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Termologia – Módulos 1 – Escalas termométricas 2 – Escalas termométricas 3 – Calorimetria 4
Termologia – Módulos
1 – Escalas termométricas
2 – Escalas termométricas
3 – Calorimetria
4 – Calorimetria
5 – Potência de uma fonte térmica
6 – Potência de uma fonte térmica
7 – Balanço energético
8 – Balanço energético

Albert Einstein (1879-1955) Teoria da Relatividade

Escalas termométricas 1e2 • Agitação das partículas • Pontos fixos • Variação da temperatura
Escalas termométricas
1e2
• Agitação das partículas • Pontos
fixos • Variação da temperatura

1. Temperatura

Num primeiro contato, entenderemos a temperatu- ra como a grandeza que associamos a um corpo, para traduzir o estado de agitação das partículas que o cons- tituem. Esse estado de agitação é definido pelo nível energético das partículas e constitui o estado térmico ou estado de aquecimento do corpo. A medida desse nível energético (da temperatura) é feita de maneira indireta, pela medida de uma outra grandeza, característica de um determinado corpo e va- riável com a temperatura. Esta grandeza é chamada de grandeza termotrica e o corpo é o termômetro.

de grandeza termo mé trica e o corpo é o termômetro . No corpo de maior

No corpo de maior temperatura, as partículas possuem maior nível de agitação.

2. Escalas termométricas

Uma escala termométrica é um conjunto de valo- res numéricos (de temperaturas), cada um associado a um determinado estado térmico pré-estabelecido. As escalas mais conhecidas são:

Escala Kelvin

A escala Kelvin, também denominada escala abso-

luta ou escala termodinâmica, foi obtida do compor- tamento de um gás perfeito, quando, a volume constan- te, fez-se variar a pressão e a temperatura dele.

Para os pontos fixos, denominados zero absoluto e ponto triplo da água, associamos 0K e 273,15K, res- pectivamente.

Devemos entender por zero absoluto o estado tér- mico teórico, no qual a velocidade das moléculas de um gás perfeito se reduziria a zero, isto é, cessaria o estado de agitação das moléculas.

O ponto triplo da água ocorre quando gelo, água e

vapor de água coexistem em equilíbrio.

Ao ler-se uma temperatura nesta escala, deve-se omitir o termo “grau”; assim, 25K leem-se “vinte e cinco Kelvin”.

FÍSICA

89

Escala Celsius

A escala Celsius é definida pela relação:

θ (°C) = T (K) – 273,15

Observe que uma variação de temperatura é expres- sa nas escalas Celsius e Kelvin pelo mesmo número:

- sa nas escalas Celsius e Kelvin pelo mesmo número: ∆θ c = ∆ T No

∆θ c = T

No zero absoluto, essa escala as - sinalaria –273,15°C e no ponto triplo da água,

No zero absoluto, essa escala as- sinalaria –273,15°C e no ponto triplo da água, o valor 0,01°C. Até 1954, essa escala era defi- nida convencionando-se 0°C e 100°C como as temperaturas

associadas a dois pontos fixos , a saber:

associadas a dois pontos fixos, a saber:

escala era defi- nida convencionando-se 0°C e 100°C como as temperaturas associadas a dois pontos fixos
temperaturas associadas a dois pontos fixos , a saber: 1. o Ponto Fi xo (ou ponto

1. o Ponto Fixo (ou ponto do gelo):

Estado térmico do gelo fun- dente (equilíbrio gelo + água), sob pressão normal (0°C).

(equilíbrio gelo + água), sob pressão normal (0°C). 2. o Ponto Fixo (ou ponto do va

2. o Ponto Fixo (ou ponto do vapor):

Estado térmico do vapor de água em ebulição, sob pressão normal (100°C). A escala Celsius é usada, oficialmente, em vários paí- ses, entre os quais, o Brasil.

Escala Fahrenheit

Essa escala é usada, geralmente, nos países de lín- gua inglesa. No ponto do gelo (1.º P.F.), ela assinala 32°F e no ponto do vapor (2.º P.F.), o valor 212°F, apresentando, as- sim, 180 divisões entre essas duas marcas.

3. Equação de conversão

Uma equação de conversão é uma relação entre as temperaturas em duas escalas termométricas, tal que, sabendo-se o valor da temperatura numa escala, pode- se obter o correspondente valor na outra. Assim, relacionando-se as três escalas citadas ante- riormente, temos:

90

FÍSICA

es ca las citadas ante - rior mente, temos: 9 0 FÍSICA Do esquema, ob te

Do esquema, obtemos a equação de conversão en- tre essas escalas, em que faremos:

273,15 273

e

373,15 373

θ C – 0

θ F – 32

T – 273

⎯⎯⎯⎯ = ⎯⎯⎯⎯ = ⎯⎯⎯⎯⎯⎯

100 – 0

212 – 32

373 – 273

Simplificando, temos:

θ C

θ F 32

T – 273

––– = –––––––– = –––––––––

59

5

As relações mais utilizadas são:

θ C

θ F – 32

–––– = ––––––––

5

9

e

T = θ C + 273

4. Variação de temperatura

É comum encontrarmos exercícios nos quais é for- necida a variação de temperatura na escala Celsius (∆θ C ) e é pedida a correspondente variação na escala Fahrenheit (∆θ F ) ou vice-versa.

na escala Fahrenheit ( ∆θ F ) ou vice-versa. Neste caso, devemos comparar as duas escalas

Neste caso, devemos comparar as duas escalas e usar as proporcionalidades entre os intervalos de tempe- raturas.

θ C

θ F

––––– = –––––

100 180 ∆θ C ∆θ F –––– = –––– 5 9 No Portal Objetivo Para
100
180
∆θ C ∆θ F
–––– = ––––
5
9
No Portal Objetivo
Para saber mais sobre o assunto, acesse o PORTAL
OBJETIVO (www.portal.objetivo.br) e, em “localizar”,
digite FIS2M101
Exercícios Resolvidos – Módulo 1 (MODELO ENEM) – As informações abai - xo referem-se à

Exercícios Resolvidos – Módulo 1

(MODELO ENEM) – As informações abai- xo referem-se à cronologia do estabelecimento das principais escalas termométricas que conhecemos.

ANTIGUIDADE E IDADE MÉDIA: Dificuldade para medir precisamente as temperaturas.

Hipócrates, pai da Medi- Hipócrates, pai da Medi cina, valoriza mais o ritmo cardiorrespiratório que a temperatura corporal em seus cina, valoriza mais o ritmo cardiorrespiratório que a temperatura corporal em seus diagnósticos.

1593 – Galileu cria o ter - moscópio de água, para medir a temperatura do corpo – Galileu cria o ter- moscópio de água, para medir a temperatura do corpo humano.

1612 – Sanctorius, médico de Pádua, desen- volve o termoscópio de Galileu para medir a temperatura dos pacientes.

Século XVII – O álcool é usado como subs- tância termométrica. A temperatura de fusão da manteiga e a do corpo de vacas e veados são testadas como pontos fixos livres da influência da pressão atmosférica.

fixos livres da influência da pressão atmosférica. 1724 – Daniel Gabriel Fahrenheit cria o primeiro
fixos livres da influência da pressão atmosférica. 1724 – Daniel Gabriel Fahrenheit cria o primeiro

1724 – Daniel Gabriel

Fahrenheit cria o primeiro termômetro confiável, usando o mercúrio como substância termométrica.

1730 – Reamur propõe

uma nova escala com 0°R para o ponto do gelo e 80°R para o ponto do va- por.

0°R para o ponto do gelo e 80°R para o ponto do va - por. 1742

1742 – Anders Celsius,

sueco, cria uma escala que é utilizada até hoje.

Celsius, sueco, cria uma escala que é utilizada até hoje. θ F – 32 θ C
θ F – 32 θ C θ R ––– = ––– = ––––––– = 5
θ F – 32
θ C
θ R
––– = ––– = ––––––– =
5
4
9
T – 273
θ Ra – 492
= ––––––– = –––––––––
5
9

1848 – Lord Kelvin, basea- do na definição termodi- nâmica da temperatura (grau de agitação das partículas do sistema), cria uma escala científica que estabelece o zero absoluto como limite mí- nimo para as temperaturas do Universo

(–273,15°C).

mí- nimo para as temperaturas do Universo (–273,15°C). 1859 – Rankine ajusta a escala Fahrenheit com
mí- nimo para as temperaturas do Universo (–273,15°C). 1859 – Rankine ajusta a escala Fahrenheit com

1859 – Rankine ajusta a

escala Fahrenheit com a escala Kelvin. Criação da escala Rankine.

Julgue as afirmativas que se seguem como corretas ou incorretas.

I. A Medicina motivou a construção dos pri- meiros termômetros.

II. Cronologicamente, as substâncias termo-

métricas utilizadas foram a água, o álcool e

o

mercúrio.

III. temperatura de fusão da manteiga e a

A

temperatura corpórea de vacas e veados foram usadas como pontos fixos e

substituíram os pontos do gelo e do vapor.

IV. Uma temperatura de 20°C corresponde a 68°F, 16°R, 293K e 528°Ra.

V. A temperatura de um corpo pode ser reduzida indefinidamente.

São corretas apenas:

a)

I, II e V

b)

III e V

c)

I, II e IV

d)

I, II e III

e)

IV e V

Resolução

 

I.

(V)

II.

(V)

III. (F)

IV.

(V)

V.

(F)

Resposta: C

(MODELO ENEM)

A GEOGRAFIA E A GEOPOLÍTICA DAS TEMPERATURAS

As escalas Celsius e Kelvin são as mais aceitas em todo o mundo. Apesar disso, a escala Fahrenheit, usada, de modo mais restrito, nos EUA, ainda influencia a divulgação da Ciência, o turismo e as transações comer- ciais por causa da importância desse país. As expressões abaixo são encontradas em agendas de negócios e livros didáticos para a conversão das indicações entre as escalas Celsius (C) e Fahrenheit (F):

5

C = –––– (F – 32)

9

e

9C

F = –––– + 32

5

FÍSICA 91
FÍSICA
91

Para intervalos de temperatura e am- plitudes térmicas (C e F), temos:

C

F

–––– = ––––

5

9

No mapa anterior, há uma visão das temperaturas médias anuais e amplitudes térmicas médias da superfície terrestre. Note que o Hemisfério Norte é mais frio que o Sul e apresenta amplitudes mais acentuadas, por causa da maior extesão dos continentes em relação aos oceanos. A água ameniza as tem- peraturas e os climas. A temperatura média do nosso planeta é de 15°C (59°F; 288K). O aquecimento global,

provocado pela emissão de CO 2 pelo homem na atmosfera, pode produzir um acréscimo de

3,0°C (5,4°F; 3,0K) nesse valor nos próximos 100 anos, com consequências desastrosas pa- ra o meio ambiente. De acordo com as informações apresentadas, analise as proposições que se seguem.

I.

A

adoção de padrões universais de medida

envolve fatores políticos e econômicos.

II.

As

temperaturas medidas em graus Celsius

e

em graus Fahrenheit são diretamente

proporcionais e as conversões são feitas multiplicando as temperaturas Celsius pelo fator 1,8.

III.

Para os brasileiros, a temperatura ambiente

de 68°F pode ser considerada confortável.

IV. No norte da Europa, é possivel ocorrer uma variação de temperatura entre –10°C e

25°C.

V. A temperatura média do nosso planeta nos próximos cem anos pode passar de 59°F para 64,4°F.

São corretas apenas:

a)

I, III, IV e V

b)

I,II e III

c)

I e IV

d)

I, III e V

e) II, III e IV Resolução

I.

(V)

II.

(F)

III. (V)

IV.

(V)

V.

(V)

Resposta: A

III. (V) IV. (V) V. (V) Resposta: A Exercícios Propostos – Módulo 1 (FATEC-SP) – Lord

Exercícios Propostos – Módulo 1

(FATEC-SP) – Lord Kelvin (título de nobreza dado ao céle- bre físico William Thompson, 1824-1907) estabeleceu uma as- sociação entre a energia de agitação das moléculas de um sistema e a sua temperatura. Deduziu que a uma temperatura de –273,15°C, também chamada de zero absoluto, a agitação térmica das moléculas deveria cessar. Considere um recipiente com gás, fechado e de variação de volume desprezível nas condições do problema e, por comodidade, que o zero absoluto corresponde a –273°C.

É correto afirmar:

a) O estado de agitação é o mesmo para as temperaturas de 100°C e 100K.

b) À temperatura de 0°C, o estado de agitação das moléculas é o mesmo que a 273 K.

c) As moléculas estão mais agitadas a –173°C do que a

–127°C.

d) A –32°C, as moléculas estão menos agitadas que a 241 K.

e) A 273K, as moléculas estão mais agitadas que a 100°C.

RESOLUÇÃO:

a) FALSA. A temperatura de 100°C corresponde a 373K. Assim, o

estado de agitação das partículas de um corpo é maior a 100°C do que a 100K.

b) VERDADEIRA.

c) FALSA. –127°C > –173°C

d) FALSA. –32°C = 241K

e) FALSA. 273K = 0°C. Assim: 273K < 100°C

Resposta: B

92

FÍSICA

(UNICAMP-SP) – Para se transformar graus Fahrenheit em graus Celsius, usa-se a fórmula:

5

C = ––– (F – 32)

9

em que F é o número de graus Fahrenheit e C é o número de graus Celsius.

a) Transforme 35 graus Celsius em graus Fahrenheit.

b) Qual a temperatura (em graus Celsius) em que o número de graus Fahrenheit é o dobro do número de graus Celsius?

RESOLUÇÃO:

 

5

a) C = 35°C

C =

–––

(F – 32)

 

9

 

5

35 =

–––

(F – 32) 63 = F – 32

F = 95°F
F = 95°F
 

9

 

5

5

b) F = 2C

C =

–––

(F – 32)

C =

–––

(2C – 32)

 

9

9

9C = 10C – 160

C = 160°C

   

(UFCE) – Dois termômetros, um graduado em Celsius e o outro em Fahrenheit, são usados, simultaneamente, para medir a temperatura de uma mesma amostra. Lembrando que

9C

F =

–––

+ 32, é verdadeiro afirmar que

5

01.

as leituras em Celsius são sempre maiores do que as lei- turas em Fahrenheit.

02.

os termômetros apresentam o mesmo valor, caso a tem- peratura da amostra seja –40°C.

04.

caso o termômetro em Celsius indique zero grau, o ter- mômetro em Fahrenheit indicará 32 graus.

08.

quando a temperatura da amostra for zero grau Fahrenheit, a temperatura em Celsius também será zero.

RESOLUÇÃO:

01. FALSA. Acima de –40°C, as indicações Celsius são menores que as Fahrenheit.

02. VERDADEIRA. θ F = θ C

θ

C

–––

5

=

θ F – 32

––––––––

9

θ

C

–––

5

4θ C = –160

θ C = –40°C

=

θ C – 32

––––––––

9

9θ C = 5θ C –160

04.

VERDADEIRA. θ C = 0°C corresponde a θ F = 32°F

08.

FALSA. θ F = 0°F

θ C

–––

5

θ F – 32

= ––––––––

9

θ C –17,8°C

θ

C

C

–––

5

=

0 – 32

––––––––

9

9θ C = –160

(MODELO ENEM) – A figura ao lado relaciona as principais

escalas termométricas (Celsius, Fahrenheit e Kelvin) na faixa das temperaturas cotidianas para o clima e para atividades

científicas.

Com base nesses dados, considere as proposições a seguir.

I. Os aparelhos de ar condicionado são, normalmente, regu- lados para a temperatura de 298K.

II. As indicações de temperaturas Celsius (θ c ), Fahrenheit (θ F )

e Kelvin (T) poderiam ser relacionadas pela expressão:

θ c – 75

θ F – 167

T – 348

–––––––– = –––––––––– = ––––––––––

363 – 348

90 – 75

194 – 167

III. Uma variação de 15°C corresponde a 59°F e 288K.

IV. A vida pode manifestar-se entre –25°C e 70°C.

V. A temperatura normal do homem está próxima de 310K e

98°F.

São corretas:

a)

I e III, apenas.

b)

II, III e V, apenas.

c)

I, II, III, IV e V.

d)

II, IV e V, apenas.

e)

II, III e IV, apenas.

RESOLUÇÃO:

I.

Resposta: D

(F)

II.

(V)

III. (F)

IV. (V)

V.

(V)

FÍSICA 93
FÍSICA
93
Exercícios Resolvidos – Módulo 2 (MODELO ENEM) – A cronologia abaixo refere-se ao refinamento das

Exercícios Resolvidos – Módulo 2

(MODELO ENEM) – A cronologia abaixo refere-se ao refinamento das medidas de temperatura ocorridas no século XX e no início do século XXI.

1900 Pirômetro óptico permite a medição da tem- peratura de objetos incan- descentes (acima de 500°C) e revela que a ra- diação é emitida na forma de pacotes discretos de energia, os quais Max Planck chamou de quanta (no singular, quantum). Nasce a Física Quântica.

ta (no singular, quan tum). Nasce a Física Quântica. 1927, 1948, 1968, 1990 – Reuniões para

1927, 1948, 1968, 1990 – Reuniões para o estabelecimento da Escala Internacional de Temperatura (EIT), as quais definem o aumento da precisão das medidas, com base nas téc- nicas termométricas vigentes. Atualmente, temperaturas entre –272,5°C (0,65K) a 6000K podem ser medidas com precisão média de

0,001K.

1963 – Arno e Penzias relacionam a radiação,

encontrada em todos os pontos do Universo (radiação cósmica de fundo), com a temperatura atual do Universo, 2,8K, que indica que o Universo tem 13,7 bilhões de anos desde o Big Bang.

1988 – Variações de 0,02K na radiação cósmica

de fundo reforçam a teoria do Big Bang e ex- plicam a existência das galáxias.

do Big Bang e ex- plicam a existência das galáxias. 2006 – Medidas meteorológicas precisas imputam

2006 – Medidas meteorológicas precisas imputam à humanidade o aumento acelerado da temperatura do ar atmosférico nos últimos 150 anos (aquecimento global).

ar atmosférico nos últimos 150 anos (aquecimento global). Assinale a alternativa correta: a) A luz produzida

Assinale a alternativa correta:

a) A luz produzida por uma fonte incandes- cente espalha-se de maneira contínua no espaço

b) De acordo com as reuniões para o esta- belecimento da EIT, os termômetros mo- dernos podem indicar com fidedignidade temperaturas, por exemplo, de 298,37258K

c) A temperatura do Universo atual vale, em média, –272,5°C.

d) A falta de variações na radiação cósmica de fundo poderia invalidar a teoria do Big Bang.

e) O aquecimento global apresenta apenas causas naturais e não antrópicas.

Resposta: D

(MODELO ENEM) A TEMPERATURA CORPORAL E O DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS A temperatura do corpo humano é man- tida constante pela intervenção de um sistema de termorregulação localizado no diencéfalo. Esse sistema pode ser desequilibado por toxi- nas introduzidas (infecções, por exemplo) ou formadas no organismo. A temperatura normal do corpo humano é em média 36,5°C, variando ao longo do dia até um grau acima ou abaixo desse valor, segundo um rit- mo circadiano. Em algumas doenças, como a cólera, po- de atingir 33°C (hipotermia) e, em outras, 42°C (hiper- termia, febre).

ter mia) e, em outras, 42°C (hiper - termia, fe bre). Termografia da cabeça. Os termômetros

Termografia da cabeça.

42°C (hiper - termia, fe bre). Termografia da cabeça. Os termômetros clínicos são termôme tros de
42°C (hiper - termia, fe bre). Termografia da cabeça. Os termômetros clínicos são termôme tros de

Os termômetros clínicos são termômetros

de mercúrio, utilizados para a determinação da temperatura do corpo humano. São graduados de 35°C a 42°C. Como o mercúrio se contrai ra- pidamente, o termômetro apresenta um estrangulamento que impede que o mercúrio da haste volte ao bulbo, após a medida de uma

temperatura.

Considere as afirmações, a seguir, e julgue-as corretas ou incorretas.

I. A temperatura do corpo humano é con- trolada pelo cérebro, que aciona os meca- nismos termorreguladores.

II. Apesar da temperatura normal do corpo humano ser próxima de 98,6°F, há registros de pessoas que sobreviveram a valores de 33°C e 42°C.

III. O estrangulamento obriga-nos a movi- mentar vigorosamente o termômetro após uma medida de temperatura para conduzir o mercúrio de volta ao bulbo.

IV. O termômetro clínico apresenta, entre 35°C e 42°C, variações de 12,6°F ou 7,0K.

V. Ao longo do dia, a temperatura do corpo pode variar entre 35,5°C e 37,5°C sem risco de hipotermia ou hipertermia.

São corretas:

a) I, II, III e IV, apenas

b) I, II, III, IV e V

c) I, III e V, apenas

d) II e IV, apenas

e) I, II, III e IV, apenas

Resposta: B

II e IV, apenas e) I, II, III e IV, apenas Resposta: B Exercícios Propostos –

Exercícios Propostos – Módulo 2

Dois pesquisadores, um norte-americano e um brasileiro, medem diariamente a temperatura ambiente (máxima e míni- ma) do mesmo local. O norte-americano faz suas medidas usando um termômetro graduado na escala Fahrenheit, e o brasileiro utiliza um graduado na escala Celsius. Quando necessitam utilizar os dados de temperatura, os dois têm de

converter seus dados à escala Kelvin. O pesquisador norte- americano encontrou uma variação de 45,0°F entre as tem- peraturas máxima e mínima de um dia. Nesse mesmo dia, as variações de temperatura obtidas, em °C e em K, foram

a)

7,2°C; 7,2K

b)

7,2°C; 45,0K

c) 25,0°C; 25,0K

d)

25,0°C; 45,0K

e) 45,0°C; 45,0K

94

FÍSICA

RESOLUÇÃO:

1) Para variação de temperatura, relacionando as escalas Celsius

e Fahrenheit, temos: ºC ºF (100) (212) C F 100 (0) (32) 0 0
e Fahrenheit, temos:
ºC
ºF
(100)
(212)
C
F
100
(0)
(32)
0
0

∆θ C

∆θ F

–––––

=

–––––

100

180

∆θ C

45

–––––

=

–––––

100

180

180

∆θ C = 25°C

2) As variações de temperatura, nas escalas Celsius e Kelvin, são iguais: T(K) = ∆θ (°C)

Assim: ∆T = 25K Resposta: C
Assim:
∆T = 25K
Resposta: C

(MACKENZIE-SP) – Um estudante observa que, em certo instante, a temperatura de um corpo, na escala Kelvin, é 280K. Após 2 horas, esse estudante verifica que a temperatura desse corpo, na escala Fahrenheit, é 86°F. Nessas 2 horas, a variação da temperatura do corpo, na escala Celsius, foi de a) 23°C b) 25°C c) 28°C d) 30°C e) 33°C

RESOLUÇÃO:

1) Conversão de 280K em °C:

θ

C = T – 273

θ C = 280 – 273 (°C)

2) Conversão de 86°F em °C:

θ C = 7°C

θ C

––––

θ F – 32

= –––––––

5 9

θ C

––––

=

86 – 32

–––––––

5 9

(°C)

θ C = 30°C
θ C = 30°C

Logo, a variação da temperatura em °C é dada por:

∆θ C = (30 – 7) (°C)

Resposta: A

∆θ C = 23°C

(UELON-PR) – Uma escala de temperatura arbitrária X es-

tá relacionada com a escala Celsius, conforme o gráfico abaixo. As temperaturas de fusão do gelo e de ebulição da água, sob pressão normal, na escala X são, respectivamente,

sob pressão normal, na escala X são, respectivamen te, a) –60 e 250 b) –100 e

a) –60 e 250

b) –100 e 200

c) –150 e 350

d) –160 e 400

e) –200 e 300

RESOLUÇÃO:

Cálculo do ponto de fusão (θ F ): = 0 – θ F –––––––– 30
Cálculo do ponto de fusão (θ F ):
=
0 – θ F
––––––––
30
– 0
3
––––––––
–θ F
––––––––
=
–––
100 – θ F
50
– 0
100 – θ F
5
⇒ – 5θ F = 300 – 3θ F
– 2θ F = 300
θ F = –150°X

Cálculo do ponto de ebulição ( θ E ): 50 – 30
Cálculo do ponto de ebulição ( θ E ): 50 – 30

Cálculo do ponto de ebulição (θ E ):

50 – 30

  100 – 0 –––––––– θ E – 0 = –––––––– 100 – 30
 

100 – 0 –––––––– θ E – 0

=

–––––––– 100 – 30

θ E – 0 = –––––––– 100 – 30   100 20 ––––– = ––––
 

100

20

––––– = ––––  

–––––

=

––––

 

θ E

70

2θ E = 700

Resposta: C

θ E = 350°X

(MACKENZIE-SP) – Um médico criou para uso próprio uma escala termométrica linear, adotando, respectivamente, –10,0 °M e 190 °M para os pontos de fusão do gelo e de ebulição da água sob pressão normal. Usando um termômetro

graduado nessa escala, ele mediu a temperatura de um pacien- te e encontrou o valor 68°M. A temperatura dessa pessoa na escala Celsius era:

a) 39°C b) 38°C c) 37,5°C d) 37°C

e) 36,5°C

RESOLUÇÃO: Assim: 0 68 – (– 10,0) –––––––– θ C – 100 – 0 =
RESOLUÇÃO:
Assim:
0
68 – (– 10,0)
–––––––– θ C –
100 – 0
= ––––––––––––––
190 – (– 10,0)
78
θ C
θ C = 39°C
––––––
= –––––
100
200

Resposta: A

FÍSICA

95

(MODELO ENEM) – Observe a figura abaixo.

(MODELO ENEM) – Observe a figura abaixo. Correspondência entre graus Celsius e graus Fahrenheit. Entre 10°C

Correspondência entre graus Celsius e graus Fahrenheit.

Entre 10°C e 35°C, há uma variação de:

a) 25°F

b) 35°F

c) 45°F

d) 50°F

Resposta: C

e) 95°F

Calorimetria 3e4 • Calor não é temperatura • Calor específico sensível • Calor é energia
Calorimetria
3e4
• Calor não é temperatura • Calor
específico sensível • Calor é energia

1. Energia térmica

Todo corpo é formado de partículas. Essas partículas estão constantemente em agitação, provocada por uma energia nelas existente.

A energia cinética média associada a uma partícula

é que determina seu estado de agitação, definindo a temperatura do corpo.

O somatório das energias de agitação das partículas

é a energia térmica do corpo.

É importante notar que esse somatório de energias

depende da energia de agitação de cada partícula (da temperatura) e do número de partículas que o corpo possui (da massa do corpo).

2. Calor e equilíbrio térmico

Quando dois corpos em temperaturas diferentes são colocados em contato térmico, espontaneamente, há transferência de energia térmica do corpo de maior para o de menor temperatura. Dessa forma, a temperatura do “mais quente” diminui e do “mais frio” aumenta até que as duas se igualem. Nesse ponto, cessa a troca de ener- gia térmica. Dizemos que foi atingido o equilíbrio térmi- co e a temperatura comum é denominada temperatura final de equilíbrio térmico. Observemos que a causa determinante da passagem de energia térmica de A para B foi a diferença de tem- peraturas e que, quando as temperaturas se igualaram, cessou a passagem de energia térmica.

A energia térmica que passa de A para B recebe,

durante a passagem, a denominação de calor.

96

FÍSICA

a pas sa gem, a denominação de calor . 9 6 FÍSICA Portanto, calor é energia

Portanto, calor é energia térmica em trânsito de um corpo para outro, motivada por uma diferença de temperaturas existente entre eles.

3. Capacidade térmica (C) e calor específico sensível (c)

Suponhamos que um corpo A de massa m receba uma quantidade de calor sensível Q, que lhe provoca o aquecimento ∆θ.

de calor sensível Q, que lhe provoca o aquecimento ∆θ . Por definição, a capacidade térmica

Por definição, a capacidade térmica ou capacidade calorífica de um corpo representa a quantidade de calor necessária para variar sua temperatura de uma unidade.

Q

C = ––––

∆θ

Unidade usual: cal/°C

Por definição, o calor específico sensível de uma substância corresponde à capacidade térmica por unida- de de massa dela. O calor específico sensível da água, em geral, vale 1,0cal/g°C.

C

Q

c = ––– = –––––––

m m ∆θ

4. Cálculo da quantidade de calor sensível

Da definição de calor específico sensível, temos:

Q

c = –––––

m ∆θ

Q = m c ∆θ

Esta relação é denominada equação fundamental da calorimetria.

é denominada equação fundamental da calorimetria . Exercícios Resolvidos – Módulo 3 (MODELO ENEM) – A

Exercícios Resolvidos – Módulo 3

(MODELO ENEM) – A cronologia abaixo relaciona-se com a evolução do conceito de calor.

abaixo relaciona-se com a evolução do conceito de calor. SÉCULO V a.C. – Pla- tão destaca

SÉCULO V a.C. – Pla-

tão destaca que o calor

e o fogo podem ser

produzidos por impac-

to ou fricção.

ANTIGUIDADE E IDADE MÉDIA – Ao lado do ar, da terra e da água, o fogo serviu como elemento para compor a visão de mundo e a filosofia natural. Era o único que não abrigava a vida.

a filosofia natural. Era o único que não abrigava a vida. 1620 – Francis Bacon defende

1620 Francis Bacon

defende a ideia de que calor e tempera- tura são manifes- tações do movimento (energia).

- tura são manifes- tações do movimen to (energia). 1680 – Robert Hooke e Robert Boyle

1680 Robert Hooke

e Robert Boyle rela-

cionam a temperatura com a “rápida e impe- tuosa agitação das partes de um corpo”.

1779 – Joseph Black,

usando um termôme- tro, concebido por Fahrenheit, realiza as primeiras experiên- cias para diferenciar calor de temperatura. Aqueceu corpos de massa (m) e substâncias diferentes e percebeu

corpos de mas sa (m) e substâncias diferentes e percebeu que eles respondiam com diferentes variações

que eles respondiam com diferentes variações de temperatura (∆θ). Definiu, então, o calor sensível (Q), a capacidade térmica de um corpo C e o calor específico sensível (c) de uma subs- tância e os relacionou nas fórmulas:

Q = C . θ

Q = mc θ

A ideia de Black de que o calor é uma substância sem peso (calórico) transferida de um corpo

quente para outro frio, apesar de lógica, desagrada muitos cientistas (energistas x caloristas).

1800 – Conde Rum-

ford (Benjamim

Thomson) observan-

do a fabricação de ca-

nhões, conclui que um corpo finito não poderia produzir quan- tidades infinitas de calórico – o calor, re- lacionado com o mo- vimento e o atrito, é definido como energia em trânsito, provocado por uma diferença de temperaturas.

em trânsito, provocado por uma diferença de temperaturas. 1843 – Joule, pelo ca - minho experimental,
em trânsito, provocado por uma diferença de temperaturas. 1843 – Joule, pelo ca - minho experimental,

1843 Joule, pelo ca- minho experimental, e Mayer, pelo teórico, mostram que o calor pode transformar-se em trabalho mecânico

e conservar-se como

qualquer tipo de ener- gia.

mecânico e conservar-se como qualquer tipo de ener - gia. 1907 – Einstein res - tringe

1907 Einstein res-

tringe a agitação mo-

lecular a energias dis- cretas (quantização) e determina valores muito precisos para

os calores específicos

sensíveis dos metais.

precisos para os calores específicos sensíveis dos metais. 1912 – Debye aper- feiçoa as ideias de

1912 – Debye aper- feiçoa as ideias de Einstein, ao considerar que átomos e mo- léculas de um sólido, sob aquecimento, agi- tam-se como as ondas sonoras no ar, com modos de vibração chamados de fônons.

Assinale a alternativa correta.

a) Platão não relacionou a produção de calor com a energia mecânica.
b) De acordo com a teoria dos quatro elementos, o fogo originou a vida.

c) O calor sempre foi considerado uma forma de energia.

d) A capacidade térmica relaciona o calor recebido por um corpo com a variação de temperatura que ele sofre

e) O calor é a energia térmica de um corpo acima de 30°C.

Resolução

Resposta: D

O calor específico sensível

a) define o comportamento térmico de um

corpo, ao contrário da capacidade térmica,

que se refere ao da substância.

b) é a quantidade de calórico que um corpo recebe para elevar sua temperatura.

c) perdeu significado com os trabalhos de Einstein e Debye em Termodinâmica, pois relaciona-se com a teoria do calórico.

d) é gerado apenas por impacto e fricção.

e) relaciona-se com o modo de vibração das moléculas ou átomos de uma substância.

Resolução

Resposta: E

FÍSICA

97

Exercícios Propostos – Módulo 3 (UERGS) – No estudo da calorimetria, são comuns os ter

Exercícios Propostos – Módulo 3

(UERGS) – No estudo da calorimetria, são comuns os ter-

mos calor específico sensível e capacidade térmica. Conside- rando esse tema, assinale a afirmativa correta.

a) Calor específico sensível é uma característica de um corpo.

b) Calor específico sensível é uma característica de uma subs- tância.

c) Capacidade térmica é uma característica de uma substân- cia.

d) Quanto maior a capacidade térmica de um corpo, maior é a sua temperatura.

e) Quanto maior o calor específico sensível de um corpo, maior é a sua temperatura.

RESOLUÇÃO:

Capacidade térmica ou capacidade calorífica de um corpo corres- ponde à energia térmica necessária para provocar a variação de uma unidade na temperatura desse corpo.

A capacidade térmica depende do material e da massa, depen-

dendo assim, do corpo.

O calor específico sensível é a capacidade térmica da unidade de

massa desse corpo, correspondendo à energia necessária para provocar a variação de uma unidade de temperatura na unidade de massa. Assim, o calor específico sensível depende apenas do material do corpo. Resposta: B

(UNIMEP-SP) – Considere as seguintes afirmações:

I. Corpos de mesma massa e constituídos de uma mesma substância possuem a mesma capacidade térmica e o mes- mo calor específico.

II. Corpos constituídos de uma mesma substância e com mas- sas diferentes possuem o mesmo calor específico e capa- cidades térmicas diferentes.

III. Corpos de mesma massa e constituídos por substâncias di- ferentes possuem calores específicos e capacidades tér- micas diferentes.

Destas afirmações, pode-se concluir que

a) apenas as afirmações I e II estão corretas.

b) apenas a afirmação III está correta.

c) as afirmações I e III estão corretas e a afirmação II não é verdadeira.

d) apenas as afirmações II e III estão corretas.

e) todas as afirmações são verdadeiras.

RESOLUÇÃO:

I) CORRETA.

C = mc
C = mc

II) CORRETA.

O calor específico sensível é uma característica da substância. Assim, corpos de mesma substância possuem calores específi- cos sensíveis iguais. Corpos de mesma substância e massas diferentes possuem capacidades térmicas diferentes. III)CORRETA.

Resposta: E

98

FÍSICA

A massa e o calor específico sensível de cinco amostras de materiais sólidos e homogêneos são representados na tabela dada a seguir.

Amostra

m(g)

c(cal/g°C)

A

150

0,20

B

50

0,30

C

250

0,10

D

140

0,25

E

400

0,15

As cinco amostras se encontram inicialmente na mesma temperatura e recebem quantidades iguais de calor. Qual delas atingirá a maior temperatura final?

a) A

b)

B

c)

C

d)

D

e)

E

RESOLUÇÃO:

A amostra que irá atingir maior temperatura é aquela que tiver menor capacidade térmica. Preencha o quarto quadrinho com o valor da capacidade térmica (produto da massa pelo calor específico sensível) de cada amostra. Resposta: B

Com relação ao conceito termodinâmico de calor, assinale a alternativa correta.

a) Calor é energia em trânsito de um corpo para outro, quando

entre eles há diferença de temperatura.

b) Calor é uma forma de energia presente exclusivamente em corpos com alta temperatura.

c) Calor é a medida da intensidade de temperatura dos corpos, sejam eles quentes ou frios.

d) Calor é a máxima quantidade de energia retida num corpo quente.

e) Calor é o mesmo que temperatura.

RESOLUÇÃO:

Calor é a denominação que damos à energia térmica quando, e apenas enquanto, ela desloca-se entre dois locais de tem- peraturas diferentes. Calor é energia térmica em trânsito, indo espontaneamente do local de maior temperatura para o de menor temperatura. Calor é energia em trânsito, enquanto temperatura está relacio- nada à energia térmica média existente nas partículas de um corpo. Resposta: A

(MODELO ENEM) – Tempos atrás, as Casas Pernambu- canas veicularam uma campanha publicitária nos meios de

comunicação em que alguém batia à porta de uma residência

e uma voz feminina perguntava:

— Quem bate?

E recebia como resposta:

— É o frio!

A voz feminina cantava, então, os seguintes versos:

Não adianta bater, eu não deixo você entrar. As Casas Pernambucanas

é que vão aquecer o meu lar.

Vou comprar flanelas, lãs e cobertores eu vou comprar, nas Casas Pernambucanas,

e não vou sentir o inverno passar.

Analisando o texto e usando os seus conhecimentos de Ter- mologia, você conclui que

a) essa propaganda está fisicamente correta, pois a lã é péssima condutora tanto de frio como de calor e não vai deixar o frio entrar.

b) essa propaganda está fisicamente correta, pois a lã é boa condutora de calor e péssima condutora de frio, não deixando o frio entrar.

c) essa propaganda está correta, pois a lã e a flanela são tecidos que não permitem a propagação do calor, porém o frio pode passar através delas.

d) essa propaganda está incorreta, pois o frio só se propaga por meio da convecção; portanto, não passa pelos tecidos em geral, que são sólidos.

e) essa propaganda está incorreta, pois o frio não se propaga. O calor é que se propaga. Assim, os agasalhos de lã dificul- tam a saída do calor do nosso corpo, sendo errado dizer que impedem a entrada do frio.

RESOLUÇÃO:

O frio não entra, é o calor (energia térmica) que sai. Os agasalhos devem isolar nossos corpos, evitando a saída do calor. Resposta: E

nossos corpos, evitando a saída do calor. Resposta: E Exercícios Resolvidos – Módulo 4 (MODELO ENEM)

Exercícios Resolvidos – Módulo 4

(MODELO ENEM) – Até o século XVIII, os físicos e os alquimistas, em sua maioria, tratavam o calor como um fluido que podia ser

transferido de um corpo para outro. Por isso, os termos capacidade, fonte e fluxo, ligados ao armazenamento, produção e movimentacão de líquidos e gases são utilizados, ainda hoje, na Termologia. Assim, a capacidade térmica de um corpo homogêneo pode ser definida

a) pela massa de água a 0°C que um calorí- metro pode receber.

b) pela relação entre o calor recebido por um corpo e seu volume.

c) pelo produto da massa do corpo pelo calor específico sensível do material que o constitui.

d) pela relação entre o calor recebido por um corpo e sua temperatura.

e) pelo

volume

de

água

a 100°C

que

calorímetro pode receber.

Resolução

C = m . c
C = m . c

Resposta: C

um

Suponhamos que um corpo A de massa m receba uma quantidade de calor sensível Q que lhe provoque o aquecimento ∆θ.

 

Q

O

quociente

–––

representa

 

∆θ

a) o calor específico sensível da substância que constitui corpo A.

b) a capacidade térmica do corpo A.

c) o calor específico latente de fusão da substância que constitui o corpo A.

d) a potência da fonte que aquece o corpo A.

e) o fluxo de calor do corpo A para o ambiente.

Resolução

e) o fluxo de calor do corpo A para o ambiente. Resolução Q C = ––––
e) o fluxo de calor do corpo A para o ambiente. Resolução Q C = ––––
Q C = –––– ∆θ
Q
C = –––– ∆θ

C: capacidade térmica

m: massa (g)

cal

––––

°C

∆θ: variação de temperatura (°C) Resposta: B : variação de temperatura (°C) Resposta: B

∆θ : variação de temperatura (°C) Resposta: B Exercícios Propostos – Módulo 4 Um corpo de

Exercícios Propostos – Módulo 4

Um corpo de massa 200g recebe 400 cal, aquecendo-se de 30°C a 40°C. Calcule

a) a capacidade térmica do corpo;

b) o calor específico sensível da substância que constitui o corpo.

RESOLUÇÃO:

a)

Q S = C ∆θ

400 = C . (40 – 30)

C = 40cal/°C

b)

C = mc

40 = 200 . c

c = 0,2cal/g°C

FÍSICA

99

(MODELO ENEM) – Você já deve ter lido no rótulo de uma latinha de refrigerante
(MODELO ENEM) – Você já deve ter lido no rótulo de uma
latinha de refrigerante diet a inscrição “contém menos de 1,0
caloria”. Essa caloria é a grande caloria (caloria alimentar) que
vale 1000 calorias utilizadas na termologia. Que massa m de
água poderia ser aquecida de 10°C para 60°C utilizando essa
energia (1000 cal)?
Dado: calor específico sensível da água = 1,0 cal/g°C.
a)
10 gramas
b)
20 gramas
c) 30 gramas
d)
40 gramas
e) 50 gramas
(FGV-SP) – Os trajes de neopreno, um tecido emborrachado
e isolante térmico, são utilizados por mergulhadores para que
certa quantidade de água seja mantida próxima ao corpo, aprisio-
nada nos espaços vazios no momento em que o mergulhador
entra na água. Essa porção de água em contato com o corpo é
por ele aquecida, mantendo assim uma temperatura constante e
agradável ao mergulhador. Suponha que, ao entrar na água, um
traje retenha 2,5 de água inicialmente a 21°C. A energia
envolvida no processo de aquecimento dessa água até 35°C é
a)
25,5kcal
b) 35,0kcal
c) 40,0kcal
RESOLUÇÃO:
d)
50,5kcal
e) 70,0kcal
Q
= m c ∆θ
1 000 = m . 1,0 . (60 – 10)
m = 20g
Dados: densidade da água = 1,0kg/
calor específico sensível da água = 1,0 cal/(g.°C)
Resposta: B
RESOLUÇÃO:
Usando-se a equação fundamental da calorimetria, temos
Q
= m c ∆θ
m
Sendo a densidade expressa por d =
vem: Q = d V c ∆θ
–––
⇒ m = d . V
V
Substituindo-se os valores numéricos,
Q
= 1.0 . 10 3 . 2,5 . 1,0 . (35 – 21) (cal)
Q = 35,0kcal
Q
= 35,0 . 10 3 cal ⇒
Resposta: B
(UNIP-SP) – Um corpo de massa 1,0kg recebe uma quanti-
dade de calor de 1,0 cal e aumenta sua temperatura de 1,0°C,
sem mudança de estado.
O calor específico sensível da substância que constitui o corpo,
em cal/g°C, vale
a)
1,0
b)
0,1
c)
1,0 . 10 3
d)
1,0 . 10 –3
e)
1,0 . 10 6
Fornecendo 500 cal a 200g de uma substância, a sua tem-
peratura passou de 20°C a 30°C. O calor específico sensível da
substância, em cal/g°C, vale:
a) 0,25
b) 2,5
c)
50
d) 500
e) 600
RESOLUÇÃO:
Q
= m c ∆θ
RESOLUÇÃO:
1,0 cal = 10 3 g . c . 1,0°C
Q
500
cal
s
c =
–––––
⇒ c =
––––––
⇒ c = 0,25
c = 1,0 . 10 –3 cal/g°C
m ∆θ
––––––––––––
200 (30 – 20)
g . °C
cal
––––––
g . °C
Resposta: D
Resposta: A
No Portal Objetivo
Para saber mais sobre o assunto, acesse o PORTAL
OBJETIVO (www.portal.objetivo.br) e, em “localizar”,
digite FIS2M102
100
FÍSICA
Potência de uma fonte térmica 5e6 • Calor e tempo • 4,2J • Caloria •
Potência de uma fonte térmica
5e6
• Calor e tempo • 4,2J
• Caloria • Aquecedores

1. Cálculo da potência da fonte térmica

Os sistemas que produzem calor (estrelas, aquece- dores elétricos, fogões a gás) podem ter seus desem- penhos analisados à luz dos conceitos de energia me- cânica, como transformação, conservação, trabalho e po- tência. Assim, se uma fonte térmica produz certa quanti- dade de calor Q, num intervalo de tempo t, podemos definir sua potência Pot pela expressão:

Q

Pot = ––––– t

ou

Q = Pot . t

As unidades mais utilizadas para estas grandezas são mostradas no quadro abaixo:

 

Calor (Q)

Intervalo de

Potência (Pot)

(energia)

tempo (t)

cal

   

–––––

caloria (cal)

minuto (min)

min

cal

   

–––––

caloria (cal)

segundo (s)

s

J

   

watt (W) = –––

joule (J)

segundo (s)

s

quilowatt (kW)

quilowatt-hora (kWh)

hora (h)

Importante 1,0cal 4,2J 1,0kcal = 1000cal 1,0kWh = 3 600 000J 735W = 1,0cv (cavalo- vapor)

746W = 1,0hp (horse

power)

1,0min = 60s 1,0h = 3600s

As fontes térmicas mais comuns em um laboratório são os bicos de Bunsen e os aquecedores elétricos de imersão (ebulidores). Eles estão representados a seguir, no aquecimento de uma certa massa m de água, num intervalo de tempo

t medido por um cronômetro, para provocar uma varia- ção de temperatura θ sem ocorrer mudança de estado.

A potência Pot desses aparelhos, em relação a esse processo, pode ser calculada pela expressão:

Pot =

Q

––––

t

mc θ Pot = –––––––– t

Q calor sensível c calor específico sensível da água

Se a potência da fonte térmica é constante, pode- mos relacionar a variação de temperatura ∆θ com a va- riação do tempo t por meio do seguinte gráfico:

va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
va- riação do tempo ∆ t por meio do seguinte gráfico: No Portal Objetivo Para saber
No Portal Objetivo Para saber mais sobre o assunto, acesse o PORTAL OBJETIVO (www.portal.objetivo.br) e,
No Portal Objetivo
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OBJETIVO (www.portal.objetivo.br) e, em “localizar”,
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FÍSICA
101
Exercícios Resolvidos – Módulo 5 67 + 97 + 21 = 185 min de caminhada

Exercícios Resolvidos – Módulo 5

67 + 97 + 21 = 185 min de caminhada (3h e 5 min). (MODELO
67
+ 97 + 21 = 185 min de caminhada (3h e 5 min).
(MODELO ENEM) – A potência de uma fonte térmica também
pode ser utilizada para analisarmos sistemas que não sejam necessa-
riamente máquinas térmicas.
IV) Correta. O total de calorias seria gasto em
26
+ 18 + 5 + 6 = 55 min
A
energia consumida e utilizada por um ser humano pode ser calculada
V) Correta. 110 cal x 20 maçãs = 2200 cal
Q
em kcal e sua potência, em kcal/h ou kcal/dia Pot =
––––
.
12 min x 20 maçãs = 240 min (4h)
∆t
Resposta: A
A
tabela mostra a relação da energia térmica com a atividade humana.
Os dados apresentados devem ser utilizados para analisar as seguintes
proposições.
I) A natação é a atividade física mais eficiente para elevar o gasto
calórico da pessoa.
II) Em quatro horas de sono, a pessoa consome o conteúdo calórico
de um “milk-shake”.
III) A energia fornecida por um lanche composto por um hambúrguer,
batata frita e um milk-shake seria consumida em três horas e cinco
minutos de caminhada.
(INEP-MODELO ENEM) – No século XXI, racionalizar o uso da
energia é uma necessidade imposta ao homem devido ao crescimento
populacional e aos problemas climáticos que o uso da energia, nos
moldes em que vem sendo feito, tem criado para o planeta. Assim,
melhorar a eficiência no consumo global de energia torna-se
imperativo. O gráfico, a seguir, mostra a participação de vários setores
da atividade econômica na composição do PIB e sua participação no
consumo final de energia no Brasil.
Considerando-se os dados apresentados, a fonte de energia primária
IV) Uma hora de corrida permitiria a ingestão de um “milk-shake”, um
hambúrguer, um refrigerante comum e um ovo frito sem risco de
ganhar peso.
para a qual uma melhoria de 10% na eficiência de seu uso resultaria
em maior redução no consumo global de energia seria
a)
o carvão.
b) o petróleo.
V) Vinte maçãs correspondem a 2 200 cal e permitiriam uma viagem
de quatro horas de bicicleta.
c)
a biomassa.
d) o gás natural.
e)
a hidroeletricidade.
CONTEÚDO ENERGÉTICO DE ALGUNS ALIMENTOS, TEMPOS DE EXERCÍCIOS
EQUIVALENTES (PESSOA DE 70KG) PARA CONSUMI-LOS
PARTICIPAÇÃO % NO PIB E NO CONSUMO
DE ENERGIA - 2000
60,0
Alimento
Repouso
Andando
Bicicleta
Natação
Corrida
cal
(uma porção)
(min)
(min)
(min)
(min)
(min)
50,0
Maçã
110
78
19
12
9
5
40,0
Toucinho
96
74
18
12
9
5
(duas fatias)
30,0
Ovo cozido
77
59
15
9
7
4
20,0
Ovo frito
110
85
21
13
10
6
10,0
Hambúrguer
350
269
67
43
31
18
Milk-shake
502
386
97
61
45
26
00,0 SERV Q.IND.AGRO ENER QUIM A&B TRAN MET P&C Ñ.MET TÊX MIN
Refrigerante
106
82
20
13
9
5
% DO PIB
% DO CONSUMO DE ENERGIA
comum
SERV = Serviços
TRAN = Transporte
Batata frita
108
83
21
13
10
6
C.H. Snyder. The extraordinary chemistry of ordinary things.
John Wiley and Sons.
Q.IND.= Outras indústrias
AGRO = Agropecuária
ENER = Energia
QUIM = Química
A&B = Alimentos e Bebidas
MET = Metalúrgica
P&C = Papel e Celulose
Ñ.MET = Não metais (cerâmica e cimento)
TÊX = Têxtil
MIN = Mineração
São corretas, somente:
a)
III, IV e V
b)
I
e II
c)
I, II e III
d)
I e III
e)
I, III e V
PATUSCO, J. A. M. “Energia e economia no Brasil 1970-2000”.
Economia & Energia, n o . 35, nov./dez., 2002.
Disponível em:<http://ecen.com/eee35/energ-econom1970-
2000.htm>. Acesso em: 20 mar. 2009. (com adaptações).
Resolução
I) Incorreta. A corrida é mais eficiente.
II) Incorreta. O conteúdo energético do “milk-shake” é consumido
em seis horas e 26 minutos (386 min) de repouso.
III) Correta. O conteúdo energético do lanche proposto seria con-
sumido em
Resolução
A fonte de energia primária responsável pela maior contribuição para a
energia total consumida no planeta é o petróleo, o que se evidencia
pela coluna vermelha correspondente a transporte.
Resposta: B
102
FÍSICA
Exercícios Propostos – Módulo 5 Um líquido cuja massa é igual a 250g é aquecido

Exercícios Propostos – Módulo 5

Um líquido cuja massa é igual a 250g é aquecido de –20°C a 40°C sem sofrer mudança de estado. Sabendo-se que seu calor

específico sensível é igual a 0,30

cal

–––––

g°C

, o tempo necessário

para este aquecimento, usando uma fonte térmica de potência constante e igual a 90 calorias por minuto, será igual a:

a)

20min

b) 30min

c) 40min

d)

50min

e) 60min

RESOLUÇÃO:

 
 

Q

mc∆θ

250 . 0,30 [40 – (–20)] –––––––––––––––––––––

Pot =

–––

⇒ ∆t =

–––––––

=

t

Pot

90

4500

 

t =

––––––

t = 50min

 

90

 

Resposta: D

(FUVEST) – Um atleta envolve sua perna com uma bolsa de água quente, contendo 600g de água à temperatura inicial de 90°C. Após 4,0 horas, ele observa que a temperatura da

água é de 42°C. A perda média de energia da água por unidade de tempo é:

(c = 1,0cal/g°C)

a)

2,0 cal/s

b) 18 cal/s

c) 120 cal/s

d)

8,4 cal/s

e) 1,0 cal/s

RESOLUÇÃO A energia média perdida na unidade de tempo corresponde a uma potência média:

Q mc ∆θ

Pot = ––– = ––––––––––

t

t

Substituindo os valores, temos:

600 . 1,0 . 48 Pot = ––––––––––––– (cal/s) 4,0 . 60 . 60

Resposta: A

Pot = 2,0cal/s

(FURG-RS) – O gráfico representa a temperatura de um corpo em função do tempo, ao ser aquecido por uma fonte que fornece calor a uma potência constante de 180 cal/min.

for nece calor a uma potência constante de 180 cal/min. Se a massa do corpo é

Se a massa do corpo é 200g, então o seu calor específico vale

a)

0,180 cal/g°C

b) 0,150 cal/g°C

c) 0,120 cal/g°C

d)

0,090 cal/g°C

e) 0,075 cal/g°C

RESOLUÇÃO:

Pot =

Q = mc∆θ

Q

–––

t

Q = Pot t

Então: Pot t = mc∆θ

180 . 10 = 200 . c . (120 – 20) Resposta: D

c = 0,090cal/g°C

(ENEM) – A eficiência do fogão de cozinha pode ser anali- sada em relação ao tipo de energia que ele utiliza. O gráfico a seguir mostra a eficiência de diferentes tipos de fogão.

a seguir mostra a eficiência de diferentes tipos de fogão. Pode-se verificar que a eficiência dos
a seguir mostra a eficiência de diferentes tipos de fogão. Pode-se verificar que a eficiência dos

Pode-se verificar que a eficiência dos fogões aumenta a) à medida que diminui o custo dos combustíveis. b) à medida que passam a empregar combustíveis re- nováveis.

FÍSICA

103

c) cerca de duas vezes, quando se substitui fogão a lenha por fogão a gás. d) cerca de duas vezes, quando se substitui fogão a gás por fogão elétrico. e) quando são utilizados combustíveis sólidos.

RESOLUÇÃO:

a) Falsa: o fogão a lenha tem custo mais baixo e é o de menor eficiência.

b) Falsa: dos combustíveis citados, o único que é sempre reno- vável é a lenha, que corresponde à menor eficiência.

c) Correta: para o fogão a lenha, a eficiência é da ordem de 28%, e do fogão a gás é da ordem de 56%.

Observação: na realidade, a eficiência é cerca de duas vezes maior e não o aumento que é de cerca de duas vezes (o que correspon- deria a multiplicar a eficiência por três).

d) Falsa: a eficiência passa de um valor da ordem de 56% para

62%.

e) Falsa: lenha e carvão são combustíveis sólidos e correspondem às menores eficiências.

Resposta: C

e cor respondem às menores eficiências. Resposta: C Exercícios Resolvidos – Módulo 6 (MODELO ENEM) –

Exercícios Resolvidos – Módulo 6

(MODELO ENEM) – A sequência histórica a seguir mostra a evolução do conceito de calor da Grécia Antiga ao mundo da Revolução Industrial do século XIX.

Antiga ao mundo da Revolução Industrial do século XIX. 500 a.C. : Platão diz que o

500 a.C.: Platão diz que o calor e o fogo, que geram e sustentam todas as coisas, são em si origina- dos por impacto e fricção.

coisas, são em si origina - dos por impacto e fricção. 1790 : James Watt desen

1790: James Watt desen- volve a máquina a vapor de Newcomen e mostra que o calor pode ser transformado em trabalho mecânico.

1800: Humphry Davy impressiona a comunida- de científica ao derreter gelo, num dia de inverno rigoroso (–15°C), atritando um bloco no outro. De- monstra, assim, que o calor necessário para a fusão era criado pelo movimento (energia cinética).

a fusão era criado pelo movimento (energia cinética). 1842 : J.R. Mayer reúne e sistematiza todo

1842: J.R. Mayer reúne e sistematiza todo o conhe- cimento de sua época 1842 : J.R. Mayer reúne e sistematiza todo o conhe sobre o calor e o insere sobre o calor e o insere no contexto energético, su- bordinando-o aos concei- tos de conservação e transfomação.

1843: James Prescott Joule encontra experi- mentalmente o equiva- 1843 lente mecânico do calor (1,0cal = 4,2J) e permite o cálculo da potência das fontes lente mecânico do calor (1,0cal = 4,2J) e permite o cálculo da potência das fontes térmicas.

Q

Pot = –––– t

das fontes térmicas. Q Pot = –––– ∆ t Experiência de Joule. As referências apresentadas permitem

Experiência de Joule.

As referências apresentadas permitem a análise das proposições que se seguem.

I) Platão já admitia que o calor é uma forma de energia e que poderia ser obtido a partir do trabalho mecânico.

II) A máquina a vapor transforma calor em movimento.

III) Davy mostrou que os corpos a temperatu-

ras muito baixas não podem transferir calor.

IV) Mayer afirmou que o calor era uma forma de energia e sua conservação em sistemas isolados explica o equilíbrio térmico.

V) Na experiência de Joule, as duas massas de 150kg descem dez metros para girar o agitador, que eleva a temperatura de 1,0kg de água em 10°C.

São corretas apenas:

a)

I, II e III

b)

I e III

c)

II e V

d)

I, II, IV e V

e)

IV e V

Resolução

I

– Correta

II

Correta

III

– Incorreta V – Correta

IV

– Correta

Q cedido + Q recebido = 0

Resposta: D

O consumo médio de energia de um ser

humano adulto é de 100 J por segundo (100W); isso significa que a cada segundo consumi- mos, aproximadamente:

a)

2400kcal

b) 420kcal

c)

1,0kcal

d)

0,42kcal

e) 0,024kcal

Resposta: E

1,0kcal d) 0,42kcal e) 0,024kcal Resposta: E Exercícios Propostos – Módulo 6 (MACKENZIE-SP) – No

Exercícios Propostos – Módulo 6

(MACKENZIE-SP) – No nível do mar, certa pessoa neces- sitou aquecer 2,0 litros d’água, utilizando um aquecedor elétri-

co

de imersão, cuja potência útil é constante e igual a 1,0 kW.

O

termômetro disponibilizado estava calibrado na escala

Fahrenheit e, no início do aquecimento, a temperatura indicada

era 122°F. O tempo mínimo necessário para a água atingir a temperatura de ebulição foi

a) 1min 40 s

b) 2 min

c) 4 min 20 s

d) 7 min

e) 10 min

RESOLUÇÃO:

1) Temperatura inicial em °C:

Dados:

 

ρ água = 1,0 g/cm 3

c

água = 1,0cal/(g.°C) 1 cal = 4,2 J

104

FÍSICA

θ c

–––

5

θ c

–––

5

=

=

θ F – 32

––––––

9

122 – 32

 

––––––––

0 = 50°C
9

θ

 

Q

m c ∆θ

2) Pot =

–––

= ––––––

t

t

 

J

1000

cal

Pot =1000W = 1000

–––

=

––––––

–––

s 4,2

s

1000

2000 . 1 . 50

––––––

=

––––––––––––

4,2

t

t = 420s = 7min

Resposta: D

(PUC-RS-MODELO ENEM) – Responder à questão com ba- se no gráfico abaixo, referente à temperatura em função do tem- po, de um corpo que está sendo aquecido e que absorve 20 cal/s.

de um corpo que está sendo aquecido e que absorve 20 cal/s. A capacidade térmica do

A capacidade térmica do corpo é

a)

20 cal/°C

b) 30 cal/°C

c) 40 cal/°C

d)

50 cal/°C

e) 60 cal/°C

RESOLUÇÃO:

Pot. t = mc ∆θ

Pot. t = C . ∆θ

Assim, 20 . 100 = C (60 – 20)

Resposta: D

C = 50 cal/°C

(UFG-GO) – O cérebro de um homem típico, sadio e em repouso, consome uma potência de aproximadamente 16W. Supondo que a energia gasta pelo cérebro em 1 min fosse completamente usada para aquecer 10m de água, a variação de temperatura seria de, aproximadamente,

Densidade da água: 1,0 . 10 3 kg/m 3 Calor específico da água: 4,2 . 10 3 J/kg . °C

a) 0,5°C

b) 2°C

c) 11°C

d) 23°C

RESOLUÇÃO:

Da expressão da potência, temos: Pot = –––

Q = Pot . t

Assim: Pot t = mc∆θ

Q

t

 

m

mas: d =

–––

m = dV

V

Portanto: Pot t = dVc ∆θ

16 . 60 = 1,0 . 10 3 . 10 . 10 6 . 4,2 . 10 3 . ∆θ

θ = 22,857°C

∆θ ≅ 23°C
∆θ ≅ 23°C

Resposta: D

e) 48°C

Atenção que: 10m = 10 . 10 3 = 10 . 10 3 dm 3 = 10 . 10 6 m 3

1min = 60s

Balanço energético 7e8 • Equilíbrio térmico • Soma de calores trocados nula
Balanço energético
7e8
• Equilíbrio térmico • Soma de
calores trocados nula

1. Calores trocados

Consideremos vários corpos em temperaturas diferentes, colocados em contato térmico, constituindo um sistema termicamente isolado (sistema que não troca calor com o meio externo). Como estão em temperaturas diferentes, eles tro- cam calor entre si, até atingirem o equilíbrio térmico. Mas, como o sistema é termicamente isolado, isto é, como ele não troca energia térmica com o meio ex- terno, sua energia térmica total permanece constante.

Logo, a soma das quantidades de calor cedidas por uns é igual à soma das quantidades de calor recebidas pelos demais.

Σ Q cedida = Σ Q recebida

Se convencionarmos:

Calor recebido: Q > 0 Calor cedido: Q < 0 a expressão acima se transforma em:

FÍSICA

105

Σ Q trocada = 0

Exemplo Sistema termicamente isolado.

Q trocada = 0 Exemplo Sistema termicamente isolado. |Q a + Q b | = |Q

|Q a + Q b | = |Q c + Q d + Q e |

cedido recebido
cedido
recebido

Pela convenção adotada, temos Q a e Q b negativos e Q c , Q d e Q e positivos, de tal forma que:

Q a + Q b + Q c + Q d + Q e = 0

que: Q a + Q b + Q c + Q d + Q e =

Exercícios Resolvidos – Módulo 7

(MODELO ENEM) – O calor está presente em nossa vida cotidiana e de certa maneira relacio- na-se com a própria evolução do Universo.

relacio - na-se com a própria evolução do Universo. SÉCULO VI a.C. – Filósofos pré-socráticos (en-

SÉCULO VI a.C. – Filósofos pré-socráticos (en-

tre os quais, Heráclito) consideravam o Univer- so como um sistema fechado e que o “quente”

e o “frio” ditassem o sentido de sua evolução para um estado “morno” ou “mais frio”.

1779 – Black define o calor como um fluido indes- trutível, invisível e sem peso (calórico) que era transferido de um corpo “quente” para outro, 1779 “frio”. Estes, num sis te - ma fechado, atingiam o equilíbrio térmico, ao ficarem com “frio”. Estes, num siste- ma fechado, atingiam o equilíbrio térmico, ao ficarem com temperaturas iguais. A quantidade de calórico fornecida pelo corpo quente é igual

à recebida pelo corpo frio (Q quente + Q frio = 0).

1800 – Conde Rumford rebate a ideia do calórico e relaciona o calor com a energia trocada entre o corpo quente e o frio. Num sistema fechado, a soma dos calores trocados entre eles é sempre nula (Q 1800 q u e n t e + Q f r i o = 0). quente + Q frio = 0).

1843 – Mayer insere o calor definitivamente no reino energético e justifica o equilíbrio térmico, num sistema fechado, pelo prin- 1843 cípio da conservação da energia. cípio da conservação da energia.

1988 – Segundo a teoria do Big Bang, o Universo era muito pequeno (1,0cm de diâme- tro) e “quentís- simo” (mais de 10 50 K) há 13,7 bi- lhões de anos e, em explosiva expansão, atingiu, hoje, com um diâmetro de 10 26 m, a marca média de 2,8K, com variações de até 0,02K, que explicam a existência das galáxias.

de até 0,02K, que explicam a existência das galáxias. Julgue as proposições abaixo com base na

Julgue as proposições abaixo com base na cronologia apresentada anteriormente.

O

I. pensamento dedutivo dos filósofos gregos

e

a metodologia indutiva da ciência moderna

convergiram para a ideia da evolução do Universo de um estado mais quente para outro, mais frio.

II. Apesar das divergências sobre a natureza do calor, Black e Rumford equacionaram o equilíbrio térmico de maneira semelhante.

III. Mayer reforçou as ideias de Rumford sobre o calor ser uma forma de energia em movi- mento e não uma transferência de um fluido entre dois corpos com temperaturas dife- rentes.

IV. A expansão do Universo produz seu resfria- mento progressivo.

São corretas,

a)

somente, I e II b) somente, II, III e IV

c)

somente, II e IV d) somente, I, III e IV

e)

I, II, III e IV

Resposta: E

Num processo de transferência de energia térmica, se um corpo fornece 10cal para outro corpo com temperatura mais baixa, a soma dos calores trocados vale:

a)

–20cal

b) –10cal

d)

+10cal

e) +20cal

Resposta: C

c)

zero

d) +10cal e) +20cal Resposta: C c) zero Exercícios Propostos – Módulo 7 Misturam-se 100g de

Exercícios Propostos – Módulo 7

Misturam-se 100g de água a 0°C com 500g de deter- minado líquido a 20°C, obtendo-se o equilíbrio térmico a 10°C. O calor específico sensível do líquido, em cal/g°C, é:

a) 0,10

b) 0,20

c) 0,30

Dado: c H 2 O = 1,0cal/g°C

RESOLUÇÃO:

Σ Q = 0;

Q s = mc θ

d) 0,40

e) 0,50

(mcθ) água + (mcθ) líquido = 0

100 . 1 (10 – 0) + 500 . c . (10 – 20) = 0

Resposta: B

c = 0,20 cal/g°C

106

FÍSICA

(FATEC-SP-MODELO ENEM) – Um sistema, A, está em equilíbrio térmico com outro, B, e este
(FATEC-SP-MODELO ENEM) – Um sistema, A, está em
equilíbrio térmico com outro, B, e este não está em equilíbrio
térmico com um terceiro, C. Então, podemos dizer que
c) o calor específico da substância 2 é maior que o da substân-
cia 1.
d) a substância 2 fornece calor à substância 1.
a) os sistemas A e B possuem a mesma quantidade de calor.
RESOLUÇÃO:
b) a temperatura de A é diferente da de B.
Q cedido + Q recebido = 0
c) os sistemas A e B possuem a mesma temperatura.
d) a temperatura de B é diferente da de C, mas C pode ter
temperatura igual à do sistema A.
(mc ∆θ) 1 + (mc ∆θ) 2 = 0
m c 1 (15 – 50) + m c 2 (15 – 10) = 0
e) a temperatura de C é maior que a de A e B.
–35 c 1 + 5 c 2 = 0 ⇒ 5 c 2 = 35 c 1 ⇒
c
2 = 7 c 1
Resposta: C
RESOLUÇÃO:
Dois corpos em equilíbrio térmico possuem a mesma temperatura.
Resposta: C
Misturando-se 20g de água a 40°C com 10g de água a
(UECE) Duas substâncias, 1 e 2, de massas iguais e tem-
peraturas iniciais de 50°C e 10°C, respectivamente, são colo-
cadas em um calorímetro de capacidade térmica desprezível.
Depois de 50 minutos, elas atingem o equilíbrio térmico, con-
forme indica o gráfico da figura.
70°C e admitindo-se que não há perdas de calor, a temperatura
final de equilíbrio térmico será, em °C, igual a:
a) 30
b)
35
c)
50
d)
65
e) 90
Dado: c H 2 O = 1,0cal/g°C
RESOLUÇÃO:
Σ Q = 0;
Q s = mc ∆θ
(mc∆θ) água fria + (mc∆θ) água quente = 0
20 . 1 (θ E – 40) + 10 . 1 . (θ E – 70) = 0
θ E = 50°C
Resposta: C
Sobre estas substâncias, pode-se dizer corretamente que
a)
elas possuem o mesmo calor específico.
b
a razão entre os calores específicos da substância 1 e 2 nes-
ta ordem, é 5.
No Portal Objetivo
Para saber mais sobre o assunto, acesse o PORTAL OBJETIVO (www.portal.objetivo.br) e, em “localizar”, digite FIS2M104
e, em “localizar”, digite FIS2M104 Exercícios Resolvidos – Módulo 8 (MODELO ENEM) – Um

Exercícios Resolvidos – Módulo 8

(MODELO ENEM) – Um professor, ao apresentar o assunto “Equilíbrio Térmico”, montou o seguinte esquema na lousa:

Térmico”, montou o seguinte esquema na lousa: A partir das informações apresentadas, consi - dere as

A partir das informações apresentadas, consi- dere as proposições que se seguem.

I) A temperatura θ A do corpo A é maior que a temperatura θ B do corpo B.

II) O calor flui espontaneamente do corpo

mais frio para o corpo mais quente.

III) No equilíbrio térmico, os corpos A e B ficam com a mesma temperatura θ f .

IV) θ A > θ f > θ B

São corretas apenas:

(MODELO ENEM)

θ f > θ B São corretas apenas: (MODELO ENEM) a) II, III e IV b)

a)

II, III e IV

b)

I, II e IV

“Tal foi o calor de minha palavra que a fez

c)

II e IV

d)

I, III e IV

sorrir.”

e)

III e IV

(Machado de Assis)

Resposta: D

FÍSICA

107

“Chovia uma triste chuva de resignação Como contraste e consolo ao calor tem - pestuoso

“Chovia uma triste chuva de resignação Como contraste e consolo ao calor tem- pestuoso da noite.”

(Manuel Bandeira)

De acordo com os trechos citados, podemos concluir que

a) a mudança de humor descrita por Machado de Assis sugere a mudança de estado físico que o calor sempre provoca.

b) Manuel Bandeira aproximou-se muito do conceito físico de calor como sendo a quantidade de energia dos corpos em ambientes quentes.

c) Machado de Assis e Manuel Bandeira afastaram-se do conceito físico de calor como sendo a medida macroscópica do

grau de agitação das partículas de um corpo.

d) Machado de Assis e Manuel Bandeira

afastaram-se do conceito físico de calor como sendo a transferência de energia motivada por uma diferença de tempe- ratura.

e) Machado de Assis e Manuel Bandeira definiram o calor como a quantidade de energia relacionada aos corpos a baixas temperaturas.

Resposta: D

relacionada aos corpos a baixas temperaturas. Resposta: D Exercícios Propostos – Módulo 8 (MACKENZIE-SP) –

Exercícios Propostos – Módulo 8

(MACKENZIE-SP) – Lourdinha coloca, em uma garrafa tér- mica, o café que acabou de fazer. São 350g de café [calor es-

pecífico = 1 cal/(g.°C)] a 86°C. A garrafa térmica inicialmente estava a 20°C e o conjunto atinge equilíbrio térmico a 75°C. A capacidade térmica dessa garrafa é

a)

d)

40 cal/°C

70 cal/°C

b) 50 cal/°C e) 75 cal/°C

c) 65 cal/°C

RESOLUÇÃO:

Considerando o sistema termicamente isolado,

Q cedido + Q recebido = 0

(mc∆θ) café + (C . ∆θ) garrafa = 0 350 . 1 . (75 – 86) + C(75 – 20) = 0

C = 70 cal/°C

Resposta: D

(FATEC-SP) – Em um calorímetro, de capacidade térmica desprezível, são colocados 50g de água a 20°C e um bloco de cobre de massa 200g a 158°C.

A capacidade térmica do conteúdo do calorímetro, em cal/°C, e

a temperatura final de equilíbrio, em °C, valem, respectiva-

mente,

a) 69

d) 250 e 58

e

58

b) 69

e

89

c) 89

e

58

e) 250 e 89

Dados:

calor específico da água = 1,0 cal/g°C calor específico do cobre = 0,095 cal/g°C

RESOLUÇÃO:

Da definição de capacidade térmica, temos

 

Q

C =

––––

= mc

∆θ

Assim: C total = C água + C cobre C total = (mc) água + (mc) cobre

C total = 50 . 1,0 + 200 . 0,095 (cal/°C)

C total = 69 cal/°C

Para o cálculo da temperatura de equilíbrio térmico, usamos a re-

lação:

Q