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APOSTILA DE FILOSOFIA – 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO – PROF. JOSSIVALDO A. DE MORAIS

APOSTILA DE FILOSOFIA – 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO – PROF. JOSSIVALDO A. DE MORAIS

PROF o : MORAIS
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1 a SÉRIE – ENSINO MÉDIO

TEMÁTICA:

 

3 o BIMESTRE

PROF o : MORAIS 1 a SÉRIE – ENSINO MÉDIO TEMÁTICA:   3 o BIMESTRE
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1 – SER HUMANO: UM SER DE CONSCIÊNCIA, VALORES E DECISÕES

“Viva de modo tal que, quando seus filhos pensarem na justiça e na integridade, pensem em você.”

J. BROWN

O que é consciência?

De acordo com o Dicionário Miniaurélio (2005), consciência é a percepção imediata dos acontecimentos e da própria atividade psíquica (mental). E segundo o Dicionário de Filosofia (1987: 106), ao contrário do vegetal, que “vive”, mas ignora tudo a respeito de sua existência, o homem, mediante sua consciência, vive e sabe o que viveu e pode ainda projetar vivências futuras. Ser consciente é desse modo, saber o que faz ou o que deve fazer (FERREIRA, 2005: 259).

saber o que faz ou o que deve fazer (FERREIRA, 2005: 259). Quando surge a consciência

Quando surge a consciência na vida humana?

A consciência acompanha o ser humano desde que ele é concebido no ventre de sua mãe. No útero materno o bebê já tem “consciência” de que algo acontece à sua volta: sente o que a mãe sente, ouve ruídos, chora, brinca, sorri etc. Quando nascemos e estamos fora do útero de nossa mãe, passamos a ter consciência de outras coisas: agora, além de ouvir e sentir, vemos, tocamos, experimentamos.

além de ouvir e sentir, vemos, tocamos, experimentamos. A consciência psicológica Diferentemente dos animais, os

A consciência psicológica

Diferentemente dos animais, os seres humanos sabem o que estão sentindo, sabem o que estão tocando, e, mais ainda, sabem que sabem de tudo isso. Por essa razão se diz que nós possuímos consciência psicológica. E consciência psicológica é a capacidade que temos de perceber a nós mesmos (somos indivíduos), o que ocorre dentro de nós (nossos sentimentos) e ao nosso redor (somos indivíduos ao lado de outros indivíduos). Sabemos o que somos, quem somos, o que sentimos, o que podemos sentir, sabemos que lembramos, ou seja, sabemos que temos consciência do passado, e sabemos que possuímos um futuro.

consciência do passado, e sabemos que possuímos um futuro. O que são valores? Falamos de valores

O que são valores?

Falamos de valores sempre nos referindo a coisas ou pessoas em situações que requerem (exigem) nossa avaliação: “Esta caneta é ruim, pois falha muito”; “Esta moça é atraente”; “Acho que João agiu mal não ajudando você”. Tem valor aquilo que nos desperta interesse,

possui certa importância ou serventia, aquilo que possui algum significado para nós ou para alguém que temos estima (admiração). Os valores podem ser: lógicos, utilitários, estéticos, afetivos, econômicos, religiosos, éticos, morais etc. São os valores (o valor que damos às coisas e aos seres) que orientam grande parte de nossa vida e nossas ações. É a partir dos valores que as regras e normas são criadas, que as pessoas passam a ser bem vistas ou não pela sua sociedade; que a moral é formada ou criada.

A consciência moral

Nas palavras do dicionário de Filosofia (1987), consciência moral é a capacidade do espírito (razão) humana para conhecer os valores, os ensinamentos, as determinações e as leis morais; ou ainda, consciência moral está ligada à aplicação destes valores, ensinamentos etc. à própria ação individual ou coletiva. Consciência moral é um sentimento que, baseado nos valores vigentes na sociedade em que vive e no que estabelecem as normas morais de sua comunidade, nos orienta qual a melhor atitude a ser tomada em determinada situação. A consciência moral poderia ser descrita como aquela “voz interior” que sempre nos alerta sobre a ação que pretendemos tomar: pense bem no que você vai fazer, olhe se isso não vai provocar nenhum mal! Nos desenhos animados a consciência moral é retratada pelos personagens do “anjinho” e do “diabinho” que, cada um de acordo com o que acreditam ser o melhor, orientam a pessoa a agir desta ou daquela maneira. A ação baseada na orientação da consciência moral exige que, sem sermos obrigados por outras pessoas, decidamos o que fazer, que justifiquemos para nós mesmos e para os outros as razões de nossas decisões e que assumamos todas as consequências dessas decisões e atitudes.

todas as consequências dessas decisões e atitudes. O senso moral É a maneira como vemos, ouvimos,
todas as consequências dessas decisões e atitudes. O senso moral É a maneira como vemos, ouvimos,

O senso moral

É a maneira como vemos, ouvimos, pensamos e avaliamos nossas ações e as ações de nossos semelhantes tomando sempre por base os valores de justiça e injustiça, de bem e de mal. Inúmeras vezes somos movidos por uma vontade (um impulso) ou uma emoção incontrolável de fazermos determinadas ações que depois de feitas (concluídas) ou nos deixam com um enorme sentimento de orgulho e dever cumprido, ou nos sentimos profundamente envergonhados diante do que fomos capazes de fazer. Essa avaliação final de nossa ação exprime o que é o nosso senso moral: o modo como avaliamos a conduta e a ação seja nossa ou de outras pessoas, tomando sempre como orientação as ideias de certo, errado, justiça, injustiça, bem e mal. Em outras palavras, a nossa avaliação dos nossos atos ou dos atos de outras pessoas é feita utilizando-se dos valores que trazemos conosco – seja um valor criado por nós mesmo ou aprendido com nossos familiares, amigos, professores, orientadores religiosos etc.

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A consciência crítica

A palavra crítica, no dicionário miniaurélio (2005), quer dizer, apreciar, avaliar ou julgar uma produção ou manifestação de caráter intelectual. A verdadeira crítica analisa, estuda, avalia, destaca os pontos positivos e os negativos e propõe soluções para a melhoria das incoerências detectadas. A consciência crítica surge à medida que cresce o grau de consciência, liberdade e responsabilidade pessoal no comportamento individual e social. A postura moral exige do praticante da ação uma atitude crítica, livre e responsável. Essa atitude crítica quer dizer uma atitude pensada e re-pensada.

FONTE:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 4. ed., São Paulo:

Moderna, 2009. p. 213-214.

BRUGGER, Walter. Dicionário de Filosofia. Trad.: Antônio Pinto de Carvalho. 4. ed., São Paulo: EPU, 1987. p. 106-108.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. São Paulo: Ática, 2011. (Ensino Médio). p. 261-265.

CORDI, Cassiano et all. Para Filosofar. 4. ed., São Paulo, 2002. p. 57-60.

FERREIRA, Aurélio B. de H

Miniaurélio: o dicionário da língua portuguesa. 6. ed., Curitiba: Positivo, 2005. p.259; 277.

LENDO E REFLETINDO A REALIDADE

Uma história real

277. LENDO E REFLETINDO A REALIDADE Uma história real Pierre Blackburn Em 1964, nos Estados Unidos,

Pierre Blackburn

Em 1964, nos Estados Unidos, às 3h20 da madrugada, uma mulher de 28 anos voltava para casa após o trabalho. Ela era gerente de um bar da região. Diante do seu domicílio, na calçada, foi apunhalada por um homem. Vários moradores das casas vizinhas observaram a cena. Da sacada de um apartamento em frente, um homem gritou: “Deixe a moça em paz!”. O agressor afastou-se por alguns instantes mas voltou em seguida, apunhalando-a de novo, enquanto ela gritava por socorro. Outras luzes se acenderam, ele pegou seu carro e partiu. Catherine Genovese arrastou-se até sua porta e tentava abri-la, quando o agressor voltou e lhe deu o golpe fatal.

Às 3h50, a polícia recebeu um chamado de vizinhos e em dois minutos chegou ao local. Dentre as 38 pessoas que assistiram ao assassinato, apenas um homem, uma senhora de 70 anos e uma jovem vieram falar com os policiais. O homem explicou que ao presenciar a agressão, não sabia o que fazer e ligou para um de seus amigos advogados. Depois foi ao apartamento da mulher de 70 anos para lhe pedir que telefonasse para a polícia. Resmungou que ele mesmo não queria se envolver nesse caso.

Quando a polícia ouviu os moradores após a tragédia, muitos confessaram não saber por que não tomaram providência alguma: um deles afirmou que tinha sono e por isso preferiu voltar para a cama; uma dona de casa achou que era briga de namorados e que, portanto, não era problema dela; outros tiveram medo de intervir; e alguns não sabiam bem por que não tomaram providência alguma.

não sabiam bem por que não tomaram providência alguma. FONTE: ARANHA, Maria L. de A.; MARTINS,

FONTE:

ARANHA, Maria L. de A.; MARTINS, Maria H. P. Filosofando: introdução à filosofia. 4. ed., São Paulo: Moderna, 2009. p. 213.

ATIVIDADE 1

ATIVIDADE 1 1) Baseado no que foi estudado nesse primeiro item, diga o que é consciência?

1) Baseado no que foi estudado nesse primeiro item, diga o que é consciência?

2) O que é consciência psicológica? Cite um exemplo.

3) O que são valores? Para que servem?

4) O que é consciência moral? Em que aspectos ela nos ajuda como indivíduos e como membros de uma sociedade?

5) O que é consciência crítica e qual o seu papel na formação da Moral?

6) Em sua opinião, por que um mau ato praticado sob ameaça (seja ela interna ou externa), pode tornar o seu praticante inocente de culpa e/ou responsabilidade moral?

LEITURA COMPLEMENTAR

de culpa e/ou responsabilidade moral? LEITURA COMPLEMENTAR Um oficial da PM sequestra e mata, com um

Um oficial da PM sequestra e mata, com um tiro no rosto, um menino de 8 anos. Jovens da classe média queimam um homem vivo enquanto dormia. Ladrões executam sumariamente uma moça durante um assalto a uma casa noturna. O país fica chocado, com medo. Depois se acostuma. Desce mais um degrau na escada que leva à insensibilidade diante do que é hediondo.

São Paulo dorme a cada noite menos tranquila com a iminência do roubo, do rapto, do estupro. O Rio de Janeiro torna-se cada vez mais uma cidade em guerra, com balas perdidas cortando o ar. Na área metropolitana das grandes cidades brasileiras, trabalhadores e os fora-da-lei (vários deles fardados, empunhando armas fornecidas pelo Estado), coexistem em uma ambiente cada vez menos pacato, cada vez mais regido pela lógica incivilizada do faroeste.

Está obscurecida no país a noção do que é certo e do que é errado. Realizar o bem já não traz regozijo às pessoas. Pelo contrário, tem-se a impressão de estar sendo tolo agindo de modo correto. O malefício, no mesmo sentido, já não gera culpa ou remorso. Considera- se o dolo uma manobra normal de sobrevivência. De um lado, portanto, a perda dos valores básicos estabelece no país uma crise moral. De outro, o enfraquecimento dos parâmetros morais fragiliza a tomada de decisões individuais e sinaliza para uma crise ética de grandes proporções. Como resultado, os gestos são cada vez menos retos, as posturas cada vez mais decaídas.

cada vez menos retos, as posturas cada vez mais decaídas. FONTE: SILVA, Adriano. Exame. São Paulo,

FONTE:

SILVA, Adriano. Exame. São Paulo, 5 nov. 1997. p.54. In: CORDI, Cassiano et al. Para Filosofar. 4. ed. São Paulo:

Scipione, 2002. p. 73.

APOSTILA DE FILOSOFIA – 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO – PROF. JOSSIVALDO A. DE MORAIS

APOSTILA DE FILOSOFIA – 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO – PROF. JOSSIVALDO A. DE MORAIS

2 – MORAL E ÉTICA: NUNCA PRECISAMOS TANTO CONHECÊ-LAS E PRATICÁ-LAS

“A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta.”

ÁLVARO VALLS

Qual a importância da Ética e da Moral?

O mundo da moral e da ética se faz importante pelo fato de não poder existir vida em sociedade

sem que haja regras e normas de conduta da vida social. Isso quer dizer que onde quer que vivam dois ou mais seres humanos próximos uns dos outros, necessariamente haverão normas e regras a serem seguidas por ambos. Não possível, em se falando em vida social, se viver sem freios morais e podendo fazer tudo que se quer. Vale ressaltar que as leis e normas jurídicas são elaboradas tomando por referência (base) as normas e regras morais. Além de que, sem a existência da moral e da ética, a vida numa sociedade regulada apenas por leis jurídicas acabaria por praticarem excessos e injustiças de poucos em relação a muitos. Portanto a moral e a ética servem também de freio para os excessos sociais. Ambas permitem que os seres humanos ajam de modo razoado e consciente, livre e responsável.

ajam de modo razoado e consciente, livre e responsável. O que é Moral? A moral é

O que é Moral?

A moral é um conjunto de normas, prescrições e valores socialmente estabelecidos que regulamentam o comportamento dos indivíduos numa sociedade.

A moral constitui-se de dois planos distintos:

i) o normativo: constituído pelas normas e regras de ação, que determinam como o indivíduo deve se comportar;

ii) o fatual: constituído pelas ações efetivamente realizadas, ou melhor, o ato propriamente dito.

A ação realizada será moral ou imoral se estiver ou não conforme ao que estabelecem as regras

e normas.

A moral, como qualquer outra construção humana, varia de sociedade para sociedade e época

para época, pois depende dos valores de cada sociedade e sua época. É exatamente por isso que algumas ações que não são permitidas por aqui o são em outros lugares; e o mesmo vale para ações permitidas aqui e que são severamente proibidas em outros lugares. Como exemplo disso temos o casamento, que aqui no Brasil somente é permitido entre dois cônjuges (um esposo e uma esposa), mas que em países de costumes islâmicos é permitido até entre cinco cônjuges (um esposo e quatro esposas).

A função da moral, como um sistema social de regulamentação, é garantir o funcionamento, a estabilidade da vida em sociedade e a possibilidade de melhorá-la. Como as necessidades sociais variam no tempo e no espaço, as normas morais também sofrem mudanças. Os antigos gregos, por exemplo, sacrificavam as crianças deficientes. Para eles, tal procedimento não era imoral, uma vez que os deficientes não correspondiam ao ideal de homem grego.

os deficientes não correspondiam ao ideal de homem grego. BLOG FILOSOFIA DIÁRIA : http:// PROFEMORAIS.BLOGSPOT.COM

Nossa consciência moral é posta à prova quando temos que tomar uma decisão, julgar uma situação ou fazer nossas escolhas. Ter consciência moral não significa agir de acordo com os padrões vigentes ou com normas socialmente impostas. Pelo contrário, ter consciência moral significa ter capacidade de escolher, ter autonomia, questionar valores, pensar antes de agir e agir com integridade (DIMENSTEIN, 2008: 154).

Ética ou Filosofia Moral

A ética é uma disciplina filosófica que se fundamenta nos valores de bem e mal e seu objeto de

reflexão são as experiências humanas praticadas (ações) e orientadas por esses valores de bem e mal. A ética é também conhecida como “ciência da conduta” humana em sociedade.

A ética é uma reflexão sobre a ação humana tendo em vista a prática

de uma boa ação. A ética como tal não determina o que deve ou não ser

feito, visto que ela não é normativa (como a moral), mas apenas orientadora.

A partir do que determina a moral e das atitudes dos seres humanos

em vista do que estabelece a moral, a ética estuda e elabora princípios que direcionam o agir humano futuro. O fim último da ética é a prática do bem e o alcance da felicidade humana.

A ética faz uma análise das atitudes praticadas pelo ser humano e,

sob o ponto de vista da liberdade e da responsabilidade dentro dos conceitos de bem e mal, ela se dedica também a analisar questões relativas à prática do aborto, eutanásia, pena de morte. E nas últimas décadas, a partir de questões éticas suscitadas pelas experiências das ciências biomédicas e da engenharia genética, surgiu a bioética, que trata de temas como: doação e transplante de órgãos, a fecundação artificial, aborto, a manipulação genética, a clonagem, os transgênicos e as células-tronco. A Bioética é uma ética aplicada, chamada também de “ética prática”, que visa “dar conta” dos conflitos e controvérsias morais implicados pelas práticas no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde do ponto de vista de algum sistema de valores. Bioética é o estudo transdisciplinar entre biologia, medicina, filosofia (ética) e direito (biodireito) que investiga as condições necessárias para uma administração responsável da vida humana, animal e responsabilidade ambiental. Considera, portanto, questões onde não há consenso moral como a fertilização in vitro, o aborto, a clonagem, a eutanásia, os transgênicos e as pesquisas com células-tronco, bem como a responsabilidade moral de cientistas em suas pesquisas e suas aplicações.

moral de cientistas em suas pesquisas e suas aplicações. FONTE: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS,
moral de cientistas em suas pesquisas e suas aplicações. FONTE: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS,

FONTE:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 4. ed., São Paulo:

Moderna, 2009. p. 218-219.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. São Paulo: Ática, 2011. (Ensino Médio). p. 270-271.

CORDI, Cassiano et all. Para Filosofar. 4. ed., São Paulo, 2002. p. 61-64.

COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2010. p.291-292.

DIMENSTEIN, Gilberto; STRECKER, Heidi; GIANSANTI, Alvaro Cesar. Dez lições de Filosofia para um Brasil cidadão. São Paulo: FTD, 2008. p.152-154.

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ATIVIDADE 2

ENSINO MÉDIO – PROF. JOSSIVALDO A. DE MORAIS ATIVIDADE 2 1) A partir do que foi

1) A partir do que foi estudado até aqui, explique a importância da moral e da ética na vida em sociedade.

2) Procure dizer o que é Moral.

3) E o que é Ética?

4) O que significa ter “consciência moral”?

5) Baseado no texto estudado e usando suas próprias palavras, explique o que é Bioética.

3 – A DIMENSÃO INDIVIDUAL E SOCIAL DA MORAL

“Os valores éticos e morais podem se transformar, assim como se transforma a sociedade.”

ÁLVARO VALLS

Ao nascer, o indivíduo se depara com um conjunto de normas preestabelecido e aceito pelo meio social. Desde a infância a pessoa se encontra sujeita à influência do meio social por intermédio da família, da escola, dos amigos e dos meios de comunicação de massa. À medida que o indivíduo desenvolve a reflexão crítica, os valores herdados passam a ser colocados em questão. Ele passa refletir as normas e decide aceitá-las ou negá-las. A decisão de acatar uma norma é fruto de uma reflexão pessoal consciente, que se chama interiorização. Essa interiorização da norma é que qualifica o ato como moral, se ela não for praticada o ato não é considerado moral, mas apenas um comportamento determinado pelos instintos, pelos hábitos ou pelos costumes.

A maneira como a consciência individual vai reagir diante das normas depende tanto de elementos referentes ao próprio sujeito (formação pessoal, caráter, temperamento) quanto de fatores e instituições sociais (regime político, organização social, sistema econômico, instituições culturais, meios de comunicação de massa), que podem criar possibilidades ou impor obstáculos à realização da moral. Exemplo: Segundo o Código de Trânsito, não deve buzinar diante de um hospital. Se respeito essa norma por convicção íntima, consciente de que os doentes precisam de silêncio, é sinal de que interiorizei a norma, e o meu ato é qualificado como moral. Contudo, se respeito essa norma só para não ser multado, significa que ela não foi interiorizada e, assim, o meu ato escapa do campo moral, reduzindo-se ao cumprimento de uma lei. As transformações sociais, culturais e tecnológicas das últimas décadas causaram mudanças no modo de pensar e agir das pessoas: os

causaram mudanças no modo de pensar e agir das pessoas: os 7 BLOG FILOSOFIA DIÁRIA :
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BLOG FILOSOFIA DIÁRIA : http://PROFEMORAIS.BLOGSPOT.COM e-mail: PROFEMORAIS@GMAIL.COM

filhos, com maior liberdade em casa, discutem abertamente com seus pais questões relativas à sexualidade; a crescente liberdade sexual entre os jovens gera gravidez indesejada e outros males; o uso do computador e da Internet trazem mundos antes distantes e desconhecidos para dentro de casa. É a chamada crise de valores ou crise da ética. Como as normas morais estão sempre mudando, os indivíduos sentem-se inseguros ao tomar decisões individuais.

Normas morais e normas jurídicas

Entre as normas criadas para orientar o comportamento do homem, visando a uma maior coesão social, é preciso distinguir as normas ou princípios morais das normas jurídicas, estabelecidas pelo Direito:

a coação (obrigação) moral é interna e advém da consciência (convicção pessoal). No Direito, a coação é externa, procede do Estado e está prevista em leis; a moral é mais ampla e anterior ao Direito, já que as sociedades, mesmo antes da formação do Estado, sempre sentiram necessidade de normas; a moral não se expressa através de um código formal como o direito; a norma jurídica conta com a força e a repressão do Estado, que age através da Justiça e da polícia, para ser obedecida; a norma moral depende da aceitação de cada indivíduo para ser cumprida, não sendo sustentada pela coerção do Estado. O ser humano não é um ser solitário, mas convive com os outros, e, como tal, não tem só direitos, mas também deveres.

e, como tal, não tem só direitos, mas também deveres. FONTE: ARANHA, Maria Lúcia de A.

FONTE:

ARANHA, Maria Lúcia de A. Filosofando: introdução à filosofia. 3. ed. rev. São Paulo: Moderna, 2007. p. 301-304. CHAUÍ, Marilena. Filosofia. 2. ed. São Paulo: Ática, 2008. p. 209-211.

CORDI, Cassiano et al. Para filosofar. 4. ed. São Paulo: Scipione, 2002. p. 67-68.

COTRIM, Gilberto. Fundamentos da filosofia: história e grandes temas. 16. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 248-

249.

ATIVIDADE 3

16. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 248- 249. ATIVIDADE 3 1) Que importância tem a

1) Que importância tem a interiorização das normas?

2) Em que consiste o aspecto social da moral?

3) Que consequências a aceitação ou negação das normas pode acarretar para a vida em sociedade?

4) Cite as consequências da afirmação: “Eu crio a minha moral e o mundo que se dane!”

APOSTILA DE FILOSOFIA – 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO – PROF. JOSSIVALDO A. DE MORAIS

APOSTILA DE FILOSOFIA – 1ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO – PROF. JOSSIVALDO A. DE MORAIS

LENDO E REFLETINDO A REALIDADE

PROF. JOSSIVALDO A. DE MORAIS LENDO E REFLETINDO A REALIDADE IDEOLOGIA E BEM-ESTAR Os indivíduos não

IDEOLOGIA E BEM-ESTAR

Os indivíduos não cultuam mais nem virtudes públicas, nem privadas. Por virtudes entendo o que Foucault descreveu como práticas de ascese. Ou seja, tudo aquilo que os indivíduos podem fazer porque se concebem como moralmente livres para escolher se querem ou não fazer. A virtude era um suplemento de honra, criado pela disciplina da vontade dos que aspiravam à glória ou à imoralidade. Porque imaginavam-se livres e capazes de exercer influência sobre si e sobre os outros, os indivíduos tentavam ser “excelentes” no que faziam ou na maneira como viviam. O herói, fosse ele corajoso, santo ou sábio, era o modelo do “homem virtuoso”. Era alguém que se alçava (elevava) acima das circunstâncias e da estrita necessidade para criar algo novo em matéria de exemplo moral.

para criar algo novo em matéria de exemplo moral. Na ideologia do bem-estar, o que conta
para criar algo novo em matéria de exemplo moral. Na ideologia do bem-estar, o que conta

Na ideologia do bem-estar, o que conta não é a virtude, é o sucesso. A distância ética entre os dois é enorme. O sucesso é indiferente à virtude. Seu parâmetro é a visibilidade. Donde a simbiose (associação) com a publicidade ou o “espaço publicitário”. O sucesso vive da publicidade e ambos dependem do mercado de objetos.

FONTE:

COSTA, Jurandir Freire Costa. Ética e o espelho da cultura. 3. ed., Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2000, p. 67-70.

INDICAÇÕES PARA INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR

LIVROS:

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Trad. Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2007. (Coleção A Obra-Prima de Cada Autor)

FREIRE, Miguel Vázquez. Os valores sociais. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008. (Série Vamos Falar Sobre

PEREIRA, Otaviano. O que é moral. São Paulo: Brasiliense, 2004. (Coleção Primeiros Passos - 244)

SANTANA, Edilson. Filosofar é preciso: as grandes indagações filosóficas e os enigmas da Humanidade. São Paulo:

DPL, 2007.

VALLS, Álvaro L. M. O que é ética. São Paulo: Brasiliense, 2004. (Coleção Primeiros Passos - 177)

VÁZQUEZ, Adolfo Sanchez. Ética. 11. ed., Trad. João Dell’ Anna, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989.

)

POEMA:

Só de sacanagem. ELISA LUCINDA.

Texto Disponível em: http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=184

Poema recitado:

Por Elisa Lucinda: http://www.youtube.com/watch?v=iTFPPgYj5uQ

Por Ana Carolina: http://www.avozdocidadao.com.br/images/show_ana_carolina.asf

FILME:

O INVASOR – Beto Brandt – Brasil, 2001.

VÍDEOS:

A ÉTICA E INDIFERENÇA. Viviane Mosé – Série Ser ou não ser – Fantástico – Rede Globo

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=jL_OR0OaGnA

A ÉTICA EM SÓCRATES E PLATÃO. Paulo Guiraldelli Jr.

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=SoVgj9n3GNE

MÃE MÁ – Apresentação em slides

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=oVc2wHaNkN4