido péctico, ácido fenólico, álcool perílico, poliacetileno, polissacarídeos, propil angelato, ramnose, ácido salisílico, 7-glucosídeo escopoletina, escopoletol, ácido sinápico, tanino, taraxasterol, tiamina, ácido tíglico e ésteres, triacontano, umbeliferona, xilose (91), ácido dihidrocinâmico, cerótico oleico e linólico, colina, inositose, fitorina, matérias resinosas e pépticas (341) e apigenina (3 a 9%), que se desdobra, por hidrólise, em apigetina e glicose (319).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória tópica (260), sedativa suave, eupéptica, antinevrálgica, antiinflamatória, maturativa (341), antiespasmódica, carminativa, analgésica, emenagoga, aperiente, protetora solar, antisséptica, antiasmática, cicatrizante, anti-reumática, sudorífica (145), antigripal (294), estomáquica, tônica, emoliente, calmante (68), anti-hemorroidária, antidispéptica (32), antialérgica (128), anti-histérica, vermífuga (215) e emética (435).

INDICAÇÕES
É indicada para inflamações oftálmicas, diarréia infantil, embaraços gástricos, enjôos, indigestões, enxaquecas, afecções de pele (pústulas e fístulas), cefalalgias, cólicas em geral

(341), lumbago, estomatite, afta, ciática, gota, mialgias (145), cistites (91), náuseas (32), assaduras, queimaduras de sol (128), doenças do útero e do ovário, gengivite, feridas, oftalmias, insônia, afecções nervosas, inapetência e úlceras (68).

FORMAS DE USO
• Infuso: ⇒ 3%; 50 a 200ml/dia (uso interno); 5% (uso externo) (341). ⇒ 5g do pó por litro (435). ⇒ 10 a 15g de flores em 1 litro de água fervente. Esfriar e coar. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao ia. Para combater afecções bucais, fazer bochechos com o infuso. ⇒ colher das de sopa de flores em 1 caneca de água quente. Abafar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras das de chá ao dia (digestivo, sedativo e emenagogo). • Compressa ou ablução anal: para hemorróidas (145). • Pó: 2 a 6g/dia. • Tintura: 10 a 30ml/dia. • Elixir, vinho e xarope: 40 a 120ml/dia (341). • Vinho: macerar por 5 dias 3 xícaras das de chá de flores em 1 litro de vinho branco, agitando 1 vez ao dia. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia, iniciando uma semana antes da data prevista para a menstruação (emenagogo). • Loção: deixar em banho-maria durante 3 horas 1 xícara das de café de flores em 1 copo de azeite. Coar e aplicar topicamente sobre assaduras e queimaduras do sol. Pode ser também usado topicamente em dores de ouvido e nevralgias (128).

TOXICOLOGIA
Atóxica em pessoas saudáveis. Compromete a eficácia da radiografia em pessoas doentes (385). Pode ocorrer rinite alérgica em pessoas sensíveis à camomila (145). Mulheres grávidas ou em lactação devem evitar o uso.

OUTRAS PROPRIEDADES
• A essência da camomila é azulada e tem sabor amargo. • O chá das flores é utilizado para clarear o cabelo (145).

CAMOMILA-RAULIVEIRA
NOME CIENTÍFICO
Helenium alternifolium Spreng et Cabrera.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

HABITAT

Espécie autóctone que vegeta nos campos e vales do Sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene ou anual, ereta, com 30 a 35cm de altura. Folhas com 5 a 7cm de comprimento, sésseis, alternas, um tanto espessas, estreitas, lanceoladas, 1-nérveas, íntegras ou algumas penatífidas com 1 a 3 segmentos pequenos, abertos e lanceolados. Inflorescência em capítulos solitários terminais, longo pendunculados. Brácteas em número de 20 a 25, de 7mm de comprimento, lanceoladas, pilosas. Possui 8 a 10 lígulas com cerca de 1cm de comprimento, limbo deltóide de cor alaranjada. O fruto é um aquênio com cerca de 2mm de comprimento. Papo de 4mm de palhetas lanceoladas, emarginadas no ápice, com aristas longas.

CLIMA
Prefere regiões onde as temperaturas são amenas (20 a 25oC, média anual) e não ocorra excesso de pluviosidade. Chuvas frequentes, sobretudo durante o florescimento, afetam a qualidade do produto colhido.

SOLO
A planta desenvolve-se melhor em solos neutros, aluviais e ricos em matéria orgânica. Não se desenvolve em solos ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: quando a semeadura é feita em agosto, o florescimento ocorre outubro a março. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Produção de sementes: os capítulos devem ser colhidos ao iniciar o murchamento das lígulas, porém antes das flores adquirirem coloração castanha, quando então a deiscência é muito forte, com perda de sementes.

PARTES UTILIZADAS
Flores (preferencilamente) e folhas.

FITOQUÍMICA
Saponinas e óleos essenciais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, febrífuga e hepática (271).

OUTRAS PROPRIEDADES
As flores são muito vistosas, podendo ser utilizadas em arranjos florísticos.

grandes. fibrosos. com cerca de 20 a 30cm de comprimento e 10 a 14cm de largura. de 10 a 13cm de comprimento e com brácteas ovadas. cana-do-mato. É higrófila. cor de carmim.CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Costus spiralis Rosc. mais ou menos eretos. embora tolere solos pobres. obovadas ou elípticas. originária do Brasil equatorial. PARTES UTILIZADAS . inteiras. As raízes são filiformes. Colmo suculento. ubacaia.7 x 0. jacuanga. brancacento ou verde-claro e piloso. ubacayá. luzidias. mantido sempre umedecido. HABITAT Espécie autóctone. SOLO Prefere solos úmidos e férteis. arredondadas no ápice. • Propagação: rebentos do rizoma e estacas. • Colheita: inicia aos 16 meses após o plantio. O enraizamento pode ser feito em substrato à base de areia. • Plantio: setembro a outubro. carnoso. cana-branca. mas que se adaptou bem às regiões tropicais e subtropicais. espiraladas. lisas. invaginantes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. frágeis. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. jacuanga. As flores são róseas. jacuacanga. SINONÍMIA Caatinga. agudas. pacocaatinga.5m. imbricadas. periná. nodoso. brancacentas e com numerosas radicelas fibrosas. A inflorescência é uma espiga terminal multiflora. de corola tubulosa e cálice avermelhado. As folhas simples. vermiculita ou casca de arroz tostado. O pecíolo é grosso-carnoso em prolongamento à nervura média. Fruto cápsula polisperma contendo sementes oblongas. interiormente branco-avermelhado e exteriormente revestido de escamas pardacentas. • Florescimento: ano todo. FITOLOGIA Rizoma carnoso e ramificado. verde-escuras na página superior e mais claras e com nervura média saliente na inferior. pacová.

aperitiva. inulina. albuminúria. hidropisia. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. pode resultar no surgimento de urólitos. jacuacanga. periná. antiinflamatória dos rins e bexiga (32). pois sendo rica em oxalato de cálcio. aterosclerose. PARTES UTILIZADAS Colmo e folhas. • Suco do caule: para atenuar arterioesclerose. insuficiência cardíaca. dores nefríticas. O sumo fresco do colmo é indicado para disúria. flor-da-paixão. calmante das excitações nervosas e do coração.Colmo e folhas. diaforética. CANA-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Costus spicatus Jack. • A planta é ornamental em jardins. antidiabética. ubacaia. Sw. ubacayá. . cana-roxa-do-brejo. resolvente de tumores. paco-caatinga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. anti-reumática (9) e depurativa (93). FITOQUÍMICA Acido oxálico. lavar feridas e diminuir as excitações nervosas e do coração (93). tônica. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas e contusas. emenagoga (257). estomáquica. sífilis e gonorréia (32). febrífuga. OUTRAS PROPRIEDADES • O caule fornece um suco refrescante e nutritivo. TOXICOLOGIA Deve-se evitar o uso continuado da planta. SINONÍMIA Cana-de-macaco. antilítica. picada de insetos e catarro (9). cana-roxa. cana-do-mato. aplicadas topicamente como resolventes de tumores. INDICAÇÕES As hastes são indicadas para a leucorréia e afecções renais (257). taninos e matérias pécticas (9).

A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral e as estacas podem ser enraizadas em areia umedecida. O fruto é capsular. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é diurético. o crescimento é lento e a planta é mais suceptível a doenças. antilítica (215). Quando exposta totalmente ao sol. As folhas são alternas. SOLO Prefere solos úmidos e humosos. rebentos do rizoma e estacas do caule. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. polisperma. tônico. PARTES UTILIZADAS Rizoma. CLIMA É planta esciófita. nefrites. O enraizamento ocorre em 25 a 30 dias. INDICAÇÕES Para o tratamento de leucorréia. que cresce 70 a 80cm de altura. bainha pilosa e tenuamente avermelhada nas bordas. anti-sifilítica.5m. medindo cerca de 2 a 3mm de comprimento. febrífugo e emenagogo (93).0 x 0. FITOQUÍMICA As hastes contém ácido oxálico (93). de haste rígida. • Decocção: 50g de hastes ou rizoma em 1 litro de água (leucorréia). Flores amarelas dispostas em espiga terminal de 5 a 8cm. casca e hastes. com sementes arrredondadas no ápice. mucosidade da bexiga. diaforético. . O suco das hastes é depurativo. invaginantes. tônico e emenagogo (32). FORMAS DE USO • Suco: das hastes (gonorréia ).HABITAT Espécie autóctone que habita as matas tropicais. folhas. oblongas. • Infusão: para dores nefríticas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. emoliente. verde-escuras. • Propagação: sementes. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. dura e cilíndrica. gonorréia. amenorréia e arterioesclerose (215). inflamações da uretra (93). • Plantio: primavera. diaforético. envolvidas por brácteas escamosas cor de carmim.

humosos. higrófita e esciófita. As folhas medem 17 a 25cm de comprimento por 5. alternas. • A planta é ornamental em jardins. sendo dois deles mais compridos. previamente secos e transformados em pó (hérnia) • Ungüento: folhas untadas com sebo. CLIMA Espécie tropical. bordos lisos. SOLO Prefere solos úmidos. O caule é ereto. HABITAT Espécie autóctone que habita a mata Atlântica. espiraladas. sendo utilizado como refresco. de norte a sul do Brasil. • CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Dichorysandra thyrsiflora Mik. FITOLOGIA Planta herbácea perene. nodoso. A planta é nitrófila e não tolera solos secos e compactados. é comumente encontrada em jardins. com 2 a 2. OUTRAS PROPRIEDADES O rizoma apresenta aroma semelhante a violeta (Viola odorata). sendo que na face ventral ocorrem duas listras longitudinais de cor cinza-prateada em cada lado da margem das folhas jovens. enquanto que nas velhas só ocorre uma mancha de cor creme-pálida na base da nervura central. com porte de 1.0 a 1. As flores dispõesse em panículas de 10 a12cm de comprimento.• Cataplasma: utilizam-se o rizoma e/ou as hastes. . glabro.20m de altura. reunindo 30 a 32 pedúnculos florais. bainha invaginante.0 a 6. três sépalas côncavas de coloração violeta-clara externamente e branca internamente. glabras. nervura central proeminente na face dorsal. SINONÍMIA Cana-do-brejo. As flores são compostas de três pétalas violáceas com a base branca.5cm de diâmetro. FAMÍLIA BOTÂNICA Comelinaceae. com 6 estames.5cm de largura. Usar topicamente em contusões e inchaços (32). As folhas são oblongo-lanceoladas. • O suco dos rizomas é levemente ácido e mucilaginoso. pouco ácidos. marianinha. Por ser ornamental.

conambaia. brotações do rizoma e segmentos nodais. • Colheita: inicia após um ano de cultivo.7m. . HABITAT Encontra-se disseminada por toda mata atlântica subtropical. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. ripsalis. CANAMBAIA NOME CIENTÍFICO Rhypsalis capilliformis Weber. Folhas afetadas devem ser removidas e a planta pulverizada com um fungicida cúprico. • Plantio: outono e primavera. diurética e anti-reumática (93). sub-cilíndrico. Evitar áreas alagadas ou uliginosas. onde o lençol freático possa estar ao alcance das raízes. Flores terminais campanuladas de cor creme. PARTES UTILIZADAS Hastes e folhas. A estaquia é feita em areia umedecida. • Propagação: sementes. à beira de riachos. composto de 4 a 5 artículos medindo 4 a 8cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. • Espaçamento: 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em áreas sombreadas de jardins. SINONÍMIA Cabelo-de-anjo. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae.0 x 0. • Doença: é comum a ocorrência do fungo patogênico Colletotrichum dichorisandrae. FITOLOGIA Planta epífita de caule pêndulo. herbáceo. verde-claro.AGROLOGIA • Ambiente: procurar instalar as plantas em áreas baixas. responsável pela formação de grandes áreas necróticas nas folhas. Fruto tipo baga de cor branco-hialina. ocorrendo sobre ramos inferiores de árvores antigas. lagoas ou açudes.

SINONÍMIA Canela-da-china. pequenas. pecioladas.000m (93). FITOLOGIA Árvore perene. procurar amarrar as mudas sobre ramos sombreados que tenham musgos sobre a casca. • Propagação: sementes. • Plantio: deve ser feito nas estações mais chuvosas do ano. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. 6 . base subaguda a arrredondada. terminal e axilar. Desenvolve-se numa faixa de temperatura de 20 a 30oC. CANELA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Cinnamomum zeylanicum Blume e Cynamomum cassia Blume. glabra e pálida. PARTES UTILIZADAS Artículos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de úlceras. túnel de sombrite 70% ou mais). luzidias. crescendo espontaneamente em altitudes de até 2. escorbuto. Poderão ser utilizadas árvores como base do agroepifitismo da planta. As folhas são simples. estacas dos ponteiros e mudas obtidas na mata. oblongas. A casca é espessa. acuminada. com cerca de 7 a 8m de altura e com tronco de 20 a 25cm de diâmetro. facilitando o pegamento da muda. alternas. HABITAT Espécie alóctone originária do Ceilão. O perianto é 6-lobado. AGROLOGIA • Ambiente: as mudas devem ser enraizadas em substrato de xaxim e/ou húmus e estabelecidas em ambiente sombreado (bosque. 3nervada. Neste caso. febres gástricas e biliosas (271). elípticas-ovaladas ou oblongo-lanceoladas. de folhas persistentes. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio. canela-da-índia. glabra. menos no inverno.CLIMA É subtropical e esciófita. 8 a 15cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. em número de 2 a 5 por cimeira. As flores são verde-amareladas. caneleira. A inflorescência é uma panícula cimosa. Os ramos são cilíndricos ou tetrágonos somente no ápice. coriáceas.

respiração ofegante. baixa e esgalhada. antiescorbútica. digestiva (128). safrol. metrorragias. A folha contém 75% de eugenol e 3% de aldeído cinâmico.5m. Os pássaros são os principais disseminadores da espécie. INDICAÇÕES É utilizada para dores estomacais. galactagoga. contendo substrato organo-mineral. diarréia. PARTES UTILIZADAS Casca da árvore. escrófulas. com exceção do inverno. O sabor é excitante. A casca da raiz contém cânfora (93). amido. fragrante e aromático. antileucorréica e catamenial (93). • Plantio: ano todo. ovário livre. em substrato orgânico ocorre em 30 a 40 dias. aromática (283). felandreno e ácido cinâmico (9). flores as folhas. vômitos nervosos. ligeiramente áspera. FORMAS DE USO • 1 a 3g/xícara (445) na forma de infusão. mas adapta-se bem ao subtropical. A germinação.5 x 3. mucilagem. carminativa. com pouca umidade. hemorragias de partos. eugenol (5%). dismenorréia. crioulceração (445). hipertensora suave (9). FITOQUÍMICA Taninos. calafrios. ulcerações da gengiva e da mucosa da boca (294). choques. . doenças atônicas do estômago. • Propagação: sementes. cujas mudas espontâneas que se formam podem também ser aproveitadas para o plantio. tosses. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestivo. A casca é de cor cinza-castanho. adstringente. influenza. A germinação ocorre em 40 a 50 dias. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. antisséptica. Não possui pétalas. O odor é delicado. extremidades frias. pubescentes. anti-reumática. febres adinâmicas. com 8mm de comprimento. borneol (93). carbureto terpênico (283). • A poda apical da planta permite uma arquitetura mais compacta. aerados e silicosos. pressão baixa. minerais (2 a 4%). piolhicida. preta. marmitol. amenorréia. O fruto é uma baga ovóide apiculada. aldeído cinâmico (65 a 75%). antiespasmódica. A semeadura é feita em bandejas de isopor de células grandes ou em saquinhos plásticos perfurados. doce e pungente.estames. • Colheita: inicia a partir do quarto ano. com 1 lóculo. paralisia da língua e enxaquecas (93). SOLO Prefere solos bem drenados. CLIMA É de clima tropical. com rugas finas e lenticelas transversas. cardiotônica (294) tônica. tintura e Alcoolatura.

compotas e doces. sésseis. perene. curau. Abafar por 15 minutos. com 2 a 3cm de comprimento. CANFRINHO NOME CIENTÍFICO Artemisia camphorata L. mingau. enxaguar com o infuso de canela.8cm de espessura (445). O caule é cilíndrico é lenhoso na base. usada para o fabrico de velas. • Infusão piolhicida: ferver 2 xícaras das de chá de água e derrame sobre 2 paus de canela em uma vasilha. antes das refeições (tônico e digestivo). canfinho. As folhas são glandulosas.2 a 0. OUTRAS PROPRIEDADES • O pó da casca serve como condimento de quentão. pinatisectas. TOXICOLOGIA • A planta é embriotóxica e abortiva ( 227. • A casca é comercializada em pedaços ou rolos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. que cresce 30 a 50cm de altura. 228). Secar o cabelo e passar um pente fino (294). com os segmentos lineares e numerosos. arroz-doce. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. desaconselhável para gestantes e pessoas febris (444). FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. ascendente. Coar e tomar 1 cálice duas vezes ao dia. de 30 a 40cm de comprimento por 3 a 10cm de largura por 0. longo-pecioladas. SINONÍMIA Canforeira. • A essência é utilizada na indústria de perfumaria. Após lavar a cabeça. muito ramosa e aromática. SOLO . alternas.• Vinho: macerar durante 30 dias 30g de casca em 500ml de vinho licoroso. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical ameno e heliófita. • Dos frutos se obtém a cera de canela.

As estacas devem ter sua base imersa em solução de benomil a 0. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis no Estado de Santa Catarina. antiepiléptica. distúrbios neurológicos e cardíacos (128). CAPIM-LIMÃO NOME CIENTÍFICO Cymbopogon citratus [DC. • Florescimento: é esporádico. casca de arroz tostada (60%).7 x 0. INDICAÇÕES Utilizada no álcool para dores musculares. calmante e antinevrálgica (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática (257). feridas. para prevenir da incidência de patógenos vasculares. SINONÍMIA . PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. Se o inverno for quente.2%. durante 1 hora. Solos ácidos. • Plantio: outubro a novembro. Utilizada externamente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.5m. ocorrendo no verão. • Propagação: rebentos da raiz e estacas caulinares radicantes.) FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. • Doenças: a planta sensível à patógenos que atacam as raízes e vasos condutores.Prefere solos areno-argilosos. • Substrato: o enraizamento das estacas é feito em uma mistura de vermiculita (40%).] Stapf. compactados e muito úmidos afetam a produção e a qualidade das folhas. FITOQUÍMICA Óleos essenciais e derivados de cânfora (257). • Colheita: inicia aos 6 meses após o plantio. aerados e bem drenados. pouco ácidos. contusões e hemorragia uterina (271). FORMAS DE USO • Alcolatura: macerar as folhas na cachaça ou álcool de cereais. não ocorre. picadas de insetos (257).

preferencialmente próxima dos cursos de água. AGROLOGIA • • • • • Espaçamento: 1. que cresce cerca de 1. As folhas são muito aromáticas. As folhas são recobertas por uma fina camada de cera e exalam olor de limão. nervura central grossa e caniculada. Plantio: ano todo.. Rhyzopus sp. É feito diretamente a campo. facilita a infecção dos fungos Aspergillus sp. Propagação: divisão de touceira cujas folhas são previamente podadas. Trichoderma sp. α e β-pineno. patchuli-falso. capim-sidró. capim-cidrilho. capim-de-cheiro. geranial. boa parte do aroma é perdido. capim-cidrão. saponinas álcoois (cimeropogonol e cimpogonol) e alcalóides (145). cetonas. chá-deestrada. capim-marinho. com nós bem demarcados. antimicrobiano. FITOQUÍMICA As folhas contém aldeídos. humuleno. canfeno. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solo. porém não encharcados. curtos. cineol. mirceno (analgésico). Colheita: inicia após quatro meses do plantio e é feita três a quatro vezes ao ano. Não tolera geadas. A secagem a 30oC. Doenças: as folhas são eventualmente acometidas pela ferrugem parda. mentona. geraniol. Por isso. Apresenta rizomas semi-subterrâneos. βcadineno.. hexacosan-1-ol. cimbopogona. As folhas. perene. capim-cheiroso. É muito sensível à estiagem. ésteres. acetato de nerol. Apresenta textura áspera ao tato e permanece mais ereta que a citronela. Penicilium sp. estolonífera. bordo liso. são amplexicaule. cimbopogonol. linear-lanceoladas. linalol. capim-cidreira. capim-santo. (55).. citral (antiespasmódico. isopulegol. capimcidró. cimbopogenol. Cladosporium sp. capim-ciri. borneol. inseticida e repelente). metileugenol. áspera nas duas faces. CLIMA É heliófita.Capim-catinga. paralelinérveas.5 a 2. acetato de geraniol. sesquiterpenos e terpenos. cespitosa. nerol. ácidos. farnesol. Cresce subespontaneamente em todo o Brasil. HABITAT Espécie alóctone de origem indiana. embora favorável a menor perda de óleos voláteis. São ricas em óleos essenciais que contém α-oxobisaboleno. que afeta a produção e qualidade das folhas. • Secagem: com a secagem. .0cm de largura. car-3-eno. mas prefere solos com bom teor de umidade. a beira de estradas e em áreas aluviais. grama cidreira. cortante.40m. erva-cidreira. fencona.0 x 0.0m em altura e forma touceiras de perfilhos ao nível do solo. são estéreis. eventualmente formadas. e Alternaria sp. que medem cerca de 60 a 100cm de comprimento por 1.. FITOLOGIA Planta herbácea. sidró. citrol (mistura dos aldeídos neral e geraniol). vervena. deve-se secar lentamente à baixas temperaturas (35 a 40oC). O florescimento é raro e as flores.

anticonvulsionante. sedativa.25% (55). é repelente de mosquitos e serve como desodorante natural. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida em conjuntivites (363). antidiarréica. terpinoleno. O óleo essencial. gastralgias. anti-histérica (215). neuralgias. p-cumárico. vômitos. sudorífica. entorse. Os extratos etanólicos apresentam atividade contra os áscaris. FARMACOLOGIA Tem ação na diminuição da atividade motora. rizoma e raízes frescas ou secas. PARTES UTILIZADAS Folhas. antiespasmódica. úlceras. digestiva. citronélico. • Infusão: ⇒ 4 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água. INDICAÇÕES Também usada para dores estomacais. O óleo essencial da planta tem ação fungistática sobre alguns fungos dermatogênicos humanos (Trichophyton rubrum. béquica. tosse. antireumática. Encontram-se ainda alguns flavonóides como a luteolina. distúrbios renais (258). contusões. A infusão do rizoma se usa para clarear os dentes e é tônica (23). diurética. O efeito analgésico é atribuído ao mirceno (119). febrífuga (179). analgésica suave. carminativa. e que infectam sementes de cereais (Aspergillus e Penicillium) (40). iso-orientina. FORMAS DE USO • Decôcto ou inalação: 10 a 20g/dia de folhas e/ou raízes (444). por 3 meses. diminuiu os níveis de colesterol de 22 voluntários (179) . O óleo essencial apresenta atividade antibacteriana e antimicótica. na dose de 140mg/dia. ansiedade (294). ATIVIDADE BIOLÓGICA As folhas demonstram atividade antimutagênica em Salmonella tryphimurium TA 98. estomáquica (257). Tomar xícaras ao dia (145). O extrato da planta apresenta forte ação bactericida sobre o vibrião do cólera (78). miorrelaxante (145). aromática. conjuntivite. . ocimeno. feridas. calmante. citronelal. no aumento do período de sono. α-canforeno.terpineol. espasmo intestinal (352). indigestão. O conteúdo de citral varia de 86. luteolina-7-O-β-D-glicosídeo. expectorante. depurativa. mentagrophyres e Microsporium canis) (234). gerânico e capróico. antiespasmódica e analgésica.10 a 95. T. resfriado. lumbago. antidisentérica e antiálgica (120). dipenteno. cólicas menstruais e intestinais (o mirceno atua nos nervos dos órgãos). ⇒ 10g de folhas secas em ½ litro de água quente. βsitosterol (155). eczemas (179). hipotensora (258). tensão muscular e cefaléia. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia (258). aldeídos como o isovaleraldeido e decilaldeido (120) . O extrato acuoso demonstra um efeito ansiolítico. ácidos acético. catarro. caféico. limoneno. administrado na forma de cápsulas.

OUTRAS PROPRIEDADES • A essência é amarelada. aromática e ardente. flor-de-sangue. perda de postura. capuchinha-de-floresgrandes. além de permitir uma ótima cobertura de solo. 5-lobadas. capuchinha-grande. orbiculares. agrião-grande-do-peru. nastúrio. O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. capucina. O hidrolato das folhas provoca um quadro de hipocinesia. longopedunculadas. chagas-da miúda. barrancos e estradas. agrião-maior-da-índia. curculiare. amarelo- . FAMÍLIA BOTÂNICA Tropaeolaceae. capuchinho. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais de altitude. frágil. longo-pecioladas. mastruço. chagas. cujas ramagens prostradas crescem 23m de comprimento. sedação e defecação (120). com 5 sépalas coloridas e distintas e 5 pétalas ovado-obtusas. As folhas são alternas. pelti-nervadas. especialmente dos campos altos e pedregosos do Peru (341). baixar demasiadamente a pressão e causar desmaios. coleária-dos-jardins. cinco-chagas. CAPUCHINHA NOME CIENTÍFICO Tropaeolum majus L. • Servida fria. verde-claro-brancacento. devido ao sistema radicular vigoroso e agregador.• Ungüento: esmagar 1 xícara das de chá de rizomas em 1 colher das de sopa de óleo de coco. chagas-de-flores-grandes. • As folhas picadas e acondicionadas em saches. FITOLOGIA Planta herbácea rasteira bienal. mastruço-do-peru. que cresce de 30 a 40cm em altura. • A planta fornece óleo essencial usado em perfumaria. As flores são irregulares. • As folhas constituem-se ótima forragem para elefantes. sapatinho-do-diabo. • A planta é indicada para proteção de encostas. de caule carnoso. servem para aromatizar roupas e repelir insetos (294). bradipnéia. campanuladas. glabro e cilíndrico. cochlearia-dos-jardins. a infusão passa a ser bebida refrigerante. axilares. Coar e fazer massagens tópicas para nevralgias e reumatismos (128) TOXICOLOGIA Doses concentradas pode provocar aborto (258). ataxia. solitárias. SINONÍMIA Agrião-do-méxico.

a planta adapta-se bem às regiões tropicais. cada um contendo uma semente. béquica. quando comparada a colheita na lua cheia (72). Altas temperaturas de verão (acima de 28oC) são prejudiciais ao desenvolvimento vegetativo da planta. tônico capilar (294). liberando-a ao ambiente na forma de gutação. resinas. estimulante. em canteiros. FITOQUÍMICA Ácido erúcico (72). mirosina e óleos sulfurados (93).3m. tônica.laranja ou vermelhas. passando até mesmo por esciófita. Os frutos secos são purgativos (93). 5-7 costada. antibiótica natural. de pericarpo espesso e carnoso. depurativa (128). glucotropaeolina . inicialmente única. ácido tropaeolínico. Inicia 2 meses após o plantio. • Plantas daninhas: não tolera a concorrência com ervas invasoras. 32). mirosina (enzima). às vezes dobradas. frutos e flores. • Colheita de frutos: outubro a dezembro. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. O sombreamento da planta reduz a produção de sementes e do ácido erúcico.que dá origem à compostos sulfurados antibióticos. CLIMA Embora a planta seja de clima subtropical de altitude. folhas. • Florescimento: início de agosto a novembro. • Irrigação: a planta apresenta uma alta capacidade de retirada de água do solo. tais como eczema e psoríase (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (341. digestiva. úmidos e aerados. • Adubação: aplicar 2 a 3kg de cama de aviário por m2 de canteiro. separando-se depois em três aquênios. PARTES UTILIZADAS Caule. sendo que o rendimento de ácido erúcico é maior quando a colheita de sementes ocorre na lua nova. globosa. também conhecido como óleo de Lorenzo. escrofulose e demais afecções de pele (257). óleo essencial. contém o ácido erúcico. ativadora da circulação do sangue (271). • Plantio: março e setembro. expectorante. vitamina C (257). aperiente. O fruto é uma cápsula 3-coca. O óleo das sementes. com máculas mais escuras e esporão cilíndrico curto. INDICAÇÕES Usada ainda para o combate à caspa (215). ácido graxo utilizado no tratamento da . • Doença: Pseudomonas cihorii (146). • Propagação: sementes.5 x 0. A semeadura é feita diretamente a campo. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica.

OUTRAS PROPRIEDADES • Os botões florais são comestíveis. a espécie pode ser usada como bordadura periférica para proteção de espécie vegetais susceptíveis às pragas. piranga.adrenomieloneuropatia (72). Se consumidas à noite. Neste particular. guajuru. • As flores são utilizadas como salada ornamental.. As folhas são pecioladas. FORMAS DE USO • Suco: tomar 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas. • É muita atrativa de lepidópteros. Repele pulgões. guajuru-piranga. • A planta é fitoprotetora de pragas da macieira. SINONÍMIA Cajuru. lenticelados-verrucosos e estriados. depois tetrágonos. CARAJURÚ NOME CIENTÍFICO Arrabidea chica (H. semelhante à alcaparra. as folhas e flores provocam o sono (294). na França.) Verlot. reduzir o volume de água à metade (257). FITOLOGIA Planta trepadeira perene. pariri. besouros e moscas brancas. • Infusão: ⇒ 40 a 50g em 1 litro de água. cipó-cruz. oajuru. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia. HABITAT Espécie autóctone que cresce nas matas tropicais. e B. • A planta pode ser usada em paisagismo e jardinagem. ramos cilíndricos e glabros enquanto jovens. Tomar ½ g em ½ copo de água. crajirú. • Pó: frutos secos. chica. ⇒ 4 colheres das de sopa de folhas picadas ou 2 de sementes em 1 litro de água. Cresce subespontaneamente em capoeiras. Para uso interno. apresentando sabor acre e picante. orla de matas e restingas. . FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). sobretudo as secundárias. pariri. de arquitetura escandente. guarajuru. china. coá-piranga. cipó-pau. carajirú. oajuru-piranga. A planta encerra antibióticos naturais de largo espectro (380).

inflamações do útero e dos ovários. carajurina. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. depois de fermentadas. desinfetante (130). . • Os bichos da seda que comem suas folhas. INDICAÇÕES É utilizada para o tratamento de feridas (9). 3-deoxiantociianidina. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Tutoramento: é feito com fios de arame dispostos horizontal e paralelamente entre si. de folíolos oblongo-lanceolados. coriáceos. reticulado-venosos. genipina (379. CLIMA É de clima tropical a subtropical. aguda em ambos os lados e com uma nervura média saliente nas valvas. fornecem matéria corante vermelho-escura ou vermelho-tijolo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. quinonas.8m de altura. triterpenos. 42. diarréias sangüíneas e entero-colites (93). dispostas em panículas terminais piramidais. alongada. ferro assimilável e cianocobalamina (9). enfermidades da pele de diferentes origens. antileucêmica. emoliente. cólicas intestinais.compostas. saponinas. produzem seda vermelha. • Propagação: sementes e estacas de ramos. róseo-lilacinas. antiinflamatória (425). alcalóides. flavonóides. Flores campanuladas. O fruto é uma cápsula linear. antidiabética. antianêmica (9). carajurina. medindo cerca de 18 a 20cm de comprimento. discolores ou concolores. bixina. trifolioladas. taninos. É heliófita e seletiva higrófita (365). • Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. 173). antidisentérica (271). As estacas são enraizadas em areia mantida sempre úmida. contendo sementes ovóides (93). conjuntivite. presos a moirões com até 1. frouxa.5 x 0. • Colheita: inicia 7 a 8 meses após o plantio. glabros nas duas faces. cumarinas. FITOQUÍMICA Ácido anísico. impigem. glabra e castanha-ferrugínea. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. pseudoindicanas. cicatrizante. • A planta é melífera e ornamental (93). antidiarréica.7m.

com as margens onduladas orladas de espinhos amarelos e cílios. arenosos. o cultivo em regiões muito pluviosas deve ser feito em estufas plásticas. e subespontaneamente em áreas ruderais. Raiz aprumada e grossa. serralha-de-folhas-pintadas. • Propagação: só ocorre via sementes. .. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical de altitude. pecioladas. alternas.CARDO-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Silybum marianum (L. São grandes (30 a 50cm de comprimento). brilhante ou matizado de amarelo. Flores violetas.3 a 1. profundos e permeáveis. cardo-leiteiro.) Gaertn. SINONÍMIA Cardo-branco. É heliófita. preto. verdes. que destrói toda a folhagem. • Espaçamento: 1. SOLO Prefere solos férteis. brilhantes. cardo-santo. As folhas formam uma roseta basal. medindo 3 a 4cm de diâmetro. sulcado. a beira de caminhos e em áreas nitrófilas. que proliferam-se em solos úmidos. com brácteas coriáceas terminadas em espinho. glabro. • Pragas: A planta é muito vulnerável ao ataque de Diabrotica sp. verde. Cresce espontaneamente em solos arenosos e pedregosos. É encontrada até 700m de altitude (383). cultivadas.50m. Caule cilíndrico. originária das regiões mediterrânicas. de caule. com cerca de 0. com irrigação por gotejamento. robusto. sinuadas ou dentadas. profundamente lobadas. cardo-mariano.0 x 0. • Plantio: outono. tubulosas. terminais. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito sensível às bacterioses. O fruto é um aquênio grande. HABITAT Espécie alóctone. cardo-de-nossa-senhora. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.0m de altura. Inflorescência em capítulos hemisféricos solitários. encimado por um papilho de pelos denticulados. mescladas com branco ao longo da nervura. FITOLOGIA Planta herbácea anual ou bianual. ereto. que são semeadas em bandejas de isopor em substrato areno-orgânico.

• É ornamental em jardins ensolarados. hipertensora. durante 5 dias. do útero e também das hemorróidas (93). Não é recomendado o uso por crianças. colerética. é comum a ocorrência de Erwinia sp. • Vinho: macerar 20g de folha de cardo-de-santa-maria e 5g de cravo-da-índia em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice após as refeições. ingerida 8 dias antes de uma viagem. Das sementes obtém-se uma tintura útil no tratamento de moléstias da uretra. Inodora. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 5 minutos. Não se deve utilizar quando de problemas renais. As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica (383). colagoga. • Produção de sementes: deve ser feita em regiões com baixa umidade relativa do ar e com baixos índices pluviométricos. obtendo-se rendimentos de cerca de 950kg/ha (149). O espaçamento entre fileiras pode ser de 70cm e entre plantas de 12cm. INDICAÇÕES Indicada para distúrbios cardiovasculares e hepáticos e. silimarina. . que causa a podridão das plantas. o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas. 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. Pode acumular muito nitrato nas folhas.Doenças: em regiões de alta pluviosidade. Tomar em pequenos goles. sementes. FITOQUÍMICA Óleo essencial. Favorece a digestão de alimentos ricos em gordura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É tônica. • Colheita: inicia após o quarto mês após o plantio. úlcera e gastrite. TOXICOLOGIA Em doses excessivas. • As folhas trituradas são apreciadas pelo gado e as sementes são apreciadas pelas aves. tiramina (383). evita o enjôo (383). podendo então ser tóxica (209). vômitos e diarréias. forte e duradouro.. digestiva e aperiente (294). histamina. • Florescimento: primavera. antes que as flores abram totalmente. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas é amargo. • PARTES UTILIZADAS Folhas. • As folhas novas são utilizadas como saladas e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água. silidianina (162). raiz. diurética (383). Indicada ainda para o tratamento da icterícia e afecções hepáticas (294).

Fruto tipo aquênio. SINONÍMIA Bacanta.40m. de coloração amarela.0 x 0. Caracteriza-se por possuir 3 alas no caule. SOLO Embora prefira solos úmidos e expostos ao sol. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em climas amenos. tiririca-de-babado. cacália-amarga. • Propagação: sementes. carque. Manter irrigação por nebulização de 2 a 3 minutos. também em solos úmidos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. terrenos secos e pedregosos.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis trimera Less. carquejaamarga. A inflorescência é do tipo capítulo. • Alelopatia: protege e estimula o crescimento da camomila. vassoura-de-botão. que cresce até 90cm de altura. perene. quina-de-condamine. glabra. Possui caule lenhoso. FITOLOGIA Planta subarbustiva. alado em sua extensão. . casca de arroz ou vermiculita. rebentos e por estacas. produz também em áreas agrestes (solos secos e pedregosos). glabro. campos. As folhas são muito reduzidas e ovais. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. linear. • Colheita: as hastes são colhidas quatro meses após o plantio. dióica. cacália-amara. cacaia-amarga. bacórida. tiririca-de-bêbado. beira de estradas. A melhor estaca é aquela obtida da parte basal ou mediana dos ramos (267). HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastos.800m de altitude (96). vassourinha. glandulosa. ribanceiras de rio e áreas ruderais em geral. em intervalos de 2 a 3 horas durante o dia. quando floridas. com alas seccionadas alternadamente. e cobertas com sombrite 70%. e até 5 horas. É heliófita (211). a noite. • Aclimatação: as estacas devem ser plantadas em vermiculita. carqueja-amargosa. Ocorre até 2. cortando-se apenas os dois terços finais da parte aérea. quase sempre aglomerados sésseis. vassoura. • Florescimento: novembro a janeiro. vassoureira. deixando a cepa para rebrote. levemente nervadas.

antidiabética (32). digestiva. Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao se deitar. astenia. matéria orgânica estranha e terra (96). hispidulina. antiasmática. flavonóides. INDICAÇÕES Indicada para anorexia. • Produção de sementes: a maturação de sementes ocorre janeiro/fevereiro. • Padrão comercial: planta inteira. exceto galhos grossos (além de 7mm). depurativa. nepetina e quercetina (179). É também usada para cálculos biliares. FITOQUÍMICA O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno. álcoois sesquiterpênicos. hipocolesterolêmica. A parte aérea contém α e β-pineno. tenífuga (145). carquejol e acetato de carquejilo) (257). gastrite (267). inflamação das vias urinárias. colagoga. flavonas.• Rendimento: 150 a 250g de matéria seca por planta (106). alcalóides. Aplicar externamente sobre locais afetados. Compostos específicos: apigenina. antianêmica (215). azia. hepatoprotetora e antiinflamatória (130). três vezes ao dia (145) ⇒ 1 xícara das de cafezinho em ½ litro de água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica amarga (eupéptica). . B e C. • Infusão forte: 60g em 1 litro de água. fenólicos. feridas e úlceras (uso externo). antiinflamatória. hepatoprotetora. hipoglicêmica. chagas venéreas e até mesmo a lepra (32). FARMACOLOGIA Atividade hipoglicemiante. má-circulação (271) e angina. diurética. lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos. aperiente. analgésica (179). fígado e da bexiga (144). estimulante hepática (128). luteolina. diurética (294). antibiótica. ésteres terpênicos. vermífuga. antigripal (144) e aromática (242). gastroenterites (179). germacreno-D. Na Argentina é utilizada para curar a impotência masculina e esterelidade feminina (242). Tomar 150ml. febrífuga (179). obesidade (257). antidispéptica. gota. antidiarréica. fraqueza intestinal (215). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de talos em ½ litro de água fervente. flavanonas. afecções do baço. saponinas (145). ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas são ativas contra Schistosoma mansonii. má digestão. dilactonas A. diterpeno do tipo eupatorina. Na Bolívia a planta é usada como inseticida (179). anti-hidrópica. PARTES UTILIZADAS Ramos alados com flores. sudorífica. inibindo o crescimento de Trypanosoma cruzi. icterícia. É moluscicida. anti-reumática. estomáquica.

ramosa. SOLO Desenvolve-se em solos saibrosos. carquejinha. glutinosa. Adapta-se à luz plena ou meialuz. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente no sul do Brasil. o crescimento é mais exuberante. As flores. agrupam-se em capítulos sésseis ao longo dos ramos superiores. pobres. entouceirada.0m. CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Bacharis articulata [Lam. Caule e ramos tri-alados. áfilos ou com folhas são rudimentares. Flor feminina campanulada. mas que sejam drenados. CLIMA Prefere climas mais amenos. aparentando espigas soltas e cujo conjunto aparenta uma panícula. OUTRAS PROPRIEDADES • Substitui o lúpulo na produção de cerveja de baixa qualidade. ácidos e arenosos. FITOLOGIA Planta arbustiva. por ser de origem subtropical. responsáveis pela ação fotossintética. É tolerante à geada e à seca. • Decocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água. ereta. em número de 35 a 40 e brancas. glabras.5 a 1. de 4 a 5mm de comprimento e de largura.• Vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. com altura variando entre 0. As alas são contínuas ou interrompidas. SINONÍMIA Carqueja-doce. Em solos humosos e úmidos. Aquênio glabro com poucas cerdas. simétricas e com corola pentadentada. As masculinas pouco menores. dióica. cerosas e sutilmente aromáticas. a beira de estradas e em áreas nativas abertas. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia (128). . • É utilizada para conferir sabor a licores e refrigerantes. verde intenso.] Person. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Tomar 1 cálice antes das refeições (257). Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. em campos.

Controla a impotência masculina e a esterelidade feminina (179. antiespasmódica.4'-dimetilapigenina. quercetina. quando ingerido por 10 a 15 dias. luteolina. mansoni. do fígado. santonina. antianêmica (93) e depurativa. e inibem o crescimento do Trypanosoma cruzi. . PARTES UTILIZADAS Ramos alados. É feita de janeiro a fevereiro. jaceidina. absintina. articulina. • Aclimatação: as estacas devem ser sombreadas sob sombrite 70% e mantidas úmidas sob nebulização intermitente. antisséptica. diurética. casca de arroz tostada e/ou vermiculita. o extrato da planta inteira causou a morte de cobaias (301). causador da esquistossomose. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva. antidiabética. acacetina. acetato de articulina. 160). diéster malonato acetato. eupéptica. 7. • Plantio: outubro. OUTRAS PROPRIEDADES É resinosa e amarga. Administrado em cobaias. bacchotricuneatina A. protozoário causador da doença de Chagas (209). que é hospedeiro intermediário do S. βguaieno. da bexiga. estimulante da fertilidade feminina. hepática. γ-elemeno. ação letal sobre o molusco Biomplalaria glabrata. cis-cariofileno. jaceosidina. • Florescimento: primavera • Colheita: inicia a partir do primeiro ano após o cultivo. δ-cadineno e aroma dendreno (159. salvigenina. FITOQUÍMICA A parte aérea contém ácidos α e β-resínicos. cirsimaritina. oleanólico e crisosapônico. prisão-de-ventre.3 x 1. antidiarréica. Nas flores foram encontrados o barticulidiol. enjôos (257). anticolesterolêmica (179). tônica. lupeol e chondrillasterol. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas existentes na planta apresentam atividade contra cercárias de Schistosoma mansoni. O óleo essenial contém α-pineno. dispepsias atônica e debilidade orgânica (93). anti-reumática. INDICAÇÕES Indicada para enfermidades do baço. genkwanina.AGROLOGIA • Espaçamento: 1. febrífuga.3m. O enraizamento é feito em substrato à base de areia. • Propagação: segmentos de rizoma e estacas de ramos maturos. 283). TOXICOLOGIA O extrato aquoso da planta é abortifaciente. resínico.

sendo também resistente à seca e tolerante à geada. pois a cepa proporciona um bom rebrote. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 1. alongado.0cm de comprimento por 3 a 4mm de largura. Porém. vassoura. ocorrendo principalmente no sul do Brasil. SINONÍMIA Alecrim-de-vassoura. dispostas em capítulos axilares. fosca. medindo 1. Medra em campos abandonados. em solos de aluvião e/ou humosos. atingem porte mais avantajado. Fruto tipo aquênio. sésseis. simples. que cresce de 1. glabro. muito enfolhada. lanceolada.3 a 2. HABITAT Espécie autóctone. . PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. verdes. SOLO Tolera bem os solos ácidos. discretamente tomentosa na face dorsal. capoeiras e áreas de vegetação rala. com 1mm de comprimento (209). Inflorescência díclina. FITOLOGIA Planta subarbustiva. alecrim-do-campo. Quando amassadas. pobres e até compactados. muito ramificado. Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). Propagação: sementes e estacas. com ápice agudo e base atenuada. com flores masculinas e femininas esbranquiçadas. uninérveas. persistentes.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis dracunculifolia DC. Pode ser cortada toda a parte aérea.5m. as folhas exalam aroma acre. passando a cinza. curtopedicelados. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Colheita: inicia a partir do primeiro ano de cultivo. cilca. vassourinha. inicialmente verde. As folhas são alternas. vassoureira. margem inteira ou irregularmente 1-3-5-7 denteadas. O caule é fibroso a lenhoso. amarelo-castanho.5 x 1.0m de altura. CLIMA A planta adapta-se a uma ampla variação térmica e luminosa. monóica.5 a 3..

5m. onduladas. febrífuga (242) e aperiente (68). medindo 14 a 16cm de comprimento por 6 a 8cm de largura. carurú-do-mato. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada para varrer as casas em áreas rurais. com linhas vermelhas. agudas.FITOQUÍMICA Nerolidol. distúrbios gástricos. crescendo de 1. carurú-crista-de-galo. amareladas. SINONÍMIA Bredo. espatulenol. reunidas em espigas eretas dispostas em panículas piramidais. pecioladas. com nervuras salientes. FORMAS DE USO Infusão e decocção: 10g de folhas e talos por ½ litro de água.0 a 1. Flores densas e diminutas. inapetência. eupéptica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. subrugoso. CARURÚ-DA-ANGOLA NOME CIENTÍFICO Amaranthus spp. pubescente no ápice. globulol e palustrol (372). Tomar 2 xícaras ao dia.2m de altura. bredo-rabaça. O fruto é um utrículo ovóide. contendo sementes lenticulares. atenuadas. crista-de-galo. • O óleo é utilizado na indústria de perfumaria. luzidias e pretas. INDICAÇÕES Debilidade orgânica. FITOLOGIA Planta herbácea de caule sulcado. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. HABITAT Espécie alóctone de origem africana.0 x 0. Folhas ovado-lanceoladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. . afecções febris. cansaço físico (68).

• Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. As sementes germinam em 8 a 10 dias. • Plantio: março-abril. As mudas são transplantadas quando apresentarem 4 a 6 folhas definitivas. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raiz e talos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hepática (32) e estomática. A raiz é diurética (93) e febrífuga de largo espectro (215).

FORMAS DE USO
• Suco: tomar algumas colheres das de sopa ao dia. • Salada: alimento e fitoterápico.

CARVALHO-EUROPEU
NOME CIENTÍFICO
Quercus alba L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Fagaceae.

HABITAT
Espécie alóctone originária da Europa, Marrocos e Ásia Menor.

FITOLOGIA
Árvore com porte de 30 a 35m de altura. Apresenta o caule cilíndrico, casca fendida, ramos tortuosos. As folhas são alternas, oblongas, membranosas, pinati-fendidas ou sinuado-lobadas, com segmentos obtusos, subsésseis, glabras, membranosas. As flores são monóicas, sendo que os amentos masculinos são finos, frouxos, amerlo-esverdeados, com uma flor na axila de cada bráctea. Flores femininas dispostas em espigas, sendo que cada flor é guarnecida por um capitel que se desenvolve na floração. Fruto com 2 a 3cm de comprimento e 2cm de diâmetro, longo pedunculado, recoberto em sua terça parte pelo capitel.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 5 x 5m.

• Propagação: sementes. As sementes devem ser postas a germinar em saquinhos plásticos ou recipientes com um mínimo de 400ml de capacidade, contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outono. • Pragas: lagarta Podalia chrysocoma e coleóptero Loxopyga flavo-lineata. • Doença: Oidium quercinum. • Colheita: as folhas são colhidas no terceiro ano após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Frutos e folhas.

FITOQUÍMICA
Contém tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tanatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina (93), amido, celulose, goma, resina, óleo graxo, (283).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A casca é adstringente e febrífuga, e os frutos antidiarréicos e antidiabéticos (93).

INDICAÇÕES
Indicada para a atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os frutos constituem-se ótimo alimento para suínos a até para o homem. • A madeira, considerada de primeira qualidade, é utilizada na confecção de móveis antigos, esculturas, pipas, barris e vasilhames diversos.

CATINGA-DE-MULATA
NOME CIENTÍFICO
Tanacetum vulgare L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Atanásia, atanásia-das-boticas, erva-contra-vermes, erva-de-são-marcos, erva-dos-vermes, erva-lombrigueira, palma, tanaceto, tanásia, tasneira.

HABITAT

Espécie alóctone européia que é encontrada crescendo junto aos charcos, lagos, margens dos caminhos e terrenos baldios e até 1.400m de altitude. Foi introduzida no Brasil pelos colonizadores europeus, adaptando-se ao cultivo em jardins.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene que forma tufos de numerosos caules, eretos, ramosos, angulosos, canelado e folhosos. Cresce 0,6 a 1,2m em altura. Folhas alternas, glabras 1-3 pinatífidas, que crescem até 15cm de comprimento, com segmentos lanceolados e pinatipartidos, serrados, agudos e pecíolo alado. Inflorescência em capítulos corimbosos terminais amarelos, eretos e densos. As flores são tubulosas, não tendo as exteriores estames. Frutos tipo aquênio, costado e glanduloso. Raiz oblíqua e ramificada. A planta é muito aromática.

CLIMA
É de clima temperado, adaptando-se porém ao clima subtropical. Suporta geadas mas não tolera estiagens.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m. • Propagação: sementes e divisão de touceiras. A planta seca no inverno para rebrotar na primavera. Neste época, retiram-se as brotações que se formam a partir do rizoma. • Plantio: primavera (estacas) ou outono (sementes). • Plantas daninhas: não suporta concorrência com outras plantas. • Florescimento: final de setembro. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas.

FITOQUÍMICA
Ácido tanásico, tanacetona (257), lactonas sesquiterpênicas (partenolídeo), flavonóides (flavona eupatilina), esteróis, glicose (355), ácidos cítrico, butírico e oxálico, tuiona, canfol, tanino, resina, vitamina C. As sumidades floridas contém 0,1 a 0,6% de óleo essencial e 7,64% de cinzas. A planta inteira contém cerca de 9,22% de cinzas (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-helmíntica, vermífuga, aromática, emenagoga (257), antiinflamatória antibacteriana, antiulcerogênica (355), tônica, estimulante (93), febrífuga, anti-histérica, anti-reumática, antiasmática, béquica (215), antinevrálgica (271) e digestiva.

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento de dores articulares e musculares (128), pertubações gástricas, feridas, bronquite (215), aerofagia, contusão, entorse, picada de insetos, menstruação, dor de dente e parasitoses (1).

TOXICOLOGIA
Possui elementos tóxicos como o ácido tanásico e a tanacetona (257). A essência da planta, injetada na veia de animais, provoca convulsões semelhantes às da hidrofobia, causa inflamação no tubo digestivo, podendo resultar em espasmos violentos, paralisia do coração e morte (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Planta aromática e amarga. • É planta ornamental e insetífuga. As flores têm ação estupefaciente sobre os insetos (93). • É utilizada como condimentar em alguns países (omeletes e pudins).

CAVALINHA
NOME CIENTÍFICO
Equisetum hiemale L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Equisetaceae.

SINONÍMIA
Cola-de-cavalo, erva-canudo, lixa-vegetal, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo-de-rato.

HABITAT
Planta autóctone sul-americana, que cresce em várzeas úmidas, à beira de regatos e em áreas paludosas.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fistuloso, ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60cm, mas sob meia-sombra o pseudocaule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas são escamosas e se formam na bainha. O caule é fistuloso, ereto, grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples, sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e não produzem esporângios.

SOLO
Prefere solos úmidos, porém não compactados ou com aeração deficiente. Tolera bem os solos medianamente ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Ambiente: procurar instalar as plantas em várzeas com lençol freático bem próximo à superfície ou em áreas normalmente úmidas da propriedade • Espaçamento: 0,4 x 0,3m. • Propagação: rebentos dos rizomas e segmentos nodais. • Hidroponia: os segmentos nodais são facilmente enraizados em areia irrigada com fluxo intermitente de água, em telhas de cimento-amianto. O pegamento das mudas ocorre em 20 a 30 dias. • Plantio: outubro a novembro. • Colheita: inicia 5 a meses após o plantio.

PARTE UTILIZADA
Hastes e brotos verdes, sem os esporângios.

FITOQUÍMICA
Ácido silícico, ácido gálico, resinas, sais de potássio, tiaminases, isoquercitina, luteolina, campferol, saponinas e alcalóides (257).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Muito diurética, hemostática, antiblenorrágica, remineralizante (341) e adstringente.

INDICAÇÕES
Indicada para úlceras varicosas e aftas (externamente), hemoptises, metrorragia, epistaxe, fluxos sangüíneos hemorroidários, afecções pulmonares, hipertensão de origem renal (341), problemas renais, obesidade (257), febre puerperal, conjuntivite, inflamações dos dutos lacrimais, edema, afecções renais, feridas (32), afecções da próstata, úlceras cancerosas (271), ventosidades, pterígio, hematúria, influenza e disenteria (1).

FORMAS DE USO
• Geral: 9 a 15g/xícara, em decocção (445). O chá da planta tem sabor neutro a amargo. • Infuso ou decocção: ⇒ 5%; 50 a 200ml/dia, como diurético e até 500ml/dia, como hemostático (341). ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia (problemas renais). Para a obesidade, tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes das principais refeições (257). • Pó: 1 a 3g/dia, como remineralizante; até 20g/dia, como hemostático. • Tintura: 10 a 50ml/dia (diurético). • Xarope: 20 a 100ml/dia (diurético) (341). • Infusão: 10g da planta por litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (afecções renais e edema generalizado). Nas hemorragia internas e menstruações excessivas, utilizar 30 a 40g para 1 litro de água.. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Compressas: renovam-se em intervalos de 15 minutos (oftalmias). • Suco: substitui a infusão e o decôcto. • Loções: 50 a 60g da planta em 1 litro de água. Usar externamente em feridas e úlceras.

• Banhos vaginais: 20 a 30g da planta por litro de água. Fazer duas abluções diárias (32).

TOXICOLOGIA
O uso em excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1 em razão das tiaminases. As inflorescências são tóxicas (257).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos. • Devido ao alto teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos de cobre e metais em geral.

CELIDÔNIA
NOME CIENTÍFICO
Chelidonum majus L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papaveraceae.

SINONÍMIA
Celidônia-maior, ceruda, erva-andorinha, erva-das-verrugas, erva-das-taperas, erva-doscalos, figatil, grande-quelidônia, iodina, mercúrio, quelidônia, quelidônia-maior.

HABITAT
Espécie alóctone mediterrânica européia, que cresce espontaneamente em áreas ruderais sombrias. Ocorre até 1.500m de altitude.

FITOLOGIA
Planta herbácea, vivaz, ereta, alóctone, ramosa, pouco pubescente, crescendo de 0,2 a 0,3m. A haste é erguida, ramificada e revestida de pelos brancos e articulados. As folhas são alternas, pinatissectas, com 5 a 11 segmentos ovados, lobos arredondados, de cor verde na face ventral e verde-azulado na dorsal. Inflorescência em cimeira umbeliforme, com flores amarelas, com quatro pétalas, duas sépalas e muitos estames. Fruto tipo cápsula linear, siliquiforme com arilo arqueado de coloração preta. As sementes são esverdeadas. A seiva é de coloração alaranjado-sedosa e apresenta sabor picante, acre e nauseabundo.

SOLO
Prefere solos areno-silicosos, úmidos, bem drenados, aerados e férteis. Não tolera solos pesados, encharcados e ácidos.

CLIMA
Prefere temperaturas amenas e regiões de pouca pluviosidade. É esciófita.

AGROLOGIA
• Espaçamento 0,5 x 0,3m. • Propagação: sementes e divisões de raízes. • Plantio: primavera. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Consórcio: cultivar outras plantas de maior porte para proporcionar luz difusa sobre a celidônia. • Florescimento: verão. • Colheita: seis meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Utiliza-se toda a parte aérea e as raízes . O látex deve ser utilizado antes da floração.

FITOQUÍMICA
Quelidonina, queleritrina, sanguinarina, protopina, mucilagem, resinas, óleo essencial (257), albuminas, quelidoxantina e ácido quelidônico (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa tópica (257), excitante, purgativa, diurética, anti-hidrópica (93), antiespasmódica, laxativa (294), antiasmática, hipotensora (215), cáustica, tônica hepática e biliar, colerética, cicatrizante, calmante e lenificante da angina do peito (1, 32).

INDICAÇÕES
Usada no tratamento de úlceras escrofulosas, escorbúticas e de feridas velhas, calos, verrugas (257), icterícia, inflamação da vesícula biliar, cãibras no estômago, oftalmias, manchas, icterícia (raiz), panos (32), acne (215), hepatite (271) e gota (294).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: amassar ou moer um punhado de folhas frescas e aplicar sobre o calo ou verruga, enfaixando o local. Repetir o tratamento até a extirpação. • Infusão: 5g de folhas para 1 litro de água. Tomar 1 xícara ao dia (32). • Essência: ferver 1 colher das de sopa de folhas secas em 1 xícara das de chá de água até que ocorra a total evaporação da água. O resíduo (essência) pode ser aplicado topicamente sobre verrugas, à noite (128).

TOXICOLOGIA
O uso interno é desaconselhável pois pode provocar estomatite e gastroenterite. Evitar o contato com os olhos (257). Em doses abusivas a planta é tóxica, causando obscuridade visual, cefalalgia, vômitos, ardor nos olhos, formigações no corpo, dor no peito, aflição, náuseas, dificuldade de respirar, diarréia, depressão, angústia, estomatite e gastroenterite. É irritante para os olhos. O uso interno deve ser feito segundo prescrição médica.

OUTRAS PROPRIEDADES

• A seiva da planta apresenta um látex amarelo-alaranjado, cáustico, de sabor acre e muito amargo e de aroma desagradável. • A planta é considerada ornamental.

CENTELHA
NOME CIENTÍFICO
Centella asiatica (L.) Urban e Centella erecta Fern.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cairuçú-asiático, cairussú, pé ou pata-de-cavalo, burro ou mula; patinha-de-mula, corcel.

HABITAT
Espécie alóctone, originária da Ásia, que cresce subespontanemente em locais úmidos de áreas ruderais, campos e lavouras abandonados, matas secundárias, capoeiras e capoeirões.

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, rasteira, radicante. Caule estolonífero, enraizando nos nós, com a formação de rizoma e raízes adventícias. Folhas longo-pecioladas, glabras, circular ou um pouco alongado, com base reentrante e margens crenado-denteadas. A inflorescência é tipo umbela, axilar, com 3 a 4 flores. As flores apresentam pétalas triangulares, brancas ou arroxeadas. Os frutos são cremocarpos, formados por dois mericarpos achatados, de contorno arredondado, planos na face ventral ou da comissura, superfície glabra e de coloração amarelo-parda, com cerca de 4mm de comprimento por 4,5mm de largura e 1,2mm de espessura (209).

CLIMA
A planta adapta-se as mais variadas condições climáticas e tolera o sombreamento. E áreas sombreadas as folhas são menos fibrosas, arredondadas e a haste pilosa.

SOLO
A planta cresce em qualquer tipo de solo, porém desenvolve-se melhor nos úmidos, arenosos e ricos em matéria orgânica. Em solos compactados ou pouco úmidos as folhas tornam-se coriáceas, arredondadas e com a haste glabra. Em solos úmidos a folha torna-se alongada e a haste pilosa.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes, rizomas e estolões.

lepra (93). Abafar por 10 minutos. indocentóico. sarampo. lepra e psoríase (204). • Vitamina: ácido ascórbico. óleo alil mostarda e grandes quantidades de transβ-farneseno. desintoxicante. úlceras. anticelulítica. centélico. • Oleos essenciais: cânfora. α-pineno. hipotérmica e galactógena (1). • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. isothankunisídeo. constipação. • Pó: tomar 0. antidiarréica. diurética. • Outros: ρ-cimol. • Alcalóide: hidrocotilina. palmítico. antileucorréica (204). doenças do aparelho urinário e genital femininos. thankunisídeo. thankúnico e isotankúnico. epistaxe. ampliadora da capacidade de memorização (257). lignocérico. germacreno D e β-cariofileno (204. • Adubação: adubar com estrume animal. dismenorréia. INDICAÇÕES Utilizada na terapia de escrófulas. Esperar 15 a 20 minutos e tomar um novo banho. • Sapogeninas: ácidos asiático. antidepressiva.• Plantio: é feito diretamente a campo. esteárico cêntico. antiinflamatória. madecássico. icterícia. • Florescimento: outubro a abril. amenorréia. cineol e n-dodecano. • Glicosídeo: asiaticosídeo. no outono ou primavera. • Os açúcares: glicose. Tomar um banho morno e em seguida friccionar energicamente a loção com um pano sobre a área afetada. na forma de decôcto e infusão (1). apud 204). . FORMAS DE USO • Geral: 30 a 40g/dia. centóico. cicatrizante. estimulante do metabolismo das gorduras. amarga. antireumática. betulínico e isobrâmico. Salgues. anti-sifilítica (93). oléico. varizes. metanol. eczema. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária (133). • Substância amarga: velarina. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. lúpus. • Loção: amassar em um pilão dois punhados da planta picada e por em infusão em ½ litro de água fervente. brahmosídeo. hematêmese. brâmico. madecassosídeo. FITOQUÍMICA • Ácidos: linoléico. • Triterpenos: asiaticosídeo. frutose e ramnose.5g/dia (diurético e ativador do metabolismo das gorduras) (257). furunculose. centelosídeo. disúria. na quantidade de 2 a 3kg/m2. arabinose. antibacteriana.

SOLO Prefere terrenos uliginosos. incluindo o Brasil. sendo encontrada nas margens dos rios. SINONÍMIA Aguapé. Fruto tipo aquênio. argilosos. esférica. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. CLIMA É de clima tropical. grandes. . fusiforme. inicialmente. chá-mineiro. Desenvolve-se melhor como esciófita. autóctone da América Tropical. torceduras e furúnculos. com pecíolo sulcado longitudinalmente. e Schlech. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. ovadas ou cordiformes. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como cobertura de solo. As flores são brancas. fraturas.• Cataplasma: aplicado topicamente. Apresenta caule triangular e glabro. substituindo a grama comum. quando matura. As folhas são simples. trímeras. para contusões. estendendo-se a subtropical. lagos. 5-11 nervadas. um pouco achatado e com listras salientes. A ação indiscriminada de herbicidas e as drenagens tem levado a redução drástica do número de indivíduos. grandes.) Mitcheli. verde. dispostas em panículas verticiladas. com 8 a 9 flores. erva-do-brejo. longo-pecioladas. castanha. mas não suporta o pisoteio. coriáceas. apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura. O rizoma é rasteiro. FITOLOGIA Planta herbácea perene. canais de drenagem e baixadas pantanosas. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus grandiflorus (Cham. Originariamente encontrava-se abundantemente nas várzeas alagadiças. TOXICOLOGIA Em doses elevadas o extrato da planta tem um leve efeito narcótico (204). hermafroditas. chá-de-campanha. basais. erva-dopântano. Infrutescência morulada. grosso e carnoso. HABITAT Espécie paludosa. congonha-do-brejo. eretas ou flutuantes. inteiras.

faringite. antiartrítica (242). A produção de mudas via sementes pode ser feita pelo sistema "floating". . O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390).7m. que rendilham totalmente as folhas. laxante. gengivite e feridas crônicas.AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. INDICAÇÕES Útil para erupções de pele (uso interno).0 x 0. • Pragas: afídeos. demorando 50 a 60 dias. 390). edemas. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). (68) ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). anti-hidrópica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. antilítica. triterpenos e flavonóides (257. Aplicação tópica (68). com folhas diminutas e menor produção total de folhas. arterioesclerose. nevralgias. anti-hipertensora (215). antinevrálgica. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. doenças renais e das vias urinárias (257). A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. e larvas de gafanhoto. na forma de massa. estomatite. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. • Espaçamento: 1. antiofídica. emoliente. O rizoma. anti-sifilítica. hérnia. dermatoses. rebentos e brotações de verticilos florais. em períodos secos. congestão hepática. anti-reumática (257). diurética. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. distúrbios hepáticos (271). convalescença. amigdalite. ácido úrico. adstringente e antiofídica (68). antinefrítica. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizoma. • Florescimento: ocorre na primavera e no verão. A germinação das sementes é lenta. debilidade orgânica. • Colheita: outubro a fevereiro. • Propagação: sementes. FITOQUÍMICA Taninos. FORMAS DE USO • Infusão ou decocção: 20g de folhas verdes por litro de água. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). • Plantio: outono e primavera. tônica. gota. serve como cataplasma para o tratamento de hérnias. • Cataplasma: rizoma seco e triturado. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia.

FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. lagos. SINONÍMIA Chá-de-campanha. oblongo-lanceoladas ou cordiformes. • Propagação: sementes. quando maturo. chá-de-mineiro. congonha-do-brejo. contendo uma semente. rebentos e brotações de verticilos florais.) Mich. • A planta é depuradora de águas contaminadas e ornamental em lagos e aquários.7m.OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são apropriadas para o consumo do gado. Desenvolve-se melhor como esciófita. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus macrophyllus (Kunth. eretas. HABITAT Espécie autóctone que cresce à beira de rios. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. erva-de-bugre.5m em altura. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. erva-do-brejo. As flores são brancas. hermafroditas e dispostas em panícula verticilada. SOLO Prefere terrenos uliginosos. A produção de mudas via sementes pode ser . CLIMA É de clima tropical. longo-pecioladas. AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. chá-de-pobre. verde quando imaturo e castanho.0 x 0. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. com 11 a 13 nervuras e cerca de 30 a 40cm de diâmetro. erva-do-pântano. açudes. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). • Espaçamento: 1. inteiras. Apresenta folhas simples. que cresce cerca de 1. As nervuras são salientes e as bordas maiores são curvadas em forma de chapéu. demorando 50 a 60 dias. Fruto tipo aquênio. várzeas e pântanos. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). estendendo-se a subtropical. argilosos. A germinação das sementes é lenta. ereta. coriáceas. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz.

FORMAS DE USO • Decocção: 20g de folhas em 1 litro de água. Pragas: afídeos. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. FAMÍLIA BOTÂNICA . PARTES UTILIZADAS Folhas. antiartríticas e anti-sifilítica (93). secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. dermatoses e furúnculos (145). • Infusão: 20g de folhas verdes em 1 litro de água. depurativas. antiofídicas (257). afecções do fígado e úlceras. O rizoma é indicado para a hidrofobia (93). FITOQUÍMICA Contém saponina (biodetergente que elimina as toxinas do sangue e dos rins). que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. infecções das vias respiratórias (145). Florescimento: ocorre na primavera e no verão. litíase. CIDRÃO NOME CIENTÍFICO Aloysia triphylla [L' Hérit] Britt. Colheita: outubro a fevereiro. tanino. em períodos secos. dermatoses.• • • • feita pelo sistema "floating". diuréticas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. e larvas de gafanhoto. • Emplastro: rizoma macerado e aplicado topicamente sobre hérnia. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. inflamações da garganta. alcalóides. flavonóides e triterpenos (257). adstringentes. que rendilham totalmente as folhas. A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. bócio. ligeiramente laxativas. sais minerais e iodo (145). Tomar 4 a 5 xícaras do chá por dia. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). • Gargarejos: utiliza-se a decocção para afecções bucofaringeanas. nefrite. hidropisia. ácido úrico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são anti-reumáticas. Plantio: outono e primavera.

verde-amareladas. HABITAT Espécie alóctone. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. inteiras. sálvia-limão. As folhas são curto-pecioladas. Os ramos são escabrosos e estriados. formando panícula piramidal. salva-limão. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. O fruto é um bi-aquênio. que conferem às folhas uma coloração amarelada mesclada de verde. • Propagação: mergulhia e alporquia. multifloras. CLIMA Espécie de clima subtropical a temperado. por ocasião do florescimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele.667 planta/ha (431). FITOLOGIA Planta arbustiva que cresce cerca de 3m de altura. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. erva-luísa. oval-lanceoladas. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. A parte do ramo que ficará sob o solo. com 6 a 8cm de comprimento. retirando-se 1/3. Se houver um período de estiagem prolongado. dispostas em espigas frouxas verticiladas. cidró. pecioladas. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. as folhas caírem e a planta perecer. • Colheita: as folhas são colhidas. Por ser muito susceptível a nematóides. Peru e Argentina. cidrilho. SOLO Prefere solos areno-argilosos. erva-cidreira. • Plantio: novembro e dezembro. axilares. preferencialmente. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. azuladas ou purpúreas no seu interior. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. serradas na metade superior. o sistema radicular pode atrofiar-se. subsésseis. SINONÍMIA Cedrina. cidrilha. . escabrosa na face ventral e glandulosas-punctuadas na dorsal. medindo 4 a 6cm de comprimento. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia.5cm. pequenas. originária do Chile. agudas. Não tolera solos ácidos (93). O enraizamento deve ocorre em 40 dias. Retira-se o substrato sob água corrente. É heliófita. 3-4 verticiladas. As flores são brancas. No Chile adota-se uma população de 6. bem drenados e aerados. vegetando em campos secos e abertos. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm.Verbenaceae. removendo-se a casca. • Doenças: a planta é afetada por viroses e deficiências nutricionais (Mg).

digestiva. antiespasmódica. tônica. variou de 0. Tomar 1 cálice após as refeições (294). Os extratos acuosos mostraram-se inativos como anti-hipertensivos e como ansiolíticos (437). nas folhas jovens. FITOQUÍMICA Citral. estimulante. geraniol. α-pineno. febrífuga. hipocondria. metilheptona. carvona. coar.• Rendimento: cada 100kg de folhas fornece cerca de 150g de essência contendo citral e verbenona (283). 34) e anti-histérica (283). PARTES UTILIZADAS Folhas. antimalárica. Segundo VOGEL et al. • O ramos. etileugenol. (1997). flexíveis. citronelol. β-pineno. doces e bebidas. finamente moídos. (446). felandreno. atingindo uma produção de 27. excitante (403. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardíaca. As partes aérea apresentaram propriedades antimutagênicas. INDICAÇÕES Indicada para doenças nervosas. linalool. i.3 litros/ha. afecções do coração (283).14 a 0. com aroma de limão. glicosídeos iridóides (179) e verbenona (93). melancolia. a máxima concentração de óleo essencial ocorre no mês de março (Chile). na concentração de 0. Tomar à noite para a insônia. limoneno. • É cultivada como ornamental em muitos países. são aproveitados pela indústria do vime. emenagoga.95%.p. Abafar por 5 minutos. terpineol. carminativa. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de café de água quente.83g/kg. p-cimol. isosafrole. dor de cabeça e zumbido no ouvido (294). A concentração do óleo essência. Juntar 300g de açúcar e casca de 1 limão. . FARMACOLOGIA Depressora do sistema nervoso central e prolongadora do sono. em extratos acuosos (50mg) contra Salmonella typhimurium TA98 (293). sendo usadas como condimento e aproveitadas pela indústria. limoneno. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e as flores apresentam um perfume muito agradável. • As folhas são utilizadas como condimento de carne e no preparo de saladas. O teste foi realizado com ratos administrados com infusão da folhas e talos. • Licor: deixar macerar por 3 dias 70 folhas frescas em 500ml de álcool 90 o e 500ml de água destilada. Vedar a garrafa e após 20 dias. sedante (446).

quando novos. solitárias. ocorrendo. que cresce nas matas primárias e secundárias da Encosta Atlântica. medindo 12 a 14cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. opostas. hortelã-do-brejo. mático. chá-de-índio. Pecíolo curtíssimo. e as femininas racemosas. . CLIMA Ocorre em regiões tropicais até subtropicais. erva-de-bugre. ou fasciculados. em área de Floresta Ombrófila Densa Submontana. Amentos ovais ou elípticos. tendo sido verificada uma densidade de até 2750/ha. mas podendo chegar a 11. Folhas simples. FITOLOGIA Arbusto dióico com cerca de 4 a 5m de altura e 5 a 10cm de diâmetro. É heliófita. nervuras paralelas numerosas e distintas. Caule ereto. Inflorescência em densas e numerosas panículas amentíferas. margem serreadas. hortelãsilvestre. normalmente cilíndrico (35).CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Hedyosmum brasiliense Martius. canela-cânfora. próxima a regatos. oblongo-lanceoladas. SOLO É encontrada naturalmente em solos empobrecidos (35).5m de altura por 54. sendo que as flores masculinas são axilares. HABITAT Espécie autóctone. contendo uma semente preta. erva-soldado. ventricosas.SC (35). cidrão. mas com um bom teor de matéria orgânica que imobiliza parte do alumínio tóxico. chá-de-soldado. ervaalmíscar. Ramos com entrenós de 5 a 10cm e escamas. Sua distribuição é descontínua e muito irregular. em Ilhota . serrilhadas. chá-de-bugre. erva-de-soldado. Frutos de formato irregular. sucosos e hialinos. carnudas. numerosos e apoiados na base por uma bráctea forte. nas planícies costeiras do quaternário e vales estreitos íngremes. glabérrimas. mais freqüentemente. O limite austral de sua ocorrência é o município de Palhoça (340). sésseis e entremeados de pequenas brácteas triangulares (93).2cm de diâmetro na altura do peito. porém. Em Santa Catarina é original da Floresta Ombrófila Densa Montana. de margens onduladas e cicatrizadas. luzidias. FAMÍLIA BOTÂNICA Chlorantaceae. SINONÍMIA Ambar-vegetal.

antidiarréica e antidisentérica (271). é tônica e afrodisíaca (340). antifúngica. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. INDICAÇÕES Cefalalgias (340). alelopática e inseticida (176).• Propagação: sementes e estacas de ramos com cerca de 1 a 2cm de espessura. afecções estomacais (340). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade antibacteriana. frieiras. • Rendimento: 116kg/ha de folhas (35). alelopática e inseticida. Para as estacas utilizar areia ou vermiculita. e semeadas em bandejas de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. a planta é promissora quanto às atividades: antimicrobiana. analética. Substrato: húmus de minhoca (40%) e pó de xaxim (60%). • Aclimatação: as mudas devem ser colocadas sob sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização até que haja um completo pegamento. antiinflamatória. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). doenças pulmonares e urinárias e feridas em geral (271). Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. Na forma de vinho. • Florescimento: outubro a março. sesquiterpeno lactona HB-15 e HB-8. febrífuga (93). FARMACOLOGIA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade analgésica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. • Adubação: aplicar até 5kg de cama de aviário por cova de plantio. quase em fase de fermentação. As sementes são fotoblásticas positivas. antifúngica. FITOQUÍMICA Ácido fumárico. PARTES UTILIZADAS Amentilhos e folhas. a planta é promissora quanto às atividades: antitumoral. doenças do ovário. As sementes devem ser retiradas dos frutos completamente maturos. antimicrobiana. CINAMOMO . Preparar covas de 40 x 40 x 50cm de profundidade. • Frutificação: janeiro a abril (329). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano após o plantio. β-sitoesterol glicosídeo (166).

• Florescimento: setembro a novembro. estimulante e febrífuga. FITOLOGIA Planta arbórea que atinge 8 a 10m de altura. lilás-da-china. A casca da raiz é catártica. As sementes secas e as folhas contusas são anti-reumáticas e antinevrálgicas. antidiarréicas. opostos. com 2 a 3 lóculos monospérmicos. paraíso. anti-helmíntica. Flores reunidas em tirsos axilares amplos. febrífugas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são purgativos. HABITAT Espécie alóctone. Folíolos peciolulados. lirío-da-índia. originária da Ásia. principalmente no Sul. bi-tripinadas. jasmim-azul. FAMÍLIA BOTÂNICA Meliaceae. emenagogas e resolventes de tumores (212). SINONÍMIA Abrigo-do-senhor. lilases quando em botão. tônica. aduzem pétalas brancas e tubo estaminal violáceo a roxo-escuro. acuminados. viuvinha. AGROLOGIA • Espaçamento: 5 x 5m. lilás-da-índia. árvore-santa.NOME CIENTÍFICO Melia azedarach L. Quando abertas. As árvores cortadas rebrotam a partir do cepo remanescente. jasmim-de-viúva. • Plantio: primavera. As folhas são estomáquicas. eméticas. . folhas e cascas são parasiticidas (271). ovado-lanceolados. É cultivada no Brasil como árvore de sombra. Drupa obovada. de bordos serreados ou subíntegros. sabonete-de-soldado. • Propagação: sementes e estacas. amarelo-escura quando madura. eméticos. flor-de-viúva. pequenas. emética. anti-histéricas. TOXICOLOGIA Os frutos são abortivos (212). glabra. sombreiro. Folhas pecioladas. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. jasmim-de-soldado. INDICAÇÕES O cozimento da casca é utilizado para lavar feridas e combater doença de pele de crianças (212). As sementes. Sementes alongadas (212). lilás-das-antilhas. anti-helmínticos. anti-sifilíticas. cinamão.

Existem inúmeras variedades botânicas. • As flores são ornamentais e melíferas (212).OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. É utilizada interna ou externamente. Não sobrevive em solos ácidos. • É ornamental. quase prateadas. Caule lenhoso na base e bastante ramificado no ápice.A e vinho na China. as vezes avermelhada. sendo utilizada como sombra natural. grossas e pecioladas.U. castanho e glabro. resistente à umidade e ao cupim. tomentosas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. segmentos oblongoobtusos. densa e branco-tomentosa. SOLO Bem drenado e solto.8 x 0. é flexível. cabos de ferramenta. reunindo 10 a 12 flores amarelo-intensas. . em marchetaria. fácil de trabalhar e envernizar. As folhas são branco-cinéreas. caixotaria. traças e carunchos do milho.4m. palitos de fósforo e carroceria. pinatipartidas ou pinatisectas. Inflorescência terminal em capítulos. CINERÁRIA NOME CIENTÍFICO Senecio cineraria DC. • As folhas são insetífugas de pulgas. dispostas em corimbos compactos e grandes. 2-3 lobados. HABITAT Espécie alóctone européia. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. sobretudo do sul do Brasil. aveludadas. marcenaria. com 60 a 80cm de altura. Fruto aquênio. • Os frutos maduros são comestíveis e utilizados para o preparo de whisky nos E. que se caracterizam pelo polimorfismo das folhas. É cultivada em jardins. instrumentos musicais. CLIMA Prefere temperaturas amenas. de cor amarela-brancacenta ou rósea. É heliófita. FITOLOGIA Planta herbácea perene.

solda. CIPÓ-CABELUDO NOME CIENTÍFICO Polypodium vaccinifolium Langs. inchaço das pálpebras (128) e catarata (93). SINONÍMIA Erva-silvina. A semeadura e o enraizamento dos rebentos são feitos em substrato organo-mineral. flavonóides. no verão. conjuntivite. FITOQUÍMICA Alcalóides (jacobina). silvina. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas e flores em 1 copo de água fervente. • Sumo: espremer 3 xícaras das de chá de folhas e flores frescas em 1 pano.• Propagação: sementes. erva-teresa. anti-histérica e emenagoga (93). soldinha. rebentos e estacas. Aplicar o suco nas pálpebras inchadas com chumaço de algodão (128). e Fischer. taninos e mucilagens (128). Evitar terrenos muito inçados. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Descongestionante. antes das flores desabrocharem. sob irrigação intermitente por nebulização. Coar e aplicar sobre as pálpebras em compressas mornas. • Colheita: seis meses após o plantio. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. Restabelece o fluxo sangüíneo e acalma as dores (294). antiinflamatória (128). Abafar por 5 a 15 minutos. com algodão. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência. INDICAÇÕES Para olhos irritados e cansados. durante 15 minutos (olhos cansados e conjuntivite). HABITAT . antiespasmódica. • Plantio: outono e primavera. enquanto que o enraizamento das estacas é feito em vermiculita.

50 a 200ml/dia. escarros sangüíneos. varizes. . coqueluche. rachaduras e coceiras na pele (215). as férteis liguladas. da mistura esporo+substrato. as estéreis arredondado-oblongas. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). frieiras.Espécie autóctone que medra sobre o tronco e ramos de árvores da mata Atlântica litorânea ou em sub-bosques. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. anti-reumática (271). matérias aromáticas e pépticas (341). Os esporos são coletados de folhas maturas de plantas matrizes e pulverizados sobre uma pasta de argila misturada com húmus ou turfa.5%. • Tintura: 5 a 25ml/dia. O local de crescimento deve ser sombreado e umedecido freqüentemente.5m do solo. sobretudo sobre caule de árvores com casca escabrosa. a cerca de 1. gota. revestido de escamas flageliformes. com esfregaços circuncaules. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: 2. subcoriáceas. antinefrítica. capoeirões ou mesmo em arbustos grandes e árvores isoladas.5m do solo. hemoptise. catarros crônicos. • Plantio: primavera. As folhas são subsésseis. FITOQUÍMICA Taninos. rastejante-aderente sobre o tronco de árvores. soros dispostos em série de ambos os lados da nervura principal. obtusas. adstringente e balsâmica. antidiarréica. inteiras. FITOLOGIA Planta epífita de caule epígeo. com barbante macio. Os segmentos de rizoma são afixados sobre a casca da árvore. hematúria (341). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de bronquite. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de epifitismo. com cerca de 1cm de largura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. As árvores escolhidas como hospedeiras devem ser impregnadas. pequenas. diurética. a cerca de 1. reumatismo. lesões cardíacas e dilatação das veias (271). • Plantas daninhas: eliminar outras plantas epífitas e líquens que crescem sobre a casca. laringite. AGROLOGIA • Ambiente: esta espécie deve ser cultivada como epífita. antiinflamatória renal (215). antidisentérica (341). comprido. até que haja o pegamento das mudas. • Propagação: esporos e segmentos do rizoma.

amarelas (são ricas em carotenóides). Parasita normalmente espécies de Hibiscus. Plantio: início da primavera. glabra e áspera. Ocorre sobre árvores e arbustos. tinge-ovos. brancas ou trigueiras. são rudimentares (escamas). estimulado pela luz. FITOLOGIA Planta herbácea aclorofilada. amarelada a castanha. dispostas em glomérulos ou cimeiras. Os haustórios substituem-nas na retirada de nutrientes dos vasos condutores de hospedeiros. medindo cerca de 1mm de diâmetro. Os ramos utilizados como meio de propagação são colocados entre a galhagem das plantas hospedeiras. Colheita: primavera e verão. de modo a receberem luz difusa. cuscuta. de preferência do gênero Citrus. perfeitas. cipó-dourado. As raízes são efêmeras. dura.CIPÓ-CHUMBO NOME CIENTÍFICO Cuscuta racemosa Mart. PARTES UTILIZADAS . SINONÍMIA Aletria. secos. sob sombra. fosca. a plântula definha e morre (209).). fios-de-ouro. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. cerosas e glabras. As sementes germinam a partir de 15oC e com bom teor de umidade no solo. quando presentes.5cm. Eugenia e algumas mirtáceas nativas. erva-de-chumbo. As plantas hospedeiras devem ter os ramos isentos de outros organismos epífitos ( Polypodium spp. O fruto é uma cápsula ovóide. áfilas. musgos. Hibiscus. volúveis. Caso não encontrar num período de até 5 dias. HABITAT A planta é parasita por excelência. As folhas. AGROLOGIA • • • • • Ambiente: o cultivo deve ser feito sobre arbustos ou pequenas árvores hospedeiras não tóxicas. fios-de-ovos. cipó-de-chumbo. parasita. nutrindo-se diretamente de plantas hospedeiras. espaguete. xirimbeira. finas. com corola campanulada 5-lobadas. glabros e envoltos pelo cálice. As flores são pequenas. Propagação: sementes e ramos de plantas matrizes. o caule filamentar. Desenvolvimento: após a emergência. procura um hospedeiro compatível. líquens e parasitas. Semente polimórfica. formada de vergônteas lisas. fixando haustórios e iniciando o parasitismo. Devem ser enterradas até 1. arredondadas. Euphorbia milli e outras. aletria-de-pau. existindo apenas enquanto a planta procura por um hospedeiro.

Coar e beber à noite (294). cipó-milongue. expectorante. ⇒ Purgante suave: ferver 1 colher das de café de caule em 1 xícara das de café de água por 3 minutos. eupéptica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. culhão-de-maroto. hemostática. como cicatrizante (342). purgativa. • Pó: 0. balsâmica (342). aristoláquia. cicatrizante.Toda planta. papo-de-galo. mil-homens. ypê-mirim . SINONÍMIA Angelicó. cipó-mata-cobras. INDICAÇÕES Utilizada internamente para cólicas hepáticas. amigdalite e rouquidão (32). ypé-mi. para úlceras e feridas. aristoloquia-mil-homens. jarra. angina.25 a 1g/dia. bronquite (215). FAMÍLIA BOTÂNICA Aristolochiaceae.5% . icterícia. Também indicada para furúnculos. abcessos externos irritações e queimaduras leves na pele (294). antiflogística. hepática. em decôcto. papo-de-peru. em gargarejos. congestões pulmonares (342). • Extrato fluido: 0. capa-homens. FITOQUÍMICA Taninos e glicosídeos (294). jarrinha. diarréias sangüíneas. antiblenorrágica. FORMA DE PREPARO • Infuso ou decôcto: ⇒ 0. • Xarope: 20 a 100ml/dia (342). sapato-dejudeu. ou em pó. diurética. • Tintura: 1 a 5ml/dia. afecções da garganta. jarro. hemoptises. cassaiú. laxante suave e detergente natural (294). et Schl. Suspeita-se que o pó do caule seja bactericida (242). capa-homem.50 a 200ml/dia (internamente) e a 5% (externamente) (342). cassaú. Externamente é utilizada. emoliente. mil-homens-do-rio-grande. calungo. estomáquica (242).25 a 1ml/dia. abcessos internos. CIPÓ-MIL-HOMENS NOME CIENTÍFICO Aristolachia triangularis Cham.

Inflorescência axilar. amarga. FITOLOGIA Planta sarmentosa. algo rígidas. Caule glabro. trepadeira. mais escuras interiormente. PARTES UTILIZADAS Raízes e caule. até 11cm de comprimento e 8cm de largura. • Florescimento: dezembro. solitária. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. com ângulos inferiores laterais arredondadoobtusos. latadas baixas. drenados. As sementes devem ser postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. hermafroditas. Fazer irrigação sempre que ocorrer um período superior a 3 dias sem chuvas. estriada e rugosa. tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada.5m. aromática. Fruto capsular. que também serve para as estacas caulinares. • Colheita: inicia cerca de 10 a 12 meses após o plantio. Exala um aroma forte e de sabor amargo. esciófita. volúvel. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). Folhas pecioladas.7 x 0. • Tutoramento: a planta deve ser tutorada em caramanchões.HABITAT Espécie autóctone. ricos em húmus e quase alcalinos. palmatinervadas tamanho variável. volúvel. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. uniflora. • Irrigação: deve ser feita diariamente durante 10 dias após o plantio. sub-cordadas na base. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. glabras. leves. • Propagação: sementes e estacas do caule e ramos lenhosos. Flores pequenas. amarelo-avermelhadas. deltóide-triangulares. A raiz é escabrosa externamente. pouco agradável. num raio de 50cm em torno de cada planta. subgloboso e elíptico. FITOQUÍMICA . SOLO Úmidos. ciliadas. CLIMA Espécie tropical. perigônio em forma de jarra com até 3cm de extensão. • Adubação: 5kg/m2 de húmus de minhoca. dura e amarela internamente. com casca grossa. ou telas de nylon. reticulado e manchado. glabras. perene. • Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. alternas. glabra. para se evitar o pisoteio e melhorar a qualidade do produto colhido. subcoriáceas. autóctone. levemente violáceas dorsalmente. É muito suceptível à geadas. com sementes escuras achatadas. agudas ou obtusas. nativa das mata Atlântica e encontrada em roças abandonadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

depurativa do sangue. aperiente. O extrato aquoso do lenho apresenta ainda atividade antiviral contra o vírus da Herpes simplex (155). frieiras. convulsões. febres de malária (128). FARMACOLOGIA O extrato aquoso do córtex apresenta atividade antimicótica de células vegetais (381). cimbífero e aristínico. anti-histérica. flatulência. cubebina. epilepsia. Vinho. xarope e elixir: 20 a 100ml/dia. hidropisia. diurética. α-ylangeno. antiinflamatória. afecções cutâneas. anorexia. ciática (271). cistite. malária.5%. INDICAÇÕES Indicada para doenças venéreas. antisséptica. . do fígado e do coração (257). cloroses. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (169). amenorréia. eczema seco e orquite. antiespasmódica. Extrato alcoólico: segmentos do caule contusos e macerados em álcool para aplicação tópica em mordida de serpentes. cassaunina. O extrato das raízes inibe o crescimento de Staphylococcus aureus. gota (169). CITRONELA NOME CIENTÍFICO Cymbopogon nardus Rendl.Alcalóides: alantoína. FORMAS DE USO • • • • Infuso ou decôcto: 2. asseverando o uso popular em feridas e inflamações da pele (179). estomáquica. apud 179). diterpenos: kaur. atonia uterina. antinevrálgica sudorífica. estimulante dos rins. antiofídica e antiaracnídica (169). Existem indícios sobre o efeito carcinogênico do ácido aristolóquico em animais e humanos (Pharmazeutische Zeitung. Acredita-se que o aroma da planta afaste serpentes (341). braços adormecidos. esteróides: ácidos aristolóquico (179). sesquiterpenos: nerolidol. anti-reumática. matérias resinosas e taninos (341). lignanos: galbacina. 50 a 200ml/dia (internamente). testículos inflamados (215). estimulante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. cimbiferina. (179). 5% (externamente). tônica. • Tintura: 5 a 25ml/dia (341). febrífuga. formigamento do corpo. amenorréia. Pó: 1 a 5g/dia. hinokinina. antipirética (via oral). emenagoga. anestésica (341). sedativa. α-copaeno e γ-elemeno. aristidínico. aristoloquina. emenagoga.

B. As mudas são retiradas cortando-se verticalmente a base da touceira e desmembrando-se cada perfilho.5%). • Propagação: perfilhos da touceira.6%).1%). à beira de rios.3%). δ-cadineno (0. cespitosa. agudas. escabrosas em ambas as faces com perfume de eucalipto. erodíveis ou muito inclinadas.7%). eugenol (1%). Podem ser feitos 3 a 4 cortes ao ano. amarelo pálido. α-cadinol (1. verde-claras.30 a 1. • Espaçamento: 1. S. acetato de geranil (4. invaginantes. CLIMA Prefere regiões com alta precipitação pluviométrica e quentes.8%).4%). • Plantio: é feito diretamente a campo no outono e primavera. elemicina (7. • Colheita: inicia após 4 a 5 meses de cultivo. febrífuga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida (Candida albicans. ao longo de valas de drenagem.4%). crescendo em clareiras. . Forma touceiras altas. citronelol (10.6%).6%). • Rendimento: 1 tonelada de folhas frescas fornece 7kg de óleo de citronela (93 FITOQUÍMICA Sabineno (1.5%).6%).7%). OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo de citronela é aromático. com 25 a 30cm de comprimento. perene. crescendo 1.5 x 1. geranial (1. sudorífica e carminativa (93). Após cada corte. composta de espigas pequenas e escuras e espiguetas esverdeadas. Inflorescência em panículas linear-oblongas.2%). As folhas dos perfilhos devem ser cortadas deixando-se uma cepa de 20 a 25cm de comprimento. β-elemeno (0. mirceno (0. • Adubação: aplicar 2 a 3kg/planta de cama de aviário no plantio. com as folhas decumbentes. fazer uma adubação em cobertura com 10g/planta de sulfato de amônio. neral (28. epidermis. limoneno (3. elemol (3. na orla de regatos e lagoas ou como bordadura lateral de caminhos e periférica de outros plantios.50m de altura.5%). citronelal (34.3m. C. de colmo ereto e nodoso. Há informações que relatam um teor de 65% para geraniol e 35% de citronelal (128). AGROLOGIA • Ambiente: a planta pode ser cultivada em áreas de barranco. cereus.4%). FITOLOGIA Planta herbácea. HABITAT Espécie alóctone originária de Sri Lanka. germacreno-D (0. isopulejol (2. na Ásia.FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. em lugares úmidos. linalol (1. tropicalis). com sabor de limão.

As folhas inferiores são pinadas e as superiores bi-pinadas. • Utilizado na fabricação de perfumes e cosméticos. bem drenados. semelhante a percevejo. pinatisectas. providos de 3 a 8 brácteas filiformes. • A polpa da planta é utilizada na fabricação de papel resistente (93). As folhas que rodeiam as umbelas são semelhantes às do funcho. quase esféricos. O florescimento espontâneo ocorre a partir de agosto. Os frutos. de caule glabro. que evola progressivamente a medida que o material é seco. traças e formigas). HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas (Europa Meridional) e da Ásia. SOLO Prefere solos areno-argilosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. medindo 3-4mm de diâmetro. Chuvas prolongadas na fase de frutificação são altamente prejudiciais. A raiz axial é cônica. CLIMA Tolera bem tanto o frio como o calor e até mesmo períodos de seca. glabras. As flores são álveas. estriado e cilíndrico. diaquênios. com os segmentos verde-brilhantes. perpendicular e fibrosa. erguido. profundos. É heliófita.40 x 0. coroados pelos dentes do cálice. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. SINONÍMIA Culantro. pouco ramificado. sem acidez e férteis. em umbelas compostas de 3 a 5 raios. arredondados ou arredondados-cuneiformes. Ventos fortes normalmente causam acamamento das plantas. são globosos. Folhas compostas. não tolerando sombreamento. erva-percevejo. Cultivada no Brasil em hortas. COENTRO NOME CIENTÍFICO Coriandrum sativum L. incisos e denteados. largos.• Repelente de insetos (mosquitos.25m. alternas. estendendo-se ao longo do verão. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce de 40 a 50cm. borrachudos. . Tanto a planta quanto o fruto exalam um cheiro desagradável.

péssimo odor e pouco teor de óleos. A semeadura do coentro. As mudas recémformadas apresentam um crescimento lento. Na semeadura direta campo são dispendidos 15 a 25kg/ha de sementes. • Florescimento: julho a novembro. quando em excesso. cimeno e limoneno. pode ser feita em agosto. • Nutrição: é comum o surgimento de deficiência de fósforo ou nitrogênio em bandejas contendo substrato poroso. Pino e Borges relatam um teor de 49. retardando a colheita e a maturação.48% (93) ou de 0. • Doença: O fungo Fusarium oxysporium causa apodrecimento das raízes e do colo. A semeadura pode ser feita direta a campo ou em bandejas de isopor.8% de linalol. Solos orgânicos e adubações orgânicas pesadas podem mostrar o mesmo efeito do nitrogênio. suspender a irrigação e/ou adubações nitrogenadas. o que ocasionaria um acamamento e redução do teor de metabólitos secundários. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo coriandrol. desinfetantes intestinais. PARTES UTILIZADAS Os frutos para fins medicinais e aromáticos. O fósforo e o potássio incrementam o teor de princípios ativos do coentro. antissépticos. racham e germinam espontaneamente como planta invasora. terpineno. anti-histéricos (93). pineno. estimulantes. vermífugos (271) e antipútridos. • Rendimento: 363g de frutos/planta e 0.• Propagação: sementes. Colhem-se os frutos quando 60% deles adquirirem uma coloração de palha seca ou quando a planta estiver quase seca e/ou as sementes iniciam um bronzeamento. afeta drasticamente a produção de frutos.2 a 58. Para se evitar um crescimento muito luxuriante da planta. caem facilmente. enquanto que Braun et al. depurativos (257). secamento de ramos e folhas. d-linalol. geraniol. as raízes. O nitrogênio. A germinação ocorre em cerca de 8 a 10 dias. • Plantio: outono e primavera. As sementes germinam em 7 a 14 dias (182). sudoríficos (9). antiespasmódicos. como condimento. excitantes. têm baixa conservação. • Ervas daninhas: a planta é suceptível à concorrência com plantas invasoras.14% de linalol (430). como hortaliça cozida. contendo 68. Obtém-se uma produtividade de sementes de aproximadamente 1 a 2t/ha. . secos portanto. febrífugos (215). • Conservação: as folhas podem ser conservadas em refrigeração. geranioleno (163) e taninos (9). as folhas frescas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são carminativos. Isto acontece devido ao ciclo demorado das plântulas quando em substrato poroso e quando a irrigação é abundante. descongestionantes do fígado (294). Frutos colhidos imaturos escurem. • Colheita: ocorre 50 a 60 dias após a germinação das sementes.4% de óleo essencial. antiinflamatórios. borneol. ácidos acético e oxálico (257).5 a 1% (163). O conteúdo de óleo essencial no fruto é de 0. tônicos gastrointestinais. estomáquicos. relatam 70 a 80% (430). em regiões livres de geada. terpinol. Frutos demasiadamente maturos.

achocolatados. tinturas. • O resíduo da destilação dos frutos dá origem à tortas forrageiras. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia em decocção. Sm. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos possuem um odor suave. contendo 11 a 17% de proteínas e 11 a 20% de matéria graxa (93). gim pães. após as refeições (257). peixes. macaçá. cardamomo-do-mato. • Usada na preparação de fármacos visando corrigir o odor desagradável de certos medicamentos.L. cana-do-mato. carnes. saladas. quando em excesso (257). As folhas e flores tem aroma similar ao de percevejos. picadas de cobra (pó) e dores histéricas (215). FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. • Outros: alcoolato. Burtt & R. SINONÍMIA Alpinia. estômago dilatado (294). conservas e embutidos. • Decocção: ferver 2 colheres das de chá de frutos em ½ litro de água durante 5 minutos. • Os frutos são utilizados no preparo de perfumes. febre quartã (93).INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções gastrintestinais. pacoseroca. cardamomo. TOXICOLOGIA Pode causar lesões renais. Tomar 3 vezes ao dia. jardineira. • As folhas são condimentares. doce e penetrante. COLÔNIA NOME CIENTÍFICO Alpinia zerumbet (Pers. Após 10 minutos. flor-do-paraíso. licores. cervejas. acidez estomacal. Pode ser usada também topicamente. • Infusão: ⇒ 3 a 5g de frutos maduros por xícara de chá de água fervente.) B. óleo essencial e pó dos frutos. cana-do-brejo.M. utilizadas para carnes. . sopas e cozidos. coar e beber aos poucos durante o dia (294). lírio-de-santo-antônio. noz-moscada. cardamomofalso. O sabor é peculiar e adocicadopicante. HABITAT Espécie alóctone originária da Ilha de Java.

bloqueio neuromuscular. anti-histérica. • Plantio: todo o ano. agudas na base ou arredondadas. FITOQUÍMICA Flavonóides.5 a 1. FARMACOLOGIA Produz depressão do sistema nervoso central. lanceolado-oblongas. antiedematosa (Gadelha e Menezes) e inibição da secreção gástrica (Hsu apud 120). Escapos floríferos medindo 30 a 50cm. • Adubação: incorporar 2 a 3kg de cama de aviário por cova. INDICAÇÕES Para o tratamento de úlceras (93) e gastralgias (65).). com capacidade mínima de 400ml. medindo 50 a 60cm de comprimento por 12 a 15cm de largura. rutina e dois derivados glicosídicos do kaempferol (289). PARTES UTILIZADAS Rizomas. pecioladas. inibição da musculatura lisa (Vandelinde et al. embora adapte-se bem nos subtropicais quentes. epicatequina. . com porte de 1.FITOLOGIA Planta herbácea.8m de altura. catequina. contendo substrato organo-mineral. de caule folioso. CLIMA É de clima tropical.20m. É esciófita. As sementes devem ser postas a germinar em recipientes ou saquinhos plástico perfurados. sedativa (261). proporcionando um grande efeito paisagístico e protetor de margens fluviais e lacustres. lagoas e açudes. diurética (260). com flores brancas e róseas. Os flavonóides existentes na planta promovem relaxamento vascular e inibição da atividade da proteína kinase e da fosfodiesterase nucleotídeo cíclica. mecanismos responsáveis pelo controle da patofisiologia das doenças coronarianas. • Propagação: sementes e brotações do rizoma. que envolve fluxo sangüíneo e vasoconstrição (289). antibacteriana em conjuntivites (363). • Espaçamento: 1. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. AGROLOGIA • Ambiente: poderão ser aproveitadas várzeas naturalmente úmidas ou à beira de regatos. acuminadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hipertensiva. folhas e sementes. que podem ser plantadas diretamente a campo. vermífuga (65). estimulante da motilidade intestinal e antiulcerogênica (289). As folhas são glabras.5 x 1.

confrey. É higrófita. As folhas superiores são sésseis. pouco onduladas. Hipertensos devem tomar o chá à guisa de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. grande-consolda. SINONÍMIA Capim-roxo-da-rússia. mais pecioladas quanto mais próximas do solo. Flores grandes. infundibuliformes. orelha-de-burro. caule de 40 a 60cm. ou oblongo-lanceoladas. ereto. de rizoma grosso e raízes fusiformes. originária da Ásia. levemente onduladas. Ocorre até 1. anguloso e alado. Folhas ovado-agudas. brancas. orelha-de-vaca. que cresce em terrenos e relvados úmidos. decrescentes da base para o ápice. pêndulas e dispostas no ápice dos ramos em cimeiras geminadas curtas e escorpióides. enquanto as demais. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é muito ornamental. decrescentes da base para o ápice. mas adapta-se aos subtropicais e até os tropicais.TOXICOLOGIA É abortiva (93). língua-de-vaca. CLIMA É originária de clima temperado. orelhas-de-asno. consólida. áspera e pilosa. CONFREI NOME CIENTÍFICO Symphytum officinalis L. HABITAT Espécie alóctone. fasciculadas. FITOLOGIA Planta herbácea cespitosa. O fruto é composto de quatro aquênios lisos e vernicosos. acuminadas. consolda-maior. áspero. vivaz. leite-vegetalda-rússia. consólida-maior. A raiz é escura externamente e alva internamente. consólida-do-cáucaso. Tolera a meia-sombra. consolda-menor. consolda. oco. tubulosas. SOLO . acuminadas. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha média por litro de água. Cultivada no Brasil em jardins e hortas. todas são oval-agudas ou oblongo-lanceoladas. erva-do-cardeal. ramoso.500m de altura.

citado em 145). PARTES UTILIZADAS Rizoma.60 a 2. na primavera e verão. zinco. a cultura deve ser renovada a cada 5 a 6 anos. anti-reumática (145). leucina. desintoxicante. no final do outono até o final do inverno. • Colheita: As folhas são colhidas a cada dois meses. amarga. • Nutrição: planta desenvolve-se melhor a quando suprida com nitrogênio e cálcio. cálcio. antiinflamatória. antianêmica. mucilaginosa. As raízes e os rizomas são coletadas só após o quarto ano. ácido pantotênico. A raiz é emoliente. pirrolizidina. anticancerígena. • Propagação: divisão de touceiras. É citado como o vegetal mais rico em vitaminas e sais minerais. antidiabética. cálcio. cujo teor de cinzas é de 9. • Florescimento: ocorre no verão. areia). alantoína (Walter Accorsi. soltos e com um bom teor de umidade. B1. destacando-se os minerais. valina. pois as folhas novas são tóxicas. • Renovação: embora a raiz da planta sobrevive até 40 anos de idade. no plantio. tônica. fenilamina. adstringente (283). ferro. FITOQUÍMICA Ácido galo-tânico. • Rendimento: A planta produz cerca de 150 folhas por ano. laxante. que é responsável pela hidratação e cicatrização de uma ferida em apenas um dia (ungüento da folha). estacas e pedaços de rizomas da planta matriz. Utilizam-se substratos leves e porosos para o enraizamento (casca de arroz tostada. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis. nas raízes. tirosina. lasiocarpina. anti-hemorroidária. arinina.55%. cistina. triptofano. arginina. minerais e ácido fólico. manganês. fósforo (145). aplicar 10g de nitrato de cálcio por planta. A planta encerra o alcalóide alantoína (257). vemiculita. prolina. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. fósforo e zinco (32). • Plantio: deve coincidir com períodos crescente de temperatura e umidade. vitaminas A. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hemostática.80m. O teor de alantoína varia de 0. antidisentérica. Após cada corte de folhas.06% (96). mineralizante. béquica e expectorante (145).8 x 0. sinfitocinoglossina (283). antileucêmica (32). raiz e folhas adultas. melonina. C. ferro. histidina. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário e 100g/m2 de fosfato natural. antiasmática. alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina e equimidina). . Contém 9. resina.06% de cinzas (93). B12. calmante e depurativa (68). mucilagens.44 a 0. manganês. isoleucina. mas tolera os períodos de seca. cicatrizante (258). • Doenças: as raízes são susceptíveis a fungos do solo. antidiarréica.Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica. B2. colina. a partir de um ano de cultivo. tanino. treolina.50% nas folhas (no verão) a 0. vulnerária.

cefalalgias. pelo alto teor protéico e pela alta produção de massa verde. bronquite (128). Cozida em vinho. várias vezes ao dia (145). furúnculos. Atua como indutor da produção calcária (257). A raiz. Aplicar sobre as partes afetadas. Pode-se adicionar um pouco de glicerina à pasta (258).INDICAÇÕES Favorece a restauração de tecidos ulcerados. que é a parte mais utilizada. carne e mel de animais cronicamente contaminados pode também resultar em efeitos deletérios ao homem (140). Tomar 3 xícaras ao dia (bronquite e tosse). regulariza a pressão arterial (32). espinhas. lábios secos ou rachados (294). • É muito utilizada como forrageira. No caso de contusões e inchaços. feridas. • Obtém-se da planta uma tinta vermelha para o tingimento de peles e lãs. queimaduras. ⇒ 2 folhas maturas em 2 copos de água quente. Indicada ainda para hematúria. • Compressa: usar o decôcto das folhas sobre feridas e queimaduras. gastrite e senilidade prematura. Elimina sardas. hepatite (68). colocar o emplastro dentro de um pano antes de aplicar (257). debilidade. cortes (258). normaliza a atividade sexual e mantém a pigmentação natural do cabelo (145). • Cataplasma: amassar as folhas até ponto de pasta e aplicar sobre o ferimento. úlceras (271). devido aos alcalóides pirrolizidínicos. Para úlceras internas. intoxicações gerais. Tomar 3 vezes ao dia. combate a hemoptise e regula os fluxos sangüíneos. graves lesões hepáticas (258) e carcinogênicas (145). tomar 1 xícara em jejum e após as refeições (128). que também são mutagênicos e pneumotóxicos. fraturas e afecções ósseas. CORDÃO-DE-FRADE . As folhas do confrei tem uma pubescência irritante à pele. nas costas e nos músculos. icterícia. • Emplastro: esmagar as folhas em água morna e aplicar sobre o ferimento 2 vezes ao dia. tuberculose. • Infusão ou Tisana: ⇒ 30g de folhas por litro de água (435). FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool. • Decôcto: ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de rizoma em 1 xícara das de chá de água. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz é adocicada e mucilaginosa. O consumo de leite. irritações na pele e dores nos olhos. hemoptises (93). TOXICOLOGIA O uso interno pode resultar em irritações gástricas. O Ministério da Saúde do Brasil proíbe o uso interno do confrei (273).

liso. Cálice com 8 dentes. corindiba.) W. manchada. dispostas em rácimos multiflorais densos. Encerram 4 frutos pretos trapezóides. Cada globo reúne em média 70 a 80 flores.NOME CIENTÍFICO Leonotis nepetaefolia (L.4m. • Plantio: agosto a setembro. finamente crenadas. e castanho. SINONÍMIA Catinga-de-mulata. verde-escuras na face ventral e claras ou prateadas na dorsal. desenvolve-se melhor e solos humosos. As cápsulas que constituem o capítulo globoso. guarnecidas por brácteas espinhosas. subtomentosas. glabro. ricos em matéria orgânica. formando capítulos globosos separados. As flores são pediceladas. rubim. • Propagação: sementes. unissulcado longitudinalmente em cada face.0 x 0. verdes. com 1. Por ser nitrófila. pau-de-praga. rubim-de-bola. cordãode-frade-verdadeiro. com cerca de 5 a 10cm de comprimento. simples ou ramificado. As folhas são opostas.T. HABITAT Planta herbácea anual originária da África tropical e da Índia. Não tolera geadas. Aiton FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. aveludado-pubescente.5 e 1. cauda-de-leão. verticilados. pode ocorrer uma certa dormência inicial das mesmas. em sulcos. tolonga. CLIMA A planta vegeta melhor em clima quente e em áreas ensolaradas. ovadas até ovadodeltóides. nem sombra. A semeadura é feita diretamente a campo. vermelha ou laranja-amarelada. leonuro. coração-de-frade. de 4 a 6cm de diâmetro. . na maturação. tornam-se rígidas na maturação. cuneadas ou subcordiformes na base. com cálice pulverulento e corola bilabiada (lábio superior maior que o inferior). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. onde cresce subespontaneamente como invasora de terrenos cultivados e estritamente os ruderais. porém amplamente disseminada pelos estados litorâneos do Brasil. FITOLOGIA Planta herbácea anual e sublenhosa de caule quadrangular. cordão-de-são-francisco.8m de altura e 2 a 3cm de diâmetro. SOLO Prefere solos francos. cordão-de-frade-pequeno. inicialmente. A ocorrência da planta está curiosamente vinculada à ocupação humana. ferindo facilmente a pele das pessoas. É heliófita. Após a maturação das sementes. de pericarpo fosco.

ocorrendo espontaneamente em dezembro. elefantíase incipiente (283). sudorífica. antiespasmódica. OUTRAS PROPRIEDADES • É usada para clarear roupas e repele insetos e roedores em grãos armazenados (257). resultando em grande perda de sementes.• Florescimento: irregular. taninos. • É branqueadora de roupas (93). • Colheita: novembro a dezembro. oligúria. . gomas. apud 120). béquica. úlceras. mucilagens. antiasmática. vulnerária (341). antidisúrica (215). metrorragia. feridas (341). hemorragias uterinas. (257). inflamações broncopulmonares. flucoside leonotina (283). 50 a 200ml/dia (uso interno e externo) (341). anti-reumática. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. apud 120) e causam relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al.. • Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de janeiro a fevereiro. estimulante. debilidade orgânica geral em crianças (68). lactonas sesquiterpênicas (leonitina e trimetoxicumarina) (257). • Xarope: 10 a 50ml/dia (341). anti-hemorrágica uterina. estomáquica. dispepsia. problemas digestivos (xarope das flores). Cápsulas demasiadamente maturas apresentam deiscência natural muito forte. peitoral. FITOQUÍMICA Óleo volátil perfumado. ⇒ 20g/litro. aumentam o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. diurética (283). antinevrálgica e amarga (68). antiasmática. antitérmica (120). e fraqueza em adultos. febrífuga. FARMACOLOGIA O chá e o extrato hidroalcoólico relaxam a musculatura lisa. PARTES UTILIZADAS Planta florida. balsâmica. maleita (120) e para a eliminação do ácido úrico (257). INDICAÇÕES Usada para banhos em crianças debilitadas. por ocasião do início do florescimento.5%. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. antiartrítica. ácidos orgânicos. Utiliza-se também em banhos (257). • Tintura: 5 a 25ml/dia. anúria. ou seja.. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. carminativa. 6 a 7 semanas após a emergência das sementes. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao ia. O ponto de colheita das sementes é atingido quando pelo menos metade do agrupamento de cápsulas adquire a coloração castanha.

contendo 3 a 4 sementes achatadas. com o hilo preto. revestida por uma densa pilosidade ferrugínea. micunã. abruptamente agudos no ápice e arredondados na base. INDICAÇÕES . os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado. disposta em rácimos eretos. SINONÍMIA Cipó-de-imbiri. Inflorescência violáceas com a base do estandarte amarela. duras. castanho-avermelhadas. vernicosas. pó-de-mico. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilionaceae. PARTES UTILIZADAS Sementes. FITOLOGIA Trepadeira de grande porte. vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais. Faz-se a pré-germinação das sementes em uma bandeja com água. recoberto por densa pubescência castanha. coriácea. • Tutoramento: para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta. coroanha. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m.CORONHA NOME CIENTÍFICO Dioclea violacea M. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior. O fruto é uma vagem séssil. com cerca de 2 a 3cm de diâmetro e até 1cm de espessura. Folhas pecioladas. As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo. ovado-oblongos. olho-de-boi. com o caule flexuoso. utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta. composta por três folíolos grandes. • Propagação: sementes. • Plantio: primavera. que devem ser sempre submetidas ao calor. mucunã-assú. em covas. calmante nervoso (215) e parasiticida (94). com 12 a 14cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônico.

principalmente como planta invasora de hortas. originária de Portugal. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz.Previne o derrame e remove as seqüelas do derrame. cilíndrico. com os segmentos laterais virados para a base. coroa-demonge. estriado. quartilho. radiados. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. disposto sobre um comprido pedúnculo radical de cerca de 15 a 30cm. HABITAT Espécie alóctone. cespitosa. agudos. glabras. amargosa. ereto. OUTRAS PROPRIEDADES É utililizada como formicida (94). triangulares ou oblongos. chicória-louca. alface-de-côco. Folhas em roseta basilar densa. frango. mas a subterrânea é perene. oblongo-fusiforme. resultando na disseminação das sementes. segmentos ou lobos desiguais. SINONÍMIA Alface-de-cão. É encontrada até 2. formando uma armação globóide que se rompe facilmente com o vento. em goles (215). taraxaco. liguladas. formando um grande capítulo com invólucro duplo de brácteas externas mais curtas voltadas para baixo. soprão. . pomares e áreas ruderais. Tomar apenas uma xícara ao dia. A parte aérea é anual. radite-bravo. glabro ou araquináceo. oco. Rizoma vertical. polimorfas. chicória-silvestre. runcinado-pinatífitas ou pinatipartidas. sedosos. lactescente. incisados ou denteado-acuminados.000m de altitude (91). Fruto aquênio cinzento-azulado. dente-de-leão-dos-jardins. monocéfalo. oblongas ou lanceoladas. terminando com papilhos de pêlos brancos. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. fistuloso. sendo o terminal mais amplo. acaule. FORMAS DE USO • Infusão: até 1g do pó da semente por xícara de água. Flores amarelointenso. relógio-dos-estudantes. Indicada ainda para a epilepsia (215). que cresce de 5 a 30cm em altura e cuja raiz pivotante amarelada pode atingir até 40cm. radicais. salada-de-toupeira. DENTE-DE-LEÃO NOME CIENTÍFICO Taraxacum officinale Weber.

• Propagação: sementes. A planta contém ainda alcalóides. SOLO Prefere solos areno-argilosos. • Adubação: incorporar ao solo 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. mas encontra-se disseminada desde as regiões glaciais até o Equador. taraxasterol. FITOQUÍMICA Látex. PARTES UTILIZADAS Rizoma. níquel. taraxerol. As sementes não devem ser enterradas. • Produção de sementes: 1g de sementes contém 900 a 1. as folhas e a planta tornam-se pequenas. podendo afetar a fisiologia de plantas companheiras (209). deve-se eliminar o pendão floral. com pelo menos 15cm de altura e 1. altos níveis de ferro. • Plantio: outono.20m de largura. pois a falta de luz retarda ou inibe a germinação (sementes fotoblásticas). não muito úmidos. • Espaçamento: 0. O teor de cinzas deve ser inferior a 10% (96). donde partem simultaneamente as folhas e os escapos floríferos. sais minerais (notadamente potássio). cobalto. exsudando látex branco. taraxacosídeo. Sob temperaturas mais altas. vitaminas B e C (257). • Castração: para uma melhor produção de raízes. lactucopicrina. É esciófita.20m. O solo deve ser bem preparado. castanho-escuro e esbranquiçada no corte. Irriga-se duas vezes ao dia. • Rendimento: 1. minerais de cobre (209). pois o transplante de mudas interfere na formação da raiz. • Alelopatia: a planta libera etileno. • Padrão comercial: as raízes: devem medir até 30cm de comprimento e ter 5 a 20mm de diâmetro. óleo essencial e ácidos dioxinâmico. folhas e inflorescência. tanino. meristemas da cepa e divisão de touceiras. inulina. com cerca de 1cm de diâmetro. fitosterol. húmus de minhoca ou 5 a 6kg/m2 de estrume de gado. A abertura das flores ocorre em dias ensolarados. eliminando-se torrões e restos de plantas.20 x 0. pectina.350kg de raízes frescas ou 220 a 297kg/ha de raízes secas (93). pro-vitamina A. óleorresina e carotenóides (128).200 sementes. levulina. • Florescimento: ocorre no início da primavera. Depositam-se as sementes sobre o solo e as comprime para maior aderência ao mesmo. diretamente no campo. quase rentes ao chão. Um grama de sementes contém 900 a 950 sementes. CLIMA É de clima temperado. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em canteiros nivelados. p-oxifenilacético e . • Colheita: inicia-se cerca de dois meses após a semeadura e é feita durante o ano todo (folhas) ou do outono ao inverno (raízes). colina.espesso. a partir das primeiras horas da manhã. soda e potassa (283). As raízes contém taraxacina.000 a 1.

As folhas contém 9. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. expectorante. colagoga (145). renais e vesicais. pele. Deixar macerar 10 dias. astenia. Tomar 1 cálice antes das refeições (aperiente) (257). aperiente. câncer. antihemorrágica. colerética. ácido úrico. gota. sarda. As raízes contém até 25% de inulina. • Salada: raízes e folhas novas podem ser consumidas cruas como estimulante da digestão. febrífuga.tartárico (145). resina e derivados triterpênico (96). Tomar ½ xícara antes das refeições (desintoxicante hepático e depurativo). • A planta também é forrageira. hepática. • Decocção: tomar 2 ou mais xícaras ao dia. conhecido como "café de chicória". anti-reumática (242). colesterol. anti-hipertensiva. dão origem a um produto sucedâneo do café. alcalinizante. hipoglicemiante. arteriosclerose. prevenção de derrames. tônica. acidose (242). FORMAS DE USO • Macerado: deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes em 1 xícara das de chá de água. icterícia. • As flores fritas constituem um ótimo manjar. torradas e moídas. diurética (257). afecções hepáticas (145). aperiente.45% de compostos nitrogenados e 0. antidiarréica.62% de matéria graxa (93). tez. água (1 copo) e gotas de limão (145). piorréia. INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento de doenças de pele (93). DOIS-AMORES NOME CIENTÍFICO . reumatismo. desobstruente das vísceras abdominais (283). por aumentar a lactação e a qualidade do leite. ósseas. celulite.73% de carboidratos 2. e as sementes também são comestíveis. especialmente para coelhos. obstipação. constipações. cárie dentária (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica. antianêmica (68). carneiros e vacas. depurativa. estimulante digestiva (128) e carminativa (271). laxativa. varizes e verruga. fortificante dos nervos (215). • A planta é apícola. escarros hemoptóicos. sudorífica. obesidade. Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia (32). • Vinho: 1 colher das de raízes em ½ copo de vinho tinto seco. anti-hemorroidária. biliares. antilítica biliar. antidiarréica. • Suco: bater no liqüidificador 4 folhas. paludismo. flores e as raízes podem ser consumidas como hortaliça. • As raízes. antiinflamatória. prisão de ventre (215). anódina. hipocolesterolêmica.

SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. As sementes são ovóide-agudas. • Plantio: primavera. As flores são vermelhas. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia (93). inteiras. SINONÍMIA Dois-irmãos. cáustico enérgico e acre. única. úlceras de mau caráter. A planta é xerófila e adapta-se bem a solos pobres. verrugas e para regenerar carne dilacerada.6m. FITOLOGIA Planta perene. truncada na base e no ápice. obtusas ou recurvadas no ápice. HABITAT Espécie autóctone originária da Amazônia. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. é calicida e anti-hemorrágico (93). onduladas nas margens. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O extrato da raiz e o látex são vomitivos. vermiculita e/ou casca de arroz tostadas. enquanto que as estacas são enraizadas em areia. sapatinho-do-diabo.10 x 0. arbustiva. O fruto é uma cápsula mais larga que comprida (9 x 7cm). glabras. • Colheita: inicia a partir do quinto mês após o cultivo. pequena. quase fistulosos e com poucas folhas. ovadas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. lactescente.0 a 1. porém não tolera os muito ácidos e encharcados. agudas ou acuminadas. inclusas num grande invólucro bilobado vermelho até purpúreo. sapatinho-dos-jardins. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de sífilis. oblongas. O látex. medindo até 7cm de comprimento por 4cm de largura. reunidas em cimeiras terminais densas. coriáceas.5mm). FORMAS DE USO . cuneadas na base. alternas. suculenta crescendo até 2m de altura. com nervura central saliente na face dorsal. • Propagação: sementes e estacas dos ramos.Pedilanthus tithymaloides Poit. picão. pequenas (1. com a forma de um sapato. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. carnosas. As folhas são curto-pecioladas. as flores masculinas são numerosas e dispõem-se na circunferência e a feminina. sapatinho-de-judeu. no centro. Os ramos são suculentos. muito ramificada. 3-coca.

As folhas exalam aroma de noz-moscada. oblongo-acuminadas. CLIMA Prefere regiões quentes e úmidas.5m. Em regiões subtropicais o crescimento é muito lento. SINONÍMIA Óleo elétrico.8 x 0. Folhas alternas. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. com as nervuras proeminentes na face ventral. O uso interno só deve ser feito mediante orientação médica. ELIXIR-PAREGÓRICO NOME CIENTÍFICO Piper calosum L. Flores diminutas. porosos. dispostas em espigas carnosas. o uso da planta deve ser feito sob orientação de um profissional habilitado OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como cerca-viva e em renques. FITOLOGIA Subarbusto de caule e ramos nodosos.Utiliza-se externamente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Utilizar estacas com cerca de 3 a 5mm de espessura e 20cm de comprimento. conforme a dose. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita . leves e férteis. • Cultivada em jardins como planta ornamental. A base das estacas deve ser raspada com faca para permitir uma maior absorção de água. É esciófita. amareladas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos ou ricos em matéria orgânica. HABITAT Planta subarbustiva perene autóctone do Brasil equatorial. • Propagação: sementes e estacas. TOXICOLOGIA Por encerrar látex cáustico e tóxico.

jamborandina. palha seca. HABITAT Planta arbórea perene autóctone. chavicina. uretrite. baibeira. prostatite. ibaituga. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da cistite. ibaíba. FAMÍLIA BOTÂNICA Cecropiaceae. Além disso. umbaúba. odontálgico. É uma planta típica de matas ciliares úmidas. atenuante. ambaíba. caixeta. diurética. umedecidas intermitentemente através de nebulização. FITOQUÍMICA Maticina. citral. pirrolina. aparecendo também em pomares. especialmente a Atlântica. em abrigos cobertos com sombrite 70%. digestivas. Adubação: 3kg/planta de húmus de minhoca e 100g/planta de fosfato natural. safrol e taninos (9) PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O fruto é acre. hemostáticas tópicas (9). EMBAÚBA NOME CIENTÍFICO Cecropia glaziouii Snethlage. Tipos de cobertura: casca de arroz. figueira-de-surinam. picante. beira de estradas e capoeiras. dificulta o crescimento de plantas invasoras. imbaubão. Colheita: inicia um ano após o plantio. antidiarréicas. incisivo. aperiente e antisséptica (271). imbaúba. rouquidão e afecções da garganta (271). ambaú. evita o adensamento do solo. ambaí. imbaíba. piperetina. plástico preto e outros materiais inertes. As folhas são adstringentes. ambati. torém. retém mais umidade e mantém estável a temperatura do solo.• • • • ou casca de arroz tostada. mirceno. antiblenorrágico e diurético (93). . árvore-da-preguiça. pau-de-lixa. SINONÍMIA Ambahú. ambaitinga. pastagens. Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. PARTES UTILIZADAS Folhas. Plantio: agosto a setembro. catarro nasal.

diurética. quatro em cada uma das espatas. comestíveis. cobertos com leve tomento alvo. antiblenorrágica (32). • Poda: através do corte apical da planta. estimulante do músculo cardíaco (271). na face dorsal. inteiriços. É heliófita. Pode-se colher até 100% das folhas da árvore. cordiformes. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. frutos e brotos (uso interno) e látex (uso externo). visíveis com lente e. anti-hidrópica (68). tenras. proantocianidinas (mono. • Colheita: um ano após o plantio. Solos encharcados são prejudiciais. antidiabética. oligo e poli catequinas). A semeadura é feita em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados. peltadas acima do centro. Os receptáculos femininos são cilíndricos. antiasmática. As nervuras primárias e secundárias da face dorsal são avermelhadas. de outubro a março. oco. estas externamente tomentosas. cardiotônica (257). vulnerária. antigripal e reguladora do ritmo cardíaco (215). tolerando até os solos ácidos e argilosos. semelhante ao mamoeiro. A planta cresce melhor em solos aluviais. com pelo menos 400ml de capacidade. com estrias e nervos. um tanto sinuosos. contendo substrato organo-mineral. • Pragas: as folhas da planta são freqüentemente atacadas por lagartas e formigascortadeiras. obtém-se o perfilhamento da planta e a redução da sua estatura. antileucorréica. que são colhidas dos frutos. arredondadas. • Plantio: ano todo. Cresce entre 12 a 15m de altura. sobretudo os úmidos. flavonóides. PARTES UTILIZADAS Folhas. a parte livre é ovado-aguda. com cerca de 3cm de comprimento. anti-hipertensiva (235). As folhas são largas. SOLO Adapta-se a quase todos os tipos de solo. raiz. hipotensora. a face ventral é escabrosa e áspera e a dorsal alvo-tomentosa. divididas em 8 a 9 lobos unidos pelos dois terços a partir da base. alcalóides e taninos (145). os masculinos são numerosos. FITOQUÍMICA Glicosídeos (orientina). esgalhado.FITOLOGIA Árvore perene de tronco reto. de 30cm de diâmetro. • Propagação: sementes. béquica nervosa. . Apresenta 4 receptáculos femininos. hepática. CLIMA Prefere o clima quente e úmido. expectorante (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente.

É cultivada no Brasil em jardins e hortas. que medra em terrenos baldios e searas. verrugas e chagas crônicas (145). oligúria. Tomar um gole de hora em hora (32). O látex. • Uso tópico: pingar 5 gotas do látex em feridas. MODO DE USO • Suco: ⇒ extrair o suco da raiz e diluir 1 colher das de sopa em 1 xícara de água. As folhas são 3-pinatisectas. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. • Decocção: ⇒ 20g de raiz para 1 litro de água. FITOLOGIA Planta herbácea anual que atinge até 1. fresca. glaucescente e apresenta o caule estriado de branco e verde. É glabra. é utilizado topicamente em úlceras gangrenosas e cancerosas. anúria. até 600m de altitude (182). que é cáustico. OUTRAS PROPRIEDADES • A casca pode ser utilizada para curtir o couro e a madeira fornece matéria prima para o preparo de carvão (128). • Produz fruto comestível. semelhante ao figo. ⇒ 1 folha nova. cólicas hepáticas (32).INDICAÇÕES É ainda utilizada para o tratamento de bronquite. funcho-bastardo. HABITAT Espécie alóctone mediterrânea. Tomar 3 xícaras ao dia (hipotensora e diurética). verrugas e úlceras gangrenosas (145). coqueluche (257). Tomar 3 vezes ao dia (distúrbios respiratórios e mal de Parkinson). mal de Parkinson (68) e diarréia. e medula branca. SINONÍMIA Aneto. . Bater em liqüidificador. ENDRO NOME CIENTÍFICO Anethum graveolens L. em 2 xícaras de água.20m de altura. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (32). O suco da raiz é utilizado no tratamento de úlceras cancerosas (215). • O tronco é utilizado como estiva de barcos. ⇒ ferver 2 folhas em 1 litro de água.

Embora seja de clima sul-mediterrânico. a medida que a cor dos frutos declina para castanho. • Plantio: deve ser feito no início da primavera. • Ervas daninhas: manter a cultura livre de concorrência. bem drenados. Evitar o plantio simultâneo e próximo de funcho.25m. • Florescimento: ocorre aos 90 dias após a semeadura. enquanto os arenosos facilitam à ocorrência de nematóides e deficiências nutricionais. de setembro a dezembro. Os frutos são mais largos que os do funcho (Foeniculum vulgare). • Tutoramento: em regiões onde são comuns ventos fortes. CLIMA A planta vegeta espontaneamente em regiões onde a temperatura média de verão é inferior a 20oC (182). férteis. . à guisa de asas. • Colheita: ocorre 4 a 5 meses após a semeadura. As sementes são colhidas através do corte das umbelas. que se reproduz precocemente em detrimento da produção de sementes. medindo cerca de 4mm. pois ocorre cruzamento interespecífico. flores e folhas. • Rendimento: 500 a 700kg/ha (163). Solos muito argilosos dificultam as trocas gasosas e predispõem à doenças. dispendese cerca de 1. A colheita de sementes em períodos chuvosos diminui sua qualidade fitoquímica e a conservação. é portanto. Períodos de estiagem aceleram o ciclo da planta. sendo portanto necessária adubação orgânica no plantio e nitrogenada em cobertura. Ventos e chuvas fortes causam acamamento das planta. Para o plantio em sementeiras.5 a 7. O retardamento da colheita resulta em perda de princípios ativos e deiscência espontânea das sementes. Em semeadura direta são necessários 6 a 7kg de sementes para o plantio de 1 hectare.7m. e com pH entre 6. quando matura. suporta bem períodos de frio. Semeia-se no outono. Sobre sua superfície dispõe-se 3 costelas dorsais e duas marginais. levemente alcalinos e porosos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: sementes. • Nutrição: a planta é nitrófila. pecioladas e se dilatam na base em uma ampla bainha.12kg de sementes (182). A raiz axial é delgada e as secundárias esbranquiçadas.divididas em lacínias filiformes. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato orgânico poroso. As flores amarelas possuem cinco pétalas inteiras recurvadas para o lado de dentro.. além de prejudicar a frutificação. SOLO Prefere solos francos. heliófita. O fruto é um diaquênio com uma semente marrom. as plantas devem ser tutoradas verticalmente com varas de bambu com 1.5 x 0. Estão dispostas em 4 a 8 umbelas com 15 a 40 raios desiguais.5 a 1.0. • Secagem: as sementes devem ser desidratadas à temperaturas nunca superior a 37oC (182). A planta não suporta sombreamento. PARTES UTILIZADAS Sementes.

Coar e tomar com suco de limão (soluços) ⇒ 2 colheres das de café de sementes. depurativa. peixes e conservas de hortaliças. saladas e pepinos em conservas. . As sementes contém cerca de 3 a 4% de óleo essencial (163). matérias nitrogenadas. digestiva. diurética (144). Abafar por 5 minutos e coar. durante 5 minutos. ERVA-CIÁTICA NOME CIENTÍFICO Ranunculus repens L. resfriado (294). mata-boi. fresco e pouco picante. antidiarréica (271) e antisséptica. É indicado para o resfriado (294) OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes possuem um odor agradável e forte. FORMAS DE USO • Decocção . INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de cólicas. um pedaço de canela e uma colher das de café de folha de eucalipto. mucilagem. aperiente (257). antiemética. aromática. antiespasmódica. soluços. Coar. ânsia de vômito. hiperacidez estomacal. FAMÍLIA BOTÂNICA Ranunculaceae. adoçar com mel e beber antes das refeições (digestivo) • Vinho: ferver em ¼ de litro de vinho tinto 1 colher das de café da semente do endro. aerofagia e meteorismo. doces. resina. lactogênica (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. estimulante. ranúnculo-rasteiro. hipnótica. tanino e carvona. Coar e tomar 1 xícara das de chá antes de cada amamentação (para favorecer a lactação e contra gases intestinais) ⇒ 1 colher das de sopa de sementes (para ânsia de vômito) ⇒ 4 colheres das de café de sementes. utilizadas como condimento e na preparação de licores. insônia (128). resolutiva (93).ferver em ¼ de litro de água. estomacal. • As folhas são mais anisadas e amaras. São utilizadas picadas nos molhos brancos. durante 5 minutos: ⇒ 1 colher das de café de sementes.FITOQUÍMICA Óleo essencial. SINONÍMIA Erva-do-monge.

Fruto aquênio. citado por CECHINEL et al. Não tolera solos ácidos e compactados. Quando ocorre sombreamento. em ratos (Dal Magro. • Propagação: sementes. É subespontânea no sul do Brasil. FITOLOGIA Planta vivaz. liso nas faces.3m.HABITAT Originária das regiões boreais temperadas. • Florescimento: agosto a setembro. FARMACOLOGIA A planta mostrou forte atividade antiinflamatória CECHINEL et al. ou de aluvião. a planta apresenta-se prostrada. FORMAS DE USO . fendidos e denteados. anti-hemorroidária (93) e cicatrizante (271). rente ao solo. A semeadura pode ser feita diretamente a campo ou em badejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Cuidados gerais: em regiões de clima mais ameno. As folhas são 3sectas com os segmentos peciolados. PARTES UTILIZADAS Folhas. É heliófita. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento :0. mas adapta-se ao subtropical ameno. citado por ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta apresentou atividade bactericida contra Salmonella typhymurium (Dal Magro. com os ramos eretos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. disposto em glomérulos radialmente espinhosos e pontiagudos. SOLO Prefere solos arenosos e humosos. • Plantio: maio a junho. 1996). por ser muito prolífera. Quando a luminosidade é plena. por serem contundentes. CLIMA É de clima temperado. • Produção de sementes: outubro-novembro.3 x 0. pubescente ou hirsuta. As flores são amarelas com as sépalas abertas. a planta assume uma arquitetura tipo moita. podem provocar ferimentos em pessoas e animais. Os frutos. com estolhos rastejantes e compridos. sendo o médio mais comprido. do tipo craspédio. 1996). a planta pode se tornar infestante.

000m de altitude (96). ricos em matéria orgânica. melissa-romana. ovais. onde a temperatura gira em torno de 20 oC. As flores são brancas. rizomatosa e vivaz. As folhas são de um verde intenso na face ventral e verde-claras na face dorsal. Locais muito sombreados reduzem o aroma das folhas. períodos de estiagem causam amarelecimento e redução no tamanho das folhas. É encontrada até 1. HABITAT Espécie alóctone. FITOLOGIA Planta subarbustiva. SOLO Prefere solos férteis. ereto. Folhas grandes. ERVA-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Melissa officinalis L. carenado-serreadas. citronela-menor. mas varia entre 30 a 60cm de altura e 40 a 60cm de diâmetro de moita. melissa. . CLIMA É planta típica de climas temperados. melissa-verdadeira. opostas. que cresce espontaneamente em áreas montanhosas e submontanhosas do sul e centro da Europa. de textura média e com bom teor de umidade. Embora não seja planta esciófita. O caule dispõem-se em tufo. reticulada dorsalmente. norte da África e Ásia. A planta é exigente em umidade no solo e devido a isso. não podendo ser usadas internamente.Cataplasma: folhas contusas. drenados. cidrilha. Já está completamente adaptada ao Brasil. limonete. Ventos frios e geadas são deletérias à planta. ramificado a partir da base. profundos. lanceoladas pecioladas. além de haver um declínio no aroma das folhas. Seu crescimento é variável conforme às condições de solo e luminosidade. de secção quadrangular. Cresce espontaneamente em locais sombrios e úmidos. aplicadas topicamente sobre as articulações (215). erva-cidreira-verdadeira. SINONÍMIA Chá-da-frança. com folhas pequenas. Insolações excessivas torna a planta raquítica. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. TOXICOLOGIA As folhas são muito tóxicas. nervuras salientes. pálidas e arroxeadas. cresce melhor à meia-sombra. melitéia. verde-claras. onde é cultivada.

80 x 0. afecções gástricas. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo citral (20 a 30%). tanino. O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. quando é vegetativa. emenagoga (283). cãibras intestinais. desmaios. hipocondria. problemas nervosos (257).800kg/ha de folhas desidratadas (182). em diarréias (224). Aplicar 5g/m2 de uréia aos 40 dias após o transplante. antidispéptica (93) e hipotensora. ácidos caféico. estimulante. histerismo. sendo que o teor de cinzas varia de 10 a 12% (96). icterícia. dores nos olhos. antiespasmódica. odontalgias. • Pragas: deve-se proceder o controle às formigas. FORMAS DE USO . diarréia de sangue. debilidade geral. 0. cordial. na primavera até início do verão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Calmante. • Plantio: outono. porém obtém-se um maior índice de pegamento e mudas de maior qualidade produzido-as em ambiente sombreado (sombrite 50 a 70%). espasmolítico e bactericida (280). em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados contendo substrato organo-mineral. • Colheita: quatro a cinco meses após o plantio. má circulação sangüínea. • Propagação: divisão de rizomas. resfriado. estomáquica. O plantio dos rizomas pode ser feito diretamente a campo. Quando colhida após o florescimento da planta. enxaquecas. sedativa. limoneno. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. O transplante é feito quando as mudas apresentam 10 a 15cm de altura. • Renovação da cultura: após o terceiro ano. • Rendimento: 10 a 15t/ha de parte aérea ou cerca de 1. vertigem (32) e catarros crônicos (93). caxumba. sementes e estacas dos ramos. pineno. FARMACOLOGIA O citral e o citronelal tem efeito sedativo. tosse. palpitação do coração. citronelal (30 a 40%) (280).1%. cefalalgias. succínico e resinas. A planta fresca tem 0. composto ou húmus de minhoca.014 a 0. antinevrálgica. gastralgia. artralgia. paralisia. pericardite. menos a raiz. linalol e geraniol. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado.20m. tenesmo. citronelol. as folhas podem apresentar um aroma semelhante ao percevejo (283). INDICAÇÕES Usada no tratamento de feridas.15% de óleo essencial e as folhas secas. epilepsia. quando a propagação é feita por sementes e setembro.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Florescimento: não se constatou o florescimento desta espécie no Litoral Catarinense. clorogênico (257). arrotos. insônia. digestiva. tônica dos nervos. carminativa. A segunda colheita ocorre 45 dias após a primeira.

Ocorre até 1. a planta emana um suave e agradável perfume de limão. catária. potincoba.200m de altitude (383). persicária. erva-pulgueira. • Lavagens intestinais com o infuso (tenesmo e diarréia de sangue) • Bochechos: dores de dente. para dores de estômago. FITOLOGIA Planta herbácea perene. pimenta-do-brejo. várzeas úmidas e sujeitas à inundação. radicante nos nós. delgado (3 a 4mm de espessura). OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera. fígado e intestino (32). ⇒ 1 xícara das de cafezinho de folhas verdes picadas para ½ litro de água. O sabor é adocicado e um pouco amargo. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (283). capitiçoba. pensicária-urente. persicária-mordaz. petincobe. fistuloso. de caule ascendente. do continente americano. cerdosas na parte superior e glabrascentes quando velhas. HABITAT Espécie autóctone. ramificado.• Infusão: ⇒ 25 a 50g de folhas por litro de água. Folhas alternas. para inflamações. • Suco: mistura-se um pouco de sal às folhas contusas (caxumba) • Cataplasma: aplica-se sobre o ventre. subsésseis. à beira de riachos e lagoas. SINONÍMIA Acataia. valas de drenagem. capetiçoba. estreito- . Cresce espontaneamente em áreas uliginosas. de coloração verde-avermelhado e glabro. pimenta-d’água. catala. capiçoba. • Folhas frescas: aplicar sobre os olhos. Cresce até 1m de altura. omelete e molhos) e no preparo de licores. caataiá. especialmente na região sul do Brasil. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum hydropiper Michaux. pimenta-aquática. cataia. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes ao dia (257). Possui ócreas de 12 a 16mm de altura. persicária-do-brasil. • Quando jovem. com 8 a 12cm de comprimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. áreas paludosas rasas. • Aromatizante em culinária (saladas de hortaliças e frutas. capetiçoba.

rutina. FITOQUÍMICA Quercitina. Tolera os solos ácidos. a lanço. com perigônio 5-partido formado por tépalas brancoesverdeadas. antiartrítica. estimulante. brilhante. atenuadas nas duas extremidades. Por ser uma planta higrófita. antidiarréica sangüínea. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. SOLO Prefere solos argilo-arenosos. vasoconstritora e depurativa. tipo espigas gêmeas ou subracemosas. negra. Inflorescência terminal e axilar. ou em terrenos com uma pequena lâmina de água. antocianinas. CLIMA É de clima temperado. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em áreas úmidas. antisséptica.30 x 0. antialérgica. vermicida. revestida pelo perigônio (199). antitérmica. antiblenorrágica. malônico e poligônico. • Florescimento: o ano todo.lanceoladas. cumarina (145) e nitrato de potássio (128). saponinas. • Espaçamento: 0. homeotensora vascular. diurética. É heliófita. colerética. desenvolvendo-se bem em água fria (199) . lineares ou subfiliformes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidisentérica. persicariol. antiinflamatória (145). • Plantio: ano todo. compostos fenólicos. cicatrizante. pecíolo com 3 a 5mm. persicarina. taninos. ácidos gálico. Deve ser feita em pleno florescimento. O fruto é uma núcula triangular-globosa. com pecíolo invaginante. de úmidos à encharcados. com flores pequenas (2 a 3mm de comprimento). necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. as mudas desidratam-se muito rapidamente. acético.30m. hermafroditas. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. revulsiva. e depois glabrascentes. a partir de setembro. antraquinonas. hemostática. peninervadas. eretas. iso-hametina. INDICAÇÕES . adstringente. emenagoga (271). inicialmente. glicosídeo. anti-hemorroidária (283). • Propagação: sementes. apiculada. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. estimulante. rebentos do rizoma e estacas do caule. luteolina. adpresso-pilósulas. A folha apresenta um forte sabor apimentado. butírico (257). • Podas: devido à sua alta prolificidade. antireumática (257). • Colheita: ocorre 1 mês após o plantio.

⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). erisipela (257). • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). afecções renais. ou reumatismo. úlceras. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. . Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. Ferver por 5 minutos. Esfriar. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. por algumas horas (257). como cicatrizante.Útil também para o tratamento de febres malignas. principalmente antes e após à evacuação. litíase. sífilis (32). Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. menopausa. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera. estrangúria. • Utilizada na indústria da cana para refinar e condensar o açúcar (257). ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. edemas. enterite e indigestão. diarréias sangüineas (93). Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). fragilidade capilar. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). varizes. ⇒ 10g para 1 litro de água. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. Repetir 3 vezes ao dia (257). em infusão. disenteria bacteriana (145). Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum persicaria L. massageando levemente. congestões cerebrais. ferver e deixar esfriar. retenções de urina (283).

glabro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. flores e ramos. Também conhecida pelos nomes populares de Polygonum hydropiper. as mudas desidratam-se muito rapidamente. elípticoalongadas. liso. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. róseo ou avermelhado. anual. quando maturo. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. • Propagação: sementes. quase sésseis. O fruto é uma núcula lenticular. vulnerária e odontálgica (242). • Podas: devido à sua alta prolificidade. de textura crustácea. cilíndrico. • Florescimento: primavera e verão.30 x 0. esparsas. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. finamente alveolado e de coloração ocre. aerados e humosos.5 a 2cm de comprimento. mas não encharcados. ornado na base com ócreas ciliadas e membranosas com 1. rebentos do rizoma e estacas do caule. As folhas são verdes. adaptando-se também ao subtropical. quando imaturo. . medindo 10 a 14cm de comprimento por 3cm de largura.SINONÍMIA Persicária-de-pé-vermelho. alternas. FITOLOGIA Planta herbácea. ramificado. liso. Deve ser feita em pleno florescimento. medindo cerca de 2mm de comprimento. formadas por 5 tépalas. com base e ápice acuminados. glabro. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. Caule ereto. com manchas avermelhadas ou castanhas. cilíndrica. HABITAT Espécie originária da Europa e subespontânea no Brasil. com os nós proeminentes.5 mês após o plantio. SOLO Prefere solos úmidos. compacta. CLIMA É de clima temperado quente. brilhante. medindo 40 a 60cm de altura. • Colheita: ocorre 1.30m. As flores são rosadas. a lanço. a partir de setembro. PARTES UTILIZADAS Folhas. Inflorescência racimosa espiciforme. crescendo em terrenos úmidos. Por ser uma planta higrófita. com 3 a 4cm de comprimento. e atro-avermelhada. simples.

ferver e deixar esfriar. erva-do-diabo. em infusão. Repetir 3 vezes ao dia (257). como cicatrizante. Esfriar. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. saçóia. suaçúcaá. por algumas horas (257). • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). massageando levemente. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. suçaiá. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. suaçuaia. língua-de-vaca. ⇒ 10g para 1 litro de água. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. ERVA-DE-COLÉGIO NOME CIENTÍFICO Elephantopus mollis H. ou reumatismo. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). suçuaia. principalmente antes e após à evacuação. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. pé-de-elefante. erva-grossa. fumo-da-mata. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. fumo-bravo.INDICAÇÕES Utilizada nos casos de paralisia e congestão cerebral (242). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). Ferver por 5 minutos. sossoia.K. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. suçauaiá. HABITAT . SINONÍMIA Erva-de-veado. suaçu-caá.B.

antireumática. Externamente. heliófita ou esciófita. feridas (68) e elefantíase (242). É feita no início do florescimento. pubescentes. catarros pulmonares. perene. • Florescimento: dezembro a abril. . As folhas são sésseis. paniculadas. A raiz é utilizada para o tratamento de febres astênicas (57 e 211). SOLO Pouco exigente quanto aos tipos de solo e o grau de fertilidade. úlceras. O suco fresco das folhas combate cálculos urinários. e as superiores alternas. podendo ser até quase branca. utilizam-se as raízes para febres e como adstringente e tônico. adstringente.Espécie autóctone do Brasil. FITOLOGIA Planta herbácea. gripes fortes e intermitentes. • Colheita: 3 meses após o plantio. sudorífica.4m. picadas. reunindo capítulos sésseis. Inflorescências terminais. Indicada para abrandar o calor da menopausa (271). • Suco: utilizam-se as folhas para cálculos urinários. terrenos abandonados. febrífuga. medindo 12 a 25cm. Cresce espontaneamente em bosques. • Cataplasmas: folhas frescas. como cicatrizante (68). PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. emoliente. diretamente em canteiros. as basais enrosetadas.4 x 0. vulnerária. béquica e resolutiva (242). FORMAS DE USO • Infusão e decocção: utilizam-se as folhas para afecções respiratórias e reumatismo. • Propagação: sementes. tônica. capoeiras e pastagens da área de mata pluvial da Encosta Atlântica. As flores aduzem coloração violácea a azul-claro. caule pubescente. Porém cresce mais abundantemente e vigorosamente em solos revolvidos. diurética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticatarral. antilítica. medindo 40 a 80cm de altura. CLIMA É de clima subtropical. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes podem ser semeadas em sulcos.. INDICAÇÕES Bronquite. ricos em matéria orgânica e úmidos. anti-sifilítica (68). • Plantio: abril e outubro. protegidos por brácteas foliáceas grandes.

FAMÍLIA BOTÂNICA Loranthaceae. Após. As sementes podem ser germinadas em alginato hidratado. caquizeiros. lavar em água corrente e deixar secar. mas principalmente árvores de pomares de Citrus. sob luz difusa. Florescimento: primavera-verão. parasita. encontrada na mata pluvial atlântica. joão-bolão. var. Pecíolo com 0. suculenta. com base cuneiforme e ápice arredondado. as plântulas são afixadas no ramo hospedeiro com fita crepe ou similar. glabra. ingazeiros. medindo 3 a 5cm comprimento por 2 a 3cm de largura. medindo até 1cm de comprimento.0mm. polyrhizus. HABITAT Espécie autóctone. Para facilitar o parasitismo. sutilmente nervadas. Ramos subcilíndricos. CLIMA É de clima tropical. Ocorre parasitando árvores expostas. . emitindo raízes adventícias que se prendem na planta hospedeira e lançam novos rebentos vegetativos ou reprodutivos. trepadores.ERVA-DE-PASSARINHO NOME CIENTÍFICO Struthanthus polyrhizus Mart. Frutificação: verão e outono. lisos. ovaladas. Folhas alternas ou opostas. O Estado de Santa Catarina é o limite austral de sua ocorrência (334). Propagação: sementes. AGROLOGIA • • • • • • Ambiente: por ser uma planta parasita. Os haustórios são estruturas rizomórficas que penetram no tecido do hospedeiro para retirar a seiva elaborada. purpúrea. Após a germinação. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. ereto-divaricadas. Polinização: entomófila Colheita: inicia a partir do segundo ano após o início do parasitismo. O fruto é uma pseudobaga ovóide ou elipsóide. Hospedeiros preferenciais: Citrus. o ramo deve ser raspado com uma faca para expor o tecido vivo. com pétalas espatuladas. lisa. adaptando-se ao subtropical. numerosos. flexuosos. Devem ser tratadas com ácido clorídrico 1N.7 a 1. durante 2 minutos. com flores em tríades que se dispõe em pares. Flores amarelo-esverdeadas. as sementes ou mudas devem ser implantadas sobre ramos jovens de árvores. para facilitar a germinação. subcoriáceas. medindo 2mm de diâmetro. verdes. finos. Inflorescência corimbiforme. no segundo ano do ciclo.

opostas. frieiras e distúrbios da idade crítica (271).5m. fortemente aromáticas. contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outubro a dezembro. úlceras externas (215). eucaliptol. no verão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. INDICAÇÕES Indicada para bronquite. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Florescimento: fevereiro a maio. antidiabética. A estaquia é feita ao final do inverno e início da primavera. cineol. pequenas e com suave perfume balsâmico. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. encanoadas. As folhas menores reúnem em fascículos axilares. FITOQUÍMICA Óleo essencial (1. pneumonia. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Propagação: sementes e estaquia. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. et Hook) Troncoso. hidrocarbonetos sesquiterpênicos (52). vainilina (139) e alcalóides (Smolenski. béquica (257).0 a 2. contendo ácidos graxos. geminadas ou em panículas terminais.PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. álcoois. ésteres. Frutos tipo aquênio. lisas. Inflorescência racimosa espiciforme solitária. antiasmática e anti-hipotensora (215). . brilhantes. anticancerígena (271).5m. ERVA-SANTA NOME CIENTÍFICO Aloysia gratissima (Gill.79%). cardiotônica.5 x 1. hemostática. ovaladas. fenóis. coqueluche (257). FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce cerca de 2. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. hidrocarbonetos. apud 18). afecções da pele. feridas. afecções uterinas. ramoso-subespinescente. formada por numerosas flores brancas. Apresenta folhas lisas. cetonas.

de caule ereto. ambrosia. caacica. ervapomba-rola. lombrigueira. erva-mata-pulgas. ervadas-lombrigas. ervado-méxico. com até 1. com pubescência rala e curta. muito ramificado. erva-ambrosia. verde ou púrpura. ERVA-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Chenopodium ambrosioides L. denteadas. erva-de-bicho. erva-mata-pulga. Inflorescência em glomérulo de flores muito . uzaidela. hortas e jardins. erva-vomigueira. e glandulífera na face dorsal. erva-pomba-rota. Cresce espontaneamente em áreas de aluvião de rios. cravinho-do-mato.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. erva-santa. erva-formiga. trevo-de-santa-luzia. quenopódio. mentrasto. anticancerosa. erva-formigueira. erva-lombrigueira. mentraz. chá-dosjesuítas. mata-cobra. chá-da-espanha. FITOLOGIA Planta subarbustiva anual ou vivaz. ambrosioides. mastruz. charcos e subespontaneamente em lavouras.760m de altitude (179). sobretudo do México. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de resfriados. glabro. cravinho-do-campo. mentrei. glandular-pubescente. erva-vomiqueira. mata-cabra. pecioladas (as da base) e sésseis e glandulosas (folhas superiores). carnes e ensopados. ascendente. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais da América. erva-das-cobras. mentrusto. terrenos baldios. var. antigripal. ambrósia. canudo. erva-embrósia. béquica (215) e anticancerígena (271). gastralgias (18) e para lavagem de feridas e úlceras (215). FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. anti-reumática. matruz. ambrósia-do-méxico. oblongo-lanceoladas. intercalados por faixas esbranquiçadas ou rosadas. pacote. ambrosia-do-méxico. As folhas são alternas. muito olorosa. SINONÍMIA Ambrisina. menstruço. sulcado longitudinalmente por sulcos rasos e verdes. ambrosina. OUTRAS PROPRIEDADES É utilizada para aromatizar o chimarrão. apazote. medindo 3 a 9cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. com os bordos mais ou menos sinuosos. anserina-vermífuga. mastruço.10m de altura. balsâmica. chá-do-méxico. Ocorre até 2. mentruz.

Índia. sumidades florais e frutos. ambrosídeo. antisséptica tópica (261). • Reprodução: via sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O óleo essencial da planta está incluído na farmacopéia da Espanha. México. A planta contém 1. canforáceas e amargas. • Florescimento: verão. sobretudo no verão. Se adapta bem em terrenos argilosos. 3-0-glicosídeo de quercitina. salicilato de metila.5% de óleo essencial e 64. carveno (46%). Itália e Turquia (255). β-pineno. quenopodina. 1% nas sementes). pectina. sais minerais (313). O fruto é um utrículo globular. kaempferol rhamnosídeo. xerofíticos e sub-xerofíticos (87). ácidos e compactos. béquica (167). SOLO A planta vegeta subespontaneamente em solos férteis e/ou ricos em matéria orgânica. antiasmática. terpenos. É. sudorífica. O uso de nitrato de potássio a 0. • Germinação: 82 a 97%. pretas e lustrosas. ácidos orgânicos. uma planta nitrófila. dimetilsulfóxido. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos de canteiros ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. chenopodosídeos A e B.pequenas verde-amareladas. Tolera solos halógenos (209). Noctacosano. carminativa (179). N-hentriacontano. portanto. diurética (258). N-docosano. glicol. que são extremamente numerosas na planta. safrole.. Argentina. As sementes são diminutas. que causa prejuízos à produção de folhas e sementes. limoneno. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pinocarvona. antipalúdica. antiulcerosa. cânfora. methadieno. . antifúngica (353). Não se adapta a solos muito úmidos. apresenta maior teor de ascaridol. aritasona.3m. A planta é usada como estomáquica. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (0. PARTES UTILIZADAS Folhas. As folhas são pronunciadamente aromáticas. betaína. amebicida. p-cimeno (179). chenopodium saponina A. taninos. arenosos. e as sumidades apresentam aroma desagradável. iso-hametina (209). Portugal.5% de ascaridol (154). • Colheita: novembro a janeiro. membranoso. Outro princípio ativo importante é o anetol (éster fenólico) (Sousa Brito apud 130).3 a 0. Quando colhida no estádio de frutos. cineol. diaforética. • Doenças: A planta é susceptível à Cercospora sp. localizada nas das folhas superiores à guisa de uma longa panícula. verde-pálido. histamina. • Plantio: agosto a setembro. δ-terpineol.5 x 0.2% e alternância de temperaturas (20 a 30oC) maximiza o índice de germinação das sementes (353). ácidos butírico e salicílico (257). aromática. vermífuga (Ascaris e Oxyuris). antiespasmódica. linomeno. p-cimol. cicatrizante. contendo ascaridol (principalmente nas sementes). santonina. sedativa. N-heptacosano.5% nas folhas.

cólicas. insônia (68). • Sumo: Obter 2 a 4 colheres das de sopa do sumo das folhas e misturar a 1 xícara das de chá de leite.anticancerígena (271). O cozimento das folhas. presente na planta. tremor da vista. O uso do óleo extraído por arraste de vapor. tomar óleo de rícino para facilitar a expulsão dos vermes (32). ⇒ 10g de folhas em 1 litro de água. com sal. Não obstante. antitumoral e antiviral (120). 366). • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara (tipo cafezinho) da planta fresca com sementes em 1/2 litro de água. Somente crianças acima de 5 anos poderão receber o produto. distúrbios renais. úlceras (120). em adultos. varizes. dispepsias. doenças. antiinflamatória. ⇒ 20 a 30g da planta verde em 1litro de água. peitoral. • Óleo essencial: diluir 1ml do óleo da planta em 30ml de óleo de castor. corrimento vaginal. dores de estômago. FARMACOLOGIA Atividades antiulcerosa (66.5ml por via oral). 136). (351) e tuberculose (32). antiinflamatória. afecções discrósicas do aparelho digestivo (242). desincha pernas gotosas (164). mostra-se eficaz na erradicação de diversas parasitoses intestinais (88). Aplicar o cataplasma sobre a afecção e enfaixar. estimulante respiratória (122). antinevrálgica (215) e anti-hemorroidária (9). Com o uso das folhas pulverizadas. antigripal. antiespasmódica. tomar 3 xícaras ao dia (283). O produto é triturado. Utilizada também para o tratamento da doença conhecida como dança-de-são-guido (283). FORMAS DE USO • Cataplasma: misturar 1 xícara (tipo cafezinho) de vinagre e uma colher (tipo sopa) de sal e amassar a planta nesta mistura até obter uma papa. Tomar 1 copo de suco por dia. É utilizada também para o tratamento de angina. sobretudo para áscaris e ancilostomas (45. • Suco: misturar 1 copo da planta picada. purgante. não se verificou qualquer efeito antiparasiticida (214). antimalárica (415). INDICAÇÕES As folhas são utilizadas em cataplasma em qualquer tumor. traumatismos ósseos. digestiva. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257) . infecções pulmonares. Tomar 1 gole de hora em hora. afecções da pele. durante 3 dias seguidos (vermífugo). esmagado . equimoses. emoliente (120). em 2 copos de leite e bater no liqüidificador. estimulante (242). hemorragia interna. administrado em dose única (1. espasmos musculares. com sementes. nervosas e indigestões (215). a variação do conteúdo de metabólitos secundários e a variabilidade genética da espécie dificulta a padronização dos tratamentos clínicos. Após. Apresenta atividade antifúngica (208) e antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (358). ancilostomose e picada de animais peçonhentos. palpitações do coração. má circulação do sangue. Crianças devem tomar metade da dose (258). nas doses de 240 a 420mg/kg de peso vivo. vulnerária. tem atividade antiparasitária. cãibras (9). contusões (258). ATIVIDADE BIOLÓGICA O ascaridol. anti-helmíntica. tônica (283). Tomar 1 vez ao dia. eupéptica (130).

em áreas rurais. apud 120) O ascaridol pode resultar. espiga-de-ouro. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. transtornos visuais. usadas como temperos e em guisados e sopas (240). A essência pode ser utilizada na proporção de 1 a 3 partes para 1. lençóis e travesseiros. Tem sido observada uma ação carcinogênica da planta em ratas (201). O óleo essencial da planta pode causar náuseas. ou até mesmo colocar a planta seca sob colchões. como inseticida (32). É abortiva e contraindicada para menores de 2 anos (258). em doses elevadas. chilensis. depressão do sistema nervoso. apud 120). ERVA-LANCETA NOME CIENTÍFICO Solidago chilensis Meyen var. varrer os cômodos da casa com vassoura feita de ramos da planta. sapé-macho.. É costume. • Compostos existentes na planta inibem o desenvolvimento de fungos de solo e de insetos como a Scrobipalpula absoluta (traça do tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do cartucho do milho) (209).075mg/kg. em cefalalgia. erva-lanceta. SINONÍMIA Arnica. arnica-silvestre. surdez. • A decocção das folhas produz um inseticida natural. • Tanto as folhas quanto as flores são insetífugas (pulgas e percevejos). lanceta. vômitos. macela-miúda. arnica-brasileira. Pode produzir efeitos tóxicos por acumulação (255. problemas cardíacos e respiratórios. taquicardia. Sementes podem induzir tumores no estômago (Kapadia et al. TOXICOLOGIA Em alta dose é extremamente tóxica. A dose letal de ascaridol em ratos é de 0.000 partes de água.. abluções e banhos. As espigas são comestíveis. Induz lesões hepáticas. O produto macerado pode ser usado na forma de compressas. O uso interno deve ser orientado por profissional da área. podendo causar a morte. prostração e até a morte. arnica-do-brasil.e adicionado de água quente (infuso). rabo-de-rojão. 330). marcela-miúda. devido a parada respiratória (165) OUTRAS PROPRIEDADES • Na Colômbia as folhas são usadas como condimento. Pode-se obter a essência através de destilação. de ossos e glomerulares de caráter reversível em suínos (Melito et al. HABITAT . lesões hepáticas e renais.

• Propagação: sementes e estolhos. Medra espontaneamente em áreas de roça. as superiores gradativamente menores em direção à base. lineares. anti-reumática. béquica e odontálgica (215). em sulcos. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. inversolanceoladas. fraqueza das articulações. glabras.30m. com 20 a 30 flores tubulosas e amarelas. glabro. lavouras abandonadas.Espécie autóctone do sul do Brasil. sublenhoso.que atua reduzindo a fragilidade dos vasos sangüíneos (257). Brácteas firmes. pruridos. varizes (215). É heliófita. 3-metoxibelzaldeído e acetofenona (Torres. as inferiores. citado por 209) e as raízes diterpenos com esqueleto labdâmico e clerodânico. as externas pequenas e lanceoladas. com 10 a 15 lígulas de formato similar. capoeiras. ascendentes. não flexuoso. SOLO A planta se adapta à maioria dos solos do sul do Brasil. pobres e ácidos. lineares ou. agudas. tosse convulsiva e derrame interno de sangue (271). adaptando-se até aos compactados.2m de altura. O caule é simples. em capítulos densos. anti-hemorrágica (271). FITOLOGIA Planta herbácea. antiespasmódica (209). Fruto aquênio de 1mm. INDICAÇÕES Usada em contusões. cilíndrico. no final do verão. . Papo brancacento. traumatismo (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Apresenta as mesmas propriedades da Arnica montana. glabras. à beira de estradas e em campos nativos. Pedicelos de 2 a 4mm. feridas. sésseis.80 a 1. CLIMA É uma espécie subtropical. • Florescimento: março a abril. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. levemente aromática. • Plantio: primavera. estomáquica (257). frieiras. doenças do estômago (242). de 5 a 8cm de comprimento e 6 a 12mm de largura. de 0. quercitina e glicosídeo . glabro ou levemente piloso. apud 209). As folhas são numerosas. FITOQUÍMICA As folhas contém flavonóides (Costa. paralisia. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. As panículas atingem 20 a 30cm. preferindo temperaturas amenas. anual. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. vulnerária. inteiras ou pouco denteadas. Amarga.4 x 0.

celidônia. muito ramificado. diffusa. fosco. amarra-pinto. FAMÍLIA BOTÂNICA Nyctaginaceae. É uma planta rara em Santa Catarina. rasteira.FORMAS DE USO • Infusão. tangaracá. opostas. bosques e beira de estradas. de preferência úmidos. extrato líquido e tintura. ocorrendo principalmente na faixa litorânea. É heliófita. solidônia. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. ápice obtuso ou arredondado. . As folhas são redondas. glabro e tortuoso A raiz é arroxeada por fora e branca por dentro. dorsalmente. campanuladas. que ocorre em capoeiras. ERVA-TOSTÃO NOME CIENTÍFICO Boerhavia diffusa Willd. O fruto é uma baga pequena. áreas ruderais. tangará. castanho-amarelado. anisofólias. glabras ou pouco pubescente. adapta-se bem ao subtropical. As flores são vermelhas e brancas. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. Caule sublenhoso na parte inferior e herbáceo nas partes jovens. ilhas. coberto de pêlos glandulosos. base arredondada. pega-pinto. liso. dispostas em panículas terminais de aspecto difuso. var. CLIMA Embora seja de clima tropical. com 20 a 25cm de comprimento. piriforme. bredo-de-porco. originária da América tropical. batata-de-porco. ovalado-cordiformes ou reniformes. verde ventralmente e argêntea. beldroega-grande. margens inteiras ou serrilhadas (folhas novas). reunindo 3 a 6 flores. espesso. HABITAT Espécie autóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores e as folhas servem como enchimento de travesseiros. Os ramos crescem de 50 a 70cm de comprimento. resistente e pegajoso. SINONÍMIA Agarra-pinto. arenosos e pedregosos.

albuminúria (271). • Colheita: verão. hemoptise. congestão hepática. ESPINHEIRA-SANTA NOME CIENTÍFICO Maytenus ilicifolia Mart. Tomam-se 4 a 5 xícaras ao dia (32). béri-béri. antidispéptica.4 x 0. FORMAS DE USO • Decôcto: deixa-se a planta ferver em água durante 10 a 15 minutos. FAMÍLIA BOTÂNICA Celastraceae. antiblenorrágica. desobstruente. em decocção. icterícia (32). tapar e deixar esfriar. tem sabor picante. retenção de urina. amido. É utilizada. ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. nervosismo (215). em canteiros. • Plantio: outono • Florescimento: outubro a fevereiro. matéria sacarina. afecções hepáticas (283).AGROLOGIA • Espaçamento: 0. diurética (93). antinefrítica (32) e anti-hidrópica (283). ácido boerhávico e resinoso. levemente amarga. OUTRAS PROPRIDADES A planta. substâncias pécticas e gomosas. uretrite. FITOQUÍMICA Boerhavina. antileucorréica. .40m • Propagação: sementes (antocarpo gomoso que prende-se às roupas e pêlos) e rizoma. anúria. INDICAÇÕES As raízes são utilizadas no tratamento da vesícula biliar. cistite. sais inorgânicos (nitratos) e lipídeos (93). hepatite. principalmente a raiz. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos. PARTES UTILIZADAS Raízes. Após. dispepsia. cálculo biliar. para o preparo de cataplasmas para a picada de cobras (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é peitoral. engorgitamento do baço.

bivalva. marteno. maiteno. simples. espinheira-divina. sésseis. só vegeta à beira de cursos d’água. humosos. capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica. curto-pecioladas. • Propagação: ocorre via sementes. e meia-sombra. removendo-se a casca. alternas. cancorosa. congorça. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. Fruto tipo cápsula. amarelas ou branco-esverdeadas. salva-vidas. Não tolera solos muito úmidos e quentes. areno-argilosos. nas axilas das folhas. CLIMA Prefere clima subtropical. as plantas acumulam maiores teores de nitrogênio. lanceoladas. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. avermelhadas. Semente elipsóide. erva-cancerosa. inicialmente amarelo-esverdeado passando a alaranjado e depois a vermelho. agrupadas 3 a 20 em inflorescência tipo fascículo. permeáveis e bem aerados são os mais indicados. ramificado. Tolera solos levemente ácidos. sombra-de-touro. Plantas que crescem diretamente sob a luz solar acumulam maiores teores de taninos do que aquelas sob sombra. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no Planalto e na mata Atlântica de altitude. margens com vários pares de dentes espinhosos e ápice agudo. coromilho-docampo. O número de espinhos dos bordos foliares é sempre ímpar (5. espinho-de-deus. simples. perene. coberta por um arilo branco. A planta apresenta crescimento muito lento sob altas temperaturas e radiação solar. lenhoso. deixando o lenho exposto numa faixa . persistentes. formando touceiras densas com perfilhos oriundos das raízes. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. cancrosa. coriáceas. potássio. Raízes fortes e numerosas. O excesso de radiação solar retarda o crescimento da planta e as folhas tornam-se um pouco pálidas. hermafroditas. em número de 1 a 2 por fruto. verde-escuras e brilhantes na face ventral e verde-claras e foscas na dorsal. glabras. apresentando estrias longitudinais que a diferenciam das outras espécies do gênero. ereto. boro e silício (334). mergulhia e por rebentos das raízes. raramente com os bordos lisos. seco. multicaule. limãozinho. actinomorfas. externamente e amareladas internamente. pouco espesso. As folhas são inteiras. Em locais altos. com umidade de média à alta. nas beiradas de matas de araucária. cuja ocorrência é mais generalizada nos sub-bosques úmidos. ovóide. avermelhada. de pequeno porte (1.5 a 3. com temperaturas amenas.0m). pau-josé. Sob sombra. amareloesverdeadas. SOLO Os solos profundos. cancorosa-de-sete-espinhos.SINONÍMIA Cancerosa. oblongas. alporquia. Flores muito pequenas. pentâmeras. sobretudo do sul do Brasil. FITOLOGIA Planta subarbórea. peninérveas. verde-acizentado. Caule muito ramificado. 7 ou 9). diclamídeas.

) requer o uso de reguladores de crescimento rizogênicos (ANA. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. triterpenos quinóides e dímeros (maitensina. permite o sombreamento parcial da espinheira-santa. Plantio: outono-inverno (sementes). clorogênico. ansamacrólidos tipo maitanosídeos. para o melhor pegamento. AIB). deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. retirando-se 1/3. mesmo após 120 dias. A parte do ramo que ficará sob o solo. Retira-se o substrato sob água corrente. O índice de germinação das sementes mantém-se em 85%. As mudas recém-plantadas apresentam um crescimento lento. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Pragas: procurar combater as formigas cortadeiras de folhas. PARTES UTILIZADAS Folhas. Semeadura: 1. Consórcio: o consórcio com árvores leguminosas rústicas. isentas de fungos e matéria orgânica estranha (96). Micropropagação: A propagação via explantes (estacas. Deve-se retirar a mucilagem que envolve a semente. em câmara fria (5oC.000 sementes pesam cerca de 99g. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. abcisionando as folhas nas primeiras semanas. . O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. de preferência por nebulização. Padrão comercial: folhas limpas. primavera (rebentos). Em condições ambientais cai para 28% (354). Colheita: deve iniciar só após o segundo ano de cultivo. As sementes perdem a viabilidade rapidamente se não forem armazenadas em geladeira.• • • • • • • • • • • de 0. maitomprina. salasperônico e salicílico. A germinação ocorre num período de 15 a 35 dias. FITOQUÍMICA Ácidos tânico. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. atropcangorosina A. δ-amirina. meristemas. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. glucosídeos. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. varia de 42 a 72% (376). Aclimatação: as mudas necessitam de cobertura de sombrite 70% e irrigação intermitente. ao ponto de se abrirem naturalmente. AIA. Produção de sementes: os frutos devem ser colhidos bem maduros. Florescimento: agosto a novembro. Repicagem: Após a formação das primeiras 3 a 4 folhas. a 25oC. fixadoras nitrogênio e de rápido crescimento. taninos.. em temperaturas de 20 a 30OC. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. procedendo-se apenas uma colheita/ano e retirando-se apenas 50% das folhas por planta. as mudas são repicadas para saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. microestacas. 85% de umidade). folhas. maytenóico. sem afetar o seu desenvolvimento. pristimerina. maitambutina. O índice de germinação em areia. etc.5cm. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. contendo substrato organo-mineral. Se houver um período de estiagem prolongado.

isopristemerina III. . a espinheira-santa apresentou um marcante efeito protetor de úlceras induzidas por indometacina e reserpina. Externamente utilizada com sucesso no tratamento de feridas (380). por via oral é usada como febrífuga (169). β-29-diol D. cálcio e enxofre (257). O conteúdo de taninos pode chegar a 4. diurética fraca (257). antiácida. utilizando-se 170mg/kg i. FARMACOLOGIA A pristimerina e a maitenina possuem atividade antitumoral comprovada (130). analgésica. A decocção das folhas é usada para lavar feridas. tingenona. afecções hepáticas. herpes (145). O protetor persiste por um mínimo de 16 meses após a coleta da planta. reguladora da fertilidade. emenagoga (22). positivo e negativo. isotingenona III. antiinflamatória. maitenina maitanbutina. do extrato aquoso (179). friedooleanan-5-en-3. laxativa. gastralgias. maitansina).. ulcerações. antitumoral. antisséptica. flavonóides. habilitando-a como vulnerária (17). mucilagens.. A casca do tronco é utilizada como anticancerígena.p. Ainda indicada para a atonia gástrica. O extrato das folhas (300mg/kg) reduz sensivelmente as ulcerações gástricas em estômago de cobaias (71). O tratamento de voluntários humanos portadores de úlceras e dispepsia com a espinheira-santa revelou uma recuperação estatisticamente superior ao grupo que não recebeu o tratamento com a planta (Carlini. antimicrobiana. Segundo resultados da Central de Medicamentos do Brasil (CEME). As sementes contém 10 a 12% de óleo fixo (93). não mostrou qualquer efeito tóxico em doses de até 1. analgésica. Utilizada no tratamento de câncer do estômago (93). congorosina A e B. vulnerária. estomáquica. renais e intestinais e afecções de pele de origem intestinal (68). congoaronina. carminativa. A planta apresenta atividade diurética. cicatrizante. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas secas picadas ou 12 folhas frescas grandes em 1 litro de água. ilicifolina. via oral e intraperitonial. antitumoral e antiulcerosa em ratas com úlceras induzidas por indometacina. diurética. açúcares livres e sais de ferro. cafeína (179). acnes.600 vezes superiores aquelas utilizadas normalmente por uma pessoa. antiasmática. friedooleanan-29-ol-3-ona D. maitenoquinona). sialogoga (179). hiperacidez. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidispéptica. febrífuga (380). diterpenos (dispermol. Tomar antes das principais refeições. na forma aguda. eczemas. apud 130). adstringente. contraceptiva. preparada em decocção. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe o desenvolvimento de microorganismos Gram. antiulcerogênica (260). INDICAÇÕES Eficiente no combate de úlceras pépticas e gastrite crônica. maitolidina).6% (256). em ratas administradas com a infusão e liofilizado da planta. tônica e balsâmica (145). A administração por via oral de infusos e liofilizados de folhas. sódio. desinfetante (215). lactonas (maitanprina. antiespasmódica. O efeito é comparável a cimetidina e ranitidina.

que se abre em forma de estrela. liso.• Decocção: 30g de folhas picadas em ½ litro de água. • Tintura: 2 colheres das de sopa a cada 8 horas (257) TOXICOLOGIA Pode reduzir a produção de leite em mulheres lactentes (385). reunindo flores de corola hipocraterimorfa escarlate. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pinatisectas.) e citotóxica em células Leuk-P 388. pomares. HABITAT Espécie autóctone da América tropical. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. corriola. Cálice com 5 sépalas. • Plantio: primavera. crescendo subespontaneamente em bosques. primavera-grande. . com 5 lobos triangulares. ovalado. As sementes são ovóides. As sementes são semeadas em sulcos e covas.p. ásperas. com tons castanhos. com limbo filiforme. atrotomentosas. volúvel. ramificado. Inflorescência do tipo dicásio. tomar 3 xícaras ao dia (úlcera interna). • Propagação: sementes e mudas colhidas no campo. O extrato aquoso é abortifaciente em ratas grávidas (100mg/kg i. flor-de-cardeal. campainha. primavera. livres e verde. liso. cujo conjunto lembra o arcabouço das costelas. ESQUELETO NOME CIENTÍFICO Ipomoea quamoclit L. CA9kb e V79 (179). FITOLOGIA Planta herbácea anual. Folhas simples. hortos e áreas de lavoura. contendo 4 sementes. foscas. • Compressas: ferver 10 folhas em ½ litro de água. cipó-esqueleto. glabro. campainha-vermelha.5m. cardeal. Esfriar e aplicar topicamente em feridas (145).5 x 0. em tubo alongado de 3 a 5cm de comprimento. SINONÍMIA Boa-tarde. após esfriar. glabro e crescendo cerca de 3 a 4m de comprimento. desiguais. corda-de-viola. de caule cilíndrico. prímula. Ferver e. O fruto é uma cápsula septífraga 4-loculada.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O pó da raiz é esternutatório e anticefalálgico. bem ramificado. caá-heê. secando no inverno rebrotando a partir de agosto. pubescente e pardo. capoeiras e áreas ruderais do sul do Brasil. PARTES UTILIZADAS Raiz. O caule é ereto. HABITAT Espécie autóctone. com corola tubulosa. alvas. • Colheita: dezembro a março. serradas com 3 a 4 cm de comprimento. laxativas. inchação. pedra na bexiga e nos rins. ESTÉVIA NOME CIENTÍFICO Stevia rebaudiana (Bertoni) Hemsley. antiespasmódica. folhas e sementes. caá-ehé. hermafrodita. INDICAÇÕES As folhas são úteis para o combate de escrófula (93). As folhas são anti-reumáticas. OUTRAS PROPRIEDADES Planta ornamental de inusitada beleza. analgésica e calmante (242). contusão (242) e as sementes são utilizadas no tratamento de bronquites e tuberculose. sésseis ou subsésseis. antiofídicas. originária do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. . kah'e. pneumonia.• Tutoramento: podem ser utilizadas redes de nylon ou arame ou cercas. tosse espasmódica. estão dispostas em capítulos terminais. oblongas a ovaladas. depurativas do sangue. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. cefalalgia. A flor é isomorfa. cujas raízes e rizomas são perenes e a parte aérea é anual. As flores. estévia-doce. que cresce subespontaneamente em campos. FITOLOGIA Planta subarbustiva de 30 a 50cm de altura. As folhas são opostas. A raiz abranda as cefaléias (271). com papus formado de cerdas que permitem a dispersão pelo vento. SINONÍMIA Caá-eé. gota. O fruto é do tipo aquênio aristado. detergentes (93).

carvacrol. É feita em julho. B. calacoreno. palha seca. dulcosídeo. • Produção de sementes: as sementes devem ser armazenadas em geladeira ou câmara fria e seca. β-bouboneno. e pela Rizoctonia solani. F.3 x 0. apigenina-4-O-β-D-glucosídeo. férteis e frescos. plástico preto e outros materiais inertes. É heliófita. • Poda: feita para a retirada dos ramos que encostam no solo e para aumentar a produtividade. cosmosiina. anetol. Contém ainda dulcosídeo A e B.500a 2.30m.500kg/ha (257). Além disso. que retardam o florescimento e aumentam o teor de esteviosídeo (257). • Repicagem: é feita para a seleção de mudas mais uniformes e vigorosas. α-bergamoteno. . A colheita de sementes ocorre de fevereiro a maio. austroinulina e seus derivados 6 e 7 acetilados. clameneno. que causa a podridão do colo. • Plantio: agosto a setembro. • Rendimento: a planta pode ser produtiva até 6 anos. • Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. G. esteviobiosídeo). Colhe-se normalmente 1. que infecta folhas e hastes. steviolbiosina (57). • Colheita: ocorre 4 meses após o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. D. Tipos de cobertura: casca de arroz. Utilizam-se 25 a 30g de sementes/m2. D. SOLO Prefere solos úmidos. • Florescimento: janeiro a março. FITOQUÍMICA β-amirina acetato. daucosterol. • Propagação: sementes e estacas. cortando-se ramos com folhas a 5cm do solo. • Semeadura: maio a junho. C. As sementes apresentam um baixo poder germinativo (2 a 5%). E. para manter a viabilidade. Deve ser feita no início do florescimento. C. rebaudiosídeos A.CLIMA A planta prefere climas amenos e dias longos. α e γ-cadineno. (213) quercetina glicosídeos. rebaudiosina. dulcosina. dificulta o crescimento de plantas invasoras e retém mais umidade no solo. centaureidina. O óleo essencial contém álcool benzílico. PARTES UTILIZADAS Folhas e hastes secas. • Doenças: a planta é infectada pelo fungo Salecetium relfsii. B. edulcorantes steviosídeos (esteviosídeo. esterbinas A. bisaboleno. borneol. As inflorescências devem ser eliminadas para se obter mais de um corte por ano. no verão. H.

6% de rebauduosídeo C (67). Tomar 2 xícaras ao dia (antidiabético). diurética e refrigerante (128). Abafar por 15 minutos. contraceptiva.7% de rebaudiosídeo e 0. hipotensiva. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 4 xícaras das de cafezinho em 1 litro de água. O tratamento deve ser monitorado por um médico. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. regulador da pressão arterial nos hipertensos. ⇒ 1 colher da de chá de folhas em 1 copo de água quente. INDICAÇÕES Indicada para a insônia (271). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana contra Candida albicans. antifertilidade e anticáries (130. Abafar por 15 minutos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antidiabética (142). Pseudomonas aeruginosa (179). Tomar 1 copo ao dia (refrigerante) (128). OUTRAS PROPRIEDADES A planta constitui-se em excelente adoçante natural não calórico. 17. Proteus vulgaris. FARMACOLOGIA Edulcorante. • Adoçante: 1 colher das de sopa de folhas verdes de estévia por copo de bebida. tônico estimulante das funções cerebrais. Tomar 6 a 8 xícaras das de chá ao dia. 179). hipoglicêmica. com poder adoçante 152 vezes maior que a sacarose (67). calmante (271). cardiotônica. ESTRAGÃO NOME CIENTÍFICO Artemísia dracunculus L. Saccharomyces cerevisae. filtrar e juntar o suco de 1 limão e gelo. estomáquica (93). anticárie. HABITAT .E e vários outros terpenos flavonóides (179). ⇒ 1 colher das de chá de folhas para 1 xícara das de chá de água quente. atenuadora da fadiga e da depressão (257). antiobésica (128). O extrato das folhas contém 81% de esteviosídeo.

a secagem deve ser feita em estufas com temperatura controlada a 40oC. Colhem-se ramos enfolhados com até 30cm de comprimento. FITOQUÍMICA Óleo essencial (0. dispostas em panículas alongadas composta de espigas axilares. As estacas com folhas são postas a germinar em areia. A renovação do plantio é feita com a divisão da touceiras para a obtenção de novas mudas • Secagem: as folhas devem ser secas no escuro. • Plantio: outono e primavera. linear-lanceoladas.7m de altura. glabras.6%) (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . a A. as plantas devem ser cultivadas abrigadas da chuva e da radiação excessiva. reunindo flores amareladas. cerca de 4 meses após o cultivo ou quando as plantas atingirem cerca de 60 a 70cm de altura. Fruto tipo aquênio (94). • Cultivo protegido: devido às características de alta pluviosidade do sul do Brasil. A semente é normalmente importada. Pode ser cultivada em túneis de plástico cobertos com sombrite 60%.5 a 0. vivaz. Em regiões muito úmidas.5 a 1. Não tolera acidez e solos compactados ou muito argilosos. brancacentas. ramosos. FITOLOGIA Planta herbácea. mas tolera temperaturas subtropicais. Flores pequenas. inodora) e estacas (var. considerada o rei das ervas condimentares (163).5 a 0. que é quase inodora e de pouco valor comercial e a A.3%). É cultivada em muitos países e ainda pouco cultivada no Brasil.4m. sativa). inodora. de caules eretos. as superiores inteiras e as inferiores tri-fendidas no ápice. sésseis. carnosas. em áreas bem arejadas e com baixa umidade relativa. cilíndricos e glabros.6 x 0. terpenos (15 a 20%) e aldeído-pmetoxilcinâmico (0. bem drenados. dracunculoides. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. para que se preserve a coloração verde (163). SOLO Prefere solos férteis. É heliófita e não tolera alta umidade relativa do ar e pluviosidade excessiva.Espécie alóctone de origem européia. contendo anetol (60 a 75%). O teor do óleo essencial pode chegar a 0. • Colheita: é feita no verão. PARTES UTILIZADAS Folhas. Existem duas variedades botânicas. estéreis. CLIMA É de clima temperado. crescendo 0. • Propagação: sementes (var. dracunculus var.0% (163). sativa. dracunculus var. As folhas são alternas. pois a planta parece não produz sementes no Brasil. aerados. ou A.

É estimulante (93). coar e adoçar com mel. Inflorescência racemosa compostas de . frutos do mar. vermífuga. sopas. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. Abafar por 5 minutos. molhos. na reprodução.3m em altura. Tomar 1 xícara após as refeições (294). carnes de aves. carminativa. peixes grelhados. acuminadas. glabros ou discretamente pubescente e ramoso. quando jovem. tomentosas em ambas as faces. Apresenta caule nodoso. Folhas opostas. carneiro. curto-pecioladas. tendo sido encontrada apenas em Porto União (401). É muito rara a sua ocorrência natural em Santa Catarina. corango-sempre-viva. coloração ocre. omeletes e suco de tomate. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas barrancas do rio Paraná. • O óleo de estragão é utilizado em perfumaria e na fabricação de licores e picles (163). • Pó ou fragmentadas: como condimento. emenagoga e aperiente (294). FÁFIA NOME CIENTÍFICO Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen. quando novas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. purê de batata com ovos. SINONÍMIA Carango-sempre-viva. • Utilizado para aromatizar vinagre. medindo 5 a 10cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sobremesa de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. Goiás e norte de Minas Gerais. INDICAÇÕES Alivia a cólica menstrual. ou lineaereslanceoladas. creme de ovos. ereto. Cresce cerca de 2. utilizada em conservas e em pastas de mostarda. obovado-lanceoladas.0 a 2. • É um dos melhores aromatizantes de alimentos com restrição de sal. paratudo. lagostas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas tem um sabor picante e aromático agradável e são condimentares. Mato Grosso.

causada pelo fungo Uromyces platensis e nematóide. ansiolítica e anticancerígena. ácido pfáfico (inibidor de tumores e células malignas).200kg/ha. contendo substrato organo-mineral. anti-reumática. amarelo-esbranquiçados. estigmasterol. que possuem um baixo índice de germinação. É heliófita. • Vegetação plena: setembro-novembro. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitumoral. solitários ou geminados. É seletiva higrófita (401). • Produção de sementes: fevereiro a maio. mais férteis. o clímax dos princípios ativos é atingido aos 7 anos de ciclo. respectivamente. As raízes atingem 2 a 3m em comprimento por 7 a 10cm de espessura. globosos. antiinflamatória. • Propagação: reproduz-se espontaneamente por sementes. as raízes são mais produtivas (247). inseto minador que escava galerias ao longo do parênquima da folha. ácido oleanólico. alantoína (cicatrizante). A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. β-glucopiranosil oleanolato (279). Não se observa uma variação significativa no teor de β-ecdisone nas colheitas feitas no primeiro ou segundo ano (279). saponinas. aperiente. porém em solos argilosos. germânio (oxigenação celular).capítulos pedunculados.900 e 3. cujo agente é Meloidogyne javanica (262). Utilizam-se também segmentos de nós do caule para o enraizamento tipo estaquia. • Rendimento: 95g (colheita no primeiro ano) ou 160g de pó da raiz/planta (colheita no segundo ano). . tônica geral (279). celulósicos. SOLO Solos arenosos facilitam a colheita e a limpeza de raízes. CLIMA Espécie de clima tropical. • Colheita: embora as raízes já possam ser colhidas no terceiro ano. antidiabética. afrodisíaca.. Os segmentos nodais são enraizados em areia ou vermiculita. hipocolesterolêmica. leucocitogênica. sitolesterol. miorrelaxante. tranquilizante. (145) e β-ecdisona (246). • Doenças: ferrugem. FITOQUÍMICA Rubrosterone. cicatrizante interno e externo (128). 1.5m. ecdisterona. • Florescimento: outono-inverno. ou seja. PARTES UTILIZADAS Raízes. • Plantio: outono (sementes) e primavera (segmentos nodais). vulnerária. Prefere solos úmidos. imunoestimulante. mantidas sempre umedecidas.0 x 0. embora possa adapta-se ao subtropical. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por Lyriomyza sp.

lava-pratos. mangerioba. FEDEGOSO NOME CIENTÍFICO Cassia occidentalis L. formam protuberâncias avermelhadas em . medindo cerca de 12 a 15cm. Tomar 2 xícaras 1 vez ao dia. paripinadas. Tomar 2 a 3 vezes ao dia (tônico geral).5 a 1. em rácemos com poucas flores pediceladas. terrenos baldios. com 4 a 5 pares de folíolos. • Cápsulas: tomar 1 cápsula a cada 6 horas (145). labirintite. atua sobre moléstias do aparelho digestivo. achatada. secar. mata-pasto. HABITAT Espécie autóctone que medra em pastagens. 2 a 3 vezes ao dia (estimulante). SINONÍMIA Fedegoso-verdadeiro. folha-de-pagé. desidratar. FORMAS DE USO • Decocção: 10g da raiz em 1 litro de água. Fruto tipo vagem.INDICAÇÕES Estimula a oxigenação celular e a circulação coronariana. ramificada.8m de altura. maioba. artrite e artrose (145) e diminui os tremores em pessoas em pessoas idosas (128). pouco lenhosa. Coar e tomar 1 colher das de café diluída em água. Inflorescência axilar e terminal. amarelas. estimula a força muscular. mamangá. de coloração avermelhada. • Extrato hidroalcoólico: 3 colheres das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereais a 70 graus e 50ml de água destilada. compostas. • Pó: picar a raiz. delgada. flacidez da pele. moer e misturar 1 colher das de sobremesa do pó com leite. subarbustiva. quase linear. glabros. cujos lóculos. medindo 1. ibixuma. Caule e ramos lisos. ativa a memória. Macerar por 5 dias. manjerioba. FITOLOGIA Planta perene. Aplicar topicamente em ferimentos como cicatrizante (128). com base arredondada. paramarioba. com uma semente cada. leucemia. tararucu. favorece a produção do estrogênio. FAMÍLIA BOTÂNICA Fabaceae. estrias. pajamarioba. • Ungüento: misturar 1 colher das de chá do pó ou 1 colher das de sopa do extrato hidroalcoólico em 3 colheres de vaselina. As folhas são alternas. Folíolos glabros. pomares e áreas ruderais. elípticos-acuminados.

depois de tostadas são utilizadas como sucedâneas do quinino (242). sarnicida (379). pela manhã (prisão de ventre) (294). antiespasmódica. xantonas (Wader e Kudav). FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 30 minutos. palmítico. rabarbarina. doenças venéreas. paludismo. • Propagação: sementes. Coar e tomar em jejum. FITOQUÍMICA 1. A raiz é bastante amarga. Ferver. ou ainda em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. em sulcos ou covas. laxante. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de dores gastrointestinais. • Pó da raiz: moer 3 raízes até obter pó fino. mirístico. PARTES UTILIZADAS Flores. queimaduras (suco). emenagoga antianêmica (semente).7m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. inflamações uterinas (130). purgativa (120). As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. apud 120). eczema e erisipela (94).20 x 0. As raízes são vermicidas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. antiasmática. • Florescimento: março. em ½ litro de água. antídoto de venenos. . • Plantio: setembro a outubro. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. ácido crisofânico (379). anti-reumática. ácidos cáprico. erupções cutâneas. • Pó da semente: juntar 5g de sementes em pó em 1 copo de água. Ferver. emodina (294). coar e tomar em jejum (verminose e amarelão). doenças hepáticas. folhas e sementes. sarampo (111). depurativa. tuberculose. sudorífica. Coar e beber 2 xícaras de chá ao dia (febres intermitentes). febrífuga (130). As sementes.8-di-hidroxi-antraqinona (Costa).. FARMACOLOGIA As folhas apresentam atividade antiinflamatória (Sadique et al. exalando um aroma desagradável enquanto fresca. anti-herpética. glicosídeos antraquinônicos. antiasmática. desobstruentes e diuréticas (242). tônica. colagoga.contraste com o verde. As folhas são purgativa e emenagogas. esteárico e oléico (Alencar et al. apud 120). 10g de casca. febre biliosa. tendo ação contra a malária (130). oftálmica. alcalóides e glicosídeos cianogênicos.

boldo-japonês. de origem africana. heparém. boldo-degoiás. quando da formação de touceira e diferenciação floral. • Plantio: agosto a outubro. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As folhas são alternas. • Propagação: sementes. O enraizamento das estacas pode até ser feito diretamente no campo.TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. formando touceiras compactas.5m. árvore-de-pinguço. sem tornar o peixe tóxico (294). aluman. figatil. Não tolera o encharcamento. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ictiocida. capoeirões. FEL-DE-ÍNDIO NOME CIENTÍFICO Vernonia condensata Baker. É heliófita SOLO Adapta-se à maioria dos solos. até mesmo os ácidos. áreas ruderais e na restinga do sul do Brasil. HABITAT Espécie alóctone. . arenosos e argilosos. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 1. dada a facilidade de enraizamento. grandes no início do crescimento e pequenas. procede-se a capação das inflorescências. • Poda: para melhorar a produção de folhas. • Doenças: é sensível aos nematóides do solo. SINONÍMIA Acumã. FITOLOGIA Arbusto perene que cresce de 2 a 3m em altura. capoeiras. perfilhos e brotações do caule. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais e subtropicais. que medra subespontaneamente nas matas secundárias. alumã.

após as refeições. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. durante 3 dias. iniciando a partir de maio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. aperiente. colagoga. sem adoçar. Coar e guardar num frasco hermético. ⇒ Diurético: ferver por minutos 4 folhas em 1 litro de água. do estômago e do baço. saponinas. afecções hepáticas. taninos. e para a ressaca alcoólica (271). fastio (294). as folhas novas que se formam são bem menores que as originais. ⇒ Antidiarréico: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 copo de água. FORMAS DE USO • Decocção ⇒ Hepático: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 xícara das de chá de água. colerética (294) e analgésica. diurética. Tomar 1 colher das de café da tintura diluída em água. Na época do florescimento. Tomar ao natural. TOXICOLOGIA Não se aconselha o uso prolongado da planta. INDICAÇÕES Utilizada para regimes de emagrecimento. • Colheita: inicia-se a partir dos 6 a 8 meses após o plantio.• Florescimento: é sazonal. flavonóides e lactonas sesquiterpênicas (128). OUTRAS PROPRIEDADES A planta é melífera e apropriada para a formação de cercas-vivas. Colhe-se de abril a maio. Tomar morno pela manhã e à noite. • Tintura: macerar 1 colher das de sopa de folhas em 1 xícara das de chá de álcool neutro a 70 graus. desintoxicante hepática (128). Tomar a vontade. PARTES UTILIZADAS Folhas. . antes das refeições (128). FIGO-DA-ÍNDIA NOME CIENTÍFICO Opuntia ficus-indica Mill.

vermelha. O ovário é vivíparo. ovado-oblongos. hermafroditas. deprimido. formando um ângulo de 30o com o solo. amarelo-esverdeada. perdendo também os espinhos. amarelo brancacentos. FITOLOGIA Arbusto perene. de cor verde-claro. imergir a base dos artículos em solução de benomil a 0. Fruto baga ovóide. SINONÍMIA Cacto. HABITAT Planta alóctone originária do México. bem drenados e aerados. achatados. figueira-da-índia. As folhas são indivisas. avermelhadas. tornam-se cilíndricos. superpostos uns aos outros. Os artículos e os ovários podem ser enraizados em areia. A planta não suporta solos muito úmidos e pesados. A medida que os artículos envelhecem. com 5 a 9cm de comprimento. • Plantio: abril a maio. por romperem facilmente os artículos. . com sua base de inserção mais aprofundada. CLIMA Prefere o clima tropical quente. devido a lenta germinação das sementes (40 a 50 dias) e ao crescimento muito lento da plântula. sangüínea. solitárias. ereto. obtusos nas duas extremidades. ramoso. 20 a 25cm de largura e 2 a 3cm de espessura. com pouca pluviosidade. SOLO Prefere os silicosos ou areno-silicosos. subuladas.2% e. munidos de espinhos com até 2cm de comprimento. • Tratamento dos artículos: para prevenir eventuais infecções com Erwinia carotovora. figueira-do-diabo. com cerca de 30 a 50cm de comprimento. Os artículos atingem o ponto de transplante em até dois meses. comprimidos. Dispor o artículo de forma inclinada. tuna. palma. figueira-do-inferno. umbilicado no ápice e contendo numerosas sementes comprimidas. após secar. As flores são sésseis. Regiões com ventos muito fortes são desfavoráveis à planta. composto de artículos ou segmentos carnosos. Tolera temperaturas negativas de 6 a 8oC (93). profundos. A planta é heliófita e xerófita. A propagação via sementes é muito morosa. caducas. figueira-da-barbária. pincelar a cicatriz de inserção com uma pasta cúprica.FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae.5 x 2m. medindo menos de 3mm. espatulados. quase inteiriços e completamente lenhosos. atingindo 5 a 6m de altura. fasciculados. • Propagação: sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. artículos e ovários. enterrando-se 2/3 dos mesmos. espinescente. nulas. laterais ou terminais. com 6 a 9cm de diâmetro e de cor amarelo-ouro ou amarelo-laranja.

PARTES UTILIZADAS Frutos e artículos. nitrogenadas solúveis e insolúveis e gomosas. A planta tem sido utilizada como matéria prima. principalmente quando ocorre deficiência de boro no solo.02% de lipídeos. O fruto é digestivo. são maturativos. O infuso pode ser utilizado externamente para o tratamento da pele (294). 37% de substâncias glicogênicas. além de ser utilizada como tônica para pele seca e para a limpeza de pele (294). sacarínicas.doença que se caracteriza por nódulos necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. Adoçar com mel e tomar 2 xícaras ao dia.• Quebra-ventos: em regiões onde haja ventos muito fortes. gomas. angina e da circulação. estimulante medular e anti-reumático (215). na dose de 0. A área de proteção do quebra-ventos é cerca de 10 vezes maior que a altura do quebra-vento. mucilaginosas e antidiarréicas (93). OUTRAS PROPRIEDADES . 0. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v.1ml/animal. Os cladódios. albuminóides e resinas (93). As flores são adstringentes. para a produção de fitoterápicos antiprostáticos. que são utilizados principalmente para o tratamento preventivo da prostatite ou de tumores benignos da próstata. bastante próximas ou telas de sombrite. INDICAÇÕES Os frutos são úteis no tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de mau caráter (93). • Doenças: a planta pode ser infectada por bactérias (Erwinia carotovora) que causam deterioração aquosa dos artículos (252). é comum a quebra de grande parte dos artículos. Abafar por 15 minutos. 6% de sementes. antiescorbútico. a nível mundial. emolientes e hidratantes. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). sais solúveis. Os artículos ou cladódios contém glicosídeos. recuperou totalmente. em 5 dias. FITOQUÍMICA A polpa dos frutos contém 47% de água. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de flores em ¼ de litro de água quente. diurético. Contém ainda substâncias pécticas.8% de cinzas e 0. na forma de cataplasmas. As flores são utilizadas no tratamento de doenças cardíacas. 7% de proteínas. Estes pode ser constituídos de um renque de árvores. tornando-se imprescindível a instalação de quebra-ventos. • Frutificação: fevereiro a abril. pombas acometidas por diftoviruela . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardiotônico. • Florescimento: outubro a novembro.

Devido a sua fácil disseminação e aclimatação. pêndulas. mesmo após serem explantadas. As folhas são opostas. xarope. embora vegete bem à sombra. folha-de-pirarucú. espessas. • O fruto é composto de 28 a 32% de casca e 68 a 72% de polpa comestível. SINONÍMIA Coirama. geléias. mel. é subespontânea em todos os países tropicais. xerófila e heliófita. O fruto apresenta carpelos escamosos que se tornam folículos polispermos. FITOLOGIA Planta sublenhosa perene que cresce 60cm em altura. FORTUNA NOME CIENTÍFICO Kalanchoe pinnata [Lam. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. glabras. Possui caule tubular. as inferiores simples. As flores são hermafroditas. erva-da-costa. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. incluso em invólucro papiráceo. manteiga e queijo de tuna. marmelada.• O fruto pode ser aproveitado para o preparo de doces finos. cilíndrico e glabro. longopecioladas. as superiores 3-lobadas. roda-da-fortuna. CLIMA Espécie de clima tropical. passas. HABITAT Espécie alóctone originária das Molucas ou ilha Maurício.] Pers. SOLO . ovalado-crenadas. Com 100kg de frutos se produz 9 litros de álcool. folha-grossa. Obtém-se ainda. folha-da-costa. dispostas em espigas terminais. óleo combustível e aguardente.40m na reprodutiva. orelha-de-monge. carnosas. na fase vegetativa e até 1. paratudo. • Os artículos podem ser consumidos fritos ou cozidos. sobretudo no litoral dos continentes e ilhas. mosqueado de púrpura. carnoso. suculentas. monopétalas. saião. tubulosas. através dos frutos. • A mucilagem que há nos cladódios pode ser utilizada como fixadora em tintas à cal ou como aderente em caldas cúpricas. verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas. folha-da-fortuna. • A planta é forrageira e serve como aceiro (é quase incombustível) e cerca-viva (93). As folhas tornam-se cloróticas e avermelhadas no inverno e apresentam altíssima capacidade de manutenção da turgescência.

ácidos isocítrico e 1-málico (9) e briofilina. As folhas ou segmentos dela podem ser plantados diretamente a campo. de 2 a 3kg/m2. antisséptica (73). afecções respiratórias (na forma de xarope). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida. após serem colhidas. sais minerais (257). impetigo. feridas. FITOQUÍMICA Mucilagem. cicatrizante (283). verruga. picada de insetos. glicosídeos (quercitina). furúnculos (283). quercitrina. quercetina 3-0-αarabinopiranosil (1→2)-α-L-ramnopiranosídeo. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. Apresenta forte ação inibidora seletiva sobre a proliferação e expressão do receptor IL-2Rα em linfócitos. tônica pulmonar (68). • Adubação: em solos com pouca matéria orgânica é importante a aplicação de adubo orgânico. preferindo locais com resíduos orgânicos. mantém sua vitalidade. Formam-se brotações em cada enseada lobular da folha. e 20 dias no verão. tem tendência de ser infestante. vulnerária. ingurgitamento linfático. • Propagação: folhas e segmentos das crenas das folhas. cefalalgias. no inverno. antiartrítica (356). etanólico ou o suco demonstra atividade imunosupressiva e imunoestimulante. emoliente. • Colheita: Inicia-se 3 a 4 meses após o plantio. flegmão e oftalmia congestiva. queimadura. úlceras digestivas (93). hemostática. calo.4m. Deve-se renovar a planta no campo a cada 2 a 3 anos. diurética. antidiabética. . além de aumentar a produção de ácido nítrico. FARMACOLOGIA O extrato aquoso. antilítica (271). Apresenta ainda atividade analgésica (104). em ratos. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. em condições sombreadas por até 30 dias. • Desenvolvimento: por ser muito prolífica. cálculo renal (68). gastrites. É nitrófila. afzelina (356). contusões. As folhas. taninos. afta.Cresce bem em solos arenosos e pedregosos. • Plantio: ano todo. A frutificação não ocorre devido ao abortamento das flores.0 x 0. antiinflamatória externa tópica e diurética. • Florescimento: primavera. Obtém-se de 15 a 20 plântulas a partir de uma única folha. INDICAÇÕES Usada também para febre. refrigerante intestinal. edemas erisipelosos das pernas. frieira. protetora cutânea contra leishmaniose. abcesso. estomatite (73). resolutiva. depurativa. coqueluche. calmante para erisipela. antialérgica (188) e antiinflamatória (316). enxaqueca (128). tuberculose pulmonar (32).

verde-azulado-escuras. ramoso. Foi introduzida no Brasil na época da colônia e se tornou subespontânea em todo país. Inflorescência tipo umbela composta de 7 a 20 subumbelas menores. HABITAT Espécie alóctone. FUNCHO NOME CIENTÍFICO Foeniculum vulgare [Mill. funcho-doce. Tomar duas vezes ao dia. • Suco: bater no liqüidificador 1 folha com 1 xícara de água. falso-anis. Flores hermafroditas. brilhantes. Pecíolos longos com bainhas envolventes. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz (em condições nativas) ou bienal (em cultivo). fiolho-doce. tamanha foi a sua aclimatação. .] Gaertner. pronunciadamente aromática. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. erva-doce. Fruto oblongo. fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada (cicatrizante). fiolho. anis. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 40g/dia. Vegeta espontaneamente em colinas secas e terrenos baldios e até mesmo como planta invasora. na forma de suco. inicialmente verde-azulado. originária das regiões mediterrânicas e da Ásia ocidental. pentâmeras. alternas. • Constitui-se em ótima cobertura de solo. funcho-bastardo. 356). amarelas. SINONÍMIA Aneto-odorante. fiolho-deflorena. finóquio. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. cilíndrico. de caule ereto. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. que produz uma roseta de folhas. Em queimaduras ou outros ferimentos. brilhante e compacto. entre as refeições (úlceras e gastrites) (257). aniz-doce. • Cataplasma: aquecer a folha e colocar sobre o local afetado (furúnculos e dores de cabeça).ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade antifúngica e antibacteriana (274. verde com estrias azuis. em regiões temperadas e baixas. aniz. divididas e subdivididas em segmentos capiliformes muito estreitos.

. • Nutrição: o excesso de nitrogênio dá origem à plantas muito altas. • Plantio: abril a maio. Ventos fortes favorecem o tombamento das plantas. pois ocorre um atraso ou paralisação da germinação.5 x 0. invade as raízes e os tecidos vasculares causando secamento de hastes e morte da planta. sob temperaturas baixas. Caso contrário. A Sclerotinia sp. Regiões muito chuvosas são desaconselháveis para o plantio.30m. favorecendo também à ocorrência de doenças. O solo deve ser areno-argiloso. Mudas já formadas. achatado de um lado e convexo no outro. pois predispõem as plantas a fungos de solo e vasculares. que pode ser controlado com jatos de água ou pulverização com uma emulsão de sabão ou decôcto de arruda. originando progênies com características distintas dos materiais originais. Quando maduros. acamamento e à infecção de fungos de solo. fértil e permeável. pois favorecem à ocorrência de várias doenças que afetam principalmente os vasos condutores e o florescimento.3 a 2. sem torrões e com poucas ervas daninhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A semeadura não deve ser feita em épocas muito frias. O excesso de chuva por ocasião da frutificação resulta em podridão das sementes. • Pragas: a mais comum que infesta a planta é o pulgão. composto de dois aquênios (mericarpos) de 3 a 4mm de comprimento por 1 a 2mm de largura. SOLO Prefere solos com pH próximo à neutralidade. glabro.0m de altura. aduzem sintomatologia de deficiência de fósforo. enquanto que o excesso de nitrogênio à reduz.de formato oval a oblongo. • Propagação: a planta se reproduz via sementes. embora o temperado seja o mais favorável. a campo. Semeia-se de março até meado de abril. profundo. ervade-santa-maria ou cinamomo. os diaquênios adquirem coloração pardoamarelado. • Doenças: as doenças mais freqüentes que ocorre são a Murcha de Fusarium e a Mancha de Alternaria. Quando a semeadura é feita diretamente no campo. manifestada por lesões necróticas castanhas sobre as folhas. pois estas espécies podem cruzar-se entre si. Os solos argilosos dificultam o crescimento da planta e retém muita umidade. • Hibridação: deve-se evitar plantios de funcho próximo aos do coentro. com estrias longitudinais. O fósforo e o potássio favorecem à produção de sementes. CLIMA Adapta-se aos mais diferentes climas. Quando o solo é bem preparado. • Pragas: é mais comum a ocorrência de pulgões que infestam as umbelas. É heliófita. pode-se semear diretamente em sulcos. predispondo ao enfolhamento excessivo. principalmente quando o verão é quente. Porém não suporta solos muito úmidos. semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. as quais tombam com facilidade. A planta cresce cerca de 1. flores e frutos. • Plantas invasoras: o funcho não suporta concorrência com outras plantas. dispende-se cerca de 8 a 10kg de sementes por hectare (163).

fenono. sais minerais.6%. oftálmicas (341). intervalos de 4 horas . por dia (283). carminativas e aperientes (445). anetoleno. em decocção ou na forma triturada em infusão com água quente (444) ou 3 a 10g (445). cansaço oftálmico (294). fosfórico. normalmente em dezembro. azia e olhos inflamados (128). fineno. duas horas antes das refeições . • Colheita: inicia aos 5 meses após o plantio. quando então encerra cerca de 11. antiespasmódicas (cólicas de crianças). estragol. A raiz contém ácido málico.para estimular a secreção do leite materno. Quanto maior o ponto de solidificação. estomáquicas. sementes. dipenteno. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas . • Decocção: . O teor de óleo essencial do fruto varia de 2. tônicas (257). pineno. diarréias fétidas (144). antieméticas. melhor é a qualidade do óleo (96). ⇒ 1 xícara das de cafezinho de frutos secos em ½ litro de água.0 a 6. anetol (60% do óleo). Rendimento: 700 a 1. matérias resinosas e pécticas (341). aleurona (283). contendo cerca de 50 a 60% de anetol (96). landreno (163). cerca de 11. foeniculina. Sementes. afecções das vias urinárias (215). felandreno. vitaminas A. andreno. óleo essencial. antidiarréicas. ⇒ 60 a 100g/litro de água. antidispépticas.000kg/ha de sementes. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). dores de hérnia (445). ⇒ 10g da semente em 1 litro de água.9µl de óleo essencial (44). dismenorréias. metil-chavicol.0%. folhas e raízes são expectorantes. lactogênicas. sucínico e tânico. 50 a 200ml/dia (341). INDICAÇÕES As sementes são indicadas para constipações estomacais e intestinais.9mg. ácidos málico. O maior acúmulo de óleo essencial. fencone. açúcar. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são diuréticas. B e C. FITOQUÍMICA O fruto contém óleo essencial. intervalos de ½ hora. O fruto cresce até o atingir o peso de 11. d-limoneno. emenagogas.como digestivo. ocorre quando o fruto ainda está verde. funchona. antidiarréicas e eméticas (271). impigem. folhas verdes e a cepa carnuda. • Produção de sementes: as sementes são colhidas quando adquirem coloração verdeamarelada e apresentam consistência dura. O óleo essencial solidifica-se entre 3 e 6 graus centígrados. cólicas (32). FORMAS DE USO • Geral: 3 a 6g de sementes por xícara de chá. mucilagem. A colheita dos frutos secos redunda em grande perda dos mesmos. estimulante (294). • Infusão: ⇒ 2. raízes cilíndricas axiais. PARTES UTILIZADAS Frutos. resolutiva (32).• Florescimento: primavera e verão.para flatulência.5%.

Tomar 1 xícara após as refeições. salames. a beira de estradas. frutas em calda biscoitos. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygalaceae. . O óleo essencial é usado na fabricação de licores. Coar e tomar 1 cálice antes de dormir (257). em valas. perfumes e cosméticos. • Vinho medicinal: macerar 30g de sementes por 10 dias em 1 litro de vinho. ⇒ ferver 15g de raiz em 1 litro de água. • Óleo volátil: 1 a 10 gotas • Alcoolato: 1 a 3ml/dia. Dar à criança nos intervalos do aleitamento (para cólicas). As sementes inteiras ou em pó são utilizadas em panificação. maçãs assadas. alecrim-de-santa-catarina. As sementes são utilizadas como aromatizante de peixe. a 3%. áreas abandonadas e planícies litorâneas. TOXICOLOGIA O uso de mais de 20g/litro pode ser convulsionante (257). doces. • Pó: 1 a 5g/dia.⇒ ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de sementes em 100ml de água. Tomar várias vezes ao dia. Ocorre de 0 a 2. GELOL NOME CIENTÍFICO Poligala paniculata L. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta é aromática e tem sabor picante e doce. arrozinho. balas. pastelaria e confeitaria. Sua ocorrência é pouco intensa. polígola. bengue. por 1 dias (diurético). azeitonas. SINONÍMIA Alcaçuz-de-santa-catarina. bolos. lingüiça. timutu-barba-de-são-pedro.000m de altitude (209). vassourinha. HABITAT Espécie autóctone que medra espontaneamente em campos nativos. barba-de-são-pedro. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. picles. • Tintura: 5 a 25ml/dia. • Óleo essencial: 1 a 3 gotas/dia (341). sopas. As folhas são utilizadas em saladas e como tempero de feijão branco. bromil. • Pó da semente: 1 a 4g. em infusão.

O fruto é uma cápsula loculicida oblonga. alternas. A planta é antiblenorrágica. expectorante e emético (242). INDICAÇÕES Útil para o tratamento de contusões e dores musculares (271).FITOLOGIA Planta herbácea. ramificado. antinevrálgica. principalmente em solos compactados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.2 a 0. dificultando a extração da planta a campo. GENGIBRE NOME CIENTÍFICO . estacas de ramos. Já foi reputada como eficaz como antiofídica (93). quando retiradas do solo. • Plantio: abril a maio. As folhas basais são verticiladas e as superiores. Caule subramoso.4m de altura. As flores são brancas ou róseas. As raízes. preta. preferindo temperaturas acima de 16. emética e diurética (271). exalam um forte aroma de salicilato de metila. Mudas obtidas a campo devem ser bem desenterradas. mudas obtidas a campo e. CLIMA É de clima subtropical. • Propagação: sementes. alongadas. O decôcto da parte aérea é diurético. terminais e axilares. Semear as mudas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. glabra e castanho-clara. ereta. pivotantes. Cresce até mesmo em solos ácidos. que cresce de 0. longo pendunculadas dispostas em rácimos simples.5oC. delgados. SOLO A planta cresce em quase todos os tipos de solo. É altamente tolerante à seca. anti-reumática. É heliófita. lineares ou lanceolado-lineares e curto pecioladas. principalmente os argilosos. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. São sésseis. PARTES UTILIZADAS Raízes. mais raramente.2 x 0. Sementes cilíndricas.2m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são aromáticas. pois o sistema radicular estabelece um forte vínculo com o solo. cilíndrico. • Florescimento: novembro a julho. revestida por pêlos. brilhante. que é efêmero ao ar livre.

estreitas.Zingiber officinale [Willd. • Amontoa: quando ocorrer afloramento ou exposição dos rizomas em formação. vermiculita ou outro material mais poroso. Transplanta-se a muda dois meses após o plantio dos rizomas.50 x 0. reptantes.3 a 1. gingibre. quando então as folhas senescem. As sementes são raras e quase sempre inférteis. com as extremidades algumas vezes guarnecidas de brotações meristemáticas. linear-lanceoladas. carnosas e cilíndricas. amarelecem e secam. glabras. O florescimento é um fenômeno raro. As mudas são preparadas em canteiros protegidos ou em caixas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. contendo sementes azuladas. mangarataia. Plantar os pedaços de rizoma distanciados 10cm entre si. CLIMA Prefere regiões de clima tropical.50m. irregularmente ramificados. HABITAT Espécie alóctone de origem sul-asiática (Malásia. Cada segmento de rizoma deve ter pelo menos um meristema ou "olho". amarelo-esverdeadas. A textura é quebradiça. mangaratá. lábio púrpura com manchas amarelas. porém foi introduzida e aclimatada em muitos países tropicais. sendo que externamente é mais fibrosa. Índia e China). medindo 20 a 25cm de comprimento por 1 a 2cm de largura. com brácteas persistentes. • Colheita: 8 a 9 meses após o plantio. FITOLOGIA Planta herbácea. A superfície do rizoma é esverdeada-creme. rizomatosa. rugosa com vários anéis castanho-claro. de preferência arenosos ou areno-siltosos. mangaratiá. deve-se cobri-los com solo para evitar-se o ressecamento e a perda de princípios ativos. carnosos. com três lóculos. medindo 0.0m de altura. . As folhas são dísticas. Os rizomas são vigorosos. hermafroditas. ápex agudo. utilizando-se como substrato a areia. Fruto tipo capsular. O caule é foliáceo e ereto. As raízes são brancacentas. Flores zigomorfas. SINONÍMIA Gengivre. de folhagem anual e rizomas multianuais e raízes adventícias. subsésseis na bainha. • Plantio: agosto a setembro. guarnecida de escamas imbricadas. obtusas e invaginantes. onde é cultivada. irregulares. É heliófita. magaratáia. articulados. • Propagação: segmentos de rizomas.] Roscoe FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. SOLO Seco e bem drenado. Inflorescência em espiga terminal elipsóide.

tônica. antinevrálgica (271). adoçada com mel (tosse. asma. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 9g/dia diarréia (445). anticancerígena. Fazer fricções tópicas (reumatismo). sialogoga. ciática. • Decocção: ⇒ ferver 50g do rizoma em 1 litro de água. citral. • Pó: para vômitos. antiálgica. náusea. dispepsia atônica. antitrombótica. antiemética (445). citrol (145) e carboidratos (9). nevralgias e hemorróidas). anti-hemorrágica. zingibereno (bactericida). canfeno. desinfetante (294). catarros crônicos (93) e halitose. náuseas. estomática. edemas artríticos e reumáticos. antigripal (215). asma brônquica. enjôo. excitante. vitaminizante (68). antibiótica. sulforafane (anticancerígeno). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É expectorante. antidiarréica. odontálgica. anti-reumática (ação externa). beribéri. béquica (145). Coar a aplicar topicamente em ferimentos e cortes TOXICOLOGIA . aperiente. traumatismo. estimulante gastrintestinal (257) e cerebral. carminativa. revulsiva. INDICAÇÕES Indicada para resfriados (445). paralisia. antiulcerativa. resina. • Suco: moer e extrair o suco de um rizoma. β-felandreno. • Tintura: 100g do rizoma moído em 0.• Produtividade: 20t/ha de rizomas frescos (96). antioxidante. broncorréia pulmonar. antiinflamatória. PARTES UTILIZADAS Rizomas. ⇒ ferver 1 colher das de chá do rizoma triturado em 1 xícara das de chá de água. cólera morbus. antisséptica (128).5 litro de álcool. zingerona. cineol (257).um pedaço (rouquidão. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. amigdalite (68). rouquidão (257). bronquite e cólicas) (145). β-bisaboleno. • Rizoma fresco: mascar . afrodisíaca (93) e antiasmática (9). FITOQUÍMICA Gingerol. • Cataplasma: moer ou ralar um pedaço do rizoma e aplicar num pano sobre o local afetado (reumatismo e traumatismos na coluna vertebral e articulações. dores estomacais e ânsia de vômito). sialogoga. antidepressiva. eupéptica. • Xarope: misturar o rizoma ralado com um xarope de mel (257). Tomar 4 xícaras das de chá ao dia. cólicas do estômago e intestino (145).

aguarapondá. FITOLOGIA Planta subarbustiva. áreas ruderais e na vegetação de restinga do litoral. contendo 1 semente com tegumento membranáceo. vassourinha-de-botão. estimula à postura de ovos (93). sésseis. gervão-legítimo. urgebão. bolos e bolachas. ovado-agudas. GERVÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Stachytarpheta jamaicensis [L.] Vahl. Fabricação de bebidas (gengibeer. corola 5-simpétalas. composto por dois carcerulídeos castanho-claros ou escuro. gerbão. AGROLOGIA . Espigas terminais de 20 a 30cm de comprimento. urgervão. Preparo do quentão. uregão. Atinge até 1. crenadas. ervão. Utilizada na ração de aves. orgibão. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Chips para halitose (para mascar). Fruto artrocarpáceo. dicótoma. SINONÍMIA Aguará-podá. esbranquiçado.O uso externo indevido e/ou abusivo pode provocar queimaduras. As folhas são opostas. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastagens. discretamente tomentosos. As flores são azuladas. de caule e ramos angulosos. pé-de-moleque e cocada nordestina. gervão-azul. chá-do-brasil. perene. CLIMA É de clima tropical a subtropical. rinchão. quadrangulares e pubescentes. com bom teor de matéria orgânica e bem drenados. medindo cerca de 6 a 7cm de comprimento e 3cm de largura. O pó é usado como condimento no preparo de biscoitos. verbena-azul. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. verbena. conhaque). gervão. matas de altitude. gervãofolha-de-verônica. SOLO Prefere solos arenosos.20m de altura.

• Propagação: sementes. hispidulina. antiartrítica. amebíase. anti-hemorroidária. antipirética. em sulcos. antidiarréica. vermífuga. detersiva. ou em bandejas de isopor. γ-aminobutírico. FORMAS DE USO • Infusão: 20g de folhas em 1 litro de água. antioxidante. antiespasmódica (179). Tomam-se 3 a 4 xícaras ao dia (32). hepatite (68). O efeito antipirético da planta foi constatado com o decréscimo de até 8. tônica eupéptica. tafetalina. sedante. geraniol. . antiinflamatória. • Colheita: outubro a março. embora possam ser utilizadas estacas da planta matriz. ácidos clorogênico. eczema. hentriacontano. ramosa e uniforme em sua arquitetura. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. prisão-de-ventre. αespinasterol. inibidora da secreção gástrica. antiasmática. INDICAÇÕES Indicada para doenças crônicas do fígado.5m. indutora da motilidade intestinal (405). rouquidão. béquica. citral. distúrbios nervosos. sudorífica (63). machucaduras. • Plantio: março a abril. Na República Dominiicana foi verificada a presença de ácido cianídrico nas folhas (93). diurética. contusões. ipolamida. úlceras (93). verbenalina. bronquite (9). contendo substrato organo-mineral. erisipela. apud 179). cefaléias e vitiligo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. FITOQUÍMICA Verbascosídeo (63). afecções renais e gástricas. inchaço do baço. tumores. estimulante das funções gastrointestinais (32). dextrina e ácido salicílico (9). antibacteriana. cerca-viva ou separação de culturas. resfriado (32). Ndotriacontano. debilidade orgânica. N-nonacosano. Extratos alcoólicos apresentam atividade sedante ou ataxia. laxante (68). furúnculos (215). cicatrizante (raiz). febrífuga. cafêico e ursólico.0 x 0. nas doses de 100 a 1000mg/kg. hipnose ou perda de reflexo da postura. emenagoga. Nas doses de 700 a 1000mg/kg se observa a anestesia. feridas. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. como sebe. • Espaçamento: 1. em íleo de cobaias. anti-reumática. a beira de caminhos. pode ser utilizada em áreas muito acidentadas e erodíveis. fridelina. vulnerária. anticatarral (9) e antilítica (271).• Ambiente: por ser planta muito rústica. via intraperitonial e atividade vasodilatadora em ratas. dopamina. N-pentriacontano. antiemética. anti-hepatotóxica. FARMACOLOGIA Os extratos aquosos das folhas e ramos frescos apresentam atividade espasmogênica in vitro. estarquitafina. anti-hipertensiva.4oC na temperatura retal (Rodrígues. escutelareína (179). ip. hepática (raízes). antidisentérica.

capoeiras. glabro. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. ramificada. pioneira. Inflorescências axilares. orindiba. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 3. profundos. com flores amareladas. em cachos pequenos. FITOLOGIA Planta perene. ricos em matéria orgânica. • O decôcto das folhas apresenta propriedades inseticidas (68). orindiuva. curindiba. com tronco de 20 a 35cm de diâmetro. acuminada. taleira. . orinduíba.5m. de caule estriado e marrom-escuro. • Suco: cicatrizante externo (68). Fruto tipo baga. ereta. pau-de-pólvora. quando maturo. periquiteira. SOLO Prefere solos porosos. liso. contusas (contusões. sagitada. coatiudiba. É heliófita. OUTRAS PROPRIEDADES • O chá das folhas tem sabor semelhante ao chá-da-índia. ovóide. medindo cerca de 8 a 10cm de comprimento 3 a 4cm de largura.• Cataplasma: usam-se as folhas e as raízes frescas. beirada de matas. ásperas. A planta cresce de 3 a 10m de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Ulmaceae. crindiúva. verde quando imaturo e alaranjado-claro. borda serreada.) Blume. arbórea. SINONÍMIA Candiúba. perenifólia ou semidecídua. Folhas curto-pecioladas. machucaduras e feridas). coatidiba. de base arredondada. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. pastagens e áreas ruderais. gurindiba. em subosques. que medra na floresta pluvial Atlântica. GRANDIÚVA NOME CIENTÍFICO Trema micrantha (L. nervuras salientes. orindeúva.

varre-forno. marmelada-vermellha. pitumba-de-folha-miúda. pau-de-lagarto. cafezeiro-do-mato. pombeiro. quacitunga. guassatonga. pióia. guaçatunga-branca. As sementes são postas a germinar em areia sempre umedecida. caimbim. vassitonga. gaimbim. pioia. gaibim. além de ser aproveitável para carvão e lenha (241). erva-de-guaçatunga-falsa. • Plantio: agosto a outubro. as plântulas são repicadas para saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. FAMÍLIA BOTÂNICA Flacourtiaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira é utilizada para a fabricação de pólvora.000 unidades (241). língua-delagarto. SINONÍMIA Apiá-açonoçú. pau-debugre. estralador. cambroé. carvalhinho. ervade-pontada. língua-de-tiú. guaçatunga-falsa. anti-sifilíticas e anti-reumáticas (242). fruta-de-saíra. cafezeiro-bravo. baga-de-pomba. var. cafezinho-do-mato. café-de-fraile. • As flores são melíferas. guaçatunga. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 135. erva-de-pontada. . vassatunga. PARTES UTILIZADAS Folhas. chá-de-frade. saritã. A germinação das sementes demora de 4 a 6 meses (241). petumba. A frutificação ocorre de março a maio. As mudas são transplantadas quando atingirem 20 a 25cm de altura. marmelinho-do-campo. estimulando a produção de leite (344) GUAÇATONGA NOME CIENTÍFICO Casearia sylvestris Swartz. chá-de-são-gonçalinho. café-bravo. erva-da-pontada. • As folhas são ótimas forrageiras. guaçutonga. guaçutunga. guaçatunga-preta. • Florescimento: novembro a fevereiro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. caroba. vacatunga.• Propagação: sementes. erva-de-lagarto. paratudo. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. sylvestris. bugre-branco. chá-de-bugre. café-do-diabo. uassatonga. Após a germinação. erva-de-bugre.

mas pode chegar até 20m de altura por 0. Os frutos amadurecem em setembro até dezembro. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 84. exalando um forte aroma. pequena (cerca de 3mm de diâmetro). inequiláteras. ocorre entre 20 a 30 dias (241). • Colheita: inicia ao final do segundo ano de cultivo. além de saponinas. estreitas e arredondadas na base com até 14cm de comprimento e 5cm de largura. Os ramos novos tem folhas com nervuras ferrugíneo-pubescentes e os adultos glabras. serreado-denteadas ou subinteiras. FITOLOGIA Planta arbórea perene que cresce em média de 2 a 6m de altura. CLIMA É de clima tipicamente tropical. lanceoladas até ovadas ou elípticas. que habita as beiradas de Mata Atlântica. densa e minusculamente pelúcido-glanduloso-punctatas. • Plantio: março. • Florescimento: julho a novembro.000 unidades.HABITAT Espécie autóctone. antocianosídeo . Cresce preferencialmente na floresta pluvial da Encosta Atlântica. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Tem a casca cinéreo-pardacenta. capoeiras e em capões. normalmente consorciada a cipós. pioneira. contendo 2 a 6 sementes em arilo lanoso. cujo poder germinativo é baixo.4m de diâmetro na base (213). rugosa e com pequenas fendas quase superficiais (lenticelas). resina. flavonóides (179). • Propagação: sementes e estacas de ramos. alcalóides.000m (213). pecioladas. tanino. óleo essencial (2. porém adapta-se até mesmo em solos secos e pobres. agudas até longo-acuminadas no ápice. glabra. amarelo e comestível. encostas suaves e até pedregosas. em áreas úmidas. vermelha quando madura. SOLO Prefere solo do tipo calcário e ricos em húmus. FITOQUÍMICA As folhas contém diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R). O fruto é uma cápsula ovóide-globosa. Umbelas axilares sésseis. PARTES UTILIZADAS Folhas. heliófita ou esciófita (213). que apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico (391). As flores são pequenas e esverdeadas. É encontrada em altitudes de até 2. de curta viabilidade (241). A emergência das sementes. persistentes. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. várzeas.5%) (350). Apresenta 5 a 8 nervuras laterais. cascas e raízes. alternas. seletiva higrófita.

. antiobésica. biciclogermacreno. germacreno-D. diarréias. • Extrato fluido: 2 a 10ml/dia. • Tintura: 10 a 50ml/dia. inflamações.5mg/kg. hemostática. β-cariofileno. Esfriar e aplicar com algodão sobre o ferimento. • Compressa: ferver durante 10 minutos 30g de folhas de guaçatonga com 10g de folhas de confrei em 1 litro de água. estimulante da circulação. antiobésica.(145). febre. antipirética (183). 50 a 200ml/dia (341). antimicrobiana. sífilis (32) e aids (imunoestimulante). diurética. anestésica tópica em lesões da pele (Panizzate e Silva. contra o sarcoma 180 (191). anti-reumática. antidiarréica (93). ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta ainda atividade antibacteriana contra Bacillus subtilis (83. afrodisíaca. fungicida (128). na dose de 57. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta é depurativa. Tomar 2 xícaras por dia da infusão para úlceras e problemas digestivos. espinhas). α-copaeno. antiartrítica (341). FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. paralisia (169). β e ∆-elemeno. prurido (145).p. FARMACOLOGIA O extrato etanólico das folhas apresenta atividade antitumoral em ratos na dose de 100mg/kg i. eupéptica. A tintura e o óleo essencial das folhas demonstram atividade cicatrizante em ratas (Scavone. A infusão da raiz e folhas é usada como depurativa. aftas. ∆ e δ-cadineno e espatulenol (291). xarope e vinho: 20 a 100ml/dia (341). • Elixir. sapinho (128). A casca é utilizada para febres perniciosas e inflamatórias. O óleo da planta combate as lombrigas (233). dores do peito e do corpo (391). 407). INDICAÇÕES Usada no tratamento de doenças de pele. eczema. úlceras dérmicas (151). O extrato aquoso da planta apresenta atividade frente ao veneno de Bothrops jararaca e o óleo essencial teve um efeito inibidor dos processos induzidos pelo veneno de Bothrops alternatus (350). cicatrizante (barba. reumatismo. vulnerária. sarna. O extrato etanólico a 70% das folhas secas demonstra atividade antiulcerosa em ratas. cardiotônica. anti-herpética (145) antiulcerogênica. picada de insetos. anti-sifilítica e antiespasmódica (169). via intragástrica e uma inibição da atividade secretora gástrica (37). anti-sifilítica (215). calmante e diaforética. Os criadores de gado utilizam as folhas para a expulsão da placenta pós-parto (31). hidropisia. cardiotônica (271). apud 179). antisséptica. antiofídica (350). inchaço das pernas (215). apud 179). úlceras estomacais (294). ⇒ 10g de folhas frescas ou secas em 200ml de água quente. α-humuleno. anticolesterolêmica. Coar e aplicar compressas sobre eczemas (145). herpes. picadas de cobra (externamente).

A inflorescência é do tipo panícula tirsóide que alcança 30cm de comprimento. guaco-verdadeiro. podendo ser utilizada na construção civil. guaco-de-cheiro. providas de contorno oval. em torno. e o pecíolo 3 a 7cm de comprimento. • O óleo essencial apresenta coloração amarelo citrino. cipó-catinga. orla de matas. sendo a margem dos lobos lisa. tábuas para assoalho. de ápice acuminado e base arredondada ou subcordiforme. erva-cobre. micânia. guaco-liso. Coar e aplicar topicamente (picada de insetos). lineares ou brácteas liguladas. erva-de-cobra. glabras. capoeiras. tacos. de ramos lenhosos. aromáticas.• Alcolatura: macerar por 5 dias 20g de folhas em ½ copo de álcool neutro. FITOLOGIA Planta subarbustiva. castanhos e glabros. guape. cipó-sucuriju. em várzeas sujeitas à inundação e à beira dos rios. apud 179). odor semelhante ao cedro e é amargo. opostas. OUTRAS PROPRIEDADES • O tronco fornece madeira útil para marcenaria e carpintaria.925 (291). Sua densidade é de 0. É encontrada desde 50 a 500m de altitude (57). membranáceas à coriáceas. trepadeira. estriados. As bractéolas são uninerves. são aquinquinervadas na base. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul que cresce espontaneamente em matas primárias. terrenos de aluvião. trilobadas. Corola infundibuliforme provido de 5 lacíneas triangulares. lenha e carvão (241). coração-de-jesus. cilíndricos. uaco. O papus é composto de 30 cerdas variando de amarelo-palha a . FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. guaco-trepador. O preparado deve ser mantido em locais frescos e em frascos escuros (128). ciliadas e de ápice agudo e oblongo. O limbo mede 8 a 15cm de comprimento por 6 a 9cm de largura. capoeirões. As folhas são pecioladas. perene. de cor verde intenso. GUACO NOME CIENTÍFICO Mikania glomerata Sprengel. TOXICOLOGIA Os extratos aquosos das folhas demonstram atividade sobre a musculatura lisa uterina de ratas podem explicar a sua ação abortiva. A DL50 em ratos foi estimada em 1792g do extrato seco/kg (Amarante e Silva. SINONÍMIA Cipó-caatinga. arqueadas.

250g de superfosfato simples e 20g de cloreto de potássio produzem seis vezes mais biomassa que plantas não adubadas (324). É esciófita.2m de altura. CLIMA Espécie de clima tropical e subtropical. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Estacas mais herbáceas (ponteiras) devem ser hidratadas previamente por 1 hora (114). As mudas são tranplantadas quando atingem cerca de 30cm de altura. • Propagação: é feita por estacas do caule e ramos. pentangular. • Adubação: responde bem à adubação orgânica. as sementes devem ser armazenadas em câmara fria ou geladeira. mantê-las em sombrite 50 ou 30%. Depois de eliminadas todos os resíduos florais. normalmente no inverno até a primavera. . Plantas adubadas com 60g de sulfato de amônia. A estaca deve ter 5 gemas e 1 par de folhas (322). enquanto que à plena luz as folhas são luzidias e de coloração verde-limão. as folhas remanescentes devem ser cortadas transversalmente com tesoura. Não pode ocorrer material estranho na amostra (96). para facilitar a colheita e para obtenção de matéria prima saudável e limpa. • Plantio: ano todo. • Pragas: as mudas novas recém plantadas a campo são muito sensíveis ao ataque de vaquinha ou patriota (Diabrotica spp. As folhas não podem apresentar manchas. Solos compactados ou mal drenados retardam o crescimento. Para que haja um melhor enraizamento das estacas. a planta exibe coloração verde-escura e fosca. Posteriormente. • Doenças: podem ocorrer manchas cinzas com halos arroxeados nas folhas. • Aclimatação: as estacas devem ser protegidas com sombrite 70% até a brotação vigorosa. Fruto tipo aquênio. • Colheita: feita ao final do inverno.5 x 1. Obtém-se em média 3t/ha de material seco. com 1.rosada. • Florescimento: esporádico. • Produção de sementes: os aquênios devem ser colhidos antes do secamento completo da panícula. PARTES UTILIZADAS Folhas ou planta florida frescas ou secas. • Substrato: enraizar em substrato à base de húmus de minhoca e vermiculita. iniciando 16 meses após o plantio. Quando cultivada à sombra. • Padrão comercial: comercializam-se folhas com ramos finos e inflorescência nova. piloso ou levemente glabro. medindo 3mm de comprimento. O peso dos ramos não deve exceder ao das folhas. para que não ocorra dispersão das sementes. SOLO Prefere solos areno-argilosos e úmidos. causadas por fungos. • Tutoramento: o cultivo exige tutoramento vertical em espaldeiras de arame.).0m.

artrite (145) e albuminúria (215). FARMACOLOGIA Não se constatou nenhuma atividade diurética e hipotensora. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes aos dia (problemas respiratórios). vômitos e diarréia. ⇒ crises de tosse. hipotensora . INDICAÇÕES Indicada para a gota. quando o uso é abusivo (258). febrífuga. expectorante. rouquidão. compostos sesquiterpênicos e diterpênicos. calmante (215). emoliente.quando se usam as folhas frescas. ácidos entkaur-16-eno-19-óico e namoilgrandiflórico. juntar 150 a 200g de açúcar ou rapadura e dissolver. TOXICOLOGIA Pode causar taquicardia. guacosídeo (257). adicionar folhas de poejo e gengibre ralada (1 colher de chá). porém quando secas. saponina. 128). Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. ⇒ picada de cobra: tomar várias vezes ao dia (145). diurética. antiasmática (258). Após. Para as crianças. embora seu efeito broncodilatador tenha sido confirmado (346). cicatrizante (257).FITOQUÍMICA Cumarinas (324). asma e bronquite: fazer o decôcto de 15 a 20 folhas de guaco em 100ml de água. ácido cinamoilgrandiflórico. anti-reumática (271). picadas de inseto. apud 169). anti-reumática. eugenol e esteróis (145). peitoral (Dias da Rocha. resina. ou na forma de extrato alcoólico ou decocto. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas verdes são quase inodoras. É desaconselhável para crianças com idade inferior a 1 ano e mulheres em menstruação (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Broncodilatadora (260). • Xarope ⇒ tosses em geral: 4 xícaras das de cafezinho de sumo de folhas frescas em ½ litro de xarope. tosse rebelde. tanino. antigripal e antiofídica (215. coqueluche. ⇒ reumatismo: fazer fricções sobre áreas doloridas. • Suco: 2 folhas frescas batidas com água (1 copo) em liqüidificador. antiespasmódica (324). antisséptica das vias respiratórias. tem forte olor balsâmico. (346). sudorífica. reduzir a dose à metade (258). estigmasterol. antiinflamatória. cobrir e deixar esfriar. devido à cumarina (238) FORMAS DE USO • Infusão: adicionar 2 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas a 1/2 litro de água. Tomar 1 colher das de sopa a cada 4 ou 6 horas (257). estigmast-22-en-3-ol (308). antinevrálgica. . cineol. flavonóides. tônica. borneol. béquica (179). O guaco apresenta atividade relaxante sobre a musculatura lisa respiratória de cobaias.

perene. em delgadas espigas bracteadas terminais. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. com característico odor de alho. clareiras e áreas ruderais do sul do Brasil. erva-pipi. alternas. O enraizamento das estacas é demorado e com baixo índice de pegamento. Cresce subespontaneamente em potreiros. As flores são sésseis. inteiras. sublenhosa quando adulta. pipi. Apresenta odor forte que lembra alho. erva-de-guiné. elípticas. guiné. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. guiné-tipi. porém deve ser fresco e drenado. delgada. • Propagação: sementes e estacas. Folhas curtamente pecioladas. caá. . com 6-8mm de comprimento. compridos. erva-de-pipi. SOLO Adapta-se a quase todo tipo de solo. erva-tipi. FITOLOGIA Planta subarbustiva. HABITAT Espécie autóctone. cuneiforme. SINONÍMIA Amansa-senhor. membranosas.40m. ereta. É esciófita. jardins. originária das matas da América tropical. cerca de 1m de altura. atipim. tipi-verdadeiro. GUINÉ NOME CIENTÍFICO Petiveria alliacea L. alvo-verdolengas.• A planta é melífera • É utilizada contra picada de insetos e cobras (257).8 x 0. oblongas ou obovais. CLIMA A planta é de clima tropical e subtropical. de ramos delgados. estreitadas na base. Fruto capsular. tipi. agudas ou acuminadas no ápice. quase eretos ou ascendentes. pequenas. mucura-caá. com 4 a 8cm de comprimento e 3-4cm de largura. raiz-de-guiné. escassamente pubescentes ou glabras. quando nova. pequeno.

fridelino e ácido benzóico (116). na primavera. difeniltrisulfeto. As mudas são transplantadas quando atingem cerca de 20cm de altura ou 6 a 8 folhas definitivas. odontálgica. impotência (130). aos 30 e 90 dias após o plantio. acetato de isoarborinol. via intragástrica em ratos. pinitol.p. acetato de isoarborinol. cólera. FARMACOLOGIA Anticonvulsionante e analgésica (130). álcool docosílico. Alcalóides: alantoína. trans-stilbeno. anticárie.5-difenil 1. lactona sesquiterpênica. nonadecanóico. desinfetante. falta de memória (215). sudorífica. lupenona (8). abortifaciente.9-cumarinas. 0. ácidos urônicos. É preventiva da cárie dental (130). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticoagulante. afecções da pele (uso externo). dores reumáticas e de cabeça (373). O princípio tóxico é conhecido como petiverina (179). oftálmica (215). O extrato aquoso de folhas atua como estimulante uterino débil em ratas. oléico. terpenóides (isoarborinol. antiartrítica. tritiolano e cumarinas (379). antitumoral. compostos de enxofre: 2-hidroxi-5-etil-trisulfeto de benzilo. distúrbios pulmonares. A semente contém isotiocianatos voláteis. Anualmente reaplicar adubação nitrogenada em cobertura. paralisia. antissinusítica (303) estimulante (32). 3. FITOQUÍMICA Triterpenos: isoarborinol.2. na dose de 10g/planta. antireumática. INDICAÇÕES É indicada para cistite. na dose de 1g/kg. diurética. (130). emenagoga.4-tritiolan. lipídeos: ácidos linoléico. vermífuga. trisulfeto de benzilo. cinamato de isoarborinol. trans N-4-metilprolina. PARTES UTILIZADAS Raízes (mais comum) e folhas (tumores). β-sitosterol. na dose de 33ml/litro (134). palmítico. macrólido (antitumoral). N-metil-4-metoxi-trans-prolina. • Colheita: inicia a partir dos 10 meses após o plantio. Adubar com nitrato de cálcio. oncolítica (179). antiasmática. Não se constatou efeito . resfriado. vários tipos de câncer (179). anticancerígena. no inverno. tritiolaniacina. antiespasmódica. afrodisíaca. alantoína. piorréia.• Adubação: incorporar 1kg/cova de cama de aviário. inflamações da boca e garganta e gengivite (257). depurativa. demonstra uma fraca atividade analgésica em teste de contorção com ácido acético (119). analgésica. antimicrobiana e antiinflamatória (128).5ml/cobaia demonstra atividade estimulante de fagocitose (113). antigripal. i. lignocérico e esteárico. antivenérea. antiofídica. pinitol e βsisterol. cinamato de isoarborinol). polifenóis e taninos (382). A fração não saponificável. anti-histérica. • Plantio: maio e outubro. O extrato etanólico (50%) de folhas frescas. saponinas. benzilhidroxietiltrisulfitos. dismenorréia. Esteróides. doenças do útero. sudorífica. antineoplásica. A raiz contém 1. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. anticonvulsionante.

incorporado na vaselina suave. Fazendo-se um palito da raiz. não se constatou atividade anticândida e sim contra Epidermophyton floccosum. A infusão das folhas não foi ativa contra o protozoário Trichomonas vaginalis.1mg) (41. • Inalações: utiliza-se a raiz (303). aplica-se topicamente em áreas odontálgicas (32). observando-se um incremento de 69 a 78% da coagulação anormal de sangue e transminase glutamato-piruvato (305). e as contorções induzidas por ácido acético. O macerado hidroalcoólico das folhas não inibe o crescimento de bactérias que causam infecções na pele. Staphylococcus aureus (CIM: 6. Coar e usar em massagens tópicas (dores reumáticas) (128). Escherichia coli (CIM: 50mg) e Candida albicans (CIM: 3. estimula a atividade fagocítica e não possui atividade antitumoral (348). principalmente devido a presença de tiofenos (336). FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ 1 pedaço de raiz com 2 folhas para 1 ½ xícara das de chá. Tomar um copo pela manhã. A atividade estimulante do sistema reticoendotelial e antimicrobiana está associada ao benzil-2-hidroxietilsulfeto . na dose de 6. ⇒ Câncer: 30g/litro. 306). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico (50%) demonstra atividade antibacteriana contra vários microorganismos Gram negativos e atividade antimicótica contra vários patógenos de plantas. Coar. . Musca domestica e mosquitos) e atividade repelente de traça da roupa (174. Tomar 3 xícaras ao dias (8). na dose de 10g/kg. não causou qualquer tipo de irritação à pele (158).. Usar em bochechos e gargarejos (257). O extrato metanólico da raiz apresenta atividade profilática e terapêutica no tratamento de doenças hepáticas em ratas. • Compressa: folhas contusas aplicadas topicamente sobre cefalalgias e reumatismo. O óleo essencial das folhas demonstrou atividade supressora da alimentação na fase larvária de alguns insetos fitopatógenos (Attagenus piceus). • Alcolatura: macerar por 3 dias 4 colheres das de sopa de raiz em pó em 2 xícaras das de chá de álcool. O extrato etanólico das raízes. via oral. inibindo o edema podal produzido por carragenina em ratas. O extrato alcoólico das folhas mostra atividade nematicida contra Meloidogyne spp. Mycobacterium tuberculosis e Candida albicans (411). trato digestivo (60) e infecções respiratórias (59).3mg). • Sumo: bater no liqüidificador 25 a 30 folhas com 1 litro de água fria.composto que apresenta atividade contra Bacillus subtilis (CIM: 3mg). carcinoma de Erlich e adenocarcinoma mamário (129). atividade inseticida contra insetos adultos (Cimex lectularius.antitumoral dos extratos etanólicos e aquosos das folhas secas em cobaias portadores de sarcoma 37 e 180. ao meio-dia e a noite. A via tópica foi mais pronunciada que a oral. O tratamento é indicado para o câncer (154). utilizando o decôcto das folhas (59). 348).25g/kg. Induz a contração da musculatura lisa. O decôcto das folhas apresenta atividade antiinflamatória e analgésica. administrado topicamente ou oralmente em cobaias demonstrou um efeito inibidor de dermatites induzidas por óleo de cróton e em granuloma induzido por pelet de algodão. O extrato aquoso de folhas mostrou-se efetivo contra Epidermophyton floccosum. in vitro (282). Não obstante. mucosas (58). na dose de 200mg/kg. O extrato cru.

Animais que consomem diariamente folhas da planta tornam-se débeis. As flores são alvas. Os efeitos produzidos pela ingestão de Petiveria alliacea em ovinos (caquexia muscular distrófica) são similares aos sintomas de intoxicação com pesticidas organofosforados. FITOLOGIA Planta herbácea perene de porte rasteiro-ascendente. hortelã-de-tempero. HORTELÃ-BRANCA NOME CIENTÍFICO Mentha rotundifolia L. hortelã-de-horta. aumento dos níveis de transminases e nitrogênio urêico. com as folhas fortemente enrugadas. HABITAT Espécie alóctone. em cobaias foi de 1637mg/kg (298) e via intraperitonial é de 1. 348) e tóxica ao gado. hortelã-de-cheiro.TOXICOLOGIA A planta é abortiva (124. hortelã-cultivada. Não foi verificada ação genotóxica do decôcto em células reprodutivas de cobaia macho e nem a morte dos animais com a dose única. SINONÍMIA Erva-boa. perda de peso. arredondadas. hortelã-de-panela. com ataxia dos membros posteriores. originária da Europa. mentrasto. ou Mentha suaveolens. hortelãda-horta.p. hortelã-chinesa. desidratação. poejo. hortelã-das-hortas. afasia e até a morte (93). dilatação cardíaca e lesões renais. de 10g/kg (348). doses abusivas podem resultar em imbecilidade. hortelã-de-cavalo. crenadas ou denteadas. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é usada como inseticida e repelente de insetos (179). hortelã-do-brasil. hortelã-de-leite. hortelã-de-folha-miúda. hortelã-pimenta-rasteira. hortelã-miúda. carbamatos e alguns organoclorados.7g/kg. A necropsia dos animais mostrou atrofia muscular com fragmentação e hialinização de fibras. via oral. braquicardia. dispostas em espigas verticiladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. menta-maçã. hortelã-de-folha-redonda. O leite produzido pelas vacas que ingerem a folha adquire sabor de alho (47). hortelã-cheirosa. hortelã-comum. CLIMA . hortelãrasteira. A DL50 de um extrato i. pubescentes. As folhas tem aroma suave que lembra maçã.

estimulante. Tolera altas temperaturas. corre-se o risco de utilizarse sementes oriundas de polinizações clandestinas oriundas de outras espécies de hortelãs. • Florescimento: dezembro e janeiro. • Irrigação: proceder periodicamente. adapta-se bem à regiões subtropicais com precipitação de 1. 30 dias após o plantio. 15g de nitrogênio/m2. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo.Embora seja de clima temperado. Suporta baixas temperaturas. SOLO Leve e poroso. • Rendimento: 2 a 3 cortes por ano ou cerca de 4t/ha de planta fresca (96). • Renovação da cultura: é feita a cada 3 a 4 anos. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. Além disso. pois a planta é exigente em umidade no solo. tônica.000mm ao ano.3m.059 a 0. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas e verdes. 290kg de potássio. 130kg de cálcio e 17kg de magnésio. a produção de sementes é desuniforme e reduzida. • Adubação: aplicar no plantio 4 a 5kg de estrume de gado ou composto.4 x 0. Repetir a adubação a cada corte. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. vermífuga. • Plantio: março a maio. fértil e com bom teor de matéria orgânica. • Plantas invasoras: proceder a capinação até que a hortelã cubra o solo por inteiro. INDICAÇÕES . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). É heliófita. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. desde que não ocorra estresse hídrico. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). • Colheita de sementes: Embora a planta floresça e produza sementes no sul do Brasil. bem distribuídas. mas não as geadas. para uma produção de 4t de matéria fresca (96). estacas radicantes e sementes. Aplicar. • Nutrição: a planta extrai por hectare cerca de 170kg de nitrogênio. calmante (215) e antiemética. FITOQUÍMICA O teor de óleos essenciais na planta fresca varia de 0. Temperaturas muito altas. 25kg de fósforo. aromática. associadas a pouca precipitação determinam menor teor de óleos essenciais (96). em canteiros.18% e o teor de mentol deve estar além de 50% (96).300 a 2. anti-reumática. • Propagação: divisão de rizomas.

FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. hortelã-de- HABITAT Espécie autóctone de origem mediterrânica-européia. dispostas em espigas terminais. hortelã-comum. vivaz. hortelã-rasteira. Folhas opostas. hortelã-das-hortas. FORMAS DE USO Infusão. é a que melhor se adaptou ao Brasil. no Brasil. Fruto tipo aquênio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Flores lilases ou azuladas. tempero. com 10cm de comprimento cada segmento. ramificado. refresco e salada. • Propagação: estaquia ou divisão de rizomas. úmidos. bem drenados. mentrasto e poejo. Cresce subespontaneamente em jardins e fundo de quintal. A planta pode ser considerada esciófita. verde-escuras e crespas. FITOLOGIA Planta herbácea. há necessidade de um fotoperíodo mínimo de 12 horas. hortelã-pimenta. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em temperaturas amenas. Para que ocorra o florescimento. Caule arroxeado. SOLO Prefere os solos aerados.Indicada para a prisão-de-ventre e feridas (215). serreadas.25m. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. areno-silicosos e ricos em matéria orgânica. em . ovallanceoladas. De todas as mentas. hortelã-da-horta. SINONÍMIA Hortelã-chinesa. rizomatosa.3 x 0. É também a mais popular e a mais bem aclimatada das mentas. HORTELÃ-COMUM NOME CIENTÍFICO Mentha x villosa Huds.

durante 5 dias (combate giárdias. flavonóides e heterosídeos da luteolina e apigenina (257). Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. Utilizar húmus de minhoca ou estrume animal. colagoga (258). expectorante. FORMAS DE USO • Antiparasitário com alho: amassar 3 a 4 folhas frescas de hortelã e 1 dente de alho. • Bala: separar 800g de açúcar. cálculos biliares. ácidos orgânicos. mentofurana. FARMACOLOGIA O óleo essencial apresenta atividade relaxante sobre o músculo intestinal (406). pois a planta é ávida por umidade no solo. tônica geral. bem curtido. pineno. não devendo se estender além de 15 dias. tremedeiras. Adubação: orgânica. 1/2 hora antes do café da manhã. icterícia. Colheita: inicia-se 2 a 3 meses após o plantio. tricomonicida (261). antiespasmódica. palpitação. vômitos. atonia digestiva. dismenorréia e odontalgias (32). PARTES UTILIZADAS Folhas. colerética. A colheita pode na primavera.• • • • • canteiros. PARTES UTILIZADAS Folhas. timpanite (especialmente de origem nervosa). Plantio: ano todo. 250ml de água filtrada e o sumo da hortelã. tampar. Adicionar o sumo (antiparasitária e expectorante). tricomoníase urogenital (406). amebicida. limoneno e cânfora. tanino. estomáquica. digestiva. anti-reumática e galactagoga (271). e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. na quantidade de 2 a 3kg/m2. cólica uterina. vermífuga (257). deixar esfriar e coar. Irrigação: deve ser periódica. amebas e lombrigas). Servir às crianças 1 vez ao dia. Colocar a água e o açúcar para ferver até atingir o ponto de bala. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). . estimulante. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo mentol. colocar numa xícara. Colhe-se quando cerca de 60 a 70% das plantas estiverem floridas. ansiolítica (406). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de diarréia sangüínea. giardicida. acrescentar água fervente. verão e outono. mentona. antisséptica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133).

HORTELÃ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. hortelã-brava. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. junto com as refeições. reunindo flores densamente aglomeradas de corola alva. Folhas verdeintensas. doces e bebidas. exceto como vermífugo). podendo ser anual. O caule é simples. com 30 a 60cm de altura. de base atenuada. por 5 a 10 dias (antiparasitárias). um pouco ramificado. com pubescência adpressa. margem serreada ou duplamente serreada. várzeas. Tomar 3 vezes ao dia. na forma de glomérulos globosos. FITOLOGIA Planta herbácea perene. opostas. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. pode resultar em insônia (258). Medra em regiões uliginosas marítimas do sul do Brasil.5cm de largura. principalmente à beira de canais. de limbo rômbico-lanceolado. escassa na parte inferior e notória na superior. em pares cruzados. por 7 dias. lagoas. • Pó: triturar folhas secas e peneirar. quadrangular. secas ou frescas. riachos.• Folhas in natura: ingerir 10 a 16 folhas por dia. Inflorescência axilar. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na alimentação como condimento • Na indústria obtém-se uma essência utilizada como aromatizante de perfumes. • Infusão: colocar 5 ou 10g de folhas picadas. pecíolo curto. AGROLOGIA . em 3 doses. bananais e pomares. Apresenta porte ereto quando novo a semi-prostrado quanto em reprodução. respectivamente. em 1 litro de água. revestida de glândulas que liberam óleo essencial aromático que lembra a hortelãlevante ou alevante. medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 2. Misturar 1 colher das de café do pó com mel. Tomar 1 xícara das de chá 3 vezes ao dia (uso interno. Metade da dose para as crianças (258). SINONÍMIA Fazendeiro. TOXICOLOGIA O uso prolongado ou a ingestão antes de dormir. em regiões de inverno rigoroso.

. Corola pequena e violácea. pubescentes ou tomentosas por cima e por baixo alvo-tomentosas. Não tolera solos ácidos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à hortelã-comum. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Colheita: 100 dias após o plantio. compactas ou com falhas na base. CLIMA É de clima temperado. • Propagação: segmentos de ramos radicantes ou sementes.3m. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo.5 x 0. SINONÍMIA Levante. HABITAT Embora a sinonímia popular atribua ser de origem brasileira. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. hortelã-da-amazônia. cilíndrico-cônicas. Cálice viloso-tomentoso. HORTELÃ-SILVESTRE NOME CIENTÍFICO Mentha sylvestris L. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. bem drenados. As folhas são sésseis ou quase sésseis.• Espaçamento: 0. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o início do cultivo. esbranquiçado. a planta é nativa da Europa. úmidos. porém adapta-se ao subtropical e até o tropical. em canteiros. • Plantio: outono e primavera. lanceoladas ou oblongas. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. alevante. Inflorescência em espiga terminal. ereto. FITOLOGIA Planta herbácea polianual de caule cotonoso. • Florescimento: fevereiro a março.

hortelã-das-hortas. ao final da primavera e início do verão. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae SINONÍMIA Hortelã-comum. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. segmentos dos ramos radicantes.6m x 0. Aspergillus oryzae e Serratia marcescens (407). • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. • Propagação: divisão de rizomas. exceção ao inverno. Eicherischia coli. no Cashimir (93). • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.AGROLOGIA • Espaçamento: 0.3m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica (93). ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta ação antibacteriana contra Bacillus subtilis. HORTELÃ-VERDE NOME CIENTÍFICO Mentha spicata L. hortelã-da-preta. Micrococcus luteus. • Plantio: ano todo. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. hortelã-de-leite. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. OUTRAS PROPRIEDADES • Usada também para aromatizar cerveja e como forragem. em canteiros. . ou em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. FITOQUÍMICA Mentol. fenol e pulegon (93). No inverno ocorre um declínio das folhas. que se tornam cloróticas e quase sem aroma. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). • Utilizada como forragem.

• Propagação: divisão de rizomas e estacas. originária da Europa. INDICAÇÕES Utilizada para a bronquite. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. OUTRAS PROPRIEDADES Juntamente com a Mentha piperita. desigualmente serrilhadas.4m. bracteiformes todas as próximas da inflorescência dispostas em verticilo irregular. FITOLOGIA Planta herbácea perene. a produção de sementes é insignificante e desuniforme. ácido oleanólico (120). • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. em canteiros. otalgias e dores de garganta (120). onde cresce como planta ruderal (93). Folhas subsésseis. gastralgias. • Plantas daninhas: o cultivo deve ser mantido completamente livre de inços. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. FITOQUÍMICA Linalol. • . cólica. stigmasterol. • Plantio: outono e primavera. béquica. em verticilos aproximados ou os do extremo inferior todos separados. Cálice áspero e glabro com dentes linear-subulados. calmante (257). Ilha da Madeira até o Cabo da Boa Esperança. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. é a principal fonte óleo essencial volátil utilizado pela indústria e laboratórios. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. antiasmática e antigripal (120). • Produção de sementes: embora ocorra o florescimento. • É utilizada no preparo culinário de quibe. pulegona e fenóis (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. glabras as do caule. sitosterol. aromática. da Inglaterra à Bulgária. de caule ereto. • Florescimento: dezembro. mentol.HABITAT Espécie alóctone. Inflorescência em espigas cilíndricas frouxas. Cachemir. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder a 8% (96). tétano. ovado-lanceoladas. um pouco mais longas. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. antiespasmódica.

hortelã-japonesa. japonesa. Apresentam um forte aroma de mentol. esparsamente tomentosas em ambas as faces. perene. com 3 a 7cm de comprimento por 1. ereto ou prostrado e radicante. Em regiões de fotoperíodo curto não há formação de sementes e quando ocorre. ovadas. rizomatosa. As folhas apresentam sabor pungente e causam sensação de frescor. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. ramificado. brancas ou lilases. As flores são pequenas. as margens são serradas. multifloro.20m (250. morros e áreas nitrófilas. A inflorescência é uma verticilo capitato-axilar. SOLO Desenvolve-se bem em solos arenosos a argilosos e férteis. Os rizomas são plantados diretamente a campo. de 5 . SINONÍMIA Hortelã-do-campo. hortelã-pimenta-do-japão. menta-canforada. • Propagação: via rizomas.5cm de largura. O caule é quadrangular. Desenvolve-se melhor à meia-sombra. cujo rebrote é intenso e rápido. FITOLOGIA Planta herbácea. compacto. mas cresce na forma selvagem nas montanhas da Europa Ocidental.0 a 2. hortelã-pimenta- HABITAT Planta alóctone originária do Japão. A reprodução por sementes é condicionada ao fotoperíodo. mas também podem ser segmentados em pedaços menores.000 plantas/ha). Rizoma rastejante. que cresce de 10 a 50cm em altura. Ocorre até 1. O fruto é uma pequena noz lisa e ovóide. base cuneada. pecioladas. Cresce espontaneamente em áreas aluviais. porém não tolera solos ácidos e encharcados. as sementes podem ser estéreis. menta. As folhas são opostas.000m de altitude. próxima a regatos. CLIMA Espécie de clima temperado quente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.20 x 0.HORTELÃ-VIQUE NOME CIENTÍFICO Mentha arvensis L.

Desenvolvimento: durante o inverno a parte aérea regride. colerética. quando a planta apresenta cerca de 0. FITOQUÍMICA A planta produz óleo essencial que contém L-mentol (65 a 68%). prurido. antiemética. durante a estação seca. dispepsia. Colheita: deve ser feita pouco antes ou até o pleno florescimento. Aplicar compressas e fazer massagens (257). TOXICOLOGIA Não deve ser usada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia (385). Plantio: abril a maio. rinite. Florescimento: dezembro a janeiro. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. Lmentona. que voltam a brotar na primavera. artralgia. resfriado. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. faringite. FORMAS DE USO • Geral: 12 a 20g por xícara. podendo definhar totalmente. exceto as raízes. irritação na pele e cefalalgia). tosse.5m de altura. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (antivomitivo). O teor de mentol pode variar de 50 a 70 % (257) ou 75 a 80% (93). Emplastros da folha verde e inalação são também utilizados (444) ou 3 a 6g por xícara (445). anestésica e analgésica tópica suave (1. Doença: pode ocorrer a ferrugem. restando apenas os rizomas.• • • • • • • a 7cm. descongestionante nasal (257). resolutiva. 444). A primeira colheita ocorre quatro meses após o plantio. Rendimento de óleo essencial: 130kg/ha (206). afecções da garganta. L-α-pineno. utilizada na forma de infusão ou decocção. antisséptica (260). coriza. L-limoneno. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da febre. • Tintura: 60g de folhas frescas em 100ml de álcool (para coceiras. conjuntivite. causada pelo fungo Puccinia menthae. para posteriormente serem transplantados como muda a campo. A cultura é renovada a cada 5 anos. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (91). antiespasmódica (445). e enraizados em substrato organo-mineral. revulsiva. após 50 a 60 dias. edema de beribéri. erupções do sarampo. produzindo luxuriante vegetação. • Infusão: 4 a 6g de folhas frescas por xícara das de chá. Podem ser feitos até 3 cortes por ano. inchaços. metil-acetato. perspirante. . dor-de-cabeça. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). cólicas e diarréia.

aromático. pecioladas. Devem ser enraizadas em vermiculita e dispostas sob sombrite 70% e irrigação por nebulização. Adubar a cada 4 meses com nitrato de cálcio. compactados e muito úmidos. longas. As inflorescências. quando disponíveis.Br. umuravumba. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As flores são numerosas.2 a 1. As sementes. É resistente ao frio. SOLO Prefere solos leves.0m. brancopubescente e espessas. 5g/planta. As estacas devem ser colhidas no início da primavera. recurvadas e dispostas acima da folhagem. ramificado.INCENSO NOME CIENTÍFICO Tetradenia riparia (Hochst. podendo chegar até 2m. SINONÍMIA Limonete. aerados e com um bom teor de matéria orgânica. pluma-de-névoa. originária da África do Sul. utilizando-se aquelas mais retilíneas. . são numerosas.) N. dentadas ou crenadas. HABITAT Espécie alóctone.6m de altura.E. • Propagação: sementes e estacas. FITOLOGIA Arbusto semi-herbáceo. • Plantio: outubro. CLIMA A planta é de clima subtropical e heliófita. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. com a espessura de um lápis. arenosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Não tolera solos ácidos. de 1.30 x 1. densas. pequenas. As folhas são largo-ovaladas. róseocreme e perfumadas. paniculadas. decíduo. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca e 100g/m2 de fosfato natural.

ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Zabrotes subfasciatus (Col. vermífuga.• Poda: os ramos baixeiros devem ser eliminados. cortinajaponesa. uvado-mato.. gastroenterite. Os ramos extirpados podem ser aproveitados como estacas-matrizes para novos plantios. dor de cabeça. cipó-da-china. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Pode ser utilizada em saches como repelentes de traças. • Florescimento: julho a agosto. cipó-puci. dores em geral (15). febrífuga (15). insulina-vegetal. antisséptica e estomáquica. moída e queimada. Repele ainda ácaros. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. antiblenorrágica. angina. HABITAT Espécie autóctone da Mata Atlântica e Equatorial. trips e mosca branca (15). SINONÍMIA Achite. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando é desidratada. tinta-dos-gentios. gorgulho que infesta o feijão (440). cipó-pucá. INDICAÇÕES Utilizada externamente para malária. caavurana-de-cunhan. abcessos dentais. vegetando próximo aos cursos de água. pois suas folhas sujam-se facilmente de solo. FAMÍLIA BOTÂNICA Vitaceae. analgésica. • Colheita: inicia um ano após o plantio. proeza-japonesa. afídeos. . anil-trepador. uva-brava. atua como odorizante de ambientes. INSULINA NOME CIENTÍFICO Cissus sicyoides L. Bruchidae). diabetil.

principalmente nas mudas em formação. • Nutrição: durante o inverno. disco em forma de copa. simples.FITOLOGIA Planta escandente perene. cálcio. taninos. negras. acuminadas ou mesmo arredondadas no ápice. As gavinhas são opostas às folhas e raízes. que cresce cerca de 6m de comprimento. • Tutoramento: devido ao hábito trepador. O enraizamento das estacas é muito rápido. agudas. é comum o surgimento de sintomas de deficiência de Fe. saponinas. açúcares. • Floração: outubro a fevereiro. antiinflamatória. esteróis. hipotensora. fósforo e potássio (9). iniciando a rizogênese já aos 3 dias. FITOQUÍMICA Esteróis. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Bagas subglobosas ou ovóides. • Propagação: estacas dos ramos. • Pragas: a planta é muito susceptível à Diabrotica spp. alcalóides. estomáquica e anti-hemorroidária (1). delfinidina. estendidas. Manter o substrato sempre úmido e drenado. manganês. anti-reumática. Pode ser também enraizada em areia. As sementes são solitárias. As folhas novas adquirem uma coloração clorótica generalizada. cianidina3-rhamnosil-arabinosídeo. • Plantio: primavera. dispostas em cimeiras corimbiformes. ovado-cordiformes. antidiabética (271). INDICAÇÕES . Aminoácidos. • Poda: devido ao grande vigor da planta. As folhas são pecioladas. lactonas sesquiterpênicas e luteolina. As mudas são transplantadas quando atingem um porte de 20 a 25cm de altura. silício. truncadas ou cordiforme na base. Flavonóides: cianidina. medindo de 4 a 12cm de comprimento por 3 a 9cm de largura. com 7 a 10mm de diâmetro. pálidas. Apresentam 4 pétalas. Sais de magnésio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sudorífica. em água. delfinidina 3-O-βD-glucosídeo e delfinidina-3-rhamnosídeo (179). delfinidina-3-O-β-D-glucosídeo. preventiva de derrame (9). cianidina-3-arabinosídeo. e mesmo tutorado lança raízes aéreas pêndulas com até 1m de comprimento. com 6 a 8 folhas.0 x 0. quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas nos frutos (348). as vezes polígamas. para não ser pisoteada ou ser contaminada de terra. seu crescimento tem que ser controlado e limitado aos tutores. obovóides. a planta tem que ser conduzida em espaldeiras. pedunculadas.5m. As flores são perfeitas. • Colheita: inicia-se no quarto mês após o transplante. O caule é reptante. PARTES UTILIZADAS Folhas. com 4 a 6mm de comprimento. radicante. glabras ou pubescentes. casca de arroz tostada ou outro substrato poroso.

pouco ramificada (331). atividade anticonvulsionante e depressiva do sistema nervoso central (53. decídua. 102. Folhas digitadas. com 5 a 6cm de comprimento. FARMACOLOGIA A decocção das folhas e talos não mostrou atividade bronco-dilatadora em cobaias que receberam histamina e acetil-colina (70). renais e de ovários e para a epilepsia. nas doses de 250 a 500mg/kg (127). pau-d'arco-roxo. 134. que ocorre em solos úmidos das depressões e matas de encostas suaves. peúva-roxa. opostas. ipê. Le Grand e Wondergem (apud 169) comprovaram atividade antibacteriana sobre Bacillus subilis. longopecioladas. 348). com cerca de 30 a 35cm de . Fruto tipo cápsula. O extrato metanólico da planta apresenta atividade antibacteriana contra Bacillus sp. glabro. 195. SINONÍMIA Cabroe. Descreve-se para esta planta uma forte estimulação uterina em ratas. peúva. Corola tubulosa-afunilada.8m de espessura. roliço. Flores roxo-claras. acuminado. que atinge 25 a 30m de altura e o tronco 0. penta ou heptafoliada.Indicada para problemas respiratórios.6 a 0. agudo-serrilhado. OUTRAS PROPRIEDADES • É hospedeira do fungo Meliola juruana. Observou-se também um efeito anticonvulsivo através do extrato aquoso das folhas e talos em cobaias submetidas a eletrochoques e pentilentetrazol. IPÊ-ROXO NOME CIENTÍFICO Tabebuia avellanedae Lorenz ex Grisebach. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. HABITAT Espécie autóctone. enquanto que as folhas aquecidas são utilizadas em abcessos e gânglios inflamados (179). ipê-de-flor-roxa. ipê-preto. dispostas em panículas terminais. ipeúva-roxa. atenuado na base. perene. ipê-mirim. As folhas amassadas servem para furúnculos. ipê-tabaco. ipê-uva-roxa. hepáticos. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico da folha possui atividade antibacteriana e atividade antibacteriana (134). Folíolo oblongo. FITOLOGIA Planta arbórea. (98).

antitumoral (257). AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. OUTRAS PROPRIEDADES • Contém material corante própria para tingir seda e algodão. depurativa. inflamacões artríticas. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas.comprimento. antimicrobiana. Inicia já no segundo ano de vida. INDICAÇÕES Atribui-as à planta propriedades curativas do câncer. em substrato organo-mineral. antiinflamatória. • A árvore é ornamental. inflamações na garganta (215). Também indicada para o tratamento de úlceras. • Florescimento: setembro a fevereiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilonaceae. • Produz madeira rija. doenças do útero e ovário. SINONÍMIA . Utilizada em construção naval. • Propagação: sementes. A germinação ocorre em um período de 10 a 15 dias (344). própria para uso externo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. com asas brilhantes e esbranquiçadas e núcleo castanho. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano. contendo inúmeras sementes aladas. • Adubação: incorporar na cova de plantio 2 a 3kg de cama de aviário. sendo utilizada em arborização urbana. FITOQUÍMICA Lapachol (257). ácido tânico e lapáchico e sais alcalinos (93). coceiras. principalmente devido ao lapachol (257). em saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. catarros da uretra e úlceras gástricas (271). antiinfecciosa. JACATUPÉ NOME CIENTÍFICO Pachyrhizus bulbosus Kurz. A semeadura deve ser feita de fevereiro a abril. antiblenorrágica (93). antinevrálgica e anti-sifilítica (215).

facilitando a infecção de fungos nas vagens e sementes. O não tutoramento da plantas faz com que a planta se proste. lingüiça vegetal. feijão-de-batata. CLIMA Planta de clima equatorial a tropical. ricos em matéria orgânica e permeáveis. yeticopé (tupi = raiz semelhante a um nabo). • Colheita: ocorre 8 a 9 meses após o plantio.1%. comestíveis. que é muito pequena. linear. O teor de matéria seca obtido foi de 15. dispondo-se 2 a 3 por cova. • Rendimento: o rendimento de túberas chega a 10t/ha (93). de 10 a 15cm de comprimento e 2cm de largura. Ramos novos pubérulos. SOLO Prefere solos leves. que é crítica na fase de mudas. mais ou menos pubérulos. Nas condições de cultivo do Litoral Catarinense. alcança 3m de altura e produz grandes túberas subterrâneas. com flores alvas. quando tutorada. • Tutoramento: evita problemas fitossanitários às folhas e às vagens e facilita os tratos culturais e a colheita. cordiformes com 3 folíolos grandes. As sementes são semeadas diretamente a campo. inflorescências e cálices. feijão-jacatupé.Feijão-batata.. devido a erosão genética e extrativismo. contraído entre as sementes. Rácimos axilares. As túberas são colhidas quando ocorre o secamento completo das folhas. o terminal rombóide. e prejudicial na fase adulta. com chuvas bem distribuídas. • Pragas: A planta é altamente suceptível à Diabrotica spp. se considerar-se que pode chegar a 15kg. Cresce espontaneamente em áreas próximas a cursos d’água. mais ou menos glabro. soltos. podem sobreviver no solo por muitos anos. reunidas 2 a 3 sobre pequenos nódulos inseridos na raque. menores que as folhas.5m. Espécie que corre o risco de desaparecer. no final de inverno. FITOLOGIA Planta herbácea trepadeira. • Propagação: sementes. contendo 6 a 8 sementes avermelhadas por vagem. que é também pubérula. • Plantio: outubro. O cultivo praticamente inexiste. procede-se a extirpação de todas as inflorescências. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. . Não tolera invernos rigorosos e ventos frios. perene (batata) que. HABITAT Planta autóctone da Floresta Amazônica. algo achatado. como os pecíolos.0x 0. volúvel. os laterais assimétricos. • Adubação: incorporar 2 a 3kg/cova de cama de aviário. uma batata fresca pesa cerca de 330g. As folhas são longo-peciolados. O fruto é do tipo legume. • Capação: para aumentar a produção de túberas. Se as túberas não forem arrancadas. yacatupé (tupi = batata de casca fina). As flores são brancas e vistosas.

é consumida em fatias. raladas e misturadas ao leite. INDICAÇÕES Indicada para doenças das vias urinárias. Do polvilho extrai-se a jacatupina (93). para ser conservada por um ano • O polvilho tem sabor suave e doce.78% e sais minerais 0. à guisa de maçã. TOXICOLOGIA As sementes encerram rotenona.1%. FAMÍLIA BOTÂNICA Nictaginaceae. • No México.05%. que demoram cerca de dois meses para maturar. inseticidas e raticidas (93). PARTES UTILIZADAS Túbera. matéria graxa 0. proteína 1. • No exterior. para evitar a ocorrência de fungos. acessos febris e nefrites (93). que é tóxica a insetos e para a erradicação de ratos (93). A maturação das vagens é demorada e desuniforme. A colheita das sementes deve anteceder o período das chuvas. FITOQUÍMICA Água 87. crua. ocorre quase 5 meses (em julho) após o florescimento. fibra 0.6%. . • As raízes. cujo amido é sucedâneo da araruta. JALAPA NOME CIENTÍFICO Mirabilis jalapa L.• Produção de sementes: a planta apresenta uma grande produção de vagens. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitussígena e diurética (93). é usada para o preparo de saladas exóticas e sofisticadas. açúcares 5. OUTRAS PROPRIEDADES • Raiz comestível com sabor de coco-da-bahia. • As sementes são tóxicas. à guisa de lingüiça. • As folhas e caules são forrageiras muito apreciadas pelo gado. adocicado. contendo 21. Pode ser consumida cozida com sal ou açúcar. • Pode ser defumada.12%.56% de proteínas. A batata apresenta casca fina e produz farinha fina e branca.32%. servem para amaciar as mãos.

60 a 1. HABITAT Espécie alóctone. suculenta. verde. pigmentado de vermelhovioláceo nas áreas expostas ao sol. suculento e com os nós entumescidos. As sépalas são vermelhas. purga-de-nabiça. sobretudo do México. maravilha-de-forquilha. de 0. boi-noite. ovóide.0 x 0. As flores abrem-se ao entardecer. • Propagação: sementes e raízes tuberosas. jalapa-comprida.5m. • Plantio: outono. polianual. beijos-de-frade. contendo um aquênio ou antocarpo. belas-noites. jalapa-falsa. em áreas ruderais. adaptando-se aos subtropicais. falsa-jalapa. boas-noites. glabras. flor-das-quatro-horas. agrupadas em cimos terminais. ervatriste. É esciófita. bom-dia. inteiras. pó-de-arroz. lisas. brancas ou mescladas. medindo 10 a 12cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. cilíndrico. dentadas e opostas. . A raiz tuberosa é espessa. primavera ou verão. boa-morte. Fruto cariopse. • Capação: extirpando-se todos os botões florais. PARTES UTILIZADAS Flores e raízes. permanecendo abertas e perfumosas durante toda a noite. Flores hipocrateriformes de invólucro parecendo cálice. erva-de-santa-catarina. bons-dias. de pericarpo rugoso. escura externamente e branca internamente. róseas. incrementa-se o tamanho da raiz. boa-noite. maravilha-vermelha. maravilha. nativa das regiões tropicais. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. liso. maravilha-branca. FITOLOGIA Planta herbácea. semelhante ao fruto da pimenta-do-reino. ou quando o dia estiver nublado. as raízes atingem maiores proporções. preto. amarelas. • Adubação: 1 a 2kg/planta de cama de aviário. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. ovais. bonina. moles. lanceoladas. O caule é ramificado. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. jalapado-mato.10m de altura. ereta. • Florescimento: ocorre no verão e outono. bastante enfolhada. beijo-de-frade. herbáceo. As folhas são simples.SINONÍMIA Batata-de-purga. em sulcos ou covas. terrenos baldios e jardins. CLIMA É de clima tropical. glabro. SOLO É nitrófila. que podem ser plantadas diretamente a campo. jalapa-bastarda. Em áreas ensolaradas e quentes. preferindo solos humosos e úmidos.

As flores quentes e untadas com óleo são maturativas (283). agrião-do-norte. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. SINONÍMIA Abecedaria. • O caule e a raiz são uma das maiores fontes de potassa vegetal. repetir 2 a 3 vezes • Infuso: 10g de raiz para 1 litro de água. antihidrópica. jambú-açú. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é drástica. quando cozidas são comestíveis. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). pois o lagarto teiú cava o solo para comer a raiz sempre que é picado de cobra.FITOQUÍMICA A raiz contém um produto resinóide de fécula e muita potassa.) Murr. agrião-do-brasil. anti-sifilítica. jambú. agrião. antileucorréica e anti-herpética. tapando com algodão. Flores e raízes são ainda indicadas para lenir dores de ouvido (32). A planta é ainda indicada para o tratamento de cólicas abdominais. FORMAS DE USO • Suco: pingar 2 a 3 gotas do suco do caule ou da raiz no conduto auditivo. INDICAÇÕES O amido. emeto-catárquica. É provável que a planta seja antiofídica. Escorrer e pingar novamente. var. pingando-o dentro do duto auditivo e deixando 15 minutos. agriãozinho. agrião-do-mato. quando macerado em limão até formar pasta mole (257). Se demorar passar a dor. agrião-do-pará. antidiarréica. agrião-bravo. A raiz tuberosa produz um líquido amarelo rico em bradicinina. botão-de-ouro. erva-de-malaca. usado diariamente para dores de ouvido (257). JAMBUAÇÚ NOME CIENTÍFICO Spilanthes acmella (L. typica. TOXICOLOGIA A raiz é tóxica e as sementes são consideradas extremamente venenosas. . e o sumo das folhas. Flores e raízes são diuréticas (32). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas novas. repetindo 2 a 3 vezes. antidisentérica. serve para eliminar sardas e panos do rosto. que é abundante. Pode-se utilizar o suco das flores.

longopecioladas e membranáceas. Inflorescência em capítulo globoso. pimenteirado-pará. fitosterina e colina (9. apud 120). pimenta-d'água.4 x 0. alagados e até fortemente argilosos. As folhas são opostas. SOLO A planta prefere solos úmidos e aerados. sementes e estacas dos ramos radicantes. cordiformes ou ovóides. mastruço. lactonas sesquiterpênicas. PARTES UTILIZADAS Folhas e capítulos. com 20 a 30cm de altura. • Propagação: divisão de rizomas.jambuassú. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e as estacas radicantes e rizomas podem ser plantados diretamente a campo. negros. saponinas. prostrada. • Colheita: inicia a partir do terceiro mês após o plantio. • Espaçamento: 0. CLIMA É originária de regiões tropicais até tropicais. triterpenóides (Mukharya e Ansari. quercitina-3-glicosídeo e rutina (43) . que posteriormente tornam-se pardacentas.3m. que cresce espontaneamente na Amazônia e subespontaneamente em todo Brasil. jambú-rana. 257). espilantina. com pedúnculos longos e flores amarelas. mas não necessariamente alagada. apigenina-7-neohesperosídosídeo. HABITAT Espécie autóctone. A planta cresce espontaneamente em terrenos úmidos e ácidos. flavonóides (379). • Plantio: outono e primavera. AGROLOGIA • Ambiente: Procurar implantar o cultivo em áreas mais úmidas da propriedade. espilantol. esteróis. por ocasião do florescimento. jambú-assú. sinuosas e denteadas. Apresenta arquitetura ramificada e de constituição semi-carnosa. afinina. porém tem mostrado boa adaptação em climas subtropicais quentes. FITOLOGIA Planta herbácea anual. pimenteira. Tolera bem solos ácidos. FITOQUÍMICA Amidas acetilênicas. Aquênios quase envolvidos em páleas membranosas. com cerca de 1cm de diâmetro. ésteres amirínicos. • Florescimento: julho a fevereiro. Uma análise da parte aérea revelou a presença de apigenina-7-glicosídeo. O caule é cilíndrico e radicante nas partes basais. elípticos. pouco brilhantes.

antiinflamatória. apud 130). É subespontânea da Mata Pluvial da Encosta Atlântica. acre. • O espilanton. odontálgica (93). originária do Peru. estomáquica (257). antidispéptica (9). FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. • Também utilizada na forma de salada. apud 120). narcótica. joá. excitante. É cultivada em jardins e ocorre subespontaneamente em áreas ruderais. antianêmica. febrífuga. lanterna-da-china.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É analgésica tópica. béquica. antiasmática. bucho-de-rã. juá-de-capote. quintilho. estimulante (242) e antiescorbútica (424). SINONÍMIA Balãozinho. maçã-do-perú. digestiva. HABITAT Espécie autóctone. FITOLOGIA . bronquite e tuberculose (Berg. carminativa. emenagoga. muito forte. que é uma amida do ácido não saturado. decocção. FORMAS DE USO Infusão. INDICAÇÕES Indicada para problemas hepáticos. afecções bucais e da garganta e cálculos da bexiga (120). sumo e masticatório. (130). desinfetante (120). Encontra-se disseminada por todo mundo. JOÁ-DE-CAPOTE NOME CIENTÍFICO Nicandra physaloides [L. coqueluche. antiespasmódica. sialogoga. é uma substância picante. É considerada rara em Santa Catarina (402).] Gaertn. mata-fome. muito apreciado como ingrediente de dentifrícios (168). TOXICOLOGIA O extrato aquoso induziu contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-crônicas e morte (Moreira et al. cicatrizante. bexiga. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na culinária amazônica para o preparo de "pato ao tucupi"e a bebida "tacacá" (209). antigripal.

verde-claro. reticulado. com pericarpo membranáceo. glabro. com 4 lóculos. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. membranáceas. estupefaciente. brilhante. bem drenados e de textura média. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A seiva é calmante. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. axilares e apresentam cálice membranáceo. ereta. brilhante. Caule carnoso. • Produção de semente: dezembro a janeiro. crasso e esverdeado. com tegumento crustáceo. longamente pediceladas. castanho-amarelado. Semente comprimida. Corola campanulada.0m de altura. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. As folhas são longopecioladas. ramosíssima e glabra. . agudas. PARTES UTILIZADAS Folhas. que cresce de 0. lisa. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é usado para matar mosca (402). medindo 10 a13cm de comprimento por 5 a 7cm de largura. frutos e raízes. TOXICOLOGIA Os frutos são tóxicos.6 a 1. CLIMA Vegeta melhor no inverno e floresce em outubro. ereto. Uma planta produz até 1.3m. e tem propriedades similares a Atropa beladona. diaforética. glabra.Planta herbácea anual. O fruto é uma baga (solanídeo). 4 x 0. azul-clara ou violácea. Índice médio de germinação: 30 a 35%. As flores são isoladas. alternas ou geminadas. globosa. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. em doses mínimas (242).000 sementes (209). • Plantio: outono e primavera. 5-lobados. lisas. • Alelopatia: a planta inibe o crescimento de outras espécies vizinhas. ramificado. anguloso. com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. verde-claras. quando novo e castanho-claro quando maturo. • Florescimento: maio e outubro a novembro. • Propagação: sementes. diurética e midriática (93). suborbicular ou obovada. castanho-clara a amarelada. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ou seja. ovado-oblongas. medindo cerca de 3cm de comprimento. irregularmente serrado-dentadas.

bredo-major-gomes. Inflorescência do tipo panícula terminal aberta. medrando em todo Brasil. SOLO Prefere solos úmidos. em áreas ruderais. maria-mole. cilíndrico. As folhas maiores concentram-se na parte basal da planta. orbiculares. quebra-tigela. O fruto é uma cápsula septífraga. maria-gomes. porém adapta-se ao subtropical. inhá-gome. carurú. medindo 2 a 3mm de diâmetro. medindo 5 a 7cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. língua-de-vaca. esverdeado. maria-gorda. suculenta. róseas. A raiz é tuberosa. contendo várias gemas meristemática. mariangome. medindo de 40 a 50cm de comprimento. ocorrendo em número progressivamente menor em direção à inflorescência. alternas (as inferiores). erva-gorda. glabras. ovóide deiscente. dispostas em panículas compostas cujas flores só abrem sob luz plena. mariangombi. manjogome. Não tolera solos ácidos ou encharcados. lenticulares. às vezes púrpura. ora-pro-nobis-miúdo. Caule ereto. AGROLOGIA . com 3 valvas contendo sementes pretas. bundamole. glabras e finamente estriadas. geralmente avermelhado. opostas (as superiores). SINONÍMIA Beldroega-grande. lisas. simples ou ramoso. As folhas são inteiras. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. As flores são pequenas. maria-gombe. maria-bombi. com anteras amarelas. labrobró-de-jardim. que cresce 30 a 40cm de altura. manjongome. obovadas. carnosa. com nervuras inconspícuas. bredo. brilhantes. pomares e à beira de matas. Em ambiente sombreado. curto-pecioladas ou sésseis. CLIMA É de clima tropical. labrobró. HABITAT Planta autóctone da América. É esciófita. elípticas ou oblanceoladas. beldroega-miúda. Gaertn. as folhas podem medir 16cm de comprimento por 8cm de largura. areno-silicosos e com alto teor de matéria orgânica. mata-calos. benção-de-deus. maria-gombi. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. carirú.JOÃO-GOMES NOME CIENTÍFICO Talinum paniculatum (Jack). joão-gordo. marrom-alaranjadopurpúrea. glabra. carne-gorda. maria-gorda. manjongomes. carnosas e grossas. major-gomes.

• Colheita de folhas: a partir de 80 a 90 dias após a emergência. neurastenia. FITOQUÍMICA Mucilagens e sais minerais. As raízes são utilizadas no tratamento de escorbuto (68). • Pragas: sensível à Diabrotica spp. PARTES UTILIZADAS As raízes tuberosas. sementes e as folhas. Sementes velhas germinam mesmo sem luz. na forma de infusão (cascas da raiz) ou caldo (das folhas) (444). A temperatura ótima ocorre aos 25oC (209). cortes. • São cultivadas como ornamentais. mucilaginosa. • Plantio: outono e primavera. permitindo a produção de folhas mais suculentas e desenvolvidas. sobretudo potássio (257). • Cataplasma: usar folhar frescas. gastralgia e tuberculose pulmonar (444). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (a raiz). As folhas servem para a extração de calos.30m. Sementes novas apresentam um certo grau de dormência que pode ser eliminada com a luz. • Propagação: gemas da cepa. diurética. • Consórcio: utilizar plantas que possam sombrear parcialmente. INDICAÇÕES As folhas e sementes são utilizadas no tratamento de feridas. . refrigerante (68) e calicida. podendo ser feita durante todo o ano. vulnerária. inflamações tópicas (68). • Florescimento: outubro a novembro . • Colheita de sementes: fevereiro a março. cicatrizante.30 x 0. béquica. diretamente em canteiros. depurativa (257). tosse.500 sementes por planta (209).• Espaçamento: 0. As sementes podem ser semeadas em sulcos. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser consumidas na forma de salada e refogados. • São plantas forrageiras muito apreciadas por animais herbívoros domésticos. A planta é prolífera. folhas e sementes. • Produção de sementes: 500 a 3. • Decocção: 20g de raízes por litro de água. Abaixo de 10oC não ocorre germinação. As sementes são emenagogas (93). como cicatrizante (257). podendo tornar-se invasora em regiões de clima mais ameno. emoliente. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 30g/dia. • Colheita das raízes: junho a agosto.

AGROLOGIA • Espaçamento: 1. jurubebinha. incorporada na cova. SOLO Prefere solos leves. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. pomares e terrenos abandonados. Inflorescência terminal.5 x 1. • Colheita: inicia-se seis meses após o plantio. O fruto é uma baga globosa. oblongas. arbustiva e ereta. alvo-tomentosas na face dorsal. jurupeba. juuna. crescendo espontaneamente em pastagens. agudas. Não tolera ventos frios e geadas. em panículas abertas. • Propagação: sementes e rebentos das raízes da planta matriz. jurubeba-verdadeira. • Pragas: é muito comum a incidência de Diabrotica spp.5 a 2. com 1cm de diâmetro. arenosos. ocorrendo das Guianas até o sudeste brasileiro.5m de altura. que atinge 1. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. SINONÍMIA Jubeba. FITOLOGIA Planta perene. profundamente sinuadas e sublobadas. bem drenados e com um bom teor de matéria orgânica. Folhas pecioladas. amarelada. Ocorre como planta ruderal. reunindo flores pequenas azulada ou violácea. folhas e frutos. inteiras. • Florescimento: setembro a março.JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum paniculatum L. alternas. • Plantio: março a abril. juvena. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e os rebentos de raízes devem ser aclimatados sob sombrite 70% e irrigação. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. glabra. PARTES UTILIZADAS Raízes. jurubeba-branca.5m. Caule ramificado. juribeba. solitárias. alvopubescente e armado de acúleos curvos. em estufa plástica. jupeba. CLIMA É uma planta tipicamente tropical e heliófita. lavouras perenes e capoeiras.

polimórficas. cistite. pouco ramificado. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae.5m de altura. velame. Inflorescência em cimeiras terminais e laterais. densamente espinhoso. áreas onde foram feitas queimadas. alaranjado. catarro na bexiga (271) e impaludismo (242). elípticas ou lanceoladas. inapetência. anti-hidrópicos. capoeiras. anemia. glabrescente. úlceras. ereta. sutilmente sinuadas. medindo 1cm . algo brilhante. desobstruentes. atonia gástrica. medindo 2 a 3cm de diâmetro. acicularium Dunal. • Cataplasmas: das folhas (uso externo. em feridas e úlceras) (68). colagogos. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da hepatite. icterícia. tumores e abcessos internos). crescendo até 1. normalmente ovaladas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. com exceção do caule. debilidade orgânica (68). clareiras. Cresce espontaneamente em áreas abertas. TOXICOLOGIA O uso da planta não deve ser prolongado. jurubeba-velame. abcessos internos. campos abandonados. devido aos alcalóides e esteróides que contém (68). jurubeba-do-sul. JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum fastigiatum Willd.As raízes e frutos são antidiabéticos. engurgitamento do fígado e do baço. antianêmicos. inermes. tumores abdominais e uterinos. corimbosas. antidispépticos (271). febres e debilidade em geral). bilocular. verde nas planta novas e verde-acizentado nas plantas adultas. var. O fruto é um solanídeo globoso. febres intermitentes. feridas. • Suco: das raízes ou frutos (cistite. isoladas. amargos e tônicos (242). simples. ásperas. aperientes. escamosas. As folhas são pecioladas. brancas ou levemente azuladas. SINONÍMIA Jurubeba. febrífugos (68). inerme. dispepsia atônica. FORMAS DE USO • Infusão: das folhas e frutos (afecções hepáticas. O caule é cilíndrico. HABITAT Planta autóctone do sul do Brasil. bosques e áreas ruderais. diuréticos. margem inteira. liso. reunindo flores com corola membranosas com cinco lobos ovaladotriangulares.

1 xícara das de chá de raiz picada e 1 colher das de sopa de casca de laranja amarga em 1 litro de vinho branco licoroso. medindo 3 a 4mm de diâmetro. doenças infecciosas. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. A planta é reputada ainda como diurética. anti-hidrópica.de diâmetro. ⇒ Anemia: macerar por 10 dias numa panela de ferro hermética. • Florescimento: inicia na primavera e estende-se até o outono. mucilagens e ácidos orgânicos (128). folhas e frutos. Aclimatar as mudas em estufa plástica coberta com sombrite 50%. estomacais e do baço (128). coincidindo. Tomar 1 ou 2 cálices ao dia. • Plantio: março a abril. FORMAS DE USO • Vinho: ⇒ Descongestionante do fígado: macerar por 10 dias 30 frutos verdes e 2 fragmentos de canela em 1 litro de vinho licoroso. AGROLOGIA • Espaçamento:1. soltos e úmidos. atonias gástricas (294) e catarro da bexiga (215). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. glabro. SOLO Tolera quase todos os tipos de solo. ovalada a elíptica. embora prefira os arenoso. convalescença. de preferência com a florada.5m. • Colheita: a partir de outubro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são cicatrizantes e a raiz é tônica digestiva e antianêmica (128). • Propagação: sementes. CLIMA É heliófita e seletiva higrófita (402). INDICAÇÕES Os frutos são usados para o tratamento de distúrbios hepáticos. A semente é comprimida. Filtrar e tomar 1 cálice antes das refeições. alaranjado. PARTES UTILIZADAS Raiz. • Decocção: . colagoga e colerética (215). de clima subtropical. resinas.5 x 1. com tegumento crustáceo. febres intermitentes. A raiz apresenta sabor amargo. FITOQUÍMICA Jurubidina (aminoalcalóide esteroidal concentrado no fruto verde). As raízes e frutos são desobstruentes do fígado e do baço (93).

HABITAT Espécie alóctone que é cultivada em todas as partes do mundo. capiá. com 1 a 2m de altura. envolvidas por um duro invólucro. rosário-de-nossa-senhora. em forma de fita. lanceoladas-acuminadas.⇒ Tônico digestivo: ferver 2 pedaços pequenos de raiz. bifloras. do tipo cariopse. dispostas na base da espiga. monóica. O caule é ereto. capim-de-missanga. TOXICOLOGIA A ingestão das folhas. medindo 5mm de comprimento por 4mm de diâmetro. Tomar 2 a 3 vezes ao dia. Coar e misturar o suco de ½ limão. As flores masculinas são numerosas. AGROLOGIA . contas-denossa-senhora. são ovais. Coar. com pericarpo grosso e duro. ramoso. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. auriculadas. Aplicar topicamente. amplexicaule. As flores femininas são unifloras. solitárias. por tempo prolongado. com 20 a 35cm de comprimento por 1. FITOLOGIA Planta herbácea. lustrosos. capim-de-rosário. glabro. O amido da cariopse é levemente doce.5 a 3cm de largura. com as margens onduladas e escabrosas. bem picados. ⇒ Cicatrizante: ferver 1 colher das de sopa de folhas bem picadas em 1 copo de água até reduzir à metade. perolados. Os frutos. oco e com raízes adventícias na base. lágrimas-de-job. As folhas são alternas. em 1 xícara das de chá de água. tem resultado em intoxicação de bovinos (209). branco-acizentados-azulados. biurá. ovóide-cônico As flores são monóicas. capim-de-contas. LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA NOME CIENTÍFICO Coix lacryma-jobi L. SINONÍMIA Biuri. parcialmente ocultas pela bainha das folhas. A inflorescência é uma panícula de espiguetas axilares eretas. localizadas na extremidade apical da espiga. juntar 1 copo de mel e misturar bem. ⇒ Também pode ser usado em gargarejos (128). perene.

proteínas. A frutificação é bastante desuniforme. • As sementes fornecem fécula opcional para a indústria da cervejaria. leucina. sendo própria para a alimentação de convalescentes e para a panificação. pelo alto conteúdo de proteína e lipídeos (93). ácido resinoso 0. beribéri. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. 444).• Espaçamento: 1. cortinas. Um quilograma de sementes contém cerca de 4. nitrogênio 0. molduras.0 x 0. litíases urinárias. água 14%. persistente em crianças (445). • As folhas podem ser utilizadas como forrageira. arginina. lombalgia (257).000kg/ha (93). sitosterol e dimetil-glicosídeo (1. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada no sul da China para a fabricação de esteiras e artesanatos trançados. . O fruto maturo é facilmente abcisionado pela planta. analépticos. As folhas e colmos. óleo pingue verde-claro 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são antileucorréicos.15m. albumina 2. substâncias gomosas e dextrona 1. braceletes.1%.1%. depurativos. açúcares 0. pneumonia lombar. • Plantio: setembro a outubro. com uma produção de 59. inchaço e males dos rins. • Colheita: abril a maio. colares. INDICAÇÕES Os frutos fortalecem o baço e são utilizados no tratamento de enterite crônica. FORMAS DE USO • 10 a 30g/xícara na forma de pó ou decocção do fruto tostado (444). 4%. usados externamente são anti-reumáticas e excitantes. anti-hidrópicos. resina amarela e mole 0.000kg/ha (93).65% (93). coixenolide. 2. muito diuréticos e nutritivos. tirosina. • Produz uma farinha de alto valor nutritivo. disúria e acrodinia (1. emolientes.1% glúten.000 sementes. FITOQUÍMICA Celulose 62%. embora a ocorrência esparsa de frutos maturos se verifique na maior parte do período quente do ano.000 a 12. em sulcos. edemas. coixol. antidiarréicos (445).7%.7%. abcesso pulmonar (93). amido 8. • Produção de sementes: 2.4%. sais minerais 7. • Os frutos são utilizados em artesanato para a confecção de pulseiras. PARTES UTILIZADAS Grãos maturos. tônicos. e internamente antiasmáticos e diuréticos (444). afecções catarrais (271). lisina.500 a 3. 444).8%. etc. reumatismo. rosários. semeadas diretamente a campo. apendicite. • Propagação: sementes. aminoácidos. lipídeos.3%.

30 x 0. plástico preto ou outra cobertura inerte sobre o solo. É nitrófila. Alcança cerca de 30 a 35cm de altura e emite vários rebentos a partir das raízes. É cultivada em jardins. As raízes crescem horizontalmente e são de coloração creme. em torno da planta. FAMÍLIA BOTÂNICA Escrofulariaceae. HABITAT Planta alóctone originária das regiões setentrionais. evitando ainda a germinação de plantas daninhas. As flores são labiadas. . • Propagação: rebentos de raízes. ricos em matéria orgânica e bem drenados. As mudas são transplantadas quando apresentam um porte de 15cm de altura. • Mulching: o uso de palhas. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o tranplante até o final do ciclo.2m. Após este período. É comumente encontrada como planta ruderal nos países de origem e colonizados. • Plantio: outono. Não se verifica a formação de frutos no Estado de Santa Catarina. o florescimento ocorre de outubro a dezembro. Os rebentos devem ser aclimatados em túnel de sombrite 70% até o pleno pegamento das mudas. permite um crescimento vigoroso do rizoma. retirar as mudas do túnel para não estiolarem. FITOLOGIA Planta herbácea. à semelhança da espécie “boca-deleão” e amarelas. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca.LINÁRIA NOME CIENTÍFICO Linaria vulgaris Spr. de rizoma rasteiro e vigoroso. casca de arroz. CLIMA Prefere temperaturas mais amenas. glabras e alternas. evita o adensamento do solo. com uma média anual em torno de 20 a 22oC. mantém a umidade e uniforme a temperatura do solo. É heliófita. lisas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. perene. com tamanho entre 5 a 10cm. A formação abundante de estolões deve ser contida para evitar a densificação de indivíduos. SOLO Prefere solos férteis. • Florescimento: quando o plantio é feito em setembro. As folhas são lineares. primavera e verão. grisáceas. em duas tonalidades.

chamama. verde-claro. As flores são compostas por um invólucro cilíndrico-campanulado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral e béquica (93). pubescentes. finamente tomentoso. gramados. a beira de estradas e áreas ruderais. costa-branca.] Polak. cilíndrico. medindo cerca 7 a 15cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. verde-escuras. cistite e icterícia (89). SINONÍMIA Buglossa. acaule com 20 a 25cm de altura. paraqueda. os quais devem ser eliminados ou utilizados na produção de novas mudas. de 15 a 35cm de altura. com a base pinatífida e atenuada. PARTES UTILIZADAS Planta inteira em floração. entre 0 e 800m de altitude (179). medindo cerca de 3mm de comprimento. ligeiramente pêndulo quando jovem. formado por 3 séries de filárias linear-lanceoladas. esverdeadas e com margem avermelhadas. sanguineira. língua-devaca-miúda.• Raleio: durante o desenvolvimento da planta matriz. áfilo. As folhas são sésseis. rosulado-basilares. É indicada para a diarréia. ásperas. • A planta apresenta atividade mata-mosca (89). CLIMA . Os aquênios são fusiformes. tapira. FITOLOGIA Planta herbácea em forma de roseta. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em bosques. oblanceolado-espatuladas. matas. paraquedinha. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. labaça. Escapo floral comprido. terminando em um capítulo discóide. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas em tinturaria. ocorre um grande rebrote de plântulas dos rizomas. sinuada. fumo-do-mato. com um lóbulo terminal tão grande que forma a maior parte da folha. de cor branca. LÍNGUA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Chaptalia nutans [L. erva-de-sangue.

25m. SOLO Prefere solos francos. ao longo de sulcos transversais ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. anti-herpética. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico a 95% administrado em ratos via intragástrica. INDICAÇÕES Tem sido usada para o tratamento de catarro pulmonar. béquica. PARTES UTILIZADAS Folhas e inflorescências. golpes e torceduras. na dose de 100mg/kg. tônica. não demonstrou atividade antimalárica contra Plasmodium berghei (50). úmidos e soltos. nas folhas (121. afecções das vias urinárias. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Decocção: ferver por 10 minutos 1 a 2 colheres das de chá de folhas ou raízes para 1 xícara de água. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. • Propagação: sementes. 141). As raízes são usadas pelos indígenas da Costa Rica para combater as lombrigas intestinais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio.É de clima tropical a subtropical. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (febres e obstipação intestinal). Indicada para dores musculares. dermatoses e cefalalgia (257). FORMAS DE USO • Cataplasma: as folhas são colocadas sobre a testa (cefalalgia e insônia). O transplante é feito quando as mudas tiverem 4 a 6 folhas definitivas. • Florescimento: agosto a janeiro. antigripal e sedativa (242). Tanto as raízes quanto as folhas são úteis contra a úlcera (179). insônia (32). nas partes aéreas. FITOQUÍMICA Ácido parasórbico. e prunasina. 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona. erupções cutâneas de origem sifilítica. Adapta-se tanto à luz direta como a meia-sombra. tumores linfáticos e obstipação intestinal (68). que são semeadas em canteiros. • Plantio: abril a agosto. emenagoga. . por dia. A decocção das folhas é utilizada como vulnerária (12). durante 4 dias. desobstruente (68).25 x 0. antiblenorrágica.

0 a 1. catarros pulmonares. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia. jasmim-do-brejo. borboleta. jasmim-borboleta. medindo 2 a 3cm de comprimento por 1. • Xarope: utilizam-se as sementes torradas como base de xarope para tosse (215). afecções das vias urinárias. especialmente em áreas de baixadas. com dorso e bainha pubescente. HABITAT Espécie alóctone. elíptico. lágrima-demoça. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos encharcados e com bom teor de matéria orgânica. Fruto tipo baga deiscente. flor-de-lis. lanceoladas. cardamomo-do-mato. com bráctea oblonga. SINONÍMIA Bastão-de-são-josé. Folhas sésseis. narciso. glabra na página ventral. emarginada.0m de altura. com tubo longo e lobos lineares. lírio-do-vale. biflora. Pode ser usado internamente ou em banhos herpética (68). com 25 a 40cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. vigorosa. borboleta-amarela. trifacetado. lágrima-de-vênus. lágrima-de-napoleão. com lígula acuminada. verde inicialmente. caso contrário a planta torna-se raquítica e com folhas amareladas.5cm de largura. de base angustada. que habita as matas litorâneas do sul do Brasil. perene. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. escalda-mão. membranácea. enfolhado. Espiga densa.5 a 2. A sementes são ovaladas e avermelhadas. piri. liso. porém naturalizada nas Américas. ciliolada. inundadas. ou em áreas úmidas da Mata Atlântica e nas planícies litorâneas. napoleão. obtusa. passando a alaranjado. glabro. entouceirada com 1. gengibre-branco. com alta umidade relativa do ar. plana. olímpia. Corolas brancas. LÍRIO-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Hedychium coronarianum Koenig. palustre. com o caule ereto e avermelhado na base. . contendo muitas sementes envoltas em mucilagem vermelha. FITOLOGIA Planta herbácea rizomatosa. originária do Himalaia e Nepal. jasmim. atenuadoacuminadas no ápice. A planta é esciófita. lírio-branco. CLIMA A plante prefere regiões de clima tropical a subtropical. tosses.• Infusão: 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara de água quente dermatoses.

As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor. PARTES UTILIZADAS Rizoma e flores. excitante. losma.4m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é béquico (93). grande-absinto. • Espaçamento : 1. As flores constituem-se matéria-prima para a fabricação de perfumes. • Propagação: sementes. LOSNA NOME CIENTÍFICO Artemisia absinthium L. acinto. absinto. alvina. erva-dos-cem-gostos.AGROLOGIA • Ambiente: O cultivo deve ser feito em várzeas úmidas.0 x 0. erva-santa. artemísia. Os rizomas fornecem fécula comestível e industrial (93). rebentos e pedaços do rizoma. sintro. flor-dediana. enquanto que os rizomas e rebentos podem ser plantados diretamente a campo. gotas-amargas. absíntio-comum. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • Colheita: inicia após o segundo ano de cultivo. • Plantio: primavera. losnamaior. • O cultivo tem que ser feito em solos úmidos naturalmente ou com irrigação abundante. ATIVIDADE BIOLÓGICA O rizoma apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). A flor é muito ornamental e perfumada. citronela-maior. losna. acintro. erva-dos-vermes. HABITAT . losna-branca. grande-absíntio. tônico e anti-reumático (242) e as flores cardiotônicas. aluína. amargosa. SINONÍMIA Absíntio. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Fornece fibras têxteis e celulose para o fabrico de papel. alagados ou com irrigação abundante. acinto.

Tolera o sombreamento mas não resiste à geada. o sabor é extremamente amargo. áspero. Neste particular. Apresenta uma boa resistência às doenças foliares. A planta cresce 0. Vegeta espontaneamente em solos secos e pedregosos.Espécie alóctone. desde o nível do mar até 2. pendentes e de aroma forte e agradável. profundos e com pH alcalino (acima de 6. mas bem aclimatada no Brasil. de caule ramificado. de cor verde-prateada e sulcos longitudinais. As flores são amarelas. • Plantio: mudas oriunda de estacas ou rebentos são transplantadas com 2 meses de aclimatação. As folhas próximas das inflorescências são subsésseis e lanceoladas. tripinatisectas (as radiais) e bipinatisectas (as caulinares). A melhor época de plantio.4 a 1. SOLO Prefere solos naturalmente férteis. enquanto que por propagação vegetativa é na primavera. • Aclimatação: as mudas oriundas de estacas ou mesmo de rebentos. bem drenados. Além de exalar um forte odor.8 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. do aroma. Regiões muito pluviosas são desaconselháveis ao cultivo comercial. • Propagação: feita através de sementes. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. pois as sementes são muito pequenas. É heliófita. quando se utiliza a propagação por sementes é ao final do verão. devem ser enraizadas em túneis com sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização. • Adubação: deve-se evitar o uso excessivo de matéria orgânica. O plantio deve ser feito o mais breve possível para evitar-se a desidratação das mudas. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substratos organo-minerais.000m de altitude (182). pendunculadas.5).50m. suspender irrigações e evitar-se solos pesados. • Doenças: a planta é suceptível à doenças vasculares fúngicas. O uso abusivo de fertilizantes afeta a formação do óleo essencial e. Utilizar 1 a 2kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. divisão de touceiras ou de estacas da planta matriz. para assegurar um melhor pegamento. tônico e aromático. enquanto que aquelas oriundas de sementes são tranplantadas aos 3 meses após a emergência. • Poda: ralear as touceiras sempre que houver alta densidade de perfilhos. CLIMA Prefere o clima temperado. originária da Ásia Central. pilosas (pêlos em forma de “T”). A planta possui um forte odor peculiar e um sabor amargo.0m e tende a formar moitas. Europa mediterrânica e norte da África. conseqüentemente. plana na parte superior. ereto. As folhas são recortadas. A germinação ocorre entre 20 a 30 dias. moles. peneirados. embora vegete em subtropicais. sobretudo no verão. areno-argilosos. tubulosas. dispostas em capítulos de forma hemisférica. bem curtido e solarizado. Em cada capítulo podem ocorrer 30 a 40 flores. Cresce bem em solos pedregosos. cinza-esverdeadas ventralmente e branco-prateadas dorsalmente. .

anabsintina (93). coar e armazenar em vidro . FITOQUÍMICA Tanino flobafênicos. estomáquica (388). lactonas sesquiterpênicas (128) e nitratos (182). felandreno. • Tintura: misturar 2 xícaras das de café de álcool de cereais com 1 xícara de água e 1 punhado da erva picada. a partir do segundo ano de cultivo. A planta tem ação insetífuga sobre algumas pragas. colagoga. cardineno. espessura máxima de ramos e caule .• Pragas: A espécie é muito resistente às pragas.7mm. eupéptica. camazuleno (257). antidisentérica (435) e antisséptica (182). convalescença. cinzas . mau hálito. anti-histérica (32). eupéptica. catequinas (388). índice de amargor 1:10. ácidos tuiônico. tísica (32). álcool tuílico (163). estimulante. atonia digestiva (435). • Colheita: ocorre no verão.20%. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas (preferencialmente) e folhas. meteorismo e inapetência (68). isotujona. antigripal. umidade máxima . artabsina (amargo). INDICAÇÕES Auxilia no tratamento da nevralgias. tônica. febrífuga.0. fenóis.000. ⇒ 30 a 50g por litro de água ou vinho (435). envenenamento. aperiente. proporção mínima de folhas e flores em relação a caule e ramos . • Padrões comerciais: conteúdo mínimo de essência . resinas. cólicas. a cultura deve ser eliminada e reimplantada a cada 3 a 5 anos. óleo essencial contendo absintina (amargo). • Infusão: ⇒ 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de água. anti-hidrópica. hepática (68). O máximo teor de princípios ativos na planta coincide com o período de florescimento (96). Tomar 1 colher das de sopa em intervalo de 1 hora (32). escrófulas. antidiabética (257). vermífuga. isovaleriânico. não ocorre o florescimento no Sul do Brasil. antidiarréica. no acme do florescimento. sucínico e palmítico. antiemética. • Renovação da cultura: embora a planta possa viver até 20 anos. alcalóides. pois ocorre um declínio natural da planta a partir do quinto ano (182). tuberculose (388). flores brancas. antipirética. Quando ocorrem invernos quentes.12%. • Massagem: friccionar as folhas sobre as partes afetadas (anti-reumático).até 8%. amarga. Deixar em maceração por 7 dias. málico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emenagoga. ventosidades.1:1 (96). • Florescimento: é condicionado pelas temperaturas invernais. FORMAS DE USO • Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre. distúrbios digestivos e hepáticos (257). tujona (anti-helmíntico e convulsionante). teneno. pireno.

sobretudo a tujona. licores. adicionar 1 xícara de mel e homogeneizar. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta apresenta odor peculiar e sabor amargo e aromático. A planta é utilizada também em cosmética e veterinária. O suco da planta não deve ser ingerido. loureiro-vulgar. As folhas dessecadas são utilizadas em alguns países como condimento de carne (182). A planta passa por insetífuga.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. Aromatizante em bebidas amargas (vermute.1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). . loureiro-de-presunto.degeneração irreversível do sistema nervoso central). Adicionar à ração do animal 1 colher das de chá para gatos ou 2 colheres das de chá para cães de porte médio (128). louro-comum. especialmente piolhos. vinhos). coar. Tomar 1 colher das de café diluída em água. loureirode-molho. Também pode ser aplicada topicamente em articulações inflamadas. O uso não deve ser prolongado porque pode destruir os glóbulos vermelhos (215). Adultos . O óleo essencial. loureiro-nobre. Abafar. A infusão elimina parte da toxidez (68). SINONÍMIA Loureiro. • Vermífugo para cães e gatos: triturar um punhado de flores e folhas. sempre-verde. Torna amargo o leite das mulheres que amamentam. TOXICOLOGIA Doses excessivas podem causar convulsões e pertubações da consciência (absintismo . loureiro-dos-poetas. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em 1 xícara das de cafezinho de água fervente. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. crianças . loureiro-de-apolo. nas irritações gástricas e nas propensões à congestão cerebral (93). As bebidas alcoólicas à base da planta são consideradas nocivas à saúde. loureiro-comum. é tóxico (257).escuro. • Vinho: macerar por 5 dias 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de vinho tinto e 2 cálices de aguardente. Contra-indicada para gestantes e indivíduos de temperamento bilioso ou sangüíneo. por ser tóxico. louro-de-apolônio. LOURO NOME CIENTÍFICO Laurus nobilis L. Filtrar. Tomar 1 cálice após as refeições.

originária da Ásia Menor. brilhantes na parte superior e baça na inferior. A parte do ramo que ficará sob o solo. Desenvolve-se bem em regiões em que as temperaturas médias anuais estão abaixo de 18oC. coriáceas. Procurar manter a planta com um porte de até 3 a 4m. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. agudas. retirando-se 1/3. persistentes. onduladas nos bordos. madeira amarelo-pálida.5 x 2. C. 4 a 6 por umbela na axila das folhas. pedunculadas. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por cochonilhas (Chrysomphalus aonidium.5m. É encontrado em altitudes de até 1. removendo-se a casca. dióica. • Plantio: outubro a novembro.5cm. Folhas verdeescuras. glabras. bem drenados. Cresce em ravinas das montanhas mediterrânicas. de casca lisa e preta. . O caule é glabro. Pseudoaonidium trilobitiformes) e besouros (Cratosomus pterygomalis. tuberculatus. Flores dióicas ou hermafroditas. • Propagação: alporquia. perene. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. localizados até a altura de 1m devem ser eliminados ou utilizados para a produção de mudas. com sépalas petalóides. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. Em regiões favoráveis. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. Deve ser feita também uma poda apical quando a planta atingir uma altura que seja inconveniente para a colheita de folhas. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. de cor negra. branco-amareladas. ramos eretos. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. lanceoladas. pode ser usada a semente dos frutos. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. lanceoladas. aromáticas.HABITAT Espécie alóctone. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. de 2 a 10m de altura. FITOLOGIA Planta arbórea. pecioladas. cujas larvas atuam como broca do caule e ramos (93). CLIMA É planta típica de regiões temperadas. • Poda: os ramos basais. mergulhia e rebentos da raiz. Pode viver de 60 a 70 anos (182). C. Se houver um período de estiagem prolongado. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. Retira-se o substrato sob água corrente. medianamente férteis e ricos em matéria orgânica. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. Não se adapta às regiões tropicais. Fruto tipo baga. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia.200m (182). alternas. onde o crescimento é muito lento (182). SOLO Profundos. phaleratus). ovóides. pequenas. em locais sombrios e margem dos cursos de água.

amenorréia. • Óleo medicinal:1 punhado de folhas secas em 1 xícara das de café de óleo de amêndoas ou azeite. bronquite (257). picada de insetos (380). dispepsia atônica (283).• Doenças: a mais comum é a fumagina . quando queimadas. • Óleo essencial: fazer fricções localizadas em áreas nevrálgicas e reumáticas. oleína. Abafar por 10 minutos. FITOQUÍMICA Laurostearina. coar. atuam à guisa de incenso. Deixar em banho-maria por 2 horas. Ferver por 10 minutos. • Frutificação: não se constatou a formação de frutos em Santa Catarina. borrachudos e pernilongos (258).fungo que forma uma camada pulverulenta negra sobre as folhas e sua ocorrência é facilitada pela presença de pulgões. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antimicrobiana em conjuntivites (363). antisséptica (182). dispepsia. nevralgia. astenia e fadiga. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de eczemas. anúria. estimulante estomacal. sudorífica (93). amornar. adicionar gotas de limão. principalmente em marinadas e molhos. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. gases. antidispéptica (283). anti-hemorroidária. úlceras (32). insônia (294). cânfora. • Suco: diluir 3 gotas do suco das folhas em uma xícara de água (amenorréia). calmante (294). Tomar 1 xícara das de chá em jejum e ½ hora antes das refeições (eupéptica). perfumando e desinfetando o ambiente. Guardar em refrigeração. Usado para o tratamento de articulações inflamadas e para afugentar moscas. coar e fazer a ablução dos pés (para combater os maus odores). • Geléia: amassam-se os frutos e misturam-se com mel. Aplica-se topicamente sobre úlceras (32). • Florescimento: final do verão. óleo essencial (93). coar. • As folhas. FORMAS DE USO • Infuso: 1 folha de louro picada em 1 xícara das de chá de água fervente. sedativa. PARTES UTILIZADAS Folhas sem pecíolo (verão) e frutos (outubro a novembro). antireumática. . • Decocção: 2 punhados de folha de louro picada em ½ de água. prisão-de-ventre. taninos e princípios amargos e aromáticos (294). carminativa. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser utilizadas como condimento em culinária. anti-reumática (271).

5g de nitrato de cálcio por planta. As folhas apresentam aroma muito intenso. prefere temperaturas amenas no verão. cujas folhas devem ser desbastadas a 1/3. silicosos a francos. Verões muito quentes e chuvosos apressam a senescência total da planta. malva-rosa. peltadas. MALVA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Pelargonium graveolens Art. SOLO A planta prefere solos bem drenados. jardineira. Regiões muito pluviosas são prejudiciais à planta. também utilizada para lenir dores nas articulações (294). Aplicar 40 dias após o plantio. • Plantio: outubro. As folhas são alternas. gerânio-crespo. Não tolera solos ácidos. As flores são pequenas. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva.7x 0. dispostas em umbela. úmidos e muito menos os encharcados. que é de clima subtropical. Utilizar substrato à base de vermiculita. cujas raízes são altamente exigentes em oxigênio. . pecioladas. pubescentes e aromáticas. ricos em óleo essencial. • Adubação: 0. crenadas.• Os frutos. HABITAT Espécie alóctone originária do Sul da África. aerados. brancas com listas róseas. • Propagação: estacas de ramos. CLIMA A planta. são matéria prima para o preparo de uma manteiga parasiticida. As estacas tem que ser aclimatadas sob proteção de sombrite de 70% de sombra e irrigação intermitente por nebulização. com lobos pinatífidos. ou casca de arroz tostadas ou areia lavada.5kg de húmus de minhoca por planta. palmatilobadas. estipuladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Geraniaceae. multi-anual. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. SINONÍMIA Gerânio-cheiroso. que lembra rosas. pediceladas.5m. cordiformes.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. utilizando-os para a produção de novas mudas. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. malva-de-botica. malvaísco. • Colheita: inicia a partir do 6 a 7 meses após o plantio. • Florescimento: novembro. É Adstringente e aromática. • É repelente de insetos. num raio de 50cm em torno de cada planta. HABITAT Espécie alóctone originária da África. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na indústria de perfumaria. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com o inço. Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil.• Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. calmante. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. Europa e Ásia. MALVA-COMUM NOME CIENTÍFICO Malva parviflora L. • Desbaste: deve-se retirar o excesso de ramos da planta mãe. malva-de-cheiro. SINONÍMIA Malva. Evita-se também que os ramos e folhas próximos ao solo sejam contaminados por resíduos de solo. . FORMAS DE USO Infusão e xarope. emoliente e usada em infecções da garganta e brônquios (257). malvisco. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. PARTES UTILIZADAS Folhas. que deve ser combatido em todos os estádios de crescimento da malva.

Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. verde-claras. alvas ou lilacinas. Semente reniforme. para que a planta escape dos períodos chuvosos e/ou quentes do início do verão. Folhas alternas. pilosas. bianual ou perene (conforme as condições ambientais). Inflorescência axilar. orbiculares. Cresce cerca de 40cm de altura. SOLO Prefere os areno-silicosos. subereta. reticulados. béquica. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. Pode ser propagada também por estacas. oftálmica. superficialmente lobadas. calmante. • Florescimento: primavera e verão. ricos em matéria orgânica. ácido malválico e estercúlico (209). prateado e glabro.7m. • Doenças: o fungo da ferrugem (Puccinia malvacearum). flores e raízes. glabros. Pecíolo canaliculado. de coloração cinza-amarelada ou ocre. castanho-avermelhado. foscos. Fruto do tipo esquizocarpo. com flores solitárias ou agrupadas. com 5 a 6cm de diâmetro. dotada de pêlos macios. . fibroso e bastante ramificado. formado por 10 mericarpos reniformes. pequenas. simples. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. aerados e bem drenados. • Plantio: outono. que favorecem à ocorrência de doenças. frutos e sementes. • Propagação: infrutescência. pouco abundantes. Apresenta uma certa tolerância às estiagens.) e pulgões. creneladas e medindo até 9cm de diâmetro. com tegumento ceroso. com o dobro do comprimento do limbo. que são vetores de viroses. As mudas são transplantadas quando apresentam 4 a 6 folhas definitivas. sem excessos. discóide. dificultando o raleio. profundos. O cultivo de primavera tem que ser o mais precoce possível. A geada é altamente prejudicial. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. O caule é cilíndrico. com pétalas mais comprida que as sépalas.FITOLOGIA Planta herbácea anual. Flores pentâmeras. sem acidez. antiinflamatória (209). odontálgica (215) e peitoral (444). • Pragas: vaquinhas (Diabrotica spp.0 x 0. estrelados e bifurcados. PARTES UTILIZADAS Folhas secas. A semeadura da infrutescência dá origem à germinação de tufos de plântulas. CLIMA A planta prefere temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. lateralmente comprimida. nematódeos e viroses. FITOQUÍMICA Ácidos graxos insaturados.

• As folhas e ramos prestam-se como forragem. em gargarejos para afecções das mucosas da boca e laringe e para as halitoses. TOXICOLOGIA • A planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos. malválico e estercúlico (209). causada por ácidos graxos insaturados. MALVA-CRESPA NOME CIENTÍFICO Malva crispa L. • Aves que ingerem as sementes e folhas põe ovos com a clara em tom rosado. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. Inalações são indicadas para dor de ouvido e das pálpebras (215). em decocção (444). OUTRAS PROPRIEDADES • Na Grécia é consumida como hortaliça. devido a liberação de ferro da gema. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à Malva-comum e Malva-de-botica. MALVA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Malva silvestris L.INDICAÇÕES A infusão é utilizada no tratamento de úlceras. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. SINONÍMIA . FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae.

inodoras e mucilaginosas. lanceoladas. com 5 a 7 lóbulos. divisão de touceiras e por estaquia. malva-maior. com calículo tem três brácteas. É heliófita. O pH do solo deve ser mantido entre 6. malva-de-casa. na Argélia.Hera-de-são-simão. malva-defolha-redonda. ereto ou prostrado-ascendente. longo-pecioladas. amarelos quando maturos e com uma semente por fruto (422). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. ricos em matéria orgânica. com 5 pétalas soltas. 8 a 10cm de comprimento por 10 a 13cm de largura. Cálice pentâmero. Apresenta caule pubescente. SOLO Prefere solos bem drenados. em campos abandonados.5 (182). com 50 a 80cm de altura. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. pubescente na base. • Pragas e doenças: a planta é extremamente sensível a Diabrotica spp. HABITAT Espécie alóctone que cresce espontaneamente em toda a Europa Central e Setentrional. com estípulas denteadas. profundos. rosa-chinesa. cordiforme-orbiculatas. malva-grande. Ocorre até 1. ao longo de estradas. lixeiras e solos ricos em nitrogênio. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. CLIMA Não tolera temperaturas muito elevadas. rosa. a planta comporta-se como anual e seu porte tende a reduzir sensivelmente. É planta tipicamente ruderal. As flores são colhidas antes da antese. Ásia Ocidental e Central e oeste da Índia. férteis. A raiz é dura e fibrosa. e a ferrugem (Puccinia malvacearum). malva. crescem nas axilas das folhas. palmatinérveas. Desenvolve-se melhor em temperaturas amenas de clima temperado a subtropical. mantidas sempre úmidas. Os carpelos das flores transformam-se em 10 a 12 frutos tipo aquênios esquizocarpo. • Colheita: inicia-se 6 meses após o plantio. mas macios ao tato. bordos recortados. Medra subespontaneamente no Sul do Brasil. • Plantio: outono. malva-verde. rosa-violáceo a azul.0 e 6. composto ou húmus de minhoca. • Florescimento: final da primavera até início do verão. fazendo que a planta se torne nanica e com crescimento lento. com as flores ainda em botão. grandes e membranosas. permeáveis.40m. AGROLOGIA • Espaçamento: 70 x 0. mal-das-boticas. FITOLOGIA Planta herbácea bienal. malva-branca. malva-pequena. secos e indeiscentes. na primavera. rosa-marinha. • Propagação: sementes. malva-vulgar. As mudas devem ser produzidas preferencialmente em abrigos telados. malva-selvagem. especialmente no cultivo de final de primavera-verão. Em regiões de frio rigoroso ou verão muito quente. com algumas nervuras mais escuras. As flores são fasciculadas e em número de 3 a 7. simples e tuberculoso na base. . a fim de se evitar o ataque de pragas. em entulhos. para manter-se integridade das pétalas. Folhas com pêlos ásperos. malva-rosa. medianamente soltos.500m de altitude (96). ocasionalmente anual ou perene. malva-silvestre.

afta. OUTRAS PROPRIEDADES • As aves. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água quente. FITOQUÍMICA Mucilagens e taninos (436). coar. • Decôcto: 2 colheres das de chá de flores em 1 xícara de água. • A mucilagem é adocicada. laxativa. Tomar durante 30 dias (emagrecimento) (145). calmante (283). antiinflamatória das vias respiratórias. hemorróida. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. • Compressas: aplica-se a infusão sobre furúnculos e abcessos. faringite.• Padrões comerciais: cinzas . tosse. refrescante e adstringente. gengivite. asma. As flores devem ter 15 a 20% de mucilagem (96). emoliente. abcesso. quando consomem as folhas e as sementes. obesidade (145). INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de irritação da garganta. Folhas com mais de uma mancha provocada por Puccinia malvacearum são rejeitadas. óleo essencial volátil. Ferver por 10 minutos. As flores são béquicas (93). devido à ação dos ácidos malválico e estercúlico. raízes e flores. • Gargarejos e bochechos: fazer infusão com 10g de folhas secas em um copo de água. colite. FORMAS DE USO • Tisana: 60g de raízes cozida em 1 litro de água. obstipação dos olhos e picada de insetos (1). afecções catarrais (271).até 16%. inflamações das vias digestivas e urinárias. das vias respiratórias. bronquite. expectorante. São administradas várias xícaras por hora para a expectoração do catarro e desinflamação das vias respiratórias (283). hipoglicemiante (145). oxalato de cálcio (27). antocianinas. estomatite. bactericida. Usar 3 a 6 vezes ao dia. adoçar com mel e tomar 3 xícaras das de café por dia (tosse). furúnculo. nervosismo. põe ovos com a clara rosada. acne rosácea. matérias pécticas e resinosas. MALVAÍSCO NOME CIENTÍFICO . antisséptica. devido a retranslocação de ferro da gema.

Folhas cordadas. SINONÍMIA Barrigudo. SINONÍMIA Malva-de-colibri. MAMÃOZINHO-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Carica quercifolia Solm. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio PARTES UTILIZADAS Raízes e flores. A parte do ramo que ficará sob o solo. . mamoeirinho. mamãozinho.0 x 1. mantidas sempre úmidas.Malvaviscus arboreus Cav. FAMÍLIA BOTÂNICA Caricaceae. • Espaçamento: 2. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser implantado na periferia da propriedade. à beira de caminhos ou em áreas acidentadas. amarelas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringentes (flores) e antiflogísticas (raiz) (93). às vezes trilobadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. 5 carpelos. jaracatiá. umbuzeiro. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. flores escarlates. Invólucros de 7 a 9 divisões lineares. • Propagação: estacas de ramos e mergulhia.5m. Fruto tipo baga subglobosa. • Plantio: setembro. mamão-macho. junto a cerca. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arboreta ramosa com 2 a 4m de altura. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. com caule liso e ereto.

Semear em saquinhos plásticos com capacidade de 400ml. americanum. medindo 15 a 20cm de comprimento por 10cm de diâmetro. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Inflorescência axilar. MANJERICÃO NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. verde-escuras na face ventral e verde-pálido na ventral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hidrópica. subdigitada. Flores dióicas. anti-helmíntica e digestiva. Fruto verde quando imaturo e alaranjado. peninervados. • Propagação: sementes. quando maturo. alfavacão. ou primavera. com oito lobos lanceolados. • A estipe é matéria prima para a obtenção de doce semelhante ao coco. longo-pecioladas.FITOLOGIA Árvore pequena. com as nervuras dorsais proeminentes. lobada. alfavaca-doce. var. pauciflora.5m de altura. SINONÍMIA Alfavaca. medindo 30 a 40cm de comprimento por 20 a 25cm de largura.2m. em regiões livre de geadas. lisos. de origem asiática.0 a 2. sobretudo da Índia. HABITAT Espécie alóctone. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. É cultivada no Brasil em hortas e jardins. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é comestível. com lenho mole e 2. glabras. verde-amareladas. basilicão. com sabor pouco adocicado. FITOLOGIA . Folhas glabras. contendo substrato organo-mineral. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.2 x 1. erva-real. manjericão-doce. • Plantio: outono. incorporada na cova de plantio. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. purgativa (215). com um sulco dorsal sobre o pecíolo.

• Secagem: as folhas devem ser secas em estufas a 40 a 45oC. cinoleno. Adubar em demasia aumenta o vigor da planta em detrimento do aroma das folhas. O segundo corte pode ser feito dois meses após o primeiro.6 a 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Rendimento: as folhas produzem 24 a 30kg de óleo/ha. ácido linoléico e cimoleno (163). SOLO Adapta-se melhor aos solos férteis. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. cortando a planta até 2/3 de sua altura. febrífuga. opostas. • Propagação: estacas de ramos jovens e sementes. sudorífica e anti-reumática (9). Em semeadura direta são gastos cerca de 5kg de sementes para o plantio de 1 hectare. metil-chavicol. • Adubação: é feita no plantio. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. antisséptica (128). peitoral. muito ramificada. pilosos quando novos. antidiarréica. béquica. tônica (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. verde-claras. linalol. carminativa. (163). hemostática (215). diurética. emenangoga. FITOQUÍMICA Timol. • Quebra-ventos: os ramos da planta rompem-se facilmente do caule. As folhas frescas possuem cerca de 0. Fruto tipo aquênio. necessitando de proteção contra ventos fortes ou mesmo os predominantes.0 x 0. de crescimento ereto. utilizando-se 2kg/m2 de cama de aviário.5m. Não suporta geadas. INDICAÇÕES . sendo que as sumidades floridas frescas. elíptico-lanceoladas.3% de óleo essencial. CLIMA Prefere clima subtropical até o temperado quente. cineol. estragol. cânfora. não tolerando baixas temperaturas. excitante. pineno.45% (96). com sementes pequenas. A inflorescência é do tipo cimeira espiciforme. Caule e ramos quadrangulares. geraniol. muito ramificados. taninos (93). ricos em matéria orgânica e permeáveis. pretas e oblongas. As folhas são simples. • Colheita: inicia três meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. eugenol.0m de altura. úmido. antiespasmódica. citronelol. que cresce cerca de 0.Planta herbácea perene. digestiva. e as flores são brancas e labiadas. 0.

dismenorréias. HABITAT É originária do nordeste da África. semi-prostrada. verde-acizentadas na parte ventral e aveludada na dorsal. pequenas e ovais. afecções urinárias e respiratórias. É cultivada em hortas.5 a 2. frangos. amigdalite. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras três vezes ao dia (uso interno). cólicas intestinais. de 20 a 30cm de altura. SOLO Prefere solos leves. dispostas em espigas axilares. MANJERONA NOME CIENTÍFICO Origanum majorana L. as folhas tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. FITOLOGIA Planta herbácea. para afecções bucofaringeanas (68). faringite. ricos em matéria orgânica. Flores rosadas. • Utilizada em molhos. gengivite e afta (68). É anual em regiões de clima temperado. do Oriente Médio até a Índia. 3 a 4 vezes ao dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Caule lenhoso na base. carnes. OUTRAS PROPRIEDADES • É uma planta melífera. CLIMA Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes. opostas. vômitos. estomatite. Folhas pequenas. no Brasil. radicante quando encosta no solo. AGROLOGIA . medindo 1. Sementes escuras. bem drenados. quadrangular. multi-anual (em regiões quentes). Em regiões muitos quentes. • As sementes controlam as larvas de Culex e Aedes aegypti. condimentar e insetífuga. peixes. livres de alumínio tóxico. pouco piloso. omeletes e saladas.Indicada ainda para a atonia gastrointestinal.0cm de comprimento. formando touceiras. • Decocção: fazer gargarejo e boxexo. • É componente do Licor “Chartreuse” e confere sabor especial ao creme de abacate com açúcar (163). pecioladas. Não tolera temperaturas abaixo de 10oC (96).

na base seca (277). cólicas e incontinência dos instintos sexuais (215). mirceno (1. retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio. sílica nos intestinos (271). OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como condimento de peixe. • Colheita: inicia 60 a 70 dias após o plantio. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de feridas. • Raleio: quando houver uma densidade de folhas muito elevada. sedativa e analgésica (294).35% (96).7 a 3.83 a 38.200 a 7. astenia (294). Adicionar o decôcto coado na água da banheira (banho tônico) (294). A planta fresca contém 0. sendo que o teor médio de óleo essencial na planta é de 1. O teor de óleo essencial varia de 0. há tendência da planta definhar e as folhas se tornarem cada vez menores. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. • Rendimento: 1. insônia. Adoçar com mel e tomar ao longo do dia (calmante).000kg/ha.55. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores.2%. tomada após as refeições.10 a 1. Neste caso.0% de óleo essencial (96). emenagoga (93).19 a 8.40%). aperiente. FITOQUÍMICA Sabineno (5. • Florescimento: 70 a 80 dias após o plantio.51%). em média (317). • Plantio: março a abril. O rendimento de folhas e flores desidratadas por planta é de 8. queimaduras. fraqueza do músculos. pizza. • Decocção: ferver 100g de folhas em 1 ½ litro de água. linalol (3. • Padrões comerciais: a planta seca pode ter 0.16 a 10.20% de óleos essenciais e as sumidades floridas cerca de 0. pastéis e molho para macarronadas. recheio de frangos.93%).61g.3m.3 x 0. antiespasmódica. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de manjerona para 1 xícara das de chá de água quente. α-terpineno (0.17 a 7.15 a 0. γ-terpineno (14. Esta infusão. sudorífica.2 a 0. digestiva (128). sistema nervoso. resfriado. divisão de touceiras e sementes.62%) e 4-terpineol (28. atua como digestiva.86%). O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36. setembro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. dor de cabeça. tônica. . anti-reumática (271).• Espaçamento: 0.1% (317).58 a 21. Abafar por 10 minutos. • Propagação: segmentos de caules radicantes.14%) (277).

MARACUTANGO NOME CIENTÍFICO Passiflora alata Dryand. porém mais compridas. Folhas oval-oblongas. axilares.0. trepadeira. bem drenados e com pH na faixa de 5. no entanto. É. oblongoobtusas. agudas. verde externamente e avermelhadas internamente. maracujá-comprido.5 x 1. SINONÍMIA Flor-da-paixão. quando maturo. FAMÍLIA BOTÂNICA Passifloriaceae. Apresenta sobre o pecíolo 2 a 4 glândulas sésseis dispostas em pares. CLIMA Prefere clima quente. unifloros. HABITAT Planta autóctone da América tropical.5m. Não resiste à geadas (96). verde. brilhante na face ventral e pálida na dorsal. com precipitação de 800 a 1. com 10 a 14cm de diâmetro. Flores pendentes. de caule ligeiramente quadrangular. bem distribuídas.750mm/ano. corniculadas. medindo 10 a 15cm de comprimento por 7 a 9cm de largura. maracujá-amarelo.5 a 6. maracujá-grande. maracujá-de-refresco. maracujá-doce. Sépalas subcarnosas. cultivado em todo o Brasil. maracujá-comum.• É melífera. peciolada. passiflora. maracujá. maracujá-silvestre. ocorrendo espontaneamente até a latitude sul de São Paulo. FITOLOGIA Planta herbácea. Corona de fauce filamentosa e multisseriada. com temperaturas variando entre 26 a 27oC. quando imaturo. Pedúnculos florais solitários. maracujá-melão. Pétalas semelhantes às sépalas. . amarelo-alaranjado. com cerca de 9 a 10cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. maracujá-suspiro. glabro. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. alvacentas por fora e encarnadas por dentro. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. e úmido. glabro e discretamente alado. glabras. maracujámamão. maracujá-açú. Fruto ovóide ou piriforme.

à beira de estradas. macelinha. carrapichinho-de-agulha. SINONÍMIA Camomila-nacional. macela-do-sertão. aumentar a produção e a qualidade de folhas e frutos. • Capina: manter as plantas livres de concorrência com as invasoras. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. HABITAT Espécie alóctone que cresce subespontaneamente em pastos nativos. • Colheita: inicia 8 a10 meses após o plantio. desinfetantes e diuréticas. areias e capoeiras. macela-do-campo. FITOLOGIA . macela. • Plantio: setembro. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. losua-do-mato. etc. macela-amarela. marcela-do-campo. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. 30 dias após o plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são calmantes. doces. macela-da-terra. PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. • Tutoramento: é feito com o objetivo de facilitar os tratos culturais. marcela. As sementes e a raiz são vermífugas (215). Aplicar 10g por planta de nitrato de cálcio. MARCELA-DO-CAMPO NOME CIENTÍFICO Achyrocline satureioides [DC. chá-de-lagoa. INDICAÇÕES Para a insônia e dores em geral (215). reaplicando posteriormente em intervalos de dois meses. marcelinha. paina. • Padrão comercial: o resíduo máximo por incineração é de 14% (96).• Propagação: sementes.] Lam. terrenos baldios. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos são comestíveis e utilizados para o preparo de sucos.

alternas. SOLO Desenvolve-se em solo arenoso. sésseis. patentes. • Colheita: 3 meses após o plantio. A planta é ramificada. papus branco. inteiras. ápice copioso-ramoso. quercetagetina. germacreno-D e α-pineno. heliófita. quercitina. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. vivaz. Fenilpironas: italidipirona e 23-metil-6-0-desmetil auricepirona A parte aérea . teor de umidade das sementes: 10. Ácidos polifenólicos e ésteres: ácido clorogênico e isoclorogênico. densoagregados com dois tipos de flores. FITOQUÍMICA Óleo essencial: 1-8-cineol. femininas. A flor e a parte aérea contém flavonóides: isonafaliina. pedregoso.8-trimetoxiflavona.7.5 e 5%) inibem a germinação de sementes de alface. Capítulos numerosos. monóica. medindo 8 a 10cm de comprimento por 1. tamarixetina 7-glucosídeo. tamarixetina. δ-cadineno. tênue-alvo-tomentoso. alnustina. glabro e pardo. 4 ou 5. 5. 7-hidroxi-3.5cm de largura. Esta espécie distingue-se da A.8-tetrametoxiflavona (268) e kawapirona (200).7. PARTES UTILIZADAS Sumidades florais abertas. • Alelopatia: extratos acuosos das flores (1.7-dimetileter. Folhas distantes.5. de corola filiforme. lineares a lanceoladas. 2. de corola tubulosa.5. as folhas adquirem coloração acizentada. • Florescimento: outono.5m • Propagação: via sementes. as flores marginais. Fruto aquênio. a propagação vegetativa pode ser feita visando a multiplicação de genótipos superiores e a produção de mudas uniformes e saudáveis. Não obstante. de caule cilíndricos. Flores amarelodouradas. as centrais hermafroditas. Porém. argiloso e mesmo em áreas semi-halófitas próximas ao mar. raminhos ascendentes. desenvolve-se melhor em solos férteis e com bom teor de umidade. galangina-3-metiléter. 3. ácido caféico e cafeoilcalerianina (137). mas estimulam o crescimento da planta (423). AGROLOGIA • Espaçamento : 0. reunidos em panículas corimbosas. protocatequilcalerianina.8% (253). cariofileno. galangina. cariatina. óxido de cariofileno. • Plantio: janeiro a fevereiro. quercetina 3. quercitina-3-metiléter 7diglicosídeo (54). Germinação: 68%. isognafaliina. CLIMA Espécie de clima subtropical. que cresce 40 a 80cm de altura. alata por possuir caule liso.Planta subarbustiva. quando as plantas estão em pleno florescimento.8-trimetoxiflavona. • Adubação: a planta é bastante rústica sendo pouco exigente em fertilidade e umidade de solo. Em condições de estiagem prolongada. ereta.

borneol. antiinfecciosa. antiinflamatória. aperiente. cefalalgias. antidiarréica (68). favorecem o sono (68). FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras das de cafezinho em ½ litro de água. INDICAÇÕES Na Venezuela a planta é usada para a impotência (179). antiasmática. disenteria (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Eupéptica (327). além de ser mutagênica (115). sedativa (395). • As flores fornecem matéria tintorial para a lã. anti-helmíntica. disfunções gástricas e digestivas. TOXICOLOGIA Apresenta ação genotóxica e moluscicida contra Biompharlaria glabrata em concentrações de 100ppm.84% de óleo essencial (96). adstringente. anódina (242) e antiepiléptica (215). antiespasmódica. atividade analgésica e antiinflamatória (115). FARMACOLOGIA Imunoestimulante (331). Extrato hexânico das flores. As sumidades floridas dessecadas têm 0. emenagoga. 230). inibiu Pseudomonas aeruginosa (229. antiflogística (179). demonstra atividade imunoestimulante e aumenta a atividade fagocitária. carminativa. estomáquica. antiedematogênica externa e interna (394). aplicada via intraperitonial. α-terpineno. febrífuga. ésteres de coleriantina. inapetência. • Travesseiros: quando preenchidos com as flores. colagoga. inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus e na concentração de 166. antitumoral. derivados da fenilpirona e morina. A fração polissacarídica da planta. canfeno.7 a 0.contém sesquiterpenos. Encerra ainda luteolina. excitante. sedante. MARGARIDÃO-AMARELO . calmante para problemas digestivos (257). 180. Apresenta atividade relaxante da musculatura lisa. hipocolesterolêmica.019mg/ml. α-himachaleno (367). em ratos. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas para o enchimento de travesseiros e almofadas. mirceno. antidiabética. antiherpética. antisséptica. monoterpenos (257). 395). antiálgica. tônica.33mg/l (extrato aquosos). Tomar 6 xícaras das de chá ao dia (257). A raiz contém compostos acetilênicos (179). na dose de 0. amarga. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana (180). antiespasmódica e antiinflamatória (155.

• Plantio: primavera.NOME CIENTÍFICO Tithonia diversifolia A. vigoroso.5 x 2. em média. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Os ramos são radicantes sem mesmo encostar no solo. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. A maturação dos aquênios é muito lenta e coincide com rebrote intenso do caule. Abafar por 10 minutos. As folhas são inteiras ou com vários recortes. Tomar após às refeições. • Propagação: brotações dos ramos. • Florescimento: maio a junho. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de distúrbios hepáticos e gástricos. com 2.0m. podendo chegar até 3. ramificado. Gray.0-2. Inflorescências terminais ou laterais com flores amarelas vistosas em capítulos grandes. • Doenças: as folhas mais velhas são geralmente infectadas por antracnose. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha por xícara de água quente. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Produção de sementes: julho-agosto. estacas radicantes e sementes. FITOLOGIA Arbusto perene semi-herbáceo. As sementes são geralmente chochas. MARIA-PRETA NOME CIENTÍFICO Solanum americanum Mill. girassol-mexicano. ovalado-orbiculares e pubescentes.0m de altura por 4m de diâmetro de copa. . grandes.6m de altura. ereto. SINONÍMIA Boldo-japonês.

com 1. caraxiocu. aguaraquiá-açú. guaraquinha. glabra e fosca. bosques e áreas ruderais das regiões tropicais da América. mas variando de 100 a 1000 sementes (209) ou até 178.3m. e negra quando matura. . caaxixá. • Plantio: outono. verde e ereto. PARTES UTILIZADAS Folhas. em média. pouco pilosa. medindo 3 a 6cm de comprimento. ramificado. ovais. quase trapedozais. Apresenta caule liso. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. amareloclara. SOLO Exige solo fértil (é nitrófila). pimenta. alternas. Semente comprimida. carachichu. medindo 8 a 10mm de diâmetro. em viveiro. araxixu. maria-preta. sobretudo México e Costa Rica. caraxixá.FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. as vezes inteiras. anual. erva-de-bicho. Porém. • Florescimento: quase todo o ano. amarga e nauseabunda. quando imatura. SINONÍMIA Aguarágua. é encontrada até mesmo em solos secos. A viabilidade no solo é de 8 anos (242). pimenta-de-cachorro. acuminadas. pimenta-de-galinha. • Produção de sementes: 500 por planta. pimenta-de-rato. HABITAT Espécie autóctone que medra em áreas agrícolas.3mm de diâmetro. humoso e com teor de umidade. dispõe-se em umbelas com 3 a 10 flores com até 1cm de diâmetro. aguaraquiá. desigualmente lobadas. sué. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. É heliófita. • Colheita: ano todo. erva-moura.0 a 1. pecioladas. As flores. reticulada. CLIMA Adapta-se do tropical ao temperado. obovóide. • Propagação: sementes. maria-pretinha. simples.000. pastos. brilhante. guaraquim. Folhas esparsas. erva-mocó. verde-escuras. com cerca de 30 a 70cm altura. A polpa contém 50 a 100 sementes pequenas e arredondadas.4 x 0. pedregosos e depauperados. alvas e curtamente pedunculadas. Os frutos quando secam retém as sementes (209). O fruto é uma baga (solanídeo) verde. FITOLOGIA Planta herbácea. caraxixu.

que é matéria prima para a produção de hormônios esteroidais (179). mineralizante. catarros e afecções urinárias). acne. tinha e vaginite. apud 179). eczema (93). apud 179). aperiente. exantema. calmante (215). inflamações. abcesso. depurativa. psoríase. FARMACOLOGIA A infusão das folhas apresentou atividade hipoglicemiante em ratas (Victoria. reconstituinte (179). sedativa. Tomar 3 xícaras ao dia (excitação nervosa. erisipela. afrodisíaca e analgésica (242). cólicas. irritadas e dolorosas. emoliente. antiinflamatória. paludismo. queimaduras (32). frente a acetilcolina. cirrose. doloridas e lesionadas (68). panarício. anti-reumática. febrífuga. ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção das folhas tem ação antibiótica sobre Staphylococcus aureus (62). .FITOQUÍMICA Solanina. nevralgias.1%). gastrite. diarréias. gastralgia. espasmos vesicais (93). feridas e úlceras (uso tópico das folhas contusas). OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos maturos são comestíveis.. podendo servir de matéria prima para geléias. escorbuto. anemia. A fruta fresca é usada como antiparasitária (2) INDICAÇÕES Indicada para o uso externo no tratamento de ptiríase versicolor ou pano branco (128). nas doses de 320 a 640mg (Cruz. rutina. meningite. analgésica. A decocção e a maceração hidroalcoólica das folhas tem atividade sobre Candida albicans (Victoria. cólica e afecções urinárias (68). úlcera gástrica (179). Internamente para o tratamento de asma. solamargina (86 e 87). por mecanismo muscarínico e musculotrópico. cólicas. diaforética (68). apud 179) e Cryptococcus neoformans (Cooney et al. na dose de 640mg e frente ao cloreto de bário. excitação nervosa. narcótica (209). anti-hipertensiva. áreas intumescidas. vulnerária. distúrbios digestivos e ginecológicos e hemorróidas (1). diurética. pústulas. Pode-se utilizar o decôcto para fazer a ablução de áreas inflamadas. antiartrítica. leucorréia. furúnculo. terror noturno (215). apud 179). dermatoses. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. Também contém solasodina (0. escrófulas. expectorante. calmante. espasmolítica. dermatite. A planta tem habilidade em acumular nitratos. dartros. asparagina. TOXICOLOGIA Os frutos verdes são tóxicos (68). podendo atingir níveis tóxicos aos animais (209). A solanina tem uma DL50 de 42mg/kg por via intraperitonial (41). amigdalite. crises hepáticas. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas aplicadas topicamente (dermatoses e lesões dérmica) • decocção: ferver 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água.

As folhas são alternas. CLIMA É originária de regiões temperadas quentes.30cm. 30 x 0. SINONÍMIA Erva-de-santa-maria. preferindo aqueles de textura média e férteis. bem drenado. pinatisectas. • Colheita: inverno e primavera. O fruto é uma síliqua indeiscente. mentrusto. castanho-amarelada. É heliófita. composta de duas valvas. Inflorescência em rácimos cilíndricos. • Plantio: outono. As folhas basais são curto pecioladas e as terminais sésseis. Smith FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. erva-formigueira. MASTRUÇO NOME CIENTÍFICO Coronopus didymus L. SOLO Todo tipo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A planta não se desenvolve bem no verão. . crescendo cerca de 40 a 50cm de comprimento. de caule ramificado horizontalmente a partir do colo. • Propagação: sementes. FITOLOGIA Planta herbácea anual. que contém um composto sulfurado que age como antibiótico natural (128). mastruz. cuja corola é formada por 4 pétalas hialinas. reunindo flores muito pequenas. As sementes são oblongo-reniformes. glabras. com 3 a 7 pares de segmentos laterais e um terminal. verde intensas. São semeadas diretamente em sulcos transversais de canteiros. prostrada. sendo que cada segmento se desdobra em 2 a 5 lobos.• As folhas são preparadas cozidas ou fritas com ovos (179). • A planta pode ser hospedeira de nematóides do gênero Rotylenchus e Meloidogyne (209). mentruz. mas adapta-se bem às subtropicais. erva-vomiqueira. unissulcada. • Adubação: 2kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. FITOQUÍMICA Óleos essenciais.

mata-cavalo. expectorante (128). • Cataplasma: preparar em pilão ou liqüidificador uma pasta de talos e folhas. hermética. excitante. afecções respiratórias. juá-vermelho. baga-de-espinho. Filtrar. . cujo caule e folhas são revestidos por grandes e numerosos espinhos recurvados para baixo. bronquite. HABITAT Espécie autóctone que medra ao longo da faixa litorânea brasileira. • Salada: usar folhas novas como estimulante da digestão. ocorrendo em pastos. SINONÍMIA Arrebenta-boi. à margem das estradas e cercas das planícies litorâneas. raquitismo contusões (215). vesicatória dérmica. dores musculares (128). febres palustres e intermitentes (242). em uma garrafa de vinho branco seco. anti-hidrópica (435). juáti. FORMAS DE USO • Vinho: macerar por 5 dias 50g de folhas e talos picados (em local escuro). joá-vermelho. estimulante das glândulas salivares. baba. OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como aromatizante de bebidas alcoólicas. que cresce cerca de 50 a 60cm de altura. Tomar 3 cálices por dia. áreas abandonadas. peitoral e antiescorbútica (93). em intervalos de 4 horas (expectorante).PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante da digestão. afecções renais e do estômago. O caule é ramificado. mingola. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. arrebenta-cavalo. MELANCIA-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO Solanum capsicoides All. Tomar 3 xícaras ao dia (128). Espalhar numa gaze e aplicar topicamente em dores musculares • Infusão: 10g de folhas em 1 litro de água quente. hipertrofia do coração e ciática (435). vermífuga. diurética (215). gogoia. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorróidas. FITOLOGIA Planta herbácea anual. babá.

pentalobadas. A corola é formada por 5 lobos cuneados e agudos e brancos.5cm de diâmetro. transmitem pelo leite as propriedades tóxicas (283). • Colheita: ocorre no verão. uma substância semi-esponjosa. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. SOLO Prefere solos soltos. glabra. Quando novos apresentam coloração verde rajado com verde-escuro. arenosos. Quando maturos. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. reticulada. membranáceas. As vacas ao ingerirem o fruto (com as sementes). com tegumento coriáceo.0 a 3. aladas. com estrutura pentâmera. O cálice é 5-lobado. medindo 13 a 15m de comprimento por 10 a 11cm de largura. Encerra. adquirem tonalidades uniformes laranja-vermelho. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa do fruto é comestível. comprimidas. além das 200 a 250 sementes. As flores. que são maiores. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. brilhante. quando não morrem. verde-claro e ostensivamente armado. medianamente úmidos e pouco ácidos. 32). É heliófita.cilíndrico e lenticilado. com pedicelos espinhosos.80 x 0.5m. As sementes são reniformes. sobretudo na face dorsal. medindo 3. PARTES UTILIZADAS Frutos. tuberculose mesentérica e edemas nos membros inferiores (93). estão reunidas extra-axilarmente em grupos de quatro. ocorrem alguns espinhos. Sobre o pecíolo e nervura principal. • Plantio: setembro. .000 sementes (209). • Florescimento: outubro a novembro. • Produção de sementes: cada planta produz entre 300 e 3. discóides. Os frutos (solanídeos) tem formato esférico ou levemente achatado na base. • Os frutos são usados para envenenar baratas. • Propagação: sementes. amareladas ou ocre. algo prateada de sabor muito doce. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de manchas de pele (panos). CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. urticária (283. As folhas são longo-pecioladas. aos 100 a 120 dias após a emergência.

SOLO Prefere solos úmidos.MELÃO-DE-SÃO-CAETANO NOME CIENTÍFICO Momordica charantia L. quando maturo. pubescentes. com caule estriado. SINONÍMIA Erva-de-lavadeira. escabroso externamente.0cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. alóctone. fruto-de-cobra. denteados ou lobulados. aerados e humosos. As sementes são ovalado-elípticas. delicada. longo-pecioladas. dispostas em cachos ou corimbos. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. verde-amarelado. escandente. • Propagação: sementes. membranáceas. medindo 2 a 3m de comprimento. FITOLOGIA Planta herbácea.6 a 1. Pode-se semear diretamente no campo. HABITAT Espécie alóctone originária da Ásia. crescendo subespontaneamente em quase todo o Brasil. fruto-denegro. palmatífidas. muito ramificada. anual. com 5 a 7 lobos ovalado-oblongos. erva-de-são-caetano. Fruto tipo cápsula que se abre em três valvas. unisexuais e amarelas. medindo 0. em terrenos baldios e áreas ruderais. Apresenta gavinhas simples. As flores são axilares. Possui folhas alternas. contendo sementes envolvidas por arilo vermelho de sabor adocicado. mas que se tornou cosmopolita.0 x 0. A planta tem cheiro desagradável e os frutos são amargos. solitárias. porém a formação de mudas em bandejas de isopor permite o estabelecimento de mudas mais vigorosas e . CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação térmica e luminosa. quando imaturo e alaranjado. Desenvolve-se melhor em fotoperíodo curto. com lóbulos mucronadas. estreitados na base. monóica. foscas. longas e pubescentes. não encharcados. Em pleno verão. erva-de-são-vicente. escabrosas.4m. levemente hirsuta na página superior e densamente na inferior sub-orbiculares. a planta torna-se mais raquítica e os frutos menores. quadrangular. sob intensa radiação solar. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. melãozinho. castanho-amareladas. glabras. longo-pedunculados. finas.

ácido gentísico. depurativa do sangue (179). Plantio: setembro. Tutoramento: permite a colheita de frutos de melhor qualidade. V-insulina. antiflatulenta. febrífuga. desde aqueles feitos de bambu e arame. afrodisíaca.56%) (187). Florescimento: primavera e verão . momordica aglutinina. antidiabética. À medida que finda o ciclo da planta. hipotensora. neroldiol. colerética. antimicótica. supurativa. cicatrizante (as folhas pulverizadas). β-sitosterol. O suco das folhas é emético e purgante e a raiz é adstringente. momordica charantia lectina. derivados de stigmasterol. momorcharisídeos A e B. hastes. vermicida. O fruto é antileucorréico. O fruto é rico em polissacarídeos. P-insulina. Os mesmos. momordipicrina. anticarbunculosa (93). Consórcio: devido ao grande vigor da planta. triterpenos-momordicina. a malha pode ser de 10 a 15cm. vicina e o alcalóide zeatina (179). FITOQUÍMICA Momordicina (alcalóide). ela tende a ocupar todos os espaços disponíveis. PARTES UTILIZADAS Frutos. fenilalanina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aperitiva. anticatarral e purgativo (257). arginina. emeto-catárquico. INDICAÇÕES . anti-helmínticos (frutos) antipirética. o mais importante é sua ação hipoglicemiante. β-amirina. β-alanina. adstringente da cútis (299). folhas e arilo das sementes. diosgenina. De todos os usos da espécie. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. βcaroteno. taraxerol. laxante. verbascócido. Existem várias opções de tutores. Os frutos são colhidos semi-verdes. o tamanho do fruto também decresce. até redes plásticas. estomáquica. antihemorroidário (242). dispostos vertical ou horizontalmente. comportando-se como invasora e atrofiadora de outras espécies em consórcio. já maduros. anti-reumático. inibidor de tripsina momordica. no verão.• • • • • • uniformes. são hemostáticos. hipoglicêmica (infusão das folhas). Os frutos cozidos são utilizados como vomitivos e antivenéreos. 5hidroxitriptamina. fator citostático de momordica. Pode-se também fazer o plantio ao longo de cercas. antes de se abrirem. α-caroteno epóxido. Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. Frutificação: ocorre no verão. esteróide-charantina. em forma de cataplasmas. vermífugo e estomáquico (120). que são as mais indicadas. criptoxantina. emenagoga. Para tanto. p-cimeno. anti-reumática. que contém 16% de ácido galacturônico. lignano-calceolariosídeo. antifebrífugos e antipalúdicos (frutos na forma de geléia ou xarope) (152). (352). As sementes encerram os aminoácidos ácido glutâmico (42. emoliente.15%) e glicina (18. purgativas (folhas). rubefaciente. ácido mormódico (257).

FARMACOLOGIA Apresenta atividade antitumoral em Sarcoma 180. A decocção das folhas é utilizada para tratamento de infecções da pele. Também evidencia-se a atividade citostática e antiviral de uma fração cromatográfica de um extrato do fruto. tem efeito purgativo drástico. dartro. o decréscimo foi de 28%. furúnculo. O suco da polpa de Momordica charantia diminui os níveis de glicose em ratas normais. para os leucócitos humanos leucêmicos (ED50= 0. na dose de 3ml/kg por via oral. que o sumo do fruto é citotóxico in vitro. O extrato alcoólico a 95%. Preparada por cozimento. via intraperitonial. O fruto maduro. enxaquecas (120). A administração de charantina (50mg/kg) em coelhos. O extrato de sementes e da planta inteira demonstraram um pequeno mas consistente aumento nos níveis de glicose em ratas normais. O extrato alcoólico a 70%. Inibe a glucose-oxidase e radicais livres (179). possui uma atividade citotóxica dose-dependente sobre os linfócitos leucêmicos em humanos. inibe o sistema nervoso central. apud 179). Após cinco horas. isolado a partir dos frutos. imunomoduladora (120). malária. As folhas e frutos são utilizados na cura do gogo das aves (93). Diversos trabalhos tratam da atividade hipoglicemiante dos frutos. antimutagênica. A charantina mostrou ser mais potente do que a tolbutamida como hipoglicemiante. O efeito foi mais pronunciado com o extrato metanólico do suco da polpa isento de saponinas. (179). Os resultados indicam a presença de compostos hipoglicêmicossapogênicos e a atividade provavelmente medida seja por uma melhoria no sistema da atividade secretora da insulina de células β.35g/kg). O suco das folhas é utilizado para mordida de serpentes e afecções biliares (179). tanto que seu uso na medicina popular é considerado como perigoso (Hurst. 179). em doses de 3 mg/animal. pela inibição da síntese protéica (179). ATIVIDADE BIOLÓGICA . androgênica. O princípio responsável por esta atividade é o polipeptídeo P (ou V-insulina). picadas de insetos. O suco da polpa também teve um efeito hipoglicêmico significativo em ratas normais alimentadas com glicose. in vitro. morféia. A infusão forte é utilizada para escabiose. ou melhorando a ação da insulina (11. antiviral contra o vírus da estomatite vesicular. possui uma atividade anti-hiperglicemiante (205). é utilizada para colite. eczema (32). antilipolítica. em intubação gástrica. sementes e cultura de tecidos. catarata (271).É indicada para o tratamento de enfermidades hepáticas (352). dores de ouvido. queimaduras.16G/kg) e os linfócitos humanos normais (ED50 = 0. cólicas abdominais. Menciona-se também. embaraços gástricos. quando o extrato foi administrado 45 minutos antes da administração da glicose. O extrato aquoso do fruto. em coelhos tratados com estreptozotocina. As sementes. em grandes quantidades. hemorróidas (especialmente a raiz) (257). A planta inteira é utilizada contra e resfriado (233). já resulta em efeito hipoglicemiante. anti-hipercolesterolêmica. O extrato aquoso das folhas inibe consideravelmente o aumento da atividade do guanilato ciclase induzida por fatores químicos carcinogênicos. pruridos e úlceras malignas. antitumoral da leucemia L-1210. e aplicado por via subcutânea. tanto em animais quanto em humanos (207). menstruações difíceis e cravos. causou um decréscimo gradual no nível de açúcar no sangue em 42% após quatro horas de sua administração. sarna.

espermatogênico e espermicida. o extrato provoca lesões testiculares e atrofia os espermatozóides. aplicado em bezerros. uma atividade anti-helmíntica poderosa contra áscaris. O extrato aquoso das sementes possui uma atividade anti-helmíntica in vitro (179) FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas secas por litro de água (leucorréia. trituradas. na preparação da cerveja. • O fruto é um ótimo substituto do lúpulo.O extrato etanólico do fruto apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. • O extrato aquoso das folhas possui elevada atividade inseticida (179). A infusão do fruto é útil contra hemorróidas. • As folhas e as hastes. É descrita como uma planta tóxica e abortiva (333). e. Além do mais. O sabor amargo pode ser eliminado escaldando o fruto. .. TOXICOLOGIA Pode ter ação teratogênica (233). É abortivo em ratas à doses de 8 mg/kg por via intraperitonial. Outros trabalhos relatam atividade espermicida in vitro.75 g/kg por via oral durante 20 dias. apresentando vômitos e severos efeitos purgativos (84). tem causado a morte de crianças. O suco puro pode ser aplicado sobre a sarna (32). furúnculos e carbúnculos) • Suco: machucar as folhas verdes em óleo de amêndoas doces (queimadura). é um inibidor da síntese protéica. não devendo ser ingeridas em grandes quantidades (209). menstruações difíceis e cólicas causadas por vermes). O arilo da semente é adocicado. Bacillus sp. • Ungüento: arilo contuso misturado com vaselina (tumores. bem como para a indústria do papel. Eschirichia coli e Staphylococcus aureus. cercas e caramanchões. P. As sementes contém compostos tóxicos. sobretudo na forma de picles e salada. Os pássaros apreciam muito o arilo. servem para alvejar roupas e tirar nódoas (93) . Micrococcus luteus. provoca uma diminuição acentuada na formação dos espermatozóides. podendo ser consumido in natura. Shigella. na dose de 1. In vitro. in vitro. • O fruto quando novo é comestível. Mas pode ser frito e cozido. aeruginosa. No sul da Flórida tem ocorrido vários casos de crianças que ficaram doentes após terem consumido os frutos maduros de Momordica charantia. depois de apresentar vômitos e diarréia (352). além de atividade antihelmíntica. • A planta pode ser utilizada como ornamental em pergolados. O suco apresenta efeito antimicótico. almofadas e estofados. Shigella flexneri (245). O extrato etanólico a 95% possui. Salmonella. • Das sementes obtém-se um óleo para a produção de alguns cosméticos. Administrado durante 60 dias. o efeito tóxico experimentado com o sumo de Momordica charantia sobre ratas e coelhos. OUTRAS PROPRIEDADES • As hastes fornecem fibras macias para o enchimento de colchões. Candida albicans. Alguns autores indicam que meia colherada do sumo do fruto maduro pode matar um bezerro grande em 16 horas. Constatou-se ainda lesões testiculares em cães e alterações sobre os parâmetros sangüineos em suínos (120).

esteróis. dicótoma. ereto. chambá.15g/dia de matéria seca (307). nativa das regiões tropicais da América. Durante o inverno as folhas tornam-se arroxeadas. • Propagação: perfilhos da planta matriz e estacas. As folhas são inteiras. carpinteiro. puberulento. stenophylla Leonar. filiforme. Cápsula comprimida. óleo essencial (8). muito ramificada. base aguda. formando touceiras de perfilhos. FITOLOGIA Planta herbácea perene. ácido salicílico e álcool alifático . A planta cresce de 20 a 40cm em altura. Cresce subespontaneamente em subosques das regiões baixas do Caribe (179). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as os perfilhos são enraizados em saquinhos de plásticos contendo substrato organo-mineral. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. comumente radicante. decumbente ou ascendente. longo-atenuadas. pequenas e são muito espaçadas entre si. As brácteas e bractéolas são cerdosas e as flores são lilases. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. peristrofe. cerebril.4 x 0. carpinteiro. mucilagens. Em algumas variedades tem sido encontradas aminas aromáticas. anador. HABITAT Espécie alóctone. trevo-cumarú. • Taxa de crescimento: 0. de caule reptante. pingo-de-ouro. • Florescimento: julho a agosto. É difícil encontrá-la na forma espontânea. var. SINONÍMIA Cerebril. triptaminas. curta. quempferol. opostas. verde-claras.MELHORAL NOME CIENTÍFICO Justicia pectoralis Jacq. com 3-7cm de comprimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Acanthaceae. cerebril. estipitada. erva-de-santoantonio. FITOQUÍMICA Entre os mais importantes constituintes estão os esteróis. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. pouco ramificado. os lignanos (naftalido lignano) e saponinas.15cm/dia ou 0. trevo-do-pará. lanceoladas a ovado-lanceoladas. glanduloso-pubescente.4m. • Plantio: primavera. curtopecioladas e persistentes. A inflorescência é do tipo espiga terminal.

béquica. relaxante da musculatura lisa. peitoral (351). Observou-se por eletroencefalografia que o decôcto da planta produz efeitos neurotróficos (349). • Externo: suco e decocção (banhos) . antireumática (179). treonina. febrífuga. ornitina e lisina (225. glicina. adstringente. Apresenta ainda efeito sedante. feridas. Os lignanos e as saponinas possuem efeitos inibidores da fertilidade em mulheres. cortes e catarros brônquicos. flavonóides. dermatites. FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Promove um decréscimo da capacidade exploratória e da conduta agressiva em roedores (135).(379). A DL50 por via endovenosa em ratos é de 1. antibacteriano. anti-hemorrágica das vias urinárias e tranquilizante. N-metiltriptamina. prolina. alanina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. ácido alfaaminobutírico. fenilalanina. 379). O extrato aquoso liofilizado das folhas contém os aminoácidos fosfoserina. broncodilatadora (261). Contém cumarinas. O arilo das sementes é utilizado para combater o gogo das aves (93). INDICAÇÕES Indicada para gastralgias. gota. . citado por 179). cicatrizante. hidroxiprolina. 418). betaína. N. expectorante. conyzoides. swertisina. aftas (130). antiinflamatória (307). infecções das vias respiratórias. além de atividade antibacteriana (302). 2"-Orhamnosil-swertiajaponina. esteárico (49). vascina (179). peitoral. sendo o suco aquoso liofilizado classificado como não tóxico (314). leucina. O naftalídeo lignano tem sido associado com atividade antidepressiva e antiarrítmica (379) FORMAS DE USO • Interno: infusão. asparagina. Do extrato etanólico obteve-se um lignano chamado justicidina B (197).N-dimetiltriptamina. ssp. TOXICOLOGIA Em altas doses é alucinógeno (130. umbeliferona. alcalóides indólicos (264) e hidroxifenil propiônico (117).344mg/kg. valina. decocção e sumo. isoleucina. serina. ácidos palmítico. sedante nervoso. a umbeliferona e a swertisina conferem a planta propriedades sedativas e relaxante da musculatura lisa. antagonista da serotonina e redutor da atividade espontânea (Garcia. β-sisterol (265). o que corresponde a 10g/kg por via oral. swertiajaponina. enfermidades do fígado (179). MENTRASTO NOME CIENTÍFICO Ageratum conyzoides L. insônia e afecções nervosas (303). afrodisíaca (130). Além da cumarina. catamenial.

com cerca de 40 a 60cm de altura. As folhas exalam um olor suave. a planta floresce prematuramente.FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. com um ótimo entre 25 e 30oC (209). revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces. erva-de-santa-lúcia. catinga-de-barrão. adaptando-se tanto às regiões quentes e frias. As flores são hermafroditas. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. cuneadas ou subcordiforme na base. • Propagação: sementes. catinga-de-borrão. são-joão. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. As folhas são opostas. sobretudo no inverno. Semeia-se a lanço. CLIMA É de clima tropical. maria-preta.3m x 0. 5-equinados. com ínvólucro campanulado. originária da América do Sul. crenadas. 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. mentraz. erva-de-são-joão. FITOLOGIA Planta herbácea anual. SOLO A planta adapta-se a quase todo tipo de solo. cilíndrico. celestina. visando a produção de mudas mais uniformes. quando a ocorrência de gramíneas é reduzida. porém não suporta geadas. pretos.3. A germinação ocorre a partir de 10oC. mentraço. É ruderal infestante que ocorre disseminada em todo mundo. • Florescimento: maio a novembro. mentruz. erva-de-santa-luzia. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura. O caule é ereto. adapta-se bem à meia-sombra. É normalmente encontrada em áreas agrícolas como invasora de plantas de lavoura. lilases. mesmo com apenas duas folhas definitivas (209). que promovam sombra.000m de altitude (209). HABITAT Espécie autóctone. catinga-de-bode. piloso. largamente ovadas. erva-desão-josé. pecioladas. SINONÍMIA Camará-opela. Embora heliófita. catinga-de-barão. . As sementes são fotoblásticas positivas. erva-maria. ou em bandejas de isopor. favorecem o crescimento luxuriante da planta. • Consórcio: plantas de maior estatura. a campo. • Plantio: março a abril. porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido Não medra em solos encharcados ou muito arenosos. picão-roxo. Em condições adversas. composto por 3 séries de filárias lanceoladas. aromática. silvestre e ruderal. Ocorre de 0 a 3. agudas no ápice. verde ou púrpura. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos. embora possa ser feito o ano todo. com cílios nos ângulos. quando amassadas.

7 a 2% de óleos essenciais que contém α e β-pineno.02 a 0. ageratocromeno. encecalina (125). na forma de instilação. α-copaeno. n-nonacasona. antimicrobiana (Staphylococus aureus). β-bisaboleno. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. estigmasterol. A decocto das folhas é indicado para lenir cólicas menstruais. dimetóxi-ageratocromeno.16 entre a planta fresca e seca. nerolidol. α-bergamoteno. β. β-cariofileno. mucilagens. aos 80 a 90 dias do ciclo. B e C). antidiarréica. ou seja. O exocarpo do fruto contém fitomelano (179). diminuindo a inflamação e a dor após a primeira semana de tratamento (254). α e γ-terpineno. germacrenoD. elemol. αtujeno. 1-8 cineole. contusões. O suco fresco da planta também é indicado para hemorragias pós-parto. E-β-farneseno. sesquifelandreno. além de perfumar e suavizar o cabelos e combater a caspa. α e β-felandreno. fridelina. spathulenol. β-sisterol. estimulante (242). mirceno. sabinenohidrato. flavonóides (ageconiflavona A. ocimeno. Também apresenta . O teor de óleo essencial varia de 0. benzaldeído. combater resfriados (258). carminativa (283). cadina-1. anti-reumática. α-gurjuneno. cromonas. terpinoleno. tônica (179). Produz 0. adineno. precoceno (cumarina). emenagoga (258). nobiletina. FITOQUÍMICA A planta contém resinas. dihidroencecalina. amarga. sabineno. n-hentriacontano. INDICAÇÕES O suco fresco da planta. lideroflavona. α-terpineol. ferimentos abertos. aperiente (145) e antiblenorrágica (93). Útil também para o tratamento de pneumatose do tubo digestivo. citronelol. hemostática e relaxante da musculatura lisa. eugenol. benzofuranas (145). ATIVIDADE BIOLÓGICA A folha apresenta atividade nematicida (Meloidogyne incognita). β-bourboneno. beriberi (283). com exceção das raízes. flavonóides (eupalestina). antidisentérica. mucilaginosa.• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral. analgésica (260). saponinas. artroses (179). quercetina. alcalóides pirrolizidínicos (equinatina e licopsamina). antiespasmódica. Nas folhas o teor é de 0. Colhe-se no inverno. n-ticarcontano. diurética. γ e δ-cadineno. cis-β-ocimeno. FARMACOLOGIA Apresenta eficácia clínica para a artrite. ρ-cimeno. cicatrizante. princípios amargos e taninos. antiinflamatória. colhida por ocasião do florescimento. γ e δ-elemeno. dihidrometoxiencecalina. bem como o extrato da matéria seca. α-humuleno. epóxido de cariofileno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. αcubebeno. limoneno. amenorréia. nheptacosano. metileugenol. vasodilatadora. infecções das vias urinárias (145).4-diene. febrífuga. ácido hidrociânico (257). alcalóides vasoconstritores. linalol.06 (96). carminativa. cólicas flatulênicas e uterinas. são usados para o tratamento da rinite alérgica e sinusite.

• Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. • A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri. • Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia. . Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco (209). devido a presença do precoceno (257). ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose). pode abrigar nematóides (Meloidogyne. Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais). Em seguida. É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis (93). • Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas (145). Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora). ⇒ 20g da planta por litro de água. 2 vezes ao dia. É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas. É melífera. Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose) (257). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos (80). TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). (258). FORMAS DE USO Infusão e tintura (444). Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos. Apresenta atividade contra insetos hemípteros.atividade inseticida contra Triboleum castaneum e Musca domestica e uma débil ação sobre Schistosoma mansoni (179). muares e bovinos. Tomar 4 a 5 xícaras por dia. FORMAS DE USO • Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. • Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis. • Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose). • Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose). fitoparasitas de espécies de Citrus. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas). fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos. • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água.

ao final do verão. milfólio. na primavera. taludes. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182). prazer-das-damas. Distingue-se da A. esbranquiçado ou purpúreo. especialmente no sul do Brasil. aquiléa. As flores são pedunculadas e pequenas. erva-docarpinteiro. ponta-livre. erva-do-bom-deus. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas. moschata por possuir as folhas estreitas. aquiléia. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura. erva-das-damas. erva-de-cortaduras. anador. tubiflora. milfolhada. marcelão. mil-em-ramas. Folhas pecioladas. Ocorre até 2. Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. pronto-alívio. milefólio.500m de altitude. SINONÍMIA Alevante. erva-dosgolpes. permeáveis. férteis e bem drenados e não ácidos. formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados. . levante. erva-dos-carpinteiros. HABITAT Planta alóctone. salvação-do-mundo. mil-folhada. A inflorescência é do tipo corimbo. erva-dos-cortadores. beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. européia. erva-dos-soldados. É tolerante a períodos de estiagem. macelão. Prefere a luz plena. novalgina. erva-das-cortadelas. aquiléia-mil-folhas. em número de cinco. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono. milramos. brancas. CLIMA É uma planta de clima temperado quente a subtropical. SOLO Prefere solos areno-argilosos. milefólia. erva-de-são-joão. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. atroveran. verdeclaras. A partir de 1. erva-dos-carreteiros. erva-de-cortadura. erva-carpinteira. mil-em-rama. alternas. mil-ramas. A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294). Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. Cresce em pastagens. herbácea. FITOLOGIA É planta perene. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. erva-carpinteiro. de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso. pestana-de-vênus. com cálice tubular. aquiléia-mil-flores. e verde-escura. vivaz. que se enraíza formando novas cepas. erva-dos-militares.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96). opostas. pêlo-de-carneiro.MIL-FOLHAS NOME CIENTÍFICO Achillea millefolium L. Muito encontrada em hortas e jardins. peninérveas. botão-de-prata.

0. antiinflamatória. as plantas tendem a regredir vegetativamente.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. é de 0. PARTES UTILIZADAS Folhas. trombose cerebral. cefalalgia (145). deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas. feridas. vulnerária. • Plantio: ano todo. cineol. antibiótica (294) e antisséptica. taninos e glicosídeos amargos. colerética (145). A colheita de flores é feita em plena antese. restabilizante da circulação sangüínea (93). anti-reumática. composto ou húmus de minhoca. que servem como mudas para plantio. FITOQUÍMICA Óleo essencial com azulenos. adstringente. • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta. febre intestinal e . durante a florada. anti-hemorroidária. úlcera interna. aromática (283). antiespasmódica. hemostática.500kg de planta fresca. excitante. expectorante. O teor médio de óleo essencial. adinamia. • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande. O teor de óleos essenciais é de 0. escarros e vômitos sangüineos. flavonóides (epigenol e tuteolol). distúrbios nervosos (283). • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. antidispéptica. alopecia. afecções urinárias. devido ao azuleno.67% nas flores. lactonas (257). Neste caso. queimaduras. estomáquica. cicatrizante (257). escarlatina. sobretudo em novembro. anti-hemorrágica (68). abcesso. com base no peso seco.5 a 0. achileína (182) aquineína. tujona. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. pulmonares e dérmicas.. INDICAÇÕES Usada também para debilidade geral.30m. amarga. derivados terpênicos e sesquiterpênicos. ácido aquilêico (93).4 x 0.500kg no terceiro ano (182). pineno. • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense. • Florescimento: dezembro a março. sementes e divisão de rizomas. borneol. carminativa. eczema. antihelmíntica. anticelulítica. • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5. hepática. emenagoga. Se pretende-se colher as folhas.8% (96). especialmente na primavera. cânfora (145). • Propagação: estacas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica.41% nas folhas e 1. adstrição. • Colheita: ocorre seis meses após o plantio. anticelulítica (128). sumidades floridas e rizoma. estas devem ser colhidas antes do florescimento. chegando à 12. A planta emite inúmeros perfilhos. cólicas menstruais. varizes (257). Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo.18% no caule. de cor azulada. amenorréia. diurética. diarréia. eupéptica.

gota. incontinência urinária. e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145). aquecer. Substrato: as folhas são ótimas para compostagem. Tomar 2 xícaras pela manhã. insônia. mucosidades (32). hemorragias uterinas e dos pulmões. 2 vezes ao dia (varizes). diurética. retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257). psoríase. resfriado. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca. • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras). As folhas maceradas. • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. sem ferver. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145). ⇒ 25 a 30g da planta por litro de água (283). MIMO-DE-VÊNUS NOME CIENTÍFICO Hibiscus rosa-sinensis L. ⇒ 1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. golpes. Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. hepática e expectorante). • Sumo: lavar a planta. • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água. fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32). Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico. Após. em jejum. podem ser usadas contra brocas e fungos. manchas.intermitente. • Loções. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de folhas em 1 litro de água. dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • É utilizada como planta ornamental. sarna. Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. e outra à noite. greta. Aplicar compressas mornas no local afetado. pleuris. A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68) • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294). TOXICOLOGIA É contra-indicada para mulheres em lactação (145). . Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga. contusões. acne.

CLIMA Embora seja de clima temperado quente. • Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. • Propagação: estacas dos ramos. SINONÍMIA Amor-de-homens. pampulha. PARTES UTILIZADAS Flores. adstringente (215) e oftálmica (271). brincos. cercas e estradas. com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro. É heliófita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. crenadas. Folhas ovaladas. sutilmente cordadas na base. amor-dos-homens. parques e jardins. anafrodisíaca. HABITAT Planta originária da China e aclimatada em todo Brasil. • Espaçamento: 3 x 2m.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. grandes. INDICAÇÕES Indicadas para insônia (120). de caule redondo. firmeza-doshomens. sobretudo em arborização de avenidas. Não tolera solos ácidos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra. oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos (215). pampoela. bem drenados. ápice acuminado e base obtusa. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou árvore pequena. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos. papoula. graxa-de-soldado. rosa-da-china. ramificada. Flores vermelhas. graxa-de-estudante. SOLO Prefere solos férteis. adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. brincos-de-vênus. OUTRAS PROPRIEDADES . lagoas. aurora. • Plantio: primavera. hibisco.

Em média. Perianto fendido junto à base. numerosas. aglomeradas em espigas axilares ou terminais. As mudas são transplantadas 40 dias após a emergência. muito aromática e medindo 15 a35cm de altura. medindo cerca de 0. • Plantio: setembro a outubro. (salsaparrilha-da-praia). crescendo sobre dunas baixas estabilizadas. cobri-lo com palhas. ácidos e compactados. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. brilhante. associadas com Plantago catharinea. A germinação ocorre de 6 a 10 dias. • Utilizada como graxa vegetal de sapatos. O contato direto das folhas com a umidade do solo favorece à ocorrência da Cercospora sp. sucoso.8mm de diâmetro.4 x 0. glandular. Semente com cerca de 1mm de diâmetro. avermelhado quando maturo. ereta quando jovem. casca de arroz ou plástico preto. espesso. por conferir lustro ao couro. • Florescimento: fevereiro a março. . FITOLOGIA Planta herbácea. multiramosa. MIRRA NOME CIENTÍFICO Chenopodium sp. SOLO Prefere solos arenosos. Folhas verde-pálidas na dace ventral e glauca na dorsal. Epidendrum mosenii e outras espécies halófitas. com crenas largas. • Propagação: sementes. formando 3 a 7 lóbulos. • Mulching: para evitar-se o contato das folhas com o solo. anual. Fruto dorsalmente achatado.• As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas. Smilax sp. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. O aroma da planta lembra a erva-de-santamaria (Chenopodium ambrosioides). O limbo é lanceolado ou ovado-oblongo. As flores são sésseis. São curto-pecioladas e o tamanho diminui da parte basal para a apical.3m. HABITAT Ocorre em áreas de restinga. Não tolera solos encharcados. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. medem 2 a 3cm de comprimento. neutros à alcalinos e aerados. crenado. • As folhas são muito apreciadas pelos coelhos (93). ascendente.

após o secamento do orvalho. dispostas em cimeiras axilares. obtusos. perfumadas. Deve-se colher durante os períodos mais secos do ano. É heliófita. torcicolo e nevralgias em geral. que cresce de 3 a 5m de altura. jasmim-murta. entorses. INDICAÇÕES Indicada para contusões. ereta. perene.) Jack. . Fruto tipo baga ovóide. murta. verdeescuros. utilizando algodão embebido na alcolatura. preferencialmente entre as 9:00 e 11:00h da manhã. pentâmeras. brancas. medindo cerca de 1cm de comprimento por 0. de origem asiática (Japão) e polinésica (Austrália e Polinésia). Flores pequenas. MURTA-DE-CHEIRO NOME CIENTÍFICO Murraya paniculata (L. SINONÍMIA Jasmim-laranja. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. compacta. PARTES UTILIZADAS Folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É aromática e analgésica tópica. HABITAT Espécie alóctone. CLIMA Prefere regiões de clima ameno. FORMAS DE USO • Alcolatura: deixar macerar 50g de folhas frescas em 1 litro de álcool. murta-dosjardins. coar e armazenar em recipiente de vidro escuro. Fazer massagens sobre áreas doloridas do corpo.7mm de diâmetro. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou pequena árvore. murta-de-jardim. durante 10 dias. murta-da-índia. brilhantes. Após este período. Evitar colher em dias com neblina ou com muita umidade. Folhas imparipenadas. ramosa. livres de doenças e resíduos. acuminado. onde a média anual não passe dos 20oC. composta de folíolos ovais-elípticos.• Colheita: 4 a 5 meses após o plantio.

utilizada em parques e jardins externos. mussambê-de-espinho. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As flores fornecem essência aromática para perfumaria. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. A madeira é amarela. mussambé-miúdo. sete-sangrias. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. • Propagação: sementes e estacas.SOLO Profundos. aerados. . A planta é ornamental. • Hospeda o fungo Phoma murrayae (93). porosos. estimulante (93) e tônica (271). sete-marias. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. FAMÍLIA BOTÂNICA Capparidaceae. muçaimbê. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. sob irrigação por nebulização. Em ambos os casos. muçambé-desete-folhas. produzir as mudas sob telado de sombrite a 70% de sombra. • Plantio: outono e primavera. A casca é utilizada em cosmética e fornece corante preto. taraitaia. antiofídica. neutros. bem drenados e ricos em matéria orgânica. • Adubação: 1kg/planta de composto orgânico ou húmus de minhoca • Florescimento: março a abril. MUSSAMBÊ NOME CIENTÍFICO Cleome spinosa L. brejo-fedorento. pesada e muito dura. mussambê-miúdo. SINONÍMIA Beijo-fedorento.

• Adubação: 0. cresce subespontaneamente nas regiões setentrionais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são tônicas digestivas e a raiz é béquica e antiasmática (9). em pares. A planta inteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária (242). • Colheita: inicia-se a partir do 4 mês após o tranplante. férteis e pouco ácidos.0 a 1. nervuras proeminentes na face dorsal. arenosos. castanho-escura e glabra. espinhenta. As folhas são estimulantes. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. brancos ou róseos.4m. No Brasil. cilíndrico. palmatipartidas. O fruto é uma síliqua cilíndrica que mede de 7 a 12cm. • Consórcio: o cultivo poderá ser feito com outras culturas de porte maior. Semente globosa. Na parte superior do caule encontram-se brácteas foliares. É esciófita e higrófita. . • Propagação: sementes.HABITAT Espécie alóctone. que cresce de 1. • Plantio: outono. As folhas e brácteas são revestidas de glândulas oleíferas que exalam um aroma desagradável.7 x 0. SOLO Prefere solos úmidos. perene. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. longo-pecioladas. CLIMA É de clima subtropical úmido. sésseis e curto-pecioladas. são rubefacientes. medindo 7 a 9cm de diâmetro. FITOQUÍMICA Brassicina (9). Ocorrem acúleos de extremidade curva.5kg/planta de cama de aviário. com a parte basal lenhosa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É cultivada em jardins. Cresce espontaneamente à margem dos rios. na base das folhas e brácteas. reunindo flores isoladas na base das brácteas foliares. fosca. Folhas basais alternas. quando contusas e aplicadas sobre a pele. Inflorescência terninal. que proporcionem um certo grau de sombreamento. semelhante a um caracol. Caule reto. As flores apresentam pétalas ovaladas e filetes violáceos. simples e ovaladas.6m de altura. As folhas. antiblenorrágicas e antileucorréicas (271). originária da América Central.

erva-de-paina. lactescente. membranáceas. quase glabras. As flores apresentam pétalas vermelhas e petalóides amarelo-alaranjados. Caule cilíndrico. FAMÍLIA BOTÂNICA Asclepidaceae. ipecacuanha-falsa. articulado e ramoso. mané-mole. SINONÍMIA Algodãozinho-do-campo. flor-de-sapo. cega-olho. erva-de-rato. pálidas na face dorsal. bilocular. SOLO É pouco exigente. CLIMA Desenvolve-se bem tanto em regiões tropicais até em temperadas quentes. margaridinha. Inflorescência em umbelas bracteadas. axilares e no ápice da planta. ipecacuanhabrava. algodãozinho-do-mato. lisas. medindo cerca de 10 a 12cm de comprimento. paina-de-seda. aguadas em ambas extremidades. lanceoladas. camará-bravo. reflexos. paina-de-sapo. chibança. erva-leiteira.INDICAÇÕES As raízes são úteis contra a bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas (9). capitão-de-sala. falsa-erva-de-rato. a beira de estradas e áreas ruderais. paininha. cega-olhos. com cerca de 1. ácidos e úmidos. O fruto é uma cápsula fusiforme. pecioladas. leiterinha. ipecacuanha-das-antilhas. adaptando-se mesmo nos argilosos. medindo 6 a 7cm de comprimento e contendo muitas sementes castanhas. FITOLOGIA Planta herbácea perene.0 a 1. capitãoda-sala. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em jardins. . crescendo espontaneamente em pastos. ciliadas. mata-olho. glabra. deiscente. margaridinha-leiteira. OFICIAL-DA-SALA NOME CIENTÍFICO Asclepias curassavica L. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. dona-joana. erva-de-satã. longopedunculadas. Folhas opostas. ereto. cavalheiro-da-sala. As folhas são utilizadas em feridas e para orquites (271).30m de altura.

colocado sobre uma isca (banana). • A penugem que envolve as sementes. além de já ter sido utilizada em cordoaria. dispensando adubações. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. antihemorroidárias. A ingestão de 1g da planta por kg de peso vivo. O látex é indicado para hiposistolia cardíaca e astenia vascular. • Propagação: sementes.AGROLOGIA • Espaçamento : 0.4m. Compressas das folhas são indicadas para úlceras e feridas carnosas. . INDICAÇÕES As folhas machucadas são usadas sobre as feridas para cicatrização rápida. As raízes são bernicidas (242). O macerado do caule prova nos animais de sangue quente parada da respiração. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O látex é purgativo. vermífugas. • O látex da planta. FITOQUÍMICA Asclepiadina (93). • Pragas: é atacada pela lagarta Papilio teratii. OUTRAS PROPRIEDADES • Os caules fibrosos podem ser utilizados como matéria prima para a fabricação do papel. causando sérias inflamações oftálmicas. A planta inteira. antidiarréicas.6 x 0. pode ser utilizada para o enchimento de almofadas e travesseiros. raízes e látex. São atribuídas às raízes propriedades sudoríficas. febrífugas. é suficiente para causar a morte em animais (242). A asclepiadina é um veneno convulsivo dos músculos lisos e do coração. arritmia cardíaca e parada cardíaca. • É hospedeira do fungo Uromyces Hovei (93). • Plantio: março a abril. tônico cardiovascular em doses mínimas. Diaspis cordiae e pelo pulgão Aphis nerii (93). PARTES UTILIZADAS Folhas. As raízes são indicadas para combater o panarício (93). • Adubação: a planta é muito rústica. é um eficiente raticida (192). • É melífera e ornamental. convulsões. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. emético. O látex cauteriza verrugas (271). TOXICOLOGIA O látex é cáustico. é hemostática (93). sêca e pulverizada. antiasmáticas. antileucorréicas e antiblenorrágicas. de consistência sedosa.

quiabento. CLIMA Em regiões tropicais chega a atingir um porte arbóreo. • Plantio: primavera. FITOLOGIA Planta perene. Aclimatar as mudas sob tela de sombrite 50% de sombra. com porte menor. lisas na face ventral e áspera na dorsal.5m. obovóides-achatadas. com até 4cm de diâmetro. As flores são rosa-escuro com anteras amarelo-ouro. inodoras. Não tolera solos muito úmidos e ácidos. castanho-escuro ou pretos. mas também se adapta às subtropicais. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos maduros. obtusa. É heliófita e xerófita. como cerca-viva. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. As sementes apresentam germinação muito lenta e o crescimento das plântulas também é muito demorado. ramoso e lenhoso. 3-angulosa. dispostas em rácimos terminais. sílico-siltosos. armado de inúmeros acúleos fortes. cilíndrico. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . Folhas sub-pecioladas. bem drenados e profundos.5 x 1. de 2-3cm de comprimento. SOLO Prefere solos leves. acuminadas. com cerca de 3cm de comprimento.ORA-PRO-NOBIS-GRANDE NOME CIENTÍFICO Peireskia grandiflora Haw. • Propagação: estacas de ramos e sementes. 8-10 fasciculados. quando as mudas apresentam 8 a 10 folhas definitivas. • Florescimento: setembro a fevereiro. luzidias. de caule arbóreo. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. oblongo-lanceoladas. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito na periferia da propriedade. • Espaçamento : 1. contendo 4-5 sementes pretas. SINONÍMIA Cacto-rosa. O fruto é uma baga periforme.

areno-siltosos e ricos em matéria orgânica. Não se adapta a solos muito úmidos e ácidos. As folhas. podem ser consumidas como salada. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se a tarde. hidratante. HABITAT Espécie alóctone. pequeno e amarelo. groselha-dos-barbados. glabras. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de queimaduras. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Produz frutos comestíveis. planas. numerosas. A planta e as flores são bastante ornamentais. carnosas e verde-escuras. ferimentos e úlceras internas e externas. . jumbela. groselheira-das-antilhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. Apresentam um aroma muito forte. Serve de porta-enxerto para outras espécies de cactáceas (93). trepadeira-limão. FITOLOGIA Arbusto perene. rosa-madeira.É mucilaginosa. ORA-PRO-NOBIS-MIÚDA NOME CIENTÍFICO Peireskia aculeata Mill. CLIMA Espécie de clima subtropical. dispostas em pequenas panículas terminais. SOLO Prefere solos leves. As folhas são lanceoladas. mais ou menos racemosas. ricas em proteína. Inflorescências curtas. SINONÍMIA Groselha-da-américa. groselha-das-antilhas. suculentos. cicatrizante e nutritiva. quase sésseis. escandente de ramos longos. com espinhos. com flores cor creme-amareladas. originária da Argentina. É heliófita. O fruto é do tipo baga. Pode ser utilizada como cerca-viva.

podendo ser utilizadas como salada. refogados. • A planta pode ser utilizada como cerca viva. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e frutos são suculentos e ricos em proteínas. Flores dispostas em verticilos paucifloros. originária da Ásia e Europa Ocidental. aromáticas. SINONÍMIA Oregão. sutilmente pontuado-pilosas. • Adubação: 2kg/planta de composto orgânico ou 1kg/planta de cama de aviário.0 x 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Colheita: inicia 8 a 10 meses após o plantio. • Espaçamento : 2. é aconselhável instalar o plantio ao longo de cercas. onde cresce espontaneamente em colinas expostas.5m. quase que inexpugnável. INDICAÇÕES Abranda inflamações. rasteira ou decumbente. ORÉGANO NOME CIENTÍFICO Origanum vulgare L. • Plantio: primavera. com . As folhas são ovadas. vivaz. curto-pecioladas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são emolientes e os frutos são expectorantes e anti-sifilíticos (93). sopas. sob irrigação por nebulização. FITOLOGIA Planta herbácea.AGROLOGIA • Ambiente: devido a vegetação muito luxuriante e cerrada e aos numerosos espinhos. reunidas em espigas e estas em corimbos dispostos em panículas amplas. alivia queimaduras de pele e recupera a pele (128). HABITAT Espécie alóctone. • Florescimento: março a abril. inteiras. • Propagação: estacas de ramos novos. angu e omeletes. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite a 70% de sombra.

2 litros/ha) e pendimetalin (33%. • Inalação: Ferver em ½ litro de água 2 colheres das de sopa de orégano. aperiente. Chuvas em excesso são prejudiciais.55%). As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. quando ocorre o florescimento. Fruto tetraquênio. expectorante. As touceiras podem ser plantadas diretamente a campo. carvacrol (368) e terpineol (93). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita sob telado de sombrite a 70% de sombra. É planta heliófita. .64kg/planta (277) ou de 8 a 17t/ha (357). em pós-plantio (448).3 litros /ha). adaptando-se ao subtropical. sob irrigação por nebulização.07%). vulnerária (93). adoçar com mel (digestivo e menstruações difíceis). liso e ovóide-oblongo.17 a 9. timol (0. CLIMA É de clima temperado. tratar menstruações difíceis e combater resfriados (294). É utilizada externamente como anti-reumática (283). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É excitante. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Rendimento: 0. Fazer inalação dos vapores (resfriados).70 x 0. são emolientes (128). carminativa.35cm (40. em canteiros. em compressas. • Herbicida: trifluralina (48% .24%). préplantio e prometrina (50% . Abafar por 10 minutos. INDICAÇÕES Indicada para eliminar a caspa. cariofileno (15. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Plantio: outono e primavera. As flores.52 a 29.816 plantas/ha). digestiva.35%) (277). • Vinho: macerar durante 8 dias 50g de orégano em 1 litro de vinho branco seco. bem drenados e de natureza calcária. seco. parasiticida e tônica (294). estacas e divisão de touceiras. Coar e tomar 2 cálices ao dia (estimulante do apetite).76%). SOLO Prefere solos férteis. • Propagação: sementes.13 a 9. Cálice campanulado. FITOQUÍMICA Sabineno (3. antiespasmódica. Coar. antisséptica.25 a 28. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das chá de folha em 1 xícara das de chá de água quente.3 litros/ha). com 5 dentes subiguais e corola bilabiada.27 a17. p-cimeno (0. cis-β-ocimeno (0.brácteas grandes. • Colheita: ocorre no verão. afetando o desenvolvimento e a produção de óleos.

ponta subaguda.0m. quadrangular. ou P.3 a 1. patchuli. SOLO Prefere solos aluviais. grosso.2 x 1. OUTRAS PROPRIEDADES • Tempero de pizza. fortemente aromáticas e medindo 5 a 10cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. Coar e enxaguar os cabelos previamente limpos para eliminar a caspa (294). pecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. HABITAT Espécie alóctone. • Propagação: estacas de ramos. saladas (de tomate) e carnes. opostas. Em regiões subtropicais o crescimento é lento e não ocorre o florescimento. sob tela de sombrite 70%. ramificado no dossel superior. AGROLOGIA • Espaçamento :1. Fruto seco. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 0. com as margens grosseiramente duplo-dentadas. O caule ereto. . Os ramos são radicantes. pentâmeras.• Decocção: ferver 30g de orégano em 1 litro de água. ovadas. As flores apresentam-se em glomérulos com espigas compostas. aveludadas. de pratos à parmiggiana. violeta-castanho. hermafroditas. • Plantio: outubro a novembro. SINONÍMIA Patcholi. base cuneada. ORIZA NOME CIENTÍFICO Pogostemon cablin [Blanco] Benth. originária da Índia. durante 10 minutos. cobertas com um tomento amarelado fosco e glândulas de óleo em ambas as faces.0m. CLIMA Prefere clima quente e úmido. inteiras. mantidas sempre umedecidas. lenhoso na base. As folhas são lisas. patchouly Pellet. ricos em matéria orgânica e bem drenados. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. patchouli.

febre. cosméticos e sabonetes. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. benzaldeído. α-terpineno. diarréia (445). dores musculares. cólicas. 4. . álcool patchouli (445).5 a 9g/xícara (445). influenza. sob temperaturas baixas. tosse e dispepsia (444). FITOQUÍMICA A planta contém 45% de óleo volátil rico em cânfora (93) eugenol. exceto as raízes. náuseas. embaladas em saches. • As folhas pulverizadas. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. vômitos. quando ele ocorre. β-patchouleno. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial da planta. é imperioso que se faça um bom controle dos inços desde o plantio. anidrido cinâmico. sobretudo de fósforo e magnésio. halitoses. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana e demulcente (445). α-bulneseno. coriza. na primavera e verão. Readubar anualmente. fastio. aplicando-se 10g de fosfato de amônio por planta. infusão ou decôcto (444). • Plantas daninhas: por ter um crescimento lento.• Adubação: 1kg de húmus de minhoca ou composto orgânico e 100g de fosfato natural por planta. FORMAS DE USO • 6 a 12g/xícara.) Miq. obtido por destilação. protegem as roupas do ataque de insetos. eructações. As folhas são colhidas antes do florescimento. a cada três meses. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento de dor-de-cabeça. é utilizado na fabricação de perfumes. na forma de pó. α-guaieno. cadineno. • Nutrição: é comum ocorrer sintomas de deficiências nutricionais. PARIPAROBA NOME CIENTÍFICO Potomorphe umbellata (L.

dispostas em umbelas sobre um pedúnculo axilar glabro. nervuras aveludadas na face dorsal. turbinada. com 6 a 7cm de comprimento. que apresenta uma ampla adaptação térmica. catajé. capeua. CLIMA Espécie pan-tropical. trígona. • Propagação: sementes. perene.0m. capeba. exalam aroma de hortelã. • Consórcio: a planta é muito vulnerável ao plantio a céu aberto. malvaísco. As estacas são enraizadas em substrato arenoso ou à base de vermiculita. jaguarandi. 3 a 4cm de comprimento. pariparoba. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas beiradas da Mata Atlântica. Folhas longo-pecioladas. necessitando de uma consorciação com espécies mais altas e de maior cobertura vegetal. medindo 10 a 25cm de diâmetro. capoeiras e capoeirões. de 1.SINONÍMIA Aguaxima. úmidos e frescos. • Adubação: 0. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral.5 a 1. jaborandi-manso. amassadas. É tolerante à acidez do solo. até o pleno estabelecimento das mudas a campo.5m de altura. rebentos de raiz e estacas de ramos e caule. caapeba. malvarisco. em número de 2 a 6. É considerada planta rara em Santa Catarina. membranoso. Fruto tipo baga. lençol-de-santabárbara. • Florescimento: março a junho. SOLO Cresce melhor em solos humosos. com pontuações translúcidas glandulosas.0kg/planta de composto orgânico bem curtido. caapeba-verdadeira. ápice agudo. de pecíolo glabro. sendo que o limite austral de ocorrência é a Serra do Tabuleiro (177) FITOLOGIA Planta arbustiva. puberulento e bainha desenvolvida. As flores dispõem-se em espigas axilares. eretas. Flores sésseis. As folhas. outubro e dezembro. AGROLOGIA • Espaçamento : 1.5 x 1. Prefere o clima tropical ou subtropical quente e úmido. Não prospera bem em solos arenosos ou muito argilosos. Também ocorre em áreas ruderais. vaginado-alado. É nitrófila. malvaísco. É heliófita ou esciófita e seletiva higrófita. O limbo é profundamente cordado na base. . esverdeada quando nova e preta ao final. sob telado de sombrite 70% e irrigação. • Plantio: primavera e outono. O excesso de exposição solar degrada os cromopigmentos da folha. caapeba-do-norte. capeva. podendo resultar em necrose progressiva da mesma. • Irrigação: deve ser diária. andróginas e minúsculas. malvarisco. caá-peuá. A insolação excessiva resulta em amarelecimento e paralisação do crescimento das mudas. do tipo serrapilheira. 11 a 13-peltinérvia.5 a 2. brevemente acuminado no ápice.

gastralgias. colagoga. chavicina. esteróides e mucilagens (128). hepáticas. piperatina e piperina (9) e o carotenóide prolicopeno (0. emoliente (9) e antiasmática (271). reguladora da menstruação. estomáquica (257). FORMAS DE USO • Infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água (insuficiência hepática). febrífuga. abcessos e furúnculos (68). ⇒ raízes para febres. compostos fenólicos. bronquite. anti-hipertensiva (215). amentilhos e sementes. sudorífica (68). insuficiências hepáticas (128). mas não atividade mutagênica e antimalárica (120). . diurética. azias. folhas. antiescorbútica. Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão (128). • Vinho: macerar durante 15 dias 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco. • Suco: uso tópico sobre queimaduras (68).23%) (281). emoliente. jamborandina. béquica. OUTRAS PROPRIEDADES • Os índios utilizam os frutos (bagas) como alimento. desobstruente. pariparobina. casca. detersiva. • As folhas são comestíveis. anti-reumática.• Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. machucaduras (120). urinárias e das vias respiratórias. infarto das vísceras abdominais. debilidade orgânica em geral. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abcessos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Odontálgica. tônica. INDICAÇÕES Utilizada em queimaduras. vulnerária (93). carminativa. • Decocção . FITOQUÍMICA Óleo essencial. resfriado. distúrbios gástricos. • Linimento: triturar as sementes com óleo de linhaça. úlceras (215). anti-hemorroidária. PARTES UTILIZADAS Raiz. antiinflamatória externa e interna (119). afecções do aparelho digestivo (257).usar: ⇒ casca do tronco para afecções respiratórias. FARMACOLOGIA Possui atividade analgésica. vermífuga. malária (130). resolutiva. debilidade orgânica e afecções urinárias. atonia estomacal.

ovais ou lanceoladas. SINONÍMIA Bauínia.5 x 3. ou grossos. HABITAT Espécie autóctone que ocorre espontaneamente na floresta pluvial Atlântica e subespontaneamente em pastagens. obtusas ou um pouco agudas. pata-de-boi. FITOLOGIA Planta arbustiva. Tem ramos frágeis. Fruto tipo legume. unha-de-vaca. Solos ácidos e úmidos são desfavoráveis à planta. capoeiras. glabros ou pubescente. miriró. rebrotando a partir de outubro. FAMÍLIA BOTÂNICA Caesalpiniaceae. membranáceas. • Plantio: março a abril.5m. unha-de-boi. pendulares. Flores axilares ou terminais. medindo 8 a 9cm de comprimento. ora ligeiramente curvos para dentro. • Propagação: sementes. pouco divergentes. finos. adapta-se à regiões mais quentes. casco-de-vaca. à beira de estradas e em terrenos baldios. ora uniformemente retos. arredondadas ou subcordiformes. em viveiro. compostas de dois folíolos unidos pela base. unha-deanta. vales aluviais. divididas acima do meio. Cresce subespontaneamente no sul do Brasil. com acúleos gêmeos na axila foliar. com a forma típica de 9 nervos. CLIMA Embora seja de clima temperado. pata-de-burro. brancas. mirorá. grande ou arbórea. mororó. glabras. setembro. decídua. A germinação ocorre entre 15 e 25 dias e o poder germinativo é inferior a 30% (241). A planta é caducifolia no inverno. férteis e drenados. ou acuminadas na base. perene. Acúleos quase sempre gêmeos. medindo 15 a 25cm de comprimento por 2cm de largura. .PATA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Bauhinia forficata Link. linear. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos com capacidade de 300 a 400ml. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. Folhas alternas. SOLO Exige solos profundos. contendo substrato organo-mineral. que atinge até 8m de altura.

flores. • Do lenho obtém-se carvão de boa qualidade (93). flores (purgativo). lenho e raízes. Tomar ½ a 1 xícara de chá ao dia (257). goma. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 folha em 1 xícara das de chá de água.• Adubação: 5kg/cova de estrume de gado. Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia (diabetes). Tomar 3 xícaras ao dia (145). • Florescimento: janeiro a março. É indicada para afecções renais e urinárias. composto ou húmus de minhoca. rutina e quercitina). prisão de ventre (215) e elefantíase (68). Se o solo for ácido. mucilagem. Ferver por 3 minutos. purgativa. antidiarréica. lenha e obras leves (241). FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade hipoglicêmica com a dose de 3g/dia de folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipoglicemiante (antidiabética). • A madeira é utilizada para caixotaria. INDICAÇÕES A planta tem a propriedade peculiar de reduzir a excreção de urina. depurativa (145). • Colheita: feita dois anos após o plantio. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém 15. nos casos de poliúria ou urina solta. • Pó: feito com casca e folhas secas. diurética (257). além de impedir o aparecimento de açúcar na urina.100 unidades (241). glicosídeos (257). OUTRAS PROPRIEDADES • Planta ornamental de ruas. adicionados a 100g/cova de superfosfato natural. por 56 dias (276). Os fruto maturam em maio a junho. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. . moléstias da pele (179). tônica renal (68). • Padrão comercial: folhas isentas de matéria orgânica. Fazer a decocção de 1 colher das de sopa do pó em 1 xícara de água. sobretudo da Diabetes melittus (385). a partir de novembro. PARTES UTILIZADAS Cascas. regularizando a glicemia sangüínea. alamedas. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (68). ⇒ 2 xícaras das de cafezinho da folha picada em ½ litro de água ou 1 folha picada por xícaras de chá. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. FITOQUÍMICA Flavonóides (campferol. ácidos orgânicos. avenidas e jardins. adicionar 500g de calcário dolomítico por cova. folhas. tanino (flobatênicos e pirogálicos) e minerais (145).

mas tolera um certo sombreamento. CLIMA Adapta-se desde às regiões tropicais até as subtropicais frias. Fruto tipo vagem. pubescentes e mais claros na face dorsal. Folhas alternas. ascendente ou prostrada. cujos tomentos apresentam a extremidade em forma de gancho. contribuindo com a disseminação das sementes.30 x 0. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antiblenorrágica. SINONÍMIA Amores-do-campo. o que favorece a fixação em animais e pessoas. campos. à beira das estradas.PEGA-PEGA NOME CIENTÍFICO Desmodium canum (Gml.) Schinz et Thell. tônica (68). As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. estomáquica. • Propagação: sementes. segmentada. carrapicho-beiço-de-boi. de caule pubescente. marmelada-de-cavalo. pastos. trifolioadas. tomentosa. É tolerante à seca. hepática. . diurética. Cresce espontaneamente em áreas ruderais. Folíolos ovais. compostas. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É heliófita. Inflorescência terminal em rácimos com cerca de 12cm de comprimento com várias flores lilases. medindo 40 a 50cm de altura. febrífuga e béquica (271). • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Plantio: março a abril. pecioladas. com exceção aos salinos. em pomares e hortos abandonados. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solos.30m. laxante. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae.

língua-de-vaca. HABITAT Espécie alóctone. feridas e úlceras (271). • Plantio: outono e primavera. • Raleio: no auge do crescimento. espessas. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. dores estomacais e dos membros. sálvia. cistite. que cresce de 20 a 40cm em altura. As folhas são elípticas.3m. ricos em matéria orgânica e úmidos. originária da Turquia. entoucerada. Para evitar o . orelha-de-cordeiro.5 a 1. É resistente às baixas temperaturas de inverno.5 x 0. inflamação do pênis.0kg de composto orgânico ou húmus de minhoca por planta. lambarizinho. orelha-de-lebre. a planta tende a perfilhar em demasia. que são enraizados em substrato organo-mineral. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em regiões temperadas e subtropicais. SOLO Prefere solos bem drenados. sálvia-peluda. podendo causar um declínio no tamanho de folhas e facilitar à ocorrência de doenças. uretrite (68). • Adubação: 0. tomentosa. FITOLOGIA Planta herbácea. • Propagação: brotações de rizoma. peixe-depobre. SINONÍMIA Lambari. perene. aerados. PEIXINHO NOME CIENTÍFICO Stachys lanata L. verde-prateadas ou cinza-esverdeada. abrigados do radiação solar direta. ostensivamente pilosas. alongadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Doenças: altamente suceptível a nematóides. peixinho-frito. Sudoeste da Ásia e Cáucaso.INDICAÇÕES Afecções renais. disfunções gástricas e hepáticas. bronquite. peixe-frito.

perpétua. quadrangular a cilíndrico. O limite austral da planta é a Ilha de Santa Catarina (401). pouco pubescentes e apresentam um policromismo acentuado na faixa do vermelho. PENICILINA NOME CIENTÍFICO Alternanthera brasiliana (L.0cm de diâmetro. globosos ou oblongos. O caule é anguloso e estriado. dunas estabilizadas. sempre-viva. Uso semelhante à Sálvia officinalis. É cultivada em jardins. As flores são . em decocção (444). embora também possam ser verdes. Inflorescência em glomérulos de flores densamente agrupadas. perpétua-do-mato. com pedúnculo medindo 1 a 10cm de comprimento. cabeça-branca. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae.6cm de comprimento por 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e emoliente.declínio progressivo da touceira. As folhas basais são curto pecioladas. com nós entumescidos.) Kuntze var. quebra-panela. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. oblongas. brasiliana. perpétua-do-brasil. caaponga. SINONÍMIA Acônito-do-mato. • Quando fritas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. ralear os perfilhos. Lythraea brasiliensis e Guapira opposita. com cerca de 1. ao longo de matas ciliares e em áreas ruderais. ereta ou subprostrada que atinge 1. É encontrada associada a Schinus terebinthifolius. carrapichinho-do-mato. HABITAT Espécie autóctone que ocorre principalmente ao longo do litoral brasileiro. acuminadas. • As folhas desidratadas atuam como excelente isolante térmico. crescendo em áreas de restinga. as superiores subsésseis ou sésseis. lembram cheiro de peixe frito.60m de altura. de base lenhosa. à milanesa. ervanço. carrapichinho. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são utilizadas na alimentação. aproveitando-os para a produção de novas mudas. nateira.

de rápido crescimento e com grande capacidade de cobertura de solo.0mm de comprimento por 1. brilhante.K. pode ser utilizada em áreas acidentadas. quando novas tornando-se branca quando matura. É planta nitrófila. . • Propagação: sementes e segmentos nodais de ramos. pode ocorrer danos às folhas por geada. Os segmentos nodais são enraizados em substratos à base de vermiculita. • Florescimento: ano todo. • Colheita: inicia aos 3 meses após o plantio. Em regiões subtropicais. As sementes apresentam um baixo índice de germinação.6 a 2. • Plantio: outubro a novembro. areia e/ou casca de arroz. Os frutos são utrículos uniseminados. A planta pode ter seu crescimento controlado através de podas de formação e condução. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As flores são béquicas (93). dominando sobre outras próximas. Semente oblonga a ovalada. variando desde as regiões tropicais às subtropicais. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. Tem demonstrado uma alta capacidade de adaptação em temperaturas subtropicais. declivosas ou sujeitas à erosão. inclusos entre a tépala e a sépala.5 x 1. castanhoavermelhada e levemente ondulada (209). É heliófita e seletiva xerófita (401). SOLO Desenvolve-se em solos enxutos. com cerca de 1. em altitudes acima de 600m. inclusive plantas daninhas.creme ou levemente rosadas. • É considerada uma espécie ornamental de grande vivacidade. sendo pouco recomendadas.0mm de largura. PERIQUITINHO NOME CIENTÍFICO Alternanthera pungens H. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação climática.B. • Poda: a planta apresenta um crescimento muito luxuriante na primavera e verão.5m. • Espaçamento : 1. pouco ácidos e arenosos. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta jovem pode ser utilizada pelo gado.

suborbiculares ou largamente ovadas. As folhas são opostas. inteiras. manter o cultivo totalmente livre de inços. com ápices obtusos. rasteira. periquitinho-de-espinho HABITAT Espécie autóctone da América tropical e subespontânea em vários continentes. AGROLOGIA • Ambiente: pode ser cultivada em vasos ou em canteiros à guisa de horta. pouco ácidos e aerados.3m. • Plantio: outono ou primavera. para que as folhas fiquem livres de solo aderente. • Plantas daninhas: evitar áreas muito inçadas. PARTES UTILIZADAS Folhas. adaptando-se bem ao subtropical. com tamanhos distintos e curtamente pecioladas. • Mulching: utilizar casca de arroz.4 x 0. mucronados. preferindo-se a última. O limite austral da planta é a Zona da Mata Branca. • Espaçamento: 0. Após o plantio. FITOLOGIA Planta herbácea perene. Embora cosmopolita. SOLO Prefere solos úmidos. CLIMA Espécie de clima tropical. na Bacia do rio Paraná (401). • Florescimento: verão e outono. • Propagação: sementes e estacas dos ramos radicantes. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou esterco de gado. ricos em matéria orgânica. As flores estão agrupadas em espigas capituliformes. SINONÍMIA Anador. Aclimatar as estacas radicantes sob tela de sombrite 50 a 70%. Não tolera geadas. Os frutos são utrículos indeiscentes com 1mm de comprimento. axilares e sésseis. • Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. palhadas diversas ou plástico preto sobre o solo. enraizando em saquinhos plásticos contendo substrato organo-mineral. FITOQUÍMICA . ocorre numa frequência baixa nas regiões onde medra.FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. com caules radicantes.

leucoantocianinas e alcalóides. imortal.Esteróides. tuyona. αpineno. ramos articulares e pubescente. FITOLOGIA Planta herbácea anual. hepáticas e indicadas para distúrbios renais. perpétua-roxa. que cresce de 30 a 50cm em altura. Semente cor de café. em bosques e sub-bosques. . • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. SINONÍMIA Amaranto-globoso. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada como ornamental de beirada de canteiros. inteiras.5 x 0. O suco fresco das folhas é tônico. comprimido. O óleo essencial contém canfeno. eudesmol e azuleno (179). inodoras. descongestionantes. paratudo. α-cimeno. suspiro-roxo. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. dispostas em capítulos esféricos ou alongadas. suspiro. muito ramificada. acetato de elemol. Fruto ovóide. PERPÉTUA NOME CIENTÍFICO Gomphrena globosa L. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. pequenas e bracteadas. terpinoleno. Folhas opostas. saponinas. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e aclimatadas em viveiros. α-terpinol. avermelhadas ou roxas. A decocção ou infusão das folhas são eupépticas. diuréticas. As flores são longipecioladas.8-cineol. lisa e brilhante. linalol. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia que cresce em solos arenosos e/ou pobres. acetato de bornilo. A parte aérea é diurética e emoliente. • Propagação: sementes. diarréia infantil e problemas de dentição em crianças (179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta inteira é indicada para transtornos gástricos. borneol. mirceno. muito duráveis. limoneno. p-cimeno. curcumeno. 1. alcanfor. antiflogísticas.3m. amarantóide-violeta. elíptico-lanceoladas e pilosas. hepáticos e intestinais.

carrapicho-agulha. e estados nervosos do coração (215). FORMAS DE USO Folhas e flores. amarga. PICÃO-PRETO NOME CIENTÍFICO Bidens pilosa L. carrapicho-de-agulha. carrapicho-cuambu. OUTRAS PROPRIEDADES • Fornece matéria corante violeta. pico-pico. piolho-de-padre. picão-preto. . • Decocção. cuambri. coambi. • É altamente ornamental em jardins. FITOQUÍMICA A planta contém 7 pigmentos. emenagoga. própria para colorizar alguns alimentos (93). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). erva-picão. picacho-negro. otites (130). ⇒ 10g por litro de água. Contém ainda 4. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante (93). adstringente (130).• Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. tônica. goambú. tranquilizante. erva-de-picão. picão-do-campo. furacapa. aromática e eupéptica (1). fura-capa. cuambú. que são derivados glicosídeos da betanidina e isobetanidina. picão. febrífuga. oftálmica. carrapichode-duas-pontas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de flores por litro de água (257). sumo e pó. erva-pilão. macela-do-campo. SINONÍMIA Carrapicho. 7metilenedioxiflavonol 3-0-β-D glucosídeo (130). carrapicho-picão. diurética. 5-dihidroxi-6. distúrbios gastrointestinais e hepáticos. béquica (215). dos quais logrou-se identificar a gomfrerina I e II. INDICAÇÕES Utilizada para afecções do sistema respiratório (257). antiespasmódica. picacho. paconca.

SOLO Prefere os areno-argilosos. Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas. glabra ou algo pubescente. ácido-p-cumárico. 5-dentadas. São semeadas diretamente a campo. verão e outono. pecioladas. perfeitas.3'-dimetoxi-7-0-β-D-glucopiranose) (51). Capítulos de flores tubulares e radiadas. todas prontamente viáveis após a maturação. 13. FITOQUÍMICA Hidrocarbonetos e fitosteróis. α-felandreno. serrados. áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras. • Colheita: inverno. glicosídeos de aurona (179) ácido salicílico. desiguais. que ocorre espontaneamente a beira de estradas. os interiores mais compridos que o invólucro. quercetina.3m. policatilenos (ação cercaricida). com corola tubular. com 2 a 7cm de comprimento. Determinou-se na matéria sêca da planta. cálcio e fósforo (257). anual. triterpenos.3'-dimetoxi-7-0-α-L-ramnopiranosil-(1→6)β-D-glucopiranose e quercetin-3. que são fotoblásticas positivas. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Folhas opostas. • Produção de sementes: cada planta produz 3. • Florescimento: primavera.3 x 0. Isto permite 3 a 4 gerações por ano (209). Não devem ser enterradas além de 1cm de profundidade.3-diin-5-en-7-ol-acetato). α-pineno. mas ocorre espontaneamente principalmente na primavera e verão. aminas. as superiores nem sempre divididas. Aquênios planos. liso. okanina-3-glicosídeo. poliacetilenos (ação fungicida e bactericida) (31 1994). FITOLOGIA Planta herbácea. fenilheptatriino. pretos. • Propagação: sementes.HABITAT Espécie autóctone da América tropical. flavonóides. as superiores alternas. férteis. amarelas. o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pêlos. mucilagem e bioflavonóides (145).64% de substâncias .quercetin-3. com ramificação dística. timol. com segmentos ovais a lanceolados. 3-divididas.000 sementes. Caule quadrangular. de ramos dicotômicos. esteróis. ácido tânico. taninos. ereta. chalconas. • Plantio: outono. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. colunar-fusiformes. CLIMA A planta desenvolve-se bem em climas quentes e frios.000 a 6. candineno. limoneno. dois glicosídeos (flavona matoxilado . fenilacetileno (1-fenil-1. ácido nicotínico. colhida antes do florescimento. com 30 a 80cm de altura. cosmopolita. sais de potássio. agudos ou acuminados. sílica. úmidos e revolvidos.

apud 179). hemorragia pós-parto. ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta picada em ½ litro de água. sialogoga (68). FARMACOLOGIA Antiulcerosa (16). antipirética. anti-hemorroidária (179). vermífuga. antiemética. antireumática (215). depurativa (345). 6. cicatrizante. antisséptica. icterícia. expectorante (285). inflamações da boca e da garganta. Banhos com o chá da planta controlam irritações da pele (266). estimulante.71% de fibrosa e 11. o decocto das folhas é útil contra infecções do estômago e rins e para a angina. tranquilizante. a infusão da planta abranda cólicas.86% de óxido de cálcio. amigdalite (68) e engorgitamento das glândulas mamárias (93). Utiliza-se ainda para resfriados. As raízes combatem cefaléias. antidisentérica. vulnerária. A fração mineral contém 36. as sementes tostadas são colocadas sobre cortes. distúrbios hepáticos. antiinflamatória. O extrato aquoso da planta inteira tem ação hipoglicemiante em ratos com hiperglicemia induzida por aloxano (325) e hipotensiva (Nas.77% de óxido de potássio. utilizando-se as flores cozidas com açúcar (Duke. indigestão (153). antiescorbútica (209).69% de ácido fosfórico e 1. assaduras e picadas de insetos (145). ATIVIDADE BIOLÓGICA A fenilheptatriina existente na planta. INDICAÇÕES As folhas trituradas são utilizadas como cataplasmas sobre feridas e tumores. A planta apresenta ação hipoglicemiante comprovada por via oral (414). 48. icterícia. colesterol (345). • Gargarejo: usar a infusão para amigdalite e faringite. tônica do sangue (266). dores osteoarticulares (92). antiprotozoária (295) e microbiana in vitro frente às bactérias Gram-positivas. faringite. 17. antileucorréica (93) e hepatoprotetora. • Compressas: utilizar o suco ou a infusão em feridas.43% de sílica (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É hipoglicemiante drástica (153. mucilaginosa. 2. catártica.99% de não-nitrogenadas. demonstra atividade anti-helmíntica. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa da erva em ½ litro de água fervente. irritação interna. hepatite (9). leveduras e dermatófitos (48). Tomar 1 xícara das de chá a cada 4 horas. oftalgias e otorrinalgias. e serve de antídoto em casos de envenenamento (285). diabete e verminose). emenagoga. 266). antibiótica (145). úlceras gastroduodenais (179). odontálgica (a raiz). hemorróidas.43% de ácido silícico. As folhas mastigadas controlam aftas.04% de mineral. Rhizoctonia solani. 23.nitrogenadas. 8.62% de lipídicas. úlceras. diurética. Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium falciparum. citado por 179). antidiarréica (as flores) (285). desobstruente do fígado. . gastroenterite. agentes da malária (51). o suco mitiga odontalgias. hemostática. antiartrítica. amarga. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (hepatite.

caducifolia. Nas Filipinas é utilizada no preparo de uma bebida denominada "sinitsit". FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. fungos e fibroblastos humanos em presença de luz solar. As folhas são alternas. coriáceo. especialmente o fenilheptatriino . A planta é hospedeira de vários nematóides. pinhão-manso. lactescente. fazer abluções ou compressas tópicas. De vários órgão da planta exsuda um látex branco e acre. pequenas. pinhão. são fototóxicos para as bactérias. palminérvias. TOXICOLOGIA É atóxica para seres humanos porém é altamente tóxica para alguns insetos e larvas (Martinez. dispostas em inflorescência pauciflora. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Na África é utilizada pelos nativos negros como salada. longo-pecioladas. nodoso. fungos. PINHÃO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Jatropha curcas L. de 3 a 4m de altura e caule grosso. pulgões e coleópteros (209). apud 179). elipsóides e oblongas. Os poliacetilenos existentes na planta. pinhão-de-purga. mandobiguaçú.o composto mais fotoativo. base cordada e ápice curtamente acuminado. FITOLOGIA Planta arbórea. Fruto tipo cápsula. glabras. membranosas. pião. SINONÍMIA Maduri-graça. contusas. Sementes escuras. Flores unissexuadas. pinhão-do-paraguai. Pode ser também utilizado em gargarejos (afecções bucais). É ótima forragem para coelhos. viroses. Depois de frio. luzes artificiais ultravioletas e fluorescentes branca (439).• Decocção: ferver 10 colheres das de chá de folhas em 1 litro de água. pinhão-dos-barbados. • Banho: utilizar a infusão 2 vezes ao dia (vulnerário e anti-séptico). AGROLOGIA . peão. manduri-graça. amarelo quando maduro. grandes. • Suco: obtido de folhas frescas. Aplica-se topicamente na forma de compressas em feridas e úlceras (68). amareloesverdeadas.

mirístico e araquídico (Costa. contendo substrato organo-mineral. • Propagação: sementes. O óleo das sementes induz o aparecimento de tumores de pele. palmítico. como purgante (130). utilizadas para a sinusite. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. sapogeninas. provoca náuseas. prisão-de-ventre e constipação nasal. antibacteriana (120). compostos cianogênicos (130). um princípio sacarino. Decocção das folhas para banhos e aplicação externa. vermífuga. béquica. FITOQUÍMICA As sementes contém 50 a 60% de óleo. Óleo: 10 a 12 gotas. antidiabética e antiinflamatória (130). úlceras dérmicas e escoriações (130). sem o embrião. parasitoses. FARMACOLOGIA Apresenta atividade hemostática (Kone-Bamba et al. como ungüento para curar picadas de insetos e. semente e óleo da semente. emética. goma. são torradas e. PARTES UTILIZADAS Folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Purgativa. O chá das folhas é utilizado para o tratamento de constipação nasal. Ungüento preparado com o látex. As sementes inteiras contém 26% de óleo e as sementes descascadas e frescas 36. as sementes. apud 120). toxoalbumina (curcina). ácidos oléico. • Plantio: outono e primavera. apud 120) e estimulante da musculatura lisa. na forma de chá ou com leite.. ésteres. esteárico. devido às alucinações que produz. apud 130). É ainda utilizada para transtornos gastrintestinais e hepáticos. taninos. pleurisia crônica e lombrigas (154). rubefaciente (folhas). contraceptiva (379). anticefalálgica (120). drástica. O látex é utilizado sobre feridas (120). com capacidade mínima de 300ml. TOXICOLOGIA O embrião da semente pode levar à cegueira. .• Espaçamento: 3 x 3m. antiarrítmica. alcalóides. ácido málico e curcina (154). O fruto contém glutina. INDICAÇÕES O óleo é utilizado para o tratamento de dermatites (Oblitas Poblete. em instilação nasal.24%. hidropisia. dermatites. linoléico. Outras espécies de Jatropha apresentaram atividade antibroncoconstritora. As sementes produzem um óleo emético e drástico (93). febrífuga. estanca hemorragias (112). As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. FORMAS DE USO • • • • Decocção das folhas e sementes.

apud 120). separando-se facilmente em carpelos 2-valvos (120. peão-roxo. . O fruto é uma cápsula ovóide ou subglobosa. pinhão-doparaguai. pião-roxo. peãopagé.5 x 1. truncada em ambos os extremos. Schvarstman. Flores femininas dispostas nas partes baixas da inflorescência com estigma bifurcado.5m de altura. hipotensão. manfuí-guaçú. glabrescentes na face dorsal. pecioladas. diarréias e depressão do sistema respiratório e cardiovascular. 3 a 5 partidas ou lobadas.. desidratação. com 8 a 12 estames. erva-purgante. peão-curador. pinhão-de-purga. PINHÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Jatropha gossypiifolia L. torpor.0 a 1. Ahmed e Adam. Inflorescência em cimeira contraída. SINONÍMIA Batata-de-teú. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. raiz-de-teú. Pétalas obovadas de cor púrpura escura. 351). ramificada. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo das sementes pode ser utilizado na fabricação de sabões duros e como combustível para iluminação. pião-caboclo. jalopão. mamoninha. ciliadas ou glandulíferas na margem. palmadas. glabras. composta de flores monóicas. Casos graves resultam em espasmos musculares. 5 pétalas livres.dores abdominais. pubescentes. HABITAT Espécie de origem americana que cresce em terrenos ermos. coma e morte (Horiuchi et al. • A planta constitui-se em excelente suporte para a baunilha (Vanilla aromatica). em baixa altitude. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. vômitos. Folhas alternas.5m. O fruto contém uma semente escura com pintas negras. hiporeflexia. embora adapte-se as subtropicais. As bebidas alcoólicas constituem-se em antídotos dos efeitos tóxicos (130). com 1cm de diâmetro. 3-sulcadas. FITOLOGIA Planta anual com cerca de 1. Cálice 5-lobado. as masculinas na parte superior. hemorragia anal e interna. pinhão-bravo. • É utilizada na fixação de dunas e como cercas-vivas (93).

FARMACOLOGIA Observou-se efeito hipoglicemiante in vivo em ratas tratadas com dexametasona (Llanes et al. derivativa (93). purgante. As raízes e sementes contém terpenos e lignanos. purgante. Os extratos acuosos e etanólicos da planta inteira apresentam atividade moluscicida frente a Bulinus globulus (3). 329). contendo substrato organo-mineral. 217. inibição dos tumores . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiasmática (as flores). carcinoma de Walker. 2. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. O extrato acuoso da folha (15µg/ml) mostrou-se ativo contra Plasmodium falciparum. jadaina.4-δ apoxijatrophatriona. Substâncias específicas: apigenina.3-bishidroximetil-6naftaleno. 442). antihelmíntica (folhas) (179). vomitiva. antidiabética. sendo que as sementes contém curcina. ATIVIDADE BIOLÓGICA O diterpeno apresenta atividade antiprotozoaria . alcalóides. sarcoma 180 e WM 256 e adcarcinoma pulmonar de Lewis. iso-vitexina e taninos. em ratos. taninos. via intraperitonal. laxante. obstruções das vias abdominais e gripes fortes (120). diurética (425). jatrofona. álcoois alifáticos de cadeia larga e palmitona (81). antiartrítica. • Plantio: outono e primavera. jatropholonas A e B.• Propagação: sementes. vitexina. O extrato etanólico das folhas apresenta atividade depressora do sistema nervoso central (via intraperitonial) e uma leve ação anticonvulsionante em ratos com convulsões induzidas por metrazol. A planta é ainda utilizada para cólicas estomacais. diurética (351). antagoniza as convulsões induzidas por estrecnina. anti-hidrópica e antitérmica (120). Extratos etanólicos a 95% das raízes apresentaram atividade antitumoral em ratos portadores de leucemia P-338. Os ramos contém lignanos. apud 179). atividade sobre o vírus citomegalo e Sindbis. Os ramos e caule apresentam atividade antimicrobiana in vitro contra Escherischia coli (85). As mudas podem ser preparadas semeando-se em bandejas de isopor ou saquinhos plásticos.3. Apresenta atividade antibiótica contra Microsporum cani e Microsporum gypseum. 425. INDICAÇÕES É útil para o tratamento de feridas. mordida de animais peçonhentos. vulnerária.4-δ-epoxi-jatrofona.. saponinas e histamina. A atividade é atribuída a jatrofona (217). γ-butiri-lactona-2-piperonilida. 3. O extrato etanólico da raiz.4-β-epoxijatrophatriona. causador da malária (156. saponaretina e vitexina (81. A folha contém histamina. • Colheita: inicia 1 a 2 anos após o plantio. vomitiva (o óleo da semente). 12-desoxi-16-hidroxiphorbol. anti-reumática. uma proteína tóxica e ésteres diterpênicos de forbol (49). jatropina. nefríticas e hepáticas e para úlceras gastrintestinais (303). O extrato das folhas é inativo (2). anticatarral. FITOQUÍMICA Flavonóides. jatropha-factor G-2. 2-δ-hidroxijatrofona. antiinflamatória. 3. prasanthalina.

Flores alvo-pubérulas dispostas em panículas terminais agrupadas nas extremidades dos ramos.80 x 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Melastomaceae. com cerca de 60 a 100cm de altura. adaptando-se também ao tropical. • Propagação: sementes e rebentos da raiz. O óleo da semente. As folhas medem cerca de 8 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. capoeirões e capoeiras. As folhas são longopecioladas. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em por toda mata Atlântica sul-brasileira. com duas nervuras principais originárias de uma mediana. in vitro do extrato etanólico utilizando Artemia salina foi de 1. O extrato etanólico da raiz (95%) apresenta atividade citotóxica in vitro (217). base obtusa ou arredondada.4m. ereta.0mg/ml). PIXIRICA NOME CIENTÍFICO Leandra purpurascens Cogn.5cm de diâmetro. FITOLOGIA Planta arbustiva. Após. As sementes não devem ser utilizadas (303). Os frutos. O contato com a planta pode provocar severas reações alérgicas e a seiva pode causar dermatites (124). em matas secundárias. opostas. DL50. É esciófita. CLIMA É de clima subtropical. causa irritação na pele (4). SOLO Prefere os solos areno-humosos e úmidos. Fruto tipo baga.em disco da batata (LC50=3. colhidos maduros. lavar as sementes em uma peneira.3 a 0. por ser estimulante da musculatura uterina (329). quase negra. Semear em bandejas de isopor contendo substrato orgânico. suculenta. lanceoladas. medindo cerca de 0. A dose letal média. pubescentes em ambas as faces. O caule é cilíndrico e muito viloso. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pubescente. sob água corrente. perene. Os rebentos . TOXICOLOGIA A planta é abortiva (351). violácea. atividade moluscicida contra Biompholaria glabrata (179).0mg/ml (329). acuminadas. As extremidades do ramos é avermelhada ou arroxeada. aplicado topicamente. devem ser deixados fermentar por até 3 dias.

curtamente pecioladas. Popularmente é também utilizada como hipocolesterolêmica. tubuloso. • Plantio: outono e primavera. bastante compactos. permite que a planta desenvolva-se melhor. FITOLOGIA Planta herbácea. HABITAT Espécie alóctone. em numerosos verticilos. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. prostrada. A inflorescência é racimosa. menta-selvagem. multifloros. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são usadas para regular o rítimo cardíaco. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. infecções urinárias e genitais e externamente são utilizadas no tratamento de moléstias de pele (215). A planta exala um aroma peculiar.podem ser enraizados em substrato organo-mineral. abrigados sob sombrite a 70% de sombra. Carpelos ovóides. perene. redondo-ovaladas. crescendo subespontaneamente em solos úmidos. denticuladas ou quase inteiras. composta de flores lilases. As folhas são pequenas. opostas. poejo-real. com 5 dentes desiguais. vivaz. originária da Europa. POEJO-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Mentha pulegium L. com a goela fechada por pêlos coniventes. porém há muito tempo adaptada às condições brasileiras. poejo. pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50cm em altura. que proporcionem alguma sombra. O cálice é viloso. • Consórcio: O cultivo da pixirica juntamente com espécies de maior porte. lisos. sublabiado. os dois inferiores mais estreitos. obtusas ou subagudas. com irrigação diária. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos. poejo-das-hortas. aromáticas. SOLO . hortelã-da-folha-miúda. SINONÍMIA Erva-de-são-lourenço. todos axilares.

expectorante. estomáquica. (68). amebicida e tônica (1). lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm.). embaraço gastrointestinal. • Hidroponia: é bastante indicada para o cultivo hidropônico. perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda. • Plantio: primavera e outono. emenagoga. fenol. catarro. Solos ácidos são prejudiciais à planta. mentol.As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade. FITOQUÍMICA Pulegona. antidiarréica (32). carvacrol. antiespasmódica. balsâmica. mentona-piperitona. A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. fermentações. antisséptica (258). acetato de metila (257). anti-hidrópica (257). arroto. coqueluche. cineol (145). cicatrizante. óleo essencial de poleganona (94%). • Adubação: a planta responde bem à adubação orgânica. timol e eugenol (120). hidropisia (32). vermífuga (93). Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso. flavonóides. FORMAS DE USO . que são plantados diretamente em canteiros. tanino. anestésica. eupéptica. dipenteno. Utilizar 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. no inverno. o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio. • Desenvolvimento: no inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados. trichomonicida. bem curtido. digestiva (294). piperitenona. INDICAÇÕES Indicada para debilidade do sistema nervoso. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. O caule é extremamente radicante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. palha. enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera. béquica. • Colheita: é dificultada. enjôo. acidez do estômago. analgésica.3 x 0. antigripal (145). dores reumáticas. bronquite (68). borneol. pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. no inverno.3m. • Mulching: para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade. casca de arroz. diaforética. pois melhora a qualidade do produto colhido. resfriado. giardicida. insônia (145). proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. carvona. • Propagação: ramos radicantes e rizoma da planta matriz. etc. Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo.

variegadas em tonalidades de verdes.• Infusão: ⇒ colocar 20g da planta fresca em 1 litro de água ou 4 a 5g por xícara das de chá. é contra-indicado para grávidas. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. periquitinho. Br. PRESUNTO-COM-OVOS NOME CIENTÍFICO Althernanthera ficoidea (L. mais largas na metade ou em baixo. periquito-ameno. Tomar 3 xícaras ao dia (68). estimula as funções gástricas (258). se tomado 10 minutos antes das refeições. presente na planta. é tóxica. ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara das de chá. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta afugenta pulgas e mosquitos. multi-ramosa.) Smith e Downs. A pulegona. • Colutório: ferver por 2 colheres das de sopa da planta em ½ litro de água. afetando principalmente o fígado (145). O borneol. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia. ⇒ 15g de folhas e flores em 1 litro de água. glabras. • Decôcto: ferver 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara das de chá. (385). aspirina. Fazer bochechos (294). ascendente. medindo cerca de 20 a 25cm de altura. presente na planta. HABITAT Espécie autóctone. elípticas. • Pó ou xarope: tomar 3 vezes ao dia (vermes). Coar e adicionar 1 copo de vinagre. • É utilizada para o preparo de licores (163). pecíolo com metade . nativa das regiões tropicais do Brasil. Apagar o fogo e abafar por 15 minutos. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. em altas doses. radicante. SINONÍMIA Anador. mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano (294). As folhas são simples. especialmente nos três primeiros meses (258). FITOLOGIA Planta herbácea perene. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. amoena (Lem.) R. inteiras. var. de ramos finos. O infuso. juntamente com o suco de 1/2 limão. opostas.

PARTES UTILIZADAS Folhas. em bordadura de canteiros de jardins. pomares. saxífraga. saudade-da-mulher. SINONÍMIA Arranca-pedras. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada como ornamental. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiálgica e antiinflamatória. sésseis e glomeradas. Fruto suborbicular contendo 1 semente avermelhado-castanha (401). conami. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. • Colheita: inicia aos 5 a 6 meses após o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. saúde-da-mulher. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus niruri L. latryrroides (H. • Propagação: segmentos dos ramos radicantes e divisão de ramos da cepa. jardins e áreas ruderais.25m. L. Parece desenvolver-se melhor em regiões tropicais. K. furaparede. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. verão ou outono.) G. • Plantio: primavera. erva-pombo. • Adubação: 3kg/m2 de estrume de gado ou composto orgânico.do tamanho do limbo pinatinervado. viveiros. arrebenta-pedra. espinhosas. quebra-panela. Webster. principalmente em planícies litorâneas. que são enraizados em substrato organo-mineral ou implantados diretamente em canteiros. B.3 x 0. constituindo-se em invasora de hortas. As flores. de coloração amarelo-pálido. . • Raleio: o excesso de brotação dos ramos deve ser contido para não resultar em declínio da planta matriz. dispõem-se em espigas axilares. filanto. ssp. Esta operação de raleio proporciona a obtenção de novas mudas para plantio. quebra-pedra-branco. erva-pombinha.

muito pequenas.FITOLOGIA Planta herbácea. mas adapta-se às áreas ensolaradas. seco-4-hidroxilintetralina. com porte de 20 a 50cm de altura. costadas. crescendo até mesmo em rachaduras de calçadas. rutina. isolintetralina. nirurina. areia. as masculinas gêmeas. pequenas. Cálice frutígero com lacínias estreitas e obovais.2m. fisetina-41-0-β-D-glucosídeo. kaempferol-40-α-L-ramnosídeo. O caule é cilíndrico. FITOQUÍMICA • Lignanos: lintetralina. filantina. Esta espécie caracteriza-se pela folha assimétrica de base achatada. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. Tolera solos pobres. desde as temperadas até as tropicais. arredondados. ninurinetim. filtetralina. hidroxinirantina. filnirurina. vivaz. pecioladas. ovaladas. Coluna estaminal inteira. curto-pediceladas nos dois sexos. nirurinetina. SOLO Prefere solos com alguma umidade. solitárias. • Flavonóides: astragalina. nitretalina. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. medianamente férteis e pouco ácidos. Cápsulas deprimidas. CLIMA Adapta-se a uma ampla faixa de temperatura. As flores são diminutas. eriodictiol-7-αL-ramnosídeo. esverdeadas. e as femininas. pedras e pedaços de plantas diferentes. membranáceas e glabras. . • Crescimento espontâneo: verão. com râmulos peniformes. com diminutas estrias transversais. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. isolariciresinoltrimetil éter. revirados no ápice.30 x 0. Semeia-se diretamente em canteiros. quercitrina. com 3 anteras. estilos curtíssimos. com 6 sementes retorcidas longitudinalmente. menos as raízes. • Propagação: sementes. nirtetralina. isoquercitrina. barro. nitrantina. Colhe-se preferencialmente as ponteiras da planta. É esciófita. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. com as glândulas co-implantadas na base. kinokinina. ereta. com estípulas. 2-lobos. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. • Pragas: formigas e lagartas. monóicas. quercitina. Desenvolve-se melhor à sombra. hipofilantina. filtetrina e hidroxilignanos. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. nirurim. nirantina. colhendo-se a planta inteira. de glândulas livres e orbiculadas. ao longo do ano. resistente e avermelhado As folhas são simples. na primavera. localizadas nas axilas dos folíolos. alternas. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. nirfilina.

24-isopropil-colesterol. antiblenorrágica. ácido salicílico. bem como litogênica (56). gota (145). afecções da próstata (32). anti-hidrópica (215). ácido úrico. linalol. úlceras. O pó da planta inteira. antisséptica. hiporilantina. securimina. filocrisina. sedante. hemorragias. purgativa. • Alcanos: triacontan-1-al. xantoxilina. geraniina. dotriancontanóico. vitamina C. da pele. 332. 410. nor-ent securinina. A Central de Medicamentos do Brasil (CEME) realizou testes clínicos e pré-clínicos com a planta. verificando sua ação preventiva na formação de cálculo renal. icterícia (290). 397. linoléico e linolênico. gelato de metila e de etila. diurética (103). 398. INDICAÇÕES É usada no tratamento da diabetes. 396. hipertensão arterial (130). nirurina. • Triterpenos: lupeol-acetato e lupeol.• Alcalóides: norsecurina. antiespasmódica (79). furosina. 369. 178. A ação analgésica e relaxante muscular dos alcalóides favorecem a eliminação de urólitos (258). galato de etila. 64). afecções urinárias. 438). O chá concentrado das folhas atua como emético (378). • Alcalóides indolizidínicos: nirunina filantina. hepatite-B (426. cistite (128). estradiol. da boca e da garganta (64). 118. 79). saponinas. analgésica (10. disenteria (311). infecções pulmonares. 318. fortificante do estômago (242). ácido repandusínico. Verificou-se que o extrato aquoso da planta inibe a o vírus tipo-1 da imunodeficiência (HIV-1-RT) in vitro (304). filocrisina. antinefrítica (8). 4-metoxi-norsecurinina. . citostática. antidiabética. entnorsecurinina. glochidona. 184. afecções do fígado. geranina. 290. limoneno. 198. adstringente. 130. triacontan-1-ol. niruside. antilítica (68). filalvina. cineol. ácido elágico (5. • Alcalóides pirrozilidínicos: norsecurinina. hepatoprotetora (417). 210. cólicas renais. • Terpenos: cimeno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética (9. via intragástrica revelou efeito anti-hepatotóxica em ratas e anti-hipercolesterolêmica (421). albuminúria (242). • Benzenóides: salicilato de metila. catarros vesicais. 421. inibidora da transcriptase reversa do HIV (332). filantidina. tônica. 386. inapetência (68). inibidora ACE. 384). aperiente (145). O extrato etanólico demonstra atividade antiviral contra o vírus da hepatite B (410). 21. antitumoral (130). gangrenas. contusões. relaxante muscular (258). 64. 190. cimol. feridas. FARMACOLOGIA Antiinflamatória. antihepatotóxica e antagonista endotelino (186). 4-metoxi-norsecurina. sudorífica. hirtetralina. antialérgica (420). 359. 399. • Outros: dibenzilbutirolactona. 82. anticancerígena (130). taninos. flantine. antiictérica. 420. • Esteróides: β-sitosterol. litíases renais. 9. 374. 130). estomáquica. 79. desobstruente. As folhas e as sementes são tônicas e febrífugas (93). hipoglicemiante (130) anti-hipertensora. amenorréia (184). • Lipídeos: ácido ricinoléico. antivirótica. filesterina. na dose de 200mg/kg. febre palustre. antiinfecciosa das vias urinárias (9.

na dose de 1mg/ml revelou efeito nematicida contra Toxocara canis (210). SINONÍMIA Arrebenta-pedra. antimicrobiana contra Pastereulla pestis e Staphyllococus aureus (90). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. HABITAT . suspendendo por duas semanas o uso do decocto após 10 dias de tratamento contínuo (relaxamento dos ureteres). FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ ferver durante10 minutos 10g da planta picada em 1 litro de água. ⇒ Diabetes: 75g/litro. TOXICOLOGIA Abortiva e purgativa em altas doses (257). Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (68). ⇒ Distúrbios renais: 30g/litro. Tomar várias vezes ao dia. Tomar 1 xícara das de chá 6 vezes ao dia (258). ⇒ colocar 2 plantas inteiras em ½ litro de água. ⇒ Diurese: 35g/litro. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. erva-pombinha. • Infusão: ⇒ colocar 1 xícara das de cafezinho da planta fresca picada em 1/2 litro de água. Ferver. Tomar 3 xícaras ao dia (8). durante 3 semanas. ⇒ Câncer: 40g/litro. Tomar 2 xícaras ao dia. no mínimo (145). Para a eliminação do cálculo renal. São reportadas ainda ação antihiperglicêmica (184). Tomar 3 xícaras ao dia (8). Tomar 3 xícaras ao dia. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus tenellus Roxb. tomar o chá a vontade durante o dia. ⇒ ferver 10 a 20g da planta em 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é utilizada externamente como inseticida de pulgas e piolhos (154).ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção da planta.

margem lisa. esverdeado a amarelado. de sépalas esbranquiçadas e diminutas.2m. 3-sulcados. areia. colhendo-se a planta inteira. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. flavonas. base e ápice arredondados. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. Sementes cuneiformes. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento da glicosúria (242). ácido gálico. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. litotríptica e diurética (93). • Pragas: formigas. glabros. As sementes. diurética (94). . glabras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. quando postas ao sol. aerados. com 40 a 60cm de altura. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. Ocorre em áreas ruderais. simétricas. elípticas. estigmasterol.8cm de largura. campesterol (Niero. lisas. verde. esterol. ereta. É umbrófita.0 a 1. estouram à guisa de pipoca. muito comum na região Sul.Espécie autóctone do Brasil. jardins. avermelhado na base e verde nas partes jovens. coriáceos. Frutos esquizocarpos. Caule cilíndrico. globosos. • Propagação: sementes. dispostas alternadamente.6 a 0. β-sitosterol (370).30 x 0. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. ao longo do ano. Inflorescência monóica e axilar. mas nunca encharcados e muito ácidos. FITOLOGIA Planta herbácea anual. • Crescimento espontâneo: verão. flavonóis e ácidos fenólicos (138). SOLO Prefere solos revolvidos. FITOQUÍMICA Terpeno (148). curto-pecioladas. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. com flores apétalas. com tegumento crustáceo. apud 79). férteis. hortas e em áreas agrícolas. medindo 1. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. pedras e pedaços de plantas diferentes. Os ramos que partem do caule apresentam fileiras de folhas. resistente. As folhas caulinares são rudimentares (escamas). antiálgica (369). PARTES UTILIZADAS Planta inteira. barro.5cm de comprimento por 0. de coloração cstanho-clara. Semeia-se diretamente em canteiros.

• Florescimento: abril a agosto. que cresce de 20 a 30cm em altura. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. preferencialmente no verão. • Propagação: sementes.FARMACOLOGIA Apresenta atividade analgésica e antiinflamatória (370. sem pedúnculo. monóicas e solitárias nas axilas. tenellus. As flores são diminutas. amareladas. Fruto tipo cápsula. colhendo-se a planta inteira. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. . PARTES UTILIZADAS Planta inteira.2m. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. ao longo do ano. proeminentemente dispostas em duas fileiras. • Crescimento espontâneo: primavera. areia. O caule é glabro e normalmente púrpura. muito curto-pecioladas. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. pedras e pedaços de plantas diferentes. barro. levemente comprimido e espiculado. FITOLOGIA Planta herbácea anual. Produz frutos maiores que a espécie P. niruri ou P. HABITAT Espécie autóctone que vegeta espontaneamente em áreas ruderais. As folhas são alternas. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. as vezes perene. 170). lembrando uma folha pinada. globoso. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus urinaria L. capoeiras e bosques. • Pragas: formigas. Semeia-se diretamente em canteiros. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais.30 x 0.

Klebsiella pneumoniae. inibidora ACE e antialérgica (420). benzenóide (292. QUITOCO NOME CIENTÍFICO Pterocaulon virgatum DC. SINONÍMIA Alecrim-das-paredes. calças-de-velho. inibidora da aldose redutase (386). febre. . Vibrio parahacmolyticus. quercitina (318). cumarina. conjuntivite. barbaço. enterite. 375. ácido elágico (386). esterol. verbasco-do-brasil. taninos. aftas. Utilizada nas infecções urinárias e da garganta. Staphylococcus aureus (100). barbasco. purificante do fígado e demulcente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana. β-sitosterol (371). eczema infantil da boxexa. A planta apresenta forte ação antiinflamatória e antiálgica (371). tingui. edema nefrítico. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato hexânico da planta apresentou forte atividade antimicrobiana contra Eischerichia coli. oftalmia e doenças hepato-biliares. Salmonella typhymurium. triterpeno. na forma de decocção ou 20 a 40g/dia utilizando as folhas verdes na forma de suco misturado com um pouco de sal.FITOQUÍMICA Flavonóides. analgésica (10. calção-de-velho. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antiinflamatória. Shigella flexneri. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente o sul do Brasil. em locais úmidos. 433). mordida de centopéia e cobra. impetigo. Proteus vulgaris. β-amirina (339). artralgia. 318) antilipoxigenase (339). rutina (10). branqueja. diarréia. FORMAS DE USO • 8 a 16g/dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. terrenos baldios e até à beira das estradas. marasmo infantil. para gargarejos. alcalóides e substâncias amargas.

As folhas são alternas. providos de brácteas involucrais estreito-lanceoladas e branco-pubescentes. Prefere temperaturas amenas. perene. Sch. A planta é ainda anti-reumática e béquica (257). pode ser implantada nos solos mais pobres e acidentados da propriedade. resolutivas e digestivas. membranáceas.5m de altura. pilosas em ambas as faces. subgloboso. de preferência os úmidos. • Espaçamento : 0. dispostas em capítulos subglobosos. RAIZ-FORTE NOME CIENTÍFICO Armoracia rusticana G. quando maturas. • Colheita: 160 a 180 dias após o plantio. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito rústica. As flores são esbranquiçadas. sésseis. denteadas e decurrentes. dotado de alas membranáceas verdes. . oblongas. A infusão das raízes é diurética (242). castanho. lanceoladas. que cresce até 2.8 x 0. SOLO Desenvolve-se em quase todos os tipos de solos.M. contendo várias sementes. • Florescimento: janeiro a abril. com densa pubescência lanuginosa. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. cilíndrico. denso-corimbosos. • Plantio: setembro e março a abril. estreitas. metrite. Caule anguloso. ereta.4m. sésseis. • Propagação: sementes. paniculados. resfriado e dores do corpo (271). O fruto é um aquênio miúdo. afecções hepáticas.FITOLOGIA Planta herbácea ou sublenhosa. lenhoso na base e fibroso nas partes superiores. quando novas. É heliófita. Semear em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. de cerdas moles. CLIMA A planta é de clima subtropical. arenosos e ácidos. INDICAÇÕES Indicada para a bronquite (257). Em banho. atua como estimulante (32). medindo 8 a 12cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são carminativas.

AGROLOGIA • Espaçamento : 30cm. vermífuga. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. não há necessidade de adubações pesadas ou freqüentes. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. SINONÍMIA Creem. alongadas. • Os japoneses utilizam na forma de pó no sashimi. enquanto a base. deve-se fazer uma adubação no verão. diurética por excelência (128) e antiescorbútica (93). é recomendável produzir as mudas em viveiros telados. levemente úmidos. espessas. O topo do propágulo é cortado horizontalmente. enraizando os propágulos em substrato organomineral. Prefere solos de aluvião. As flores são brancas. São plantados à profundidade de 10 a 12cm. SOLO A planta adapta-se a maioria dos solos. férteis e friáveis.000kg/ha (263). • Adubação: embora a planta seja grande extratora de nutrientes do solo. medindo 30 a 35cm de comprimento por 8 a 10cm de largura. • Produção: 1. Embora possam ser plantados diretamente em canteiros. • Época de plantio: outono-inverno. denteadas ou recortadas. a ocorrência precoce de lagartas que comem os brotos novos. com cerca de 40 a 50cm de altura. Incorporar ao solo 3kg de cama de aviário ou 5kg de composto ou húmus de minhoca ou estrume de curral. . porém nunca em solos arenosos estéreis e argilosos compactados ou com camadas de adensamento. • Propagação: divisão da cepa. verde-escuras. desta forma. As folhas caulinares são lanceoladas. em bisel. soltos.500 a 3. rebentos da raiz. tetrâmeras.FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. • O sabor torna-se menos picante quando agregada ao creme de leite. creneladas. associado à 100g/m2 de superfosfato natural. compensando as estiagens com irrigação. FITOLOGIA Planta herbácea perene. brilhantes. Por ser perene. Folhas oblongas. sobretudo de frutos do mar e carnes frias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. Os propágulos de raiz devem ter cerca de 12 a 15cm de comprimento e a espessura de um lápis. Evita-se. laxativa.

• Florescimento: outubro a maio.5 x 2. rico em matéria orgânica AGROLOGIA • Espaçamento : 2. Brácteas externas vermelhas. SINONÍMIA Bastão-do-imperador. • Plantio: primavera e verão. agudas. CLIMA Tropical úmido. Folhas longo-pecioladas. lanceolado-oblongas. Sunda e Java. acuminadas. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 100g de fosfato natural. Brácteas internas estreitas. bem drenado. lanceolado-oblongas. carnosas. ovadas. • Propagação: sementes e rebentos do rizoma. PARTES UTILIZADAS . ovadas. glabras. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o cultivo. FITOLOGIA Planta herbácea. Semente preta revestida por arilo hialino. flor-da-rendenção. medindo 60 a 80cm de comprimento por 15 a18cm de largura.ROSA-DE-PORCELANA NOME CIENTÍFICO Nicolaia elatior. rizomatosa. É heliófita. Fruto cápsula cônico-irregular de 2cm de diâmetro. SOLO Fértil. obtusas. As sementes são semeadas em substrato organo-mineral. cerosas. Escamas verdes. que cresce de 2 a 4m de altura. agudas na base ou inequilátero-arredondado. textura média. Escapo floral com 70 a 80cm de comprimento. enquanto que os rebentos podem ser plantados diretamente a campo. HABITAT Originária das Ilhas Célebe. de caule foliáceo. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. frouxas. culminado por um capítulo adensado piramidal de cerca de 10cm de comprimento.5m.

erva-do-santofilho. erva-das-lavadeiras. lavandeira. roças e capoeiras. marroio. chá-de-frade. totanga. pasto-de-abelha. até leve ou profundamente trilobadas. SINONÍMIA Amor-deixado. originária da Sibéria. SOLO . macaé. axilares. HABITAT Espécie alóctone. com cerca de 1. A planta está amplamente disseminada no sul do Brasil. caule e ramos quadrangulares e pubescentes como as folhas e inflorescências. erva-dos-zangões. erva-dos-santos-filhos. erva-de-macaé. coração-de-frade. cordão-defrade-menor. base longo-cuneiformes. róseas. lavanderia. mané-turé. sertão. quinino-dos-pobres. RUBIM NOME CIENTÍFICO Leonurus sibiricus L.0 a 1. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são consideradas uma das mais belas do mundo. ana-da-costa. lobos mais ou menos longo-acuminados. CLIMA É de clima temperado. mané-magro. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. principalmente em solos argilosos. com lobos do cálice espiniforme. santos-filhos. joão-magro. cordão-de-são-francisco. pomares. Tolera o sombreamento. linear-lanceoladas. levantina. erva-macaé.Rizomas. cardíaca. As flores são pequenas. sésseis e fasciculadas. simples. porém adapta-se bem às regiões subtropicais. decurrente pelo pecíolo. lavantina. Folhas opostas. mamangava. FITOLOGIA Planta herbácea anual.20m de altura. os laterais apenas reduzidos e dentiformes. estrela. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o reumatismo e dores musculares. ocorrendo subespontaneamente como invasora de lavouras. pau-pra-tudo.

são usadas para o tratamento de bronquite e coqueluche (258). leonurina e óleo essencial (257). anti-hipertensora (215) e vermífuga (271). antiinflamatória interna e externa. FITOQUÍMICA Flavonóides (0. Tomar 3 vezes ao dia. béquica. aperiente. Coar e armazenar em vidro escuro.24%). INDICAÇÕES Usada no tratamento da gastroenterite. antiúlcera e antiedemática do extrato etanólico liofilizado (338). antiemética (68) antiasmática (209). erisipela e doenças de pele (215). febre palustre (93). que podem ser semeadas diretamente a campo. • Produção de sementes: início de agosto. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. FARMACOLOGIA Não se constatou a atividade antibacteriana. Pode ser também aplicada em articulações inflamadas. Deixar em maceração por 7 dias. afecções do estômago e intestino.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. inapetência. gripe. antidiarréica. A germinação espontânea das sementes ocorre de março a junho. • Florescimento: inicia a partir de julho. cardiopatias. FORMAS DE USO E FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 2 xícaras das de café de álcool e uma xícara das de café de água com 1 punhado da erva fresca picada. anti-reumática. • Infusão: colocar 20g de folhas ou flores secas em 1/2 litro de água. com boa fertilidade. gripe intestinal. úlceras (271) embaraço gástrico.78 a 1.Prefere solos úmidos e argilosos.3m. As flores. Coar.58 a 1. taninos (0. irritação do estômago e intestino. adicionar 2 xícaras das de cafezinho de açúcar e homogeneizar. crianças .8 x 0. diurética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Febrífuga. eupéptica. dores varicosas. Adultos . estomáquica. . antiemética (242). • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara das de cafezinho de água fervente e abafar. • Colheita: inverno. cólicas intestinais (68).1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). que tem aroma de óleo de bacalhau. Tomar uma colher das de café do preparado diluído em água. agitando com frequência. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. resfriado. • Uso externo: friccionar as folhas frescas sobre as partes afetadas (anti-reumático). • Propagação: sementes. antihemorroidária. febrífuga.11%).

verrucoso-pardacenta. murchando facilmente se forem deixadas ao sol. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. misturada com 100g de fosfato natural. O suco do fruto é vermelho-sangue. Em ambos os casos. SINONÍMIA Sabugo-negro. Fruto tipo baga. • Adubação: 3 a 4kg/cova de plantio de cama de aviário. de caule esverdeado no primeiro ano e posteriormente fibroso e endurecido. sabugueirinho. terminais e perfumadas. Inflorescência cimeiracorimbiforme de flores esbranquiçadas. FITOLOGIA Arbusto ou arvoreta perene que cresce de 3 a 4m. As folhas são opostas. hermafroditas. imparipenadas.0 x 2. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae. luzidia. contendo 3 sementes pequenas. verão e primavera. SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus nigra L.0m. de origem eurásica. Repetir anualmente. sabugueiro-negro. As mudas são muito suculentas. As flores abortam antes da formação de frutos. actinomorfas. com irrigação diária. HABITAT Espécie autóctone. globulosa. dotada de medula branca e com lenticelas na casca.OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é insetífuga. sabugueiro-da europa. glabras. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. . compostas de 5 a 7 folíolos ovado-acuminados e denteados. É ramificada. enraizar em substrato organo-mineral e aclimatar em viveiro com sombrite 50 a 70%. • Plantio: outono. • Florescimento: o ano todo. preta. no Litoral de Santa Catarina. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados. • Propagação: rebentos das raízes da planta matriz e estacas.

anti-hidrópica (271). • Padrões comerciais: folhas e flores comercializadas separadamente e isentas de impurezas. O fruto purifica o sangue e limpa os rins (32). . • A medula do caule é empregada em microscopia para o preparo de cortes de precisão em experimentos de física eletrostática. frieira. cascas ou raízes (32). As folhas são indicadas no tratamento de furúnculo. sambunigrina. quercitina. As flores são eméticas e catárticas. taninos. escarlatina. mucilagem e vitamina C (9). catapora. obstipação. a partir daí. • Os galhos fornecem matéria corante. • Das sementes se extrai um óleo de uso industrial (283). antigripal. diurética. laxativa. folhas. doces e sopas. 10 a 15g de folhas. PARTES UTILIZADAS Flores. béquica. arteriosclerose. inflamações superficiais da pele. terçolho e tabagismo. erisipela. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas apresentam ação inseticida (93). cascas e raízes. ser feita durante todos os meses do ano. queimadura (93). emoliente. A casca. escura ou verde-maçã (380). depurativa. FORMAS DE USO • Uso interno: 8g de flores em 1 litro de água.• Colheita: inicia-se 8 meses após o plantio. a raiz e as folhas são indicadas para o tratamento de retenção de urina. As folhas são úteis contra a hemorróida. antiespasmódica (283). epistaxe. porém quando secas perdem a propriedade laxante. expectorante. rubéola). anti-reumática e cicatrizante (128). cistite. 50g de folhas. • Uso externo: 30g de flores em 1 litro de água. gota. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É sudorífica. • Os frutos são comestíveis. FITOQUÍMICA Colina. amarela. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento do resfriado e angina (271). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. febrífuga. oftalmias. podendo ser utilizados no preparo de bebidas vinosas. podendo. rutina. bronquite. cascas ou raízes em 1 litro de água. As flores são indicadas para enfermidades eruptivas (sarampo. • As flores são utilizadas em camadas alternadas para a conservação da maçã e para conferir aroma de moscatel em vinho branco. • A planta é ornamental. Indicada ainda para abcessos.

em capoeiras ou vegetação secundária. perene. HABITAT Espécie autóctone. glabras. frutos e raízes. O gineceu é composto por 5 lóculos. em média. férteis e ricos em matéria orgânica. • Plantio: outono. FITOQUÍMICA . CLIMA É de clima subtropical à temperado ameno. PARTES UTILIZADAS Folhas. flores. pinatífidas. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. com capacidade de 300 a 400ml. Folhas compostas. As cascas são colhidas após a florada. aromáticas. mantidas sempre úmidas. contendo substrato organo-mineral. O fruto é uma baga de coloração roxa. por ocasião da floração. • Florescimento: novembro a dezembro. sabugueiro-do-rio-grande. bem drenados. dispostas em umbelas paniculadas. apresentando 7 a 13 folíolos ovadoacuminados e denteados. Ocorre espontaneamente em orlas ou clareiras de matas. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae SINONÍMIA Acapora. É heliófita e higrófita. SOLO Prefere solos profundos. com cerca de 4 a 6m de altura. • Propagação: sementes e estacas de ramos. As flores são alvas. alternas. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arvoreta. • Colheita: cerca de 6 meses a partir do plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. quando matura. sabugueirinho. ramificada. mas que pode atingir até 10m de altura e diâmetro na base do caule de 10 a 25cm (331). As mudas são transplantadas do viveiro para o campo após 60 dias de aclimatação. primavera e verão. originária do sul do Brasil. Semear em saquinhos plásticos perfurados.SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus australis Chamisso e Schechltendal. sabugo-negro.

rins e fígado. A casca da raiz é drástica. sambunigrina. planta-da-vida. catarros. crenadas e espiraladas. SINONÍMIA Jarancim. isoquercitinas e sambicianina (257). • As folhas são insetífugas (93). . drásticas. Dos lóbulos marginais do limbo formam-se brotações de novas plantas. SAIÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe gastonis-bonieri Ha. locais úmidos. FITOLOGIA Planta suculenta perene que cresce 40 a 60cm em altura. dores de dente e de ouvido (344) OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera e ornamental. originária de Madagascar. As folhas mais velhas são recurvadas. As folhas são grandes. excitantes. sarampo. com cerca de 30 a 40cm de comprimento por 10cm de largura. eméticas e emenagogas. vitamina C. diaforéticas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são febrífugas. opostas. Os frutos são peitorais. cicloartenol. resfriados (257). com flores amarelas e tubo róseoavermelhado. ascites (casca). FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. verde-azuladas amarelo-esbranquiçadas. sombreados. HABITAT Espécie alóctone. sudoríficas. erva-da-costa. pulmão. et Pe. coração. lanceoladas. antiasmáticas. purgativas. A planta apresenta ainda propriedades cicatrizantes. mucilagem. rutina. estigmasterol. frágeis. béquicas. béquicas e antiespasmódicas (257). Prefere as regiões litorâneas. febrífugas e antihipertensiva. As flores são sudoríficas. folha-de-costa. folha-grossa.Colina. taninos. males do estômago. diuréticas. Inflorescências terminais ramificadas. crescendo melhor sobre detritos orgânicos em decomposição. maturativa. anti-reumáticas. anti-reumáticas (93). fortunão. antiobésicas. depurativas (344). quercitina. lupeol. emolientes. orelha-demonge. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de hidropisia.

engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das pernas. Smilax japecanga Griseb. • Florescimento: a partir de maio. tolera bem períodos de estiagem. resolutiva. Não vegeta bem em solos muito úmidos e ácidos. zarza. CLIMA A planta é heliófita.5m. salsa-americana.SOLO Prefere solos bem drenados e aerados...) FAMÍLIA BOTÂNICA Smilacaceae. Smilax spinosa. Não há formação de sementes. refrigerante e tônica pulmonar. INDICAÇÕES As folhas secas e tostadas são úteis para cefaléias. porém não suporta baixas temperaturas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária. (Smilax campestris Griseb. japecanga-verdadeira. SALSAPARRILHA NOME CIENTÍFICO Smilax spp. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. salsa-do-campo. • Propagação: brotações das crenas das folhas da planta matriz. inhapicanga. cicatrizante.8 x 0. salsa-cerca-onça. frieiras e queimaduras. • Plantio: primavera e verão. sarsaparrilha. japecanga. • Colheita: inicia a partir de 4 a 5 meses de cultivo. sarza. raiz-da-china. nhupicanga. Recorta-se as folhas entre as crenas. inhapecanga. etc. salsa-deespinho. Os segmentos de crenas podem ser enraizados diretamente em canteiros ou em saquinhos plásticos perfurados. salsa-japecanga. SINONÍMIA Esporão-de-galo. PARTES UTILIZADAS Folhas. HABITAT . O suco da planta é eficaz para calos. japicanga. jupicanga. perdurando até agosto.

Também encontrada em matas secundárias. ornado de espinhos recurvados e geminados. As folhas são coriáceas. • Propagação: sementes. nativa da Mata Atlântica. Tanto o rebento como as estacas obtidas de mergulhia ou da cepa. estaquia ou rebento. soltos. francos e ricos em matéria orgânica. SOLO A planta prefere solos úmidos. dispostas em umbelas. Caule cilíndrico glabro. Espécies de sombra definham quando crescem sob luz solar direta. tornandose clorótica e com crescimento retardado. As raízes são brancas internamente e avermelhadas externamente. mergulhia. Temperaturas altas com umidade do ar elevada. favorecem ao crescimento da planta. acuminadas. mucilaginoso e acre. • Plantio: primavera. faz-se necessário um tutoramento vertical ou horizontal. PARTES UTILIZADAS Raízes compridas e flexíveis que crescem do rizoma. As raízes são colhidas sem que ocorra danos ao rizoma. Semear em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. polimórficas. que atingem alguns metros. • Colheita: ocorre após 2 a 3 anos de cultivo. glabras. perene. . alternas. adicionado de 100g de fosfato natural. flexíveis. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. de caule cilíndrico e com poucos espinhos A planta atinge cerca de 1. • Adubação: 1. desde que haja boa cobertura de copa de árvores.0kg/planta de composto orgânico. formando tubérculos. As raízes atingem cerca de 2m de comprimento. O rizoma ramifica-se copiosamente e forma hastes subterrâneas prolongadas. devem ser aclimatados em viveiros com sombrite 70 % de sombra e enraizados em substrato organo-mineral. de cor marfim. As flores são dióicas. tropical. dependendo da espécie. cordiformes na base. bi-seriadas. A planta pode ser umbrófita a heliófita. muito duras. com um diâmetro de 3 a 5mm. Cresce espontaneamente em áreas umbrosas. CLIMA A planta é tipicamente tropical. Poderão ser utilizados tutores vivos. encontrada com certa frequência no Litoral Catarinense. localizadas nas axilas das folhas ou brácteas. O sabor das raízes é amargo. frescos. FITOLOGIA Planta trepadeira ou prostrada. • Tutoramento: para melhor condução da planta. • Rendimento: até 8kg de raízes por planta (182).5m de altura. localizados nas articulações. Semente um pouco achatada. com nervuras longitudinais ligadas entre si por uma rede secundária de nervuras reticuladas. em solos úmidos ou próximo de cursos de água. Fruto tipo baga contendo três sementes.Espécie autóctone. tais como árvores de raízes axiais e tronco fino e não muito liso.

esteróides. salva-das-farmácias. essência. diarréia. diurética (283). Em geral. eczema. sais minerais. enfermidades venéreas (32). salva-ordinária. salveta. cistite (68). salva-das-boticas. amido. grande-salva. estigmasterol (182). colina. colina e acetilcolina (379). estimulante digestivo e do metabolismo em geral e desintoxicante (1). OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes desidratadas apresentam um aroma agradável pouco pronunciado e sabor amargo e amargo. salva-dos-jardins. salva-menor. INDICAÇÕES Utilizada para doenças de pele (257). nefrite. perilina e esmilasaponina. flatulência. ácido úrico. erva-santa. em decocção (444). tanino. sudorífica. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. anti-reumática (32). Ocasionalmente são encontrados flavonóides (130).FITOQUÍMICA Glicídeos. as salsaparrilhas contém três saponinas: salsaponina. TOXICOLOGIA É irritante para as mucosas (283). anti-sifilítica (215). furúnculos. salva-da-catalunha. saponosídeos. 444). úlceras (215). além disso féculas e uma essência (154). gota. salva. depurativa do sangue. impotência e abcessos (1. exantemas. antileprosa. Recentemente tem sido descrita a existência de derivados do ácido glutâmico. salvamansa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. SÁLVIA NOME CIENTÍFICO Salvia officinalis L. chá-da-grécia. sitosterol. sábia. FORMAS DE USO • 15 a 20g/dia. HABITAT . linfadenopatia. febrífuga. chá-da-frança. SINONÍMIA Chá-da-europa. emoliente. antiartrítica (68). resina acre.

quadrangular. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. cordiformes. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. SOLO O solo indicado é o fértil. além de dificultar o enraizamento e desenvolvimento da planta. campanulado. algo pubescentes. É heliófita. • Propagação: sementes. A planta não se adapta à regiões quentes e muito pluviosas. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. As regiões mais propícias para a produção são encontradas no sul do Brasil. Os ramos se renovam todo ano.3m. côncavas e caducas. bem drenado e rico em matéria orgânica. ramificado. Um grama de sementes contém 300 a 1. picantes. desde as margens do Mediterrâneo até 800m de altitude (182). esparsas. Folhas oblongas. que germinam em cerca de 15 dias. um pouco amargos. medindo 4 a 5cm de comprimento por 2cm de largura. sésseis (as superiores). em solos calcários. deixando o lenho exposto numa faixa de 0.3 a 0. dispostas em verticilos com 4 a 8 flores munidas de brácteas opostas. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. FITOLOGIA Subarbusto lenhoso na base. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. opostas. levemente alcalinos.5cm. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. o substrato para a produção de mudas deve ser bem aerado e solarizado. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante.6m de altura. É sensível a ventos frios. verde-esbranquiçadas. estriado. retirando-se 1/3. alporquia. A sálvia pode viver de 8 a 10 anos (182). Solos ácidos favorecem à ocorrência de Fusarium sp. Se houver um período de estiagem prolongado. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha.. ereto. A semeadura é feita em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. . Apresenta caule ramoso e tomentoso-pubescente.7 x 0. pecioladas (as inferiores). curtamente pediceladas. esbranquiçado. aromático.200 sementes. perfilhos e estacas da planta matriz. multianual. mergulhia. canforáceos e aromáticos. ovais. No Brasil é cultivada em hortas e jardins. aromáticas. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior). de 0. A parte do ramo que ficará sob o solo. Cálice pubescente. Possui odor e sabor quentes. acuminadas. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. bem ensolarados e declivosos. Flores azul-violáceas. divisão de touceiras. permeáveis. levemente crenadas e reticuladas. areno-argilosos. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. O uso de fito-hormônios pode acelerar o enraizamento de estacas da planta. removendo-se a casca.Espécie alóctone que cresce espontaneamente no sul da Europa. • Substrato: para se evitar prováveis infecções de fungos vasculares e bacterioses. Retira-se o substrato sob água corrente. CLIMA Prefere temperaturas amenas. formando uma moita lenhosa na base.

5% de óleo essencial e 8 a 12% de cinzas (96). impotência. adicionado de 100 a 200g de fosfato natural. Escherischia coli e Serratia marcescens (407). A planta é muito sensível a nematóides. cefalalgias. (294). convalescença.45% (286). que contém 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. Colhe-se um pouco antes da antese das flores. • Colheita: é iniciada a partir do quinto mês após o plantio. gengivites. apud 287). alvejante dental. • Rendimento: 200g de folhas por touceira (182). diabetes. saponina. atenuadora da transpiração (283). crises nervosas e neuróticas. • Adubação: 2 a 3kg/planta de húmus de minhoca ou composto orgânico. cânfora.3 a 2. vulnerária. antidiarréica. tônica (145). em períodos secos. α e β-pineno (287). anti-reumática. resfriado. tabagismo e picadas de insetos (1). edema. cicatrizante (folhas e flores). eupéptica. O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus. gripe. bacteriostática. balsâmica. responsável pela murcha e secamento progressivo da planta. entorse. faringite. mau hálito. dores reumáticas. fungicida. . antisséptica (257). FITOQUÍMICA Óleo essencial . doenças de pele (externamente). expectorante. excitante. leucorréia. flavonóides. bactericida. A partir do 2o ano é possível fazer 2 cortes/ano. resolutiva e colerética (1) . traqueobronquite. catarro crônico (435). antiinflamatória. depressão. taninos (257). ATIVIDADE BIOLÓGICA É ativa contra bactéria Gram-positivas e negativas (287). antioxidante (Beckstrom-Sterberg. cariofileno. A planta contém 1. deve-se suspender a irrigação e eliminar as plantas afetadas. diaforética. hipoglicemiante. digestiva. carminativa. asma. Nesta situação. sudorese excessiva dos pés (294). escrófulas (32). frigidez. ácido ursólico. emenagoga. Readubar cada colheita feita. Micrococcus luteus. úlcera (145). engurgitamento (93). PARTES UTILIZADAS Ramos e folhas novas e sumidades recém floridas. diurética. borneol. α-tujona e outros terpenos. estimulante do sistema nervoso (93). febre reumática. enfisema.8-cineol. astenia. amigdalite. inflamações da garganta (257). aftas. nervina. • Doenças: a mais comum que ocorre é a fusariose (Fusarium sp). • Desenvolvimento: as folhas adquirem coloração verde-intenso nos períodos chuvosos e acizentada. α-humuleno. • Florescimento: verão até o outono. adstringente. cardiotônica. antiespasmódica. esteróis.0. estomatite. aromatizante bucal (32). vômitos. INDICAÇÕES Usada também para o tratamento de astenia nervosa (283). ácido rosmarínico (145).• Plantio: outono (propagação por sementes) e primavera (propagação vegetativa). béquica.

FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. pães. • Decocção: 50g de folhas e flores em 1 litro de água. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho de folhas secas por litro de água. sangramento das gengivas e aftas) • Gargarejos e bochechos: utilizar infusão ou tintura. estomatites) (257). e Wils. porém as gestantes devem evitá-la. patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres. • Muito utilizada como tempero de carnes.] N. tomar 1 xícara das de chá antes e após o almoço. Brown. aftas. • Tintura: amassar um punhado de folhas de sálvia e deixar em maceração em 2 xícaras das de café de álcool de cereais e 1 xícara de água. 4 vezes ao dia (mau hálito. peixes. Tomar 1 cálice pequeno após cada refeição (283). Indicada em loções para feridas e em banhos para escrófulas (32). • O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos. OUTRAS PROPRIEDADES • As cinzas ajudam a clarear os dentes. Tomar 4 a 5 colherinhas ao dia (145). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (145). durante 5 dias. Doses elevadas podem aumentar a pressão arterial (294). • Xarope expectorante: 7g de pó da planta em 100g de mel. Tomar 1 colher das de chá 10 a 15 minutos antes das refeições (mau hálito. TOXICOLOGIA É atóxica nas doses usuais. Ex Britt. SÁLVIA-DO-RIO-GRANDE NOME CIENTÍFICO Lippia alba [Mill. Em caso de vômitos. • Dentifrício: friccionar os dentes com as folhas frescas.FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de folhas e flores em 1 litro de água. • Utilizada ainda como insetífuga doméstica. desinfetantes e higienizadores bucais (287). Tomar 1 xícara das de chá seis vezes ao dia. em local escuro. • Vinho: macerar durante 8 dias 80g de folhas em 1 litro de vinho de Samos. Filtrar. • As flores são melíferas. .E.

acizentados. capitão-domato. FITOLOGIA Planta arbustiva ou subarbustiva perene. que afeta a qualidade das folhas e a produção. optando-se pela estaquia. cidreira-falsa. cujo enraizamento ocorre em duas semanas. salva. O fruto é uma cápsula seca. lima ou menta. cidreira-melissa. Inflorescências axilares. opostas. A produção de sementes é irregular e escassa. com ramos engalhados.000ppm (408). são fortemente zigomorfas. sálvia.5 a 2m de altura. Ocorre em altitudes de até 1. axiais. • Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. sálvia-da-gripe. O caule é muito ramificado. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes. Prefere regiões subtropicais. cidreira. arenosos. cidrilha. chá-de-estrada. com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão. mais pelífera e glandulosa na face dorsal. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. CLIMA A planta não tolera regiões frias ou muito quentes. falsa-melissa. olentes. formando moitas de 1. erva-cidreira-brasileira. cidreira-brava. As flores aparecem na periferia das inflorescências. salva-do-brasil. chá-de-frade. cilíndricos e sulcados. alecrim-do-mato. bracteadas e reunidas em capítulos. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. . ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas. ricos em matéria orgânica. salsa-brava. As folhas são oblongo-agudas. erva-cidreira-falsa. 2. com exocarpo.800m (179). SOLO Vegeta preferencialmente em solos de aluvião. cidreira-crespa. alecrim-selvagem. chá-de-pedestre. róseo-violáceas. • Poda: devido ao crescimento muito vigoroso. que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil. erva-cidreira-docampo. podendo-se proceder até 3 colheitas por ano. próxima a rios e lagos. chá-de-tabuleiro.5 x 1. chá-da-febre. • Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel. erva-cidreira. • Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta. quando encostam no solo. cidreira-capim. cidrila. salva-brava. peninervas. As flores são hermafroditas. camará.20m. as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza. cidró. HABITAT Espécie autóctone de regiões neotropicais. • Plantio: setembro a dezembro. alecrim-do-campo. salva-limão. solitárias ou raras vezes em pares. ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba). É frágil. retilíneo ou curvo. bordos serrilhados. pedunculadas. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento. Enraizar as estacas em substrato organo-mineral. chádo-rio-grande-do-sul. cidrão.SINONÍMIA Alecrim.

dores musculares.8-cineol. sedativa (408). piperitona. Candida albicans. cubenol (0. emenagoga (299). antidiabética. atenuando transtornos digestivos e cólicas.4%). relaxante do sistema nervoso. Apresenta ainda atividade citostática e redutora do tônus intestinal (120). As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais. cujo teor médio é de 1. β-cariofileno (6%). acetato de citronelol. cis-α-bisaboleno (2. germacreno D (2%). afecções da pele e das mucosas. antiabortiva.1%).1%). flatulência. sudorífica. contendo principalmente geraniol (29. Neurospora crassa (58) e tem um efeito peitoral.0g/kg. diaforética. taninos iridóides. antiemética. enfermidades venéreas. α-terpineol (Hegnauer. allo-aromadendreno (2. antisséptica e anti-hemorroidária.6%). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica. reúne geraniol (34. metildecilcetona. antidispéptica (179).4%). flavonóides e alcalóides desconhecidos (175).5%). recuperação pós-parto (179). As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae. estomatite. sedante gastrointestinal. relaxante nervosa. expectorante. antidiarréica.92) e β-cariofileno (26. morfética. antiespasmódica em cólicas hepáticas (151). carminativa. peitoral. citral. estomáquica. Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos. linalol (1. A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto (312). o teor de essência nas folhas secas é de 0. digestiva. geranial (4.6%). neral (23%).7%). colite e dores reumáticas (303).24%. isobutilato de geranilo (0. afecções hepáticas. náusea. mirceno. FITOQUÍMICA Saponinas (93). Fusarium moniliforme) e insetos de .2%.8%). analgésica.3%). A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos.2%).1%). laringite.62%). antiasmática (257). copaeno (0. ansiolítica (56). ácidos fenólicos (8) e α-cubebeno (120). antidiarréica (130). O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios (179). α e β-pineno. borneol (2. citronelol (5. calmante.1%). que proporcionam também um incremento de salivação e calor. indigestão. eugenol (0. do útero e dos nervos (32). catarro. citronelal (0. Segundo 96. fluxo vaginal. cólica. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes. nerol (1.PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. apresentam atividade analgésica. anti-hipertensora. O óleo essencial. na dose de 32g/kg. FARMACOLOGIA Hipnótica e ansiolítica (56). limoneno (0. sabineno.2%). indutora do sono (9). INDICAÇÕES Indicada para o resfriado. desintoxicante. p-cimeno. cimol. lipiona. metiloctilcetona. I-octen-3-ol (0.4%). antigripal (120). apud 179). metilheptenona (5.1%).2%).2%). fortificante cerebral.2%). antiartrítica. butirato de geranilo (0. óxido de cariofileno (2. na dose de 1. dihidrocarvona. trans-ocimeno (0. alcanfor. 1. hipnótica.

HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas e sudeste asiático. Não se recomenda para os hipotensos (257). só foram verificados em doses muito altas (255). Constatou-se atividade citotóxica em cachorros. que cresce cerca de 30cm de altura. Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi. em verticilos paucifloros axilares. Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia. FITOLOGIA Planta herbácea anual. As folhas são linear-lanceoladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. aromática. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos soltos. Aquênios ovóides e lisos. com o lábio superior plano ou levemente côncavo e o inferior trilobado. grossamente pontuado-glandulosas na duas páginas. utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa (58). Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia (257). inteiras. porosos. náuseas e vômitos. ricos. corimbiformes. SEGURELHA NOME CIENTÍFICO Satureja hortensis L. pubescente-pulvurulenta. mesmo em doses superiores a 67g/kg (179). O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus. . TOXICOLOGIA A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos. Corola branca ou lilacina com o tubo do tamanho do cálice. A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (62).grãos armazenados (174). ramosa desde a base. As flores são pequenas. férteis e sem acidez. in vitro (61). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera • Utilizada em culinária. areno-argilosos. bracteoladas. Streptococcus pneumoniae. Cálice regular ou sublabiado. bilabiada. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água.

• Doença: eventualmente pode ocorrer a infecção de Rhizoctonia sp. • O aroma da planta lembra o tomilho. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é amarelo claro.81%). FITOQUÍMICA γ-terpineno (40.4 x 0. É um dos componentes da água de colônia (163). .500 a 2. que causa deterioração das raízes. Pode-se obter uma produção de 1. βcariofileno (2. • Colheita: 80 a 90 dias após a semeadura. p-cimeno (9.500kg/ha de folhas dessecadas (182). Para a obtenção de plantas uniformes e mais saudáveis.3% de óleo essencial (430). sobretudo em pratos pesados (patês e queijos).20m.. estimulante e antiespasmódica (93). SINONÍMIA Jericó.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Plantas infectadas devem ser erradicadas. salame e lingüiça • É componente do licor francês Chartreuse.90%).27%). SELAGINELA NOME CIENTÍFICO Selaginela spp.500 sementes. pé-de-papagaio. As folha contém 1% de óleo essencial (163). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva (128). porém é mais amarga e penetrante. as mudas devem ser produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organomineral.15%). α-terpineno (3. • Propagação: sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades. amargo e utilizado na indústria de carnes enlatadas. • Rendimento: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Selaginelaceae. • Plantio: abril. sendo necessário cerca de 1kg de sementes para o plantio de 1 hectare (182).32%) (430). • A planta é utilizada como aromática e condimentar.83kg/m2 e 0. carvacrol (33. picles e em perfumaria. Um grama de sementes contém cerca de 1.

onde predomina a sombra e a umidade. aerados. bronquite.2m. O enraizamento dos rebentos deve ser feito em viveiros cobertos com sombrite 70% e submetidos a irrigação intermitente por nebulização. hematuria. a musgos ou a samambaias. É encontrada crescendo próxima de fontes de águas e áreas úmidas em geral. FORMAS DE USO 9 a 15g/dia. em decocção. A umidade deve ser mantida sempre alta. algumas delas. Folhas verde-escuras. utilizando-se nebulizadores ou micro-aspersores. que crescem até 30cm de altura. hemorragias gastrintestinais. lineares ou pinatisectas. perenes. Apresentam rizoma reptante. outras eretas. herbáceas. • Espaçamento : 0. rijas ou tenras. algumas rasteiras. INDICAÇÕES Indicada para doenças pulmonares. asma. prolapso retal e leucorréia. tosse. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. assemelhando-se. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica ou com serrapilheira. hemoptises. O cultivo em estufas aquecidas favorece o pegamento e crescimento das plantas. Poderão ser cultivadas em canteiros ou em vasos de xaxins. • Propagação: esporos e rebentos do rizoma. ou excesso de luminosidade. É planta umbrófila. úmidos. FITOLOGIA Espécies muito primitivas. interiores de abrigos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente e hemostática. CLIMA Planta de clima tropical úmido. Não tolera regiões frias e secas. . PARTES UTILIZADAS Toda a planta. em bosques. • Plantio: outono e primavera. contendo substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo destas espécies deve ser feito sob sombreamento. porosos e levemente ácidos. emitindo estolhos longos. viveiros telados ou casas.HABITAT Espécie autóctone que habita os extratos mais baixos da Mata Atlântica.2 x 0.

SOLO Prefere solos leves. PARTES UTILIZADAS Folíolos. Readubar anualmente. em rácimos curtos. Flores amarelo-claro. contendo 7 a 9 sementes. elípticos. obtuso-acuminados. compostas de dois pares de folíolos ovado-oblíquos. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. Folhas pinadas. reniformes. com um glândula pequena entre cada par de folíolos. Semear em bandejas de isopor de células grandes. . • Colheita: os folíolos devem ser colhidos antes do florescimento. HABITAT Espécie alóctone originária do Egito. umedecidas.5m • Propagação: sementes e estacas. ereta e glabra. Não se adapta à regiões muito úmidas.2 a 1. coriáceos. ricos em matéria orgânica. SINONÍMIA Fedegoso-do-rio-de-janeiro. Fruto tipo folículo. mamangá. FITOLOGIA Planta arbustiva. dispostas em panículas terminais. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.5m de altura. bem drenados e profundos.SENE NOME CIENTÍFICO Cassia angustifolia Vahl. contendo substrato organo-mineral. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. CLIMA É de clima tropical. • Florescimento: dezembro e março. perene. com 1. • Plantio: setembro. • Adubação: 1kg/planta de húmus de minhoca adicionado de 200g de fosfato natural. com cerca de 6 a 8cm de comprimento. areno-argilosos. lava-pratos.7 x 0. glabros e vernicosos na face superior e amarelado pubescente na inferior. É heliófita.

compostas de folíolos lineares. foscas. dormideira. é munido de acúleos recurvados nas axilas e espinhos isolados nos entrenós. prostrada. lilases e densos. FAMÍLIA BOTÂNICA Mimosaceae. AGROLOGIA . HABITAT Planta autóctone da América Tropical. contendo sementes lenticulares. SINONÍMIA Arranhadeira. malícia-roxa. caá-eó. juquer. INDICAÇÕES Elimina manchas brancas do corpo (271). dorme-dorme.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante. juquiri. É esciófita. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. Os frutos apresentam-se aglomerados. longopecioladas. erva-viva. jardins. eriçados de espinhos. Frutos tipo vagem. amarelo-esverdeadas. O caule. vergonhosa. Apresenta a peculiaridade de fechar os folíolos imediatamente após o toque ou na ausência de luz. Vegeta sobremaneira nas margens de cursos de água e em terrenos alagadiços. malícia-das-mulheres. SENSITIVA NOME CIENTÍFICO Mimosa pudica L. Folhas pequenas. malícia-de-mulher. Ocorre como planta invasora em hortas. morrejoão. não-me-toques. iuquiri. SOLO É encontrada em diferentes condições de solo. semelhantes ao feijão. de glomérulos globosos. juquiri-rasteiro. com as hastes cobertas de espinhos. Inflorescência axilar e apical. alternas. vergonha. porém é exigente em umidade. campos e áreas ruderais. ramosa. medindo 30 a 40cm de altura. FITOLOGIA Planta subarbustiva. aglomerados radialmente (craspédio). depurativa e vermífuga (271). de coloração vermelho-castanho. mas que se tornou cosmopolita em todo o mundo. com cerca de 1cm de diâmetro. perene. malícia.

prisão de ventre (32). depurativas. serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta. OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes apresentam cheiro desagradável.• Espaçamento: 0. em alta dose. • É cultivada como ornamental em alguns países europeus. que enriquecem o solo com nitrogênio. O índice de germinação varia de 60 a 80%. As folhas são reputadas como tóxicas. contendo substrato organomineral. antiblenorrágicas. purgativas. são amargo-tônicas. afecções reumáticas articulares. reumáticas e articulares. Indicada para afecções hepáticas.8 x 0. Semear em bandejas de isopor. SERPILHO NOME CIENTÍFICO Thymus serpyllum L. odontálgicas e desobstruente do fígado (215). é tóxica. • Produção de sementes: uma planta pode produzir até 700 sementes (242). • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. úlceras cancerosas. • Propagação: sementes. granulações da faringe (242). Em gargarejos. • Florescimento: novembro a fevereiro. • Plantio: setembro. FORMAS DE USO Infusão e cataplasmas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A casca é vermífuga e as raízes são irritantes. . anti-reumáticas. INDICAÇÕES Externamente é utilizada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas (93). • As raízes são simbiontes com bactérias nitrificadoras. purgativas. resolutivas (242). moléstias do útero (271). emolientes. Utilizadas internamente. TOXICOLOGIA A casca. eméticas e antidiftéricas. • A planta pode ser utilizada como adubo verde. O extrato alcoólico das folhas tem a propriedade de inebriação. causando hematuria em animais que as comem. ocorrendo a emergência em 2 a 4 semanas (209). colagogas (93). As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. angina e para desinchar as pernas (215).5m. enquanto que o extrato alcoólico das raízes tem efeito oposto (93).

ricos em matéria orgânica. SINONÍMIA Erva-ursa. nem invernos rigorosos. Apresenta hastes caulinares finas. HABITAT Espécie alóctone da Europa. planas. • Propagação: estacas radicantes dos ramos. • Adubação: 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Raleio: quando a planta estiver muito densamente formada pelos ramos radicantes. mais ou menos densos e arredondados. As folhas são aromáticas. Não tolera altas temperaturas. A raiz é delgada e lenhosa.25 x 0. embora com menor eficiência. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. timo-silvestre. serpão.500m de altitude. é de clima subtropical úmido. miúdas e obtusas. serpil. tomilho. SOLO A planta prefere solos úmidos. que podem ser plantadas diretamente em canteiros cobertos com sombrite 70%. Tanto as folhas quanto as flores são altamente aromáticas. serpol. Poderão ser também utilizados. de comportamento esciófita. aerados e permeáveis. antes do plantio. com cerca de 5cm de comprimento. Nos pontos onde serão colocadas as mudas. pubescente. em solos áridos. prostradas. FITOLOGIA Planta herbácea sarmentosa. palhas não resinosas e casca de arroz. silico-argilosos. o plástico recebe um corte em forma de cruz. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas e folhas.FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. CLIMA A planta. • Mulching: o canteiro pode ser revestido com um plástico preto. setembro. que cresce em bosques. manter a umidade do solo e evitar sujeiras nas folhas e ramos. vivaz. de 10 a 30cm de altura. As flores formam capítulos terminais róseos. cor de granada. deve ser raleada e os ramos extirpados podem ser utilizados para a produção de novas mudas. • Plantio: março a abril. inteiras. planta-ursa. É encontrada até 2. ascendente nas extremidades superiores. para evitar o crescimento de inços. FITOQUÍMICA .25m. Não tolera solos ácidos. polimorfa.

cicatrizante. A planta cresce 30 a 50cm. resina e saponosídeo (93). Suas folhas são opostas. astenia. epistaxe. Caule avermelhado revestido de pilosidade glandulosa purpúrea. bronquite. sarna (32). estimulante. hortas. coqueluche. quintais. Escherschia coli e Candida albicans (362). feridas supuradas. SETE-SANGRIAS NOME CIENTÍFICO Cuphea cartaginensis Jacq. pastagens. artrite. FAMÍLIA BOTÂNICA Lythraceae. campos. expectorante. antisséptica.Óleo essencial contendo timol e carvacrol (283). vulnerária (283). SINONÍMIA Guanxuma-vermelha. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. obstipação e tosse (1). parasiticida. de ápice e base agudos. convalescença. hemostática e tônica (1). queda de cabelo. antibiótica (93). Apresenta crescimento ereto e ramificado. meteorismo. tanino. INDICAÇÕES É indicada par o tratamento dos distúrbios do sistema nervoso simpático. • Decocção: 50g em 1 litro de água. A face dorsal é mais hirsuta e clara que a superior. diarréia. digestiva. a beira de estradas e em áreas agrícolas abandonadas. asma. fadiga. pecioladas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. gramados. capoeiras. áreas de aluvião. FORMAS DE USO • Infusão: 10g da planta por litro de água (283). erva-de-sangue. FITOLOGIA Planta herbácea anual. balsamona. Inflorescências axilares em pequenos cachos. diurética. vermífuga. Macbr. Aplicar na forma de loções sobre feridas supuradas e sarnas (32). carminativa. distúrbios gástricos. chiagari. constipação de crianças de colo (283). HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em áreas ruderais. com flores de coloração . dores reumáticas.

3m. FITOQUÍMICA Glicosídeos. diaforética. • Propagação: sementes. sedativa e tônica (128). FITOQUÍMICA Glicosídeos. • Plantio: início da primavera. com duas pétalas dorsais menores que as outras. brejosos e arenosos. antiobésica (271). Fruto tipo cápsula contendo 6 a 8 sementes. afecções da pele (32). eczema. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).avermelhada ou violácea. cardiotônica (32). • Colheita: ano todo. anti-hipertensiva. INDICAÇÕES Indicada para arteriosclerose. Promove a limpeza dos intestinos e rins (215). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (68). PARTES UTILIZADAS Toda planta. anti-reumática. doenças venéreas. palpitações cardíacas. antiobésica (215). feridas. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. SUMARÉ-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO . febrífuga e anti-sifilítica. semeadas em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. Ocorre 100 a 110 dias após o plantio. FORMAS DE USO • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá da planta em 1 xícara das de chá. SOLO Prefere solos úmidos. úlceras. furúnculos.3 x 0. diurética. hipocolesterolêmica (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa do sangue. • Florescimento: verão até o outono.

Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). SINONÍMIA Orquídia-da-praia. É heliófita. porosos e bem drenados. levemente enriquecidos de matéria orgânica. SOLO Cresce melhor em solos arenosos. • Tratos culturais: a planta é bastante rústica. FITOQUÍMICA Flavonóides e terpenóides (143). ou em solos leves.Epidendrum mosenii Rchb. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões tropicais e subtropicais. dispensando maiores cuidados. FARMACOLOGIA . principalmente na área vegetada de dunas baixas. A planta é halófita. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. PARTES UTILIZADAS Colmos. Os segmentos de rizomas podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente na restinga catarinense.3m • Propagação: sementes e divisão de rizoma. • Substrato: deve ser bem poroso. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. • Plantio: todo o ano.3 x 0. antiinflamatória e cicatrizante. • Florescimento: verão. FAMÍLIA BOTÂNICA Orchidaceae. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. especialmente a primavera. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). Em solos argilosos o crescimento é muito lento e a planta tende a amarelecer.

Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%).O extrato metanólico do colmo. SUMARÉ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Cyrtopodium puntactum Lindl. • Pode ser utilizada como estabilizadora de areias de restinga. bisturi-vegetal. longamente acuminadas. de 50cm de comprimento por 4cm de largura.8m. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). com 1. Pétalas e sépalas levemente onduladas. espiques de palmeiras. causou inibição significativa e dose dependente das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético em camundongos. Do ápice da cada haste partem 6 a 8 folhas alternas. agrupados densamente e em grande número formando grandes touceiras de belo efeito decorativo. lanceta-milagrosa.0 x 0. árvores vivas ou mortas na vegetação de restinga e na Mata Atlântica.2m de altura. fortemente recurvadas. A DL50 é de 100m/kg (143). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada em ornamentação de terrários ou envasadas. grande. lanceoladas. com escapos florais revestidos de brácteas muito desenvolvidas. Os segmentos de rizomas e perfilhos podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. sumaré-da-pedra. FAMÍLIA BOTÂNICA Orquidaceae. Inflorescência em forma de corimbo. FITOLOGIA Pseudo-bulbos de 50 a 100cm. amarelas salpicadas de máculas vermelhas arredondadas. HABITAT Espécie autóctone que vegeta sobre pedras. SINONÍMIA Bisturi-do-mato. cola-de-sapateiro. com as margens intensamente encrespadas e finamente creneladas. • Propagação: sementes e rebentos novos da cepa. elíptico-acuminadas. sumaré-do-pau. . O lóbulo médio é curto e largo. • Substrato: deve ser bem poroso. Labelo amarelo emoldurado de vermelho. rabo-de-tatu. Lóbulos laterais bastante grandes e eretos. administrado intraperitonial ou oralmente.

Folhas opostas. muito ramoso. radicante nos nós. pluméria. furúnculos e epiteliomas.• • • • Plantio: todo o ano. sésseis (as superiores) ou curto-pecioladas (as inferiores). FITOLOGIA Planta herbácea anual. dispensando maiores cuidados. Florescimento: primavera. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de abcessos. Colheita: inicia a partir do segundo ano. ervalanceta. de ereta a prostrada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O suco dos bulbos é cicatrizante (93). SURUCUÍNA NOME CIENTÍFICO Eclipta alba [L. coacica. coatiá. áspero.ervanço. oblongolanceoladas. tangaracá. Tratos culturais: a planta é bastante rústica. base cuneadas e extremidade aguda. HABITAT Espécie alóctone. quando contata o solo úmido. margens inteiras ou ligeiramente denticulada. No Brasil ocorre sobretudo nas regiões quentes. erva-de-botão. medindo 8 a 10cm de comprimento por 2cm de largura. especialmente a primavera. SINONÍMIA Agrião-do-brejo. oco. simples.] Hassk. tuberculose e hemoptises. É antiinflamatória. sucurima. erva-botão. lanceta. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. de caule lenhoso na base e herbáceo nas extremidades. silvestre. originária da Ásia. béquica e antitumoral (271). O xarope é indicado para combater a coqueluche e tosses rebeldes (32). quebra-pedra. catarro. tangará. suricuína. • As flores são ornamentais. É cosmopolita por excelência. verde-avermelhado. cilíndrico. • As fibras secas do bulbo são utilizadas à guisa de agulhas. Flores em capítulos . cravo-bravo. medindo cerca de 40 a 50m de altura. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva é usada como cola em geral. pimenta-d'água.

5 a 1. pilogênica. surucuína e óleo essencial (93). SOLO Adapta-se a diferentes tipos de solo.000 sementes (242). Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de outubro a dezembro. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento : 0. frutificando num período de cerca de 100 dias após a emergência. depurativa do sangue. eczemas e icterícia (242). ácido tânico. alagados e semi-halógenos. FITOQUÍMICA Wedelolactona (323.3 x 0. laxativa (242). obovóide. com 0. nicotina (9). Florescimento: inicia na primavera. enegrecendo em reação com sais de ferro. Não tolera baixas temperaturas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Imunoestimulante inespecífica. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva do caule. castanho. antilítica. moléstias pulmonares. rugoso-tuberculado. doenças infecciosas (257). cicatrizante. FORMAS DE USO • Decocção: 10 a 20g da planta em 1 xícara das de chá de água. Uma única planta produz até 17. exposta ao ar. Prefere solos úmidos e pouco ácidos. que neutraliza "in vitro" o veneno da jararaca e atua como hepatoprotetora quando ocorre administração tóxica de medicamentos para o fígado (257). CLIMA É de clima tropical e subtropical quente. 427). . • A planta é hospedeira alternativa de Meloidogyne incognita (242). Estimula a síntese de interferon. sífilis e elefantíase (93). antiasmática e anti-hemorrágica (9). Colheita: dois meses após a emergência. adstringente antiasmática (93). Esta propriedade da planta é utilizada para o tingimento de cabelos encanecidos. INDICAÇÕES Útil no tratamento da bronquite (93). formado por um invólucro campanulado em torno de duas séries de filárias com pilosidade esbranquiçada. tomando ½ xícara das de chá duas vezes ao dia (257). antilítica.0cm de diâmetro. quando a planta está adulta. Fruto aquênio. Plantio: agosto. antiofídica (427). mas tolera até solos secos. fosco. é azulada. Flores em capítulos subglobosos. • A tintura é utilizada em tatuagem (93). Os conhecimentos populares de outrora indicavam a planta para o combate à lepra.cônicos isolados ou pareados. Propagação: sementes. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros.3m.

SOLO Vegeta desde em solos arenosos. landim. que cresce espontaneamente em várzeas alagadas. Haste floral ereta. lembra um grande charuto de coloração castanho-avermelhada. brejos. espadana. de coloração avermelhado-castanho. paineira-de-flecha. É heliófita e higrófita seletiva. esponjosos e macios. perene.000 flores (209).8 a 8. pau-de-lagoa. O pólen. represas. assemelha-se a um fino pó dourado. Uma inflorescência feminina pode reunir até 200. de rizoma rasteiro. acuminadas. lisas. usado como fitoterápico.4m. apicais.5 a 3m de altura. Espiga masculina mais fina e disposta separadamente e acima da feminina. paneira-de-brejo. partasana. taboinha. erva-de-esteira. paina-de-flecha. tifa. totora. verde. A inflorescência feminina.1. com cerca de 1. longo-lineares.7 x 0. brancos. tabuca. . paneira-do-brejo. paineira-do-brejo. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. paina. com pH variando de 4. Porém prefere solos com alto teor de matéria orgânica. Fruto filamentoso. tabua. canais de drenagem e áreas uliginosas em geral. FAMÍLIA BOTÂNICA Thyphaceae. coriáceas. SINONÍMIA Bucha. Flores dispostas em densos e condensados rácimos espiciformes cilíndricos. glabra. glabras. É tolerante a salinidade (199). FITOLOGIA Planta herbácea paludosa.0 a 8. CLIMA Vegeta em regiões tropicais e temperadas.7m de comprimento por 2 a 3cm de largura. grossas e esponjosas internamente. tabebuia. com 1 a 1. cilíndrica. palustre e lacustre. pH 6.TABOA NOME CIENTÍFICO Typha dominguensis Persoon. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. É característica e exclusiva da Floresta Pluvial da Encosta Atlântica (343).0 e nível de água de 15 a 40cm. tabu. capim-de-esteira. Folhas invaginantes na base da planta. na mesma haste floral. de formato cilíndrico. turfosos até argilosos. medindo 10 a 20cm de comprimento e 2cm de diâmetro.

antianêmica. inclusive cobre. As sementes podem ser postas a germinar em recipientes com água ou em substrato encharcado. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. • As fibras da planta dão origem a um papel muito resistente. absorvendo metais pesados. sangramento nasal. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá do rizoma para 1 xícara de água. permitindo quatro cortes de folhas ao ano. dismenorréia. • As folhas são utilizadas para a confecção de esteiras e artesanato trançado. antidiarréica. hemoptises. dores estomacais. PARTES UTILIZADAS Rizoma e pólen seco. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. contusões e luxações. sobretudo a tilápia. Com um hectare de tabôa pode-se produzir cerca de 605 milhões de BTU por ano. Tomar 4 a 6 xícaras ao dia. diurética. emoliente e tônica (68). dores abdominais durante o puerpério. embora difícil de branquear. dá origem a um polvilho comestível. • Consórcio: Pistia stratiotes ou Acorus calamus. hematuria. encerrando proteínas (teor semelhante aos grão de milho) e cerca de 45% de amido. • Grandes aglomerados de tabôa predispõem à proliferação de mosquitos (209). Os rizomas são plantados diretamente a campo. • Plantio: primavera. • Os brotos novos podem ser ingeridos crus ou cozidos. • Florescimento: a partir do segundo ano após o plantio. afecções das vias urinárias e debilidade geral (68). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é depuradora de água poluídas (68). . INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas (uso externo). antidisentérica. previamente processado.000kg/ha de rizomas (209). A aplicação do decôcto na forma de compressas e abluções atua como emoliente e tônico (68). antiinflamatória. • Os rizomas cozidos são comestíveis. de agosto a fevereiro. • Produção: até 7. O amido. hemorragia uterina funcional (445).• Propagação: sementes e segmentos de rizomas. • A planta pode ser matéria prima para a obtenção de gás metano. • O pólen é inflamável e sucedâneo do licopódio em pirotecnia. • Os brotos novos são alimento de alguns peixes. sendo conhecidos como aspargo dos cossacos. FORMAS DE USO • Geral: 5 a 10g/dia (445).

• Florescimento: dezembro a março. • Propagação: sementes e brotações da túbera. capitão-do-mato. ana-pimenta. As flores são branco-esverdeadas. membranosas. As folhas são pecioladas. 2-3 axilares nas folhas. caiapó. HABITAT Espécie autóctone das matas ciliares e de restinga que cresce preferencialmente em grotas úmidas. chegando atingir 2m de comprimento e 20cm de espessura. • O rizoma é utilizado. purga-de-caboclo. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta rústica. azougue-dos-pobres. ovóide. TAJUJÁ NOME CIENTÍFICO Cayaponia tayuia M. O fruto é um pepônio. avermelhado e liso. palmadas. FITOLOGIA Planta trepadeira alta. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário adicionado de 100g de fosfato natural. PARTES UTILIZADAS . grandes. ana-pinta. purga-de-pai-joão.5m. A raiz é tuberosa. na Austrália. fruta-de-gentio. denteados ou sublobados. tayuyá. melão-de-são-caetano. 3 a 5 lobadas. esponjosa e amarelada. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. mantidas umedecidas. tomba.• Os filamentos (painas) são utilizados para o enchimento de almofadas e travesseiros. de caule sulcado e de raízes perenes e folhas anuais. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. A planta se estabelece em locais úmidos e seus ramos crescem em direção à luz. • Plantio: setembro. • Espaçamento: 3 x 2. As brotações da túbera são enraizadas em areia ou vermiculita. purgade-gentio. raiz-de-bugre. agudos. cabeça-de-negro. • Colheita: inicia no segundo ano de cultivo. normalmente subindo encostas e despenhadeiros. de outubro a fevereiro. implantar o cultivo em áreas acidentadas e declivosas. para o preparo de bolos doces muito apreciados (93). SINONÍMIA Abobrinha-do-mato. taiuiá-de-fruta-envenenada. lobos ovais-oblongos.

o principal alcalóide. mas seu principal efeito é como drástica. tranchás. ciática (32). eczemas. mas também podem ser utilizadas as folhas e ramos. desobstruente do fígado e do baço. feridas. é tóxica. depurativa. • Alguns criadores de gado cortam as raízes em rodelas. antinevrálgica. dartros. dispepsias. É anti-reumática. manchas do rosto. calmante das dores (32). quando sêca (93). tansagem-maior. linfagites crônicas. emética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Muitas bulas relatam mais de 100 propriedades fitoterápicas da planta. erisipelas. • TANCHAGEM-MAIOR NOME CIENTÍFICO Plantago major L. servindo como isca natural para o controle da praga. HABITAT . atonia gastrointestinal . desintoxicante. anti-sifilítica. quando a raiz não está sêca. transagem. anti-hidrópica e purgativa. tranchagem. INDICAÇÕES Utilizada nas dermatoses. úlceras. pregas. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é altamente atrativa de vaquinhas (Diabrotica spp).000 partes de água (32). dilatação do estômago (93) e paralisia (215). FITOQUÍMICA Amido e alcalóides (cucurbitacina). secam e misturam-nas à ração de milho para a engorda (93). tansagem. furúnculos. emenagoga (215). FORMAS DE USO • Decocção: 10 partes de raiz para 1. tanchagem. transage. TOXICOLOGIA A cucurbitacina.Em geral são utilizadas as raízes tuberosas. FAMÍLIA BOTÂNICA Plantaginaceae SINONÍMIA Plantagem.

amirina e catapol. SOLO Prefere solos arenosos. radiais à cepa. carnosa.40 x 0.000m de altitude. Fruto tipo pixídeo. medindo 15 a 35cm de altura. • Padrão comercial: teor de aucubosídeo entre 1. • Plantio: inverno ou primavera. glabras. 2mm de diâmetro. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. marrom-avermelhadas. Ocorre 3 a 4 meses após o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. com cerca de 2.Planta alóctone européia. Pecíolo acanalado. mas também prosperam em solos compactados. mas desenvolve-se bem em regiões subtropicais. CLIMA É de clima temperado. sustentada por uma haste floral comprida. e também as folhas. monoterpenos . • Propagação: sementes. elípticas. Inflorescência em espiga. na floração). com bordas lisas. anual ou polianual. com tegumento crustáceo. estriado. PARTES UTILIZADAS Folhas.000 sementes por planta. que pode atingir até 35cm e possuem numerosos pêlos. Ocorre prolificamente também em áreas ruderais sombreadas e úmidas dos trópicos. A germinação espontânea ocorre na primavera. brancas e uniformes.5cm de espessura. ovado-elípticas. • Florescimento e frutificação: primavera. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. FITOLOGIA Planta herbácea. gramados e pastagens. antes do florescimento. as quais apresentam um período inicial de dormência. de deiscência transversal. Forma um cepa amarelada. Possui folhas basais. • Produção de sementes: 14. As flores são muito pequenas (1 a 2mm de comprimento). um pouco brilhante. ricos em matéria orgânica e com boa umidade. espessas. castanho-claro a escuro. raiz (todo ano) e sementes maduras (estação seca). A viabilidade da semente no solo é de até 60 anos (242). jardins. verão e outono. ovóide. 3-nervadas. que medra em solos áridos. com nervuras salientes. • Colheita: é feita no inverno.25m. vivaz. É invasora de áreas cultivadas. Foram determinados os seguintes metabólitos: triterpenos β e γ-amirina. • Pragas: a planta é muito atacada por formigas. donde parte uma cabeleira de raízes fasciculadas. FITOQUÍMICA Contém mucopolissacarídeos. no auge do desenvolvimento. tão longo quanto a lâmina. suco (primavera. ou levemente onduladas. É encontrada até 2. ácido hidroxicinâmico e polifenóis. bordos anguloso.4%. ereta. pomares.9 e 2. na planta seca (96). contendo até 30 sementes marrom-opacas. acaule. cilíndrica. cerca de 1mm de comprimento.

antiinflamatória (258). flavonóides baicaleína. hispidulina. resolutiva (294) e emenagoga. obstipação. frutose e óleos voláteis e fixos (179). febres intestinais. ácidos cumárico. emoliente. conjuntivite aguda. vitaminas A. filoquinona. parotidite. amigdalite. alcalóides indicaína e plantagoína. plantamajosídeo. depurativa.5-dihidroxicinamato de metila. metilcatalpol. xilose. ferúlico e cafêico. diurética (145). Contém ainda tanino. distúrbios renais. anti-hemorroidária (93). cistite. enxofre e citrato de potássio (145). administradas à cobaias com arteriosclerose. Emplastros das folhas são úteis para furunculoses e queimaduras. fissura no bico dos seios. feridas e cortes (209) disenteria. sais minerais. uretrite crônicas (145). apud 179). β-lipoproteínas e triglicerídeos sangüíneos (250). varizes. resfriado. colesterol. em doses de 500mg/kg. flebite. Os ácidos hidroxicinâmicos são. afecções hepáticas (150). melitosídeo e geniposídeo. gastrintestinais e das vias respiratórias (258). sedativa (209). ácidos galacturônicos. sacarose. luteolina. plantamosídeo. catalpol. apigenina.asperulosídeo. p-hidroxibenzóico. laxante suave (sementes). plantabiose. Um produto comercial à base de Plantago (Metamucil) diminui significativamente os níveis de colesterol sérico comparado com um placebo (Anderson et al. enxaquecas. glicosídeos de aucubina. C e K. úlceras intestinais.. Também útil para o tratamento do paludismo. angina. estomatite. anti-reumática (68). loliólido. sangramento de gengivas (242). lignanos 3. glicose. tratados com Plantago durante 2 a 29 meses. faringite. cicatrizante. disúria. sinusite. Extratos aquosos apresentam ação antiinflamatória em cobaias (203). rhamnose. epistaxe. oleanólico e cítrico. apud 179). Os cremes feitos da planta são usados em massagens em mulheres frígidas e como afrodisíaca (233). apud 179).. reduziram os lipídeos totais. catarro. expectorante. vulnerária. nepetina. prostatite. escutelareína. ácidos benzóico. aucubina. gastrite crônica. traqueobronquite. dérmicas. FARMACOLOGIA As sementes são classificadas como laxantes que promovem volume no intestino. picadas de insetos e câncer. β-sitosterol.9% e de triglicerídeos de 52% (Danielsson et al. ácido sinárgico. digestiva. verbascosídeo e siringina. planteose. diminuindo a dor e o sangramento (Moesgaard et al.. edema necrótico. antipirética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. A mucilagem das sementes contém galactose. antitabagismo (215). antidiarréica (folha). purgativa. litíase urinária (409). hematuria. anti-hemorrágica. Em 13 pacientes com hiperlipoproteinemia. salicílico. tônica. provavelmente. plantajosídeo. Uma mescla de polifenóis de Plantago major causa inibição do efeito carcinogênico de nitrosodimetilamina (203). descongestionante. béquica. INDICAÇÕES Usada no tratamento de inflamações bucofaringeanas. observou-se uma redução de colesterol de 16. acne. pectina. apendicite crônica (215). psoríase. apud 179). sais de potássio. arabinose. analgésica. além de conterem as mucilagens de ação laxante suave. . oftálmica. cólica infantil. O uso tópico da folhas tem atividade sobre intoxicação por plantas venenosas (Duckett. os responsáveis pela ação antiinflamatória da planta (249). Produtos comerciais à base da planta mostram-se efetivos contra hemorróidas. Os compostos polifenólicos existentes nas folhas de Plantago major.

. • Decocção: ferver 60g de folhas e/ou raízes em 1 litro de água. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia (folhas) ou 9 a 15g/dia (sementes) em decocção. anti-hemorrágica. • Gargarejo: 60g de folhas para 1 litro de água (32). ATIVIDADE BIOLÓGICA O plantamajosídeo. • Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas (cicatrizante). TOXICOLOGIA O pólen é um dos maiores propagadores da polinose . • Infusão: ⇒ colocar uma xícara das de cafezinho de folhas frescas picadas em ½ litro de água. ⇒ 30g de folhas para 1 litro de água. Deixar 1 noite em maceração e tomar no dia seguinte. ⇒ 10g de folhas secas em 1 litro de água fervente.uma reação alérgica. (383). Tomar 1 xícara de chá a cada 6 horas para o tratamento de infecções bucofaringeanas e 1xícara a cada 8 horas para problemas gastrintestinais (258).Tem-se registrado ainda as seguintes atividades em diferentes partes da planta: antiviral. • Os pássaros são ávidos pelas sementes. demonstra atividade antibacteriana sobre sete bactérias fitopatogênicas. Para afecções bucofaringeanas: fazer vários gargarejos durante o dia (145). anti-hipercolesterolêmica. FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. além de ser a substância responsável pela fitoproteção da própria planta (179). estrogênica. Escherichia coli e Staphylococcus aureus (337). existente na planta. Fazer gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser usadas em saladas e sopas. • Infusão das sementes: adicionar 1 colher das de sopa de sementes em 1 copo de água fervente. ex Schmidt. como laxante suave (258). Tem sido reportado casos de choque anafilático com sementes de tanchagem (179). resolutiva e agente da litíase renal (179). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). em jejum. TINGE-OVOS NOME CIENTÍFICO Phytolacca thyrsiflora Fenzl. hepática. antipirética.

• Colheita: 6 meses após o plantio.8m de altura. • Propagação: sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. com cerca de 4 a 5mm de diâmetro. tintureira. marando. erva-da-américa. liso. fruto-de-pombo. Raiz napiforme. nervuras proeminentes na face dorsal. FITOQUÍMICA A raiz e o fruto encerram phyitolacina. Inflorescência em rácemos espiciforme. preta. . mechoacan-do-canadá. • Adubação: 2 a 3kg de cama de aviário/m2.50m. caruruselvagem. erva-pombinha. composta de 5 tépalas brancas. erva-do-canadá. base decorrente. glabro. multicaule. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. ocorrendo no Brasil principalmente nas regiões nordeste e sudeste. capoeiras e terrenos férteis abandonados. faces convexas.SINONÍMIA Caruru-açu. ervados-cachos-da-índia. erva-de-cachos. Caule cilíndrico. Semente lenticular. medindo 15 a 18cm de comprimento. enquanto que os frutos encerram phytolaína e ácido fitolácico. HABITAT Espécie autóctone das Américas. brilhante. glabra. ovaladas a orbiculares. medindo 1. margem crenulada.0 x 0. tipi. Ocorre desde o nível do mar até 1. caruru-de-cacho. • Florescimento: ano todo. glabra. FITOLOGIA Planta herbácea ou subarbustiva. cupieiro. caruru-bravo. verdes. A planta contém ainda saponinas e phytolacagenina. e as sementes phytolaceína (93). CLIMA Desenvolve-se bem em climas tropicais e subtropicais. elípticoovaladas. lisa. Flores monoclamídeas. róseas ou lilases. verde e às vezes manchado de vermelho.5 a 1. muito ramificada. carurú-guassú. erva-de-laca. Não tolera solos ácidos e compactados. verão e outono. simples. SOLO Cresce subespontaneamente em solos férteis e humosos. vermelho-purpúrea quando maturo. caruru-de-porco. Semear em bandejas de isopor com substrato orgânico.80m de altura (209). cilíndricos. • Plantio: primavera. rosetiforme. Folhas alternas. É feita naturalmente pelos pássaros. com núcleo esponjoso. lisa. ápice agudo. Fruto baga subglobosa. no topo. contendo uma semente por carpelo. lenhoso na base e carnoso. subglobosa.

• É ornamental e fixadora de dunas. provoca vômitos e narcotiza o paciente. As folhas contusas são drásticas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. são comestíveis. • As folhas e os brotos jovens. FAMÍLIA BOTÂNICA Cyperaceae. sementes e as raízes são tóxicas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória e analgésica tópica (271). diarréia. Bochechos e gargarejos com o decôcto das folhas são indicados para afecções bucofaringeanas (271). O fruto verde é um purgativo enérgico (93). As saponinas apresentam forte atividade contra Biomphalaria glabrata.PARTES UTILIZADAS Frutos.. . As folhas são diuréticas e vulnerárias (242). • Os frutos são muito apreciados pelas aves em geral. Duas horas após a ingestão. Os frutos contém pequena quantidade de alguns componentes tóxicos (209). anti-reumáticas e antisifilíticas. utilizado para tingir plumas e vestimentas de índios. alcoolatura ou extrato fluido da raiz são indicados para dermatoses e orquites. • Os frutos contém um corante. TOXICOLOGIA As folhas. INDICAÇÕES A tintura. antiescorbútica e depurativa. TIRIRICA NOME CIENTÍFICO Cyperus rotundus L. vinhos e xaropes. espasmos. vomitiva. após submetidas à decocção. que é vetor de Schistosoma mansoni (Haraguchi et al. Em doses elevadas. raiz e folhas. apud 209). ocorre ânsia de vômito. do grupo da betacianinas. • Os frutos já foram utilizados no passado para enfeitar e colorir doces. convulsões e morte (242). A phytolacina é tóxico-convulsionante (93). ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. anti-reumática. A raiz é purgativa. As folhas contusas são reputadas eficientes na cura das úlceras malignas e o cancro (93).

SOLO Desenvolve-se nos mais diferentes tipos de solo. HABITAT Planta alóctone mundialmente adaptada a todos os ambientes terrestres. As folhas são longas. • Espaçamento: 0. de sabor amargo e doce-aromático. brancos internamente. Caule delgado e tríquetro. fazer o plantio sobre camalhões. quase filiformes. friáveis. ovóides-oblongos. • Herbicidas: quando se deseja coletar a tiririca em áreas inçadas. dispostas em fascículos umbeliformes curtos. formando tubérculos tenros. • Capação: todos os pendões florais devem ser eliminados no início de seu desenvolvimento para não disseminarem a semente para outras áreas. com cerca de 30 a 50cm de comprimento por 2 a 4mm de largura. com eixo alado. mas tem preferência por solos férteis. o seu cultivo deverá ser feito em áreas marginais e isoladas. glabra. PARTES UTILIZADAS Rizomas livres de raízes filamentosas e detritos. CLIMA Adapta-se as mais variadas condições climáticas. • Colheita: é feita durante todo o ano. . mas preferencialmente no verão.2 x 0. cebolinha. carenadas e numerosas. acizentado. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica e infestante.10m. Espiguetas pardo-avermelhadas. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. revolvidos e areno-argilosos. tiririca-comum. É heliófita. Para facilitar a colheita dos tubérculos. sobretudo áreas ruderais. lineares. esponjosos. assegurar-se do não uso de herbicidas na planta. Inflorescência formada por 4 a 6 espigas desiguais. radiando de uma haste delicada. • Rendimento: 40t/ha de rizomas e tubérculos (242). sobretudo a alface (75). entumecido a cada segmento. castanhoavermelhados ou escuros. triangular e púrpura. resinosos. • Propagação: sementes e tubérculos. O fruto é um aquênio 3angular. erva-côco. Durante o inverno a planta não se desenvolve.SINONÍMIA Capim-dandá. • Alelopatia: a planta é forte alelopata da germinação e crescimento de espécies herbáceas. junça-aromática. Rizoma filiforme e tuberoso. • Plantio: outubro. que cresce de 20 a 30cm de altura.

lenhoso. cineol e L-αpineno (1). dismenorréia. gastralgia. diaforética. muito ramificado. fortificante (215). com os bordos virados para baixo. poejo. antidispéptica (444). Forma uma moita de caule tortuoso.FITOQUÍMICA Essência 0. INDICAÇÕES Indicada para. antiblenorrágica. lanceoladas ou lineares. adstringente. Cálice tubuloso com 5 dentes. tomilho-ordinário. vermífuga (93). glandulosas. tomilho-vulgar. segurelha. triterpenóides. que cresce de 15 a 30cm de altura. . prosperando até 3. estimulante. Fortemente aromática. em tintura. bilabiada. FORMAS DE USO • 8 a12g/dia. esteróis (278). antisifilítica (271) e afrodisíaca (242). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Balsâmica. náusea e vômitos (444). axilares ou terminais.4% (40% de cetonas sesquiterpênicas . dispepsia.ciperona).2%) contendo cipereno. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Flores brancas à rosadas. Corola gamopétala. TOMILHO NOME CIENTÍFICO Thymus vulgaris L. antidiarréica. O sabor é algo picante e levemente amargo.000m de altitude (96). de ramos acizentados. α-ciperone. HABITAT Espécie alóctone européia que cresce em estado selvagem em terrenos secos e quentes. pó ou em pílulas (444). dores abdominais. antiinflamatória. emenagoga. ciperol. amido e óleo essencial (0. sésseis. da flora mediterrânica. Fruto composto de 4 aquênios. Folhas pequenas (até 6mm de comprimento). na forma de decôcto. rasteiro. SINONÍMIA Arçã. arçanha. opostas. timo. formando glomérulos de 3 flores que parecem capítulos globosos.5-1. tomentosas e esbranquiçadas dorsalmente. pequenas. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. até mesmo em colinas áridas. eretos e compactos.

carvacrol (283). por ocasião do florescimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. béquica. álcoois. pois reduzem o crescimento e afetam a formação dos metabólitos secundários. resina. preservativo de alimentos (109. pineno. • Florescimento: outubro a novembro. a qualidade das plantas decai sensivelmente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antioxidante. Um grama de sementes possui cerca de 4. profundos. sumidade florida e folhas. Adapta-se aos mais variados clima da Terra. sem problemas de acidez. A planta é heliófita e não tolera regiões de pluviosidade elevada. cimeno. retardante da senelidade.SOLO Exige solos soltos. FITOQUÍMICA Timol. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. 110. tanino (257). antidiarréica (32). • Padrão comercial: o teor de cinzas não deve ser maior que 14% (96). • Plantas daninhas: a planta não tolera qualquer tipo de concorrência.000 a 5. com boa exposição solar. antiespasmódica. desodorizante. A planta não suporta solos úmidos e argilosos.4m. CLIMA. arenosos. hidrocarbonetos. sumidade florida e folhas.000 sementes (96). retirar as cepas e obter novas mudas. Quanto maior a luminosidade. PARTES UTILIZADAS Sementes. antisséptica.5 x 0. Teores decrescentes de umidade no solo acentuam a cerosidade sobre a folhas e o conteúdo de óleos essenciais (231). 108). • Renovação da cultura: após o segundo ou terceiro ano de cultivo. anti-reumática. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita. anti-helmíntica (257). • Propagação: divisão de touceiras. PARTES UTILIZADAS Sementes. que prefere solos mais pobres. maior o número de glândulas de óleos essenciais e as plantas tornam-se mais eretas. linalol. borneol. . antimicrobiano. mergulhia e sementes. cimol. • Adubação: O uso de fertilizante mineral debilita a planta. cujas temperaturas giram em torno de 20o C (182). com maior número de ramos e brotações vigorosas (231). estaquia. cicatrizante. • Colheita: ocorre dois anos após o plantio. porém os produtos de maior qualidade são obtidos em regiões temperadas quentes. mantida sempre umedecida. • Plantio: primavera (propagação vegetativa) e outono (sementes). Neste caso. saponósidos e vitaminas B1 e C (182). tônico capilar. bem drenados. carminativa.

10g de folhas por litro de água.40g/litro (32. revulsiva. hortaliças.400m de altura. ramificado. Escherschia coli e Candida albicans (362). emenagoga. prados. colerética. afecções da garganta (303). FAMÍLIA BOTÂNICA Urticaceae. estriado. FORMAS DE USO • Decocção: 1 colher das de chá de sementes para cada xícara de água. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. sarna. gota. carnes e queijos. amenorréia e catarros crônicos (32). HABITAT É autóctone da América tropical. antileucorréica (32). URTIGA NOME CIENTÍFICO Urera baccifera [L. cólicas. urtiga-brava.] Gaudich. É encontrada até 2. atonia do tubo digestivo. INDICAÇÕES Indicada ainda para a coqueluche. SINONÍMIA Cansanção. antigripal. fastio.5 a 3. urtiga-maior. urtigão. convalescença. monóica e dióica. em reduzido número de indivíduos. suculento. • Utilizado na indústria perfumista e de licores. hemolítica. tosse convulsa. O caule é ereto. aperiente. úlceras dérmicas. angina. problemas respiratórios. urtiga-mansa. Tomar 1 xícara das de chá 2 a 3 vezes aos dia. (383). ftiríase. • Infusão: uso interno . FITOLOGIA Planta arbustiva perene.estomáquica. que cresce de 1. vermelho e aculeado na base. diurética (294). anti-helmíntica (283) excitante das funções circulatórias e cerebrais. urtiga-vermelha. anemia. sobretudo em marinadas. depressão nervosa (294). parasitoses. meteorismo. 257). embora inerme na . lumbago. e sudorífica.0m de altura. uso externo . astenia. tônica. peixes. Cresce espontaneamente em bosques e subosques. sinusite. halitose. a beira de cursos de água e em locais úmidos e sombreados.

As flores femininas são globosas. com dentes triangulares. que também pode ser utilizado para o enraizamento dos rebentos. magnésio. cálcio. As flores masculinas são globosas. ovóide. úlceras. pecíolos e sobre cada ruga ventral. hemostática. proteger o corpo. rizoma e raízes (outono). medindo 10 a 20cm de comprimento por 8 a 15cm de largura. medindo 2mm de diâmetro e contendo uma semente com forma e tamanho semelhante à núcula. amenorréia (179). ovaladas-elípticas. comprimida. minúsculas (2mm de diâmetro). PARTES UTILIZADAS Folhas da planta jovem (todo ano). • Frutificação: março a maio.parte teminal. assimétrica. É heliófita. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno. ápice acuminado e base cordada. • Propagação: sementes e rebentos. hirsutas. . feridas. sendo as da base cordiformes. potássio. anti-reumática. • Florescimento: outubro a fevereiro. Fruto tipo núcula. antidiabética (257). FITOQUÍMICA Nitrato de potássio (435). anti-sifilítica (215). silício. leucorréia. braços e mãos ao realizar qualquer atividade junto a planta. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. tanino. As folhas são alternas. afecções de pele (257). • Cuidados: por apresentar espiculosidades muito urticantes. acetilcolina. • Colheita: inicia a 6 a 8 meses após o plantio. diurética. • Plantio: outono e primavera. castanho quando maturo. areno-argilosos e ricos em matéria orgânica. enrugadas na face ventral. ovário súpero e estigma em forma de pincel. anti-hemorroidária. dispostas em ramos carnosos e róseos. no verão. antianêmica. antihidrópica. enxofre (1). ácidos fórmico e gálico. pois é de clima subtropical de altitude. anúria. depurativa. galactagoga. bem drenados. revestida de pêlos urticantes sobre as nervuras.5 x 1. roséo-claras. Inflorescência em cimas escorpióides. infecções micóticas da pele. adstringente (435) e revulsiva. SOLO Prefere solos profundos. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. longo-pecioladas. disúria (32). erisipela (59). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 150g de fosfato natural. vitamina C. com perigônio carnoso. Apresenta um rizoma subterrâneo.5m. histamina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória (179). caroteno. tinha.

enurese. inteiras. persistentes. epistaxe. As folhas são alternas. com muito estames. picadas. URUCUM NOME CIENTÍFICO Bixa orellana L. podem ser consumidas pelo gado. orucu. uru-uva. afta.0 a 4.hidrocefalia (435). glabras. colorau. misturadas com outra forragem. açafroa. elípticas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. podendo ser utilizadas em cordoaria (209). em panículas terminais. 236). tintória. É cultivada em jardins. psoríase e urticária (1). HABITAT Espécie autóctone do Brasil tropical. • Os frutos maduros são consumidos pelos pássaros. As flores são róseas. contendo 30 a 40 sementes revestidas de arilo vermelho-seríceo. bastante ramificada. SINONÍMIA Açafrão-da-terra. edema. com corola formada por 5 pétalas. . com casca pardacenta e copa densa arredondada. achiote. grandes. verde ou vermelho-pálida ou roxoescura. revestida de espinhos moles e inofensivos. cordiformes-acuminadas. antimicrobiana e antimicótica (19. • As fibras do caule e ramos são muito resistentes. açafroeira-da-terra. ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta é inativa como moluscicida. CLIMA É de clima equatorial e tropical e heliófita. queda de cabelos. ciática. urucu. mas que pode atingir até 10m de altura nas regiões de origem. achicote. grande. Fruto cápsula ovóide ou cônica com 3 a 5cm de comprimento. urucuuba. menopausa. murchas. de tronco curto. longo-pecioladas. de porte mediano (3.0m). 58. achote. diarréia. urucuzeiro. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. hortas e hortos. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Bixaceae. bija.

. estimulante. • Florescimento: ocorre a partir do segundo ano após o transplante. geranil octadeconoato. cardiotônica. antidiarréica. • Doenças: as folhas podem ser infectadas pelo fungo Cercospora bixae. diurética.0mg. antidisentérica. hemostática (179). metil-bixina. As sementes são usadas para o tratamento da diabetes (284). β-caroteno. hipoaletina-8bisulfato.3 e 2. a melhor concentração de AIA e KIN foi. vulnerária (folhas). peitoral.3mg. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. cosmosiina. úmidos e fofos. A frutificação ocorre no verão e outono. PARTES UTILIZADAS Folhas. A bixina é avermelhada e insolúvel em água e a nor-bixina é solúvel. • Plantio: março a abril. obtém-se explantes de ápices e segmentos de hipocótilos. diterpenos: farnesilacetona. nor-bixina. antibiótica (294). sementes e raiz. hipotensora. antipirética. O transplante é feito quatro meses após a semeadura. adstringente (335).0m.SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. luteolin-7-bissulfato e luteolin-7-0-β-D-glucosídeo e isoscutelareína. criptoxantina. AGROLOGIA • Espaçamento: 4.L-1. Os melhores índices de entumescimento foram obtidos com o meio MS completo suplementado com AIA 0. As estacas são enraizadas em vermiculita. cicatrizante (raiz). flavonóides: apigenina-7-bissulfato. A germinação ocorre em 10 a 20 dias. anti-hemorrágica (68). luteína e zeaxantina. As sementes têm viabilidade superior a 6 meses. trans-bixina. geranil geraniol. vitamina C (128) e orelina (9). Para a formação de calos. A melhor poliferação de brotos (4 a 5 por explante) baseou-se nos mesmos reguladores e respectivas concentrações verificadas para calos (310).L-1 e KIN 1mg. na primavera e início do verão. depurativa. benzenóide: ácido gálico (179). refrigerante (a polpa). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 200g de fosfato natural. laxante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante e digestiva (sementes).000 unidades. afrodisíaca (sementes trituradas) e antídoto de ácido cianídrico (93). estomáquica. em armazenamento (241). geranil formato.0 x 4. FITOQUÍMICA Carotenóides: bixina. • Propagação: sementes e estacas. respectivamente. • Micropropagação: a partir de sementes esterelizadas e germinadas in vitro. férteis.L-1 (80%). béquica. O transplante das mudas para o campo ocorre após 3 a 4 meses da semeadura (241). antiinflamatória. laxante (215). 0. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 22. Readubar anualmente. antiasmática.

INDICAÇÕES
A infusão a frio dos renovos é usada para inflamações nos olhos. As sementes são utilizadas no tratamento de queimaduras de pele (93). A decocção das folhas é usada para o sarampo. As folhas, quando previamente machucadas, são indicadas para curar panos (infecção micótica). O pó do arilo das sementes é utilizado em gargarejos para o tratamento de amigdalites e afecções bucais. As sementes, amassadas, podem ser aplicadas topicamente em queimaduras (179). Também indicadas para a endocardite, pericardite, afecções do estômago e obstipação intestinal (68). A tinta do urucu é um antídoto de ácido cianídrico, encontrado na mandioca-brava (9; 32). O pó é utilizado para combater sarna e piolho. As sementes são anticolesterolêmicas (244). As folhas são indicadas para bronquite e faringite (9).

FARMACOLOGIA
O extrato aquoso administrado em ratas, na dose de 400mg/kg demonstrou atividade anti-secretora gástrica. O extrato hidroalcoólico inibe a prostaglandina sintetase em concentrações de 750µg/ml (419). O extrato clorofórmico por intubação gástrica, na dose de 1g, aplicada em cachorro, demonstrou atividade hipoglicêmica significativa (284; 416). O extrato aquoso da semente, aplicado intraperitonialmente em rata, provocou redução da atividade motora e um aumento da diurese, sem sinais de toxidez. A decocção das folhas induz à contração do útero de rata (179).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli (157) e Salmonella typhi (Cáceres, apud 169).

FORMAS DE USO
• Infusão: 10 a 15g por litro de água (32). • Macerado a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias (244). • Extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal. • Extrator alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo. • Tintura: deixar macerar por 8 dias 20g de pó da semente em 100ml de álcool 70 o. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos.

TOXICOLOGIA
A casca da semente demonstra efeito tóxico aos pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina (Morrison, apud 120). A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina (179

OUTRAS PROPRIEDADES
• A polpa fornece um corante e condimento natural - a bixina, também utilizada para colorizar chocolates, queijos, manteiga e outros víveres (380), cera e seda (93).

• É utilizada para colorir carnes congeladas. • Misturada à substâncias amiláceas em pó, obtém-se o corante culinário mais comum em todo o mundo, o colorau,. • O pó resultante da trituração das sementes é repelente de insetos e colorizante do corpo (179) e de artesanato cerâmico.

VALERIANA
NOME CIENTÍFICO
Valeriana officinalis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Valerianaceae.

SINONÍMIA
Erva-de-amassar, erva-de-gato, erva-dos-gatos valeriana-selvagem, valeriana-silvstre. erva-de-são-jorge, valeriana-menor,

HABITAT
Espécie alóctone que habita as florestas úmidas e planícies pantanosas da Europa. Cresce espontaneamente em valas, taludes e nas orlas de bosques. É encontrada até 2.000m de altitude (383).

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, polianual, alóctone, com rizoma estolonífero, dotado de raízes fibrosas e fusiformes. Forma uma cepa curta da qual partem, horizontalmente, várias raízes divergentes, esbranquiçadas, com barbelas curtas. A haste é roliça, com estrias e listas, oca, fistulosa e que origina seis a dez pares de folhas opostas, pinuladas, com 3 a 25 folíolos lineares, lanceolados ou elípticos, inteiros ou dentados. A planta atinge 30 a 40cm de altura por 30 a 40cm de diâmetro de copa. Nos países de origem pode atingir até 2m em altura. Flores róseas ou brancas, hermafroditas, dispostas em corimbo, glomérulos ou espigas curtas. Corola tubuloso-infundibuliforme. pouco aromáticas. Fruto aquênio drupáceo, contendo apenas uma semente.

AGROLOGIA
• Ambiente: para evitar-se problemas fitossanitários e obter-se rizomas de alta qualidade, recomenda-se cultivar as plantas sob cultivo protegido. • Espaçamento : 0,4 x 0,3m. • Reprodução: perfilhos da planta matriz, que podem ser enraizados em substrato organo-mineral ou em areia hidropônica, sob cultivo protegido. • Plantio: outono. Plantar as mudas sobre camalhões com até 25cm de altura.

• Adubação: 3 a 4kg/m2 de húmus de minhoca associado a 200g de fosfato natural. Aplicar aos 40 e 70 dias após o plantio 8g/planta de nitrato de cálcio. • Mulching: cobrir o solo com plástico preto, palha ou casca de arroz. • Irrigação: utilizar o sistema de gotejamento. • Doenças: em regiões de alta pluviosidade é comum a ocorrência de fungos e bactérias de solo que causam podridões nas raízes e colo da planta. • Pragas: é suceptível ao ataque de Diabrotica spp. • Florescimento: não ocorre florescimento nas condições do Litoral Catarinense. • Colheita: cerca de 12 meses após o plantio, quando a planta estiver em senescência natural ou seca • Colheita: outono a inverno. Imediatamente após a colheita, os rizomas e as raízes devem ser lavados rapidamente e postos a secar em temperaturas inferiores a 40oC.

PARTES UTILIZADAS
Rizoma e raízes.

FITOQUÍMICA
Ácido iso-valérico (0,1 a 2,0%) e valérico, sesquiterpenos, iridoides, flavonóides, triterpenos, alcalóides (1).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa (133), vermífuga, calmante (283), antiinflamatória, antiprotozoária, antitumoral (232), antiespasmódica, ligeiramente narcótica (93), moderadora do apetite, antidepressiva (294), antiepiléptica, anti-histérica (232), anticonvulsiva, antineurálgica (435), tônica, calmante de neurastenia e psicoastenia, hipnótica, carminativa e antipirética (1).

INDICAÇÕES
É indicada para ansiedade, insônia (232), depressão nervosa, cansaço intelectual, nevrose cardíaca (93), distúrbios da menopausa, cólicas (294), influenza, reumatismo (380), machucados, chagas, feridas e contusões (271).

FORMAS DE USO
• Infusão: ⇒ 5 a15g de raiz por litro (435). ⇒ 15 a 20g/litro de água (283). • Vinho: macerar por 8 dias 25g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia. É indicado para a depressão (294).

TOXICOLOGIA
Doses abusivas podem resultar em cefaléia, vertigem e alterações na visão e audição.

OUTRAS PROPRIEDADES
• As raízes frescas possuem, no primeiro momento, sabor picante, passando a amargo e aromático.

• As folhas apresentam forte sabor amargo. Ao serem secas, exalam um aroma peculiar e desagradável. • O aroma da planta atrai gatos.

VASSOURINHA
NOME CIENTÍFICO
Scoparia dulcis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Scrophulariaceae.

SINONÍMIA
Coerana-branca, corrente-roxa, ganha-aqui-ganha-acolá, pupeiçava, tapeiçaba, tapixaba, tupeiçava, tupiçaba, tupixaba, tupixava, vassoura, vassourinha-cheirosa, vassourinha-debotão, vassourinha-doce, vassourinha-miúda, vassourinha-mofina, vassourinha-molfina, vassourinha-tupiçaba.

HABITAT
Espécie autóctone que medra nas terras baixas dos trópicos. Ocorre em áreas ruderais e de lavoura, capoeiras e campos abertos.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, ereta, ramificada, que cresce de 0,5 a 1,0m em altura. O caule é delgado, tetragonal, verde-claro, anguloso e sublenhosos na parte basal e herbáceo na superior. As folhas são quase caulescentes, com a base atenuada e o ápice agudo verdes, pecioladas, opostas, verticiladas, ternadas, obovadas ou oval-lanceoladas, dentadas, glabras, peninérveas, com a nervura média saliente, medindo 3cm e comprimento por 1cm de largura. As flores, multifloras em pares, se originam das axilas das folhas. São pequenas, hermafroditas, pentâmeras, 4 sépalas partidas, corola rotácea branca, bilabiada, com lóbulos e numerosos tricomas brancos, internamente. O fruto é uma cápsula septicida globosa, com cerca de 1,0 a 2,0mm de diâmetro, bilocular, lisa, glabra, membranácea, de cor creme-escura, deiscência apical e numerosas sementes muito pequenas. As sementes apresentam formato irregular, reticulada, glabras, amareladas a castanho-claras e brilhantes.

CLIMA
Espécie de ampla adaptação climática, encontrada principalmente em regiões tropicais. É heliófita.

SOLO
Prefere os solos férteis, areno-siltosos, leves e úmidos, sem acidez.

AGROLOGIA

• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono, primavera e verão. • Florescimento: primavera e verão. • Colheita: 100 a 110 dias após a emergência.

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Adrenalina, noradrenalina (404), amelina, mucilagem (9), azeite viscoso, que contém dulcinol, scoparol, manitol e glicose. Ácidos graxos: esteárico, mirístico e linoleico. Componentes saponificáveis: triacontano, dulciol, β-sitosterol e dulcilona. As raízes contém manitol, taninos, composto organo-fosforilado, alcalóide e triterpeno. Outros compostos: acacetina, α-amirina, apigenina, benzoxazolina, ácido betulínico, coixol, 7-0β-D-glucoronídeo de friedelina, himenoxinas, ácidos gentísico, ifflaónico, scopadúlcico A, B e C, scopárico, dulcinóico; scoparinol, scutelareína, vicenina e vitexina (179).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, diurética, febrífuga, antiblenorrágica, emenagoga (300), antilítica, anticefalálgica, anticonceptiva, antidiabética, expectorante, mucolítica, adstringente, antioftálmica, antiflatulenta, depurativa, tônica, emética (179), vermífuga (120), antiespasmódica, antisséptica (130), antiasmática, anti-hemorroidária (9), emoliente, béquica, odontálgica (93), antigripal (271), hepática, peitoral, aperiente, revitalizante (120).

INDICAÇÕES
Febres intermitentes, paludismo, uralgias, vaginite, parasitas da pele, afecções gastrointestinais, digestões lentas, cólicas, constipações (179), dores de ouvido (215), brotoeja, coceiras, erisipela, afecções cutâneas e catarrais, bronquite, corrimento vaginal, infecção urinária (120), catarros pulmonares (271), pernas inflamadas e varizes (303).

FARMACOLOGIA
Extratos da planta apresentaram atividade antiinflamatória e analgésica em ratos (147; 404; 119), principalmente devido aos flavonóides e glutinol. O ácido scopadúlcico, obtido da planta, apresenta atividade antitumoral (296). O scopaduldiol tem propriedades inibidoras da ATP gástrica H+/K+ (181). Os extratos etanólicos e acuosos da planta (0,52mg/kg p.o.) prolongaram o tempo de sono em ratos induzidos por pentobarbital, sendo o extrato etanólico mais ativo que o acuoso (179). Apresenta atividade depressora (120). A amelina, fitoquímico presente na planta, tem mostrado eficácia no tratamentos de alguns tipos de diabetes (209).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).

FORMAS DE USO
Decocção, infusão e suco.

OUTRAS PROPRIEDADES
• Utilizada nas áreas rurais, na forma de feixe, para as casas.

VASSOURINHA-DE-BOTÃO
NOME CIENTÍFICO
Borreria verticillata (L.) G.F.W. Meyer.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Rubiaceae.

SINONÍMIA
Cordão-de-frade, cordãozinho-de-frade, erva-botão, falsa-poaia, perpétua-do-mato, poaia-comprida, poaia-falsa, poaia-preta, poaia-rosário, vassoura-botão, vassourinha.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce em restingas, planícies do litoral e em áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, com 40 a 60cm de altura, com a base lenhosa, duríssima, cilíndrica, glabra, áfila. Ramos tetrágonos, glabros ou pilosos, com entrenós curtos. Folhas lineares ou lanceoladas, curtamente pecioladas. Bainha da estípula glabra ou levemente pubérula. As flores são alvas, reunidas em inflorescências globosas, axilares e terminais. Apresenta duas sépalas, subuladas, denticuladas e concrescidas na base. Corola hipocraterimorfa, glabra ou levemente pubérula. O fruto é uma cápsula subglobosa ou subcilíndrica, coriácea, glabra. A semente é linear a oblonga, purpúreo-nigrescente.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 0,7 x 0,7m. • Propagação: estacas da planta mãe e sementes. A germinação das sementes é muita baixa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas podem ser enraizadas com o mesmo substrato. • Plantio: ano todo. • Florescimento: é contínuo ao longo do ano. • Colheita: inicia 4 a 6 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS

Folhas e raiz.

FITOQUÍMICA
Emetina, um dos alcalóides encontrados na ipeca (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emética (242), antidisentérica (309) e anti-hemorroidária (9).

INDICAÇÕES
Utilizada para o tratamento de dermatoses (309).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
O extrato alcoólico das flores apresentou atividade bactericida contra Staphylococus aureus. A concentração bactericida mínima variou de 0,66 a 5,25mg/ml (309).

INDICAÇÕES
Indicada para erisipela e varizes (9).

VERBASCO
NOME CIENTÍFICO
Buddleya brasiliensis Jacq. ex Spreng ssp. stachyoides Cham. e Schlecht.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Buddlejaceae.

SINONÍMIA
Barbasco, barbasco-do-brasil, barrasco, calça-de-velho, calças-de-velha, calção-de-velha, calção-de-velho, calção-velho, carro-santo, cezarinha, tingui-da-praia, vassoura, vassourinha, verbasco-brasileiro, verbasco-do-brasil.

HABITAT
Espécie autóctone, normalmente encontrada na encosta atlântica, crescendo nos campos, beira de riachos e orla de matas, capoeirinhas, potreiros estradas e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, polianual, ereta, pouco ramificada, que cresce de 1,0 a 1,80m de altura. Caule quadrangular, cotonoso-tomentoso, cilíndrico na base, amarelado-ferrugíneo ou avermelhado, de ramos eretos, medulosos, alado-subtetrágonos nas partes jovens. As folhas são opostas, amplexicaules, decurrentes, quase sésseis, lanceoladas, com cerca de 15 a 20cm de comprimento por 5 a 8cm de largura, inteiras, irregularmente serreadas, rugosas, sedoso-pubescentes na página superior, albo-lanoso-pubescentes e salientes

nervadas na inferior. As flores são campanuladas, hermafroditas, tetrâmeras, pequenas, amarelas, dispostas em cimeiras capituliformes de 3 a 4 flores. O fruto é uma cápsula oblonga, angulosa, contendo numerosas sementes cilíndricas, lisas e castanhas.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. É heliófita.

SOLO
Desenvolve-se melhor em solos férteis e revolvidos, mas adapta-se aos solos ácidos, arenosos e argilosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 1,0 x 0,6m. • Propagação: sementes, que podem ser semeadas diretamente em canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono e primavera. • Florescimento: maio a outubro. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e flores.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emoliente, sudorífica, anti-reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, antiofídica (342), depurativa, adstringente, diurética, expectorante, peitoral, sedativa, béquica (257), antigripal (215), anódina (32), antiálgica (68), antiasmática e calmante (93).

INDICAÇÕES
Útil no tratamento de bronquite (257), doenças pulmonares (93), hemoptises, catarro (32) e contusões (68).

FORMAS DE USO
• Decocção: ferver 1 a 2 colheres da chá das folhas ou raízes em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. O decôcto pode ser utilizado em abluções para contusões (68).

TOXICOLOGIA
A planta é ictiocida, podendo também ser tóxica (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Em animais é usada para a lavagem dos olhos e tratamento de pisaduras em eqüinos (209).

As flores. ereta. CLIMA É de clima temperado quente.4m. Propagação: sementes.0kg/planta de húmus de minhoca. pequenas e lilacinas. quadrangulares. Apresentam sabor amargo. Semear em substrato organo-mineral. calmante do sistema nervoso. recortadas. neutros. febrífuga. adaptando-se ao subtropical. SOLO Prefere solos férteis. dispõem-se esparsamente ao longo de espigas finas e compridas. crescendo 30 a 40cm de altura. • Colheita: inicia 6 a 7 meses após o plantio. FITOQUÍMICA Verbenina.8 x 0. de caule e ramos finos. palhas ou casca de arroz sobre o solo. • Mulching: utilizar plástico preto. associado com 50g/planta de fosfato natural. medindo até 40cm de comprimento. FITOLOGIA Planta herbácea a subarbustiva. ricos em matéria orgânica e bem drenados. em torno de cada planta. citrina e óleos essenciais (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. Adubação: 1. Plantio: outono. INDICAÇÕES . AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. SINONÍMIA Erva-de-fígado. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. digestiva. É heliófita. anti-reumática (294). estimulante do apetite. sobretudo de altitude. friáveis.VERBENA NOME CIENTÍFICO Verbena officinalis L. antinefrítica e antilítica vesicular (271). muito ramosa. Folhas opostas. lactogênica.

esponjosas e castanhas. • Infusão: 4 colheres das de sopa de verbena em 1 litro de água quente. Folhas mais ou menos basilares. agudas. Abafar por 5 minutos. eretas. SINONÍMIA Grama-cheirosa. livre entre as glumelas. grama-das-índias. esponjosos. patcholi. pardacentos. afecções do fígado. estreitas. flexíveis. 8 a 12 verticilados. aftas. Coar e tomar ao longo do dia para o tratamento da celulite. fortemente aromáticos. esverdeada. CLIMA Tropical e heliófita. espinescentes sobre uma das palhas e ciliadas sobre a outra. cônica. compridos e muito finos. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia. lineares. OUTRAS PROPRIEDADES • Aromatizante de café • Utilizada na fabricação de licor. lisas. denominado Verbena. cespitosa. inodoras. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 10 minutos 50g de verbena em 1 litro de água. com até 70cm de comprimento. ereta. terminal. Glumas coriáceas. VETIVER NOME CIENTÍFICO Vetiveria zizanioides Stapf. As raízes são aromáticas. composta de numerosos rácimos espiciformes. de 13 a 30cm. às vezes dobradas. capim-de-cheiro. escabrosas e serradas na margem. compostas de 2 flores e reunidas em grupos de 2 a 3. males do estômago. FITOLOGIA Planta herbácea perene. de rizomas lenhosos. esplenite e gangrena (271). Inflorescência em panícula ampla. invaginantes no caule. . (294).Indicada para o tratamento da celulite (294). Espigas formadas por espiguetas violáceas. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. capim-vetiver. Fruto cariopse oblonga. glabras. tendo os inferiores mais de 20 raios. revestidos de epiderme amarelo-pálido.

• Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. • O óleo de vetiver é usado para aromatizar dentifrícios e sorvetes e para prepara perfumes. quando novas. leques.5% de óleo essencial amarelo-claro. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é excelente insetífuga de pragas domésticas (baratas e traças). para perfumar roupas. vetiverina. edulis . chapéus. INDICAÇÕES Indicada para enxaqueca (271). febrífuga. diaforética. • O rizoma seco da planta é utilizado preso ao cabelo para perfumar ou em saches.7m x 0. • As folha são forrageira. fortemente aromático. calmante das enxaquecas. var. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. vetivenil. ácido vetivérico. toldos. • Plantio: outono e primavera. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. Contém 0. biombos. também cresce em solos arenosos e até em dunas. As mudas obtidas a partir do rizoma devem ter as folhas cortadas para evitar a transpiração excessiva. Os segmentos de rizoma ou perfilhos podem ser plantados diretamente a campo.SOLO Embora a planta prefira solos humosos e úmidos. VINAGREIRA NOME CIENTÍFICO Hibiscus sabdariffa L. das nevralgias (93).2 a 3. volátil.6m • Propagação: sementes e divisão de rizomas. carminativa e anti-histérica (271). • As folhas são utilizadas para a fabricação de artesanatos diversos (esteiras. antisséptica. vetivedol. amargo e picante (93). PARTES UTILIZADAS Rizomas. cestos). • As raízes são altamente fixadoras de dunas e barrancos à beira-rio. FITOQUÍMICA Vetivenes. tônica.

• Florescimento: abril a junho. ramoso e cresce 1. autógomo. carurú-da-guiné. FITOLOGIA Arbusto anual. e resistente aos nematódeos e à antracnose. com mácula mais escura na base do pedúnculo também vermelho. Fruto tipo cápsula. A planta é regulada pelo fotoperíodo. • Colheita: 1 ano após o plantio. que afeta sobremaneira a reprodução.5 a 1. róseas. denteados. 5nervadas.0m. Cálice vermelho e muito carnoso. drenados e com bom teor de matéria orgânica. SOLO Profundos. Flores solitárias. Apresenta caule avermelhado. As estacas podem ser enraizadas em vermiculita.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae SINONÍMIA Azedinha. sendo as inferiores inteiras e ovadas e as superiores profundamente 3 a 5 palmati-lobadas (lobos estreitos).8m de altura. Semear em bandejas de isopor de células grandes contendo substrato organo-mineral. de andróforo avermelhado. HABITAT Planta alóctone originária da África oriental tropical. FITOQUÍMICA . • Plantio: deve ser feito em fotoperíodo crescente e no início da estação das chuvas. carurú-azedo. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 50g/planta de superfosfato triplo. com uma grande glândula na base da nervura mediana. avermelhadas. rosela. axilares. cônico-ovóide e estrigoso. CLIMA A planta requer uma distribuição de chuva entre 800 a 1. quiabo-azedo. As folhas são alternas.600mm e temperaturas de 18 a 35oC. glabro. de lobos agudos.2 x 1. 5-locular. • Propagação: sementes e estacas de ramos despidos das folhas. As sementes estão no ponto de maturação completa quando o fruto capsular encontrase seco e iniciando a deiscência. com cerca de 1.5 a 2. vermelho-escuro. quiabo-deangola. • Produção de sementes: a maturação do fruto e colheita de sementes ocorre em julho.0cm. sésseis. quiabo-roxo. • Doenças: A planta é sensível ao fungo Rizoctonia sp. Pétalas de 4 a 5cm. quiabo-róseo. azeda-da-guiné. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. longo-pecioladas.

• As folhas. prestando ao preparo de geléias. na forma de salada.8% de cinzas e gossipetina.Ácido oxálico. violeta-de-cheiro. As sementes são diuréticas. frutos e raízes. FITOLOGIA . tônicas e afrodisíacas. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorragias e aumento da resistência orgânica (128). xaropes e vinagres. viola-roxa. 257). crescendo em prados. marmeladas. viola. após decocção são comestíveis e utilizadas como tempero. 0. SINONÍMIA Amor-perfeito. antiinflamatória (128) e febrífuga. violeta-comum.5 % de água.3% de lipídeos. De 147kg de hastes são obtidas 900g de fibras limpas. e são diuréticas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são resolutivas (cataplasma) antiescorbútica. O fruto contém 86. É encontrada até 1. • As folhas são consumidas. oxalato de potássio e (9). originária da Europa. amarga e tônica (93). vinhos (vinho de rosela). tônicas e afrodisíacas. charnecas e bosques abertos.000 de altitude (383).1% de proteínas. violeta-perfumada. • O suco coagula látex de plantas fornecedoras de borracha. violeta-roxa. 10. Ásia Ocidental e África.3% de carboidratos. 0. sob prévia cocção. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é alimentar. • As fibras dos caules são utilizados no ramo têxtil. diurética e emoliente (9. violetaeuropéia. HABITAT Espécie alóctone. FAMÍLIA BOTÂNICA Violaceae. PARTES UTILIZADAS Folhas. violeta. estomáquica. VIOLETA-AFRICANA NOME CIENTÍFICO Viola odorata L. que é um pigmento (93). 2. enquanto que as sementes são consumidas torradas. relvados. A raiz é aperitiva.

ricos em húmus e úmidos. Cresce melhor à meia-sombra e aprecia o frio. violina. recurvados na parte superior. • Florescimento: inverno-primavera. Pedúnculos glabros. crenuladas. INDICAÇÕES . • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. Adubação: 3 a 4kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. Cresce 10-20cm de altura. Pode ser feita uma adubação em cobertura com nitrato de cálcio. as dos estolões do ano anterior reniformes. Propagação: divisão de touceiras ou por estolões já enraizados. pubescente. munida de numerosas radicelas fibrosas. radicantes e floríferos. Raízes nodosas. partindo de uma cepa. (283). CLIMA A planta prefere regiões de clima temperado a subtropical. com estolões alongados. obtusas. Estigma em gancho agudo. emética (raiz e folhas) (93). 30 a 40 dias após o transplante. FITOQUÍMICA Ácido salicílico. em torno da planta. As folhas são dispostas em roseta. antigripal (435). expectorante. As sépalas são ovais-obtusas.Planta herbácea ou vivaz. pubescente. palha. vitamina C. ramosas. esbranquiçadas. polisperma. unilocular. SOLO Prefere solos bem drenados. antiespasmódica. ovais-cordiformes ou reniformes. saponosídeo. diaforética (32). os frutíferos deitados. As folhas são radicais. As flores surgem na extremidade de pedúnculos que partem também da cepa e apresentam um perfume muito suave. calmante. ácido tânico (257). vivazes. na quantidade de 5g/planta. Rizoma espesso. polimorfa. após o florescimento. Cálice e corola com 5 sépalas e pétalas. AGROLOGIA • • • • Espaçamento : 0. Plantio: outono e primavera. associados a 100g de fosfato natural. Cápsula subglobosa. e mucilagem (294). sedativa e diurética.3 x 0. peitoral (257). purgativa (as raízes). As flores são anticancerígenas (271). verde-escuras. acaule. • Mulching: utilizar. depurativa (303). folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e sudoríficas (flores). PARTES UTILIZADAS Pétalas da flor. raízes e sementes. emoliente.2m. respectivamente. laxativa (283). violácea. casca de arroz ou plástico preto sobre o solo. salicilato de metila. cicatrizante. longipecioladas. Apresentam cor violácea intensa e são suavemente aromáticas.

ainda quente. com amido de arroz até obter uma pasta macia. A essência serve para perfumar doces. sendo cultivado na Colômbia. inflamações da garganta (257) e do ovário. polínia. YACON NOME CIENTÍFICO Polymnia sonchifolia Poep. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • As folhas são cristalizáveis para o preparo de doces. . Endl. mas alguns cultivos são feitos a mais de 3. mistura bem e aplicar sobre a pele irritada. escoriações.400m (74). FORMAS DE USO • Infusão: 10g de flores ou 20g de folhas em 1 litro de água. TOXICOLOGIA Altas doses do rizoma e sementes causam severas gastroenterites. Também utilizada em perfumarias e indústria de cosméticos. Atua como vomitiva (294).Também utilizada para a bronquite. As raízes são utilizadas para as cólicas menstruais (303). • Decocção: ferver por 10 minutos 1 colher das de sopa de raiz em ¼ de litro de água. caramelos e bolos. Coar e misturar. defluxos (283). • Máscara: ferver durante 10 minutos 2 colheres da de sopa de folhas e 4 colheres das de chá de flor em ½ litro de água. Coar e beber aos goles. sarampo. SINONÍMIA Batata-diet.750m. coqueluche. Tomar 3 xícaras ao dia (32). quando misturadas ao leite de cabra (257). As flores conferem sabor delicado às saladas. nervosismo e depressão circulatória e respiratória. inflamações da boca e das gengivas. afecções cutâneas (303). É planta ornamental. O infuso pode ser utilizado em compressas para escoriações. pele irritada (294). Acrescentar 1 colher das de chá de glicerina. HABITAT Planta herbácea perene originária dos Andes. resfriado. afecções dos olhos e intoxicações. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. Equador e Peru em altitudes de 900 a 2.

para evitar a infecção de fungos nos tubérculos. com 15cm de comprimento.40 x 0. soltos. Para prolongar a conservação do material colhido. e nas condições do litoral Catarinense). • Florescimento: abril a maio. FITOQUÍMICA A maioria das raízes e tubérculos de armazenamento acumulam amido. acumula a inulina. • Pós-colheita: as raízes são muito perecíveis em regiões com alta umidade relativa. verde em cima. face dorsal pálida. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. As folhas são membranáceas. 1.000kg/ha de 4-14-8 + Zn. gemas e rizomas. que é uma forma de oligofrutano (131). com a parte superior do caule ligeiramente híspida. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS .4m de altura.000kg/ha de folhas secas (428) ou um peso médio por tubérculo de 100 a 500g e um rendimento por planta acima de 5kg (172). As gemas devem ser enraizadas em vermiculita ou areia. O fruto é do tipo aquênio. tenuamente gríseo-tomentosa. • Produção: 3. existente nos tricomas foliares (199) e fitoalexinas (413).FITOLOGIA Planta semi-arbustiva anual. as túberas devem ser lavadas.0. as caulinares deltóides. Os rizomas e tubérculos podem ser plantados diretamente a campo. cortadas em fatias de 0.5%. fazer o tratamento com benlate a 0. obovóide. por 1m de base • Desenvolvimento: a planta cresce cerca de 1m em quatro meses.5kg/planta (sem adubação ou preparo de camalhões. principalmente devido à presença de ácido ent-kaurenóico. as inferiores profundamente lobadas. Os capítulos são laxos.3cm de espessura e postas a desidratar em estufa de ar forçado a 45 a 50oC.90m. • Colheita: ocorre 10 a 12 meses após o plantio. oblongas. invólucro com 5-6 sépalas. SOLO Prefere solos aerados. no entanto. robusta. 34mm de comprimento e disco com 16-18mm de diâmetro. ereta.1% e oxicloreto de cobre a 0. Aplicam-se 40kg/ha de nitrogênio em duas aplicações (428). Em regiões muito úmidas. Em São Paulo obteve-se uma produtividade de até 100t/ha de túberas e 1. podendo vir a deteriorar em 2 a 3 dias. sendo que as interiores são lanceoladas e pilosas. areno-argilosos e com pH em torno de 6. corimbosos-paniculados. foliáceas.8-2. • Plantio: os propágulos são plantados em camalhões com 30 a 40cm de altura. O yacon. • Pragas: a planta é altamente resistente às pragas. • Adubação: 2. com as lígulas amarelas. • Propagação: tubérculos inteiros. preto. rizomas pesando 60 a 80g e gemas axilares. com o pecíolo alado e o limbo rubro-pardo. • Secagem: O conteúdo de frutanos tende a baixar consideravelmente com a esposição das túberas à radiação solar (429).

originam estruturas de reservas de formato piriforme. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. por sua vez. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. • O tubérculo é rico em fibras indigestíveis (199). . que posteriormente dão origem à novas plantas.açúcares não assimiláveis pelo trato digestivo (272).5m de altura. originária da Índia.3 a 1. FITOLOGIA Planta herbácea perene. com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana da face superior. OUTRAS PROPRIEDADES • Estudos fitoquímicos demonstram a possibilidade de obtenção de frutanos . onde o clima é temperado e úmido. Folhas inteiras. A planta é muito sequiosa por chuva. tolera climas mais quentes. em 10 dias (432). sendo bastante consumida no oriente na forma in natura. A fratura do rizoma é compacta e córnea devido à goma de amido que se forma. e as estações são bem definidas. o qual emite outros rizomas secundários da grossura de um dedo. O rizoma principal é cônico. 0. com cerca de 1. Consome-se também na forma de pó ou chips.Indicada para o tratamento do diabetes e do colesterol (428). aeruginosa RoxB. • O tubérculo tem sabor de pêra e melão. com 50-80cm. oblongolanceoladas. crescendo a partir do rizoma antes das folhas. onde cresce espontaneamente em florestas decíduas úmidas. tuberoso.5% m/v) reduziu os níveis de açúcar no sangue de ratos diabéticos de 348 para 214mg/dl. As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa. mas não causticantes. CLIMA Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais. FARMACOLOGIA O extrato aquoso das folhas (infusão. Estes. com cerca de 5cm de comprimento. Exala um aroma que lembra a sálvia e o alecrim. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta. Por ser uma planta rústica. ZEDOÁRIA NOME CIENTÍFICO Curcuma zedoaria [Berg] Roscoe ou C. A inflorescência é cilíndrica. HABITAT Espécie alóctone.

emenagoga. pó ou pílulas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante aromático. bem drenados e soltos. antes das principais refeições. • Propagação: pedaços de rizomas novos com 1 a 2 meristemas. pois inibe a secreção ácida. afecções urinárias (271). Também útil para o tratamento de distúrbios hepáticos (387).5. Contém ainda guaieno. hipocolesterolêmica. tosse. Coar. curcumina. distúrbios menstruais e gastrintestinais (412). adubação orgânica e/ou areia.5kg/planta de cama de aviário associada a 50g de superfosfato triplo. FITOQUÍMICA Os rizomas produzem óleo essencial (1.0 a 1. resfriados. • Plantio: outubro. . antiasmática.5%) composto principalmente de α-pineno. PARTES UTILIZADAS Rizomas cilíndricos e os ovóides. vômitos. D-canfeno.8 x 0. amido e resina (128).SOLO Prefere solos virgens. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Solos compactos ou pesados. Tomar 1 a 2 xícaras ainda morno. de mata. INDICAÇÕES Indicada para a prevenção e tratamento da úlcera gástrica. zedoalactona A e B ( 412).4cm. profundos. cólicas. regulador das funções hepáticas. álcool sesquiterpênico e zingibereno. FARMACOLOGIA Colerética. retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo. febrífuga. mantida umedecida. cineol. hepatite. após 8 meses de cultivo. ou então os areno-argilosos. utiliza-se cinza de casca de arroz. problemas pulmonares e dermatoses (128). antioxidativa e antihepatotóxica (387). restauradora e antiflatulenta (1). Abafar por 10 minutos. anti-reumática. O pH do solo deve estar em torno de 6. • Doença: Coletotrichum curcumis. vermífuga. D-cânfora. antidispéptica (387). D-borneol. • Florescimento: março • Colheita dos rizomas: julho a agosto. • Infusão: ⇒ Problemas hepáticos: 1 colher das de café do pó ou três fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água quente. FORMAS DE USO • 3 a 6g/dia na forma de decôcto. • Adubação: 0. digestiva e renal (128). Enraizar em areia. estomáquica.

Q. 1980. Juntar 2 colheres das de sopa de mel.⇒ Problemas pulmonares: 2 colheres das de sopa do pó ou fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água. • O sabor é amargo. Molluscicidal evaluation of some Jatropha species growing in Nigeria. • É especialmente utilizada na indústria de essências ou aromas para bebidas. AHMAD. Journal of American Oil Chemistry Society. • Pó: 1 colher das de sobremesa do pó diluído em água ou suco. S. A BAREFOOT Doctor’s Manual: Practical chinese Medicine and Health.K. antes das principais refeições (para normalizar o colesterol) • Tintura: 1 colher das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereal a 70 graus e 50ml de água.. v. Abafar por 15 minutos. Deixar macerar por 5 dias. que após ser seco e moído dá origem a uma farinha aromática de cor creme clara. É indicada para estimular a digestão e regularizar o fígado (128).23.141-145.. J. 1984. E.6. p. BIBLIOGRAFIA CITADA 1. e antes da principais refeições. V. M.18. J. quente e suavemente canforáceo. pungente. • É cultivada também como ornamental. • Pode ser utilizada em cosmética e culinária (387). • Tanto o rizoma quanto o produto processado são fotossensíveis. • Possui um odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim.53. Tomar 1 colher das de café diluído em um pouco de água. OPFERKUCH. Studies of some plants used as anticonvulsivants in amerindian and african tradicional medicine. Ricinoleic acid in Phyllanthus niruri seed oil.147-162. MARQUES. HECKER. 3. v. Tomar 2 a 3 colheres das de sopa ao dia (adultos) ou metade (crianças). HUSAIN.673-674. Irritant phorbol derivatives from four Jatropha species. ADEWUNMI. 2. Coar.K. C. p. v. S. 960p. Fitoterapia.U. de manhã. em jejum. TOXICOLOGIA Mulheres que se encontram nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir a zedoária.O. New York: Gramercy.. OUTRAS PROPRIEDADES • O corte transversal do rizoma aduz uma coloração azulada. n.O. p. 4. Coar. n..1. OSMAN. p. .129-132. Phytochemistry. v. 5.58. 1985.. 1981. W.N. S. 1982. ADOLF. ADESINA. Crude Drug Research.

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