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Relatório de Estágio

Relatório de Estágio

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SUMÁRIO

I - IDENTIFICAÇÃO..................................................................................................02 II - LISTA DE ABREVIATURAS................................................................................03 III - INTRODUÇÃO.....................................................................................................04 IV - DESENVOLVIMENTO.........................................................................................06 IV.1 - Histórico do CRAS-SG.................................................................................06 IV.2 - O Serviço Social dentro do CRAS..............................................................08 IV.3 - Atribuições ao Estagiário............................................................................09 IV.4 - Indissociabilidade entre estágio, supervisão acadêmica e de campo...11 IV.5 - Ações, Projetos e Auto-Avaliação..............................................................14 V - CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................16 VI - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................19 VII - ANEXOS.............................................................................................................21 Anexo I - Projeto Mutirão de Sonhos para jovens e adolescentes. Anexo II - Cronograma sobre a Assistência Social. Anexo III - Planejamento do encontro com os jovens e adolescentes. Anexo IV - Relatório de um encontro com jovens e adolescentes. Anexo V - Texto usado na Parada contra o Bullying. Anexo VI - Fotos de encontros. VIII - AGRADECIMENTOS............................................................................................

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I – FOLHA DE IDENTIFICAÇÃO:
Identificação do aluno: Nome do Aluno: Carla Maria da Cunha Ávila RA: 1008030 Curso: Serviço Social 5ª Etapa Estágio Supervisionado I Identificação da Unidade de Campo: Centro de Referência da Assistência Social – CRAS End.: Praça Dom Justino, nº 372 – Bairro: Centro Cep: 36146-000 Santana do Garambéu – MG E-mail: crasgarambeu@yahoo.com.br Horário de funcionamento: 7 às 16 horas de segunda a sexta-feira. Equipe de referencia do CRAS em SG e composta por um assistente social (gestor), psicóloga e técnica. Prédio: propriedade da prefeitura, cedido até a construção do próprio prédio, composto por duas salas e um banheiro, informatizado e equipado. Identificação dos supervisores de campo e acadêmico: Supervisora de Campo: Maria Lúcia Coury de Oliveira Fonseca CRESS nº 5628 Supervisora Acadêmica: Leandra Mara de Vilhena Melo Vidal CRESS nº 2297 Carga horária do Estágio Supervisionado I em Serviço Social: Supervisão de campo – 108 horas Período de realização do estágio: 26 de março de 2011 a 01 de agosto de 2011 Data de entrega do relatório: 04 de agosto de 2011

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LOAS .PAIF .ABEPSS .CMAS .BPC .Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social .Benefício de Prestação Continuada .UFAS .CRAS .Política Nacional de Assistência Social .Conselho Municipal de Assistência Social .CFAS .Cadastro Único .Lei Orgânica da Assistência Social .Ministério do Desenvolvimento Social 3 .SESI .PNAS .Santana do Garambéu .Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social .Conselho Federal de Assistência Social .SENAR .CADÚNICO .Proteção e Atendimento Integral à Família .Sistema Único de Assistência Social .Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais .SEDESE .LISTA DE ABREVIATURAS: .Centro de Referência de Assistência Social .Universidades Federais .SUAS .Serviço Nacional de Aprendizagem Rural .Conselho Federal de Serviço Social .Serviço Social da Indústria .II .CFESS .SG .MDS .APAE .

correlacionando a teoria com a prática por meio de uma leitura da realidade de cada usuário. projetos envolvidos. a implantação do CRAS. visto que constitui o momento de ampliação de conhecimento e apreensão das técnicas necessárias ao profissional que necessita de um extenso arcabouço teórico para ler as entrelinhas das demandas emanadas diariamente. supervisão acadêmica e de campo. recursos humanos e financeiros. O estágio é um espaço privilegiado para o contato direto com os usuários e a Política de Assistência Social. as experiências em saber conhecer a realidade do município. teoria e prática. parcerias e relações interinstitucionais e interdisciplinares. Trata-se de um trabalho que traz em seu bojo as dimensões técnico-operativas da profissão. bem como das demandas institucionais. o assistente social em sua relação com a sociedade e a importância dos instrumentais utilizados por eles e os objetivos a alcançar. os grupos que fazem parte.III . a vulnerabilidade dos usuários. Posteriormente foi feita uma descrição minuciosa sobre como o Serviço Social se coloca dentro do CRAS. Finalmente o relato de todo o meu aprendizado. pois é o momento em que os discentes podem observar a prática de sua futura profissão. a interdisciplinaridade.INTRODUÇÃO: O presente relatório intitulado Estágio Supervisionado I em Serviço Social tem como meta fazer uma descrição da instituição do campo de estágio. A experiência de estágio é um momento de muita expectativa. em que é evidenciada a atuação do assistente social junto à realidade posta em seu cotidiano. Este se destina a abordar as observações técnicas utilizadas pelo assistente social. o CRAS de Santana do Garambéu: origem. demandas. apresentar as atividades realizadas durante o estágio curricular e justificar a necessidade aprender a utilizar os instrumentos com cuidado e estar sempre aberta ao conhecimento. remetendo sempre ao 4 . Em um terceiro momento este relata as atribuições do estagiário tanto no espaço acadêmico como no espaço sócio ocupacional em seguida destaca a indissociabilidade entre estágio. organização funcional. conhecer o público alvo. operacionalização. objetivos. articulação em redes. possibilitando a concretização da finalização do curso de Serviço Social. ou seja.

5 . ou seja. a prática com o respeito à ética profissional e aos direitos dos seus usuários.efetivo encaminhamento.

20º do LOAS. etc. ● Estudo sócio-econômico para o cadastramento no CADUNICO. garantido no Art. Já em 2005 cria-se o Conselho Municipal de Assistência Social e o Fundo Municipal de Assistência Social sobre a lei nº 217/2005. tratamento médico fora do município. a SEDESE permite a alteração no nível de gestão inicial para gestão básica. Finalmente em 05 de outubro de 2010 conforme resolução nº 10/2010 sob reunião ordinária da Comissão Intergestores Bipartite. habitação urbana e rural e assistência à maternidade e a infância.1 . baseada na Constituição Federal: “A assistência social. que prevê um salário mínimo mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família. realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade. direito do cidadão e dever do Estado. As Ações desenvolvidas são: ● Estudo sócio-econômico para concessão do BPC. porem tinha que comprovar o estado de necessidade. do Bolsa família e dos programas de transferência de renda do Governo Federal. Art. Em 2006 o município se habilitou no SUAS passando para gestão inicial e em 04 de janeiro de 2010 sob a sobre a portaria 168/2010 a assistência social se desvincula da secretaria de saúde e passa a ter seu próprio espaço. cestas básicas. alimentação.742 de 7 de dezembro de 1993. cadastrar famílias no CADUNICO. doação de cadeiras de rodas. encaminhamento para requerimento do BPC. Somente em 2004 passou a ter atendimento com a assistente social na secretaria de saúde. 1º do LOAS. é Política de Seguridade Social não contributiva. que provê os mínimos sociais. os serviços descriminados eram: auxilio funeral.DESENVOLVIMENTO: IV. 6 . De acordo com a Lei nº 8. ● Atualização de dados do cadastro das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. para garantir o atendimento às necessidades básicas”.IV . auxilio natalidade. dentre outros.Histórico do CRAS-SG O Departamento de Assistência e Desenvolvimento Social em Santana do Garambéu antigamente era atrelada à Secretaria de Saúde através da lei nº 54/95 que autoriza a prestação de serviços na área de Assistência social. partindo daí o funcionamento do CRAS. base de dados para a concessão.

Esporte e Turismo. privação ou fragilização de vínculos afetivos. que é o instrumento de captação e aplicação de recursos para as ações da área. grupos de jovens e adolescentes. ● Trabalho com as famílias dos alunos da APAE. jovens. ministério público). grupos infantis e grupos de idosos. reforçar o principal papel da família como referência para cada um de seus integrantes e fortalecer seus vínculos internos e externos. cesta básica.● Orientações aos usuários quanto ao direito ao auxilio doença. etc. reuniões. ● Programa de Atenção Integral às Famílias (PAIF). mães. Lazer. ●Desenvolvimento do “Projeto Mutirão de Sonhos” para jovens e adolescentes. ● Assessoramento aos conselhos existentes. Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselho Tutelar. e pelo Piso Mineiro de Assistência Social estabelecido no Pacto de Aprimoramento da Gestão Estadual de Minas Gerais e no plano de Governo do Estado de Minas Gerais de 2011/2014. 7 . O CRAS é financiado pelo Fundo Municipal de Assistência Social. ou por solicitação do outros serviços (educação. palestras e atividades lúdicas com famílias Bolsa Família. ● Programa de Inclusão Produtiva. aposentadoria e outros benefícios da Previdência Social e encaminhamento dos mesmos. crianças. beneficiários do BPC. idosos e mães beneficiárias do BPC. transporte e educação. ● Oficinas de aprendizagem. adolescentes. ou seja. ● Promover parcerias com SENAR. saúde. ● Trabalho intersetorial com a saúde. à população em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza. ● Promover parcerias com departamento de Cultura. ● Capacitação de conselheiros do CMAS e funcionários da Assistência Social. os serviços e atividades visam prevenir as situações de risco. a saber: Conselho Municipal de Assistência Social. ● Estudo sócio-econômico para concessão dos benefícios eventuais: auxilio funeral. O CRAS é destinado aos usuários da assistência social. ● Grupos de Convivência para idosos. ● Garantir o Financiamento da União para a área. ● Visitas domiciliares demandadas ou não pelos usuários. SESI e outros. auxilio natalidade.

a miséria. ruptura de paradigmas e construção de uma nova história social. no resgate da cidadania.O Serviço Social dentro do CRAS O desemprego. Ao atender um usuário. direitos humanos. no qual atua diretamente com famílias e indivíduos em seu contexto comunitário. provocam marcas profundas e efeitos negativos na vida nos indivíduos. defesa e ampliação dos direitos humanos e a justiça social. na formulação. Sob a perspectiva do processo de estreitamento da proteção social a Assistência Social como política social sob os avanços imprimidos com a implantação do SUAS. pluralismo. assumindo valores ético-morais que sustentam a sua prática. e que assumem claramente uma postura profissional de voltar sua intervenção aos segmentos menos favorecidos.IV. A utilização dos instrumentais é de grande importância para o profissional do serviço social e como todos. democracia. equidade e justiça social. possui junto ao aparato institucional do CRAS e primordialmente o constante envolvimento em sua dimensão técnico-operativo. ele atua. articulação com movimentos de trabalhadores. execução e avaliação de serviços. necessitam também de base teórica. cidadania. O assistente social em sua relação com a sociedade dentro de um território vulnerável. Com o aspecto da territorialização. construção de uma nova ordem social. metodológica. as condições precárias de moradia. busca provir à proteção social a famílias que se encontra em situação de vulnerabilidade social. o não acesso à saúde e educação de qualidade. o assistente social do CRAS mantém um posicionamento político. a materialização social de uma poderosa intervenção. Sabe-se que atualmente grande massa da população brasileira é deslocada a situações de adversidade que não favorecem o desenvolvimento das potencialidades humanas. visando o fortalecimento dos vínculos afetivos e sociais e da potencialização das famílias. Valores que estão expressos no Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais (Resolução CFAS nº 273/93)1. qualidade dos serviços prestados e combate a toda espécie de discriminação. através de pesquisas e análises de realidade social. programas e políticas sociais que buscam a preservação. técnica e 1 O código de Ética Profissional vigente defende o reconhecimento e a defesa de 11 princípios fundamentais: liberdade. teóricometodológico e ético-político. pano de fundo da expansão capitalista. a pobreza. 8 . combate ao preconceito. tal política preconiza a execução da proteção social com a implantação dos CRAS.2 .

de forma organizada e planejada.ético-política para o exercício profissional. fazendo isso por meio de políticas sociais. a folha de produção. segundo as novas diretrizes curriculares do Serviço Social. alicerçada em concepções 9 . dinâmica de Grupo. p 105) o compromisso com a competência depende de uma formação acadêmica qualificada. que nada mais é do que o uso criativo do instrumental com a habilidade técnica. visita domiciliar e visita institucional. entrevista individual e grupal. O trabalho do assistente social tem como objetivo visar e garantir direitos e assistência para a população desamparada. as fichas de cadastro. observação participante. o acompanhamento social. Pois como coloca Paulo Netto (1999. se configura como uma atividade curricular obrigatória. Tentando percorrer essa trajetória. a descentralização e a pluralidade garantindo essa qualidade na formação profissional em todo o território nacional. de modo a permitir ao aluno exercitar a dimensão investigativa durante todo seu processo formativo e os conteúdos de todas as disciplinas devem ter a preocupação de mostrar a vinculação entre teoria. os relatórios. Fiz um levantamento dos principais métodos (instrumentais) de trabalho do profissional de serviço social e também uma entrevista sobre os métodos técnicos operativos ao assistente social do CRAS e criamos uma lista: conhecimento da legislação social. disciplinas e trabalho de conclusão de curso e vida profissional. A importância do estágio supervisionado na formação profissional em Serviço Social é também como lócus de construção da identidade profissional. os encaminhamentos.3 – Atribuições ao Estagiário Partimos do pressuposto que o estágio supervisionado. As Diretrizes Curriculares tem um papel importante para estabelecer um patamar comum no ensino em Serviço Social e ao mesmo tempo assegurar a flexibilidade. lutando contra os problemas das injustiças que podem afetar os desamparados socialmente. A pesquisa deve ser entendida como estratégia contínua de formação. mobilização de comunidades. realidades e as possibilidades de intervenção profissional em diferentes contextos e momentos históricos. que se estabelece a partir da inserção do aluno no espaço sócio ocupacional e tem como objetivo principal sua capacitação para o exercício profissional. reunião. Quando juntamos o instrumental e a técnica temos a “unidade dialética”. IV. intencionamos articular estágio.

comunicar e justificar com antecedência ao supervisor acadêmico. assim como no desenvolvimento das práticas. p 114) coloca como urgente o serviço social conhecer a realidade brasileira nas suas profundas transformações. quaisquer alterações. alicerçados no projeto éticopolítico. na sua sistematização baseada num plano de estágio. relativas à sua frequência. na sua relação teoriaprática fala da organização. conforme o caso. intervirem no enfrentamento da questão social. capazes de viabilizar uma análise concreta da realidade social e Iamamoto (1993. apresentar sugestões. de campo e acadêmico. realizar seu processo de estágio supervisionado em consonância com o projeto ético-político profissional. entrega de trabalhos ou atividades previstas. Cabe ao estagiário observar e zelar pelo cumprimento dos preceitos ético-legais da profissão e as normas da instituição campo de estágio. O aluno durante os estágios. no início do período. funcionamento e condições dos campos e instituições. além e de sua efetivação e supervisão sistematização. reconhecer a disciplina de Estágio Curricular em Serviço Social como processo e elemento constitutivo da formação profissional. frente a um processo decisório ou atuação que transcenda suas possibilidades. O estágio no serviço social. requisitando apoio aos supervisores. trabalha com intervenção e pesquisa. com as sequelas materiais. que infrinja os princípios e preceitos da profissão.teórico-metodológicas críticas e sólidas. no projeto pedagógico do curso e/ ou nas normas institucionais do campo de estágio. elaborado em conjunto pelas unidades de ensino. expresso em enorme contingente da população sobrante. proposições e pedido de recursos que venham a contribuir para a qualidade de sua formação profissional ou. Reflexões que contribuem no acompanhamento e na sistematização dos materiais\dados colhidos no campo. conforme o caso. sob a égide do capital financeiro e dos conglomerados empresariais para defrontar-se com as condições de suas prática. ao supervisor de campo e/ou ao coordenador de estágios. cujas estratégias de intervenção constituam-se 10 . o melhor desenvolvimento de suas atividades. agir com competência técnica e política nas atividades desenvolvidas no processo de realização do estágio supervisionado. exigência ou atividade desenvolvida no estágio. no caso de realizar seu estágio em estabelecimento de saúde. qualquer atitude individual. morais e culturais do trabalho assalariado e a falta deste. atestado de vacinação. a partir dessas situações históricas específicas. especificamente. ao supervisor de campo e/ou ao coordenador de estágios. apresentar ao coordenador de estágio. informar ao supervisor acadêmico. para.

na promoção do acesso aos direitos pelos usuários. comprometer-se com os estudos realizados nos grupos de supervisão de estágio. no espaço sócio-institucional. num mesmo processo coletivo de trabalho. fatos e fenômenos percebidos no campo de estágio no diário de campo. 11 . realizando o conjunto de exigências pertinentes à referida atividade. privado (com fins lucrativos e/ou sem fins lucrativos e filantrópicos). expedientes. integrando planejamento. procedimentos e problemáticas no universo social de vivências em instituições de caráter público. também. compartilhada com diferentes categorias profissionais. registrar atitudes. em que o estágio.Indissociabilidade entre estágio e supervisão acadêmica e de campo O princípio que prevê a indissociabilidade entre estágio e supervisão acadêmica e de campo. apreender criticamente. mas são indissociáveis. desenvolver práticas e utilizar instrumentos técnico-operativos de Serviço Social sob orientação do assistente social Supervisor de Campo. tendo em vista que o estágio supervisionado se efetiva por meio da inter-relação das diversas áreas de conhecimento trabalhadas ao longo da formação profissional. Destacamos. construir o plano de atividades de estágio. participar efetivamente das supervisões acadêmicas e de campo. identificação de rotinas. construídas por meio dos conhecimentos e experiências que irão adquirir na observação. o acadêmico fará uma ponte entre a teoria/ reflexão/ prática. pressupõe a supervisão acadêmica e de campo. numa ação conjunta. enquanto atividade didático pedagógica. acompanhamento e avaliação do processo de ensino-aprendizagem e do desempenho do estudante. IV. seguindo parâmetros acadêmicos e as exigências de trabalho da instituição. o princípio da unidade teoria-prática. com a participação nas atividades concernentes e com a documentação solicitada. Outro princípio é o da interdisciplinaridade. tanto individuais como grupais.4 . na medida em que o estágio. bem como com a vivência. Durante o Estágio. a evidencia como processo dialético entre dimensões que não se equalizam. estabelecer proposições e intervir na realidade social. como atividade acadêmica. em entidades de classe e terceiro setor. na perspectiva de desenvolvimento de sua capacidade de investigar.

por meio do processo de supervisão acadêmica e de campo. conforme explicitado no art. que pressupõe o acompanhamento e a orientação profissional. configurado como um dos princípios das diretrizes curriculares. Configura-se em um processo coletivo de ensino-aprendizagem. sob responsabilidade do professor-supervisor no contexto do curso e a supervisão de campo. nos campos de estágio. Sua operacionalização abarca um conjunto de sujeitos – o estudante.O processo de supervisão de estágio realizado conjuntamente pelo supervisor acadêmico e de campo. A supervisão de estágio na formação em Serviço Social envolve duas dimensões distintas. devidamente inscrito no CRESS de sua área de ação. mas não excludentes de acompanhamento e orientação profissional: uma supervisão acadêmica que caracteriza a prática docente e. visando a construção de conhecimentos e competências para o exercício da profissão. os demais 12 . Estas dimensões devem estar diretamente articuladas em todo processo de supervisão. 2º da Resolução CFESS 533/2008: A supervisão direta de estágio em Serviço Social é atividade privativa do assistente social. análise e acompanhamento da atuação do estagiário no campo de estágio. contemplando duas dimensões: a avaliação do processo de estágio e a avaliação do desempenho discente. sendo denominado supervisor de campo o assistente social da instituição campo de estágio e supervisor acadêmico o assistente social professor da instituição de ensino. Esta avaliação deve ser realizada continuamente. o professorsupervisor acadêmico. requerendo encontros periódico-sistemáticos entre estes constitui-se atribuição privativa de assistentes sociais. em pleno gozo dos seus direitos profissionais. portanto. Ao operacionalizarmos o estágio supervisionado no processo de formação profissional do assistente social torna-se imperativo explicitar as atribuições (ou funções ou papéis) dos sujeitos que protagonizam esta significativa atividade curricular. bem como a avaliação do processo de aprendizagem discente. registro. o assistente social-supervisor de campo. que compreende o acompanhamento direto das atividades práticoinstitucionais do estudante pelo assistente social. no qual se realizam a observação. preconizados pela ABEPSS: a indissociabilidade entre estágio e supervisão. assegurando a participação dos diferentes segmentos envolvidos (supervisores acadêmicos e de campo e estagiários). que fundamentam a formação profissional.

de 25 de setembro de 2008. em constante diálogo com o supervisor de campo. garantindo diálogo permanente com o supervisor acadêmico. atividades a serem desenvolvidas no campo (programas e projetos). no processo de supervisão. junto às UFAs de Serviço Social. mediante o enfrentamento de situações presentes na ação profissional. e dos acadêmicos estão vinculadas às orientações consoantes nas seguintes legislações: Lei nº 11. acompanhamento.788.662/93) e a Resolução do CFESS. cabe conhecer e compreender a realidade social. as contradições da realidade social. orientação e avaliação do estudante no campo de estágio. Aos supervisores acadêmicos compete o papel de orientar os estagiários e avaliar seu aprendizado. servirá como norteador para abertura institucional dos campos.profissionais e pessoas envolvidas no cotidiano do campo de estágio. ético-políticas e técnico-operativas da profissão. sujeito investigativo. O estágio em Serviço Social é concebido como um conjunto de atividades que se efetivam fora dos limites da sala de aula. acadêmico e de campo. visando a qualificação do estudante durante o processo de formação e aprendizagem das dimensões teórico-metodológicas. e que desempenham diferentes papéis e funções na efetivação das atividades didático-pedagógicas. Lei de Regulamentação da Profissão (Lei nº 8. no qual se desenvolve um processo coletivo de trabalho – diretamente envolvidos na relação de ensino-aprendizagem. inserido no processo de ensino-aprendizagem. os sujeitos. pedagogicamente definidas e articuladas a um projeto de formação profissional. identificando as relações de força. nº 533. As atribuições dos supervisores. organização do Serviço Social. Aos supervisores de campo cabe a inserção. E ao estagiário. construindo conhecimentos e experiências coletivamente que solidifiquem a qualidade de sua formação. crítico e interventivo. em conformidade com o plano de estágio. seus aspectos jurídiconormativos. em conformidade com o plano de estágio. bem como os objetivos do estágio. Os planos de atividades do Serviço Social nas instituições (campos de estágio) devem expressar claramente os objetivos da mesma. destacando-se aqui a supervisão. Este documento juntamente com as demais exigências administrativo-burocráticas. de 29 de setembro de 2008. elaborado em consonância com o projeto pedagógico e com os programas institucionais vinculados aos campos de estágio. garantindo ao aluno a 13 .

No primeiro momento focalizei em reconhecer o campo. IV. porque vai ser um grupo sempre aberto a quem dele 14 . conhecendo então esses usuários e podendo fazer então a associação entre teoria e prática. a decisão de montar um grupo com quem precisar é muito interessante. foi para explicar sobre Assistência Social (ANEXO II). estava muito ansiosa para adentrar de uma vez por todas nessa vida tão árdua: a de estagiar. Posteriormente em reunião com a equipe de referência e outras estagiárias formulamos o “Projeto Mutirão de Sonhos” a ser desenvolvido pela equipe. como por exemplo: tem que precisar. fiquei então com o grupo de jovens e adolescentes. O primeiro encontro para desenvolver o Projeto Convivendo e Aprendendo “Mutirão de Sonhos” Jovens e Adolescentes (ANEXO I). fazer minuciosa descrição dos aspectos gerais e conhecer a equipe de referência e os usuários do CRAS. Não foi nada fácil o começo do estágio. numa segunda-feira. se unem com frequência para colocar em prática o Projeto Mutirão de Sonhos. o primeiro contato com o grupo também foi difícil. então nosso grupo está sendo formado. Como fazer valer os diretos de um indivíduo se nem ele mesmo faz nada pra isso acontecer. no que se refere ao contato com a prática profissional do Assistente Social. até mediar a relação entre as duas supervisoras para saber o que ambas desejavam. tanto para jovens e adolescentes. o CRAS é bastante procurado por pessoas em situação de vulnerabilidade para se cadastrar nos Programas Sociais e conseguir os benefícios que o Estado oferece.superação das limitações inerentes a esse espaço. descrever as estruturas físicas e operacionais do CRAS. mas tem que querer. mas tem que ser um conjunto de situações. está. Cheguei ao CRAS-SG às 9h em ponto.Ações. mas estava lá firme e forte pronto para mais uma etapa da minha carreira acadêmica.5 . o CRAS-SG. Após ler o Manual do Entrevistador para os programas sociais pude acompanhar algumas entrevistas dos mesmos no CADUNICO. Usuários dos serviços dos CRAS-SG. supervisionado pela assistente social e tendo também como participante a psicóloga. como para idosos e beneficiários do Programa Bolsa Família. foi complicado. a PNAS e próprio projeto. projetos desenvolvidos e auto-avaliação Comecei meu estágio exatamente no dia 23 de Março do corrente ano. dia de preguiça. o lugar onde iria estagiar.

isso tem sido de grande aprendizado socioeducativo pra mim e para o grupo. que buscam o recebimento dos benefícios assistenciais e os programas de transferência de renda. Pude também durante meu estágio ter contato com outros grupos. os usuários se tornarem totalmente dependentes das políticas públicas. O contato com os profissionais do CRAS. o retorno dos adolescentes à escola e sua permanência no sistema de ensino. a participação cidadã e uma formação geral para o mundo do trabalho. ocultando então a própria independência. A vulnerabilidade existente por parte dos usuários é em relação à própria higiene. os integrantes do PAIF. drogas. são discutidos assuntos polêmicos e requerido atitudes como foi o caso da “Parada do Bullying” (ANEXO V) que atraiu a participação do grupo. Outra expectativa é que durante a minha 15 . os planejamentos (ANEXOIII). as mães beneficiarias do Bolsa família. assim como para elaborar eventos como a quadrilha do CRAS e a Conferência Municipal de Assistência Social. as pesquisas que tenho feito são para apresentar um bom desenvolvimento nos encontros e a proximidade com o público alvo. as leituras. pude observar que a pobreza extrema é quase nula. Esses casos são encaminhados às autoridades competentes. Durante as visitas domiciliares feitas de forma informal. os apaeanos que lutam pela inclusão social. e acredito que ate um pouco de assistencialismo por parte de outros. sendo assim. Minha expectativa para o próximo período é que o CRAS-SG consiga implantar o ProJovem Adolescente. assim como o de idosos. os relatórios (ANEXO IV). a atenção da sociedade. devido ao fato de que o prefeito municipal tenta garantir o máximo de direitos civis e sociais da população juntamente com os programas de transferência de renda fornecidas pelo Estado. o grupo de Alcoólicos Anônimos deste e outro município. bebidas. que na verdade são as que mais estão em busca dos direitos públicos. assim aos poucos conseguiremos conhecer a realidade de cada um e quem sabe poder tentar intervir em alguma situação de vulnerabilidade. A equipe de referência na maioria das vezes se reúne para discutir varias questões. Isso é feito por meio do desenvolvimento de atividades que estimulem a convivência social. quem tem por foco o fortalecimento da convivência familiar e comunitária.necessitar e quiser. que lutam pela superação do álcool. prostituição. etc. que são super-animados. na maioria das vezes. a nossa convivência e a convivência familiar. abuso de menores.

e também. em contrapartida. ou seja. Para o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O profissional depende da relação com os usuários. com o qual o estagiário deve desde já se comprometer. um direito do cidadão. se materializando principalmente nos CRAS.supervisão de campo e acadêmica. aquelas que têm algum idoso ou deficiente que não possa se sustentar ou viver sozinho. articulando as três esferas do governo. Nesse sentido. melhore ainda mais a minha construção da minha identidade profissional. O SUAS prevê o acesso à assistência social às famílias em situação de vulnerabilidade. famílias que possuem uma renda per capita baixa. tem como objetivo a prevenção de situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. através do eixo da Proteção Social Básica e da Proteção Social Especial. em vistas a garantia de cidadania assentada na perspectiva de dever do Estado. os usuários e a população. cada vez mais e melhor. coletivas e individuais. mas também para 16 . O público alvo dos CRAS são as famílias que pertencem ao Programa Bolsa Família (PBF) e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em todas as ações realizadas pelo assistente social no CRAS a comunicação através da fala é essencial. um dos princípios fundamentais do Código de Ética do Assistente Social. o provimento das necessidades sociais. necessitando de alguém para auxiliá-lo. a Proteção Social Básica. e se constitui um processo que deve envolver os profissionais da área. e que tenha uma renda per capita inferior a 1/4 do salário mínimo respectivamente. sociais e políticos das classes trabalhadoras. V – CONSIDERAÇÕES FINAIS: A implantação do SUAS é recente. Trata-se de primar pela ampliação e consolidação da cidadania com vistas à garantia dos direitos civis. não apenas para cumprir os requisitos básicos do atendimento. devendo garantir. os CRAS constituem-se como equipamento estatal que evidenciam a compreensão de que a assistência social é um dever do Estado e.

O contato com a Política de Assistência em sua execução propriamente dita ligou os saberes através da interlocução com os profissionais de Serviço Social. A experiência de estágio foi muito importante à aprendizagem. além de suprir as expectativas do estudante. entrevistas. O estagiário poderá participar. sem respaldo fundamentado através de técnicas e diretrizes que norteiam o Serviço Social. de identificação e de articulação da rede prestadora de serviços e demais atividades coletivas. Entretanto ao se evidenciar os dois momentos não há a dissociação entre eles. das seguintes atividades: atendimento à família (acolhimento. A aprendizagem é um processo construído em base estruturante que nos capacita para o exercício de diversas atividades. supervisionado pela equipe técnica (da mesma categoria profissional) e com o consentimento dos usuários. principalmente pela busca constante do saber. A vinculação da teoria com a prática é resultado de um processo histórico profissional. elaboração de relatórios e participação em reuniões para discussão e avaliação do trabalho. no campo acadêmico o alicerce deve está pautado na apreensão de conhecimento. visitas domiciliares). na qual a supervisão de campo e acadêmica é essencial com vistas a uma ação competente do futuro profissional. orientação. sendo este dividido em teorização e a prática. a prática está sempre ligada à compreensão teórica a qual nos é atribuída ao longo da formação profissional. Após a realização de algumas etapas do curso de Serviço Social. Sem o conhecimento teórico as ações seriam meras atividades impensadas. dissolvendo muitos equívocos atribuídos nos senso comum. A inserção através do estágio obrigatório no CRAS proporcionou um amadurecimento quanto ao arcabouço teórico apreendido durante o curso. e o estágio é sem dúvidas uma etapa para o encontro entre essas subdivisões. do melhor intervir sob 17 . o discente pode visualizar a capacidade de envolvimento entre o conhecimento acadêmico e a prática necessária ao cotidiano profissional. principalmente no surgimento de novas demandas evidenciadas pelos usuários. possibilitando uma miscelânea de informações e aguçando cada vez mais a troca de experiência. Psicologia e outros. já que um complementa o outro. deve ser entendida como uma atividade de formação. A inserção no período de estágio. atividade de grupo de famílias. foi a partir da oportunidade que foram abertas inúmeras reflexões fortalecendo assim a postura profissional em acordo com o código de ética.avançar em um acompanhamento qualificado que propicie uma atuação responsável e competente.

não só pela confirmação da necessidade de enfretamento da Questão Social. uma prévia do que cada futuro profissional vivenciará. No geral. por isso o estágio deve está associado ao processo de aprendizagem. No CRAS foi oportunizada a análise dos pontos fortes e de algumas fragilidades.os olhares dos supervisores. o processo de estágio contribuiu para o entendimento conjuntural da profissão do Serviço Social. o que possibilitou a consolidação do projeto Mutirão de Sonhos. que são peças indispensáveis ao processo de execução. somando resultados enriquecedores a visão do futuro assistente social. 18 . que é apenas um recorte. mas também pela complexibilidade em lidar com diversas demandas no campo de atuação. A partir da execução do projeto foi posta uma série de possibilidades que também fazem parte de qualquer desenvolvimento profissional. sua prática foi um desafio que capacitou para o fazer profissional. Através do estágio houve a aplicação do conhecimento além limites estruturais da universidade.

gov.br/sislex/paginas/42/1993/8742.br/siicusp/cdOnlineTrabalhoVisualizarResumo? numeroInscricaoTrabalho=527&numeroEdicao=18.php/ETIC/article/viewArticle/1354.com. Acesso em 22 de julho de 2011. 15h42minh Disponível em: https://sistemas. Acesso em 20 de julho de 2011.Código de Ética Profissional dos Assistentes Social – Resolução CFESS nº 273/93 de 13/03/1993.br/revista/index.br/anais/xenex_xienid/xi_enid/monitoriapet/ANAIS/Area4/ 4CCHLADSSMT01. 14h25minh Disponível em: http://santianegodinho. 15h27minh Disponível em: http://www.pdf. 15h20minh Disponível em: http://www.dataprev.br/blog/o-cras-e-o-servico-social/. Acesso em: 20 de julho de 2011. 15h17minh Disponível em: http://intertemas.org.pdf.abepss.unitoledo. Disponível em: http://www81. 15h54minh 19 .REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: .br/briefing/graduacao/politica_nacional_estagio.VI . Acesso em 19 de julho de 2011.htm. Acesso em 22 de julho de 2011.prac. Acesso em 22 de julho de 2011.usp.ufpb.

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Fotos de encontros.VII – ANEXOS: Anexo I .Texto usado na Parada contra o Bullying.Cronograma sobre a Assistência Social.Planejamento do encontro com os jovens e adolescentes. 21 .Projeto Mutirão de Sonhos para jovens e adolescentes. Anexo V . Anexo VI . Anexo II . Anexo III .Relatório de um encontro com jovens e adolescentes. Anexo IV .

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