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e Book Ervas is

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Published by: José Mauricio Escobari Jimenez on Jul 25, 2011
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AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA

NOME CIENTÍFICO
Curcuma longa L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Zingiberiaceae.

SINONÍMIA
Açafrão-da-terra, açafroeiro-da-índia, cúrcuma, curcumã, batatinha-amarela, gengibredourada, mangarataia.

HABITAT
Espécie tropical alóctone, originária da Índia e da ilha de Java onde ocorre em campinas de montanha, e introduzida há alguns séculos no Brasil, crescendo subespontaneamente em áreas aluviais e ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, de vegetação anual e rizomas perenes. Cresce cerca de 1,30m. As folhas são grandes, 30 a 40cm de comprimento por 15 a 20cm de largura, glabras, com pecíolo tão comprido quanto o limbo. São oblongo-lanceoladas, reunidas na base, acuminada no ápice, oblíquo-nervadas e emanam um perfume agradável, quando amassadas. No inverno catarinense, as folhas secam totalmente e os rizomas voltam a brotar na primavera. O rizoma principal é robusto, com 10 a 12cm de comprimento por 2,0 a 3,0cm de espessura, piriforme, ovóide, carnudo, com ramificações rizomatosas sésseis secundárias laterais com cerca de 1cm de diâmetro, compridas, também tuberizadas, porém mais finas e menos carnudas, cilíndricas. A película externa dos rizomas secundários pode ser cor de palha ou acizentados, porém internamente apresentam forte coloração laranja. Ainda na superfície aparecem marcas circulares a intervalos de 2 a 4cm, resultado das cicatrizes deixadas pelas raízes caducas. A raiz principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais emitem folhas e podem dar origem a outra planta independente. A senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica ou longo-ovóide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm de diâmetro. As brácteas são membranosas, lanceoladas-obtusas, cor esbranquiçada ou esverdeada. As flores são amareladas, com cálice tubular, longo-pedunculadas, dispostas em espigas compridas, com brácteas côncavas verde-pálidas, sendo que as superiores com uma mancha rósea . O fruto é uma cápsula bivalve, 3-locular.

SOLO
Prefere solos virgens, de mata, ou então os areno-argilosos, profundos, bem drenados e soltos. O pH do solo deve estar em torno de 6,5. Solos compactos ou pesados, retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo, utiliza-se cinza de casca de arroz, adubação orgânica e/ou areia.

CLIMA

Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido, e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica, tolera climas mais quentes, mas não causticantes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A planta é muito sequiosa por chuva. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,20 x 0,5m. • Propagação: rizomas novos, plantados inteiros ou em segmentos com pelo menos dois meristemas. Uma planta matriz gera cerca de 10 rizomas-semente. A brotação dos rizomas para plantio inicia em setembro. • Substrato: a muda pode ser produzida em areia, vermiculita ou outro material poroso. Manter o substrato úmido. O plantio direto do rizoma a campo resulta em atraso na emergência e desuniformidade no estande. • Aclimatação: cobre-se o viveiro de mudas com sombrite 50%. • Plantio: outubro. O tranplante é feito quando a muda atinge 20 a 25cm de altura. • Nutrição: a planta é nitrófila, sendo que os sintomas de deficiência de nitrogênio podem aparecer a partir do terceiro mês após o cultivo. • Doença: o fungo da antracnose (Colletotrichum curcuma) causa lesões necróticas nas folhas, iniciando pelas mais velhas. • Colheita: inicia após o secamento das folhas, ou seja, 9 a 10 meses de ciclo. Normalmente ocorre em meados de julho, coincidindo com a senescência completa da parte aérea. A retirada dos rizomas do solo deve ser cuidadosa a fim de se evitar cortes e rompimento excessivo do rizoma. Rizomas colhidos tardiamente tornam-se duros e fibrosos. • Rendimento: 1,1kg de rizomas por planta. Em cultivos comerciais bem conduzidos, é possível obter-se até 9t/ha de rizomas (182). • Pós-colheita: os rizomas velhos são utilizados para novo plantio. Os novos são lavados em água potável, são retiradas as raízes laterais, cortados em rodelas, desidratados e moídos. O pó deve ser conservado prerencialmente em recipientes de vidro escuro, para evitar a degradação (fotólise) dos pigmentos e metabólitos aromáticos.

PARTES UTILIZADAS
Rizomas ovóides e os cilíndricos.

FITOQUÍMICA
Curcumina, cineol, felandreno e corantes naturais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
É colerética (133), colagoga, hipoglicemiante (261), resolutiva, diurética, excitante, cordial, estomáquica, antidiarréica, antiescorbútica, antiespasmódica, emenagoga (445), litotríptica, cicatrizante de feridas (93) e antioxidante.

INDICAÇÕES

Indicada para amenorréia, dismenorréia, distensões abdominais e peitorais, reumatalgias (445), hepatite, sarampo, má circulação, hematêmese, epistaxia e hematuria. Micoses de pele podem ser combatidas esfregando-se o rizoma sobre a parte afetada (1)

FORMAS DE USO
• Geral: 3 a 9g/xícara, em decocção (445). • Infusão: 1 colher das de café de cúrcuma em pó em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar e filtrar. Tomar 2 vezes ao dia. • Corante: adicionar 20g do açafrão em pó em 100ml de água filtrada ou destilada. Agitar e deixar sedimentar. Eliminar a água. Repetir por três vezes. Secar em estufa ou em forno o sedimento final, não passando de 100 oC. Após seco, o pó é macerado em álcool de cereais por 7 dias. Filtrar e usar a solução para colorir alimentos e bebidas (294).

TOXICOLOGIA
Em doses altas pode causar embriaguez, sono e delírio (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• O sabor é levemente pungente e amargo. Ao ser cozido, os rizomas exalam um forte aroma que lembra casca descascada de laranja doce e gengibre. • É utilizada em culinária e na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. • É o principal componente do “curry”- condimento indiano. • Os corantes naturais são utilizados em tinturaria e para colorir ungüentos e óleos medicinais. • Os rizomas são comestíveis e fornecem fécula comparável à da araruta e da mandioca. • Ao ser desidratada e moída, o pó da cúrcuma não deve ser armazenado em recipientes plásticos, sobretudo sacos plásticos, pois os princípios ativos reagem com o material, o qual adquire consistência pegajosa.

ACARIÇOBA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle bonariensis Lam.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Erva-capitão.

HABITAT

Espécie autóctone do Brasil, ocorrendo ao longo de todo o litoral, vegetando em áreas alagadas, praias, dunas, terrenos sombrios e várzeas úmidas. É espécie pioneira de restinga litorânea. Encontra-se na natureza associada à Sporobulus ou Iresine portulacoides e Paspalum vaginatum (259).

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, glabra, prostrada e rizomatosa, de caule delgado. Folhas longopecioladas, estipuladas, palmadas, orbiculares peltadas, crenadas, grossas, glabras, pouco pilosas, com 15 a 20 nervuras radiadas, medindo 20 a 30cm de altura e 4 a 6cm de diâmetro. As flores são brancas ou amarelo-pálidas, pequenas, numerosas, dispostas em umbelas irregulares, longo-pedunculadas, axilares e irregulares. Fruto elíptico e achatado.

CLIMA
Espécie de clima tropical a subtropical. É heliófita e higrófita.

SOLO
A planta é encontrada em solos arenosos, uliginosos e ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes e segmentos do rizoma. • Plantio: é feito diretamente a campo, de preferência em solo arenoso, para facilitar a colheita de rizomas de melhor qualidade. As sementes podem ser postas a germinar em substrato organo-mineral. Pode-se plantar o ano todo e m regiões cujo inverno não é muito rigoroso. • Irrigação: fornecimento regular de água à planta assegura a obtenção de plantas viçosas, precoces e suculentas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, purgativa (257), aperiente, anti-hidrópica e emética em doses mínimas (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

TOXICOLOGIA
Não deve ser utilizadas pelas gestantes (257). As folhas, em altas doses são tóxicas (93; 242).

OUTRAS PROPRIEDADES
O rizoma branco tem aroma e sabor de salsa.

ACARIÇOBA-MIÚDA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schl.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cicuta-falsa, erva-capitão-da-miúda, orelha-de-onça-rasteira.

FITOLOGIA
Erva de caule rasteiro, pequena, um pouco pilosa, as vezes glabra. Folhas pecioladas, reniformes, crenadas, pubescentes. As flores são brancas, pequenas, dispostas em umbelas simples com 20 a 30 flores.

CLIMA
Prefere regiões de clima tropical e subtropical. É umbrófita.

SOLO
Desenvolve-se bem em solos úmidos ou até mesmo os uliginosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes e estacas radicantes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Aclimatação: as mudas produzidas por estacas devem ser sombreadas até o seu pleno enraizamento. • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia dois meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A raiz é diurética e desobstruente do fígado. Em quantidades maiores passa a ser emética (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

AGRIÃO-DO-BREJO

NOME CIENTÍFICO
Nasturtium siifolium R.Br.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Brassicaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que medra em terrenos uliginosos, à beira de charcos, lagoas e várzeas úmidas do sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea, com 30 a 40cm de altura, paludosa, multi-anual, ascendente, flexuosa de caule verde-avermelhado, subcilíndrico, oco, discretamente sulcado longitudinalmente, com os nós radicantes. Folhas alternas, compostas, pinatisectas com 11 a 15 folíolos opostos, sésseis, obovados a oblongos, base obtusa, e ápice acuminado, glabros, luzidios, margem denteada, com pintas ou manchas castanho-avermelhadas dispostas notadamente na base do folíolo, podendo extender-se ao longo da nervura principal. Peciolulo anguloso.

SOLO
Prefere solos úmidos a encharcados, ricos em matéria orgânica humosa. Solos secos retardam o crescimento e afetam a qualidade da planta, originando folhas amareladas, fibrosas e manchadas.

CLIMA
A planta é nativa de regiões de clima ameno, tornando-se muito fibrosa e com desenvolvimento deficientes sob altas temperaturas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,30m. • Propagação: segmentos nodais. O enraizamento pode ser feito em areia, diariamente irrigada. • Plantio: o ano todo. • Hidroponia: a planta é altamente produtiva através do sistema hidropônico, com a formação de folhas maiores, mais saudáveis e suculentas. As plantas são bem mais precoces e apresentam um sabor agradável. Podem ser feitas até 6 colheitas ao ano. • Produtividade: 300t/ha, em hidroponia.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Béquica, peitoral e antisséptica das vias respiratórias.

FORMAS DE USO
Xarope, suco ou in natura, na forma de saladas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia azurea Kunth.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-baraço, aguapé-de-canudo, aguapé-de-cordão, baroneza, camalote, colhereira, dama-do-lago, jacinto-d'água, lírio-d’água, murere, mureré-de-flor-roxa, mureré-orelhade-veado, mureru, mureru-orelha-de-veado, mureru-de-flor-roxa, muriru, murure, murumuru, orelha-de-veado, rainha-dos-lagos, pareci.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que vegeta em todo Brasil, mas com provável origem amazônica. Forma grandes colônias flutuantes, à guisa de ilhas, em rios e lagos. O rápido crescimento e disseminação pode constituir-se em obstáculo à navegação.

FITOLOGIA
Planta herbácea, aquática, flutuante ou parcialmente submersa, carnosa. Pseudo-caules cilíndricos, carnosos, com cerca de 60 a 80cm e 1cm de espessura. Filódios ("folhas") aéreos com grande pecíolo cilíndrico, alternos, cheio de parênquima esponjoso que determina a flutuação. O limbo é orbicular ou espatiforme, rígido, ondulado e um pouco acuminado, verde-brilhante, glabro, medindo cerca de 18 a 22cm de diâmetro. Em áreas sombreadas o limbo tende a ser mais oblongo. As flores são violáceas, com perigônio tubiforme, grandes e dispostas em espigas que reúnem 10 a 12 flores. O fruto é uma cápsula seca, polisperma, com 3 lóculos, contendo sementes subcilíndricas, escuras e foscas.

PARTES UTILIZADAS
Toda a planta.

AGROLOGIA
• O uso medicinal da planta deve prever o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. • Propagação: segmentos do pseudo-caule (talo simpodial) e sementes. • Devido a alta taxa de disseminação da espécie, deve-se conter a expansão do cultivo, através do raleamento das colônias, para não afetar a qualidade das folhas e a oxigenação da água. • Consórcio: Pistia stratiotes, Eichhornia crassipes, Azolla caroliniana, Typha angustifolia e Acorus calamus.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Adstringente e vesicatória (342).

OUTRAS PROPRIEDADES
• A planta é ótima forrageira (93). • Pode ser usada para a purificação de águas poluídas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-flor-roxa, baroneza, camalote, dama-do-lago, jacinto-d'água, murerê, mureru, muriru, murumuru, mururé-de-canudo, orelha-de-veado, orquídea-d'água, parecí, pavoã, rainha-dos-lagos

HABITAT
Espécie autóctone da região amazônica, mas que se disseminou para os subtrópicos. Habita em ambientes aquáticos, com água parada ou corrente. Toleram águas salgadas por curtos períodos.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene, medindo 20 a 25cm de altura, suculenta, aquática. Raízes compridas, particularmente nas plantas à deriva, muito ramificadas e azuladas. Talos carnosos, cilíndricos, verdes, glabros, lisos. Filódios sésseis ou peciolados, dispostos em roseta, flutuantes ou emergentes. O limbo é orbicular, obtuso no ápice e com pecíolo basal inflado, formado internamente por parênquima esponjoso, que permite a plena flutuação da planta. As flores, em número de 4 a 15, são azuis ou lilacinas e estão reunidas em espigas, podendo medir 4 a 10cm de comprimento. Fruto botuliforme, incluso no perianto. Semente ovóide, escura, nervada, com cerca de 1mm de diâmetro.

AGROLOGIA
• Ambiente: O uso medicinal da planta só deve ser feito quando se pratica o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. A planta tolera níveis elevados de acidez, com um pH até 4,0. A profundidade da área alagada não pode ser demasiada, pois a planta só floresce quando ocorre o enraizamento no solo. • Densidade: 1 planta para cada 40m2 de lâmina d'água. Constatou-se experimentalmente que a partir de duas mudas de aguapé, obtém-se 30 brotamentos em 23 dias, ou 1.200 plantas em 4 meses (209).

além de conferir um ótimo sabor à carne dos animais. A mucilagem de aplica sobre furúnculos e abcessos.28% de nitrogênio e 0. • Produção: 480t/ha/ano (242).7% de potassa. • É forrageira muito apreciada por bovinos e suínos. que são colocados diretamente na água.8% de soda. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. que corresponde a 1% do peso verde da planta. aipo-doce. INDICAÇÕES A decocção ou a maceração das folhas em água é utilizada para combater a hepatite. Typha angustifolia e Acorus calamus. celeri. aipo-dos-pântanos. ápio. Azolla caroliniana. cordas. • Consórcio: Pistia stratiotes. cadeiras. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor ou canteiros. e irrigadas diariamente. que ao nascerem se alimentam delas. A viabilidade das sementes pode chegar a 15 anos. SINONÍMIA Aipo-d'água.59% de magnésia (93). HABITAT . Pode ser feita por sementes. 7% de anidrido fosfórico. Tem a capacidade de retirar metais pesados da água (209). • As folhas são utilizadas na confecção de esteiras. contém 28.• Propagação: vegetativa. OUTRAS PROPRIEDADES • É depurativa e termoreguladora da água. aipo-do-rio-grande. • As raízes atuam como incubadoras de ovos de peixes. 1. A infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética (169). Eichhornia azurea. além de ser refrescante. 12% de cal. cortinas e outros artesanatos trançados • Indicada como adubo verde pois os minerais da planta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sedante e anafrodisíaca (169). em condições desfavoráveis à germinação (209). através de divisão dos talos. 21% de cloro. e Apium graveolens L. 1. AIPO NOME CIENTÍFICO Apium australe Thou. salsão. porém estas não germinam dentro da água.

Prefere solos de reação neutra. glabro. As folhas são luzidias. favorecem à ocorrência de doenças. curvo. com 10g/m2 de nitrato de cálcio. Após o tranplante. anual ou bianual. durante 20 a 30 mintas. entre elas. ereta. oco. • Propagação: sementes. • Irrigação: a planta deve ser irrigada diariamente.Espécie autóctone. que origina podridões. O fruto é um esquizocarpo subgloboso. irrigar nos primeiros 10 dias e durante os períodos de estiagem.6 x 0. sobretudo a septoriose. . cujas sintomas foliares são manchas circulares oleosas e depois castanhas. quando associadas à pluviosidade excessiva. estão dispostas em umbelas compostas. FITOLOGIA Planta herbácea. SOLO Na Europa é encontrado em solos alagados e salgados (182). de caule ereto. o florescimento e a frutificação. perfumada. brancas. ou 50 a 60 dias após a semeadura. Altas temperaturas resultam em abortamento de flores e. castanho-esverdeado. as basais longo pecioladas. atingindo 60cm de altura. que infecta as folhas. Na Europa é encontrado até 100m de altitude. estriado. suborbicular. A germinação ocorre entre 8 e 12 dias . pinatífidas. não tolerando geadas e temperaturas acima de 30oC. As flores. Bacterium carotovorum. glabro e fistuloso. Em regiões de clima ameno. sésseis ou curtamente pedunculadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Prefere solos arenosos ou areno-siltosos.3m. • Doenças: a planta é sensível ao excesso de umidade no solo e no ar. • Tratamento de sementes: para evitar-se a transmissão de doenças. e algumas viroses (182). verde-escuras. Adubar. Desenvolve-se bem à temperatura de 20 a 25oC. a semeadura pode ser feita durante todo o ano. as sementes devem ser tratadas termicamente em água aquecida a 50oC. repetindo-se a cada 2 meses. que causa podridão da raiz. É normalmente cultivado em hortas. com três folíolos menores e mais estreitos. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. enquanto muda. decompostas. ramificado. ricos em matéria orgânica e bem drenados. cilíndrico. É feito quando a muda apresenta 6 a 7 folhas definitivas. ocorrendo em áreas úmidas (182). • Plantio: março. • Adubação: aplicar 4 a 5kg/m2 de composto orgânico ou estrume animal bem curtido. Solos pesados e com drenagem deficiente dificultam as trocas gasosas ao nível de raiz. a Septoria apii. crescendo espontaneamente do Rio de Janeiro até a Argentina. que reúne 6 a 12 raios desiguais. que causam o secamento das folhas. 30 a 40 dias após o plantio. afetando o metabolismo radicial e predispondo a planta às doenças. CLIMA É uma espécie de clima subtropical. Podem também ocorrer a Phoma apiicola. resultando em doenças que afetam as folhas. pequenas e numerosas. com cinco folíolos ovais e as superiores sésseis. Cercospora apii.

caféico. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (laringite e bronquite) • Suco das folhas: 1 xícara ao dia. 50 a 200ml/dia (341). químico. disenteria. selineno. ⇒ 30g de folhas em 1 litro de água. açúcares. antiartrítica. cumarinas (sesilina. tônica (257). • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. manitol. • Rendimento: até 800kg/ha de sementes (182). colites e anemias). anti-reumática (271). nefrite. bronquite asmática. As sementes produzem cerca de 2% de óleo essencial leve (163). ferimentos. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de raízes ou folhas verdes/litro d'água. afecções febris (68). fumárico. laringite. málico. A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia (271). fenol cristalizado. anidrido sedanólico. flavonóides (apiína). emenagoga (salada) (215). gonorréia. ácidos glicérico. bronquite. Apium graveolens. Para a bronquite asmática. limoneno. ferúlico. ⇒ 25g de raiz ou sementes para 1 litro de água. em jejum .5%. PARTES UTILIZADAS Raízes. eudesmol. diurética e anti-hidrópica. adoçar com mel e tomar diariamente pela manhã. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da asma úmida. xiquímico. ou no segundo ano. preferencialmente frescas. revela a presença de óleo essencial contendo apiosídeo. antitérmica. catarro pulmonar (341). febrífuga. contusões. sesquiterpenos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Raiz e semente: estomáquica. pentosanas. ácido palmítico e óleo resina (341). quando se deseja as folhas e/ou as raízes. Tomar 3 xícaras ao dia (257). gota e litíase vesicular (257). carminativa. alcalinizante. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. guaiacol. colite. se for a sementes. dividida em 3 a 4 vezes (nefrite. . aperitiva. FITOQUÍMICA A composição da espécie semelhante. hepatite. glicólico.• Colheita: ocorre 5 a 6 meses após a emergência. úlceras de difícil cicatrização. hepatite. antiasmática e antianêmica (68). expectorante. sedanolídeo. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (disenteria. • Pó: raízes secas e moídas polvilhadas 2 vezes ao dia sobre úlceras rebeldes (68). cumárico. folhas e sementes. antiinflamatória. retenção de urina. excitante. vulnerária. depurativa. • Cataplasma: aplicar 2 vezes ao dia a folha sobre a região afetada (ferimentos e contusões). isopimpenelina e appigravina) (257). afecções febris). antiescorbútica (283). Folha: resolutiva e peitoral (341). tartárico.

cachofra. constituem-se em excelente condimento. As folhas desidratadas e pulverizadas. que são estreitos. sendo utilizados em saladas. perfumes e sabonetes (163). HABITAT Espécie alóctone. ALCACHOFRA NOME CIENTÍFICO Cynara scolymus L. bem drenados e nunca ácidos. em forma de cesta. doces. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. mal drenados e/ou encharcados a planta apresenta as folhas da saia caídas e com . sendo indicada principalmente para atletas (257). que formam uma roseta basal. O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano. brancacento. • Elixir. persistente e picante. usado para aromatizar alimentos. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis. • O óleo essencial é amarelo-claro. FITOLOGIA Planta herbácea perene ou bisanual que cresce cerca de 1m de altura. licores. Em solos pesados. SOLO Tem preferência por solos sílico-argiloso-calcários. Das folhas. originária do norte da África. As folhas são pinatífidas. carnosas. sob a forma de saladas (68). SINONÍMIA Alcachofra-hortense. pubescentes. muito grandes. O caule é estriado ou sulcado. podendo atingir até 10cm de diâmetro.um capítulo de flores roxas com grandes brácteas inermes ou subinermes. com espinhos curtos ou subinermes nos segmentos. vinho ou xarope: 20 a 100ml/dia (341). cresce a inflorescência . OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As sementes um forte aroma. Desenvolve-se bem nas regiões serranas e planaltos. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por pessoas portadoras de inflamações renais (257) e diabéticos. carnosas na base.• Tintura: 5 a 25ml/dia. verdes ou vermelhas.

à base de vermiculita. hepática. por ser rica em ferro. Em regiões quentes ou de baixa altitude. • Colheita das folhas: ocorre após a colheita da cachopa de flores. nefrite. antianêmica. FITOQUÍMICA Cinarina. magnésio. (145). potássio. PARTES UTILIZADAS Folhas. anti-reumática e febrífuga (215). hepatite. • Plantio: setembro. Em regiões quentes e úmidas.2 x 1. inulina. cardiotônica (68). fósforo. com uma frequência de 4 a 5 por planta matriz. prisão de ventre (145). colicistite. B3. uretrite. CLIMA Produz melhor em regiões serranas do Brasil. diurética (257). • Florescimento: novembro a dezembro. quando as mudas apresentarem 4 a 6 folhas. Auxiliar no tratamento da obesidade. com célula grande (tipo tomate). afetando a produção de folhas e o florescimento. antidiabética. A produção de mudas via sementes é feita em bandejas de isopor. ácido caféico (257). hipotrigliceridêmica. debilidade cardíaca (68). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da arterioesclerose. que pode até não ocorrer. cinarisídeo. prostatite. antiasmática. Utilizar substrato orgânico aerado. B2. • Propagação: sementes e rebentos das raízes. podendo não ocorrer a formação de sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Colerética (133). estomáquica. hipotensora (283). ferro. antiofídica. antiinflamatória. C e D. hipocolesterêmica. ou seja. ATIVIDADE BIOLÓGICA . distúrbios digestivos e hepáticos (271) e o raquitismo. hemorróidas. invertase e coalho. ácido clorogênico. sesquiterpenos. B1. o florescimento é prejudicado. elimina cálculos biliares e ácido úrico e aumenta a ação antitóxica do organismo (257). fermentos inulase. casca de arroz tostada e húmus vegetal. raízes e flor (cachopa). 100 a 130 dias após o plantio. depurativa. cálcio. Os rebentos surgem normalmente ao final do ciclo da planta. sódio. vitaminas A.0m. ácido fosfórico e silícico (93) . o teor de princípios ativos é reduzido e o crescimento da planta é restrito. carminativa (145). icterícia (294). cinaropicrina. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. flavonóides. eupéptica. colagoga. manganês. em clima temperado-quente (temperaturas entre 5 e 30oC).senescência precoce. • Produção de sementes: janeiro. taninos. antiesclerosante. esteróides.

SINONÍMIA Alecrim-da-horta. colicistite e arteriosclerose) • Salada: utilizar as brácteas cruas ou cozidas temperadas com sumo de limão (68). após as refeições (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Os ramos são tetragonais quando jovens e pubescentes. alecrimrosmarino. como a cinarase. opostas. TOXICOLOGIA Pode reduzir a lactação na mulher (257). olente. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (hepatite.) (288). HABITAT O alecrim vegeta espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrânicos. rosmarino. lenhosa. rozmarim. • As folhas fornecem matéria corante amarela que serve para tingir lã e algodão (93). lineares. inteiras.500m de altitude (96). que cresce de 0. sendo cultivada em hortas e jardins. na fabricação do queijo. conferindo uma . Tomar 1 xícara do chá 4 vezes ao dia.5 a 1. entre o norte da África e sul da Europa. alecrim-de-jardim. A planta está plenamente aclimatada ao Brasil. podem ser utilizadas como coagulante do leite (237). Folhas sésseis. É encontrado até 1. libanotis. erva-da-graça. alecrinzeiro.8m de altura. Apresenta sabor muito peculiar. com pêlos estelares na face inferior. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas frescas picadas em 1 litro d'água quente. perene. ALECRIM NOME CIENTÍFICO Rosmarinus officinalis L. perenifólia. alecrim-de-cheiro. ramificada. • As proteinases presentes nos extratos das inflorescências. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores (cachopa) são utilizadas como hortaliça. Bacillus subtilis e sarcina sp. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva.Apresenta atividade específica sobre bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus. • A planta vegetativa ou florida é muito ornamental. Bacillus cereus. • Decocção: 30g de folhas para 1 litro de água . alecrim-rosmarinho. coriáceas.

É heliófita. enquanto períodos chuvosos ou com nevoeiro reduzem os princípios. com cerca de 15cm de comprimento. Não tolera solo ácidos. • Desenvolvimento: Por ser uma planta lenhosa. desbastando-se todas as folhas nos 2/3 basais. A produção de óleo essencial é maior no verão do que no inverno (182). A planta pode tornar-se virulenta. de formato ovóide. Utiliza-se também a alporquia ou mergulhia de ramos. As folhas encanoadas para baixo protegem os estômatos dorsais. Utiliza-se as ponteiras dos ramos. • Irrigação: só deverá ser feita se ocorrer um período significativo de estiagens. As flores são atrativas de abelhas. quando a muda foi obtida de estacas ou mergulhia. arenoso e bem drenado. O enraizamento demora 3 a 4 semanas após a estaquia. estendendo-se pelo verão e outono. incognita (171).50 x 0. pela predisposição em ser infectada por microorganismos do solo e sujeira. • Alelopatia: a planta é alelopata positiva com a sálvia (Salvia officinalis). azul-claras a esbranquiçadas. na face superior o tom é verde-escuro. divisão de touceiras e mergulhia. As margens das folhas são recurvadas para a face inferior. pouco fértil em nutrientes. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com outras plantas. As mudas são transplantadas com um porte de 20 a 25cm. na dose de 1.coloração esbranquiçada. estaquia. Noites quentes favorecem o crescimento vegetativo da planta. As flores são hermafroditas. As estacas podem ser tratadas com IBA. vermiculita e a areia lavada (20). O fruto é do tipo aquênio. ácido indol-butírico. A planta tende a floresce o ano todo e pode viver 8 a 10 anos. . reunidas em inflorescências axilares e terminais. • Florescimento: ocorre mais intensamente a partir de agosto a dezembro. É sensível ao vento e temperaturas muito baixas. Época favorável de estaquia: antes ou depois de uma florada intensa. Quando obtidas de sementes. quando as plantas já tem mais de 1m de altura. subsésseis. bilabiadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Colheita das folhas: após o início do florescimento. • Propagação: sementes. pois as regas abundantes são prejudiciais ao conteúdo de óleos essenciais da planta. CLIMA É de clima temperado quente. Umidade elevada e clima muito frio reduzem o teor das essências da planta. dias longos e com bastante luminosidade. SOLO As qualidades aromáticas são mais pronunciadas quando a planta cresce em solo calcário. plantar em março a abril. • Substrato: casca de arroz tostada. o uso de fito-hormônios acelera o enraizamento. dificultando a perda de água. • Plantio: outubro a novembro. diminutas. • Doenças: as raízes podem ser invadidas por Meloidogyne javanica e M. O amarelecimento das folhas e secamento dos ramos podem ser conseqüência de infecções por fungos Fusarium spp. o crescimento é lento.000ppm.70m. seco. quando então as folhas tornam-se amareladas. • Seleção genética: espécimes de hábito prostrado devem ser eliminados devido a péssima arquitetura.

antisséptica. carminativa. colhidas na primavera. flavonóides (257). coqueluche. Na indústria se utilizam ramos verdes com folha e sumidades. alcalóides. depurativa (93). escrófulas. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257). calmante (68). contusões (9). bronquite. antisséptica.• Padrões comerciais: o óleo essencial deve ter. calmante. entorse. aperiente (257). cansaço físico e mental. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta forte atividade contra Salmonella sp. antiasmática e antigripal (283). ⇒ 5 a15g de folhas por litro se água fervente (283). hemorróidas (257). úlceras. vertigem (145). balsâmica. isquemia. sudorífica. cardiotônica. emenagoga. feridas. depressão. vulnerária. Staphylococcus aureus e três raças de Listeria monocytogenes (132). cineol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestiva. astenia. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 xícara (tipo cafezinho) de folhas secas ou frescas em 1/2 litro d'água. excitante (215). rugas. béquica. cicatrizante (o pó das folhas). anti-hipertensora. tônica. paralisias (93).. estimulante da fecundidade feminina.5% de ésteres e 10% de borneol (96). nervosismo (215). coar e tomar 1 xícara de chá três vezes ao dia (145). α-pineno. dextrogira.5 a 6% de cinzas e 1. eucaliptol e circol (163).4 a 2% de óleo essencial nas folhas e 1. colagoga. celulite. nevralgias. estomáquica (341). FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo borneol (9 a 18%) (93). Apresenta 4. edema. colesterol. histeria. ⇒ 1 colher das de chá em 1 xícara de água quente. indigestão. queda de cabelo. ácido rosmarínico. enxaqueca. valerianato de bornila. 2. impotência. anti-reumática. narcótica. gota (128) clorose. anti-reumática.4% na sumidades floridas (96). cânfora. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de problemas respiratórios. saponinas. eupéptica. convalescença. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia . eucaliptol. estomacal (294). no mínimo. afecções cefálicas. PARTES UTILIZADAS Folhas sem ramos. antidepressiva. intestinais e renais. lineol (9). poliuria. acetato de bornila. vasodilatadora. frigidez. taninos. insônia e torcicolo (1). úlceras (68). dispepsia atônica. antidiabética (145). canfeno. febrífuga (271). gastralgia. ⇒ 15 g de folhas para 1 litro de água fervente. tonificante do útero. afecções hepáticas. • Produção de sementes: não ocorre formação de sementes no Litoral de Santa Catarina. feridas. Depois de fria. antiespasmódica. ácido nicotínico (145) e colina. eupéptica. odontalgia. matérias resinosas e pépticas (341).

• O óleo de alecrim é parasiticida (294). ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. • A planta é melífera. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas e das sumidades floridas é intensamente aromático. frangos. entre eles a "água de colônia" (93). • É repelente de pragas caseiras. • É utilizada em perfumaria e cosmética (sabonete. Tomar 1 cálice antes das refeições (128). guisados. tomando-se 2 a 3 cálices ao dia (283). O mel produzido a partir de sua flores é reputado como sendo da mais alta qualidade alimentar e medicinal. esfriar e misturar à água da banheira. pudins e biscoitos. Tomar 1 colher a cada 3 horas (257). TOXICOLOGIA Em altas doses é tóxico. • Xarope: ⇒ 20 a 10ml/dia (341) ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. misturado com um pouco de água (257). Deixar em maceração por 5 dias. de moscas e borboletas. de 50 a 200ml/dia. saladas. prostático. . adicionar o suco de 4 xícaras das de cafezinho. peixes. Extrato da planta. • Pó: as folhas secas podem ser pulverizadas e utilizadas como cicatrizantes. atua como incenso (odorizante e abascanto). filtrar e conservar em vasilhame escuro. são utilizadas como condimento em culinária.5%. 3 colheres das de sopa (128). Pode ser utilizado também o óleo essencial. desintérico (258) e abortivo (145). • Banho: ferver 3 xícaras das de chá de folhas em 1 litro de água por 5 minutos. As folhas. desodorante e tônico capilar) • Desidratada e pulverizada. ⇒ Para ½ litro de xarope. • Tintura: ⇒ 50g d e folhas secas em 1 litro de álcool. • Extrato fluído: 1 a 5ml/dia. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. misturado com um pouco de água (257). Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. • A planta é utilizada como condimento. • Decôcto: a 2. Pode causar gastroenterite e/ou nefrite (385). por 10 a 15 dias (tratamento para hemorróidas) (258). a partir da dose de 52mg/dia. • As sementes contém um óleo essencial cor âmbar utilizado na preparação de cosméticos. Coar. Pode ser utilizada também a quantidade de 30 a 60g de folhas por litro de vinho. principalmente. é embriotóxico em cobaias (105). Filtrar e adoçar com mel. sobretudo de carne. canforáceo e algo picante.• Vinho: macerar 1 xícara e meia das de chá de folhas em 1 litro de vinho tinto durante 10 dias. Tomar diariamente 40 gotas diluídas em um copo de água.

contraída no centro e aberta e quase orbicular em cima. gregária. SINONÍMIA Erva-de-santa-luzia. também pequena. acaule. pagé. Vegeta em água puras. mais ou menos cotonosa-pubescente nas duas páginas e com longos pêlos na base. fasciculadas. obovado-cuneadas até ovadas. as masculinas reunidas em verticilos na parte superior e as femininas solitárias na parte inferior do espadice. flor-d'água. Azolla caroliniana. amarelo-pálidas. com 15 a 20cm em altura. espatuladas. mururé-pagé. HABITAT Espécie autóctone encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica. gôlfo. fendidas ou inteiras no ápice. flutuante. lentilha-d’água. com 4 a 10cm de comprimento. gibosa e fechada em baixo. Possui inúmeras raízes imersas. FITOLOGIA Planta herbácea aquática. sésseis. farinoso. Fruto tipo baga elipsóide ou ovóide. • Propagação: multiplica-se facilmente por mudas que se formam na extremidade dos estolões. verticais. AGROLOGIA Densidade: 1 muda/10m2 de água. vivípara. que é protegido pela espata. obliquamente campanulada. • Plantio: todo ano. que é arredondado ou subtruncado. estolonífera. A inflorescência é do tipo espadice amarelada. verde-pálido e saliente-nervadas na página inferior. As folhas são emergentes. com pericarpo fino. mais ou menos vilosa exteriormente. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. Não tolera água salgada. fibrosas que emitem fibrilas capiliformes. com até 30cm de comprimento. brancas. verde-claro ou brancacenta. repolhinho-d’água. contendo numerosas sementes oblongas ou obovóides de textura rugosa e albúmen abundante. nervuras 7 a 13 flabeladas. filiformes. côncavas e dispostas em roseta espiralada e compacta. azurea. barrentas e até poluídas e paradas. Typha angustifolia e Acorus calamus. As flores são pequenas. • . perene. fasciculadas. • Consórcio: Eichhornia crassipes e E. pasta.ALFACE-D’ÁGUA NOME CIENTÍFICO Pistia stratiotes L. esponjosas.

extratos não nitrogenados (2. hemoptises. antidiabética. tumores causados por erisipela. antiasmática (242). nitrato de potássio. FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas contusas sobre tumores (externamente). suco e pó das folhas (242). INDICAÇÕES É utilizada no tratamento de diabetes insípida. OUTRAS PROPRIEDADES • As plantas. hematúria. • Colheita: ano todo. ocorre também uma redução da área foliar das plantas e senescência fisiológica. • Pó: mistura-se 1 colherinha do pó da folha seca com mel e toma-se várias vezes ao dia (sífilis) (32). próprios das aráceas. anti-herpética. • Outras: infuso. substâncias gomosas e albuminosas. proteína bruta (1. óleo e graxas de produtos diversos. estrangúria e oftalmias (93). inviabilizando a qualidade da água. antidisentérica. • Utilizada como adubo verde. celulose (3. são utilizadas para retirar nódoas de roupa. deixadas alguns dias dentro de um balde d’água para liberarem o princípio acre. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É maturativa. A medida em que ocorre o super-povoamento da espécie.58%). expectorante. cobrindo toda a superfície d’água e dificultando as trocas gasosas. diurética (32). anti-hemorroidária e desinflamatória de erisipela (9).52%). antiartrítica. pode resultar em acúmulo de princípios acres. • Também utilizada como planta ornamental de aquários e lagoas. . anti-sifilítica. cinzas (2. Um hectare da planta inteira fornece 269kg de nitrogênio. sais de fósforo e cálcio (93).12%). 447kg de potássio e 99kg de fósforo. emoliente (93). enfermidades da bexiga e rins (32). • As folhas cozidas. anti-hemorroidária.58%). ácido resinoso. macerado. hérnias infantis (242).14%). O super-povoamento de áreas restritas e com a água parada. FITOQUÍMICA As folhas contém água (90. decocto. urinas sangüineas.• Raleio: a planta tende a formar super-populações.16%). hidropisias. para eliminar os cristais picantes. • Produção: 90t/ha de folhas e raízes (93). PARTES UTILIZADAS Folhas. matéria graxa (0. óleo de pingue. • As raízes servem de substrato para a postura de ovos de peixes. constituem ótima forragem para porcos (93).

dispostas em rácimos paniculados longos. medindo 4 a 6cm de comprimento.0 x 0. • Plantio: outono e primavera. longo-pedunculadas. glabras. • Nutrição: torna-se clorótica após períodos prolongados de chuva. de ramos quadrangulares. axilares. suculentos e pubescentes quando novos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. que cresce espontaneamente em pastos e subosques do Sul do Brasil. O aroma é mais pronunciado em regiões de temperaturas mais altas. estendendo-se até o outono. de temperaturas amenas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. ricos em matéria orgânica e levemente ácidos. HABITAT Espécie autóctone. É esciófita. Inflorescências terminais. anisatum L. Solos encharcados são detrimentais à planta. alfavaca-gaúcha. ramificada. A planta é acentuadamente nitrófila. perene. mas também em áreas ruderais e terrenos abandonados. O fruto é uma cápsula seca com quatro sementes. • Florescimento: ocorre notadamente no verão. e cilíndricos e lenhosos. As mudas são produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. SOLO A planta prospera bem em solos bem drenados. FITOLOGIA Planta arbustiva.5m. • Pragas: é normalmente atacada por formigas. manjericãocheiroso. ovadolanceoladas. Não tolera períodos de estiagem e produz bem em regiões de umidade relativa elevada. com nitrogênio (5g de uréia/planta). alfavaca-do-rio-grande-do-sul.ALFAVACA-ANISADA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum var. úmidos. • Adubação: adubar com fertilizante orgânico no plantio (3 a 5kg/m2) e a cada dois meses. • Propagação: sementes e estacas herbáceas. sulcados. SINONÍMIA Alfavaca-do-reino. formando verticilos de seis flores lilases. crenado-serradas do terço inferior em direção ao ápice. . opostas. anis. Folhas curto-pecioladas. CLIMA É uma espécie subtropical.

• Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas estiverem verde-amareladas. vivaz. manjericão-cheiroso. diurética (215). As sementes são antiblenorrágicas (93). desmaios e enxaquecas nervosas (283). canelinha. SINONÍMIA Alfavaca-cravo. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. lenhosa. OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes são comestíveis e nutritivas. nunca ferver a alfavaca. HABITAT Espécie alóctone africana introduzida e aclimatada no Brasil desde o tempo do Brasilcolônia. O extrato da planta tem ação fungitóxica sobre alguns fungos fitopatogênicos. estimulante. as quais são facilmente perdidas. quadrangular. ao atingirem a coloração castanha. ocorre deiscência total das sementes. As folhas são opostas. • Poda: ao final das colheitas eliminam-se galhos secos. doentes e deficientes. Caule pubescente.• Colheita de folhas: verão até o outono. A essência da planta é utilizada como anticefálica e febrífuga. ALFAVACA-CHINESA NOME CIENTÍFICO Ocimum gratissimum L. quando novo. FITOLOGIA Planta arbustiva. antiespasmódica (283). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. • A planta é também utilizada como tempero e no preparo de licores. alfavaca-de-vaqueiro. A cultura é mantida até o terceiro ano. caule. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de vertigens. cujo porte atinge até 2. perene. inflorescência e raízes. carminativa e béquica. Utilizar o sumo ou o xarope. e no preparo de uma bebida árabe refrescante (93). quando então é renovada. . utilizadas em mistura de pães e bolos. sudorífica. PARTES UTILIZADAS Folhas.5m de altura por 3m de diâmetro de copa.

• Doenças: a planta é imune ao nematóide Meloidogyne incognita (14). • Alelopatia: a planta é muito enfolhada. respectivamente (364). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antisséptica bucal (261). acuminadas. O óleo essencial das folhas (0.8% de óleo essencial. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta tem ação fungitóxica (28). tem ação bactericida (Suresh et al. resultando num alto índice de sombreamento que inibe o crescimento de plantas próximas. metileugenol (20%).0m. Deve ser feita no início do florescimento. crenado-serradas. particularmente sobre o fungo Phytophthora palmivora.400µg. anticefalálgica e diaforética. que infecta o coqueiro-da-bahia (29). laxativa. carminativa. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. apud 364). limoneno. O eugenol. em verticilos curtos. em se tratando de estacas. estimulante. As mudas são transplantadas aos 40 a 50 dias após a semeadura ou 60 dias após a estaquia. resfriado e insolação. estomática. exceto as raízes. febrífuga e oftálmica (364). diurética.. antidiabética. quando as mudas são originárias de sementes. • Plantio: outono. estendendo-se até agosto. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. hipocolesterolêmica. FITOQUÍMICA A planta contém 0. As sementes são antiblenorrágicas (93).pecioladas ovado-oblongas. simples ou ramificados. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. canfeno. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento da paralisia e moléstias nervosas (93). Toda a planta apresenta um forte aroma. As flores são amarelos-esverdeadas. principal componente da planta. carvacrol.6 a 0. nas concentrações de 150µg e 2.0 x 2. que encerra eugenol (45 a 70%). α-pineno e β-pineno (444). • Florescimento: ocorre a partir de janeiro. agudas na base. FORMAS DE USO . p-cimeno. béquica. ocimeno. 80). • Produção de sementes: a planta é altamente produtora de sementes. e primavera.96g/ml) inibe o crescimento das bactérias Fonsecaea pedrosoi e Cryptococcus neoformans. Fruto do tipo cápsula seca contendo 4 sementes subglobosas e rugosas. As inflorescências são terminais ou axilares. que inicia no verão e estende-se por todo o outono. hipotensora (271). O óleo da planta apresenta ação protetora contra fungos de grãos armazenados (26. • Colheita: inicia aos seis meses após o plantio. glandulosas e pubescentes em ambas as faces.

situados sobre as nervuras e margens das folhas. As folhas são revestidas de pêlos glandulares e não glandulares em ambos os lados. A densidade de pêlos glandulares decresce com a maturação da folha. folha-larga-dos-cozinheiros. Os glandulares são capitados. Índia e sul da Ásia. pilosos quando novos e muito ramificados. Folhas simples. na forma de decôcto ou inalação (444). labiadas. ovais. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. FITOLOGIA Planta herbácea ramificada. originária do Egito. basílico-comum. espiciformes e melíferas. retos ou curvos. Cresce espontaneamente na Índia e na África. manjericão-doce. longo-pecioladas. opostas. da ponta em direção à base do limbo. aparecem como pontinhos claros. • É insetífuga. basílico-doce. que vistas contra a luz. remédio-devaqueiro HABITAT Espécie alóctone. latifolium. A alfavaca exala um delicado aroma de limão que declina para cheiro de suor. anual no Brasil. Os pêlos peltados não possuem segmentação celular na cabeça. Os não glandulares são unisseriados. manjericão-de-folha-larga. com sementes pequenas. verde-claras. Na Índia a planta é perene. Os capitados são compostos de uma célula basal. manjericão. peltados ou escamados. pontudos. alfavaca-da-américa. A planta atinge 40 a 50cm de altura. SINONÍMIA Alfavaca-doce. basílicogrande. pretas e oblongas. A maior densidade é verificada . que suporta a cabeça formada de quatro células. translúcidos. manjericão-de-molho. quiôiô. Na face dorsal da folha pode-se distinguir covinhas onde se alojam gotas de essência. manjericão-dos-cozinheiros. O caule e os ramos são quadrangulares. basilicão. uma alongada. os pêlos glandulares tornam-se murchos. ALFAVACA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. var. OUTRAS PROPRIEDADES • É condimentar e utilizada na fabricação de licores. Por ocasião da maturação.• 6 a 12g/dia. erva-real. As flores são brancas a levemente rosadas. Fruto tipo aquênio. glabras. A planta está amplamente adaptada ao Brasil. dispostas em inflorescências tipo cachos terminais. constituídos de 1 a 5 células de paredes celulares espessas.

citronelol. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As mudas são tranplantadas quando apresentarem cerca de 6 folhas definitivas. timol (9). cimeno. Aráez e Tsai relatam um conteúdo de óleo essencial de 0.4%. estragol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . alfa-terpineol. areno-argilosos. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas verdes declinarem para pálido. • Doenças: a planta é eventualmente infectada por Botrytis cinerea. alfa e gama-terpineno. taninos. borneol. • Poda: a poda da inflorescência retarda a senescência da planta em 30 dias (13). • Mulching: O uso de filme de polietileno sobre o solo reduz a incidência de invasoras e aumenta a produção.21kg/m2 de folhas e 0. cinamato de metila. que causa galhas nas raízes e redução na produção de folhas (14. eugenol. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. alfa e beta-pineno. linalol. β-cariofileno. limoneno. citral. metil-eugenol (441). • Florescimento: a planta floresce no verão e outono. • Rendimento médio: 1. canfeno. permeáveis. metil-cinamato (220).4 x 0. • Propagação: é feita via semente e por estacas de plantas adultas. por aumentar a temperatura do solo (107). mas não tolera ventos frios e geadas. principalmente em períodos excessivamente chuvosos ou com nevoeiros e Fusarium oxysporium f.nas regiões meristemáticas. • Plantio: deve ser feito no início do período mais chuvoso do ano. Prefere insolação média (esciófita). cânfora. respectivamente (430). embora possa ser plantada o ano todo. cineol. SOLO Prefere solos de aluvião. 202). com destaque para o linalol (68. saponina (145).30m. geraniol. CLIMA Espécie de clima tropical. menor o porte da planta. sp. fenchona.17% de óleo essencial. Não se adapta bem aos solos encharcados e pouco férteis. porém adapta-se bem ao clima subtropical.1 e 0. A planta é bastante sensível ao nematóide Meloidogyne javanica. basilici. FITOQUÍMICA 1-8-cineole. metilchavicol. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. ricos em matéria orgânica e bem drenados. A concentração de óleos essenciais decresce com a expansão e idade das folhas (441). PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. mirceno. Quanto mais baixa a temperatura.50%).

Fazer bochechos ou gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). • Infusão: ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. • Tintura: macerar durante uma semana 20g de folhas frescas em 80ml de álcool de cereais. Coar e pingar 30 gotas em 1 copo de água e tomar 2 ou 3 vezes ao dia. cicatrizante. Combate as afecções das vias respiratórias. diaforética. FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas frescas amassadas com álcool (feridas e úlceras). ⇒ Decocção: ⇒ Ferver 10 a 15g de folhas em 1 litro de água. como rapé e repelentes de insetos (360). excitante (341). antidiarréica (sementes). perfumes. disúria. antidisentérica. sudorífica. peitoral. emenagoga. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. tônica (145). ALFAVACA-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. O óleo de alfavaca é usado como sedativo em crises nervosas e para combater a insônia. carminativa. gengivite. antiespasmódica. febrífuga (68). faringite. coar e tomar 1 copo 3 vezes ao dia (145). bronquite. Deixar 6 horas em repouso. antiemética. INDICAÇÕES As folhas. ⇒ 10 a 15g de folhas e/ou flores em 1 litro de água. cólica abdominal e catarro intestinal. afecções gastrointestinais e renais. Externamente pode ser usada para feridas ulcerosas e afecções do bico do seio (145). béquica. lactógena e anti-reumática (9). analgésica (294). estomática. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é utilizado em cosmética. . estomatite. estimulante (93). resfriado. • Os brotos da planta podem ser consumidos como salada (145). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.Estomáquica. amigdalite. são úteis para afecções da garganta. culinária. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em campos. afta (68). diurética. bosques e subosques do sul do Brasil. debilidade nervosa. mascadas.

Corola branca com lábio superior bilobado e inferior com lobos laterais tringulares e mediano em forma de colher. Colhe-se pouco antes do florescimento. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. medindo até 6cm de comprimento por 2. pouco ramificado. elíptico. glandulosa. microscopicamente (209). rombo-lanceoladas ou lanceoladas.40m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica das vias respiratórias. fosco. • Propagação: sementes e pedaços de ramos radicantes. com caule quadrangular. densamente aglomeradas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. aromática. Fruto do tipo carcerulídeo (seco. unilocular. • Florescimento: dezembro a fevereiro. bem drenados. unisseminado). É esciófita. serrada ou duplamente serrada. Folhas opostas.6m x 0. com cerca de 30 a 60cm de altura. • Plantio: outono e primavera.5cm de largura. balsâmica e vermífuga. ereta. SOLO Prefere solos úmidos e poucos ácidos. emarginado e piloso. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. • Pragas: sensível ao ataque de vaquinhas (Diabrotica spp. PARTES UTILIZADAS Folhas. Inflorescência axilar. • Colheita: 3 meses após o plantio. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. FAMÍLIA BOTÂNICA . Flores subsésseis. indeiscente. liso e reticulado.). em glomérulos globosos. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas em ½ litro de água. irregularmente distribuídos. cruzadas em pares. base atenuada em pecíolo curto. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. preto. verde-intensa. glabro. com pêlos longos e espessos.FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. ALFAZEMA NOME CIENTÍFICO Lavandula officinalis L.

bem drenados. e só ocorre em regiões subtropicais cujo fotoperíodo é longo. eretos. • Aclimatação: O enraizamento de mudas é recalcitrante e lento. A planta não suporta solos úmidos. lisa. A planta não se adapta à regiões úmidas e/ou em solos compactados. • Doenças: o crescimento da planta é muito lento. para se evitar a desidratação dos tecidos. SINONÍMIA Lavanda. Os ramos são nus. estreitas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. inteiras e lanceoladas. SOLO A planta cresce melhor em solos de origem calcária. HABITAT Espécie alóctone mediterrânica.6 x 0. largas. • Produção de sementes: não ocorre. As folhas são verdeacizentadas.6m em altura. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. É heliófita. Flores azulvioláceas dispostas em espigas terminais interrompidas. lavândula. fortemente argilosos e ácidos. É encontrada até 1. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. na primavera.800m de altitude. • Florescimento: é muito raro em condições tropicais. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene de ramos e folhas brancacentas-tomentosas. aerados e pobres. • Propagação: estacas da planta matriz ou sementes. Fruto aquênio com uma semente preta. preferencialmente. outono e verão. que cresce em solos calcários áridos das regiões montanhosas das costas marítimas européias. É cultivada em jardins e hortas do Brasil. lineares ou oblongo-lanceoladas. nas condições tropicais e subtropicais. CLIMA A planta é de clima temperado com umidade relativa do ar baixa. tomentosos e simples. normalmente. sendo que condições de temperatura e umidade elevadas predispõem à infecção de fungos vasculares (fusariose). que cresce de 0. corola com cinco lóbulos e dois lábios. • Colheita: é feita até 3 vezes ao ano.4m. cálice com cinco dentes. brácteas castanhas. Pluviosidade excessiva e altas temperaturas são drasticamente desfavoráveis à planta. . quando disponíveis. quatro estames inclusos. Apresenta um perfume suave muito agradável. lavande. quatro carpelos.Lamiaceae. • Plantio: março (sementes) e outubro a novembro (estaca).3 a 0. havendo necessidade de sombreamento e irrigação por nebulização.

⇒ 10g ou 2 colheres de folhas secas picadas em ½ litro. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao dia (257). veterinária. indústria de vernizes nobres e . em perfumaria. nerol (145). diurética (283). atonia dos nervos encéfaloraquidianos (93). dispepsia flatulenta. calmante. cefalalgia. emenagoga. asfixia. • Alguns fitoquímicos da planta são incompatíveis com sais de ferro e iodo (383). tinha e picada de insetos (383). • Tintura: 1 a 10ml/dia (341). linalol.PARTES UTILIZADAS Flores e folhas.5 a 2ml/dia. tensão nervosa e muscular. FITOQUÍMICA Óleo volátil. calmante. antiasmática (215). Em fricções. ftiríase. • Alcolatura: 10g em 2 litros de álcool neutro ou de cereais (antisséptico e cicatrizante). • Extrato fluido: 0. amenorréia. borneol. acetato de lavandulilo. asma. tônica estomacal. INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento da anúria. cefalalgia. síncopes. • Pessoas propensas à úlceras. fígado e baço. antiespasmódica. antianêmica (93). cariofileno (257) eucaliptol. não devem exagerar na administração de preparados à base de alfazema (145). doenças do estômago. colagoga. antisséptica. cumarina. de 5 a 20ml/dia (341). ⇒ 8g da planta/litro d'água ou 1 colher das de sopa de folhas picadas em ½ litro d'água. Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia. lavandulol e α-terpineol (275). digestiva. tônica capilar e antileucorréica (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. antiemética (9). estimulante do cérebro. acne. acetato de linalilo (283). tanino. geralmente amarelo (óleo de Aspic). apoplexia. vermífuga. catarro (435). oftálmica (341). antiinflamatória. ⇒ 2 a 4g/litro de água (435). peitoral. excitante do sistema nervoso. (145). álcoois térmicos. tônica dos nervos. cosméticos. parasiticida capilar. terpin-4-ol. bronquite (294). geraniol. enxaqueca (257). flavonóides. cineol. atua sobre o reumatismo (145). paralisia. descongestionante (435). béquica. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 1%. cicatrizante. causando sonolência (257). furfurol. neurose cardíaca (271). TOXICOLOGIA • Em altas doses pode ser depressiva do sistema nervoso. epilepsia. feridas. indutora do sono (145). anti-reumática (271). OUTRAS PROPRIEDADES • Da planta obtém-se um óleo. utilizado como inseticida. vertigem. antimicrobiana (257). nervosismo. cânfora.

SOLO Adapta-se às mais diversas condições de solo. As folhas são curto-pecioladas. AMBROSIA NOME CIENTÍFICO Ambrosia tenuifolia L. tenuamente tomentoso. opostas. simples.3m x 0. com 3 a 6cm de comprimento. cafalalgia. gonorréia. atua como odorizante e desinfetante de ambientes. estão dispostas em rácimos paniculados de 20cm de comprimento. algo estriado. artemisia. áspero. além de ser insetífugo. ambrosia-americana. escrofulose. broncorréia). artemija. Não tolera solos muito ácidos e encharcados. peluda. quando em combustão. que cresce de 30 a 90cm de altura. alternas e menores. FITOLOGIA Planta herbácea ereta. • O esfregaço da planta nas roupas perfuma e protege-as das traças.3m. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ramosa. . As flores masculinas estão dispostas em capítulos pendentes e as femininas. as inferiores. comportando-se até mesmo como semihalófita. cravorana. com segmentos lanceolados. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. amaurose. ramificando-se muito na maturidade. cloroses. Porém desenvolve-se melhor em solos de textura média e férteis. leucorréia. sésseis. SINONÍMIA Absinto-selvagem. não tolerando porém períodos muito frios e geadas. cravo-da-roça. CLIMA É de clima subtropical. bipinatifidas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. O caule é cilíndrico. odorífera. carprineira. Desenvolve-se bem como esciófita. monóica. Medra em potreiros e áreas ruderais.medicina (paralisia da língua. losna-selvagem. • O pó das folhas. quando jovem. As folhas superiores são pinadas.

silva-de-são-francisco. antileucorréica e hemostática. • Colheita: 4 meses após o plantio. SINONÍMIA Amora-branca. As folhas são peninérveas formadas por 9 folíolos de coloração verde escuro na face ventral e esbranquiçadatomentosa na face inferior. As hastes sarmentosas e o caule são cilíndricos e os mais velhos são revestidos por uma cerosidade branca que pode ser removida com os dedos. INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. o pólen pode vir a ser alergênico em pessoas susceptíveis. erupções na pele.5 a 3m de altura. estomáquica (283). calmante dos nervos (303). formada por flores de . as sementes apresentam dormência. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. • Florescimento: dezembro a janeiro. cãibras dos intestinos. em viveiros. o mesmo acontecendo com o pecíolo. hemorragia nasal (342). • Produção de sementes: após a maturação. digestiva. indigestão. ou diretamente a campo. dança-de-são-guido (283) e afecções hepáticas (303). areia ou vermiculita. É reputada como sucedânea da quinina (94). febrífuga (271). Os acúleos das folhas localizam-se na nervura central e são recurvados para base da folha. causando a febre do feno. amora-silvestre. FAMÍLIA BOTÂNICA Rosaceae. infecções nos dedos (271). urticária. • Plantio: início da primavera. Os acúleos que revestem o caule são grandes e de forma mais ou menos espiralada. A inflorescência é do tipo panícula. As estacas podem ser enraizadas em solo.• Propagação: rebentos de rizoma. sarçamora. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 1. tônica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. sendo quebrada com baixas temperaturas ou alternância de temperaturas (209). no início do florescimento. náuseas. TOXICOLOGIA Durante a época da floração. anti-helmíntica (as sementes). AMORA-PRETA NOME CIENTÍFICO Rubus spp. silva.

pétalas brancas. A infrutescência é composta de numerosos frutos tipo drupa, de coloração violeta escura.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia de ramos. As sementes não germinam sem uma escarificação química com ácidos, como ocorre no estômago dos pássaros frugívoros. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (mergulhia). • Florescimento: novembro e dezembro. • Colheita: inicia-se a partir do segundo ano. • Poda: a planta tem que ser podada periodicamente para facilitar os tratos culturais e a colheita. As mãos, braços e os olhos devem ser protegidos para evitar-se ferimento pelos espinhos. • Produção de sementes e frutos: dezembro e janeiro.

FITOQUÍMICA
Contém taninos.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hemostática, adstringente, antidiabética, antidisentérica, tônica (283), anti-hipertensora, anticolesterolêmica, antidiarréica e antilítica (271).

INDICAÇÕES
Indicada para a azia, cãibras do sangue, hemorróidas, inflamações da garganta e da boca e hidropisia (271).

FORMAS DE USO
• Xarope: feito à base de infusão das folhas e botões florais (a 10%) misturado ao suco dos frutos maturos. Aquece-se até o ponto de xarope (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os ramos são utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas.

AMORA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Rubus imperialis Cham. e Sch.

FAMÍLIA BOTÂNICA

Rosaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce espontaneamente na Mata Atlântica, matas secundárias e bosques, normalmente em condição umbrófila e semi-umbrófila.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, sarmentosa, perene, de ramos angulosos, armados de acúleos grandes, podendo atingir 4 a 5m de comprimento, apoiando-se na vegetação próxima. Folhas compostas, palmada, 5-foliadas, folíolos ovado-cordiformes ou ovado-arredondados, membranosos, grosso-dentados, pouco tomentosos na face dorsal, com o pecíolo espinescente. Flores com pétalas brancas, lacínias lanceoladas, curto e grossopedunculadas, disposta em panícula subcorimbosa, sendo o pendúnculo tomentoso e aculeado. Fruto composto de inúmeras drupas verde-amareladas.

SOLO
É pouco exigente em solos. Medra mesmo nos úmidos, ácidos e bastante argilosos.

CLIMA
Espécie subtropical. Prefere temperaturas amenas a quente e alta umidade relativa do ar.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia. As sementes só germinam mediante escarificação química com ácidos, conforme ocorre no estômago de aves frugíferas. A mergulhia deve ser feita a partir da primavera. • Plantio: o ano todo, para sementes, ou novembro a fevereiro, quando se faz a mergulhia. • Tutoramento: em espaldeiras de três arames superpostos. • Florescimento: outubro a novembro. • Frutificação: novembro a dezembro. • Colheita de folhas: o ano todo.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hipocolesterolêmica (271).

FORMAS DE USO
15 a 20g/dia, em decocção, fracionada em três xícaras diárias.

ANDRADE

NOME CIENTÍFICO
Persea major Kopp.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Lauraceae.

SINONÍMIA
Canela-rosa, pau-andrade, canela-cedro.

HABITAT
Espécie autóctone que habita a Mata Atlântica, principalmente em altitudes acima de 400m, no sul do Brasil. A planta é considerada rara e devido à existência de poucos indivíduos e o alto nível de patógenos endógenos, corre o risco de extinção nas regiões onde ainda ocorre.

FITOLOGIA
Árvore grande, com até 12m de altura. Os ramos são subangulosos e amarelo-tomentosos quando novos e castanho-escuros e glabros, com as gemas sedoso-tomentosas, quando mais velhos. A folhas são esparsas, pecioladas, inteiras, variáveis, alternas, oblongas ou elípticas, peninervadas, glaucas, finamente arroladas nas duas faces, cordiformes, arredondadas na base ou obtusas dos dois lados, ou agudas e subacuminadas no ápice, com 12 a 14cm de comprimento e até 7cm de largura, glabras ou levemente hirsutas e luzidias na face ventral. A inflorescência é multiflora, ferrugíneo-tomentosa. As flores verde-amareladas, dispostas em panículas piramidais longo-pedunculadas e revestidas de um denso tomento sedoso-ferrugíneo ou amarelo-ocre, com bractéolas decíduas. O fruto é uma baga globosa, verde-glauca, com cerca de 1cm de diâmetro.

SOLO
A planta cresce naturalmente em solos profundos, argilosos e com pouca acidez.

CLIMA
Ocorre em regiões cujas temperaturas giram em torno de 10 a 15oC, no inverno, e 20 a 25oC no verão.

AGROLOGIA
• • • • • Espaçamento: 4,0 x 4,0m. Propagação: sementes e brotações da cepa. Plantio: outubro. Florescimento: janeiro Colheita da casca: durante o inverno.

PARTES UTILIZADAS
Casca do tronco.

FITOQUÍMICA
Esteróides, triterpenos, flavonóides, saponinas, taninos hidrolizáveis e condensados, grupo amino e lipídeos. O teor de tanino é de 19,7%, taninos catequínicos 18,61% e catequinas 32% (251).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Cicatrizante (251).

ANIL
NOME CIENTÍFICO
Indigofera suffruticosa Mill.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papilionaceae.

SINONÍMIA
Anil-do-campo, anileira, anileira-da-índia, anileira-verdadeira, caá-chica, caá-chira, caáobi, caá-timbó, caobi-índigo, guajaná-timbó, índigo, indigueira, timbó-mirim, timbozinho.

HABITAT
Espécie alóctone originária das Antilhas e América Central. Vegeta espontaneamente em pastagens, terrenos abandonados e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, que cresce 0,8 a 1,0m de altura. O caule é anguloso, acizentado. As folhas são glaucas, imparipenadas, compostas de 7 a 15 folíolos opostos, linear-elípticos ou oblongo-agudos, inteiros, glabros na face ventral e pubescente na dorsal. As flores são róseas, curto-pedunculadas, pequenas, abundantes, dispostas em rácimos axilares eretos. O fruto é uma vagem arqueada, quase quadrangular, seríceopubescente, com cerca de 2 a 3cm de comprimento, contendo seis a oito sementes pardacentas, angulosas ou subcilíndricas, lisas e duras.

SOLO
As plantas crescem mesmo em solos pedregosos, arenosos e até mesmo em dunas de areia. Não tolera solos encharcados ou muito argilosos.

CLIMA
É de clima tropical, prosperando melhor em regiões quentes e pouco pluviosas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,0 x 1,5m.

• Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: abril a maio. • Doenças: em regiões úmidas, é comum a ocorrência de sementes chochas e fungadas. • Colheita: inicia 6 a 8 meses após o plantio. • Rendimento: em um hectare obtém-se cerca de 330 a 560kg de anil ou 40g para cada 10kg de folhas (93).

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Leucoindigodina (93). Submetida à altas temperaturas, transforma-se em indigotina, que é o anil (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiespasmódica, emenagoga, estomáquica, sedativa (257), sarnicida (folhas machucadas), diurética, febrífuga, antiepiléptica, purgativa (32), depurativa (68), antiálgica e antiinflamatória. A raiz é odontálgica e já foi utilizada como antiofídica (93).

INDICAÇÕES
É utilizada no tratamento das afecções das vias urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, obstipação intestinal, hepatite (68), afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é indicada para coréa, epilepsia, icterícia, É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênico (93). Também indicada para a laringite aguda, linfoadenite, escabiose, erupções da pele (1).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas. • Decocção: ⇒ 15g/dia. ⇒ ferver 5g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias (68). • Infusão: 5g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia (32). O sabor do chá é algo salgado.

TOXICOLOGIA
Extrai-se da planta o índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina - substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico.

OUTRAS PROPRIEDADES

• As sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas (32). • As folhas fornecem matéria tintória, conhecida como anil (328).

ARNICA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Wedelia paludosa DC.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Cura-tombo, margarida, margaridão, mal-me-quer, malmequer-do-brejo, picão-da-praia, vadelia, vedélia.

HABITAT
Espécie autóctone da região litorânea brasileira. Medra em pastos, áreas abandonadas e ruderais, a beira de estradas, bananais, pomares, ao longo da orla marítima, principalmente em várzeas úmidas e sombrias.

FITOLOGIA
Planta herbácea, prostrada, perene, radicante nos nós, que cresce 40 a 50cm em altura. O caule é castanho-avemelhado, esparsamente piloso. As folhas são opostas, curtopecioladas, membranáceas, pilosas nas duas faces, mais pronunciadamente na dorsal, providas de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. Pecíolo semicilíndrico, ciliado. Capítulos solitários, longo-pedunculados, axilares. Brácteas involucrais foliáceas em duas séries, pilosas no dorso. Receptáculo cônico, carnoso, peleáceo. As flores são amarelas, as marginais femininas, cerca de 13, com corola ligulada, trilobada no ápice, com 8mm de comprimento, e as do disco, muitas hermafroditas, corola tubulosa. Aquênio túrgido, tríquetro, glabro, estreitado na base, com papus ciatiforme.

SOLO
Vegeta em todos os tipos de solo, desde os arenosos aos argilosos e orgânicos. Tolera solos ácidos, encharcados e até os secos. Tem preferência pelos solos úmidos.

CLIMA
Espécie de larga adaptação climática, proliferando-se melhor nos climas tropicais e subtropicais. Períodos de estiagem afetam o crescimento da planta. É heliófita, embora tolere alguma sombra.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,3m.

• Propagação: estacas radicantes. As sementes normalmente são inviáveis ou não se formam. As estacas são plantadas diretamente a campo. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: o ano todo, com exceção no inverno. • Poda: por ser uma planta rústica e altamente invasora, o crescimento vegetativo deve ser contido através de podas e eliminação de ramos radicantes. • Colheita: inicia a partir terceiro mês após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, flores e lígulas.

FITOQUÍMICA
Diterpenóide kaurane: ácidos ent-kaur-16[17]-en-19-óico e ent-kaur-9 [11],16[17]-dien19-óico (39) e luteolina (46).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, antiinflamatória, antianêmica (271). febrífuga, antidisúrica, antinevrálgica (215) e

INDICAÇÕES
Indicada para traumatismos, golpes, ferimentos, machucaduras (215), coqueluche, trombose e hematomas (271).

FARMACOLOGIA
Tripanossomicida (39), antinociceptiva (377) e antiálgica (46).

OUTRAS PROPRIEDADES
• É cultivada como onamental em jardins. • A planta apresenta um alto índice de enfolhamento, podendo ser utilizada como cobertura de solo, principalmente indicada para revestir barrancos, escoadouros e taludes.

ARNICA-DO-CAMPO
NOME CIENTÍFICO
Porophylum ruderale [Jack.] Cass.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Arruda-de-galinha, couve-cravinho, couve-de-veado, cravinho, erva-couvinha, erva-fresca, picão-branco. couvinha, cravo-de-urubu,

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul. Cresce notadamente em áreas ruderais, lavouras abandonadas e capoeiras.

FITOLOGIA
Planta herbácea anual, ereta, ramificada apenas no topo, cerosa, verde-clara, medindo 0,6 a 1,2m de altura. As folhas são simples, alternas, pecioladas, membranáceas, tenras, oblongo-lanceoladas, cerosas, base atenuada e ápice obtuso, margem inteira ou crenulada, glabra, medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Quando amassadas, as folhas liberam um olor desagradável. Inflorescência em capítulos solitários ou em corimbos, terminais ou axilares. Flor composta por um invólucro cilíndrico contendo filárias lineares unidas e corola constituída de finos tubos de coloração esverdeada ou amarelada. Fruto tipo aquênio, linear, negro, pouco brilhante, alveolado e munido de pêlos sedosos e brancos. A planta exala aroma forte e pouco agradável.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. Não tolera geadas, nem ventos muito frios. Cresce à plena luz e tolera o sombreamento.

SOLO
A planta prefere solos férteis, areno-silicosos, aerados, soltos, ricos em matéria orgânica. Não tolera solos ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,20m. • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral ou diretamente em canteiros, em sulcos transversais. • Plantio: outono e primavera. • Pragas: é suceptível ao ataque de lagartas e pulgões. • Florescimento: janeiro a março. • Colheita: Deve ser feita no inverno, quando é maior o teor de flavonóides. Durante o verão e a primavera, há um decréscimo de 24% no teor de flavonóides totais (166). O ciclo varia de 100 a 110 dias.

FITOQUÍMICA
Flavonóides (0,45 a 0,59%, p/p), alcalóides, taninos, saponinas, açúcares reduzidos (166).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antiartrítica, antimicótica (166), antilítica, antidiabética (271), diaforética, emenagoga e calmante (93).

INDICAÇÕES
Para o tratamento de corrimentos, afecções do fígado, hepatite, inflamações na garganta, amigdalite e má digestão. Já foi até utilizada para tratar a histeria (93).

Mas devido à sua histórica aclimatação no Brasil. 48 e 72 horas. pecioladas. 64. ruda. 85. Está amplamente adaptada no Brasil. O fruto pentalocular produz uma sementes reniformes. SINONÍMIA Arruda-doméstica. . desenvolve-se bem em regiões de clima subtropical até tropical. É bastante tolerante à seca. Forma touceiras de até 1. respectivamente. levemente alcalino. decompostas em 9 a 11 lobos oblongos ou obovados. SOLO Prefere solos permeáveis e ricos em matéria orgânica. triangulares. arruda-fêmea.2% e 91. pardas e rugosas por lóculo. a inibição foi de 46. CLIMA A planta é. FITOLOGIA Planta subarbustiva polianual. Possui cálice com 4 a 5 sépalas lanceoladas. e verde-oliva durante o reprodutivo.3. de clima temperado seco. sésseis. glabros e de coloração acizentada-azulada durante o estágio vegetativo. compostas. ruta-de-cheiro-forte. por origem. porém é mascarado pelo forte aroma. 3-pinatipartidas.6% (196). FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. Com clorofila. ARRUDA NOME CIENTÍFICO Ruta graveolens L. arruda-fedorenta. agudas e corola de 4 a 5 lobos salientes e rugosos. HABITAT Espécie alóctone. alóctone. carnosas. estreitos. O sabor das folhas é ligeiramente picante.0m de altura.ATIVIDADE BIOLÓGICA 2. cultivada em jardins e hortas.5mg/ml do extrato cru das folhas.1 e 87. pequenos. inibe o crescimento de Leishmania amazonensis em 45. arruda-dos-jardins.1% em 24. abrindo-se superior e inferiormente em 4 valvas. arruda-macho. nativa da Europa e norte da África. sem clorofila. Solos pesados e úmidos são desfavoráveis ao crescimento da planta. As folhas são alternas.5%. mediterrânica. Está perfeitamente aclimatada no Brasil. As flores são miúdas e de cor amarelo-esverdeadas. dispostas em corimbos. É heliófita. de caule ramificado desde a base e lenhoso.

sudorífica (341). cineol. Os explantes são cultivados em meio MS ½ + 0. rutaretina. rutamina. conjuntivite (283). heterosídeos antociânicos. As sementes são postas a germinar em substrato organomineral. As folhas e as sementes têm propriedades antiparasitárias (sarna e piolho) e as sementes são anti-helmínticas (283). PARTES UTILIZADAS Folhas. enquanto que a metilnonilcetona apresenta ação vesicante. emenagoga.07 a 0. varizes. gota. rubalinidina (257). matérias resinosas e pépticas (341). onicomicose. álcool metilnonílico e seus ésteres combinados aos ácidos acético e valeriânico. hipocondria (435). alcalóides. calmante dos nervos (32). analgésica. hemorróidas. cineol (145). estimulante. • Plantio: início do verão. ribalinidina (120) . hesperidina. fortificante dos nervos. hemostática. febrífuga (120). rutalinium. • Produção de sementes: os frutos com sementes maturas ficam prontos de novembro a janeiro. aperitiva. rutalidina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-histérica. cocusaginina. galhos com folhas e flor. As estacas enraízam em 60 dias. quercitina. sarnicida (257). rutina. derrame cerebral. FITOQUÍMICA Hibalactona (da raiz).1mg. antiasmática (120). deve-se proceder um sombreamento de 70% e prover farta irrigação das mudas. pineno e limoneno (raízes. estupefaciente. INDICAÇÕES A planta pode ser utilizada no tratamento de otite. FARMACOLOGIA A ação espasmolítica da planta é devida é devida à presença de bergapteno e xantotoxina. • Florescimento: agosto a dezembro. antiespasmódica. anti-reumática. O teor de essência da arruda varia de 0.70 x 0. antitetânica. Faz-se duas colheitas ao ano. parasiticida capilar. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. adstringente.l -1 de benzil amino purina (76). excitante da motilidade . erradicação de oxiúros (294) e ascárides. fenóis. • Micropropagação: utilizam-se explantes a partir de segmentos nodais submetidos a assepsia com cloro ativo a 2%. flavonóides. salicilato de metila. feridas e zumbido no ouvido e incontinência urinária (215). antinevrálgica (271). éter metílico do ácido metilantranílico. óleos voláteis. aromáticas. metilnonilcetona. rutamarina. A germinação ocorre em 10 a 15 dias. antiepiléptica (435). bergapteno. dulcite. flebite.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. tranquilizante. esquiamianina. principalmente). chalepeusina. graveliferona. furocumarina. dores intestinais. hidrocarbonetos. cumarinas. ciática (145).30m. carminativa. ácido salicílico livre. metilnoilcarbinol. xantotoxina. • Propagação: sementes e estacas dos ramos.09% (96). pneumonia (120). lactonas. Quando a propagação é feita por estacas. paralisia. rutacridona. enxaqueca.

hiperemia dos órgãos respiratórios. Coar. Tomar 3 vezes ao dia (128). Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. • Tintura: ⇒ 2 a 10ml/dia (341). através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar (120). • Pó: 0. Ingerir 2 xícaras das de chá ao dia (257. • Essência: 1 a 7 gotas/dia (341). náuseas e vômitos (145). 50 a 200ml/dia (341). dores abdominais. vômitos. dores epigástricas. • Sumo: 3 gotas do sumo em 1 gota de álcool. esperar amornar e aplicar compressas de algodão várias vezes ao dia sobre os olhos (128).uterina (120). ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides da planta mostraram atividade antimicrobiana (120) e anti-helmínticas (Costa. Administrar 2 a 3 colheres das de chá por dia. gastroenterites. arrefecimento da pele. TOXICOLOGIA Doses elevadas do chá podem causar vertigens. apud 120). salivações. • Decocção: ⇒ 100g da planta fresca em ½ litro de água. ⇒ 1 colher das de café de folhas em 1 xícara das de café de água quente. Pode causar fitodermatites. secura na garganta. OUTRAS PROPRIEDADES • Foi muito utilizada na antigüidade como anafrodisíaca. 145).5 a 2g/dia.5 a 2ml/dia. 435. 32). Lavar os olhos (conjuntivite) (257). Pingar 2 gotas em cada ouvido (257). apud 120). ⇒ ferver durante 5 minutos 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. ⇒ 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (sarnicida) (257). • Extrato fluído: 0. tremores. 145). cólicas. Apresenta ainda atividade estimulantes febrífuga e emenagoga (Costa. hemorragia e aborto em mulheres grávidas. • Vermífugo: 20g de folhas/litro de azeite. convulsões (341). FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 1%. . • Clister: cozinhar 8 a 10g de folhas por litro de água (parasitas intestinais). • Cataplasma: varizes e flebite (145). • Xarope: 10 a 40ml/dia. edema na língua (257). ⇒ 2 a 3g de folhas secas/litro de água (283. • Parasiticida capilar e sarnicida: 20g de folhas/litro de água quente (283. contração da pupila e sonolência (93) . depressão do pulso. 32.

alvo-tomentoso. reto. Corola tubular pentalobada. ovalado.30 x 0. losna-brava. flor-de-são-joão.0m de altura. glabro. de rizoma perene e folhagem anual. losna. segundo o folclore afro-brasileiro. artemija. Quando amassadas. verde a verde-avermelhado. curto-pecioladas. pubescentes e membranáceas. • A planta afasta moscas e combate pulgões. com tamanho decrescente em direção ao topo da planta.8 a 1. crescendo cerca de 0. Fruto tipo aquênio. É heliófita. ereta. as inferiores pinatisectas com segmentos lanceolados e as superiores lanceoladas. • É utilizada. sendo cultivada em jardins e hortas. ARTEMÍSIA NOME CIENTÍFICO Artemisia verlotorum Lamotte. enquanto que a dorsal é intensamente alvo-tomentosa. adapta-se bem às regiões subtropicais e tropicais.• Pode-se confeccionar uma vassoura com os ramos e folhas para os parasitas domésticos. . as folhas exalam aroma amargo. Está bem aclimatada ao Brasil. cilíndrico e multisulcado. A face ventral é glabrescente. Flores verde-amareladas. SINONÍMIA Absinto. inteiras ou lobuladas. CLIMA Embora seja uma espécie de clima temperado quente. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.30m. HABITAT Espécie alóctone de origem asiática. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. artemijo. As folhas são alternas. como abascanto. verde intenso. medindo cerca de 1mm de comprimento SOLO Prefere solos secos e leves. Caule liso. composta por invólucro campanulado de filárias ovaladas. FITOLOGIA Planta herbácea.

Deixar macerar por 15 minutos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. antiepiléptica (145). Tomar alguns goles durante o dia (calmante e antiespasmódico). emenagoga. antiepiléptica (283). Tomar 1 xícara de chá após as refeições (digestivo). • Colheita: 6 a 8 meses após o plantio. atonia. antiespasmódica. antiinflamatória. ⇒ 1 colher das de sopa em 1 litro de água quente. ⇒ ferver durante 10minutos uma colher de sopa de raízes em ½ litro de água. inapetência (68). 32). Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. • Florescimento: ocorre a partir de outubro. antinevrálgica. antidiarréica. tanino e ácido antêmico (145). Tomar 2 xícaras das de chá ao dia. Segundo a Universidade de Campinas . calmante. febrífuga. debilidade eupéptica.UNICAMP . FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 15g/litro de água. afecções biliares e hepáticas. flores e raízes.SP. amarga e estimulante (242). Tomar ½ xícara. tônica. • Decocção: ⇒ ferver por 1 minuto 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. ao levantar e ao deitar (tônico circulatório). estendendo-se até janeiro. • Raleio: por ser uma planta altamente prolífica. amenorréia. PARTES UTILIZADAS Folhas. convulsões e histeria. intoxicações endógenas e exógenas. combate também a malária (145). Utilizar 2 a 4 xícaras por dia (283). . FITOQUÍMICA Óleos essenciais (cineol. lombrigas. ⇒ ferver durante 15 minutos uma colher das de sopa de raízes em ½ litro de água. nervosismo (283.• Propagação: rebentos do rizoma. carminativa. em janeiro. Cobrir e deixar macerar por 10 minutos. icterícia. ansiedade. tujona e cetona). coréia (dança-de-são-guido). INDICAÇÕES Indicada para a cólica. ácido málico. mucosidade. 4 vezes ao dia (145). antianêmica. constipação (242). (215). Tomar 2 a 3 xícaras das de café ao dia (cólicas menstruais). enterite. o crescimento da população da planta deve ser contido para não invadir outras áreas. antilistênica. anti-reumática (271). gastrite. vermífuga. • Plantio: outono e primavera. anorexia. estomáquica. anti-hidrópica. hipocloridria. ⇒ 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. formando inúmeros rebentos de raiz. afecções uterinas (215).

que cresce de 60 a 90cm de altura. piretro-do-cáucaso . desagradável e sabor amargo.0 e 6. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é adicionada à bebidas alcoólicas para obter sabor amargo ("bitter"). muito ramificada. monsenhor-amarelo. margaridinha. Não tolera solos muito úmidos. Folhas pinatissectas ou bipinatissectas. TOXICOLOGIA Esta planta torna-se tóxica quando utilizada em doses bem acima das indicadas (145). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. SOLO A planta prefere solos areno-silicosos. • Apresenta propriedades inseticidas (32). . artimijo. macela-da-serra. HABITAT Espécie alóctone. artemijo. onde a média anual gira em torno de 20 a 24oC. ARTEMÍSIA-ROMANA NOME CIENTÍFICO Tanacetum parthenium L. originária do Cáucaso. ácidos e muito compactos. bisanual ou perene. glabras ou pouco pubescentes. matricária. ricos em matéria orgânica e com pH entre 6. Não deve ser ingerida crua. externamente. glabra. na Ásia. Apresenta inflorescências em capítulos dispostos em corimbos terminais. Schulz-Bip. Pode causar também hepatonefrites. As flores do disco central são amarelas e tubulosas. • Os raminhos secos são colocados em armários e estantes como repelentes de traças (128). no reumatismo (68).• Compressa: utilizar o decôcto ou o suco das folhas e/ou raízes. SINONÍMIA Artemigem-dos-jardins. bem aerados. convulsões e problemas mentais e psíquicos (209). macelado-reino. circundadas por lígulas brancas. Apresenta cheiro forte.5. camomila-pequena. CLIMA A espécie prospera melhor em regiões de temperaturas amenas. profundos. FITOLOGIA Planta herbácea. nem por mulheres grávidas ou que amamentam (128).

emenagoga (93). TOXICOLOGIA Pode causar o aborto (258). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • Propagação: sementes e estacas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica (261). ASSA-PEIXE NOME CIENTÍFICO Vernonia polyanthes Less. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é inseticida e insetífuga. • Florescimento: a partir de novembro. males do coração e dos nervos (303). • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. sesquiterpenos clorados (257). além de ser ornamental. INDICAÇÕES Atua contra as cefalalgia (261). • É uma boa melhoradora da estrutura do solo. enxaqueca. antiespasmódica e febrífuga (1). • Plantio: primavera. germacronolides. antileucorréica. pertubações gástricas. Tomar 1 a 3 xícaras ao dia (258).5 x 0. guaianolides e PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. . FORMAS DE USO • Infusão: 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em uma xícara das de chá com água. partenolides. insônia (258). FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em cetona. O transplante é feito quando as mudas apresentarem 5 a 6 folhas.3m.AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

alternas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. Fruto aquênio. com capítulos sésseis contendo cerca de 25 flores lilases. lenhoso. INDICAÇÕES . oblongo-laneceolado. medindo 2 a 2. cambará-branco. HABITAT Espécie autóctone que cresce em descampados.5m. pecioladas. gríseo-pilosas. margem inteira ou pouco serreada. chamarrita. O caule é liso. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. ramificado e arredondado. • Plantio: em qualquer época do ano. lanceoladas. expectorante. óleo essencial e sais minerais (128). glicosídeos. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. antiasmática (392) e antigripal (393). cerosa e verde-clara na face dorsal. CLIMA É heliófita e não tolera geadas. rugosas e ásperas na ventral. Estacas podem ser enraizadas em areia ou solo leve. antihemorroidária (215). cambará-guaçú. • Florescimento: fevereiro a abril. Inflorescência paniculada. pastagens. FITOQUÍMICA Alcalóides. o cultivo deve ser feito em áreas mais agrestes da propriedade. castanho. reunindo filárias agudas e coriáceas em invólucro campanulado. diurética (128). antilítica. flavonóides (genkwanina e velutina). perene. à beira de estradas e em terrenos abandonados. • Espaçamento: 2. • Propagação: sementes e estacas. hemostática (68). capoeiras. estreitas na base. PARTES UTILIZADAS Folha e raiz. que cresce de 2 a 3m de altura. • Colheita: as folhas devem ser colhidas antes do florescimento. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. FITOLOGIA Planta arbustiva grande. porém bem drenados. As folhas são agudas. cambará-guassú.3mm de comprimento.0 x 1. balsâmica.SINONÍMIA Assa-peixe-branco.

Indicada para bronquite (392). acrescentar 2 xícaras das de café de açúcar e levar ao fogo até a dissolução do açúcar. pneumonia (68). A ingestão do chá das folhas causa um potente efeito diurético e natriurético em ratos (393). . gripes fortes. tosses rebeldes. • Decocção: ⇒ ferver por 15 minutos 6 folhas cortadas em pequenos pedaços. cálculos renais e o uso externo é indicado para combater afecções cutâneas (128). durante 1 a 3 dias (145). Adultos . OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. Coar e tomar a vontade (diurético). coando a seguir. O decôcto da raiz é utilizado. FARMACOLOGIA Os glicosídeos extraídos das flores. Coar e aplicar sobre afecções da pele (128). para hemorróidas pontadas nas costas e no peito. proporcionando um mel de alta qualidade. contusões e infecções do útero (271). • Infusão ⇒ Como diurético: em um litro de água ferver 6 folhas picadas durante 10 minutos. • Suco: tritura-se ou moem-se as folhas. quando extraída na escuridão. Tomar 1 a 3 xícaras por dia (128). contusões. afecções do útero (215). ⇒ Como expectorante: infusão com uma xícara de água fervente sobre 2 folhas picadas. durante 1 a 3 dias (68). • Compressas: hemostático (257). • As flores são melíferas. Abafar por 10 minutos. em banhos. Tomar 5 gotas diluídas em água a cada 2 horas. AVELOZ NOME CIENTÍFICO Euphorbia tirucalli L.1 colher das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. ⇒ Para bronquite: 2 folhas cortadas em 1 xícara das de chá de água quente. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. FORMAS DE USO • Xarope: 2 folhas picadas em 1 xícara das de café de água. vem sendo estudados como antitumoral (145). coar. é fosforescente (93). ⇒ ferver por 5 minutos 3 folhas bem picadas em 1 xícara das de chá de água. tomar até 3 xícaras ao dia. Tomar durante o dia (como diurético). fritadas à milanesa. Ferver 5 minutos. • A casca da raiz.

Em solos muito úmidos o crescimento é demasiadamente lento.0m. árvore-do-lápis. As flores são terminais. mata-verrugas. espinho-de-judeu. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . • Florescimento: não ocorre em Santa Catarina. dente-de-cão. aldeídos (145). que cresce de 3 a 4m de altura. suculentos. coral-de-são-sebastião. • Propagação: estacas de ramos. gravetodo-diabo. SOLO Plenamente adaptada a solos secos e pobres. árvore-do-coral-de-são-sebastião. cassoneira.SINONÍMIA Almeidinha. árvore-de-são-sebastião. filiformes. pau-liso. 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato (77). lactescente. pubescente e sublenhosa. FITOLOGIA Arbusto grande. É xerófila. profundamente 3-sulcada. de coloração verde. amarelas ou esverdeadas. perene. roupas que cubram a pele e óculos. 3-locular. CLIMA É sensível ao frio intenso. pau-sobre-pau. É heliófita. Sementes ovóides e lisas. enquanto que as masculinas ocorrem em torno das masculinas. PARTES UTILIZADAS Seiva (látex). Devem ser hidratadas em sua base e após enterradas em areia úmida. quase áfilos. coroa-de-Cristo. originária da África. cilíndricos. cega-olho. hidrocarbonetos terpênicos. intrincados. • Poda: evitar que os ramos cruzem a área de circulação de pessoas. • Plantio: primavera. O fruto é uma cápsula vilosa.0 x 2. resina (257). pau-pelado. avelós. dedodo-diabo. espinho-de-Cristo. labirinto. pois rompem-se facilmente exsudando látex que pode ser cáustico. látex. As estacas devem ser preparadas no fim da primavera até o início do verão. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. axilares. diminutas e raras. Ramos verticilados. HABITAT Espécie alóctone. • Manejo: qualquer atividade de cultivo feita com a planta deve prever o uso de calçados. A rizogênese inicia perimetralmente à base da estaca. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (eugenol). espinho-italiano. diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol). goma tirucalli. coral-verde.

fungicida. Tomar um copo 3 vezes ao dia (145). branco e cáustico. é resolutivo no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos. cauterizante de verrugas (257). em nichos de pedras. FORMAS DE USO • Uso externo: romper um cladódio da planta e deixar 1 gota do látex cobrir a verruga ou calo. antibiótico. asma e gastralgia (77). . SINONÍMIA Avenca-cabelo-de-vênus. • Uso interno: ⇒ Até 3 gotas por dia. Se o látex atingir os olhos. HABITAT Planta alóctone. Por ser altamente caústico. O látex puro pode provocar até uma hemorragia (145). a planta pode ser utilizada para confecção de moirões e cercas-vivas. • É utilizada como ornamental. induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo (77). distribuídas em 3 copos d'água (31 1994). paredes de poços e principalmente junto à fontes de água. originária da Europa. principalmente quando nova. antiescorpiônico e ofídio (uso interno). antiasmático. antivirótico. rubefaciente. ⇒ 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água. mas subespontânea no sul do Brasil. antibacteriano. anti-reumático. Produz um látex com propriedades irritantes e cáusticas à pele.O látex. cólica. pode destruir a córnea (257). Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando adulta. purgativo. expectorante (145) e antissifílico (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. AVENCA NOME CIENTÍFICO Adiantum capillus-veneris L. antiespasmódico. em áreas ruderais sombreadas. o látex precisa ser diluído em água. TOXICOLOGIA Doses tóxicas coagulam o sangue. INDICAÇÕES Indicada empiricamente para o tratamento de neoplasias neuralgia. cabelo-de-vênus.

digestiva (32). O rizoma é fino. carboidratos. rouquidão. divididas 3 a 4 vezes. CLIMA A planta é umbrófila e higrófita. com os folíolos em forma de cunha larga. levemente ondulada. capilarina. sudorífica. alternas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. . • Propagação: divisão de touceiras.FITOLOGIA Planta herbácea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. friáveis e frescos. finos. caspa. com a margem arredondada. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções catarrais das vias respiratórias. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizomas. colhidos de setembro a maio. compostos fenólicos (257). estacas e esporos. necessitando de irrigação frequente. queda de cabelo (257). com tendência a deltóide. bronquite (341). perene. ressecamento da garganta. • Plantio: primavera. antidiarréica. • Aclimatação: a planta pode ser cultivada em vasos com substrato orgânico ou pó de xaxim. antidisentérica (215) e antiinflamatória (294). causa amarelecimento e definhamento da planta. dividido e subdividido na orla da fronde. polimorfas. com cerca de 10cm de comprimento. rizomatosa. e mesmo a meia-luz. FITOQUÍMICA Ácido gálico e tânico. Proteger contra geadas.. mucilagem e glicose (294). que atinge 20 a 40cm de altura. As folhas são pecioladas. As hastes e ramos são marrom-escuros. antiasmática (341). A planta definha em solos secos. dores reumáticas. crenadas.4 x 0. A luz solar direta. pardo-escuros ou negro reluzentes. emoliente. que cresce em touceiras. de clima subtropical úmido. • Raleio: eliminar folhas senescentes e doentes. • Colheita: setembro a janeiro. béquica. A partir do rizoma emergem pendúnculos glabros. soltos. muito delgadas. levemente ácidos. com as nervuras delicadas. com 3 a 5 soros de esporos situados nas extremidades da face dorsal. O ambiente deve ser sombreado. estimulante (128). ricos em húmus. • Irrigação: a planta é muito exigente em umidade. úmido e quente. SOLO A planta prefere os solos de serrapilheira. Cresce bem em regiões com umidade relativa do ar elevada. aperiente. expectorante. duros e muito finos. úmidos.40m. oblíquo e piloso. emenagoga (257).

sagitadas. que é comprido e caniculado. • Tintura: 10 a 50ml/dia. AZEDINHA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Rumex acetosa L. As flores são avermelhadas.2mm). meia hora antes das refeições (Leo Manfred. SINONÍMIA Azeda-brava. com aurículas acuminadas e dirigidas para baixo. no Brasil. laringite. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. Tomar 2 a 4 xícaras ao dia (257). estriado. verrugas. O fruto é uma cápsula lisa e escura contendo sementes triangulares. As folhas são algo glaucas na face dorsal. debilidade das parturientes (283). Tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). As folhas superiores são sésseis. quase paralela ao pecíolo. azedeira. apud 32). ⇒ 1 xícara das de cafezinho em 1 litro de água. semi-amplexicaules. oblongas ou ovais. carnosas. azedinha. HABITAT A planta é espontânea em Portugal e originária da Ásia. distúrbios do ovário e da bexiga (271). pardas e luzidias. 50 a 200ml/dia (341). • Extrato fluido: 210ml/dia. amarelas. bainha inciso-dentada ou laciniada. Tomam-se 8 a 10 colheres das de sopa por dia. ereto. pequenas (1. medindo 20 a 25cm de comprimento por 5 a 8cm de largura.8 a 2. pequenas. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. as inferiores pecioladas. É cultivada em hortas. AGROLOGIA . de caule fistuloso. ⇒ 1 parte de folha : 100 partes de água. com 20 a 60cm de altura.dismenorréia. freqüentemente avermelhado. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como ornamental de ambientes sombreados. lanceoladas-subcordiformes. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). dispostas em panículas terminais e laterais.

crisofanol-8-0-β-D-glucopiranosídeo. fiscion I-0-β-Dglucopiranosídeo. neutralizadora da ação das substâncias acres e purgativa. aminoácidos livres (alanina. INDICAÇÕES É indicada para a icterícia. vitexina. estimulando os movimentos peristálticos (189).8-dihidroxiantraquinona. plantados diretamente em canteiros. catamenial. cal (17%). FARMACOLOGIA Os polissacarídeos inibem em 5 semanas o crescimento de tumores (sarcoma 180) (Ito e Hidaka. ácidos oxálico. soda. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato aquoso de caule e folhas apresenta atividade hipoglicêmica e antimicótica contra Trichophyton granulosum. magnésia.30m. acídula. ácido fosfórico (5%). antiasmática (32). emodina antrona. gypseum e T.• Espaçamento: 0. • Plantio: março a abril e setembro. afecções do fígado (32). As folhas são antissépticas e refrigerantes (93). Derivados de hidroxiantraquinonas e hidroxiantronas.). T. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. emodina 8-0-β-D-glucopiranosídeo. β-sitosterol. purpureum (189). óxido de ferro. aloe emodina. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. C-glicosídeos de flavonas. • Propagação: perfilhos. FORMAS DE USO • Infusão: . potassa (15%). quercitina. rumex acetosa polissacarídeo RA-P (179). alumina. piridoxina. taninos. afta e inflamações da vesícula biliar (128). fiscion. neposídeo. • Florescimento: não ocorre nas condições do Litoral Catarinense. fenilalanina. • Adubação: adubar os canteiros com 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. tartárico e málico. apud 179). Derivados de antraquinona: 1. O controle é feito com iscas envenenadas de raiz de tajujá ou frutos verdes de cabaça. oxalato de cálcio. nepodina. leucina e ácido pantotênico). FITOQUÍMICA Ácido silícico (41%). produzindo uma liquefação do conteúdo intestinal. crisofanol emodina.3 x 0. ácido sulfúrico e óxido de manganês (93). antiescorbútica. antinevrálgicas. vitamina C. febrífuga (128). polissacarídeos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É uma planta laxante. • Pragas: é comum a ocorrência de coleópteros (Diabrotica spp. cloro. As raízes são antidiarréicas (283). Os derivados glicosídicos do tipo crisofanol dificultam a reabsorção de eletrólitos e água. diurética (179).

• A raiz fornece matéria tintorial de cor vermelha. das Ilhas de Socotra. erva-de-azebre. babosa-medicinal. BABOSA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Aloe vera L. marginadas por espinhos triangulares. Os pacientes com artrite. SINONÍMIA Aloé. caraguatá-de-jardim. ou Aloe barbadensis Mill. noroeste da África e das margens do Mar Vermelho. FITOLOGIA Planta arbustiva. Canárias e da Madeira.⇒ 10g de raízes para 1 litro de água. O parênquima das folhas tem aroma nauseabundo. Cresce em áreas semidesérticas e em locais pedregosos e semi-áridos. são ensiformes. var. dispostas em roseta. sinuososerradas. côncavas na parte superior e convexas na inferior. Está amplamente adaptada ao Brasil. sabor amargo e coloração vítrea. de caule curto. glauco-esverdeadas uniformes. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. perene. gota. densas. Apresentam internamente um parênquima mucilaginoso. babosa. HABITAT Espécie alóctone tropical. . As flores são tubulosas. com pedicelos menores que as brácteas. litíase e reumatismo não devem ingerir a planta. com 50cm de comprimento por 6 a 9cm de largura e 3cm de espessura na base. sobre uma haste simples ou ramificada. curtos e espaçados. e também do Mediterrâneo. Apresenta incompatibilidade com águas minerais e não deve ser preparada ou servida em recipientes de cobre (179). barbosa. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. ervababosa. • Suco: tomar 1 colher de sopa do suco das folhas por hora (32). suculenta. aloés. carnosas. na forma de salada ou de sopas. TOXICOLOGIA A planta provoca diarréia em animais e o pólen é alergênico. vulgaris. As folhas jovens são retas e agudas. amarelos. rizomatosa. ⇒ 50 a 100g para 1 litro de água. de cor amarelada. manchadas. pendentes. lanceoladas.20m de altura. dispostas em rácimos terminais densos de 30 a 40cm de comprimento. caraguatá. de 2 a 4cm de comprimento. As folhas. medindo 50 a 1. entouceirada.

É fortemente heliófita e xerófila. a temperatura de 25oC. O excesso de água nas raízes pode provocar deterioração das raízes. • Micropropagação: estimula-se as brotações axilares e a formação de brotos adventícios mediante a decapitação dos renovos. com cerca de 10cm de altura. O contato das folhas com o solo úmido favorece o apodrecimento das mesmas. Ventos frios predispõem à ocorrência de avermelhamento generalizado nas folhas. • Propagação: estolões. • Florescimento: agosto a setembro.000 plantas em 6 meses. polpa e seiva. . • Substrato: porosos (areia. nem sementes. O teor de gel e polipeptídeos é maior nas folhas maturas do que nas jovens (443). vitaminas E e C (257).4%. FITOQUÍMICA Glicosídeos antraquinônicos (aloína . aloquilodina.12% (96) PARTES UTILIZADAS Folhas. ácido aloínico e pícrico. • Padrão comercial: teor máximo de cinzas .purgativo). • Adubação: planta responde bem à adubação fosfatada e potássica. quando o escapo floral está seco. permeável e solto. salicatos. A planta tolera solos pobres. As brotações são facilmente enraizadas com IBA e meio MS modificado. e nem sempre é possível a obtenção de sementes. para as condições do Litoral Catarinense. taninos (145). barbalodina. • Produção de sementes: não há formação de frutos. aloe-emodina.000kg/ha no quinto ou sexto ano. O cultivo pode durar até o décimo ano (239). mudas que se formam lateralmente à cepa. aloeferon (cicatrizante). • Plantio: ao longo de todo ano. coberto com sombrite 70%. • Rendimento: 100kg/ha no primeiro ano. observa-se um rebrote acentuado. partindo de 5 brotos decapitados (270). Colhe-se apenas as folhas mais desenvolvidas. CLIMA A planta é de clima tropical a subtropical. • Colheita: deve ser feita preferencialmente ao final da floração.0 x 0. sílico-argiloso.7m. teor máximo de água . O rendimento é de 2. • Irrigação: deve ocorrer apenas durante os períodos de estiagem. resina. vermiculita ou a mistura de deles) • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Em condições de estresse. casca de arroz tostada. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. Optar pela irrigação por nebulização. Transplantar as mudas quando apresentarem 15 a 20cm de altura ou 4 a 6 folhas. lactato de magnésio. A propagação por sementes é muito lenta. aloetina. podendo chegar a 400 a 1. sem acidez. atingindo 50 a 60cm de comprimento. mucilagem polissacarídica. Cada folha matura atinge 420 a 450g por folha. Não tolera geadas.SOLO Prefere solo bem drenado.

vulnerária. são úteis no tratamento de câncer e queimaduras causadas por radiação nuclear. comuns na síndrome dos olhos secos. hipocondria. livre de polpa. pode ser transformado em pó. resolutiva. Deve ser usada na forma de compressas e massagens. fortalecedor imunológico. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica (69). antisséptica. As raízes são eficazes para as cólicas (93). FORMAS DE USO • Pó: 0. vulnerária. Obtém-se a resina cortando-se transversalmente a base das folhas e deixando-se penduradas por 1 ou 2 dias para escorrer o sumo. O gel contém 99.02 a 0. A polpa é antioftálmica. galactose. pentosana e ácidos urônicos (434). na Rússia (239). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antibacteriana e antifúngica. erisipelas. eczemas. é um supositório calmante para retites hemorroidais (32).30 a 0. INDICAÇÕES É indicada para a queda de cabelos. na proporção de 40:1. teve forte ação antiálgica e antiinflamatória. estomáquica (257). A folha. antiinflamatória e emoliente (258). que deve ser seco ao fogo ou ao sol. mucilagem e aloína e diluído em água estéril. Utilizar o gel sobre queimaduras e afecções da pele 3 vezes ao dia. catártica. dores reumáticas (258).15g/dia (tônico. febrífuga e revulsiva (93). • Cataplasma: retirar a película verde que reveste o parênquima gelatinoso. laxativo e anti-helmíntico. coando-se logo a seguir. asma. emoliente. despida da cutícula. O glucomanan e o polimanactato. Quando bem seco.2 a 0.5% de água (239).2g do pó dissolvido em água com açúcar. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). contidos no gel. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. oftalmias. colerética. . O gel filtrado. Contém cerca de 20 a 30% de aloína na matéria seca (96). manchas de pele (mancha senil) (145).glucomanos (0. A recuperação dos pacientes iniciou no segundo dia do tratamento (32O). hepática. • Resina: é a mucilagem após a secagem. inflamações da pele (9). estomáquico. cicatrizante da pele e das mucosas. congestão do fígado e da cabeça (32).1 a 0. 0. A aplicação tópica do gel foi feita duas vezes ao dia. analgésica. prisão de ventre. regeneradora da pele (128). como laxante. linfatismo. panarícios (93). É indicada também em períodos pós-operatórios. adstringente. tuberculose pulmonar. conforme vários experimentos realizados em Chernobyl. queimaduras de sol. tensão nervosa. emenagoga. Os princípios ativos aumentam com a idade da planta (99). trituradas com 250ml de álcool e 250ml de água. • Alcoolatura: 50g de folhas descascadas. bactericida. contusões. Tomar 0. tônica eupéptica (145). porque aumenta a oxigenação da pele (145). oftálmica (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante (260).3% do gel fresco). entorses. tônico capilar e do aparelho digestivo. tumores. vermífuga. diminuindo também o eritema. feridas. fungicida.60g/dia (purgante e emenagogo) (32).

Deixa-se em maceração em recipiente fechado durante 7 dias. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa. • As fibras das folhas são utilizadas na fabricação de cordoalha. epífita. muito comum na Serra do Mar. mulheres grávidas e catamênicas (metrorragia) e indivíduos com hemorróida (257. 258). Pode provocar nefrite (32). com algumas gotas de limão e uma pitada de sal. SINONÍMIA Babosa-de-árvore. umbrófila.5g da resina em 100ml de álcool a 70oGL. • Gel: bater uma folha de babosa no liqüidificador. despida da cutícula. entorses e dores reumáticas. macerada ao açúcar ou mel. Usam-se 5 a 10 gotas como eupéptica e 20 a 40 gotas como laxativo (257). esteira e tecidos grosseiros. HABITAT Espécie autóctone nativa da mata Atlântica. queimaduras e queda de cabelo) (145). • O suco da planta é inseticida (93). • Poção: ½ g de folhas secas ou 1 colher das de chá da polpa em 1 copo de água (uso interno como tônico eupéptica e laxativo). podem ser usadas como supositório nas retites hemorroidais (258). enxaguando em seguida (uso externo em inflamações.• Supositório: a folhas. deixando por trinta minutos. Filtra-se e completa-se o volume restante para 1 litro. • Tintura: utilizam-se 2. TOXICOLOGIA Contra-indicada para crianças (internamente). • Tintura: triturar 50g de folhas descascadas com 250ml de álcool e 250ml de água. BABOSA-DE-PAU NOME CIENTÍFICO Philodendron martianum Engl. • Suco: uso interno como anti-helmíntico. Aplicar sobre os cabelos secos. Coar. • Era usada para embalsamar múmias. FITOLOGIA . Utilizar em compressas e massagens nas contusões. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. constitui alimento de certos povos asiáticos.

ou Aloe succotrina Lam. HABITAT Espécie alóctone.Planta epífita. semi-herbácea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tonificante do bulbo capilar. • Substrato: 70% de pó de xaxim ou casca de arroz tostada. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. Inflorescências em número de duas e em forma de bastão. As folhas são coriáceas. babosa. É umbrófita. SINONÍMIA Alóe. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae.8 x 0. BABOSA-DE-SOCOTRA NOME CIENTÍFICO Aloe arborescens Mill. originária da África do Sul. brilhantes. OUTRAS PROPRIEDADES • É planta ornamental para ambientes sombreados. Se cultivada em vasos.4m. caraguatá. adicionadas de 30% de húmus de minhoca. alóe-candelabro. Indicado para a calvície incipiente (341). com rizoma cauliforme curto. contendo um suco claro e gomoso. • Espaçamento: 0. . Cada planta contém em média 5 bulbos. em solos ricos em matéria orgânica e bem aerados. erva-babosa. adensadas em roseta. • Propagação: sementes e estacas. hidratante e condicionador do cabelo. com pecíolo entumecido como um pseudo-bulbo de orquidáceas. • Florescimento: novembro a janeiro. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em ambientes sombrios. utilizar recipientes com capacidade mínima de 5 litros. Não tolera geadas. ascendente. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões subtropicais. largo-lanceoladas. protegidos de vento. nervura central saliente em ambas as faces e imersas apenas na extremidade. quentes. limbo com cerca de 30 a 40cm. • Plantio: ano todo. localizadas nas axilas das folhas. aloés.

utilizando-se substratos porosos (areia. ápice voltado para dentro ou liradas. casca de arroz tostada. insuficiência hepática (341). vulnerária. As folhas são ensiformes. finas e arqueadas do que a espécie A. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Em doses menores é tônica. coberto com sombrite 70%. SOLO A planta adapta-se bem a solos pobres. queimaduras. com espinhos cartilaginosos. • Colheita: a partir do segundo ano. aloinose. Em doses maiores é purgante (341). ereta. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica. Optar pela irrigação por nebulização. vermiculita ou a mistura de deles). tumores. peitoral. aperiente. em cachos não ramificados. suculenta perene. revulsiva. aloeresinotanol.0 x 0. demorando entre 40 a 50 dias. As flores são tubulares e de coloração avermelhada na base com o bordo livre esverdeado. porém não encharcados e/ou compactados.FITOLOGIA Planta herbácea. estomáquica. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. linear-lanceoladas. panarícios. As folhas são mais curtas. longas. impinges. (69). erisipelas e retites hemorroidais (283). ATIVIDADE BIOLÓGICA . dispostas em haste central. colagoga. emenagoga. dispepsia atônica. • Florescimento: ocorre de novembro a dezembro. matérias resinosas (341). Faz-se um desbaste das folhas basais da muda antes de enraizá-la em substrato. engorgitamento do fígado e do baço (cataplasmas). • Propagação: separação de mudas que se formam ao lado da planta matriz. com 40 a 70cm de altura. atonia gástrica. golpes (emplastros). serradas. eczemas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. verde-azuladas. oftalmia. carnosas. emodina. anti-hemorroidária. quase em roseta. O enraizamento é muito lento. Indicada para bronquite e tuberculose pulmonar incipiente (polpa macerada em mel por 10 dias).7m. queda do cabelo (aplicação tópica do sumo). • Raleio: as brotações laterais deve ser eliminadas ou utilizadas como material de propagação. de caule bífido e curto. emoliente. antidartrosa. vera. • Plantio: primavera. resolutivas. • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. FITOQUÍMICA Aloína. anti-helmíntica (283). antioftálmica.

5 a 2.3 a 0.1 a 0. pois provoca congestionamento dos órgãos pélvicos. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe harlana.20g) como tônico eupéptica.5ml da tintura. responsável pelas otites e infecções urinárias (69).5g do pó ou 1.3 a 0.2g do pó.1g do pó. na predisposição ao aborto e nas nefrites (341). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A.6g) como purgante e emenagogo (283). • Como purgativo: 0. TOXICOLOGIA É contra-indicada no período menstrual. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe saponaria. nos estados hemorroidários. FORMAS DE USO A babosa em pó deve ser utilizada em pequenas doses (0. Reitz (341) relata as seguintes administrações: • Como eupéptica: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. laxativo e anti-helmíntico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A. nas hemorragias uterinas. BALIERA . Succotrina. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae.05 a 0. em doses maiores (0. • Como drástico: 0.15 a 0.Antibacteriana e antifúngica. Succotrina.

5 a 2. As flores apresentam corola campanulada branca e pequena. Os ramos jovens são glabros ou sutilmente tomentosos. HABITAT Espécie autóctone que medra nas restingas marítimas. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Florescimento: julho a setembro. medindo cerca de 5 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. balieira-cambará. lanceoladas a oblongo-lanceoladas. crescendo até mesmo sobre areias quartzosas enriquecidas de matéria orgânica. distante 5cm dos ápices. O enraizamento dos ramos pode ser facilitado através da imersão de ramos com 10cm de comprimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. • Poda: eliminar os ramos inferiores que tem predisposição a tocar o solo. atenuadas na base. • Plantio: março (mudas de sementes). com 3mm de diâmetro. maria-preta. SOLO Prefere solos arenosos. agudas. erva-balieira.5m de altura. março-abril. É fortemente heliófita (400). As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. em capoeiras úmidas. que cresce de 1. em solução de ácido indol-butírico a 1. catinga-de-barão. medindo cerca de 3 a 7cm de comprimento. FITOQUÍMICA . guabiraba. • Colheita: 1 ano após o plantio.NOME CIENTÍFICO Cordia verbenaceae DC. sésseis. As folhas são fortemente escabroso-verrucosas na face ventral. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. dentadas. camarinha. setembro (mudas de estacas). vermelhos. verde-escuras. Inflorescência corimbosa terminal. muito ramoso. SINONÍMIA Baleeira.5 x 3. • Propagação: sementes e estacas de ramos.23mM (221). laxa na base.5m. CLIMA A espécie é de clima tropical e subtropical quente. caramoneira-do-brejo. Pode ainda ser encontrada no interior. úmidos e pouco ácidos. FITOLOGIA Arbusto perene de arquitetura esgalhada caótica. Frutos subglobosos. maria-milagrosa. ervabaleeira. aromáticas.

• Tintura: triturar 30 folhas em 100ml de álcool de cereais 70 graus e 50ml de álcool. SINONÍMIA Cacto-da-abissínia. Abafar por 10 minutos.4'-dihidroxi-5-metilisoflavona (223). • Os citricultores utilizam a planta como atrativa de pragas (128). agitando de vez em quando. 2 a 3 vezes ao dia. Deixar macerar por 5 dias. Coar e tomar 20 gotas ou 1 colher das de café diluídas em água. conjuntivite. antiartrítica e anti-reumática (128).Artemetina (128). • Alcolatura: amassar 50 folhas em ½ litro de álcool neutro. Estender sobre 1 pano e aplicar na parte afetada (128). HABITAT Espécie alóctone. Hamet. FORMAS DE USO • Infusão: 3 folhas cortadas em pedaços pequenos em 1 xícara das de chá de água fervente. BÁLSAMO-ALEMÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe tubiflora R. Aplicar sobre locais doloridos e juntas inflamadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulacea. originária de Madagascar. • Os frutos são comestíveis e muito apreciados pelos pássaros. • Cataplasma: amassar 1 punhado de folhas frescas com 1 colher das de sopa de glicerina. Macerar por 1 semana. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de osteoartrose e transtornos afins (361). cacto-japonês. analgésica (222). OUTRAS PROPRIEDADES • Suas folhas são utilizadas como condimento de sopa. FITOLOGIA . flor-da-abissínia.4'-dihidroxi-5-metoxiisoflavona e 7. alcoolismo e problemas na coluna (271). Coar e tomar de 1 a 3 xícaras ao dia (reumatismo). 7. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória.

ereta. tendo no ápice 3 a 5 pequenos lobos. com manchas verde-arroxeadas transversais.5 a 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cicatrizante e balsâmica. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é hospedeira natural de Pseudomonas solanacearum (6). sobretudo de jardins do tipo "rochoso". 1996). vermelho-alaranjadas. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. carnosas. com numerosas flores vistosas. aumentando a produção de folhas.25m. eretas.3 x 0. As folhas são cilíndricas. na axila dos quais nascem pseudobulbilhos reprodutivos. glabra. FITOQUÍMICA Daigredorigenina e daigremotianina (CASTILHOS et al. do tipo cimeira-corimbosa. A rusticidade da planta é tamanha que consegue crescer até mesmo em cima de telhados de casas. HABITAT . • BÁLSAMO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Sedum dendroideum Moc. verde-salmão. ramificadas.Planta herbácea perene. avermelhado e pontuado. de 0. O caule é cilíndrico. são terminais. • Colheita: um ano após o plantio.0m de altura. As inflorescências. com exceção dos encharcados. Plantio: outono e primavera. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. verticiladas ou esparsas. suculenta. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. Propagação: mudinhas que se formam das folhas que caem. e Sessé. canaliculadas na parte inferior. PARTES UTILIZADAS Folhas suculentas in natura. • É ornamental. Poda: a capação do pendão floral induz a planta a ramificar-se intensamente.

areno-siltosos e bem drenados. machucaduras (68). FITOLOGIA Planta perene. epilepsia. É heliófita e xerófita. INDICAÇÕES Usada no tratamento de contusões. FORMAS DE USO • In natura: na forma de saladas (para inflamações gastrintestinais). FITOQUÍMICA Mucilagens. Colheita: após 1. Propagação: a partir de estacas de caule e ramos. cicatrizante (257) e vulnerária (68). As folhas são opostas. acuminadas. • Suco: bater no liqüidificador 10g das folhas com 1½ copo de leite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. sublenhosa.30m. fofos. torções.5 ano de ciclo. O suco pode ser aplicado topicamente sobre a pele inflamada (257). que atinge 30 a 40cm de altura. casca de arroz ou vermiculita. SOLO Prefere solos secos.Espécie alóctone originária da África do Sul. e folhas. Substrato: areia. inflamações gastrintestinais e da pele e nas cefaléias. suculenta. alcalóides piperidínicos. diariamente. sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis (73). CLIMA Espécie de clima tropical seco. Manter o substrato sempre úmido. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento: 0. Plantio: primavera Irrigação: somente em períodos de forte estiagem. triterpenos. grossas e com sabor levemente ácido. Tomar ½ copo 3 vezes ao dia. mas amplamente adaptada ao Brasil. úlceras (271).4m x 0. As flores são amarelas-intensas e dispostas em panículas. onde cresce subespontaneamente. TOXICOLOGIA O suco da planta tem um princípio acre tóxico. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. . obovado-espatuladas. feridas gangrenosas.

AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pediceladas. FITOLOGIA Planta herbácea com 30 a 90cm de altura. glabro ou pubescente e pouco ramificado. Índia e Malásia. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa. Japão. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos e ricos em matéria orgânica. suculentas. As flores. O mesmo substrato pode ser utilizado para o enraizamento das estacas. A planta desenvolve-se tanto à sombra. . As sementes são cápsulas reticuladas. com 6 a 12cm de comprimento por 1. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. • Propagação: sementes e estacas. utilizando substrato organo-mineral. • Aclimatação: as estacas devem ser estabelecidas em ambiente sombreado (sombrite 70%). axilares e com espora curta. originária da China. principalmente em terrários. caule cilíndrico. intermitente e diária. SINONÍMIA Bálsamo-do-jardim.OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ornamental. brancas e variegadas. lanceoladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. prismático-arredondada. glabras. O fruto é uma cápsula tomentosa. róseas. Não suporta altas temperaturas e geadas. maravilha. apresentam cores variadas: vermelhas. com cinco valvas elásticas que. serradas. acuminadas. com irrigação por nebulização. HABITAT Espécie alóctone. não-me-toques.20m. suspiro. suculento. Semear em bandejas de isopor. melindre.3m x 0. estalam liberando com explosão as sementes.5cm de largura. beijo-de-frade. como à pleno sol.2 a 2. maria-sem-vergonha. ciúmes. Temperaturas abaixo de 10oC afetam o crescimento da planta (209). BALSAMINA NOME CIENTÍFICO Impatiens balsamina L. ao se abrirem.

• Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. BARBA-DE-VELHO NOME CIENTÍFICO Tillandsia usneoides L. emética. TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. OUTRAS PROPRIEDADES • São cultivadas como ornamentais. distocia (445) e fraqueza em geral. • Florescimento: verão. amenorréia. HABITAT Espécie autóctone epífita que cresce sobre os ramos de árvores das matas e potreiros. FITOLOGIA . samambaia. • O suco do caule é de sabor acre e ardente. FORMAS DE USO 15 a 30g/xícara (445). As sementes são vermífugas (271). PARTES UTILIZADAS Folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomacal (271). FAMÍLIA BOTÂNICA Bromeliaceae. INDICAÇÕES É indicada para disfagia. SINONÍMIA Barba-de-pau. caule e ramos. catártica e diurética (445).• Plantio: outono e primavera.

numerosas. • Colheita: inicia aos 2 anos após a implantação. varizes. axilares. ácido resinoso aromático e resina mole preto-esverdeada (93). solitárias. FORMAS DE USO • Supositórios (para hemorróidas): contundir os filamentos com manteiga de cacau. como enchimento de travesseiros. esteróides triterpênicos (24). • Irrigação: irrigar nos primeiros dias após a instalação dos segmentos. • Suco adstringente: filamentos contusos. Folhas lineares. na Europa. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. sob luz difusa. AGROLOGIA • Propagação: sementes ou ramos filiformes com 20 a 30cm de comprimento. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis ou quebráveis. úlceras (271). muito pequenas. cinzento e revestido de pêlos brancos. de caule pêndulo. Flores amarelas. flavonóides. FITOQUÍMICA Compostos fenólicos. • Cultivada em estufas como planta ornamental. medindo até 3 a 4m. anti-hemorroidária. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. filiforme. • Também utilizada. BARDANA NOME CIENTÍFICO . • É muito utilizada na armação de presépios de Natal. • Aclimatação: os segmentos vegetativos devem ser colocados sobre ramos de árvores ou arbustos grandes.Espécie desprovida de raiz. • Cataplasmas e banhos: para úlceras e hemorróidas. no combate às hérnias (341). INDICAÇÕES Indicada para o engorgitamento do fígado. cumarina. dores e inflamações no reto (215). colagoga (24) e anti-reumática (93). em áreas rurais. colchões e almofadas.

A raiz. CLIMA Prefere temperaturas médias anuais de 16 a 22oC (96). apresenta coloração castanha e desenvolve-se notadamente axial. A planta não se desenvolve bem em solos secos e compactos. Cresce de 0. espiculosos. terminadas em ponta. verde-escuras e glabras na face ventral e cinzento-claras e aveludadas na face dorsal. denticuladas. os quais facilitam também a colheita. . sopé de morros e encostas de pasto nativo (445).pega-massa. major. soltos e com boa drenagem para permitir o aprofundamentos das raízes.5mm de largura. fina e comprida. normalmente sésseis. pubescente-cotonosa. longo-elíptico ou obovado. originária do Japão.8m de altura.50 x 0. suculenta e comprida. A semeadura é feita diretamente a campo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. var. Ocorre até a altitude de 1. carrapicho-grande. purpúreo. para a obtenção de raízes mais vigorosas. castanho-avermelhado-claro ou cinza castanho. cresce subespontaneamente nos campos.Arctium lappa L. Altas temperaturas prejudicam o crescimento e afetam a formação de raízes suculentas. de caule robusto. ramoso. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. No Brasil. A qualidade das raízes colhidas é proporcional a boa textura e estrutura do solo.30m. agrupadas em corimbos frouxos de volumosos capítulos pedunculados. labaça. SINONÍMIA Bardana-maior. orelha-gigante. as inferiores cordiformes e superiores ovaladas. No primeiro ano a planta forma uma raiz axial grossa. Apresenta folhas alternas. onde cresce espontaneamente ao longo de estradas. HABITAT Espécie alóctone. sub-bosques e áreas ruderais. Flores azuladas a arroxeadas. gobô. próximo a regatos. Durante o período reprodutivo as folhas tornam-se declinantes. rodeados de brácteas verdes. SOLO Prefere os solos areno-argilosos. carrapicho-de-carneiro. as cápsulas aderem-se facilmente à roupa das pessoas e aos pêlos dos animais. O fruto é do tipo aquênio. ereto. pecioladas. É heliófita. bienal. orelha-de-gigante. que é carnuda.7 a 1.800m (96). As folhas atingem grande porte (40 x 25cm) antes do florescimento. canelado. erva-dos-tinhosos. com 5 a 6mm de comprimento por 2. que a planta é considerada planta invasora. aerados. pergamasso. Sua aclimatação é tamanha. esféricos. FITOLOGIA Planta herbácea. profundos. quando nova e subarbustiva ao reproduzir-se. • Propagação: sementes. férteis. coberto por várias manchas pretas e papilhos. Quando maturas. além das folhas grandes.

estomáquica. comichão. gota. compostos poliacetilênicos (trainaeno. ácido úrico (271). béquica (445). revigorante sexual. prisão-de-ventre. contusões (68). INDICAÇÕES Útil para o resfriado. O sabor adocicado da raiz é devido a inulina (145). antiinflamatória. Colhem-se as sementes e raízes no inverno e as folhas na primavera. As raízes devem ser colhidas antes de iniciar o florescimento. glicosídeos. óleos fixos. • Florescimento: primavera-verão. cálculo nefrítico.5% (93) ou 6 a 10. acetato e palmitato de diidrofuquinona (257). para não haver prejuízo para o teor de princípios ativos. fuquinona. • Decocção: . FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo inulina. acnes e terçol (257). aquênios e folhas secas. ácido palmítico. antidispéptica. A planta apresenta um teor de cinzas de 12. escrofulose. As flores são colhidas no segundo ano do ciclo. cistite. β-eudesmol. anti-sifilítica. rutina. • Colheita: as raízes são colhidas entre 100 e 140 dias. úlceras da garganta. bronquite (93). crosta láctea. enfermidades da pele (257). antitumoral. em decocção ou esmagada. anestésica contra picadas de insetos e aranhas (145). estimulante do sistema nervoso. antidiarréica (294). enfermidades cardíacas. diurética. doenças venéreas. anti-hemorroidária. erupções do sarampo. antibiótica. antes do florescimento. cicatrizante no tratamento de furúnculos. tônica capilar. colerética. flores. abcesso. carminativa. descongestionante do estômago (215) e desintoxicante (incluindo metais pesados). adicionado de substrato orgânico. vitaminas C e B. anti-reumática. cardiotônica. tônica (93). hidropisia (32). fitosterina (144). enotetrainaeno e pentainaeno). debilidade hepática (33). cólicas hepáticas (283). anti-sifilítica (33). cálculo renal e biliar (145). artrose. flavonóides. furunculose. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 10g por xícara. diaforética. gastrite. mucilagem. queda de cabelo. amigdalites. terpenóide (arctiopicrina). anti-herpética (32). gastrite. hipoglicemiante.5% de cinzas e as raízes até 46% de inulina (96). minerais à base de cálcio. taninos. açúcares. antídoto de envenenamento por mercúrio (68). taraxasterol. O plantio pode também ser feito sobre camalhões com 30 a 40cm de altura. micose de unhas. analgésica.• Substrato: para facilitar a formação de raízes uniformes e vigorosas. frieiras. humificado. abcessos. PARTES UTILIZADAS Raízes de um ano. emoliente. sarna. derivados fenólicos (arctiina). polifenóis. tinha. a semeadura deve ser feita em trincheiras profundas (50 a 60cm) preenchidas com solo leve e solto. • Plantio: outono e primavera. úlceras. para aplicações externas tópicas (444 e 1997). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. fósforo e ferro. cefalalgia. hepática.

Tomar 3 xícaras ao dia (depurativo). Aplicar topicamente 3 a 4 vezes ao dia. Adoçar com mel após esfriar. Tomar metade pela manhã e metade à noite (acne). • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água. O decôcto em dose mais forte age como antídoto para mercúrio (68). Cresce subespontaneamente na zona da mata pluvial da encosta atlântica no sul do Brasil. BEIJO-DE-FRADE NOME CIENTÍFICO Impatiens sultani Hooker. • Uso externo: usar o decôcto das raízes ou infusão das folhas para aplicar compressas ou massagens (145). maria-sem-vergonha. originária da ilha de Zanzibar. sendo muito nutritiva. Em áreas de mata fechada. • As folhas e brotos novos também são comestíveis. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). Filtrar e aplicar com algodão. África. O sabor dos aquênios é pungente. pode ocorrer em clareiras naturais . ⇒ ferver por 20 minutos 4 colheres das de sopa de raiz em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia (257). ⇒ ferver por 15 minutos 2 colheres das de sopa de raiz em ½ litro de água. várias vezes ao dia. ⇒ 10g de raízes por litro de água. sultana. • Compressas: fazer decocção com 20g de raízes frescas em 1 litro de água. ⇒ ferver por 10 minutos 1 colher das de chá de raiz em 1 xícara das de chá de água. ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. sobre a cabeça de bebês com crosta (128). diurético e para dores reumáticas).⇒ ferver 10g de raízes em ½ litro de água. SINONÍMIA Beijo-turco. fora das refeições (diabetes. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. beijo-de-freira. mas que se encontra disseminada em todo o mundo. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. ⇒ ferver 1 colher das de sopa de folhas em 1 litro de água. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. HABITAT Espécie alóctone. Abafar por 15 minutos. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz cozida é alimentícia. Coar e tomar 3 xícaras ao dia.

glabras nas duas faces. catártica. caule e ramos. utilizando substrato organo-mineral. ao ser tocado. Sua distribuição é irregular e descontínua. Cresce até mesmo em locais rochosos. . as laterais são lanceoladas. • Plantio: primavera. Semear em bandejas de isopor. O fruto é uma cápsula glabra.8cm de comprimento. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa alta. elasticamente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emética. ápice acuminado e base estreita em direção ao pecíolo. O estigma é denteado.ou feitas pelo homem. verde. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. solitárias ou 2 a 3 em pedúnculos comuns. mas com camadas umedecidas de solo. O mesmo substrato pode ser utilizado para a estaquia. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos. • Florescimento: durante o ano inteiro. as demais obovadas. As sementes são providas de pelos suculentos. mas expostos aos raios solares. perene. cilíndrico e cresce de 30 a 60cm em altura. robusto. Quando maturo. longamente pecioladas. com o dobro do comprimento da pétala. Corola com a pétala posterior ou estandarte obovado-orbicular. são glabras. com cerca de 1. deiscente apenas de um lado. em terrenos abandonados e em barrancos úmidos que orlam as estradas. O cálice reúne três sépalas. com predominância no verão. e ricos em matéria orgânica. vermelhas. As flores.3m x 0. PARTES UTILIZADAS Folhas. As folhas inferiores são alternas e as superiores quase verticiladas. provido de esparsos pêlos glandulares. pedicelos glabros providos de pequenas brácteas lanceoladas na base. o fruto explode abruptamente liberando longe as sementes e enroscando-se sobre si mesmo. FITOLOGIA Planta herbácea alóctone. freqüentemente emarginada no ápice e alada na parte central do dorso. com uma cerda em cada reentrância. membranácea quando seca e subcarnosa quando verde. de margem plana. e diurética. A planta é esciófita e seletiva higrófita. crenado-serreada. O caule é ramificado. A lâmina é ovóidelanceolada. • Propagação: sementes e estacas. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio.9cm de comprimento e 2. Freqüentemente ocorre ao longo das estradas. com 4 .0 5cm de largura. suculento. lanceolada e provida de esporão muito delgado em toda a sua extensão. róseas ou brancas.3m. a posterior ou labelo com mais de 1cm de comprimento. O pecíolo atinge até 6cm de comprimento. originária da África.

bosques.TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. O fruto é uma cápsula globosa ou ovóide (pixídeo). As sementes são numerosas. A variedade botânica "sativa" é ereta. bredo-de-porco. pequenas. Em muitos locais a planta é considerada planta invasora de lavouras. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. medindo 5 a 6mm de diâmetro. a base é atenuada. que cresce de 10 a 20cm de altura e formando moitas densas com até 80cm de diâmetro. beldroega-verdadeira. • A planta é ornamental. ramificada. crescendo subespontaneamente em áreas ruderais. ovaladas e suculentas. polispérmica que se abre transversalmente. pequenas. anual. As flores são amarelas ou alaranjadas. liso e glabro. com sépalas desiguais. carurú-de-porco. sem pedúnculos. caaponga. beldroega-pequena. normalmente prostrada.0m de altura. glabra. campos cultivados e em ambientes férteis em geral. sésseis. porcelana. que adaptou largamente em todo o Brasil. O caule é verde ou avermelhado. suculenta. ora-pro-nobis. OUTRAS PROPRIEDADES • O suco do caule é de sabor acre e ardente. SINONÍMIA Beldroega-da-horta. SOLO Prefere solos leves. BELDROEGA NOME CIENTÍFICO Portulaca oleraceae L. preto-lustrosas. verdolaga. originária da Grécia e da China. beldroega-de-comer. amarelo-esverdeado (imaturo) a pardo (maturo). FITOLOGIA Planta herbácea. var. portulaca. planas. o ápice truncado e as nervuras inconspícuas. salada-de-negro. carnosa. Em solos pobres e pesados a produção é bem menor. com folhas maiores e mais suculentas. . HABITAT Planta alóctone. capoeiras. beldroega-vermelha. estriadas e granuladas. axilares ou dispostas em cachos terminais. férteis e úmidos. brilhantes. carnosas. sésseis. glabras e sedosas. crescendo até 1. cilíndrico. com deiscência transversal. sativa. lenticulares.

É altamente resistente a períodos de estiagem. hemorróidas.20m. a planta apresenta hábito prostrado. Na. cólicas nefríticas. • Plantio: pode ser semeada o ano todo. K.40 x 0. emenagoga. oxálico e nicotínico.000 sementes por planta (209). noradrenalina e o bioflavonóide liquiritina.2mg). As folhas são usadas como estancadoras de hemoptises e as sementes são anti-helmínticas (283). em 5 dias. PP (0. Também utilizada como tratamento auxiliar de picadas de animais peçonhentos (1. fósforo (39mg). antipirética. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ácidos salicílico (283). pombas acometidas por diftoviruela . torna-se ereta e menos produtiva. (o suco das folhas).24% de substância protéicas (Storer e Lewis apud 93).61% de água e 2. Mg.). (ferrugem) e Albugo portulacae. antes do florescimento. Sob luz plena. cicatrizante (257). caroteno (2.1ml/animal. • Produção de sementes: até 10. • Colheita: ocorre cerca de 2 meses após a emergência. sais de Ca (103mg). úlceras (93). vitaminas C (25mg).03mg). erisipelas e disúria. enquanto que à meia-luz. recuperou totalmente. A temperatura mínima para a germinação é de 12oC. laxante. FITOQUÍMICA Mucilagens (257). hemoptises.500 U. Emplastros da folha verde são usados para o tratamento da mastite. As sementes podem permanecer dormentes no solo por 19 anos (242).CLIMA Espécie de clima temperado quente. B2 (0. leucorréia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Mucilaginosa. furúnculos. desintoxicante. mantendo-se viva durante vários dias mesmo se as raízes forem cortadas. A planta contém 92.500 a 3. INDICAÇÕES Indicada para infecções urinárias (257). diuréticas e emenagogas (93). PARTES UTILIZADAS Folhas. Puccinia sp. antibacteriana. mas adapta-se bem ao subtropical até o tropical. enterite. vulnerária (341). são muito susceptíveis à Diabrotica spp. antiescorbútica (32). lactogênica. É heliófita.. antiescorbútica.4mg). queimaduras (32).I. especialmente no verão. diurética. Em 1g de sementes encontram-se cerca de 2. B1 (0. • Pragas e doenças: as variedades européias. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v.doença que se caracteriza por nódulos . O melhor índice de germinação ocorre a 20oC e a 70 a 85% de umidade no solo (209). tônica (68). disenteria bacilar. oftalmias. 444). na dose de 0.000 sementes. no verão. depurativa. flores e sementes. cuja germinação é de cerca de 96%. • Propagação: sementes. oftálmica. hepáticas (68). mais suculentas e de porte ereto. que atacam folhas e flores. feridas e impetigo.

fortemente zigomorfas. frágil. aplicado sempre pela manhã. com até 25cm de comprimento por 12cm de largura. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. O tratamento deve durar 3 a 5 dias. normalmente chochas. BOLDÃO NOME CIENTÍFICO Coleus grandis Benth. diclamídeas. perene. ou Plectranthus grandis. São opostas. • A planta é invasora e indicadora de solos férteis.0m. curto pecioladas.necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. pouco fibroso. FORMAS DE USO • Suco: 100g/dia das folhas amassadas para a obtenção de suco (combate áscaris e oxiurus). O sabor é ácido-amargo e refrescante • Infusão: 50 a 100mg para 1 litro de água quente. . pilosas em ambas as faces. grossas. • Decocção: 250g/dia da planta verde (disenteria e disúria) (444). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. caule e ramos podem ser utilizados como alimento. SINONÍMIA Boldo-baiano. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (32). Caule ereto. hirsuto. de margem serrada. TOXICOLOGIA O consumo da planta na forma de saladas não deve ser excessivo. porém sem aroma e sem sabor amargo. em saladas e ensopados. FITOLOGIA Planta arbustiva. Tomar 1 colher das de sopa por hora. devido a sua boa palatabilidade e constituição nutritiva.0 x 2. pentâmeras. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. azul-violáceas. quadrangular. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. O fruto é uma cápsula com 3 sementes. As flores são hermafroditas. ovado-oblongas. Folhas mais graúdas que o boldo-do-reino. pois as plantas podem acumular oxalatos em níveis tóxicos.

FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. A inflorescência é racimosa. grossas. A base das estacas devem ser imersas em uma solução cúprica ou benomil. tomentosas e muito aromáticas. BOLDO-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Coleus amboinicus ou Plectranthus amboinicus [Lour. Enraizamento lento e sujeito à infecções de fungos de solo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pequenas. hortelã-pimenta.] Andr. • Colheita: inicia 5 a 6 meses após o plantio. sorgo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes ao Boldo-do-reino. Apresenta folhas suculentas. hortelã-grande.8 x 0. • Substrato: vermiculita ou casca de arroz tostada. malvarisco. SINONÍMIA Erva-cidreira. espiraladas. hortelã-graúda. crenadas. com flores zigomorfas. • Quebra-ventos: por ser uma planta de caule e ramos muito frágeis. • Florescimento: junho a julho. malvão. opostas. ereta a semi-prostrada. Enraizar em substrato organo-mineral. é muito vulnerável às ventanias. Pode ser utilizada uma bordadura periférica em torno do plantio. As sementes são inviáveis. • Adubação: 1kg de cama de aviário por cova de plantio. eucalipto. etc. herbácea. Atinge de 20 a 50cm em altura.• Propagação: estacas do caule e ramos. utilizando bambus. • Plantio: primavera. . malvariço. oréganoorelhão. • Propagação: estacas da planta matriz. carnosas. PARTES UTILIZADAS Folhas.4m. O caule é semi-lenhoso na base. FITOLOGIA Planta perene. hotelã-grossa. verde-pálidas. malva. azuladas. frágeis.

• Plantio: setembro. • Doença: a planta é muito sensível a Phythophthora sp. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. O uso infantil prevê o socamento das folhas em mel (444). bergamoteno. • Colheita de folhas: o ano todo. asma (185). fósforo e potássio aumenta a produção de folhas em 18 a 79%. Pseudomonas aeruginosa. FITOQUÍMICA Contém mucilagens e óleo essencial rico em timol (257). . ou administração perlingual das folhas socadas com um pouco de sal. pirexia diaforética. balsâmica. Fusarium avenaceum e Fusarium decencellulare (185). o que demora cerca de 30 a 40 dias. • Florescimento: setembro a outubro. influenza. Preparam-se balas com o xarope. em relação às plantas não adubadas. antibacteriana. FORMAS DE USO • Folhas: mastigação das folhas frescas (rouquidão e inflamação da boca e garganta). α-humuleno. • Utilizada em culinária como condimento. Staphylococcus aureus. Pode-se também fazer a inalação do vapor oriundo de decocção. bronquite (226). • Podem ser utilizados 10-16g/dia de folhas frescas submetidas à decocção e extração do suco. carvacrol. além de incrementar o teor de óleo essencial em 23 a 86% e o teor de mentol no óleo (194). cumeno e α-terpineol (185). peitoral e antiinflamatória da boca e garganta (258). até a formação de raízes na estaca. antifebril. hipertermia. béquica. cariofileno. coriza. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica bucal e da garganta (261). ou chupar 3 a 6 balas por dia (258).• Aclimatação: o enraizamento das estacas deve ser feito em ambiente sombreado (sombrite 50%) e irrigação intermitente por nebulização. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os extratos são ativos contra Escherischia coli. antitussígena. hemoptises e epistaxes (444). • Xarope: juntar 30 a 40 folhas frescas e aquecer com 100ml de água e 150 a 200g de açúcar e coar. • Adubação: adubo à base de nitrogênio. INDICAÇÕES É usada no tratamento da rouquidão. Candida albicans. Tomar uma colher de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor é picante e não amargo e o aroma é forte.

grossas. sete-sangrias.0g de folha/ml de água. diclamídeas. SOLO É muito pouco exigente em fertilidade do solo. de margem serrada. Embora possa se reproduzir por sementes. • Propagação: estaquia. SINONÍMIA Alumã. malva-amarga. boldo. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. quadrangulares. Quando cultivado em áreas pouco ensolaradas. agrupadas em inflorescências racimosas compridas. Apresenta ramos decumbentes a eretos. tapete-deoxalá. boldo-de-jardim. com até 12cm de comprimento por 8cm de largura. São utilizadas estacas de 20 a 25cm de comprimento de ramos maturos da planta. boldo-do-brasil.07 a 1. boldo-chileno. desenvolvendo-se bem nos arenosos e argilosos. Não tolera geadas. fortemente zigomorfas. não é viável em larga . Solos encharcados impedem o crescimento da planta. boldo-silvestre. mas perfeitamente aclimatada no Brasil. ovado-oblongas. preparado à base de 0. pilosas em ambas as faces. hortelã-gorda. falso-boldo. hortelã-homem. As folhas são opostas. sete-dores. Só floresce na região Sul do Brasil. erva-cidreira. azul-violáceas intensas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. curto pecioladas. pentâmeras. boldo-nacional. As flores são hermafroditas.0 x 0. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. hortelãgraúda. boldofalso. frágeis. há menor produção de folhas e o aroma é menos pronunciado. As folhas apresentam sabor amargo e odor característico. semi-suculentos. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. malva-santa. onde é cultivada em jardins e hortos medicinais. CLIMA Planta de clima subtropical. boldo-do-chile. apresenta forte ação alelopática negativa à germinação de sementes de alface (LEAL e SILVA 1997). densamente hirsutos. BOLDO-DO-REINO NOME CIENTÍFICO Coleus barbatus Benth ou Plectranthus barbatus Andr.6m.• O suco das folhas.

• • • • • • escala devido à pouca produção de sementes. Plantio: setembro. Colheita: inicia 6 meses após o plantio. anti-reumática. calmante. Florescimento: só floresce no sul do Brasil ou em latitudes menores acima de 700m (96). FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em guaieno e fenchona. na dose de 20kg/ha de cloreto de potássio (269). • Decocção: ferver algumas folhas. debilidade orgânica. inapetência. hiposecretora gástrica (258). vermiculita ou casca de arroz tostada. visando obter-se maior resistência aos patógenos de solo. Tomar 20 a 40 gotas durante os sintomas ou até 3 vezes ao dia. hepatite. sendo repetida de 4 em 4 meses.1% de óleo essencial e folhas secas ao ar 0. distúrbios intestinais (206). Aclimatação: para um enraizamento uniforme e rápido. obstipação. Contém ainda forskolina. colenol (206). em diarréias (224). TOXICOLOGIA O uso de doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do estômago (258). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipotensora. cariocal (257). barbatusol. . INDICAÇÕES Indicada para a fadiga do fígado. Esfriar e usar em banhos antes de dormir (insônia) (68). barbatol. antidispéptica (260) tônica. insônia (68) e ressaca alcoólica (257). PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. barbatusina (326). colerética. Tomar 2 a 3 vezes ao dias (258). FORMAS DE USO • Alcoolatura: 20g da planta fresca em 100ml de álcool. Colher antes do florescimento para obter-se maior teor de metabólitos secundários. colagoga. Enxertia: pode ser enxertado com outras espécies do gênero Plectranthus. ciclobutatusina (447). • Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. Utilizar substrato à base de areia. sombrear as estacas e irrigar 2 a 3 vezes ao dia. Adubação: a planta mostra uma resposta favorável à adubação potássica. estomáquica (326). carminativa. hepática. As folhas frescas contém 0. cólica e congestão do fígado. cálculos biliares. FARMACOLOGIA O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. cardioativa (206).3% (96).

quando maturas. Fruto síliqua triangular. amareladas a alaranjadas quando imaturas. • Produção de sementes: 4. pouco partidas. Em regiões tropicais só ocorre em altitudes. foscas. polimórficas. panacéia. As folhas basais formam uma roseta. A germinação é facilitada pelo frio. presença de nitratos e luz (209).3 x 0.000 a 4. Inflorescência terminal ou axilar racemosa com numerosas flores brancas e pequenas. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. A temperatura de germinação deve ser menos de 15oC (242). Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. FITOLOGIA Planta herbácea. • Plantio: abril a maio. jardins. crescendo espontaneamente em terrenos não áridos. HABITAT Planta alóctone originária da Europa. As folhas do caule são alternas. castanhas a castanhas avermelhadas. exceto as raízes. em áreas agrícolas. ovadas ou linear-lanceoladas. CLIMA É de clima temperado e subtropical. Sementes cilíndricas ou elipsóides.300m de altitude. • Florescimento: final de inverno. com sulcos longitudinais. de caule florífero ereto. terrenos baldios e a beira das estradas. crescendo de 30 a 40cm de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. de margem serrada. É subespontânea no sul do Brasil. FITOQUÍMICA . FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae.BOLSA-DE-PASTOR NOME CIENTÍFICO Capsella bursa-pastoris Moench. anual. SINONÍMIA Erva-do-bom-pastor. com as margens irregularmente serradas.2m. • Propagação: sementes. amplexicaules.500 sementes por planta. Ocorre até 2. profundamente pinati-fendidas. • Colheita: junho a julho. sésseis. As folhas caulinares são menores.

cítrico e fumárico. administrado durante 258 dias. A substância responsável pela inibição do tumor foi o ácido fumárico (218). FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. resultou numa completa inibição de hepatocarcinogênese em camundongos (219). inflamações. dores. úlceras. potássio. destacam-se a iohimbina e a ergocristina. 30g em um copo de água (blenorragia) Cataplasma: planta fresca. antiescorbútica (342). OUTRAS PROPRIEDADES É hospedeira do parasita Cystopus candidus (93). ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides e flavonóides existentes na planta apresentaram um elevado potencial antibiótico. Suco: tomado em jejum. hemostática.Bursina (342). saponosídeo. feridas. metrorragia. Observou-se uma inibição em 50 a 80% no crescimento das células tumorais de Ehrlich. antidisentérica (128). blenorragia. antihipotensora (215). com largo espectro antimicrobiano. ácidos málico. coceiras. hematuria. e entre os flavonóides. mirosina (93). Infusão: 20 a 30g de folhas para 1 litro de água. tônica e diurética (444). FARMACOLOGIA A ação anticancerígena da planta foi verificada em camundongos que receberam injeção intraperitonial de 0. . Entre os alcalóides. cicluria e anúria (444). vulnerária. dartros.14g/kg/dia do extrato da planta. hemorragia nasal e uterina. edema nefrítico. ouvidos supurados. INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Esta planta é um poderoso adstringente. anti-sifilítica.2%. O extrato aquoso da planta a 0. (32). contusa (áreas doloridas e inflamadas) Gargarejos: 30g em 1 litro de água (afecções da garganta) (32). eczema. epistaxe. em decocção (444). antiinflamatória. erupções. colina e tiramina (444). a flavona diosmina (126). secante (242). tanino. FORMAS DE USO • • • • • • 30g de folhas por litro (215) ou 50 a 90g/dia. cancros (215). acético. BORRAGEM NOME CIENTÍFICO Borago officinalis L. antiemética. antiálgica (257).

• Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. Cresce espontaneamente em terrenos incultos. muito ramificada e coberta de pêlos longos e rígidos. Não tolera frio intenso. borrage. Porém. ocorre em plantas cultivadas em solo arenoso (161). dispostas em estrela. dispostas em cimeiras escorpióides terminais. Neste caso. FITOLOGIA Planta herbácea anual sedosa-híspida que cresce até 60cm de altura. • Plantio: abril a maio.4 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. e curto. sem molhar as folhas. SOLO É exigente em fertilidade e umidade no solo. é apropriado o cultivo sob plástico transparente.30m. • Substrato: 30% de húmus de minhoca e 70% de vermiculita. Os estames são negros. Solos argilosos permitem um crescimento rápido e maior produção de flores. caule e folhas e sementes. Flores numerosas. • Propagação: sementes. porém não deve ser encharcado.SINONÍMIA Borracha. utilizar irrigação localizada. foligem. Apresenta haste ereta. FITOQUÍMICA . As mudas são preparadas em bandejas de isopor de célula grande. com 5 pétalas soldadas entre si. agudas. Os frutos são compostos de quatro aquênios. HABITAT Espécie alóctone de origem da Síria. • Florescimento: agosto. cobertas de pêlos ásperos e mucilaginosos. PARTES UTILIZADAS Flores. As sementes miúdas. nas folhas superiores. sobretudo nas sementes. rugosas. É encontrada até 1. grossa. hirsutas. com pecíolo longo. CLIMA A planta cresce melhor durante invernos secos e com boa exposição ao sol. borracha-chimarrona.800m de altitude (383). altas temperaturas e pluviosidade excessiva. A muda é transplantada 30 dias após a semeadura. quase sésseis. nas inferiores. a maior concentração de ácido araquídico e tetracosanóico. azuis. ligeiramente pendentes. ovais. As folhas são alternas. sementes e óleos essenciais. dispostos no fundo do cálice. • Cultivo protegido: devido à alta susceptibilidade da planta às doenças e às pragas.

afecções do fígado. afecções pulmonares. gota (283). pleurisia. béquicas. anti-hidrópica (215). SINONÍMIA . ácidos silícicos (1. Folhas frescas.2% nas folhas) γlinoléico. sarampo. TOXICOLOGIA Todas as formas de preparo do chá devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. inflamações. enfisema. inflamações nos rins e da bexiga. antigripal (93). resina. abcessos e picadas de insetos (321). antidiarréica (38) e depurativa. O cataplasma das folhas cozidas aliviam tumores. misturadas com outras ervas e em sopas. afecções do coração (215). FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 20 a 30g de folhas e flores por litro de água (435). BUCHA NOME CIENTÍFICO Luffa cylindrica (L. febres graves. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Lactogênica (semente). diurética (128). laxante. cordial (32). ardor da bexiga. tumores e queimaduras) (32). resfriado. Em pó. antiinflamatória (380). edemas. É melífera.) Roem. INDICAÇÕES A infusão das folhas é utilizada em febres biliosas. sudorífica. afecções pulmonares (435). inchaço das pernas (93). machucadas (abscessos. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. ⇒ 15g de flores por xícara de água. O infuso das folhas é utilizado para aromatizar bebidas alcoólicas (163). nitrato de potássio (179). emoliente.5% no caule e 2. podem ser usadas como condimento. debilidade geral. anti-reumática (271). queimaduras (32). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As folhas podem ser consumidas como salada. • Cataplasma: uso tópico das folhas cozidas sobre acessos de gota (283). mucilagem (30%). malato cálcico. citrato de potássio (93) e saponídeo. rubéola (38). anti-reumática. cujo sabor lembra pepino fresco.Tanino. araquídico e tetracosanóico (161). escarlatina. herpes e litíase. varicela.

adaptando-se ao subtropical quente. As folhas são antianêmicas (215). bucha-dos-pescadores. as masculinas dispostas em rácimos axilares reunindo 5 a 15 flores. • Tutoramento: é feito para evitar-se o pisoteio de ramas e folhas e para facilitar tratos culturais e a colheita. É feito na primavera. pomares. folhas e sementes. • Colheita ⇒ folhas: inicia 50 dias após o plantio. Podem ser utilizadas cercas ou tutores de bambu e arame. em covas com 3 a 4 sementes. As sementes são eméticas. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. Sementes pretas. esfregão. Fruto oblongo. bem drenados. Não tolera geadas. 5-palmatilobadas. sobre cercas e caramanchões. • Plantio: a semeadura pode ser feita diretamente a campo. As flores femininas solitárias. até 35cm centímetro de comprimento. As folhas são pecioladas. deixar até duas plântulas por cova. rugosas e com ala circundante. Flores amarelas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes e a polpa do fruto são purgativas. • Propagação: sementes. cinzentas ou pardo-claras. quingombôgrande.Bucha-dos-paulistas. mas que cresce subespontaneamente por todo o Brasil em terrenos baldios. dentadas. ⇒ sementes: 120 dias após o plantio. ⇒ frutos verdes: 80 dias após o plantio. verde-escuras. de caule pentagonal. ásperas nas duas páginas. axilares. FITOLOGIA Planta trepadeira herbácea. lobos agudos ou acuminados. rajado com 10 linhas longitudinais verde mais escuras. que atinge cerca 10 a 15m de comprimento. 93) e vermífugas. originária da África. caule. CLIMA Espécie de clima tropical. fruta-dos-paulistas. HABITAT Espécie alóctone. • Capina: o solo deve ser mantido livre de plantas daninhas durante o desenvolvimento inicial da planta. purgativas (242. • Raleio: após a germinação. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. longo-pedunculados. cilíndrico ou trígono. PARTES UTILIZADAS Raízes. hidragogas e antiapopléticas. INDICAÇÕES .

luvas de massagem.6 a 1. FITOLOGIA Planta herbácea anual.. clorose (215) e ascite (242). prisão de ventre. Folhas alternas. HABITAT Planta autóctone da América tropical.2m de altura. cestos. quando novos. enxota. em áreas ruderais. capiçoba. chapéus. arenoargilosos. amenorréia. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. medindo 0.3 x 0. rabo-de-foguete. ereta. catiçoba. medindo cerca de 10 a 13cm de comprimento. e pastagens. temperados com margarina. . as inferiores oblanceoladas e irregularmente serreadas. sal e pimenta. pubescentes. É heliófita. crescendo espontaneamente à beira de estradas.O caule e as folhas são indicados para o fígado. lavouras. Inflorescências terminais e axilares. mas prefere solos revolvidos. férteis. É utilizada para combater afecções intestinais de aves (93). salpeixinho. • O fruto seco é utilizado como esfregão ou esponja vegetal. dispostas em panículas com pequenos capítulos brancacentos. SINONÍMIA Acatóia. caule estriado e densamente folioso. BUVA NOME CIENTÍFICO Erigeron bonariensis L. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. erva-lanceta. CLIMA Adapta-se à temperaturas tropicais e subtropicais. margaridinha-do-campo. • O esqueleto seco do fruto é matéria prima para a confecção de chinelos. e as folhas. rabo-de-raposa. palmilhas de sapato e artesanato em geral. as superiores lineares e inteiras. são comestíveis após decocção. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos. aerados. voadeira. capetiçoba. SOLO Adapta-se à maioria dos solos.30m.

contendo sementes trígonas lisas (93). hidropisia e distúrbios hepáticos (271). Caracteriza-se por seu crescimento muito lento. antidiarréica (68) e anti-sifilítica (271). • Plantio: setembro. As flores são alvas. anúria). HABITAT Espécie alóctone. pequenas. fétidas. As folhas são opostas. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. Utilizar topicamente em feridas e úlceras BUXO NOME CIENTÍFICO Buxus sempervirens L.• Propagação: sementes. úlceras (68). inflamação da próstata e testículos. FORMAS DE USO • Infusão ou decôcto: para hemorróidas. apétalas. coriáceas. glabras. as masculinas com uma bráctea e as femininas com 4. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. corrimento. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. anti-hemorroidária. que atinge até 8m de altura e 40cm de diâmetro de tronco. O fruto é uma cápsula coriácea coroada pelos estiletes persistentes. dispostas nos ápices dos ramos e na axila das folhas. É encontrada normalmente em jardins e cemitérios. pubescentes enquanto novas. • Pó: preparar a partir da planta seca. Os ramos são tetrágonos e eretos. PARTES UTILIZADAS . vulnerária. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de afecções urinárias (oligúria. FAMÍLIA BOTÂNICA Buxaceae. multiramoso. verminoses. feridas. vermífuga. diarréias e afecções urinárias. em sulcos transversais ao canteiro. FITOLOGIA Arbusto ou árvore pequena. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. originária da Europa e Ásia e aclimatada no Brasil. verde-escuras e revestidas de cutícula luzidia na página superior e verde-claras na inferior. monóicas reunidas em glomérulos de 12 ou mais flores. persistentes.

purgativa (283). cabaço-amargoso. sudorífica. com densidade de 0. taquera. depurativa. purgativa (342). buxeína e parabuxina (283). INDICAÇÕES Indicada para o combate à amebas e giárdias (271). devendo ser utilizada sob orientação de profissional credenciado. cocombro. com tons castanhos. cuia. réguas. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. cabaça-purunga. é de cor amarela.902 a 1. • Cultivada em jardins como sebe ou esculturas vegetais. muito compacta. cuieteseira porongo.Toda a planta. pentes. SINONÍMIA Cabaça-amargosa. FORMAS DE USO • Decocção: 40g de folhas secas em 1 litro de água. estatuetas (93) e bolar de bilhar (283). • Tintura ou Alcoolatura: 4g/dia (283). considerada muito nobre. É utilizada em marchetaria. torno. FITOQUÍMICA Alcalóide . anti-reumática e anti-sifilítica (93). antiasmática (215). até ficar reduzida a 2/3 (sudorífica). para a fabricação de instrumentos de sopro. a planta é considerada tóxica.buxina (93). homogênea e dura. cabos de utensílios. FITOLOGIA . CABAÇA NOME CIENTÍFICO Lagenaria vulgaris Ser. ábacos. micções noturnas involuntárias e para evitar a queda do cabelo (215). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxativa. TOXICOLOGIA Por encerrar um alcalóide semelhante à estricnina.162. cabeça-de-romeiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. plainas.

CLIMA Por ser uma planta originária de regiões quentes. • Plantio: setembro. Já foi utilizada. atingindo até 40cm de comprimento. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A polpa dos frutos é amarga. um pouco aromática e com gavinhas bífidas. aquecidas e aplicadas topicamente. solitárias ou subsolitárias. • Propagação: sementes. dentadas. grandes. obovadas. O fruto é uma baga crustácea. INDICAÇÕES As folhas. . PARTES UTILIZADAS Fruto verde. clorose e obstrução das vísceras (93). O plantio pode ser feito diretamente a campo. com até 30cm de largura. pubescente. aerados e ricos em matéria orgânica. As folhas são curto-pecioladas.Planta herbácea trepadeira ou prostrada. comprimidas. com nervuras salientes na face dorsal. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 4m. cordiformes. depois glabra. O mesocarpo é branco e esponjoso. de corola profundamente partida com os segmentos mucronados. embora possam ser produzidas mudas em bandejas de isopor. As flores são brancas. emoliente e maturativa (93). mas cresce melhor em solos bem drenados. apressam os partos e curam frieiras. O caule é grosso e anguloso. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é considerada ornamental devido às suas vigorosas folhas. na forma de cataplasmas. folhas e sementes. e na forma de clisteres para combater a melancolia. que proporciona mudas uniformes e mais saudáveis. subinteiras ou com 3 lóbulos pouco pronunciados. oblongas. drástica. SOLO A planta é bastante rústica. purgativa (sementes). A planta é heliófita. TOXICOLOGIA Doses abusivas podem resultar em hemorragias mortais. precedidas por sintomas similares aos da cólera morbus (93). brancacenta e depois amarelada. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. vistosas flores e aos frutos polimorfos. a planta não se adapta à regiões com temperaturas baixas ou sujeitas a ventos frios. marginadas e com até 2cm de diâmetro longitudinal. 5-8 nervadas. polimorfa. para o tratamento de pernas inchadas.. As sementes são brancas. indeiscente. densamente vilosa. As sementes são antinefríticas e purgativas (283).

liso. quando verde e pequeno. compridas e vilosas. margem levemente apiculada. angulosas. Gavinhas bífidas. é suculento e comestível. verde quando imaturo e amarelo quando maturo. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. com ápice agudo. O fruto é tipo baga. reduzindo a incidência de doenças e facilitando a colheita dos frutos. mole. As sementes são numerosas e pardas. base recortada. anual. Quando tutorada. axilares. bucha-dos-paulistas. • Depois de maturo e retirada toda a polpa com as sementes. SINONÍMIA Abobrinha-do-norte. afuchês. . cordi-reniformes.). vegetando ao longo de ramas que atingem até 8m de comprimento. com 6 a 12cm de comprimento e 8 a 20cm de largura. • Plantio: outubro. verdeescuras na página inferior. de caule 5-anguloso ou não. FITOLOGIA Planta sarmentosa. glabra na face ventral e glabrescente na dorsal. atenuada. cuias para chimarrão. purga-dos-paulistas. • Tutoramento: a planta desenvolve-se melhor quando tutorada. As flores são monóicas. o fruto pode ser utilizado para o preparo de vasilhames. a planta lança raízes aéreas a partir dos nós. podendo ainda ser utilizado como isca atrativa para a vaquinha (Diabrotica spp. • Florescimento: por ser uma espécie de fotoperíodo curto. amareladas e solitárias. ápice agudo ou acuminado. buchinha-do-norte. estendendo-se por até 1m de comprimento. buchinha. 5-7-palmadas ou poligonais. peças de artesanato. necessitando de uma adubação em cobertura com nitrogênio. ovóide. PARTES UTILIZADAS Frutos. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m.] Cogn. maracás e berimbaus. Proceder a semeadura em substrato organo-mineral. campanuladas. • Nutrição: a planta é nitrófila. escandente. cabacinha. purga-de-bucha.O fruto. • Propagação: sementes. • CABACINHO-DO-NORTE NOME CIENTÍFICO Luffa operculata [L. escabrosas. cabacinho. Folhas longo-pecioladas. em badejas de isopor ou outro recipiente. capa-de-bode. não floresce e frutifica na região sul do Brasil.

gipsogenina e luperosídeos A. 179). Descascar a buchinha e retirar um pedaço fino com 1cm2 de área e colocar na solução salina. adstringentes. B. vomitivos. As sementes tem efeito anti-helmíntico (1). antidiabéticos e antissépticos. F. . FORMAS DE USO Colutório (para sinusite): 1 colher das de café de cloreto de sódio puro em uma xícara das de chá de água. TOXICOLOGIA A folha seca tem efeito abortivo (179). expectorantes. antissinusíticos (215). esternutatórios. hematomas. O uso da planta deve ser feito sob orientação profissional. D. ascite. cucurbitacina B. úlceras. vermífugos. cucurbitacina D. G e H. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são emenagogos (128). feridas. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos novos são comestíveis (380).000ppm contra Biomphalaria straminea (389) e estimulante de útero de ratas (36). E. isocucurbitacina B. Doses abusivas podem causar fortes diarréias acompanhadas de náuseas e graves cólicas (93). quando em concentrações de 1.FITOQUÍMICA M-carboxifenil alanina. drásticos. Esfriar e pingar uma gota na narina (9). 101. Colocar nas narinas 1 a 2 gotas de manhã e à noite. hidropisia clorose (94. • O parênquima fibroso constitui matéria prima para a limpeza de panelas. descongestionantes nasais. Não assoar o nariz. Repetir até no máximo 5 dias (257). Os frutos contém um princípio amargo chamado buchinina (179). antiherpéticos. C. • Colutório: ferver 1g do fruto em água. inflamações genito-urinárias e oftálmicas. purgativos (93). A polpa do fruto pode causar inflação das mucosas. INDICAÇÕES Utilizados também no tratamento de amenorréia. CÁLAMO-AROMÁTICO NOME CIENTÍFICO Acorus calamus L. Deixar e maceração por 5 dias e coar. • FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. deixar que o fluxo escorra naturalmente. hidragogos.

CLIMA A planta é de clima temperado. para haver uma boa fixação da planta. 3-angulado. para depois serem desidratados em estufa. As flores normalmente são estéreis.5 a 2.0 a 1. perene. oxigenada e não estagnada. no verão ou outono. pimenta-das-abelhas.0cm de largura. É encontrada crescendo subespontaneamente em áreas com água parada. Os rizomas devem ser enterrados entre 5 a 10cm de profundidade. HABITAT Espécie alóctone. com 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. grosso. Deve ser mantida sempre úmida. SINONÍMIA Ácoro-verdadeiro. em escapo semelhante a folha.4 x 0.3m. Flores amarelo-castanhas. FITOLOGIA Planta herbácea. hexâmeras. Espadice cilíndrico. permitindo a degradação enzimática (182). produzindo um fruto piramidal.FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. noduloso. serpeante. cana-cheirosa. paludosa ou aquática. invaginantes. férteis. acaule. contendo 2 a 3 sementes (97. Pode ser utilizada as várzeas inundadas da cultura do arroz. várzeas úmidas ou alagadas e a beira de riachos e açudes. com cerca de 4mm de comprimento. aromática. As plantas que frutificam são diplóides ou tetraplóides. . reunidas em feixe na base. • Florescimento: só ocorre quando o rizoma está completamente coberto com água (182). • Propagação: divisão do rizoma. 182). compridas. • Rendimento: cerca de 2.5m de comprimento por 1. SOLO Prefere solos pouco ácidos. devendo ser usados apenas como material de propagação. As folhas são ensiformes ou lineares. O cultivo da planta em áreas paludosas ou uliginosas deve prever o uso de água não contaminada. • Colheita: inicia a partir de dois anos após o plantio. A secagem no sol é inviável pois é demorada. O rizoma é cilíndrico. Cortar segmentos de 2 a 3cm para o plantio. Vegeta espontaneamente até 1. cespitosa. a temperatura de 32oC. É heliófita e higrófita. • Pós-colheita: os rizomas devem ser lavados e submetidos à retirada de todas as raízes.200kg dessecados por hectare. adaptando-se aos subtropicais amenos.000m de altitude (182). eretas. originária da Índia e da Europa. • Plantio: outono e primavera. úmidos a encharcados. A areia é o substrato mais adequado para o enraizamento. verde-claro internamente e amarelado por fora. Os rizomas muito velhos e grossos são muito fibrosos.

um glicosídeo composto e viscoso (182). à noite. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe a germinação e o crescimento das hifas dos fungos dérmicos Epidermophyton floccosum. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ Ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de pó de cálamo para uma volume de água de um copo. Microsporum gypseum. amido. • O rizoma é utilizado na conservação de peliça. Coar. laxantes e diuréticos suaves (294). • O óleo essencial do rizoma é matéria prima para a indústria de perfumarias. livre das raízes. metil-eugenol. ácidos cáprico e palmítico. Coar e adicionar à água da banheira. sesquiterpenos e essência. • Máscara tonificante: ferver por 10 minutos 2 colheres das de sopa de cálamo em pó para um copo de água. ⇒ Banho de imersão: ferver por 30 minutos 3 colheres das de sopa do rizoma seco em 1 litro de água fria. Permanecer em imersão por 20 minutos. digestivos. acoretina (resina) metilamina. antes de deitar. Promove o relaxamento. FITOQUÍMICA Óleo volátil. eugenol. OUTRAS PROPRIEDADES • O rizoma apresenta odor agradável e sabor amargo e adocicado. composta de asarona (80%). . O princípio amargo é a acorina. • É utilizado também no preparo de licores e doces. deixando por 15 minutos. antieméticos (283).PARTES UTILIZADAS Rizoma dessecado. INDICAÇÕES Aplicado externamente em forma de compressas como coadjuvante no tratamento de tumores ganglionares (294). aperientes. TOXICOLOGIA Não se deve consumir o rizoma sem ter sido desidratado (182). canfeno. • O pó do rizoma é insetífugo ou inseticida (182). anticatarrais. calamina (alcalóide cristalizado) (283) e vitamina C (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os rizomas são excitantes. colina. adoçar com mel e tomar após as refeições (digestivo). Deixar esfriar e adicionar arroz em pó até obter uma massa consistente. cosméticos e dentifrícios. As folhas contém menor teor de princípios ativos. heterosídeos. cineol e cânfora. Retirar com água morna (294). tanino. terpenos. tônicos. aromáticos. mucilagem. alfa-pineno. Aplicar a massa sobre o rosto previamente limpo. febrífugos. Tricophyton mentagrophytes e Tricophyton rubrum (193). acorina (glicosídeo).

SOLO Prefere solos férteis. ovais ou lanceoladas.CALÊNDULA NOME CIENTÍFICO Calendula officinalis L. HABITAT Espécie alóctone. ricos em matéria orgânica. SINONÍMIA Bem-me-quer. . as vezes tombado e anguloso. O caule é robusto. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce 30 a 60cm de altura. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. O botão central das flores é envolto por 15 a 20 lígulas amarelas ou alaranjadas. sendo que no Brasil está bastante aclimatada e cultivada em jardins e hortos medicinais. margarida-dourada.20m. É planta heliófita. O fruto. malmequer-amarelo. profundos e permeáveis. é curvo. alternas. bem-me-quer-de-todos-os-meses. verrucária. bem drenados. malmequer-do-campo. calêndula-das-boticas. mal-me-quer. O seu odor é desagradável. Necessita de no mínimo 4 horas diária de luz. úmidos. As raízes são amarelo-claras e fasciculadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As pétalas que formam o disco central são tubulosas. espatuliforme. As folhas são inteiras ou ligeiramente denteadas. • Propagação: sementes. É cultivada em todo o mundo. originária das Ilhas Canárias e de Portugal. mal-me-quer-dos-jardins. ereto. maravilha. malmequer. As folhas superiores apresentam certa pubescência. maravilha-dos-jardins. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer. As flores surgem na extremidade da haste e têm 4 a 5cm de diâmetro. AGROLOGIA • Espaçamento mínimo entre plantas: 0. tipo aquênio.20 x 0. CLIMA Temperaturas noturnas muito elevadas reduzem o tamanho das flores. malmequeres. maravilhas. Resiste à estiagem e à geada. provido de protuberância no dorso e crenado na face ventral.

• Plantio: março a abril. O cultivo nas regiões litorâneas é o mais indicado, podendo ser cultivada todo o ano em regiões quentes. • Doenças: o surgimento de manchas esbranquiçadas nas folhas indica a infecção fúngica, sobretudo em períodos úmidos. • Florescimento: verão a outono. • Colheita: A colheita inicia dois meses após o plantio e pode se prolongar por mais 2 meses. Obtém-se uma produtividade média de flores de 720 kg/ha, se colhidas semanalmente (257). • Padrão comercial: as flores podem conter 8 a 10% de água e 10% de cinzas, no máximo. São comercializados os capítulos inteiros ou somente as lígulas alaranjadas (96). • Produção de sementes: a época de produção de sementes não deve coincidir com os períodos chuvosos do ano. O excesso de pluviosidade afeta drasticamente a produção de sementes dando origens à lotes desuniformes e de baixa qualidade. • Melhoramento genético: observa-se uma grande variação de genótipos - flores com pétalas amarelas até laranja. Os indivíduos com pétalas laranja são os mais ricos em metabólitos secundários.

PARTES UTILIZADAS
Flores, caule e folhas secas.

FITOQUÍMICA
Carotenóides, óleo essencial, saponinas (antiviral), flavonóides, cumarinas (257), ácidos graxos livres, ácidos fenólicos, esteróis, mucilagens, taninos (145) e calendulina. As flores contém 0,2 a 0,3% de essência (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Excitante, emenagoga, antiespasmódica, antiescorbútica, oftálmica, poderosa antisséptica (283), cicatrizante, sudorífica, colagoga, antiinflamatória, antiemética, analgésica, antiviral, tonificante da pele (acne), vasodilatadora (257), emoliente, adstringente, vulnerária, bactericida, fungicida (145), antiabortiva, antialérgica (215) e resolutiva (68).

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento externo tópico de gengivite, queimaduras, verrugas, eczema seborréico do couro cabeludo, crosta láctea, brotoeja, úlceras, foliculite, vulvovaginite (tricomoniase e candidíase), dermatite por monília, estreptocócitos (gênero de bactérias estreptocóceas, algumas espécies causadoras de angina, inflamações piogênicas e broncopneumonia), fissuras de mama, ferimentos abertos (145), acne, inflamações purulentas, calos e pólipos e, internamente, para úlceras gastrintestinais, escorbuto, artritismo, afecções nervosas, oftalmias, icterícia (68) e feridas cancerosas (215).

FORMAS DE USO
• Pomada e tintura: usar folhas e flores. A tintura é diluída em água na proporção de 1:1 ou 1:2. Usar topicamente 3 a 4 vezes ao dia.

• Cataplasma: folhas e flores tenras são socadas e empastadas, sobre um pano limpo e aplicadas sobre o ferimento ou acne. • Infusão: ⇒ Atividade emenagoga: 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. Tomase1xícara das de chá antes das refeições principais, iniciando 8 dias antes da menstruação. ⇒ Atividade geral: 2 colheres das de sopa de flores em uma xícara das de chá. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite (257). ⇒ Como desintoxicante: ferver 3 colheres (chá) de flores secas em 3 xícaras (chá) de água. Deixar descansar por 5 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. ⇒ Acne: 1 colher das de chá de flores em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 5 minutos. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite. Três xícaras ao dia atua como desintoxicante. • Hidroalcoolatura: macerar 1 colher das de sopa de flores em 1 xícara das de chá de álcool 70 graus diluído em 2 xícaras das de chá de álcool. Aplicar topicamente sobre a pele e umbigo do recém-nascido, para a higienização (128). • Óleo: macerar 20g de flores em 250g de óleo de oliva durante 10 dias, no escuro. Filtrar com pano e espremer. É utilizado para atenuar as rugas e atua como emoliente (294). • Suco das folhas: aplica-se sobre calos, verrugas e pólipos (145).

OUTRAS PROPRIEDADES
• • • • • • • A planta é ornamental. As flores são utilizadas em cosmética e em farmácia. Os capítulos da planta são utilizados para perfumar sopas e guisados. Tanto as folhas quanto o caule são utilizados como tempero. As flores são usadas como corante na indústria alimentícia. As flores podem ser utilizadas como inseticida natural (257). As folhas, lançadas na brasa, ardem como nitro e as flores, em dias quentes, liberam eletrecidade estática (283).

CAMAPU
NOME CIENTÍFICO
Physalis pubescens L.; Physalis peruviana L. e Physalis angulata L.

FAMÍLA BOTÂNICA
Solanaceae.

SINONÍMIA
Balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, erva-noiva-do-perú, joá-decapote.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que cresce espontaneamente em reboleiras em solos cultivados, revolvidos, pomares, pastagens e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, sublenhosa na base, muito ramificada, pubescentes ou não, medindo 30 a 50cm de altura. As folhas são alternas, longo-pecioladas, medindo 4 a 6cm de comprimento. Flores axilares, solitárias, amarelas, com laivo marrom-claro na base das pétalas. Fruto baga globosa, glabra, embalado por cálice concrescente.

CLIMA
Adapta-se às regiões de clima subtropical e tropical. É esciófita.

SOLO
Prefere solos férteis, bem drenados, aerados e soltos. Não aceita solos compactos e muito ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m • Propagação: sementes e rizoma. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: a semeadura é feita em março e o transplante em abril. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, frutos e raízes.

FITOQUÍMICA
Fisalina, higrina, tropeína, proteínas e vitaminas A e C (9).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Diurética, sudorífica, anti-reumática, hepatoprotetora, antiinflamatória (9), desobstruente, estimulante do aparelho gênito-urinário, anti-herpética e narcótica. O fruto verde é laxativo e diurético (242).

INDICAÇÕES
O chá das folhas é utilizado para a inflamação da bexiga, do fígado (9), do baço e dos ouvidos, cistite e icterícia (242).

CAMOMILA
NOME CIENTÍFICO

Chamomilla recutita [L.] Rauschert

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae

SINONÍMIA
Camomila-alemã, camomila-comum, camomila-da-alemanha, camomila-dos-alemães, camomila-legítima, camomilinha, camomila-vulgar, macela, margaça-das-boticas, maçanilha, manssanilha, marcela-galega, matricária.

HABITAT
Espécie alóctone, que cresce espontaneamente em áreas de campos e bosques abertos das regiões mediterrânicas e de clima temperado. Ocorre em altitudes de até 160m.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, monóica, glabra, ereta, muito ramificada, com até 50cm de altura. As folhas são alternas, bi a tripinatissectas, com lacíneas linear-filiformes, verdeclaros e lisos na face ventral. Inflorescência em capítulos, com dois tipos de flores agrupadas em corimbo. Flores centrais hermafroditas, actinomorfas, de corola tubulosa e amarela. As flores marginais são femininas, zigomorfas, de corola ligulada, branca. As lígulas são tridentadas no ápice. Fruto tipo aquênio e cilíndrico. Apresenta aroma forte e agradável. O oco dos receptáculos é uma das particularidades que a distingue de outras espécies similares, como a camomila-romana.

CLIMA
A planta cresce melhor em clima temperado, com baixa umidade relativa do ar. As temperaturas médias anuais devem estar abaixo de 20oC (96). Não tolera excesso de calor, nem secas prolongadas. A planta não suporta estiagens prolongadas e chuvas copiosas, principalmente no período de amadurecimento das flores. É heliófita.

SOLO
Francos, soltos, férteis e bem permeáveis. Não tolera acidez. A melhor faixa de pH ocorre em torno de 6 a 7.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 25 x 25cm. • Propagação: sementes. Em 1g de sementes são encontradas cerca de 3.500 a 4.000 sementes. As sementes não devem ser enterradas pois são fotoblásticas positivas. São apenas pressionadas sobre o solo para o início da germinação. O uso de polímeros hidroabsorventes evita a desidratação de sementes recém-emergentes. A autosemeação ocorre a partir do segundo ano. As mudas são preparadas em canteiros ou bandejas de isopor, utilizando substrato mineral-orgânico. A semeadura direta no campo é possível em solos bem preparados, com baixa incidência de ervas daninhas e com irrigação sistemática. Densidade de semeadura: 0,5g/m2.

• Época de semeadura: março a abril. A semeadura deve ser feita em períodos do ano em que o franco desenvolvimento e maturação não coincida com temperaturas altas, nem com invernos muito rigorosos. • Nutrição: máxima produção de flores e óleo essencial é obtida com a formulação N-P-K 1:1:1. Cálcio, fósforo e enxofre são os nutrientes que maximizam a produção de flores e óleos essenciais (297). • Adubação verde: utilizando-se Mucuna aterrina + Crotalaria spectabilis aumenta-se significantemente o teor de camazuleno em até 35,17%, porém decresce o α-bisabolol (96). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência com plantas invasoras. • Doenças: é comum a ocorrência de doenças fúngicas (Alternaria sp.) por ocasião do florescimento. • Alelopatia: é alelopata positiva com a carqueja e a couve. • Florescimento: inicia a partir dos 85 dias após a semeadura. • Colheita: é feita quando as flores estão completamente abertas. Quando as lígulas começam a se curvar para baixo, iniciando um sutil murchamento, é indicativo que o ponto de colheita já foi ultrapassado. Ocorre 3 a 4 meses após a semeadura. • Rendimento: 886kg/ha de capítulos florais, para um rendimento de óleo essencial de 0,86% (96). O teor de camazuleno nas flores depende da origem e idade das flores, bem como ele decresce com o tempo de armazenamento (Walenciak e Korzeniowski, apud 91). • Padrão comercial: o teor mínimo de essência é de 0,4%. Tolera-se até 5% de pedúnculos e/ou outras partes da planta. Para fora do Brasil a tolerância é de 2%. As cinzas não podem exceder a 14% (96).

PARTES UTILIZADAS
Somente os capítulos florais secos.

FITOQUÍMICA
Camazuleno (27,2%), α-bisabolol (antiinflamatório - 11,2%) (96), matricina, cumarina, esteróides, heterosídeos, ácidos graxos e salicílico, vitamina C (145). Terpenóides: antemol, azuleno, bisaboleno, β-bisaboleno, α-bisabolol, α-bisabololóxido A, αbisabololóxido B, α-bisabololóxido C, α-bisaboloneóxido A, borneol, β-bourdeno, αcadineno, calameno, canfeno, 3-careno, B-cariofileno, cis-cariofileno, cariofilenepóxido, camazuleno, camomilol, 1,8-cineole, α-copaeno, B-copaeno, α-cubebeno, ρ-cimeno, 3deidronobilina, α-ρ-dimetilisterina, 3-epinobilina, 1,10-epoxinobilina, eucanabinolida, farneseno, trans-α-farneseno, trans-β-farneseno, farnesol, germacreno-D, guaiazuleno (1,4-dimetil-7-isopropiazuleno), humuleno, hidróxisonobilina, limoneno, lactona sesquiterpena linear, matricarina, matricina, α-muroleno, β-mirceno, mirtenal, mirtenol, nerulidol, nobilina, α-pineno, β-pineno, pinocamfona, α-trans-pinocarveol, α-transpinocarvone, sabineno,β-selineno, esfatulenol, α-terpineno, turjone, xantoxilina. Flavonóides: apigenina, apigenina-7-(6’’-ο-acetilato) glucosídeo, apigenina-7apiosigluosídeo (apiína), apigenina-7-glucosídeo (2’’,3’’)-diacetato, apigenina-7-glucosídeo (apigetrina), apigenina-7-glucosídeo(3’’,4’’)-diacetato, axilarina, crisoeriol, crisoeriol-7-

glucosídeo, crisoplenol, crisosplentina, 6,7-dimetóxiquercetina, 6-3-dimetóxiquercetina, eupaletina, eupatoletina, 6-hidróxi-luteolina-7-glucosídeo, isoarmnetina, isoarmnetina-7glucosídeo, jaceidina, caempferol, ‘Lipophiles flavon’, luteolina, luteolina-4’-glucosídeo, luteolina-7-glucosídeo, luteolina-7-ramnoglucosídeo, 6-metóxi-caempferol, patuletina, patuletina-7-glucosídeo, quercetagetina-3,5,6,7,3’,4’hexametil, quercetagetina3,6,7,3’4’pentametil, quercetagetina 3,6,7,3’ tetrametil, quercetina, quercetina-3galactotosídeo (hiperina, hiperosídeo), quercetina-7-glucosídeo (quercimeritrina), quercetina-3-rutinosídeo (rutina), quercetrina, espinacetina. Ácidos orgânicos: aminoácidos, ácido antêmico, ácido ascórbico, bornil acetato, (-)-butano- 1,3-dil-1-(|Z|2’-metil-2’-butenoato)-3-isobutirato, n-butanol, butil angelato, ácido cáprico, ácido caprílico, carotonacetonas homólogas, tanino catequina, éster camomila I, éster camomila II, ácido clorogênico, colina, vermelho aldeído crimson, β-damascenona, éster dihidromatricana, cis-en-yn-dicicloéter, ácido 2,4-dihidroxibezóico, (ácido siríngico), 2,5dihidroxibenzóico (ácido gentísico), ácido 2,3-D-dihidroxicinâmico(ácido antenóblico), ácido 3,4-D-dihidroxicinâmico (ácido cafêico), ε-1-(2,6-dimetilfenil)-2-butano-1, epicatecol, benzoato etílico, decanoato etílico, palmitato etílico, etil fenilacetato, ácido ferúlico, frutose, furfurol, 5-(3-furil)2-metil-1-pentano-3-ol (lepalol), 5-(3-furil)2-metil-1pentano-3 (lepalona), galactose, ácido gálico, tanino, geraniol, glicose, herniarina, hexilacetato, hexilbutirato, hidrocarbonatos, ácido benzóico 4-hidroxi-3-metoxi (ácido vanílico), ácido 3-hidroxi-4-metoxicinâmico (ácido isoferúlico), ácido 3-(2-hidroxifenil)-2propenóico (ácido ο- cumárico), ácido 3-(4-hidroxifenil)-2 propenóico (ácido-ρ-cumárico), ácido 3-hidróxi-2-metilideno (ácido butírico angelato), angelato isoamil (isopentil), isoamil butirato, isobutil isobutirato, isobutil isovalenianato, isobutil-2-metilbutirato, 4isopropenil benzaldeído, 4-isopropenil tolueno, 5-isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, 5isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, ácido linoléico, ácido málico, ácido metacrílico e ésteres, ácido 4-metoxibenzóico (ácido anísico), 3-metilamil angelato, 2-metilbutil butirato, α-metilbutil isobutirato, 2-metilbutil-2-metilburato, 2-metilbutil-2-metil propionato, 3-metilideno-4-oxipentil angelato, 2-metilidenopropano-1,3 dil-1-|z|-2’metil2’-butenoato-3-isobutirato, 2-metil-2-propil angelato, 2-metilpropil butirato, 2-metilpropil 2-metil butirato, 2-metilpropil 3-metil butirato, niacina, ácido oleico, ácido palmítico, ácido péctico, ácido fenólico, álcool perílico, poliacetileno, polissacarídeos, propil angelato, ramnose, ácido salisílico, 7-glucosídeo escopoletina, escopoletol, ácido sinápico, tanino, taraxasterol, tiamina, ácido tíglico e ésteres, triacontano, umbeliferona, xilose (91), ácido dihidrocinâmico, cerótico oleico e linólico, colina, inositose, fitorina, matérias resinosas e pépticas (341) e apigenina (3 a 9%), que se desdobra, por hidrólise, em apigetina e glicose (319).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória tópica (260), sedativa suave, eupéptica, antinevrálgica, antiinflamatória, maturativa (341), antiespasmódica, carminativa, analgésica, emenagoga, aperiente, protetora solar, antisséptica, antiasmática, cicatrizante, anti-reumática, sudorífica (145), antigripal (294), estomáquica, tônica, emoliente, calmante (68), anti-hemorroidária, antidispéptica (32), antialérgica (128), anti-histérica, vermífuga (215) e emética (435).

INDICAÇÕES
É indicada para inflamações oftálmicas, diarréia infantil, embaraços gástricos, enjôos, indigestões, enxaquecas, afecções de pele (pústulas e fístulas), cefalalgias, cólicas em geral

(341), lumbago, estomatite, afta, ciática, gota, mialgias (145), cistites (91), náuseas (32), assaduras, queimaduras de sol (128), doenças do útero e do ovário, gengivite, feridas, oftalmias, insônia, afecções nervosas, inapetência e úlceras (68).

FORMAS DE USO
• Infuso: ⇒ 3%; 50 a 200ml/dia (uso interno); 5% (uso externo) (341). ⇒ 5g do pó por litro (435). ⇒ 10 a 15g de flores em 1 litro de água fervente. Esfriar e coar. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao ia. Para combater afecções bucais, fazer bochechos com o infuso. ⇒ colher das de sopa de flores em 1 caneca de água quente. Abafar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras das de chá ao dia (digestivo, sedativo e emenagogo). • Compressa ou ablução anal: para hemorróidas (145). • Pó: 2 a 6g/dia. • Tintura: 10 a 30ml/dia. • Elixir, vinho e xarope: 40 a 120ml/dia (341). • Vinho: macerar por 5 dias 3 xícaras das de chá de flores em 1 litro de vinho branco, agitando 1 vez ao dia. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia, iniciando uma semana antes da data prevista para a menstruação (emenagogo). • Loção: deixar em banho-maria durante 3 horas 1 xícara das de café de flores em 1 copo de azeite. Coar e aplicar topicamente sobre assaduras e queimaduras do sol. Pode ser também usado topicamente em dores de ouvido e nevralgias (128).

TOXICOLOGIA
Atóxica em pessoas saudáveis. Compromete a eficácia da radiografia em pessoas doentes (385). Pode ocorrer rinite alérgica em pessoas sensíveis à camomila (145). Mulheres grávidas ou em lactação devem evitar o uso.

OUTRAS PROPRIEDADES
• A essência da camomila é azulada e tem sabor amargo. • O chá das flores é utilizado para clarear o cabelo (145).

CAMOMILA-RAULIVEIRA
NOME CIENTÍFICO
Helenium alternifolium Spreng et Cabrera.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

HABITAT

Espécie autóctone que vegeta nos campos e vales do Sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene ou anual, ereta, com 30 a 35cm de altura. Folhas com 5 a 7cm de comprimento, sésseis, alternas, um tanto espessas, estreitas, lanceoladas, 1-nérveas, íntegras ou algumas penatífidas com 1 a 3 segmentos pequenos, abertos e lanceolados. Inflorescência em capítulos solitários terminais, longo pendunculados. Brácteas em número de 20 a 25, de 7mm de comprimento, lanceoladas, pilosas. Possui 8 a 10 lígulas com cerca de 1cm de comprimento, limbo deltóide de cor alaranjada. O fruto é um aquênio com cerca de 2mm de comprimento. Papo de 4mm de palhetas lanceoladas, emarginadas no ápice, com aristas longas.

CLIMA
Prefere regiões onde as temperaturas são amenas (20 a 25oC, média anual) e não ocorra excesso de pluviosidade. Chuvas frequentes, sobretudo durante o florescimento, afetam a qualidade do produto colhido.

SOLO
A planta desenvolve-se melhor em solos neutros, aluviais e ricos em matéria orgânica. Não se desenvolve em solos ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: quando a semeadura é feita em agosto, o florescimento ocorre outubro a março. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Produção de sementes: os capítulos devem ser colhidos ao iniciar o murchamento das lígulas, porém antes das flores adquirirem coloração castanha, quando então a deiscência é muito forte, com perda de sementes.

PARTES UTILIZADAS
Flores (preferencilamente) e folhas.

FITOQUÍMICA
Saponinas e óleos essenciais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, febrífuga e hepática (271).

OUTRAS PROPRIEDADES
As flores são muito vistosas, podendo ser utilizadas em arranjos florísticos.

É higrófila. periná. verde-escuras na página superior e mais claras e com nervura média saliente na inferior. inteiras. agudas. mas que se adaptou bem às regiões tropicais e subtropicais. As folhas simples. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. brancacento ou verde-claro e piloso. luzidias. pacová. interiormente branco-avermelhado e exteriormente revestido de escamas pardacentas. lisas. • Florescimento: ano todo. de corola tubulosa e cálice avermelhado. nodoso. SOLO Prefere solos úmidos e férteis. cana-do-mato.CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Costus spiralis Rosc.5m. cana-branca. A inflorescência é uma espiga terminal multiflora. vermiculita ou casca de arroz tostado. PARTES UTILIZADAS . • Plantio: setembro a outubro. cor de carmim. jacuanga. espiraladas. com cerca de 20 a 30cm de comprimento e 10 a 14cm de largura. fibrosos. SINONÍMIA Caatinga. ubacayá. originária do Brasil equatorial. O enraizamento pode ser feito em substrato à base de areia. carnoso. mantido sempre umedecido. grandes. jacuacanga. As raízes são filiformes. Colmo suculento. O pecíolo é grosso-carnoso em prolongamento à nervura média. jacuanga.7 x 0. imbricadas. invaginantes. ubacaia. HABITAT Espécie autóctone. obovadas ou elípticas. mais ou menos eretos. • Propagação: rebentos do rizoma e estacas. arredondadas no ápice. embora tolere solos pobres. FITOLOGIA Rizoma carnoso e ramificado. pacocaatinga. de 10 a 13cm de comprimento e com brácteas ovadas. Fruto cápsula polisperma contendo sementes oblongas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Colheita: inicia aos 16 meses após o plantio. brancacentas e com numerosas radicelas fibrosas. frágeis. As flores são róseas.

• Suco do caule: para atenuar arterioesclerose. hidropisia. cana-roxa-do-brejo. jacuacanga. • A planta é ornamental em jardins. ubacayá. cana-roxa. insuficiência cardíaca. . flor-da-paixão. sífilis e gonorréia (32). pois sendo rica em oxalato de cálcio. tônica. emenagoga (257). calmante das excitações nervosas e do coração. CANA-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Costus spicatus Jack. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas e contusas. Sw. aplicadas topicamente como resolventes de tumores. SINONÍMIA Cana-de-macaco. FITOQUÍMICA Acido oxálico. picada de insetos e catarro (9). albuminúria. ubacaia. antiinflamatória dos rins e bexiga (32). periná. febrífuga. antidiabética. OUTRAS PROPRIEDADES • O caule fornece um suco refrescante e nutritivo. antilítica. inulina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. resolvente de tumores. TOXICOLOGIA Deve-se evitar o uso continuado da planta. aterosclerose. O sumo fresco do colmo é indicado para disúria. dores nefríticas. taninos e matérias pécticas (9). diaforética. pode resultar no surgimento de urólitos. anti-reumática (9) e depurativa (93). aperitiva. paco-caatinga. cana-do-mato.Colmo e folhas. INDICAÇÕES As hastes são indicadas para a leucorréia e afecções renais (257). estomáquica. PARTES UTILIZADAS Colmo e folhas. lavar feridas e diminuir as excitações nervosas e do coração (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae.

o crescimento é lento e a planta é mais suceptível a doenças. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio.HABITAT Espécie autóctone que habita as matas tropicais. anti-sifilítica. • Propagação: sementes. FITOQUÍMICA As hastes contém ácido oxálico (93). diaforético. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral e as estacas podem ser enraizadas em areia umedecida. Flores amarelas dispostas em espiga terminal de 5 a 8cm. dura e cilíndrica. Quando exposta totalmente ao sol. • Infusão: para dores nefríticas. O enraizamento ocorre em 25 a 30 dias. com sementes arrredondadas no ápice. INDICAÇÕES Para o tratamento de leucorréia. tônico. que cresce 70 a 80cm de altura. • Plantio: primavera. PARTES UTILIZADAS Rizoma. febrífugo e emenagogo (93). bainha pilosa e tenuamente avermelhada nas bordas. invaginantes. envolvidas por brácteas escamosas cor de carmim. inflamações da uretra (93). antilítica (215). emoliente. verde-escuras. FORMAS DE USO • Suco: das hastes (gonorréia ). oblongas. O suco das hastes é depurativo. SOLO Prefere solos úmidos e humosos. de haste rígida. amenorréia e arterioesclerose (215). medindo cerca de 2 a 3mm de comprimento.0 x 0. rebentos do rizoma e estacas do caule. CLIMA É planta esciófita. polisperma. tônico e emenagogo (32). .5m. folhas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. O fruto é capsular. casca e hastes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é diurético. gonorréia. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. As folhas são alternas. diaforético. mucosidade da bexiga. nefrites. • Decocção: 50g de hastes ou rizoma em 1 litro de água (leucorréia).

sendo utilizado como refresco. • A planta é ornamental em jardins. • O suco dos rizomas é levemente ácido e mucilaginoso. A planta é nitrófila e não tolera solos secos e compactados. sendo dois deles mais compridos. HABITAT Espécie autóctone que habita a mata Atlântica. .5cm de largura. marianinha. humosos. Por ser ornamental. As folhas medem 17 a 25cm de comprimento por 5. As flores são compostas de três pétalas violáceas com a base branca. com 6 estames. glabro. As folhas são oblongo-lanceoladas. nervura central proeminente na face dorsal. bainha invaginante. • CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Dichorysandra thyrsiflora Mik. FITOLOGIA Planta herbácea perene. CLIMA Espécie tropical. reunindo 30 a 32 pedúnculos florais. com 2 a 2.20m de altura. é comumente encontrada em jardins.• Cataplasma: utilizam-se o rizoma e/ou as hastes. As flores dispõesse em panículas de 10 a12cm de comprimento. de norte a sul do Brasil. sendo que na face ventral ocorrem duas listras longitudinais de cor cinza-prateada em cada lado da margem das folhas jovens. alternas. Usar topicamente em contusões e inchaços (32). nodoso. três sépalas côncavas de coloração violeta-clara externamente e branca internamente. glabras.5cm de diâmetro.0 a 1. O caule é ereto. SINONÍMIA Cana-do-brejo. previamente secos e transformados em pó (hérnia) • Ungüento: folhas untadas com sebo. pouco ácidos. com porte de 1. bordos lisos. higrófita e esciófita. enquanto que nas velhas só ocorre uma mancha de cor creme-pálida na base da nervura central. OUTRAS PROPRIEDADES O rizoma apresenta aroma semelhante a violeta (Viola odorata).0 a 6. SOLO Prefere solos úmidos. espiraladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Comelinaceae.

HABITAT Encontra-se disseminada por toda mata atlântica subtropical. composto de 4 a 5 artículos medindo 4 a 8cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura.7m. Folhas afetadas devem ser removidas e a planta pulverizada com um fungicida cúprico. herbáceo. A estaquia é feita em areia umedecida. responsável pela formação de grandes áreas necróticas nas folhas. Fruto tipo baga de cor branco-hialina. • Propagação: sementes. FITOLOGIA Planta epífita de caule pêndulo. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. sub-cilíndrico.AGROLOGIA • Ambiente: procurar instalar as plantas em áreas baixas. conambaia. . • Plantio: outono e primavera. verde-claro. à beira de riachos. • Espaçamento: 1.0 x 0. ripsalis. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. CANAMBAIA NOME CIENTÍFICO Rhypsalis capilliformis Weber. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. onde o lençol freático possa estar ao alcance das raízes. Evitar áreas alagadas ou uliginosas. diurética e anti-reumática (93). lagoas ou açudes. brotações do rizoma e segmentos nodais. • Doença: é comum a ocorrência do fungo patogênico Colletotrichum dichorisandrae. Flores terminais campanuladas de cor creme. SINONÍMIA Cabelo-de-anjo. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em áreas sombreadas de jardins. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. ocorrendo sobre ramos inferiores de árvores antigas. PARTES UTILIZADAS Hastes e folhas.

6 . PARTES UTILIZADAS Artículos. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio. de folhas persistentes. • Plantio: deve ser feito nas estações mais chuvosas do ano. febres gástricas e biliosas (271). SINONÍMIA Canela-da-china. 3nervada. com cerca de 7 a 8m de altura e com tronco de 20 a 25cm de diâmetro. As flores são verde-amareladas. pecioladas. O perianto é 6-lobado. Poderão ser utilizadas árvores como base do agroepifitismo da planta. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. caneleira. Desenvolve-se numa faixa de temperatura de 20 a 30oC. procurar amarrar as mudas sobre ramos sombreados que tenham musgos sobre a casca. luzidias. glabra. Os ramos são cilíndricos ou tetrágonos somente no ápice. glabra e pálida. Neste caso.CLIMA É subtropical e esciófita. AGROLOGIA • Ambiente: as mudas devem ser enraizadas em substrato de xaxim e/ou húmus e estabelecidas em ambiente sombreado (bosque. pequenas. acuminada. canela-da-índia. estacas dos ponteiros e mudas obtidas na mata. A casca é espessa. base subaguda a arrredondada. coriáceas. túnel de sombrite 70% ou mais). facilitando o pegamento da muda. oblongas. em número de 2 a 5 por cimeira. terminal e axilar. escorbuto. • Propagação: sementes. 8 a 15cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. HABITAT Espécie alóctone originária do Ceilão. As folhas são simples.000m (93). menos no inverno. CANELA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Cinnamomum zeylanicum Blume e Cynamomum cassia Blume. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de úlceras. alternas. FITOLOGIA Árvore perene. A inflorescência é uma panícula cimosa. crescendo espontaneamente em altitudes de até 2. elípticas-ovaladas ou oblongo-lanceoladas.

baixa e esgalhada. pressão baixa. doenças atônicas do estômago. ovário livre. safrol. diarréia. paralisia da língua e enxaquecas (93). adstringente. FITOQUÍMICA Taninos.estames. INDICAÇÕES É utilizada para dores estomacais. amenorréia. ulcerações da gengiva e da mucosa da boca (294). A semeadura é feita em bandejas de isopor de células grandes ou em saquinhos plásticos perfurados. A germinação. eugenol (5%). flores as folhas. com pouca umidade. carminativa. tosses. com exceção do inverno. O sabor é excitante. A casca é de cor cinza-castanho. Os pássaros são os principais disseminadores da espécie. vômitos nervosos. O odor é delicado. anti-reumática. • Colheita: inicia a partir do quarto ano. com 1 lóculo. O fruto é uma baga ovóide apiculada. • Propagação: sementes. FORMAS DE USO • 1 a 3g/xícara (445) na forma de infusão. CLIMA É de clima tropical. em substrato orgânico ocorre em 30 a 40 dias. PARTES UTILIZADAS Casca da árvore. . aromática (283).5 x 3. antiespasmódica. choques. com 8mm de comprimento. mucilagem. febres adinâmicas. mas adapta-se bem ao subtropical. aerados e silicosos. antileucorréica e catamenial (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestivo. marmitol. metrorragias. Não possui pétalas. preta. respiração ofegante. borneol (93). influenza. tintura e Alcoolatura. antisséptica. cardiotônica (294) tônica. antiescorbútica. • Plantio: ano todo. SOLO Prefere solos bem drenados. doce e pungente. fragrante e aromático.5m. hemorragias de partos. escrófulas. • A poda apical da planta permite uma arquitetura mais compacta. dismenorréia. hipertensora suave (9). pubescentes. calafrios. contendo substrato organo-mineral. extremidades frias. A casca da raiz contém cânfora (93). ligeiramente áspera. crioulceração (445). galactagoga. minerais (2 a 4%). A germinação ocorre em 40 a 50 dias. carbureto terpênico (283). A folha contém 75% de eugenol e 3% de aldeído cinâmico. com rugas finas e lenticelas transversas. felandreno e ácido cinâmico (9). amido. cujas mudas espontâneas que se formam podem também ser aproveitadas para o plantio. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. digestiva (128). aldeído cinâmico (65 a 75%). piolhicida.

CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical ameno e heliófita. Abafar por 15 minutos. com 2 a 3cm de comprimento. alternas. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. pinatisectas. O caule é cilíndrico é lenhoso na base. TOXICOLOGIA • A planta é embriotóxica e abortiva ( 227.2 a 0.8cm de espessura (445). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. longo-pecioladas. As folhas são glandulosas. compotas e doces. muito ramosa e aromática. curau. SOLO . com os segmentos lineares e numerosos. enxaguar com o infuso de canela. desaconselhável para gestantes e pessoas febris (444). 228). sésseis. • Infusão piolhicida: ferver 2 xícaras das de chá de água e derrame sobre 2 paus de canela em uma vasilha. OUTRAS PROPRIEDADES • O pó da casca serve como condimento de quentão. que cresce 30 a 50cm de altura. canfinho. SINONÍMIA Canforeira. mingau. perene. Coar e tomar 1 cálice duas vezes ao dia.• Vinho: macerar durante 30 dias 30g de casca em 500ml de vinho licoroso. ascendente. • A casca é comercializada em pedaços ou rolos. • Dos frutos se obtém a cera de canela. • A essência é utilizada na indústria de perfumaria. de 30 a 40cm de comprimento por 3 a 10cm de largura por 0. usada para o fabrico de velas. arroz-doce. Secar o cabelo e passar um pente fino (294). antes das refeições (tônico e digestivo). FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. Após lavar a cabeça. CANFRINHO NOME CIENTÍFICO Artemisia camphorata L.

durante 1 hora. SINONÍMIA . FORMAS DE USO • Alcolatura: macerar as folhas na cachaça ou álcool de cereais. Utilizada externamente. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. INDICAÇÕES Utilizada no álcool para dores musculares. distúrbios neurológicos e cardíacos (128). picadas de insetos (257). • Substrato: o enraizamento das estacas é feito em uma mistura de vermiculita (40%). As estacas devem ter sua base imersa em solução de benomil a 0.) FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.5m.] Stapf.Prefere solos areno-argilosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática (257). compactados e muito úmidos afetam a produção e a qualidade das folhas. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis no Estado de Santa Catarina. aerados e bem drenados. • Plantio: outubro a novembro. • Colheita: inicia aos 6 meses após o plantio. • Doenças: a planta sensível à patógenos que atacam as raízes e vasos condutores. antiepiléptica. casca de arroz tostada (60%).2%. não ocorre. contusões e hemorragia uterina (271). CAPIM-LIMÃO NOME CIENTÍFICO Cymbopogon citratus [DC. FITOQUÍMICA Óleos essenciais e derivados de cânfora (257). calmante e antinevrálgica (271). Solos ácidos. feridas.7 x 0. Se o inverno for quente. • Propagação: rebentos da raiz e estacas caulinares radicantes. ocorrendo no verão. pouco ácidos. para prevenir da incidência de patógenos vasculares. • Florescimento: é esporádico.

são amplexicaule. canfeno. α e β-pineno.0cm de largura. car-3-eno. As folhas são recobertas por uma fina camada de cera e exalam olor de limão.5 a 2. capimcidró. facilita a infecção dos fungos Aspergillus sp. cetonas.0 x 0. sidró. patchuli-falso. metileugenol. boa parte do aroma é perdido. borneol. erva-cidreira. capim-cidrilho. Rhyzopus sp. mentona. Apresenta textura áspera ao tato e permanece mais ereta que a citronela. capim-santo. bordo liso. porém não encharcados. capim-cidreira. humuleno. preferencialmente próxima dos cursos de água. βcadineno. fencona. que medem cerca de 60 a 100cm de comprimento por 1. As folhas. capim-cidrão. deve-se secar lentamente à baixas temperaturas (35 a 40oC). AGROLOGIA • • • • • Espaçamento: 1. (55). capim-ciri. O florescimento é raro e as flores. ácidos. são estéreis. É feito diretamente a campo. HABITAT Espécie alóctone de origem indiana. Propagação: divisão de touceira cujas folhas são previamente podadas. saponinas álcoois (cimeropogonol e cimpogonol) e alcalóides (145). grama cidreira. acetato de nerol. com nós bem demarcados. hexacosan-1-ol. farnesol. embora favorável a menor perda de óleos voláteis. estolonífera. perene. que afeta a produção e qualidade das folhas. CLIMA É heliófita. capim-marinho. cimbopogonol. nerol. cimbopogona. Penicilium sp. e Alternaria sp. cineol. FITOLOGIA Planta herbácea. Apresenta rizomas semi-subterrâneos. cespitosa. mas prefere solos com bom teor de umidade. acetato de geraniol. paralelinérveas.0m em altura e forma touceiras de perfilhos ao nível do solo. É muito sensível à estiagem. capim-de-cheiro. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solo. eventualmente formadas. chá-deestrada.Capim-catinga. As folhas são muito aromáticas. linear-lanceoladas. Doenças: as folhas são eventualmente acometidas pela ferrugem parda. vervena. cortante. • Secagem: com a secagem. antimicrobiano. Trichoderma sp.. inseticida e repelente). cimbopogenol. que cresce cerca de 1. citral (antiespasmódico.. a beira de estradas e em áreas aluviais. capim-sidró. Cresce subespontaneamente em todo o Brasil. geranial.. geraniol. Plantio: ano todo. Não tolera geadas. capim-cheiroso.40m. . Cladosporium sp. mirceno (analgésico). A secagem a 30oC. Por isso. nervura central grossa e caniculada. São ricas em óleos essenciais que contém α-oxobisaboleno. ésteres. áspera nas duas faces. citrol (mistura dos aldeídos neral e geraniol).. FITOQUÍMICA As folhas contém aldeídos. Colheita: inicia após quatro meses do plantio e é feita três a quatro vezes ao ano. curtos. isopulegol. sesquiterpenos e terpenos. linalol.

ansiedade (294). béquica. estomáquica (257). PARTES UTILIZADAS Folhas. antiespasmódica e analgésica. cólicas menstruais e intestinais (o mirceno atua nos nervos dos órgãos). terpinoleno. calmante. tensão muscular e cefaléia. contusões. ⇒ 10g de folhas secas em ½ litro de água quente. febrífuga (179). iso-orientina. limoneno. miorrelaxante (145). antidisentérica e antiálgica (120). é repelente de mosquitos e serve como desodorante natural. anticonvulsionante. citronélico. entorse. Encontram-se ainda alguns flavonóides como a luteolina. p-cumárico. indigestão. conjuntivite. diurética. O conteúdo de citral varia de 86. no aumento do período de sono. ATIVIDADE BIOLÓGICA As folhas demonstram atividade antimutagênica em Salmonella tryphimurium TA 98. carminativa. aldeídos como o isovaleraldeido e decilaldeido (120) . rizoma e raízes frescas ou secas. analgésica suave.25% (55). diminuiu os níveis de colesterol de 22 voluntários (179) .terpineol. depurativa. FORMAS DE USO • Decôcto ou inalação: 10 a 20g/dia de folhas e/ou raízes (444). FARMACOLOGIA Tem ação na diminuição da atividade motora. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida em conjuntivites (363). Os extratos etanólicos apresentam atividade contra os áscaris. T. feridas. expectorante. antidiarréica. anti-histérica (215). O extrato da planta apresenta forte ação bactericida sobre o vibrião do cólera (78). luteolina-7-O-β-D-glicosídeo. O óleo essencial apresenta atividade antibacteriana e antimicótica. caféico. A infusão do rizoma se usa para clarear os dentes e é tônica (23). sedativa. distúrbios renais (258). sudorífica. na dose de 140mg/dia. O óleo essencial. vômitos. neuralgias. administrado na forma de cápsulas. catarro. O extrato acuoso demonstra um efeito ansiolítico.10 a 95. espasmo intestinal (352). tosse. α-canforeno. hipotensora (258). antireumática. . • Infusão: ⇒ 4 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água. gerânico e capróico. por 3 meses. gastralgias. O óleo essencial da planta tem ação fungistática sobre alguns fungos dermatogênicos humanos (Trichophyton rubrum. dipenteno. lumbago. ocimeno. aromática. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia (258). βsitosterol (155). citronelal. ácidos acético. O efeito analgésico é atribuído ao mirceno (119). antiespasmódica. mentagrophyres e Microsporium canis) (234). INDICAÇÕES Também usada para dores estomacais. Tomar xícaras ao dia (145). digestiva. úlceras. e que infectam sementes de cereais (Aspergillus e Penicillium) (40). resfriado. eczemas (179).

glabro e cilíndrico. flor-de-sangue. • A planta fornece óleo essencial usado em perfumaria. FITOLOGIA Planta herbácea rasteira bienal. a infusão passa a ser bebida refrigerante. As flores são irregulares. chagas. devido ao sistema radicular vigoroso e agregador. Coar e fazer massagens tópicas para nevralgias e reumatismos (128) TOXICOLOGIA Doses concentradas pode provocar aborto (258). capuchinha-de-floresgrandes. sedação e defecação (120). cujas ramagens prostradas crescem 23m de comprimento. OUTRAS PROPRIEDADES • A essência é amarelada. longo-pecioladas. frágil. amarelo- . com 5 sépalas coloridas e distintas e 5 pétalas ovado-obtusas. O hidrolato das folhas provoca um quadro de hipocinesia. agrião-maior-da-índia. FAMÍLIA BOTÂNICA Tropaeolaceae. solitárias. servem para aromatizar roupas e repelir insetos (294). SINONÍMIA Agrião-do-méxico. especialmente dos campos altos e pedregosos do Peru (341). O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. • Servida fria. capuchinha-grande. mastruço. campanuladas. barrancos e estradas. bradipnéia. capuchinho. cinco-chagas. mastruço-do-peru. verde-claro-brancacento. As folhas são alternas. nastúrio. agrião-grande-do-peru. coleária-dos-jardins. além de permitir uma ótima cobertura de solo. • As folhas picadas e acondicionadas em saches. • As folhas constituem-se ótima forragem para elefantes. CAPUCHINHA NOME CIENTÍFICO Tropaeolum majus L. aromática e ardente.• Ungüento: esmagar 1 xícara das de chá de rizomas em 1 colher das de sopa de óleo de coco. chagas-de-flores-grandes. • A planta é indicada para proteção de encostas. orbiculares. perda de postura. de caule carnoso. pelti-nervadas. chagas-da miúda. curculiare. cochlearia-dos-jardins. longopedunculadas. axilares. que cresce de 30 a 40cm em altura. ataxia. sapatinho-do-diabo. 5-lobadas. baixar demasiadamente a pressão e causar desmaios. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais de altitude. capucina.

escrofulose e demais afecções de pele (257). quando comparada a colheita na lua cheia (72). liberando-a ao ambiente na forma de gutação. • Irrigação: a planta apresenta uma alta capacidade de retirada de água do solo. em canteiros. A semeadura é feita diretamente a campo. 5-7 costada. ativadora da circulação do sangue (271). com máculas mais escuras e esporão cilíndrico curto. depurativa (128). separando-se depois em três aquênios. • Propagação: sementes. INDICAÇÕES Usada ainda para o combate à caspa (215). • Florescimento: início de agosto a novembro. de pericarpo espesso e carnoso. passando até mesmo por esciófita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (341. béquica. glucotropaeolina . às vezes dobradas. a planta adapta-se bem às regiões tropicais. contém o ácido erúcico.que dá origem à compostos sulfurados antibióticos. FITOQUÍMICA Ácido erúcico (72). O óleo das sementes. tônica. também conhecido como óleo de Lorenzo. expectorante. • Adubação: aplicar 2 a 3kg de cama de aviário por m2 de canteiro. Altas temperaturas de verão (acima de 28oC) são prejudiciais ao desenvolvimento vegetativo da planta. • Doença: Pseudomonas cihorii (146). tais como eczema e psoríase (32).3m. estimulante. folhas.laranja ou vermelhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. 32). óleo essencial. antibiótica natural. • Plantas daninhas: não tolera a concorrência com ervas invasoras. PARTES UTILIZADAS Caule. • Plantio: março e setembro. Inicia 2 meses após o plantio. inicialmente única. mirosina e óleos sulfurados (93). mirosina (enzima).5 x 0. aperiente. globosa. O sombreamento da planta reduz a produção de sementes e do ácido erúcico. ácido graxo utilizado no tratamento da . O fruto é uma cápsula 3-coca. frutos e flores. sendo que o rendimento de ácido erúcico é maior quando a colheita de sementes ocorre na lua nova. tônico capilar (294). Os frutos secos são purgativos (93). • Colheita de frutos: outubro a dezembro. digestiva. vitamina C (257). ácido tropaeolínico. resinas. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. úmidos e aerados. cada um contendo uma semente. CLIMA Embora a planta seja de clima subtropical de altitude.

a espécie pode ser usada como bordadura periférica para proteção de espécie vegetais susceptíveis às pragas. coá-piranga. lenticelados-verrucosos e estriados. piranga.adrenomieloneuropatia (72). FITOLOGIA Planta trepadeira perene. CARAJURÚ NOME CIENTÍFICO Arrabidea chica (H. pariri. OUTRAS PROPRIEDADES • Os botões florais são comestíveis. crajirú. • É muita atrativa de lepidópteros. oajuru. SINONÍMIA Cajuru. carajirú. . as folhas e flores provocam o sono (294). chica. • Infusão: ⇒ 40 a 50g em 1 litro de água. guajuru. e B. apresentando sabor acre e picante. semelhante à alcaparra. ⇒ 4 colheres das de sopa de folhas picadas ou 2 de sementes em 1 litro de água. FORMAS DE USO • Suco: tomar 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas. • A planta é fitoprotetora de pragas da macieira. na França. china. guarajuru. Tomar ½ g em ½ copo de água. besouros e moscas brancas. cipó-cruz. Se consumidas à noite. guajuru-piranga. Repele pulgões. • As flores são utilizadas como salada ornamental. pariri. oajuru-piranga. ramos cilíndricos e glabros enquanto jovens. cipó-pau. Neste particular. A planta encerra antibióticos naturais de largo espectro (380). • A planta pode ser usada em paisagismo e jardinagem. Cresce subespontaneamente em capoeiras. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia. reduzir o volume de água à metade (257). As folhas são pecioladas. depois tetrágonos. sobretudo as secundárias. Para uso interno.) Verlot. • Pó: frutos secos. HABITAT Espécie autóctone que cresce nas matas tropicais. orla de matas e restingas. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. de arquitetura escandente.. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32).

desinfetante (130). flavonóides.8m de altura. antidiarréica. antiinflamatória (425). alcalóides. alongada. saponinas. reticulado-venosos. coriáceos. róseo-lilacinas. carajurina. triterpenos. 3-deoxiantociianidina. antianêmica (9). FITOQUÍMICA Ácido anísico. ferro assimilável e cianocobalamina (9). cicatrizante. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. aguda em ambos os lados e com uma nervura média saliente nas valvas. antidiabética. É heliófita e seletiva higrófita (365). dispostas em panículas terminais piramidais. taninos. cólicas intestinais. pseudoindicanas. discolores ou concolores. enfermidades da pele de diferentes origens. Flores campanuladas. O fruto é uma cápsula linear. • Tutoramento: é feito com fios de arame dispostos horizontal e paralelamente entre si. 42. . conjuntivite. glabros nas duas faces. CLIMA É de clima tropical a subtropical. emoliente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. contendo sementes ovóides (93). genipina (379. • Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). INDICAÇÕES É utilizada para o tratamento de feridas (9). bixina. medindo cerca de 18 a 20cm de comprimento. glabra e castanha-ferrugínea. trifolioladas. • A planta é melífera e ornamental (93). frouxa. de folíolos oblongo-lanceolados. antidisentérica (271). • Colheita: inicia 7 a 8 meses após o plantio. produzem seda vermelha. diarréias sangüíneas e entero-colites (93). depois de fermentadas.compostas. presos a moirões com até 1. • Os bichos da seda que comem suas folhas. 173). AGROLOGIA • Espaçamento: 1.5 x 0. cumarinas. inflamações do útero e dos ovários. antileucêmica. carajurina. • Propagação: sementes e estacas de ramos. quinonas.7m. impigem. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas são enraizadas em areia mantida sempre úmida. fornecem matéria corante vermelho-escura ou vermelho-tijolo.

• Plantio: outono. SOLO Prefere solos férteis. originária das regiões mediterrânicas. cardo-de-nossa-senhora. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito sensível às bacterioses. sinuadas ou dentadas. mescladas com branco ao longo da nervura. É encontrada até 700m de altitude (383). terminais. que destrói toda a folhagem. cardo-santo. brilhante ou matizado de amarelo. encimado por um papilho de pelos denticulados.. robusto. o cultivo em regiões muito pluviosas deve ser feito em estufas plásticas.CARDO-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Silybum marianum (L. profundos e permeáveis. glabro. Flores violetas. medindo 3 a 4cm de diâmetro. verde. que proliferam-se em solos úmidos.50m.) Gaertn. alternas. cardo-mariano. com cerca de 0. ereto. Inflorescência em capítulos hemisféricos solitários. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical de altitude. cultivadas. brilhantes. que são semeadas em bandejas de isopor em substrato areno-orgânico. serralha-de-folhas-pintadas. verdes. SINONÍMIA Cardo-branco. . Raiz aprumada e grossa. • Espaçamento: 1. e subespontaneamente em áreas ruderais. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. com as margens onduladas orladas de espinhos amarelos e cílios. profundamente lobadas. O fruto é um aquênio grande. FITOLOGIA Planta herbácea anual ou bianual. cardo-leiteiro. pecioladas. É heliófita. Caule cilíndrico. São grandes (30 a 50cm de comprimento). sulcado.3 a 1. As folhas formam uma roseta basal. com irrigação por gotejamento. a beira de caminhos e em áreas nitrófilas.0 x 0. de caule.0m de altura. com brácteas coriáceas terminadas em espinho. preto. • Pragas: A planta é muito vulnerável ao ataque de Diabrotica sp. Cresce espontaneamente em solos arenosos e pedregosos. • Propagação: só ocorre via sementes. arenosos. tubulosas. HABITAT Espécie alóctone.

FITOQUÍMICA Óleo essencial. Coar e tomar 1 cálice após as refeições. Não se deve utilizar quando de problemas renais. colagoga. silidianina (162). tiramina (383). 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. Favorece a digestão de alimentos ricos em gordura. • Colheita: inicia após o quarto mês após o plantio. durante 5 dias.Doenças: em regiões de alta pluviosidade. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 5 minutos. o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas. que causa a podridão das plantas. Inodora. digestiva e aperiente (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É tônica. INDICAÇÕES Indicada para distúrbios cardiovasculares e hepáticos e. evita o enjôo (383). do útero e também das hemorróidas (93). As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica (383). sementes. raiz. diurética (383). forte e duradouro. hipertensora. Indicada ainda para o tratamento da icterícia e afecções hepáticas (294). obtendo-se rendimentos de cerca de 950kg/ha (149). ingerida 8 dias antes de uma viagem. • As folhas novas são utilizadas como saladas e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água. • As folhas trituradas são apreciadas pelo gado e as sementes são apreciadas pelas aves. antes que as flores abram totalmente. podendo então ser tóxica (209). úlcera e gastrite. Não é recomendado o uso por crianças. silimarina. TOXICOLOGIA Em doses excessivas. Das sementes obtém-se uma tintura útil no tratamento de moléstias da uretra. . colerética.. O espaçamento entre fileiras pode ser de 70cm e entre plantas de 12cm. • É ornamental em jardins ensolarados. • Florescimento: primavera. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas é amargo. é comum a ocorrência de Erwinia sp. histamina. • Produção de sementes: deve ser feita em regiões com baixa umidade relativa do ar e com baixos índices pluviométricos. • Vinho: macerar 20g de folha de cardo-de-santa-maria e 5g de cravo-da-índia em 1 litro de vinho branco. • PARTES UTILIZADAS Folhas. Pode acumular muito nitrato nas folhas. Tomar em pequenos goles. vômitos e diarréias.

terrenos secos e pedregosos. tiririca-de-babado. cortando-se apenas os dois terços finais da parte aérea. levemente nervadas.0 x 0. É heliófita (211). a noite. ribanceiras de rio e áreas ruderais em geral. Ocorre até 2. SINONÍMIA Bacanta. com alas seccionadas alternadamente. • Colheita: as hastes são colhidas quatro meses após o plantio. campos. glabro.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis trimera Less.800m de altitude (96). vassoura-de-botão. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastos. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • Alelopatia: protege e estimula o crescimento da camomila. linear. A inflorescência é do tipo capítulo. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em climas amenos. SOLO Embora prefira solos úmidos e expostos ao sol. Manter irrigação por nebulização de 2 a 3 minutos. carqueja-amargosa. e até 5 horas. • Propagação: sementes. deixando a cepa para rebrote. beira de estradas. perene. A melhor estaca é aquela obtida da parte basal ou mediana dos ramos (267). dióica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. FITOLOGIA Planta subarbustiva. que cresce até 90cm de altura. cacaia-amarga. cacália-amara. também em solos úmidos. casca de arroz ou vermiculita. As folhas são muito reduzidas e ovais. produz também em áreas agrestes (solos secos e pedregosos). quase sempre aglomerados sésseis. Caracteriza-se por possuir 3 alas no caule. • Aclimatação: as estacas devem ser plantadas em vermiculita. vassoura. vassourinha. em intervalos de 2 a 3 horas durante o dia. Possui caule lenhoso. Fruto tipo aquênio. quina-de-condamine. bacórida. quando floridas. vassoureira. • Florescimento: novembro a janeiro. carquejaamarga. glabra. de coloração amarela. . rebentos e por estacas. tiririca-de-bêbado. carque. glandulosa. alado em sua extensão.40m. e cobertas com sombrite 70%. cacália-amarga.

• Infusão forte: 60g em 1 litro de água. hipoglicêmica. depurativa. alcalóides. A parte aérea contém α e β-pineno. fenólicos. hipocolesterolêmica. Na Bolívia a planta é usada como inseticida (179). inflamação das vias urinárias. FITOQUÍMICA O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno. Compostos específicos: apigenina. antianêmica (215). flavonóides. três vezes ao dia (145) ⇒ 1 xícara das de cafezinho em ½ litro de água. nepetina e quercetina (179). feridas e úlceras (uso externo). PARTES UTILIZADAS Ramos alados com flores. FARMACOLOGIA Atividade hipoglicemiante. diurética (294). saponinas (145). fraqueza intestinal (215). gota. azia. antidiarréica. lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de talos em ½ litro de água fervente. Na Argentina é utilizada para curar a impotência masculina e esterelidade feminina (242). analgésica (179). aperiente. É moluscicida. estimulante hepática (128). diurética. fígado e da bexiga (144). anti-reumática. astenia. gastroenterites (179). antidispéptica. Tomar 150ml. febrífuga (179). ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas são ativas contra Schistosoma mansonii. matéria orgânica estranha e terra (96). obesidade (257). antidiabética (32). anti-hidrópica. dilactonas A. hepatoprotetora e antiinflamatória (130). inibindo o crescimento de Trypanosoma cruzi. antiasmática.• Rendimento: 150 a 250g de matéria seca por planta (106). • Produção de sementes: a maturação de sementes ocorre janeiro/fevereiro. má-circulação (271) e angina. digestiva. má digestão. germacreno-D. exceto galhos grossos (além de 7mm). . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica amarga (eupéptica). hispidulina. antigripal (144) e aromática (242). diterpeno do tipo eupatorina. carquejol e acetato de carquejilo) (257). Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao se deitar. estomáquica. flavonas. hepatoprotetora. vermífuga. flavanonas. luteolina. tenífuga (145). colagoga. INDICAÇÕES Indicada para anorexia. Aplicar externamente sobre locais afetados. ésteres terpênicos. álcoois sesquiterpênicos. icterícia. É também usada para cálculos biliares. antibiótica. antiinflamatória. gastrite (267). B e C. afecções do baço. sudorífica. • Padrão comercial: planta inteira. chagas venéreas e até mesmo a lepra (32).

áfilos ou com folhas são rudimentares. Tomar 1 cálice antes das refeições (257). CLIMA Prefere climas mais amenos. de 4 a 5mm de comprimento e de largura. com altura variando entre 0. agrupam-se em capítulos sésseis ao longo dos ramos superiores. SOLO Desenvolve-se em solos saibrosos. CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Bacharis articulata [Lam. cerosas e sutilmente aromáticas. glutinosa. • Decocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água.5 a 1. As alas são contínuas ou interrompidas. verde intenso. Aquênio glabro com poucas cerdas. SINONÍMIA Carqueja-doce. o crescimento é mais exuberante. aparentando espigas soltas e cujo conjunto aparenta uma panícula. simétricas e com corola pentadentada. ácidos e arenosos. entouceirada. dióica.] Person. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia (128).• Vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. Caule e ramos tri-alados. . glabras. FITOLOGIA Planta arbustiva. em campos. em número de 35 a 40 e brancas. Em solos humosos e úmidos. Adapta-se à luz plena ou meialuz. OUTRAS PROPRIEDADES • Substitui o lúpulo na produção de cerveja de baixa qualidade. ramosa. Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. É tolerante à geada e à seca. pobres. As masculinas pouco menores. As flores. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. por ser de origem subtropical. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente no sul do Brasil. • É utilizada para conferir sabor a licores e refrigerantes. responsáveis pela ação fotossintética. a beira de estradas e em áreas nativas abertas.0m. Flor feminina campanulada. carquejinha. mas que sejam drenados. ereta.

ação letal sobre o molusco Biomplalaria glabrata. 7. INDICAÇÕES Indicada para enfermidades do baço. genkwanina. acetato de articulina. luteolina. quercetina. antiespasmódica. antidiabética. mansoni. O óleo essenial contém α-pineno. santonina. TOXICOLOGIA O extrato aquoso da planta é abortifaciente. causador da esquistossomose. antidiarréica. protozoário causador da doença de Chagas (209). eupéptica. articulina. • Aclimatação: as estacas devem ser sombreadas sob sombrite 70% e mantidas úmidas sob nebulização intermitente. • Propagação: segmentos de rizoma e estacas de ramos maturos. dispepsias atônica e debilidade orgânica (93). . estimulante da fertilidade feminina. diéster malonato acetato. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva. oleanólico e crisosapônico. prisão-de-ventre. antisséptica. cis-cariofileno. da bexiga. • Plantio: outubro. Administrado em cobaias. enjôos (257). absintina. βguaieno. FITOQUÍMICA A parte aérea contém ácidos α e β-resínicos. salvigenina.AGROLOGIA • Espaçamento: 1. quando ingerido por 10 a 15 dias. jaceidina. O enraizamento é feito em substrato à base de areia. acacetina. 283). anticolesterolêmica (179). do fígado. resínico. e inibem o crescimento do Trypanosoma cruzi. que é hospedeiro intermediário do S.3 x 1. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas existentes na planta apresentam atividade contra cercárias de Schistosoma mansoni. Controla a impotência masculina e a esterelidade feminina (179. hepática. É feita de janeiro a fevereiro. jaceosidina. diurética. o extrato da planta inteira causou a morte de cobaias (301). OUTRAS PROPRIEDADES É resinosa e amarga. anti-reumática. antianêmica (93) e depurativa. γ-elemeno. casca de arroz tostada e/ou vermiculita. • Florescimento: primavera • Colheita: inicia a partir do primeiro ano após o cultivo. PARTES UTILIZADAS Ramos alados.4'-dimetilapigenina. 160). bacchotricuneatina A. febrífuga. Nas flores foram encontrados o barticulidiol. tônica.3m. δ-cadineno e aroma dendreno (159. cirsimaritina. lupeol e chondrillasterol.

capoeiras e áreas de vegetação rala. com ápice agudo e base atenuada.. muito ramificado.0cm de comprimento por 3 a 4mm de largura. ocorrendo principalmente no sul do Brasil. Porém. persistentes. dispostas em capítulos axilares. FITOLOGIA Planta subarbustiva. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. CLIMA A planta adapta-se a uma ampla variação térmica e luminosa. passando a cinza. pois a cepa proporciona um bom rebrote. cilca. simples. alecrim-do-campo. glabro. Pode ser cortada toda a parte aérea. lanceolada. em solos de aluvião e/ou humosos. pobres e até compactados.5m. medindo 1. discretamente tomentosa na face dorsal.5 a 3. uninérveas.0m de altura. inicialmente verde.5 x 1. vassoura. verdes. com 1mm de comprimento (209). . Propagação: sementes e estacas. margem inteira ou irregularmente 1-3-5-7 denteadas. que cresce de 1. Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). fosca. monóica. Medra em campos abandonados. sendo também resistente à seca e tolerante à geada. As folhas são alternas. HABITAT Espécie autóctone. com flores masculinas e femininas esbranquiçadas. as folhas exalam aroma acre. Inflorescência díclina. O caule é fibroso a lenhoso. SOLO Tolera bem os solos ácidos. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 1. alongado. Quando amassadas. sésseis. Colheita: inicia a partir do primeiro ano de cultivo. amarelo-castanho. SINONÍMIA Alecrim-de-vassoura. atingem porte mais avantajado. vassourinha. vassoureira. curtopedicelados.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis dracunculifolia DC. muito enfolhada. Fruto tipo aquênio.3 a 2.

pecioladas. FITOLOGIA Planta herbácea de caule sulcado. carurú-do-mato. globulol e palustrol (372). inapetência. FORMAS DE USO Infusão e decocção: 10g de folhas e talos por ½ litro de água. agudas. afecções febris. contendo sementes lenticulares. crescendo de 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. CARURÚ-DA-ANGOLA NOME CIENTÍFICO Amaranthus spp.5m. SINONÍMIA Bredo. distúrbios gástricos. Flores densas e diminutas. O fruto é um utrículo ovóide. febrífuga (242) e aperiente (68). crista-de-galo.2m de altura.0 x 0. subrugoso. Folhas ovado-lanceoladas. amareladas. bredo-rabaça. reunidas em espigas eretas dispostas em panículas piramidais. Tomar 2 xícaras ao dia. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. atenuadas. onduladas. INDICAÇÕES Debilidade orgânica. . OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada para varrer as casas em áreas rurais. luzidias e pretas. carurú-crista-de-galo.FITOQUÍMICA Nerolidol. com linhas vermelhas. pubescente no ápice. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. cansaço físico (68). • O óleo é utilizado na indústria de perfumaria. eupéptica.0 a 1. com nervuras salientes. medindo 14 a 16cm de comprimento por 6 a 8cm de largura. espatulenol.

• Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. As sementes germinam em 8 a 10 dias. • Plantio: março-abril. As mudas são transplantadas quando apresentarem 4 a 6 folhas definitivas. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raiz e talos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hepática (32) e estomática. A raiz é diurética (93) e febrífuga de largo espectro (215).

FORMAS DE USO
• Suco: tomar algumas colheres das de sopa ao dia. • Salada: alimento e fitoterápico.

CARVALHO-EUROPEU
NOME CIENTÍFICO
Quercus alba L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Fagaceae.

HABITAT
Espécie alóctone originária da Europa, Marrocos e Ásia Menor.

FITOLOGIA
Árvore com porte de 30 a 35m de altura. Apresenta o caule cilíndrico, casca fendida, ramos tortuosos. As folhas são alternas, oblongas, membranosas, pinati-fendidas ou sinuado-lobadas, com segmentos obtusos, subsésseis, glabras, membranosas. As flores são monóicas, sendo que os amentos masculinos são finos, frouxos, amerlo-esverdeados, com uma flor na axila de cada bráctea. Flores femininas dispostas em espigas, sendo que cada flor é guarnecida por um capitel que se desenvolve na floração. Fruto com 2 a 3cm de comprimento e 2cm de diâmetro, longo pedunculado, recoberto em sua terça parte pelo capitel.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 5 x 5m.

• Propagação: sementes. As sementes devem ser postas a germinar em saquinhos plásticos ou recipientes com um mínimo de 400ml de capacidade, contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outono. • Pragas: lagarta Podalia chrysocoma e coleóptero Loxopyga flavo-lineata. • Doença: Oidium quercinum. • Colheita: as folhas são colhidas no terceiro ano após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Frutos e folhas.

FITOQUÍMICA
Contém tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tanatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina (93), amido, celulose, goma, resina, óleo graxo, (283).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A casca é adstringente e febrífuga, e os frutos antidiarréicos e antidiabéticos (93).

INDICAÇÕES
Indicada para a atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os frutos constituem-se ótimo alimento para suínos a até para o homem. • A madeira, considerada de primeira qualidade, é utilizada na confecção de móveis antigos, esculturas, pipas, barris e vasilhames diversos.

CATINGA-DE-MULATA
NOME CIENTÍFICO
Tanacetum vulgare L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Atanásia, atanásia-das-boticas, erva-contra-vermes, erva-de-são-marcos, erva-dos-vermes, erva-lombrigueira, palma, tanaceto, tanásia, tasneira.

HABITAT

Espécie alóctone européia que é encontrada crescendo junto aos charcos, lagos, margens dos caminhos e terrenos baldios e até 1.400m de altitude. Foi introduzida no Brasil pelos colonizadores europeus, adaptando-se ao cultivo em jardins.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene que forma tufos de numerosos caules, eretos, ramosos, angulosos, canelado e folhosos. Cresce 0,6 a 1,2m em altura. Folhas alternas, glabras 1-3 pinatífidas, que crescem até 15cm de comprimento, com segmentos lanceolados e pinatipartidos, serrados, agudos e pecíolo alado. Inflorescência em capítulos corimbosos terminais amarelos, eretos e densos. As flores são tubulosas, não tendo as exteriores estames. Frutos tipo aquênio, costado e glanduloso. Raiz oblíqua e ramificada. A planta é muito aromática.

CLIMA
É de clima temperado, adaptando-se porém ao clima subtropical. Suporta geadas mas não tolera estiagens.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m. • Propagação: sementes e divisão de touceiras. A planta seca no inverno para rebrotar na primavera. Neste época, retiram-se as brotações que se formam a partir do rizoma. • Plantio: primavera (estacas) ou outono (sementes). • Plantas daninhas: não suporta concorrência com outras plantas. • Florescimento: final de setembro. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas.

FITOQUÍMICA
Ácido tanásico, tanacetona (257), lactonas sesquiterpênicas (partenolídeo), flavonóides (flavona eupatilina), esteróis, glicose (355), ácidos cítrico, butírico e oxálico, tuiona, canfol, tanino, resina, vitamina C. As sumidades floridas contém 0,1 a 0,6% de óleo essencial e 7,64% de cinzas. A planta inteira contém cerca de 9,22% de cinzas (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-helmíntica, vermífuga, aromática, emenagoga (257), antiinflamatória antibacteriana, antiulcerogênica (355), tônica, estimulante (93), febrífuga, anti-histérica, anti-reumática, antiasmática, béquica (215), antinevrálgica (271) e digestiva.

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento de dores articulares e musculares (128), pertubações gástricas, feridas, bronquite (215), aerofagia, contusão, entorse, picada de insetos, menstruação, dor de dente e parasitoses (1).

TOXICOLOGIA
Possui elementos tóxicos como o ácido tanásico e a tanacetona (257). A essência da planta, injetada na veia de animais, provoca convulsões semelhantes às da hidrofobia, causa inflamação no tubo digestivo, podendo resultar em espasmos violentos, paralisia do coração e morte (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Planta aromática e amarga. • É planta ornamental e insetífuga. As flores têm ação estupefaciente sobre os insetos (93). • É utilizada como condimentar em alguns países (omeletes e pudins).

CAVALINHA
NOME CIENTÍFICO
Equisetum hiemale L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Equisetaceae.

SINONÍMIA
Cola-de-cavalo, erva-canudo, lixa-vegetal, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo-de-rato.

HABITAT
Planta autóctone sul-americana, que cresce em várzeas úmidas, à beira de regatos e em áreas paludosas.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fistuloso, ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60cm, mas sob meia-sombra o pseudocaule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas são escamosas e se formam na bainha. O caule é fistuloso, ereto, grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples, sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e não produzem esporângios.

SOLO
Prefere solos úmidos, porém não compactados ou com aeração deficiente. Tolera bem os solos medianamente ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Ambiente: procurar instalar as plantas em várzeas com lençol freático bem próximo à superfície ou em áreas normalmente úmidas da propriedade • Espaçamento: 0,4 x 0,3m. • Propagação: rebentos dos rizomas e segmentos nodais. • Hidroponia: os segmentos nodais são facilmente enraizados em areia irrigada com fluxo intermitente de água, em telhas de cimento-amianto. O pegamento das mudas ocorre em 20 a 30 dias. • Plantio: outubro a novembro. • Colheita: inicia 5 a meses após o plantio.

PARTE UTILIZADA
Hastes e brotos verdes, sem os esporângios.

FITOQUÍMICA
Ácido silícico, ácido gálico, resinas, sais de potássio, tiaminases, isoquercitina, luteolina, campferol, saponinas e alcalóides (257).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Muito diurética, hemostática, antiblenorrágica, remineralizante (341) e adstringente.

INDICAÇÕES
Indicada para úlceras varicosas e aftas (externamente), hemoptises, metrorragia, epistaxe, fluxos sangüíneos hemorroidários, afecções pulmonares, hipertensão de origem renal (341), problemas renais, obesidade (257), febre puerperal, conjuntivite, inflamações dos dutos lacrimais, edema, afecções renais, feridas (32), afecções da próstata, úlceras cancerosas (271), ventosidades, pterígio, hematúria, influenza e disenteria (1).

FORMAS DE USO
• Geral: 9 a 15g/xícara, em decocção (445). O chá da planta tem sabor neutro a amargo. • Infuso ou decocção: ⇒ 5%; 50 a 200ml/dia, como diurético e até 500ml/dia, como hemostático (341). ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia (problemas renais). Para a obesidade, tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes das principais refeições (257). • Pó: 1 a 3g/dia, como remineralizante; até 20g/dia, como hemostático. • Tintura: 10 a 50ml/dia (diurético). • Xarope: 20 a 100ml/dia (diurético) (341). • Infusão: 10g da planta por litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (afecções renais e edema generalizado). Nas hemorragia internas e menstruações excessivas, utilizar 30 a 40g para 1 litro de água.. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Compressas: renovam-se em intervalos de 15 minutos (oftalmias). • Suco: substitui a infusão e o decôcto. • Loções: 50 a 60g da planta em 1 litro de água. Usar externamente em feridas e úlceras.

• Banhos vaginais: 20 a 30g da planta por litro de água. Fazer duas abluções diárias (32).

TOXICOLOGIA
O uso em excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1 em razão das tiaminases. As inflorescências são tóxicas (257).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos. • Devido ao alto teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos de cobre e metais em geral.

CELIDÔNIA
NOME CIENTÍFICO
Chelidonum majus L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papaveraceae.

SINONÍMIA
Celidônia-maior, ceruda, erva-andorinha, erva-das-verrugas, erva-das-taperas, erva-doscalos, figatil, grande-quelidônia, iodina, mercúrio, quelidônia, quelidônia-maior.

HABITAT
Espécie alóctone mediterrânica européia, que cresce espontaneamente em áreas ruderais sombrias. Ocorre até 1.500m de altitude.

FITOLOGIA
Planta herbácea, vivaz, ereta, alóctone, ramosa, pouco pubescente, crescendo de 0,2 a 0,3m. A haste é erguida, ramificada e revestida de pelos brancos e articulados. As folhas são alternas, pinatissectas, com 5 a 11 segmentos ovados, lobos arredondados, de cor verde na face ventral e verde-azulado na dorsal. Inflorescência em cimeira umbeliforme, com flores amarelas, com quatro pétalas, duas sépalas e muitos estames. Fruto tipo cápsula linear, siliquiforme com arilo arqueado de coloração preta. As sementes são esverdeadas. A seiva é de coloração alaranjado-sedosa e apresenta sabor picante, acre e nauseabundo.

SOLO
Prefere solos areno-silicosos, úmidos, bem drenados, aerados e férteis. Não tolera solos pesados, encharcados e ácidos.

CLIMA
Prefere temperaturas amenas e regiões de pouca pluviosidade. É esciófita.

AGROLOGIA
• Espaçamento 0,5 x 0,3m. • Propagação: sementes e divisões de raízes. • Plantio: primavera. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Consórcio: cultivar outras plantas de maior porte para proporcionar luz difusa sobre a celidônia. • Florescimento: verão. • Colheita: seis meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Utiliza-se toda a parte aérea e as raízes . O látex deve ser utilizado antes da floração.

FITOQUÍMICA
Quelidonina, queleritrina, sanguinarina, protopina, mucilagem, resinas, óleo essencial (257), albuminas, quelidoxantina e ácido quelidônico (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa tópica (257), excitante, purgativa, diurética, anti-hidrópica (93), antiespasmódica, laxativa (294), antiasmática, hipotensora (215), cáustica, tônica hepática e biliar, colerética, cicatrizante, calmante e lenificante da angina do peito (1, 32).

INDICAÇÕES
Usada no tratamento de úlceras escrofulosas, escorbúticas e de feridas velhas, calos, verrugas (257), icterícia, inflamação da vesícula biliar, cãibras no estômago, oftalmias, manchas, icterícia (raiz), panos (32), acne (215), hepatite (271) e gota (294).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: amassar ou moer um punhado de folhas frescas e aplicar sobre o calo ou verruga, enfaixando o local. Repetir o tratamento até a extirpação. • Infusão: 5g de folhas para 1 litro de água. Tomar 1 xícara ao dia (32). • Essência: ferver 1 colher das de sopa de folhas secas em 1 xícara das de chá de água até que ocorra a total evaporação da água. O resíduo (essência) pode ser aplicado topicamente sobre verrugas, à noite (128).

TOXICOLOGIA
O uso interno é desaconselhável pois pode provocar estomatite e gastroenterite. Evitar o contato com os olhos (257). Em doses abusivas a planta é tóxica, causando obscuridade visual, cefalalgia, vômitos, ardor nos olhos, formigações no corpo, dor no peito, aflição, náuseas, dificuldade de respirar, diarréia, depressão, angústia, estomatite e gastroenterite. É irritante para os olhos. O uso interno deve ser feito segundo prescrição médica.

OUTRAS PROPRIEDADES

• A seiva da planta apresenta um látex amarelo-alaranjado, cáustico, de sabor acre e muito amargo e de aroma desagradável. • A planta é considerada ornamental.

CENTELHA
NOME CIENTÍFICO
Centella asiatica (L.) Urban e Centella erecta Fern.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cairuçú-asiático, cairussú, pé ou pata-de-cavalo, burro ou mula; patinha-de-mula, corcel.

HABITAT
Espécie alóctone, originária da Ásia, que cresce subespontanemente em locais úmidos de áreas ruderais, campos e lavouras abandonados, matas secundárias, capoeiras e capoeirões.

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, rasteira, radicante. Caule estolonífero, enraizando nos nós, com a formação de rizoma e raízes adventícias. Folhas longo-pecioladas, glabras, circular ou um pouco alongado, com base reentrante e margens crenado-denteadas. A inflorescência é tipo umbela, axilar, com 3 a 4 flores. As flores apresentam pétalas triangulares, brancas ou arroxeadas. Os frutos são cremocarpos, formados por dois mericarpos achatados, de contorno arredondado, planos na face ventral ou da comissura, superfície glabra e de coloração amarelo-parda, com cerca de 4mm de comprimento por 4,5mm de largura e 1,2mm de espessura (209).

CLIMA
A planta adapta-se as mais variadas condições climáticas e tolera o sombreamento. E áreas sombreadas as folhas são menos fibrosas, arredondadas e a haste pilosa.

SOLO
A planta cresce em qualquer tipo de solo, porém desenvolve-se melhor nos úmidos, arenosos e ricos em matéria orgânica. Em solos compactados ou pouco úmidos as folhas tornam-se coriáceas, arredondadas e com a haste glabra. Em solos úmidos a folha torna-se alongada e a haste pilosa.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes, rizomas e estolões.

PARTES UTILIZADAS Planta inteira. cineol e n-dodecano. germacreno D e β-cariofileno (204. antireumática. Tomar um banho morno e em seguida friccionar energicamente a loção com um pano sobre a área afetada. • Os açúcares: glicose. hipotérmica e galactógena (1). disúria. madecássico. frutose e ramnose. no outono ou primavera.• Plantio: é feito diretamente a campo. thankunisídeo. na forma de decôcto e infusão (1). anticelulítica. palmítico. thankúnico e isotankúnico. eczema. brâmico. betulínico e isobrâmico. icterícia. antidepressiva. antibacteriana. furunculose. varizes. antileucorréica (204). estimulante do metabolismo das gorduras. lúpus. α-pineno. desintoxicante. lepra e psoríase (204). . epistaxe. doenças do aparelho urinário e genital femininos. • Sapogeninas: ácidos asiático. cicatrizante. FITOQUÍMICA • Ácidos: linoléico. apud 204). esteárico cêntico. • Outros: ρ-cimol. óleo alil mostarda e grandes quantidades de transβ-farneseno. Abafar por 10 minutos. metanol. • Triterpenos: asiaticosídeo. Salgues. sarampo. indocentóico. antiinflamatória. lepra (93). • Florescimento: outubro a abril. INDICAÇÕES Utilizada na terapia de escrófulas. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária (133). • Substância amarga: velarina. amarga. • Adubação: adubar com estrume animal. hematêmese. Esperar 15 a 20 minutos e tomar um novo banho. • Vitamina: ácido ascórbico. • Loção: amassar em um pilão dois punhados da planta picada e por em infusão em ½ litro de água fervente. anti-sifilítica (93). amenorréia. isothankunisídeo. oléico. dismenorréia. • Alcalóide: hidrocotilina. antidiarréica. constipação. ampliadora da capacidade de memorização (257). FORMAS DE USO • Geral: 30 a 40g/dia. diurética. na quantidade de 2 a 3kg/m2. centelosídeo. • Pó: tomar 0. úlceras. • Oleos essenciais: cânfora. arabinose. madecassosídeo. centélico. centóico. lignocérico.5g/dia (diurético e ativador do metabolismo das gorduras) (257). • Glicosídeo: asiaticosídeo. brahmosídeo.

quando matura. As folhas são simples. grosso e carnoso. Fruto tipo aquênio. lagos. fusiforme. apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura. um pouco achatado e com listras salientes. 5-11 nervadas. hermafroditas. canais de drenagem e baixadas pantanosas. O rizoma é rasteiro. basais. chá-mineiro. SINONÍMIA Aguapé. Desenvolve-se melhor como esciófita. SOLO Prefere terrenos uliginosos. com pecíolo sulcado longitudinalmente. trímeras. grandes. coriáceas. grandes. inicialmente. Originariamente encontrava-se abundantemente nas várzeas alagadiças. TOXICOLOGIA Em doses elevadas o extrato da planta tem um leve efeito narcótico (204). FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. substituindo a grama comum.• Cataplasma: aplicado topicamente. e Schlech. HABITAT Espécie paludosa. ovadas ou cordiformes. castanha. chá-de-campanha. erva-dopântano. torceduras e furúnculos. dispostas em panículas verticiladas. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como cobertura de solo. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus grandiflorus (Cham. com 8 a 9 flores. FITOLOGIA Planta herbácea perene. longo-pecioladas. inteiras. fraturas. para contusões. congonha-do-brejo. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. CLIMA É de clima tropical. sendo encontrada nas margens dos rios. incluindo o Brasil. esférica. A ação indiscriminada de herbicidas e as drenagens tem levado a redução drástica do número de indivíduos. mas não suporta o pisoteio. . eretas ou flutuantes. autóctone da América Tropical. erva-do-brejo. As flores são brancas. verde. Apresenta caule triangular e glabro. Infrutescência morulada. argilosos.) Mitcheli. estendendo-se a subtropical.

A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. FORMAS DE USO • Infusão ou decocção: 20g de folhas verdes por litro de água. distúrbios hepáticos (271). nevralgias. • Cataplasma: rizoma seco e triturado. rebentos e brotações de verticilos florais. arterioesclerose. • Florescimento: ocorre na primavera e no verão. 390). estomatite. antinefrítica. • Plantio: outono e primavera. antiofídica. INDICAÇÕES Útil para erupções de pele (uso interno).7m. gengivite e feridas crônicas. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. debilidade orgânica. tônica. dermatoses. anti-hipertensora (215). antiartrítica (242). congestão hepática. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). edemas. diurética. serve como cataplasma para o tratamento de hérnias. em períodos secos. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). emoliente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. FITOQUÍMICA Taninos. anti-sifilítica. amigdalite. anti-hidrópica. convalescença. laxante.AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. A germinação das sementes é lenta. faringite. anti-reumática (257). ácido úrico. • Pragas: afídeos. . A produção de mudas via sementes pode ser feita pelo sistema "floating". doenças renais e das vias urinárias (257). Aplicação tópica (68). gota. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). • Espaçamento: 1. antinevrálgica. antilítica. triterpenos e flavonóides (257. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizoma. (68) ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). adstringente e antiofídica (68). A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm.0 x 0. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. e larvas de gafanhoto. secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. demorando 50 a 60 dias. hérnia. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. • Colheita: outubro a fevereiro. que rendilham totalmente as folhas. na forma de massa. • Propagação: sementes. O rizoma.

quando maturo. A produção de mudas via sementes pode ser . contendo uma semente. chá-de-pobre. eretas.) Mich.OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são apropriadas para o consumo do gado. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). HABITAT Espécie autóctone que cresce à beira de rios. erva-do-brejo. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. • Espaçamento: 1. longo-pecioladas. CLIMA É de clima tropical. chá-de-mineiro. inteiras. estendendo-se a subtropical. • A planta é depuradora de águas contaminadas e ornamental em lagos e aquários. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. erva-do-pântano. que cresce cerca de 1. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). As flores são brancas.0 x 0. congonha-do-brejo. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. com 11 a 13 nervuras e cerca de 30 a 40cm de diâmetro. As nervuras são salientes e as bordas maiores são curvadas em forma de chapéu. açudes. oblongo-lanceoladas ou cordiformes. lagos. AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. várzeas e pântanos. Apresenta folhas simples. coriáceas. A germinação das sementes é lenta.5m em altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. Desenvolve-se melhor como esciófita. SOLO Prefere terrenos uliginosos. rebentos e brotações de verticilos florais. argilosos. • Propagação: sementes. ereta. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus macrophyllus (Kunth. Fruto tipo aquênio. verde quando imaturo e castanho. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. erva-de-bugre. hermafroditas e dispostas em panícula verticilada.7m. demorando 50 a 60 dias. ácidos e com algum teor de matéria orgânica. SINONÍMIA Chá-de-campanha.

A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. diuréticas. adstringentes. litíase. hidropisia. afecções do fígado e úlceras. FAMÍLIA BOTÂNICA . infecções das vias respiratórias (145). secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. PARTES UTILIZADAS Folhas. A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. que rendilham totalmente as folhas. bócio. Florescimento: ocorre na primavera e no verão. CIDRÃO NOME CIENTÍFICO Aloysia triphylla [L' Hérit] Britt.• • • • feita pelo sistema "floating". FITOQUÍMICA Contém saponina (biodetergente que elimina as toxinas do sangue e dos rins). FORMAS DE USO • Decocção: 20g de folhas em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras do chá por dia. tanino. alcalóides. em períodos secos. dermatoses e furúnculos (145). Pragas: afídeos. O rizoma é indicado para a hidrofobia (93). • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. nefrite. • Gargarejos: utiliza-se a decocção para afecções bucofaringeanas. sais minerais e iodo (145). e larvas de gafanhoto. flavonóides e triterpenos (257). ligeiramente laxativas. Plantio: outono e primavera. depurativas. inflamações da garganta. dermatoses. • Emplastro: rizoma macerado e aplicado topicamente sobre hérnia. • Infusão: 20g de folhas verdes em 1 litro de água. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são anti-reumáticas. ácido úrico. antiofídicas (257). Colheita: outubro a fevereiro. antiartríticas e anti-sifilítica (93). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota.

subsésseis. formando panícula piramidal. por ocasião do florescimento. inteiras. Se houver um período de estiagem prolongado. . cidró. HABITAT Espécie alóctone. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. • Doenças: a planta é afetada por viroses e deficiências nutricionais (Mg). axilares. pecioladas. Peru e Argentina. agudas. originária do Chile. É heliófita. No Chile adota-se uma população de 6. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. SOLO Prefere solos areno-argilosos.667 planta/ha (431). recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. Não tolera solos ácidos (93). serradas na metade superior. SINONÍMIA Cedrina. preferencialmente. Por ser muito susceptível a nematóides. multifloras. As folhas são curto-pecioladas. CLIMA Espécie de clima subtropical a temperado. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. • Colheita: as folhas são colhidas. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. dispostas em espigas frouxas verticiladas. Retira-se o substrato sob água corrente.5cm. removendo-se a casca. 3-4 verticiladas. bem drenados e aerados. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. que conferem às folhas uma coloração amarelada mesclada de verde. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. cidrilha. • Propagação: mergulhia e alporquia. cidrilho. salva-limão. A parte do ramo que ficará sob o solo. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. As flores são brancas.Verbenaceae. • Plantio: novembro e dezembro. vegetando em campos secos e abertos. com 6 a 8cm de comprimento. verde-amareladas. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. Os ramos são escabrosos e estriados. o sistema radicular pode atrofiar-se. retirando-se 1/3. oval-lanceoladas. medindo 4 a 6cm de comprimento. FITOLOGIA Planta arbustiva que cresce cerca de 3m de altura. O fruto é um bi-aquênio. as folhas caírem e a planta perecer. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. pequenas. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. erva-luísa. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. azuladas ou purpúreas no seu interior. sálvia-limão. escabrosa na face ventral e glandulosas-punctuadas na dorsal. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. erva-cidreira. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia.

antimalárica. • As folhas são utilizadas como condimento de carne e no preparo de saladas. limoneno. variou de 0. O teste foi realizado com ratos administrados com infusão da folhas e talos. geraniol. citronelol. isosafrole. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e as flores apresentam um perfume muito agradável. melancolia. digestiva. 34) e anti-histérica (283).3 litros/ha. Tomar à noite para a insônia. (446). sedante (446). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardíaca.95%. Os extratos acuosos mostraram-se inativos como anti-hipertensivos e como ansiolíticos (437). glicosídeos iridóides (179) e verbenona (93). terpineol. linalool. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de café de água quente. felandreno. tônica.p. As partes aérea apresentaram propriedades antimutagênicas.• Rendimento: cada 100kg de folhas fornece cerca de 150g de essência contendo citral e verbenona (283). etileugenol. flexíveis. A concentração do óleo essência. . metilheptona. excitante (403. finamente moídos. a máxima concentração de óleo essencial ocorre no mês de março (Chile). Juntar 300g de açúcar e casca de 1 limão. Abafar por 5 minutos. (1997). p-cimol. febrífuga. limoneno. hipocondria. • Licor: deixar macerar por 3 dias 70 folhas frescas em 500ml de álcool 90 o e 500ml de água destilada. i. são aproveitados pela indústria do vime. α-pineno.14 a 0. FARMACOLOGIA Depressora do sistema nervoso central e prolongadora do sono. com aroma de limão. atingindo uma produção de 27. dor de cabeça e zumbido no ouvido (294). coar. • O ramos. antiespasmódica. estimulante. β-pineno. carminativa. na concentração de 0. Segundo VOGEL et al. PARTES UTILIZADAS Folhas. afecções do coração (283). carvona. FITOQUÍMICA Citral. Vedar a garrafa e após 20 dias. em extratos acuosos (50mg) contra Salmonella typhimurium TA98 (293). Tomar 1 cálice após as refeições (294). INDICAÇÕES Indicada para doenças nervosas. sendo usadas como condimento e aproveitadas pela indústria. emenagoga. nas folhas jovens.83g/kg. • É cultivada como ornamental em muitos países. doces e bebidas.

chá-de-bugre. numerosos e apoiados na base por uma bráctea forte. . sendo que as flores masculinas são axilares. ou fasciculados. mas com um bom teor de matéria orgânica que imobiliza parte do alumínio tóxico. sésseis e entremeados de pequenas brácteas triangulares (93). Folhas simples. e as femininas racemosas. opostas. Frutos de formato irregular. ventricosas.5m de altura por 54. erva-de-bugre. chá-de-índio. erva-de-soldado. Pecíolo curtíssimo. porém. cidrão. mais freqüentemente. SOLO É encontrada naturalmente em solos empobrecidos (35).2cm de diâmetro na altura do peito. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. mas podendo chegar a 11. sucosos e hialinos. CLIMA Ocorre em regiões tropicais até subtropicais. ocorrendo. É heliófita. quando novos. SINONÍMIA Ambar-vegetal. Ramos com entrenós de 5 a 10cm e escamas. nervuras paralelas numerosas e distintas. erva-soldado.CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Hedyosmum brasiliense Martius. margem serreadas. glabérrimas. próxima a regatos. chá-de-soldado. nas planícies costeiras do quaternário e vales estreitos íngremes. FITOLOGIA Arbusto dióico com cerca de 4 a 5m de altura e 5 a 10cm de diâmetro. de margens onduladas e cicatrizadas. carnudas. contendo uma semente preta. canela-cânfora. Em Santa Catarina é original da Floresta Ombrófila Densa Montana. normalmente cilíndrico (35). O limite austral de sua ocorrência é o município de Palhoça (340). Caule ereto. em área de Floresta Ombrófila Densa Submontana. solitárias. medindo 12 a 14cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. hortelãsilvestre. tendo sido verificada uma densidade de até 2750/ha. Amentos ovais ou elípticos. serrilhadas. em Ilhota . Sua distribuição é descontínua e muito irregular. Inflorescência em densas e numerosas panículas amentíferas. mático. ervaalmíscar. oblongo-lanceoladas. hortelã-do-brejo. HABITAT Espécie autóctone.SC (35). luzidias. que cresce nas matas primárias e secundárias da Encosta Atlântica. FAMÍLIA BOTÂNICA Chlorantaceae.

• Propagação: sementes e estacas de ramos com cerca de 1 a 2cm de espessura. doenças do ovário. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano após o plantio. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. frieiras. alelopática e inseticida. antifúngica. sesquiterpeno lactona HB-15 e HB-8. • Aclimatação: as mudas devem ser colocadas sob sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização até que haja um completo pegamento. analética. β-sitoesterol glicosídeo (166). quase em fase de fermentação. Na forma de vinho. e semeadas em bandejas de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. FARMACOLOGIA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade analgésica. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade antibacteriana. Preparar covas de 40 x 40 x 50cm de profundidade. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. FITOQUÍMICA Ácido fumárico. Substrato: húmus de minhoca (40%) e pó de xaxim (60%). • Rendimento: 116kg/ha de folhas (35). As sementes são fotoblásticas positivas. antifúngica. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). antiinflamatória. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. febrífuga (93). • Florescimento: outubro a março. doenças pulmonares e urinárias e feridas em geral (271). Para as estacas utilizar areia ou vermiculita. a planta é promissora quanto às atividades: antimicrobiana. CINAMOMO . As sementes devem ser retiradas dos frutos completamente maturos. INDICAÇÕES Cefalalgias (340). é tônica e afrodisíaca (340). afecções estomacais (340). • Frutificação: janeiro a abril (329). antidiarréica e antidisentérica (271). antimicrobiana. PARTES UTILIZADAS Amentilhos e folhas. alelopática e inseticida (176). a planta é promissora quanto às atividades: antitumoral. • Adubação: aplicar até 5kg de cama de aviário por cova de plantio.

FITOLOGIA Planta arbórea que atinge 8 a 10m de altura. folhas e cascas são parasiticidas (271). Quando abertas. de bordos serreados ou subíntegros. originária da Ásia. jasmim-de-viúva. anti-helmíntica. jasmim-de-soldado. febrífugas. lilás-das-antilhas. cinamão. eméticas. Folhas pecioladas. INDICAÇÕES O cozimento da casca é utilizado para lavar feridas e combater doença de pele de crianças (212). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. • Plantio: primavera. A casca da raiz é catártica. acuminados. emenagogas e resolventes de tumores (212). lilases quando em botão. AGROLOGIA • Espaçamento: 5 x 5m. emética. lirío-da-índia. tônica. TOXICOLOGIA Os frutos são abortivos (212). As sementes. As sementes secas e as folhas contusas são anti-reumáticas e antinevrálgicas. anti-histéricas. sabonete-de-soldado. com 2 a 3 lóculos monospérmicos. FAMÍLIA BOTÂNICA Meliaceae. SINONÍMIA Abrigo-do-senhor. sombreiro. bi-tripinadas. antidiarréicas. • Propagação: sementes e estacas. estimulante e febrífuga. Sementes alongadas (212). viuvinha. amarelo-escura quando madura. Drupa obovada. opostos. paraíso. jasmim-azul. flor-de-viúva.NOME CIENTÍFICO Melia azedarach L. aduzem pétalas brancas e tubo estaminal violáceo a roxo-escuro. Folíolos peciolulados. lilás-da-china. As folhas são estomáquicas. eméticos. glabra. As árvores cortadas rebrotam a partir do cepo remanescente. Flores reunidas em tirsos axilares amplos. principalmente no Sul. pequenas. É cultivada no Brasil como árvore de sombra. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são purgativos. • Florescimento: setembro a novembro. HABITAT Espécie alóctone. árvore-santa. . ovado-lanceolados. lilás-da-índia. anti-helmínticos. anti-sifilíticas.

• Os frutos maduros são comestíveis e utilizados para o preparo de whisky nos E.8 x 0. Caule lenhoso na base e bastante ramificado no ápice. é flexível. traças e carunchos do milho.OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. reunindo 10 a 12 flores amarelo-intensas. quase prateadas. dispostas em corimbos compactos e grandes. marcenaria. cabos de ferramenta.4m. É cultivada em jardins. fácil de trabalhar e envernizar. caixotaria. CINERÁRIA NOME CIENTÍFICO Senecio cineraria DC. 2-3 lobados. castanho e glabro.U. • É ornamental. • As flores são ornamentais e melíferas (212). . É utilizada interna ou externamente. É heliófita. densa e branco-tomentosa. tomentosas. com 60 a 80cm de altura. Fruto aquênio. CLIMA Prefere temperaturas amenas. • As folhas são insetífugas de pulgas. palitos de fósforo e carroceria. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Inflorescência terminal em capítulos. aveludadas.A e vinho na China. grossas e pecioladas. HABITAT Espécie alóctone européia. FITOLOGIA Planta herbácea perene. Existem inúmeras variedades botânicas. Não sobrevive em solos ácidos. segmentos oblongoobtusos. sendo utilizada como sombra natural. resistente à umidade e ao cupim. que se caracterizam pelo polimorfismo das folhas. instrumentos musicais. As folhas são branco-cinéreas. de cor amarela-brancacenta ou rósea. sobretudo do sul do Brasil. as vezes avermelhada. SOLO Bem drenado e solto. pinatipartidas ou pinatisectas. em marchetaria.

enquanto que o enraizamento das estacas é feito em vermiculita.• Propagação: sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. Aplicar o suco nas pálpebras inchadas com chumaço de algodão (128). com algodão. Restabelece o fluxo sangüíneo e acalma as dores (294). silvina. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas e flores em 1 copo de água fervente. CIPÓ-CABELUDO NOME CIENTÍFICO Polypodium vaccinifolium Langs. solda. • Colheita: seis meses após o plantio. antiinflamatória (128). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência. antes das flores desabrocharem. flavonóides. A semeadura e o enraizamento dos rebentos são feitos em substrato organo-mineral. durante 15 minutos (olhos cansados e conjuntivite). • Sumo: espremer 3 xícaras das de chá de folhas e flores frescas em 1 pano. Coar e aplicar sobre as pálpebras em compressas mornas. no verão. INDICAÇÕES Para olhos irritados e cansados. erva-teresa. inchaço das pálpebras (128) e catarata (93). Abafar por 5 a 15 minutos. Evitar terrenos muito inçados. e Fischer. rebentos e estacas. soldinha. FITOQUÍMICA Alcalóides (jacobina). antiespasmódica. HABITAT . sob irrigação intermitente por nebulização. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Descongestionante. conjuntivite. taninos e mucilagens (128). SINONÍMIA Erva-silvina. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). • Plantio: outono e primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. anti-histérica e emenagoga (93).

INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de bronquite. reumatismo. O local de crescimento deve ser sombreado e umedecido freqüentemente. antidisentérica (341). até que haja o pegamento das mudas. 50 a 200ml/dia. anti-reumática (271). com barbante macio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. rastejante-aderente sobre o tronco de árvores. capoeirões ou mesmo em arbustos grandes e árvores isoladas. as estéreis arredondado-oblongas. Os segmentos de rizoma são afixados sobre a casca da árvore. da mistura esporo+substrato. varizes. coqueluche. FITOLOGIA Planta epífita de caule epígeo. subcoriáceas. inteiras. As árvores escolhidas como hospedeiras devem ser impregnadas. com esfregaços circuncaules. soros dispostos em série de ambos os lados da nervura principal.5%. sobretudo sobre caule de árvores com casca escabrosa. . frieiras. escarros sangüíneos. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. as férteis liguladas. • Propagação: esporos e segmentos do rizoma.5m do solo. catarros crônicos. a cerca de 1. comprido. • Tintura: 5 a 25ml/dia.Espécie autóctone que medra sobre o tronco e ramos de árvores da mata Atlântica litorânea ou em sub-bosques. lesões cardíacas e dilatação das veias (271). As folhas são subsésseis. laringite. diurética. a cerca de 1. matérias aromáticas e pépticas (341). • Colheita: inicia a partir do segundo ano de epifitismo. antidiarréica. • Plantio: primavera. obtusas. adstringente e balsâmica. revestido de escamas flageliformes. • Plantas daninhas: eliminar outras plantas epífitas e líquens que crescem sobre a casca. antinefrítica. FITOQUÍMICA Taninos. antiinflamatória renal (215). hematúria (341). com cerca de 1cm de largura. Os esporos são coletados de folhas maturas de plantas matrizes e pulverizados sobre uma pasta de argila misturada com húmus ou turfa.5m do solo. AGROLOGIA • Ambiente: esta espécie deve ser cultivada como epífita. gota. pequenas. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: 2. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). hemoptise. rachaduras e coceiras na pele (215).

SINONÍMIA Aletria.5cm. O fruto é uma cápsula ovóide. parasita. finas. de preferência do gênero Citrus. dispostas em glomérulos ou cimeiras. As raízes são efêmeras. são rudimentares (escamas). líquens e parasitas. existindo apenas enquanto a planta procura por um hospedeiro. de modo a receberem luz difusa. Colheita: primavera e verão. fios-de-ouro. fosca. amarelada a castanha. dura. o caule filamentar. fixando haustórios e iniciando o parasitismo. a plântula definha e morre (209). glabra e áspera. formada de vergônteas lisas. brancas ou trigueiras. Desenvolvimento: após a emergência. estimulado pela luz. HABITAT A planta é parasita por excelência. Eugenia e algumas mirtáceas nativas. quando presentes. aletria-de-pau. amarelas (são ricas em carotenóides). secos. As plantas hospedeiras devem ter os ramos isentos de outros organismos epífitos ( Polypodium spp. FITOLOGIA Planta herbácea aclorofilada. Parasita normalmente espécies de Hibiscus. perfeitas. cipó-dourado. Ocorre sobre árvores e arbustos. fios-de-ovos. volúveis.). Os haustórios substituem-nas na retirada de nutrientes dos vasos condutores de hospedeiros.CIPÓ-CHUMBO NOME CIENTÍFICO Cuscuta racemosa Mart. arredondadas. Semente polimórfica. Euphorbia milli e outras. As sementes germinam a partir de 15oC e com bom teor de umidade no solo. procura um hospedeiro compatível. Os ramos utilizados como meio de propagação são colocados entre a galhagem das plantas hospedeiras. cuscuta. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. Devem ser enterradas até 1. Caso não encontrar num período de até 5 dias. AGROLOGIA • • • • • Ambiente: o cultivo deve ser feito sobre arbustos ou pequenas árvores hospedeiras não tóxicas. sob sombra. xirimbeira. glabros e envoltos pelo cálice. Propagação: sementes e ramos de plantas matrizes. cipó-de-chumbo. nutrindo-se diretamente de plantas hospedeiras. Plantio: início da primavera. PARTES UTILIZADAS . espaguete. erva-de-chumbo. Hibiscus. musgos. As flores são pequenas. As folhas. tinge-ovos. áfilas. com corola campanulada 5-lobadas. cerosas e glabras. medindo cerca de 1mm de diâmetro.

aristoláquia. balsâmica (342). abcessos internos. papo-de-galo.5% . cipó-milongue.50 a 200ml/dia (internamente) e a 5% (externamente) (342). para úlceras e feridas. cassaú. jarrinha. em decôcto. em gargarejos. ou em pó. ypê-mirim . CIPÓ-MIL-HOMENS NOME CIENTÍFICO Aristolachia triangularis Cham. Externamente é utilizada. • Tintura: 1 a 5ml/dia. INDICAÇÕES Utilizada internamente para cólicas hepáticas. mil-homens. jarro. antiblenorrágica. amigdalite e rouquidão (32). et Schl. FORMA DE PREPARO • Infuso ou decôcto: ⇒ 0. Também indicada para furúnculos. sapato-dejudeu. culhão-de-maroto. ⇒ Purgante suave: ferver 1 colher das de café de caule em 1 xícara das de café de água por 3 minutos. jarra. congestões pulmonares (342). estomáquica (242). hemostática. cassaiú. ypé-mi. antiflogística. angina. Suspeita-se que o pó do caule seja bactericida (242). calungo.Toda planta. cicatrizante. laxante suave e detergente natural (294). capa-homem. expectorante. afecções da garganta. SINONÍMIA Angelicó. purgativa. mil-homens-do-rio-grande. eupéptica. diurética. abcessos externos irritações e queimaduras leves na pele (294). hemoptises.25 a 1g/dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Aristolochiaceae. emoliente. papo-de-peru. diarréias sangüíneas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. FITOQUÍMICA Taninos e glicosídeos (294).25 a 1ml/dia. Coar e beber à noite (294). • Xarope: 20 a 100ml/dia (342). bronquite (215). hepática. aristoloquia-mil-homens. como cicatrizante (342). capa-homens. icterícia. • Extrato fluido: 0. • Pó: 0. cipó-mata-cobras.

até 11cm de comprimento e 8cm de largura. deltóide-triangulares. amarga.7 x 0. algo rígidas. • Irrigação: deve ser feita diariamente durante 10 dias após o plantio. • Florescimento: dezembro.HABITAT Espécie autóctone. solitária. ciliadas. que também serve para as estacas caulinares.5m. CLIMA Espécie tropical. Fruto capsular. subcoriáceas. para se evitar o pisoteio e melhorar a qualidade do produto colhido. subgloboso e elíptico. palmatinervadas tamanho variável. dura e amarela internamente. • Adubação: 5kg/m2 de húmus de minhoca. • Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. glabras. glabra. ricos em húmus e quase alcalinos. estriada e rugosa. FITOLOGIA Planta sarmentosa. Exala um aroma forte e de sabor amargo. • Propagação: sementes e estacas do caule e ramos lenhosos. drenados. tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada. com casca grossa. amarelo-avermelhadas. pouco agradável. A raiz é escabrosa externamente. levemente violáceas dorsalmente. reticulado e manchado. perene. alternas. SOLO Úmidos. hermafroditas. nativa das mata Atlântica e encontrada em roças abandonadas. agudas ou obtusas. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. com ângulos inferiores laterais arredondadoobtusos. volúvel. leves. Fazer irrigação sempre que ocorrer um período superior a 3 dias sem chuvas. ou telas de nylon. sub-cordadas na base. trepadeira. FITOQUÍMICA . PARTES UTILIZADAS Raízes e caule. Flores pequenas. autóctone. num raio de 50cm em torno de cada planta. perigônio em forma de jarra com até 3cm de extensão. As sementes devem ser postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. aromática. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. com sementes escuras achatadas. glabras. É muito suceptível à geadas. • Colheita: inicia cerca de 10 a 12 meses após o plantio. uniflora. volúvel. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. Caule glabro. esciófita. • Tutoramento: a planta deve ser tutorada em caramanchões. mais escuras interiormente. latadas baixas. Inflorescência axilar. Folhas pecioladas.

cassaunina. INDICAÇÕES Indicada para doenças venéreas. Extrato alcoólico: segmentos do caule contusos e macerados em álcool para aplicação tópica em mordida de serpentes. anti-histérica. esteróides: ácidos aristolóquico (179).Alcalóides: alantoína. sesquiterpenos: nerolidol. frieiras. FORMAS DE USO • • • • Infuso ou decôcto: 2. gota (169).5%. 50 a 200ml/dia (internamente). Existem indícios sobre o efeito carcinogênico do ácido aristolóquico em animais e humanos (Pharmazeutische Zeitung. O extrato das raízes inibe o crescimento de Staphylococcus aureus. FARMACOLOGIA O extrato aquoso do córtex apresenta atividade antimicótica de células vegetais (381). antiofídica e antiaracnídica (169). estimulante dos rins. O extrato aquoso do lenho apresenta ainda atividade antiviral contra o vírus da Herpes simplex (155). (179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (169). hinokinina. estomáquica. epilepsia. convulsões. matérias resinosas e taninos (341). apud 179). amenorréia. eczema seco e orquite. anti-reumática. Acredita-se que o aroma da planta afaste serpentes (341). testículos inflamados (215). anestésica (341). emenagoga. Pó: 1 a 5g/dia. aristoloquina. hidropisia. antipirética (via oral). antiespasmódica. sedativa. 5% (externamente). • Tintura: 5 a 25ml/dia (341). tônica. α-copaeno e γ-elemeno. braços adormecidos. antisséptica. xarope e elixir: 20 a 100ml/dia. diterpenos: kaur. amenorréia. ciática (271). antiinflamatória. do fígado e do coração (257). flatulência. antinevrálgica sudorífica. estimulante. depurativa do sangue. afecções cutâneas. cimbífero e aristínico. . CITRONELA NOME CIENTÍFICO Cymbopogon nardus Rendl. formigamento do corpo. atonia uterina. anorexia. aristidínico. lignanos: galbacina. malária. α-ylangeno. febrífuga. asseverando o uso popular em feridas e inflamações da pele (179). febres de malária (128). cubebina. diurética. cimbiferina. aperiente. cloroses. cistite. Vinho. emenagoga.

elemol (3. escabrosas em ambas as faces com perfume de eucalipto. S. . ao longo de valas de drenagem.5 x 1. As folhas dos perfilhos devem ser cortadas deixando-se uma cepa de 20 a 25cm de comprimento. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida (Candida albicans.7%). As mudas são retiradas cortando-se verticalmente a base da touceira e desmembrando-se cada perfilho. em lugares úmidos. com 25 a 30cm de comprimento. crescendo 1. à beira de rios. • Plantio: é feito diretamente a campo no outono e primavera. • Espaçamento: 1.5%). • Adubação: aplicar 2 a 3kg/planta de cama de aviário no plantio.4%).6%). composta de espigas pequenas e escuras e espiguetas esverdeadas. com sabor de limão. na Ásia. cereus. • Propagação: perfilhos da touceira. erodíveis ou muito inclinadas.FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. α-cadinol (1.1%). C. β-elemeno (0. neral (28. fazer uma adubação em cobertura com 10g/planta de sulfato de amônio.4%). • Colheita: inicia após 4 a 5 meses de cultivo. citronelol (10. cespitosa.4%). crescendo em clareiras. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo de citronela é aromático. amarelo pálido. elemicina (7. verde-claras.8%). acetato de geranil (4. Após cada corte.2%). perene. FITOLOGIA Planta herbácea. • Rendimento: 1 tonelada de folhas frescas fornece 7kg de óleo de citronela (93 FITOQUÍMICA Sabineno (1. Há informações que relatam um teor de 65% para geraniol e 35% de citronelal (128). Podem ser feitos 3 a 4 cortes ao ano. HABITAT Espécie alóctone originária de Sri Lanka. de colmo ereto e nodoso.5%).3%).6%).6%).50m de altura. febrífuga. epidermis. citronelal (34. δ-cadineno (0. na orla de regatos e lagoas ou como bordadura lateral de caminhos e periférica de outros plantios.6%). linalol (1. mirceno (0.5%). AGROLOGIA • Ambiente: a planta pode ser cultivada em áreas de barranco. sudorífica e carminativa (93). invaginantes. agudas.3m.30 a 1. B.7%). Inflorescência em panículas linear-oblongas. tropicalis). CLIMA Prefere regiões com alta precipitação pluviométrica e quentes. com as folhas decumbentes. germacreno-D (0. isopulejol (2. geranial (1. eugenol (1%). Forma touceiras altas. limoneno (3.

glabras. SINONÍMIA Culantro. são globosos. perpendicular e fibrosa. COENTRO NOME CIENTÍFICO Coriandrum sativum L. de caule glabro. coroados pelos dentes do cálice. As flores são álveas. quase esféricos. pinatisectas. CLIMA Tolera bem tanto o frio como o calor e até mesmo períodos de seca. alternas. Folhas compostas. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. Chuvas prolongadas na fase de frutificação são altamente prejudiciais. Ventos fortes normalmente causam acamamento das plantas. • Utilizado na fabricação de perfumes e cosméticos. As folhas que rodeiam as umbelas são semelhantes às do funcho. sem acidez e férteis. estriado e cilíndrico. estendendo-se ao longo do verão. Tanto a planta quanto o fruto exalam um cheiro desagradável. Os frutos. erva-percevejo. profundos.• Repelente de insetos (mosquitos. bem drenados. erguido. É heliófita. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce de 40 a 50cm. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas (Europa Meridional) e da Ásia. providos de 3 a 8 brácteas filiformes. não tolerando sombreamento. em umbelas compostas de 3 a 5 raios. Cultivada no Brasil em hortas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.25m. traças e formigas). diaquênios. semelhante a percevejo. que evola progressivamente a medida que o material é seco. SOLO Prefere solos areno-argilosos. arredondados ou arredondados-cuneiformes. • A polpa da planta é utilizada na fabricação de papel resistente (93). As folhas inferiores são pinadas e as superiores bi-pinadas. borrachudos. pouco ramificado. . A raiz axial é cônica.40 x 0. com os segmentos verde-brilhantes. O florescimento espontâneo ocorre a partir de agosto. largos. incisos e denteados. medindo 3-4mm de diâmetro.

• Ervas daninhas: a planta é suceptível à concorrência com plantas invasoras. ácidos acético e oxálico (257). . antiinflamatórios. secos portanto. • Nutrição: é comum o surgimento de deficiência de fósforo ou nitrogênio em bandejas contendo substrato poroso. caem facilmente. anti-histéricos (93). as raízes. o que ocasionaria um acamamento e redução do teor de metabólitos secundários. febrífugos (215). As mudas recémformadas apresentam um crescimento lento. estimulantes. suspender a irrigação e/ou adubações nitrogenadas. como hortaliça cozida.14% de linalol (430). borneol. pineno. afeta drasticamente a produção de frutos. desinfetantes intestinais.4% de óleo essencial. • Florescimento: julho a novembro. retardando a colheita e a maturação. • Plantio: outono e primavera. em regiões livres de geada. antissépticos. Isto acontece devido ao ciclo demorado das plântulas quando em substrato poroso e quando a irrigação é abundante. A semeadura do coentro. depurativos (257). como condimento.8% de linalol. Frutos colhidos imaturos escurem. • Colheita: ocorre 50 a 60 dias após a germinação das sementes. geraniol. as folhas frescas. O conteúdo de óleo essencial no fruto é de 0. geranioleno (163) e taninos (9). d-linalol. relatam 70 a 80% (430). secamento de ramos e folhas. antiespasmódicos. sudoríficos (9). péssimo odor e pouco teor de óleos. estomáquicos. enquanto que Braun et al. pode ser feita em agosto. • Doença: O fungo Fusarium oxysporium causa apodrecimento das raízes e do colo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são carminativos. • Rendimento: 363g de frutos/planta e 0. Colhem-se os frutos quando 60% deles adquirirem uma coloração de palha seca ou quando a planta estiver quase seca e/ou as sementes iniciam um bronzeamento. tônicos gastrointestinais. Na semeadura direta campo são dispendidos 15 a 25kg/ha de sementes. O fósforo e o potássio incrementam o teor de princípios ativos do coentro.5 a 1% (163). quando em excesso. O nitrogênio. Frutos demasiadamente maturos. Pino e Borges relatam um teor de 49. A semeadura pode ser feita direta a campo ou em bandejas de isopor. A germinação ocorre em cerca de 8 a 10 dias. Obtém-se uma produtividade de sementes de aproximadamente 1 a 2t/ha. PARTES UTILIZADAS Os frutos para fins medicinais e aromáticos. • Conservação: as folhas podem ser conservadas em refrigeração. As sementes germinam em 7 a 14 dias (182). vermífugos (271) e antipútridos. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo coriandrol. Solos orgânicos e adubações orgânicas pesadas podem mostrar o mesmo efeito do nitrogênio. cimeno e limoneno. excitantes. Para se evitar um crescimento muito luxuriante da planta. terpinol. contendo 68.• Propagação: sementes.2 a 58. racham e germinam espontaneamente como planta invasora. têm baixa conservação.48% (93) ou de 0. terpineno. descongestionantes do fígado (294).

pacoseroca. SINONÍMIA Alpinia. doce e penetrante. cana-do-mato. • Os frutos são utilizados no preparo de perfumes. COLÔNIA NOME CIENTÍFICO Alpinia zerumbet (Pers. sopas e cozidos. febre quartã (93). carnes. . após as refeições (257). acidez estomacal. cervejas. • Decocção: ferver 2 colheres das de chá de frutos em ½ litro de água durante 5 minutos. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos possuem um odor suave. lírio-de-santo-antônio. Sm. HABITAT Espécie alóctone originária da Ilha de Java. macaçá. cardamomofalso. noz-moscada. picadas de cobra (pó) e dores histéricas (215). • Usada na preparação de fármacos visando corrigir o odor desagradável de certos medicamentos. licores. Pode ser usada também topicamente. utilizadas para carnes. peixes. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia em decocção. tinturas. saladas. • Outros: alcoolato.M. cana-do-brejo. conservas e embutidos.INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções gastrintestinais. flor-do-paraíso. quando em excesso (257). • Infusão: ⇒ 3 a 5g de frutos maduros por xícara de chá de água fervente. óleo essencial e pó dos frutos. gim pães. TOXICOLOGIA Pode causar lesões renais. • As folhas são condimentares. achocolatados. Tomar 3 vezes ao dia. Burtt & R. • O resíduo da destilação dos frutos dá origem à tortas forrageiras. cardamomo. O sabor é peculiar e adocicadopicante. Após 10 minutos. cardamomo-do-mato.) B. As folhas e flores tem aroma similar ao de percevejos. contendo 11 a 17% de proteínas e 11 a 20% de matéria graxa (93). estômago dilatado (294).L. coar e beber aos poucos durante o dia (294). jardineira.

CLIMA É de clima tropical. • Plantio: todo o ano. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. acuminadas. sedativa (261). com capacidade mínima de 400ml. contendo substrato organo-mineral. INDICAÇÕES Para o tratamento de úlceras (93) e gastralgias (65). É esciófita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hipertensiva. proporcionando um grande efeito paisagístico e protetor de margens fluviais e lacustres. medindo 50 a 60cm de comprimento por 12 a 15cm de largura.20m.8m de altura. Os flavonóides existentes na planta promovem relaxamento vascular e inibição da atividade da proteína kinase e da fosfodiesterase nucleotídeo cíclica. lanceolado-oblongas. Escapos floríferos medindo 30 a 50cm. estimulante da motilidade intestinal e antiulcerogênica (289). AGROLOGIA • Ambiente: poderão ser aproveitadas várzeas naturalmente úmidas ou à beira de regatos. vermífuga (65). . antiedematosa (Gadelha e Menezes) e inibição da secreção gástrica (Hsu apud 120).5 a 1. embora adapte-se bem nos subtropicais quentes. • Adubação: incorporar 2 a 3kg de cama de aviário por cova. lagoas e açudes. FARMACOLOGIA Produz depressão do sistema nervoso central. com porte de 1. de caule folioso. • Propagação: sementes e brotações do rizoma. PARTES UTILIZADAS Rizomas. diurética (260). antibacteriana em conjuntivites (363). As sementes devem ser postas a germinar em recipientes ou saquinhos plástico perfurados. catequina. • Espaçamento: 1. epicatequina. rutina e dois derivados glicosídicos do kaempferol (289). As folhas são glabras.5 x 1.FITOLOGIA Planta herbácea. com flores brancas e róseas. que podem ser plantadas diretamente a campo. folhas e sementes. inibição da musculatura lisa (Vandelinde et al. mecanismos responsáveis pelo controle da patofisiologia das doenças coronarianas. agudas na base ou arredondadas. bloqueio neuromuscular.). anti-histérica. pecioladas. que envolve fluxo sangüíneo e vasoconstrição (289). FITOQUÍMICA Flavonóides.

É higrófita. grande-consolda. consolda-menor. orelha-de-burro. Tolera a meia-sombra. HABITAT Espécie alóctone. anguloso e alado. consólida. tubulosas. Ocorre até 1. áspero. pêndulas e dispostas no ápice dos ramos em cimeiras geminadas curtas e escorpióides. todas são oval-agudas ou oblongo-lanceoladas. ereto. acuminadas. Cultivada no Brasil em jardins e hortas. SOLO . FITOLOGIA Planta herbácea cespitosa. originária da Ásia. vivaz. orelhas-de-asno. pouco onduladas. confrey. mais pecioladas quanto mais próximas do solo.TOXICOLOGIA É abortiva (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. As folhas superiores são sésseis. Hipertensos devem tomar o chá à guisa de água. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha média por litro de água. consólida-maior. CLIMA É originária de clima temperado. ou oblongo-lanceoladas. oco. infundibuliformes. fasciculadas. enquanto as demais. áspera e pilosa. orelha-de-vaca. A raiz é escura externamente e alva internamente. acuminadas. mas adapta-se aos subtropicais e até os tropicais. que cresce em terrenos e relvados úmidos. de rizoma grosso e raízes fusiformes. levemente onduladas. Flores grandes. ramoso. brancas. decrescentes da base para o ápice. caule de 40 a 60cm. consolda. consólida-do-cáucaso. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é muito ornamental. decrescentes da base para o ápice. Folhas ovado-agudas. leite-vegetalda-rússia. CONFREI NOME CIENTÍFICO Symphytum officinalis L. erva-do-cardeal. consolda-maior. língua-de-vaca.500m de altura. O fruto é composto de quatro aquênios lisos e vernicosos. SINONÍMIA Capim-roxo-da-rússia.

valina. cistina. aplicar 10g de nitrato de cálcio por planta. pois as folhas novas são tóxicas. sinfitocinoglossina (283). • Colheita: As folhas são colhidas a cada dois meses.06% de cinzas (93). treolina. antiasmática. antidiarréica. As raízes e os rizomas são coletadas só após o quarto ano. fósforo e zinco (32).60 a 2. arinina. laxante. minerais e ácido fólico. A planta encerra o alcalóide alantoína (257). mucilagens. alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina e equimidina). vulnerária. a partir de um ano de cultivo. vitaminas A. . PARTES UTILIZADAS Rizoma. tanino. B12. • Rendimento: A planta produz cerca de 150 folhas por ano. que é responsável pela hidratação e cicatrização de uma ferida em apenas um dia (ungüento da folha). melonina. O teor de alantoína varia de 0. cálcio. zinco. tirosina. Utilizam-se substratos leves e porosos para o enraizamento (casca de arroz tostada. manganês. alantoína (Walter Accorsi. Contém 9. desintoxicante. • Propagação: divisão de touceiras. fósforo (145). C. • Florescimento: ocorre no verão. ácido pantotênico. cicatrizante (258). manganês. histidina. no final do outono até o final do inverno. béquica e expectorante (145). • Plantio: deve coincidir com períodos crescente de temperatura e umidade. pirrolizidina. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis.55%.50% nas folhas (no verão) a 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hemostática. adstringente (283). anti-hemorroidária. antileucêmica (32). É citado como o vegetal mais rico em vitaminas e sais minerais. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ferro. FITOQUÍMICA Ácido galo-tânico. tônica. mineralizante. antianêmica. ferro. antiinflamatória. na primavera e verão. soltos e com um bom teor de umidade. lasiocarpina. a cultura deve ser renovada a cada 5 a 6 anos. leucina. antidiabética. estacas e pedaços de rizomas da planta matriz. B2.Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica. colina. mas tolera os períodos de seca. amarga. Após cada corte de folhas. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário e 100g/m2 de fosfato natural. fenilamina. no plantio. nas raízes. anti-reumática (145). destacando-se os minerais. mucilaginosa. citado em 145). prolina.06% (96). resina. arginina. cujo teor de cinzas é de 9. antidisentérica. vemiculita. raiz e folhas adultas. anticancerígena.80m. calmante e depurativa (68). areia). A raiz é emoliente.44 a 0. B1. • Doenças: as raízes são susceptíveis a fungos do solo.8 x 0. cálcio. isoleucina. triptofano. • Nutrição: planta desenvolve-se melhor a quando suprida com nitrogênio e cálcio. • Renovação: embora a raiz da planta sobrevive até 40 anos de idade.

• Infusão ou Tisana: ⇒ 30g de folhas por litro de água (435). regulariza a pressão arterial (32). que é a parte mais utilizada. As folhas do confrei tem uma pubescência irritante à pele. CORDÃO-DE-FRADE . ⇒ 2 folhas maturas em 2 copos de água quente. irritações na pele e dores nos olhos. TOXICOLOGIA O uso interno pode resultar em irritações gástricas. úlceras (271). icterícia. • Cataplasma: amassar as folhas até ponto de pasta e aplicar sobre o ferimento. Tomar 3 vezes ao dia. Para úlceras internas. • Emplastro: esmagar as folhas em água morna e aplicar sobre o ferimento 2 vezes ao dia. intoxicações gerais. Atua como indutor da produção calcária (257). No caso de contusões e inchaços. Aplicar sobre as partes afetadas. A raiz. hepatite (68). cortes (258). • Decôcto: ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de rizoma em 1 xícara das de chá de água. • Compressa: usar o decôcto das folhas sobre feridas e queimaduras. carne e mel de animais cronicamente contaminados pode também resultar em efeitos deletérios ao homem (140). furúnculos. queimaduras. graves lesões hepáticas (258) e carcinogênicas (145). fraturas e afecções ósseas. combate a hemoptise e regula os fluxos sangüíneos. O Ministério da Saúde do Brasil proíbe o uso interno do confrei (273). Elimina sardas. espinhas. O consumo de leite. nas costas e nos músculos. Cozida em vinho. lábios secos ou rachados (294). devido aos alcalóides pirrolizidínicos.INDICAÇÕES Favorece a restauração de tecidos ulcerados. normaliza a atividade sexual e mantém a pigmentação natural do cabelo (145). tomar 1 xícara em jejum e após as refeições (128). debilidade. pelo alto teor protéico e pela alta produção de massa verde. tuberculose. FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool. várias vezes ao dia (145). cefalalgias. que também são mutagênicos e pneumotóxicos. hemoptises (93). • Obtém-se da planta uma tinta vermelha para o tingimento de peles e lãs. gastrite e senilidade prematura. colocar o emplastro dentro de um pano antes de aplicar (257). Indicada ainda para hematúria. • É muito utilizada como forrageira. Pode-se adicionar um pouco de glicerina à pasta (258). bronquite (128). Tomar 3 xícaras ao dia (bronquite e tosse). OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz é adocicada e mucilaginosa. feridas.

dispostas em rácimos multiflorais densos. com 1. nem sombra. porém amplamente disseminada pelos estados litorâneos do Brasil. liso. inicialmente.8m de altura e 2 a 3cm de diâmetro. Não tolera geadas.0 x 0. formando capítulos globosos separados. pau-de-praga. Aiton FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. verdes.T. CLIMA A planta vegeta melhor em clima quente e em áreas ensolaradas. verticilados.) W. unissulcado longitudinalmente em cada face. As folhas são opostas. com cerca de 5 a 10cm de comprimento. subtomentosas. cordão-de-são-francisco. de pericarpo fosco. tolonga. A ocorrência da planta está curiosamente vinculada à ocupação humana. aveludado-pubescente. em sulcos. e castanho. cuneadas ou subcordiformes na base. de 4 a 6cm de diâmetro. cauda-de-leão. • Propagação: sementes.5 e 1. Por ser nitrófila. As flores são pediceladas. HABITAT Planta herbácea anual originária da África tropical e da Índia. ferindo facilmente a pele das pessoas. ricos em matéria orgânica. • Plantio: agosto a setembro. Cálice com 8 dentes. Após a maturação das sementes. coração-de-frade. cordão-de-frade-pequeno. simples ou ramificado. rubim. SOLO Prefere solos francos.4m. cordãode-frade-verdadeiro. Encerram 4 frutos pretos trapezóides. . vermelha ou laranja-amarelada. glabro. guarnecidas por brácteas espinhosas. com cálice pulverulento e corola bilabiada (lábio superior maior que o inferior). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. na maturação. finamente crenadas. corindiba. tornam-se rígidas na maturação. leonuro. A semeadura é feita diretamente a campo. As cápsulas que constituem o capítulo globoso. desenvolve-se melhor e solos humosos. verde-escuras na face ventral e claras ou prateadas na dorsal. rubim-de-bola. onde cresce subespontaneamente como invasora de terrenos cultivados e estritamente os ruderais.NOME CIENTÍFICO Leonotis nepetaefolia (L. manchada. Cada globo reúne em média 70 a 80 flores. É heliófita. FITOLOGIA Planta herbácea anual e sublenhosa de caule quadrangular. pode ocorrer uma certa dormência inicial das mesmas. ovadas até ovadodeltóides. SINONÍMIA Catinga-de-mulata.

O ponto de colheita das sementes é atingido quando pelo menos metade do agrupamento de cápsulas adquire a coloração castanha. por ocasião do início do florescimento. (257). peitoral. ⇒ 20g/litro. sudorífica. inflamações broncopulmonares. oligúria. • Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de janeiro a fevereiro. resultando em grande perda de sementes. ocorrendo espontaneamente em dezembro. feridas (341). antiasmática. balsâmica. lactonas sesquiterpênicas (leonitina e trimetoxicumarina) (257). estomáquica. maleita (120) e para a eliminação do ácido úrico (257). debilidade orgânica geral em crianças (68). gomas. • Tintura: 5 a 25ml/dia. Utiliza-se também em banhos (257). OUTRAS PROPRIEDADES • É usada para clarear roupas e repele insetos e roedores em grãos armazenados (257). problemas digestivos (xarope das flores). antiasmática. e fraqueza em adultos.• Florescimento: irregular.5%. ou seja. elefantíase incipiente (283). anti-hemorrágica uterina. ácidos orgânicos. FARMACOLOGIA O chá e o extrato hidroalcoólico relaxam a musculatura lisa. diurética (283). mucilagens. béquica. 50 a 200ml/dia (uso interno e externo) (341). antidisúrica (215). antitérmica (120). antinevrálgica e amarga (68). dispepsia. hemorragias uterinas.. .. carminativa. vulnerária (341). • É branqueadora de roupas (93). Cápsulas demasiadamente maturas apresentam deiscência natural muito forte. metrorragia. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao ia. flucoside leonotina (283). febrífuga. INDICAÇÕES Usada para banhos em crianças debilitadas. anti-reumática. antiespasmódica. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. taninos. PARTES UTILIZADAS Planta florida. estimulante. aumentam o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. apud 120) e causam relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. apud 120). • Xarope: 10 a 50ml/dia (341). anúria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. • Colheita: novembro a dezembro. 6 a 7 semanas após a emergência das sementes. antiartrítica. úlceras. FITOQUÍMICA Óleo volátil perfumado. heterosídeos cianogênicos e saponínicos.

• Tutoramento: para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta. recoberto por densa pubescência castanha. mucunã-assú. ovado-oblongos. Folhas pecioladas. revestida por uma densa pilosidade ferrugínea. micunã. quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior. • Propagação: sementes. castanho-avermelhadas. abruptamente agudos no ápice e arredondados na base. coriácea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônico. duras. calmante nervoso (215) e parasiticida (94). As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo. que devem ser sempre submetidas ao calor. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. com cerca de 2 a 3cm de diâmetro e até 1cm de espessura. • Plantio: primavera. com o caule flexuoso. SINONÍMIA Cipó-de-imbiri. com o hilo preto. Inflorescência violáceas com a base do estandarte amarela. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. Faz-se a pré-germinação das sementes em uma bandeja com água. com 12 a 14cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilionaceae. INDICAÇÕES . os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado. utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta.CORONHA NOME CIENTÍFICO Dioclea violacea M. pó-de-mico. olho-de-boi. em covas. composta por três folíolos grandes. vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais. contendo 3 a 4 sementes achatadas. coroanha. FITOLOGIA Trepadeira de grande porte. vernicosas. disposta em rácimos eretos. PARTES UTILIZADAS Sementes. O fruto é uma vagem séssil.

dente-de-leão-dos-jardins. fistuloso. cilíndrico. coroa-demonge. runcinado-pinatífitas ou pinatipartidas. glabras.000m de altitude (91). OUTRAS PROPRIEDADES É utililizada como formicida (94). radicais. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. agudos. amargosa. cespitosa. sendo o terminal mais amplo. ereto. SINONÍMIA Alface-de-cão. DENTE-DE-LEÃO NOME CIENTÍFICO Taraxacum officinale Weber. FORMAS DE USO • Infusão: até 1g do pó da semente por xícara de água. terminando com papilhos de pêlos brancos. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. Fruto aquênio cinzento-azulado. oco. soprão. radite-bravo. que cresce de 5 a 30cm em altura e cuja raiz pivotante amarelada pode atingir até 40cm. formando um grande capítulo com invólucro duplo de brácteas externas mais curtas voltadas para baixo. glabro ou araquináceo. polimorfas. resultando na disseminação das sementes. acaule. alface-de-côco. Tomar apenas uma xícara ao dia. Folhas em roseta basilar densa. . principalmente como planta invasora de hortas. em goles (215). mas a subterrânea é perene. HABITAT Espécie alóctone. oblongo-fusiforme. segmentos ou lobos desiguais. estriado. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. com os segmentos laterais virados para a base. taraxaco. A parte aérea é anual. originária de Portugal. chicória-louca. liguladas. monocéfalo. É encontrada até 2. quartilho. chicória-silvestre. Indicada ainda para a epilepsia (215). incisados ou denteado-acuminados. lactescente. sedosos. triangulares ou oblongos. oblongas ou lanceoladas. pomares e áreas ruderais.Previne o derrame e remove as seqüelas do derrame. Rizoma vertical. salada-de-toupeira. frango. relógio-dos-estudantes. radiados. formando uma armação globóide que se rompe facilmente com o vento. Flores amarelointenso. disposto sobre um comprido pedúnculo radical de cerca de 15 a 30cm.

• Rendimento: 1. • Propagação: sementes. • Florescimento: ocorre no início da primavera. A planta contém ainda alcalóides. As raízes contém taraxacina. Depositam-se as sementes sobre o solo e as comprime para maior aderência ao mesmo. pro-vitamina A. pois o transplante de mudas interfere na formação da raiz.20m de largura. com pelo menos 15cm de altura e 1. • Castração: para uma melhor produção de raízes.350kg de raízes frescas ou 220 a 297kg/ha de raízes secas (93). meristemas da cepa e divisão de touceiras. níquel. PARTES UTILIZADAS Rizoma. lactucopicrina. • Colheita: inicia-se cerca de dois meses após a semeadura e é feita durante o ano todo (folhas) ou do outono ao inverno (raízes). húmus de minhoca ou 5 a 6kg/m2 de estrume de gado. pectina. pois a falta de luz retarda ou inibe a germinação (sementes fotoblásticas). exsudando látex branco. deve-se eliminar o pendão floral. com cerca de 1cm de diâmetro. Irriga-se duas vezes ao dia.200 sementes. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em canteiros nivelados. vitaminas B e C (257). quase rentes ao chão. taraxerol. sais minerais (notadamente potássio). inulina. cobalto. • Adubação: incorporar ao solo 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. O solo deve ser bem preparado.espesso. A abertura das flores ocorre em dias ensolarados. minerais de cobre (209). podendo afetar a fisiologia de plantas companheiras (209). altos níveis de ferro. O teor de cinzas deve ser inferior a 10% (96). taraxacosídeo. taraxasterol. • Produção de sementes: 1g de sementes contém 900 a 1. • Alelopatia: a planta libera etileno. FITOQUÍMICA Látex. óleo essencial e ácidos dioxinâmico. CLIMA É de clima temperado. As sementes não devem ser enterradas. Sob temperaturas mais altas. levulina. folhas e inflorescência. castanho-escuro e esbranquiçada no corte. fitosterol. • Plantio: outono. tanino. eliminando-se torrões e restos de plantas. diretamente no campo. as folhas e a planta tornam-se pequenas. É esciófita. p-oxifenilacético e . óleorresina e carotenóides (128). mas encontra-se disseminada desde as regiões glaciais até o Equador.20m. SOLO Prefere solos areno-argilosos. • Espaçamento: 0.20 x 0. não muito úmidos. Um grama de sementes contém 900 a 950 sementes. donde partem simultaneamente as folhas e os escapos floríferos. colina. soda e potassa (283).000 a 1. • Padrão comercial: as raízes: devem medir até 30cm de comprimento e ter 5 a 20mm de diâmetro. a partir das primeiras horas da manhã.

colagoga (145). torradas e moídas. obesidade. carneiros e vacas. hipocolesterolêmica. hepática. conhecido como "café de chicória". cárie dentária (68). pele. As raízes contém até 25% de inulina. especialmente para coelhos. desobstruente das vísceras abdominais (283). aperiente. • A planta é apícola. paludismo. biliares. As folhas contém 9. prevenção de derrames. anti-reumática (242). Deixar macerar 10 dias. celulite. ósseas. INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento de doenças de pele (93). renais e vesicais. câncer. • As flores fritas constituem um ótimo manjar. constipações. febrífuga.tartárico (145). e as sementes também são comestíveis. DOIS-AMORES NOME CIENTÍFICO . Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia (32). expectorante. por aumentar a lactação e a qualidade do leite. anódina. tônica. sudorífica. alcalinizante. laxativa. • Vinho: 1 colher das de raízes em ½ copo de vinho tinto seco. antilítica biliar. fortificante dos nervos (215). prisão de ventre (215). água (1 copo) e gotas de limão (145). sarda.73% de carboidratos 2. acidose (242). resina e derivados triterpênico (96). escarros hemoptóicos. reumatismo. gota. hipoglicemiante. aperiente. diurética (257). antianêmica (68). tez. Tomar 1 cálice antes das refeições (aperiente) (257). • Decocção: tomar 2 ou mais xícaras ao dia. piorréia. flores e as raízes podem ser consumidas como hortaliça. dão origem a um produto sucedâneo do café. ácido úrico. anti-hipertensiva. anti-hemorroidária. estimulante digestiva (128) e carminativa (271). • Salada: raízes e folhas novas podem ser consumidas cruas como estimulante da digestão. antidiarréica. • Suco: bater no liqüidificador 4 folhas.45% de compostos nitrogenados e 0. • As raízes. antihemorrágica. varizes e verruga. colesterol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica. • A planta também é forrageira. depurativa. colerética. afecções hepáticas (145). obstipação. antidiarréica. icterícia. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. Tomar ½ xícara antes das refeições (desintoxicante hepático e depurativo). FORMAS DE USO • Macerado: deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes em 1 xícara das de chá de água. antiinflamatória. astenia.62% de matéria graxa (93). arteriosclerose.

sapatinho-dos-jardins. única. as flores masculinas são numerosas e dispõem-se na circunferência e a feminina. sapatinho-do-diabo. com a forma de um sapato. com nervura central saliente na face dorsal. As folhas são curto-pecioladas. porém não tolera os muito ácidos e encharcados. inclusas num grande invólucro bilobado vermelho até purpúreo. onduladas nas margens. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O extrato da raiz e o látex são vomitivos. HABITAT Espécie autóctone originária da Amazônia. muito ramificada. sapatinho-de-judeu. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de sífilis. suculenta crescendo até 2m de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. carnosas. agudas ou acuminadas. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. As flores são vermelhas. FORMAS DE USO .0 a 1. obtusas ou recurvadas no ápice. reunidas em cimeiras terminais densas.10 x 0. é calicida e anti-hemorrágico (93). As sementes são ovóide-agudas. pequenas (1. truncada na base e no ápice. cuneadas na base. • Colheita: inicia a partir do quinto mês após o cultivo. pequena. arbustiva. FITOLOGIA Planta perene.Pedilanthus tithymaloides Poit. ovadas. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. vermiculita e/ou casca de arroz tostadas. O fruto é uma cápsula mais larga que comprida (9 x 7cm). lactescente. medindo até 7cm de comprimento por 4cm de largura. quase fistulosos e com poucas folhas. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia (93). úlceras de mau caráter. SINONÍMIA Dois-irmãos. verrugas e para regenerar carne dilacerada. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. no centro. 3-coca. glabras. • Plantio: primavera. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. oblongas. O látex. coriáceas. cáustico enérgico e acre.6m. inteiras.5mm). Os ramos são suculentos. alternas. enquanto que as estacas são enraizadas em areia. A planta é xerófila e adapta-se bem a solos pobres. picão.

Folhas alternas. HABITAT Planta subarbustiva perene autóctone do Brasil equatorial. TOXICOLOGIA Por encerrar látex cáustico e tóxico. • Cultivada em jardins como planta ornamental. CLIMA Prefere regiões quentes e úmidas. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. leves e férteis. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos ou ricos em matéria orgânica. oblongo-acuminadas.Utiliza-se externamente. porosos.5m. dispostas em espigas carnosas. A base das estacas deve ser raspada com faca para permitir uma maior absorção de água. Utilizar estacas com cerca de 3 a 5mm de espessura e 20cm de comprimento. FITOLOGIA Subarbusto de caule e ramos nodosos. ELIXIR-PAREGÓRICO NOME CIENTÍFICO Piper calosum L.8 x 0. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita . o uso da planta deve ser feito sob orientação de um profissional habilitado OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como cerca-viva e em renques. • Propagação: sementes e estacas. Em regiões subtropicais o crescimento é muito lento. amareladas. SINONÍMIA Óleo elétrico. Flores diminutas. As folhas exalam aroma de noz-moscada. conforme a dose. com as nervuras proeminentes na face ventral. É esciófita. O uso interno só deve ser feito mediante orientação médica. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.

ibaituga. piperetina. Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. chavicina. incisivo. aparecendo também em pomares. atenuante. imbaíba. prostatite. figueira-de-surinam. baibeira. mirceno. pirrolina. plástico preto e outros materiais inertes. antidiarréicas. palha seca. evita o adensamento do solo. Adubação: 3kg/planta de húmus de minhoca e 100g/planta de fosfato natural. rouquidão e afecções da garganta (271). ambaitinga. digestivas. aperiente e antisséptica (271). ambaí. As folhas são adstringentes. retém mais umidade e mantém estável a temperatura do solo.• • • • ou casca de arroz tostada. dificulta o crescimento de plantas invasoras. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da cistite. pastagens. torém. catarro nasal. EMBAÚBA NOME CIENTÍFICO Cecropia glaziouii Snethlage. umedecidas intermitentemente através de nebulização. Plantio: agosto a setembro. SINONÍMIA Ambahú. FITOQUÍMICA Maticina. jamborandina. picante. ambati. FAMÍLIA BOTÂNICA Cecropiaceae. . árvore-da-preguiça. hemostáticas tópicas (9). Colheita: inicia um ano após o plantio. safrol e taninos (9) PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O fruto é acre. Além disso. umbaúba. especialmente a Atlântica. odontálgico. imbaúba. PARTES UTILIZADAS Folhas. ambaíba. ambaú. antiblenorrágico e diurético (93). imbaubão. pau-de-lixa. HABITAT Planta arbórea perene autóctone. Tipos de cobertura: casca de arroz. É uma planta típica de matas ciliares úmidas. em abrigos cobertos com sombrite 70%. diurética. uretrite. caixeta. beira de estradas e capoeiras. ibaíba. citral.

visíveis com lente e. diurética. Solos encharcados são prejudiciais. FITOQUÍMICA Glicosídeos (orientina). oligo e poli catequinas). Os receptáculos femininos são cilíndricos. um tanto sinuosos. esgalhado. antileucorréica. estimulante do músculo cardíaco (271). PARTES UTILIZADAS Folhas. antiasmática. sobretudo os úmidos. cardiotônica (257).FITOLOGIA Árvore perene de tronco reto. a face ventral é escabrosa e áspera e a dorsal alvo-tomentosa. de outubro a março. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. contendo substrato organo-mineral. obtém-se o perfilhamento da planta e a redução da sua estatura. É heliófita. béquica nervosa. peltadas acima do centro. hepática. A semeadura é feita em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados. arredondadas. As nervuras primárias e secundárias da face dorsal são avermelhadas. comestíveis. raiz. semelhante ao mamoeiro. tolerando até os solos ácidos e argilosos. CLIMA Prefere o clima quente e úmido. As folhas são largas. a parte livre é ovado-aguda. de 30cm de diâmetro. Cresce entre 12 a 15m de altura. que são colhidas dos frutos. tenras. inteiriços. • Plantio: ano todo. com cerca de 3cm de comprimento. na face dorsal. expectorante (145). estas externamente tomentosas. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. anti-hipertensiva (235). alcalóides e taninos (145). SOLO Adapta-se a quase todos os tipos de solo. Pode-se colher até 100% das folhas da árvore. • Poda: através do corte apical da planta. proantocianidinas (mono. frutos e brotos (uso interno) e látex (uso externo). com estrias e nervos. antidiabética. • Propagação: sementes. divididas em 8 a 9 lobos unidos pelos dois terços a partir da base. • Colheita: um ano após o plantio. . Apresenta 4 receptáculos femininos. antiblenorrágica (32). • Pragas: as folhas da planta são freqüentemente atacadas por lagartas e formigascortadeiras. anti-hidrópica (68). A planta cresce melhor em solos aluviais. cordiformes. quatro em cada uma das espatas. oco. flavonóides. antigripal e reguladora do ritmo cardíaco (215). vulnerária. hipotensora. cobertos com leve tomento alvo. os masculinos são numerosos. com pelo menos 400ml de capacidade.

Bater em liqüidificador. Tomar 3 vezes ao dia (distúrbios respiratórios e mal de Parkinson). OUTRAS PROPRIEDADES • A casca pode ser utilizada para curtir o couro e a madeira fornece matéria prima para o preparo de carvão (128). • O tronco é utilizado como estiva de barcos. mal de Parkinson (68) e diarréia. funcho-bastardo. Tomar um gole de hora em hora (32). HABITAT Espécie alóctone mediterrânea. oligúria. e medula branca. semelhante ao figo. FITOLOGIA Planta herbácea anual que atinge até 1. glaucescente e apresenta o caule estriado de branco e verde. que medra em terrenos baldios e searas. ENDRO NOME CIENTÍFICO Anethum graveolens L.INDICAÇÕES É ainda utilizada para o tratamento de bronquite. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. ⇒ 1 folha nova. • Decocção: ⇒ 20g de raiz para 1 litro de água. • Produz fruto comestível. coqueluche (257). até 600m de altitude (182). verrugas e úlceras gangrenosas (145). O látex. É glabra. em 2 xícaras de água. anúria. é utilizado topicamente em úlceras gangrenosas e cancerosas. MODO DE USO • Suco: ⇒ extrair o suco da raiz e diluir 1 colher das de sopa em 1 xícara de água. SINONÍMIA Aneto.20m de altura. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (32). Tomar 3 xícaras ao dia (hipotensora e diurética). FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. verrugas e chagas crônicas (145). cólicas hepáticas (32). ⇒ ferver 2 folhas em 1 litro de água. O suco da raiz é utilizado no tratamento de úlceras cancerosas (215). • Uso tópico: pingar 5 gotas do látex em feridas. . fresca. As folhas são 3-pinatisectas. que é cáustico.

5 x 0. de setembro a dezembro. medindo cerca de 4mm. • Ervas daninhas: manter a cultura livre de concorrência. a medida que a cor dos frutos declina para castanho. levemente alcalinos e porosos. O fruto é um diaquênio com uma semente marrom. O retardamento da colheita resulta em perda de princípios ativos e deiscência espontânea das sementes. A raiz axial é delgada e as secundárias esbranquiçadas. dispendese cerca de 1. que se reproduz precocemente em detrimento da produção de sementes. flores e folhas. A colheita de sementes em períodos chuvosos diminui sua qualidade fitoquímica e a conservação. é portanto.. heliófita. PARTES UTILIZADAS Sementes. Em semeadura direta são necessários 6 a 7kg de sementes para o plantio de 1 hectare. • Nutrição: a planta é nitrófila. Para o plantio em sementeiras. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato orgânico poroso. SOLO Prefere solos francos. quando matura. • Rendimento: 500 a 700kg/ha (163). bem drenados. Sobre sua superfície dispõe-se 3 costelas dorsais e duas marginais. • Secagem: as sementes devem ser desidratadas à temperaturas nunca superior a 37oC (182). férteis. CLIMA A planta vegeta espontaneamente em regiões onde a temperatura média de verão é inferior a 20oC (182).0. e com pH entre 6. As flores amarelas possuem cinco pétalas inteiras recurvadas para o lado de dentro. . à guisa de asas. pecioladas e se dilatam na base em uma ampla bainha. A planta não suporta sombreamento.divididas em lacínias filiformes. enquanto os arenosos facilitam à ocorrência de nematóides e deficiências nutricionais. • Tutoramento: em regiões onde são comuns ventos fortes. • Plantio: deve ser feito no início da primavera. Ventos e chuvas fortes causam acamamento das planta. as plantas devem ser tutoradas verticalmente com varas de bambu com 1. pois ocorre cruzamento interespecífico. Evitar o plantio simultâneo e próximo de funcho. Solos muito argilosos dificultam as trocas gasosas e predispõem à doenças. Embora seja de clima sul-mediterrânico. além de prejudicar a frutificação. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Colheita: ocorre 4 a 5 meses após a semeadura. Estão dispostas em 4 a 8 umbelas com 15 a 40 raios desiguais.5 a 1.25m. Períodos de estiagem aceleram o ciclo da planta. Semeia-se no outono.12kg de sementes (182). suporta bem períodos de frio. sendo portanto necessária adubação orgânica no plantio e nitrogenada em cobertura. • Propagação: sementes. Os frutos são mais largos que os do funcho (Foeniculum vulgare). As sementes são colhidas através do corte das umbelas.7m.5 a 7. • Florescimento: ocorre aos 90 dias após a semeadura.

antiespasmódica. fresco e pouco picante. digestiva. aromática. peixes e conservas de hortaliças. As sementes contém cerca de 3 a 4% de óleo essencial (163). ânsia de vômito. diurética (144). . Coar. um pedaço de canela e uma colher das de café de folha de eucalipto.ferver em ¼ de litro de água. antidiarréica (271) e antisséptica. antiemética. FAMÍLIA BOTÂNICA Ranunculaceae. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. ranúnculo-rasteiro. resina. mucilagem. Coar e tomar com suco de limão (soluços) ⇒ 2 colheres das de café de sementes. São utilizadas picadas nos molhos brancos. hiperacidez estomacal. saladas e pepinos em conservas. utilizadas como condimento e na preparação de licores.FITOQUÍMICA Óleo essencial. SINONÍMIA Erva-do-monge. É indicado para o resfriado (294) OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes possuem um odor agradável e forte. soluços. durante 5 minutos: ⇒ 1 colher das de café de sementes. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de cólicas. • As folhas são mais anisadas e amaras. Abafar por 5 minutos e coar. insônia (128). aperiente (257). mata-boi. ERVA-CIÁTICA NOME CIENTÍFICO Ranunculus repens L. depurativa. durante 5 minutos. resolutiva (93). resfriado (294). hipnótica. estomacal. Coar e tomar 1 xícara das de chá antes de cada amamentação (para favorecer a lactação e contra gases intestinais) ⇒ 1 colher das de sopa de sementes (para ânsia de vômito) ⇒ 4 colheres das de café de sementes. lactogênica (294). FORMAS DE USO • Decocção . aerofagia e meteorismo. doces. tanino e carvona. estimulante. matérias nitrogenadas. adoçar com mel e beber antes das refeições (digestivo) • Vinho: ferver em ¼ de litro de vinho tinto 1 colher das de café da semente do endro.

HABITAT Originária das regiões boreais temperadas. SOLO Prefere solos arenosos e humosos. 1996). por serem contundentes. • Propagação: sementes.3m. citado por CECHINEL et al. pubescente ou hirsuta. a planta apresenta-se prostrada. É heliófita. As flores são amarelas com as sépalas abertas. citado por ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta apresentou atividade bactericida contra Salmonella typhymurium (Dal Magro. podem provocar ferimentos em pessoas e animais. Fruto aquênio. disposto em glomérulos radialmente espinhosos e pontiagudos. liso nas faces. Quando a luminosidade é plena. sendo o médio mais comprido. FITOLOGIA Planta vivaz. É subespontânea no sul do Brasil. anti-hemorroidária (93) e cicatrizante (271).3 x 0. 1996). mas adapta-se ao subtropical ameno. As folhas são 3sectas com os segmentos peciolados. rente ao solo. FARMACOLOGIA A planta mostrou forte atividade antiinflamatória CECHINEL et al. com estolhos rastejantes e compridos. Os frutos. por ser muito prolífera. em ratos (Dal Magro. a planta assume uma arquitetura tipo moita. Quando ocorre sombreamento. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Plantio: maio a junho. ou de aluvião. PARTES UTILIZADAS Folhas. do tipo craspédio. A semeadura pode ser feita diretamente a campo ou em badejas de isopor contendo substrato organo-mineral. fendidos e denteados. a planta pode se tornar infestante. • Produção de sementes: outubro-novembro. FORMAS DE USO . CLIMA É de clima temperado. • Florescimento: agosto a setembro. com os ramos eretos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. AGROLOGIA • Espaçamento :0. Não tolera solos ácidos e compactados. • Cuidados gerais: em regiões de clima mais ameno.

aplicadas topicamente sobre as articulações (215). FITOLOGIA Planta subarbustiva. O caule dispõem-se em tufo. ramificado a partir da base. melissa-romana. Insolações excessivas torna a planta raquítica. Folhas grandes. reticulada dorsalmente. onde a temperatura gira em torno de 20 oC. onde é cultivada. ovais. ERVA-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Melissa officinalis L. pálidas e arroxeadas. SINONÍMIA Chá-da-frança. de secção quadrangular. drenados. Ventos frios e geadas são deletérias à planta. HABITAT Espécie alóctone. períodos de estiagem causam amarelecimento e redução no tamanho das folhas. mas varia entre 30 a 60cm de altura e 40 a 60cm de diâmetro de moita. carenado-serreadas. Locais muito sombreados reduzem o aroma das folhas. além de haver um declínio no aroma das folhas. citronela-menor. opostas. nervuras salientes. norte da África e Ásia. melitéia. de textura média e com bom teor de umidade. Cresce espontaneamente em locais sombrios e úmidos. TOXICOLOGIA As folhas são muito tóxicas. A planta é exigente em umidade no solo e devido a isso. ereto. cidrilha. profundos. É encontrada até 1. Embora não seja planta esciófita. CLIMA É planta típica de climas temperados. que cresce espontaneamente em áreas montanhosas e submontanhosas do sul e centro da Europa. Já está completamente adaptada ao Brasil. erva-cidreira-verdadeira. cresce melhor à meia-sombra. melissa. com folhas pequenas. Seu crescimento é variável conforme às condições de solo e luminosidade. As folhas são de um verde intenso na face ventral e verde-claras na face dorsal. limonete.Cataplasma: folhas contusas. não podendo ser usadas internamente. .000m de altitude (96). rizomatosa e vivaz. verde-claras. melissa-verdadeira. As flores são brancas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. lanceoladas pecioladas. ricos em matéria orgânica. SOLO Prefere solos férteis.

FORMAS DE USO . em diarréias (224). gastralgia.1%. vertigem (32) e catarros crônicos (93). hipocondria. tosse. menos a raiz. tanino. • Pragas: deve-se proceder o controle às formigas. resfriado. carminativa. antinevrálgica. clorogênico (257). pericardite. emenagoga (283). dores nos olhos. quando a propagação é feita por sementes e setembro. espasmolítico e bactericida (280). • Rendimento: 10 a 15t/ha de parte aérea ou cerca de 1. insônia. Aplicar 5g/m2 de uréia aos 40 dias após o transplante. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. estomáquica. • Florescimento: não se constatou o florescimento desta espécie no Litoral Catarinense. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. porém obtém-se um maior índice de pegamento e mudas de maior qualidade produzido-as em ambiente sombreado (sombrite 50 a 70%).15% de óleo essencial e as folhas secas. tônica dos nervos. citronelal (30 a 40%) (280). debilidade geral. FARMACOLOGIA O citral e o citronelal tem efeito sedativo. O transplante é feito quando as mudas apresentam 10 a 15cm de altura. sementes e estacas dos ramos. O plantio dos rizomas pode ser feito diretamente a campo. cordial. antidispéptica (93) e hipotensora. digestiva. A planta fresca tem 0.80 x 0. 0. sendo que o teor de cinzas varia de 10 a 12% (96). problemas nervosos (257).AGROLOGIA • Espaçamento : 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Calmante. na primavera até início do verão. Quando colhida após o florescimento da planta. desmaios. histerismo. A segunda colheita ocorre 45 dias após a primeira. arrotos. afecções gástricas. má circulação sangüínea. epilepsia. quando é vegetativa.20m. tenesmo. cãibras intestinais.014 a 0. odontalgias. succínico e resinas. diarréia de sangue.800kg/ha de folhas desidratadas (182). pineno. INDICAÇÕES Usada no tratamento de feridas. enxaquecas. • Renovação da cultura: após o terceiro ano. ácidos caféico. antiespasmódica. em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados contendo substrato organo-mineral. artralgia. sedativa. • Plantio: outono. as folhas podem apresentar um aroma semelhante ao percevejo (283). icterícia. • Propagação: divisão de rizomas. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo citral (20 a 30%). O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. linalol e geraniol. limoneno. estimulante. paralisia. palpitação do coração. cefalalgias. composto ou húmus de minhoca. citronelol. caxumba. • Colheita: quatro a cinco meses após o plantio.

FITOLOGIA Planta herbácea perene. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de folhas verdes picadas para ½ litro de água. • Folhas frescas: aplicar sobre os olhos. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes ao dia (257). O sabor é adocicado e um pouco amargo. Cresce espontaneamente em áreas uliginosas. Folhas alternas. OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. Cresce até 1m de altura. Possui ócreas de 12 a 16mm de altura. persicária-mordaz. radicante nos nós. ramificado. pimenta-do-brejo. fígado e intestino (32). de coloração verde-avermelhado e glabro. capetiçoba. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum hydropiper Michaux. potincoba. SINONÍMIA Acataia. áreas paludosas rasas. erva-pulgueira. caataiá. HABITAT Espécie autóctone. • Lavagens intestinais com o infuso (tenesmo e diarréia de sangue) • Bochechos: dores de dente. pimenta-aquática. a planta emana um suave e agradável perfume de limão. capitiçoba. especialmente na região sul do Brasil. de caule ascendente. catária. • Suco: mistura-se um pouco de sal às folhas contusas (caxumba) • Cataplasma: aplica-se sobre o ventre. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (283). catala. delgado (3 a 4mm de espessura). • Quando jovem. estreito- . valas de drenagem. várzeas úmidas e sujeitas à inundação. para dores de estômago. pimenta-d’água. cerdosas na parte superior e glabrascentes quando velhas. petincobe. • Aromatizante em culinária (saladas de hortaliças e frutas.200m de altitude (383). com 8 a 12cm de comprimento. capiçoba. pensicária-urente. fistuloso. à beira de riachos e lagoas.• Infusão: ⇒ 25 a 50g de folhas por litro de água. persicária-do-brasil. cataia. Ocorre até 1. para inflamações. capetiçoba. omelete e molhos) e no preparo de licores. persicária. do continente americano. subsésseis.

lineares ou subfiliformes. Tolera os solos ácidos. antiinflamatória (145). FITOQUÍMICA Quercitina. SOLO Prefere solos argilo-arenosos. malônico e poligônico. diurética. peninervadas. cumarina (145) e nitrato de potássio (128). • Propagação: sementes. com flores pequenas (2 a 3mm de comprimento). vasoconstritora e depurativa. antiartrítica. • Espaçamento: 0. É heliófita. hermafroditas. O fruto é uma núcula triangular-globosa. butírico (257). revestida pelo perigônio (199). antocianinas. luteolina. rutina. antraquinonas. desenvolvendo-se bem em água fria (199) . persicarina. com perigônio 5-partido formado por tépalas brancoesverdeadas. ácidos gálico. adpresso-pilósulas. rebentos do rizoma e estacas do caule. as mudas desidratam-se muito rapidamente. A folha apresenta um forte sabor apimentado. Deve ser feita em pleno florescimento. inicialmente. hemostática. pecíolo com 3 a 5mm. emenagoga (271).30m. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. saponinas. ou em terrenos com uma pequena lâmina de água. colerética. eretas. acético. • Podas: devido à sua alta prolificidade. e depois glabrascentes. negra. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidisentérica. tipo espigas gêmeas ou subracemosas. cicatrizante. com pecíolo invaginante. anti-hemorroidária (283). iso-hametina. homeotensora vascular. antireumática (257). revulsiva. antialérgica. a partir de setembro.lanceoladas. a lanço. • Plantio: ano todo. • Colheita: ocorre 1 mês após o plantio. antidiarréica sangüínea. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. brilhante. atenuadas nas duas extremidades. antiblenorrágica. apiculada. estimulante. compostos fenólicos. antisséptica. persicariol. de úmidos à encharcados. estimulante. • Florescimento: o ano todo.30 x 0. Inflorescência terminal e axilar. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em áreas úmidas. vermicida. CLIMA É de clima temperado. glicosídeo. Por ser uma planta higrófita. INDICAÇÕES . taninos. adstringente. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. antitérmica.

⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. Esfriar. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). estrangúria. ferver e deixar esfriar. ⇒ 10g para 1 litro de água. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. litíase. Repetir 3 vezes ao dia (257). • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera. massageando levemente. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). como cicatrizante. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. congestões cerebrais. Ferver por 5 minutos. menopausa. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). erisipela (257). varizes. sífilis (32). • Utilizada na indústria da cana para refinar e condensar o açúcar (257). Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). afecções renais. úlceras. por algumas horas (257). retenções de urina (283). Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. em infusão. . disenteria bacteriana (145). fragilidade capilar. edemas. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água.Útil também para o tratamento de febres malignas. ou reumatismo. principalmente antes e após à evacuação. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum persicaria L. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. diarréias sangüineas (93). enterite e indigestão.

Inflorescência racimosa espiciforme. e atro-avermelhada. PARTES UTILIZADAS Folhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. quando imaturo. a partir de setembro. Também conhecida pelos nomes populares de Polygonum hydropiper. O fruto é uma núcula lenticular. flores e ramos. As folhas são verdes. SOLO Prefere solos úmidos. quando maturo. crescendo em terrenos úmidos. As flores são rosadas. esparsas. mas não encharcados. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. com os nós proeminentes. glabro. de textura crustácea. a lanço. glabro. brilhante.30m. Por ser uma planta higrófita. liso. formadas por 5 tépalas.5 a 2cm de comprimento. com 3 a 4cm de comprimento. • Florescimento: primavera e verão. róseo ou avermelhado. ramificado. Caule ereto. liso. cilíndrico. com manchas avermelhadas ou castanhas. finamente alveolado e de coloração ocre. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas.SINONÍMIA Persicária-de-pé-vermelho. elípticoalongadas. medindo 10 a 14cm de comprimento por 3cm de largura. adaptando-se também ao subtropical. com base e ápice acuminados. aerados e humosos. Deve ser feita em pleno florescimento. rebentos do rizoma e estacas do caule. alternas. CLIMA É de clima temperado quente.30 x 0. • Podas: devido à sua alta prolificidade. medindo 40 a 60cm de altura. anual. .5 mês após o plantio. FITOLOGIA Planta herbácea. • Colheita: ocorre 1. ornado na base com ócreas ciliadas e membranosas com 1. HABITAT Espécie originária da Europa e subespontânea no Brasil. medindo cerca de 2mm de comprimento. as mudas desidratam-se muito rapidamente. quase sésseis. cilíndrica. vulnerária e odontálgica (242). necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. compacta. • Propagação: sementes. simples.

Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. fumo-bravo. ferver e deixar esfriar. pé-de-elefante. erva-grossa. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. principalmente antes e após à evacuação. suçauaiá. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. língua-de-vaca. ERVA-DE-COLÉGIO NOME CIENTÍFICO Elephantopus mollis H. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. suçaiá. massageando levemente. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água.K. fumo-da-mata. SINONÍMIA Erva-de-veado. sossoia. por algumas horas (257). HABITAT . erva-do-diabo. ⇒ 10g para 1 litro de água. suçuaia. Ferver por 5 minutos. como cicatrizante. ou reumatismo. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água.B. suaçuaia. Repetir 3 vezes ao dia (257). saçóia. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). em infusão. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32).INDICAÇÕES Utilizada nos casos de paralisia e congestão cerebral (242). • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. suaçu-caá. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). Esfriar. suaçúcaá.

Indicada para abrandar o calor da menopausa (271). INDICAÇÕES Bronquite. feridas (68) e elefantíase (242). antilítica. utilizam-se as raízes para febres e como adstringente e tônico. protegidos por brácteas foliáceas grandes. perene. As sementes podem ser semeadas em sulcos. Externamente. capoeiras e pastagens da área de mata pluvial da Encosta Atlântica. tônica. úlceras. as basais enrosetadas. e as superiores alternas. caule pubescente. gripes fortes e intermitentes. heliófita ou esciófita. SOLO Pouco exigente quanto aos tipos de solo e o grau de fertilidade. sudorífica. CLIMA É de clima subtropical. Cresce espontaneamente em bosques. adstringente.Espécie autóctone do Brasil. catarros pulmonares. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. paniculadas. podendo ser até quase branca. As flores aduzem coloração violácea a azul-claro. terrenos abandonados. emoliente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticatarral. . vulnerária. • Suco: utilizam-se as folhas para cálculos urinários. pubescentes.. ricos em matéria orgânica e úmidos. medindo 40 a 80cm de altura. • Florescimento: dezembro a abril. • Propagação: sementes. como cicatrizante (68). PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. As folhas são sésseis. febrífuga. O suco fresco das folhas combate cálculos urinários. FORMAS DE USO • Infusão e decocção: utilizam-se as folhas para afecções respiratórias e reumatismo. antireumática. • Plantio: abril e outubro.4 x 0. anti-sifilítica (68). diretamente em canteiros. FITOLOGIA Planta herbácea. béquica e resolutiva (242). medindo 12 a 25cm. picadas. diurética.4m. reunindo capítulos sésseis. Porém cresce mais abundantemente e vigorosamente em solos revolvidos. • Cataplasmas: folhas frescas. A raiz é utilizada para o tratamento de febres astênicas (57 e 211). Inflorescências terminais. • Colheita: 3 meses após o plantio. É feita no início do florescimento.

joão-bolão.ERVA-DE-PASSARINHO NOME CIENTÍFICO Struthanthus polyrhizus Mart. no segundo ano do ciclo. Hospedeiros preferenciais: Citrus. AGROLOGIA • • • • • • Ambiente: por ser uma planta parasita. Flores amarelo-esverdeadas. Polinização: entomófila Colheita: inicia a partir do segundo ano após o início do parasitismo.7 a 1. com base cuneiforme e ápice arredondado. Os haustórios são estruturas rizomórficas que penetram no tecido do hospedeiro para retirar a seiva elaborada. subcoriáceas. As sementes podem ser germinadas em alginato hidratado. parasita. as plântulas são afixadas no ramo hospedeiro com fita crepe ou similar. com pétalas espatuladas. numerosos. o ramo deve ser raspado com uma faca para expor o tecido vivo. para facilitar a germinação. Após. Devem ser tratadas com ácido clorídrico 1N. Inflorescência corimbiforme. Propagação: sementes. Após a germinação. finos. encontrada na mata pluvial atlântica. ovaladas. flexuosos.0mm. sob luz difusa. medindo até 1cm de comprimento. lavar em água corrente e deixar secar. var. medindo 2mm de diâmetro. O Estado de Santa Catarina é o limite austral de sua ocorrência (334). glabra. FAMÍLIA BOTÂNICA Loranthaceae. polyrhizus. caquizeiros. lisos. Pecíolo com 0. O fruto é uma pseudobaga ovóide ou elipsóide. durante 2 minutos. purpúrea. . adaptando-se ao subtropical. Ocorre parasitando árvores expostas. Frutificação: verão e outono. Ramos subcilíndricos. ereto-divaricadas. Florescimento: primavera-verão. suculenta. CLIMA É de clima tropical. emitindo raízes adventícias que se prendem na planta hospedeira e lançam novos rebentos vegetativos ou reprodutivos. as sementes ou mudas devem ser implantadas sobre ramos jovens de árvores. lisa. sutilmente nervadas. ingazeiros. verdes. medindo 3 a 5cm comprimento por 2 a 3cm de largura. HABITAT Espécie autóctone. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. Para facilitar o parasitismo. Folhas alternas ou opostas. com flores em tríades que se dispõe em pares. trepadores. mas principalmente árvores de pomares de Citrus.

contendo ácidos graxos.5 x 1. FITOQUÍMICA Óleo essencial (1. eucaliptol. geminadas ou em panículas terminais. Inflorescência racimosa espiciforme solitária. A estaquia é feita ao final do inverno e início da primavera.5m. feridas. anticancerígena (271). FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. . • Florescimento: fevereiro a maio. hidrocarbonetos sesquiterpênicos (52).PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. ramoso-subespinescente. contendo substrato organo-mineral. lisas. et Hook) Troncoso.79%). coqueluche (257). pneumonia. no verão. pequenas e com suave perfume balsâmico. cineol. Frutos tipo aquênio. álcoois. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. béquica (257). antidiabética.5m. • Propagação: sementes e estaquia.0 a 2. opostas. formada por numerosas flores brancas. ovaladas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce cerca de 2. INDICAÇÕES Indicada para bronquite. hemostática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. apud 18). As folhas menores reúnem em fascículos axilares. afecções da pele. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. ésteres. fortemente aromáticas. fenóis. frieiras e distúrbios da idade crítica (271). encanoadas. úlceras externas (215). PARTES UTILIZADAS Folhas. hidrocarbonetos. cetonas. Apresenta folhas lisas. afecções uterinas. brilhantes. cardiotônica. • Plantio: outubro a dezembro. antiasmática e anti-hipotensora (215). ERVA-SANTA NOME CIENTÍFICO Aloysia gratissima (Gill. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. vainilina (139) e alcalóides (Smolenski.

glabro. erva-vomiqueira. ambrosia-do-méxico. antigripal. balsâmica. béquica (215) e anticancerígena (271). Ocorre até 2. menstruço. anserina-vermífuga. sobretudo do México. anti-reumática. FITOLOGIA Planta subarbustiva anual ou vivaz. de caule ereto. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de resfriados. glandular-pubescente. gastralgias (18) e para lavagem de feridas e úlceras (215). muito ramificado. mentrasto. hortas e jardins. erva-embrósia. ascendente. mentrusto. cravinho-do-mato. mentrei. com os bordos mais ou menos sinuosos. Cresce espontaneamente em áreas de aluvião de rios. muito olorosa. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais da América. matruz. trevo-de-santa-luzia. verde ou púrpura. erva-ambrosia. chá-da-espanha. ervado-méxico.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. erva-formigueira. mentruz.760m de altitude (179). ambrósia-do-méxico. caacica. e glandulífera na face dorsal. mentraz. ERVA-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Chenopodium ambrosioides L. pacote. lombrigueira. anticancerosa. erva-lombrigueira. ervapomba-rola. oblongo-lanceoladas. medindo 3 a 9cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. denteadas. cravinho-do-campo. mastruço. erva-formiga. SINONÍMIA Ambrisina. carnes e ensopados. As folhas são alternas. erva-santa. com até 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. erva-mata-pulga. sulcado longitudinalmente por sulcos rasos e verdes. erva-pomba-rota.10m de altura. charcos e subespontaneamente em lavouras. uzaidela. Inflorescência em glomérulo de flores muito . com pubescência rala e curta. quenopódio. erva-vomigueira. canudo. apazote. erva-mata-pulgas. mata-cobra. chá-dosjesuítas. ambrósia. OUTRAS PROPRIEDADES É utilizada para aromatizar o chimarrão. ambrosioides. pecioladas (as da base) e sésseis e glandulosas (folhas superiores). ambrosina. var. erva-de-bicho. mata-cabra. terrenos baldios. intercalados por faixas esbranquiçadas ou rosadas. ervadas-lombrigas. chá-do-méxico. ambrosia. erva-das-cobras. mastruz.

A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos de canteiros ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. antipalúdica. membranoso. canforáceas e amargas. kaempferol rhamnosídeo. • Colheita: novembro a janeiro. México. N-docosano. Não se adapta a solos muito úmidos. vermífuga (Ascaris e Oxyuris). verde-pálido. contendo ascaridol (principalmente nas sementes).3 a 0. As folhas são pronunciadamente aromáticas. pectina. β-pineno. quenopodina. methadieno. Se adapta bem em terrenos argilosos. δ-terpineol. salicilato de metila. • Doenças: A planta é susceptível à Cercospora sp. p-cimol. sedativa. A planta é usada como estomáquica. O uso de nitrato de potássio a 0. carminativa (179). glicol.3m. • Plantio: agosto a setembro. 1% nas sementes). O fruto é um utrículo globular. apresenta maior teor de ascaridol. santonina. antiasmática. aromática. SOLO A planta vegeta subespontaneamente em solos férteis e/ou ricos em matéria orgânica.pequenas verde-amareladas. sobretudo no verão. terpenos. . ambrosídeo. ácidos butírico e salicílico (257). 3-0-glicosídeo de quercitina. Tolera solos halógenos (209). A planta contém 1. pinocarvona. arenosos. betaína. sais minerais (313). antiulcerosa. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. localizada nas das folhas superiores à guisa de uma longa panícula. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O óleo essencial da planta está incluído na farmacopéia da Espanha. N-heptacosano. xerofíticos e sub-xerofíticos (87). sudorífica. pretas e lustrosas. uma planta nitrófila. As sementes são diminutas.. portanto. • Florescimento: verão. • Reprodução: via sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Germinação: 82 a 97%. chenopodium saponina A. aritasona. cicatrizante. iso-hametina (209). cânfora. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (0.5 x 0. béquica (167). Argentina. sumidades florais e frutos. diurética (258). dimetilsulfóxido. Índia. chenopodosídeos A e B. taninos.5% de ascaridol (154). diaforética.5% nas folhas. É. e as sumidades apresentam aroma desagradável. ácidos e compactos. N-hentriacontano. cineol. Outro princípio ativo importante é o anetol (éster fenólico) (Sousa Brito apud 130). Quando colhida no estádio de frutos. antifúngica (353). limoneno. antisséptica tópica (261). Portugal.5% de óleo essencial e 64. Noctacosano. que são extremamente numerosas na planta. p-cimeno (179). antiespasmódica. que causa prejuízos à produção de folhas e sementes. safrole. amebicida. linomeno. ácidos orgânicos. histamina. Itália e Turquia (255). carveno (46%).2% e alternância de temperaturas (20 a 30oC) maximiza o índice de germinação das sementes (353).

ancilostomose e picada de animais peçonhentos. cãibras (9). antitumoral e antiviral (120). O cozimento das folhas. antimalárica (415). má circulação do sangue. com sal. Crianças devem tomar metade da dose (258). durante 3 dias seguidos (vermífugo). nas doses de 240 a 420mg/kg de peso vivo. • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara (tipo cafezinho) da planta fresca com sementes em 1/2 litro de água. administrado em dose única (1. tônica (283). (351) e tuberculose (32). antiinflamatória. distúrbios renais. antinevrálgica (215) e anti-hemorroidária (9). desincha pernas gotosas (164). É utilizada também para o tratamento de angina. 366). antiinflamatória. tomar 3 xícaras ao dia (283). tem atividade antiparasitária. antiespasmódica. Utilizada também para o tratamento da doença conhecida como dança-de-são-guido (283). mostra-se eficaz na erradicação de diversas parasitoses intestinais (88). • Sumo: Obter 2 a 4 colheres das de sopa do sumo das folhas e misturar a 1 xícara das de chá de leite. presente na planta. em adultos. nervosas e indigestões (215).anticancerígena (271). infecções pulmonares. INDICAÇÕES As folhas são utilizadas em cataplasma em qualquer tumor. varizes. ⇒ 20 a 30g da planta verde em 1litro de água. insônia (68). palpitações do coração. equimoses. Tomar 1 vez ao dia. Após. purgante. Com o uso das folhas pulverizadas. vulnerária. hemorragia interna. FORMAS DE USO • Cataplasma: misturar 1 xícara (tipo cafezinho) de vinagre e uma colher (tipo sopa) de sal e amassar a planta nesta mistura até obter uma papa. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257) . traumatismos ósseos. cólicas. esmagado . emoliente (120). eupéptica (130). FARMACOLOGIA Atividades antiulcerosa (66. doenças. corrimento vaginal. estimulante respiratória (122). tremor da vista. a variação do conteúdo de metabólitos secundários e a variabilidade genética da espécie dificulta a padronização dos tratamentos clínicos.5ml por via oral). peitoral. Apresenta atividade antifúngica (208) e antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (358). O uso do óleo extraído por arraste de vapor. dispepsias. anti-helmíntica. não se verificou qualquer efeito antiparasiticida (214). O produto é triturado. dores de estômago. espasmos musculares. Não obstante. Aplicar o cataplasma sobre a afecção e enfaixar. sobretudo para áscaris e ancilostomas (45. com sementes. • Óleo essencial: diluir 1ml do óleo da planta em 30ml de óleo de castor. tomar óleo de rícino para facilitar a expulsão dos vermes (32). digestiva. ⇒ 10g de folhas em 1 litro de água. úlceras (120). • Suco: misturar 1 copo da planta picada. Tomar 1 copo de suco por dia. estimulante (242). Somente crianças acima de 5 anos poderão receber o produto. antigripal. Tomar 1 gole de hora em hora. afecções discrósicas do aparelho digestivo (242). ATIVIDADE BIOLÓGICA O ascaridol. 136). contusões (258). em 2 copos de leite e bater no liqüidificador. afecções da pele.

. O uso interno deve ser orientado por profissional da área. rabo-de-rojão. ERVA-LANCETA NOME CIENTÍFICO Solidago chilensis Meyen var. transtornos visuais. lanceta. lençóis e travesseiros. lesões hepáticas e renais. em cefalalgia. HABITAT . em doses elevadas. Pode-se obter a essência através de destilação. depressão do sistema nervoso. sapé-macho.000 partes de água. TOXICOLOGIA Em alta dose é extremamente tóxica. Pode produzir efeitos tóxicos por acumulação (255. arnica-silvestre. abluções e banhos. de ossos e glomerulares de caráter reversível em suínos (Melito et al. arnica-brasileira. 330).e adicionado de água quente (infuso). apud 120).075mg/kg. vômitos. varrer os cômodos da casa com vassoura feita de ramos da planta. taquicardia. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ou até mesmo colocar a planta seca sob colchões. É costume. marcela-miúda. arnica-do-brasil. É abortiva e contraindicada para menores de 2 anos (258). problemas cardíacos e respiratórios. O produto macerado pode ser usado na forma de compressas. Sementes podem induzir tumores no estômago (Kapadia et al. SINONÍMIA Arnica. erva-lanceta.. apud 120) O ascaridol pode resultar. prostração e até a morte. A essência pode ser utilizada na proporção de 1 a 3 partes para 1. O óleo essencial da planta pode causar náuseas. espiga-de-ouro. usadas como temperos e em guisados e sopas (240). devido a parada respiratória (165) OUTRAS PROPRIEDADES • Na Colômbia as folhas são usadas como condimento. A dose letal de ascaridol em ratos é de 0. chilensis. podendo causar a morte. As espigas são comestíveis. • Tanto as folhas quanto as flores são insetífugas (pulgas e percevejos). • A decocção das folhas produz um inseticida natural. Induz lesões hepáticas. Tem sido observada uma ação carcinogênica da planta em ratas (201). como inseticida (32). • Compostos existentes na planta inibem o desenvolvimento de fungos de solo e de insetos como a Scrobipalpula absoluta (traça do tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do cartucho do milho) (209). em áreas rurais. surdez. macela-miúda.

80 a 1. INDICAÇÕES Usada em contusões. lineares ou. béquica e odontálgica (215).Espécie autóctone do sul do Brasil. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Apresenta as mesmas propriedades da Arnica montana. lavouras abandonadas. estomáquica (257). as inferiores. As panículas atingem 20 a 30cm. citado por 209) e as raízes diterpenos com esqueleto labdâmico e clerodânico. à beira de estradas e em campos nativos. glabro ou levemente piloso. traumatismo (257). É heliófita. cilíndrico. glabro. SOLO A planta se adapta à maioria dos solos do sul do Brasil. com 10 a 15 lígulas de formato similar. levemente aromática. inversolanceoladas. glabras. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. doenças do estômago (242). preferindo temperaturas amenas. com 20 a 30 flores tubulosas e amarelas.2m de altura. anti-hemorrágica (271). Pedicelos de 2 a 4mm. as superiores gradativamente menores em direção à base. de 0. sublenhoso. vulnerária. inteiras ou pouco denteadas. paralisia. anti-reumática. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. lineares. agudas. • Propagação: sementes e estolhos. em capítulos densos. FITOLOGIA Planta herbácea. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. As folhas são numerosas. frieiras. pruridos. varizes (215). anual. pobres e ácidos.que atua reduzindo a fragilidade dos vasos sangüíneos (257). de 5 a 8cm de comprimento e 6 a 12mm de largura. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. no final do verão. 3-metoxibelzaldeído e acetofenona (Torres.4 x 0. adaptando-se até aos compactados. fraqueza das articulações. antiespasmódica (209). capoeiras. O caule é simples. • Plantio: primavera. FITOQUÍMICA As folhas contém flavonóides (Costa. • Florescimento: março a abril. Amarga. glabras. sésseis. tosse convulsiva e derrame interno de sangue (271). Papo brancacento. em sulcos. apud 209). quercitina e glicosídeo . ascendentes.30m. Fruto aquênio de 1mm. Medra espontaneamente em áreas de roça. Brácteas firmes. . não flexuoso. feridas. as externas pequenas e lanceoladas. CLIMA É uma espécie subtropical.

de preferência úmidos. . HABITAT Espécie autóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores e as folhas servem como enchimento de travesseiros. arenosos e pedregosos. As folhas são redondas. extrato líquido e tintura. Caule sublenhoso na parte inferior e herbáceo nas partes jovens. glabras ou pouco pubescente. É uma planta rara em Santa Catarina. muito ramificado. castanho-amarelado. Os ramos crescem de 50 a 70cm de comprimento. ERVA-TOSTÃO NOME CIENTÍFICO Boerhavia diffusa Willd. rasteira. amarra-pinto. reunindo 3 a 6 flores. áreas ruderais. O fruto é uma baga pequena. beldroega-grande. pega-pinto. SINONÍMIA Agarra-pinto. ápice obtuso ou arredondado. tangaracá. margens inteiras ou serrilhadas (folhas novas). espesso. celidônia. base arredondada. verde ventralmente e argêntea. bredo-de-porco. fosco. piriforme. coberto de pêlos glandulosos. campanuladas. ilhas. que ocorre em capoeiras. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. liso. glabro e tortuoso A raiz é arroxeada por fora e branca por dentro. bosques e beira de estradas. adapta-se bem ao subtropical.FORMAS DE USO • Infusão. ocorrendo principalmente na faixa litorânea. com 20 a 25cm de comprimento. ovalado-cordiformes ou reniformes. batata-de-porco. solidônia. resistente e pegajoso. dorsalmente. anisofólias. tangará. originária da América tropical. dispostas em panículas terminais de aspecto difuso. É heliófita. var. diffusa. opostas. FAMÍLIA BOTÂNICA Nyctaginaceae. CLIMA Embora seja de clima tropical. As flores são vermelhas e brancas. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres.

Tomam-se 4 a 5 xícaras ao dia (32). retenção de urina. • Colheita: verão. sais inorgânicos (nitratos) e lipídeos (93). anúria. . OUTRAS PROPRIDADES A planta. hemoptise. diurética (93). em canteiros. tapar e deixar esfriar. antiblenorrágica. FAMÍLIA BOTÂNICA Celastraceae. congestão hepática. ESPINHEIRA-SANTA NOME CIENTÍFICO Maytenus ilicifolia Mart. antidispéptica. Após. engorgitamento do baço. desobstruente. principalmente a raiz. cálculo biliar. tem sabor picante. ácido boerhávico e resinoso. FITOQUÍMICA Boerhavina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é peitoral. hepatite. dispepsia. uretrite. para o preparo de cataplasmas para a picada de cobras (93). amido. cistite. albuminúria (271). antileucorréica. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos. afecções hepáticas (283). em decocção. substâncias pécticas e gomosas.40m • Propagação: sementes (antocarpo gomoso que prende-se às roupas e pêlos) e rizoma. FORMAS DE USO • Decôcto: deixa-se a planta ferver em água durante 10 a 15 minutos. icterícia (32).AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É utilizada. nervosismo (215).4 x 0. levemente amarga. ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. antinefrítica (32) e anti-hidrópica (283). matéria sacarina. • Plantio: outono • Florescimento: outubro a fevereiro. PARTES UTILIZADAS Raízes. béri-béri. INDICAÇÕES As raízes são utilizadas no tratamento da vesícula biliar.

cancorosa-de-sete-espinhos. alporquia. mergulhia e por rebentos das raízes. sombra-de-touro. areno-argilosos. externamente e amareladas internamente. amarelas ou branco-esverdeadas. multicaule. perene. simples. avermelhada. Sob sombra. e meia-sombra. As folhas são inteiras. potássio. CLIMA Prefere clima subtropical. diclamídeas. seco. permeáveis e bem aerados são os mais indicados. simples. coberta por um arilo branco. salva-vidas. SOLO Os solos profundos. A planta apresenta crescimento muito lento sob altas temperaturas e radiação solar. bivalva. pouco espesso. com umidade de média à alta. coriáceas. capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica. coromilho-docampo. maiteno. Raízes fortes e numerosas. Tolera solos levemente ácidos. ovóide. apresentando estrias longitudinais que a diferenciam das outras espécies do gênero. raramente com os bordos lisos. Semente elipsóide. sésseis. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. cuja ocorrência é mais generalizada nos sub-bosques úmidos. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. lenhoso. cancrosa. margens com vários pares de dentes espinhosos e ápice agudo. em número de 1 a 2 por fruto. inicialmente amarelo-esverdeado passando a alaranjado e depois a vermelho. amareloesverdeadas. congorça. limãozinho.SINONÍMIA Cancerosa. só vegeta à beira de cursos d’água. com temperaturas amenas. as plantas acumulam maiores teores de nitrogênio. • Propagação: ocorre via sementes. pentâmeras. avermelhadas. Caule muito ramificado. sobretudo do sul do Brasil. Não tolera solos muito úmidos e quentes. verde-acizentado. boro e silício (334). FITOLOGIA Planta subarbórea. espinho-de-deus. glabras. nas beiradas de matas de araucária.0m). ramificado. espinheira-divina. de pequeno porte (1. Em locais altos. removendo-se a casca. erva-cancerosa. ereto. O excesso de radiação solar retarda o crescimento da planta e as folhas tornam-se um pouco pálidas. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. pau-josé. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no Planalto e na mata Atlântica de altitude. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. O número de espinhos dos bordos foliares é sempre ímpar (5. oblongas. 7 ou 9). curto-pecioladas. actinomorfas. Plantas que crescem diretamente sob a luz solar acumulam maiores teores de taninos do que aquelas sob sombra. alternas. Flores muito pequenas. Fruto tipo cápsula. hermafroditas. peninérveas. lanceoladas. cancorosa. nas axilas das folhas. verde-escuras e brilhantes na face ventral e verde-claras e foscas na dorsal.5 a 3. persistentes. marteno. deixando o lenho exposto numa faixa . formando touceiras densas com perfilhos oriundos das raízes. humosos. agrupadas 3 a 20 em inflorescência tipo fascículo.

Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. Pragas: procurar combater as formigas cortadeiras de folhas. atropcangorosina A. maitambutina. clorogênico. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. Plantio: outono-inverno (sementes). δ-amirina. ao ponto de se abrirem naturalmente. as mudas são repicadas para saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. . Produção de sementes: os frutos devem ser colhidos bem maduros. Florescimento: agosto a novembro. varia de 42 a 72% (376). primavera (rebentos). deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. FITOQUÍMICA Ácidos tânico. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. pristimerina. fixadoras nitrogênio e de rápido crescimento. maytenóico. As mudas recém-plantadas apresentam um crescimento lento. Padrão comercial: folhas limpas. Semeadura: 1.• • • • • • • • • • • de 0. AIA. Se houver um período de estiagem prolongado. glucosídeos. contendo substrato organo-mineral. AIB). meristemas. microestacas. PARTES UTILIZADAS Folhas. triterpenos quinóides e dímeros (maitensina. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. etc. ansamacrólidos tipo maitanosídeos. abcisionando as folhas nas primeiras semanas. isentas de fungos e matéria orgânica estranha (96). mesmo após 120 dias. permite o sombreamento parcial da espinheira-santa.) requer o uso de reguladores de crescimento rizogênicos (ANA. maitomprina. Em condições ambientais cai para 28% (354). em câmara fria (5oC. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. Repicagem: Após a formação das primeiras 3 a 4 folhas. O índice de germinação das sementes mantém-se em 85%. Deve-se retirar a mucilagem que envolve a semente. procedendo-se apenas uma colheita/ano e retirando-se apenas 50% das folhas por planta. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. para o melhor pegamento. sem afetar o seu desenvolvimento. A germinação ocorre num período de 15 a 35 dias. a 25oC. Aclimatação: as mudas necessitam de cobertura de sombrite 70% e irrigação intermitente. salasperônico e salicílico. O índice de germinação em areia. de preferência por nebulização. folhas. 85% de umidade). Micropropagação: A propagação via explantes (estacas. em temperaturas de 20 a 30OC.5cm. retirando-se 1/3. taninos. Retira-se o substrato sob água corrente. Colheita: deve iniciar só após o segundo ano de cultivo. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia.. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. As sementes perdem a viabilidade rapidamente se não forem armazenadas em geladeira. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. Consórcio: o consórcio com árvores leguminosas rústicas.000 sementes pesam cerca de 99g. A parte do ramo que ficará sob o solo.

mucilagens. renais e intestinais e afecções de pele de origem intestinal (68). eczemas. A decocção das folhas é usada para lavar feridas. carminativa. hiperacidez. positivo e negativo. reguladora da fertilidade. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas secas picadas ou 12 folhas frescas grandes em 1 litro de água. por via oral é usada como febrífuga (169). Tomar antes das principais refeições. diterpenos (dispermol. não mostrou qualquer efeito tóxico em doses de até 1. tônica e balsâmica (145). tingenona. emenagoga (22). diurética. estomáquica. antitumoral e antiulcerosa em ratas com úlceras induzidas por indometacina. maitenina maitanbutina. congorosina A e B. laxativa. lactonas (maitanprina. INDICAÇÕES Eficiente no combate de úlceras pépticas e gastrite crônica. desinfetante (215).6% (256). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe o desenvolvimento de microorganismos Gram. O extrato das folhas (300mg/kg) reduz sensivelmente as ulcerações gástricas em estômago de cobaias (71). Utilizada no tratamento de câncer do estômago (93). gastralgias. diurética fraca (257). sódio. em ratas administradas com a infusão e liofilizado da planta. antitumoral. analgésica. febrífuga (380). maitansina). . adstringente. O protetor persiste por um mínimo de 16 meses após a coleta da planta. analgésica. friedooleanan-5-en-3. via oral e intraperitonial. Segundo resultados da Central de Medicamentos do Brasil (CEME). β-29-diol D. contraceptiva.isopristemerina III.600 vezes superiores aquelas utilizadas normalmente por uma pessoa. antisséptica. cicatrizante. O tratamento de voluntários humanos portadores de úlceras e dispepsia com a espinheira-santa revelou uma recuperação estatisticamente superior ao grupo que não recebeu o tratamento com a planta (Carlini. FARMACOLOGIA A pristimerina e a maitenina possuem atividade antitumoral comprovada (130). A administração por via oral de infusos e liofilizados de folhas. vulnerária. O conteúdo de taninos pode chegar a 4.. preparada em decocção. ulcerações. antimicrobiana. cafeína (179).p.. do extrato aquoso (179). apud 130). Externamente utilizada com sucesso no tratamento de feridas (380). habilitando-a como vulnerária (17). congoaronina. antiinflamatória. açúcares livres e sais de ferro. As sementes contém 10 a 12% de óleo fixo (93). na forma aguda. ilicifolina. flavonóides. friedooleanan-29-ol-3-ona D. a espinheira-santa apresentou um marcante efeito protetor de úlceras induzidas por indometacina e reserpina. maitolidina). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidispéptica. antiasmática. isotingenona III. antiácida. maitenoquinona). acnes. antiespasmódica. O efeito é comparável a cimetidina e ranitidina. sialogoga (179). antiulcerogênica (260). utilizando-se 170mg/kg i. cálcio e enxofre (257). A casca do tronco é utilizada como anticancerígena. A planta apresenta atividade diurética. afecções hepáticas. Ainda indicada para a atonia gástrica. herpes (145).

de caule cilíndrico. com tons castanhos. desiguais. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. campainha. Esfriar e aplicar topicamente em feridas (145). liso.) e citotóxica em células Leuk-P 388. flor-de-cardeal. Inflorescência do tipo dicásio. ramificado. hortos e áreas de lavoura. cipó-esqueleto. reunindo flores de corola hipocraterimorfa escarlate. As sementes são ovóides. glabro e crescendo cerca de 3 a 4m de comprimento. • Propagação: sementes e mudas colhidas no campo. liso. Folhas simples. tomar 3 xícaras ao dia (úlcera interna). livres e verde. • Plantio: primavera. crescendo subespontaneamente em bosques. após esfriar. que se abre em forma de estrela. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. • Compressas: ferver 10 folhas em ½ litro de água. CA9kb e V79 (179).• Decocção: 30g de folhas picadas em ½ litro de água. corda-de-viola. cujo conjunto lembra o arcabouço das costelas. ovalado. atrotomentosas. com limbo filiforme. glabro. ásperas.p. ESQUELETO NOME CIENTÍFICO Ipomoea quamoclit L. corriola. . As sementes são semeadas em sulcos e covas.5m. com 5 lobos triangulares. SINONÍMIA Boa-tarde. primavera. O fruto é uma cápsula septífraga 4-loculada. cardeal. em tubo alongado de 3 a 5cm de comprimento. pomares. O extrato aquoso é abortifaciente em ratas grávidas (100mg/kg i. pinatisectas. prímula. Ferver e. volúvel. • Tintura: 2 colheres das de sopa a cada 8 horas (257) TOXICOLOGIA Pode reduzir a produção de leite em mulheres lactentes (385).5 x 0. contendo 4 sementes. campainha-vermelha. foscas. FITOLOGIA Planta herbácea anual. Cálice com 5 sépalas. HABITAT Espécie autóctone da América tropical. primavera-grande.

capoeiras e áreas ruderais do sul do Brasil. ESTÉVIA NOME CIENTÍFICO Stevia rebaudiana (Bertoni) Hemsley. estévia-doce. laxativas. bem ramificado. OUTRAS PROPRIEDADES Planta ornamental de inusitada beleza. contusão (242) e as sementes são utilizadas no tratamento de bronquites e tuberculose. gota. analgésica e calmante (242). hermafrodita. tosse espasmódica. INDICAÇÕES As folhas são úteis para o combate de escrófula (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. estão dispostas em capítulos terminais. • Colheita: dezembro a março. pedra na bexiga e nos rins. secando no inverno rebrotando a partir de agosto. . originária do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. A flor é isomorfa. FITOLOGIA Planta subarbustiva de 30 a 50cm de altura. antiofídicas. As folhas são anti-reumáticas. folhas e sementes. SINONÍMIA Caá-eé. inchação. cefalalgia. sésseis ou subsésseis. serradas com 3 a 4 cm de comprimento. A raiz abranda as cefaléias (271). antiespasmódica. com papus formado de cerdas que permitem a dispersão pelo vento. alvas. cujas raízes e rizomas são perenes e a parte aérea é anual. O caule é ereto. oblongas a ovaladas. com corola tubulosa. As folhas são opostas. pubescente e pardo.• Tutoramento: podem ser utilizadas redes de nylon ou arame ou cercas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O pó da raiz é esternutatório e anticefalálgico. O fruto é do tipo aquênio aristado. kah'e. detergentes (93). PARTES UTILIZADAS Raiz. As flores. pneumonia. caá-heê. que cresce subespontaneamente em campos. HABITAT Espécie autóctone. depurativas do sangue. caá-ehé.

F. que infecta folhas e hastes. para manter a viabilidade. As sementes apresentam um baixo poder germinativo (2 a 5%). D. e pela Rizoctonia solani. centaureidina. dificulta o crescimento de plantas invasoras e retém mais umidade no solo. PARTES UTILIZADAS Folhas e hastes secas. SOLO Prefere solos úmidos. daucosterol. H. que causa a podridão do colo. dulcosina. Contém ainda dulcosídeo A e B. • Florescimento: janeiro a março. edulcorantes steviosídeos (esteviosídeo. FITOQUÍMICA β-amirina acetato. Colhe-se normalmente 1. • Produção de sementes: as sementes devem ser armazenadas em geladeira ou câmara fria e seca.500kg/ha (257). apigenina-4-O-β-D-glucosídeo. • Doenças: a planta é infectada pelo fungo Salecetium relfsii. E.CLIMA A planta prefere climas amenos e dias longos. D. É feita em julho. austroinulina e seus derivados 6 e 7 acetilados. rebaudiosídeos A. Além disso. (213) quercetina glicosídeos. • Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. α e γ-cadineno. palha seca.30m. que retardam o florescimento e aumentam o teor de esteviosídeo (257). G. • Propagação: sementes e estacas. borneol. clameneno. cosmosiina. carvacrol. Utilizam-se 25 a 30g de sementes/m2. anetol. C. no verão.500a 2. β-bouboneno. esterbinas A.3 x 0. rebaudiosina. • Repicagem: é feita para a seleção de mudas mais uniformes e vigorosas. C. • Plantio: agosto a setembro. A colheita de sementes ocorre de fevereiro a maio. • Poda: feita para a retirada dos ramos que encostam no solo e para aumentar a produtividade. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Rendimento: a planta pode ser produtiva até 6 anos. esteviobiosídeo). dulcosídeo. steviolbiosina (57). O óleo essencial contém álcool benzílico. • Colheita: ocorre 4 meses após o plantio. B. As inflorescências devem ser eliminadas para se obter mais de um corte por ano. . α-bergamoteno. É heliófita. Deve ser feita no início do florescimento. calacoreno. férteis e frescos. B. bisaboleno. plástico preto e outros materiais inertes. cortando-se ramos com folhas a 5cm do solo. • Semeadura: maio a junho. Tipos de cobertura: casca de arroz.

Abafar por 15 minutos. hipotensiva. Proteus vulgaris. FARMACOLOGIA Edulcorante. estomáquica (93). • Adoçante: 1 colher das de sopa de folhas verdes de estévia por copo de bebida. Tomar 6 a 8 xícaras das de chá ao dia. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana contra Candida albicans. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ⇒ 1 colher das de chá de folhas para 1 xícara das de chá de água quente. INDICAÇÕES Indicada para a insônia (271). ⇒ 1 colher da de chá de folhas em 1 copo de água quente. Tomar 1 copo ao dia (refrigerante) (128).E e vários outros terpenos flavonóides (179). antiobésica (128). anticárie. 179). antifertilidade e anticáries (130. hipoglicêmica. Pseudomonas aeruginosa (179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antidiabética (142). Tomar 2 xícaras ao dia (antidiabético). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 4 xícaras das de cafezinho em 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES A planta constitui-se em excelente adoçante natural não calórico. regulador da pressão arterial nos hipertensos.6% de rebauduosídeo C (67). atenuadora da fadiga e da depressão (257). ESTRAGÃO NOME CIENTÍFICO Artemísia dracunculus L. cardiotônica. Abafar por 15 minutos. HABITAT . O tratamento deve ser monitorado por um médico. 17. com poder adoçante 152 vezes maior que a sacarose (67). contraceptiva. diurética e refrigerante (128). calmante (271). O extrato das folhas contém 81% de esteviosídeo.7% de rebaudiosídeo e 0. filtrar e juntar o suco de 1 limão e gelo. Saccharomyces cerevisae. tônico estimulante das funções cerebrais.

em áreas bem arejadas e com baixa umidade relativa. Flores pequenas.7m de altura.4m. pois a planta parece não produz sementes no Brasil. dracunculus var. considerada o rei das ervas condimentares (163). cilíndricos e glabros. • Cultivo protegido: devido às características de alta pluviosidade do sul do Brasil. brancacentas. de caules eretos. O teor do óleo essencial pode chegar a 0.6%) (93). linear-lanceoladas. reunindo flores amareladas.0% (163).6 x 0. a secagem deve ser feita em estufas com temperatura controlada a 40oC. as plantas devem ser cultivadas abrigadas da chuva e da radiação excessiva. A renovação do plantio é feita com a divisão da touceiras para a obtenção de novas mudas • Secagem: as folhas devem ser secas no escuro. dracunculoides. bem drenados. que é quase inodora e de pouco valor comercial e a A. A semente é normalmente importada. ou A. terpenos (15 a 20%) e aldeído-pmetoxilcinâmico (0. glabras. vivaz. Colhem-se ramos enfolhados com até 30cm de comprimento. SOLO Prefere solos férteis. cerca de 4 meses após o cultivo ou quando as plantas atingirem cerca de 60 a 70cm de altura. Não tolera acidez e solos compactados ou muito argilosos. Fruto tipo aquênio (94). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As estacas com folhas são postas a germinar em areia. As folhas são alternas. mas tolera temperaturas subtropicais. inodora. ramosos. contendo anetol (60 a 75%).5 a 0. as superiores inteiras e as inferiores tri-fendidas no ápice. CLIMA É de clima temperado. carnosas. a A. crescendo 0. aerados. • Plantio: outono e primavera. É cultivada em muitos países e ainda pouco cultivada no Brasil. Existem duas variedades botânicas.5 a 1. • Colheita: é feita no verão. estéreis. para que se preserve a coloração verde (163). FITOLOGIA Planta herbácea. dracunculus var. FITOQUÍMICA Óleo essencial (0. sésseis. sativa).3%). Em regiões muito úmidas. Pode ser cultivada em túneis de plástico cobertos com sombrite 60%. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . sativa.Espécie alóctone de origem européia. PARTES UTILIZADAS Folhas. inodora) e estacas (var. • Propagação: sementes (var.5 a 0. É heliófita e não tolera alta umidade relativa do ar e pluviosidade excessiva. dispostas em panículas alongadas composta de espigas axilares.

peixes grelhados. • É um dos melhores aromatizantes de alimentos com restrição de sal. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas tem um sabor picante e aromático agradável e são condimentares. utilizada em conservas e em pastas de mostarda. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. FÁFIA NOME CIENTÍFICO Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen. tomentosas em ambas as faces. vermífuga. quando novas. ereto. molhos. INDICAÇÕES Alivia a cólica menstrual. carnes de aves. carneiro. Abafar por 5 minutos. Goiás e norte de Minas Gerais. curto-pecioladas. sopas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. Mato Grosso. tendo sido encontrada apenas em Porto União (401). corango-sempre-viva.0 a 2. medindo 5 a 10cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. frutos do mar. glabros ou discretamente pubescente e ramoso.É estimulante (93). Cresce cerca de 2. quando jovem. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sobremesa de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. na reprodução.3m em altura. • O óleo de estragão é utilizado em perfumaria e na fabricação de licores e picles (163). paratudo. purê de batata com ovos. Inflorescência racemosa compostas de . Tomar 1 xícara após as refeições (294). • Pó ou fragmentadas: como condimento. acuminadas. • Utilizado para aromatizar vinagre. coar e adoçar com mel. creme de ovos. SINONÍMIA Carango-sempre-viva. omeletes e suco de tomate. emenagoga e aperiente (294). É muito rara a sua ocorrência natural em Santa Catarina. ou lineaereslanceoladas. Apresenta caule nodoso. lagostas. obovado-lanceoladas. carminativa. coloração ocre. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas barrancas do rio Paraná. Folhas opostas.

ou seja. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes.. • Colheita: embora as raízes já possam ser colhidas no terceiro ano. É seletiva higrófita (401). antiinflamatória. tranquilizante. • Florescimento: outono-inverno. Utilizam-se também segmentos de nós do caule para o enraizamento tipo estaquia. É heliófita. ácido pfáfico (inibidor de tumores e células malignas). SOLO Solos arenosos facilitam a colheita e a limpeza de raízes. ecdisterona. tônica geral (279). • Pragas: a planta é eventualmente atacada por Lyriomyza sp. 1. aperiente. leucocitogênica. FITOQUÍMICA Rubrosterone. • Propagação: reproduz-se espontaneamente por sementes. • Vegetação plena: setembro-novembro. . PARTES UTILIZADAS Raízes.0 x 0. CLIMA Espécie de clima tropical. β-glucopiranosil oleanolato (279). vulnerária.5m. saponinas. que possuem um baixo índice de germinação. sitolesterol. o clímax dos princípios ativos é atingido aos 7 anos de ciclo. germânio (oxigenação celular). contendo substrato organo-mineral. solitários ou geminados.900 e 3. As raízes atingem 2 a 3m em comprimento por 7 a 10cm de espessura. inseto minador que escava galerias ao longo do parênquima da folha. imunoestimulante. cicatrizante interno e externo (128). as raízes são mais produtivas (247). porém em solos argilosos. Prefere solos úmidos. afrodisíaca.200kg/ha. embora possa adapta-se ao subtropical. celulósicos. ácido oleanólico. Não se observa uma variação significativa no teor de β-ecdisone nas colheitas feitas no primeiro ou segundo ano (279). amarelo-esbranquiçados. alantoína (cicatrizante). ansiolítica e anticancerígena. anti-reumática. causada pelo fungo Uromyces platensis e nematóide. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. miorrelaxante. globosos. • Plantio: outono (sementes) e primavera (segmentos nodais).capítulos pedunculados. mantidas sempre umedecidas. respectivamente. • Produção de sementes: fevereiro a maio. • Rendimento: 95g (colheita no primeiro ano) ou 160g de pó da raiz/planta (colheita no segundo ano). hipocolesterolêmica. (145) e β-ecdisona (246). cujo agente é Meloidogyne javanica (262). estigmasterol. • Doenças: ferrugem. Os segmentos nodais são enraizados em areia ou vermiculita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitumoral. antidiabética. mais férteis.

Coar e tomar 1 colher das de café diluída em água. com base arredondada. FORMAS DE USO • Decocção: 10g da raiz em 1 litro de água.5 a 1. mamangá. ativa a memória. • Extrato hidroalcoólico: 3 colheres das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereais a 70 graus e 50ml de água destilada. achatada. terrenos baldios. mangerioba. Aplicar topicamente em ferimentos como cicatrizante (128). atua sobre moléstias do aparelho digestivo. compostas.8m de altura. Folíolos glabros. paripinadas. Caule e ramos lisos. subarbustiva. paramarioba. ibixuma. glabros.INDICAÇÕES Estimula a oxigenação celular e a circulação coronariana. estimula a força muscular. mata-pasto. pajamarioba. pomares e áreas ruderais. • Cápsulas: tomar 1 cápsula a cada 6 horas (145). delgada. moer e misturar 1 colher das de sobremesa do pó com leite. amarelas. com uma semente cada. HABITAT Espécie autóctone que medra em pastagens. FITOLOGIA Planta perene. • Ungüento: misturar 1 colher das de chá do pó ou 1 colher das de sopa do extrato hidroalcoólico em 3 colheres de vaselina. artrite e artrose (145) e diminui os tremores em pessoas em pessoas idosas (128). • Pó: picar a raiz. em rácemos com poucas flores pediceladas. com 4 a 5 pares de folíolos. elípticos-acuminados. secar. lava-pratos. formam protuberâncias avermelhadas em . cujos lóculos. labirintite. estrias. ramificada. SINONÍMIA Fedegoso-verdadeiro. Inflorescência axilar e terminal. flacidez da pele. desidratar. medindo 1. Tomar 2 a 3 vezes ao dia (tônico geral). tararucu. de coloração avermelhada. Macerar por 5 dias. pouco lenhosa. manjerioba. folha-de-pagé. Tomar 2 xícaras 1 vez ao dia. quase linear. 2 a 3 vezes ao dia (estimulante). FAMÍLIA BOTÂNICA Fabaceae. FEDEGOSO NOME CIENTÍFICO Cassia occidentalis L. As folhas são alternas. leucemia. favorece a produção do estrogênio. maioba. Fruto tipo vagem. medindo cerca de 12 a 15cm.

• Pó da raiz: moer 3 raízes até obter pó fino. anti-reumática. ácidos cáprico. antiasmática. desobstruentes e diuréticas (242). erupções cutâneas. emenagoga antianêmica (semente). Coar e beber 2 xícaras de chá ao dia (febres intermitentes). AGROLOGIA • Espaçamento: 1.20 x 0. Ferver.7m. pela manhã (prisão de ventre) (294). sarnicida (379). INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de dores gastrointestinais. Coar e tomar em jejum. laxante. coar e tomar em jejum (verminose e amarelão). apud 120).contraste com o verde. anti-herpética. As raízes são vermicidas. purgativa (120). depois de tostadas são utilizadas como sucedâneas do quinino (242). antiasmática.. eczema e erisipela (94). FARMACOLOGIA As folhas apresentam atividade antiinflamatória (Sadique et al.8-di-hidroxi-antraqinona (Costa). ácido crisofânico (379). • Florescimento: março. febrífuga (130). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. paludismo. tônica. esteárico e oléico (Alencar et al. antídoto de venenos. PARTES UTILIZADAS Flores. sudorífica. palmítico. As sementes. FITOQUÍMICA 1. tuberculose. ou ainda em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. inflamações uterinas (130). 10g de casca. em ½ litro de água. A raiz é bastante amarga. sarampo (111). • Plantio: setembro a outubro. doenças venéreas. Ferver. colagoga. As folhas são purgativa e emenagogas. rabarbarina. xantonas (Wader e Kudav). depurativa. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. . oftálmica. folhas e sementes. exalando um aroma desagradável enquanto fresca. mirístico. em sulcos ou covas. glicosídeos antraquinônicos. febre biliosa. antiespasmódica. apud 120). emodina (294). • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. queimaduras (suco). alcalóides e glicosídeos cianogênicos. doenças hepáticas. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 30 minutos. • Pó da semente: juntar 5g de sementes em pó em 1 copo de água. tendo ação contra a malária (130). • Propagação: sementes.

HABITAT Espécie alóctone. • Plantio: agosto a outubro. capoeiras. boldo-japonês. quando da formação de touceira e diferenciação floral. heparém. O enraizamento das estacas pode até ser feito diretamente no campo. capoeirões. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ictiocida. dada a facilidade de enraizamento. até mesmo os ácidos. As folhas são alternas. que medra subespontaneamente nas matas secundárias. grandes no início do crescimento e pequenas. alumã.5m. Não tolera o encharcamento. • Poda: para melhorar a produção de folhas. formando touceiras compactas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. . de origem africana. áreas ruderais e na restinga do sul do Brasil. arenosos e argilosos. boldo-degoiás. figatil. sem tornar o peixe tóxico (294). • Doenças: é sensível aos nematóides do solo. FITOLOGIA Arbusto perene que cresce de 2 a 3m em altura. É heliófita SOLO Adapta-se à maioria dos solos. SINONÍMIA Acumã. perfilhos e brotações do caule. procede-se a capação das inflorescências. • Propagação: sementes. árvore-de-pinguço.TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais e subtropicais. FEL-DE-ÍNDIO NOME CIENTÍFICO Vernonia condensata Baker. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 1. aluman.

FITOQUÍMICA Óleos essenciais. Tomar morno pela manhã e à noite. Na época do florescimento. aperiente. • Tintura: macerar 1 colher das de sopa de folhas em 1 xícara das de chá de álcool neutro a 70 graus. ⇒ Diurético: ferver por minutos 4 folhas em 1 litro de água. do estômago e do baço. TOXICOLOGIA Não se aconselha o uso prolongado da planta. após as refeições. Tomar 1 colher das de café da tintura diluída em água. FORMAS DE USO • Decocção ⇒ Hepático: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 xícara das de chá de água. INDICAÇÕES Utilizada para regimes de emagrecimento. iniciando a partir de maio. PARTES UTILIZADAS Folhas. ⇒ Antidiarréico: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 copo de água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. diurética. Tomar a vontade. Tomar ao natural. sem adoçar. taninos. antes das refeições (128). e para a ressaca alcoólica (271). afecções hepáticas. . saponinas. colagoga.• Florescimento: é sazonal. colerética (294) e analgésica. flavonóides e lactonas sesquiterpênicas (128). durante 3 dias. fastio (294). • Colheita: inicia-se a partir dos 6 a 8 meses após o plantio. as folhas novas que se formam são bem menores que as originais. Coar e guardar num frasco hermético. Colhe-se de abril a maio. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é melífera e apropriada para a formação de cercas-vivas. desintoxicante hepática (128). FIGO-DA-ÍNDIA NOME CIENTÍFICO Opuntia ficus-indica Mill.

com 6 a 9cm de diâmetro e de cor amarelo-ouro ou amarelo-laranja. Dispor o artículo de forma inclinada. achatados. superpostos uns aos outros. • Plantio: abril a maio. tornam-se cilíndricos. espinescente. com cerca de 30 a 50cm de comprimento. SINONÍMIA Cacto. nulas. profundos. Tolera temperaturas negativas de 6 a 8oC (93). A planta é heliófita e xerófita. Regiões com ventos muito fortes são desfavoráveis à planta. tuna. CLIMA Prefere o clima tropical quente. enterrando-se 2/3 dos mesmos. Os artículos e os ovários podem ser enraizados em areia. As folhas são indivisas. figueira-da-barbária. O ovário é vivíparo. amarelo-esverdeada. figueira-do-inferno.FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. medindo menos de 3mm. Fruto baga ovóide.5 x 2m. • Propagação: sementes. palma. fasciculados. laterais ou terminais. obtusos nas duas extremidades. ereto. pincelar a cicatriz de inserção com uma pasta cúprica. SOLO Prefere os silicosos ou areno-silicosos. figueira-da-índia. atingindo 5 a 6m de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. imergir a base dos artículos em solução de benomil a 0. devido a lenta germinação das sementes (40 a 50 dias) e ao crescimento muito lento da plântula. formando um ângulo de 30o com o solo. As flores são sésseis. caducas. com pouca pluviosidade. subuladas. umbilicado no ápice e contendo numerosas sementes comprimidas. A medida que os artículos envelhecem. ovado-oblongos. • Tratamento dos artículos: para prevenir eventuais infecções com Erwinia carotovora. por romperem facilmente os artículos. de cor verde-claro. A planta não suporta solos muito úmidos e pesados. amarelo brancacentos. comprimidos. sangüínea. após secar. composto de artículos ou segmentos carnosos. deprimido. A propagação via sementes é muito morosa. FITOLOGIA Arbusto perene. artículos e ovários. hermafroditas. 20 a 25cm de largura e 2 a 3cm de espessura. ramoso. . Os artículos atingem o ponto de transplante em até dois meses. quase inteiriços e completamente lenhosos. com 5 a 9cm de comprimento. avermelhadas.2% e. HABITAT Planta alóctone originária do México. munidos de espinhos com até 2cm de comprimento. espatulados. bem drenados e aerados. perdendo também os espinhos. vermelha. figueira-do-diabo. com sua base de inserção mais aprofundada. solitárias.

em 5 dias. PARTES UTILIZADAS Frutos e artículos. • Doenças: a planta pode ser infectada por bactérias (Erwinia carotovora) que causam deterioração aquosa dos artículos (252). pombas acometidas por diftoviruela . tornando-se imprescindível a instalação de quebra-ventos. na forma de cataplasmas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardiotônico. bastante próximas ou telas de sombrite. A área de proteção do quebra-ventos é cerca de 10 vezes maior que a altura do quebra-vento. estimulante medular e anti-reumático (215). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de flores em ¼ de litro de água quente. Adoçar com mel e tomar 2 xícaras ao dia.8% de cinzas e 0. O infuso pode ser utilizado externamente para o tratamento da pele (294). O fruto é digestivo.1ml/animal. Estes pode ser constituídos de um renque de árvores. Abafar por 15 minutos. na dose de 0.doença que se caracteriza por nódulos necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. diurético. • Frutificação: fevereiro a abril. INDICAÇÕES Os frutos são úteis no tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de mau caráter (93).• Quebra-ventos: em regiões onde haja ventos muito fortes. nitrogenadas solúveis e insolúveis e gomosas. sais solúveis. angina e da circulação. 0. além de ser utilizada como tônica para pele seca e para a limpeza de pele (294). OUTRAS PROPRIEDADES . 6% de sementes. albuminóides e resinas (93). é comum a quebra de grande parte dos artículos. mucilaginosas e antidiarréicas (93). • Florescimento: outubro a novembro. gomas.02% de lipídeos. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). 7% de proteínas. 37% de substâncias glicogênicas. Os artículos ou cladódios contém glicosídeos. recuperou totalmente. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. antiescorbútico. a nível mundial. sacarínicas. As flores são utilizadas no tratamento de doenças cardíacas. emolientes e hidratantes. que são utilizados principalmente para o tratamento preventivo da prostatite ou de tumores benignos da próstata. A planta tem sido utilizada como matéria prima. As flores são adstringentes. FITOQUÍMICA A polpa dos frutos contém 47% de água. Os cladódios. para a produção de fitoterápicos antiprostáticos. Contém ainda substâncias pécticas. são maturativos. principalmente quando ocorre deficiência de boro no solo.

dispostas em espigas terminais. incluso em invólucro papiráceo. HABITAT Espécie alóctone originária das Molucas ou ilha Maurício. mel. monopétalas. • Os artículos podem ser consumidos fritos ou cozidos.40m na reprodutiva. As folhas são opostas. carnoso. geléias. carnosas. As flores são hermafroditas. pêndulas. erva-da-costa. verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas. passas. óleo combustível e aguardente. sobretudo no litoral dos continentes e ilhas. • A mucilagem que há nos cladódios pode ser utilizada como fixadora em tintas à cal ou como aderente em caldas cúpricas. Obtém-se ainda. orelha-de-monge. FORTUNA NOME CIENTÍFICO Kalanchoe pinnata [Lam.] Pers. as inferiores simples. através dos frutos. é subespontânea em todos os países tropicais. mosqueado de púrpura. espessas. As folhas tornam-se cloróticas e avermelhadas no inverno e apresentam altíssima capacidade de manutenção da turgescência. folha-de-pirarucú. as superiores 3-lobadas. folha-grossa. mesmo após serem explantadas. SOLO . folha-da-costa. xarope. FITOLOGIA Planta sublenhosa perene que cresce 60cm em altura. • A planta é forrageira e serve como aceiro (é quase incombustível) e cerca-viva (93). Devido a sua fácil disseminação e aclimatação. ovalado-crenadas. manteiga e queijo de tuna. roda-da-fortuna. SINONÍMIA Coirama. xerófila e heliófita. Com 100kg de frutos se produz 9 litros de álcool. na fase vegetativa e até 1. Possui caule tubular.• O fruto pode ser aproveitado para o preparo de doces finos. cilíndrico e glabro. marmelada. saião. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. • O fruto é composto de 28 a 32% de casca e 68 a 72% de polpa comestível. tubulosas. O fruto apresenta carpelos escamosos que se tornam folículos polispermos. suculentas. longopecioladas. folha-da-fortuna. CLIMA Espécie de clima tropical. embora vegete bem à sombra. glabras. paratudo.

vulnerária. Formam-se brotações em cada enseada lobular da folha. de 2 a 3kg/m2. hemostática.4m.Cresce bem em solos arenosos e pedregosos. em ratos. A frutificação não ocorre devido ao abortamento das flores. preferindo locais com resíduos orgânicos. emoliente. no inverno. FITOQUÍMICA Mucilagem. Apresenta ainda atividade analgésica (104). ácidos isocítrico e 1-málico (9) e briofilina. gastrites. diurética. tem tendência de ser infestante. enxaqueca (128). feridas. protetora cutânea contra leishmaniose. antisséptica (73). • Desenvolvimento: por ser muito prolífica. • Colheita: Inicia-se 3 a 4 meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. quercitrina. . AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Florescimento: primavera. • Adubação: em solos com pouca matéria orgânica é importante a aplicação de adubo orgânico. antidiabética. cicatrizante (283). além de aumentar a produção de ácido nítrico. furúnculos (283). glicosídeos (quercitina). depurativa. cálculo renal (68). etanólico ou o suco demonstra atividade imunosupressiva e imunoestimulante. frieira. calmante para erisipela. úlceras digestivas (93). ingurgitamento linfático. Obtém-se de 15 a 20 plântulas a partir de uma única folha. sais minerais (257). coqueluche. tuberculose pulmonar (32). taninos. calo. antialérgica (188) e antiinflamatória (316). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida. resolutiva. antiartrítica (356). • Plantio: ano todo. Apresenta forte ação inibidora seletiva sobre a proliferação e expressão do receptor IL-2Rα em linfócitos. impetigo. As folhas ou segmentos dela podem ser plantados diretamente a campo. em condições sombreadas por até 30 dias. queimadura. estomatite (73). verruga. refrigerante intestinal. quercetina 3-0-αarabinopiranosil (1→2)-α-L-ramnopiranosídeo. flegmão e oftalmia congestiva. antilítica (271). antiinflamatória externa tópica e diurética. • Propagação: folhas e segmentos das crenas das folhas. tônica pulmonar (68). mantém sua vitalidade. É nitrófila. edemas erisipelosos das pernas. contusões. picada de insetos.0 x 0. abcesso. e 20 dias no verão. afzelina (356). após serem colhidas. afecções respiratórias (na forma de xarope). FARMACOLOGIA O extrato aquoso. As folhas. INDICAÇÕES Usada também para febre. cefalalgias. afta. Deve-se renovar a planta no campo a cada 2 a 3 anos.

Foi introduzida no Brasil na época da colônia e se tornou subespontânea em todo país. cilíndrico. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. ramoso. • Cataplasma: aquecer a folha e colocar sobre o local afetado (furúnculos e dores de cabeça). Flores hermafroditas. pronunciadamente aromática. funcho-doce. falso-anis. brilhante e compacto. FUNCHO NOME CIENTÍFICO Foeniculum vulgare [Mill. inicialmente verde-azulado. finóquio. Fruto oblongo. Vegeta espontaneamente em colinas secas e terrenos baldios e até mesmo como planta invasora. pentâmeras. na forma de suco.ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade antifúngica e antibacteriana (274. fiolho-doce. erva-doce.] Gaertner. Tomar duas vezes ao dia. aniz. HABITAT Espécie alóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 40g/dia. entre as refeições (úlceras e gastrites) (257). divididas e subdivididas em segmentos capiliformes muito estreitos. 356). funcho-bastardo. tamanha foi a sua aclimatação. • Constitui-se em ótima cobertura de solo. aniz-doce. SINONÍMIA Aneto-odorante. . brilhantes. verde com estrias azuis. • Suco: bater no liqüidificador 1 folha com 1 xícara de água. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz (em condições nativas) ou bienal (em cultivo). anis. fiolho. Em queimaduras ou outros ferimentos. que produz uma roseta de folhas. amarelas. Pecíolos longos com bainhas envolventes. de caule ereto. fiolho-deflorena. verde-azulado-escuras. em regiões temperadas e baixas. Inflorescência tipo umbela composta de 7 a 20 subumbelas menores. originária das regiões mediterrânicas e da Ásia ocidental. fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada (cicatrizante). alternas.

manifestada por lesões necróticas castanhas sobre as folhas. Mudas já formadas. aduzem sintomatologia de deficiência de fósforo. pois favorecem à ocorrência de várias doenças que afetam principalmente os vasos condutores e o florescimento. achatado de um lado e convexo no outro. Semeia-se de março até meado de abril. pois ocorre um atraso ou paralisação da germinação. sem torrões e com poucas ervas daninhas. • Pragas: a mais comum que infesta a planta é o pulgão. Ventos fortes favorecem o tombamento das plantas. profundo. predispondo ao enfolhamento excessivo. . a campo. pois estas espécies podem cruzar-se entre si. Caso contrário. Quando maduros. as quais tombam com facilidade. ervade-santa-maria ou cinamomo. enquanto que o excesso de nitrogênio à reduz. glabro. É heliófita. Regiões muito chuvosas são desaconselháveis para o plantio. os diaquênios adquirem coloração pardoamarelado. pois predispõem as plantas a fungos de solo e vasculares. • Hibridação: deve-se evitar plantios de funcho próximo aos do coentro. acamamento e à infecção de fungos de solo. Quando a semeadura é feita diretamente no campo.30m. O solo deve ser areno-argiloso. • Plantas invasoras: o funcho não suporta concorrência com outras plantas. Quando o solo é bem preparado. • Plantio: abril a maio. originando progênies com características distintas dos materiais originais.5 x 0. • Nutrição: o excesso de nitrogênio dá origem à plantas muito altas. CLIMA Adapta-se aos mais diferentes climas. dispende-se cerca de 8 a 10kg de sementes por hectare (163). fértil e permeável. que pode ser controlado com jatos de água ou pulverização com uma emulsão de sabão ou decôcto de arruda. composto de dois aquênios (mericarpos) de 3 a 4mm de comprimento por 1 a 2mm de largura. principalmente quando o verão é quente.3 a 2. A Sclerotinia sp.0m de altura. Os solos argilosos dificultam o crescimento da planta e retém muita umidade. favorecendo também à ocorrência de doenças. Porém não suporta solos muito úmidos. semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.de formato oval a oblongo. SOLO Prefere solos com pH próximo à neutralidade. pode-se semear diretamente em sulcos. O fósforo e o potássio favorecem à produção de sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A semeadura não deve ser feita em épocas muito frias. invade as raízes e os tecidos vasculares causando secamento de hastes e morte da planta. A planta cresce cerca de 1. com estrias longitudinais. • Doenças: as doenças mais freqüentes que ocorre são a Murcha de Fusarium e a Mancha de Alternaria. • Propagação: a planta se reproduz via sementes. sob temperaturas baixas. • Pragas: é mais comum a ocorrência de pulgões que infestam as umbelas. O excesso de chuva por ocasião da frutificação resulta em podridão das sementes. flores e frutos. embora o temperado seja o mais favorável.

⇒ 60 a 100g/litro de água. INDICAÇÕES As sementes são indicadas para constipações estomacais e intestinais. PARTES UTILIZADAS Frutos. duas horas antes das refeições . • Produção de sementes: as sementes são colhidas quando adquirem coloração verdeamarelada e apresentam consistência dura. O fruto cresce até o atingir o peso de 11. 50 a 200ml/dia (341). em decocção ou na forma triturada em infusão com água quente (444) ou 3 a 10g (445).000kg/ha de sementes. • Colheita: inicia aos 5 meses após o plantio. melhor é a qualidade do óleo (96). resolutiva (32). FORMAS DE USO • Geral: 3 a 6g de sementes por xícara de chá. cansaço oftálmico (294). dismenorréias. landreno (163). ocorre quando o fruto ainda está verde.como digestivo. lactogênicas. antidispépticas. sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são diuréticas. aleurona (283). foeniculina. matérias resinosas e pécticas (341). metil-chavicol. dipenteno. vitaminas A.9mg. andreno. dores de hérnia (445). emenagogas. Rendimento: 700 a 1. fenono. fencone. A raiz contém ácido málico.0 a 6. funchona. anetoleno.6%. mucilagem. óleo essencial. anetol (60% do óleo). • Decocção: . Quanto maior o ponto de solidificação. ácidos málico. cerca de 11. d-limoneno. normalmente em dezembro. antidiarréicas e eméticas (271).para flatulência. O óleo essencial solidifica-se entre 3 e 6 graus centígrados. pineno.0%. intervalos de 4 horas . ⇒ 1 xícara das de cafezinho de frutos secos em ½ litro de água.para estimular a secreção do leite materno. estimulante (294). azia e olhos inflamados (128). felandreno. folhas verdes e a cepa carnuda. impigem. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas . oftálmicas (341). O teor de óleo essencial do fruto varia de 2. sucínico e tânico. • Infusão: ⇒ 2. FITOQUÍMICA O fruto contém óleo essencial. sais minerais. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). intervalos de ½ hora. contendo cerca de 50 a 60% de anetol (96). A colheita dos frutos secos redunda em grande perda dos mesmos. cólicas (32). ⇒ 10g da semente em 1 litro de água.5%. diarréias fétidas (144). estomáquicas. antidiarréicas. quando então encerra cerca de 11. carminativas e aperientes (445). folhas e raízes são expectorantes. O maior acúmulo de óleo essencial.• Florescimento: primavera e verão.9µl de óleo essencial (44). afecções das vias urinárias (215). fosfórico. estragol. açúcar. raízes cilíndricas axiais. antiespasmódicas (cólicas de crianças). B e C. Sementes. fineno. tônicas (257). antieméticas. por dia (283).

em infusão. O óleo essencial é usado na fabricação de licores. salames. Sua ocorrência é pouco intensa. Coar e tomar 1 cálice antes de dormir (257). frutas em calda biscoitos. polígola. HABITAT Espécie autóctone que medra espontaneamente em campos nativos. • Vinho medicinal: macerar 30g de sementes por 10 dias em 1 litro de vinho. • Pó da semente: 1 a 4g. pastelaria e confeitaria. • Pó: 1 a 5g/dia. por 1 dias (diurético). doces. timutu-barba-de-são-pedro.⇒ ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de sementes em 100ml de água. azeitonas. • Óleo essencial: 1 a 3 gotas/dia (341). ⇒ ferver 15g de raiz em 1 litro de água. • Tintura: 5 a 25ml/dia. vassourinha. bengue. As folhas são utilizadas em saladas e como tempero de feijão branco. sopas. bolos. Tomar várias vezes ao dia. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. Dar à criança nos intervalos do aleitamento (para cólicas). alecrim-de-santa-catarina. picles. As sementes são utilizadas como aromatizante de peixe. em valas. barba-de-são-pedro. balas. áreas abandonadas e planícies litorâneas. a 3%. Tomar 1 xícara após as refeições. bromil. SINONÍMIA Alcaçuz-de-santa-catarina. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta é aromática e tem sabor picante e doce. GELOL NOME CIENTÍFICO Poligala paniculata L.000m de altitude (209). • Óleo volátil: 1 a 10 gotas • Alcoolato: 1 a 3ml/dia. maçãs assadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygalaceae. Ocorre de 0 a 2. a beira de estradas. arrozinho. As sementes inteiras ou em pó são utilizadas em panificação. perfumes e cosméticos. . lingüiça. TOXICOLOGIA O uso de mais de 20g/litro pode ser convulsionante (257).

FITOLOGIA Planta herbácea. anti-reumática. CLIMA É de clima subtropical. O fruto é uma cápsula loculicida oblonga. SOLO A planta cresce em quase todos os tipos de solo. ramificado. É altamente tolerante à seca. O decôcto da parte aérea é diurético. Sementes cilíndricas. • Florescimento: novembro a julho. São sésseis. preta. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. alternas. preferindo temperaturas acima de 16.4m de altura. A planta é antiblenorrágica. mais raramente.2 x 0. expectorante e emético (242). estacas de ramos. • Plantio: abril a maio. que cresce de 0. brilhante. dificultando a extração da planta a campo. pivotantes. Já foi reputada como eficaz como antiofídica (93). INDICAÇÕES Útil para o tratamento de contusões e dores musculares (271). As folhas basais são verticiladas e as superiores. Cresce até mesmo em solos ácidos. ereta.2 a 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são aromáticas. longo pendunculadas dispostas em rácimos simples.5oC. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. As flores são brancas ou róseas. terminais e axilares. cilíndrico.2m. PARTES UTILIZADAS Raízes. • Propagação: sementes. As raízes. delgados. GENGIBRE NOME CIENTÍFICO . Semear as mudas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. emética e diurética (271). É heliófita. revestida por pêlos. alongadas. antinevrálgica. mudas obtidas a campo e. Mudas obtidas a campo devem ser bem desenterradas. que é efêmero ao ar livre. principalmente os argilosos. pois o sistema radicular estabelece um forte vínculo com o solo. lineares ou lanceolado-lineares e curto pecioladas. Caule subramoso. glabra e castanho-clara. exalam um forte aroma de salicilato de metila. principalmente em solos compactados. quando retiradas do solo.

A textura é quebradiça.] Roscoe FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. deve-se cobri-los com solo para evitar-se o ressecamento e a perda de princípios ativos. Flores zigomorfas. magaratáia. estreitas. com três lóculos. • Colheita: 8 a 9 meses após o plantio. SOLO Seco e bem drenado. quando então as folhas senescem. HABITAT Espécie alóctone de origem sul-asiática (Malásia. É heliófita. CLIMA Prefere regiões de clima tropical. utilizando-se como substrato a areia. porém foi introduzida e aclimatada em muitos países tropicais. mangaratiá.0m de altura. de folhagem anual e rizomas multianuais e raízes adventícias. • Plantio: agosto a setembro. gingibre.50 x 0. irregularmente ramificados. Fruto tipo capsular. subsésseis na bainha. sendo que externamente é mais fibrosa. ápex agudo. medindo 0. Cada segmento de rizoma deve ter pelo menos um meristema ou "olho". carnosos. guarnecida de escamas imbricadas. FITOLOGIA Planta herbácea. vermiculita ou outro material mais poroso. O caule é foliáceo e ereto. Inflorescência em espiga terminal elipsóide. As raízes são brancacentas. A superfície do rizoma é esverdeada-creme. amarelecem e secam. Plantar os pedaços de rizoma distanciados 10cm entre si. SINONÍMIA Gengivre.3 a 1. linear-lanceoladas. rugosa com vários anéis castanho-claro. lábio púrpura com manchas amarelas. Os rizomas são vigorosos. O florescimento é um fenômeno raro. irregulares. Transplanta-se a muda dois meses após o plantio dos rizomas. carnosas e cilíndricas. reptantes. rizomatosa. amarelo-esverdeadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. glabras. Índia e China). articulados. com as extremidades algumas vezes guarnecidas de brotações meristemáticas. medindo 20 a 25cm de comprimento por 1 a 2cm de largura. mangarataia. obtusas e invaginantes.50m. As folhas são dísticas. de preferência arenosos ou areno-siltosos. onde é cultivada. As mudas são preparadas em canteiros protegidos ou em caixas. As sementes são raras e quase sempre inférteis. com brácteas persistentes.Zingiber officinale [Willd. . hermafroditas. • Propagação: segmentos de rizomas. contendo sementes azuladas. • Amontoa: quando ocorrer afloramento ou exposição dos rizomas em formação. mangaratá.

nevralgias e hemorróidas). tônica. asma. Fazer fricções tópicas (reumatismo). anti-hemorrágica. antigripal (215). traumatismo. broncorréia pulmonar. PARTES UTILIZADAS Rizomas. • Xarope: misturar o rizoma ralado com um xarope de mel (257). revulsiva. catarros crônicos (93) e halitose. • Pó: para vômitos. antitrombótica. aperiente. náusea. béquica (145).• Produtividade: 20t/ha de rizomas frescos (96). estomática. ciática. • Tintura: 100g do rizoma moído em 0. adoçada com mel (tosse.5 litro de álcool. antioxidante. resina. β-felandreno. amigdalite (68). paralisia. sialogoga. antibiótica. antiulcerativa. odontálgica. β-bisaboleno. desinfetante (294). eupéptica. asma brônquica. antidiarréica. dores estomacais e ânsia de vômito). antiinflamatória. Coar a aplicar topicamente em ferimentos e cortes TOXICOLOGIA . carminativa. cineol (257). rouquidão (257). canfeno. FITOQUÍMICA Gingerol. zingibereno (bactericida). afrodisíaca (93) e antiasmática (9). anti-reumática (ação externa).um pedaço (rouquidão. antiemética (445). FORMAS DE USO • Geral: 3 a 9g/dia diarréia (445). vitaminizante (68). antiálgica. cólicas do estômago e intestino (145). excitante. dispepsia atônica. zingerona. Tomar 4 xícaras das de chá ao dia. • Rizoma fresco: mascar . • Cataplasma: moer ou ralar um pedaço do rizoma e aplicar num pano sobre o local afetado (reumatismo e traumatismos na coluna vertebral e articulações. INDICAÇÕES Indicada para resfriados (445). beribéri. antisséptica (128). citral. enjôo. sulforafane (anticancerígeno). estimulante gastrintestinal (257) e cerebral. antidepressiva. • Suco: moer e extrair o suco de um rizoma. bronquite e cólicas) (145). ⇒ ferver 1 colher das de chá do rizoma triturado em 1 xícara das de chá de água. edemas artríticos e reumáticos. citrol (145) e carboidratos (9). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É expectorante. náuseas. antinevrálgica (271). cólera morbus. • Decocção: ⇒ ferver 50g do rizoma em 1 litro de água. sialogoga. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. anticancerígena.

rinchão. dicótoma. gerbão. Espigas terminais de 20 a 30cm de comprimento. matas de altitude. Preparo do quentão. bolos e bolachas. SINONÍMIA Aguará-podá. AGROLOGIA . CLIMA É de clima tropical a subtropical. quadrangulares e pubescentes. Fruto artrocarpáceo. ovado-agudas. estimula à postura de ovos (93). chá-do-brasil. com bom teor de matéria orgânica e bem drenados. sésseis.O uso externo indevido e/ou abusivo pode provocar queimaduras. crenadas. de caule e ramos angulosos. gervão. gervão-azul. Fabricação de bebidas (gengibeer. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Chips para halitose (para mascar). áreas ruderais e na vegetação de restinga do litoral. esbranquiçado.20m de altura. Atinge até 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. verbena-azul. GERVÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Stachytarpheta jamaicensis [L. pé-de-moleque e cocada nordestina. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastagens. gervão-legítimo. uregão. composto por dois carcerulídeos castanho-claros ou escuro. SOLO Prefere solos arenosos. ervão. perene. aguarapondá. gervãofolha-de-verônica. verbena. urgebão. Utilizada na ração de aves. FITOLOGIA Planta subarbustiva. medindo cerca de 6 a 7cm de comprimento e 3cm de largura. vassourinha-de-botão. As folhas são opostas. corola 5-simpétalas. conhaque). urgervão. discretamente tomentosos. orgibão. O pó é usado como condimento no preparo de biscoitos. contendo 1 semente com tegumento membranáceo. As flores são azuladas.] Vahl.

PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. furúnculos (215). sudorífica (63). rouquidão. ip. em íleo de cobaias. como sebe. anti-hepatotóxica. contendo substrato organo-mineral. inchaço do baço. Tomam-se 3 a 4 xícaras ao dia (32). hepática (raízes). escutelareína (179). embora possam ser utilizadas estacas da planta matriz. machucaduras. anti-hipertensiva. γ-aminobutírico. . anticatarral (9) e antilítica (271). antidiarréica. feridas.• Ambiente: por ser planta muito rústica. anti-reumática. amebíase. N-pentriacontano. INDICAÇÕES Indicada para doenças crônicas do fígado. verbenalina. hepatite (68). N-nonacosano. antibacteriana. apud 179). tafetalina. cefaléias e vitiligo. contusões. béquica. dopamina. FARMACOLOGIA Os extratos aquosos das folhas e ramos frescos apresentam atividade espasmogênica in vitro. bronquite (9). ipolamida. em sulcos. tumores. hispidulina.0 x 0. inibidora da secreção gástrica. prisão-de-ventre. febrífuga. debilidade orgânica. citral. antiasmática. resfriado (32). • Espaçamento: 1. antiinflamatória. laxante (68). emenagoga. vermífuga. O efeito antipirético da planta foi constatado com o decréscimo de até 8. estarquitafina. hipnose ou perda de reflexo da postura. vulnerária. ou em bandejas de isopor. sedante. antiemética. detersiva. pode ser utilizada em áreas muito acidentadas e erodíveis. Nas doses de 700 a 1000mg/kg se observa a anestesia.4oC na temperatura retal (Rodrígues. cerca-viva ou separação de culturas. cafêico e ursólico. hentriacontano. αespinasterol. diurética. • Plantio: março a abril. FITOQUÍMICA Verbascosídeo (63). antidisentérica. fridelina. afecções renais e gástricas. ácidos clorogênico. anti-hemorroidária. a beira de caminhos. estimulante das funções gastrointestinais (32). antioxidante. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. indutora da motilidade intestinal (405). nas doses de 100 a 1000mg/kg. ramosa e uniforme em sua arquitetura. • Colheita: outubro a março. tônica eupéptica. Extratos alcoólicos apresentam atividade sedante ou ataxia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica.5m. Ndotriacontano. antiartrítica. antipirética. • Propagação: sementes. distúrbios nervosos. cicatrizante (raiz). eczema. geraniol. via intraperitonial e atividade vasodilatadora em ratas. FORMAS DE USO • Infusão: 20g de folhas em 1 litro de água. antiespasmódica (179). dextrina e ácido salicílico (9). úlceras (93). erisipela. Na República Dominiicana foi verificada a presença de ácido cianídrico nas folhas (93).

periquiteira. orindeúva. SINONÍMIA Candiúba. orinduíba. taleira. curindiba. ovóide. nervuras salientes. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. coatiudiba. Inflorescências axilares.5m. em cachos pequenos. Fruto tipo baga. acuminada. ereta.) Blume. machucaduras e feridas). orindiba. beirada de matas. . ásperas.• Cataplasma: usam-se as folhas e as raízes frescas. gurindiba. ricos em matéria orgânica. GRANDIÚVA NOME CIENTÍFICO Trema micrantha (L. perenifólia ou semidecídua. pioneira. ramificada. capoeiras. sagitada. que medra na floresta pluvial Atlântica. coatidiba. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 3. orindiuva. A planta cresce de 3 a 10m de altura. de base arredondada. FITOLOGIA Planta perene. arbórea. com tronco de 20 a 35cm de diâmetro. profundos. com flores amareladas. Folhas curto-pecioladas. É heliófita. em subosques. SOLO Prefere solos porosos. contusas (contusões. borda serreada. • O decôcto das folhas apresenta propriedades inseticidas (68). quando maturo. verde quando imaturo e alaranjado-claro. glabro. crindiúva. pastagens e áreas ruderais. OUTRAS PROPRIEDADES • O chá das folhas tem sabor semelhante ao chá-da-índia. pau-de-pólvora. FAMÍLIA BOTÂNICA Ulmaceae. • Suco: cicatrizante externo (68). medindo cerca de 8 a 10cm de comprimento 3 a 4cm de largura. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. de caule estriado e marrom-escuro. liso.

carvalhinho. gaimbim. var. guaçatunga-falsa. erva-de-lagarto. guassatonga. uassatonga. cafezeiro-bravo. pióia. caimbim. cafezeiro-do-mato. erva-de-pontada. petumba. erva-de-bugre. guaçutonga. café-do-diabo. • Florescimento: novembro a fevereiro. • Plantio: agosto a outubro. ervade-pontada. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 135. • As flores são melíferas. • As folhas são ótimas forrageiras. cambroé. As sementes são postas a germinar em areia sempre umedecida. paratudo. vassatunga. língua-de-tiú. SINONÍMIA Apiá-açonoçú. caroba. língua-delagarto. fruta-de-saíra. marmelada-vermellha. marmelinho-do-campo. as plântulas são repicadas para saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. pitumba-de-folha-miúda. guaçatunga-branca. . sylvestris. guaçatunga-preta. pombeiro. A frutificação ocorre de março a maio. chá-de-são-gonçalinho. vacatunga. além de ser aproveitável para carvão e lenha (241). OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira é utilizada para a fabricação de pólvora. erva-da-pontada. pau-de-lagarto. chá-de-bugre. PARTES UTILIZADAS Folhas. gaibim. café-de-fraile.• Propagação: sementes. bugre-branco. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. erva-de-guaçatunga-falsa. quacitunga. estralador. Após a germinação. estimulando a produção de leite (344) GUAÇATONGA NOME CIENTÍFICO Casearia sylvestris Swartz. café-bravo. saritã. As mudas são transplantadas quando atingirem 20 a 25cm de altura. anti-sifilíticas e anti-reumáticas (242). pioia. chá-de-frade.000 unidades (241). guaçutunga. guaçatunga. A germinação das sementes demora de 4 a 6 meses (241). cafezinho-do-mato. vassitonga. FAMÍLIA BOTÂNICA Flacourtiaceae. varre-forno. baga-de-pomba. pau-debugre.

A emergência das sementes. ocorre entre 20 a 30 dias (241). exalando um forte aroma. PARTES UTILIZADAS Folhas. cascas e raízes. mas pode chegar até 20m de altura por 0. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 84. Os ramos novos tem folhas com nervuras ferrugíneo-pubescentes e os adultos glabras. antocianosídeo .4m de diâmetro na base (213). Cresce preferencialmente na floresta pluvial da Encosta Atlântica. em áreas úmidas. Umbelas axilares sésseis. persistentes.HABITAT Espécie autóctone. Tem a casca cinéreo-pardacenta. que apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico (391). pequena (cerca de 3mm de diâmetro). rugosa e com pequenas fendas quase superficiais (lenticelas). pecioladas. FITOLOGIA Planta arbórea perene que cresce em média de 2 a 6m de altura. que habita as beiradas de Mata Atlântica. de curta viabilidade (241). • Florescimento: julho a novembro. além de saponinas. lanceoladas até ovadas ou elípticas. estreitas e arredondadas na base com até 14cm de comprimento e 5cm de largura. tanino. alcalóides. serreado-denteadas ou subinteiras. flavonóides (179). capoeiras e em capões.5%) (350). alternas. heliófita ou esciófita (213). CLIMA É de clima tipicamente tropical.000 unidades. Os frutos amadurecem em setembro até dezembro. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. vermelha quando madura. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Apresenta 5 a 8 nervuras laterais.000m (213). FITOQUÍMICA As folhas contém diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R). inequiláteras. amarelo e comestível. glabra. porém adapta-se até mesmo em solos secos e pobres. • Plantio: março. O fruto é uma cápsula ovóide-globosa. contendo 2 a 6 sementes em arilo lanoso. cujo poder germinativo é baixo. densa e minusculamente pelúcido-glanduloso-punctatas. • Colheita: inicia ao final do segundo ano de cultivo. normalmente consorciada a cipós. seletiva higrófita. As flores são pequenas e esverdeadas. óleo essencial (2. encostas suaves e até pedregosas. • Propagação: sementes e estacas de ramos. agudas até longo-acuminadas no ápice. SOLO Prefere solo do tipo calcário e ricos em húmus. É encontrada em altitudes de até 2. resina. várzeas. pioneira.

fungicida (128). ∆ e δ-cadineno e espatulenol (291). cardiotônica. vulnerária. antisséptica. sífilis (32) e aids (imunoestimulante). via intragástrica e uma inibição da atividade secretora gástrica (37). úlceras dérmicas (151). FARMACOLOGIA O extrato etanólico das folhas apresenta atividade antitumoral em ratos na dose de 100mg/kg i. xarope e vinho: 20 a 100ml/dia (341). anti-sifilítica (215). Coar e aplicar compressas sobre eczemas (145). α-humuleno. espinhas). biciclogermacreno. febre. germacreno-D. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta é depurativa. β e ∆-elemeno. O óleo da planta combate as lombrigas (233). inflamações. aftas. reumatismo. O extrato aquoso da planta apresenta atividade frente ao veneno de Bothrops jararaca e o óleo essencial teve um efeito inibidor dos processos induzidos pelo veneno de Bothrops alternatus (350). antiofídica (350). inchaço das pernas (215). apud 179). na dose de 57. O extrato etanólico a 70% das folhas secas demonstra atividade antiulcerosa em ratas. Esfriar e aplicar com algodão sobre o ferimento. diarréias.(145). hemostática. estimulante da circulação. 407). picada de insetos.5mg/kg. antidiarréica (93). antiartrítica (341). anticolesterolêmica. • Compressa: ferver durante 10 minutos 30g de folhas de guaçatonga com 10g de folhas de confrei em 1 litro de água. sapinho (128). • Tintura: 10 a 50ml/dia. Tomar 2 xícaras por dia da infusão para úlceras e problemas digestivos. • Elixir. ⇒ 10g de folhas frescas ou secas em 200ml de água quente. eczema. cicatrizante (barba. A casca é utilizada para febres perniciosas e inflamatórias. cardiotônica (271). anti-reumática. β-cariofileno. diurética. herpes. • Extrato fluido: 2 a 10ml/dia. antimicrobiana. hidropisia. afrodisíaca. picadas de cobra (externamente). 50 a 200ml/dia (341). apud 179). ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta ainda atividade antibacteriana contra Bacillus subtilis (83. antiobésica. antipirética (183). α-copaeno. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. anestésica tópica em lesões da pele (Panizzate e Silva. anti-herpética (145) antiulcerogênica. antiobésica. paralisia (169). calmante e diaforética. anti-sifilítica e antiespasmódica (169). prurido (145). contra o sarcoma 180 (191). INDICAÇÕES Usada no tratamento de doenças de pele. úlceras estomacais (294). A infusão da raiz e folhas é usada como depurativa. sarna. Os criadores de gado utilizam as folhas para a expulsão da placenta pós-parto (31). . dores do peito e do corpo (391). eupéptica. A tintura e o óleo essencial das folhas demonstram atividade cicatrizante em ratas (Scavone.p.

A inflorescência é do tipo panícula tirsóide que alcança 30cm de comprimento. sendo a margem dos lobos lisa. OUTRAS PROPRIEDADES • O tronco fornece madeira útil para marcenaria e carpintaria. SINONÍMIA Cipó-caatinga. FITOLOGIA Planta subarbustiva. castanhos e glabros. tábuas para assoalho. erva-cobre. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul que cresce espontaneamente em matas primárias.• Alcolatura: macerar por 5 dias 20g de folhas em ½ copo de álcool neutro. opostas. uaco. lenha e carvão (241). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. trilobadas. trepadeira. tacos. Corola infundibuliforme provido de 5 lacíneas triangulares. ciliadas e de ápice agudo e oblongo.925 (291). erva-de-cobra. podendo ser utilizada na construção civil. É encontrada desde 50 a 500m de altitude (57). O papus é composto de 30 cerdas variando de amarelo-palha a . cipó-catinga. odor semelhante ao cedro e é amargo. glabras. coração-de-jesus. perene. cilíndricos. guaco-liso. apud 179). de ramos lenhosos. são aquinquinervadas na base. O preparado deve ser mantido em locais frescos e em frascos escuros (128). As folhas são pecioladas. capoeiras. e o pecíolo 3 a 7cm de comprimento. GUACO NOME CIENTÍFICO Mikania glomerata Sprengel. guaco-trepador. estriados. de cor verde intenso. micânia. capoeirões. TOXICOLOGIA Os extratos aquosos das folhas demonstram atividade sobre a musculatura lisa uterina de ratas podem explicar a sua ação abortiva. providas de contorno oval. A DL50 em ratos foi estimada em 1792g do extrato seco/kg (Amarante e Silva. cipó-sucuriju. guaco-de-cheiro. aromáticas. em torno. O limbo mede 8 a 15cm de comprimento por 6 a 9cm de largura. orla de matas. As bractéolas são uninerves. Sua densidade é de 0. guaco-verdadeiro. • O óleo essencial apresenta coloração amarelo citrino. arqueadas. lineares ou brácteas liguladas. Coar e aplicar topicamente (picada de insetos). membranáceas à coriáceas. em várzeas sujeitas à inundação e à beira dos rios. terrenos de aluvião. de ápice acuminado e base arredondada ou subcordiforme. guape.

PARTES UTILIZADAS Folhas ou planta florida frescas ou secas. causadas por fungos. É esciófita. para facilitar a colheita e para obtenção de matéria prima saudável e limpa. Depois de eliminadas todos os resíduos florais. • Substrato: enraizar em substrato à base de húmus de minhoca e vermiculita. iniciando 16 meses após o plantio. mantê-las em sombrite 50 ou 30%. • Doenças: podem ocorrer manchas cinzas com halos arroxeados nas folhas. • Padrão comercial: comercializam-se folhas com ramos finos e inflorescência nova. • Aclimatação: as estacas devem ser protegidas com sombrite 70% até a brotação vigorosa.0m. pentangular. Quando cultivada à sombra. normalmente no inverno até a primavera. piloso ou levemente glabro. Fruto tipo aquênio. SOLO Prefere solos areno-argilosos e úmidos. CLIMA Espécie de clima tropical e subtropical. enquanto que à plena luz as folhas são luzidias e de coloração verde-limão. Plantas adubadas com 60g de sulfato de amônia.2m de altura. As mudas são tranplantadas quando atingem cerca de 30cm de altura. • Tutoramento: o cultivo exige tutoramento vertical em espaldeiras de arame. 250g de superfosfato simples e 20g de cloreto de potássio produzem seis vezes mais biomassa que plantas não adubadas (324). • Florescimento: esporádico. a planta exibe coloração verde-escura e fosca. A estaca deve ter 5 gemas e 1 par de folhas (322).). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Colheita: feita ao final do inverno. • Plantio: ano todo. As folhas não podem apresentar manchas. O peso dos ramos não deve exceder ao das folhas. • Propagação: é feita por estacas do caule e ramos. para que não ocorra dispersão das sementes. • Adubação: responde bem à adubação orgânica. Não pode ocorrer material estranho na amostra (96). as sementes devem ser armazenadas em câmara fria ou geladeira. • Produção de sementes: os aquênios devem ser colhidos antes do secamento completo da panícula.rosada. Obtém-se em média 3t/ha de material seco. • Pragas: as mudas novas recém plantadas a campo são muito sensíveis ao ataque de vaquinha ou patriota (Diabrotica spp. Para que haja um melhor enraizamento das estacas. Estacas mais herbáceas (ponteiras) devem ser hidratadas previamente por 1 hora (114). medindo 3mm de comprimento. Posteriormente.5 x 1. Solos compactados ou mal drenados retardam o crescimento. com 1. as folhas remanescentes devem ser cortadas transversalmente com tesoura. .

⇒ crises de tosse. FARMACOLOGIA Não se constatou nenhuma atividade diurética e hipotensora. porém quando secas. tem forte olor balsâmico. hipotensora . juntar 150 a 200g de açúcar ou rapadura e dissolver. coqueluche. ou na forma de extrato alcoólico ou decocto. anti-reumática. antigripal e antiofídica (215. anti-reumática (271). tônica. Após. antisséptica das vias respiratórias. expectorante. antiespasmódica (324). Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes aos dia (problemas respiratórios). ⇒ picada de cobra: tomar várias vezes ao dia (145). • Xarope ⇒ tosses em geral: 4 xícaras das de cafezinho de sumo de folhas frescas em ½ litro de xarope.FITOQUÍMICA Cumarinas (324). cineol. resina. borneol. adicionar folhas de poejo e gengibre ralada (1 colher de chá). calmante (215). Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. ⇒ reumatismo: fazer fricções sobre áreas doloridas. antiasmática (258). guacosídeo (257). estigmasterol. O guaco apresenta atividade relaxante sobre a musculatura lisa respiratória de cobaias. asma e bronquite: fazer o decôcto de 15 a 20 folhas de guaco em 100ml de água. saponina. É desaconselhável para crianças com idade inferior a 1 ano e mulheres em menstruação (145). compostos sesquiterpênicos e diterpênicos. cicatrizante (257). (346). ácidos entkaur-16-eno-19-óico e namoilgrandiflórico. febrífuga. tosse rebelde. embora seu efeito broncodilatador tenha sido confirmado (346). ácido cinamoilgrandiflórico. picadas de inseto. sudorífica. peitoral (Dias da Rocha. devido à cumarina (238) FORMAS DE USO • Infusão: adicionar 2 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas a 1/2 litro de água. béquica (179). . INDICAÇÕES Indicada para a gota. apud 169). diurética. estigmast-22-en-3-ol (308).quando se usam as folhas frescas. eugenol e esteróis (145). antinevrálgica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Broncodilatadora (260). quando o uso é abusivo (258). TOXICOLOGIA Pode causar taquicardia. antiinflamatória. • Suco: 2 folhas frescas batidas com água (1 copo) em liqüidificador. rouquidão. reduzir a dose à metade (258). vômitos e diarréia. Tomar 1 colher das de sopa a cada 4 ou 6 horas (257). tanino. flavonóides. artrite (145) e albuminúria (215). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas verdes são quase inodoras. Para as crianças. 128). emoliente. cobrir e deixar esfriar.

de ramos delgados. tipi-verdadeiro. compridos. caá. originária das matas da América tropical. inteiras. erva-de-pipi. em delgadas espigas bracteadas terminais. atipim. mucura-caá. cerca de 1m de altura. guiné. pequenas. erva-tipi. com 6-8mm de comprimento. guiné-tipi.• A planta é melífera • É utilizada contra picada de insetos e cobras (257).40m. Apresenta odor forte que lembra alho. alvo-verdolengas. erva-pipi. Folhas curtamente pecioladas. clareiras e áreas ruderais do sul do Brasil. HABITAT Espécie autóctone. Fruto capsular. pipi. com característico odor de alho. . GUINÉ NOME CIENTÍFICO Petiveria alliacea L. porém deve ser fresco e drenado. FITOLOGIA Planta subarbustiva.8 x 0. perene. ereta. membranosas. alternas. O enraizamento das estacas é demorado e com baixo índice de pegamento. SINONÍMIA Amansa-senhor. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. É esciófita. quase eretos ou ascendentes. estreitadas na base. com 4 a 8cm de comprimento e 3-4cm de largura. cuneiforme. escassamente pubescentes ou glabras. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. elípticas. CLIMA A planta é de clima tropical e subtropical. raiz-de-guiné. Cresce subespontaneamente em potreiros. • Propagação: sementes e estacas. sublenhosa quando adulta. FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. As flores são sésseis. quando nova. erva-de-guiné. oblongas ou obovais. delgada. jardins. tipi. SOLO Adapta-se a quase todo tipo de solo. pequeno. agudas ou acuminadas no ápice.

tritiolaniacina. lignocérico e esteárico. trans N-4-metilprolina. álcool docosílico. afrodisíaca. saponinas. inflamações da boca e garganta e gengivite (257). As mudas são transplantadas quando atingem cerca de 20cm de altura ou 6 a 8 folhas definitivas. analgésica. macrólido (antitumoral). A raiz contém 1. antivenérea. cinamato de isoarborinol. ácidos urônicos. antiartrítica. • Plantio: maio e outubro. • Colheita: inicia a partir dos 10 meses após o plantio. difeniltrisulfeto. dores reumáticas e de cabeça (373). anticárie. impotência (130). tritiolano e cumarinas (379). aos 30 e 90 dias após o plantio. depurativa. na primavera. odontálgica. vários tipos de câncer (179). polifenóis e taninos (382). na dose de 33ml/litro (134). diurética. FARMACOLOGIA Anticonvulsionante e analgésica (130). oftálmica (215).2. resfriado. O extrato etanólico (50%) de folhas frescas. fridelino e ácido benzóico (116). antimicrobiana e antiinflamatória (128). Alcalóides: alantoína. antiasmática. abortifaciente. antigripal. distúrbios pulmonares. lactona sesquiterpênica. na dose de 10g/planta. Anualmente reaplicar adubação nitrogenada em cobertura. Esteróides. desinfetante. dismenorréia. trans-stilbeno. sudorífica. Não se constatou efeito . paralisia. cólera. antireumática. pinitol e βsisterol.4-tritiolan. anti-histérica. É preventiva da cárie dental (130). via intragástrica em ratos. anticonvulsionante. (130). lipídeos: ácidos linoléico. antineoplásica. trisulfeto de benzilo. emenagoga. INDICAÇÕES É indicada para cistite. lupenona (8).9-cumarinas. piorréia. anticancerígena. no inverno.p. A fração não saponificável. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas.5-difenil 1. pinitol. antiespasmódica. Adubar com nitrato de cálcio. O princípio tóxico é conhecido como petiverina (179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticoagulante. β-sitosterol. i. antitumoral.• Adubação: incorporar 1kg/cova de cama de aviário. oncolítica (179). antiofídica. O extrato aquoso de folhas atua como estimulante uterino débil em ratas. 3. demonstra uma fraca atividade analgésica em teste de contorção com ácido acético (119).5ml/cobaia demonstra atividade estimulante de fagocitose (113). acetato de isoarborinol. sudorífica. terpenóides (isoarborinol. A semente contém isotiocianatos voláteis. doenças do útero. acetato de isoarborinol. N-metil-4-metoxi-trans-prolina. vermífuga. antissinusítica (303) estimulante (32). nonadecanóico. na dose de 1g/kg. palmítico. compostos de enxofre: 2-hidroxi-5-etil-trisulfeto de benzilo. oléico. 0. falta de memória (215). cinamato de isoarborinol). FITOQUÍMICA Triterpenos: isoarborinol. benzilhidroxietiltrisulfitos. PARTES UTILIZADAS Raízes (mais comum) e folhas (tumores). alantoína. afecções da pele (uso externo).

⇒ Câncer: 30g/litro. principalmente devido a presença de tiofenos (336). O óleo essencial das folhas demonstrou atividade supressora da alimentação na fase larvária de alguns insetos fitopatógenos (Attagenus piceus). trato digestivo (60) e infecções respiratórias (59).3mg). 348). na dose de 10g/kg. .. A atividade estimulante do sistema reticoendotelial e antimicrobiana está associada ao benzil-2-hidroxietilsulfeto . Escherichia coli (CIM: 50mg) e Candida albicans (CIM: 3. não se constatou atividade anticândida e sim contra Epidermophyton floccosum. inibindo o edema podal produzido por carragenina em ratas. Tomar um copo pela manhã. O macerado hidroalcoólico das folhas não inibe o crescimento de bactérias que causam infecções na pele. Induz a contração da musculatura lisa. O decôcto das folhas apresenta atividade antiinflamatória e analgésica. Usar em bochechos e gargarejos (257). estimula a atividade fagocítica e não possui atividade antitumoral (348). e as contorções induzidas por ácido acético. • Sumo: bater no liqüidificador 25 a 30 folhas com 1 litro de água fria.1mg) (41. in vitro (282). administrado topicamente ou oralmente em cobaias demonstrou um efeito inibidor de dermatites induzidas por óleo de cróton e em granuloma induzido por pelet de algodão. Musca domestica e mosquitos) e atividade repelente de traça da roupa (174. A via tópica foi mais pronunciada que a oral. utilizando o decôcto das folhas (59). • Alcolatura: macerar por 3 dias 4 colheres das de sopa de raiz em pó em 2 xícaras das de chá de álcool. O extrato aquoso de folhas mostrou-se efetivo contra Epidermophyton floccosum. Coar.antitumoral dos extratos etanólicos e aquosos das folhas secas em cobaias portadores de sarcoma 37 e 180. • Inalações: utiliza-se a raiz (303). 306). Tomar 3 xícaras ao dias (8). • Compressa: folhas contusas aplicadas topicamente sobre cefalalgias e reumatismo. Fazendo-se um palito da raiz. Mycobacterium tuberculosis e Candida albicans (411). na dose de 200mg/kg.composto que apresenta atividade contra Bacillus subtilis (CIM: 3mg). não causou qualquer tipo de irritação à pele (158). na dose de 6. O extrato alcoólico das folhas mostra atividade nematicida contra Meloidogyne spp. O extrato cru. observando-se um incremento de 69 a 78% da coagulação anormal de sangue e transminase glutamato-piruvato (305). Não obstante. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico (50%) demonstra atividade antibacteriana contra vários microorganismos Gram negativos e atividade antimicótica contra vários patógenos de plantas. aplica-se topicamente em áreas odontálgicas (32). FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ 1 pedaço de raiz com 2 folhas para 1 ½ xícara das de chá. Staphylococcus aureus (CIM: 6. via oral. O extrato etanólico das raízes. carcinoma de Erlich e adenocarcinoma mamário (129). atividade inseticida contra insetos adultos (Cimex lectularius. ao meio-dia e a noite. O tratamento é indicado para o câncer (154). A infusão das folhas não foi ativa contra o protozoário Trichomonas vaginalis. Coar e usar em massagens tópicas (dores reumáticas) (128). mucosas (58). incorporado na vaselina suave. O extrato metanólico da raiz apresenta atividade profilática e terapêutica no tratamento de doenças hepáticas em ratas.25g/kg.

CLIMA . doses abusivas podem resultar em imbecilidade. hortelã-de-horta. em cobaias foi de 1637mg/kg (298) e via intraperitonial é de 1. hortelã-de-cheiro. hortelãda-horta. com as folhas fortemente enrugadas. hortelã-das-hortas. braquicardia. originária da Europa. HORTELÃ-BRANCA NOME CIENTÍFICO Mentha rotundifolia L. arredondadas.p. menta-maçã. 348) e tóxica ao gado. ou Mentha suaveolens. O leite produzido pelas vacas que ingerem a folha adquire sabor de alho (47). hortelã-de-cavalo. hortelãrasteira. carbamatos e alguns organoclorados. Os efeitos produzidos pela ingestão de Petiveria alliacea em ovinos (caquexia muscular distrófica) são similares aos sintomas de intoxicação com pesticidas organofosforados. via oral. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é usada como inseticida e repelente de insetos (179). A DL50 de um extrato i. hortelã-de-tempero. As folhas tem aroma suave que lembra maçã. hortelã-do-brasil. desidratação. dispostas em espigas verticiladas. hortelã-de-folha-miúda. hortelã-cultivada.7g/kg. hortelã-chinesa. com ataxia dos membros posteriores. de 10g/kg (348). hortelã-de-leite. poejo. HABITAT Espécie alóctone. aumento dos níveis de transminases e nitrogênio urêico. hortelã-cheirosa. hortelã-comum. hortelã-pimenta-rasteira. As flores são alvas. afasia e até a morte (93). mentrasto. FITOLOGIA Planta herbácea perene de porte rasteiro-ascendente. Animais que consomem diariamente folhas da planta tornam-se débeis.TOXICOLOGIA A planta é abortiva (124. Não foi verificada ação genotóxica do decôcto em células reprodutivas de cobaia macho e nem a morte dos animais com a dose única. crenadas ou denteadas. hortelã-de-folha-redonda. dilatação cardíaca e lesões renais. perda de peso. pubescentes. A necropsia dos animais mostrou atrofia muscular com fragmentação e hialinização de fibras. hortelã-de-panela. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. SINONÍMIA Erva-boa. hortelã-miúda.

fértil e com bom teor de matéria orgânica. mas não as geadas. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. INDICAÇÕES . 25kg de fósforo. Repetir a adubação a cada corte. associadas a pouca precipitação determinam menor teor de óleos essenciais (96).Embora seja de clima temperado.4 x 0. • Renovação da cultura: é feita a cada 3 a 4 anos. pois a planta é exigente em umidade no solo. Além disso. • Irrigação: proceder periodicamente.059 a 0. vermífuga. anti-reumática. estimulante. corre-se o risco de utilizarse sementes oriundas de polinizações clandestinas oriundas de outras espécies de hortelãs. 130kg de cálcio e 17kg de magnésio. para uma produção de 4t de matéria fresca (96). em canteiros. 30 dias após o plantio. a produção de sementes é desuniforme e reduzida. calmante (215) e antiemética. • Propagação: divisão de rizomas. Temperaturas muito altas. É heliófita. • Adubação: aplicar no plantio 4 a 5kg de estrume de gado ou composto. desde que não ocorra estresse hídrico. • Nutrição: a planta extrai por hectare cerca de 170kg de nitrogênio. • Colheita de sementes: Embora a planta floresça e produza sementes no sul do Brasil.000mm ao ano.3m. 15g de nitrogênio/m2. Tolera altas temperaturas. SOLO Leve e poroso. 290kg de potássio. Aplicar. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. tônica. bem distribuídas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). aromática. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Plantio: março a maio. • Plantas invasoras: proceder a capinação até que a hortelã cubra o solo por inteiro. • Florescimento: dezembro e janeiro. estacas radicantes e sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas e verdes.300 a 2. • Rendimento: 2 a 3 cortes por ano ou cerca de 4t/ha de planta fresca (96). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. adapta-se bem à regiões subtropicais com precipitação de 1. Suporta baixas temperaturas.18% e o teor de mentol deve estar além de 50% (96). FITOQUÍMICA O teor de óleos essenciais na planta fresca varia de 0.

hortelã-pimenta. Cresce subespontaneamente em jardins e fundo de quintal. ovallanceoladas.25m. hortelã-comum. refresco e salada. De todas as mentas. Flores lilases ou azuladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. rizomatosa. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em temperaturas amenas. hortelã-das-hortas. no Brasil. HORTELÃ-COMUM NOME CIENTÍFICO Mentha x villosa Huds. hortelã-de- HABITAT Espécie autóctone de origem mediterrânica-européia. SOLO Prefere os solos aerados. bem drenados. ramificado. com 10cm de comprimento cada segmento. SINONÍMIA Hortelã-chinesa. FITOLOGIA Planta herbácea. em . FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Fruto tipo aquênio. mentrasto e poejo. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. hortelã-rasteira. É também a mais popular e a mais bem aclimatada das mentas. tempero. serreadas. A planta pode ser considerada esciófita. areno-silicosos e ricos em matéria orgânica.Indicada para a prisão-de-ventre e feridas (215). dispostas em espigas terminais. • Propagação: estaquia ou divisão de rizomas. hortelã-da-horta. vivaz. úmidos. FORMAS DE USO Infusão. Para que ocorra o florescimento.3 x 0. Caule arroxeado. verde-escuras e crespas. é a que melhor se adaptou ao Brasil. há necessidade de um fotoperíodo mínimo de 12 horas. Folhas opostas.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). digestiva. tremedeiras. FORMAS DE USO • Antiparasitário com alho: amassar 3 a 4 folhas frescas de hortelã e 1 dente de alho. dismenorréia e odontalgias (32). colerética. tampar. Servir às crianças 1 vez ao dia. antiespasmódica. cólica uterina. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. giardicida. 250ml de água filtrada e o sumo da hortelã. mentofurana. pois a planta é ávida por umidade no solo. amebas e lombrigas). Adubação: orgânica. Adicionar o sumo (antiparasitária e expectorante). tricomonicida (261). expectorante. deixar esfriar e coar. na quantidade de 2 a 3kg/m2. palpitação. Irrigação: deve ser periódica. Colocar a água e o açúcar para ferver até atingir o ponto de bala. mentona. estomáquica. Utilizar húmus de minhoca ou estrume animal. PARTES UTILIZADAS Folhas. tanino. antisséptica. . INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de diarréia sangüínea. tônica geral. vermífuga (257). Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. bem curtido. colagoga (258). 1/2 hora antes do café da manhã. timpanite (especialmente de origem nervosa). colocar numa xícara. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). não devendo se estender além de 15 dias. FARMACOLOGIA O óleo essencial apresenta atividade relaxante sobre o músculo intestinal (406). Colheita: inicia-se 2 a 3 meses após o plantio. A colheita pode na primavera. pineno. limoneno e cânfora. flavonóides e heterosídeos da luteolina e apigenina (257). Colhe-se quando cerca de 60 a 70% das plantas estiverem floridas. verão e outono. anti-reumática e galactagoga (271). ansiolítica (406). icterícia. • Bala: separar 800g de açúcar. estimulante. durante 5 dias (combate giárdias. cálculos biliares. amebicida. atonia digestiva.• • • • • canteiros. vômitos. PARTES UTILIZADAS Folhas. ácidos orgânicos. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo mentol. tricomoníase urogenital (406). acrescentar água fervente. Plantio: ano todo.

HORTELÃ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. de limbo rômbico-lanceolado. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Tomar 3 vezes ao dia. opostas. principalmente à beira de canais. várzeas. quadrangular. com pubescência adpressa. Medra em regiões uliginosas marítimas do sul do Brasil. respectivamente. Folhas verdeintensas. em regiões de inverno rigoroso. • Infusão: colocar 5 ou 10g de folhas picadas. secas ou frescas. em pares cruzados. um pouco ramificado. reunindo flores densamente aglomeradas de corola alva. pode resultar em insônia (258). na forma de glomérulos globosos. SINONÍMIA Fazendeiro. com 30 a 60cm de altura. doces e bebidas. bananais e pomares. Metade da dose para as crianças (258). O caule é simples. em 1 litro de água. junto com as refeições. FITOLOGIA Planta herbácea perene. Inflorescência axilar. riachos.5cm de largura.• Folhas in natura: ingerir 10 a 16 folhas por dia. Tomar 1 xícara das de chá 3 vezes ao dia (uso interno. revestida de glândulas que liberam óleo essencial aromático que lembra a hortelãlevante ou alevante. • Pó: triturar folhas secas e peneirar. em 3 doses. podendo ser anual. medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 2. hortelã-brava. por 7 dias. AGROLOGIA . HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. pecíolo curto. Misturar 1 colher das de café do pó com mel. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na alimentação como condimento • Na indústria obtém-se uma essência utilizada como aromatizante de perfumes. margem serreada ou duplamente serreada. escassa na parte inferior e notória na superior. Apresenta porte ereto quando novo a semi-prostrado quanto em reprodução. por 5 a 10 dias (antiparasitárias). lagoas. de base atenuada. exceto como vermífugo). TOXICOLOGIA O uso prolongado ou a ingestão antes de dormir.

Corola pequena e violácea. . cilíndrico-cônicas. úmidos. FITOLOGIA Planta herbácea polianual de caule cotonoso. bem drenados. SINONÍMIA Levante. HABITAT Embora a sinonímia popular atribua ser de origem brasileira. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. porém adapta-se ao subtropical e até o tropical. Não tolera solos ácidos. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. • Plantio: outono e primavera. ereto.• Espaçamento: 0.3m. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. alevante. Cálice viloso-tomentoso. hortelã-da-amazônia. pubescentes ou tomentosas por cima e por baixo alvo-tomentosas. • Propagação: segmentos de ramos radicantes ou sementes. a planta é nativa da Europa. Inflorescência em espiga terminal. HORTELÃ-SILVESTRE NOME CIENTÍFICO Mentha sylvestris L. • Florescimento: fevereiro a março. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos.5 x 0. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à hortelã-comum. CLIMA É de clima temperado. em canteiros. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o início do cultivo. • Colheita: 100 dias após o plantio. esbranquiçado. compactas ou com falhas na base. lanceoladas ou oblongas. As folhas são sésseis ou quase sésseis.

exceção ao inverno. OUTRAS PROPRIEDADES • Usada também para aromatizar cerveja e como forragem. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. ao final da primavera e início do verão. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta ação antibacteriana contra Bacillus subtilis.6m x 0. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae SINONÍMIA Hortelã-comum. Aspergillus oryzae e Serratia marcescens (407). hortelã-das-hortas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica (93). que se tornam cloróticas e quase sem aroma. em canteiros. Micrococcus luteus. . fenol e pulegon (93). • Propagação: divisão de rizomas. ou em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. HORTELÃ-VERDE NOME CIENTÍFICO Mentha spicata L.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. no Cashimir (93).3m. • Plantio: ano todo. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). hortelã-de-leite. FITOQUÍMICA Mentol. No inverno ocorre um declínio das folhas. hortelã-da-preta. segmentos dos ramos radicantes. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. Eicherischia coli. • Utilizada como forragem.

e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • É utilizada no preparo culinário de quibe. da Inglaterra à Bulgária. bracteiformes todas as próximas da inflorescência dispostas em verticilo irregular.4m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. • Produção de sementes: embora ocorra o florescimento. stigmasterol. FITOQUÍMICA Linalol. béquica. em canteiros. ovado-lanceoladas. glabras as do caule. de caule ereto. a produção de sementes é insignificante e desuniforme. • Plantas daninhas: o cultivo deve ser mantido completamente livre de inços. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. mentol. pulegona e fenóis (257). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder a 8% (96). um pouco mais longas. • Florescimento: dezembro. Cálice áspero e glabro com dentes linear-subulados. sitosterol. desigualmente serrilhadas. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. Inflorescência em espigas cilíndricas frouxas. OUTRAS PROPRIEDADES Juntamente com a Mentha piperita. é a principal fonte óleo essencial volátil utilizado pela indústria e laboratórios. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. aromática. FITOLOGIA Planta herbácea perene. em verticilos aproximados ou os do extremo inferior todos separados. otalgias e dores de garganta (120). Cachemir. ácido oleanólico (120). • Propagação: divisão de rizomas e estacas. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. onde cresce como planta ruderal (93). • Plantio: outono e primavera. gastralgias. antiasmática e antigripal (120). cólica. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. antiespasmódica. calmante (257). Folhas subsésseis. • . tétano.HABITAT Espécie alóctone. Ilha da Madeira até o Cabo da Boa Esperança. INDICAÇÕES Utilizada para a bronquite. originária da Europa.

as sementes podem ser estéreis. multifloro. hortelã-japonesa. menta-canforada. menta. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. cujo rebrote é intenso e rápido. morros e áreas nitrófilas. As flores são pequenas. que cresce de 10 a 50cm em altura. perene.HORTELÃ-VIQUE NOME CIENTÍFICO Mentha arvensis L. SOLO Desenvolve-se bem em solos arenosos a argilosos e férteis. mas cresce na forma selvagem nas montanhas da Europa Ocidental. Em regiões de fotoperíodo curto não há formação de sementes e quando ocorre. ovadas. compacto. A reprodução por sementes é condicionada ao fotoperíodo. pecioladas. hortelã-pimenta- HABITAT Planta alóctone originária do Japão. Rizoma rastejante. CLIMA Espécie de clima temperado quente. esparsamente tomentosas em ambas as faces. Ocorre até 1. brancas ou lilases. Cresce espontaneamente em áreas aluviais. de 5 . FITOLOGIA Planta herbácea. Os rizomas são plantados diretamente a campo.000m de altitude. porém não tolera solos ácidos e encharcados. As folhas apresentam sabor pungente e causam sensação de frescor. As folhas são opostas.20m (250.000 plantas/ha). com 3 a 7cm de comprimento por 1. • Propagação: via rizomas. mas também podem ser segmentados em pedaços menores. O fruto é uma pequena noz lisa e ovóide. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. base cuneada. ramificado. ereto ou prostrado e radicante. próxima a regatos.0 a 2. hortelã-pimenta-do-japão. A inflorescência é uma verticilo capitato-axilar. Desenvolve-se melhor à meia-sombra. SINONÍMIA Hortelã-do-campo. Apresentam um forte aroma de mentol.20 x 0. as margens são serradas. O caule é quadrangular. japonesa.5cm de largura. rizomatosa.

Rendimento de óleo essencial: 130kg/ha (206). Florescimento: dezembro a janeiro. 444). descongestionante nasal (257). causada pelo fungo Puccinia menthae. erupções do sarampo. irritação na pele e cefalalgia). • Tintura: 60g de folhas frescas em 100ml de álcool (para coceiras. colerética. produzindo luxuriante vegetação. que voltam a brotar na primavera. Emplastros da folha verde e inalação são também utilizados (444) ou 3 a 6g por xícara (445). dor-de-cabeça. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (91). restando apenas os rizomas. L-limoneno. utilizada na forma de infusão ou decocção. edema de beribéri. coriza. revulsiva. Podem ser feitos até 3 cortes por ano. • Infusão: 4 a 6g de folhas frescas por xícara das de chá. para posteriormente serem transplantados como muda a campo. conjuntivite. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. . Plantio: abril a maio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). Lmentona. perspirante. Aplicar compressas e fazer massagens (257). metil-acetato. O teor de mentol pode variar de 50 a 70 % (257) ou 75 a 80% (93). resfriado. resolutiva. prurido. inchaços. A primeira colheita ocorre quatro meses após o plantio. afecções da garganta. antiespasmódica (445). Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. Doença: pode ocorrer a ferrugem. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da febre. quando a planta apresenta cerca de 0. após 50 a 60 dias.• • • • • • • a 7cm. cólicas e diarréia. A cultura é renovada a cada 5 anos. exceto as raízes. artralgia. antisséptica (260). durante a estação seca. anestésica e analgésica tópica suave (1. tosse. Colheita: deve ser feita pouco antes ou até o pleno florescimento. TOXICOLOGIA Não deve ser usada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia (385). podendo definhar totalmente. faringite. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (antivomitivo). FITOQUÍMICA A planta produz óleo essencial que contém L-mentol (65 a 68%). antiemética. rinite.5m de altura. Desenvolvimento: durante o inverno a parte aérea regride. e enraizados em substrato organo-mineral. dispepsia. FORMAS DE USO • Geral: 12 a 20g por xícara. L-α-pineno.

decíduo. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.INCENSO NOME CIENTÍFICO Tetradenia riparia (Hochst. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca e 100g/m2 de fosfato natural. As folhas são largo-ovaladas. aerados e com um bom teor de matéria orgânica. As estacas devem ser colhidas no início da primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. densas. são numerosas. róseocreme e perfumadas. Devem ser enraizadas em vermiculita e dispostas sob sombrite 70% e irrigação por nebulização. umuravumba. • Plantio: outubro. com a espessura de um lápis. recurvadas e dispostas acima da folhagem. . As inflorescências. SOLO Prefere solos leves.6m de altura. Não tolera solos ácidos. • Propagação: sementes e estacas. arenosos. aromático. utilizando-se aquelas mais retilíneas. dentadas ou crenadas. É resistente ao frio. paniculadas. SINONÍMIA Limonete.30 x 1.2 a 1.0m. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. longas.Br. FITOLOGIA Arbusto semi-herbáceo. As flores são numerosas. pluma-de-névoa. originária da África do Sul. podendo chegar até 2m. compactados e muito úmidos. brancopubescente e espessas. ramificado. pequenas. 5g/planta. CLIMA A planta é de clima subtropical e heliófita. quando disponíveis. As sementes. de 1.) N. HABITAT Espécie alóctone. Adubar a cada 4 meses com nitrato de cálcio.E. pecioladas.

moída e queimada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. • Pode ser utilizada em saches como repelentes de traças. • Colheita: inicia um ano após o plantio. pois suas folhas sujam-se facilmente de solo. anil-trepador. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Zabrotes subfasciatus (Col. atua como odorizante de ambientes. antiblenorrágica. cipó-da-china. gastroenterite.• Poda: os ramos baixeiros devem ser eliminados. proeza-japonesa. insulina-vegetal. vermífuga. dor de cabeça. gorgulho que infesta o feijão (440). diabetil. INDICAÇÕES Utilizada externamente para malária. Os ramos extirpados podem ser aproveitados como estacas-matrizes para novos plantios.. caavurana-de-cunhan. INSULINA NOME CIENTÍFICO Cissus sicyoides L. analgésica. dores em geral (15). afídeos. • Florescimento: julho a agosto. cipó-pucá. PARTES UTILIZADAS Folhas. HABITAT Espécie autóctone da Mata Atlântica e Equatorial. angina. uvado-mato. Bruchidae). . cortinajaponesa. uva-brava. cipó-puci. FAMÍLIA BOTÂNICA Vitaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando é desidratada. vegetando próximo aos cursos de água. antisséptica e estomáquica. SINONÍMIA Achite. tinta-dos-gentios. Repele ainda ácaros. abcessos dentais. febrífuga (15). trips e mosca branca (15).

obovóides. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sudorífica. cianidina-3-arabinosídeo. Apresentam 4 pétalas. • Pragas: a planta é muito susceptível à Diabrotica spp. estendidas. • Floração: outubro a fevereiro. antiinflamatória. • Poda: devido ao grande vigor da planta. • Propagação: estacas dos ramos. com 6 a 8 folhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.FITOLOGIA Planta escandente perene. simples. disco em forma de copa. Sais de magnésio. dispostas em cimeiras corimbiformes. silício. com 4 a 6mm de comprimento. Manter o substrato sempre úmido e drenado. principalmente nas mudas em formação. truncadas ou cordiforme na base. cálcio. e mesmo tutorado lança raízes aéreas pêndulas com até 1m de comprimento. delfinidina 3-O-βD-glucosídeo e delfinidina-3-rhamnosídeo (179). medindo de 4 a 12cm de comprimento por 3 a 9cm de largura. manganês. radicante. taninos. anti-reumática. O caule é reptante. fósforo e potássio (9). a planta tem que ser conduzida em espaldeiras. As mudas são transplantadas quando atingem um porte de 20 a 25cm de altura. Flavonóides: cianidina. INDICAÇÕES . seu crescimento tem que ser controlado e limitado aos tutores. alcalóides. antidiabética (271). FITOQUÍMICA Esteróis. hipotensora. acuminadas ou mesmo arredondadas no ápice. pálidas.5m. O enraizamento das estacas é muito rápido. as vezes polígamas. com 7 a 10mm de diâmetro. As folhas são pecioladas. quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas nos frutos (348). Pode ser também enraizada em areia. açúcares. • Plantio: primavera. para não ser pisoteada ou ser contaminada de terra. glabras ou pubescentes. negras. • Tutoramento: devido ao hábito trepador. cianidina3-rhamnosil-arabinosídeo. preventiva de derrame (9). As flores são perfeitas. que cresce cerca de 6m de comprimento. iniciando a rizogênese já aos 3 dias. casca de arroz tostada ou outro substrato poroso.0 x 0. delfinidina. PARTES UTILIZADAS Folhas. As sementes são solitárias. As folhas novas adquirem uma coloração clorótica generalizada. esteróis. • Colheita: inicia-se no quarto mês após o transplante. em água. delfinidina-3-O-β-D-glucosídeo. pedunculadas. estomáquica e anti-hemorroidária (1). é comum o surgimento de sintomas de deficiência de Fe. Aminoácidos. As gavinhas são opostas às folhas e raízes. lactonas sesquiterpênicas e luteolina. ovado-cordiformes. agudas. Bagas subglobosas ou ovóides. saponinas. • Nutrição: durante o inverno.

renais e de ovários e para a epilepsia.Indicada para problemas respiratórios. pau-d'arco-roxo. ipê-preto. com 5 a 6cm de comprimento. ipeúva-roxa. 102. Flores roxo-claras. Observou-se também um efeito anticonvulsivo através do extrato aquoso das folhas e talos em cobaias submetidas a eletrochoques e pentilentetrazol. opostas. longopecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. HABITAT Espécie autóctone. FITOLOGIA Planta arbórea. 348). (98). Fruto tipo cápsula.8m de espessura. Folhas digitadas. 195. atividade anticonvulsionante e depressiva do sistema nervoso central (53. penta ou heptafoliada. hepáticos. ipê-tabaco. que atinge 25 a 30m de altura e o tronco 0. IPÊ-ROXO NOME CIENTÍFICO Tabebuia avellanedae Lorenz ex Grisebach. agudo-serrilhado. acuminado. roliço. FARMACOLOGIA A decocção das folhas e talos não mostrou atividade bronco-dilatadora em cobaias que receberam histamina e acetil-colina (70). enquanto que as folhas aquecidas são utilizadas em abcessos e gânglios inflamados (179). Descreve-se para esta planta uma forte estimulação uterina em ratas. ipê-uva-roxa. SINONÍMIA Cabroe. ipê-mirim. As folhas amassadas servem para furúnculos. glabro. nas doses de 250 a 500mg/kg (127). Corola tubulosa-afunilada. pouco ramificada (331). com cerca de 30 a 35cm de . Le Grand e Wondergem (apud 169) comprovaram atividade antibacteriana sobre Bacillus subilis.6 a 0. OUTRAS PROPRIEDADES • É hospedeira do fungo Meliola juruana. O extrato metanólico da planta apresenta atividade antibacteriana contra Bacillus sp. peúva. dispostas em panículas terminais. decídua. perene. Folíolo oblongo. ipê. ipê-de-flor-roxa. atenuado na base. peúva-roxa. 134. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico da folha possui atividade antibacteriana e atividade antibacteriana (134). que ocorre em solos úmidos das depressões e matas de encostas suaves.

em saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. contendo inúmeras sementes aladas. FITOQUÍMICA Lapachol (257). A germinação ocorre em um período de 10 a 15 dias (344). A semeadura deve ser feita de fevereiro a abril. • Adubação: incorporar na cova de plantio 2 a 3kg de cama de aviário. antiinflamatória. antinevrálgica e anti-sifilítica (215). Utilizada em construção naval. antitumoral (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. OUTRAS PROPRIEDADES • Contém material corante própria para tingir seda e algodão. ácido tânico e lapáchico e sais alcalinos (93). própria para uso externo. • A árvore é ornamental. depurativa. INDICAÇÕES Atribui-as à planta propriedades curativas do câncer. • Produz madeira rija. principalmente devido ao lapachol (257). AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. coceiras. antiblenorrágica (93). SINONÍMIA . doenças do útero e ovário. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. catarros da uretra e úlceras gástricas (271). Também indicada para o tratamento de úlceras. sendo utilizada em arborização urbana. • Propagação: sementes. inflamações na garganta (215). Inicia já no segundo ano de vida.comprimento. antimicrobiana. inflamacões artríticas. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano. • Florescimento: setembro a fevereiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilonaceae. antiinfecciosa. JACATUPÉ NOME CIENTÍFICO Pachyrhizus bulbosus Kurz. em substrato organo-mineral. com asas brilhantes e esbranquiçadas e núcleo castanho.

• Propagação: sementes.1%. dispondo-se 2 a 3 por cova. uma batata fresca pesa cerca de 330g.0x 0. que é também pubérula. • Pragas: A planta é altamente suceptível à Diabrotica spp. de 10 a 15cm de comprimento e 2cm de largura. no final de inverno. As túberas são colhidas quando ocorre o secamento completo das folhas. O fruto é do tipo legume. devido a erosão genética e extrativismo. contendo 6 a 8 sementes avermelhadas por vagem. HABITAT Planta autóctone da Floresta Amazônica. e prejudicial na fase adulta. FITOLOGIA Planta herbácea trepadeira. lingüiça vegetal. se considerar-se que pode chegar a 15kg. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. com chuvas bem distribuídas. Cresce espontaneamente em áreas próximas a cursos d’água. O teor de matéria seca obtido foi de 15. Rácimos axilares. • Adubação: incorporar 2 a 3kg/cova de cama de aviário. volúvel. Ramos novos pubérulos. • Capação: para aumentar a produção de túberas. inflorescências e cálices. com flores alvas. podem sobreviver no solo por muitos anos. SOLO Prefere solos leves. menores que as folhas. . mais ou menos pubérulos. • Colheita: ocorre 8 a 9 meses após o plantio. yeticopé (tupi = raiz semelhante a um nabo). yacatupé (tupi = batata de casca fina). algo achatado. ricos em matéria orgânica e permeáveis. alcança 3m de altura e produz grandes túberas subterrâneas. facilitando a infecção de fungos nas vagens e sementes. linear. Espécie que corre o risco de desaparecer. • Plantio: outubro. procede-se a extirpação de todas as inflorescências.Feijão-batata. O cultivo praticamente inexiste. feijão-jacatupé. como os pecíolos. que é crítica na fase de mudas. contraído entre as sementes. feijão-de-batata. reunidas 2 a 3 sobre pequenos nódulos inseridos na raque. perene (batata) que. Não tolera invernos rigorosos e ventos frios. os laterais assimétricos. As folhas são longo-peciolados. soltos. As flores são brancas e vistosas.5m. • Rendimento: o rendimento de túberas chega a 10t/ha (93).. CLIMA Planta de clima equatorial a tropical. mais ou menos glabro. o terminal rombóide. que é muito pequena. Se as túberas não forem arrancadas. As sementes são semeadas diretamente a campo. Nas condições de cultivo do Litoral Catarinense. • Tutoramento: evita problemas fitossanitários às folhas e às vagens e facilita os tratos culturais e a colheita. comestíveis. O não tutoramento da plantas faz com que a planta se proste. quando tutorada. cordiformes com 3 folíolos grandes.

ocorre quase 5 meses (em julho) após o florescimento. à guisa de lingüiça. inseticidas e raticidas (93). • No exterior. raladas e misturadas ao leite. fibra 0. à guisa de maçã.1%.• Produção de sementes: a planta apresenta uma grande produção de vagens.05%. que é tóxica a insetos e para a erradicação de ratos (93). servem para amaciar as mãos. matéria graxa 0. Pode ser consumida cozida com sal ou açúcar. proteína 1. contendo 21. cujo amido é sucedâneo da araruta.78% e sais minerais 0. TOXICOLOGIA As sementes encerram rotenona. crua. açúcares 5. PARTES UTILIZADAS Túbera. que demoram cerca de dois meses para maturar. para evitar a ocorrência de fungos. • As raízes. OUTRAS PROPRIEDADES • Raiz comestível com sabor de coco-da-bahia. é consumida em fatias. FITOQUÍMICA Água 87. é usada para o preparo de saladas exóticas e sofisticadas. . • As folhas e caules são forrageiras muito apreciadas pelo gado. A maturação das vagens é demorada e desuniforme.6%. • As sementes são tóxicas. A batata apresenta casca fina e produz farinha fina e branca.12%. • No México. A colheita das sementes deve anteceder o período das chuvas. acessos febris e nefrites (93). JALAPA NOME CIENTÍFICO Mirabilis jalapa L. adocicado. INDICAÇÕES Indicada para doenças das vias urinárias. Do polvilho extrai-se a jacatupina (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Nictaginaceae. para ser conservada por um ano • O polvilho tem sabor suave e doce.56% de proteínas.32%. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitussígena e diurética (93). • Pode ser defumada.

boi-noite. preferindo solos humosos e úmidos.10m de altura. jalapa-falsa. inteiras. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. bonina.60 a 1. maravilha-branca. boas-noites. róseas. polianual. jalapa-comprida.5m. Flores hipocrateriformes de invólucro parecendo cálice. • Florescimento: ocorre no verão e outono. verde. ou quando o dia estiver nublado. nativa das regiões tropicais. de pericarpo rugoso. herbáceo. dentadas e opostas. ervatriste. erva-de-santa-catarina. • Plantio: outono. de 0. belas-noites. bons-dias. boa-noite. bom-dia. terrenos baldios e jardins. as raízes atingem maiores proporções. • Adubação: 1 a 2kg/planta de cama de aviário. jalapado-mato. falsa-jalapa. ereta. • Capação: extirpando-se todos os botões florais. FITOLOGIA Planta herbácea. agrupadas em cimos terminais. glabro. Fruto cariopse. liso. incrementa-se o tamanho da raiz. preto. adaptando-se aos subtropicais. ovais. em áreas ruderais.SINONÍMIA Batata-de-purga. permanecendo abertas e perfumosas durante toda a noite. PARTES UTILIZADAS Flores e raízes. lisas. semelhante ao fruto da pimenta-do-reino. suculenta. HABITAT Espécie alóctone.0 x 0. A raiz tuberosa é espessa. escura externamente e branca internamente. contendo um aquênio ou antocarpo. jalapa-bastarda. medindo 10 a 12cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. boa-morte. brancas ou mescladas. . maravilha-de-forquilha. pigmentado de vermelhovioláceo nas áreas expostas ao sol. primavera ou verão. beijos-de-frade. bastante enfolhada. purga-de-nabiça. amarelas. • Propagação: sementes e raízes tuberosas. flor-das-quatro-horas. As folhas são simples. beijo-de-frade. CLIMA É de clima tropical. maravilha-vermelha. O caule é ramificado. suculento e com os nós entumescidos. ovóide. É esciófita. As flores abrem-se ao entardecer. lanceoladas. em sulcos ou covas. cilíndrico. sobretudo do México. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. moles. glabras. maravilha. pó-de-arroz. Em áreas ensolaradas e quentes. As sépalas são vermelhas. SOLO É nitrófila. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. que podem ser plantadas diretamente a campo.

jambú-açú. FORMAS DE USO • Suco: pingar 2 a 3 gotas do suco do caule ou da raiz no conduto auditivo. . Pode-se utilizar o suco das flores. A raiz tuberosa produz um líquido amarelo rico em bradicinina. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. antidisentérica. Se demorar passar a dor. Flores e raízes são ainda indicadas para lenir dores de ouvido (32). agriãozinho. • O caule e a raiz são uma das maiores fontes de potassa vegetal. typica. emeto-catárquica. agrião-do-mato.FITOQUÍMICA A raiz contém um produto resinóide de fécula e muita potassa. repetir 2 a 3 vezes • Infuso: 10g de raiz para 1 litro de água. TOXICOLOGIA A raiz é tóxica e as sementes são consideradas extremamente venenosas. INDICAÇÕES O amido. agrião-do-brasil. serve para eliminar sardas e panos do rosto. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas novas. quando cozidas são comestíveis. agrião-do-pará. var. Escorrer e pingar novamente. As flores quentes e untadas com óleo são maturativas (283). e o sumo das folhas. JAMBUAÇÚ NOME CIENTÍFICO Spilanthes acmella (L. repetindo 2 a 3 vezes. agrião-bravo. agrião-do-norte. jambú.) Murr. que é abundante. pois o lagarto teiú cava o solo para comer a raiz sempre que é picado de cobra. anti-sifilítica. Flores e raízes são diuréticas (32). quando macerado em limão até formar pasta mole (257). É provável que a planta seja antiofídica. pingando-o dentro do duto auditivo e deixando 15 minutos. antidiarréica. antihidrópica. SINONÍMIA Abecedaria. antileucorréica e anti-herpética. erva-de-malaca. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). A planta é ainda indicada para o tratamento de cólicas abdominais. agrião. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é drástica. tapando com algodão. usado diariamente para dores de ouvido (257). botão-de-ouro.

por ocasião do florescimento. sinuosas e denteadas. • Propagação: divisão de rizomas. • Espaçamento: 0. com 20 a 30cm de altura. fitosterina e colina (9. apud 120). 257). Inflorescência em capítulo globoso.jambuassú. • Florescimento: julho a fevereiro. SOLO A planta prefere solos úmidos e aerados. afinina. alagados e até fortemente argilosos. CLIMA É originária de regiões tropicais até tropicais. O caule é cilíndrico e radicante nas partes basais. mas não necessariamente alagada. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e as estacas radicantes e rizomas podem ser plantados diretamente a campo. que cresce espontaneamente na Amazônia e subespontaneamente em todo Brasil. Aquênios quase envolvidos em páleas membranosas. longopecioladas e membranáceas. HABITAT Espécie autóctone. As folhas são opostas. prostrada. apigenina-7-neohesperosídosídeo. FITOLOGIA Planta herbácea anual. jambú-assú.3m. flavonóides (379). com pedúnculos longos e flores amarelas. pimenteira. pouco brilhantes. FITOQUÍMICA Amidas acetilênicas. quercitina-3-glicosídeo e rutina (43) . sementes e estacas dos ramos radicantes. AGROLOGIA • Ambiente: Procurar implantar o cultivo em áreas mais úmidas da propriedade. Tolera bem solos ácidos. cordiformes ou ovóides. com cerca de 1cm de diâmetro. elípticos. jambú-rana. porém tem mostrado boa adaptação em climas subtropicais quentes. saponinas. espilantol. PARTES UTILIZADAS Folhas e capítulos. que posteriormente tornam-se pardacentas. • Colheita: inicia a partir do terceiro mês após o plantio. esteróis. • Plantio: outono e primavera. Uma análise da parte aérea revelou a presença de apigenina-7-glicosídeo. espilantina. ésteres amirínicos.4 x 0. Apresenta arquitetura ramificada e de constituição semi-carnosa. lactonas sesquiterpênicas. pimenteirado-pará. triterpenóides (Mukharya e Ansari. negros. pimenta-d'água. mastruço. A planta cresce espontaneamente em terrenos úmidos e ácidos.

originária do Peru. desinfetante (120). joá. emenagoga. antidispéptica (9). FORMAS DE USO Infusão. lanterna-da-china. antiinflamatória. narcótica.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É analgésica tópica. SINONÍMIA Balãozinho. quintilho. sumo e masticatório. sialogoga. estomáquica (257). decocção. febrífuga. que é uma amida do ácido não saturado. estimulante (242) e antiescorbútica (424). apud 130). coqueluche. odontálgica (93). • O espilanton. acre. antianêmica. mata-fome. é uma substância picante. • Também utilizada na forma de salada. antiespasmódica. cicatrizante. É considerada rara em Santa Catarina (402). carminativa. muito apreciado como ingrediente de dentifrícios (168). FITOLOGIA . OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na culinária amazônica para o preparo de "pato ao tucupi"e a bebida "tacacá" (209). (130). bucho-de-rã. Encontra-se disseminada por todo mundo. INDICAÇÕES Indicada para problemas hepáticos. excitante. bexiga. digestiva. muito forte. TOXICOLOGIA O extrato aquoso induziu contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-crônicas e morte (Moreira et al. apud 120). JOÁ-DE-CAPOTE NOME CIENTÍFICO Nicandra physaloides [L. É cultivada em jardins e ocorre subespontaneamente em áreas ruderais. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. HABITAT Espécie autóctone. É subespontânea da Mata Pluvial da Encosta Atlântica. bronquite e tuberculose (Berg. juá-de-capote. antigripal. antiasmática. béquica. maçã-do-perú. afecções bucais e da garganta e cálculos da bexiga (120).] Gaertn.

Planta herbácea anual. membranáceas. ou seja. glabro. brilhante. • Alelopatia: a planta inibe o crescimento de outras espécies vizinhas. • Plantio: outono e primavera. glabra. TOXICOLOGIA Os frutos são tóxicos. agudas. suborbicular ou obovada. com pericarpo membranáceo. alternas ou geminadas. com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. • Propagação: sementes. e tem propriedades similares a Atropa beladona. diurética e midriática (93). 5-lobados. . lisas. As flores são isoladas. que cresce de 0. • Produção de semente: dezembro a janeiro. medindo cerca de 3cm de comprimento. PARTES UTILIZADAS Folhas. As folhas são longopecioladas. longamente pediceladas. verde-claro. reticulado. O fruto é uma baga (solanídeo). medindo 10 a13cm de comprimento por 5 a 7cm de largura. lisa. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é usado para matar mosca (402). ereto. Semente comprimida. com tegumento crustáceo.3m. 4 x 0. em doses mínimas (242). Corola campanulada. irregularmente serrado-dentadas.000 sementes (209). anguloso. globosa. • Florescimento: maio e outubro a novembro. azul-clara ou violácea. Caule carnoso. estupefaciente. ovado-oblongas. castanho-clara a amarelada. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. frutos e raízes.6 a 1. bem drenados e de textura média. CLIMA Vegeta melhor no inverno e floresce em outubro.0m de altura. Índice médio de germinação: 30 a 35%. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. brilhante. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. verde-claras. diaforética. castanho-amarelado. com 4 lóculos. Uma planta produz até 1. ramificado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A seiva é calmante. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. crasso e esverdeado. ramosíssima e glabra. ereta. quando novo e castanho-claro quando maturo. axilares e apresentam cálice membranáceo.

obovadas. medindo 5 a 7cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. elípticas ou oblanceoladas. maria-gorda. língua-de-vaca. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. as folhas podem medir 16cm de comprimento por 8cm de largura. medrando em todo Brasil. brilhantes. carne-gorda. glabra. As folhas são inteiras. contendo várias gemas meristemática. maria-bombi. HABITAT Planta autóctone da América. medindo 2 a 3mm de diâmetro. benção-de-deus. simples ou ramoso. geralmente avermelhado. O fruto é uma cápsula septífraga. carurú. labrobró. com 3 valvas contendo sementes pretas. glabras. cilíndrico. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. É esciófita. Inflorescência do tipo panícula terminal aberta. suculenta. bredo. róseas. marrom-alaranjadopurpúrea. às vezes púrpura. maria-mole. lenticulares. Caule ereto. ora-pro-nobis-miúdo. pomares e à beira de matas. ocorrendo em número progressivamente menor em direção à inflorescência. As folhas maiores concentram-se na parte basal da planta.JOÃO-GOMES NOME CIENTÍFICO Talinum paniculatum (Jack). major-gomes. mariangombi. mata-calos. Gaertn. medindo de 40 a 50cm de comprimento. Em ambiente sombreado. joão-gordo. lisas. A raiz é tuberosa. maria-gombi. bredo-major-gomes. com nervuras inconspícuas. maria-gorda. maria-gomes. beldroega-miúda. carnosa. orbiculares. Não tolera solos ácidos ou encharcados. curto-pecioladas ou sésseis. As flores são pequenas. alternas (as inferiores). inhá-gome. areno-silicosos e com alto teor de matéria orgânica. ovóide deiscente. quebra-tigela. SINONÍMIA Beldroega-grande. mariangome. carnosas e grossas. em áreas ruderais. AGROLOGIA . SOLO Prefere solos úmidos. opostas (as superiores). dispostas em panículas compostas cujas flores só abrem sob luz plena. glabras e finamente estriadas. esverdeado. com anteras amarelas. manjongomes. labrobró-de-jardim. erva-gorda. maria-gombe. bundamole. CLIMA É de clima tropical. que cresce 30 a 40cm de altura. manjongome. porém adapta-se ao subtropical. manjogome. carirú.

30 x 0. A temperatura ótima ocorre aos 25oC (209).• Espaçamento: 0. As sementes podem ser semeadas em sulcos. • Consórcio: utilizar plantas que possam sombrear parcialmente. cortes. sementes e as folhas. como cicatrizante (257). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser consumidas na forma de salada e refogados. diurética. As raízes são utilizadas no tratamento de escorbuto (68). INDICAÇÕES As folhas e sementes são utilizadas no tratamento de feridas. • Colheita de sementes: fevereiro a março. na forma de infusão (cascas da raiz) ou caldo (das folhas) (444). • São plantas forrageiras muito apreciadas por animais herbívoros domésticos. • Colheita das raízes: junho a agosto. inflamações tópicas (68). • Plantio: outono e primavera. tosse. neurastenia. diretamente em canteiros. emoliente. • Cataplasma: usar folhar frescas. béquica. sobretudo potássio (257). permitindo a produção de folhas mais suculentas e desenvolvidas. depurativa (257). FITOQUÍMICA Mucilagens e sais minerais. podendo tornar-se invasora em regiões de clima mais ameno. PARTES UTILIZADAS As raízes tuberosas. As folhas servem para a extração de calos. Sementes velhas germinam mesmo sem luz.30m. • Florescimento: outubro a novembro . folhas e sementes. • São cultivadas como ornamentais. . Abaixo de 10oC não ocorre germinação. • Produção de sementes: 500 a 3. vulnerária.500 sementes por planta (209). mucilaginosa. podendo ser feita durante todo o ano. • Propagação: gemas da cepa. A planta é prolífera. gastralgia e tuberculose pulmonar (444). • Pragas: sensível à Diabrotica spp. Sementes novas apresentam um certo grau de dormência que pode ser eliminada com a luz. • Colheita de folhas: a partir de 80 a 90 dias após a emergência. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (a raiz). As sementes são emenagogas (93). • Decocção: 20g de raízes por litro de água. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 30g/dia. refrigerante (68) e calicida. cicatrizante.

que atinge 1.5 a 2. SINONÍMIA Jubeba. juuna. Inflorescência terminal. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. reunindo flores pequenas azulada ou violácea.5m de altura. jurubeba-verdadeira. inteiras. • Florescimento: setembro a março. crescendo espontaneamente em pastagens. • Pragas: é muito comum a incidência de Diabrotica spp. O fruto é uma baga globosa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . Folhas pecioladas. Não tolera ventos frios e geadas. jupeba. • Colheita: inicia-se seis meses após o plantio. pomares e terrenos abandonados. profundamente sinuadas e sublobadas. agudas. incorporada na cova. • Plantio: março a abril. alvopubescente e armado de acúleos curvos. lavouras perenes e capoeiras. arbustiva e ereta. oblongas.5m. bem drenados e com um bom teor de matéria orgânica. SOLO Prefere solos leves. PARTES UTILIZADAS Raízes. jurupeba. arenosos. em estufa plástica. ocorrendo das Guianas até o sudeste brasileiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. em panículas abertas. FITOLOGIA Planta perene. solitárias. com 1cm de diâmetro. jurubeba-branca. alternas. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e os rebentos de raízes devem ser aclimatados sob sombrite 70% e irrigação. alvo-tomentosas na face dorsal. juvena. jurubebinha. amarelada. juribeba.5 x 1.JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum paniculatum L. Ocorre como planta ruderal. CLIMA É uma planta tipicamente tropical e heliófita. • Propagação: sementes e rebentos das raízes da planta matriz. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. glabra. Caule ramificado. folhas e frutos.

As folhas são pecioladas. elípticas ou lanceoladas. febres intermitentes. isoladas. margem inteira. inerme. JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum fastigiatum Willd. • Cataplasmas: das folhas (uso externo. diuréticos. escamosas. O caule é cilíndrico. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. reunindo flores com corola membranosas com cinco lobos ovaladotriangulares. abcessos internos.5m de altura. HABITAT Planta autóctone do sul do Brasil. anti-hidrópicos. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. úlceras. polimórficas. amargos e tônicos (242). bilocular. medindo 2 a 3cm de diâmetro. Inflorescência em cimeiras terminais e laterais. catarro na bexiga (271) e impaludismo (242). campos abandonados. • Suco: das raízes ou frutos (cistite. acicularium Dunal. O fruto é um solanídeo globoso. TOXICOLOGIA O uso da planta não deve ser prolongado. febrífugos (68). SINONÍMIA Jurubeba. anemia. pouco ramificado. tumores abdominais e uterinos. velame. clareiras. colagogos. jurubeba-velame. antianêmicos. corimbosas. desobstruentes. cistite. ereta. alaranjado. inermes. atonia gástrica. crescendo até 1. medindo 1cm . liso. dispepsia atônica. ásperas. glabrescente. var. engurgitamento do fígado e do baço. simples.As raízes e frutos são antidiabéticos. jurubeba-do-sul. tumores e abcessos internos). em feridas e úlceras) (68). febres e debilidade em geral). algo brilhante. brancas ou levemente azuladas. FORMAS DE USO • Infusão: das folhas e frutos (afecções hepáticas. áreas onde foram feitas queimadas. sutilmente sinuadas. inapetência. icterícia. debilidade orgânica (68). normalmente ovaladas. capoeiras. verde nas planta novas e verde-acizentado nas plantas adultas. densamente espinhoso. bosques e áreas ruderais. aperientes. com exceção do caule. feridas. Cresce espontaneamente em áreas abertas. devido aos alcalóides e esteróides que contém (68). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da hepatite. antidispépticos (271).

• Florescimento: inicia na primavera e estende-se até o outono. glabro. medindo 3 a 4mm de diâmetro. CLIMA É heliófita e seletiva higrófita (402). resinas. doenças infecciosas. SOLO Tolera quase todos os tipos de solo.5 x 1. febres intermitentes. • Decocção: . Aclimatar as mudas em estufa plástica coberta com sombrite 50%. atonias gástricas (294) e catarro da bexiga (215). de clima subtropical. FORMAS DE USO • Vinho: ⇒ Descongestionante do fígado: macerar por 10 dias 30 frutos verdes e 2 fragmentos de canela em 1 litro de vinho licoroso. alaranjado. soltos e úmidos. colagoga e colerética (215). AGROLOGIA • Espaçamento:1. anti-hidrópica. estomacais e do baço (128).de diâmetro. FITOQUÍMICA Jurubidina (aminoalcalóide esteroidal concentrado no fruto verde).5m. mucilagens e ácidos orgânicos (128). ⇒ Anemia: macerar por 10 dias numa panela de ferro hermética. • Plantio: março a abril. Filtrar e tomar 1 cálice antes das refeições. folhas e frutos. INDICAÇÕES Os frutos são usados para o tratamento de distúrbios hepáticos. ovalada a elíptica. PARTES UTILIZADAS Raiz. • Colheita: a partir de outubro. Tomar 1 ou 2 cálices ao dia. A semente é comprimida. coincidindo. • Propagação: sementes. embora prefira os arenoso. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. A raiz apresenta sabor amargo. A planta é reputada ainda como diurética. 1 xícara das de chá de raiz picada e 1 colher das de sopa de casca de laranja amarga em 1 litro de vinho branco licoroso. com tegumento crustáceo. convalescença. de preferência com a florada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são cicatrizantes e a raiz é tônica digestiva e antianêmica (128). As raízes e frutos são desobstruentes do fígado e do baço (93). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.

HABITAT Espécie alóctone que é cultivada em todas as partes do mundo. As flores femininas são unifloras. juntar 1 copo de mel e misturar bem. auriculadas. perolados. em 1 xícara das de chá de água. contas-denossa-senhora. do tipo cariopse. branco-acizentados-azulados. com 20 a 35cm de comprimento por 1. Tomar 2 a 3 vezes ao dia. Coar. ramoso. monóica. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. Os frutos. bifloras. ⇒ Cicatrizante: ferver 1 colher das de sopa de folhas bem picadas em 1 copo de água até reduzir à metade. As flores masculinas são numerosas. medindo 5mm de comprimento por 4mm de diâmetro. bem picados. capim-de-rosário. com 1 a 2m de altura. AGROLOGIA . oco e com raízes adventícias na base. lágrimas-de-job. rosário-de-nossa-senhora. O amido da cariopse é levemente doce. TOXICOLOGIA A ingestão das folhas.⇒ Tônico digestivo: ferver 2 pedaços pequenos de raiz. capim-de-contas. Coar e misturar o suco de ½ limão. perene. por tempo prolongado. glabro. As folhas são alternas. tem resultado em intoxicação de bovinos (209). ⇒ Também pode ser usado em gargarejos (128). lanceoladas-acuminadas. capiá. biurá. são ovais. com pericarpo grosso e duro. envolvidas por um duro invólucro. FITOLOGIA Planta herbácea. solitárias. localizadas na extremidade apical da espiga. O caule é ereto. em forma de fita. SINONÍMIA Biuri. Aplicar topicamente. LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA NOME CIENTÍFICO Coix lacryma-jobi L. com as margens onduladas e escabrosas. amplexicaule. lustrosos. dispostas na base da espiga. A inflorescência é uma panícula de espiguetas axilares eretas. parcialmente ocultas pela bainha das folhas. capim-de-missanga. ovóide-cônico As flores são monóicas.5 a 3cm de largura.

lombalgia (257).000kg/ha (93). • As folhas podem ser utilizadas como forrageira. tirosina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são antileucorréicos.15m. usados externamente são anti-reumáticas e excitantes.1%. proteínas. pneumonia lombar. FORMAS DE USO • 10 a 30g/xícara na forma de pó ou decocção do fruto tostado (444). braceletes.000 sementes. tônicos. embora a ocorrência esparsa de frutos maturos se verifique na maior parte do período quente do ano. coixol. • As sementes fornecem fécula opcional para a indústria da cervejaria. inchaço e males dos rins. . anti-hidrópicos. açúcares 0. 4%.4%.7%. depurativos. etc. • Produção de sementes: 2. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada no sul da China para a fabricação de esteiras e artesanatos trançados. persistente em crianças (445). abcesso pulmonar (93). • Colheita: abril a maio. leucina. em sulcos. óleo pingue verde-claro 0. aminoácidos. As folhas e colmos. litíases urinárias. sitosterol e dimetil-glicosídeo (1. nitrogênio 0. colares. molduras. A frutificação é bastante desuniforme.7%. edemas. sais minerais 7. pelo alto conteúdo de proteína e lipídeos (93). PARTES UTILIZADAS Grãos maturos. 444).0 x 0. reumatismo. INDICAÇÕES Os frutos fortalecem o baço e são utilizados no tratamento de enterite crônica. analépticos. rosários. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. amido 8.8%. cortinas. e internamente antiasmáticos e diuréticos (444). disúria e acrodinia (1.500 a 3. semeadas diretamente a campo. 444). afecções catarrais (271). Um quilograma de sementes contém cerca de 4. albumina 2. • Os frutos são utilizados em artesanato para a confecção de pulseiras. substâncias gomosas e dextrona 1. • Plantio: setembro a outubro. • Produz uma farinha de alto valor nutritivo. água 14%. emolientes. coixenolide.3%. com uma produção de 59. beribéri. antidiarréicos (445). ácido resinoso 0. sendo própria para a alimentação de convalescentes e para a panificação. resina amarela e mole 0. • Propagação: sementes.• Espaçamento: 1. lisina. O fruto maturo é facilmente abcisionado pela planta.1%. FITOQUÍMICA Celulose 62%.000kg/ha (93).000 a 12. lipídeos.1% glúten. 2. muito diuréticos e nutritivos. apendicite. arginina.65% (93).

de rizoma rasteiro e vigoroso. • Florescimento: quando o plantio é feito em setembro. lisas. à semelhança da espécie “boca-deleão” e amarelas. com uma média anual em torno de 20 a 22oC. FAMÍLIA BOTÂNICA Escrofulariaceae. Os rebentos devem ser aclimatados em túnel de sombrite 70% até o pleno pegamento das mudas.2m. . É cultivada em jardins. casca de arroz. • Mulching: o uso de palhas. É heliófita. evita o adensamento do solo. o florescimento ocorre de outubro a dezembro. Alcança cerca de 30 a 35cm de altura e emite vários rebentos a partir das raízes. FITOLOGIA Planta herbácea. Não se verifica a formação de frutos no Estado de Santa Catarina. em torno da planta.30 x 0. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o tranplante até o final do ciclo. As flores são labiadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. permite um crescimento vigoroso do rizoma. CLIMA Prefere temperaturas mais amenas. em duas tonalidades. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca. Após este período. É nitrófila. As mudas são transplantadas quando apresentam um porte de 15cm de altura. ricos em matéria orgânica e bem drenados.LINÁRIA NOME CIENTÍFICO Linaria vulgaris Spr. • Propagação: rebentos de raízes. É comumente encontrada como planta ruderal nos países de origem e colonizados. plástico preto ou outra cobertura inerte sobre o solo. A formação abundante de estolões deve ser contida para evitar a densificação de indivíduos. SOLO Prefere solos férteis. com tamanho entre 5 a 10cm. perene. evitando ainda a germinação de plantas daninhas. glabras e alternas. As folhas são lineares. mantém a umidade e uniforme a temperatura do solo. primavera e verão. HABITAT Planta alóctone originária das regiões setentrionais. As raízes crescem horizontalmente e são de coloração creme. retirar as mudas do túnel para não estiolarem. grisáceas. • Plantio: outono.

CLIMA . sanguineira. paraqueda. de 15 a 35cm de altura. rosulado-basilares. língua-devaca-miúda. labaça. finamente tomentoso. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas em tinturaria. ligeiramente pêndulo quando jovem. Escapo floral comprido. verde-escuras. os quais devem ser eliminados ou utilizados na produção de novas mudas. esverdeadas e com margem avermelhadas. medindo cerca 7 a 15cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. As flores são compostas por um invólucro cilíndrico-campanulado.] Polak. PARTES UTILIZADAS Planta inteira em floração. chamama. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em bosques. áfilo. acaule com 20 a 25cm de altura. entre 0 e 800m de altitude (179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral e béquica (93). cilíndrico. Os aquênios são fusiformes. costa-branca. paraquedinha. matas. formado por 3 séries de filárias linear-lanceoladas. ásperas. SINONÍMIA Buglossa. sinuada. ocorre um grande rebrote de plântulas dos rizomas. com a base pinatífida e atenuada. medindo cerca de 3mm de comprimento. com um lóbulo terminal tão grande que forma a maior parte da folha. É indicada para a diarréia. verde-claro. As folhas são sésseis. LÍNGUA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Chaptalia nutans [L. pubescentes. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. erva-de-sangue. a beira de estradas e áreas ruderais.• Raleio: durante o desenvolvimento da planta matriz. • A planta apresenta atividade mata-mosca (89). tapira. de cor branca. oblanceolado-espatuladas. FITOLOGIA Planta herbácea em forma de roseta. terminando em um capítulo discóide. cistite e icterícia (89). gramados. fumo-do-mato.

béquica. antigripal e sedativa (242). emenagoga.25 x 0. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. • Plantio: abril a agosto. • Florescimento: agosto a janeiro. nas partes aéreas. afecções das vias urinárias. insônia (32). que são semeadas em canteiros. SOLO Prefere solos francos.25m. dermatoses e cefalalgia (257). . FITOQUÍMICA Ácido parasórbico. 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona. por dia. e prunasina. ao longo de sulcos transversais ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. não demonstrou atividade antimalárica contra Plasmodium berghei (50). desobstruente (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. O transplante é feito quando as mudas tiverem 4 a 6 folhas definitivas. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. Adapta-se tanto à luz direta como a meia-sombra. erupções cutâneas de origem sifilítica. Tanto as raízes quanto as folhas são úteis contra a úlcera (179). PARTES UTILIZADAS Folhas e inflorescências. A decocção das folhas é utilizada como vulnerária (12). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico a 95% administrado em ratos via intragástrica. • Decocção: ferver por 10 minutos 1 a 2 colheres das de chá de folhas ou raízes para 1 xícara de água. anti-herpética. tônica. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. FORMAS DE USO • Cataplasma: as folhas são colocadas sobre a testa (cefalalgia e insônia). golpes e torceduras. As raízes são usadas pelos indígenas da Costa Rica para combater as lombrigas intestinais. nas folhas (121. antiblenorrágica. INDICAÇÕES Tem sido usada para o tratamento de catarro pulmonar. 141). tumores linfáticos e obstipação intestinal (68). • Propagação: sementes.É de clima tropical a subtropical. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (febres e obstipação intestinal). úmidos e soltos. durante 4 dias. na dose de 100mg/kg. Indicada para dores musculares.

glabro. com tubo longo e lobos lineares. ciliolada. FITOLOGIA Planta herbácea rizomatosa. gengibre-branco. Fruto tipo baga deiscente. catarros pulmonares. palustre. lanceoladas. passando a alaranjado. A sementes são ovaladas e avermelhadas. Pode ser usado internamente ou em banhos herpética (68). jasmim-do-brejo. atenuadoacuminadas no ápice. olímpia.• Infusão: 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara de água quente dermatoses. jasmim. • Xarope: utilizam-se as sementes torradas como base de xarope para tosse (215). especialmente em áreas de baixadas.5 a 2. inundadas. vigorosa. enfolhado. com bráctea oblonga. lírio-branco. com dorso e bainha pubescente. caso contrário a planta torna-se raquítica e com folhas amareladas. Espiga densa.5cm de largura. emarginada.0 a 1. ou em áreas úmidas da Mata Atlântica e nas planícies litorâneas. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos encharcados e com bom teor de matéria orgânica. napoleão. LÍRIO-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Hedychium coronarianum Koenig. com o caule ereto e avermelhado na base. borboleta-amarela. trifacetado. perene. HABITAT Espécie alóctone. flor-de-lis. A planta é esciófita. borboleta. verde inicialmente. Folhas sésseis. obtusa. com alta umidade relativa do ar. com lígula acuminada. biflora. originária do Himalaia e Nepal.0m de altura. de base angustada. liso. glabra na página ventral. SINONÍMIA Bastão-de-são-josé. lírio-do-vale. entouceirada com 1. escalda-mão. lágrima-de-vênus. com 25 a 40cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. porém naturalizada nas Américas. plana. afecções das vias urinárias. que habita as matas litorâneas do sul do Brasil. membranácea. jasmim-borboleta. elíptico. contendo muitas sementes envoltas em mucilagem vermelha. lágrima-demoça. cardamomo-do-mato. CLIMA A plante prefere regiões de clima tropical a subtropical. narciso. piri. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. lágrima-de-napoleão. tosses. . Tomar 3 a 5 xícaras ao dia. medindo 2 a 3cm de comprimento por 1. Corolas brancas.

flor-dediana. losna-branca. enquanto que os rizomas e rebentos podem ser plantados diretamente a campo. LOSNA NOME CIENTÍFICO Artemisia absinthium L. grande-absinto. losma. As flores constituem-se matéria-prima para a fabricação de perfumes. sintro. erva-dos-cem-gostos.AGROLOGIA • Ambiente: O cultivo deve ser feito em várzeas úmidas. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Fornece fibras têxteis e celulose para o fabrico de papel. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ATIVIDADE BIOLÓGICA O rizoma apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). erva-santa. HABITAT . • O cultivo tem que ser feito em solos úmidos naturalmente ou com irrigação abundante. • Plantio: primavera.4m. erva-dos-vermes. • Espaçamento : 1. losna. amargosa. acinto. acintro. tônico e anti-reumático (242) e as flores cardiotônicas. • Colheita: inicia após o segundo ano de cultivo. SINONÍMIA Absíntio. losnamaior. alagados ou com irrigação abundante. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor. A flor é muito ornamental e perfumada. citronela-maior. alvina.0 x 0. absinto. acinto. artemísia. aluína. rebentos e pedaços do rizoma. excitante. grande-absíntio. Os rizomas fornecem fécula comestível e industrial (93). • Propagação: sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é béquico (93). absíntio-comum. gotas-amargas. PARTES UTILIZADAS Rizoma e flores.

embora vegete em subtropicais.5). As folhas são recortadas. do aroma. o sabor é extremamente amargo. pilosas (pêlos em forma de “T”). originária da Ásia Central. • Aclimatação: as mudas oriundas de estacas ou mesmo de rebentos. de cor verde-prateada e sulcos longitudinais. pendunculadas. . pendentes e de aroma forte e agradável.0m e tende a formar moitas. suspender irrigações e evitar-se solos pesados. tônico e aromático. enquanto que aquelas oriundas de sementes são tranplantadas aos 3 meses após a emergência. peneirados. tripinatisectas (as radiais) e bipinatisectas (as caulinares). mas bem aclimatada no Brasil.000m de altitude (182). quando se utiliza a propagação por sementes é ao final do verão. SOLO Prefere solos naturalmente férteis. A planta possui um forte odor peculiar e um sabor amargo. As flores são amarelas. • Doenças: a planta é suceptível à doenças vasculares fúngicas. areno-argilosos. enquanto que por propagação vegetativa é na primavera. dispostas em capítulos de forma hemisférica. Em cada capítulo podem ocorrer 30 a 40 flores. cinza-esverdeadas ventralmente e branco-prateadas dorsalmente. Tolera o sombreamento mas não resiste à geada. sobretudo no verão. divisão de touceiras ou de estacas da planta matriz.50m. moles. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substratos organo-minerais. • Poda: ralear as touceiras sempre que houver alta densidade de perfilhos. Vegeta espontaneamente em solos secos e pedregosos. A melhor época de plantio. para assegurar um melhor pegamento. Cresce bem em solos pedregosos. A planta cresce 0. áspero. É heliófita. O uso abusivo de fertilizantes afeta a formação do óleo essencial e. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. Apresenta uma boa resistência às doenças foliares. de caule ramificado. Além de exalar um forte odor. Neste particular. • Adubação: deve-se evitar o uso excessivo de matéria orgânica. desde o nível do mar até 2. • Plantio: mudas oriunda de estacas ou rebentos são transplantadas com 2 meses de aclimatação. conseqüentemente.Espécie alóctone. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.4 a 1. devem ser enraizadas em túneis com sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização. tubulosas. • Propagação: feita através de sementes. bem curtido e solarizado. As folhas próximas das inflorescências são subsésseis e lanceoladas. pois as sementes são muito pequenas. Utilizar 1 a 2kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. A germinação ocorre entre 20 a 30 dias. O plantio deve ser feito o mais breve possível para evitar-se a desidratação das mudas. plana na parte superior. bem drenados.8 x 0. ereto. Regiões muito pluviosas são desaconselháveis ao cultivo comercial. CLIMA Prefere o clima temperado. profundos e com pH alcalino (acima de 6. Europa mediterrânica e norte da África.

anti-histérica (32). catequinas (388). tônica. hepática (68). antidiabética (257). a partir do segundo ano de cultivo. isotujona. • Colheita: ocorre no verão. proporção mínima de folhas e flores em relação a caule e ramos . ⇒ 30 a 50g por litro de água ou vinho (435). ácidos tuiônico. • Padrões comerciais: conteúdo mínimo de essência . tujona (anti-helmíntico e convulsionante). felandreno. A planta tem ação insetífuga sobre algumas pragas. alcalóides. • Renovação da cultura: embora a planta possa viver até 20 anos. umidade máxima .• Pragas: A espécie é muito resistente às pragas. antidisentérica (435) e antisséptica (182). no acme do florescimento.0. eupéptica. envenenamento. Tomar 1 colher das de sopa em intervalo de 1 hora (32). mau hálito. fenóis. colagoga. a cultura deve ser eliminada e reimplantada a cada 3 a 5 anos. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas (preferencialmente) e folhas. não ocorre o florescimento no Sul do Brasil. cinzas . teneno. estomáquica (388). antipirética. escrófulas.12%. sucínico e palmítico. coar e armazenar em vidro . cardineno. camazuleno (257). anti-hidrópica. Quando ocorrem invernos quentes. • Tintura: misturar 2 xícaras das de café de álcool de cereais com 1 xícara de água e 1 punhado da erva picada. atonia digestiva (435). distúrbios digestivos e hepáticos (257). pireno.000. antiemética. lactonas sesquiterpênicas (128) e nitratos (182). • Infusão: ⇒ 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de água. resinas. ventosidades. eupéptica. tuberculose (388). FITOQUÍMICA Tanino flobafênicos.até 8%. índice de amargor 1:10. estimulante. FORMAS DE USO • Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre. álcool tuílico (163). pois ocorre um declínio natural da planta a partir do quinto ano (182). isovaleriânico. cólicas.20%.1:1 (96). málico. artabsina (amargo). • Florescimento: é condicionado pelas temperaturas invernais. • Massagem: friccionar as folhas sobre as partes afetadas (anti-reumático). óleo essencial contendo absintina (amargo). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emenagoga. antidiarréica. convalescença. O máximo teor de princípios ativos na planta coincide com o período de florescimento (96). febrífuga. vermífuga. flores brancas. antigripal.7mm. espessura máxima de ramos e caule . anabsintina (93). Deixar em maceração por 7 dias. aperiente. INDICAÇÕES Auxilia no tratamento da nevralgias. tísica (32). meteorismo e inapetência (68). amarga.

crianças . Aromatizante em bebidas amargas (vermute. Adultos . Tomar 1 colher das de café diluída em água. nas irritações gástricas e nas propensões à congestão cerebral (93). loureiro-dos-poetas. coar. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. sempre-verde. especialmente piolhos. loureiro-de-apolo. vinhos). • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em 1 xícara das de cafezinho de água fervente. é tóxico (257). As bebidas alcoólicas à base da planta são consideradas nocivas à saúde. A infusão elimina parte da toxidez (68). loureiro-vulgar. A planta é utilizada também em cosmética e veterinária. SINONÍMIA Loureiro. Também pode ser aplicada topicamente em articulações inflamadas. Abafar. • Vinho: macerar por 5 dias 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de vinho tinto e 2 cálices de aguardente.1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). As folhas dessecadas são utilizadas em alguns países como condimento de carne (182). louro-de-apolônio. licores.degeneração irreversível do sistema nervoso central). Contra-indicada para gestantes e indivíduos de temperamento bilioso ou sangüíneo.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. loureiro-de-presunto.escuro. O óleo essencial. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta apresenta odor peculiar e sabor amargo e aromático. Filtrar. . Adicionar à ração do animal 1 colher das de chá para gatos ou 2 colheres das de chá para cães de porte médio (128). loureiro-comum. A planta passa por insetífuga. Tomar 1 cálice após as refeições. por ser tóxico. sobretudo a tujona. louro-comum. O uso não deve ser prolongado porque pode destruir os glóbulos vermelhos (215). O suco da planta não deve ser ingerido. loureirode-molho. adicionar 1 xícara de mel e homogeneizar. Torna amargo o leite das mulheres que amamentam. LOURO NOME CIENTÍFICO Laurus nobilis L. • Vermífugo para cães e gatos: triturar um punhado de flores e folhas. loureiro-nobre. TOXICOLOGIA Doses excessivas podem causar convulsões e pertubações da consciência (absintismo .

• Propagação: alporquia. Desenvolve-se bem em regiões em que as temperaturas médias anuais estão abaixo de 18oC. de casca lisa e preta. A parte do ramo que ficará sob o solo. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. glabras.5 x 2. cujas larvas atuam como broca do caule e ramos (93). recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. CLIMA É planta típica de regiões temperadas. localizados até a altura de 1m devem ser eliminados ou utilizados para a produção de mudas. pecioladas. originária da Ásia Menor. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. mergulhia e rebentos da raiz. bem drenados. onde o crescimento é muito lento (182). tuberculatus. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. com sépalas petalóides. pedunculadas. • Poda: os ramos basais. É encontrado em altitudes de até 1. Se houver um período de estiagem prolongado. Deve ser feita também uma poda apical quando a planta atingir uma altura que seja inconveniente para a colheita de folhas. O enraizamento deve ocorre em 40 dias.200m (182). madeira amarelo-pálida. medianamente férteis e ricos em matéria orgânica. alternas. lanceoladas. retirando-se 1/3. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. Retira-se o substrato sob água corrente. em locais sombrios e margem dos cursos de água.5m. agudas. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. • Plantio: outubro a novembro. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. lanceoladas. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. pode ser usada a semente dos frutos. Folhas verdeescuras. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. Flores dióicas ou hermafroditas. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. persistentes. SOLO Profundos. perene. C. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por cochonilhas (Chrysomphalus aonidium. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. onduladas nos bordos. 4 a 6 por umbela na axila das folhas. Pode viver de 60 a 70 anos (182). C. Fruto tipo baga.5cm. branco-amareladas. Procurar manter a planta com um porte de até 3 a 4m. Cresce em ravinas das montanhas mediterrânicas. . coriáceas. FITOLOGIA Planta arbórea. ramos eretos. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. aromáticas. brilhantes na parte superior e baça na inferior. Pseudoaonidium trilobitiformes) e besouros (Cratosomus pterygomalis.HABITAT Espécie alóctone. ovóides. phaleratus). Não se adapta às regiões tropicais. dióica. O caule é glabro. de 2 a 10m de altura. Em regiões favoráveis. de cor negra. pequenas. removendo-se a casca.

Tomar 1 xícara das de chá em jejum e ½ hora antes das refeições (eupéptica). úlceras (32). taninos e princípios amargos e aromáticos (294). sudorífica (93). gases. perfumando e desinfetando o ambiente. atuam à guisa de incenso. • Suco: diluir 3 gotas do suco das folhas em uma xícara de água (amenorréia).fungo que forma uma camada pulverulenta negra sobre as folhas e sua ocorrência é facilitada pela presença de pulgões. Usado para o tratamento de articulações inflamadas e para afugentar moscas. anúria. • Frutificação: não se constatou a formação de frutos em Santa Catarina. coar. FORMAS DE USO • Infuso: 1 folha de louro picada em 1 xícara das de chá de água fervente. • Óleo essencial: fazer fricções localizadas em áreas nevrálgicas e reumáticas. Deixar em banho-maria por 2 horas. Guardar em refrigeração. sedativa. carminativa. • Decocção: 2 punhados de folha de louro picada em ½ de água. óleo essencial (93). picada de insetos (380). calmante (294). antidispéptica (283). cânfora. antisséptica (182). estimulante estomacal. FITOQUÍMICA Laurostearina. borrachudos e pernilongos (258). Aplica-se topicamente sobre úlceras (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antimicrobiana em conjuntivites (363). dispepsia atônica (283). • Geléia: amassam-se os frutos e misturam-se com mel. anti-hemorroidária. coar. bronquite (257). Abafar por 10 minutos. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de eczemas. • Florescimento: final do verão. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. antireumática. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser utilizadas como condimento em culinária. astenia e fadiga. Ferver por 10 minutos. anti-reumática (271). • Óleo medicinal:1 punhado de folhas secas em 1 xícara das de café de óleo de amêndoas ou azeite. nevralgia. principalmente em marinadas e molhos. quando queimadas. adicionar gotas de limão. dispepsia. PARTES UTILIZADAS Folhas sem pecíolo (verão) e frutos (outubro a novembro). coar e fazer a ablução dos pés (para combater os maus odores). oleína. amornar. prisão-de-ventre. amenorréia.• Doenças: a mais comum é a fumagina . • As folhas. insônia (294). .

jardineira. • Adubação: 0. dispostas em umbela. peltadas.5kg de húmus de minhoca por planta. • Propagação: estacas de ramos.7x 0. que é de clima subtropical. ricos em óleo essencial. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. As estacas tem que ser aclimatadas sob proteção de sombrite de 70% de sombra e irrigação intermitente por nebulização. Verões muito quentes e chuvosos apressam a senescência total da planta. SINONÍMIA Gerânio-cheiroso. crenadas. palmatilobadas. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Geraniaceae. malva-rosa. cordiformes. prefere temperaturas amenas no verão. multi-anual. também utilizada para lenir dores nas articulações (294). Regiões muito pluviosas são prejudiciais à planta. pediceladas. As folhas apresentam aroma muito intenso. gerânio-crespo. ou casca de arroz tostadas ou areia lavada. SOLO A planta prefere solos bem drenados. Utilizar substrato à base de vermiculita. CLIMA A planta. são matéria prima para o preparo de uma manteiga parasiticida. MALVA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Pelargonium graveolens Art. As folhas são alternas. pecioladas. com lobos pinatífidos.• Os frutos. Aplicar 40 dias após o plantio. que lembra rosas. Não tolera solos ácidos. As flores são pequenas. silicosos a francos. cujas raízes são altamente exigentes em oxigênio. • Plantio: outubro. pubescentes e aromáticas. brancas com listas róseas. cujas folhas devem ser desbastadas a 1/3. .5m. estipuladas. aerados. HABITAT Espécie alóctone originária do Sul da África. úmidos e muito menos os encharcados. 5g de nitrato de cálcio por planta.

malva-de-cheiro. • Desbaste: deve-se retirar o excesso de ramos da planta mãe. FORMAS DE USO Infusão e xarope. • Florescimento: novembro. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na indústria de perfumaria. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. calmante. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com o inço. utilizando-os para a produção de novas mudas. Evita-se também que os ramos e folhas próximos ao solo sejam contaminados por resíduos de solo. malvaísco. malvisco. PARTES UTILIZADAS Folhas. . • Colheita: inicia a partir do 6 a 7 meses após o plantio. que deve ser combatido em todos os estádios de crescimento da malva. MALVA-COMUM NOME CIENTÍFICO Malva parviflora L. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. malva-de-botica. SINONÍMIA Malva. emoliente e usada em infecções da garganta e brônquios (257). HABITAT Espécie alóctone originária da África. num raio de 50cm em torno de cada planta. recomenda-se que sejam colocadas palhadas.• Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil. É Adstringente e aromática. Europa e Ásia. • É repelente de insetos.

antiinflamatória (209).0 x 0. odontálgica (215) e peitoral (444). estrelados e bifurcados. A semeadura da infrutescência dá origem à germinação de tufos de plântulas. PARTES UTILIZADAS Folhas secas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. bianual ou perene (conforme as condições ambientais). sem acidez. pouco abundantes. calmante. A geada é altamente prejudicial. glabros. com pétalas mais comprida que as sépalas. com 5 a 6cm de diâmetro. . flores e raízes. frutos e sementes. O cultivo de primavera tem que ser o mais precoce possível. Folhas alternas.7m.FITOLOGIA Planta herbácea anual. • Pragas: vaquinhas (Diabrotica spp. CLIMA A planta prefere temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. • Propagação: infrutescência. castanho-avermelhado. prateado e glabro. oftálmica. Apresenta uma certa tolerância às estiagens. reticulados. Semente reniforme. Flores pentâmeras. pilosas.) e pulgões. • Plantio: outono. superficialmente lobadas. com o dobro do comprimento do limbo. dotada de pêlos macios. subereta. ricos em matéria orgânica. As mudas são transplantadas quando apresentam 4 a 6 folhas definitivas. ácido malválico e estercúlico (209). para que a planta escape dos períodos chuvosos e/ou quentes do início do verão. que são vetores de viroses. pequenas. com tegumento ceroso. • Doenças: o fungo da ferrugem (Puccinia malvacearum). formado por 10 mericarpos reniformes. Fruto do tipo esquizocarpo. aerados e bem drenados. que favorecem à ocorrência de doenças. béquica. orbiculares. nematódeos e viroses. verde-claras. alvas ou lilacinas. creneladas e medindo até 9cm de diâmetro. FITOQUÍMICA Ácidos graxos insaturados. de coloração cinza-amarelada ou ocre. O caule é cilíndrico. Pecíolo canaliculado. Inflorescência axilar. dificultando o raleio. • Florescimento: primavera e verão. Pode ser propagada também por estacas. com flores solitárias ou agrupadas. Cresce cerca de 40cm de altura. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. sem excessos. profundos. discóide. SOLO Prefere os areno-silicosos. simples. lateralmente comprimida. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. fibroso e bastante ramificado. foscos.

OUTRAS PROPRIEDADES • Na Grécia é consumida como hortaliça. MALVA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Malva silvestris L. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. • Aves que ingerem as sementes e folhas põe ovos com a clara em tom rosado. SINONÍMIA . MALVA-CRESPA NOME CIENTÍFICO Malva crispa L. TOXICOLOGIA • A planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos. • As folhas e ramos prestam-se como forragem. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à Malva-comum e Malva-de-botica. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. malválico e estercúlico (209).INDICAÇÕES A infusão é utilizada no tratamento de úlceras. devido a liberação de ferro da gema. Inalações são indicadas para dor de ouvido e das pálpebras (215). causada por ácidos graxos insaturados. em decocção (444). FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. em gargarejos para afecções das mucosas da boca e laringe e para as halitoses.

Apresenta caule pubescente. lanceoladas. As flores são colhidas antes da antese. • Colheita: inicia-se 6 meses após o plantio. SOLO Prefere solos bem drenados. com algumas nervuras mais escuras. malva-pequena. ocasionalmente anual ou perene. com calículo tem três brácteas. permeáveis. lixeiras e solos ricos em nitrogênio. na primavera. mal-das-boticas. Desenvolve-se melhor em temperaturas amenas de clima temperado a subtropical. medianamente soltos. rosa. . divisão de touceiras e por estaquia. HABITAT Espécie alóctone que cresce espontaneamente em toda a Europa Central e Setentrional. fazendo que a planta se torne nanica e com crescimento lento.500m de altitude (96). AGROLOGIA • Espaçamento: 70 x 0. férteis. É planta tipicamente ruderal. O pH do solo deve ser mantido entre 6. malva-branca. rosa-violáceo a azul. a planta comporta-se como anual e seu porte tende a reduzir sensivelmente. Ocorre até 1. na Argélia. longo-pecioladas.40m. • Propagação: sementes. palmatinérveas. • Plantio: outono. em campos abandonados. bordos recortados. com 5 a 7 lóbulos. CLIMA Não tolera temperaturas muito elevadas. malva-verde. Folhas com pêlos ásperos. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. mantidas sempre úmidas. a fim de se evitar o ataque de pragas. Cálice pentâmero.0 e 6. As flores são fasciculadas e em número de 3 a 7. em entulhos. malva-de-casa. cordiforme-orbiculatas. ricos em matéria orgânica. malva-selvagem. rosa-chinesa. 8 a 10cm de comprimento por 10 a 13cm de largura. malva-rosa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. composto ou húmus de minhoca. simples e tuberculoso na base. Em regiões de frio rigoroso ou verão muito quente. para manter-se integridade das pétalas. malva-maior. amarelos quando maturos e com uma semente por fruto (422). inodoras e mucilaginosas. com as flores ainda em botão. As mudas devem ser produzidas preferencialmente em abrigos telados. pubescente na base. com 5 pétalas soltas. malva-silvestre. Medra subespontaneamente no Sul do Brasil. especialmente no cultivo de final de primavera-verão. malva-grande. Os carpelos das flores transformam-se em 10 a 12 frutos tipo aquênios esquizocarpo. ereto ou prostrado-ascendente. • Pragas e doenças: a planta é extremamente sensível a Diabrotica spp. malva-vulgar. com 50 a 80cm de altura. secos e indeiscentes. e a ferrugem (Puccinia malvacearum). A raiz é dura e fibrosa. malva. É heliófita. mas macios ao tato. crescem nas axilas das folhas. grandes e membranosas.5 (182). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. rosa-marinha. FITOLOGIA Planta herbácea bienal. malva-defolha-redonda.Hera-de-são-simão. Ásia Ocidental e Central e oeste da Índia. • Florescimento: final da primavera até início do verão. profundos. ao longo de estradas. com estípulas denteadas.

asma. • Gargarejos e bochechos: fazer infusão com 10g de folhas secas em um copo de água. As flores são béquicas (93). INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de irritação da garganta. estomatite. acne rosácea.até 16%. bronquite. antocianinas. coar. furúnculo. FORMAS DE USO • Tisana: 60g de raízes cozida em 1 litro de água. MALVAÍSCO NOME CIENTÍFICO . antisséptica. das vias respiratórias. laxativa. faringite. raízes e flores. oxalato de cálcio (27). antiinflamatória das vias respiratórias. afecções catarrais (271). inflamações das vias digestivas e urinárias. devido à ação dos ácidos malválico e estercúlico. expectorante. matérias pécticas e resinosas. calmante (283). • Compressas: aplica-se a infusão sobre furúnculos e abcessos. As flores devem ter 15 a 20% de mucilagem (96). refrescante e adstringente. FITOQUÍMICA Mucilagens e taninos (436). abcesso. • Decôcto: 2 colheres das de chá de flores em 1 xícara de água. colite. afta. põe ovos com a clara rosada. OUTRAS PROPRIEDADES • As aves. tosse. adoçar com mel e tomar 3 xícaras das de café por dia (tosse). quando consomem as folhas e as sementes. • A mucilagem é adocicada. Usar 3 a 6 vezes ao dia.• Padrões comerciais: cinzas . obstipação dos olhos e picada de insetos (1). hipoglicemiante (145). bactericida. Ferver por 10 minutos. • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água quente. devido a retranslocação de ferro da gema. emoliente. hemorróida. Folhas com mais de uma mancha provocada por Puccinia malvacearum são rejeitadas. gengivite. obesidade (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. Tomar durante 30 dias (emagrecimento) (145). óleo essencial volátil. PARTES UTILIZADAS Folhas. São administradas várias xícaras por hora para a expectoração do catarro e desinflamação das vias respiratórias (283). nervosismo.

• Espaçamento: 2. amarelas. . umbuzeiro. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. • Propagação: estacas de ramos e mergulhia. mamãozinho. • Plantio: setembro. Invólucros de 7 a 9 divisões lineares.0 x 1.Malvaviscus arboreus Cav. mamão-macho. mamoeirinho. jaracatiá. FAMÍLIA BOTÂNICA Caricaceae. às vezes trilobadas. junto a cerca. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio PARTES UTILIZADAS Raízes e flores. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. Fruto tipo baga subglobosa.5m. mantidas sempre úmidas. A parte do ramo que ficará sob o solo. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arboreta ramosa com 2 a 4m de altura. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser implantado na periferia da propriedade. com caule liso e ereto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringentes (flores) e antiflogísticas (raiz) (93). à beira de caminhos ou em áreas acidentadas. SINONÍMIA Malva-de-colibri. Folhas cordadas. flores escarlates. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. SINONÍMIA Barrigudo. 5 carpelos. MAMÃOZINHO-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Carica quercifolia Solm.

HABITAT Espécie alóctone.2 x 1. alfavaca-doce. purgativa (215). em regiões livre de geadas. • A estipe é matéria prima para a obtenção de doce semelhante ao coco. ou primavera. MANJERICÃO NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. com um sulco dorsal sobre o pecíolo.2m. contendo substrato organo-mineral. com sabor pouco adocicado. verde-escuras na face ventral e verde-pálido na ventral. americanum.5m de altura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hidrópica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. de origem asiática. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. medindo 15 a 20cm de comprimento por 10cm de diâmetro. Fruto verde quando imaturo e alaranjado. lobada. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. glabras. É cultivada no Brasil em hortas e jardins. peninervados. FITOLOGIA . erva-real. com lenho mole e 2. incorporada na cova de plantio. Inflorescência axilar. var. longo-pecioladas. lisos. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. Flores dióicas. SINONÍMIA Alfavaca. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é comestível. com oito lobos lanceolados. manjericão-doce. com as nervuras dorsais proeminentes. basilicão. quando maturo.0 a 2. alfavacão. Semear em saquinhos plásticos com capacidade de 400ml. anti-helmíntica e digestiva. medindo 30 a 40cm de comprimento por 20 a 25cm de largura. • Plantio: outono. verde-amareladas. subdigitada. • Propagação: sementes. sobretudo da Índia. Folhas glabras. pauciflora.FITOLOGIA Árvore pequena.

CLIMA Prefere clima subtropical até o temperado quente. SOLO Adapta-se melhor aos solos férteis.5m. ácido linoléico e cimoleno (163). utilizando-se 2kg/m2 de cama de aviário. carminativa. necessitando de proteção contra ventos fortes ou mesmo os predominantes. pineno. sudorífica e anti-reumática (9). digestiva. não tolerando baixas temperaturas. antidiarréica. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. • Adubação: é feita no plantio. INDICAÇÕES . cortando a planta até 2/3 de sua altura. muito ramificados. emenangoga. excitante. A inflorescência é do tipo cimeira espiciforme. • Quebra-ventos: os ramos da planta rompem-se facilmente do caule. que cresce cerca de 0. opostas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. • Rendimento: as folhas produzem 24 a 30kg de óleo/ha. béquica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. com sementes pequenas. de crescimento ereto.45% (96). e as flores são brancas e labiadas. taninos (93). cânfora. peitoral. metil-chavicol. úmido. • Secagem: as folhas devem ser secas em estufas a 40 a 45oC. diurética. geraniol. Caule e ramos quadrangulares. ricos em matéria orgânica e permeáveis. verde-claras. cinoleno.6 a 1. antisséptica (128). • Propagação: estacas de ramos jovens e sementes. Adubar em demasia aumenta o vigor da planta em detrimento do aroma das folhas. hemostática (215). elíptico-lanceoladas. pilosos quando novos. sendo que as sumidades floridas frescas. O segundo corte pode ser feito dois meses após o primeiro. (163). muito ramificada. estragol. FITOQUÍMICA Timol. Fruto tipo aquênio. cineol. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. 0. febrífuga. tônica (68). PARTES UTILIZADAS Folhas e flores.0 x 0. As folhas frescas possuem cerca de 0.Planta herbácea perene. As folhas são simples. citronelol. • Colheita: inicia três meses após o plantio. linalol. antiespasmódica. Não suporta geadas.3% de óleo essencial. eugenol.0m de altura. Em semeadura direta são gastos cerca de 5kg de sementes para o plantio de 1 hectare. pretas e oblongas.

as folhas tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. condimentar e insetífuga. livres de alumínio tóxico. semi-prostrada. cólicas intestinais. FITOLOGIA Planta herbácea.Indicada ainda para a atonia gastrointestinal. ricos em matéria orgânica. pecioladas. vômitos. Em regiões muitos quentes. peixes. HABITAT É originária do nordeste da África. MANJERONA NOME CIENTÍFICO Origanum majorana L. Sementes escuras. formando touceiras. gengivite e afta (68). É cultivada em hortas. Caule lenhoso na base. radicante quando encosta no solo. • As sementes controlam as larvas de Culex e Aedes aegypti. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras três vezes ao dia (uso interno). do Oriente Médio até a Índia. bem drenados. quadrangular. medindo 1. AGROLOGIA . amigdalite. • Decocção: fazer gargarejo e boxexo. Não tolera temperaturas abaixo de 10oC (96). dispostas em espigas axilares. multi-anual (em regiões quentes). Folhas pequenas. Flores rosadas. OUTRAS PROPRIEDADES • É uma planta melífera. • Utilizada em molhos. frangos. carnes. CLIMA Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes. dismenorréias. no Brasil. 3 a 4 vezes ao dia. para afecções bucofaringeanas (68).0cm de comprimento. É anual em regiões de clima temperado. SOLO Prefere solos leves. de 20 a 30cm de altura. faringite. opostas. omeletes e saladas.5 a 2. pouco piloso. afecções urinárias e respiratórias. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. pequenas e ovais. • É componente do Licor “Chartreuse” e confere sabor especial ao creme de abacate com açúcar (163). verde-acizentadas na parte ventral e aveludada na dorsal. estomatite.

γ-terpineno (14. resfriado. sílica nos intestinos (271). α-terpineno (0. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de manjerona para 1 xícara das de chá de água quente. sistema nervoso. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. em média (317). sedativa e analgésica (294). FITOQUÍMICA Sabineno (5. Neste caso. fraqueza do músculos.14%) (277). aperiente. pastéis e molho para macarronadas.19 a 8. A planta fresca contém 0.51%). na base seca (277).17 a 7.10 a 1.20% de óleos essenciais e as sumidades floridas cerca de 0.93%). sendo que o teor médio de óleo essencial na planta é de 1. Adoçar com mel e tomar ao longo do dia (calmante).1% (317). Abafar por 10 minutos. digestiva (128).62%) e 4-terpineol (28. • Decocção: ferver 100g de folhas em 1 ½ litro de água.2 a 0. mirceno (1. Esta infusão. • Padrões comerciais: a planta seca pode ter 0. tomada após as refeições.16 a 10.• Espaçamento: 0.3 x 0. linalol (3. . • Colheita: inicia 60 a 70 dias após o plantio.58 a 21. O rendimento de folhas e flores desidratadas por planta é de 8.200 a 7. atua como digestiva. cólicas e incontinência dos instintos sexuais (215). OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como condimento de peixe. • Plantio: março a abril. divisão de touceiras e sementes. sudorífica.2%. queimaduras.40%). • Propagação: segmentos de caules radicantes. retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio. recheio de frangos.61g.0% de óleo essencial (96). dor de cabeça. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica.35% (96). astenia (294). setembro. tônica.86%). • Rendimento: 1.15 a 0. antiespasmódica. Adicionar o decôcto coado na água da banheira (banho tônico) (294). emenagoga (93). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.83 a 38. O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36. • Florescimento: 70 a 80 dias após o plantio. insônia.3m. há tendência da planta definhar e as folhas se tornarem cada vez menores.000kg/ha.7 a 3. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de feridas.55. O teor de óleo essencial varia de 0. anti-reumática (271). pizza. • Raleio: quando houver uma densidade de folhas muito elevada.

alvacentas por fora e encarnadas por dentro. maracujá-silvestre.0. com 10 a 14cm de diâmetro. Não resiste à geadas (96). de caule ligeiramente quadrangular. axilares.5 a 6. Pedúnculos florais solitários. glabro e discretamente alado. maracujá-açú. CLIMA Prefere clima quente. Fruto ovóide ou piriforme. glabro. Corona de fauce filamentosa e multisseriada. amarelo-alaranjado. quando maturo. com precipitação de 800 a 1. Sépalas subcarnosas. MARACUTANGO NOME CIENTÍFICO Passiflora alata Dryand. Pétalas semelhantes às sépalas. Apresenta sobre o pecíolo 2 a 4 glândulas sésseis dispostas em pares. quando imaturo. medindo 10 a 15cm de comprimento por 7 a 9cm de largura. bem drenados e com pH na faixa de 5. peciolada. SINONÍMIA Flor-da-paixão. trepadeira. com cerca de 9 a 10cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. bem distribuídas.5m. maracujá-amarelo. cultivado em todo o Brasil. Flores pendentes. glabras. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. ocorrendo espontaneamente até a latitude sul de São Paulo. verde.5 x 1. porém mais compridas. unifloros. brilhante na face ventral e pálida na dorsal. maracujá-comprido. Folhas oval-oblongas. maracujá-suspiro. agudas. maracujámamão. com temperaturas variando entre 26 a 27oC. no entanto. maracujá-de-refresco. maracujá-grande. passiflora.• É melífera. FITOLOGIA Planta herbácea. maracujá-melão. e úmido. HABITAT Planta autóctone da América tropical.750mm/ano. maracujá. É. oblongoobtusas. . maracujá-comum. FAMÍLIA BOTÂNICA Passifloriaceae. maracujá-doce. corniculadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. verde externamente e avermelhadas internamente.

• Tutoramento: é feito com o objetivo de facilitar os tratos culturais. losua-do-mato. macela. macela-do-sertão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são calmantes. doces. paina. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. desinfetantes e diuréticas. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. MARCELA-DO-CAMPO NOME CIENTÍFICO Achyrocline satureioides [DC. SINONÍMIA Camomila-nacional. As sementes e a raiz são vermífugas (215). INDICAÇÕES Para a insônia e dores em geral (215). • Colheita: inicia 8 a10 meses após o plantio. • Plantio: setembro. HABITAT Espécie alóctone que cresce subespontaneamente em pastos nativos. chá-de-lagoa. macela-da-terra. à beira de estradas. Aplicar 10g por planta de nitrato de cálcio. FITOLOGIA . marcelinha. marcela-do-campo. PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. terrenos baldios.• Propagação: sementes. aumentar a produção e a qualidade de folhas e frutos.] Lam. marcela. • Padrão comercial: o resíduo máximo por incineração é de 14% (96). macela-do-campo. macela-amarela. etc. macelinha. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos são comestíveis e utilizados para o preparo de sucos. • Capina: manter as plantas livres de concorrência com as invasoras. reaplicando posteriormente em intervalos de dois meses. carrapichinho-de-agulha. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. areias e capoeiras. 30 dias após o plantio.

Esta espécie distingue-se da A. lineares a lanceoladas. Em condições de estiagem prolongada. quercitina-3-metiléter 7diglicosídeo (54). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.5m • Propagação: via sementes. argiloso e mesmo em áreas semi-halófitas próximas ao mar. 4 ou 5.5 e 5%) inibem a germinação de sementes de alface. mas estimulam o crescimento da planta (423). δ-cadineno. 3. FITOQUÍMICA Óleo essencial: 1-8-cineol.8-trimetoxiflavona. glabro e pardo. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Flores amarelodouradas. tênue-alvo-tomentoso. Porém. galangina-3-metiléter. que cresce 40 a 80cm de altura. 7-hidroxi-3. • Florescimento: outono. CLIMA Espécie de clima subtropical. papus branco. femininas. inteiras.8-tetrametoxiflavona (268) e kawapirona (200). patentes. quercetina 3. densoagregados com dois tipos de flores. cariatina. alnustina. teor de umidade das sementes: 10. de caule cilíndricos. as centrais hermafroditas. tamarixetina. Folhas distantes. alternas. 2. Fruto aquênio.Planta subarbustiva.7. monóica. • Adubação: a planta é bastante rústica sendo pouco exigente em fertilidade e umidade de solo. raminhos ascendentes. heliófita. PARTES UTILIZADAS Sumidades florais abertas. quercetagetina. protocatequilcalerianina. as flores marginais. ácido caféico e cafeoilcalerianina (137). quercitina.8% (253). tamarixetina 7-glucosídeo. sésseis. a propagação vegetativa pode ser feita visando a multiplicação de genótipos superiores e a produção de mudas uniformes e saudáveis.7-dimetileter. Não obstante. germacreno-D e α-pineno. 5. cariofileno. ereta. A planta é ramificada. • Plantio: janeiro a fevereiro. SOLO Desenvolve-se em solo arenoso. galangina. de corola filiforme.8-trimetoxiflavona.7. A flor e a parte aérea contém flavonóides: isonafaliina. Germinação: 68%. Fenilpironas: italidipirona e 23-metil-6-0-desmetil auricepirona A parte aérea . quando as plantas estão em pleno florescimento. • Alelopatia: extratos acuosos das flores (1.5. isognafaliina. óxido de cariofileno. medindo 8 a 10cm de comprimento por 1. reunidos em panículas corimbosas. • Colheita: 3 meses após o plantio. vivaz.5. alata por possuir caule liso.5cm de largura. pedregoso. ápice copioso-ramoso. Capítulos numerosos. de corola tubulosa. as folhas adquirem coloração acizentada. Ácidos polifenólicos e ésteres: ácido clorogênico e isoclorogênico. desenvolve-se melhor em solos férteis e com bom teor de umidade.

amarga. derivados da fenilpirona e morina. tônica. • Travesseiros: quando preenchidos com as flores. aplicada via intraperitonial. antidiarréica (68). antiasmática. antisséptica. antitumoral. além de ser mutagênica (115). anti-helmíntica. antiherpética. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana (180). sedante. As sumidades floridas dessecadas têm 0. adstringente. estomáquica. α-terpineno. carminativa. Encerra ainda luteolina. antiflogística (179). Apresenta atividade relaxante da musculatura lisa. MARGARIDÃO-AMARELO .019mg/ml. na dose de 0. ésteres de coleriantina. antidiabética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Eupéptica (327). 180. FARMACOLOGIA Imunoestimulante (331). FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras das de cafezinho em ½ litro de água. α-himachaleno (367). Tomar 6 xícaras das de chá ao dia (257). • As flores fornecem matéria tintorial para a lã. antiinflamatória. anódina (242) e antiepiléptica (215). excitante. colagoga.7 a 0. emenagoga. antiinfecciosa. Extrato hexânico das flores. monoterpenos (257). borneol.33mg/l (extrato aquosos). canfeno. 230). aperiente. antiespasmódica. 395). demonstra atividade imunoestimulante e aumenta a atividade fagocitária. disfunções gástricas e digestivas. inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus e na concentração de 166. em ratos. atividade analgésica e antiinflamatória (115). calmante para problemas digestivos (257).84% de óleo essencial (96). mirceno. inapetência. disenteria (68). inibiu Pseudomonas aeruginosa (229. antiedematogênica externa e interna (394). A raiz contém compostos acetilênicos (179). favorecem o sono (68).contém sesquiterpenos. INDICAÇÕES Na Venezuela a planta é usada para a impotência (179). febrífuga. hipocolesterolêmica. TOXICOLOGIA Apresenta ação genotóxica e moluscicida contra Biompharlaria glabrata em concentrações de 100ppm. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas para o enchimento de travesseiros e almofadas. antiespasmódica e antiinflamatória (155. sedativa (395). antiálgica. cefalalgias. A fração polissacarídica da planta.

FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha por xícara de água quente. As folhas são inteiras ou com vários recortes. com 2.0m de altura por 4m de diâmetro de copa. ramificado. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. estacas radicantes e sementes. Inflorescências terminais ou laterais com flores amarelas vistosas em capítulos grandes. As sementes são geralmente chochas.0-2. SINONÍMIA Boldo-japonês. A maturação dos aquênios é muito lenta e coincide com rebrote intenso do caule. ovalado-orbiculares e pubescentes. PARTES UTILIZADAS Folhas. girassol-mexicano. • Florescimento: maio a junho. Os ramos são radicantes sem mesmo encostar no solo. Gray. ereto. . podendo chegar até 3. Tomar após às refeições. em média. • Produção de sementes: julho-agosto. • Plantio: primavera. MARIA-PRETA NOME CIENTÍFICO Solanum americanum Mill. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • Propagação: brotações dos ramos. AGROLOGIA • Espaçamento : 2.NOME CIENTÍFICO Tithonia diversifolia A.6m de altura. Abafar por 10 minutos. vigoroso. FITOLOGIA Arbusto perene semi-herbáceo.0m.5 x 2. grandes. • Doenças: as folhas mais velhas são geralmente infectadas por antracnose. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de distúrbios hepáticos e gástricos.

ovais. aguaraquiá. acuminadas. erva-moura. CLIMA Adapta-se do tropical ao temperado. mas variando de 100 a 1000 sementes (209) ou até 178. pouco pilosa. erva-de-bicho. pastos. e negra quando matura. . O fruto é uma baga (solanídeo) verde. humoso e com teor de umidade. Os frutos quando secam retém as sementes (209). com cerca de 30 a 70cm altura. pedregosos e depauperados. as vezes inteiras. • Plantio: outono. caaxixá. caraxiocu. erva-mocó. em viveiro. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. guaraquim. PARTES UTILIZADAS Folhas. quando imatura. bosques e áreas ruderais das regiões tropicais da América. alvas e curtamente pedunculadas. caraxixá. pimenta-de-rato.4 x 0. As flores. reticulada. • Colheita: ano todo. guaraquinha. amarga e nauseabunda. É heliófita. brilhante. pimenta-de-cachorro.FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. maria-preta.0 a 1. é encontrada até mesmo em solos secos.000. dispõe-se em umbelas com 3 a 10 flores com até 1cm de diâmetro. em média. pimenta-de-galinha. Apresenta caule liso. sué. A polpa contém 50 a 100 sementes pequenas e arredondadas. araxixu. A viabilidade no solo é de 8 anos (242). sobretudo México e Costa Rica. amareloclara. HABITAT Espécie autóctone que medra em áreas agrícolas. • Florescimento: quase todo o ano. alternas. carachichu. • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. ramificado.3mm de diâmetro. anual. verde e ereto. aguaraquiá-açú. medindo 3 a 6cm de comprimento. desigualmente lobadas.3m. Folhas esparsas. Semente comprimida. medindo 8 a 10mm de diâmetro. maria-pretinha. quase trapedozais. • Produção de sementes: 500 por planta. SOLO Exige solo fértil (é nitrófila). verde-escuras. glabra e fosca. Porém. pecioladas. SINONÍMIA Aguarágua. com 1. pimenta. caraxixu. simples. obovóide. FITOLOGIA Planta herbácea.

Pode-se utilizar o decôcto para fazer a ablução de áreas inflamadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. afrodisíaca e analgésica (242). cólica e afecções urinárias (68). gastralgia. excitação nervosa. A solanina tem uma DL50 de 42mg/kg por via intraperitonial (41). pústulas. calmante (215). dermatite.. vulnerária. frente a acetilcolina. ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção das folhas tem ação antibiótica sobre Staphylococcus aureus (62). terror noturno (215). Tomar 3 xícaras ao dia (excitação nervosa. espasmos vesicais (93). furúnculo. leucorréia. apud 179) e Cryptococcus neoformans (Cooney et al. amigdalite. TOXICOLOGIA Os frutos verdes são tóxicos (68). rutina. aperiente. dartros. Também contém solasodina (0. eczema (93). anemia. áreas intumescidas. podendo servir de matéria prima para geléias. na dose de 640mg e frente ao cloreto de bário. mineralizante. úlcera gástrica (179). por mecanismo muscarínico e musculotrópico. solamargina (86 e 87). paludismo. depurativa. cólicas. apud 179). abcesso. expectorante. apud 179). doloridas e lesionadas (68). asparagina. anti-reumática. antiartrítica. . febrífuga. dermatoses. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos maturos são comestíveis. inflamações. anti-hipertensiva. escrófulas. nevralgias. que é matéria prima para a produção de hormônios esteroidais (179). antiinflamatória. catarros e afecções urinárias). tinha e vaginite.FITOQUÍMICA Solanina. apud 179).1%). nas doses de 320 a 640mg (Cruz. A decocção e a maceração hidroalcoólica das folhas tem atividade sobre Candida albicans (Victoria. narcótica (209). analgésica. irritadas e dolorosas. sedativa. erisipela. cirrose. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas aplicadas topicamente (dermatoses e lesões dérmica) • decocção: ferver 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. crises hepáticas. gastrite. A planta tem habilidade em acumular nitratos. podendo atingir níveis tóxicos aos animais (209). diarréias. exantema. escorbuto. panarício. feridas e úlceras (uso tópico das folhas contusas). cólicas. emoliente. distúrbios digestivos e ginecológicos e hemorróidas (1). A fruta fresca é usada como antiparasitária (2) INDICAÇÕES Indicada para o uso externo no tratamento de ptiríase versicolor ou pano branco (128). diurética. reconstituinte (179). Internamente para o tratamento de asma. diaforética (68). queimaduras (32). meningite. acne. psoríase. calmante. FARMACOLOGIA A infusão das folhas apresentou atividade hipoglicemiante em ratas (Victoria. espasmolítica.

SOLO Todo tipo. mas adapta-se bem às subtropicais. mastruz. As folhas são alternas. . O fruto é uma síliqua indeiscente. de caule ramificado horizontalmente a partir do colo. MASTRUÇO NOME CIENTÍFICO Coronopus didymus L. FITOLOGIA Planta herbácea anual. preferindo aqueles de textura média e férteis.• As folhas são preparadas cozidas ou fritas com ovos (179). composta de duas valvas. • Colheita: inverno e primavera. • A planta pode ser hospedeira de nematóides do gênero Rotylenchus e Meloidogyne (209). 30 x 0. pinatisectas. mentrusto. castanho-amarelada. É heliófita. verde intensas. reunindo flores muito pequenas. • Propagação: sementes. erva-formigueira. As folhas basais são curto pecioladas e as terminais sésseis. São semeadas diretamente em sulcos transversais de canteiros. bem drenado. glabras. mentruz. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. CLIMA É originária de regiões temperadas quentes. erva-vomiqueira.30cm. crescendo cerca de 40 a 50cm de comprimento. As sementes são oblongo-reniformes. Inflorescência em rácimos cilíndricos. unissulcada. prostrada. que contém um composto sulfurado que age como antibiótico natural (128). • Adubação: 2kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. • Plantio: outono. Smith FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. A planta não se desenvolve bem no verão. com 3 a 7 pares de segmentos laterais e um terminal. sendo que cada segmento se desdobra em 2 a 5 lobos. SINONÍMIA Erva-de-santa-maria. cuja corola é formada por 4 pétalas hialinas.

OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como aromatizante de bebidas alcoólicas. estimulante das glândulas salivares. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorróidas. mingola. • Cataplasma: preparar em pilão ou liqüidificador uma pasta de talos e folhas. mata-cavalo. • Salada: usar folhas novas como estimulante da digestão. peitoral e antiescorbútica (93). hermética. diurética (215). ocorrendo em pastos. arrebenta-cavalo. baga-de-espinho. . anti-hidrópica (435). joá-vermelho.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante da digestão. FORMAS DE USO • Vinho: macerar por 5 dias 50g de folhas e talos picados (em local escuro). Filtrar. cujo caule e folhas são revestidos por grandes e numerosos espinhos recurvados para baixo. raquitismo contusões (215). excitante. juáti. vesicatória dérmica. febres palustres e intermitentes (242). FITOLOGIA Planta herbácea anual. afecções respiratórias. gogoia. Tomar 3 cálices por dia. áreas abandonadas. em uma garrafa de vinho branco seco. MELANCIA-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO Solanum capsicoides All. juá-vermelho. afecções renais e do estômago. à margem das estradas e cercas das planícies litorâneas. em intervalos de 4 horas (expectorante). bronquite. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. SINONÍMIA Arrebenta-boi. O caule é ramificado. dores musculares (128). que cresce cerca de 50 a 60cm de altura. vermífuga. Tomar 3 xícaras ao dia (128). hipertrofia do coração e ciática (435). expectorante (128). HABITAT Espécie autóctone que medra ao longo da faixa litorânea brasileira. Espalhar numa gaze e aplicar topicamente em dores musculares • Infusão: 10g de folhas em 1 litro de água quente. baba. babá.

OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa do fruto é comestível. comprimidas. arenosos. Sobre o pecíolo e nervura principal. quando não morrem. discóides. urticária (283. As sementes são reniformes. adquirem tonalidades uniformes laranja-vermelho.cilíndrico e lenticilado. Os frutos (solanídeos) tem formato esférico ou levemente achatado na base. reticulada. glabra. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. além das 200 a 250 sementes. medianamente úmidos e pouco ácidos. 32). algo prateada de sabor muito doce. • Colheita: ocorre no verão. aos 100 a 120 dias após a emergência. pentalobadas.0 a 3. sobretudo na face dorsal. transmitem pelo leite as propriedades tóxicas (283). As folhas são longo-pecioladas. • Propagação: sementes. O cálice é 5-lobado. membranáceas. As flores.5cm de diâmetro. . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de manchas de pele (panos). As vacas ao ingerirem o fruto (com as sementes). PARTES UTILIZADAS Frutos. Quando novos apresentam coloração verde rajado com verde-escuro. • Florescimento: outubro a novembro. com pedicelos espinhosos. que são maiores. aladas. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. medindo 13 a 15m de comprimento por 10 a 11cm de largura. verde-claro e ostensivamente armado. A corola é formada por 5 lobos cuneados e agudos e brancos. medindo 3. com tegumento coriáceo. ocorrem alguns espinhos. brilhante. Encerra.80 x 0. estão reunidas extra-axilarmente em grupos de quatro. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.000 sementes (209). com estrutura pentâmera. Quando maturos. tuberculose mesentérica e edemas nos membros inferiores (93). CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. • Os frutos são usados para envenenar baratas. uma substância semi-esponjosa. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. amareladas ou ocre. • Plantio: setembro. • Produção de sementes: cada planta produz entre 300 e 3. SOLO Prefere solos soltos. É heliófita.5m.

contendo sementes envolvidas por arilo vermelho de sabor adocicado. finas. verde-amarelado. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. não encharcados. foscas. estreitados na base. fruto-denegro. longo-pecioladas. com lóbulos mucronadas. alóctone.0cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. a planta torna-se mais raquítica e os frutos menores. escandente. aerados e humosos. delicada. erva-de-são-vicente. SINONÍMIA Erva-de-lavadeira. As sementes são ovalado-elípticas. Desenvolve-se melhor em fotoperíodo curto. Em pleno verão. escabroso externamente. palmatífidas. FITOLOGIA Planta herbácea. Possui folhas alternas. As flores são axilares. castanho-amareladas. porém a formação de mudas em bandejas de isopor permite o estabelecimento de mudas mais vigorosas e . denteados ou lobulados. levemente hirsuta na página superior e densamente na inferior sub-orbiculares. unisexuais e amarelas. mas que se tornou cosmopolita. quando imaturo e alaranjado. glabras. crescendo subespontaneamente em quase todo o Brasil. pubescentes.0 x 0. membranáceas. solitárias. com caule estriado. muito ramificada.4m.6 a 1. fruto-de-cobra. • Propagação: sementes. longas e pubescentes. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação térmica e luminosa. quadrangular.MELÃO-DE-SÃO-CAETANO NOME CIENTÍFICO Momordica charantia L. Apresenta gavinhas simples. quando maturo. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. melãozinho. dispostas em cachos ou corimbos. SOLO Prefere solos úmidos. anual. A planta tem cheiro desagradável e os frutos são amargos. com 5 a 7 lobos ovalado-oblongos. monóica. medindo 0. Fruto tipo cápsula que se abre em três valvas. longo-pedunculados. Pode-se semear diretamente no campo. em terrenos baldios e áreas ruderais. HABITAT Espécie alóctone originária da Ásia. medindo 2 a 3m de comprimento. sob intensa radiação solar. erva-de-são-caetano. escabrosas.

antimicótica. verbascócido. anti-reumático. ela tende a ocupar todos os espaços disponíveis. que são as mais indicadas. que contém 16% de ácido galacturônico. βcaroteno. Plantio: setembro. depurativa do sangue (179). 5hidroxitriptamina. anticarbunculosa (93). rubefaciente. emeto-catárquico. estomáquica. são hemostáticos. antes de se abrirem. emenagoga. Os mesmos. purgativas (folhas).56%) (187). (352). o mais importante é sua ação hipoglicemiante. derivados de stigmasterol. até redes plásticas. fenilalanina. antifebrífugos e antipalúdicos (frutos na forma de geléia ou xarope) (152). afrodisíaca. Florescimento: primavera e verão . hastes. Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. β-amirina. PARTES UTILIZADAS Frutos. Existem várias opções de tutores. antihemorroidário (242).• • • • • • uniformes. supurativa. o tamanho do fruto também decresce. anti-helmínticos (frutos) antipirética. esteróide-charantina. vermicida. Pode-se também fazer o plantio ao longo de cercas. em forma de cataplasmas. ácido mormódico (257). dispostos vertical ou horizontalmente. V-insulina. vicina e o alcalóide zeatina (179). momordica aglutinina. cicatrizante (as folhas pulverizadas). O suco das folhas é emético e purgante e a raiz é adstringente. arginina. momordica charantia lectina. folhas e arilo das sementes. O fruto é antileucorréico. ácido gentísico. diosgenina. Para tanto. neroldiol. lignano-calceolariosídeo. hipotensora. P-insulina. anticatarral e purgativo (257). hipoglicêmica (infusão das folhas). a malha pode ser de 10 a 15cm. colerética. Consórcio: devido ao grande vigor da planta. β-sitosterol. À medida que finda o ciclo da planta. p-cimeno. no verão.15%) e glicina (18. Frutificação: ocorre no verão. Tutoramento: permite a colheita de frutos de melhor qualidade. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. De todos os usos da espécie. desde aqueles feitos de bambu e arame. FITOQUÍMICA Momordicina (alcalóide). vermífugo e estomáquico (120). triterpenos-momordicina. criptoxantina. INDICAÇÕES . momordipicrina. Os frutos cozidos são utilizados como vomitivos e antivenéreos. comportando-se como invasora e atrofiadora de outras espécies em consórcio. antiflatulenta. O fruto é rico em polissacarídeos. febrífuga. taraxerol. anti-reumática. momorcharisídeos A e B. inibidor de tripsina momordica. α-caroteno epóxido. Os frutos são colhidos semi-verdes. laxante. já maduros. adstringente da cútis (299). fator citostático de momordica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aperitiva. As sementes encerram os aminoácidos ácido glutâmico (42. emoliente. antidiabética. β-alanina.

As sementes.16G/kg) e os linfócitos humanos normais (ED50 = 0. A administração de charantina (50mg/kg) em coelhos. possui uma atividade citotóxica dose-dependente sobre os linfócitos leucêmicos em humanos. 179). tem efeito purgativo drástico. Os resultados indicam a presença de compostos hipoglicêmicossapogênicos e a atividade provavelmente medida seja por uma melhoria no sistema da atividade secretora da insulina de células β. dores de ouvido. isolado a partir dos frutos. pruridos e úlceras malignas. em grandes quantidades. O extrato alcoólico a 70%. pela inibição da síntese protéica (179). Preparada por cozimento. para os leucócitos humanos leucêmicos (ED50= 0. hemorróidas (especialmente a raiz) (257). anti-hipercolesterolêmica. malária. furúnculo. tanto que seu uso na medicina popular é considerado como perigoso (Hurst. antilipolítica. ou melhorando a ação da insulina (11. enxaquecas (120). embaraços gástricos. O efeito foi mais pronunciado com o extrato metanólico do suco da polpa isento de saponinas. O princípio responsável por esta atividade é o polipeptídeo P (ou V-insulina). o decréscimo foi de 28%. picadas de insetos. ATIVIDADE BIOLÓGICA . inibe o sistema nervoso central. em doses de 3 mg/animal. androgênica. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antitumoral em Sarcoma 180. dartro. O suco da polpa de Momordica charantia diminui os níveis de glicose em ratas normais. via intraperitonial. antimutagênica. (179). Menciona-se também. sarna. Diversos trabalhos tratam da atividade hipoglicemiante dos frutos. catarata (271). A infusão forte é utilizada para escabiose. O extrato de sementes e da planta inteira demonstraram um pequeno mas consistente aumento nos níveis de glicose em ratas normais. A decocção das folhas é utilizada para tratamento de infecções da pele. O fruto maduro. Também evidencia-se a atividade citostática e antiviral de uma fração cromatográfica de um extrato do fruto.É indicada para o tratamento de enfermidades hepáticas (352). A planta inteira é utilizada contra e resfriado (233). apud 179). A charantina mostrou ser mais potente do que a tolbutamida como hipoglicemiante. As folhas e frutos são utilizados na cura do gogo das aves (93). O suco das folhas é utilizado para mordida de serpentes e afecções biliares (179). na dose de 3ml/kg por via oral. O extrato aquoso das folhas inibe consideravelmente o aumento da atividade do guanilato ciclase induzida por fatores químicos carcinogênicos. Após cinco horas. O suco da polpa também teve um efeito hipoglicêmico significativo em ratas normais alimentadas com glicose. O extrato alcoólico a 95%. Inibe a glucose-oxidase e radicais livres (179). in vitro. antitumoral da leucemia L-1210. sementes e cultura de tecidos. queimaduras. é utilizada para colite. quando o extrato foi administrado 45 minutos antes da administração da glicose. menstruações difíceis e cravos. possui uma atividade anti-hiperglicemiante (205). que o sumo do fruto é citotóxico in vitro. cólicas abdominais.35g/kg). em coelhos tratados com estreptozotocina. imunomoduladora (120). causou um decréscimo gradual no nível de açúcar no sangue em 42% após quatro horas de sua administração. O extrato aquoso do fruto. morféia. já resulta em efeito hipoglicemiante. em intubação gástrica. tanto em animais quanto em humanos (207). antiviral contra o vírus da estomatite vesicular. e aplicado por via subcutânea. eczema (32).

furúnculos e carbúnculos) • Suco: machucar as folhas verdes em óleo de amêndoas doces (queimadura). Eschirichia coli e Staphylococcus aureus. menstruações difíceis e cólicas causadas por vermes). Candida albicans. O suco puro pode ser aplicado sobre a sarna (32). É descrita como uma planta tóxica e abortiva (333). Alguns autores indicam que meia colherada do sumo do fruto maduro pode matar um bezerro grande em 16 horas. • O fruto quando novo é comestível. É abortivo em ratas à doses de 8 mg/kg por via intraperitonial. . uma atividade anti-helmíntica poderosa contra áscaris. Além do mais. in vitro. apresentando vômitos e severos efeitos purgativos (84). Shigella. P. • O extrato aquoso das folhas possui elevada atividade inseticida (179). A infusão do fruto é útil contra hemorróidas. e. Bacillus sp. Shigella flexneri (245). O arilo da semente é adocicado. espermatogênico e espermicida. além de atividade antihelmíntica.O extrato etanólico do fruto apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. o extrato provoca lesões testiculares e atrofia os espermatozóides. depois de apresentar vômitos e diarréia (352). almofadas e estofados. tem causado a morte de crianças. Constatou-se ainda lesões testiculares em cães e alterações sobre os parâmetros sangüineos em suínos (120). • O fruto é um ótimo substituto do lúpulo.. O sabor amargo pode ser eliminado escaldando o fruto. As sementes contém compostos tóxicos. trituradas. servem para alvejar roupas e tirar nódoas (93) . No sul da Flórida tem ocorrido vários casos de crianças que ficaram doentes após terem consumido os frutos maduros de Momordica charantia. aeruginosa. Micrococcus luteus. • A planta pode ser utilizada como ornamental em pergolados. In vitro. TOXICOLOGIA Pode ter ação teratogênica (233). bem como para a indústria do papel. na preparação da cerveja. Os pássaros apreciam muito o arilo. O suco apresenta efeito antimicótico. é um inibidor da síntese protéica. não devendo ser ingeridas em grandes quantidades (209). podendo ser consumido in natura. Outros trabalhos relatam atividade espermicida in vitro. • Das sementes obtém-se um óleo para a produção de alguns cosméticos. O extrato etanólico a 95% possui. • Ungüento: arilo contuso misturado com vaselina (tumores. • As folhas e as hastes. na dose de 1. provoca uma diminuição acentuada na formação dos espermatozóides. sobretudo na forma de picles e salada. Salmonella.75 g/kg por via oral durante 20 dias. cercas e caramanchões. OUTRAS PROPRIEDADES • As hastes fornecem fibras macias para o enchimento de colchões. o efeito tóxico experimentado com o sumo de Momordica charantia sobre ratas e coelhos. Mas pode ser frito e cozido. Administrado durante 60 dias. aplicado em bezerros. O extrato aquoso das sementes possui uma atividade anti-helmíntica in vitro (179) FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas secas por litro de água (leucorréia.

cerebril. opostas. de caule reptante. Durante o inverno as folhas tornam-se arroxeadas. quempferol. • Taxa de crescimento: 0. lanceoladas a ovado-lanceoladas. pingo-de-ouro. base aguda. curta. Cresce subespontaneamente em subosques das regiões baixas do Caribe (179). formando touceiras de perfilhos. verde-claras. pouco ramificado. • Florescimento: julho a agosto. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. longo-atenuadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Acanthaceae. carpinteiro. os lignanos (naftalido lignano) e saponinas. esteróis. pequenas e são muito espaçadas entre si. • Propagação: perfilhos da planta matriz e estacas.15cm/dia ou 0. HABITAT Espécie alóctone. ácido salicílico e álcool alifático . mucilagens. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. estipitada.4m. ereto. muito ramificada. cerebril. com 3-7cm de comprimento. FITOLOGIA Planta herbácea perene. triptaminas. trevo-do-pará. anador. decumbente ou ascendente. glanduloso-pubescente. Cápsula comprimida. As folhas são inteiras. filiforme. erva-de-santoantonio.4 x 0. trevo-cumarú. comumente radicante. nativa das regiões tropicais da América. FITOQUÍMICA Entre os mais importantes constituintes estão os esteróis. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as os perfilhos são enraizados em saquinhos de plásticos contendo substrato organo-mineral. SINONÍMIA Cerebril.MELHORAL NOME CIENTÍFICO Justicia pectoralis Jacq. • Plantio: primavera. dicótoma. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. óleo essencial (8). Em algumas variedades tem sido encontradas aminas aromáticas. carpinteiro. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. As brácteas e bractéolas são cerdosas e as flores são lilases. curtopecioladas e persistentes. A planta cresce de 20 a 40cm em altura. A inflorescência é do tipo espiga terminal. chambá. É difícil encontrá-la na forma espontânea. puberulento. var.15g/dia de matéria seca (307). stenophylla Leonar. peristrofe.

isoleucina. dermatites. feridas. N. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. asparagina. antibacteriano. • Externo: suco e decocção (banhos) . INDICAÇÕES Indicada para gastralgias. sedante nervoso. infecções das vias respiratórias. antiinflamatória (307). cicatrizante. anti-hemorrágica das vias urinárias e tranquilizante. β-sisterol (265). broncodilatadora (261). N-metiltriptamina. Os lignanos e as saponinas possuem efeitos inibidores da fertilidade em mulheres. decocção e sumo. swertisina. citado por 179). ornitina e lisina (225. prolina. 2"-Orhamnosil-swertiajaponina. MENTRASTO NOME CIENTÍFICO Ageratum conyzoides L. swertiajaponina. betaína. vascina (179). alanina. ácidos palmítico. além de atividade antibacteriana (302). leucina. esteárico (49). afrodisíaca (130). fenilalanina. o que corresponde a 10g/kg por via oral. peitoral. Contém cumarinas. valina. ssp. flavonóides. cortes e catarros brônquicos. sendo o suco aquoso liofilizado classificado como não tóxico (314). antagonista da serotonina e redutor da atividade espontânea (Garcia.344mg/kg. FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Promove um decréscimo da capacidade exploratória e da conduta agressiva em roedores (135). O naftalídeo lignano tem sido associado com atividade antidepressiva e antiarrítmica (379) FORMAS DE USO • Interno: infusão. treonina. febrífuga. 418).(379). enfermidades do fígado (179). ácido alfaaminobutírico. .N-dimetiltriptamina. O extrato aquoso liofilizado das folhas contém os aminoácidos fosfoserina. glicina. aftas (130). a umbeliferona e a swertisina conferem a planta propriedades sedativas e relaxante da musculatura lisa. relaxante da musculatura lisa. Apresenta ainda efeito sedante. peitoral (351). Além da cumarina. serina. conyzoides. TOXICOLOGIA Em altas doses é alucinógeno (130. gota. hidroxiprolina. béquica. umbeliferona. 379). Observou-se por eletroencefalografia que o decôcto da planta produz efeitos neurotróficos (349). expectorante. antireumática (179). A DL50 por via endovenosa em ratos é de 1. catamenial. Do extrato etanólico obteve-se um lignano chamado justicidina B (197). O arilo das sementes é utilizado para combater o gogo das aves (93). adstringente. insônia e afecções nervosas (303). alcalóides indólicos (264) e hidroxifenil propiônico (117).

erva-de-santa-lúcia. As flores são hermafroditas.FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. celestina. são-joão. A germinação ocorre a partir de 10oC. que promovam sombra. com ínvólucro campanulado. embora possa ser feito o ano todo. 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. catinga-de-barrão. mentruz. visando a produção de mudas mais uniformes. revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces. picão-roxo. catinga-de-bode. É normalmente encontrada em áreas agrícolas como invasora de plantas de lavoura. pecioladas. com um ótimo entre 25 e 30oC (209). SINONÍMIA Camará-opela. HABITAT Espécie autóctone. erva-maria.3. originária da América do Sul.3m x 0. maria-preta. Ocorre de 0 a 3. • Consórcio: plantas de maior estatura. As sementes são fotoblásticas positivas. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. erva-desão-josé. • Florescimento: maio a novembro. ou em bandejas de isopor. CLIMA É de clima tropical. adaptando-se tanto às regiões quentes e frias. O caule é ereto. lilases. com cerca de 40 a 60cm de altura. favorecem o crescimento luxuriante da planta. silvestre e ruderal. mentraz. É ruderal infestante que ocorre disseminada em todo mundo. erva-de-são-joão. catinga-de-borrão. porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido Não medra em solos encharcados ou muito arenosos. mentraço.000m de altitude (209). quando amassadas. • Propagação: sementes. Semeia-se a lanço. a planta floresce prematuramente. erva-de-santa-luzia. composto por 3 séries de filárias lanceoladas. pretos. cilíndrico. adapta-se bem à meia-sombra. crenadas. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos. quando a ocorrência de gramíneas é reduzida. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. As folhas exalam um olor suave. SOLO A planta adapta-se a quase todo tipo de solo. Embora heliófita. verde ou púrpura. cuneadas ou subcordiforme na base. com cílios nos ângulos. sobretudo no inverno. Em condições adversas. catinga-de-barão. 5-equinados. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura. piloso. FITOLOGIA Planta herbácea anual. mesmo com apenas duas folhas definitivas (209). porém não suporta geadas. agudas no ápice. a campo. . largamente ovadas. aromática. • Plantio: março a abril. As folhas são opostas.

FITOQUÍMICA A planta contém resinas. aos 80 a 90 dias do ciclo.• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral. γ e δ-elemeno. carminativa. contusões. além de perfumar e suavizar o cabelos e combater a caspa. spathulenol. cromonas. diurética. colhida por ocasião do florescimento. vasodilatadora. ρ-cimeno. cis-β-ocimeno. α-bergamoteno. infecções das vias urinárias (145). emenagoga (258). combater resfriados (258). cadina-1. benzaldeído. β. antiinflamatória. carminativa (283). saponinas. β-cariofileno. febrífuga. antidisentérica. na forma de instilação. princípios amargos e taninos. germacrenoD. Colhe-se no inverno. antiespasmódica. precoceno (cumarina). A decocto das folhas é indicado para lenir cólicas menstruais. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. metileugenol. Útil também para o tratamento de pneumatose do tubo digestivo. dihidrometoxiencecalina. tônica (179). ferimentos abertos. artroses (179). bem como o extrato da matéria seca. O suco fresco da planta também é indicado para hemorragias pós-parto. nobiletina. γ e δ-cadineno. INDICAÇÕES O suco fresco da planta. limoneno. flavonóides (ageconiflavona A. linalol. ocimeno. adineno. beriberi (283). flavonóides (eupalestina). Produz 0. anti-reumática. sesquifelandreno. antimicrobiana (Staphylococus aureus). n-ticarcontano. mirceno. β-bisaboleno. α e β-felandreno. eugenol. dihidroencecalina. 1-8 cineole. α-copaeno. com exceção das raízes. analgésica (260). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. encecalina (125). alcalóides pirrolizidínicos (equinatina e licopsamina). α-gurjuneno. mucilaginosa. epóxido de cariofileno.02 a 0. estigmasterol. Nas folhas o teor é de 0. diminuindo a inflamação e a dor após a primeira semana de tratamento (254). α e γ-terpineno. alcalóides vasoconstritores. hemostática e relaxante da musculatura lisa. O exocarpo do fruto contém fitomelano (179). benzofuranas (145). cólicas flatulênicas e uterinas. O teor de óleo essencial varia de 0. ATIVIDADE BIOLÓGICA A folha apresenta atividade nematicida (Meloidogyne incognita). mucilagens. β-sisterol. dimetóxi-ageratocromeno. ou seja. terpinoleno.4-diene. nheptacosano. sabinenohidrato. n-nonacasona. B e C). antidiarréica.06 (96). Também apresenta . lideroflavona. αtujeno. n-hentriacontano. ageratocromeno. αcubebeno. quercetina. sabineno. amenorréia. cicatrizante. FARMACOLOGIA Apresenta eficácia clínica para a artrite. citronelol. E-β-farneseno.16 entre a planta fresca e seca. amarga. β-bourboneno. α-humuleno. α-terpineol. estimulante (242). elemol. são usados para o tratamento da rinite alérgica e sinusite. fridelina.7 a 2% de óleos essenciais que contém α e β-pineno. nerolidol. ácido hidrociânico (257). aperiente (145) e antiblenorrágica (93).

Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco (209). • Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose). muares e bovinos. Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora). ⇒ 20g da planta por litro de água. Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose) (257). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos (80). • A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri. Tomar 4 a 5 xícaras por dia. • Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas. pode abrigar nematóides (Meloidogyne. • Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas (145). Em seguida. FORMAS DE USO Infusão e tintura (444). É melífera. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). 2 vezes ao dia. FORMAS DE USO • Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose). Apresenta atividade contra insetos hemípteros. • Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos.atividade inseticida contra Triboleum castaneum e Musca domestica e uma débil ação sobre Schistosoma mansoni (179). devido a presença do precoceno (257). (258). Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose). fitoparasitas de espécies de Citrus. . • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água. Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais). Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas). • Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis. • Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia. É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis (93).

erva-carpinteira. erva-dos-carreteiros. marcelão. HABITAT Planta alóctone. na primavera. atroveran. aquiléia-mil-flores. peninérveas. Cresce em pastagens. esbranquiçado ou purpúreo. alternas. macelão. ao final do verão. de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso. permeáveis. Folhas pecioladas. taludes. anador. vivaz. SINONÍMIA Alevante. SOLO Prefere solos areno-argilosos. herbácea. Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. tubiflora. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas. salvação-do-mundo. erva-carpinteiro. mil-folhada. As flores são pedunculadas e pequenas. férteis e bem drenados e não ácidos. A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294). erva-de-cortadura. pestana-de-vênus. botão-de-prata. em número de cinco. e verde-escura. verdeclaras. A inflorescência é do tipo corimbo. erva-dos-soldados. milfolhada. Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. erva-dos-cortadores. milfólio. mil-em-rama. mil-ramas. erva-de-são-joão. ponta-livre. A partir de 1. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. erva-das-cortadelas. aquiléia-mil-folhas. É tolerante a períodos de estiagem. erva-docarpinteiro. pronto-alívio. erva-dos-carpinteiros. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono. Muito encontrada em hortas e jardins. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura. CLIMA É uma planta de clima temperado quente a subtropical.500m de altitude. aquiléia. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. erva-dos-militares. milramos. aquiléa. com cálice tubular. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182).MIL-FOLHAS NOME CIENTÍFICO Achillea millefolium L. Distingue-se da A. novalgina. Ocorre até 2. . milefólio. FITOLOGIA É planta perene. moschata por possuir as folhas estreitas. prazer-das-damas. formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96). erva-do-bom-deus. beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. mil-em-ramas. levante. milefólia. erva-de-cortaduras. que se enraíza formando novas cepas. brancas. pêlo-de-carneiro. erva-das-damas. erva-dosgolpes. européia. Prefere a luz plena. especialmente no sul do Brasil. opostas.

18% no caule. diarréia. cólicas menstruais. • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande. anticelulítica. antiinflamatória. FITOQUÍMICA Óleo essencial com azulenos. lactonas (257). colerética (145). trombose cerebral. hemostática.4 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. adstrição. • Colheita: ocorre seis meses após o plantio.. estomáquica. tujona. queimaduras. composto ou húmus de minhoca. cefalalgia (145).30m. especialmente na primavera. emenagoga. deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas. aromática (283). 0. adinamia. Neste caso. • Propagação: estacas. adstringente. ácido aquilêico (93). cânfora (145). devido ao azuleno. durante a florada. antibiótica (294) e antisséptica. sementes e divisão de rizomas. alopecia. expectorante. que servem como mudas para plantio. pulmonares e dérmicas. A planta emite inúmeros perfilhos. varizes (257). A colheita de flores é feita em plena antese. distúrbios nervosos (283). amenorréia. cicatrizante (257). derivados terpênicos e sesquiterpênicos. úlcera interna. as plantas tendem a regredir vegetativamente. • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta.500kg de planta fresca. Se pretende-se colher as folhas. diurética. sobretudo em novembro. • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5. pineno. flavonóides (epigenol e tuteolol). • Florescimento: dezembro a março. feridas. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. eczema. excitante. com base no peso seco. INDICAÇÕES Usada também para debilidade geral. PARTES UTILIZADAS Folhas. O teor médio de óleo essencial.41% nas folhas e 1. • Plantio: ano todo. antihelmíntica. febre intestinal e .500kg no terceiro ano (182). antiespasmódica. anticelulítica (128). O teor de óleos essenciais é de 0.5 a 0. borneol. afecções urinárias. escarlatina. antidispéptica. é de 0. escarros e vômitos sangüineos. Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo. anti-hemorrágica (68).8% (96). sumidades floridas e rizoma. anti-hemorroidária. chegando à 12. achileína (182) aquineína. eupéptica. estas devem ser colhidas antes do florescimento. taninos e glicosídeos amargos. de cor azulada. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. hepática. anti-reumática. abcesso. restabilizante da circulação sangüínea (93). • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense. carminativa. cineol. amarga.AGROLOGIA • Espaçamento: 0.67% nas flores. vulnerária.

fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32). em jejum. dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271). Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca. resfriado. Aplicar compressas mornas no local afetado. hepática e expectorante). A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68) • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294). incontinência urinária. pleuris. golpes. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de folhas em 1 litro de água. sem ferver. e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145). Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. Após. e outra à noite. mucosidades (32). gota. greta. • Loções. hemorragias uterinas e dos pulmões. sarna. Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. Tomar 2 xícaras pela manhã.intermitente. insônia. • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. diurética. podem ser usadas contra brocas e fungos. Substrato: as folhas são ótimas para compostagem. ⇒ 25 a 30g da planta por litro de água (283). ⇒ 1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga. manchas. TOXICOLOGIA É contra-indicada para mulheres em lactação (145). acne. • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras). psoríase. contusões. MIMO-DE-VÊNUS NOME CIENTÍFICO Hibiscus rosa-sinensis L. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • É utilizada como planta ornamental. retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257). aquecer. 2 vezes ao dia (varizes). . Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145). As folhas maceradas. Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico. • Sumo: lavar a planta. • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água.

• Plantio: primavera. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra. com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro. amor-dos-homens. SINONÍMIA Amor-de-homens.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. adstringente (215) e oftálmica (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. Folhas ovaladas. bem drenados. INDICAÇÕES Indicadas para insônia (120). pampoela. parques e jardins. graxa-de-estudante. cercas e estradas. sutilmente cordadas na base. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou árvore pequena. HABITAT Planta originária da China e aclimatada em todo Brasil. sobretudo em arborização de avenidas. anafrodisíaca. papoula. PARTES UTILIZADAS Flores. • Espaçamento: 3 x 2m. Não tolera solos ácidos. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos. brincos. crenadas. oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos (215). CLIMA Embora seja de clima temperado quente. OUTRAS PROPRIEDADES . Flores vermelhas. ramificada. adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. rosa-da-china. brincos-de-vênus. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. • Propagação: estacas dos ramos. pampulha. • Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio. aurora. É heliófita. de caule redondo. lagoas. firmeza-doshomens. hibisco. ápice acuminado e base obtusa. graxa-de-soldado. grandes. SOLO Prefere solos férteis.

As flores são sésseis. A germinação ocorre de 6 a 10 dias. cobri-lo com palhas. Perianto fendido junto à base. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. MIRRA NOME CIENTÍFICO Chenopodium sp.3m.• As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas. SOLO Prefere solos arenosos. O aroma da planta lembra a erva-de-santamaria (Chenopodium ambrosioides). crescendo sobre dunas baixas estabilizadas. ácidos e compactados. • As folhas são muito apreciadas pelos coelhos (93). • Florescimento: fevereiro a março. multiramosa. casca de arroz ou plástico preto. • Mulching: para evitar-se o contato das folhas com o solo. Semente com cerca de 1mm de diâmetro. crenado. por conferir lustro ao couro. Não tolera solos encharcados. neutros à alcalinos e aerados. . FITOLOGIA Planta herbácea. O limbo é lanceolado ou ovado-oblongo. ascendente. As mudas são transplantadas 40 dias após a emergência. ereta quando jovem. Epidendrum mosenii e outras espécies halófitas. medem 2 a 3cm de comprimento. Folhas verde-pálidas na dace ventral e glauca na dorsal. • Utilizada como graxa vegetal de sapatos. Smilax sp. brilhante. O contato direto das folhas com a umidade do solo favorece à ocorrência da Cercospora sp. associadas com Plantago catharinea. glandular. HABITAT Ocorre em áreas de restinga. numerosas. (salsaparrilha-da-praia). muito aromática e medindo 15 a35cm de altura. aglomeradas em espigas axilares ou terminais. formando 3 a 7 lóbulos. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. sucoso. avermelhado quando maturo.8mm de diâmetro. Fruto dorsalmente achatado. espesso. • Propagação: sementes. São curto-pecioladas e o tamanho diminui da parte basal para a apical. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. com crenas largas. Em média. • Plantio: setembro a outubro. medindo cerca de 0.4 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. anual.

Fazer massagens sobre áreas doloridas do corpo. murta-dosjardins. durante 10 dias. coar e armazenar em recipiente de vidro escuro. murta-da-índia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É aromática e analgésica tópica. livres de doenças e resíduos. utilizando algodão embebido na alcolatura. Evitar colher em dias com neblina ou com muita umidade. CLIMA Prefere regiões de clima ameno. murta-de-jardim. perfumadas. Fruto tipo baga ovóide. murta. pentâmeras. composta de folíolos ovais-elípticos. após o secamento do orvalho. SINONÍMIA Jasmim-laranja. onde a média anual não passe dos 20oC.7mm de diâmetro.) Jack. que cresce de 3 a 5m de altura. INDICAÇÕES Indicada para contusões. Folhas imparipenadas. verdeescuros. É heliófita. acuminado. jasmim-murta. . MURTA-DE-CHEIRO NOME CIENTÍFICO Murraya paniculata (L. dispostas em cimeiras axilares. FORMAS DE USO • Alcolatura: deixar macerar 50g de folhas frescas em 1 litro de álcool. brancas. torcicolo e nevralgias em geral. Após este período.• Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. entorses. compacta. brilhantes. ramosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou pequena árvore. perene. PARTES UTILIZADAS Folhas. HABITAT Espécie alóctone. preferencialmente entre as 9:00 e 11:00h da manhã. Deve-se colher durante os períodos mais secos do ano. Flores pequenas. obtusos. medindo cerca de 1cm de comprimento por 0. ereta. de origem asiática (Japão) e polinésica (Austrália e Polinésia).

SOLO Profundos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. A planta é ornamental. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. A casca é utilizada em cosmética e fornece corante preto. muçambé-desete-folhas. brejo-fedorento. sete-sangrias. aerados. sob irrigação por nebulização. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. pesada e muito dura. porosos. SINONÍMIA Beijo-fedorento. • Adubação: 1kg/planta de composto orgânico ou húmus de minhoca • Florescimento: março a abril. mussambé-miúdo. neutros. . MUSSAMBÊ NOME CIENTÍFICO Cleome spinosa L. bem drenados e ricos em matéria orgânica. utilizada em parques e jardins externos. estimulante (93) e tônica (271). mussambê-de-espinho. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As flores fornecem essência aromática para perfumaria. produzir as mudas sob telado de sombrite a 70% de sombra. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. • Propagação: sementes e estacas. sete-marias. Em ambos os casos. taraitaia. • Plantio: outono e primavera. A madeira é amarela. FAMÍLIA BOTÂNICA Capparidaceae. muçaimbê. mussambê-miúdo. antiofídica. • Hospeda o fungo Phoma murrayae (93).

É cultivada em jardins. • Colheita: inicia-se a partir do 4 mês após o tranplante. arenosos. As folhas são estimulantes. quando contusas e aplicadas sobre a pele. que cresce de 1. . As folhas. FITOQUÍMICA Brassicina (9). castanho-escura e glabra. cresce subespontaneamente nas regiões setentrionais. Inflorescência terninal. Semente globosa. • Adubação: 0.6m de altura. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. originária da América Central. reunindo flores isoladas na base das brácteas foliares. • Propagação: sementes. são rubefacientes.0 a 1. semelhante a um caracol. cilíndrico. • Consórcio: o cultivo poderá ser feito com outras culturas de porte maior. que proporcionem um certo grau de sombreamento. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são tônicas digestivas e a raiz é béquica e antiasmática (9). Ocorrem acúleos de extremidade curva. As folhas e brácteas são revestidas de glândulas oleíferas que exalam um aroma desagradável. CLIMA É de clima subtropical úmido. espinhenta. com a parte basal lenhosa. SOLO Prefere solos úmidos.5kg/planta de cama de aviário. medindo 7 a 9cm de diâmetro.7 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. simples e ovaladas. antiblenorrágicas e antileucorréicas (271). Caule reto. nervuras proeminentes na face dorsal. fosca. É esciófita e higrófita. palmatipartidas. em pares. Folhas basais alternas. As flores apresentam pétalas ovaladas e filetes violáceos. longo-pecioladas. • Plantio: outono. A planta inteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária (242). sésseis e curto-pecioladas. na base das folhas e brácteas. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. Na parte superior do caule encontram-se brácteas foliares. Cresce espontaneamente à margem dos rios. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. No Brasil. férteis e pouco ácidos.HABITAT Espécie alóctone. O fruto é uma síliqua cilíndrica que mede de 7 a 12cm.4m. brancos ou róseos. perene.

O fruto é uma cápsula fusiforme. erva-de-paina. reflexos. capitão-de-sala. paininha. ciliadas. Inflorescência em umbelas bracteadas. erva-de-rato. capitãoda-sala. As folhas são utilizadas em feridas e para orquites (271). chibança. FAMÍLIA BOTÂNICA Asclepidaceae. bilocular. falsa-erva-de-rato. pálidas na face dorsal. cavalheiro-da-sala. longopedunculadas. mané-mole. leiterinha. lanceoladas. . margaridinha-leiteira. articulado e ramoso. paina-de-sapo. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. medindo 6 a 7cm de comprimento e contendo muitas sementes castanhas. erva-leiteira. camará-bravo. SINONÍMIA Algodãozinho-do-campo. ipecacuanhabrava. glabra. Caule cilíndrico. SOLO É pouco exigente. adaptando-se mesmo nos argilosos. FITOLOGIA Planta herbácea perene. dona-joana. quase glabras. erva-de-satã. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em jardins. medindo cerca de 10 a 12cm de comprimento.30m de altura. deiscente. axilares e no ápice da planta. As flores apresentam pétalas vermelhas e petalóides amarelo-alaranjados. membranáceas. CLIMA Desenvolve-se bem tanto em regiões tropicais até em temperadas quentes. ipecacuanha-falsa. cega-olhos. a beira de estradas e áreas ruderais. lisas. ipecacuanha-das-antilhas. flor-de-sapo. OFICIAL-DA-SALA NOME CIENTÍFICO Asclepias curassavica L.INDICAÇÕES As raízes são úteis contra a bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas (9). margaridinha. paina-de-seda. ácidos e úmidos. com cerca de 1. pecioladas. lactescente. Folhas opostas. ereto. aguadas em ambas extremidades.0 a 1. crescendo espontaneamente em pastos. algodãozinho-do-mato. mata-olho. cega-olho.

A planta inteira. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. emético. • É melífera e ornamental. TOXICOLOGIA O látex é cáustico. As raízes são indicadas para combater o panarício (93). pode ser utilizada para o enchimento de almofadas e travesseiros. • Plantio: março a abril. colocado sobre uma isca (banana). convulsões. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O látex é purgativo. raízes e látex. A ingestão de 1g da planta por kg de peso vivo. • É hospedeira do fungo Uromyces Hovei (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Os caules fibrosos podem ser utilizados como matéria prima para a fabricação do papel. O macerado do caule prova nos animais de sangue quente parada da respiração. • O látex da planta. antileucorréicas e antiblenorrágicas. é um eficiente raticida (192). As raízes são bernicidas (242). dispensando adubações. Compressas das folhas são indicadas para úlceras e feridas carnosas. arritmia cardíaca e parada cardíaca. antiasmáticas. • Pragas: é atacada pela lagarta Papilio teratii. Diaspis cordiae e pelo pulgão Aphis nerii (93). além de já ter sido utilizada em cordoaria. antidiarréicas. sêca e pulverizada. de consistência sedosa. FITOQUÍMICA Asclepiadina (93). A asclepiadina é um veneno convulsivo dos músculos lisos e do coração. • Propagação: sementes. O látex é indicado para hiposistolia cardíaca e astenia vascular. causando sérias inflamações oftálmicas. tônico cardiovascular em doses mínimas. .6 x 0. febrífugas.4m. PARTES UTILIZADAS Folhas. vermífugas. O látex cauteriza verrugas (271). • A penugem que envolve as sementes. São atribuídas às raízes propriedades sudoríficas. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. INDICAÇÕES As folhas machucadas são usadas sobre as feridas para cicatrização rápida.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. antihemorroidárias. é suficiente para causar a morte em animais (242). • Adubação: a planta é muito rústica. é hemostática (93).

mas também se adapta às subtropicais. com porte menor. • Plantio: primavera. 3-angulosa. É heliófita e xerófita. Aclimatar as mudas sob tela de sombrite 50% de sombra. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. SINONÍMIA Cacto-rosa. com até 4cm de diâmetro. dispostas em rácimos terminais.5 x 1. armado de inúmeros acúleos fortes. quiabento. lisas na face ventral e áspera na dorsal. de 2-3cm de comprimento. Folhas sub-pecioladas. ramoso e lenhoso. com cerca de 3cm de comprimento. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo.5m. obovóides-achatadas. • Espaçamento : 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . FITOLOGIA Planta perene. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito na periferia da propriedade. 8-10 fasciculados. luzidias. CLIMA Em regiões tropicais chega a atingir um porte arbóreo. • Propagação: estacas de ramos e sementes. As sementes apresentam germinação muito lenta e o crescimento das plântulas também é muito demorado. obtusa.ORA-PRO-NOBIS-GRANDE NOME CIENTÍFICO Peireskia grandiflora Haw. como cerca-viva. sílico-siltosos. cilíndrico. castanho-escuro ou pretos. O fruto é uma baga periforme. SOLO Prefere solos leves. acuminadas. Não tolera solos muito úmidos e ácidos. • Florescimento: setembro a fevereiro. quando as mudas apresentam 8 a 10 folhas definitivas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. oblongo-lanceoladas. de caule arbóreo. contendo 4-5 sementes pretas. bem drenados e profundos. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos maduros. inodoras. As flores são rosa-escuro com anteras amarelo-ouro.

Não se adapta a solos muito úmidos e ácidos. Pode ser utilizada como cerca-viva. pequeno e amarelo. groselheira-das-antilhas. Apresentam um aroma muito forte. dispostas em pequenas panículas terminais. O fruto é do tipo baga. escandente de ramos longos. trepadeira-limão. com flores cor creme-amareladas. ferimentos e úlceras internas e externas. quase sésseis. As folhas são lanceoladas. SINONÍMIA Groselha-da-américa.É mucilaginosa. groselha-dos-barbados. ricas em proteína. Serve de porta-enxerto para outras espécies de cactáceas (93). planas. As folhas. Inflorescências curtas. com espinhos. HABITAT Espécie alóctone. . ORA-PRO-NOBIS-MIÚDA NOME CIENTÍFICO Peireskia aculeata Mill. FITOLOGIA Arbusto perene. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se a tarde. suculentos. mais ou menos racemosas. numerosas. A planta e as flores são bastante ornamentais. hidratante. areno-siltosos e ricos em matéria orgânica. CLIMA Espécie de clima subtropical. cicatrizante e nutritiva. podem ser consumidas como salada. groselha-das-antilhas. originária da Argentina. SOLO Prefere solos leves. jumbela. glabras. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Produz frutos comestíveis. rosa-madeira. É heliófita. carnosas e verde-escuras. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de queimaduras. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae.

• Propagação: estacas de ramos novos. ORÉGANO NOME CIENTÍFICO Origanum vulgare L. SINONÍMIA Oregão. FITOLOGIA Planta herbácea. aromáticas.5m.0 x 1. quase que inexpugnável. curto-pecioladas. rasteira ou decumbente. As folhas são ovadas.AGROLOGIA • Ambiente: devido a vegetação muito luxuriante e cerrada e aos numerosos espinhos. sob irrigação por nebulização. • Plantio: primavera. INDICAÇÕES Abranda inflamações. • Colheita: inicia 8 a 10 meses após o plantio. inteiras. • Adubação: 2kg/planta de composto orgânico ou 1kg/planta de cama de aviário. onde cresce espontaneamente em colinas expostas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são emolientes e os frutos são expectorantes e anti-sifilíticos (93). • A planta pode ser utilizada como cerca viva. refogados. alivia queimaduras de pele e recupera a pele (128). sutilmente pontuado-pilosas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite a 70% de sombra. sopas. • Florescimento: março a abril. Flores dispostas em verticilos paucifloros. reunidas em espigas e estas em corimbos dispostos em panículas amplas. • Espaçamento : 2. angu e omeletes. podendo ser utilizadas como salada. vivaz. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. originária da Ásia e Europa Ocidental. é aconselhável instalar o plantio ao longo de cercas. com . HABITAT Espécie alóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e frutos são suculentos e ricos em proteínas.

• Plantio: outono e primavera. carminativa. INDICAÇÕES Indicada para eliminar a caspa. seco. antiespasmódica.2 litros/ha) e pendimetalin (33%.70 x 0. antisséptica. liso e ovóide-oblongo. tratar menstruações difíceis e combater resfriados (294). • Propagação: sementes. É utilizada externamente como anti-reumática (283). digestiva.17 a 9. em canteiros. quando ocorre o florescimento. em compressas. bem drenados e de natureza calcária.3 litros/ha). . em pós-plantio (448). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É excitante.64kg/planta (277) ou de 8 a 17t/ha (357).55%). p-cimeno (0.07%). estacas e divisão de touceiras. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das chá de folha em 1 xícara das de chá de água quente.35cm (40.13 a 9. Abafar por 10 minutos. As flores. Cálice campanulado.brácteas grandes. Coar e tomar 2 cálices ao dia (estimulante do apetite).3 litros /ha). CLIMA É de clima temperado. • Vinho: macerar durante 8 dias 50g de orégano em 1 litro de vinho branco seco.24%). carvacrol (368) e terpineol (93).35%) (277). As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. É planta heliófita. • Inalação: Ferver em ½ litro de água 2 colheres das de sopa de orégano.25 a 28.816 plantas/ha). Fazer inalação dos vapores (resfriados). • Rendimento: 0.76%). Fruto tetraquênio. cis-β-ocimeno (0. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita sob telado de sombrite a 70% de sombra.27 a17. • Herbicida: trifluralina (48% . aperiente. são emolientes (128). parasiticida e tônica (294). adaptando-se ao subtropical. afetando o desenvolvimento e a produção de óleos. com 5 dentes subiguais e corola bilabiada. expectorante. Chuvas em excesso são prejudiciais.52 a 29. As touceiras podem ser plantadas diretamente a campo. sob irrigação por nebulização. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. timol (0. FITOQUÍMICA Sabineno (3. cariofileno (15. PARTES UTILIZADAS Folhas. préplantio e prometrina (50% . vulnerária (93). • Colheita: ocorre no verão. SOLO Prefere solos férteis. Coar. adoçar com mel (digestivo e menstruações difíceis).

2 x 1. . patchuli. base cuneada. • Plantio: outubro a novembro. opostas. SINONÍMIA Patcholi. pecioladas. As flores apresentam-se em glomérulos com espigas compostas. ramificado no dossel superior. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. aveludadas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 0. ponta subaguda. Em regiões subtropicais o crescimento é lento e não ocorre o florescimento. Fruto seco. sob tela de sombrite 70%. OUTRAS PROPRIEDADES • Tempero de pizza.0m. quadrangular.3 a 1. Coar e enxaguar os cabelos previamente limpos para eliminar a caspa (294). grosso. ORIZA NOME CIENTÍFICO Pogostemon cablin [Blanco] Benth. com as margens grosseiramente duplo-dentadas. patchouli. hermafroditas. mantidas sempre umedecidas.• Decocção: ferver 30g de orégano em 1 litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. CLIMA Prefere clima quente e úmido. de pratos à parmiggiana. ovadas. originária da Índia. SOLO Prefere solos aluviais. pentâmeras. fortemente aromáticas e medindo 5 a 10cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. lenhoso na base.0m. Os ramos são radicantes. durante 10 minutos. As folhas são lisas. ricos em matéria orgânica e bem drenados. patchouly Pellet. AGROLOGIA • Espaçamento :1. inteiras. O caule ereto. saladas (de tomate) e carnes. ou P. violeta-castanho. HABITAT Espécie alóctone. • Propagação: estacas de ramos. cobertas com um tomento amarelado fosco e glândulas de óleo em ambas as faces.

exceto as raízes. tosse e dispepsia (444). é utilizado na fabricação de perfumes. influenza. . OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial da planta. anidrido cinâmico. sobretudo de fósforo e magnésio. fastio. náuseas. sob temperaturas baixas. α-terpineno. cosméticos e sabonetes. febre. quando ele ocorre. na forma de pó. na primavera e verão. α-guaieno. cólicas. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento de dor-de-cabeça. protegem as roupas do ataque de insetos. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. halitoses. álcool patchouli (445). a cada três meses. cadineno. eructações. 4. FORMAS DE USO • 6 a 12g/xícara. infusão ou decôcto (444). • Nutrição: é comum ocorrer sintomas de deficiências nutricionais. β-patchouleno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana e demulcente (445). PARTES UTILIZADAS Toda a planta.• Adubação: 1kg de húmus de minhoca ou composto orgânico e 100g de fosfato natural por planta. embaladas em saches. vômitos. • Plantas daninhas: por ter um crescimento lento. coriza. Readubar anualmente. é imperioso que se faça um bom controle dos inços desde o plantio. diarréia (445). • As folhas pulverizadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. dores musculares. FITOQUÍMICA A planta contém 45% de óleo volátil rico em cânfora (93) eugenol. PARIPAROBA NOME CIENTÍFICO Potomorphe umbellata (L. As folhas são colhidas antes do florescimento. benzaldeído.) Miq. obtido por destilação. α-bulneseno.5 a 9g/xícara (445). aplicando-se 10g de fosfato de amônio por planta.

malvarisco. SOLO Cresce melhor em solos humosos.5m de altura. O limbo é profundamente cordado na base. • Florescimento: março a junho. Prefere o clima tropical ou subtropical quente e úmido. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas beiradas da Mata Atlântica. O excesso de exposição solar degrada os cromopigmentos da folha. CLIMA Espécie pan-tropical.5 a 2. do tipo serrapilheira. • Plantio: primavera e outono. outubro e dezembro. sendo que o limite austral de ocorrência é a Serra do Tabuleiro (177) FITOLOGIA Planta arbustiva. de 1. jaguarandi. com pontuações translúcidas glandulosas.SINONÍMIA Aguaxima. vaginado-alado. catajé. malvaísco.0m. andróginas e minúsculas. podendo resultar em necrose progressiva da mesma. trígona. capoeiras e capoeirões. Folhas longo-pecioladas. É nitrófila. membranoso. 11 a 13-peltinérvia. Flores sésseis. em número de 2 a 6. capeua. Não prospera bem em solos arenosos ou muito argilosos. úmidos e frescos. esverdeada quando nova e preta ao final. • Propagação: sementes. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. exalam aroma de hortelã. eretas.5 x 1. Fruto tipo baga. A insolação excessiva resulta em amarelecimento e paralisação do crescimento das mudas. necessitando de uma consorciação com espécies mais altas e de maior cobertura vegetal. jaborandi-manso. de pecíolo glabro. malvarisco.5 a 1. amassadas. capeba. nervuras aveludadas na face dorsal. As flores dispõem-se em espigas axilares. pariparoba. • Adubação: 0. É considerada planta rara em Santa Catarina. 3 a 4cm de comprimento. brevemente acuminado no ápice. caapeba-do-norte. . capeva. caapeba-verdadeira. puberulento e bainha desenvolvida. • Irrigação: deve ser diária. malvaísco. ápice agudo. com 6 a 7cm de comprimento. até o pleno estabelecimento das mudas a campo. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. lençol-de-santabárbara. dispostas em umbelas sobre um pedúnculo axilar glabro. medindo 10 a 25cm de diâmetro. As estacas são enraizadas em substrato arenoso ou à base de vermiculita. É tolerante à acidez do solo. que apresenta uma ampla adaptação térmica. As folhas. Também ocorre em áreas ruderais. • Consórcio: a planta é muito vulnerável ao plantio a céu aberto.0kg/planta de composto orgânico bem curtido. caá-peuá. turbinada. sob telado de sombrite 70% e irrigação. É heliófita ou esciófita e seletiva higrófita. perene. caapeba. rebentos de raiz e estacas de ramos e caule.

insuficiências hepáticas (128). amentilhos e sementes. FARMACOLOGIA Possui atividade analgésica. • Suco: uso tópico sobre queimaduras (68). piperatina e piperina (9) e o carotenóide prolicopeno (0. machucaduras (120). FITOQUÍMICA Óleo essencial. emoliente. estomáquica (257). anti-reumática. resolutiva. mas não atividade mutagênica e antimalárica (120). chavicina. • As folhas são comestíveis. hepáticas. INDICAÇÕES Utilizada em queimaduras. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abcessos.usar: ⇒ casca do tronco para afecções respiratórias. distúrbios gástricos. esteróides e mucilagens (128). folhas. azias. urinárias e das vias respiratórias. tônica. béquica. colagoga. debilidade orgânica e afecções urinárias. afecções do aparelho digestivo (257). OUTRAS PROPRIEDADES • Os índios utilizam os frutos (bagas) como alimento. gastralgias. antiinflamatória externa e interna (119). infarto das vísceras abdominais. debilidade orgânica em geral. detersiva. ⇒ raízes para febres. abcessos e furúnculos (68). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Odontálgica. anti-hipertensiva (215). • Vinho: macerar durante 15 dias 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco. anti-hemorroidária. resfriado. • Decocção .• Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. FORMAS DE USO • Infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água (insuficiência hepática). emoliente (9) e antiasmática (271). febrífuga. PARTES UTILIZADAS Raiz. compostos fenólicos. atonia estomacal. reguladora da menstruação. malária (130). Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão (128). úlceras (215). vermífuga. carminativa. diurética. antiescorbútica. sudorífica (68). . bronquite. • Linimento: triturar as sementes com óleo de linhaça. pariparobina. desobstruente.23%) (281). jamborandina. casca. vulnerária (93).

vales aluviais. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos com capacidade de 300 a 400ml. unha-deanta. Acúleos quase sempre gêmeos. que atinge até 8m de altura. linear. . medindo 8 a 9cm de comprimento. • Plantio: março a abril. mororó. com a forma típica de 9 nervos. unha-de-vaca. Flores axilares ou terminais. rebrotando a partir de outubro. ora uniformemente retos. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. à beira de estradas e em terrenos baldios. brancas. Cresce subespontaneamente no sul do Brasil.PATA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Bauhinia forficata Link. finos. casco-de-vaca. Tem ramos frágeis. ovais ou lanceoladas. SINONÍMIA Bauínia. compostas de dois folíolos unidos pela base. perene. • Propagação: sementes. pata-de-burro. A germinação ocorre entre 15 e 25 dias e o poder germinativo é inferior a 30% (241). obtusas ou um pouco agudas. divididas acima do meio. mirorá. grande ou arbórea. com acúleos gêmeos na axila foliar. unha-de-boi.5 x 3. ora ligeiramente curvos para dentro. membranáceas. SOLO Exige solos profundos. férteis e drenados. em viveiro. Folhas alternas. CLIMA Embora seja de clima temperado. pata-de-boi. decídua. arredondadas ou subcordiformes. glabras. FAMÍLIA BOTÂNICA Caesalpiniaceae. medindo 15 a 25cm de comprimento por 2cm de largura. ou acuminadas na base. contendo substrato organo-mineral. adapta-se à regiões mais quentes.5m. capoeiras. glabros ou pubescente. setembro. HABITAT Espécie autóctone que ocorre espontaneamente na floresta pluvial Atlântica e subespontaneamente em pastagens. pendulares. FITOLOGIA Planta arbustiva. A planta é caducifolia no inverno. ou grossos. pouco divergentes. Solos ácidos e úmidos são desfavoráveis à planta. miriró. Fruto tipo legume.

• Adubação: 5kg/cova de estrume de gado. • Florescimento: janeiro a março. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém 15. mucilagem. ácidos orgânicos. goma. FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade hipoglicêmica com a dose de 3g/dia de folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipoglicemiante (antidiabética). antidiarréica. glicosídeos (257). além de impedir o aparecimento de açúcar na urina. lenha e obras leves (241). a partir de novembro. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (68). Os fruto maturam em maio a junho. INDICAÇÕES A planta tem a propriedade peculiar de reduzir a excreção de urina. alamedas. rutina e quercitina). Tomar ½ a 1 xícara de chá ao dia (257). moléstias da pele (179). sobretudo da Diabetes melittus (385). • Pó: feito com casca e folhas secas. diurética (257). depurativa (145). . tanino (flobatênicos e pirogálicos) e minerais (145). nos casos de poliúria ou urina solta. Tomar 3 xícaras ao dia (145). OUTRAS PROPRIEDADES • Planta ornamental de ruas. composto ou húmus de minhoca. adicionar 500g de calcário dolomítico por cova.100 unidades (241). tônica renal (68). folhas. adicionados a 100g/cova de superfosfato natural. • A madeira é utilizada para caixotaria. Ferver por 3 minutos. regularizando a glicemia sangüínea. FITOQUÍMICA Flavonóides (campferol. • Do lenho obtém-se carvão de boa qualidade (93). heterosídeos cianogênicos e saponínicos. prisão de ventre (215) e elefantíase (68). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 folha em 1 xícara das de chá de água. por 56 dias (276). Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia (diabetes). • Colheita: feita dois anos após o plantio. flores (purgativo). • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. lenho e raízes. Se o solo for ácido. Fazer a decocção de 1 colher das de sopa do pó em 1 xícara de água. avenidas e jardins. flores. purgativa. • Padrão comercial: folhas isentas de matéria orgânica. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho da folha picada em ½ litro de água ou 1 folha picada por xícaras de chá. PARTES UTILIZADAS Cascas. É indicada para afecções renais e urinárias.

de caule pubescente. estomáquica. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. tônica (68). tomentosa. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae.) Schinz et Thell. pubescentes e mais claros na face dorsal. o que favorece a fixação em animais e pessoas. • Plantio: março a abril. em pomares e hortos abandonados. SINONÍMIA Amores-do-campo. É tolerante à seca. pecioladas. à beira das estradas. febrífuga e béquica (271). laxante. É heliófita. . SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solos. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. segmentada. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. compostas. com exceção aos salinos. Cresce espontaneamente em áreas ruderais. contribuindo com a disseminação das sementes. carrapicho-beiço-de-boi. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Folhas alternas. diurética. marmelada-de-cavalo. medindo 40 a 50cm de altura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antiblenorrágica. campos. trifolioadas. Inflorescência terminal em rácimos com cerca de 12cm de comprimento com várias flores lilases. CLIMA Adapta-se desde às regiões tropicais até as subtropicais frias. • Propagação: sementes.PEGA-PEGA NOME CIENTÍFICO Desmodium canum (Gml. Fruto tipo vagem. hepática. mas tolera um certo sombreamento.30m.30 x 0. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. Folíolos ovais. pastos. cujos tomentos apresentam a extremidade em forma de gancho. ascendente ou prostrada.

PEIXINHO NOME CIENTÍFICO Stachys lanata L. As folhas são elípticas. ricos em matéria orgânica e úmidos. ostensivamente pilosas. entoucerada. Sudoeste da Ásia e Cáucaso. SINONÍMIA Lambari. orelha-de-lebre. disfunções gástricas e hepáticas. verde-prateadas ou cinza-esverdeada.5 x 0. que são enraizados em substrato organo-mineral. originária da Turquia. bronquite. cistite.3m. abrigados do radiação solar direta. podendo causar um declínio no tamanho de folhas e facilitar à ocorrência de doenças. língua-de-vaca. • Doenças: altamente suceptível a nematóides.0kg de composto orgânico ou húmus de minhoca por planta.5 a 1. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. lambarizinho. inflamação do pênis. • Adubação: 0. aerados. uretrite (68). CLIMA A planta desenvolve-se melhor em regiões temperadas e subtropicais. SOLO Prefere solos bem drenados. peixe-frito. • Propagação: brotações de rizoma. espessas. • Plantio: outono e primavera. peixinho-frito. É resistente às baixas temperaturas de inverno. peixe-depobre. orelha-de-cordeiro. dores estomacais e dos membros. sálvia. HABITAT Espécie alóctone. FITOLOGIA Planta herbácea. • Raleio: no auge do crescimento. sálvia-peluda. tomentosa. a planta tende a perfilhar em demasia. que cresce de 20 a 40cm em altura. perene. Para evitar o .INDICAÇÕES Afecções renais. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. alongadas. feridas e úlceras (271).

oblongas. SINONÍMIA Acônito-do-mato.0cm de diâmetro. com nós entumescidos. aproveitando-os para a produção de novas mudas. com pedúnculo medindo 1 a 10cm de comprimento. globosos ou oblongos.60m de altura. quadrangular a cilíndrico.) Kuntze var. à milanesa. HABITAT Espécie autóctone que ocorre principalmente ao longo do litoral brasileiro. pouco pubescentes e apresentam um policromismo acentuado na faixa do vermelho. em decocção (444). com cerca de 1. PENICILINA NOME CIENTÍFICO Alternanthera brasiliana (L. brasiliana. O limite austral da planta é a Ilha de Santa Catarina (401). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e emoliente. ervanço. • As folhas desidratadas atuam como excelente isolante térmico. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.6cm de comprimento por 1. embora também possam ser verdes. É encontrada associada a Schinus terebinthifolius. • Quando fritas. perpétua. As flores são . OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são utilizadas na alimentação. dunas estabilizadas. O caule é anguloso e estriado. É cultivada em jardins. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. acuminadas. cabeça-branca. ereta ou subprostrada que atinge 1. Inflorescência em glomérulos de flores densamente agrupadas. lembram cheiro de peixe frito. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. quebra-panela. ao longo de matas ciliares e em áreas ruderais. Uso semelhante à Sálvia officinalis. carrapichinho. ralear os perfilhos. caaponga. as superiores subsésseis ou sésseis. carrapichinho-do-mato. perpétua-do-brasil. nateira. crescendo em áreas de restinga. As folhas basais são curto pecioladas. perpétua-do-mato. Lythraea brasiliensis e Guapira opposita. sempre-viva. de base lenhosa.declínio progressivo da touceira.

OUTRAS PROPRIEDADES • A planta jovem pode ser utilizada pelo gado. Tem demonstrado uma alta capacidade de adaptação em temperaturas subtropicais. • Espaçamento : 1. • Florescimento: ano todo. . inclusive plantas daninhas. É heliófita e seletiva xerófita (401). • Plantio: outubro a novembro. SOLO Desenvolve-se em solos enxutos. variando desde as regiões tropicais às subtropicais. Os segmentos nodais são enraizados em substratos à base de vermiculita. pouco ácidos e arenosos.0mm de comprimento por 1.B. • Colheita: inicia aos 3 meses após o plantio.6 a 2.0mm de largura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As flores são béquicas (93). AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. Semente oblonga a ovalada. É planta nitrófila. com cerca de 1. • Poda: a planta apresenta um crescimento muito luxuriante na primavera e verão. quando novas tornando-se branca quando matura.5m. As sementes apresentam um baixo índice de germinação. areia e/ou casca de arroz. inclusos entre a tépala e a sépala.K. Em regiões subtropicais. pode ser utilizada em áreas acidentadas. declivosas ou sujeitas à erosão. • É considerada uma espécie ornamental de grande vivacidade. PERIQUITINHO NOME CIENTÍFICO Alternanthera pungens H. A planta pode ter seu crescimento controlado através de podas de formação e condução. pode ocorrer danos às folhas por geada. em altitudes acima de 600m. • Propagação: sementes e segmentos nodais de ramos. castanhoavermelhada e levemente ondulada (209).creme ou levemente rosadas.5 x 1. Os frutos são utrículos uniseminados. sendo pouco recomendadas. de rápido crescimento e com grande capacidade de cobertura de solo. brilhante. dominando sobre outras próximas. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação climática.

• Plantas daninhas: evitar áreas muito inçadas. • Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. SOLO Prefere solos úmidos. FITOLOGIA Planta herbácea perene. • Florescimento: verão e outono. com tamanhos distintos e curtamente pecioladas. ocorre numa frequência baixa nas regiões onde medra. manter o cultivo totalmente livre de inços. inteiras. • Espaçamento: 0. periquitinho-de-espinho HABITAT Espécie autóctone da América tropical e subespontânea em vários continentes. As folhas são opostas. Os frutos são utrículos indeiscentes com 1mm de comprimento. rasteira.FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. adaptando-se bem ao subtropical. palhadas diversas ou plástico preto sobre o solo. com ápices obtusos. • Mulching: utilizar casca de arroz. FITOQUÍMICA . O limite austral da planta é a Zona da Mata Branca. para que as folhas fiquem livres de solo aderente. • Plantio: outono ou primavera. Após o plantio. axilares e sésseis. enraizando em saquinhos plásticos contendo substrato organo-mineral. na Bacia do rio Paraná (401). pouco ácidos e aerados. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou esterco de gado. ricos em matéria orgânica. Embora cosmopolita. PARTES UTILIZADAS Folhas.4 x 0. As flores estão agrupadas em espigas capituliformes.3m. suborbiculares ou largamente ovadas. com caules radicantes. mucronados. Não tolera geadas. AGROLOGIA • Ambiente: pode ser cultivada em vasos ou em canteiros à guisa de horta. CLIMA Espécie de clima tropical. Aclimatar as estacas radicantes sob tela de sombrite 50 a 70%. SINONÍMIA Anador. • Propagação: sementes e estacas dos ramos radicantes. preferindo-se a última.

8-cineol. • Propagação: sementes. inodoras. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia que cresce em solos arenosos e/ou pobres. diarréia infantil e problemas de dentição em crianças (179). em bosques e sub-bosques. que cresce de 30 a 50cm em altura. descongestionantes. amarantóide-violeta. αpineno.5 x 0. tuyona. linalol. α-terpinol. elíptico-lanceoladas e pilosas. Fruto ovóide. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta inteira é indicada para transtornos gástricos. avermelhadas ou roxas. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. inteiras. O óleo essencial contém canfeno. p-cimeno. muito ramificada. limoneno. . Semente cor de café. eudesmol e azuleno (179). comprimido. imortal. As flores são longipecioladas. 1. SINONÍMIA Amaranto-globoso. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. saponinas. Folhas opostas. dispostas em capítulos esféricos ou alongadas. leucoantocianinas e alcalóides. muito duráveis. lisa e brilhante. A parte aérea é diurética e emoliente. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e aclimatadas em viveiros. O suco fresco das folhas é tônico. borneol.3m. hepáticas e indicadas para distúrbios renais. pequenas e bracteadas. perpétua-roxa. acetato de elemol. alcanfor. diuréticas. A decocção ou infusão das folhas são eupépticas. paratudo.Esteróides. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. α-cimeno. suspiro. terpinoleno. mirceno. hepáticos e intestinais. suspiro-roxo. antiflogísticas. ramos articulares e pubescente. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada como ornamental de beirada de canteiros. FITOLOGIA Planta herbácea anual. acetato de bornilo. PERPÉTUA NOME CIENTÍFICO Gomphrena globosa L. curcumeno.

tônica. SINONÍMIA Carrapicho. INDICAÇÕES Utilizada para afecções do sistema respiratório (257). carrapicho-picão. dos quais logrou-se identificar a gomfrerina I e II. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de flores por litro de água (257). goambú. carrapicho-cuambu. cuambú. que são derivados glicosídeos da betanidina e isobetanidina. tranquilizante. FITOQUÍMICA A planta contém 7 pigmentos. picão-preto. 5-dihidroxi-6. coambi. • Decocção. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante (93). macela-do-campo. erva-pilão. carrapichode-duas-pontas. e estados nervosos do coração (215). furacapa. cuambri. Contém ainda 4. FORMAS DE USO Folhas e flores. adstringente (130). amarga. sumo e pó. picão-do-campo. emenagoga. PICÃO-PRETO NOME CIENTÍFICO Bidens pilosa L. ⇒ 10g por litro de água. erva-de-picão.• Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. carrapicho-agulha. antiespasmódica. paconca. piolho-de-padre. erva-picão. diurética. pico-pico. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. béquica (215). fura-capa. otites (130). . • É altamente ornamental em jardins. febrífuga. OUTRAS PROPRIEDADES • Fornece matéria corante violeta. distúrbios gastrointestinais e hepáticos. picacho-negro. aromática e eupéptica (1). própria para colorizar alguns alimentos (93). carrapicho-de-agulha. picacho. picão. 7metilenedioxiflavonol 3-0-β-D glucosídeo (130). oftálmica.

áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras. Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas. com 30 a 80cm de altura. colunar-fusiformes. de ramos dicotômicos. dois glicosídeos (flavona matoxilado . os interiores mais compridos que o invólucro. com ramificação dística. ereta. CLIMA A planta desenvolve-se bem em climas quentes e frios. São semeadas diretamente a campo. poliacetilenos (ação fungicida e bactericida) (31 1994). mucilagem e bioflavonóides (145).000 a 6. com 2 a 7cm de comprimento. serrados. agudos ou acuminados.3-diin-5-en-7-ol-acetato). anual. flavonóides. Aquênios planos. Não devem ser enterradas além de 1cm de profundidade. todas prontamente viáveis após a maturação. fenilacetileno (1-fenil-1. ácido-p-cumárico. cálcio e fósforo (257). okanina-3-glicosídeo. sílica. esteróis. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. glicosídeos de aurona (179) ácido salicílico.quercetin-3. pretos. taninos. 13. fenilheptatriino. Folhas opostas. férteis. limoneno. FITOQUÍMICA Hidrocarbonetos e fitosteróis. mas ocorre espontaneamente principalmente na primavera e verão. timol. aminas. α-felandreno. Capítulos de flores tubulares e radiadas. com corola tubular. as superiores nem sempre divididas. liso. o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pêlos.3'-dimetoxi-7-0-β-D-glucopiranose) (51).3'-dimetoxi-7-0-α-L-ramnopiranosil-(1→6)β-D-glucopiranose e quercetin-3. • Plantio: outono. triterpenos. com segmentos ovais a lanceolados. verão e outono.HABITAT Espécie autóctone da América tropical. ácido tânico. desiguais. Isto permite 3 a 4 gerações por ano (209). Determinou-se na matéria sêca da planta. glabra ou algo pubescente. cosmopolita.64% de substâncias . Caule quadrangular. candineno. • Produção de sementes: cada planta produz 3. colhida antes do florescimento. quercetina.3m. SOLO Prefere os areno-argilosos. chalconas. 5-dentadas. sais de potássio. que são fotoblásticas positivas. policatilenos (ação cercaricida). pecioladas. perfeitas. amarelas. que ocorre espontaneamente a beira de estradas. • Florescimento: primavera. α-pineno. • Colheita: inverno.3 x 0. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. as superiores alternas. 3-divididas. úmidos e revolvidos. • Propagação: sementes. FITOLOGIA Planta herbácea.000 sementes. ácido nicotínico.

A planta apresenta ação hipoglicemiante comprovada por via oral (414). amigdalite (68) e engorgitamento das glândulas mamárias (93). INDICAÇÕES As folhas trituradas são utilizadas como cataplasmas sobre feridas e tumores. diabete e verminose). antiprotozoária (295) e microbiana in vitro frente às bactérias Gram-positivas. dores osteoarticulares (92). O extrato aquoso da planta inteira tem ação hipoglicemiante em ratos com hiperglicemia induzida por aloxano (325) e hipotensiva (Nas. antipirética. antireumática (215). diurética. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa da erva em ½ litro de água fervente. icterícia. citado por 179). Utiliza-se ainda para resfriados.43% de ácido silícico. as sementes tostadas são colocadas sobre cortes. • Compressas: utilizar o suco ou a infusão em feridas. depurativa (345). Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium falciparum.43% de sílica (93). icterícia.62% de lipídicas. ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta picada em ½ litro de água. Rhizoctonia solani. antiescorbútica (209). vermífuga. úlceras gastroduodenais (179). emenagoga. antibiótica (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É hipoglicemiante drástica (153.99% de não-nitrogenadas. As raízes combatem cefaléias. e serve de antídoto em casos de envenenamento (285). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (hepatite.71% de fibrosa e 11. gastroenterite. inflamações da boca e da garganta. colesterol (345). apud 179). faringite. agentes da malária (51). hepatite (9). tranquilizante. desobstruente do fígado.nitrogenadas. hemorróidas. Tomar 1 xícara das de chá a cada 4 horas. 6. antidisentérica. Banhos com o chá da planta controlam irritações da pele (266). úlceras. oftalgias e otorrinalgias. amarga. indigestão (153). 48. estimulante. As folhas mastigadas controlam aftas. 266). o decocto das folhas é útil contra infecções do estômago e rins e para a angina. antidiarréica (as flores) (285). utilizando-se as flores cozidas com açúcar (Duke. antiemética. 8. irritação interna. sialogoga (68).69% de ácido fosfórico e 1. anti-hemorroidária (179). a infusão da planta abranda cólicas. vulnerária. ATIVIDADE BIOLÓGICA A fenilheptatriina existente na planta. hemorragia pós-parto. expectorante (285). distúrbios hepáticos. 17. antiinflamatória. • Gargarejo: usar a infusão para amigdalite e faringite. tônica do sangue (266).04% de mineral. mucilaginosa. 2. antiartrítica. hemostática. antileucorréica (93) e hepatoprotetora. o suco mitiga odontalgias. catártica. . odontálgica (a raiz). leveduras e dermatófitos (48). assaduras e picadas de insetos (145).86% de óxido de cálcio. antisséptica. 23. FARMACOLOGIA Antiulcerosa (16). A fração mineral contém 36.77% de óxido de potássio. cicatrizante. demonstra atividade anti-helmíntica.

fungos e fibroblastos humanos em presença de luz solar. AGROLOGIA . Os poliacetilenos existentes na planta. pião. Depois de frio. As folhas são alternas. nodoso. especialmente o fenilheptatriino . luzes artificiais ultravioletas e fluorescentes branca (439). amarelo quando maduro. pulgões e coleópteros (209).• Decocção: ferver 10 colheres das de chá de folhas em 1 litro de água. PINHÃO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Jatropha curcas L. viroses. elipsóides e oblongas. pinhão-dos-barbados. caducifolia. amareloesverdeadas. grandes. pinhão-de-purga. Sementes escuras. Nas Filipinas é utilizada no preparo de uma bebida denominada "sinitsit". • Banho: utilizar a infusão 2 vezes ao dia (vulnerário e anti-séptico). pinhão. A planta é hospedeira de vários nematóides. Pode ser também utilizado em gargarejos (afecções bucais). lactescente. pinhão-manso. mandobiguaçú. • Suco: obtido de folhas frescas. fazer abluções ou compressas tópicas. longo-pecioladas. TOXICOLOGIA É atóxica para seres humanos porém é altamente tóxica para alguns insetos e larvas (Martinez. glabras. peão. pequenas. de 3 a 4m de altura e caule grosso. FITOLOGIA Planta arbórea.o composto mais fotoativo. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. SINONÍMIA Maduri-graça. De vários órgão da planta exsuda um látex branco e acre. manduri-graça. são fototóxicos para as bactérias. coriáceo. É ótima forragem para coelhos. Aplica-se topicamente na forma de compressas em feridas e úlceras (68). contusas. apud 179). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Na África é utilizada pelos nativos negros como salada. Flores unissexuadas. pinhão-do-paraguai. base cordada e ápice curtamente acuminado. dispostas em inflorescência pauciflora. palminérvias. fungos. membranosas. Fruto tipo cápsula.

prisão-de-ventre e constipação nasal. rubefaciente (folhas). parasitoses. O fruto contém glutina. esteárico.24%. taninos. sapogeninas. drástica. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. vermífuga. antiarrítmica. mirístico e araquídico (Costa. Ungüento preparado com o látex. béquica. goma. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados. com capacidade mínima de 300ml.• Espaçamento: 3 x 3m. um princípio sacarino. como ungüento para curar picadas de insetos e. sem o embrião. INDICAÇÕES O óleo é utilizado para o tratamento de dermatites (Oblitas Poblete. apud 120) e estimulante da musculatura lisa. FITOQUÍMICA As sementes contém 50 a 60% de óleo. contendo substrato organo-mineral. devido às alucinações que produz. utilizadas para a sinusite. O látex é utilizado sobre feridas (120). apud 120). como purgante (130). as sementes. Outras espécies de Jatropha apresentaram atividade antibroncoconstritora. anticefalálgica (120). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Purgativa. úlceras dérmicas e escoriações (130). febrífuga. pleurisia crônica e lombrigas (154). emética. ácidos oléico. Decocção das folhas para banhos e aplicação externa. em instilação nasal. semente e óleo da semente. antidiabética e antiinflamatória (130). antibacteriana (120). As sementes inteiras contém 26% de óleo e as sementes descascadas e frescas 36. • Plantio: outono e primavera. palmítico. linoléico. O chá das folhas é utilizado para o tratamento de constipação nasal. apud 130). provoca náuseas. As sementes produzem um óleo emético e drástico (93). ésteres. estanca hemorragias (112). alcalóides. compostos cianogênicos (130). hidropisia. FORMAS DE USO • • • • Decocção das folhas e sementes. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. ácido málico e curcina (154). FARMACOLOGIA Apresenta atividade hemostática (Kone-Bamba et al. dermatites.. TOXICOLOGIA O embrião da semente pode levar à cegueira. toxoalbumina (curcina). são torradas e. É ainda utilizada para transtornos gastrintestinais e hepáticos. . O óleo das sementes induz o aparecimento de tumores de pele. contraceptiva (379). • Propagação: sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas. na forma de chá ou com leite. Óleo: 10 a 12 gotas.

pião-roxo. Pétalas obovadas de cor púrpura escura. diarréias e depressão do sistema respiratório e cardiovascular. hiporeflexia. embora adapte-se as subtropicais. pião-caboclo. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. pubescentes. erva-purgante. separando-se facilmente em carpelos 2-valvos (120. glabrescentes na face dorsal. coma e morte (Horiuchi et al. composta de flores monóicas. . AGROLOGIA • Espaçamento: 1. Schvarstman. Inflorescência em cimeira contraída. PINHÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Jatropha gossypiifolia L. vômitos. pinhão-de-purga. hipotensão.5m. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais. manfuí-guaçú. hemorragia anal e interna. • É utilizada na fixação de dunas e como cercas-vivas (93). com 1cm de diâmetro. ciliadas ou glandulíferas na margem. pinhão-bravo.0 a 1. glabras. O fruto é uma cápsula ovóide ou subglobosa. 5 pétalas livres. torpor.dores abdominais. palmadas.5 x 1. Cálice 5-lobado. O fruto contém uma semente escura com pintas negras. As bebidas alcoólicas constituem-se em antídotos dos efeitos tóxicos (130). jalopão. pinhão-doparaguai. pecioladas. 3-sulcadas. peãopagé. Casos graves resultam em espasmos musculares. apud 120). desidratação. peão-roxo. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo das sementes pode ser utilizado na fabricação de sabões duros e como combustível para iluminação. • A planta constitui-se em excelente suporte para a baunilha (Vanilla aromatica). 3 a 5 partidas ou lobadas. truncada em ambos os extremos. peão-curador. mamoninha. em baixa altitude. Ahmed e Adam. SINONÍMIA Batata-de-teú. ramificada.5m de altura. as masculinas na parte superior. raiz-de-teú. Flores femininas dispostas nas partes baixas da inflorescência com estigma bifurcado. HABITAT Espécie de origem americana que cresce em terrenos ermos.. 351). FITOLOGIA Planta anual com cerca de 1. Folhas alternas. com 8 a 12 estames.

álcoois alifáticos de cadeia larga e palmitona (81). Os ramos e caule apresentam atividade antimicrobiana in vitro contra Escherischia coli (85). ATIVIDADE BIOLÓGICA O diterpeno apresenta atividade antiprotozoaria . A atividade é atribuída a jatrofona (217). uma proteína tóxica e ésteres diterpênicos de forbol (49). As raízes e sementes contém terpenos e lignanos. purgante. 442). antidiabética.4-δ-epoxi-jatrofona. mordida de animais peçonhentos. taninos. vomitiva. 3. Os extratos acuosos e etanólicos da planta inteira apresentam atividade moluscicida frente a Bulinus globulus (3). em ratos. jatropha-factor G-2. contendo substrato organo-mineral. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. vomitiva (o óleo da semente). FITOQUÍMICA Flavonóides.• Propagação: sementes.3. vulnerária. jatropholonas A e B. purgante. 2-δ-hidroxijatrofona. jatropina. As mudas podem ser preparadas semeando-se em bandejas de isopor ou saquinhos plásticos. antiartrítica. A folha contém histamina.4-δ apoxijatrophatriona. Substâncias específicas: apigenina. apud 179). O extrato acuoso da folha (15µg/ml) mostrou-se ativo contra Plasmodium falciparum. antagoniza as convulsões induzidas por estrecnina. jadaina. O extrato etanólico das folhas apresenta atividade depressora do sistema nervoso central (via intraperitonial) e uma leve ação anticonvulsionante em ratos com convulsões induzidas por metrazol. Os ramos contém lignanos. • Colheita: inicia 1 a 2 anos após o plantio. anti-hidrópica e antitérmica (120).4-β-epoxijatrophatriona. causador da malária (156. obstruções das vias abdominais e gripes fortes (120). FARMACOLOGIA Observou-se efeito hipoglicemiante in vivo em ratas tratadas com dexametasona (Llanes et al. via intraperitonal. anti-reumática. • Plantio: outono e primavera. laxante. diurética (351). saponaretina e vitexina (81. 12-desoxi-16-hidroxiphorbol. diurética (425). Extratos etanólicos a 95% das raízes apresentaram atividade antitumoral em ratos portadores de leucemia P-338. inibição dos tumores . 217. 425. nefríticas e hepáticas e para úlceras gastrintestinais (303). prasanthalina. vitexina. jatrofona. antihelmíntica (folhas) (179). O extrato etanólico da raiz. antiinflamatória. A planta é ainda utilizada para cólicas estomacais. INDICAÇÕES É útil para o tratamento de feridas. anticatarral. O extrato das folhas é inativo (2). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiasmática (as flores).. sendo que as sementes contém curcina. 329). atividade sobre o vírus citomegalo e Sindbis. derivativa (93). alcalóides. carcinoma de Walker. iso-vitexina e taninos. Apresenta atividade antibiótica contra Microsporum cani e Microsporum gypseum. 2.3-bishidroximetil-6naftaleno. 3. γ-butiri-lactona-2-piperonilida. sarcoma 180 e WM 256 e adcarcinoma pulmonar de Lewis. saponinas e histamina.

lanceoladas. causa irritação na pele (4). opostas. As extremidades do ramos é avermelhada ou arroxeada. PIXIRICA NOME CIENTÍFICO Leandra purpurascens Cogn. FITOLOGIA Planta arbustiva. Flores alvo-pubérulas dispostas em panículas terminais agrupadas nas extremidades dos ramos. DL50. suculenta. Os rebentos . lavar as sementes em uma peneira. CLIMA É de clima subtropical. in vitro do extrato etanólico utilizando Artemia salina foi de 1. SOLO Prefere os solos areno-humosos e úmidos. acuminadas. pubescente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: sementes e rebentos da raiz. perene. pubescentes em ambas as faces. em matas secundárias. ereta. O caule é cilíndrico e muito viloso. O extrato etanólico da raiz (95%) apresenta atividade citotóxica in vitro (217).0mg/ml).0mg/ml (329). medindo cerca de 0. devem ser deixados fermentar por até 3 dias. Semear em bandejas de isopor contendo substrato orgânico. O óleo da semente. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em por toda mata Atlântica sul-brasileira. É esciófita. Fruto tipo baga. atividade moluscicida contra Biompholaria glabrata (179). FAMÍLIA BOTÂNICA Melastomaceae. Os frutos. As folhas são longopecioladas. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (351). base obtusa ou arredondada. As sementes não devem ser utilizadas (303). sob água corrente.em disco da batata (LC50=3. por ser estimulante da musculatura uterina (329). O contato com a planta pode provocar severas reações alérgicas e a seiva pode causar dermatites (124). violácea. Após. com duas nervuras principais originárias de uma mediana.3 a 0.4m. colhidos maduros. quase negra. A dose letal média.5cm de diâmetro. aplicado topicamente. capoeirões e capoeiras.80 x 0. com cerca de 60 a 100cm de altura. adaptando-se também ao tropical. As folhas medem cerca de 8 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura.

crescendo subespontaneamente em solos úmidos. permite que a planta desenvolva-se melhor. redondo-ovaladas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. lisos. A planta exala um aroma peculiar. bastante compactos. curtamente pecioladas. prostrada. poejo-das-hortas. HABITAT Espécie alóctone. abrigados sob sombrite a 70% de sombra. aromáticas. • Consórcio: O cultivo da pixirica juntamente com espécies de maior porte. que proporcionem alguma sombra.podem ser enraizados em substrato organo-mineral. com a goela fechada por pêlos coniventes. tubuloso. em numerosos verticilos. As folhas são pequenas. poejo. poejo-real. Carpelos ovóides. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são usadas para regular o rítimo cardíaco. obtusas ou subagudas. SOLO . denticuladas ou quase inteiras. FITOLOGIA Planta herbácea. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. com irrigação diária. hortelã-da-folha-miúda. originária da Europa. todos axilares. com 5 dentes desiguais. sublabiado. O cálice é viloso. vivaz. composta de flores lilases. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos. porém há muito tempo adaptada às condições brasileiras. multifloros. opostas. POEJO-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Mentha pulegium L. menta-selvagem. perene. • Plantio: outono e primavera. A inflorescência é racimosa. os dois inferiores mais estreitos. pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50cm em altura. Popularmente é também utilizada como hipocolesterolêmica. infecções urinárias e genitais e externamente são utilizadas no tratamento de moléstias de pele (215). SINONÍMIA Erva-de-são-lourenço.

no inverno. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio. óleo essencial de poleganona (94%). digestiva (294). • Propagação: ramos radicantes e rizoma da planta matriz. dores reumáticas. • Hidroponia: é bastante indicada para o cultivo hidropônico. insônia (145). perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda. embaraço gastrointestinal. giardicida. fenol. mentona-piperitona. emenagoga. INDICAÇÕES Indicada para debilidade do sistema nervoso. coqueluche.). FITOQUÍMICA Pulegona. mentol. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. pois melhora a qualidade do produto colhido. béquica. balsâmica. diaforética. A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. timol e eugenol (120). eupéptica. piperitenona. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. trichomonicida. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. no inverno.As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade. cineol (145). • Adubação: a planta responde bem à adubação orgânica. fermentações. • Colheita: é dificultada. resfriado. FORMAS DE USO . Utilizar 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. bronquite (68). anestésica. dipenteno. que são plantados diretamente em canteiros. etc. pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. cicatrizante. antisséptica (258). • Mulching: para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade. acetato de metila (257). carvona. bem curtido. antigripal (145). anti-hidrópica (257). enjôo. borneol. flavonóides. casca de arroz. antiespasmódica.3m. expectorante. hidropisia (32). arroto. carvacrol. O caule é extremamente radicante. Solos ácidos são prejudiciais à planta. catarro. (68). vermífuga (93).3 x 0. acidez do estômago. lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm. • Desenvolvimento: no inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados. palha. antidiarréica (32). estomáquica. Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso. • Plantio: primavera e outono. proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto. Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo. amebicida e tônica (1). tanino. analgésica. enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera.

amoena (Lem. Apagar o fogo e abafar por 15 minutos. afetando principalmente o fígado (145). Tomar 3 xícaras ao dia (68). glabras. aspirina. ascendente. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta afugenta pulgas e mosquitos. Fazer bochechos (294). presente na planta. A pulegona. • É utilizada para o preparo de licores (163). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. juntamente com o suco de 1/2 limão. FITOLOGIA Planta herbácea perene. variegadas em tonalidades de verdes. de ramos finos. inteiras. mais largas na metade ou em baixo. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. radicante. opostas.) Smith e Downs. Br. • Colutório: ferver por 2 colheres das de sopa da planta em ½ litro de água. HABITAT Espécie autóctone. var. em altas doses. ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara das de chá. O infuso. presente na planta. PRESUNTO-COM-OVOS NOME CIENTÍFICO Althernanthera ficoidea (L. se tomado 10 minutos antes das refeições. especialmente nos três primeiros meses (258). • Pó ou xarope: tomar 3 vezes ao dia (vermes). é tóxica. elípticas. pecíolo com metade .) R. periquito-ameno. periquitinho. nativa das regiões tropicais do Brasil. ⇒ 15g de folhas e flores em 1 litro de água. • Decôcto: ferver 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara das de chá. As folhas são simples. multi-ramosa. estimula as funções gástricas (258). SINONÍMIA Anador. Coar e adicionar 1 copo de vinagre. é contra-indicado para grávidas. O borneol. (385). mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano (294).• Infusão: ⇒ colocar 20g da planta fresca em 1 litro de água ou 4 a 5g por xícara das de chá. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia. medindo cerca de 20 a 25cm de altura.

saúde-da-mulher. constituindo-se em invasora de hortas. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. As flores.25m. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. de coloração amarelo-pálido. . Webster.) G. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. quebra-pedra-branco. saudade-da-mulher. saxífraga. B. pomares. Esta operação de raleio proporciona a obtenção de novas mudas para plantio. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada como ornamental. L. principalmente em planícies litorâneas. Fruto suborbicular contendo 1 semente avermelhado-castanha (401). • Propagação: segmentos dos ramos radicantes e divisão de ramos da cepa. furaparede. em bordadura de canteiros de jardins. sésseis e glomeradas. • Colheita: inicia aos 5 a 6 meses após o plantio. arrebenta-pedra. jardins e áreas ruderais. K. filanto. ssp. • Raleio: o excesso de brotação dos ramos deve ser contido para não resultar em declínio da planta matriz. erva-pombinha. • Plantio: primavera. quebra-panela. latryrroides (H.do tamanho do limbo pinatinervado. SINONÍMIA Arranca-pedras. verão ou outono. espinhosas. PARTES UTILIZADAS Folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiálgica e antiinflamatória. viveiros. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus niruri L. conami. • Adubação: 3kg/m2 de estrume de gado ou composto orgânico. que são enraizados em substrato organo-mineral ou implantados diretamente em canteiros. dispõem-se em espigas axilares.3 x 0. erva-pombo. Parece desenvolver-se melhor em regiões tropicais.

filtetrina e hidroxilignanos. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. na primavera. kinokinina. pequenas. ovaladas. Cápsulas deprimidas. quercitrina. eriodictiol-7-αL-ramnosídeo. SOLO Prefere solos com alguma umidade. crescendo até mesmo em rachaduras de calçadas. areia. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. Esta espécie caracteriza-se pela folha assimétrica de base achatada. muito pequenas. hipofilantina. com estípulas. isolariciresinoltrimetil éter. nirurinetina. Coluna estaminal inteira. de glândulas livres e orbiculadas. menos as raízes. medianamente férteis e pouco ácidos. nitrantina. mas adapta-se às áreas ensolaradas. membranáceas e glabras. pecioladas. Cálice frutígero com lacínias estreitas e obovais. curto-pediceladas nos dois sexos. barro. • Propagação: sementes. com diminutas estrias transversais. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. filantina. as masculinas gêmeas. 2-lobos. . alternas.30 x 0. As flores são diminutas.FITOLOGIA Planta herbácea. estilos curtíssimos. O caule é cilíndrico. revirados no ápice. isolintetralina. seco-4-hidroxilintetralina. arredondados. com râmulos peniformes. monóicas. Desenvolve-se melhor à sombra. nirurina. Tolera solos pobres. com 6 sementes retorcidas longitudinalmente. pedras e pedaços de plantas diferentes. com as glândulas co-implantadas na base. fisetina-41-0-β-D-glucosídeo. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. nirantina. É esciófita. resistente e avermelhado As folhas são simples. • Crescimento espontâneo: verão. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. solitárias. nirfilina. nirtetralina. kaempferol-40-α-L-ramnosídeo. FITOQUÍMICA • Lignanos: lintetralina. nirurim. isoquercitrina. esverdeadas. nitretalina. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. • Pragas: formigas e lagartas. e as femininas. costadas. ao longo do ano. Colhe-se preferencialmente as ponteiras da planta.2m. localizadas nas axilas dos folíolos. CLIMA Adapta-se a uma ampla faixa de temperatura. • Flavonóides: astragalina. ninurinetim. com porte de 20 a 50cm de altura. Semeia-se diretamente em canteiros. colhendo-se a planta inteira. com 3 anteras. filnirurina. quercitina. hidroxinirantina. desde as temperadas até as tropicais. vivaz. rutina. filtetralina. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ereta.

aperiente (145). 4-metoxi-norsecurinina. 420. 332. da pele. . contusões. vitamina C. sedante. 9. antihepatotóxica e antagonista endotelino (186). O pó da planta inteira. taninos. antinefrítica (8). cólicas renais. desobstruente. • Triterpenos: lupeol-acetato e lupeol. antidiabética. estradiol. 384). antiinfecciosa das vias urinárias (9. antisséptica. INDICAÇÕES É usada no tratamento da diabetes. antitumoral (130). estomáquica. sudorífica. gangrenas. inibidora ACE. antiespasmódica (79). ácido elágico (5. 64. • Alcalóides indolizidínicos: nirunina filantina. antialérgica (420). infecções pulmonares. 210. adstringente. 386. amenorréia (184). febre palustre. O extrato etanólico demonstra atividade antiviral contra o vírus da hepatite B (410). da boca e da garganta (64). bem como litogênica (56). furosina. filocrisina. 130). afecções da próstata (32). ácido salicílico. linoléico e linolênico. 396. • Alcanos: triacontan-1-al. glochidona. inapetência (68). 64). linalol. 374. na dose de 200mg/kg. xantoxilina. hepatoprotetora (417). securimina. hiporilantina. cistite (128). relaxante muscular (258). icterícia (290). 24-isopropil-colesterol. 399. litíases renais. 190. diurética (103). niruside. ácido úrico. 178. entnorsecurinina. verificando sua ação preventiva na formação de cálculo renal. gelato de metila e de etila. antiblenorrágica. • Esteróides: β-sitosterol. analgésica (10. • Outros: dibenzilbutirolactona. O chá concentrado das folhas atua como emético (378). FARMACOLOGIA Antiinflamatória. 184. hipoglicemiante (130) anti-hipertensora. citostática. 438). hepatite-B (426. tônica.• Alcalóides: norsecurina. 21. triacontan-1-ol. úlceras. anti-hidrópica (215). • Lipídeos: ácido ricinoléico. 369. • Benzenóides: salicilato de metila. geraniina. anticancerígena (130). 410. nor-ent securinina. As folhas e as sementes são tônicas e febrífugas (93). 82. hemorragias. ácido repandusínico. 397. saponinas. afecções urinárias. 79). dotriancontanóico. fortificante do estômago (242). 79. 198. cineol. filesterina. filocrisina. antilítica (68). A ação analgésica e relaxante muscular dos alcalóides favorecem a eliminação de urólitos (258). 290. 421. • Terpenos: cimeno. hirtetralina. antivirótica. purgativa. flantine. 318. antiictérica. catarros vesicais. 118. gota (145). galato de etila. filalvina. limoneno. Verificou-se que o extrato aquoso da planta inibe a o vírus tipo-1 da imunodeficiência (HIV-1-RT) in vitro (304). inibidora da transcriptase reversa do HIV (332). 4-metoxi-norsecurina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética (9. 398. albuminúria (242). feridas. • Alcalóides pirrozilidínicos: norsecurinina. filantidina. 130. disenteria (311). cimol. via intragástrica revelou efeito anti-hepatotóxica em ratas e anti-hipercolesterolêmica (421). A Central de Medicamentos do Brasil (CEME) realizou testes clínicos e pré-clínicos com a planta. afecções do fígado. 359. geranina. nirurina. hipertensão arterial (130).

erva-pombinha. ⇒ Diabetes: 75g/litro. HABITAT . durante 3 semanas. Tomar 1 xícara das de chá 6 vezes ao dia (258). QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus tenellus Roxb. ⇒ Câncer: 40g/litro. Tomar 3 xícaras ao dia. • Infusão: ⇒ colocar 1 xícara das de cafezinho da planta fresca picada em 1/2 litro de água. Tomar várias vezes ao dia. Tomar 3 xícaras ao dia (8). tomar o chá a vontade durante o dia. ⇒ Distúrbios renais: 30g/litro. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (68). OUTRAS PROPRIEDADES A planta é utilizada externamente como inseticida de pulgas e piolhos (154). Para a eliminação do cálculo renal. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ ferver durante10 minutos 10g da planta picada em 1 litro de água. Ferver. ⇒ colocar 2 plantas inteiras em ½ litro de água. na dose de 1mg/ml revelou efeito nematicida contra Toxocara canis (210).ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção da planta. ⇒ Diurese: 35g/litro. TOXICOLOGIA Abortiva e purgativa em altas doses (257). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. São reportadas ainda ação antihiperglicêmica (184). Tomar 2 xícaras ao dia. Tomar 3 xícaras ao dia (8). no mínimo (145). SINONÍMIA Arrebenta-pedra. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. suspendendo por duas semanas o uso do decocto após 10 dias de tratamento contínuo (relaxamento dos ureteres). ⇒ ferver 10 a 20g da planta em 1 litro de água. antimicrobiana contra Pastereulla pestis e Staphyllococus aureus (90).

antiálgica (369). Caule cilíndrico. de sépalas esbranquiçadas e diminutas. coriáceos. flavonas. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. apud 79). globosos.8cm de largura. esverdeado a amarelado. de coloração cstanho-clara. esterol. medindo 1. SOLO Prefere solos revolvidos. aerados. colhendo-se a planta inteira. com flores apétalas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. muito comum na região Sul. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo.Espécie autóctone do Brasil.6 a 0. Os ramos que partem do caule apresentam fileiras de folhas. avermelhado na base e verde nas partes jovens. diurética (94). mas nunca encharcados e muito ácidos. Inflorescência monóica e axilar.30 x 0. com 40 a 60cm de altura. litotríptica e diurética (93). barro. estouram à guisa de pipoca. • Pragas: formigas. glabros. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. ácido gálico. glabras. areia. férteis. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. Semeia-se diretamente em canteiros. Sementes cuneiformes. campesterol (Niero.2m. . com tegumento crustáceo. verde. simétricas. É umbrófita. Ocorre em áreas ruderais. As sementes. As folhas caulinares são rudimentares (escamas). β-sitosterol (370). • Propagação: sementes. ereta. pedras e pedaços de plantas diferentes. Frutos esquizocarpos. lisas. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento da glicosúria (242). flavonóis e ácidos fenólicos (138). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. resistente. dispostas alternadamente. quando postas ao sol. base e ápice arredondados. FITOLOGIA Planta herbácea anual. elípticas. 3-sulcados. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação.5cm de comprimento por 0. estigmasterol. hortas e em áreas agrícolas. curto-pecioladas. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. • Crescimento espontâneo: verão. jardins. margem lisa.0 a 1. ao longo do ano. FITOQUÍMICA Terpeno (148).

ao longo do ano. • Pragas: formigas. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. globoso. • Florescimento: abril a agosto. que cresce de 20 a 30cm em altura. O caule é glabro e normalmente púrpura. Produz frutos maiores que a espécie P.FARMACOLOGIA Apresenta atividade analgésica e antiinflamatória (370. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.30 x 0. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. niruri ou P. tenellus. sem pedúnculo. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus urinaria L. colhendo-se a planta inteira. barro. As flores são diminutas.2m. pedras e pedaços de plantas diferentes. FITOLOGIA Planta herbácea anual. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. monóicas e solitárias nas axilas. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. proeminentemente dispostas em duas fileiras. As folhas são alternas. • Propagação: sementes. 170). muito curto-pecioladas. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. • Crescimento espontâneo: primavera. capoeiras e bosques. Semeia-se diretamente em canteiros. as vezes perene. amareladas. lembrando uma folha pinada. Fruto tipo cápsula. levemente comprimido e espiculado. areia. preferencialmente no verão. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. HABITAT Espécie autóctone que vegeta espontaneamente em áreas ruderais. .

alcalóides e substâncias amargas. Shigella flexneri. Vibrio parahacmolyticus. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato hexânico da planta apresentou forte atividade antimicrobiana contra Eischerichia coli. oftalmia e doenças hepato-biliares. edema nefrítico. marasmo infantil. β-amirina (339). SINONÍMIA Alecrim-das-paredes. barbaço. quercitina (318).FITOQUÍMICA Flavonóides. . esterol. tingui. calção-de-velho. FORMAS DE USO • 8 a 16g/dia. Proteus vulgaris. cumarina. eczema infantil da boxexa. purificante do fígado e demulcente. inibidora da aldose redutase (386). HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente o sul do Brasil. impetigo. aftas. Utilizada nas infecções urinárias e da garganta. rutina (10). para gargarejos. benzenóide (292. QUITOCO NOME CIENTÍFICO Pterocaulon virgatum DC. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana. β-sitosterol (371). 433). diarréia. Salmonella typhymurium. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antiinflamatória. A planta apresenta forte ação antiinflamatória e antiálgica (371). Staphylococcus aureus (100). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. verbasco-do-brasil. 375. conjuntivite. mordida de centopéia e cobra. triterpeno. calças-de-velho. enterite. febre. taninos. branqueja. na forma de decocção ou 20 a 40g/dia utilizando as folhas verdes na forma de suco misturado com um pouco de sal. 318) antilipoxigenase (339). terrenos baldios e até à beira das estradas. inibidora ACE e antialérgica (420). artralgia. Klebsiella pneumoniae. ácido elágico (386). analgésica (10. em locais úmidos. barbasco.

dotado de alas membranáceas verdes. quando novas. É heliófita. A planta é ainda anti-reumática e béquica (257). Em banho. que cresce até 2. A infusão das raízes é diurética (242). • Colheita: 160 a 180 dias após o plantio. Prefere temperaturas amenas. sésseis. lenhoso na base e fibroso nas partes superiores. de cerdas moles. quando maturas.5m de altura. perene. resfriado e dores do corpo (271). • Florescimento: janeiro a abril. cilíndrico. de preferência os úmidos.FITOLOGIA Planta herbácea ou sublenhosa. O fruto é um aquênio miúdo. lanceoladas.8 x 0. ereta. sésseis. com densa pubescência lanuginosa. • Espaçamento : 0. providos de brácteas involucrais estreito-lanceoladas e branco-pubescentes.4m. estreitas. . INDICAÇÕES Indicada para a bronquite (257).M. Sch. Semear em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. Caule anguloso. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito rústica. oblongas. medindo 8 a 12cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. contendo várias sementes. pode ser implantada nos solos mais pobres e acidentados da propriedade. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. atua como estimulante (32). metrite. denteadas e decurrentes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são carminativas. • Propagação: sementes. dispostas em capítulos subglobosos. subgloboso. arenosos e ácidos. CLIMA A planta é de clima subtropical. RAIZ-FORTE NOME CIENTÍFICO Armoracia rusticana G. paniculados. As flores são esbranquiçadas. denso-corimbosos. afecções hepáticas. resolutivas e digestivas. castanho. pilosas em ambas as faces. SOLO Desenvolve-se em quase todos os tipos de solos. • Plantio: setembro e março a abril. As folhas são alternas. membranáceas.

FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. Folhas oblongas. São plantados à profundidade de 10 a 12cm. enquanto a base. . verde-escuras. O topo do propágulo é cortado horizontalmente. tetrâmeras. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. brilhantes. As folhas caulinares são lanceoladas. • O sabor torna-se menos picante quando agregada ao creme de leite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. compensando as estiagens com irrigação. • Época de plantio: outono-inverno. com cerca de 40 a 50cm de altura. espessas. deve-se fazer uma adubação no verão. a ocorrência precoce de lagartas que comem os brotos novos. • Adubação: embora a planta seja grande extratora de nutrientes do solo. diurética por excelência (128) e antiescorbútica (93). As flores são brancas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. SINONÍMIA Creem. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. férteis e friáveis. Evita-se. associado à 100g/m2 de superfosfato natural. sobretudo de frutos do mar e carnes frias. • Propagação: divisão da cepa. Por ser perene. Os propágulos de raiz devem ter cerca de 12 a 15cm de comprimento e a espessura de um lápis. AGROLOGIA • Espaçamento : 30cm. rebentos da raiz. vermífuga.500 a 3. não há necessidade de adubações pesadas ou freqüentes. denteadas ou recortadas.000kg/ha (263). Embora possam ser plantados diretamente em canteiros. medindo 30 a 35cm de comprimento por 8 a 10cm de largura. Incorporar ao solo 3kg de cama de aviário ou 5kg de composto ou húmus de minhoca ou estrume de curral. • Produção: 1. enraizando os propágulos em substrato organomineral. laxativa. levemente úmidos. desta forma. alongadas. SOLO A planta adapta-se a maioria dos solos. em bisel. é recomendável produzir as mudas em viveiros telados. Prefere solos de aluvião. • Os japoneses utilizam na forma de pó no sashimi. soltos. porém nunca em solos arenosos estéreis e argilosos compactados ou com camadas de adensamento. creneladas.

SOLO Fértil. rizomatosa. FITOLOGIA Planta herbácea.5m. acuminadas. lanceolado-oblongas. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. HABITAT Originária das Ilhas Célebe. • Florescimento: outubro a maio. Fruto cápsula cônico-irregular de 2cm de diâmetro. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 100g de fosfato natural. Sunda e Java. Brácteas externas vermelhas. Escapo floral com 70 a 80cm de comprimento. • Propagação: sementes e rebentos do rizoma. medindo 60 a 80cm de comprimento por 15 a18cm de largura. As sementes são semeadas em substrato organo-mineral. culminado por um capítulo adensado piramidal de cerca de 10cm de comprimento. frouxas. obtusas. agudas. ovadas. Folhas longo-pecioladas.5 x 2. enquanto que os rebentos podem ser plantados diretamente a campo. • Plantio: primavera e verão. glabras. Semente preta revestida por arilo hialino. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o cultivo. SINONÍMIA Bastão-do-imperador. ovadas. PARTES UTILIZADAS .ROSA-DE-PORCELANA NOME CIENTÍFICO Nicolaia elatior. que cresce de 2 a 4m de altura. Escamas verdes. textura média. bem drenado. lanceolado-oblongas. de caule foliáceo. agudas na base ou inequilátero-arredondado. flor-da-rendenção. Brácteas internas estreitas. cerosas. É heliófita. CLIMA Tropical úmido. carnosas. rico em matéria orgânica AGROLOGIA • Espaçamento : 2.

roças e capoeiras. Tolera o sombreamento. HABITAT Espécie alóctone. lavantina. As flores são pequenas. mané-turé. erva-dos-zangões.20m de altura. erva-do-santofilho.0 a 1. quinino-dos-pobres. Folhas opostas. joão-magro. ana-da-costa. mané-magro. principalmente em solos argilosos. totanga. ocorrendo subespontaneamente como invasora de lavouras. linear-lanceoladas. SINONÍMIA Amor-deixado. os laterais apenas reduzidos e dentiformes. santos-filhos. macaé. base longo-cuneiformes. simples. cordão-defrade-menor. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o reumatismo e dores musculares. A planta está amplamente disseminada no sul do Brasil. FITOLOGIA Planta herbácea anual. originária da Sibéria. pasto-de-abelha.Rizomas. sésseis e fasciculadas. róseas. chá-de-frade. CLIMA É de clima temperado. SOLO . pomares. estrela. lobos mais ou menos longo-acuminados. erva-das-lavadeiras. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são consideradas uma das mais belas do mundo. caule e ramos quadrangulares e pubescentes como as folhas e inflorescências. sertão. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. axilares. cordão-de-são-francisco. mamangava. lavandeira. coração-de-frade. erva-macaé. até leve ou profundamente trilobadas. pau-pra-tudo. levantina. erva-dos-santos-filhos. marroio. cardíaca. RUBIM NOME CIENTÍFICO Leonurus sibiricus L. com cerca de 1. porém adapta-se bem às regiões subtropicais. lavanderia. com lobos do cálice espiniforme. decurrente pelo pecíolo. erva-de-macaé.

INDICAÇÕES Usada no tratamento da gastroenterite. cardiopatias. anti-reumática. erisipela e doenças de pele (215). afecções do estômago e intestino.3m. antiemética (242). Pode ser também aplicada em articulações inflamadas. irritação do estômago e intestino. A germinação espontânea das sementes ocorre de março a junho.8 x 0. Adultos . estomáquica. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara das de cafezinho de água fervente e abafar. dores varicosas. que podem ser semeadas diretamente a campo.78 a 1. .11%). Tomar uma colher das de café do preparado diluído em água. anti-hipertensora (215) e vermífuga (271). leonurina e óleo essencial (257). febre palustre (93). inapetência. Tomar 3 vezes ao dia.1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Febrífuga. gripe. resfriado. diurética. que tem aroma de óleo de bacalhau.24%). • Colheita: inverno. béquica. antidiarréica. aperiente.Prefere solos úmidos e argilosos. As flores. são usadas para o tratamento de bronquite e coqueluche (258). AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Produção de sementes: início de agosto. Deixar em maceração por 7 dias. • Propagação: sementes. febrífuga. cólicas intestinais (68). antiúlcera e antiedemática do extrato etanólico liofilizado (338). com boa fertilidade. agitando com frequência. gripe intestinal. FORMAS DE USO E FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 2 xícaras das de café de álcool e uma xícara das de café de água com 1 punhado da erva fresca picada. crianças .1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. FITOQUÍMICA Flavonóides (0. • Florescimento: inicia a partir de julho. antiemética (68) antiasmática (209). PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. Coar. adicionar 2 xícaras das de cafezinho de açúcar e homogeneizar. FARMACOLOGIA Não se constatou a atividade antibacteriana. taninos (0. • Uso externo: friccionar as folhas frescas sobre as partes afetadas (anti-reumático). • Infusão: colocar 20g de folhas ou flores secas em 1/2 litro de água. antiinflamatória interna e externa.58 a 1. antihemorroidária. eupéptica. úlceras (271) embaraço gástrico. Coar e armazenar em vidro escuro.

imparipenadas. • Florescimento: o ano todo. As folhas são opostas. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. As mudas são muito suculentas. . terminais e perfumadas. verrucoso-pardacenta. de origem eurásica. globulosa. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados.0m. preta. enraizar em substrato organo-mineral e aclimatar em viveiro com sombrite 50 a 70%. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae. actinomorfas. contendo 3 sementes pequenas. • Propagação: rebentos das raízes da planta matriz e estacas. no Litoral de Santa Catarina. • Plantio: outono. verão e primavera. As flores abortam antes da formação de frutos. É ramificada. murchando facilmente se forem deixadas ao sol.OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é insetífuga. Fruto tipo baga. Em ambos os casos. sabugueiro-da europa. de caule esverdeado no primeiro ano e posteriormente fibroso e endurecido. luzidia.0 x 2. O suco do fruto é vermelho-sangue. hermafroditas. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus nigra L. sabugueirinho. com irrigação diária. glabras. HABITAT Espécie autóctone. FITOLOGIA Arbusto ou arvoreta perene que cresce de 3 a 4m. Inflorescência cimeiracorimbiforme de flores esbranquiçadas. sabugueiro-negro. dotada de medula branca e com lenticelas na casca. SINONÍMIA Sabugo-negro. compostas de 5 a 7 folíolos ovado-acuminados e denteados. misturada com 100g de fosfato natural. • Adubação: 3 a 4kg/cova de plantio de cama de aviário. Repetir anualmente.

PARTES UTILIZADAS Flores. béquica. inflamações superficiais da pele. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É sudorífica. • Os galhos fornecem matéria corante. podendo ser utilizados no preparo de bebidas vinosas. mucilagem e vitamina C (9). terçolho e tabagismo. arteriosclerose. antigripal. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. laxativa. expectorante. • Uso externo: 30g de flores em 1 litro de água. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento do resfriado e angina (271). antiespasmódica (283). FORMAS DE USO • Uso interno: 8g de flores em 1 litro de água. obstipação. gota. queimadura (93). febrífuga. depurativa. porém quando secas perdem a propriedade laxante. emoliente. diurética. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas apresentam ação inseticida (93). sambunigrina. anti-reumática e cicatrizante (128). taninos. epistaxe. 10 a 15g de folhas. • Das sementes se extrai um óleo de uso industrial (283). a partir daí. folhas. • Os frutos são comestíveis. amarela. As folhas são úteis contra a hemorróida. escura ou verde-maçã (380).• Colheita: inicia-se 8 meses após o plantio. . catapora. quercitina. rutina. ser feita durante todos os meses do ano. oftalmias. • A medula do caule é empregada em microscopia para o preparo de cortes de precisão em experimentos de física eletrostática. erisipela. As flores são eméticas e catárticas. 50g de folhas. • As flores são utilizadas em camadas alternadas para a conservação da maçã e para conferir aroma de moscatel em vinho branco. a raiz e as folhas são indicadas para o tratamento de retenção de urina. escarlatina. cascas e raízes. Indicada ainda para abcessos. cistite. • A planta é ornamental. FITOQUÍMICA Colina. As folhas são indicadas no tratamento de furúnculo. podendo. rubéola). • Padrões comerciais: folhas e flores comercializadas separadamente e isentas de impurezas. bronquite. cascas ou raízes em 1 litro de água. O fruto purifica o sangue e limpa os rins (32). doces e sopas. cascas ou raízes (32). frieira. anti-hidrópica (271). A casca. As flores são indicadas para enfermidades eruptivas (sarampo.

alternas. Semear em saquinhos plásticos perfurados. É heliófita e higrófita. FITOQUÍMICA . FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae SINONÍMIA Acapora. PARTES UTILIZADAS Folhas. primavera e verão. por ocasião da floração. mantidas sempre úmidas. SOLO Prefere solos profundos. sabugueirinho. férteis e ricos em matéria orgânica. ramificada. • Propagação: sementes e estacas de ramos. CLIMA É de clima subtropical à temperado ameno. As cascas são colhidas após a florada. O fruto é uma baga de coloração roxa. aromáticas. em capoeiras ou vegetação secundária. em média. As flores são alvas. sabugueiro-do-rio-grande. • Florescimento: novembro a dezembro. glabras. originária do sul do Brasil. As mudas são transplantadas do viveiro para o campo após 60 dias de aclimatação. com cerca de 4 a 6m de altura. com capacidade de 300 a 400ml. apresentando 7 a 13 folíolos ovadoacuminados e denteados. HABITAT Espécie autóctone. Folhas compostas.SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus australis Chamisso e Schechltendal. frutos e raízes. perene. O gineceu é composto por 5 lóculos. Ocorre espontaneamente em orlas ou clareiras de matas. quando matura. sabugo-negro. mas que pode atingir até 10m de altura e diâmetro na base do caule de 10 a 25cm (331). pinatífidas. contendo substrato organo-mineral. dispostas em umbelas paniculadas. • Colheita: cerca de 6 meses a partir do plantio. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. • Plantio: outono. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. flores. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arvoreta. bem drenados.

As folhas mais velhas são recurvadas.Colina. fortunão. sarampo. depurativas (344). SINONÍMIA Jarancim. erva-da-costa. Dos lóbulos marginais do limbo formam-se brotações de novas plantas. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. cicloartenol. antiobésicas. planta-da-vida. eméticas e emenagogas. . opostas. A casca da raiz é drástica. purgativas. frágeis. rins e fígado. Prefere as regiões litorâneas. originária de Madagascar. orelha-demonge. taninos. emolientes. ascites (casca). rutina. pulmão. béquicas. béquicas e antiespasmódicas (257). coração. sombreados. HABITAT Espécie alóctone. Inflorescências terminais ramificadas. sambunigrina. folha-grossa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são febrífugas. vitamina C. anti-reumáticas. SAIÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe gastonis-bonieri Ha. As folhas são grandes. FITOLOGIA Planta suculenta perene que cresce 40 a 60cm em altura. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de hidropisia. maturativa. sudoríficas. isoquercitinas e sambicianina (257). • As folhas são insetífugas (93). drásticas. com cerca de 30 a 40cm de comprimento por 10cm de largura. lupeol. crescendo melhor sobre detritos orgânicos em decomposição. excitantes. febrífugas e antihipertensiva. crenadas e espiraladas. lanceoladas. diaforéticas. folha-de-costa. diuréticas. mucilagem. locais úmidos. A planta apresenta ainda propriedades cicatrizantes. et Pe. Os frutos são peitorais. catarros. estigmasterol. antiasmáticas. dores de dente e de ouvido (344) OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera e ornamental. anti-reumáticas (93). males do estômago. resfriados (257). quercitina. com flores amarelas e tubo róseoavermelhado. As flores são sudoríficas. verde-azuladas amarelo-esbranquiçadas.

inhapicanga.SOLO Prefere solos bem drenados e aerados. engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das pernas. tolera bem períodos de estiagem. • Propagação: brotações das crenas das folhas da planta matriz. PARTES UTILIZADAS Folhas. jupicanga.. japicanga. salsa-americana. Smilax spinosa. CLIMA A planta é heliófita. etc. sarsaparrilha.8 x 0. SALSAPARRILHA NOME CIENTÍFICO Smilax spp. japecanga. porém não suporta baixas temperaturas. • Colheita: inicia a partir de 4 a 5 meses de cultivo. nhupicanga. frieiras e queimaduras. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. refrigerante e tônica pulmonar. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária. zarza.. sarza. salsa-cerca-onça. perdurando até agosto. Não há formação de sementes. Os segmentos de crenas podem ser enraizados diretamente em canteiros ou em saquinhos plásticos perfurados. O suco da planta é eficaz para calos. resolutiva. Smilax japecanga Griseb. (Smilax campestris Griseb.) FAMÍLIA BOTÂNICA Smilacaceae. INDICAÇÕES As folhas secas e tostadas são úteis para cefaléias. • Florescimento: a partir de maio. salsa-do-campo. japecanga-verdadeira.5m. Não vegeta bem em solos muito úmidos e ácidos. salsa-japecanga. cicatrizante. Recorta-se as folhas entre as crenas. • Plantio: primavera e verão. raiz-da-china. inhapecanga. HABITAT . SINONÍMIA Esporão-de-galo. salsa-deespinho.

. glabras. Semente um pouco achatada.5m de altura. O sabor das raízes é amargo. desde que haja boa cobertura de copa de árvores. francos e ricos em matéria orgânica. Espécies de sombra definham quando crescem sob luz solar direta. Poderão ser utilizados tutores vivos. • Plantio: primavera. perene. • Colheita: ocorre após 2 a 3 anos de cultivo. localizadas nas axilas das folhas ou brácteas. Fruto tipo baga contendo três sementes. polimórficas. ornado de espinhos recurvados e geminados. As raízes são brancas internamente e avermelhadas externamente. • Adubação: 1. Caule cilíndrico glabro. tropical. localizados nas articulações.Espécie autóctone. devem ser aclimatados em viveiros com sombrite 70 % de sombra e enraizados em substrato organo-mineral. O rizoma ramifica-se copiosamente e forma hastes subterrâneas prolongadas. As folhas são coriáceas. acuminadas. favorecem ao crescimento da planta. • Tutoramento: para melhor condução da planta. soltos. cordiformes na base. muito duras.0kg/planta de composto orgânico. tornandose clorótica e com crescimento retardado. tais como árvores de raízes axiais e tronco fino e não muito liso. • Propagação: sementes. com nervuras longitudinais ligadas entre si por uma rede secundária de nervuras reticuladas. adicionado de 100g de fosfato natural. CLIMA A planta é tipicamente tropical. que atingem alguns metros. As flores são dióicas. dependendo da espécie. Semear em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Temperaturas altas com umidade do ar elevada. em solos úmidos ou próximo de cursos de água. • Rendimento: até 8kg de raízes por planta (182). alternas. flexíveis. A planta pode ser umbrófita a heliófita. com um diâmetro de 3 a 5mm. Cresce espontaneamente em áreas umbrosas. encontrada com certa frequência no Litoral Catarinense. faz-se necessário um tutoramento vertical ou horizontal. FITOLOGIA Planta trepadeira ou prostrada. Também encontrada em matas secundárias. As raízes são colhidas sem que ocorra danos ao rizoma. Tanto o rebento como as estacas obtidas de mergulhia ou da cepa. dispostas em umbelas. de cor marfim. de caule cilíndrico e com poucos espinhos A planta atinge cerca de 1. bi-seriadas. PARTES UTILIZADAS Raízes compridas e flexíveis que crescem do rizoma. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. mergulhia. frescos. mucilaginoso e acre. formando tubérculos. SOLO A planta prefere solos úmidos. nativa da Mata Atlântica. estaquia ou rebento. As raízes atingem cerca de 2m de comprimento.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. colina. febrífuga. salva-menor. estimulante digestivo e do metabolismo em geral e desintoxicante (1). úlceras (215). amido. eczema. salva. depurativa do sangue. salva-da-catalunha. Em geral. sábia. as salsaparrilhas contém três saponinas: salsaponina. cistite (68). estigmasterol (182). erva-santa. salva-dos-jardins. emoliente. enfermidades venéreas (32). FORMAS DE USO • 15 a 20g/dia. resina acre. essência. TOXICOLOGIA É irritante para as mucosas (283). gota. perilina e esmilasaponina. linfadenopatia. salvamansa. anti-sifilítica (215). antiartrítica (68). nefrite. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. grande-salva. sudorífica. salva-ordinária. salveta. sais minerais. Recentemente tem sido descrita a existência de derivados do ácido glutâmico. flatulência. ácido úrico. INDICAÇÕES Utilizada para doenças de pele (257). esteróides. colina e acetilcolina (379). 444). anti-reumática (32). diurética (283). tanino. exantemas. chá-da-grécia. diarréia. impotência e abcessos (1. SINONÍMIA Chá-da-europa. SÁLVIA NOME CIENTÍFICO Salvia officinalis L. HABITAT . furúnculos. Ocasionalmente são encontrados flavonóides (130). chá-da-frança. antileprosa. saponosídeos. em decocção (444). além disso féculas e uma essência (154). sitosterol. salva-das-farmácias. salva-das-boticas.FITOQUÍMICA Glicídeos. OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes desidratadas apresentam um aroma agradável pouco pronunciado e sabor amargo e amargo.

É sensível a ventos frios. As regiões mais propícias para a produção são encontradas no sul do Brasil. côncavas e caducas. No Brasil é cultivada em hortas e jardins. Folhas oblongas. canforáceos e aromáticos. multianual. • Propagação: sementes. removendo-se a casca. aromáticas. bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior). de 0. bem ensolarados e declivosos. cordiformes. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. bem drenado e rico em matéria orgânica. areno-argilosos. Os ramos se renovam todo ano. além de dificultar o enraizamento e desenvolvimento da planta. • Substrato: para se evitar prováveis infecções de fungos vasculares e bacterioses. dispostas em verticilos com 4 a 8 flores munidas de brácteas opostas. Flores azul-violáceas. SOLO O solo indicado é o fértil. Cálice pubescente.200 sementes. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. esparsas. Retira-se o substrato sob água corrente. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. curtamente pediceladas. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. levemente alcalinos. verde-esbranquiçadas. alporquia. acuminadas. estriado. Apresenta caule ramoso e tomentoso-pubescente. sésseis (as superiores).3m. A sálvia pode viver de 8 a 10 anos (182). Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. medindo 4 a 5cm de comprimento por 2cm de largura. O uso de fito-hormônios pode acelerar o enraizamento de estacas da planta. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. A planta não se adapta à regiões quentes e muito pluviosas. . deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. Se houver um período de estiagem prolongado. ereto. quadrangular. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. formando uma moita lenhosa na base. ramificado. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.. Solos ácidos favorecem à ocorrência de Fusarium sp. Possui odor e sabor quentes. picantes. FITOLOGIA Subarbusto lenhoso na base. retirando-se 1/3.3 a 0. em solos calcários. perfilhos e estacas da planta matriz. A semeadura é feita em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. levemente crenadas e reticuladas. Um grama de sementes contém 300 a 1. desde as margens do Mediterrâneo até 800m de altitude (182). pecioladas (as inferiores).6m de altura. esbranquiçado.5cm. o substrato para a produção de mudas deve ser bem aerado e solarizado. que germinam em cerca de 15 dias. CLIMA Prefere temperaturas amenas. divisão de touceiras. ovais. opostas. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. algo pubescentes. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. aromático.Espécie alóctone que cresce espontaneamente no sul da Europa. um pouco amargos. mergulhia. permeáveis. É heliófita. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. A parte do ramo que ficará sob o solo. campanulado. O enraizamento deve ocorre em 40 dias.7 x 0.

bactericida. diaforética. cariofileno. vômitos. INDICAÇÕES Usada também para o tratamento de astenia nervosa (283). impotência. enfisema. fungicida. edema. Nesta situação. • Colheita: é iniciada a partir do quinto mês após o plantio. digestiva.5% de óleo essencial e 8 a 12% de cinzas (96). • Florescimento: verão até o outono. cânfora. A planta contém 1. resfriado. faringite. depressão. carminativa. deve-se suspender a irrigação e eliminar as plantas afetadas. .8-cineol. • Rendimento: 200g de folhas por touceira (182). saponina. atenuadora da transpiração (283). aftas. amigdalite. apud 287). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. crises nervosas e neuróticas. nervina. inflamações da garganta (257). A partir do 2o ano é possível fazer 2 cortes/ano. astenia. resolutiva e colerética (1) . catarro crônico (435). borneol. antisséptica (257). adstringente. O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus. Colhe-se um pouco antes da antese das flores. bacteriostática. responsável pela murcha e secamento progressivo da planta.3 a 2. doenças de pele (externamente). entorse. antioxidante (Beckstrom-Sterberg. A planta é muito sensível a nematóides. α-humuleno. úlcera (145). antiinflamatória. aromatizante bucal (32). leucorréia. estomatite. taninos (257). engurgitamento (93). • Adubação: 2 a 3kg/planta de húmus de minhoca ou composto orgânico. vulnerária. dores reumáticas. eupéptica. traqueobronquite. PARTES UTILIZADAS Ramos e folhas novas e sumidades recém floridas.45% (286). Readubar cada colheita feita. α e β-pineno (287). flavonóides. ácido rosmarínico (145). gripe. diabetes. anti-reumática. cardiotônica. escrófulas (32). esteróis. Micrococcus luteus. mau hálito. frigidez. antiespasmódica. adicionado de 100 a 200g de fosfato natural. que contém 1. diurética. alvejante dental. α-tujona e outros terpenos. • Desenvolvimento: as folhas adquirem coloração verde-intenso nos períodos chuvosos e acizentada. em períodos secos. tônica (145). excitante. asma. béquica.• Plantio: outono (propagação por sementes) e primavera (propagação vegetativa). cicatrizante (folhas e flores). antidiarréica. (294). febre reumática. Escherischia coli e Serratia marcescens (407). cefalalgias. sudorese excessiva dos pés (294). FITOQUÍMICA Óleo essencial .0. hipoglicemiante. emenagoga. estimulante do sistema nervoso (93). expectorante. ATIVIDADE BIOLÓGICA É ativa contra bactéria Gram-positivas e negativas (287). tabagismo e picadas de insetos (1). convalescença. gengivites. ácido ursólico. balsâmica. • Doenças: a mais comum que ocorre é a fusariose (Fusarium sp).

FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae.] N. . peixes. • Dentifrício: friccionar os dentes com as folhas frescas. Tomar 1 colher das de chá 10 a 15 minutos antes das refeições (mau hálito. • Tintura: amassar um punhado de folhas de sálvia e deixar em maceração em 2 xícaras das de café de álcool de cereais e 1 xícara de água. Tomar 4 a 5 colherinhas ao dia (145). tomar 1 xícara das de chá antes e após o almoço. Indicada em loções para feridas e em banhos para escrófulas (32). TOXICOLOGIA É atóxica nas doses usuais.FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de folhas e flores em 1 litro de água. • Xarope expectorante: 7g de pó da planta em 100g de mel. porém as gestantes devem evitá-la. • Decocção: 50g de folhas e flores em 1 litro de água. estomatites) (257). SÁLVIA-DO-RIO-GRANDE NOME CIENTÍFICO Lippia alba [Mill. sangramento das gengivas e aftas) • Gargarejos e bochechos: utilizar infusão ou tintura. em local escuro. • O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos. patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres. pães. Tomar 1 xícara das de chá seis vezes ao dia. desinfetantes e higienizadores bucais (287). ⇒ 2 xícaras das de cafezinho de folhas secas por litro de água. aftas. durante 5 dias. e Wils. Doses elevadas podem aumentar a pressão arterial (294). Tomar 1 cálice pequeno após cada refeição (283). Em caso de vômitos. Brown. • As flores são melíferas. • Vinho: macerar durante 8 dias 80g de folhas em 1 litro de vinho de Samos. 4 vezes ao dia (mau hálito. • Muito utilizada como tempero de carnes. OUTRAS PROPRIEDADES • As cinzas ajudam a clarear os dentes. Ex Britt.E. Filtrar. • Utilizada ainda como insetífuga doméstica. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (145).

chádo-rio-grande-do-sul. • Plantio: setembro a dezembro. olentes. as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza. alecrim-do-campo. • Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. Prefere regiões subtropicais. peninervas. que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil. sálvia-da-gripe.800m (179). cidreira-melissa. É frágil. bordos serrilhados. A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento. Enraizar as estacas em substrato organo-mineral. com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão. quando encostam no solo. salva-brava. O fruto é uma cápsula seca. . solitárias ou raras vezes em pares. Ocorre em altitudes de até 1. salva-do-brasil. capitão-domato. ricos em matéria orgânica. • Poda: devido ao crescimento muito vigoroso. FITOLOGIA Planta arbustiva ou subarbustiva perene. ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas. pedunculadas. cidreira-falsa. chá-de-pedestre. O caule é muito ramificado. arenosos. 2. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. HABITAT Espécie autóctone de regiões neotropicais. podendo-se proceder até 3 colheitas por ano. • Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta. falsa-melissa. bracteadas e reunidas em capítulos. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. salva.SINONÍMIA Alecrim. cidreira-capim. Inflorescências axilares. opostas. cujo enraizamento ocorre em duas semanas. erva-cidreira-brasileira. erva-cidreira-falsa. CLIMA A planta não tolera regiões frias ou muito quentes. camará.5 a 2m de altura. As flores aparecem na periferia das inflorescências. sálvia.20m. salva-limão. cidreira. próxima a rios e lagos. erva-cidreira. lima ou menta.5 x 1. cidrilha. cidrila. cidreira-crespa. cilíndricos e sulcados. com ramos engalhados. cidreira-brava. As folhas são oblongo-agudas. As flores são hermafroditas. com exocarpo. ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba). chá-de-frade. SOLO Vegeta preferencialmente em solos de aluvião. chá-de-estrada. formando moitas de 1. • Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel.000ppm (408). róseo-violáceas. retilíneo ou curvo. axiais. são fortemente zigomorfas. alecrim-selvagem. cidrão. chá-da-febre. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes. acizentados. salsa-brava. mais pelífera e glandulosa na face dorsal. chá-de-tabuleiro. erva-cidreira-docampo. que afeta a qualidade das folhas e a produção. A produção de sementes é irregular e escassa. cidró. alecrim-do-mato. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. optando-se pela estaquia.

acetato de citronelol. O óleo essencial. peitoral. antidispéptica (179).2%). Apresenta ainda atividade citostática e redutora do tônus intestinal (120). butirato de geranilo (0.8-cineol. allo-aromadendreno (2. fluxo vaginal. do útero e dos nervos (32).6%).1%). α e β-pineno. apresentam atividade analgésica. afecções hepáticas. catarro. neral (23%).2%). Candida albicans. antiespasmódica em cólicas hepáticas (151). ansiolítica (56). o teor de essência nas folhas secas é de 0. FARMACOLOGIA Hipnótica e ansiolítica (56). náusea.2%). Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos. sedante gastrointestinal. geranial (4. antisséptica e anti-hemorroidária. calmante. cujo teor médio é de 1. contendo principalmente geraniol (29.2%). Fusarium moniliforme) e insetos de . metiloctilcetona. sudorífica. colite e dores reumáticas (303). antidiarréica (130).7%). alcanfor.62%). eugenol (0. I-octen-3-ol (0. antigripal (120). antiartrítica. Neurospora crassa (58) e tem um efeito peitoral. relaxante nervosa.92) e β-cariofileno (26. β-cariofileno (6%). dores musculares. piperitona. FITOQUÍMICA Saponinas (93). relaxante do sistema nervoso.4%). desintoxicante. atenuando transtornos digestivos e cólicas. germacreno D (2%). limoneno (0. A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto (312). p-cimeno. morfética.8%). que proporcionam também um incremento de salivação e calor. anti-hipertensora.24%. óxido de cariofileno (2. emenagoga (299). na dose de 32g/kg. recuperação pós-parto (179). dihidrocarvona. nerol (1.6%). lipiona. afecções da pele e das mucosas. cis-α-bisaboleno (2. copaeno (0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica. antidiarréica. linalol (1. fortificante cerebral. taninos iridóides.2%). citral. 1. citronelal (0. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes. INDICAÇÕES Indicada para o resfriado.2%.1%). ácidos fenólicos (8) e α-cubebeno (120).1%). As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae. α-terpineol (Hegnauer. borneol (2. cimol. antiasmática (257). na dose de 1. digestiva.0g/kg. isobutilato de geranilo (0. Segundo 96. reúne geraniol (34. flatulência.3%).5%). antiemética.1%).1%). metilheptenona (5. diaforética. sabineno. A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos. indutora do sono (9). laringite. carminativa. sedativa (408). O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios (179). hipnótica.4%). estomáquica. trans-ocimeno (0. flavonóides e alcalóides desconhecidos (175). cólica. cubenol (0. antidiabética.4%). citronelol (5. mirceno. analgésica. apud 179). metildecilcetona. indigestão. estomatite. enfermidades venéreas. expectorante.PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. antiabortiva. As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais.

Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi. O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera • Utilizada em culinária. Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia (257). em verticilos paucifloros axilares. FITOLOGIA Planta herbácea anual. Corola branca ou lilacina com o tubo do tamanho do cálice. só foram verificados em doses muito altas (255). aromática. porosos. TOXICOLOGIA A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos. areno-argilosos. inteiras. A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (62). náuseas e vômitos. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos soltos. ricos. As folhas são linear-lanceoladas. que cresce cerca de 30cm de altura. mesmo em doses superiores a 67g/kg (179). bilabiada. bracteoladas. Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia. Não se recomenda para os hipotensos (257). SEGURELHA NOME CIENTÍFICO Satureja hortensis L. corimbiformes. As flores são pequenas. Cálice regular ou sublabiado. pubescente-pulvurulenta. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água. in vitro (61). Aquênios ovóides e lisos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. . grossamente pontuado-glandulosas na duas páginas.grãos armazenados (174). férteis e sem acidez. utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa (58). HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas e sudeste asiático. Constatou-se atividade citotóxica em cachorros. Streptococcus pneumoniae. ramosa desde a base. com o lábio superior plano ou levemente côncavo e o inferior trilobado.

500 sementes. pé-de-papagaio. Plantas infectadas devem ser erradicadas. • Rendimento: 0. estimulante e antiespasmódica (93). sendo necessário cerca de 1kg de sementes para o plantio de 1 hectare (182).81%). amargo e utilizado na indústria de carnes enlatadas. porém é mais amarga e penetrante. • O aroma da planta lembra o tomilho. βcariofileno (2. p-cimeno (9. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades.4 x 0.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. as mudas devem ser produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. sobretudo em pratos pesados (patês e queijos).15%). picles e em perfumaria. • Doença: eventualmente pode ocorrer a infecção de Rhizoctonia sp. SELAGINELA NOME CIENTÍFICO Selaginela spp. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva (128).83kg/m2 e 0. É um dos componentes da água de colônia (163). carvacrol (33. salame e lingüiça • É componente do licor francês Chartreuse. Para a obtenção de plantas uniformes e mais saudáveis. FAMÍLIA BOTÂNICA Selaginelaceae. • Colheita: 80 a 90 dias após a semeadura.32%) (430). SINONÍMIA Jericó.3% de óleo essencial (430). α-terpineno (3. . FITOQUÍMICA γ-terpineno (40. • Propagação: sementes.27%). As folha contém 1% de óleo essencial (163). Um grama de sementes contém cerca de 1.500 a 2. • Plantio: abril.500kg/ha de folhas dessecadas (182).. • A planta é utilizada como aromática e condimentar.20m.90%). OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é amarelo claro. Pode-se obter uma produção de 1. que causa deterioração das raízes.

utilizando-se nebulizadores ou micro-aspersores. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. Não tolera regiões frias e secas. prolapso retal e leucorréia. • Propagação: esporos e rebentos do rizoma. bronquite. É planta umbrófila. Folhas verde-escuras. em decocção. onde predomina a sombra e a umidade.2 x 0. CLIMA Planta de clima tropical úmido. aerados. hemorragias gastrintestinais. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica ou com serrapilheira. assemelhando-se. • Espaçamento : 0. Poderão ser cultivadas em canteiros ou em vasos de xaxins. que crescem até 30cm de altura. herbáceas. úmidos. ou excesso de luminosidade. algumas delas. • Plantio: outono e primavera. algumas rasteiras. hemoptises. O enraizamento dos rebentos deve ser feito em viveiros cobertos com sombrite 70% e submetidos a irrigação intermitente por nebulização. O cultivo em estufas aquecidas favorece o pegamento e crescimento das plantas. outras eretas. interiores de abrigos. INDICAÇÕES Indicada para doenças pulmonares. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. emitindo estolhos longos. a musgos ou a samambaias. FITOLOGIA Espécies muito primitivas. FORMAS DE USO 9 a 15g/dia. . A umidade deve ser mantida sempre alta. lineares ou pinatisectas.2m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente e hemostática. asma. em bosques. viveiros telados ou casas. Apresentam rizoma reptante. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo destas espécies deve ser feito sob sombreamento. contendo substrato organo-mineral. É encontrada crescendo próxima de fontes de águas e áreas úmidas em geral. tosse. rijas ou tenras. hematuria.HABITAT Espécie autóctone que habita os extratos mais baixos da Mata Atlântica. perenes. porosos e levemente ácidos.

perene. SINONÍMIA Fedegoso-do-rio-de-janeiro. elípticos. Flores amarelo-claro. glabros e vernicosos na face superior e amarelado pubescente na inferior. Readubar anualmente. Folhas pinadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. contendo substrato organo-mineral. Semear em bandejas de isopor de células grandes. Não se adapta à regiões muito úmidas. CLIMA É de clima tropical.7 x 0. obtuso-acuminados. lava-pratos.2 a 1. areno-argilosos. em rácimos curtos. • Plantio: setembro. dispostas em panículas terminais. contendo 7 a 9 sementes. com cerca de 6 a 8cm de comprimento.5m de altura. compostas de dois pares de folíolos ovado-oblíquos. SOLO Prefere solos leves. umedecidas. ereta e glabra.5m • Propagação: sementes e estacas. bem drenados e profundos. com 1. FITOLOGIA Planta arbustiva. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. reniformes.SENE NOME CIENTÍFICO Cassia angustifolia Vahl. coriáceos. . • Florescimento: dezembro e março. É heliófita. Fruto tipo folículo. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. com um glândula pequena entre cada par de folíolos. HABITAT Espécie alóctone originária do Egito. • Colheita: os folíolos devem ser colhidos antes do florescimento. PARTES UTILIZADAS Folíolos. ricos em matéria orgânica. mamangá. • Adubação: 1kg/planta de húmus de minhoca adicionado de 200g de fosfato natural.

CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. erva-viva. ramosa. Folhas pequenas. de glomérulos globosos. caá-eó. mas que se tornou cosmopolita em todo o mundo. Frutos tipo vagem. malícia. eriçados de espinhos. juquiri-rasteiro. amarelo-esverdeadas. iuquiri. jardins. dormideira. malícia-de-mulher. malícia-das-mulheres. SENSITIVA NOME CIENTÍFICO Mimosa pudica L. perene. medindo 30 a 40cm de altura. prostrada. morrejoão. campos e áreas ruderais. com cerca de 1cm de diâmetro. AGROLOGIA . com as hastes cobertas de espinhos. Ocorre como planta invasora em hortas. porém é exigente em umidade. O caule. semelhantes ao feijão. malícia-roxa. HABITAT Planta autóctone da América Tropical. longopecioladas. não-me-toques. Os frutos apresentam-se aglomerados. Apresenta a peculiaridade de fechar os folíolos imediatamente após o toque ou na ausência de luz. lilases e densos. aglomerados radialmente (craspédio). FAMÍLIA BOTÂNICA Mimosaceae. SINONÍMIA Arranhadeira. é munido de acúleos recurvados nas axilas e espinhos isolados nos entrenós. É esciófita. juquiri. Inflorescência axilar e apical. SOLO É encontrada em diferentes condições de solo. vergonhosa.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante. INDICAÇÕES Elimina manchas brancas do corpo (271). foscas. alternas. compostas de folíolos lineares. de coloração vermelho-castanho. juquer. vergonha. dorme-dorme. contendo sementes lenticulares. FITOLOGIA Planta subarbustiva. depurativa e vermífuga (271). Vegeta sobremaneira nas margens de cursos de água e em terrenos alagadiços.

é tóxica. são amargo-tônicas. Indicada para afecções hepáticas. SERPILHO NOME CIENTÍFICO Thymus serpyllum L. eméticas e antidiftéricas. anti-reumáticas. ocorrendo a emergência em 2 a 4 semanas (209). Utilizadas internamente.• Espaçamento: 0. • Propagação: sementes. causando hematuria em animais que as comem. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. colagogas (93). serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta. emolientes. purgativas. INDICAÇÕES Externamente é utilizada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas (93). . • Florescimento: novembro a fevereiro. O extrato alcoólico das folhas tem a propriedade de inebriação. As folhas são reputadas como tóxicas. Semear em bandejas de isopor. que enriquecem o solo com nitrogênio. As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. purgativas. Em gargarejos. afecções reumáticas articulares. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A casca é vermífuga e as raízes são irritantes. TOXICOLOGIA A casca. O índice de germinação varia de 60 a 80%. • As raízes são simbiontes com bactérias nitrificadoras. • Produção de sementes: uma planta pode produzir até 700 sementes (242). odontálgicas e desobstruente do fígado (215). • A planta pode ser utilizada como adubo verde. enquanto que o extrato alcoólico das raízes tem efeito oposto (93). OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes apresentam cheiro desagradável. FORMAS DE USO Infusão e cataplasmas. reumáticas e articulares. depurativas. antiblenorrágicas. contendo substrato organomineral.5m. prisão de ventre (32).8 x 0. resolutivas (242). úlceras cancerosas. angina e para desinchar as pernas (215). granulações da faringe (242). moléstias do útero (271). • Plantio: setembro. em alta dose. • É cultivada como ornamental em alguns países europeus.

é de clima subtropical úmido. ricos em matéria orgânica. É encontrada até 2. ascendente nas extremidades superiores. pubescente. Não tolera altas temperaturas. A raiz é delgada e lenhosa. setembro. aerados e permeáveis. serpil. FITOQUÍMICA . As folhas são aromáticas. FITOLOGIA Planta herbácea sarmentosa. palhas não resinosas e casca de arroz. manter a umidade do solo e evitar sujeiras nas folhas e ramos. que cresce em bosques. timo-silvestre. deve ser raleada e os ramos extirpados podem ser utilizados para a produção de novas mudas. • Mulching: o canteiro pode ser revestido com um plástico preto. em solos áridos. SOLO A planta prefere solos úmidos. serpão. silico-argilosos. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. embora com menor eficiência. CLIMA A planta.25m. Não tolera solos ácidos. nem invernos rigorosos. polimorfa. As flores formam capítulos terminais róseos. mais ou menos densos e arredondados. para evitar o crescimento de inços. serpol. antes do plantio. SINONÍMIA Erva-ursa.FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Tanto as folhas quanto as flores são altamente aromáticas. prostradas.25 x 0. com cerca de 5cm de comprimento. que podem ser plantadas diretamente em canteiros cobertos com sombrite 70%. HABITAT Espécie alóctone da Europa. • Raleio: quando a planta estiver muito densamente formada pelos ramos radicantes. • Propagação: estacas radicantes dos ramos. o plástico recebe um corte em forma de cruz. planas. de comportamento esciófita. de 10 a 30cm de altura. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas e folhas. Poderão ser também utilizados. • Adubação: 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Plantio: março a abril. inteiras. miúdas e obtusas. tomilho. Apresenta hastes caulinares finas. planta-ursa. vivaz. cor de granada. Nos pontos onde serão colocadas as mudas.500m de altitude.

Macbr. Aplicar na forma de loções sobre feridas supuradas e sarnas (32). SINONÍMIA Guanxuma-vermelha. estimulante. queda de cabelo. sarna (32). INDICAÇÕES É indicada par o tratamento dos distúrbios do sistema nervoso simpático. fadiga. pecioladas. A face dorsal é mais hirsuta e clara que a superior. resina e saponosídeo (93). a beira de estradas e em áreas agrícolas abandonadas. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. Apresenta crescimento ereto e ramificado. coqueluche.Óleo essencial contendo timol e carvacrol (283). parasiticida. vermífuga. feridas supuradas. vulnerária (283). epistaxe. asma. erva-de-sangue. Suas folhas são opostas. Inflorescências axilares em pequenos cachos. gramados. FORMAS DE USO • Infusão: 10g da planta por litro de água (283). dores reumáticas. astenia. com flores de coloração . antisséptica. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em áreas ruderais. FAMÍLIA BOTÂNICA Lythraceae. diurética. chiagari. antibiótica (93). constipação de crianças de colo (283). A planta cresce 30 a 50cm. distúrbios gástricos. hemostática e tônica (1). áreas de aluvião. tanino. balsamona. quintais. pastagens. digestiva. meteorismo. • Decocção: 50g em 1 litro de água. carminativa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. diarréia. Escherschia coli e Candida albicans (362). FITOLOGIA Planta herbácea anual. campos. expectorante. Caule avermelhado revestido de pilosidade glandulosa purpúrea. artrite. de ápice e base agudos. cicatrizante. SETE-SANGRIAS NOME CIENTÍFICO Cuphea cartaginensis Jacq. obstipação e tosse (1). convalescença. hortas. bronquite. capoeiras.

cardiotônica (32). úlceras. • Propagação: sementes. FITOQUÍMICA Glicosídeos.3 x 0. diaforética. • Florescimento: verão até o outono. PARTES UTILIZADAS Toda planta. SUMARÉ-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO . SOLO Prefere solos úmidos. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (68). anti-reumática. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. FITOQUÍMICA Glicosídeos. • Colheita: ano todo. antiobésica (215). palpitações cardíacas.3m. eczema. INDICAÇÕES Indicada para arteriosclerose. brejosos e arenosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa do sangue. feridas. afecções da pele (32). semeadas em bandeja de isopor contendo substrato organomineral.avermelhada ou violácea. doenças venéreas. furúnculos. hipocolesterolêmica (68). Fruto tipo cápsula contendo 6 a 8 sementes. Promove a limpeza dos intestinos e rins (215). diurética. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). Ocorre 100 a 110 dias após o plantio. • Plantio: início da primavera. febrífuga e anti-sifilítica. sedativa e tônica (128). FORMAS DE USO • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá da planta em 1 xícara das de chá. antiobésica (271). anti-hipertensiva. com duas pétalas dorsais menores que as outras.

FARMACOLOGIA . Em solos argilosos o crescimento é muito lento e a planta tende a amarelecer. • Substrato: deve ser bem poroso. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões tropicais e subtropicais. ou em solos leves. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). A planta é halófita. • Florescimento: verão. SOLO Cresce melhor em solos arenosos. • Plantio: todo o ano. É heliófita. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. Os segmentos de rizomas podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. principalmente na área vegetada de dunas baixas. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. levemente enriquecidos de matéria orgânica. FITOQUÍMICA Flavonóides e terpenóides (143). PARTES UTILIZADAS Colmos. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente na restinga catarinense. • Tratos culturais: a planta é bastante rústica.3 x 0. porosos e bem drenados. antiinflamatória e cicatrizante. dispensando maiores cuidados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. SINONÍMIA Orquídia-da-praia. especialmente a primavera. FAMÍLIA BOTÂNICA Orchidaceae.Epidendrum mosenii Rchb. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%).3m • Propagação: sementes e divisão de rizoma.

O lóbulo médio é curto e largo. causou inibição significativa e dose dependente das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético em camundongos. Os segmentos de rizomas e perfilhos podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. com as margens intensamente encrespadas e finamente creneladas. bisturi-vegetal. SUMARÉ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Cyrtopodium puntactum Lindl. longamente acuminadas. Do ápice da cada haste partem 6 a 8 folhas alternas. Pétalas e sépalas levemente onduladas. Labelo amarelo emoldurado de vermelho. administrado intraperitonial ou oralmente.8m.2m de altura. grande. fortemente recurvadas. árvores vivas ou mortas na vegetação de restinga e na Mata Atlântica. sumaré-do-pau. • Substrato: deve ser bem poroso. lanceoladas. • Pode ser utilizada como estabilizadora de areias de restinga. FAMÍLIA BOTÂNICA Orquidaceae. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). HABITAT Espécie autóctone que vegeta sobre pedras. SINONÍMIA Bisturi-do-mato. • Propagação: sementes e rebentos novos da cepa. Inflorescência em forma de corimbo. amarelas salpicadas de máculas vermelhas arredondadas. com 1. rabo-de-tatu. elíptico-acuminadas. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral.O extrato metanólico do colmo. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. lanceta-milagrosa. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada em ornamentação de terrários ou envasadas. .0 x 0. sumaré-da-pedra. espiques de palmeiras. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). agrupados densamente e em grande número formando grandes touceiras de belo efeito decorativo. cola-de-sapateiro. com escapos florais revestidos de brácteas muito desenvolvidas. de 50cm de comprimento por 4cm de largura. Lóbulos laterais bastante grandes e eretos. FITOLOGIA Pseudo-bulbos de 50 a 100cm. A DL50 é de 100m/kg (143).

FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. cravo-bravo. verde-avermelhado. É antiinflamatória. dispensando maiores cuidados. coatiá. Colheita: inicia a partir do segundo ano. medindo 8 a 10cm de comprimento por 2cm de largura. muito ramoso. coacica. HABITAT Espécie alóctone. No Brasil ocorre sobretudo nas regiões quentes. originária da Ásia. radicante nos nós. pimenta-d'água. suricuína. áspero. tangará. FITOLOGIA Planta herbácea anual. oco. O xarope é indicado para combater a coqueluche e tosses rebeldes (32). silvestre. oblongolanceoladas. de ereta a prostrada. catarro. • As fibras secas do bulbo são utilizadas à guisa de agulhas. margens inteiras ou ligeiramente denticulada. • As flores são ornamentais. especialmente a primavera. de caule lenhoso na base e herbáceo nas extremidades. quebra-pedra. Florescimento: primavera. sésseis (as superiores) ou curto-pecioladas (as inferiores). simples.• • • • Plantio: todo o ano. pluméria. tangaracá. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O suco dos bulbos é cicatrizante (93). quando contata o solo úmido. lanceta. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva é usada como cola em geral. SURUCUÍNA NOME CIENTÍFICO Eclipta alba [L. erva-de-botão. Folhas opostas. furúnculos e epiteliomas. béquica e antitumoral (271). ervalanceta.] Hassk. É cosmopolita por excelência. SINONÍMIA Agrião-do-brejo. sucurima. tuberculose e hemoptises. erva-botão. Flores em capítulos . Tratos culturais: a planta é bastante rústica. base cuneadas e extremidade aguda. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de abcessos.ervanço. cilíndrico. medindo cerca de 40 a 50m de altura.

com 0. doenças infecciosas (257).cônicos isolados ou pareados. moléstias pulmonares. adstringente antiasmática (93). Flores em capítulos subglobosos. frutificando num período de cerca de 100 dias após a emergência. que neutraliza "in vitro" o veneno da jararaca e atua como hepatoprotetora quando ocorre administração tóxica de medicamentos para o fígado (257).5 a 1.0cm de diâmetro. surucuína e óleo essencial (93). Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de outubro a dezembro. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva do caule.3 x 0. Colheita: dois meses após a emergência. formado por um invólucro campanulado em torno de duas séries de filárias com pilosidade esbranquiçada.3m. Propagação: sementes. tomando ½ xícara das de chá duas vezes ao dia (257). antiofídica (427). Uma única planta produz até 17. é azulada. fosco. Os conhecimentos populares de outrora indicavam a planta para o combate à lepra. laxativa (242). rugoso-tuberculado. Esta propriedade da planta é utilizada para o tingimento de cabelos encanecidos. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento : 0. FITOQUÍMICA Wedelolactona (323. antilítica. alagados e semi-halógenos. cicatrizante. nicotina (9). . quando a planta está adulta. Fruto aquênio. Florescimento: inicia na primavera. enegrecendo em reação com sais de ferro. exposta ao ar. castanho. INDICAÇÕES Útil no tratamento da bronquite (93). depurativa do sangue. sífilis e elefantíase (93). ácido tânico. 427). FORMAS DE USO • Decocção: 10 a 20g da planta em 1 xícara das de chá de água. pilogênica.000 sementes (242). antiasmática e anti-hemorrágica (9). • A planta é hospedeira alternativa de Meloidogyne incognita (242). eczemas e icterícia (242). SOLO Adapta-se a diferentes tipos de solo. Estimula a síntese de interferon. Plantio: agosto. mas tolera até solos secos. obovóide. Prefere solos úmidos e pouco ácidos. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. antilítica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Imunoestimulante inespecífica. Não tolera baixas temperaturas. CLIMA É de clima tropical e subtropical quente. • A tintura é utilizada em tatuagem (93).

longo-lineares. cilíndrica. de formato cilíndrico. espadana. A inflorescência feminina. Porém prefere solos com alto teor de matéria orgânica. tabu.0 a 8. glabra.0 e nível de água de 15 a 40cm. paneira-do-brejo. apicais. É heliófita e higrófita seletiva. Folhas invaginantes na base da planta. pau-de-lagoa. erva-de-esteira. .TABOA NOME CIENTÍFICO Typha dominguensis Persoon. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. de coloração avermelhado-castanho. de rizoma rasteiro. tifa. lembra um grande charuto de coloração castanho-avermelhada.5 a 3m de altura. SINONÍMIA Bucha.7m de comprimento por 2 a 3cm de largura.000 flores (209). capim-de-esteira. usado como fitoterápico. Haste floral ereta. totora. partasana. É característica e exclusiva da Floresta Pluvial da Encosta Atlântica (343). lisas. Espiga masculina mais fina e disposta separadamente e acima da feminina. brancos. FAMÍLIA BOTÂNICA Thyphaceae. represas. na mesma haste floral. esponjosos e macios. SOLO Vegeta desde em solos arenosos. com 1 a 1. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. tabuca. turfosos até argilosos.7 x 0. palustre e lacustre. tabua. glabras. paneira-de-brejo. acuminadas. FITOLOGIA Planta herbácea paludosa. coriáceas.8 a 8. perene.1.4m. brejos. assemelha-se a um fino pó dourado. O pólen. CLIMA Vegeta em regiões tropicais e temperadas. landim. taboinha. Uma inflorescência feminina pode reunir até 200. grossas e esponjosas internamente. canais de drenagem e áreas uliginosas em geral. É tolerante a salinidade (199). Flores dispostas em densos e condensados rácimos espiciformes cilíndricos. medindo 10 a 20cm de comprimento e 2cm de diâmetro. paineira-de-flecha. com pH variando de 4. com cerca de 1. paineira-do-brejo. tabebuia. verde. que cresce espontaneamente em várzeas alagadas. pH 6. Fruto filamentoso. paina. paina-de-flecha.

O amido. Com um hectare de tabôa pode-se produzir cerca de 605 milhões de BTU por ano. absorvendo metais pesados. hemorragia uterina funcional (445). contusões e luxações. diurética. antidiarréica.000kg/ha de rizomas (209). Tomar 4 a 6 xícaras ao dia. A aplicação do decôcto na forma de compressas e abluções atua como emoliente e tônico (68). • Grandes aglomerados de tabôa predispõem à proliferação de mosquitos (209). previamente processado. • A planta pode ser matéria prima para a obtenção de gás metano. As sementes podem ser postas a germinar em recipientes com água ou em substrato encharcado. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas (uso externo). antidisentérica. emoliente e tônica (68). FORMAS DE USO • Geral: 5 a 10g/dia (445). • Plantio: primavera. • Produção: até 7. afecções das vias urinárias e debilidade geral (68). encerrando proteínas (teor semelhante aos grão de milho) e cerca de 45% de amido. • Os rizomas cozidos são comestíveis. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. hemoptises. sangramento nasal. hematuria. dores estomacais. embora difícil de branquear. • As fibras da planta dão origem a um papel muito resistente. sobretudo a tilápia. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá do rizoma para 1 xícara de água. • Os brotos novos podem ser ingeridos crus ou cozidos. antianêmica. Os rizomas são plantados diretamente a campo. dá origem a um polvilho comestível. . de agosto a fevereiro. • Os brotos novos são alimento de alguns peixes. dismenorréia. PARTES UTILIZADAS Rizoma e pólen seco. permitindo quatro cortes de folhas ao ano. • Consórcio: Pistia stratiotes ou Acorus calamus. inclusive cobre. dores abdominais durante o puerpério. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é depuradora de água poluídas (68). • As folhas são utilizadas para a confecção de esteiras e artesanato trançado.• Propagação: sementes e segmentos de rizomas. • Florescimento: a partir do segundo ano após o plantio. • O pólen é inflamável e sucedâneo do licopódio em pirotecnia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. antiinflamatória. sendo conhecidos como aspargo dos cossacos.

O fruto é um pepônio. raiz-de-bugre. • Propagação: sementes e brotações da túbera. fruta-de-gentio. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário adicionado de 100g de fosfato natural. caiapó. grandes. purga-de-pai-joão. • Florescimento: dezembro a março. A raiz é tuberosa. PARTES UTILIZADAS . taiuiá-de-fruta-envenenada. • Colheita: inicia no segundo ano de cultivo. para o preparo de bolos doces muito apreciados (93). cabeça-de-negro. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta rústica. implantar o cultivo em áreas acidentadas e declivosas. • Plantio: setembro. avermelhado e liso. palmadas.• Os filamentos (painas) são utilizados para o enchimento de almofadas e travesseiros. ana-pinta. ovóide. membranosas.5m. denteados ou sublobados. melão-de-são-caetano. ana-pimenta. tomba. • Espaçamento: 3 x 2. TAJUJÁ NOME CIENTÍFICO Cayaponia tayuia M. 3 a 5 lobadas. esponjosa e amarelada. 2-3 axilares nas folhas. capitão-do-mato. purga-de-caboclo. normalmente subindo encostas e despenhadeiros. de outubro a fevereiro. A planta se estabelece em locais úmidos e seus ramos crescem em direção à luz. tayuyá. • O rizoma é utilizado. chegando atingir 2m de comprimento e 20cm de espessura. agudos. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. FITOLOGIA Planta trepadeira alta. As brotações da túbera são enraizadas em areia ou vermiculita. mantidas umedecidas. de caule sulcado e de raízes perenes e folhas anuais. HABITAT Espécie autóctone das matas ciliares e de restinga que cresce preferencialmente em grotas úmidas. SINONÍMIA Abobrinha-do-mato. lobos ovais-oblongos. purgade-gentio. As flores são branco-esverdeadas. As folhas são pecioladas. azougue-dos-pobres. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. na Austrália.

eczemas. anti-sifilítica. úlceras. anti-hidrópica e purgativa. manchas do rosto. emenagoga (215). FAMÍLIA BOTÂNICA Plantaginaceae SINONÍMIA Plantagem. atonia gastrointestinal .Em geral são utilizadas as raízes tuberosas. calmante das dores (32). é tóxica. transage. FORMAS DE USO • Decocção: 10 partes de raiz para 1. • TANCHAGEM-MAIOR NOME CIENTÍFICO Plantago major L. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Muitas bulas relatam mais de 100 propriedades fitoterápicas da planta. tranchagem. INDICAÇÕES Utilizada nas dermatoses. o principal alcalóide. dilatação do estômago (93) e paralisia (215). • Alguns criadores de gado cortam as raízes em rodelas. desintoxicante.000 partes de água (32). quando a raiz não está sêca. desobstruente do fígado e do baço. emética. tanchagem. tranchás. depurativa. mas também podem ser utilizadas as folhas e ramos. tansagem. mas seu principal efeito é como drástica. dispepsias. feridas. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é altamente atrativa de vaquinhas (Diabrotica spp). tansagem-maior. HABITAT . erisipelas. secam e misturam-nas à ração de milho para a engorda (93). transagem. antinevrálgica. É anti-reumática. TOXICOLOGIA A cucurbitacina. ciática (32). furúnculos. linfagites crônicas. pregas. servindo como isca natural para o controle da praga. FITOQUÍMICA Amido e alcalóides (cucurbitacina). dartros. quando sêca (93).

As flores são muito pequenas (1 a 2mm de comprimento). as quais apresentam um período inicial de dormência. de deiscência transversal. Pecíolo acanalado. cilíndrica. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros.40 x 0.Planta alóctone européia. medindo 15 a 35cm de altura. com tegumento crustáceo. na floração). raiz (todo ano) e sementes maduras (estação seca). Possui folhas basais. bordos anguloso. ácido hidroxicinâmico e polifenóis. monoterpenos . SOLO Prefere solos arenosos. Foram determinados os seguintes metabólitos: triterpenos β e γ-amirina. pomares.25m. vivaz. É invasora de áreas cultivadas. brancas e uniformes. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. • Florescimento e frutificação: primavera. radiais à cepa. antes do florescimento. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A germinação espontânea ocorre na primavera. e também as folhas. donde parte uma cabeleira de raízes fasciculadas. amirina e catapol. 2mm de diâmetro. Fruto tipo pixídeo. no auge do desenvolvimento. • Padrão comercial: teor de aucubosídeo entre 1.000 sementes por planta. com cerca de 2. carnosa. • Pragas: a planta é muito atacada por formigas. verão e outono. jardins. cerca de 1mm de comprimento. estriado. ovóide. glabras. castanho-claro a escuro. CLIMA É de clima temperado. acaule. Ocorre prolificamente também em áreas ruderais sombreadas e úmidas dos trópicos. É encontrada até 2.4%. • Colheita: é feita no inverno. suco (primavera. ovado-elípticas. FITOQUÍMICA Contém mucopolissacarídeos. ereta. mas também prosperam em solos compactados. que medra em solos áridos. com bordas lisas. • Produção de sementes: 14.5cm de espessura.9 e 2. na planta seca (96). Forma um cepa amarelada. • Plantio: inverno ou primavera. um pouco brilhante. mas desenvolve-se bem em regiões subtropicais. Inflorescência em espiga. anual ou polianual. com nervuras salientes. 3-nervadas. ricos em matéria orgânica e com boa umidade. contendo até 30 sementes marrom-opacas. gramados e pastagens. • Propagação: sementes. Ocorre 3 a 4 meses após o plantio. marrom-avermelhadas. ou levemente onduladas. espessas. sustentada por uma haste floral comprida. A viabilidade da semente no solo é de até 60 anos (242).000m de altitude. tão longo quanto a lâmina. que pode atingir até 35cm e possuem numerosos pêlos. FITOLOGIA Planta herbácea. elípticas. PARTES UTILIZADAS Folhas.

obstipação. Um produto comercial à base de Plantago (Metamucil) diminui significativamente os níveis de colesterol sérico comparado com um placebo (Anderson et al. vitaminas A. uretrite crônicas (145). Contém ainda tanino. ácidos benzóico. digestiva. hematuria. xilose.. cicatrizante. emoliente. vulnerária. tratados com Plantago durante 2 a 29 meses.. Os cremes feitos da planta são usados em massagens em mulheres frígidas e como afrodisíaca (233). Os compostos polifenólicos existentes nas folhas de Plantago major. fissura no bico dos seios. psoríase. febres intestinais. Emplastros das folhas são úteis para furunculoses e queimaduras. sedativa (209). filoquinona. Os ácidos hidroxicinâmicos são. catalpol. Produtos comerciais à base da planta mostram-se efetivos contra hemorróidas. ácidos galacturônicos. analgésica. angina. epistaxe. anti-reumática (68).9% e de triglicerídeos de 52% (Danielsson et al. plantajosídeo. nepetina. oftálmica. sangramento de gengivas (242). gastrite crônica. sais minerais. A mucilagem das sementes contém galactose. afecções hepáticas (150). distúrbios renais. loliólido. luteolina. acne. O uso tópico da folhas tem atividade sobre intoxicação por plantas venenosas (Duckett. purgativa. ferúlico e cafêico. colesterol. parotidite. Extratos aquosos apresentam ação antiinflamatória em cobaias (203). observou-se uma redução de colesterol de 16. rhamnose. Em 13 pacientes com hiperlipoproteinemia. disúria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. flebite. β-lipoproteínas e triglicerídeos sangüíneos (250). administradas à cobaias com arteriosclerose. litíase urinária (409). antitabagismo (215). picadas de insetos e câncer. plantamosídeo. em doses de 500mg/kg. reduziram os lipídeos totais. apud 179). arabinose. apud 179). béquica. cistite. além de conterem as mucilagens de ação laxante suave. flavonóides baicaleína. sais de potássio. enxofre e citrato de potássio (145). enxaquecas. traqueobronquite. resfriado. INDICAÇÕES Usada no tratamento de inflamações bucofaringeanas. ácido sinárgico. conjuntivite aguda. gastrintestinais e das vias respiratórias (258). expectorante.asperulosídeo. antiinflamatória (258). prostatite. aucubina. os responsáveis pela ação antiinflamatória da planta (249). escutelareína. depurativa. Também útil para o tratamento do paludismo. glicose. melitosídeo e geniposídeo. FARMACOLOGIA As sementes são classificadas como laxantes que promovem volume no intestino. catarro. cólica infantil.. planteose.5-dihidroxicinamato de metila. ácidos cumárico. resolutiva (294) e emenagoga. diurética (145). apigenina. antipirética. provavelmente. hispidulina. feridas e cortes (209) disenteria. apendicite crônica (215). úlceras intestinais. amigdalite. laxante suave (sementes). alcalóides indicaína e plantagoína. frutose e óleos voláteis e fixos (179). plantabiose. anti-hemorrágica. verbascosídeo e siringina. diminuindo a dor e o sangramento (Moesgaard et al. estomatite. oleanólico e cítrico. apud 179). Uma mescla de polifenóis de Plantago major causa inibição do efeito carcinogênico de nitrosodimetilamina (203). edema necrótico. apud 179). plantamajosídeo. β-sitosterol. . lignanos 3. sacarose. varizes. p-hidroxibenzóico. sinusite. glicosídeos de aucubina. tônica. metilcatalpol. dérmicas. pectina. anti-hemorroidária (93). faringite. C e K. descongestionante. antidiarréica (folha). salicílico.

Escherichia coli e Staphylococcus aureus (337). como laxante suave (258). Tomar 1 xícara de chá a cada 6 horas para o tratamento de infecções bucofaringeanas e 1xícara a cada 8 horas para problemas gastrintestinais (258). (383). TOXICOLOGIA O pólen é um dos maiores propagadores da polinose . • Gargarejo: 60g de folhas para 1 litro de água (32). Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. • Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas (cicatrizante). . demonstra atividade antibacteriana sobre sete bactérias fitopatogênicas. Para afecções bucofaringeanas: fazer vários gargarejos durante o dia (145). estrogênica. hepática. além de ser a substância responsável pela fitoproteção da própria planta (179). FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia (folhas) ou 9 a 15g/dia (sementes) em decocção. em jejum. • Infusão das sementes: adicionar 1 colher das de sopa de sementes em 1 copo de água fervente.Tem-se registrado ainda as seguintes atividades em diferentes partes da planta: antiviral. Tem sido reportado casos de choque anafilático com sementes de tanchagem (179). Fazer gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). • Os pássaros são ávidos pelas sementes. anti-hemorrágica. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. Deixar 1 noite em maceração e tomar no dia seguinte. resolutiva e agente da litíase renal (179). antipirética. existente na planta. ATIVIDADE BIOLÓGICA O plantamajosídeo. anti-hipercolesterolêmica. • Decocção: ferver 60g de folhas e/ou raízes em 1 litro de água. ⇒ 10g de folhas secas em 1 litro de água fervente.uma reação alérgica. TINGE-OVOS NOME CIENTÍFICO Phytolacca thyrsiflora Fenzl. ex Schmidt. ⇒ 30g de folhas para 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser usadas em saladas e sopas. • Infusão: ⇒ colocar uma xícara das de cafezinho de folhas frescas picadas em ½ litro de água.

• Florescimento: ano todo.8m de altura. ovaladas a orbiculares. composta de 5 tépalas brancas. carurú-guassú. Flores monoclamídeas. É feita naturalmente pelos pássaros. verde e às vezes manchado de vermelho. FITOLOGIA Planta herbácea ou subarbustiva. preta. rosetiforme. capoeiras e terrenos férteis abandonados. e as sementes phytolaceína (93).5 a 1. verão e outono. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. glabro. ocorrendo no Brasil principalmente nas regiões nordeste e sudeste. • Colheita: 6 meses após o plantio. lenhoso na base e carnoso. . enquanto que os frutos encerram phytolaína e ácido fitolácico. Caule cilíndrico. erva-pombinha. caruru-bravo. ervados-cachos-da-índia. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. erva-de-laca. simples. vermelho-purpúrea quando maturo. elípticoovaladas. HABITAT Espécie autóctone das Américas. erva-da-américa.0 x 0. contendo uma semente por carpelo. A planta contém ainda saponinas e phytolacagenina. liso. Ocorre desde o nível do mar até 1. tipi. • Adubação: 2 a 3kg de cama de aviário/m2. FITOQUÍMICA A raiz e o fruto encerram phyitolacina. no topo.50m. tintureira. faces convexas. verdes. Fruto baga subglobosa. lisa. erva-de-cachos. com cerca de 4 a 5mm de diâmetro. cilíndricos. CLIMA Desenvolve-se bem em climas tropicais e subtropicais. caruru-de-porco. cupieiro. Inflorescência em rácemos espiciforme. Semente lenticular. ápice agudo. muito ramificada. SOLO Cresce subespontaneamente em solos férteis e humosos. caruruselvagem. margem crenulada. subglobosa. • Plantio: primavera. glabra. nervuras proeminentes na face dorsal. erva-do-canadá. Folhas alternas.80m de altura (209). • Propagação: sementes. fruto-de-pombo. com núcleo esponjoso.SINONÍMIA Caruru-açu. medindo 15 a 18cm de comprimento. mechoacan-do-canadá. caruru-de-cacho. marando. lisa. glabra. brilhante. Não tolera solos ácidos e compactados. Raiz napiforme. medindo 1. róseas ou lilases. base decorrente. multicaule. Semear em bandejas de isopor com substrato orgânico.

• As folhas e os brotos jovens. TOXICOLOGIA As folhas. convulsões e morte (242). do grupo da betacianinas. ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida.. que é vetor de Schistosoma mansoni (Haraguchi et al. vinhos e xaropes. O fruto verde é um purgativo enérgico (93). As folhas são diuréticas e vulnerárias (242). FAMÍLIA BOTÂNICA Cyperaceae. A raiz é purgativa. • Os frutos já foram utilizados no passado para enfeitar e colorir doces. espasmos. Duas horas após a ingestão. raiz e folhas. INDICAÇÕES A tintura. As folhas contusas são reputadas eficientes na cura das úlceras malignas e o cancro (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória e analgésica tópica (271). vomitiva. sementes e as raízes são tóxicas. As folhas contusas são drásticas. • É ornamental e fixadora de dunas. Os frutos contém pequena quantidade de alguns componentes tóxicos (209). Bochechos e gargarejos com o decôcto das folhas são indicados para afecções bucofaringeanas (271). . utilizado para tingir plumas e vestimentas de índios. • Os frutos contém um corante. alcoolatura ou extrato fluido da raiz são indicados para dermatoses e orquites. • Os frutos são muito apreciados pelas aves em geral. TIRIRICA NOME CIENTÍFICO Cyperus rotundus L. A phytolacina é tóxico-convulsionante (93). ocorre ânsia de vômito. são comestíveis. anti-reumática. Em doses elevadas. anti-reumáticas e antisifilíticas. após submetidas à decocção. provoca vômitos e narcotiza o paciente. diarréia. As saponinas apresentam forte atividade contra Biomphalaria glabrata.PARTES UTILIZADAS Frutos. apud 209). antiescorbútica e depurativa. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental.

mas tem preferência por solos férteis. glabra. erva-côco. • Colheita: é feita durante todo o ano. Para facilitar a colheita dos tubérculos. • Herbicidas: quando se deseja coletar a tiririca em áreas inçadas. • Plantio: outubro. É heliófita. • Capação: todos os pendões florais devem ser eliminados no início de seu desenvolvimento para não disseminarem a semente para outras áreas.2 x 0. fazer o plantio sobre camalhões. Inflorescência formada por 4 a 6 espigas desiguais. cebolinha. Rizoma filiforme e tuberoso. de sabor amargo e doce-aromático. • Alelopatia: a planta é forte alelopata da germinação e crescimento de espécies herbáceas. SOLO Desenvolve-se nos mais diferentes tipos de solo. dispostas em fascículos umbeliformes curtos.10m.SINONÍMIA Capim-dandá. acizentado. PARTES UTILIZADAS Rizomas livres de raízes filamentosas e detritos. revolvidos e areno-argilosos. o seu cultivo deverá ser feito em áreas marginais e isoladas. que cresce de 20 a 30cm de altura. lineares. HABITAT Planta alóctone mundialmente adaptada a todos os ambientes terrestres. Durante o inverno a planta não se desenvolve. Espiguetas pardo-avermelhadas. resinosos. • Rendimento: 40t/ha de rizomas e tubérculos (242). mas preferencialmente no verão. quase filiformes. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica e infestante. radiando de uma haste delicada. As folhas são longas. assegurar-se do não uso de herbicidas na planta. O fruto é um aquênio 3angular. castanhoavermelhados ou escuros. ovóides-oblongos. brancos internamente. • Propagação: sementes e tubérculos. carenadas e numerosas. friáveis. formando tubérculos tenros. triangular e púrpura. junça-aromática. CLIMA Adapta-se as mais variadas condições climáticas. sobretudo áreas ruderais. tiririca-comum. entumecido a cada segmento. sobretudo a alface (75). com cerca de 30 a 50cm de comprimento por 2 a 4mm de largura. Caule delgado e tríquetro. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. • Espaçamento: 0. . com eixo alado. esponjosos.

estimulante. SINONÍMIA Arçã. axilares ou terminais. tomentosas e esbranquiçadas dorsalmente. ciperol. Flores brancas à rosadas. lanceoladas ou lineares. triterpenóides. em tintura. de ramos acizentados. segurelha. emenagoga.ciperona).4% (40% de cetonas sesquiterpênicas . cineol e L-αpineno (1). tomilho-vulgar. antiinflamatória. arçanha. amido e óleo essencial (0. sésseis. . na forma de decôcto. INDICAÇÕES Indicada para. dores abdominais.2%) contendo cipereno. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. Forma uma moita de caule tortuoso. tomilho-ordinário. antisifilítica (271) e afrodisíaca (242). prosperando até 3. α-ciperone. adstringente. gastralgia. FORMAS DE USO • 8 a12g/dia. Fruto composto de 4 aquênios. lenhoso. esteróis (278). HABITAT Espécie alóctone européia que cresce em estado selvagem em terrenos secos e quentes. antidiarréica. poejo. náusea e vômitos (444). Cálice tubuloso com 5 dentes.000m de altitude (96).5-1. fortificante (215). rasteiro. dismenorréia. que cresce de 15 a 30cm de altura. opostas. glandulosas. Corola gamopétala. Folhas pequenas (até 6mm de comprimento). da flora mediterrânica. antidispéptica (444). pequenas. com os bordos virados para baixo.FITOQUÍMICA Essência 0. até mesmo em colinas áridas. O sabor é algo picante e levemente amargo. muito ramificado. timo. antiblenorrágica. diaforética. dispepsia. eretos e compactos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Balsâmica. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. vermífuga (93). formando glomérulos de 3 flores que parecem capítulos globosos. TOMILHO NOME CIENTÍFICO Thymus vulgaris L. bilabiada. pó ou em pílulas (444). Fortemente aromática.

que prefere solos mais pobres. 110. antisséptica. retirar as cepas e obter novas mudas. preservativo de alimentos (109. • Renovação da cultura: após o segundo ou terceiro ano de cultivo. a qualidade das plantas decai sensivelmente. com boa exposição solar. carvacrol (283). Um grama de sementes possui cerca de 4. borneol. hidrocarbonetos. sumidade florida e folhas. mantida sempre umedecida. por ocasião do florescimento. arenosos. béquica. sumidade florida e folhas. • Adubação: O uso de fertilizante mineral debilita a planta. • Propagação: divisão de touceiras. • Padrão comercial: o teor de cinzas não deve ser maior que 14% (96). . • Florescimento: outubro a novembro. pineno. com maior número de ramos e brotações vigorosas (231). álcoois. bem drenados. antimicrobiano. cimol. PARTES UTILIZADAS Sementes. resina. CLIMA. sem problemas de acidez. A planta é heliófita e não tolera regiões de pluviosidade elevada.000 sementes (96). cicatrizante. desodorizante. linalol. anti-helmíntica (257).5 x 0. maior o número de glândulas de óleos essenciais e as plantas tornam-se mais eretas. carminativa. A planta não suporta solos úmidos e argilosos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. porém os produtos de maior qualidade são obtidos em regiões temperadas quentes. FITOQUÍMICA Timol. Quanto maior a luminosidade. cimeno. • Colheita: ocorre dois anos após o plantio. 108). • Plantio: primavera (propagação vegetativa) e outono (sementes). Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.4m.SOLO Exige solos soltos. Adapta-se aos mais variados clima da Terra. Neste caso. saponósidos e vitaminas B1 e C (182). tônico capilar. estaquia. profundos. PARTES UTILIZADAS Sementes. retardante da senelidade. tanino (257). pois reduzem o crescimento e afetam a formação dos metabólitos secundários. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antioxidante. antidiarréica (32). Teores decrescentes de umidade no solo acentuam a cerosidade sobre a folhas e o conteúdo de óleos essenciais (231).000 a 5. mergulhia e sementes. cujas temperaturas giram em torno de 20o C (182). • Plantas daninhas: a planta não tolera qualquer tipo de concorrência. antiespasmódica. anti-reumática. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita.

depressão nervosa (294). sarna.10g de folhas por litro de água. diurética (294). URTIGA NOME CIENTÍFICO Urera baccifera [L. hemolítica. sinusite. emenagoga. O caule é ereto. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. que cresce de 1. embora inerme na . colerética. (383). aperiente. hortaliças. sobretudo em marinadas. atonia do tubo digestivo. halitose. peixes. astenia. vermelho e aculeado na base. Escherschia coli e Candida albicans (362). antigripal. urtiga-maior. afecções da garganta (303). monóica e dióica. parasitoses. estriado. em reduzido número de indivíduos. anti-helmíntica (283) excitante das funções circulatórias e cerebrais. problemas respiratórios. angina. SINONÍMIA Cansanção. • Infusão: uso interno . prados. FAMÍLIA BOTÂNICA Urticaceae. antileucorréica (32). lumbago. fastio. suculento.estomáquica. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. tônica. e sudorífica. convalescença.400m de altura. amenorréia e catarros crônicos (32). urtiga-vermelha. uso externo . gota. HABITAT É autóctone da América tropical.0m de altura. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. tosse convulsa. INDICAÇÕES Indicada ainda para a coqueluche. urtiga-mansa.5 a 3. a beira de cursos de água e em locais úmidos e sombreados. urtiga-brava. FORMAS DE USO • Decocção: 1 colher das de chá de sementes para cada xícara de água. revulsiva. urtigão. úlceras dérmicas. Tomar 1 xícara das de chá 2 a 3 vezes aos dia. • Utilizado na indústria perfumista e de licores. carnes e queijos. Cresce espontaneamente em bosques e subosques. ramificado. cólicas. anemia.40g/litro (32. É encontrada até 2. 257).] Gaudich. ftiríase. meteorismo.

revestida de pêlos urticantes sobre as nervuras. • Frutificação: março a maio. acetilcolina. Inflorescência em cimas escorpióides. medindo 2mm de diâmetro e contendo uma semente com forma e tamanho semelhante à núcula. no verão. potássio. anúria. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. comprimida. • Cuidados: por apresentar espiculosidades muito urticantes. histamina. com dentes triangulares. feridas. com perigônio carnoso. proteger o corpo. • Colheita: inicia a 6 a 8 meses após o plantio. ovário súpero e estigma em forma de pincel. antianêmica. anti-reumática. medindo 10 a 20cm de comprimento por 8 a 15cm de largura. É heliófita. areno-argilosos e ricos em matéria orgânica. tinha.5m. . INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. pois é de clima subtropical de altitude. tanino. que também pode ser utilizado para o enraizamento dos rebentos. FITOQUÍMICA Nitrato de potássio (435). castanho quando maturo. silício. sendo as da base cordiformes. magnésio. • Plantio: outono e primavera. erisipela (59). ácidos fórmico e gálico.5 x 1. braços e mãos ao realizar qualquer atividade junto a planta. rizoma e raízes (outono). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 150g de fosfato natural. longo-pecioladas. vitamina C. As flores femininas são globosas. hirsutas. adstringente (435) e revulsiva. anti-sifilítica (215). caroteno. assimétrica. bem drenados.parte teminal. hemostática. depurativa. afecções de pele (257). ovaladas-elípticas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória (179). PARTES UTILIZADAS Folhas da planta jovem (todo ano). minúsculas (2mm de diâmetro). • Propagação: sementes e rebentos. As folhas são alternas. roséo-claras. antihidrópica. • Florescimento: outubro a fevereiro. As flores masculinas são globosas. enxofre (1). SOLO Prefere solos profundos. ápice acuminado e base cordada. dispostas em ramos carnosos e róseos. Apresenta um rizoma subterrâneo. antidiabética (257). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. disúria (32). CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno. ovóide. pecíolos e sobre cada ruga ventral. anti-hemorroidária. infecções micóticas da pele. Fruto tipo núcula. galactagoga. úlceras. amenorréia (179). cálcio. leucorréia. enrugadas na face ventral. diurética.

em panículas terminais. CLIMA É de clima equatorial e tropical e heliófita. HABITAT Espécie autóctone do Brasil tropical. menopausa. grande. de porte mediano (3. podem ser consumidas pelo gado. colorau. hortas e hortos. podendo ser utilizadas em cordoaria (209). revestida de espinhos moles e inofensivos. urucuzeiro. persistentes. 58. As folhas são alternas. As flores são róseas. psoríase e urticária (1). achicote. ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta é inativa como moluscicida. É cultivada em jardins. SINONÍMIA Açafrão-da-terra. tintória. queda de cabelos. com muito estames. elípticas. edema. bastante ramificada. urucuuba. com corola formada por 5 pétalas. enurese. glabras. cordiformes-acuminadas. açafroeira-da-terra. • Os frutos maduros são consumidos pelos pássaros. diarréia. longo-pecioladas. açafroa.0 a 4.0m). urucu. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. achiote. 236). Fruto cápsula ovóide ou cônica com 3 a 5cm de comprimento. antimicrobiana e antimicótica (19. epistaxe. orucu. com casca pardacenta e copa densa arredondada. . de tronco curto. murchas. FAMÍLIA BOTÂNICA Bixaceae. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. mas que pode atingir até 10m de altura nas regiões de origem.hidrocefalia (435). picadas. uru-uva. contendo 30 a 40 sementes revestidas de arilo vermelho-seríceo. • As fibras do caule e ramos são muito resistentes. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. afta. grandes. inteiras. verde ou vermelho-pálida ou roxoescura. bija. URUCUM NOME CIENTÍFICO Bixa orellana L. achote. misturadas com outra forragem. ciática.

hipoaletina-8bisulfato. 0. em armazenamento (241).000 unidades. diurética. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. • Propagação: sementes e estacas. laxante. antidisentérica.0m. geranil formato. criptoxantina. O transplante das mudas para o campo ocorre após 3 a 4 meses da semeadura (241). FITOQUÍMICA Carotenóides: bixina. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. nor-bixina. A bixina é avermelhada e insolúvel em água e a nor-bixina é solúvel. As estacas são enraizadas em vermiculita. A germinação ocorre em 10 a 20 dias. Readubar anualmente. A melhor poliferação de brotos (4 a 5 por explante) baseou-se nos mesmos reguladores e respectivas concentrações verificadas para calos (310). • Micropropagação: a partir de sementes esterelizadas e germinadas in vitro. benzenóide: ácido gálico (179). luteolin-7-bissulfato e luteolin-7-0-β-D-glucosídeo e isoscutelareína.3 e 2. obtém-se explantes de ápices e segmentos de hipocótilos. antibiótica (294). úmidos e fofos. estimulante. depurativa. afrodisíaca (sementes trituradas) e antídoto de ácido cianídrico (93).L-1 e KIN 1mg. a melhor concentração de AIA e KIN foi. O transplante é feito quatro meses após a semeadura. cardiotônica. vulnerária (folhas). trans-bixina. PARTES UTILIZADAS Folhas. adstringente (335). diterpenos: farnesilacetona.L-1 (80%). respectivamente. • Doenças: as folhas podem ser infectadas pelo fungo Cercospora bixae. metil-bixina. • Florescimento: ocorre a partir do segundo ano após o transplante. antiasmática. • Plantio: março a abril. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 200g de fosfato natural. cicatrizante (raiz). sementes e raiz. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 22.L-1. hipotensora. cosmosiina. Para a formação de calos. AGROLOGIA • Espaçamento: 4. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante e digestiva (sementes). flavonóides: apigenina-7-bissulfato. laxante (215). As sementes têm viabilidade superior a 6 meses. geranil geraniol. antidiarréica.0mg. béquica. . férteis.0 x 4. refrigerante (a polpa). vitamina C (128) e orelina (9). As sementes são usadas para o tratamento da diabetes (284).SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. geranil octadeconoato. na primavera e início do verão. estomáquica. Os melhores índices de entumescimento foram obtidos com o meio MS completo suplementado com AIA 0. antiinflamatória. peitoral. antipirética.3mg. luteína e zeaxantina. anti-hemorrágica (68). A frutificação ocorre no verão e outono. hemostática (179). β-caroteno.

INDICAÇÕES
A infusão a frio dos renovos é usada para inflamações nos olhos. As sementes são utilizadas no tratamento de queimaduras de pele (93). A decocção das folhas é usada para o sarampo. As folhas, quando previamente machucadas, são indicadas para curar panos (infecção micótica). O pó do arilo das sementes é utilizado em gargarejos para o tratamento de amigdalites e afecções bucais. As sementes, amassadas, podem ser aplicadas topicamente em queimaduras (179). Também indicadas para a endocardite, pericardite, afecções do estômago e obstipação intestinal (68). A tinta do urucu é um antídoto de ácido cianídrico, encontrado na mandioca-brava (9; 32). O pó é utilizado para combater sarna e piolho. As sementes são anticolesterolêmicas (244). As folhas são indicadas para bronquite e faringite (9).

FARMACOLOGIA
O extrato aquoso administrado em ratas, na dose de 400mg/kg demonstrou atividade anti-secretora gástrica. O extrato hidroalcoólico inibe a prostaglandina sintetase em concentrações de 750µg/ml (419). O extrato clorofórmico por intubação gástrica, na dose de 1g, aplicada em cachorro, demonstrou atividade hipoglicêmica significativa (284; 416). O extrato aquoso da semente, aplicado intraperitonialmente em rata, provocou redução da atividade motora e um aumento da diurese, sem sinais de toxidez. A decocção das folhas induz à contração do útero de rata (179).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli (157) e Salmonella typhi (Cáceres, apud 169).

FORMAS DE USO
• Infusão: 10 a 15g por litro de água (32). • Macerado a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias (244). • Extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal. • Extrator alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo. • Tintura: deixar macerar por 8 dias 20g de pó da semente em 100ml de álcool 70 o. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos.

TOXICOLOGIA
A casca da semente demonstra efeito tóxico aos pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina (Morrison, apud 120). A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina (179

OUTRAS PROPRIEDADES
• A polpa fornece um corante e condimento natural - a bixina, também utilizada para colorizar chocolates, queijos, manteiga e outros víveres (380), cera e seda (93).

• É utilizada para colorir carnes congeladas. • Misturada à substâncias amiláceas em pó, obtém-se o corante culinário mais comum em todo o mundo, o colorau,. • O pó resultante da trituração das sementes é repelente de insetos e colorizante do corpo (179) e de artesanato cerâmico.

VALERIANA
NOME CIENTÍFICO
Valeriana officinalis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Valerianaceae.

SINONÍMIA
Erva-de-amassar, erva-de-gato, erva-dos-gatos valeriana-selvagem, valeriana-silvstre. erva-de-são-jorge, valeriana-menor,

HABITAT
Espécie alóctone que habita as florestas úmidas e planícies pantanosas da Europa. Cresce espontaneamente em valas, taludes e nas orlas de bosques. É encontrada até 2.000m de altitude (383).

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, polianual, alóctone, com rizoma estolonífero, dotado de raízes fibrosas e fusiformes. Forma uma cepa curta da qual partem, horizontalmente, várias raízes divergentes, esbranquiçadas, com barbelas curtas. A haste é roliça, com estrias e listas, oca, fistulosa e que origina seis a dez pares de folhas opostas, pinuladas, com 3 a 25 folíolos lineares, lanceolados ou elípticos, inteiros ou dentados. A planta atinge 30 a 40cm de altura por 30 a 40cm de diâmetro de copa. Nos países de origem pode atingir até 2m em altura. Flores róseas ou brancas, hermafroditas, dispostas em corimbo, glomérulos ou espigas curtas. Corola tubuloso-infundibuliforme. pouco aromáticas. Fruto aquênio drupáceo, contendo apenas uma semente.

AGROLOGIA
• Ambiente: para evitar-se problemas fitossanitários e obter-se rizomas de alta qualidade, recomenda-se cultivar as plantas sob cultivo protegido. • Espaçamento : 0,4 x 0,3m. • Reprodução: perfilhos da planta matriz, que podem ser enraizados em substrato organo-mineral ou em areia hidropônica, sob cultivo protegido. • Plantio: outono. Plantar as mudas sobre camalhões com até 25cm de altura.

• Adubação: 3 a 4kg/m2 de húmus de minhoca associado a 200g de fosfato natural. Aplicar aos 40 e 70 dias após o plantio 8g/planta de nitrato de cálcio. • Mulching: cobrir o solo com plástico preto, palha ou casca de arroz. • Irrigação: utilizar o sistema de gotejamento. • Doenças: em regiões de alta pluviosidade é comum a ocorrência de fungos e bactérias de solo que causam podridões nas raízes e colo da planta. • Pragas: é suceptível ao ataque de Diabrotica spp. • Florescimento: não ocorre florescimento nas condições do Litoral Catarinense. • Colheita: cerca de 12 meses após o plantio, quando a planta estiver em senescência natural ou seca • Colheita: outono a inverno. Imediatamente após a colheita, os rizomas e as raízes devem ser lavados rapidamente e postos a secar em temperaturas inferiores a 40oC.

PARTES UTILIZADAS
Rizoma e raízes.

FITOQUÍMICA
Ácido iso-valérico (0,1 a 2,0%) e valérico, sesquiterpenos, iridoides, flavonóides, triterpenos, alcalóides (1).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa (133), vermífuga, calmante (283), antiinflamatória, antiprotozoária, antitumoral (232), antiespasmódica, ligeiramente narcótica (93), moderadora do apetite, antidepressiva (294), antiepiléptica, anti-histérica (232), anticonvulsiva, antineurálgica (435), tônica, calmante de neurastenia e psicoastenia, hipnótica, carminativa e antipirética (1).

INDICAÇÕES
É indicada para ansiedade, insônia (232), depressão nervosa, cansaço intelectual, nevrose cardíaca (93), distúrbios da menopausa, cólicas (294), influenza, reumatismo (380), machucados, chagas, feridas e contusões (271).

FORMAS DE USO
• Infusão: ⇒ 5 a15g de raiz por litro (435). ⇒ 15 a 20g/litro de água (283). • Vinho: macerar por 8 dias 25g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia. É indicado para a depressão (294).

TOXICOLOGIA
Doses abusivas podem resultar em cefaléia, vertigem e alterações na visão e audição.

OUTRAS PROPRIEDADES
• As raízes frescas possuem, no primeiro momento, sabor picante, passando a amargo e aromático.

• As folhas apresentam forte sabor amargo. Ao serem secas, exalam um aroma peculiar e desagradável. • O aroma da planta atrai gatos.

VASSOURINHA
NOME CIENTÍFICO
Scoparia dulcis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Scrophulariaceae.

SINONÍMIA
Coerana-branca, corrente-roxa, ganha-aqui-ganha-acolá, pupeiçava, tapeiçaba, tapixaba, tupeiçava, tupiçaba, tupixaba, tupixava, vassoura, vassourinha-cheirosa, vassourinha-debotão, vassourinha-doce, vassourinha-miúda, vassourinha-mofina, vassourinha-molfina, vassourinha-tupiçaba.

HABITAT
Espécie autóctone que medra nas terras baixas dos trópicos. Ocorre em áreas ruderais e de lavoura, capoeiras e campos abertos.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, ereta, ramificada, que cresce de 0,5 a 1,0m em altura. O caule é delgado, tetragonal, verde-claro, anguloso e sublenhosos na parte basal e herbáceo na superior. As folhas são quase caulescentes, com a base atenuada e o ápice agudo verdes, pecioladas, opostas, verticiladas, ternadas, obovadas ou oval-lanceoladas, dentadas, glabras, peninérveas, com a nervura média saliente, medindo 3cm e comprimento por 1cm de largura. As flores, multifloras em pares, se originam das axilas das folhas. São pequenas, hermafroditas, pentâmeras, 4 sépalas partidas, corola rotácea branca, bilabiada, com lóbulos e numerosos tricomas brancos, internamente. O fruto é uma cápsula septicida globosa, com cerca de 1,0 a 2,0mm de diâmetro, bilocular, lisa, glabra, membranácea, de cor creme-escura, deiscência apical e numerosas sementes muito pequenas. As sementes apresentam formato irregular, reticulada, glabras, amareladas a castanho-claras e brilhantes.

CLIMA
Espécie de ampla adaptação climática, encontrada principalmente em regiões tropicais. É heliófita.

SOLO
Prefere os solos férteis, areno-siltosos, leves e úmidos, sem acidez.

AGROLOGIA

• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono, primavera e verão. • Florescimento: primavera e verão. • Colheita: 100 a 110 dias após a emergência.

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Adrenalina, noradrenalina (404), amelina, mucilagem (9), azeite viscoso, que contém dulcinol, scoparol, manitol e glicose. Ácidos graxos: esteárico, mirístico e linoleico. Componentes saponificáveis: triacontano, dulciol, β-sitosterol e dulcilona. As raízes contém manitol, taninos, composto organo-fosforilado, alcalóide e triterpeno. Outros compostos: acacetina, α-amirina, apigenina, benzoxazolina, ácido betulínico, coixol, 7-0β-D-glucoronídeo de friedelina, himenoxinas, ácidos gentísico, ifflaónico, scopadúlcico A, B e C, scopárico, dulcinóico; scoparinol, scutelareína, vicenina e vitexina (179).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, diurética, febrífuga, antiblenorrágica, emenagoga (300), antilítica, anticefalálgica, anticonceptiva, antidiabética, expectorante, mucolítica, adstringente, antioftálmica, antiflatulenta, depurativa, tônica, emética (179), vermífuga (120), antiespasmódica, antisséptica (130), antiasmática, anti-hemorroidária (9), emoliente, béquica, odontálgica (93), antigripal (271), hepática, peitoral, aperiente, revitalizante (120).

INDICAÇÕES
Febres intermitentes, paludismo, uralgias, vaginite, parasitas da pele, afecções gastrointestinais, digestões lentas, cólicas, constipações (179), dores de ouvido (215), brotoeja, coceiras, erisipela, afecções cutâneas e catarrais, bronquite, corrimento vaginal, infecção urinária (120), catarros pulmonares (271), pernas inflamadas e varizes (303).

FARMACOLOGIA
Extratos da planta apresentaram atividade antiinflamatória e analgésica em ratos (147; 404; 119), principalmente devido aos flavonóides e glutinol. O ácido scopadúlcico, obtido da planta, apresenta atividade antitumoral (296). O scopaduldiol tem propriedades inibidoras da ATP gástrica H+/K+ (181). Os extratos etanólicos e acuosos da planta (0,52mg/kg p.o.) prolongaram o tempo de sono em ratos induzidos por pentobarbital, sendo o extrato etanólico mais ativo que o acuoso (179). Apresenta atividade depressora (120). A amelina, fitoquímico presente na planta, tem mostrado eficácia no tratamentos de alguns tipos de diabetes (209).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).

FORMAS DE USO
Decocção, infusão e suco.

OUTRAS PROPRIEDADES
• Utilizada nas áreas rurais, na forma de feixe, para as casas.

VASSOURINHA-DE-BOTÃO
NOME CIENTÍFICO
Borreria verticillata (L.) G.F.W. Meyer.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Rubiaceae.

SINONÍMIA
Cordão-de-frade, cordãozinho-de-frade, erva-botão, falsa-poaia, perpétua-do-mato, poaia-comprida, poaia-falsa, poaia-preta, poaia-rosário, vassoura-botão, vassourinha.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce em restingas, planícies do litoral e em áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, com 40 a 60cm de altura, com a base lenhosa, duríssima, cilíndrica, glabra, áfila. Ramos tetrágonos, glabros ou pilosos, com entrenós curtos. Folhas lineares ou lanceoladas, curtamente pecioladas. Bainha da estípula glabra ou levemente pubérula. As flores são alvas, reunidas em inflorescências globosas, axilares e terminais. Apresenta duas sépalas, subuladas, denticuladas e concrescidas na base. Corola hipocraterimorfa, glabra ou levemente pubérula. O fruto é uma cápsula subglobosa ou subcilíndrica, coriácea, glabra. A semente é linear a oblonga, purpúreo-nigrescente.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 0,7 x 0,7m. • Propagação: estacas da planta mãe e sementes. A germinação das sementes é muita baixa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas podem ser enraizadas com o mesmo substrato. • Plantio: ano todo. • Florescimento: é contínuo ao longo do ano. • Colheita: inicia 4 a 6 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS

Folhas e raiz.

FITOQUÍMICA
Emetina, um dos alcalóides encontrados na ipeca (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emética (242), antidisentérica (309) e anti-hemorroidária (9).

INDICAÇÕES
Utilizada para o tratamento de dermatoses (309).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
O extrato alcoólico das flores apresentou atividade bactericida contra Staphylococus aureus. A concentração bactericida mínima variou de 0,66 a 5,25mg/ml (309).

INDICAÇÕES
Indicada para erisipela e varizes (9).

VERBASCO
NOME CIENTÍFICO
Buddleya brasiliensis Jacq. ex Spreng ssp. stachyoides Cham. e Schlecht.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Buddlejaceae.

SINONÍMIA
Barbasco, barbasco-do-brasil, barrasco, calça-de-velho, calças-de-velha, calção-de-velha, calção-de-velho, calção-velho, carro-santo, cezarinha, tingui-da-praia, vassoura, vassourinha, verbasco-brasileiro, verbasco-do-brasil.

HABITAT
Espécie autóctone, normalmente encontrada na encosta atlântica, crescendo nos campos, beira de riachos e orla de matas, capoeirinhas, potreiros estradas e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, polianual, ereta, pouco ramificada, que cresce de 1,0 a 1,80m de altura. Caule quadrangular, cotonoso-tomentoso, cilíndrico na base, amarelado-ferrugíneo ou avermelhado, de ramos eretos, medulosos, alado-subtetrágonos nas partes jovens. As folhas são opostas, amplexicaules, decurrentes, quase sésseis, lanceoladas, com cerca de 15 a 20cm de comprimento por 5 a 8cm de largura, inteiras, irregularmente serreadas, rugosas, sedoso-pubescentes na página superior, albo-lanoso-pubescentes e salientes

nervadas na inferior. As flores são campanuladas, hermafroditas, tetrâmeras, pequenas, amarelas, dispostas em cimeiras capituliformes de 3 a 4 flores. O fruto é uma cápsula oblonga, angulosa, contendo numerosas sementes cilíndricas, lisas e castanhas.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. É heliófita.

SOLO
Desenvolve-se melhor em solos férteis e revolvidos, mas adapta-se aos solos ácidos, arenosos e argilosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 1,0 x 0,6m. • Propagação: sementes, que podem ser semeadas diretamente em canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono e primavera. • Florescimento: maio a outubro. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e flores.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emoliente, sudorífica, anti-reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, antiofídica (342), depurativa, adstringente, diurética, expectorante, peitoral, sedativa, béquica (257), antigripal (215), anódina (32), antiálgica (68), antiasmática e calmante (93).

INDICAÇÕES
Útil no tratamento de bronquite (257), doenças pulmonares (93), hemoptises, catarro (32) e contusões (68).

FORMAS DE USO
• Decocção: ferver 1 a 2 colheres da chá das folhas ou raízes em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. O decôcto pode ser utilizado em abluções para contusões (68).

TOXICOLOGIA
A planta é ictiocida, podendo também ser tóxica (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Em animais é usada para a lavagem dos olhos e tratamento de pisaduras em eqüinos (209).

ereta. Semear em substrato organo-mineral. associado com 50g/planta de fosfato natural.8 x 0. anti-reumática (294). dispõem-se esparsamente ao longo de espigas finas e compridas. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. digestiva. SOLO Prefere solos férteis. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. medindo até 40cm de comprimento. pequenas e lilacinas.VERBENA NOME CIENTÍFICO Verbena officinalis L. CLIMA É de clima temperado quente. neutros. em torno de cada planta. febrífuga. estimulante do apetite. Adubação: 1. É heliófita. lactogênica. calmante do sistema nervoso. palhas ou casca de arroz sobre o solo. ricos em matéria orgânica e bem drenados. friáveis. • Mulching: utilizar plástico preto. Apresentam sabor amargo. • Colheita: inicia 6 a 7 meses após o plantio. quadrangulares. recortadas. muito ramosa. sobretudo de altitude. SINONÍMIA Erva-de-fígado.4m. Propagação: sementes. citrina e óleos essenciais (294). adaptando-se ao subtropical. Plantio: outono. FITOQUÍMICA Verbenina.0kg/planta de húmus de minhoca. INDICAÇÕES . Folhas opostas. de caule e ramos finos. As flores. crescendo 30 a 40cm de altura. FITOLOGIA Planta herbácea a subarbustiva. antinefrítica e antilítica vesicular (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética.

de 13 a 30cm. . Glumas coriáceas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. OUTRAS PROPRIEDADES • Aromatizante de café • Utilizada na fabricação de licor. pardacentos. (294). esponjosas e castanhas. Inflorescência em panícula ampla. patcholi. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia. de rizomas lenhosos. escabrosas e serradas na margem. invaginantes no caule. terminal. denominado Verbena. inodoras. • Infusão: 4 colheres das de sopa de verbena em 1 litro de água quente. esponjosos. 8 a 12 verticilados. livre entre as glumelas. glabras. CLIMA Tropical e heliófita. Coar e tomar ao longo do dia para o tratamento da celulite. capim-vetiver. cônica. lisas. afecções do fígado. grama-das-índias. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. As raízes são aromáticas. revestidos de epiderme amarelo-pálido. males do estômago. esplenite e gangrena (271). FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 10 minutos 50g de verbena em 1 litro de água. flexíveis. Fruto cariopse oblonga. lineares. espinescentes sobre uma das palhas e ciliadas sobre a outra. fortemente aromáticos. cespitosa. esverdeada. agudas. SINONÍMIA Grama-cheirosa. compridos e muito finos. compostas de 2 flores e reunidas em grupos de 2 a 3. Folhas mais ou menos basilares. VETIVER NOME CIENTÍFICO Vetiveria zizanioides Stapf. aftas. com até 70cm de comprimento. tendo os inferiores mais de 20 raios. às vezes dobradas. capim-de-cheiro. eretas.Indicada para o tratamento da celulite (294). estreitas. Abafar por 5 minutos. composta de numerosos rácimos espiciformes. Espigas formadas por espiguetas violáceas. ereta.

também cresce em solos arenosos e até em dunas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é excelente insetífuga de pragas domésticas (baratas e traças). para perfumar roupas. calmante das enxaquecas. carminativa e anti-histérica (271). ácido vetivérico. febrífuga. Os segmentos de rizoma ou perfilhos podem ser plantados diretamente a campo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. vetiverina. • As raízes são altamente fixadoras de dunas e barrancos à beira-rio. edulis . As mudas obtidas a partir do rizoma devem ter as folhas cortadas para evitar a transpiração excessiva. • Plantio: outono e primavera. PARTES UTILIZADAS Rizomas. biombos. quando novas. cestos). INDICAÇÕES Indicada para enxaqueca (271). FITOQUÍMICA Vetivenes. VINAGREIRA NOME CIENTÍFICO Hibiscus sabdariffa L. • As folhas são utilizadas para a fabricação de artesanatos diversos (esteiras. vetivedol. fortemente aromático. var. leques. • As folha são forrageira. • O rizoma seco da planta é utilizado preso ao cabelo para perfumar ou em saches.6m • Propagação: sementes e divisão de rizomas. • O óleo de vetiver é usado para aromatizar dentifrícios e sorvetes e para prepara perfumes. diaforética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante.5% de óleo essencial amarelo-claro. das nevralgias (93). antisséptica. amargo e picante (93). vetivenil.7m x 0. toldos.SOLO Embora a planta prefira solos humosos e úmidos. volátil.2 a 3. chapéus. Contém 0. tônica. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio.

2 x 1. Semear em bandejas de isopor de células grandes contendo substrato organo-mineral. Apresenta caule avermelhado. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. sendo as inferiores inteiras e ovadas e as superiores profundamente 3 a 5 palmati-lobadas (lobos estreitos). 5-locular. As sementes estão no ponto de maturação completa quando o fruto capsular encontrase seco e iniciando a deiscência. ramoso e cresce 1. As folhas são alternas. de lobos agudos.600mm e temperaturas de 18 a 35oC. Pétalas de 4 a 5cm. FITOLOGIA Arbusto anual. de andróforo avermelhado. azeda-da-guiné. axilares. CLIMA A planta requer uma distribuição de chuva entre 800 a 1. que afeta sobremaneira a reprodução.0m. A planta é regulada pelo fotoperíodo. • Produção de sementes: a maturação do fruto e colheita de sementes ocorre em julho. longo-pecioladas. quiabo-róseo. rosela. • Florescimento: abril a junho. carurú-azedo.5 a 2. Flores solitárias. quiabo-roxo. róseas. autógomo. com mácula mais escura na base do pedúnculo também vermelho.5 a 1. Cálice vermelho e muito carnoso. HABITAT Planta alóctone originária da África oriental tropical. denteados. carurú-da-guiné.8m de altura. • Plantio: deve ser feito em fotoperíodo crescente e no início da estação das chuvas. sésseis. FITOQUÍMICA . cônico-ovóide e estrigoso.0cm. avermelhadas. • Doenças: A planta é sensível ao fungo Rizoctonia sp. quiabo-deangola. • Propagação: sementes e estacas de ramos despidos das folhas. vermelho-escuro. 5nervadas. com uma grande glândula na base da nervura mediana. quiabo-azedo. drenados e com bom teor de matéria orgânica. glabro. SOLO Profundos. As estacas podem ser enraizadas em vermiculita.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae SINONÍMIA Azedinha. e resistente aos nematódeos e à antracnose. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 50g/planta de superfosfato triplo. com cerca de 1. Fruto tipo cápsula. • Colheita: 1 ano após o plantio.

3% de carboidratos. HABITAT Espécie alóctone. PARTES UTILIZADAS Folhas. violeta-de-cheiro. VIOLETA-AFRICANA NOME CIENTÍFICO Viola odorata L. marmeladas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são resolutivas (cataplasma) antiescorbútica. FAMÍLIA BOTÂNICA Violaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é alimentar. tônicas e afrodisíacas. As sementes são diuréticas. e são diuréticas. 257). enquanto que as sementes são consumidas torradas. amarga e tônica (93). viola-roxa. estomáquica. De 147kg de hastes são obtidas 900g de fibras limpas. 10. violeta-perfumada. sob prévia cocção. xaropes e vinagres.3% de lipídeos. violeta-comum.Ácido oxálico. 0. diurética e emoliente (9. crescendo em prados. prestando ao preparo de geléias. Ásia Ocidental e África. que é um pigmento (93). viola.000 de altitude (383). antiinflamatória (128) e febrífuga. originária da Europa. • As fibras dos caules são utilizados no ramo têxtil. SINONÍMIA Amor-perfeito. violetaeuropéia. 0. na forma de salada. FITOLOGIA . • As folhas são consumidas. 2.1% de proteínas. oxalato de potássio e (9). frutos e raízes. • O suco coagula látex de plantas fornecedoras de borracha. • As folhas. O fruto contém 86.8% de cinzas e gossipetina. charnecas e bosques abertos. violeta.5 % de água. após decocção são comestíveis e utilizadas como tempero. É encontrada até 1. violeta-roxa. vinhos (vinho de rosela). A raiz é aperitiva. tônicas e afrodisíacas. relvados. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorragias e aumento da resistência orgânica (128).

unilocular.Planta herbácea ou vivaz. com estolões alongados. salicilato de metila. folhas. radicantes e floríferos. esbranquiçadas. Rizoma espesso. e mucilagem (294). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e sudoríficas (flores). Plantio: outono e primavera. • Florescimento: inverno-primavera. verde-escuras. Estigma em gancho agudo. longipecioladas. emética (raiz e folhas) (93). vitamina C. Apresentam cor violácea intensa e são suavemente aromáticas. casca de arroz ou plástico preto sobre o solo. sedativa e diurética. munida de numerosas radicelas fibrosas. Cresce melhor à meia-sombra e aprecia o frio. laxativa (283). calmante. em torno da planta. PARTES UTILIZADAS Pétalas da flor. polisperma. vivazes. saponosídeo. (283). pubescente. após o florescimento. antigripal (435). purgativa (as raízes). Cápsula subglobosa. Pedúnculos glabros. palha. diaforética (32). obtusas. recurvados na parte superior. AGROLOGIA • • • • Espaçamento : 0. depurativa (303). FITOQUÍMICA Ácido salicílico. Propagação: divisão de touceiras ou por estolões já enraizados. As flores são anticancerígenas (271). respectivamente. emoliente. Cálice e corola com 5 sépalas e pétalas. expectorante. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. ácido tânico (257). associados a 100g de fosfato natural. acaule. ramosas. Adubação: 3 a 4kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. antiespasmódica. polimorfa. cicatrizante. os frutíferos deitados. crenuladas. As folhas são dispostas em roseta. INDICAÇÕES . As flores surgem na extremidade de pedúnculos que partem também da cepa e apresentam um perfume muito suave. violácea. • Mulching: utilizar. raízes e sementes. peitoral (257). violina. Cresce 10-20cm de altura. ovais-cordiformes ou reniformes. pubescente. As folhas são radicais. Raízes nodosas. 30 a 40 dias após o transplante. ricos em húmus e úmidos. SOLO Prefere solos bem drenados. partindo de uma cepa.2m. Pode ser feita uma adubação em cobertura com nitrato de cálcio. na quantidade de 5g/planta. as dos estolões do ano anterior reniformes. As sépalas são ovais-obtusas.3 x 0. CLIMA A planta prefere regiões de clima temperado a subtropical.

400m (74). mas alguns cultivos são feitos a mais de 3. Equador e Peru em altitudes de 900 a 2. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. caramelos e bolos. HABITAT Planta herbácea perene originária dos Andes. . As flores conferem sabor delicado às saladas. defluxos (283). É planta ornamental. YACON NOME CIENTÍFICO Polymnia sonchifolia Poep. O infuso pode ser utilizado em compressas para escoriações. ainda quente. coqueluche. • Decocção: ferver por 10 minutos 1 colher das de sopa de raiz em ¼ de litro de água. Atua como vomitiva (294). afecções dos olhos e intoxicações. Coar e beber aos goles. Tomar 3 xícaras ao dia (32). escoriações. TOXICOLOGIA Altas doses do rizoma e sementes causam severas gastroenterites. inflamações da garganta (257) e do ovário. As raízes são utilizadas para as cólicas menstruais (303). Endl. resfriado. Acrescentar 1 colher das de chá de glicerina. SINONÍMIA Batata-diet.750m. com amido de arroz até obter uma pasta macia. quando misturadas ao leite de cabra (257). inflamações da boca e das gengivas. sendo cultivado na Colômbia. afecções cutâneas (303). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • As folhas são cristalizáveis para o preparo de doces. • Máscara: ferver durante 10 minutos 2 colheres da de sopa de folhas e 4 colheres das de chá de flor em ½ litro de água. nervosismo e depressão circulatória e respiratória. A essência serve para perfumar doces. mistura bem e aplicar sobre a pele irritada. Também utilizada em perfumarias e indústria de cosméticos. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de flores ou 20g de folhas em 1 litro de água. sarampo. pele irritada (294). Coar e misturar. polínia.Também utilizada para a bronquite.

5kg/planta (sem adubação ou preparo de camalhões. rizomas pesando 60 a 80g e gemas axilares. areno-argilosos e com pH em torno de 6. com a parte superior do caule ligeiramente híspida. As gemas devem ser enraizadas em vermiculita ou areia.40 x 0. existente nos tricomas foliares (199) e fitoalexinas (413). • Plantio: os propágulos são plantados em camalhões com 30 a 40cm de altura. por 1m de base • Desenvolvimento: a planta cresce cerca de 1m em quatro meses. • Propagação: tubérculos inteiros.8-2. SOLO Prefere solos aerados. as inferiores profundamente lobadas. • Colheita: ocorre 10 a 12 meses após o plantio. 34mm de comprimento e disco com 16-18mm de diâmetro.3cm de espessura e postas a desidratar em estufa de ar forçado a 45 a 50oC. tenuamente gríseo-tomentosa. fazer o tratamento com benlate a 0. O yacon. Os rizomas e tubérculos podem ser plantados diretamente a campo. com as lígulas amarelas. • Pragas: a planta é altamente resistente às pragas. As folhas são membranáceas. obovóide. Aplicam-se 40kg/ha de nitrogênio em duas aplicações (428).4m de altura. no entanto. • Florescimento: abril a maio. invólucro com 5-6 sépalas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.0. as caulinares deltóides. soltos. gemas e rizomas.1% e oxicloreto de cobre a 0. podendo vir a deteriorar em 2 a 3 dias. e nas condições do litoral Catarinense). O fruto é do tipo aquênio. verde em cima. oblongas. • Produção: 3. • Adubação: 2. foliáceas. que é uma forma de oligofrutano (131). principalmente devido à presença de ácido ent-kaurenóico. corimbosos-paniculados. preto. Em regiões muito úmidas.90m. Em São Paulo obteve-se uma produtividade de até 100t/ha de túberas e 1.000kg/ha de folhas secas (428) ou um peso médio por tubérculo de 100 a 500g e um rendimento por planta acima de 5kg (172).000kg/ha de 4-14-8 + Zn. acumula a inulina.5%. • Pós-colheita: as raízes são muito perecíveis em regiões com alta umidade relativa.FITOLOGIA Planta semi-arbustiva anual. sendo que as interiores são lanceoladas e pilosas. Para prolongar a conservação do material colhido. face dorsal pálida. 1. ereta. com o pecíolo alado e o limbo rubro-pardo. com 15cm de comprimento. FITOQUÍMICA A maioria das raízes e tubérculos de armazenamento acumulam amido. as túberas devem ser lavadas. cortadas em fatias de 0. robusta. para evitar a infecção de fungos nos tubérculos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . • Secagem: O conteúdo de frutanos tende a baixar consideravelmente com a esposição das túberas à radiação solar (429). Os capítulos são laxos.

originam estruturas de reservas de formato piriforme. Folhas inteiras.Indicada para o tratamento do diabetes e do colesterol (428). crescendo a partir do rizoma antes das folhas. aeruginosa RoxB. O rizoma principal é cônico. OUTRAS PROPRIEDADES • Estudos fitoquímicos demonstram a possibilidade de obtenção de frutanos . onde o clima é temperado e úmido.5% m/v) reduziu os níveis de açúcar no sangue de ratos diabéticos de 348 para 214mg/dl. ZEDOÁRIA NOME CIENTÍFICO Curcuma zedoaria [Berg] Roscoe ou C. tuberoso. A inflorescência é cilíndrica. . 0. Estes. com 50-80cm. • O tubérculo tem sabor de pêra e melão. • O tubérculo é rico em fibras indigestíveis (199). com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana da face superior. As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa. onde cresce espontaneamente em florestas decíduas úmidas. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae.açúcares não assimiláveis pelo trato digestivo (272). oblongolanceoladas. em 10 dias (432). mas não causticantes. com cerca de 5cm de comprimento. Exala um aroma que lembra a sálvia e o alecrim. HABITAT Espécie alóctone. com cerca de 1. por sua vez. que posteriormente dão origem à novas plantas. e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica. originária da Índia. tolera climas mais quentes. A fratura do rizoma é compacta e córnea devido à goma de amido que se forma. Consome-se também na forma de pó ou chips. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta. FITOLOGIA Planta herbácea perene.5m de altura.3 a 1. sendo bastante consumida no oriente na forma in natura. CLIMA Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais. FARMACOLOGIA O extrato aquoso das folhas (infusão. o qual emite outros rizomas secundários da grossura de um dedo. A planta é muito sequiosa por chuva.

retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. problemas pulmonares e dermatoses (128). de mata. antes das principais refeições. FITOQUÍMICA Os rizomas produzem óleo essencial (1. tosse. amido e resina (128). Coar. adubação orgânica e/ou areia. restauradora e antiflatulenta (1).SOLO Prefere solos virgens. digestiva e renal (128). mantida umedecida. pó ou pílulas.5kg/planta de cama de aviário associada a 50g de superfosfato triplo. INDICAÇÕES Indicada para a prevenção e tratamento da úlcera gástrica. álcool sesquiterpênico e zingibereno. febrífuga.4cm. • Infusão: ⇒ Problemas hepáticos: 1 colher das de café do pó ou três fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água quente. PARTES UTILIZADAS Rizomas cilíndricos e os ovóides. • Plantio: outubro. vermífuga. D-borneol. Enraizar em areia. Contém ainda guaieno. O pH do solo deve estar em torno de 6. FORMAS DE USO • 3 a 6g/dia na forma de decôcto. • Doença: Coletotrichum curcumis. antioxidativa e antihepatotóxica (387). estomáquica. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Também útil para o tratamento de distúrbios hepáticos (387). após 8 meses de cultivo. vômitos. hepatite. anti-reumática. curcumina. Abafar por 10 minutos. Solos compactos ou pesados. regulador das funções hepáticas. D-canfeno. profundos. D-cânfora. ou então os areno-argilosos. Tomar 1 a 2 xícaras ainda morno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante aromático. cólicas. emenagoga. .5. antidispéptica (387). utiliza-se cinza de casca de arroz. hipocolesterolêmica. distúrbios menstruais e gastrintestinais (412). zedoalactona A e B ( 412). FARMACOLOGIA Colerética. antiasmática. • Florescimento: março • Colheita dos rizomas: julho a agosto.8 x 0. bem drenados e soltos. pois inibe a secreção ácida. cineol. afecções urinárias (271).5%) composto principalmente de α-pineno.0 a 1. • Adubação: 0. resfriados. • Propagação: pedaços de rizomas novos com 1 a 2 meristemas. Para melhorar a aeração e a textura do solo.

• É cultivada também como ornamental. ADOLF. 4.129-132. Deixar macerar por 5 dias.O.673-674. 3. E. OSMAN. 1981.23. • Tanto o rizoma quanto o produto processado são fotossensíveis. • Pode ser utilizada em cosmética e culinária (387). 1982. • Pó: 1 colher das de sobremesa do pó diluído em água ou suco. J. Irritant phorbol derivatives from four Jatropha species. AHMAD. Phytochemistry. que após ser seco e moído dá origem a uma farinha aromática de cor creme clara. p. MARQUES. É indicada para estimular a digestão e regularizar o fígado (128).53.O.. OPFERKUCH. • Possui um odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim.18. p. v. Crude Drug Research. Juntar 2 colheres das de sopa de mel.. Tomar 1 colher das de café diluído em um pouco de água.K. OUTRAS PROPRIEDADES • O corte transversal do rizoma aduz uma coloração azulada. W. • É especialmente utilizada na indústria de essências ou aromas para bebidas. Molluscicidal evaluation of some Jatropha species growing in Nigeria. pungente. 1985. A BAREFOOT Doctor’s Manual: Practical chinese Medicine and Health. antes das principais refeições (para normalizar o colesterol) • Tintura: 1 colher das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereal a 70 graus e 50ml de água. ADEWUNMI. BIBLIOGRAFIA CITADA 1. C.141-145. M. n. J. Ricinoleic acid in Phyllanthus niruri seed oil. • O sabor é amargo. de manhã. v.1. 2. Coar.. 960p. e antes da principais refeições. Journal of American Oil Chemistry Society. p. Abafar por 15 minutos.. . Coar.6. 1984. Q. p. TOXICOLOGIA Mulheres que se encontram nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir a zedoária. em jejum.147-162.U. S. ADESINA.. S. V. v.⇒ Problemas pulmonares: 2 colheres das de sopa do pó ou fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água. HUSAIN.N.58. Studies of some plants used as anticonvulsivants in amerindian and african tradicional medicine. quente e suavemente canforáceo. New York: Gramercy. Fitoterapia. S. v. 5. Tomar 2 a 3 colheres das de sopa ao dia (adultos) ou metade (crianças). HECKER.K. n. 1980.

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