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Cuidados na Compra de uma Prensa Excêntrica com Acoplamento Freio Embreagem NERINO FERRARI FILHO Engenheiro
Cuidados na Compra de uma Prensa Excêntrica com Acoplamento Freio Embreagem NERINO FERRARI FILHO Engenheiro

Cuidados na Compra de uma Prensa

Excêntrica

com Acoplamento Freio Embreagem

NERINO FERRARI FILHO

Engenheiro Industrial Modalidade Mecânica

Engenheiro de Segurança do Trabalho

Dir. de Eng. de Aplicações Prensa Jundiaí S/A

nerino@prensajundiai.com.br

tel: 11 40398232

www.prensajundiai.com.br

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Você comparador ou usuário, tem certeza que sabe das exigências de segurança em uma prensa excêntrica mecânicano momento da aquisição de um novo equipamento?

Você comprador ou usu á rio, conhece os riscos de comprar um equipamento que n ê comprador ou usuário, conhece os riscos de comprar um equipamento que não atenderá as atuais exigências legais de segurança do trabalho, que devem ser aplicadas em prensas excêntricas?

trabalho, que devem ser aplicadas em prensas exc ê ntricas? Voc ê comprador ou usu á

Você comprador ou usuário, acredita que todos os fornecedores de prensas excêntricas realmente estão seguindo as condições de fabricação e instalação de dispositivos de segurança, como mencionado nos diferentes textos da legislação atual?

Se você não tem repostas firmes para estas questões, ou está em dúvida, fique atento!!!! Você pode estar sendo enganado.

VOCÊ PODE ESTAR COMPRANDO GATO POR LEBRE

A partir de 18 de setembro de 2008 o texto da norma NBR 13930 foi alterado. Esta norma que na versão anterior tinha apenas uma folha impressa frente e verso, com a alteração de 18.08.2008 passou a ter 55 paginas de conteúdo técnico que deve ser observado pelo fabricante ou fornecedor de prensas mecânicas.

que deve ser observado pelo fabricante ou fornecedor de prensas mec â nicas. Nossas Prensas atendem
Nossas Prensas atendem o PPRPS NBR 13930
Nossas Prensas
atendem o PPRPS
NBR 13930

Perguntas e respostas para facilitar o entendimento das atuais necessidades

1. Quais são as normas ou textos que regulamentam a construção e a instalação de dispositivos de segurança em prensas excêntricas aqui no Brasil.

R. Atualmente temos a NBR 13930, o texto da Nota Técnica 16 de março de 2005 e o texto da Convenção Coletiva de Melhoria das Condições de Trabalho em Prensas e Similares de agosto de 2008.

2. Cumprir a NBR 13930, o texto da convenção e da nota técnica 16 é o suficiente?

R. Na verdade outras normas são mencionadas e devem ser observadas, tais como: EN 999 Posicionamento dos dispositivos de proteção eletro-sensitiveis, NBR 14152 Dispositivos de comando bimanuais, NBR 14009 Princípios para apreciação de riscos e várias outras normas em vigência.

3. O que é Categoria 4 de risco?

R. É a classificação de risco definida para prensas e alguns similares na NBR 14009.

4. O que significa equipamentos ou componentes que atendam a categoria 4?

R. Componentes como relés de segurança, válvulas de segurança, fins de curso de segurança, cortina de luz etc., devem estar homologados e certificados como categoria 4 pelo fabricante de componentes.

CLASSIFICAÇÃO NAS CATEGORIAS DE RISCOS

SEVERIDADE DOS FERIMENTOS S1 Leve (em geral inteiramente reversível) S2 Grave (em geral irreversível, incluindo morte)

FREQUÊNCIA DE EXPOSIÇÃO AO RISCO F1 – Exposição pouco freqüente e/ou curta exposição F2 –
FREQUÊNCIA DE EXPOSIÇÃO AO RISCO
F1 – Exposição pouco freqüente e/ou curta exposição
F2 – Exposição freqüentes e contínuas ou longas durações
POSSIBILIDADE DE EVITAR O RISCO
P1 – Possível sob condições especiais
P2 – Pouco possível
Medidas que superam as necessidades com referência ao risco
Categorias possíveis, que exigem medidas adicionais
Categoria preferencial, para a análise em referência
Categorias
START
START
B 1 2 3 4 S P F P S P F P
B
1
2
3
4
S
P
F
P
S
P
F
P

5.

A prensa tem que ser de categoria 4?

R. O produto prensa não, mas componentes responsáveis

pela partida de movimento, parada de emergência, controle

de ciclo de movimento, monitoramento de frenagem etc. devem estar classificados e homologados como categoria 4.

6. Existe algum instituto ou órgão certificador que certifique

componentes e/ou dispositivos em categoria 4 no Brasil?

R. Não. Os fornecedores de componentes ou dispositivos

normalmente obtêm as certificações em instituições européias.

7. Para atender categoria 4 de risco, o que os componentes precisão ter ou atender? R. Redundância ou duplicidade de canal, auto-teste e diversidade de componentes quando possível.

8. Como saber se os componentes são homologados ou

certificados como categoria 4?

R. Alguns componentes possuem demarcações em seu próprio corpo ou placa de identificação.

9. Como obter o certificado de categoria 4 do componente?

R. O fornecedor normalmente fornece cópia da certificação emitida por instituto ou organização competente, para o item específico ou para a família daquele item. O fornecedor da prensa deve repassar ou usuário ou comprador da prensa as devidas certificações.

10. Se o fabricante ou fornecedor da prensa apresentar as certificações em categoria 4 dos componentes que foram utilizados, é o suficiente para se garantir segurança na prensa?

R. Não. Como todo componente ou agregado que fizer parte de uma prensa, se não for adequadamente dimensionado ou instalado, a certificação não garantirá segurança efetiva.

11. Quais são os pontos críticos ou relevantes no texto da NBR13930 de 08/09/2008?

R. São muitos pontos a serem considerados pelo fabricante na

execução de prensas mecânicas. Dentre os principais estão alguns relativo ao comando da prensa como:

- Controle monitoramentode escorregamento de frenagem através dos sinais vindos pelos cames;

- Controle monitoramento dinâmicoda válvula de segurança pneumática;

- Monitoramento de quebra de eixo da caixa de cames;

- Todas entradas e saídas responsáveis pela partida, parada e seleção de movimentos conectadas em Categoria 4 de Risco;

- Chave de Reset quando houver alarme de escorregamento;

- Chave de reversão de movimento para uso em caso de remoção de pessoas presas

12. O que é monitoramento de frenagem ou escorregamento de frenagem?

R. É um controle que se deve ter para garantir que o freio esteja

atuando dentro de limites considerados aceitáveis. Se este controle identificar que houve excesso de movimento durante a

frenagem além do limite, deverá haver um alarme sinalizando o problema e a prensa não deverá funcionar enquanto o problema não for resolvido.

13. O que é considerado como limite aceitável no controle de escorregamento de frenagem?

R. A NBR13930 menciona que pode-se ter no máximo 15º

graus de movimento do eixo, preferencialmente 10º graus, além do PMS Ponto Morto Superior, como ponto de parada da prensa. Ou seja, além da posição 0º ou 360º, admiti-se que o eixo excêntrico pare a no máximo 15º já no curso de descida.

Controle de frenagem PMS PMI 0 180 0 180 0 180 0 PMS PMI PMS
Controle de
frenagem
PMS
PMI
0
180
0
180
0
180
0
PMS
PMI
PMS
PMI
PM
PMI
PM
0 180 0 180 0 180 0 PMS PMI PMS PMI PM PMI PM PMS PMI

PMS

180 0 180 0 180 0 PMS PMI PMS PMI PM PMI PM PMS PMI 14.

PMI

0 180 0 180 0 PMS PMI PMS PMI PM PMI PM PMS PMI 14. O

14. O que acontece se a prensa estiver parando além dos 15º do PMS? A prensa estará com defeito?

R. As lonas do freio poderão estar desgastadas. Deve-se proceder a manutenção do freio para retomar as condições seguras de funcionamento da prensa.

desgastadas. Deve-se proceder a manuten çã o do freio para retomar as condi çõ es seguras
desgastadas. Deve-se proceder a manuten çã o do freio para retomar as condi çõ es seguras

15.

Por que é importante monitorar o escorregamento de

frenagem?

R. Se forem adotados dispositivos de segurança, tais como:

Cortinas de luz, bi-manual etc., estes dispositivos deverão estar instalados em uma distância segura da área de risco, considerando o tempo de frenagem do conjunto freio/embreagem. Se o freio não estiver atuando adequadamente, o escorregamento será maior que o esperado colocando em risco o operador da prensa se as distâncias destes dispositivos não forem alteradas.

16. Como é feito este controle na prensa?

R. Através de sinal elétrico vindo dos cames PMS e PMI da caixa de came, numa seqüência correta de sinais, com o percurso ou curva do came previamente ajustado e sem possibilidades de alteração pelo usuário ou operador.

17. Estes sinais elétricos de PMI e PMS podem se acoplados

a qualquer tipo de controle?

R. A norma NBR 13930 menciona que os equipamento

devem ser categoria 4.

18. Existe algum relê específico para o controle de

escorregamento de frenagem em categoria 4?

R. Até o momento não é disponível um relê categoria 4 para esta

função, exceto PLCs de segurança que incorporam esta função em blocos de programação específicos.

19. É possível a adequação de sinais do PMI e PMS sem ter

uma caixa de came?

R. É praticamente impossível se determinar e construir as

curvas dos cames para atender as condições da norma NBR13930, sem a utilização de uma caixa de came.

20. NBR 13930 5.4.2.4Se os cames para acionamento do dispositivo de monitoração do escorregamento forem acionados por um eixo de cames que por sua vez for acionado indiretamente por algum acionamento mecânico como por exemplo, por uma corrente dupla entre o eixo dos cames e o excêntrico (manivela) ou um cardã, então o acionamento indireto deverá ser monitorado de tal forma que, se ele falhar, uma ação de parada deverá ser iniciada e deverá ser impossível novo acionamento da prensa até que a falha seja eliminada. Nota técnica 16 11. Nas prensas hidráulicas, prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e respectivos equipamentos similares, não enclausurados, ou cujas ferramentas não sejam fechadas, o martelo deverá ser monitorado por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado mecanicamente à máquina, com controle de interrupção da transmissão, conforme o item 4.9 da NBR13930.4 O que significa isto?

R. A supervisão deve ser feita por sensor que identifica sinal pulsante vinda do eixo da caixa do came. A interrupção deste sinal pulsante enquanto a válvula de segurança estiver acionada, significa que houve interrupção entre o eixo da prensa e eixo de comando dos cames.

çã o entre o eixo da prensa e eixo de comando dos cames. Sensor de quebra
Sensor de quebra de eixo do conjunto dos cames Chave fim de curso eletromecânico
Sensor de quebra
de eixo do
conjunto dos
cames
Chave fim de
curso
eletromecânico
Chave fim de curso eletromecânico Sensor de quebra de eixo do conjunto dos cames
Chave fim de
curso
eletromecânico
Sensor de quebra
de eixo do
conjunto dos
cames

21. É possível instalar cortina de luz em qualquer prensa que tenha embreagem/freio pneumático?

R. Se a prensa tiver velocidade de ciclo de operação superior a

60gpm é praticamente impossível, devido ao ângulo que o eixo ainda percorre após a sinalização de parada. Se no movimento de descida do martelo da prensa uma interrupção ocorrer na cortina de luz e a parada da prensa ocorrer depois do PMI, não há sentido em ter uma cortina de luz no sistema. Não se terá o efeito de segurança desejado.

22. Qual é a distância correta entre a cortina e a área de risco em uma prensa excêntrica?

R. Existe a norma EN999 que especifica a distancia

correta para a instalação de dispositivo de segurança óptico sensitivo. Nesta norma deve-se considerar o tempo de frenagem da prensa e a resolução da cortina de luz que se está utilizando. Com os dados em mãos é possível calcular a distância adequada de instalação da cortina.

S= K.T + 8. (d-14)

K= Constante ref. veloc. aproximação 1.600mm/s se S >= 500mm ou 2000mm/s se S< 500mm

T= Tempo total que a prensa leva para parar em s

d= Resolução da cortina 30 ou 14

ou 2000mm/s se S< 500mm T= Tempo total que a prensa leva para parar em s
ou 2000mm/s se S< 500mm T= Tempo total que a prensa leva para parar em s

23. O tempo de frenagem da prensa pode ser estimado ou calculado?

R. O tempo de frenagem deve ser medido em equipamento específico para esta função, com certificação de aferição. Normalmente este instrumento de medição já incorpora recursos que através de relatório indica a posição adequada de instalação da cortina.

indica a posi çã o adequada de instala çã o da cortina. 24. O tempo de

24. O tempo de frenagem de uma prensa pode se alterado, diminuído?

R. Os tempos de frenagem devem ser os menores possíveis, possibilitando a instalação da cortina em uma posição de boa

ergonomia. Entretanto existem limites difíceis de superar, pois variáveis como: temperatura, perda de carga, fluxo do ar

comprimido, coeficiente de atrito, etc frenagem em tempos reduzidos.

dificultam a condição de

PLC de Segurança
PLC de Segurança
PLC de Segurança
PLC de Segurança
PLC de Segurança

Auto-check

Bi-manual Sinal
Bi-manual
Sinal

Auto-check

Bi-manual Sinal Sinal
Bi-manual
Sinal
Sinal

Painel de um concorrente chinês

Bi-manual Sinal Sinal Painel de um concorrente chin ê s PLC n ã o é de

PLC não é de segurança

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