DICIONÁRIO

TEMÁTICO OCIDENTE DO
VOIUMEI

MEDIEV.\L
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coordenador tadução da

HnÁr:o FnaNco Júrxron

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seusautores substituemde bom era_ do pela história-batalha compreensão a profunda de um mundo torrr"do tranho ao Ocidente. onde governaria de toda a Cristandade. e O pnosrícro DE BrzÂNCÌo Até o princípio do séculoWiI.Os documentos oficiais.os textosnaffaÌivosnão selnteressammuito pelo velho império oriental.rr.perto dos montesde onde saiu e.ss".o a segundo leis.para uso dos governaltes. simbolizado pelaáguiaque partiu de Tióia para Roma antesde se fixar em Constantinopla. reconhece superioridade sucessor este a do cristão do Império Romano. passando mão em mão. interesses de religiosos econômicos ou que levam o Ocidenteprimeiro a respeitar romanidade a cristãe depoisa tratar com indiferençae desprezo um mundo que redescobre com simpariaapenas no rempodo humanismo do Renascimenro. "rpropõem uma visãomais concretado Outro.ta1como sonhava que o Ocidentefosse governado. à sombrade suas ?Lsas saeradas. Interrogandoa alma de Justiniano duranteseupercurso pelo Paraíso.BIZÂNCIO VISTO DO OCIDENTE "Há centenas centenas anos.daí governao mundo.drrrde ças. em 476.. mesmo â invasãodos bárbarospode ser considerada fator de renovação ideal universalista do porque resdtui suacabeça a um império vitimado até enrãopor uma diüsão contraa natureza.Assim. Com efeito. e de na de da Europa. Numa d..ela pousousobrea minha. Eu fui Júlio Césare souJustiniano. (Dante. Bizâncio desfruta de grande prestígio no Ocidente.a r€stituiçãodasinsígniasimperiais à Constantinopla por Odoacro..Pelomenosformalmenre.a avedivina permanece extremida. Assim. Dante demonstra consciência unidater da de e da continuidadedo Império.A divisão de 395 nunca foi vista pelosconremporâneoscomo uma ruptura definitiva. 4-10). as de o do oscilaçóes imagemde Bizâncioao longo dos séculos da resultamde conside_ raçóes políticase estratégicas.. VI. uma visãomais fundamentada na relação forçase na ideologiaque sustenra exercício poder. não .Bizânciopersonifica idéia de um império regid. "Pxaíso". Parao poeta. A imagem que sugeredifere daquelaencontradaem crônicase docu_ mentosoficiaisde chancelaria. . A Diuìna Comédia.

A maioria dos duqueslombaradversários seu pelo ouro de Bizâncio. veneziana Ì30 .a Itália continua oficialmenteimperiaL as ptetensões de manas" Bizânciocontinuammuito vivas.exPressa granderesdos.emboratrêsquartosde seuterritório tenhamsido invadidos "roe peloslombardos. Império intervém na Gália. do ao Império.que sabe aproveitar por Justiniano pelaconquisabalado de Bizânciona Itália é rapidamente do.profundamente da população por dos seà recusa ostrogodos Parte a levada cabo da facilidade reconquista Daí a relativa sadaà ortodoxiaconciliar.mais ou menosseduzida aí encontramrefúgio e proteçãoquando a peito pelo Império: algunsdeles a sortemuda. Ravena Pentápole ao pertence Império. dos a assumir direçáo povosgermânicos poderimperialúnico' Ele do este receter desempenhado papelcomo delegado de o "mestre milícias"e manifesta desejo reconquisdas o aceita título áulicode semdúvida deveem tar a ltáÌia e governá-la nome do imperador O fiacasso Ìiitaliana.Dicionáio Tì:máticodo OcìdcnteMedìeual imtotal parao Ocidentea desapariçáo da idéiaou mesmoda realidade significa Este bizantino' únicado soberano e a perial:elareconhece eminência dignidade a no nascida Ocidente. no momento€m queospovosgertem preponderância dor do as mânicostranslormaram províncias Ìmpério Romanoem váriosreìnosA de de o bizantinaelabora esquema toda uma hierarquia soberanias chancelaria maisalto' Náo é somenque do sobrea presidência basìleus.O papadoe os bisposdo Ocidena te reconhecem posiçãoeminentede um imperadorque presideos concílios em e ecumênicos transformaseuscânones leis do Império' GregórioMagno ligacontinuaprofrrndamente (590-604). reivindicação te uma bárharasDe das provenientes famíliasreais cortesos príncipes acolheem suas as por com GregóriodeTours. italiana Aspirando por Bizâncionão era menor na península O respeito paTèodorico na espalhados România. €stá€m seuPonto O ideológica.segundo qual o imPerade a recebe herança uma noçáo isto sobreosreinos. do da fraqueza reino ostrogose (535-554). Seriaentretanto ta lombarda. na Espanha.datada tomadado exarvisímbolos permanecem e cadopelo rei lombardoAstulfo. tendo-lhea pazperpétua. até751.desde do irredutíveis Império Bizantino.medalhas ouro deTibério.obrigadoa lidar com oslombardos. vos de que toda a península Com efeito. Na querelacom o papadoem 590-59I. os bisposda região fazendo pedemparaserjulgadospelo tribunal de Consrantinopla.Clóvisorgulhava-se ter recebido insígníx acordo de e Anastácio.outroscolocam-se seusewïço e. Chilperico. Dagoberto como fiel servidor. Mas o prestígio como os errôneoconsiderar invasores 568. do consulares imperador com relaciona-se Herácliopromeenquantoque. por volta de 630.

Bizâncioabandonando norre o da ÌtáÌia. CarlosMagno renunciando dtulo de impe_ ao rador dos romanos.segundo qual.que oferece papadoo reconquistado ao exarcado Ravena.Confrontado com uma violenta reaçãoantiocidentalem Bizâncio. Em vez de se intitular imperatorRomanorum. sobressaltos heaos das resiasorientaisem face das quais o papa aparece como o mais iruportanre guardiãoda ortodoxiade Nicéia. depoisda quedade Ravenao papa Esrevão nao obrevedo imperador II ConstantinoV o apoio que pedia contra os lombardos. Na primeira rnetadedo séculoVIIÌ.Em Roma é enrãoelâborada uma célebre falsificacão.Bizânciovisto do Ocidente vaÌero direito de todo súdito do Império apelarperânteajustiça suprema do imperador Todavia.Ele voÌta-se oaraPe_ pino. o acontecimento decisivo a intervenção é carolíngi"rr" káIi". DrscourreNçe E TNcoMpREENSÃo Vários fatorespolíticos e religiosos concorreram para tornar o Império Bizantinocadavezmaisestranho mundo ocidental.no momento em que paruu parâ a fundar Constantinopla. CarÌosMagno contemporiza. considerada Bizâncioum ato de rebelião.pradcamente idenrificando-o com o imperador. por como a rnsuportávelprerensão VelhaRoma de retomarpara si o direito de fazero im_ da perador.lombardas deooisca_ no e rolíngias Itália -. a "Doaçãode Constantino".Bizâncioconsidera-se rraroo e rompe com o papado.nro (correnremendo te usadona ÌdadeMédia) é excluiros bizantinosda península estabelecer e os direitosdo papaà suasucessão.a idéia de uma romanidade cristãenglobando Oriente e Ocidente unidasoba autoridade soberano Con. qualificação que Constantinoplanão podia admitir. contenta-se ser cha_ em mado "governador Império Romano"e em 812 negociaum compromrsso do com o basileus Mieuel Rangabe: unidadepolítica do mundo romano é res_ a tauradasob a forma de dois impériosirmãos. o Breve. àsevoluçóes na culturaisdivergentes.rãnrinooÍa resrse do de nao te ao choquedasinvasóes muçulmanas Orìente.a Ístria e a Da.Do ponto de vistapo_ ao lítico. fazendodo pontífice o receptoÌdasinsígnias imperiais. com a coroação imperial de CarlosMagno.A idéia essencial do. Com efeito. de fundamentodo futuro patrimônio de Sãopedro. fJm novo motivo de discórdiaocorreem 800. Constantinoteria transferidoao papaSilvestre todo o poder sobreRoma e a ItríIia. Bizâncio deixade serpara o Ocidente um poder tutelar.salvoem rarasregióes da Itália mantidassob suadominaçáodireta.lmácia.O universalismo Ìmpério do Oriente restaem reoria do .uro.

respeito Ao espiritualidade duvidosos de uma e sãocristãos crescente. antibiA restauração Império em 962 náotevena origemum caráter do apenas paridade a entreos dois franca. te do Ocidentea seopor ao universaÌismo crisú e distanciam crises abalam romanidade a No planoreligioso. devido àsrivalidaEstaincompreensão ainda pagãs. BasílioI respondeJhe de e em por ponto. o progressivamentecatolicismo entre as duaspartesda ctescente uma incompreensão primeiro lugar. como se pode ver na narraçãoda infrutífera de embaixada seu enviadoLiutprando de Cremonaa Constantinopla(968) invectivas contraBizâncio.os eslavos. papaGregórioII (7I5-73I) GregórioIII enquantoseusucessor o excomunga imperadorkão III Isáurico.só aÌCristandade.ele acentua seu em e à recusa Nicéforo Focas de caráterromano do seu poder.do Merlieual DiiorulrìoTemátìco Ocidente conintacto. .Bizâncioreplica.Luís II. da ao embaixador Oto e defendendo de e leva forma gralde parinteresses. diversas Em romano da ortodoxiade Constantinopla.só Oto I é autênticoimperadordos romanos. desta O conftlitode imperiaÌbizantino.situandona ponto Ìgreja-máe Roma a fonte do poder imperial. pâÍa socorrer papado.que nadateria feito Pelaprimeiravezsãolançadas Então. de conversão. procumvoltar atrásnestas seu e cessões negaao basileus título de imperadordos romanos. o reconhecer título imperial.nota-se a cadauma passando ignorara línguada outra. vias em despela dominaçãoespirituale política daspopuÌaçóes Duasconcepçóes missáo opoem:no de se quer dizer. concÍetos antagônicos.dianteda oposição Bizâncioà suaatuação ÌtáÌiado Sul. os editosiconoclastâs o da périoe justificama atribuição coroaimperiala CarlosMagno. As divergências mentade paraaprender cio. masdepoisa querelaseapazigua razáodo enfraquecimento do desaparecimento Império Carolíngio. em suacartaa BasílioI (871). Em Roma. Como bem sublinhamaistardeo cronistavenezrano condena iconoclasmo. Bizânem gunsespecialistas chancelaria da o latim.Oto I pretende zantino.manifestando desprezo relação com vigor suas possessóes Itáliado Sul. o seu em no augede seupoder.Fiel à tradição na de Porém. pontiffciaconhecem algodo grego.Desde prinestes a da lX começam desconfiar reddãodosgregos: cípio do século os francos iniciaÌsoestranha. que brevéma desconfiança. não sefaz muito esforço O da lidadearrrltampor ocasião criseiconoclasta. o as italianas Imdo sepaÍam populaçóes Ándré Dândolo. impérios. alimentauma incompreensão Rweuoales E RUPTURAS no mútua acentua-se séculoÌX.

a do missáoé concebida como defesa lgreja Romanae dependeantesde tudo da da iniciativado trono romano.Em Bizâncio. A primeiradelas ocorreuno momentoda conversão búlgaros.Na Bulgária.ou de Pisa.O choquedasduascorrentes ao missionárias o pano é de fundo dasprimeirasfraturasentreasduaslgrejas. tanto sob o ponto de vista disciplinar quantosobo ponto de vistâdogmático. Daí astensóes entreasduaspartesda Cristandade paraassegurar doa minaçãodosnovosconvertidos. hhanBórisde início aproxima-se Roma o de mas pendefinalmentepara o lado de Bizâncio.a colaboração entreos dois po. Emboraosjuízosde valorsobreBizâncio sejamrarosnasfontesvenezianas Álta da IdadeMédia.enquantoa Morávia. A Venécia mantém-se muito tempo provínciabizantinae só por seliberta lentamenteda tutela de Constantinopla.masé o caso no sobretudo Venede za e Amalfi. passado O bizantinodá a Veneza uma legitimidade que ela perderia casorompesse com o Império. interpretação primaziaroA da 'procedência mana e o problemada do Espírito Santo"(Filioque) seriamdorâvantea pedra de toque de uma ortodoxiaque Bizâncioreivindicaface ao Ocidente.Ela seproduz no momento em que asduasIgrejasdisputama jurisdiçãosobrea Itália do Sul e em que o papado.Igrejae Estado. onde a Igrejâ é relativamente independente poder imperial.A segunda fratura. bem conhecida. começa afirmar o caráteruniversal seupoder a de Apenasasrepúblicas marítimasitalianas. liga-se domínio Franco. cisdos O ma chamado"de Fócio" era de fato uma querelaentre asduascorrentes que dividiam a igrejabizantina.Bizânciovisto do Ocidence Ocidente.paraa gestão Império e suaexpansão exterior deres do no é taÌ que a cristianização equivale helenização ao crescimento corpopoà e do Ìítico. dá ocasião no de formular asdiferenças entre asduasIgrejas. o cismade é Miguel Cerulárioe a excomunhão recíproca patriarca dos legados do e pontifícios. sente-se uma relação amor e ódio. A querela. Roma domina a Croácia-Dalmácia fixa due ravelmenteas fronteirasda ortodoxia nos limites sérvio-croatas corÌo sc podever aindahoje. inicialmente evangelizada pela missãodos irmãos Constantino-Cirilo e Metódio. de dependência progresde e sivo distanciamento.Mas Romacondena Fócio.encerrada concílio de 879-880. outrora bizantinas. patriarcas seus os e parentes paralá com freqüência recebem vão e tí- 133 . Não é o casode Gênova.um dos maiores sábios bizantinos. aquelade 1054.por meio da reformapontifical.que foi logo XÌ absorvida domínio lombardo. importânciade Constantinopla A esrá sempre destacada: osdoges. razãodascondições em anticanônicas suaascensáo üono pade ao triarcalem 858. conrmuam até o século muito fiéis ao império.

onde os duques.espalha idéia de traiçáodos por de gregos ocasião seuretorno triunfal à Françae à ltália. do guesà própria sorte. XI. cronistada segunda cruzada.Ìndo além.quer fazer na lia Mauro-Pantaleone .inimigo irredutívelde Bizâncio. lugarresewado históriabizantinanascrônicas X. culo no itinerário dos cruzados IsaacIÌ Ar. onde procuraor(1106-1 contraBizâncio 107). cheajuda e assistência parte de AÌeixo I da fes da primeira cruzadaesperavam todostinham sido Comneno.sãosuspeitos de dos reEudesde Deuil. conhece apogeuduranteo século Palatina Palermo.ele negocia. que produz a impaciência dos cavaleiros franceses acompanhavam Luís \4I Manu'elI Comneno.Boemundo. aindahoje nos tesouros ìgreja$. ficaramentreobrigados lhe prestar.a famíconsideram Constantinopla segunda sua bizantinos.filho de Robera to Guiscardo.O temaganhamaior diganizar uma cruzada mensãono decursodo séculoXII: os gregos. germánìcasacesso ÁsiaMenor à abreàsrropas o . amadurece idéia de que Constantinopla representava obstáum século a que rumâm paraJerusalém.em troca do juramentode fidelidadeque quase a Ora. ícones X por A desde século na península SãoNilo de Rossano.Ìe).A partir de meadosdo quando ele encontÍao basìleus XII.Dicianlrìo Tèmátìco OcídenteMedieual do à vedo O tulos áulicos basileus. em 1098. laçosatépeÌomenoso sécuÌo O nezianas testemunha grandevigor destes o também com títulos mesmoocorr€com AmaÌfi.claramente contráriosa toda querersabotaros esforços ocidenidéia de guerrasanta.agraciados pátria. solidamente do império uma muralhacontra a conquistanormanda Até o fim do sécuÌo consideram-se aliados fiéisde Bizâncio.rslrelr'tINopLa de Os As cruzadas destruirão estaimagemaindafavorável Bizâncio.portasde bronzeparaa ornamentação de de e de bizantinos introduzidos catedrais basílicas Roma e da Itália do Sul. de Monrea. arte bizantinaexero que seu XI na ce uma verdadeira seduçáo. estabelecida capitalimperial.rgelo no não entra em tratativas com SaÌadino momento em que â cruzadaalemã penetrano Ìmpério?Ameaçadopela conduzidapor FredericoBarba-Ruiva forçado.o tratado de Andrinopla. venezianos amalfitanos e Sãotamdas no bém os principaispropagadores obrasde arte bizantinas Ocidentemecom seus tecidos púrpurae paramentos altar (muitosconservados de de dievaì. no sítio de Antioquia. taisem favor da TerraSanta. Itália normanda(capela A queoe on Cor. que conquistade suacapital.à espera socorroimperial.

Veneza. ruptura é total entreasduasparde Na a tes da Cristandade. realidade. interesses Os vitaisda repúblicaestão jogo. fontesgenovesas séculoXII ainda do A menclona .tornada possível razãoda da em conquista Constantinopla. O dogede Veneza de intitula-se"dominadorde um quarto e meio do império da România". do opõe-se com firmeza.consid€rando indigno queestivesse guardado cismáticos. o patriarca Henrique Dândolo.A intervenção de tropasbizantinasna Itáìia em nome de um universalismo imperiaÌ decadenteirrita a Sereníssima.ro pouco explícitas.enquanto o imperador ladno de Constantinopla(o único legítimodaí em diante)opõe-se intperator ao Grecorum que.Devastado pelosnormandosna efêmera tomãdade (1185). o Império é visto pelosocidentais como "o homem doenteda Europa". embaixadas quer€mseaproçeitar da crescente fraqueza Império para obter igualdadede tratamento do . r35 .om asoutrasrepúblicas marítimasitaÌianas.recusando socorrercismáticos contra fiéis à fé romana. modaÌidapor da As desde uma divisáoque beneficiouprincipalmente Veneza importam menos queo sentidodo acontecimento. O em em 12 de março de 1171.justificadopeloscrimesdos gregos de seus de e chefes.Q:anào o basileus da pedeapoio da frota veneziana contrâ os normandosde RogérioII. a tentaTessalônica tiva paradomináJo completa-se ocasião quartacruzada.Os por ocidentais apropriam-se tesourode relíquias do que abundavam capitalbina zantina. cronistas Em procuos raÌÌÌ mostrâÍ que sua pátria separa-se Império contra suavontâdee aüido buem a responsabilidade ruptura a Manuel Comneno. depoispelo imperadorgermânicoHenrique M. esforça-se perpetuaras tradiçóesbizantinas. em asautoridades venezianas cessam reclamarindenizações. crônica de Caffaro e seuscontinuadores :penasa capitaldo Ìmpério e o imperadorde Constantinopla jamâisquâliAs genovesas ìcado de imperadordos romanos. primeiravez. mudançade âtiude em rea Do lado dasrepúblicas As -:çãoa Bizânciosegue viasparalelas. que a historiografia veneziana exigências religiosas: restabelecer unidadecristãpelareuniãodasIgrejas. náo de sempreconque a perffdia imperial torna impossível qualquertentativade ensiderando tendimento. rancor transforma-se cólerae ódio quando.O caminho encontra-se abertopara o desvioda quarta cruzada justifica com baseem rumo â Constantinopla. a Em fins do séculoXÌI. desgarrados suafé. ancestraÌ dogeda quata cruzâdâ.Bizânciovisto do Ocidente marítimasitalianas. desde Nicéia. todos os venezianos estabelecidos Império sáo no presos seus e bensconfiscados. Ênpor Eles gem crer na restauração união das lgrejas.Constantinopla conquisPela é tada:verdadeiro castigo Deus.

453). diante de sua misériafinanceirae milìtar.Procurando presewar todosos seus direitossobrea Româniae reforçar suââtividade econômica. Mas as formas destaunião podem ser diversas. gociaçóes Ferrarae de Florença(1438-1439)sãomarcadas um maror de por 96 . do Aliada do basileus reconquista Constantinoplaem 1261.a comuna de na Ìígure adotaem seguidauma atitude de desprezo de orgulho diante da e fraqueza imperial bizantina. e o de Não surpreende que Veneza tenhachegado achincalhar autoridade o prestígio imperadorao a a e do mandarprender .Dicionáio femático do OcidenteMedìeual Despnrzo E sol-rcrruDn (1261-1. Todasasocasióes boaspara ocupar territórios bizansão tinos . Gênova acolhecom fausto Manuel IÌ PaÌeólogo quando de sua passagem pelo Ocidente.depoisde ter retiradode soberanos cismáticos corrompidos Impérioherdado Constantino. únicasexceções o espíriAs sáo to çavaleiresco defensores dos genoveses Constantinopla. de e Veneza manifesta granderesewa relação união dasIgrejas. JoãoGiustiniani em sualuta desesperada A soÌicitudedo papadoem relaçãoa Bizânciodeve-se tema cenrral ao política oriental de Roma: realizara união das Igrejasem torno do sobeda rano pontífic€.tanro quânto Gênova.O doge-cronista Lyon (1274) quanto no de Florença André Dândolo exprimecom convicção idéia de que apenas pátria estáqualificada a sua para continuara obra imperialno Oriente.aceitapelosgregos para aniquilar o projeto de conquista de Bizâncio por Carlos de Anjou. JoáoV como devedorinsolventeem 1370. resolutamente hostisao Ocidente. No decorrer doisúltimos dos séculos suaexistência de Bìzâncio torna-se osocidentais para objeto difamaçãode solicitude. o pequeno grupô de contra os otomanosem 1453. Os cronistas genoveses partilham com o resrodo Ocidente o desdém e a indiferençapelo destino trágico de Bizâncio. o X não se preocupacom as diferenças papa Gregório douminaise obriga os enviadosde Miguel WII a uma verdadeira capitulação. Veneza contribuiu. Compreende-se sem dificuldade que o basileus tenha podido impor tal não união ao seu clero e ao seu povo. parao enfraquecimenro lmperio. Focéia. mas.depoisastropas de reunidaspor Boucicaut e Châteaumorântem 1396. em à tanto no Concílio de (1439). não lhe dá nada alémde boaspalavras algumas e moedinhas.no momenroem que ele negava fe de seus a paisa fim de obrer ajudados ocidenrais conÍa os turcos. Em 1274.particularmenre depoisdo reinadode Andrônico II (128I-1J28).As ne.assaÌtado pelosurcos. MitiÌene e paraintervir nasquestões internasdo Império.Quios.

Isidoro de Kiev ou Bessarion re_ são conhecidos admirados. admirama primazia intelectual Consrantinopla de seuensino. Mas os esforços papadonão tiveram umâ conde do trapaÌtidatangível. .Kydonès. particularmentepela da manurenção seusritos. contrí Ao rio de Voltaire.A cruzadalançadapor pio II termrnacom a mone do pontífice.como EnéasSílvio piccolomini (pio IÌ). Beleno Ti. uniode e Os nistastêm grandeconribuifo nestadescoberta. o que o manismo e o Renascimento.dei_ xou sua biblioteca p araYeneza.Numerososmanuscritosgregoschegamao Ocidente. onde depoisveio a ser fundada a primeira im_ pÌessora grega.em Paris.sãoofereci_ dasem 1408por Manuel Crisoloras mosreiro Saint-Denis. feito cardealda Igrejaromana.esbarra indiferençado na Ocidenteem relação Bizâncioe no ódio do povo bizantino_ inqueoranra_ a veÌ em sua fé -. ça os acolhempara seusestudos. no quaÌ a herançada e ortodoxia assumida Moscou. a IdadeMédia tar_ de dia pelo menoscompreendeu missãocivilizadorado velho Império Romaro do a Oriente. com exceção algunsteólogose intelectuais de que Ìentaram a aproximação lgrejas dasculruras.i" Bizâncio.proclamadano Concílio de Florença.a terceira é por Roma-. fecunda hu.Os humanistas.Bizânciovisto do Ocidente respeitoem relaçáoàs rradições lgreja do Oriente. 1486. união A das lgrejas. quarrdoBizâncioacabade desaparecer.Os a Estadosdo Ocidente recusam-se realìzar a qualquer açãoconrrâ os rurcos.Ás obrasdo Pseudo-Dionisoo Areopagita.por exemplo. a de ter tralsmitido ao mundo a cultura da Antigüidade grega. quemaistardedesprezarámonarquia a absolura a orrodoxia e de Estado(em que paraeleseresumemonzeséculos história). Roma não pôde impor aosgovernanres cruzadaqu.Desacreditada pelo Grande Cisma e pela criseconciliar. Floren_ Veneza. esplendoroao de O so manuscrirodasobrasde Platão."Ìu". e DemétrioChalkokondylis inaugura 1463a cadeira em de gregona Universidadede Pádua. antesou depoisda quedade Constantinopla.pertenceuaJúlio Lascaris emigradogregona corte dos Médicis e depoisjunto aosValois. Mrcner.Em suma.atualmenteconservado BibliotecaNaciona nal de França. pádua. o Ocidentedescobre ria quezada cultura helênica. Roma. antesmesmo de ter começado.abrilhantada anosmaistardecom o trabalhode em oito Aldo Manucio. das e No momenro em que o poder imperial desaparece.Bessarion.adução José de Riullir Macedo .o Ocidentedescobre helenismo.

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