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Manual de brincadeiras ilustradas

Prof. Rodrigo de Oliveira Gomes

Isto é um manual de brincadeiras antigas, clássicas. Podem dizer "Mas, menino, todos conhecem essas". Porém, vamos registrá-las mesmo assim, pois todo o conhecimento deve ser revisitado sempre. Brincadeiras tão significativas da nossa infância vêm se perdendo. Não custa nada oferecer às nossas crianças aquilo que nos fez tão bem, nos educa, nos sensibiliza e nos faz perceber o mundo de outras maneiras.

Dança-da-cadeira Essa é antiga e muito divertida. Vamos precisar de muita gente, pois com poucas pessoas perde a emoção. Vamos precisar também de várias cadeiras. O número de cadeiras deve ser menor que o número de participantes. As cadeiras devem ser colocadas em círculos com o assento para o lado de fora da roda. Ao sinal dado, as crianças devem andar em volta da roda de cadeiras enquanto uma música é tocada. Quando a música parar, todos devem sentar-se. Quem ficar sem cadeira, sai da brincadeira e espera ela recomeçar numa próxima rodada. Tem a versão cooperativa, na qual ninguém sai, só diminui o número de cadeiras. Então, o povo se espreme pra caber nas cadeiras que ficam. Nem queiram ver o que acontece quando fica só uma cadeira.

Batata-quente Em roda de novo! As crianças devem passar uma bola de meia, enquanto um chefinho vai “assando a batata’’. Ele vai dizendo: batata quente, quente, quente, quente, queimou! Quem estiver com a “batata” na mão no momento em que queimar, sairá do jogo. Vence e será o novo chefe quem ficar por último.

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Ainda em clima de verão

Uma

Quente ou frio criança é escolhida para ser o “caçador”. As demais

combinam onde vão esconder um objeto, enquanto o caçador sai do ambiente. Em seguida, o caçador volta para procurar o objeto escondido. Para “esquentar” a brincadeira, os colegas vão dando dicas para o caçador. Se estiver perto do objeto, gritam: Quente! Se estiver longe, gritam: Frio!

Quente ou frio musical Variação do quente ou frio para quem gosta de cantar. O jeito de brincar é o mesmo, mas ao invés de gritar quente ou frio, as crianças estarão cantando uma canção. Se aumentarem o volume, significa que o caçador está perto. Se diminuírem o volume, quer dizer que ele está longe! Tem que prestar muita atenção para não dar dicas erradas!

Amarelinha

A figura abaixo deve ser desenhada no chão*. Cada participante deve arrumar uma

pedrinha para jogar. Faz-se uma fila. Cada criança, na sua vez, joga a pedra em cada casinha. A pedra deve cair dentro da casa número 1, depois a criança pula o trajeto todo,

exceto a casa marcada. Se realizar o percurso com sucesso, tenta acertar a casinha número 2. E assim sucessivamente. Não vale desequilibrar e nem pisar na linha!

*Não vou me dar ao trabalho de pôr o desenho, por que todo mundo sabe como é. E também por que eu não sei pôr. Hehe

Esbarra-manteiga Toda a garotada deve se sentar em círculo, com as mãos fechadas e viradas para cima. Um mestre deve iniciar a parlenda:

“Esbarra a manteiga na fuça da nega. Esse tapa que eu vou dar é de machucar! 1, 2, 3” À medida que canta, vai dando um leve tapinha em cada mão. A mão que foi “batida” no momento em que o número 3 for falado sai do jogo. Ganha quem sair por último. Ahhh! Cuidado com o tapinha, hein! Nada de força!

Corre-cotia Mais uma em roda. Uma criança é escolhida para começar a brincadeira. As crianças da roda devem cantar:

Corre-cotia Na casa da tia Corre cipó Na casa da vó Lencinho branco Caiu no chão Moço bonito Do meu coração Corredor: Posso correr? Todos: Pode! Corredor: Quantas voltas? Todos: 2! (Varia) Corredor: Forte ou fraco? Todos: Forte! (Varia) Feche o olho bem fechado Vai chover no seu telhado!

Enquanto corre ao redor dos colegas, deposita uma bola de meia ( a mesma da "Batata

quente") atrás de um deles. O que recebeu a bola deve, assim que perceber, tentar pegar

o corredor ou queimá-lo com a bola. Se conseguir, será o novo corredor. Se não, o mesmo corredor continuará.

Passa-anel De novo, vamos todos ficar em círculo. Agora, a posição da mão deve ser diferente:

palma com palma (como se fosse bater palma e as mãos congelassem no momento em que se encontram). Uma pessoa, com um anel em suas mãos (vale moeda, pedrinha, etc. na falta do anel, que anel tá difícil por essas bandas), vai passando de mão em mão e

fazendo o gesto de depositar o anel em cada mão (para confundir os amiguinhos). Depois que terminar de “passar o anel”, escolhe uma pessoa para “chutar” quem foi que recebeu o presentinho. Se este adivinhar, será o novo passador, se errar, a pessoa que ele sugeriu como sendo quem recebeu terá a chance de chutar. Legal, né?!

Pega-pega Essa é famosa. Escolhe-se uma mãe, que será o pegador. As outras crianças devem correr para não serem pegas. A primeira criança pega será a nova mãe. Simples e divertido!

Agacha ou pega Uma variação do pega-pega tradicional. Neste jeito de brincar, o pique não é um lugar ou objeto e sim uma posição. Para não poder ser pego, tem que abaixar. O pegador vai ficar muito cansado!

Abraça ou pega Pega-pega é legal, mas com variação fica melhor ainda. Nessa outra forma de brincar, só não pode ser pego quem está abraçado com um amiguinho. É bom pra se exercitar, se divertir e fazer amizades também!

Pega e congela Desse outro jeito, as crianças que forem sendo pegas, vão “congelando”, ou seja, “viram estátua” e devem ficar paradas no lugar em que foi tocada. Só pode sair e voltar a correr se alguém “salvá-la”, dando-lhe um tapinha.

Pega e gruda Essa versão é boa porque quanto mais pessoas o pegador pega, mais fica difícil. Cada pessoa que a mãe pega deve dar as mãos, formando uma corrente. A mãe só pode pegar se todos estiverem de mãos dadas.

Esconde-esconde Clássica e emocionante. Uma criança é escolhida para ser a mãe (de novo!). Ela deve cobrir a “cara” e fazer a contagem até o número combinado, para dar tempo do povo se esconder. Ao final da contagem, deve sair à procura dos escondidos. Assim que achar, corre ao pique (onde cobriu a “cara”) para “bater o nome” de quem achou. De acordo com o combinado, a última ou a primeira pessoa encontrada será a nova mãe.

Morto ou vivo Todas as crianças devem estar alinhadas ombro a ombro. Um chefe vai comandar a brincadeira. Dando as ordens: morto ou vivo. As crianças devem, respectivamente, abaixar ou levantar. Pode variar a velocidade e a repetição ou alternação dos comandos, para ficar imprevisível. Quem erra sai da brincadeira e espera a próxima rodada. Ganha quem ficar por último. E esse vai ser o novo chefe.

Careca-cabeludo No mesmo esquema da brincadeira vivo ou morto, pode-se brincar de careca/cabeludo. Ao ouvir o comando: CARECA!, todos devem cobrir os cabelos e CABELUDO!, todos devem mostrar suas madeixas.

Dentro-fora Faz-se um círculo no chão e as crianças devem obedecer aos comandos: dentro e fora, entrando ou saindo do desenho feito no chão.

Triste e feliz Essa é boa, porque fica difícil controlar a risada. Ao comando TRISTE, todos devem ficar sérios. Ao comando FELIZ, todos abrem aquele sorrisão.

Dormindo e acordado Outra versão da mesma brincadeira, na qual o comando DORMINDO significa que todos devem fechar os olhos, enquanto o comando ACORDADO indica que devem abrir.

Coelhinho sai da toca A idéia é a mesma da dança das cadeiras. As crianças vão disputar tocas que estarão em menor quantidade que elas. As tocas podem ser feitas de bambolê, jornal, ou até mesmo dois amiguinhos dando as mãos. Mais uma vez, precisamos de um chefe para comandar a brincadeira. Todos devem estar posicionados dentro de uma toca. O chefe ordena:

Coelhinho sai da toca, 1, 2, 3! Então todos devem trocar de toca. Em seguida, retira-se uma toca. E novamente o chefe manda os coelhinhos se mudarem. Dessa vez, quem ficar sem toca sai da brincadeira e espera a próxima rodada. Ahhh! Tem ainda a versão cooperativa. Na qual, ao invés de deixar o amiguinho de fora, todos devem se esforçar para fazer caber todo mundo nas tocas, mesmo que tenha que apertar um pouco.

Referência:

Adaptado de: http://serpequenino.blogspot.com.br/2009/11/manual-de-brincadeiras- ilustradas.html