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MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES - silas

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TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

SECRETARIA-GERAL DAS SESSÕES

ATA Nº 16, DE 20 DE MAIO DE 2003
SESSÃO ORDINÁRIA

PRIMEIRA CÂMARA

APROVADA EM 27 DE MAIO DE 2003 PUBLICADA EM 29 DE MAIO DE 2003 ACÓRDÃOS DE Nºs 968 a 1.046

ATA Nº 16, DE 20 DE MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara) Presidência do Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça Representante do Ministério Público: Dr. Paulo Soares Bugarin Subsecretário da Sessão: Bel. Francisco Costa de Almeida Com a presença dos Ministros Humberto Guimarães Souto, Walton Alencar Rodrigues, do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (substituindo o Ministro Iram Saraiva) e dos Auditores Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa, bem como do Representante do Ministério Público, Dr. Paulo Soares Bugarin, o Presidente, Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça, invocando a proteção de Deus, declarou aberta a Sessão Ordinária da Primeira Câmara às quinze horas, havendo registrado a ausência do Ministro Iram Saraiva, por motivo de férias (Regimento Interno do Tribunal de Contas da União, artigos 33, 55, incisos I, alíneas a e b, II, alíneas a e b e III, 133, incisos I a IV, VI e VII, 134 a 136 e 140). HOMOLOGAÇÃO DE ATA A Primeira Câmara homologou a Ata n° 15, da Sessão Ordinária realizada em 13 de maio de 2003, cujas cópias haviam sido previamente distribuídas aos Senhores Ministros e ao Senhor Representante do Ministério Público, de acordo com os artigos 33, inciso X e 95, inciso I, do Regimento Interno. PROCESSOS RELACIONADOS A Primeira Câmara aprovou as Relações de processos organizadas pelos respectivos Relatores (v. Anexo I desta Ata), bem como os Acórdãos de n°s 968 a 1.013 na forma do Regimento Interno, artigos 137, 138, 140 e 143, e Portaria n° 42/2003). PROCESSOS INCLUÍDOS EM PAUTA Passou-se, em seguida, ao julgamento ou à apreciação dos processos adiante indicados, que haviam sido incluídos na Pauta organizada, sob n° 16, 13 de maio de 2003, havendo a Primeira Câmara aprovado os Acórdãos de n°s 1.014 a 1.046 (v. Anexo II a esta Ata), acompanhados dos correspondentes Relatórios, Votos ou Propostas de Decisão, bem como de Pareceres em que se fundamentaram (Regimento Interno, artigos 17, 95, inciso VI, 134, 138, 141, §§ 1º a 7º e 10; e Portaria n° 42/2003). a) Procs. n°s 012.376/1999-0 (c/1 volume os apensos n°s 002.678/2001-3 e 003.608/1999-9), 018.524/1995-8, 005.590/1996-5, 000.901/2000-7, 525.110/1995-0 (c/1 volume e o apenso n° 525.373/1996-9) e 008.717/1995-8, relatados pelo Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça; b) Procs. n°s 001.364/2000-9, 009.204/2001-0, 011.265/2002-0, 006.391/2002-5, 005.508/1996-7, 008.200/1996-3, 005.356/2001-3, 013.107/2001-2 e 007.427/2002-4, relatados pelo Ministro Humberto Guimarães Souto; c) Procs. n°s 279.010/1995-8 (c/1 volume) e 279.017/1995-2, relatados pelo Ministro Walton Alencar Rodrigues; d) Procs. n°s 002.898/2000-9 (c/1 volume), 700.339/1995-7 (c/1 volume), 014.364/2001-4, 005.920/2002-1, 005.925/2002-8, 006.017/2002-1, 012.049/2002-0, 014.189/2002-0, 017.707/2002-1, 625.145/1997-6, 549.020/1993-4 e 003.348/1995-4, relatados pelo Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha; e) Proc n° 015.529/2001-0, relatado pelo Auditor Augusto Sherman Cavalcanti; e f) Procs. n°s 003.973/2001-8 (c/1 anexo), 015.649/2001-9 e 000.384/2002-3, relatados pelo Auditor Marcos Bemquerer Costa. SUSPENSÃO DE VOTAÇÃO EM FACE DE PEDIDO DE VISTA Foi suspensa a votação do processo n° 007.408/1996-0 (Relator, Ministro-Substituto Lincoln

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Magalhães da Rocha), em face de pedido de vista formulado pelo Ministro Humberto Guimarães Souto, nos termos do artigo 119 do Regimento Interno, após haver o Relator apresentado a respectiva Proposta de Acórdão e o Ministro Walton Alencar Rodrigues apresentado sua Declaração de Voto e Proposta de Acórdão. PROCESSOS EXCLUÍDOS DE PAUTA Foram excluídos de Pauta, nos termos do artigo 142 do Regimentos Interno, ante requerimento dos respectivos Relatores, os seguintes processos: a) Procs. n°s 825.152/1997-6, 004.517/2002-0 e 009.387/2002-6 (Ministro Humberto Guimarães Souto); b) Proc. n° 015.337/1999-5 (Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha); c) Procs. n°s 014.136/1999-6 e 000.279/2003-6 (Auditor Augusto Sherman Cavalcanti); d) Proc. n° 001.037/2000-5 (Auditor Marcos Bemquerer Costa). Foram proferidas, sob a Presidência do Ministro Humberto Guimarães Souto, as Deliberações quanto aos processos relatados pelo Presidente da Primeira Câmara, Ministro Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça. ENCERRAMENTO A Presidência deu por encerrados os trabalhos da Primeira Câmara, às dezesseis horas e cinqüenta e dois minutos e eu, Francisco Costa de Almeida, Subsecretário da Primeira Câmara, lavrei e subscrevi a presente Ata que, depois de aprovada, será assinada pela Presidência. FRANCISCO COSTA DE ALMEIDA Subsecretário da Primeira Câmara Aprovada em 27 de maio de 2003. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente da 1ª Câmara ANEXO I DA ATA N° 16, DE 20 MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara) PROCESSOS RELACIONADOS Relações de processos organizadas pelos respectivos Relatores e aprovadas pela Primeira Câmara, bem como os Acórdãos aprovados de nºs 968 a 1.013 (Regimento Interno, artigos 137, 138, 140 e 143, e Portaria n° 42/2003). RELAÇÃO Nº 18/2003 – Primeira Câmara Relação de processos submetidos à 1ª Câmara, para votação, na forma do art. 143 do Regimento Interno. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça APOSENTADORIA ACÓRDÃO Nº 968/2003 - TCU - 1ª Câmara

inciso VIII.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. inciso III. 143. com fundamento nos arts. inciso II. com fundamento nos arts. 1º. inciso V. inciso V. ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de alteração(ões) da(s) concessão(ões) a seguir relacionado(s).476/1991-3 Interessado(s) : Benedita da Silva Abreu Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara TCU.443/92. inciso III. 1º. 1º. inciso VIII. conforme os pareceres emitidos nos autos: PODER JUDICIÁRIO 01 . do Regimento Interno/TCU. inciso V.175/1995-9 Interessado(s) : Carlos Victal Ribeiro ACÓRDÃO Nº 969/2003 . ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s). reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-052003. inciso VIII.TC 018. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-052003. inciso II. 143. do Regimento Interno/TCU. conforme os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 .4 Os Ministros do Tribunal de Contas da União.443/92. com fundamento nos arts. ACORDAM em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de alteração(ões) da(s) concessão(ões) a seguir relacionado(s). Sala das Sessões. e 39. Humberto Guimarães Souto na Presidência Marcos Vinicios Vilaça Ministro . c/c os arts. 1º. da Lei nº 8.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. da Lei nº 8. conforme os pareceres emitidos nos autos: PODER JUDICIÁRIO 01 . e 39. da Lei nº 8. 1º. 17. e 259.TCU . inciso III. 1º. e 39. c/c os arts. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-052003.Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público . c/c os arts. 143. e 259.443/92. inciso II. inciso II.501/1995-8 Interessado(s) : Haydee Karst PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO Nº 970/2003 . 17. do Regimento Interno/TCU.TC 004.TC 014. 17. inciso II. inciso II. e 259.TCU . inciso II. inciso II. inciso II. em 20-05-2003.

00 Data de origem do débito: 22-03-1988 Valor Recolhido: R$ 24.000.000.5 RELAÇÃO Nº 19/2003 – Primeira Câmara Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. Humberto Guimarães Souto na Presidência Marcos Vinicios Vilaça Ministro . reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20-052003. e arquivar o processo. c/c os arts.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.60 Data do recolhimento: 06-09-2002 Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara TCU. 27. 143. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto APOSENTADORIA ACÓRDÃO Nº 972/2003 . CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério .591. 138 e 140. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. da Lei nº 8.873. arts. em 20/05/2003.443/92.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. ACORDAM em dar quitação ao(s) responsável(eis). Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça COBRANÇA EXECUTIVA ACÓRDÃO Nº 971/2003 .TCU . 134. ante o recolhimento integral do débito que lhe(s) foi(ram) imputado(s). 135. 137.445-72 Entidade(s)/Orgão(s): Prefeitura Municipal de Cristópolis – BA Valor original do débito: Cz$ 1. em 20-05-2003.031/1998-6 Classe de Assunto : II Responsável(eis) : Francisco Pedro dos Santos. para votação na forma do Regimento Interno. inciso I e 218 do Regimento Interno/TCU. para votação.TCU . com fundamento no art. conforme os pareceres emitidos nos autos: PREFEITURA MUNICIPAL 01 . na forma do art. 143 do Regimento Interno. CPF 034.TCU Gabinete do Ministro Humberto Guimarães Souto Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. Sala das Sessões.TC 006.Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 21/2003 .

ESDRAS SANTOS SILVA. DANIELA SANTOS CRUZ. de 16 de julho de 1992. ANDRE SOUZA MARQUES.ALCIDES NADIR SANTANA. LUZIA BARBOSA LADEIRA FERREIRA. DEYSE DANTAS SANTOS DO COUTO. CARLOS ROBERTO ANDRADE GUERRA. c/c os arts. VILMA MARIA DA SILVA. ALINALDO ALVES DE MORAES. com fundamento nos arts. 1º. ANTONIO RODRIGUES FERREIRA LIMA. CARLOS ANTONIO DA COSTA FARO FILHO. FATIMA VIEIRA GRAGNANO. RAUL SIMOES DA COSTA. ANTONIO CARLOS DE SOUZA. ESTANISLAU RODRIGUES SKWARA. MARIA CELIA OLIVEIRA ALVES TINELLI.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. CARLOS EDUARDO ALVES POCONE. NILTON GANDA PINTO.TC 000. VICENTE CARLOS HIPPERT SOARES. RAIMUNDO NONATO PESSOA JUNIOR. MARISTELA ROCHA ROSA DE ASSIS. GEORGINA MOTA DE REZENDE CARVALHO. ANTONIO VICENTE FERREIRA NETO. ANTONIO JORGE DOS SANTOS JUNIOR. c/c os arts. ANTONIO CARLOS LIMA DOS SANTOS.443. 39 e 40 da Lei nº 8. PAULO CESAR PROENCA. ANTONIO FERNANDES DA SILVA.691/1996-9 . IVANILDO ALVES DE MEDEIROS.734/2003-1 . MARIA GUILHERMINA RODRIGUES CERQUEIRA.315/1997-7 .TCU . ROSANE BARROS VIANA SANTOS. ACORDAM. EDÉR DE JESUS ANDRADE. SERGIO ARTUR DO NASCIMENTO. MARIA JOSE JARDIM FREIRE.JORGE DA SILVA OLIVEIRA ATOS DE ADMISSÃO ACÓRDÃO Nº 973/2003 . SILVIA DINIZ LIMA. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. DOGIVAL SANTANA BATISTA.TC 003. EDIVÂNIA DIAS DE OLIVEIRA. 1º. com fundamento nos arts.6 Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. por unanimidade. ROSE MERE DE FARIA FERREIRA LOURENCO. em 20/05/2003. RUTE SENRA CARAMEZ. MARIA JOSE FERREIRA TEIXEIRA. ALEXANDRE LUIS FONSECA RODRIGUES. CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. 1º. GETULIO BAHIA DA SILVA.443. EDINILSON CORREA TELES. 1º.ALAN DE ALMEIDA SILVA. PAULO SERGIO RAMOS NICOLAO. ACORDAM. MIRIAN SOLEDAD GONCALVES DILLY. por unanimidade. MARIA DE LOURDES SOUZA DE MELO BRAGA. JOSE MARIA BORGES. 39 e 40 da Lei nº 8. SINEIDA RIBEIRO SALES. IVAN LUIZ FERREIRA DE OLIVEIRA. MARIA REGINA DE ALMEIDA TEIXEIRA. LILIANE VERSIANE RAMOS GUIMARAES. GEIZE CAROLINNE CORREIA ANDRADE. de 16 de julho de 1992. HUNALDO GOMES DE LIMA. EGILDO DE OLIVEIRA MOURA FILHO. CELSO DANIEL SANTOS PEREIRA. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno.TC 854. . MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES 01 . COSME WELINGTON NASCIMENTO COSTA. inciso V. ENILSON FONSECA XAVIER. EVALDO SANTOS OLIVEIRA. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. JOSE DANIEL FERREIRA GOMES. REINALDO AGUILAR PEIXOTO. EULER ANDRADE DE OLIVEIRA. inciso V. ANGELA SANTOS. em considerar legais para fins de registro os atos de admissão a seguir relacionados: MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 01 . EDENBERG DA FONSECA SILVA. BRISTOWN SANTOS LIMA. ANGELA MARIA MOREIRA CANUT. em considerar legal para fins de registro o ato de concessão a seguir relacionado: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 . CARLOS ALBERTO COLUCCI FILHO. REINALDO GOMES GONCALVES. ELANISA TEREZA VIEIRA MARTINS.

JOSE ERALDO DE SANTANA. SERGIO SANTOS RIBEIRO. LILIAN MOTTA DE MORAES FERREIRA.7 JEFFERSON VANUCCI DE ANDRADE OLIVEIRA. CRISTIANE VALERIA DE SOUZA BARRETO. ANA PAULA BARBOSA LIMA PEREIRA DE MORAIS. ROBSON WAGNER SOUZA TELES. ROSILENE GONÇALVES DA SILVA. ANGELO MARCIO FARIA. JORGE RAIMUNDO FONSECA TEIXEIRA. LILIA DE SOUSA GOMES. LUIS CARLOS SANTANA SILVA. DILMA CARLA DINIZ. ELZA MARIA RODRIGUES SILVA. MATHEUS MEDRADO SILVA E SILVA. JOCELI SILVA SANTOS. MARCIO DA SILVA SANTOS. CLEBER TOURINHO DE SANTANA. PEDRO MARTINS DOS SANTOS. ANTONIO JORGE DE LIMA GUIMARÃES. VÉRCIA RIBEIRO LIMA. TADEU SILVA SANTOS. IGO SILVA AMORIM. ROGERIO TENORIO DE AZEVEDO. VALNISIA AMARAL GOMES. AILTON DE SENA. JOSE VALTER DA CRUZ.ADENILZA GOMES DOS SANTOS. WILTON CELIO VANCONCELOS AGUIAR. 03 . VALTER VILA FLOR SANTOS FILHO. FABIO . CELIA REGINA FERREIRA REIS. VALDSON CHAVES DIAS. EDUARDO CIRIACO DA SILVA. CRISTIANE FIGUEREDO BARRETO. LUCIANO BARROS SANTOS. FRANCISCO JOSE SILVA DA CRUZ. ANTONIO CEZAR DA SILVA OLIVEIRA. YURE SAULO DE OLIVEIRA ARANHA. JOSE MARIA DOS SANTOS COSTA. RICARDO SANTOS DE SANTANA. FABIANO PACHECO DE QUEIROZ. MARCIO LOBO BITTENCOURT. MURILO LEANDRO DA SILVA. EDIR WILSON OLIVEIRA SANTOS. NILDO SILVA DOS SANTOS. DJALMA BRANDÃO FIGUEREDO. JOSÉ MARTINS DE FREITAS. RONALDO DE ALMEIDA SANTOS. AELSON QUIXABA VIEIRA JUNIOR. HARRYSON FALCÃO SILVA. FABIO EDUARDO BECHARA. BRUNO LEONARDO PIRES RABELO. MOISES DE SANTANA MARTINS. JONAS FERNANDES DA SILVA. RIVALDO BATISTA DOS SANTOS. ERNANE DIAS DA SILVA. EDNA BARBOSA DE SOUZA. JOSE MARCELO ARAUJO SANTOS. MARIO PEREIRA DOS SANTOS NETO. DJAN BARBOSA MUTHE. MARCOS CARVALHO DE ARAUJO. DOMINGOS ALBERTO MATOS. TELMIRA GOMES SANTOS. FREDSON SANTOS ROCHA. HERIVELTON DA COSTA SACERDOTE. JONIVON DE SOUZA CARVALHO. ELMAR ANTONIO DA SILVA SILVEIRA. FABIO LOPES DA SILVA. SHIRLEI PATRICIA MARTINS CERQUEIRA SILVA NEVES. ADRIANA OLIVEIRA MACHADO. ROMEU VILLA FLOR SANTOS NETO. SANDRA RACHEL FIGUEIREDO DE ALMEIDA DIAS. JUCELINO CERQUEIRA SILVA. JOILSON AMORIM DOS SANTOS. DANILO DE JESUS SANTANA. JOSÉ MAURICIO ARAGÃO NETO. JOSE CARLOS DIAS WANDERLEY. ANDRE BONFIM DE LIMA. MARIA ALVES DE MENESES. EVERALDO SOARES DE OLIVEIRA. ARNALDO JESUS DO NASCIMENTO.TC 000. LUCIENE OLIVEIRA SANTOS. EDSON ALVES COELHO. RODRIGO OLIEIRA CHAVES. 02 . DELMA DE OLIVEIRA CRUZ. AGILDO SANTOS MATOS. CLAUDIA HELENA DA SILVA. ADRIANA OLIVEIRA DA SILVA. WANDERLEI RODRIGUES DOS SANTOS. CATIA DANIEL DE OLIVEIRA. BRUNO HENRIQUE SIQUEIRA. SILVERIO ALVES MEDRADO. GIVALDO SANTOS SIMÕES.742/2003-3 . PAULO HENRIQUE AMORIM MOTA. LAERT PEREIRA DA SILVA JUNIOR. FABIANO TEIXEIRA DE MELO. MARTINIANO SILVA PINTO. LUANA PRISCILA MATOS CERQUEIRA. MANOEL LYRA SOARES. JURANDI CAZUMBA CONCEIÇÃO. ALEXANDRA MARIA PEREIRA BARBOSA. ALEXANDRE GERALDO MENDES. CLEYTON ROBERTO AVELAR VIEIRA. GÊNESIS NERIS DE JESUS. NELIA MAZZETTY FREITAS FALCONERY. ELIEZER GONÇALVES PEIXOTO. CARLOS EDUARDO DOS SANTOS SANTANA. CLAUDIO LUIZ DA SILVA CARVALHO. CELIO DAMIAO FERREIRA. SERGIO PEREIRA DO CARMO. ERICO RODRIGO HEMERLY. MARCOS ROLEMBERG. JOSÉ CARLOS DOS SANTOS. ANA PAULA FIUZA DE SOUZA. KATARYNA SANTANA DE JESUS. ELIEZER DE MOURA. VIVALDO CARVALHO SILVA. EVANDRO RAFAEL SIMAS. CARLA CABRAL SANTOS. WELINGTON SILVA DE MENDONÇA. PAULO HENRIQUE ANDRADE DOS SANTOS. CRISTHOFER AGUIAR DE PAULA. JOSE MARCELO BARRETO DE OLIVEIRA. MARCIO LISBOA CERQUEIRA.ADAILTON SANTOS DE OLIVEIRA. WILSON COSTA SANTOS. JEAN EMERSON DA SILVA PEREIRA. CARLOS DA SILVA SOUZA. MARCELO VITOR. CIRO FRANK QUEIROZ.TC 004. ARI CELESTINO CONCEIÇÃO.022/2003-0 .

39 e 40 da Lei nº 8. MARILEIA MURTA SILVA. LILIAN MARCIA LIMA E SILVA. 1º. ROBERTO RABELLO DAS NEVES. PETRONIO DE OLIVEIRA SANTOS. em considerar legais para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados: . JOAO BOSCO DE SOUZA MACEDO.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. HERCULES DUARTE DO ROSARIO.TC 004. RONY ALEXANDRE DE SOUZA. SUELY GUIMARÃES. GERALDO FLORENTINO ROBERTO. ARNALDO DA SILVA CALVERT. LAERCIO DE CAMPOS. GILSON MOREIRA LIMA. FABRICIO CARLOS DOS SANTOS. VANDERLEIA REGINA VERNIER. c/c os arts. WELERSON ALVARO RODRIGUES BICALHO. FREDERICO GUSTAVO PEREIRA SANTOS. em 20/05/2003. MARCIO ANTONIO LIBERATO. JACKELINE ALMEIDA SILVA. ITALO JORGE KNOPP ALVES. ROBERTO GONÇALVES DE OLIVEIRA. 1º. CLARISSE MENDES DA SILVA. JAQUELINE SALGADO XAVIER. MARCELO LEONARDO ALBINO DA CONCEIÇAO DA SILVA. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. MARCO ANTONIO DE SOUZA MELO. MARLON HELENO COSTA. WESINTON TEODORO DA SILVA. MARCOS ANTONIO DOS SANTOS. LUIZ CARLOS DA MOTA. FLAVIO FERREIRA DE ANDRADE. VALDILEA LEMOS DOS SANTOS LEAO.ALEXANDRE TEIXEIRA LEITE. com fundamento nos arts. JOSE LUIZ SILVA. por unanimidade. MARCELO MOREIRA DE CAMPOS. SIMAR DA SILVA FERREIRA DE SOUZA. RITA DE CASSIA FERREIRA DE ANDRADE. de 16 de julho de 1992.240/2003-0 . MARCELO MENDES FREITAS. PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO Nº 974/2003 . JOSÉ CARLOS DOS SANTOS JÚLIO. WALDINEY ALENCAR DE SOUZA. JANAINA SANTOS DE OLIVEIRA. SUILENE BOM DESPACHO DE SIQUEIRA. HERCULANO HELENO JUNIOR. SUELI FATIMA VIDAL. VICTOR HUGO ALBUQUERQUE CORREA DE JESUS. 04 . WILLIAN JONATAN ALVES DE ALMEIDA LOBO. PERICLES CUNHA LOPES. MICHEL BRUNO ROCHA. RONNIE VON CORREA DE OLIVEIRA. GERALDO JOSE BARBARA. WALTER PEREIRA NEPOMUCENO. REJANE AUXILIADORA BRAZ DA SILVA. PRISCILLA MARA BRITO PEREIRA DE SOUZA.ALBERT TEIXEIRA CAETANO. JARDEL FERNANDES SILVEIRA. GRAYSON GERALDO FERREIRA RESENDE. WENDEL ALEXANDRE SOARES VELOSO. NADIA DE OLIVEIRA LOPES. IVONILDA CUNHA RAMIRES. EDENIR GOULART RODRIGUES. MARIA LUCIA PINHEIRO. FLAVIO NOGUEIRA MARCAL. CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. MARLON DE LIMA RAMOS. PERLA SILVA SALOMAO. GUSTAVO ALEXANDRE DE CARVALHO PEREIRA.023/2003-8 . WILSON CAVALCANTE MENDES.TCU . MARCOS DE SOUZA SANTIAGO. ELZA MARIA GRESSANA. JEFFERSON GOMES DE QUEIROZ. VANDERLEY VENCESLAU ALVES PEREIRA. FLÁVIO LUIS SILVA DE OLIVEIRA. NOE SIDONIO DA SILVA. LUCIANA SIQUEIRA DOS SANTOS OLIVEIRA. inciso V. JOSE ANTONIO MARQUES DOS SANTOS. ILSON FERREIRA DA SILVA. ACORDAM.443. 05 . CARLOS ALBERTO DOS SANTOS. MARLON MAGNUS DOS REIS. VALDIRENE APARECIDA DE SOUZA. HILTON JORDÃO TAVARES. MÁRIO LOURENÇO DA SILVA FRANÇA.TC 004. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. MENDEL MARQUES VILACA. ISMAEL MARCOS BARBOSA. EDNA SANTIAGO DE MELLO.8 SANTOS FINAMOR. RUBENS FLAVIO MATHEUS. MONICA COSTA REZENDE. ROBERTO DE JESUS PEREIRA. VALDERCI GONÇALVES PIMENTEL. SILVIO RAMOS DE OLIVEIRA. MARIA EDIVALDA OLIVEIRA SANTANA. RENATO PEREIRA DOS SANTOS. SIDNEI DA SILVA FAUSTINO. MARIA CRISTINA NASCIMENTO DA SILVA. ITAMAR TEIXEIRA DE MATOS. VALERIA MARIA WEHDORN GANEM. MARIANGELA APARECIDA SILVA. PAULO CESAR DUARTE DA SILVA.

39 e 40 da Lei nº 8. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto APOSENTADORIA ACÓRDÃO Nº 975/2003 . ACORDAM. com fundamento nos arts. 134.696/1997-0 – JOSE AIRTON ROLIM 03. para votação na forma do Regimento Interno. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. 137. LUIZ DE OLIVEIRA DA SILVA. por unanimidade. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Humberto Guimarães Souto Ministro .C.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 22/2003 Gabinete do Ministro Humberto Guimarães Souto Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.TCU . 138 e 140.MARIA CHAGAS DE OLIVEIRA 02 –TC 006.TC 016.TC 006.705/1997-9 .197/2002-1 .876/1997-2 .1ª Câmara . de 16 de julho de 1992.U. em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 .MARIA SOARES DA SILVA Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara T.FRANCISCA PEREIRA SANTOS 02 .TCU . arts.DALMIR DE BARROS. 1º.TC 011.TC 856. 135.668/1998-2 . CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. em 20/05/2003. 1º.443. VANDERLI COMETTI. inciso V.9 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 . em 20 de maio de 2003. ATOS DE ADMISSÃO ACÓRDÃO Nº 976/2003 . MARIA APARECIDA MATHIAS DA COSTA. c/c os arts.

ERIKA MARIA BASTOS DE ASSIS. MIRIAN OLIVEIRA DE SOUZA. ALBERTO CARLOS SIGNORINI. com fundamento nos arts. ANGELO LUIZ TADEU OTTATI. ANDRE LUIZ LEMES ALARCAO. LOENI LUDKE FALCAO. DENILSON GOUVEA ANTHONISEN. 39 e 40 da Lei nº 8. FABIANO DE . HELIO TONINI. ELDER MANOEL DE MOURA ROCHA. DORIVAL MELLO JUNIOR.CRISTIANO GUIZZO. VICTOR LEONARD NASCIMENTO DE SOUZA.ABRAO ANTONIO HIZIM. FLAVIA KLUPPEL CARRARA. FABIA SUELLY LIMA PINTO. DANIEL MATEUS BARRETO. ISMAEL BRAS DA SILVA. OTAVIO VALENTIM BALSADI. WILSON KENJI KOIKE. DEISE ROCHA MARTINS DOS SANTOS. ELIANA DA ROSA FREIRE QUINCOZES. FERNANDA VIDIGAL DUARTE SOUZA.891/1997-7 . JEAN LUIZ SIMOES DE ARAUJO.443. HILANA MAGALHAES AVILA PAZ MOREIRA. EMANUEL FERREIRA. GUILHERME MONTANDON CHAER. EDILSON DA SILVA GUIMARAES. MARIO PAES KOZIMA. c/c os arts. GUILHERME FERREIRA VIANA. TIAGO APARECIDO MARTINHO. BIANCA RAFAELA FIORI TAMPOROSKI. UBIRATAN PIOVEZAN. CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. LUCIANO OLIVEIRA VIEIRA. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. CLAUDIO LUIZ LEONE AZEVEDO. FAGONI FAYER CALEGARIO. TULA BECK BISOL. por unanimidade. MIRIAN PEREZ MALUF. CARMEN DOLORES FAITARONE R GUEDES. LUCIANA SAMPAIO DE ARAUJO.10 Os Ministros do Tribunal de Contas da União. EDUARDO DA SILVA COSTA. de 16 de julho de 1992. FABIO MOTTA BAGGIO. DENIS PEDROTTI. CARLOS RODRIGUES BORGES NETO. ANEVIR MARIN. GLAUCIA DE CASTRO ROSA. CELINA TOMAZ DE CARVALHO. YNAIA MASSE BUENO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 . WERITO FERNANDES DE MELO. CARLOS EDUARDO SILVA SANTOS. CASSIO PONTES OCTAVIANI. ALDO BELTRAMI. DANIEL CLEMENTE DE OLIVEIRA. IVAN CARLOS BARBOSA BRITO. CARLOS HENRIQUE MONTEIRO BEZERRA. em considerar legais para fins de registro os atos de admissões a seguir relacionados: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. VIRGILIO BRAZ DE QUEIROZ JUNIOR. inciso V.946/2003-7 .TC 851. FRANCISCO JUSTINO DE SOUZA. TADEU TEIXEIRA GUIMARAES JUNIOR. LUIZ OCTAVIO RAMOS FILHO. GILMAR JOSE CASAGRANDE SOLIGO. ELTON EDMUNDO POLVEIRO JUNIOR. CARLOS EDUARDO SANTOS OLIVEIRA. JEFERSON FERREIRA DA FONSECA. ANTONIO JOSE MADEIRA BARBOSA. ALINE DE OLIVEIRA GARCIA. KELLY DE OLIVEIRA COHEN. BARUC MACHADO GAMA. CRISTIANE DE FIGUEIREDO LIRA. MARISA DAHMER. ANDRE YVES CRIBB. ALESSANDRA SOUZA PERES RIVERA. IVANA DE ALMEIDA VIEIRA. LEONARDO DE FARIA SANTANA ALVES. EDMILSON MARTINS DE OLIVEIRA. INES MARIA RODRIGUES.TC 000. JEAN CLAY DE OLIVEIRA E SILVA. DEBORA HANASHIRO. ELIANA VALERIA COVOLAN FIGUEIREDO.TC 003. ELAINE GOES SOUZA. GERALDO DOS SANTOS OLIVEIRA. 1º. NIVEA HELENA CRUZ DE AQUINO.749/2003-4 . reunidos em Sessão da 1ª Câmara. EDUARDO ADRIANO ESMERALDO DUARTE DA. DANIELLA LOPES MARINHO DE ARAUJO. ANDERSON SOARES PEREIRA. KATIA MIDORI HIWATASHI. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 01 . FABIANO DE OLIVEIRA ARAUJO. LUCIMERE DE FATIMA MORELO M COSTA. TALITA HELENA DA COSTA BRANDAO. 1º. CLAUDIA FORTES FERREIRA. VINICIUS GOUVEIA DE FREITAS. JANIO LAZZARINI. FERNANDA LUCIA DAS NEVES BERG. FABIO ZANCHETTIN. EDVALDO ALBERTO PIRES FERREIRA. em 20/05/2003. EDUARDO PEREIRA DOS SANTOS. FABIO RICARDO MARIN.LUIZ CARLOS TORQUATO DA SILVA MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES 01 . NADIR RODRIGUES PEREIRA. CLAUDIOMIR SAVI. ACORDAM. PATRICIA VALLE PINHEIRO.

DANIEL PINTO DE MIRANDA JUNIOR. LUIZ HENRIQUE PEDROSO LINO. DIVALDO DA COSTA LIMA. ALTAIR JOSÉ GOMES. CLAUDINEI BATISTA DA SILVA. MAYKO OLIVEIRA RONDON. CLAUDEMIR BELTRAMELLI. JOSÉ CARLOS ALVES DOS SANTOS. ANA AMÉLIA LEME DO PRADO RIZZETTO DE MELO. MARIA DO LIVRAMENTO SAMPAIO DOS SANTOS. FLAVIANA DE OLIVEIRA RIBEIRO. VIVIAN LINHARES DA COSTA. CLECIO VIANA DE SOUZA SEVERO. MAYNNA KELLY DO NASCIMENTO PEREIRA. JOSE GEORGE BEZERRA RIBEIRO. TELMA MARIA DE OLIVEIRA. DENISE TERESINHA STOFFEL. GERACY FERNANDO DA CONCEIÇÃO. CLAUDIO BARROS CAMARA. CLAUDIANA OLIVEIRA DA SILVA. THIAGO MANOEL CLEMENCIA. GILDASIO PEQUENO SILVA. ATILIO DA SILVA RODRIGUES. ZILDA BEZERRA CARPES BICA. MIRELA MARIA MATTHES DE SOUZA. UEILA GUIMARAES DA SILVA. JACILDO SILVA DA CRUZ. 02 . LUIZ DA PENHA ARAÚJO. LUCIOMAR MOREIRA DE ARAÚJO. NESTOR GONÇALVES DOS SANTOS. CLAUDIO SILVA GUIMARÃES. TANIA REICH. ELIZABETH LEMOS DA SILVA. OSELIA PECETTI. CARINA BELLINI CANCELLA. MARISTELA ALVES MENDES. MARCELO RODRIGUES DA COSTA. CÁSSIO AUGUSTO DE MELLO. ALEXANDRE PORTO CHACON. ELISSANDRA MATOS RIBEIRO. LILIAN APARECIDA LEAL COSTA. MÁRCIO NETO DE ARRUDA. VALDIRLENE DE JESUS LOPES. ALZENIR ROCHA VENANCIO.978/2003-0 . ENOQUE MOURA PAZ. EDJARME VIANNA RAMOS DA SILVA. ANDERSON NUNES DE SOUZA. VANEIDE SOUSA FLORÊNCIO DA SILVA. DORIANE VIEGAS DA CRUZ. EDUARDO AUGUSTO FERREIRA DE SOUZA. AGUINALDO ALVES NOVAIS. ELIDIO COLETO DA CUNHA. IVAN FERREIRA DE OLIVEIRA. ROSALI ANA MIRANDA DOS SANTOS.11 SOUZA JOAQUIM. DOMÍCIO RIBEIRO DA SILVA FILHO. RICARDO ALEXANDRE DA SILVA RIBEIRO.974/2003-1 .ABORE MARQUEZINI PAULO. JOSÉ GOMES DUTRA. LUIS FABIANO BRITO DA ROSA. MARIA HELENA DE OLIVEIRA E SILVA. EDUARDO MITSUO FUGIHARA. ANTONIO ZEFERINO DA ROSA JUNIOR. RONALDO DE ARRUDA MAGALHÃES. DIRCEU DE OLIVEIRA E SOUZA. JONCILMAR DE OLIVEIRA SOUZA. VIVIANE SANFELICE. ROBERTO CÉSAR PEREIRA FILSINGER. CAIO ADRIANO LEPORE SANTOS. DANIEL ROBERTO DIAS DO AMARAL. FRANCISCO ITAMAR SANTOS DE SOUZA. DIVINA MARTA DE OLIVEIRA.TC 003. JULIO CESAR ASSUNÇÃO SIQUEIRA. JOSÉ RENATO SANTANA. BENEDITO DA GUIA SILVA. ANTONIO MARCOS PEREIRA DE OLIVEIRA. ARISTELA CAVALCANTE DOS SANTOS. MARIA AMELIA DE SOUZA E SILVA MANNES.1ª REGIÃO 01 . AROLDO PAES BARBOSA. MARCELO JOSÉ TEIXEIRA. FABIANO PAULINO DA SILVA ARAÚJO. HELENA MARIA RODRIGUES DE PAULA.TC 003. VANDEILTON PEREIRA BARBOSA. EMANUEL . SUELI REGINA DE OLIVEIRA. ADRIANA HERNANDEZ FERRO. ALEX LUIZ PINTO DE CAMPOS JUNIOR. LORENA OJEDA VERÃO SERRANO. EDÉCIO CRISTOVÃO DE ARRUDA E SILVA.750/2003-5 . CICERO ALVES LIMA.JANIDIA AUGUSTO DIAS. BRENO DE CERQUEIRA LEITE FILHO.3ª REGIÃO 01 .AGEU ROSA DE ALMEIDA. LUCIVANIO SILVA. VALDIR DA SILVA RIBEIRO. GILSON ANTONIO DO NASCIMENTO ALVES. GETÚLIO MIRANDA BARBOSA JÚNIOR. ODETE SOARES DOS SANTOS. EDVALDO PEREIRA LIMA. ALINE SALGADO NEUTSCHMANN. CÉSAR LUIZ NUNES RUIVO GARCIA DA CONCEIÇÃO. MÔNICA BARBOSA FERREIRA. GERSON KRAEMER.TC 000. ELIANA BAZZO POLIZELLI. SILAS EVARISTO FERREIRA NETO. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL . LUCIANO DA SILVA PAULA. NILTON CESAR DOS SANTOS. TATIANE DE SOUZA BRASIL. SANDRA REGINA ROMERA. HELAYNE LUIZA ALMEIDA DE ARRUDA. DEMEURE MARTINS E SILVA. ALECSON MACÊDO DE ALCÂNTARA. CLAUDIA ISMERIA CICOTE. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL . GERALDO BASÍLIO DA SILVA FILHO. LUCIANO GOMES DA ROCHA. AMELETO MASINI NETO.

FLAVIA SILVEIRA DA SILVA. LUIZ FERNANDO PACE.TCU .FABIO SILVEIRA DA SILVA. MARIA BEATRIZ CORREA SALLES. LEONARDO VIETRI ALVES DE GODOI. PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO Nº 977/2003 . FABIANO PEREIRA KOBAL. GENILSON RODRIGUES CARREIRO. NAYANE MUNIZ MAIA. ROBERTO TARO SUMITOMO.ROSA MATIAS DE OLIEIRA 02 .12 BRANDÃO FILHO. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 01 .TC 004. GISELE TROYANO. FLAVIO SILVEIRA DA SILVA. WILSON JOSÉ EUSEBIO. LUIZ FERNANDO PACHECO.TC 011.TC 004. 1º.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. EVELISE KAYOKO OTI.566/1997-1 . FLÁVIO UEDA. com fundamento nos arts. JOSÉ WILSON MIRANDA DIAS. JOÃO PAULO DE SIQUEIRA ANDRADE. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. SIMONE LOPES PEREIRA. JONATHAN PEDRO. em 20 de maio de 2003. de 16 de julho de 1992. RAULINO PALHA DE MIRANDA. NORMA RODRIGUES BASSO. FLÁVIO ANTONIO DE CARVALHO PINHEIRO. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. MARINA PAULELLI MARIUTTI.Relator Fui Presente: . CONSIDERANDO os pareceres uniformes da Secretaria de Fiscalização de Pessoal e do Ministério Público junto a este Tribunal pela legalidade dos atos examinados. VALDIVINO GERALDO DA SILVA. SUELY MUNIZ MAIA. IANDRA LUÍSA SOARES DE CAMARGO. PATRICIA NARDI TONI. LUCAS MADEIRA DE CARVALHO. SILVANA NEVES. inciso V. 03 . 39 e 40 da Lei nº 8. VANILDA APARECIDA TERRA. EVERSON DA SILVA MARCOLINO.443. MARILU MAYUMI FUKUHARA.565/1997-5 . c/c os arts. por unanimidade. FABIO ANUNCIAÇÃO DE OLIVEIRA. JÚLIO CÉSAR MARQUETI RODRIGUES. em 20/05/2003. MAURO MARQUES DE OLIVEIRA JUNIOR. inciso VIII e 259 a 263 do Regimento Interno. em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 . MARIA DAS GRAÇAS MAIA SANTANA.C. MARCIO CILAS DE GREGÓRIO. LARISSA MARINA OROSCO. MARIA FERNANDA RODRIGUES FERNANDES.FRANCISCA SIMONE MUNIZ MAIA.U. GRAZIELA SARTORATO NATALI.LUIZ FLOR DE ARAUJO Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara T.TC 001. MARIA APARECIDA DE OLIVEIRA GOMES. MOESIO MUNIZ SANTANA. ESTEBAN PURVES. PAULA KAWANO.877/1997-9 . RAFAEL SCHMIDT. ACORDAM. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Humberto Guimarães Souto Ministro . MARCOS ANTÔNIO DA SILVA. PAULA COSTA DE PAIVA. MARIA THEREZA FALCÃO DE MELO. MARCELO BARROSO PESSANHA. MEIRY YUMI TANAKA. 1º.063/1996-0 .

SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS 1 – TC – 007. ACORDAM. em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados. Luiz Carlos Rodrigues de Avila Goulart.2003. Alcindo D. c/c o art.958/2003-8 Interessados: Celso Donizete Amancio e Marcelo Milhomem Peres. 137. Terezinha da Graça Neves Vaz Pinto e Victor Palheiros Burnier. inciso V. Souza Mendes. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO/MPU 1 – TC – 003. para votação na forma do Regimento Interno. 134.419/1997-0 Interessada:Marcia Rodrigues da Cunha.959/1994-5 Interessados: Paulo Nunes de Almeida. Maria de Lourdes Serra Comeira. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.13 Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 27/2003 – TCU . 1º. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO/RJ 1 – TC – 018. em 20. 1º. Lucilia Maria Cunha Cavour Pereira de Almeida Marquezine.443/92. Terezinha de Jesus Pires Lages. Ney Rossener Ferreira. ATOS DE ADMISSÃO ACÓRDÃO Nº 978/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. José Mattos dos Anjos. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM 1 – TC – 003. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.5. José Expedito Honorio de Barros. Luiz Lima da Silva. .513/1995-6 Interessados: Igna Bezerra Araujo de Souza. c/c o art. ACORDAM. 138 e 140. e 39 da Lei nº 8.5. e 39 da Lei nº 8. em considerar legais para fins de registro os atos de admissão de pessoal a seguir relacionados. arts. com fundamento nos arts. José Sales Correa.Gab.443/92. Walton Alencar Rodrigues Relação de processos submetidos à Primeira Câmara. José Renato Belfort Silva. Joaquim Graciano da Silva e Patrício Ferreira Ortiz. com fundamento nos arts. Min. por unanimidade. Luiz Fernando de Toledo Rezende Cardoso de Miranda. inciso V. Leonidas Araújo. 135. José Aloysio Altoe. 143 do Regimento Interno. em 20. por unanimidade. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues.2003. APOSENTADORIA ACÓRDÃO Nº 979/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 143 do Regimento Interno.

570/1994-1 Interessados: Annita Denize Fonseca da Cruz e Renato Schirmer Peixoto. 1º. Albelino Batista dos Santos. Determinação para excluir do cálculo do provento a vantagem do código 8663. fazendo-se a determinação sugerida nos pareceres emitidos nos autos: TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO/MG 1 – TC – 008. 143 do Regimento Interno. e 39 da Lei nº 8. Enio Roberto Coelho Menezes e Rodinei Silva da Silva. em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados. com fundamento nos arts. inciso V. Nadir Elaine Bridi Hein. por unanimidade.443/92. ACORDAM. Marly Pólvora Terra.158/1995-7 Interessados: Ana Maria Gifonide Lima. Maria da Glória Carneiro de Freitas.2003. e 39 da Lei nº 8.1. 143 do Regimento Interno.706/1994-2 Interessado: Wilson Pereira Freire. c/c o art. em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados. João Evangelista Cordeiro.443/92.725/1995-0 Interessada: Maria Angela de Aguilar. Carlos Neres Rosa. em 20.511/1995-3 Interessados: Zeferino Carlos de Aguiar. . por unanimidade. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.647/1996-7 Interessado: Edinei Guimarães. ACÓRDÃO Nº 980/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. em 20. PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO Nº 981/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União.5. com fundamento nos arts. 1º. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO 1 – TC – 018. Maria Regina Massara Rocha e Vanda Maria Guimarães França. Ruth Miranda de Souza. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO 1 – TC – 017. 2 – TC – 005. c/c o art. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO 1 – TC – 013. TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO/RS 1 – TC – 018. 1. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.259/1994-0 Interessados: João Baptista Bahia e Idylla Medeiros Maia.5. inciso V. Eva Beatriz Noro.2003.14 TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO/MG 1 – TC – 014. ACORDAM. Elenir Santos de Oliveira.

João Alberto Pereira. Heronides Oliveira de Souza. Rotterdan Gonçalves da Silva. Luiz Pinto de Jesus. inciso V. Silvestre Gogola. Sandra de Mello. Nilton Lanna. ACORDAM. Nelson de Campos. Florismundo Godoi de Andrade. Edgar Antonio dos Santos. Maria Tereza Dias dos Santos. Ediones Mendes da Silva. Luiz Carlos de Macedo Campos. Hermes Moreira. Joarry Baptista dos Santos. Katuo Umebara. em 20. Joel Tang. Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara. Gelso da Silva. Ilzon Rodrigues de Gomes. Aluizio Vasconcelos de Carvalho. Ocymar Leite de Vasconcellos. Walmir Ferreira dos Santos. Sebastião David Nouzinho. Filemon Menezes. Wilson Batista de Paula. Albano Port da Cunha. e 39 da Lei nº 8. Salim Cafrune Elahel. Durval Balzani Junior.2003. Benvindo Francisco Silva. Ubirajara Tavares de Souza. Armando Gonçalves Coutinho. Lauro Lopes de Souza. Itanor José Goulart Pereira. Mario José da Silva Leão Junior. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. Ubiratan Juparan Falco. Luiz Antonio Martins Leomil. Victor Eny Farias Guimarães. Mário Cláudio Ribeiro da Costa. Clemir Ramos. Hélio Custódio Albino. Paulo Jorge de Souza. Simplicio Dias Candeira. Geraldo Wilson Gomes Sandim. Sebastião Rodrigues dos Santos. Fredson Luiz Figueredo da Silva. Tydio Ramos Figueiredo. Jair Acerbi. Wellington Brum. Manoel Ferreira Gama. Sala das Sessões. Toshikatu Oshima. Haroldo Gomes Gaião. Valtir Ferreira de Macedo. Adelia Brito da Silva Leão. Helton Jose Doria Silveira. Francisco Helder Mendes Soares. Yvonete Leão dos Santos. Euthy Miolescura Filho. em 20 de maio de 2003. Sebastião Tiburcio Filho. Walter Luiz Vidal. com fundamento nos arts. Francisco Carlos Alves Maia. Moacyr Silva Cruz. João Augusto Alves Sarmento. Sergio Ferraz Rocha. Sadi Oscar Jalowski. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO DO PESSOAL 1 – TC – 001. Zacarias Macedo Borges e Zenon Aparicio Siqueira. Sebastião Bacil.5. Sylvio de Oliveira Carvalho. Alfredo Carlos da Silva Joffer. Francisco Mesquita de Mello. Luiz Pedro Miranda da Costa. Paulo Roberto de Oliveira Rabello. Ivan Carvalho. 143 do Regimento Interno. por unanimidade. Carlos Roberto Ignacio dos Santos. Fausto Sergio do Couto Reis. 1º.15 MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA/DF 1 – TC – 004. em considerar legal para fins de registro os atos de concessão a seguir relacionados. Sezion Batista da Silva. Waldemar Rodrigues. Galileu Valadão de Moura. Orlando Silva dos Santos. Waldemar Siqueira de Almeida. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara . Gabriel Braga. Clovis Etiberê Osorio Teles. Luiz Brambilla. Anizio Simão Machado. Ernani Jose da Silva. Ubirajara Berenguer de Queiroz.031/1996-2 Interessados: Juracy Machado de Almeida. Zacarias de Siqueira Campos. Helio Pires Besson.867/2003-2 Interessados: Abner Pinheiro Souza. c/c o art. Francisco Gentil de Oliveira Pereira. Solange de Mello e Lindaura Santos da Hora. Antonio Rodrigues de Moraes. Luiz Praxedes da Silva. William Pinto de Jesus. Masanori Shimura. REFORMA ACÓRDÃO Nº 982/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Jordão Moraes de Freitas.443/92. Arselino José de Souza. Temistocles Homem Del Rei Pinto. Laercio Luiz Monteiro. Tania Maria Brito da Silva Leão. Severino de Oliveira Guimarães. Marcelo Henrique Maranhão.

1º. 1º. 134.009/1991-1 (com 2 anexos) Classe de Assunto: II Entidade: Rede Federal de Armazéns Gerais Ferroviários S.239/1992-8 (com 13 anexos) Apensos TC-027. Paulo Sérgio Oliveira Passos. CPF 031. TC-024. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20. MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 01 – TC–022. 135.951-15. com fundamento no art. para votação. Edson G.408-06. com fundamento nos arts. CPF 296.” para “arts.2003.443/92.910. inciso II. 18.557-34.125.533-34. Sergio Misse. Paulo Cesar Chiarelli.847-15. Período abrangido: 1990/1991 e 1992.”.092.2003. CPF 296.A.137-91.606-25.780.151-72. alterando a fundamentação “arts. o Acórdão 392/2003 -TCU – 1ª Câmara.105. inciso I.475.5.620.840. Walton Alencar Rodrigues Relação de processos submetidos à Primeira Câmara. CPF 005. 1º. c/c o Enunciado 145 da Súmula da Jurisprudência no Tribunal de Contas da União.443/92.592-49. Advogado constituído nos autos: Walter Costa Porto (OAB/DF 6098) ACÓRDÃO Nº 984/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União.737-53. CPF 053. por unanimidade. CPF 055.870/1991-8).401-00. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues PRESTAÇÃO DE CONTAS ACÓRDÃO Nº 983/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Aluizio Alves. Min.053. inciso I. João Bosco de Freitas.095..387-72. 16.657.186. – Agef.582/1991-4 (com 8 anexos e apenso TC-17. por inexatidão material.499/1991-7 com apenso TC021..030.531-20. CPF 002.070. inciso II da Lei nº 8. Ricardo Chagas Assunção. CPF 002. Maurício de Lana.742/1993-4 (com 3 anexos).967-91.287-34. por unanimidade. inciso II.714-53. Calazans Machado. inciso II.087-15..506-49.027-00. ante as razões expostas pelo Relator. 138 e 140 do Regimento Interno. CPF 070.5. Ronaldo Augusto Silva. CPF 205. inciso II da Lei nº 8. CPF 205. em julgar as presentes contas . mantendo-se inalterados os demais termos.344. TC-014.847-64. CPF 000.. Sergio Eloi Lopes Nunes.607. em retificar.318.391-15. inciso II da Lei nº 8. José Fernandes Dias Silva.646-34. CPF 045. Victor José Ferreira. 137.443/92. Edmundo Fernandes da Graça. CPF 067. Nelson Rodrigues Pigliasco. Geraldo da Silveira Nunes. CPF 073.847-15. Paulo Rui da Silva Rangel. Responsáveis: Humberto Silva Araújo. ACORDAM.819. CPF 000. 16.760. 16. Marcio Capute Correa Pinto. CPF 004. CPF 003. CPF 263. 18 e 23. Newton Nogueira Cavalcante. Sergio Eloy Lopes Nunes.635.454. Luiza Maria Aguiar de Moura. CPF 203. Roberto Vaz da Silva.273. CPF 053.454. CPF 128.795. CPF 052. ACORDAM. Oliveira. CPF 000. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.16 Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 28/2003-TCU – Gab.347.496.399. Antonio Arena Neto. Alkindar Ribeiro Moura.801-59. José Fernandes Dias da Silva. CPF 094.654. em 20. 17 e 23. CPF 024. CPF 024. Martiniano Lauro A. 143 do Regimento Interno. José Benedito S.718-68. Cavalcante. inciso I.881-53.91. na forma dos arts.

744/2002-0 (Apensos: TC-003.1. CPF 153.790-20.419-91.321-04. Vicente de Paulo Barros Pegoraro. haja vista que o art.077. CPF 020. Renato Luiz Belineti Naegele.281-68. 1. CPF 382. Vicente de Paulo Diniz.627. publicada no DOU de 10.859.158. CPF 156. conforme preceitua o art.053/2002-4 e TC-004. Eliseu Martins. CPF 035. CPF 290.601-68. CPF 344. CPF 177.550-00.496-15.998. Fernando Barbosa de Oliveira.171-49 e William Bezerra Cavalcanti Filho.116-53. salvo o de pequenas compras.102.004. CPF 153.467. Cícero Figueiredo Pontes.646-53. Roberto Nunes de Miranda.266-53.049.1. CPF 221.831.2000. José Gilberto Jaloretto.150.748-72.101-20. Responsáveis: Alberto Luiz Gerardi. se abstenha de realizar pagamentos a fornecedores de serviços sem que os respectivos contratos tenham sido formalizados.675. Manoel Gimenes Ruy.500-63. Amaury Guilherme Bier.621-00.146-68. dando-se quitação aos responsáveis. CPF 085.297.758-49.209. Lacy Dias da Silva.637.666/93. CPF 198.523.770-49. Rossano Maranhão Pinto. Eloir Cogliatti. parágrafo único. ou seja.681-00.336.530.584. CPF 285. Eduardo Augusto de Almeida Guimarães. CPF 361.421-72. Antonio Luiz Rios da Silva. caput.688-68.852.234. Francisco Augusto da Costa e Silva. numere os termos aditivos aos contratos administrativos respeitando a ordem em que forem assinados.110. Hayton Jurema da Rocha.957-04.401-78. Rubens Rodrigues Filho.297. CPF 210.311-87.599-20. José Antônio Machado. CPF 108.2. Arideu Galdino da Silva Raymundo.707-06.901-44. CPF 733. 1. CPF 397. a qual regulamentou a IN 02/2000-SFC.366.1.113. José Branisso.288-53. 1. se abstenha de exigir.852.731-34. Luciano Corrêa Gomes. CPF 776. CPF 029.373.3.929.740. CPF 224. Enio Pereira Botelho. .667. CPF 308. e mandar fazer as determinações sugeridas nos pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA FAZENDA 1 – TC–009. Marcus Pereira Aucélio.220-53. Edson Atsumi Tanigaki.131-53. Antonio Francisco de Lima Neto. Renato Donatello Ribeiro. Rubens Sardenberg. Aldo Luiz Mendes. CPF 010. Nadya Vitória Medeiros Evangelista.826.148-68.963-72. CPF 091.551. Luiz Fernando Gusmão Wellisch.425.801-87. Maria Paula Soares Aranha.161-00.362. publique o Relatório de Gestão Anual por meio eletrônico. respeitando o prazo estabelecido na Orientação Normativa 01/Dgtec/SFC. Carlos Alberto de Araújo. CPF 013. CPF 092. CPF 004. de 20. CPF 000. Ricardo de Barros Vieira. Exercício: 2001 1. Paulo Edgar Trapp. CPF 010. Hugo Rocha Braga. CPF 120.1.12.30134.663.A.368-15.503. Antonio Gustavo Matos do Vale. CPF 065. CPF 276. CPF 316.383.298-99.018-04.502. Sebastião Martins Ferreira Junior.591-72. CPF 265. CPF 503.421.17 regulares com ressalva.357-87. Osanan Lima Barros Filho.076. CPF 004.806-49. via Internet. Rogério Fernando Lot. CPF 059.238-90. Luiz Oswaldo Sant’iago Moreira de Souza.867-68.048-58. CPF 023. CPF 872.9.538-49.879-68.760. CPF 151. CPF 231.4.334-00.601-87. Ricardo José da Costa Flores.548-27.828-34. CPF 267.974.080.404-44. CPF 014. CPF 144.122.01. da Lei 8. Biramar Nunes de Lima. CPF 029.943-00.307-53. CPF 242. veda a existência de contrato verbal com a Administração.914-68. 60.331. Determinar à entidade que: 1. Marcelo Gomes Teixeira. Leandro José Suzin. Murilo Castellano.845.556. David Zylbersztajn. Izaias Batista de Araújo. Edson de Araújo Lobo. Ricardo Alves da Conceição.608.267. CPF 029.370. Pedro Paulo Bernardes Lobato.906/2002-8) Classe de Assunto: II Entidade: Banco do Brasil S.096-00. CPF 003. CPF 410.183.486. CPF 530.1. CPF 239. Delmar Nicolau Schmidt. CPF 393. de forma cronológica e sequencial.884.240.355. Alkimar Ribeiro Moura. CPF 571. Paulo Assunção de Sousa. Karlos Heinz Rischbieter. CPF 031.308-49.161.013.877. Otávio Ladeira de Medeiros. CPF 386. CPF 465.058.606-44.827-15. João Otávio de Noronha. Ricardo Antonio de Souza Batista. Leandro Martins Alves. CPF 077.607-53. CPF 013. CPF 239. CPF 588. o registro prévio no Sistema de Cadastramento de Fornecedores – Sicif como requisito para a habilitação dos licitantes. Douglas Macedo. CPF 112. CPF 266.1. Danilo Angst.087. Paolo Enrico Maria Zaghen. nos certames que promover.456. 60. CPF 056.908-20.796.476.597-49.057-49.

26 R$ 408. 1 – TC–279. 218.985-91. ante as razões expostas pelo Relator. CPF 013. em dar quitação ao responsável. da Lei 8. Responsável: Jadson Gonçalves Ricarte.1. Advogado constituído nos autos: Milton de Cerqueira Pedreira.97 Data do recolhimento: 18. PRESTAÇÃO DE CONTAS SIMPLIFICADA ACÓRDÃO Nº 985/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União.11. ante o recolhimento integral do débito e multa que lhe foram imputados. Cássio Cassab Lima. 1º. 1.02 Valor original da multa: R$ 2.03 7. dando-se quitação ao responsável. com fundamento no art.000.5.12. inciso I. e 1.158/1994-7 (com 1 anexo) Classe de Assunto: II Órgão: Prefeitura de Alcobaça/BA.97 22. ACORDAM.2003.3.80 Valores recolhidos: R$ 3. determinar ao presidente do Banco do Brasil que preste. 16.443.12.03 .1.537.12.205. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: 1 – TC–009.00 Valor recolhido: R$ 2.02 Data de recolhimento: 7.077. com fundamento nos arts.152/1999-7 (com 4 anexos) Classe de Assunto: II Entidade: Conselho Regional de Contabilidade/SE. Responsável: Wilson Alves de Brito.00 R$ 410.5. independentemente do montante de recursos gerido e do fato de o FCO possuir prestação de contas própria. Exercício: 1997 Valores originais do débito: R$ 500. 18 e 23.36 R$ 797.2003. de 16 de julho de 1992. OAB/BA 9741. por unanimidade. nas contas de 2003.5. c/c o art.443/92.645-91. parágrafo único. em julgar as presentes contas regulares com ressalva. ACORDAM.11 TOMADA DE CONTAS ESPECIAL ACÓRDÃO Nº 986/2003 – TCU – 1ª CÂMARA Os Ministros do Tribunal de Contas da União.2. CPF 079.2. haja vista o reiterado descumprimento desse normativo observado ao longo dos anos. informações a respeito das providências efetivamente adotadas para resolver a questão suscitada no subitem 1.4. 27. registre no Relatório de Gestão Anual informações acerca das movimentações financeiras do Reforço à Reorganização do SUS (Reforsus) e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). de 20. inciso II. inciso II da Lei nº 8.97 31.18 1. sr.4. ante as razões expostas pelo Relator. acima. cientificar o atual presidente do Banco do Brasil. quanto à necessidade de que a direção do banco tome as providências necessárias com vistas a exigir dos funcionários responsáveis pela condução dos certamens licitatórios o cumprimento da Lei 8. reunidos em Sessão da Primeira Câmara de 20.666/93.03 Data de origem da multa: 26. Data de origem do débito: 21. do Regimento Interno. por unanimidade. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.544.

086. atualizados e acrescidos de juros de mora a partir de 15 e 28.19 Ata nº 16/2003 – Primeira Câmara.2. 4. para votação na forma do Regimento Interno.287.642. 6. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.857-15. 143. 309. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 29/2003 – TCU – Gab. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues. 8. Responsável: Carlos Celso de Melo Braga.21.62 e CR$ 2. e § 3º. portanto. Relator da deliberação recorrida: Ministro Marcos Vinicios Vilaça. Acórdão: VISTOS e relacionados estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada em razão de irregularidades na aplicação dos recursos transferidos por força do Convênio 11/94.136/2001-6 (com 1 anexo) 2. em 20 de maio de 2003. 5.1.2. 9.AFESB. alínea “b”.Classe I – Recurso de reconsideração. CPF 163. por conseqüência. por meio do qual a Primeira Câmara julgou suas contas irregulares e o condenou ao pagamento dos valores de CR$ 2. 32 da Lei 8. arts. 3. respectivamente.981. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues. principal) e que o recurso foi interposto em 28. Sala das Sessões.94.03 (fl.130. Considerando que os elementos trazidos aos autos pelo recorrente não demonstram a superveniência de fatos novos que admitam a exceção de intempestividade prevista no parágrafo único do art. Walton Alencar Rodrigues Processo submetido à Primeira Câmara. Considerando os pareceres uniformes da Secretaria de Recursos e do Ministério Público. inciso IV. 03 (fl. 1. Min. Processo TC-002. Unidades técnicas: 4ª Secex e Secretaria de Recursos – Serur. RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO ACÓRDÃO Nº 987/2003 – TCU – 1ª CÂMARA 1. do não conhecimento do recurso. .443/92. no sentido da intempestividade e. o prazo de 15 (quinze) dias estabelecido no art. Considerando que a notificação do responsável ocorreu em 11. celebrado entre a Coordenação Regional da Fundação Nacional de Saúde no Estado do Rio de Janeiro e a Associação Filantrópica Educacional Santa Bernadete . OAB/RJ 108.748. ex-Presidente. Considerando que o responsável interpôs Recurso de Reconsideração contra o Acórdão 637/2002. reunidos em sessão da Primeira Câmara.443/92.AFESB.161. Entidade: Associação Filantrópica Educacional Santa Bernadete .941. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Ubaldo Alves Caldas. 33 da Lei 8. anexo 1). 5. expirado. Advogado constituído nos autos: Fernando Lacerda Soares.6. 7. Grupo I .

arts.1. dar ciência deste Acórdão ao recorrente. 11. Responsáveis: Sylvio da Costa. acompanhe as medidas administrativas a serem implementadas pela Radiobrás – Empresa Brasileira de Comunicação. para votação.288. bem como o parecer do Ministério Público à Secretaria Geral de Controle Externo – Segecex. Min. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. TOMADA E PRESTAÇÃO DE CONTAS .1. ACORDAM. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA 1 – TC – 009. Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 18/2003 – TCU . Lincoln Magalhães da Rocha Relação de processos submetidos à Primeira Câmara. encaminhe cópia da instrução da unidade técnica.2.443/92.325/1980-2. Determinação: 1.20 com fundamento no art. 137. 10.1. com fundamento no artigo 7º da Resolução 41/95. 138 e 140 do Regimento Interno.295/1986-0 Classe de Assunto: II. Relator: Lincoln Magalhães da Rocha COBRANÇA EXECUTIVA ACÓRDÃO Nº 988/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 134. em 20/05/2003. 12. que originou o presente processo. em determinar o encerramento e posterior arquivamento do processo a seguir relacionado. de acordo com o parecer emitido pelo Ministério Público. visando a recuperação do débito apurado no processo de Tomada de Contas Especial nº 014. 135.1. 33 da Lei 8.1.2. Especificação do quorum: 12. e mandar fazer a seguinte determinação. em: 9. 1.527-34.Gab. sem quitação ao responsável. na forma do Regimento Interno. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara. para que adote as providências que entender pertinentes. à 6ª Secretaria de Controle Externo/TCU para que: 1. CPF 023. arts. não conhecer do Recurso de Reconsideração e 9. Unidade: Agência Nacional de Notícias (extinta).1. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária.

321-87. Responsáveis: Odessa Martins Arruda Floreco.1. Sebastiana de Oliveira Batista. ACORDAM. inciso II.1.047-34. CPF 409. 137. CPF 365. CPF 360. 3.004. 3. alínea “a”. c/c os artigos 1º. em especial à DRT/GO. Selma Alves Montelo Gomes.211-68. Aguida Gonçalves da Silva.050/1998-3. inciso I.560/2002-2 Classe de Assunto: II.2. 18 e 23. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho em Goiás. Exercício: 2001. Unidade: Prefeitura Municipal de Juti – MS. informações relativas ao instrumento contratual que respalda os serviços terceirizados de atendimento ao público que aproveitam as delegacias. e Elisa Madalena Ribeiro. CPF 336. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.755. CPF 344. do Regimento Interno. CPF 228.631-15.3. CPF 136.809. Determinações: 3.2. e dar quitação aos responsáveis. 16. junto a todas as delegacias regionais. ACORDAM.908-53.1. 3. em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas. da Lei 8. Dercino José da Silva. à Delegacia Regional do Trabalho em Minas Gerais para que: 3. observe a determinação deste Tribunal no TC 800.111. inciso II. inciso II. CPF 410. com fundamento nos artigos 1º.430/2002-9 Classe de Assunto: II.798. Milda Pereira de Sousa. Elci Nascimento de Oliveira.1. CPF 731. inventarie os materiais destinados à reforma do prédio-sede da delegacia. à Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho para: 3.1. inciso II. inciso II.531-04. 208 e 214. inciso I.679. alínea “a”.191. Luciene Rodrigues Guimarães. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. MINISTÉRIO DA SAÚDE 2 – TC – 018.1.321-00.773.521-15.961-15. inciso II. Vandecy Rodrigues de Oliveira. aprovado pela Resolução 155/02. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. inciso I. inciso I. contas do exercício de 1997 . CPF 258. inciso II. CPF 150.811-72. relativamente aos servidores ativos. 137.001-20. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO 3 – TC – 009. 18 e 23. ACÓRDÃO Nº 990/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. CPF 276. Responsável: Antônio Natal Santoro.2. Lúcia Maria de Carvalho. em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas.527. Luzia Carolina de Souza. inciso I. 143. à Delegacia Regional do Trabalho em Goiás para que: 3.055.501-15. inativos e pensionistas. de 16 de julho de 1992.521-34.089. c/c os artigos 1º.578. 143. com fundamento nos artigos 1º. conclua os trabalhos de atualização de informações cadastrais do SIAPE. aprovado pela Resolução 155/02.128.054. CPF 469. José Vieira de Abreu.927. 208 e 214.3. do Regimento Interno. CPF 125. inciso II. CPF 055.443/92. disponibilizar.21 ACÓRDÃO Nº 989/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. de 16 de julho de 1992. Vilma de Souza. inciso I. dar quitação aos responsáveis. da Lei 8.443/92. 16. de acordo com os pareceres emitidos nos autos.791-53. armazenando-os adequadamente até serem efetivamente aproveitados. e mandar fazer as seguintes determinações.046-15.

1. de fato. CPF 021.644-00.306. CPF 038.294-34. abstenha-se de realizar pagamentos antecipados.704-04. Ata 01/2002). nas próximas contas.854-04. CPF 464. Oscar Frederico Raposo Barbosa.1.258.04615.1. à 5ª Secretaria de Controle Externo para que verifique.812.2.1.594-68.527.2.1. Responsáveis: Matheus Guimarães Antunes.812. Dercino José da Silva. 4 – TC – 009. Ismael Ferreira de Arruda. CPF 000. tendo em vista que a DRT/GO não pode mais cumpri-la devido sua remoção. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso do Sul.453.581-20. e Rosângela Arruda Mendonça. Rosânia Maria Galiardi. pagamento antecipado de gêneros alimentícios. se o referido órgão adotou.190 a 5.919.631-15. Kléber Simões .984-14. Sessão da 2ª Câmara.1.282. envidar esforços no sentido de propiciar amparo orçamentário para a conclusão da reforma do edifício-sede da DRT/GO.5. contabilização inadequada das aquisições de gêneros alimentícios. CPF 138. Determinações: 4. Exercício: 2001. em cuja execução prevê a interveniência da Caixa Econômica Federal.766. a fim de evitar o ocorrido em relação à aquisição de gêneros alimentícios.093.035.055.221-53.5. Renato Brito de Goes.026. à Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho para: 3.757. Pio Guerra Júnior.2. Armando Queiroz Monteiro Neto. a regularidade do contrato para prestação de serviços terceirizados no âmbito das delegacias regionais.241. Fortunato Russo Sobrinho. quando da análise das contas relativas ao Ministério do Trabalho e Emprego. CPF 262.DRT/MS.844-49. a exemplo do efetuado quando da aquisição de gêneros alimentícios. CPF 000. CPF 102. de 24/01/2002 (Relação nº 001/2002. informe.664-20. CPF 168. CPF 140.541-20. CPF 164. CPF 809. CPF 258.604. Reginaldo Soares de Andrade.470.894-15. INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR 5 – TC – 011. CPF 005.4. CPF 274. Altamiro Akira Miyashiro.585/90 e o percentual de 84.161-49. e 4. Vilma de Souza. na Tomada de Contas da Delegacia Regional do Trabalho . e 3. CPF 949.3.829. Jarbas José Tavares de Albuquerque. José de Moraes Falcão. Ernesto Pereira Leite Filho. Aguida Gonçalves da Silva.714-68. CPF 016.514-34.404. CPF 103.621. Responsáveis: Sílvio Aparecido Acosta Escobar. 4. Unidade: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco – Sebrae/PE.374-34. Francisco Carlos Pierette.648. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO.321-72.913/2002-5 Classe de Assunto: II. cujo registro deu-se de maneira equivocada. Recomendação: 3.411-68.2. o andamento da determinação acima.664-34.664-72. Fausto Falcão Pontual.544. Josias Silva de Albuquerque. relativa ao exercício de 2003. CPF 365. Maria Helena Silverio.000. CPF 338.281/90. CPF 002. ante a precariedade de suas atuais instalações.32% referente à sentença 5. no sentido de suspender do pagamento da servidora Cleide Rosair Lopes o percentual de 26. observe fielmente a legislação relativa à contabilização de despesas. 3.908-44.2. as medidas saneadoras visando à correção das seguintes impropriedades: 4.2. Aloisio Afonso de Sá Ferraz. Severino Elias Paixão. e 4. à Gerência Regional de Controle Interno no Estado de Mato Grosso do Sul para que informe.798.118-15. CPF 143.05% referente à sentença 3.22 da DRT do Acre.070.588.384. Carlos Eduardo Cintra da Costa Pereira. CPF 000.501-15. à Delegacia Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso do Sul para que: 4.014-49. José Oswaldo de Barros Lima Ramos.714/2002-9 (com 1 volume) Classe de Assunto: II. CPF 152.517 a 3. Douglas Maurício Ramos Cintra. CPF 344.261-49. CPF 071. CPF 470.

CPF 001. e mandar fazer as seguintes determinações.744-15.724-53. em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas. Amaury Anderson Dias Porto.483-72.904-53. inciso I.525.601. Jorge Wicks Corte Real. CPF 418. CPF 035. ACORDAM.244-49. reunidos em Sessão da Primeira Câmara.601-97.244-53.443/92.036. ACÓRDÃO Nº 992/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. João Pessoa de Souza. c/c os artigos 1º. CPF 001. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. aprovado pela Resolução 155/02. 137.380. CPF 000. dar quitação ao Sr. Manuel Brandão Farias. MINISTÉRIO DO BEM-ESTAR SOCIAL (EXTINTO) 6 – TC – 350. ACORDAM.564-00. Exercício: 2001. CPF 375.293/1996-1 (com 1 volume) Classe de Assunto: II.744-72. do Regimento Interno. com fundamento nos artigos 1º.617. inciso II. 16. Eduardo Rodrigues Tavares. CPF 173.760.783-87. Adriano Leite Moraes. Mário Conte.260/2002-4 Classe de Assunto: II.345. Responsáveis: Maria Inez Diniz de Medeiros. particularmente no que se refere à obediência aos limites previstos no art. nos termos do Enunciado nº 71 da Súmula de Jurisprudência deste Tribunal. inciso II. Determinações: 5. Francisco Franco de Vasconcelos. Unidade: Prefeitura Municipal de Caxias – MA. CPF 135. em julgar regulares com ressalva as contas a seguir relacionadas.113. ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco – Sebrae/PE para que obedeça fielmente às disposições contidas em seu Regulamento de Licitações. José Cândido Cordeiro. de acordo com o parecer do Diretor Técnico da Secretaria de Controle Externo. Antônio Correia de Oliveira Andrade Filho. CPF 377.564-15. de 16 de julho de 1992.916-91. aprovado pela Resolução 155/02.594-53. CPF 241.847. CPF 005. 25 da Res. 208 e 214. ACÓRDÃO Nº 991/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 143. CPF 386. Edmilson Florêncio Freire. 143.157.664-34. da Lei 8. e mandar excluir do rol de responsáveis o nome de Sebastião Lopes de Sousa. inciso I.120. e João Nilton Castro Martins. 137.572. 18 e 23. inciso II. 18 e 23. Maria Imaculada Veras Siqueira. CDN nº 39/98. CPF 021.423. Jose de Sousa Teixeira.634-53.184-91.059. 16.483-72. da Lei 8.665. Norberto Scopel. alínea “a”. de 16 de julho de 1992. alínea “a”. dar quitação aos responsáveis. inciso I.083. inciso I. inciso II.399.272.716.574-53.914-87.894-04.126. Geraldo Fernandes da Costa. c/c os artigos 1º. inciso II. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho no Estado de Pernambuco. CPF 054. Jorge Luiz Holanda de Melo. CPF 054.954-34. Luiz Augusto Xavier Bentinho. CPF 213. CPF 378. Enaldo de . CPF 057.443/92. CPF 048.604-00. inciso I.1. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO 7 – TC – 011. Paulo Gustavo de Araújo Cunha. inciso II.344-53. CPF 070.824-87. Responsável: José de Sousa Teixeira. de acordo com o parecer do Secretário de Controle Externo da Secex/MA.564-15.606. CPF 000. CPF 128. CPF 196. inciso I.464-72.083. Maria Lucinete Souza de Melo. CPF 000. Jefferson Valença Barros.23 Dantas.716.847. com fundamento nos artigos 1º. do Regimento Interno. inciso II. João Almir Gonçalves de Freitas. 208 e 214. CPF 000.030.177. quando da realização de termos aditivos aos contratos celebrados pela entidade. inciso II. CPF 099.

379-87. Exercício: 2001.952. CPF 068.913.450.989-49.009-68. alertando ao responsável que a falta do recolhimento de qualquer parcela importará o vencimento antecipado do saldo devedor (parágrafo 2º do art. e Elvio Silveira. da Instrução Normativa MARE n. CPF 213. CPF 194. CPF 255.055.1. §§ 1º e 2º.962. para que observe. mediante o Acórdão nº 021/2003 – TCU – 1ª Câmara.405.276. que os mesmos deverão estar devidamente enquadrados e justificados nos exatos termos dos artigos 10 e 11 do Regulamento de Licitações e Contratos . Luiz Vicente Suzin.1. e Jorge Luiz Holanda de Melo.994.179-15. Vilibaldo Erich Schmid. CPF 131.666/93. 38 do citado diploma. particularmente no que se refere a um melhor acompanhamento sobre a quilometragem e os horários de saída e chegada dos veículos da entidade.1. CPF 076.394.º 9/94.289-04.409-00. CPF 288. ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina – Sescoop/SC. do Conselho Nacional do SESCOOP. e 218. da Lei n. atualizadas monetariamente e acrescidas dos devidos encargos legais. Ricardo Hochheim Filho.501-15. para que atente ao exato cumprimento: 7. Reni Bagatini.399-04. CPF 178. parágrafo único. Marcos Antonio Zordan. em Sessão de 20/05/2003. ACORDAM.Resolução nº 02.100. .859-04. quando da contratação de serviços por inexigibilidade de licitação. em autorizar o parcelamento da multa imputada ao responsável.2002-3 Classe de Assunto: II. Determinações: 7. CPF 218.046-15.499-91. 217 do Regimento Interno/TCU). Sueli Gonzaga Martins. de 04/08/9. Dercino José da Silva. Silvério Orzechowski.527.652.421.458/89. com o endosso do Ministério Público. CPF 258. particularmente no que se refere ao previsto no art. CPF 021.468. Décio Sonáglio. Ana Patrícia Batista de Santana. Responsáveis: Luiz Hilton Temp.1. Exercício: 2001.274-15.989. 8 – TC – 010. reunidos na 1ª Câmara. José Roberto Ricken. Vilma de Souza.032. CPF 344. Harry Dorow. CPF 221. CPF 255. 6º da citada norma. a cada 30 (trinta) dias.º 8.009-87. CPF 008. ACÓRDÃO Nº 993/2003 – 1ª Câmara ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. José Samuel Thiesen.730-15.592. fixando o vencimento da primeira em 15 (quinze) dias.047-20. CPF 002.119. Paulo von Dokonal. a contar do recebimento da notificação e o das demais.1.º 97.3. Determinações: 8.091.186. Hercílio Schmitt. CPF 206.157. 7.631-15. do Regimento Interno.629-68. CPF 093.300-30.479. CPF 052. não realizando pagamentos de adicionais de periculosidade e insalubridade sem que existam laudos periciais atualizados que respaldem os mesmos.884-20.443/92.1. Geci Pungan.049-68. do Decreto n.2. por unanimidade. Jamil Boutros Nadaf. de acordo com o parecer da Secretaria de Controle Externo no Estado do Mato Grosso. Mário Lanznaster. CPF 950. CPF 387. Sr.150. c/c o artigo 217.901-87.673. CPF 143. CPF 509.954-34. em 6 (seis) parcelas mensais. à Delegacia Regional do Trablaho em Pernambuco. Águida Gonçalves da Silva. aprovado pela Resolução Administrativa 155/2002. com fundamento no artigo 26 da Lei 8.449-00. submetendo as minutas de editais de licitações e de contratos a exame prévio da assessoria jurídica da entidade.798. na forma prevista na legislação em vigor. particularmente no que se refere à previsão contida no parágrafo único do art.24 Almeida Lima. Carlos Alberto Arns. CPF 204.656. considerando o pedido de parcelamento de débito solicitado pelo responsável. e 7.459-49. CPF 365. Unidade: Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina – Sescoop/SC.939-72.

. 618 do Código Civil (cinco anos).443/92 c/c os artigos 1º. o conserto do piso do galpão. e 43. ACÓRDÃO Nº 994A/2003 – TCU – 1ª CÂMARA ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Construtora Litoral Projeto e Construções Ltda.543/2002-4 Classe de Assunto: VI. inciso III. em 20/05/2003. bem como determinar o seu arquivamento. ACORDAM. por unanimidade. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 2ª parte. inciso I. Vereador de Brejinho – RN. para. da Lei 8. considerá-la improcedente. no mérito. 234. com fundamento nos artigos 1º.1.443/92 c/c os artigos 1º. inciso III. Determinações: 11. sem prejuízo de se efetivar a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. Unidade: Coordenação-Geral de Serviços Gerais do Ministério do Desenvolvimento. com fundamento nos artigos 1º.901-87. 143. todos do Regimento Interno. por unanimidade. Interessado: José Anacleto Xavier. e 43. inciso I. haja vista que a obra encontra-se no prazo coberto pela garantia de empreitada previsto no art. Indústria e Comércio Exterior. § 2º. inciso II. inciso II. ACÓRDÃO Nº 995/2003 – TCU – 1ª CÂMARA . da Lei 8. de conformidade com as especificações técnicas da obra. Unidade: Prefeitura Municipal de Brejinho – RN. no mérito. todos do Regimento Interno. inciso IV. devendo-se dar ciência ao representante. INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR 10 – TC – 014. 17.25 MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO 9 – TC – 002. inciso XXVI. 143. Determinar à Prefeitura Municipal de Brejinho/RN que exija da empresa contratada para realização das obras. em conhecer da representação a seguir relacionada. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. Exercício: 2000. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. considerá-la improcedente. REPRESENTAÇÃO ACÓRDÃO Nº 994/2003 – 1ª Câmara ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 234. Responsável: Jamil Boutros Nadaf. CPF 002. devendo-se dar ciência ao representante. em conhecer da representação a seguir relacionada. bem como determinar o seu arquivamento. incisos I e II. inciso XXVI.875/2001-5 (com 1 volume) Classe de Assunto: VI. 2ª parte. para. ACORDAM. incisos I e II. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO.356/2002-8 Classe de Assunto: II. § 2º. em 20/05/2003. 17. inciso IV. e 250. Interessado: Clip & Clipping Publicidade e Produções Ltda. Unidade: Serviço Social do Comércio – Administração Regional no Estado de Mato Grosso. e 250. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO 11 – TC – 005.150.

de modo a assegurar a adequada aplicação dos recursos federais. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Lincoln Magalhães da Rocha Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 32/2003 Gabinete do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Gab. ACORDAM. 12. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 200/206. e 43. bem como à Superintendência de Negócios da Caixa Econômica Federal no Estado do Rio Grande do Norte. inciso III. MINISTÉRIO DO ESPORTE E TURISMO 12 – TC – 007. em 20 de maio de 2003. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. 2ª parte. Interessada: Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio Grande do Norte. 138 e 140 Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha TOMADA DE CONTAS . enviando-lhe cópia da instrução de f. inciso IV. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. bem como eventuais medidas a serem adotadas. em particular o Programa Esporte Solidário. Pres.26 ACÓRDÃO: Os Ministros do Tribunal de Contas da União. relativo aos Programas sob gestão do MET. construída com a participação de recursos federais. Portaria nº 114. § 2º. 234.. a presente deliberação. da Lei 8. para votação na forma do Regimento Interno.U. 17. à Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio Grande do Norte para que comunique ao Ministro do Esporte e Turismo. 12.3. sem prejuízo de se efetivar a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas. e 250. todos do Regimento Interno.2. com fundamento nos artigos 1º. Unidade: Prefeitura Municipal de Jaçanã/RN. incisos I e II. 137. bem como determinar o seu arquivamento.443/92 c/c os artigos 1º. 143. rotinas que permitam identificar situações de repasse de recursos para construção de nova obra quando já existir obra semelhante. inciso XXVI.C.549/2002-7 Classe de Assunto: VI. arts. em conhecer da presente representação e considerá-la procedente. inciso I. inacabada. à Secretaria da Presidência para que comunique ao Ministro do Esporte e Turismo o teor deste Acórdão. por unanimidade. Determinações: 12. em 20/05/2003. Ata 16/2003 – 1ª Câmara. devendo ser dada ciência ao(s) representante(s). à Secretaria Nacional de Esporte do Ministério do Esporte e Turismo para que inclua nos normativos reguladores do Acordo de Cooperação firmado com a Caixa Econômica Federal.1. T. de 22/04/2003) Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. inciso II. 134. 135.

TCU . inciso II.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.771-20) Órgão : Fundo Geral do Cacau – Fungecau/MAPA Exercício : 2001 ACÓRDÃO nº 998/2003 . efetue a retenção do INSS no pagamento de serviços eventuais a terceiros. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA.Ceplac Exercício : 2001 1. inciso I. 18 e 23. em 20/05/2003. da Lei nº 8.462-15).876/99. c/c os arts. observada a justificativa prévia requerida no art. 16. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. .872/86. de forma excepcional. 208 e 214. da Lei nº 8. 1º. de 16 de julho de 1992. Admilson Mota de Brito (CPF 033. 1. 24. ACORDAM. a dispensa de licitação e apenas nas hipóteses previstas no at. inciso I.TC 013. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 1 .531-04). nos termos do disposto no art. inciso I.TCU .770. fazendo-se o recolhimento devido na forma preconizada na Lei nº 9.1.1.302-82). com fundamento nos arts. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares e dar quitação plena aos responsáveis.3. por unanimidade.533. inciso II. Jorge Afonso Lasmar (CPF 022. com fundamento nos arts. inciso I.443.2. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva. de 16 de julho de 1992.821-68) e José Calazans dos Santos (CPF 150.533. por unanimidade.320/64 e art. inciso II.TCU . Nelson Lopes de Souza (CPF 215.750. 68 da Lei nº 4. 207 e 214.443. em 20/05/2003. em 20/05/2003. inciso I. inciso I. na forma estabelecida na Lei nº 8. 1. inciso I.032-04). proceda à prestação de contas de suprimentos de fundos de forma tempestiva. 26.TC 009. inciso I.037. adote como princípio a realização de procedimento licitatório para as aquisições de mercadorias e contratações de serviços. Vera Lúcia Gregue Moro (CPF 116. ACÓRDÃO nº 997/2003 . c/c os arts. do Regimento Interno.821-68) e José Calazans dos Santos (CPF 150.239. Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 1 . 17 e 23. utilizando. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 16.443. ACORDAM. inciso II. inciso I. 1º.1.037-68).339. 1º.27 ACÓRDÃO nº 996/2003 .771-20) Órgão : Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira .666/93.1.038/2002-1 Classe de Assunto : II Responsáveis : Hilton Kruschewsky Duarte (CPF 096. 16. ACORDAM. 45 do Decreto nº 93.1. com fundamento nos arts. 1º. Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135. 1º. todos da referida Lei.495-53). 208 e 214. de 16 de julho de 1992. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. por unanimidade. inciso II. do Regimento Interno. dar quitação aos responsáveis e mandar fazer as determinações sugeridas nos pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. 18 e 23.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 1º.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.533.954/2002-8 Classe de Assunto: II Responsáveis : Wesley Fazzioni de Melo (CPF 321. inciso II. do Regimento Interno.037. c/c os arts.632. da Lei nº 8. Determinar ao responsável pelo Órgão que: 1.

ACORDAM.797. inciso I. de 16 de julho de 1992.480.818.821-68).355-20). 1º. por unanimidade. Eduardo Vieira do Nascimento (CPF 049.867. Ubiratan Rodrigues Nogueira (CPF 056.941-49).TC 650. inciso II. com fundamento no art. Carlos Souza de Andrade (CPF 145. em 20/05/2003. acerca do cumprimento das recomendações formuladas pela Secretaria Federal de Controle Interno.533.255-91).771-20).186-49). da Lei nº 8.051. nas próximas contas.771-20) e Márcio Fortes de Almeida (CPF 027. 1º. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. Alberto Jerônimo Pereira (CPF 135.095-00). 16.889. Jose Calazans dos Santos (CPF 150.TCU . inciso II. Washington Luiz Jesus dos Santos (CPF 104.TCU . inciso II. Geraldo Dantas Landim (CPF 071. às fls. reunidos em Sessão da 1ª Câmara . em 20/05/2003.727.28 em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva e dar quitação aos responsáveis.375-91).367-34) Órgão: Delegacia Federal de Agricultura no Distrito Federal . Miguel Lopes da Rocha (CPF 221. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva. ACORDAM. por unanimidade. 208 e 214.989.832/2002-8 Classe de Assunto : II Responsáveis : Francisco José Pinheiro Brandes (CPF 004.443.000/2003 . inciso I.223/1997-7 Classe de Assunto : II . de acordo com o parecer emitido pelo Ministério Público: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. dar quitação aos responsáveis e mandar fazer a determinação sugerida. c/c o art.TC 009. André Luiz Borba Santos (CPF 084. Jacimar Cardoso Ferreira Macedo (CPF 182.1. Antônio Alberto Nunes Serafim (CPF 099. Jurimar Rebouças Dantas (CPF 282. Wilson Dantas do Nascimento (CPF 146.871-68). da Lei nº 8.821-68). Alberto Gerônimo Pereira (CPF 135.678.Setor de Apoio Administrativo em Ilhéus/BA Exercício : 2001 1. em seu Relatório de Auditoria de Avaliação nº 091050.433-68). José Calazans dos Santos (CPF 150.866.238.549/2001-6) Classe de Assunto : II Responsáveis : Ebiesel Nascimento Andrade Filho (CPF 060. Ernani Cavalcante Midlej (CPF 072. Oseas Benjamin da Silva (CPF 226.147. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: 1 .443. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 1 . 18 e 23.037.675-53).201-82).956. 27.DFA/DF Exercício : 2001 ACÓRDÃO nº 999/2003 .769/2002-0 (Apenso: TC-002.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 218.265-15). em dar quitação aos responsáveis. c/c os arts.305-34).170. de 16 de julho de 1992.533.875-00) Órgão : CEPLAC/CENEX/SEAPA .542.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. do Regimento Interno.037. com fundamento nos arts. TOMADAS DE CONTAS ESPECIAL ACÓRDÃO nº 1.201-34). 104/111. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 1 .905-53). ante o recolhimento integral dos débitos que lhes foram imputados. Valdir Lopes Mendonça (CPF 073. Determinar ao responsável pelo Órgão que informe.689. do Regimento Interno.241-68).681-00).977.724. Saturnino Antonio de Oliveira 169.TC 010.

322.00 27/07/93 Débito imputado às Sras.508.504.00 28/05/91 Cr$ 700.00 24/01/92 Cr$ 1.00 29/09/92 Cr$ 20.A.00 24/05/92 Cr$ 4.867.861.00 10/03/93 Cr$ 68.163.593.350.347/0001-85) Entidade: Hospital Santa Inês S.00 30/12/92 Cr$ 39.692.00 29/06/92 Cr$ 10.828.314.652. solidariamente com o Hospital Santa Inês S.358.755.00 30/07/92 Cr$ 7.512.148.307. VALOR ORIGINAL DO DÉBITO DATA DE ORIGEM DO DÉBITO Cr$ 191.547.926.849.00 30/12/92 Cr$ 33.582.00 27/11/92 Cr$ 38.255.465.794-87).390.00 23/08/91 Cr$ 555.200.00 25/05/92 Cr$ 8.072.363. Annemi Scheila Montaño Gutierrez.00 05/07/93 Cr$ 76.338.119.00 15/04/93 Cr$ 83.275.00 30/10/92 Cr$ 11.385.331. Icléia Goiatacazes dos Reis e Jaú Noé Gaya – representante do Hospital Santa Inês S.323.099.900.453.349-20).00 25/10/91 Cr$ 935. (CNPJ 83.360.444.165. Débito imputado ao Sr.00 24/03/92 Cr$ 6.500.898.A.00 28/01/93 Cr$ 42.406.413.829.A.A.279.00 24/04/92 Cr$ 8.852.00 28/02/91 Cr$ 194.127.00 27/03/91 Cr$ 109.00 25/11/91 Cr$ 1.00 23/12/91 Cr$ 1.270.00 30/07/92 Cr$ 5.616.00 28/01/93 .313.00 29/07/91 Cr$ 855.060.00 28/08/92 Cr$ 17.235.160.00 25/02/92 Cr$ 2.00 29/09/92 Cr$ 17.801.00 29/06/92 Cr$ 9. VALOR ORIGINAL DO DÉBITO DATA DE ORIGEM DO DÉBITO Cr$ 20.00 27/11/92 Cr$ 21.00 07/05/93 Cr$ 61.013.548.00 26/04/91 Cr$ 340.196.590.00 07/07/93 Cr$ 144.484. Ney Rolim de Alencar.627.281.402. Carmem Gutierrez de Montaño e Annemi Scheila Montaño Gutierrez.017.482.00 28/06/91 Cr$ 733.357.573. sucessoras de Hipólito Bello Montãno Paz.435.00 30/10/92 Cr$ 15.007.327.29 Responsáveis : Ney Rolim de Alencar (CPF 006.00 28/08/92 Cr$ 7.00 25/09/91 Cr$ 859. solidariamente com o Hospital Santa Inês S.839. Carmem Gutierrez de Montaño (CPF 096.

113.353. 218 do Regimento Interno. c/c o art.553.300.36 R$ 14.149.550.276.56 R$ 15.40 R$ 12. ante o recolhimento integral da multa que lhe foi cominada.00 Cr$ 49.839.443.42 R$ 13. data-base de 30/04/2002.73 R$ 14.08 R$ 13.591.459.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.65 R$ 12. novecentos e setenta e um reais e dezessete centavos). em dar quitação à responsável.833.302.2.850.971.954.00 Cr$ 140.58 R$ 13.98 R$ 14. código identificador nº 25700125901995-6.201.241. Informar aos responsáveis que. com fundamento no art. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: 1 . do Banco do Brasil.036.TCU . Encaminhar à Secretaria do Tesouro Nacional cópias de todos os recolhimentos efetuados pelo Hospital.35 R$ 12.46 R$ 15. a fim de que os recursos sejam transferidos para a conta corrente do Fundo Nacional de Saúde.15 R$ 11.70 10/03/93 15/04/93 07/05/93 05/07/93 07/07/93 27/07/93 DATA DO RECOLHIMENTO 30/06/2000 31/07/2000 31/08/2000 02/10/2000 31/10/2000 30/11/2000 28/12/2000 31/01/2001 28/02/2001 30/03/2001 30/04/2001 31/05/2001 29/06/2001 31/07/2001 31/08/2001 28/09/2001 31/10/2001 30/11/2001 28/12/2001 31/01/2002 28/02/2002 28/03/2002 30/04/2002 1.001/2003 .886.79 R$ 15.050. por unanimidade.815.95 R$ 12.00 VALOR RECOLHIDO R$ 10.123.00 Cr$ 130.92 R$ 25.85 R$ 12. reunidos na Sessão da 1ª Câmara. em 20/05/2003.62 R$ 14.17 (dois mil.820.01 R$ 11.645. 1.449. agência 3602-1. de nº 170. REPRESENTAÇÃO ACÓRDÃO nº 1. 27. ACORDAM.479.86 R$ 11.070.876/1999-3 Classe de Assunto : VI Responsável : Glauce Maria Gomes Diógenes (CPF 090.876.740.122.30 Cr$ 23.621. possuem um crédito junto ao Fundo Nacional de Saúde no valor de R$ 2.426.39 R$ 11.054.TC 003.69 R$ 11.00 Cr$ 38. como na correção das parcelas foi adotado um índice superior ao aplicável à espécie.464. de 16 de julho de 1992.852.718. gerando pagamento a maior.63 R$ 13.00 Cr$ 26. da Lei nº 8.147.500-8.1.693-68) .

R$ 209.TC 857. c/c os arts. inciso V. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha ATOS DE ADMISSÃO ACÓRDÃO nº 1. R$ 215.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.003/2003 . 1º. 138 e 140.500.TCU . Datas dos recolhimentos: 27/07/2001. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara T. para votação na forma do Regimento Interno. 135. 20/06/2002 e 28/02/2003.46.88.31 Entidade : Movimento de Promoção Social.U.19.TCU . R$ 210.04. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA SAÚDE 01 . no Município de Jaguaribe/CE Valor original do débito: R$ 2. Portaria nº 114. 20/02/2002.33.470/1998-1 Interessada: Adelita Pinto da Silva Rocha APOSENTADORIA ACÓRDÃO nº 1. 20/05/2002.C.58. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Lincoln Magalhães da Rocha Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 33/2003 Gabinete do Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Gab. por unanimidade.33 e R$ 161.461/1998-2 Interessado: Eurico Vieira Amancio 02 . arts. de 16 de julho de 1992. 20/01/2002. 20/11/2001.17. 1º. 134. 20/09/2001. R$ 210. Pres.443. R$ 216.60.002/2003 . 20/10/2001. e 259 a 263 do Regimento Interno.1ª Câmara . respectivamente. em considerar legais para fins de registro os atos de admissão de pessoal a seguir relacionados.00 Data de origem do débito: 15/12/2000 Valores recolhidos: R$ 208.02. R$ 211. R$ 217. 39 e 40 da Lei nº 8. em 20 de maio de 2003. Sala das Sessões. 20/12/2001. de 22/04/2003) Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. inciso VIII.90. R$ 212. com fundamento nos arts. R$ 213. R$ 214. 20/08/2001. em 20/05/2003. 22/04/2003. 20/03/2002.TC 857. ACORDAM. 137.31. R$ 216.75. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.

TC 023. inciso V. e 259 a 263 do Regimento Interno. Neide Gama de Almeida e Simião Coelho MINISTÉRIO DA SAÚDE 01 . por unanimidade. Maria das Graças Bitencourt Nogueira. Maria da Graça Bonfin Pereira. Marcos Vinicios Vilaça . de acordo com os pareceres emitidos nos autos: JUSTIÇA DO TRABALHO 01 .TC 012. com fundamento nos arts. c/c os arts.TC 011. de 16 de julho de 1992. 1º. em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados. de 16 de julho de 1992.TC 015.558/1994-6 Interessada: Maria do Socorro Mesquita Gonçalves 02 .306/1997-5 Interessados: Edelina Moreira Afonso. reunidos em Sessão da 1ª Câmara . inciso V. May Guimarães Ferreira. 1º. c/c os arts.612/1994-0 Interessado: Wilson Soares PENSÃO CIVIL ACÓRDÃO nº 1.TC 022. Idalina de Jesus Meireles Cardoso. em 20/05/2003. 1º.C. 39 e 40 da Lei nº 8.092/1994-3 Interessada: Maria Lúcia Fleury da Silva e Souza MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 01 .436/1997-2 Interessados: Estela Torquato da Silva e Luiz Claudio Torquato da Silva MINISTÉRIO DA SAÚDE 01 . Leonor Cuba Buest.004/2003 . de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA CULTURA 01 . Maria Pulcena Niclewicz.361/1999-3 Interessados: Benedito Ferreira Santos. em considerar legais para fins de registro os atos de concessões a seguir relacionados.U.TCU . Maria da Conceição Moreira.TC 023. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. com fundamento nos arts. inciso VIII. Maria de Carvalho Gaspar Pinheiro. ACORDAM.443. em 20/05/2003. e 259 a 263 do Regimento Interno.443. Ivany Batista. Sala das Sessões. inciso VIII. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara T. Maria Jose Lima de Almeida. 39 e 40 da Lei nº 8. por unanimidade. em 20 de maio de 2003.32 Os Ministros do Tribunal de Contas da União. ACORDAM. Miriam Schruber Martin e Vinicius Sfeir. 1º.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.

CPF nº 808. 1º.806. c/c os arts.055. de 16 de julho de 1992. em 20/05/2003.TCU . em julgar as contas a seguir relacionadas regulares e dar quitação plena ao(s) responsável(eis).299/2002-9 Classe de Assunto : II Responsável(eis) : ANDERSON PAES DA COSTA.968. dar quitação ao(s) responsável(eis) e mandar fazer a(s) determinação(ões) e/ou recomendação(ões) sugerida(s) nos pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA DEFESA 02 . CPF nº 500. ACORDAM. CARLOS EMANUEL MURAT IBRAHIM.TC 011. CPF nº 981.847-20. por unanimidade. arts. inciso I. inciso I. e 17 da Lei nº 8.358-75. de 16 de julho de 1992.190-20. 16. JOSE CARLOS ANDRADE MARANHAO.328-44 Entidade(s)/Órgão(s): 3.682/2002-1 . CPF nº 168. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. CPF nº 500.443.827-91. 1º.TCU . CPF nº 168. e 143. c/c os arts. inciso I. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.517-34.620.647. com fundamento nos arts.33 Presidente da 1ª Câmara Lincoln Magalhães da Rocha Ministro-Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 41/2003 Gabinete do Auditor Augusto Sherman Cavalcanti Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. 16.027-72.006/2003 . por unanimidade. JULIO CESAR SPINDOLA CALDAS. e 143.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.443. OLIVIO BOEIRA RAMIRO. CPF nº 695. 1º.427-20.787-53. inciso I. CPF nº 619.075.025. 1º. em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva. MARCIO KAZUAKI FUSISSAVA. inciso I.178-71. 135. OLY HASTENPFLUG NETO. CPF nº 981.682. ELIESER FRACCANABBIA. CPF nº 063. RANDAL MAGNANI.780-87.TC 008.005/2003 . 137. Grupo de Artilharia Antiaérea ACÓRDÃO nº 1. JOSE BONFIM ALBUQUERQUE FILHO. alínea "a" do Regimento Interno. 138 e 140 Relator: Augusto Sherman Cavalcanti TOMADA DE CONTAS ACÓRDÃO nº 1.039. inciso II. ACORDAM. CLAUDIO VASCONCELLOS SANTOS. CPF nº 905.622. JADER TEIXEIRA GOMES DA SILVA. inciso I.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. e 18 da Lei nº 8. alínea "a" do Regimento Interno. com fundamento nos arts. inciso I.711. MARCELO JORGE DOS SANTOS.647-49.938-00.216. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA DEFESA 01 . CPF nº 107. em 20/05/2003. CPF nº 975. para votação na forma do Regimento Interno. 134.206.

LAWRENCE MEDEIROS NEVES. REPRESENTAÇÃO ACÓRDÃO nº 1. inciso IV. abstendo-se de utilizar programas de trabalho destinados a projetos para custear atividades. CPF nº 157.177-68 Entidade(s)/Órgão(s): 20. quanto ao(s) processo(s) a seguir relacionado(s). e 43. com fundamento nos arts. FABRICIO DANIEL SOARES FREIRE. e nº 005. CPF nº 913. todos do Regimento Interno ACORDAM. de 26/09/2001.429. consubstanciados nas sindicâncias instauradas pelas Portarias nº 002. por unanimidade. de 10/09/2001.007/2003 .807. SAMUEL VALDOMIRO DA SILVA. de acordo com os pareceres emitidos nos autos. 2ª parte. c/c os arts. 1º.443. 3. WALDIR MENACHO DOS ANJOS.779/2000-4 Classe de Assunto : VI Entidade(s)/Órgão(s): Imprensa Nacional 1.956.733.747.869-72. Determinar à 7ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército que avalie.34 Classe de Assunto : II Responsável(eis) : DORIVAL MELCHIOR.200. CPF nº 995. .734-72. ELMIR CARLOS BEZERRA DAS NEVES.124-87. CPF nº 827. referente às sindicâncias instauradas pelas Portarias nº 002. na próxima tomada de contas anual.267-91. GIOVANNI DA SILVA PEREIRA. de 26/09/2001. o resultado da avaliação a que se procedeu e as providências tomadas. na UG em questão.TC 017. para atender as recomendações constantes do item 105 do Relatório de Auditoria Especial nº 33/2000 (fl. e nº 005.112.647-72. Determinar à Imprensa Nacional que. inciso II.177-68. 234.1.444-53. em 20/05/2003. 2. CPF nº 734. CPF nº 026. PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA 01 . da Lei nº 8.747. CPF nº 933. Circunscrição de Serviço Militar 1.603. incisos I e II. CPF nº 972. Determinar a 6ª Secex que: 3. os resultados obtidos quanto às ações de ressarcimento dos danos ocorridos ao Erário. 35).218-00. mediante detalhada auditoria. LUIZ BENEVIDES DE OLIVEIRA. 143. inciso III. ETSUO ISE.TCU . DYMITRI KLEBER KORZENIEWICZ. § 2º. CPF nº 193. em conhecer da(s) representação(ões) e considerá-la(s) parcialmente procedente(s). 2.014-49. e informe ao Tribunal de Contas da União. acompanhe a implementação das medidas adotadas conforme as determinações acima consignadas. Determinar à Secretaria de Controle Interno da Presidência da República que se pronuncie nas próximas contas da Imprensa Nacional acerca do estágio e da efetividade das medidas adotadas pelo supramencionado Órgão.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.239-04. incisos I e II.390. fazendo-se a(s) recomendação(ões) e/ou determinação(ões) propostas. CPF nº 469. a possibilidade de estarem ocorrendo falhas sistêmicas no controle de saques de depósitos bancários. Determinar à 20ª Circunscrição de Serviço Militar que informe ao Tribunal de Contas da União. da 20ª Circunscrição de Serviço Militar. MARINEZ LIMA DE SOUZA.109. WALDIR MENACHO DOS ANJOS. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. CPF nº 469. e 250.814-04. e vice-versa.156. de 16 de julho de 1992. ao estabelecer quais programas de trabalhos serão utilizados para empenhar recursos destinados a cobrir despesas decorrentes de contratos. observe rigorosamente a definição de projeto e atividade constante da respectiva lei de diretrizes orçamentárias. também por ocasião da próxima tomada de contas anual. CPF nº 699. de 10/09/2001. 17.

inciso VIII.TC 013. inciso II.370/2001-8. ACORDAM. de 16 de julho de 1992. 143. c/c os arts. CPF nº 087. para exame em conjunto e em confronto (item 3. inciso V.423-20 REFORMA ACÓRDÃO nº 1. instaurada para apurar as irregularidades ocorridas nos Contratos nos 27/96. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. e 39. 141). por unanimidade. arts. 138 e 140 Relator: Augusto Sherman Cavalcanti APOSENTADORIA ACÓRDÃO nº 1. 27 da Resolução TCU nº 136/2000. JOSE CLAUDIO CAMELO TIMBO. 1º. e 39.148. com fundamento nos arts. do Regimento Interno do TCU c/c o art. 1º. para votação na forma do Regimento Interno.2. em 20/05/2003. inciso VIII.008/2003 .1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União.849. Sala das Sessões. e 259 a 263 do Regimento Interno. por unanimidade. de 16 de julho de 1992.4. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara.TCU .271-15. 1º. promova o apensamento deste processo ao TC 011. ACORDAM. fl. da Lei nº 8. CPF nº 058.35 3. e 259 a 263 do Regimento Interno. 01/98 e 20/99. com fundamento nos arts. 135. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.443. de acordo com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA JUSTIÇA 01 . Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Augusto Sherman Cavalcanti Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 42/2003 Gabinete do Auditor Augusto Sherman Cavalcanti Relação de processos submetidos à 1ª Câmara. de acordo . inciso V. identificar os responsáveis e quantificar o dano causado ao Erário.090/2000-5 Interessado(s) : DIVINO LUIZ DE CARVALHO. 143. inciso II. da Lei nº 8. inciso II.443. em 20/05/2003.1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. em 20 de maio de 2003. inciso II. 137. 194. com fundamento no art. em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s). 134. em considerar legal(ais) para fins de registro o(s) ato(s) de concessão(ões) a seguir relacionado(s).TCU .009/2003 . c/c os arts. TCU. 1º. inciso II. que trata de Tomada de Contas Especial.

739-43. CPF nº 989.806-30. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Augusto Sherman Cavalcanti Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin . CPF nº 040.158.335. ALDO ARAUJO VILELA.077-00. MARCOS VENICIO DE SOUZA.877-88. CPF nº 007.453. CPF nº 513.021-72.799-49. CPF nº 517. CPF nº 075. LUIZ HERMES BORGES JORGIELEWICZ.975.566. MILTON DE ARRUDA.771. CPF nº 067. CPF nº 026.586. CPF nº 910.613. TCU. SILVESTRE FRANCISCO DA SILVA.013. SOST CRISTEN FELIX DE MEDEIROS. CPF nº 008. CANTILIO PATRICIO DA SILVA. MOACIR MATOS MENEZES.545. CPF nº 409. CARLOS ALBERTO DO AMARAL. CPF nº 227.874/2002-0 Interessado(s) : ABRAAO ALVES PINTO. ANIBAL SOARES DA SILVA. CPF nº 069. FRANCYS WEBERT DA SILVA SANTOS.074.701. DIRCEU VARGAS DE QUADROS. ZACARIAS CAMPOS COELHO.447-72.674. CPF nº 005.534. CPF nº 085.027-00. CPF nº 821.621-04.411-68. CPF nº 111. JOSE JOAO DA SILVA.407-87.465.459. CPF nº 046.765. ALDO LACERDA LOPES. REGINALDO PINTO.TC 015.301-91.903.074-20. ALEXANDRE BARBOSA DOS SANTOS. Sala das Sessões. JULIO CESAR FIGUEIRO DE ALMEIDA. ESTELIANO DOS SANTOS MOREIRA. GETULIO PAHIM SOARES.241-53. NIELTON COSTA.302-63. CPF nº 038.747-04.693.211-04. CPF nº 037. HUNGARY UMBERTO FERREIRA. KLEBER FERREIRA REBELO. JORGE AUGUSTO DA SILVA SOUZA. CPF nº 022. CPF nº 047. CPF nº 688.491-04. CPF nº 991.520-49.868.997. CPF nº 028.221. CPF nº 036.579.242-87.169.939-53.183.024-91.201-10. CPF nº 110.906-89. CPF nº 000.547-04. CPF nº 024.921-72.604.830.680.527-63.760-00.522. HELIO DOMINGUES DE ANDRADE.26704. ALEX WAINASKI. CPF nº 089. CPF nº 043. JOSE ENIO AVILA DE SANT'ANA.456. JOAO ZOZIMO PLEUTIM. ROGERIO SANTIAGO PEIXINHO.365. CPF nº 045. SEBASTIAO PEREIRA. EUFLAVIO DA SILVA.181-87. CPF nº 022. LECIOMAR TAVARES DA SILVA. CPF nº 657.743. MESSIAS RATIER. BOAVENTURA JOSE BRITTA. MARCELO IGOR SANTOS DE FREITAS. CPF nº 392. JORGE MINORU MUTA.719.568.740-87. FRANCISCO DURE. CPF nº 513. CPF nº 134.962-34.247-47. JOILSON ANDRADE FERREIRA.176.302-44. MANOEL PIMENTEL DE ALMEIDA. ADAO RODRIGUES PALMA. CPF nº 023. CPF nº 645.526. CPF nº 690.352-91.184.037. CPF nº 018.51672. RICARDO OLIVEIRA SILVA.702-25.905.637-72.260-91. CPF nº 052.901-25.501-63.802-97.643. CLAUDEMAR SILVA DE OLIVEIRA. ROBSON BARBOSA DA SILVA.907. CPF nº 102. CPF nº 072.807-04.597-34. LUIZ JOÃO MOLINARI. ROGERIO SOUZA DE OLIVEIRA. CPF nº 030.444.948.702-59. CPF nº 039. ALAN JONES BRITO DA SILVA. CPF nº 082.721-34.427-68.207.300-20. IVENS MOTA FREIRE.386. em 20 de maio de 2003. JOAO HIRAN DE MENDONÇA E PAULA. MANOEL DAVID DE SOUZA. ANTONIO GERMANO FERREIRA DA SILVA. ALVARO DE SOUZA GOMES ESCOBAR. CPF nº 688. CPF nº 092.564-53. CPF nº 061. CPF nº 061. CPF nº 813.607-20.956-53.385.513.637-15. CPF nº 862.564.363.769.909-94.462. CPF nº 076.417-49. CPF nº 053. CPF nº 006. GABRIEL DUARTE GONDIN.192. CPF nº 007. AUGUSTO NESTOR HANAUER. AYLTON NOLASCO DE CARVALHO.707-30 Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara. ANDERSON LEANDRO NASCIMENTO SILVA.696.027-75. CPF nº 408.770. GERSON PAULINO LOPES.36 com os pareceres emitidos nos autos: MINISTÉRIO DA DEFESA 01 .842-68. VALDEMAR FELIX DE OLIVEIRA.484.504-53.193.379.483.

alínea a. 138 e 140 do Regimento Interno/TCU. mo Procurador-Chefe da Procuradoria da União na Bahia. 134. ACORDAM.37 Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 065/2003 Gabinete do Auditor MARCOS BEMQUERER COSTA Processo submetido à 1ª Câmara. o seu arquivamento. com fundamento nos arts.010/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 43. 143. 138 e 140 do Regimento Interno. de 16 de julho de 1992. 137. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza . determinando-se. 134. inciso I. ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia . em Sessão de 20/05/2003. da Lei n. 237. 135. do Regimento Interno. sem prejuízo de que seja dada ciência desta deliberação ao Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundef. inciso I. Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Marcos Bemquerer Costa Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público RELAÇÃO Nº 066/2003 Gabinete do Auditor MARCOS BEMQUERER COSTA Relação de processos submetidos à 1ª Câmara.TCM/BA. Agilécio Pereira de Oliveira.443/92. na forma do Regimento Interno. de acordo com o parecer da Secex/BA. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa REPRESENTAÇÃO ACÓRDÃO nº 1. em 20 de maio de 2003. por conseguinte. à Prefeitura Municipal de Itiúba/BA e à Procuradoria da União no Estado da Bahia: Prefeituras Municipais do Estado da Bahia/BA 1. inciso V. c/c os arts. Entidade: Município de Itiúba/BA. 155/2002.° 8. na forma do Regimento Interno. e 250. arts. para votação. reunidos na 1ª Câmara. aprovado pela Resolução n.067/2002-9 (c/ 35 volumes) Classe de Assunto: VI Interessado: Ex. Sr. inciso IV. inciso VI. em conhecer da presente representação para considerá-la improcedente. 137. por unanimidade. TC-012. 137. Ata nº 016/2003 – 1ª Câmara TCU. arts. 135. para votação. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa .

e no ato de fls. 259. de acordo com o parecer da Sefip. PENSÃO MILITAR ACÓRDÃO nº 1. em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão militar a seguir relacionados. Eulália Dantas dos Santos. em Sessão Ordinária de 20/05/2003. c/c os arts. Carla Cavaca Lopes Ribeiro. Dionilda Ferreira Lacerda. inciso II.837/2003-3 – Jair de Souza Almeida e Neide Alves de Azevedo. de 16 de julho de 1992. inciso II. 1º. o código do fundamento legal do beneficiário. 1º. com fundamento nos arts. inciso V. ACÓRDÃO nº 1. Araci Sá Pereira de Arruda.013/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 1º. Nice Santos de Melo e Severina Félix da Silva. com o endosso do Ministério Público: Ministério da Defesa – Exército 1. Dina Matos dos Santos.443/92. de 9-1-1930-2 para 9-1-1927-2. Dalvanira da Costa Soares. 1º. ACORDAM. Elta Ferro Rabelo. TC-001. e 260 do Regimento Interno/TCU. respectivamente. 40/42 relativo ao instituidor Renato Lins Soares.851/2003-2 – Alda Gonçalves Ferro. Marina Barbosa da Silva. inciso VIII. 143. Benedita dos Santos Duarte. o código do fundamento legal da pensão/alteração. e 39. ACORDAM. 259. da Lei nº 8.011/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. inciso II. . de acordo com o parecer da Sefip. 14/15 e 37/39 relativo aos instituidores. Gilberto da Costa e Silva e Renato Jarsen de Melo. Josefa Rodrigues de Santana. e 260 do Regimento Interno/TCU. com o endosso do Ministério Público: Ministério da Defesa – Exército 1. inciso VIII. por unanimidade. inciso II. inciso II. em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão especial de ex-combatente a seguir indicados.443/92. em Sessão Ordinária de 20/05/2003. reunidos na 1ª Câmara. Maria do Carmo Pereira da Silva. inciso II. TC-001. Cristine Martins Cavaca Bodack. com fundamento nos arts. de 16 de julho de 1992. inciso II. inciso II. e 39. nos atos de fls. 259.012/2003 – TCU – 1ª Câmara Os Ministros do Tribunal de Contas da União. aprovado pela Resolução nº 155/02. inciso II. reunidos na 1ª Câmara. Astrogilda de Nazaré Silva Oliveira. Annanda Thais Fialho Torres. Dielzi Regina Gonçalves Santos. com fundamento nos arts. Dirce Maria Machado Barreto Tavares.443/92. 143. c/c os arts. inciso VIII. Maria Geralda de Oliveira. 1º. TC-001. por unanimidade. Maria José de Jesus.834/2003-1 – Antonia Varela de Oliveira. de 9-3-2812-2 para 9-3-2809-2. em Sessão Ordinária de 20/05/2003. de 16 de julho de 1992. da Lei nº 8. Josefa Ferreira de Luna. aprovado pela Resolução nº 155/02. e 39.38 PENSÃO ESPECIAL DE EX-COMBATENTE ACÓRDÃO nº 1. 1º. de acordo com o parecer da Sefip. com o endosso do Ministério Público: Ministério da Defesa – Exército 1. Dalva de Nazaré Silva Oliveira. inciso V. Eunice Batista de Lima e Silva. Clarisse dos Santos Brito. em considerar legais para fins de registro os atos de concessão de pensão especial de ex-combatente a seguir indicados. e 260 do Regimento Interno/TCU. ACORDAM. aprovado pela Resolução nº 155/02. reunidos na 1ª Câmara. Maria dos Anjos Oliveira Moreira. sem prejuízo de determinar à Secretaria de Fiscalização de Pessoal que adote as providências necessárias com vistas a alterar. Heloisa Soares Lima. por unanimidade. inciso V. 143. da Lei nº 8. c/c os arts.

. TC-001. Maria Laura de Nazaré Silva Oliveira. Aida Alves dos Santos. em 20 de maio de 2003. Francisco Anderson de Sousa Alencar. James Alves Monteiro. Antonia Tavares da Silva. Maria Rocicler de Almeida Borges. Evandry Fialho Torres. Doris Costa de Oliveira Silva. Dulce Carvalho de Freitas. Maria de Souza Pianchão. Antonio Monteiro Junior. Noely Rodrigues do Nascimento. Maria Madalena da Silva Pestana. Maria das Dores de Carvalho Rodrigues. Francisca Machado de Aguiar Campelo. Renato Adriano Cuevas Penha. Jose Rodrigues de Freitas Junior. Neide Martins Cavaca. Raimunda Pestana Dantas. Elizabete de Froes e Penha. Maria de Fátima dos Santos Palhano. Joana Candida Neta. Patricia Coelho Campelo. Nadja Batista Silva. Maria de Fátima Alves dos Santos. Marluce do Socorro Oliveira dos Santos. Manoel Souza da Cunha. Maria Socorro de Oliveira Teles. Neide Maria da Costa Araújo Soares. Maria de Fátima Rodrigues Cândido. Francisca Valdirene Silva Gomes. Maria de Jesus Miranda da Cruz. Maria Amélia do Nascimento Moura. Rosita Silva Vasconcelos de Almeida. Gustavo César Moreira Galvão da Silva. Sheyla Cristine de Castro Lira Garcia. Vania Izabel de Froes e Penha. Maria do Perpetuo Socorro Neves Ribeiro. Angelina Helena Garcia Ellery. Joana Darc da Costa Araújo Lobão. Rejane de Froes e Penha. Estetila Rodrigues Cândido. Rodrigo Cesar de Sousa Borges. Maria do Socorro Macambira dos Santos Brito. Maria Elisabete Macambira dos Santos. Maria das Graças Viana do Vale. Edila Neves Monteiro. Maria de Fátima Araújo Fonseca. Maria das Dores de Oliveira Medina. Raimunda Ferreira de Oliveira. Maria Rita Almeida Ferraz. Dulcineia Costa de Oliveira Freire. Katia Regina Cuevas Penha. Maria Herculano Lopes do Nascimento. Joseane dos Santos Freitas. Helena Lopes Daltro Pontual. Lisbela Barbosa Dantas Pacheco. Janete Martins da Fonseca. Jacy Ribeiro da Silva. Elza Lopes Marques Pontes. Regina Lucia Souza de Alexandria. Francisca Adriana de Sousa Alencar. Graziela Brígido de Oliveira. Josefa Lopes da Silva. Ana Sabrina Borges de Negreiros. Ondina Sidamaia da Cunha Faria. Rosielane Santos Firmes Lavinas. Clodomira Maria da Silva Nascimento. Luci Vidermina de Freitas Penha Dure. Cristiane Cuevas Penha. Maria de Lourdes Pereira do Nascimento. Iranilda Afonso de Melo Saraiva. Ilay Garcia Ellery. Maria Jose Cidade de Almeida. Joaquina de Almeida Andrade. Maria do Socorro da Costa Araújo Almeida. Maria de Fátima Almeida e Silva. Ana Cristina Lopes Bastos da Silva. Maria Ireni Cândido da Silva. Lucia Dias de Souza. Maria do Socorro Vieira Silva. Petrucia Silva de Sousa. Patrezio Alves dos Santos. Lindalva Nazaré Oliveira Correia. Mara Maria Costa da Silva. Maria Salete Patricio da Silva. Severina Oliveira da Silva. Maria Costa Nogueira. Sueli Rodrigues da Silva. Antonia Michele Moraes Cardoso Medeiros. Ivaina Moreira da Costa. Ângela Maria Pacheco e Silva. Lenimar da Costa Araújo Teixeira. Noelia Rodrigues da Costa. Raimunda Andrade da Rocha. Maria Auxiliadora dos Santos Moreira. Regina Maria da Costa Araújo Borges Leal. Angélica Maria Ellery Lustosa da Costa. Iacy Ribeiro da Costa. Maria de Fátima Cunha Gonçalves. Maria Antonia Santos de Sousa. Walda Ferro Siqueira. Rosalina de Almeida Gomes. Aurora Barbosa Feitosa de Oliveira. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. Ana Célia Coelho Costa. Alcyr Uchoa Santiago. Luz Maria Daltro de Araújo e Souza. Joicelene dos Santos Freitas. Marcio Valerio da Silva. Flordolira Alcântara Pompeu. Reginalda Aparecida Souza de Alexandria. e Zuila Alves Martins. Giane Carmen de Froes e Penha. Maria Carmelita de Araújo Silva. Maria Elda do Nascimento Carvalho de Morais. Walduce Cardoso de Almeida e Ássima Justina Guedes Ribeiro. Janieyre de Froes e Penha. Maria de Nazaré de Souza Cunha. Vera Cardoso de Almeida.855/2003-1 – Adriele de Sousa Alencar. Maria Antonietta Almeida de Oliveira. Maria Salete Macambira dos Santos. Ata nº 016/2003 – 1ª Câmara TCU. Anna Rosa Pedreira Martins. Simone de Caldas Teles. Lucila da Paz Abreu. Rosa Rosália Leite de Araújo. Conceição de Maria da Costa Araújo Barros. Núbia Rodrigues dos Santos. Valéria Oliveira Tavares. Irene Barros da Costa. Katia Cardoso de Almeida. Alzira Alves de Oliveira. Maria Pinheiro dos Santos. Maria das Graças de Sousa Brandão. Florinda de Nazaré Silva Oliveira. Maria dos Anjos Ferreira Lacerda. Dulcimar Costa de Oliveira Almeida. 2. Maria Celia do Nascimento Amorim. Maria de Fátima Louzeiro Correa. Maria Vitoria da Silva Santos. Antonia Maria Alves dos Santos.39 Eunice Pinheiro Cunha. Alzira Inácio Gomes. Valmira Gomes de Amorim Ferreira. Daisy Saraiva Corrêa. Ronaldo Cuevas Penha. Maria Salete Lopes Vasconcelos.

3. Entretanto.014 a 1. e aplicou-lhe multa no valor de R$ 3.CLASSE I – 1ª CÂMARA TC 525. por despacho. à inexistência de vinculação entre os recursos repassados e os serviços alegadamente executados. Ciência ao recorrente. Parecer da Unidade Técnica 4. Votos ou Propostas de Decisão emitidos pelos respectivos Relatores. condenando-o ao recolhimento de débito no valor original de CR$ 12. em razão de sua intempestividade (fls. §§ 1º a 7º e 10.40 Marcos Vinicios Vilaça Presidente da 1ª Câmara Marcos Bemquerer Costa Relator Fui Presente: Paulo Soares Bugarin Representante do Ministério Público ANEXO II DA ATA Nº 16. artigos 17. Exame preliminar de admissibilidade realizado pela Serur havia concluído pelo não conhecimento do recurso. A condenação deveu-se à não-execução dos serviços relativos à construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria. considerei que a apresentação pelo responsável do documento de fls.º 946/93 chegaram ao município em outubro/93. 13 e 14 do vol. determinei o encaminhamento dos autos à Serur. 1 configurou a superveniência de fato novo capaz de afastar o desatendimento do requisito de tempestividade e. O ACE da Secretaria de Recursos encarregado da instrução assim se manifestou.000. 95. ARGUMENTO: O recorrente alega que quando os recursos relativos à Portaria n. Não-provimento.º 217.046. e Portaria n° 42/2003). ainda. 15 do vol. Conhecimento. ex-Prefeito do município de Campo Maior/PI. 1): “3.103-53 Órgão: Prefeitura Municipal de Campo Maior (PI) Sumário: Recurso de reconsideração interposto contra Acórdão da 1ª Câmara que julgou irregulares as contas e em débito o responsável. 141.789. 138. RELATÓRIO Trata-se de Recurso de Reconsideração interposto pelo Sr. contra o Acórdão n. 140. 1).344. em decorrência de inexecução dos serviços pactuados. no essencial (fls. com aplicação de multa. bem como os Acórdãos aprovados de nº 1.110/1995-0 (com um volume) Apenso: TC 525. bem assim à não-comprovação da alegada construção e pavimentação do trecho entre Boqueirão e Boa Hora e.00.º 677/2001-1ª Câmara. para exame de mérito (fl. Novos elementos insuficientes para comprovar a regular aplicação dos recursos. 7 a 9 do vol. de 06/11/2001 que julgou irregulares suas contas.00. inciso VI. GRUPO II .CPF n. acompanhados de Pareceres em que se fundamentaram (Regimento Interno.373/1996-9 Natureza: Recurso de Reconsideração Recorrente: Marco Aurélio Bona (ex-Prefeito) .766. 16 a 20 do vol. a estrada Tapera-Água Fria já tinha sido iniciada com recursos . Marco Aurélio Bona. 2. DE 20 DE MAIO DE 2003 (Sessão Ordinária da Primeira Câmara) PROCESSOS INCLUÍDOS EM PAUTA Relatórios. 1).

haja vista que foram emitidas após o prazo de validade. Quanto à necessidade da anuência do órgão repassador para a mudança do local. 124/125) e Relatório de Execução Físico Financeira-REFF (fl. c) parte da estrada supostamente construída fica em outro município (item 23). 07/93-BM07 (fls. 158). vez que os preços do MIR são aqueles que figuram no Plano de Trabalho e os outros estão com base na data dos pagamentos. sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. pois pensava que não estava mudando o objeto. em 27/10/93.789. instrumentalizado mediante a Portaria n.41 outros. 946/93 e os alegados serviços executados. o Ministro-Relator determinou que a Secex/PI realizasse auditoria para verificar a execução das obras. É incontroverso o fato de que não houve a execução dessa obra. Governo Estadual. Essa alteração não é legal. 144/145. conforme bem salientado pelo Relator a quo. à Construtora OAS Ltda. Ainda. 946/93. b) com os recursos advindos da referida Portaria. 4. Atendendo à proposta do Ministério Público. e f) inidoneidade das notas fiscais de fls. a Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI pagou. infra-estrutura e equipamentos urbanos’. tendo apurado.a. consoante a Cláusula décima segunda do mencionado Contrato.. . observa-se uma série de irregularidades graves. a meu ver. 141) são incompatíveis com a extensão total da estrada. Banco Mundial (BIRD). 148/169. por meio de verificação in loco. d) os quantitativos de serviços constantes do Boletim de Medição n. não se podendo afirmar. vez que a mesma portaria remetia ao plano de aplicação. 161). fl. 946/93 do antigo Ministério da Integração Regional – MIR.766. salientando-se que não foram identificadas com o número do convênio ou similar (item 30. em decorrência. 6. uma série de irregularidades na gestão dos recursos (fls. A questão central é que não foi comprovada a construção de uma estrada nem de outra. vol. argumenta o recorrente que não vislumbrou necessidade para tal.2 e desdobramentos do Relatório precedente) tenham sido. apenso ao presente processo). pois se deu sem o acordo do órgão repassador dos recursos. para o qual o recorrente alega que entendeu cabível a alteração do objeto e que teria construído a estrada ligando Boqueirão/Boa Hora. a importância de CR$ 12.373/96-6. fls. achou que poderia utilizar os recursos em outra estrada. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras fontes de recursos que forem alocados para esse fim’. 7. Por isso e em razão de o convênio prever a construção de estrada vicinal no município de Campo Maior/PI. as despesas referentes ‘a pavimentação. conforme plano de aplicação (fl. objeto do Plano de Aplicação pertinente à Portaria/MIR n. conforme assinalado pela equipe de auditoria (item 26/27/28. TC 525. 162). importa registrar que. não foram executados (item 31. dois dias após o respectivo crédito. conforme demonstrado nas alíneas do item 21 do Relatório de Auditoria (fl. ANÁLISE: O acordo feito entre o Município de Campo Maior e o Governo Federal. e) com respeito ao contrato firmado com a Construtora OAS. Afirma que os recursos não foram desviados porque teria executado as obras da estrada Boqueirão – Boa Hora. 5. As constatações mais relevantes da equipe de auditoria foram: a) os serviços relativos à construção de estradas vicinais interligando os povoados de Tapera e Água Fria. não socorre o recorrente o fato de que a Portaria fazia referência à ‘construção de estrada vicinal no Município de Campo Maior’. Os custos inseridos no boletim de medição e no relatório físico financeiro estão diferentes daqueles aprovados pelo MIR. Também alega que os problemas dos quantitativos que estão em desacordo com a vistoria realizada no local se dão em razão da utilização de máquinas e equipamentos da prefeitura. À vista do contido nessa cláusula contratual. objetivava a construção e pavimentação de estrada vicinal no referido município. Além do mais.00 (valor exato da aludida Portaria) para construção e pavimentação de 10 km de estrada vicinal entre os povoados Boqueirão e Boa Hora (item 14). uma vez que estão em bases distintas. ‘com respeito ao Contrato s/n. 8. Banco do Nordeste do Brasil (BNB). drenagem. Vale salientar que essa alteração de objeto não é o ponto essencial do processo. correriam à conta ‘dos recursos do Governo Federal. fl. Caixa Econômica Federal. O plano de aplicação estabelecia que a estrada a ser construída seria a de ligação dos povoados Tapera/Água Fria. que era claro ao se referir à construção da estrada Tapera/Água Fria. 215. não há vinculação entre as importâncias repassadas mediante a Portaria/MIR n. principal). item a.º assinado entre a Prefeitura de Campo Maior/PI e a Construtora OAS Ltda. que as diversas irregularidades apuradas (v. 160-1).

a transparência. demonstram incoerência intransponível na comprovação dos recursos. não aproveita ao recorrente. Os documentos apresentados pelo prefeito responsável não são suficientes para provar que tenha sido construída a estrada com os recursos transferidos pelo Governo Federal. facilitando o controle institucional (controle interno. pois a execução de despesas públicas deve seguir fielmente os estágios previstos na Lei n. estando. Devido à administração de interesses que não são próprios. Esse regime especial prevê prerrogativas para a Administração. mas do povo (interesse público). quais sejam: empenho.’ Assim. visam a eficiência. nesse caso. requer que seja dado reinício ao processo com todas as partes envolvidas na lide. dentre outros. E não há que se alegar que todos esses atos são requisitos meramente formais.42 efetivamente. publicação. 16 Retornando à atividade finalística desenvolvida pelo Tribunal de Contas. homologação. projeto básico. foi contratada pela Prefeitura para a execução das obras e. então. existe o regime jurídico administrativo que possui peculiaridades que o tornam especial dentro do ordenamento jurídico pátrio. impossibilitando a vinculação dos recursos federais com a execução da obra. Nessa vertente. Do contexto das irregularidades. 15 Nesse sentido. nem quanto à fonte de recursos. o administrador público deve respeito a uma série de princípios e regras. nos quais a escrituração contábil regular faz prova em favor do comerciante. O segundo objetivo constitui um benefício para o próprio dirigente público que. O primeiro. É como no Direito Comercial e Tributário. julgamento da licitação. a falta de referência da origem dos recursos na nota fiscal (possibilitando que mais de uma fonte de recursos transfira recursos para a mesma obra) e a cláusula contratual prevendo um objeto diverso do pactuado. 12 Assim. visam a dois objetivos. adjudicação. em última instância. todos esses elementos são fortes o suficiente para concluir que não houve a comprovação efetiva da aplicação regular dos recursos públicos transferidos pelo extinto Ministério da Integração Regional.e que chega ser prejudicial ao exame de outras irregularidades – é a aferição se houve comprovação de aplicação dos recursos públicos na finalidade para a qual se propunha. da motivação do ato administrativo. orçamento detalhado em planilhas. a transparência e a isonomia na administração pública. pois possuíra todos os elementos que comprovam a boa e regular aplicação dos dinheiros públicos. liquidação e pagamento. A emissão da nota fiscal fora do seu prazo de validade. o contrato não era preciso quanto ao objeto. praticadas com os recursos objeto da aludida Portaria. externo e judicial) e o controle social e político. assim como fonte de recursos de outras instituições. Adiciona-se a esses estágios os procedimentos prévios de contratação (previsão orçamentária. Por fim. prazo para recursos. aprovação pela assessoria jurídica. 11 Quanto à utilização de máquinas da prefeitura. ao contrário. dá contas de sua gestão de forma facilitada. os princípios da legalidade estrita. abertura das propostas. nota-se que a relação . Além disso. agindo em obediência estrita às normas legais e seguindo todos os princípios que guiam a atuação da administração pública. sendo. se pairam dúvidas sobre a execução dos serviços. 13 ARGUMENTO: Alega ainda que a Construtora OAS Ltda. tem em vista a publicidade dos atos administrativos. da publicidade. isonomia e eficiência na máquina administrativa. sobressai-se a falta de comprovação da aplicação dos recursos. portanto. 9. contratação) e também o prazo de execução da própria obra.º 4. porque. O pagamento à Construtora dois dias após o crédito na conta da prefeitura é indicativo de fraude com recursos públicos. 14 ANÁLISE: O processo de contas não se confunde com o processo civil. nota-se que o ponto central . Como pano de fundo no processo de contas reside uma relação jurídica especial entre o Tribunal de Contas e os jurisdicionados. pela ausência da Construtora. não se trata de quantidade executada a menor do que prevista. irregular a formação e desenvolvimento do processo. mas de incoerência entre as quantidades supostamente executadas. adequada a decisão recorrida ao condenar em débito e aplicar multa ao responsável. ainda. visando. vez que não se deve fazer contrato verbal (se é que teve essa espécie de ajuste com a construtora) e. minuta de edital. 10 As demais irregularidades são indícios de uma operação montada pelo recorrente com a pretensão de provar a aplicação dos recursos. da forma escrita do ato administrativo. mas também estabelece sujeições.320/64. com o processo penal e com o processo administrativo comum. a Construtora deveria ser chamada para integrar a lide.

17 Verifica-se que. ainda invocamos o princípio segundo o qual não se declara a nulidade sem prejuízo. 18 A par dessas premissas. É uma relação na qual sobressai a atividade de prestação de contas e o controle externo. na mesma sentença. pois somente são alcançados quando comprovado. assim como quando não a alega tempestivamente. o responsável foi condenado em débito e em multa. tendo como sujeito um agente público. Neste caso. Ademais. pelas razões coerentemente expostas e fundamentadas na Proposta de Decisão do Relator Marcos Bemquerer Costa. 70 da Constituição Federal e na regulamentação insculpida na Lei n. sob pena de precluir esse direito (impossibilidade de alegar a solidariedade no mesmo processo em momento posterior). é o caso de se retornar os presentes autos ao relator a quo para aferir a possibilidade de se instaurar um processo para apurar . 20 Quanto à participação da Construtora. que não é suficiente para anular o processo. se necessário. Ou seja. Há um ônus de o gestor provar que os seus atos se deram de acordo com os princípios e regras administrativas. tais como: ação de regresso. o julgamento por um tribunal natural e imparcial. pois ele deve prestar contas. embargos do devedor. ainda assim. atendendo-se o caráter pessoal da sanção. concluímos. vale notar que podem ser corrigidos. a defesa efetiva do responsável. O não-chamamento da Construtora não gerou prejuízo na defesa do recorrente. deixando em relevo que não se trata de litisconsórcio unitário. Essa diferenciação é importante na medida em que ressalta a peculiaridade das responsabilidades e a independência na sua apuração e julgamento. Daí. e o Tribunal tem o poder de cobrá-las e julgá-las. as responsabilidades dos obrigados. tendo chegado à conclusão que o ex-prefeito não comprovou a execução das obras pactuadas no convênio. 77-80) prevê o instituto do chamamento ao processo. No processo penal. o conhecimento posterior de que o crime tenha sido praticado em co-autoria não anula o processo findo. dentre outros. o processo encerra todos os elementos necessários para o julgamento da legalidade e legitimidade dos atos administrativos praticados pelo agente público. desde que seja no mesmo processo e que se encontre em fase processual equivalente. O gestor público está sujeito ao regime peculiar que rege a administração pública. o processo de contas se desenvolve em face do responsável direto pelo emprego dos recursos públicos. 16) permite que o Tribunal fixe a responsabilidade solidária. Houve a citação com a caracterização do ato impugnado. visando aferir a legalidade e legitimidade dos atos administrativos. pois este teve todos os meios e recursos a sua disposição para comprovar a efetiva aplicação dos recursos públicos. 21 Quanto ao aspecto processual. O Código de Processo Civil (arts. Essa conclusão tem amparo no art. dentre outras oportunidades processuais que demonstram a falta de nulidade da decisão recorrida. a empresa privada (=terceiro) que se relaciona com a administração pública não sofre o mesmo tipo de controle. ainda. pelo qual o réu deve chamar ao processo o devedor solidário para que o juiz declare. haja vista que a solidariedade é um benefício do credor. 24 Diante de uma possível responsabilidade da Construtora OAS. a participação no cometimento do dano causado ao erário. 19 Assim. bem como a ausência de prejuízo para o recorrente. Os terceiros têm a responsabilidade diferenciada. apreciando. a exigir decisões necessariamente uniformes. com instrumentos jurídicos adequados. a culpabilidade do responsável. recurso de revisão. no qual condenou definitivamente o primeiro indivíduo processado. sintetizadas nos considerandos do Acórdão. 8. temos que a natureza da responsabilidade do gestor público é diversa da responsabilidade da empresa privada. a oportunidade de produzir provas. 23 Quanto aos desdobramentos que podem surgir numa eventual instauração de um novo processo. Então o objeto do controle externo é o ato administrativo ou ato de gestão de recursos públicos.43 jurídica material ocorre entre um ente que é o julgador das contas e o dirigente público responsável pelo gerenciamento do patrimônio público (Tribunal x Gestor). verifica-se que o presente processo instaurou-se e desenvolveu-se regularmente. constata-se que a decisão recorrida respeitou o devido processo legal. o ônus da prova não é invertido. 22 Por fim.443/92. O fato de não ter havido condenação solidária não eiva o processo de vício. Por esse motivo é que a Lei Orgânica do TCU (art. pelo órgão de controle externo. e não do devedor. ou co-autoria. se por hipótese considerarmos que existe uma possível solidariedade entre ambos. Por sua vez. embargos de divergência. especialmente no que tange ao dever de prestar contas (=comprovar) do regular e bom emprego das verbas públicas. ou um particular nessa condição por equivalência. não há que se falar em declarar a nulidade em favor da parte que a provoca. primordialmente.

posiciona-se por que a ele seja negado provimento. consigna que não há nos autos elementos que permitam indicar o modo pelo qual teria a empresa concorrido para o cometimento do dano. No entanto. assinala que. Em conclusão.766. dois dias após terem sido recebidos pelo Município) na verdade não constitui fato novo. condenando-o ao pagamento de débito no valor original de CR$ 12. preservando-se a condenação do Sr.00.44 eventual co-autoria na não-execução das obras previstas no convênio por parte da Construtora OAS Ltda. que o prazo para interposição do recurso se esgotava no dia 04/02/2001. que posteriormente não se confirmou. o Procurador Marinus Marsico assinala que o documento posteriormente apresentado pelo responsável (cópia do cheque que comprova a utilização integral dos recursos em pagamento à Construtora OAS. Alternativamente. assim como não há elementos para comprovar a efetiva execução da obra e. multa no valor de R$ 3. no mérito. ainda. apenas um dia após o esgotamento do prazo regimental. 13 e 14 do vol. no processo. conhecendo-se do recurso em atenção aos princípios do formalismo moderado e da busca da verdade material. principal e fl. caso se conclua pelo ingresso da Construtora OAS Ltda. assim.789. 9. Quanto à inclusão da construtora como responsável solidária.373/1996-9 anexo). entretanto. 5. em virtude de irregularidades na aplicação dos recursos federais repassados por meio da Portaria nº 946/93 do extinto Ministério da Integração Regional. inicialmente. em parecer de fls. 1. O Diretor da 3ª Diretoria Técnica da Serur. 386 do vol. apresenta análise de mérito na qual. para. para construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria. como requerido pelo recorrente. desconstituir a decisão recorrida. 7. ante o desatendimento dos requisitos de admissibilidade. haja vista ter sido objeto de referências e comentários nos autos. Desse modo. VOTO Examina-se recurso de reconsideração interposto contra o Acórdão nº 677/2001. b) dar ciência ao recorrente da decisão que vier ser proferida. Entendo que essa intempestividade pode ser relevada. a fim de que este avalie a conveniência de interpor recurso de revisão para incluir aquela construtora como responsável solidária. o conhecimento e não-provimento do recurso e a remessa dos autos ao MP/TCU. caso este Colegiado se incline pelo conhecimento do recurso. 21 a 24. considera inadequada a interposição de recurso de revisão com o propósito de chamar a Construtora OAS à lide. submetemos os autos à consideração superior. Marco Aurélio Bona. Verifico. Pelo mesmo motivo. negar-lhe provimento. com a anuência do Secretário da Serur.000. o representante do Ministério Público junto ao TCU opina pelo não conhecimento do recurso. 26 Dessa forma. Essa deliberação julgou irregulares as contas do ora recorrente. Com o ingresso posterior nos autos do documento de fls. opina pelo não conhecimento do recurso. com a proposta de: a) conhecer do Recurso de Reconsideração. por conseguinte. tendo aplicado. A Unidade Técnica inicialmente se posicionou pelo não-conhecimento do recurso. tendo sido constatado que o documento já constava dos autos. conclui-se que o documento apresentado pelo recorrente não é capaz de afastar a sua responsabilidade. e a peça contestatória foi protocolada em 05/02/2001. Parecer do Ministério Público 6. 25 De todo o exposto. a citação poderia se processar mediante a interposição de recurso de revisão pelo Ministério Público junto ao TCU. razão pela qual opina contrariamente à proposta. registra que na atual fase processual são repetidos argumentos anteriormente rejeitados por ocasião do julgamento das contas. É o Relatório. . ante a aparente superveniência de fato novo.00. e deles constar cópia do mesmo cheque (fl. Sugere. Em seu parecer. em razão de sua intempestividade. 8. 146 do TC-525. em caso de conhecimento. 2. proferido por este Colegiado na sessão de 06/11/2001. determinei o exame no mérito da peça recursal.

pelo não conhecimento do recurso. TC-525. exPrefeito do Município de Campo Maior/PI. por exemplo. Persiste.789. o que faremos. em virtude de irregularidades verificadas na aplicação dos recursos federais repassados em 25/10/93. alínea “b”. 1) -.Vol. No que se refere ao eventual chamamento da Construtora OAS para que passe a figurar como responsável solidária. por meio da Portaria nº 946/93 do antigo Ministério da Integração Regional .110/1995-0 Tomada de Contas Especial PARECER Tratam os autos de Tomada de Contas Especial instaurada contra o Sr. que parece assistir razão à SERUR no que tange à ausência de fatos novos na peça recursal. razão pela qual determinou à Unidade Técnica que procedesse ao exame de mérito (fl. 4.000. a seguir. a fls. Examinando atentamente o mencionado documento observamos. longe de ser nova ou desconhecida. órgão legitimado a interpor o recurso de revisão cabível para esse fim.. 1).00 (doze milhões setecentos e sessenta e seis mil setecentos e oitenta e nove cruzeiros). primeiro porque. 5.45 3. já que a estrada prevista pela Portaria nº 946/93 havia sido iniciada com recursos da Prefeitura e que executou as obras utilizando contrato que a prefeitura anteriormente celebrara com a Construtora OAS. é no sentido da ausência.766. Tal posição se justifica. 443/444 do Vol. no qual o Relator expressamente fez referência ao assunto (primeiro parágrafo. nos autos. voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação da 1ª Câmara. o recorrente repete em sua quase totalidade argumentos já rejeitados por ocasião do julgamento das contas. Marco Aurélio Bona. . de elementos que permitam indicar o modo pelo qual a construtora teria concorrido para o cometimento do dano. a princípio. dois dias após ter sido recebido pelo Município (fls. Principal). da Lei nº 8. no entanto. Superada essa preliminar. inicialmente. ao tratar do assunto.1ª Câmara (fls. que os recursos foram utilizados na construção de estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora. em 20 de maio de 2003. parágrafo único. objetivando a construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria. os pareceres são uniformes no sentido de negar provimento ao recurso. no valor de CR$ 12.C. posicionou-se. a ausência de vinculação entre os recursos federais repassados e os serviços alegadamente executados. entendeu o E. A SERUR. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Proc. Diante disso.443/92 (fls.Vol. com a apresentação posterior pelo responsável de suposto novo documento . Sala das Sessões. Contudo. Entretanto. recurso de reconsideração interposto pelo responsável (fls. 442 . nessa fase processual. 07/09 . posicionamento ao qual me alinho. 13/14 do Vol. em breves comentários.U. Ante o exposto.cópia do cheque que comprova a utilização integral dos recursos em pagamento à Construtora OAS. Examina-se. Afirma. Principal). 15 .00 (três mil reais).Vol.MIR. 1).Vol. condenando-o ao ressarcimento do débito e aplicando-lhe multa no valor de R$ 3. Passando ao exame do feito convém. conforme previsão contida no art. Relator que se fez presente fato novo capaz de afastar a intempestividade. o representante do Ministério Público considera inadequada ao caso a interposição de recurso com a finalidade de incluir a construtora no processo. 32. 01/05 . que sejam analisados os requisitos de admissibilidade aplicáveis à espécie. 1) contra o Acórdão nº 677/2001 . de igual modo. a exemplo do Voto Condutor do Acórdão atacado. permanece sem comprovação a construção deste trecho de rodovia. a informação que a cópia do cheque encerra foi objeto de inúmeros comentários nos autos. T. que julgou suas contas irregulares. Com efeito. o posicionamento do Ministério Público junto ao Tribunal. por entender que este fora interposto além do prazo permitido e que não se fizera acompanhar de fatos novos que pudessem relevar sua intempestividade.

questionou-se que os quantitativos de serviços constantes do Boletim de Medição nº 07/93 (fls. sustenta o responsável que os recursos foram utilizados na construção de estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora . que está apensado ao presente processo. por não permitirem a comprovação da regular aplicação dos recursos. não sendo. Principal) e do Relatório de Execução Físico-Financeira (fl. praticamente repete os argumentos que foram rejeitados por ocasião do julgamento das contas.373/1996-9. o Tribunal. ser considerado indicador de irregularidade. devendo resultar da lei ou da vontade das partes. haja vista o contido no Relatório de Inspeção de fls. ao julgar irregulares as contas. § 2º. igualmente. inicialmente. impende comentar que a solidariedade não se presume. Por fim. por si só.373/1996-9. o único argumento que até então não fora oferecido pelo responsável em manifestações anteriores.e que executou as obras utilizando contrato que a Prefeitura anteriormente celebrara com a Construtora OAS. ao final. no entanto. como contratante ou parte interessada na prática do mesmo ato. ao fundamentar seu pleito. 162/165 do TC nº 525. da Lei nº 8. que o recorrente. avançar na análise de mérito do recurso.Vol. Considerando a viabilidade dessa hipótese. Não obstante a proposta ora defendida. pois. opõe-se à pretensa responsabilização da Construtora. capaz de afastar as irregularidades a ele então atribuídas. 149/165 do TC nº 525. 146 do TC nº 525. tendo utilizado os recursos provenientes da referida Portaria em outra obra. visto que a cópia do cheque de fls. Segundo. de fato. no sentido de que o . estar-se-ia invertendo o ônus da prova. divergindo dessa posição. julgamos oportuno comentar sobre a proposta da Unidade Técnica. visto que a Construtora mantinha. a fim de que demonstre que cumpriu o contrato estabelecido com o Município. Principal e a fls. resultaram na sua condenação.. Assim procedendo. poderá vir a decidir pelo exame positivo da admissibilidade. 1. ao contrário. Depois. no qual. em respeito ao princípio da eventualidade. se dúvidas pairam sobre a execução ou não da obra que afirma ter efetuado. não há elementos nos autos que sugiram ter havido fraude ou conluio entre o gestor e a contratada com o objetivo de lesar o Erário. entendemos conveniente. Nessa linha. portanto. Finalmente. não nos parece apropriado arrolá-la como responsável. Dessa forma. 290) se mostraram aquém do que seria esperado. argumento este que. nesse caso. o responsável sustenta enfaticamente que a obra foi executada. não há indícios de que a Construtora tenha sido remunerada por serviços não executados. a possível responsabilização da Construtora. conforme comentado anteriormente. há que se considerar que o Colegiado. Não apresenta. apresentou prestação de contas contendo graves irregularidades (v. Vale registrar que a pretensa solidariedade da Construtora é. O mesmo.46 Ademais. não se aplica ao Sr. já que teria sido ela a beneficiada do suposto prejuízo causado ao Erário. nada inovou nos autos. 13/14 Vol. Aduz. Conforme adequadamente colocado pela SERUR sobre o ex-Prefeito pesa indiscutível responsabilidade. em não havendo nos autos elementos que permitam indicar o modo pelo qual a Construtora OAS teria concorrido para o cometimento do dano. no caso presente.já que a estrada então prevista pela Portaria nº 946/93 havia sido iniciada com recursos de outras origens . visto que já havia cópia idêntica do referido cheque a fls. 387/389 . que. razão pela qual opinamos. Não merece prosperar. fixará a responsabilidade solidária do terceiro que. em não havendo fato novo capaz de superar a intempestividade. um único documento sequer que se preste a auxiliar na comprovação da regularidade da despesa.443/92: “. já que todo aquele que gere recursos públicos tem o dever de comprovar a sua boa aplicação. de pronto. em seu socorro. previsto no Plano de Aplicação pertinente à Portaria/MIR nº 946/93. um contrato com o Município para a execução de obras daquela natureza. Embora a Construtora tenha sido a beneficiária dos recursos o pagamento recebido não pode. Com a interposição do presente recurso praticamente repete argumentos anteriormente examinados. nem mesmo o documento em si pode ser considerado novo. pelo seu não conhecimento. fls. Iniciando o exame da questão precisamente por esse ângulo. as quais. se aceito. que se chame a Construtora para integrar a lide. cremos que o recurso não preenche os requisitos legais de admissibilidade. Desse modo. o pedido para que seja a Construtora ouvida. Marco Aurélio Bona. solidariamente com o ex-gestor. à época. Não nos parece ser esse o caso. alínea “b”. 16. dependeria da avaliação positiva de sua conduta frente ao disposto no art. Primeiro. Com efeito. convém ressaltar. 386 do Vol.373/1996-9).. visto que deixou de executar o objeto a que estava obrigado. de qualquer modo haja concorrido para o cometimento do dano apurado”. dada a extensão total da estrada entre os povoados de Boqueirão e Boa Hora.

Sobre o assunto.º 677/2001-1ª Câmara. em virtude de irregularidades na aplicação dos recursos federais repassados por meio da Portaria n. contudo. Marco Aurélio Bona. para construção de estrada vicinal interligando os povoados de Tapera e Água Fria. e à vista de todo o exposto.00 e aplicou-lhe multa no valor de R$ 3.110/1995-0 (com um volume) Anexo: TC 525. visto que se estabelece uma nova relação processual.014/2003 . Recorrente: Marco Aurélio Bona (ex-Prefeito) . 10.344.1ª CÂMARA 1.º 8.1.º 946/93 do extinto Ministério da Integração Regional. Advogado constituído nos autos: não há 9. e ao mesmo tempo interpor recurso de revisão para que um novo responsável fosse chamado a responder solidariamente pelo débito. ambos da Lei n. seria pelo provimento do recurso. Processo n. caso o mesmo venha a ser conhecido pelo Tribunal. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 32.2.CPF nº 217. em se decidindo pela inclusão de um novo responsável solidário no processo. Marco Aurélio. Marinus Eduardo De Vries Marsico Procurador ACÓRDÃO Nº 1. de 06/11/2001 que julgou irregulares suas contas. nossa proposta. Não nos parece que seria apropriado manter a condenação do responsável. 9. no mérito. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 5. Acórdão: VISTOS. Órgão: Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI 5. dar ciência da presente deliberação ao recorrente. manifestamo-nos pelo não conhecimento do recurso. negar-lhe provimento. para que respondesse pelo débito solidariamente com o Sr. nos termos do art. pois faculta-lhe exigir de quaisquer dos devedores solidários o pagamento da totalidade da dívida. Ministério Público.1. Grupo II. Classe de Assunto: I – Recurso de Reconsideração 3. conhecer do Recurso de Reconsideração interposto.103-53 4. sujeitando-o à execução judicial da dívida. posicionamo-nos por que seja a ele negado provimento. para que fosse promovida a citação solidária dos responsáveis.47 MP/TCU avalie a conveniência de interpor recurso de revisão para chamar a Construtora OAS à lide. Especificação do quorum: .373/1996-9 2. contra o Acórdão n. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Reconsideração interposto pelo Sr.TCU . inciso I. necessário se faz reabrir a fase do contraditório para todos os envolvidos. para. Unidades Técnicas: Secex/PI e Serur 8. Gostaríamos de registrar. que consideramos tal providência inadequada ao caso.789. que.00.000. Segundo entendemos.766. reunidos em sessão da 1ª Câmara. ante as razões expostas pelo Relator. Assim entendido. caso entendêssemos haver elementos que justificassem a inclusão da Construtora no processo. Alternativamente. em 22 de Abril de 2003. em função de tudo o que comentamos neste Parecer. Embora o instituto da solidariedade seja um benefício conferido ao credor. ex-Prefeito do município de Campo Maior/PI. é preciso considerar que o julgamento das contas pelo Tribunal se dá em um contexto bastante mais abrangente do que a mera recomposição do dano. em: 9. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. diferentemente do que fora defendido pela SERUR. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 33. Representante do Ministério Público: Procurador Marinus Eduardo de Vries Marsico 7. tornando insubsistente o acórdão recorrido.443/92. é evidente. c/c o art. condenando o responsável ao recolhimento de débito no valor original de CR$ 12.º TC 525. Relator da deliberação recorrida: Auditor Marcos Bemquerer Costa 6.

Conhecimento.678/2001-3 e TC-003. 14 e 17/24. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha..376/1999-0 (com 1 volume) Apensos: TC-002. Contas de recursos de convênio julgadas irregulares com condenação em débito e ao pagamento de multa. nas pessoas de seus sócios.). em virtude da rejeição da prestação de contas do Convênio nº 156/96. Identificação de que falha na caracterização rigorosa do objeto do convênio. permitia alteração técnica. o que impediu a energização (. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . 1): “(.) Mérito Argumento 3. não procede. celebrado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento...1ª CÂMARA TC-012. Ltda. ex-prefeito de Baturité/CE. ou seja. cabos elétricos. vol. na constatação da “implantação de rede monofásica ao invés de trifásica na localidade de Correntes (. 2. Depois de opinar pela admissibilidade do recurso. e da “retirada de equipamentos (transformadores. mesmo em trechos já concluídos (. que se apropriou de equipamentos adquiridos com os recursos transferidos. etc. gerando o colapso socioeconômico do objeto do Convênio”. De acordo com o acórdão recorrido. provocando a perda do sistema elétrico como um todo. a Serur analisou a argumentação do recorrente desta forma (fls.. Impossibilidade de se atribuir ao recorrente solidariedade nos danos perpetrados pela executora. sobretudo.). a condenação fundamentou-se.) da obra. com condenação em débito solidário e ao pagamento de multas individuais. ocasionando a paralisação dos trabalhos de eletrificação. inimputável ao recorrente. Modificação do acórdão recorrido.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência)..48 12. a construção de parte da rede elétrica na localidade de Correntes. Provimento do recurso. RELATÓRIO Trata-se de recurso de reconsideração interposto por Raimundo Ivo dos Santos Oliveira.CLASSE I . bem como a inexecução do Convênio nº 156/96”. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). por meio do qual foram julgadas irregulares as contas do ora recorrente. 12.2. em modo monofásico. O recorrente argúi que a irregularidade pela qual foi responsabilizado. Ciência aos interessados.. com vista à implantação de rede de eletrificação rural no município. assim como do também ex-prefeito Fernando Lima Lopes e da empresa Elétrica do Brasil Com.). Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. contra o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara.608/1999-9 Natureza: Recurso de Reconsideração Órgão: Prefeitura Municipal de Baturité/CE Recorrente: Raimundo Ivo dos Santos Oliveira (ex-prefeito) Sumário: Recurso de Reconsideração. Parecer da Serur 3.. pois não consta do ...

Acrescenta que o Sr.. número de transformadores a serem instalados.). vem refletir na inexecução parcial ou total do convênio.1 Realmente o Plano de Trabalho.p.p. 3. principal que a soma de todas as localidades supera a metragem especificada no Plano de Trabalho. sem dúvida. 63/69 v. segundo dados constantes do Relatório (fl. juntado à fl. realizado pela Delegacia Federal de Controle. encaminhado ao órgão repassador. 67 v. não existem provas que possam incriminar o responsável. e os recursos só foram creditados em 12.p.. pairam dúvidas se o recorrente tinha ou não conhecimento a respeito dos mesmos. número de consumidores e os tipos e extensão das linhas de distribuição. mesmo porque as metas previstas no Plano de Trabalho foram cumpridas ainda na sua gestão.). 2º. Argumento 6. sempre que a execução compreender obra ou serviço de engenharia. A mesma regra se estende aos órgãos de fiscalização. alíneas ‘c’ e ‘d’). 66 do vol. prazo de execução. tendo em vista que. . todas trifásicas. então em vigor.3 É evidente que a omissão no Plano de Trabalho quanto ao tipo de rede a ser instalada. Riacho dos Negros e Iracema.1 É evidente que os convenentes devem se ater ao Plano de Trabalho. Nesse contexto.1 v. fases ou etapas dessa execução (art.15. constantes do Plano de Trabalho. com a permissão da entidade fiscalizadora. não se vislumbra como imputar responsabilidade ao recorrente. Análise 4. explica que aumentou-se o tamanho da obra em outras localidades. Explica que o Plano de Trabalho foi alterado excluindo a localidade de Joamirim devido a sua localização estar quase que totalmente no município vizinho de Aracoiaba.666/93 (art.) confirma que a rede foi instalada (alta/baixa) de acordo com as especificações do Plano de Trabalho. 3. que como a obra ficou com o prazo de conclusão bastante reduzido (fl. dos motivos alegados para a exclusão da referida localidade (Joamirim). Análise 5. apenas 30 dias. Ainda que não tenha sido apresentada a manifestação da entidade a respeito. fl. se monofásica. os quais referenciam as localidades. Delegado Federal de Controle no Estado do Ceará (fl. menciona o documento de fl.) faz restrição à ausência de detalhamento no Plano de Trabalho. e a própria Lei nº 8. 60 v. falta de zelo do órgão concedente dos recursos ao descumprir a IN/STN/02/93. isso confirma que os convenentes devem se ater ao conteúdo do referido Plano. sendo um instrumento imprescindível para os órgãos de fiscalização. inciso I). alíneas ‘c’ e ‘d’). não faz menção especificamente ao tipo de rede a ser construída.p. Já o Relatório de Fiscalização nº 047/97 (fls.2 Apesar disso.1 As demais alegações são procedentes. as localidades de Sítio Chapada e Mucunã dos Pinéus. 3. como confirma o Relatório de Fiscalização nº 047/97 – fls.1. 4. obviamente. vem também demonstrar. É feita referência à extensão da rede. 70.1. além de provocar os transtornos na execução do convênio.1.4 Por conseguinte. 04 v.11. da estimativa de custo. Com isso.49 convênio.1. ainda. item 9. Alega.).p.96 (fl. a qual estabelece que deve integrar o Plano de Trabalho. 142 v. uma vez que o seu descumprimento.p. nem tampouco do Plano de Trabalho. a especificação quanto ao tipo de rede a ser construída. o qual se constitui dos elementos que devem integrar a obra ou serviço. não se vislumbra. § 3º). uma vez que não estão presentes nos autos os anexos ao Plano de Trabalho. exceto com relação à localidade de Joamirim. (item 3. Como respaldo às modificações empreendidas. 65. o projeto básico. 66. 66 v. Argumento 4. Entende que se o Relatório de Fiscalização nº 047/97-DFC/CE (fl. que permite essas modificações. 150 – cláusula VI).p. faz alusão no item 3. foram todas beneficiadas com a eletrificação rural. consta à fl. 63/69 v. má-fé na conduta praticada pelo recorrente. independente de termo aditivo (itens ‘c’ e ‘d’. visto que o próprio Plano não especificava o sistema com base em que deveria ser instalada a rede elétrica na localidade em que surgiu posteriormente o impasse. implicava em tomada de decisões rápidas a fim de possibilitar a completa utilização dos recursos. bifásica ou trifásica.2 aos anexos do Plano de Trabalho.1 Realmente. Argumento 5. Análise 3.p. bem como quanto ao tamanho da obra.

hipótese permissiva para a sua aplicação. inciso I).2 O segundo documento. e os impasses daí advindos e que culminaram com a retirada dos equipamentos pela empresa contratada. e sim à escolha do sistema monofásico para a localidade de Correntes.). que culminou na retirada dos equipamentos instalados.1 Ocorre que.p. uma vez que não ocorreram na sua gestão. foi informado de que havia trechos excessivamente aplainados.1. 65. provocou a ruptura da obra. Situação. reconhecido como bem mais potente. tanto pela Comissão de Fiscalização Municipal (fl. portanto. a seu ver. A opção pelo sistema monofásico veio provocar.12. ora recorrente.12.1.). parte integrante do convênio firmado entre o município e a União. ao gestor que lhe sucedeu dar prosseguimento à obra. Se houve. neste caso.1 Note-se que o Relatório de Fiscalização da Delegacia Federal de Controle no Estado do Ceará (fls.1 Quanto aos documentos referenciados. falta de fiscalização e retirada de equipamentos de trechos já concluídos.) como pela própria empresa contratada.97. Argumento 8. em 04. em razão da implantação da rede monofásica na localidade de Correntes. é tecnicamente possível a construção da rede em alta e baixa tensão no modo não-trifásico. pelo documento de fl. o impasse entre a população beneficiada e a empresa contratada para efetuar os serviços. do então Prefeito. 8. (Elebra). já na gestão do prefeito sucessor.. Explicita que. conclui pela não-aprovação das contas. No caso da implantação da rede elétrica na Serra dos Correntes. 142 v. de fl. confirma apenas a implantação da rede no modo não-trifásico na localidade de Correntes que. como se reconhece nos autos (fls.p. ressalvando a exclusão da localidade de Joamirim e a implantação da rede não-trifásica na localidade de Correntes. em alta e baixa tensão.). 315 e 320 v. não se vislumbra a sua aplicabilidade neste caso específico. concluída em cerca de 80%. há nexo causal. Acrescenta que. ao autorizar a instalação de rede elétrica não-trifásica não causou descumprimento ao Plano de Trabalho. que foi continuado na nova administração. Análise 7. 63/69 v. entende-se razoável a justificativa apresentada para a medida adotada. não pode ser responsabilizado por tais fatos.1. Observa que foi orientado para instalar a rede no sistema monofásico. Argumento 9.p. através do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Análise 8.. 9. embora não se possa vislumbrar culpabilidade na conduta do recorrente ao tomar essa decisão.p. diversa. 44 v. foi gerado o impasse na gestão do prefeito sucessor. o primeiro. 36 v. refere-se ao Parecer Técnico de Recebimento das Obras de Infra-Estrutura da Delegacia Federal de Agricultura (fl.p. 286 v. e sim a exclusão da localidade de Joamirim prevista no Plano de Trabalho. não havia sido apontada irregularidade na obra. embora não evidenciadas de forma direta pelo recorrente. 44 v.p.1. que. referente ao termo aditivo celebrado entre o município e a empresa. com picos de altura considerável e grandes depressões. restando apenas o trecho de Correntes. 43 v..1 Os argumentos apresentados não são convincentes. sendo que o termo aditivo de fl. apesar de evidenciar de forma não muito precisa a realização do sistema de rede implantado. 286 v. mesmo porque as dificuldades enfrentadas. confirma realmente a realização das obras de eletrificação nas localidades beneficiadas pelo convênio. como já ressaltado no item anterior. após a sua gestão. Cabia.96. paralisação da obra. ao findar a sua administração em 31. ao invés do sistema trifásico.p. de fl. uma vez efetuada. Embora não conste dos autos a anuência por parte do órgão concedente. Análise 9. Ltda.50 Análise 6.. Em princípio. referem-se basicamente à fixação dos postes de iluminação que.1 O ofício de fl. a quem competia efetuar o pagamento da última parcela à Elétrica do Brasil Com.666/93 (art. Argumento 7.p. 6.1 O cerne da questão não diz respeito a ser viável ou não a construção de rede em modo nãotrifásico. comunica ao Secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura e do Abastecimento a alteração do Plano de Trabalho.1 Quanto à Lei nº 8.p. diante da suspensão do . na vistoria realizada. 8. serve para os dois sistemas (monofásico e trifásico). uma vez que não se questiona nos autos a alteração do contrato firmado entre o Município e a empresa.

permeadas pela boa-fé. compulsando-se os autos não se vislumbram informações acerca do tipo de rede a ser construída. após 31. portanto. com fulcro nos arts. no entanto. deve ser aceita como prova de que o recorrente comunicou ao parquet estadual a retirada dos equipamentos pela empresa. seja pela não-aprovação das contas por causa da instalação da rede monofásica na localidade de Correntes e da exclusão da comunidade de Joamirim.p. não tendo sido paga a terceira e última parcela do convênio no valor de R$ 14. com permissão do Sr.00. Fernando Lima Lopes. 11. vol. sem reflexo no Plano de Trabalho. razão pela qual sugere-se reformar parcialmente o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara. no mérito. conclui-se que os fatos e documentos constantes dos autos não são suficientes para caracterizar o ato de gestão ilegal por parte do recorrente. Esclarece que adotou medidas para proteger a obra quando a mesma não estava mais sob a sua responsabilidade. reformando parcialmente o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara.3 Há de se considerar. o apelante reitera as suas argumentações no sentido de que: não consta do Plano de Trabalho determinação quanto ao sistema de rede a ser implantada. não consta dos autos qualquer manifestação do TCU ou mesmo do Ministério da Agricultura anuindo às alterações efetuadas.200. no valor de R$ 14. ou seja: o plano de trabalho constante dos autos realmente não especifica o tipo de rede a ser instalada. quando não era mais Prefeito. não existem provas de que agiu com má-fé ou de que tinha conhecimento de que tal decisão iria provocar todos os problemas já referenciados. 12. visto que só inobservou o Plano de Trabalho ao excluir a localidade de Joamirim. 11. 11. Raimundo Ivo dos Santos Oliveira.2 Ressalte-se que o pedido formulado pelo recorrente guarda consonância com a alegação já apreciada anteriormente. embora o parecer de fl. Todavia.4 Ademais. fl. 65 v. não seria justo nem tampouco razoável condenar o apelante por ato de terceiro e imputar-lhe responsabilidade pelos valores que comprovadamente pagou (item 3. bifásica ou trifásica.p.443/92. Análise 10.12. 11. No segundo caso. no sentido de que sejam julgadas regulares com ressalva as contas do Sr. cuja prestação de contas encontra-se inserida às fls. que.200. Argumento 10.p. Diante do exposto. 44 v. as alterações foram motivadas por razões técnicas.10. ou seja.1 Acrescenta.). ou seja: exclusão da localidade de Joamirim e implantação da rede monofásica em Correntes. 1): “(.00. com exceção do aditivo que alterou o contrato com a Elebra. o julgamento das contas do apelante pela irregularidade com débito e multa nos parece desproporcional com os fatos imputados à sua gestão. . Requer seja ilidida a sua responsabilidade e reformado o Acórdão condenatório. uma vez que. conforme se verifica do documento emitido pelo Ministério Público Estadual (fl. e nesse aspecto foi compreendido e absolvido..1 Considerando que a declaração foi assinada pelos Promotores de Justiça. Argumento 11.) De fato. Conclusão 12. em face das considerações já expendidas. Nos parece que houve falha na formalização do convênio. por fim. todas as alterações foram acatadas pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento e pelo TCU.51 pagamento da última parcela devida à Elebra. que as irregularidades dizem respeito à retirada dos equipamentos pela Elebra. ao contrário do que assevera. sugere-se ao Tribunal conhecer do recurso de reconsideração ora interposto para. dar provimento. o Ministério Público/TCU pondera o seguinte (fl. 44. inciso I. 01/36 v. no primeiro caso (exclusão de Joamirim). Análise 11.96. com fé pública. Por fim. volume 1). Ao anuir às conclusões da unidade técnica. e 33 da Lei nº 8.” Parecer do Ministério Público 4. mas que não pode ser atribuída ao recorrente. a sobra dos recursos serviu para aumentar a extensão das redes construídas nas localidades beneficiadas.. 32. fato este que gerou problemas na execução da avença.5 À vista disso.

de acordo com os pareceres uniformes. especializada no assunto. voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à 1ª Câmara. Por último. na localidade de Correntes. foi condenado por duas questões inter-relacionadas: a) implantação de rede monofásica.).1ª CÂMARA 1. que. os fazendeiros da região. a soma das metragens das redes trifásicas instaladas em razão do convênio supera a extensão programada (fl. 6. Classe de Assunto I .)” É o relatório.. Grupo I. Portanto. 5. pelos termos do convênio. Diante do exposto. também por ter sido considerada desde antes a construção de rede elétrica numa metragem acima das expectativas. 8.. estes não estão presentes nos autos e não são referenciados. houve retenção do pagamento à executora. inconformada. Sala das Sessões. VOTO No julgamento das contas do Convênio nº 156/96. que permitissem tal reação. destaco a necessidade de se dar conhecimento da deliberação a ser proferida em face deste recurso ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal.p. comunicou ao Ministério Público Estadual sobre a retirada dos equipamentos pela contratada. pela rede monofásica. conquanto na localidade de Correntes se tenha optado. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. em quantidade superior à estabelecida no convênio. conforme verificação in loco de fiscal do Ministério repassador dos recursos. No entanto. Se a exigência das redes trifásicas constava de supostos anexos ao plano de trabalho. cometeu erro de opção técnica. 3. omissivos ou comissivos. Daí proceder a isenção de sua responsabilidade. 2. como proposto pela unidade técnica e pelo Ministério Público/TCU. cientificados do acórdão condenatório. ora recorrente. conta a favor do ex-prefeito a instalação de redes de energia trifásicas em outras comunidades. mesmo depois de ter deixado a prefeitura. 7. indicada no Relatório de Fiscalização nº 047/97 da Delegacia Federal de Controle no Ceará.52 Verifica-se que a soma de todas as localidades beneficiadas supera a metragem especificada no Plano de Trabalho e que o recorrente efetuou pagamento pertinente à empresa Elebra. Desse modo. solicitando a intervenção das autoridades públicas. para monofásica. não há suporte para a condenação do ex-prefeito.678/2001-3 e TC-003.TCU . Diga-se a propósito que a inexecução da rede elétrica na localidade de Joamirim não foi um fato motivador da irregularidade das contas. No máximo. impediram a continuidade das obras. que. em nenhum momento. Com isso. não se vêem atos do recorrente. a executora alegou razões técnicas para modificar o tipo da instalação.Recurso de Reconsideração . interessados numa rede trifásica. porque fundado na orientação da executora. em face das suas necessidades de consumo de energia. Como evidenciado pela Serur. e b) retirada e apropriação dos equipamentos pela empresa executora. v. em vez de trifásica. Quanto à apropriação de equipamentos pela executora.608/1999-9 2. apoderou-se dos equipamentos da rede.376/1999-0 (com 1 volume) Apensos: TC-002. Ademais. iniciaram as providências de sua alçada com relação aos fatos investigados no presente processo. TCU. faltou precisar no plano de trabalho do convênio as características das redes elétricas a serem implantadas. 4. Embora inicialmente o ex-prefeito tenha determinado a implantação de rede trifásica. desintencional. bem assim. Processo nº TC-012. 66. erroneamente. o ex-prefeito.015/2003 . que não transgrediu as normas do convênio e não se locupletou. em 20 de maio de 2003. (.

com vista à implantação de rede de eletrificação rural no município. Raimundo Ivo dos Santos Oliveira e julgando as suas contas regulares com ressalva.901/2000-7 Natureza: Recurso de Reconsideração Entidade: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico . excluindo dos subitens 8. Comprovação da conclusão do curso de doutorado.dar ciência deste acórdão. em: 9. celebrado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento. nas pessoas de seus sócios. Órgão: Prefeitura Municipal de Baturité/CE 4. assim como do também ex-prefeito Fernando Lima Lopes e da empresa Elétrica do Brasil Com.53 3. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO II . por meio do qual foram julgadas irregulares as contas do ora recorrente. relativamente aos recursos do Convênio nº 156/96. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. CPF 001. 10. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. da Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará. dando-lhe quitação. Conhecimento.2 . assim como do relatório e voto que o fundamentam.1. Regularidade . Ltda. ACÓRDÃO: VISTOS. contra o Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado 7. Especificação do quorum: 12. do Ministério Público Federal no Estado do Ceará. Unidades Técnicas: Secex/CE e Serur 8. relatados e discutidos estes autos de recurso de reconsideração interposto por Raimundo Ivo dos Santos Oliveira. Retorno ao país. dar-lhe provimento.2 e 8. ao Procurador da República Oscar Costa Filho. reunidos em sessão da 1ª Câmara. em decorrência da rejeição da prestação de contas do Convênio nº 156/96.362. 8. ex-prefeito de Baturité/CE. Recorrente: Raimundo Ivo dos Santos Oliveira (ex-prefeito. para.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência).conhecer deste recurso de reconsideração. ao recorrente.CNPq Responsável: Eduardo Antônio da Silva Esteves – CPF nº 954. no mérito.443/92. e ao Delegado Lusenildo Ferreira Felix. Ausência de débito. diante das razões expostas pelo Relator e com fundamento nos artigos 32 e 33 da Lei nº 8. Relator da deliberação recorrida: Ministro Iram Saraiva 6.1 . Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.2. e 9.1.264.CLASSE I – 1ª CÂMARA TC-000.4 do Acórdão nº 692/2001-1ª Câmara a referência à pessoa do Sr. celebrado entre a Prefeitura Municipal de Baturité/CE e a Secretaria de Desenvolvimento Rural do então Ministério da Agricultura e do Abastecimento. com condenação em débito solidário e ao pagamento de multas individuais..007-53 Sumário: Recurso de Reconsideração interposto contra Acórdão da 1ª Câmara.033-68) 5. 12. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 5. Advogado constituído nos autos: não há 9.

exercendo o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Pesquisa e Desenvolvimento. na íntegra.... atua no treinamento e suporte de tecnologia de acesso a internet móvel junto a empresas do setor de celulares e no gerenciamento de grupo de engenharia de sistemas CDMA. Consta da documentação encaminhada declaração da Qualcomm. O ACE Eduardo Martins Filho. a qual investiu no bolsista.. Por meio do exame de admissibilidade de fl.. contado da data em que se configurar o inadimplemento......... a exclusão do débito e de sua inscrição no Cadin...2 Verifica-se que o recorrente deixou de cumprir.. segundo a qual o recorrente é funcionário da empresa.. Notificado da deliberação por meio do Ofício nº 555 da Secex/RJ. por período no mínimo igual à duração da bolsa. 1. no entanto.... 14. proposta acolhida mediante o despacho de fl... Informa o recorrente que. Notificação... Informa que a situação econômica brasileira e as recentes alterações no setor de telecomunicações ainda não lhe teriam permitido o retorno definitivo.... exercendo atividades ligadas aos estudos realizados... retornar ao Brasil até 90 dias. a única pendência no processo seria o descumprimento do termo de compromisso firmado junto ao CNPq relativo ao retorno ao Brasil para o exercício de atividades relacionadas à área de conhecimento. mediante devolução do bilhete de passagem. o cargo de Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia da Qualcomm do Brasil S/A... a Serur opinou pelo conhecimento do recurso.. 12/14 – vol. Como o indigitado não cumpriu a sua parte ao deixar de retornar ao Brasil e permanecer por período no mínimo igual ao da duração da bolsa.. 1/4.. 2......... as exigências a serem cumpridas seriam: ‘13. sem.. até 60 (sessenta) dias após o encerramento das atividades apoiadas.. de 18/3/2002... Ministro-Relator. Não foram observados os itens 13 (retornar ao Brasil até noventa dias após o encerramento da bolsa).... atualizados ao câmbio do dia do ressarcimento...417). Além dos compromissos acima explicitados estou plenamente ciente de que: o não-cumprimento das disposições deste termo de compromisso me obriga a devolver ao CNPq os recursos despendidos em meu proveito....p. Solicita o arquivamento da TCE. 1): “... Parecer da Unidade Técnica 3.... em 24/01/2002. 13. Entretanto... retornou ao país. 7. ALEGAÇÃO 7.. RELATÓRIO Trata-se de recurso de reconsideração interposto por Eduardo Antônio da Silva Esteves contra o Acórdão n° 84/2002 . à época. ocupando... permanecer no Brasil. obter o retorno esperado’.54 com ressalva... examinou o recurso da seguinte forma (fls. Entendo que referido documento assinado pelo responsável constituía. peça fundamental para que a bolsa fosse concedida pelo CNPq. 9 – vol... vol. segundo informações da Secex/RJ. após o término da bolsa para a apresentação de um relatório final que deverá estar acompanhado de um exemplar da tese e de cópia do diploma ou declaração de término dos estudos. 16.... 4. 15. comprovar o retorno ao Brasil... conforme decisão do TCU (DOU de 09/07/91 . responsável pela pesquisa e projeto da nova geração de circuitos integrados para aplicação em estações rádio-base. que julgou irregular a Tomada de Contas Especial instaurada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. quando pertinente.. 11 – vol. desenvolvendo atividades de pesquisa e treinamento na área de internet sem-fio e comunicações celulares de 3ª geração. 14 (comprovar o retorno ao Brasil até 60 dias após o encerramento das atividades apoiadas) e 15 (permanecer no Brasil por período mínimo igual ao da duração da bolsa).... vol.. 1). comunicando ao CNPq periodicamente o seu domicílio durante esse período. 1...1ª Câmara. desde 01/02/2002 (fl.. penso estar caracterizado..1 Segundo o Voto do Exmo. o responsável encaminhou o documento de fls.. desde 01/02/2002. Dentre as atividades. 1. em instrução aprovada pelos dirigentes da Serur.. as três exigências presentes no . prejuízo para administração pública... no prazo de até 30 dias..TCU .... em decorrência do descumprimento do Termo de Compromisso firmado para obtenção de bolsa de doutorado..... assim. ANÁLISE 7.

Desnecessário dizer que o cumprimento das normas deve ser apreciado em vista das circunstâncias presentes no caso particular. e b) retorno ao Brasil após o término do curso. 4. Por isso. O retorno e a permanência no Brasil após a conclusão do curso reporta-se à tentativa de garantir que o investimento resulte em benefícios que dele se espera. não permaneceu no Brasil. A prova do término do doutorado relaciona-se à necessidade de comprovação de que os recursos públicos foram aplicados no objeto a que se destinaram. vol. VOTO O recurso preenche os requisitos de admissibilidade previstos na Lei nº 8. b) seja o recorrente comunicado acerca da decisão que sobrevier. por meio de documento da empresa na qual desenvolve suas atividades (item 14). é preciso não perder de vista a finalidade da norma: o retorno ao Brasil é. 7. Maneira. 3. duas exigências: a) comprovação de que o bolsista concluiu o doutorado. pois não retornou ao Brasil no prazo de até 90 dias. garantia de retorno do investimento. após o término da bolsa. maneira de assegurar que o investimento traga os benefícios desejados. . pode retornar e não trabalhar na área na qual desenvolveu seus estudos ou mesmo ficar desempregado. sem. 145/148 – vol. pois a simples fixação de residência no país não significa. para desenvolver atividades ligadas a sua área de atuação contraria a finalidade maior do financiamento e do apoio.3 O fato de o recorrente não ter retornado ao país. negar-lhe provimento. É inconcebível que. submetemos os autos à consideração superior. basicamente. Pelo exposto. Assim. mas comprovou o retorno ao Brasil. a qual investiu no bolsista.” Parecer do Ministério Público 4. não efetuou a devolução do bilhete de passagem. automaticamente. permanece inalterada a principal motivação de sua condenação. principal). para. por período no mínimo igual à duração da bolsa. É o Relatório. deixo de acolher as manifestações da Serur e do Ministério Público. principal e pela apresentação da tese (fls. 1. As ações desenvolvidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico – CNPq visam o interesse público. pelo CNPq. 7. Resta a irregularidade referente ao fato de o bolsista não ter retornado ao país. propondo que: a) seja conhecido o presente Recurso. As normas do CNPq fazem. Nesse ponto. no entanto. Ministro-Relator. CONCLUSÃO 8. agora doutor. exercendo atividades ligadas aos estudos realizados. 5. até 60 dias após o encerramento das atividades. sendo que foi bolsista de setembro de 1993 a agosto de 1997 (fl. 2. diga-se de passagem. segundo o qual a atitude caracteriza: ‘prejuízo para administração pública. posto que retornou somente em 01/02/2002. mesmo porque o bolsista. entendo apropriada a exigência de que o bolsista retorne ao Brasil e preste contas dos recursos aplicados. embora tenha apresentado documentos que caracterizam a conclusão do curso (item 13). pelo que entendemos que o recurso não deva receber provimento.443/92 e portanto pode ser conhecido. a conclusão do doutorado do Sr. Os recursos investidos na formação de profissionais no exterior somente se justificam se reverterem em benefício da sociedade. como já mencionado. O Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin manifesta-se de acordo com a unidade técnica (fl. promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico do país. 8. 6. No mérito. 1) – item 15. no prazo estipulado. com permanência no país por período mínimo igual ao da duração da bolsa. valendo-se da formação adquirida a custa de recursos públicos. Eduardo Antônio está comprovada por intermédio da documentação de fls. 151/218 – vol. de atividades ligadas à pesquisa. Nesse sentido o trecho final do Voto do Exmo. no mérito. de eficácia reduzida. Pois bem.55 termo de compromisso. obter o retorno esperado’. após considerável soma investida no doutorando. ele fixe residência no exterior. 1). 17 – vol.

2. Por outro lado. a que se referem os itens 8. em se exigir o pagamento das quantias despendidas com o Sr. como exigido no Termo de Compromisso. Entidade: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico . Advogado constituído nos autos: não há 9. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 10. Acórdão: VISTOS. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. O fato é que o responsável comprovou seu retorno ao país.1 e 8. Responsável: Eduardo Antônio da Silva Esteves 4. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência . Trabalha na área na qual desenvolveu sua tese de doutorado. 10. Relator da deliberação recorrida: Auditor Lincoln Magalhães da Rocha 6. notificar o recorrente desta deliberação. Processo n. portanto. O fato demonstra que os recursos aplicados com o desenvolvimento profissional do responsável estão tendo o retorno pretendido.TCU .2 do Acórdão nº 84/2002 . proponho o julgamento. Por isso. Grupo II .016/2003 . 12. 9.1ª CÂMARA 1. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Ante o exposto. demonstrando o ânimo definitivo com o qual aqui se estabeleceu. Voto por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação da 1ª Câmara. 12.º TC – 000.56 9. ACORDAM em: 9. permanece a falha referente ao fato de ele ter permanecido longo tempo no exterior sem ter prestado contas nem retornado ao Brasil. diante das razões expostas pelo Relator. tornando insubsistente a condenação do responsável ao pagamento do débito.1.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência). a meu ver. TCU. dar-lhe provimento parcial. enriquecimento ilícito do erário. para. 11.1ª Câmara. E mais.1. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). Há mais de um ano o responsável mora no Brasil e trabalha na empresa Qualcomm do Brasil S/A como Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. em 20 de maio de 2003. Unidades Técnicas: Serur e Secex/RJ 8. encaminhando-lhe cópia do Relatório e Voto. Especificação do quorum: 12. em caráter excepcional. relatados e discutidos este Recurso de Reconsideração aposto ao Acórdão nº 84/2002 da Primeira Câmara. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin 7. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 5. Exigir o pagamento da quantia seria.3.901/2000-7 2. Os Ministros do Tribunal de Contas da União. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. no mérito. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. e 9. Não vejo razão. julgar as contas regulares com ressalva.CNPq 5. Eduardo Antônio da Silva Esteves. Sala das Sessões. divergindo das propostas da unidade técnica e do Ministério Público. bem assim a autorização para a respectiva cobrança judicial.2. conhecer do presente recurso de reconsideração. pela regularidade com ressalva das presentes contas.Classe de Assunto: I – Recurso de Reconsideração 3.

Provimento.1ª. Ciência ao interessado. condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força de convênio firmado com o FNDE e imputando-lhe multa. em 18/04/2002.423-00 Sumário: Recurso de Reconsideração. o exame do recurso coube ao ACE George Aldi de Sousa Silva.024. Nulidade da citação editalícia. em tomada de contas especial. recursos financeiros no valor de R$ 50. cujo teor é o seguinte: ‘VISTOS. cujo teor adoto como parte deste Relatório: “Trata-se de Recurso de Reconsideração interposto por Renato Lopes Vieira. pela omissão no dever de prestar contas dos recursos transferidos em 14. destinados a construção de escola rural.TCU . Renato Lopes Vieira. 166.5.000.96 à Prefeitura de Porto/PI.364/2000-9 c/2 volumes Natureza: Recurso de Reconsideração Entidade: Prefeitura Municipal de Porto/PI Interessado: Renato Lopes Vieira. v2) e sorteio do novo Relator (fls. tendo em vista sua omissão no dever de prestar contas. no valor de R$ 50. Renato Lopes Vieira. acompanhado de documentos (fls. volume principal). 51/57 do volume 2. 50. Insubsistência do Acórdão recorrido. foi a peça recursal encaminhada à Secretaria de Recursos – Serur. Câmara. Considerando que. o interessado apresentou. Sr. No âmbito da Serur. por força do qual foram repassados àquele município. utensílios domésticos e perfuração de poços. O acórdão recorrido foi exarado sobre tomada de contas especial relativa ao Convênio nº 531/96. v2). Considerando que o Controle Interno certificou a irregularidade das contas e a autoridade ministerial pronunciou-se de acordo. 7. Após exame preliminar (fls. . por Despacho do Exmo.000. Considerando que os pareceres da unidade técnica e do Ministério Público junto ao Tribunal são no sentido de serem julgadas irregulares as presentes contas e em débito o responsável. Conhecimento. 1/6. que julgou irregulares suas contas. objetivando a construção de escola rural. aquisição de equipamentos. por intermédio de procurador devidamente constituído (fls. contra Acórdão que julgou irregulares as contas do interessado. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada para apurar a responsabilidade do sr. ex-Prefeito Municipal de Porto/PI. Restituição dos autos ao Relator a quo. firmado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.00 (cinqüenta mil reais). tendo em vista omissão no dever de prestar contas. Havendo sido notificado do acórdão condenatório em 05/04/2002 (fls. v2). v2).57 MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE I – 1ª Câmara TC-001. recurso de reconsideração (fls. RELATÓRIO Trata-se de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. regularmente citado.00 (cinqüenta mil reais). contra o Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara (Ata nº 05/2002). aquisição de equipamentos. em 14/05/1996. 8/46. CPF nº 052. o responsável quedou silente. condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força de convênio firmado com o FNDE e imputando-lhe multa. por força do Convênio 531/96. 98/2002 . utensílios domésticos e perfuração de poços. firmado entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto/PI. Ministro Guilherme Palmeira (fls. ex-Prefeito Municipal de Porto / PI. consoante instrução às fls. 48. 49. volume 2). v2). contra o Acórdão nº. tendo em vista a nulidade dos atos a partir da citação do responsável.

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e Considerando que prestar contas constitui um dos pilares do sistema republicano, razão por que sua infringência não pode ser tolerada, ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão da Primeira Câmara, ante as razões expostas pelo Relator e com fundamento nos arts. 1º, inciso I, 12, § 3º, 16, inciso III, alínea “a”, 19, caput, e 23, inciso III, da Lei 8.443/92, em: 8.1. julgar as presentes contas irregulares e condenar o sr. Renato Lopes Vieira, ao pagamento da quantia de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), fixando-lhe o prazo de quinze dias, a contar da notificação, para que comprove, perante o Tribunal (art. 165, inciso III, alínea “a” do Regimento Interno), o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FNDE, devidamente atualizada monetariamente e acrescida dos encargos legais pertinentes, calculados a partir de 14.5.96 até a data do efetivo recolhimento, na forma prevista na legislação em vigor; 8.2. aplicar ao responsável a multa prevista nos arts. 19, caput, in fine, e 57 da Lei 8.443/92, no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), fixando-lhe o prazo de quinze dias, a contar da notificação, para comprovar, perante o Tribunal (art. 165, inciso III, alínea “a”, do Regimento Interno), o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional, atualizada monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido até a data do efetivo recolhimento, na forma da legislação em vigor; 8.3. autorizar, desde logo, nos termos do art. 28, inciso II, da Lei 8.443/92, a cobrança judicial das dívidas, caso não seja atendida a notificação; 8.4. enviar cópia dos autos ao Ministério Público Federal, para as providências que entender cabíveis e 8.5. determinar à Secex/PI que, após o trânsito em julgado desta deliberação e caso o sr. Renato Lopes Vieira não venha a comprovar, no prazo fixado, o recolhimento do débito, encaminhe o nome do responsável ao FNDE para a inclusão no Cadastro Informativo dos Créditos não quitados de órgãos e entidades federais - Cadin, na hipótese de essa providência já não ter sido adotada.’ ADMISSIBILIDADE 2. Exame de Admissibilidade procedido à fl. 48 deste Volume, o qual reiteramos, no sentido de conhecer a peça apresentada pelo recorrente como Recurso de Reconsideração. PRELIMINARES ALEGAÇÕES 3. O recorrente, inicialmente, apresenta as seguintes alegações: a) em 17 de novembro de 2000, o Tribunal de Contas da União — TCU tentou promover a citação do responsável, o que não ocorreu, tendo em vista que ele viaja constantemente; b) em 6 de abril de 2001, foi promovida a citação por Edital (fl. 163 do Vol. Principal), da qual o recorrente não tomou conhecimento; c) o recorrente alega que, apesar da citação por edital, com presunção de validade, ele não tomou conhecimento dela, tendo ficado impossibilitado de manifestar-se na época oportuna. ANÁLISE 4. Com efeito, compulsando os autos, podemos observar que a citação (Ofício nº 569/2000 — Secex/PI ; fl. 165 — Vol. Principal) foi encaminhada para a Av. Ininga, 1142, Teresina/PI. A correspondência (fl. 165 - verso) retornou com a informação de que o destinatário havia sido procurado três vezes e não havia sido encontrado. Todavia, não foi renovado o expediente de citação, tampouco esgotado todos os meios possíveis para a localização do ex-prefeito.. O responsável foi, então, citado por meio de edital (fl. 171 — Vol. Principal). 5. Este tema foi tratado com muita propriedade na Declaração de Voto do ilustre Ministro Bento José Bugarin, no Acórdão nº. 134/98-Plenário, que transcrevo, em parte, a seguir (processo 250.467/917, Ata n.º 38/98, de 16/09/98):

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Mais uma vez este Tribunal depara-se com um caso de nulidade da citação feita por edital. Na Sessão Extraordinária que se realizará hoje logo após o término desta Sessão, apresentarei Projeto de Resolução que altera dispositivos da Resolução/TCU nº 08/93, principalmente no que se refere aos requisitos a serem atendidos antes que se realize a citação por edital. Nesse sentido, reproduzo nesta oportunidade os motivos e a fundamentação que me levaram a tomar tal iniciativa. ‘Da inadequação dos fatos às hipóteses da citação por edital: Tenho verificado em meu Gabinete um elevado número de processos contendo citação nula, realizada, muitas vezes, por edital, em razão do que não tenho visto outra alternativa senão restituir o processo à SECEX de origem, a fim de que seja respeitado o devido processo legal. A nulidade, não raras vezes, decorre da inadequação do fato às hipóteses autorizativas da citação editalícia. Nesse sentido, observo que o art. 164, inciso III, do Regimento Interno do TCU diz o seguinte: 'Art. 164. A citação, a audiência ou a notificação previstas respectivamente nos incisos II e III do art. 153 e no art. 167 deste Regimento, bem como a comunicação de diligência, far-se-á: I - ... II - ... III - por edital publicado no Diário Oficial da União, quando o seu destinatário não for localizado.' A Resolução/TCU nº 08/93, por sua vez, ao regulamentar referido dispositivo, estabeleceu o seguinte no parágrafo único do seu art. 1º: 'Parágrafo único. Considera-se não localizado, para os fins do que dispõe o inciso III deste artigo, o destinatário que: I - estiver em lugar ignorado, incerto ou inacessível; II - o correio informar, no AR-MP, a não localização, embora tenha procurado, por três vezes, no endereço indicado.' Do conceito de 'não localizado', previsto na Resolução/TCU nº 08/93: Quanto ao inciso II do parágrafo único do art. 1º da Resolução/TCU nº 08/93, entendo que o mesmo deva ser revogado, por carecer de amparo legal, senão vejamos: Diz citado dispositivo o seguinte: 'Parágrafo único. Considera-se não localizado, para os fins do que dispõe o inciso III deste artigo, o destinatário que: I - ... II - o correio informar, no AR-MP, a não localização, embora tenha procurado, por três vezes, no endereço indicado.' A simples não-localização do responsável pelo funcionário do correio não enseja a citação editalícia. Primeiro porque o endereço fornecido aos Correios pode estar errado e, neste caso, de nada adiantará o carteiro ir várias vezes ao local. Segundo porque, mesmo que o endereço esteja correto, outras situações podem dificultar a localização do responsável, sem que este esteja se escondendo. O responsável pode estar, por exemplo, em viagem de trabalho ou até mesmo de férias. Outro exemplo é o caso da pessoa que mora sozinha e não almoça em casa. Provavelmente, o carteiro não o encontrará nas suas tentativas. Isso significa que o responsável está ausente. Mas não se pode dizer que não foi localizado, porquanto a sua localização é conhecida e acessível.

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No âmbito do Poder Judiciário, nos termos do art. 224 do Código de Processo Civil, frustada a citação postal, far-se-á a citação por meio de oficial de justiça, o que, nestes casos, facilita, pois o mesmo comparece à residência do réu antes que este saia para o trabalho. Como o TCU não se vale desse recurso, a solução seria encaminhar o ofício citatório para o seu local de trabalho ou, com fundamento no inciso I do art. 164 do Regimento Interno do Tribunal, designar servidor desta Corte para efetuar a citação. Não vejo respaldo legal, no entanto, para a realização da citação por edital, tendo o responsável domicílio certo e endereço profissional conhecido.’ 6. Cumpre registrar também que a mera interposição de recurso não supre a nulidade da citação, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Mandado de Segurança nº 23.550-DF, Relator para o Acórdão Ministro Sepúlveda (in DJ de 31.10.2001), nos seguintes termos: ‘A oportunidade de defesa assegurada ao interessado há de ser prévia à decisão, não lhe suprindo a falta a admissibilidade de recurso, mormente quando o único admissível é o de reexame pelo mesmo plenário do TCU, de que emanou a decisão.’ 7. Em caso de nulidade absoluta, como a que ora se apresenta, ela pode ser declarada de ofício, conforme jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, mencionamos os Acórdãos nº. 128/2002 e 554/2002, ambos da 1ª. Câmara desta Corte. Desse último Acórdão, transcrevemos o seguinte trecho da Proposta de Decisão do Ministro-Relator: ‘...tratando-se de nulidade absoluta, o juiz deve examiná-la e pronunciá-la de ofício, declarando os atos atingidos e ordenando as providências necessárias, a fim de que sejam repetidos ou retificados, a teor do disposto nos arts. 245, parágrafo único, 249 e 301, § 4º, do Código de Processo Civil, aplicável analógica e subsidiariamente no âmbito deste Tribunal, de acordo com a Súmula/TCU n. 103.’ 8. Tendo em vista as razões expostas, entendemos que deva ser declarada a insubsistência do ato de citação bem como de todos os atos a ela subseqüentes. MÉRITO 9. Muito embora, a nosso ver, a citação do responsável padeça de vício de nulidade, caso esta Corte não acate nossa proposta nesse sentido, procedemos a análise do mérito da questão. 9.1 Inicialmente, procederemos à análise dos argumentos apresentados pelo recorrente, para, em seguida, analisarmos a sua Prestação de Contas. ALEGAÇÕES 10. O responsável apresentou as seguintes alegações: a) na data de 15 de abril de 1997, o Prefeito sucessor, Domingos Bacelar de Carvalho, promoveu Ação de Ressarcimento contra o ex-Prefeito Sr. Renato Vieira Lopes, ora recorrente, objetivando o ressarcimento aos cofres públicos dos valores recebidos por meio do Convênio nº. 531/96, firmado entre o FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto / PI.; b) na data de 12 de junho de 1997, o recorrente, após tomar conhecimento da Ação Judicial movida contra si, teria enviado à Prefeitura Municipal de Porto / PI o Relatório completo da Prestação de Contas, com o objetivo de sanar a omissão na prestação de contas, mas, ao que parece, tal documentação não teria sido recebida pelo MEC; c) em 10 de novembro de 1998, o recorrente teria enviado a Prestação de Contas ao FNDE, via AR (comprovante à fl. 46 deste Volume), mas, aparentemente, a documentação não chegou ao destino; ANÁLISE 11. Observamos que o responsável apresentou prestação de contas extemporaneamente (fls.1/46 deste Volume).

entendemos que o recorrente não conseguiu justificar o atraso na apresentação da prestação de contas. item “h” da Cláusula Sétima. especialmente nas retiradas da conta corrente mencionadas pelo recorrente como tendo sido para a construtora que executou os serviços de construção da escola e de perfuração dos três poços artesianos. 71/72 — Vol.2 Entendemos que não servem de justificativa as alegações do recorrente de que teria apresentado Relatório completo da Prestação de Contas ao Prefeito sucessor.1 Observamos algumas falhas. indícios de pagamentos antecipados. nem supre a irregularidade do atraso na apresentação da prestação de contas. Observamos que não foram emitidos recibos de pagamento para cada saída de numerário da conta corrente (de acordo com os extratos bancários — fls. mas. 13 deste Volume. item “d” da Cláusula Sétima. Tal omissão na prestação de contas levou a Delegacia do Ministério da Educação no Estado do Piauí a promover diligência endereçada à Prefeitura de Porto / PI.3 Assim. g) Extrato Bancário Conciliado da Conta Específica — fls. Principal). 71/72 — Vol. h) Cópia do Termo de Homologação da Licitação — fl.1. 531/96 expirou em 26 de novembro de 1996. aproximadamente 4 meses após expirar o prazo para a prestação de contas do convênio.1 A vigência do Convênio nº. 12. em vez de cópia de protocolo do órgão recebedor previsto no Termo de Convênio. item “c” da Cláusula Sétima. não serve como comprovante. item “f” da Cláusula Sétima. a contar do término da vigência.836. portanto mais de um mês após a emissão da Nota Fiscal. Na verdade. 11. quase 50% do valor total das quatro obras — construção de uma escola e perfuração de três poços artesianos —. muito embora a Nota Fiscal da construtora tenha sido emitida em 4/11/96 — fl. que. os serviços de perfuração do poço da . pois a Cláusula Terceira previa a vigência de 210 dias a partir da data de assinatura — 30/4/1996 — (fls. c) Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa — fl. foi emitido um único recibo e Nota Fiscal cinco meses depois da primeira retirada da conta corrente. No dia 11 de junho de 1996.2 Por outro lado. 11. 16/7 deste Volume. de acordo com inspeção realizada pelo Ministério da Educação em 11/12/96. fls.320/64. tendo em vista a fase em que se encontra o presente processo. f) Termo de Aceitação da Obra — fl. 4. Produzidos ou Construídos — fl. e) Relação dos Bens Adquiridos. 14 deste Volume —.1 Há.61 11. a este Tribunal. 12. 32 e 37 deste Volume). mas não o fez. Foram os seguintes os documentos anexados à Prestação de Contas: a) Ofício de Encaminhamento — fl. 12. nem de que teria enviado a Prestação de Contas ao FNDE via AR. assim. sim. em 3/3/97. 62 e 63 da Lei nº. conforme documento à fl. a apresentação de cópia de envio por AR. Portanto. 18/9 deste Volume. em desacordo com os arts. e a Nota Fiscal e o Recibo correspondente aos pagamentos à Construtora somente foram emitidos em 4 de novembro de 1996 (fls. a prestação de contas deveria ser apresentada à Delegacia do MEC—DEMEC da Unidade da Federação onde se localiza o convenente. item “a” da Cláusula Sétima. b) Relatório Final de Execução — fls. 20/1 deste Volume). 12 deste Volume. item “e” da Cláusula Sétima. d) Relação dos Pagamentos Efetuados — fl. foi sacada a quantia de R$ 18. 82 do Vol. com ressalva quanto ao Ofício de Encaminhamento. portanto. 10 deste Volume. ANÁLISE DA PRESTAÇÃO DE CONTAS 12. Quanto à prestação de contas propriamente dita. O responsável dispunha de 30 dias para apresentar a prestação de contas ao órgão concedente. 14 deste Volume. 18/9 deste Volume). muito embora tenham sido realizados vários saques da conta bancária para pagamento da construtora. apresentada pelo recorrente juntamente com o presente Recurso. De acordo com a Cláusula Sétima do Convênio (fls.00 (dezoito mil. Principal). não foi endereçado ao Ministério da Educação. observamos que dela consta a documentação exigida pela Cláusula Sétima do Convênio (fls. 8 deste Volume. 13 deste Volume. Principal. item “b” da Cláusula Sétima. oitocentos e trinta e seis reais). 9 e 11 deste Volume. 25 dias após o depósito dos recursos do convênio na conta corrente da Prefeitura. conforme dados constantes na Relação de Pagamentos Efetuados — fl.

manifestou-se “ favoravelmente ao alvitrado no . conhecer do Recurso de Reconsideração interposto por Renato Lopes Vieira.000. o Relatório de Inspeção realizado pelo FNDE (fls. 70 do Vol. v2) e do titular da Serur (fls. Renato Lopes Vieira. o cheque 238. foi emitido documento não condizente com a realidade. com fulcro no art. Quanto à multa. Quanto ao julgamento pela irregularidade das contas. portanto. propondo a este Tribunal: a) declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº. nos autos. e 33 da Lei 8. Por exemplo. encaminhamos os autos à consideração superior. com fulcro no arts. 16. 8443/92 c) dar conhecimento ao recorrente da decisão que vier a ser proferida. tendo em vista que o responsável prestou contas. 8. 100 verso e 130. em 11/12/96. 14. 12. entendemos que a Prestação de Contas apresentada pelo recorrente pode ser aceita parcialmente. O débito originário de R$ 50. valor repassado para a perfuração do poço nãoconcluído. 58. todas do Vol. considerando-se ainda que metade dos serviços de perfuração do poço havia sido concluída. entendemos que não deva ser admitida a documentação apresentada.964 teria sido utilizado tanto para pagar a SOCIP Engenharia quanto a Serraria São Miguel.685. no mérito. reduzir o débito para R$ 5. de acordo com a qual o mesmo cheque foi apresentado como referindo-se a pagamento de mais de uma despesa. 57 da Lei nº. executado em 50% do seu quantitativo. Porém.62 localidade de Piçarreira tinham sido executados em apenas 50 % do seu quantitativo (fls. para.3 Sendo assim. 14. ainda que extemporaneamente. 59. Câmara. reduzir proporcionalmente o valor da multa. 14. que havia sido. mas não elidiu totalmente o débito.00 (cinqüenta mil reais) deverá ser reduzido para R$ 5. uma vez que o responsável apresentou a prestação de contas. após manifestar seu entendimento por haver restado demonstrada. à fl. quanto ao poço não concluído. entendemos que deva ser mantido.00 (cinco mil. da Lei nº. Sendo assim. 13. 2. Principal) atesta a execução do Plano de Trabalho.443/92. O Ministério Público junto a esta Corte.00 (cinco mil. neste ato representado pelo Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado. inciso I. tendo em vista a existência de vício insanável. Entretanto. Principal. no seguinte sentido: 1. CONCLUSÃO 15. na forma da legislação em vigor.1. inciso III. mas o equivalente a apenas pouco mais de 10% do valor total do convênio. corrigido a partir de 14/5/1996. em conformidade com o art. 3. um desperdício do dinheiro público. Seria. seiscentos e oitenta e cinco reais). Pelo acima exposto. com exceção do poço da comunidade de Piçarreira. manter a irregularidade das contas. v2). seiscentos e oitenta e cinco reais). Principal). dar-lhe provimento parcial. decorrente da invalidade da citação do ora recorrente. retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. conforme consta no Termo de Convênio. especialmente no que se refere à Relação de Pagamentos efetuados (fl. 86/130 — Vol. alínea “b’. alínea “b” da Lei nº.443/92. zona rural do município de Porto / PI e demais impropriedades apontadas nesta instrução. 98/2002 — TCU — 1ª. b) caso não admitida a preliminar de nulidade.” Tais proposições alternativas de encaminhamento contaram com a aprovação do Diretor da 3ª DT (fls. nulidade absoluta. o qual deverá ser atualizado monetariamente e acrescido dos encargos legais pertinentes a partir de 14/05/96 até a data do efetivo recolhimento. e apenas quanto a um dos itens do Plano de Trabalho do Convênio não foi comprovada a execução do objeto em sua totalidade. entendemos que deve ser reduzida. A execução dos serviços de perfuração do poço da comunidade de Piçarreira em apenas 50% do seu quantitativo total não permite que o poço seja utilizado. A prestação de contas apresenta algumas pequenas inexatidões. 16.685. 13 deste Volume). tendo em vista a não-conclusão da perfuração do poço da localidade de Piçarreira. o fundamento da irregularidade deve ser alterado para o art. Ou seja.2. 8. 32. III.443/92.

vp). embora possuísse o responsável endereço residencial certo e conhecido. Conforme entendimentos desta Corte. Ministro Sepúlveda Pertence. consoante manifestação do Supremo Tribunal Federal. contra o Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara. acatando a alternativa constante do item a da proposta de encaminhamento da unidade técnica.364/2000-9 Recurso de Reconsideração Excelentíssimo Senhor Ministro-Relator. em suas razões.. inc. residindo o ora recorrente em capital de unidade da federação (Teresina/PI). com as alterações de redação julgadas necessárias. TCU. Sr. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. não haver outra solução adequada que não a de este Tribunal declarar a nulidade da citação do Sr. retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. De fato. Verifico haver restado configurada nos autos a invalidade da citação do Sr. do Regimento Interno. registro atuar como Relator dos presentes autos em função da nova composição das Câmaras anunciada na Sessão Plenária de 22/01/2003 e. I. vez que o gestor traz agora aos autos . dentre os quais merece ser ressaltado aquele constante do Acórdão nº 134/1998 – Plenário. antes de decidir-se pela promoção da medida via edital. a citação realizada via edital em decorrência de simples não localização do responsável pelos Correios configura nulidade absoluta. Relator o Exmo. posto que efetuada por via editalícia (fls. considero possa o Tribunal conhecer do presente Recurso de Reconsideração.550-DF. mácula que não chega a ser suprida pela apresentação de recurso. Renato Lopes Vieira. celebrado com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. nos autos do Mandado de Segurança nº 23. 179. O recorrente alega. Trata-se de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. por conseguinte.. a nulidade de sua citação no processo de tomada de contas especial instaurado em virtude de omissão no dever de prestar contas dos recursos transferidos ao Município de Porto/PI mediante o Convênio nº 531/96. a citação por intermédio de servidor designado. onde também está sediada unidade técnica deste Tribunal. tão logo fracassada a primeira tentativa de citá-lo por via postal. havemos de concordar com o ex-prefeito.63 item a do encaminhamento sugerido pela unidade técnica . não ficou claro o motivo para não haver a Secex local buscado. v2). Renato Lopes Vieira. VOTO Por oportuno. condenando-o em débito e aplicando-lhe a multa prevista no artigo 57 da Lei nº 8.. mediante o qual foram julgadas irregulares as contas do referido gestor. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. Presidente. 170/1. a decisão proferida na mesma oportunidade pelo Exmo. Renato Lopes Vieira. em 20 de maio de 2003. no sentido de que seja proposto ao TCU declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara. assim como de todos os atos processuais subseqüentes. TC-001.443/1992. referente aos processos objeto de recursos opostos contra deliberações prolatadas pela 1ª Câmara. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator Proc. Sr. É o relatório. aliás. No presente caso. nos termos do art. proposição devidamente endossada pelo Ministério Público junto a esta Casa. Dessa forma. em conseqüência. Renato Lopes Vieira” (fls. incluindo o Acórdão vergastado. ex-prefeito do Município de Porto/PI. Avalio. Ministro Valmir Campelo. 60. Entendendo presentes os requisitos de admissibilidade. tendo em vista a existência de vício insanável. passando ao exame de seu mérito.

Unidade técnica: Serur 8. Renato Lopes Vieira”.467/1991-7 (Acórdão nº 134/1998). para.1ª CÂMARA 1. em 4 de abril de 2003. condenando-o ao recolhimento dos recursos recebidos por força do referido ajuste e imputando-lhe multa. bem como de todos os demais atos processuais posteriores. inciso I. promovendo a regular citação do responsável.1. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. que deve ser declarada pelo próprio órgão julgador. Especificação do quorum: 12. Representante do Ministério Público: Procurador-Geral Lucas Rocha Furtado 7. inciso I. 9.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). dar ciência deste Acórdão. no mérito.017/2003 . c/c o art. incluído o Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara. Relator da decisão recorrida: Ministro Walton Alencar Rodrigues 6. Entidade: Prefeitura Municipal de Porto/PI 5. De acordo com o entendimento perfilhado pelo Plenário do TCU nos autos do TC-250. 8.024.364/2000-9 c/2 volumes 2. 10. Advogados constituídos nos autos: Antônio José Viana Gomes. tendo em vista sua omissão no dever de prestar contas.TCU .443/1992. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. ex-Prefeito. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. este representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União manifesta-se favoravelmente ao alvitrado no item a do encaminhamento sugerido pela unidade técnica à folha 57. para dar prosseguimento ao feito.1. nos termos do art. assim como do Relatório e Voto que o fundamentam.4. não obstante tivesse endereços residencial e profissional certos e conhecidos. Interessado: Renato Lopes Vieira (CPF nº 052. no sentido de que seja proposto ao TCU “declarar de ofício a insubsistência do Acórdão nº 98/2002-TCU-1ª Câmara. em virtude de não ter sido localizado em sua residência. 33. fora citado por edital tão logo fracassada a primeira tentativa de citação por via postal. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. a citação editalícia realizada em decorrência de simples não-localização do responsável pelos Correios configura nulidade absoluta. contra o Acórdão nº 98/2002 – TCU – 1ª Câmara (Ata nº 05/2002). OAB/PI nº 3. . diante das razões expostas pelo Relator. relatados e discutidos estes autos de recurso de reconsideração interposto pelo Sr. de ofício. Renato Lopes Vieira. Acórdão: VISTOS. da Lei n. 9. Sr. dar-lhe provimento. restituir estes autos ao Relator a quo. firmado entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e a Prefeitura Municipal de Porto/PI. do Regimento Interno.3.64 comprovação de que. parágrafo único. Exmo. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 32. que julgou irregulares suas contas. Ministro Walton Alencar Rodrigues. Grupo I – Classe de assunto: I – Recurso de Reconsideração 3. conhecer do presente Recurso de Reconsideração. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 5. Lucas Rocha Furtado Procurador-Geral ACÓRDÃO Nº 1. Processo nº TC 001. com fundamento no art. retornando os autos ao Relator a quo para que se promova a regular citação do Sr. 176. Humberto Guimarães Souto (Relator). 9.530 9. Ante o exposto. declarar a nulidade da citação do Sr. constantes de tomada de contas especial relativa ao Convênio nº 531/96. Ministério Público. Renato Lopes Vieira. em: 9. ao recorrente.2.423-00) 4. tendo em vista a existência de vício insanável.

por meio do qual decidiu: VISTOS. apurou-se débito contra o aludido responsável. no âmbito do Tribunal.00) de escola municipal.000. na forma da lei. com fundamento nas razões e nos fatos expostos na peça recursal de fls. objetivando a ampliação (Cr$ 22. razão pela qual foi restituída ao FNDE a quantia de Cr$ 120. proferiu o Acórdão nº 482/2002.811. contra o Acórdão nº 482/2002-TCU-1ª Câmara.632.00 (setenta e seis milhões. Considerando que.000. no valor total de Cr$ 76.FNDE àquele Município.821. Conhecimento.2.FNDE.00) e reforma (Cr$ 53. I. Não-provimento. Sumário: Recurso de Reconsideração contra o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara. as quais demonstraram que o valor correspondente à ampliação da escola (Cr$ 22. o responsável. João Adauto Vidal. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. ex-Prefeito de Taiuva -SP. seiscentos e trinta e dois mil cruzeiros). Ciência ao interessado.00) não foi utilizado. tendo sido observado.308-97).000. HISTÓRICO Em sessão de 23/07/2002. CPF 396.402. Responsável: João Adauto Vidal (Prefeito. 207/208 do vol.00 (cento e vinte milhões. que os acréscimos legais da quantia originalmente devida não foram corretamente calculados. ao apreciar o processo que versa sobre tomada de contas especial.811. todavia. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE I – 1ª Câmara TC-700. RELATÓRIO Adoto como Relatório a instrução do Analista Geraldo Magela Teixeira. decorrente da não-aprovação da prestação de contas dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . Unidade: Prefeitura Municipal de Taiuva/SP. principal). mediante o Convênio nº 4. todas do vol.000. a Primeira Câmara deste Tribunal. em 17.000. apresentou alegações de defesa. 8/49. in Ata nº 24/2002 (fls. cujas conclusões são acolhidas pelo Diretor-Técnico da Secretaria de Recursos – Serur e pelo Titular da Unidade Técnica: “Trata-se de Recurso de Reconsideração. citado. João Adauto Vidal. . instaurado em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . João Adauto Vidal. quatrocentos e dois mil cruzeiros). 1/7 e nos documentos de fls. Considerando que.339/1995-7 (c/ 01 volume) Natureza: Recurso de Reconsideração.65 12. de responsabilidade do Sr. no processo devidamente organizado. proferido em processo de tomada de contas especial. interposto pelo Sr.91. ex e atual Prefeito do Município de Taiuva/SP. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial instaurada em nome do Sr.154.12.373/91.

seiscentos e trinta e dois mil cruzeiros). o Tribunal. uma vez que o valor total repassado foi creditado. alínea “c”. ainda. o Sr. na mesma oportunidade. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. inciso II.000. não logrou elidir as irregularidades apontadas nos autos. ao somatório de dois convênios. Considerando que. em razão disso. atualizada monetariamente e acrescida dos encargos legais. pois. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.12. não havendo. na oportunidade. da Resolução/TCU nº 36/95. 1º. c/c os arts. prazo para que o Sr.000. na verdade. oitocentos e onze mil cruzeiros). inciso I. alínea “a”. no tocante à quantia alusiva à reforma da escola (Cr$ 53. a cobrança judicial do débito. em quase sua totalidade. por fim. e Cr$ 97.000. b) autorizar. Considerando que. na forma prevista na legislação em vigor.00.632. c) remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público Federal. nos termos do art.000. o qual. Considerando que não há. os quais foram examinados em face do disposto no art. abatendo-se. João Adauto Vidal. 3º da Decisão Normativa TCU nº 35/2000.591. João Adauto Vidal interpôs o recurso que se passa a examinar (fls.00. na ocasião. referente ao Convênio nº 4. não foi possível comprovar o destino dos recursos. abatendo-se.000. para comprovar. inciso III. a quantia de Cr$ 120. condenando em débito o Sr. João Adauto Vidal recolhesse aos cofres do FNDE a importância total repassada.93. o recolhimento da dívida ao FNDE. os pareceres uniformes da Unidade Técnica e do Ministério Público no sentido de serem julgadas irregulares as presentes contas. já satisfeita em 05. pois. 19 e 23.91.00 (vinte e dois milhões. inciso III. ora em exame. e sacado. Considerando que. decidiu rejeitar as alegações de defesa apresentadas pelo responsável.1ª Câmara (ata nº 27). inciso III. 01/07 do vol. 2. decisum. já recolhida em 05. a contar da notificação. dois dias depois. 28. Inconformado com o r. estranho a estes autos. da Lei nº 8.443/92. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. § 2º. sendo aplicável à espécie o disposto no art. ADMISSIBILIDADE .12. da Lei nº 8. 16.02. calculados a partir de 17.373/91.66 Considerando. perante o Tribunal (art.402.00 (setenta e seis milhões. da mesma Lei.811. com fundamento nos arts. mediante a Decisão nº 223/2000 .811.02.00 relativo ao Convênio nº 156/92.000. do Regimento Interno). a importância de Cr$ 22. como se reconhecer a boa-fé do responsável. Cr$ 22. notificado da referida deliberação. entretanto.443/92. em 17. I). em: a) julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr. diante desses fatos. alínea “a”.91 até a data do efetivo recolhimento. desde logo.00). para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. meios de se estabelecer qualquer vínculo entre os recursos transferidos pelo FNDE e as despesas discriminadas na documentação apresentada a título de prestação de contas. João Adauto Vidal ao pagamento da quantia de Cr$ 76. Considerando. fixando. foi procedida nova citação do responsável.93. 165. Considerando que restou demonstrado que a quantia já ressarcida corresponde. caso não atendida a notificação. que.821. nas alegações de defesa apresentadas. 23. ou seja. o responsável trouxe aos autos novos elementos de defesa.

os extratos da Nossa Caixa Nosso Banco e do Banco do Brasil (fls. Assim.18. 30/38 do vol. João Adauto Vidal foram julgadas irregulares e.000. principal). principal).00. em 03/06/92. 23.000.821. 20. condenado em débito o responsável. 4. Veja-se que não consta dos autos nenhum documento inerente a licitações.13.373/91. em desconformidade com a Cláusula Sexta do Termo do Convênio (fl. 39/46 do vol. 30/38 do vol. principal). os pedidos de empenho (fls.2. O motivo pelo qual as contas do Sr. I). sendo que não foi encaminhada cópia do despacho adjudicatório dessas licitações. Afirma o recorrente que o julgamento pela irregularidade das contas se deu em virtude da controvérsia em torno de que não teriam sido trazidos elementos que permitissem estabelecer qualquer vínculo entre os recursos transferidos e as despesas discriminadas na documentação apresentada a título de prestação de contas. na ocasião de sua primeira citação. deu-se em virtude de o prefeito não apresentar em sua prestação de contas (encaminhada àquele Fundo. 8. as notas fiscais (fls. I). Ademais. 24 e 26 do vol. I) foram carimbadas com os números dos procedimentos licitatórios (convites 12/92.00 (fls. 5. conforme o teor do Parecer do Ministério Público junto ao TCU e dos votos do Relator do feito. 8. bem como fotografias da suposta escola (fls. MÉRITO Argumento. 9/12. I). razão pela qual o presente feito deve ser conhecido como Recurso de Reconsideração. juntou cópias de diversos extratos bancários a fim de provar as movimentações ocorridas (fls. 19.67 3. 22. tendo em vista que: 8. Ministro Guilherme Palmeira (fls. o Exmo Sr. 123 do vol. argumenta que não há nenhum valor a ser devolvido. acosta aos autos cópias de pedidos de empenho e respectivas notas fiscais. 47/49 do vol. 141 e 206 do vol.1. 15/92 e 16/92). já havia sido devolvida ao FNDE. Os outros documentos anexados (fls. 8. 8. I. 137. principal. Na tentativa de comprovar o vínculo entre os recursos recebidos do FNDE e as obras realizadas. . foi pelo simples motivo de que a mesma foi dispensada formalmente. Os documentos acostados aos autos não contêm indicação que permitam associá-los ao convênio em tela. 25 e 27/29 do vol. visto que a ausência deste impediu o exame da correlação entre os documentos apresentados e os recursos repassados ao Município de Taiuva/SP. 39 do vol. 7. 51 do vol. No que concerne à admissibilidade. tampouco identificam o objeto. 08/29 do vol. no valor Cr$ 22.3. I) não esclarecem que os desembolsos dos recursos do convênio foram feitos em conformidade com as notas fiscais apresentadas. totalizando Cr$ 53. constando das fls. o recorrente entrou em contradição ao declarar nas alegações de defesa apresentadas ao Tribunal.811. I) não fazem referência ao Convênio nº 4. constando apenas que obras e instalações foram feitas com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. após cinco meses de atraso) o extrato bancário referente à conta específica vinculada ao convênio. nos termos do Decreto nº 2. referindo-se quase todos a períodos distintos daqueles referentes às despesas anunciadas. uma vez que a parcela não utilizada na construção de 03 (três) salas de aula da referida escola. 21. a análise dos autos permite ratificar o exame prévio de fl. nesse sentido. I) são cópia da prestação de contas enviada ao FNDE. Análise. 6.300/86” (fl. que alega serem referentes à reforma da Escola Professora Iracema Lustoza Pires. que “ o fato da Administração municipal não ter apresentado nenhuma modalidade de licitação. 14/17. 47 a 54 do vol. por conseqüência.

000. pois tratam de elementos com natureza meramente declaratória. (. Ainda que a apresentação de fotografias tivesse valor de prova. seja possível constatar que eles foram efetivamente utilizados no objeto pactuado. também. 8.Segunda Câmara. Alega. a carência de recursos materiais e humanos do município. Finalmente. conforme ficou evidenciado no Acórdão recorrido. I) não são suficientes para comprovar a aplicação dos recursos. juntamente com a devolução dos recursos do convênio nº 156/92. no presente caso. Assim. principal). além do dever legal e constitucional de prestar contas do bom e regular emprego dos recursos públicos recebidos.. emitidos pela própria Prefeitura (relatório de execução..373/91. termo de aceitação da obra e relação de materiais adquiridos). sequer é possível identificá-las com o pretendido objeto.531/1998-1 (Decisão nº 225/2000 – 2ª Câmara): não-comprovação da lisura no trato de recursos públicos recebidos autoriza. Poderiam ter sido utilizados. ocorreu em 05/02/93 (após mais de um ano do término da sua vigência).5. Acórdão nº 136/1999 . recursos oriundos dos cofres municipais para a construção da obra apontada nas fotografias. cabe registrar que o mencionado ressarcimento da parcela do convênio (fl. sendo que não são suficientes para provar a aplicação correta do recursos transferidos pelo FNDE. devem os gestores fazê-lo demonstrando o estabelecimento do nexo entre o desembolso dos referidos recursos e os comprovantes de despesas realizadas com vistas à consecução do objeto acordado. a meu ver..) Há que se destacar. 11. quando do recebimento dos recursos do Convênio nº 4. ainda. 47/54 do vol.68 8. conforme pacífica jurisprudência desta Corte de Contas (acórdãos 175-08/02-1ª Câmara.4. conforme se verifica. Acórdão nº 289/2000 . 47/49 do vol. tendo em vista suas reduzidas dimensões físicas e estruturais. ainda. A propósito. 374-39/02-Plenário). Argumento. com os documentos apresentados com vistas a comprovar o bom emprego dos valores públicos. Acórdão nº 126/1997 – Plenário.811.) (. as fotografias trazidas aos autos (fls. com vistas a elaborar prestação de contas de acordo com a legislação vigente.00 (vinte dois milhões. por exemplo. Sustenta. atesta a dificuldade em prestar contas dos recursos repassados pelo FNDE para as obras de reforma e de ampliação da Pré-Escola Municipal Iracema Lustosa Pires. 60 do vol. no valor original de Cr$ 22.Segunda Câmara. Sobreleva notar que. de acordo com os normativos legais e regulamentares vigentes. nos seguintes julgados: Acórdão nº 66/1997 – Plenário.” 10. os demais documentos juntados (39/46 do vol. a presunção de irregularidade na sua aplicação. entre outros. Análise. em casos análogos. sem que houvesse os acréscimos legais previstos. entendemos pertinente trazer à baila elucidativo excerto do voto proferido pelo insigne Ministro Adylson Motta nos autos do TC 929. a jurisprudência desta Corte tem considerado como fato ensejador do julgamento pela irregularidade das contas e da imputação de débito ao responsável a não comprovação do nexo causal entre a utilização dos recursos depositados em conta-corrente bancária e a execução do objeto acordado. I) são os que já foram apresentados a título de prestação de contas (fls. é imperioso que. 13. relação de pagamentos efetuados. Por causa disso. 12.Primeira Câmara e Acórdão nº 138/2001 . principal). . 9.. a fragilidade dos procedimentos de contabilidade pública adotados pela Prefeitura Municipal de Taiuva: “era uma verdadeira lástima”. 179-08/02-1ª Câmara. oitocentos e onze mil cruzeiros). que.

10 do Decreto-lei nº 200/67.) [no plano] da Administração Federal para a das unidades federadas. segundo os quais: “a descentralização será posta em prática (. para efeito de julgar as presentes contas regulares. 234/95-2ª Câmara.69 14.º 200/67.000. 49 do Decreto nº 93. Os extratos juntados aos autos (fls. conforme a letra “b”. Por fim. já que era de sua incumbência estruturá-lo e mantê-lo em condições de bom funcionamento.00 (setenta e seis milhões de cruzeiros) sacados de uma única vez da conta específica do convênio no Banco do Brasil S/A. Ademais. uma vez que o saque foi realizado em 19/12/1991. inciso I.” O Ministério Público. em consonância com o disposto no art. sendo que os extratos ora apresentados contêm somente movimentações ocorridas nos anos de 1992 e 1993. em conseqüência. mantendo-se os exatos termos do Acórdão nº 482/2002 – TCU – 1ª Câmara. portanto. cabendo-lhe o ônus da prova..000. culpa manifesta ou má-fé. tornar insubsistente o Acórdão nº 482/2002 – TCU – 1ª Câmara. propondo que: a) seja o presente Recurso de Reconsideração conhecido. não o desobriga de comprovar a aplicação correta dos recursos. o recorrente requer que se conheça do presente Recurso de Reconsideração. a jurisprudência desta Corte de Contas. inicialmente. para só então celebrar avenças que exigissem uma capacidade operacional mais adequada. do art. 15.. dotar o Município da estrutura mínima necessária. e. Além disso. do parágrafo 1º. I) não permitem identificar que os Cr$ 76. compreende-se que o presente recurso deva ser improvido.O recorrente reconhece que quase a totalidade do recurso financeiro recebido pela prefeitura de Taiuva não deveria ter sido sacado da conta específica do Banco do Brasil S/A e transferido para conta movimento na Nossa Caixa Nosso Banco S/A. Isso dificultou que a prestação de contas. 17. Não perfilhamos o entendimento do recorrente no sentido de eximir-se de culpa em razão da desorganização do setor de contabilidade da prefeitura. 18. quando estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio”. Isso. conforme entendimento assentado nos seguintes julgados: Acórdãos n° 11/97-Plenário. Argumento. o prefeito poderia. foram transferidos para a conta movimento da prefeitura de Taiuva na Nossa Caixa Nosso Banco S/A.443/92. no mérito. nos autos representado pela Procuradora Maria Alzira Ferreira. CONCLUSÃO 20. 87/97-2ª Câmara. submetemos os autos à consideração superior. e 33 da Lei n° 8. dando-lhe plena e total quitação. a existência de estrutura suficiente para a execução dos projetos é requisito básico para a celebração de convênios. É o Relatório. com a descaracterização do débito a ele imputado. Ante o exposto. Análise. para. afirma que o servidor que fez a transferência não agiu com dolo. e art. 19. dois dias após o depósito. No mais. b) seja o recorrente informado da deliberação que vier a ser proferida. por atender ao estabelecido nos arts. conforme afirma o recorrente. fosse realizada. 32. .872/86. Diante dessas considerações. 30/38 do vol. negar-lhe provimento. é pacífica no sentido de que compete ao gestor comprovar a boa e regular aplicação dos recursos públicos. para conceder-lhe provimento. por meio de extratos bancários. 93 do Decreto-lei n. 16. Se julgava os recursos administrativos impróprios ao que pretendia realizar. manifesta-se de acordo com as conclusões oferecidas pela Unidade Técnica. já que a segunda conta bancária era mais usualmente utilizada para o pagamento das despesas públicas.

TCU . 18 da Resolução TCU nº 64/96. Acórdão: VISTOS. Interessado: João Adauto Vidal.443/92 para.1. . Advogados constituídos nos autos: não consta. Prefeito. proferido em processo de tomada de contas especial.339/1995-7 (c/ 01 volume) 2. tampouco elementos capazes de associar os recursos do convênio à realização das obras. 4. Passando ao exame de mérito. Com efeito. 7. e. Processo nº TC 700. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuídas ao Senhor Ministro Iram Saraiva. conhecer do presente Recurso de Reconsideração. fato que fundamentou o acórdão recorrido. dar ciência desta deliberação ao recorrente. 3. 10. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Relator da Decisão Recorrida: Ministro Guilherme Palmeira. Humberto Guimarães Souto. Especificação do quorum: 12. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. voto por que seja adotado o Acórdão que ora submeto à apreciação desta 1ª Câmara. Unidade técnica: Secretaria de Recursos – Serur. verifica-se que o presente recurso pode ser conhecido.154. 5. e 9. CPF 396.1. Grupo I. João Adauto Vidal.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). proferido em processo de tomada de contas especial. 9. 5. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. por via de conseqüência.018/2003 . relatados e discutidos estes autos que cuidam de Recurso de Reconsideração interposto pelo Sr. registro que atuo nestes autos com fundamento no art. TCU. 6. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. Assim sendo. contra o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara. negar-lhe provimento. instaurado em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE ao Município de Taiuva-SP. 8. em: 9. acolho o mesmo posicionamento exarado nos autos por entender que as justificativas apresentadas pelo responsável não elidem a ausência de prestação de contas do bom e regular emprego dos recursos públicos recebidos do FNDE. e 33 da Lei nº 8. uma vez observado o prazo regimental e preenchidos os demais requisitos de admissibilidade. mantendo em seus exatos termos o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara. não devem prosperar as alegações do recorrente rumo a alteração do juízo de mérito firmado anteriormente. por atender ao estabelecido nos arts. a documentação acostada aos autos pelo responsável na tentativa de comprovar o vínculo entre os recursos recebidos do FNDE e as obras realizadas não contém indício de prova material suficiente à identificação do convênio ou do seu objeto. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).2. Unidade: Município de Taiuva/SP. 32. Preliminarmente.1ª CÂMARA 1.308-97. Classe de assunto: I Recurso de Reconsideração contra o Acórdão nº 482/2002 – 1ª Câmara. no mérito. em 20 de maio de 2003. diante das razões expostas pelo Relator.70 VOTO Inicialmente. inciso I. Representante do Ministério Público: Procuradora Maria Alzira Ferreira.

que. da 1ª Câmara..898/2000-9 (c/ um volume) Natureza: Embargos de Declaração. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.p.º 1. fls.2002. pois o recorrente .00 (dez mil reais).º 568/2002.º 012/2000-TCU-Plenário.2002. ao apreciar a referida TCE. sem autorização ministerial (contrariando o art.10. embargos de declaração opostos contra o Acórdão n.p. Nesse sentido. 249 do v. caput.) e recebimento da peça recursal pelo Tribunal em 09. nesta oportunidade..105/106).1ª Câmara TC-002. ex-reitor da Universidade Federal de Roraima. bem como o condenou ao recolhimento do débito de R$ 10. Entidade: Universidade Federal de Roraima Interessado: Sebastião Alcântara Filho Sumário: Tomada de contas especial.º 568/2002 da 1ª Câmara. previstos no art. em 30. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . 4. por não ser a forma recursal adequada.4 do Acórdão n. 2º do Decreto n.. Além disso. obscuridade e contradição no Acórdão n. obscuridade e contradição na deliberação atacada. julgou irregulares as contas do ex-reitor.09.) são recursos de fundamentação vinculada. Improvimento.444/92. no Ofício de Notificação n.º 8. deve-se ter presente a doutrina da professora Sônia Marcia Hase de Almeida Baptista (in Dos Embargos de Declaração. Quanto aos requisitos específicos de admissibilidade. 10. tendo em vista irregularidades verificadas em pagamentos referentes a translados de servidores a Caracas/Venezuela. ADMISSIBILIDADE 2. Sebastião Alcântara Filho. pp.CLASSE I . 247 do volume principal – v. sem a justificativa para a participação no evento e utilizando um serviço de receptivo/translado. 2ª. fls. sem a documentação comprobatória da efetiva realização do evento. que julgou procedente denúncia formulada a este Tribunal acerca de irregularidades na gestão da mencionada universidade nos anos de 1996 e 1997. Conhecimento.. que mereceu pareceres uniformes no âmbito daquela unidade técnica: “Versam os autos sobre tomada de contas especial . que considerou irregulares as presentes contas e em débito o responsável. Embargos de declaração opostos contra o Acórdão nº 568/2002-TCU-1ª Câmara. mostra-se tempestivo. RELATÓRIO Adoto como relatório a bem elaborada instrução da Serur de fls.000. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais Ltda. incisos IV e V.2. da Lei n. Examinam-se. 3. e o art.ed..387/95).TCE de responsabilidade do Sr. Trata-se de recurso interposto pelo próprio interessado. 37/41 do Volume 1. Ciência ao interessado. Ausência de omissão. instaurada em cumprimento à alínea “c” do item 8. 34. em razão do pagamento à empresa FOR TUR referente ao translado de servidores com destino à Caracas/Venezuela.º 135/2002 – SECEX-RR/DT (fls. 1º. impende consignar que o embargante alega omissão. in Ata 03/2000.71 12. verbis: “Os embargos de declaração (. tendo em vista ciente do responsável.

portanto. qual seja a PORTARIA MEC/188 de 1995 (fls. alegação de obscuridade.820/98-9.. não chega a apontá-los especificadamente. 10). 10. contradição e obscuridade). dando os efeitos modificativo e infringente ao Acórdão nº.p. trata o embargante de insistir pela reapreciação de documentos anteriormente já apresentados como prova da participação no evento. Análise: embora o embargante requeira o saneamento dos “equívocos e omissões” do julgamento e a inclusão na decisão embargada dos “pontos omitidos. Corte de Contas arrolou como ilegal o translado “sem autorização ministerial” sob o equivocado argumento de contrariar o art. deve-se especificar exatamente qual a questão fulcral que.000. então. 03). 287 do Regimento Interno/TCU para se prosseguir na análise de mérito.. ‘data vênia’. Isso. aliás. tendo sido a questão suscitada pelo embargante adequadamente enfrentada. estar-se-á cometendo grasso erro jurídico”. 36 e 38. de . A seguir. no âmbito do processo TC-000.p. tendo concluído a unidade técnica “não haver. v. concluindo que o que foi demonstrado “ conduz a afastar o embargante completamente do pagamento da multa de R$ 10.p. fls. o que não foi o caso. Ademais. junto aos respectivos Relatórios de Viagem. para que o recurso caiba. “a impugnação tem que possuir um ponto certo e estrito – ou seja –. O próprio embargante faz menção à deliberação deste Tribunal. 03 da peça recursal. In casu. mas lhe negará provimento” (grifos acrescidos). Análise: a decisão do Tribunal se sustentou no fato de ter restado comprovado nos autos. portanto. ainda que se considere que dos demais argumentos apresentados no recurso resulte. obscuros e contraditórios”. 03/04). se o vício. contradição ou omissão. 12.72 precisa invocar vício da decisão (omissão. o próprio embargante reconhece às fls. ainda. Argumento: o embargante adverte que se não “sanados os equívocos e omissões. conforme cópia do respectivo relatório.10). sua improcedência. Decorre sua pretensão. propomos o conhecimento dos presentes embargos de declaração (fls. que essa Corte de Contas faça incluir na decisão embargada “ pontos omitidos. ou com ônus limitado. 5. 23/24. Desse modo. para a Administração Pública Federal. sobre os quais deveria se pronunciar. fls. 03). para que o recurso proceda. Não houve. incisos IV e V do referido Decreto (fls. 09). Entende que nas análises das justificativas pelo TCU aduziuse erroneamente que “a autorização dada ao Reitor não encontra amparo na referida Portaria” (fls. do Ministro da Educação. implicitamente. 34. nas análises subsequentes. típico embora. mostrar-se-á. 8. haveria manifesto equívoco na decisão. 08. Argumento: alega que mesmo tendo demonstrado que a viagem dos professores a Caracas/Venezuela estivera ancorada no permissivo de delegação de poderes na Portaria Ministerial n. 11. impossibilitou o exato cumprimento da decisão que se deseja embargar” (Decisão n. Argumento: Sustenta que os relatórios de viagem. direcionando o julgamento a novo rumo. seguidos das respectivas análises. 9. 568/2002 (fls. a viagem dos professores deveria ser realizada com financiamento pelo CNPq ou pela CAPES. A instrução considerou que para a incidência do permissivo legal. 09. omitida. e ser sem ônus. que esclarece que. que a autorização dada pelo ex-reitor para a mencionada viagem não se enquadrava no permissivo legal da Portaria MEC nº 188/1995. não verificadas naquele caso.. Requer. MÉRITO 6. v. que “a autorização dada pelo Reitor não encontra amparo na referida Portaria”.º 124/2000. conforme instrução de fls. Os documentos mencionados já haviam sido analisados pelo Tribunal por ocasião da inspeção realizada na Universidade de Roraima. não existir.00 (dez mil reais) brutalmente imposta” (fls. a omissão alegada. nos embargos. 7. na verdade. Análise: nesse ponto. obscuros e contraditórios”. O referido normativo estabelecia condições específicas para que a autorização ministerial fosse dispensada.) A existência real do vício é pressuposto de procedência do recurso. 02/10). fls.443/92. no tópico “Resumos e Conclusões”. o juiz ou o tribunal conhecerá do pedido. comprovam a participação no evento (fls. 1º. transcrevendo trecho da análise do TCU sobre esse ponto de suas razões de justificativa. essa eg. 34 da Lei n. c/c o art. de forma sintética. tendo o TCU omitido que o ato praticado pelo ex-reitor fora fundado em norma legal.387. documentos que comprovem a realização dos eventos ali informados”. e precisa demonstrar-lhe a efetiva ocorrência na espécie. Concluiu. apresentaremos os argumentos do embargante. (. que foi subscrito pelos professores. preenchidos os pressupostos de admissibilidade. v.. com fulcro no art. de 1995. 2ª Câmara).º 188 e fundada no Decreto n. 8.º 1.

º 568/2002-TCU-1ª Câmara nos seus exatos termos.” VOTO Inicialmente. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. 18 da Resolução nº 64/96-TCU.. contradição ou obscuridade a ser integrada na deliberação recorrida deve referir-se aos elementos já presentes por ocasião da prolação do acórdão. o meio apropriado para rediscutir essa questão. o Acórdão n. 13.). que é o recurso de reconsideração. propondo: a) conhecer dos embargos de declaração. Primeira Câmara. por relevantes aos deslindes da questão. em conseqüência. para. Sebastião Alcântara Filho. no mérito. esclarecendo “que só agora o embargante conseguiu obter os documentos em apreço e. Entidade: Universidade Federal de Roraima. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. TCU. 3. 05). A contradição a ser corrigida por meio de embargos deve ser entre partes da própria decisão (. tendo o Ministro-Relator. Interessado: Sebastião Alcântara Filho. interpostos pelo Sr. O tipo de contradição sustentada não dá ensejo a embargos de declaração. pelos seus fundamentos.º 568/2002-TCU-1ª Câmara não padece de omissão. Não obstante. ao passo que a contradição entre a decisão e a prova dos autos deve ser retificada por meio de recurso propriamente dito”. na seqüência. 3. 14. entendo que as razões trazidas pelo embargante não apontam omissão.019/2003 . ou seja. são submetidos à análise do TCU nestes Embargos” (fls. acolho o parecer da Serur e VOTO por que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta Câmara.1ª CÂMARA 1.898/2000-9 (c/ um volume). os embargos não se prestam à juntada de novos documentos. entretanto. Os presentes embargos de declaração preenchem os requisitos de admissibilidade aplicáveis à espécie e devem ser conhecidos pelo Tribunal. negar-lhe provimento. elevamos o assunto à consideração superior. 34 da Lei n. Análise: o recorrente sustenta que traz novos documentos comprobatórios do evento que só agora conseguiu obter. Classe de Assunto: I – Embargos de Declaração. 2. Sala das Sessões.. Nessa mesma direção seguiu o Acórdão n.. Em vista do exposto. mantendo. razão pela qual o presente recurso não deve ser provido. visam sanear falhas técnicas da decisão e não falhas que dizem respeito à justiça da decisão. e considerando que o Acórdão n.TCU . .73 discordância quanto à valoração dada às provas pelo Tribunal. 4.º 14/2003. obscuridade ou contradição na deliberação atacada.). registro que atuo nestes autos com fundamento no art. que “o momento processual inspira acrescentar como fato novo substanciais documentos comprobatórios do evento”. a qual assentou: “o recorrente alega contradição entre a decisão e a prova dos autos (.º 8. acolhido instrução desta Serur. e b) seja o embargante comunicado da deliberação que vier a ser adotada.. Quanto ao mérito. Os embargos de declaração são meio de integração da decisão. Sessão 28/01/2003. ex-Reitor. Entretanto. Assim.443/92. Argumento: Afirma. Não são os embargos. nos termos do caput do art. 2. contradição ou obscuridade. conforme se encontra expresso no item 12 do relatório supra. a processualística desta Corte de Contas enseja a reapreciação da prova por meio do recurso apropriado. em 20 de maio de 2003. CONCLUSÃO 15. A omissão. Processo nº TC-002. Grupo: I.

12. 8. 34 da Lei n. 10. 614/2002 – 1ª Câmara (fl. 1/84 – vol.º 568/2002-TCU-1ª Câmara nos seus exatos termos.151. relatados e discutidos estes autos de embargos de declaração em processo de tomada de contas especial. com fundamento no art. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.74 5. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 7. 244). SUMÁRIO: Recurso de Reconsideração interposto contra deliberação proferida em processo de Tomada de Contas Especial que julgou irregulares as contas do responsável e imputou-lhe débito. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 2. em sede de Tomada de Contas Especial. para. Unidade Técnica: Secex/RR e Serur. negar-lhe provimento.973/2001-8 (c/ 01 volume) Natureza: Recurso de Reconsideração. Entidade: Município de São Miguel do Tapuio/PI. contra o Acórdão n. no valor de R$ 12. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). 010/95. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).º 8. julgou irregulares as contas do aludido responsável. no mérito.567. Paulo Antônio Frota de Paiva. 093. Sebastião Alcântara Filho. Recorrente: Paulo Antônio Frota de Paiva. 1) interposto pelo Sr. Representante do Ministério Público: não atuou. por meio do qual o Tribunal.443/92. RELATÓRIO Examina-se nesta fase processual o Recurso de Reconsideração (fls. Humberto Guimarães Souto.011-20.1.2. em: 9. mantendo o Acórdão n. Acórdão: VISTOS. Especificação do quorum: 12. conhecer dos embargos de declaração opostos pelo Sr. CPF n. condenando-o ao pagamento do débito apurado nos autos. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE I – 1ª Câmara TC-003. dar ciência desta deliberação ao interessado. O decisum acima mencionado foi proferido em vista das irregularidades constatadas na aplicação dos recursos federais oriundos do Convênio n. 9. Argumentos insuficientes para modificar o acórdão recorrido. ante as razões expostas pelo Relator. ex-Prefeito. 9. Ciência ao recorrente. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Conhecimento e não-provimento. ex-Prefeito de São Miguel do Tapuio/PI.2. celebrado entre o Município e a Fundação . Advogado constituído nos autos: não consta.96. 6.

não tem acesso à documentação (fl. Ainda assim. que atualmente está conduzida por adversário político. Assim.1-7-vol. nem o desrespeito. principal). como as acostadas aos autos. fato este não verificado nos autos.. b) falta da contrapartida. aduz que ‘os registros documentais dos pagamentos a cada um dos envolvidos dos projetos deveriam constar das contas do Município. § 3o da Lei n.443/1992. 5. nos seguintes termos. Análise: Para comprovação do alegado. deveriam ter sido conduzidas via ação judicial. e examina os argumentos aduzidos pelo recorrente. para a implementação de ações previstas no Programa de Controle da Doença de Chagas. Insurge-se o recorrente contra a aplicação da pena de revelia e rebate pontualmente as irregularidades ora apontadas: a) a ausência de escrituração. Além disso. não devem ser erigidas como elementos de prova em processos de natureza especial como os de tomada de contas’ (Acórdão n. 3. não deve ser acolhida a presente alegação.principal. que não reflete a posição oficial do órgão repassador. o recorrente se remete ao documento em fls. Argumento: Quanto ao não-cumprimento das metas pactuadas. pelo conhecimento do presente Recurso de Reconsideração.. 236-vol. 10/95 (fls. alternativamente. o ingresso de ação judicial para obtenção dos documentos. importante destacar que não cabe ao TCU garantir ao responsável o acesso à referida documentação. A validade da citação e a omissão do recorrente fazem perfeitamente correta a aplicação da revelia no caso em tela. 98-vol. pois encontra-se na iminência de ser constrangido ao pagamento de quantia que não se enquadra em suas possibilidades financeiras (fl. Carlos Átila: ‘(. assim. no essencial (fls.principal). o qual atestou irregularidade nas contas. 3-vol.75 Nacional de Saúde – Funasa.) por razões óbvias.1).. afirmando que os recursos eram repassados com atraso e que o não-cumprimento das metas não gerou nenhum prejuízo ao Tesouro. afastando a qualidade probatória de declaração de terceiros desacompanhada da documentação legal exigida para a comprovação da regular aplicação dos recursos públicos. Análise: Deve-se salientar que o ora recorrente foi devidamente citado para apresentação de defesa.2-vol. o contador responsável pela escrituração está morto e. requer seja conferido ao recurso efeito suspensivo. à autoridade deste órgão administrativo’ (fl. ambos deferidos (fl. Ingressou nos autos com pedido de cópia e dilação de prazo (15 dias).. 8. Análise: Remansosa a jurisprudência da Corte. 235-verso do vol. 1): “3. O referido documento é um parecer técnico interno do Ministério da Saúde. assinado por Jean Pedreira Tavares (fl. ratifica o exame de admissibilidade de fl.principal). As dificuldades na obtenção desses documentos. 7. O Analista da Serur. derivadas de ordem política ou de eventual cerceamento de defesa. 8. e) não-observância dos deveres estabelecidos no convênio n.. 96-98 (vol. assevera que havia uma desproporcionalidade entre os recursos recebidos e a grande extensão territorial do município (fl. Entretanto. Ademais. bem como apontou falhas no acompanhamento e supervisão da aplicação dos recursos do convênio (fls. d) não-realização de concurso público.7vol.1). a mera declaração de que terceiros receberam recursos em contrapartida da Prefeitura não elide a irregularidade apontada. Argumento: No que se refere à contrapartida. Argumento: O recorrente alega que não deveriam ter sido aplicados os efeitos da revelia. 6. (. pois ‘não se verificou o descaso. a fim de que eles declarassem o recebimento de prestação pecuniária dos cofres da municipalidade’ (fl. Análise: Com relação à questão da alegada impossibilidade de acesso à documentação de prestação de contas em face de adversidade política entre o recorrente e o prefeito sucessor. 86 do vol. . 89/93 do vol. conforme atesta aviso de recebimento (AR) em fl. 4. pois entende que a revelia seria uma sanção decorrente da desídia processual. eis que os recursos eram repassados com atraso. c) não-cumprimento das metas pactuadas. Weverton Ribeiro Severo. Nesse diapasão. simples declarações de terceiros.2vol. Argumento: Afirma o recorrente que sua defesa ficou impossibilitada pois os documentos contábeis estariam na própria prefeitura. Desta maneira. nos termos do art.1).1). 12. voto do e. 3-vol. por si só.g.1). o recorrente não apresentou qualquer documento que comprovasse diligência junto à Prefeitura ou.principal). 106/1998-Plenário).) O recorrente procurou cada um dos agentes que atuaram no Município. o recorrente entende que não deu causa ao descumprimento. se não resolvidas com a Administração. e. 1. 168/180-vol. Min.1).

e 139.. 37. da Lei nº 8.872. o recorrente aduz que a falta de apoio logístico e material por parte da FUNASA implicaria um descumprimento contratual por parte do concedente. 116. XXI [da Constituição Federal]. Tal documento ou instrução técnica jamais fora fornecido ao ora recorrente. Destarte. deve ser rejeitado. o art. se fosse o caso. à seguinte seqüência: I – projeto básico. inc.12. para que se proceda a devida licitação. do próprio Município e não do concedente. eventual juízo emitido pelo concedente não vincula esta Corte quanto à apreciação racional das provas juntadas aos autos. de 19 de abril de 1993.666/93. Em conformidade com a legislação. e) não-aplicação dos recursos recebidos no mercado financeiro.242-vol. em boa ordem. b) ausência de contabilização dos valores recebidos. colaciona-se o art. de 23. A assertiva de que o atraso no repasse dos recursos do convênio comprometeu o alcance das metas pactuadas em nada afasta a responsabilidade do recorrente. 21 da IN/STN nº 02/93 e os arts. inclusive. in verbis: Art. § 2º. Assim. Ao final.f do termo do convênio. 7o As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e.. A uma. acusa-se o Recorrente da inobservância do princípio constitucional do concurso público. 9. 11. item 2. a Corte considerou as seguintes irregularidades: a) não atingimento das metas pactuadas.) O recorrente desconhece o fato de que a realização do projeto básico para a licitação é uma obrigação da Administração contratante. § 1º. 16 da IN/STN nº 02. não se pode impor ao recorrente a obrigação de contratar os prestadores de serviço por meio de procedimento licitatório (fls. Análise: Eventual descumprimento do pactuado por parte do órgão concedente não justifica as irregularidades apresentadas. 10.12. c) não-comprovação da realização de pagamentos em espécie referentes à contrapartida.) o recorrente confunde a contratação de serviço público com a realização de concurso público.1). item 2. haja vista a inexistência de recibos ou instrumento equivalente. Argumento: Assegura que não procedeu ao certame licitatório. No caso. do Decreto nº 93.1986. ora recorrida. A responsabilização do recorrente improcede. 24 da IN n. em particular. 2/93 – aplicável à época do pactuado – com a conseqüente devolução integral dos recursos recebidos. à disposição dos órgãos de controle interno e externo de ambos os convenentes. deve ainda ser considerado o pedido de efeito suspensivo devido a insuficiência financeira do responsável. (fl. d) ausência de manutenção dos documentos de despesa em arquivo. bem como o art. se o Prefeito vislumbrava dificuldades para implementar as ações do convênio. torna-se absolutamente necessário o fornecimento prévio de projeto para a tarefa.. Apenas para não alongar a discussão. A irregularidade apontada pela unidade técnica do TCU refere-se à não-realização de licitação para a contratação dos serviços constantes no convênio.666/93. Afirma que tal descumprimento elidiria eventual responsabilização do prefeito (fl. o art. 15 da IN/STN nº 02/93 e o art. 54. no próprio local em que foram contabilizados.872. III – execução das obras e serviços. que dispõe o seguinte.. 54. contrariando a Cláusula Segunda. Tal justificativa não foi apresentada. como se atesta da análise do art. II – projeto executivo. f) ausência de licitação e/ou justificativas para a dispensa ou inexigibilidade. e não sobre a contratação de servidores públicos. de 23.86.5-vol. com base no art. §§ 4º e 5º. do Decreto nº 93. uma vez que deveria ter comunicado ao órgão concedente as dificuldades enfrentadas. propondo. que apenas realiza o repasse dos recursos federais. prima facie.e. Argumento: Finalmente. apresentando a seguinte argumentação: ‘Na decisão. do termo do convênio c/c o § 4º. para a investidura de trabalhadores no serviço público. 7o . art. correta seria a rescisão do convênio. contrariando a Cláusula Segunda.principal). a irresignação do recorrente. 3-4). item 2. ou seja. do termo do convênio. contrariando a Cláusula Segunda. O fato é que o responsável recebeu verbas de um convênio federal e não demonstrou sequer a aplicação destes recursos. o recurso de reconsideração possui efeito suspensivo por expressa .76 Ademais. Ora.’ Análise: (. que apresenta a obrigatoriedade de realização de licitação para contratação de serviços em qualquer nível da Administração: (. alteração do programa de trabalho. da Lei 8.

8. 7. embora o ex-Prefeito reconheça expressamente o fato (fl. Paulo Antônio Frota de Paiva não se mostram hábeis a elidir a responsabilidade que lhe foi atribuída por meio do Acórdão n. mediante o Convênio n. 03 do vol. alínea o). 8. 614/2002 – 1ª Câmara) o adequado emprego dos valores transferidos ao Município de São Miguel do Tapuio/PI. 5. e 33 da Lei n. 94 do vol. consoante bem destacou a Serur.” 4. 9. Quanto ao mérito do Recurso. No tocante ao não-atingimento das metas pactuadas. I. 4. PROPOSTA DE DECISÃO Inicialmente. 10. a insuficiência financeira não é motivo para extinção do débito. 8. Sobre esse ponto. 6. no âmbito do Programa de Controle da Doença de Chagas. o Sr. sendo desnecessário pedido expresso. Conclusivamente. verifico que a Prefeitura Municipal de São Miguel do Tapuio/PI. tal alegação não pode prosperar. 32. 5. 116).666/1993 (Cláusula Segunda. Não houve.77 disposição legal (art. 2. o ACE propõe. nos termos estabelecidos pelo Convênio e de conformidade com o Plano de Trabalho ajustado e com as normas atinentes ao emprego de recursos públicos. 94v do vol.443/1992. 8. 010/95. com a anuência do Diretor Técnico (fl. 614/2002 – 1ª Câmara. 33 da lei n. atribui o descumprimento ao atraso no repasse dos recursos e à grande extensão territorial do Município. 93 do vol. que o recurso seja conhecido. acerca das quais passo a destacar alguns aspectos mais relevantes. instada pela Fundação Nacional de Saúde a apresentar documentação atinente ao Convênio em tela. de maior relevância. porquanto a ele cumpriria ajuizar ação própria junto ao Poder Judiciário para obtenção da documentação que supostamente lhe fora negada. para negar-lhe provimento. In casu. declarou que tais documentos não foram incorporados “ao cervo administrativo-contábil do Município pelo mandatário à época” (fl. caso julgasse necessária qualquer modificação no Plano de Trabalho. ao Controle Interno e a esta Corte de Contas (Acórdão n. cujo objetivo consistia na realização de ações de pesquisa e captura de Triatomíneos (subfamília de insetos na qual se encontra o barbeiro). havendo o Analista da Serur promovido detido exame das razões oferecidas pelo recorrente. A duas. os argumentos lançados pelo recorrente não se mostram convincentes para reformar a deliberação recorrida. cabe conhecer do presente Recurso de Reconsideração. 26 da Lei n. inciso I. ocorrida 2 meses e 13 dias após a assinatura da avença. realização do processo licitatório até porque o responsável informa que os . Os serviços a serem executados exigiam a realização do procedimento licitatório. O Ministério Público manifesta-se de acordo com a proposta formulada pela unidade técnica (fl. Nesta nova oportunidade. nos temos do art. 1). visto que satisfeitos os pressupostos de admissibilidade ínsitos nos arts. cabendo salientar que o próprio termo do Convênio trazia comando impondo a aplicação dos recursos na disciplina da Lei n. Secretário (fl. Paulo Antônio Frota de Paiva equivoca-se entendendo que o questionamento do ofício citatório referia-se à realização de concurso público para investidura de cargo ou emprego público. 1).443/1992 c/c o art. de fato. Vale ressaltar que a prestação de contas é instrumento que deve produzir a convicção de que os recursos federais transferidos ao gestor tiveram a boa e correta aplicação. é pacífico nesta Corte o entendimento de que tal argumento não elide a responsabilidade do gestor. em face da impossibilidade de obtenção de documentos contábeis retidos na Prefeitura. 217 do Regimento Interno do TCU. aliás. bem como na borrifação de unidade domiciliares. Quanto à alegação de dificuldades para a realização de sua defesa. pois. por adversário político. no sentido de que os elementos apresentados pelo Sr. 3. De todo modo. sabendo-se que os níveis inflacionários à época (1995) eram significativamente baixos.443/1992). 1). caberia ao ex-gestor municipal pleitear as alterações junto ao concedente. 1) e do Sr. 8. pois o recorrente possui o direito de requerer o parcelamento da importância devida em até 24 parcelas. Não vejo em que medida a liberação dos recursos. tenha obstaculizado a plena realização do objeto. estou de acordo com os pareceres uniformes emitidos nos autos. o ex-Prefeito não logrou demonstrar ao órgão concedente. Relativamente à não-realização do necessário certame licitatório. É o Relatório.

em seus exatos termos. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. e 9. sob pena de nulidade do ato ou responsabilização do agente (art. Especificação do quorum: 12. Recorrente: Paulo Antônio Frota de Paiva. reunidos em sessão da 1ª Câmara. 4. 8º . 6. Maria Alzira Ferreira. 7. Relator da deliberação recorrida: Ministro Marcos Vinicius Vilaça. 32. 12. OAB/PI n. 277. 33 da Lei n. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. 117/128. 3. a qualquer título. exclusivamente vinculados à execução do objeto” conveniado. ex-Prefeito. Processo n. exceto serviços de terceiros.011-20. o Acórdão n. acolho os pareceres uniformes e manifesto-me por que seja adotado o acórdão que ora submeto a este Colegiado. 5. inciso I. Representante do Ministério Público: Dra.78 valores provenientes do Convênio foram utilizados para pagamentos mensais. Ante essas considerações.TCU . 093. 02/1993. Sala das Sessões. em: 9.151. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa (Relator). vedava taxativamente “qualquer espécie de remuneração aos servidores que pertençam aos quadros dos convenentes”. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente MARCOS BEMQUERER COSTA Relator Fui presente: .2 – dar ciência desta deliberação ao recorrente. a Cláusula Sexta do termo de Convênio proibia a utilização dos recursos “na contratação ou pagamento de pessoal. 8. 3387 9. conhecer do presente Recurso de Reconsideração para. relatados e discutidos estes autos de Recurso de Reconsideração interposto contra acórdão que julgou irregulares as contas e imputou débito ao responsável. inciso II). negar-lhe provimento. a Instrução Normativa/STN n. em 20 de maio de 2003. e 285 do Regimento Interno/TCU.1 – com fundamento no art. no mérito. em conseqüência. a nove agentes de saúde do Município. Unidades Técnicas: Secex/PI e Serur.973/2001-8 (c/ 01 volume).2. ao longo de seis meses.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). e no art. 5. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa. c/c os arts. 614/2002 – 1ª Câmara/ TCU. Advogado constituído nos autos: Dr. Além de não haver prova fidedigna de que os serviços foram efetivamente realizados. Marcos Antônio Cardoso de Souza. mantendo.020/2003 . Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 8. Entidade: Município de São Miguel do Tapuio/PI. diante das razões expostas pelo Relator.C. Outrossim.U. MARCOS BEMQUERER COSTA Relator ACÓRDÃO Nº 1. 2. 10.1ª CÂMARA 1.443/1992. Classe de Assunto: I – Recurso de Reconsideração. Humberto Guimarães Souto. conforme fls.. TC 003. aplicável ao Ajuste em foco. T.1. Grupo I. CPF n. inciso I. Acórdão: VISTOS.

265 do Volume Principal destes autos.593. Emídio Cantídio de Oliveira Filho sobre diversas ocorrências relatadas no Relatório de Auditoria emitido pelo órgão regional da Secretaria Federal de Controle Interno (fls. Encaminhamento de cópia do Acórdão.504/2000-9. Sérgio Ricardo Cavalcante Matos – CPF nº 732.531. a Audiência do Responsável pela Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE. esta Secretaria promoveu. Argumentos Apresentados : . Walmar Correa de Andrade – CPF nº 114.751. Rita Maria Santiago de Souza – CPF nº 355.666/93. necessário para a correta aplicação do Art. 2 dos Anexos. Audiência do responsável. 2. Contratação da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional .554-04. Irregularidade das contas e multa ao Reitor. 24.1.204/2001-0 (com 02 volumes) Natureza: Prestação de Contas relativa ao exercício de 2000 Entidade: Universidade Federal Rural de Pernambuco Responsáveis: Emídio Cantídio de Oliveira Filho – CPF nº 084. A instrução inicial da Secex/PE propôs.744-72. de 17.328.114-34 e Mirian Nogueira Teixeira – CPF nº 955. bem como do Art. Reginaldo Barros – CPF º 097.873.1997/0001-58) com dispensa de licitação.639. científico e tecnológico.2002. George Browne Rego – CPF nº 003. para execução de objeto (realização de licitação. Determinações à UFRPE e ao órgão regional da Secretaria Federal de Controle Interno.958/94.598. Principal). Arlene Bezerra Rodrigues dos Santos – CPF nº 145. acompanhada do Relatório e Voto que o fundamentam ao Ministério da Educação e à Secretaria Federal de Controle Interno.104-10.800. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional.446.FADURPE (CNPJ 086.) Primeira Questão: a. Tânia Maria Muniz de Arruda Falcão – CPF 091. Vol.997-91. XIII da Lei 8. nos termos propostos na Instrução Inicial (fls.07. 245/263. que foram acompanhadas de documentação referente ao uso que o Responsável fez (e ainda está fazendo) do dinheiro públicos. Ricardo Jorge Gueiros Cavalcante – CPF nº 008.714-87.368. relativa ao exercício de 2000.854-87.535-49. examinada em conjunto e em confronto com as cópias do TC.. às fls.742-04.094-04.79 PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª Câmara TC-009. Contas regulares com quitação aos demais responsáveis arrolados no processo. por meio do Contrato 05/2000.554-68.093. ações estas tradicionalmente executadas pela UFRPE) sem existência de nexo entre este e projetos de pesquisa.235/236). o Responsável.454-20 Luciano de Azevedo Soares Neto – CPF nº 198.196. autuadas às fls. Razões de justificativa não conseguiram afastar as irregularidades que motivaram os fatos determinantes da audiência. 262/263 do volume 1. a seguir: " Em cumprimento ao Despacho exarado às fls. Maria Lúcia Alves Valois – CPF nº 052.. acompanhamento e/ou fiscalização de obras de engenharia.666/93.284-20.492. Margareth Mayer de Castro Souza – CPF n º 425. preliminarmente. apresenta suas razões de justificativa. Edenilde Maria Soares Maciel – CPF nº 174.014. por meio do Ofício SECEX/PE 515. 01/09 do Vol. cujo exame realizado pela instrução transcrevo.254-91. com a aquiescência do então Relator. Na seqüência. (. a audiência do Sr. daí resultando o descumprimento do Art. 2º da Lei 8. Trata-se da Prestação de Contas da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).103. 1º da Lei 8. Ministro VALMIR CAMPELO. Sumário: Prestação de Contas relativa ao exercício de 2000. em síntese. num arrazoado de nove páginas.

80 20. sem projetos específicos. cuja criação foi autorizada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE. a qual tem. 06. O Responsável apresenta vários argumentos os quais permeiam – à exceção da Quinta Questão . dado o pequeno porte da UFRPE que certamente enfrentaria inúmeras dificuldades para executar um projeto de tal dimensão sem o substancial apoio da FADURPE. e 08/2000 têm como objeto a execução de projetos específicos com planos de trabalho composto de plano de aplicação. 24 da Lei 8.aprimoramento e desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. conforme doc.adequação da infra-estrutura de ensino às atuais exigências do mercado de trabalho. 07. todavia. entre seus objetivos estatutários. e. 2 dos Anexos). Tais fatores foram apresentados ao Ministério da Educação e Desporto – MEC pela atual administração que elaborou um Projeto Acadêmico e envidou esforços para a liberação dos recursos extras necessários. um equívoco. a FADURPE foi contratada com dispensa de licitação para realizar as licitações necessárias para a realização da obra.6) Conforme se depreende do teor de sua apresentação. motivo por que se efetua a seguir. 2 dos Anexos).10 da instrução inicial destes autos “Pelo que se pode entender. a FADURPE está coordenando um Projeto de desenvolvimento institucional.4) Os Contratos de nºs 05. A UFRPE passou por longo período com sua estrutura física e administrativa estagnadas.2) A FADURPE é uma instituição de direito privado sem fins lucrativos. a. a. a. 2 dos Anexos). obsoletas e ultrapassadas.8) Pela amplitude do PROJETO. a.10) É de se estranhar que o cauteloso técnico ao elaborar o relatório. abrange subprojetos (primeiro e sétimo parágrafo à fl. Vol. a.666/93. tendo ocorrido reformas sem planejamento. como parece ter entendido o auditor. 24. 3. sem qualquer avanço ou progresso por mais de 10 anos. e .12. o desenvolvimento institucional (primeiro parágrafo à fl. com instalações precárias. a. inciso XIII da Lei 8. .7) Como se vê. e 08/2000 retrocitados decorreram da aplicação de dispensa de licitação com fulcro no Art.3) A FADURPE ao ser contratada nas referidas hipóteses.11. 07. optou-se pela contratação da FADURPE nos termos retrocitados. a.9) É evidente que a opção por tal contratação não teria ocorrido se não estivesse a atividade contratada incluída entre as previstas no inciso XIII do Art. 1.3.666/93. de forma sistemática. . reveste-se de um caráter reestruturativo da UFRPE para melhor desempenho de suas atividades fins.13. o retrocitado Projeto tem por finalidade a melhoria da qualidade das diversas atividades acadêmicas e a otimização do uso do espaço físico do campus universitário com as seguintes metas: . Na realidade. Reforça-lhe a suposição de o mencionado auditor ter entendido se tratar de uma obra isolada a afirmação contido no subitem 4. pesquisa e extensão. 1. tenha deixado de reconhecer que a execução do PROJETO ACADÊMICO se caracteriza como atividade de desenvolvimento institucional. o Projeto Acadêmico em pauta. não tendo o Controle Interno informado outros aspectos fundamentais da questão” o que considera. com o intuito sempre de aplicar os recursos com a maior eficiência possível. pesquisa e extensão e foi contratada nas referidas hipóteses (quarto parágrafo à fl. dificultando o desenvolvimento de suas atividades primordiais de ensino.1) Os Contratos de nºs 05.as demais questões formuladas na Audiência. o foi para prestar apoio à UFRPE inclusive no tocante ao seu desenvolvimento institucional. pela sua complexidade e amplitude. 1. Vol. a síntese das suas razões de justificativas: a. Vol. mas à reestruturação da instituição. 2 dos Anexos). 06. ou seja. Vol. cronograma de desembolso e cronograma de execução (terceiro parágrafo à fl. a. a. a.integração das atividades teóricas de ensino com a simulação de situações. não à realização de uma obra isolada. 2. o estímulo e o apoio às atividades de ensino.5) O Contrato de nº 05/2000 teve por objetivo a prestação de apoio pela FADURPE à execução do “Projeto Acadêmico para a Melhoria da Qualidade das Atividades Acadêmicas de Ensino. a. Pesquisa e Extensão”. a. pois.

por si sós. e a.17) apesar de as atividades desenvolvidas pela FADURPE não serem de natureza excepcional.15) Para tal missão.24) não cabe ao intérprete. sim.3. a.20) é importante a leitura atenta dos termos do Contrato 05 os quais adotam as regras contidas na IN n° 01/97 da Secretaria do Tesouro Nacional – STN. 6). a.81 observando rigorosamente as especificações definidas pela UFRPE e as normas de Direito Público na utilização dos recursos públicos utilizados para tal fim.22) é importante ressaltar mais uma vez que o objeto do Contrato 05/2000 não foi a simples construção de um prédio. a. designado pelo Reitor. fica demonstrado que a contratação ocorreu sem licitação porque as atividades contratadas têm caráter eminentemente de desenvolvimento institucional. ANÁLISE DAS RAZÕES DE JUSTIFICATIVA . e. e a. a. não excepciona nem estabelece qualquer condição no sentido de que as atividades a serem contratadas não sejam rotineiramente desenvolvidas pela instituição pública contratante.16. mas para executar um projeto amplo.23) a lei ao autorizar a contratação direta das instituições brasileiras sem fins lucrativos incumbidas regimental ou estatutariamente da pesquisa.18) se a lei exigisse que. contrariamente ao que afirma a instrução inicial destes autos. a. que tem. a de autorizar a movimentação dos recursos de acordo com plano de trabalho previamente elaborado que integra o termo contratual. não demandariam o apoio da FADURPE. ensino ou do desenvolvimento institucional. a. entre outras atribuições. a UFRPE não contratou a FADURPE para licitar obras. nem a aquisição de mobiliário. Este foi o entendimento deste Tribunal ao acolher o pedido de reconsideração da Universidade Federal de Pernambuco. todos os contratos celebrados com a FADURPE prevêem um executor específico. sem se afastar dos demais princípios constitucionais que regem a Administração Pública é quem tem condições de avaliar a necessidade e conveniência da contratação com as cautelas devidas quanto à reputação éticoprofissional da contratada e a fiscalização do cumprimento das obrigações pactuadas.14) Portanto. sim. a. a. a.20) não se deve olvidar que os recursos dos referidos contratos são utilizados na execução dos projetos. ressalte-se que a execução do referido projeto envolve atividades que não são habituais. em andamento.19) embora seja inquestionável a reputação da contratada. nem a compra de equipamentos. portanto. da Instrução Inicial deste processo (Decisão 186/2001 – TCU Segunda Câmara). 24 da Lei 8. 2° da Lei 8. pois se assim o fosse.666/93. a sua modificação estrutural. que envolve.25) somente o Administrador. tornando-se irrelevante o fato de terem abrangido a construção de edificações e aquisição de mobiliário. ainda. dispondo em seu quadro de pessoal. por considerar que a atividade contratada “é uma atribuição rotineira em vista da longa história de mais de 50 anos de existência”. tal dispositivo seria inócuo para as instituições federais de ensino. pesquisa e extensão.7. tendo em vista o que estabelece o Art.666/93. para a UFRPE contratar a sua fundação de Apoio FADURPE com fundamento no inciso XIII do Art. ampliar o sentido da norma para restringir a sua aplicação. a. a. de desenvolvimento institucional. de um arquiteto e três engenheiros civis (doc.666/93 já que os recursos para executar os projetos objetos dos Contratos 05/2000 estão sendo aplicados em estrita obediência aos dispositivos da referida Lei.26) não há que se falar em descumprimento do Art. inciso I da Lei 8. dentro da realidade de cada instituição. a. além da obrigação da contratada de prestar contas e de devolver o saldo porventura existente no término da vigência do contrato. não tem a UFRPE experiência nem dispõe de pessoal necessário qualificado para realizar as atividades inerentes ao mesmo. diante do nexo entre tais atividades e o Projeto ACADÊMICO. jamais a UFRPE poderia contratar a FADURPE para prestar apoio às atividades de ensino. apenas a título de exemplificação. cumprindo-se rigorosamente o disposto na Lei 8. o objeto do contrato se tratasse de atividades excepcionais. 3°. a que alude o subitem 4.) o desenvolvimento institucional é evidente quando se constata os efeitos da realização do projeto.958/94. a realização de um Projeto Acadêmico de Desenvolvimento Institucional .21) portanto. porque tais atividades.

contrariando a técnica de Orçamento-Programa. com suspeita de violação do Princípio da Unidade de Caixa estabelecido no Artigo 1° do Decreto 93. compreendendo um conjunto de atividades de cunho meramente administrativo.2 Não é verdade que o Analista de Controle Externo–ACE pré-opinante tenha considerado que as ações de restauração. Pesquisa e Extensão”. criando-se. respectivamente (cf.872/86 (Artigo 56 da Lei 4. 23. a UFRPE poderia ter contratado qualquer firma de Engenharia com base no inciso IV do Artigo 24 da Lei 8.3 O fato de causar espécie a inclusão na relação de pagamentos feitos pela mesma no âmbito da execução do Contrato 05/2000.14% dos recursos financeiros advindos do Crédito Extraordinário aberto em setembro de 2000 para a FADURPE de forma desvinculada ao cronograma físico das obras. com a transferência de todos os recursos financeiros. neste caso. conforme se verá na seqüência desta Instrução.958/94 e. 21. tais como a realização de compras. 23. o aprimoramento e desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem. e 21. e da firma de contratos. extrapolam os limites de obras.97. A leitura das fls. que se encontra regularmente registrada no CREA-PE. 17/20 do Anexo I do contrato 05/2000 demonstra a extrapolação daqueles limites.320/64 e Artigo 74 do Decreto-Lei 200/67). que é o objeto do Contrato 05/2000. atendidas as formalidades inerentes à dispensa de licitação . a melhoria da qualidade das diversas atividades acadêmicas e a otimização do uso do espaço físico do campus universitário bem como a adequação da infra-estrutura de ensino às atuais exigências do mercado de trabalho. de licitações.para a realização das obras e serviços de Engenharia objeto do Contrato 05/2000 . destaca-se que a UFRPE transferiu – já no Exercício de 2001 .1 O caráter reestruturativo das ações objeto do Contrato 05/2000 que. assim. subalinea “a. No caso. necessárias para a recuperação de danos provocados por chuvas recentes (agosto de 2000). ter finalidade e metas de caráter amplamente subjetivo e que não se coadunam com a natureza dos recursos extraordinários que o estão ainda a financiar ou seja. já que o principal contrato (Contrato com a Bronson Engenharia Ltda. já que além da contratação da FADURPE para coordenar ou gerenciar a execução das obras de Engenharia relativas aos seis subprojetos básicos precedentemente analisados.6” retro). extrapola os limites das ações que se presumem deveriam ser desenvolvidas para recuperar os danos físicos provocados pelas chuvas de agosto de 2000 e que mereceram a acolhida do Presidente da República a ponto de editar a MP nº 2. como já analisado. contempladas com créditos extraordinários. 23. tendo em vista a abertura do Crédito Extraordinário.2. ainda mais. a FADURPE.666/93 e nos estritos termos do Artigo 1º da Lei nº 8.4 Nestas condições. Pesquisa e Extensão”.2 O Responsável claramente deixa a entender que a elaboração do “Projeto Acadêmico para a Melhoria da Qualidade das Atividades Acadêmicas de Ensino.1 Tem-se que a suspeição da violação do Princípio do Caixa Único era procedente. poderia – em tese . 23. atendido o disposto naquele diploma legal. não guardam nexo suficiente para a contratação da FADURPE com fulcro no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8. feitas de modo nada específico.82 21.) somente foi iniciado já neste ano de 2002.3 Na realidade. e a integração das atividades teóricas de ensino com a simulação de situações.054-1 para abrir o Crédito Extraordinário precedentemente analisado.4 O fato de o “Projeto Acadêmico para a Melhoria da qualidade das Atividades Acadêmicas de Ensino. reforma. verdadeiro “Caixa Dois”. a despeito de ter a FADURPE entre os seus objetivos estatutários o estímulo e o apoio à UFRPE. 23. em pauta de uma taxa fixa equivalente a 5% do valor total do mesmo. o que o referido ACE considerou que a realização de tais ações.666/93.ser contratada pela UFRPE – naturalmente. conforme dito precedentemente (item 11 retro). ampliação ou construção de edificações e outras instalações físicas na UFRPE não sejam pertinentes ao seu desenvolvimento institucional.

25.. 25.. alegando o Responsável que a FADURPE exerceu a função de Coordenação daquelas ações..1 Com efeito. como a realização de licitações... A FADURPE foi contratada...5 Ora. pela FADURPE que inclusive cobrou taxa administrativa de 5% a título de ressarcimento de seus custos operacionais. 1º da Lei nº 8. demonstra que não traz vantagem nenhum o apoio dado.2 No caso em pauta. por si só.... sequer as condições de dar apoio técnico. fato que... possivelmente por não possuir a FADURPE quadro próprio de pessoal e equipamentos para realizar as obras no prazo desejável. meramente..1. vez que a mesma não possui nem quadro próprio de pessoal especializado. a necessidade de ficar demonstrado nos autos que a entidade contratada – além de ser brasileira.666/93..omissis .... tendo cobrado para isto uma taxa fixa equivalente a 5% do total contratado.16 somente reforçam a análise já feita sobre os seguintes pontos: 25.. contrariando decisões deste Tribunal tais como a Decisão 186/2001 ... tendo inclusive contratado a arquiteta aposentada da própria UFRPE Maria Alice dos Anjos. e....666/93 que permite subcontratação..6 retro) sem ter ficado caracterizado que não poderia ter ficado a prestação dos serviços a cargo da arquiteta existente no quadro de pessoal da própria UFRPE...11 a a . subitem 18. com base no inciso XIII do art.. isto não ocorreu. assim... ensino e extensão e de desenvolvimento institucional...301/1997-2. 23..diversas firmas (de Engenharia ou não) para a realização de todas as ações.666/93.666/93... conforme analisado precedentemente. por prazo determinado e dentro da finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa.. nem equipamentos e tampouco reputação profissional na área.. contratar – já nos Exercícios de 2001 e 2002 ...... este Tribunal. 25. embora a elaboração de reformas de vários espaços físicos da UFRPE representem desenvolvimento da instituição – ao menos do ponto de vista estritamente físico . nos estritos termos do art.” 25..Segunda Câmara (TC 500. da pesquisa ou do desenvolvimento institucional – tem capacidade de ......... com base no inciso XIII do Artigo 24.1. Os argumentos descritos pelo Responsável concernentes aos itens a.. na essência... por meio da Decisão 881/1997 ...83 com base no inciso IV e não no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8. não se pode aceitar que o objeto do Contrato 05/2000 constitua-se em projeto específico já que como visto precedentemente.. para administrar 97..... regimental ou estatutariamente do ensino. a inexistência de nexo suficiente e necessário para a contratação da FADURPE com base no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8.12. ao Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto-INDESP. m) observe nas dispensas de licitação.. neste caso.666/93 dada a abrangência do Projeto Acadêmico objeto do Contrato 05/2000.1 Em primeiro lugar.. salvo quando vinculados a projetos específicos. aprovados previamente pela Universidade Federal de Pernambuco. 24 da Lei nº 8..14 % dos recursos financeiros do Crédito Extraordinário aberto pela MP nº 2. científico e tecnológico de interesse da instituição federal contratante.que (SEM GRIFOS): “.. textualmente... ato contínuo.não se reconhece na FADURPE. o que extrapola qualquer noção de limite admitida pelo Artigo 72 da Lei 8.3 No sentido de não reconhecer a legitimidade de tais contratações com base no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8...Plenário.... sem fins lucrativos..054-1... já tinha determinado. compra de bens e pagamentos de diárias. Natureza Pedido de Reexame) onde ficou determinado para a Universidade Federal de Pernambuco – UFPE a seguinte determinação no seu relacionamento com a sua Fundação de Apoio – FADE: "a) que suspenda o procedimento de transferir à FADE recursos para a prática de atos de competência dessa Universidade. consiste.1..958/94.... (cf. em se proceder a uma série de contratações (ou subcontratações) para realizar obras e serviços de Engenharia Civil constantes de seis subprojetos básicos elaborados pela própria UFRPE. detentora de inquestionável reputação ético-profissional e incumbida.

destaca ainda que o Controle Interno não informou no Relatório de Avaliação de Gestão outros aspectos fundamentais da questão tais como: a) licitações feitas pela FADURPE para as obras em comento. inclusive. ao final.25” do item 29 infra) que somente o Administrador é que tem condições de avaliar a necessidade e a conveniência da contratação com as cautelas devidas quanto à reputação ético-profissional da contratada e a fiscalização do cumprimento das obrigações pactuadas. 26.” 25. Por outro lado. utiliza pessoal aposentado da própria UFRPE. cuja vida profissional desenvolveu-se na própria UFRPE até a sua aposentadoria. cabe destacar que a alegação de que a UFRPE não tinha (ou tem) experiência e pessoal necessário e qualificado é bastante questionável pelos seguintes aspectos: 26. resta. Nota-se. e) data em que houve o primeiro pagamento à firma executora.84 executar. que ao fazer tais assertivas. ressaltado que a prática de a UFRPE vir direcionando a coordenação das obras e serviços de Engenharia.2 Tal relação nominal seria imprescindível para se avaliar a necessidade efetiva da contratação da FADURPE em decorrência da qualificação ou de alguma vantagem comparativa do quadro permanente de pessoal da FADURPE em relação ao da própria UFRPE já que sendo a própria UFRPE a executora dos seis subprojetos básicos de reformas (item 12 retro) e tendo sido contratadas (com ou sem licitação) as empresas necessárias.3 Ao contrário. 26. o texto do subitem 4. c) empresas executoras da obras. não se vê nos argumentos apresentados. pelo que se conhece da sua estrutura. tem provocado. f) se houve restituição à UFRPE de saldo remanescente do valor repassado para a FADURPE.2 Em segundo lugar.do corpo funcional e das pessoas físicas contratadas pela FADURPE para o desempenho das alegadas atribuições de coordenação da execução do objeto do Contrato 05/2000. d) boletins de medição das obras contratadas.2. a questão. tendo sido direcionados para obras de construção de laboratórios e do Prédio Administrativo da Bubalinocultura.12.1 Se a UFRPE não tinha ou tem pessoal qualificado.3.2. a FADURPE. 26.2. embora o Responsável alegue (alínea “a. fato somente superado com o envio pelo Responsável da documentação anexa as suas razões de justificativas. mencionado pelo Responsável. e 26. para a FADURPE.10 da Instrução Inicial destes autos. e h) preços praticados pela FADURPE e justificativas para os mesmos. b) valores das obras executadas. o objeto do contrato. 26. no entanto. Houve falta de informação do Controle Interno. além da arquiteta Maria Alice dos Anjos. a começar do seu quadro dirigente (Secretário Executivo) e da arquiteta que foi contratada. g) valores correspondentes à apropriação dos custos de acompanhamento/fiscalização das obras de engenharia. também não tinha ou tem considerando que. razões que justifiquem a exclusão do quadro próprio da UFRPE dos trabalhos de coordenação da execução do objeto do Contrato 05/2000. no caso. nos últimos anos.6 retro). o que não deixa de ser indicativo de que há servidores na UFRPE em condições de desempenharem a contento os serviços do Contrato 05/2000.2 Por fim. não contemplada na Audiência – por falta de informações do Controle Interno – acerca do abuso na utilização do Crédito Extraordinário já que considerável parte dos recursos financeiros não ficaram adstritos à recuperação dos estragos provocados pela chuvas recentes. o Responsável não permitiu o confronto entre a qualificação da própria UFRPE e da FADURPE já que não enviou a relação nominal – à época . Maria Alice dos Anjos (subitem 18.1 Não houve assim equívoco do ACE pré-opinante. com sua própria estrutura e de acordo com suas competências. .

268/97-5 (Auditoria na UFRPE) juntado às Contas Anuais da UFRPE de 1977 (TC 500.1. datado de 29.1.7 infra.85 ou pelo menos contribuído. conforme relatado na Instrução Inicial destes autos.celebrado em 26. uma reforma da sua estrutura física.958/94. objeto da citada TP 01/99 cujo julgamento somente ocorreu no Exercício em exame. 28.3.1 retro. 30. conforme o Responsável argumentou.4. compreendem um conjunto de licitações. No entanto.3. Assim. semelhantes ajustes entre a UFRPE e a FADURPE vinham sendo denominados de “Convênio” tendo este Tribunal pela Decisão prolatada no Processo TC 500. Nos anos anteriores ao Exercício de 2000. houve pelo menos 19 termos aditivos que. 30.127/98-0). até o terceiro. por prazo determinado e dentro da finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa. Nesse esquema. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. aprovados previamente pela Universidade Federal de Pernambuco. nos estritos termos do art. obrigação da contratada de prestar contas. daí gerando a Representação tratada no Processo Conexo TCU nº 014. o Tribunal manteve a decisão de que a Universidade Federal de Pernambuco–UFPE suspendesse o procedimento de transferir à FADE recursos para a prática de atos de competência daquela Universidade.1. o relacionamento entre a Universidade e a sua Fundação de Apoio dava-se por meio de um amplo convênio que sempre era aditado a cada demanda. 28. Os referidos Termos Aditivos. Ora. 28. pode se concluir que a troca da denominação de “Convênio” para “Contrato” foi tão-somente uma maneira expedita de a UFRPE continuar agraciando a sua Fundação de Apoio FADURPE com o pagamento da referida taxa muito embora o Responsável alegue que se trata de cobrir os custos operacionais de salários e outros discriminados precedentemente (subitem 18.12. No presente caso. também sofriam aditamentos como foi o caso do 19° Termo Aditivo . tem-se que o Responsável intenta caracterizar que as atividades da FADURPE contempladas no Contrato 05/2000 que.5.3. observa-se que a UFRPE vem realizando. inserem-se no contexto de desenvolvimento institucional nos estritos termos do Artigo 1º da Lei nº 8. conforme visto precedentemente. no sentido de que a UFRPE descontinuasse a prática de pagar taxas de administração para a sua Fundação de Apoio.958/94.5 da Instrução Inicial destes autos. Cronograma de Execução. científico e tecnológico de interesse da instituição federal contratante. 30.1. conforme relatado no subitem 4. como a realização de licitações.2. que tais atividades se inserem no âmbito do desenvolvimento institucional isto não se duvida e nem foi deixado de ser reconhecido pelo ACE pré-opinante conforme relatado no subitem 23. compra de bens e pagamentos de diárias.96 – e nos aditamentos deste último.3.2.12.99. eventualmente. O Contrato 05/2000 tem natureza de convênio já que utiliza os instrumentos típicos de convênio tais como: Plano de Trabalho. Ressalta-se que até o ano de 1999. 30. no processo de esvaziamento do quadro próprio de Arquitetura e Engenharia.1. 1º da Lei nº 8.504/2000-9 conforme tratado no subitem 18.2. abrindo exceção tão-somente para projetos específicos. nos últimos Exercícios. retro. por sua vez. 30. entre os quais o Subprojeto “Construção do Centro de Ensino de Graduação” que contemplou além da construção do CEGOE a aquisição do mobiliário para o mesmo. 30.14 retro). no Exercício 2000. Na realidade. o . também abrangiam diversos subprojetos sendo que no caso do mencionado 19º Termo Aditivo houve três subprojetos.1. contratações e compra de bens. Cronograma de Desembolso. e os seus termos segue a IN 01/97 da STN. da Instrução Inicial. conforme analisado no subitem 25.11. previsão para devolução do saldo porventura existente ao final do contrato. Conforme relatado no subitem 4.

2. A mudança da denominação de convênio para contrato no relacionamento entre a UFRPE e a FADURPE não alterou em nada.86 relacionamento entre a UFRPE e a FADURPE passou a ser feito. tal contratação representa mais ônus ainda para a UFRPE que teve.5. Seria o caso de se perguntar: e o Administrado. Nota-se que se o Responsável.4. 30.958/94 que criou as Fundações de Apoio das Universidades Públicas Federais. conforme relatado no subitem 18. conforme ocorreu no caso do Contrato 05/2000 e compromete o Princípio da Economicidade e o Princípio Constitucional da Eficiência que se impõe mesmo para o caso do Artigo 24. o Parágrafo Único do Artigo 26 da Lei 8. Neste sentido.3. retro. uma arquiteta aposentada da própria UFRPE. Veja-se que o Responsável não caracterizou que o pessoal do quadro de Engenharia e Arquitetura existente na própria UFRPE. As alegações da subalínea “a. no caso.13 retro. transfere atribuições inerentes ao quadro de pessoal próprio da UFRPE para a FADURPE. da Lei 8.1. Feitas estas considerações. uma maneira expedita de burlar a determinação deste Tribunal de a Autarquia descontinuar a prática de pagar taxas de administração para a sua Fundação.5. nela não se vê aptidão para as áreas de Arquitetura e serviços de construção civil urbana. descontadas as obras relativas à construção rural (pouco contemplada nos seis subprojetos que compõem o Projeto Acadêmico objeto do Contrato 05/2000). conforme analisado no subitem 28.5. no caso.3.2. aí incluído o Contrato 5/2000.25” retro de que somente o Administrador é quem tem condições de avaliar a necessidade e conveniência da contratação com as cautelas devidas quanto à reputação ético-profissional da contratada e a fiscalização do cumprimento das obrigações pactuadas. subitem 18.1.3.1. 30.2.3. bem como a experiência que os mesmo têm em situações análogas (currículo). o próprio pessoal de Engenharia e Arquitetura da UFRPE que inclusive elaborou os seis subprojetos básicos do Contrato 05/2000 ? 30.20” retro já foram relativizadas nos subitens 18. Se a reputação ética da FADURPE não pode ser contestada. observa-se que o Responsável não enviou relação dos profissionais especializados em Arquitetura e Engenharia Civil que a FADURPE vem utilizando na coordenação do Projeto de Reestruturação da UFRPE.3. Ademais.5. Não se aceita como verdade absoluta a alegação do Responsável.666/93. embora seja o seu Secretário Executivo Engenheiro Civil. de modo unilateral.5. sendo. tem-se os seguintes aspectos: 30. XIII. posterior à edição da Lei 8. 30. também. Ora. Percebe-se no entanto. 30.12. constante da subalínea “a. unicamente.5. e não pelo antigo e amplo convênio. mediante a assinatura de contratos.666/93 exige a justificativa do preço a ser pago nos casos de dispensa de licitação.12 a 18. considerando que foi alçado à Lei Maior pela Emenda Constitucional nº 19/98. porém.5.de se incumbir da missão para a qual foi contratada a retro nominada ex-servidora (aposentada). criada no âmbito da UFRPE não se questiona sua aptidão em relação às denominadas ciências agrárias. afora auxiliares (desenhistas e estagiários) não teria condições – segundo um critério préestabelecido de prioridades a ser cumprido em tão longo prazo de execução do Contrato 05/2000 (que ainda está em andamento) .5. 30. ou seja.17 retro. o mesmo não ocorre com a reputação profissional para a condução de um programa de reestruturação física cuja essência se refere a obras e serviços de Engenharia. Com efeito. de pagar a taxa administrativa de 5% para a FADURPE cf.3. 30. . 30.6 que a FADURPE contratou com recursos do Contrato 05/2000. a multicitada Maria Alice dos Anjos.3. ainda que reduzido à época a uma Engenheiro Civil e a uma Arquiteta. já que permanece – como visto precedentemente – a cobrança de taxa a título de ressarcimento de custos operacionais não obstante se tratar de Fundação de “Apoio”.5.5.666/93 e da Lei 8.

incidente relativo à Tomada de Preços nº 01/99. daí resultando o descumprimento do Art.2. b.87 30. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. a observação do Princípio da Eficiência.5. salas de vídeo e outros espaços físicos. construção e instalação de laboratórios. se por um lado a lei. o que acabou não se verificando no caso da contratação da FADURPE para execução do objeto do Contrato 05/2000.5.5.12. auditórios. Argumentos apresentados: 31. por força de representação infundada.23" retro. a exemplo do Contrato 05/2000 precedentemente analisado.666/93. científico e tecnológico.1) O Termo Aditivo nº 19 ao Convênio então existente entre a UFRPE e a FADURPE também teve por objetivo a realização de um Projeto Acadêmico que deu início à reestruturação das instalações da UFRPE. 06. ensino ou do desenvolvimento institucional. já foi alvo de apreciação por este Tribunal que não apontou qualquer ressalva mesmo tendo. retro.7. sem no entanto ter informado a este Tribunal nos Relatórios de Gestão enviados anualmente nos autos do Processo de .3) Há de se indagar se existiriam no mercado condições de competição para se licitar a execução de Projetos Acadêmicos que visam o desenvolvimento institucional da Universidade. considerando que não há desenvolvimento institucional da Universidade quando dela se lhe retira atribuições rotineiras para as quais a mesma sempre esteve qualificada conforme revela a sua longa história de mais de 50 anos de existência. hoje em pleno funcionamento. certame concluído em meados de 2000. 2 dos Anexos). estando apenas pendente. por se referir a Exercícios cujas contas já foram julgadas por este Tribunal. desde aquele que contemplou a construção do Centro de Graduação CEGOE. O Responsável além das alegações apresentadas para a Primeira Questão da Audiência e que permeiam outras questões que lhe foram formuladas.2) Supõe o Responsável que aquele Projeto Acadêmico. conforme consta na subalínea “a. Mantença da realização pela FADURPE da Tomada de Preços 01/99.1. 30. 06. no âmbito do 19º Termo Aditivo ao Convênio então existente entre a UFRPE e a FADURPE. abrangido obras de construção civil. estes sofreram a incidência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – CPMF. salas de aulas. realizada pela FADURPE para a aquisição de mobiliário para os auditórios do Centro de Graduação (terceiro parágrafo à fl. Vol. em face da evolução na área científica e tecnológica (terceiro parágrafo à fl. e b. O Responsável demonstra acima que os denominados Projetos Acadêmicos se sucedem na UFRPE. Nestas condições. argumenta especificamente. com a construção de um Centro de Graduação e a implantação de infraestrutura imprescindível ao avanço das atividades acadêmicas. Vol.6. aquisição de equipamentos. como são os casos dos objetos em apreço? ANÁLISE 32. na essência: b. não excepciona nem estabelece qualquer condição no sentido de que as atividades a serem contratadas não sejam rotineiramente desenvolvidas pela instituição pública contratante por outro lado é a própria Lei Maior que exige do Administrador. sem existência de nexo entre o objeto licitado (aquisição de mobiliário para o CEGOE) e projetos de pesquisa. 2 dos Anexos). conforme analisado no subitem 18. em relação à Segunda Questão. Observa-se ainda que ao transferir os recursos financeiros para depósito na conta que a FADURPE abriu especificamente para a execução do Contrato 05/2000. ao autorizar a contratação direta das instituições brasileiras sem fins lucrativos incumbidas regimental ou estatutariamente da pesquisa.3. 2º da Lei 8. Segunda Questão: a. conforme consta na relação de pagamentos feitas pela FADURPE trazida a estes autos pelo Responsável.3.

1.1. na essência. 3558 e 3559 (FADURPE) com valores de R$ 475. a fazer alguns pagamentos cf. Área onde está inserta a Coordenação de Engenharia e Arquitetura da UFRPE. . de prestação de serviços que compunham o objeto do Contrato 05/2000 (referente a obras e/ou serviços de engenharia) cuja vigência somente se iniciaria trinta (30) dias depois.3. Ressalta-se que. Ressalte-se ainda que este Tribunal somente tomou conhecimento das irregularidades havidas na Tomada de Preços FADURPE 01/99 graças a Representação formulada por licitante que se considerou prejudicado na realização da mesma. contrariando dispositivos constitucionais e legais.3. uma vez concluídos os seis subprojetos de reformas de diversas instalações prediais e físicas dos campi da UFRPE. sendo que a assinatura daquele ajuste se deu na véspera da atestação. o que fez ao longo dos primeiros nove meses do Exercício 2001. ou seja. tem-se que: 32. No caso retro analisado do Contrato 05/2000. 63 da Lei 4.2000.3.2. o que acabou dando margem ao direcionamento do objeto daquela licitação pela arquiteta contratada pela FADURPE.3. tudo foi subcontratado. como ocorre – para quantias módicas – no regime de adiantamento (suprimento de fundos).88 Prestação de Contas Anuais a existência de um Plano Reestruturador da UFRPE que reflita o planejamento das ações de desenvolvimento do seu espaço físico. Atestação irreal. A respeito da indagação de o Responsável não visualizar no mercado outras entidades capazes de competir com a FADURPE na condução de Projetos Acadêmicos que visam o desenvolvimento institucional como alega serem os casos dos objetos em apreço. 32. dada nas Notas Fiscais nºs.1.00. nem mesmo a FADURPE foi capaz de executar os seis subprojetos.1.320/64. 32. armários e poltronas de auditório para o CEGOE). mesas. O fato de a construção do CEGOE . Nestas condições.ocorrida no âmbito do Convênio existente entre a UFRPE e a FADURPE . Maria Alice dos Anjos.000.2. 32. entende-se que este Tribunal deva solicitar que a UFRPE envie. e 32.12. no dia 30. nas próximas contas anuais. ora em pauta. caracterizando o descumprimento do Art. no dia 29. já que ela se limitou a realizar as licitações. 32.3. em 30. não caberia transferir praticamente todos os recursos financeiros. contando com o pessoal de Engenharia e Arquitetura da própria UFRPE.01. da realização da TP 0/97 para aquisição de material permanente.2000.2001.00 e R$ 25. Ou seja. cuja realização adentrou no Exercício 2000. 32. não possa ser contestada por este Tribunal. considerando que o Responsável designou.2.não ter sido contestada à época por este Tribunal não implica que a Tomada de Preços 01/99 (numeração da FADURPE) para aquisição de material permanente (carteiras escolares. No caso. isto é. Relação de Pagamentos da FADURPE enviada pelo Responsável e a fiscalizar os contratos decorrentes daquelas licitações. o qual inclusive pode rever no prazo de 5 anos os atos de gestão (e entre estes a própria construção do CEGOE feita com a intermediação da FADURPE) por ele já julgados. durante o Exercício 2002 em andamento.3. Terceira Questão: a. para a FADURPE realizar despesas. entende-se que o Responsável não elide a irregularidade de ter retirado tal atribuição da Comissão Permanente de Licitação-CPL da própria UFRPE para a FADURPE. já que a mesma não constou da amostra examinada pelo Controle Interno nem no Exercício de 1999 e tampouco no Exercício de 2000.12. nestas condições. o titular da Pró-Reitoria de Planejamento da UFRPE. tem-se que. o Plano de Reestruturação ou a relação das obras constantes do Plano Plurianual da União que ainda estejam em andamento ou a serem iniciadas. como Executor do Contrato 05/2000.000. possivelmente.

c.1) Os projetos de pesquisa. c. donde se conclui que aquele ato tem por finalidade. contudo. não se trata. vedado pelo mencionado Art. 63 da Lei 4.9) Assim. bem como cronograma de desembolso.6) A mencionada Nota Fiscal é então atestada por ser exigência da Contabilidade.13) No dia seguinte.2000.320/64. Esta é a razão pela qual o Administrador tem o cuidado de celebrar os contratos ainda dentro do Exercício Financeiro.5) Para efetivar tal transferência de recursos. na maioria das vezes. e c. ensino. O Responsável ao tentar demonstrar que não houve descumprimento do Artigo 63 da Lei . c. extensão e de desenvolvimento institucional são elaborados com bastante antecedência. foi emitido o empenho. a documentação ora acostada (doc.10) A mesma justificativa retro aplica-se aos Contratos 06.12) O Contrato 05/2000 foi assinado em 29. somente foi possível após a liberação para a FADURPE da primeira parcela do cronograma de desembolso retrocitado. c. pois. c. c. a UFRPE além do contrato (no caso o contrato 05/2000) exige a apresentação da Nota Fiscal que é documento hábil para comprovação do recebimento dos recursos.2) Nestas condições. deve ser analisada em conjunto com os termos do contrato (Contrato 05/2000) a que faz referência expressa.12. afastando qualquer risco de devolução dos recursos. contudo. ou seja. da hipótese de pagamento antecipado.1. o que ocorreu em conformidade com o cronograma de desembolso. apenas. ANÁLISE 34. O Responsável alega na essência: c. c. c. 30. ao liberar a primeira parcela dos recursos. c. 07.89 Argumentos apresentados: 33.4 ) Neste caso o que ocorre é a disponibilização (sic) dos recursos para possibilitar o início da execução do Projeto Acadêmico. tendo levado alguns (47) dias para a sua elaboração. c. os recursos a eles destinados somente são liberados nos últimos dias do Exercício Financeiro. 7) demonstra que o financeiro foi recebido em 13 de novembro. a UFRPE não estava liquidando despesa. mas cumprindo uma obrigação contratual. c. c. comprovar que a transferência dos recursos foi autorizada pelo Executor do Contrato (Contrato 05/2000).7) Tal atestação.11) No caso do Contrato 05/2000.2000. o contrato assinado antes do final do Exercício Financeiro com a FADURPE contém cláusula expressa acerca da transferência dos recursos.3) A assinatura do contrato antes do final do Exercício Financeiro com a FADURPE não se configura em pagamento antecipado já que aqui não se trata de contra-prestação pecuniária. objeto do Contrato 05/2000.8) Evidencia-se assim que.14) O início da execução do Projeto Acadêmico. e 08/2000.12.

valendo-se a FADURPE. definitivamente.320/64 incide na falta de amparo legal para transferir os recursos da forma como vem fazendo.3. restando caracterizado que o Responsável não diligenciou no sentido de o Crédito Extraordinário ser reaberto para o Exercício de 2001. 34.14% do Crédito Extraordinário que lhe foi transferido pela UFRPE no âmbito do Contrato 05/2000. levar toda a clientela deste Tribunal a adotar tal procedimento como modo de se esquivar de obedecer as normas de execução orçamentária e financeira do País.2001 .2 retro. para efetivar os lançamentos no SIAFI analisados no subitem 13.01. indevidamente.6 retro.01.3.3. conforme descrito no subitem 38.1.2000 cujo fato gerador somente ocorreria trinta dias depois (o início da vigência do Contrato 05/2000 deu-se em 30.6. Com efeito.3. Transacionou com a FADURPE a emissão de Nota Fiscal de Serviços com data de 30. que o argumento de terem sido os recursos recebidos tardiamente não é cabível. 34. tenha levado 78 dias após a data em que foram recebidos os 30% restantes dos recursos financeiros na data de 13. trata-se de precedente que poderá.Primeira Câmara deste Tribunal.12. também não se pode aceitar que a lavratura – na data de 30.1 Não há. segundo ele. já tinham sido recebidos em 10.00.8” retro dando conta de que ao liberar a primeira parcela dos recursos.115.1. a diferença de que fala o Responsável. trata-se da mesma coisa! 34.10. do fato de ser isenta pelo município do Recife-PE de pagamento do ISS que seria no caso no valor de R$ 86.90 4.2000.000. possibilita ainda que a execução das despesas seja feito absolutamente fora do SIAFI impedindo a realização quer de auditorias via SIAFI quer de consultas para fundamentação das instruções das contas anuais dos órgãos e entidades que . que.do Contrato 05/2000. 34. 34.5. a FADURPE somente tivesse utilizado valor inferior a R$ 500.00 (5%). que 70% dos recursos financeiros advindos da Abertura do crédito Extraordinário.2000 (item 8 retro) causando espécie de que ao findar o Exercício seguinte de 2001.4. 34.4. cerca de 28% do total de 97.1. ou seja. em tese.11” retro. não ocorreu no Contrato 05/2000 conforme visto precedentemente. e 34. mas cumprindo uma obrigação contratual. pois. Com efeito. 34. Relembra-se. mormente os dispositivos que cuidam do encerramento dos Exercícios. Salienta-se ainda que ao deixar de providenciar a reabertura do Crédito Extraordinário. Ora.11. a UFRPE não estava liquidando despesa. o responsável incorreu na prática das seguintes irregularidades: 34.2. Conclui-se. considerando que certamente ele não cometeria as retrocitadas irregularidades se não estivesse na outra ponta da negociação a FADURPE. alínea “b” do subitem 4.4. tratada na subalinea “c.32 da Instrução Inicial destes autos). 34. A adoção de semelhantes esquemas de liquidação. Evidencia-se a necessidade deste Tribunal coibir de forma eficaz a prática da realização de despesas com semelhante esquema de liquidação de despesa. Assim.4. bastando-se para isto contratar uma firma (o que pode ser feito aparentemente com os ares de legalidade mediante licitação). Descumpriu o item 5 do Acórdão 479/1994 . à alegação constante na subalínea “c. o adiantamento de recursos feitos pela UFRPE para a FADURPE não encontra amparo legal conforme visto precedentemente nem no Regime de Adiantamento e tampouco na legislação relativa a contratos e convênios que exigem a existência de um plano de aplicação e um cronograma físico de execução de modo que cada parcela de recursos transferidos somente ocorra com a prestação de contas da parcela anteriormente repassada o que. sem licitação. pois. conforme analisado precedentemente. ocorreu em conformidade com o cronograma de desembolso.2001.2. em contraposição. Providenciou a atestação nas mencionadas Notas Fiscais de serviços que ainda não tinham sido prestados. cf.

2001). 34.2001 (Ordens Bancárias 2001OB000579 e 2001OB000580) nove (9) dias apenas do início da vigência daquele ajuste (30.1) As obras de Engenharia pertinentes ao Contrato 05/2000. d. II.02. mutatis mutandis com os Contratos 06/2000. eventualmente.320/64 (Art. Os pagamentos foram realizados mediante medição. A não utilização dos modernos sistemas de compras do Governo Federal. 34. já no Exercício de 2001. não permite que as licitações e contratações feitas pela FADURPE constem dos modernos instrumentos implantados pela Administração Pública nos últimos anos.000.já no Exercício de 2001 . este fato não credencia que a criatura FADURPE seja mais feliz do que o seu criador UFRPE com o agravante de que as falhas que foram ressalvas. com a assinatura do Executor do Contrato 05/2000. este Tribunal realizar auditoria na UFRPE.4. "c" da Lei 8. 10). Pró-Reitor de Planejamento. assim como as demais atividades. Pesquisa e Extensão”. e 08/2000. Antônio André Cunha Callado. d. somente sejam perceptíveis quando. na Relação de Pagamentos feitos . não foram pagas antecipadamente. A propósito. constam firmas que sequer estão registradas no SICAF o que não deixa de ser uma temeridade ou preocupação a mais. A realização das despesas feitas sob o esquema aqui analisado.3) Até então estavam sendo elaborados os projetos e as licitações correspondentes. e 34. a exemplo do Sistema SIASG/SICAF e da sua versão na Internet o site www. descumpre o Artigo 48 da Lei Complementar no 101. 63) já que restaram indícios de ocorrência de pagamento antecipado para a FADURPE das obras de engenharia pertinentes ao Contrato 05/2000 considerando que o mesmo se deu em 08. também ocorreram.91 recorrerem à prática ora contestada. em que incorreu o Responsável.666/93 além do possível descumprimento da Lei nº 4.br que favorece amplamente a divulgação dos certames licitatórios bem como garante a legalidade da contratação sob os aspectos previdenciário.2001. 65. Quarta Questão: a. Tais irregularidades. Afinal se as contas anuais da UFDRPE têm sido julgadas nos últimos anos pela regularidade com ressalvas. trabalhista e fiscal.7. prejudicando sobremaneira o controle dos gastos públicos. Argumentos apresentados: Na essência.com.pela FADURPE.comprasnet. agora. d. A assertiva do Responsável de que na realização das despesas a FADURPE obedece as normas do Direito Público devem ser encaradas com bastante reserva. 12.4) a primeira das referidas licitações ocorreu em março de 2001. segundo o Controle Interno. provocada pela contratação (Contrato 05/2000) da FADURPE para realizar as licitações e contratações pertinentes a execução do “Projeto Acadêmico para a Melhoria da Qualidade das Atividades Acadêmicas de Ensino. no âmbito do Contrato 05/2000.01.9. 34.8. fato que por si só contraria o Art. por coincidência.06. conforme comprova o quadro anexo (doc.5) A construtora vencedora naquela licitação começou a receber os pagamentos relativos às . forem Controle Interno ou quando.10. 07/2000. de 4 de maio de 2000.2) A prestação de contas apresentada pela FADURPE demonstra que os recursos começaram a ser utilizados a partir de 04. as seguintes argumentações são apresentadas pelo Responsável: d. Existência de cláusula no mencionado Contrato 05/2000 prevendo o pagamento de R$ 500. Prof. conforme doc.00 (equivalente a 29% do seu valor total) por ocasião da sua assinatura. d.

quinze (15) dias depois. já que se tratam de fatos ocorridos no Exercício de 2001 e que devem ser considerados no exame das contas anuais correspondentes..... fundada no inciso XIII do Artigo 24 da Lei 8......... com as devidas justificativas....1) A data de 13....omissis.... o qual. V da Lei 8.... no dia 13.... Cabe no entanto....... ANÁLISE 36.2000 sendo o empenho emitido em 28. Os contratos regidos por esta lei poderão ser alterados.2000. ou seja...666/93.. preenchida no ato de assinatura do Contrato 07/2000 deve ter sido aposta equivocadamente em vez da data de 31..1... II.... mantido o valor inicial atualizado..666/93..12..3... a UFRPE transferiu novas parcelas dos recursos financeiros do Contrato 05/2000 conforme relatado no item 14 retro sem que houvesse correlação entre as referidas transferências e a realização de etapas de um cronograma físico que sequer o Responsável enviou como anexo das razões de justificativas ora analisadas. o “Estudo da Adubação ........12. conforme se depreende da seqüência dos despachos anteriores que se encontram autuados no Processo Administrativo correspondente cujas cópias constituem o doc......3 da Instrução Inicial destes autos... ou seja.. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço”..... cerca de 120 dias depois da transferência para a FADURPE da parcela inicial de R$ 500...... ou seja...... Assinatura do Contrato 07/2000.5. doc’s 13 a 23.. nos seguintes casos: ... firmado pela UFRPE com a FADURPE com dispensa de licitação. 3 que envia em anexo.. 36. II .. 36. c ) quando necessária a modificação da forma de pagamento.. pelo qual foi contratada a FADURPE.. 65. Destacam-se os seguintes aspectos: 38..12.00. textualmente. com relação ao cronograma financeiro fixado.....2..... cf.... fato que pode representar descumprimento do Art..06.......1............. Com efeito.....12.. a prestação de contas apresentada pela FADURPE demonstra que os recursos começaram a ser utilizados a partir de 04. por imposição de circunstâncias supervenientes.....omissis.....2000..... O Contrato 07/2000.. frisar que as irregularidades pertinentes ao fluxo de transferências dos recursos financeiros em desacordo com execução das obras e prestação dos serviços de Engenharia não podem ser computadas no Exercício em exame.........por acordo das partes: . Argumentos apresentados: O Responsável alega: e.. ANÁLISE 38..2000.. conforme relatado no subitem 4. 55..... dispõe: “Art..... “c” da Lei 8....92 obras licitadas a partir de fevereiro deste ano (2002). tratou de tema ligado à área fim da URFPE...000.. Ato contínuo.. vedada a antecipação do pagamento. Quinta Questão: a..666/93... O Responsável não elide o descumprimento do Artigo 65..2001.....

demonstram mais uma vez que o relacionamento entre a UFRPE e a FADURPE vem ocorrendo em absoluto descumprimento e revelia ao arcabouço constitucional e legal referentes à execução orçamentária e financeira. que se encontram autuados no Processo Administrativo correspondente. III. 38. as próprias argumentações do Responsável. inciso III. considerando as ocorrências relatadas e aplicada ao Reitor da UFRPE. tendo este ocorrido no mesmo dia em que a UFRPE atestou a prestação de serviços e liquidou a despesa com a inscrição da FADURPE na conta “Fornecedores do Exercício”. da Lei n. alínea “a” da citada Lei c/c o art. embora com menor intervalo de tempo. 165.6. se não houver o recolhimento no .º. PROPOSTA DE ENCAMINHAMENTO Ante todo o exposto. 38. perante este Tribunal. idêntico tratamento dispensado às pessoas jurídicas de direito privado que não integram a Administração Pública. 16. Nestas condições. . corretamente seqüenciada. conforme também detectado pelo Controle Interno. Emídio Cantídio de Oliveira Filho. observados os limites previstos no art. a multa prevista no art. Esta irregularidade detectada de modo mais notório no Contrato 07/2000. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. da Lei 8. 23. 38. alínea “a” do Regimento Interno/TCU. no Contrato 07/2000 e nos Contratos 06/2000 e 08/2000. Moralidade e Probidade Administrativa sujeita os responsáveis às penas da lei. Da mesma forma que ocorreu no Contrato 05/2000 até agora analisado. alínea "b" c/c o § 1 º do mesmo artigo e 19. desde logo. III.Primeira Câmara.Sejam as presentes contas julgadas irregulares. propõem-se os seguintes encaminhamentos: . parágrafo único.4. especialmente no que concerne às exigências para participação em processos licitatórios realizados em consonância com a legislação pertinente e que qualquer ofensa aos princípios Constitucionais e legais da Isonomia.º 8. A assinatura do termo contratual antes do empenho da despesa.3 Ora. embora a Audiência formulada ao Responsável tenha se concentrado. também ocorreu nos Contratos 05/2000. 38.443/92.93 Mineral na Palma Forrageira (Opuntia e Nopalea). tendo em vista que tal fato ocorreu também nos outros contratos. I. alertar à UFRPE para o fato de que este Tribunal já recomendou às Universidades Públicas que observem. ressalta-se ainda que a Entidade já havia sido alertada por este Tribunal conforme item 5 do Acórdão 479/1994 .112/96. 06/2000. do ponto de vista cronológico. antes de representar uma defesa ou elisão de irregularidade. o desconto integral ou parcelado da dívida no vencimento do responsável. l.2000. 58. e 08/2000. para comprovar. com base no art. nos termos dos arts. tãosomente no tocante ao Contrato 05/2000. não se pode aceitar as razões de justificativas de que houve equívoco na data a ponto de o signatário ter esquecido de estar no último dia do ano de 2000 – horas antes do reveillon – e colocar a data do dia 13.5. estavam. 38. inciso I. a contar da notificação. relativo ao julgamento das Contas Anuais de 1990. A Quinta Questão da Audiência versou sobre a irregularidade de o empenho ter sido feito bem posterior a assinatura do contrato. onde se verificou que o empenho somente foi feito 28 dias depois. o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional. Ademais. textualmente (SEM GRIFOS): “ 5. no tocante a esta irregularidade. além de representarem descumprimento ao mencionado arcabouço legal. a UFRPE procedeu a liquidação antecipada da despesa com a inscrição na conta “Fornecedores do Exercício”.12.2. configura tratamento diferenciado para a FADURPE.Seja determinado. dando conta de que toda a seqüência dos despachos anteriores.443/92. 46 da Lei 8. em eventuais relacionamentos administrativos com as Fundações de Apoio constituídas no seu âmbito. Publicação Sessão 22/11/1994 Dou 02/12/1994 .Página 18428”.

nos Processos de Despesas correspondentes aos contratos firmados com a FADURPE por meio de dispensa de licitação. .8) Adote. . a. cujos serviços somente serão prestados no Exercício seguinte. ao final de cada Exercício Financeiro.6) Evite a realização de despesas em desacordo com os objetivos dos Programas de Trabalho constantes da Lei Orçamentária Anual e.no .OGU para atender despesas imprevisíveis e urgentes.872/86. e a.º. adotando as providências previstas no Decreto 99.443/92. 03/16. ao contratar a FADURPE ou entidade congênere. com base em dispensa de licitação. os elementos previsto no Parágrafo Único do Artigo 26 da Lei 8. art.2) abstenha-se de contratar a FADURPE ou entidade congênere. a. inciso II. Vol. desde logo. julgadas regulares com ressalva. inciso II. caso não seja atendida as notificações retrocitadas. tendo em vista o Princípio da Unicidade de Tesouraria. transferir recursos financeiros da Autarquia. providências similares em relação aos bens semoventes. no que couber.Sejam as contas dos demais responsáveis arrolados às fls. II da Lei 8. firmados com a FADURPE ou entidade congênere que violam o Princípio Constitucional da Anualidade Orçamentária e à lei de um modo geral.666/93.443/92. realizando liquidação antecipada. para executar atividades de cunho meramente administrativo. para atender despesas com contratos de apoio.443/92. 24. nas próximas contas anuais. destinados à compras e ao pagamento de serviços prestados por outras pessoas jurídicas e pessoas físicas.14) Envie. compreendendo a realização de licitações. XIII da Lei n° 8. a. 28.666/93.94 prazo estipulado acima. quando for o caso.10) Atualize.3) evite. em desacordo com o Crédito Extraordinário aberto ou reaberto no Orçamento Geral da União . a. compra de bens e pagamentos de diárias e adote as providências necessárias para que a execução de tais atividades seja feito pelo seu próprio pessoal. dando-lhes quitação. a. se ainda não o fez.Seja determinado à Secretaria Federal de Controle Interno que informe sobre a renúncia de receita própria verificada na UFRPE – e a data ou época a partir da qual isto passou a ocorrer . bem como adote. com fundamento nos arts. as providências necessárias para a implantação e manutenção do Inventário de Bens Móveis. a.658/90 e IN/MARE 9/94. a. da Lei nº 8. 16.320/64. nos termos do art. o Plano de Reestruturação ou a relação das obras constantes do Plano Plurianual da União que ainda estejam em andamento ou a serem iniciadas nos Exercícios 2003 e 2004. firmas de contratos.11) Abstenha-se de realizar despesas desnecessárias decorrentes da existência de veículos automotores inservíveis.5) faça constar. contrariando o Artigo 63 da Lei 4.12) Providencie a devolução ao erário do pagamento de multas de trânsito cometidas por servidores conforme legislação em vigor. as seguintes determinações: a.320/64. por meio da manutenção e aperfeiçoamento da sua estrutura organizacional. a.Seja autorizado. se ainda não o fez. .1) abstenha-se de repassar recursos à FADURPE ou outra entidade congênere. a. inciso I.4) abstenha-se de emitir Nota de Empenho. ressalvados os casos de convênios nos quais a transferência de recursos ocorra nos estritos termos previstos na legislação específica.Sejam feitas à Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. conforme estabelece para ambas as situações a IN/SEDAP nº 205/88. as providências necessárias para a elaboração dos Mapas de Controle Anual de Veículos conforme dispõe a IN/MARE 9/94. se ainda não o fez. l. nos termos do inciso I. . a. 18 e 23. o registro dos bens imóveis da UFRPE nos cartórios competentes e na Secretaria do Patrimônio da União em cumprimento aos artigos 94 e 96 da Lei 4. com base no Art.13) Adote. Principal. a cobrança judicial da dívida.9) Adote as providências necessárias para que sejam efetivamente cobradas as taxas de ocupação dos imóveis da UFRPE habitados por servidores. 28 da Lei 8. a. a.7) Adote as providências necessárias para que seja observada a correta classificação contábil das despesas no Sistema SIAFI em cumprimento ao Artigo 131 do Decreto 93.

durante a análise desta irregularidade.º 014. que tratava de representação formulada por licitante. individualmente. Quanto ao Sr.º 8.º 395/2002 . que propôs (Instrução às fls. para que seja acompanhado o cumprimento das determinações efetuadas à entidade e auditadas. Inicialmente deve ser ressaltado que o Tribunal. Gabriel Rivas.01 a 31. acompanhamento e fiscalização de obras de engenharia) que não apresentar qualquer nexo com projetos de pesquisa. além da realização de determinações à Universidade. esta Secex providenciou a juntada de cópias daquelas autos às presentes contas.01. energia elétrica e outras incidentes sobre residências e sobre o imóvel ocupado pela FADURPE.ª Maria Alice dos Anjos.01. destinados à Ufrpe para recuperação de danos provocados por fortes chuvas ocorridas no exercício de 2000. apresentando irregularidades ocorridas na Tomada de Preços n. falha esta que está sendo .00 (cinco mil reais).. e pela Sr.00. Fundação de Apoio da Universidade Federal Rural de Pernambuco .Fadurpe sem licitação. cópia do Acórdão que vier a ser proferido.666/93. XIII. que. cópia do Acórdão que vier a ser proferido. o Tribunal. As irregularidades que restaram configuradas foram as seguintes: (a) contratação da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional .504/2000-9. apesar do mesmo constar da Relação de Responsáveis às fls. Gabriel Rivas consta como responsável pela Universidade. e . Diretor. que tiveram a participação do mesmo.000. ocupando o cargo de Pró-Reitor de Administração.Seja remetida. É de se destacar que.504. realizado o exame em conjunto e confronto com o TC n..º 014. acompanhado do Relatório e do Voto que lhe subsidiaram e da presente instrução. Naquele oportunidade. para execução de objeto (realização de licitação. considerando a necessidade de promover a devida notificação dos responsáveis sancionados por meio de multa no TC n.Seja remetida. 3/16. 03. além das irregularidades cometidas na Tomada de Preços n. as razões de justificativas apresentadas pelo Reitor Emídio Cantídio de Oliveira Filho não foram acatadas pelo Sr. e que vêm sendo gastos até o presente momento. para possibilitar o exame em conjunto em confronto por aqueles que se pronunciarão no decorrer da cadeia instrutória. O Sr. acompanhado do Relatório e do Voto que lhe subsidiaram.º 01/99. faz uma síntese de todo o processo. Gabriel Rivas de Melo. 05. da Lei n. Quanto ao mérito das presentes contas.95 tocante à ocupação de imóveis da Autarquia por servidores.504/2000-9 foi o mesmo que promoveu a análise das presentes contas. à Secretaria Federal de Controle Interno. Sr. Sr. não terem ocorridos durante aquele período de gestão (01. rejeitou as razões de justificativas apresentadas pelo Executor do Convênio Ufrpe-Fadurpe. para a efetivação das notificações.00). pelo Secretário Executivo da Fadurpe. no período de 01. os quais sintetizam toda a situação do processo. . aplicando ao primeiro multa no valor de R$ 10. Maria Alice) naquele processo não constam no Rol dos Responsáveis da Universidade. que permitissem a fundamentação da dispensa com base no art. tendo aquele Analista. decidiu apensar aos presentes autos o TC n. o Analista propôs a regularidade com ressalva de sua gestão. que transcrevo a seguir: "(. com maior ênfase. identificou-se que os recursos que suportaram o contrato foram decorrentes de créditos extraordinários. É de se ressaltar. Antônio Faustino Cavalcanti Albuquerque Neto. Informe-se. científico e tecnológico. apenas.Fadurpe. ao concordar com a instrução./2000-9. e redige despacho cujos termos foram prontamente acolhidos pela Titular da Unidade Técnica. também. quando da análise dos presentes autos. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. no valor de R$ 5.º 014. Analista.Plenário (Sessão de 30/10/2002). ao Ministério da Educação e à Secretaria de Ensino Superior. Antônio Faustino e Sr. e que os fatos praticados na qualidade de executor do Convênio Ufrpe-Fadurpe não guardam relação com a sua responsabilidade na qualidade de Pró-Reitor. 211/247) a irregularidade das contas do Reitor. também.00 a 31. O Sr.00 (dez mil reais) e aos dois últimos multa.) 02.01. 24.º 014.000.º 01/99. promovida pela Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional. que o Analista responsável pelo exame das audiências promovidas no TC n. ainda. Analista destacou que dois dos responsáveis apenados (Sr. 04. as áreas onde foram identificadas as falhas que levaram ao julgamento pela irregularidade. permanecendo o processo original nesta Secretaria. com aplicação de multa ao mesmo.504/2000-9. compreendendo taxas de ocupação e despesas de água. posto que o Sr. posicionamento que acolhemos. por meio do Acórdão n.

Maria Alice. para que se promova a notificação dos responsáveis sancionados por meio do Acórdão n. (d) "existência de cláusula no Contrato n. considerando que cópia do TC n.º 104. Ante o exposto. falhas essas que dificultam. conforme já relatado anteriormente. que ensejaram a aplicação de multa aos Srs. das Notas Fiscais n. Aliás. extensão e desenvolvimento institucional às universidades. constituindo um conjunto de irregularidades que comprometem a gestão em exame. O Ministério Público. certame concluído em meados de 2000. inciso III. 211/247 demonstra que as justificativas trazidas pelo Reitor não são suficientes para afastar as irregularidades apontadas em relação ao relacionamento da Ufrpe com sua Fundação de Apoio e que as falhas apontadas não são falhas isoladas. científico e tecnológico. podem ser consideradas de natureza grave. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional. VOTO Consoante se observa do relatório precedente. por força da Lei nº 8. acompanhando a proposta de irregularidade das contas do Reitor e de aplicação de multa ao mesmo.000. e que trará impactos às contas da entidade dos exercício de 2001 e 2002.12.96 verificada por esta Secretaria em Auditoria em curso na Universidade. 245/247 (subitens 40. para os fins previstos no art. relativas a serviços do Contrato n. em suas diversas modalidades. a classificação incorreta das despesas da entidade junto ao SIAFI e a falta de inventário físico dos bens patrimoniais da instituição. considerando que a Instrução às fls. Analista. pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. foram apontadas várias impropriedades nas contas da Universidade Federal Rural de Pernambuco relativas ao exercício de 2000. Outras falhas. estadual e municipal. É o Relatório.504/2000-9 foi apensada às presentes contas e que esta secretaria realizou o exame das contas em conjunto e confronto com as irregularidades presentes naquele processo.º 01/99 foi marcada de irregularidade.1/40. (b) "mantença da realização pela Fadurpe da Tomada de Preços n. nos valores de R$ 475. passíveis de medidas corretivas.6) da Instrução do Sr.Plenário. à Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional – FADURPE.º 395/2002 .º 05/2000. espírito para o qual foram criadas as fundações de apoio.00 já no momento da assinatura". que regulamentam o procedimento licitatório no âmbito da administração pública federal.000. para exercer atribuições específicas da Universidade não vinculadas a projetos específicos dentro da finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa. sendo que parte dessas irregularidades revestem-se de caráter meramente formal.666/93. do Regimento Interno TCU. e.º 01/99.00. 118. (c) "atestação irreal. destaco como principal irregularidade destas contas a delegação de competência. a falta de registro dos bens imóveis da UFRPE nos cartórios e Secretaria de Patrimônio da União. o exercício do controle.º 05/2000 que previa o pagamento de R$ 500. porém. considerando que não há desenvolvimento institucional da Universidade quando dela se lhe retira atribuições rotineiras para as quais a mesma sempre esteve qualificada". Entre elas menciono aquelas relacionadas ao descumprimento sistemático de dispositivos legais previstos no estatuto das licitações.2000. Gabriel Rivas e Antônio Faustino e à Sr. respectivamente. Lei 8. não raramente.º 014. Cristina Machado da Costa e Silva. em seguida. manifesta-se de acordo com a proposta da unidade técnica. considerando a necessidade dos autos do TC n. Cabe relembrar que a TP n. somos pelo envio dos autos ao Ministério Público.958/94. A esse propósito. caracterizando pagamento antecipado à Fadurpe.ºs 3558 e 3559. O que se observa na prestação de contas da UFRPE é que a fundação de apoio assumiu em toda sua . cláusula que foi prontamente cumprida pela Universidade. no dia 30.2001". bem como as demais propostas presentes na "Proposta de Encaminhamento" às fls. a ocorrência de falhas dessa natureza tem sido o motivo principal deste Tribunal julgar irregulares as contas dos gestores com aplicação de multa. a exemplo da ausência de controle de almoxarifado. representado nos autos pela eminente Procuradora Dra. sem existência de nexo entre o objeto licitado (aquisição de mobiliário para o CEGOE) e projetos de pesquisa. ao Gabinete do Ministro-Relator Valmir Campelo.01.504/2000-9 permanecerem nesta Secretaria.00 e R$ 25.000. cuja vigência só teve início em 30. 06. ensino.

sob o pretexto de que as atividades contratadas tinham caráter eminentemente de desenvolvimento institucional. Humberto Guimarães Souto Ministro-Relator . por meio da Decisão nº 655-TCU-Plenário (Ata nº 21/2002. acordos e/ou ajustes que envolvam a aplicação de recursos públicos. Art. sem licitação. a realização de licitação.observar a legislação federal que institui normas para licitações e contratos da administração pública. que disciplinam as relações entre as instituições federais de ensino e as respectivas fundações de apoio: "Art. reiterou sua posição acima ao ter presente o processo TC. 37. Voto por que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à elevada consideração desta 1ª Câmara. e por prazo determinado. referentes à contratação de obras.. Sessão de 19. e acolhendo os pareceres. legalidade e moralidade (art.C. Consoante registrado pela instrução. DOU de 02.U. Moralidade e Probidade Administrativa sujeita os responsáveis às penas da lei". aplicável apenas quando restar comprovado o nexo causal entre a natureza da instituição e o objeto contratual.958/94. como regra geral. oportuno se faz ressaltar que ao administrador público só é permitido fazer o que a lei expressamente autoriza.11. para a realização de obras de engenharia no campus da UFRPE. que o permissivo do art.666. as fundações contratas na forma desta Lei serão obrigadas a: I. científico e tecnológico de interesse das instituições federais contratantes. especialmente no que concerne às exigências para participação em processos licitatórios realizados em consonância com a legislação pertinente e que qualquer ofensa aos princípios Constitucionais e legais da Isonomia. 3º . Conclui-se. vale dizer deve se referir ao ensino. § 1º. Sobre a determinação supra. No caso presente. compras e serviços. em eventuais relacionamentos administrativos com as Fundações de Apoio constituídas no seu âmbito. Sobre o assunto de que se cuida. entendo aplicável a multa prevista no art. ficando incubida a fundação de fiscalizar e acompanhar as obras. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Sousa.07. oportuno se faz registrar que o Tribunal Pleno. T.2002. a celebração do contrato nº 07/2000. em 20 de maio de 2003. Nesse sentido foram celebrados com a FADURPE os contratos nºs 05/2000. e. Naquela oportunidade. instituições criadas com a finalidade de dar apoio a projeto de pesquisa.1994.017. pesquisa ou desenvolvimento institucional. necessário se faz que transcrevamos os artigos 1º e o inciso I do artigo 3º da Lei nº 8. ensino e extensão e de desenvolvimento institucional.1994). oportuno se faz ressaltar que a entidade já havia sido alertada por este Tribunal quando do julgamento das contas de 1990 (Acórdão nº 479/1994-1ª Câmara.Na execução de convênios. de 21 de junho de 1993. da Lei nº 8." O mandamento constitucional estabelece. a celebração de termo aditivo à Tomada de Preço nº 01/99. com dispensa de licitação. 24 da Lei nº 8. por fim. nos termos do inciso XIII do art. Com essas considerações. Com efeito e a propósito do afirmado no parágrafo anterior. inciso XXI). o Tribunal determinou in verbis : "8 5.As instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica poderão contratar.2002). idêntico tratamento dispensado às pessoas jurídicas de direito privado que não integram a Administração Pública. com a finalidade de adquirir mobiliários para o Centro de Graduação (CEGOE).97 plenitude a maior parte das atribuições antes conferidas àquela instituição de ensino superior.37. 1º . DOU de 08. inciso XIII deve ser entendido como excepcionalidade.12. contratos. Sessão de 22. alertar à UFRPE para o fato de que este Tribunal já recomendou às Universidades Públicas que observem.443/92. 58. para que a fundação realizasse "Estudo de Adubação Mineral" na Palma Forrageira. extensão. também com dispensa de licitação. uma vez que a entidade celebrou diversos contratos. em que pese o descumprimento pelo responsável não haver redundado em prejuízo aos cofres da universidade. pois. antes afeto à universidade.06. em nome dos princípios da isonomia (art. 24.029/2001-2 – Relatório Consolidado de Auditoria sobre a atuação das Fundações de Apoio no âmbito das Universidades Federais. sendo irrelevante o fato de essas contratações terem envolvido a construção de edificações e aquisição de mobiliário em geral e outras relacionadas à contratação de servidores para prestação de serviços. caput).

Acórdão: Vistos. a contar da notificação. com base no art. nos termos dos arts.328. tendo em vista o Princípio da Unicidade de Tesouraria. destinados a compras e ao pagamento de serviços prestados por outras pessoas jurídicas e pessoas físicas.744-72.443/92. relativa ao exercício de 2000. compreendendo a realização de licitações. 24.5.2 acima. 9. Processo nº TC-009. Rita Maria Santiago de Souza – CPF nº 355. realizando liquidação antecipada.021/2003 . dando-lhes quitação. Entidade: Universidade Federal Rural de Pernambuco 5. Advogado constituído nos autos: não consta 9. inciso I. da Lei 8. o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional.598. Cristina Machado da Costa e Silva 7. inciso III.094-04. inciso I e 23.3 evite. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. ao final de cada exercício financeiro.TCU .4.104-10.2 abstenha-se de contratar a FADURPE ou entidade congênere. Walmar Correa de Andrade – CPF nº 114.666/93.000. inciso I. (art. relatados e discutidos estes autos de prestação de contas da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Classe de Assunto: II – Prestação de Contas do exercício de 2000 3. 18 e 23. George Browne Rego – CPF nº 003.00 (dez mil reais) com base no art.204/2001-0 com 02 volumes 2.751. II da Lei 8. ao contratar a FADURPE ou entidade congênere. Margareth Mayer de Castro Souza – CPF n º 425. a adoção das seguintes providências: 9. Reginaldo Barros – CPF º 097.214. l. firmados com a FADURPE ou entidade congênere que violam o Princípio Constitucional da Anualidade . 9.854-87.5. 9. para atender despesas com contratos de apoio.4 abstenha-se de emitir Nota de Empenho. Grupo I. Unidade Técnica: SECEX/PE 8.800.714-87. cujos serviços somente serão prestados no Exercício seguinte. 9. inciso I.284-20. inciso II. Sérgio Ricardo Cavalcante Matos – CPF nº 732. parágrafo único. determinar o desconto da dívida nos vencimentos do responsável. alínea “a” da citada Lei c/c o art. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias.873. inciso III.093. caso não seja atendida a notificação e não se efetive a medida proposta no item 9. com fundamento nos arts.103.5 determinar à Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Emídio Cantídio de Oliveira Filho. 268. 28.320/64.1. julgar regulares com ressalva. ante as razões expostas pelo Relator.1 abstenha-se de repassar recursos à FADURPE ou outra entidade congênere. Tânia Maria Muniz de Arruda Falcão – CPF 091. 9.443/92 e aplicar-lhe a multa de R$ 10. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. 46 da Lei 8. alínea "a" do Regimento).593.5. Arlene Bezerra Rodrigues dos Santos – CPF nº 145.997-91. autorizar.443/92. com base em dispensa de licitação. 16. inciso III. alínea "b" c/c o § 1º do mesmo artigo e 19. para executar atividades de cunho meramente administrativo.368.112/90. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. compra de bens e pagamentos de diárias e adote as medidas necessárias para que a execução de tais atividades seja feito pelo seu próprio pessoal.254-91. Responsáveis: Emídio Cantídio de Oliveira Filho – CPF nº 084. transferir recursos financeiros da Autarquia. por meio da manutenção e aperfeiçoamento da sua estrutura organizacional. Maria Lúcia Alves Valois – CPF nº 052. firmas de contratos. da Lei nº 8.535-49. do Regimento Interno/TCU. l. inciso II.492. perante este Tribunal. XIII. contrariando o artigo 63 da Lei 4. desde logo. as contas dos demais responsáveis assinalados no item 3 supra.554-04. nos termos do art.2.98 ACÓRDÃO Nº 1.639. da Lei n° 8. 9. 4.554-68.5.446.º. em: 9.531. 9. ressalvados os casos de convênios nos quais a transferência de recursos ocorra nos estritos termos previstos na legislação específica. 58.º. Ricardo Jorge Gueiros Cavalcante – CPF nº 008. Edenilde Maria Soares Maciel – CPF nº 174.196. julgar irregulares as contas do Sr.3 . para comprovar.114-34 e Mirian Nogueira Teixeira – CPF nº 955.742-04.1ª CÂMARA 1. observados os limites previstos no art.454-20 Luciano de Azevedo Soares Neto – CPF nº 198. a cobrança judicial da dívida. Representante do Ministério Público: Dra. 16.

Especificação do quorum: 12.5. e 9. 9.13 proceda.99 Orçamentária e à lei de um modo geral. no tocante à ocupação de imóveis da Autarquia por servidores. nas próximas contas anuais.5. se ainda não o fez. compreendendo taxas de ocupação e despesas de água. e a data ou época a partir da qual isto passou a ocorrer. adotando as providências previstas no Decreto 99. e 9. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral .8 encaminhar à Secretaria Federal de Controle Interno cópia do presente Acórdão. 9.5.11 abstenha-se de realizar despesas desnecessárias decorrentes da existência de veículos automotores inservíveis.10 atualize. 9.2. 9. 9. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.5. cópia do presente Acórdão.5 faça constar. 12. Humberto Guimarães Souto (Relator). 10.5. 9. se ainda não o fez.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). o registro dos bens imóveis da UFRPE nos cartórios competentes e na Secretaria do Patrimônio da União em cumprimento aos artigos 94 e 96 da Lei 4. 9.6 determinar à Secretaria Federal de Controle Interno que informe sobre a renúncia de receita própria verificada na UFRPE. as medidas necessárias para a implantação e manutenção do Inventário de Bens Móveis. 9. bem como em relação aos bens semoventes. acompanhado do Relatório e do Voto que o fundamentam para que proceda o acompanhamento das determinações efetuadas à entidade.666/93.5. os elementos previsto no parágrafo único do artigo 26 da Lei 8.872/86.12 proceda a devolução ao erário do pagamento de multas de trânsito cometidas por servidores conforme legislação em vigor. quando for o caso.320/64. nos processos de despesas correspondentes aos contratos firmados com a FADURPE por meio de dispensa de licitação.OGU para atender despesas imprevisíveis e urgentes. acompanhado do Relatório e do Voto que o fundamentam.5. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.5. energia elétrica e outras incidentes sobre residências e sobre o imóvel ocupado pela FADURPE. medidas efetivas para a elaboração dos Mapas de Controle Anual de Veículos conforme dispõe a IN/MARE 9/94.7 encaminhar ao Ministério da Educação e à Secretaria de Ensino Superior. o Plano de Reestruturação ou a relação das obras constantes do Plano Plurianual da União que ainda estejam em andamento ou a serem iniciadas nos Exercícios 2003 e 2004. 9. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 9. em desacordo com o Crédito Extraordinário aberto ou reaberto no Orçamento Geral da União . 9. se ainda não o fez. conforme estabelece para ambas as situações a IN/SEDAP nº 205/88.7 adote as medidas necessárias para que seja observada a correta classificação contábil das despesas no Sistema SIAFI em cumprimento ao artigo 131 do Decreto 93.14 envie.5.5. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.6 evite a realização de despesas em desacordo com os objetivos dos programas de trabalho constantes da Lei Orçamentária Anual e.658/90 e IN/MARE 9/94. fazendo constar nas próximas contas a serem auditadas as providências adotadas e os resultados obtidos.9 adote medidas para que sejam efetivamente cobradas as taxas de ocupação dos imóveis da UFRPE habitados por servidores.8 adote.

Manoel Alves da Silva Júnior. responsabilizando o Sr. tal responsabilidade caberia ao Sr. ao constatar não haver sido prestada conta alguma relativa ao citado convênio nº 302/91. vp). 90/97. concluiu pela impugnação dos valores repassados ao município por força do referido ajuste (fls. quanto à periodicidade semestral da prestação de contas. o montante dos recursos repassados no âmbito do convênio nº 302/91. com o extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social – INAMPS. 1. 2/9. ao Erário Municipal. passou a constar como responsável apenas o Sr. Autorização para cobrança judicial. 75. em relação a tais parcelas. entende caracterizada a co-responsabilidade deste.504-59.332. de 29/12/1995 (fls. o Sr. vp). Contas irregulares. 126/129. . dentre outras medidas. 13/18. Conclui. concedendo-lhe prazo para apresentação de defesa ou recolhimento dos valores recebidos (fls. 86. No mesmo sentido. tendo em conta a “ prática usual e prestação de contas trimestrais pelos municípios”. vp). na gestão do Sr. Manoel Alves reafirma seu entendimento de que. Luiz Francisco de Vasconcelos. aliás. equipe da Divisão de Auditoria do Escritório de Representação do Ministério da Saúde na Paraíba. vp). Luiz Francisco de Vasconcelos. de 25/06/2000 (fls. propondo. o autor da instrução inicial (fls. Já no âmbito desta Corte de Contas. tendo como objeto a implementação da municipalização das ações de saúde no município. vp). vp).026. por conseguinte. vp). a fim de que este fosse condenado a recolher. no período de 29/09/1992 a 18/07/1994. Alegações de defesa insuficientes para elidir a irregularidade. Luiz Francisco de Vasconcelos pelo valor total repassado por intermédio do convênio em comento. RELATÓRIO Cuidam os autos de tomada de contas especial instaurada. Por intermédio do ofício SSAS nº 158/00. 17. 124. vp). Luiz Francisco de Vasconcelos. vp).100 GRUPO II – CLASSE II – 1ª Câmara TC-011. vp). Por intermédio do Relatório de Auditoria nº 85/95. datado de 10/01/1997 (fls. o encaminhamento de cópia daquela peça ao Prefeito Municipal de Pedras de Fogo. 122. foi endereçado ao então Prefeito Municipal de Pedras de Fogo/PB. Sr. Expediente de notificação nesse sentido. argumenta que a obrigatoriedade de prestação de contas do convênio nº 302/91 seria do titular daquela pasta no mandato 1993/1996. em decorrência de omissão no dever de prestar contas dos recursos recebidos por aquela municipalidade. de 01/08/1997 (fls. embora reconhecendo haverem os primeiros repasses atinentes ao ajuste em tela ocorrido no último trimestre (29/9. ex-prefeitos Sumário: Tomada de contas especial. 5/11 e 21/11/1992) de seu primeiro mandato à frente da chefia daquele executivo municipal (1989 a 1992). Na TCE instaurada (vide fl. Omissão no dever de prestar contas de recursos recebidos por força de convênio celebrado com o extinto INAMPS.154-49 e Manoel Alves da Silva Júnior – CPF nº 409. Sr. Por intermédio do Ofício GP nº 160/97. volume principal). a Secretária de Saúde e Ação Social de Pedras de Fogo/PB encaminhou. 18. instrumento celebrado. Luiz Francisco de Vasconcelos (fls. considerando o fato de parte dos recursos do convênio nº 302/91 haverem sido transferidos à Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo ainda no exercício de 1992. 111. Regular citação dos ex-prefeitos. em 11/06/1992. Condenação ao débito. 78. tendo a autoridade ministerial apresentado pronunciamento atestando haver tomado conhecimento de tais conclusões (fls. vp). em nome da Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo/PB. vp). havendo os recursos do convênio em tela sido liberados a partir de 29/09/1992 e presente a disposição constante do § 2º da cláusula 6ª do ajuste. de 26/03/2001 (fls. por força do Convênio nº 302/91 (fls. O Controle Interno emitiu certificado de auditoria pela irregularidade das contas (fls. ao Ministério da Saúde (sucessor do concedente original). no entanto. referido responsável. por meio do Ofício GP nº 076/2001. Manoel Alves da Silva Júnior. cópia da ação de cobrança ajuizada pelo município contra o Sr.265/2002-0 c/2 volumes Natureza: Tomada de Contas Especial Entidade: Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo (PB) Responsáveis: Luiz Francisco de Vasconcelos – CPF nº 110.

1.141.952. na prestação de contas do Município de 1993.131. 4. Manoel Alves Junior.00 05/11/1992 Cr$ 5. O responsáveis apresentaram suas alegações de defesa. 128/129.00 14/07/1993 Cr$ 29.01 a 06 e documentos às fls.5.912. que foram objeto de análise em nova instrução da Secex/PB.Sr.00 03/09/1993 CR$ 47.101 apresentando proposta de citação nos moldes abaixo (fls.364. Luiz Francisco de Vasconcelos.96 Por despacho de 05/09/2002. nas datas indicadas: Data Valor original 22/01/1993 Cr$ 10.138 a 139 e documentos fls.982.00 19/10/1993 CR$ 85.138 a 139 e documentos fls.2. 5. fls. 5.990.664.650. a medida foi autorizada pelo então Relator do feito (fls. pelas parcelas a seguir. 130.239. Luiz Francisco de Vasconcelos às fls. 6.6. Volume Principal.839. Síntese das alegações de Defesa: 5. ex-Prefeito Municipal às fls.2001. vp).667.000170-9.Sr.140 a 141: 5.00 20/09/1993 CR$ 65.4. Na Comarca de Pedras de Fogo encontra-se. vp).00 12/11/1992 Cr$ 6. 131. Tomou posse no cargo de Prefeito a partir de 01/01/1993.535. O conflito político estabelecido entre os administradores impediu o entendimento das partes sobre as contas do município.3.936. em trâmite.969.. . Síntese da defesa do Sr Manoel Alves Junior.405.00 12/04/1993 Cr$ 19. através de prepostos: . com toda a prestação de contas dos Convênios do Município do período. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos.611.00 19/03/1993 Cr$ 15.529.00 18/07/1994 R$ 2.717.00 b) responsabilidade individual do Sr. alegações de defesa às fls. 5. Volume 2. 5.01 a 06. Documento anexado: certidão referente à Ação Ordinária de Cobrança sob nº 057. Volume Principal.Volume I. vp): a) responsabilidade solidária dos Srs. inobstante os valores do Convênio ficaram demonstrados e aprovados pelos órgãos de fiscalização. O Convênio nº 302/91 foi firmado pelo ex-Prefeito Municipal Manoel Alves da Silva Junior que gerenciou os recursos até dezembro de 1992. proposição essa endossada pelo Diretor da área. nas datas indicadas: Data Valor original 29/09/1992 Cr$ 4.241. 5. Ação Ordinária de Cobrança sob nº 057.140 a 141. relativa ao débito em questão.955. os responsáveis apresentaram suas alegações de defesa. pelas parcelas a seguir.468.. por delegação de competência do titular da Secex/PB (fls. devendo o presente processo ser sobrestado para evitar a dualidade dos procedimentos.00 28/06/1993 Cr$ 23. Síntese da defesa do Sr.581. Devidamente citados.609.213.00 16/02/1993 Cr$ 13.2001. Luiz Francisco de Vasconcelos às fls.00 30/11/1992 Cr$ 8. O responsável entendeu que é a Justiça que deve determinar a responsabilidade do gestor. e . que passo a transcrever: “.000170-9. 07 a 203 do Volume 1 e às fls 1 a 16.

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6.1. Os valores do Convênio nº 302/91 foram recebidos a partir do final de setembro de 1992 (três parcelas iniciais), toda documentação referente ao gastos foi entregue ao sucessor, ex-Prefeito Municipal, Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos. 6.2. A prestação de contas dos recursos deveria ter sido apresentada em janeiro de 1993 pelo sucessor, de acordo com o Termo do Convênio; 6.3. O Prefeito sucessor não prestou contas dos recursos recebidos nem guardou a documentação comprobatória, mesmo daqueles recebidos em sua administração. 6.4. Em razão dessa irregularidade e outras a administração do Prefeito Luis Francisco sofreu intervenção, sendo, atualmente, réu em diversas ações de ressarcimento. 6.5. Ausência da prestação de contas do Convênio determinou a realização de uma auditoria em 1995 do Escritório de Representação do Ministério da Saúde na Paraíba que demandou a devolução dos recursos União. 6.6. Nos arquivos da Prefeitura não foi encontrado qualquer documento referente ao citado convênio, que estava sob a responsabilidade do ex-Prefeito. 6.7. O Município moveu a Ação Ordinária de Cobrança nº 057.2001.000.170-9 para fins de reaver do Sr. Luiz Francisco os valores recebidos, através do Convênio nº 302/91. 6.8. A Ação Ordinária de Cobrança nº 057.2001.000.170-9, após o pronunciamento das partes, encontra-se próxima ao seu encerramento (fls. 09 a 203 do Volume 1). 6.9. O órgão responsável pela Tomada das Contas (Fundo Nacional de Saúde) e a Secretaria Federal de Controle Interno responsabilizaram, unicamente, o Sr. Luiz Francisco Vasconcelos, pela omissão da prestação de contas. 6.10. Finalizou o responsável, requerendo a exclusão de sua responsabilidade neste processo. 6.11. Documentos anexados cópia da Ação Ordinária de Cobrança nº 057.2001.000.170- fls. 09 a 203 do Volume 1 e às fls 1 a 16, Volume 2. Análise: 7. 7.1. Observo, inicialmente, que a sucinta defesa apresentada pelo Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos (fls.138 a 139, Volume I), restringe-se, tão-somente, a dois aspectos: atribuir a responsabilidade ao ex-Prefeito Municipal Manoel Alves da Silva Junior pelo recursos recebidos até dezembro de 1992 e solicitar o sobrestamento do presente processo face ao trâmite na Justiça Estadual de Ação Ordinária de Cobrança sobre a questão. 7.2. Entretanto é entendimento pacífico nesta Corte, que Tribunal de Contas da União possui jurisdição e competência próprias estabelecidas pela Constituição Federal e sua Lei Orgânica (Lei nº 8.443/92), não obstando a sua atuação o fato de tramitar no âmbito do Poder Judiciário ação penal ou civil, versando sobre o mesmo assunto, dada a independência das instâncias. O trâmite de processos no âmbito desta Corte encontra-se disciplinado no seu Regimento Interno, e somente na ausência de normas legais e regimentais específicas, aplicam-se analógica e subsidiariamente, no que couber, a juízo do Tribunal de Contas da União, as disposições do Código de Processo Civil, consoante Enunciado nº 103 da Súmula da Jurisprudência deste Tribuna, frente a competência atribuída a esta Corte pelo art.71, inciso II, da Lei Maior (Acórdão 127/2002 - Primeira Câmara). 7.3. Razão pela qual, é descabida a solicitação do responsável de sobrestamento do presente processo até o deslinde do processo judicial. 7.4. Observo, também, que na cópia da Ação mencionada anexada a este processo não consta a prestação de contas do Convênio nº 302/91 (fls. 09 a 203 do Volume 1 e às fls 1 a 16, Volume 2), como afirmou o responsável (fls.139, volume Principal). 8. 8.1. A defesa apresentada pelo Sr Manoel Alves Junior, ex-Prefeito Municipal (fls.01 a 06 do Volume 1), citado, solidariamente, com o Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos pelos recursos recebidos até dezembro de 1992, busca atribuir, de forma exclusiva, a responsabilidade ao seu sucessor pelo extravio da documentação comprobatória e pela omissão na apresentação da prestação de contas, que deveria ter sido apresentada em janeiro de 1993.

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8.2. De fato, em conformidade com o disposto no Parágrafo Segundo da Cláusula Sexta do Convênio nº 302/91 (fls70), a prestação de contas deveria ter sido apresentada semestralmente, isto é, no caso dos recursos recebidos no 2º semestre de 1992, no 1º semestre de 1993, razão pela qual, caberia ao seu sucessor a respectiva prestação de contas, em face aos princípios da impessoalidade da administração pública e da continuidade administrativa. 8.3. Inobstante a argumentação anterior, o ex-Prefeito Luiz Francisco de Vasconcelos, período de 1993 a 1996, não poderia ser responsabilizado, de forma exclusiva, sobre os recursos recebidos e aplicados em 1992, pois, à época, não estava ao alcance da jurisdição desta Corte, como está definido no art. 71, II, da Constituição Federal e art. 1º, I, Lei nº 8.443/92, “ 1- julgar as contas de administradores e demais responsavéis.....” (Acórdão 136/2001 – Plenário, Acórdão 458/2002 - Primeira Câmara, Acórdão 670/2002 - Primeira Câmara). 8.4. Portanto, em conformidade com o Enunciado nº 230 da Súmula de Jurisprudência desta Corte, o gravame ao sucessor, por não apresentar a prestação de contas, é sua co-responsabilização, como disposto na citação solidária, originalmente efetuada. Enunciado nº 230 da Súmula de Jurisprudência ‘Compete ao sucessor apresentar as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor, quando este não o tiver feito, ou, na impossibilidade de fazê-lo, adotar as medidas legais visando ao resguardo do patrimônio público com a instauração da competente Tomada de Contas Especial, sob pena de co-responsabilidade’ 8.5. Observo, também, que a cópia do extrato inserido no processo (fls. 103, verso, Volume I) consta como saldo, em 31/12/1992, o débito de Cr$ 32.400,00, comprovando que o recurso recebido no ano de 1992 foi utilizado neste exercício. 8.6. Por oportuno, verifico que o Sr. Manoel Alves Junior e/ou Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos, se assim entendessem, a partir das cópias de extratos bancários e cheques já disponíveis na Ação Ordinária (cujas cópias estão ilegíveis neste processo), poderiam, possivelmente, buscar elementos de convencimento suficientes a comprovação da correta aplicação do recursos de sua gestão. 9. O exame do procedimento de boa-fé dos responsáveis no evento, nos termos do art. 1º da Decisão Normativa nº 35/00, no que concerne ao Sr.Luiz Francisco de Vasconcelos, não há como admitila, pois além de omitir a prestacão de contas de seu antecessor e as suas, não zelou pela documentacão comprobatória, como esperado. Contudo, em relacão ao Srs. Manoel Alves Junior há reais elementos parao reconhecimento de sua boa-fé, já que não lhe cabia, à princípio, a apresentação da prestacão de contas. (Acórdão 213/2002- Primeira Câmara) 10. Entretanto, considerando a imputacão de débito do tipo solidária aos responsáveis, entendo, para evitar o descompasso processual ou alegacão superveniente que possa prejudicar o deslinde deste processo, entendo que deva ser adotado o procedimento mais favorável para ambos. ...”. Considerando não haverem as alegações de defesa elidido a irregularidade atinente à aplicação dos recursos do convênio nº 302/91, mas tendo em conta o entendimento de não haver restado configurada a má-fé do Sr. Manoel Alves Júnior – circunstância que se avaliou deveria aproveitar ao outro responsável solidário –, concluiu a instrução pela rejeição das defesas apresentadas pelos Srs. Luiz Francisco de Vasconcelos e Manoel Alves da Silva Júnior e conseqüente cientificação dos responsáveis para, em novo e improrrogável prazo de quinze dias, recolher as importâncias por que foram citados (fls. 23/24, v2). O titular da 2ª DT ratificou as propostas de encaminhamento da instrução, acrescendo considerações em reforço das conclusões que a elas conduziram, verbis (fls. 25/26, v2): “... De acordo com a análise empreendida pelo Sr. Analista em sua instrução de fls. 19/24-v.2. 2 Cumpre assinalar que se observa no presente caso a questão de fatos ocorridos em 1991 virem a ser objeto de instauração da devida Tornada de Contas Especial apenas em 2002, onze anos depois, com evidentes prejuízos à ação do Controle e à busca da verdade material, haja vista o extenso lapso de tempo decorrido, situação já repetidamente condenada por esta Corte. 3 Quanto à responsabilidade dos responsáveis pelos fatos impugnados compartilho com o entendimento esposado na instrução técnica. O Sr. Manoel Alves da Silva Júnior, ex-Prefeito de Pedras

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de Fogo/PB, no período de 1989 a 1992, foi signatário do Convênio n° 302/91 e geriu os recursos financeiros repassados pelo extinto lNAMPS por conta aludida avença entre 29/09/1992 e 31/12/1992 (fls. 19-v.2 - Tabela B), conforme atesta o extrato da conta bancária às fls. 102-verso-v.l), sem ter conseguido comprovar a regular aplicação. 4 A alegação de que o sucessor teria dado fim à documentação, desprovida de provas, em nada lhe aproveita. Ademais, o Prefeito sucessor, ao dar fim à documentação referente à gestão de seu antecessor, conforme alega o Sr. Manoel Alves, só estaria atraindo para si a co-responsabilidade por recursos que não geriu, e sobre os quais tinha apenas o dever legal de prestar contas. 5 O fato do Concedente haver arrolado isoladamente o Sr. Luiz Francisco de Vasconcelos não impede que esta Corte inclua o Sr. Manoel Alves dentre os responsáveis, especialmente quando se verifica que administrou parte dos recursos, sem que haja comprovação da sua boa e regular gestão. 6 A defesa do Sr. Luiz Francisco, Prefeito Municipal de Pedras de Fogo/PB no período de 1993 a 1996, também foi devidamente examinada e está configurada sua co-responsabilidade. 7 A Súmula n° 230 da jurisprudência desta C. Corte reza: ‘Compete ao prefeito sucessor apresentar as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor, quando este não o tiver feito, ou, na impossibilidade de fazê-lo, adotar as medidas legais visando ao resguardo do patrimônio público com a instauração da competente Tomada de Contas Especial, sob pena de co-responsabilidade.’ 8 Verifica-se, em conformidade com o referido enunciado, que a pena estipulada ao sucessor por não apresentar as contas é sua co-responsabilização, e não sua responsabilização exclusiva pelo débito. 9 O Sr. Luiz Francisco alegou em sua defesa que teria prestado contas dos recursos do convênio por ele geridos, sem ter apresentado a mesma ao Concedente, quando notificado, e nem a este Tribunal. 10 Além disso, a defesa do ex-Prefeito Luiz Francisco afastou-se do mérito da questão argüida e procurou, em preliminar, suscitar a prevalência do exame da matéria na esfera judicial, argumentação adequadamente refutada na instrução técnica, ao invés de defender-se quanto aos fatos impugnados. 11 Destarte, acompanho a proposição do Sr. Analista ...”. O posicionamento da instrução, devidamente acrescido das considerações tecidas pelo Sr. Diretor, foi acompanhado pelo titular da Secex/PB (fls. 26, v2). O Ministério Público junto a esta Casa, neste ato representado por seu Subprocurador-Geral Dr. Jatir Batista da Cunha, por um lado, manifestou-se na mesma linha da unidade técnica no que tange à rejeição das alegações de defesa, nos seguintes termos (fls. 27/28, v2): “... É certo que as alegações de defesa oferecidas não têm o condão de descaracterizar a irregularidade que deu ensejo à citação, visto que a omissão no dever de prestar contas, razão de ser da instauração da presente tomada de contas especial, não foi sanada. Vejamos, a propósito, o inteiro teor do Enunciado Sumular n.º 230, que materializa a jurisprudência predominante desta Casa: “Compete ao prefeito sucessor apresentar as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor, quando este não o tiver feito, ou, na impossibilidade de fazê-lo, adotar as medidas legais visando ao resguardo do patrimônio público com a instauração da competente Tomada de Contas Especial, sob pena de co-responsabilidade”. Consoante tese por nós sustentada nos autos do TC-675.043/95-6, a Súmula TCU n.º 230 disciplina uma situação excepcional, qual seja, a de transição entre um mandato e outro associada à não-prestação de contas. A regra é no sentido de que quem aplicou os recursos deles deve prestar contas. Uma das exceções, justamente contemplada no enunciado sumular, consiste no dever de o sucessor apresentar as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor, acaso este não o tenha feito, e, não sendo possível fazê-lo, adotar as medidas cabíveis tendentes à instauração da competente Tomada de Contas Especial. Se nenhum desses caminhos é trilhado pelo sucessor, cabe a extensão da responsabilidade, tornando-o solidário com o antecessor, pois o fim último visado pelo ordenamento é a boa e regular aplicação dos recursos, que somente pode ser verificada se a omissão no dever de prestar contas não subsistir. Ao tratar da matéria, o Convênio n.º 302/91 estabeleceu que “a prestação de contas do total dos recursos recebidos será apresentada pela Prefeitura, semestralmente, à Coordenadoria de Cooperação

Manoel Alves da Silva Júnior geriu os recursos recebidos em 1992. Todavia. inciso I. parágrafo único). gerencie ou administre dinheiros. alínea “a”. não adotou. em linha de concordância com a SECEX/PB. com fundamento nos artigos 1º.” (fl.”. da Lei n. no sentido do sobrestamento deste feito no aguardo da conclusão de ação ordinária de cobrança movida em seu desfavor. de acordo com o prazo conveniado. a contar da ciência. alínea "a". quer apresentando as contas referentes aos recursos federais recebidos por seu antecessor. do Regimento Interno/TCU.443/92. com fulcro nos artigos 3º da Decisão Normativa n.º 8. inciso III. alínea “a”. inciso III.. conforme se verifica nos extratos de fls. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos. desde logo. da citada Lei c/c o artigo 214. 23-24 do vol. deve a condenação recair sobre o Sr. De outra parte. o julgamento definitivo de mérito destas contas especiais. no que diz respeito aos repasses de 1992.º 8.º 35/2000 e 202. arrecade. .p. Luiz Francisco de Vasconcelos. 102v e 111 do vol.. Luiz Francisco de Vasconcelos. atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora.. propomos ao Tribunal. não obsta a atuação do Tribunal de Contas da União em relação ao julgamento do presente processo. guarde. 2 (alíneas “a” e “b” do item 11. de modo a comprovar a boa e regular aplicação dos recursos públicos federais repassados. Ata nº 07/98. Parágrafo Segundo). pois. o que se constata é que o Sr.3). 1. a cobrança judicial das dívidas. alvitrando que. A existência de ações tramitando junto às Justiças comum ou especializada. nos termos do citado Enunciado n. apresentado a devida prestação de contas. efetivo gestor dos recursos e a quem cabia. À luz do texto constitucional. ao pagamento das importâncias descritas às fls. imputar-lhe responsabilidade solidária pelos valores atinentes ao ano de 1992. do Regimento Interno/TCU). inciso II. Não merece guarida o pleito do Sr. não vemos como eximi-lo da responsabilidade pelo débito em foco. no sentido de esta Corte: a) julgar irregulares as presentes contas e em débito os Srs. desde logo. mesmo tendo por objeto as mesmas responsabilidades aqui tratadas. portanto. Cabe. b) autorizar. divergiu da proposta de novo prazo para recolhimento do débito. por exemplo: Acórdão nº 22/1998.105 Técnica e Controle do INAMPS no Estado. fixando-lhes o prazo de quinze dias. bens e valores públicos (artigo 70.. transferindo para seu sucessor o ônus de prestar contas. ante a ausência de elementos que permitam reconhecer a boa-fé de qualquer dos responsáveis. Manifestamo-nos. com as vênias de estilo. da Lei n. Plenário. que impõe o dever de prestar contas a todo aquele que utilize.. caso não atendida a notificação. em relação ao Convênio nº 302/91 – celebrado entre a Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo/PB e o extinto INAMPS –. a responsabilidade pela prestação de contas. O representante do MP. e não fez juntar aos autos qualquer evidência da efetiva destinação dos recursos ou da efetiva permanência da documentação pertinente no âmbito da Prefeitura. o Sr. na forma da legislação em vigor.443/92. perante o Tribunal. condenando-os. as providências a seu cargo. caput. inciso III. 16. ou documentação a ela equivalente. em face do princípio da independência das instâncias. por outro lado. com espeque no artigo 28. Destarte.” É o relatório. 06 do v. VOTO Verifico não haver nenhum dos dois responsáveis. Luiz Francisco de Vasconcelos. para que comprovem. Nestes autos. quer adotando as medidas legais visando ao resguardo do patrimônio público. constituída do Relatório de Execução do Gestor. o recolhimento das referidas quantias aos cofres do Fundo Nacional de Saúde (artigo 23. entendemos que as alegações de defesa devem ser rejeitadas. Com relação aos recursos transferidos nos exercícios de 1993 e 1994. proceda-se ao julgamento definitivo de mérito destas contas: “. Cláusula Sexta. Prefeito sucessor. calculados a partir das datas especificadas até a efetiva quitação do débito.º 230. § 6º.. e 19. de acordo com as respectivas responsabilidades. consoante reiteradas manifestações desta Corte (vide.

917-A). Ata nº 43/2000). Por outro lado. em decorrência de omissão no dever de prestar contas dos recursos recebidos por aquela municipalidade.1.075) 9. inciso III. Acórdão: VISTOS. por força do Convênio nº 302/91. fixando-lhes o prazo de 15 (quinze) dias. quanto no que tange à responsabilidade individual deste último. inciso I. na forma prevista na legislação .504-59). 202.1ª CÂMARA 1. no período de 29/09/1992 a 18/07/1994.154-49) e Manoel Alves da Silva Júnior (CPF nº 409. Unidade técnica: Secex/PB 8. considero a questão apropriadamente tratada pelos pareceres da unidade técnica e do douto Parquet. ex-Prefeitos Municipais de Pedras de Fogo/PB.026. tendo como objeto a implementação da municipalização das ações de saúde no município. inciso III do Regimento Interno. 23.443. perante o Tribunal (art. Entendo. da Lei nº 8. Valéria Barros Ribeiro da Costa (OAB/PE nº 16. em 20 de maio de 2003. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. 2ª Câmara. 210 e 214.TCU . proferir julgamento de mérito destas contas. em 11/06/1992.443/92 c/c o art. III. inciso III. a contar da notificação. relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada. de 16 de julho de 1992. alínea “a”. respectivamente nos períodos de 1989 a 1992 e de 1993 a 1996. em nome da Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo/PB. Ata nº 40/94. do Regimento Interno desta Casa. divergindo parcialmente da proposta de encaminhamento da unidade técnica ao acolher a modificação sugerida no parecer do Ministério Público junto a esta Casa.106 Decisão nº 278/94. efetivamente não vislumbro nos autos evidências da boa-fé dos responsáveis. Subprocurador-Geral 7. Dessa forma. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. Advogados constituídos nos autos: Emilson de Lucena Formiga (OAB/PB nº 4. alínea “a”. por conseguinte. 1º. 209. Processo nº TC 011.022/2003 . ex-prefeitos 4. julgar irregulares as presentes contas e em débito os Srs. inciso III. Representante do Ministério Público: Doutor Jatir Batista da Cunha. com as devidas vênias. para comprovar. tanto no que se refere ao período de solidariedade entre os Srs. 2ª Câmara. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. 19. desde logo. Decisão nº 431/2000. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. o recolhimento das dívidas aos cofres do Fundo Nacional de Saúde. com fundamento nos arts. 16.443/92 estabelecer a inobservância da obrigatoriedade de prestar contas como motivo para que esta Corte de Contas julgue irregulares as contas do responsável. Com relação à atribuição de responsabilidade pelas parcelas repassadas por força do referido convênio. Entidade: Prefeitura Municipal de Pedras de Fogo (PB) 5. considero não restar a este Tribunal outra alternativa que não a de proferir decisum nesse sentido. em: 9. alínea “a” do Regimento Interno). Grupo II – Classe de assunto: II – Tomada de Contas Especial 3. c/c os arts. inciso I. TCU.265/2002-0 c/2 volumes 2. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. deva o Tribunal. da Lei nº 8. 1º. caput. e 23. “a”. inciso I. atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora calculados a partir das respectivas datas até a data do recolhimento. Presente o fato de o art. instrumento celebrado.543) e Lítio Tadeu Costa Rodrigues dos Santos (OAB/PE nº 18. da Lei nº 8. Responsáveis: Luiz Francisco de Vasconcelos (CPF nº 110. pelas quantias indicadas a seguir. § 3º. com o extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social – INAMPS. 214. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos. 16. inciso III. prérequisito para a aplicação do disposto no art. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos.332. diante das razões expostas pelo Relator.

131.664. Inadimplemento do objeto de convênio firmado com o FNDE verificada por meio de inspeção no local.96 9.00 30/11/1992 Cr$ 8.00 28/06/1993 Cr$ 23.00 12/04/1993 Cr$ 19.717. Citação dos sucessores. caso não atendidas as notificações. Humberto Guimarães Souto (Relator).00 9.969.00 03/09/1993 CR$ 47.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). a cobrança judicial das dívidas. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.936.2. Sentença homologatória da partilha dos bens transitada em julgado.611. 9. 10.00 14/07/1993 Cr$ 29.405. nos termos do art.1.213.00 18/07/1994 R$ 2. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª CÂMARA TC-279.535.1. Luiz Francisco de Vasconcelos: Data Valor original 22/01/1993 Cr$ 10. responsabilidade solidária dos Srs.650.952. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Especificação do quorum: 12.529. da Lei nº 8.00 19/03/1993 Cr$ 15.239. . Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 12.00 20/09/1993 CR$ 65.667.443/92. responsabilidade individual do Sr. Prefeitura de Salvador/BA.609.1.839.468. Manoel Alves da Silva Júnior e Luiz Francisco de Vasconcelos: Data Valor original 29/09/1992 Cr$ 4.2.00 16/02/1993 Cr$ 13. inciso II.2.00 05/11/1992 Cr$ 5. 28.00 19/10/1993 CR$ 85.364. autorizar.955. ex-Prefeito (falecido) SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial.241. desde logo.912.00 12/11/1992 Cr$ 6.581.010/1995-8 (com 1 volume) NATUREZA: Tomada de Contas Especial UNIDADE: Prefeitura de Salvador/BA RESPONSÁVEL: Fernando José Guimarães Rocha.107 em vigor.990.982. Morte do responsável antes da citação.

empresa municipal sucessora de RENURB – Companhia de Renovação Urbana de Salvador. Conforme atestado pelo FNDE (fl. Trata-se de Tomada de Contas Especial instaurada contra Fernando José Guimarães Rocha. por intermédio da mãe.450. Nagede Rios Rocha. são ratificadas as irregularidades anteriormente registradas. na importância de Cr$ 125.00. as constatações dos técnicos do FNDE são contundentes e demonstram.98. já atingia a elevada quantia de Cr$ 446. os quais foram depositados no estabelecimento da DESAL – Companhia de Desenvolvimento de Salvador. antes da citação pelo Tribunal. .108 Alegações de defesa insuficientes. 56 – Volume Principal)..’. para a sua montagem.000.’. No item 8. 18). Fernando José Guimarães Rocha Júnior e Maria da Conceição Rios Rocha. o motivo da instauração da presente TCE foi o não cumprimento do objeto conveniado. 70 da citada informação.o custo total das obras. efetuada pela Secex/BA (fls. é registrado.1. considerando que ‘. 12. Irregularidade das contas. Resumindo. alínea ‘a’. e já se forma uma favela ao lado. herdeiros necessários. em 25. Fixação de prazo aos sucessores para comprovarem o ressarcimento do erário até o limite do patrimônio transferido. cuja análise. que a unidade escolar não foi construída. pois no local onde deveria ser construída a escola só existe o terreno sem serviço de infraestrutura. 61) restou evidenciado que o objeto do convênio n.’ 14. ‘o Município de Salvador adquiriu toda parte de argamassa (pré-moldados) e parte substancial das peças metálicas e dos materiais de instalação (elétrica. No entanto.). O responsável faleceu em 28. apresentaram alegações de defesa conjuntas (fls. A princípio. embora tenha o responsável apresentado prestação de contas de dois pagamentos supostamente efetuados à RENURB (fl. transcrevo parcialmente a seguir: “09. 258/62). ainda assim. .. Entretanto... e ‘que nenhum documento foi apresentado que indicasse a guarda e/ou depósito de materiais destinados a construção e . beneficiária da meação.. que sequer foram encontrados os materiais supostamente adquiridos ou pré-fabricados. após exames de alegações do responsável.° 053/93/AUDITORIA-FNDE (fl.10. 265/8). 11. 250/1). 254/5).. no processo de inventário no qual fora nomeada inventariante a viúva. e atestou que os serviços foram prestados. em relação à inexecução da unidade escolar de San Martin. 10. Citados os sucessores (fls. aliada ‘. e constou como sucessores apenas os filhos.392. hidráulica. empresa municipal. a defesa argumenta que a demora no repasse de recursos por parte do FNDE. da INFORMAÇÃO N. a verdade dos fatos aponta a situação descrita na alínea ‘a’ acima.’. à elevada inflação ocorrida no período.° 446/91 não foi cumprido. exPrefeito de Salvador/BA. é afirmado que as fotos do terreno demonstram a inexistência da unidade escolar e que ela não foi construída. b) a prefeitura efetuou o pagamento total da obra à Companhia de Renovação Urbana de Salvador – RENURB. 130 – Volume Principal). é afirmado que a contrapartida não foi aplicada. embora tenha sido apresentada prestação de contas pelo responsável. ferragens etc. objetivando a construção de unidade escolar no bairro de San Martin. aquele juízo informou do trânsito em julgado da sentença homologatória da partilha amigável de bens (fl. ‘faltava apenas o aporte de mais recursos’. alega a defesa que a unidade escolar estava praticamente pronta e.000. A construção da escola não foi iniciada e o terreno apresenta aspecto de abandono (vide foto às fls. 69). No item 1. teria sido o motivo pelo qual não foram suficientes os recursos repassados. inequivocamente. Promovidas diligências junto à 4ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Salvador/BA...91. 39/44). 13.. mediante o Convênio 446/91 (fls. que era responsável pela obra. em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos públicos federais recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação – FNDE. a quem outorgaram procuração específica para receber citação (fls.8. Ausência de boa-fé.1 do multicitado relatório. sem a inclusão do custo com terraplenagem e urbanização.00.. Envio de cópia dos autos ao Ministério Público Federal. ou seja. Aduz a defesa que. ‘in verbis’: ‘a) o objetivo não foi alcançado. Na fl. No item 7 do Relatório de Inspeção n.° 17/93 (fl. apresentando risco de ser invadido.. 65). No item 5 do mesmo relatório.

que demonstram já ter ocorrido partilha dos bens do espólio do responsável. a MM. Ainda que a Sra. dissentindo dos pareceres da Secex/BA e do Ministério Público apenas quanto à fundamentação legal. inciso VIII. observado o limite do patrimônio que lhes foi transferido. dos arts. consistente na construção de uma unidade escolar no bairro de San Martin.443/92. pelas razões apresentadas no item 7 desta instrução. até o limite do valor do patrimônio transferido. alegando apenas que teriam sido depositadas no estabelecimento da DESAL. em consonância com o art. As irregularidades constatadas não são de caráter meramente formal. inciso III.109 ampliação’ da referida escola. alínea “c”. Se os recursos não eram suficientes para o cumprimento do objeto conveniado. Destarte. Por fim. tendo ela apresentado defesa. Quanto à responsabilização da viúva. deve ser cientificada das decisões deste Tribunal. ao contrário. ao contrário do que alega a defesa. o órgão repassador dos recursos atesta. da Lei 8.443/92. § 6º. Tampouco foi comprovada a aquisição e a guarda de materiais destinados à execução do objeto pactuado (fl.443/92.830 (Lei de Execução Fiscal). Trata-se de responsabilidade objetiva do gestor. da Lei 8. Há previsão legal para a imputação de débito aos herdeiros do responsável. de 1916. 70). cumpre esclarecer que a morte do responsável ocorreu na vigência do antigo Código Civil Brasileiro. constam como sucessores apenas os filhos do responsável. Portanto. Fernando José Guimarães Rocha Júnior e Maria da Conceição Rios Rocha. 16. a defesa não menciona o que foi feito das peças supostamente adquiridas. alínea “b”. celebrado com o Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação . É o relatório. do Regimento Interno. cumpria restituí-los ao FNDE ou complementá-los a fim de atingir o objetivo pactuado. julgo as contas irregulares. Nadege Rios Rocha figure na qualidade de cônjuge meeira. no Convênio 446/91. A obrigação de reparar o dano ao erário estende-se aos sucessores do responsável. 270).volume I). como alega a defesa. não tendo havido qualquer devolução à União.443/92. da Lei 8. 568 do CPC. condenando os sucessores ao ressarcimento do erário. 242 . a unidade técnica propõe que o Tribunal julgue irregulares as contas do responsável.071. e. com fulcro no art. Mais além. que as obras sequer foram iniciadas e o terreno no qual seria construída a unidade escolar encontrava-se em estado de completo abandono (fl. não podem ser aceitas as argumentações da defesa. 5º. 202. com base em inspeção realizada no local.FNDE. não configurada a boa-fé.° 8. devidamente homologada por sentença datada de 28/07/99 (fl. com arrimo no art. da Constituição Federal e no art. que deve ser o art. 62). do art. a Lei 3. mas. 134 do Código Tributário Nacional e do inciso II do art. inciso III. aventada pela unidade técnica. a pretensão de ressarcimento ao FNDE. em cujo teor o cônjuge sobrevivente não concorria com os descendentes nem com os ascendentes na ordem de . cumpre lembrar que. Diante das constatações supra. Juíza da Quarta Vara de Família da Comarca de Salvador enviou ofício e documentos anexos (fls. por outro lado. em resposta a ofício deste Tribunal. uma vez que a contrapartida exigida refletia apenas a participação mínima do município. 228 a 246 .volume I). VOTO Os argumentos trazidos aos autos pelos sucessores do ex-Prefeito de Salvador/BA Fernando José Guimarães Rocha não demonstram a correta aplicação dos recursos financeiros transferidos ao município. 5º.” Conclusivamente. 4° e 30 da Lei n. Não se trata de ‘penalidade’. que independe da verificação de culpa ou dolo. 15. Diversamente das alegações de defesa apresentadas. apontam a não aplicação de recursos federais repassados ao município no objeto pactuado. a exemplo da Lei n. 16. além da previsão constitucional da obrigatoriedade de comprovação da regular aplicação dos recursos. O Ministério Público manifestou-se de acordo (fl. transitada em julgado a sentença homologatória da partilha de bens. como alega a defesa. inciso XLV. 16. 17. entendemos que a sua meação não é totalmente inatingível.° 6.

não há que se lhe estender a obrigação de reparação. o que demanda produção de prova nesse sentido (art.FNDE. da Lei 8. 7. Processo TC-279. não obstante. ante as razões expostas pelo Relator e com fundamento nos artigos 1º.443/92. Nos termos no art. a contar das notificações. perante o Tribunal (art. alínea “a”. inciso III. o recolhimento ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . visto serem excluídos da comunhão de bens. 3.1.000.443/92. inciso I. 9. Grupo I – Classe II – Tomada de Contas Especial.03.443/92. julgar irregulares as contas de Fernando José Guimarães Rocha e condenar em débito seus sucessores. considero conveniente dar ciência da deliberação a ser proferida por esta Corte à Câmara Municipal de Salvador/BA. 214. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial.91. instaurada em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos públicos federais recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação . do Código Civil revogado. da Lei 8. 16. fixando-lhes o prazo de quinze dias.10. caso não atendidas as notificações.603).TCU .91 até a data do efetivo recolhimento. Por fim. ex-Prefeito (falecido) – CPF 020. Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1.000. . Responsável: Fernando José Guimarães Rocha. e 23. 1. seja universal ou parcial. inciso II. em: 9. 5. Sala das Sessões. reunidos em sessão da Primeira Câmara.365-15. da Lei 8. em 25. nos termos do art. Ante o exposto. foi mantido no novo Código Civil. nos termos dos arts.1. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues. a cobrança judicial da dívida.015-20). Acórdão: VISTOS.205-59) e Maria da Conceição Rios Rocha (CPF 716. Unidade: Prefeitura de Salvador/BA.051). em 20 de maio de 2003. inciso III. 9. com os acréscimos legais calculados a partir de 25. com a só ressalva para a hipótese de reversão em proveito do casal. alínea “c”. objetivando a construção de uma unidade escolar no bairro de San Martin.023/2003 . inciso VI. inciso III.659. 16.110 sucessão hereditária (art. caput.000. 263.10. Unidade técnica: Secex/BA. enviar cópia dos autos ao Ministério Público Federal.2. 8. Advogado constituído nos autos: Almir Britto (OAB/BA 5. bem como do Relatório e Voto que o fundamentam. 16. observado o limite do patrimônio por eles recebido a título de herança deixada pelo responsável. autorizar.00 (cento e vinte e cinco milhões de cruzeiros). para que comprovem. remeto cópia dos autos ao Ministério Público da União. 4. da Lei 8.00.443/92. relativamente ao regime de comunhão parcial. 9. mediante o Convênio 446/91 (fls. § 3º. desde logo.FNDE da importância de Cr$ 125. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin.3. 19.4. 1.561. ex-Prefeito de Salvador/BA.1ª CÂMARA 1. Salvo comprovada a participação do cônjuge supérstite nas irregularidades que resultaram o dano ao erário. o que. dar ciência à Câmara Municipal de Salvador/BA. de responsabilidade de Fernando José Guimarães Rocha.000. as obrigações provenientes de atos ilícitos.010/1995-8 (com 1 volume) 2. Fernando José Guimarães Rocha Júnior (CPF 515. 6. VOTO por que o Tribunal de Contas da União aprove o ACÓRDÃO que ora submeto à apreciação da Primeira Câmara. vigente desde 1º. inciso II. enviando-lhe cópia deste Acórdão.318. 28. e 9. 39/44).902. na importância de Cr$ 125. e 270. do Regimento Interno). §3º. nos termos do art. inciso IV). para as medidas de sua competência.

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10. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Especificação do quorum: 12.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente), Humberto Guimarães Souto, Walton Alencar Rodrigues (Relator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 12.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª CÂMARA TC-279.017/1995-2 (com 2 anexos) NATUREZA: Tomada de Contas Especial UNIDADE: Prefeitura de Salvador/BA RESPONSÁVEL: Fernando José Guimarães Rocha, ex-Prefeito (falecido) SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial. Prefeitura de Salvador/BA. Inadimplemento do objeto de convênio firmado com o FNDE verificado por meio de inspeção no local. Morte do responsável antes da citação. Sentença homologatória da partilha dos bens transitada em julgado. Citação dos sucessores. Alegações de defesa insuficientes para elidir a impugnação. Ausência de boa-fé. Irregularidade das contas do responsável. Fixação de prazo aos sucessores para comprovarem o ressarcimento do erário até o limite do patrimônio transferido. Envio de cópia dos autos ao Ministério Público Federal. Cuidam os autos de Tomada de Contas Especial, de responsabilidade de Fernando José Guimarães Rocha, ex-Prefeito de Salvador/BA, instaurada em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos públicos federais recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação – FNDE, mediante o Convênio 845/92 (fls. 36/41, anexo 2), na importância de Cr$ 2.570.000.000,00, em 21.7.92 (fl. 88), objetivando a realização de três projetos relacionados à promoção do ensino fundamental: 1) 23013001716/92-36 – Aquisição de equipamentos e materiais permanentes; Recuperação de 83 unidade escolares; Ampliação (construção) de 52 salas de aula – Cr$ 2.500.000.000,00; 2) 23013001717/92-07 – Alfabetização de 2.000 jovens e adultos – Cr$ 20.000.000,00; 3) 23013001718/92-61 – Aquisição de material didático para 306 classes pré-escolar; Treinamento de 250 docentes; Impressão gráfica de 500 exemplares de nova proposta pedagógica – Cr$ 50.000.000,00. O FNDE verificou que o objeto pactuado não foi integralmente executado, sendo aprovada a realização de despesas que montam Cr$ 2.173.499.000,00, resultando a importância de Cr$ 396.501.000,00 a ser restituído ao órgão repassador (fls. 259/60). O responsável faleceu em 28.8.98, antes de sua citação pelo Tribunal. Promovidas diligências junto à 4ª Vara de Família e Sucessões da Comarca de Salvador/BA, aquele juízo informou do trânsito em julgado da sentença homologatória da partilha amigável de bens (fl. 35), no processo de inventário no qual fora nomeada inventariante a viúva, Nagede Rios Rocha, beneficiária da meação, e constou como sucessores apenas os filhos, herdeiros necessários, Fernando José Guimarães Rocha Júnior e Maria da Conceição Rios Rocha. Citados os sucessores (fls. 61/5), por intermédio da mãe, a quem outorgaram procuração específica

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para receber citação (fls. 57/66), apresentaram alegações de defesa conjuntas (fls. 67/74), cuja análise, efetuada pela Secex/BA (fls. 77/80), transcrevo parcialmente a seguir: “08. O cerne da questão reside no cumprimento apenas parcial do objeto pactuado. 09. A defesa insurge-se contra os valores apresentados como representativos do débito imputado ao ex-prefeito, alegando que somente Cr$ 700.000.000,00 teriam sido repassados pelo FNDE ao município, sendo Cr$ 500.000.000,00 para a ampliação das salas de aula e Cr$ 200.000.000,00 para a recuperação das unidades escolares. 10. Inicialmente, cumpre esclarecer que valor do efetivo crédito foi de Cr$ 2.570.000.000,00, em 21/07/1992, na conta n.° 75.030-1 da Ag. Cidade Alta do Banco do Brasil , conforme extrato de folha 88 do volume principal. Constata-se que este valor corresponde a (quadro de fl. 02 do volume principal): - Cr$ 2.500.000.000,00 relativos a apenas um dos três projetos vinculados ao convênio n.° 845/92, ou seja, o projeto n.° 23013.001716/92-36; - Cr$ 20.000.000,00 relativos ao projeto n.° 23013.001717/92-07 do mesmo convênio; - Cr$ 50.000.000,00 00 relativos ao projeto n.° 23013.001718/92-61 do mesmo convênio. 11. No item 8.8.1.1 do Relatório de Inspeção n.° 17/93 (fl. 07) restou evidenciado que o objeto do convênio n.° 845/92 não foi cumprido, no que diz respeito ao supramencionado projeto n.° 23013.001716/92 (descrição na fl. 36 do volume I), que representou Cr$ 2.500.000.000,00, conforme demonstrado acima. No item 8.8.2.1 do mesmo relatório, restou igualmente evidenciado que na utilização dos recursos no montante de Cr$ 20.000.000,00, o objeto do convênio não foi alcançado (descrição nas fls. 36 do volume I). A descrição das atividades que deveriam ser desenvolvidas encontrase no Plano de Trabalho (fls. 05/07 e 12/35 do Volume I). 12. No Parecer TCE n.° 188/99 (fl. 259) e no novo cálculo elaborado pelo FNDE (fl. 260 – volume Principal), são levadas em consideração as despesas no montante de Cr$ 2.173.499.000,00 e o efetivo crédito de Cr$ 2.570.000.000,00, apontando um ‘valor a ser restituído ao FNDE’ igual a Cr$ 396.501.000,00. Desta forma, já foram computadas as despesas comprovadas por meio de documentos apresentados nos autos, em razão da verificação de cumprimento parcial do objeto do convênio. 13. A defesa insurge-se também contra as assertivas de que o objeto do convênio não fora regularmente cumprido. A viúva e os herdeiros relacionam os serviços supostamente executados nas escolas dos municípios e alegam que ‘não há qualquer dúvida em relação à autenticidade e legitimidade dos documentos comprobatórios das despesas realizadas, bem assim a respeito da correlação das despesas com os objetivos das transferências ...’. 14. Alega ainda a defesa que o extinto Ministério da Ação Social não repassou integralmente os recursos pactuados e que o município foi obrigado a concluir as obras e serviços com recursos próprios. 15. Ao comparar o previsto no Plano de Trabalho (fls. 05/07 e 12/35 do Volume I) com os serviços que a defesa alega terem sido realizados, verificamos que há sensível discrepância. Mais além, a inspeção ‘in loco’ constatou a não realização de diversos serviços pactuados no convênio (fls. 06/07 e 18/19 – volume Principal). Restou patente que deixaram de ser ampliadas 15 das 52 salas de aula previstas, e que na Escola Prof. Antônio Carvalho Guedes somente foram ampliadas 02 salas ao invés de 06. Destarte, não pode ser aceita a argumentação da defesa. 16. Em resumo, não pode ser aceita a argumentação da defesa, levando em conta que foram efetivamente repassados recursos no montante de Cr$ 2.570.000.000,00, e levando em conta, ainda, que o objeto do convênio não foi totalmente cumprido e que as despesas comprovadas nos autos já foram abatidas para calcular o débito, o qual deve ser considerado o seguinte: Cr$ 396.501.000,00 em 21/07/1992. 17. As irregularidades constatadas não são de caráter meramente formal, como alega a defesa, mas, ao contrário, apontam a não aplicação de recursos federais repassados ao município no objeto pactuado, não tendo havido qualquer devolução à União. Há previsão legal para a imputação de débito ao gestor e conseqüente cobrança, a exemplo da Lei n.° 8.443/92, além da previsão constitucional da obrigatoriedade de comprovação da regular aplicação dos recursos, ao contrário do que alega a defesa. Trata-se de responsabilidade objetiva do gestor, que independe da verificação de culpa ou dolo. 18. Por fim, cumpre lembrar que, em resposta a ofício deste Tribunal, a MM. Juíza da Quarta Vara de Família da Comarca de Salvador enviou ofício e documentos anexos (fls. 35 a 53 - volume II), que

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demonstram já ter ocorrido partilha dos bens do espólio do responsável, devidamente homologada por sentença datada de 28/07/99 (fl. 49 - volume II). Ainda que a Sra. Nadege Rios Rocha figure na qualidade de cônjuge meeira, entendemos que a sua meação não é totalmente inatingível, pelas razões apresentadas no item 6 desta instrução, e, por outro lado, tendo ela apresentado defesa, deve ser cientificada das decisões deste Tribunal.” Conclusivamente, a unidade técnica propõe que o Tribunal julgue irregulares as contas do responsável, com fulcro no art. 16, inciso III, alínea “b”, da Lei 8.443/92, condenando os sucessores ao ressarcimento do erário, observado o limite do patrimônio que lhes foi transferido. O Ministério Público manifestou-se de acordo (fl. 82). É o relatório. VOTO As irregularidades que deram origem à instauração desta Tomada de Contas Especial dizem respeito à execução do Projeto 23013001716/92-36, que integra o objeto do Convênio 845/92, celebrado entre a Prefeitura de Salvador/BA e o Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação - FNDE, e consistem no seguinte (fls. 61 e 63): “a) a ampliação das 52 salas de aula não foi alcançada, pois deixaram de ser ampliadas as salas referentes às Unidade Escolares de Armando C. da Rocha, Maria Constança e Conselheiro Luís Rogério, perfazendo um total de 15 salas; b) na Escola Prof. Antônio Carvalho Guedes, somente foram construídas 02 novas salas de aula, embora na nota fiscal nº 005 emitida pela DESAL, conste a ampliação de 06 salas; c) houve expressiva redução de metas sem a prévia anuência da DEMEC/BA.” Os argumentos trazidos aos autos pelos sucessores do ex-Prefeito Fernando José Guimarães Rocha são incapazes de comprovar a integral aplicação dos recursos financeiros transferidos ao município no objeto do convênio. Diversamente das alegações de defesa apresentadas, o órgão repassador dos recursos, com base em inspeção realizada no local, atesta a inexecução de parte do objeto pactuado (fl. 7), na forma acima discriminada. Destarte, em consonância com o art. 202, § 6º, do Regimento Interno, não configurada a boa-fé, julgo as contas irregulares, dissentindo dos pareceres da Secex/BA e do Ministério Público apenas quanto à fundamentação legal, que deve ser o art. 16, inciso III, alínea “c”, da Lei 8.443/92. A obrigação de reparar o dano ao erário estende-se aos sucessores do responsável, até o limite do valor do patrimônio transferido, com arrimo no art. 5º, inciso XLV, da Constituição Federal e no art. 5º, inciso VIII, da Lei 8.443/92. Portanto, transitada em julgado a sentença homologatória da partilha de bens, constam como sucessores apenas os filhos do responsável, Fernando José Guimarães Rocha Júnior e Maria da Conceição Rios Rocha. Quanto à responsabilização da viúva, aventada pela unidade técnica, cumpre esclarecer que a morte do responsável ocorreu na vigência do antigo Código Civil Brasileiro, a Lei 3.071, de 1916, em cujo teor o cônjuge sobrevivente não concorria com os descendentes nem com os ascendentes na ordem de sucessão hereditária (art. 1.603). Salvo comprovada a participação do cônjuge supérstite nas irregularidades que resultaram o dano ao erário, não há que se lhe estender a obrigação de reparação, visto serem excluídos da comunhão de bens, seja universal ou parcial, as obrigações provenientes de atos ilícitos, nos termos dos arts. 263, inciso VI, e 270, inciso II, do Código Civil revogado, o que, não obstante, foi mantido no novo Código Civil, vigente desde 1º.1.03, relativamente ao regime de comunhão parcial, com a só ressalva para a hipótese de reversão em proveito do casal, o que demanda produção de prova nesse sentido (art. 1.659, inciso IV). Nos termos no art. 16, § 3º, da Lei 8.443/92, remeto cópia dos autos ao Ministério Público da União

Fernando José Guimarães Rocha Júnior (CPF 515.024/2003 . caput. ante as razões expostas pelo Relator e com fundamento nos artigos 1º. enviando-lhe cópia deste Acórdão. a contar das notificações.92.015-20).1ª CÂMARA 1. Walton Alencar Rodrigues (Relator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.7. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. 6. do Regimento Interno). de responsabilidade de Fernando José Guimarães Rocha.2. da Lei 8.00 (trezentos e noventa e seis milhões. determinar a remessa de cópia dos autos ao Ministério Público Federal.017/1995-2 (com 2 anexos) 2. 9. 10.4.000.443/92. Advogado constituído nos autos: Almir Britto (OAB/BA 5. Humberto Guimarães Souto. Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues. considero conveniente dar ciência da deliberação a ser proferida por esta Corte à Câmara Municipal de Salvador/BA. a cobrança judicial da dívida. ex-Prefeito (falecido) – CPF 020. mediante o Convênio 845/92. Acórdão: VISTOS. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. inciso I. ex-Prefeito de Salvador/BA. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Grupo I – Classe II – Tomada de Contas Especial. desde logo. julgar irregulares as contas de Fernando José Guimarães Rocha e condenar em débito seus sucessores. reunidos em sessão da Primeira Câmara. bem como do Relatório e Voto que o fundamentam. observado o limite do patrimônio transferido aos sucessores a título de herança deixada pelo responsável. Unidade: Prefeitura de Salvador/BA. em 21. Sala das Sessões.FNDE da importância de Cr$ 396. inciso III.92 até a data do efetivo recolhimento. Responsável: Fernando José Guimarães Rocha. 16. em 20 de maio de 2003. 9.318.051). instaurada em virtude da não-aprovação da prestação de contas dos recursos públicos federais recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação . com os acréscimos legais calculados a partir de 21. Unidade técnica: Secex/BA.1.FNDE.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). alínea “c”.000. perante o Tribunal (art. 19. inciso III. 8. fixando-lhes o prazo de quinze dias. inciso II.561. inciso III.365-15. Ante o exposto.443/92. Especificação do quorum: 12. nos termos do art.00. 12.2. 3.7. 7.205-59) e Maria da Conceição Rios Rocha (CPF 716.570.902. 16. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Jatir Batista da Cunha. da Lei 8. caso não atendidas as notificações. para que comprovem. da Lei 8. 4. 9.TCU . § 3º. dar ciência à Câmara Municipal de Salvador/BA. 214.443/92 e 9. autorizar. VOTO por que o Tribunal de Contas da União aprove o ACÓRDÃO que ora submeto à apreciação da Primeira Câmara. 5.000. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. alínea “a”. . Processo TC-279. 28.3. Walton Alencar Rodrigues Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. objetivando a realização de três projetos relacionados à promoção do ensino fundamental. em: 9. na importância de Cr$ 2.501. o recolhimento ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação .114 para as medidas de sua competência. Por fim. quinhentos e um mil cruzeiros). nos termos do art. e 23.

portanto.000. O Relatório de Fiscalização registrou. 3. 143/146). constatando-se que a mesma ainda estava inacabada (fls. 119/127). Os recursos foram liberados em duas parcelas.00 em 02/09/1998 (fls. 2. os pagamentos não foram feitos por intermédio da conta-corrente do Convênio. conforme depreende-se do item anterior. Nova vistoria in loco.529/2001-0 Natureza: Tomada de Contas Especial Entidade: Prefeitura Municipal de Tefé/AM Responsável: Francisco Hélio Bezerra Bessa. Obra inacabada. de onde destaca-se: a) o responsável atestou a execução integral da obra (fls. Conclusão da Obra.107. o responsável não prestou contas.00 (Cláusula Quarta do Convênio). Recursos destinados à construção de biblioteca pública municipal. Francisco Hélio Bezerra Bessa. a obra que estava sendo executada era de um prédio com quatro pavimentos. sendo que os dois pavimentos excedentes seriam utilizados por órgãos do Município. 147) e R$ 100. Convênio celebrado entre a União. Prestação de contas.420. Irregularidade. Em 02/08/1999. com o cronograma de execução em atraso. R$ 45.000. 182/190). R$ 80.115 MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª CÂMARA TC 015. e d) não constou nas notas fiscais menção ao número do Convênio. Prefeito do Município de Tefé/AM. 150). O Município comprometeu-se a aplicar. Não foram apresentados pelo responsável. Instauração de TCE.000. ainda. o Prefeito encaminhou a prestação de contas (fls. Com a vistoria in loco. Alteração do Projeto Inicial. 145) corresponderam com as notas fiscais apresentadas (fls.602-25 Sumário: Tomada de Contas Especial. 148 e 150). Multa. 6. em decorrência de irregularidades detectadas na execução do objeto do Convênio nº 200/98-SPC (fls. b) os extratos bancários revelaram que os recursos foram integralmente sacados da conta-corrente do Convênio em 07/08/1998 e em 03/09/1998 (fls.00 em 30/07/1998 (fls. pelo qual a União transferiu àquela municipalidade recursos no valor de R$ 180. destinados à construção de biblioteca pública municipal. 4. vigendo até 29/12/1998. nesta ocasião. 81/90). mas. O Convênio foi assinado em 02/07/1998. 166/176). . 163/176. RELATÓRIO Trata-se de Tomada de Contas Especial instaurada contra o Sr. 5. 134/156). os documentos atinentes ao Convênio. 142. verificou-se que a obra estava ainda em andamento e. 164 e 165) e a efetivação de despesas no valor de R$ 225. Vencido o prazo. No período de 13 a 21/03/2000 foi realizada nova fiscalização na obra. que. a despeito de estar previsto no plano de trabalho a construção de um prédio com dois pavimentos (auditório no térreo e biblioteca no 1º andar). Não foram localizados os recursos correspondentes às etapas não executadas da obra. Audiência do Responsável. Realização de inspeção. No período de 5 a 14/04/1999 foi realizada fiscalização pela Delegacia Federal de Controle no Amazonas (fls. por intermédio do Ministério da Cultura.00. CPF 028. complementada com os elementos de fls. a título de contrapartida financeira. e o Município de Tefé/AM.50 (fls.000. c) os dados constantes da relação de pagamentos (fls.

e) não-comprovação da “utilização efetiva do espaço construído como biblioteca pública”.8. 164). na realidade. O Relatório de Fiscalização atestou a conclusão da obra.116 7. 9. 10. Concernente aos saques efetuados diretamente no caixa do banco dos recursos do Convênio em tela. 2. em vez de utilizar ordem bancária ou cheque”.3.6.1. que recebeu Relatório (fls. Caso essa informação seja verídica. a pedido do responsável. essa informação foge à verdade.5.. nova vistoria in loco na obra objeto do Convênio (fls. Prefeito Municipal de Tefé/AM se resumiu a informar que tais pagamentos representaram gastos com a mão de obra na execução dos serviços.7. que foi objeto da seguinte análise efetuada pela Secex/AM (fls. Em atendimento a despacho do Relator (fls. o Sr.8.”. respondeu no sentido de que essa ocorrência deveu-se ao fato de que. A despeito da conclusão da obra.1.2. Antes de os autos serem encaminhados a esta Corte. d) “apresentação do Termo de Aceitação Final da Obra de construção da Biblioteca Pública Municipal (Conv. 164. Dessa forma a irregularidade caracterizada no item 2. o responsável está reconhecendo a existência ilegal e irregular de pagamento antecipado. O responsável apresentou sua defesa (fls. quando da sua liberação.2. irregular e ilegalmente. dos recursos do Convênio nº 200/98. 2. já estavam tais recursos comprometidos com o pagamento dos fornecedores. o órgão concedente manteve a proposta de irregularidade das contas e os autos foram encaminhados a este Tribunal. Não consta dos autos esse Termo supostamente encaminhado pelo responsável mas. todos pela irregularidade das contas. 236) de Auditoria.1. pois. foi promovida a audiência do responsável para apresentar razões de justificativa acerca das seguintes irregularidades: a) “pagamento antecipado dos serviços contratados com a empresa Construtora Novo Horizonte Ltda. quando foi realizada nova verificação in .7. 148/150). Em princípio. 233/235) e Certificado (fls.8. b) “saques efetuados no caixa do banco. foi instaurada a presente Tomada de Contas Especial. 62 da Lei nº 4.2. bem como o pronunciamento do Ministro de Estado da Cultura (fls. na medida em que os recursos foram retirados da conta específica imediatamente após o seu recebimento (fls. o Sr. Quanto ao Termo de Recebimento da Obra quando esta ainda estava em execução. segundo ele em obediência ao art. sim. enquanto que a fiscalização in loco realizada em março de 2000 registrou estar a obra ainda inacabada.8. foi realizada em 23/07/2001. o responsável informa estar encaminhando anexo a suas justificativas o Termo de Recebimento Final da Obra. 2. enquanto que as notas fiscais de execução foram emitidas em até sete meses após essa retirada. c) “falta de aplicação dos recursos do Convênio nº 200/98 no mercado financeiro”. 11. quando ainda estava em fase de construção”. 8. 2. com a construção de um prédio com quatro pavimentos. Note-se também que o questionamento proposto não foi atendido. tendo sua conclusão sido constatada apenas em julho de 2001. Quanto à não aplicação dos recursos no mercado financeiro.7. 2. 2. e f) não-apresentação de “projeto ‘As Built’ da obra”.320/64.1 dessa instrução permanece injustificada. Francisco Hélio Bezerra Bessa. O responsável informou que os dois andares excedentes abrigariam as Secretarias de Cultura e de Obras do Município. a via componente da prestação de contas. 265/266). 2.5. 2. o responsável reconheceu a irregularidade e informou haver orientado à Secretaria Municipal de Finanças a atentar para as determinações legais nesse sentido. No que tange ao pagamento antecipado dos serviços contratados com a firma Construtora Novo Horizonte Ltda. 263). às fls. na medida em que foram solicitados esclarecimentos para o fato do recebimento final da obra ter-se dado em 15/06/1999 (fls. Diante destes fatos. tendo em vista que a biblioteca pública municipal ainda não estava em funcionamento. nº 200/98). 267/272): “2. os havia sacado diretamente no caixa bancário. Prefeito Municipal de Tefé/AM. Frise-se que esse Termo está datado de 15/06/1999. 246/252). o responsável não poderia aplicar os recursos no mercado financeiro na medida em que. 238). 2.

tendo em vista que a obra executada é bem maior do que a prevista. as quais configuram infrações a normas legais e regulamentares atinentes à espécie. Das irregularidades apuradas entendo que não deva subsistir aquela referente ao pagamento antecipado dos recursos à empresa Construtora Novo Horizonte Ltda. 274).00. é possível que os pagamentos tenham sido realizados em consonância com o andamento da obra. foram construídos mais dois pavimentos sobre os dois previstos no projeto inicial da obra. o projeto da biblioteca que não contemplou equipamentos e acervo literário foi elaborado em sua gestão. Contudo. a despeito de os recursos transferidos.3.9. Cabe ressaltar que o projeto ‘As Built’ da obra foi solicitado através da audiência efetuada ao responsável pelo fato de que. verificando-se. 2.11). Corroboro também a posição pelo afastamento do débito. 261. 2. à época. então é claro que os recursos inicialmente destinados à obra iriam acabar antes da conclusão dos serviços. entendo que a defesa do responsável não conseguiu elidir as demais irregularidades. 2. não há como imputar ao responsável esta irregularidade. A Unidade Técnica concluiu propondo o julgamento pela irregularidade das contas. como os recursos do Convênio já tinham todos sido utilizados. 2. 2. de 1992.10. Em conformidade com o art. não consta dos autos o projeto ‘As Built’ solicitado. 2. 2.9. no valor de R$ 180. devido às dificuldades financeiras encontradas no município e também pelo fato de que o convênio ora questionado não contemplou o equipamento da biblioteca.” 12.10. Prefeito Municipal de Tefé/AM respondeu que a questionada biblioteca ainda não está funcionando. PROPOSTA DE DECISÃO A presente Tomada de Contas Especial foi regular e validamente constituída. Francisco Hélio Bezerra Bessa exerceu o cargo de Prefeito Municipal de Tefé/AM também na gestão anterior (1997/2000).117 loco (fls.2.000. É o Relatório.11. sem contudo tê-la concluído. Em consonância com as análises efetuadas pela Unidade Técnica e pelo Ministério Público. segundo relatório de verificação in loco (fls.1. assumido um novo mandato em 01/01/2001 em continuação ao anterior e. o Sr. Ora. o responsável foi ouvido em audiência sobre as irregularidades apuradas. Entendo que não há como comprovar nos autos a realização de pagamentos antecipados. O Ministério Público anuiu a proposta da Secex/AM. do qual constam todas as alterações executadas na obra. tendo em vista que o Prefeito não conseguiu elidir as irregularidades apuradas (fls.443. com mobiliários e acervo literário. Conclui o responsável informando que os recursos necessários para o funcionamento da referida biblioteca já constariam do trabalho de elaboração do orçamento municipal de 2003. tendo. inciso III.. item 2. tendo em vista que. 3. portanto. ainda.1. Esta ocorrência foi levantada utilizando-se o argumento de que. As justificativas do Chefe do Executivo de Tefé/AM são inacatáveis. respondeu estar encaminhando em anexo. após o que apresentou suas razões de justificativa. as quais foram objeto de análises e propostas de mérito da Unidade Técnica e do Ministério Público junto a este Tribunal.10. A título de esclarecimento.2. na medida em que o Sr. tendo em vista que. apesar das ocorrências. com aplicação de multa ao responsável. Finalmente. já terem sido integralmente utilizados. a empresa já teria recebido pelo valor integral da obra. em referência ao projeto ‘As Built’ da obra solicitada. objeto do Convênio nº 200/98-SPC. Não havendo elementos nos autos que demonstrem o inverso. portanto. a obra foi realizada e que os elementos constantes dos autos não revelam qualquer indício de locupletamento por parte do responsável. Desta feita.9. . se o prédio a ser construído teve um acréscimo de dois pavimentos. da Lei nº 8. o órgão concedente verificou a não-conclusão da obra de construção da biblioteca pública municipal de Tefé/AM. 10. o correto desenvolvimento do processo. informamos que o projeto ‘As Built’ de uma obra é aquele projeto definitivo. 5. Instado a demonstrar que o espaço construído está efetivamente sendo utilizado como biblioteca pública. 12. 2. 4. 251/252). 246/252) e relatório fotográfico (fls.

alínea "b". em 20 de maio de 2003. tendo como objeto a construção de biblioteca pública. não realização dos procedimentos licitatórios de acordo com a Lei n. 265/6) acerca das ocorrências acima mencionadas foram examinadas pela unidade técnica (f.º 200/98. em virtude da execução de todas as etapas previstas no projeto (f. que.529/2001-0 Tomada de Contas Especial Parecer Trata-se de tomada de contas especial instaurada pela Secretaria de Planejamento. em consonância com a Unidade Técnica e com o Ministério Público. 16. Brasília. Museus e Artes Plásticas do Ministério da Cultura emitiu relatório de fiscalização dando o obra por concluída.000.º.666/93.º 8. da Lei nº 8. não restando dano ao Erário. e 23. inciso III. inciso III.443/92. 16.1ª CÂMARA . inciso I.º 4. inciso I. Francisco Hélio Bezerra Bessa (f. TCU. entendo. Orçamento e Administração do Ministério da Cultura. 19. que fixo em R$ 5. falta de sincronia entre as execuções física e financeira do projeto (contrariando o art. Sala das Sessões.00 (cinco mil reais).º 8. 267/271). 58. 265/6). ocasião em que ficou evidenciada a inconsistência dos argumentos de defesa. ficando demonstrado que os recursos federais foram integralmente aplicados no objeto avençado. 19. 22 de outubro de 2002. 4. Considerando as irregularidades detectadas na execução do Convênio nº 200/98-SPC. aplicando-se ao responsável a multa prevista no art. as falhas detectadas pelas equipes de fiscalização (relatórios às folhas 119 a 127 e 182 a 190) — mormente aquelas relativas ao descumprimento dos prazos acordados no convênio. maculando a gestão do responsável pela aplicação dos recursos. modificações no projeto original sem a anuência do concedente. 2. Não obstante a inexistência de débito. com aplicação de multa ao responsável. inciso III. 246/7). devam as presentes contas ser julgadas irregulares. Augusto Sherman Cavalcanti Relator Proc. propõe que as presentes a".TCU . parágrafo único. Augusto Sherman Cavalcanti —. em decorrência de irregularidades verificadas na execução do Convênio n. 1º. parágrafo único. acolho os pareceres da Unidade Técnica e do Ministério Público e proponho que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. revelando o descontrole administrativo na condução do convênio (descumprimento das normas legais e regulamentares atinentes à gestão dos recursos em tela). Diante do exposto. e 23. contas sejam julgadas irregulares. inciso III. inciso I. alínea “b”. o Ministério Público — em atenção à audiência solicitada pelo eminente Ministro-Relator. com fundamento nos arts. 62 da Lei n. Em razão do exposto. 1. A Secretaria de Patrimônio. TC-015. alínea " da Lei n. 5.025/2003 .118 6. mas tendo em vista que seu objeto foi alcançado. As alegações de defesa apresentadas pelo responsável (f. da mesma Lei. Maria Alzira Ferreira Procuradora ACÓRDÃO Nº 1.443. de 16 de julho de 1992.320/64) — não foram satisfatoriamente elididas pelo Sr. 3. com fundamento nos arts. firmado com a Prefeitura Municipal de Tefé/AM.

107. inciso III. 4. do Regimento Interno. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente AUGUSTO SHERMAN CAVALCANTI Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral Grupo I . Grupo I . inciso I.529/2001-0 2. Unidade Técnica: Secex/AM. parágrafo único. alínea “b”. Francisco Hélio Bezerra Bessa. desde logo.2. alínea “a”. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 9. autorizar. Relator: Auditor Augusto Sherman Cavalcanti.119 1. Advogados constituídos nos autos: não consta 9. por intermédio do Ministério da Cultura. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.1ª Câmara -TC-549. a multa prevista no art.000. -Unidade: Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI. inciso II e § 4º.964. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos Bemquerer Costa.000. da citada Lei c/c o art. e 23. da Lei nº 8. c/c os arts. inciso I. Entidade: Prefeitura Municipal de Tefé/AM. 210. 28.2. no valor de R$ 5. 19. 8.00 (cinco mil reais). inciso III. 10. e aplicar ao responsável. da Lei nº 8. do Regimento Interno. na forma da legislação em vigor.00. Sr. -Responsável: Cézar Ribeiro Melo (ex-Prefeito). Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 1º. Especificação do quorum: 12. de responsabilidade de Francisco Hélio Bezerra Bessa. § 2º. inciso I.443. nos termos do art. 12.020/1993-4.845/49. CPF nº 028. ante as razões expostas pelo Relator. Responsável: Francisco Hélio Bezerra Bessa. Acórdão: VISTOS. Prefeito do Município de Tefé/AM. 1º. a cobrança judicial da dívida atualizada monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido.602-25. Representante do Ministério Público: Procuradora Dra. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. com fundamento nos arts.Classe de Assunto: II . 58. 16. para comprovar. de 1992.1. 7.º 060. de 16 de julho de 1992. inciso I. em virtude do qual a União. CPF n. instaurada em face de irregularidades detectadas na execução do objeto do Convênio nº 200/98-SPC. 5. 214. inciso II.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Processo nº TC 015. julgar as presentes contas irregulares. inciso III. transferiu recursos no valor de R$ 180. e 214. caso não seja atendida a notificação. -Natureza: Tomada de Contas Especial.443. 3. do Regimento Interno). 209. Maria Alzira Ferreira. destinados à construção de biblioteca pública municipal. até a data do recolhimento. fixando-lhe o prazo de quinze dias. . Humberto Guimarães Souto. a contar da notificação. inciso III.Classe II . em: 9.Tomada de Contas Especial. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. o recolhimento da dívida aos cofres do Tesouro Nacional. 268. perante o Tribunal (art. da mesma Lei e com os arts. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial. 6.

19/21. consignam: “Trata-se de tomada de contas especial em nome do Sr. não encontra amparo na legislação pertinente: Decreto-lei nº 199/67 (vigente à época da ocorrência dos fatos) e Decreto-lei nº 200/67 (cujas essências foram mantidas na Lei nº 8. em instrução de fls. 73/74) ao Sr. apresentar alegações de defesa ou recolher. Fixação de novo e improrrogável prazo para o recolhimento da quantia reclamada. bem assim a execução dos campos de futebol. Irregularidade das contas. b) na localidade COCAL DE TELHA.124. os campos de futebol foram construídos pela comunidade. inclusive. Débito.02.00 (dois milhões e cento e vinte e quatro mil cruzados).muitas das quais. foi enviado o Ofício nº 248/94-SECEX/PI (fls. Bananeira e Baixinha. 121. caso não atendida a notificação. quais sejam: a) não foram apresentados documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior-PI que demonstrem a efetivação da despesa à conta dos Cz$ 2. alínea c do Decreto nº 93. cujos termos.00 recebidos do FNDE. JATOBÁ e BANANEIRA.443/92). no prazo de 15 dias. ex-Prefeito Municipal de Campo Maior – PI. que não são documentos fiscais à luz do art. devido a irregularidades na aplicação e prestação de contas dos recursos transferidos. Lagoinha. a serem aplicados na construção de 10 campos de futebol nas localidades Alto do Meio. Recursos transferidos pelo FNDE à Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI. Cézar Ribeiro Melo. segundo declarações de moradores da região.88 até a data do efetivo recolhimento. 81/86. não é bastante para elidir as constatações da Equipe de Auditoria do FNDE . Rejeição às alegações de defesa processada em oportunidade anterior. não mereceram comentários nas alegações de defesa. em cota singela (f. acompanhadas da documentação de fls. Quanto às justificativas e documentos apresentados relacionados à aplicação dos recursos liberados pelo FNDE. acrescida dos encargos legais calculados a partir de 05. no valor original de Cz$ 2. LAGOINHA.872/86. Cézar Ribeiro Melo não deve qualquer valor ao FNDE. Café Velho.000. relativos à execução das obras. a assertiva de que o Sr. nada tendo a devolver porque não firmou qualquer compromisso neste sentido. 92/96: ‘Quanto às justificativas e documentos apresentados relacionados à aplicação dos recursos liberados pelo FNDE. Argumentação e material probante insuficientes para caracterizar a boa e regular utilização dos recursos federais repassados à municipalidade. de 25. 36. por si só. 3.120 -Sumário: Tomada de Contas Especial. entendemos que nada acrescentam que possa influenciar no mérito das presentes contas.08. Por outro lado. 2. Cézar Ribeiro Melo.124. aos cofres do FNDE a importância de Cz$ 2. Autorização para cobrança executiva da dívida. a exemplo das constantes no instrumento de citação e elencadas no item 10. em 10. Novos elementos de defesa não trazem fatos novos. Cocal de Telha. apresentou o responsável as alegações de defesa de fls. pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE ao Município. c) nas localidades CONCEIÇÃO. existe um campo de futebol tipo ‘poeirão’. Conceição.00. A apresentação de recibos. conforme documentação às fls.94.pois. Devidamente citado no âmbito do Tribunal. retro. apresentado pelo responsável). instaurada em razão de irregularidades constatadas na aplicação de recursos transferidos. não há como se comprovar a vinculação destes aos recursos repassados à municipalidade. 4. Boqueirão.124. Comunicação ao responsável. que foi construído na gestão do Prefeito Cézar Ribeiro Melo em época anterior à liberação dos recursos pelo FNDE. devidamente recepcionados pelo dirigente daquela regional (f. senão vejamos: ‘ Decreto-lei nº 199. sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior. consignamos.67: . ACE José Ulisses Rodrigues Vasconcelos.1988 (conforme extrato bancário de fl. Jatobá. Em 01. contados da data da ciência. Remessa de cópias de peças processuais ao Ministério Público da União. RELATÓRIO Adoto como Relatório a bem elaborada instrução da lavra do Diretor técnico da Secex/PI. 166/V).08. 166) e pelo Ministério Público. conforme declaração prestada por moradores da região. b/c.000.000.06. Santa Cruz. com recursos pessoais. 87/91. § 2º. CAFÉ VELHO. citando-o para. de acordo com os elementos ora trazidos aos autos.

.... também... fiadores e representante dos responsáveis.67: ........ b) Na verificação física 'in loco' da construção de campos de futebol objeto deste processo. no exercício do controle financeiro e orçamentário e em conseqüência de irregularidade nas contas de dinheiros arrecadados ou despendidos.. 33. Estão sujeitos a tomada de contas e só por ato do Tribunal de Contas podem ser liberados de sua responsabilidade: I . não poderia ser. Ministro-Relator Lincoln Magalhães da Rocha ponderou que: ‘O ex-Dirigente prestou contas junto à Delegacia do MEC/PI (fls...00 transferido pelo FNDE. regulamentos e normas emanadas das autoridades administrativas competentes’...... Art. bens e material da União.. o Exmº Sr. Art. lhe devam prestar contas.. no caso. II . 25/8)... 116/117... verificar a configuração de alcance determinará à autoridade administrativa providências no sentido de saná-las.7... Sempre que o Tribunal...’ 5. a qual abrange todo aquele que arrecadar ou gerir dinheiros. ... Art.... Pela leitura dos textos legais acima transcritos... não prosperando a tese defendida pelo Sr. De outra forma.. de 25. repor a importância do alcance. subtração.os ordenadores de despesa.. b. valores e bens da União ou pelos quais esta responda... 33..(grifo nosso) Parágrafo único. Art... o Prefeito Municipal. em trinta dias..... 2.. chegou-se às seguintes constatações (fl.todos os servidores públicos civis e militares ou qualquer pessoa ou entidade estipendiadas pelos cofres públicos ou não. extravio ou estrago de valores. Porém.. valores e bens.1) ... no âmbito da aludida Prefeitura..... 34...... 37): ‘3..... sob as penas do regimento.todos quantos. será o responsável notificado para.... e segundo declaração de morador local o referido campo foi construído na gestão do prefeito César Ribeiro Melo. De acordo com o Relatório de Inspeção ‘in loco’ da Auditoria do FNDE/MEC. Em proposta de decisão de fls... quando houver expressa disposição legal. III ... à liberação dos recursos. que deram causa à perda........02.. portanto. Art...De acordo com declarações de .... a exemplo da Decisão nº 287/93-1ª Câmara (in Ata nº 39/93) e Acórdão nº 82/96-Plenário ( n Ata nº i 22/96)....... referente a aplicação do valor de Cr$ 2.. IV . bem como. podendo também mandar proceder ao imediato levantamento das contas. ao examinar casos análogos. ou pelos quais seja responsável.. constatou-se o seguinte: b.. .. por expressa disposição de lei. .. 49 Julgado em débito. deixou de anexar os devidos documentos comprobatórios da aplicação dos recursos.. os herdeiros. O Tribunal de Contas tem jurisdição própria e privativa sobre as pessoas e matérias sujeitas à sua competência... Decreto-lei nº 200. em outras oportunidades..121 . citamos. resta evidenciado que o dever de prestar contas e consequentemente a responsabilidade por possíveis irregularidades cometidas na aplicação dos recursos repassados recaem na autoridade administrativa (pessoa física). ainda.. A corroborar nosso entendimento.124. o TCU não deixou dúvidas quanto a responsabilidade pela devolução dos recursos. A jurisdição do Tribunal de Contas abrange.. pois o responsável pela gerência dos recursos transferidos ao Município (pessoa jurídica) é a pessoa física legalmente autorizada..2) ..as pessoas indicadas no art. Cézar Ribeiro Melo quanto à responsabilização da pessoa jurídica da Prefeitura Municipal. para a apuração dos fatos e identificação dos responsáveis. os administradores das entidades da Administração Indireta ou de outras entidades. anterior.. Art...COCAL DE TELHA: Existe um campo de futebol do tipo 'poeirão' nessa localidade. 39... 90 Responderão pelos prejuízos que causarem à Fazenda Pública o ordenador de despesas e o responsável pela guarda de dinheiro.... que...4 FALHAS e/ou IRREGULARIDADES a) Não foram apresentados documentos nem registro que demonstrassem a efetivação da despesa... 93 Quem quer que utilize dinheiros públicos terá de justificar seu bom e regular emprego na conformidade das leis.

em lapidar síntese. 56 ou se foi a portaria juntada à fl. 57. Destarte. Sr. aprovada em Sessão de 09/12/1997 do Plenário (fl. 60/62). a Procuradora do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal. que a portaria que instaurou a TCE tenha sido o documento de fl. Não entendendo. c/c o art. 56 (antes aludido). 75/91). examinados como novos elementos de defesa. acrescida da correção monetária e dos juros de mora. especialmente das regras aplicáveis ao caso. submeteu ao Tribunal a deliberação transcrita a seguir. cento e vinte e quatro mil cruzados). até a data do efetivo recolhimento’. 109/119. por não refutarem as irregularidades apontadas no presente processo. entendo que essas alegações apresentadas pelo responsável não comprovam a regular aplicação dos recursos’. Comunicado do teor da Decisão.Rejeitar as alegações de defesa apresentadas pelo responsável. entendemos que a publicação é necessária. interpôs o responsável recurso de reconsideração de fls. caput. conforme o § 2º do mesmo dispositivo. 8. para que efetue e comprove. LAGOINHAS. Maria Jeiza dos Anjos. BANANEIRA E BAIXINHA foram construídos pela comunidade sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior. pois o mesmo não fora publicado na forma da Lei. 8. 57 devem ainda ser nulos todos os atos posteriores ao mencionado documento. nos termos do art. mas para dar exequibilidade ao mesmo. sendo portanto nulo todo e qualquer ato feito a posteriori pelo que ora se requer. 104).000. ferindo. Nesta mesma linha de raciocínio. neste diapasão. não para dar eficácia ao ato interno. CÉZAR RIBEIRO MELO. Cláudia Fernanda de Oliveira Paiva. . averba o seguinte: 5. com fundamento nos arts.’ 3. nenhum dos servidores fora responsável pelo Relatório de Auditoria nº 241/93 (fls. do Regimento Interno/TCU. ‘Entretanto.122 moradores das próprias localidades. os campos de futebol de CONCEIÇÃO. e 2 . concedendo-lhe novo e improrrogável prazo de 15 (quinze) dias. 3.443/92. da CF.1 ‘PRELIMINAR DE INEFICÁCIA DO INSTRUMENTO QUE INSTAUROU (PORTARIA) A TOMADA DE CONTAS ESPECIAL 1. 12. 2. que entre outros princípios consagra como imprescindível a publicidade dos atos da Administração. no entanto. o Sr. procedendo-se a uma interpretação lógico-sistemática do Direito Administrativo.124. a partir de 05/08/1988. Magda Rangel Fernades. 7. da importância original de Cz$ 2. todavia.1. nos termos da legislação em vigor. § 1º da Resolução nº 036/95. aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Stelita Amaral Ângelo e Eleonora Mendes Vieira. se a portaria acostada à fl. A Portaria de nº 83. 4. por conseguinte. ex-Prefeito Municipal de Campo Maior/PI. Anamim Lopes da Silva. o disposto no art. parágrafo único. O princípio da publicidade dos atos administrativos. 6. analisaremos em separado os ditos documentos.1 Inicialmente. 23. No entanto. não cabe recurso de reconsideração de decisão que rejeitar alegações de defesa. Em que pese o ex-Prefeito ter apresentado alegações de defesa. como argumentamos abaixo: a) a publicação é o meio de habilitar os membros da comissão a tornarem certas atitudes que não fazem parte das atribuições inerentes a seus cargos. § 1º. o Órgão Técnico deste Tribunal verificou serem insuficientes para corrigir as irregularidades verificadas nos presentes autos. Ressaltamos. que determinou a instauração do processo de tomada de contas especial (se assim entendermos) designou os Srs. perante este Tribunal. JATOBÁ. DECIDE: 1 . visa a propiciar seus conhecimento e controle pelos interessados diretos e pelo povo em geral’. calculados. contudo os argumentos juntados serão.00 (dois milhões. que. Do mesmo modo. ensina Hely Lopes Meirelles. e sim o documento de fl. Cézar Ribeiro Melo formula uma série de questões preliminares que passaremos a analisar: 8. da Lei nº 8. diante das razões expostas pelo Relator. CAFÉ VELHO. através de Advogado constituído (fls. parágrafo 2º. Aracy Ferreira do Rego. ‘além de assegurar seus efeitos externos. de acordo com os pronunciamentos precedentes. Laura Rodrigues Feitosa. o recolhimento. 37. esta Corte. A princípio resta uma grande dúvida a respeito de qual o documento que instaurou a TCE. 153. de 02 de julho de 1992. e 22.Cientificá-lo desta Decisão. in Ata nº 52/97 – Plenário: ‘Decisão nº 868/97-TCU-Plenário: O Plenário.

A portaria inaugural e o mandado de citação. a publicação. é inafastável que os possíveis envolvidos devem ter preservado o mais amplo direito de defesa. de responsabilidade da então Secretaria de Controle Interno do Ministério da Educação e em cumprimento dos itens XVIII e XIX do artigo 23 do Decreto nº 93. Omissão dos fatos imputados ao acusado.1. devem explicar os atos ilícitos atribuídos ao acusado. 8. sob pena de o trabalho ficar sem rumo claro e definido.1.683/93. Provimento. Recurso em mandado de segurança. de modo algum. 8. em virtude de sua não publicação requerendo ao Digno Ministro Relator que se digne em mandar diligenciar junto ao Diário Oficial da União para comprovação do ora alegado. o processo administrativo deve obedecer às regras do devido processo legal. a nulidade de ambas as portarias. Nota-se ainda que os dois documentos pecam na sua forma. César Ribeiro Melo fora devidamente informado dos fatos alegados. 1. consideradas insuficientes para elidir as irregularidades apuradas pelo órgão repassador (documentos de fls. 3. se ratifica o pedido de nulidade de todos os atos posteriores à publicação da Portaria de fl. em conjunto ou isoladamente. apesar de parecer estranho. não prejudicando. oportunidade em que apresentou justificativas. 8. o tempo que for necessário. Maria Jeiza dos Anjos.1. Processo Disciplinar. 9. para cumprir um fim específico. 54 e 55. e) proporciona.12. por não terem sido os membros os autores do relatório de fls. Aracy Ferreira do Rêgo.0011231-3 2ª Turma do STJ. pois não obedecem aos requisitos formais. em 02. 158 c/c 203. a servidora Maria Jeiza dos Anjos promoveu a instauração da presente TCE.91) tem se manifestado do seguinte modo: ‘Administrativo. c) trata-se.1. sendo portanto nulos. Rel. conforme documentação de fls. Ninguém pode defender-se eficazmente sem pleno conhecimento das acusações que lhe são imputadas. 6.2 ANÁLISE: A Portaria nº 83.6 PRELIMINAR – Ilegitimidade ad causam passiva . 56.3 Respaldada por esse instrumento legal. todos do quadro de pessoal e com lotação na Seção de Contabilidade/Setor de Prestação de Contas daquela Autarquia. E ainda. também. Apesar de informal. por qualquer interessado no fiel cumprimento de seus fins. haja vista que. Sem dúvida. o controle dos prazos de instauração e término da tomada de contas especial por parte do TCDF. 56. no processo administrativo.4 Quanto ao relatório de fls. Recurso Conhecido e Provido’. I do RI-TCDF’ (Processo nº 6. 8. conhecendo os fatos que lhe são imputados. d) a publicação poderá proporcionar a impugnação desta ato.5 Também não procedem as alegações acerca da ausência de indicação dos fatos determinantes da instauração da TCE com indicação dos envolvidos a fim de garantir a concretização do direito de defesa.1. Por todo este raciocínio. de uma investidura administrativa de caráter temporário. 60/62 e da portaria de fl. pelos argumentos antes aludidos. determinou a instauração de processo de tomada de contas especial das entidades omissas na apresentação de prestação de contas dos recursos concedidos por aquela Autarquia. 8. 8. A Jurisprudência (RMS nº 1. expedida no âmbito do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação – FNDE.123 b) os membros da comissão ficam inteiramente à disposição do deslinde das novas atribuições. podendo os mesmos serem responsabilizados pelo descumprimento dessas atribuições. Ministro Peçanha Martin. ou que praticaram irregularidades na aplicação dos referidos recursos. conforme os arts. Nulidade. desincumbirem-se da missão. 60/62.874. o Sr. haja vista não se encontrar no bojo dos precitados documentos o registro dos fatos com indicação dos envolvidos a fim de garantir a concretização do direito de defesa. por não conterem os registros dos fatos com indicação dos envolvidos a fim de garantir a concretização do direito de defesa.074-ES991. 47/50. 7. 57/59. conforme carimbo constante daquele documento. tendo sido publicada no BS nº 28. fl. impondo-se encargos e concedendo prerrogativas aos seus membros. designando os servidores Anamim Lopes de Silva. conforme documentos de fls. Stelita Amaral Ângelo e Eleonora Francisca Mendes Vieira. pôr deixar as atribuições de seu cargo pôr fazer. de 23/12/1986. corresponde a fase posterior da TCE. é preciso que conste do processo o objeto da apuração. 2. 4. 51/53). de 17/07/1992. Parecer MP/TCDF nº 908/95). para.

percebemos que as considerações de fls. onde consta que a SECEX/PA – órgão regional do TCU – ‘por entender ser o débito de responsabilidade pessoal’ do Sr. Estado do Piauí. portanto. 19. porém em nenhum momento chamou a Prefeitura para fazer colocações sendo ela. 82. 56 e 57. consequentemente. ‘. no Voto do Eminente Ministro Paulo Afonso. Ora. 14. na forma antes colocada. ou seja. embora a prestação de contas já tenha sido efetivada. se essa obrigação pode ser considerada personalíssima ou não. 17. Neste sentido. 12. entendemos o relatório de fls... no caso a Prefeitura Municipal de Campo Maior. A TCE não fora instalada contra o ora recorrente. ora recorrente e não da entidade que na ocasião titularizava. LV da Constituição Federal. mas o dever de ressarcir o erário pela aplicação irregular dos recursos. como gestor municipal.. em todo seu desenrolar como se a obrigação de prestar contas fosse do ex-Prefeito. 68/69. certamente é’. pois contra ela fora instalada a TCE. 16. uma obrigação personalíssima.124 10. Estado do Piauí. embora o respectivo instrumento jurídico tenha sido firmado na gestão de seu antecessor’. o Prefeito Municipal quando firma um contrato ou um convênio não o faz em nome próprio. já havíamos sustentado que ‘. Diante de Tudo o que foi dito mutatis mutantis. encontra-se o Acórdão nº 382/95-TCU-2ª Câmara. pelo princípio da impessoalidade da Administração. 15. Nesta hipótese. Estado do Piauí. vejamos: 11. mas sim da Municipalidade. teve que analisar a natureza jurídica do dever de prestar contas. onde declina que ‘o dever de prestar contas não é. deixou de acolher o pedido de parcelamento formulado em nome da Prefeitura. a obrigação de prestar contas da execução do mesmo convênio.7 ANÁLISE: Em instrução de fls. por diversas vezes. ser uma obrigação não personalíssima. Por todo o exposto e com fulcro no art. no caso de omissão na prestação de contas. 70/72 que opinou pela irregularidade da prestação de contas por questões que somente poderiam ser esclarecidas por quem tivesse a obrigação de prestar contas e não pelo recorrente. temos a eloqüência do sempre lembrado Ministro Carlos Átila: ‘Trata-se. que na fase interna e externa da TCE. em sua obra Tomada de Constas Especial. Portanto. Exª. Nunca porém como único a figurar no polo passivo quando ele não é obrigado a prestar constas e sim a entidade que conveniou com a Autarquia. porém de situação diversa. Pois a falta de citação da entidade acarretou em prejuízos na defesa do recorrente. nesta oportunidade recorrente deveria em nosso entender estar como parte interessada em um possível litisconsorte passível usando aqui. em que o término da vigência do convênio e. essa deve ser cobrada da municipalidade. Continuando ainda. No mesmo equívoco. 13. de 29/08/90. O ex-Prefeito. O Tribunal de Contas da União. . se não aceito o requerido no item anterior. 20. Em igual raciocínio. da Prefeitura Municipal de Campo Maior.. requer a esta Douta Câmara que. 8. fora instalada a TCE. temos o parecer do eminente jurista Jorge Ulisses Jacoby Fernandes. in Voto condutor da Decisão nº 667/95-TCU-Plenário.. Ocorre. a responsabilidade . Estado do Piauí. entidade responsável pela prestação de contas. do prazo para a apresentação da prestação de contas ocorreram depois de findo o mandato do signatário do ajusto. Tal fora jurisprudenciado.1. se esta Corte entendeu que a documentação apresentada estava incompleta e sendo tal irregularidade de caráter sanável. por direito quem se colocava no polo passivo da lide. 18. 5º. esta comportou-se. como se verifica às fls.. pág. 104/108. opinava no sentido de que fosse citado o recorrente para alegações. não resta dúvida de que incumbe ao sucessor. subsidiariamente o CPC. haja vista que documentação contábil exigida (cuja ausência contribuiu na Decisão da Câmara) somente poderiam ser apresentadas pela entidade.. na linha de raciocínio de que as irregularidades sanáveis devem ser inicialmente requeridas à Prefeitura Municipal de Campo Maior. os documentos exigidos e cuja ausência ocasionaram na declaração de irregularidade somente poderiam ser apresentados pela Prefeitura Municipal de Campo Maior. Anexo XIX da Ata nº 44. Nesta mesma linha. a entidade contra quem foi instalada. caberia a mesma ter chamado a TCE (sic). Na mesma Decisão. observando o due processo of law se digne em acatar a preliminar ora argüida a fim de anular o processo ab initio para que possa figurar no polo passivo a Prefeitura Municipal de Campo Maior. Estado do Piauí. mesmo porque não poderia. independentemente de quem a representa na oportunidade’. haja vista. para os esclarecimentos necessários. já no TCU.

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por possíveis irregularidades cometidas na aplicação dos recursos repassados recaem na autoridade administrativa (pessoa física), não prosperando a tese defendida pelo Sr. Cézar Ribeiro Melo quanto à responsabilização da pessoa jurídica da Prefeitura Municipal. De outra forma, não poderia ser, pois o responsável pela gerência dos recursos transferidos ao Município (pessoa jurídica) é a pessoa física legalmente autorizada, no caso, o Prefeito Municipal’. 8.1.8 Na oportunidade, ressaltamos que ao examinar casos análogos, o TCU não deixou dúvidas quanto à responsabilidade pela devolução dos recursos, a exemplo da Decisão nº 287/93-1ª Câmara (in Ata nº 39/93) e Acórdão nº 82/96-Plenário (in Ata nº 22/96). 8.1.9 Em processo também de responsabilidade do Sr. César Ribeiro Melo, o Exmº Sr. MinistroRelator Lincoln Magalhães da Rocha ressaltou no Voto condutor da Decisão nº 292/97-TCU-2ª Câmara que ‘não cabe prosperar o ponto de vista associado à ausência de responsabilidade pessoal do gestor sobre o feito, uma vez que a questão tem entendimento pacífico no âmbito deste Tribunal, presentes os contornos que identificam a situação ora examinada’. 8.1.10 No mesmo sentido, a jurisprudência (Acórdão nº 382/95-TCU-2ª Câmara) e doutrina (Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, em sua obra Tomada de Constas Especial, pág. 82, onde declina que ‘o dever de prestar contas não é, portanto, uma obrigação personalíssima, mas o dever de ressarcir o erário pela aplicação irregular dos recursos, certamente é’) citadas pelo responsável. 8.1.11 Não merece, portanto, acolhida o pedido formulado pelo responsável. 8.1.12 PRELIMINAR DE OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA AMPLA DEFESA 21. Caso não acate a preliminar antes suscitada, temos a informar que a presente tomada de contas especial originou-se do relatório de inspeção in loco que repousa às fls. 33/45 dos autos. Dito relatório faz menção, em relação ao discutido processo à fl. 37 quando suscita que ‘De acordo com declarações de moradores das próprias localidades, os campos de futebol de Conceição, Café do Vento, Lagoinha, Jatobá Bananeira e Baixinha foram construídos pela comunidade sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior’. 22. Instaurada a TCE, decidiu a 2ª Câmara em rejeitar as alegações de defesa do ora recorrente e, conceder imporrogável prazo de 15 (quinze) dias para que se recolha ao Tesouro Nacional o montante referente ao repasse com os devidos acréscimos de correção monetária e juros. 23. A Decisão do Tribunal, em declarar a irregularidade das contas apresentadas é fundamentada nas seguintes razões: a) ‘não foram apresentados documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior-PI que demonstrem a efetivação da despesa à conta dos Cz$ 2.124.000,00 recebidos do FNDE; b) na verificação in loco da construção de campos de futebol objeto deste processo, constatou-se o seguinte: b.1) COCAL DE TELHA: existe um campo de futebol do tipo ‘poeirão’ nessa localidade e segundo declaração de morador local o referido campo foi construído na gestão do Prefeito Cézar Ribeiro Melo, anterior portanto, à liberação dos recursos; b.2) de acordo com declarações de moradores das próprias localidades, os campos de futebol de Conceição, Café do Vento, Lagoinha, Jatobá Bananeira e Baixinha foram construídos pela comunidade, sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior’. 24. Verifica-se a primae facie que esta Corte julgou como irregular as contas tendo como elemento probatório as afirmações contidas no laudo de inspeção de fls. 33/45. Entendemos, com a devida venia que o explicitado no mencionado laudo é pôr demais insuficiente, no aspecto formal, para servir como meio de prova em acórdão deste Tribunal. A TCE possui, pela melhor doutrina, duas fases, a saber: interna e externa. A fase interna, realizada pelos meios de controle da Administração é puramente inquisitiva, mutatis mutantis, seria o Inquérito Policial no processo penal. As provas ali colhidas somente poderão servir como meio de condenação se repetidas na fase interna que ocorre nesta Corte. 25. Se um relatório de inspeção, feito na fase externa, afirma que determinados moradores dizem que o objeto do convênio não fora cumprido, estas alegações somente poderão servir como meio único de condenação se forem repetidas, na fase interna, com o exercício da plenitude da ampla defesa. A exemplo do Inquérito Policial a TCE, em sua fase interna limita-se a encontrar indícios que justifiquem um controle por parte do TCU, não porém, usando unicamente de declarações vagas contidas no dito

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relatório, cuja execução não tivera o acompanhamento do recorrente, declarar irregular prestação de contas apresentadas. 26. Por todo o exposto, em preliminar requer a este Tribunal que se digne em declarar como imprestável (como meio de prova) toda e qualquer informação contida no Relatório de Inspeção in loco que não tenha sido repetida na fase interna da TCE e que na fase externa tenha sido feita sem a ciência do recorrente (isto se o Acórdão tiver tomada a informação do relatório como único e solitário meio de prova). 8.1.13 Aqui, também, não assiste razão ao responsável, haja vista que as constatações e declarações levantadas in loco, apenas corroboram a ausência de documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior-PI que demonstrem a efetivação da despesa à conta dos Cz$ 2.124.000,00 recebidos do FNDE. As ocorrências a que se refere o defendente foram expressamente consignadas no expediente citatório de fls. 73/74, no qual apôs sua ciência (fls. 74 v), e sobre as quais apresentou defesa, restando devidamente configurado o exercício da ampla defesa e do contraditório. 8.2 Passemos a analisar as demais justificativas, relativas ao mérito, apresentadas pelo responsável. 8.3 IRREGULARIDADE: reproduzidas no item 2, retro. 8.3.1 JUSTIFICATIVAS: ‘Como já foi dito, a Decisão do Tribunal, em declarar a irregularidade das contas apresentadas é fundamentada nas seguintes razões: a) ‘não foram apresentados documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior-PI que demonstrem a efetivação da despesa à conta dos Cz$ 2.124.000,00 recebidos do FNDE; b) na verificação in loco da construção de campos de futebol objeto deste processo, constatou-se o seguinte: b.1) COCAL DE TELHA: existe um campo de futebol do tipo ‘poeirão’ nessa localidade e segundo declaração de morador local o referido campo foi construído na gestão do Prefeito Cézar Ribeiro Melo, anterior portanto, à liberação dos recursos; b.2) de acordo com declarações de moradores das próprias localidades, os campos de futebol de Conceição, Café do Vento, Lagoinha, Jatobá Bananeira e Baixinha foram construídos pela comunidade, sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior’. No que diz respeito a alínea ‘a’ do item anterior temos a esclarecer que no folhear de todo os autos desta tomada de contas especial, verificamos que a questão central diz respeito a não apresentação de elementos que indiquem registros na contabilidade de Prefeitura. Todas as vezes que o recorrente fora chamado a falar nos autos o mesmo fora por demais enfático em afirmar que o então Prefeito à época, Raimundo Nonato Bona, vulgo Carbureto, é seu inimigo pessoal e político e, neste diapasão, nenhum interesse teria, até mesmo pela conduta que lhe é peculiar, em apresentar documentos que justificassem a regular aplicação dos recursos. Ao contrário, limitou-se em dizer que os documentos não existiam e as palavras de seus assessores ficaram com verdade sabida, como se os mesmos tivessem fé pública. Tendo, de um forma equívoca, sido invertido o ônus de provar. Esta TCE, em nenhuma ocasião, tanto em sua fase interna como externa, oficiou a Prefeitura Municipal no sentido de que prestasse esclarecimentos sobre os documentos contábeis referentes ao convênio tão falados e tão exigidos no folhear de todo o processo. O Recorrente não está obrigado, ao deixar a função pública que ocupara, na condição de ordenador de despesa, levar consigo toda a documentação comprobatória da regularidade de seus atos enquanto gestor público. Haja vista que a obrigação de prestar contas não é personalíssima. A documentação exigida somente poderia ser dada pela própria Prefeitura, pois ela é a guardiã de toda documentação. Não pode esta Corte, s.m.j, apenas levando em conta a palavra de um inimigo político e pessoal do ora recorrente, condenar este sem uma verificação maior do alegado pelo dito Prefeito à época da inspeção in loco. No entanto, juntamos a este recurso, por somente agora foi nos dado o direito de vê-lo junto a Municipalidade de Campo Maior, a seguinte documentação: extrato bancário da Prefeitura Municipal de Campo Maior – PI, conta MEC, de agosto de 1988, onde comprova a entrada dos seguintes recursos:

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Cz$ 2.124.000,00 (referente ao convênio em discussão) em 10.08.88 e o montante de Cz$ 4.000.000,00 (referente a um outro convênio) em 17.08.88. A soma dos dois totalizam o montante de Cz$ 6.124.000,00. Mencionado valor fora contabilizado no balancete mensal da Prefeitura de Campo Maior – PI em agosto de 1988 como receita extra-orçamentária de bancos, conta BB (MEC) conforme faz provar com a inclusa documentação. Os campos de futebol foram pagos em dois recibos à firma construtora, nos valores de Cz$ 1.654.674,00 (fl. 90) e Cz$ 470.000,00 (fl. 91) que totaliza o valor do convênio. Referidos valores foram pagos com cheques da conta BB (MEC), onde fora depositado o montante do convênio através dos cheques de nºs 842750 (29.08.88) e 857101 (31.08.88) referentes aos recibos antes declinados, respectivamente (fls. 90 e 91). Conforme se faz provar com os inclusos extratos ora juntados. Com estas considerações e pela documentação a esta juntada esperamos ter contemplado esta Corte na documentação contábil exigida. Se antes não fora juntada decorreu do fato da hostilidade do Prefeito à época da inspeção, que insistia em negar a existência da juntada documentação. A segunda e última justificativa do Acórdão que precipitou na declaração de irregularidade das contas diz respeito a possíveis declarações de moradores das localidades afirmando que os campos de futebol não foram feitos. Diz o Acórdão, à fl. 102, que segundo declaração de morador local, o campo de futebol da localidade Cocal de Telha ‘foi construído na gestão do Prefeito Cesár Ribeiro Melo, anterior, portanto, à liberação dos recursos’. Na verdade, um grande erro de interpretação por parte deste Tribunal, senão vejamos: a inspeção fora realizada já na gestão do Prefeito Raimundo Nonato Bona, que sucedeu o ora recorrente. Se o morador disse que o campo de futebol fora realizado na gestão do Prefeito César Ribeiro Melo, está com a realidade existente pois foi nesta gestão que os recursos foram liberados, sendo Cesár Ribeiro Melo quem figura no polo passivo desta TCE. A outra alegativa de que moradores das localidades Conceição, Café Velho, Lagoinhas, Jatobá, Bananeira e Baixinha foram construídos pela comunidade sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior não pode prosperar. Alegamos, em preliminar, que em nosso entendimento, declarações de pessoas não nominadas, sem estarem sujeitas ao contraditório e princípio da ampla defesa, não podem isoladamente servirem como único meio de prova de condenação. Poderiam servir como base para instauração de TCE. Se este Tribunal entende, por inúmeros julgados, a desnecessidade de se fazer intimar o recorrente para acompanhar a inspeção in loco, deve, por Justiça, entender que as conclusões do relatório não poderão ser usadas, quando únicas nos autos (este caso), para possível condenação. E ainda quando as colocações feitas são por demais frágeis pois limita-se em dizer que moradores disseram sem nominá-los, arrolá-los ou por depoimentos a termos. Em assim sendo, requeremos desta Corte que aceite a fragilidade das declarações contidas na inspeção in loco não aceitando quando único meio existente para comprovação de possível irregularidade. Por todo o exposto, requer a esta Douta Câmara que se digne em conhecer do recurso (protestando pelo princípio da fungibilidade, se for o caso) a fim de acatar as preliminares argüidas no intróito deste petitório, anulando, pelas considerações feitas, o presente feito ab initio por flagrante ilegitimidade ad causum passiva e não publicação do instrumento convocatório bem como erro formal na sua elaboração. Não acatando as preliminares referidas, se dignem, no mérito, de conhecer do recurso para dar-lhe provimento a fim de considerar a Decisão anteriormente tomada julgando regular a prestação de contas pelas alegações feitas no decorrer de todo o recurso.’ 8.3.2 ANÁLISE: O extrato bancário trazido pelo responsável (fls. 121/122) aponta o crédito de Cz$ 2.124.000,00, em 10/08/1988, na conta-corrente nº 1.182-7, Ag. 0106-6, do Banco do Brasil S.A., e os débitos de Cz$ 1.654.674,00, em 29/08/1988, e 470.000,00, em 31/08/1988. 8.3.3 Verifica-se no balancete apresentado ingresso de Cz$ 6.124.000,00 como receita extraorçamentária, em crédito de conta-corrente do Banco do Brasil vinculada ao MEC. Contudo, não são apontadas no balancete despesas relativas ao objeto do convênio, totalizando Cz$ 2.124.000,00, bem como ausentes, também, documentos referentes ao processamento da despesa (a exemplo de nota de empenho e ordem de pagamento, artigos 58, 60, 61 e 64 da Lei nº 4.320/64), cabendo ainda ressaltar que os recibos apresentados (fls. 90/91) não são documentos fiscais à luz do art. 36, § 2º, alínea ‘c’ do Decreto nº 93.872/86. 8.3.4 Acerca da matéria, a IN/STN nº 10, de 27/05/1987, então vigente, prescrevia no art. 1º, i, ‘a

A. todavia. determina que ‘o recebimento de recursos da União para execução de convênio firmado entre quaisquer órgãos ou entidades federais. 9. 8.443/92. caso não atendida a notificação. além do cumprimento das normas gerais a que estejam sujeitos (Lei nº 4. as razões juntadas pelo Sr. c) seja remetida cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. Procurador Lucas Rocha Furtado destacou em Parecer constante do TC-525. alínea ‘a’.872/1986. seja determinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE que inclua o nome do Sr..000. 23. Nesse sentido. que os esclarecimentos apresentados não são capazes de alterar o entendimento que resultou na Decisão nº 868/97-Plenário. Esse tem sido o entendimento desta Corte. 93 do Decreto-lei nº 200/67 prescreve a obrigação a todo aquele que gerir recursos públicos de comprovar a boa e regular aplicação. Cézar Ribeiro Melo foram examinadas como novos elementos de defesa. I. para os fins deste artigo.00 (dois milhões. 144/152. para os fins preconizados no art. 8. 16.” VOTO As irregularidades que ensejaram o presente processo foram devidamente expostas tanto no Relatório precedente como no Relatório e Proposta de Decisão que precederam a Decisão 868–TCUPlenário que rejeitou as alegações de defesa e consistiram em: a) não foram apresentados documentos e registros na contabilidade da Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI que demonstrem a efetivação das despesas à conta dos Cz$ 2. ex-Prefeito Municipal de Campo Maior – PI no Cadastro Informativo dos Débitos não Quitados de Órgãos e Entidades Federais – CADIN. sem prejuízo da classificação das transferências como receitas orçamentárias da entidade que os recebeu.3. independentemente de expressa estipulação no respectivo termo. § 1º.7 Acerca da ausência de diligências à Prefeitura Municipal de Campo Maior para que apresentasse esclarecimentos acerca da documentação contábil.6 É oportuno ressaltar que para a aprovação das contas faz-se necessário que o convenente comprove que a obra foi executada com os recursos do convênio. § 3º. caso tal providência ainda não haja sido adotada. caput. através de dotação consignada em orçamento ou em crédito adicional’. sejam as presentes contas julgadas irregulares e em débito o Sr.443/92.443/92. 8. a cobrança judicial da dívida. nos termo do art. b) na localidade de Cocal de Telha existe um campo de futebol tipo “poeirão”. importa consignar que não compete ao Tribunal laborar na produção de provas em favor do responsável realizando diligências. 12. 121) até a data do efetivo recolhimento. I. a contar da notificação. em conta específica. desde logo. Considerando as disposições contidas no art. 28. todos da Lei nº 8. da Resolução TCU nº 036/95. e 23.1988 (fl. no Banco do Brasil S.320/64.3. ensejando a obrigação da restituição ao erário. 16. do RI/TCU).124. calculados a partir de 10. III. b) seja autorizada. III. o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. inciso II. ‘a’. cento e vinte e quatro mil cruzados). o Exmº Sr. ‘b’ e ‘c’. e expressamos concordância quanto ao encaminhamento do processo.000.5 No mesmo sentido. vez que se tem por não aplicados satisfatoriamente. Considerando. Cézar Ribeiro Melo. por meio de sua pacífica jurisprudência acerca do assunto’.00 recebidos do FNDE. Nesse sentido. na forma da legislação em vigor. concordamos em parte com as análises contidas na instrução de fls. da Lei nº 8. que foi construído . do Decreto nº 93. Cézar Ribeiro Melo. 10. exPrefeito Municipal de Campo Maior – PI. artigos 87 e 93)’.081/1995-0 que ‘a não-apresentação de documentos idôneos que se destinem a inferir acerca da boa e regular aplicação de recursos públicos configura razão suficiente para dar respaldo à conclusão de ter sido inadequada a sua administração. estaduais ou municipais.3. §§ 1º e 2º. 19. obriga os convenentes a manter registros contábeis específicos. corrigida monetariamente e acrescida dos encargos legais.128 obrigatoriedade de manutenção dos recursos transferidos pelos órgãos e entidades federais. 54. propondo que: a) com fundamento nos arts. para que comprove perante o Tribunal (art. o art.124. 1º. 165. para utilização em despesa regularmente formalizada. o art. condenando-o ao pagamento da importância original de Cz$ 2. inciso III. da Lei nº 8.08. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias.

bem assim a execução dos campos de futebol. entendo que não há como isentar de responsabilidade o ex-Prefeito Cézar Ribeiro Melo. 36. julgue improcedente as conclusões da ‘ESDRÚXULA Auditoria’ (fl. todos no Município de Campo Maior-PI' (fls. BOQUEIRÃO. por fim. relativamente à defesa do Sr. Cézar Ribeiro Melo não deve qualquer valor ao FNDE. tanto isso é verdade. § 2º. Por outro lado. JATOBÁ.. bem como desviar os Senhores Auditores das verdadeiras localidades. 15. 'não deve qualquer valor ao FNDE. 85-’in’ fine).) 19. o responsável alega que. (. SANTA CRUZ. A apresentação de recibos. entendemos que nada acrescentam que possa influenciar no mérito das presentes contas. 29). que prestou contas na época oportuna. b/c. e do Ministério. não é bastante para elidir as constatações da Equipe de Auditoria do FNDE . 14. conforme declaração prestada por moradores da região. A defesa invoca. com isso. com a conseqüente aprovação de suas Contas pela DELEGACIA DO MEC. levando-os ao seu próprio reduto eleitoral. inclusive.443/92). RAIMUNDO BONA (CARBURETO). CONCEIÇÃO. Pelo exposto e à luz do depurado exame realizado pela Secretaria Técnica. Cézar Ribeiro Melo. LAGOINHAS. como pessoa física. o fato de a prestação de contas apresentada pelo Município. 84/85). 'os Senhores Auditores da FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (sic). Jatobá e Bananeira. 20. Posteriormente. sem ajuda da Prefeitura Municipal de Campo Maior. a PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO MAIOR.124. ter sido aprovada pela Delegacia do MEC no Piauí.. a assertiva de que o Sr. no valor total de Cz$ 2. a exemplo das constantes no instrumento de citação e elencadas no item 10. COCAL DE TELHA. Para corroborar seu entendimento. razão pela qual. voto por que o Tribunal adote a deliberação que ora submeto ao descortino deste egrégio Colegiado.674. em que se comprova a má fé generalizada praticada pelo Ex-Prefeito. Lagoinha. Naquela assentada. relativos à execução das obras. de acordo com os elementos ora trazidos aos autos. nada tendo a devolver porque não firmou qualquer compromisso neste sentido. na época das localidades inspecionadas.129 na gestão do Prefeito Cézar Ribeiro Melo em época anterior à liberação dos recursos pelo FNDE. ao esconder a documentação comprobatória das despesas que foram efetivamente realizadas. conforme Parecer nº 691/89 da DEMEC/PI (fl. CAFÉ DO VENTO. não há como se comprovar a vinculação destes aos recursos repassados à municipalidade. Café Velho.muitas das quais.) 12. A Pessoa Jurídica. destaquei em minha proposta. BANANEIRA E BAIXINHA.00. em razão de a inspeção do FNDE ter sido realizada quando o Município encontrava-se sob a administração de facção política contrária à sua. inicialmente. segundo declarações de moradores da região. os campos de futebol foram construídos pela comunidade. Prossegue. o responsável fez juntar cópias de recibos. uma vez que a defesa complementar apresentada a esta Corte não foi capaz de atestar o emprego dos recursos federais na finalidade pactuada. firmou compromisso e assumiu na sua inteireza. deixando de visitar os 10 (dez) Campos de Futebol que foram construídos nas seguintes localidades: ALTO DO MEIO. na gestão do ora Defendente. que induziu os senhores auditores em erro. os seguintes excertos: “(. entende o responsável ter provado que os recursos foram totalmente aplicados. por si só. não encontra amparo na legislação pertinente: Decreto-lei nº 199/67 (vigente à época da ocorrência dos fatos) e Decreto-lei nº 200/67 (cujas essências foram mantidas na Lei nº 8.” 3. porque não firmou qualquer compromisso neste sentido. não mereceram comentários nas alegações de defesa. arquitetada pelo Sr. 83/84). afirmando que. que deveriam ter sido visitadas. 16. Quanto às justificativas e documentos apresentados relacionados à aplicação dos recursos liberados pelo FNDE. caíram na maior trama diabólica.. Assim. Conclui. alínea "c" do Decreto nº 93. de acordo com os pronunciamentos da Secex/PI. ‘em face da vasta documentação que se junta ao presente feito’. da qual consta: Demonstrativo Contábil. 13. alegadamente relativos à execução das obras de construção dos campos de futebol pela Construtora União Ltda. . retro. c) nas localidades Conceição. pedindo ao Tribunal que. 2. Relatório Final e Termo de Aceitação da Obra. nada lhe tendo a lhes devolver. pois..872/86. que não são documentos fiscais à luz do art. não acontecendo nenhum tipo de desvio na execução dos dez campos de futebol. como já circunstanciado' (fls. fornecidos pelo atual Prefeito Municipal de Campo Maior.

964. Humberto Guimarães Souto. ao pagamento da importância original de Cz$ 2. desde logo. Conceição.026/2003 . Especificação do quorum: 12.000. ante as razões expostas pelo Relator. inciso II. remeter cópia da documentação ao Ministério Público da União. 6. Café Velho.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). transferidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator . Unidade Instrutiva: Secex/PI. Classe: II. ex-Prefeito Municipal de Campo Maior/PI. na forma prevista na legislação em vigor. Cézar Ribeiro Melo. 2. inciso III.aRepresentante do Ministério Público: Procuradora Cristina Machado da Costa e Silva. no valor original de Cz$ 2. com fundamento nos arts. objetivando a construção de 10 campos de futebol nas localidades de Alto do Meio. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Santa Cruz. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. caso não atendida a notificação.3. 214. perante o Tribunal (art. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. em 20 de maio de 2003. 1º. inciso I. em: 9.. Boqueirão. caput e 23. 28.124. até a data do efetivo recolhimento. Responsável: Cézar Ribeiro Melo (ex-prefeito). julgar. cento e vinte e quatro mil cruzados) mediante nota financeira 038891.124. Jatobá.00 (dois milhões.TCU . Cocal de Telha. Grupo: I. cento e vinte e quatro mil cruzados). Advogado constituído nos autos: não José Ribamar Coelho Filho.020/1993-4. 3. 9. alíneas “b” e “c”. 8. Processo: TC-549. 5. 10. exPrefeito Municipal de Campo Maior/PI. de responsabilidade do Sr.aRelator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. e Paulo Sérgio Escórcio de Brito. inciso III. 9. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. e 9. calculados a partir de 10/08/88. 12. alínea “a”. 4. Cézar Ribeiro Melo.1. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial.2. Assunto: Tomada de Contas Especial. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. inciso III. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). as presentes contas irregulares e condenar o Sr. 16. da Lei 8. a cobrança judicial da dívida. instaurada em decorrência da não aprovação da prestação de contas de recursos federais transferidos à aludida Prefeitura.443/92. 7. Bananeira e Baixinha. Unidade: Prefeitura Municipal de Campo Maior/PI. CPF: 060.443/92. Acórdão: VISTOS.000. OAB/PI 104/89-A.00 (dois milhões. OAB/PI 2. autorizar. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. nos termos do § 3º do artigo 16 da Lei 8. a contar do recebimento da notificação para que comprove. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. Lagoinha.1ª CÂMARA 1. nos termos do art.443/92. 19.845/49.130 TCU.684/95.2. do Regimento Interno/TCU). atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora devidos. todos da Lei 8.

ante o pedido de vista formulado pelo Eminente Ministro Walton Alencar Rodrigues. acolheu a proposta do analista. 3. CPF: 354. 220/224).131 Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II . à fl. Retornam os autos.06. Falhas de natureza formal.030-72.90. confirmado pelo de nº 26/2002 do mesmo Colegiado e pelas Decisões Plenárias de nºs 599/1994 e 146/1995). tendo em vista que a determinação proposta já foi validamente efetuada pelo Tribunal. I. nos termos dos arts. uma vez superada a questão que ensejou o sobrestamento.440-20. A unidade técnica. mas teve sua discussão e votação adiadas. Quitação. deixo de acatá-lo. acrescentando. contudo. Solon Magalhães Vianna.875. 224. CPF: 170. Dra. Diante do que consta dos autos. Foram os presentes autos.709-30. inicialmente.370-91. Eduardo Levcovitz. sejam anuladas. sobrestados.2003. propôs serem estas contas julgadas regulares com ressalvas.090. CPF: 097.737-00. acolho os pareceres uniformes no sentido da regularidade com ressalvas das contas. em razão de recurso de revisão ofertado no processo de prestação de contas da entidade relativa ao exercício de 1994.603. Itamar José Barbalho. 2.443/92 (fls. 2. 16. Entidade: Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A. Sebastião Carlos Alves Grilo.200-20. sem a prévia aprovação em concurso público. VOTO Registro. nesta oportunidade. dando-se quitação aos responsáveis.758. 7. 37 da Constituição Federal (cf. 6. para exame de mérito. Sumário: Prestação de contas relativa ao exercício de 1996.090-87. O analista responsável pela instrução. CPF: 534.137. CPF: 603. Acórdão nº 29/2000 da 2ª Câmara.187.420. Francisco Daly Schneider Bernd.922.617-72.145/1997-6 Natureza: Prestação de Contas – Exercício de 1996.780. 3. RELATÓRIO Trata-se da Prestação de Contas do Hospital Nossa Senhora da Conceição relativa ao exercício de 1996. Paulo Henrique Ferreira de Melo. II da lei nº 8. 18 da Resolução nº 64/96TCU.049. 5. A Secretaria de Controle Interno/MS do Ministério da Fazenda emitiu certificado de Auditoria pela regularidade destas contas.187. II. CPF: 000. CPF: 008. Luiz Eurico Laranja Vallandro CPF: 133. CPF: 001.691-49. Marinon Porto. Relativamente ao acréscimo sugerido pelo Ministério Público. Responsáveis: Rogério Dalfollo Pires. inicialmente. Antônio Carlos Ebling.360-15. CPF: 065.576.980-68. Marco Antônio Viegas da Silva. CPF: 019. CPF nº 434. Determinação. após observar que as falhas verificadas no processo são de natureza estritamente formal. nos . João Carlos Barros Krieger. uma vez que as falhas detectadas são de natureza estritamente formal.110. nos termos do § 2º do art. determinação ao responsável pelo hospital Nossa Senhora da Conceição S/A no sentido de que todas as admissões feitas posteriormente a 06. com as vênias de praxe. Contas regulares com ressalvas. nos autos representado pela Procuradora. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. Maria Alzira Ferreira. 1º. que relato estes autos com fundamento no art. 4. manifestou-se de acordo com a proposta de mérito de folha 224. 8. CPF: 237.500-34. 18 e 23.03.1ª Câmara TC-625. O presente processo foi levado à sessão da Primeira Câmara de 11.567-20. Isacc Sprinz. O Ministério Público.

Revisor: Ministro Walton Alencar Rodrigues. Marco Antônio Viegas da Silva. inciso II. em 20 de maio de 2003. Antônio Carlos Ebling. 8. CPF: 019. 1º.691-49. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Especificação do quorum: 12. CPF nº 434. Responsáveis: Rogério Dalfollo Pires. inciso I. dando-se quitação aos responsáveis citados no item 3 supra. CPF: 000. 4.360-15. Luiz Eurico Laranja Vallandro CPF: 133. Processo nº TC-625. 18 e 23. relativas ao exercício de 1996. 16. CPF: 170.2. 1º.603. CPF: 008. Representante do Ministério Público: Dra.420. CPF: 097. ante as razões expostas pelo Relator. 5. afigura-se-me mais apropriado que o Tribunal determine à SECEX/RS que acompanhe seu cumprimento. João Carlos Barros Krieger.1.090. 4. Marinon Porto. 3. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. CPF: 534. 5.1. 208 e 214. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Entidade: Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A. julgar as presentes contas regulares com ressalvas.576. Walton Alencar Rodrigues (Revisor) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). Unidade técnica: SECEX/RS. Itamar José Barbalho. Sebastião Carlos Alves Grilo. 7. TCU.132 termos do Acórdão nº 599/94-TCU-Plenário. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. CPF: 603.922. Assim.145/1997-6.737-00.780. de 16 de julho de 1992 c/c os arts. CPF: 237.1ª CÂMARA 1. 9. 6.617-72. proceda à verificação do cumprimento de determinação desta Corte contida no Acórdão nº 599/94-TCU-Plenário. Nesse sentido. determinar à SECEX/RS que.440-20. inciso II.875.TCU .027/2003 . com fundamento nos arts. CPF: 065.110. Grupo e Classe de assunto: Prestação de Contas – Exercício de 1996. Francisco Daly Schneider Bernd. Isacc Sprinz.567-20.200-20.709-30. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.980-68. mantido pela Decisão nº 146/95-TCU-Plenário.187.500-34. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. voto no sentido de que esta Câmara adote o Acórdão que ora submeto à sua apreciação. Acórdão: VISTOS.443. 9.758. na próxima fiscalização. Humberto Guimarães Souto.090-87. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.030-72. Advogado constituído nos autos: não consta. Maria Alzira Ferreira. 10. CPF: 001. Paulo Henrique Ferreira de Melo. CPF: 354. Solon Magalhães Vianna. 12.370-91. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator .1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).137.049. relatados e discutidos estes autos de prestação de contas do Hospital Nossa Senhora da Conceição S/A.2.187. na próxima fiscalização ao Hospital Nossa Senhora da Conceição. Eduardo Levcovitz. 2. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. em: 9. inciso II da Lei nº 8. inciso I. do Regimento Interno.

não evidencia elementos suficientes para caracterizar a sua boa-fé ou afastar sua . à época da ocorrência dos fatos. Clélia Rocha da Costa. que o Tribunal: julgue as presentes contas irregulares e em débito a responsável. 280/281) O Ministério Público ratifica a proposta da Unidade Técnica (fls. 123). Citação. Demissão do serviço público. 2. 247). alegando inocência dos fatos que lhe são imputados. VOTO Registro. Contas julgadas irregulares e em débito. 7. tendo a autoridade ministerial se manifestado às fls. 252/254 e 280). Cobrança judicial. As irregularidades são as seguintes: pagamentos indevidos. Diante disso. no exercício da função de Chefe de Divisão de Transformação e Processamento/DITRA. As Comissão concluíram pelas responsabilização da implicada. Confissão perante a Comissão de Sindicância de que apropriou-se dos recursos financeiros. fato que culminou com a sua demissão do serviço público. 3. No âmbito deste Tribunal. já demitida do serviço público. permissão de contratação de pessoas sem a documentação exigida para o desempenho de funções nos projetos PNUD. 258/263. Responsável: Clélia Rocha da Costa (CPF nº 154. qualificada às fls.18 da Resolução nº 64/96-TCU. 4. em pareceres uniformes.364/2001-4 Natureza: Tomada de Contas Especial. SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial instaurada em razão de irregularidades praticadas por servidora. Remessa de documentação ao Ministério Público da União. Pelas portarias constantes às fls. do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/IBAMA. citada para apresentar alegações de defesa ou recolher o débito que lhe fora imputado (fls. RELATÓRIO Tratam os autos de Tomada de Contas Especial instaurada em decorrência de irregularidades praticadas pela Sra.CLASSE II . utilização de recursos públicos em proveito próprio. concessão de diárias a pessoa em gozo de licença. intempestivamente. Seção 2 (fls.1ª CÂMARA TC-014. 282). Clélia Rocha da Costa. Em atendimento. foram instaurados os Processos Administrativos com o fito de apurar os fatos. Acolhimento das propostas da Unidade Técnica e do Ministério Público. da Diretoria de Recursos Renováveis/DIREM. a 4ª SECEX propõe. 6. A Secretaria Federal de Controle Interno certificou a irregularidade das presentes contas ( fls. a responsável foi. em cumprimento ao devido processo legal. 212/218). autorize a cobrança judicial da dívida. que atuo nestes autos com fundamento no disposto no art. a Sra. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva.258. Alegações apresentadas intempestivamente e desprovidas de elementos suficientes. A defesa apresentada. bem como culpando o Tribunal por situações que aconteceram ainda na esfera administrativa.601-10). 162.133 Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . Contas consideradas irregulares pelo controle interno. 2. 5. inicialmente. para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis ( fls. capazes de descaracterizar os fatos a ela imputados. conforme Portaria Ministerial nº 108. pela Sra. sem apresentar quaisquer elementos ou provas capazes de ser aproveitados em seu benefício (fls. Clélia Rocha da Costa apresentou argumentos impertinentes e confusos. Entidade: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. e remeta documentação ao Ministério Público da União. 219. ocasionando prejuízo aos cofres do IBAMA. 69 e 87. publicada no DOU de 28/04/2000.

atualizado monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora . 214.00 9. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. VALORES (R$) 10. inciso IV. 4. do Regimento Interno). Advogado constituído nos autos: Não consta.3 . acolho as propostas da 4ª SECEX e do Ministério Público e VOTO no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à apreciação desta Primeira Câmara.200.00 10. em: 9. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. da Lei nº 8. TCU. 214. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial de responsabilidade da Sra.134 responsabilidade pelo dano causado aos cofres do IBAMA. inciso III. Clélia Rocha da Costa ao pagamento das quantias a seguir discriminadas. em 20 de maio de 2003 LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. 19 e 23. 1º.000.443. 4.1.00 (dez mil reais). o recolhimento do valor retro aos cofres do Tesouro Nacional. 7. 3.028/2003 .2. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Jatir Batista da Cunha.00 10. na forma prevista na legislação em vigor.601-10). Diante do exposto. Processo nº 014. Unidade Técnica: 4ª SECEX. perante o Tribunal (art. Redator: Ministro Walton Alencar Rodrigues 6. Com efeito. Responsável: Clélia Rocha da Costa (CPF nº 154.TCU . alínea “a”. Entidade: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.00 10. para que comprove. 16. do Regimento Interno/TCU). em benefício próprio. 3.970. e com os arts. 57 da Lei nº 8. inciso III. perante o Tribunal (art. com a fixação do prazo de quinze dias. 1º. a acusada confessou perante a Comissão de Sindicância que utilizou. inciso III.000. do Regimento Interno. retro). os recursos financeiros do projeto PNUD. rejeitar as alegações de defesa apresentadas pela responsável (item 3.00 DATAS 27/03/1997 25/04/1997 09/05/1997 18/02/1997 06/04/1997 23/01/1998 04/02/1998 11/02/1998 9. de 16 de julho de 1992.00 1.190. 2.364/2001-4. que tinha consciência da ilicitude de sua ação. c/c os arts. inciso I.1ª CÂMARA 1.00 1. inciso III.Tomada de Contas Especial. Grupo I . para comprovar. alínea "a". e que se valeu de tal artifício por achar que era aquela a única saída para seus problemas financeiros (fls. a contar da notificação. III. 261).000. a contar da notificação. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. com fundamento nos arts. no valor de R$ 10. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora calculados a partir das correspondentes datas até aquela do efetivo recolhimento. alínea "d".206. 5. 8.aplicar à responsável a multa prevista no art. Acórdão: Vistos. 9. Clélia Rocha da Costa. o recolhimento da dívida aos cofres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. 9. da qual era servidora. 210 e 214.258.Classe de Assunto II .443/92.000. inciso I.00 7. 209. julgar as presentes contas irregulares e condenar a Sra. da mesma Lei.000.

649/2001-9 Natureza: Tomada de Contas Especial. Contas irregulares com débito e multa. ex-Prefeito.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). 641/1997.443/92. 16 da Lei nº 8. Deusdedith Alves Sampaio. 10. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. autorizar. desde logo.3. Especificação do quorum: 12. de 1992. cujo recebimento foi atestado pelo próprio responsável (fl. 2. ex-Prefeito do Município de Açailândia/MA. caso não atendida a notificação. Visando a eliminar quaisquer dúvidas quanto ao recebimento do ofício por parte da municipalidade.483. em decorrência da omissão no dever de prestar contas dos recursos federais repassados ao mencionado Município. da Lei nº 8. Walton Alencar Rodrigues (Redator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). 12. Entidade: Município de Açailândia/MA. Revelia.135 estabelecido até a data do recolhimento. nos termos do art. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. foi encaminhada pessoalmente ao Sr. CPF n. 87/88). 15/25). Deusdedith Alves Sampaio. caso não atendida a notificação. não se obteve qualquer resposta do referido Município. 089. Expedido o Ofício FUNASA/CORMA/SEADM/EPC-01098.5. a cobrança judicial das dívidas. SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial instaurada em decorrência da omissão no dever de prestar contas de recursos federais transferidos por força de Convênio. 9. 12. Remessa da documentação pertinente ao Ministério Público da União. Responsável: Deusdedith Alves Sampaio. por força do Convênio n. Autorização para cobrança judicial das dívidas. por intermédio de servidor da Funasa. .443. RELATÓRIO Trata-se da Tomada de Contas Especial instaurada pela Fundação Nacional de Saúde – Funasa. 87). 28. solicitando da Prefeitura de Açailândia/MA a apresentação da prestação de contas do Convênio em tela (fls. inciso II.32. e 9. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro Redator LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª Câmara TC-015.4. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. 07/08). Ministro com voto vencido em parte: Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).2. nos termos do § 3º do art. Humberto Guimarães Souto. remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. no valor total de R$ 304. na forma prevista na legislação em vigor. tendo como responsável o Sr. notificação informando-lhe acerca de sua omissão (fls.566.855-68. objetivando a construção do Centro de Controle de Zoonoses naquela localidade (fls. Citação.

1ª CÂMARA 1. tendo a autoridade ministerial competente manifestado haver tomado conhecimento de seu teor (fl. dando-se prosseguimento ao processo. 124. inciso I. Sala de Sessões.136 3. do RI/TCU e de acordo com a jurisprudência recente desta Corte. poderá o Tribunal decidir sobre a remessa de cópia dos autos ao Ministério Público da União. deva ser aplicada a multa prevista nos arts. b) seja aplicada ao responsável a multa prevista no art. 8. Recebido o ofício citatório. Diante disso. 109). No âmbito do TCU. 5. nenhum documento foi juntado ao processo. condenando-se o responsável ao recolhimento do débito apurado nos autos. não havendo novo pronunciamento do responsável nos autos. 135.U. 1º.TCU . ex-Prefeito. 5. 3.443/1992. Outrossim. a Secex/MA procedeu à citação do responsável. da Lei n. 128). entre outros). comunicou-se ao responsável que ser-lhe-ia facultado. na forma da lei. 16 da Lei n.. alínea a. c) seja autorizada a cobrança judicial das dívidas. 128). 748/2001 e 410/2002.443/1992. 641/1997 ou comprovar o recolhimento do débito (fls. Assim. 2. 8. o qual não logrou deferimento. 107). Entidade: Município de Açailândia/MA. devidamente atualizado. Lucas Rocha Furtado. com fundamento nos arts. 125/127). ainda naquela fase processual. da 1ª Câmara e 266/2002 da 2ª Câmara.566. conforme AR-MP de fl. inciso III. 4. da Lei n. por intermédio de advogado legalmente constituído. § 6°.C. 19. cuja ciência do responsável se comprova no AR-MP de fl. providência que julgo pertinente no caso em exame. . caput. 12. PROPOSTA DE DECISÃO Nos termos do art. Não obstante. para as providências que entender cabíveis.443/1992. Ante o exposto. na hipótese de condenação do Responsável com base na alínea a do inciso III do art. 2. CPF n. caso não atendida a notificação. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa.443/1992. a unidade técnica propõe (fls. e 57 da Lei n. 8. acolho os pareceres da unidade técnica e do Ministério Público e manifesto-me por que seja adotada a deliberação que ora submeto a este Colegiado. ou seja. 16. 015. É o relatório. com a anuência do Ministério Público (fl. Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial. entendo que. instando-o a apresentar alegações de defesa sobre a sua omissão em apresentar a prestação de contas do Convênio n. 6. 209.855-68. Processo TC n. solicitou a prorrogação do prazo para apresentação de sua defesa (fls. Por outro lado. ante a ausência de quaisquer documentos relativos à prestação de contas. Responsável: Deusdedith Alves Sampaio. 8. 137): a) sejam julgadas irregulares as presentes contas.649/2001-9. MARCOS BEMQUERER COSTA Relator ACÓRDÃO Nº 1. consoante previsto no art. Representante do Ministério Público: Dr.443/1992. a Secretaria Federal de Controle Interno expediu Certificado de Auditoria pela irregularidade das contas (fl. 120 e 123). o responsável que não atender à citação será considerado revel pelo Tribunal para todos os efeitos. conforme diversos julgados deste Tribunal (Acórdãos ns. 19. além do débito a ele imputado. já ultrapassado o prazo fixado no ofício citatório (fl. Transcorridos cerca de 11 meses da notificação supra. ante o princípio da verdade material (fl. juntar novos documentos ao processo. § 3º. ante a gravidade da infração que comete o responsável omisso no dever constitucional de prestar contas. T. 133/134 e 136). 57 da Lei n. 8. lembro que. o responsável. em 20 de maio de 2003. d) seja remetida cópia dos presentes autos ao Ministério Público da União. caput. 3. Grupo: I. 6.029/2003 . 089. tendo em vista que a petição fora protocolada intempestivamente. 4.

00 (trinta mil reais).443/1992. inciso I. alínea a. alínea a. Deusdedith Alves Sampaio. inciso III.83 23/07/1998 9. o recolhimento da dívida à Fundação Nacional de Saúde – Funasa. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa (Relator). inciso II. 641/1997. Unidade Técnica: Secex/MA. para que comprove.120. 9.2 – aplicar ao mencionado responsável a multa prevista nos arts.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). 8. desde logo. ex-Prefeito do Município de Açailândia/MA. da Lei n.483.83 19/05/1998 R$ 76.443/1992. reunidos em sessão de 1a Câmara. § 6°. fixando o prazo de 15 (quinze) dias. OAB-MA 4. OAB-MA 3. Dr. a contar do recebimento da notificação. 10. e 57 da Lei n. relatados e discutidos estes autos da Tomada de Contas Especial instaurada pela Fundação Nacional de Saúde – Funasa. caput. a cobrança judicial das dívidas a que se referem os subitens anteriores. para que comprove. alínea a. do Regimento Interno/TCU).120.3 – autorizar. inciso III.574. o recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional.32. caso não atendida a notificação. inciso III. da Lei n. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente MARCOS BEMQUERER COSTA Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – 1ª Câmara . 214. Deusdedith Alves Sampaio. 12. calculados a partir das datas discriminadas até a efetiva quitação do débito. 8. em: 9. 214. remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União.120. 71.4 – com fundamento no art. perante o Tribunal (art. na forma da legislação em vigor. caput. com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias. inciso III. em decorrência da omissão no dever de prestar contas dos recursos federais repassados ao mencionado Município. julgar irregulares as contas do Sr.137 7. no valor total de R$ 304. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.83 30/06/1998 R$ 76. Humberto Guimarães Souto. do Regimento Interno/TCU). 16. Advogados constituídos nos autos: Dr. se for paga após o vencimento. Paulo Cruz Pereira e Silva. 209. 23. 8. da Constituição Federal e no art. 19.2.120. atualizada monetariamente na data do efetivo recolhimento. ex-Prefeito do Município de Açailândia/MA.1 – com fundamento nos arts. atualizadas monetariamente e acrescidas dos juros de mora. 1º. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. perante o Tribunal (art. inciso XI. no valor de R$ 30. Acórdão: VISTOS. 19. do Regimento Interno do TCU. objetivando a construção do Centro de Controle de Zoonoses naquela localidade. 8. nos termos da legislação em vigor: Valor Data para atualização R$ 76.443/1992. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. ante as razões expostas pelo Relator. por força do Convênio n.000.294.83 02/04/1998 R$ 76. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. a contar da notificação. nos termos do art. Especificação do quorum: 12. para as providências cabíveis. João Ferreira Calado Neto. 9. 28. 9. tendo como responsável o Sr. condenando-o ao pagamento das importâncias abaixo identificadas.

723-20.C. 236 e 238). PROPOSTA DE DECISÃO Nos termos do art. objetivando a construção de dois açudes nos Distritos de Fortaleza e Paraíso. 8.384/2002-3 Natureza: Tomada de Contas Especial. 216). no valor de R$ 150.000.696. De acordo com o Relatório de Supervisão n. 748/2001. a autorização para cobrança judicial da dívida. MARCOS BEMQUERER COSTA . Além da omissão no dever constitucional de prestar contas do Convênio n. SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial instaurada em decorrência da omissão no dever de prestar contas de recursos repassados mediante convênio.138 TC-000. nos termos do art. A Secretaria Federal de Controle Interno certificou a irregularidade das contas (fl. fls. 103/114). Remessa da documentação pertinente ao Ministério Público da União. 3. o responsável que não atender à citação será considerado revel pelo Tribunal para todos os efeitos. nos casos da espécie (Acórdãos ns. após várias tentativas de citação via AR-MP. o responsável não apresentou alegações de defesa. conforme constatado pelo órgão repassador. 2. Responsável: José Genésio Mendes Soares. caracterizando a revelia. Ante todo o exposto. Entidade: Município de Pinheiro/MA. 12. e a remessa de cópia dos autos ao Ministério Público da União. ex-Prefeito do Município de Pinheiro/MA. 04/2000. tendo como responsável o Sr. 410/2002. É o relatório. Autorização para a cobrança judicial das dívidas. Sala das Sessões. 12. 8. José Genésio Mendes Soares. 166/167). 2. Contas irregulares com débito e multa. com a condenação do responsável ao recolhimento do valor apurado nos autos ao Tesouro Nacional. além do débito imputado ao responsável.443/1992.U. 57 da Lei n. por intermédio da Secretaria de Recursos Hídricos. manifesto-me por que seja adotada a decisão que ora submeto a esta Câmara. Inexecução do objeto. 45. reinstruindo os autos à fl. o fato de haver o órgão repassador dos recursos federais em causa verificado in loco que os serviços relacionados à construção de dois açudes nos distritos de Paraíso e Fortaleza não foram executados (Relatório de Supervisão n. 04/2000. 45/2001. entre outros). CPF n. 6. caso não atendida a notificação. e considerando a jurisprudência mais recente deste Tribunal. ex-Prefeito de Pinheiro/MA. Citação. em 20 de maio de 2003. O Ministério Público manifesta-se de acordo (fl. Revelia. 243). A Secex/MA. da Lei n. ex-Prefeito. 8. Desse modo. firmado com o Ministério do Meio Ambiente. tampouco comprovou o recolhimento do débito a ele atribuído. dando-se prosseguimento ao processo. 166/167). 3. pesa sobre o Sr.443/1992.. para as ações cabíveis. cabe aplicar-lhe a multa prevista no art. T. em decorrência de vistoria in loco. § 3º. de 09/10/2001. em decorrência da omissão no dever de prestar contas dos recursos federais referentes ao Convênio n. 055. § 3º. elaborado pela Secretaria de Recursos Hídricos (fls. 4. Citado por edital (fl. e 266/2002. remetendo-se cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. 5. José Genésio Mendes Soares. propõe: a irregularidade das contas. 335/2003 e 531/2003. da 2ª Câmara.00. da Lei n. no aludido Município (fls. 242. da 1ª Câmara. verificou-se que os serviços pactuados não foram executados. 212) e a autoridade ministerial competente manifestou haver tomado conhecimento das conclusões contidas no Certificado (fl.443/1992. RELATÓRIO Trata-se da Tomada de Contas Especial instaurada pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente.

da Lei n.2 – aplicar ao mencionado responsável a multa prevista nos arts. 12. 214. Lucas Rocha Furtado. ex-Prefeito.443/1992. 19. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. e 57 da Lei n. 28. 9. do Regimento Interno/TCU). 16. para que comprove. Especificação do quorum: 12. a contar da notificação. tendo como responsável o Sr. se for paga após o vencimento. com fixação do prazo de 15 (quinze) dias. da Lei n. relatados e discutidos estes autos referentes à Tomada de Contas Especial instaurada pela Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. Processo TC n. Representante do Ministério Público: Dr. 23. fixando o prazo de 15 (quinze) dias. desde logo. ex-Prefeito do Município de Pinheiro/MA. 4.000.00 (cento e cinqüenta mil reais). no valor de R$ 20. caput.696. o recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional. Advogado constituído nos autos: não há.2.030/2003 . a contar do recebimento da notificação. 3. na forma da legislação em vigor. 5. Responsável: José Genésio Mendes Soares. nos termos do art. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa. 055. § 6º. no valor de R$ 150. 6. perante o Tribunal (art.1ª CÂMARA 1.443/1992. devendo a supramencionada quantia ser atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora devidos. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa (Relator). 04/2000. calculados a partir de 30/06/2000 até a data do efetivo pagamento. 000. Humberto Guimarães Souto. reunidos em sessão da 1ª Câmara. alínea a. inciso II. no referido Município. 209. o recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional.4 – remeter cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. 1º. com fundamento no art. Grupo: I.723-20. 8. Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial. ex-Prefeito do Município de Pinheiro/MA. alíneas a e c. condenando-o ao pagamento da quantia de R$ 150. inciso III. Os Ministros do Tribunal de Contas da União. 9.3 – autorizar.000.00 (vinte mil reais). Acórdão: VISTOS. 2. 10. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. caso não atendida a notificação. José Genésio Mendes Soares. objetivando a construção de dois açudes nos Distritos de Fortaleza e Paraíso. em decorrência da omissão no dever de prestar contas dos recursos federais referentes ao Convênio n.443/1992. José Genésio Mendes Soares. CPF n. 8. para as providências cabíveis. 9. inciso I. ante as razões expostas pelo Relator. inciso III. do Regimento Interno/TCU). inciso III.384/2002-3. para que comprove.000. a cobrança judicial das dívidas a que se referem os subitens anteriores. ACORDAM em: 9. do Regimento Interno/TCU.139 Relator ACÓRDÃO Nº 1.1 – com fundamento nos arts. 8.00. 214. alínea a. caput. 8. 7.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).TCU . perante o Tribunal (art. Entidade: Município de Pinheiro/MA. inciso III. 9. Unidade Técnica: Secex/MA. nos termos da legislação em vigor. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente MARCOS BEMQUERER COSTA Relator Fui presente: . 19. atualizada monetariamente na data do efetivo recolhimento. julgar irregulares as contas do Sr.

no valor total de R$ 7. Ubaldo Alves Caldas. manifesta-se de acordo com a proposta de julgamento oferecida pela Secex/PA. contra o Sr. Contas irregulares. Considerando o fundamento legal proposto pela unidade técnica . Apropriação indevida de numerário da Agência Concórdia/PA da ECT. A Secretaria Federal de Controle Interno emitiu certificado de auditoria pela irregularidade das contas. da Lei 8. inciso I.entre outros dispositivos legais. Parecer do controle interno. Manoel da Silva Monteiro. e 19. alínea “d”.16 (sete mil. § 3º. de acordo com o artigo 12.272. Parecer da unidade técnica. É o Relatório. levada a efeito durante o exercício de 1997. e 16. caput. CPF 243. nos termos do disposto nos artigos 1º. em decorrência de apropriação indevida de valores pertencentes ao caixa da Agência Concórdia/PA.443/92.1ª Câmara TC-005. responsabilizando o Sr. publicado no DOU de 10/10/2002.920/2002-1 Natureza: Tomada de Contas Especial. propondo-se o julgamento das contas pela irregularidade. Citação. Em decorrência. Sumário: Tomada de contas especial. Transcorrido o prazo regimental fixado. Dr. ficavam sob sua responsabilidade. VOTO Inicialmente. Manoel da Silva Monteiro. O diretor técnico e o titular da unidade endossaram essa proposta. Remessa de cópia dos autos ao Ministério Público da União para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. de início. por intermédio do edital 27. posteriormente. o . da Lei 8. RELATÓRIO Trata-se de tomada de contas especial instaurada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. registro que atuo nestes autos com fundamento no artigo 18 da Resolução TCU 64/96. que. duzentos e setenta e dois reis e dezesseis centavos). Responsável: Manoel da Silva Monteiro. inciso III. ex-chefe da Agência Concórdia/PA.344. A Secex/PA promoveu a citação do responsável. Débito. dando-se prosseguimento ao processo. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuídas ao Senhor Ministro Iram Saraiva. Responsável revel. Diretoria Regional do Pará e Amapá. a instrução concluiu que o Sr. por meio do Ofício 433/2002 e. Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Autorização para cobrança judicial da dívida. em virtude de apropriação indevida de numerário da arrecadação daquela agência.140 PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II .802-68. O parecer do Subprocurador-Geral. Manoel da Silva Monteiro deve ser considerado revel. inciso IV. em razão do cargo ocupado pelo ex-servidor. As peças processuais demonstram que foi devidamente apurado nos autos alcance praticado pelo Sr. o responsável não apresentou alegações de defesa quanto às irregularidades verificadas. conforme demonstrado nos autos. Manoel da Silva Monteiro pelo valor do dano causado à ECT. Parecer do Ministério Público. ex-chefe da Agência Concórdia/PA.443/92. nem efetuou o recolhimento do débito.

2. Diretoria Regional do Pará e Amapá. Grupo I.031/2003 . caso não atendida a notificação. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. ex-chefe da Agência Concórdia/PA. Assim. inciso III. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara . 6.272. atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora calculados a partir das datas discriminadas. nem recolhido o valor do débito imputado ao responsável. e com os artigos 1º. ex-chefe da Agência Concórdia/PA.. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.443.00 R$ 150. inciso I.443. 7. inciso II. e 23.3. alínea "d". do artigo 16 supracitado.443. 5. 8. perante o Tribunal (artigo 214. de 1992. 210 e 214.00 OCORRÊNCIA 16/04/1997 09/05/1997 9. contra o Sr. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Ubaldo Alves Caldas. 10. Unidade técnica: Secex-PA. Vinculação: Ministério das Comunicações. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. sem prejuízo de se abater os créditos já realizados.16 OCORRÊNCIA 12/03/1997 CRÉDITO R$ 400. de 16 de julho de 1992. da Lei 8. bem como deste acórdão e do relatório e voto que o fundamentam. TCU. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. c/c os artigos 19. 209. voto no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto a esta 1ª Câmara. em 20 de maio de 2003. c/c o § 6º do artigo 209 do Regimento Interno.1ª CÂMARA 1. 3. a contar da notificação. Processo TC 005.TCU . com fundamento nos artigos 1º. Classe II – Tomada de Contas Especial. ante todo o exposto. caput. com a fixação do prazo de quinze dias. 16. alínea "a" do Regimento Interno). o recolhimento da dívida aos cofres da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. da Lei 8. desde logo. inciso I. Responsável: Manoel da Silva Monteiro.344. inciso III do Regimento Interno. acolho os pareceres uniformes da Secex/PA e do Ministério Público. todavia com acréscimo da adoção do procedimento disposto no § 3º. em virtude de apropriação indevida de numerário daquela agência.1. nos termos do § 3º do artigo 16 da Lei 8. ao Ministério Público da União. Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. 4. inciso IV. da Lei 8. Manoel da Silva Monteiro ao pagamento da quantia abaixo especificada. inciso III. alínea "d". 9. na forma prevista na legislação em vigor. para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. a cobrança judicial da dívida. CPF 243. nos termos do artigo 28. Advogado constituído nos autos: não consta. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1.443/92 . para comprovar. de 1992. Manoel da Silva Monteiro. inciso III. julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr.80268. DÉBITO R$ 7. Acórdão: VISTOS. Diretoria Regional do Pará e Amapá. remeter cópia dos autos. autorizar. relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. inciso III.141 artigo 16.920/2002-1.2. até a data do recolhimento. considerando que não foram apresentadas alegações de defesa. em: 9. 9.

a unidade técnica propôs. a irregularidade das contas e a condenação em débito do responsável. 12. Humberto Guimarães Souto. nos termos do art.01. desde logo. VOTO . Revelia. a aplicação de multa.94 78.998.1999.502-91) SUMÁRIO: Tomada de contas especial instaurada pela ECT contra ex-empregado.925/2002-8 Natureza: Tomada de Contas Especial Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT Responsável: Jesiel Soares dos Santos (CPF 429. da Lei nº 8. tendo o Ministro de Estado das Comunicações tomado conhecimento das conclusões do relatório e do certificado de auditoria (fls.07. § 3º. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). : Data 13/04/1998 08/05/1998 17/07/1998 20/07/1998 01/10/1998 Valor original (R$) 77. 96/97). O controle interno opinou pela irregularidade das contas.084.20 em 18.48. Citação. créditos.443/1992. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE II – Primeira Câmara TC-005.746. em pareceres uniformes (fls. na importância de 162.61 Consta em favor do responsável.28 em 29. tornando-se revel. Jesiel Soares dos Santos deixou transcorrer o prazo regimental sem apresentar defesa ou recolher o débito.01. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. demitido por justa causa. Especificação do quorum: 12. 57 da Lei 8. o Sr. autorizando-se. conforme discriminado no processo. O Ministério público manifesta-se de acordo com a proposta e sugere. Trata-se de Tomada de contas especial instaurada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT contra seu ex-empregado Jesiel Soares dos Santos em virtude apropriação indevida de recursos da empresa na importância de R$ 6. Não atendimento. que devem ser deduzidos.32 46. Apropriação indevida de recursos da empresa. É o Relatório. nos termos do art. sendo: 103. quando exercia as funções de chefe e encarregado de caixa da AC – Nova Esperantina do Piriá/PA.1999 e 59. Assim. nos termos da lei orgânica deste Tribunal. Regularmente citado.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). adicionalmente.2.142 11.07 49. a cobrança judicial da dívida.07 6. 12.443/1992 e o encaminhamento de cópia do processo ao Ministério Público da União. 81).

ante as razões expostas pelo Relator. 18 da Resolução TCU nº 64/1996. ao demiti-lo por justa causa. Acórdão: VISTOS. Ante o exposto. alínea “a”. relatados e discutidos estes autos de tomada de contas especial instaurada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contra o Sr. Verifica-se que o Sr. 214. o recolhimento das importâncias aos cofres da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.925/2002-8 2. que poderá. VOTO por que o Tribunal adote a decisão que ora submeto à deliberação desta Câmara. não recolheu o valor do débito e tampouco apresentou alegações de defesa. 57 da Lei 8.443/1992. em face dos valores envolvidos. inciso III. inciso III. aplicá-la ou não. alínea “d”. do que o benefício pecuniário decorrente do recolhimento. inciso I. Responsável: Jesiel Soares dos Santos (CPF 429. c) o responsável já foi punido administrativamente pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Representante do Ministério Público: Subrocurador-Geral Paulo Soaares Bugarin 7. Unidade técnica: SECEX/PA 8. fixando-lhe o prazo de quinze dias. Grupo I . Quanto à proposta de aplicação de multa com fundamento no art. em: 9. Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .Classe de Assunto: II – Tomada de Contas Especial 3. inciso III. com as despesas necessárias com o processo de cobrança no âmbito do próprio Tribunal de Contas da União. acrescidas da atualização monetária e dos juros de mora devidos. 19 e 23. 16.ECT 5. dependendo do exame de cada caso em concreto.1ª CÂMARA 1.032/2003 . em 20 de maio de 2003. Jesiel Soares dos Santos. nos termos da legislação em vigor. TCU. respectivamente: Data Valor original (R$) . Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. devidamente citado. julgar as presentes contas irregulares e em débito o Sr. deduzidas as quantias de R$ 103. b) no caso dos presentes autos.143 Inicialmente.084. a partir da notificação. Processo nº TC-005. da Lei nº 8. contados a partir das respectivas datas. até a data do efetivo recolhimento.502-91) 4. duvidoso. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. já satisfeitas em 18/01/1999 e 29/07/1999. do Regimento Interno). Jesiel Soares dos Santos pelas quantias a seguir indicadas. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. só a cobrança de uma multa que viesse a ser aplicada ocasionaria mais prejuízos ao Erário. com as devidas vênias deixo de acolhê-la pelas seguintes razões: a) por se tratar a sanção a que se refere esse dispositivo de faculdade atribuída pela lei ao Tribunal de Contas da União. Jesiel Soares dos Santos. portanto o julgamento das contas pela irregularidade e em débito o mesmo responsável. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha 6. para que comprove. assim.28. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. da Advocacia Geral da União e do Poder Judiciário. 1º.443/92. Advogado constituído nos autos: não consta 9. registro que atuo nestes autos com fundamento no art. perante este Tribunal (art. do valor que viesse a ser imputado.TCU .1 – com fundamento nos arts. Pertinente.20 e 59.

000. no valor de R$ 50. nos termos do art. 9. para as providências cabíveis. 9. pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE.07 49. da prestação de contas. Especificação do quorum: 12. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.61 9. inciso II. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.144 13/04/1998 08/05/1998 17/07/1998 20/07/1998 01/10/1998 77.2 – autorizar. caso não atendida a notificação. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). a secretária-executiva do FNDE.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). da Lei nº 8.94 78.443/1992. Não obstante isso. da Lei nº 8.1ª CÂMARA TC-006. a cobrança judicial da dívida. Citação.443/1992. Humberto Guimarães Souto. posteriormente. 139. datado de 08/08/2002. uma vez que o objeto pactuado não fora alcançado. 28. RELATÓRIO Trata-se de tomada de contas especial instaurada em decorrências da não-comprovação da boa e regular aplicação dos recursos federais repassados ao município de Reriutaba/CE.4 – encaminhar cópia dos presentes autos ao Ministério Público da União. o responsável não comprovou o recolhimento da importância devida nem apresentou alegações de defesa. Cobrança judicial.3 – remeter cópia desta deliberação e do relatório e voto que a fundamentam à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.689.00. Remessa. Contas julgadas irregulares e em débito.07 6.2. que tinha por objeto a construção de equipamentos escolares. ex-Prefeito (CPF nº 107. § 3º. na gestão do prefeito Carlos Roberto Aguiar.746. por intermédio do Convênio nº 9.32 46. mediante expediente de fl.203-53) SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial. desde logo. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . encaminhou a prestação de contas apresentada intempestivamente pelo responsável àquele . 12.017/2002-1 Natureza: Tomada de Contas Especial Entidade: Prefeitura Municipal de Reriutaba/CE Unidade Técnica: SECEX/CE Responsável: Carlos Roberto Aguiar. Citado. 136/138. que mereceu desaprovação por parte da entidade repassadora dos recursos. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. por meio do expediente de fls.763/97.CLASSE II . 10. Revelia. 16. motivo pelo qual a Unidade Técnica entendeu que estava caracterizada a sua revelia. nos termos do disposto no art.

111/112. b) o Termo de Aceitação da Obra de 30. entendo despicienda a aplicação de multa ao responsável. c) como agravante. em acréscimo. residente no Povoado de Carão. 105/107. no qual a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Reriutaba/CE ratifica o não funcionamento da escola objeto do Convênio em apreço.18 da Resolução nº 64/96-TCU. fomos informados pelo Sr. No entanto. 111/112. acerca do não funcionamento da escola. d) ante o contido no parágrafo precedente. bem como trata de valor de obra (R$ 122. 191 e 194). mostram evolução apenas externa em relação às fotos do FNDE de 16. 69).2000. propõe. que (fls. Não existem. observa-se que a citação foi realizada em 07/06/2002. às fls. impende-nos registrar que. inicialmente.189). solicitando a confirmação dos senões retro. para os fins do disposto no § 3º do artigo 16. conforme apontado no Relatório de fls. de Reriutaba/CE. em face do disposto na Decisão Normativa TCU nº 45.740. em face da faculdade prevista . Carlos Roberto Aguiar a multa prevista no citado artigo 57. observa-se que o FNDE.1998 não condiz com as constatações do FNDE insertas no Relatório de Inspeção de 16. 190/191): a) a prestação de contas foi encaminhada pelo responsável somente em abril de 2001 (fls. Diante disso. a qual se encontra fechada e em completo abandono. VOTO Registro. opinando pela continuidade da tomada de contas especial”. após realizar inspeção in loco. de abril/2001. Além do mais. como aponta o Ministério Público. conforme extrato bancário anexado à fl.145 órgão. 149. entretanto não elidem as irregularidades atinentes aos presentes autos. indo de encontro ao objetivo social de atender à educação préescolar. 162/163. Outrossim. observa-se que a mesma deu entrada no FNDE em 31/05/2001. 192. a Analista propõe que seja realizada nova citação do responsável (fls. data do efetivo crédito dos recursos na conta da prefeitura. e providenciada a imediata remessa de cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. o Diretor da 2ª DT. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. sendo apresentado a este Tribunal o Ofício nº 48/02. tendo o responsável aposto sua ciência em 19/06/2002. (fls. 104/107) e com o levantamento fotográfico de fls. o Ministério Público manifesta-se de acordo com a proposta de julgamento de mérito oferecida pelos dirigentes da Secex/CE à fl. de 15/05/2002. quase três anos após o prazo estipulado para sua apresentação: junho de 1998 (fls. Compulsando os elementos constantes dos autos.M. que a determinação para inclusão do nome do responsável no Cadin é dispensável.09.2002. Diante disso. quase um ano antes da citação realizada pelo Tribunal. com o endosso do Secretário da SECEX/CE que as presentes contas sejam julgadas irregulares e em débito o responsável e que seja determinada a inclusão do nome do implicado no Cadin. constatou que o objeto do convênio não fora alcançado.2000 (fls. por fim. A prestação de contas não retrata a boa e regular aplicação dos recursos públicos. Enfatiza. em abril de 2001 (fls. que seja aplicada ao Sr. a prestação de contas não contêm todos os elementos exigidos pela IN/STN nº 01/97.André. Embora a prestação de contas tenha sido apresentada fora do prazo. destaca. às fls. dentre outras considerações.04. fone 0XX88-6372045). sugerindo. ou seja. sem os equipamentos necessários ao seu funcionamento.142). que atuo nestes autos com fundamento no disposto no art.as fotos da P.46) diferente do valor do Convênio e em dissonância com os documentos apresentados. Por outro lado. somos de parecer contrário à aprovação das contas. Não se comprovou a aquisição dos equipamentos. Por sua vez. às fls. 142/186).06. Moacir Alves. sem aulas. após contato com o Sindicato do Trabalhadores Rurais do Município de Reriutaba/CE (fone 0XX88-637-1399). sem água. elementos suficientes capazes de caracterizar a boa-fé do responsável.06. conforme cláusula primeira do Convênio nº 9763/97-FNDE. informando que ‘após análise e verificação “in loco”. objeto do convênio em comento. 191. mormente no que pertine à não aquisição de equipamentos e à execução em desacordo com as especificações previamente definidas no Processo de Concessão. de 20. Sugere que a quantia devida seja atualizada e acrescida dos encargos legais a partir de 12/02/98. mantivemos contato com o Promotor de Justiça da municipalidade (Dr.

ademais. 190/191. 6. por meio do expediente de fls. PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral ACÓRDÃO Nº 1. Assim. mediante o expediente de fl.00. 139. que atestou. além de permanecer revel perante o Tribunal. na gestão do prefeito Carlos Roberto Aguiar. por intermédio do Convênio nº 9.443/92. 19. nos termos dos artigos 1º. 5. 149. as presentes contas devem ser julgadas irregulares com imputação de débito e aplicação de multa. caput c/c o artigo 57. que seja aplicada ao Sr. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. este representante do Ministério Público manifesta-se de acordo com a proposta de julgamento de mérito oferecida pelos dirigentes da Secex/CE à fl. em face do disposto na Decisão Normativa TCU nº 45. conforme previsto no § 3º do artigo 12 da Lei Orgânica desta Corte. inciso I. pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ? FNDE.443/92. bem como a aquisição de equipamentos escolares. conforme se observa no pronunciamento do diretor técnico da Secex/CE.033/2003 . Regularmente citado.000. o responsável não comprovou o recolhimento da importância devida nem apresentou alegações de defesa. informando que "após análise e verificação 'in loco'.017/2002-1 Tomada de Contas Especial Excelentíssimo Senhor Ministro-Relator. Diante do exposto. que a determinação para inclusão do nome do responsável no Cadin é dispensável. Não obstante isso. 16. 4. Trata-se de tomada de contas especial instaurada em decorrência da não-comprovação da boa e regular aplicação dos recursos federais repassados ao município de Reriutaba/CE. 142/186). Cabe enfatizar.763/97. por fim. 2. que tinha como objeto a construção de uma unidade escolar com uma sala de aula e demais dependências. 3. ante a inexistência de elementos capazes de caracterizar a boa-fé do responsável. opinando pela continuidade da tomada de contas especial". e providenciada a imediata remessa de cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. Assim. Carlos Roberto Aguiar a multa prevista no citado artigo 57. Opina. que a quantia devida seja atualizada e acrescida dos encargos legais a partir de 12/02/98. em 20 de maio de 2003 LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator Processo TC nº 006.146 no art. também não comprovou a correta utilização dos recursos junto ao órgão repassador. datado de 08/08/2002. 8. sugerindo. em inspeção in loco. conforme extrato bancário anexado à fl. em 24 de janeiro de 2003. está caracterizada a sua revelia.1ª CÂMARA . somos de parecer contrário à aprovação das contas. em acréscimo. 136/138. o referido gestor. Ministério Público. a não execução do objeto do convênio. no valor de R$ 50. para os fins do disposto no § 3º do artigo 16. encaminhou a prestação de contas apresentada intempestivamente pelo responsável àquele órgão. Diante do exposto. acolho as propostas de mérito formuladas pela Unidade Técnica e pelo Ministério Público e VOTO no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à apreciação desta Primeira Câmara. 191. alínea c. de 15/05/2002. a secretária-executiva do FNDE. todos da Lei nº 8. inserido às fls. para todos os efeitos. em abril de 2001 (fls. 57 da Lei nº 8. TCU. De fato.TCU . inciso III. 7. data do efetivo crédito dos recursos na conta da prefeitura.

do Regimento Interno.CLASSE II . 2. SUMÁRIO: Tomada de Contas Especial instaurada em razão da não aprovação da prestação de contas. ex-Prefeito (CPF nº 107.2. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). 12.203-53).443. Relator: Ministro Lincoln Magalhães da Rocha.664.FNDE. com a fixação do prazo de quinze dias. e com os arts. 210 e 214. 16.763/997. c/c os arts. 5.1ª CÂMARA TC-012.853-34). de 1992. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. autorizar.2. firmado com o FNDE/MEC. julgar as presentes contas irregulares. Entidade: Prefeitura Municipal de Reriutaba/CE. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). inciso III. 9. Responsável: Carlos Roberto Aguiar. 3. com fundamento nos arts. instaurada em decorrência da não aprovação da prestação de contas do Convênio nº 9. alínea "b". Carlos Roberto Aguiar. Advogado constituído nos autos: Não consta. da mesma Lei. inciso III.Classe de Assunto II . 4. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.049/2002-0 (com 03 volumes) Natureza: Tomada de Contas Especial. a cobrança judicial da dívida. Acórdão: Vistos. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. inciso III. Cobrança judicial. 1º. da Lei nº 8.443. 209. atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora calculados a partir de 12/02/1998 até a data do recolhimento. alínea "a" do Regimento Interno). em: 9. ex-Prefeito do Município de Reriutaba/CE. e condenar o Sr Carlos Roberto Aguiar ao pagamento da quantia de R$ 50.1. 28. 8. para comprovar. na forma prevista na legislação em vigor. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial de responsabilidade do Sr. Grupo I . Revelia.00 (cinqüenta mil reais). nos termos do art. 10. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I .147 1. inciso III. caso não atendida a notificação. Unidade Técnica: SECEX/CE. 214. inciso II. perante o Tribunal (art. Humberto Guimarães Souto.000.Tomada de Contas Especial. Contas julgadas irregulares e em débito o responsável. de 16 de julho de 1992. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.689. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin. desde logo. inciso I. Processo nº 006. 1º.017/2002-1. da Lei nº 8. inciso II. 19 e 23. inciso I. a contar da notificação. RELATÓRIO . Especificação do quorum: 12. o recolhimento da dívida aos cofres do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . Citação. Entidade: Prefeitura Municipal de Varjota/CE. 7. Responsável: Moacir Farias Martins. 9. ex-Prefeito (CPF nº 203. 6.

previsto no caput do art. à frente do Município de Varjota/CE. No âmbito deste Tribunal.18 da Resolução nº 64/96-TCU.627). revelou as seguintes impropriedades: . ficou comprovada a inobservância aos diversos dispositivos constantes da IN/STN nº 01/97. caracterizada sua revelia. a SECEX/CE propõe.04. na área de tecelagem em rede de pesca.594.614).02. estando.ausência. que resultou no Relatório de Viagem de fls. tendo a autoridade ministerial competente se manifestado de acordo (fl. o responsável foi citado. 173/175). Cabe registrar que o senhor Antônio Pires Ferreira. à Coordenação-Geral de Serviços Gerais da Subsecretaria de Assuntos Administrativos do MDIC. A prestação de Contas (fl. autorizando-se.80 como contrapartida da convenente. visando à capacitação de 80 trabalhadores. de declaração expressa de que o material havia sido recebido. em pareceres uniformes. contra o responsável (fls.05. Moacir Farias Martins. nas notas fiscais. valor referente à contrapartida prevista na Cláusula .05.ausência do relatório do cumprimento do objeto. VOTO Registro. . Os documentos constantes do volume I evidenciam que os recursos financeiros foram geridos e aplicados na gestão do Sr.00. fatos estes que o levaram a adotar medidas junto ao Judiciário. 2. 3. descaracterizando o cumprimento do objeto conveniado. ao Tribunal de Contas dos Municípios e à Câmara Municipal. de 23. Entretanto. Moacir Farias Martins (fls. celebrado entre o então Ministério do Desenvolvimento. apontando que a Convenente não executou os cursos constantes do convênio e não demonstrou preocupação com o bom emprego dos recursos públicos. 4. tendo o seu vice-Prefeito Sr. Moacir Farias Martins. uma vez que distribuiu toda a matéria-prima adquirida. .01. praticou-se "verdadeiro descalabro administrativo. a qual foi utilizada pelas pessoas de modo diverso do previsto. A Secretaria Federal de Controle Interno da Presidência da República certificou a irregularidade das presentes contas (fl. tendo o responsável oposto sua ciência. de 04. 176/206). com recursos orçados no valor total de R$ 65. pois. Da análise efetuada na prestação de contas apresentada. 8. Porém.ausência da prestação de contas de R$ 6. Diante disso. 6.1999. e .2001. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva.984. o senhor Antônio Pires Ferreira. sendo R$ 59. inicialmente. apresentou suas alegações de defesa.Quarta do Convênio. por meio do ofício nº 334/99. que atuo nestes autos com fundamento no disposto no art. O Ministério Público junto ao Tribunal se manifesta de acordo com a proposta da Unidade Técnica (fls.1999. que as presentes contas sejam julgadas irregulares e em débito. 4. permaneceu revel. de 21. contratando empresas e sacando os recursos do convênio". 2.619/620). Em atenção ao Ofício nº 139 CGSG/SAA. da IN STN nº 01/97. uma vez que não apresentou alegações de defesa nem recolheu o débito que lhe fora imputado. a cobrança judicial da dívida (fls. . Sr.1999 (fls. a qual após devida análise. foi promovida a citação do Sr. em costura com bordado em ponto cruz. Por determinação da Coordenação de Execução Financeira e Suprimentos da CGSG foi realizada fiscalização "in loco" em 25. 28. simulando compras. Moacir Farias Martins assumido o cargo e realizado as despesas dos recursos do Convênio nº 021/98. 7.00. 561/563. transcorrido o prazo regimental de quinze dias. desde logo. 9. signatário do convênio em comento. Indústria e Comércio Exterior .ausência de cópia do extrato bancário. 3. Há. 5. informando que durante a interinidade do senhor Moacir Farias Martins.156) foi encaminhada pelo Prefeito interino.353.148 Trata-se da Tomada de Contas Especial instaurada em razão da não aprovação das contas do Convênio nº 021/98. Em observância ao princípio devido processo legal.MDIC e a Prefeitura Municipal de Varjota/CE. 600).2001. 608).20 à conta do concedente e R$ 6. em 05. objetivando a realização de 02 cursos artesanais. se afastou da administração municipal por força de licença médica.175. o responsável não recolheu a importância devida nem se manifestou a respeito. e de 40 mulheres.

049/2002-0 2. na forma prevista na legislação em vigor. celebrado entre o então Ministério do Desenvolvimento. caso não atendida a notificação. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. a contar da notificação.º 021/98. 4. na área de tecelagem em rede de pesca.853-34). Unidade Técnica: SECEX/CE. da Lei nº 8. e com os arts. ex-Prefeito (CPF nº 203. 5. Redator: Ministro Walton Alencar Rodrigues 6.353. trezentos e cinqüenta e três reais e vinte centavos). instaurada em razão da não aprovação da prestação de contas do Convênio n. 28. na forma prevista na legislação em vigor. com recursos orçados no valor total de R$ 65. com a fixação do prazo de quinze dias.353. 8. em costura com bordado em ponto cruz. para comprovar. alínea "a" do Regimento Interno). ex-Prefeito do Município de Varjota/CE.20 (cinqüenta e nove mil. da Lei nº 8. atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora calculados a partir de 06/08/1998 até a data do recolhimento. e de 40 mulheres. e condenar o Sr Moacir Farias Martins ao pagamento da quantia de R$ 59. desde logo. alínea “a”. Humberto Guimarães Souto. sendo R$ 59. Processo nº 012. 209. da mesma Lei. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. da Lei nº 8.443. § 3º.Classe de Assunto: II . perante o Tribunal (art. TCU. 16. inciso III. de 16 de julho de 1992. Moacir Farias Martins. alínea "b". inciso III. 210 e 214. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Walton Alencar Rodrigues (Redator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).1ª CÂMARA 1. com fundamento nos arts. perante o Tribunal (art. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial de responsabilidade do Sr. 12. o recolhimento da dívida aos cofres do Tesouro Nacional. Diante do exposto. do Regimento Interno. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. em 20 de maio de 2003 LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. necessidade de se dar prosseguimento ao processo. inciso I.aplicar ao responsável a multa prevista no art. Responsável: Moacir Farias Martins. inciso I. visando à capacitação de 80 trabalhadores. atualizado monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido até a data do recolhimento.3.MDIC e a Prefeitura Municipal de Varjota/CE.443/92. Relator: Ministro Lincoln Magalhães da Rocha. inciso III. em: 9. 1º. a cobrança judicial das dívidas.00 (quinze mil reais).594. julgar as presentes contas irregulares.80 como contrapartida da convenente.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Entidade: Prefeitura Municipal de Varjota/CE. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. inciso II. nos termos do art.00.20 à conta do concedente e R$ 6. Representante do Ministério Público: Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin.1. Grupo I . para que comprove. Especificação do quorum: 12. do Regimento Interno).2 . Advogado constituído nos autos: Não atuou. no valor de R$ 15. 214. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. 19 e 23. Indústria e Comércio Exterior .Tomada de Contas Especial 3. 57 da Lei nº 8.664. 5. de 1992.034/2003 . 9.TCU . autorizar.443/92. 10.984. inciso II. nos termos do art. o recolhimento do valor retro aos cofres do Tesouro Nacional. . 7.443. 214. 1º. inciso III. Acórdão: Vistos. 9.000. c/c os arts.149 pois. III. a contar da notificação. objetivando a realização de 02 cursos artesanais. acolho as propostas da Unidade Técnica e do Ministério Público e VOTO no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à apreciação desta Primeira Câmara. 9.

Irregularidade. Autorização para cobrança. com a troca ou colocação de louças e metais sanitários faltantes.Não foi realizado o serviço proposto na cobertura. RELATÓRIO Cuidam os autos de Tomada de Contas Especial instaurada pela Secretaria de Assistência Social do Ministério de Previdência e Assistência Social. completa.Não foi realizado o serviço de iluminação da quadra de esportes.189/2002-0 Natureza: Tomada de Contas Especial Unidade: Prefeitura Municipal de Itatira .Somente foi refeito o piso do pátio e executada a pintura geral hidracor. com vistas a obter parecer de um engenheiro acerca dos serviços executados. por força da celebração do Termo de Responsabilidade nº 3320/MPAS/SAS/98. se foram . . referentes ao objeto já descrito. caso não atendida a notificação. tendo como objeto a recuperação das instalações físicas dos centros de referência para crianças e adolescentes. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. conforme projeto.70/71: “No centro comunitário de Cachoeira : .130. Ministro com voto vencido em parte: Lincoln Magalhães da Rocha.2. . MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro-Redator LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . mostrando que.1ª CÂMARA TC-014.CLASSE II . . Cópia ao Ministério Público da União e à Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Ceará. Foram colocadas quatro vigas de madeira e quatro pequenas e precárias luminárias.A revisão das esquadrias com troca de janelas e portas não foi executada.150 12. fls.CE Responsável: Francisco Afonso Machado Botelho Sumário: Tomada de Contas Especial. Contas julgadas irregulares e em débito o responsável. 15 e gêneros alimentícios para manutenção de 600 crianças e adolescentes. fl. Citação. Observou-se todas as paredes da edificação apresentando problemas de infiltração nos rebocos. fls. bem como a aquisição de material pedagógico.Não foram realizados os serviços de instalações hidráulicas e sanitárias. 20/24. fls. Revelia.3. no município. situados na Sede e Distritos de Lagoa do Mato e Cachoeira. . Atendendo a solicitação da Coordenação Geral de Gestão de Convênios. A qualidade destes serviços executados deixou muito a desejar. 12. o Setor de Engenharia da Previdência Social determinou visita ao Município de Itatira. O piso das salas está muito ruim. que previa quatro postes e instalação de luminárias de vapor de mercúrio de 400W. De acordo com o laudo do Setor de Engenharia da Previdência Social. em razão da não-aprovação da prestação de contas dos recursos repassados à Prefeitura Municipal de Itatira/CE.

calculada a partir de 18. alínea “a”. alínea “a”. 202. nem tampouco efetuou o recolhimento do débito. e. inciso III. para que comprove. de 04. Neste prédio somente foi executado uma pintura das paredes com hidracor. sanitárias e elétricas. No centro comunitário de Lagoa do Mato : . da Lei nº 8. 1º. de acordo com o art. a cobrança judicial da dívida. 133). VOTO . fls. Não foram realizadas as recuperações hidráulicas. com o apoio no art. 16. É o Relatório. 28. deixou transcorrer o prazo regimental sem apresentar alegações de defesa acerca das irregularidades verificadas. do Regimento Interno/TCU. aprovado pela Resolução N° 155 . ainda. inciso II. alínea c da Lei nº 8. através da Ordem Bancária nº 98OB02628. N° 155/2002 TCU. nos autos representado pelo Subprocurador-Geral.12. com demarcação em pintura e feita a instalação elétrica para iluminação da quadra.o projeto edificado é diferente do projeto apresentado. Dr.00 (cem mil reais).1998. b) autorize. 19.” Os recursos ora em comento somam R$ 100. inciso IV. inciso IV. c) encaminhe cópia da documentação pertinente Ministério Público da União.00 (cem mil reais) e foram liberados. § 8°.443/92. 150. c/c os arts. perante o Tribunal. No mérito propugnou por que o Tribunal. caput. 19. ante a não-comprovação da boa e regular aplicação dos recursos públicos federais repassados ao responsável.443/92. Jatir Batista da Cunha. em 18/12/1998. o recolhimento da referida quantia aos cofres do Fundo Nacional de Assistência Social/MPAS. condenando-o ao pagamento da importância de R$ 100. III. A conclusão é de que não foram executadas em nenhuma das três edificações. com fundamento nos arts.000. às fls. desde logo. e dado prosseguimento ao processo. § 3º. e 23. não foram recuperadas ou trocadas esquadrias conforme projeto. inciso III. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. os serviços previstos nos projetos. anuiu à proposta contida na Instrução. da citada Lei. até a efetiva quitação do débito. Não foram realizadas as recuperações hidráulicas. sanitárias e elétricas. III. não foi usada a técnica e materiais recomendados pela boa norma. foi trocado o piso da quadra. nos termos do art.o projeto edificado é diferente do projeto apresentado.12. não foram recuperadas ou trocadas esquadrias. I. O analista responsável pela instrução consignou que o responsável. 214. nem foi feito qualquer serviço na cobertura. conforme especificado no aludido Documento. caso não atendida a notificação. para o ajuizamento das ações civis e penais cabíveis.443/92. embora tenha tomado ciência da citação. 46 e 130. A unidade técnica.TCU. 23. Destarte.151 realizados os serviços. aquiesceu à proposta da SECEX/CE. atualizada monetariamente e acrescida dos juros de mora. opinou por que deva ser considerado o responsável REVEL. 03. da Lei nº 8.2002. do Regimento Interno deste Tribunal. Neste prédio somente foi executado uma pintura das paredes com hidracor. A Secretaria Federal de Controle Interno emitiu certificado de Auditoria pela irregularidade das presentes contas (fl. 12.000. além do conserto muito precário em pontos isolados do piso cimentado. aprovado pela Res. justapostos com o art. nos termos do art. No centro comunitário da sede do município : . da mesma Lei: a) julgue irregulares presentes contas e em débito o responsável. O Ministério Público.

MPAS. com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias. para que comprove. Representante do Ministério Público: Dr.CE 5. inicialmente. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. Acórdão: VISTOS. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza.2 . Processo nº TC-014.00 (cem mil reais).3 . Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães Da Rocha Redator: Ministro Walton Alencar Rodrigues 6.152 Registro. acrescento determinação para encaminhamento de cópia dos autos à SRPF/CE e voto no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à deliberação desta Câmara. perante o Tribunal (art. e 23. para o .autorizar.189/2002-0 2.443/92. 20/24). 9. alínea “a”. do Regimento Interno). 214. em: 9. o recolhimento do valor retro aos cofres do Tesouro Nacional. em 20 de maio de 2003. Francisco Afonso Machado Botelho (CPF: 028. com vistas a instruir o Inquérito Policial nº 986/2001-SR/DPF/CE.000. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. III. TCU. 9. Grupo I . 9. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial. Unidade Técnica: SECEX/CE 8. nos termos do art. III. da Lei nº 8. a revelia do responsável. no valor de R$ 25. firmado entre o Município de Itatira – CE e o Ministério da Previdência e Assistência Social. caso não atendida a notificação. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias. ainda. na forma prevista na legislação em vigor. 1º. para comprovar. alínea c da Lei nº 8. À vista da solicitação de encaminhamento de cópia dos autos formulada pela Delegada de Polícia Federal.1ª CÂMARA 1. atualizado monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido até a data do recolhimento. com fundamento nos arts.TCU . 19. c/c os arts. para a recuperação das instalações físicas dos centros de referência para crianças e adolescentes e para a aquisição de material e gêneros alimentícios para a manutenção de 600 crianças e adolescentes e tendo em vista. III. Considerando que ficou assente nos autos o descumprimento do objeto constante do Termo de Responsabilidade nº 3320/MPAS/AS/98 (fls.julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. 214. atualizado monetariamente e acrescido dos juros de mora devidos calculados a partir de 18/12/1998 até a data do recolhimento. acolho os pareceres oferecidos pela Unidade Técnica e pela douta Procuradoria. 57 da Lei nº 8. 16. Jatir Batista da Cunha 7.443/92. na forma prevista na legislação em vigor. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. alínea a. Francisco Afonso Machado Botelho ao pagamento da quantia de R$ 100. perante o Tribunal (art. III. da mesma Lei.000. Advogado constituído nos autos: não consta 9.00 (vinte e cinco mil reais). I. Entidade: Prefeitura Municipal de Itatira . caput. Angela Maria de Barros Menezes Agostinho.Tomada de Contas Especial 3. o recolhimento do valor do débito aos cofres do Fundo Nacional de Assistência Social .680083-72) 4. Responsável: .Classe de Assunto: II . inciso II. 28.035/2003 . a contar da notificação.encaminhar cópia da documentação pertinente Ministério Público da União. a cobrança judicial das dívidas. 18 da Resolução nº 64/96TCU. desde logo.1 . que relato estes autos com fundamento no art.aplicar ao responsável a multa prevista no art. a contar da notificação. de responsabilidade de Francisco Afonso Machado Botelho. do Regimento Interno).4 .443/92.

consubstanciadas em remessas. para que comprove. 16.ECT. citado.3.ECT. calculados a partir das datas correspondentes até a data do . c/c os arts. Unidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . perante o Tribunal (art. atualizado monetariamente e acrescido dos juros de mora devidos. com fundamento nos arts. III. José Primo de Sousa permaneceu silente. Irregularidades. da mesma Lei: a) julgue irregulares as presentes contas e condene o Sr. que o Tribunal. 1º.2. José Primo de Sousa. 12. de numerários que não chegaram às agências de destino. 19. sem registro e sem declaração de valor. I. dessa forma. Agência de Pureza – RN. do Regimento Interno).443/92. alínea d da Lei nº 8. caracterizando. Revelia. 10. José Primo de Sousa ao pagamento das quantias abaixo relacionadas.707/2002-1 Natureza: Tomada de Contas Especial.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). 118). alínea a. Multa. caso não atendida a notificação. praticadas pelo Sr. Humberto Guimarães Souto. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.CLASSE II . Contas julgadas irregulares e em débito o responsável. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.153 ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias. Walton Alencar Rodrigues (Redator) e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). bem como à Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Ceará. O analista responsável pela instrução ressaltou que. Autorização para cobrança judicial. III. Responsável: José Primo de Sousa (CPF: 282. o recolhimento do valor do débito aos cofres da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos . 12. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente WALTON ALENCAR RODRIGUES Ministro-Redator LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . o Sr. Especificação do quorum: 12. A Secretaria Federal de Controle Interno emitiu Certificado de Auditoria pela irregularidade das presentes contas (fl. assim.231. Propôs. 165. Cópia ao Ministério Público da União. Sumário: Tomada de Contas Especial. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Ministro com voto vencido em parte: Lincoln Maganhães da Rocha. caput. III. com a anuência do titular da unidade técnica. quando no exercício da função de Atendente Comercial II. a contar da notificação. para a instrução do Inquérito Policial nº 986/2001-SR/DPF/CE.524-87). Citação. e 23. sua revelia. RELATÓRIO Trata-se de tomada de contas especial instaurada em virtude de irregularidades ocorridas na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT.1ª CÂMARA TC-017.

perante o Tribunal (art.03.06.1998 9. III. 146.00 31. c) autorize. proponho que se abata da quantia a ser ressarcida o valor acima e voto no sentido de que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à deliberação desta Câmara.000.600.1999 8. procedeu-se ao sequestro do depósito em nome do responsável no Instituto Social dos Correios e Telégrafos – POSTALIS. Processo nº TC-017. o qual. do Regimento Interno). que relato estes autos com fundamento no art. VALOR ORIGINAL DATA DO DÉBITO (R$) OCORRÊNCIA 2. Unidade Técnica: SECEX/RN. 18 da Resolução nº 64/96TCU.01. considerando as irregularidades contidas neste processo e tendo em vista a revelia do responsável. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias.700. permaneceu revel. Representante do Ministério Público: Dr.154 recolhimento. VOTO Registro.1ª CÂMARA 1.06. Verifiquei nos autos que. 6.1998 18.00 10. 2. O Ministério Público. 57 da Lei nº 8. nos autos representado pelo Subprocurador-Geral. a contar da notificação.Tomada de Contas Especial. para o ajuizamento das ações civis e penais cabíveis.036/2003 . o recolhimento do valor da multa aos cofres do Tesouro Nacional.707/2002-1. desde logo. para que comprove.1999 DA b) aplique ao responsável a multa prevista no art.00 12.78 (dois mil.2000. Considerando que comprovados nos autos desvio de numerários da ECT pelo responsável.231. da Lei nº 8. no valor de R$ 2.00 29. Dr. TCU. Jatir Batista da Cunha. 5. em 20 de maio de 2003. a cobrança judicial da dívida.TCU .524-87). .02. 165.07. nos termos do art. inicialmente.500.1997 8.01. Entidade: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. regimentalmente citado. alínea a. conforme consta do Parecer de fls. 4. Responsável: José Primo de Sousa (CPF: 282. aquiesceu à proposta da unidade técnica. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. 28. atualizada monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido até a data do recolhimento.00 20. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. Grupo I . Jatir Batista da Cunha. 7. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva.Classe de Assunto: II . Dessa forma. em 24. acolho os pareceres oferecidos pela unidade técnica e pela Procuradoria. na forma prevista na legislação em vigor. inciso II.000. d) encaminhe cópia da documentação pertinente Ministério Público da União. cento e setenta e dois reais e setenta e oito centavos). caso não atendida a notificação.172.00 15. 3. de acordo com o Mandado e com o Auto de Seqüestro (fls.800. 106/08).443/92.1997 8. na forma prevista na legislação em vigor.443/92.

a quantia de R$ 2.ECT.01.00 10. calculados a partir das datas correspondentes até a data do recolhimento. fixando-lhe o prazo de 15 (quinze) dias.00 29.00 (três mil reais). a cobrança judicial da dívida.3 .700. para que comprove. 214. desde logo.1999 DA 9. alínea “a”. relatados e discutidos estes autos de Tomada de Contas Especial de responsabilidade de José Primo de Sousa. da mesma Lei.00 20. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.2 . VALOR ORIGINAL DATA DO DÉBITO (R$) OCORRÊNCIA 2.2.1997 8.2000.00 15. III.02. com fundamento nos arts.03.1999 8. e 23. alínea a. Acórdão: VISTOS. Especificação do quorum: 12. III. José Primo de Sousa ao pagamento das quantias abaixo relacionadas. nos termos do art. 57 da Lei nº 8. III. a contar da notificação. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.800.155 8. atualizado monetariamente e acrescido dos juros de mora devidos. 9.1997 8.00 31. perante o Tribunal (art.julgar as presentes contas irregulares e condenar o Sr.06.01.443/92. 10.autorizar. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO II – CLASSE V – 1ª CÂMARA . atualizado monetariamente a partir do dia seguinte ao término do prazo ora estabelecido até a data do recolhimento. 16. em: 9. inciso II. Advogado constituído nos autos: não consta. Humberto Guimarães Souto. III. 9.443/92.78 (dois mil. o recolhimento do valor retro aos cofres do Tesouro Nacional. caso não atendida a notificação. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.443/92. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. para o ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. cento e setenta e dois reais e setenta e oito centavos). na oportunidade.500.aplicar ao responsável a multa prevista no art. do Regimento Interno).600.172.000.1998 9. para que comprove.07. 214. 9. do Regimento Interno). alínea “d” da Lei nº 8.1998 18. caput. com a fixação do prazo de 15 (quinze) dias. na forma prevista na legislação em vigor.06. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). da Lei nº 8. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator). c/c os arts. a contar da notificação. 1º. o recolhimento do valor do débito aos cofres da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .1 . I. na forma prevista na legislação em vigor. 19. abatendo-se.4 . 12. no valor de R$ 3.encaminhar cópia da documentação pertinente ao Ministério Público da União. já satisfeita em 24. 28.000. perante o Tribunal (art.000.00 12.

Órgão: Tribunal Regional Federal da 4ª Região 5.156 TC-008. item III. manifesto ser aplicável a Súmula TCU nº 106 – dispensa da reposição das importâncias já recebidas –. RELATÓRIO Este processo tem por objeto a aposentadoria de Elza Fonseca e Gleni Mara Monlleo Sittoni. Interessadas: Elza Fonseca e Gleni Mara Monlleo Sittoni 4.. Unidade Técnica: Sefip . O Ministério Público. Parecer da Unidade Técnica 3. Parecer do Ministério Público 4. Súmula TCU nº 106. Atendente Judiciário e Técnico Judiciário do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.TCU . TC-450. entendo não ser permitida a percepção cumulativa da vantagem definida no artigo 3º da Lei nº 8.717/1995-8 2.911/1994 (“quintos”) com a Gratificação relativa à mesma função. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. alíneas “a” e “c”. discorda da unidade técnica e manifesta-se pela ilegalidade das concessões. Posto isso. Grupo I . uma vez que a orientação deste Tribunal é no sentido de que não é permitida a percepção cumulativa da parcela de FG com a parcela dos quintos deferidos com base na Lei nº 8.717/1995-8 Natureza: Aposentadoria Órgão: Tribunal Regional Federal da 4ª Região Interessadas: Elza Fonseca e Gleni Mara Monlleo Sittoni Sumário: Aposentadoria. respectivamente. Representante do Ministério Público: Drª.1ª CÂMARA 1. da Lei nº 8.Classe de Assunto V . 2. em 20 de maio de 2003. 05). Ilegalidade. com fundamento no art. VOTO Na mesma linha da manifestação do Ministério Público. acolho o parecer do Ministério Público. Determinação. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 6. 01/02 e 03/04 concedem às interessadas parcela dos “quintos” da Lei nº 8.037/2003 . Sala das Sessões. 186. Percepção cumulativa de “quintos” com a Gratificação relativa à mesma função. É o relatório.911/94 cumulativamente com a Gratificação relativa à mesma função. Processo nº TC-008. Os atos de fls.U. e Voto por que o Tribunal adote o Acórdão que ora submeto à Primeira Câmara. na pessoa da Procuradora Maria Alzira Ferreira. Maria Alzira Ferreira 7. Ata nº 04/97). A Sefip propõe a legalidade e registro dos atos de 01/02 e 03/04 (fl.112/90 e vigências a partir de 19/01 e 17/03/1995. T.Aposentadoria 3.315/91-6.911/94 (Decisão nº 32/97-1ª Câmara.C.

em: 9. 27/03. alíneas “b” (a quarta). 21/03. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. Ilegalidade dos atos de fls.1. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.2. Súmula TCU nº 106. Acórdão: VISTOS.4. inciso IX.1ª CÂMARA TC-018.determinar ao órgão concedente que faça cessar os pagamentos decorrentes das concessões impugnadas. Luiz Sebastião Glatzi. Cômputo de tempo de serviço como recibada e estranho ao magistério. da Lei nº 8. 1º. contados a partir da ciência desta decisão.2. Legalidade dos demais atos. 25/04 e 25/05/1995. RELATÓRIO Trata-se de aposentadoria de Maria Rosália de Almeida Pernisa. inciso II. sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa. ante a impossibilidade de percepção cumulativa de parcela dos “quintos” da Lei nº 8. no prazo máximo de 15 (quinze) dias. da Lei nº 8. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). e “d” (as demais). nos cargos de Professor de 1º e 2º Graus (o primeiro. Lauro de Almeida Mendes e Marinoel da Silva Bastos. c/c os arts. inciso III. 12. e 39.524/1995-8 Natureza: Aposentadoria Entidade: Fundação Universidade Federal de Juiz de Fora Interessados: Maria Rosália de Almeida Pernisa. . c/c os arts. Luiz Sebastião Glatzi. respectivamente. e 262 do Regimento Interno. Especificação do quorum: 12. da Constituição Federal.dispensar a reposição das importâncias já recebidas. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Sumário: Aposentadorias. nos termos do artigo 71.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência).112/1990.3. Professor Adjunto (os outros dois). Determinações.determinar à Sefip que verifique a implementação da medida determinada no item anterior. 10. 9. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . inciso V. 1º. o terceiro e o quinto).considerar ilegais as aposentadorias de Elza Fonseca e Gleni Mara Monlleo Sittoni. com vigências a partir de 15/03. em conformidade com o artigo 262 do Regimento Interno/TCU. 1/2 e 5/8. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.recusar registro aos atos de fls. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva. relatados e discutidos estes autos de aposentadoria. inciso VIII. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva. 9.443/92. 17. inciso III. nos termos da Súmula TCU nº 106.911/1994 com a Gratificação relativa à mesma função.5. 71. item I (a primeira). 9. e 9. 01/02 e 03/04. item III. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Lauro de Almeida Mendes e Marinoel da Silva Bastos. com fundamento no art.157 8. embasadas no artigo 186. da Constituição Federal.CLASSE V . Advogado constituído nos autos: não consta 9.

) 3. o que impede a percepção dos seus proventos à razão de 24/30. 05/06 e 07/08. recusando-se registro aos atos de fls. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva. conforme se observa dos respectivos cálculos e ficha financeira de fl. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva e Marinoel da Silva Bastos. na contagem do tempo de serviço do Sr. Por despacho singular. Parecer do Ministério Público 9. VOTO A questão que levou a unidade técnica a propor a ilegalidade dos atos de aposentadoria de Maria Rosália de Almeida Pernisa. Ata 04.) 3. para ser esclarecida a razão do parecer pela ilegalidade exarado pelo Controle Interno nos atos dos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa. 49. Lauro de Almeida Mendes e Marinoel da Silva Bastos.1. 55/56. Em atendimento ao solicitado.4. A respeito do servidor Luiz Sebastião Glatzi. 2ª Câmara. e que este período foi computado ao seu tempo de serviço para aposentadoria. teceu estas considerações: “(. Lauro de Almeida Mendes e Luiz Sebastião Glatzi – a vedação da contagem . apurou erro no cálculo da proporcionalidade dos proventos dos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa. de 13/02/92. e nos anuênios do Sr. a certidão de fls. Parecer da Unidade Técnica 7. os valores dos proventos foram atribuídos corretamente. 6. e b) em relação ao servidor Lauro de Almeida Mendes. da fl. considerando a decisão nº 42/92. no período de 20/11/50 a 17/09/1958. Então. (. Não obstante. 4. que o servidor conta com 17 anos de serviço para efeito de uniênios. 3. 5.. promovida pela Sefip. A Sefip analisou esses documentos. É o relatório. encaminhou cópia da documentação extraída dos processos (convencionais) de aposentadoria dos interessados (fls. Quanto à servidora Maria Rosália de Almeida Pernisa. em diligência. bem como das certidões averbadas pelo órgão de origem. com o registro dos respectivos atos. atividades na condição de recibada. que ela desempenhou. fosse retificado o percentual de anuênios.. Luiz Sebastião Glatzi. 3. Lauro de Almeida Mendes e Luiz Sebastião Glatzi. 51 e 57). 13/41). comprovaram o tempo de magistério mediante certidões expedidas pelo INSS (fls. determinei a realização da diligência. a unidade técnica apresentou proposta de mérito no sentido de que este Tribunal considerasse legal com recomendação a aposentadoria de Luiz Sebastião Glatzi e ilegais as demais concessões. analisando os novos esclarecimentos prestados. O Ministério Público manifesta-se em consonância com a unidade técnica. 54 consigna tempo de serviço estranho ao magistério. o Ministério Público. fosse comprovado o tempo de efetivo exercício em funções de magistério mediante cópia dos mapas de tempo de serviço. manifestou-se por diligência para as seguintes providências: a) no tocante aos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa. 61.3. e a ilegalidade das aposentadorias de Maria Rosália de Almeida Pernisa. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva e Marinoel da Silva Bastos.” 8. a Diretora de Auditoria de Pessoal e de Tomada de Contas Especial da Diretoria de Auditoria de Contas da Secretaria Federal de Controle Interno. Os servidores Marinoel da Silva Bastos e Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva. Na ocasião. Lauro Mendes. das fls. no período de agosto de 1974 a dezembro de 1976 e de janeiro a fevereiro de 1977. nº 252/DAPES-SFC-MF.158 2. 01/02.. por meio do Of. A Sefip. observa-se. Os autos foram devolvidos à origem. observamos. Ao finalizar a unidade técnica propõe a legalidade dos atos de aposentadoria dos servidores Marinoel da Silva Bastos e Eneida da Cunha Pereira da Silva. e. em preliminar. Luiz Sebastião Glatzi. atuando nos autos.

4. . Acórdão: VISTOS. 6. Ao se subtrair os tempos de serviço prestados em atividades outras que não de magistério. alterando. MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1. 9. 71. 01/02. inciso III. inciso III. mudando-se a proporcionalidade dos proventos.TCU . Sala das Sessões. da Lei nº 8. Logo. poderá. inciso III. da Constituição Federal. mantendo-se a integralidade dos proventos. a outra. negando registro aos atos de fls. em conformidade com o artigo 262 do Regimento Interno/TCU.U. Advogado constituído nos autos: não consta 9. 5.443/92. com fundamento no art.1ª CÂMARA 1. acontecer o retorno à ativa para completar o tempo de serviço em magistério. 186.com redução de proventos de integral para proporcional. Luiz Sebastião Glatzi e Lauro de Almeida Mendes.e Voto por que o Tribunal adote a Decisão que ora submeto a sua 1ª Câmara. Com vistas a solucionar esse impasse. em 20 de maio de 2003. por si só. art. haja vista os fundamentos legais das concessões – a primeira. 17. da Constituição Federal. Entidade: Fundação Universidade Federal de Juiz de Fora 5. 03/04 e 09/10. 1º. Representante do Ministério Público: Dra. Os demais atos de aposentadoria em apreciação não merecem reparo. . 2. contados a partir da ciência desta decisão.o que. inciso VIII.3-aplicar o enunciado da Súmula TCU nº 106 para as quantias já recebidas pelos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa.159 de tempo de serviço prestado em atividades estranhas ao magistério – é matéria pacificada nesta Casa. Lauro de Almeida Mendes e Marinoel da Silva Bastos 4. em: 9. Posto isso.C. da Lei nº 8. inciso I. e 262 do Regimento Interno. além da possibilidade de um novo ato . e 39. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa. inciso II. c/c os arts. relatados e discutidos estes autos de aposentadoria. deduzindo-se os tempos de serviço impugnados.Classe de Assunto: V . e por conseguinte. no prazo máximo de 15 (quinze) dias.dispensa da reposição das importâncias já recebidas . novos atos poderão ser apresentados. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça 6. Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva. Interessados: Maria Rosália de Almeida Pernisa. Processo nº: TC – 018. nos termos do artigo 71. conseqüentemente a fundamentação legal da concessão -.4-determinar à unidade concedente que faça cessar o pagamento decorrente da concessão impugnada. na forma como deferidas pela unidade concedente.1-considerar legais as aposentadorias de Eneida Vieira da Cunha Pereira da Silva e Marinoel da Silva Bastos. manifesto ser aplicável a Súmula TCU nº 106 . determinando o registro dos atos de fls.524/1995-8 2. se assim for o desejo do interessado.112/90 (invalidez). Luiz Sebastião Glatzi e Lauro de Almeida Mendes.038/2003 . 1º. Quanto ao servidor Lauro de Almeida Mendes.Aposentadoria 3. 3. inciso IX. Em relação aos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa e Luiz Sebastião Glatzi. Unidade Técnica: Sefip 8. T. acolho os pareceres. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. somente uma alternativa se delineia. c/c os arts.2-considerar ilegais as aposentadorias de Maria Rosália de Almeida Pernisa. já os impediram de retornar à ativa. 9. inciso V. cabe as seguintes orientações à Fundação Universidade de Juiz de Fora. Grupo I . 9. alínea “d” do mesmo dispositivo legal (65 anos de idade em 1995) . Luiz Sebastião Glatzi. esses interessados deixam de cumprir o requisito temporal para as suas inativações. Cristina Machado da Costa e Silva 7. 05/06 e 07/08.

mudando-se a proporcionalidade dos proventos. poderá.1-para a possibilidade. b) tomar as medidas cabíveis com vistas à exclusão do Salário Família da concessão em apreço. bem como dispositivos da Constituição. retornar à ativa para completar o tempo de serviço em magistério. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. Diligências.04. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.1995.III -“b” da Lei nº 8.” 3. Marcos Vinicios Vilaça (Relator). para obter a integralidade dos proventos. em razão de sentença judicial.24 e qual a fundamentação legal para a sua concessão. o Diretor da Escola Técnica Federal do Amazonas. em resposta à solicitação da unidade técnica. 2.5. calculada com base na função comissionada.803. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. 193 da Lei nº 8. caso tenha decorrido por meio de sentença judicial. Nãoatendimento. 10.112/90.6-determinar à Sefip que verifique a implementação da medida determinada no subitem 9. alternativamente.2-quanto ao servidor Lauro de Almeida Mendes. Ilegalidade da concessão. Os autos foram devolvidos à origem. e 9. no valor de R$ 3. Especificação do quorum: 12. além da possibilidade de um novo ato . na forma da IN TCU nº 44/2002. Trata-se de aposentadoria da Professora de 1º e 2º Graus Maria José Araújo Calmont.com redução de proventos de integral para proporcional.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência). Por meio do Ofício nº 165-DRH/ETFAM/97.5.590/1996-5 Natureza: Aposentadoria Unidade: Escola Técnica Federal do Amazonas – ETF/AM Interessada: Maria José Araújo Calmont Sumário: Aposentadoria com percepção da vantagem prevista no art. se assim desejar o interessado. e c) enviar a este Tribunal mapa do tempo de efetivo exercício em funções de magistério para verificarmos a legalidade da concessão nos termos do art.4 supra.ETM/AM. que seja enviada cópia da mesma bem como da certidão de seu trânsito em julgado.112/90.112/90. 9. em relação aos servidores Maria Rosália de Almeida Pernisa e Luiz Sebastião Glatzi. Determinações. informou que a exclusão do salário família ocorreu em . calculada com base na função comissionada. concedida com percepção da vantagem prevista no art.2. alterando. 12. 193 da Lei nº 8. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE V – 1ª CÂMARA TC-005.160 9. da Escola Técnica Federal do Amazonas . para serem prestados estes esclarecimentos: “a) informar a esta Secretaria o que significa PROV FC 311091. com vigência a partir de 27. deduzindo-se os tempos de serviço impugnados. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. de que novos atos poderão ser apresentados para apreciação. 186 . e por conseguinte.5-orientar à Fundação Universidade Federal de Juiz de Fora: 9. conseqüentemente a fundamentação legal da concessão -. em diligência promovida pela então 2ª Secex (atual Sefip). em razão de sentença judicial.

193 da Lei nº 8. 3. propõe a ilegalidade da concessão com recusa de registro ao ato de fls. alínea “a” supra).112/90 deve ser feito com base no valor do Cargo de Direção-CD ou Função Gratificada-FG em que foi transformada a função e não nos parâmetros da Portaria MEC nº 474/87. promovida em 08/08/1997. ou seja 01/11/1991. considerando que a servidora. e b) as parcelas dos quintos cujos interstícios legais foram preenchidos após 01/11/91 devem ser calculadas com base no valor de Cargo de Direção – CD em que foi transformada a função (Decisão nº 073/97. Parecer do Ministério Público 6. tendo por correta a formula de cálculo da parcela questionada. Interessada: Maria José Araújo Calmont 4.Classe de Assunto V . Ata nº 11/98). Sala das Sessões.039/2003 . em 01/11/1991. A ETF/AM.. tenha sido requerida pela unidade técnica na 1ª diligência.112/90 com base na FC. não havia completado os cinco anos seguidos de função. manifesto ser aplicável o enunciado da Súmula TCU nº 106 e VOTO no sentido de que esta Câmara adote a decisão que ora submeto à sua apreciação. Grupo I . Posto isso. nos termos abaixo delineados.168/91. Unidade: Escola Técnica Federal do Amazonas – ETF/AM 5. Ata nº 11/97. em 20 de maio de 2003. A Sefip. A partir dos efeitos financeiros da Lei nº 8. na forma como deferida.161 15/09/1997 e anexou os documentos presentes às fls. acolho os pareceres. não promoveu a retificação requerida.C.1ª CÂMARA 1. uma vez que não se fez presente cópia da sentença judicial requerida: a) as parcelas dos quintos cujos interstícios legais foram preenchidos até 01/11/91. 5. Não cabe a concessão de aposentadoria à Sra.Aposentadoria 3. objeto da diligência anterior (§ 2º. tendo atingido os dez anos de função (de forma interpolada) após essa data.590/1996-5 2. 4.U. e considerando que não consta dos autos a referida sentença. VOTO Assiste razão à unidade técnica e ao Ministério Público.TCU . Maria José Araújo Calmont. Parecer da unidade técnica 6. 21/23 –. Em nova diligência. fls. 01/02. T. Relator: Ministro Marcos Vinicios Vilaça . por meio de sentença judicial – conforme ficha financeira extraída do sistema SIAPE. 07/14. a então 2ª Secex (atual Sefip) analisou a documentação anexada e pediu providências à Delegacia Federal de Controle no Amazonas para que fosse retificada a parcela referente ao código 8611 – Gratificação Função Artigo 193 da Lei nº 8. considerando que a interessada vem recebendo a vantagem do art. É essa a jurisprudência da Casa sobre a matéria em questão (Decisão nº 73/97 da 2ª Câmara e Decisão nº 99/98 da 1ª Câmara). devem ser calculadas com base na tabela de FC. Marcos Vinicios Vilaça Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1.112/90. vigência do Decreto nº 228/91. 2. embora a sua anexação. por cópia. Processo nº TC-005. calculada com base na FC. 193 da Lei nº 8. O Ministério Público manifesta-se em consonância com a unidade técnica. o pagamento da vantagem do art. Decisão nº 099/98-1ª Câmara.2ª Câmara.

9.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (na Presidência). em: 9. da Lei nº 8.1. inciso III. e 9. 17. com determinação de descontinuidade nos pagamentos. nos termos do artigo 71. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. com fundamento no art. Parecer da Instrução “(. Ciência do acórdão à unidade de origem. 71. 1º.508/1996-7 Natureza : Pensão Civil Unidade : Secretaria de Assuntos Estratégicos .) Esta Unidade Técnica procedeu à análise dos fundamentos legais e das informações prestadas pelo órgão de Controle Interno. Representante do Ministério Público: Dr. RELATÓRIO Trata-se de processo de concessão de pensão civil.162 6.2. Unidade Técnica: Sefip 8. 1º. 4). sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.443/92. relatados e discutidos estes autos de aposentadoria. inciso II.dispensar a reposição das importâncias já recebidas.4. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. inciso V.. da Constituição Federal. Esclarecemos que consta no sistema SISAC pensão militar concedida ao referido instituidor. e 39.recusar registro ao ato de fls. da Constituição Federal. Marcos Vinicios Vilaça (Relator).3.2. inciso IX.1ª Câmara TC-005. 10. em conformidade com o artigo 262 do Regimento Interno/TCU.SAE Interessado : Jordanah Schroder Fortes de Oliveira Advogado constituído nos autos : Não consta Sumário: Ato de concessão de pensão civil. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO na Presidência MARCOS VINICIOS VILAÇA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE V . Ilegalidade. nos termos da Súmula TCU nº 106. inciso VIII. consideramos ilegal a percepção das duas pensões. contados a partir da ciência desta decisão.determinar à unidade concedente que faça cessar o pagamento decorrente da concessão impugnada.)” (fls. Acumulação de benefícios decorrentes de cargos inacumuláveis. Advogado constituído nos autos: não consta 9. Acórdão: VISTOS. c/c os arts. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.. 9... . motivo pelo qual. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. inciso III. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. Especificação do quorum: 12. já julgada legal por este Tribunal no TC 001334/2002-6. e 262 do Regimento Interno. c/c os arts.considerar ilegal a aposentadoria de Maria José Araújo Calmont. a teor do artigo 15 da IN-TCU-44/2002. 12. (. Aplicação ao caso do Enunciado 106/TCU. Marinus Eduardo de Vries Marsico 7. no prazo máximo de 15 (quinze) dias. 1/2.

já pacificada pela Corte Maior. Classe de assunto: V – Ato de concessão de pensão civil 3. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. conseqüentemente. no voto que proferiu no RE 81. concordou com os termos da instrução. e de 1988. permissão escrita na Constituição para a pretendida acumulação. sempre.508/1996-7 2.1994 e consignado nos autos do Recurso Extraordinário nº 163. Nessa linha. foi vacilante.. Se a regra é a proibição de acumulação. 4. que é a exceção. nesse mesmo voto: “É que os proventos decorrem. Advogado constituído nos autos: Não consta . Grupo I..” (RTJ 75/325)”.SAE 5.480 e do MS 19. discutiu-se.. em 20 de maio de 2003. art. acolhendo integralmente os pareceres do Ministério Público e da Unidade Técnica. manifestada em acórdãos discrepantes. de questão antiga. Ubaldo Alves Caldas (fls. 185.) que as disposições inscritas nas Constituições de 1946. XVI. cuja ementa é assim iniciada: “I. art. são iguais. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. Unidade técnica: Sefip 8. Ubaldo Alves Caldas 7. a permissão.. TCU. de relatoria do Exmº Sr. quando do julgamento dos ERE 68.”. quando se tratasse de cargos. A jurisprudência da Corte Suprema.TCU . o que leva à necessária conclusão da impossibilidade de cumular-se dois proventos de cargos inacumuláveis e. Trata-se. Ministro Carlos Velloso. a princípio. há de ser escrita. há de ser expressa. 5). consigna sua concordância com as conclusões oferecidas pela Sefip.729-SP. 37. – A acumulação de proventos e vencimentos somente é permitida quando se tratar de cargos. Todavia.902. portanto.11. o insigne Relator esclareceu “(. é ela inconstitucional. tem-se o Acórdão proferido na Sessão de 9. funções ou empregos acumuláveis na atividade. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. na forma permitida pela Constituição. portanto. à fls. que a acumulação de proventos e vencimentos somente era permitida. sob o pálio da CF/46. com expressa autorização constitucional. Representante do Ministério Público: Dr. mesmo no regime da Constituição de 1946. Processo nº TC-005. (. o que não se observa no presente caso. Parecer do Ministério Público: Nos autos representado pelo Procurador Dr. Unidade: Secretaria de Assuntos Estratégicos . Tal raciocínio decorre do entendimento esposado pelo Supremo Tribunal Federal de que não é permitida a acumulação de proventos com vencimentos se eles não podem ser acumulados na atividade. impossibilidade de recebimento de duas pensões decorrentes desses cargos. funções ou empregos legalmente acumuláveis na atividade. Por muito tempo. Interessado: Jordanah Schroder Fortes de Oliveira 4. Ao discorrer em seu voto sobre a matéria. Não havendo. de um cargo exercido na atividade. no Supremo Tribunal Federal.204-6. Dessa forma. que.040/2003 . e sintetizada adiante com muita propriedade. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. VOTO Referida cumulação não encontra apoio no ordenamento jurídico.1ª CÂMARA 1.163 A Unidade Técnica. pois somente podem ser acumulados proventos se na atividade há essa possibilidade com relação às remunerações decorrentes dos exercícios de dois diferentes cargos. se seria possível a acumulação de proventos da aposentadoria com vencimentos de cargo público.)”. o Plenário pôs “termo à hesitação das Turmas. dá notícia o eminente Ministro Xavier de Albuquerque.

vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos . em boa-fé. determinar à Secretaria de Assuntos Estratégicos – SAE que faça cessar todo e qualquer pagamento decorrente do ato de fls.164 9. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. Humberto Guimarães Souto (Relator).1ª Câmara TC-008. 1/3. 9. dar ciência desta deliberação à unidade de origem. Especificação do quorum: 12.3.443/1992 c/c artigo 262 do Regimento Interno deste Tribunal e artigo 15 da IN-TCU-44/2002. RELATÓRIO Trata-se de processo de concessão de aposentadoria referente ao servidor Aristotelles Baptista. determinar ao Órgão de Controle Interno que relate nas próximas contas da Unidade o cumprimento da determinação contida no subitem 9.SAE Interessado : Aristotelles Baptista Advogado constituído nos autos : Não consta Sumário: Ato de concessão de aposentadoria a servidor da Secretaria de Assuntos Estratégicos SAE. Acumulação de proventos decorrentes de reforma de militar e de aposentadoria em cargo público. no prazo máximo de 15 (quinze) dias. considerar ilegal a pensão civil em favor de Jordanah Schroder Fortes de Oliveira. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE V .200/1996-3 Natureza : Aposentadoria Unidade : Secretaria de Assuntos Estratégicos .1. Acórdão: VISTOS. contados da ciência da decisão deste Tribunal. a teor do inciso IX do artigo 71 da Constituição Federal e caput do artigo 45 da Lei 8.3 acima. Parecer da Instrução: A Senhora Analista acostou aos autos instrução com os seguintes dizeres: “1. 9. 1/3. Ilegalidade. 9. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. relatados e discutidos estes autos de ato de concessão de pensão civil. Aplicação ao caso do Enunciado 106/TCU. 9.SAE.2. diante das razões expostas pelo Relator. 12. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. sob pena de ressarcimento pelo responsável das quantias pagas após essa data.4.2. em: 9. dispensar o ressarcimento das quantias indevidamente recebidas. .1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). recusando o registro do ato de fls.5. consoante o disposto no Enunciado 106 da Súmula de Jurisprudência do TCU. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. 10. Ciência do acórdão ao órgão. Esta Secretaria de Fiscalização de Pessoal promoveu diligência preliminar ao órgão de origem. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.

XVII”. não se aplica aos membros de poder e aos inativos. pois veda expressamente a percepção de mais de uma aposentadoria em cargos inacumuláveis na atividade. 1°. Em sede de Mandado de Segurança n° 22.. 99 da Constituição Federal de 1967. inciso VIII e 260. em reiterados julgados. 3. agora em exame. no TC. aplicando-se-lhes em qualquer hipótese. nos termos do Enunciado n° 106 da Súmula de jurisprudência desta Corte." 8. e 39. 12/3). 11. da Constituição Federal.40 § 6 o – Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição. Entendo que o mesmo tratamento deve ser dado à aposentadoria referentes ao ato" de fl. do RI-TCU. Ata 01/2002. Oficio 2998/2002. § 10.. Ata 16/2002 entre outras). Segunda Câmara. Primeira Câmara. e pelas demais formas previstas na Constituição Federal. decidiu que "A acumulação de proventos e vencimentos somente é permitida quando se tratar de cargos. o Supremo Tribunal Federal reiterou o entendimento de que a Carta de 1988 não autoriza a acumulação de proventos com vencimentos. Primeira Câmara. à renúncia concomitante aos proventos da reserva remunerada. 7. Ata 42/2001. art.182-8. na forma prevista no art.94. funções ou empregos acumuláveis na atividade. impetrado contra ato administrativo que condicionou a posse de oficial da reserva remunerada do Exército. uma vez que os trabalhadores eram detentores de proventos de reserva. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime da previdência previsto neste artigo. inciso II. 30. Ata 42/2001. no cargo público de Técnico Judiciário. em razão da similaridade com o julgado mediante a Decisão 419/2002. incompatíveis na atividade. ' 6. que até a publicação desta Emenda. e tomando por base as informações prestadas pelo órgão de Controle Interno. c/c os arts. inciso V. supracitada. Tal vedação já estava presente no texto do art. 342/2001. tenham ingressado novamente no serviço público por concurso público de provas ou de provas e títulos.40 da Constituição Federal.” (fls. 37.454/2002-7. Em atenção ao solicitado foi encaminhado o Oficio n° 247/CPES-DEPC-ABIN-GSI-PR/2002.443/92. 1/2. A vedação prevista no art.855). 9. tem proclamado o pensamento de que a acumulação de proventos somente é permitida quando se tratar de cargos. XVI. Conclusão De conformidade com o preceituado no artigo 71. . pág. A Emenda Constitucional n° 20/98 também não ampara a pretensão do servidor de receber duas aposentadorias em cargos públicos.988. os respectivos contratos de trabalho celebrados entre a Administração e os então empregados eram irregulares. O Egrégio Supremo Tribunal Federal.204-6/SP (DJ de 14. de Aristóteles Baptista. c/c os artigos 1°. sendo-lhes proibida a percepção de mais de uma aposentadoria pelo regime de previdência a que se refere o art.37.F. 105/2001. referente à aposentadoria de servidores no Quadro de Pessoal do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República: "Carece de amparo legal a acumulação de aposentadorias resultantes de cargos não acumuláveis. 4. quando os cargos efetivos de que decorram ambas as remunerações não sejam acumuláveis na atividade. com a redação conferida pela Emenda Constitucional n° 1/69. ao julgar caso semelhante. 2. e as providências adotadas para o saneamento das falhas detectadas pelo Controle Interno. com dispensa de devolução das quantias indevidamente recebidas. C.165 solicitando dados indispensáveis para o julgamento do ato de aposentadoria. Art .. 7/2002. Assim. 260. Primeira Câmara. inciso m. Segunda Câmara. conforme Decisão TCU n° I 03/95-2a Câmara. da Constituição Federal de 1. Segunda Câmara. conforme dispõem o seu artigo 11° e a nova redação do § 6° do artigo 40 da Constituição de 1988: 'Art. em que as aposentadorias daqueles servidores foram julgadas ilegais. Ata 15/2001. Ata 15/95. esclarecendo que as falhas detectadas pelo Controle Interno referem-se à acumulabilidade de beneficios provenientes de cargos públicos. Oportuno se faz destacar parte do VOTO do Excelentíssimo Senhor Ministro Benjamin Zym1er. do Regimento Interno/TCU. O Tribunal de Contas da União. PROPONHO sejam considerado ilegal e recusado o registro do ato de aposentadoria de fls.006. 1/2. da Lei n° 8. 411/2001. Referido entendimento culminou na Decisão 419/2002. 5. 233/2002. o limite de que trata o § 11 deste mesmo artigo. na forma permitida pela constituição. Segunda Câmara.11. servidores e militares. ao julgar o Recurso Extraordinário n° 163. Ata 30/2002. funções ou empregos cujo exercício simultâneo seja permitido na atividade pela Constituição Federal (Decisões 103/1995.

o que não se observa no presente caso. à fls. XVI. já pacificada pela Corte Maior. Paulo Soares Bugarin. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. nesse mesmo voto: “É que os proventos decorrem. Advogado constituído nos autos: Não consta . art. Grupo I. tem-se o Acórdão proferido na Sessão de 9. funções ou empregos legalmente acumuláveis na atividade. Representante do Ministério Público: Dr. Se a regra é a proibição de acumulação. Todavia. quando do julgamento dos ERE 68. e de 1988. Unidade: Secretaria de Assuntos Estratégicos .”.041/2003 . no voto que proferiu no RE 81.1ª CÂMARA 1..TCU . 13. 37. 185. sempre. manifestada em acórdãos discrepantes. Processo nº TC-008. de um cargo exercido na atividade.” (RTJ 75/325)”. funções ou empregos acumuláveis na atividade. discutiu-se.480 e do MS 19. com expressa autorização constitucional. (.729-SP.. no Supremo Tribunal Federal. a permissão. portanto. cuja ementa é assim iniciada: “I. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. portanto. Unidade técnica: Sefip 8. é ela inconstitucional. Classe de assunto: V – Ato de concessão de aposentadoria 3.902.) que as disposições inscritas nas Constituições de 1946. acolhendo integralmente os pareceres do Ministério Público e da Unidade Técnica. Dessa forma. quando se tratasse de cargos. de relatoria do Exmº Sr. sob o pálio da CF/46. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. Tal raciocínio decorre do entendimento esposado pelo Supremo Tribunal Federal de que não é permitida a acumulação de proventos com vencimentos se eles não podem ser acumulados na atividade. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. Nessa linha. É. que é a exceção. mesmo no regime da Constituição de 1946. Ao discorrer em seu voto sobre a matéria. A jurisprudência da Corte Suprema. permissão escrita na Constituição para a pretendida acumulação. questão antiga. TCU. na forma permitida pela Constituição.SAE 5.. VOTO Referida cumulação não encontra apoio no ordenamento jurídico.11. Por muito tempo. em 20 de maio de 2003. Parecer do Ministério Público: Nos autos representado pelo Procurador Dr.200/1996-3 2. consigna à fls.)”.1994 e consignado nos autos do Recurso Extraordinário nº 163. que. se seria possível a acumulação de proventos da aposentadoria com vencimentos de cargo público. a princípio. foi vacilante. que a acumulação de proventos e vencimentos somente era permitida. são iguais. há de ser escrita. o que leva à necessária conclusão da impossibilidade de cumular-se dois proventos de cargos inacumuláveis. há de ser expressa. art. e sintetizada adiante com muita propriedade. pois somente podem ser acumulados proventos se na atividade há essa possibilidade com relação às remunerações decorrentes dos exercícios de dois diferentes cargos.204-6. Não havendo. o Plenário pôs “termo à hesitação das Turmas. concordou com os termos da instrução.166 A Unidade Técnica. 14 sua concordância com as conclusões oferecidas pela Sefip. Ministro Carlos Velloso. – A acumulação de proventos e vencimentos somente é permitida quando se tratar de cargos.. Paulo Soares Bugarin 7. Interessado: Aristotelles Baptista 4. dá notícia o eminente Ministro Xavier de Albuquerque. o insigne Relator esclareceu “(.

por aproveitamento de tempo de monitoria. em: 9. a teor do inciso IX do artigo 71 da Constituição Federal e caput do artigo 45 da Lei 8. nos seguintes termos: “Trata-se os autos da aposentadoria do ex-servidor JOSÉ NILO TAVARES. determinar ao Órgão de Controle Interno que relate nas próximas contas do Órgão o cumprimento da determinação contida no subitem 9. recusando o registro do ato de fls. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.443/1992 c/c artigo 262 do Regimento Interno deste Tribunal e artigo 15 da IN-TCU-44/2002. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.SAE que faça cessar todo e qualquer pagamento decorrente do ato de fls.2. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE V . 9. Especificação do quorum: 12. Acórdão: VISTOS. em boa-fé. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. relatados e discutidos estes autos de atos de concessão de aposentadoria. 9. no cargo de Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.3. 12.167 9. Ciência do acórdão à entidade. Parecer da Instrução: A Sra. Ilegalidade. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.5. sob pena de ressarcimento pelo responsável das quantias pagas após essa data. Analista responsável pela instrução propôs a ilegalidade da concessão. dispensar o ressarcimento das quantias indevidamente recebidas. 10.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). contados da ciência da decisão deste Tribunal. com aplicação ao caso do Enunciado 106/TCU e determinação de descontinuidade nos pagamentos.2. consoante o disposto no Enunciado 106 da Súmula de Jurisprudência do TCU. 40.1ª Câmara TC-006.391/2002-5 Natureza : Aposentadoria Entidade : Universidade Federal de Minas Gerais Interessado : José Nilo Tavares Advogado constituído nos autos : Não atuou Sumário: Ato de concessão de aposentadoria a servidor da Universidade Federal de Minas Gerais. 1/2. 9. RELATÓRIO Trata-se de processo de concessão de aposentadoria a servidor vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais.4. item III. considerar ilegal a aposentadoria do servidor Aristotelles Baptista. diante das razões expostas pelo Relator. Humberto Guimarães Souto (Relator). comunicar à unidade de origem o inteiro teor da presente deliberação. 9. determinar à Secretaria de Assuntos Estratégicos . Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. alínea "8" da . no prazo máximo de 15 (quinze) dias. com fundamento no art.1.3 acima. 1/2.

Após análise.443/92. inciso VIII e 260.1ª CÂMARA 1. 2. c/c os arts.988. pois trata-se de aposentadoria especial como professor.711/52. c/c os artigos 1°. Quanto às normas aplicáveis por ocasião da nova aposentadoria.1988. à fls. negando o respectivo registro.TCU . manifestou sua concordância com a instrução. Marinus Eduardo de Vries Marsico (fls. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. ao órgão de origem no sentido de esclarecer quanto ao Parecer de ilegalidade emitido pelo Controle Interno sobre à concessão e informar sobre eventual interposição de ação rescisória por parte do órgão. 184. 05/61. 5. no período de 01/05/57 a 31/10/58. c/c art. 6. UFMG responde às fls. Dessa forma. entendo que não há direito adquirido irrestrito à aposentação pelos dispositivos vigentes por ocasião da publicação do ato ora declarado ilegal. Mas recentemente. com vigência a partir de 15. do RI-TCU. da Lei n° 8. da Lei n° 1. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. trata-se da pensão instituída pelo ex-servidor. Em resposta o órgão de origem enviou a documentação de fls. Assim. De acordo com às fls. na forma prevista noa rt. 63. em 20 de maio de 2003. Parecer do Ministério Público: Nos autos representado pela Procurador Dr. inciso V.Segunda Câmara. Grupo I. inciso III. A Unidade Técnica. inciso 11. Quanto a existência de sentença judicial e interposição de rescisória. verificou-se que o Controle Interno opinou pela ilegalidade da aposentadoria devido cômputo de tempo de serviço como monitor. à Decisão 203/2001. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. o Tribunal julgou ilegal aposentadoria do ex-servidor Marcelo Adhemar de Andrade Carvalho da Universidade de Lavras/MG. considerando que não há fundamento legal para averbação do período de aluno monitor para fins de aposentadoria. Processo nº TC-006. O Enunciado 74/TCU também não pode ser aplicado a esse caso. e tomando por base as informações prestadas pelo órgão de Controle Interno. Classe de assunto: V – Atos de concessão de aposentadoria . foi encaminhado o Ofício/ n° 0294/SEFIP/3ªDT. porquanto essa atividade é mera extensão da atividade escolar.12. contado após a data da aposentadoria ora considerada ilegal.391/2002-5 2. do Regimento Interno/TCU. acolhendo no essencial a proposta da Unidade Técnica e do Ministério Público. 1°. 4. Sobre à advertência gerada pelo sistema" Existe outra concessão inicial com o mesmo instituidor". 3. E que o referido tempo não tem amparo legal para aposentadoria especial ( Decisões /TCU 306/97 e 308/97). situação decorrente da impossibilidade de ser o interessado prejudicado pela demora da Administração em apreciar sua concessão. nada consta na pasta funcional do ex-servidor. somente poderá ser aplicada a legislação vigente anteriormente no caso de ela ter permanecido em vigor durante o tempo de monitoria. 7. e 39. 260. 62/3). 63-V). inclusive não se verificando qualquer vantagem ou benefício decorrente de sentença judicial. §§ 1°. 07. VOTO Não há como prosperar uma aposentadoria com aproveitamento do tempo de monitor.” (fls. TCU. De conformidade com o preceituado no artigo 71. concordou com a instrução da Unidade Técnica.168 CF. da Constituição Federal de 1. que só poderá ocorrer com acréscimo de tempo de magistério para a aposentadoria especial como professor ou qualquer outro tempo válido para aposentamento pela regra geral. propomos a ilegalidade do ato de aposentadoria do interessado referenciado no cabeçalho desta instrução.042/2003 . que não permite qualquer tipo de contagem ficta de tempo. caput. item I. 04.

Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 9. relatados e discutidos estes autos de atos de concessão de aposentadoria. indevidamente averbado. 10. consoante o disposto no Enunciado 106 da Súmula de Jurisprudência do TCU. 1/3.1. fls.882-04.169 3. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.1. Recusa de registro do ato de Maria Aparecida Caetano Campos. 03/04). Unidade técnica: Sefip 8. 07/08) Sumário: Aposentadoria.CLASSE V . determinar à Entidade epigrafada que faça cessar todo e qualquer pagamento decorrente do ato de fls.3.998. fls. Representante do Ministério Público: Dr. 9.1ª CÂMARA TC-003. em boa-fé. Wagner Nogueira Guimarães (CPF: 001. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO II . no prazo máximo de 15 (quinze) dias. Humberto Guimarães Souto (Relator). 05/06) e Maria Aparecida Caetano Campos (CPF: 018. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. considerar ilegal a aposentadoria do servidor José Nilo Tavares. Marinus Eduardo de Vries Marsico 7. recusando o registro do ato de fls. dispensar o ressarcimento das quantias indevidamente recebidas. fls.182. 1. reunidos em Sessão da 1ª Câmara.348/1995-4 Natureza: Concessão de aposentadoria Unidade: Delegacia de Administração do MF/AM Interessados: Jurandir Guerra e Silva (CPF: 006. Ilegalidade da acumulação de quintos de função comissionada com o valor da mesma função. 9.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11.172.532-00. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.1.623. com aplicação da legislação vigente à época em que se aposentaria sem levar em conta o tempo como monitor.443/1992 c/c artigo 262 do Regimento Interno deste Tribunal. Especificação do quorum: 12. Acórdão: VISTOS. Entidade: Universidade Federal de Minas Gerais 5. diante das razões expostas pelo Relator. 9. Legalidade e . contados da ciência da decisão deste Tribunal.872-34.4. 01/02). fls. orientar a Entidade que o servidor poderá retornar à atividade para completar o tempo de serviço necessário à obtenção de aposentadoria integral. em: 9. Advogado constituído nos autos: Não consta 9. sob pena de ressarcimento pelo responsável das quantias pagas após essa data. Nicanor Quaresma de Carvalho Filho (CPF: 003. 12.2.09272.1. Interessado: José Nilo Tavares 4. a teor do inciso IX do artigo 71 da Constituição Federal e caput do artigo 45 da Lei 8.2. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6.2. dar ciência desta deliberação à entidade de origem.

pela legalidade e registro dos presentes atos. c) em consulta ao Siape.Classe de Assunto: V – Concessão de aposentadoria 3. exceto pelo ato de fls. Devida. uma vez atendidos os requisitos do art.623.998. Verifico que. 03/04). Determinação. fls.348/1995-4 2. aquiesceu à proposta alvitrada pela Unidade Técnica. conforme as Decisões que cita. Wagner Nogueira Guimarães.882-04.170 registro dos demais atos. de fato. inicialmente. em desacordo com orientação desta Casa. 07/08.872-34. acolhendo as propostas formuladas pela unidade técnica e pela Procuradoria.092- . No tocante ao ato do Sr. 01/02).532-00.732/79. Wagner Nogueira Guimarães (CPF: 001. portanto. data da revogação do citado dispositivo. tendo em vista tratar-se de processo referente à Lista de Unidades Jurisdicionadas atribuída ao Senhor Ministro Iram Saraiva. consta a parcela da opção do DAS-02. com determinação à Sefip para que exclua menção às parcelas indevidas da FG e da GADF. à vista do disposto no art. verificou não mais existir o pagamento indevido da FG e da GADF. 15. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. 18 da Resolução nº 64/96TCU. Grupo: II . VOTO Registro. 03/04). 05/06) e Maria Aparecida Caetano Campos (CPF: 018. Diante disso. Concluiu. consignou o seguinte: a) no ato de Wagner Nogueira Guimarães consta o pagamento da função FG-01 com a GADF correspondente. com o exercício de mais de dez anos de cargo em comissão.172. O Ministério Público. cujos quintos foram incorporados sob a égide da Lei nº 6.TCU .092-72.043/2003 . com a determinação mencionada na alínea “c” retro. ante os motivos expostos e tomando por base as informações prestadas pelo órgão de Controle Interno. Nicanor Quaresma de Carvalho Filho (CPF: 003. da Resolução-TCU nº 152/2000. 193. 01/02). fls. ser considerado legal o mencionado ato. o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote a Decisão que ora submeto à deliberação desta Câmara. LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Relator ACÓRDÃO Nº 1. fls.172. Maria Aparecida Caetano Campos. Interessados: Jurandir Guerra e Silva (CPF: 006. TCU. É o Relatório. fls. fls. d) em relação ao ato de Jurandir Guerra e Silva. 07/08). Nicanor Quaresma de Carvalho Filho (CPF: 003. RELATÓRIO Trata-se da aposentadoria de Jurandir Guerra e Silva (CPF: 006. a opção em comento. além dos quintos da Função Gratificada. que considera ilegal.182.1995.1ª CÂMARA 1. A instrução lavrada à fl. parágrafo único. podendo. fls. Wagner Nogueira Guimarães (CPF: 001. Processo nº TC-003. por consignar o pagamento da parcela de GADF juntamente com a parcela dos quintos de FG1. em face do acúmulo indevido da parcela de quintos com a gratificação da própria função. em 20 de maio de 2003.532-00.112/90 e tempo para aposentadoria até 19. no Parecer de fl. que relato estes autos com fundamento no art.998.882-04. b) é pacífica a jurisprudência no sentido de considerar indevido o pagamento cumulativo da FG com os respectivos quintos. da Lei nº 8.01. assiste razão ao Ministério Público quanto ao ato da Sra.623. entendo correta a proposição da unidade técnica. 10 dos autos.11. assim.

contados a partir da ciência deste Acórdão.2. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. 05/06) e Maria Aparecida Caetano Campos (CPF: 018. e determinar os correspondentes registros. sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa.5.443/92.5.171 72.3 . Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha (Relator).com fundamento nos artigos 1º.2 – adote a presente decisão para todos os casos similares. representando ao Tribunal no caso de descumprimento e 9. diante das razões expostas pelo Relator.1 – com fundamento nos artigos 1º.2 – exclua menção às parcelas indevidas da Função Gratificada e da GADF no ato de Wagner Nogueira Guimarães. 9.356/2001-3 (c/ 01 volume) Natureza: Representação Entidade: Conselho Regional de Corretores de Imóveis . 12. Advogado constituído nos autos: não consta 9. recusando-lhe registro. considerar legais os atos de f. inciso VIII. 10.443/92 c/c os artigos 1º.3ª Região/RS Interessado: Procuradoria da República no Estado do Rio Grande do Sul . 16 da IN nº 44/2002-TCU. Unidade técnica: SEFIP 8.4 – determinar ao Órgão que: 9.4. 07/08) 4. Marinus Eduardo De Vries Marsico 7. 9. 259. Unidade: Delegacia de Administração do MF/AM 5. nos termos do art. 9. 01/06.verifique a implementação das medidas determinadas no item anterior. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente LINCOLN MAGALHÃES DA ROCHA Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I – CLASSE VI – 1ª Câmara TC-005. 259. inciso II e 260 do Regimento Interno.182. de conformidade com a Súmula nº 106 da Jurisprudência deste Tribunal.5 – determinar à SEFIP que: 9. fls. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. em: 9. fls. 39 e 40 da Lei 8. relatados e discutidos estes autos de aposentadoria. sob pena de aplicação das sanções previstas na Lei nº 8. e 39 da Lei 8.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). Acórdão: VISTOS. nos termos do art. inciso II. inciso V. 07/08. Humberto Guimarães Souto. Relator: Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha 6. 260 e 262 do Regimento Interno. 9. Especificação do quorum: 12. no prazo de 15 (quinze) dias.1 – faça cessar os pagamentos decorrentes do ato de fls. não mais pagas no Siape. inciso V. 9. Representante do Ministério Público: Dr. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. inciso VIII. c/c os artigos 1º. 262 do RI/TCU.1 .2 – dispensar a reposição dos valores indevidamente recebidos até a data do conhecimento desta Decisão pelo Órgão.4. 07/08. considerar ilegal o ato de fls.872-34. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União.443/92.

haja vista que não eram bens que pudessem ser expostos aos licitantes na própria sede da entidade. Ipojucan Corvello Borba.. E prossegue afirmando que. infringindo os arts. 14 e 17.172 Advogados constituídos nos autos: Suzete Maria Tavares Bueno (OAB/RS 35. atualmente.) ‘Após tais afirmações. ano 1988. nos moldes do art. ano 1994/1995... fls. que “. Instruindo o feito. do art. placas: IIY 4722 e GOL SPECIAL. em seu parecer de fls. mediante o qual envia denúncia onde são relatadas irregularidades perpetradas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis . placas IIK 3830. Escolha das propostas mais vantajosas. ex-Presidente Interventor da entidade. Argumenta o Responsável. da Resolução TCU nº 136/2000. foi suspensa a eficácia da expressão ‘permitida exclusivamente entre órgão ou entidade da Administração pública’. não sendo valores que justificassem os elevados custos com o Leilão. como é o caso)”. placas: IAQ 7432 e GOL CL 1. placas: IIK 4666.. ano 1988. restringindo a liberalidade àquelas procedidas entre órgão ou entidades da Administração Pública.. Inexistência de prejuízo. placas: ICM. para que a entidade efetuasse a transação com base em proposta que lhe oferecesse maior vantagem. 3º. trouxe a possibilidade de permuta com ente que não seja da administração pública. 17. “.6. bem como: SANTANA GL 2. I. e com ente que não da Administração Pública (um empresa privada.206/207. placas: VZ.) Todavia. Razões 3. placas: IIY 4743. entre eles. Diligência. conclui o Analista José Francisco Zampieri que ‘a Autarquia federal CRECI estava autorizada a permutar os veículos usados por outros zeros quilômetro sem realizar o Leilão. ano 1989/1990. ano 1999. Em resposta.0.” Análise 5. Referida documentação foi autuada como representação. através de liminar concedida na ADIN 927. De fato. Alienação de veículos usados do CRECI/RS – 3ª Região.6577 e aquisição de 07 veículos novos..94. sem a realização do competente procedimento licitatório. ano 1992. (. 6. placas IIK 8657.6.666/93. Silvio Luiz Funhrmann. a Secex/RS propôs. fls. todos da Lei 8. antes.11. fosse realizada a audiência do Sr. admite a dispensa de licitação na hipótese de permuta..8.. Acórdão STF de 11.. da Lei 8. Conhecimento. 209/212. conforme trecho que transcrevo a seguir: "Análise de audiência Fato 2.3ª Região/RS. nos termos do art. Sr. ano 1999. 4.666/93. preliminarmente. houve por bem o peticionário ordenar uma tomada de preços. Arquivamento. o inciso II. para prestar esclarecimentos sobre a alienação e a aquisição de veículos sem a realização de procedimento licitatório.) Os valores de avaliação dos veículos estavam dentro do preço de mercado.como bem assevera o Analista do Ministério Público Federal. Alienação e aquisição de veículos sem a realização do procedimento licitatório..398) Sumário: Representação formulada por Procurador da República no Rio Grande do Sul contra o CRECI 3ª Região-RS. o interessado apresentou razões de justificativa que foram analisadas em nova instrução da Unidade Técnica. Determinação. A permuta é um instituto de Direito Civil. “b”. Trata-se de expediente encaminhado pelo Dr. GOL CL 1. Audiência. Ausência de má-fé.mesmo com a dispensa de licitação. ano 1992.6. (. José Francisco Zampieri.o contrato pelo . a liminar concedida no âmbito da ADIN 927. cor branca.1958 e SANTANA CL 1.6.. 1164 do Código de 1916 e.591) e Francis Caroline Rocha (OAB/RS 50. cor branca. 533 do novo Código Civil. Procurador da República no Rio Grande do Sul. 66/69. Para Beviláqua é “. nos termos dos arts. a saber: GOL CL 1.. (. GOL CL 1. 68 e 69. regulada. a saber: GOL SPECIAL.

II. ou não. Assim. o pagamento em dinheiro representa 71.666/93. anos 95 e 89. 20 a 34.00 e o restante.cit. Silvio Luiz Fuhrmann. que não seja dinheiro.320. caput e § 1º do RITCU.) aponta as várias concepções a respeito e prefere a tese segundo a qual a existência. no valor total de R$27. em cujo rol de responsáveis figura o ora justificante Sr. dos elementos constantes nos autos.. Aquisição de 2 veículos Gol Special. sendo o pagamento efetuado da seguintes forma: entrega de 4 (quatro) veículos Gol CL 1. nos termos do art.00. pago em dinheiro. quando há saldo a devolver. Silvio Luiz Fuhrmann.238. Aquisição de 1 (um) veículo Santana 2. para que. 10. que focaliza o tema (.00. Vê-se. e. I.. de saldo não altera a natureza de permuta do contrato. figura como responsável o Sr.320. o contrato é de compra e venda.000. até o momento. Registramos.501/2000-2. No segundo caso. nestes casos. 7. o que nos impossibilita a formulação de proposta de aplicação de multa. A transação ocorreu em outubro de 1998. Min.” 8. foram julgadas regulares com quitação plena.. II Contas de exercícios anteriores 12.”. “o problema teórico que se propõe é o de saber qual a natureza do contrato de troca. con. os preços dos veículos envolvidos na transação (velhos e novos) eram de mercado. poderá ocorrer a dispensa de licitação nos termos do art. conforme determina o art.. a inexistência de débito. somente no primeiro caso é que se poderia falar em permuta e. Min. TC 001.prefiro a tese de que até na concorrência de valores há uma permuta. c. R$ 37. 9.00. b. Benjamin Zymler. 11. pago em dinheiro. conquanto. R$ 12. no valor de R$29.140. que se transforma em compra e venda no momento em que o excesso de valores provoca um desembolso em dinheiro. o CRECI efetuou todo o pagamento em dinheiro. portanto.00.22% da transação. 35 a 46. “b” da Lei 8. por último.. in Direito Civil. TC 013.000. p. foram julgadas regulares com ressalvas. As do exercício de 1999. Antes de ser uma questão meramente doutrinária. avaliados em R$ 15. da parte de um dos permutantes. a aquisição dos sete veículos tenha sido tratada como uma única transação. zero quilômetro. p. anos 88 e 92.173 qual as partes se obrigam a dar uma coisa por outra. conforme Relação 24/2001 – Gab. elevamos os autos à consideração superior para que. 17. Neste caso. aquisição de 4 (quatro) veículos Gol. a necessidade de envio dos presentes autos ao Ministério Público junto ao TCU. onde.00 e o restante. conforme se depreende da documentação assente às fls. conforme muito bem demostrou o Ministério Público. posteriormente. sejam . tendo em vista que contas dos anos de 1998 e 1999 já foram julgadas. 47 a 65. Adylson Motta. posto que. a delimitação do instituto da permuta é de suma importância para o campo do Direito Administrativo uma vez que. No caso in tela. conforme consta das fls. também.00. 13. se assim entender. podemos depreender a realização de três negócios distintos: a.0 Mi. da possibilidade de dispensa nos termos do art. configurando.” E prossegue Silvio Rodrigues: “. As contas do exercício de 1998.832/2000-2. 2º da Lei 8666/93. fls. a menos que a importância da torna seja de tal modo superior que o pagamento em dinheiro é manifestamente o objeto da prestação principal. da Lei 8. sendo o pagamento efetuado da seguinte forma: entrega de 2 (dois) veículos Santana. avaliados em R$ 17. ESPINOLA.183.forme Relação 66/2000 – Gab. op. 206. proponha Recurso de Revisão. conforme fls.666/93 (tendo em vista a liminar concedida na ADIN 927). zero quilômetro. Silvio Rodrigues – SP – Saraiva. pago em dinheiro. Ante o exposto. portanto. em se tratando de permuta. compra e venda. Para Silvio Rodrigues. então. III Encaminhamento 14. 184. 17. A transação ocorreu em dezembro de 1998. “c”. portanto. Negócio realização em maio de 1999. que deveria ter sido realizada com o devido processo licitatório.140. 66 a 69. b. no valor total de R$52. no terceiro caso. e II.6.

passíveis.0 Mi. “b”. II. após análise. GOL CL 1. placas: ECM 1958 e SANTANA CL 1. da Lei 8. por um veículo Santana 2. entre eles.6. ex-Diretor-Presidente do CRECI/RS. 16. em patente ofensa ao art. anos 95 e 89. Dr.666/93. 58. placas: IIY 4722 e GOL SPECIAL. 2° da Lei n° 8. em pareceres uniformes.443/92: a. zero quilômetro. placas: VZ 6577 e aquisição de 07 veículos novos. aquisição de 2 veículos Gol Special. placas IIK 8657. de levarem as contas ao julgamento pela irregularidade e aplicação de multa aos responsáveis.443/92. placas: IAQ 7432 e GOL CL 1. Ubaldo Alves Caldas: "Representação formulada pelo Procurador da República no Rio Grande do Sul. no valor total de R$52. III. 193). 206. ano 1994/1995. em patente ofensa ao art. Após a adoção das medidas saneadoras necessárias ao esclarecimento dos fatos.666/93. nos termos do art.” (fl. Devidamente ouvido em audiência. 35 da Lei 8443/92 c/c art.6. Como foi realizada pesquisa de preços. nos termos do art. zero quilômetro.666/93. tendo respaldo legal a permuta entre dois veículos Santana. sejam os presentes autos encaminhados ao Ministério Público junto ao TCU para que. a fim de que verificasse a possibilidade de interposição de Recurso de Revisão das contas do CRECI/RS.0. nos termos do art. III. II. ano 1988. denúncia sobre possíveis irregularidades atribuídas aos gestores do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis -CRECI/RS. A Unidade Técnica. o encaminhamento dos autos ao Ministério Público junto a este Tribunal para verificação da viabilidade da reabertura das contas da entidade relativas aos exercícios de 1998 e 1999. propondo que. Tribunal (autos dos TC n° 001. infringindo os arts. com a finalidade de examinar as irregularidades detectadas na presente representação quanto à eventualidade de se modificar o mérito daquelas contas. placas IIK3830. 58. com cominação de multa ao responsável. ano 1988. do mesmo diploma legal (fls.501/2000-2. 35 da Lei n° 8. e TC n° 013.8." O Secretário de Controle Interno manifestou sua concordância com os termos da instrução Submetido os autos ao Ministério Público. Prestação de Contas de 1998. da lavra do Subprocurador-Geral. 3º. aquisição de 4 (quatro) veículos Gol. sem o devido processo licitatório. §1º do RITCU. A instrução técnica mostrou que foram realizados três negócios distintos. b. cor branca. 16. em anexo. cor branca." É o Relatório. Prestação de Contas de 1999). a fim de se apreciar as irregularidades abaixo.174 submetidos ao Ministro Humberto Souto. Sílvio Luiz Fuhrmann. nos termos do art. interponha Recurso de Revisão das contas do CRECI dos exercício de 1998 e 1999. ano 1992. b. enviando. 2º da Lei 8. conforme consta dos autos não houve dano ao Erário. Sr. c/c art. bem como: SANTANA GL 2.320. em que se demonstrou a escolha da proposta mais vantajosa. este representante do Ministério Público deixa de interpor Recurso de Revisão nas referidas contas. pois os preços de avaliação dos veículos novos e dos usados foram os de mercado (fls.00. ano 1992. Ipojucan Corvello Borba. placas: IIK 4666. nos termos do art. as outras aquisições de veículos novos exigiriam procedimento licitatórios. propôs o envio dos autos a este Ministério Público junto ao TCU. no valor total de R$27.238. se assim entender. sem o devido processo licitatório. Sendo assim. inexistindo motivo relevante para a mudança da Decisão proferida pelo E. a Secex/RS conclui sugerindo. exercícios de 1998 e 1999. 14 e 17. a saber: GOL CL 1. a saber: GOL SPECIAL. no exercício de 1999. 2º da Lei 8. c/c art. inclusive. foi exarado o seguinte parecer. ano 1999. Todavia. 211 a 214). .00.6. no exercício de 1998.666/93. todos da Lei 8. o Sr. VOTO A representação formulada pela Procuradoria da República no Rio Grande do Sul questiona a alienação e a aquisição de veículos pelo CRECI-3ª Região sem a devida observância das formalidades atinentes ao procedimento licitatório.832/2000-2. ano 1989/1990. GOL CL 1. época da ocorrência dos fatos. não se configurou dano ao Erário. placas: IIY 4743. ano 1999.6. 68 e 69). sem a realização do competente procedimento licitatório. veio aos autos para apresentar razões de justificativas quanto à “alienação de veículos usados do CRECI/RS – 3ª Região.

em 20 de maio de 2003. Ante exposto.044/2003 . Dr. relatados e discutidos estes autos de representação formulada pela Procuradoria da República no Rio Grande do Sul acerca de irregularidades perpetradas no âmbito do Conselho Regional de Corretores de Imóveis . e 9. TCU. tendo em vista. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. 12. 9. conhecer da presente representação para determinar ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis – 3ª Região – CRECI/RS que. Acórdão: Vistos. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. ante as razões expostas pelo Relator. Humberto Guimarães Souto (Relator). creio que o Tribunal deva expedir determinação àquela entidade no sentido de dar cumprimento à Lei em situações futuras. como efetivamente não foi observada a exigência legal do procedimento licitatório nas aquisições dos veículos. Sala das Sessões.CRECI/RS. Representante do Ministério Público: Dr. determinar o arquivamento dos autos. na aquisição e alienação de veículos.CRECI/RS 5. Processo nº TC-005. Entidade: Conselho Regional de Corretores de Imóveis . nas futuras aquisições de veículos.3ª Região .591) e Francis Caroline Rocha (OAB/RS 50.3ª Região . Interessado: Procuradoria da República no Rio Grande do Sul 4. encaminhar cópia desta deliberação. o "Parquet" entende não haver motivo suficiente para a mudança das decisões proferidas naquelas contas.3. Unidade Técnica: Secex/RS 8. Especificação do quorum: 12.TCU .2.666/93.Classe de Assunto: VI – Representação 3.1ª CÂMARA 1. Grupo I . Advogados constituídos nos autos: Suzete Maria Tavares Bueno (OAB/RS 35. em: 9. Ubaldo Alves Caldas 7. ao Procurador da República no Estado do Rio Grande do Sul.356/2001-3 (com 01 volume) 2. especialmente. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.2. bem como do Relatório e Voto que a fundamentam.175 Contudo. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 2º da Lei nº 8. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente . Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. 10. Ipojucan Corvello Borba.1.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente). observe atentamente os termos do art. VOTO no sentido de que o Tribunal adote a deliberação que ora submeto a este Colegiado. Não obstante.398) 9. que não restaram configuradas evidências de prejuízos para a Administração. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator ACÓRDÃO Nº 1.

1943-1 (2ª Vara Federal da SJ/SE) e 99. Médicos e Engenheiros do Trabalho sob a rubrica de Adicional de Periculosidade 3. RELATÓRIO Trata-se de processo de representação. e que tal pagamento seria cabível até o advento da Medida Provisória nº 2. sob a rubrica de Adicional de Periculosidade. 8. conforme expediente de fl. Ata nº 05/99). Senhor Presidente da República.1730-7 (1ª Vara Federal da SJ/SE).2001. que informava que a Advocacia-Geral da União.a. Médicos e Engenheiros nem proceder ao desconto do Adicional por Tempo de Serviço pago em duplicidade aos Assistentes Jurídicos aposentados. de Médico e de Engenheiro do Trabalho da Delegacia . nos termos das determinações que lhe foram dirigidas pelo Tribunal de Contas de União. Médicos e Engenheiros do Trabalho. 99.1. à fl. Determinações. Conhecimento.1. procedeu-se à diligência de fls.b e 8. 06. Senhor Ministro Valmir Campelo. à fl. Moisés Fernandes Filho (fls. publicada em 30. havia julgado pertinente o pagamento em duplicidade da GAE e do ATS aos assistentes jurídicos. 25/26. Não se faz aqui necessário qualquer nova análise de mérito quanto ao pagamento do adicional de periculosidade aos ocupantes dos cargos de Fiscal. a título de Gratificação de Atividade Executiva – GAE e de Adicional por Tempo de Serviço .c da Decisão nº 032/99-1ª Câmara (Sessão de 02/03/1999.1. de 20.02. beneficiados por aqueles provimentos judiciais”. posteriormente confirmada por sentença. concedida em ação de mandado de segurança. a atual titular do órgão diligenciado. 27 para que a Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe informasse se havia sido adotada alguma providência com vistas ao cumprimento da determinação de ressarcimento emanada desta Corte de Contas. em decorrência de expediente e documentos anexos encaminhados a esta Unidade Técnica pelo titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe à época. não obstante a realização de sustação de pagamentos de parcelas indevidamente concedidas aos servidores ativos e inativos do órgão. assim instruído pelo Senhor Analista da Unidade Técnica: “Trata-se de representação autuada nos termos do Despacho do Relator. este Órgão não poderá cumprir a determinação do TCU referente ao ressarcimento dos valores pagos indevidamente aos Auditores-Fiscais do Trabalho. haja vista a existência de medida liminar. Sr. Informou aquela autoridade que.ATS. 01 a 20). Exmo. procedente da Coordenação-Geral de Logística e Administração do Ministério do Trabalho e Emprego. 2. Em decorrência da Instrução preliminar e do Parecer de fls. Célia Maria de Souza Andrade. não lhe estava sendo possível cumprir a determinação inserida no subitem 8. Da questão sobre o ressarcimento dos valores indevidamente pagos aos Fiscais.2000 e suas reedições.06. mediante Parecer aprovado pelo Exmo. Sra.107/2001-2 Natureza : Representação Unidade : Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe Interessado : Moisés Fernandes Filho Advogado constituído nos autos : Não consta Sumário: Representação formulada pelo titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe relativamente a mandado de segurança contra a Decisão 32/1999-1ª Câmara impetrado na Justiça Federal sem a participação deste Tribunal no feito.1480-4 (1ª Vara Federal da SJ/SE). Devolução de GAE e ATS sobre Representação Mensal devida aos Assistentes Jurídicos e de adicional de periculosidade. informou que “enquanto permanecerem eficazes as decisões judiciais proferidas nos autos dos mandados de segurança nº 99. Em resposta.176 PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO II – CLASSE VI – 1ª Câmara TC-013. 24. b) aos Assistentes Jurídicos ativos e inativos.d da referida Decisão em razão da impossibilidade de adoção de providências com vistas ao ressarcimento dos valores indevidamente pagos a partir de 25/07/1994: a) aos Fiscais.1. 30.048-26. considerando o recebimento do Memo-Circular nº 014/CGLA/MTE. consoante subitens 8.

portanto. constata-se de plano que: tais . que não houve afirmação em parte alguma do Relatório e Voto que fundamentam aquela Decisão de que tais pagamentos do adicional estavam sendo efetuados de boa-fé. foi possível obter os extratos de tramitação processual nas 1ª e 2ª Instâncias.118/1995-6).1. ressalte-se que a interpretação das normas que acarretem despesa pública deve ser efetuada de forma restritiva. distribuída para a 2ª Vara da mesma Seção Judiciária. distribuída para a 1ª Vara da Seção Judiciária da Justiça Federal de Sergipe. por vezes pressionado por uma ou outra categoria de servidores públicos. que “conforme constatações. identifica estas ações de mandado de segurança: seriam as de nº 99. 31 a 52. ressalvados apenas os casos previstos na Súmula nº 106. as Unidades Congêneres em outros Estados (BA. que a Súmula do TCU nº 235 deve ser observada. 8. em registros da própria DRT/SE. no entanto. o qual. sob a certeza de que tais servidores não seriam penalizados com a devolução dos valores indevidamente recebidos.1 do Relatório que fundamenta a citada Decisão. porém sob a gestão da Sr. em última análise. Depreende-se.0001943-1. desde já. é imperioso proceder-se ao ressarcimento dos valores ilegalmente percebidos. em seu Parecer conclusivo.02. Pelo contrário. 5. de 16/08/94) e não pagam este adicional a seus servidores”. que estaria impedida de providenciar o ressarcimento tendo a vista a existência de decisão proferida em sede de mandado de segurança. O expediente posterior do mesmo órgão. principalmente a partir da publicação desse Acórdão no DOU (29/08/94). defendida e aplicada. Observando-se as informações pertinentes a estas duas ações. 01 a 05) qualquer fato ou documento novo que pudesse interferir no mérito da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara quanto ao aspecto da determinação de ressarcimento dos valores indevidamente pagos a título de adicional de periculosidade. devendo o administrador público federal zelar para que os seus atos de ordenação de despesa estejam consentâneos com as orientações do órgão de Controle Interno e. julgará as contas por ele prestadas. poderiam atingir quantias vultosas. principalmente. que sobre si recaísse a aplicação de uma multa pelo TCU. RN.0001730-7. a esse mesmo administrador a tentativa de evitar. que se aplica unicamente às concessões de reforma. do Tribunal de Contas da União. com esse objetivo de coibir abusos e de aplicar o rigor da lei que determina o ressarcimento de valores indevidamente recebidos por servidores ativos e inativos. Entendimento diverso seria o mesmo que submeter o Erário ao abuso de algum administrador público. De qualquer forma. Ata nº 28. SC e PA) acataram a recomendação do TCU (sustação do pagamento do Adicional de Periculosidade – Acórdão nº 364/94 – 1ª Câmara.ª Célia Maria de Souza Andrade (fl. a Equipe de Auditoria. 4. abandonaria os princípios constitucionais da legalidade e da moralidade que regem Administração Pública e concederia irregularmente àqueles gratificações. conforme excerto reproduzido no item 4. não obstante o fato de o referido adicional de periculosidade ter sido concedido por meio de autuação de processo administrativo contendo Parecer favorável da Assessoria Jurídica do órgão. Por outro lado.822. no todo. 6. mesmo que reconhecida a boa-fé. MA. que não se pode falar absolutamente que os valores estavam sendo percebidos de boa-fé. Restaria. Embora não tenha sido mencionado no expediente aceito como peça inaugural da presente Representação (fls. que. assim. é importante deixar destacado. Sob esse aspecto. a sentença (somente da 1ª ação) e os acórdãos proferidos nos processos dessas duas ações. 30). Vale ressaltar também que. RJ. 9. pois os servidores da DRT/SE beneficiados com o questionado adicional bem como a autoridade concedente já estariam tendo conhecimento da posição desta Corte de Contas acerca da ilegalidade que recaía sobre concessão semelhante ocorrida em outro Estado da Federação (DRT/MS). em seu Relatório. e de nº 99. portanto. conforme documentos de fls. bem como a inexistência nos presentes autos de qualquer fato ou documento novo que pudesse interferir nesse mérito. a Súmula nº 235 da Jurisprudência deste Tribunal consolida o entendimento de que servidores ativos ou inativos estão legalmente obrigados a restituir ao Erário os valores indevidamente percebidos. 7. adicionais e indenizações. então proferida por ocasião da apreciação de processo autuado a partir de Auditoria realizada naquele órgão de fiscalização do trabalho (TC 675. consoante subitem 8. menciona a referida autoridade.177 Regional do Trabalho em Sergipe.a da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara. PI. atualmente limitada a R$ 21. É. e a Diretora à época da 1ª Divisão Técnica desta Secex. destacaram. aposentadoria e pensão. que. Pela Internet e mediante fax originado do TRF da 5ª Região. haja vista a declaração de ilegalidade dessa concessão já levada a efeito pelo Tribunal. sob a alegação de boa-fé.

Mandado de Injunção... d) o habeas corpus . conforme demonstramos nas nossas razões de justificativas apresentadas à época ao Tribunal de Contas da União. inciso I. originariamente. em seu art. de acordo com informações do Sistema SIAPE..... é da natureza intrínseca do Tribunal de Contas da União que as Decisões e os Acórdãos proferidos para dar vazão ao exercício de sua competência constitucional sejam cumpridos por meio de atos executórios praticados pelos órgãos abrangidos por sua jurisdição...54) “Coator é a autoridade superior que pratica ou ordena concreta e especificamente a execução ou inexecução do ato impugnado e responde pelas suas conseqüências administrativas. haja vista que.. Ação Popular. sem se responsabilizar por ela”...36).. 10. o Supremo Tribunal Federal. para mandado de segurança contra ato do Tribunal de Contas da União”.. 102.. 51).. em mera executora material do ato. A Súmula nº 248 do STF. com fulcro na Decisão nº 032/99. e que da remessa oficial ao TRF da 5ª Região resultaram Acórdãos que confirmaram as respectivas sentenças... São Paulo... expressa com bastante clareza que essa sua competência originária: “É competente..conquanto tenha levado a efeito a determinação supra... Senhora Célia Maria de Souza Andrade.... Nas palavras do saudoso e ilustre administrativista Hely Lopes Meirelles (MANDADO DE SEGURANÇA..... O caso faz transparecer uma verdadeira colusão entre as partes. aliás. razões estas consideradas improcedentes. conforme transcrição dos seguintes trechos: “..... do TCU..178 mandados de segurança foram impetrados em face do ato da titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe de cumprimento de Decisão do Tribunal de Contas da União e não contra o próprio ato (Decisão) do Tribunal.. do ProcuradorGeral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal. É inaceitável.... Embora a Súmula faça referência a artigo da Constituição Federal de 1967.. cabendo-lhe: I – processar e julgar. a guarda da Constituição..... 18ª Ed...... das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.. a propósito. na tentativa de impedir a execução do ato emanado deste Tribunal...... tãosomente... mormente se não favorecida a mencionada autoridade pela prerrogativa de foro. 13...conquanto tenha levado a efeito determinação para que fosse sustado o pagamento do Adicional de Periculosidade aos impetrantes... inclusive.. 11.x ----------------------“.. até mesmo liminarmente. desde logo..1997... originariamente: .... conferida no art.. Ora... do Tribunal de Contas da União.. com a mesma não concorda. p. Cumpre ressaltar...” (grifo nosso) (fl. executor é o agente subordinado que cumpre a ordem por dever hierárquico... Compete ao Supremo Tribunal Federal... a este não obriga. dispositivo constitucional semelhante foi reproduzido pela atual Constituição Federal de 1988. bem como que se procedesse aos descontos a título de devolução dos respectivos valores... 119.... 102... impetrado contra autoridade administrativa estranha ao Tribunal de Contas da União.. alínea “d”. supostamente em litígio..”(grifo nosso).. o preceito estabelecido na Súmula TCU n° 123: “A decisão proferida em mandado de segurança. Isso pode ser percebido.” (grifo nosso) (fl.. Malheiros Editores.. Esta se constitui... não se podendo confundi-la com a autoridade responsável pela ordenação de sua prática. com ela não concordamos.. portanto.. nas informações prestadas pela autoridade apontada como coatora nos autos daqueles mandados de segurança. precipuamente.x --------------. Diante dessa primeira constatação.. o contra-senso que se apresenta nessas ações mandamentais.... que neles foram proferidas sentenças que concederam a segurança. por decisões monocráticas . faz-se necessário suscitar. o recolhimento do adicional de periculosidade foi determinado pelo Tribunal de Contas da União e não pela titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe. 12. apontada como autoridade coatora. o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República.. I.. que assim dispõe: “Art. “Habeas Data”. -------------------------.. pois a própria Delegada Regional do Trabalho... possuía legítimo interesse na procedência das demandas. que estas Decisões e Acórdãos sejam indiretamente suspensos. sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores. Em verdade.. ela teria percebido tal adicional de periculosidade até o mês de ago/1994. Ação Civil Pública.. alínea "i" da Constituição”....

pela via transversa. desde já. é importante ressaltar que já tem sido proposto pela SECEX-SE. torna-se necessário que o Tribunal determine ao titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe que forneça a relação dos Fiscais. 71. 14. alínea “d” da Carta Magna. de forma abrangente. haja vista que os elementos objetivos desse tipo penal. que violaram a competência funcional do STF para apreciar originariamente atos emanados do Tribunal de Contas da União. no caso de não surtir efeito a determinação de ressarcimento mediante desconto em folha de pagamento. 23. tal conduta do responsável constituiria fato atípico. o ato do Tribunal de Contas da União que determinava o recolhimento dos valores irregularmente percebidos. quais sejam. art. muito menos evidente seria o seu cometimento. as decisões judiciais proferidas nessas ações devem ser atacadas pelos meios judiciais pertinentes (recurso.1. o que inviabilizaria por completo a competência constitucional desta Corte de Contas. 15.179 de Juízo de 1° Grau da Justiça Federal proferidas em ações de mandado de segurança. em face de terem sido proferidas por juízes absolutamente incompetentes. alínea “d” da Carta Magna. considera tal conduta como excludente de ilicitude. Também é importante que o Tribunal autorize. a ordem descumprida. em sede de mandado de segurança impetrado em Juízo de 1º Grau. a citação de cada um dos servidores da DRT/SE que se beneficiaram irregularmente com o Adicional de Periculosidade. pois a conduta de gestor que descumpre Decisão Judicial em prol do cumprimento da Decisão do TCU não pode ser caracterizada como conduta indevida (termo que constitui elemento normativo do tipo) e nem configurar satisfação de interesse ou sentimento pessoal (expressão que constitui elemento subjetivo do tipo penal). ação rescisória e/ou reclamação junto ao STF) em face de terem sido proferidas por juízes absolutamente incompetentes. a desobediência. em tese. os elementos aqui trazidos deixam claro que os servidores da DRT/SE beneficiados com a irregular concessão do adicional de periculosidade buscaram. resguardar a eficácia das Decisões do Tribunal de Contas da União em casos de . O estrito cumprimento do dever legal de acatar determinação do Tribunal de Contas da União.001730-7 e nº 99. consoante os termos da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara. não poderia jamais implicar incidência dos tipos penais de DESOBEDIÊNCIA e PREVARICAÇÃO (arts. 71. de fato. há aqui que se ressaltar que há. possibilidade jurídica de cumprimento da determinação desta Corte de Contas em face de sentenças judiciais que. 102.1. a autoridade coatora. Ante tais considerações. 19. e o funcionário competente para proferi-la estariam presentes no ato de descumprimento da Decisão da Corte de Contas. 330 e 319 do CP). conforme estabelecido no art. como se a autoridade que meramente praticaria o ato executório determinado pelo TCU fosse.d da Decisão nº 032/99-1ª Câmara. Também se faz necessário que o Tribunal encaminhe cópia da Decisão que vier a ser proferida à Procuradoria da União no Estado de Sergipe determinando-lhe que adote providências na esfera judicial com vistas à anulação das decisões proferidas nos autos dos Mandados de Segurança nº 99. neutralizar. é relevante destacar que se tivesse de se falar em crime de desobediência. Aliás. ele já o teria sido cometido pelo gestor do órgão quando do descumprimento da determinação do Tribunal de Contas da União expressa no subitem 8. VIII). inciso I. inciso I. alínea “d” da Carta Magna. que violaram a competência funcional do STF de apreciar originariamente atos emanados do Tribunal de Contas da União. sob pena de ser-lhe imputada as sanções previstas em lei (CF. mais que isso.793/2001-7. Por fim. inciso III. O próprio Código Penal. estariam impedindo o gestor de fazê-lo. 16. bem como a audiência do titular daquele órgão. 102. Admitir a possibilidade de uso de tal estratagema por parte dos fiscalizados seria admitir burla à prerrogativa de foro da Corte de Contas assegurada no art. de exercício de uma competência constitucional (art. inciso I. ainda que em detrimento do cumprimento de sentença judicial. sim. Portanto. Por fim. e pratique os atos executórios necessários ao cumprimento da determinação constante da parte inicial do subitem 8. determinações que visam. Médicos e Engenheiros do Trabalho que perceberam irregularmente Adicional de Periculosidade a partir de 25/07/1994. 17. Quanto à hipótese de crime de prevaricação.d da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara. a conversão dos presentes autos em tomada de contas especial. A determinação do TCU dirigida ao titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe por meio da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara para que seja efetuado o recolhimento dos adicionais de periculosidade concedidos irregularmente é uma ordem estritamente legal e. 18.0001943-1 impetrados na Seção Judiciária da Justiça Federal de Sergipe. a cujo cumprimento o gestor daquele órgão executivo não pode se furtar. conforme estabelecido no art. IX). em seu art. Sendo ausentes tais elementos. 102. com esteio em proposta formulada pelo Diretor Técnico nos autos do TC 016. Com isso.

não se julga oportuno refazer aqui novas propostas nesse sentido. 21. 08). em caso de não ser conhecida e/ou não ser aceita a procedência das alegações de ilegitimidade e de incompetência de juízo mencionados no item acima. sobressai-se também em favor da legalidade da incorporação da Representação Mensal na base de cálculo do Adicional por Tempo de Serviço – ATS e da Gratificação de Atividade . na íntegra. da Constituição Federal. 09 a 13. agravos e submeta o fato. alínea “l”. através de reclamação endereçada ao Supremo Tribunal Federal. conforme determinado no art. O gestor da DRT/SE. As propostas de determinação efetuadas naqueles autos foram especificamente no sentido de que: 19. os órgãos da Administração Pública Federal. 53 a 63) com o objetivo de tornar inoperante a determinação do Tribunal constante da segunda parte do subitem 8.118/1995-6 que dita Representação Mensal se incorporava aos respectivos vencimentos e salários para efeito de cálculo das demais vantagens em função do disposto no art. 1º. surgiu fato novo a esse respeito concretizado no Parecer do Consultor da União. conforme determina o art. em audiência realizada à época. e não exclusivamente sobre aquele vencimento.1. quando da prestação de informações em sede de mandado de segurança processado em instâncias que não o Supremo Tribunal Federal e que tenha como causa imediata ou mediata de pedir Decisão propalada pelo TCU. uma vez que compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente processos contra atos do Tribunal de Contas da União.112/90 acrescido da Representação Mensal. 40 da Lei nº 8. Wilson Teles de Macêdo (Parecer nº AGU/WM-2/99). 22. vincula a Administração Federal.180 mandado de segurança impetrado contra autoridade que não integre o seu quadro funcional. o qual. por sua vez. Da questão do ressarcimento dos valores indevidamente pagos aos Assistentes Jurídicos ativos e inativos da DRT/SE. Convém destacar que esse procedimento. No entanto. adotem as seguintes providências: a) aleguem a preliminar de ilegitimidade passiva “ad causam”. Dada a similitude das situações.2. a análise anteriormente efetuada sobre a eficácia de decisões judiciais proferidas em sede de mandado de segurança impetrado contra autoridade administrativa estranha ao Tribunal de Contas da União frente às Decisões e Acórdãos deste emanados. de 10/08/1999 (fl. 41 da Lei Complementar nº 73. Tal Parecer foi posteriormente adotado na íntegra pelo Advogado-Geral da União por meio do Parecer nº GQ – 197. foi submetido ao Presidente da República. alegou nos autos do TC 675. cujos órgãos e entidades ficam obrigados a dar fiel cumprimento ao Parecer aprovado. 23.0001480-4 1ª Vara SJ/JF-SE. e de forma a evitar duplicidade de determinações. nas três esferas de Poder. de forma a preservar a competência da Corte Constitucional para processar e julgar atos do Tribunal de Contas da União. Dr. qualquer proposta tendentes à anulação das decisões judiciais proferidas nessa ação mandamental. inciso I. §1º. 25. 19. do Decreto-Lei nº 2333/87 no cálculo do Adicional por Tempo de Serviço – ATS e da Gratificação de Atividade Executiva – GAE. a título de Gratificação de Atividade Executiva – GAE e de Adicional por Tempo de Serviço – ATS 20. não haverá ao final. 24. Também se verificou o ajuizamento de mandado de segurança (MS nº 99. Após a prolação da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara (DOU de 10/03/1999). 1º da Lei Delegada nº 13/92 e no art. 1º. por se tratar o impetrado de mero executor. do Decreto-Lei nº 2. de 28/06/99. A irregularidade concernente a pagamentos indevidos aos Assistentes Jurídicos ativos e inativos lotados no órgão a título de Gratificação de Atividade Executiva – GAE e de Adicional por Tempo de Serviço – ATS decorria do fato de tais vantagens estarem sendo calculadas sobre o vencimento de que trata o art. de 10/2/1993.333/87. c) comunique o fato imediatamente à Advocacia Geral da União. que defendeu a aplicação do art. na proposta de encaminhamento. prontamente. às fls.d da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara para que fossem ressarcidos os valores pagos indevidamente àqueles Assistentes Jurídicos. Por tal razão. sendo a autoridade coatora o Tribunal de Contas da União. por este aprovado e posteriormente publicado no DOU de 12/08/1999. pelas razões a seguir delineadas. 67 da própria Lei nº 8. §1º. aplica-se ao presente caso. Por outro lado. b) aleguem a preliminar de incompetência funcional absoluta de juízo. nos termos do art. a Advocacia Geral da União faça impetrar.1. 102. às fls. que condenou essa incorporação da Representação Mensal ao vencimento para efeito de cálculo da GAE e do ATS.112/90.

0 e 0 acima. que essa Representação Mensal devida aos Assistentes Jurídicos e sua conseqüente incorporação aos respectivos vencimentos para efeito de cálculo das demais vantagens permanecera somente até o surgimento da Medida Provisória nº 2. como também no Parecer de autoria do Advogado-Geral da União. quando da prolação daquela Decisão. a qual. Vale deixar destacado. o fato de ter sido editada a Lei nº 9.852/94 e Decisão TCU nº 186/941ª Câmara). 5º Fica assegurada a percepção da vantagem prevista no art. discriminando.366.d da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara. de que as normas legais posteriores teriam derrogado tacitamente aquela incorporação. 47 da Lei nº 8. surge a necessidade de que o Tribunal torne insubsistente a determinação constante da segunda parte do subitem 8.001730-7 e nº 99. os valores mensais e as respectivas datas de pagamento.366. o qual. consoante os termos da Decisão nº 032/99-TCU-1ª Câmara. inciso I. é posterior aos dispositivos legais e jurisprudenciais suscitados na instrução e apreciação do processo TC 675. e § 1º. de nº GQ – 197.443/92.d da Decisão nº 032/99-1ª Câmara. planilha que relacione os Fiscais.1. promovendo. Médicos e Engenheiros do Trabalho que perceberam irregularmente Adicional de Periculosidade a partir de 25/07/1994.” 26. Proposta de encaminhamento 29. determine. apto a produzir seus efeitos. encontra guarida não só na Lei nº 9.2.1. a reposição ao erário dos valores indevidamente pagos aos Fiscais. nos termos do art. Médicos e Engenheiros do Trabalho sob a rubrica de Adicional de Periculosidade. que. no qual foi proferida a Decisão nº 032/1999-1ª Câmara (Lei nº 8. inciso IX. Ministro Valmir Campelo. Ante todo o exposto e com base nas conclusões expostas nos itens 0. 46 da Lei n° 8. até que venha a ser revisto pelo próprio Tribunal de Contas da União ou anulado pelo Supremo Tribunal Federal. a partir de sua publicação conjunta com o Despacho de aprovação do Presidente da República.333. ato esse que. muito embora atribua efeitos financeiros retroativos a 19/09/1992. no caso de não . no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias. vem invalidar o argumento principal anteriormente adotado por este Tribunal. Por tais razões. relativamente a cada servidor. assim dispõe: “Art. Lei nº 8. de 10/08/1999.112/90. Percebe-se. conheça da presente Representação para. 71. autorize. por servidor. do Decretolei nº 2. 1º. excluiu aquela vantagem da remuneração daqueles cargos.1. ao titular da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe que: a) encaminhe à SECEX/SE. para os beneficiários referidos no caput . inciso I. §1º Os efeitos financeiros do disposto neste artigo vigoram. a reposição da totalidade do valor que lhe foi irregularmente pago ou a reposição da primeira parcela. considerá-la parcialmente procedente. fazendo constar em folha de pagamento. assim. de 16/12/1996. pois tal procedimento. a conversão dos presentes autos em tomada de contas especial. 45 da Lei nº 8.333/87. inclusive àqueles integrantes de quadros de entidades não mais sujeitas a regime especial de remuneração. 5º. 28. no entanto. no prazo de 15(quinze) dias.0001943-1 impetradas na Seção Judiciária da Justiça Federal em Sergipe não têm o condão de atingir o ato do Tribunal de Contas de União adotado por meio da citada Decisão. e §1º. portanto. do Decreto-Lei nº 2. portanto. que tal norma. passou a obrigar os órgãos e entidades da Administração Federal a dar-lhe fiel cumprimento. 45. em meio impresso e em meio magnético. considerando que as sentenças judiciais proferidas nos autos dos Mandados de Segurança nº 99. submeto ao Relator. em seu art.443/92. 27. de 11 de junho de 1987. a partir da data de 25/07/1994. nos termos do art. 29. Lei Delegada nº 13/92. aos seus beneficiários. b) pratique os atos executórios necessários ao cumprimento da determinação constante da parte inicial do subitem 8. caso haja parcelamento do valor total.3. A Lei nº 9. Exmo. com fulcro no art. que convalida a incorporação de que trata o multicitado art. continua em vigor no Ordenamento Jurídico e. 1º. em seu art. desde já. a proposta de que o Tribunal: 29. conforme agora se constata. da Constituição Federal c/c o art. mais precisamente na parte que se refere ao ressarcimento dos valores que foram pagos aos Assistentes Jurídicos da DRT/SE a título de Gratificação de Atividade Executiva – GAE e de Adicional por Tempo de Serviço – ATS incidentes sobre a Representação Mensal.181 Executiva – GAE.112/90.048-26 (DOU de 30/06/2000). 0. de 16/12/1996.366/96. 29. a partir de 19 de setembro de 1992. a citação de cada um dos servidores da DRT/SE que se beneficiaram irregularmente com o Adicional de Periculosidade e a audiência do titular daquele órgão.118/1995-9. Sr. com a disciplina nele estabelecida. no mérito.

substituí-lo em sua competência constitucional. acena com a impossibilidade de alteração dos limites da eficácia do ato administrativo porque baseado em sentença (mesmo transitada em julgado. produzida sem a participação desta Casa. considerando que tais ações.” (fls. de 16/12/1996. exaure-se o cumprimento da ordem na remessa dos autos ao Tribunal de Contas. alínea “d” da Carta Magna. o voto do eminente Relator. deferido ao interessado não muda.0001943-1. com isso.” (os grifos não são do original). vejamos: “O ato administrativo praticado em cumprimento de um mandado de segurança. no exercício do controle externo da administração. determine à Procuradoria da União no Estado de Sergipe que adote medidas judiciais com vistas à anulação das decisões proferidas nos autos dos Mandados de Segurança impetrados na Seção Judiciária da Justiça Federal de Sergipe de nº 99. I.366. peço vênia para reproduzir esplêndida síntese enunciada pelo Senhor Ministro Otávio Galotti ao proferir seu voto no mandado de segurança 22. impetrado contra autoridade administrativa estranha ao Tribunal de Contas da União.6. passou a obrigar os órgãos e entidades da Administração Federal a dar-lhe fiel cumprimento. mais precisamente na parte que se refere ao ressarcimento dos valores que foram pagos aos Assistentes Jurídicos da DRT/SE em razão da incidência da Gratificação de Atividade Executiva – GAE e Adicional por Tempo de Serviço – ATS sobre a Representação Mensal. conforme estabelecido no art. Nesse pensar. 119. 102. foram julgadas por juízes absolutamente incompetentes. “d”]) como óbice ao descumprimento de decisão prolatada por esta Corte de Contas. pois tal incidência.5. O Senhor Ministro Relator. mormente se não favorecida a mencionada autoridade pela prerrogativa de foro. o qual. que violaram a competência funcional do Supremo Tribunal Federal de apreciar originariamente atos emanados daquela Corte de Contas. Essa questão já se acha pacificada no âmbito do Supremo Tribunal Federal.658-7-RJ.” (grifei). a partir de sua publicação conjunta com o Despacho de aprovação do Presidente da República. não tendo nenhuma responsabilidade sobre a tomada de decisão. se praticado pela autoridade. torne insubsistente a determinação constante da segunda parte do subitem 8. Quando se requer mandado de segurança. para com o mecanismo de funcionamento dos Tribunais de Contas.001730-7 e nº 99. pedido sustentado pelo impetrante na alegação de coisa julgada a seu favor no TRT. I.4.2 acima. dê ciência da Decisão que vier a ser adotada ao autor da presente Representação. indeferido por unanimidade: “Também acompanho. Exa. 64/74).. portanto o pedido. Sr. encontra guarida não só na Lei n 9. . 75). Pode o Judiciário sobrepor-se ao Tribunal de Contas. Assim. nem os limites da eficácia que teria tido. louvando a compreensão revelada por S. inciso I.182 surtir efeito a determinação inserida na alínea “b” do subitem 29. Se não. Indefiro. de nº GQ – 197. 29. a que não pode o Juiz substituir-se. como no caso posto em juízo naquela assentada) que trata de assunto da competência do Tribunal de Contas. independentemente da sentença que o determinou.9. para obter da autoridade administrativa um ato que dependa da aprovação de uma daquelas Cortes. como º também no Parecer de autoria do Advogado-Geral da União. conforme agora se constata. quando o interessado impetra mandado de segurança em desfavor da autoridade que na verdade é mera executora de determinação deste Tribunal. Sessão Plenária de 10. 29. como dito. em seu voto condutor. 29. por seu turno. a sua natureza. não se justifica o descumprimento de determinação deste Tribunal de Contas sob alegação de existência de decisão judicial. Presidente. a este não obriga. conferida no art. no sentido de que ela não teria poderes para modificar a natureza do ato administrativo.1.d da Decisão nº 032/99-1ª Câmara.1997. mas não. alínea "i" da Constituição” [CF atual: artigo 102. Relator Ministro Sepúlveda Pertence. VOTO Com razão a Unidade Técnica quando aponta o Enunciado 123/TCU (“A decisão proferida em mandado de segurança. quando contra este impetrado o mandado. de 10/08/1999. A Unidade Técnica manifestou concordância com essa proposta (fls. cuja causa de pedir reflete inconformismo com Decisão do Tribunal de Contas da União.

o meu voto é no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à deliberação desta 1ª Câmara. conhecer da presente representação. tendo havido o manejo de remédio jurídico inadequado ao fim pretendido pelos interessados. Dessa forma. para ressarcimento dos valores indevidamente recebidos pelos servidores. adotar soluções jurídicas cabíveis à espécie. acolhendo em parte a proposta contida na instrução da Unidade Técnica.1. que não é. a meu ver. Grupo II. ou ajuizamento da ação judicial cabível. Acórdão: VISTOS. eventualmente.1ª CÂMARA 1. não devendo ocorrer nova demora no cumprimento da decisão deste Tribunal. 9. Representante do Ministério Público: Não atuou 7.1. como visto. por preencher os requisitos de admissibilidade. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. reunidos em Sessão da 1ª Câmara. porquanto as providências podem ser tomadas de imediato sem necessidade de maiores desdobramentos. . com acompanhamento do Órgão de Controle Interno. Com relação à proposta de ser revisto posicionamento do TCU relativamente a valores de GAE e ATS.183 Destarte. em: 9.d da Decisão TCU-1ª Câmara nº 32/1999 no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias. Ainda na linha da economia processual. mandado de segurança contra o executor da decisão deste Tribunal. TCU. Por outro lado.TCU . determinar ao Órgão de Controle Interno que acompanhe a efetivação da medida constante no subitem 9.3. outro caminho não restará senão o da aplicação de multa aos responsáveis pelo seu descumprimento. I. por imposição constitucional (CF. se persistir a inércia da Administração em obedecer à determinação que lhe foi endereçada.2 deste acórdão. diante das razões expostas pelo Relator. parece-me apropriado o envio de cópia desta deliberação à Procuradoria da União. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. Advogado constituído nos autos: Não consta 9. em 20 de maio de 2003. Interessado: Moisés Fernandes Filho 4. se necessário.045/2003 . relatados e discutidos estes autos de representação sobre eventuais pagamentos indevidos realizados a servidores da Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe. não me parece que haja necessidade no presente momento de conversão desta representação em tomada de contas especial. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe 5. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. determinar à Delegacia Regional do Trabalho em Sergipe que cumpra a determinação contida no subitem 8. tendo em vista que a dificuldade de entendimento da matéria encontra-se. Entendo que estando a questão totalmente analisada bastará determinar imediato cumprimento da decisão já proferida por este Tribunal. para que possa analisar o ocorrido e. o que poderá ser feito a qualquer momento. relatando nas próximas contas da Unidade as providências por ela tomadas e representando a este Tribunal no caso de qualquer ocorrência irregular a esse respeito. não havendo necessidade de no momento a Secex envolver-se na verificação detalhada dessas atividades. Unidade técnica: Secex-SE 8. entendo que a presente representação não tem poder para modificar decisão anterior desta Corte. Caberia aos interessados ou ao órgão responsável pelos pagamentos a interposição do recurso previsto nos normativos em vigor. 9. prolatada dentro das normas processuais vigentes. Processo nº TC-013.107/2001-2 2. artigo 102. “d”). Classe de assunto: VI – Representação 3.2. superada. tendo em vista o princípio do devido processo legal. além da individualização dos casos.

387-00.00. Humberto Guimarães Souto (Relator). César Antônio da Silva.184 9. contra a Comissão Permanente de Licitação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ em face da desclassificação de sua proposta de preços no Convite n° 08/2002. comunicar à Procuradoria da União no Estado de Sergipe o inteiro teor deste acórdão. Rejeição das razões de justificativa apresentadas. membros da Comissão de Licitação.666/93. na peça inicial. 12. Orlando de Carvalho Sobrinho. R$ 20.704. cujo objeto era a “reforma das instalações elétricas e iluminação da área externa do pavilhão central” daquela universidade. 12.3.1ª Câmara TC-007. 10. foi habilitada e convocada para a abertura das propostas e apresentou o menor preço global. Autorização para cobrança judicial das dívidas. CPF n° 739. 9.CLASSE VI ..857-34.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).924. Determinações à UFRRJ. da publicidade e da eficiência. CPF n° 792.713. voto e acórdão à representante interessada. 113 da Lei n° 8. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. engenheiro civil.2. fls. com fulcro no disposto no § 1° do art. Decana de Assuntos Administrativos. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa.580. Alega a representante. Remessa de cópia do relatório. Audiência dos responsáveis.737-15. CPF n° 228. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha.UFRRJ Responsáveis: Regina Célia Lopes Araújo.687-04. decorridos mais de dez dias da data de abertura das propostas sem ter recebido qualquer informação sobre . Especificação do quorum: 12. CPF n° 330.957-68. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral GRUPO I . para que possa adotar as medidas judiciais que entender cabíveis. Aplicação de multa. Juntada do processo às contas da entidade relativas ao exercício de 2002.666/93 e a prática de atos com desobediência aos princípios constitucionais da legalidade.5. Conhecimento da Representação. RELATÓRIO Trata-se de representação apresentada pela empresa Riparo Construções e Instalações Ltda. e Alba Valéria dos Santos Melo. dar ciência desta deliberação ao autor da presente representação e ao atual titular da Unidade de origem. Sustenta que.4. CPF n° 834.912. Inspeção realizada pela Secex-RJ constatou infringência a dispositivos da Lei n° 8. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12.326. da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária da UFRRJ Interessada: empresa Riparo Construções e Instalações Ltda. que participou da licitação. 2/15. com relatório e voto que o fundamentam. Duclério José do Vale. Ministro que alegou impedimento: Lincoln Magalhães da Rocha. Sumário: Representação de licitante acerca de irregularidades ocorridas em procedimento licitatório realizado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ.947-68.427/2002-4 Natureza: Representação Entidade: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Mário Luís Leitão.338. CPF n° 460.

todos datados de 21/8/2002. Riparo Construções e Instalações Ltda. a analista responsável concluiu que houve infringência a dispositivos da Lei n° 8. em detrimento da primeira colocada. o que poderia acarretar em novos custos para a administração.666/93 e cláusulas do edital. conforme comprovante acostado aos autos à fl. e aceitar uma correção posterior violaria o princípio constitucional da isonomia.. a analista propôs a realização de audiência da decana de assuntos administrativos. Cabe aqui ressaltar que os demais licitantes que participaram do certame especificaram a tinta corretamente. informam as razões que os levaram a adjudicar a licitação à empresa ACS Assessoria. alegam que o projeto básico especificava “com toda clareza a necessidade do uso de tinta da marca ALUMINAC (assim mesmo. transcrevem artigos da Lei n° 8. Construções e Serviços Eletrônicos Ltda. para que apresentassem razões de justificativa para a falta de comunicação do resultado da licitação. em todas as modalidades”. ACS – Assessoria. “alternativamente. Por fim. Expedidos os ofícios de audiência. Acolhida nesta Corte em 27/5/2002 como a Representação prevista nos artigos 68 e 69 da Resolução TCU n° 136/2000. em letras maiúsculas)”. concluem nos seguintes termos: “Segundo parecer técnico da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária de nossa universidade. “local de grande circulação de pessoas”. teria causado um prejuízo de R$ 1. Em seguida. 83/6).666/93 na medida em que a universidade não comunicou às empresas licitantes o resultado do certame.730.00 à universidade. o resultado teria sido publicado. foi a documentação submetida à Secex-RJ para instrução. em 13/5/2002. informalmente. Segundo as defesas. exceto a apresentada pela decana Regina Célia. 15).00. Prosseguem os defendentes na tentativa de esclarecer que o prejuízo alegado (R$ 1. que não houve falta de comunicação do resultado do convite pois teria sido afixado em quadro de avisos da Comissão de Licitação. sempre fornecemos o resultado de nossas licitações a qualquer interessado que o solicite por via telefônica”.017. Além dessa forma de divulgação. no endereço eletrônico www. Ao aceitar tal proposta. Em sua defesa alegam. Não obtendo resposta. do fato de que sua proposta havia sido desclassificada “por motivo relacionado à fase de habilitação”. diferença entre os valores propostos pela firma ACS e a Riparo. Em face dessas impropriedades e de outras falhas formais ocorridas no decorrer do procedimento licitatório. além de eventuais danos potenciais nos equipamentos de iluminação reformados. A seguir. Realizada inspeção junto à UFRRJ. dos membros da Comissão de Licitação e do engenheiro civil que emitiu parecer no âmbito da Divisão de Obras da UFRRJ (fls.00.gov. informam que. no site governamental comprasnet. 106/30).017. e o assinado por Alba Valéria dos Santos Melo.00. em síntese. naquele endereço “qualquer pessoa tem acesso não apenas a licitações que serão realizadas. a firma Riparo Construções e Instalações Ltda. esta desclassificada porque não atendeu especificação do edital ao cotar tinta ILUMINAC em lugar da solicitada ALUMINAC. a empresa protocolou carta dirigida à Comissão de Licitação. oriundos da diferença entre o preço cotado pela Riparo e aquele apresentado pela segunda colocada) não foi originado de nenhum ato da comissão de licitação. 68. Ao final.017. exceto o do engenheiro Orlando. representou ao Tribunal. pelo valor de R$ 21. Construções e Serviços Eletrônicos Ltda.185 a homologação. e que a adjudicação à segunda colocada. tomou conhecimento. datado de 22/8/2002. localizado no prédio da reitoria.. Em primeiro lugar. ao se dar tratamento diferenciado a determinado licitante e aceitar uma proposta em . as defesas. o que constituiu fato impeditivo à apresentação de defesa por parte da empresa Riparo.br. que poderia “hipoteticamente ter se dado em virtude da contratação da firma que obteve a segunda colocação no certame no quesito preço. mas também ao resultado detalhado de todas as licitações. o que teria acarretado prejuízo aos cofres públicos no valor de R$ 1.comprasnet. datado de 28/8/2002. por meio do sistema SIREP. mas nunca pela alegada falta de comunicação de seu resultado”. não atendeu as especificações do edital ao cotar uma tinta de marca diferente da solicitada no projeto básico. a administração estaria correndo o risco de ter o produto da prestação de serviços em tela com qualidade inferior aos padrões requeridos no projeto básico da licitação. de duas laudas e meia cada um (fls. Tendo sido negada solicitação de cópia do documento que justificara sua desclassificação. datada de 22/4/2002 (fl. porém todos de idêntico teor. tais como o custo do resserviço. os responsáveis encaminharam arrazoados individuais.

ministro Marcos Bemquerer Costa. esclarece que o Ministério Público. Tratando-se. o subprocurador-geral Ubaldo Alves Caldas. da 3° DT da Secex-RJ. quanto ao acolhimento dos argumentos apresentados para justificar a escolha da empresa ACS em detrimento da Riparo. e §§ 1° ao 6° (publicação dos atos. É o Relatório. no mérito. por entender que os meios de divulgação utilizados pela universidade não estão de acordo com aqueles previstos na legislação em vigor. 141. diretor. apenas cumpriu o que a lei determina e protegeu os interesses da instituição que representamos. O Sr. Sr. porém. porém. “ponderamos. Sua Excelência o Sr. § 3° (princípio da publicidade dos atos da licitação). em substituição. semelhante ao especificado no edital”.666/93. o princípio constitucional da isonomia. o parecer técnico da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária não abordava a questão de que a empresa Riparo não teria atendido às especificações do edital ao cotar uma tinta de marca diferente da solicitada no projeto básico. em parecer acostado à fl. a comissão adjudicou o segundo colocado no certame que cumpriu com todas as cláusulas e especificações do edital. a mesma analista responsável pela inspeção. inciso I. Relativamente aos argumentos apresentados para a adjudicação do objeto à empresa colocada em segundo lugar no certame. Deste modo. tendo em vista que não houve solicitação de audiência do relator. propôs que fosse aplicada multa aos responsáveis em razão da infringência aos artigos 3°. 142). Conforme salientou o diretor. salientou o diretor da 3ª DT que o engenheiro da Divisão de Obras “adentrou em competência da Comissão de Licitação. encaminhou o processo ao meu gabinete (fl. a proposta da analista. 137/40. por força do que dispõem a Lei Orgânica e o Regimento do Tribunal. enfim. Apesar de o processo ter sido tramitado para a Procuradoria. tendo em vista o parecer técnico acima citado. não está obrigado a emitir pronunciamento em processos desta espécie. estaria a comissão violando três princípios básicos norteadores do certame licitatório. Além disso. orientaram-se pelo parecer técnico da divisão de obras e pelos princípios licitatórios que mencionam”. ambos da Lei n° 8. de processo originalmente da relatoria do ministro Valmir Campelo. Assim. Assim sendo.” Examinando as justificativas apresentadas pelos responsáveis. especialmente o julgamento das propostas.186 desconformidade com o instrumento convocatório. 133/6. que considerou os preços cotados como sendo compatíveis com os preços praticados no mercado e desclassificou o licitante que deixou de cumprir as condições do edital. Em conclusão. em linha com o que propusera a analista. de modo a permitir a interposição de recursos pelos licitantes). em instrução constante às fls. e 109. nos termos da Resolução n° 64/96. VOTO . propôs que fossem rejeitadas as justificativas apresentadas pelos responsáveis e que fosse aplicada multa a todos eles. manifestou-se pelo não acolhimento daquelas relativas à comunicação do resultado da licitação. na medida em que optou pela proposta da empresa ACS. dissentindo. a quem me coube suceder. pois tratava de questionar o atestado apresentado pela empresa Riparo com o objetivo de comprovar capacidade técnica para executar os serviços licitados. a analista entendeu-os “coerentes. que não é obrigação da Comissão de Licitação o conhecimento de tudo quanto é material para obra existente no mercado. Ainda segundo a analista. que havia atuado nos autos apenas em substituição ao ministro Valmir Campelo. diferentemente do que foi invocado pelos responsáveis. mas tratava de assunto referente ainda à fase de habilitação. “se ativeram ao estipulado no edital. acolheu. bem explicados e fundamentados”. ministro Marcos Bemquerer Costa. letra b. o parquet especializado submeteu os autos ao gabinete do relator. Em conclusão. Temos plena consciência de que nossa decisão não acarretou em nenhum prejuízo aos cofres públicos. em instrução constante às fls. Tal proposta mereceu a concordância da Srª secretária em substituição. por iniciativa da Secex-RJ. o princípio da igualdade e o princípio da vinculação ao instrumento convocatório. informando que a mesma atendia as especificações e apresentava preços compatíveis com o mercado”.

De fato. porém. § 3°: “§ 3° Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto. No mérito. a publicidade é restrita aos que têm acesso a recursos tecnológicos mais modernos. constato que há dois questionamentos em discussão neste processo. a qual afixará. geralmente efetuada em quadro de avisos. que a afixação. 22.187 O instituto da Representação ao Tribunal de Contas da União.666/93 que a licitação “não será sigilosa. salvo quanto ao conteúdo das propostas. artigos 68 e 69. em local apropriado. Além do que. Reza o § 3° do art. computador. aprovado pela Resolução n° 155. que confere legitimidade para representar a órgãos. Os meios utilizados pela universidade para divulgação do resultado da licitação não podem ser aceitos como corretos. 3° da Lei n° 8. como alegam também ser praxe naquela universidade. a situação é idêntica. 21 da Lei n° 8. incisos I a VII e parágrafo único. a Lei n° 8. geralmente por carta. como fez a universidade. além do que tal meio de divulgação obriga o licitante interessado a ter de ficar efetuando ligações telefônicas sucessivas para a universidade em busca do resultado da licitação. a publicidade é mínima quando utilizado este meio de divulgação. devendo ser colhida no próprio documento a ciência do destinatário. contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar contra irregularidades na aplicação da lei de licitações. de 4 de dezembro de 2002. Ocorre. entre outros. Analisemos separadamente os dois aspectos. o que inviabiliza a contagem dos prazos para interposição de recursos. Para a divulgação do resultado da licitação. cujo artigo 113. Em que pese a alegação de que o local é “de grande circulação de pessoas”. e que não requer divulgação tão ampla como as demais. a mera afixação em quadro de avisos. que requerem publicação em jornais oficiais ou de grande circulação.666/93. acesso à internet. não pode ser aceita como correta.666/93 desobriga a publicação do convite. A comunicação do resultado por telefone. . sendo suficiente a sua afixação em local apropriado. Os resultados dos procedimentos licitatórios realizados na modalidade Convite devem ser enviados a todos os participantes por meio de comunicação formal. com total descontrole acerca da data de ciência pelos interessados. Conforme informado pela própria universidade. no art. a teor do que dispõe o art. é válida para o instrumento convocatório. os resultados de suas licitações são afixados em quadro de aviso localizado no prédio da reitoria. estabelece que qualquer licitante. porém. utilizada para compras e contratações de pequeno valor. sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento. a lei que especificamente confere à empresa Riparo a prerrogativa de representar ao Tribunal de Contas da União é a Lei n° 8. foi recepcionado pelo novo Regimento Interno desta Corte. uma vez que o Convite é uma modalidade mais simples de licitação. que apontam apara a possibilidade de estar havendo irregularidade nos procedimentos licitatórios promovidos pela UFRRJ. de igual modo não atende ao princípio da publicidade. o órgão ou entidade perde o controle sobre a data em que o interessado tomou ciência do resultado. -IO primeiro deles diz respeito à divulgação do resultado do convite. abrigado na Subseção IV da Seção I do Capítulo III. entidades ou pessoas que detenham essa prerrogativa por força de lei específica. antes disciplinado pela Resolução TCU n° 136/2000. até a respectiva abertura”. publicação em site da internet. escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa. conforme dispõe o art. 237. podendo a presente representação ser conhecida com fulcro no inciso VII daquele artigo. No caso. cadastrados ou não. § 1°. Ao utilizar esse procedimento.666/93. cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas” (grifei). No outro meio de divulgação utilizado pela universidade.

e da prefeitura universitária ao engenheiro Orlando de Carvalho Sobrinho. Quanto às observações da firma Luxelen Montagens Elétricas Ltda. 64/5.188 Concluindo. a Comissão de Licitação.00. e dirigido ao prefeito universitário. depois de abertas as propostas. Prefeito Universitário: O atestado apresentado pela firma RIPARO Construções e Instalações Ltda.443/92.II O outro aspecto questionado diz respeito à desclassificação da empresa Riparo e adjudicação à segunda colocada. em 11/4/2002. na mesma folha está o parecer do engenheiro Orlando de Carvalho Sobrinho.666/93. Assim foi feito e os encaminhamentos constam dos autos às fls. considerando que houve ofensa à legislação. item 1. no valor de R$ 21. Uma vez apresentada a Representação a este Tribunal e realizada inspeção na UFRRJ. O parecer do engenheiro foi o responsável pela desclassificação da Riparo e está vazado nos seguintes termos: “Ao Sr. em 19/4/2002. Nilson Sales dos Santos. opto pela proposta da firma ACS Assessoria. ao qual está vinculada a Comissão de Licitação. no mesmo dia 17/4/2002 submeteu a proposta à consideração do Decano de Assuntos Administrativos. como é o caso da UFRRJ. e autorizada a emissão da Nota de Empenho. Ali estão os despachos do presidente da Comissão encaminhando o processo ao prefeito universitário. para emissão de parecer técnico.730. Rafael Antônio de Oliveira. tendo apenas encaminhado-o. datado de 10/4/2002. . em reunião realizada a 17/4/2002. Consoante mencionado pela UFRRJ.017.” Em face do parecer. não é compatível com os serviços a serem executados. que atende as especificações e apresenta preços compatíveis com o mercado. segunda colocada. Nesse sentido. em 2/4/2002. em relação a este aspecto questionado. os meios utilizados pela universidade para divulgação dos resultados de suas licitações estão em desacordo com a legislação. não se manifestou sobre o parecer. da Lei n° 8. estou de acordo com a proposta uniforme da Secex-RJ.O. em 2/4/2002. a analista .00. especificamente a Lei n° 8. porque limitadores da publicidade que deve ser conferida aos atos dos certames licitatórios. esclareço: [omitida a transcrição porque não pertinente ao objeto da Representação]. da Divisão de Obras. “com a informação da D. foi a licitação homologada pela Decana Regina Célia Lopes Araújo.1 das disposições gerais. engenheiro Rafael Antônio de Oliveira. mas também vedada no âmbito de instituições que gerem recursos públicos. a fim de garantir a perfeita execução do objeto divulgado pela licitação. com conseqüente pagamento a maior de R$ 1. Tendo em vista que a proposta mais vantajosa não atende as especificações. a Comissão de Licitação solicitou a análise técnica da proposta apresentada pela empresa vencedora com o objetivo de se certificar sobre a vantagem técnica de sua contratação pela universidade. ao presidente da Comissão de Licitações. de aplicação da multa prevista no art. verifica-se que. decidiu propor a adjudicação à empresa ACS. Em 10/04/02 Orlando de Carvalho Sobrinho Divisão de Obras” O prefeito universitário. Construções e Serviços Eletrônicos Ltda. pois o mesmo trata de serviço de iluminação interna. ocorrida em 22/4/2002. em 3/4/2002. No âmbito do Decanato de Assuntos Administrativos. sem se manifestar sobre as conclusões da Comissão. além de inadequados.. o que torna a sua utilização não combinada com outros meios não só desaconselhada. Em seguida.. 58. incisos II e III. em despachos redigidos à mão. O diretor do Departamento de Material e Serviços Auxiliares – DMSA.

tendo afirmado em sua defesa que a Riparo “não atendeu as especificações do edital ao cotar uma tinta de marca diferente da solicitada no projeto básico” e que “a administração estaria correndo o risco de ter o produto da prestação de serviços com qualidade inferior aos padrões requeridos no projeto básico da licitação”.verificação da conformidade de cada proposta com os requisitos do edital e. desconhecida no mercado”. V . ou após o julgamento dos recursos interpostos. A falha é muito mais grave do que quer fazer supor a defesa e revela um erro de procedimento cometido pela UFRRJ. a analista propôs a audiência dos responsáveis para que justificassem a desclassificação da empresa Riparo porque “segundo a universidade. O que se passou não foi a desclassificação de uma proposta que não atendia às especificações do edital. como se tivesse sido ela a causa determinante para a desclassificação da empresa Riparo. Tal proposta foi acolhida pela diretora da 3ª DT e do titular da unidade técnica. telefonia. 42/3). menciona serviços de instalação de tomadas. se obteve informalmente tal dado por ocasião da inspeção. . 43 da Lei n° 8. segunda colocada. os quais deverão ser devidamente registrados na ata de julgamento. da grafia do nome ALUMINAC. sem fazer referência a que sejam internos ou externos. da lavra do engenheiro Orlando. não cotou. trocado por ILUMINAC na proposta da Riparo.abertura dos envelopes contendo as propostas dos concorrentes habilitados. desde que transcorrido o prazo sem interposição de recurso. Depreende-se do parecer do engenheiro Orlando que a preocupação era que o atestado fazia referência a serviços internos. antes transcrito.deliberação da autoridade competente quanto à homologação e adjudicação do objeto da licitação. questionados especificamente sobre a grafia incorreta. tendo sido realizada a audiência nesses exatos termos. isto é. porém.devolução dos envelopes fechados aos concorrentes inabilitados. desde que não tenha havido recurso ou após sua denegação. lâmpadas fluorescentes. qual seja. Partindo dessa premissa.666/93. Com base nessa preocupação é que ele “optou” pela proposta da empresa ACS. II . ou ainda com os constantes do sistema de registro de preços. não teve nenhuma importância para a decisão adotada. questiona o atestado apresentado pela empresa. conforme o caso. ALUMINAC (não está claro nos autos como chegou a tal conclusão. O parecer que desabonou a proposta da Riparo. IV . III . não atendeu especificação do Edital. Neste ponto ressalto que em nenhum momento anteriormente à realização da audiência.abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação dos concorrentes. fornecido pelo CREA/RJ (fls. ou tenha havido desistência expressa. Depois da audiência. VI . em face de erro de grafia. ou mesmo se a conclusão é fruto de sua própria análise efetuada sobre os documentos coligidos). cabeamento. De acordo com o art. a licitação (inclusive o Convite) será processada e julgada com observância dos seguintes procedimentos: I . A questão da tinta. não compatíveis com os que seriam executados. O atestado apresentado pela Riparo. Não é verdade o que afirmam as defesas apresentadas pelos responsáveis. com os preços correntes no mercado ou fixados por órgão oficial competente. a UFRRJ ou qualquer um dos documentos constantes dos autos fez menção à desclassificação da Riparo em decorrência de ter cotado tinta ILUMINAC em lugar de ALUMINAC. de iluminação externa. Não mais transcrevo porque a íntegra da defesa já foi transcrita no relatório que precede este voto. e sua apreciação. e sim a tinta ILUMINAC.julgamento e classificação das propostas de acordo com os critérios de avaliação constantes do edital. promovendo-se a desclassificação das propostas desconformes ou incompatíveis. contendo as respectivas propostas. entre outros.189 responsável pela instrução chegou à conclusão que a desclassificação da empresa Riparo estava relacionada ao fato de haver cotado em sua proposta a tinta ILUMINAC em lugar da solicitada. a tinta ALUMINAC. os responsáveis da UFRRJ manifestaram-se exclusivamente acerca dessa versão.

contrariamente à legislação. pois o “erro” cometido pela licitante Riparo somente seria descoberto quando abertas as propostas.017. de abertura das propostas.” Do exposto. salvo em razão de fatos supervenientes ou só conhecidos após o julgamento. Causa espécie que o próprio engenheiro Orlando. em face do que afirmou a própria . sem nenhum dado que lhe servisse de parâmetro. A esse respeito. e tendo sido constatada vencedora a proposta da Riparo. ao fim do exame procedido nestes autos. foi a mesma submetida a exame pela Divisão de Obras. poderão valer-se do concurso de terceiros. inclusive. Gostaria de acrescentar que se pode observar. a despeito do que havia constado antes. que a proposta da segunda colocada apresentava “preços compatíveis com o mercado”. nem à UFRRJ.”. Conclui-se. Houve violação ao dispositivo na medida em que a desclassificação ocorreu quando já abertas as propostas e por motivo relacionado à fase de habilitação. Seria crível. contrariamente ao que ele mesmo dissera antes. A versão se tornara conveniente para respaldar a desclassificação depois de abertas as propostas. Uma vez ventilada a versão. de aplicação de multa aos responsáveis. usurpando as funções da Comissão de Licitações. 410: “Se os integrantes da Comissão não dispuserem dos conhecimentos técnicos necessários para a apreciação dos documentos. 43 que: § 5° Ultrapassada a fase de habilitação dos concorrentes (incisos I e II) e abertas as propostas (inciso III). a UFRRJ passou a adotar este como o motivo determinante para a desclassificação. não será delegada aos terceiros a competência decisória. Tal procedimento é inaceitável.. que “segundo parecer técnico da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária de nossa universidade. da cotação indevida da tinta ALUMINAC como ILUMINAC. discordar das conclusões dos pareceres técnicos. Tal valor. que redigiu de próprio punho o parecer questionando o atestado apresentado pela Riparo. que houve violação aos dispositivos da Lei n° 8. não caberia à comissão. O que houve foi inadequado procedimento licitatório em que os documentos apresentados na fase de habilitação não foram devidamente examinados na fase em que deveriam ter sido examinados. decidiu. no parecer do engenheiro Orlando. Esses terceiros fornecerão pareceres técnicos. então. Não bastasse o procedimento irregular adotado. como está comprovado nos autos. O que está em questionamento são os procedimentos completamente equivocados adotados pela UFRRJ. desclassificar a proposta da Riparo por conta da alegada incompatibilidade do atestado com as exigências do serviço a ser executado. Reza o § 5° do mencionado art. A Comissão poderá. para verificação de sua conformidade com os requisitos do edital. não podendo ser alegado.00. vejamos o que diz Marçal Justen Filho em sua obra “Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos”. tampouco. tendo desclassificado a proposta da Riparo. por ocasião da inspeção. 1999. que a questão central objeto desta Representação não é a diferença de valor paga a maior ao se adjudicar a licitação à segunda colocada. “optar” pela segunda colocada. em relação a este segundo aspecto. integrantes ou não da Administração. tenha subscrito uma defesa em que afirma. Foi nesse momento que o engenheiro Orlando se manifestou no processo. vê-se que não era competência do engenheiro “optar” por nenhuma das empresas e muito menos afirmar. para orientar e fundamentar a decisão. a firma Riparo não atendeu as especificações do edital ao cotar uma tinta de marca diferente da solicitada.666/93. não obedecem ao princípio da publicidade. Ocorre que tal documento deveria ter sido examinado na fase de habilitação dos concorrentes. Assim.. constata-se que o engenheiro Orlando extrapolou as funções de consultor técnico quando. questionando o atestado apresentado pela Riparo. sendo pertinente a proposta da Secex-RJ. que houve superveniência de fatos novos ou conhecimento deles após o julgamento. 6ª edição.190 Não foi exatamente assim que procedeu a UFRRJ. Uma vez abertas as propostas. fase esta já encerrada com o início da fase seguinte. não cabe desclassificá-los por motivo relacionado com a habilitação. As licitações ali abertas. Obviamente. pode mesmo ser considerado irrelevante para a dosimetria da pena que se vai aplicar. pág. de R$ 1.

UFFRJ 4.326. e aplicar-lhes a multa . cujo objeto era a “reforma das instalações elétricas e iluminação da área externa do pavilhão central”.1. “Os membros das comissões de licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão. Acórdão: VISTOS. com flagrante descumprimento da legislação vigente. da Lei n° 8. Responsáveis: Regina Célia Lopes Araújo.857-34.046/2003 . engenheiro civil. 4. CPF n° 792. da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária da UFRRJ 5. CPF n° 228.957-68. Entidade: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. e da eficiência. em 20 de maio de 2003. ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União. a multa que se propõe seja aplicada por este Tribunal. no mérito. Em decorrência. da Divisão de Obras da Prefeitura Universitária da UFRRJ. da publicidade. que. 9. relatados e discutidos estes autos de representação apresentada pela empresa Riparo Construções e Instalações Ltda.387-00.924. reunidos em Sessão da Primeira Câmara. TCU. e não são processadas em total conformidade com o disposto na Lei de Licitações. encaminho meu voto no sentido de que o Tribunal adote o acórdão que ora submeto à consideração desta Primeira Câmara.666/93. Representante do Ministério Público: não atuou 7. CPF n° 460. Orlando de Carvalho Sobrinho.. CPF n° 739. acolhido o parecer da unidade técnica. Na licitação objeto desta Representação verifica-se que foram violados os princípios constitucionais da legalidade. Decana de Assuntos Administrativos. Mário Luís Leitão e Alba Valéria dos Santos Melo. Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto 6. Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza. Diante do exposto. membros da Comissão de Licitação. Decana de Assuntos Administrativos.1ª CÂMARA 1. em sua defesa.947-68.580.338.666/93. HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Relator ACÓRDÃO Nº 1. visa muito mais a coibir a prática de atos dessa natureza. 113 da Lei n° 8. do Regimento Interno deste Tribunal. e Alba Valéria dos Santos Melo. conhecer da presente representação com fulcro no art. 237. de que todos os responsáveis devam ser apenados com multa por infringência aos dispositivos da Lei de Licitações. CPF n° 330. Duclério José do Vale. Considerando. César Antônio da Silva. também. e Orlando de Carvalho Sobrinho.191 universidade. com grave infração a normas legais e princípios constitucionais. CPF n° 834.687-04. engenheiro civil. membros da Comissão de Licitação.1. conforme dispõe o art. considerá-la procedente. na medida em que os resultados alcançados ficaram aquém do que a administração pública poderia ter obtido caso contratasse a primeira colocada na licitação. Unidade técnica: Secex/RJ 8.704. acompanhando a proposta uniforme da unidade técnica. contra a Comissão Permanente de Licitação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ em face da desclassificação de sua proposta de preços no Convite n° 08/2002.2. em: 9. diante das razões expostas pelo Relator. Duclério José do Vale.912. para. Processo n° TC 007. Mário Luís Leitão.427/2002-4 2. rejeitar as razões de justificativa apresentadas pelos responsáveis Regina Célia Lopes Araújo. inciso VII. César Antônio da Silva. com restrição de acesso aos atos praticados.TCU . salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão”. sou de opinião. com fulcro no disposto no § 1° do art. Interessado: empresa Riparo Construções e Instalações Ltda. Advogado constituído nos autos: não consta 9. § 3°. Grupo I – Classe VI – Representação 3. ao invés de guardar proporção com o dano causado. 51.737-15.

da moralidade. e 9. Especificação do quorum: 12. a cobrança judicial das dívidas caso não tenha sucesso a medida determinada no subitem anterior. no valor individual de R$ 10.3. inciso I. 28. 9. relativas ao exercício de 2002. Construções e Instalações Ltda. fixando-lhes o prazo de quinze dias. parágrafo único.2. 12. da publicidade e da eficiência. bem como do relatório e do voto que o fundamentam. inciso II. 9.5. insculpidos no art. da Lei n° 8.00 (dez mil reais).000. para que comprovem perante o Tribunal.1 Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presidente).7. MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Ministro-Relator Fui presente: PAULO SOARES BUGARIN Subprocurador-Geral . Humberto Guimarães Souto (Relator). 43. da impessoalidade. 9. o recolhimento da referida quantia aos cofres do Tesouro Nacional. juntar o processo às contas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ. 58. da Lei n° 8.4. a contar da notificação.. com fundamento no art. Ata nº 16/2003 – 1ª Câmara 11. determinar à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ que observe fielmente os dispositivos da Lei n° 8. da Lei n° 8. determinar.443/92.443/92. Auditores presentes: Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. incisos II e III.192 prevista no art. Walton Alencar Rodrigues e o Ministro-Substituto Lincoln Magalhães da Rocha. 9. à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ que.443/92. Data da Sessão: 20/5/2003 – Ordinária 12. autorizar. com fundamento no art. 10.666/93 e promova a necessária adequação em seus procedimentos licitatórios de modo a que os atos praticados obedeçam aos princípios da legalidade. proceda ao desconto das dívidas nas remunerações dos responsáveis. autora da Representação. 37 da Constituição Federal de 1988. 28. à empresa Riparo. determinar a remessa de cópia deste acórdão. c/c o art. observados os limites previstos na legislação pertinente. esgotado o prazo fixado no subitem anterior sem que tenha havido o recolhimento.6.

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