AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA

NOME CIENTÍFICO
Curcuma longa L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Zingiberiaceae.

SINONÍMIA
Açafrão-da-terra, açafroeiro-da-índia, cúrcuma, curcumã, batatinha-amarela, gengibredourada, mangarataia.

HABITAT
Espécie tropical alóctone, originária da Índia e da ilha de Java onde ocorre em campinas de montanha, e introduzida há alguns séculos no Brasil, crescendo subespontaneamente em áreas aluviais e ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, de vegetação anual e rizomas perenes. Cresce cerca de 1,30m. As folhas são grandes, 30 a 40cm de comprimento por 15 a 20cm de largura, glabras, com pecíolo tão comprido quanto o limbo. São oblongo-lanceoladas, reunidas na base, acuminada no ápice, oblíquo-nervadas e emanam um perfume agradável, quando amassadas. No inverno catarinense, as folhas secam totalmente e os rizomas voltam a brotar na primavera. O rizoma principal é robusto, com 10 a 12cm de comprimento por 2,0 a 3,0cm de espessura, piriforme, ovóide, carnudo, com ramificações rizomatosas sésseis secundárias laterais com cerca de 1cm de diâmetro, compridas, também tuberizadas, porém mais finas e menos carnudas, cilíndricas. A película externa dos rizomas secundários pode ser cor de palha ou acizentados, porém internamente apresentam forte coloração laranja. Ainda na superfície aparecem marcas circulares a intervalos de 2 a 4cm, resultado das cicatrizes deixadas pelas raízes caducas. A raiz principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais emitem folhas e podem dar origem a outra planta independente. A senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica ou longo-ovóide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm de diâmetro. As brácteas são membranosas, lanceoladas-obtusas, cor esbranquiçada ou esverdeada. As flores são amareladas, com cálice tubular, longo-pedunculadas, dispostas em espigas compridas, com brácteas côncavas verde-pálidas, sendo que as superiores com uma mancha rósea . O fruto é uma cápsula bivalve, 3-locular.

SOLO
Prefere solos virgens, de mata, ou então os areno-argilosos, profundos, bem drenados e soltos. O pH do solo deve estar em torno de 6,5. Solos compactos ou pesados, retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo, utiliza-se cinza de casca de arroz, adubação orgânica e/ou areia.

CLIMA

Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido, e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica, tolera climas mais quentes, mas não causticantes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A planta é muito sequiosa por chuva. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,20 x 0,5m. • Propagação: rizomas novos, plantados inteiros ou em segmentos com pelo menos dois meristemas. Uma planta matriz gera cerca de 10 rizomas-semente. A brotação dos rizomas para plantio inicia em setembro. • Substrato: a muda pode ser produzida em areia, vermiculita ou outro material poroso. Manter o substrato úmido. O plantio direto do rizoma a campo resulta em atraso na emergência e desuniformidade no estande. • Aclimatação: cobre-se o viveiro de mudas com sombrite 50%. • Plantio: outubro. O tranplante é feito quando a muda atinge 20 a 25cm de altura. • Nutrição: a planta é nitrófila, sendo que os sintomas de deficiência de nitrogênio podem aparecer a partir do terceiro mês após o cultivo. • Doença: o fungo da antracnose (Colletotrichum curcuma) causa lesões necróticas nas folhas, iniciando pelas mais velhas. • Colheita: inicia após o secamento das folhas, ou seja, 9 a 10 meses de ciclo. Normalmente ocorre em meados de julho, coincidindo com a senescência completa da parte aérea. A retirada dos rizomas do solo deve ser cuidadosa a fim de se evitar cortes e rompimento excessivo do rizoma. Rizomas colhidos tardiamente tornam-se duros e fibrosos. • Rendimento: 1,1kg de rizomas por planta. Em cultivos comerciais bem conduzidos, é possível obter-se até 9t/ha de rizomas (182). • Pós-colheita: os rizomas velhos são utilizados para novo plantio. Os novos são lavados em água potável, são retiradas as raízes laterais, cortados em rodelas, desidratados e moídos. O pó deve ser conservado prerencialmente em recipientes de vidro escuro, para evitar a degradação (fotólise) dos pigmentos e metabólitos aromáticos.

PARTES UTILIZADAS
Rizomas ovóides e os cilíndricos.

FITOQUÍMICA
Curcumina, cineol, felandreno e corantes naturais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
É colerética (133), colagoga, hipoglicemiante (261), resolutiva, diurética, excitante, cordial, estomáquica, antidiarréica, antiescorbútica, antiespasmódica, emenagoga (445), litotríptica, cicatrizante de feridas (93) e antioxidante.

INDICAÇÕES

Indicada para amenorréia, dismenorréia, distensões abdominais e peitorais, reumatalgias (445), hepatite, sarampo, má circulação, hematêmese, epistaxia e hematuria. Micoses de pele podem ser combatidas esfregando-se o rizoma sobre a parte afetada (1)

FORMAS DE USO
• Geral: 3 a 9g/xícara, em decocção (445). • Infusão: 1 colher das de café de cúrcuma em pó em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar e filtrar. Tomar 2 vezes ao dia. • Corante: adicionar 20g do açafrão em pó em 100ml de água filtrada ou destilada. Agitar e deixar sedimentar. Eliminar a água. Repetir por três vezes. Secar em estufa ou em forno o sedimento final, não passando de 100 oC. Após seco, o pó é macerado em álcool de cereais por 7 dias. Filtrar e usar a solução para colorir alimentos e bebidas (294).

TOXICOLOGIA
Em doses altas pode causar embriaguez, sono e delírio (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• O sabor é levemente pungente e amargo. Ao ser cozido, os rizomas exalam um forte aroma que lembra casca descascada de laranja doce e gengibre. • É utilizada em culinária e na indústria alimentícia como condimento, corante natural e aromatizante. • É o principal componente do “curry”- condimento indiano. • Os corantes naturais são utilizados em tinturaria e para colorir ungüentos e óleos medicinais. • Os rizomas são comestíveis e fornecem fécula comparável à da araruta e da mandioca. • Ao ser desidratada e moída, o pó da cúrcuma não deve ser armazenado em recipientes plásticos, sobretudo sacos plásticos, pois os princípios ativos reagem com o material, o qual adquire consistência pegajosa.

ACARIÇOBA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle bonariensis Lam.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Erva-capitão.

HABITAT

Espécie autóctone do Brasil, ocorrendo ao longo de todo o litoral, vegetando em áreas alagadas, praias, dunas, terrenos sombrios e várzeas úmidas. É espécie pioneira de restinga litorânea. Encontra-se na natureza associada à Sporobulus ou Iresine portulacoides e Paspalum vaginatum (259).

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, glabra, prostrada e rizomatosa, de caule delgado. Folhas longopecioladas, estipuladas, palmadas, orbiculares peltadas, crenadas, grossas, glabras, pouco pilosas, com 15 a 20 nervuras radiadas, medindo 20 a 30cm de altura e 4 a 6cm de diâmetro. As flores são brancas ou amarelo-pálidas, pequenas, numerosas, dispostas em umbelas irregulares, longo-pedunculadas, axilares e irregulares. Fruto elíptico e achatado.

CLIMA
Espécie de clima tropical a subtropical. É heliófita e higrófita.

SOLO
A planta é encontrada em solos arenosos, uliginosos e ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes e segmentos do rizoma. • Plantio: é feito diretamente a campo, de preferência em solo arenoso, para facilitar a colheita de rizomas de melhor qualidade. As sementes podem ser postas a germinar em substrato organo-mineral. Pode-se plantar o ano todo e m regiões cujo inverno não é muito rigoroso. • Irrigação: fornecimento regular de água à planta assegura a obtenção de plantas viçosas, precoces e suculentas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, emética, diurética, desobstruente do fígado e dos rins, purgativa (257), aperiente, anti-hidrópica e emética em doses mínimas (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

TOXICOLOGIA
Não deve ser utilizadas pelas gestantes (257). As folhas, em altas doses são tóxicas (93; 242).

OUTRAS PROPRIEDADES
O rizoma branco tem aroma e sabor de salsa.

ACARIÇOBA-MIÚDA
NOME CIENTÍFICO
Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schl.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cicuta-falsa, erva-capitão-da-miúda, orelha-de-onça-rasteira.

FITOLOGIA
Erva de caule rasteiro, pequena, um pouco pilosa, as vezes glabra. Folhas pecioladas, reniformes, crenadas, pubescentes. As flores são brancas, pequenas, dispostas em umbelas simples com 20 a 30 flores.

CLIMA
Prefere regiões de clima tropical e subtropical. É umbrófita.

SOLO
Desenvolve-se bem em solos úmidos ou até mesmo os uliginosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes e estacas radicantes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Aclimatação: as mudas produzidas por estacas devem ser sombreadas até o seu pleno enraizamento. • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia dois meses após o plantio.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A raiz é diurética e desobstruente do fígado. Em quantidades maiores passa a ser emética (93).

INDICAÇÕES
O suco da planta combate sardas e outras manchas dérmicas (257). Preparada em pasta, serve como masticatório (283). Também indicada para o tratamento de erisipelas, escrófulas, sífilis, morféia e afecções tuberculosas (93).

AGRIÃO-DO-BREJO

NOME CIENTÍFICO
Nasturtium siifolium R.Br.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Brassicaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que medra em terrenos uliginosos, à beira de charcos, lagoas e várzeas úmidas do sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea, com 30 a 40cm de altura, paludosa, multi-anual, ascendente, flexuosa de caule verde-avermelhado, subcilíndrico, oco, discretamente sulcado longitudinalmente, com os nós radicantes. Folhas alternas, compostas, pinatisectas com 11 a 15 folíolos opostos, sésseis, obovados a oblongos, base obtusa, e ápice acuminado, glabros, luzidios, margem denteada, com pintas ou manchas castanho-avermelhadas dispostas notadamente na base do folíolo, podendo extender-se ao longo da nervura principal. Peciolulo anguloso.

SOLO
Prefere solos úmidos a encharcados, ricos em matéria orgânica humosa. Solos secos retardam o crescimento e afetam a qualidade da planta, originando folhas amareladas, fibrosas e manchadas.

CLIMA
A planta é nativa de regiões de clima ameno, tornando-se muito fibrosa e com desenvolvimento deficientes sob altas temperaturas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,30m. • Propagação: segmentos nodais. O enraizamento pode ser feito em areia, diariamente irrigada. • Plantio: o ano todo. • Hidroponia: a planta é altamente produtiva através do sistema hidropônico, com a formação de folhas maiores, mais saudáveis e suculentas. As plantas são bem mais precoces e apresentam um sabor agradável. Podem ser feitas até 6 colheitas ao ano. • Produtividade: 300t/ha, em hidroponia.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Béquica, peitoral e antisséptica das vias respiratórias.

FORMAS DE USO
Xarope, suco ou in natura, na forma de saladas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia azurea Kunth.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-baraço, aguapé-de-canudo, aguapé-de-cordão, baroneza, camalote, colhereira, dama-do-lago, jacinto-d'água, lírio-d’água, murere, mureré-de-flor-roxa, mureré-orelhade-veado, mureru, mureru-orelha-de-veado, mureru-de-flor-roxa, muriru, murure, murumuru, orelha-de-veado, rainha-dos-lagos, pareci.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que vegeta em todo Brasil, mas com provável origem amazônica. Forma grandes colônias flutuantes, à guisa de ilhas, em rios e lagos. O rápido crescimento e disseminação pode constituir-se em obstáculo à navegação.

FITOLOGIA
Planta herbácea, aquática, flutuante ou parcialmente submersa, carnosa. Pseudo-caules cilíndricos, carnosos, com cerca de 60 a 80cm e 1cm de espessura. Filódios ("folhas") aéreos com grande pecíolo cilíndrico, alternos, cheio de parênquima esponjoso que determina a flutuação. O limbo é orbicular ou espatiforme, rígido, ondulado e um pouco acuminado, verde-brilhante, glabro, medindo cerca de 18 a 22cm de diâmetro. Em áreas sombreadas o limbo tende a ser mais oblongo. As flores são violáceas, com perigônio tubiforme, grandes e dispostas em espigas que reúnem 10 a 12 flores. O fruto é uma cápsula seca, polisperma, com 3 lóculos, contendo sementes subcilíndricas, escuras e foscas.

PARTES UTILIZADAS
Toda a planta.

AGROLOGIA
• O uso medicinal da planta deve prever o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. • Propagação: segmentos do pseudo-caule (talo simpodial) e sementes. • Devido a alta taxa de disseminação da espécie, deve-se conter a expansão do cultivo, através do raleamento das colônias, para não afetar a qualidade das folhas e a oxigenação da água. • Consórcio: Pistia stratiotes, Eichhornia crassipes, Azolla caroliniana, Typha angustifolia e Acorus calamus.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Adstringente e vesicatória (342).

OUTRAS PROPRIEDADES
• A planta é ótima forrageira (93). • Pode ser usada para a purificação de águas poluídas.

AGUAPÉ
NOME CIENTÍFICO
Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

FAMÍLIA BOTÂNICA
Pontederiaceae.

SINONÍMIA
Aguapé-de-flor-roxa, baroneza, camalote, dama-do-lago, jacinto-d'água, murerê, mureru, muriru, murumuru, mururé-de-canudo, orelha-de-veado, orquídea-d'água, parecí, pavoã, rainha-dos-lagos

HABITAT
Espécie autóctone da região amazônica, mas que se disseminou para os subtrópicos. Habita em ambientes aquáticos, com água parada ou corrente. Toleram águas salgadas por curtos períodos.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene, medindo 20 a 25cm de altura, suculenta, aquática. Raízes compridas, particularmente nas plantas à deriva, muito ramificadas e azuladas. Talos carnosos, cilíndricos, verdes, glabros, lisos. Filódios sésseis ou peciolados, dispostos em roseta, flutuantes ou emergentes. O limbo é orbicular, obtuso no ápice e com pecíolo basal inflado, formado internamente por parênquima esponjoso, que permite a plena flutuação da planta. As flores, em número de 4 a 15, são azuis ou lilacinas e estão reunidas em espigas, podendo medir 4 a 10cm de comprimento. Fruto botuliforme, incluso no perianto. Semente ovóide, escura, nervada, com cerca de 1mm de diâmetro.

AGROLOGIA
• Ambiente: O uso medicinal da planta só deve ser feito quando se pratica o cultivo agroecológico, procurando-se povoar lagos e açudes com água de boa qualidade, principalmente livre de metais pesados. A planta tolera níveis elevados de acidez, com um pH até 4,0. A profundidade da área alagada não pode ser demasiada, pois a planta só floresce quando ocorre o enraizamento no solo. • Densidade: 1 planta para cada 40m2 de lâmina d'água. Constatou-se experimentalmente que a partir de duas mudas de aguapé, obtém-se 30 brotamentos em 23 dias, ou 1.200 plantas em 4 meses (209).

AIPO NOME CIENTÍFICO Apium australe Thou. 12% de cal. • É forrageira muito apreciada por bovinos e suínos. aipo-doce. A viabilidade das sementes pode chegar a 15 anos. que são colocados diretamente na água. e irrigadas diariamente. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. A mucilagem de aplica sobre furúnculos e abcessos. contém 28. 1. 1. Typha angustifolia e Acorus calamus. • Consórcio: Pistia stratiotes. além de ser refrescante. Tem a capacidade de retirar metais pesados da água (209). SINONÍMIA Aipo-d'água. aipo-do-rio-grande. • As raízes atuam como incubadoras de ovos de peixes. ápio. através de divisão dos talos. cadeiras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sedante e anafrodisíaca (169). • As folhas são utilizadas na confecção de esteiras. porém estas não germinam dentro da água. 7% de anidrido fosfórico. cordas. e Apium graveolens L.7% de potassa. celeri.59% de magnésia (93). além de conferir um ótimo sabor à carne dos animais. 21% de cloro. A infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética (169). OUTRAS PROPRIEDADES • É depurativa e termoreguladora da água. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor ou canteiros. que corresponde a 1% do peso verde da planta. • Produção: 480t/ha/ano (242). Pode ser feita por sementes. cortinas e outros artesanatos trançados • Indicada como adubo verde pois os minerais da planta. que ao nascerem se alimentam delas.• Propagação: vegetativa. HABITAT . Azolla caroliniana. em condições desfavoráveis à germinação (209). salsão. INDICAÇÕES A decocção ou a maceração das folhas em água é utilizada para combater a hepatite.28% de nitrogênio e 0. aipo-dos-pântanos.8% de soda. Eichhornia azurea.

com três folíolos menores e mais estreitos.6 x 0. com cinco folíolos ovais e as superiores sésseis. ramificado. verde-escuras. perfumada. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Cercospora apii. as basais longo pecioladas. brancas. As folhas são luzidias. castanho-esverdeado. cilíndrico. ocorrendo em áreas úmidas (182). oco.3m. que causam o secamento das folhas. . CLIMA É uma espécie de clima subtropical. O fruto é um esquizocarpo subgloboso. • Plantio: março. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. sésseis ou curtamente pedunculadas. estriado. • Irrigação: a planta deve ser irrigada diariamente. Em regiões de clima ameno. anual ou bianual. de caule ereto. entre elas. o florescimento e a frutificação. que causa podridão da raiz. Solos pesados e com drenagem deficiente dificultam as trocas gasosas ao nível de raiz. que infecta as folhas. cujas sintomas foliares são manchas circulares oleosas e depois castanhas. suborbicular. glabro. Desenvolve-se bem à temperatura de 20 a 25oC. estão dispostas em umbelas compostas. atingindo 60cm de altura. as sementes devem ser tratadas termicamente em água aquecida a 50oC. • Adubação: aplicar 4 a 5kg/m2 de composto orgânico ou estrume animal bem curtido. • Propagação: sementes. com 10g/m2 de nitrato de cálcio. Prefere solos arenosos ou areno-siltosos. Na Europa é encontrado até 100m de altitude. enquanto muda. irrigar nos primeiros 10 dias e durante os períodos de estiagem. ereta. SOLO Na Europa é encontrado em solos alagados e salgados (182). afetando o metabolismo radicial e predispondo a planta às doenças. que reúne 6 a 12 raios desiguais. sobretudo a septoriose. Prefere solos de reação neutra. resultando em doenças que afetam as folhas. ou 50 a 60 dias após a semeadura. durante 20 a 30 mintas. ricos em matéria orgânica e bem drenados. pinatífidas. • Tratamento de sementes: para evitar-se a transmissão de doenças. crescendo espontaneamente do Rio de Janeiro até a Argentina. repetindo-se a cada 2 meses. Podem também ocorrer a Phoma apiicola. Bacterium carotovorum. a semeadura pode ser feita durante todo o ano. 30 a 40 dias após o plantio. É normalmente cultivado em hortas. As flores. decompostas. pequenas e numerosas. curvo. a Septoria apii. e algumas viroses (182). É feito quando a muda apresenta 6 a 7 folhas definitivas. não tolerando geadas e temperaturas acima de 30oC. glabro e fistuloso. FITOLOGIA Planta herbácea. quando associadas à pluviosidade excessiva. Após o tranplante. que origina podridões. A germinação ocorre entre 8 e 12 dias . Adubar. Altas temperaturas resultam em abortamento de flores e. • Doenças: a planta é sensível ao excesso de umidade no solo e no ar. favorecem à ocorrência de doenças.Espécie autóctone.

úlceras de difícil cicatrização.• Colheita: ocorre 5 a 6 meses após a emergência. gonorréia. Para a bronquite asmática. catarro pulmonar (341). Tomar 3 xícaras ao dia (257). . hepatite. antiinflamatória. ⇒ 25g de raiz ou sementes para 1 litro de água. FITOQUÍMICA A composição da espécie semelhante. cumárico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Raiz e semente: estomáquica. selineno. • Pó: raízes secas e moídas polvilhadas 2 vezes ao dia sobre úlceras rebeldes (68). antitérmica. fumárico. se for a sementes. • Cataplasma: aplicar 2 vezes ao dia a folha sobre a região afetada (ferimentos e contusões). tartárico. A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia (271). contusões. ou no segundo ano. tônica (257). anidrido sedanólico. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de raízes ou folhas verdes/litro d'água. quando se deseja as folhas e/ou as raízes. fenol cristalizado. PARTES UTILIZADAS Raízes. eudesmol. expectorante. ferúlico. málico. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (laringite e bronquite) • Suco das folhas: 1 xícara ao dia.5%. químico. depurativa. açúcares. • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. ácidos glicérico. emenagoga (salada) (215). folhas e sementes. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (disenteria. sedanolídeo. As sementes produzem cerca de 2% de óleo essencial leve (163). afecções febris (68). aperitiva. flavonóides (apiína). • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. manitol. retenção de urina. colite. guaiacol. revela a presença de óleo essencial contendo apiosídeo. ⇒ 30g de folhas em 1 litro de água. sesquiterpenos. Apium graveolens. carminativa. preferencialmente frescas. adoçar com mel e tomar diariamente pela manhã. ferimentos. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da asma úmida. disenteria. bronquite. em jejum . bronquite asmática. antiescorbútica (283). antiasmática e antianêmica (68). afecções febris). alcalinizante. caféico. Folha: resolutiva e peitoral (341). febrífuga. laringite. 50 a 200ml/dia (341). excitante. gota e litíase vesicular (257). antiartrítica. limoneno. isopimpenelina e appigravina) (257). glicólico. ácido palmítico e óleo resina (341). nefrite. xiquímico. colites e anemias). pentosanas. dividida em 3 a 4 vezes (nefrite. • Rendimento: até 800kg/ha de sementes (182). cumarinas (sesilina. hepatite. diurética e anti-hidrópica. anti-reumática (271). vulnerária.

SINONÍMIA Alcachofra-hortense. doces. pubescentes. cresce a inflorescência . cachofra. constituem-se em excelente condimento. Em solos pesados. que formam uma roseta basal. em forma de cesta. carnosas. ALCACHOFRA NOME CIENTÍFICO Cynara scolymus L. sendo utilizados em saladas. verdes ou vermelhas. que são estreitos. Das folhas. As folhas desidratadas e pulverizadas. podendo atingir até 10cm de diâmetro. As folhas são pinatífidas. perfumes e sabonetes (163). TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por pessoas portadoras de inflamações renais (257) e diabéticos. • Elixir. vinho ou xarope: 20 a 100ml/dia (341). originária do norte da África. HABITAT Espécie alóctone. sendo indicada principalmente para atletas (257). carnosas na base.• Tintura: 5 a 25ml/dia. licores. brancacento. mal drenados e/ou encharcados a planta apresenta as folhas da saia caídas e com . O caule é estriado ou sulcado. FITOLOGIA Planta herbácea perene ou bisanual que cresce cerca de 1m de altura. SOLO Tem preferência por solos sílico-argiloso-calcários. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis. com espinhos curtos ou subinermes nos segmentos. O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano. persistente e picante. bem drenados e nunca ácidos. sob a forma de saladas (68). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.um capítulo de flores roxas com grandes brácteas inermes ou subinermes. usado para aromatizar alimentos. Desenvolve-se bem nas regiões serranas e planaltos. muito grandes. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As sementes um forte aroma. • O óleo essencial é amarelo-claro.

depurativa. hipocolesterêmica. colicistite. Em regiões quentes e úmidas. prostatite. • Florescimento: novembro a dezembro. (145). carminativa (145). diurética (257). C e D. • Propagação: sementes e rebentos das raízes. uretrite. prisão de ventre (145). ferro. FITOQUÍMICA Cinarina. fósforo. hipotrigliceridêmica. com uma frequência de 4 a 5 por planta matriz. esteróides. ácido clorogênico. • Colheita das folhas: ocorre após a colheita da cachopa de flores. taninos. cardiotônica (68). antiasmática. elimina cálculos biliares e ácido úrico e aumenta a ação antitóxica do organismo (257). ATIVIDADE BIOLÓGICA . Os rebentos surgem normalmente ao final do ciclo da planta. em clima temperado-quente (temperaturas entre 5 e 30oC). nefrite. anti-reumática e febrífuga (215).senescência precoce. hepatite.0m. ácido fosfórico e silícico (93) . o teor de princípios ativos é reduzido e o crescimento da planta é restrito. B3. quando as mudas apresentarem 4 a 6 folhas. • Plantio: setembro. à base de vermiculita. cinarisídeo. sódio. debilidade cardíaca (68). afetando a produção de folhas e o florescimento.2 x 1. inulina. manganês. potássio. sesquiterpenos. por ser rica em ferro. casca de arroz tostada e húmus vegetal. A produção de mudas via sementes é feita em bandejas de isopor. cálcio. antiinflamatória. eupéptica. o florescimento é prejudicado. flavonóides. cinaropicrina. hemorróidas. hepática. fermentos inulase. ou seja. antidiabética. CLIMA Produz melhor em regiões serranas do Brasil. icterícia (294). que pode até não ocorrer. colagoga. Em regiões quentes ou de baixa altitude. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Colerética (133). estomáquica. com célula grande (tipo tomate). hipotensora (283). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. magnésio. ácido caféico (257). podendo não ocorrer a formação de sementes. Auxiliar no tratamento da obesidade. 100 a 130 dias após o plantio. raízes e flor (cachopa). distúrbios digestivos e hepáticos (271) e o raquitismo. Utilizar substrato orgânico aerado. vitaminas A. invertase e coalho. B2. antiofídica. PARTES UTILIZADAS Folhas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da arterioesclerose. B1. • Produção de sementes: janeiro. antiesclerosante. antianêmica.

Apresenta atividade específica sobre bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus. TOXICOLOGIA Pode reduzir a lactação na mulher (257). Os ramos são tetragonais quando jovens e pubescentes. alecrimrosmarino. conferindo uma . perenifólia. podem ser utilizadas como coagulante do leite (237). HABITAT O alecrim vegeta espontaneamente em terrenos pedregosos e arenosos no litoral dos países mediterrânicos. colicistite e arteriosclerose) • Salada: utilizar as brácteas cruas ou cozidas temperadas com sumo de limão (68). Apresenta sabor muito peculiar. • As folhas fornecem matéria corante amarela que serve para tingir lã e algodão (93). que cresce de 0. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. como a cinarase. Tomar 1 xícara do chá 4 vezes ao dia. libanotis. entre o norte da África e sul da Europa. alecrim-rosmarinho. ramificada. inteiras. rozmarim. • A planta vegetativa ou florida é muito ornamental. ALECRIM NOME CIENTÍFICO Rosmarinus officinalis L. Bacillus cereus. com pêlos estelares na face inferior. na fabricação do queijo. alecrinzeiro. alecrim-de-jardim. sendo cultivada em hortas e jardins. perene. • As proteinases presentes nos extratos das inflorescências. após as refeições (257). opostas.8m de altura. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (hepatite. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas frescas picadas em 1 litro d'água quente. alecrim-de-cheiro. É encontrado até 1. lenhosa. Folhas sésseis. olente. Bacillus subtilis e sarcina sp. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores (cachopa) são utilizadas como hortaliça. erva-da-graça.500m de altitude (96). • Decocção: 30g de folhas para 1 litro de água .5 a 1. SINONÍMIA Alecrim-da-horta. coriáceas. A planta está plenamente aclimatada ao Brasil. rosmarino. lineares. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.) (288).

na face superior o tom é verde-escuro. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com outras plantas.000ppm. As folhas encanoadas para baixo protegem os estômatos dorsais. estendendo-se pelo verão e outono. quando então as folhas tornam-se amareladas. É heliófita. É sensível ao vento e temperaturas muito baixas. quando as plantas já tem mais de 1m de altura. O amarelecimento das folhas e secamento dos ramos podem ser conseqüência de infecções por fungos Fusarium spp. As flores são hermafroditas. na dose de 1. Umidade elevada e clima muito frio reduzem o teor das essências da planta. dias longos e com bastante luminosidade. • Colheita das folhas: após o início do florescimento. seco.coloração esbranquiçada. desbastando-se todas as folhas nos 2/3 basais. Utiliza-se as ponteiras dos ramos. • Alelopatia: a planta é alelopata positiva com a sálvia (Salvia officinalis). bilabiadas. plantar em março a abril. pela predisposição em ser infectada por microorganismos do solo e sujeira. enquanto períodos chuvosos ou com nevoeiro reduzem os princípios. com cerca de 15cm de comprimento. • Seleção genética: espécimes de hábito prostrado devem ser eliminados devido a péssima arquitetura. • Desenvolvimento: Por ser uma planta lenhosa. • Irrigação: só deverá ser feita se ocorrer um período significativo de estiagens. de formato ovóide. o crescimento é lento. reunidas em inflorescências axilares e terminais. • Florescimento: ocorre mais intensamente a partir de agosto a dezembro. dificultando a perda de água. Utiliza-se também a alporquia ou mergulhia de ramos. O fruto é do tipo aquênio. Época favorável de estaquia: antes ou depois de uma florada intensa. pois as regas abundantes são prejudiciais ao conteúdo de óleos essenciais da planta. • Propagação: sementes. As flores são atrativas de abelhas. subsésseis. vermiculita e a areia lavada (20). pouco fértil em nutrientes. • Substrato: casca de arroz tostada.50 x 0. A planta pode tornar-se virulenta. .70m. CLIMA É de clima temperado quente. Não tolera solo ácidos. divisão de touceiras e mergulhia. As estacas podem ser tratadas com IBA. A planta tende a floresce o ano todo e pode viver 8 a 10 anos. As margens das folhas são recurvadas para a face inferior. A produção de óleo essencial é maior no verão do que no inverno (182). SOLO As qualidades aromáticas são mais pronunciadas quando a planta cresce em solo calcário. Quando obtidas de sementes. • Doenças: as raízes podem ser invadidas por Meloidogyne javanica e M. o uso de fito-hormônios acelera o enraizamento. Noites quentes favorecem o crescimento vegetativo da planta. azul-claras a esbranquiçadas. O enraizamento demora 3 a 4 semanas após a estaquia. incognita (171). diminutas. quando a muda foi obtida de estacas ou mergulhia. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Plantio: outubro a novembro. ácido indol-butírico. As mudas são transplantadas com um porte de 20 a 25cm. estaquia. arenoso e bem drenado.

insônia e torcicolo (1). enxaqueca. saponinas. ⇒ 15 g de folhas para 1 litro de água fervente. nervosismo (215). taninos. depurativa (93). estomacal (294). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia . narcótica. sudorífica. antidiabética (145).5 a 6% de cinzas e 1. cicatrizante (o pó das folhas). febrífuga (271). coqueluche. convalescença. nevralgias. queda de cabelo. paralisias (93).• Padrões comerciais: o óleo essencial deve ter. cânfora. cardiotônica. antidepressiva. colesterol. acetato de bornila. carminativa. entorse. colhidas na primavera. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de problemas respiratórios. aperiente (257). colagoga. Na indústria se utilizam ramos verdes com folha e sumidades. alcalóides. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257).4 a 2% de óleo essencial nas folhas e 1. impotência. vasodilatadora. antiespasmódica. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta forte atividade contra Salmonella sp. anti-hipertensora. odontalgia. ácido rosmarínico. celulite. lineol (9). contusões (9). astenia. bronquite. ⇒ 1 colher das de chá em 1 xícara de água quente. histeria.4% na sumidades floridas (96). canfeno. intestinais e renais. Staphylococcus aureus e três raças de Listeria monocytogenes (132). 2. antisséptica. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 xícara (tipo cafezinho) de folhas secas ou frescas em 1/2 litro d'água. hemorróidas (257). ácido nicotínico (145) e colina. cansaço físico e mental.5% de ésteres e 10% de borneol (96). escrófulas.. tonificante do útero. vertigem (145). estomáquica (341). calmante. eucaliptol e circol (163). eucaliptol. eupéptica. béquica. balsâmica. isquemia. afecções hepáticas. Apresenta 4. anti-reumática. frigidez. feridas. excitante (215). Depois de fria. • Produção de sementes: não ocorre formação de sementes no Litoral de Santa Catarina. flavonóides (257). vulnerária. ⇒ 5 a15g de folhas por litro se água fervente (283). cineol. edema. rugas. emenagoga. indigestão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestiva. tônica. antisséptica. anti-reumática. coar e tomar 1 xícara de chá três vezes ao dia (145). depressão. calmante (68). poliuria. gastralgia. α-pineno. estimulante da fecundidade feminina. matérias resinosas e pépticas (341). afecções cefálicas. dispepsia atônica. PARTES UTILIZADAS Folhas sem ramos. valerianato de bornila. no mínimo. dextrogira. eupéptica. úlceras. gota (128) clorose. úlceras (68). feridas. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo borneol (9 a 18%) (93). antiasmática e antigripal (283).

guisados. prostático. • Extrato fluído: 1 a 5ml/dia. As folhas. misturado com um pouco de água (257). • Decôcto: a 2. Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. de 50 a 200ml/dia. Filtrar e adoçar com mel. Pode ser utilizado também o óleo essencial. • O óleo de alecrim é parasiticida (294). • A planta é melífera. misturado com um pouco de água (257). • Xarope: ⇒ 20 a 10ml/dia (341) ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. sobretudo de carne. Tomar 1 colher a cada 3 horas (257). • É repelente de pragas caseiras. desodorante e tônico capilar) • Desidratada e pulverizada. Tomar diariamente 40 gotas diluídas em um copo de água. • A planta é utilizada como condimento. pudins e biscoitos. • Banho: ferver 3 xícaras das de chá de folhas em 1 litro de água por 5 minutos. Tomar 1 cálice antes das refeições (128). . atua como incenso (odorizante e abascanto). adicionar o suco de 4 xícaras das de cafezinho. peixes. são utilizadas como condimento em culinária. • Pó: as folhas secas podem ser pulverizadas e utilizadas como cicatrizantes. ⇒ Deixar macerar 10 xícaras das de cafezinho de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. Deixar em maceração por 5 dias. • As sementes contém um óleo essencial cor âmbar utilizado na preparação de cosméticos.• Vinho: macerar 1 xícara e meia das de chá de folhas em 1 litro de vinho tinto durante 10 dias. • É utilizada em perfumaria e cosmética (sabonete. Pode ser utilizada também a quantidade de 30 a 60g de folhas por litro de vinho. de moscas e borboletas. Extrato da planta. 3 colheres das de sopa (128). frangos. canforáceo e algo picante. principalmente. por 10 a 15 dias (tratamento para hemorróidas) (258). Tomar uma colher das de chá 3 vezes ao dia. TOXICOLOGIA Em altas doses é tóxico. entre eles a "água de colônia" (93). é embriotóxico em cobaias (105). O mel produzido a partir de sua flores é reputado como sendo da mais alta qualidade alimentar e medicinal.5%. esfriar e misturar à água da banheira. Pode causar gastroenterite e/ou nefrite (385). tomando-se 2 a 3 cálices ao dia (283). • Tintura: ⇒ 50g d e folhas secas em 1 litro de álcool. ⇒ Para ½ litro de xarope. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas e das sumidades floridas é intensamente aromático. a partir da dose de 52mg/dia. desintérico (258) e abortivo (145). Coar. filtrar e conservar em vasilhame escuro. saladas.

Fruto tipo baga elipsóide ou ovóide. A inflorescência é do tipo espadice amarelada. fibrosas que emitem fibrilas capiliformes. estolonífera. lentilha-d’água. obovado-cuneadas até ovadas. pagé. contendo numerosas sementes oblongas ou obovóides de textura rugosa e albúmen abundante. verde-pálido e saliente-nervadas na página inferior. • Propagação: multiplica-se facilmente por mudas que se formam na extremidade dos estolões. fasciculadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae.ALFACE-D’ÁGUA NOME CIENTÍFICO Pistia stratiotes L. gibosa e fechada em baixo. fendidas ou inteiras no ápice. mais ou menos vilosa exteriormente. farinoso. com até 30cm de comprimento. perene. que é protegido pela espata. Não tolera água salgada. esponjosas. as masculinas reunidas em verticilos na parte superior e as femininas solitárias na parte inferior do espadice. • Consórcio: Eichhornia crassipes e E. Typha angustifolia e Acorus calamus. filiformes. Vegeta em água puras. vivípara. com pericarpo fino. gregária. obliquamente campanulada. barrentas e até poluídas e paradas. flutuante. As folhas são emergentes. FITOLOGIA Planta herbácea aquática. SINONÍMIA Erva-de-santa-luzia. Azolla caroliniana. gôlfo. verticais. mururé-pagé. fasciculadas. verde-claro ou brancacenta. Possui inúmeras raízes imersas. contraída no centro e aberta e quase orbicular em cima. acaule. com 4 a 10cm de comprimento. azurea. brancas. também pequena. nervuras 7 a 13 flabeladas. AGROLOGIA Densidade: 1 muda/10m2 de água. • . flor-d'água. amarelo-pálidas. pasta. mais ou menos cotonosa-pubescente nas duas páginas e com longos pêlos na base. sésseis. • Plantio: todo ano. espatuladas. As flores são pequenas. com 15 a 20cm em altura. côncavas e dispostas em roseta espiralada e compacta. HABITAT Espécie autóctone encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica. repolhinho-d’água. que é arredondado ou subtruncado.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É maturativa. • As folhas cozidas. matéria graxa (0. hematúria. • Também utilizada como planta ornamental de aquários e lagoas. • As raízes servem de substrato para a postura de ovos de peixes. • Pó: mistura-se 1 colherinha do pó da folha seca com mel e toma-se várias vezes ao dia (sífilis) (32).14%). enfermidades da bexiga e rins (32).58%). PARTES UTILIZADAS Folhas. constituem ótima forragem para porcos (93). óleo de pingue. FITOQUÍMICA As folhas contém água (90. • Outras: infuso. extratos não nitrogenados (2. expectorante. inviabilizando a qualidade da água.• Raleio: a planta tende a formar super-populações. antiasmática (242). anti-hemorroidária. anti-hemorroidária e desinflamatória de erisipela (9). INDICAÇÕES É utilizada no tratamento de diabetes insípida. óleo e graxas de produtos diversos. hidropisias. O super-povoamento de áreas restritas e com a água parada. pode resultar em acúmulo de princípios acres. antidisentérica. ácido resinoso. proteína bruta (1.16%).52%). suco e pó das folhas (242). celulose (3. anti-sifilítica.58%). ocorre também uma redução da área foliar das plantas e senescência fisiológica. diurética (32). são utilizadas para retirar nódoas de roupa. macerado. estrangúria e oftalmias (93). emoliente (93). deixadas alguns dias dentro de um balde d’água para liberarem o princípio acre. • Colheita: ano todo. nitrato de potássio. substâncias gomosas e albuminosas. cinzas (2. sais de fósforo e cálcio (93). cobrindo toda a superfície d’água e dificultando as trocas gasosas.12%). . para eliminar os cristais picantes. • Utilizada como adubo verde. próprios das aráceas. tumores causados por erisipela. hérnias infantis (242). • Produção: 90t/ha de folhas e raízes (93). A medida em que ocorre o super-povoamento da espécie. urinas sangüineas. antidiabética. 447kg de potássio e 99kg de fósforo. antiartrítica. FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas contusas sobre tumores (externamente). Um hectare da planta inteira fornece 269kg de nitrogênio. anti-herpética. hemoptises. OUTRAS PROPRIEDADES • As plantas. decocto.

de temperaturas amenas. alfavaca-gaúcha. ricos em matéria orgânica e levemente ácidos. • Florescimento: ocorre notadamente no verão. SINONÍMIA Alfavaca-do-reino. . • Plantio: outono e primavera.ALFAVACA-ANISADA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum var. dispostas em rácimos paniculados longos. glabras. alfavaca-do-rio-grande-do-sul. perene. longo-pedunculadas. CLIMA É uma espécie subtropical. e cilíndricos e lenhosos. mas também em áreas ruderais e terrenos abandonados. formando verticilos de seis flores lilases. Inflorescências terminais. É esciófita.0 x 0. úmidos. Não tolera períodos de estiagem e produz bem em regiões de umidade relativa elevada. ramificada. sulcados. A planta é acentuadamente nitrófila. O fruto é uma cápsula seca com quatro sementes. que cresce espontaneamente em pastos e subosques do Sul do Brasil. anisatum L. HABITAT Espécie autóctone. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. ovadolanceoladas. Solos encharcados são detrimentais à planta. • Propagação: sementes e estacas herbáceas. medindo 4 a 6cm de comprimento. As mudas são produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. com nitrogênio (5g de uréia/planta). suculentos e pubescentes quando novos. • Nutrição: torna-se clorótica após períodos prolongados de chuva. axilares. • Pragas: é normalmente atacada por formigas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. estendendo-se até o outono. opostas.5m. anis. de ramos quadrangulares. crenado-serradas do terço inferior em direção ao ápice. O aroma é mais pronunciado em regiões de temperaturas mais altas. • Adubação: adubar com fertilizante orgânico no plantio (3 a 5kg/m2) e a cada dois meses. manjericãocheiroso. Folhas curto-pecioladas. SOLO A planta prospera bem em solos bem drenados. FITOLOGIA Planta arbustiva.

A cultura é mantida até o terceiro ano. nunca ferver a alfavaca. As folhas são opostas. carminativa e béquica. O extrato da planta tem ação fungitóxica sobre alguns fungos fitopatogênicos. • A planta é também utilizada como tempero e no preparo de licores. As sementes são antiblenorrágicas (93). sudorífica.5m de altura por 3m de diâmetro de copa. vivaz. ao atingirem a coloração castanha. quadrangular. A essência da planta é utilizada como anticefálica e febrífuga. ALFAVACA-CHINESA NOME CIENTÍFICO Ocimum gratissimum L. Utilizar o sumo ou o xarope. estimulante. • Poda: ao final das colheitas eliminam-se galhos secos. . FITOLOGIA Planta arbustiva. perene. desmaios e enxaquecas nervosas (283). diurética (215). • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas estiverem verde-amareladas. quando então é renovada. SINONÍMIA Alfavaca-cravo. doentes e deficientes. antiespasmódica (283). OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes são comestíveis e nutritivas. cujo porte atinge até 2. PARTES UTILIZADAS Folhas. e no preparo de uma bebida árabe refrescante (93).• Colheita de folhas: verão até o outono. manjericão-cheiroso. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de vertigens. as quais são facilmente perdidas. canelinha. utilizadas em mistura de pães e bolos. alfavaca-de-vaqueiro. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. caule. HABITAT Espécie alóctone africana introduzida e aclimatada no Brasil desde o tempo do Brasilcolônia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. quando novo. Caule pubescente. lenhosa. ocorre deiscência total das sementes. inflorescência e raízes.

α-pineno e β-pineno (444). anticefalálgica e diaforética. Toda a planta apresenta um forte aroma. em se tratando de estacas. FORMAS DE USO . O eugenol. limoneno. • Colheita: inicia aos seis meses após o plantio. ocimeno. hipotensora (271). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta tem ação fungitóxica (28). • Propagação: sementes e estacas dos ramos. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. antidiabética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antisséptica bucal (261). Fruto do tipo cápsula seca contendo 4 sementes subglobosas e rugosas. As flores são amarelos-esverdeadas. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. que infecta o coqueiro-da-bahia (29). crenado-serradas. • Plantio: outono. particularmente sobre o fungo Phytophthora palmivora. exceto as raízes. resultando num alto índice de sombreamento que inibe o crescimento de plantas próximas. quando as mudas são originárias de sementes. FITOQUÍMICA A planta contém 0. e primavera. béquica. respectivamente (364). p-cimeno. em verticilos curtos. • Doenças: a planta é imune ao nematóide Meloidogyne incognita (14). estimulante. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento da paralisia e moléstias nervosas (93).0m.8% de óleo essencial. estendendo-se até agosto. As inflorescências são terminais ou axilares. febrífuga e oftálmica (364). que inicia no verão e estende-se por todo o outono. apud 364). • Florescimento: ocorre a partir de janeiro. tem ação bactericida (Suresh et al.. canfeno. principal componente da planta. O óleo essencial das folhas (0.96g/ml) inibe o crescimento das bactérias Fonsecaea pedrosoi e Cryptococcus neoformans. 80). nas concentrações de 150µg e 2. • Alelopatia: a planta é muito enfolhada. • Produção de sementes: a planta é altamente produtora de sementes. resfriado e insolação. acuminadas.0 x 2. diurética. carvacrol. que encerra eugenol (45 a 70%).pecioladas ovado-oblongas. simples ou ramificados. glandulosas e pubescentes em ambas as faces.400µg. agudas na base. metileugenol (20%). As mudas são transplantadas aos 40 a 50 dias após a semeadura ou 60 dias após a estaquia. carminativa. Deve ser feita no início do florescimento. O óleo da planta apresenta ação protetora contra fungos de grãos armazenados (26. hipocolesterolêmica. laxativa. As sementes são antiblenorrágicas (93).6 a 0. estomática.

var. ALFAVACA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. anual no Brasil. que suporta a cabeça formada de quatro células. peltados ou escamados. remédio-devaqueiro HABITAT Espécie alóctone. uma alongada. translúcidos. pontudos. Os capitados são compostos de uma célula basal. erva-real. A alfavaca exala um delicado aroma de limão que declina para cheiro de suor. SINONÍMIA Alfavaca-doce. dispostas em inflorescências tipo cachos terminais. longo-pecioladas. latifolium. os pêlos glandulares tornam-se murchos. Fruto tipo aquênio. • É insetífuga. constituídos de 1 a 5 células de paredes celulares espessas. com sementes pequenas. quiôiô. Índia e sul da Ásia. Por ocasião da maturação. Na Índia a planta é perene. FITOLOGIA Planta herbácea ramificada.• 6 a 12g/dia. manjericão. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. A densidade de pêlos glandulares decresce com a maturação da folha. alfavaca-da-américa. verde-claras. que vistas contra a luz. O caule e os ramos são quadrangulares. manjericão-doce. A maior densidade é verificada . Na face dorsal da folha pode-se distinguir covinhas onde se alojam gotas de essência. manjericão-de-folha-larga. da ponta em direção à base do limbo. labiadas. basilicão. Os glandulares são capitados. originária do Egito. Os pêlos peltados não possuem segmentação celular na cabeça. manjericão-de-molho. OUTRAS PROPRIEDADES • É condimentar e utilizada na fabricação de licores. pretas e oblongas. espiciformes e melíferas. basílico-comum. A planta está amplamente adaptada ao Brasil. glabras. As folhas são revestidas de pêlos glandulares e não glandulares em ambos os lados. A planta atinge 40 a 50cm de altura. folha-larga-dos-cozinheiros. Folhas simples. Cresce espontaneamente na Índia e na África. basílico-doce. retos ou curvos. manjericão-dos-cozinheiros. aparecem como pontinhos claros. Os não glandulares são unisseriados. situados sobre as nervuras e margens das folhas. na forma de decôcto ou inalação (444). ovais. basílicogrande. opostas. pilosos quando novos e muito ramificados. As flores são brancas a levemente rosadas.

eugenol. β-cariofileno. A planta é bastante sensível ao nematóide Meloidogyne javanica. canfeno. embora possa ser plantada o ano todo. mirceno. metil-cinamato (220). linalol. Prefere insolação média (esciófita). A concentração de óleos essenciais decresce com a expansão e idade das folhas (441). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . respectivamente (430). • Plantio: deve ser feito no início do período mais chuvoso do ano. permeáveis. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. • Produção de sementes: as sementes devem ser colhidas quando as cápsulas verdes declinarem para pálido. alfa e gama-terpineno. principalmente em períodos excessivamente chuvosos ou com nevoeiros e Fusarium oxysporium f. saponina (145). ricos em matéria orgânica e bem drenados. Quanto mais baixa a temperatura. cânfora. citral.1 e 0. FITOQUÍMICA 1-8-cineole. SOLO Prefere solos de aluvião. timol (9). • Florescimento: a planta floresce no verão e outono. alfa-terpineol. alfa e beta-pineno. cinamato de metila. citronelol. cimeno. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. porém adapta-se bem ao clima subtropical.50%). • Propagação: é feita via semente e por estacas de plantas adultas. cineol.nas regiões meristemáticas.21kg/m2 de folhas e 0. por aumentar a temperatura do solo (107). geraniol. menor o porte da planta.4%. com destaque para o linalol (68. taninos. • Poda: a poda da inflorescência retarda a senescência da planta em 30 dias (13). CLIMA Espécie de clima tropical. • Mulching: O uso de filme de polietileno sobre o solo reduz a incidência de invasoras e aumenta a produção. Aráez e Tsai relatam um conteúdo de óleo essencial de 0. sp. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. mas não tolera ventos frios e geadas.4 x 0. que causa galhas nas raízes e redução na produção de folhas (14. limoneno. metil-eugenol (441).30m. • Doenças: a planta é eventualmente infectada por Botrytis cinerea. 202).17% de óleo essencial. fenchona. metilchavicol. • Rendimento médio: 1. estragol. As mudas são tranplantadas quando apresentarem cerca de 6 folhas definitivas. Não se adapta bem aos solos encharcados e pouco férteis. areno-argilosos. basilici. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. borneol.

disúria. faringite. ⇒ 10 a 15g de folhas e/ou flores em 1 litro de água. afecções gastrointestinais e renais. Externamente pode ser usada para feridas ulcerosas e afecções do bico do seio (145). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. antiemética. coar e tomar 1 copo 3 vezes ao dia (145). diaforética. como rapé e repelentes de insetos (360). béquica. afta (68). resfriado. são úteis para afecções da garganta. antidiarréica (sementes). sudorífica. analgésica (294). • Os brotos da planta podem ser consumidos como salada (145). cicatrizante. . excitante (341). antiespasmódica. FORMAS DE USO • Cataplasma: folhas frescas amassadas com álcool (feridas e úlceras). O óleo de alfavaca é usado como sedativo em crises nervosas e para combater a insônia. ⇒ Decocção: ⇒ Ferver 10 a 15g de folhas em 1 litro de água. carminativa. estimulante (93).Estomáquica. bronquite. debilidade nervosa. INDICAÇÕES As folhas. Fazer bochechos ou gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). estomática. amigdalite. febrífuga (68). OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é utilizado em cosmética. lactógena e anti-reumática (9). diurética. antidisentérica. Coar e pingar 30 gotas em 1 copo de água e tomar 2 ou 3 vezes ao dia. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em campos. • Infusão: ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. Combate as afecções das vias respiratórias. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. mascadas. estomatite. emenagoga. cólica abdominal e catarro intestinal. peitoral. culinária. bosques e subosques do sul do Brasil. gengivite. perfumes. Deixar 6 horas em repouso. tônica (145). • Tintura: macerar durante uma semana 20g de folhas frescas em 80ml de álcool de cereais. ALFAVACA-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit.

CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. Folhas opostas. FAMÍLIA BOTÂNICA . indeiscente. unilocular. Corola branca com lábio superior bilobado e inferior com lobos laterais tringulares e mediano em forma de colher. com cerca de 30 a 60cm de altura. pouco ramificado. verde-intensa. • Pragas: sensível ao ataque de vaquinhas (Diabrotica spp. SOLO Prefere solos úmidos e poucos ácidos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. microscopicamente (209). Colhe-se pouco antes do florescimento. ereta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica das vias respiratórias. liso e reticulado. • Colheita: 3 meses após o plantio. aromática.FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. ALFAZEMA NOME CIENTÍFICO Lavandula officinalis L. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. • Propagação: sementes e pedaços de ramos radicantes. Flores subsésseis. • Florescimento: dezembro a fevereiro. fosco. em glomérulos globosos.40m. • Plantio: outono e primavera. com pêlos longos e espessos. densamente aglomeradas. preto. FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas em ½ litro de água. medindo até 6cm de comprimento por 2. glabro. elíptico. É esciófita. cruzadas em pares. PARTES UTILIZADAS Folhas. Inflorescência axilar.). emarginado e piloso. balsâmica e vermífuga. serrada ou duplamente serrada.6m x 0. Fruto do tipo carcerulídeo (seco. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. glandulosa. base atenuada em pecíolo curto. bem drenados. irregularmente distribuídos. rombo-lanceoladas ou lanceoladas.5cm de largura. com caule quadrangular. unisseminado). As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral.

Os ramos são nus. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene de ramos e folhas brancacentas-tomentosas. quando disponíveis. outono e verão. Fruto aquênio com uma semente preta. cálice com cinco dentes. corola com cinco lóbulos e dois lábios. que cresce em solos calcários áridos das regiões montanhosas das costas marítimas européias. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. inteiras e lanceoladas. e só ocorre em regiões subtropicais cujo fotoperíodo é longo. fortemente argilosos e ácidos. eretos. HABITAT Espécie alóctone mediterrânica. sendo que condições de temperatura e umidade elevadas predispõem à infecção de fungos vasculares (fusariose). estreitas. largas. lavândula. Pluviosidade excessiva e altas temperaturas são drasticamente desfavoráveis à planta. • Aclimatação: O enraizamento de mudas é recalcitrante e lento.6m em altura. SOLO A planta cresce melhor em solos de origem calcária. lineares ou oblongo-lanceoladas.3 a 0. quatro carpelos. • Doenças: o crescimento da planta é muito lento.6 x 0. que cresce de 0. • Plantio: março (sementes) e outubro a novembro (estaca). • Colheita: é feita até 3 vezes ao ano. havendo necessidade de sombreamento e irrigação por nebulização. É heliófita. preferencialmente. As folhas são verdeacizentadas. • Florescimento: é muito raro em condições tropicais. . • Produção de sementes: não ocorre. normalmente. A planta não se adapta à regiões úmidas e/ou em solos compactados. Apresenta um perfume suave muito agradável. lavande. brácteas castanhas. • Propagação: estacas da planta matriz ou sementes. aerados e pobres. CLIMA A planta é de clima temperado com umidade relativa do ar baixa.800m de altitude. SINONÍMIA Lavanda. É encontrada até 1.Lamiaceae. para se evitar a desidratação dos tecidos. nas condições tropicais e subtropicais.4m. Flores azulvioláceas dispostas em espigas terminais interrompidas. A planta não suporta solos úmidos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. quatro estames inclusos. lisa. É cultivada em jardins e hortas do Brasil. tomentosos e simples. na primavera. enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. bem drenados.

antisséptica. lavandulol e α-terpineol (275). descongestionante (435). borneol. peitoral. indutora do sono (145). catarro (435). cosméticos. vermífuga. béquica. calmante. dispepsia flatulenta. anti-reumática (271). atua sobre o reumatismo (145). parasiticida capilar. epilepsia. enxaqueca (257). • Alcolatura: 10g em 2 litros de álcool neutro ou de cereais (antisséptico e cicatrizante). asfixia. furfurol. terpin-4-ol.PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. cumarina. não devem exagerar na administração de preparados à base de alfazema (145). INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento da anúria. cefalalgia. causando sonolência (257). neurose cardíaca (271). OUTRAS PROPRIEDADES • Da planta obtém-se um óleo. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao dia (257). vertigem. digestiva. Em fricções. bronquite (294). diurética (283). ⇒ 10g ou 2 colheres de folhas secas picadas em ½ litro. geraniol. doenças do estômago. cefalalgia. TOXICOLOGIA • Em altas doses pode ser depressiva do sistema nervoso. álcoois térmicos. acetato de linalilo (283). síncopes. antianêmica (93). tensão nervosa e muscular. calmante. tanino. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. utilizado como inseticida. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 1%. antiemética (9). em perfumaria. emenagoga. ⇒ 8g da planta/litro d'água ou 1 colher das de sopa de folhas picadas em ½ litro d'água. feridas. amenorréia. cânfora. tônica dos nervos. nervosismo. asma. • Tintura: 1 a 10ml/dia (341). tônica capilar e antileucorréica (294). tônica estomacal. fígado e baço. paralisia. geralmente amarelo (óleo de Aspic). antimicrobiana (257). cicatrizante. • Pessoas propensas à úlceras. veterinária. acne. antiespasmódica. nerol (145). colagoga. cariofileno (257) eucaliptol. cineol. Tomar 1 xícara 2 vezes ao dia. flavonóides. tinha e picada de insetos (383). indústria de vernizes nobres e .5 a 2ml/dia. de 5 a 20ml/dia (341). excitante do sistema nervoso. atonia dos nervos encéfaloraquidianos (93). linalol. estimulante do cérebro. ⇒ 2 a 4g/litro de água (435). ftiríase. acetato de lavandulilo. • Extrato fluido: 0. antiinflamatória. apoplexia. FITOQUÍMICA Óleo volátil. antiasmática (215). oftálmica (341). (145). • Alguns fitoquímicos da planta são incompatíveis com sais de ferro e iodo (383).

artemisia. Não tolera solos muito ácidos e encharcados. simples. ambrosia-americana. SINONÍMIA Absinto-selvagem. As folhas são curto-pecioladas. As flores masculinas estão dispostas em capítulos pendentes e as femininas. com segmentos lanceolados. ramificando-se muito na maturidade. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As folhas superiores são pinadas. tenuamente tomentoso. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. áspero. as inferiores. CLIMA É de clima subtropical. algo estriado. gonorréia. Desenvolve-se bem como esciófita. artemija. odorífera. cafalalgia. não tolerando porém períodos muito frios e geadas. cravo-da-roça. bipinatifidas. • O pó das folhas. alternas e menores. . que cresce de 30 a 90cm de altura. cloroses. atua como odorizante e desinfetante de ambientes. carprineira. amaurose. estão dispostas em rácimos paniculados de 20cm de comprimento. cravorana. ramosa. além de ser insetífugo. AMBROSIA NOME CIENTÍFICO Ambrosia tenuifolia L. opostas. escrofulose. monóica. comportando-se até mesmo como semihalófita. quando jovem. HABITAT Espécie autóctone do continente americano. com 3 a 6cm de comprimento.medicina (paralisia da língua. leucorréia. • O esfregaço da planta nas roupas perfuma e protege-as das traças.3m. Medra em potreiros e áreas ruderais. peluda.3m x 0. SOLO Adapta-se às mais diversas condições de solo. sésseis. Porém desenvolve-se melhor em solos de textura média e férteis. O caule é cilíndrico. quando em combustão. losna-selvagem. FITOLOGIA Planta herbácea ereta. broncorréia).

hemorragia nasal (342). digestiva. no início do florescimento. INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. FAMÍLIA BOTÂNICA Rosaceae. Os acúleos das folhas localizam-se na nervura central e são recurvados para base da folha. dança-de-são-guido (283) e afecções hepáticas (303). SINONÍMIA Amora-branca. náuseas. o pólen pode vir a ser alergênico em pessoas susceptíveis. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. sendo quebrada com baixas temperaturas ou alternância de temperaturas (209). febrífuga (271). FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 1. cãibras dos intestinos. A inflorescência é do tipo panícula.• Propagação: rebentos de rizoma. silva-de-são-francisco. É reputada como sucedânea da quinina (94). As folhas são peninérveas formadas por 9 folíolos de coloração verde escuro na face ventral e esbranquiçadatomentosa na face inferior. AMORA-PRETA NOME CIENTÍFICO Rubus spp. urticária. sarçamora. • Colheita: 4 meses após o plantio. antileucorréica e hemostática. silva. tônica. o mesmo acontecendo com o pecíolo. • Produção de sementes: após a maturação. • Plantio: início da primavera. • Florescimento: dezembro a janeiro. amora-silvestre. TOXICOLOGIA Durante a época da floração. ou diretamente a campo. infecções nos dedos (271). erupções na pele. causando a febre do feno. formada por flores de . As estacas podem ser enraizadas em solo. calmante dos nervos (303).5 a 3m de altura. areia ou vermiculita. anti-helmíntica (as sementes). Os acúleos que revestem o caule são grandes e de forma mais ou menos espiralada. indigestão. as sementes apresentam dormência. em viveiros. As hastes sarmentosas e o caule são cilíndricos e os mais velhos são revestidos por uma cerosidade branca que pode ser removida com os dedos. estomáquica (283).

pétalas brancas. A infrutescência é composta de numerosos frutos tipo drupa, de coloração violeta escura.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia de ramos. As sementes não germinam sem uma escarificação química com ácidos, como ocorre no estômago dos pássaros frugívoros. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (mergulhia). • Florescimento: novembro e dezembro. • Colheita: inicia-se a partir do segundo ano. • Poda: a planta tem que ser podada periodicamente para facilitar os tratos culturais e a colheita. As mãos, braços e os olhos devem ser protegidos para evitar-se ferimento pelos espinhos. • Produção de sementes e frutos: dezembro e janeiro.

FITOQUÍMICA
Contém taninos.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hemostática, adstringente, antidiabética, antidisentérica, tônica (283), anti-hipertensora, anticolesterolêmica, antidiarréica e antilítica (271).

INDICAÇÕES
Indicada para a azia, cãibras do sangue, hemorróidas, inflamações da garganta e da boca e hidropisia (271).

FORMAS DE USO
• Xarope: feito à base de infusão das folhas e botões florais (a 10%) misturado ao suco dos frutos maturos. Aquece-se até o ponto de xarope (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os ramos são utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas.

AMORA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Rubus imperialis Cham. e Sch.

FAMÍLIA BOTÂNICA

Rosaceae.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce espontaneamente na Mata Atlântica, matas secundárias e bosques, normalmente em condição umbrófila e semi-umbrófila.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, sarmentosa, perene, de ramos angulosos, armados de acúleos grandes, podendo atingir 4 a 5m de comprimento, apoiando-se na vegetação próxima. Folhas compostas, palmada, 5-foliadas, folíolos ovado-cordiformes ou ovado-arredondados, membranosos, grosso-dentados, pouco tomentosos na face dorsal, com o pecíolo espinescente. Flores com pétalas brancas, lacínias lanceoladas, curto e grossopedunculadas, disposta em panícula subcorimbosa, sendo o pendúnculo tomentoso e aculeado. Fruto composto de inúmeras drupas verde-amareladas.

SOLO
É pouco exigente em solos. Medra mesmo nos úmidos, ácidos e bastante argilosos.

CLIMA
Espécie subtropical. Prefere temperaturas amenas a quente e alta umidade relativa do ar.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 2,0 x 1,5m. • Propagação: sementes e mergulhia. As sementes só germinam mediante escarificação química com ácidos, conforme ocorre no estômago de aves frugíferas. A mergulhia deve ser feita a partir da primavera. • Plantio: o ano todo, para sementes, ou novembro a fevereiro, quando se faz a mergulhia. • Tutoramento: em espaldeiras de três arames superpostos. • Florescimento: outubro a novembro. • Frutificação: novembro a dezembro. • Colheita de folhas: o ano todo.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e frutos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hipocolesterolêmica (271).

FORMAS DE USO
15 a 20g/dia, em decocção, fracionada em três xícaras diárias.

ANDRADE

NOME CIENTÍFICO
Persea major Kopp.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Lauraceae.

SINONÍMIA
Canela-rosa, pau-andrade, canela-cedro.

HABITAT
Espécie autóctone que habita a Mata Atlântica, principalmente em altitudes acima de 400m, no sul do Brasil. A planta é considerada rara e devido à existência de poucos indivíduos e o alto nível de patógenos endógenos, corre o risco de extinção nas regiões onde ainda ocorre.

FITOLOGIA
Árvore grande, com até 12m de altura. Os ramos são subangulosos e amarelo-tomentosos quando novos e castanho-escuros e glabros, com as gemas sedoso-tomentosas, quando mais velhos. A folhas são esparsas, pecioladas, inteiras, variáveis, alternas, oblongas ou elípticas, peninervadas, glaucas, finamente arroladas nas duas faces, cordiformes, arredondadas na base ou obtusas dos dois lados, ou agudas e subacuminadas no ápice, com 12 a 14cm de comprimento e até 7cm de largura, glabras ou levemente hirsutas e luzidias na face ventral. A inflorescência é multiflora, ferrugíneo-tomentosa. As flores verde-amareladas, dispostas em panículas piramidais longo-pedunculadas e revestidas de um denso tomento sedoso-ferrugíneo ou amarelo-ocre, com bractéolas decíduas. O fruto é uma baga globosa, verde-glauca, com cerca de 1cm de diâmetro.

SOLO
A planta cresce naturalmente em solos profundos, argilosos e com pouca acidez.

CLIMA
Ocorre em regiões cujas temperaturas giram em torno de 10 a 15oC, no inverno, e 20 a 25oC no verão.

AGROLOGIA
• • • • • Espaçamento: 4,0 x 4,0m. Propagação: sementes e brotações da cepa. Plantio: outubro. Florescimento: janeiro Colheita da casca: durante o inverno.

PARTES UTILIZADAS
Casca do tronco.

FITOQUÍMICA
Esteróides, triterpenos, flavonóides, saponinas, taninos hidrolizáveis e condensados, grupo amino e lipídeos. O teor de tanino é de 19,7%, taninos catequínicos 18,61% e catequinas 32% (251).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Cicatrizante (251).

ANIL
NOME CIENTÍFICO
Indigofera suffruticosa Mill.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papilionaceae.

SINONÍMIA
Anil-do-campo, anileira, anileira-da-índia, anileira-verdadeira, caá-chica, caá-chira, caáobi, caá-timbó, caobi-índigo, guajaná-timbó, índigo, indigueira, timbó-mirim, timbozinho.

HABITAT
Espécie alóctone originária das Antilhas e América Central. Vegeta espontaneamente em pastagens, terrenos abandonados e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, que cresce 0,8 a 1,0m de altura. O caule é anguloso, acizentado. As folhas são glaucas, imparipenadas, compostas de 7 a 15 folíolos opostos, linear-elípticos ou oblongo-agudos, inteiros, glabros na face ventral e pubescente na dorsal. As flores são róseas, curto-pedunculadas, pequenas, abundantes, dispostas em rácimos axilares eretos. O fruto é uma vagem arqueada, quase quadrangular, seríceopubescente, com cerca de 2 a 3cm de comprimento, contendo seis a oito sementes pardacentas, angulosas ou subcilíndricas, lisas e duras.

SOLO
As plantas crescem mesmo em solos pedregosos, arenosos e até mesmo em dunas de areia. Não tolera solos encharcados ou muito argilosos.

CLIMA
É de clima tropical, prosperando melhor em regiões quentes e pouco pluviosas.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 1,0 x 1,5m.

• Propagação: sementes e estacas de ramos. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral, enquanto que as estacas em areia ou vermiculita. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: abril a maio. • Doenças: em regiões úmidas, é comum a ocorrência de sementes chochas e fungadas. • Colheita: inicia 6 a 8 meses após o plantio. • Rendimento: em um hectare obtém-se cerca de 330 a 560kg de anil ou 40g para cada 10kg de folhas (93).

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Leucoindigodina (93). Submetida à altas temperaturas, transforma-se em indigotina, que é o anil (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiespasmódica, emenagoga, estomáquica, sedativa (257), sarnicida (folhas machucadas), diurética, febrífuga, antiepiléptica, purgativa (32), depurativa (68), antiálgica e antiinflamatória. A raiz é odontálgica e já foi utilizada como antiofídica (93).

INDICAÇÕES
É utilizada no tratamento das afecções das vias urinárias, cólicas, intoxicações exógenas, obstipação intestinal, hepatite (68), afecções do sistema nervoso e uretrite blenorrágica. A raiz é indicada para coréa, epilepsia, icterícia, É reputada como antídoto do mercúrio e do arsênico (93). Também indicada para a laringite aguda, linfoadenite, escabiose, erupções da pele (1).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas. • Decocção: ⇒ 15g/dia. ⇒ ferver 5g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias (68). • Infusão: 5g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia (32). O sabor do chá é algo salgado.

TOXICOLOGIA
Extrai-se da planta o índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina - substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico.

OUTRAS PROPRIEDADES

• As sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas (32). • As folhas fornecem matéria tintória, conhecida como anil (328).

ARNICA-DO-MATO
NOME CIENTÍFICO
Wedelia paludosa DC.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Cura-tombo, margarida, margaridão, mal-me-quer, malmequer-do-brejo, picão-da-praia, vadelia, vedélia.

HABITAT
Espécie autóctone da região litorânea brasileira. Medra em pastos, áreas abandonadas e ruderais, a beira de estradas, bananais, pomares, ao longo da orla marítima, principalmente em várzeas úmidas e sombrias.

FITOLOGIA
Planta herbácea, prostrada, perene, radicante nos nós, que cresce 40 a 50cm em altura. O caule é castanho-avemelhado, esparsamente piloso. As folhas são opostas, curtopecioladas, membranáceas, pilosas nas duas faces, mais pronunciadamente na dorsal, providas de dois pequenos lobos laterais e um terminal, maior e denteado. Pecíolo semicilíndrico, ciliado. Capítulos solitários, longo-pedunculados, axilares. Brácteas involucrais foliáceas em duas séries, pilosas no dorso. Receptáculo cônico, carnoso, peleáceo. As flores são amarelas, as marginais femininas, cerca de 13, com corola ligulada, trilobada no ápice, com 8mm de comprimento, e as do disco, muitas hermafroditas, corola tubulosa. Aquênio túrgido, tríquetro, glabro, estreitado na base, com papus ciatiforme.

SOLO
Vegeta em todos os tipos de solo, desde os arenosos aos argilosos e orgânicos. Tolera solos ácidos, encharcados e até os secos. Tem preferência pelos solos úmidos.

CLIMA
Espécie de larga adaptação climática, proliferando-se melhor nos climas tropicais e subtropicais. Períodos de estiagem afetam o crescimento da planta. É heliófita, embora tolere alguma sombra.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,3m.

• Propagação: estacas radicantes. As sementes normalmente são inviáveis ou não se formam. As estacas são plantadas diretamente a campo. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: o ano todo, com exceção no inverno. • Poda: por ser uma planta rústica e altamente invasora, o crescimento vegetativo deve ser contido através de podas e eliminação de ramos radicantes. • Colheita: inicia a partir terceiro mês após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, flores e lígulas.

FITOQUÍMICA
Diterpenóide kaurane: ácidos ent-kaur-16[17]-en-19-óico e ent-kaur-9 [11],16[17]-dien19-óico (39) e luteolina (46).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-reumática, antiinflamatória, antianêmica (271). febrífuga, antidisúrica, antinevrálgica (215) e

INDICAÇÕES
Indicada para traumatismos, golpes, ferimentos, machucaduras (215), coqueluche, trombose e hematomas (271).

FARMACOLOGIA
Tripanossomicida (39), antinociceptiva (377) e antiálgica (46).

OUTRAS PROPRIEDADES
• É cultivada como onamental em jardins. • A planta apresenta um alto índice de enfolhamento, podendo ser utilizada como cobertura de solo, principalmente indicada para revestir barrancos, escoadouros e taludes.

ARNICA-DO-CAMPO
NOME CIENTÍFICO
Porophylum ruderale [Jack.] Cass.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Arruda-de-galinha, couve-cravinho, couve-de-veado, cravinho, erva-couvinha, erva-fresca, picão-branco. couvinha, cravo-de-urubu,

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul. Cresce notadamente em áreas ruderais, lavouras abandonadas e capoeiras.

FITOLOGIA
Planta herbácea anual, ereta, ramificada apenas no topo, cerosa, verde-clara, medindo 0,6 a 1,2m de altura. As folhas são simples, alternas, pecioladas, membranáceas, tenras, oblongo-lanceoladas, cerosas, base atenuada e ápice obtuso, margem inteira ou crenulada, glabra, medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Quando amassadas, as folhas liberam um olor desagradável. Inflorescência em capítulos solitários ou em corimbos, terminais ou axilares. Flor composta por um invólucro cilíndrico contendo filárias lineares unidas e corola constituída de finos tubos de coloração esverdeada ou amarelada. Fruto tipo aquênio, linear, negro, pouco brilhante, alveolado e munido de pêlos sedosos e brancos. A planta exala aroma forte e pouco agradável.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. Não tolera geadas, nem ventos muito frios. Cresce à plena luz e tolera o sombreamento.

SOLO
A planta prefere solos férteis, areno-silicosos, aerados, soltos, ricos em matéria orgânica. Não tolera solos ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,20m. • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral ou diretamente em canteiros, em sulcos transversais. • Plantio: outono e primavera. • Pragas: é suceptível ao ataque de lagartas e pulgões. • Florescimento: janeiro a março. • Colheita: Deve ser feita no inverno, quando é maior o teor de flavonóides. Durante o verão e a primavera, há um decréscimo de 24% no teor de flavonóides totais (166). O ciclo varia de 100 a 110 dias.

FITOQUÍMICA
Flavonóides (0,45 a 0,59%, p/p), alcalóides, taninos, saponinas, açúcares reduzidos (166).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória, cicatrizante, antibacteriana, antiartrítica, antimicótica (166), antilítica, antidiabética (271), diaforética, emenagoga e calmante (93).

INDICAÇÕES
Para o tratamento de corrimentos, afecções do fígado, hepatite, inflamações na garganta, amigdalite e má digestão. Já foi até utilizada para tratar a histeria (93).

cultivada em jardins e hortas. porém é mascarado pelo forte aroma. As folhas são alternas.1 e 87. 48 e 72 horas. É heliófita. estreitos. alóctone. Solos pesados e úmidos são desfavoráveis ao crescimento da planta.3.6% (196). nativa da Europa e norte da África. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. FITOLOGIA Planta subarbustiva polianual. arruda-macho.5%. pecioladas. decompostas em 9 a 11 lobos oblongos ou obovados. de caule ramificado desde a base e lenhoso. Forma touceiras de até 1. ARRUDA NOME CIENTÍFICO Ruta graveolens L. HABITAT Espécie alóctone.2% e 91. e verde-oliva durante o reprodutivo. pequenos. Mas devido à sua histórica aclimatação no Brasil. É bastante tolerante à seca.0m de altura. triangulares. . O fruto pentalocular produz uma sementes reniformes.ATIVIDADE BIOLÓGICA 2. respectivamente. por origem. compostas. Está amplamente adaptada no Brasil. arruda-fêmea. levemente alcalino. de clima temperado seco. Possui cálice com 4 a 5 sépalas lanceoladas. 85. carnosas. 64. arruda-dos-jardins. Está perfeitamente aclimatada no Brasil.5mg/ml do extrato cru das folhas. Com clorofila. arruda-fedorenta. mediterrânica. CLIMA A planta é. pardas e rugosas por lóculo. ruda. 3-pinatipartidas. inibe o crescimento de Leishmania amazonensis em 45. abrindo-se superior e inferiormente em 4 valvas. dispostas em corimbos. sésseis. desenvolve-se bem em regiões de clima subtropical até tropical. SINONÍMIA Arruda-doméstica. As flores são miúdas e de cor amarelo-esverdeadas. a inibição foi de 46. O sabor das folhas é ligeiramente picante. ruta-de-cheiro-forte.1% em 24. agudas e corola de 4 a 5 lobos salientes e rugosos. glabros e de coloração acizentada-azulada durante o estágio vegetativo. SOLO Prefere solos permeáveis e ricos em matéria orgânica. sem clorofila.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-histérica. rutaretina. rutalidina. calmante dos nervos (32). carminativa. • Florescimento: agosto a dezembro. dulcite. • Plantio: início do verão.1mg. bergapteno. flebite. heterosídeos antociânicos. ciática (145). sarnicida (257). varizes. rutacridona. cumarinas. anti-reumática. O teor de essência da arruda varia de 0. excitante da motilidade . flavonóides. óleos voláteis. esquiamianina.30m. enxaqueca.70 x 0.09% (96). antitetânica. A germinação ocorre em 10 a 15 dias. INDICAÇÕES A planta pode ser utilizada no tratamento de otite. graveliferona. álcool metilnonílico e seus ésteres combinados aos ácidos acético e valeriânico. aperitiva. hidrocarbonetos. hemostática. emenagoga. fenóis. galhos com folhas e flor. antiasmática (120). • Micropropagação: utilizam-se explantes a partir de segmentos nodais submetidos a assepsia com cloro ativo a 2%. Quando a propagação é feita por estacas. lactonas. antiespasmódica. aromáticas. rubalinidina (257). As estacas enraízam em 60 dias. dores intestinais. cineol (145). alcalóides. hesperidina. ribalinidina (120) . Os explantes são cultivados em meio MS ½ + 0. rutamina. enquanto que a metilnonilcetona apresenta ação vesicante. paralisia. sudorífica (341). conjuntivite (283). rutalinium. hipocondria (435). pneumonia (120). FITOQUÍMICA Hibalactona (da raiz). tranquilizante. adstringente.07 a 0. PARTES UTILIZADAS Folhas. As sementes são postas a germinar em substrato organomineral. metilnonilcetona. FARMACOLOGIA A ação espasmolítica da planta é devida é devida à presença de bergapteno e xantotoxina. estupefaciente. cineol. ácido salicílico livre. cocusaginina. antinevrálgica (271).l -1 de benzil amino purina (76). éter metílico do ácido metilantranílico. principalmente). rutina. estimulante. fortificante dos nervos. pineno e limoneno (raízes. rutamarina. xantotoxina. parasiticida capilar. derrame cerebral. chalepeusina. metilnoilcarbinol. • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. onicomicose. • Produção de sementes: os frutos com sementes maturas ficam prontos de novembro a janeiro. erradicação de oxiúros (294) e ascárides. Faz-se duas colheitas ao ano. As folhas e as sementes têm propriedades antiparasitárias (sarna e piolho) e as sementes são anti-helmínticas (283). antiepiléptica (435). quercitina. feridas e zumbido no ouvido e incontinência urinária (215). febrífuga (120).AGROLOGIA • Espaçamento: 0. salicilato de metila. furocumarina. analgésica. deve-se proceder um sombreamento de 70% e prover farta irrigação das mudas. gota. hemorróidas. matérias resinosas e pépticas (341). • Propagação: sementes e estacas dos ramos.

435. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 1%. Pode causar fitodermatites. Pingar 2 gotas em cada ouvido (257). Apresenta ainda atividade estimulantes febrífuga e emenagoga (Costa. arrefecimento da pele. • Xarope: 10 a 40ml/dia. convulsões (341). 145). tremores. ⇒ 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool (sarnicida) (257). Ingerir 2 xícaras das de chá ao dia (257. contração da pupila e sonolência (93) . 32). • Parasiticida capilar e sarnicida: 20g de folhas/litro de água quente (283. ⇒ ferver durante 5 minutos 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. • Vermífugo: 20g de folhas/litro de azeite. TOXICOLOGIA Doses elevadas do chá podem causar vertigens. dores abdominais. 145). Tomar 3 vezes ao dia (128). dores epigástricas.uterina (120). hiperemia dos órgãos respiratórios. apud 120). ⇒ 2 a 3g de folhas secas/litro de água (283. através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar (120). depressão do pulso. ⇒ 1 colher das de café de folhas em 1 xícara das de café de água quente.5 a 2g/dia. 32.5 a 2ml/dia. secura na garganta. salivações. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides da planta mostraram atividade antimicrobiana (120) e anti-helmínticas (Costa. náuseas e vômitos (145). apud 120). • Decocção: ⇒ 100g da planta fresca em ½ litro de água. cólicas. Administrar 2 a 3 colheres das de chá por dia. • Sumo: 3 gotas do sumo em 1 gota de álcool. esperar amornar e aplicar compressas de algodão várias vezes ao dia sobre os olhos (128). gastroenterites. OUTRAS PROPRIEDADES • Foi muito utilizada na antigüidade como anafrodisíaca. Lavar os olhos (conjuntivite) (257). • Clister: cozinhar 8 a 10g de folhas por litro de água (parasitas intestinais). hemorragia e aborto em mulheres grávidas. edema na língua (257). • Pó: 0. Coar. • Tintura: ⇒ 2 a 10ml/dia (341). 50 a 200ml/dia (341). • Essência: 1 a 7 gotas/dia (341). . • Extrato fluído: 0. vômitos. • Cataplasma: varizes e flebite (145).

Fruto tipo aquênio. as folhas exalam aroma amargo. As folhas são alternas. verde intenso.0m de altura. É heliófita. crescendo cerca de 0. alvo-tomentoso. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. curto-pecioladas. • É utilizada. composta por invólucro campanulado de filárias ovaladas. ereta. losna-brava.30 x 0. • A planta afasta moscas e combate pulgões. Caule liso. adapta-se bem às regiões subtropicais e tropicais. medindo cerca de 1mm de comprimento SOLO Prefere solos secos e leves. inteiras ou lobuladas. HABITAT Espécie alóctone de origem asiática. Flores verde-amareladas. flor-de-são-joão. de rizoma perene e folhagem anual. . Está bem aclimatada ao Brasil. as inferiores pinatisectas com segmentos lanceolados e as superiores lanceoladas.• Pode-se confeccionar uma vassoura com os ramos e folhas para os parasitas domésticos. ovalado. Corola tubular pentalobada.30m. cilíndrico e multisulcado. FITOLOGIA Planta herbácea. enquanto que a dorsal é intensamente alvo-tomentosa. glabro. Quando amassadas. CLIMA Embora seja uma espécie de clima temperado quente. pubescentes e membranáceas. segundo o folclore afro-brasileiro.8 a 1. ARTEMÍSIA NOME CIENTÍFICO Artemisia verlotorum Lamotte. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. artemijo. reto. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. losna. verde a verde-avermelhado. artemija. sendo cultivada em jardins e hortas. SINONÍMIA Absinto. como abascanto. A face ventral é glabrescente. com tamanho decrescente em direção ao topo da planta.

formando inúmeros rebentos de raiz. . afecções uterinas (215). flores e raízes. Tomar alguns goles durante o dia (calmante e antiespasmódico). hipocloridria. febrífuga. antilistênica. Cobrir e deixar macerar por 5 minutos. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (cineol. ⇒ 1 colher das de sopa em 1 litro de água quente. debilidade eupéptica. ácido málico. nervosismo (283. antidiarréica. calmante. carminativa. antianêmica. Cobrir e deixar macerar por 10 minutos. coréia (dança-de-são-guido). • Colheita: 6 a 8 meses após o plantio. ⇒ 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água quente.UNICAMP . PARTES UTILIZADAS Folhas. antiinflamatória. 4 vezes ao dia (145). mucosidade. antiespasmódica. ansiedade. Tomar 1 xícara de chá após as refeições (digestivo). tanino e ácido antêmico (145). Segundo a Universidade de Campinas . intoxicações endógenas e exógenas. combate também a malária (145). ⇒ ferver durante 15 minutos uma colher das de sopa de raízes em ½ litro de água. estomáquica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. 32). o crescimento da população da planta deve ser contido para não invadir outras áreas. • Florescimento: ocorre a partir de outubro. • Decocção: ⇒ ferver por 1 minuto 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água.• Propagação: rebentos do rizoma. inapetência (68). tujona e cetona). Tomar 2 xícaras das de chá ao dia. atonia. estendendo-se até janeiro. enterite. vermífuga. Tomar ½ xícara. • Raleio: por ser uma planta altamente prolífica. INDICAÇÕES Indicada para a cólica. Tomar 2 a 3 xícaras das de café ao dia (cólicas menstruais). lombrigas. tônica. amenorréia. antiepiléptica (283). constipação (242). Deixar macerar por 15 minutos. anti-hidrópica. anti-reumática (271). Utilizar 2 a 4 xícaras por dia (283). emenagoga. antiepiléptica (145). (215). ⇒ ferver durante 10minutos uma colher de sopa de raízes em ½ litro de água. convulsões e histeria. afecções biliares e hepáticas. amarga e estimulante (242). em janeiro. anorexia. ao levantar e ao deitar (tônico circulatório). FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 15g/litro de água. • Plantio: outono e primavera. gastrite. antinevrálgica.SP. icterícia.

Apresenta inflorescências em capítulos dispostos em corimbos terminais. Schulz-Bip.5. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. bem aerados. artemijo. SOLO A planta prefere solos areno-silicosos. externamente. na Ásia. ARTEMÍSIA-ROMANA NOME CIENTÍFICO Tanacetum parthenium L. TOXICOLOGIA Esta planta torna-se tóxica quando utilizada em doses bem acima das indicadas (145). • Apresenta propriedades inseticidas (32). glabras ou pouco pubescentes. camomila-pequena. onde a média anual gira em torno de 20 a 24oC. ácidos e muito compactos. HABITAT Espécie alóctone. FITOLOGIA Planta herbácea. circundadas por lígulas brancas. originária do Cáucaso. convulsões e problemas mentais e psíquicos (209). macelado-reino. Apresenta cheiro forte. nem por mulheres grávidas ou que amamentam (128). matricária. que cresce de 60 a 90cm de altura. muito ramificada. bisanual ou perene. CLIMA A espécie prospera melhor em regiões de temperaturas amenas. Não tolera solos muito úmidos. no reumatismo (68). . margaridinha. piretro-do-cáucaso . profundos. glabra. Folhas pinatissectas ou bipinatissectas. Pode causar também hepatonefrites. ricos em matéria orgânica e com pH entre 6. • Os raminhos secos são colocados em armários e estantes como repelentes de traças (128). monsenhor-amarelo. As flores do disco central são amarelas e tubulosas.• Compressa: utilizar o decôcto ou o suco das folhas e/ou raízes. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é adicionada à bebidas alcoólicas para obter sabor amargo ("bitter"). macela-da-serra. Não deve ser ingerida crua. SINONÍMIA Artemigem-dos-jardins. artimijo.0 e 6. desagradável e sabor amargo.

sesquiterpenos clorados (257). emenagoga (93). antiespasmódica e febrífuga (1). além de ser ornamental. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica (261). • Florescimento: a partir de novembro. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. germacronolides. ASSA-PEIXE NOME CIENTÍFICO Vernonia polyanthes Less. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é inseticida e insetífuga.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em cetona.5 x 0. guaianolides e PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. O transplante é feito quando as mudas apresentarem 5 a 6 folhas. Tomar 1 a 3 xícaras ao dia (258). TOXICOLOGIA Pode causar o aborto (258). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. INDICAÇÕES Atua contra as cefalalgia (261). • Propagação: sementes e estacas. enxaqueca. • É uma boa melhoradora da estrutura do solo. males do coração e dos nervos (303).3m. insônia (258). . pertubações gástricas. FORMAS DE USO • Infusão: 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em uma xícara das de chá com água. antileucorréica. partenolides. • Plantio: primavera.

cambará-guaçú. FITOLOGIA Planta arbustiva grande. o cultivo deve ser feito em áreas mais agrestes da propriedade. que cresce de 2 a 3m de altura. à beira de estradas e em terrenos abandonados. antilítica. pastagens. oblongo-laneceolado. INDICAÇÕES . chamarrita. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. • Espaçamento: 2. porém bem drenados. hemostática (68). expectorante. ramificado e arredondado. Estacas podem ser enraizadas em areia ou solo leve. gríseo-pilosas. • Florescimento: fevereiro a abril. balsâmica. HABITAT Espécie autóctone que cresce em descampados. castanho. CLIMA É heliófita e não tolera geadas. com capítulos sésseis contendo cerca de 25 flores lilases.5m. lenhoso. rugosas e ásperas na ventral.SINONÍMIA Assa-peixe-branco. O caule é liso. • Propagação: sementes e estacas. • Plantio: em qualquer época do ano. antiasmática (392) e antigripal (393).0 x 1. perene. capoeiras. FITOQUÍMICA Alcalóides. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. lanceoladas. alternas. reunindo filárias agudas e coriáceas em invólucro campanulado. estreitas na base. diurética (128). Fruto aquênio. cambará-guassú. • Colheita: as folhas devem ser colhidas antes do florescimento. cerosa e verde-clara na face dorsal. flavonóides (genkwanina e velutina). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica. As folhas são agudas. pecioladas. margem inteira ou pouco serreada. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. Inflorescência paniculada. glicosídeos. antihemorroidária (215). PARTES UTILIZADAS Folha e raiz. cambará-branco. óleo essencial e sais minerais (128). medindo 2 a 2.3mm de comprimento.

A ingestão do chá das folhas causa um potente efeito diurético e natriurético em ratos (393). • A casca da raiz. tosses rebeldes. AVELOZ NOME CIENTÍFICO Euphorbia tirucalli L. ⇒ ferver por 5 minutos 3 folhas bem picadas em 1 xícara das de chá de água. para hemorróidas pontadas nas costas e no peito. contusões e infecções do útero (271). FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. fritadas à milanesa. Abafar por 10 minutos. quando extraída na escuridão.Indicada para bronquite (392). O decôcto da raiz é utilizado. em banhos. ⇒ Para bronquite: 2 folhas cortadas em 1 xícara das de chá de água quente. pneumonia (68). coar. Tomar 5 gotas diluídas em água a cada 2 horas. • Infusão ⇒ Como diurético: em um litro de água ferver 6 folhas picadas durante 10 minutos. • Decocção: ⇒ ferver por 15 minutos 6 folhas cortadas em pequenos pedaços. FORMAS DE USO • Xarope: 2 folhas picadas em 1 xícara das de café de água. durante 1 a 3 dias (68). proporcionando um mel de alta qualidade.1 colher das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. Ferver 5 minutos. é fosforescente (93). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. cálculos renais e o uso externo é indicado para combater afecções cutâneas (128). Tomar durante o dia (como diurético). • Compressas: hemostático (257). coando a seguir. • Suco: tritura-se ou moem-se as folhas. • As flores são melíferas. vem sendo estudados como antitumoral (145). Coar e tomar a vontade (diurético). Adultos . acrescentar 2 xícaras das de café de açúcar e levar ao fogo até a dissolução do açúcar. FARMACOLOGIA Os glicosídeos extraídos das flores. Tomar 1 a 3 xícaras por dia (128). gripes fortes. tomar até 3 xícaras ao dia. Coar e aplicar sobre afecções da pele (128). durante 1 a 3 dias (145). . contusões. afecções do útero (215). ⇒ Como expectorante: infusão com uma xícara de água fervente sobre 2 folhas picadas.

espinho-de-judeu. Devem ser hidratadas em sua base e após enterradas em areia úmida. cassoneira. árvore-do-lápis. pau-sobre-pau. É xerófila. roupas que cubram a pele e óculos. suculentos. A rizogênese inicia perimetralmente à base da estaca. árvore-de-são-sebastião. cilíndricos. HABITAT Espécie alóctone. • Florescimento: não ocorre em Santa Catarina. pau-liso. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . PARTES UTILIZADAS Seiva (látex). resina (257). • Propagação: estacas de ramos. diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol). filiformes. goma tirucalli. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. • Plantio: primavera. espinho-de-Cristo. As flores são terminais. • Poda: evitar que os ramos cruzem a área de circulação de pessoas. • Manejo: qualquer atividade de cultivo feita com a planta deve prever o uso de calçados. É heliófita. 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato (77). que cresce de 3 a 4m de altura.0 x 2.0m. mata-verrugas. espinho-italiano. enquanto que as masculinas ocorrem em torno das masculinas. SOLO Plenamente adaptada a solos secos e pobres. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (eugenol). profundamente 3-sulcada. dedodo-diabo. labirinto. coral-de-são-sebastião. FITOLOGIA Arbusto grande. originária da África. perene. axilares. CLIMA É sensível ao frio intenso. látex. lactescente. pubescente e sublenhosa. Em solos muito úmidos o crescimento é demasiadamente lento. Sementes ovóides e lisas. cega-olho. O fruto é uma cápsula vilosa. amarelas ou esverdeadas. gravetodo-diabo. coroa-de-Cristo.SINONÍMIA Almeidinha. diminutas e raras. quase áfilos. hidrocarbonetos terpênicos. As estacas devem ser preparadas no fim da primavera até o início do verão. intrincados. aldeídos (145). Ramos verticilados. dente-de-cão. de coloração verde. árvore-do-coral-de-são-sebastião. avelós. pois rompem-se facilmente exsudando látex que pode ser cáustico. coral-verde. 3-locular. pau-pelado.

antibiótico. expectorante (145) e antissifílico (93). cauterizante de verrugas (257). branco e cáustico. • Uso interno: ⇒ Até 3 gotas por dia. INDICAÇÕES Indicada empiricamente para o tratamento de neoplasias neuralgia. em áreas ruderais sombreadas.O látex. cabelo-de-vênus. HABITAT Planta alóctone. asma e gastralgia (77). ⇒ 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água. antivirótico. distribuídas em 3 copos d'água (31 1994). fungicida. TOXICOLOGIA Doses tóxicas coagulam o sangue. antiescorpiônico e ofídio (uso interno). FORMAS DE USO • Uso externo: romper um cladódio da planta e deixar 1 gota do látex cobrir a verruga ou calo. Por ser altamente caústico. Se o látex atingir os olhos. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando adulta. anti-reumático. mas subespontânea no sul do Brasil. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo (77). Tomar um copo 3 vezes ao dia (145). originária da Europa. purgativo. o látex precisa ser diluído em água. O látex puro pode provocar até uma hemorragia (145). a planta pode ser utilizada para confecção de moirões e cercas-vivas. . Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor. Produz um látex com propriedades irritantes e cáusticas à pele. principalmente quando nova. • É utilizada como ornamental. AVENCA NOME CIENTÍFICO Adiantum capillus-veneris L. rubefaciente. SINONÍMIA Avenca-cabelo-de-vênus. cólica. antibacteriano. paredes de poços e principalmente junto à fontes de água. é resolutivo no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos. pode destruir a córnea (257). antiasmático. em nichos de pedras. antiespasmódico.

digestiva (32). com a margem arredondada. pardo-escuros ou negro reluzentes. ressecamento da garganta. úmido e quente. antidiarréica. emenagoga (257). causa amarelecimento e definhamento da planta. levemente ácidos. mucilagem e glicose (294). alternas. ricos em húmus. friáveis e frescos.4 x 0. O ambiente deve ser sombreado. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções catarrais das vias respiratórias. duros e muito finos. rouquidão. A partir do rizoma emergem pendúnculos glabros. . FITOQUÍMICA Ácido gálico e tânico. soltos. Cresce bem em regiões com umidade relativa do ar elevada. perene.. capilarina. A luz solar direta.40m. béquica. antidisentérica (215) e antiinflamatória (294). finos. As hastes e ramos são marrom-escuros. Proteger contra geadas. • Raleio: eliminar folhas senescentes e doentes. rizomatosa. crenadas. com tendência a deltóide. SOLO A planta prefere os solos de serrapilheira. expectorante. • Colheita: setembro a janeiro. com cerca de 10cm de comprimento. levemente ondulada. aperiente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. muito delgadas. queda de cabelo (257). oblíquo e piloso. de clima subtropical úmido. polimorfas. As folhas são pecioladas. dividido e subdividido na orla da fronde. • Propagação: divisão de touceiras. dores reumáticas. • Plantio: primavera. • Aclimatação: a planta pode ser cultivada em vasos com substrato orgânico ou pó de xaxim. colhidos de setembro a maio. emoliente. divididas 3 a 4 vezes. estimulante (128). A planta definha em solos secos. carboidratos. • Irrigação: a planta é muito exigente em umidade. com 3 a 5 soros de esporos situados nas extremidades da face dorsal. úmidos. bronquite (341). caspa. O rizoma é fino. necessitando de irrigação frequente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. com os folíolos em forma de cunha larga. que cresce em touceiras. estacas e esporos. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizomas. que atinge 20 a 40cm de altura. antiasmática (341). CLIMA A planta é umbrófila e higrófita. sudorífica. e mesmo a meia-luz. compostos fenólicos (257). com as nervuras delicadas.FITOLOGIA Planta herbácea.

⇒ 1 parte de folha : 100 partes de água.2mm).dismenorréia. lanceoladas-subcordiformes. oblongas ou ovais. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). com aurículas acuminadas e dirigidas para baixo. As flores são avermelhadas. meia hora antes das refeições (Leo Manfred. amarelas. quase paralela ao pecíolo. É cultivada em hortas. AGROLOGIA . FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. ereto. Tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). verrugas. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. carnosas. pequenas (1. Tomar 2 a 4 xícaras ao dia (257). no Brasil. bainha inciso-dentada ou laciniada. debilidade das parturientes (283). As folhas superiores são sésseis. ⇒ 1 xícara das de cafezinho em 1 litro de água. medindo 20 a 25cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. 50 a 200ml/dia (341). • Tintura: 10 a 50ml/dia. estriado. freqüentemente avermelhado. dispostas em panículas terminais e laterais. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como ornamental de ambientes sombreados. as inferiores pecioladas. AZEDINHA-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Rumex acetosa L. As folhas são algo glaucas na face dorsal. • Extrato fluido: 210ml/dia. SINONÍMIA Azeda-brava. Tomam-se 8 a 10 colheres das de sopa por dia. com 20 a 60cm de altura. azedeira. de caule fistuloso. azedinha.8 a 2. distúrbios do ovário e da bexiga (271). FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. pardas e luzidias. semi-amplexicaules. que é comprido e caniculado. laringite. sagitadas. O fruto é uma cápsula lisa e escura contendo sementes triangulares. apud 32). HABITAT A planta é espontânea em Portugal e originária da Ásia. pequenas.

3 x 0. cal (17%). ácido sulfúrico e óxido de manganês (93). óxido de ferro. β-sitosterol. Derivados de hidroxiantraquinonas e hidroxiantronas.8-dihidroxiantraquinona. • Plantio: março a abril e setembro. aminoácidos livres (alanina. • Adubação: adubar os canteiros com 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. soda. catamenial. antiescorbútica. afecções do fígado (32). As folhas são antissépticas e refrigerantes (93). piridoxina. diurética (179). afta e inflamações da vesícula biliar (128). ácido fosfórico (5%). nepodina. cloro. apud 179). FARMACOLOGIA Os polissacarídeos inibem em 5 semanas o crescimento de tumores (sarcoma 180) (Ito e Hidaka. antiasmática (32). INDICAÇÕES É indicada para a icterícia. crisofanol emodina.30m. taninos. vitamina C. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato aquoso de caule e folhas apresenta atividade hipoglicêmica e antimicótica contra Trichophyton granulosum. oxalato de cálcio. polissacarídeos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É uma planta laxante. acídula. FITOQUÍMICA Ácido silícico (41%). alumina. C-glicosídeos de flavonas. gypseum e T. leucina e ácido pantotênico). neutralizadora da ação das substâncias acres e purgativa. T. antinevrálgicas. fiscion. • Florescimento: não ocorre nas condições do Litoral Catarinense. • Pragas: é comum a ocorrência de coleópteros (Diabrotica spp. quercitina. Derivados de antraquinona: 1. Os derivados glicosídicos do tipo crisofanol dificultam a reabsorção de eletrólitos e água. tartárico e málico. ácidos oxálico.• Espaçamento: 0. aloe emodina. FORMAS DE USO • Infusão: . PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. purpureum (189). fiscion I-0-β-Dglucopiranosídeo. magnésia. potassa (15%).). plantados diretamente em canteiros. produzindo uma liquefação do conteúdo intestinal. crisofanol-8-0-β-D-glucopiranosídeo. neposídeo. febrífuga (128). emodina antrona. • Propagação: perfilhos. As raízes são antidiarréicas (283). vitexina. O controle é feito com iscas envenenadas de raiz de tajujá ou frutos verdes de cabaça. rumex acetosa polissacarídeo RA-P (179). • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. estimulando os movimentos peristálticos (189). fenilalanina. emodina 8-0-β-D-glucopiranosídeo.

. caraguatá-de-jardim. e também do Mediterrâneo. barbosa. de caule curto. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são comestíveis. sobre uma haste simples ou ramificada. ou Aloe barbadensis Mill. entouceirada. dispostas em roseta. vulgaris. perene. sabor amargo e coloração vítrea. babosa. litíase e reumatismo não devem ingerir a planta. dispostas em rácimos terminais densos de 30 a 40cm de comprimento. caraguatá. gota. aloés. noroeste da África e das margens do Mar Vermelho. na forma de salada ou de sopas. Apresentam internamente um parênquima mucilaginoso. pendentes. As folhas jovens são retas e agudas. Canárias e da Madeira. marginadas por espinhos triangulares. amarelos. As flores são tubulosas. FITOLOGIA Planta arbustiva. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. SINONÍMIA Aloé. glauco-esverdeadas uniformes. Os pacientes com artrite. medindo 50 a 1. • Suco: tomar 1 colher de sopa do suco das folhas por hora (32). com 50cm de comprimento por 6 a 9cm de largura e 3cm de espessura na base. suculenta. sinuososerradas. das Ilhas de Socotra. O parênquima das folhas tem aroma nauseabundo. ervababosa.⇒ 10g de raízes para 1 litro de água. erva-de-azebre. As folhas. babosa-medicinal. var. de 2 a 4cm de comprimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. Está amplamente adaptada ao Brasil. rizomatosa. ⇒ 50 a 100g para 1 litro de água. carnosas. HABITAT Espécie alóctone tropical. curtos e espaçados. com pedicelos menores que as brácteas. • A raiz fornece matéria tintorial de cor vermelha. densas. TOXICOLOGIA A planta provoca diarréia em animais e o pólen é alergênico. BABOSA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Aloe vera L. lanceoladas. são ensiformes. côncavas na parte superior e convexas na inferior. Cresce em áreas semidesérticas e em locais pedregosos e semi-áridos.20m de altura. manchadas. Apresenta incompatibilidade com águas minerais e não deve ser preparada ou servida em recipientes de cobre (179). de cor amarelada.

• Adubação: planta responde bem à adubação fosfatada e potássica. • Florescimento: agosto a setembro. a temperatura de 25oC. vermiculita ou a mistura de deles) • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. O excesso de água nas raízes pode provocar deterioração das raízes. Cada folha matura atinge 420 a 450g por folha. • Propagação: estolões. O teor de gel e polipeptídeos é maior nas folhas maturas do que nas jovens (443). permeável e solto. aloe-emodina. • Padrão comercial: teor máximo de cinzas . A planta tolera solos pobres. • Rendimento: 100kg/ha no primeiro ano. Em condições de estresse. Transplantar as mudas quando apresentarem 15 a 20cm de altura ou 4 a 6 folhas.7m. Não tolera geadas. É fortemente heliófita e xerófila. • Irrigação: deve ocorrer apenas durante os períodos de estiagem. mudas que se formam lateralmente à cepa. • Micropropagação: estimula-se as brotações axilares e a formação de brotos adventícios mediante a decapitação dos renovos.0 x 0. casca de arroz tostada. O rendimento é de 2. lactato de magnésio. resina. • Plantio: ao longo de todo ano. e nem sempre é possível a obtenção de sementes. Optar pela irrigação por nebulização. • Produção de sementes: não há formação de frutos. vitaminas E e C (257). . • Substrato: porosos (areia. aloetina. mucilagem polissacarídica. A propagação por sementes é muito lenta. partindo de 5 brotos decapitados (270). com cerca de 10cm de altura.SOLO Prefere solo bem drenado. aloquilodina.000kg/ha no quinto ou sexto ano. • Colheita: deve ser feita preferencialmente ao final da floração. O contato das folhas com o solo úmido favorece o apodrecimento das mesmas. teor máximo de água .000 plantas em 6 meses. coberto com sombrite 70%. sílico-argiloso. quando o escapo floral está seco. Ventos frios predispõem à ocorrência de avermelhamento generalizado nas folhas.purgativo). aloeferon (cicatrizante). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. salicatos. Colhe-se apenas as folhas mais desenvolvidas. sem acidez.4%. atingindo 50 a 60cm de comprimento. observa-se um rebrote acentuado. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia. podendo chegar a 400 a 1. O cultivo pode durar até o décimo ano (239). barbalodina. nem sementes. para as condições do Litoral Catarinense. ácido aloínico e pícrico. As brotações são facilmente enraizadas com IBA e meio MS modificado. taninos (145). CLIMA A planta é de clima tropical a subtropical. polpa e seiva. FITOQUÍMICA Glicosídeos antraquinônicos (aloína .12% (96) PARTES UTILIZADAS Folhas.

tumores. • Cataplasma: retirar a película verde que reveste o parênquima gelatinoso. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. resolutiva. coando-se logo a seguir.1 a 0. oftálmica (32).glucomanos (0. fungicida. são úteis no tratamento de câncer e queimaduras causadas por radiação nuclear. pode ser transformado em pó. na proporção de 40:1. As raízes são eficazes para as cólicas (93). adstringente. antiinflamatória e emoliente (258). conforme vários experimentos realizados em Chernobyl.15g/dia (tônico. entorses. antisséptica. O glucomanan e o polimanactato. vulnerária. emoliente.3% do gel fresco). fortalecedor imunológico. comuns na síndrome dos olhos secos. Utilizar o gel sobre queimaduras e afecções da pele 3 vezes ao dia. febrífuga e revulsiva (93). estomáquica (257). é um supositório calmante para retites hemorroidais (32). oftalmias. eczemas. estomáquico. despida da cutícula. teve forte ação antiálgica e antiinflamatória. cicatrizante da pele e das mucosas. Deve ser usada na forma de compressas e massagens. FORMAS DE USO • Pó: 0. 0. responsável pelas otites e infecções urinárias (69). emenagoga. livre de polpa. diminuindo também o eritema. panarícios (93). asma. vermífuga. trituradas com 250ml de álcool e 250ml de água. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica (69).60g/dia (purgante e emenagogo) (32). A folha. linfatismo. inflamações da pele (9). queimaduras de sol.2 a 0. • Resina: é a mucilagem após a secagem. que deve ser seco ao fogo ou ao sol. A aplicação tópica do gel foi feita duas vezes ao dia. contusões. feridas. bactericida. na Rússia (239). A polpa é antioftálmica. • Alcoolatura: 50g de folhas descascadas. galactose. dores reumáticas (258). tensão nervosa. hipocondria. porque aumenta a oxigenação da pele (145). erisipelas. O gel filtrado. tônica eupéptica (145). tuberculose pulmonar. A recuperação dos pacientes iniciou no segundo dia do tratamento (32O). mucilagem e aloína e diluído em água estéril. prisão de ventre. como laxante.2g do pó dissolvido em água com açúcar. INDICAÇÕES É indicada para a queda de cabelos. pentosana e ácidos urônicos (434).30 a 0. Quando bem seco.02 a 0. catártica. laxativo e anti-helmíntico. Os princípios ativos aumentam com a idade da planta (99). regeneradora da pele (128). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antibacteriana e antifúngica. colerética. analgésica. hepática. . Obtém-se a resina cortando-se transversalmente a base das folhas e deixando-se penduradas por 1 ou 2 dias para escorrer o sumo. O gel contém 99. Contém cerca de 20 a 30% de aloína na matéria seca (96). contidos no gel. É indicada também em períodos pós-operatórios. manchas de pele (mancha senil) (145). congestão do fígado e da cabeça (32). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante (260).5% de água (239). Tomar 0. vulnerária. tônico capilar e do aparelho digestivo.

TOXICOLOGIA Contra-indicada para crianças (internamente). • Tintura: utilizam-se 2. FITOLOGIA . Filtra-se e completa-se o volume restante para 1 litro. Usam-se 5 a 10 gotas como eupéptica e 20 a 40 gotas como laxativo (257). com algumas gotas de limão e uma pitada de sal. HABITAT Espécie autóctone nativa da mata Atlântica. SINONÍMIA Babosa-de-árvore. Aplicar sobre os cabelos secos. FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. despida da cutícula. • Gel: bater uma folha de babosa no liqüidificador. mulheres grávidas e catamênicas (metrorragia) e indivíduos com hemorróida (257. • Poção: ½ g de folhas secas ou 1 colher das de chá da polpa em 1 copo de água (uso interno como tônico eupéptica e laxativo). Utilizar em compressas e massagens nas contusões. macerada ao açúcar ou mel. muito comum na Serra do Mar. queimaduras e queda de cabelo) (145). • As fibras das folhas são utilizadas na fabricação de cordoalha. enxaguando em seguida (uso externo em inflamações.• Supositório: a folhas. constitui alimento de certos povos asiáticos.5g da resina em 100ml de álcool a 70oGL. esteira e tecidos grosseiros. umbrófila. Pode provocar nefrite (32). • Era usada para embalsamar múmias. entorses e dores reumáticas. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa. Deixa-se em maceração em recipiente fechado durante 7 dias. • O suco da planta é inseticida (93). podem ser usadas como supositório nas retites hemorroidais (258). 258). • Suco: uso interno como anti-helmíntico. Coar. • Tintura: triturar 50g de folhas descascadas com 250ml de álcool e 250ml de água. epífita. BABOSA-DE-PAU NOME CIENTÍFICO Philodendron martianum Engl. deixando por trinta minutos.

utilizar recipientes com capacidade mínima de 5 litros. As folhas são coriáceas. Se cultivada em vasos. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. largo-lanceoladas. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em ambientes sombrios. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões subtropicais. adicionadas de 30% de húmus de minhoca. • Substrato: 70% de pó de xaxim ou casca de arroz tostada.Planta epífita. caraguatá. ascendente. em solos ricos em matéria orgânica e bem aerados. BABOSA-DE-SOCOTRA NOME CIENTÍFICO Aloe arborescens Mill. com pecíolo entumecido como um pseudo-bulbo de orquidáceas. • Plantio: ano todo. SINONÍMIA Alóe. . protegidos de vento. quentes. adensadas em roseta. babosa. com rizoma cauliforme curto. hidratante e condicionador do cabelo. Indicado para a calvície incipiente (341). ou Aloe succotrina Lam. aloés. brilhantes. contendo um suco claro e gomoso. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tonificante do bulbo capilar. Não tolera geadas. semi-herbácea. limbo com cerca de 30 a 40cm. • Propagação: sementes e estacas.8 x 0. OUTRAS PROPRIEDADES • É planta ornamental para ambientes sombreados. alóe-candelabro. Inflorescências em número de duas e em forma de bastão. erva-babosa. localizadas nas axilas das folhas. originária da África do Sul. HABITAT Espécie alóctone. É umbrófita. nervura central saliente em ambas as faces e imersas apenas na extremidade. • Espaçamento: 0. • Florescimento: novembro a janeiro. Cada planta contém em média 5 bulbos.4m.

matérias resinosas (341). tumores. vermiculita ou a mistura de deles). antidartrosa. O enraizamento é muito lento. erisipelas e retites hemorroidais (283). Optar pela irrigação por nebulização. linear-lanceoladas. • Florescimento: ocorre de novembro a dezembro. anti-hemorroidária. aloinose. ápice voltado para dentro ou liradas.0 x 0. de modo a permitir a manutenção do substrato uniformemente úmido ao longo do dia.FITOLOGIA Planta herbácea. Em doses maiores é purgante (341). insuficiência hepática (341). ATIVIDADE BIOLÓGICA . atonia gástrica. vera. em cachos não ramificados. de caule bífido e curto. eczemas. longas. com 40 a 70cm de altura. golpes (emplastros). dispepsia atônica. oftalmia. quase em roseta. Faz-se um desbaste das folhas basais da muda antes de enraizá-la em substrato. serradas. utilizando-se substratos porosos (areia. emenagoga. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. emoliente. anti-helmíntica (283). antioftálmica. (69). SOLO A planta adapta-se bem a solos pobres. estomáquica. As folhas são ensiformes. FITOQUÍMICA Aloína. impinges. • Raleio: as brotações laterais deve ser eliminadas ou utilizadas como material de propagação. aperiente. ereta. com espinhos cartilaginosos. demorando entre 40 a 50 dias. casca de arroz tostada. • Aclimatação: as mudas devem ser enraizadas em viveiro. peitoral. • Plantio: primavera. coberto com sombrite 70%. porém não encharcados e/ou compactados. queimaduras. finas e arqueadas do que a espécie A. dispostas em haste central. • Propagação: separação de mudas que se formam ao lado da planta matriz. carnosas. verde-azuladas. suculenta perene.7m. resolutivas. aloeresinotanol. colagoga. • Colheita: a partir do segundo ano. Indicada para bronquite e tuberculose pulmonar incipiente (polpa macerada em mel por 10 dias). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Em doses menores é tônica. As folhas são mais curtas. queda do cabelo (aplicação tópica do sumo). As flores são tubulares e de coloração avermelhada na base com o bordo livre esverdeado. emodina. panarícios. engorgitamento do fígado e do baço (cataplasmas). revulsiva. vulnerária. FARMACOLOGIA Cicatrizante e eutrófica.

3 a 0. nas hemorragias uterinas.6g) como purgante e emenagogo (283). laxativo e anti-helmíntico.Antibacteriana e antifúngica. pois provoca congestionamento dos órgãos pélvicos.15 a 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A. Apresenta forte atividade sobre Pseudomona aeruginosa. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe saponaria. na predisposição ao aborto e nas nefrites (341). responsável pelas otites e infecções urinárias (69).05 a 0.1g do pó.5ml da tintura. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae.20g) como tônico eupéptica. FORMAS DE USO A babosa em pó deve ser utilizada em pequenas doses (0. TOXICOLOGIA É contra-indicada no período menstrual.3 a 0. BABOSA NOME CIENTÍFICO Aloe harlana. • Como drástico: 0.1 a 0. Reitz (341) relata as seguintes administrações: • Como eupéptica: 0. Succotrina.5 a 2. FAMÍLIA BOTÂNICA Aloeaceae. nos estados hemorroidários. • Como purgativo: 0. em doses maiores (0.5g do pó ou 1.2g do pó. BALIERA . Succotrina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes a Aloe vera e A.

• Poda: eliminar os ramos inferiores que tem predisposição a tocar o solo. • Colheita: 1 ano após o plantio. verde-escuras. ervabaleeira. em capoeiras úmidas. • Florescimento: julho a setembro. Frutos subglobosos. crescendo até mesmo sobre areias quartzosas enriquecidas de matéria orgânica.5m de altura. sésseis. lanceoladas a oblongo-lanceoladas. medindo cerca de 5 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. medindo cerca de 3 a 7cm de comprimento. guabiraba. aromáticas. com 3mm de diâmetro. HABITAT Espécie autóctone que medra nas restingas marítimas. erva-balieira. catinga-de-barão. O enraizamento dos ramos pode ser facilitado através da imersão de ramos com 10cm de comprimento. maria-preta. setembro (mudas de estacas). dentadas. As flores apresentam corola campanulada branca e pequena. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. balieira-cambará. úmidos e pouco ácidos. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. SINONÍMIA Baleeira. muito ramoso.NOME CIENTÍFICO Cordia verbenaceae DC.5 x 3. distante 5cm dos ápices. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. camarinha. • Propagação: sementes e estacas de ramos. Os ramos jovens são glabros ou sutilmente tomentosos.23mM (221). em solução de ácido indol-butírico a 1. É fortemente heliófita (400). • Plantio: março (mudas de sementes). maria-milagrosa. agudas. março-abril. caramoneira-do-brejo. PARTES UTILIZADAS Folhas. As folhas são fortemente escabroso-verrucosas na face ventral. que cresce de 1.5m. vermelhos. Inflorescência corimbosa terminal. Pode ainda ser encontrada no interior. atenuadas na base. FITOQUÍMICA . CLIMA A espécie é de clima tropical e subtropical quente.5 a 2. laxa na base. FITOLOGIA Arbusto perene de arquitetura esgalhada caótica. SOLO Prefere solos arenosos.

HABITAT Espécie alóctone. BÁLSAMO-ALEMÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe tubiflora R. SINONÍMIA Cacto-da-abissínia. Macerar por 1 semana. originária de Madagascar.4'-dihidroxi-5-metoxiisoflavona e 7. • Tintura: triturar 30 folhas em 100ml de álcool de cereais 70 graus e 50ml de álcool. • Os frutos são comestíveis e muito apreciados pelos pássaros. • Cataplasma: amassar 1 punhado de folhas frescas com 1 colher das de sopa de glicerina. Estender sobre 1 pano e aplicar na parte afetada (128). alcoolismo e problemas na coluna (271). agitando de vez em quando.4'-dihidroxi-5-metilisoflavona (223). FORMAS DE USO • Infusão: 3 folhas cortadas em pedaços pequenos em 1 xícara das de chá de água fervente. • Os citricultores utilizam a planta como atrativa de pragas (128). FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulacea. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de osteoartrose e transtornos afins (361). cacto-japonês. Deixar macerar por 5 dias. 7. • Alcolatura: amassar 50 folhas em ½ litro de álcool neutro. analgésica (222). flor-da-abissínia. FITOLOGIA . 2 a 3 vezes ao dia. Aplicar sobre locais doloridos e juntas inflamadas. Hamet. OUTRAS PROPRIEDADES • Suas folhas são utilizadas como condimento de sopa. conjuntivite.Artemetina (128). Coar e tomar 20 gotas ou 1 colher das de café diluídas em água. Abafar por 10 minutos. Coar e tomar de 1 a 3 xícaras ao dia (reumatismo). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. antiartrítica e anti-reumática (128).

vermelho-alaranjadas. Propagação: mudinhas que se formam das folhas que caem. suculenta. canaliculadas na parte inferior. com exceção dos encharcados. • Colheita: um ano após o plantio. sobretudo de jardins do tipo "rochoso". com manchas verde-arroxeadas transversais. 1996). OUTRAS PROPRIEDADES A planta é hospedeira natural de Pseudomonas solanacearum (6). carnosas. FITOQUÍMICA Daigredorigenina e daigremotianina (CASTILHOS et al. de 0.3 x 0. A rusticidade da planta é tamanha que consegue crescer até mesmo em cima de telhados de casas. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cicatrizante e balsâmica. eretas. verticiladas ou esparsas. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. com numerosas flores vistosas. glabra. HABITAT . SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. do tipo cimeira-corimbosa. • É ornamental. na axila dos quais nascem pseudobulbilhos reprodutivos. avermelhado e pontuado. ereta.25m. PARTES UTILIZADAS Folhas suculentas in natura.0m de altura. verde-salmão. As folhas são cilíndricas. tendo no ápice 3 a 5 pequenos lobos. As inflorescências. e Sessé. Plantio: outono e primavera. são terminais. aumentando a produção de folhas.5 a 1.Planta herbácea perene. • BÁLSAMO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Sedum dendroideum Moc. ramificadas. O caule é cilíndrico. Poda: a capação do pendão floral induz a planta a ramificar-se intensamente.

FORMAS DE USO • In natura: na forma de saladas (para inflamações gastrintestinais). Manter o substrato sempre úmido. e folhas. obovado-espatuladas. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. O suco pode ser aplicado topicamente sobre a pele inflamada (257). alcalóides piperidínicos. sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis (73). Substrato: areia. epilepsia.4m x 0. diariamente. inflamações gastrintestinais e da pele e nas cefaléias. • Suco: bater no liqüidificador 10g das folhas com 1½ copo de leite. feridas gangrenosas. Propagação: a partir de estacas de caule e ramos.30m. torções. suculenta. . É heliófita e xerófita. onde cresce subespontaneamente. grossas e com sabor levemente ácido. que atinge 30 a 40cm de altura. triterpenos. cicatrizante (257) e vulnerária (68). FITOLOGIA Planta perene. mas amplamente adaptada ao Brasil. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. CLIMA Espécie de clima tropical seco. sublenhosa. acuminadas.5 ano de ciclo. Tomar ½ copo 3 vezes ao dia. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento: 0. TOXICOLOGIA O suco da planta tem um princípio acre tóxico.Espécie alóctone originária da África do Sul. casca de arroz ou vermiculita. As folhas são opostas. Colheita: após 1. fofos. Plantio: primavera Irrigação: somente em períodos de forte estiagem. areno-siltosos e bem drenados. As flores são amarelas-intensas e dispostas em panículas. FITOQUÍMICA Mucilagens. machucaduras (68). SOLO Prefere solos secos. úlceras (271). INDICAÇÕES Usada no tratamento de contusões.

. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. com 6 a 12cm de comprimento por 1. glabras. • Aclimatação: as estacas devem ser estabelecidas em ambiente sombreado (sombrite 70%). ciúmes. O mesmo substrato pode ser utilizado para o enraizamento das estacas. com cinco valvas elásticas que. suculentas. glabro ou pubescente e pouco ramificado. As sementes são cápsulas reticuladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pediceladas. SINONÍMIA Bálsamo-do-jardim. lanceoladas. maria-sem-vergonha. • Propagação: sementes e estacas. beijo-de-frade. O fruto é uma cápsula tomentosa. acuminadas. HABITAT Espécie alóctone. apresentam cores variadas: vermelhas. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. não-me-toques. serradas. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos e ricos em matéria orgânica. Semear em bandejas de isopor. estalam liberando com explosão as sementes. As flores. melindre.2 a 2. com irrigação por nebulização.3m x 0. brancas e variegadas. principalmente em terrários. originária da China.OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ornamental. intermitente e diária. Não suporta altas temperaturas e geadas. Temperaturas abaixo de 10oC afetam o crescimento da planta (209). A planta desenvolve-se tanto à sombra. Índia e Malásia. maravilha. ao se abrirem. BALSAMINA NOME CIENTÍFICO Impatiens balsamina L. suculento. axilares e com espora curta. FITOLOGIA Planta herbácea com 30 a 90cm de altura. utilizando substrato organo-mineral. suspiro. róseas.5cm de largura. caule cilíndrico. prismático-arredondada.20m. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa. Japão. como à pleno sol.

FITOLOGIA . HABITAT Espécie autóctone epífita que cresce sobre os ramos de árvores das matas e potreiros. caule e ramos. catártica e diurética (445). • Florescimento: verão. TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. OUTRAS PROPRIEDADES • São cultivadas como ornamentais. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. BARBA-DE-VELHO NOME CIENTÍFICO Tillandsia usneoides L. distocia (445) e fraqueza em geral. PARTES UTILIZADAS Folhas. amenorréia. INDICAÇÕES É indicada para disfagia. FORMAS DE USO 15 a 30g/xícara (445).• Plantio: outono e primavera. samambaia. As sementes são vermífugas (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomacal (271). emética. SINONÍMIA Barba-de-pau. • O suco do caule é de sabor acre e ardente. FAMÍLIA BOTÂNICA Bromeliaceae.

PARTES UTILIZADAS Toda a planta. em áreas rurais. • É muito utilizada na armação de presépios de Natal. sob luz difusa. colchões e almofadas. ácido resinoso aromático e resina mole preto-esverdeada (93). • Cultivada em estufas como planta ornamental. FORMAS DE USO • Supositórios (para hemorróidas): contundir os filamentos com manteiga de cacau. flavonóides. esteróides triterpênicos (24). cinzento e revestido de pêlos brancos. medindo até 3 a 4m. de caule pêndulo. varizes. solitárias. • Suco adstringente: filamentos contusos. úlceras (271). • Irrigação: irrigar nos primeiros dias após a instalação dos segmentos. • Também utilizada. • Colheita: inicia aos 2 anos após a implantação. • Cataplasmas e banhos: para úlceras e hemorróidas. na Europa. INDICAÇÕES Indicada para o engorgitamento do fígado. como enchimento de travesseiros. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. numerosas. FITOQUÍMICA Compostos fenólicos.Espécie desprovida de raiz. cumarina. colagoga (24) e anti-reumática (93). BARDANA NOME CIENTÍFICO . filiforme. axilares. Flores amarelas. • Aclimatação: os segmentos vegetativos devem ser colocados sobre ramos de árvores ou arbustos grandes. Folhas lineares. dores e inflamações no reto (215). AGROLOGIA • Propagação: sementes ou ramos filiformes com 20 a 30cm de comprimento. no combate às hérnias (341). OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como substrato antichoque para embalagens de produtos frágeis ou quebráveis. muito pequenas. anti-hemorroidária.

além das folhas grandes. longo-elíptico ou obovado. É heliófita. normalmente sésseis. quando nova e subarbustiva ao reproduzir-se. rodeados de brácteas verdes.Arctium lappa L. espiculosos. • Propagação: sementes. labaça. A semeadura é feita diretamente a campo. Altas temperaturas prejudicam o crescimento e afetam a formação de raízes suculentas. As folhas atingem grande porte (40 x 25cm) antes do florescimento. CLIMA Prefere temperaturas médias anuais de 16 a 22oC (96). onde cresce espontaneamente ao longo de estradas. terminadas em ponta.pega-massa. próximo a regatos. bienal.800m (96). apresenta coloração castanha e desenvolve-se notadamente axial. agrupadas em corimbos frouxos de volumosos capítulos pedunculados. cresce subespontaneamente nos campos. com 5 a 6mm de comprimento por 2. orelha-de-gigante. as inferiores cordiformes e superiores ovaladas. fina e comprida. A raiz. Durante o período reprodutivo as folhas tornam-se declinantes. profundos. O fruto é do tipo aquênio.50 x 0. orelha-gigante. os quais facilitam também a colheita. A qualidade das raízes colhidas é proporcional a boa textura e estrutura do solo. Apresenta folhas alternas. ereto. SOLO Prefere os solos areno-argilosos. A planta não se desenvolve bem em solos secos e compactos. Quando maturas. denticuladas. suculenta e comprida.7 a 1. coberto por várias manchas pretas e papilhos. de caule robusto. Ocorre até a altitude de 1. castanho-avermelhado-claro ou cinza castanho. purpúreo. pubescente-cotonosa.5mm de largura. No primeiro ano a planta forma uma raiz axial grossa. FITOLOGIA Planta herbácea. HABITAT Espécie alóctone. Sua aclimatação é tamanha. para a obtenção de raízes mais vigorosas. pergamasso. carrapicho-grande. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. verde-escuras e glabras na face ventral e cinzento-claras e aveludadas na face dorsal. carrapicho-de-carneiro.30m. que a planta é considerada planta invasora. erva-dos-tinhosos. as cápsulas aderem-se facilmente à roupa das pessoas e aos pêlos dos animais. . gobô. esféricos. Cresce de 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. major. originária do Japão. sub-bosques e áreas ruderais. canelado. sopé de morros e encostas de pasto nativo (445). férteis. ramoso. No Brasil. pecioladas. SINONÍMIA Bardana-maior.8m de altura. var. soltos e com boa drenagem para permitir o aprofundamentos das raízes. aerados. Flores azuladas a arroxeadas. que é carnuda.

As flores são colhidas no segundo ano do ciclo. óleos fixos. compostos poliacetilênicos (trainaeno. rutina. sarna. O plantio pode também ser feito sobre camalhões com 30 a 40cm de altura. acetato e palmitato de diidrofuquinona (257). • Florescimento: primavera-verão. amigdalites. debilidade hepática (33). carminativa. enfermidades cardíacas. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo inulina. O sabor adocicado da raiz é devido a inulina (145). minerais à base de cálcio. mucilagem. • Colheita: as raízes são colhidas entre 100 e 140 dias.• Substrato: para facilitar a formação de raízes uniformes e vigorosas. erupções do sarampo. PARTES UTILIZADAS Raízes de um ano. doenças venéreas. para aplicações externas tópicas (444 e 1997). ácido palmítico. abcessos. diaforética. fuquinona. aquênios e folhas secas. gastrite. diurética. derivados fenólicos (arctiina). fitosterina (144). adicionado de substrato orgânico. vitaminas C e B. colerética. gota. anti-sifilítica. antídoto de envenenamento por mercúrio (68). queda de cabelo. úlceras da garganta. humificado. furunculose. antibiótica. artrose. crosta láctea. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. • Decocção: . em decocção ou esmagada. INDICAÇÕES Útil para o resfriado. • Plantio: outono e primavera. a semeadura deve ser feita em trincheiras profundas (50 a 60cm) preenchidas com solo leve e solto. glicosídeos. polifenóis. açúcares. antidispéptica. flavonóides. analgésica.5% de cinzas e as raízes até 46% de inulina (96). prisão-de-ventre. taraxasterol. cefalalgia. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 10g por xícara. anti-herpética (32). antitumoral. anti-hemorroidária. escrofulose. descongestionante do estômago (215) e desintoxicante (incluindo metais pesados). flores. hidropisia (32). antiinflamatória. hipoglicemiante. frieiras. estomáquica. bronquite (93). revigorante sexual. enfermidades da pele (257). abcesso. estimulante do sistema nervoso. anestésica contra picadas de insetos e aranhas (145). tônica (93). tônica capilar. terpenóide (arctiopicrina). béquica (445). As raízes devem ser colhidas antes de iniciar o florescimento.5% (93) ou 6 a 10. anti-reumática. ácido úrico (271). fósforo e ferro. comichão. cicatrizante no tratamento de furúnculos. A planta apresenta um teor de cinzas de 12. anti-sifilítica (33). antidiarréica (294). β-eudesmol. Colhem-se as sementes e raízes no inverno e as folhas na primavera. contusões (68). antes do florescimento. taninos. cistite. cólicas hepáticas (283). acnes e terçol (257). hepática. emoliente. enotetrainaeno e pentainaeno). cálculo nefrítico. para não haver prejuízo para o teor de princípios ativos. cardiotônica. tinha. gastrite. micose de unhas. úlceras. cálculo renal e biliar (145).

O sabor dos aquênios é pungente. • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa de folhas e flores secas picadas em 1 litro de água.⇒ ferver 10g de raízes em ½ litro de água. Coar e tomar 3 xícaras ao dia. Adoçar com mel após esfriar. África. mas que se encontra disseminada em todo o mundo. originária da ilha de Zanzibar. Aplicar topicamente 3 a 4 vezes ao dia. beijo-de-freira. • Uso externo: usar o decôcto das raízes ou infusão das folhas para aplicar compressas ou massagens (145). maria-sem-vergonha. diurético e para dores reumáticas). SINONÍMIA Beijo-turco. Filtrar e aplicar com algodão. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz cozida é alimentícia. ⇒ ferver por 15 minutos 2 colheres das de sopa de raiz em ½ litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia (depurativo). sendo muito nutritiva. várias vezes ao dia. pode ocorrer em clareiras naturais . Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. ⇒ 10g de folhas em ½ litro de água fervente. BEIJO-DE-FRADE NOME CIENTÍFICO Impatiens sultani Hooker. Tomar metade pela manhã e metade à noite (acne). fora das refeições (diabetes. ⇒ ferver por 10 minutos 1 colher das de chá de raiz em 1 xícara das de chá de água. Em áreas de mata fechada. • As folhas e brotos novos também são comestíveis. sobre a cabeça de bebês com crosta (128). • Compressas: fazer decocção com 20g de raízes frescas em 1 litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Balsaminaceae. Tomar 3 xícaras ao dia (257). ⇒ ferver por 20 minutos 4 colheres das de sopa de raiz em 1 litro de água. O decôcto em dose mais forte age como antídoto para mercúrio (68). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. HABITAT Espécie alóctone. Abafar por 15 minutos. ⇒ 10g de raízes por litro de água. sultana. Cresce subespontaneamente na zona da mata pluvial da encosta atlântica no sul do Brasil. ⇒ ferver 1 colher das de sopa de folhas em 1 litro de água. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145).

• Plantio: primavera. elasticamente. mas com camadas umedecidas de solo. o fruto explode abruptamente liberando longe as sementes e enroscando-se sobre si mesmo. mas expostos aos raios solares. Semear em bandejas de isopor. ápice acuminado e base estreita em direção ao pecíolo.9cm de comprimento e 2. com predominância no verão. Cresce até mesmo em locais rochosos. de margem plana. com 4 . ao ser tocado. As sementes são providas de pelos suculentos. A planta é esciófita e seletiva higrófita.3m x 0. longamente pecioladas. SOLO A planta é encontrada em solos úmidos. com cerca de 1. O fruto é uma cápsula glabra. glabras nas duas faces. . As folhas inferiores são alternas e as superiores quase verticiladas. cilíndrico e cresce de 30 a 60cm em altura. Quando maturo. e ricos em matéria orgânica. lanceolada e provida de esporão muito delgado em toda a sua extensão. O pecíolo atinge até 6cm de comprimento. freqüentemente emarginada no ápice e alada na parte central do dorso. O mesmo substrato pode ser utilizado para a estaquia. solitárias ou 2 a 3 em pedúnculos comuns. em terrenos abandonados e em barrancos úmidos que orlam as estradas. vermelhas. FITOLOGIA Planta herbácea alóctone. com o dobro do comprimento da pétala. Corola com a pétala posterior ou estandarte obovado-orbicular.3m. membranácea quando seca e subcarnosa quando verde. e diurética. O cálice reúne três sépalas. são glabras. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. provido de esparsos pêlos glandulares. Sua distribuição é irregular e descontínua.8cm de comprimento. as laterais são lanceoladas. • Florescimento: durante o ano inteiro. caule e ramos. a posterior ou labelo com mais de 1cm de comprimento. deiscente apenas de um lado. verde. utilizando substrato organo-mineral. A lâmina é ovóidelanceolada. originária da África. pedicelos glabros providos de pequenas brácteas lanceoladas na base. CLIMA A planta cresce melhor sob temperaturas amenas e com boa pluviosidade ou umidade relativa alta. as demais obovadas.0 5cm de largura. As flores. suculento. robusto. com uma cerda em cada reentrância.ou feitas pelo homem. perene. crenado-serreada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emética. catártica. róseas ou brancas. O estigma é denteado. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: sementes e estacas. PARTES UTILIZADAS Folhas. O caule é ramificado. Freqüentemente ocorre ao longo das estradas.

crescendo até 1. . sésseis. sem pedúnculos. brilhantes. carnosa. normalmente prostrada. bredo-de-porco. o ápice truncado e as nervuras inconspícuas. ora-pro-nobis. salada-de-negro. preto-lustrosas. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. com folhas maiores e mais suculentas.0m de altura. férteis e úmidos. • A planta é ornamental. As flores são amarelas ou alaranjadas. a base é atenuada. estriadas e granuladas. com deiscência transversal. originária da Grécia e da China. portulaca. beldroega-verdadeira. SOLO Prefere solos leves. var. porcelana. As folhas inferiores são opostas e as superiores alternas. capoeiras. carurú-de-porco. carnosas. pequenas. cilíndrico. amarelo-esverdeado (imaturo) a pardo (maturo). verdolaga. polispérmica que se abre transversalmente. beldroega-vermelha. ovaladas e suculentas.TOXICOLOGIA O suco do caule é considerado tóxico. FITOLOGIA Planta herbácea. com sépalas desiguais. que adaptou largamente em todo o Brasil. bosques. lenticulares. liso e glabro. suculenta. A variedade botânica "sativa" é ereta. caaponga. ramificada. Em muitos locais a planta é considerada planta invasora de lavouras. sésseis. beldroega-pequena. glabra. sativa. O fruto é uma cápsula globosa ou ovóide (pixídeo). glabras e sedosas. OUTRAS PROPRIEDADES • O suco do caule é de sabor acre e ardente. beldroega-de-comer. SINONÍMIA Beldroega-da-horta. BELDROEGA NOME CIENTÍFICO Portulaca oleraceae L. O caule é verde ou avermelhado. anual. HABITAT Planta alóctone. medindo 5 a 6mm de diâmetro. Em solos pobres e pesados a produção é bem menor. axilares ou dispostas em cachos terminais. que cresce de 10 a 20cm de altura e formando moitas densas com até 80cm de diâmetro. pequenas. campos cultivados e em ambientes férteis em geral. crescendo subespontaneamente em áreas ruderais. As sementes são numerosas. planas.

furúnculos. enquanto que à meia-luz. tônica (68). ácidos salicílico (283). Em 1g de sementes encontram-se cerca de 2. A temperatura mínima para a germinação é de 12oC. É altamente resistente a períodos de estiagem. queimaduras (32). PARTES UTILIZADAS Folhas. cólicas nefríticas.500 a 3. mais suculentas e de porte ereto. Também utilizada como tratamento auxiliar de picadas de animais peçonhentos (1. antes do florescimento. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Mucilaginosa. antiescorbútica (32). hemoptises.000 sementes por planta (209). As sementes podem permanecer dormentes no solo por 19 anos (242). diurética. • Produção de sementes: até 10. hepáticas (68). oftalmias.03mg). feridas e impetigo. • Propagação: sementes. são muito susceptíveis à Diabrotica spp. B1 (0. especialmente no verão.1ml/animal.. lactogênica. FITOQUÍMICA Mucilagens (257). flores e sementes. fósforo (39mg). enterite. sais de Ca (103mg). hemorróidas. Mg. A planta contém 92. vitaminas C (25mg).24% de substância protéicas (Storer e Lewis apud 93).doença que se caracteriza por nódulos . desintoxicante.000 sementes. vulnerária (341). (o suco das folhas). B2 (0. diuréticas e emenagogas (93). erisipelas e disúria.4mg). É heliófita. O melhor índice de germinação ocorre a 20oC e a 70 a 85% de umidade no solo (209). que atacam folhas e flores. Emplastros da folha verde são usados para o tratamento da mastite. oxálico e nicotínico. úlceras (93). INDICAÇÕES Indicada para infecções urinárias (257). • Pragas e doenças: as variedades européias. Puccinia sp. leucorréia. (ferrugem) e Albugo portulacae. em 5 dias. 444). depurativa. cuja germinação é de cerca de 96%.). na dose de 0. oftálmica. a planta apresenta hábito prostrado. K. disenteria bacilar.2mg).CLIMA Espécie de clima temperado quente.500 U. As folhas são usadas como estancadoras de hemoptises e as sementes são anti-helmínticas (283).20m. laxante.40 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. no verão.61% de água e 2. antipirética. Na. caroteno (2. emenagoga. antiescorbútica. pombas acometidas por diftoviruela . mantendo-se viva durante vários dias mesmo se as raízes forem cortadas. PP (0. • Colheita: ocorre cerca de 2 meses após a emergência. mas adapta-se bem ao subtropical até o tropical. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. • Plantio: pode ser semeada o ano todo. noradrenalina e o bioflavonóide liquiritina. cicatrizante (257). torna-se ereta e menos produtiva.I. antibacteriana. Sob luz plena. recuperou totalmente.

aplicado sempre pela manhã. O tratamento deve durar 3 a 5 dias. Folhas mais graúdas que o boldo-do-reino. curto pecioladas. hirsuto. SINONÍMIA Boldo-baiano. . devido a sua boa palatabilidade e constituição nutritiva. azul-violáceas. FITOLOGIA Planta arbustiva. As flores são hermafroditas. BOLDÃO NOME CIENTÍFICO Coleus grandis Benth. diclamídeas. em saladas e ensopados.necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca.0m. pouco fibroso. pentâmeras. com até 25cm de comprimento por 12cm de largura. • A planta é invasora e indicadora de solos férteis. porém sem aroma e sem sabor amargo. • Decocção: 250g/dia da planta verde (disenteria e disúria) (444). frágil. grossas. Tomar 1 colher das de sopa por hora. São opostas. normalmente chochas. perene. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (32). O fruto é uma cápsula com 3 sementes. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. de margem serrada. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). pilosas em ambas as faces. pois as plantas podem acumular oxalatos em níveis tóxicos. ovado-oblongas. caule e ramos podem ser utilizados como alimento. fortemente zigomorfas. O sabor é ácido-amargo e refrescante • Infusão: 50 a 100mg para 1 litro de água quente. TOXICOLOGIA O consumo da planta na forma de saladas não deve ser excessivo. FORMAS DE USO • Suco: 100g/dia das folhas amassadas para a obtenção de suco (combate áscaris e oxiurus). quadrangular. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Caule ereto. agrupadas em inflorescências racimosas compridas.0 x 2. ou Plectranthus grandis.

Enraizar em substrato organo-mineral. malva. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. espiraladas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes ao Boldo-do-reino. hortelã-graúda. malvão. BOLDO-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Coleus amboinicus ou Plectranthus amboinicus [Lour. sorgo. oréganoorelhão. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Propagação: estacas da planta matriz. • Florescimento: junho a julho. . • Plantio: primavera. • Colheita: inicia 5 a 6 meses após o plantio. A inflorescência é racimosa. hortelã-pimenta. hortelã-grande. é muito vulnerável às ventanias. hotelã-grossa.] Andr. • Adubação: 1kg de cama de aviário por cova de plantio. com flores zigomorfas. Pode ser utilizada uma bordadura periférica em torno do plantio. carnosas. Apresenta folhas suculentas. grossas. crenadas. tomentosas e muito aromáticas.8 x 0. etc. utilizando bambus. Enraizamento lento e sujeito à infecções de fungos de solo. • Substrato: vermiculita ou casca de arroz tostada. pequenas. O caule é semi-lenhoso na base.4m. malvariço. herbácea. SINONÍMIA Erva-cidreira. azuladas. opostas. frágeis. • Quebra-ventos: por ser uma planta de caule e ramos muito frágeis. A base das estacas devem ser imersas em uma solução cúprica ou benomil. As sementes são inviáveis. malvarisco. PARTES UTILIZADAS Folhas. FITOLOGIA Planta perene. eucalipto. Atinge de 20 a 50cm em altura. verde-pálidas.• Propagação: estacas do caule e ramos. ereta a semi-prostrada.

além de incrementar o teor de óleo essencial em 23 a 86% e o teor de mentol no óleo (194). O uso infantil prevê o socamento das folhas em mel (444). • Florescimento: setembro a outubro. hemoptises e epistaxes (444). Pode-se também fazer a inalação do vapor oriundo de decocção. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica bucal e da garganta (261). balsâmica. antifebril. α-humuleno. pirexia diaforética. cumeno e α-terpineol (185). • Colheita de folhas: o ano todo. Candida albicans. cariofileno. em relação às plantas não adubadas. • Doença: a planta é muito sensível a Phythophthora sp. carvacrol. antibacteriana.• Aclimatação: o enraizamento das estacas deve ser feito em ambiente sombreado (sombrite 50%) e irrigação intermitente por nebulização. Tomar uma colher de sopa de xarope 3 a 5 vezes ao dia. • Plantio: setembro. • Utilizada em culinária como condimento. coriza. Pseudomonas aeruginosa. ou chupar 3 a 6 balas por dia (258). Preparam-se balas com o xarope. ou administração perlingual das folhas socadas com um pouco de sal. FITOQUÍMICA Contém mucilagens e óleo essencial rico em timol (257). bergamoteno. antitussígena. influenza. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor é picante e não amargo e o aroma é forte. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os extratos são ativos contra Escherischia coli. o que demora cerca de 30 a 40 dias. • Xarope: juntar 30 a 40 folhas frescas e aquecer com 100ml de água e 150 a 200g de açúcar e coar. bronquite (226). Staphylococcus aureus. asma (185). até a formação de raízes na estaca. • Podem ser utilizados 10-16g/dia de folhas frescas submetidas à decocção e extração do suco. FORMAS DE USO • Folhas: mastigação das folhas frescas (rouquidão e inflamação da boca e garganta). béquica. peitoral e antiinflamatória da boca e garganta (258). • Adubação: adubo à base de nitrogênio. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. fósforo e potássio aumenta a produção de folhas em 18 a 79%. . Fusarium avenaceum e Fusarium decencellulare (185). hipertermia. INDICAÇÕES É usada no tratamento da rouquidão.

Quando cultivado em áreas pouco ensolaradas. não é viável em larga . semi-suculentos. erva-cidreira. apresenta forte ação alelopática negativa à germinação de sementes de alface (LEAL e SILVA 1997). agrupadas em inflorescências racimosas compridas.0g de folha/ml de água. ovado-oblongas. Apresenta ramos decumbentes a eretos. quadrangulares. falso-boldo. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. SINONÍMIA Alumã. hortelã-homem. grossas. sete-sangrias.6m. Só floresce na região Sul do Brasil. frágeis. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. boldo-de-jardim. onde é cultivada em jardins e hortos medicinais. densamente hirsutos. diclamídeas. azul-violáceas intensas. boldofalso. desenvolvendo-se bem nos arenosos e argilosos. Não tolera geadas. boldo-chileno. boldo. curto pecioladas. malva-santa. boldo-do-brasil. pentâmeras. boldo-nacional. • Propagação: estaquia. sete-dores. preparado à base de 0.07 a 1. As flores são hermafroditas. há menor produção de folhas e o aroma é menos pronunciado. As folhas são opostas. boldo-silvestre.0 x 0. fortemente zigomorfas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. tapete-deoxalá.• O suco das folhas. SOLO É muito pouco exigente em fertilidade do solo. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. hortelã-gorda. mas perfeitamente aclimatada no Brasil. malva-amarga. hortelãgraúda. com até 12cm de comprimento por 8cm de largura. Solos encharcados impedem o crescimento da planta. BOLDO-DO-REINO NOME CIENTÍFICO Coleus barbatus Benth ou Plectranthus barbatus Andr. Embora possa se reproduzir por sementes. boldo-do-chile. São utilizadas estacas de 20 a 25cm de comprimento de ramos maturos da planta. As folhas apresentam sabor amargo e odor característico. de margem serrada. CLIMA Planta de clima subtropical. pilosas em ambas as faces.

FITOQUÍMICA Óleo essencial rico em guaieno e fenchona. antidispéptica (260) tônica. estomáquica (326). hiposecretora gástrica (258). barbatusina (326). cólica e congestão do fígado. hepática. • Sumo: amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. carminativa. TOXICOLOGIA O uso de doses elevadas pode provocar irritação da mucosa do estômago (258). Colheita: inicia 6 meses após o plantio. insônia (68) e ressaca alcoólica (257). na dose de 20kg/ha de cloreto de potássio (269). cardioativa (206). anti-reumática. • Decocção: ferver algumas folhas. Enxertia: pode ser enxertado com outras espécies do gênero Plectranthus. FORMAS DE USO • Alcoolatura: 20g da planta fresca em 100ml de álcool. As folhas frescas contém 0. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. Adubação: a planta mostra uma resposta favorável à adubação potássica. Colher antes do florescimento para obter-se maior teor de metabólitos secundários. barbatusol. visando obter-se maior resistência aos patógenos de solo. colerética. .1% de óleo essencial e folhas secas ao ar 0. hepatite. sendo repetida de 4 em 4 meses. barbatol. colagoga. Tomar 20 a 40 gotas durante os sintomas ou até 3 vezes ao dia. sombrear as estacas e irrigar 2 a 3 vezes ao dia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipotensora. Tomar 2 a 3 vezes ao dias (258). colenol (206). FARMACOLOGIA O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral.3% (96). debilidade orgânica. Contém ainda forskolina. ciclobutatusina (447).• • • • • • escala devido à pouca produção de sementes. Esfriar e usar em banhos antes de dormir (insônia) (68). vermiculita ou casca de arroz tostada. distúrbios intestinais (206). Utilizar substrato à base de areia. cálculos biliares. Florescimento: só floresce no sul do Brasil ou em latitudes menores acima de 700m (96). INDICAÇÕES Indicada para a fadiga do fígado. obstipação. Plantio: setembro. cariocal (257). inapetência. em diarréias (224). Aclimatação: para um enraizamento uniforme e rápido. calmante.

SINONÍMIA Erva-do-bom-pastor. ovadas ou linear-lanceoladas. pouco partidas. com sulcos longitudinais. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. amareladas a alaranjadas quando imaturas. FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae.000 a 4. As folhas basais formam uma roseta. em áreas agrícolas. Inflorescência terminal ou axilar racemosa com numerosas flores brancas e pequenas.BOLSA-DE-PASTOR NOME CIENTÍFICO Capsella bursa-pastoris Moench.3 x 0.500 sementes por planta. • Plantio: abril a maio. terrenos baldios e a beira das estradas. exceto as raízes. • Produção de sementes: 4.300m de altitude. As folhas caulinares são menores. sésseis. Sementes cilíndricas ou elipsóides. com as margens irregularmente serradas. foscas. É subespontânea no sul do Brasil. panacéia. • Florescimento: final de inverno. de margem serrada.2m. As folhas do caule são alternas. FITOQUÍMICA . FITOLOGIA Planta herbácea. A germinação é facilitada pelo frio. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. • Propagação: sementes. quando maturas. • Colheita: junho a julho. crescendo espontaneamente em terrenos não áridos. Fruto síliqua triangular. HABITAT Planta alóctone originária da Europa. Ocorre até 2. profundamente pinati-fendidas. A temperatura de germinação deve ser menos de 15oC (242). amplexicaules. anual. polimórficas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. castanhas a castanhas avermelhadas. de caule florífero ereto. CLIMA É de clima temperado e subtropical. crescendo de 30 a 40cm de altura. jardins. presença de nitratos e luz (209). Em regiões tropicais só ocorre em altitudes.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Esta planta é um poderoso adstringente. secante (242). Entre os alcalóides. dartros. erupções. acético. destacam-se a iohimbina e a ergocristina. metrorragia. Suco: tomado em jejum. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. potássio. ATIVIDADE BIOLÓGICA Os alcalóides e flavonóides existentes na planta apresentaram um elevado potencial antibiótico. com largo espectro antimicrobiano. cicluria e anúria (444). mirosina (93). antiinflamatória. hematuria. antiálgica (257). INDICAÇÕES Indicada para hemoptises. Observou-se uma inibição em 50 a 80% no crescimento das células tumorais de Ehrlich. cítrico e fumárico. OUTRAS PROPRIEDADES É hospedeira do parasita Cystopus candidus (93).Bursina (342). ouvidos supurados. úlceras. BORRAGEM NOME CIENTÍFICO Borago officinalis L. . contusa (áreas doloridas e inflamadas) Gargarejos: 30g em 1 litro de água (afecções da garganta) (32). saponosídeo. feridas. O extrato aquoso da planta a 0. eczema. Infusão: 20 a 30g de folhas para 1 litro de água. coceiras. hemorragia nasal e uterina. ácidos málico. A substância responsável pela inibição do tumor foi o ácido fumárico (218). dores. 30g em um copo de água (blenorragia) Cataplasma: planta fresca. antiemética. tanino. FORMAS DE USO • • • • • • 30g de folhas por litro (215) ou 50 a 90g/dia. antihipotensora (215). blenorragia. cancros (215). administrado durante 258 dias. resultou numa completa inibição de hepatocarcinogênese em camundongos (219). antiescorbútica (342). epistaxe. (32).2%. edema nefrítico. vulnerária. FARMACOLOGIA A ação anticancerígena da planta foi verificada em camundongos que receberam injeção intraperitonial de 0. antidisentérica (128). a flavona diosmina (126).14g/kg/dia do extrato da planta. tônica e diurética (444). hemostática. em decocção (444). anti-sifilítica. colina e tiramina (444). e entre os flavonóides. inflamações.

• Propagação: sementes. quase sésseis. hirsutas. Neste caso. Cresce espontaneamente em terrenos incultos. nas inferiores. porém não deve ser encharcado. utilizar irrigação localizada. foligem. sobretudo nas sementes. é apropriado o cultivo sob plástico transparente. Flores numerosas. As mudas são preparadas em bandejas de isopor de célula grande.4 x 0. • Florescimento: agosto. ovais. CLIMA A planta cresce melhor durante invernos secos e com boa exposição ao sol. • Cultivo protegido: devido à alta susceptibilidade da planta às doenças e às pragas.30m. dispostas em estrela. É encontrada até 1. Os estames são negros.SINONÍMIA Borracha. ligeiramente pendentes. ocorre em plantas cultivadas em solo arenoso (161). SOLO É exigente em fertilidade e umidade no solo. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. sementes e óleos essenciais. • Plantio: abril a maio. caule e folhas e sementes. com 5 pétalas soldadas entre si. agudas. borrage. PARTES UTILIZADAS Flores. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. a maior concentração de ácido araquídico e tetracosanóico. Os frutos são compostos de quatro aquênios. cobertas de pêlos ásperos e mucilaginosos. Solos argilosos permitem um crescimento rápido e maior produção de flores. nas folhas superiores. altas temperaturas e pluviosidade excessiva. As folhas são alternas. • Substrato: 30% de húmus de minhoca e 70% de vermiculita.800m de altitude (383). borracha-chimarrona. Porém. HABITAT Espécie alóctone de origem da Síria. Apresenta haste ereta. sem molhar as folhas. dispostos no fundo do cálice. FITOQUÍMICA . FITOLOGIA Planta herbácea anual sedosa-híspida que cresce até 60cm de altura. dispostas em cimeiras escorpióides terminais. As sementes miúdas. grossa. e curto. rugosas. azuis. muito ramificada e coberta de pêlos longos e rígidos. Não tolera frio intenso. A muda é transplantada 30 dias após a semeadura. com pecíolo longo.

debilidade geral. afecções pulmonares (435). béquicas.) Roem. ácidos silícicos (1. SINONÍMIA . antidiarréica (38) e depurativa. emoliente. laxante. ⇒ 15g de flores por xícara de água. Folhas frescas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Lactogênica (semente). Em pó. inchaço das pernas (93). cordial (32). inflamações nos rins e da bexiga. inflamações. O cataplasma das folhas cozidas aliviam tumores. febres graves. herpes e litíase. rubéola (38). queimaduras (32). anti-reumática. afecções do fígado. TOXICOLOGIA Todas as formas de preparo do chá devem ser filtradas para eliminar os pelos da planta. edemas.5% no caule e 2. mucilagem (30%). ardor da bexiga. cujo sabor lembra pepino fresco. araquídico e tetracosanóico (161). afecções pulmonares. gota (283).Tanino. tumores e queimaduras) (32). abcessos e picadas de insetos (321). diurética (128). afecções do coração (215). FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. anti-hidrópica (215).2% nas folhas) γlinoléico. sarampo. resfriado. machucadas (abscessos. escarlatina. misturadas com outras ervas e em sopas. resina. enfisema. malato cálcico. nitrato de potássio (179). varicela. antigripal (93). O infuso das folhas é utilizado para aromatizar bebidas alcoólicas (163). podem ser usadas como condimento. antiinflamatória (380). • Cataplasma: uso tópico das folhas cozidas sobre acessos de gota (283). BUCHA NOME CIENTÍFICO Luffa cylindrica (L. É melífera. INDICAÇÕES A infusão das folhas é utilizada em febres biliosas. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As folhas podem ser consumidas como salada. anti-reumática (271). FORMAS DE USO • Infuso: ⇒ 20 a 30g de folhas e flores por litro de água (435). citrato de potássio (93) e saponídeo. sudorífica. pleurisia.

de caule pentagonal. FITOLOGIA Planta trepadeira herbácea. bem drenados. fruta-dos-paulistas. esfregão. quingombôgrande. em covas com 3 a 4 sementes. PARTES UTILIZADAS Raízes. rajado com 10 linhas longitudinais verde mais escuras. ásperas nas duas páginas. adaptando-se ao subtropical quente. Sementes pretas. • Colheita ⇒ folhas: inicia 50 dias após o plantio. deixar até duas plântulas por cova. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. pomares. folhas e sementes. As folhas são antianêmicas (215). axilares. até 35cm centímetro de comprimento. verde-escuras. 93) e vermífugas. ⇒ frutos verdes: 80 dias após o plantio. hidragogas e antiapopléticas. INDICAÇÕES . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes e a polpa do fruto são purgativas. As flores femininas solitárias. Flores amarelas. cinzentas ou pardo-claras. dentadas. que atinge cerca 10 a 15m de comprimento. HABITAT Espécie alóctone. 5-palmatilobadas. As sementes são eméticas. As folhas são pecioladas. as masculinas dispostas em rácimos axilares reunindo 5 a 15 flores. originária da África. É feito na primavera. rugosas e com ala circundante. mas que cresce subespontaneamente por todo o Brasil em terrenos baldios. bucha-dos-pescadores. longo-pedunculados. sobre cercas e caramanchões. • Capina: o solo deve ser mantido livre de plantas daninhas durante o desenvolvimento inicial da planta. caule. purgativas (242. • Plantio: a semeadura pode ser feita diretamente a campo.Bucha-dos-paulistas. ⇒ sementes: 120 dias após o plantio. • Raleio: após a germinação. Podem ser utilizadas cercas ou tutores de bambu e arame. CLIMA Espécie de clima tropical. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. Fruto oblongo. cilíndrico ou trígono. Não tolera geadas. • Tutoramento: é feito para evitar-se o pisoteio de ramas e folhas e para facilitar tratos culturais e a colheita. • Propagação: sementes. lobos agudos ou acuminados.

SINONÍMIA Acatóia. e as folhas. em áreas ruderais. férteis. as superiores lineares e inteiras.30m. pubescentes. amenorréia. chapéus. catiçoba. Inflorescências terminais e axilares. medindo 0. clorose (215) e ascite (242). crescendo espontaneamente à beira de estradas.. aerados. margaridinha-do-campo. quando novos. palmilhas de sapato e artesanato em geral. dispostas em panículas com pequenos capítulos brancacentos. ereta. CLIMA Adapta-se à temperaturas tropicais e subtropicais. HABITAT Planta autóctone da América tropical. capetiçoba. BUVA NOME CIENTÍFICO Erigeron bonariensis L. e pastagens. são comestíveis após decocção. temperados com margarina. luvas de massagem. É utilizada para combater afecções intestinais de aves (93). É heliófita. medindo cerca de 10 a 13cm de comprimento. prisão de ventre. • O esqueleto seco do fruto é matéria prima para a confecção de chinelos. cestos. arenoargilosos. caule estriado e densamente folioso. SOLO Adapta-se à maioria dos solos.O caule e as folhas são indicados para o fígado.2m de altura. mas prefere solos revolvidos. rabo-de-raposa. . rabo-de-foguete. as inferiores oblanceoladas e irregularmente serreadas. sal e pimenta. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos. erva-lanceta.3 x 0. FITOLOGIA Planta herbácea anual. Folhas alternas. enxota. voadeira.6 a 1. capiçoba. lavouras. salpeixinho. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • O fruto seco é utilizado como esfregão ou esponja vegetal.

originária da Europa e Ásia e aclimatada no Brasil. verminoses. pubescentes enquanto novas. hidropisia e distúrbios hepáticos (271).• Propagação: sementes. inflamação da próstata e testículos. anúria). anti-hemorroidária. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. diarréias e afecções urinárias. FAMÍLIA BOTÂNICA Buxaceae. Caracteriza-se por seu crescimento muito lento. FORMAS DE USO • Infusão ou decôcto: para hemorróidas. O fruto é uma cápsula coriácea coroada pelos estiletes persistentes. • Plantio: setembro. • Pó: preparar a partir da planta seca. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de afecções urinárias (oligúria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. vulnerária. feridas. apétalas. dispostas nos ápices dos ramos e na axila das folhas. As folhas são opostas. que atinge até 8m de altura e 40cm de diâmetro de tronco. antidiarréica (68) e anti-sifilítica (271). FITOLOGIA Arbusto ou árvore pequena. PARTES UTILIZADAS . fétidas. as masculinas com uma bráctea e as femininas com 4. Os ramos são tetrágonos e eretos. Utilizar topicamente em feridas e úlceras BUXO NOME CIENTÍFICO Buxus sempervirens L. contendo sementes trígonas lisas (93). verde-escuras e revestidas de cutícula luzidia na página superior e verde-claras na inferior. glabras. multiramoso. coriáceas. úlceras (68). vermífuga. É encontrada normalmente em jardins e cemitérios. As flores são alvas. HABITAT Espécie alóctone. monóicas reunidas em glomérulos de 12 ou mais flores. em sulcos transversais ao canteiro. persistentes. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. corrimento. pequenas.

OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. purgativa (342). buxeína e parabuxina (283). É utilizada em marchetaria. sudorífica. torno. com tons castanhos. réguas. com densidade de 0. taquera. a planta é considerada tóxica.902 a 1. • Cultivada em jardins como sebe ou esculturas vegetais. cuieteseira porongo. cabaço-amargoso. TOXICOLOGIA Por encerrar um alcalóide semelhante à estricnina. cabaça-purunga.Toda a planta. devendo ser utilizada sob orientação de profissional credenciado. anti-reumática e anti-sifilítica (93). estatuetas (93) e bolar de bilhar (283).buxina (93). considerada muito nobre. SINONÍMIA Cabaça-amargosa. plainas. cabeça-de-romeiro. FITOLOGIA . cuia. pentes. ábacos. FITOQUÍMICA Alcalóide . depurativa. cabos de utensílios. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxativa. purgativa (283). antiasmática (215). cocombro. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae.162. homogênea e dura. micções noturnas involuntárias e para evitar a queda do cabelo (215). muito compacta. • Tintura ou Alcoolatura: 4g/dia (283). é de cor amarela. FORMAS DE USO • Decocção: 40g de folhas secas em 1 litro de água. até ficar reduzida a 2/3 (sudorífica). para a fabricação de instrumentos de sopro. CABAÇA NOME CIENTÍFICO Lagenaria vulgaris Ser. INDICAÇÕES Indicada para o combate à amebas e giárdias (271).

purgativa (sementes). para o tratamento de pernas inchadas. polimorfa. 5-8 nervadas. vistosas flores e aos frutos polimorfos. marginadas e com até 2cm de diâmetro longitudinal. obovadas. oblongas. As sementes são brancas. • Propagação: sementes. densamente vilosa. aerados e ricos em matéria orgânica.. TOXICOLOGIA Doses abusivas podem resultar em hemorragias mortais. e na forma de clisteres para combater a melancolia. indeiscente. As folhas são curto-pecioladas. • Plantio: setembro. que proporciona mudas uniformes e mais saudáveis. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 4m. precedidas por sintomas similares aos da cólera morbus (93). folhas e sementes. Já foi utilizada. clorose e obstrução das vísceras (93). um pouco aromática e com gavinhas bífidas. depois glabra. subinteiras ou com 3 lóbulos pouco pronunciados. grandes. pubescente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A polpa dos frutos é amarga. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é considerada ornamental devido às suas vigorosas folhas. O mesocarpo é branco e esponjoso. embora possam ser produzidas mudas em bandejas de isopor. O plantio pode ser feito diretamente a campo. emoliente e maturativa (93).Planta herbácea trepadeira ou prostrada. a planta não se adapta à regiões com temperaturas baixas ou sujeitas a ventos frios. cordiformes. aquecidas e aplicadas topicamente. apressam os partos e curam frieiras. com até 30cm de largura. na forma de cataplasmas. O fruto é uma baga crustácea. SOLO A planta é bastante rústica. solitárias ou subsolitárias. mas cresce melhor em solos bem drenados. de corola profundamente partida com os segmentos mucronados. com nervuras salientes na face dorsal. O caule é grosso e anguloso. dentadas. PARTES UTILIZADAS Fruto verde. INDICAÇÕES As folhas. . atingindo até 40cm de comprimento. CLIMA Por ser uma planta originária de regiões quentes. drástica. As flores são brancas. brancacenta e depois amarelada. A planta é heliófita. As sementes são antinefríticas e purgativas (283). • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. comprimidas.

cordi-reniformes. campanuladas. • Depois de maturo e retirada toda a polpa com as sementes. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. 5-7-palmadas ou poligonais. ovóide. axilares. • Nutrição: a planta é nitrófila. • Plantio: outubro. a planta lança raízes aéreas a partir dos nós. liso. verdeescuras na página inferior. ápice agudo ou acuminado. capa-de-bode. escandente. o fruto pode ser utilizado para o preparo de vasilhames. afuchês. em badejas de isopor ou outro recipiente. Folhas longo-pecioladas. compridas e vilosas. purga-de-bucha.] Cogn. vegetando ao longo de ramas que atingem até 8m de comprimento. angulosas. purga-dos-paulistas. verde quando imaturo e amarelo quando maturo. podendo ainda ser utilizado como isca atrativa para a vaquinha (Diabrotica spp. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. base recortada. bucha-dos-paulistas. estendendo-se por até 1m de comprimento. • Florescimento: por ser uma espécie de fotoperíodo curto. PARTES UTILIZADAS Frutos. Quando tutorada.). buchinha. maracás e berimbaus. Proceder a semeadura em substrato organo-mineral. • Propagação: sementes. reduzindo a incidência de doenças e facilitando a colheita dos frutos. margem levemente apiculada. O fruto é tipo baga. amareladas e solitárias. anual. cuias para chimarrão. peças de artesanato. quando verde e pequeno. glabra na face ventral e glabrescente na dorsal. As sementes são numerosas e pardas. atenuada. • CABACINHO-DO-NORTE NOME CIENTÍFICO Luffa operculata [L. escabrosas. com 6 a 12cm de comprimento e 8 a 20cm de largura. de caule 5-anguloso ou não. com ápice agudo. mole. As flores são monóicas.O fruto. é suculento e comestível. cabacinha. . Gavinhas bífidas. FITOLOGIA Planta sarmentosa. não floresce e frutifica na região sul do Brasil. necessitando de uma adubação em cobertura com nitrogênio. SINONÍMIA Abobrinha-do-norte. buchinha-do-norte. cabacinho. • Tutoramento: a planta desenvolve-se melhor quando tutorada.

OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos novos são comestíveis (380). Esfriar e pingar uma gota na narina (9). O uso da planta deve ser feito sob orientação profissional. FORMAS DE USO Colutório (para sinusite): 1 colher das de café de cloreto de sódio puro em uma xícara das de chá de água. descongestionantes nasais. Não assoar o nariz. 101. 179). cucurbitacina D. adstringentes. F. Doses abusivas podem causar fortes diarréias acompanhadas de náuseas e graves cólicas (93). hidropisia clorose (94. drásticos. inflamações genito-urinárias e oftálmicas. C. antissinusíticos (215). • O parênquima fibroso constitui matéria prima para a limpeza de panelas. . quando em concentrações de 1. Repetir até no máximo 5 dias (257). esternutatórios. antidiabéticos e antissépticos. deixar que o fluxo escorra naturalmente. úlceras. purgativos (93). vomitivos. Os frutos contém um princípio amargo chamado buchinina (179). hematomas. isocucurbitacina B. Descascar a buchinha e retirar um pedaço fino com 1cm2 de área e colocar na solução salina. vermífugos. INDICAÇÕES Utilizados também no tratamento de amenorréia. • Colutório: ferver 1g do fruto em água. • FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. CÁLAMO-AROMÁTICO NOME CIENTÍFICO Acorus calamus L. B. gipsogenina e luperosídeos A. G e H. D. hidragogos. Deixar e maceração por 5 dias e coar. TOXICOLOGIA A folha seca tem efeito abortivo (179). A polpa do fruto pode causar inflação das mucosas. cucurbitacina B.000ppm contra Biomphalaria straminea (389) e estimulante de útero de ratas (36). antiherpéticos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são emenagogos (128). E. expectorantes. As sementes tem efeito anti-helmíntico (1).FITOQUÍMICA M-carboxifenil alanina. Colocar nas narinas 1 a 2 gotas de manhã e à noite. ascite. feridas.

férteis.FAMÍLIA BOTÂNICA Araceae. úmidos a encharcados. É heliófita e higrófita.0 a 1. Espadice cilíndrico. HABITAT Espécie alóctone. 3-angulado. pimenta-das-abelhas. É encontrada crescendo subespontaneamente em áreas com água parada. devendo ser usados apenas como material de propagação. para depois serem desidratados em estufa. hexâmeras. Flores amarelo-castanhas. em escapo semelhante a folha. produzindo um fruto piramidal. contendo 2 a 3 sementes (97. O rizoma é cilíndrico. CLIMA A planta é de clima temperado. Deve ser mantida sempre úmida. Cortar segmentos de 2 a 3cm para o plantio. para haver uma boa fixação da planta. várzeas úmidas ou alagadas e a beira de riachos e açudes. invaginantes. reunidas em feixe na base. com cerca de 4mm de comprimento. cana-cheirosa. originária da Índia e da Europa. grosso. permitindo a degradação enzimática (182). paludosa ou aquática. • Plantio: outono e primavera. • Rendimento: cerca de 2. cespitosa. serpeante. SOLO Prefere solos pouco ácidos.5m de comprimento por 1. SINONÍMIA Ácoro-verdadeiro. Os rizomas muito velhos e grossos são muito fibrosos. oxigenada e não estagnada. aromática. Os rizomas devem ser enterrados entre 5 a 10cm de profundidade.3m. As flores normalmente são estéreis. verde-claro internamente e amarelado por fora. . FITOLOGIA Planta herbácea. no verão ou outono.000m de altitude (182). AGROLOGIA • Espaçamento: 0.200kg dessecados por hectare. As folhas são ensiformes ou lineares. perene. • Colheita: inicia a partir de dois anos após o plantio. Vegeta espontaneamente até 1. adaptando-se aos subtropicais amenos.0cm de largura. • Pós-colheita: os rizomas devem ser lavados e submetidos à retirada de todas as raízes.5 a 2. a temperatura de 32oC. eretas. As plantas que frutificam são diplóides ou tetraplóides. compridas. • Florescimento: só ocorre quando o rizoma está completamente coberto com água (182). com 1. noduloso. A areia é o substrato mais adequado para o enraizamento. 182). O cultivo da planta em áreas paludosas ou uliginosas deve prever o uso de água não contaminada. • Propagação: divisão do rizoma. Pode ser utilizada as várzeas inundadas da cultura do arroz. A secagem no sol é inviável pois é demorada. acaule.4 x 0.

INDICAÇÕES Aplicado externamente em forma de compressas como coadjuvante no tratamento de tumores ganglionares (294). acorina (glicosídeo). FITOQUÍMICA Óleo volátil. mucilagem. canfeno. adoçar com mel e tomar após as refeições (digestivo). anticatarrais. terpenos. deixando por 15 minutos. à noite. aperientes. antes de deitar. Promove o relaxamento. metil-eugenol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os rizomas são excitantes. aromáticos. Microsporum gypseum. febrífugos. tanino. Tricophyton mentagrophytes e Tricophyton rubrum (193). amido.PARTES UTILIZADAS Rizoma dessecado. digestivos. heterosídeos. sesquiterpenos e essência. calamina (alcalóide cristalizado) (283) e vitamina C (294). antieméticos (283). Coar e adicionar à água da banheira. laxantes e diuréticos suaves (294). Retirar com água morna (294). O princípio amargo é a acorina. • Máscara tonificante: ferver por 10 minutos 2 colheres das de sopa de cálamo em pó para um copo de água. As folhas contém menor teor de princípios ativos. • O pó do rizoma é insetífugo ou inseticida (182). livre das raízes. tônicos. cosméticos e dentifrícios. cineol e cânfora. Permanecer em imersão por 20 minutos. acoretina (resina) metilamina. ácidos cáprico e palmítico. • O óleo essencial do rizoma é matéria prima para a indústria de perfumarias. • O rizoma é utilizado na conservação de peliça. colina. TOXICOLOGIA Não se deve consumir o rizoma sem ter sido desidratado (182). alfa-pineno. um glicosídeo composto e viscoso (182). . FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ Ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de pó de cálamo para uma volume de água de um copo. Coar. ⇒ Banho de imersão: ferver por 30 minutos 3 colheres das de sopa do rizoma seco em 1 litro de água fria. composta de asarona (80%). eugenol. OUTRAS PROPRIEDADES • O rizoma apresenta odor agradável e sabor amargo e adocicado. Aplicar a massa sobre o rosto previamente limpo. • É utilizado também no preparo de licores e doces. Deixar esfriar e adicionar arroz em pó até obter uma massa consistente. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe a germinação e o crescimento das hifas dos fungos dérmicos Epidermophyton floccosum.

alternas. • Propagação: sementes. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer. mal-me-quer-dos-jardins. SOLO Prefere solos férteis. mal-me-quer. profundos e permeáveis. O caule é robusto.20m. É planta heliófita. O seu odor é desagradável. maravilha-dos-jardins. tipo aquênio. HABITAT Espécie alóctone. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ereto. As pétalas que formam o disco central são tubulosas. malmequer. As flores surgem na extremidade da haste e têm 4 a 5cm de diâmetro. As raízes são amarelo-claras e fasciculadas. provido de protuberância no dorso e crenado na face ventral. ricos em matéria orgânica. calêndula-das-boticas. CLIMA Temperaturas noturnas muito elevadas reduzem o tamanho das flores. úmidos. AGROLOGIA • Espaçamento mínimo entre plantas: 0. É cultivada em todo o mundo. SINONÍMIA Bem-me-quer. margarida-dourada. bem drenados.CALÊNDULA NOME CIENTÍFICO Calendula officinalis L. O botão central das flores é envolto por 15 a 20 lígulas amarelas ou alaranjadas. As folhas superiores apresentam certa pubescência. é curvo. maravilhas. as vezes tombado e anguloso. maravilha. As folhas são inteiras ou ligeiramente denteadas. originária das Ilhas Canárias e de Portugal. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce 30 a 60cm de altura. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Necessita de no mínimo 4 horas diária de luz. bem-me-quer-de-todos-os-meses. espatuliforme. malmequer-do-campo. verrucária. malmequer-amarelo. O fruto.20 x 0. malmequeres. ovais ou lanceoladas. Resiste à estiagem e à geada. . sendo que no Brasil está bastante aclimatada e cultivada em jardins e hortos medicinais.

• Plantio: março a abril. O cultivo nas regiões litorâneas é o mais indicado, podendo ser cultivada todo o ano em regiões quentes. • Doenças: o surgimento de manchas esbranquiçadas nas folhas indica a infecção fúngica, sobretudo em períodos úmidos. • Florescimento: verão a outono. • Colheita: A colheita inicia dois meses após o plantio e pode se prolongar por mais 2 meses. Obtém-se uma produtividade média de flores de 720 kg/ha, se colhidas semanalmente (257). • Padrão comercial: as flores podem conter 8 a 10% de água e 10% de cinzas, no máximo. São comercializados os capítulos inteiros ou somente as lígulas alaranjadas (96). • Produção de sementes: a época de produção de sementes não deve coincidir com os períodos chuvosos do ano. O excesso de pluviosidade afeta drasticamente a produção de sementes dando origens à lotes desuniformes e de baixa qualidade. • Melhoramento genético: observa-se uma grande variação de genótipos - flores com pétalas amarelas até laranja. Os indivíduos com pétalas laranja são os mais ricos em metabólitos secundários.

PARTES UTILIZADAS
Flores, caule e folhas secas.

FITOQUÍMICA
Carotenóides, óleo essencial, saponinas (antiviral), flavonóides, cumarinas (257), ácidos graxos livres, ácidos fenólicos, esteróis, mucilagens, taninos (145) e calendulina. As flores contém 0,2 a 0,3% de essência (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Excitante, emenagoga, antiespasmódica, antiescorbútica, oftálmica, poderosa antisséptica (283), cicatrizante, sudorífica, colagoga, antiinflamatória, antiemética, analgésica, antiviral, tonificante da pele (acne), vasodilatadora (257), emoliente, adstringente, vulnerária, bactericida, fungicida (145), antiabortiva, antialérgica (215) e resolutiva (68).

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento externo tópico de gengivite, queimaduras, verrugas, eczema seborréico do couro cabeludo, crosta láctea, brotoeja, úlceras, foliculite, vulvovaginite (tricomoniase e candidíase), dermatite por monília, estreptocócitos (gênero de bactérias estreptocóceas, algumas espécies causadoras de angina, inflamações piogênicas e broncopneumonia), fissuras de mama, ferimentos abertos (145), acne, inflamações purulentas, calos e pólipos e, internamente, para úlceras gastrintestinais, escorbuto, artritismo, afecções nervosas, oftalmias, icterícia (68) e feridas cancerosas (215).

FORMAS DE USO
• Pomada e tintura: usar folhas e flores. A tintura é diluída em água na proporção de 1:1 ou 1:2. Usar topicamente 3 a 4 vezes ao dia.

• Cataplasma: folhas e flores tenras são socadas e empastadas, sobre um pano limpo e aplicadas sobre o ferimento ou acne. • Infusão: ⇒ Atividade emenagoga: 2 colheres das de sopa de flores em ½ litro de água. Tomase1xícara das de chá antes das refeições principais, iniciando 8 dias antes da menstruação. ⇒ Atividade geral: 2 colheres das de sopa de flores em uma xícara das de chá. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite (257). ⇒ Como desintoxicante: ferver 3 colheres (chá) de flores secas em 3 xícaras (chá) de água. Deixar descansar por 5 minutos. Tomar 3 vezes ao dia. ⇒ Acne: 1 colher das de chá de flores em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 5 minutos. Tomar ½ xícara de manhã e ½ xícara à noite. Três xícaras ao dia atua como desintoxicante. • Hidroalcoolatura: macerar 1 colher das de sopa de flores em 1 xícara das de chá de álcool 70 graus diluído em 2 xícaras das de chá de álcool. Aplicar topicamente sobre a pele e umbigo do recém-nascido, para a higienização (128). • Óleo: macerar 20g de flores em 250g de óleo de oliva durante 10 dias, no escuro. Filtrar com pano e espremer. É utilizado para atenuar as rugas e atua como emoliente (294). • Suco das folhas: aplica-se sobre calos, verrugas e pólipos (145).

OUTRAS PROPRIEDADES
• • • • • • • A planta é ornamental. As flores são utilizadas em cosmética e em farmácia. Os capítulos da planta são utilizados para perfumar sopas e guisados. Tanto as folhas quanto o caule são utilizados como tempero. As flores são usadas como corante na indústria alimentícia. As flores podem ser utilizadas como inseticida natural (257). As folhas, lançadas na brasa, ardem como nitro e as flores, em dias quentes, liberam eletrecidade estática (283).

CAMAPU
NOME CIENTÍFICO
Physalis pubescens L.; Physalis peruviana L. e Physalis angulata L.

FAMÍLA BOTÂNICA
Solanaceae.

SINONÍMIA
Balãozinho, bate-testa, bucho-de-rã, camapum, camaru, erva-noiva-do-perú, joá-decapote.

HABITAT
Espécie autóctone da América do Sul, que cresce espontaneamente em reboleiras em solos cultivados, revolvidos, pomares, pastagens e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, sublenhosa na base, muito ramificada, pubescentes ou não, medindo 30 a 50cm de altura. As folhas são alternas, longo-pecioladas, medindo 4 a 6cm de comprimento. Flores axilares, solitárias, amarelas, com laivo marrom-claro na base das pétalas. Fruto baga globosa, glabra, embalado por cálice concrescente.

CLIMA
Adapta-se às regiões de clima subtropical e tropical. É esciófita.

SOLO
Prefere solos férteis, bem drenados, aerados e soltos. Não aceita solos compactos e muito ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m • Propagação: sementes e rizoma. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: a semeadura é feita em março e o transplante em abril. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, frutos e raízes.

FITOQUÍMICA
Fisalina, higrina, tropeína, proteínas e vitaminas A e C (9).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Diurética, sudorífica, anti-reumática, hepatoprotetora, antiinflamatória (9), desobstruente, estimulante do aparelho gênito-urinário, anti-herpética e narcótica. O fruto verde é laxativo e diurético (242).

INDICAÇÕES
O chá das folhas é utilizado para a inflamação da bexiga, do fígado (9), do baço e dos ouvidos, cistite e icterícia (242).

CAMOMILA
NOME CIENTÍFICO

Chamomilla recutita [L.] Rauschert

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae

SINONÍMIA
Camomila-alemã, camomila-comum, camomila-da-alemanha, camomila-dos-alemães, camomila-legítima, camomilinha, camomila-vulgar, macela, margaça-das-boticas, maçanilha, manssanilha, marcela-galega, matricária.

HABITAT
Espécie alóctone, que cresce espontaneamente em áreas de campos e bosques abertos das regiões mediterrânicas e de clima temperado. Ocorre em altitudes de até 160m.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, monóica, glabra, ereta, muito ramificada, com até 50cm de altura. As folhas são alternas, bi a tripinatissectas, com lacíneas linear-filiformes, verdeclaros e lisos na face ventral. Inflorescência em capítulos, com dois tipos de flores agrupadas em corimbo. Flores centrais hermafroditas, actinomorfas, de corola tubulosa e amarela. As flores marginais são femininas, zigomorfas, de corola ligulada, branca. As lígulas são tridentadas no ápice. Fruto tipo aquênio e cilíndrico. Apresenta aroma forte e agradável. O oco dos receptáculos é uma das particularidades que a distingue de outras espécies similares, como a camomila-romana.

CLIMA
A planta cresce melhor em clima temperado, com baixa umidade relativa do ar. As temperaturas médias anuais devem estar abaixo de 20oC (96). Não tolera excesso de calor, nem secas prolongadas. A planta não suporta estiagens prolongadas e chuvas copiosas, principalmente no período de amadurecimento das flores. É heliófita.

SOLO
Francos, soltos, férteis e bem permeáveis. Não tolera acidez. A melhor faixa de pH ocorre em torno de 6 a 7.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 25 x 25cm. • Propagação: sementes. Em 1g de sementes são encontradas cerca de 3.500 a 4.000 sementes. As sementes não devem ser enterradas pois são fotoblásticas positivas. São apenas pressionadas sobre o solo para o início da germinação. O uso de polímeros hidroabsorventes evita a desidratação de sementes recém-emergentes. A autosemeação ocorre a partir do segundo ano. As mudas são preparadas em canteiros ou bandejas de isopor, utilizando substrato mineral-orgânico. A semeadura direta no campo é possível em solos bem preparados, com baixa incidência de ervas daninhas e com irrigação sistemática. Densidade de semeadura: 0,5g/m2.

• Época de semeadura: março a abril. A semeadura deve ser feita em períodos do ano em que o franco desenvolvimento e maturação não coincida com temperaturas altas, nem com invernos muito rigorosos. • Nutrição: máxima produção de flores e óleo essencial é obtida com a formulação N-P-K 1:1:1. Cálcio, fósforo e enxofre são os nutrientes que maximizam a produção de flores e óleos essenciais (297). • Adubação verde: utilizando-se Mucuna aterrina + Crotalaria spectabilis aumenta-se significantemente o teor de camazuleno em até 35,17%, porém decresce o α-bisabolol (96). • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência com plantas invasoras. • Doenças: é comum a ocorrência de doenças fúngicas (Alternaria sp.) por ocasião do florescimento. • Alelopatia: é alelopata positiva com a carqueja e a couve. • Florescimento: inicia a partir dos 85 dias após a semeadura. • Colheita: é feita quando as flores estão completamente abertas. Quando as lígulas começam a se curvar para baixo, iniciando um sutil murchamento, é indicativo que o ponto de colheita já foi ultrapassado. Ocorre 3 a 4 meses após a semeadura. • Rendimento: 886kg/ha de capítulos florais, para um rendimento de óleo essencial de 0,86% (96). O teor de camazuleno nas flores depende da origem e idade das flores, bem como ele decresce com o tempo de armazenamento (Walenciak e Korzeniowski, apud 91). • Padrão comercial: o teor mínimo de essência é de 0,4%. Tolera-se até 5% de pedúnculos e/ou outras partes da planta. Para fora do Brasil a tolerância é de 2%. As cinzas não podem exceder a 14% (96).

PARTES UTILIZADAS
Somente os capítulos florais secos.

FITOQUÍMICA
Camazuleno (27,2%), α-bisabolol (antiinflamatório - 11,2%) (96), matricina, cumarina, esteróides, heterosídeos, ácidos graxos e salicílico, vitamina C (145). Terpenóides: antemol, azuleno, bisaboleno, β-bisaboleno, α-bisabolol, α-bisabololóxido A, αbisabololóxido B, α-bisabololóxido C, α-bisaboloneóxido A, borneol, β-bourdeno, αcadineno, calameno, canfeno, 3-careno, B-cariofileno, cis-cariofileno, cariofilenepóxido, camazuleno, camomilol, 1,8-cineole, α-copaeno, B-copaeno, α-cubebeno, ρ-cimeno, 3deidronobilina, α-ρ-dimetilisterina, 3-epinobilina, 1,10-epoxinobilina, eucanabinolida, farneseno, trans-α-farneseno, trans-β-farneseno, farnesol, germacreno-D, guaiazuleno (1,4-dimetil-7-isopropiazuleno), humuleno, hidróxisonobilina, limoneno, lactona sesquiterpena linear, matricarina, matricina, α-muroleno, β-mirceno, mirtenal, mirtenol, nerulidol, nobilina, α-pineno, β-pineno, pinocamfona, α-trans-pinocarveol, α-transpinocarvone, sabineno,β-selineno, esfatulenol, α-terpineno, turjone, xantoxilina. Flavonóides: apigenina, apigenina-7-(6’’-ο-acetilato) glucosídeo, apigenina-7apiosigluosídeo (apiína), apigenina-7-glucosídeo (2’’,3’’)-diacetato, apigenina-7-glucosídeo (apigetrina), apigenina-7-glucosídeo(3’’,4’’)-diacetato, axilarina, crisoeriol, crisoeriol-7-

glucosídeo, crisoplenol, crisosplentina, 6,7-dimetóxiquercetina, 6-3-dimetóxiquercetina, eupaletina, eupatoletina, 6-hidróxi-luteolina-7-glucosídeo, isoarmnetina, isoarmnetina-7glucosídeo, jaceidina, caempferol, ‘Lipophiles flavon’, luteolina, luteolina-4’-glucosídeo, luteolina-7-glucosídeo, luteolina-7-ramnoglucosídeo, 6-metóxi-caempferol, patuletina, patuletina-7-glucosídeo, quercetagetina-3,5,6,7,3’,4’hexametil, quercetagetina3,6,7,3’4’pentametil, quercetagetina 3,6,7,3’ tetrametil, quercetina, quercetina-3galactotosídeo (hiperina, hiperosídeo), quercetina-7-glucosídeo (quercimeritrina), quercetina-3-rutinosídeo (rutina), quercetrina, espinacetina. Ácidos orgânicos: aminoácidos, ácido antêmico, ácido ascórbico, bornil acetato, (-)-butano- 1,3-dil-1-(|Z|2’-metil-2’-butenoato)-3-isobutirato, n-butanol, butil angelato, ácido cáprico, ácido caprílico, carotonacetonas homólogas, tanino catequina, éster camomila I, éster camomila II, ácido clorogênico, colina, vermelho aldeído crimson, β-damascenona, éster dihidromatricana, cis-en-yn-dicicloéter, ácido 2,4-dihidroxibezóico, (ácido siríngico), 2,5dihidroxibenzóico (ácido gentísico), ácido 2,3-D-dihidroxicinâmico(ácido antenóblico), ácido 3,4-D-dihidroxicinâmico (ácido cafêico), ε-1-(2,6-dimetilfenil)-2-butano-1, epicatecol, benzoato etílico, decanoato etílico, palmitato etílico, etil fenilacetato, ácido ferúlico, frutose, furfurol, 5-(3-furil)2-metil-1-pentano-3-ol (lepalol), 5-(3-furil)2-metil-1pentano-3 (lepalona), galactose, ácido gálico, tanino, geraniol, glicose, herniarina, hexilacetato, hexilbutirato, hidrocarbonatos, ácido benzóico 4-hidroxi-3-metoxi (ácido vanílico), ácido 3-hidroxi-4-metoxicinâmico (ácido isoferúlico), ácido 3-(2-hidroxifenil)-2propenóico (ácido ο- cumárico), ácido 3-(4-hidroxifenil)-2 propenóico (ácido-ρ-cumárico), ácido 3-hidróxi-2-metilideno (ácido butírico angelato), angelato isoamil (isopentil), isoamil butirato, isobutil isobutirato, isobutil isovalenianato, isobutil-2-metilbutirato, 4isopropenil benzaldeído, 4-isopropenil tolueno, 5-isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, 5isopropil-2-propil-2-ciclohexeno-1, ácido linoléico, ácido málico, ácido metacrílico e ésteres, ácido 4-metoxibenzóico (ácido anísico), 3-metilamil angelato, 2-metilbutil butirato, α-metilbutil isobutirato, 2-metilbutil-2-metilburato, 2-metilbutil-2-metil propionato, 3-metilideno-4-oxipentil angelato, 2-metilidenopropano-1,3 dil-1-|z|-2’metil2’-butenoato-3-isobutirato, 2-metil-2-propil angelato, 2-metilpropil butirato, 2-metilpropil 2-metil butirato, 2-metilpropil 3-metil butirato, niacina, ácido oleico, ácido palmítico, ácido péctico, ácido fenólico, álcool perílico, poliacetileno, polissacarídeos, propil angelato, ramnose, ácido salisílico, 7-glucosídeo escopoletina, escopoletol, ácido sinápico, tanino, taraxasterol, tiamina, ácido tíglico e ésteres, triacontano, umbeliferona, xilose (91), ácido dihidrocinâmico, cerótico oleico e linólico, colina, inositose, fitorina, matérias resinosas e pépticas (341) e apigenina (3 a 9%), que se desdobra, por hidrólise, em apigetina e glicose (319).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Antiinflamatória tópica (260), sedativa suave, eupéptica, antinevrálgica, antiinflamatória, maturativa (341), antiespasmódica, carminativa, analgésica, emenagoga, aperiente, protetora solar, antisséptica, antiasmática, cicatrizante, anti-reumática, sudorífica (145), antigripal (294), estomáquica, tônica, emoliente, calmante (68), anti-hemorroidária, antidispéptica (32), antialérgica (128), anti-histérica, vermífuga (215) e emética (435).

INDICAÇÕES
É indicada para inflamações oftálmicas, diarréia infantil, embaraços gástricos, enjôos, indigestões, enxaquecas, afecções de pele (pústulas e fístulas), cefalalgias, cólicas em geral

(341), lumbago, estomatite, afta, ciática, gota, mialgias (145), cistites (91), náuseas (32), assaduras, queimaduras de sol (128), doenças do útero e do ovário, gengivite, feridas, oftalmias, insônia, afecções nervosas, inapetência e úlceras (68).

FORMAS DE USO
• Infuso: ⇒ 3%; 50 a 200ml/dia (uso interno); 5% (uso externo) (341). ⇒ 5g do pó por litro (435). ⇒ 10 a 15g de flores em 1 litro de água fervente. Esfriar e coar. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao ia. Para combater afecções bucais, fazer bochechos com o infuso. ⇒ colher das de sopa de flores em 1 caneca de água quente. Abafar por 10 minutos. Tomar 3 xícaras das de chá ao dia (digestivo, sedativo e emenagogo). • Compressa ou ablução anal: para hemorróidas (145). • Pó: 2 a 6g/dia. • Tintura: 10 a 30ml/dia. • Elixir, vinho e xarope: 40 a 120ml/dia (341). • Vinho: macerar por 5 dias 3 xícaras das de chá de flores em 1 litro de vinho branco, agitando 1 vez ao dia. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia, iniciando uma semana antes da data prevista para a menstruação (emenagogo). • Loção: deixar em banho-maria durante 3 horas 1 xícara das de café de flores em 1 copo de azeite. Coar e aplicar topicamente sobre assaduras e queimaduras do sol. Pode ser também usado topicamente em dores de ouvido e nevralgias (128).

TOXICOLOGIA
Atóxica em pessoas saudáveis. Compromete a eficácia da radiografia em pessoas doentes (385). Pode ocorrer rinite alérgica em pessoas sensíveis à camomila (145). Mulheres grávidas ou em lactação devem evitar o uso.

OUTRAS PROPRIEDADES
• A essência da camomila é azulada e tem sabor amargo. • O chá das flores é utilizado para clarear o cabelo (145).

CAMOMILA-RAULIVEIRA
NOME CIENTÍFICO
Helenium alternifolium Spreng et Cabrera.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

HABITAT

Espécie autóctone que vegeta nos campos e vales do Sul do Brasil.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene ou anual, ereta, com 30 a 35cm de altura. Folhas com 5 a 7cm de comprimento, sésseis, alternas, um tanto espessas, estreitas, lanceoladas, 1-nérveas, íntegras ou algumas penatífidas com 1 a 3 segmentos pequenos, abertos e lanceolados. Inflorescência em capítulos solitários terminais, longo pendunculados. Brácteas em número de 20 a 25, de 7mm de comprimento, lanceoladas, pilosas. Possui 8 a 10 lígulas com cerca de 1cm de comprimento, limbo deltóide de cor alaranjada. O fruto é um aquênio com cerca de 2mm de comprimento. Papo de 4mm de palhetas lanceoladas, emarginadas no ápice, com aristas longas.

CLIMA
Prefere regiões onde as temperaturas são amenas (20 a 25oC, média anual) e não ocorra excesso de pluviosidade. Chuvas frequentes, sobretudo durante o florescimento, afetam a qualidade do produto colhido.

SOLO
A planta desenvolve-se melhor em solos neutros, aluviais e ricos em matéria orgânica. Não se desenvolve em solos ácidos.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. • Plantio: setembro a outubro. • Florescimento: quando a semeadura é feita em agosto, o florescimento ocorre outubro a março. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. • Produção de sementes: os capítulos devem ser colhidos ao iniciar o murchamento das lígulas, porém antes das flores adquirirem coloração castanha, quando então a deiscência é muito forte, com perda de sementes.

PARTES UTILIZADAS
Flores (preferencilamente) e folhas.

FITOQUÍMICA
Saponinas e óleos essenciais (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, febrífuga e hepática (271).

OUTRAS PROPRIEDADES
As flores são muito vistosas, podendo ser utilizadas em arranjos florísticos.

HABITAT Espécie autóctone. As raízes são filiformes. brancacentas e com numerosas radicelas fibrosas. obovadas ou elípticas. periná. SINONÍMIA Caatinga. jacuanga. de corola tubulosa e cálice avermelhado. SOLO Prefere solos úmidos e férteis. ubacaia. inteiras. cana-branca. de 10 a 13cm de comprimento e com brácteas ovadas. luzidias. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. nodoso. com cerca de 20 a 30cm de comprimento e 10 a 14cm de largura. arredondadas no ápice.CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Costus spiralis Rosc. verde-escuras na página superior e mais claras e com nervura média saliente na inferior. As folhas simples. O enraizamento pode ser feito em substrato à base de areia. • Propagação: rebentos do rizoma e estacas. grandes. vermiculita ou casca de arroz tostado. A inflorescência é uma espiga terminal multiflora. brancacento ou verde-claro e piloso. carnoso. É higrófila. pacová. jacuanga.7 x 0. invaginantes. As flores são róseas. interiormente branco-avermelhado e exteriormente revestido de escamas pardacentas. jacuacanga. • Colheita: inicia aos 16 meses após o plantio. • Florescimento: ano todo. pacocaatinga. mas que se adaptou bem às regiões tropicais e subtropicais. mantido sempre umedecido. Fruto cápsula polisperma contendo sementes oblongas. Colmo suculento. lisas. mais ou menos eretos. espiraladas. fibrosos. O pecíolo é grosso-carnoso em prolongamento à nervura média. imbricadas. • Plantio: setembro a outubro. cana-do-mato.5m. cor de carmim. embora tolere solos pobres. ubacayá. frágeis. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. originária do Brasil equatorial. PARTES UTILIZADAS . agudas. FITOLOGIA Rizoma carnoso e ramificado.

antilítica. insuficiência cardíaca. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas e contusas. jacuacanga. cana-roxa. CANA-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Costus spicatus Jack. calmante das excitações nervosas e do coração. taninos e matérias pécticas (9). hidropisia. cana-do-mato. FAMÍLIA BOTÂNICA Costaceae. resolvente de tumores. INDICAÇÕES As hastes são indicadas para a leucorréia e afecções renais (257).Colmo e folhas. Sw. aperitiva. TOXICOLOGIA Deve-se evitar o uso continuado da planta. estomáquica. • A planta é ornamental em jardins. ubacaia. aplicadas topicamente como resolventes de tumores. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. OUTRAS PROPRIEDADES • O caule fornece um suco refrescante e nutritivo. periná. ubacayá. febrífuga. anti-reumática (9) e depurativa (93). flor-da-paixão. tônica. inulina. SINONÍMIA Cana-de-macaco. . FITOQUÍMICA Acido oxálico. pode resultar no surgimento de urólitos. picada de insetos e catarro (9). • Suco do caule: para atenuar arterioesclerose. albuminúria. PARTES UTILIZADAS Colmo e folhas. paco-caatinga. antiinflamatória dos rins e bexiga (32). emenagoga (257). lavar feridas e diminuir as excitações nervosas e do coração (93). aterosclerose. pois sendo rica em oxalato de cálcio. diaforética. sífilis e gonorréia (32). cana-roxa-do-brejo. O sumo fresco do colmo é indicado para disúria. dores nefríticas. antidiabética.

CLIMA É planta esciófita. tônico e emenagogo (32). bainha pilosa e tenuamente avermelhada nas bordas. polisperma.HABITAT Espécie autóctone que habita as matas tropicais. Flores amarelas dispostas em espiga terminal de 5 a 8cm. invaginantes. FORMAS DE USO • Suco: das hastes (gonorréia ). O enraizamento ocorre em 25 a 30 dias. medindo cerca de 2 a 3mm de comprimento. INDICAÇÕES Para o tratamento de leucorréia. SOLO Prefere solos úmidos e humosos. nefrites. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral e as estacas podem ser enraizadas em areia umedecida. envolvidas por brácteas escamosas cor de carmim. que cresce 70 a 80cm de altura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é diurético. folhas. O fruto é capsular. • Decocção: 50g de hastes ou rizoma em 1 litro de água (leucorréia).0 x 0. o crescimento é lento e a planta é mais suceptível a doenças. anti-sifilítica. diaforético. • Infusão: para dores nefríticas. dura e cilíndrica. tônico. verde-escuras. FITOQUÍMICA As hastes contém ácido oxálico (93). casca e hastes. de haste rígida. diaforético. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. febrífugo e emenagogo (93). emoliente. Quando exposta totalmente ao sol. FITOLOGIA Planta herbácea perene. PARTES UTILIZADAS Rizoma. . • Plantio: primavera. O suco das hastes é depurativo. mucosidade da bexiga.5m. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Propagação: sementes. inflamações da uretra (93). com sementes arrredondadas no ápice. amenorréia e arterioesclerose (215). rebentos do rizoma e estacas do caule. oblongas. antilítica (215). gonorréia. As folhas são alternas.

nodoso. com porte de 1. com 2 a 2. • CANA-DE-MACACO NOME CIENTÍFICO Dichorysandra thyrsiflora Mik. alternas. • A planta é ornamental em jardins. O caule é ereto. • O suco dos rizomas é levemente ácido e mucilaginoso. CLIMA Espécie tropical. com 6 estames. bordos lisos. sendo que na face ventral ocorrem duas listras longitudinais de cor cinza-prateada em cada lado da margem das folhas jovens. humosos. reunindo 30 a 32 pedúnculos florais. A planta é nitrófila e não tolera solos secos e compactados. SINONÍMIA Cana-do-brejo. As folhas são oblongo-lanceoladas. As flores são compostas de três pétalas violáceas com a base branca.• Cataplasma: utilizam-se o rizoma e/ou as hastes.5cm de largura. pouco ácidos. OUTRAS PROPRIEDADES O rizoma apresenta aroma semelhante a violeta (Viola odorata). higrófita e esciófita. nervura central proeminente na face dorsal. três sépalas côncavas de coloração violeta-clara externamente e branca internamente. FITOLOGIA Planta herbácea perene. bainha invaginante. As folhas medem 17 a 25cm de comprimento por 5. previamente secos e transformados em pó (hérnia) • Ungüento: folhas untadas com sebo.20m de altura. sendo utilizado como refresco. glabras. HABITAT Espécie autóctone que habita a mata Atlântica. Por ser ornamental. glabro. enquanto que nas velhas só ocorre uma mancha de cor creme-pálida na base da nervura central. SOLO Prefere solos úmidos.0 a 6.5cm de diâmetro. espiraladas. é comumente encontrada em jardins. de norte a sul do Brasil. marianinha. FAMÍLIA BOTÂNICA Comelinaceae. Usar topicamente em contusões e inchaços (32).0 a 1. sendo dois deles mais compridos. . As flores dispõesse em panículas de 10 a12cm de comprimento.

A estaquia é feita em areia umedecida. Evitar áreas alagadas ou uliginosas. • Propagação: sementes. ripsalis. SINONÍMIA Cabelo-de-anjo. HABITAT Encontra-se disseminada por toda mata atlântica subtropical. PARTES UTILIZADAS Hastes e folhas. brotações do rizoma e segmentos nodais. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. diurética e anti-reumática (93). Flores terminais campanuladas de cor creme. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em áreas sombreadas de jardins. sub-cilíndrico. • Doença: é comum a ocorrência do fungo patogênico Colletotrichum dichorisandrae. ocorrendo sobre ramos inferiores de árvores antigas. • Plantio: outono e primavera. herbáceo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. Fruto tipo baga de cor branco-hialina. lagoas ou açudes. conambaia. à beira de riachos. CANAMBAIA NOME CIENTÍFICO Rhypsalis capilliformis Weber.7m. responsável pela formação de grandes áreas necróticas nas folhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. A semeadura é feita em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. onde o lençol freático possa estar ao alcance das raízes. • Espaçamento: 1. composto de 4 a 5 artículos medindo 4 a 8cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. FITOLOGIA Planta epífita de caule pêndulo. verde-claro. Folhas afetadas devem ser removidas e a planta pulverizada com um fungicida cúprico.AGROLOGIA • Ambiente: procurar instalar as plantas em áreas baixas.0 x 0. .

glabra e pálida. base subaguda a arrredondada. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae. Desenvolve-se numa faixa de temperatura de 20 a 30oC. As flores são verde-amareladas. terminal e axilar. procurar amarrar as mudas sobre ramos sombreados que tenham musgos sobre a casca. túnel de sombrite 70% ou mais). facilitando o pegamento da muda. em número de 2 a 5 por cimeira. AGROLOGIA • Ambiente: as mudas devem ser enraizadas em substrato de xaxim e/ou húmus e estabelecidas em ambiente sombreado (bosque. acuminada. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio. Neste caso. menos no inverno. 6 . alternas. As folhas são simples. HABITAT Espécie alóctone originária do Ceilão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de úlceras. com cerca de 7 a 8m de altura e com tronco de 20 a 25cm de diâmetro. Os ramos são cilíndricos ou tetrágonos somente no ápice. A inflorescência é uma panícula cimosa.CLIMA É subtropical e esciófita. 3nervada. pecioladas. oblongas. elípticas-ovaladas ou oblongo-lanceoladas. O perianto é 6-lobado. Poderão ser utilizadas árvores como base do agroepifitismo da planta. • Plantio: deve ser feito nas estações mais chuvosas do ano.000m (93). febres gástricas e biliosas (271). coriáceas. CANELA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Cinnamomum zeylanicum Blume e Cynamomum cassia Blume. SINONÍMIA Canela-da-china. escorbuto. pequenas. crescendo espontaneamente em altitudes de até 2. 8 a 15cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. luzidias. A casca é espessa. de folhas persistentes. caneleira. estacas dos ponteiros e mudas obtidas na mata. glabra. FITOLOGIA Árvore perene. • Propagação: sementes. canela-da-índia. PARTES UTILIZADAS Artículos.

cardiotônica (294) tônica. paralisia da língua e enxaquecas (93). com exceção do inverno. safrol. metrorragias. • Propagação: sementes. FORMAS DE USO • 1 a 3g/xícara (445) na forma de infusão. com 1 lóculo. doenças atônicas do estômago. O sabor é excitante. pressão baixa. SOLO Prefere solos bem drenados. respiração ofegante. fragrante e aromático. A germinação. antiescorbútica. com 8mm de comprimento. tintura e Alcoolatura. crioulceração (445). dismenorréia. O odor é delicado. calafrios. cujas mudas espontâneas que se formam podem também ser aproveitadas para o plantio. amido. minerais (2 a 4%). ovário livre. eugenol (5%). carbureto terpênico (283). anti-reumática. A semeadura é feita em bandejas de isopor de células grandes ou em saquinhos plásticos perfurados. flores as folhas. A casca da raiz contém cânfora (93). INDICAÇÕES É utilizada para dores estomacais. galactagoga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante digestivo. doce e pungente. CLIMA É de clima tropical. antileucorréica e catamenial (93). aromática (283). Não possui pétalas. Os pássaros são os principais disseminadores da espécie. O fruto é uma baga ovóide apiculada. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. digestiva (128). com rugas finas e lenticelas transversas. hemorragias de partos. em substrato orgânico ocorre em 30 a 40 dias. carminativa. PARTES UTILIZADAS Casca da árvore. A casca é de cor cinza-castanho. extremidades frias. hipertensora suave (9). piolhicida. escrófulas. preta. mas adapta-se bem ao subtropical.5 x 3. adstringente. . antiespasmódica. mucilagem. • Colheita: inicia a partir do quarto ano.5m. aldeído cinâmico (65 a 75%). A germinação ocorre em 40 a 50 dias. amenorréia. contendo substrato organo-mineral. antisséptica. pubescentes. ulcerações da gengiva e da mucosa da boca (294). FITOQUÍMICA Taninos. marmitol. • A poda apical da planta permite uma arquitetura mais compacta. ligeiramente áspera. vômitos nervosos. A folha contém 75% de eugenol e 3% de aldeído cinâmico.estames. felandreno e ácido cinâmico (9). borneol (93). • Plantio: ano todo. choques. com pouca umidade. tosses. baixa e esgalhada. influenza. febres adinâmicas. aerados e silicosos. diarréia.

SOLO . com os segmentos lineares e numerosos. Após lavar a cabeça. Abafar por 15 minutos. CANFRINHO NOME CIENTÍFICO Artemisia camphorata L. curau. • A essência é utilizada na indústria de perfumaria. Coar e tomar 1 cálice duas vezes ao dia. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. arroz-doce. ascendente.• Vinho: macerar durante 30 dias 30g de casca em 500ml de vinho licoroso. As folhas são glandulosas. antes das refeições (tônico e digestivo). FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. compotas e doces. enxaguar com o infuso de canela. mingau. TOXICOLOGIA • A planta é embriotóxica e abortiva ( 227. perene. • A casca é comercializada em pedaços ou rolos. com 2 a 3cm de comprimento. de 30 a 40cm de comprimento por 3 a 10cm de largura por 0. desaconselhável para gestantes e pessoas febris (444).2 a 0. alternas. sésseis. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical ameno e heliófita. • Dos frutos se obtém a cera de canela. muito ramosa e aromática. usada para o fabrico de velas. Inflorescência terminal paniculada em capítulos isolados ou em espigas axilares laxas. SINONÍMIA Canforeira. 228). pinatisectas. canfinho. OUTRAS PROPRIEDADES • O pó da casca serve como condimento de quentão. O caule é cilíndrico é lenhoso na base. longo-pecioladas. • Infusão piolhicida: ferver 2 xícaras das de chá de água e derrame sobre 2 paus de canela em uma vasilha.8cm de espessura (445). Secar o cabelo e passar um pente fino (294). que cresce 30 a 50cm de altura.

casca de arroz tostada (60%). calmante e antinevrálgica (271).5m. ocorrendo no verão. distúrbios neurológicos e cardíacos (128).] Stapf. antiepiléptica.7 x 0. • Plantio: outubro a novembro. durante 1 hora. SINONÍMIA . picadas de insetos (257). • Florescimento: é esporádico. FITOQUÍMICA Óleos essenciais e derivados de cânfora (257). • Substrato: o enraizamento das estacas é feito em uma mistura de vermiculita (40%). • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis no Estado de Santa Catarina. CAPIM-LIMÃO NOME CIENTÍFICO Cymbopogon citratus [DC. aerados e bem drenados. As estacas devem ter sua base imersa em solução de benomil a 0. pouco ácidos. não ocorre. • Doenças: a planta sensível à patógenos que atacam as raízes e vasos condutores. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática (257). • Colheita: inicia aos 6 meses após o plantio. para prevenir da incidência de patógenos vasculares. • Propagação: rebentos da raiz e estacas caulinares radicantes. Solos ácidos. contusões e hemorragia uterina (271).Prefere solos areno-argilosos. FORMAS DE USO • Alcolatura: macerar as folhas na cachaça ou álcool de cereais. feridas.) FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. INDICAÇÕES Utilizada no álcool para dores musculares. Se o inverno for quente. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. compactados e muito úmidos afetam a produção e a qualidade das folhas. Utilizada externamente. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.2%.

FITOQUÍMICA As folhas contém aldeídos. mentona. geraniol. estolonífera. As folhas são muito aromáticas. com nós bem demarcados. Cresce subespontaneamente em todo o Brasil. car-3-eno. Plantio: ano todo. vervena. cineol. borneol.. acetato de geraniol. perene. eventualmente formadas. FITOLOGIA Planta herbácea. capim-cheiroso. Rhyzopus sp. fencona. são estéreis. que medem cerca de 60 a 100cm de comprimento por 1. . citral (antiespasmódico. metileugenol. grama cidreira. inseticida e repelente). Colheita: inicia após quatro meses do plantio e é feita três a quatro vezes ao ano. As folhas. As folhas são recobertas por uma fina camada de cera e exalam olor de limão. embora favorável a menor perda de óleos voláteis. A secagem a 30oC. É muito sensível à estiagem. cespitosa. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solo. ésteres. linalol. citrol (mistura dos aldeídos neral e geraniol). paralelinérveas. facilita a infecção dos fungos Aspergillus sp. canfeno. cortante. sidró. capim-cidreira.40m. porém não encharcados. capim-marinho. são amplexicaule. e Alternaria sp. farnesol. capim-ciri. preferencialmente próxima dos cursos de água. (55). que afeta a produção e qualidade das folhas. capim-cidrão. sesquiterpenos e terpenos. cimbopogona. nervura central grossa e caniculada. erva-cidreira. cetonas. chá-deestrada. cimbopogonol. acetato de nerol. capim-santo. Apresenta textura áspera ao tato e permanece mais ereta que a citronela. deve-se secar lentamente à baixas temperaturas (35 a 40oC). O florescimento é raro e as flores. Por isso. • Secagem: com a secagem. Penicilium sp. mas prefere solos com bom teor de umidade. ácidos. capim-sidró. nerol.0m em altura e forma touceiras de perfilhos ao nível do solo. βcadineno. antimicrobiano. Cladosporium sp. Doenças: as folhas são eventualmente acometidas pela ferrugem parda. patchuli-falso.0cm de largura.Capim-catinga. saponinas álcoois (cimeropogonol e cimpogonol) e alcalóides (145). É feito diretamente a campo. cimbopogenol. CLIMA É heliófita.. Apresenta rizomas semi-subterrâneos. Não tolera geadas.5 a 2. HABITAT Espécie alóctone de origem indiana. geranial. curtos. a beira de estradas e em áreas aluviais. humuleno. mirceno (analgésico). AGROLOGIA • • • • • Espaçamento: 1. capim-de-cheiro. boa parte do aroma é perdido. α e β-pineno. bordo liso. capimcidró.0 x 0. capim-cidrilho. Propagação: divisão de touceira cujas folhas são previamente podadas. São ricas em óleos essenciais que contém α-oxobisaboleno. Trichoderma sp. linear-lanceoladas.. hexacosan-1-ol. isopulegol. áspera nas duas faces. que cresce cerca de 1..

cólicas menstruais e intestinais (o mirceno atua nos nervos dos órgãos). gerânico e capróico. O óleo essencial. expectorante. indigestão. iso-orientina. A infusão do rizoma se usa para clarear os dentes e é tônica (23). feridas. administrado na forma de cápsulas. INDICAÇÕES Também usada para dores estomacais.terpineol. T. e que infectam sementes de cereais (Aspergillus e Penicillium) (40). aromática. antiespasmódica. béquica. ATIVIDADE BIOLÓGICA As folhas demonstram atividade antimutagênica em Salmonella tryphimurium TA 98. no aumento do período de sono. hipotensora (258). sedativa. estomáquica (257). ⇒ 10g de folhas secas em ½ litro de água quente. depurativa. tosse. diminuiu os níveis de colesterol de 22 voluntários (179) . é repelente de mosquitos e serve como desodorante natural. catarro. luteolina-7-O-β-D-glicosídeo. O conteúdo de citral varia de 86. na dose de 140mg/dia. ansiedade (294). ácidos acético. PARTES UTILIZADAS Folhas. FORMAS DE USO • Decôcto ou inalação: 10 a 20g/dia de folhas e/ou raízes (444). anti-histérica (215). contusões. O extrato acuoso demonstra um efeito ansiolítico.10 a 95. O óleo essencial da planta tem ação fungistática sobre alguns fungos dermatogênicos humanos (Trichophyton rubrum. O óleo essencial apresenta atividade antibacteriana e antimicótica. βsitosterol (155). febrífuga (179). lumbago. aldeídos como o isovaleraldeido e decilaldeido (120) . limoneno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida em conjuntivites (363). conjuntivite. dipenteno. citronelal. eczemas (179). por 3 meses. tensão muscular e cefaléia. antiespasmódica e analgésica. citronélico. mentagrophyres e Microsporium canis) (234).25% (55). α-canforeno. entorse. úlceras. digestiva. miorrelaxante (145). antireumática. calmante. vômitos. ocimeno. p-cumárico. resfriado. sudorífica. gastralgias. • Infusão: ⇒ 4 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água. anticonvulsionante. carminativa. distúrbios renais (258). O extrato da planta apresenta forte ação bactericida sobre o vibrião do cólera (78). antidiarréica. neuralgias. terpinoleno. Tomar xícaras ao dia (145). caféico. diurética. . analgésica suave. espasmo intestinal (352). O efeito analgésico é atribuído ao mirceno (119). Os extratos etanólicos apresentam atividade contra os áscaris. antidisentérica e antiálgica (120). Encontram-se ainda alguns flavonóides como a luteolina. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia (258). rizoma e raízes frescas ou secas. FARMACOLOGIA Tem ação na diminuição da atividade motora.

• A planta é indicada para proteção de encostas. Coar e fazer massagens tópicas para nevralgias e reumatismos (128) TOXICOLOGIA Doses concentradas pode provocar aborto (258). mastruço. capuchinha-grande. longopedunculadas. frágil. axilares. As folhas são alternas. glabro e cilíndrico. especialmente dos campos altos e pedregosos do Peru (341). FAMÍLIA BOTÂNICA Tropaeolaceae. bradipnéia. baixar demasiadamente a pressão e causar desmaios. chagas. pelti-nervadas. aromática e ardente. coleária-dos-jardins. flor-de-sangue. capuchinha-de-floresgrandes. agrião-grande-do-peru. As flores são irregulares. barrancos e estradas. mastruço-do-peru. • A planta fornece óleo essencial usado em perfumaria.• Ungüento: esmagar 1 xícara das de chá de rizomas em 1 colher das de sopa de óleo de coco. nastúrio. campanuladas. • As folhas constituem-se ótima forragem para elefantes. com 5 sépalas coloridas e distintas e 5 pétalas ovado-obtusas. capucina. perda de postura. cochlearia-dos-jardins. além de permitir uma ótima cobertura de solo. longo-pecioladas. • As folhas picadas e acondicionadas em saches. O óleo tem ação irritante sobre a pele de animais. ataxia. agrião-maior-da-índia. cujas ramagens prostradas crescem 23m de comprimento. O hidrolato das folhas provoca um quadro de hipocinesia. chagas-de-flores-grandes. SINONÍMIA Agrião-do-méxico. a infusão passa a ser bebida refrigerante. que cresce de 30 a 40cm em altura. devido ao sistema radicular vigoroso e agregador. sedação e defecação (120). FITOLOGIA Planta herbácea rasteira bienal. servem para aromatizar roupas e repelir insetos (294). 5-lobadas. capuchinho. verde-claro-brancacento. OUTRAS PROPRIEDADES • A essência é amarelada. cinco-chagas. • Servida fria. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais de altitude. orbiculares. solitárias. curculiare. CAPUCHINHA NOME CIENTÍFICO Tropaeolum majus L. de caule carnoso. sapatinho-do-diabo. chagas-da miúda. amarelo- .

úmidos e aerados. resinas. contém o ácido erúcico. PARTES UTILIZADAS Caule. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (341. vitamina C (257). antibiótica natural. Os frutos secos são purgativos (93). Inicia 2 meses após o plantio. liberando-a ao ambiente na forma de gutação. FITOQUÍMICA Ácido erúcico (72). • Irrigação: a planta apresenta uma alta capacidade de retirada de água do solo. béquica. mirosina (enzima). sendo que o rendimento de ácido erúcico é maior quando a colheita de sementes ocorre na lua nova. tônico capilar (294).5 x 0. digestiva. separando-se depois em três aquênios. tônica. CLIMA Embora a planta seja de clima subtropical de altitude. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. inicialmente única. • Colheita de frutos: outubro a dezembro.laranja ou vermelhas. • Florescimento: início de agosto a novembro. depurativa (128). 5-7 costada. glucotropaeolina . A semeadura é feita diretamente a campo. O fruto é uma cápsula 3-coca. ativadora da circulação do sangue (271). mirosina e óleos sulfurados (93). ácido tropaeolínico. a planta adapta-se bem às regiões tropicais. ácido graxo utilizado no tratamento da . frutos e flores. aperiente. globosa. Altas temperaturas de verão (acima de 28oC) são prejudiciais ao desenvolvimento vegetativo da planta. 32). de pericarpo espesso e carnoso. • Plantas daninhas: não tolera a concorrência com ervas invasoras. • Doença: Pseudomonas cihorii (146). quando comparada a colheita na lua cheia (72). expectorante. também conhecido como óleo de Lorenzo. em canteiros.3m. O sombreamento da planta reduz a produção de sementes e do ácido erúcico. escrofulose e demais afecções de pele (257).que dá origem à compostos sulfurados antibióticos. • Propagação: sementes. estimulante. folhas. • Adubação: aplicar 2 a 3kg de cama de aviário por m2 de canteiro. às vezes dobradas. O óleo das sementes. cada um contendo uma semente. óleo essencial. tais como eczema e psoríase (32). SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. com máculas mais escuras e esporão cilíndrico curto. • Plantio: março e setembro. INDICAÇÕES Usada ainda para o combate à caspa (215). passando até mesmo por esciófita.

FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. Cresce subespontaneamente em capoeiras. orla de matas e restingas. OUTRAS PROPRIEDADES • Os botões florais são comestíveis.adrenomieloneuropatia (72). china. apresentando sabor acre e picante.) Verlot. reduzir o volume de água à metade (257). cipó-cruz. • A planta pode ser usada em paisagismo e jardinagem. CARAJURÚ NOME CIENTÍFICO Arrabidea chica (H. piranga. • A planta é fitoprotetora de pragas da macieira.. . sobretudo as secundárias. As folhas são pecioladas. • Infusão: ⇒ 40 a 50g em 1 litro de água. oajuru. FORMAS DE USO • Suco: tomar 1 colher de sopa em intervalos de 2 horas. • É muita atrativa de lepidópteros. Para uso interno. ⇒ 4 colheres das de sopa de folhas picadas ou 2 de sementes em 1 litro de água. Neste particular. ramos cilíndricos e glabros enquanto jovens. A planta encerra antibióticos naturais de largo espectro (380). guajuru. depois tetrágonos. Se consumidas à noite. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). carajirú. SINONÍMIA Cajuru. as folhas e flores provocam o sono (294). cipó-pau. crajirú. chica. besouros e moscas brancas. coá-piranga. • Pó: frutos secos. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia. oajuru-piranga. a espécie pode ser usada como bordadura periférica para proteção de espécie vegetais susceptíveis às pragas. • As flores são utilizadas como salada ornamental. de arquitetura escandente. semelhante à alcaparra. Repele pulgões. pariri. guarajuru. pariri. guajuru-piranga. FITOLOGIA Planta trepadeira perene. Tomar ½ g em ½ copo de água. HABITAT Espécie autóctone que cresce nas matas tropicais. e B. lenticelados-verrucosos e estriados. na França.

glabra e castanha-ferrugínea. triterpenos. inflamações do útero e dos ovários. antileucêmica. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. antiinflamatória (425). carajurina. genipina (379. presos a moirões com até 1. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. 42. INDICAÇÕES É utilizada para o tratamento de feridas (9). 173).8m de altura. saponinas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. ferro assimilável e cianocobalamina (9). coriáceos. depois de fermentadas. produzem seda vermelha. O fruto é uma cápsula linear. FITOQUÍMICA Ácido anísico. enfermidades da pele de diferentes origens. CLIMA É de clima tropical a subtropical. É heliófita e seletiva higrófita (365). emoliente. • Colheita: inicia 7 a 8 meses após o plantio. róseo-lilacinas. trifolioladas. diarréias sangüíneas e entero-colites (93). fornecem matéria corante vermelho-escura ou vermelho-tijolo. quinonas. antianêmica (9). • Propagação: sementes e estacas de ramos. cumarinas. antidisentérica (271). frouxa. cólicas intestinais. 3-deoxiantociianidina. alongada. cicatrizante. • Os bichos da seda que comem suas folhas. conjuntivite. de folíolos oblongo-lanceolados. bixina. . antidiabética. aguda em ambos os lados e com uma nervura média saliente nas valvas. antidiarréica. • Tutoramento: é feito com fios de arame dispostos horizontal e paralelamente entre si. flavonóides. • A planta é melífera e ornamental (93). discolores ou concolores. alcalóides. As estacas são enraizadas em areia mantida sempre úmida. desinfetante (130). contendo sementes ovóides (93).compostas.7m. carajurina. glabros nas duas faces. Flores campanuladas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. medindo cerca de 18 a 20cm de comprimento.5 x 0. • Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). taninos. reticulado-venosos. impigem. dispostas em panículas terminais piramidais. pseudoindicanas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas.

com irrigação por gotejamento. É heliófita. que destrói toda a folhagem. cardo-de-nossa-senhora.CARDO-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Silybum marianum (L. • Pragas: A planta é muito vulnerável ao ataque de Diabrotica sp. As folhas formam uma roseta basal. Caule cilíndrico. pecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. profundos e permeáveis. CLIMA É de clima temperado quente ou subtropical de altitude.0m de altura.0 x 0. verdes. São grandes (30 a 50cm de comprimento). robusto. O fruto é um aquênio grande. FITOLOGIA Planta herbácea anual ou bianual. que são semeadas em bandejas de isopor em substrato areno-orgânico. • Espaçamento: 1. encimado por um papilho de pelos denticulados. . cultivadas. Cresce espontaneamente em solos arenosos e pedregosos. com cerca de 0. SINONÍMIA Cardo-branco. tubulosas. de caule. • Plantio: outono. terminais. preto. SOLO Prefere solos férteis. que proliferam-se em solos úmidos. brilhante ou matizado de amarelo. cardo-santo. verde. com as margens onduladas orladas de espinhos amarelos e cílios. mescladas com branco ao longo da nervura. a beira de caminhos e em áreas nitrófilas. glabro.. o cultivo em regiões muito pluviosas deve ser feito em estufas plásticas. e subespontaneamente em áreas ruderais. HABITAT Espécie alóctone. Inflorescência em capítulos hemisféricos solitários. medindo 3 a 4cm de diâmetro. Flores violetas. É encontrada até 700m de altitude (383). originária das regiões mediterrânicas.) Gaertn. Raiz aprumada e grossa. serralha-de-folhas-pintadas. cardo-leiteiro. cardo-mariano.50m. ereto. com brácteas coriáceas terminadas em espinho. sulcado. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito sensível às bacterioses. • Propagação: só ocorre via sementes. sinuadas ou dentadas.3 a 1. brilhantes. profundamente lobadas. arenosos. alternas.

As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica (383). que causa a podridão das plantas. úlcera e gastrite. digestiva e aperiente (294). Tomar em pequenos goles. Indicada ainda para o tratamento da icterícia e afecções hepáticas (294). • PARTES UTILIZADAS Folhas. colagoga. é comum a ocorrência de Erwinia sp. TOXICOLOGIA Em doses excessivas. antes que as flores abram totalmente. evita o enjôo (383). silimarina. • As folhas novas são utilizadas como saladas e as raízes e os capítulos são preparados por cozedura em água. • As folhas trituradas são apreciadas pelo gado e as sementes são apreciadas pelas aves. o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas. hipertensora. • Florescimento: primavera. tiramina (383).Doenças: em regiões de alta pluviosidade. Não é recomendado o uso por crianças. 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água. O espaçamento entre fileiras pode ser de 70cm e entre plantas de 12cm. vômitos e diarréias. podendo então ser tóxica (209). colerética. Coar e tomar 1 cálice após as refeições. Das sementes obtém-se uma tintura útil no tratamento de moléstias da uretra. Favorece a digestão de alimentos ricos em gordura. diurética (383). sementes. • Produção de sementes: deve ser feita em regiões com baixa umidade relativa do ar e com baixos índices pluviométricos. Pode acumular muito nitrato nas folhas. . FITOQUÍMICA Óleo essencial. obtendo-se rendimentos de cerca de 950kg/ha (149). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É tônica. • Colheita: inicia após o quarto mês após o plantio. Inodora. durante 5 dias. do útero e também das hemorróidas (93). Não se deve utilizar quando de problemas renais. FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 5 minutos. histamina.. OUTRAS PROPRIEDADES • O sabor das folhas é amargo. INDICAÇÕES Indicada para distúrbios cardiovasculares e hepáticos e. forte e duradouro. ingerida 8 dias antes de uma viagem. silidianina (162). • É ornamental em jardins ensolarados. • Vinho: macerar 20g de folha de cardo-de-santa-maria e 5g de cravo-da-índia em 1 litro de vinho branco. raiz.

• Propagação: sementes. alado em sua extensão. cacaia-amarga. carquejaamarga. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. casca de arroz ou vermiculita.40m. terrenos secos e pedregosos. rebentos e por estacas. quina-de-condamine. As folhas são muito reduzidas e ovais. vassoura-de-botão. em intervalos de 2 a 3 horas durante o dia. e até 5 horas. linear. glandulosa. carque. tiririca-de-babado. • Alelopatia: protege e estimula o crescimento da camomila. com alas seccionadas alternadamente. • Florescimento: novembro a janeiro. . vassoura. glabra. É heliófita (211). vassourinha. perene. SINONÍMIA Bacanta. A melhor estaca é aquela obtida da parte basal ou mediana dos ramos (267). campos. • Aclimatação: as estacas devem ser plantadas em vermiculita. carqueja-amargosa. Ocorre até 2. deixando a cepa para rebrote. quando floridas. que cresce até 90cm de altura. de coloração amarela. produz também em áreas agrestes (solos secos e pedregosos).800m de altitude (96). Caracteriza-se por possuir 3 alas no caule. • Colheita: as hastes são colhidas quatro meses após o plantio. cacália-amara. cacália-amarga. Manter irrigação por nebulização de 2 a 3 minutos. e cobertas com sombrite 70%. levemente nervadas. cortando-se apenas os dois terços finais da parte aérea. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.0 x 0. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastos.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis trimera Less. ribanceiras de rio e áreas ruderais em geral. SOLO Embora prefira solos úmidos e expostos ao sol. beira de estradas. a noite. Fruto tipo aquênio. FITOLOGIA Planta subarbustiva. dióica. bacórida. vassoureira. quase sempre aglomerados sésseis. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em climas amenos. A inflorescência é do tipo capítulo. tiririca-de-bêbado. também em solos úmidos. glabro. Possui caule lenhoso.

A parte aérea contém α e β-pineno. hispidulina. exceto galhos grossos (além de 7mm). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica amarga (eupéptica). É moluscicida. gastrite (267). luteolina. matéria orgânica estranha e terra (96). hipocolesterolêmica. fraqueza intestinal (215). gota. feridas e úlceras (uso externo). hepatoprotetora e antiinflamatória (130). digestiva. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas são ativas contra Schistosoma mansonii. antidiabética (32). lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos. vermífuga. icterícia. obesidade (257). flavonóides. inflamação das vias urinárias. anti-hidrópica. alcalóides. fígado e da bexiga (144). antiasmática. álcoois sesquiterpênicos. antigripal (144) e aromática (242). antidiarréica. flavanonas. B e C. sudorífica. PARTES UTILIZADAS Ramos alados com flores. • Produção de sementes: a maturação de sementes ocorre janeiro/fevereiro. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de talos em ½ litro de água fervente. dilactonas A. antiinflamatória. • Infusão forte: 60g em 1 litro de água. diurética (294). flavonas. má digestão. antibiótica. aperiente. antidispéptica. três vezes ao dia (145) ⇒ 1 xícara das de cafezinho em ½ litro de água. afecções do baço. FITOQUÍMICA O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno. INDICAÇÕES Indicada para anorexia. diterpeno do tipo eupatorina. azia. inibindo o crescimento de Trypanosoma cruzi. Na Bolívia a planta é usada como inseticida (179). É também usada para cálculos biliares. analgésica (179). nepetina e quercetina (179). Compostos específicos: apigenina. Tomar 150ml. Na Argentina é utilizada para curar a impotência masculina e esterelidade feminina (242). astenia. . ésteres terpênicos. má-circulação (271) e angina. Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao se deitar.• Rendimento: 150 a 250g de matéria seca por planta (106). saponinas (145). estimulante hepática (128). tenífuga (145). anti-reumática. gastroenterites (179). colagoga. estomáquica. Aplicar externamente sobre locais afetados. hepatoprotetora. antianêmica (215). chagas venéreas e até mesmo a lepra (32). hipoglicêmica. depurativa. fenólicos. diurética. febrífuga (179). carquejol e acetato de carquejilo) (257). • Padrão comercial: planta inteira. FARMACOLOGIA Atividade hipoglicemiante. germacreno-D.

SINONÍMIA Carqueja-doce. com altura variando entre 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. a beira de estradas e em áreas nativas abertas. As alas são contínuas ou interrompidas. CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Bacharis articulata [Lam. As masculinas pouco menores. aparentando espigas soltas e cujo conjunto aparenta uma panícula. carquejinha. simétricas e com corola pentadentada. dióica. por ser de origem subtropical. em campos. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente no sul do Brasil. ereta. CLIMA Prefere climas mais amenos. Adapta-se à luz plena ou meialuz. É tolerante à geada e à seca. de 4 a 5mm de comprimento e de largura. Tomar 1 cálice antes das refeições (257). Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. verde intenso. agrupam-se em capítulos sésseis ao longo dos ramos superiores.• Vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. em número de 35 a 40 e brancas. OUTRAS PROPRIEDADES • Substitui o lúpulo na produção de cerveja de baixa qualidade. cerosas e sutilmente aromáticas. ramosa. responsáveis pela ação fotossintética. Aquênio glabro com poucas cerdas. . o crescimento é mais exuberante.5 a 1. pobres. • É utilizada para conferir sabor a licores e refrigerantes. ácidos e arenosos. • Decocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água.0m. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia (128). mas que sejam drenados. glabras.] Person. Caule e ramos tri-alados. áfilos ou com folhas são rudimentares. Em solos humosos e úmidos. FITOLOGIA Planta arbustiva. Flor feminina campanulada. As flores. glutinosa. entouceirada. SOLO Desenvolve-se em solos saibrosos.

articulina. hepática. acacetina. antisséptica. O enraizamento é feito em substrato à base de areia. tônica. γ-elemeno. genkwanina. diurética. anticolesterolêmica (179). protozoário causador da doença de Chagas (209). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva. Administrado em cobaias. oleanólico e crisosapônico. quercetina. 283). PARTES UTILIZADAS Ramos alados. OUTRAS PROPRIEDADES É resinosa e amarga. anti-reumática. causador da esquistossomose. bacchotricuneatina A. absintina. acetato de articulina. jaceidina. resínico.4'-dimetilapigenina. • Aclimatação: as estacas devem ser sombreadas sob sombrite 70% e mantidas úmidas sob nebulização intermitente. quando ingerido por 10 a 15 dias. prisão-de-ventre. TOXICOLOGIA O extrato aquoso da planta é abortifaciente. do fígado. • Plantio: outubro. δ-cadineno e aroma dendreno (159. . enjôos (257). antianêmica (93) e depurativa. diéster malonato acetato. Controla a impotência masculina e a esterelidade feminina (179. INDICAÇÕES Indicada para enfermidades do baço. ATIVIDADE BIOLÓGICA As lactonas diterpênicas existentes na planta apresentam atividade contra cercárias de Schistosoma mansoni. jaceosidina. o extrato da planta inteira causou a morte de cobaias (301). eupéptica. • Propagação: segmentos de rizoma e estacas de ramos maturos. cis-cariofileno. dispepsias atônica e debilidade orgânica (93). santonina. e inibem o crescimento do Trypanosoma cruzi. antidiabética. da bexiga. antiespasmódica. cirsimaritina. que é hospedeiro intermediário do S. Nas flores foram encontrados o barticulidiol. ação letal sobre o molusco Biomplalaria glabrata. febrífuga. lupeol e chondrillasterol. 7.3 x 1.3m. É feita de janeiro a fevereiro. estimulante da fertilidade feminina. salvigenina. O óleo essenial contém α-pineno. luteolina.AGROLOGIA • Espaçamento: 1. antidiarréica. casca de arroz tostada e/ou vermiculita. FITOQUÍMICA A parte aérea contém ácidos α e β-resínicos. mansoni. βguaieno. 160). • Florescimento: primavera • Colheita: inicia a partir do primeiro ano após o cultivo.

com 1mm de comprimento (209). verdes. uninérveas.5m. sendo também resistente à seca e tolerante à geada. Porém. as folhas exalam aroma acre.0m de altura. Fruto tipo aquênio. capoeiras e áreas de vegetação rala. persistentes.CARQUEJA NOME CIENTÍFICO Baccharis dracunculifolia DC. em solos de aluvião e/ou humosos. muito enfolhada. . sésseis. vassoura. com flores masculinas e femininas esbranquiçadas. curtopedicelados. fosca.0cm de comprimento por 3 a 4mm de largura. ocorrendo principalmente no sul do Brasil. O caule é fibroso a lenhoso. CLIMA A planta adapta-se a uma ampla variação térmica e luminosa. Plantio: outono (sementes) e primavera (estacas). Quando amassadas. vassourinha.3 a 2. margem inteira ou irregularmente 1-3-5-7 denteadas. pobres e até compactados. passando a cinza. Propagação: sementes e estacas. alongado. Medra em campos abandonados.. Colheita: inicia a partir do primeiro ano de cultivo. atingem porte mais avantajado. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 1. com ápice agudo e base atenuada. Pode ser cortada toda a parte aérea. Inflorescência díclina. muito ramificado.5 x 1. pois a cepa proporciona um bom rebrote. alecrim-do-campo. vassoureira. medindo 1. dispostas em capítulos axilares. FITOLOGIA Planta subarbustiva. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. simples. HABITAT Espécie autóctone. lanceolada. cilca. monóica.5 a 3. que cresce de 1. discretamente tomentosa na face dorsal. glabro. SINONÍMIA Alecrim-de-vassoura. amarelo-castanho. As folhas são alternas. inicialmente verde. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. SOLO Tolera bem os solos ácidos.

febrífuga (242) e aperiente (68). • O óleo é utilizado na indústria de perfumaria. crista-de-galo.2m de altura. Tomar 2 xícaras ao dia. eupéptica. luzidias e pretas. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada para varrer as casas em áreas rurais. reunidas em espigas eretas dispostas em panículas piramidais. . pecioladas. amareladas. INDICAÇÕES Debilidade orgânica. subrugoso. Flores densas e diminutas. O fruto é um utrículo ovóide. HABITAT Espécie alóctone de origem africana. medindo 14 a 16cm de comprimento por 6 a 8cm de largura. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. inapetência. carurú-crista-de-galo. SINONÍMIA Bredo. bredo-rabaça. CARURÚ-DA-ANGOLA NOME CIENTÍFICO Amaranthus spp. atenuadas. cansaço físico (68). espatulenol.0 a 1. distúrbios gástricos. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. FORMAS DE USO Infusão e decocção: 10g de folhas e talos por ½ litro de água. globulol e palustrol (372). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. crescendo de 1. pubescente no ápice. FITOLOGIA Planta herbácea de caule sulcado. agudas. com nervuras salientes. afecções febris.FITOQUÍMICA Nerolidol.0 x 0. onduladas. carurú-do-mato.5m. com linhas vermelhas. Folhas ovado-lanceoladas. contendo sementes lenticulares.

• Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. As sementes germinam em 8 a 10 dias. • Plantio: março-abril. As mudas são transplantadas quando apresentarem 4 a 6 folhas definitivas. • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raiz e talos.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Hepática (32) e estomática. A raiz é diurética (93) e febrífuga de largo espectro (215).

FORMAS DE USO
• Suco: tomar algumas colheres das de sopa ao dia. • Salada: alimento e fitoterápico.

CARVALHO-EUROPEU
NOME CIENTÍFICO
Quercus alba L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Fagaceae.

HABITAT
Espécie alóctone originária da Europa, Marrocos e Ásia Menor.

FITOLOGIA
Árvore com porte de 30 a 35m de altura. Apresenta o caule cilíndrico, casca fendida, ramos tortuosos. As folhas são alternas, oblongas, membranosas, pinati-fendidas ou sinuado-lobadas, com segmentos obtusos, subsésseis, glabras, membranosas. As flores são monóicas, sendo que os amentos masculinos são finos, frouxos, amerlo-esverdeados, com uma flor na axila de cada bráctea. Flores femininas dispostas em espigas, sendo que cada flor é guarnecida por um capitel que se desenvolve na floração. Fruto com 2 a 3cm de comprimento e 2cm de diâmetro, longo pedunculado, recoberto em sua terça parte pelo capitel.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 5 x 5m.

• Propagação: sementes. As sementes devem ser postas a germinar em saquinhos plásticos ou recipientes com um mínimo de 400ml de capacidade, contendo substrato organo-mineral. • Plantio: outono. • Pragas: lagarta Podalia chrysocoma e coleóptero Loxopyga flavo-lineata. • Doença: Oidium quercinum. • Colheita: as folhas são colhidas no terceiro ano após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Frutos e folhas.

FITOQUÍMICA
Contém tanino (9 a 12%), ácido gálico, açúcar não cristalizável, tanatos de cálcio, potássio e magnésio, pectina (93), amido, celulose, goma, resina, óleo graxo, (283).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
A casca é adstringente e febrífuga, e os frutos antidiarréicos e antidiabéticos (93).

INDICAÇÕES
Indicada para a atrofia mesentérica das crianças, febres intermitentes, hemorragia passiva e úlceras atônicas (283).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os frutos constituem-se ótimo alimento para suínos a até para o homem. • A madeira, considerada de primeira qualidade, é utilizada na confecção de móveis antigos, esculturas, pipas, barris e vasilhames diversos.

CATINGA-DE-MULATA
NOME CIENTÍFICO
Tanacetum vulgare L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Asteraceae.

SINONÍMIA
Atanásia, atanásia-das-boticas, erva-contra-vermes, erva-de-são-marcos, erva-dos-vermes, erva-lombrigueira, palma, tanaceto, tanásia, tasneira.

HABITAT

Espécie alóctone européia que é encontrada crescendo junto aos charcos, lagos, margens dos caminhos e terrenos baldios e até 1.400m de altitude. Foi introduzida no Brasil pelos colonizadores europeus, adaptando-se ao cultivo em jardins.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene que forma tufos de numerosos caules, eretos, ramosos, angulosos, canelado e folhosos. Cresce 0,6 a 1,2m em altura. Folhas alternas, glabras 1-3 pinatífidas, que crescem até 15cm de comprimento, com segmentos lanceolados e pinatipartidos, serrados, agudos e pecíolo alado. Inflorescência em capítulos corimbosos terminais amarelos, eretos e densos. As flores são tubulosas, não tendo as exteriores estames. Frutos tipo aquênio, costado e glanduloso. Raiz oblíqua e ramificada. A planta é muito aromática.

CLIMA
É de clima temperado, adaptando-se porém ao clima subtropical. Suporta geadas mas não tolera estiagens.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,4 x 0,4m. • Propagação: sementes e divisão de touceiras. A planta seca no inverno para rebrotar na primavera. Neste época, retiram-se as brotações que se formam a partir do rizoma. • Plantio: primavera (estacas) ou outono (sementes). • Plantas daninhas: não suporta concorrência com outras plantas. • Florescimento: final de setembro. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas.

FITOQUÍMICA
Ácido tanásico, tanacetona (257), lactonas sesquiterpênicas (partenolídeo), flavonóides (flavona eupatilina), esteróis, glicose (355), ácidos cítrico, butírico e oxálico, tuiona, canfol, tanino, resina, vitamina C. As sumidades floridas contém 0,1 a 0,6% de óleo essencial e 7,64% de cinzas. A planta inteira contém cerca de 9,22% de cinzas (96).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Anti-helmíntica, vermífuga, aromática, emenagoga (257), antiinflamatória antibacteriana, antiulcerogênica (355), tônica, estimulante (93), febrífuga, anti-histérica, anti-reumática, antiasmática, béquica (215), antinevrálgica (271) e digestiva.

INDICAÇÕES
Indicada para o tratamento de dores articulares e musculares (128), pertubações gástricas, feridas, bronquite (215), aerofagia, contusão, entorse, picada de insetos, menstruação, dor de dente e parasitoses (1).

TOXICOLOGIA
Possui elementos tóxicos como o ácido tanásico e a tanacetona (257). A essência da planta, injetada na veia de animais, provoca convulsões semelhantes às da hidrofobia, causa inflamação no tubo digestivo, podendo resultar em espasmos violentos, paralisia do coração e morte (93).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Planta aromática e amarga. • É planta ornamental e insetífuga. As flores têm ação estupefaciente sobre os insetos (93). • É utilizada como condimentar em alguns países (omeletes e pudins).

CAVALINHA
NOME CIENTÍFICO
Equisetum hiemale L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Equisetaceae.

SINONÍMIA
Cola-de-cavalo, erva-canudo, lixa-vegetal, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo-de-rato.

HABITAT
Planta autóctone sul-americana, que cresce em várzeas úmidas, à beira de regatos e em áreas paludosas.

FITOLOGIA
Planta herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fistuloso, ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60cm, mas sob meia-sombra o pseudocaule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas são escamosas e se formam na bainha. O caule é fistuloso, ereto, grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples, sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e não produzem esporângios.

SOLO
Prefere solos úmidos, porém não compactados ou com aeração deficiente. Tolera bem os solos medianamente ácidos e encharcados.

AGROLOGIA
• Ambiente: procurar instalar as plantas em várzeas com lençol freático bem próximo à superfície ou em áreas normalmente úmidas da propriedade • Espaçamento: 0,4 x 0,3m. • Propagação: rebentos dos rizomas e segmentos nodais. • Hidroponia: os segmentos nodais são facilmente enraizados em areia irrigada com fluxo intermitente de água, em telhas de cimento-amianto. O pegamento das mudas ocorre em 20 a 30 dias. • Plantio: outubro a novembro. • Colheita: inicia 5 a meses após o plantio.

PARTE UTILIZADA
Hastes e brotos verdes, sem os esporângios.

FITOQUÍMICA
Ácido silícico, ácido gálico, resinas, sais de potássio, tiaminases, isoquercitina, luteolina, campferol, saponinas e alcalóides (257).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Muito diurética, hemostática, antiblenorrágica, remineralizante (341) e adstringente.

INDICAÇÕES
Indicada para úlceras varicosas e aftas (externamente), hemoptises, metrorragia, epistaxe, fluxos sangüíneos hemorroidários, afecções pulmonares, hipertensão de origem renal (341), problemas renais, obesidade (257), febre puerperal, conjuntivite, inflamações dos dutos lacrimais, edema, afecções renais, feridas (32), afecções da próstata, úlceras cancerosas (271), ventosidades, pterígio, hematúria, influenza e disenteria (1).

FORMAS DE USO
• Geral: 9 a 15g/xícara, em decocção (445). O chá da planta tem sabor neutro a amargo. • Infuso ou decocção: ⇒ 5%; 50 a 200ml/dia, como diurético e até 500ml/dia, como hemostático (341). ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia (problemas renais). Para a obesidade, tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes das principais refeições (257). • Pó: 1 a 3g/dia, como remineralizante; até 20g/dia, como hemostático. • Tintura: 10 a 50ml/dia (diurético). • Xarope: 20 a 100ml/dia (diurético) (341). • Infusão: 10g da planta por litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (afecções renais e edema generalizado). Nas hemorragia internas e menstruações excessivas, utilizar 30 a 40g para 1 litro de água.. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Compressas: renovam-se em intervalos de 15 minutos (oftalmias). • Suco: substitui a infusão e o decôcto. • Loções: 50 a 60g da planta em 1 litro de água. Usar externamente em feridas e úlceras.

• Banhos vaginais: 20 a 30g da planta por litro de água. Fazer duas abluções diárias (32).

TOXICOLOGIA
O uso em excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1 em razão das tiaminases. As inflorescências são tóxicas (257).

OUTRAS PROPRIEDADES
• Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos. • Devido ao alto teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos de cobre e metais em geral.

CELIDÔNIA
NOME CIENTÍFICO
Chelidonum majus L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Papaveraceae.

SINONÍMIA
Celidônia-maior, ceruda, erva-andorinha, erva-das-verrugas, erva-das-taperas, erva-doscalos, figatil, grande-quelidônia, iodina, mercúrio, quelidônia, quelidônia-maior.

HABITAT
Espécie alóctone mediterrânica européia, que cresce espontaneamente em áreas ruderais sombrias. Ocorre até 1.500m de altitude.

FITOLOGIA
Planta herbácea, vivaz, ereta, alóctone, ramosa, pouco pubescente, crescendo de 0,2 a 0,3m. A haste é erguida, ramificada e revestida de pelos brancos e articulados. As folhas são alternas, pinatissectas, com 5 a 11 segmentos ovados, lobos arredondados, de cor verde na face ventral e verde-azulado na dorsal. Inflorescência em cimeira umbeliforme, com flores amarelas, com quatro pétalas, duas sépalas e muitos estames. Fruto tipo cápsula linear, siliquiforme com arilo arqueado de coloração preta. As sementes são esverdeadas. A seiva é de coloração alaranjado-sedosa e apresenta sabor picante, acre e nauseabundo.

SOLO
Prefere solos areno-silicosos, úmidos, bem drenados, aerados e férteis. Não tolera solos pesados, encharcados e ácidos.

CLIMA
Prefere temperaturas amenas e regiões de pouca pluviosidade. É esciófita.

AGROLOGIA
• Espaçamento 0,5 x 0,3m. • Propagação: sementes e divisões de raízes. • Plantio: primavera. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca. • Consórcio: cultivar outras plantas de maior porte para proporcionar luz difusa sobre a celidônia. • Florescimento: verão. • Colheita: seis meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Utiliza-se toda a parte aérea e as raízes . O látex deve ser utilizado antes da floração.

FITOQUÍMICA
Quelidonina, queleritrina, sanguinarina, protopina, mucilagem, resinas, óleo essencial (257), albuminas, quelidoxantina e ácido quelidônico (93).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa tópica (257), excitante, purgativa, diurética, anti-hidrópica (93), antiespasmódica, laxativa (294), antiasmática, hipotensora (215), cáustica, tônica hepática e biliar, colerética, cicatrizante, calmante e lenificante da angina do peito (1, 32).

INDICAÇÕES
Usada no tratamento de úlceras escrofulosas, escorbúticas e de feridas velhas, calos, verrugas (257), icterícia, inflamação da vesícula biliar, cãibras no estômago, oftalmias, manchas, icterícia (raiz), panos (32), acne (215), hepatite (271) e gota (294).

FORMAS DE USO
• Cataplasma: amassar ou moer um punhado de folhas frescas e aplicar sobre o calo ou verruga, enfaixando o local. Repetir o tratamento até a extirpação. • Infusão: 5g de folhas para 1 litro de água. Tomar 1 xícara ao dia (32). • Essência: ferver 1 colher das de sopa de folhas secas em 1 xícara das de chá de água até que ocorra a total evaporação da água. O resíduo (essência) pode ser aplicado topicamente sobre verrugas, à noite (128).

TOXICOLOGIA
O uso interno é desaconselhável pois pode provocar estomatite e gastroenterite. Evitar o contato com os olhos (257). Em doses abusivas a planta é tóxica, causando obscuridade visual, cefalalgia, vômitos, ardor nos olhos, formigações no corpo, dor no peito, aflição, náuseas, dificuldade de respirar, diarréia, depressão, angústia, estomatite e gastroenterite. É irritante para os olhos. O uso interno deve ser feito segundo prescrição médica.

OUTRAS PROPRIEDADES

• A seiva da planta apresenta um látex amarelo-alaranjado, cáustico, de sabor acre e muito amargo e de aroma desagradável. • A planta é considerada ornamental.

CENTELHA
NOME CIENTÍFICO
Centella asiatica (L.) Urban e Centella erecta Fern.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Apiaceae.

SINONÍMIA
Cairuçú-asiático, cairussú, pé ou pata-de-cavalo, burro ou mula; patinha-de-mula, corcel.

HABITAT
Espécie alóctone, originária da Ásia, que cresce subespontanemente em locais úmidos de áreas ruderais, campos e lavouras abandonados, matas secundárias, capoeiras e capoeirões.

FITOLOGIA
Planta herbácea, perene, rasteira, radicante. Caule estolonífero, enraizando nos nós, com a formação de rizoma e raízes adventícias. Folhas longo-pecioladas, glabras, circular ou um pouco alongado, com base reentrante e margens crenado-denteadas. A inflorescência é tipo umbela, axilar, com 3 a 4 flores. As flores apresentam pétalas triangulares, brancas ou arroxeadas. Os frutos são cremocarpos, formados por dois mericarpos achatados, de contorno arredondado, planos na face ventral ou da comissura, superfície glabra e de coloração amarelo-parda, com cerca de 4mm de comprimento por 4,5mm de largura e 1,2mm de espessura (209).

CLIMA
A planta adapta-se as mais variadas condições climáticas e tolera o sombreamento. E áreas sombreadas as folhas são menos fibrosas, arredondadas e a haste pilosa.

SOLO
A planta cresce em qualquer tipo de solo, porém desenvolve-se melhor nos úmidos, arenosos e ricos em matéria orgânica. Em solos compactados ou pouco úmidos as folhas tornam-se coriáceas, arredondadas e com a haste glabra. Em solos úmidos a folha torna-se alongada e a haste pilosa.

AGROLOGIA
• Espaçamento: 0,3 x 0,3m. • Propagação: sementes, rizomas e estolões.

frutose e ramnose. antibacteriana. • Outros: ρ-cimol. madecássico. brahmosídeo. thankunisídeo. amarga. diurética. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. palmítico. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária (133). sarampo. antidiarréica. betulínico e isobrâmico. α-pineno. • Alcalóide: hidrocotilina. anti-sifilítica (93). no outono ou primavera. • Vitamina: ácido ascórbico. centélico. apud 204). na quantidade de 2 a 3kg/m2. cineol e n-dodecano. úlceras. • Triterpenos: asiaticosídeo. germacreno D e β-cariofileno (204. antidepressiva. oléico. icterícia. lúpus. dismenorréia. isothankunisídeo. • Oleos essenciais: cânfora. • Pó: tomar 0. madecassosídeo. lepra e psoríase (204). • Substância amarga: velarina. Tomar um banho morno e em seguida friccionar energicamente a loção com um pano sobre a área afetada. desintoxicante. antireumática. brâmico. indocentóico. • Sapogeninas: ácidos asiático. disúria. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. furunculose. • Loção: amassar em um pilão dois punhados da planta picada e por em infusão em ½ litro de água fervente. arabinose. • Os açúcares: glicose. . hipotérmica e galactógena (1). lepra (93). antileucorréica (204). doenças do aparelho urinário e genital femininos. INDICAÇÕES Utilizada na terapia de escrófulas. esteárico cêntico. na forma de decôcto e infusão (1). • Adubação: adubar com estrume animal. ampliadora da capacidade de memorização (257). Esperar 15 a 20 minutos e tomar um novo banho. antiinflamatória. amenorréia. anticelulítica. constipação. estimulante do metabolismo das gorduras. hematêmese. óleo alil mostarda e grandes quantidades de transβ-farneseno. FORMAS DE USO • Geral: 30 a 40g/dia. metanol.5g/dia (diurético e ativador do metabolismo das gorduras) (257). Salgues. • Glicosídeo: asiaticosídeo. thankúnico e isotankúnico. lignocérico. centóico. eczema. FITOQUÍMICA • Ácidos: linoléico.• Plantio: é feito diretamente a campo. centelosídeo. • Florescimento: outubro a abril. varizes. Abafar por 10 minutos. epistaxe. cicatrizante.

FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. fusiforme. HABITAT Espécie paludosa. CLIMA É de clima tropical. inteiras. chá-de-campanha. para contusões. mas não suporta o pisoteio. chá-mineiro. e Schlech. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus grandiflorus (Cham. fraturas. As folhas são simples. estendendo-se a subtropical. basais. coriáceas. congonha-do-brejo. verde. com 8 a 9 flores. incluindo o Brasil. SINONÍMIA Aguapé. grosso e carnoso. Infrutescência morulada. castanha. Originariamente encontrava-se abundantemente nas várzeas alagadiças. SOLO Prefere terrenos uliginosos. um pouco achatado e com listras salientes. Fruto tipo aquênio. autóctone da América Tropical. torceduras e furúnculos. longo-pecioladas. quando matura. Desenvolve-se melhor como esciófita. lagos.• Cataplasma: aplicado topicamente. trímeras. substituindo a grama comum. . ácidos e com algum teor de matéria orgânica. canais de drenagem e baixadas pantanosas. erva-do-brejo. 5-11 nervadas. dispostas em panículas verticiladas. erva-dopântano. apoiadas em hastes florais de 70 a 120cm de altura. TOXICOLOGIA Em doses elevadas o extrato da planta tem um leve efeito narcótico (204). argilosos. com pecíolo sulcado longitudinalmente. A ação indiscriminada de herbicidas e as drenagens tem levado a redução drástica do número de indivíduos. Apresenta caule triangular e glabro. eretas ou flutuantes. O rizoma é rasteiro. grandes.) Mitcheli. ovadas ou cordiformes. sendo encontrada nas margens dos rios. As flores são brancas. FITOLOGIA Planta herbácea perene. OUTRAS PROPRIEDADES • Pode ser utilizada como cobertura de solo. grandes. hermafroditas. inicialmente. esférica.

A germinação das sementes é lenta. anti-sifilítica. antinefrítica. triterpenos e flavonóides (257. que rendilham totalmente as folhas. nevralgias. • Plantio: outono e primavera. edemas. antinevrálgica. O rizoma. em períodos secos. gota. e larvas de gafanhoto. congestão hepática. INDICAÇÕES Útil para erupções de pele (uso interno). secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. A produção de mudas via sementes pode ser feita pelo sistema "floating". gengivite e feridas crônicas. adstringente e antiofídica (68). antilítica. anti-hipertensora (215). laxante. doenças renais e das vias urinárias (257). estomatite. na forma de massa. convalescença. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). • Colheita: outubro a fevereiro. FORMAS DE USO • Infusão ou decocção: 20g de folhas verdes por litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. hérnia. • Pragas: afídeos.7m. • Florescimento: ocorre na primavera e no verão.AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. rebentos e brotações de verticilos florais. arterioesclerose. emoliente. serve como cataplasma para o tratamento de hérnias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa. tônica. antiofídica. debilidade orgânica. distúrbios hepáticos (271). ácido úrico. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. antiartrítica (242). demorando 50 a 60 dias. com folhas diminutas e menor produção total de folhas. dermatoses. • Espaçamento: 1. Aplicação tópica (68). (68) ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). FITOQUÍMICA Taninos. anti-reumática (257). anti-hidrópica. PARTES UTILIZADAS Folhas e rizoma. diurética. amigdalite. 390). que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. faringite. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). • Propagação: sementes. • Cataplasma: rizoma seco e triturado.0 x 0. . A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm.

A germinação das sementes é lenta. chá-de-pobre. chá-de-mineiro. com folhas diminutas e menor produção total de folhas.OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são apropriadas para o consumo do gado.) Mich. estendendo-se a subtropical. com 11 a 13 nervuras e cerca de 30 a 40cm de diâmetro. FAMÍLIA BOTÂNICA Alismataceae. O conteúdo de princípios ativos não é alterado em função do ambiente aquátil ou seco (390). demorando 50 a 60 dias. Apresenta folhas simples. várzeas e pântanos. lagos. SOLO Prefere terrenos uliginosos. Desenvolve-se melhor como esciófita. ereta. coriáceas. argilosos. SINONÍMIA Chá-de-campanha.7m. HABITAT Espécie autóctone que cresce à beira de rios. • A planta é depuradora de águas contaminadas e ornamental em lagos e aquários. • Propagação: sementes. contendo uma semente. • Espaçamento: 1. açudes. As flores são brancas. O cultivo em áreas convencionais (solo enxuto ou drenado). ácidos e com algum teor de matéria orgânica. erva-de-bugre. áreas de arrozeira ou em lagos ou açudes de pouca profundidade de água. rebentos e brotações de verticilos florais. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz.5m em altura. CLIMA É de clima tropical. congonha-do-brejo. oblongo-lanceoladas ou cordiformes. CHAPÉU-DE-COURO NOME CIENTÍFICO Echinodorus macrophyllus (Kunth. erva-do-pântano. AGROLOGIA • Ambiente: as plantas devem ser cultivadas em várzeas alagadas. Fruto tipo aquênio. verde quando imaturo e castanho. As nervuras são salientes e as bordas maiores são curvadas em forma de chapéu. eretas. inteiras.0 x 0. hermafroditas e dispostas em panícula verticilada. que cresce cerca de 1. A produção de mudas via sementes pode ser . erva-do-brejo. quando maturo. resulta em plantas raquíticas e enrosetadas. longo-pecioladas.

FITOQUÍMICA Contém saponina (biodetergente que elimina as toxinas do sangue e dos rins). ligeiramente laxativas. afecções do fígado e úlceras. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. sais minerais e iodo (145). A bandeja é então colocada a flutuar em recipientes com uma lâmina de água de 3 a 5cm. inflamações da garganta. • Gargarejos: utiliza-se a decocção para afecções bucofaringeanas. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Tintura: tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas (257). FAMÍLIA BOTÂNICA .• • • • feita pelo sistema "floating". tanino. • Emplastro: rizoma macerado e aplicado topicamente sobre hérnia. nefrite. Pragas: afídeos. • Infusão: 20g de folhas verdes em 1 litro de água. depurativas. adstringentes. Colheita: outubro a fevereiro. dermatoses. CIDRÃO NOME CIENTÍFICO Aloysia triphylla [L' Hérit] Britt. ácido úrico. diuréticas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. em períodos secos. litíase. infecções das vias respiratórias (145). secando as folhas mais vigorosas para rebrotar algum tempo depois. hidropisia. antiofídicas (257). e larvas de gafanhoto. que rendilham totalmente as folhas. O rizoma é indicado para a hidrofobia (93). flavonóides e triterpenos (257). antiartríticas e anti-sifilítica (93). A planta é altamente suceptível ao estresse hídrico. que consiste em utilizar bandejas de isopor em cujas células são afixadas (no fundo) mechas de algodão sobre as quais as sementes serão colocadas. FORMAS DE USO • Decocção: 20g de folhas em 1 litro de água. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são anti-reumáticas. Florescimento: ocorre na primavera e no verão. dermatoses e furúnculos (145). Plantio: outono e primavera. bócio. Tomar 4 a 5 xícaras do chá por dia. alcalóides.

bem drenados e aerados. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. inteiras. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m. multifloras. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. Retira-se o substrato sob água corrente. azuladas ou purpúreas no seu interior. CLIMA Espécie de clima subtropical a temperado. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. as folhas caírem e a planta perecer. • Doenças: a planta é afetada por viroses e deficiências nutricionais (Mg). . As flores são brancas. SOLO Prefere solos areno-argilosos. Os ramos são escabrosos e estriados. agudas.5cm. salva-limão. escabrosa na face ventral e glandulosas-punctuadas na dorsal. HABITAT Espécie alóctone. Não tolera solos ácidos (93). oval-lanceoladas. SINONÍMIA Cedrina. que conferem às folhas uma coloração amarelada mesclada de verde. o sistema radicular pode atrofiar-se. vegetando em campos secos e abertos. erva-luísa. Se houver um período de estiagem prolongado. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. formando panícula piramidal. • Propagação: mergulhia e alporquia. Peru e Argentina. preferencialmente. cidrilha. sálvia-limão. retirando-se 1/3. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água.Verbenaceae.667 planta/ha (431). O enraizamento deve ocorre em 40 dias. • Plantio: novembro e dezembro. verde-amareladas. No Chile adota-se uma população de 6. 3-4 verticiladas. erva-cidreira. A parte do ramo que ficará sob o solo. pequenas. serradas na metade superior. • Colheita: as folhas são colhidas. cidrilho. removendo-se a casca. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. As folhas são curto-pecioladas. originária do Chile. FITOLOGIA Planta arbustiva que cresce cerca de 3m de altura. com 6 a 8cm de comprimento. axilares. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. O fruto é um bi-aquênio. cidró. por ocasião do florescimento. pecioladas. subsésseis. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. dispostas em espigas frouxas verticiladas. medindo 4 a 6cm de comprimento. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. É heliófita. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. Por ser muito susceptível a nematóides.

a máxima concentração de óleo essencial ocorre no mês de março (Chile). com aroma de limão. etileugenol. melancolia. limoneno. β-pineno. FARMACOLOGIA Depressora do sistema nervoso central e prolongadora do sono. • O ramos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardíaca. afecções do coração (283). As partes aérea apresentaram propriedades antimutagênicas. α-pineno. • As folhas são utilizadas como condimento de carne e no preparo de saladas. glicosídeos iridóides (179) e verbenona (93). coar. 34) e anti-histérica (283). FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de café de água quente. citronelol. • É cultivada como ornamental em muitos países. INDICAÇÕES Indicada para doenças nervosas. hipocondria. flexíveis. FITOQUÍMICA Citral.3 litros/ha. estimulante. carminativa. carvona. atingindo uma produção de 27. emenagoga. limoneno. dor de cabeça e zumbido no ouvido (294). digestiva. Tomar 1 cálice após as refeições (294). Abafar por 5 minutos. (1997). felandreno. geraniol. PARTES UTILIZADAS Folhas. variou de 0. A concentração do óleo essência. O teste foi realizado com ratos administrados com infusão da folhas e talos. antimalárica.p. em extratos acuosos (50mg) contra Salmonella typhimurium TA98 (293). antiespasmódica. sedante (446). excitante (403. Os extratos acuosos mostraram-se inativos como anti-hipertensivos e como ansiolíticos (437). são aproveitados pela indústria do vime. linalool. terpineol.14 a 0. tônica. Segundo VOGEL et al. na concentração de 0. (446).• Rendimento: cada 100kg de folhas fornece cerca de 150g de essência contendo citral e verbenona (283). isosafrole. finamente moídos.83g/kg. .95%. sendo usadas como condimento e aproveitadas pela indústria. i. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e as flores apresentam um perfume muito agradável. Tomar à noite para a insônia. p-cimol. febrífuga. doces e bebidas. metilheptona. Juntar 300g de açúcar e casca de 1 limão. Vedar a garrafa e após 20 dias. nas folhas jovens. • Licor: deixar macerar por 3 dias 70 folhas frescas em 500ml de álcool 90 o e 500ml de água destilada.

porém. e as femininas racemosas. mático. Em Santa Catarina é original da Floresta Ombrófila Densa Montana. carnudas. erva-de-soldado. sendo que as flores masculinas são axilares. HABITAT Espécie autóctone. de margens onduladas e cicatrizadas. CLIMA Ocorre em regiões tropicais até subtropicais. luzidias. mais freqüentemente. ventricosas. SINONÍMIA Ambar-vegetal. cidrão. chá-de-soldado. próxima a regatos. É heliófita.CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Hedyosmum brasiliense Martius. ervaalmíscar. SOLO É encontrada naturalmente em solos empobrecidos (35). mas podendo chegar a 11. chá-de-bugre. hortelã-do-brejo. Amentos ovais ou elípticos. normalmente cilíndrico (35). Folhas simples. Frutos de formato irregular. oblongo-lanceoladas.5m de altura por 54. medindo 12 a 14cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. serrilhadas.SC (35). que cresce nas matas primárias e secundárias da Encosta Atlântica. contendo uma semente preta. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. . hortelãsilvestre. O limite austral de sua ocorrência é o município de Palhoça (340). erva-soldado. chá-de-índio. numerosos e apoiados na base por uma bráctea forte. FAMÍLIA BOTÂNICA Chlorantaceae.2cm de diâmetro na altura do peito. erva-de-bugre. mas com um bom teor de matéria orgânica que imobiliza parte do alumínio tóxico. Caule ereto. canela-cânfora. em área de Floresta Ombrófila Densa Submontana. Ramos com entrenós de 5 a 10cm e escamas. ou fasciculados. quando novos. sésseis e entremeados de pequenas brácteas triangulares (93). tendo sido verificada uma densidade de até 2750/ha. Inflorescência em densas e numerosas panículas amentíferas. Pecíolo curtíssimo. em Ilhota . glabérrimas. nas planícies costeiras do quaternário e vales estreitos íngremes. opostas. solitárias. nervuras paralelas numerosas e distintas. Sua distribuição é descontínua e muito irregular. sucosos e hialinos. margem serreadas. ocorrendo. FITOLOGIA Arbusto dióico com cerca de 4 a 5m de altura e 5 a 10cm de diâmetro.

antiinflamatória. • Aclimatação: as mudas devem ser colocadas sob sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização até que haja um completo pegamento. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. CINAMOMO . afecções estomacais (340). antidiarréica e antidisentérica (271). a planta é promissora quanto às atividades: antimicrobiana. FITOQUÍMICA Ácido fumárico. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano após o plantio. Para as estacas utilizar areia ou vermiculita. FARMACOLOGIA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade analgésica. doenças do ovário. β-sitoesterol glicosídeo (166). quase em fase de fermentação. é tônica e afrodisíaca (340). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato bruto hidroalcoólico da planta demonstrou atividade antibacteriana. analética. • Frutificação: janeiro a abril (329). antifúngica. • Adubação: aplicar até 5kg de cama de aviário por cova de plantio. • Florescimento: outubro a março. INDICAÇÕES Cefalalgias (340). e semeadas em bandejas de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. alelopática e inseticida (176). Na forma de vinho. • Rendimento: 116kg/ha de folhas (35). sesquiterpeno lactona HB-15 e HB-8. alelopática e inseticida. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática. Com base nos metabólitos secundários encontrados na família Chloranthaceae. a planta é promissora quanto às atividades: antitumoral. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas).• Propagação: sementes e estacas de ramos com cerca de 1 a 2cm de espessura. frieiras. antifúngica. Preparar covas de 40 x 40 x 50cm de profundidade. PARTES UTILIZADAS Amentilhos e folhas. doenças pulmonares e urinárias e feridas em geral (271). antimicrobiana. Substrato: húmus de minhoca (40%) e pó de xaxim (60%). febrífuga (93). As sementes devem ser retiradas dos frutos completamente maturos. As sementes são fotoblásticas positivas.

Drupa obovada. originária da Ásia. sabonete-de-soldado. anti-histéricas. estimulante e febrífuga. Folhas pecioladas. opostos. lilás-da-índia.NOME CIENTÍFICO Melia azedarach L. Sementes alongadas (212). anti-sifilíticas. folhas e cascas são parasiticidas (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são purgativos. A casca da raiz é catártica. principalmente no Sul. sombreiro. As folhas são estomáquicas. ovado-lanceolados. Folíolos peciolulados. jasmim-de-viúva. tônica. glabra. acuminados. jasmim-de-soldado. febrífugas. anti-helmínticos. aduzem pétalas brancas e tubo estaminal violáceo a roxo-escuro. paraíso. É cultivada no Brasil como árvore de sombra. • Plantio: primavera. lilás-das-antilhas. FITOLOGIA Planta arbórea que atinge 8 a 10m de altura. • Florescimento: setembro a novembro. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. HABITAT Espécie alóctone. viuvinha. de bordos serreados ou subíntegros. • Propagação: sementes e estacas. lilás-da-china. As sementes secas e as folhas contusas são anti-reumáticas e antinevrálgicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Meliaceae. As árvores cortadas rebrotam a partir do cepo remanescente. emética. flor-de-viúva. com 2 a 3 lóculos monospérmicos. INDICAÇÕES O cozimento da casca é utilizado para lavar feridas e combater doença de pele de crianças (212). anti-helmíntica. amarelo-escura quando madura. cinamão. lirío-da-índia. Flores reunidas em tirsos axilares amplos. As sementes. Quando abertas. lilases quando em botão. jasmim-azul. árvore-santa. eméticas. bi-tripinadas. SINONÍMIA Abrigo-do-senhor. emenagogas e resolventes de tumores (212). AGROLOGIA • Espaçamento: 5 x 5m. pequenas. eméticos. TOXICOLOGIA Os frutos são abortivos (212). . antidiarréicas.

palitos de fósforo e carroceria. CINERÁRIA NOME CIENTÍFICO Senecio cineraria DC. É cultivada em jardins. traças e carunchos do milho. dispostas em corimbos compactos e grandes. instrumentos musicais. CLIMA Prefere temperaturas amenas. É heliófita. Inflorescência terminal em capítulos. • É ornamental. é flexível. reunindo 10 a 12 flores amarelo-intensas. em marchetaria. quase prateadas. as vezes avermelhada. Fruto aquênio. Não sobrevive em solos ácidos. 2-3 lobados. As folhas são branco-cinéreas. resistente à umidade e ao cupim. que se caracterizam pelo polimorfismo das folhas. • As flores são ornamentais e melíferas (212).A e vinho na China. caixotaria. densa e branco-tomentosa. • Os frutos maduros são comestíveis e utilizados para o preparo de whisky nos E.U. sobretudo do sul do Brasil. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. FITOLOGIA Planta herbácea perene. de cor amarela-brancacenta ou rósea.4m. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. aveludadas. É utilizada interna ou externamente. grossas e pecioladas. . com 60 a 80cm de altura. cabos de ferramenta. pinatipartidas ou pinatisectas. • As folhas são insetífugas de pulgas. HABITAT Espécie alóctone européia. fácil de trabalhar e envernizar.OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira. castanho e glabro. sendo utilizada como sombra natural.8 x 0. Caule lenhoso na base e bastante ramificado no ápice. Existem inúmeras variedades botânicas. segmentos oblongoobtusos. marcenaria. SOLO Bem drenado e solto. tomentosas.

Evitar terrenos muito inçados. Aplicar o suco nas pálpebras inchadas com chumaço de algodão (128). SINONÍMIA Erva-silvina. flavonóides. com algodão. e Fischer. antiinflamatória (128). enquanto que o enraizamento das estacas é feito em vermiculita. CIPÓ-CABELUDO NOME CIENTÍFICO Polypodium vaccinifolium Langs. taninos e mucilagens (128). Restabelece o fluxo sangüíneo e acalma as dores (294). durante 15 minutos (olhos cansados e conjuntivite). A semeadura e o enraizamento dos rebentos são feitos em substrato organo-mineral. INDICAÇÕES Para olhos irritados e cansados. conjuntivite. erva-teresa. Coar e aplicar sobre as pálpebras em compressas mornas. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. antes das flores desabrocharem. FAMÍLIA BOTÂNICA Polypodiaceae. • Sumo: espremer 3 xícaras das de chá de folhas e flores frescas em 1 pano. • Plantio: outono e primavera. solda.• Propagação: sementes. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas e flores em 1 copo de água fervente. Abafar por 5 a 15 minutos. HABITAT . • Plantas daninhas: a planta não suporta a concorrência. antiespasmódica. anti-histérica e emenagoga (93). sob irrigação intermitente por nebulização. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). FITOQUÍMICA Alcalóides (jacobina). rebentos e estacas. silvina. • Colheita: seis meses após o plantio. no verão. soldinha. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Descongestionante. inchaço das pálpebras (128) e catarata (93).

As folhas são subsésseis. matérias aromáticas e pépticas (341). subcoriáceas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É béquica.5%. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: 2. pequenas. • Plantio: primavera. AGROLOGIA • Ambiente: esta espécie deve ser cultivada como epífita. anti-reumática (271). . reumatismo. gota.5m do solo. • Xarope: 20 a 100ml/dia (341). soros dispostos em série de ambos os lados da nervura principal. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de epifitismo. obtusas. rachaduras e coceiras na pele (215). escarros sangüíneos. inteiras. 50 a 200ml/dia. sobretudo sobre caule de árvores com casca escabrosa. FITOQUÍMICA Taninos. da mistura esporo+substrato. com barbante macio. • Propagação: esporos e segmentos do rizoma. catarros crônicos. antiinflamatória renal (215). antinefrítica. a cerca de 1. diurética. com esfregaços circuncaules. lesões cardíacas e dilatação das veias (271). revestido de escamas flageliformes. antidisentérica (341).5m do solo. coqueluche. frieiras. laringite. • Plantas daninhas: eliminar outras plantas epífitas e líquens que crescem sobre a casca. varizes. até que haja o pegamento das mudas. com cerca de 1cm de largura. rastejante-aderente sobre o tronco de árvores.Espécie autóctone que medra sobre o tronco e ramos de árvores da mata Atlântica litorânea ou em sub-bosques. FITOLOGIA Planta epífita de caule epígeo. As árvores escolhidas como hospedeiras devem ser impregnadas. hemoptise. antidiarréica. comprido. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. capoeirões ou mesmo em arbustos grandes e árvores isoladas. hematúria (341). adstringente e balsâmica. Os esporos são coletados de folhas maturas de plantas matrizes e pulverizados sobre uma pasta de argila misturada com húmus ou turfa. • Tintura: 5 a 25ml/dia. O local de crescimento deve ser sombreado e umedecido freqüentemente. as férteis liguladas. as estéreis arredondado-oblongas. a cerca de 1. Os segmentos de rizoma são afixados sobre a casca da árvore. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de bronquite.

Parasita normalmente espécies de Hibiscus. Eugenia e algumas mirtáceas nativas. cipó-de-chumbo. Colheita: primavera e verão. Ocorre sobre árvores e arbustos. Desenvolvimento: após a emergência. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. FITOLOGIA Planta herbácea aclorofilada. As sementes germinam a partir de 15oC e com bom teor de umidade no solo. o caule filamentar. AGROLOGIA • • • • • Ambiente: o cultivo deve ser feito sobre arbustos ou pequenas árvores hospedeiras não tóxicas. arredondadas. finas. dispostas em glomérulos ou cimeiras. de modo a receberem luz difusa. As flores são pequenas. volúveis. de preferência do gênero Citrus. Os ramos utilizados como meio de propagação são colocados entre a galhagem das plantas hospedeiras. Devem ser enterradas até 1. amarelas (são ricas em carotenóides).). perfeitas.CIPÓ-CHUMBO NOME CIENTÍFICO Cuscuta racemosa Mart. amarelada a castanha. As raízes são efêmeras. a plântula definha e morre (209). secos. SINONÍMIA Aletria. cerosas e glabras. HABITAT A planta é parasita por excelência. brancas ou trigueiras. As folhas. líquens e parasitas. dura. tinge-ovos. parasita. formada de vergônteas lisas. espaguete. O fruto é uma cápsula ovóide. estimulado pela luz. Caso não encontrar num período de até 5 dias. com corola campanulada 5-lobadas. Semente polimórfica. existindo apenas enquanto a planta procura por um hospedeiro. são rudimentares (escamas). aletria-de-pau. áfilas. cipó-dourado. nutrindo-se diretamente de plantas hospedeiras. glabros e envoltos pelo cálice. Euphorbia milli e outras. fosca. procura um hospedeiro compatível. sob sombra. fios-de-ovos. medindo cerca de 1mm de diâmetro. erva-de-chumbo. fixando haustórios e iniciando o parasitismo. Propagação: sementes e ramos de plantas matrizes. musgos. Hibiscus. Os haustórios substituem-nas na retirada de nutrientes dos vasos condutores de hospedeiros. As plantas hospedeiras devem ter os ramos isentos de outros organismos epífitos ( Polypodium spp. cuscuta. PARTES UTILIZADAS . quando presentes. fios-de-ouro. glabra e áspera. Plantio: início da primavera. xirimbeira.5cm.

estomáquica (242). antiblenorrágica. expectorante. jarrinha. capa-homens. ypê-mirim . em decôcto.25 a 1g/dia. icterícia. capa-homem. ⇒ Purgante suave: ferver 1 colher das de café de caule em 1 xícara das de café de água por 3 minutos. • Extrato fluido: 0.5% . amigdalite e rouquidão (32). como cicatrizante (342). eupéptica. jarra. abcessos internos. papo-de-peru.25 a 1ml/dia. Também indicada para furúnculos.50 a 200ml/dia (internamente) e a 5% (externamente) (342). et Schl. angina. afecções da garganta. mil-homens. FORMA DE PREPARO • Infuso ou decôcto: ⇒ 0. Externamente é utilizada. cicatrizante. hemoptises. CIPÓ-MIL-HOMENS NOME CIENTÍFICO Aristolachia triangularis Cham. SINONÍMIA Angelicó. congestões pulmonares (342). ypé-mi. FAMÍLIA BOTÂNICA Aristolochiaceae. bronquite (215). para úlceras e feridas.Toda planta. • Pó: 0. laxante suave e detergente natural (294). Suspeita-se que o pó do caule seja bactericida (242). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. aristoloquia-mil-homens. emoliente. • Xarope: 20 a 100ml/dia (342). • Tintura: 1 a 5ml/dia. sapato-dejudeu. cassaú. ou em pó. papo-de-galo. abcessos externos irritações e queimaduras leves na pele (294). INDICAÇÕES Utilizada internamente para cólicas hepáticas. Coar e beber à noite (294). antiflogística. diarréias sangüíneas. aristoláquia. hemostática. purgativa. hepática. FITOQUÍMICA Taninos e glicosídeos (294). calungo. mil-homens-do-rio-grande. diurética. cipó-mata-cobras. balsâmica (342). cassaiú. em gargarejos. culhão-de-maroto. jarro. cipó-milongue.

tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada. com casca grossa. glabra. perigônio em forma de jarra com até 3cm de extensão. • Adubação: 5kg/m2 de húmus de minhoca. ciliadas.5m. leves. deltóide-triangulares. subcoriáceas. reticulado e manchado. ricos em húmus e quase alcalinos. Caule glabro. agudas ou obtusas. • Colheita: inicia cerca de 10 a 12 meses após o plantio. mais escuras interiormente. PARTES UTILIZADAS Raízes e caule. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.7 x 0. sub-cordadas na base. perene. As sementes devem ser postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. esciófita. dura e amarela internamente. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. SOLO Úmidos. levemente violáceas dorsalmente. CLIMA Espécie tropical. uniflora. amarga. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. alternas. algo rígidas. com ângulos inferiores laterais arredondadoobtusos. nativa das mata Atlântica e encontrada em roças abandonadas. Exala um aroma forte e de sabor amargo. com sementes escuras achatadas. FITOLOGIA Planta sarmentosa. trepadeira. Inflorescência axilar. • Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. glabras. solitária. É muito suceptível à geadas. A raiz é escabrosa externamente. • Irrigação: deve ser feita diariamente durante 10 dias após o plantio.HABITAT Espécie autóctone. latadas baixas. Fruto capsular. até 11cm de comprimento e 8cm de largura. subgloboso e elíptico. pouco agradável. • Tutoramento: a planta deve ser tutorada em caramanchões. num raio de 50cm em torno de cada planta. • Florescimento: dezembro. volúvel. • Propagação: sementes e estacas do caule e ramos lenhosos. drenados. palmatinervadas tamanho variável. aromática. ou telas de nylon. Flores pequenas. estriada e rugosa. hermafroditas. Folhas pecioladas. glabras. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. Fazer irrigação sempre que ocorrer um período superior a 3 dias sem chuvas. para se evitar o pisoteio e melhorar a qualidade do produto colhido. autóctone. volúvel. • Plantio: outono (sementes) e primavera-verão (estacas). amarelo-avermelhadas. que também serve para as estacas caulinares. FITOQUÍMICA .

α-ylangeno. cimbiferina. antiespasmódica. hinokinina. INDICAÇÕES Indicada para doenças venéreas. apud 179). afecções cutâneas. tônica. antinevrálgica sudorífica. do fígado e do coração (257). anti-reumática. anestésica (341). cassaunina. cistite. hidropisia. antisséptica. sesquiterpenos: nerolidol. Vinho. O extrato das raízes inibe o crescimento de Staphylococcus aureus. 5% (externamente). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. antipirética (via oral). antiinflamatória. aristoloquina. FARMACOLOGIA O extrato aquoso do córtex apresenta atividade antimicótica de células vegetais (381). emenagoga. anti-histérica. cimbífero e aristínico. aperiente. convulsões. eczema seco e orquite. formigamento do corpo. cloroses. gota (169). amenorréia. CITRONELA NOME CIENTÍFICO Cymbopogon nardus Rendl. antiofídica e antiaracnídica (169). α-copaeno e γ-elemeno. Pó: 1 a 5g/dia. amenorréia. estimulante dos rins. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (169). aristidínico. (179). flatulência. estimulante. malária. febrífuga. O extrato aquoso do lenho apresenta ainda atividade antiviral contra o vírus da Herpes simplex (155). atonia uterina. . epilepsia. asseverando o uso popular em feridas e inflamações da pele (179). sedativa.Alcalóides: alantoína. Extrato alcoólico: segmentos do caule contusos e macerados em álcool para aplicação tópica em mordida de serpentes. testículos inflamados (215). 50 a 200ml/dia (internamente). lignanos: galbacina. diurética. Acredita-se que o aroma da planta afaste serpentes (341). cubebina. matérias resinosas e taninos (341). esteróides: ácidos aristolóquico (179).5%. depurativa do sangue. estomáquica. febres de malária (128). ciática (271). frieiras. anorexia. Existem indícios sobre o efeito carcinogênico do ácido aristolóquico em animais e humanos (Pharmazeutische Zeitung. FORMAS DE USO • • • • Infuso ou decôcto: 2. • Tintura: 5 a 25ml/dia (341). emenagoga. xarope e elixir: 20 a 100ml/dia. diterpenos: kaur. braços adormecidos.

à beira de rios.6%). de colmo ereto e nodoso. linalol (1.4%).30 a 1.8%).5%). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida (Candida albicans. perene. α-cadinol (1. ao longo de valas de drenagem. geranial (1. Há informações que relatam um teor de 65% para geraniol e 35% de citronelal (128). agudas. Inflorescência em panículas linear-oblongas. • Espaçamento: 1. FITOLOGIA Planta herbácea. na orla de regatos e lagoas ou como bordadura lateral de caminhos e periférica de outros plantios.2%). verde-claras. eugenol (1%). cereus. S.4%). na Ásia. . com sabor de limão. • Plantio: é feito diretamente a campo no outono e primavera. tropicalis). Podem ser feitos 3 a 4 cortes ao ano. escabrosas em ambas as faces com perfume de eucalipto. fazer uma adubação em cobertura com 10g/planta de sulfato de amônio. Após cada corte. febrífuga. germacreno-D (0. invaginantes. • Rendimento: 1 tonelada de folhas frescas fornece 7kg de óleo de citronela (93 FITOQUÍMICA Sabineno (1. epidermis. com as folhas decumbentes. limoneno (3.6%).50m de altura.7%). em lugares úmidos.3%). HABITAT Espécie alóctone originária de Sri Lanka. amarelo pálido. β-elemeno (0. neral (28. citronelal (34. C. crescendo 1.FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. composta de espigas pequenas e escuras e espiguetas esverdeadas. • Propagação: perfilhos da touceira.4%).3m. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo de citronela é aromático. com 25 a 30cm de comprimento. erodíveis ou muito inclinadas.5 x 1. As mudas são retiradas cortando-se verticalmente a base da touceira e desmembrando-se cada perfilho. cespitosa. AGROLOGIA • Ambiente: a planta pode ser cultivada em áreas de barranco. acetato de geranil (4.1%). elemicina (7. mirceno (0.6%). crescendo em clareiras. CLIMA Prefere regiões com alta precipitação pluviométrica e quentes. • Adubação: aplicar 2 a 3kg/planta de cama de aviário no plantio. As folhas dos perfilhos devem ser cortadas deixando-se uma cepa de 20 a 25cm de comprimento. elemol (3. citronelol (10. isopulejol (2. Forma touceiras altas. δ-cadineno (0.7%). • Colheita: inicia após 4 a 5 meses de cultivo.6%).5%). sudorífica e carminativa (93).5%). B.

estriado e cilíndrico. • A polpa da planta é utilizada na fabricação de papel resistente (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae.40 x 0. SOLO Prefere solos areno-argilosos. perpendicular e fibrosa. borrachudos. As folhas inferiores são pinadas e as superiores bi-pinadas. coroados pelos dentes do cálice. quase esféricos. • Utilizado na fabricação de perfumes e cosméticos. de caule glabro. sem acidez e férteis. arredondados ou arredondados-cuneiformes. SINONÍMIA Culantro. Os frutos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Ventos fortes normalmente causam acamamento das plantas. que evola progressivamente a medida que o material é seco. Folhas compostas. Cultivada no Brasil em hortas. bem drenados. não tolerando sombreamento. em umbelas compostas de 3 a 5 raios. Tanto a planta quanto o fruto exalam um cheiro desagradável. semelhante a percevejo. A raiz axial é cônica. FITOLOGIA Planta herbácea anual que cresce de 40 a 50cm. profundos. erguido. CLIMA Tolera bem tanto o frio como o calor e até mesmo períodos de seca. . estendendo-se ao longo do verão. com os segmentos verde-brilhantes. As flores são álveas. glabras. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas (Europa Meridional) e da Ásia.• Repelente de insetos (mosquitos.25m. pinatisectas. erva-percevejo. É heliófita. pouco ramificado. largos. providos de 3 a 8 brácteas filiformes. traças e formigas). Chuvas prolongadas na fase de frutificação são altamente prejudiciais. diaquênios. medindo 3-4mm de diâmetro. são globosos. As folhas que rodeiam as umbelas são semelhantes às do funcho. COENTRO NOME CIENTÍFICO Coriandrum sativum L. incisos e denteados. alternas. O florescimento espontâneo ocorre a partir de agosto.

geraniol. enquanto que Braun et al. afeta drasticamente a produção de frutos. Na semeadura direta campo são dispendidos 15 a 25kg/ha de sementes. Pino e Borges relatam um teor de 49. .48% (93) ou de 0. desinfetantes intestinais. o que ocasionaria um acamamento e redução do teor de metabólitos secundários. • Doença: O fungo Fusarium oxysporium causa apodrecimento das raízes e do colo. Colhem-se os frutos quando 60% deles adquirirem uma coloração de palha seca ou quando a planta estiver quase seca e/ou as sementes iniciam um bronzeamento. O nitrogênio.4% de óleo essencial. sudoríficos (9). suspender a irrigação e/ou adubações nitrogenadas. pineno. d-linalol. • Plantio: outono e primavera. tônicos gastrointestinais. como condimento. pode ser feita em agosto. A semeadura do coentro. secos portanto. antiespasmódicos. cimeno e limoneno. secamento de ramos e folhas. têm baixa conservação. anti-histéricos (93). vermífugos (271) e antipútridos. • Rendimento: 363g de frutos/planta e 0. as raízes. Isto acontece devido ao ciclo demorado das plântulas quando em substrato poroso e quando a irrigação é abundante. depurativos (257). estimulantes. como hortaliça cozida. terpinol. terpineno. excitantes. • Conservação: as folhas podem ser conservadas em refrigeração. febrífugos (215). Frutos colhidos imaturos escurem. péssimo odor e pouco teor de óleos.8% de linalol.2 a 58. O fósforo e o potássio incrementam o teor de princípios ativos do coentro. As mudas recémformadas apresentam um crescimento lento. geranioleno (163) e taninos (9). • Ervas daninhas: a planta é suceptível à concorrência com plantas invasoras. PARTES UTILIZADAS Os frutos para fins medicinais e aromáticos. O conteúdo de óleo essencial no fruto é de 0. • Colheita: ocorre 50 a 60 dias após a germinação das sementes.14% de linalol (430). Frutos demasiadamente maturos. estomáquicos. descongestionantes do fígado (294). • Florescimento: julho a novembro. retardando a colheita e a maturação. caem facilmente. relatam 70 a 80% (430). as folhas frescas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são carminativos. borneol. • Nutrição: é comum o surgimento de deficiência de fósforo ou nitrogênio em bandejas contendo substrato poroso. quando em excesso. Para se evitar um crescimento muito luxuriante da planta. A germinação ocorre em cerca de 8 a 10 dias. em regiões livres de geada. As sementes germinam em 7 a 14 dias (182). antissépticos. Solos orgânicos e adubações orgânicas pesadas podem mostrar o mesmo efeito do nitrogênio. antiinflamatórios. A semeadura pode ser feita direta a campo ou em bandejas de isopor.5 a 1% (163).• Propagação: sementes. racham e germinam espontaneamente como planta invasora. ácidos acético e oxálico (257). Obtém-se uma produtividade de sementes de aproximadamente 1 a 2t/ha. contendo 68. FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo coriandrol.

OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos possuem um odor suave. • Usada na preparação de fármacos visando corrigir o odor desagradável de certos medicamentos. carnes. tinturas. peixes. HABITAT Espécie alóctone originária da Ilha de Java. Tomar 3 vezes ao dia. acidez estomacal.L. • As folhas são condimentares. cervejas. Sm. Pode ser usada também topicamente. macaçá. . conservas e embutidos. lírio-de-santo-antônio. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. licores. coar e beber aos poucos durante o dia (294). cana-do-mato. saladas. TOXICOLOGIA Pode causar lesões renais. gim pães. As folhas e flores tem aroma similar ao de percevejos. pacoseroca. contendo 11 a 17% de proteínas e 11 a 20% de matéria graxa (93). cardamomo. estômago dilatado (294). • O resíduo da destilação dos frutos dá origem à tortas forrageiras. cardamomofalso. óleo essencial e pó dos frutos. cana-do-brejo. febre quartã (93). quando em excesso (257). • Os frutos são utilizados no preparo de perfumes. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia em decocção.INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de afecções gastrintestinais. achocolatados. • Infusão: ⇒ 3 a 5g de frutos maduros por xícara de chá de água fervente. COLÔNIA NOME CIENTÍFICO Alpinia zerumbet (Pers. após as refeições (257). noz-moscada. picadas de cobra (pó) e dores histéricas (215). Após 10 minutos. • Decocção: ferver 2 colheres das de chá de frutos em ½ litro de água durante 5 minutos. flor-do-paraíso. sopas e cozidos. utilizadas para carnes. • Outros: alcoolato. cardamomo-do-mato.M. jardineira. Burtt & R. SINONÍMIA Alpinia. O sabor é peculiar e adocicadopicante.) B. doce e penetrante.

folhas e sementes. embora adapte-se bem nos subtropicais quentes. As folhas são glabras. antiedematosa (Gadelha e Menezes) e inibição da secreção gástrica (Hsu apud 120). proporcionando um grande efeito paisagístico e protetor de margens fluviais e lacustres. vermífuga (65). As sementes devem ser postas a germinar em recipientes ou saquinhos plástico perfurados. lanceolado-oblongas. Escapos floríferos medindo 30 a 50cm. antibacteriana em conjuntivites (363). lagoas e açudes. que envolve fluxo sangüíneo e vasoconstrição (289). PARTES UTILIZADAS Rizomas. sedativa (261). com flores brancas e róseas. pecioladas. CLIMA É de clima tropical.FITOLOGIA Planta herbácea. • Espaçamento: 1. INDICAÇÕES Para o tratamento de úlceras (93) e gastralgias (65).5 x 1. anti-histérica. mecanismos responsáveis pelo controle da patofisiologia das doenças coronarianas. FITOQUÍMICA Flavonóides.20m. inibição da musculatura lisa (Vandelinde et al. epicatequina.). acuminadas. AGROLOGIA • Ambiente: poderão ser aproveitadas várzeas naturalmente úmidas ou à beira de regatos. com capacidade mínima de 400ml. com porte de 1. • Plantio: todo o ano. catequina. • Colheita: inicia após um ano de cultivo. contendo substrato organo-mineral. bloqueio neuromuscular.8m de altura. de caule folioso. agudas na base ou arredondadas. estimulante da motilidade intestinal e antiulcerogênica (289). • Propagação: sementes e brotações do rizoma. Os flavonóides existentes na planta promovem relaxamento vascular e inibição da atividade da proteína kinase e da fosfodiesterase nucleotídeo cíclica. rutina e dois derivados glicosídicos do kaempferol (289). É esciófita. medindo 50 a 60cm de comprimento por 12 a 15cm de largura. . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hipertensiva.5 a 1. • Adubação: incorporar 2 a 3kg de cama de aviário por cova. FARMACOLOGIA Produz depressão do sistema nervoso central. que podem ser plantadas diretamente a campo. diurética (260).

caule de 40 a 60cm. Flores grandes. infundibuliformes. A raiz é escura externamente e alva internamente. oco.TOXICOLOGIA É abortiva (93). erva-do-cardeal. anguloso e alado. FITOLOGIA Planta herbácea cespitosa. acuminadas. consólida-do-cáucaso. leite-vegetalda-rússia. consolda-menor. CLIMA É originária de clima temperado. CONFREI NOME CIENTÍFICO Symphytum officinalis L. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é muito ornamental. As folhas superiores são sésseis. Hipertensos devem tomar o chá à guisa de água. mais pecioladas quanto mais próximas do solo. enquanto as demais. orelha-de-vaca. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha média por litro de água. SINONÍMIA Capim-roxo-da-rússia. Tolera a meia-sombra. pouco onduladas. língua-de-vaca. mas adapta-se aos subtropicais e até os tropicais. ramoso. Cultivada no Brasil em jardins e hortas. levemente onduladas. Folhas ovado-agudas. SOLO . acuminadas. áspero. Ocorre até 1. consolda. O fruto é composto de quatro aquênios lisos e vernicosos. brancas. consolda-maior. de rizoma grosso e raízes fusiformes. tubulosas. FAMÍLIA BOTÂNICA Boraginaceae. decrescentes da base para o ápice.500m de altura. pêndulas e dispostas no ápice dos ramos em cimeiras geminadas curtas e escorpióides. originária da Ásia. ereto. orelha-de-burro. consólida-maior. consólida. É higrófita. vivaz. grande-consolda. que cresce em terrenos e relvados úmidos. HABITAT Espécie alóctone. fasciculadas. ou oblongo-lanceoladas. orelhas-de-asno. decrescentes da base para o ápice. confrey. todas são oval-agudas ou oblongo-lanceoladas. áspera e pilosa.

tirosina. A raiz é emoliente. raiz e folhas adultas. • Rendimento: A planta produz cerca de 150 folhas por ano. mucilagens. mucilaginosa.44 a 0. no final do outono até o final do inverno. histidina. melonina. treolina. estacas e pedaços de rizomas da planta matriz. • Doenças: as raízes são susceptíveis a fungos do solo. lasiocarpina. antidiabética. leucina. cistina. desintoxicante. • Florescimento: ocorre no verão. B12. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.80m. triptofano. B1. anticancerígena. ferro. pois as folhas novas são tóxicas. aplicar 10g de nitrato de cálcio por planta.8 x 0. antiinflamatória.06% (96). manganês. É citado como o vegetal mais rico em vitaminas e sais minerais. vemiculita. que é responsável pela hidratação e cicatrização de uma ferida em apenas um dia (ungüento da folha). . antianêmica. a cultura deve ser renovada a cada 5 a 6 anos. soltos e com um bom teor de umidade. no plantio. tanino. sinfitocinoglossina (283). mineralizante. Utilizam-se substratos leves e porosos para o enraizamento (casca de arroz tostada. • Colheita: As folhas são colhidas a cada dois meses. manganês. vitaminas A. arginina. • Nutrição: planta desenvolve-se melhor a quando suprida com nitrogênio e cálcio. PARTES UTILIZADAS Rizoma. tônica. • Renovação: embora a raiz da planta sobrevive até 40 anos de idade. • Plantio: deve coincidir com períodos crescente de temperatura e umidade. Após cada corte de folhas. mas tolera os períodos de seca. C. fósforo e zinco (32). citado em 145). calmante e depurativa (68). • Propagação: divisão de touceiras. pirrolizidina. zinco. ácido pantotênico. arinina. cálcio. minerais e ácido fólico. colina. fenilamina. B2. FITOQUÍMICA Ácido galo-tânico. A planta encerra o alcalóide alantoína (257). O teor de alantoína varia de 0. vulnerária. anti-reumática (145). béquica e expectorante (145). • Adubação: 3 a 4kg/m2 de cama de aviário e 100g/m2 de fosfato natural. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hemostática. Contém 9. antileucêmica (32). na primavera e verão. antidisentérica. isoleucina.06% de cinzas (93). ferro. nas raízes. antidiarréica. cálcio.60 a 2. alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina e equimidina). cicatrizante (258). antiasmática.50% nas folhas (no verão) a 0. resina. cujo teor de cinzas é de 9. valina. anti-hemorroidária. adstringente (283). alantoína (Walter Accorsi. areia).55%. a partir de um ano de cultivo. prolina. fósforo (145). destacando-se os minerais. As raízes e os rizomas são coletadas só após o quarto ano. amarga. laxante. • Produção de sementes: não se constatou a formação de sementes viáveis.Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica.

• Cataplasma: amassar as folhas até ponto de pasta e aplicar sobre o ferimento. tomar 1 xícara em jejum e após as refeições (128). hemoptises (93). várias vezes ao dia (145). que é a parte mais utilizada. Pode-se adicionar um pouco de glicerina à pasta (258). No caso de contusões e inchaços. úlceras (271). hepatite (68). O consumo de leite. icterícia. Elimina sardas. • Compressa: usar o decôcto das folhas sobre feridas e queimaduras. OUTRAS PROPRIEDADES • A raiz é adocicada e mucilaginosa. queimaduras.INDICAÇÕES Favorece a restauração de tecidos ulcerados. FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool. fraturas e afecções ósseas. • É muito utilizada como forrageira. lábios secos ou rachados (294). feridas. Para úlceras internas. combate a hemoptise e regula os fluxos sangüíneos. As folhas do confrei tem uma pubescência irritante à pele. normaliza a atividade sexual e mantém a pigmentação natural do cabelo (145). bronquite (128). que também são mutagênicos e pneumotóxicos. colocar o emplastro dentro de um pano antes de aplicar (257). tuberculose. ⇒ 2 folhas maturas em 2 copos de água quente. • Infusão ou Tisana: ⇒ 30g de folhas por litro de água (435). cefalalgias. intoxicações gerais. Aplicar sobre as partes afetadas. CORDÃO-DE-FRADE . Indicada ainda para hematúria. O Ministério da Saúde do Brasil proíbe o uso interno do confrei (273). regulariza a pressão arterial (32). Tomar 3 vezes ao dia. carne e mel de animais cronicamente contaminados pode também resultar em efeitos deletérios ao homem (140). • Obtém-se da planta uma tinta vermelha para o tingimento de peles e lãs. Atua como indutor da produção calcária (257). espinhas. Cozida em vinho. furúnculos. pelo alto teor protéico e pela alta produção de massa verde. • Emplastro: esmagar as folhas em água morna e aplicar sobre o ferimento 2 vezes ao dia. A raiz. cortes (258). Tomar 3 xícaras ao dia (bronquite e tosse). nas costas e nos músculos. TOXICOLOGIA O uso interno pode resultar em irritações gástricas. debilidade. irritações na pele e dores nos olhos. graves lesões hepáticas (258) e carcinogênicas (145). • Decôcto: ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de rizoma em 1 xícara das de chá de água. devido aos alcalóides pirrolizidínicos. gastrite e senilidade prematura.

Após a maturação das sementes. vermelha ou laranja-amarelada. CLIMA A planta vegeta melhor em clima quente e em áreas ensolaradas. cordãode-frade-verdadeiro. . cauda-de-leão.4m. com cerca de 5 a 10cm de comprimento. HABITAT Planta herbácea anual originária da África tropical e da Índia. verde-escuras na face ventral e claras ou prateadas na dorsal. SINONÍMIA Catinga-de-mulata. guarnecidas por brácteas espinhosas. cuneadas ou subcordiformes na base. SOLO Prefere solos francos.8m de altura e 2 a 3cm de diâmetro.) W. com cálice pulverulento e corola bilabiada (lábio superior maior que o inferior).0 x 0. FITOLOGIA Planta herbácea anual e sublenhosa de caule quadrangular.5 e 1. pau-de-praga. glabro. Encerram 4 frutos pretos trapezóides. em sulcos. dispostas em rácimos multiflorais densos. corindiba. formando capítulos globosos separados. Cada globo reúne em média 70 a 80 flores. nem sombra. ricos em matéria orgânica. unissulcado longitudinalmente em cada face. As flores são pediceladas. • Propagação: sementes. aveludado-pubescente. É heliófita. simples ou ramificado. porém amplamente disseminada pelos estados litorâneos do Brasil. A ocorrência da planta está curiosamente vinculada à ocupação humana. coração-de-frade. cordão-de-frade-pequeno. na maturação. manchada. Não tolera geadas. Aiton FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. inicialmente. As folhas são opostas. de pericarpo fosco. ovadas até ovadodeltóides. finamente crenadas.NOME CIENTÍFICO Leonotis nepetaefolia (L. Cálice com 8 dentes. A semeadura é feita diretamente a campo. desenvolve-se melhor e solos humosos. Por ser nitrófila. rubim. tornam-se rígidas na maturação. com 1. ferindo facilmente a pele das pessoas. pode ocorrer uma certa dormência inicial das mesmas. e castanho. verdes. leonuro. de 4 a 6cm de diâmetro. verticilados. tolonga. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. As cápsulas que constituem o capítulo globoso. rubim-de-bola. cordão-de-são-francisco. • Plantio: agosto a setembro. liso.T. subtomentosas. onde cresce subespontaneamente como invasora de terrenos cultivados e estritamente os ruderais.

(257). Utiliza-se também em banhos (257). • Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de janeiro a fevereiro. . taninos. apud 120) e causam relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. elefantíase incipiente (283). maleita (120) e para a eliminação do ácido úrico (257). dispepsia. peitoral. diurética (283). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 2. O ponto de colheita das sementes é atingido quando pelo menos metade do agrupamento de cápsulas adquire a coloração castanha. aumentam o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. flucoside leonotina (283). inflamações broncopulmonares. vulnerária (341). problemas digestivos (xarope das flores). béquica. antiasmática. sudorífica. antidisúrica (215). antiasmática. PARTES UTILIZADAS Planta florida. ⇒ 20g/litro. lactonas sesquiterpênicas (leonitina e trimetoxicumarina) (257). antinevrálgica e amarga (68). • Tintura: 5 a 25ml/dia. FITOQUÍMICA Óleo volátil perfumado.. debilidade orgânica geral em crianças (68).. • É branqueadora de roupas (93). e fraqueza em adultos. mucilagens. ocorrendo espontaneamente em dezembro.5%. ácidos orgânicos. antiartrítica. apud 120). carminativa. estomáquica. antitérmica (120). anúria. FARMACOLOGIA O chá e o extrato hidroalcoólico relaxam a musculatura lisa. resultando em grande perda de sementes. • Xarope: 10 a 50ml/dia (341). por ocasião do início do florescimento. úlceras. • Colheita: novembro a dezembro. feridas (341). balsâmica. antiespasmódica. gomas. Tomar 1 xícara das de chá 3 a 4 vezes ao ia. anti-reumática. INDICAÇÕES Usada para banhos em crianças debilitadas. hemorragias uterinas. 50 a 200ml/dia (uso interno e externo) (341). OUTRAS PROPRIEDADES • É usada para clarear roupas e repele insetos e roedores em grãos armazenados (257). oligúria. 6 a 7 semanas após a emergência das sementes.• Florescimento: irregular. metrorragia. anti-hemorrágica uterina. ou seja. estimulante. Cápsulas demasiadamente maturas apresentam deiscência natural muito forte. febrífuga.

em covas. duras. disposta em rácimos eretos. olho-de-boi. Folhas pecioladas. contendo 3 a 4 sementes achatadas. Faz-se a pré-germinação das sementes em uma bandeja com água. revestida por uma densa pilosidade ferrugínea. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. pó-de-mico. composta por três folíolos grandes. que devem ser sempre submetidas ao calor. mucunã-assú. quase glabros na face inferior e um pouco pubescente na superior. calmante nervoso (215) e parasiticida (94). HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. coriácea. com cerca de 2 a 3cm de diâmetro e até 1cm de espessura. SINONÍMIA Cipó-de-imbiri. vegetando desde as regiões equatoriais até as subtropicais. castanho-avermelhadas. com 12 a 14cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. FITOLOGIA Trepadeira de grande porte. vernicosas. O fruto é uma vagem séssil. Inflorescência violáceas com a base do estandarte amarela. recoberto por densa pubescência castanha. abruptamente agudos no ápice e arredondados na base.CORONHA NOME CIENTÍFICO Dioclea violacea M. utilizar cercas ou armações de arame para a condução da planta. PARTES UTILIZADAS Sementes. ovado-oblongos. coroanha. INDICAÇÕES . micunã. FAMÍLIA BOTÂNICA Papilionaceae. • Tutoramento: para evitar-se o pisoteio e facilitar o manejo da planta. As sementes pré-germinadas são plantadas diretamente no campo. os laterais quase sésseis e o apical longo peciolulado. • Plantio: primavera. • Propagação: sementes. com o caule flexuoso. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônico. com o hilo preto.

cespitosa. Tomar apenas uma xícara ao dia. acaule. resultando na disseminação das sementes. taraxaco. quartilho. mas a subterrânea é perene. sendo o terminal mais amplo. disposto sobre um comprido pedúnculo radical de cerca de 15 a 30cm. oco.000m de altitude (91). dente-de-leão-dos-jardins. glabras. salada-de-toupeira. SINONÍMIA Alface-de-cão. sedosos. ereto. radiados. frango. lactescente. Indicada ainda para a epilepsia (215). É encontrada até 2. alface-de-côco. com os segmentos laterais virados para a base. estriado. Flores amarelointenso. Cresce subespontaneamente em todo Brasil.Previne o derrame e remove as seqüelas do derrame. que cresce de 5 a 30cm em altura e cuja raiz pivotante amarelada pode atingir até 40cm. monocéfalo. soprão. segmentos ou lobos desiguais. liguladas. em goles (215). FORMAS DE USO • Infusão: até 1g do pó da semente por xícara de água. DENTE-DE-LEÃO NOME CIENTÍFICO Taraxacum officinale Weber. terminando com papilhos de pêlos brancos. chicória-silvestre. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. OUTRAS PROPRIEDADES É utililizada como formicida (94). runcinado-pinatífitas ou pinatipartidas. A parte aérea é anual. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. chicória-louca. polimorfas. pomares e áreas ruderais. originária de Portugal. incisados ou denteado-acuminados. oblongas ou lanceoladas. amargosa. glabro ou araquináceo. triangulares ou oblongos. Fruto aquênio cinzento-azulado. cilíndrico. principalmente como planta invasora de hortas. Folhas em roseta basilar densa. formando uma armação globóide que se rompe facilmente com o vento. . formando um grande capítulo com invólucro duplo de brácteas externas mais curtas voltadas para baixo. coroa-demonge. agudos. HABITAT Espécie alóctone. oblongo-fusiforme. radicais. Rizoma vertical. radite-bravo. relógio-dos-estudantes. fistuloso.

• Alelopatia: a planta libera etileno. PARTES UTILIZADAS Rizoma. taraxacosídeo. • Adubação: incorporar ao solo 2 a 3kg/m2 de cama de aviário. lactucopicrina. altos níveis de ferro. • Florescimento: ocorre no início da primavera. exsudando látex branco. É esciófita. pectina. com pelo menos 15cm de altura e 1.200 sementes. • Castração: para uma melhor produção de raízes. diretamente no campo. donde partem simultaneamente as folhas e os escapos floríferos. minerais de cobre (209). A planta contém ainda alcalóides. quase rentes ao chão. folhas e inflorescência. a partir das primeiras horas da manhã. soda e potassa (283). As raízes contém taraxacina. inulina.20m de largura. as folhas e a planta tornam-se pequenas. taraxasterol. As sementes não devem ser enterradas. meristemas da cepa e divisão de touceiras. vitaminas B e C (257). Sob temperaturas mais altas. óleorresina e carotenóides (128). fitosterol. pois o transplante de mudas interfere na formação da raiz. com cerca de 1cm de diâmetro. pois a falta de luz retarda ou inibe a germinação (sementes fotoblásticas). • Propagação: sementes. cobalto. taraxerol. podendo afetar a fisiologia de plantas companheiras (209). castanho-escuro e esbranquiçada no corte. A abertura das flores ocorre em dias ensolarados. O solo deve ser bem preparado. • Plantio: outono. não muito úmidos. FITOQUÍMICA Látex. • Padrão comercial: as raízes: devem medir até 30cm de comprimento e ter 5 a 20mm de diâmetro. Depositam-se as sementes sobre o solo e as comprime para maior aderência ao mesmo. O teor de cinzas deve ser inferior a 10% (96). mas encontra-se disseminada desde as regiões glaciais até o Equador.000 a 1. eliminando-se torrões e restos de plantas. levulina. • Produção de sementes: 1g de sementes contém 900 a 1. Irriga-se duas vezes ao dia.350kg de raízes frescas ou 220 a 297kg/ha de raízes secas (93). tanino. • Colheita: inicia-se cerca de dois meses após a semeadura e é feita durante o ano todo (folhas) ou do outono ao inverno (raízes). • Rendimento: 1. húmus de minhoca ou 5 a 6kg/m2 de estrume de gado. óleo essencial e ácidos dioxinâmico. deve-se eliminar o pendão floral.20 x 0. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em canteiros nivelados.20m. colina. • Espaçamento: 0. Um grama de sementes contém 900 a 950 sementes. CLIMA É de clima temperado. níquel. p-oxifenilacético e . sais minerais (notadamente potássio). pro-vitamina A. SOLO Prefere solos areno-argilosos.espesso.

• A planta também é forrageira. ósseas. ácido úrico. DOIS-AMORES NOME CIENTÍFICO . fortificante dos nervos (215). varizes e verruga.tartárico (145). Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia (32). prevenção de derrames. anti-reumática (242). reumatismo. flores e as raízes podem ser consumidas como hortaliça. celulite. Deixar macerar 10 dias.45% de compostos nitrogenados e 0. depurativa. conhecido como "café de chicória". piorréia. e as sementes também são comestíveis. afecções hepáticas (145). astenia. • Salada: raízes e folhas novas podem ser consumidas cruas como estimulante da digestão. constipações. tônica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica. anti-hipertensiva. paludismo. aperiente. antidiarréica. • Decocção: tomar 2 ou mais xícaras ao dia. anódina. antihemorrágica. febrífuga. • Vinho: 1 colher das de raízes em ½ copo de vinho tinto seco. câncer. biliares. As raízes contém até 25% de inulina. antilítica biliar. • As flores fritas constituem um ótimo manjar. obesidade. desobstruente das vísceras abdominais (283). expectorante. • A planta é apícola.73% de carboidratos 2. escarros hemoptóicos. colerética. • Suco: bater no liqüidificador 4 folhas. antiinflamatória. antidiarréica. anti-hemorroidária. sarda. aperiente. alcalinizante. sudorífica. por aumentar a lactação e a qualidade do leite. água (1 copo) e gotas de limão (145).62% de matéria graxa (93). hepática. dão origem a um produto sucedâneo do café. hipoglicemiante. cárie dentária (68). torradas e moídas. prisão de ventre (215). laxativa. renais e vesicais. carneiros e vacas. As folhas contém 9. FORMAS DE USO • Macerado: deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes em 1 xícara das de chá de água. estimulante digestiva (128) e carminativa (271). colagoga (145). pele. resina e derivados triterpênico (96). colesterol. acidose (242). Tomar ½ xícara antes das refeições (desintoxicante hepático e depurativo). INDICAÇÕES Indicada ainda para o tratamento de doenças de pele (93). Tomar 1 cálice antes das refeições (aperiente) (257). obstipação. hipocolesterolêmica. antianêmica (68). gota. icterícia. diurética (257). OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. especialmente para coelhos. • As raízes. arteriosclerose. tez.

AGROLOGIA • Espaçamento: 1.0 a 1. porém não tolera os muito ácidos e encharcados. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. FORMAS DE USO . lactescente. cáustico enérgico e acre. As sementes são ovóide-agudas. verrugas e para regenerar carne dilacerada. suculenta crescendo até 2m de altura. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de sífilis. As folhas são curto-pecioladas. única. carnosas. úlceras de mau caráter. pequena. HABITAT Espécie autóctone originária da Amazônia. ovadas. agudas ou acuminadas. inclusas num grande invólucro bilobado vermelho até purpúreo. onduladas nas margens. sapatinho-dos-jardins. As flores são vermelhas. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. muito ramificada. sapatinho-do-diabo. no centro. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O extrato da raiz e o látex são vomitivos. vermiculita e/ou casca de arroz tostadas. medindo até 7cm de comprimento por 4cm de largura. oblongas. picão. com a forma de um sapato. 3-coca.10 x 0. A planta é xerófila e adapta-se bem a solos pobres. O látex. enquanto que as estacas são enraizadas em areia. reunidas em cimeiras terminais densas. Os ramos são suculentos. SINONÍMIA Dois-irmãos. pequenas (1. as flores masculinas são numerosas e dispõem-se na circunferência e a feminina. cuneadas na base. • Colheita: inicia a partir do quinto mês após o cultivo. é calicida e anti-hemorrágico (93).5mm). • Plantio: primavera. truncada na base e no ápice. inteiras. quase fistulosos e com poucas folhas. glabras.Pedilanthus tithymaloides Poit. O fruto é uma cápsula mais larga que comprida (9 x 7cm). alternas. arbustiva. obtusas ou recurvadas no ápice. coriáceas.6m. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia (93). com nervura central saliente na face dorsal. FITOLOGIA Planta perene. • Propagação: sementes e estacas dos ramos. SOLO A planta adapta-se a quase todos os tipos de solo. sapatinho-de-judeu. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.

• Propagação: sementes e estacas. Em regiões subtropicais o crescimento é muito lento. Flores diminutas. HABITAT Planta subarbustiva perene autóctone do Brasil equatorial. porosos. SINONÍMIA Óleo elétrico. O uso interno só deve ser feito mediante orientação médica. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos ou ricos em matéria orgânica. conforme a dose. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita . CLIMA Prefere regiões quentes e úmidas. A base das estacas deve ser raspada com faca para permitir uma maior absorção de água. Utilizar estacas com cerca de 3 a 5mm de espessura e 20cm de comprimento. dispostas em espigas carnosas. • Cultivada em jardins como planta ornamental. As folhas exalam aroma de noz-moscada.Utiliza-se externamente. amareladas. FITOLOGIA Subarbusto de caule e ramos nodosos. É esciófita. oblongo-acuminadas. ELIXIR-PAREGÓRICO NOME CIENTÍFICO Piper calosum L. Folhas alternas. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.8 x 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.5m. com as nervuras proeminentes na face ventral. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. TOXICOLOGIA Por encerrar látex cáustico e tóxico. o uso da planta deve ser feito sob orientação de um profissional habilitado OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é utilizada como cerca-viva e em renques. leves e férteis.

INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da cistite. imbaíba. Tipos de cobertura: casca de arroz. ibaíba. picante. . hemostáticas tópicas (9). citral. caixeta. HABITAT Planta arbórea perene autóctone. mirceno. imbaubão. Colheita: inicia um ano após o plantio. catarro nasal. antiblenorrágico e diurético (93). pau-de-lixa. umbaúba. safrol e taninos (9) PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O fruto é acre. em abrigos cobertos com sombrite 70%. baibeira. uretrite. incisivo. Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. beira de estradas e capoeiras. ibaituga. FITOQUÍMICA Maticina. Adubação: 3kg/planta de húmus de minhoca e 100g/planta de fosfato natural. Plantio: agosto a setembro. figueira-de-surinam. dificulta o crescimento de plantas invasoras. pastagens. Além disso. ambaú. piperetina. ambaíba. rouquidão e afecções da garganta (271). digestivas. ambaí. torém. As folhas são adstringentes. SINONÍMIA Ambahú. FAMÍLIA BOTÂNICA Cecropiaceae. EMBAÚBA NOME CIENTÍFICO Cecropia glaziouii Snethlage. pirrolina. ambati. evita o adensamento do solo. prostatite. umedecidas intermitentemente através de nebulização. retém mais umidade e mantém estável a temperatura do solo. árvore-da-preguiça. É uma planta típica de matas ciliares úmidas. aparecendo também em pomares. imbaúba. diurética. ambaitinga. palha seca. especialmente a Atlântica. jamborandina. antidiarréicas. odontálgico. chavicina.• • • • ou casca de arroz tostada. plástico preto e outros materiais inertes. atenuante. aperiente e antisséptica (271). PARTES UTILIZADAS Folhas.

tolerando até os solos ácidos e argilosos. estimulante do músculo cardíaco (271). hepática. semelhante ao mamoeiro. antidiabética. SOLO Adapta-se a quase todos os tipos de solo. anti-hidrópica (68). a face ventral é escabrosa e áspera e a dorsal alvo-tomentosa. comestíveis. a parte livre é ovado-aguda. PARTES UTILIZADAS Folhas. . AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. Os receptáculos femininos são cilíndricos. estas externamente tomentosas. antiblenorrágica (32). proantocianidinas (mono. arredondadas. oligo e poli catequinas). CLIMA Prefere o clima quente e úmido. divididas em 8 a 9 lobos unidos pelos dois terços a partir da base. • Pragas: as folhas da planta são freqüentemente atacadas por lagartas e formigascortadeiras. obtém-se o perfilhamento da planta e a redução da sua estatura. • Propagação: sementes. antileucorréica. cardiotônica (257). frutos e brotos (uso interno) e látex (uso externo). visíveis com lente e. hipotensora. As folhas são largas. raiz. oco. Solos encharcados são prejudiciais. Pode-se colher até 100% das folhas da árvore. cordiformes. É heliófita. diurética. peltadas acima do centro. com cerca de 3cm de comprimento. de outubro a março. com pelo menos 400ml de capacidade. As nervuras primárias e secundárias da face dorsal são avermelhadas. quatro em cada uma das espatas. anti-hipertensiva (235). antiasmática. • Colheita: um ano após o plantio. na face dorsal. béquica nervosa. alcalóides e taninos (145). um tanto sinuosos. antigripal e reguladora do ritmo cardíaco (215). inteiriços. sobretudo os úmidos. Apresenta 4 receptáculos femininos. de 30cm de diâmetro. vulnerária. que são colhidas dos frutos. • Poda: através do corte apical da planta. Cresce entre 12 a 15m de altura. tenras. A planta cresce melhor em solos aluviais. A semeadura é feita em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. esgalhado. contendo substrato organo-mineral.FITOLOGIA Árvore perene de tronco reto. os masculinos são numerosos. cobertos com leve tomento alvo. • Plantio: ano todo. expectorante (145). flavonóides. FITOQUÍMICA Glicosídeos (orientina). com estrias e nervos.

fresca. funcho-bastardo. OUTRAS PROPRIEDADES • A casca pode ser utilizada para curtir o couro e a madeira fornece matéria prima para o preparo de carvão (128). glaucescente e apresenta o caule estriado de branco e verde.20m de altura. que medra em terrenos baldios e searas. Tomar 3 vezes ao dia (distúrbios respiratórios e mal de Parkinson). • Uso tópico: pingar 5 gotas do látex em feridas. Tomar um gole de hora em hora (32).INDICAÇÕES É ainda utilizada para o tratamento de bronquite. até 600m de altitude (182). cólicas hepáticas (32). O suco da raiz é utilizado no tratamento de úlceras cancerosas (215). As folhas são 3-pinatisectas. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. oligúria. em 2 xícaras de água. . ⇒ 1 folha nova. Bater em liqüidificador. anúria. e medula branca. Tomar 3 xícaras ao dia (hipotensora e diurética). ENDRO NOME CIENTÍFICO Anethum graveolens L. • Produz fruto comestível. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. é utilizado topicamente em úlceras gangrenosas e cancerosas. MODO DE USO • Suco: ⇒ extrair o suco da raiz e diluir 1 colher das de sopa em 1 xícara de água. • O tronco é utilizado como estiva de barcos. que é cáustico. SINONÍMIA Aneto. O látex. mal de Parkinson (68) e diarréia. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (32). coqueluche (257). semelhante ao figo. É glabra. HABITAT Espécie alóctone mediterrânea. • Decocção: ⇒ 20g de raiz para 1 litro de água. FITOLOGIA Planta herbácea anual que atinge até 1. ⇒ ferver 2 folhas em 1 litro de água. verrugas e chagas crônicas (145). verrugas e úlceras gangrenosas (145).

A planta não suporta sombreamento. • Florescimento: ocorre aos 90 dias após a semeadura. é portanto. heliófita. • Rendimento: 500 a 700kg/ha (163). Em semeadura direta são necessários 6 a 7kg de sementes para o plantio de 1 hectare. A raiz axial é delgada e as secundárias esbranquiçadas.. à guisa de asas. quando matura. PARTES UTILIZADAS Sementes. A colheita de sementes em períodos chuvosos diminui sua qualidade fitoquímica e a conservação. bem drenados. além de prejudicar a frutificação. O fruto é um diaquênio com uma semente marrom. SOLO Prefere solos francos. As flores amarelas possuem cinco pétalas inteiras recurvadas para o lado de dentro. • Ervas daninhas: manter a cultura livre de concorrência. • Nutrição: a planta é nitrófila. • Secagem: as sementes devem ser desidratadas à temperaturas nunca superior a 37oC (182). a medida que a cor dos frutos declina para castanho. enquanto os arenosos facilitam à ocorrência de nematóides e deficiências nutricionais. Estão dispostas em 4 a 8 umbelas com 15 a 40 raios desiguais. • Colheita: ocorre 4 a 5 meses após a semeadura. • Plantio: deve ser feito no início da primavera. Ventos e chuvas fortes causam acamamento das planta. Evitar o plantio simultâneo e próximo de funcho.12kg de sementes (182).5 a 1. . férteis.divididas em lacínias filiformes. Embora seja de clima sul-mediterrânico.7m. Solos muito argilosos dificultam as trocas gasosas e predispõem à doenças. diretamente no campo ou em bandejas de isopor contendo substrato orgânico poroso.5 x 0. Períodos de estiagem aceleram o ciclo da planta. Para o plantio em sementeiras. que se reproduz precocemente em detrimento da produção de sementes. medindo cerca de 4mm.0. e com pH entre 6. • Propagação: sementes. suporta bem períodos de frio. • Tutoramento: em regiões onde são comuns ventos fortes. As sementes são colhidas através do corte das umbelas. sendo portanto necessária adubação orgânica no plantio e nitrogenada em cobertura. de setembro a dezembro. dispendese cerca de 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.25m.5 a 7. Semeia-se no outono. pecioladas e se dilatam na base em uma ampla bainha. pois ocorre cruzamento interespecífico. flores e folhas. levemente alcalinos e porosos. O retardamento da colheita resulta em perda de princípios ativos e deiscência espontânea das sementes. as plantas devem ser tutoradas verticalmente com varas de bambu com 1. Sobre sua superfície dispõe-se 3 costelas dorsais e duas marginais. Os frutos são mais largos que os do funcho (Foeniculum vulgare). CLIMA A planta vegeta espontaneamente em regiões onde a temperatura média de verão é inferior a 20oC (182).

ERVA-CIÁTICA NOME CIENTÍFICO Ranunculus repens L. São utilizadas picadas nos molhos brancos. matérias nitrogenadas. adoçar com mel e beber antes das refeições (digestivo) • Vinho: ferver em ¼ de litro de vinho tinto 1 colher das de café da semente do endro. depurativa. utilizadas como condimento e na preparação de licores. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. Coar e tomar 1 xícara das de chá antes de cada amamentação (para favorecer a lactação e contra gases intestinais) ⇒ 1 colher das de sopa de sementes (para ânsia de vômito) ⇒ 4 colheres das de café de sementes. durante 5 minutos. • As folhas são mais anisadas e amaras. um pedaço de canela e uma colher das de café de folha de eucalipto. Abafar por 5 minutos e coar. resolutiva (93). SINONÍMIA Erva-do-monge. hipnótica. peixes e conservas de hortaliças. ânsia de vômito. tanino e carvona. resina.ferver em ¼ de litro de água. saladas e pepinos em conservas. É indicado para o resfriado (294) OUTRAS PROPRIEDADES • As sementes possuem um odor agradável e forte. estimulante. ranúnculo-rasteiro. . durante 5 minutos: ⇒ 1 colher das de café de sementes. antiespasmódica. As sementes contém cerca de 3 a 4% de óleo essencial (163). aromática. antiemética. aerofagia e meteorismo. mucilagem. INDICAÇÕES Utilizada para o tratamento de cólicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Ranunculaceae.FITOQUÍMICA Óleo essencial. Coar. FORMAS DE USO • Decocção . estomacal. Coar e tomar com suco de limão (soluços) ⇒ 2 colheres das de café de sementes. aperiente (257). lactogênica (294). diurética (144). insônia (128). mata-boi. doces. antidiarréica (271) e antisséptica. hiperacidez estomacal. resfriado (294). fresco e pouco picante. digestiva. soluços.

sendo o médio mais comprido. disposto em glomérulos radialmente espinhosos e pontiagudos. anti-hemorroidária (93) e cicatrizante (271). citado por CECHINEL et al. fendidos e denteados. rente ao solo. AGROLOGIA • Espaçamento :0. FORMAS DE USO . com os ramos eretos. • Produção de sementes: outubro-novembro. mas adapta-se ao subtropical ameno. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-reumática.HABITAT Originária das regiões boreais temperadas. As folhas são 3sectas com os segmentos peciolados. • Propagação: sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas. Quando a luminosidade é plena. liso nas faces. SOLO Prefere solos arenosos e humosos. Quando ocorre sombreamento. ou de aluvião. a planta assume uma arquitetura tipo moita. • Cuidados gerais: em regiões de clima mais ameno. FITOLOGIA Planta vivaz. FARMACOLOGIA A planta mostrou forte atividade antiinflamatória CECHINEL et al. Fruto aquênio. As flores são amarelas com as sépalas abertas. CLIMA É de clima temperado. pubescente ou hirsuta. A semeadura pode ser feita diretamente a campo ou em badejas de isopor contendo substrato organo-mineral. por serem contundentes.3 x 0. com estolhos rastejantes e compridos. É heliófita. • Florescimento: agosto a setembro. citado por ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta apresentou atividade bactericida contra Salmonella typhymurium (Dal Magro. por ser muito prolífera.3m. Não tolera solos ácidos e compactados. podem provocar ferimentos em pessoas e animais. É subespontânea no sul do Brasil. em ratos (Dal Magro. Os frutos. 1996). a planta pode se tornar infestante. 1996). a planta apresenta-se prostrada. do tipo craspédio. • Plantio: maio a junho.

Embora não seja planta esciófita. Seu crescimento é variável conforme às condições de solo e luminosidade. Ventos frios e geadas são deletérias à planta. Já está completamente adaptada ao Brasil. O caule dispõem-se em tufo. citronela-menor. CLIMA É planta típica de climas temperados. melissa-romana. Locais muito sombreados reduzem o aroma das folhas. de textura média e com bom teor de umidade. norte da África e Ásia. verde-claras.000m de altitude (96). Folhas grandes. . ricos em matéria orgânica. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Cresce espontaneamente em locais sombrios e úmidos. drenados. rizomatosa e vivaz. FITOLOGIA Planta subarbustiva. que cresce espontaneamente em áreas montanhosas e submontanhosas do sul e centro da Europa. lanceoladas pecioladas. com folhas pequenas. cresce melhor à meia-sombra. cidrilha. ereto. ovais. É encontrada até 1. aplicadas topicamente sobre as articulações (215). As flores são brancas. além de haver um declínio no aroma das folhas. mas varia entre 30 a 60cm de altura e 40 a 60cm de diâmetro de moita. opostas. SOLO Prefere solos férteis. nervuras salientes. Insolações excessivas torna a planta raquítica. A planta é exigente em umidade no solo e devido a isso. melitéia. carenado-serreadas. onde a temperatura gira em torno de 20 oC. não podendo ser usadas internamente. erva-cidreira-verdadeira. limonete. períodos de estiagem causam amarelecimento e redução no tamanho das folhas. TOXICOLOGIA As folhas são muito tóxicas. melissa-verdadeira. melissa. onde é cultivada. profundos. As folhas são de um verde intenso na face ventral e verde-claras na face dorsal.Cataplasma: folhas contusas. HABITAT Espécie alóctone. reticulada dorsalmente. SINONÍMIA Chá-da-frança. ERVA-CIDREIRA NOME CIENTÍFICO Melissa officinalis L. de secção quadrangular. ramificado a partir da base. pálidas e arroxeadas.

O plantio dos rizomas pode ser feito diretamente a campo. Quando colhida após o florescimento da planta. caxumba.20m. • Pragas: deve-se proceder o controle às formigas. icterícia. tenesmo. citronelal (30 a 40%) (280). odontalgias. pericardite. histerismo. quando a propagação é feita por sementes e setembro. arrotos. sendo que o teor de cinzas varia de 10 a 12% (96). FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo citral (20 a 30%). estomáquica. tônica dos nervos.014 a 0. limoneno. linalol e geraniol. pineno. antinevrálgica.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Propagação: divisão de rizomas.80 x 0. A segunda colheita ocorre 45 dias após a primeira. afecções gástricas. FARMACOLOGIA O citral e o citronelal tem efeito sedativo. vertigem (32) e catarros crônicos (93). sementes e estacas dos ramos. ácidos caféico. succínico e resinas. cordial. tanino. menos a raiz. 0. resfriado. em saquinhos plásticos ou recipientes perfurados contendo substrato organo-mineral. composto ou húmus de minhoca. antidispéptica (93) e hipotensora. estimulante. digestiva.1%. cãibras intestinais. gastralgia. em diarréias (224). enxaquecas. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. tosse. insônia. epilepsia. debilidade geral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Calmante. FORMAS DE USO . espasmolítico e bactericida (280). • Colheita: quatro a cinco meses após o plantio. emenagoga (283). A planta fresca tem 0. O transplante é feito quando as mudas apresentam 10 a 15cm de altura. má circulação sangüínea. artralgia. hipocondria. INDICAÇÕES Usada no tratamento de feridas. antiespasmódica. clorogênico (257). Aplicar 5g/m2 de uréia aos 40 dias após o transplante. citronelol. • Plantio: outono. problemas nervosos (257). • Rendimento: 10 a 15t/ha de parte aérea ou cerca de 1. O extrato cru das folhas apresenta atividade antiviral. porém obtém-se um maior índice de pegamento e mudas de maior qualidade produzido-as em ambiente sombreado (sombrite 50 a 70%).15% de óleo essencial e as folhas secas. sedativa. palpitação do coração. • Renovação da cultura: após o terceiro ano.800kg/ha de folhas desidratadas (182). PARTES UTILIZADAS Planta inteira. as folhas podem apresentar um aroma semelhante ao percevejo (283). cefalalgias. carminativa. dores nos olhos. quando é vegetativa. paralisia. desmaios. • Florescimento: não se constatou o florescimento desta espécie no Litoral Catarinense. na primavera até início do verão. diarréia de sangue.

• Lavagens intestinais com o infuso (tenesmo e diarréia de sangue) • Bochechos: dores de dente. persicária-mordaz. pimenta-aquática. a planta emana um suave e agradável perfume de limão. Cresce espontaneamente em áreas uliginosas. para inflamações.200m de altitude (383). omelete e molhos) e no preparo de licores. • Quando jovem. SINONÍMIA Acataia. catala. capiçoba. Cresce até 1m de altura. potincoba. Possui ócreas de 12 a 16mm de altura. • Folhas frescas: aplicar sobre os olhos. • Suco: mistura-se um pouco de sal às folhas contusas (caxumba) • Cataplasma: aplica-se sobre o ventre. especialmente na região sul do Brasil. fígado e intestino (32). persicária. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (283). radicante nos nós. de caule ascendente. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. capitiçoba. pimenta-d’água. cerdosas na parte superior e glabrascentes quando velhas. para dores de estômago. Folhas alternas. cataia. pensicária-urente. à beira de riachos e lagoas. Ocorre até 1. OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera. valas de drenagem. pimenta-do-brejo. com 8 a 12cm de comprimento. O sabor é adocicado e um pouco amargo. petincobe. ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum hydropiper Michaux. persicária-do-brasil. do continente americano. • Aromatizante em culinária (saladas de hortaliças e frutas. ramificado. capetiçoba. de coloração verde-avermelhado e glabro. delgado (3 a 4mm de espessura). erva-pulgueira. capetiçoba. ⇒ 1 xícara das de cafezinho de folhas verdes picadas para ½ litro de água.• Infusão: ⇒ 25 a 50g de folhas por litro de água. HABITAT Espécie autóctone. áreas paludosas rasas. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes ao dia (257). várzeas úmidas e sujeitas à inundação. estreito- . fistuloso. FITOLOGIA Planta herbácea perene. caataiá. catária. subsésseis.

antiblenorrágica. ácidos gálico.30m. de úmidos à encharcados. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. a lanço. acético. FITOQUÍMICA Quercitina. compostos fenólicos. com pecíolo invaginante. É heliófita. • Colheita: ocorre 1 mês após o plantio. antireumática (257). cicatrizante. taninos. antiinflamatória (145). revestida pelo perigônio (199). antraquinonas. estimulante. A folha apresenta um forte sabor apimentado. vasoconstritora e depurativa. AGROLOGIA • Ambiente: a planta deve ser cultivada em áreas úmidas. • Podas: devido à sua alta prolificidade. O fruto é uma núcula triangular-globosa. butírico (257). glicosídeo. persicariol. • Florescimento: o ano todo. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. revulsiva. atenuadas nas duas extremidades. as mudas desidratam-se muito rapidamente. com flores pequenas (2 a 3mm de comprimento). Deve ser feita em pleno florescimento. diurética. e depois glabrascentes. com perigônio 5-partido formado por tépalas brancoesverdeadas. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. estimulante. inicialmente. Por ser uma planta higrófita. • Propagação: sementes. INDICAÇÕES . antocianinas. emenagoga (271). saponinas. adstringente.lanceoladas. persicarina. peninervadas. anti-hemorroidária (283). ou em terrenos com uma pequena lâmina de água. rebentos do rizoma e estacas do caule. hemostática. negra. Inflorescência terminal e axilar. hermafroditas. tipo espigas gêmeas ou subracemosas. antitérmica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidisentérica. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. adpresso-pilósulas. • Plantio: ano todo. SOLO Prefere solos argilo-arenosos.30 x 0. iso-hametina. Tolera os solos ácidos. a partir de setembro. desenvolvendo-se bem em água fria (199) . lineares ou subfiliformes. pecíolo com 3 a 5mm. homeotensora vascular. antidiarréica sangüínea. cumarina (145) e nitrato de potássio (128). eretas. brilhante. luteolina. apiculada. rutina. CLIMA É de clima temperado. antialérgica. colerética. vermicida. antisséptica. antiartrítica. • Espaçamento: 0. malônico e poligônico.

sífilis (32). úlceras. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). por algumas horas (257). fragilidade capilar. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. edemas. Esfriar. retenções de urina (283).Útil também para o tratamento de febres malignas. • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. principalmente antes e após à evacuação. ferver e deixar esfriar. Repetir 3 vezes ao dia (257). • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). enterite e indigestão. estrangúria. disenteria bacteriana (145). ERVA-DE-BICHO NOME CIENTÍFICO Polygonum persicaria L. em infusão. Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia. litíase. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. afecções renais. massageando levemente. erisipela (257). coar e fazer ablução anal por 30 minutos. menopausa. diarréias sangüineas (93). Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. congestões cerebrais. ⇒ 10g para 1 litro de água. Ferver por 5 minutos. varizes. Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). como cicatrizante. . • Utilizada na indústria da cana para refinar e condensar o açúcar (257). Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água. FAMÍLIA BOTÂNICA Polygonaceae. ou reumatismo. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera.

rebentos do rizoma e estacas do caule. glabro. anual.30m. adaptando-se também ao subtropical. simples. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. HABITAT Espécie originária da Europa e subespontânea no Brasil. de textura crustácea. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. liso. e atro-avermelhada.5 mês após o plantio. róseo ou avermelhado. Caule ereto. quase sésseis. a partir de setembro. necessitando de cobertura dos rebentos para reduzir a radiação e a temperatura. crescendo em terrenos úmidos.5 a 2cm de comprimento. . mas não encharcados. quando imaturo. vulnerária e odontálgica (242). glabro. finamente alveolado e de coloração ocre. liso. com base e ápice acuminados. ramificado. a lanço. medindo cerca de 2mm de comprimento. As flores são rosadas. • Colheita: ocorre 1. • Podas: devido à sua alta prolificidade. Também conhecida pelos nomes populares de Polygonum hydropiper. As folhas são verdes. as mudas desidratam-se muito rapidamente. • Florescimento: primavera e verão. CLIMA É de clima temperado quente. Por ser uma planta higrófita. quando maturo. ornado na base com ócreas ciliadas e membranosas com 1. PARTES UTILIZADAS Folhas.30 x 0. o crescimento da planta deve ser contido através de podas regulares e capinação das plantas guachas. com manchas avermelhadas ou castanhas. O fruto é uma núcula lenticular. Deve ser feita em pleno florescimento. medindo 40 a 60cm de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. flores e ramos. esparsas. SOLO Prefere solos úmidos. medindo 10 a 14cm de comprimento por 3cm de largura. com os nós proeminentes. • Propagação: sementes. compacta. Inflorescência racimosa espiciforme. formadas por 5 tépalas. aerados e humosos. FITOLOGIA Planta herbácea. alternas. com 3 a 4cm de comprimento.SINONÍMIA Persicária-de-pé-vermelho. brilhante. cilíndrica. cilíndrico. elípticoalongadas.

Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia (145). língua-de-vaca. fumo-da-mata. Para erisipela utilizar 30g para 1 litro de água. ⇒ 10g de erva em ½ litro de água. suçuaia. principalmente antes e após à evacuação. pé-de-elefante. Esfriar. Fazer ablução da região anal várias vezes ao dia. Repetir 3 vezes ao dia (257). Esfriar e aplicar topicamente em reumatismo e ferida (145). saçóia. ⇒ 50g de erva seca em 1 litro de água. SINONÍMIA Erva-de-veado. suaçuaia.INDICAÇÕES Utilizada nos casos de paralisia e congestão cerebral (242). Embeber em gaze e aplicar sobre o ferimento. • Infusão ⇒ 3 colheres das de sopa da planta fresca em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras das de chá ao ⇒ dia (257). • Decocção: ferver por 10 minutos 100g de planta seca em 2 litros de água. coar e fazer ablução anal por 30 minutos. sossoia. em infusão. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. ferver e deixar esfriar. suaçu-caá. HABITAT . fumo-bravo. ERVA-DE-COLÉGIO NOME CIENTÍFICO Elephantopus mollis H. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). suçauaiá. suaçúcaá. como cicatrizante. erva-do-diabo. As folhas consumidas pelo gado conferem um sabor desagradável ao leite (257). ⇒ 10g para 1 litro de água. suçaiá. • Compressa: ⇒ 3 colheres das de sopa da planta seca em ½ litro de água quente.K. por algumas horas (257). erva-grossa. Ferver por 5 minutos. ou reumatismo. ⇒ 3 colheres das de sopa da erva em ½ litro de água.B. • Clíster: 20g para 1 litro de água (hemorróida e congestões cerebrais) (32). massageando levemente. TOXICOLOGIA A planta é abortiva e contra-indicada para mulheres em menstruação. FORMAS DE USO • Geral: 30g/dia.

como cicatrizante (68). medindo 12 a 25cm. • Colheita: 3 meses após o plantio. • Cataplasmas: folhas frescas. paniculadas. • Suco: utilizam-se as folhas para cálculos urinários. . perene. O suco fresco das folhas combate cálculos urinários. anti-sifilítica (68). Externamente.4 x 0. vulnerária. As flores aduzem coloração violácea a azul-claro. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. catarros pulmonares. reunindo capítulos sésseis. antilítica. diurética. heliófita ou esciófita. As sementes podem ser semeadas em sulcos. podendo ser até quase branca. FORMAS DE USO • Infusão e decocção: utilizam-se as folhas para afecções respiratórias e reumatismo. feridas (68) e elefantíase (242). e as superiores alternas. febrífuga. pubescentes. As folhas são sésseis. picadas. terrenos abandonados. Indicada para abrandar o calor da menopausa (271). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticatarral. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. tônica. béquica e resolutiva (242). É feita no início do florescimento.. • Florescimento: dezembro a abril. INDICAÇÕES Bronquite. caule pubescente. Cresce espontaneamente em bosques. • Propagação: sementes. protegidos por brácteas foliáceas grandes. Porém cresce mais abundantemente e vigorosamente em solos revolvidos. capoeiras e pastagens da área de mata pluvial da Encosta Atlântica.Espécie autóctone do Brasil. adstringente. Inflorescências terminais. gripes fortes e intermitentes. • Plantio: abril e outubro. SOLO Pouco exigente quanto aos tipos de solo e o grau de fertilidade. diretamente em canteiros. emoliente. as basais enrosetadas. A raiz é utilizada para o tratamento de febres astênicas (57 e 211). antireumática. úlceras. utilizam-se as raízes para febres e como adstringente e tônico. ricos em matéria orgânica e úmidos. CLIMA É de clima subtropical. sudorífica. FITOLOGIA Planta herbácea. medindo 40 a 80cm de altura.4m.

medindo 3 a 5cm comprimento por 2 a 3cm de largura. com flores em tríades que se dispõe em pares. as sementes ou mudas devem ser implantadas sobre ramos jovens de árvores. Devem ser tratadas com ácido clorídrico 1N. O Estado de Santa Catarina é o limite austral de sua ocorrência (334). Inflorescência corimbiforme. medindo 2mm de diâmetro. emitindo raízes adventícias que se prendem na planta hospedeira e lançam novos rebentos vegetativos ou reprodutivos. Propagação: sementes. durante 2 minutos. com pétalas espatuladas. sob luz difusa. joão-bolão. Para facilitar o parasitismo. subcoriáceas. Após. Florescimento: primavera-verão. mas principalmente árvores de pomares de Citrus. O fruto é uma pseudobaga ovóide ou elipsóide. Ramos subcilíndricos. caquizeiros.0mm. finos. parasita.7 a 1. Ocorre parasitando árvores expostas. purpúrea. numerosos. Os haustórios são estruturas rizomórficas que penetram no tecido do hospedeiro para retirar a seiva elaborada. polyrhizus.ERVA-DE-PASSARINHO NOME CIENTÍFICO Struthanthus polyrhizus Mart. com base cuneiforme e ápice arredondado. Flores amarelo-esverdeadas. glabra. var. Hospedeiros preferenciais: Citrus. flexuosos. ereto-divaricadas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. Frutificação: verão e outono. HABITAT Espécie autóctone. o ramo deve ser raspado com uma faca para expor o tecido vivo. Polinização: entomófila Colheita: inicia a partir do segundo ano após o início do parasitismo. ovaladas. . FAMÍLIA BOTÂNICA Loranthaceae. sutilmente nervadas. adaptando-se ao subtropical. lavar em água corrente e deixar secar. suculenta. Folhas alternas ou opostas. medindo até 1cm de comprimento. Pecíolo com 0. ingazeiros. no segundo ano do ciclo. verdes. As sementes podem ser germinadas em alginato hidratado. AGROLOGIA • • • • • • Ambiente: por ser uma planta parasita. Após a germinação. lisa. CLIMA É de clima tropical. para facilitar a germinação. as plântulas são afixadas no ramo hospedeiro com fita crepe ou similar. lisos. encontrada na mata pluvial atlântica. trepadores.

FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. et Hook) Troncoso. ERVA-SANTA NOME CIENTÍFICO Aloysia gratissima (Gill. ramoso-subespinescente. antiasmática e anti-hipotensora (215). afecções uterinas. lisas. no verão. eucaliptol. • Florescimento: fevereiro a maio. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. vainilina (139) e alcalóides (Smolenski. contendo ácidos graxos. formada por numerosas flores brancas.5m. apud 18). frieiras e distúrbios da idade crítica (271).0 a 2. FITOQUÍMICA Óleo essencial (1. A estaquia é feita ao final do inverno e início da primavera. brilhantes. afecções da pele. ésteres. cardiotônica. cineol.79%). hidrocarbonetos. ovaladas. pequenas e com suave perfume balsâmico. Inflorescência racimosa espiciforme solitária. • Propagação: sementes e estaquia.5m. álcoois. hemostática. geminadas ou em panículas terminais. antidiabética. cetonas. As folhas menores reúnem em fascículos axilares. contendo substrato organo-mineral. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. coqueluche (257). • Plantio: outubro a dezembro. feridas. encanoadas. béquica (257). Apresenta folhas lisas.PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. hidrocarbonetos sesquiterpênicos (52). fenóis. . FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce cerca de 2. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. pneumonia. Frutos tipo aquênio. fortemente aromáticas. opostas. anticancerígena (271). PARTES UTILIZADAS Folhas.5 x 1. INDICAÇÕES Indicada para bronquite. úlceras externas (215).

com os bordos mais ou menos sinuosos. trevo-de-santa-luzia. intercalados por faixas esbranquiçadas ou rosadas. uzaidela. Inflorescência em glomérulo de flores muito .PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. mastruz. ambrosina. mata-cobra. ambrósia-do-méxico. erva-santa. lombrigueira. mentraz. pacote. ascendente.10m de altura. com pubescência rala e curta. pecioladas (as da base) e sésseis e glandulosas (folhas superiores). ambrosia-do-méxico. erva-lombrigueira. Cresce espontaneamente em áreas de aluvião de rios. erva-embrósia. apazote. anserina-vermífuga. sobretudo do México. com até 1. cravinho-do-mato. erva-ambrosia. de caule ereto. chá-da-espanha. denteadas. sulcado longitudinalmente por sulcos rasos e verdes. menstruço. anticancerosa. OUTRAS PROPRIEDADES É utilizada para aromatizar o chimarrão. canudo. charcos e subespontaneamente em lavouras. erva-mata-pulga. erva-pomba-rota. béquica (215) e anticancerígena (271). glabro. anti-reumática. HABITAT Espécie autóctone das regiões tropicais da América. As folhas são alternas. ambrósia. chá-do-méxico. mentruz. matruz. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. muito ramificado. carnes e ensopados. var. erva-vomigueira. balsâmica. quenopódio. erva-mata-pulgas. ambrosia. verde ou púrpura. ERVA-DE-SANTA-MARIA NOME CIENTÍFICO Chenopodium ambrosioides L. ambrosioides. erva-das-cobras. chá-dosjesuítas. erva-formigueira. mata-cabra. erva-de-bicho. cravinho-do-campo. mentrusto. muito olorosa. erva-vomiqueira. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de resfriados. SINONÍMIA Ambrisina. Ocorre até 2. oblongo-lanceoladas. erva-formiga. medindo 3 a 9cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. hortas e jardins. mastruço. ervapomba-rola. terrenos baldios. ervadas-lombrigas. FITOLOGIA Planta subarbustiva anual ou vivaz. caacica. mentrei. ervado-méxico. gastralgias (18) e para lavagem de feridas e úlceras (215). e glandulífera na face dorsal. glandular-pubescente.760m de altitude (179). mentrasto. antigripal.

linomeno. xerofíticos e sub-xerofíticos (87). Portugal. methadieno. amebicida. p-cimeno (179). e as sumidades apresentam aroma desagradável. contendo ascaridol (principalmente nas sementes). México.3m. Não se adapta a solos muito úmidos. • Doenças: A planta é susceptível à Cercospora sp. antifúngica (353). localizada nas das folhas superiores à guisa de uma longa panícula. • Germinação: 82 a 97%. N-docosano. O uso de nitrato de potássio a 0. A planta é usada como estomáquica. pretas e lustrosas. betaína. • Plantio: agosto a setembro. O fruto é um utrículo globular. pinocarvona. • Reprodução: via sementes. iso-hametina (209). SOLO A planta vegeta subespontaneamente em solos férteis e/ou ricos em matéria orgânica.2% e alternância de temperaturas (20 a 30oC) maximiza o índice de germinação das sementes (353). antipalúdica. quenopodina. PARTES UTILIZADAS Folhas. sudorífica. histamina. Itália e Turquia (255). antisséptica tópica (261). salicilato de metila.. p-cimol. antiespasmódica. sedativa. Argentina. • Colheita: novembro a janeiro. FITOQUÍMICA Óleos essenciais (0. santonina. pectina. Noctacosano. Índia. uma planta nitrófila. É. diurética (258). N-hentriacontano. verde-pálido. antiasmática. dimetilsulfóxido. As sementes são diminutas. apresenta maior teor de ascaridol. sobretudo no verão. portanto. taninos. A planta contém 1. N-heptacosano. Tolera solos halógenos (209).3 a 0. chenopodosídeos A e B. vermífuga (Ascaris e Oxyuris). Se adapta bem em terrenos argilosos. terpenos.5% de óleo essencial e 64. 1% nas sementes). antiulcerosa. δ-terpineol.5 x 0. cicatrizante. safrole. Outro princípio ativo importante é o anetol (éster fenólico) (Sousa Brito apud 130). sumidades florais e frutos. ácidos orgânicos. que são extremamente numerosas na planta. limoneno. . AGROLOGIA • Espaçamento: 0. aritasona. β-pineno. arenosos.5% nas folhas. carminativa (179). • Florescimento: verão. kaempferol rhamnosídeo. cineol. ambrosídeo. carveno (46%). ácidos e compactos. chenopodium saponina A. As folhas são pronunciadamente aromáticas. béquica (167). A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos de canteiros ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.pequenas verde-amareladas. ácidos butírico e salicílico (257). diaforética. Quando colhida no estádio de frutos. 3-0-glicosídeo de quercitina. membranoso. cânfora. canforáceas e amargas. sais minerais (313). aromática.5% de ascaridol (154). glicol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O óleo essencial da planta está incluído na farmacopéia da Espanha. que causa prejuízos à produção de folhas e sementes.

5ml por via oral). 136). insônia (68). tônica (283). afecções da pele. dispepsias. presente na planta. doenças.anticancerígena (271). contusões (258). Apresenta atividade antifúngica (208) e antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (358). hemorragia interna. (351) e tuberculose (32). emoliente (120). digestiva. O produto é triturado. antinevrálgica (215) e anti-hemorroidária (9). palpitações do coração. Utilizada também para o tratamento da doença conhecida como dança-de-são-guido (283). com sal. equimoses. FORMAS DE USO • Cataplasma: misturar 1 xícara (tipo cafezinho) de vinagre e uma colher (tipo sopa) de sal e amassar a planta nesta mistura até obter uma papa. FARMACOLOGIA Atividades antiulcerosa (66. ⇒ 10g de folhas em 1 litro de água. tem atividade antiparasitária. mostra-se eficaz na erradicação de diversas parasitoses intestinais (88). má circulação do sangue. vulnerária. úlceras (120). varizes. administrado em dose única (1. tomar 3 xícaras ao dia (283). Tomar 1 copo de suco por dia. estimulante respiratória (122). Tomar 1 gole de hora em hora. • Suco: misturar 1 copo da planta picada. tremor da vista. • Sumo: Obter 2 a 4 colheres das de sopa do sumo das folhas e misturar a 1 xícara das de chá de leite. cólicas. • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara (tipo cafezinho) da planta fresca com sementes em 1/2 litro de água. infecções pulmonares. É utilizada também para o tratamento de angina. antiinflamatória. purgante. em adultos. antitumoral e antiviral (120). antigripal. traumatismos ósseos. desincha pernas gotosas (164). Somente crianças acima de 5 anos poderão receber o produto. dores de estômago. Tomar 1 vez ao dia. peitoral. espasmos musculares. 366). O cozimento das folhas. O uso do óleo extraído por arraste de vapor. distúrbios renais. Não obstante. anti-helmíntica. afecções discrósicas do aparelho digestivo (242). sobretudo para áscaris e ancilostomas (45. • Óleo essencial: diluir 1ml do óleo da planta em 30ml de óleo de castor. eupéptica (130). nervosas e indigestões (215). antimalárica (415). estimulante (242). cãibras (9). em 2 copos de leite e bater no liqüidificador. tomar óleo de rícino para facilitar a expulsão dos vermes (32). antiespasmódica. ⇒ 20 a 30g da planta verde em 1litro de água. não se verificou qualquer efeito antiparasiticida (214). ancilostomose e picada de animais peçonhentos. Crianças devem tomar metade da dose (258). Com o uso das folhas pulverizadas. nas doses de 240 a 420mg/kg de peso vivo. ATIVIDADE BIOLÓGICA O ascaridol. corrimento vaginal. INDICAÇÕES As folhas são utilizadas em cataplasma em qualquer tumor. antiinflamatória. durante 3 dias seguidos (vermífugo). a variação do conteúdo de metabólitos secundários e a variabilidade genética da espécie dificulta a padronização dos tratamentos clínicos. com sementes. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas (257) . Após. Aplicar o cataplasma sobre a afecção e enfaixar. esmagado .

em doses elevadas. ERVA-LANCETA NOME CIENTÍFICO Solidago chilensis Meyen var. 330). em cefalalgia. macela-miúda. Induz lesões hepáticas. apud 120) O ascaridol pode resultar. vômitos. É abortiva e contraindicada para menores de 2 anos (258). podendo causar a morte. lanceta. ou até mesmo colocar a planta seca sob colchões. Tem sido observada uma ação carcinogênica da planta em ratas (201). de ossos e glomerulares de caráter reversível em suínos (Melito et al. varrer os cômodos da casa com vassoura feita de ramos da planta. chilensis. O produto macerado pode ser usado na forma de compressas. SINONÍMIA Arnica. arnica-brasileira. apud 120). As espigas são comestíveis. erva-lanceta. usadas como temperos e em guisados e sopas (240). TOXICOLOGIA Em alta dose é extremamente tóxica. espiga-de-ouro. abluções e banhos. problemas cardíacos e respiratórios... surdez. HABITAT . • Compostos existentes na planta inibem o desenvolvimento de fungos de solo e de insetos como a Scrobipalpula absoluta (traça do tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do cartucho do milho) (209). lesões hepáticas e renais. • A decocção das folhas produz um inseticida natural. em áreas rurais.000 partes de água. A essência pode ser utilizada na proporção de 1 a 3 partes para 1. Pode-se obter a essência através de destilação. devido a parada respiratória (165) OUTRAS PROPRIEDADES • Na Colômbia as folhas são usadas como condimento. lençóis e travesseiros. arnica-silvestre. marcela-miúda. sapé-macho. arnica-do-brasil. transtornos visuais. O óleo essencial da planta pode causar náuseas. Sementes podem induzir tumores no estômago (Kapadia et al. A dose letal de ascaridol em ratos é de 0. rabo-de-rojão. depressão do sistema nervoso. Pode produzir efeitos tóxicos por acumulação (255. como inseticida (32). prostração e até a morte. • Tanto as folhas quanto as flores são insetífugas (pulgas e percevejos). É costume.075mg/kg.e adicionado de água quente (infuso). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. taquicardia. O uso interno deve ser orientado por profissional da área.

FITOQUÍMICA As folhas contém flavonóides (Costa. glabras. lineares ou. ascendentes. • Propagação: sementes e estolhos. • Florescimento: março a abril.30m. CLIMA É uma espécie subtropical. pobres e ácidos. As folhas são numerosas. estomáquica (257). PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. tosse convulsiva e derrame interno de sangue (271). glabras. quercitina e glicosídeo . inversolanceoladas. lineares. feridas.80 a 1. as superiores gradativamente menores em direção à base. apud 209). capoeiras. de 5 a 8cm de comprimento e 6 a 12mm de largura. de 0. cilíndrico. em capítulos densos. pruridos. É heliófita. citado por 209) e as raízes diterpenos com esqueleto labdâmico e clerodânico. anual.que atua reduzindo a fragilidade dos vasos sangüíneos (257). sublenhoso. lavouras abandonadas. à beira de estradas e em campos nativos. Medra espontaneamente em áreas de roça. INDICAÇÕES Usada em contusões. As panículas atingem 20 a 30cm. glabro ou levemente piloso. preferindo temperaturas amenas. traumatismo (257). • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. A semeadura pode ser feita diretamente a campo. béquica e odontálgica (215). SOLO A planta se adapta à maioria dos solos do sul do Brasil. . glabro. doenças do estômago (242). levemente aromática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Apresenta as mesmas propriedades da Arnica montana. 3-metoxibelzaldeído e acetofenona (Torres. Amarga. agudas. Brácteas firmes. O caule é simples. as inferiores. anti-reumática. com 20 a 30 flores tubulosas e amarelas. no final do verão. vulnerária. Papo brancacento. as externas pequenas e lanceoladas. inteiras ou pouco denteadas. paralisia. Pedicelos de 2 a 4mm. frieiras. anti-hemorrágica (271). com 10 a 15 lígulas de formato similar. FITOLOGIA Planta herbácea. sésseis. adaptando-se até aos compactados. varizes (215). fraqueza das articulações. não flexuoso.2m de altura. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.4 x 0.Espécie autóctone do sul do Brasil. Fruto aquênio de 1mm. antiespasmódica (209). em sulcos. • Plantio: primavera.

extrato líquido e tintura. ERVA-TOSTÃO NOME CIENTÍFICO Boerhavia diffusa Willd. glabras ou pouco pubescente. dorsalmente. originária da América tropical. SOLO Desenvolve-se bem em solos pobres. áreas ruderais. campanuladas. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. SINONÍMIA Agarra-pinto. diffusa. beldroega-grande. bredo-de-porco.FORMAS DE USO • Infusão. tangará. ápice obtuso ou arredondado. reunindo 3 a 6 flores. verde ventralmente e argêntea. espesso. de preferência úmidos. arenosos e pedregosos. que ocorre em capoeiras. var. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores e as folhas servem como enchimento de travesseiros. muito ramificado. fosco. resistente e pegajoso. anisofólias. castanho-amarelado. É uma planta rara em Santa Catarina. ovalado-cordiformes ou reniformes. O fruto é uma baga pequena. Caule sublenhoso na parte inferior e herbáceo nas partes jovens. CLIMA Embora seja de clima tropical. dispostas em panículas terminais de aspecto difuso. batata-de-porco. opostas. adapta-se bem ao subtropical. Os ramos crescem de 50 a 70cm de comprimento. . liso. coberto de pêlos glandulosos. ocorrendo principalmente na faixa litorânea. bosques e beira de estradas. As folhas são redondas. amarra-pinto. piriforme. base arredondada. celidônia. glabro e tortuoso A raiz é arroxeada por fora e branca por dentro. HABITAT Espécie autóctone. FAMÍLIA BOTÂNICA Nyctaginaceae. rasteira. margens inteiras ou serrilhadas (folhas novas). tangaracá. pega-pinto. com 20 a 25cm de comprimento. As flores são vermelhas e brancas. É heliófita. solidônia. ilhas.

hemoptise. ácido boerhávico e resinoso. antidispéptica. em decocção. ESPINHEIRA-SANTA NOME CIENTÍFICO Maytenus ilicifolia Mart. antiblenorrágica. icterícia (32). retenção de urina. congestão hepática. anúria. hepatite. tapar e deixar esfriar. INDICAÇÕES As raízes são utilizadas no tratamento da vesícula biliar. béri-béri. matéria sacarina. diurética (93). albuminúria (271). cálculo biliar. dispepsia.40m • Propagação: sementes (antocarpo gomoso que prende-se às roupas e pêlos) e rizoma. FITOQUÍMICA Boerhavina. para o preparo de cataplasmas para a picada de cobras (93). ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. É utilizada.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Plantio: outono • Florescimento: outubro a fevereiro. afecções hepáticas (283). tem sabor picante. FORMAS DE USO • Decôcto: deixa-se a planta ferver em água durante 10 a 15 minutos. Após. engorgitamento do baço. cistite. FAMÍLIA BOTÂNICA Celastraceae. Tomam-se 4 a 5 xícaras ao dia (32). em canteiros. PARTES UTILIZADAS Raízes. . sais inorgânicos (nitratos) e lipídeos (93). levemente amarga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é peitoral. nervosismo (215). antinefrítica (32) e anti-hidrópica (283). desobstruente. • Colheita: verão. uretrite. antileucorréica. A semeadura pode ser feita diretamente em sulcos. substâncias pécticas e gomosas. amido.4 x 0. principalmente a raiz. OUTRAS PROPRIDADES A planta.

simples. lanceoladas. amarelas ou branco-esverdeadas. mergulhia e por rebentos das raízes. Raízes fortes e numerosas. actinomorfas. com umidade de média à alta. margens com vários pares de dentes espinhosos e ápice agudo. lenhoso. erva-cancerosa. CLIMA Prefere clima subtropical. curto-pecioladas. oblongas. cuja ocorrência é mais generalizada nos sub-bosques úmidos. espinho-de-deus. 7 ou 9). em número de 1 a 2 por fruto. amareloesverdeadas. Semente elipsóide. As folhas são inteiras. hermafroditas. de pequeno porte (1. pouco espesso. nas beiradas de matas de araucária. bivalva. raramente com os bordos lisos. FITOLOGIA Planta subarbórea. ereto. formando touceiras densas com perfilhos oriundos das raízes. pentâmeras. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. alternas. externamente e amareladas internamente. simples. Tolera solos levemente ácidos. Flores muito pequenas. coromilho-docampo. limãozinho. diclamídeas. com temperaturas amenas. ovóide. Fruto tipo cápsula. boro e silício (334). A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. congorça. Caule muito ramificado. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no Planalto e na mata Atlântica de altitude. salva-vidas. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. agrupadas 3 a 20 em inflorescência tipo fascículo. inicialmente amarelo-esverdeado passando a alaranjado e depois a vermelho. sobretudo do sul do Brasil. peninérveas. areno-argilosos. alporquia. seco. persistentes. sombra-de-touro. multicaule. Em locais altos. cancorosa-de-sete-espinhos. O número de espinhos dos bordos foliares é sempre ímpar (5. permeáveis e bem aerados são os mais indicados. • Propagação: ocorre via sementes.SINONÍMIA Cancerosa. deixando o lenho exposto numa faixa . pau-josé. ramificado. Não tolera solos muito úmidos e quentes. avermelhada.0m). potássio. apresentando estrias longitudinais que a diferenciam das outras espécies do gênero. capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. Sob sombra. humosos. marteno. Plantas que crescem diretamente sob a luz solar acumulam maiores teores de taninos do que aquelas sob sombra. O excesso de radiação solar retarda o crescimento da planta e as folhas tornam-se um pouco pálidas. perene.5 a 3. coriáceas. maiteno. nas axilas das folhas. A planta apresenta crescimento muito lento sob altas temperaturas e radiação solar. verde-escuras e brilhantes na face ventral e verde-claras e foscas na dorsal. as plantas acumulam maiores teores de nitrogênio. avermelhadas. glabras. só vegeta à beira de cursos d’água. SOLO Os solos profundos. espinheira-divina. e meia-sombra. sésseis. removendo-se a casca. cancorosa. verde-acizentado. cancrosa. coberta por um arilo branco.

. maitomprina. abcisionando as folhas nas primeiras semanas. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos.) requer o uso de reguladores de crescimento rizogênicos (ANA. A parte do ramo que ficará sob o solo. Padrão comercial: folhas limpas. Plantio: outono-inverno (sementes). . de preferência por nebulização. ao ponto de se abrirem naturalmente. Aclimatação: as mudas necessitam de cobertura de sombrite 70% e irrigação intermitente. mesmo após 120 dias. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. As mudas recém-plantadas apresentam um crescimento lento.000 sementes pesam cerca de 99g. Micropropagação: A propagação via explantes (estacas. Pragas: procurar combater as formigas cortadeiras de folhas. O índice de germinação das sementes mantém-se em 85%. Em condições ambientais cai para 28% (354). O índice de germinação em areia. retirando-se 1/3. glucosídeos. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia. FITOQUÍMICA Ácidos tânico. a 25oC. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. AIB). clorogênico. Consórcio: o consórcio com árvores leguminosas rústicas. para o melhor pegamento. salasperônico e salicílico. em câmara fria (5oC. folhas. ansamacrólidos tipo maitanosídeos. Retira-se o substrato sob água corrente. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. A germinação ocorre num período de 15 a 35 dias. Colheita: deve iniciar só após o segundo ano de cultivo. δ-amirina. maitambutina. procedendo-se apenas uma colheita/ano e retirando-se apenas 50% das folhas por planta. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. Deve-se retirar a mucilagem que envolve a semente. varia de 42 a 72% (376). primavera (rebentos). meristemas. taninos. as mudas são repicadas para saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. triterpenos quinóides e dímeros (maitensina. As sementes perdem a viabilidade rapidamente se não forem armazenadas em geladeira. contendo substrato organo-mineral. fixadoras nitrogênio e de rápido crescimento. Produção de sementes: os frutos devem ser colhidos bem maduros.5cm.• • • • • • • • • • • de 0. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. sem afetar o seu desenvolvimento. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. maytenóico. Repicagem: Após a formação das primeiras 3 a 4 folhas. Florescimento: agosto a novembro. PARTES UTILIZADAS Folhas. etc. em temperaturas de 20 a 30OC. AIA. Se houver um período de estiagem prolongado. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. permite o sombreamento parcial da espinheira-santa. atropcangorosina A. pristimerina. microestacas. 85% de umidade). Semeadura: 1. isentas de fungos e matéria orgânica estranha (96).

flavonóides. via oral e intraperitonial. O tratamento de voluntários humanos portadores de úlceras e dispepsia com a espinheira-santa revelou uma recuperação estatisticamente superior ao grupo que não recebeu o tratamento com a planta (Carlini.isopristemerina III. vulnerária. FARMACOLOGIA A pristimerina e a maitenina possuem atividade antitumoral comprovada (130). febrífuga (380). Ainda indicada para a atonia gástrica. congorosina A e B. O conteúdo de taninos pode chegar a 4. estomáquica. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato da planta inibe o desenvolvimento de microorganismos Gram. em ratas administradas com a infusão e liofilizado da planta. ulcerações. antitumoral e antiulcerosa em ratas com úlceras induzidas por indometacina. positivo e negativo. Externamente utilizada com sucesso no tratamento de feridas (380). analgésica. A planta apresenta atividade diurética. sialogoga (179). lactonas (maitanprina. diurética. diurética fraca (257). apud 130). O extrato das folhas (300mg/kg) reduz sensivelmente as ulcerações gástricas em estômago de cobaias (71). na forma aguda. As sementes contém 10 a 12% de óleo fixo (93). por via oral é usada como febrífuga (169).6% (256).p. Utilizada no tratamento de câncer do estômago (93). cálcio e enxofre (257). maitenoquinona). não mostrou qualquer efeito tóxico em doses de até 1. desinfetante (215). antisséptica. renais e intestinais e afecções de pele de origem intestinal (68). . antiasmática. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidispéptica. maitenina maitanbutina. O efeito é comparável a cimetidina e ranitidina. congoaronina. INDICAÇÕES Eficiente no combate de úlceras pépticas e gastrite crônica. a espinheira-santa apresentou um marcante efeito protetor de úlceras induzidas por indometacina e reserpina. friedooleanan-29-ol-3-ona D. utilizando-se 170mg/kg i. O protetor persiste por um mínimo de 16 meses após a coleta da planta. sódio.. eczemas. hiperacidez. adstringente.600 vezes superiores aquelas utilizadas normalmente por uma pessoa. antiulcerogênica (260). A casca do tronco é utilizada como anticancerígena. do extrato aquoso (179).. acnes. laxativa. contraceptiva. antiácida. tingenona. cafeína (179). emenagoga (22). isotingenona III. diterpenos (dispermol. antitumoral. preparada em decocção. antimicrobiana. analgésica. maitansina). açúcares livres e sais de ferro. cicatrizante. β-29-diol D. herpes (145). habilitando-a como vulnerária (17). gastralgias. maitolidina). ilicifolina. FORMAS DE USO • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas secas picadas ou 12 folhas frescas grandes em 1 litro de água. tônica e balsâmica (145). A administração por via oral de infusos e liofilizados de folhas. carminativa. mucilagens. antiespasmódica. friedooleanan-5-en-3. A decocção das folhas é usada para lavar feridas. antiinflamatória. Tomar antes das principais refeições. afecções hepáticas. reguladora da fertilidade. Segundo resultados da Central de Medicamentos do Brasil (CEME).

corriola. primavera. • Plantio: primavera.p. FITOLOGIA Planta herbácea anual. flor-de-cardeal. Inflorescência do tipo dicásio. campainha-vermelha. prímula. de caule cilíndrico. ESQUELETO NOME CIENTÍFICO Ipomoea quamoclit L.5 x 0. pinatisectas. hortos e áreas de lavoura. em tubo alongado de 3 a 5cm de comprimento. que se abre em forma de estrela. com limbo filiforme. contendo 4 sementes. tomar 3 xícaras ao dia (úlcera interna). ramificado. . desiguais. O fruto é uma cápsula septífraga 4-loculada. cujo conjunto lembra o arcabouço das costelas. • Compressas: ferver 10 folhas em ½ litro de água. após esfriar. crescendo subespontaneamente em bosques. Esfriar e aplicar topicamente em feridas (145). livres e verde. liso. As sementes são semeadas em sulcos e covas. glabro. atrotomentosas. primavera-grande. campainha. SINONÍMIA Boa-tarde. reunindo flores de corola hipocraterimorfa escarlate. Ferver e. foscas. cipó-esqueleto. • Tintura: 2 colheres das de sopa a cada 8 horas (257) TOXICOLOGIA Pode reduzir a produção de leite em mulheres lactentes (385). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ásperas. com 5 lobos triangulares. corda-de-viola. ovalado. Folhas simples. pomares.5m. volúvel. Cálice com 5 sépalas. liso.• Decocção: 30g de folhas picadas em ½ litro de água. • Propagação: sementes e mudas colhidas no campo. FAMÍLIA BOTÂNICA Convolvulaceae. CA9kb e V79 (179). As sementes são ovóides. glabro e crescendo cerca de 3 a 4m de comprimento. com tons castanhos. O extrato aquoso é abortifaciente em ratas grávidas (100mg/kg i. cardeal. HABITAT Espécie autóctone da América tropical.) e citotóxica em células Leuk-P 388.

com papus formado de cerdas que permitem a dispersão pelo vento. kah'e. serradas com 3 a 4 cm de comprimento. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. que cresce subespontaneamente em campos. pubescente e pardo. A flor é isomorfa. pedra na bexiga e nos rins. pneumonia. O fruto é do tipo aquênio aristado. HABITAT Espécie autóctone. caá-ehé. ESTÉVIA NOME CIENTÍFICO Stevia rebaudiana (Bertoni) Hemsley. caá-heê. antiofídicas. SINONÍMIA Caá-eé. FITOLOGIA Planta subarbustiva de 30 a 50cm de altura. folhas e sementes. cefalalgia. A raiz abranda as cefaléias (271). PARTES UTILIZADAS Raiz. As folhas são opostas. bem ramificado.• Tutoramento: podem ser utilizadas redes de nylon ou arame ou cercas. capoeiras e áreas ruderais do sul do Brasil. As folhas são anti-reumáticas. INDICAÇÕES As folhas são úteis para o combate de escrófula (93). antiespasmódica. originária do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. alvas. As flores. OUTRAS PROPRIEDADES Planta ornamental de inusitada beleza. • Colheita: dezembro a março. analgésica e calmante (242). . inchação. oblongas a ovaladas. estão dispostas em capítulos terminais. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O pó da raiz é esternutatório e anticefalálgico. hermafrodita. contusão (242) e as sementes são utilizadas no tratamento de bronquites e tuberculose. sésseis ou subsésseis. gota. depurativas do sangue. cujas raízes e rizomas são perenes e a parte aérea é anual. O caule é ereto. secando no inverno rebrotando a partir de agosto. com corola tubulosa. detergentes (93). tosse espasmódica. laxativas. estévia-doce.

cortando-se ramos com folhas a 5cm do solo. esterbinas A. H. borneol. • Repicagem: é feita para a seleção de mudas mais uniformes e vigorosas. Deve ser feita no início do florescimento. O óleo essencial contém álcool benzílico. centaureidina. que causa a podridão do colo. F.500a 2.500kg/ha (257). D. e pela Rizoctonia solani. calacoreno. C. Utilizam-se 25 a 30g de sementes/m2. As inflorescências devem ser eliminadas para se obter mais de um corte por ano. A colheita de sementes ocorre de fevereiro a maio. • Rendimento: a planta pode ser produtiva até 6 anos. bisaboleno. • Plantio: agosto a setembro. FITOQUÍMICA β-amirina acetato. B. dificulta o crescimento de plantas invasoras e retém mais umidade no solo. daucosterol. clameneno. E. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. dulcosina. . anetol. edulcorantes steviosídeos (esteviosídeo. cosmosiina.3 x 0. carvacrol. rebaudiosina. Colhe-se normalmente 1. no verão. • Produção de sementes: as sementes devem ser armazenadas em geladeira ou câmara fria e seca. dulcosídeo. É heliófita. • Doenças: a planta é infectada pelo fungo Salecetium relfsii. Tipos de cobertura: casca de arroz. • Semeadura: maio a junho. As sementes apresentam um baixo poder germinativo (2 a 5%). SOLO Prefere solos úmidos. • Mulching: é utilizada para evitar-se a contaminação das folhas basais com resíduos de solo. α e γ-cadineno. austroinulina e seus derivados 6 e 7 acetilados. rebaudiosídeos A. β-bouboneno. apigenina-4-O-β-D-glucosídeo. B. Contém ainda dulcosídeo A e B. • Florescimento: janeiro a março. α-bergamoteno. (213) quercetina glicosídeos. PARTES UTILIZADAS Folhas e hastes secas. Além disso. palha seca. esteviobiosídeo). férteis e frescos. steviolbiosina (57). É feita em julho. que retardam o florescimento e aumentam o teor de esteviosídeo (257). • Propagação: sementes e estacas. que infecta folhas e hastes. G.30m.CLIMA A planta prefere climas amenos e dias longos. C. para manter a viabilidade. D. • Colheita: ocorre 4 meses após o plantio. plástico preto e outros materiais inertes. • Poda: feita para a retirada dos ramos que encostam no solo e para aumentar a produtividade.

Pseudomonas aeruginosa (179). OUTRAS PROPRIEDADES A planta constitui-se em excelente adoçante natural não calórico.6% de rebauduosídeo C (67). anticárie. HABITAT . Abafar por 15 minutos. ESTRAGÃO NOME CIENTÍFICO Artemísia dracunculus L. 17. ⇒ 1 colher das de chá de folhas para 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 15 minutos. calmante (271). com poder adoçante 152 vezes maior que a sacarose (67). Saccharomyces cerevisae. Proteus vulgaris. INDICAÇÕES Indicada para a insônia (271). 179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É antidiabética (142). filtrar e juntar o suco de 1 limão e gelo. diurética e refrigerante (128). O tratamento deve ser monitorado por um médico. ⇒ 1 colher da de chá de folhas em 1 copo de água quente. atenuadora da fadiga e da depressão (257). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. antifertilidade e anticáries (130. contraceptiva. • Adoçante: 1 colher das de sopa de folhas verdes de estévia por copo de bebida. Tomar 2 xícaras ao dia (antidiabético).7% de rebaudiosídeo e 0. hipotensiva. O extrato das folhas contém 81% de esteviosídeo. cardiotônica. Tomar 6 a 8 xícaras das de chá ao dia. regulador da pressão arterial nos hipertensos. estomáquica (93). Tomar 1 copo ao dia (refrigerante) (128). ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana contra Candida albicans. tônico estimulante das funções cerebrais. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 4 xícaras das de cafezinho em 1 litro de água. hipoglicêmica. antiobésica (128). FARMACOLOGIA Edulcorante.E e vários outros terpenos flavonóides (179).

sésseis. Não tolera acidez e solos compactados ou muito argilosos. CLIMA É de clima temperado. bem drenados. aerados. cilíndricos e glabros. linear-lanceoladas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pois a planta parece não produz sementes no Brasil. dracunculoides. • Cultivo protegido: devido às características de alta pluviosidade do sul do Brasil. dracunculus var. Flores pequenas. crescendo 0. considerada o rei das ervas condimentares (163).5 a 1. que é quase inodora e de pouco valor comercial e a A. a A.6%) (93).7m de altura.5 a 0. estéreis. SOLO Prefere solos férteis. as superiores inteiras e as inferiores tri-fendidas no ápice. • Plantio: outono e primavera. reunindo flores amareladas. Em regiões muito úmidas. para que se preserve a coloração verde (163). terpenos (15 a 20%) e aldeído-pmetoxilcinâmico (0. cerca de 4 meses após o cultivo ou quando as plantas atingirem cerca de 60 a 70cm de altura. em áreas bem arejadas e com baixa umidade relativa. glabras.6 x 0. É heliófita e não tolera alta umidade relativa do ar e pluviosidade excessiva. dispostas em panículas alongadas composta de espigas axilares. A semente é normalmente importada. vivaz. sativa). PARTES UTILIZADAS Folhas.5 a 0.Espécie alóctone de origem européia. mas tolera temperaturas subtropicais. a secagem deve ser feita em estufas com temperatura controlada a 40oC. ramosos. Existem duas variedades botânicas. FITOQUÍMICA Óleo essencial (0.0% (163). • Propagação: sementes (var. FITOLOGIA Planta herbácea. inodora. O teor do óleo essencial pode chegar a 0. inodora) e estacas (var. de caules eretos. contendo anetol (60 a 75%). brancacentas. Pode ser cultivada em túneis de plástico cobertos com sombrite 60%. A renovação do plantio é feita com a divisão da touceiras para a obtenção de novas mudas • Secagem: as folhas devem ser secas no escuro.4m. as plantas devem ser cultivadas abrigadas da chuva e da radiação excessiva. Colhem-se ramos enfolhados com até 30cm de comprimento. Fruto tipo aquênio (94). • Colheita: é feita no verão. As estacas com folhas são postas a germinar em areia. dracunculus var. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . ou A. carnosas. As folhas são alternas.3%). É cultivada em muitos países e ainda pouco cultivada no Brasil. sativa.

Folhas opostas. corango-sempre-viva. Apresenta caule nodoso. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas barrancas do rio Paraná. medindo 5 a 10cm de comprimento por 1 a 4cm de largura. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. Mato Grosso. glabros ou discretamente pubescente e ramoso.0 a 2. É muito rara a sua ocorrência natural em Santa Catarina. peixes grelhados. Inflorescência racemosa compostas de . tomentosas em ambas as faces. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sobremesa de folhas em 1 xícara das de chá de água quente. paratudo. curto-pecioladas. quando jovem. quando novas. lagostas. vermífuga. purê de batata com ovos. acuminadas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas tem um sabor picante e aromático agradável e são condimentares. coloração ocre. coar e adoçar com mel. ereto. Cresce cerca de 2. • Utilizado para aromatizar vinagre. Goiás e norte de Minas Gerais. utilizada em conservas e em pastas de mostarda. emenagoga e aperiente (294). obovado-lanceoladas. • O óleo de estragão é utilizado em perfumaria e na fabricação de licores e picles (163). creme de ovos. carneiro. SINONÍMIA Carango-sempre-viva. Abafar por 5 minutos. sopas. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. • Pó ou fragmentadas: como condimento. frutos do mar. INDICAÇÕES Alivia a cólica menstrual. omeletes e suco de tomate. carminativa.3m em altura. carnes de aves.É estimulante (93). Tomar 1 xícara após as refeições (294). tendo sido encontrada apenas em Porto União (401). FÁFIA NOME CIENTÍFICO Pfaffia glomerata (Spreng) Pedersen. ou lineaereslanceoladas. • É um dos melhores aromatizantes de alimentos com restrição de sal. molhos. na reprodução.

É seletiva higrófita (401). hipocolesterolêmica. tônica geral (279). PARTES UTILIZADAS Raízes. FITOQUÍMICA Rubrosterone. ecdisterona. alantoína (cicatrizante). β-glucopiranosil oleanolato (279). • Vegetação plena: setembro-novembro. Não se observa uma variação significativa no teor de β-ecdisone nas colheitas feitas no primeiro ou segundo ano (279). As raízes atingem 2 a 3m em comprimento por 7 a 10cm de espessura.. causada pelo fungo Uromyces platensis e nematóide. ácido oleanólico. • Propagação: reproduz-se espontaneamente por sementes. imunoestimulante. as raízes são mais produtivas (247). CLIMA Espécie de clima tropical. anti-reumática. antidiabética.capítulos pedunculados. ansiolítica e anticancerígena. porém em solos argilosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitumoral. (145) e β-ecdisona (246). • Colheita: embora as raízes já possam ser colhidas no terceiro ano.200kg/ha. afrodisíaca. • Florescimento: outono-inverno. • Doenças: ferrugem. contendo substrato organo-mineral. . A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de células grandes. tranquilizante. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. mais férteis. que possuem um baixo índice de germinação. estigmasterol. É heliófita. miorrelaxante.5m. 1. vulnerária. • Produção de sementes: fevereiro a maio. embora possa adapta-se ao subtropical. celulósicos. o clímax dos princípios ativos é atingido aos 7 anos de ciclo. Utilizam-se também segmentos de nós do caule para o enraizamento tipo estaquia. sitolesterol. solitários ou geminados.900 e 3. • Rendimento: 95g (colheita no primeiro ano) ou 160g de pó da raiz/planta (colheita no segundo ano). ácido pfáfico (inibidor de tumores e células malignas). amarelo-esbranquiçados. • Plantio: outono (sementes) e primavera (segmentos nodais). inseto minador que escava galerias ao longo do parênquima da folha. Prefere solos úmidos. SOLO Solos arenosos facilitam a colheita e a limpeza de raízes. aperiente. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por Lyriomyza sp. germânio (oxigenação celular). cicatrizante interno e externo (128). leucocitogênica. respectivamente.0 x 0. mantidas sempre umedecidas. antiinflamatória. ou seja. saponinas. cujo agente é Meloidogyne javanica (262). Os segmentos nodais são enraizados em areia ou vermiculita. globosos.

FAMÍLIA BOTÂNICA Fabaceae. Folíolos glabros. Tomar 2 xícaras 1 vez ao dia. formam protuberâncias avermelhadas em . terrenos baldios. Macerar por 5 dias. flacidez da pele. favorece a produção do estrogênio. mangerioba. pomares e áreas ruderais. • Ungüento: misturar 1 colher das de chá do pó ou 1 colher das de sopa do extrato hidroalcoólico em 3 colheres de vaselina. elípticos-acuminados. SINONÍMIA Fedegoso-verdadeiro. estimula a força muscular. com uma semente cada. Coar e tomar 1 colher das de café diluída em água. com base arredondada. Inflorescência axilar e terminal. leucemia. FEDEGOSO NOME CIENTÍFICO Cassia occidentalis L. em rácemos com poucas flores pediceladas. moer e misturar 1 colher das de sobremesa do pó com leite. medindo cerca de 12 a 15cm. folha-de-pagé. quase linear. atua sobre moléstias do aparelho digestivo. paramarioba. FITOLOGIA Planta perene. delgada.8m de altura. maioba. lava-pratos. • Cápsulas: tomar 1 cápsula a cada 6 horas (145). achatada. subarbustiva. glabros. HABITAT Espécie autóctone que medra em pastagens. pajamarioba. medindo 1.INDICAÇÕES Estimula a oxigenação celular e a circulação coronariana. • Extrato hidroalcoólico: 3 colheres das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereais a 70 graus e 50ml de água destilada. Aplicar topicamente em ferimentos como cicatrizante (128). desidratar. estrias. FORMAS DE USO • Decocção: 10g da raiz em 1 litro de água. ativa a memória. artrite e artrose (145) e diminui os tremores em pessoas em pessoas idosas (128). ramificada. de coloração avermelhada. Tomar 2 a 3 vezes ao dia (tônico geral). mata-pasto. pouco lenhosa. ibixuma. As folhas são alternas. compostas. • Pó: picar a raiz. paripinadas. amarelas. mamangá. tararucu. Fruto tipo vagem. com 4 a 5 pares de folíolos. labirintite. Caule e ramos lisos. 2 a 3 vezes ao dia (estimulante). cujos lóculos. secar.5 a 1. manjerioba.

febrífuga (130). • Plantio: setembro a outubro. coar e tomar em jejum (verminose e amarelão). Ferver. alcalóides e glicosídeos cianogênicos. As folhas são purgativa e emenagogas. FITOQUÍMICA 1. emenagoga antianêmica (semente). apud 120). tendo ação contra a malária (130). depois de tostadas são utilizadas como sucedâneas do quinino (242). erupções cutâneas.20 x 0. FARMACOLOGIA As folhas apresentam atividade antiinflamatória (Sadique et al. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. em sulcos ou covas. depurativa. folhas e sementes. ou ainda em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. doenças venéreas. colagoga. laxante. em ½ litro de água. antiasmática. glicosídeos antraquinônicos. antídoto de venenos. • Florescimento: março. anti-herpética. rabarbarina. paludismo. Coar e tomar em jejum. inflamações uterinas (130). As sementes. • Propagação: sementes. anti-reumática.contraste com o verde. queimaduras (suco).8-di-hidroxi-antraqinona (Costa). palmítico. • Pó da raiz: moer 3 raízes até obter pó fino. sudorífica. mirístico. esteárico e oléico (Alencar et al. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de dores gastrointestinais. tuberculose. exalando um aroma desagradável enquanto fresca. ácido crisofânico (379). antiasmática.. pela manhã (prisão de ventre) (294). sarnicida (379). ácidos cáprico. • Pó da semente: juntar 5g de sementes em pó em 1 copo de água. . desobstruentes e diuréticas (242). tônica. xantonas (Wader e Kudav). purgativa (120). 10g de casca. Coar e beber 2 xícaras de chá ao dia (febres intermitentes). FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 30 minutos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. As raízes são vermicidas. antiespasmódica. PARTES UTILIZADAS Flores. febre biliosa. Ferver. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. oftálmica. A raiz é bastante amarga. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. doenças hepáticas. apud 120).7m. sarampo (111). emodina (294). eczema e erisipela (94).

sem tornar o peixe tóxico (294). figatil. capoeiras. • Doenças: é sensível aos nematóides do solo. dada a facilidade de enraizamento. boldo-japonês.TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. As folhas são alternas. O enraizamento das estacas pode até ser feito diretamente no campo. alumã. árvore-de-pinguço. capoeirões. • Plantio: agosto a outubro. Não tolera o encharcamento. . CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais e subtropicais. áreas ruderais e na restinga do sul do Brasil. grandes no início do crescimento e pequenas. procede-se a capação das inflorescências. até mesmo os ácidos. FITOLOGIA Arbusto perene que cresce de 2 a 3m em altura.5m. formando touceiras compactas. HABITAT Espécie alóctone. heparém. quando da formação de touceira e diferenciação floral. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 1. FEL-DE-ÍNDIO NOME CIENTÍFICO Vernonia condensata Baker. • Poda: para melhorar a produção de folhas. que medra subespontaneamente nas matas secundárias. arenosos e argilosos. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é ictiocida. • Propagação: sementes. aluman. boldo-degoiás. SINONÍMIA Acumã. É heliófita SOLO Adapta-se à maioria dos solos. perfilhos e brotações do caule. de origem africana.

saponinas. do estômago e do baço. FIGO-DA-ÍNDIA NOME CIENTÍFICO Opuntia ficus-indica Mill. • Tintura: macerar 1 colher das de sopa de folhas em 1 xícara das de chá de álcool neutro a 70 graus. Coar e guardar num frasco hermético. após as refeições. sem adoçar. as folhas novas que se formam são bem menores que as originais. Tomar 1 colher das de café da tintura diluída em água. Na época do florescimento. FITOQUÍMICA Óleos essenciais. taninos. • Colheita: inicia-se a partir dos 6 a 8 meses após o plantio. e para a ressaca alcoólica (271). diurética. ⇒ Antidiarréico: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 copo de água. antes das refeições (128). fastio (294). Colhe-se de abril a maio. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. flavonóides e lactonas sesquiterpênicas (128). PARTES UTILIZADAS Folhas. Tomar ao natural. durante 3 dias.• Florescimento: é sazonal. Tomar morno pela manhã e à noite. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é melífera e apropriada para a formação de cercas-vivas. desintoxicante hepática (128). ⇒ Diurético: ferver por minutos 4 folhas em 1 litro de água. iniciando a partir de maio. . INDICAÇÕES Utilizada para regimes de emagrecimento. colagoga. TOXICOLOGIA Não se aconselha o uso prolongado da planta. Tomar a vontade. afecções hepáticas. FORMAS DE USO • Decocção ⇒ Hepático: ferver por 5 minutos 1 folha em 1 xícara das de chá de água. colerética (294) e analgésica. aperiente.

fasciculados. figueira-do-inferno. solitárias.5 x 2m. avermelhadas. Dispor o artículo de forma inclinada. HABITAT Planta alóctone originária do México. • Propagação: sementes. composto de artículos ou segmentos carnosos. FITOLOGIA Arbusto perene. deprimido. artículos e ovários. espatulados. quase inteiriços e completamente lenhosos. comprimidos. 20 a 25cm de largura e 2 a 3cm de espessura. devido a lenta germinação das sementes (40 a 50 dias) e ao crescimento muito lento da plântula. caducas.FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. espinescente. nulas. O ovário é vivíparo. após secar. SOLO Prefere os silicosos ou areno-silicosos. AGROLOGIA • Espaçamento: 2. munidos de espinhos com até 2cm de comprimento. com sua base de inserção mais aprofundada. enterrando-se 2/3 dos mesmos. As flores são sésseis. A medida que os artículos envelhecem. . amarelo brancacentos. superpostos uns aos outros. bem drenados e aerados. figueira-da-barbária. figueira-do-diabo. palma. tuna. CLIMA Prefere o clima tropical quente. com 6 a 9cm de diâmetro e de cor amarelo-ouro ou amarelo-laranja. SINONÍMIA Cacto. tornam-se cilíndricos. ereto. obtusos nas duas extremidades. ramoso. • Tratamento dos artículos: para prevenir eventuais infecções com Erwinia carotovora. A propagação via sementes é muito morosa. sangüínea. atingindo 5 a 6m de altura. As folhas são indivisas. vermelha. Fruto baga ovóide. achatados.2% e. ovado-oblongos. subuladas. amarelo-esverdeada. hermafroditas. Tolera temperaturas negativas de 6 a 8oC (93). A planta é heliófita e xerófita. Os artículos atingem o ponto de transplante em até dois meses. • Plantio: abril a maio. de cor verde-claro. perdendo também os espinhos. A planta não suporta solos muito úmidos e pesados. laterais ou terminais. medindo menos de 3mm. imergir a base dos artículos em solução de benomil a 0. figueira-da-índia. com 5 a 9cm de comprimento. Os artículos e os ovários podem ser enraizados em areia. profundos. umbilicado no ápice e contendo numerosas sementes comprimidas. com pouca pluviosidade. com cerca de 30 a 50cm de comprimento. por romperem facilmente os artículos. pincelar a cicatriz de inserção com uma pasta cúprica. formando um ângulo de 30o com o solo. Regiões com ventos muito fortes são desfavoráveis à planta.

• Frutificação: fevereiro a abril. recuperou totalmente. Estes pode ser constituídos de um renque de árvores. PARTES UTILIZADAS Frutos e artículos. FITOQUÍMICA A polpa dos frutos contém 47% de água. para a produção de fitoterápicos antiprostáticos. FARMACOLOGIA A solução etanólica da planta a 30% v/v. gomas. A área de proteção do quebra-ventos é cerca de 10 vezes maior que a altura do quebra-vento. 0. Contém ainda substâncias pécticas. em 5 dias. que são utilizados principalmente para o tratamento preventivo da prostatite ou de tumores benignos da próstata. bastante próximas ou telas de sombrite. é comum a quebra de grande parte dos artículos. 7% de proteínas. A planta tem sido utilizada como matéria prima. estimulante medular e anti-reumático (215). albuminóides e resinas (93). mucilaginosas e antidiarréicas (93). sais solúveis. • Doenças: a planta pode ser infectada por bactérias (Erwinia carotovora) que causam deterioração aquosa dos artículos (252). As flores são utilizadas no tratamento de doenças cardíacas. 6% de sementes. Abafar por 15 minutos. INDICAÇÕES Os frutos são úteis no tratamento de febres gástricas biliosas e úlceras de mau caráter (93). tornando-se imprescindível a instalação de quebra-ventos. sacarínicas. O fruto é digestivo. OUTRAS PROPRIEDADES .8% de cinzas e 0. na dose de 0. angina e da circulação. 37% de substâncias glicogênicas. na forma de cataplasmas. a nível mundial. O infuso pode ser utilizado externamente para o tratamento da pele (294). principalmente quando ocorre deficiência de boro no solo. pombas acometidas por diftoviruela . As flores são adstringentes.02% de lipídeos. O uso de antibióticos demandaria 20 a 30 dias para que ocorrem sinais de recuperação (315). FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de flores em ¼ de litro de água quente.doença que se caracteriza por nódulos necróticos sobre o dorso da língua e nas bordas da boca. diurético.1ml/animal. emolientes e hidratantes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Cardiotônico. são maturativos. além de ser utilizada como tônica para pele seca e para a limpeza de pele (294). Os cladódios. Os artículos ou cladódios contém glicosídeos. Adoçar com mel e tomar 2 xícaras ao dia.• Quebra-ventos: em regiões onde haja ventos muito fortes. nitrogenadas solúveis e insolúveis e gomosas. antiescorbútico. • Florescimento: outubro a novembro.

marmelada.• O fruto pode ser aproveitado para o preparo de doces finos. mosqueado de púrpura. na fase vegetativa e até 1. através dos frutos. espessas. • Os artículos podem ser consumidos fritos ou cozidos. SOLO . HABITAT Espécie alóctone originária das Molucas ou ilha Maurício. incluso em invólucro papiráceo. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. pêndulas. As flores são hermafroditas. roda-da-fortuna. folha-grossa. Obtém-se ainda. verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas. folha-de-pirarucú. manteiga e queijo de tuna. erva-da-costa. dispostas em espigas terminais. sobretudo no litoral dos continentes e ilhas. folha-da-fortuna. embora vegete bem à sombra. SINONÍMIA Coirama. glabras. O fruto apresenta carpelos escamosos que se tornam folículos polispermos.40m na reprodutiva. monopétalas. geléias. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. saião. Devido a sua fácil disseminação e aclimatação. suculentas. folha-da-costa. CLIMA Espécie de clima tropical. As folhas tornam-se cloróticas e avermelhadas no inverno e apresentam altíssima capacidade de manutenção da turgescência. • A planta é forrageira e serve como aceiro (é quase incombustível) e cerca-viva (93). tubulosas. carnoso. as superiores 3-lobadas. Possui caule tubular. longopecioladas. xarope. Com 100kg de frutos se produz 9 litros de álcool. mel. orelha-de-monge. as inferiores simples. • O fruto é composto de 28 a 32% de casca e 68 a 72% de polpa comestível. paratudo. ovalado-crenadas. é subespontânea em todos os países tropicais. carnosas. cilíndrico e glabro. óleo combustível e aguardente. As folhas são opostas. xerófila e heliófita. mesmo após serem explantadas. FORTUNA NOME CIENTÍFICO Kalanchoe pinnata [Lam. FITOLOGIA Planta sublenhosa perene que cresce 60cm em altura.] Pers. passas. • A mucilagem que há nos cladódios pode ser utilizada como fixadora em tintas à cal ou como aderente em caldas cúpricas.

resolutiva.0 x 0. abcesso. em condições sombreadas por até 30 dias. antidiabética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Bactericida. cicatrizante (283). hemostática. A frutificação não ocorre devido ao abortamento das flores. FITOQUÍMICA Mucilagem. diurética. etanólico ou o suco demonstra atividade imunosupressiva e imunoestimulante. . As folhas ou segmentos dela podem ser plantados diretamente a campo. vulnerária. e 20 dias no verão. cefalalgias. quercetina 3-0-αarabinopiranosil (1→2)-α-L-ramnopiranosídeo. INDICAÇÕES Usada também para febre.Cresce bem em solos arenosos e pedregosos. úlceras digestivas (93). As folhas. • Adubação: em solos com pouca matéria orgânica é importante a aplicação de adubo orgânico. PARTES UTILIZADAS Folhas frescas. • Propagação: folhas e segmentos das crenas das folhas. Deve-se renovar a planta no campo a cada 2 a 3 anos. • Plantio: ano todo. • Florescimento: primavera. após serem colhidas. Obtém-se de 15 a 20 plântulas a partir de uma única folha. afta.4m. glicosídeos (quercitina). queimadura. de 2 a 3kg/m2. no inverno. em ratos. Formam-se brotações em cada enseada lobular da folha. edemas erisipelosos das pernas. quercitrina. afzelina (356). mantém sua vitalidade. refrigerante intestinal. contusões. • Colheita: Inicia-se 3 a 4 meses após o plantio. antilítica (271). AGROLOGIA • Espaçamento: 1. FARMACOLOGIA O extrato aquoso. antialérgica (188) e antiinflamatória (316). emoliente. gastrites. • Desenvolvimento: por ser muito prolífica. verruga. antiinflamatória externa tópica e diurética. enxaqueca (128). antiartrítica (356). protetora cutânea contra leishmaniose. Apresenta ainda atividade analgésica (104). estomatite (73). picada de insetos. flegmão e oftalmia congestiva. taninos. depurativa. tem tendência de ser infestante. calmante para erisipela. sais minerais (257). calo. tuberculose pulmonar (32). ácidos isocítrico e 1-málico (9) e briofilina. antisséptica (73). afecções respiratórias (na forma de xarope). cálculo renal (68). ingurgitamento linfático. preferindo locais com resíduos orgânicos. coqueluche. impetigo. Apresenta forte ação inibidora seletiva sobre a proliferação e expressão do receptor IL-2Rα em linfócitos. furúnculos (283). tônica pulmonar (68). É nitrófila. além de aumentar a produção de ácido nítrico. feridas. frieira.

ramoso. inicialmente verde-azulado. brilhante e compacto. verde com estrias azuis. . fiolho. fazer uma pasta com a folha e colocar sobre a região machucada (cicatrizante). anis. Tomar duas vezes ao dia. brilhantes. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 40g/dia. aniz. finóquio. em regiões temperadas e baixas. que produz uma roseta de folhas. na forma de suco. HABITAT Espécie alóctone. cilíndrico. Fruto oblongo. entre as refeições (úlceras e gastrites) (257). funcho-bastardo. Inflorescência tipo umbela composta de 7 a 20 subumbelas menores. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz (em condições nativas) ou bienal (em cultivo). alternas. originária das regiões mediterrânicas e da Ásia ocidental. fiolho-doce. Flores hermafroditas. Vegeta espontaneamente em colinas secas e terrenos baldios e até mesmo como planta invasora. aniz-doce. Em queimaduras ou outros ferimentos. Pecíolos longos com bainhas envolventes. amarelas. • Constitui-se em ótima cobertura de solo. funcho-doce. É cultivada no Brasil em jardins e hortas. pentâmeras. 356). falso-anis.ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade antifúngica e antibacteriana (274. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. divididas e subdivididas em segmentos capiliformes muito estreitos.] Gaertner. de caule ereto. SINONÍMIA Aneto-odorante. • Suco: bater no liqüidificador 1 folha com 1 xícara de água. verde-azulado-escuras. fiolho-deflorena. erva-doce. pronunciadamente aromática. FAMÍLIA BOTÂNICA Apiaceae. • Cataplasma: aquecer a folha e colocar sobre o local afetado (furúnculos e dores de cabeça). FUNCHO NOME CIENTÍFICO Foeniculum vulgare [Mill. Foi introduzida no Brasil na época da colônia e se tornou subespontânea em todo país. tamanha foi a sua aclimatação.

que pode ser controlado com jatos de água ou pulverização com uma emulsão de sabão ou decôcto de arruda. SOLO Prefere solos com pH próximo à neutralidade. pois ocorre um atraso ou paralisação da germinação. Os solos argilosos dificultam o crescimento da planta e retém muita umidade.30m. acamamento e à infecção de fungos de solo. O fósforo e o potássio favorecem à produção de sementes. Mudas já formadas. os diaquênios adquirem coloração pardoamarelado. • Plantio: abril a maio. Quando o solo é bem preparado. A planta cresce cerca de 1. principalmente quando o verão é quente. fértil e permeável.3 a 2. pois predispõem as plantas a fungos de solo e vasculares. achatado de um lado e convexo no outro. composto de dois aquênios (mericarpos) de 3 a 4mm de comprimento por 1 a 2mm de largura.5 x 0. manifestada por lesões necróticas castanhas sobre as folhas. as quais tombam com facilidade. O solo deve ser areno-argiloso. • Nutrição: o excesso de nitrogênio dá origem à plantas muito altas. Regiões muito chuvosas são desaconselháveis para o plantio. pode-se semear diretamente em sulcos. É heliófita. invade as raízes e os tecidos vasculares causando secamento de hastes e morte da planta. A Sclerotinia sp. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Ventos fortes favorecem o tombamento das plantas. • Pragas: é mais comum a ocorrência de pulgões que infestam as umbelas. • Plantas invasoras: o funcho não suporta concorrência com outras plantas. a campo. favorecendo também à ocorrência de doenças. embora o temperado seja o mais favorável. Caso contrário. • Propagação: a planta se reproduz via sementes. ervade-santa-maria ou cinamomo. originando progênies com características distintas dos materiais originais. . • Doenças: as doenças mais freqüentes que ocorre são a Murcha de Fusarium e a Mancha de Alternaria. predispondo ao enfolhamento excessivo. dispende-se cerca de 8 a 10kg de sementes por hectare (163). • Pragas: a mais comum que infesta a planta é o pulgão. sem torrões e com poucas ervas daninhas.0m de altura. A semeadura não deve ser feita em épocas muito frias. Porém não suporta solos muito úmidos.de formato oval a oblongo. profundo. flores e frutos. aduzem sintomatologia de deficiência de fósforo. CLIMA Adapta-se aos mais diferentes climas. pois estas espécies podem cruzar-se entre si. • Hibridação: deve-se evitar plantios de funcho próximo aos do coentro. sob temperaturas baixas. Quando maduros. pois favorecem à ocorrência de várias doenças que afetam principalmente os vasos condutores e o florescimento. glabro. enquanto que o excesso de nitrogênio à reduz. semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. O excesso de chuva por ocasião da frutificação resulta em podridão das sementes. Quando a semeadura é feita diretamente no campo. com estrias longitudinais. Semeia-se de março até meado de abril.

⇒ 1 xícara das de cafezinho de frutos secos em ½ litro de água. fenono.000kg/ha de sementes. ocorre quando o fruto ainda está verde. foeniculina. fosfórico. tônicas (257). • Colheita: inicia aos 5 meses após o plantio. carminativas e aperientes (445). normalmente em dezembro. antidiarréicas. O fruto cresce até o atingir o peso de 11. estomáquicas. d-limoneno. quando então encerra cerca de 11. dores de hérnia (445). sucínico e tânico. A colheita dos frutos secos redunda em grande perda dos mesmos. vitaminas A. O teor de óleo essencial do fruto varia de 2. dipenteno. ⇒ 60 a 100g/litro de água. antidispépticas. funchona. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são diuréticas. Quanto maior o ponto de solidificação.0%. O maior acúmulo de óleo essencial. • Decocção: . resolutiva (32). afecções das vias urinárias (215). diarréias fétidas (144). sementes.5%. antieméticas. sais minerais.6%. Rendimento: 700 a 1.para flatulência. 50 a 200ml/dia (341). cerca de 11. FITOQUÍMICA O fruto contém óleo essencial. intervalos de 4 horas .como digestivo. matérias resinosas e pécticas (341). landreno (163). em decocção ou na forma triturada em infusão com água quente (444) ou 3 a 10g (445). ácidos málico. fineno.0 a 6. oftálmicas (341). duas horas antes das refeições . açúcar. cólicas (32). folhas e raízes são expectorantes. dismenorréias. B e C. anetoleno. INDICAÇÕES As sementes são indicadas para constipações estomacais e intestinais. antiespasmódicas (cólicas de crianças). raízes cilíndricas axiais. metil-chavicol. intervalos de ½ hora. Tomar 1 xícara das de chá em intervalos de 6 horas . anetol (60% do óleo). por dia (283). contendo cerca de 50 a 60% de anetol (96). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (32). A raiz contém ácido málico. antidiarréicas e eméticas (271). Sementes. aleurona (283). emenagogas. mucilagem. lactogênicas. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 6g de sementes por xícara de chá. • Produção de sementes: as sementes são colhidas quando adquirem coloração verdeamarelada e apresentam consistência dura. felandreno. fencone. melhor é a qualidade do óleo (96).9µl de óleo essencial (44). O óleo essencial solidifica-se entre 3 e 6 graus centígrados. impigem. folhas verdes e a cepa carnuda. estimulante (294). óleo essencial. andreno.9mg. pineno. ⇒ 10g da semente em 1 litro de água. azia e olhos inflamados (128). • Infusão: ⇒ 2. estragol.• Florescimento: primavera e verão.para estimular a secreção do leite materno. cansaço oftálmico (294). PARTES UTILIZADAS Frutos.

As folhas são utilizadas em saladas e como tempero de feijão branco. GELOL NOME CIENTÍFICO Poligala paniculata L. bengue. • Óleo essencial: 1 a 3 gotas/dia (341). FAMÍLIA BOTÂNICA Polygalaceae. por 1 dias (diurético). • Pó: 1 a 5g/dia. bolos. Tomar 1 xícara após as refeições. em infusão. azeitonas.000m de altitude (209). Sua ocorrência é pouco intensa. balas. • Óleo volátil: 1 a 10 gotas • Alcoolato: 1 a 3ml/dia.⇒ ferver por 5 minutos 1 colher das de chá de sementes em 100ml de água. Tomar várias vezes ao dia. bromil. Coar e tomar 1 cálice antes de dormir (257). timutu-barba-de-são-pedro. doces. . vassourinha. HABITAT Espécie autóctone que medra espontaneamente em campos nativos. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta é aromática e tem sabor picante e doce. lingüiça. Ocorre de 0 a 2. picles. alecrim-de-santa-catarina. • Vinho medicinal: macerar 30g de sementes por 10 dias em 1 litro de vinho. • Pó da semente: 1 a 4g. perfumes e cosméticos. áreas abandonadas e planícies litorâneas. salames. As sementes são utilizadas como aromatizante de peixe. pastelaria e confeitaria. barba-de-são-pedro. As sementes inteiras ou em pó são utilizadas em panificação. arrozinho. O óleo essencial é usado na fabricação de licores. a beira de estradas. polígola. em valas. a 3%. • Tintura: 5 a 25ml/dia. ⇒ ferver 15g de raiz em 1 litro de água. • Extrato fluido: 1 a 5ml/dia. sopas. Dar à criança nos intervalos do aleitamento (para cólicas). SINONÍMIA Alcaçuz-de-santa-catarina. TOXICOLOGIA O uso de mais de 20g/litro pode ser convulsionante (257). maçãs assadas. frutas em calda biscoitos.

• Plantio: abril a maio.4m de altura. É heliófita. INDICAÇÕES Útil para o tratamento de contusões e dores musculares (271). GENGIBRE NOME CIENTÍFICO . longo pendunculadas dispostas em rácimos simples. exalam um forte aroma de salicilato de metila. preta. terminais e axilares. É altamente tolerante à seca. preferindo temperaturas acima de 16. Cresce até mesmo em solos ácidos. quando retiradas do solo. • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. São sésseis.2 a 0. que cresce de 0. ereta. O decôcto da parte aérea é diurético. pois o sistema radicular estabelece um forte vínculo com o solo. dificultando a extração da planta a campo. lineares ou lanceolado-lineares e curto pecioladas. brilhante. revestida por pêlos. alternas. anti-reumática. estacas de ramos. PARTES UTILIZADAS Raízes. antinevrálgica. O fruto é uma cápsula loculicida oblonga. Semear as mudas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. delgados. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são aromáticas. As flores são brancas ou róseas. principalmente em solos compactados. As raízes. glabra e castanho-clara. mais raramente. Mudas obtidas a campo devem ser bem desenterradas.2 x 0. mudas obtidas a campo e. Já foi reputada como eficaz como antiofídica (93). que é efêmero ao ar livre.FITOLOGIA Planta herbácea. alongadas. Sementes cilíndricas. As folhas basais são verticiladas e as superiores. SOLO A planta cresce em quase todos os tipos de solo.5oC. CLIMA É de clima subtropical. AGROLOGIA • Espaçamento: 0.2m. cilíndrico. • Propagação: sementes. principalmente os argilosos. emética e diurética (271). A planta é antiblenorrágica. pivotantes. expectorante e emético (242). Caule subramoso. • Florescimento: novembro a julho. ramificado.

SINONÍMIA Gengivre. O florescimento é um fenômeno raro. de preferência arenosos ou areno-siltosos. As folhas são dísticas. mangarataia. HABITAT Espécie alóctone de origem sul-asiática (Malásia. Fruto tipo capsular. hermafroditas. magaratáia. O caule é foliáceo e ereto. . irregularmente ramificados. • Propagação: segmentos de rizomas. amarelo-esverdeadas. Plantar os pedaços de rizoma distanciados 10cm entre si. rizomatosa. A textura é quebradiça. Cada segmento de rizoma deve ter pelo menos um meristema ou "olho".3 a 1. medindo 20 a 25cm de comprimento por 1 a 2cm de largura. FITOLOGIA Planta herbácea. quando então as folhas senescem.50m. • Plantio: agosto a setembro. As sementes são raras e quase sempre inférteis. guarnecida de escamas imbricadas. reptantes. deve-se cobri-los com solo para evitar-se o ressecamento e a perda de princípios ativos.50 x 0. medindo 0. porém foi introduzida e aclimatada em muitos países tropicais. As mudas são preparadas em canteiros protegidos ou em caixas. linear-lanceoladas. CLIMA Prefere regiões de clima tropical. SOLO Seco e bem drenado. de folhagem anual e rizomas multianuais e raízes adventícias. com brácteas persistentes. irregulares. Transplanta-se a muda dois meses após o plantio dos rizomas. carnosas e cilíndricas. sendo que externamente é mais fibrosa. amarelecem e secam. Índia e China). A superfície do rizoma é esverdeada-creme. com as extremidades algumas vezes guarnecidas de brotações meristemáticas. articulados.0m de altura. É heliófita. • Colheita: 8 a 9 meses após o plantio. subsésseis na bainha. • Amontoa: quando ocorrer afloramento ou exposição dos rizomas em formação. mangaratá. gingibre. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. utilizando-se como substrato a areia. mangaratiá. carnosos. Flores zigomorfas. lábio púrpura com manchas amarelas. Os rizomas são vigorosos. ápex agudo.] Roscoe FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. obtusas e invaginantes. rugosa com vários anéis castanho-claro. As raízes são brancacentas. Inflorescência em espiga terminal elipsóide. vermiculita ou outro material mais poroso. com três lóculos. estreitas. onde é cultivada. contendo sementes azuladas. glabras.Zingiber officinale [Willd.

paralisia. β-bisaboleno. náuseas. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. FORMAS DE USO • Geral: 3 a 9g/dia diarréia (445). INDICAÇÕES Indicada para resfriados (445).5 litro de álcool. • Suco: moer e extrair o suco de um rizoma. asma. Coar a aplicar topicamente em ferimentos e cortes TOXICOLOGIA . • Cataplasma: moer ou ralar um pedaço do rizoma e aplicar num pano sobre o local afetado (reumatismo e traumatismos na coluna vertebral e articulações. broncorréia pulmonar. traumatismo.um pedaço (rouquidão. • Decocção: ⇒ ferver 50g do rizoma em 1 litro de água. dores estomacais e ânsia de vômito). enjôo. odontálgica. antioxidante. β-felandreno. catarros crônicos (93) e halitose. eupéptica. nevralgias e hemorróidas). Tomar 4 xícaras das de chá ao dia. antiálgica. antiinflamatória. zingibereno (bactericida). PARTES UTILIZADAS Rizomas. • Rizoma fresco: mascar . cineol (257). resina. antigripal (215). antibiótica. • Xarope: misturar o rizoma ralado com um xarope de mel (257). asma brônquica. FITOQUÍMICA Gingerol. citrol (145) e carboidratos (9). vitaminizante (68). carminativa. anti-hemorrágica. bronquite e cólicas) (145). estimulante gastrintestinal (257) e cerebral. revulsiva. canfeno. sialogoga. Fazer fricções tópicas (reumatismo). amigdalite (68). sialogoga. anticancerígena. antidiarréica. cólicas do estômago e intestino (145). sulforafane (anticancerígeno). antitrombótica. beribéri.• Produtividade: 20t/ha de rizomas frescos (96). antiemética (445). antisséptica (128). zingerona. anti-reumática (ação externa). afrodisíaca (93) e antiasmática (9). ⇒ ferver 1 colher das de chá do rizoma triturado em 1 xícara das de chá de água. estomática. antiulcerativa. excitante. antidepressiva. béquica (145). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É expectorante. edemas artríticos e reumáticos. antinevrálgica (271). tônica. cólera morbus. • Tintura: 100g do rizoma moído em 0. dispepsia atônica. aperiente. rouquidão (257). ciática. náusea. desinfetante (294). adoçada com mel (tosse. • Pó: para vômitos. citral.

discretamente tomentosos. HABITAT Espécie autóctone que ocorre em pastagens. aguarapondá. crenadas.] Vahl. gervão-legítimo. ervão. Fabricação de bebidas (gengibeer. com bom teor de matéria orgânica e bem drenados. verbena. dicótoma. verbena-azul. de caule e ramos angulosos. gervão. Fruto artrocarpáceo. SINONÍMIA Aguará-podá. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. perene. corola 5-simpétalas. urgervão. quadrangulares e pubescentes. composto por dois carcerulídeos castanho-claros ou escuro. bolos e bolachas. medindo cerca de 6 a 7cm de comprimento e 3cm de largura. estimula à postura de ovos (93).O uso externo indevido e/ou abusivo pode provocar queimaduras. AGROLOGIA . GERVÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Stachytarpheta jamaicensis [L. chá-do-brasil. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Chips para halitose (para mascar). Atinge até 1. gerbão. Preparo do quentão. As folhas são opostas. sésseis. Utilizada na ração de aves. CLIMA É de clima tropical a subtropical. áreas ruderais e na vegetação de restinga do litoral. O pó é usado como condimento no preparo de biscoitos. SOLO Prefere solos arenosos. Espigas terminais de 20 a 30cm de comprimento. ovado-agudas. contendo 1 semente com tegumento membranáceo. matas de altitude. rinchão. vassourinha-de-botão. orgibão. pé-de-moleque e cocada nordestina. gervãofolha-de-verônica. gervão-azul. esbranquiçado. conhaque). urgebão.20m de altura. uregão. FITOLOGIA Planta subarbustiva. As flores são azuladas.

estimulante das funções gastrointestinais (32). em sulcos. rouquidão. prisão-de-ventre. . FITOQUÍMICA Verbascosídeo (63). apud 179). febrífuga. FORMAS DE USO • Infusão: 20g de folhas em 1 litro de água. ou em bandejas de isopor. FARMACOLOGIA Os extratos aquosos das folhas e ramos frescos apresentam atividade espasmogênica in vitro. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes.5m. a beira de caminhos. emenagoga. erisipela. hepatite (68). ipolamida. cafêico e ursólico. bronquite (9). ip. antidiarréica. Ndotriacontano. fridelina. sedante. Na República Dominiicana foi verificada a presença de ácido cianídrico nas folhas (93). contendo substrato organo-mineral. feridas. vulnerária. via intraperitonial e atividade vasodilatadora em ratas. • Plantio: março a abril. indutora da motilidade intestinal (405). detersiva.4oC na temperatura retal (Rodrígues. antiasmática. em íleo de cobaias. antibacteriana. INDICAÇÕES Indicada para doenças crônicas do fígado. hipnose ou perda de reflexo da postura. estarquitafina. anticatarral (9) e antilítica (271). cefaléias e vitiligo. úlceras (93). O efeito antipirético da planta foi constatado com o decréscimo de até 8. afecções renais e gástricas. antiinflamatória. • Colheita: outubro a março. dopamina. anti-hepatotóxica. anti-hipertensiva. machucaduras. tafetalina. cicatrizante (raiz). anti-hemorroidária. hentriacontano. N-nonacosano. Nas doses de 700 a 1000mg/kg se observa a anestesia. vermífuga. geraniol. embora possam ser utilizadas estacas da planta matriz. inchaço do baço. nas doses de 100 a 1000mg/kg. béquica. antidisentérica. ramosa e uniforme em sua arquitetura. tônica eupéptica. antiespasmódica (179). amebíase. cerca-viva ou separação de culturas. ácidos clorogênico. sudorífica (63). antipirética. antiartrítica. citral. anti-reumática. antiemética. resfriado (32). contusões. laxante (68). como sebe.0 x 0. N-pentriacontano. debilidade orgânica. dextrina e ácido salicílico (9). diurética. pode ser utilizada em áreas muito acidentadas e erodíveis.• Ambiente: por ser planta muito rústica. verbenalina. furúnculos (215). escutelareína (179). distúrbios nervosos. Extratos alcoólicos apresentam atividade sedante ou ataxia. • Espaçamento: 1. tumores. Tomam-se 3 a 4 xícaras ao dia (32). inibidora da secreção gástrica. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. antioxidante. γ-aminobutírico. • Propagação: sementes. As sementes podem ser semeadas diretamente a campo. αespinasterol. hispidulina. hepática (raízes). eczema.

em cachos pequenos. . crindiúva. contusas (contusões. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 3. machucaduras e feridas). sagitada. • Suco: cicatrizante externo (68). É heliófita. periquiteira. medindo cerca de 8 a 10cm de comprimento 3 a 4cm de largura. A planta cresce de 3 a 10m de altura. curindiba. orindeúva. que medra na floresta pluvial Atlântica. SOLO Prefere solos porosos. ásperas. Inflorescências axilares. ovóide. Folhas curto-pecioladas. borda serreada. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. coatidiba. quando maturo. beirada de matas. em subosques. com tronco de 20 a 35cm de diâmetro. de base arredondada. GRANDIÚVA NOME CIENTÍFICO Trema micrantha (L. orindiba. arbórea. pastagens e áreas ruderais. perenifólia ou semidecídua. ramificada. orindiuva. FITOLOGIA Planta perene. pau-de-pólvora. taleira. nervuras salientes. profundos. ricos em matéria orgânica. pioneira. acuminada. • O decôcto das folhas apresenta propriedades inseticidas (68). SINONÍMIA Candiúba. com flores amareladas. capoeiras. FAMÍLIA BOTÂNICA Ulmaceae. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. gurindiba. orinduíba.) Blume. ereta. verde quando imaturo e alaranjado-claro. OUTRAS PROPRIEDADES • O chá das folhas tem sabor semelhante ao chá-da-índia.• Cataplasma: usam-se as folhas e as raízes frescas. liso. coatiudiba.5m. Fruto tipo baga. glabro. de caule estriado e marrom-escuro.

chá-de-frade. guaçatunga-branca. língua-de-tiú. guaçutonga. erva-de-guaçatunga-falsa. uassatonga. fruta-de-saíra. quacitunga. estimulando a produção de leite (344) GUAÇATONGA NOME CIENTÍFICO Casearia sylvestris Swartz. carvalhinho. chá-de-bugre. baga-de-pomba. caroba. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 135. gaibim. varre-forno. gaimbim. . petumba. • As flores são melíferas. guaçatunga-falsa. FAMÍLIA BOTÂNICA Flacourtiaceae. pombeiro. guaçatunga. pioia. cafezinho-do-mato. café-de-fraile. sylvestris. paratudo. OUTRAS PROPRIEDADES • A madeira é utilizada para a fabricação de pólvora.• Propagação: sementes. guassatonga. pau-de-lagarto. A germinação das sementes demora de 4 a 6 meses (241). bugre-branco. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. cafezeiro-bravo. marmelinho-do-campo. anti-sifilíticas e anti-reumáticas (242). erva-de-bugre. erva-de-pontada. vassitonga. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. café-bravo. guaçatunga-preta. vacatunga. pitumba-de-folha-miúda. além de ser aproveitável para carvão e lenha (241). ervade-pontada. PARTES UTILIZADAS Folhas. As sementes são postas a germinar em areia sempre umedecida. Após a germinação. SINONÍMIA Apiá-açonoçú. pau-debugre. • Florescimento: novembro a fevereiro. erva-de-lagarto. erva-da-pontada.000 unidades (241). • As folhas são ótimas forrageiras. pióia. língua-delagarto. As mudas são transplantadas quando atingirem 20 a 25cm de altura. cambroé. marmelada-vermellha. chá-de-são-gonçalinho. café-do-diabo. var. as plântulas são repicadas para saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. guaçutunga. caimbim. vassatunga. • Plantio: agosto a outubro. cafezeiro-do-mato. saritã. estralador. A frutificação ocorre de março a maio.

000 unidades. PARTES UTILIZADAS Folhas. estreitas e arredondadas na base com até 14cm de comprimento e 5cm de largura. em áreas úmidas. que apresenta aroma agradável e com alto teor de terpenos e ácido capróico (391).HABITAT Espécie autóctone. que habita as beiradas de Mata Atlântica. amarelo e comestível. cujo poder germinativo é baixo. A emergência das sementes. Apresenta 5 a 8 nervuras laterais. • Florescimento: julho a novembro. serreado-denteadas ou subinteiras. • Colheita: inicia ao final do segundo ano de cultivo. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. antocianosídeo . • Propagação: sementes e estacas de ramos. As flores são pequenas e esverdeadas. pioneira. óleo essencial (2. CLIMA É de clima tipicamente tropical. É encontrada em altitudes de até 2. ocorre entre 20 a 30 dias (241). SOLO Prefere solo do tipo calcário e ricos em húmus. de curta viabilidade (241). glabra. capoeiras e em capões. mas pode chegar até 20m de altura por 0. normalmente consorciada a cipós. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 84. resina. várzeas. agudas até longo-acuminadas no ápice. lanceoladas até ovadas ou elípticas. • Plantio: março. Tem a casca cinéreo-pardacenta. inequiláteras. Os ramos novos tem folhas com nervuras ferrugíneo-pubescentes e os adultos glabras. FITOQUÍMICA As folhas contém diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R).5%) (350). alternas. Cresce preferencialmente na floresta pluvial da Encosta Atlântica. FITOLOGIA Planta arbórea perene que cresce em média de 2 a 6m de altura. cascas e raízes. O fruto é uma cápsula ovóide-globosa. alcalóides. pequena (cerca de 3mm de diâmetro). pecioladas. contendo 2 a 6 sementes em arilo lanoso. AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. exalando um forte aroma. porém adapta-se até mesmo em solos secos e pobres. heliófita ou esciófita (213). seletiva higrófita. persistentes. além de saponinas. densa e minusculamente pelúcido-glanduloso-punctatas. flavonóides (179).4m de diâmetro na base (213). tanino.000m (213). Umbelas axilares sésseis. vermelha quando madura. rugosa e com pequenas fendas quase superficiais (lenticelas). Os frutos amadurecem em setembro até dezembro. encostas suaves e até pedregosas.

p. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta é depurativa. 50 a 200ml/dia (341). O extrato etanólico a 70% das folhas secas demonstra atividade antiulcerosa em ratas. . anti-sifilítica (215). anti-herpética (145) antiulcerogênica. FORMAS DE USO • Infuso ou decôcto: ⇒ 5%. ∆ e δ-cadineno e espatulenol (291). antimicrobiana. paralisia (169). aftas. antiobésica. úlceras estomacais (294). antipirética (183). na dose de 57. inflamações. α-humuleno. dores do peito e do corpo (391). Esfriar e aplicar com algodão sobre o ferimento. Tomar 2 xícaras por dia da infusão para úlceras e problemas digestivos. úlceras dérmicas (151). FARMACOLOGIA O extrato etanólico das folhas apresenta atividade antitumoral em ratos na dose de 100mg/kg i. reumatismo. estimulante da circulação. biciclogermacreno. contra o sarcoma 180 (191). • Compressa: ferver durante 10 minutos 30g de folhas de guaçatonga com 10g de folhas de confrei em 1 litro de água. A tintura e o óleo essencial das folhas demonstram atividade cicatrizante em ratas (Scavone. Os criadores de gado utilizam as folhas para a expulsão da placenta pós-parto (31). anti-sifilítica e antiespasmódica (169). antiofídica (350). O óleo da planta combate as lombrigas (233). anticolesterolêmica. antiobésica. 407). sapinho (128). Coar e aplicar compressas sobre eczemas (145). β e ∆-elemeno. herpes. cardiotônica (271). febre. eczema. xarope e vinho: 20 a 100ml/dia (341). sarna. anestésica tópica em lesões da pele (Panizzate e Silva. diarréias. antisséptica. fungicida (128). antidiarréica (93). hidropisia. germacreno-D.(145).5mg/kg. A casca é utilizada para febres perniciosas e inflamatórias. apud 179). A infusão da raiz e folhas é usada como depurativa. picada de insetos. via intragástrica e uma inibição da atividade secretora gástrica (37). O extrato aquoso da planta apresenta atividade frente ao veneno de Bothrops jararaca e o óleo essencial teve um efeito inibidor dos processos induzidos pelo veneno de Bothrops alternatus (350). antiartrítica (341). afrodisíaca. • Extrato fluido: 2 a 10ml/dia. diurética. cardiotônica. ⇒ 10g de folhas frescas ou secas em 200ml de água quente. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta ainda atividade antibacteriana contra Bacillus subtilis (83. INDICAÇÕES Usada no tratamento de doenças de pele. vulnerária. apud 179). calmante e diaforética. eupéptica. • Elixir. α-copaeno. sífilis (32) e aids (imunoestimulante). cicatrizante (barba. espinhas). picadas de cobra (externamente). anti-reumática. prurido (145). β-cariofileno. • Tintura: 10 a 50ml/dia. hemostática. inchaço das pernas (215).

coração-de-jesus. trilobadas. trepadeira.• Alcolatura: macerar por 5 dias 20g de folhas em ½ copo de álcool neutro.925 (291). OUTRAS PROPRIEDADES • O tronco fornece madeira útil para marcenaria e carpintaria. Corola infundibuliforme provido de 5 lacíneas triangulares. O preparado deve ser mantido em locais frescos e em frascos escuros (128). cipó-sucuriju. castanhos e glabros. erva-de-cobra. cipó-catinga. capoeirões. de cor verde intenso. tacos. guape. FITOLOGIA Planta subarbustiva. micânia. terrenos de aluvião. cilíndricos. tábuas para assoalho. guaco-liso. odor semelhante ao cedro e é amargo. estriados. podendo ser utilizada na construção civil. GUACO NOME CIENTÍFICO Mikania glomerata Sprengel. lineares ou brácteas liguladas. ciliadas e de ápice agudo e oblongo. SINONÍMIA Cipó-caatinga. As folhas são pecioladas. de ramos lenhosos. e o pecíolo 3 a 7cm de comprimento. membranáceas à coriáceas. em torno. guaco-trepador. apud 179). em várzeas sujeitas à inundação e à beira dos rios. As bractéolas são uninerves. O papus é composto de 30 cerdas variando de amarelo-palha a . É encontrada desde 50 a 500m de altitude (57). de ápice acuminado e base arredondada ou subcordiforme. guaco-de-cheiro. são aquinquinervadas na base. O limbo mede 8 a 15cm de comprimento por 6 a 9cm de largura. arqueadas. glabras. • O óleo essencial apresenta coloração amarelo citrino. A inflorescência é do tipo panícula tirsóide que alcança 30cm de comprimento. A DL50 em ratos foi estimada em 1792g do extrato seco/kg (Amarante e Silva. guaco-verdadeiro. perene. orla de matas. Sua densidade é de 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. erva-cobre. opostas. capoeiras. TOXICOLOGIA Os extratos aquosos das folhas demonstram atividade sobre a musculatura lisa uterina de ratas podem explicar a sua ação abortiva. sendo a margem dos lobos lisa. aromáticas. lenha e carvão (241). providas de contorno oval. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul que cresce espontaneamente em matas primárias. Coar e aplicar topicamente (picada de insetos). uaco.

a planta exibe coloração verde-escura e fosca. com 1. Estacas mais herbáceas (ponteiras) devem ser hidratadas previamente por 1 hora (114). O peso dos ramos não deve exceder ao das folhas. • Plantio: ano todo. Plantas adubadas com 60g de sulfato de amônia. piloso ou levemente glabro. iniciando 16 meses após o plantio. Depois de eliminadas todos os resíduos florais. As folhas não podem apresentar manchas. • Adubação: responde bem à adubação orgânica. A estaca deve ter 5 gemas e 1 par de folhas (322). para que não ocorra dispersão das sementes. . medindo 3mm de comprimento. • Pragas: as mudas novas recém plantadas a campo são muito sensíveis ao ataque de vaquinha ou patriota (Diabrotica spp. As mudas são tranplantadas quando atingem cerca de 30cm de altura.0m.5 x 1. • Produção de sementes: os aquênios devem ser colhidos antes do secamento completo da panícula. • Doenças: podem ocorrer manchas cinzas com halos arroxeados nas folhas. Obtém-se em média 3t/ha de material seco. as folhas remanescentes devem ser cortadas transversalmente com tesoura. Posteriormente. • Aclimatação: as estacas devem ser protegidas com sombrite 70% até a brotação vigorosa. • Substrato: enraizar em substrato à base de húmus de minhoca e vermiculita. mantê-las em sombrite 50 ou 30%. • Padrão comercial: comercializam-se folhas com ramos finos e inflorescência nova. 250g de superfosfato simples e 20g de cloreto de potássio produzem seis vezes mais biomassa que plantas não adubadas (324). SOLO Prefere solos areno-argilosos e úmidos. causadas por fungos. Solos compactados ou mal drenados retardam o crescimento. as sementes devem ser armazenadas em câmara fria ou geladeira. pentangular. CLIMA Espécie de clima tropical e subtropical. • Tutoramento: o cultivo exige tutoramento vertical em espaldeiras de arame. para facilitar a colheita e para obtenção de matéria prima saudável e limpa. Para que haja um melhor enraizamento das estacas. • Florescimento: esporádico. É esciófita. • Propagação: é feita por estacas do caule e ramos. Fruto tipo aquênio. normalmente no inverno até a primavera. PARTES UTILIZADAS Folhas ou planta florida frescas ou secas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1.2m de altura. • Colheita: feita ao final do inverno.rosada. enquanto que à plena luz as folhas são luzidias e de coloração verde-limão. Quando cultivada à sombra.). Não pode ocorrer material estranho na amostra (96).

asma e bronquite: fazer o decôcto de 15 a 20 folhas de guaco em 100ml de água. É desaconselhável para crianças com idade inferior a 1 ano e mulheres em menstruação (145). . artrite (145) e albuminúria (215). antiespasmódica (324). vômitos e diarréia. compostos sesquiterpênicos e diterpênicos. emoliente. Tomar 1 a 2 colheres das de sopa 2 a 3 vezes ao dia. 128). antinevrálgica. diurética. ⇒ reumatismo: fazer fricções sobre áreas doloridas. expectorante. resina. calmante (215). ou na forma de extrato alcoólico ou decocto. porém quando secas. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas verdes são quase inodoras. quando o uso é abusivo (258). embora seu efeito broncodilatador tenha sido confirmado (346). antisséptica das vias respiratórias. (346). anti-reumática (271). antigripal e antiofídica (215. tanino. ⇒ crises de tosse. ácidos entkaur-16-eno-19-óico e namoilgrandiflórico. saponina. peitoral (Dias da Rocha. eugenol e esteróis (145). tônica. devido à cumarina (238) FORMAS DE USO • Infusão: adicionar 2 xícaras (tipo cafezinho) de folhas frescas a 1/2 litro de água. estigmast-22-en-3-ol (308). reduzir a dose à metade (258). picadas de inseto. Para as crianças. febrífuga.FITOQUÍMICA Cumarinas (324). • Suco: 2 folhas frescas batidas com água (1 copo) em liqüidificador. guacosídeo (257). estigmasterol. tem forte olor balsâmico. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes aos dia (problemas respiratórios). FARMACOLOGIA Não se constatou nenhuma atividade diurética e hipotensora. antiinflamatória. borneol. • Xarope ⇒ tosses em geral: 4 xícaras das de cafezinho de sumo de folhas frescas em ½ litro de xarope. TOXICOLOGIA Pode causar taquicardia. rouquidão. O guaco apresenta atividade relaxante sobre a musculatura lisa respiratória de cobaias. juntar 150 a 200g de açúcar ou rapadura e dissolver. INDICAÇÕES Indicada para a gota. flavonóides. coqueluche. anti-reumática. antiasmática (258). ⇒ picada de cobra: tomar várias vezes ao dia (145). Após. cicatrizante (257). hipotensora . apud 169). cobrir e deixar esfriar. adicionar folhas de poejo e gengibre ralada (1 colher de chá).quando se usam as folhas frescas. sudorífica. Tomar 1 colher das de sopa a cada 4 ou 6 horas (257). cineol. ácido cinamoilgrandiflórico. béquica (179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Broncodilatadora (260). tosse rebelde.

guiné. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As flores são sésseis. com 4 a 8cm de comprimento e 3-4cm de largura. GUINÉ NOME CIENTÍFICO Petiveria alliacea L. O enraizamento das estacas é demorado e com baixo índice de pegamento. quando nova. erva-tipi. Apresenta odor forte que lembra alho. Folhas curtamente pecioladas. oblongas ou obovais. elípticas. . FITOLOGIA Planta subarbustiva. sublenhosa quando adulta. mucura-caá. com característico odor de alho. clareiras e áreas ruderais do sul do Brasil. tipi-verdadeiro. pequenas. inteiras. estreitadas na base.• A planta é melífera • É utilizada contra picada de insetos e cobras (257). • Propagação: sementes e estacas. porém deve ser fresco e drenado. SOLO Adapta-se a quase todo tipo de solo. em delgadas espigas bracteadas terminais. perene. de ramos delgados. HABITAT Espécie autóctone. membranosas. com 6-8mm de comprimento. alvo-verdolengas. ereta.40m.8 x 0. escassamente pubescentes ou glabras. agudas ou acuminadas no ápice. Fruto capsular. erva-pipi. delgada. raiz-de-guiné. compridos. erva-de-pipi. originária das matas da América tropical. FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. quase eretos ou ascendentes. pipi. atipim. As sementes são postas a germinar em substrato organo-mineral. caá. alternas. erva-de-guiné. cerca de 1m de altura. guiné-tipi. pequeno. É esciófita. Cresce subespontaneamente em potreiros. CLIMA A planta é de clima tropical e subtropical. SINONÍMIA Amansa-senhor. tipi. cuneiforme. jardins.

0. aos 30 e 90 dias após o plantio. β-sitosterol. ácidos urônicos. A fração não saponificável. antiofídica.2. diurética. vermífuga. na dose de 33ml/litro (134). emenagoga. difeniltrisulfeto. no inverno. antigripal. O princípio tóxico é conhecido como petiverina (179). na dose de 1g/kg. trans-stilbeno. distúrbios pulmonares. abortifaciente. • Plantio: maio e outubro. lipídeos: ácidos linoléico. afrodisíaca. Adubar com nitrato de cálcio. FITOQUÍMICA Triterpenos: isoarborinol. analgésica. O extrato aquoso de folhas atua como estimulante uterino débil em ratas. oftálmica (215). na dose de 10g/planta. saponinas. oléico. impotência (130). Não se constatou efeito . pinitol. antivenérea. antiartrítica. Esteróides. sudorífica. palmítico. trisulfeto de benzilo. oncolítica (179). fridelino e ácido benzóico (116). (130). antissinusítica (303) estimulante (32). doenças do útero. desinfetante. INDICAÇÕES É indicada para cistite. • Colheita: inicia a partir dos 10 meses após o plantio. As mudas são transplantadas quando atingem cerca de 20cm de altura ou 6 a 8 folhas definitivas. i. sudorífica. lignocérico e esteárico. 3. antiasmática. antineoplásica. anticonvulsionante. polifenóis e taninos (382). acetato de isoarborinol. FARMACOLOGIA Anticonvulsionante e analgésica (130). compostos de enxofre: 2-hidroxi-5-etil-trisulfeto de benzilo. demonstra uma fraca atividade analgésica em teste de contorção com ácido acético (119). dores reumáticas e de cabeça (373). lupenona (8). resfriado. É preventiva da cárie dental (130). antireumática. vários tipos de câncer (179). PARTES UTILIZADAS Raízes (mais comum) e folhas (tumores). via intragástrica em ratos. macrólido (antitumoral). Anualmente reaplicar adubação nitrogenada em cobertura. antitumoral. tritiolaniacina. trans N-4-metilprolina. antiespasmódica. N-metil-4-metoxi-trans-prolina. terpenóides (isoarborinol. tritiolano e cumarinas (379).p. dismenorréia. cólera. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anticoagulante. odontálgica. O extrato etanólico (50%) de folhas frescas. inflamações da boca e garganta e gengivite (257). PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. benzilhidroxietiltrisulfitos. A semente contém isotiocianatos voláteis. acetato de isoarborinol. afecções da pele (uso externo). álcool docosílico. nonadecanóico. A raiz contém 1. pinitol e βsisterol. lactona sesquiterpênica. cinamato de isoarborinol. depurativa. alantoína.9-cumarinas.4-tritiolan. anti-histérica. piorréia. antimicrobiana e antiinflamatória (128). anticárie. na primavera.5ml/cobaia demonstra atividade estimulante de fagocitose (113). cinamato de isoarborinol). paralisia. anticancerígena. falta de memória (215).5-difenil 1.• Adubação: incorporar 1kg/cova de cama de aviário. Alcalóides: alantoína.

principalmente devido a presença de tiofenos (336). estimula a atividade fagocítica e não possui atividade antitumoral (348).. O tratamento é indicado para o câncer (154). FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ 1 pedaço de raiz com 2 folhas para 1 ½ xícara das de chá. in vitro (282). inibindo o edema podal produzido por carragenina em ratas. O decôcto das folhas apresenta atividade antiinflamatória e analgésica. Não obstante. • Sumo: bater no liqüidificador 25 a 30 folhas com 1 litro de água fria. O extrato metanólico da raiz apresenta atividade profilática e terapêutica no tratamento de doenças hepáticas em ratas. Tomar 3 xícaras ao dias (8). . Staphylococcus aureus (CIM: 6. • Compressa: folhas contusas aplicadas topicamente sobre cefalalgias e reumatismo. 306). aplica-se topicamente em áreas odontálgicas (32).composto que apresenta atividade contra Bacillus subtilis (CIM: 3mg). A infusão das folhas não foi ativa contra o protozoário Trichomonas vaginalis. não se constatou atividade anticândida e sim contra Epidermophyton floccosum. Coar e usar em massagens tópicas (dores reumáticas) (128). Tomar um copo pela manhã. e as contorções induzidas por ácido acético. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico (50%) demonstra atividade antibacteriana contra vários microorganismos Gram negativos e atividade antimicótica contra vários patógenos de plantas. Musca domestica e mosquitos) e atividade repelente de traça da roupa (174. Usar em bochechos e gargarejos (257). na dose de 200mg/kg. • Alcolatura: macerar por 3 dias 4 colheres das de sopa de raiz em pó em 2 xícaras das de chá de álcool. A via tópica foi mais pronunciada que a oral. Mycobacterium tuberculosis e Candida albicans (411). utilizando o decôcto das folhas (59).antitumoral dos extratos etanólicos e aquosos das folhas secas em cobaias portadores de sarcoma 37 e 180.3mg). O macerado hidroalcoólico das folhas não inibe o crescimento de bactérias que causam infecções na pele. mucosas (58). 348). O extrato aquoso de folhas mostrou-se efetivo contra Epidermophyton floccosum. ⇒ Câncer: 30g/litro. na dose de 6. • Inalações: utiliza-se a raiz (303). incorporado na vaselina suave. A atividade estimulante do sistema reticoendotelial e antimicrobiana está associada ao benzil-2-hidroxietilsulfeto . observando-se um incremento de 69 a 78% da coagulação anormal de sangue e transminase glutamato-piruvato (305). ao meio-dia e a noite. Escherichia coli (CIM: 50mg) e Candida albicans (CIM: 3. carcinoma de Erlich e adenocarcinoma mamário (129). administrado topicamente ou oralmente em cobaias demonstrou um efeito inibidor de dermatites induzidas por óleo de cróton e em granuloma induzido por pelet de algodão. Induz a contração da musculatura lisa. O extrato cru.1mg) (41. O óleo essencial das folhas demonstrou atividade supressora da alimentação na fase larvária de alguns insetos fitopatógenos (Attagenus piceus). Coar. na dose de 10g/kg.25g/kg. O extrato etanólico das raízes. O extrato alcoólico das folhas mostra atividade nematicida contra Meloidogyne spp. atividade inseticida contra insetos adultos (Cimex lectularius. trato digestivo (60) e infecções respiratórias (59). via oral. não causou qualquer tipo de irritação à pele (158). Fazendo-se um palito da raiz.

mentrasto. poejo. crenadas ou denteadas. As folhas tem aroma suave que lembra maçã. hortelã-de-leite. hortelã-comum. HABITAT Espécie alóctone. SINONÍMIA Erva-boa. com as folhas fortemente enrugadas. dispostas em espigas verticiladas. doses abusivas podem resultar em imbecilidade. hortelã-pimenta-rasteira. perda de peso. CLIMA . hortelã-de-cheiro. hortelã-chinesa. originária da Europa. HORTELÃ-BRANCA NOME CIENTÍFICO Mentha rotundifolia L. em cobaias foi de 1637mg/kg (298) e via intraperitonial é de 1. ou Mentha suaveolens.7g/kg. com ataxia dos membros posteriores. afasia e até a morte (93). hortelã-de-cavalo. Animais que consomem diariamente folhas da planta tornam-se débeis. carbamatos e alguns organoclorados. hortelã-de-horta. hortelã-cultivada. FITOLOGIA Planta herbácea perene de porte rasteiro-ascendente. hortelã-do-brasil. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é usada como inseticida e repelente de insetos (179). A necropsia dos animais mostrou atrofia muscular com fragmentação e hialinização de fibras. pubescentes. hortelãrasteira.p. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. braquicardia.TOXICOLOGIA A planta é abortiva (124. hortelã-de-folha-miúda. 348) e tóxica ao gado. via oral. hortelã-das-hortas. arredondadas. hortelã-de-folha-redonda. hortelãda-horta. hortelã-de-panela. aumento dos níveis de transminases e nitrogênio urêico. hortelã-cheirosa. dilatação cardíaca e lesões renais. menta-maçã. As flores são alvas. O leite produzido pelas vacas que ingerem a folha adquire sabor de alho (47). hortelã-miúda. hortelã-de-tempero. Não foi verificada ação genotóxica do decôcto em células reprodutivas de cobaia macho e nem a morte dos animais com a dose única. de 10g/kg (348). Os efeitos produzidos pela ingestão de Petiveria alliacea em ovinos (caquexia muscular distrófica) são similares aos sintomas de intoxicação com pesticidas organofosforados. A DL50 de um extrato i. desidratação.

estacas radicantes e sementes. FITOQUÍMICA O teor de óleos essenciais na planta fresca varia de 0. • Florescimento: dezembro e janeiro.300 a 2. • Plantio: março a maio.4 x 0. calmante (215) e antiemética. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). PARTES UTILIZADAS Folhas frescas e verdes. 15g de nitrogênio/m2.059 a 0. 130kg de cálcio e 17kg de magnésio. • Nutrição: a planta extrai por hectare cerca de 170kg de nitrogênio. aromática. bem distribuídas. Aplicar.18% e o teor de mentol deve estar além de 50% (96). • Propagação: divisão de rizomas. pois a planta é exigente em umidade no solo. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. desde que não ocorra estresse hídrico. Suporta baixas temperaturas. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. estimulante. Repetir a adubação a cada corte.000mm ao ano. adapta-se bem à regiões subtropicais com precipitação de 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). 290kg de potássio. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. • Irrigação: proceder periodicamente.3m. Além disso. em canteiros. a produção de sementes é desuniforme e reduzida. mas não as geadas. • Rendimento: 2 a 3 cortes por ano ou cerca de 4t/ha de planta fresca (96). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. vermífuga. tônica. para uma produção de 4t de matéria fresca (96). Tolera altas temperaturas. INDICAÇÕES . 30 dias após o plantio. 25kg de fósforo.Embora seja de clima temperado. SOLO Leve e poroso. • Renovação da cultura: é feita a cada 3 a 4 anos. • Colheita de sementes: Embora a planta floresça e produza sementes no sul do Brasil. • Plantas invasoras: proceder a capinação até que a hortelã cubra o solo por inteiro. • Adubação: aplicar no plantio 4 a 5kg de estrume de gado ou composto. anti-reumática. associadas a pouca precipitação determinam menor teor de óleos essenciais (96). corre-se o risco de utilizarse sementes oriundas de polinizações clandestinas oriundas de outras espécies de hortelãs. fértil e com bom teor de matéria orgânica. Temperaturas muito altas. É heliófita.

bem drenados. É também a mais popular e a mais bem aclimatada das mentas. Caule arroxeado. hortelã-das-hortas. De todas as mentas. há necessidade de um fotoperíodo mínimo de 12 horas. Fruto tipo aquênio. rizomatosa. • Propagação: estaquia ou divisão de rizomas. Folhas opostas. vivaz. serreadas.3 x 0. dispostas em espigas terminais. hortelã-da-horta. hortelã-de- HABITAT Espécie autóctone de origem mediterrânica-européia.Indicada para a prisão-de-ventre e feridas (215). mentrasto e poejo. FITOLOGIA Planta herbácea. areno-silicosos e ricos em matéria orgânica. ovallanceoladas. SINONÍMIA Hortelã-chinesa. é a que melhor se adaptou ao Brasil. verde-escuras e crespas. hortelã-pimenta. tempero. úmidos. Flores lilases ou azuladas. Para que ocorra o florescimento. Cresce subespontaneamente em jardins e fundo de quintal. hortelã-rasteira. hortelã-comum. em .25m. SOLO Prefere os solos aerados. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. no Brasil. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. ramificado. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. A planta pode ser considerada esciófita. HORTELÃ-COMUM NOME CIENTÍFICO Mentha x villosa Huds. refresco e salada. FORMAS DE USO Infusão. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em temperaturas amenas. com 10cm de comprimento cada segmento.

tampar. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de diarréia sangüínea. pineno. tônica geral. timpanite (especialmente de origem nervosa). Irrigação: deve ser periódica. PARTES UTILIZADAS Folhas. A colheita pode na primavera. verão e outono. 1/2 hora antes do café da manhã. vermífuga (257). tremedeiras. colagoga (258). Adubação: orgânica.• • • • • canteiros. pois a planta é ávida por umidade no solo. tricomoníase urogenital (406). FITOQUÍMICA Óleo essencial contendo mentol. antiespasmódica. estomáquica. . mentofurana. atonia digestiva. Servir às crianças 1 vez ao dia. colerética. Colhe-se quando cerca de 60 a 70% das plantas estiverem floridas. icterícia. não devendo se estender além de 15 dias. Colheita: inicia-se 2 a 3 meses após o plantio. palpitação. colocar numa xícara. Colocar a água e o açúcar para ferver até atingir o ponto de bala. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. tanino. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). vômitos. FARMACOLOGIA O óleo essencial apresenta atividade relaxante sobre o músculo intestinal (406). Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). bem curtido. Adicionar o sumo (antiparasitária e expectorante). na quantidade de 2 a 3kg/m2. dismenorréia e odontalgias (32). • Bala: separar 800g de açúcar. FORMAS DE USO • Antiparasitário com alho: amassar 3 a 4 folhas frescas de hortelã e 1 dente de alho. tricomonicida (261). expectorante. cálculos biliares. PARTES UTILIZADAS Folhas. limoneno e cânfora. Plantio: ano todo. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. cólica uterina. amebicida. ácidos orgânicos. acrescentar água fervente. digestiva. giardicida. mentona. anti-reumática e galactagoga (271). antisséptica. 250ml de água filtrada e o sumo da hortelã. estimulante. flavonóides e heterosídeos da luteolina e apigenina (257). deixar esfriar e coar. amebas e lombrigas). durante 5 dias (combate giárdias. ansiolítica (406). Utilizar húmus de minhoca ou estrume animal.

em 1 litro de água. respectivamente. Folhas verdeintensas. podendo ser anual. em regiões de inverno rigoroso. por 7 dias. em pares cruzados. Medra em regiões uliginosas marítimas do sul do Brasil. de limbo rômbico-lanceolado. junto com as refeições. escassa na parte inferior e notória na superior. com 30 a 60cm de altura. lagoas. O caule é simples. pecíolo curto. TOXICOLOGIA O uso prolongado ou a ingestão antes de dormir. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. na forma de glomérulos globosos. SINONÍMIA Fazendeiro. opostas. por 5 a 10 dias (antiparasitárias). Misturar 1 colher das de café do pó com mel. doces e bebidas. pode resultar em insônia (258). FITOLOGIA Planta herbácea perene. com pubescência adpressa. um pouco ramificado. secas ou frescas. principalmente à beira de canais. Inflorescência axilar. bananais e pomares. HORTELÃ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Hyptis brevipes Poit. várzeas. • Infusão: colocar 5 ou 10g de folhas picadas. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. • Pó: triturar folhas secas e peneirar. reunindo flores densamente aglomeradas de corola alva. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na alimentação como condimento • Na indústria obtém-se uma essência utilizada como aromatizante de perfumes. quadrangular. Tomar 3 vezes ao dia. em 3 doses. exceto como vermífugo). margem serreada ou duplamente serreada. riachos. medindo 4 a 6cm de comprimento por 2 a 2.• Folhas in natura: ingerir 10 a 16 folhas por dia. Apresenta porte ereto quando novo a semi-prostrado quanto em reprodução. AGROLOGIA . revestida de glândulas que liberam óleo essencial aromático que lembra a hortelãlevante ou alevante. Tomar 1 xícara das de chá 3 vezes ao dia (uso interno. hortelã-brava. de base atenuada. Metade da dose para as crianças (258).5cm de largura.

HABITAT Embora a sinonímia popular atribua ser de origem brasileira. • Colheita: 100 dias após o plantio. As folhas são sésseis ou quase sésseis. compactas ou com falhas na base.5 x 0. hortelã-da-amazônia. • Florescimento: fevereiro a março. em canteiros. alevante. • Plantio: outono e primavera. Não tolera solos ácidos. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. HORTELÃ-SILVESTRE NOME CIENTÍFICO Mentha sylvestris L. lanceoladas ou oblongas. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o início do cultivo. porém adapta-se ao subtropical e até o tropical. úmidos. a planta é nativa da Europa. Cálice viloso-tomentoso. Corola pequena e violácea. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. ereto. esbranquiçado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à hortelã-comum. Inflorescência em espiga terminal. bem drenados. . pubescentes ou tomentosas por cima e por baixo alvo-tomentosas. SINONÍMIA Levante. • Propagação: segmentos de ramos radicantes ou sementes. CLIMA É de clima temperado. SOLO Desenvolve-se melhor em solos humosos. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.• Espaçamento: 0. FITOLOGIA Planta herbácea polianual de caule cotonoso. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo.3m. cilíndrico-cônicas.

• Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. Micrococcus luteus. exceção ao inverno. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (96). • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. ou em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo.3m. HORTELÃ-VERDE NOME CIENTÍFICO Mentha spicata L. segmentos dos ramos radicantes. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial apresenta ação antibacteriana contra Bacillus subtilis. OUTRAS PROPRIEDADES • Usada também para aromatizar cerveja e como forragem.6m x 0. hortelã-de-leite. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. ao final da primavera e início do verão. em canteiros. • Utilizada como forragem. Eicherischia coli. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica (93). • Propagação: divisão de rizomas. que se tornam cloróticas e quase sem aroma. no Cashimir (93). Aspergillus oryzae e Serratia marcescens (407).AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Plantio: ano todo. fenol e pulegon (93). FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae SINONÍMIA Hortelã-comum. hortelã-das-hortas. hortelã-da-preta. No inverno ocorre um declínio das folhas. . FITOQUÍMICA Mentol.

PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. em verticilos aproximados ou os do extremo inferior todos separados. ácido oleanólico (120). em canteiros. antiespasmódica. • Plantas daninhas: o cultivo deve ser mantido completamente livre de inços. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-helmíntica. cólica. e as sementes são postas a germinar em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Inflorescência em espigas cilíndricas frouxas. onde cresce como planta ruderal (93). Folhas subsésseis. a produção de sementes é insignificante e desuniforme. Os segmentos vegetativos devem ser plantados diretamente a campo. originária da Europa. INDICAÇÕES Utilizada para a bronquite. Ilha da Madeira até o Cabo da Boa Esperança. calmante (257). • Florescimento: dezembro. é a principal fonte óleo essencial volátil utilizado pela indústria e laboratórios.4m. • Plantio: outono e primavera. sitosterol. glabras as do caule. Cachemir. mentol. da Inglaterra à Bulgária. • É utilizada no preparo culinário de quibe. desigualmente serrilhadas. Cálice áspero e glabro com dentes linear-subulados. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de esterco de curral. um pouco mais longas. ovado-lanceoladas. stigmasterol. FITOQUÍMICA Linalol. gastralgias. OUTRAS PROPRIEDADES Juntamente com a Mentha piperita. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. • Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. de caule ereto. pulegona e fenóis (257). • Produção de sementes: embora ocorra o florescimento. béquica. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder a 8% (96). tétano. FITOLOGIA Planta herbácea perene. bracteiformes todas as próximas da inflorescência dispostas em verticilo irregular. aromática. otalgias e dores de garganta (120).HABITAT Espécie alóctone. antiasmática e antigripal (120). • . • Propagação: divisão de rizomas e estacas.

Ocorre até 1. mas cresce na forma selvagem nas montanhas da Europa Ocidental. de 5 . as sementes podem ser estéreis. O fruto é uma pequena noz lisa e ovóide. hortelã-pimenta-do-japão.000m de altitude. brancas ou lilases.20 x 0. base cuneada. porém não tolera solos ácidos e encharcados.20m (250. ramificado. ereto ou prostrado e radicante. A inflorescência é uma verticilo capitato-axilar.HORTELÃ-VIQUE NOME CIENTÍFICO Mentha arvensis L. SINONÍMIA Hortelã-do-campo. CLIMA Espécie de clima temperado quente. As flores são pequenas.5cm de largura. cujo rebrote é intenso e rápido. esparsamente tomentosas em ambas as faces.000 plantas/ha). japonesa. próxima a regatos. Cresce espontaneamente em áreas aluviais. FITOLOGIA Planta herbácea. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. SOLO Desenvolve-se bem em solos arenosos a argilosos e férteis. que cresce de 10 a 50cm em altura. rizomatosa. compacto. morros e áreas nitrófilas. mas também podem ser segmentados em pedaços menores. perene. as margens são serradas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. menta. As folhas são opostas. Desenvolve-se melhor à meia-sombra. ovadas. pecioladas. Em regiões de fotoperíodo curto não há formação de sementes e quando ocorre. O caule é quadrangular. com 3 a 7cm de comprimento por 1. Os rizomas são plantados diretamente a campo. Rizoma rastejante.0 a 2. A reprodução por sementes é condicionada ao fotoperíodo. multifloro. Apresentam um forte aroma de mentol. • Propagação: via rizomas. menta-canforada. As folhas apresentam sabor pungente e causam sensação de frescor. hortelã-pimenta- HABITAT Planta alóctone originária do Japão. hortelã-japonesa.

coriza. A cultura é renovada a cada 5 anos. • Tintura: 60g de folhas frescas em 100ml de álcool (para coceiras. metil-acetato. restando apenas os rizomas. causada pelo fungo Puccinia menthae. para posteriormente serem transplantados como muda a campo. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da febre. resfriado. cólicas e diarréia. L-limoneno. durante a estação seca. inchaços. antiemética. Plantio: abril a maio. tosse. O teor de mentol pode variar de 50 a 70 % (257) ou 75 a 80% (93). descongestionante nasal (257). conjuntivite. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (antivomitivo). produzindo luxuriante vegetação. Não pode haver pedaços de caule com diâmetro superior a 5mm e o teor de cinzas não deve exceder 8% (91). . resolutiva.• • • • • • • a 7cm. anestésica e analgésica tópica suave (1. utilizada na forma de infusão ou decocção. 444). • Infusão: 4 a 6g de folhas frescas por xícara das de chá. Podem ser feitos até 3 cortes por ano. erupções do sarampo. Rendimento de óleo essencial: 130kg/ha (206). edema de beribéri. Colheita: deve ser feita pouco antes ou até o pleno florescimento. e enraizados em substrato organo-mineral. Emplastros da folha verde e inalação são também utilizados (444) ou 3 a 6g por xícara (445). Lmentona. faringite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa (133). FORMAS DE USO • Geral: 12 a 20g por xícara. Padrão comercial: o óleo deve ter mais de 50% de mentol e um teor mínimo de 1% de óleos etéreos. Aplicar compressas e fazer massagens (257). quando a planta apresenta cerca de 0. artralgia. rinite. colerética. L-α-pineno. Desenvolvimento: durante o inverno a parte aérea regride. dispepsia. Florescimento: dezembro a janeiro. A primeira colheita ocorre quatro meses após o plantio.5m de altura. antisséptica (260). perspirante. dor-de-cabeça. irritação na pele e cefalalgia). TOXICOLOGIA Não deve ser usada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia (385). antiespasmódica (445). podendo definhar totalmente. prurido. revulsiva. após 50 a 60 dias. FITOQUÍMICA A planta produz óleo essencial que contém L-mentol (65 a 68%). que voltam a brotar na primavera. Doença: pode ocorrer a ferrugem. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. exceto as raízes. afecções da garganta.

aromático. densas.Br.2 a 1.30 x 1. SINONÍMIA Limonete. As folhas são largo-ovaladas. brancopubescente e espessas. Não tolera solos ácidos. Adubar a cada 4 meses com nitrato de cálcio. ramificado. aerados e com um bom teor de matéria orgânica. arenosos.INCENSO NOME CIENTÍFICO Tetradenia riparia (Hochst.) N. As sementes. são numerosas. utilizando-se aquelas mais retilíneas. paniculadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. . FITOLOGIA Arbusto semi-herbáceo. • Propagação: sementes e estacas. • Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca e 100g/m2 de fosfato natural. de 1. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. SOLO Prefere solos leves. umuravumba. quando disponíveis.6m de altura.E.0m. As estacas devem ser colhidas no início da primavera. As flores são numerosas. podendo chegar até 2m. As inflorescências. pecioladas. recurvadas e dispostas acima da folhagem. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. decíduo. compactados e muito úmidos. róseocreme e perfumadas. dentadas ou crenadas. originária da África do Sul. longas. pequenas. CLIMA A planta é de clima subtropical e heliófita. É resistente ao frio. com a espessura de um lápis. Devem ser enraizadas em vermiculita e dispostas sob sombrite 70% e irrigação por nebulização. HABITAT Espécie alóctone. • Plantio: outubro. 5g/planta. pluma-de-névoa.

SINONÍMIA Achite. cipó-puci. Repele ainda ácaros. INSULINA NOME CIENTÍFICO Cissus sicyoides L. PARTES UTILIZADAS Folhas. analgésica. diabetil.• Poda: os ramos baixeiros devem ser eliminados. gorgulho que infesta o feijão (440). trips e mosca branca (15). uva-brava. cipó-da-china. Bruchidae). proeza-japonesa. afídeos. febrífuga (15). abcessos dentais. vegetando próximo aos cursos de água. HABITAT Espécie autóctone da Mata Atlântica e Equatorial.. • Florescimento: julho a agosto. cortinajaponesa. dor de cabeça. Os ramos extirpados podem ser aproveitados como estacas-matrizes para novos plantios. insulina-vegetal. OUTRAS PROPRIEDADES • Quando é desidratada. angina. moída e queimada. caavurana-de-cunhan. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Zabrotes subfasciatus (Col. pois suas folhas sujam-se facilmente de solo. cipó-pucá. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antidiarréica. FAMÍLIA BOTÂNICA Vitaceae. • Pode ser utilizada em saches como repelentes de traças. • Colheita: inicia um ano após o plantio. dores em geral (15). INDICAÇÕES Utilizada externamente para malária. uvado-mato. atua como odorizante de ambientes. tinta-dos-gentios. . gastroenterite. vermífuga. anil-trepador. antisséptica e estomáquica. antiblenorrágica.

As folhas são pecioladas. casca de arroz tostada ou outro substrato poroso. esteróis. cálcio. cianidina3-rhamnosil-arabinosídeo. As sementes são solitárias. que cresce cerca de 6m de comprimento. O caule é reptante. Pode ser também enraizada em areia.0 x 0. anti-reumática. FITOQUÍMICA Esteróis.5m. estomáquica e anti-hemorroidária (1). as vezes polígamas. a planta tem que ser conduzida em espaldeiras. • Poda: devido ao grande vigor da planta. Sais de magnésio. Bagas subglobosas ou ovóides. Manter o substrato sempre úmido e drenado. PARTES UTILIZADAS Folhas. quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas nos frutos (348). Apresentam 4 pétalas. silício. delfinidina-3-O-β-D-glucosídeo. alcalóides. As folhas novas adquirem uma coloração clorótica generalizada. pálidas. pedunculadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. manganês. O enraizamento das estacas é muito rápido. preventiva de derrame (9). agudas. medindo de 4 a 12cm de comprimento por 3 a 9cm de largura. dispostas em cimeiras corimbiformes. lactonas sesquiterpênicas e luteolina. em água. As flores são perfeitas. ovado-cordiformes. • Propagação: estacas dos ramos. com 7 a 10mm de diâmetro. saponinas. INDICAÇÕES . taninos. negras. para não ser pisoteada ou ser contaminada de terra. com 4 a 6mm de comprimento. seu crescimento tem que ser controlado e limitado aos tutores. açúcares. • Floração: outubro a fevereiro. • Colheita: inicia-se no quarto mês após o transplante. • Tutoramento: devido ao hábito trepador. As mudas são transplantadas quando atingem um porte de 20 a 25cm de altura. Flavonóides: cianidina. Aminoácidos. radicante. delfinidina. cianidina-3-arabinosídeo. fósforo e potássio (9). é comum o surgimento de sintomas de deficiência de Fe. e mesmo tutorado lança raízes aéreas pêndulas com até 1m de comprimento. iniciando a rizogênese já aos 3 dias. principalmente nas mudas em formação. delfinidina 3-O-βD-glucosídeo e delfinidina-3-rhamnosídeo (179). truncadas ou cordiforme na base. disco em forma de copa. estendidas. hipotensora. antiinflamatória. obovóides. glabras ou pubescentes. simples. • Nutrição: durante o inverno.FITOLOGIA Planta escandente perene. acuminadas ou mesmo arredondadas no ápice. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Sudorífica. As gavinhas são opostas às folhas e raízes. com 6 a 8 folhas. antidiabética (271). • Pragas: a planta é muito susceptível à Diabrotica spp. • Plantio: primavera.

OUTRAS PROPRIEDADES • É hospedeira do fungo Meliola juruana. que ocorre em solos úmidos das depressões e matas de encostas suaves. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico da folha possui atividade antibacteriana e atividade antibacteriana (134). atenuado na base. com 5 a 6cm de comprimento. hepáticos. penta ou heptafoliada. ipê-mirim. longopecioladas. nas doses de 250 a 500mg/kg (127). 134. agudo-serrilhado. Flores roxo-claras. 102. glabro. Corola tubulosa-afunilada. ipeúva-roxa. opostas. As folhas amassadas servem para furúnculos. renais e de ovários e para a epilepsia. com cerca de 30 a 35cm de . Descreve-se para esta planta uma forte estimulação uterina em ratas. Folíolo oblongo. Fruto tipo cápsula. ipê-de-flor-roxa. (98). FAMÍLIA BOTÂNICA Bignoniaceae. SINONÍMIA Cabroe. Le Grand e Wondergem (apud 169) comprovaram atividade antibacteriana sobre Bacillus subilis.Indicada para problemas respiratórios. ipê. IPÊ-ROXO NOME CIENTÍFICO Tabebuia avellanedae Lorenz ex Grisebach. O extrato metanólico da planta apresenta atividade antibacteriana contra Bacillus sp. ipê-preto. acuminado. peúva-roxa. ipê-uva-roxa. peúva. 348). pouco ramificada (331). que atinge 25 a 30m de altura e o tronco 0. Observou-se também um efeito anticonvulsivo através do extrato aquoso das folhas e talos em cobaias submetidas a eletrochoques e pentilentetrazol. 195. dispostas em panículas terminais. pau-d'arco-roxo.6 a 0.8m de espessura. FARMACOLOGIA A decocção das folhas e talos não mostrou atividade bronco-dilatadora em cobaias que receberam histamina e acetil-colina (70). atividade anticonvulsionante e depressiva do sistema nervoso central (53. decídua. perene. roliço. enquanto que as folhas aquecidas são utilizadas em abcessos e gânglios inflamados (179). FITOLOGIA Planta arbórea. ipê-tabaco. Folhas digitadas. HABITAT Espécie autóctone.

AGROLOGIA • Espaçamento: 4 x 4m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. SINONÍMIA . Inicia já no segundo ano de vida. • A árvore é ornamental. INDICAÇÕES Atribui-as à planta propriedades curativas do câncer. • Adubação: incorporar na cova de plantio 2 a 3kg de cama de aviário. em saquinhos plásticos com capacidade mínima de 400ml. antiblenorrágica (93). em substrato organo-mineral. antitumoral (257). sendo utilizada em arborização urbana. • Propagação: sementes.comprimento. • Florescimento: setembro a fevereiro. A semeadura deve ser feita de fevereiro a abril. coceiras. depurativa. OUTRAS PROPRIEDADES • Contém material corante própria para tingir seda e algodão. • Colheita: inicia a partir do terceiro ano. inflamações na garganta (215). inflamacões artríticas. • Produz madeira rija. própria para uso externo. contendo inúmeras sementes aladas. antiinflamatória. doenças do útero e ovário. antiinfecciosa. A germinação ocorre em um período de 10 a 15 dias (344). principalmente devido ao lapachol (257). Também indicada para o tratamento de úlceras. Utilizada em construção naval. ácido tânico e lapáchico e sais alcalinos (93). catarros da uretra e úlceras gástricas (271). FAMÍLIA BOTÂNICA Papilonaceae. antimicrobiana. FITOQUÍMICA Lapachol (257). JACATUPÉ NOME CIENTÍFICO Pachyrhizus bulbosus Kurz. com asas brilhantes e esbranquiçadas e núcleo castanho. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. antinevrálgica e anti-sifilítica (215).

• Tutoramento: evita problemas fitossanitários às folhas e às vagens e facilita os tratos culturais e a colheita. • Rendimento: o rendimento de túberas chega a 10t/ha (93). ricos em matéria orgânica e permeáveis. FITOLOGIA Planta herbácea trepadeira. cordiformes com 3 folíolos grandes. As túberas são colhidas quando ocorre o secamento completo das folhas. que é também pubérula. de 10 a 15cm de comprimento e 2cm de largura. mais ou menos pubérulos. que é crítica na fase de mudas.5m. As sementes são semeadas diretamente a campo. yacatupé (tupi = batata de casca fina). devido a erosão genética e extrativismo. Não tolera invernos rigorosos e ventos frios. quando tutorada. soltos. Se as túberas não forem arrancadas. feijão-de-batata. contendo 6 a 8 sementes avermelhadas por vagem. • Pragas: A planta é altamente suceptível à Diabrotica spp. CLIMA Planta de clima equatorial a tropical. • Plantio: outubro. o terminal rombóide. facilitando a infecção de fungos nas vagens e sementes. contraído entre as sementes. lingüiça vegetal. se considerar-se que pode chegar a 15kg. perene (batata) que. comestíveis. linear. HABITAT Planta autóctone da Floresta Amazônica. no final de inverno. uma batata fresca pesa cerca de 330g. Cresce espontaneamente em áreas próximas a cursos d’água. volúvel.1%. e prejudicial na fase adulta. O teor de matéria seca obtido foi de 15. Ramos novos pubérulos. As flores são brancas e vistosas. Espécie que corre o risco de desaparecer. reunidas 2 a 3 sobre pequenos nódulos inseridos na raque. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. como os pecíolos. inflorescências e cálices. . com chuvas bem distribuídas. Rácimos axilares. O não tutoramento da plantas faz com que a planta se proste. yeticopé (tupi = raiz semelhante a um nabo). • Propagação: sementes. • Colheita: ocorre 8 a 9 meses após o plantio. mais ou menos glabro. procede-se a extirpação de todas as inflorescências. alcança 3m de altura e produz grandes túberas subterrâneas. O fruto é do tipo legume. podem sobreviver no solo por muitos anos.0x 0. SOLO Prefere solos leves. os laterais assimétricos. • Adubação: incorporar 2 a 3kg/cova de cama de aviário. • Capação: para aumentar a produção de túberas. com flores alvas. dispondo-se 2 a 3 por cova.. que é muito pequena. O cultivo praticamente inexiste. As folhas são longo-peciolados. Nas condições de cultivo do Litoral Catarinense. feijão-jacatupé. menores que as folhas.Feijão-batata. algo achatado.

• Pode ser defumada.78% e sais minerais 0.• Produção de sementes: a planta apresenta uma grande produção de vagens. matéria graxa 0. cujo amido é sucedâneo da araruta. FAMÍLIA BOTÂNICA Nictaginaceae. A batata apresenta casca fina e produz farinha fina e branca. adocicado. ocorre quase 5 meses (em julho) após o florescimento.32%. • As raízes. que é tóxica a insetos e para a erradicação de ratos (93).05%. • No exterior. • No México. raladas e misturadas ao leite. Pode ser consumida cozida com sal ou açúcar. A colheita das sementes deve anteceder o período das chuvas. crua.6%. inseticidas e raticidas (93). JALAPA NOME CIENTÍFICO Mirabilis jalapa L. PARTES UTILIZADAS Túbera. acessos febris e nefrites (93). para ser conservada por um ano • O polvilho tem sabor suave e doce. INDICAÇÕES Indicada para doenças das vias urinárias. fibra 0. que demoram cerca de dois meses para maturar. é usada para o preparo de saladas exóticas e sofisticadas. contendo 21. açúcares 5. OUTRAS PROPRIEDADES • Raiz comestível com sabor de coco-da-bahia. A maturação das vagens é demorada e desuniforme. FITOQUÍMICA Água 87. • As folhas e caules são forrageiras muito apreciadas pelo gado. é consumida em fatias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antitussígena e diurética (93). servem para amaciar as mãos. . TOXICOLOGIA As sementes encerram rotenona.12%.1%. para evitar a ocorrência de fungos. proteína 1. à guisa de maçã. • As sementes são tóxicas. Do polvilho extrai-se a jacatupina (93). à guisa de lingüiça.56% de proteínas.

boi-noite. As sépalas são vermelhas. bonina. jalapado-mato. cilíndrico. É esciófita. adaptando-se aos subtropicais. polianual. • Florescimento: ocorre no verão e outono. erva-de-santa-catarina. de 0. suculento e com os nós entumescidos. ereta.0 x 0. ovóide. • Adubação: 1 a 2kg/planta de cama de aviário. CLIMA É de clima tropical. ovais. A raiz tuberosa é espessa. Fruto cariopse. preferindo solos humosos e úmidos. herbáceo. preto. O caule é ramificado. sobretudo do México. glabro. beijo-de-frade. bastante enfolhada. • Capação: extirpando-se todos os botões florais. jalapa-falsa. escura externamente e branca internamente. purga-de-nabiça. brancas ou mescladas. SOLO É nitrófila. falsa-jalapa. semelhante ao fruto da pimenta-do-reino. inteiras. boa-noite. em áreas ruderais. que podem ser plantadas diretamente a campo. verde. flor-das-quatro-horas. maravilha-vermelha. maravilha-de-forquilha. • Plantio: outono. jalapa-bastarda. belas-noites. de pericarpo rugoso. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. ervatriste. beijos-de-frade. em sulcos ou covas. permanecendo abertas e perfumosas durante toda a noite. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. As folhas são simples. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. maravilha-branca. nativa das regiões tropicais. róseas. HABITAT Espécie alóctone. glabras. Flores hipocrateriformes de invólucro parecendo cálice. liso. as raízes atingem maiores proporções. suculenta. amarelas. Em áreas ensolaradas e quentes. PARTES UTILIZADAS Flores e raízes. ou quando o dia estiver nublado. maravilha. . boas-noites. lanceoladas.SINONÍMIA Batata-de-purga. bons-dias. boa-morte. lisas. As flores abrem-se ao entardecer.10m de altura.60 a 1. primavera ou verão. dentadas e opostas. pó-de-arroz. FITOLOGIA Planta herbácea. contendo um aquênio ou antocarpo.5m. pigmentado de vermelhovioláceo nas áreas expostas ao sol. jalapa-comprida. bom-dia. incrementa-se o tamanho da raiz. terrenos baldios e jardins. medindo 10 a 12cm de comprimento por 5 a 8cm de largura. • Propagação: sementes e raízes tuberosas. moles. agrupadas em cimos terminais.

anti-sifilítica. antidisentérica. pingando-o dentro do duto auditivo e deixando 15 minutos. Pode-se utilizar o suco das flores. A planta é ainda indicada para o tratamento de cólicas abdominais. Flores e raízes são diuréticas (32). que é abundante. usado diariamente para dores de ouvido (257). É provável que a planta seja antiofídica. As flores quentes e untadas com óleo são maturativas (283). erva-de-malaca. agrião-do-norte. typica. Escorrer e pingar novamente. SINONÍMIA Abecedaria. tapando com algodão. TOXICOLOGIA A raiz é tóxica e as sementes são consideradas extremamente venenosas. agrião-do-pará. FORMAS DE USO • Suco: pingar 2 a 3 gotas do suco do caule ou da raiz no conduto auditivo. antileucorréica e anti-herpética. quando cozidas são comestíveis. JAMBUAÇÚ NOME CIENTÍFICO Spilanthes acmella (L. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas novas. repetindo 2 a 3 vezes. agrião-do-brasil. jambú-açú. .FITOQUÍMICA A raiz contém um produto resinóide de fécula e muita potassa. botão-de-ouro. pois o lagarto teiú cava o solo para comer a raiz sempre que é picado de cobra. agrião. quando macerado em limão até formar pasta mole (257). agriãozinho. repetir 2 a 3 vezes • Infuso: 10g de raiz para 1 litro de água. Flores e raízes são ainda indicadas para lenir dores de ouvido (32). antidiarréica. agrião-do-mato. INDICAÇÕES O amido. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A raiz é drástica. A raiz tuberosa produz um líquido amarelo rico em bradicinina. agrião-bravo. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (32). serve para eliminar sardas e panos do rosto. • O caule e a raiz são uma das maiores fontes de potassa vegetal. antihidrópica. e o sumo das folhas. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.) Murr. jambú. var. emeto-catárquica. Se demorar passar a dor.

As folhas são opostas. HABITAT Espécie autóctone. lactonas sesquiterpênicas. • Propagação: divisão de rizomas. apigenina-7-neohesperosídosídeo. A planta cresce espontaneamente em terrenos úmidos e ácidos.4 x 0. que cresce espontaneamente na Amazônia e subespontaneamente em todo Brasil. CLIMA É originária de regiões tropicais até tropicais. elípticos. sementes e estacas dos ramos radicantes. pouco brilhantes. 257). flavonóides (379). prostrada. com cerca de 1cm de diâmetro. cordiformes ou ovóides. jambú-rana.jambuassú. Inflorescência em capítulo globoso. esteróis. FITOLOGIA Planta herbácea anual. PARTES UTILIZADAS Folhas e capítulos. mas não necessariamente alagada. com 20 a 30cm de altura. com pedúnculos longos e flores amarelas. ésteres amirínicos. alagados e até fortemente argilosos. • Espaçamento: 0. por ocasião do florescimento. Uma análise da parte aérea revelou a presença de apigenina-7-glicosídeo. Apresenta arquitetura ramificada e de constituição semi-carnosa. Tolera bem solos ácidos. • Colheita: inicia a partir do terceiro mês após o plantio. O caule é cilíndrico e radicante nas partes basais. • Plantio: outono e primavera. pimenta-d'água. pimenteirado-pará. apud 120). sinuosas e denteadas. • Florescimento: julho a fevereiro. fitosterina e colina (9. Aquênios quase envolvidos em páleas membranosas. AGROLOGIA • Ambiente: Procurar implantar o cultivo em áreas mais úmidas da propriedade. triterpenóides (Mukharya e Ansari. porém tem mostrado boa adaptação em climas subtropicais quentes. afinina. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e as estacas radicantes e rizomas podem ser plantados diretamente a campo. longopecioladas e membranáceas. quercitina-3-glicosídeo e rutina (43) . espilantina. FITOQUÍMICA Amidas acetilênicas.3m. pimenteira. jambú-assú. SOLO A planta prefere solos úmidos e aerados. negros. espilantol. saponinas. mastruço. que posteriormente tornam-se pardacentas.

joá. desinfetante (120). antiespasmódica. lanterna-da-china. digestiva. estimulante (242) e antiescorbútica (424). excitante. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na culinária amazônica para o preparo de "pato ao tucupi"e a bebida "tacacá" (209). bucho-de-rã. béquica. maçã-do-perú. muito forte. acre. bronquite e tuberculose (Berg. emenagoga. TOXICOLOGIA O extrato aquoso induziu contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-crônicas e morte (Moreira et al. (130). É considerada rara em Santa Catarina (402). FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. carminativa.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É analgésica tópica. apud 120). que é uma amida do ácido não saturado. sialogoga. quintilho. bexiga. cicatrizante. • Também utilizada na forma de salada. muito apreciado como ingrediente de dentifrícios (168). é uma substância picante. decocção. Encontra-se disseminada por todo mundo. SINONÍMIA Balãozinho. afecções bucais e da garganta e cálculos da bexiga (120). antiinflamatória. estomáquica (257). febrífuga. odontálgica (93). JOÁ-DE-CAPOTE NOME CIENTÍFICO Nicandra physaloides [L. apud 130). antiasmática. sumo e masticatório. FORMAS DE USO Infusão. narcótica.] Gaertn. antigripal. É cultivada em jardins e ocorre subespontaneamente em áreas ruderais. • O espilanton. FITOLOGIA . juá-de-capote. mata-fome. INDICAÇÕES Indicada para problemas hepáticos. originária do Peru. antianêmica. É subespontânea da Mata Pluvial da Encosta Atlântica. coqueluche. antidispéptica (9). HABITAT Espécie autóctone.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A seiva é calmante. • Florescimento: maio e outubro a novembro. ereta. medindo cerca de 3cm de comprimento. ramosíssima e glabra. . que cresce de 0. diurética e midriática (93). agudas. ou seja.6 a 1. CLIMA Vegeta melhor no inverno e floresce em outubro. reticulado. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. TOXICOLOGIA Os frutos são tóxicos. estupefaciente. • Alelopatia: a planta inibe o crescimento de outras espécies vizinhas. ereto. axilares e apresentam cálice membranáceo. • Produção de semente: dezembro a janeiro. bem drenados e de textura média.3m. brilhante. glabra. • Propagação: sementes. castanho-clara a amarelada. Índice médio de germinação: 30 a 35%. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. quando novo e castanho-claro quando maturo. lisas. em doses mínimas (242). azul-clara ou violácea. As folhas são longopecioladas. brilhante. com pericarpo membranáceo. frutos e raízes. com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. ovado-oblongas.0m de altura. O fruto é uma baga (solanídeo). Semente comprimida. com 4 lóculos. castanho-amarelado. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. 5-lobados. longamente pediceladas.Planta herbácea anual. Caule carnoso. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. ramificado. medindo 10 a13cm de comprimento por 5 a 7cm de largura. Uma planta produz até 1. • Plantio: outono e primavera. verde-claro. alternas ou geminadas. globosa. e tem propriedades similares a Atropa beladona. Corola campanulada.000 sementes (209). 4 x 0. As flores são isoladas. diaforética. glabro. membranáceas. • Adubação: 2kg/planta de cama de aviário. verde-claras. lisa. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é usado para matar mosca (402). PARTES UTILIZADAS Folhas. suborbicular ou obovada. crasso e esverdeado. anguloso. com tegumento crustáceo. irregularmente serrado-dentadas.

contendo várias gemas meristemática. alternas (as inferiores). maria-gorda. lenticulares. às vezes púrpura. erva-gorda. maria-gombi. Caule ereto. As flores são pequenas. Inflorescência do tipo panícula terminal aberta. elípticas ou oblanceoladas. carne-gorda. carnosa. dispostas em panículas compostas cujas flores só abrem sob luz plena. manjongome. areno-silicosos e com alto teor de matéria orgânica. bredo. mariangombi. Não tolera solos ácidos ou encharcados. glabras e finamente estriadas. mata-calos. cilíndrico. glabras. manjogome. labrobró. Em ambiente sombreado. curto-pecioladas ou sésseis. brilhantes. É esciófita. carurú. com anteras amarelas. AGROLOGIA . opostas (as superiores). róseas. medindo 2 a 3mm de diâmetro. com 3 valvas contendo sementes pretas. quebra-tigela. medindo 5 a 7cm de comprimento por 3 a 4cm de largura. HABITAT Planta autóctone da América. SOLO Prefere solos úmidos. com nervuras inconspícuas. esverdeado. que cresce 30 a 40cm de altura. maria-mole. glabra. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. benção-de-deus. FAMÍLIA BOTÂNICA Portulacaceae. maria-gombe. As folhas são inteiras.JOÃO-GOMES NOME CIENTÍFICO Talinum paniculatum (Jack). major-gomes. beldroega-miúda. pomares e à beira de matas. Gaertn. labrobró-de-jardim. maria-bombi. medrando em todo Brasil. ovóide deiscente. carirú. língua-de-vaca. lisas. maria-gorda. carnosas e grossas. as folhas podem medir 16cm de comprimento por 8cm de largura. marrom-alaranjadopurpúrea. manjongomes. porém adapta-se ao subtropical. geralmente avermelhado. inhá-gome. ora-pro-nobis-miúdo. bundamole. maria-gomes. CLIMA É de clima tropical. ocorrendo em número progressivamente menor em direção à inflorescência. joão-gordo. obovadas. mariangome. medindo de 40 a 50cm de comprimento. A raiz é tuberosa. SINONÍMIA Beldroega-grande. O fruto é uma cápsula septífraga. orbiculares. suculenta. bredo-major-gomes. As folhas maiores concentram-se na parte basal da planta. em áreas ruderais. simples ou ramoso.

• Florescimento: outubro a novembro . • Consórcio: utilizar plantas que possam sombrear parcialmente.30 x 0. As raízes são utilizadas no tratamento de escorbuto (68). As sementes podem ser semeadas em sulcos. • Colheita de folhas: a partir de 80 a 90 dias após a emergência. na forma de infusão (cascas da raiz) ou caldo (das folhas) (444). vulnerária. Sementes novas apresentam um certo grau de dormência que pode ser eliminada com a luz. podendo tornar-se invasora em regiões de clima mais ameno. diretamente em canteiros. As folhas servem para a extração de calos. sobretudo potássio (257). podendo ser feita durante todo o ano. . como cicatrizante (257). • Pragas: sensível à Diabrotica spp. permitindo a produção de folhas mais suculentas e desenvolvidas. FITOQUÍMICA Mucilagens e sais minerais. FORMAS DE USO • Geral: 20 a 30g/dia. • Produção de sementes: 500 a 3. • Decocção: 20g de raízes por litro de água. • São plantas forrageiras muito apreciadas por animais herbívoros domésticos.• Espaçamento: 0. mucilaginosa.500 sementes por planta (209). gastralgia e tuberculose pulmonar (444). • Plantio: outono e primavera. • Cataplasma: usar folhar frescas. cortes. • Propagação: gemas da cepa. tosse. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser consumidas na forma de salada e refogados. • Colheita de sementes: fevereiro a março. sementes e as folhas. refrigerante (68) e calicida. folhas e sementes.30m. INDICAÇÕES As folhas e sementes são utilizadas no tratamento de feridas. neurastenia. Sementes velhas germinam mesmo sem luz. béquica. emoliente. As sementes são emenagogas (93). depurativa (257). • Colheita das raízes: junho a agosto. diurética. PARTES UTILIZADAS As raízes tuberosas. Abaixo de 10oC não ocorre germinação. A planta é prolífera. cicatrizante. A temperatura ótima ocorre aos 25oC (209). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiescorbútica (a raiz). • São cultivadas como ornamentais. inflamações tópicas (68).

jurubeba-verdadeira. SOLO Prefere solos leves. profundamente sinuadas e sublobadas. alvopubescente e armado de acúleos curvos. • Colheita: inicia-se seis meses após o plantio. juvena. glabra. com 1cm de diâmetro. Ocorre como planta ruderal. arenosos. amarelada.JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum paniculatum L. oblongas. As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e os rebentos de raízes devem ser aclimatados sob sombrite 70% e irrigação. arbustiva e ereta. Folhas pecioladas. bem drenados e com um bom teor de matéria orgânica. Não tolera ventos frios e geadas. crescendo espontaneamente em pastagens.5m. ocorrendo das Guianas até o sudeste brasileiro. reunindo flores pequenas azulada ou violácea. em estufa plástica. O fruto é uma baga globosa. CLIMA É uma planta tipicamente tropical e heliófita. jurupeba. lavouras perenes e capoeiras. alvo-tomentosas na face dorsal. pomares e terrenos abandonados. • Propagação: sementes e rebentos das raízes da planta matriz. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. FITOLOGIA Planta perene. • Plantio: março a abril. solitárias. em panículas abertas. juuna. PARTES UTILIZADAS Raízes.5 a 2.5 x 1. jupeba. alternas. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. que atinge 1. jurubeba-branca. inteiras.5m de altura. juribeba. jurubebinha. folhas e frutos. Caule ramificado. incorporada na cova. • Pragas: é muito comum a incidência de Diabrotica spp. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . Inflorescência terminal. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. HABITAT Espécie autóctone da América do Sul. agudas. SINONÍMIA Jubeba. • Florescimento: setembro a março.

• Suco: das raízes ou frutos (cistite. bosques e áreas ruderais. clareiras. medindo 2 a 3cm de diâmetro. TOXICOLOGIA O uso da planta não deve ser prolongado. aperientes. úlceras. antianêmicos. verde nas planta novas e verde-acizentado nas plantas adultas. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. feridas. var. isoladas. tumores abdominais e uterinos. campos abandonados. crescendo até 1. HABITAT Planta autóctone do sul do Brasil. inermes. anti-hidrópicos. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento da hepatite. reunindo flores com corola membranosas com cinco lobos ovaladotriangulares. elípticas ou lanceoladas. acicularium Dunal. algo brilhante. simples. pouco ramificado. colagogos. brancas ou levemente azuladas. jurubeba-do-sul. catarro na bexiga (271) e impaludismo (242). liso. inerme. ereta. O caule é cilíndrico. icterícia.5m de altura. bilocular. margem inteira. JURUBEBA NOME CIENTÍFICO Solanum fastigiatum Willd. Inflorescência em cimeiras terminais e laterais. ásperas. glabrescente. em feridas e úlceras) (68). tumores e abcessos internos). capoeiras. amargos e tônicos (242). febres intermitentes. diuréticos. velame. febres e debilidade em geral). Cresce espontaneamente em áreas abertas. devido aos alcalóides e esteróides que contém (68). desobstruentes. anemia. alaranjado. sutilmente sinuadas. antidispépticos (271). polimórficas. cistite. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. inapetência. densamente espinhoso. jurubeba-velame. áreas onde foram feitas queimadas. abcessos internos. O fruto é um solanídeo globoso.As raízes e frutos são antidiabéticos. medindo 1cm . normalmente ovaladas. As folhas são pecioladas. engurgitamento do fígado e do baço. FORMAS DE USO • Infusão: das folhas e frutos (afecções hepáticas. debilidade orgânica (68). • Cataplasmas: das folhas (uso externo. SINONÍMIA Jurubeba. corimbosas. escamosas. atonia gástrica. dispepsia atônica. com exceção do caule. febrífugos (68).

PARTES UTILIZADAS Raiz. 1 xícara das de chá de raiz picada e 1 colher das de sopa de casca de laranja amarga em 1 litro de vinho branco licoroso. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. doenças infecciosas. folhas e frutos. mucilagens e ácidos orgânicos (128). • Plantio: março a abril. resinas. Aclimatar as mudas em estufa plástica coberta com sombrite 50%. convalescença. colagoga e colerética (215). A raiz apresenta sabor amargo. coincidindo. AGROLOGIA • Espaçamento:1. • Florescimento: inicia na primavera e estende-se até o outono. FITOQUÍMICA Jurubidina (aminoalcalóide esteroidal concentrado no fruto verde). atonias gástricas (294) e catarro da bexiga (215). As sementes são semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são cicatrizantes e a raiz é tônica digestiva e antianêmica (128). ovalada a elíptica. Tomar 1 ou 2 cálices ao dia. embora prefira os arenoso. Filtrar e tomar 1 cálice antes das refeições. As raízes e frutos são desobstruentes do fígado e do baço (93). soltos e úmidos. SOLO Tolera quase todos os tipos de solo. • Propagação: sementes. • Decocção: . alaranjado. com tegumento crustáceo. de preferência com a florada. medindo 3 a 4mm de diâmetro. glabro. estomacais e do baço (128).5m. • Colheita: a partir de outubro. A semente é comprimida.de diâmetro. INDICAÇÕES Os frutos são usados para o tratamento de distúrbios hepáticos.5 x 1. anti-hidrópica. febres intermitentes. ⇒ Anemia: macerar por 10 dias numa panela de ferro hermética. FORMAS DE USO • Vinho: ⇒ Descongestionante do fígado: macerar por 10 dias 30 frutos verdes e 2 fragmentos de canela em 1 litro de vinho licoroso. de clima subtropical. A planta é reputada ainda como diurética. CLIMA É heliófita e seletiva higrófita (402).

com 20 a 35cm de comprimento por 1. localizadas na extremidade apical da espiga. perolados. ⇒ Cicatrizante: ferver 1 colher das de sopa de folhas bem picadas em 1 copo de água até reduzir à metade. em 1 xícara das de chá de água. capiá. As folhas são alternas. capim-de-contas. envolvidas por um duro invólucro.⇒ Tônico digestivo: ferver 2 pedaços pequenos de raiz. TOXICOLOGIA A ingestão das folhas. Tomar 2 a 3 vezes ao dia.5 a 3cm de largura. AGROLOGIA . glabro. branco-acizentados-azulados. medindo 5mm de comprimento por 4mm de diâmetro. SINONÍMIA Biuri. com pericarpo grosso e duro. parcialmente ocultas pela bainha das folhas. com as margens onduladas e escabrosas. solitárias. lanceoladas-acuminadas. em forma de fita. contas-denossa-senhora. As flores masculinas são numerosas. HABITAT Espécie alóctone que é cultivada em todas as partes do mundo. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. amplexicaule. lágrimas-de-job. rosário-de-nossa-senhora. bem picados. lustrosos. com 1 a 2m de altura. são ovais. tem resultado em intoxicação de bovinos (209). biurá. do tipo cariopse. Coar. A inflorescência é uma panícula de espiguetas axilares eretas. monóica. ovóide-cônico As flores são monóicas. O caule é ereto. Coar e misturar o suco de ½ limão. Os frutos. FITOLOGIA Planta herbácea. dispostas na base da espiga. ramoso. auriculadas. capim-de-missanga. O amido da cariopse é levemente doce. oco e com raízes adventícias na base. juntar 1 copo de mel e misturar bem. capim-de-rosário. bifloras. As flores femininas são unifloras. ⇒ Também pode ser usado em gargarejos (128). Aplicar topicamente. perene. por tempo prolongado. LÁGRIMA-DE-NOSSA-SENHORA NOME CIENTÍFICO Coix lacryma-jobi L.

PARTES UTILIZADAS Grãos maturos. emolientes. FORMAS DE USO • 10 a 30g/xícara na forma de pó ou decocção do fruto tostado (444). água 14%. 2. colares.000kg/ha (93). Um quilograma de sementes contém cerca de 4. e internamente antiasmáticos e diuréticos (444). lipídeos. resina amarela e mole 0. pelo alto conteúdo de proteína e lipídeos (93). aminoácidos. antidiarréicos (445). sais minerais 7. proteínas.1%.7%. 444). litíases urinárias. muito diuréticos e nutritivos. em sulcos. anti-hidrópicos. O fruto maturo é facilmente abcisionado pela planta. • Produz uma farinha de alto valor nutritivo. • As folhas podem ser utilizadas como forrageira. • Colheita: abril a maio. albumina 2. apendicite.000 sementes.1%. sitosterol e dimetil-glicosídeo (1.000kg/ha (93). com uma produção de 59. substâncias gomosas e dextrona 1. usados externamente são anti-reumáticas e excitantes. • Propagação: sementes. afecções catarrais (271). persistente em crianças (445). 4%. embora a ocorrência esparsa de frutos maturos se verifique na maior parte do período quente do ano. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de cama de aviário.0 x 0.65% (93). coixenolide. 444). As folhas e colmos. disúria e acrodinia (1. INDICAÇÕES Os frutos fortalecem o baço e são utilizados no tratamento de enterite crônica. arginina. beribéri.• Espaçamento: 1. cortinas.8%.3%. coixol.500 a 3. • Produção de sementes: 2. nitrogênio 0.4%. tirosina. lombalgia (257). reumatismo. semeadas diretamente a campo. • Plantio: setembro a outubro. molduras. • Os frutos são utilizados em artesanato para a confecção de pulseiras. analépticos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Os frutos são antileucorréicos. edemas. etc. lisina. sendo própria para a alimentação de convalescentes e para a panificação. FITOQUÍMICA Celulose 62%. depurativos.000 a 12. óleo pingue verde-claro 0. rosários. açúcares 0. inchaço e males dos rins.1% glúten.7%. tônicos. . abcesso pulmonar (93). pneumonia lombar. amido 8.15m. leucina. A frutificação é bastante desuniforme. ácido resinoso 0. braceletes. • As sementes fornecem fécula opcional para a indústria da cervejaria. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada no sul da China para a fabricação de esteiras e artesanatos trançados.

• Adubação: 2kg/m2 de húmus de minhoca. CLIMA Prefere temperaturas mais amenas. • Mulching: o uso de palhas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Escrofulariaceae. primavera e verão. As raízes crescem horizontalmente e são de coloração creme. casca de arroz. . ricos em matéria orgânica e bem drenados. mantém a umidade e uniforme a temperatura do solo. • Plantio: outono. FITOLOGIA Planta herbácea. • Plantas daninhas: eliminar o inço desde o tranplante até o final do ciclo. com uma média anual em torno de 20 a 22oC. Após este período. • Florescimento: quando o plantio é feito em setembro. retirar as mudas do túnel para não estiolarem. o florescimento ocorre de outubro a dezembro. plástico preto ou outra cobertura inerte sobre o solo. As flores são labiadas. grisáceas. evita o adensamento do solo.2m. lisas. de rizoma rasteiro e vigoroso. glabras e alternas. à semelhança da espécie “boca-deleão” e amarelas. Não se verifica a formação de frutos no Estado de Santa Catarina. É comumente encontrada como planta ruderal nos países de origem e colonizados. SOLO Prefere solos férteis. • Propagação: rebentos de raízes. permite um crescimento vigoroso do rizoma. Alcança cerca de 30 a 35cm de altura e emite vários rebentos a partir das raízes. É nitrófila. HABITAT Planta alóctone originária das regiões setentrionais. em duas tonalidades. com tamanho entre 5 a 10cm. evitando ainda a germinação de plantas daninhas. As mudas são transplantadas quando apresentam um porte de 15cm de altura.30 x 0. É heliófita. A formação abundante de estolões deve ser contida para evitar a densificação de indivíduos. perene. Os rebentos devem ser aclimatados em túnel de sombrite 70% até o pleno pegamento das mudas.LINÁRIA NOME CIENTÍFICO Linaria vulgaris Spr. As folhas são lineares. em torno da planta. É cultivada em jardins.

costa-branca. chamama. As flores são compostas por um invólucro cilíndrico-campanulado. de 15 a 35cm de altura. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas em tinturaria. Escapo floral comprido. finamente tomentoso. labaça. As folhas são sésseis. entre 0 e 800m de altitude (179). cistite e icterícia (89). tapira. verde-claro. verde-escuras. língua-devaca-miúda. ocorre um grande rebrote de plântulas dos rizomas. matas. rosulado-basilares. medindo cerca 7 a 15cm de comprimento por 3 a 5cm de largura. Os aquênios são fusiformes. cilíndrico. esverdeadas e com margem avermelhadas. áfilo. terminando em um capítulo discóide. É indicada para a diarréia. oblanceolado-espatuladas. paraquedinha. gramados. PARTES UTILIZADAS Planta inteira em floração. sinuada. a beira de estradas e áreas ruderais. fumo-do-mato. LÍNGUA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Chaptalia nutans [L. com a base pinatífida e atenuada. com um lóbulo terminal tão grande que forma a maior parte da folha. • A planta apresenta atividade mata-mosca (89). os quais devem ser eliminados ou utilizados na produção de novas mudas. ásperas. ligeiramente pêndulo quando jovem. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. • Colheita: ocorre 3 a 4 meses após o plantio. acaule com 20 a 25cm de altura. medindo cerca de 3mm de comprimento. formado por 3 séries de filárias linear-lanceoladas.] Polak. sanguineira. paraqueda. SINONÍMIA Buglossa. FITOLOGIA Planta herbácea em forma de roseta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral e béquica (93). de cor branca. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em bosques. erva-de-sangue. pubescentes.• Raleio: durante o desenvolvimento da planta matriz. CLIMA .

141). afecções das vias urinárias. SOLO Prefere solos francos. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (febres e obstipação intestinal). Indicada para dores musculares.É de clima tropical a subtropical. • Plantio: abril a agosto. antigripal e sedativa (242). durante 4 dias. Adapta-se tanto à luz direta como a meia-sombra. por dia. INDICAÇÕES Tem sido usada para o tratamento de catarro pulmonar. insônia (32). AGROLOGIA • Espaçamento : 0. e prunasina. antiblenorrágica. nas folhas (121. úmidos e soltos. ao longo de sulcos transversais ou em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. golpes e torceduras. 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona. • Florescimento: agosto a janeiro. • Decocção: ferver por 10 minutos 1 a 2 colheres das de chá de folhas ou raízes para 1 xícara de água. tônica. dermatoses e cefalalgia (257). que são semeadas em canteiros. tumores linfáticos e obstipação intestinal (68). nas partes aéreas.25 x 0. FORMAS DE USO • Cataplasma: as folhas são colocadas sobre a testa (cefalalgia e insônia). não demonstrou atividade antimalárica contra Plasmodium berghei (50). Tanto as raízes quanto as folhas são úteis contra a úlcera (179). • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. anti-herpética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética. • Propagação: sementes. O transplante é feito quando as mudas tiverem 4 a 6 folhas definitivas. desobstruente (68). PARTES UTILIZADAS Folhas e inflorescências. na dose de 100mg/kg. .25m. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. erupções cutâneas de origem sifilítica. emenagoga. béquica. A decocção das folhas é utilizada como vulnerária (12). ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato etanólico a 95% administrado em ratos via intragástrica. As raízes são usadas pelos indígenas da Costa Rica para combater as lombrigas intestinais. FITOQUÍMICA Ácido parasórbico.

elíptico. Corolas brancas. lágrima-de-vênus. borboleta-amarela. plana. passando a alaranjado.0 a 1. tosses. ciliolada.5cm de largura. verde inicialmente. napoleão. inundadas. cardamomo-do-mato. narciso. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos encharcados e com bom teor de matéria orgânica.• Infusão: 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara de água quente dermatoses. liso. lágrima-demoça. com lígula acuminada. FITOLOGIA Planta herbácea rizomatosa. lírio-do-vale. CLIMA A plante prefere regiões de clima tropical a subtropical. A sementes são ovaladas e avermelhadas. contendo muitas sementes envoltas em mucilagem vermelha. Folhas sésseis. borboleta. com 25 a 40cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. biflora. atenuadoacuminadas no ápice. caso contrário a planta torna-se raquítica e com folhas amareladas. enfolhado. • Xarope: utilizam-se as sementes torradas como base de xarope para tosse (215). lírio-branco. obtusa. jasmim. piri. ou em áreas úmidas da Mata Atlântica e nas planícies litorâneas. porém naturalizada nas Américas. que habita as matas litorâneas do sul do Brasil.5 a 2. jasmim-borboleta. lanceoladas. afecções das vias urinárias. catarros pulmonares. com bráctea oblonga. originária do Himalaia e Nepal. HABITAT Espécie alóctone. especialmente em áreas de baixadas. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia. olímpia. A planta é esciófita. Espiga densa. Fruto tipo baga deiscente. medindo 2 a 3cm de comprimento por 1. entouceirada com 1. palustre. lágrima-de-napoleão. SINONÍMIA Bastão-de-são-josé. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberaceae. . flor-de-lis. com alta umidade relativa do ar. escalda-mão. LÍRIO-DO-BREJO NOME CIENTÍFICO Hedychium coronarianum Koenig. com tubo longo e lobos lineares. emarginada. com o caule ereto e avermelhado na base. Pode ser usado internamente ou em banhos herpética (68). membranácea. vigorosa. glabro. jasmim-do-brejo. perene. glabra na página ventral.0m de altura. gengibre-branco. de base angustada. com dorso e bainha pubescente. trifacetado.

erva-dos-vermes. • Plantio: primavera. losna. citronela-maior. tônico e anti-reumático (242) e as flores cardiotônicas. PARTES UTILIZADAS Rizoma e flores. As flores constituem-se matéria-prima para a fabricação de perfumes.4m. absinto. erva-dos-cem-gostos.AGROLOGIA • Ambiente: O cultivo deve ser feito em várzeas úmidas. alagados ou com irrigação abundante. aluína. HABITAT . FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. absíntio-comum. excitante. • Colheita: inicia após o segundo ano de cultivo. LOSNA NOME CIENTÍFICO Artemisia absinthium L. losnamaior. flor-dediana. grande-absíntio. losma. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor. A flor é muito ornamental e perfumada. artemísia. • O cultivo tem que ser feito em solos úmidos naturalmente ou com irrigação abundante. rebentos e pedaços do rizoma. amargosa.0 x 0. erva-santa. • Espaçamento : 1. acinto. acintro. ATIVIDADE BIOLÓGICA O rizoma apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). acinto. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O rizoma é béquico (93). SINONÍMIA Absíntio. alvina. losna-branca. • Propagação: sementes. grande-absinto. enquanto que os rizomas e rebentos podem ser plantados diretamente a campo. gotas-amargas. sintro. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Fornece fibras têxteis e celulose para o fabrico de papel. Os rizomas fornecem fécula comestível e industrial (93).

A melhor época de plantio. tônico e aromático. tubulosas. • Propagação: feita através de sementes. divisão de touceiras ou de estacas da planta matriz. • Doenças: a planta é suceptível à doenças vasculares fúngicas. bem curtido e solarizado. pois as sementes são muito pequenas. bem drenados. A planta possui um forte odor peculiar e um sabor amargo. enquanto que aquelas oriundas de sementes são tranplantadas aos 3 meses após a emergência. É heliófita. As folhas próximas das inflorescências são subsésseis e lanceoladas. CLIMA Prefere o clima temperado. . Neste particular. profundos e com pH alcalino (acima de 6. quando se utiliza a propagação por sementes é ao final do verão. dispostas em capítulos de forma hemisférica. Regiões muito pluviosas são desaconselháveis ao cultivo comercial. pendentes e de aroma forte e agradável. originária da Ásia Central. As flores são amarelas. As folhas são recortadas. para assegurar um melhor pegamento. ereto. o sabor é extremamente amargo. moles. mas bem aclimatada no Brasil. A germinação ocorre entre 20 a 30 dias. areno-argilosos. tripinatisectas (as radiais) e bipinatisectas (as caulinares).50m. Europa mediterrânica e norte da África. do aroma. • Adubação: deve-se evitar o uso excessivo de matéria orgânica. O plantio deve ser feito o mais breve possível para evitar-se a desidratação das mudas.8 x 0. áspero. plana na parte superior. devem ser enraizadas em túneis com sombrite 70% e irrigação intermitente por nebulização. suspender irrigações e evitar-se solos pesados. Cresce bem em solos pedregosos. • Poda: ralear as touceiras sempre que houver alta densidade de perfilhos. de caule ramificado. pilosas (pêlos em forma de “T”). cinza-esverdeadas ventralmente e branco-prateadas dorsalmente. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. Tolera o sombreamento mas não resiste à geada. Em cada capítulo podem ocorrer 30 a 40 flores. A planta cresce 0. Apresenta uma boa resistência às doenças foliares. As sementes devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substratos organo-minerais. SOLO Prefere solos naturalmente férteis.4 a 1.Espécie alóctone.5). Além de exalar um forte odor. sobretudo no verão. de cor verde-prateada e sulcos longitudinais.000m de altitude (182). • Aclimatação: as mudas oriundas de estacas ou mesmo de rebentos. O uso abusivo de fertilizantes afeta a formação do óleo essencial e. embora vegete em subtropicais. conseqüentemente. enquanto que por propagação vegetativa é na primavera. peneirados. desde o nível do mar até 2. Utilizar 1 a 2kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Plantio: mudas oriunda de estacas ou rebentos são transplantadas com 2 meses de aclimatação.0m e tende a formar moitas. Vegeta espontaneamente em solos secos e pedregosos. pendunculadas.

ácidos tuiônico. ventosidades. • Florescimento: é condicionado pelas temperaturas invernais. camazuleno (257).1:1 (96). envenenamento. felandreno. FITOQUÍMICA Tanino flobafênicos. álcool tuílico (163). antipirética. Tomar 1 colher das de sopa em intervalo de 1 hora (32). A planta tem ação insetífuga sobre algumas pragas. tuberculose (388). INDICAÇÕES Auxilia no tratamento da nevralgias. fenóis. Quando ocorrem invernos quentes. • Padrões comerciais: conteúdo mínimo de essência . não ocorre o florescimento no Sul do Brasil. antidiabética (257). anti-hidrópica. • Colheita: ocorre no verão. Deixar em maceração por 7 dias. lactonas sesquiterpênicas (128) e nitratos (182). aperiente. no acme do florescimento.12%. amarga.000. pois ocorre um declínio natural da planta a partir do quinto ano (182). ⇒ 30 a 50g por litro de água ou vinho (435). antidisentérica (435) e antisséptica (182). • Massagem: friccionar as folhas sobre as partes afetadas (anti-reumático). antiemética. óleo essencial contendo absintina (amargo). teneno. flores brancas. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas (preferencialmente) e folhas. a cultura deve ser eliminada e reimplantada a cada 3 a 5 anos. espessura máxima de ramos e caule . alcalóides. meteorismo e inapetência (68). tônica. catequinas (388). eupéptica.• Pragas: A espécie é muito resistente às pragas. sucínico e palmítico. O máximo teor de princípios ativos na planta coincide com o período de florescimento (96). colagoga. resinas. hepática (68). cólicas. cardineno. coar e armazenar em vidro . antidiarréica. anabsintina (93). antigripal.20%. estimulante. • Renovação da cultura: embora a planta possa viver até 20 anos. • Tintura: misturar 2 xícaras das de café de álcool de cereais com 1 xícara de água e 1 punhado da erva picada. artabsina (amargo). anti-histérica (32). proporção mínima de folhas e flores em relação a caule e ramos . atonia digestiva (435). índice de amargor 1:10.0. isotujona.7mm. mau hálito. málico. eupéptica. estomáquica (388). tísica (32). febrífuga. pireno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emenagoga. convalescença. distúrbios digestivos e hepáticos (257). tujona (anti-helmíntico e convulsionante). FORMAS DE USO • Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre. isovaleriânico. a partir do segundo ano de cultivo. • Infusão: ⇒ 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de água.até 8%. umidade máxima . cinzas . escrófulas. vermífuga.

degeneração irreversível do sistema nervoso central). TOXICOLOGIA Doses excessivas podem causar convulsões e pertubações da consciência (absintismo . loureiro-comum.escuro. licores. louro-de-apolônio. Contra-indicada para gestantes e indivíduos de temperamento bilioso ou sangüíneo. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em 1 xícara das de cafezinho de água fervente. . Também pode ser aplicada topicamente em articulações inflamadas. vinhos). As bebidas alcoólicas à base da planta são consideradas nocivas à saúde. • Vermífugo para cães e gatos: triturar um punhado de flores e folhas. por ser tóxico. coar. Tomar 1 colher das de café diluída em água. As folhas dessecadas são utilizadas em alguns países como condimento de carne (182). A infusão elimina parte da toxidez (68).1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • A planta apresenta odor peculiar e sabor amargo e aromático. Filtrar. especialmente piolhos. Adultos . loureiro-nobre. A planta é utilizada também em cosmética e veterinária. FAMÍLIA BOTÂNICA Lauraceae.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. Abafar. O suco da planta não deve ser ingerido. sobretudo a tujona. sempre-verde. crianças . Tomar 1 cálice após as refeições. LOURO NOME CIENTÍFICO Laurus nobilis L. Aromatizante em bebidas amargas (vermute. loureiro-vulgar. é tóxico (257). loureiro-dos-poetas. Adicionar à ração do animal 1 colher das de chá para gatos ou 2 colheres das de chá para cães de porte médio (128). • Vinho: macerar por 5 dias 20g de folhas ou flores secas em 1 litro de vinho tinto e 2 cálices de aguardente. loureirode-molho. Torna amargo o leite das mulheres que amamentam. nas irritações gástricas e nas propensões à congestão cerebral (93). O óleo essencial. adicionar 1 xícara de mel e homogeneizar. O uso não deve ser prolongado porque pode destruir os glóbulos vermelhos (215). loureiro-de-presunto. louro-comum. A planta passa por insetífuga. SINONÍMIA Loureiro. loureiro-de-apolo.

5cm. pedunculadas. medianamente férteis e ricos em matéria orgânica. A parte do ramo que ficará sob o solo. recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. O caule é glabro. mergulhia e rebentos da raiz. Folhas verdeescuras. Deve ser feita também uma poda apical quando a planta atingir uma altura que seja inconveniente para a colheita de folhas. perene. coriáceas.HABITAT Espécie alóctone. Pseudoaonidium trilobitiformes) e besouros (Cratosomus pterygomalis. cujas larvas atuam como broca do caule e ramos (93). originária da Ásia Menor. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. onduladas nos bordos. onde o crescimento é muito lento (182). antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia.200m (182). madeira amarelo-pálida. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante.5 x 2. Se houver um período de estiagem prolongado. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. 4 a 6 por umbela na axila das folhas. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. pecioladas. dióica. phaleratus). branco-amareladas. C. • Poda: os ramos basais. lanceoladas. de 2 a 10m de altura. C. brilhantes na parte superior e baça na inferior. agudas. removendo-se a casca. Desenvolve-se bem em regiões em que as temperaturas médias anuais estão abaixo de 18oC. tuberculatus. Procurar manter a planta com um porte de até 3 a 4m. Retira-se o substrato sob água corrente. Cresce em ravinas das montanhas mediterrânicas. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos.5m. CLIMA É planta típica de regiões temperadas. Não se adapta às regiões tropicais. • Pragas: a planta é eventualmente atacada por cochonilhas (Chrysomphalus aonidium. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. em locais sombrios e margem dos cursos de água. aromáticas. Pode viver de 60 a 70 anos (182). convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. . • Propagação: alporquia. Flores dióicas ou hermafroditas. FITOLOGIA Planta arbórea. glabras. persistentes. ramos eretos. SOLO Profundos. pode ser usada a semente dos frutos. alternas. pequenas. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. com sépalas petalóides. de cor negra. lanceoladas. Em regiões favoráveis. retirando-se 1/3. de casca lisa e preta. ovóides. É encontrado em altitudes de até 1. Fruto tipo baga. • Plantio: outubro a novembro. localizados até a altura de 1m devem ser eliminados ou utilizados para a produção de mudas. bem drenados. O enraizamento deve ocorre em 40 dias.

antisséptica (182). quando queimadas. carminativa. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de eczemas. antireumática. gases. bronquite (257). FITOQUÍMICA Laurostearina.• Doenças: a mais comum é a fumagina . Tomar 1 xícara das de chá em jejum e ½ hora antes das refeições (eupéptica). Guardar em refrigeração. cânfora. • Florescimento: final do verão. atuam à guisa de incenso. calmante (294). • Frutificação: não se constatou a formação de frutos em Santa Catarina. • Óleo medicinal:1 punhado de folhas secas em 1 xícara das de café de óleo de amêndoas ou azeite. amornar. coar. anúria. dispepsia. úlceras (32). taninos e princípios amargos e aromáticos (294). prisão-de-ventre. • Geléia: amassam-se os frutos e misturam-se com mel. sudorífica (93). insônia (294). . OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser utilizadas como condimento em culinária. estimulante estomacal. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antimicrobiana em conjuntivites (363). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. • As folhas. anti-hemorroidária. perfumando e desinfetando o ambiente. anti-reumática (271).fungo que forma uma camada pulverulenta negra sobre as folhas e sua ocorrência é facilitada pela presença de pulgões. coar e fazer a ablução dos pés (para combater os maus odores). • Suco: diluir 3 gotas do suco das folhas em uma xícara de água (amenorréia). óleo essencial (93). Usado para o tratamento de articulações inflamadas e para afugentar moscas. Aplica-se topicamente sobre úlceras (32). adicionar gotas de limão. PARTES UTILIZADAS Folhas sem pecíolo (verão) e frutos (outubro a novembro). antidispéptica (283). principalmente em marinadas e molhos. oleína. Abafar por 10 minutos. Ferver por 10 minutos. dispepsia atônica (283). nevralgia. • Decocção: 2 punhados de folha de louro picada em ½ de água. Deixar em banho-maria por 2 horas. sedativa. picada de insetos (380). amenorréia. coar. • Óleo essencial: fazer fricções localizadas em áreas nevrálgicas e reumáticas. astenia e fadiga. FORMAS DE USO • Infuso: 1 folha de louro picada em 1 xícara das de chá de água fervente. borrachudos e pernilongos (258).

que é de clima subtropical. com lobos pinatífidos.7x 0. também utilizada para lenir dores nas articulações (294). SOLO A planta prefere solos bem drenados. dispostas em umbela. As folhas são alternas. silicosos a francos. multi-anual. As flores são pequenas. pecioladas. cujas raízes são altamente exigentes em oxigênio. Não tolera solos ácidos. úmidos e muito menos os encharcados. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. . MALVA-CHEIROSA NOME CIENTÍFICO Pelargonium graveolens Art. CLIMA A planta. que lembra rosas. cujas folhas devem ser desbastadas a 1/3. • Propagação: estacas de ramos.5m. • Adubação: 0. são matéria prima para o preparo de uma manteiga parasiticida. 5g de nitrato de cálcio por planta. Verões muito quentes e chuvosos apressam a senescência total da planta. FAMÍLIA BOTÂNICA Geraniaceae. HABITAT Espécie alóctone originária do Sul da África. cordiformes.• Os frutos. prefere temperaturas amenas no verão. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. As folhas apresentam aroma muito intenso. palmatilobadas. ou casca de arroz tostadas ou areia lavada. pubescentes e aromáticas. pediceladas. crenadas. aerados. ricos em óleo essencial. jardineira. brancas com listas róseas. Aplicar 40 dias após o plantio. SINONÍMIA Gerânio-cheiroso. Regiões muito pluviosas são prejudiciais à planta. gerânio-crespo. estipuladas. peltadas. Utilizar substrato à base de vermiculita. • Plantio: outubro. malva-rosa.5kg de húmus de minhoca por planta. As estacas tem que ser aclimatadas sob proteção de sombrite de 70% de sombra e irrigação intermitente por nebulização.

Europa e Ásia. FORMAS DE USO Infusão e xarope. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada na indústria de perfumaria. incidência de plantas daninhas e seja mantida a umidade e a temperatura estável no solo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. malvisco. cascas de arroz ou outra cobertura morta inerte e leve sobre o solo. num raio de 50cm em torno de cada planta. utilizando-os para a produção de novas mudas. recomenda-se que sejam colocadas palhadas. • Desbaste: deve-se retirar o excesso de ramos da planta mãe.• Mulching: para que não ocorra adensamento do solo. malvaísco. . que deve ser combatido em todos os estádios de crescimento da malva. malva-de-botica. • Colheita: inicia a partir do 6 a 7 meses após o plantio. É Adstringente e aromática. MALVA-COMUM NOME CIENTÍFICO Malva parviflora L. calmante. • Florescimento: novembro. PARTES UTILIZADAS Folhas. HABITAT Espécie alóctone originária da África. Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil. Evita-se também que os ramos e folhas próximos ao solo sejam contaminados por resíduos de solo. SINONÍMIA Malva. malva-de-cheiro. • Plantas daninhas: a planta não tolera competição com o inço. emoliente e usada em infecções da garganta e brônquios (257). • É repelente de insetos.

0 x 0. com 5 a 6cm de diâmetro. nematódeos e viroses. para que a planta escape dos períodos chuvosos e/ou quentes do início do verão. ricos em matéria orgânica. A semeadura da infrutescência dá origem à germinação de tufos de plântulas. SOLO Prefere os areno-silicosos. O caule é cilíndrico. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. orbiculares. Pode ser propagada também por estacas. Cresce cerca de 40cm de altura. antiinflamatória (209). aerados e bem drenados.7m. O cultivo de primavera tem que ser o mais precoce possível. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Emoliente. • Florescimento: primavera e verão. dificultando o raleio. Semente reniforme. glabros. • Propagação: infrutescência. bianual ou perene (conforme as condições ambientais). • Plantio: outono. FITOQUÍMICA Ácidos graxos insaturados. foscos. de coloração cinza-amarelada ou ocre. simples. As mudas são transplantadas quando apresentam 4 a 6 folhas definitivas. pilosas. PARTES UTILIZADAS Folhas secas.FITOLOGIA Planta herbácea anual. que são vetores de viroses. creneladas e medindo até 9cm de diâmetro.) e pulgões. sem acidez. Folhas alternas. com flores solitárias ou agrupadas. pouco abundantes. flores e raízes. com tegumento ceroso. calmante. pequenas. • Doenças: o fungo da ferrugem (Puccinia malvacearum). prateado e glabro. sem excessos. verde-claras. odontálgica (215) e peitoral (444). Fruto do tipo esquizocarpo. reticulados. profundos. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. lateralmente comprimida. Apresenta uma certa tolerância às estiagens. béquica. com pétalas mais comprida que as sépalas. castanho-avermelhado. dotada de pêlos macios. fibroso e bastante ramificado. Inflorescência axilar. com o dobro do comprimento do limbo. subereta. A geada é altamente prejudicial. ácido malválico e estercúlico (209). frutos e sementes. formado por 10 mericarpos reniformes. superficialmente lobadas. discóide. . alvas ou lilacinas. que favorecem à ocorrência de doenças. CLIMA A planta prefere temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. • Pragas: vaquinhas (Diabrotica spp. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. Pecíolo canaliculado. oftálmica. Flores pentâmeras. estrelados e bifurcados.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Semelhantes à Malva-comum e Malva-de-botica. causada por ácidos graxos insaturados. malválico e estercúlico (209). em decocção (444). MALVA-CRESPA NOME CIENTÍFICO Malva crispa L. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. MALVA-DE-BOTICA NOME CIENTÍFICO Malva silvestris L. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia. Inalações são indicadas para dor de ouvido e das pálpebras (215). • As folhas e ramos prestam-se como forragem. devido a liberação de ferro da gema. TOXICOLOGIA • A planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos. SINONÍMIA . OUTRAS PROPRIEDADES • Na Grécia é consumida como hortaliça.INDICAÇÕES A infusão é utilizada no tratamento de úlceras. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. • Aves que ingerem as sementes e folhas põe ovos com a clara em tom rosado. em gargarejos para afecções das mucosas da boca e laringe e para as halitoses.

rosa. 8 a 10cm de comprimento por 10 a 13cm de largura. É planta tipicamente ruderal. Folhas com pêlos ásperos. AGROLOGIA • Espaçamento: 70 x 0. lanceoladas. • Florescimento: final da primavera até início do verão. malva-rosa. Cálice pentâmero. malva-branca. na Argélia. em campos abandonados. As mudas devem ser produzidas preferencialmente em abrigos telados. mal-das-boticas. • Propagação: sementes. . malva-maior. palmatinérveas.500m de altitude (96). FITOLOGIA Planta herbácea bienal. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. Ocorre até 1. a planta comporta-se como anual e seu porte tende a reduzir sensivelmente.0 e 6. a fim de se evitar o ataque de pragas. longo-pecioladas. • Pragas e doenças: a planta é extremamente sensível a Diabrotica spp. Ásia Ocidental e Central e oeste da Índia. composto ou húmus de minhoca. malva-selvagem. amarelos quando maturos e com uma semente por fruto (422). malva-defolha-redonda. Em regiões de frio rigoroso ou verão muito quente. permeáveis. Apresenta caule pubescente. Medra subespontaneamente no Sul do Brasil. rosa-marinha. • Colheita: inicia-se 6 meses após o plantio. É heliófita. mantidas sempre úmidas. ao longo de estradas. divisão de touceiras e por estaquia.5 (182). malva-verde. simples e tuberculoso na base. rosa-violáceo a azul. grandes e membranosas. férteis. na primavera. O pH do solo deve ser mantido entre 6. fazendo que a planta se torne nanica e com crescimento lento. cordiforme-orbiculatas. com algumas nervuras mais escuras.40m. rosa-chinesa. mas macios ao tato. ocasionalmente anual ou perene. malva-grande.Hera-de-são-simão. CLIMA Não tolera temperaturas muito elevadas. SOLO Prefere solos bem drenados. pubescente na base. especialmente no cultivo de final de primavera-verão. malva-vulgar. Desenvolve-se melhor em temperaturas amenas de clima temperado a subtropical. malva-pequena. com 50 a 80cm de altura. inodoras e mucilaginosas. secos e indeiscentes. medianamente soltos. ricos em matéria orgânica. A raiz é dura e fibrosa. ereto ou prostrado-ascendente. profundos. com as flores ainda em botão. bordos recortados. para manter-se integridade das pétalas. com 5 a 7 lóbulos. em entulhos. HABITAT Espécie alóctone que cresce espontaneamente em toda a Europa Central e Setentrional. • Plantio: outono. As flores são colhidas antes da antese. malva. lixeiras e solos ricos em nitrogênio. e a ferrugem (Puccinia malvacearum). As flores são fasciculadas e em número de 3 a 7. com calículo tem três brácteas. com 5 pétalas soltas. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. Os carpelos das flores transformam-se em 10 a 12 frutos tipo aquênios esquizocarpo. malva-de-casa. com estípulas denteadas. crescem nas axilas das folhas. malva-silvestre. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado.

afecções catarrais (271). tosse. obesidade (145). antisséptica. calmante (283). As flores são béquicas (93). devido à ação dos ácidos malválico e estercúlico. nervosismo. • A mucilagem é adocicada. antocianinas. coar. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Peitoral. • Decôcto: 2 colheres das de chá de flores em 1 xícara de água. óleo essencial volátil. INDICAÇÕES É indicada para o tratamento de irritação da garganta. Usar 3 a 6 vezes ao dia. bronquite.• Padrões comerciais: cinzas . estomatite. • Gargarejos e bochechos: fazer infusão com 10g de folhas secas em um copo de água. • Infusão: 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água quente. expectorante. matérias pécticas e resinosas. inflamações das vias digestivas e urinárias. adoçar com mel e tomar 3 xícaras das de café por dia (tosse). Tomar durante 30 dias (emagrecimento) (145). FORMAS DE USO • Tisana: 60g de raízes cozida em 1 litro de água. hipoglicemiante (145). abcesso. faringite. gengivite. das vias respiratórias. oxalato de cálcio (27). FITOQUÍMICA Mucilagens e taninos (436). São administradas várias xícaras por hora para a expectoração do catarro e desinflamação das vias respiratórias (283). OUTRAS PROPRIEDADES • As aves. refrescante e adstringente. acne rosácea. MALVAÍSCO NOME CIENTÍFICO . bactericida. laxativa. obstipação dos olhos e picada de insetos (1). hemorróida.até 16%. colite. emoliente. quando consomem as folhas e as sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas. afta. Ferver por 10 minutos. As flores devem ter 15 a 20% de mucilagem (96). raízes e flores. • Compressas: aplica-se a infusão sobre furúnculos e abcessos. põe ovos com a clara rosada. antiinflamatória das vias respiratórias. furúnculo. devido a retranslocação de ferro da gema. asma. Folhas com mais de uma mancha provocada por Puccinia malvacearum são rejeitadas.

0 x 1. mamoeirinho. Folhas cordadas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringentes (flores) e antiflogísticas (raiz) (93). SINONÍMIA Malva-de-colibri. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arboreta ramosa com 2 a 4m de altura. amarelas. SINONÍMIA Barrigudo. Fruto tipo baga subglobosa.Malvaviscus arboreus Cav. Invólucros de 7 a 9 divisões lineares. flores escarlates. • Espaçamento: 2. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. à beira de caminhos ou em áreas acidentadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Caricaceae. jaracatiá.5m. . • Propagação: estacas de ramos e mergulhia. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. junto a cerca. FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser implantado na periferia da propriedade. • Colheita: inicia no segundo ano após o plantio PARTES UTILIZADAS Raízes e flores. A parte do ramo que ficará sob o solo. mamão-macho. umbuzeiro. mantidas sempre úmidas. mamãozinho. • Plantio: setembro. MAMÃOZINHO-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Carica quercifolia Solm. às vezes trilobadas. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. 5 carpelos. com caule liso e ereto.

AGROLOGIA • Espaçamento: 1. lobada. basilicão. com um sulco dorsal sobre o pecíolo. SINONÍMIA Alfavaca. lisos. • A estipe é matéria prima para a obtenção de doce semelhante ao coco. peninervados. quando maturo. em regiões livre de geadas. MANJERICÃO NOME CIENTÍFICO Ocimum basilicum L. var. HABITAT Espécie alóctone. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é comestível. com lenho mole e 2. sobretudo da Índia. Flores dióicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. • Plantio: outono. com oito lobos lanceolados.2m. medindo 30 a 40cm de comprimento por 20 a 25cm de largura. de origem asiática. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. manjericão-doce. alfavaca-doce.0 a 2. alfavacão. pauciflora. com sabor pouco adocicado. incorporada na cova de plantio.2 x 1. purgativa (215). medindo 15 a 20cm de comprimento por 10cm de diâmetro. glabras. ou primavera. anti-helmíntica e digestiva. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio. • Propagação: sementes. subdigitada. Inflorescência axilar. FITOLOGIA . longo-pecioladas. erva-real. verde-amareladas.FITOLOGIA Árvore pequena. americanum. com as nervuras dorsais proeminentes. Folhas glabras. Fruto verde quando imaturo e alaranjado. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Anti-hidrópica. contendo substrato organo-mineral. É cultivada no Brasil em hortas e jardins.5m de altura. verde-escuras na face ventral e verde-pálido na ventral. Semear em saquinhos plásticos com capacidade de 400ml.

• Colheita: inicia três meses após o plantio. estragol. A inflorescência é do tipo cimeira espiciforme. As folhas frescas possuem cerca de 0. e as flores são brancas e labiadas. CLIMA Prefere clima subtropical até o temperado quente. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. pineno. opostas. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. pretas e oblongas. ácido linoléico e cimoleno (163). SOLO Adapta-se melhor aos solos férteis. antiespasmódica. cânfora. (163). elíptico-lanceoladas. não tolerando baixas temperaturas. taninos (93). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estomáquica. 0. utilizando-se 2kg/m2 de cama de aviário. antidiarréica. muito ramificada. febrífuga. sudorífica e anti-reumática (9).6 a 1. emenangoga. Em semeadura direta são gastos cerca de 5kg de sementes para o plantio de 1 hectare. hemostática (215). pilosos quando novos. • Adubação: é feita no plantio. As folhas são simples. eugenol. verde-claras. digestiva. cortando a planta até 2/3 de sua altura.0 x 0. que cresce cerca de 0. • Quebra-ventos: os ramos da planta rompem-se facilmente do caule. cinoleno.3% de óleo essencial. FITOQUÍMICA Timol. • Rendimento: as folhas produzem 24 a 30kg de óleo/ha. de crescimento ereto. antisséptica (128). INDICAÇÕES . Não suporta geadas. Adubar em demasia aumenta o vigor da planta em detrimento do aroma das folhas. Caule e ramos quadrangulares. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. sendo que as sumidades floridas frescas.0m de altura. com sementes pequenas. necessitando de proteção contra ventos fortes ou mesmo os predominantes. muito ramificados. úmido. • Secagem: as folhas devem ser secas em estufas a 40 a 45oC. diurética. béquica. • Propagação: estacas de ramos jovens e sementes.5m. Fruto tipo aquênio. carminativa. O segundo corte pode ser feito dois meses após o primeiro. peitoral.45% (96). geraniol. cineol. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores.Planta herbácea perene. tônica (68). excitante. metil-chavicol. linalol. citronelol. ricos em matéria orgânica e permeáveis.

opostas. HABITAT É originária do nordeste da África. condimentar e insetífuga. ricos em matéria orgânica. MANJERONA NOME CIENTÍFICO Origanum majorana L. AGROLOGIA . dismenorréias. de 20 a 30cm de altura. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. cólicas intestinais. do Oriente Médio até a Índia. estomatite. pequenas e ovais.5 a 2. medindo 1. É cultivada em hortas. carnes. faringite. Flores rosadas. Caule lenhoso na base. Em regiões muitos quentes. vômitos. É anual em regiões de clima temperado. para afecções bucofaringeanas (68). 3 a 4 vezes ao dia. pecioladas. • É componente do Licor “Chartreuse” e confere sabor especial ao creme de abacate com açúcar (163). radicante quando encosta no solo. quadrangular. • Utilizada em molhos. as folhas tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. dispostas em espigas axilares.Indicada ainda para a atonia gastrointestinal. Sementes escuras. FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras três vezes ao dia (uso interno). verde-acizentadas na parte ventral e aveludada na dorsal. OUTRAS PROPRIEDADES • É uma planta melífera. Folhas pequenas. peixes. frangos. amigdalite. CLIMA Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes. no Brasil. bem drenados. multi-anual (em regiões quentes). formando touceiras. SOLO Prefere solos leves.0cm de comprimento. omeletes e saladas. Não tolera temperaturas abaixo de 10oC (96). livres de alumínio tóxico. pouco piloso. gengivite e afta (68). • As sementes controlam as larvas de Culex e Aedes aegypti. FITOLOGIA Planta herbácea. afecções urinárias e respiratórias. semi-prostrada. • Decocção: fazer gargarejo e boxexo.

em média (317).51%). retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio. • Raleio: quando houver uma densidade de folhas muito elevada.16 a 10. resfriado. recheio de frangos. dor de cabeça. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. digestiva (128). sudorífica.3 x 0. sílica nos intestinos (271).000kg/ha.1% (317).2 a 0. emenagoga (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como condimento de peixe. sedativa e analgésica (294).10 a 1.17 a 7. Esta infusão.40%). O rendimento de folhas e flores desidratadas por planta é de 8. astenia (294). A planta fresca contém 0.14%) (277). pizza. . há tendência da planta definhar e as folhas se tornarem cada vez menores.• Espaçamento: 0. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. na base seca (277).93%).35% (96). mirceno (1.19 a 8. atua como digestiva.3m.58 a 21.62%) e 4-terpineol (28. linalol (3. pastéis e molho para macarronadas. tomada após as refeições. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de manjerona para 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 10 minutos. anti-reumática (271). Neste caso. tônica.83 a 38.7 a 3. α-terpineno (0.15 a 0. γ-terpineno (14.2%.86%).61g.20% de óleos essenciais e as sumidades floridas cerca de 0. • Rendimento: 1. fraqueza do músculos. • Plantio: março a abril.200 a 7. O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36. Adicionar o decôcto coado na água da banheira (banho tônico) (294). divisão de touceiras e sementes. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. cólicas e incontinência dos instintos sexuais (215). setembro. • Colheita: inicia 60 a 70 dias após o plantio. O teor de óleo essencial varia de 0. • Florescimento: 70 a 80 dias após o plantio. • Decocção: ferver 100g de folhas em 1 ½ litro de água. • Propagação: segmentos de caules radicantes. queimaduras.55. sendo que o teor médio de óleo essencial na planta é de 1. sistema nervoso.0% de óleo essencial (96). Adoçar com mel e tomar ao longo do dia (calmante). INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de feridas. • Padrões comerciais: a planta seca pode ter 0. insônia. FITOQUÍMICA Sabineno (5. aperiente. antiespasmódica.

alvacentas por fora e encarnadas por dentro. FITOLOGIA Planta herbácea.• É melífera. maracujá-de-refresco. Flores pendentes. maracujá-comprido. maracujá-silvestre. verde externamente e avermelhadas internamente. SOLO Desenvolve-se melhor em solos ricos em matéria orgânica. SINONÍMIA Flor-da-paixão. bem distribuídas. maracujámamão. com temperaturas variando entre 26 a 27oC. e úmido. quando imaturo.0. unifloros. Folhas oval-oblongas. maracujá-grande. brilhante na face ventral e pálida na dorsal. maracujá-melão. de caule ligeiramente quadrangular. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. passiflora. Sépalas subcarnosas. Não resiste à geadas (96). com cerca de 9 a 10cm de comprimento e 5 a 6cm de largura. glabras. amarelo-alaranjado. Fruto ovóide ou piriforme. peciolada.5m. oblongoobtusas. ocorrendo espontaneamente até a latitude sul de São Paulo. HABITAT Planta autóctone da América tropical. MARACUTANGO NOME CIENTÍFICO Passiflora alata Dryand. CLIMA Prefere clima quente.5 x 1. cultivado em todo o Brasil. Pétalas semelhantes às sépalas. medindo 10 a 15cm de comprimento por 7 a 9cm de largura. glabro e discretamente alado. . Apresenta sobre o pecíolo 2 a 4 glândulas sésseis dispostas em pares. É. corniculadas. maracujá. no entanto. maracujá-suspiro. porém mais compridas. agudas. axilares. FAMÍLIA BOTÂNICA Passifloriaceae. glabro. maracujá-comum. Corona de fauce filamentosa e multisseriada. maracujá-amarelo. trepadeira. quando maturo.5 a 6. com 10 a 14cm de diâmetro. verde.750mm/ano. Pedúnculos florais solitários. maracujá-doce. bem drenados e com pH na faixa de 5. maracujá-açú. com precipitação de 800 a 1.

chá-de-lagoa. reaplicando posteriormente em intervalos de dois meses. • Padrão comercial: o resíduo máximo por incineração é de 14% (96). à beira de estradas. MARCELA-DO-CAMPO NOME CIENTÍFICO Achyrocline satureioides [DC. marcela-do-campo. Aplicar 10g por planta de nitrato de cálcio. paina. desinfetantes e diuréticas. marcelinha. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. areias e capoeiras. As sementes e a raiz são vermífugas (215). macela-amarela. aumentar a produção e a qualidade de folhas e frutos. INDICAÇÕES Para a insônia e dores em geral (215). SINONÍMIA Camomila-nacional. PARTES UTILIZADAS Flores e folhas. • Capina: manter as plantas livres de concorrência com as invasoras. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são calmantes. etc. • Colheita: inicia 8 a10 meses após o plantio.• Propagação: sementes. • Tutoramento: é feito com o objetivo de facilitar os tratos culturais. macela-do-sertão.] Lam. macelinha. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor de célula grande contendo substrato organo-mineral. • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. marcela. losua-do-mato. terrenos baldios. macela-da-terra. FITOLOGIA . 30 dias após o plantio. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos são comestíveis e utilizados para o preparo de sucos. macela-do-campo. doces. carrapichinho-de-agulha. macela. HABITAT Espécie alóctone que cresce subespontaneamente em pastos nativos. • Plantio: setembro.

reunidos em panículas corimbosas.Planta subarbustiva. de corola tubulosa. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. patentes. SOLO Desenvolve-se em solo arenoso. 4 ou 5. ápice copioso-ramoso. • Florescimento: outono.8-trimetoxiflavona. alata por possuir caule liso. monóica. A flor e a parte aérea contém flavonóides: isonafaliina. de caule cilíndricos. isognafaliina. Não obstante. 7-hidroxi-3. 3. • Adubação: a planta é bastante rústica sendo pouco exigente em fertilidade e umidade de solo. femininas. alnustina.7-dimetileter.5cm de largura. 2. 5. cariofileno. heliófita. Germinação: 68%. as flores marginais. óxido de cariofileno. cariatina. quercetagetina. Esta espécie distingue-se da A. a propagação vegetativa pode ser feita visando a multiplicação de genótipos superiores e a produção de mudas uniformes e saudáveis. Fruto aquênio. quando as plantas estão em pleno florescimento. raminhos ascendentes.8-tetrametoxiflavona (268) e kawapirona (200). δ-cadineno. protocatequilcalerianina. Capítulos numerosos. galangina-3-metiléter. tamarixetina 7-glucosídeo.5. • Plantio: janeiro a fevereiro. galangina. glabro e pardo. • Colheita: 3 meses após o plantio. alternas. ácido caféico e cafeoilcalerianina (137). inteiras. • Alelopatia: extratos acuosos das flores (1.7. CLIMA Espécie de clima subtropical.8-trimetoxiflavona. mas estimulam o crescimento da planta (423). quercetina 3.5 e 5%) inibem a germinação de sementes de alface.5. ereta. argiloso e mesmo em áreas semi-halófitas próximas ao mar. as centrais hermafroditas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. medindo 8 a 10cm de comprimento por 1. Ácidos polifenólicos e ésteres: ácido clorogênico e isoclorogênico. PARTES UTILIZADAS Sumidades florais abertas. Folhas distantes. FITOQUÍMICA Óleo essencial: 1-8-cineol. tênue-alvo-tomentoso. quercitina-3-metiléter 7diglicosídeo (54). que cresce 40 a 80cm de altura.8% (253). Flores amarelodouradas. desenvolve-se melhor em solos férteis e com bom teor de umidade. sésseis. vivaz. Porém. Fenilpironas: italidipirona e 23-metil-6-0-desmetil auricepirona A parte aérea .5m • Propagação: via sementes. A planta é ramificada. quercitina. germacreno-D e α-pineno. papus branco.7. lineares a lanceoladas. teor de umidade das sementes: 10. de corola filiforme. pedregoso. densoagregados com dois tipos de flores. Em condições de estiagem prolongada. as folhas adquirem coloração acizentada. tamarixetina.

monoterpenos (257). FORMAS DE USO • Infusão: 2 xícaras das de cafezinho em ½ litro de água.84% de óleo essencial (96). hipocolesterolêmica. carminativa. antiinfecciosa. • As flores fornecem matéria tintorial para a lã. adstringente.7 a 0. antiálgica. Extrato hexânico das flores. As sumidades floridas dessecadas têm 0. antiespasmódica. α-himachaleno (367). Apresenta atividade relaxante da musculatura lisa. INDICAÇÕES Na Venezuela a planta é usada para a impotência (179). aperiente. amarga. FARMACOLOGIA Imunoestimulante (331). anti-helmíntica. canfeno. A fração polissacarídica da planta. ésteres de coleriantina. A raiz contém compostos acetilênicos (179). inibiu Pseudomonas aeruginosa (229. MARGARIDÃO-AMARELO . borneol. mirceno. derivados da fenilpirona e morina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Eupéptica (327). α-terpineno. emenagoga. antiinflamatória. antidiarréica (68). 230). 395). calmante para problemas digestivos (257). antiespasmódica e antiinflamatória (155. disfunções gástricas e digestivas. 180. antiflogística (179). sedante.33mg/l (extrato aquosos). colagoga. atividade analgésica e antiinflamatória (115). inapetência. tônica. TOXICOLOGIA Apresenta ação genotóxica e moluscicida contra Biompharlaria glabrata em concentrações de 100ppm. em ratos. • Travesseiros: quando preenchidos com as flores. excitante. antitumoral. demonstra atividade imunoestimulante e aumenta a atividade fagocitária. sedativa (395). antiasmática. ATIVIDADE BIOLÓGICA Antimicrobiana (180). na dose de 0. antisséptica. cefalalgias. além de ser mutagênica (115). disenteria (68).contém sesquiterpenos. febrífuga. estomáquica.019mg/ml. anódina (242) e antiepiléptica (215). favorecem o sono (68). aplicada via intraperitonial. Tomar 6 xícaras das de chá ao dia (257). antidiabética. inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus e na concentração de 166. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são utilizadas para o enchimento de travesseiros e almofadas. Encerra ainda luteolina. antiherpética. antiedematogênica externa e interna (394).

Os ramos são radicantes sem mesmo encostar no solo.0-2. . ramificado. • Produção de sementes: julho-agosto. FORMAS DE USO • Infusão: 1 folha por xícara de água quente. As sementes são geralmente chochas.6m de altura. com 2. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de distúrbios hepáticos e gástricos. grandes. podendo chegar até 3. • Propagação: brotações dos ramos. SINONÍMIA Boldo-japonês. • Plantio: primavera. • Doenças: as folhas mais velhas são geralmente infectadas por antracnose. ovalado-orbiculares e pubescentes. estacas radicantes e sementes.0m de altura por 4m de diâmetro de copa. girassol-mexicano. em média. MARIA-PRETA NOME CIENTÍFICO Solanum americanum Mill.0m. Inflorescências terminais ou laterais com flores amarelas vistosas em capítulos grandes. Abafar por 10 minutos. A maturação dos aquênios é muito lenta e coincide com rebrote intenso do caule. vigoroso. Gray. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. As folhas são inteiras ou com vários recortes. FITOLOGIA Arbusto perene semi-herbáceo. ereto. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Florescimento: maio a junho. Tomar após às refeições.5 x 2.NOME CIENTÍFICO Tithonia diversifolia A. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.

Porém. SOLO Exige solo fértil (é nitrófila). ovais. erva-de-bicho. medindo 3 a 6cm de comprimento. desigualmente lobadas. é encontrada até mesmo em solos secos. humoso e com teor de umidade. Semente comprimida. alvas e curtamente pedunculadas. pimenta. FITOLOGIA Planta herbácea. Apresenta caule liso. quase trapedozais. Folhas esparsas. medindo 8 a 10mm de diâmetro. verde e ereto. anual. pecioladas. • Florescimento: quase todo o ano. Os frutos quando secam retém as sementes (209). erva-mocó. guaraquinha. verde-escuras. aguaraquiá-açú. mas variando de 100 a 1000 sementes (209) ou até 178.3m. quando imatura. • Propagação: sementes. sué. HABITAT Espécie autóctone que medra em áreas agrícolas. com 1. acuminadas. bosques e áreas ruderais das regiões tropicais da América. pimenta-de-galinha. • Produção de sementes: 500 por planta. em média. erva-moura. brilhante. araxixu. alternas. reticulada. obovóide. dispõe-se em umbelas com 3 a 10 flores com até 1cm de diâmetro. pimenta-de-cachorro. A polpa contém 50 a 100 sementes pequenas e arredondadas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. pimenta-de-rato. caaxixá. • Colheita: ano todo. . As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. PARTES UTILIZADAS Folhas. sobretudo México e Costa Rica. amareloclara. As flores. pouco pilosa. É heliófita. caraxixá. A viabilidade no solo é de 8 anos (242). aguaraquiá. amarga e nauseabunda.0 a 1. SINONÍMIA Aguarágua. ramificado. maria-pretinha. pastos. e negra quando matura. pedregosos e depauperados. simples.3mm de diâmetro.4 x 0.FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. caraxiocu. caraxixu. com cerca de 30 a 70cm altura. glabra e fosca. CLIMA Adapta-se do tropical ao temperado. guaraquim. O fruto é uma baga (solanídeo) verde. as vezes inteiras. • Plantio: outono. em viveiro. maria-preta.000. carachichu.

FITOQUÍMICA Solanina. irritadas e dolorosas. podendo servir de matéria prima para geléias. espasmos vesicais (93). anti-reumática. inflamações. terror noturno (215). antiinflamatória. nas doses de 320 a 640mg (Cruz. A solanina tem uma DL50 de 42mg/kg por via intraperitonial (41). gastralgia. Pode-se utilizar o decôcto para fazer a ablução de áreas inflamadas. OUTRAS PROPRIEDADES • Os frutos maturos são comestíveis. rutina. apud 179) e Cryptococcus neoformans (Cooney et al. cólicas. por mecanismo muscarínico e musculotrópico. furúnculo. distúrbios digestivos e ginecológicos e hemorróidas (1). emoliente. erisipela. pústulas.. cólica e afecções urinárias (68). exantema. tinha e vaginite. Internamente para o tratamento de asma. meningite. diarréias. cólicas. vulnerária. FORMAS DE USO • Cataplasmas: folhas frescas aplicadas topicamente (dermatoses e lesões dérmica) • decocção: ferver 1 colher das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. FARMACOLOGIA A infusão das folhas apresentou atividade hipoglicemiante em ratas (Victoria. dermatoses. panarício. febrífuga. áreas intumescidas. narcótica (209). excitação nervosa. dermatite. eczema (93). abcesso. diaforética (68). A planta tem habilidade em acumular nitratos. dartros. frente a acetilcolina. Também contém solasodina (0. nevralgias. gastrite. A decocção e a maceração hidroalcoólica das folhas tem atividade sobre Candida albicans (Victoria. A fruta fresca é usada como antiparasitária (2) INDICAÇÕES Indicada para o uso externo no tratamento de ptiríase versicolor ou pano branco (128). psoríase. calmante (215). sedativa. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. na dose de 640mg e frente ao cloreto de bário. apud 179). anti-hipertensiva. calmante. asparagina. que é matéria prima para a produção de hormônios esteroidais (179). escorbuto. expectorante. apud 179). TOXICOLOGIA Os frutos verdes são tóxicos (68). antiartrítica. espasmolítica. catarros e afecções urinárias). anemia. podendo atingir níveis tóxicos aos animais (209). apud 179). analgésica. mineralizante. leucorréia. depurativa. . cirrose. aperiente. diurética. amigdalite.1%). afrodisíaca e analgésica (242). crises hepáticas. reconstituinte (179). escrófulas. paludismo. ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção das folhas tem ação antibiótica sobre Staphylococcus aureus (62). Tomar 3 xícaras ao dia (excitação nervosa. feridas e úlceras (uso tópico das folhas contusas). doloridas e lesionadas (68). acne. úlcera gástrica (179). queimaduras (32). solamargina (86 e 87).

mentruz. prostrada. . Inflorescência em rácimos cilíndricos. As folhas basais são curto pecioladas e as terminais sésseis. composta de duas valvas. • Adubação: 2kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. FITOLOGIA Planta herbácea anual. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. de caule ramificado horizontalmente a partir do colo. preferindo aqueles de textura média e férteis. erva-vomiqueira. mas adapta-se bem às subtropicais. que contém um composto sulfurado que age como antibiótico natural (128).• As folhas são preparadas cozidas ou fritas com ovos (179). CLIMA É originária de regiões temperadas quentes. verde intensas. pinatisectas. glabras. MASTRUÇO NOME CIENTÍFICO Coronopus didymus L. O fruto é uma síliqua indeiscente. sendo que cada segmento se desdobra em 2 a 5 lobos. SOLO Todo tipo. castanho-amarelada. crescendo cerca de 40 a 50cm de comprimento. 30 x 0. bem drenado. unissulcada. com 3 a 7 pares de segmentos laterais e um terminal. mastruz. erva-formigueira. • Colheita: inverno e primavera. cuja corola é formada por 4 pétalas hialinas. As folhas são alternas. • Propagação: sementes. • A planta pode ser hospedeira de nematóides do gênero Rotylenchus e Meloidogyne (209). FITOQUÍMICA Óleos essenciais.30cm. • Plantio: outono. mentrusto. As sementes são oblongo-reniformes. reunindo flores muito pequenas. São semeadas diretamente em sulcos transversais de canteiros. A planta não se desenvolve bem no verão. Smith FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. SINONÍMIA Erva-de-santa-maria. É heliófita.

babá. anti-hidrópica (435). baba. FORMAS DE USO • Vinho: macerar por 5 dias 50g de folhas e talos picados (em local escuro). hipertrofia do coração e ciática (435). afecções respiratórias. cujo caule e folhas são revestidos por grandes e numerosos espinhos recurvados para baixo. hermética. SINONÍMIA Arrebenta-boi. febres palustres e intermitentes (242). MELANCIA-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO Solanum capsicoides All. vesicatória dérmica. baga-de-espinho. HABITAT Espécie autóctone que medra ao longo da faixa litorânea brasileira. bronquite. Tomar 3 cálices por dia. O caule é ramificado. raquitismo contusões (215). FITOLOGIA Planta herbácea anual. Tomar 3 xícaras ao dia (128). dores musculares (128). estimulante das glândulas salivares. arrebenta-cavalo. em intervalos de 4 horas (expectorante). • Salada: usar folhas novas como estimulante da digestão. • Cataplasma: preparar em pilão ou liqüidificador uma pasta de talos e folhas. OUTRAS PROPRIEDADES • Utilizada como aromatizante de bebidas alcoólicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Solanaceae. excitante. . à margem das estradas e cercas das planícies litorâneas. mingola.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante da digestão. joá-vermelho. gogoia. em uma garrafa de vinho branco seco. juáti. que cresce cerca de 50 a 60cm de altura. mata-cavalo. áreas abandonadas. vermífuga. ocorrendo em pastos. expectorante (128). Espalhar numa gaze e aplicar topicamente em dores musculares • Infusão: 10g de folhas em 1 litro de água quente. juá-vermelho. peitoral e antiescorbútica (93). afecções renais e do estômago. diurética (215). INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorróidas. Filtrar.

brilhante. medianamente úmidos e pouco ácidos.000 sementes (209). amareladas ou ocre. membranáceas. verde-claro e ostensivamente armado. • Colheita: ocorre no verão. . A corola é formada por 5 lobos cuneados e agudos e brancos. com estrutura pentâmera. PARTES UTILIZADAS Frutos. com pedicelos espinhosos. quando não morrem. algo prateada de sabor muito doce. aladas. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. uma substância semi-esponjosa. comprimidas. medindo 3. tuberculose mesentérica e edemas nos membros inferiores (93). TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. reticulada. que são maiores. ocorrem alguns espinhos. sobretudo na face dorsal. glabra. estão reunidas extra-axilarmente em grupos de quatro. • Produção de sementes: cada planta produz entre 300 e 3. medindo 13 a 15m de comprimento por 10 a 11cm de largura.5m. pentalobadas.cilíndrico e lenticilado. arenosos.0 a 3. As flores. além das 200 a 250 sementes. Os frutos (solanídeos) tem formato esférico ou levemente achatado na base. O cálice é 5-lobado. aos 100 a 120 dias após a emergência. com tegumento coriáceo. OUTRAS PROPRIEDADES • A polpa do fruto é comestível. transmitem pelo leite as propriedades tóxicas (283). discóides.5cm de diâmetro. CLIMA Espécie de clima tropical a subtropical. urticária (283. As sementes são reniformes. Encerra. SOLO Prefere solos soltos. Sobre o pecíolo e nervura principal. • Florescimento: outubro a novembro. • Propagação: sementes. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o tratamento de manchas de pele (panos). Quando novos apresentam coloração verde rajado com verde-escuro. É heliófita.80 x 0. As vacas ao ingerirem o fruto (com as sementes). • Plantio: setembro. adquirem tonalidades uniformes laranja-vermelho. Quando maturos. • Os frutos são usados para envenenar baratas. As folhas são longo-pecioladas. 32).

pubescentes. estreitados na base.0cm de comprimento por 3 a 4mm de espessura. escandente. monóica. FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. longo-pecioladas. FITOLOGIA Planta herbácea. • Propagação: sementes. melãozinho. não encharcados. anual. fruto-de-cobra. denteados ou lobulados. longo-pedunculados. muito ramificada. a planta torna-se mais raquítica e os frutos menores. medindo 0. mas que se tornou cosmopolita. contendo sementes envolvidas por arilo vermelho de sabor adocicado. foscas. porém a formação de mudas em bandejas de isopor permite o estabelecimento de mudas mais vigorosas e . crescendo subespontaneamente em quase todo o Brasil.4m. unisexuais e amarelas. Desenvolve-se melhor em fotoperíodo curto. quando maturo. Pode-se semear diretamente no campo. quando imaturo e alaranjado. SOLO Prefere solos úmidos. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. glabras. Em pleno verão. membranáceas. escabrosas. SINONÍMIA Erva-de-lavadeira. levemente hirsuta na página superior e densamente na inferior sub-orbiculares. Possui folhas alternas. A planta tem cheiro desagradável e os frutos são amargos. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação térmica e luminosa. solitárias. verde-amarelado. longas e pubescentes. dispostas em cachos ou corimbos. finas.MELÃO-DE-SÃO-CAETANO NOME CIENTÍFICO Momordica charantia L. com 5 a 7 lobos ovalado-oblongos. com lóbulos mucronadas. Apresenta gavinhas simples. erva-de-são-vicente. aerados e humosos.6 a 1. escabroso externamente. palmatífidas. fruto-denegro.0 x 0. delicada. em terrenos baldios e áreas ruderais. HABITAT Espécie alóctone originária da Ásia. com caule estriado. medindo 2 a 3m de comprimento. sob intensa radiação solar. alóctone. quadrangular. As sementes são ovalado-elípticas. Fruto tipo cápsula que se abre em três valvas. castanho-amareladas. erva-de-são-caetano. As flores são axilares.

anti-reumático. criptoxantina. Existem várias opções de tutores. Os frutos cozidos são utilizados como vomitivos e antivenéreos. Para tanto. estomáquica. O fruto é rico em polissacarídeos. no verão. vermífugo e estomáquico (120). lignano-calceolariosídeo. verbascócido. taraxerol. diosgenina. Os mesmos. arginina. fator citostático de momordica. ácido mormódico (257). emoliente. anticatarral e purgativo (257).56%) (187). antidiabética. colerética. rubefaciente. Plantio: setembro. triterpenos-momordicina. vicina e o alcalóide zeatina (179). P-insulina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aperitiva. Pode-se também fazer o plantio ao longo de cercas. β-sitosterol. O fruto é antileucorréico. neroldiol. laxante. o tamanho do fruto também decresce. momorcharisídeos A e B. derivados de stigmasterol. antifebrífugos e antipalúdicos (frutos na forma de geléia ou xarope) (152). ela tende a ocupar todos os espaços disponíveis. cicatrizante (as folhas pulverizadas). As sementes encerram os aminoácidos ácido glutâmico (42. De todos os usos da espécie. O suco das folhas é emético e purgante e a raiz é adstringente.• • • • • • uniformes. βcaroteno. FITOQUÍMICA Momordicina (alcalóide). ácido gentísico. até redes plásticas. antiflatulenta. anti-helmínticos (frutos) antipirética. Tutoramento: permite a colheita de frutos de melhor qualidade. desde aqueles feitos de bambu e arame. β-alanina. antes de se abrirem. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. emenagoga. V-insulina. febrífuga. que contém 16% de ácido galacturônico. anticarbunculosa (93). anti-reumática. depurativa do sangue (179). antimicótica. são hemostáticos. em forma de cataplasmas. emeto-catárquico. fenilalanina. 5hidroxitriptamina. inibidor de tripsina momordica.15%) e glicina (18. À medida que finda o ciclo da planta. β-amirina. adstringente da cútis (299). já maduros. a malha pode ser de 10 a 15cm. Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. afrodisíaca. Consórcio: devido ao grande vigor da planta. hastes. comportando-se como invasora e atrofiadora de outras espécies em consórcio. p-cimeno. vermicida. INDICAÇÕES . hipoglicêmica (infusão das folhas). antihemorroidário (242). Os frutos são colhidos semi-verdes. que são as mais indicadas. α-caroteno epóxido. purgativas (folhas). momordica aglutinina. Frutificação: ocorre no verão. folhas e arilo das sementes. momordipicrina. esteróide-charantina. PARTES UTILIZADAS Frutos. supurativa. Florescimento: primavera e verão . momordica charantia lectina. hipotensora. dispostos vertical ou horizontalmente. o mais importante é sua ação hipoglicemiante. (352).

O efeito foi mais pronunciado com o extrato metanólico do suco da polpa isento de saponinas. O extrato alcoólico a 95%. sementes e cultura de tecidos. que o sumo do fruto é citotóxico in vitro. é utilizada para colite. antimutagênica. menstruações difíceis e cravos. As sementes. possui uma atividade citotóxica dose-dependente sobre os linfócitos leucêmicos em humanos. Preparada por cozimento. tanto em animais quanto em humanos (207). tanto que seu uso na medicina popular é considerado como perigoso (Hurst. dores de ouvido.35g/kg). A charantina mostrou ser mais potente do que a tolbutamida como hipoglicemiante. em coelhos tratados com estreptozotocina. O suco da polpa também teve um efeito hipoglicêmico significativo em ratas normais alimentadas com glicose. Os resultados indicam a presença de compostos hipoglicêmicossapogênicos e a atividade provavelmente medida seja por uma melhoria no sistema da atividade secretora da insulina de células β. sarna. picadas de insetos. A planta inteira é utilizada contra e resfriado (233). Diversos trabalhos tratam da atividade hipoglicemiante dos frutos. quando o extrato foi administrado 45 minutos antes da administração da glicose. o decréscimo foi de 28%. ATIVIDADE BIOLÓGICA . O extrato aquoso das folhas inibe consideravelmente o aumento da atividade do guanilato ciclase induzida por fatores químicos carcinogênicos. cólicas abdominais. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antitumoral em Sarcoma 180. catarata (271). imunomoduladora (120). em grandes quantidades. em doses de 3 mg/animal. para os leucócitos humanos leucêmicos (ED50= 0. O princípio responsável por esta atividade é o polipeptídeo P (ou V-insulina). furúnculo. hemorróidas (especialmente a raiz) (257). queimaduras. androgênica. O suco das folhas é utilizado para mordida de serpentes e afecções biliares (179). malária. (179). isolado a partir dos frutos. Também evidencia-se a atividade citostática e antiviral de uma fração cromatográfica de um extrato do fruto. anti-hipercolesterolêmica. enxaquecas (120). antilipolítica. inibe o sistema nervoso central. Inibe a glucose-oxidase e radicais livres (179). Menciona-se também. na dose de 3ml/kg por via oral. tem efeito purgativo drástico. A infusão forte é utilizada para escabiose. via intraperitonial. morféia.É indicada para o tratamento de enfermidades hepáticas (352). possui uma atividade anti-hiperglicemiante (205). pela inibição da síntese protéica (179). dartro. eczema (32). O extrato alcoólico a 70%. Após cinco horas. O suco da polpa de Momordica charantia diminui os níveis de glicose em ratas normais. O fruto maduro. 179). em intubação gástrica. causou um decréscimo gradual no nível de açúcar no sangue em 42% após quatro horas de sua administração. in vitro. antitumoral da leucemia L-1210. A administração de charantina (50mg/kg) em coelhos. pruridos e úlceras malignas. O extrato aquoso do fruto. ou melhorando a ação da insulina (11. O extrato de sementes e da planta inteira demonstraram um pequeno mas consistente aumento nos níveis de glicose em ratas normais. embaraços gástricos. A decocção das folhas é utilizada para tratamento de infecções da pele. As folhas e frutos são utilizados na cura do gogo das aves (93). apud 179).16G/kg) e os linfócitos humanos normais (ED50 = 0. e aplicado por via subcutânea. já resulta em efeito hipoglicemiante. antiviral contra o vírus da estomatite vesicular.

servem para alvejar roupas e tirar nódoas (93) . O sabor amargo pode ser eliminado escaldando o fruto. Os pássaros apreciam muito o arilo. Micrococcus luteus. • As folhas e as hastes. P. . As sementes contém compostos tóxicos. Bacillus sp. • A planta pode ser utilizada como ornamental em pergolados. podendo ser consumido in natura. o extrato provoca lesões testiculares e atrofia os espermatozóides. o efeito tóxico experimentado com o sumo de Momordica charantia sobre ratas e coelhos. almofadas e estofados. depois de apresentar vômitos e diarréia (352). provoca uma diminuição acentuada na formação dos espermatozóides. apresentando vômitos e severos efeitos purgativos (84). não devendo ser ingeridas em grandes quantidades (209). Shigella flexneri (245). O suco puro pode ser aplicado sobre a sarna (32). Eschirichia coli e Staphylococcus aureus.75 g/kg por via oral durante 20 dias. Alguns autores indicam que meia colherada do sumo do fruto maduro pode matar um bezerro grande em 16 horas. in vitro. sobretudo na forma de picles e salada. além de atividade antihelmíntica. • O extrato aquoso das folhas possui elevada atividade inseticida (179). aeruginosa. O arilo da semente é adocicado. Administrado durante 60 dias. uma atividade anti-helmíntica poderosa contra áscaris. • O fruto quando novo é comestível. É abortivo em ratas à doses de 8 mg/kg por via intraperitonial. A infusão do fruto é útil contra hemorróidas. bem como para a indústria do papel. No sul da Flórida tem ocorrido vários casos de crianças que ficaram doentes após terem consumido os frutos maduros de Momordica charantia. espermatogênico e espermicida. TOXICOLOGIA Pode ter ação teratogênica (233). tem causado a morte de crianças. É descrita como uma planta tóxica e abortiva (333). e. • Das sementes obtém-se um óleo para a produção de alguns cosméticos.. Outros trabalhos relatam atividade espermicida in vitro. OUTRAS PROPRIEDADES • As hastes fornecem fibras macias para o enchimento de colchões. Mas pode ser frito e cozido. In vitro. Salmonella. trituradas.O extrato etanólico do fruto apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. cercas e caramanchões. menstruações difíceis e cólicas causadas por vermes). O suco apresenta efeito antimicótico. na dose de 1. Candida albicans. Além do mais. Constatou-se ainda lesões testiculares em cães e alterações sobre os parâmetros sangüineos em suínos (120). • O fruto é um ótimo substituto do lúpulo. na preparação da cerveja. furúnculos e carbúnculos) • Suco: machucar as folhas verdes em óleo de amêndoas doces (queimadura). é um inibidor da síntese protéica. O extrato aquoso das sementes possui uma atividade anti-helmíntica in vitro (179) FORMAS DE USO • Infusão: 10g de folhas secas por litro de água (leucorréia. O extrato etanólico a 95% possui. Shigella. aplicado em bezerros. • Ungüento: arilo contuso misturado com vaselina (tumores.

• Propagação: perfilhos da planta matriz e estacas. cerebril. • Florescimento: julho a agosto. • Plantio: primavera. ácido salicílico e álcool alifático . curtopecioladas e persistentes. de caule reptante. base aguda. FITOLOGIA Planta herbácea perene. estipitada.15cm/dia ou 0. FITOQUÍMICA Entre os mais importantes constituintes estão os esteróis. var. Em algumas variedades tem sido encontradas aminas aromáticas. É difícil encontrá-la na forma espontânea. nativa das regiões tropicais da América. quempferol. trevo-do-pará. A inflorescência é do tipo espiga terminal. decumbente ou ascendente. • Colheita: inicia-se 6 a 8 meses após o plantio.MELHORAL NOME CIENTÍFICO Justicia pectoralis Jacq. carpinteiro. erva-de-santoantonio. anador. As folhas são inteiras. óleo essencial (8). stenophylla Leonar. • Taxa de crescimento: 0. esteróis. triptaminas. formando touceiras de perfilhos. FAMÍLIA BOTÂNICA Acanthaceae.15g/dia de matéria seca (307). trevo-cumarú. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as os perfilhos são enraizados em saquinhos de plásticos contendo substrato organo-mineral. comumente radicante. glanduloso-pubescente. com 3-7cm de comprimento. puberulento.4m. carpinteiro. mucilagens. curta. os lignanos (naftalido lignano) e saponinas. SINONÍMIA Cerebril. muito ramificada. lanceoladas a ovado-lanceoladas. chambá. pingo-de-ouro. dicótoma. pouco ramificado. longo-atenuadas. cerebril. filiforme.4 x 0. A planta cresce de 20 a 40cm em altura. • Adubação: 2kg/m2 de cama de aviário. peristrofe. PARTES UTILIZADAS Folhas e ramos. Cápsula comprimida. ereto. verde-claras. As brácteas e bractéolas são cerdosas e as flores são lilases. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. Cresce subespontaneamente em subosques das regiões baixas do Caribe (179). HABITAT Espécie alóctone. pequenas e são muito espaçadas entre si. opostas. Durante o inverno as folhas tornam-se arroxeadas.

sendo o suco aquoso liofilizado classificado como não tóxico (314). • Externo: suco e decocção (banhos) . TOXICOLOGIA Em altas doses é alucinógeno (130. FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Promove um decréscimo da capacidade exploratória e da conduta agressiva em roedores (135). esteárico (49). além de atividade antibacteriana (302). A DL50 por via endovenosa em ratos é de 1. Do extrato etanólico obteve-se um lignano chamado justicidina B (197).344mg/kg. 418). prolina. sedante nervoso. ssp. 379). MENTRASTO NOME CIENTÍFICO Ageratum conyzoides L. catamenial. feridas. a umbeliferona e a swertisina conferem a planta propriedades sedativas e relaxante da musculatura lisa. leucina. insônia e afecções nervosas (303). β-sisterol (265). O extrato aquoso liofilizado das folhas contém os aminoácidos fosfoserina. gota. antiinflamatória (307). asparagina. 2"-Orhamnosil-swertiajaponina. anti-hemorrágica das vias urinárias e tranquilizante. umbeliferona. Observou-se por eletroencefalografia que o decôcto da planta produz efeitos neurotróficos (349). antibacteriano. treonina. adstringente. serina. cicatrizante. conyzoides. dermatites. febrífuga. broncodilatadora (261). peitoral. O arilo das sementes é utilizado para combater o gogo das aves (93). O naftalídeo lignano tem sido associado com atividade antidepressiva e antiarrítmica (379) FORMAS DE USO • Interno: infusão. citado por 179). hidroxiprolina. glicina. infecções das vias respiratórias. ácidos palmítico. ácido alfaaminobutírico. Apresenta ainda efeito sedante. Além da cumarina. Os lignanos e as saponinas possuem efeitos inibidores da fertilidade em mulheres. . aftas (130). INDICAÇÕES Indicada para gastralgias. béquica. ornitina e lisina (225. afrodisíaca (130). enfermidades do fígado (179). flavonóides. cortes e catarros brônquicos. decocção e sumo. o que corresponde a 10g/kg por via oral.N-dimetiltriptamina. N-metiltriptamina. betaína.(379). alcalóides indólicos (264) e hidroxifenil propiônico (117). antagonista da serotonina e redutor da atividade espontânea (Garcia. relaxante da musculatura lisa. alanina. valina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. Contém cumarinas. swertiajaponina. antireumática (179). swertisina. N. fenilalanina. isoleucina. vascina (179). peitoral (351). expectorante.

SOLO A planta adapta-se a quase todo tipo de solo. com ínvólucro campanulado. SINONÍMIA Camará-opela. Corola tubiforme Os aquênios são miúdos. picão-roxo. favorecem o crescimento luxuriante da planta. aromática. sobretudo no inverno. pretos. O transplante ocorre 40 dias após a semeadura. O caule é ereto. com um ótimo entre 25 e 30oC (209). mentraz. É normalmente encontrada em áreas agrícolas como invasora de plantas de lavoura. As sementes são fotoblásticas positivas. largamente ovadas. HABITAT Espécie autóctone. erva-maria. erva-de-santa-lúcia. erva-de-santa-luzia. piloso. pecioladas. • Plantio: março a abril. mesmo com apenas duas folhas definitivas (209). composto por 3 séries de filárias lanceoladas. porém não suporta geadas. catinga-de-borrão. As flores são hermafroditas. com cílios nos ângulos. ou em bandejas de isopor. As folhas exalam um olor suave. Semeia-se a lanço. FITOLOGIA Planta herbácea anual. mentraço. 3-nervadas na base e medindo cerca de 7 a 9cm de comprimento. cuneadas ou subcordiforme na base. adapta-se bem à meia-sombra. erva-desão-josé. erva-de-são-joão. crenadas.000m de altitude (209). silvestre e ruderal.3. As folhas são opostas. revestidas de pelos glandulosos em ambas as faces. celestina. agudas no ápice. Ocorre de 0 a 3. É ruderal infestante que ocorre disseminada em todo mundo. verde ou púrpura. . catinga-de-barão. originária da América do Sul. a campo. Em condições adversas.3m x 0. quando amassadas.FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. quando a ocorrência de gramíneas é reduzida. a planta floresce prematuramente. são-joão. catinga-de-bode. embora possa ser feito o ano todo. • Florescimento: maio a novembro. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • Propagação: sementes. lilases. cilíndrico. catinga-de-barrão. com cerca de 40 a 60cm de altura. CLIMA É de clima tropical. Embora heliófita. porém cresce mais intensamente em áreas férteis e/ou com solo revolvido Não medra em solos encharcados ou muito arenosos. A germinação ocorre a partir de 10oC. visando a produção de mudas mais uniformes. que promovam sombra. mentruz. A inflorescência é um corimbo terminal que reúne 30 a 50 botões. 5-equinados. maria-preta. • Consórcio: plantas de maior estatura. adaptando-se tanto às regiões quentes e frias.

beriberi (283). antiespasmódica. aos 80 a 90 dias do ciclo. saponinas. cromonas. infecções das vias urinárias (145).4-diene. sabinenohidrato. dimetóxi-ageratocromeno. n-nonacasona. citronelol. O teor de óleo essencial varia de 0. α-gurjuneno. nheptacosano. além de perfumar e suavizar o cabelos e combater a caspa. flavonóides (eupalestina). cadina-1. ácido hidrociânico (257). anti-reumática. bem como o extrato da matéria seca. benzofuranas (145).16 entre a planta fresca e seca. A decocto das folhas é indicado para lenir cólicas menstruais. β. benzaldeído. emenagoga (258). hemostática e relaxante da musculatura lisa. FARMACOLOGIA Apresenta eficácia clínica para a artrite. combater resfriados (258). diurética. Produz 0. aperiente (145) e antiblenorrágica (93). α-copaeno. FITOQUÍMICA A planta contém resinas. cicatrizante. α-terpineol. mucilaginosa. Útil também para o tratamento de pneumatose do tubo digestivo. estimulante (242). são usados para o tratamento da rinite alérgica e sinusite. n-hentriacontano. colhida por ocasião do florescimento. lideroflavona. nerolidol. n-ticarcontano. nobiletina. ferimentos abertos. adineno.• Colheita: a planta é colhida no início da diferenciação floral. spathulenol. O suco fresco da planta também é indicado para hemorragias pós-parto. Colhe-se no inverno. antidiarréica. αtujeno. 1-8 cineole. β-sisterol. alcalóides vasoconstritores. cólicas flatulênicas e uterinas. quercetina. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. αcubebeno. mirceno. flavonóides (ageconiflavona A. α-bergamoteno.02 a 0. fridelina. antimicrobiana (Staphylococus aureus). contusões. precoceno (cumarina). eugenol. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Aromática. Também apresenta . amenorréia. γ e δ-cadineno. sesquifelandreno. antidisentérica. ou seja. analgésica (260). carminativa (283). γ e δ-elemeno. alcalóides pirrolizidínicos (equinatina e licopsamina). carminativa. B e C). mucilagens. α-humuleno. amarga. metileugenol. dihidrometoxiencecalina. febrífuga. INDICAÇÕES O suco fresco da planta. dihidroencecalina. estigmasterol. linalol. antiinflamatória. cis-β-ocimeno. com exceção das raízes.7 a 2% de óleos essenciais que contém α e β-pineno. artroses (179). ATIVIDADE BIOLÓGICA A folha apresenta atividade nematicida (Meloidogyne incognita). na forma de instilação. α e γ-terpineno. E-β-farneseno. sabineno. elemol. ρ-cimeno. O exocarpo do fruto contém fitomelano (179). encecalina (125). vasodilatadora. β-bourboneno. α e β-felandreno. terpinoleno. β-cariofileno. limoneno.06 (96). germacrenoD. tônica (179). ocimeno. Nas folhas o teor é de 0. epóxido de cariofileno. diminuindo a inflamação e a dor após a primeira semana de tratamento (254). princípios amargos e taninos. ageratocromeno. β-bisaboleno.

FORMAS DE USO Infusão e tintura (444). FORMAS DE USO • Alcoolatura: utilizar uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. Pratylenchulus e Rotylenchus) e o vírus do enrugamento foliar do tabaco (209). Na Malásia é utilizada como forragem para caprinos. É também hospedeira do fungo Cystopus brasiliensis (93). É melífera. fitoparasitas de espécies de Citrus. muares e bovinos. Brevipalpus phoenicis e Phyllocoptruta oleivora). • Cataplasmas: aplicar sobre as articulações doloridas (145). OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • O óleo da planta protege grãos armazenados contra a ação de fungos (80). 2 vezes ao dia. ⇒ 20g da planta por litro de água. Tomar 3 a 4 vezes ao dia (artrose) (257). • Tintura: 1 xícara das de cafezinho da planta fresca para 5 xícaras de álcool. • Pó: colocar 1 colher das de café do pó em um copo com água ou suco de frutas. • A planta é hospedeira de um ácaro (Amblyseius newsami) que preda ácaros (Panonychus citri. Tomar 1 xícara de chá em intervalos de 4 horas (cólicas menstruais). devido a presença do precoceno (257). fazer a ablução dos pés ou das mãos com o chá durante 20 minutos. pode abrigar nematóides (Meloidogyne.atividade inseticida contra Triboleum castaneum e Musca domestica e uma débil ação sobre Schistosoma mansoni (179). ou ainda na forma de compressa (reumatismo e artrose). • Infusão: ⇒ Adicionar 1 xícara das de cafezinho da planta seca picada em 1/2 litro de água. • Além de ser infestante por excelência em solos revolvidos e férteis. TOXICOLOGIA A planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos (140). ou fazer massagens locais (reumatismo/artrose). . • Utilizar 30 a 50g da planta in natura ao dia. Em seguida. • Decocção: cozinhar a planta inteira e despejar o chá morno numa vasilha. (258). Apresenta atividade contra insetos hemípteros. É utilizada no Nordeste brasileiro para aromatizar roupas brancas. Diluir 10 gotas em água e tomar duas vezes ao dia (cólicas). Tomar 4 a 5 xícaras por dia. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia ou aplicar em massagens tópicas (reumatismo e artrose).

botão-de-prata. em número de cinco.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96). mil-folhada. tubiflora. mil-ramas. erva-das-cortadelas. levante. erva-dos-carreteiros. pestana-de-vênus. erva-do-bom-deus. herbácea. FITOLOGIA É planta perene. vivaz.500m de altitude. anador. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono.MIL-FOLHAS NOME CIENTÍFICO Achillea millefolium L. novalgina. milefólio. A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294). milramos. européia. erva-de-cortadura. erva-dos-soldados. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura. de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso. alternas. CLIMA É uma planta de clima temperado quente a subtropical. Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. ponta-livre. peninérveas. Distingue-se da A. SOLO Prefere solos areno-argilosos. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. Muito encontrada em hortas e jardins. erva-docarpinteiro. erva-carpinteira. Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. Ocorre até 2. HABITAT Planta alóctone. ao final do verão. erva-dosgolpes. marcelão. Cresce em pastagens. erva-dos-militares. aquiléia-mil-flores. brancas. mil-em-ramas. pronto-alívio. esbranquiçado ou purpúreo. pêlo-de-carneiro. atroveran. moschata por possuir as folhas estreitas. e verde-escura. que se enraíza formando novas cepas. salvação-do-mundo. A partir de 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. . SINONÍMIA Alevante. milfólio. com cálice tubular. férteis e bem drenados e não ácidos. taludes. permeáveis. aquiléia-mil-folhas. na primavera. erva-dos-cortadores. mil-em-rama. É tolerante a períodos de estiagem. formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados. macelão. milefólia. milfolhada. verdeclaras. erva-de-cortaduras. prazer-das-damas. Prefere a luz plena. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182). opostas. Folhas pecioladas. As flores são pedunculadas e pequenas. aquiléia. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas. A inflorescência é do tipo corimbo. aquiléa. beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. erva-de-são-joão. erva-das-damas. especialmente no sul do Brasil. erva-carpinteiro. erva-dos-carpinteiros.

hepática.30m.500kg de planta fresca. Neste caso. antihelmíntica. eczema. distúrbios nervosos (283). que servem como mudas para plantio. aromática (283). anti-hemorrágica (68). abcesso. composto ou húmus de minhoca. anti-reumática. achileína (182) aquineína. diarréia. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Tônica. A colheita de flores é feita em plena antese. queimaduras. cefalalgia (145). taninos e glicosídeos amargos. varizes (257). alopecia. flavonóides (epigenol e tuteolol).500kg no terceiro ano (182). durante a florada. sementes e divisão de rizomas. derivados terpênicos e sesquiterpênicos. carminativa. é de 0. restabilizante da circulação sangüínea (93). • Propagação: estacas. Se pretende-se colher as folhas. cólicas menstruais. escarlatina. escarros e vômitos sangüineos. anticelulítica.4 x 0. emenagoga. cicatrizante (257). ácido aquilêico (93). • Florescimento: dezembro a março. eupéptica. devido ao azuleno. cânfora (145). estomáquica. expectorante. cineol. afecções urinárias.5 a 0. trombose cerebral. vulnerária.. chegando à 12. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado. antidispéptica.41% nas folhas e 1. adstrição.8% (96). O teor médio de óleo essencial. adstringente. FITOQUÍMICA Óleo essencial com azulenos. antiespasmódica. Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo. antiinflamatória. colerética (145). estas devem ser colhidas antes do florescimento. sobretudo em novembro. úlcera interna. • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande. • Plantio: ano todo. 0. deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas. lactonas (257).18% no caule. as plantas tendem a regredir vegetativamente. • Colheita: ocorre seis meses após o plantio. amarga. • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense. pineno. tujona. borneol. • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta. feridas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. amenorréia. anticelulítica (128). anti-hemorroidária. pulmonares e dérmicas. sumidades floridas e rizoma. hemostática. INDICAÇÕES Usada também para debilidade geral. adinamia. antibiótica (294) e antisséptica. • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5. de cor azulada. O teor de óleos essenciais é de 0.67% nas flores. PARTES UTILIZADAS Folhas. com base no peso seco.AGROLOGIA • Espaçamento: 0. diurética. excitante. febre intestinal e . A planta emite inúmeros perfilhos. especialmente na primavera.

Aplicar compressas mornas no local afetado. sem ferver.intermitente. mucosidades (32). Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145). resfriado. e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145). retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257). FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de folhas em 1 litro de água. podem ser usadas contra brocas e fungos. As folhas maceradas. dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271). • Sumo: lavar a planta. MIMO-DE-VÊNUS NOME CIENTÍFICO Hibiscus rosa-sinensis L. psoríase. Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. contusões. insônia. Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. diurética. Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico. Tomar 2 xícaras pela manhã. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • É utilizada como planta ornamental. A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68) • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294). golpes. TOXICOLOGIA É contra-indicada para mulheres em lactação (145). incontinência urinária. aquecer. ⇒ 1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. em jejum. manchas. . hepática e expectorante). • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras). Após. ⇒ 25 a 30g da planta por litro de água (283). • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. greta. • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água. • Loções. sarna. 2 vezes ao dia (varizes). pleuris. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca. gota. acne. Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga. hemorragias uterinas e dos pulmões. e outra à noite. fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32). Substrato: as folhas são ótimas para compostagem.

grandes. Folhas ovaladas. • Propagação: estacas dos ramos. aurora. lagoas. OUTRAS PROPRIEDADES . adstringente (215) e oftálmica (271). sobretudo em arborização de avenidas. SINONÍMIA Amor-de-homens. brincos-de-vênus. pampoela. parques e jardins. pampulha. Não tolera solos ácidos. SOLO Prefere solos férteis. papoula. • Espaçamento: 3 x 2m. • Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. CLIMA Embora seja de clima temperado quente. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou árvore pequena. crenadas. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos. HABITAT Planta originária da China e aclimatada em todo Brasil. PARTES UTILIZADAS Flores. graxa-de-estudante. rosa-da-china. de caule redondo. ápice acuminado e base obtusa. anafrodisíaca. sutilmente cordadas na base. adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro. oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos (215). bem drenados. • Plantio: primavera. firmeza-doshomens. INDICAÇÕES Indicadas para insônia (120). graxa-de-soldado. amor-dos-homens.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae. É heliófita. Flores vermelhas. brincos. cercas e estradas. hibisco. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. ramificada.

muito aromática e medindo 15 a35cm de altura. FITOLOGIA Planta herbácea.4 x 0. • As folhas são muito apreciadas pelos coelhos (93). • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário. crescendo sobre dunas baixas estabilizadas. Fruto dorsalmente achatado. As flores são sésseis. • Florescimento: fevereiro a março. Folhas verde-pálidas na dace ventral e glauca na dorsal. cobri-lo com palhas. casca de arroz ou plástico preto. • Plantio: setembro a outubro. (salsaparrilha-da-praia). glandular. ácidos e compactados. Smilax sp. anual. . • Utilizada como graxa vegetal de sapatos. HABITAT Ocorre em áreas de restinga. SOLO Prefere solos arenosos. Em média. Epidendrum mosenii e outras espécies halófitas. O contato direto das folhas com a umidade do solo favorece à ocorrência da Cercospora sp. medindo cerca de 0. O limbo é lanceolado ou ovado-oblongo. avermelhado quando maturo. numerosas. A germinação ocorre de 6 a 10 dias. • Mulching: para evitar-se o contato das folhas com o solo. Não tolera solos encharcados.3m. brilhante. MIRRA NOME CIENTÍFICO Chenopodium sp. multiramosa. associadas com Plantago catharinea. São curto-pecioladas e o tamanho diminui da parte basal para a apical. FAMÍLIA BOTÂNICA Chenopodiaceae. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. por conferir lustro ao couro. formando 3 a 7 lóbulos. crenado.8mm de diâmetro. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organomineral. O aroma da planta lembra a erva-de-santamaria (Chenopodium ambrosioides). ereta quando jovem. aglomeradas em espigas axilares ou terminais. medem 2 a 3cm de comprimento. sucoso. As mudas são transplantadas 40 dias após a emergência.• As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas. • Propagação: sementes. com crenas largas. neutros à alcalinos e aerados. ascendente. Perianto fendido junto à base. Semente com cerca de 1mm de diâmetro. espesso.

ramosa. FITOLOGIA Planta arbustiva grande ou pequena árvore. CLIMA Prefere regiões de clima ameno. murta. acuminado. verdeescuros. INDICAÇÕES Indicada para contusões. brilhantes. coar e armazenar em recipiente de vidro escuro. perfumadas. após o secamento do orvalho. durante 10 dias. jasmim-murta. HABITAT Espécie alóctone. brancas. torcicolo e nevralgias em geral. que cresce de 3 a 5m de altura. entorses. preferencialmente entre as 9:00 e 11:00h da manhã. FAMÍLIA BOTÂNICA Rutaceae. livres de doenças e resíduos. obtusos. murta-da-índia. composta de folíolos ovais-elípticos. compacta. Deve-se colher durante os períodos mais secos do ano. perene. murta-dosjardins. Evitar colher em dias com neblina ou com muita umidade. pentâmeras. onde a média anual não passe dos 20oC.7mm de diâmetro. FORMAS DE USO • Alcolatura: deixar macerar 50g de folhas frescas em 1 litro de álcool. Fruto tipo baga ovóide. Fazer massagens sobre áreas doloridas do corpo. Flores pequenas. PARTES UTILIZADAS Folhas. . dispostas em cimeiras axilares. SINONÍMIA Jasmim-laranja.) Jack. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É aromática e analgésica tópica. de origem asiática (Japão) e polinésica (Austrália e Polinésia). MURTA-DE-CHEIRO NOME CIENTÍFICO Murraya paniculata (L. É heliófita. Folhas imparipenadas. utilizando algodão embebido na alcolatura. medindo cerca de 1cm de comprimento por 0.• Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. Após este período. murta-de-jardim. ereta.

neutros. A madeira é amarela. produzir as mudas sob telado de sombrite a 70% de sombra. MUSSAMBÊ NOME CIENTÍFICO Cleome spinosa L. sete-sangrias. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • As flores fornecem essência aromática para perfumaria. . antiofídica. sete-marias. • Propagação: sementes e estacas. A casca é utilizada em cosmética e fornece corante preto. brejo-fedorento. sob irrigação por nebulização.SOLO Profundos. SINONÍMIA Beijo-fedorento. taraitaia. estimulante (93) e tônica (271). • Adubação: 1kg/planta de composto orgânico ou húmus de minhoca • Florescimento: março a abril. pesada e muito dura. mussambê-de-espinho. • Plantio: outono e primavera. PARTES UTILIZADAS Casca e folhas. Em ambos os casos. utilizada em parques e jardins externos. muçambé-desete-folhas. porosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. bem drenados e ricos em matéria orgânica. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. • Hospeda o fungo Phoma murrayae (93). • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo. mussambé-miúdo. muçaimbê. aerados. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. A planta é ornamental. FAMÍLIA BOTÂNICA Capparidaceae. mussambê-miúdo.

cresce subespontaneamente nas regiões setentrionais. A planta inteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária (242). • Adubação: 0.4m. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. sésseis e curto-pecioladas. As folhas.6m de altura. castanho-escura e glabra.7 x 0.0 a 1. cilíndrico. Caule reto. brancos ou róseos. semelhante a um caracol. originária da América Central. CLIMA É de clima subtropical úmido. que proporcionem um certo grau de sombreamento. fosca. As folhas e brácteas são revestidas de glândulas oleíferas que exalam um aroma desagradável. • Propagação: sementes. SOLO Prefere solos úmidos. Na parte superior do caule encontram-se brácteas foliares. longo-pecioladas. simples e ovaladas. perene. são rubefacientes. O fruto é uma síliqua cilíndrica que mede de 7 a 12cm. férteis e pouco ácidos. É cultivada em jardins. Folhas basais alternas. Inflorescência terninal. As folhas são estimulantes. quando contusas e aplicadas sobre a pele. FITOQUÍMICA Brassicina (9). reunindo flores isoladas na base das brácteas foliares. No Brasil. Cresce espontaneamente à margem dos rios.5kg/planta de cama de aviário. • Plantio: outono. na base das folhas e brácteas. espinhenta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas e flores são tônicas digestivas e a raiz é béquica e antiasmática (9). As flores apresentam pétalas ovaladas e filetes violáceos. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Ocorrem acúleos de extremidade curva. . que cresce de 1. Semente globosa. nervuras proeminentes na face dorsal. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. • Consórcio: o cultivo poderá ser feito com outras culturas de porte maior. medindo 7 a 9cm de diâmetro. em pares. com a parte basal lenhosa. antiblenorrágicas e antileucorréicas (271). arenosos. FITOLOGIA Planta semi-arbustiva. • Colheita: inicia-se a partir do 4 mês após o tranplante. palmatipartidas.HABITAT Espécie alóctone. É esciófita e higrófita.

Folhas opostas. As folhas são utilizadas em feridas e para orquites (271). pecioladas. quase glabras. reflexos. ipecacuanhabrava. erva-de-satã. FITOLOGIA Planta herbácea perene. capitão-de-sala. dona-joana. medindo cerca de 10 a 12cm de comprimento. bilocular. crescendo espontaneamente em pastos. axilares e no ápice da planta. mata-olho. Caule cilíndrico. paininha. SOLO É pouco exigente.INDICAÇÕES As raízes são úteis contra a bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas (9). medindo 6 a 7cm de comprimento e contendo muitas sementes castanhas. paina-de-sapo. margaridinha. paina-de-seda.0 a 1. cega-olhos. flor-de-sapo. capitãoda-sala. deiscente. cavalheiro-da-sala. margaridinha-leiteira. ipecacuanha-falsa. ciliadas. OFICIAL-DA-SALA NOME CIENTÍFICO Asclepias curassavica L. pálidas na face dorsal. CLIMA Desenvolve-se bem tanto em regiões tropicais até em temperadas quentes. ipecacuanha-das-antilhas. SINONÍMIA Algodãozinho-do-campo. Inflorescência em umbelas bracteadas. lactescente. glabra. longopedunculadas. lisas. camará-bravo. com cerca de 1. FAMÍLIA BOTÂNICA Asclepidaceae. adaptando-se mesmo nos argilosos. leiterinha. erva-leiteira. algodãozinho-do-mato. aguadas em ambas extremidades. lanceoladas. articulado e ramoso. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental em jardins. ereto. O fruto é uma cápsula fusiforme. mané-mole. As flores apresentam pétalas vermelhas e petalóides amarelo-alaranjados. chibança. . falsa-erva-de-rato. membranáceas. erva-de-rato. cega-olho.30m de altura. erva-de-paina. a beira de estradas e áreas ruderais. ácidos e úmidos. HABITAT Espécie autóctone da América Latina.

O látex é indicado para hiposistolia cardíaca e astenia vascular. febrífugas. As raízes são indicadas para combater o panarício (93). raízes e látex. • É melífera e ornamental. dispensando adubações. é suficiente para causar a morte em animais (242). • Adubação: a planta é muito rústica. • Pragas: é atacada pela lagarta Papilio teratii. de consistência sedosa. antileucorréicas e antiblenorrágicas. é hemostática (93). . arritmia cardíaca e parada cardíaca. pode ser utilizada para o enchimento de almofadas e travesseiros.AGROLOGIA • Espaçamento : 0. • É hospedeira do fungo Uromyces Hovei (93). • Plantio: março a abril. antihemorroidárias.6 x 0. causando sérias inflamações oftálmicas. A planta inteira. Diaspis cordiae e pelo pulgão Aphis nerii (93). PARTES UTILIZADAS Folhas. TOXICOLOGIA O látex é cáustico. INDICAÇÕES As folhas machucadas são usadas sobre as feridas para cicatrização rápida. O macerado do caule prova nos animais de sangue quente parada da respiração. é um eficiente raticida (192). antidiarréicas. • O látex da planta. colocado sobre uma isca (banana). São atribuídas às raízes propriedades sudoríficas. vermífugas. FITOQUÍMICA Asclepiadina (93). além de já ter sido utilizada em cordoaria. • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio. sêca e pulverizada.4m. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O látex é purgativo. OUTRAS PROPRIEDADES • Os caules fibrosos podem ser utilizados como matéria prima para a fabricação do papel. Compressas das folhas são indicadas para úlceras e feridas carnosas. antiasmáticas. O látex cauteriza verrugas (271). convulsões. • A penugem que envolve as sementes. A asclepiadina é um veneno convulsivo dos músculos lisos e do coração. A ingestão de 1g da planta por kg de peso vivo. As raízes são bernicidas (242). • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. emético. tônico cardiovascular em doses mínimas.

obtusa. mas também se adapta às subtropicais. É heliófita e xerófita. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. • Espaçamento : 1. SOLO Prefere solos leves. dispostas em rácimos terminais. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. CLIMA Em regiões tropicais chega a atingir um porte arbóreo. de 2-3cm de comprimento. • Propagação: estacas de ramos e sementes. com porte menor. Folhas sub-pecioladas. com cerca de 3cm de comprimento. As flores são rosa-escuro com anteras amarelo-ouro. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos maduros. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo pode ser feito na periferia da propriedade.5m. Não tolera solos muito úmidos e ácidos. inodoras. 8-10 fasciculados. 3-angulosa. luzidias. sílico-siltosos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . bem drenados e profundos. O fruto é uma baga periforme. acuminadas. com até 4cm de diâmetro. cilíndrico. castanho-escuro ou pretos. oblongo-lanceoladas. As sementes apresentam germinação muito lenta e o crescimento das plântulas também é muito demorado. • Plantio: primavera. armado de inúmeros acúleos fortes. • Florescimento: setembro a fevereiro. Aclimatar as mudas sob tela de sombrite 50% de sombra. lisas na face ventral e áspera na dorsal. quiabento. SINONÍMIA Cacto-rosa. de caule arbóreo. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. FITOLOGIA Planta perene. ramoso e lenhoso. obovóides-achatadas. quando as mudas apresentam 8 a 10 folhas definitivas. como cerca-viva.ORA-PRO-NOBIS-GRANDE NOME CIENTÍFICO Peireskia grandiflora Haw.5 x 1. contendo 4-5 sementes pretas.

As folhas são lanceoladas. Inflorescências curtas. A planta e as flores são bastante ornamentais. ORA-PRO-NOBIS-MIÚDA NOME CIENTÍFICO Peireskia aculeata Mill. glabras. FAMÍLIA BOTÂNICA Cactaceae. Apresentam um aroma muito forte. pequeno e amarelo. Serve de porta-enxerto para outras espécies de cactáceas (93). cicatrizante e nutritiva. quase sésseis. groselha-dos-barbados. areno-siltosos e ricos em matéria orgânica. originária da Argentina. numerosas. Pode ser utilizada como cerca-viva. Não se adapta a solos muito úmidos e ácidos. As folhas. CLIMA Espécie de clima subtropical. SOLO Prefere solos leves. planas. FITOLOGIA Arbusto perene. HABITAT Espécie alóctone. dispostas em pequenas panículas terminais. groselha-das-antilhas. SINONÍMIA Groselha-da-américa. O fruto é do tipo baga.É mucilaginosa. escandente de ramos longos. jumbela. ricas em proteína. com espinhos. podem ser consumidas como salada. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de queimaduras. trepadeira-limão. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se a tarde. mais ou menos racemosas. hidratante. com flores cor creme-amareladas. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • Produz frutos comestíveis. ferimentos e úlceras internas e externas. É heliófita. rosa-madeira. carnosas e verde-escuras. groselheira-das-antilhas. . suculentos.

originária da Ásia e Europa Ocidental. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite a 70% de sombra. onde cresce espontaneamente em colinas expostas. quase que inexpugnável. Flores dispostas em verticilos paucifloros. é aconselhável instalar o plantio ao longo de cercas. FITOLOGIA Planta herbácea. refogados.0 x 1. podendo ser utilizadas como salada. HABITAT Espécie alóctone. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. inteiras. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas e frutos são suculentos e ricos em proteínas. SINONÍMIA Oregão. sutilmente pontuado-pilosas.5m. ORÉGANO NOME CIENTÍFICO Origanum vulgare L. vivaz. • Espaçamento : 2. angu e omeletes. • Plantio: primavera. curto-pecioladas. As folhas são ovadas. sob irrigação por nebulização. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são emolientes e os frutos são expectorantes e anti-sifilíticos (93). • Florescimento: março a abril. INDICAÇÕES Abranda inflamações. aromáticas.AGROLOGIA • Ambiente: devido a vegetação muito luxuriante e cerrada e aos numerosos espinhos. sopas. reunidas em espigas e estas em corimbos dispostos em panículas amplas. • Propagação: estacas de ramos novos. com . alivia queimaduras de pele e recupera a pele (128). • A planta pode ser utilizada como cerca viva. • Colheita: inicia 8 a 10 meses após o plantio. • Adubação: 2kg/planta de composto orgânico ou 1kg/planta de cama de aviário. rasteira ou decumbente.

• Colheita: ocorre no verão. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. É utilizada externamente como anti-reumática (283). cis-β-ocimeno (0. SOLO Prefere solos férteis. Coar e tomar 2 cálices ao dia (estimulante do apetite).17 a 9. É planta heliófita. As touceiras podem ser plantadas diretamente a campo. CLIMA É de clima temperado.64kg/planta (277) ou de 8 a 17t/ha (357). As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita sob telado de sombrite a 70% de sombra. préplantio e prometrina (50% . carminativa. parasiticida e tônica (294). tratar menstruações difíceis e combater resfriados (294). sob irrigação por nebulização. • Plantio: outono e primavera. digestiva. PARTES UTILIZADAS Folhas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É excitante.07%).35cm (40.3 litros/ha). Fazer inalação dos vapores (resfriados). • Herbicida: trifluralina (48% . aperiente.24%). em canteiros. em compressas. vulnerária (93). • Rendimento: 0. p-cimeno (0. seco. em pós-plantio (448).3 litros /ha). FITOQUÍMICA Sabineno (3.55%).27 a17.70 x 0. quando ocorre o florescimento. • Vinho: macerar durante 8 dias 50g de orégano em 1 litro de vinho branco seco. bem drenados e de natureza calcária. adoçar com mel (digestivo e menstruações difíceis). expectorante. Cálice campanulado. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. timol (0. Fruto tetraquênio. INDICAÇÕES Indicada para eliminar a caspa. • Propagação: sementes. antiespasmódica. estacas e divisão de touceiras. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das chá de folha em 1 xícara das de chá de água quente. adaptando-se ao subtropical. Abafar por 10 minutos. afetando o desenvolvimento e a produção de óleos.25 a 28. cariofileno (15. com 5 dentes subiguais e corola bilabiada. são emolientes (128). Coar. • Inalação: Ferver em ½ litro de água 2 colheres das de sopa de orégano. As flores. Chuvas em excesso são prejudiciais. antisséptica.76%). carvacrol (368) e terpineol (93).2 litros/ha) e pendimetalin (33%.brácteas grandes. liso e ovóide-oblongo.816 plantas/ha). .13 a 9.35%) (277).52 a 29.

• Decocção: ferver 30g de orégano em 1 litro de água. pentâmeras. durante 10 minutos. pecioladas. sob tela de sombrite 70%. FITOLOGIA Planta arbustiva perene que cresce de 0. CLIMA Prefere clima quente e úmido. ramificado no dossel superior. inteiras. opostas. saladas (de tomate) e carnes.3 a 1. Em regiões subtropicais o crescimento é lento e não ocorre o florescimento. ovadas. Os ramos são radicantes. quadrangular. lenhoso na base. As folhas são lisas. • Plantio: outubro a novembro. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. de pratos à parmiggiana. AGROLOGIA • Espaçamento :1. patchouly Pellet. O caule ereto. ricos em matéria orgânica e bem drenados. SINONÍMIA Patcholi. OUTRAS PROPRIEDADES • Tempero de pizza. cobertas com um tomento amarelado fosco e glândulas de óleo em ambas as faces.0m. aveludadas. com as margens grosseiramente duplo-dentadas. mantidas sempre umedecidas. patchuli. patchouli. HABITAT Espécie alóctone. fortemente aromáticas e medindo 5 a 10cm de comprimento por 3 a 7cm de largura. Coar e enxaguar os cabelos previamente limpos para eliminar a caspa (294). ponta subaguda. base cuneada. Fruto seco.2 x 1. . ou P. grosso. As flores apresentam-se em glomérulos com espigas compostas. violeta-castanho. ORIZA NOME CIENTÍFICO Pogostemon cablin [Blanco] Benth. • Propagação: estacas de ramos. SOLO Prefere solos aluviais. originária da Índia. hermafroditas.0m.

• As folhas pulverizadas. anidrido cinâmico. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. álcool patchouli (445). 4. FORMAS DE USO • 6 a 12g/xícara. exceto as raízes. na forma de pó. aplicando-se 10g de fosfato de amônio por planta. FITOQUÍMICA A planta contém 45% de óleo volátil rico em cânfora (93) eugenol. tosse e dispepsia (444). vômitos. • Plantas daninhas: por ter um crescimento lento. . OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial da planta. eructações. As folhas são colhidas antes do florescimento. α-terpineno. a cada três meses. sobretudo de fósforo e magnésio. coriza. β-patchouleno. INDICAÇÕES A planta é utilizada no tratamento de dor-de-cabeça. é utilizado na fabricação de perfumes. fastio. influenza. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. sob temperaturas baixas. diarréia (445). cólicas. obtido por destilação. dores musculares. α-bulneseno. é imperioso que se faça um bom controle dos inços desde o plantio. febre. infusão ou decôcto (444).) Miq. quando ele ocorre. PARIPAROBA NOME CIENTÍFICO Potomorphe umbellata (L. α-guaieno. embaladas em saches. halitoses. Readubar anualmente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana e demulcente (445). na primavera e verão. benzaldeído. cadineno. FAMÍLIA BOTÂNICA Piperaceae. protegem as roupas do ataque de insetos.• Adubação: 1kg de húmus de minhoca ou composto orgânico e 100g de fosfato natural por planta. cosméticos e sabonetes. náuseas.5 a 9g/xícara (445). • Nutrição: é comum ocorrer sintomas de deficiências nutricionais.

andróginas e minúsculas. sendo que o limite austral de ocorrência é a Serra do Tabuleiro (177) FITOLOGIA Planta arbustiva. caapeba. As flores dispõem-se em espigas axilares. lençol-de-santabárbara. malvaísco. perene. É considerada planta rara em Santa Catarina.SINONÍMIA Aguaxima. O limbo é profundamente cordado na base. que apresenta uma ampla adaptação térmica. • Consórcio: a planta é muito vulnerável ao plantio a céu aberto. capeua.5 a 1. Flores sésseis. 3 a 4cm de comprimento. com 6 a 7cm de comprimento. caapeba-do-norte. catajé. podendo resultar em necrose progressiva da mesma. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente nas beiradas da Mata Atlântica. jaguarandi. • Florescimento: março a junho. Fruto tipo baga. jaborandi-manso. amassadas. malvaísco. puberulento e bainha desenvolvida. ápice agudo. As estacas são enraizadas em substrato arenoso ou à base de vermiculita.0m. O excesso de exposição solar degrada os cromopigmentos da folha.5 a 2. malvarisco.0kg/planta de composto orgânico bem curtido. brevemente acuminado no ápice. exalam aroma de hortelã. medindo 10 a 25cm de diâmetro. malvarisco. capeva. esverdeada quando nova e preta ao final. de 1. necessitando de uma consorciação com espécies mais altas e de maior cobertura vegetal. É heliófita ou esciófita e seletiva higrófita. capoeiras e capoeirões. nervuras aveludadas na face dorsal. do tipo serrapilheira. membranoso. trígona. caá-peuá.5m de altura. CLIMA Espécie pan-tropical. caapeba-verdadeira. eretas. É tolerante à acidez do solo. dispostas em umbelas sobre um pedúnculo axilar glabro. • Plantio: primavera e outono. SOLO Cresce melhor em solos humosos. Também ocorre em áreas ruderais. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. 11 a 13-peltinérvia. úmidos e frescos. outubro e dezembro. sob telado de sombrite 70% e irrigação. Prefere o clima tropical ou subtropical quente e úmido. capeba. Não prospera bem em solos arenosos ou muito argilosos. AGROLOGIA • Espaçamento : 1.5 x 1. • Adubação: 0. . rebentos de raiz e estacas de ramos e caule. até o pleno estabelecimento das mudas a campo. de pecíolo glabro. É nitrófila. Folhas longo-pecioladas. com pontuações translúcidas glandulosas. em número de 2 a 6. pariparoba. • Irrigação: deve ser diária. A insolação excessiva resulta em amarelecimento e paralisação do crescimento das mudas. • Propagação: sementes. turbinada. vaginado-alado. As folhas.

bronquite. abcessos e furúnculos (68). infarto das vísceras abdominais. béquica. sudorífica (68). anti-reumática. amentilhos e sementes. desobstruente. INDICAÇÕES Utilizada em queimaduras. antiescorbútica. OUTRAS PROPRIEDADES • Os índios utilizam os frutos (bagas) como alimento. antiinflamatória externa e interna (119). Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão (128). anti-hemorroidária. azias. ⇒ raízes para febres. debilidade orgânica em geral. • As folhas são comestíveis. malária (130). FARMACOLOGIA Possui atividade analgésica. • Vinho: macerar durante 15 dias 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco. FORMAS DE USO • Infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água (insuficiência hepática). piperatina e piperina (9) e o carotenóide prolicopeno (0. • Decocção . febrífuga. resolutiva. chavicina. vulnerária (93).• Colheita: inicia a partir do segundo ano após o plantio. reguladora da menstruação. diurética. FITOQUÍMICA Óleo essencial. mas não atividade mutagênica e antimalárica (120). estomáquica (257). insuficiências hepáticas (128). colagoga. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abcessos. casca. anti-hipertensiva (215). detersiva. urinárias e das vias respiratórias. pariparobina. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Odontálgica. • Suco: uso tópico sobre queimaduras (68). atonia estomacal. úlceras (215). esteróides e mucilagens (128).usar: ⇒ casca do tronco para afecções respiratórias.23%) (281). folhas. compostos fenólicos. debilidade orgânica e afecções urinárias. • Linimento: triturar as sementes com óleo de linhaça. distúrbios gástricos. machucaduras (120). . hepáticas. tônica. resfriado. jamborandina. PARTES UTILIZADAS Raiz. gastralgias. emoliente (9) e antiasmática (271). afecções do aparelho digestivo (257). emoliente. carminativa. vermífuga.

vales aluviais. Solos ácidos e úmidos são desfavoráveis à planta. • Propagação: sementes.PATA-DE-VACA NOME CIENTÍFICO Bauhinia forficata Link. FITOLOGIA Planta arbustiva. compostas de dois folíolos unidos pela base. CLIMA Embora seja de clima temperado. mororó. SOLO Exige solos profundos. perene. adapta-se à regiões mais quentes. medindo 15 a 25cm de comprimento por 2cm de largura. ora uniformemente retos.5m. ou grossos. unha-de-vaca. com acúleos gêmeos na axila foliar. glabras. ora ligeiramente curvos para dentro. Cresce subespontaneamente no sul do Brasil. decídua. Folhas alternas. pouco divergentes. • Plantio: março a abril. Fruto tipo legume. com a forma típica de 9 nervos. medindo 8 a 9cm de comprimento. divididas acima do meio. unha-deanta. AGROLOGIA • Espaçamento: 3. finos. pata-de-burro. pata-de-boi. Tem ramos frágeis. FAMÍLIA BOTÂNICA Caesalpiniaceae. férteis e drenados. glabros ou pubescente. As sementes são postas a germinar em saquinhos plásticos com capacidade de 300 a 400ml. linear. rebrotando a partir de outubro. em viveiro. capoeiras. arredondadas ou subcordiformes. Acúleos quase sempre gêmeos. HABITAT Espécie autóctone que ocorre espontaneamente na floresta pluvial Atlântica e subespontaneamente em pastagens.5 x 3. unha-de-boi. brancas. Flores axilares ou terminais. . grande ou arbórea. contendo substrato organo-mineral. A germinação ocorre entre 15 e 25 dias e o poder germinativo é inferior a 30% (241). obtusas ou um pouco agudas. mirorá. ou acuminadas na base. casco-de-vaca. membranáceas. que atinge até 8m de altura. ovais ou lanceoladas. setembro. miriró. à beira de estradas e em terrenos baldios. SINONÍMIA Bauínia. pendulares. A planta é caducifolia no inverno.

⇒ 2 xícaras das de cafezinho da folha picada em ½ litro de água ou 1 folha picada por xícaras de chá. purgativa. flores. heterosídeos cianogênicos e saponínicos. nos casos de poliúria ou urina solta. É indicada para afecções renais e urinárias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Hipoglicemiante (antidiabética). mucilagem. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 folha em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 xícaras ao dia (145). FARMACOLOGIA E ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta atividade hipoglicêmica com a dose de 3g/dia de folhas. ácidos orgânicos. • Colheita: feita dois anos após o plantio. PARTES UTILIZADAS Cascas. • Produção de sementes: 1kg de sementes contém 15. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (68). além de impedir o aparecimento de açúcar na urina. • A madeira é utilizada para caixotaria. Fazer a decocção de 1 colher das de sopa do pó em 1 xícara de água. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá de folhas em 1 xícara das de chá de água. INDICAÇÕES A planta tem a propriedade peculiar de reduzir a excreção de urina. folhas. adicionar 500g de calcário dolomítico por cova. OUTRAS PROPRIEDADES • Planta ornamental de ruas. adicionados a 100g/cova de superfosfato natural. flores (purgativo). rutina e quercitina). lenho e raízes. Tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia (diabetes). • Pó: feito com casca e folhas secas. composto ou húmus de minhoca. sobretudo da Diabetes melittus (385). Se o solo for ácido. • Do lenho obtém-se carvão de boa qualidade (93). Os fruto maturam em maio a junho. tônica renal (68). prisão de ventre (215) e elefantíase (68). alamedas. goma. antidiarréica. FITOQUÍMICA Flavonóides (campferol.100 unidades (241). . depurativa (145). • Florescimento: janeiro a março. a partir de novembro. por 56 dias (276). lenha e obras leves (241). regularizando a glicemia sangüínea.• Adubação: 5kg/cova de estrume de gado. avenidas e jardins. Ferver por 3 minutos. • Padrão comercial: folhas isentas de matéria orgânica. diurética (257). Tomar ½ a 1 xícara de chá ao dia (257). tanino (flobatênicos e pirogálicos) e minerais (145). moléstias da pele (179). glicosídeos (257).

carrapicho-beiço-de-boi. pecioladas. trifolioadas. Folíolos ovais. SINONÍMIA Amores-do-campo. É heliófita. mas tolera um certo sombreamento. compostas.30 x 0. febrífuga e béquica (271). FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae.PEGA-PEGA NOME CIENTÍFICO Desmodium canum (Gml. hepática. marmelada-de-cavalo. Fruto tipo vagem. diurética. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS antiblenorrágica. pastos. . AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As sementes são postas a germinar em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. ascendente ou prostrada. • Plantio: março a abril. à beira das estradas. Cresce espontaneamente em áreas ruderais. campos. segmentada. de caule pubescente. tomentosa. cujos tomentos apresentam a extremidade em forma de gancho. • Colheita: 2 a 3 meses após o plantio. contribuindo com a disseminação das sementes. SOLO Adapta-se aos mais distintos tipos de solos. • Propagação: sementes. HABITAT Espécie autóctone do Brasil. CLIMA Adapta-se desde às regiões tropicais até as subtropicais frias.) Schinz et Thell. com exceção aos salinos. laxante. É tolerante à seca. pubescentes e mais claros na face dorsal. Folhas alternas.30m. Inflorescência terminal em rácimos com cerca de 12cm de comprimento com várias flores lilases. em pomares e hortos abandonados. estomáquica. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. tônica (68). medindo 40 a 50cm de altura. o que favorece a fixação em animais e pessoas.

INDICAÇÕES Afecções renais. ricos em matéria orgânica e úmidos. peixinho-frito. bronquite. HABITAT Espécie alóctone. verde-prateadas ou cinza-esverdeada. a planta tende a perfilhar em demasia. PEIXINHO NOME CIENTÍFICO Stachys lanata L. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. sálvia. que cresce de 20 a 40cm em altura. espessas. • Raleio: no auge do crescimento. abrigados do radiação solar direta. uretrite (68). entoucerada.0kg de composto orgânico ou húmus de minhoca por planta. peixe-depobre. FITOLOGIA Planta herbácea. disfunções gástricas e hepáticas. inflamação do pênis. CLIMA A planta desenvolve-se melhor em regiões temperadas e subtropicais. língua-de-vaca. cistite. podendo causar um declínio no tamanho de folhas e facilitar à ocorrência de doenças. alongadas. feridas e úlceras (271).5 a 1.5 x 0. As folhas são elípticas. tomentosa. aerados. dores estomacais e dos membros. Para evitar o . lambarizinho.3m. SOLO Prefere solos bem drenados. • Doenças: altamente suceptível a nematóides. • Adubação: 0. que são enraizados em substrato organo-mineral. SINONÍMIA Lambari. É resistente às baixas temperaturas de inverno. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. Sudoeste da Ásia e Cáucaso. originária da Turquia. ostensivamente pilosas. perene. • Propagação: brotações de rizoma. orelha-de-cordeiro. orelha-de-lebre. sálvia-peluda. • Plantio: outono e primavera. peixe-frito.

60m de altura. oblongas. • Quando fritas. PENICILINA NOME CIENTÍFICO Alternanthera brasiliana (L. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e emoliente.declínio progressivo da touceira. com cerca de 1. Uso semelhante à Sálvia officinalis. • As folhas desidratadas atuam como excelente isolante térmico. HABITAT Espécie autóctone que ocorre principalmente ao longo do litoral brasileiro. dunas estabilizadas. As folhas basais são curto pecioladas. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas são utilizadas na alimentação.0cm de diâmetro. carrapichinho. É cultivada em jardins. SINONÍMIA Acônito-do-mato.) Kuntze var. crescendo em áreas de restinga. brasiliana. sempre-viva. as superiores subsésseis ou sésseis. embora também possam ser verdes. As flores são . perpétua-do-brasil. caaponga. lembram cheiro de peixe frito. quadrangular a cilíndrico. Lythraea brasiliensis e Guapira opposita. Inflorescência em glomérulos de flores densamente agrupadas. à milanesa. de base lenhosa. com nós entumescidos. quebra-panela. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene. cabeça-branca. É encontrada associada a Schinus terebinthifolius. aproveitando-os para a produção de novas mudas. nateira. ao longo de matas ciliares e em áreas ruderais. perpétua-do-mato. O caule é anguloso e estriado. em decocção (444). ereta ou subprostrada que atinge 1. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. acuminadas. ralear os perfilhos. com pedúnculo medindo 1 a 10cm de comprimento. O limite austral da planta é a Ilha de Santa Catarina (401). pouco pubescentes e apresentam um policromismo acentuado na faixa do vermelho. ervanço. perpétua. carrapichinho-do-mato. globosos ou oblongos.6cm de comprimento por 1. FORMAS DE USO • 9 a 15g/dia.

É heliófita e seletiva xerófita (401). com cerca de 1. A planta pode ter seu crescimento controlado através de podas de formação e condução.0mm de comprimento por 1. pode ser utilizada em áreas acidentadas.0mm de largura.K. . em altitudes acima de 600m. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta jovem pode ser utilizada pelo gado.5m. sendo pouco recomendadas. Tem demonstrado uma alta capacidade de adaptação em temperaturas subtropicais. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica. dominando sobre outras próximas. • Plantio: outubro a novembro. As sementes apresentam um baixo índice de germinação. de rápido crescimento e com grande capacidade de cobertura de solo. • Poda: a planta apresenta um crescimento muito luxuriante na primavera e verão.6 a 2. quando novas tornando-se branca quando matura. PERIQUITINHO NOME CIENTÍFICO Alternanthera pungens H. É planta nitrófila. inclusos entre a tépala e a sépala. • Propagação: sementes e segmentos nodais de ramos. inclusive plantas daninhas. pode ocorrer danos às folhas por geada. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As flores são béquicas (93).5 x 1. CLIMA Apresenta uma ampla faixa de adaptação climática. • Espaçamento : 1. brilhante.B. Em regiões subtropicais. Semente oblonga a ovalada. declivosas ou sujeitas à erosão. castanhoavermelhada e levemente ondulada (209). variando desde as regiões tropicais às subtropicais. pouco ácidos e arenosos. • Florescimento: ano todo. • Colheita: inicia aos 3 meses após o plantio. Os frutos são utrículos uniseminados. • É considerada uma espécie ornamental de grande vivacidade. Os segmentos nodais são enraizados em substratos à base de vermiculita. SOLO Desenvolve-se em solos enxutos. areia e/ou casca de arroz.creme ou levemente rosadas.

FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. adaptando-se bem ao subtropical. ricos em matéria orgânica. As folhas são opostas. • Propagação: sementes e estacas dos ramos radicantes. palhadas diversas ou plástico preto sobre o solo. com caules radicantes. enraizando em saquinhos plásticos contendo substrato organo-mineral. • Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. Embora cosmopolita. SOLO Prefere solos úmidos. AGROLOGIA • Ambiente: pode ser cultivada em vasos ou em canteiros à guisa de horta. Aclimatar as estacas radicantes sob tela de sombrite 50 a 70%. PARTES UTILIZADAS Folhas. • Mulching: utilizar casca de arroz. na Bacia do rio Paraná (401). pouco ácidos e aerados. As flores estão agrupadas em espigas capituliformes. • Espaçamento: 0. mucronados. CLIMA Espécie de clima tropical. • Florescimento: verão e outono. ocorre numa frequência baixa nas regiões onde medra. • Adubação: 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou esterco de gado.3m. axilares e sésseis. FITOQUÍMICA . • Plantio: outono ou primavera. FITOLOGIA Planta herbácea perene. Não tolera geadas. • Plantas daninhas: evitar áreas muito inçadas. periquitinho-de-espinho HABITAT Espécie autóctone da América tropical e subespontânea em vários continentes. rasteira. SINONÍMIA Anador. manter o cultivo totalmente livre de inços. Após o plantio. preferindo-se a última. com tamanhos distintos e curtamente pecioladas. O limite austral da planta é a Zona da Mata Branca. suborbiculares ou largamente ovadas. Os frutos são utrículos indeiscentes com 1mm de comprimento. para que as folhas fiquem livres de solo aderente. inteiras.4 x 0. com ápices obtusos.

saponinas. . alcanfor. hepáticos e intestinais.3m. suspiro. p-cimeno. limoneno. 1. inteiras. FITOLOGIA Planta herbácea anual. SINONÍMIA Amaranto-globoso. α-cimeno. suspiro-roxo. leucoantocianinas e alcalóides. avermelhadas ou roxas. curcumeno. • Propagação: sementes. perpétua-roxa. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. Fruto ovóide. αpineno. A decocção ou infusão das folhas são eupépticas. As flores são longipecioladas. O óleo essencial contém canfeno. pequenas e bracteadas. paratudo. lisa e brilhante. OUTRAS PROPRIEDADES • É utilizada como ornamental de beirada de canteiros.Esteróides. amarantóide-violeta. muito ramificada. α-terpinol. imortal. acetato de bornilo. elíptico-lanceoladas e pilosas. • Adubação: 1 a 2kg/m2 de cama de aviário. que cresce de 30 a 50cm em altura. A parte aérea é diurética e emoliente. diuréticas. inodoras. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. descongestionantes. acetato de elemol. antiflogísticas. borneol. dispostas em capítulos esféricos ou alongadas. comprimido. eudesmol e azuleno (179).5 x 0. hepáticas e indicadas para distúrbios renais. tuyona.8-cineol. linalol. devem ser semeadas em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral e aclimatadas em viveiros. Semente cor de café. terpinoleno. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A planta inteira é indicada para transtornos gástricos. Folhas opostas. mirceno. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia que cresce em solos arenosos e/ou pobres. em bosques e sub-bosques. muito duráveis. ramos articulares e pubescente. PERPÉTUA NOME CIENTÍFICO Gomphrena globosa L. O suco fresco das folhas é tônico. diarréia infantil e problemas de dentição em crianças (179).

oftálmica. pico-pico. cuambri. • É altamente ornamental em jardins. erva-picão. picão. FORMAS DE USO Folhas e flores. tônica. adstringente (130). coambi. OUTRAS PROPRIEDADES • Fornece matéria corante violeta. ⇒ 10g por litro de água. carrapichode-duas-pontas. picão-do-campo. própria para colorizar alguns alimentos (93). distúrbios gastrointestinais e hepáticos. cuambú. béquica (215). picão-preto. sumo e pó. INDICAÇÕES Utilizada para afecções do sistema respiratório (257).• Colheita: inicia-se a partir do terceiro mês após o plantio. piolho-de-padre. carrapicho-picão. carrapicho-agulha. furacapa. otites (130). diurética. erva-pilão. carrapicho-de-agulha. picacho. goambú. SINONÍMIA Carrapicho. . antiespasmódica. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. febrífuga. carrapicho-cuambu. dos quais logrou-se identificar a gomfrerina I e II. fura-capa. Contém ainda 4. 5-dihidroxi-6. paconca. picacho-negro. e estados nervosos do coração (215). PICÃO-PRETO NOME CIENTÍFICO Bidens pilosa L. erva-de-picão. 7metilenedioxiflavonol 3-0-β-D glucosídeo (130). FITOQUÍMICA A planta contém 7 pigmentos. emenagoga. macela-do-campo. • Decocção. que são derivados glicosídeos da betanidina e isobetanidina. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 20g de flores por litro de água (257). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante (93). aromática e eupéptica (1). tranquilizante. amarga. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32).

ácido-p-cumárico. desiguais. ereta. Capítulos de flores tubulares e radiadas. o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pêlos. 3-divididas. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. fenilheptatriino. • Colheita: inverno. sais de potássio. São semeadas diretamente a campo.HABITAT Espécie autóctone da América tropical. dois glicosídeos (flavona matoxilado . quercetina. colhida antes do florescimento. com 30 a 80cm de altura. policatilenos (ação cercaricida). úmidos e revolvidos.64% de substâncias . agudos ou acuminados. ácido nicotínico. Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas. que são fotoblásticas positivas.3'-dimetoxi-7-0-β-D-glucopiranose) (51). perfeitas. Caule quadrangular. pecioladas. timol. • Plantio: outono. com ramificação dística. verão e outono.3m. glabra ou algo pubescente. colunar-fusiformes. CLIMA A planta desenvolve-se bem em climas quentes e frios. Isto permite 3 a 4 gerações por ano (209).000 sementes.quercetin-3. cosmopolita. α-pineno. limoneno. as superiores nem sempre divididas. mas ocorre espontaneamente principalmente na primavera e verão. glicosídeos de aurona (179) ácido salicílico. 5-dentadas. flavonóides. • Florescimento: primavera. α-felandreno. triterpenos. okanina-3-glicosídeo. Folhas opostas. de ramos dicotômicos. liso. candineno. Determinou-se na matéria sêca da planta. áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras. as superiores alternas. taninos.000 a 6. sílica. todas prontamente viáveis após a maturação. que ocorre espontaneamente a beira de estradas. mucilagem e bioflavonóides (145).3'-dimetoxi-7-0-α-L-ramnopiranosil-(1→6)β-D-glucopiranose e quercetin-3. os interiores mais compridos que o invólucro. • Propagação: sementes. ácido tânico. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. 13. Não devem ser enterradas além de 1cm de profundidade. chalconas. com 2 a 7cm de comprimento. SOLO Prefere os areno-argilosos.3 x 0. com segmentos ovais a lanceolados. esteróis. FITOQUÍMICA Hidrocarbonetos e fitosteróis. anual. FITOLOGIA Planta herbácea. amarelas. serrados.3-diin-5-en-7-ol-acetato). cálcio e fósforo (257). fenilacetileno (1-fenil-1. Aquênios planos. férteis. poliacetilenos (ação fungicida e bactericida) (31 1994). pretos. • Produção de sementes: cada planta produz 3. com corola tubular. aminas.

69% de ácido fosfórico e 1. Rhizoctonia solani. vulnerária. hepatite (9). antidiarréica (as flores) (285). antileucorréica (93) e hepatoprotetora. • Gargarejo: usar a infusão para amigdalite e faringite. FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 1 colher das de sopa da erva em ½ litro de água fervente. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia (hepatite. amigdalite (68) e engorgitamento das glândulas mamárias (93). tônica do sangue (266). A fração mineral contém 36. 17.43% de sílica (93). FARMACOLOGIA Antiulcerosa (16). o decocto das folhas é útil contra infecções do estômago e rins e para a angina. estimulante.99% de não-nitrogenadas. Banhos com o chá da planta controlam irritações da pele (266). catártica. amarga. inflamações da boca e da garganta. demonstra atividade anti-helmíntica.77% de óxido de potássio. . o suco mitiga odontalgias. hemostática. antipirética. 48. assaduras e picadas de insetos (145). emenagoga. faringite.86% de óxido de cálcio. 2. antiinflamatória. e serve de antídoto em casos de envenenamento (285). vermífuga. ⇒ 1 xícara das de cafezinho da planta picada em ½ litro de água. indigestão (153).71% de fibrosa e 11. Tomar 1 xícara das de chá a cada 4 horas.62% de lipídicas. distúrbios hepáticos. diabete e verminose). 8. antiemética. anti-hemorroidária (179). expectorante (285). desobstruente do fígado. a infusão da planta abranda cólicas. A planta apresenta ação hipoglicemiante comprovada por via oral (414). mucilaginosa. oftalgias e otorrinalgias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É hipoglicemiante drástica (153. As folhas mastigadas controlam aftas.nitrogenadas. diurética. 266). icterícia. ATIVIDADE BIOLÓGICA A fenilheptatriina existente na planta. INDICAÇÕES As folhas trituradas são utilizadas como cataplasmas sobre feridas e tumores. depurativa (345). antisséptica. O extrato aquoso da planta inteira tem ação hipoglicemiante em ratos com hiperglicemia induzida por aloxano (325) e hipotensiva (Nas. As raízes combatem cefaléias.43% de ácido silícico. 6. dores osteoarticulares (92). cicatrizante. utilizando-se as flores cozidas com açúcar (Duke. 23. as sementes tostadas são colocadas sobre cortes. hemorróidas. hemorragia pós-parto. icterícia. colesterol (345). úlceras. Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium falciparum. sialogoga (68). odontálgica (a raiz). antireumática (215). antiartrítica. antibiótica (145).04% de mineral. leveduras e dermatófitos (48). agentes da malária (51). Utiliza-se ainda para resfriados. apud 179). antiprotozoária (295) e microbiana in vitro frente às bactérias Gram-positivas. irritação interna. citado por 179). gastroenterite. tranquilizante. • Compressas: utilizar o suco ou a infusão em feridas. úlceras gastroduodenais (179). antiescorbútica (209). antidisentérica.

Fruto tipo cápsula. fazer abluções ou compressas tópicas. amareloesverdeadas. pequenas. Depois de frio. SINONÍMIA Maduri-graça. A planta é hospedeira de vários nematóides. pinhão. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • Na África é utilizada pelos nativos negros como salada. pinhão-de-purga. membranosas. As folhas são alternas.• Decocção: ferver 10 colheres das de chá de folhas em 1 litro de água. Os poliacetilenos existentes na planta. mandobiguaçú. coriáceo. amarelo quando maduro. caducifolia. Flores unissexuadas. AGROLOGIA . palminérvias. pinhão-do-paraguai. TOXICOLOGIA É atóxica para seres humanos porém é altamente tóxica para alguns insetos e larvas (Martinez.o composto mais fotoativo. especialmente o fenilheptatriino . FITOLOGIA Planta arbórea. fungos e fibroblastos humanos em presença de luz solar. • Banho: utilizar a infusão 2 vezes ao dia (vulnerário e anti-séptico). dispostas em inflorescência pauciflora. Sementes escuras. base cordada e ápice curtamente acuminado. Aplica-se topicamente na forma de compressas em feridas e úlceras (68). glabras. fungos. • Suco: obtido de folhas frescas. elipsóides e oblongas. luzes artificiais ultravioletas e fluorescentes branca (439). De vários órgão da planta exsuda um látex branco e acre. peão. Pode ser também utilizado em gargarejos (afecções bucais). pinhão-dos-barbados. longo-pecioladas. pulgões e coleópteros (209). Nas Filipinas é utilizada no preparo de uma bebida denominada "sinitsit". PINHÃO-BRANCO NOME CIENTÍFICO Jatropha curcas L. É ótima forragem para coelhos. nodoso. lactescente. pinhão-manso. pião. grandes. apud 179). FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. de 3 a 4m de altura e caule grosso. viroses. contusas. manduri-graça. são fototóxicos para as bactérias.

hidropisia. O óleo das sementes induz o aparecimento de tumores de pele. sapogeninas. O fruto contém glutina. INDICAÇÕES O óleo é utilizado para o tratamento de dermatites (Oblitas Poblete. linoléico. drástica. ácido málico e curcina (154). É ainda utilizada para transtornos gastrintestinais e hepáticos. estanca hemorragias (112). Ungüento preparado com o látex. As sementes inteiras contém 26% de óleo e as sementes descascadas e frescas 36. FORMAS DE USO • • • • Decocção das folhas e sementes. O látex é utilizado sobre feridas (120). como ungüento para curar picadas de insetos e. goma. vermífuga. Decocção das folhas para banhos e aplicação externa. como purgante (130). contraceptiva (379). FITOQUÍMICA As sementes contém 50 a 60% de óleo. mirístico e araquídico (Costa. antibacteriana (120). FARMACOLOGIA Apresenta atividade hemostática (Kone-Bamba et al. TOXICOLOGIA O embrião da semente pode levar à cegueira. • Plantio: outono e primavera. • Propagação: sementes. apud 120) e estimulante da musculatura lisa. Outras espécies de Jatropha apresentaram atividade antibroncoconstritora. utilizadas para a sinusite. emética. dermatites. PARTES UTILIZADAS Folhas. antidiabética e antiinflamatória (130). alcalóides. sem o embrião. com capacidade mínima de 300ml. toxoalbumina (curcina). pleurisia crônica e lombrigas (154). compostos cianogênicos (130). taninos. em instilação nasal. ácidos oléico. apud 130). O chá das folhas é utilizado para o tratamento de constipação nasal. • Colheita: inicia 2 a 3 anos após o plantio. provoca náuseas. parasitoses. úlceras dérmicas e escoriações (130). na forma de chá ou com leite. Óleo: 10 a 12 gotas. palmítico. rubefaciente (folhas). semente e óleo da semente.• Espaçamento: 3 x 3m. As sementes produzem um óleo emético e drástico (93).. são torradas e. antiarrítmica. um princípio sacarino. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados. béquica. anticefalálgica (120). . febrífuga. apud 120). prisão-de-ventre e constipação nasal. devido às alucinações que produz. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Purgativa.24%. contendo substrato organo-mineral. ésteres. as sementes. esteárico.

com 1cm de diâmetro. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. • É utilizada na fixação de dunas e como cercas-vivas (93). torpor. peão-curador. jalopão. 3-sulcadas. ramificada. diarréias e depressão do sistema respiratório e cardiovascular. erva-purgante. Folhas alternas. com 8 a 12 estames. glabras. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. 351). pubescentes. pião-caboclo. O fruto contém uma semente escura com pintas negras. Cálice 5-lobado. As bebidas alcoólicas constituem-se em antídotos dos efeitos tóxicos (130). Inflorescência em cimeira contraída. as masculinas na parte superior. Ahmed e Adam. FITOLOGIA Planta anual com cerca de 1. apud 120). O fruto é uma cápsula ovóide ou subglobosa. ciliadas ou glandulíferas na margem. Casos graves resultam em espasmos musculares.dores abdominais.0 a 1. pião-roxo. pinhão-de-purga. HABITAT Espécie de origem americana que cresce em terrenos ermos. pinhão-bravo. vômitos. em baixa altitude. hiporeflexia.5m. manfuí-guaçú. • A planta constitui-se em excelente suporte para a baunilha (Vanilla aromatica).5 x 1. hipotensão. Flores femininas dispostas nas partes baixas da inflorescência com estigma bifurcado. SINONÍMIA Batata-de-teú. raiz-de-teú. 3 a 5 partidas ou lobadas. mamoninha. Schvarstman. embora adapte-se as subtropicais. hemorragia anal e interna. CLIMA Cresce espontaneamente em regiões tropicais. peão-roxo. palmadas. coma e morte (Horiuchi et al. 5 pétalas livres. glabrescentes na face dorsal. pecioladas. separando-se facilmente em carpelos 2-valvos (120.. PINHÃO-ROXO NOME CIENTÍFICO Jatropha gossypiifolia L.5m de altura. truncada em ambos os extremos. composta de flores monóicas. . OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo das sementes pode ser utilizado na fabricação de sabões duros e como combustível para iluminação. peãopagé. desidratação. pinhão-doparaguai. Pétalas obovadas de cor púrpura escura.

As mudas podem ser preparadas semeando-se em bandejas de isopor ou saquinhos plásticos. causador da malária (156. Os extratos acuosos e etanólicos da planta inteira apresentam atividade moluscicida frente a Bulinus globulus (3). anti-reumática. uma proteína tóxica e ésteres diterpênicos de forbol (49). • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia 1 a 2 anos após o plantio. álcoois alifáticos de cadeia larga e palmitona (81). antiartrítica. FARMACOLOGIA Observou-se efeito hipoglicemiante in vivo em ratas tratadas com dexametasona (Llanes et al. anticatarral. As raízes e sementes contém terpenos e lignanos. 12-desoxi-16-hidroxiphorbol. derivativa (93). 2-δ-hidroxijatrofona.4-β-epoxijatrophatriona. jatrofona. 425. A folha contém histamina. diurética (351). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. atividade sobre o vírus citomegalo e Sindbis. obstruções das vias abdominais e gripes fortes (120). alcalóides. O extrato etanólico da raiz. O extrato etanólico das folhas apresenta atividade depressora do sistema nervoso central (via intraperitonial) e uma leve ação anticonvulsionante em ratos com convulsões induzidas por metrazol. saponinas e histamina. sendo que as sementes contém curcina. antiinflamatória. apud 179). Substâncias específicas: apigenina. 3. O extrato das folhas é inativo (2). ATIVIDADE BIOLÓGICA O diterpeno apresenta atividade antiprotozoaria . jatropholonas A e B. carcinoma de Walker. purgante. laxante. INDICAÇÕES É útil para o tratamento de feridas. vitexina.3-bishidroximetil-6naftaleno. taninos. 2. diurética (425). prasanthalina.3. 329). A planta é ainda utilizada para cólicas estomacais. vomitiva. saponaretina e vitexina (81. Os ramos contém lignanos. vulnerária. contendo substrato organo-mineral.4-δ apoxijatrophatriona. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiasmática (as flores). 442). γ-butiri-lactona-2-piperonilida. Os ramos e caule apresentam atividade antimicrobiana in vitro contra Escherischia coli (85). anti-hidrópica e antitérmica (120). 3. iso-vitexina e taninos. nefríticas e hepáticas e para úlceras gastrintestinais (303). via intraperitonal. antidiabética. A atividade é atribuída a jatrofona (217). jatropina.4-δ-epoxi-jatrofona. Apresenta atividade antibiótica contra Microsporum cani e Microsporum gypseum. Extratos etanólicos a 95% das raízes apresentaram atividade antitumoral em ratos portadores de leucemia P-338. purgante. vomitiva (o óleo da semente). antihelmíntica (folhas) (179). 217.• Propagação: sementes. mordida de animais peçonhentos. FITOQUÍMICA Flavonóides. O extrato acuoso da folha (15µg/ml) mostrou-se ativo contra Plasmodium falciparum. antagoniza as convulsões induzidas por estrecnina. inibição dos tumores . jatropha-factor G-2.. em ratos. sarcoma 180 e WM 256 e adcarcinoma pulmonar de Lewis. jadaina.

pubescente. em matas secundárias. atividade moluscicida contra Biompholaria glabrata (179). FAMÍLIA BOTÂNICA Melastomaceae. A dose letal média. Semear em bandejas de isopor contendo substrato orgânico. PIXIRICA NOME CIENTÍFICO Leandra purpurascens Cogn. TOXICOLOGIA A planta é abortiva (351). SOLO Prefere os solos areno-humosos e úmidos. Flores alvo-pubérulas dispostas em panículas terminais agrupadas nas extremidades dos ramos. As folhas medem cerca de 8 a 10cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. colhidos maduros.80 x 0. lavar as sementes em uma peneira. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em por toda mata Atlântica sul-brasileira. Os rebentos . Após. causa irritação na pele (4). Fruto tipo baga.em disco da batata (LC50=3. ereta. DL50. com duas nervuras principais originárias de uma mediana. suculenta. acuminadas. É esciófita. devem ser deixados fermentar por até 3 dias. por ser estimulante da musculatura uterina (329).0mg/ml). adaptando-se também ao tropical. As extremidades do ramos é avermelhada ou arroxeada. O contato com a planta pode provocar severas reações alérgicas e a seiva pode causar dermatites (124). base obtusa ou arredondada. • Propagação: sementes e rebentos da raiz. CLIMA É de clima subtropical. sob água corrente. lanceoladas. pubescentes em ambas as faces.4m. aplicado topicamente. in vitro do extrato etanólico utilizando Artemia salina foi de 1.5cm de diâmetro. com cerca de 60 a 100cm de altura. Os frutos. violácea.0mg/ml (329). FITOLOGIA Planta arbustiva. perene. opostas. capoeirões e capoeiras. As sementes não devem ser utilizadas (303). O caule é cilíndrico e muito viloso. quase negra. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. As folhas são longopecioladas. O óleo da semente.3 a 0. O extrato etanólico da raiz (95%) apresenta atividade citotóxica in vitro (217). medindo cerca de 0.

originária da Europa. Popularmente é também utilizada como hipocolesterolêmica. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. tubuloso. SOLO . lisos. composta de flores lilases. porém há muito tempo adaptada às condições brasileiras. aromáticas. abrigados sob sombrite a 70% de sombra. obtusas ou subagudas. menta-selvagem. prostrada. vivaz. todos axilares. • Consórcio: O cultivo da pixirica juntamente com espécies de maior porte. pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50cm em altura. • Plantio: outono e primavera. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. multifloros. infecções urinárias e genitais e externamente são utilizadas no tratamento de moléstias de pele (215). sublabiado. FITOLOGIA Planta herbácea. HABITAT Espécie alóctone. hortelã-da-folha-miúda. poejo-das-hortas. denticuladas ou quase inteiras. POEJO-DA-HORTA NOME CIENTÍFICO Mentha pulegium L. poejo. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são usadas para regular o rítimo cardíaco. com irrigação diária. A planta exala um aroma peculiar. opostas. os dois inferiores mais estreitos. bastante compactos. com a goela fechada por pêlos coniventes. SINONÍMIA Erva-de-são-lourenço. poejo-real. perene. Carpelos ovóides. curtamente pecioladas. permite que a planta desenvolva-se melhor. PARTES UTILIZADAS Folhas e frutos. com 5 dentes desiguais. em numerosos verticilos. A inflorescência é racimosa. crescendo subespontaneamente em solos úmidos. As folhas são pequenas. redondo-ovaladas. que proporcionem alguma sombra.podem ser enraizados em substrato organo-mineral. O cálice é viloso.

• Plantio: primavera e outono. piperitenona. casca de arroz. emenagoga. enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera. O caule é extremamente radicante. palha. bronquite (68). acetato de metila (257). estomáquica. no inverno. o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto. cineol (145). antisséptica (258). etc. que são plantados diretamente em canteiros. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade. anestésica. diaforética. • Adubação: a planta responde bem à adubação orgânica.). vermífuga (93). tanino. bem curtido. FORMAS DE USO . FITOQUÍMICA Pulegona. flavonóides. • Hidroponia: é bastante indicada para o cultivo hidropônico. mentona-piperitona. embaraço gastrointestinal. anti-hidrópica (257). perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda. béquica. expectorante. catarro. carvona. balsâmica. pois melhora a qualidade do produto colhido. antidiarréica (32). Utilizar 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal. • Colheita: é dificultada. • Propagação: ramos radicantes e rizoma da planta matriz. Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo. enjôo. carvacrol. no inverno. amebicida e tônica (1). resfriado. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso. timol e eugenol (120). antiespasmódica. dipenteno. insônia (145). eupéptica. trichomonicida. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio. digestiva (294). arroto. óleo essencial de poleganona (94%). acidez do estômago.3 x 0. proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. INDICAÇÕES Indicada para debilidade do sistema nervoso. analgésica. Solos ácidos são prejudiciais à planta. • Desenvolvimento: no inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados. cicatrizante. borneol. lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm. mentol. • Mulching: para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade. (68).3m. fenol. pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. antigripal (145). dores reumáticas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Carminativa. A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. hidropisia (32). giardicida. fermentações. coqueluche.

nativa das regiões tropicais do Brasil. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. FITOLOGIA Planta herbácea perene. presente na planta. TOXICOLOGIA Não deve ser utilizada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia. pecíolo com metade . periquito-ameno. HABITAT Espécie autóctone. radicante. opostas. O infuso. glabras.) Smith e Downs. As folhas são simples. multi-ramosa. Apagar o fogo e abafar por 15 minutos. afetando principalmente o fígado (145). aspirina. ascendente. SINONÍMIA Anador. mais largas na metade ou em baixo. de ramos finos. amoena (Lem. Tomar 3 xícaras ao dia (68). • Pó ou xarope: tomar 3 vezes ao dia (vermes). (385). é tóxica. elípticas. Br. FAMÍLIA BOTÂNICA Amaranthaceae. var. inteiras. juntamente com o suco de 1/2 limão. estimula as funções gástricas (258). se tomado 10 minutos antes das refeições.• Infusão: ⇒ colocar 20g da planta fresca em 1 litro de água ou 4 a 5g por xícara das de chá. ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara das de chá. A pulegona. • Decôcto: ferver 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara das de chá. variegadas em tonalidades de verdes. O borneol. PRESUNTO-COM-OVOS NOME CIENTÍFICO Althernanthera ficoidea (L. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta afugenta pulgas e mosquitos. ⇒ 15g de folhas e flores em 1 litro de água. mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano (294). é contra-indicado para grávidas. • É utilizada para o preparo de licores (163). presente na planta. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. • Colutório: ferver por 2 colheres das de sopa da planta em ½ litro de água. medindo cerca de 20 a 25cm de altura. periquitinho. especialmente nos três primeiros meses (258). Fazer bochechos (294). em altas doses.) R. Coar e adicionar 1 copo de vinagre.

As flores. saxífraga.25m. • Propagação: segmentos dos ramos radicantes e divisão de ramos da cepa. SINONÍMIA Arranca-pedras. saúde-da-mulher. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada como ornamental. furaparede. dispõem-se em espigas axilares. em bordadura de canteiros de jardins. ssp. K. pomares.do tamanho do limbo pinatinervado. B. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. Esta operação de raleio proporciona a obtenção de novas mudas para plantio. • Raleio: o excesso de brotação dos ramos deve ser contido para não resultar em declínio da planta matriz. • Colheita: inicia aos 5 a 6 meses após o plantio. principalmente em planícies litorâneas. arrebenta-pedra. filanto. latryrroides (H. . • Adubação: 3kg/m2 de estrume de gado ou composto orgânico. HABITAT Espécie autóctone do continente americano.) G. Fruto suborbicular contendo 1 semente avermelhado-castanha (401). sésseis e glomeradas. verão ou outono. L. PARTES UTILIZADAS Folhas. quebra-panela. Webster. erva-pombo. jardins e áreas ruderais. espinhosas. Parece desenvolver-se melhor em regiões tropicais. constituindo-se em invasora de hortas. quebra-pedra-branco.3 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiálgica e antiinflamatória. • Plantio: primavera. saudade-da-mulher. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus niruri L. que são enraizados em substrato organo-mineral ou implantados diretamente em canteiros. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. erva-pombinha. conami. de coloração amarelo-pálido. viveiros.

filnirurina. nirurina. 2-lobos. SOLO Prefere solos com alguma umidade. filtetrina e hidroxilignanos. vivaz. hidroxinirantina. fisetina-41-0-β-D-glucosídeo. É esciófita. e as femininas. Esta espécie caracteriza-se pela folha assimétrica de base achatada. isolintetralina. com diminutas estrias transversais. filtetralina. nirtetralina. solitárias. filantina. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. desde as temperadas até as tropicais.FITOLOGIA Planta herbácea. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. com 3 anteras. na primavera. nirurinetina. arredondados. medianamente férteis e pouco ácidos. ao longo do ano. com as glândulas co-implantadas na base. O caule é cilíndrico. As flores são diminutas. isolariciresinoltrimetil éter. ereta. FITOQUÍMICA • Lignanos: lintetralina. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. revirados no ápice. localizadas nas axilas dos folíolos.2m. Colhe-se preferencialmente as ponteiras da planta. muito pequenas. quercitrina. nirantina. menos as raízes. nirfilina. kaempferol-40-α-L-ramnosídeo. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. CLIMA Adapta-se a uma ampla faixa de temperatura. seco-4-hidroxilintetralina. • Pragas: formigas e lagartas. membranáceas e glabras. rutina. Coluna estaminal inteira. • Propagação: sementes. pequenas. com estípulas. Cálice frutígero com lacínias estreitas e obovais. monóicas. Desenvolve-se melhor à sombra. barro. costadas. alternas. eriodictiol-7-αL-ramnosídeo. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. Cápsulas deprimidas. quercitina. Tolera solos pobres. crescendo até mesmo em rachaduras de calçadas. com porte de 20 a 50cm de altura. ninurinetim. pecioladas. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. nitretalina. mas adapta-se às áreas ensolaradas. Semeia-se diretamente em canteiros. estilos curtíssimos. . areia. esverdeadas. curto-pediceladas nos dois sexos. as masculinas gêmeas. com 6 sementes retorcidas longitudinalmente. nirurim. hipofilantina. com râmulos peniformes. • Flavonóides: astragalina. resistente e avermelhado As folhas são simples. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. colhendo-se a planta inteira. ovaladas. • Crescimento espontâneo: verão. de glândulas livres e orbiculadas.30 x 0. pedras e pedaços de plantas diferentes. kinokinina. nitrantina. isoquercitrina.

niruside. cimol. infecções pulmonares. 210. hipertensão arterial (130). gelato de metila e de etila. • Esteróides: β-sitosterol. securimina. hirtetralina. antivirótica. linalol. 386. O pó da planta inteira. . purgativa. 118. antinefrítica (8). feridas. contusões. estradiol. citostática. 4-metoxi-norsecurinina. antidiabética. 398.• Alcalóides: norsecurina. hemorragias. catarros vesicais. bem como litogênica (56). sudorífica. antiblenorrágica. 332. 130. O chá concentrado das folhas atua como emético (378). antisséptica. inapetência (68). taninos. • Alcalóides indolizidínicos: nirunina filantina. 24-isopropil-colesterol. 359. diurética (103). cólicas renais. desobstruente. glochidona. saponinas. A ação analgésica e relaxante muscular dos alcalóides favorecem a eliminação de urólitos (258). tônica. nirurina. 21. antiespasmódica (79). geraniina. gangrenas. antitumoral (130). • Outros: dibenzilbutirolactona. 4-metoxi-norsecurina. flantine. inibidora ACE. • Benzenóides: salicilato de metila. relaxante muscular (258). FARMACOLOGIA Antiinflamatória. da pele. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética (9. disenteria (311). 397. 374. albuminúria (242). • Triterpenos: lupeol-acetato e lupeol. dotriancontanóico. xantoxilina. cistite (128). O extrato etanólico demonstra atividade antiviral contra o vírus da hepatite B (410). 64. cineol. 82. • Lipídeos: ácido ricinoléico. da boca e da garganta (64). antihepatotóxica e antagonista endotelino (186). 369. 410. anticancerígena (130). galato de etila. • Alcanos: triacontan-1-al. via intragástrica revelou efeito anti-hepatotóxica em ratas e anti-hipercolesterolêmica (421). sedante. 79. inibidora da transcriptase reversa do HIV (332). limoneno. As folhas e as sementes são tônicas e febrífugas (93). vitamina C. filesterina. • Alcalóides pirrozilidínicos: norsecurinina. ácido salicílico. 318. 9. filalvina. verificando sua ação preventiva na formação de cálculo renal. antilítica (68). anti-hidrópica (215). Verificou-se que o extrato aquoso da planta inibe a o vírus tipo-1 da imunodeficiência (HIV-1-RT) in vitro (304). litíases renais. ácido repandusínico. 438). 198. 178. 184. A Central de Medicamentos do Brasil (CEME) realizou testes clínicos e pré-clínicos com a planta. amenorréia (184). triacontan-1-ol. linoléico e linolênico. INDICAÇÕES É usada no tratamento da diabetes. 421. entnorsecurinina. antiictérica. 64). antialérgica (420). hepatite-B (426. ácido úrico. hipoglicemiante (130) anti-hipertensora. gota (145). 384). estomáquica. icterícia (290). fortificante do estômago (242). afecções urinárias. 190. 396. geranina. analgésica (10. 290. febre palustre. filantidina. afecções da próstata (32). hepatoprotetora (417). ácido elágico (5. • Terpenos: cimeno. aperiente (145). nor-ent securinina. úlceras. 420. furosina. filocrisina. 130). afecções do fígado. antiinfecciosa das vias urinárias (9. hiporilantina. 79). 399. filocrisina. na dose de 200mg/kg. adstringente.

erva-pombinha. Tomar 3 xícaras ao dia (8). Ferver. no mínimo (145). São reportadas ainda ação antihiperglicêmica (184). suspendendo por duas semanas o uso do decocto após 10 dias de tratamento contínuo (relaxamento dos ureteres). OUTRAS PROPRIEDADES A planta é utilizada externamente como inseticida de pulgas e piolhos (154).ATIVIDADE BIOLÓGICA A decocção da planta. Tomar 2 xícaras ao dia. ⇒ Câncer: 40g/litro. antimicrobiana contra Pastereulla pestis e Staphyllococus aureus (90). FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. ⇒ colocar 2 plantas inteiras em ½ litro de água. na dose de 1mg/ml revelou efeito nematicida contra Toxocara canis (210). ⇒ Distúrbios renais: 30g/litro. HABITAT . ⇒ ferver 10 a 20g da planta em 1 litro de água. TOXICOLOGIA Abortiva e purgativa em altas doses (257). ⇒ Diabetes: 75g/litro. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus tenellus Roxb. Tomar várias vezes ao dia. Para a eliminação do cálculo renal. tomar o chá a vontade durante o dia. • Infusão: ⇒ colocar 1 xícara das de cafezinho da planta fresca picada em 1/2 litro de água. FORMAS DE USO • Decocção: ⇒ ferver durante10 minutos 10g da planta picada em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia. ⇒ Diurese: 35g/litro. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia (68). SINONÍMIA Arrebenta-pedra. Tomar 1 xícara das de chá 6 vezes ao dia (258). durante 3 semanas. Tomar 3 xícaras ao dia (8).

ácido gálico. 3-sulcados.5cm de comprimento por 0. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. É umbrófita. aerados.8cm de largura. mas nunca encharcados e muito ácidos. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. lisas. jardins. coriáceos. ereta. com 40 a 60cm de altura. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento da glicosúria (242). Ocorre em áreas ruderais. Frutos esquizocarpos. apud 79). medindo 1. quando postas ao sol. • Crescimento espontâneo: verão. glabros. FITOQUÍMICA Terpeno (148). areia. Semeia-se diretamente em canteiros. flavonas. barro. diurética (94). • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. globosos. curto-pecioladas. verde. de coloração cstanho-clara. glabras. litotríptica e diurética (93). antiálgica (369). hortas e em áreas agrícolas. ao longo do ano.0 a 1. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. colhendo-se a planta inteira. estigmasterol. • Pragas: formigas. Sementes cuneiformes.6 a 0. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação. esverdeado a amarelado. flavonóis e ácidos fenólicos (138). Inflorescência monóica e axilar. elípticas.Espécie autóctone do Brasil. Caule cilíndrico. As folhas caulinares são rudimentares (escamas). . dispostas alternadamente. Os ramos que partem do caule apresentam fileiras de folhas. SOLO Prefere solos revolvidos. férteis. estouram à guisa de pipoca. avermelhado na base e verde nas partes jovens. muito comum na região Sul. simétricas. pedras e pedaços de plantas diferentes. esterol. base e ápice arredondados. As sementes. com flores apétalas.30 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória. com tegumento crustáceo. • Propagação: sementes. resistente. FITOLOGIA Planta herbácea anual. margem lisa. de sépalas esbranquiçadas e diminutas. campesterol (Niero. As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo.2m. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. β-sitosterol (370).

As mudas devem ser enraizadas e aclimatadas antes de serem tranplantadas a campo. FITOLOGIA Planta herbácea anual. QUEBRA-PEDRAS NOME CIENTÍFICO Phyllanthus urinaria L. colhendo-se a planta inteira. barro. proeminentemente dispostas em duas fileiras. amareladas. as vezes perene. As folhas são alternas. • Colheita: ocorre 2 a 3 meses após o plantio. • Padrão comercial: planta inteira isenta de insetos. • Florescimento: abril a agosto. pedras e pedaços de plantas diferentes. O caule é glabro e normalmente púrpura. capoeiras e bosques. lembrando uma folha pinada. monóicas e solitárias nas axilas. Fruto tipo cápsula. As flores são diminutas. • Pragas: formigas. tenellus. Pode-se obter mudas coletadas em áreas ruderais. HABITAT Espécie autóctone que vegeta espontaneamente em áreas ruderais. ao longo do ano. levemente comprimido e espiculado. preferencialmente no verão. .2m. globoso. areia. • Propagação: sementes. que devem ser colhidas antes de sua completa maturação.FARMACOLOGIA Apresenta atividade analgésica e antiinflamatória (370. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. PARTES UTILIZADAS Planta inteira. Produz frutos maiores que a espécie P. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. niruri ou P. sem pedúnculo. Semeia-se diretamente em canteiros. que cresce de 20 a 30cm em altura. muito curto-pecioladas.30 x 0. FAMÍLIA BOTÂNICA Euphorbiaceae. • Crescimento espontâneo: primavera. 170).

Salmonella typhymurium. FARMACOLOGIA Apresenta atividade antiinflamatória. verbasco-do-brasil. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente o sul do Brasil. barbasco. Utilizada nas infecções urinárias e da garganta. Proteus vulgaris. tingui. inibidora ACE e antialérgica (420). mordida de centopéia e cobra. calças-de-velho. oftalmia e doenças hepato-biliares. Klebsiella pneumoniae. Staphylococcus aureus (100). benzenóide (292. diarréia. rutina (10). para gargarejos. calção-de-velho. artralgia. enterite. aftas. Vibrio parahacmolyticus. 318) antilipoxigenase (339). edema nefrítico. inibidora da aldose redutase (386). SINONÍMIA Alecrim-das-paredes. conjuntivite. terrenos baldios e até à beira das estradas. ácido elágico (386). taninos. purificante do fígado e demulcente. quercitina (318). alcalóides e substâncias amargas. Shigella flexneri. marasmo infantil. .FITOQUÍMICA Flavonóides. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antibacteriana. analgésica (10. β-amirina (339). triterpeno. β-sitosterol (371). barbaço. na forma de decocção ou 20 a 40g/dia utilizando as folhas verdes na forma de suco misturado com um pouco de sal. branqueja. FORMAS DE USO • 8 a 16g/dia. ATIVIDADE BIOLÓGICA O extrato hexânico da planta apresentou forte atividade antimicrobiana contra Eischerichia coli. 433). eczema infantil da boxexa. febre. A planta apresenta forte ação antiinflamatória e antiálgica (371). FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. em locais úmidos. cumarina. QUITOCO NOME CIENTÍFICO Pterocaulon virgatum DC. 375. esterol. impetigo.

As flores são esbranquiçadas. contendo várias sementes. cilíndrico. O fruto é um aquênio miúdo. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma espécie muito rústica. pode ser implantada nos solos mais pobres e acidentados da propriedade. subgloboso. de preferência os úmidos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As raízes são carminativas. • Florescimento: janeiro a abril. CLIMA A planta é de clima subtropical. sésseis. dispostas em capítulos subglobosos. medindo 8 a 12cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. A infusão das raízes é diurética (242). perene. que cresce até 2. . membranáceas. É heliófita. denso-corimbosos. PARTES UTILIZADAS Folhas e raízes. • Propagação: sementes. • Colheita: 160 a 180 dias após o plantio. A planta é ainda anti-reumática e béquica (257). resfriado e dores do corpo (271). estreitas. lenhoso na base e fibroso nas partes superiores. • Espaçamento : 0. ereta. dotado de alas membranáceas verdes. paniculados. Prefere temperaturas amenas.8 x 0. Sch.5m de altura. Semear em bandejas de isopor com substrato organo-mineral. quando novas. metrite. arenosos e ácidos. sésseis. Em banho. quando maturas. atua como estimulante (32). resolutivas e digestivas. SOLO Desenvolve-se em quase todos os tipos de solos. afecções hepáticas. INDICAÇÕES Indicada para a bronquite (257). com densa pubescência lanuginosa. de cerdas moles.M. • Plantio: setembro e março a abril. providos de brácteas involucrais estreito-lanceoladas e branco-pubescentes. castanho. Caule anguloso. denteadas e decurrentes. pilosas em ambas as faces. As folhas são alternas. RAIZ-FORTE NOME CIENTÍFICO Armoracia rusticana G. lanceoladas.4m.FITOLOGIA Planta herbácea ou sublenhosa. oblongas.

espessas. . laxativa. a ocorrência precoce de lagartas que comem os brotos novos. desta forma. O topo do propágulo é cortado horizontalmente. tetrâmeras. porém nunca em solos arenosos estéreis e argilosos compactados ou com camadas de adensamento. Evita-se. alongadas. enquanto a base. • Época de plantio: outono-inverno. associado à 100g/m2 de superfosfato natural. soltos. creneladas. • Os japoneses utilizam na forma de pó no sashimi. Os propágulos de raiz devem ter cerca de 12 a 15cm de comprimento e a espessura de um lápis. denteadas ou recortadas. verde-escuras.000kg/ha (263). Incorporar ao solo 3kg de cama de aviário ou 5kg de composto ou húmus de minhoca ou estrume de curral. PARTES UTILIZADAS Raízes e folhas. Por ser perene. • Produção: 1. enraizando os propágulos em substrato organomineral. • O sabor torna-se menos picante quando agregada ao creme de leite. As folhas caulinares são lanceoladas. brilhantes. FITOLOGIA Planta herbácea perene. em bisel. As flores são brancas.FAMÍLIA BOTÂNICA Brassicaceae. Prefere solos de aluvião. • Adubação: embora a planta seja grande extratora de nutrientes do solo. AGROLOGIA • Espaçamento : 30cm. rebentos da raiz. medindo 30 a 35cm de comprimento por 8 a 10cm de largura. diurética por excelência (128) e antiescorbútica (93). SINONÍMIA Creem. SOLO A planta adapta-se a maioria dos solos. compensando as estiagens com irrigação. São plantados à profundidade de 10 a 12cm. férteis e friáveis. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antisséptica. deve-se fazer uma adubação no verão. não há necessidade de adubações pesadas ou freqüentes. Folhas oblongas. com cerca de 40 a 50cm de altura. é recomendável produzir as mudas em viveiros telados. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. • Propagação: divisão da cepa. vermífuga. sobretudo de frutos do mar e carnes frias. levemente úmidos.500 a 3. Embora possam ser plantados diretamente em canteiros.

É heliófita. culminado por um capítulo adensado piramidal de cerca de 10cm de comprimento. Brácteas internas estreitas. Escapo floral com 70 a 80cm de comprimento. FITOLOGIA Planta herbácea. frouxas. agudas. HABITAT Originária das Ilhas Célebe. Escamas verdes. ovadas. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. obtusas. flor-da-rendenção. agudas na base ou inequilátero-arredondado. rico em matéria orgânica AGROLOGIA • Espaçamento : 2. de caule foliáceo.ROSA-DE-PORCELANA NOME CIENTÍFICO Nicolaia elatior. textura média. • Florescimento: outubro a maio. PARTES UTILIZADAS . acuminadas. lanceolado-oblongas. glabras. carnosas. • Colheita: inicia a partir do segundo ano após o cultivo. • Propagação: sementes e rebentos do rizoma. Semente preta revestida por arilo hialino. que cresce de 2 a 4m de altura. SOLO Fértil. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 100g de fosfato natural. Folhas longo-pecioladas. CLIMA Tropical úmido. • Plantio: primavera e verão. cerosas. enquanto que os rebentos podem ser plantados diretamente a campo. As sementes são semeadas em substrato organo-mineral. Sunda e Java.5 x 2. SINONÍMIA Bastão-do-imperador. medindo 60 a 80cm de comprimento por 15 a18cm de largura. Fruto cápsula cônico-irregular de 2cm de diâmetro. ovadas.5m. Brácteas externas vermelhas. rizomatosa. bem drenado. lanceolado-oblongas.

lavanderia. Folhas opostas. cardíaca. pasto-de-abelha. A planta está amplamente disseminada no sul do Brasil. chá-de-frade. linear-lanceoladas.0 a 1. cordão-defrade-menor. Tolera o sombreamento. porém adapta-se bem às regiões subtropicais. erva-do-santofilho. levantina. As flores são pequenas. HABITAT Espécie alóctone. erva-dos-santos-filhos. róseas. simples. CLIMA É de clima temperado. ocorrendo subespontaneamente como invasora de lavouras. mamangava. lavantina. com cerca de 1. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Indicada para o reumatismo e dores musculares. mané-turé. santos-filhos. base longo-cuneiformes. totanga. lavandeira.20m de altura. ana-da-costa. cordão-de-são-francisco. erva-macaé. FITOLOGIA Planta herbácea anual. decurrente pelo pecíolo. pomares. até leve ou profundamente trilobadas. estrela. os laterais apenas reduzidos e dentiformes. quinino-dos-pobres. macaé. erva-das-lavadeiras. SOLO . pau-pra-tudo. OUTRAS PROPRIEDADES • As flores são consideradas uma das mais belas do mundo. SINONÍMIA Amor-deixado. caule e ramos quadrangulares e pubescentes como as folhas e inflorescências. joão-magro. erva-dos-zangões. marroio. lobos mais ou menos longo-acuminados. sésseis e fasciculadas. coração-de-frade. RUBIM NOME CIENTÍFICO Leonurus sibiricus L. principalmente em solos argilosos. com lobos do cálice espiniforme. axilares. roças e capoeiras. erva-de-macaé.Rizomas. sertão. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. originária da Sibéria. mané-magro.

cardiopatias. Coar e armazenar em vidro escuro. FARMACOLOGIA Não se constatou a atividade antibacteriana. dores varicosas. febre palustre (93). eupéptica. Tomar uma colher das de café do preparado diluído em água.78 a 1. . gripe intestinal. PARTES UTILIZADAS Folhas e flores. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. antiemética (242). • Propagação: sementes. antidiarréica. que podem ser semeadas diretamente a campo. úlceras (271) embaraço gástrico. As flores. anti-hipertensora (215) e vermífuga (271). que tem aroma de óleo de bacalhau. taninos (0. febrífuga. Tomar 3 vezes ao dia. estomáquica.Prefere solos úmidos e argilosos. aperiente. Deixar em maceração por 7 dias.3m.58 a 1. erisipela e doenças de pele (215). crianças . irritação do estômago e intestino. • Florescimento: inicia a partir de julho. FORMAS DE USO E FORMAS DE USO • Alcoolatura: misturar 2 xícaras das de café de álcool e uma xícara das de café de água com 1 punhado da erva fresca picada.8 x 0. • Xarope: colocar um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara das de cafezinho de água fervente e abafar. FITOQUÍMICA Flavonóides (0. • Produção de sementes: início de agosto. com boa fertilidade. Pode ser também aplicada em articulações inflamadas. • Infusão: colocar 20g de folhas ou flores secas em 1/2 litro de água.1 colher das de sopa 3 vezes ao dia. anti-reumática. • Uso externo: friccionar as folhas frescas sobre as partes afetadas (anti-reumático). resfriado. afecções do estômago e intestino. inapetência. Adultos . antiúlcera e antiedemática do extrato etanólico liofilizado (338). béquica.1 colher das de chá 3 vezes ao dia (257). • Colheita: inverno. agitando com frequência. antiinflamatória interna e externa. adicionar 2 xícaras das de cafezinho de açúcar e homogeneizar. antiemética (68) antiasmática (209). A germinação espontânea das sementes ocorre de março a junho. antihemorroidária. INDICAÇÕES Usada no tratamento da gastroenterite. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Febrífuga.24%). leonurina e óleo essencial (257). cólicas intestinais (68). diurética. gripe.11%). Coar. são usadas para o tratamento de bronquite e coqueluche (258).

SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae. no Litoral de Santa Catarina. compostas de 5 a 7 folíolos ovado-acuminados e denteados. terminais e perfumadas. Inflorescência cimeiracorimbiforme de flores esbranquiçadas. O suco do fruto é vermelho-sangue. HABITAT Espécie autóctone. sabugueirinho. misturada com 100g de fosfato natural. preta. imparipenadas. de caule esverdeado no primeiro ano e posteriormente fibroso e endurecido. Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. Fruto tipo baga. actinomorfas. verão e primavera. enraizar em substrato organo-mineral e aclimatar em viveiro com sombrite 50 a 70%. SINONÍMIA Sabugo-negro. AGROLOGIA • Espaçamento : 2. luzidia.OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é insetífuga. verrucoso-pardacenta. Repetir anualmente. hermafroditas. sabugueiro-da europa. dotada de medula branca e com lenticelas na casca. • Florescimento: o ano todo. de origem eurásica. • Plantio: outono. • Propagação: rebentos das raízes da planta matriz e estacas. As flores abortam antes da formação de frutos. É ramificada. SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus nigra L.0m. Em ambos os casos. com irrigação diária. sabugueiro-negro. globulosa. . FITOLOGIA Arbusto ou arvoreta perene que cresce de 3 a 4m. murchando facilmente se forem deixadas ao sol.0 x 2. As mudas são muito suculentas. As folhas são opostas. contendo 3 sementes pequenas. • Adubação: 3 a 4kg/cova de plantio de cama de aviário. glabras.

antigripal. A casca. a raiz e as folhas são indicadas para o tratamento de retenção de urina. cascas ou raízes (32). rubéola). • Os frutos são comestíveis. expectorante. queimadura (93). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia. emoliente. erisipela. febrífuga. podendo ser utilizados no preparo de bebidas vinosas. escarlatina. rutina. O fruto purifica o sangue e limpa os rins (32). béquica. As flores são indicadas para enfermidades eruptivas (sarampo. mucilagem e vitamina C (9). 50g de folhas. cascas e raízes. frieira. sambunigrina. anti-hidrópica (271). bronquite. cascas ou raízes em 1 litro de água. • Padrões comerciais: folhas e flores comercializadas separadamente e isentas de impurezas. FORMAS DE USO • Uso interno: 8g de flores em 1 litro de água. diurética. escura ou verde-maçã (380). terçolho e tabagismo. obstipação. • A planta é ornamental. Indicada ainda para abcessos. a partir daí. 10 a 15g de folhas. . epistaxe. As folhas são úteis contra a hemorróida. • As flores são utilizadas em camadas alternadas para a conservação da maçã e para conferir aroma de moscatel em vinho branco. arteriosclerose. oftalmias. • Uso externo: 30g de flores em 1 litro de água. doces e sopas. cistite. porém quando secas perdem a propriedade laxante. inflamações superficiais da pele. catapora. • Das sementes se extrai um óleo de uso industrial (283). As flores são eméticas e catárticas. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento do resfriado e angina (271). • Os galhos fornecem matéria corante. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas apresentam ação inseticida (93). laxativa. antiespasmódica (283). depurativa. • A medula do caule é empregada em microscopia para o preparo de cortes de precisão em experimentos de física eletrostática. folhas. anti-reumática e cicatrizante (128). FITOQUÍMICA Colina. amarela. PARTES UTILIZADAS Flores. As folhas são indicadas no tratamento de furúnculo. gota. ser feita durante todos os meses do ano. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS É sudorífica. podendo. taninos.• Colheita: inicia-se 8 meses após o plantio. quercitina.

contendo substrato organo-mineral. mas que pode atingir até 10m de altura e diâmetro na base do caule de 10 a 25cm (331). bem drenados. sabugo-negro. • Plantio: outono. sabugueirinho. pinatífidas. • Florescimento: novembro a dezembro. alternas. primavera e verão. frutos e raízes. aromáticas. Semear em saquinhos plásticos perfurados. sabugueiro-do-rio-grande. perene. FAMÍLIA BOTÂNICA Caprifoliaceae SINONÍMIA Acapora. dispostas em umbelas paniculadas. Folhas compostas. • Colheita: cerca de 6 meses a partir do plantio. flores. O gineceu é composto por 5 lóculos. SOLO Prefere solos profundos. As estacas podem ser enraizadas em areia ou vermiculita. PARTES UTILIZADAS Folhas. originária do sul do Brasil. CLIMA É de clima subtropical à temperado ameno. por ocasião da floração. HABITAT Espécie autóctone. glabras. • Propagação: sementes e estacas de ramos.SABUGUEIRO NOME CIENTÍFICO Sambucus australis Chamisso e Schechltendal. As flores são alvas. As mudas são transplantadas do viveiro para o campo após 60 dias de aclimatação. apresentando 7 a 13 folíolos ovadoacuminados e denteados. É heliófita e higrófita. quando matura. com cerca de 4 a 6m de altura. As cascas são colhidas após a florada. AGROLOGIA • Espaçamento: 3 x 3m. férteis e ricos em matéria orgânica. em média. Ocorre espontaneamente em orlas ou clareiras de matas. FITOQUÍMICA . O fruto é uma baga de coloração roxa. em capoeiras ou vegetação secundária. com capacidade de 300 a 400ml. FITOLOGIA Planta arbustiva ou arvoreta. ramificada. mantidas sempre úmidas.

béquicas e antiespasmódicas (257). sombreados. estigmasterol. As folhas mais velhas são recurvadas. erva-da-costa. mucilagem. verde-azuladas amarelo-esbranquiçadas. rins e fígado. FAMÍLIA BOTÂNICA Crassulaceae. dores de dente e de ouvido (344) OUTRAS PROPRIEDADES • Melífera e ornamental. males do estômago. cicloartenol. coração.Colina. . febrífugas e antihipertensiva. emolientes. orelha-demonge. A casca da raiz é drástica. SAIÃO NOME CIENTÍFICO Kalanchoe gastonis-bonieri Ha. maturativa. diuréticas. antiobésicas. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de hidropisia. Dos lóbulos marginais do limbo formam-se brotações de novas plantas. A planta apresenta ainda propriedades cicatrizantes. béquicas. et Pe. • As folhas são insetífugas (93). Os frutos são peitorais. purgativas. drásticas. opostas. isoquercitinas e sambicianina (257). As folhas são grandes. lanceoladas. vitamina C. resfriados (257). ascites (casca). originária de Madagascar. antiasmáticas. frágeis. HABITAT Espécie alóctone. locais úmidos. folha-grossa. crescendo melhor sobre detritos orgânicos em decomposição. pulmão. quercitina. eméticas e emenagogas. diaforéticas. Prefere as regiões litorâneas. anti-reumáticas. As flores são sudoríficas. FITOLOGIA Planta suculenta perene que cresce 40 a 60cm em altura. planta-da-vida. depurativas (344). sarampo. lupeol. SINONÍMIA Jarancim. catarros. Inflorescências terminais ramificadas. taninos. rutina. com flores amarelas e tubo róseoavermelhado. excitantes. fortunão. anti-reumáticas (93). sudoríficas. sambunigrina. crenadas e espiraladas. folha-de-costa. com cerca de 30 a 40cm de comprimento por 10cm de largura. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são febrífugas.

inhapicanga. Smilax spinosa.SOLO Prefere solos bem drenados e aerados. raiz-da-china. HABITAT . SINONÍMIA Esporão-de-galo. Não vegeta bem em solos muito úmidos e ácidos. salsa-deespinho. • Colheita: inicia a partir de 4 a 5 meses de cultivo. • Plantio: primavera e verão. • Florescimento: a partir de maio. PARTES UTILIZADAS Folhas.5m. etc. tolera bem períodos de estiagem. japecanga-verdadeira. (Smilax campestris Griseb. salsa-cerca-onça. nhupicanga. refrigerante e tônica pulmonar. zarza. jupicanga.8 x 0. CLIMA A planta é heliófita. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Vulnerária. resolutiva. salsa-americana.. inhapecanga. O suco da planta é eficaz para calos. perdurando até agosto. cicatrizante. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. japicanga. Não há formação de sementes. Smilax japecanga Griseb.) FAMÍLIA BOTÂNICA Smilacaceae. INDICAÇÕES As folhas secas e tostadas são úteis para cefaléias. porém não suporta baixas temperaturas. Recorta-se as folhas entre as crenas. • Propagação: brotações das crenas das folhas da planta matriz. frieiras e queimaduras. sarza. salsa-japecanga. Os segmentos de crenas podem ser enraizados diretamente em canteiros ou em saquinhos plásticos perfurados. salsa-do-campo. sarsaparrilha. engorgitamento linfático e inchações erisipelosas das pernas. SALSAPARRILHA NOME CIENTÍFICO Smilax spp.. japecanga.

tais como árvores de raízes axiais e tronco fino e não muito liso. • Plantio: primavera. dependendo da espécie.Espécie autóctone. dispostas em umbelas. As flores são dióicas. SOLO A planta prefere solos úmidos. devem ser aclimatados em viveiros com sombrite 70 % de sombra e enraizados em substrato organo-mineral. tropical. Poderão ser utilizados tutores vivos. que atingem alguns metros. com nervuras longitudinais ligadas entre si por uma rede secundária de nervuras reticuladas. glabras. FITOLOGIA Planta trepadeira ou prostrada. O sabor das raízes é amargo. encontrada com certa frequência no Litoral Catarinense. localizadas nas axilas das folhas ou brácteas. Tanto o rebento como as estacas obtidas de mergulhia ou da cepa. A planta pode ser umbrófita a heliófita. com um diâmetro de 3 a 5mm. faz-se necessário um tutoramento vertical ou horizontal. tornandose clorótica e com crescimento retardado. Cresce espontaneamente em áreas umbrosas. As folhas são coriáceas. • Adubação: 1. nativa da Mata Atlântica. • Rendimento: até 8kg de raízes por planta (182). mucilaginoso e acre. cordiformes na base.5m de altura. de cor marfim. alternas. ornado de espinhos recurvados e geminados. perene. em solos úmidos ou próximo de cursos de água. As raízes são colhidas sem que ocorra danos ao rizoma. de caule cilíndrico e com poucos espinhos A planta atinge cerca de 1. O rizoma ramifica-se copiosamente e forma hastes subterrâneas prolongadas. Fruto tipo baga contendo três sementes.0kg/planta de composto orgânico. estaquia ou rebento. Semente um pouco achatada. PARTES UTILIZADAS Raízes compridas e flexíveis que crescem do rizoma. muito duras. • Propagação: sementes. Semear em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral. frescos. As raízes são brancas internamente e avermelhadas externamente. polimórficas. . favorecem ao crescimento da planta. bi-seriadas. As raízes atingem cerca de 2m de comprimento. mergulhia. Temperaturas altas com umidade do ar elevada. desde que haja boa cobertura de copa de árvores. Também encontrada em matas secundárias. Espécies de sombra definham quando crescem sob luz solar direta. Caule cilíndrico glabro. CLIMA A planta é tipicamente tropical. flexíveis. francos e ricos em matéria orgânica. localizados nas articulações. formando tubérculos. adicionado de 100g de fosfato natural. • Colheita: ocorre após 2 a 3 anos de cultivo. acuminadas. soltos. • Tutoramento: para melhor condução da planta. AGROLOGIA • Espaçamento: 2 x 2m.

colina. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. linfadenopatia. salva-dos-jardins. sábia. salva-ordinária. emoliente. SINONÍMIA Chá-da-europa. diarréia. 444). salva. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante. impotência e abcessos (1. perilina e esmilasaponina. tanino. sais minerais. TOXICOLOGIA É irritante para as mucosas (283). sudorífica. chá-da-grécia. resina acre. amido. enfermidades venéreas (32). essência. Em geral. saponosídeos. salva-menor. as salsaparrilhas contém três saponinas: salsaponina. antileprosa. nefrite. diurética (283). OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes desidratadas apresentam um aroma agradável pouco pronunciado e sabor amargo e amargo. Ocasionalmente são encontrados flavonóides (130). INDICAÇÕES Utilizada para doenças de pele (257). em decocção (444). salva-da-catalunha. anti-reumática (32).FITOQUÍMICA Glicídeos. chá-da-frança. cistite (68). exantemas. além disso féculas e uma essência (154). salveta. SÁLVIA NOME CIENTÍFICO Salvia officinalis L. febrífuga. depurativa do sangue. salvamansa. anti-sifilítica (215). HABITAT . erva-santa. ácido úrico. gota. colina e acetilcolina (379). salva-das-boticas. eczema. estimulante digestivo e do metabolismo em geral e desintoxicante (1). sitosterol. grande-salva. salva-das-farmácias. furúnculos. estigmasterol (182). Recentemente tem sido descrita a existência de derivados do ácido glutâmico. FORMAS DE USO • 15 a 20g/dia. esteróides. antiartrítica (68). flatulência. úlceras (215).

permeáveis. O enraizamento deve ocorre em 40 dias. bem ensolarados e declivosos.7 x 0. levemente alcalinos. A planta não se adapta à regiões quentes e muito pluviosas. Solos ácidos favorecem à ocorrência de Fusarium sp. As regiões mais propícias para a produção são encontradas no sul do Brasil. pecioladas (as inferiores). ramificado. desde as margens do Mediterrâneo até 800m de altitude (182). esbranquiçado. Os ramos se renovam todo ano. dispostas em verticilos com 4 a 8 flores munidas de brácteas opostas. campanulado. • Propagação: sementes. perfilhos e estacas da planta matriz. canforáceos e aromáticos. convém injetar água na bolsa de alporquia utilizando uma injeção com agulha. divisão de touceiras. areno-argilosos. É sensível a ventos frios.3m. aromáticas. Cálice pubescente. formando uma moita lenhosa na base. Um grama de sementes contém 300 a 1. ovais. curtamente pediceladas. A parte do ramo que ficará sob o solo. em solos calcários. Isolar a alporquia com um filme plástico e amarrar as extremidades com barbante. mergulhia. sésseis (as superiores). quadrangular. Flores azul-violáceas. esparsas. SOLO O solo indicado é o fértil. Faz-se um corte anelar em volta do ramo. FITOLOGIA Subarbusto lenhoso na base. No Brasil é cultivada em hortas e jardins. Apresenta caule ramoso e tomentoso-pubescente. deve ser raspada ou anelada numa extensão de 1 a 2cm. O uso de fito-hormônios pode acelerar o enraizamento de estacas da planta. • Substrato: para se evitar prováveis infecções de fungos vasculares e bacterioses. Sobre o anelamento e uns 4 a 5cm acima dele. A sálvia pode viver de 8 a 10 anos (182). A semeadura é feita em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. aromático. que germinam em cerca de 15 dias. alporquia. Possui odor e sabor quentes. removendo-se a casca.5cm. AGROLOGIA • Espaçamento : 0.200 sementes. um pouco amargos. ereto. É heliófita. algo pubescentes. retirando-se 1/3. verde-esbranquiçadas. opostas.3 a 0. côncavas e caducas. para não danificar as raízes e procede-se um raleio de folhas do ramos. bem drenado e rico em matéria orgânica. . Retira-se o substrato sob água corrente. multianual. A alporquia é feita em ramos novos com cerca de 1 a 2cm de diâmetro. além de dificultar o enraizamento e desenvolvimento da planta. deixando o lenho exposto numa faixa de 0. o substrato para a produção de mudas deve ser bem aerado e solarizado. bilabiado (3 dentes no lábio superior e 2 dentes no inferior). recobrir o ramo com esfagno ou musgo encharcado com água. levemente crenadas e reticuladas. picantes. antes do ramo ser colocado em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organomineral. estriado. A mergulhia consiste em enterrar um dos ramos flexíveis e basais da planta matriz para que ao longo de 30 a 40 dias possa enraizar. CLIMA Prefere temperaturas amenas. de 0. cordiformes. acuminadas. medindo 4 a 5cm de comprimento por 2cm de largura. Se houver um período de estiagem prolongado. Folhas oblongas. O ramo é então cortado abaixo da bolsa de alporquia..6m de altura.Espécie alóctone que cresce espontaneamente no sul da Europa.

Readubar cada colheita feita.45% (286). fungicida. vulnerária. responsável pela murcha e secamento progressivo da planta. catarro crônico (435). cânfora. febre reumática. anti-reumática. impotência. entorse. digestiva. faringite. frigidez. INDICAÇÕES Usada também para o tratamento de astenia nervosa (283). engurgitamento (93). cefalalgias. astenia. doenças de pele (externamente). inflamações da garganta (257). Colhe-se um pouco antes da antese das flores. vômitos. hipoglicemiante. nervina. A planta contém 1. Nesta situação. • Florescimento: verão até o outono. .8-cineol. traqueobronquite. diaforética. enfisema. O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus. atenuadora da transpiração (283). diurética. • Desenvolvimento: as folhas adquirem coloração verde-intenso nos períodos chuvosos e acizentada. antidiarréica. dores reumáticas. A planta é muito sensível a nematóides. • Colheita: é iniciada a partir do quinto mês após o plantio. Escherischia coli e Serratia marcescens (407). sudorese excessiva dos pés (294). edema. cariofileno. deve-se suspender a irrigação e eliminar as plantas afetadas. carminativa.3 a 2. estomatite. α e β-pineno (287). Micrococcus luteus. béquica. saponina.0. gripe. • Doenças: a mais comum que ocorre é a fusariose (Fusarium sp). cicatrizante (folhas e flores). que contém 1. estimulante do sistema nervoso (93). ácido rosmarínico (145). tabagismo e picadas de insetos (1). asma. A partir do 2o ano é possível fazer 2 cortes/ano. α-humuleno. bactericida. crises nervosas e neuróticas. ácido ursólico. mau hálito. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. borneol. gengivites. balsâmica. antiinflamatória. flavonóides. PARTES UTILIZADAS Ramos e folhas novas e sumidades recém floridas. em períodos secos. taninos (257). resolutiva e colerética (1) . amigdalite. antioxidante (Beckstrom-Sterberg. apud 287). depressão. FITOQUÍMICA Óleo essencial . diabetes. (294). antiespasmódica. antisséptica (257). α-tujona e outros terpenos. úlcera (145). • Adubação: 2 a 3kg/planta de húmus de minhoca ou composto orgânico. convalescença. aftas. adstringente. leucorréia. adicionado de 100 a 200g de fosfato natural. alvejante dental.5% de óleo essencial e 8 a 12% de cinzas (96). expectorante. resfriado. cardiotônica. ATIVIDADE BIOLÓGICA É ativa contra bactéria Gram-positivas e negativas (287). bacteriostática. eupéptica. • Rendimento: 200g de folhas por touceira (182). emenagoga. tônica (145). excitante.• Plantio: outono (propagação por sementes) e primavera (propagação vegetativa). aromatizante bucal (32). esteróis. escrófulas (32).

TOXICOLOGIA É atóxica nas doses usuais. Indicada em loções para feridas e em banhos para escrófulas (32). porém as gestantes devem evitá-la. Tomar 4 a 5 colherinhas ao dia (145).E. • Xarope expectorante: 7g de pó da planta em 100g de mel. Tomar 1 cálice pequeno após cada refeição (283). OUTRAS PROPRIEDADES • As cinzas ajudam a clarear os dentes. patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres. estomatites) (257). peixes.FORMAS DE USO • Infusão: ⇒ 10g de folhas e flores em 1 litro de água. aftas. • Decocção: 50g de folhas e flores em 1 litro de água. ⇒ 2 xícaras das de cafezinho de folhas secas por litro de água. tomar 1 xícara das de chá antes e após o almoço. • Tintura: amassar um punhado de folhas de sálvia e deixar em maceração em 2 xícaras das de café de álcool de cereais e 1 xícara de água. • Dentifrício: friccionar os dentes com as folhas frescas. . Tomar 1 colher das de chá 10 a 15 minutos antes das refeições (mau hálito. Doses elevadas podem aumentar a pressão arterial (294).] N. Tomar 1 xícara das de chá seis vezes ao dia. desinfetantes e higienizadores bucais (287). 4 vezes ao dia (mau hálito. Ex Britt. • O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos. • Vinho: macerar durante 8 dias 80g de folhas em 1 litro de vinho de Samos. Em caso de vômitos. e Wils. • Utilizada ainda como insetífuga doméstica. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (145). Brown. durante 5 dias. Filtrar. em local escuro. sangramento das gengivas e aftas) • Gargarejos e bochechos: utilizar infusão ou tintura. • Muito utilizada como tempero de carnes. • As flores são melíferas. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. SÁLVIA-DO-RIO-GRANDE NOME CIENTÍFICO Lippia alba [Mill. pães.

podendo-se proceder até 3 colheitas por ano. mais pelífera e glandulosa na face dorsal. cidrilha. Prefere regiões subtropicais. as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza. As flores são hermafroditas. SOLO Vegeta preferencialmente em solos de aluvião. ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba). capitão-domato. • Poda: devido ao crescimento muito vigoroso. são fortemente zigomorfas. salva-brava. pedunculadas. chá-de-estrada. • Plantio: setembro a dezembro. Ocorre em altitudes de até 1. chá-de-pedestre. .000ppm (408).20m.SINONÍMIA Alecrim. sálvia-da-gripe.5 x 1. peninervas. salva. É frágil. O caule é muito ramificado. cidreira-brava. 2. cidrão. cidró. As flores aparecem na periferia das inflorescências. salsa-brava. erva-cidreira-brasileira. com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão. lima ou menta. erva-cidreira. chá-da-febre. erva-cidreira-falsa. A produção de sementes é irregular e escassa.800m (179). acizentados. salva-limão. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes. que afeta a qualidade das folhas e a produção. Enraizar as estacas em substrato organo-mineral. erva-cidreira-docampo. cidreira-crespa. alecrim-selvagem. salva-do-brasil. O fruto é uma cápsula seca. retilíneo ou curvo. axiais. sálvia. cidreira-melissa. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário. FITOLOGIA Planta arbustiva ou subarbustiva perene. optando-se pela estaquia. róseo-violáceas. arenosos. falsa-melissa.5 a 2m de altura. que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil. próxima a rios e lagos. chá-de-frade. cidreira-falsa. CLIMA A planta não tolera regiões frias ou muito quentes. ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas. quando encostam no solo. Inflorescências axilares. bordos serrilhados. formando moitas de 1. cidreira. com exocarpo. ricos em matéria orgânica. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio. alecrim-do-mato. HABITAT Espécie autóctone de regiões neotropicais. chá-de-tabuleiro. As folhas são oblongo-agudas. olentes. A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento. • Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel. solitárias ou raras vezes em pares. alecrim-do-campo. • Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta. com ramos engalhados. cilíndricos e sulcados. • Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. camará. chádo-rio-grande-do-sul. bracteadas e reunidas em capítulos. cidreira-capim. cujo enraizamento ocorre em duas semanas. opostas. cidrila.

2%).2%. apresentam atividade analgésica. p-cimeno. antiasmática (257). antiabortiva.1%). lipiona. INDICAÇÕES Indicada para o resfriado.6%).92) e β-cariofileno (26. metilheptenona (5. na dose de 1. óxido de cariofileno (2. butirato de geranilo (0. cimol. afecções hepáticas. na dose de 32g/kg. Candida albicans. citronelal (0.2%). digestiva. cubenol (0. recuperação pós-parto (179). α e β-pineno. acetato de citronelol.5%). fluxo vaginal.4%). cujo teor médio é de 1. calmante. germacreno D (2%).7%).1%). atenuando transtornos digestivos e cólicas. indutora do sono (9). eugenol (0. antigripal (120). antiespasmódica em cólicas hepáticas (151). piperitona. dihidrocarvona.4%). citronelol (5.1%).62%). estomáquica. Apresenta ainda atividade citostática e redutora do tônus intestinal (120). o teor de essência nas folhas secas é de 0. antiartrítica. afecções da pele e das mucosas. antidiabética.2%).4%). estomatite. O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios (179). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica. catarro. Neurospora crassa (58) e tem um efeito peitoral. antidiarréica (130). geranial (4.8-cineol. fortificante cerebral. flavonóides e alcalóides desconhecidos (175). do útero e dos nervos (32). carminativa. apud 179). contendo principalmente geraniol (29. A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos.8%).0g/kg. copaeno (0. analgésica. linalol (1. borneol (2. enfermidades venéreas. Fusarium moniliforme) e insetos de . limoneno (0. náusea. metildecilcetona. desintoxicante. sudorífica. indigestão.24%. As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae. cólica.PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades floridas. nerol (1. isobutilato de geranilo (0. ácidos fenólicos (8) e α-cubebeno (120). Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos. dores musculares. relaxante do sistema nervoso. sedativa (408). O óleo essencial. que proporcionam também um incremento de salivação e calor. taninos iridóides. FITOQUÍMICA Saponinas (93). ansiolítica (56). hipnótica. As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais. 1. I-octen-3-ol (0. colite e dores reumáticas (303). antidispéptica (179). trans-ocimeno (0. neral (23%). antidiarréica. alcanfor. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes. metiloctilcetona. laringite. flatulência. A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto (312).1%). mirceno. α-terpineol (Hegnauer.6%). anti-hipertensora.1%). emenagoga (299). FARMACOLOGIA Hipnótica e ansiolítica (56). β-cariofileno (6%). antisséptica e anti-hemorroidária. Segundo 96. expectorante.3%). allo-aromadendreno (2.2%). cis-α-bisaboleno (2. diaforética. peitoral. reúne geraniol (34. citral. sedante gastrointestinal. relaxante nervosa. sabineno. morfética.2%). antiemética.

Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia. em verticilos paucifloros axilares. FORMAS DE USO • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água. pubescente-pulvurulenta. corimbiformes. Não se recomenda para os hipotensos (257). Corola branca ou lilacina com o tubo do tamanho do cálice. só foram verificados em doses muito altas (255). náuseas e vômitos. TOXICOLOGIA A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos. bracteoladas. mesmo em doses superiores a 67g/kg (179). Cálice regular ou sublabiado. utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa (58). aromática. Constatou-se atividade citotóxica em cachorros. inteiras. ramosa desde a base. porosos. Streptococcus pneumoniae. bilabiada. A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (62). que cresce cerca de 30cm de altura. HABITAT Espécie originária das regiões mediterrânicas e sudeste asiático.grãos armazenados (174). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é melífera • Utilizada em culinária. in vitro (61). Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi. Aquênios ovóides e lisos. com o lábio superior plano ou levemente côncavo e o inferior trilobado. grossamente pontuado-glandulosas na duas páginas. SEGURELHA NOME CIENTÍFICO Satureja hortensis L. SOLO A planta desenvolve-se melhor em solos soltos. O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus. FITOLOGIA Planta herbácea anual. areno-argilosos. As folhas são linear-lanceoladas. Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia (257). As flores são pequenas. férteis e sem acidez. ricos. . FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae.

500kg/ha de folhas dessecadas (182). pé-de-papagaio. salame e lingüiça • É componente do licor francês Chartreuse. sendo necessário cerca de 1kg de sementes para o plantio de 1 hectare (182). As folha contém 1% de óleo essencial (163). estimulante e antiespasmódica (93).20m. • Rendimento: 0..15%). Um grama de sementes contém cerca de 1. É um dos componentes da água de colônia (163). • Propagação: sementes. PARTES UTILIZADAS Folhas e sumidades.3% de óleo essencial (430). FAMÍLIA BOTÂNICA Selaginelaceae.81%). as mudas devem ser produzidas em bandejas de isopor contendo substrato organomineral.90%). p-cimeno (9. • Colheita: 80 a 90 dias após a semeadura. que causa deterioração das raízes. porém é mais amarga e penetrante. FITOQUÍMICA γ-terpineno (40. • O aroma da planta lembra o tomilho. amargo e utilizado na indústria de carnes enlatadas. • Doença: eventualmente pode ocorrer a infecção de Rhizoctonia sp. • A planta é utilizada como aromática e condimentar. OUTRAS PROPRIEDADES • O óleo essencial é amarelo claro.500 a 2. SINONÍMIA Jericó. βcariofileno (2. Plantas infectadas devem ser erradicadas.32%) (430). sobretudo em pratos pesados (patês e queijos).83kg/m2 e 0.4 x 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Digestiva (128). • Plantio: abril. carvacrol (33. picles e em perfumaria. SELAGINELA NOME CIENTÍFICO Selaginela spp. α-terpineno (3. .AGROLOGIA • Espaçamento: 0.27%). Pode-se obter uma produção de 1. Para a obtenção de plantas uniformes e mais saudáveis.500 sementes.

contendo substrato organo-mineral. INDICAÇÕES Indicada para doenças pulmonares. algumas rasteiras. hematuria. porosos e levemente ácidos. . lineares ou pinatisectas. Não tolera regiões frias e secas. em decocção. hemorragias gastrintestinais. hemoptises. AGROLOGIA • Ambiente: o cultivo destas espécies deve ser feito sob sombreamento. outras eretas. interiores de abrigos. A umidade deve ser mantida sempre alta. onde predomina a sombra e a umidade. algumas delas. SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica ou com serrapilheira.2m. em bosques. ou excesso de luminosidade. O cultivo em estufas aquecidas favorece o pegamento e crescimento das plantas. CLIMA Planta de clima tropical úmido. que crescem até 30cm de altura. úmidos. asma.2 x 0. É planta umbrófila. aerados. Poderão ser cultivadas em canteiros ou em vasos de xaxins. PARTES UTILIZADAS Toda a planta. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente e hemostática. FORMAS DE USO 9 a 15g/dia. emitindo estolhos longos. O enraizamento dos rebentos deve ser feito em viveiros cobertos com sombrite 70% e submetidos a irrigação intermitente por nebulização. viveiros telados ou casas. perenes. bronquite. • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio.HABITAT Espécie autóctone que habita os extratos mais baixos da Mata Atlântica. a musgos ou a samambaias. • Propagação: esporos e rebentos do rizoma. prolapso retal e leucorréia. assemelhando-se. Folhas verde-escuras. • Espaçamento : 0. É encontrada crescendo próxima de fontes de águas e áreas úmidas em geral. Apresentam rizoma reptante. herbáceas. tosse. FITOLOGIA Espécies muito primitivas. rijas ou tenras. • Plantio: outono e primavera. utilizando-se nebulizadores ou micro-aspersores.

ereta e glabra. contendo 7 a 9 sementes. areno-argilosos. com um glândula pequena entre cada par de folíolos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita.5m • Propagação: sementes e estacas. É heliófita. SOLO Prefere solos leves. em rácimos curtos. • Plantio: setembro. obtuso-acuminados. . • Adubação: 1kg/planta de húmus de minhoca adicionado de 200g de fosfato natural. dispostas em panículas terminais.SENE NOME CIENTÍFICO Cassia angustifolia Vahl.7 x 0. FITOLOGIA Planta arbustiva. • Colheita: os folíolos devem ser colhidos antes do florescimento. compostas de dois pares de folíolos ovado-oblíquos. mamangá. Semear em bandejas de isopor de células grandes. Não se adapta à regiões muito úmidas. SINONÍMIA Fedegoso-do-rio-de-janeiro. com 1. PARTES UTILIZADAS Folíolos. contendo substrato organo-mineral. reniformes. coriáceos. HABITAT Espécie alóctone originária do Egito. CLIMA É de clima tropical. perene. Readubar anualmente.5m de altura. ricos em matéria orgânica.2 a 1. glabros e vernicosos na face superior e amarelado pubescente na inferior. com cerca de 6 a 8cm de comprimento. Fruto tipo folículo. • Florescimento: dezembro e março. FAMÍLIA BOTÂNICA Cesalpinaceae. umedecidas. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Folhas pinadas. elípticos. bem drenados e profundos. Flores amarelo-claro. lava-pratos.

malícia-de-mulher. amarelo-esverdeadas. compostas de folíolos lineares. perene. SENSITIVA NOME CIENTÍFICO Mimosa pudica L. longopecioladas. vergonha. prostrada. ramosa. Frutos tipo vagem. vergonhosa. campos e áreas ruderais. contendo sementes lenticulares. de coloração vermelho-castanho. INDICAÇÕES Elimina manchas brancas do corpo (271). Vegeta sobremaneira nas margens de cursos de água e em terrenos alagadiços. AGROLOGIA . jardins. malícia. com cerca de 1cm de diâmetro. O caule. eriçados de espinhos. dorme-dorme. caá-eó. FAMÍLIA BOTÂNICA Mimosaceae. com as hastes cobertas de espinhos. Ocorre como planta invasora em hortas. alternas. porém é exigente em umidade. depurativa e vermífuga (271). aglomerados radialmente (craspédio). foscas. juquiri-rasteiro. Os frutos apresentam-se aglomerados. CLIMA Desenvolve-se bem em regiões tropicais e subtropicais. é munido de acúleos recurvados nas axilas e espinhos isolados nos entrenós. Inflorescência axilar e apical. medindo 30 a 40cm de altura. iuquiri. dormideira. Folhas pequenas. de glomérulos globosos. juquiri. É esciófita. mas que se tornou cosmopolita em todo o mundo. Apresenta a peculiaridade de fechar os folíolos imediatamente após o toque ou na ausência de luz. malícia-das-mulheres. morrejoão. erva-viva. semelhantes ao feijão. SOLO É encontrada em diferentes condições de solo. lilases e densos. não-me-toques. juquer.PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Laxante. malícia-roxa. FITOLOGIA Planta subarbustiva. SINONÍMIA Arranhadeira. HABITAT Planta autóctone da América Tropical.

antiblenorrágicas. angina e para desinchar as pernas (215). emolientes. O extrato alcoólico das folhas tem a propriedade de inebriação. granulações da faringe (242). depurativas. enquanto que o extrato alcoólico das raízes tem efeito oposto (93). • A planta pode ser utilizada como adubo verde.• Espaçamento: 0. é tóxica. • Florescimento: novembro a fevereiro. Em gargarejos. afecções reumáticas articulares. • Propagação: sementes. contendo substrato organomineral. Utilizadas internamente. causando hematuria em animais que as comem. colagogas (93). resolutivas (242). . As folhas são utilizadas externamente como antitumorais e antileucorréicas. • Produção de sementes: uma planta pode produzir até 700 sementes (242). FORMAS DE USO Infusão e cataplasmas. são amargo-tônicas. TOXICOLOGIA A casca. purgativas. • As raízes são simbiontes com bactérias nitrificadoras. anti-reumáticas. Semear em bandejas de isopor. em alta dose. • Plantio: setembro. serve para o tratamento de inflamações da boca e garganta. prisão de ventre (32). As folhas são reputadas como tóxicas.8 x 0. INDICAÇÕES Externamente é utilizada em banhos para curar tumores e na forma de cataplasma para escrófulas (93). que enriquecem o solo com nitrogênio.5m. úlceras cancerosas. ocorrendo a emergência em 2 a 4 semanas (209). • Colheita: inicia 3 a 4 meses após o plantio. SERPILHO NOME CIENTÍFICO Thymus serpyllum L. reumáticas e articulares. odontálgicas e desobstruente do fígado (215). • É cultivada como ornamental em alguns países europeus. Indicada para afecções hepáticas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS A casca é vermífuga e as raízes são irritantes. purgativas. moléstias do útero (271). eméticas e antidiftéricas. O índice de germinação varia de 60 a 80%. OUTRAS PROPRIEDADES • As raízes apresentam cheiro desagradável.

antes do plantio. timo-silvestre. • Plantio: março a abril. serpil. tomilho. miúdas e obtusas. ascendente nas extremidades superiores. Não tolera altas temperaturas. de comportamento esciófita. CLIMA A planta. A raiz é delgada e lenhosa. o plástico recebe um corte em forma de cruz. As flores formam capítulos terminais róseos. manter a umidade do solo e evitar sujeiras nas folhas e ramos. embora com menor eficiência. que cresce em bosques. PARTES UTILIZADAS Sumidades floridas e folhas. • Mulching: o canteiro pode ser revestido com um plástico preto. vivaz. SINONÍMIA Erva-ursa.500m de altitude. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. HABITAT Espécie alóctone da Europa. deve ser raleada e os ramos extirpados podem ser utilizados para a produção de novas mudas. ricos em matéria orgânica. polimorfa. mais ou menos densos e arredondados. pubescente. de 10 a 30cm de altura. nem invernos rigorosos. • Raleio: quando a planta estiver muito densamente formada pelos ramos radicantes. em solos áridos. silico-argilosos. setembro.25m. prostradas. cor de granada. Poderão ser também utilizados. inteiras. para evitar o crescimento de inços. • Adubação: 3kg/m2 de húmus de minhoca.25 x 0. As folhas são aromáticas. planta-ursa. FITOLOGIA Planta herbácea sarmentosa. Nos pontos onde serão colocadas as mudas. SOLO A planta prefere solos úmidos.FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. FITOQUÍMICA . aerados e permeáveis. palhas não resinosas e casca de arroz. Tanto as folhas quanto as flores são altamente aromáticas. é de clima subtropical úmido. • Propagação: estacas radicantes dos ramos. com cerca de 5cm de comprimento. É encontrada até 2. serpol. serpão. Apresenta hastes caulinares finas. planas. Não tolera solos ácidos. que podem ser plantadas diretamente em canteiros cobertos com sombrite 70%.

a beira de estradas e em áreas agrícolas abandonadas. asma. capoeiras. FITOLOGIA Planta herbácea anual. dores reumáticas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiespasmódica. epistaxe. Apresenta crescimento ereto e ramificado. diarréia. ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. INDICAÇÕES É indicada par o tratamento dos distúrbios do sistema nervoso simpático. Suas folhas são opostas. SETE-SANGRIAS NOME CIENTÍFICO Cuphea cartaginensis Jacq. convalescença. de ápice e base agudos. estimulante. antisséptica. bronquite. Aplicar na forma de loções sobre feridas supuradas e sarnas (32). SINONÍMIA Guanxuma-vermelha. hemostática e tônica (1). sarna (32). meteorismo. erva-de-sangue. resina e saponosídeo (93). queda de cabelo. gramados. pecioladas. A planta cresce 30 a 50cm. fadiga. balsamona. carminativa. feridas supuradas. áreas de aluvião. obstipação e tosse (1). HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente em áreas ruderais. A face dorsal é mais hirsuta e clara que a superior. distúrbios gástricos. digestiva. campos. FAMÍLIA BOTÂNICA Lythraceae. Escherschia coli e Candida albicans (362). cicatrizante. Macbr. constipação de crianças de colo (283). com flores de coloração . artrite. antibiótica (93). parasiticida. • Decocção: 50g em 1 litro de água. quintais. tanino. hortas. astenia. FORMAS DE USO • Infusão: 10g da planta por litro de água (283).Óleo essencial contendo timol e carvacrol (283). chiagari. diurética. pastagens. expectorante. Caule avermelhado revestido de pilosidade glandulosa purpúrea. Inflorescências axilares em pequenos cachos. vermífuga. vulnerária (283). coqueluche.

SOLO Prefere solos úmidos. PARTES UTILIZADAS Toda planta. FITOQUÍMICA Glicosídeos. • Propagação: sementes. eczema. FITOQUÍMICA Glicosídeos.3 x 0. sedativa e tônica (128). semeadas em bandeja de isopor contendo substrato organomineral. Fruto tipo cápsula contendo 6 a 8 sementes. SUMARÉ-DA-PRAIA NOME CIENTÍFICO . • Florescimento: verão até o outono. Ocorre 100 a 110 dias após o plantio. cardiotônica (32). antiobésica (215). AGROLOGIA • Espaçamento : 0. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Depurativa do sangue. brejosos e arenosos. FORMAS DE USO • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá da planta em 1 xícara das de chá. doenças venéreas. afecções da pele (32). diaforética. INDICAÇÕES Indicada para arteriosclerose. anti-hipertensiva. • Plantio: início da primavera. palpitações cardíacas. ATIVIDADE BIOLÓGICA Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123). • Colheita: ano todo.3m. anti-reumática. com duas pétalas dorsais menores que as outras. furúnculos. diurética. antiobésica (271). Tomar 4 a 5 xícaras ao dia (68). Promove a limpeza dos intestinos e rins (215). úlceras. hipocolesterolêmica (68). febrífuga e anti-sifilítica.avermelhada ou violácea. feridas.

principalmente na área vegetada de dunas baixas. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). SINONÍMIA Orquídia-da-praia. FARMACOLOGIA . Em solos argilosos o crescimento é muito lento e a planta tende a amarelecer. Os segmentos de rizomas podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. levemente enriquecidos de matéria orgânica. • Tratos culturais: a planta é bastante rústica. HABITAT Espécie autóctone que cresce espontaneamente na restinga catarinense. • Plantio: todo o ano. A planta é halófita.3m • Propagação: sementes e divisão de rizoma.Epidendrum mosenii Rchb. • Colheita: inicia a partir do segundo ano. especialmente a primavera. antiinflamatória e cicatrizante. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. SOLO Cresce melhor em solos arenosos. ou em solos leves. É heliófita. FITOQUÍMICA Flavonóides e terpenóides (143). FAMÍLIA BOTÂNICA Orchidaceae. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões tropicais e subtropicais.3 x 0. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Analgésica. porosos e bem drenados. • Substrato: deve ser bem poroso. dispensando maiores cuidados. PARTES UTILIZADAS Colmos. • Florescimento: verão.

com 1. O lóbulo médio é curto e largo. elíptico-acuminadas. lanceta-milagrosa. Semear em bandejas de isopor de células grandes com substrato organo-mineral. Labelo amarelo emoldurado de vermelho.O extrato metanólico do colmo. cola-de-sapateiro. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta pode ser utilizada em ornamentação de terrários ou envasadas. grande. com escapos florais revestidos de brácteas muito desenvolvidas. amarelas salpicadas de máculas vermelhas arredondadas. causou inibição significativa e dose dependente das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético em camundongos. longamente acuminadas. administrado intraperitonial ou oralmente. HABITAT Espécie autóctone que vegeta sobre pedras. Utilizar uma mistura de pó de xaxim (30%). húmus de minhoca (30%) e vermiculita (40%). A DL50 é de 100m/kg (143). árvores vivas ou mortas na vegetação de restinga e na Mata Atlântica. de 50cm de comprimento por 4cm de largura.0 x 0.8m. sumaré-do-pau. Inflorescência em forma de corimbo. bisturi-vegetal. rabo-de-tatu. sumaré-da-pedra. Lóbulos laterais bastante grandes e eretos. • Substrato: deve ser bem poroso.2m de altura. . Pétalas e sépalas levemente onduladas. FITOLOGIA Pseudo-bulbos de 50 a 100cm. SUMARÉ-DO-MATO NOME CIENTÍFICO Cyrtopodium puntactum Lindl. espiques de palmeiras. • Propagação: sementes e rebentos novos da cepa. • Pode ser utilizada como estabilizadora de areias de restinga. com as margens intensamente encrespadas e finamente creneladas. Os segmentos de rizomas e perfilhos podem ser plantados diretamente a campo ou em vasos. SINONÍMIA Bisturi-do-mato. lanceoladas. Do ápice da cada haste partem 6 a 8 folhas alternas. FAMÍLIA BOTÂNICA Orquidaceae. fortemente recurvadas. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. agrupados densamente e em grande número formando grandes touceiras de belo efeito decorativo.

medindo 8 a 10cm de comprimento por 2cm de largura. pluméria. verde-avermelhado. cravo-bravo. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae. medindo cerca de 40 a 50m de altura. tangaracá. muito ramoso. ervalanceta. suricuína. tangará. cilíndrico. FITOLOGIA Planta herbácea anual. coatiá. oco. Florescimento: primavera. simples. Folhas opostas. lanceta.• • • • Plantio: todo o ano. erva-de-botão. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS O suco dos bulbos é cicatrizante (93). coacica. áspero. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva é usada como cola em geral.ervanço. É cosmopolita por excelência. erva-botão. • As fibras secas do bulbo são utilizadas à guisa de agulhas. Tratos culturais: a planta é bastante rústica. especialmente a primavera. É antiinflamatória. dispensando maiores cuidados. O xarope é indicado para combater a coqueluche e tosses rebeldes (32). tuberculose e hemoptises. de caule lenhoso na base e herbáceo nas extremidades. sésseis (as superiores) ou curto-pecioladas (as inferiores). quebra-pedra. HABITAT Espécie alóctone.] Hassk. silvestre. Flores em capítulos . SURUCUÍNA NOME CIENTÍFICO Eclipta alba [L. No Brasil ocorre sobretudo nas regiões quentes. quando contata o solo úmido. de ereta a prostrada. béquica e antitumoral (271). Colheita: inicia a partir do segundo ano. furúnculos e epiteliomas. oblongolanceoladas. margens inteiras ou ligeiramente denticulada. SINONÍMIA Agrião-do-brejo. base cuneadas e extremidade aguda. catarro. INDICAÇÕES Utilizada no tratamento de abcessos. radicante nos nós. pimenta-d'água. originária da Ásia. sucurima. • As flores são ornamentais.

antilítica. castanho.cônicos isolados ou pareados. Os conhecimentos populares de outrora indicavam a planta para o combate à lepra. • A tintura é utilizada em tatuagem (93).0cm de diâmetro. Uma única planta produz até 17. AGROLOGIA • • • • • • Espaçamento : 0. antiasmática e anti-hemorrágica (9). INDICAÇÕES Útil no tratamento da bronquite (93).3 x 0. FORMAS DE USO • Decocção: 10 a 20g da planta em 1 xícara das de chá de água. FITOQUÍMICA Wedelolactona (323. ácido tânico. Plantio: agosto. Produção de sementes: a colheita de sementes ocorre de outubro a dezembro. antilítica. Propagação: sementes. que neutraliza "in vitro" o veneno da jararaca e atua como hepatoprotetora quando ocorre administração tóxica de medicamentos para o fígado (257). Estimula a síntese de interferon. Flores em capítulos subglobosos. obovóide. alagados e semi-halógenos. nicotina (9). Não tolera baixas temperaturas. formado por um invólucro campanulado em torno de duas séries de filárias com pilosidade esbranquiçada. Fruto aquênio. SOLO Adapta-se a diferentes tipos de solo. fosco. eczemas e icterícia (242). PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Imunoestimulante inespecífica. Florescimento: inicia na primavera. CLIMA É de clima tropical e subtropical quente. Prefere solos úmidos e pouco ácidos.000 sementes (242). laxativa (242). pilogênica. Colheita: dois meses após a emergência. 427). enegrecendo em reação com sais de ferro. adstringente antiasmática (93). depurativa do sangue. com 0. doenças infecciosas (257). Esta propriedade da planta é utilizada para o tingimento de cabelos encanecidos. rugoso-tuberculado. quando a planta está adulta. moléstias pulmonares. tomando ½ xícara das de chá duas vezes ao dia (257). mas tolera até solos secos.5 a 1. cicatrizante. • A planta é hospedeira alternativa de Meloidogyne incognita (242). . sífilis e elefantíase (93). Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. surucuína e óleo essencial (93). antiofídica (427). frutificando num período de cerca de 100 dias após a emergência.3m. OUTRAS PROPRIEDADES • A seiva do caule. exposta ao ar. é azulada.

Flores dispostas em densos e condensados rácimos espiciformes cilíndricos. tabuca. AGROLOGIA • Espaçamento : 0. acuminadas. É heliófita e higrófita seletiva. É característica e exclusiva da Floresta Pluvial da Encosta Atlântica (343). paina-de-flecha. taboinha. longo-lineares.7 x 0. glabra. tabu. É tolerante a salinidade (199). Porém prefere solos com alto teor de matéria orgânica. brejos. brancos.000 flores (209). usado como fitoterápico. lisas. com cerca de 1. assemelha-se a um fino pó dourado. Espiga masculina mais fina e disposta separadamente e acima da feminina.4m. que cresce espontaneamente em várzeas alagadas.0 e nível de água de 15 a 40cm. lembra um grande charuto de coloração castanho-avermelhada. de formato cilíndrico. FAMÍLIA BOTÂNICA Thyphaceae. paineira-do-brejo. erva-de-esteira. perene. paineira-de-flecha. landim. grossas e esponjosas internamente. pau-de-lagoa. com 1 a 1.8 a 8. cilíndrica. SOLO Vegeta desde em solos arenosos. SINONÍMIA Bucha. Fruto filamentoso. esponjosos e macios. paina. tabebuia. glabras.7m de comprimento por 2 a 3cm de largura.5 a 3m de altura. capim-de-esteira. canais de drenagem e áreas uliginosas em geral. espadana. verde. represas. A inflorescência feminina. . O pólen. com pH variando de 4. de rizoma rasteiro. palustre e lacustre. apicais. Haste floral ereta. FITOLOGIA Planta herbácea paludosa. CLIMA Vegeta em regiões tropicais e temperadas. turfosos até argilosos.TABOA NOME CIENTÍFICO Typha dominguensis Persoon. Folhas invaginantes na base da planta. HABITAT Espécie autóctone da América Latina. tifa. Uma inflorescência feminina pode reunir até 200.1. tabua. paneira-de-brejo. medindo 10 a 20cm de comprimento e 2cm de diâmetro. partasana. coriáceas. totora. na mesma haste floral. pH 6. paneira-do-brejo. de coloração avermelhado-castanho.0 a 8.

• Consórcio: Pistia stratiotes ou Acorus calamus. As sementes podem ser postas a germinar em recipientes com água ou em substrato encharcado. encerrando proteínas (teor semelhante aos grão de milho) e cerca de 45% de amido. dores estomacais. emoliente e tônica (68). Os rizomas são plantados diretamente a campo. afecções das vias urinárias e debilidade geral (68).• Propagação: sementes e segmentos de rizomas. antidiarréica. de agosto a fevereiro.000kg/ha de rizomas (209). • As folhas são utilizadas para a confecção de esteiras e artesanato trançado. Tomar 4 a 6 xícaras ao dia. • Produção: até 7. dismenorréia. . PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. • Os rizomas cozidos são comestíveis. • Grandes aglomerados de tabôa predispõem à proliferação de mosquitos (209). embora difícil de branquear. • A planta pode ser matéria prima para a obtenção de gás metano. • Florescimento: a partir do segundo ano após o plantio. • Os brotos novos podem ser ingeridos crus ou cozidos. • Plantio: primavera. • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo. • Os brotos novos são alimento de alguns peixes. antidisentérica. permitindo quatro cortes de folhas ao ano. FORMAS DE USO • Geral: 5 a 10g/dia (445). antiinflamatória. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de aftas e inflamações dérmicas (uso externo). dores abdominais durante o puerpério. hematuria. antianêmica. contusões e luxações. sobretudo a tilápia. diurética. sendo conhecidos como aspargo dos cossacos. O amido. hemoptises. PARTES UTILIZADAS Rizoma e pólen seco. • O pólen é inflamável e sucedâneo do licopódio em pirotecnia. inclusive cobre. dá origem a um polvilho comestível. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é depuradora de água poluídas (68). hemorragia uterina funcional (445). absorvendo metais pesados. • As fibras da planta dão origem a um papel muito resistente. Com um hectare de tabôa pode-se produzir cerca de 605 milhões de BTU por ano. previamente processado. • Decocção: ferver 1 a 2 colheres das de chá do rizoma para 1 xícara de água. sangramento nasal. A aplicação do decôcto na forma de compressas e abluções atua como emoliente e tônico (68).

• Colheita: inicia no segundo ano de cultivo. chegando atingir 2m de comprimento e 20cm de espessura. caiapó. • Florescimento: dezembro a março. PARTES UTILIZADAS . FAMÍLIA BOTÂNICA Cucurbitaceae. 2-3 axilares nas folhas. lobos ovais-oblongos. azougue-dos-pobres. tomba. melão-de-são-caetano. grandes. tayuyá. fruta-de-gentio. SINONÍMIA Abobrinha-do-mato. 3 a 5 lobadas. de outubro a fevereiro. para o preparo de bolos doces muito apreciados (93). • Espaçamento: 3 x 2. taiuiá-de-fruta-envenenada. purgade-gentio.• Os filamentos (painas) são utilizados para o enchimento de almofadas e travesseiros. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. na Austrália. As flores são branco-esverdeadas. ovóide. agudos. implantar o cultivo em áreas acidentadas e declivosas. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário adicionado de 100g de fosfato natural.5m. • Plantio: setembro. HABITAT Espécie autóctone das matas ciliares e de restinga que cresce preferencialmente em grotas úmidas. de caule sulcado e de raízes perenes e folhas anuais. ana-pinta. A planta se estabelece em locais úmidos e seus ramos crescem em direção à luz. O fruto é um pepônio. raiz-de-bugre. purga-de-caboclo. palmadas. • O rizoma é utilizado. mantidas umedecidas. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta rústica. capitão-do-mato. denteados ou sublobados. ana-pimenta. A raiz é tuberosa. membranosas. TAJUJÁ NOME CIENTÍFICO Cayaponia tayuia M. esponjosa e amarelada. FITOLOGIA Planta trepadeira alta. normalmente subindo encostas e despenhadeiros. As brotações da túbera são enraizadas em areia ou vermiculita. purga-de-pai-joão. As folhas são pecioladas. cabeça-de-negro. • Propagação: sementes e brotações da túbera. avermelhado e liso.

quando a raiz não está sêca. dilatação do estômago (93) e paralisia (215). emenagoga (215). antinevrálgica. quando sêca (93). transage. FITOQUÍMICA Amido e alcalóides (cucurbitacina). ciática (32). furúnculos. depurativa. servindo como isca natural para o controle da praga. transagem. INDICAÇÕES Utilizada nas dermatoses. mas seu principal efeito é como drástica. manchas do rosto. OUTRAS PROPRIEDADES A planta é altamente atrativa de vaquinhas (Diabrotica spp). dispepsias. TOXICOLOGIA A cucurbitacina. erisipelas. FORMAS DE USO • Decocção: 10 partes de raiz para 1. dartros. secam e misturam-nas à ração de milho para a engorda (93). anti-sifilítica. eczemas. atonia gastrointestinal . tranchagem. pregas. desintoxicante. tanchagem. mas também podem ser utilizadas as folhas e ramos. linfagites crônicas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Muitas bulas relatam mais de 100 propriedades fitoterápicas da planta. calmante das dores (32). • TANCHAGEM-MAIOR NOME CIENTÍFICO Plantago major L. emética. • Alguns criadores de gado cortam as raízes em rodelas. HABITAT . tranchás. tansagem. FAMÍLIA BOTÂNICA Plantaginaceae SINONÍMIA Plantagem.000 partes de água (32). É anti-reumática. feridas. anti-hidrópica e purgativa. o principal alcalóide. tansagem-maior.Em geral são utilizadas as raízes tuberosas. úlceras. desobstruente do fígado e do baço. é tóxica.

Fruto tipo pixídeo. medindo 15 a 35cm de altura. no auge do desenvolvimento.25m. Cresce subespontaneamente em todo Brasil. 2mm de diâmetro. que medra em solos áridos. 3-nervadas. • Pragas: a planta é muito atacada por formigas.4%. As flores são muito pequenas (1 a 2mm de comprimento). pomares. anual ou polianual. • Florescimento e frutificação: primavera. marrom-avermelhadas. vivaz. A germinação espontânea ocorre na primavera. as quais apresentam um período inicial de dormência. de deiscência transversal. raiz (todo ano) e sementes maduras (estação seca).5cm de espessura. ricos em matéria orgânica e com boa umidade. que pode atingir até 35cm e possuem numerosos pêlos. jardins. glabras. FITOLOGIA Planta herbácea. Inflorescência em espiga.000m de altitude. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros. ácido hidroxicinâmico e polifenóis. CLIMA É de clima temperado. Ocorre 3 a 4 meses após o plantio. gramados e pastagens. tão longo quanto a lâmina. É invasora de áreas cultivadas. antes do florescimento. • Propagação: sementes. contendo até 30 sementes marrom-opacas. donde parte uma cabeleira de raízes fasciculadas. castanho-claro a escuro. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Forma um cepa amarelada. PARTES UTILIZADAS Folhas.Planta alóctone européia. Pecíolo acanalado.9 e 2. É encontrada até 2. com bordas lisas. A viabilidade da semente no solo é de até 60 anos (242). SOLO Prefere solos arenosos.40 x 0. carnosa. cilíndrica. com cerca de 2. Possui folhas basais. mas desenvolve-se bem em regiões subtropicais. estriado. • Produção de sementes: 14. mas também prosperam em solos compactados. com nervuras salientes. FITOQUÍMICA Contém mucopolissacarídeos. espessas. na planta seca (96). monoterpenos . suco (primavera. cerca de 1mm de comprimento. ovóide. elípticas. verão e outono. • Colheita: é feita no inverno. • Plantio: inverno ou primavera. ereta. Foram determinados os seguintes metabólitos: triterpenos β e γ-amirina. um pouco brilhante. amirina e catapol. ou levemente onduladas. brancas e uniformes. Ocorre prolificamente também em áreas ruderais sombreadas e úmidas dos trópicos. radiais à cepa. bordos anguloso. e também as folhas. na floração). sustentada por uma haste floral comprida. ovado-elípticas. • Padrão comercial: teor de aucubosídeo entre 1. com tegumento crustáceo.000 sementes por planta. acaule.

5-dihidroxicinamato de metila. vitaminas A. arabinose. enxaquecas. tratados com Plantago durante 2 a 29 meses. FARMACOLOGIA As sementes são classificadas como laxantes que promovem volume no intestino. edema necrótico.. antitabagismo (215).. Uma mescla de polifenóis de Plantago major causa inibição do efeito carcinogênico de nitrosodimetilamina (203). . feridas e cortes (209) disenteria. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Adstringente. oleanólico e cítrico. apud 179). sais de potássio. flavonóides baicaleína. diurética (145). A mucilagem das sementes contém galactose. fissura no bico dos seios. hispidulina. disúria. hematuria. vulnerária. laxante suave (sementes). pectina. Emplastros das folhas são úteis para furunculoses e queimaduras. loliólido. diminuindo a dor e o sangramento (Moesgaard et al. melitosídeo e geniposídeo. Os ácidos hidroxicinâmicos são. picadas de insetos e câncer. O uso tópico da folhas tem atividade sobre intoxicação por plantas venenosas (Duckett. varizes. gastrintestinais e das vias respiratórias (258). cólica infantil. reduziram os lipídeos totais. Um produto comercial à base de Plantago (Metamucil) diminui significativamente os níveis de colesterol sérico comparado com um placebo (Anderson et al. estomatite. ácidos galacturônicos. Os cremes feitos da planta são usados em massagens em mulheres frígidas e como afrodisíaca (233). acne. flebite. sinusite. uretrite crônicas (145). além de conterem as mucilagens de ação laxante suave. anti-reumática (68). tônica. ferúlico e cafêico. nepetina. parotidite. em doses de 500mg/kg. apigenina. β-sitosterol. resolutiva (294) e emenagoga. apud 179). prostatite. apud 179). emoliente. distúrbios renais. antidiarréica (folha). filoquinona. Contém ainda tanino. Em 13 pacientes com hiperlipoproteinemia. C e K. p-hidroxibenzóico. angina. sedativa (209). úlceras intestinais. amigdalite. ácido sinárgico. Os compostos polifenólicos existentes nas folhas de Plantago major. obstipação. oftálmica. apendicite crônica (215). verbascosídeo e siringina. rhamnose. ácidos cumárico. administradas à cobaias com arteriosclerose. gastrite crônica. digestiva. cistite.9% e de triglicerídeos de 52% (Danielsson et al. plantabiose. apud 179). planteose. plantamosídeo. febres intestinais. os responsáveis pela ação antiinflamatória da planta (249). plantamajosídeo. INDICAÇÕES Usada no tratamento de inflamações bucofaringeanas. litíase urinária (409). anti-hemorrágica. catarro. anti-hemorroidária (93). dérmicas. catalpol. glicose. expectorante. luteolina. faringite. Também útil para o tratamento do paludismo. descongestionante..asperulosídeo. resfriado. sais minerais. Produtos comerciais à base da planta mostram-se efetivos contra hemorróidas. antiinflamatória (258). β-lipoproteínas e triglicerídeos sangüíneos (250). provavelmente. glicosídeos de aucubina. frutose e óleos voláteis e fixos (179). psoríase. traqueobronquite. afecções hepáticas (150). aucubina. enxofre e citrato de potássio (145). sangramento de gengivas (242). salicílico. ácidos benzóico. plantajosídeo. xilose. escutelareína. cicatrizante. conjuntivite aguda. béquica. Extratos aquosos apresentam ação antiinflamatória em cobaias (203). metilcatalpol. depurativa. sacarose. colesterol. analgésica. antipirética. lignanos 3. alcalóides indicaína e plantagoína. purgativa. epistaxe. observou-se uma redução de colesterol de 16.

FAMÍLIA BOTÂNICA Phytolaccaceae. Fazer gargarejos para afecções bucofaringeanas (68). anti-hemorrágica. • Decocção: ferver 60g de folhas e/ou raízes em 1 litro de água. FORMAS DE USO • Geral: 15 a 20g/dia (folhas) ou 9 a 15g/dia (sementes) em decocção. Tem sido reportado casos de choque anafilático com sementes de tanchagem (179). • Infusão das sementes: adicionar 1 colher das de sopa de sementes em 1 copo de água fervente. existente na planta. em jejum. • Infusão: ⇒ colocar uma xícara das de cafezinho de folhas frescas picadas em ½ litro de água. • Gargarejo: 60g de folhas para 1 litro de água (32). como laxante suave (258). anti-hipercolesterolêmica. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas podem ser usadas em saladas e sopas. demonstra atividade antibacteriana sobre sete bactérias fitopatogênicas. ATIVIDADE BIOLÓGICA O plantamajosídeo. além de ser a substância responsável pela fitoproteção da própria planta (179). ⇒ 30g de folhas para 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia (32). Escherichia coli e Staphylococcus aureus (337). Para afecções bucofaringeanas: fazer vários gargarejos durante o dia (145). (383). ⇒ 10g de folhas secas em 1 litro de água fervente.Tem-se registrado ainda as seguintes atividades em diferentes partes da planta: antiviral. Deixar 1 noite em maceração e tomar no dia seguinte. • Os pássaros são ávidos pelas sementes. • Cataplasma: colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas (cicatrizante). antipirética. . hepática. Tomar 1 xícara 3 vezes ao dia. Tomar 1 xícara de chá a cada 6 horas para o tratamento de infecções bucofaringeanas e 1xícara a cada 8 horas para problemas gastrintestinais (258). estrogênica.uma reação alérgica. resolutiva e agente da litíase renal (179). TOXICOLOGIA O pólen é um dos maiores propagadores da polinose . ex Schmidt. TINGE-OVOS NOME CIENTÍFICO Phytolacca thyrsiflora Fenzl.

preta. carurú-guassú.0 x 0. erva-pombinha. Fruto baga subglobosa. composta de 5 tépalas brancas. • Adubação: 2 a 3kg de cama de aviário/m2. A planta contém ainda saponinas e phytolacagenina. vermelho-purpúrea quando maturo.SINONÍMIA Caruru-açu. • Colheita: 6 meses após o plantio. Semente lenticular. elípticoovaladas. Folhas alternas. caruruselvagem. erva-do-canadá. • Florescimento: ano todo. ápice agudo. SOLO Cresce subespontaneamente em solos férteis e humosos. ocorrendo no Brasil principalmente nas regiões nordeste e sudeste. Flores monoclamídeas. lisa. ervados-cachos-da-índia. FITOQUÍMICA A raiz e o fruto encerram phyitolacina. • Propagação: sementes.8m de altura. Caule cilíndrico. . HABITAT Espécie autóctone das Américas. enquanto que os frutos encerram phytolaína e ácido fitolácico. glabra. Semear em bandejas de isopor com substrato orgânico. rosetiforme. subglobosa. capoeiras e terrenos férteis abandonados.5 a 1. base decorrente. ovaladas a orbiculares. Não tolera solos ácidos e compactados. caruru-de-porco. cilíndricos. lisa. Ocorre desde o nível do mar até 1. com cerca de 4 a 5mm de diâmetro. erva-da-américa. liso. muito ramificada. mechoacan-do-canadá. cupieiro. no topo. É feita naturalmente pelos pássaros. faces convexas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. contendo uma semente por carpelo. simples. verão e outono. marando. róseas ou lilases. nervuras proeminentes na face dorsal.50m. brilhante. Inflorescência em rácemos espiciforme. fruto-de-pombo. verde e às vezes manchado de vermelho. erva-de-cachos. verdes. com núcleo esponjoso. CLIMA Desenvolve-se bem em climas tropicais e subtropicais. e as sementes phytolaceína (93). Cresce subespontaneamente em áreas ruderais. caruru-bravo. lenhoso na base e carnoso. tintureira. Raiz napiforme. margem crenulada. medindo 1. glabra. glabro. • Plantio: primavera. tipi.80m de altura (209). FITOLOGIA Planta herbácea ou subarbustiva. multicaule. erva-de-laca. medindo 15 a 18cm de comprimento. caruru-de-cacho.

anti-reumática. • É ornamental e fixadora de dunas. FAMÍLIA BOTÂNICA Cyperaceae. Bochechos e gargarejos com o decôcto das folhas são indicados para afecções bucofaringeanas (271). Em doses elevadas.. . espasmos. do grupo da betacianinas. • Os frutos já foram utilizados no passado para enfeitar e colorir doces. que é vetor de Schistosoma mansoni (Haraguchi et al. • As folhas e os brotos jovens. • Os frutos contém um corante. provoca vômitos e narcotiza o paciente. apud 209). utilizado para tingir plumas e vestimentas de índios. Duas horas após a ingestão. alcoolatura ou extrato fluido da raiz são indicados para dermatoses e orquites. convulsões e morte (242). antiescorbútica e depurativa. A phytolacina é tóxico-convulsionante (93). após submetidas à decocção. sementes e as raízes são tóxicas. anti-reumáticas e antisifilíticas. são comestíveis. ocorre ânsia de vômito. As folhas contusas são reputadas eficientes na cura das úlceras malignas e o cancro (93). INDICAÇÕES A tintura. ATIVIDADE BIOLÓGICA Moluscicida. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória e analgésica tópica (271). OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é ornamental. As folhas são diuréticas e vulnerárias (242). O fruto verde é um purgativo enérgico (93). A raiz é purgativa. diarréia. As saponinas apresentam forte atividade contra Biomphalaria glabrata. vomitiva. As folhas contusas são drásticas. Os frutos contém pequena quantidade de alguns componentes tóxicos (209). • Os frutos são muito apreciados pelas aves em geral.PARTES UTILIZADAS Frutos. raiz e folhas. vinhos e xaropes. TIRIRICA NOME CIENTÍFICO Cyperus rotundus L. TOXICOLOGIA As folhas.

HABITAT Planta alóctone mundialmente adaptada a todos os ambientes terrestres. O fruto é um aquênio 3angular. radiando de uma haste delicada. assegurar-se do não uso de herbicidas na planta. de sabor amargo e doce-aromático. • Rendimento: 40t/ha de rizomas e tubérculos (242). formando tubérculos tenros. • Plantio: outubro. sobretudo áreas ruderais. As folhas são longas. tiririca-comum. FITOLOGIA Planta herbácea vivaz. brancos internamente. entumecido a cada segmento. • Espaçamento: 0. . quase filiformes. carenadas e numerosas. cebolinha. Rizoma filiforme e tuberoso. acizentado. que cresce de 20 a 30cm de altura. junça-aromática. Caule delgado e tríquetro. É heliófita. com cerca de 30 a 50cm de comprimento por 2 a 4mm de largura. triangular e púrpura. erva-côco. sobretudo a alface (75).2 x 0. • Capação: todos os pendões florais devem ser eliminados no início de seu desenvolvimento para não disseminarem a semente para outras áreas. Para facilitar a colheita dos tubérculos. resinosos. friáveis. fazer o plantio sobre camalhões. o seu cultivo deverá ser feito em áreas marginais e isoladas. • Propagação: sementes e tubérculos. revolvidos e areno-argilosos. lineares. com eixo alado. glabra. ovóides-oblongos. mas preferencialmente no verão. PARTES UTILIZADAS Rizomas livres de raízes filamentosas e detritos. dispostas em fascículos umbeliformes curtos. esponjosos.10m. SOLO Desenvolve-se nos mais diferentes tipos de solo.SINONÍMIA Capim-dandá. Espiguetas pardo-avermelhadas. • Herbicidas: quando se deseja coletar a tiririca em áreas inçadas. Durante o inverno a planta não se desenvolve. • Alelopatia: a planta é forte alelopata da germinação e crescimento de espécies herbáceas. castanhoavermelhados ou escuros. AGROLOGIA • Ambiente: por ser uma planta muito rústica e infestante. CLIMA Adapta-se as mais variadas condições climáticas. mas tem preferência por solos férteis. Inflorescência formada por 4 a 6 espigas desiguais. • Colheita: é feita durante todo o ano.

axilares ou terminais. Fortemente aromática. glandulosas. amido e óleo essencial (0. lanceoladas ou lineares. pequenas. na forma de decôcto. muito ramificado. estimulante. α-ciperone. de ramos acizentados. dispepsia. tomilho-ordinário.FITOQUÍMICA Essência 0. Flores brancas à rosadas. pó ou em pílulas (444). vermífuga (93). eretos e compactos. antiblenorrágica. lenhoso.ciperona). Cálice tubuloso com 5 dentes. Fruto composto de 4 aquênios. FITOLOGIA Planta subarbustiva perene.5-1. até mesmo em colinas áridas. tomentosas e esbranquiçadas dorsalmente. antidiarréica. dores abdominais.2%) contendo cipereno. fortificante (215). O sabor é algo picante e levemente amargo. timo. antiinflamatória. opostas. Folhas pequenas (até 6mm de comprimento). TOMILHO NOME CIENTÍFICO Thymus vulgaris L. antidispéptica (444). bilabiada. prosperando até 3. dismenorréia. cineol e L-αpineno (1). adstringente. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Balsâmica. formando glomérulos de 3 flores que parecem capítulos globosos. tomilho-vulgar. rasteiro. que cresce de 15 a 30cm de altura. diaforética. FORMAS DE USO • 8 a12g/dia. sésseis. antisifilítica (271) e afrodisíaca (242). esteróis (278).4% (40% de cetonas sesquiterpênicas . gastralgia. SINONÍMIA Arçã. segurelha. em tintura. triterpenóides. HABITAT Espécie alóctone européia que cresce em estado selvagem em terrenos secos e quentes. poejo.000m de altitude (96). Forma uma moita de caule tortuoso. emenagoga. com os bordos virados para baixo. da flora mediterrânica. náusea e vômitos (444). . Corola gamopétala. FAMÍLIA BOTÂNICA Lamiaceae. INDICAÇÕES Indicada para. ciperol. arçanha.

Um grama de sementes possui cerca de 4. 108). porém os produtos de maior qualidade são obtidos em regiões temperadas quentes. • Plantio: primavera (propagação vegetativa) e outono (sementes). a qualidade das plantas decai sensivelmente. resina. sumidade florida e folhas. preservativo de alimentos (109. . com maior número de ramos e brotações vigorosas (231). desodorizante. Adapta-se aos mais variados clima da Terra. cujas temperaturas giram em torno de 20o C (182). sem problemas de acidez. • Adubação: O uso de fertilizante mineral debilita a planta. • Renovação da cultura: após o segundo ou terceiro ano de cultivo. cimol. PARTES UTILIZADAS Sementes. maior o número de glândulas de óleos essenciais e as plantas tornam-se mais eretas. anti-helmíntica (257). linalol. mergulhia e sementes. • Florescimento: outubro a novembro. bem drenados. sumidade florida e folhas. Teores decrescentes de umidade no solo acentuam a cerosidade sobre a folhas e o conteúdo de óleos essenciais (231). antisséptica.000 a 5. 110. Neste caso.4m. que prefere solos mais pobres. hidrocarbonetos. tônico capilar. por ocasião do florescimento.5 x 0. com boa exposição solar. • Padrão comercial: o teor de cinzas não deve ser maior que 14% (96). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. Quanto maior a luminosidade. FITOQUÍMICA Timol. CLIMA. • Propagação: divisão de touceiras. profundos. • Colheita: ocorre dois anos após o plantio. pois reduzem o crescimento e afetam a formação dos metabólitos secundários. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antioxidante. retirar as cepas e obter novas mudas. • Plantas daninhas: a planta não tolera qualquer tipo de concorrência. cicatrizante. estaquia. antiespasmódica. antimicrobiano.SOLO Exige solos soltos. mantida sempre umedecida. antidiarréica (32). álcoois. saponósidos e vitaminas B1 e C (182). cimeno. carvacrol (283). borneol. arenosos. retardante da senelidade. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral.000 sementes (96). anti-reumática. pineno. PARTES UTILIZADAS Sementes. carminativa. A planta é heliófita e não tolera regiões de pluviosidade elevada. As estacas devem ser enraizadas em vermiculita. béquica. A planta não suporta solos úmidos e argilosos. tanino (257).

10g de folhas por litro de água. ftiríase. Tomar 1 xícara das de chá 2 a 3 vezes aos dia. depressão nervosa (294). SINONÍMIA Cansanção. emenagoga. peixes. antileucorréica (32). urtiga-maior. diurética (294). FORMAS DE USO • Decocção: 1 colher das de chá de sementes para cada xícara de água. anemia. vermelho e aculeado na base. astenia. que cresce de 1. úlceras dérmicas. tônica. sarna. problemas respiratórios. em reduzido número de indivíduos. FAMÍLIA BOTÂNICA Urticaceae. prados. embora inerme na . amenorréia e catarros crônicos (32). suculento. sobretudo em marinadas. fastio. urtigão. hortaliças. HABITAT É autóctone da América tropical. urtiga-brava. urtiga-mansa.estomáquica. URTIGA NOME CIENTÍFICO Urera baccifera [L. OUTRAS PROPRIEDADES • Condimento. O caule é ereto. anti-helmíntica (283) excitante das funções circulatórias e cerebrais.0m de altura. halitose.400m de altura. Escherschia coli e Candida albicans (362). (383). ATIVIDADE BIOLÓGICA O óleo essencial da planta apresenta forte atividade contra Staphylococcus aureus. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. afecções da garganta (303). • Infusão: uso interno . tosse convulsa. monóica e dióica. sinusite.5 a 3. angina. urtiga-vermelha. estriado. É encontrada até 2. aperiente. INDICAÇÕES Indicada ainda para a coqueluche.] Gaudich. revulsiva. Cresce espontaneamente em bosques e subosques. carnes e queijos. antigripal. e sudorífica. lumbago. cólicas. ramificado. atonia do tubo digestivo. • Utilizado na indústria perfumista e de licores.40g/litro (32. gota. a beira de cursos de água e em locais úmidos e sombreados. hemolítica. colerética. 257). parasitoses. convalescença. meteorismo. uso externo .

. ácidos fórmico e gálico. anti-hemorroidária. sendo as da base cordiformes. feridas. medindo 2mm de diâmetro e contendo uma semente com forma e tamanho semelhante à núcula. amenorréia (179). Fruto tipo núcula. • Propagação: sementes e rebentos.5 x 1. As flores femininas são globosas. enxofre (1). Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. com perigônio carnoso. INDICAÇÕES Indicada para o tratamento de gota. tanino. areno-argilosos e ricos em matéria orgânica. que também pode ser utilizado para o enraizamento dos rebentos. anti-sifilítica (215). • Cuidados: por apresentar espiculosidades muito urticantes. As flores masculinas são globosas. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. • Colheita: inicia a 6 a 8 meses após o plantio. pecíolos e sobre cada ruga ventral. diurética. Inflorescência em cimas escorpióides. Apresenta um rizoma subterrâneo. anti-reumática. infecções micóticas da pele. dispostas em ramos carnosos e róseos. rizoma e raízes (outono). PARTES UTILIZADAS Folhas da planta jovem (todo ano).5m. minúsculas (2mm de diâmetro). assimétrica. hemostática. magnésio.parte teminal. antidiabética (257). As folhas são alternas. caroteno. FITOQUÍMICA Nitrato de potássio (435). • Florescimento: outubro a fevereiro. ovário súpero e estigma em forma de pincel. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Antiinflamatória (179). enrugadas na face ventral. longo-pecioladas. antihidrópica. bem drenados. potássio. adstringente (435) e revulsiva. castanho quando maturo. disúria (32). tinha. antianêmica. galactagoga. braços e mãos ao realizar qualquer atividade junto a planta. É heliófita. • Plantio: outono e primavera. úlceras. roséo-claras. histamina. com dentes triangulares. cálcio. leucorréia. acetilcolina. ápice acuminado e base cordada. comprimida. ovaladas-elípticas. medindo 10 a 20cm de comprimento por 8 a 15cm de largura. no verão. anúria. CLIMA Desenvolve-se melhor em regiões de clima ameno. SOLO Prefere solos profundos. vitamina C. hirsutas. silício. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 150g de fosfato natural. depurativa. erisipela (59). afecções de pele (257). proteger o corpo. • Frutificação: março a maio. ovóide. revestida de pêlos urticantes sobre as nervuras. pois é de clima subtropical de altitude.

contendo 30 a 40 sementes revestidas de arilo vermelho-seríceo. verde ou vermelho-pálida ou roxoescura. diarréia. 236). É cultivada em jardins. com muito estames. glabras. podendo ser utilizadas em cordoaria (209). urucu. achote. mas que pode atingir até 10m de altura nas regiões de origem. grandes. ATIVIDADE BIOLÓGICA A planta é inativa como moluscicida. . URUCUM NOME CIENTÍFICO Bixa orellana L. orucu. edema. As folhas são alternas. menopausa. colorau.0 a 4. picadas. hortas e hortos. bija. As flores são róseas. bastante ramificada. TOXICOLOGIA As sementes são tóxicas. FAMÍLIA BOTÂNICA Bixaceae. açafroa. com casca pardacenta e copa densa arredondada. • As fibras do caule e ramos são muito resistentes. tintória. afta. uru-uva. achiote. SINONÍMIA Açafrão-da-terra. murchas.0m). • Os frutos maduros são consumidos pelos pássaros. de tronco curto. OUTRAS PROPRIEDADES • As folhas. elípticas. antimicrobiana e antimicótica (19. grande. inteiras. podem ser consumidas pelo gado. com corola formada por 5 pétalas. cordiformes-acuminadas. epistaxe. CLIMA É de clima equatorial e tropical e heliófita. psoríase e urticária (1). urucuzeiro. 58. de porte mediano (3. urucuuba. misturadas com outra forragem. HABITAT Espécie autóctone do Brasil tropical. persistentes. queda de cabelos. ciática. FITOLOGIA Planta arbustiva perene. enurese. Fruto cápsula ovóide ou cônica com 3 a 5cm de comprimento. açafroeira-da-terra. longo-pecioladas. em panículas terminais.hidrocefalia (435). revestida de espinhos moles e inofensivos. achicote.

Readubar anualmente.L-1 (80%). antiinflamatória. geranil formato. As sementes são usadas para o tratamento da diabetes (284). Para a formação de calos. diterpenos: farnesilacetona. A bixina é avermelhada e insolúvel em água e a nor-bixina é solúvel.0m. As sementes são postas a germinar em saquinhos de plástico perfurados contendo substrato organo-mineral.000 unidades. luteína e zeaxantina. A germinação ocorre em 10 a 20 dias. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Expectorante e digestiva (sementes). béquica. flavonóides: apigenina-7-bissulfato. criptoxantina. hemostática (179). FITOQUÍMICA Carotenóides: bixina.3mg. laxante. trans-bixina. adstringente (335). • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 200g de fosfato natural. . benzenóide: ácido gálico (179). a melhor concentração de AIA e KIN foi. Os melhores índices de entumescimento foram obtidos com o meio MS completo suplementado com AIA 0.0mg. • Doenças: as folhas podem ser infectadas pelo fungo Cercospora bixae. geranil geraniol. peitoral. anti-hemorrágica (68). As estacas são enraizadas em vermiculita. úmidos e fofos. antiasmática. antibiótica (294). vulnerária (folhas).L-1. 0. refrigerante (a polpa). • Micropropagação: a partir de sementes esterelizadas e germinadas in vitro.L-1 e KIN 1mg. metil-bixina. afrodisíaca (sementes trituradas) e antídoto de ácido cianídrico (93). cardiotônica. hipotensora. O transplante das mudas para o campo ocorre após 3 a 4 meses da semeadura (241). diurética. antipirética. em armazenamento (241). • Produção de sementes: 1kg de sementes contém cerca de 22. • Plantio: março a abril.3 e 2. antidiarréica. • Florescimento: ocorre a partir do segundo ano após o transplante. β-caroteno. A melhor poliferação de brotos (4 a 5 por explante) baseou-se nos mesmos reguladores e respectivas concentrações verificadas para calos (310). na primavera e início do verão. respectivamente. sementes e raiz. AGROLOGIA • Espaçamento: 4. • Colheita: inicia 12 a 14 meses após o plantio. laxante (215). As sementes têm viabilidade superior a 6 meses. férteis. cicatrizante (raiz). geranil octadeconoato.0 x 4. A frutificação ocorre no verão e outono. estomáquica.SOLO Prefere solos ricos em matéria orgânica. O transplante é feito quatro meses após a semeadura. • Propagação: sementes e estacas. obtém-se explantes de ápices e segmentos de hipocótilos. nor-bixina. cosmosiina. antidisentérica. hipoaletina-8bisulfato. PARTES UTILIZADAS Folhas. estimulante. depurativa. vitamina C (128) e orelina (9). luteolin-7-bissulfato e luteolin-7-0-β-D-glucosídeo e isoscutelareína.

INDICAÇÕES
A infusão a frio dos renovos é usada para inflamações nos olhos. As sementes são utilizadas no tratamento de queimaduras de pele (93). A decocção das folhas é usada para o sarampo. As folhas, quando previamente machucadas, são indicadas para curar panos (infecção micótica). O pó do arilo das sementes é utilizado em gargarejos para o tratamento de amigdalites e afecções bucais. As sementes, amassadas, podem ser aplicadas topicamente em queimaduras (179). Também indicadas para a endocardite, pericardite, afecções do estômago e obstipação intestinal (68). A tinta do urucu é um antídoto de ácido cianídrico, encontrado na mandioca-brava (9; 32). O pó é utilizado para combater sarna e piolho. As sementes são anticolesterolêmicas (244). As folhas são indicadas para bronquite e faringite (9).

FARMACOLOGIA
O extrato aquoso administrado em ratas, na dose de 400mg/kg demonstrou atividade anti-secretora gástrica. O extrato hidroalcoólico inibe a prostaglandina sintetase em concentrações de 750µg/ml (419). O extrato clorofórmico por intubação gástrica, na dose de 1g, aplicada em cachorro, demonstrou atividade hipoglicêmica significativa (284; 416). O extrato aquoso da semente, aplicado intraperitonialmente em rata, provocou redução da atividade motora e um aumento da diurese, sem sinais de toxidez. A decocção das folhas induz à contração do útero de rata (179).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli (157) e Salmonella typhi (Cáceres, apud 169).

FORMAS DE USO
• Infusão: 10 a 15g por litro de água (32). • Macerado a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias (244). • Extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal. • Extrator alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo. • Tintura: deixar macerar por 8 dias 20g de pó da semente em 100ml de álcool 70 o. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos.

TOXICOLOGIA
A casca da semente demonstra efeito tóxico aos pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina (Morrison, apud 120). A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina (179

OUTRAS PROPRIEDADES
• A polpa fornece um corante e condimento natural - a bixina, também utilizada para colorizar chocolates, queijos, manteiga e outros víveres (380), cera e seda (93).

• É utilizada para colorir carnes congeladas. • Misturada à substâncias amiláceas em pó, obtém-se o corante culinário mais comum em todo o mundo, o colorau,. • O pó resultante da trituração das sementes é repelente de insetos e colorizante do corpo (179) e de artesanato cerâmico.

VALERIANA
NOME CIENTÍFICO
Valeriana officinalis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Valerianaceae.

SINONÍMIA
Erva-de-amassar, erva-de-gato, erva-dos-gatos valeriana-selvagem, valeriana-silvstre. erva-de-são-jorge, valeriana-menor,

HABITAT
Espécie alóctone que habita as florestas úmidas e planícies pantanosas da Europa. Cresce espontaneamente em valas, taludes e nas orlas de bosques. É encontrada até 2.000m de altitude (383).

FITOLOGIA
Planta herbácea vivaz, polianual, alóctone, com rizoma estolonífero, dotado de raízes fibrosas e fusiformes. Forma uma cepa curta da qual partem, horizontalmente, várias raízes divergentes, esbranquiçadas, com barbelas curtas. A haste é roliça, com estrias e listas, oca, fistulosa e que origina seis a dez pares de folhas opostas, pinuladas, com 3 a 25 folíolos lineares, lanceolados ou elípticos, inteiros ou dentados. A planta atinge 30 a 40cm de altura por 30 a 40cm de diâmetro de copa. Nos países de origem pode atingir até 2m em altura. Flores róseas ou brancas, hermafroditas, dispostas em corimbo, glomérulos ou espigas curtas. Corola tubuloso-infundibuliforme. pouco aromáticas. Fruto aquênio drupáceo, contendo apenas uma semente.

AGROLOGIA
• Ambiente: para evitar-se problemas fitossanitários e obter-se rizomas de alta qualidade, recomenda-se cultivar as plantas sob cultivo protegido. • Espaçamento : 0,4 x 0,3m. • Reprodução: perfilhos da planta matriz, que podem ser enraizados em substrato organo-mineral ou em areia hidropônica, sob cultivo protegido. • Plantio: outono. Plantar as mudas sobre camalhões com até 25cm de altura.

• Adubação: 3 a 4kg/m2 de húmus de minhoca associado a 200g de fosfato natural. Aplicar aos 40 e 70 dias após o plantio 8g/planta de nitrato de cálcio. • Mulching: cobrir o solo com plástico preto, palha ou casca de arroz. • Irrigação: utilizar o sistema de gotejamento. • Doenças: em regiões de alta pluviosidade é comum a ocorrência de fungos e bactérias de solo que causam podridões nas raízes e colo da planta. • Pragas: é suceptível ao ataque de Diabrotica spp. • Florescimento: não ocorre florescimento nas condições do Litoral Catarinense. • Colheita: cerca de 12 meses após o plantio, quando a planta estiver em senescência natural ou seca • Colheita: outono a inverno. Imediatamente após a colheita, os rizomas e as raízes devem ser lavados rapidamente e postos a secar em temperaturas inferiores a 40oC.

PARTES UTILIZADAS
Rizoma e raízes.

FITOQUÍMICA
Ácido iso-valérico (0,1 a 2,0%) e valérico, sesquiterpenos, iridoides, flavonóides, triterpenos, alcalóides (1).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Sedativa (133), vermífuga, calmante (283), antiinflamatória, antiprotozoária, antitumoral (232), antiespasmódica, ligeiramente narcótica (93), moderadora do apetite, antidepressiva (294), antiepiléptica, anti-histérica (232), anticonvulsiva, antineurálgica (435), tônica, calmante de neurastenia e psicoastenia, hipnótica, carminativa e antipirética (1).

INDICAÇÕES
É indicada para ansiedade, insônia (232), depressão nervosa, cansaço intelectual, nevrose cardíaca (93), distúrbios da menopausa, cólicas (294), influenza, reumatismo (380), machucados, chagas, feridas e contusões (271).

FORMAS DE USO
• Infusão: ⇒ 5 a15g de raiz por litro (435). ⇒ 15 a 20g/litro de água (283). • Vinho: macerar por 8 dias 25g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia. É indicado para a depressão (294).

TOXICOLOGIA
Doses abusivas podem resultar em cefaléia, vertigem e alterações na visão e audição.

OUTRAS PROPRIEDADES
• As raízes frescas possuem, no primeiro momento, sabor picante, passando a amargo e aromático.

• As folhas apresentam forte sabor amargo. Ao serem secas, exalam um aroma peculiar e desagradável. • O aroma da planta atrai gatos.

VASSOURINHA
NOME CIENTÍFICO
Scoparia dulcis L.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Scrophulariaceae.

SINONÍMIA
Coerana-branca, corrente-roxa, ganha-aqui-ganha-acolá, pupeiçava, tapeiçaba, tapixaba, tupeiçava, tupiçaba, tupixaba, tupixava, vassoura, vassourinha-cheirosa, vassourinha-debotão, vassourinha-doce, vassourinha-miúda, vassourinha-mofina, vassourinha-molfina, vassourinha-tupiçaba.

HABITAT
Espécie autóctone que medra nas terras baixas dos trópicos. Ocorre em áreas ruderais e de lavoura, capoeiras e campos abertos.

FITOLOGIA
Planta herbácea, anual, ereta, ramificada, que cresce de 0,5 a 1,0m em altura. O caule é delgado, tetragonal, verde-claro, anguloso e sublenhosos na parte basal e herbáceo na superior. As folhas são quase caulescentes, com a base atenuada e o ápice agudo verdes, pecioladas, opostas, verticiladas, ternadas, obovadas ou oval-lanceoladas, dentadas, glabras, peninérveas, com a nervura média saliente, medindo 3cm e comprimento por 1cm de largura. As flores, multifloras em pares, se originam das axilas das folhas. São pequenas, hermafroditas, pentâmeras, 4 sépalas partidas, corola rotácea branca, bilabiada, com lóbulos e numerosos tricomas brancos, internamente. O fruto é uma cápsula septicida globosa, com cerca de 1,0 a 2,0mm de diâmetro, bilocular, lisa, glabra, membranácea, de cor creme-escura, deiscência apical e numerosas sementes muito pequenas. As sementes apresentam formato irregular, reticulada, glabras, amareladas a castanho-claras e brilhantes.

CLIMA
Espécie de ampla adaptação climática, encontrada principalmente em regiões tropicais. É heliófita.

SOLO
Prefere os solos férteis, areno-siltosos, leves e úmidos, sem acidez.

AGROLOGIA

• Espaçamento: 0,30 x 0,20m. • Propagação: sementes. Semear diretamente em sulcos transversais de canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono, primavera e verão. • Florescimento: primavera e verão. • Colheita: 100 a 110 dias após a emergência.

PARTES UTILIZADAS
Folhas e raízes.

FITOQUÍMICA
Adrenalina, noradrenalina (404), amelina, mucilagem (9), azeite viscoso, que contém dulcinol, scoparol, manitol e glicose. Ácidos graxos: esteárico, mirístico e linoleico. Componentes saponificáveis: triacontano, dulciol, β-sitosterol e dulcilona. As raízes contém manitol, taninos, composto organo-fosforilado, alcalóide e triterpeno. Outros compostos: acacetina, α-amirina, apigenina, benzoxazolina, ácido betulínico, coixol, 7-0β-D-glucoronídeo de friedelina, himenoxinas, ácidos gentísico, ifflaónico, scopadúlcico A, B e C, scopárico, dulcinóico; scoparinol, scutelareína, vicenina e vitexina (179).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estomáquica, diurética, febrífuga, antiblenorrágica, emenagoga (300), antilítica, anticefalálgica, anticonceptiva, antidiabética, expectorante, mucolítica, adstringente, antioftálmica, antiflatulenta, depurativa, tônica, emética (179), vermífuga (120), antiespasmódica, antisséptica (130), antiasmática, anti-hemorroidária (9), emoliente, béquica, odontálgica (93), antigripal (271), hepática, peitoral, aperiente, revitalizante (120).

INDICAÇÕES
Febres intermitentes, paludismo, uralgias, vaginite, parasitas da pele, afecções gastrointestinais, digestões lentas, cólicas, constipações (179), dores de ouvido (215), brotoeja, coceiras, erisipela, afecções cutâneas e catarrais, bronquite, corrimento vaginal, infecção urinária (120), catarros pulmonares (271), pernas inflamadas e varizes (303).

FARMACOLOGIA
Extratos da planta apresentaram atividade antiinflamatória e analgésica em ratos (147; 404; 119), principalmente devido aos flavonóides e glutinol. O ácido scopadúlcico, obtido da planta, apresenta atividade antitumoral (296). O scopaduldiol tem propriedades inibidoras da ATP gástrica H+/K+ (181). Os extratos etanólicos e acuosos da planta (0,52mg/kg p.o.) prolongaram o tempo de sono em ratos induzidos por pentobarbital, sendo o extrato etanólico mais ativo que o acuoso (179). Apresenta atividade depressora (120). A amelina, fitoquímico presente na planta, tem mostrado eficácia no tratamentos de alguns tipos de diabetes (209).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
Apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo (123).

FORMAS DE USO
Decocção, infusão e suco.

OUTRAS PROPRIEDADES
• Utilizada nas áreas rurais, na forma de feixe, para as casas.

VASSOURINHA-DE-BOTÃO
NOME CIENTÍFICO
Borreria verticillata (L.) G.F.W. Meyer.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Rubiaceae.

SINONÍMIA
Cordão-de-frade, cordãozinho-de-frade, erva-botão, falsa-poaia, perpétua-do-mato, poaia-comprida, poaia-falsa, poaia-preta, poaia-rosário, vassoura-botão, vassourinha.

HABITAT
Espécie autóctone que cresce em restingas, planícies do litoral e em áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta subarbustiva perene, ramosa, com 40 a 60cm de altura, com a base lenhosa, duríssima, cilíndrica, glabra, áfila. Ramos tetrágonos, glabros ou pilosos, com entrenós curtos. Folhas lineares ou lanceoladas, curtamente pecioladas. Bainha da estípula glabra ou levemente pubérula. As flores são alvas, reunidas em inflorescências globosas, axilares e terminais. Apresenta duas sépalas, subuladas, denticuladas e concrescidas na base. Corola hipocraterimorfa, glabra ou levemente pubérula. O fruto é uma cápsula subglobosa ou subcilíndrica, coriácea, glabra. A semente é linear a oblonga, purpúreo-nigrescente.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 0,7 x 0,7m. • Propagação: estacas da planta mãe e sementes. A germinação das sementes é muita baixa. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. As estacas podem ser enraizadas com o mesmo substrato. • Plantio: ano todo. • Florescimento: é contínuo ao longo do ano. • Colheita: inicia 4 a 6 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS

Folhas e raiz.

FITOQUÍMICA
Emetina, um dos alcalóides encontrados na ipeca (242).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emética (242), antidisentérica (309) e anti-hemorroidária (9).

INDICAÇÕES
Utilizada para o tratamento de dermatoses (309).

ATIVIDADE BIOLÓGICA
O extrato alcoólico das flores apresentou atividade bactericida contra Staphylococus aureus. A concentração bactericida mínima variou de 0,66 a 5,25mg/ml (309).

INDICAÇÕES
Indicada para erisipela e varizes (9).

VERBASCO
NOME CIENTÍFICO
Buddleya brasiliensis Jacq. ex Spreng ssp. stachyoides Cham. e Schlecht.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Buddlejaceae.

SINONÍMIA
Barbasco, barbasco-do-brasil, barrasco, calça-de-velho, calças-de-velha, calção-de-velha, calção-de-velho, calção-velho, carro-santo, cezarinha, tingui-da-praia, vassoura, vassourinha, verbasco-brasileiro, verbasco-do-brasil.

HABITAT
Espécie autóctone, normalmente encontrada na encosta atlântica, crescendo nos campos, beira de riachos e orla de matas, capoeirinhas, potreiros estradas e áreas ruderais.

FITOLOGIA
Planta arbustiva, polianual, ereta, pouco ramificada, que cresce de 1,0 a 1,80m de altura. Caule quadrangular, cotonoso-tomentoso, cilíndrico na base, amarelado-ferrugíneo ou avermelhado, de ramos eretos, medulosos, alado-subtetrágonos nas partes jovens. As folhas são opostas, amplexicaules, decurrentes, quase sésseis, lanceoladas, com cerca de 15 a 20cm de comprimento por 5 a 8cm de largura, inteiras, irregularmente serreadas, rugosas, sedoso-pubescentes na página superior, albo-lanoso-pubescentes e salientes

nervadas na inferior. As flores são campanuladas, hermafroditas, tetrâmeras, pequenas, amarelas, dispostas em cimeiras capituliformes de 3 a 4 flores. O fruto é uma cápsula oblonga, angulosa, contendo numerosas sementes cilíndricas, lisas e castanhas.

CLIMA
É de clima tropical e subtropical. É heliófita.

SOLO
Desenvolve-se melhor em solos férteis e revolvidos, mas adapta-se aos solos ácidos, arenosos e argilosos.

AGROLOGIA
• Espaçamento : 1,0 x 0,6m. • Propagação: sementes, que podem ser semeadas diretamente em canteiros ou em bandejas de isopor. • Plantio: outono e primavera. • Florescimento: maio a outubro. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio.

PARTES UTILIZADAS
Folhas, raízes e flores.

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Emoliente, sudorífica, anti-reumática, anti-hemorroidária, hemostática, antiartrítica, antiofídica (342), depurativa, adstringente, diurética, expectorante, peitoral, sedativa, béquica (257), antigripal (215), anódina (32), antiálgica (68), antiasmática e calmante (93).

INDICAÇÕES
Útil no tratamento de bronquite (257), doenças pulmonares (93), hemoptises, catarro (32) e contusões (68).

FORMAS DE USO
• Decocção: ferver 1 a 2 colheres da chá das folhas ou raízes em 1 xícara das de chá de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia. O decôcto pode ser utilizado em abluções para contusões (68).

TOXICOLOGIA
A planta é ictiocida, podendo também ser tóxica (93). OUTRAS PROPRIEDADES • Em animais é usada para a lavagem dos olhos e tratamento de pisaduras em eqüinos (209).

8 x 0. FITOQUÍMICA Verbenina. associado com 50g/planta de fosfato natural. FAMÍLIA BOTÂNICA Verbenaceae. Propagação: sementes. anti-reumática (294). • Colheita: inicia 6 a 7 meses após o plantio. friáveis. quadrangulares. ricos em matéria orgânica e bem drenados. palhas ou casca de arroz sobre o solo. dispõem-se esparsamente ao longo de espigas finas e compridas. antinefrítica e antilítica vesicular (271). pequenas e lilacinas. em torno de cada planta. • Mulching: utilizar plástico preto.VERBENA NOME CIENTÍFICO Verbena officinalis L. FITOLOGIA Planta herbácea a subarbustiva. Plantio: outono. Adubação: 1. calmante do sistema nervoso. Folhas opostas. SINONÍMIA Erva-de-fígado. neutros. muito ramosa. estimulante do apetite. Semear em substrato organo-mineral. AGROLOGIA • • • • Espaçamento: 0. recortadas. lactogênica. É heliófita. medindo até 40cm de comprimento. SOLO Prefere solos férteis. Apresentam sabor amargo. sobretudo de altitude. citrina e óleos essenciais (294). febrífuga. INDICAÇÕES . ereta. adaptando-se ao subtropical. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Diurética.4m. crescendo 30 a 40cm de altura. digestiva.0kg/planta de húmus de minhoca. As flores. de caule e ramos finos. CLIMA É de clima temperado quente.

FORMAS DE USO • Decocção: ferver por 10 minutos 50g de verbena em 1 litro de água. OUTRAS PROPRIEDADES • Aromatizante de café • Utilizada na fabricação de licor. agudas. • Infusão: 4 colheres das de sopa de verbena em 1 litro de água quente. (294). capim-de-cheiro. As raízes são aromáticas. ereta. Fruto cariopse oblonga. lineares. aftas. compridos e muito finos. Glumas coriáceas. Inflorescência em panícula ampla. grama-das-índias. invaginantes no caule. denominado Verbena. de 13 a 30cm. esverdeada. FITOLOGIA Planta herbácea perene. VETIVER NOME CIENTÍFICO Vetiveria zizanioides Stapf. inodoras. escabrosas e serradas na margem. . estreitas. 8 a 12 verticilados. patcholi. Folhas mais ou menos basilares. males do estômago. de rizomas lenhosos. eretas. cônica. com até 70cm de comprimento. esponjosas e castanhas. Coar e tomar ao longo do dia para o tratamento da celulite. flexíveis. às vezes dobradas. esponjosos. FAMÍLIA BOTÂNICA Poaceae. lisas. Abafar por 5 minutos. CLIMA Tropical e heliófita. Espigas formadas por espiguetas violáceas. capim-vetiver. afecções do fígado. revestidos de epiderme amarelo-pálido. glabras. HABITAT Espécie alóctone originária da Índia. livre entre as glumelas. pardacentos. compostas de 2 flores e reunidas em grupos de 2 a 3. esplenite e gangrena (271). espinescentes sobre uma das palhas e ciliadas sobre a outra. cespitosa. terminal. SINONÍMIA Grama-cheirosa.Indicada para o tratamento da celulite (294). tendo os inferiores mais de 20 raios. fortemente aromáticos. composta de numerosos rácimos espiciformes.

5% de óleo essencial amarelo-claro. antisséptica. INDICAÇÕES Indicada para enxaqueca (271). • Plantio: outono e primavera. Contém 0. var. biombos. • O óleo de vetiver é usado para aromatizar dentifrícios e sorvetes e para prepara perfumes.6m • Propagação: sementes e divisão de rizomas. Os segmentos de rizoma ou perfilhos podem ser plantados diretamente a campo. FITOQUÍMICA Vetivenes. As mudas obtidas a partir do rizoma devem ter as folhas cortadas para evitar a transpiração excessiva. tônica. quando novas. • As raízes são altamente fixadoras de dunas e barrancos à beira-rio. AGROLOGIA • Espaçamento: 0. • As folha são forrageira. fortemente aromático. calmante das enxaquecas. para perfumar roupas.SOLO Embora a planta prefira solos humosos e úmidos. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante. • Colheita: 8 a 10 meses após o plantio. toldos. cestos). PARTES UTILIZADAS Rizomas. • O rizoma seco da planta é utilizado preso ao cabelo para perfumar ou em saches. • As folhas são utilizadas para a fabricação de artesanatos diversos (esteiras.7m x 0. amargo e picante (93). ácido vetivérico. das nevralgias (93). vetiverina. leques. febrífuga.2 a 3. vetivenil. vetivedol. OUTRAS PROPRIEDADES • A planta é excelente insetífuga de pragas domésticas (baratas e traças). também cresce em solos arenosos e até em dunas. chapéus. VINAGREIRA NOME CIENTÍFICO Hibiscus sabdariffa L. edulis . volátil. diaforética. carminativa e anti-histérica (271).

5nervadas. • Plantio: deve ser feito em fotoperíodo crescente e no início da estação das chuvas. • Colheita: 1 ano após o plantio. de lobos agudos. carurú-azedo. CLIMA A planta requer uma distribuição de chuva entre 800 a 1.600mm e temperaturas de 18 a 35oC. HABITAT Planta alóctone originária da África oriental tropical. FITOQUÍMICA . drenados e com bom teor de matéria orgânica. vermelho-escuro.5 a 1. e resistente aos nematódeos e à antracnose. Semear em bandejas de isopor de células grandes contendo substrato organo-mineral. • Florescimento: abril a junho.8m de altura. axilares. • Produção de sementes: a maturação do fruto e colheita de sementes ocorre em julho. • Doenças: A planta é sensível ao fungo Rizoctonia sp. SOLO Profundos. com uma grande glândula na base da nervura mediana. FITOLOGIA Arbusto anual. com cerca de 1. • Propagação: sementes e estacas de ramos despidos das folhas.0cm. A planta é regulada pelo fotoperíodo.5 a 2. AGROLOGIA • Espaçamento : 1. com mácula mais escura na base do pedúnculo também vermelho. As estacas podem ser enraizadas em vermiculita. • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário associada a 50g/planta de superfosfato triplo. sésseis. quiabo-roxo. sendo as inferiores inteiras e ovadas e as superiores profundamente 3 a 5 palmati-lobadas (lobos estreitos).2 x 1.FAMÍLIA BOTÂNICA Malvaceae SINONÍMIA Azedinha. carurú-da-guiné. Pétalas de 4 a 5cm. que afeta sobremaneira a reprodução. denteados. quiabo-deangola. 5-locular. de andróforo avermelhado. autógomo. longo-pecioladas. azeda-da-guiné. rosela. Flores solitárias. Fruto tipo cápsula.0m. ramoso e cresce 1. Apresenta caule avermelhado. As sementes estão no ponto de maturação completa quando o fruto capsular encontrase seco e iniciando a deiscência. glabro. quiabo-azedo. róseas. As folhas são alternas. cônico-ovóide e estrigoso. Cálice vermelho e muito carnoso. avermelhadas. quiabo-róseo.

PARTES UTILIZADAS Folhas. que é um pigmento (93). após decocção são comestíveis e utilizadas como tempero. INDICAÇÕES Para o tratamento de hemorragias e aumento da resistência orgânica (128). charnecas e bosques abertos. amarga e tônica (93). O fruto contém 86. FITOLOGIA . relvados. xaropes e vinagres.8% de cinzas e gossipetina. OUTRAS PROPRIEDADES • O fruto é alimentar. tônicas e afrodisíacas. frutos e raízes. violeta. vinhos (vinho de rosela). marmeladas. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS As folhas são resolutivas (cataplasma) antiescorbútica. 10. A raiz é aperitiva. violeta-comum. violetaeuropéia. Ásia Ocidental e África. crescendo em prados. viola-roxa. • As fibras dos caules são utilizados no ramo têxtil. diurética e emoliente (9.1% de proteínas. 0. SINONÍMIA Amor-perfeito. É encontrada até 1. violeta-roxa. • As folhas são consumidas. • As folhas. estomáquica.000 de altitude (383). antiinflamatória (128) e febrífuga. oxalato de potássio e (9). VIOLETA-AFRICANA NOME CIENTÍFICO Viola odorata L.Ácido oxálico. De 147kg de hastes são obtidas 900g de fibras limpas.5 % de água. originária da Europa. As sementes são diuréticas.3% de lipídeos. viola. na forma de salada. violeta-de-cheiro. sob prévia cocção. FAMÍLIA BOTÂNICA Violaceae. violeta-perfumada. tônicas e afrodisíacas. 2. prestando ao preparo de geléias. HABITAT Espécie alóctone. enquanto que as sementes são consumidas torradas. 257). • O suco coagula látex de plantas fornecedoras de borracha. e são diuréticas. 0.3% de carboidratos.

emoliente. saponosídeo. acaule. munida de numerosas radicelas fibrosas. SOLO Prefere solos bem drenados. partindo de uma cepa. • Florescimento: inverno-primavera. esbranquiçadas. ramosas.3 x 0. INDICAÇÕES . Adubação: 3 a 4kg/m2 de composto orgânico ou húmus de minhoca. As sépalas são ovais-obtusas. antigripal (435). emética (raiz e folhas) (93). folhas. Pedúnculos glabros. antiespasmódica. ovais-cordiformes ou reniformes. sedativa e diurética. peitoral (257). Cálice e corola com 5 sépalas e pétalas. verde-escuras. Cápsula subglobosa. com estolões alongados. calmante.2m. As flores são anticancerígenas (271). As folhas são radicais.Planta herbácea ou vivaz. após o florescimento. crenuladas. cicatrizante. • Mulching: utilizar. salicilato de metila. Cresce melhor à meia-sombra e aprecia o frio. e mucilagem (294). Plantio: outono e primavera. vitamina C. associados a 100g de fosfato natural. Cresce 10-20cm de altura. CLIMA A planta prefere regiões de clima temperado a subtropical. polisperma. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Béquica e sudoríficas (flores). os frutíferos deitados. na quantidade de 5g/planta. 30 a 40 dias após o transplante. radicantes e floríferos. PARTES UTILIZADAS Pétalas da flor. Raízes nodosas. diaforética (32). pubescente. ácido tânico (257). Propagação: divisão de touceiras ou por estolões já enraizados. As folhas são dispostas em roseta. ricos em húmus e úmidos. obtusas. unilocular. as dos estolões do ano anterior reniformes. casca de arroz ou plástico preto sobre o solo. Pode ser feita uma adubação em cobertura com nitrato de cálcio. palha. polimorfa. violácea. Estigma em gancho agudo. As flores surgem na extremidade de pedúnculos que partem também da cepa e apresentam um perfume muito suave. (283). AGROLOGIA • • • • Espaçamento : 0. raízes e sementes. vivazes. longipecioladas. depurativa (303). recurvados na parte superior. laxativa (283). Apresentam cor violácea intensa e são suavemente aromáticas. • Colheita: inicia 4 a 5 meses após o plantio. FITOQUÍMICA Ácido salicílico. respectivamente. em torno da planta. violina. purgativa (as raízes). Rizoma espesso. pubescente. expectorante.

pele irritada (294). nervosismo e depressão circulatória e respiratória. caramelos e bolos. sarampo. • Máscara: ferver durante 10 minutos 2 colheres da de sopa de folhas e 4 colheres das de chá de flor em ½ litro de água. mas alguns cultivos são feitos a mais de 3. resfriado. YACON NOME CIENTÍFICO Polymnia sonchifolia Poep. Atua como vomitiva (294). FORMAS DE USO • Infusão: 10g de flores ou 20g de folhas em 1 litro de água. Acrescentar 1 colher das de chá de glicerina. TOXICOLOGIA Altas doses do rizoma e sementes causam severas gastroenterites. inflamações da boca e das gengivas. Tomar 3 xícaras ao dia (32). Endl. A essência serve para perfumar doces. coqueluche.Também utilizada para a bronquite. As raízes são utilizadas para as cólicas menstruais (303). mistura bem e aplicar sobre a pele irritada. sendo cultivado na Colômbia. afecções dos olhos e intoxicações. As flores conferem sabor delicado às saladas. O infuso pode ser utilizado em compressas para escoriações. ainda quente.400m (74). quando misturadas ao leite de cabra (257). É planta ornamental. defluxos (283). Equador e Peru em altitudes de 900 a 2. . • Decocção: ferver por 10 minutos 1 colher das de sopa de raiz em ¼ de litro de água. polínia. afecções cutâneas (303). HABITAT Planta herbácea perene originária dos Andes. com amido de arroz até obter uma pasta macia. Coar e beber aos goles. FAMÍLIA BOTÂNICA Asteraceae.750m. OUTRAS PROPRIEDADES • • • • • As folhas são cristalizáveis para o preparo de doces. escoriações. Coar e misturar. Também utilizada em perfumarias e indústria de cosméticos. inflamações da garganta (257) e do ovário. SINONÍMIA Batata-diet.

• Produção: 3.000kg/ha de folhas secas (428) ou um peso médio por tubérculo de 100 a 500g e um rendimento por planta acima de 5kg (172). no entanto. e nas condições do litoral Catarinense). com a parte superior do caule ligeiramente híspida. as caulinares deltóides. foliáceas. • Secagem: O conteúdo de frutanos tende a baixar consideravelmente com a esposição das túberas à radiação solar (429). principalmente devido à presença de ácido ent-kaurenóico. preto.1% e oxicloreto de cobre a 0. verde em cima. AGROLOGIA • Espaçamento: 1. por 1m de base • Desenvolvimento: a planta cresce cerca de 1m em quatro meses. • Pós-colheita: as raízes são muito perecíveis em regiões com alta umidade relativa.40 x 0.90m.3cm de espessura e postas a desidratar em estufa de ar forçado a 45 a 50oC. • Adubação: 2. acumula a inulina.0. • Pragas: a planta é altamente resistente às pragas. tenuamente gríseo-tomentosa. corimbosos-paniculados. oblongas. face dorsal pálida.8-2. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS . gemas e rizomas. ereta. as túberas devem ser lavadas. Em São Paulo obteve-se uma produtividade de até 100t/ha de túberas e 1. obovóide. que é uma forma de oligofrutano (131). Aplicam-se 40kg/ha de nitrogênio em duas aplicações (428). para evitar a infecção de fungos nos tubérculos.FITOLOGIA Planta semi-arbustiva anual.5kg/planta (sem adubação ou preparo de camalhões. sendo que as interiores são lanceoladas e pilosas. • Colheita: ocorre 10 a 12 meses após o plantio. Os rizomas e tubérculos podem ser plantados diretamente a campo. com o pecíolo alado e o limbo rubro-pardo. 1. SOLO Prefere solos aerados. Para prolongar a conservação do material colhido. areno-argilosos e com pH em torno de 6. O fruto é do tipo aquênio. As folhas são membranáceas. cortadas em fatias de 0. Em regiões muito úmidas. Os capítulos são laxos. rizomas pesando 60 a 80g e gemas axilares. O yacon. • Propagação: tubérculos inteiros.5%. robusta. com 15cm de comprimento.000kg/ha de 4-14-8 + Zn. existente nos tricomas foliares (199) e fitoalexinas (413). fazer o tratamento com benlate a 0. as inferiores profundamente lobadas. • Plantio: os propágulos são plantados em camalhões com 30 a 40cm de altura. podendo vir a deteriorar em 2 a 3 dias. As gemas devem ser enraizadas em vermiculita ou areia.4m de altura. com as lígulas amarelas. soltos. • Florescimento: abril a maio. 34mm de comprimento e disco com 16-18mm de diâmetro. FITOQUÍMICA A maioria das raízes e tubérculos de armazenamento acumulam amido. invólucro com 5-6 sépalas.

5% m/v) reduziu os níveis de açúcar no sangue de ratos diabéticos de 348 para 214mg/dl. originam estruturas de reservas de formato piriforme. FARMACOLOGIA O extrato aquoso das folhas (infusão. . O rizoma principal é cônico. • O tubérculo é rico em fibras indigestíveis (199). oblongolanceoladas. A inflorescência é cilíndrica. Exala um aroma que lembra a sálvia e o alecrim. FITOLOGIA Planta herbácea perene. com 50-80cm.3 a 1.5m de altura. com cerca de 1. que posteriormente dão origem à novas plantas. FAMÍLIA BOTÂNICA Zingiberiaceae. sendo bastante consumida no oriente na forma in natura. CLIMA Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais. com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana da face superior. Por ser uma planta rústica. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta. OUTRAS PROPRIEDADES • Estudos fitoquímicos demonstram a possibilidade de obtenção de frutanos . A planta é muito sequiosa por chuva. • O tubérculo tem sabor de pêra e melão. Consome-se também na forma de pó ou chips. tuberoso. com cerca de 5cm de comprimento. A fratura do rizoma é compacta e córnea devido à goma de amido que se forma. e as estações são bem definidas.Indicada para o tratamento do diabetes e do colesterol (428). por sua vez.açúcares não assimiláveis pelo trato digestivo (272). aeruginosa RoxB. Estes. Folhas inteiras. crescendo a partir do rizoma antes das folhas. 0. HABITAT Espécie alóctone. originária da Índia. ZEDOÁRIA NOME CIENTÍFICO Curcuma zedoaria [Berg] Roscoe ou C. tolera climas mais quentes. onde o clima é temperado e úmido. em 10 dias (432). As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa. onde cresce espontaneamente em florestas decíduas úmidas. mas não causticantes. o qual emite outros rizomas secundários da grossura de um dedo.

• Doença: Coletotrichum curcumis. PARTES UTILIZADAS Rizomas cilíndricos e os ovóides. cineol. hepatite. ou então os areno-argilosos.5kg/planta de cama de aviário associada a 50g de superfosfato triplo. Também útil para o tratamento de distúrbios hepáticos (387). mantida umedecida. anti-reumática. profundos. INDICAÇÕES Indicada para a prevenção e tratamento da úlcera gástrica. utiliza-se cinza de casca de arroz. • Adubação: 0. zedoalactona A e B ( 412). febrífuga. • Plantio: outubro. vômitos. Tomar 1 a 2 xícaras ainda morno. Solos compactos ou pesados. Coar. PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS Estimulante aromático. curcumina. FITOQUÍMICA Os rizomas produzem óleo essencial (1. antiasmática. restauradora e antiflatulenta (1). AGROLOGIA • Espaçamento: 0. cólicas. problemas pulmonares e dermatoses (128). após 8 meses de cultivo.8 x 0. retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. afecções urinárias (271). resfriados. FORMAS DE USO • 3 a 6g/dia na forma de decôcto. D-borneol. antes das principais refeições. Contém ainda guaieno. • Propagação: pedaços de rizomas novos com 1 a 2 meristemas.SOLO Prefere solos virgens. Abafar por 10 minutos. bem drenados e soltos. adubação orgânica e/ou areia. Para melhorar a aeração e a textura do solo. . vermífuga.0 a 1. digestiva e renal (128). antidispéptica (387). distúrbios menstruais e gastrintestinais (412). pó ou pílulas. FARMACOLOGIA Colerética. pois inibe a secreção ácida. amido e resina (128). regulador das funções hepáticas. tosse. • Infusão: ⇒ Problemas hepáticos: 1 colher das de café do pó ou três fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água quente.5%) composto principalmente de α-pineno. hipocolesterolêmica. antioxidativa e antihepatotóxica (387). álcool sesquiterpênico e zingibereno. emenagoga. D-cânfora. de mata. estomáquica. • Florescimento: março • Colheita dos rizomas: julho a agosto. D-canfeno.4cm. Enraizar em areia.5. O pH do solo deve estar em torno de 6.

É indicada para estimular a digestão e regularizar o fígado (128). • Pode ser utilizada em cosmética e culinária (387). OPFERKUCH. 1980. 2. que após ser seco e moído dá origem a uma farinha aromática de cor creme clara. p.. Crude Drug Research. M. J. Ricinoleic acid in Phyllanthus niruri seed oil. • O sabor é amargo. Tomar 1 colher das de café diluído em um pouco de água. ADESINA. A BAREFOOT Doctor’s Manual: Practical chinese Medicine and Health.129-132. • É cultivada também como ornamental. Tomar 2 a 3 colheres das de sopa ao dia (adultos) ou metade (crianças). v. BIBLIOGRAFIA CITADA 1. HECKER. . 4.18.K.53.N. n. ADOLF.1. Coar. Phytochemistry. • Tanto o rizoma quanto o produto processado são fotossensíveis.O. v. Juntar 2 colheres das de sopa de mel. Fitoterapia.. • Possui um odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim.147-162. Journal of American Oil Chemistry Society. 5. Coar. antes das principais refeições (para normalizar o colesterol) • Tintura: 1 colher das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereal a 70 graus e 50ml de água..K. V. v. 1981. p. Abafar por 15 minutos. em jejum. TOXICOLOGIA Mulheres que se encontram nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir a zedoária. e antes da principais refeições. C. AHMAD. • É especialmente utilizada na indústria de essências ou aromas para bebidas.. W. OSMAN.23.U.O. Molluscicidal evaluation of some Jatropha species growing in Nigeria.⇒ Problemas pulmonares: 2 colheres das de sopa do pó ou fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água. 1985. Deixar macerar por 5 dias. de manhã. HUSAIN. S. pungente. Studies of some plants used as anticonvulsivants in amerindian and african tradicional medicine. Irritant phorbol derivatives from four Jatropha species. S. J.6. ADEWUNMI. S. n. 960p.673-674. 1984.. p. v. 3. quente e suavemente canforáceo. New York: Gramercy.58. OUTRAS PROPRIEDADES • O corte transversal do rizoma aduz uma coloração azulada. MARQUES. E. p. Q. 1982.141-145. • Pó: 1 colher das de sobremesa do pó diluído em água ou suco.

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