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PROTOCOLO TÉCNICO-OPERACIONAL PARA REALIZAÇÃO DE

LAVAGEM DAS MÃOS

A principal via de transmissão de infecção hospitalar são as mãos da


equipe hospitalar, portanto a adequada lavagem das mãos é o procedimento de
comprovada eficácia para o Controle de Infecção Hospitalar. Este procedimento visa
a remoção da flora transitória, células descamativas, suor, oleosidades da pele e
ainda quando associado a um anti-séptico promove a diminuição da flora residente.
O tempo da lavagem das mãos é importante, não só pela ação mecânica, mas
também para obter o efeito desejado pela ação do anti-séptico.

A equipe hospitalar ao iniciar suas atividades, principalmente em áreas


críticas, deve retirar anéis, pulseiras, relógios e lavar as mãos até o cotovelo.

1 – LAVAGEM BÁSICA DAS MÃOS COM ÁGUA E SABÃO LÍQUIDO

 Abrir a torneira com a mão não dominante e molhar as mãos, sem encostar-se
à pia;

 Friccionar as mãos com água e sabão líquido por aproximadamente 15 a 30


segundos pelas diferentes faces, espaços interdigitais, polegar, articulações,
unhas e extremidades dos dedos e punhos;

 Enxaguar as mãos com água corrente, retirando totalmente o resíduo de


sabão;

 Enxugar em papel-toalha descartável;

 Fechar a torneira utilizando o papel-toalha.

Indicações

 Sempre que entrar ou sair da Unidade de Internação;

 Sempre que estiverem sujas;

 Antes e após contato com paciente;

 Após contato com fonte de microrganismos (secreções e fluidos corporais);

 Sempre que manipular materiais ou equipamentos que estão ou estiveram


conectados a pacientes;
 No preparo de materiais ou equipamentos, durante seu processamento;

 No preparo de medicações, etc.


2 – LAVAGEM E ANTI-SEPSIA DAS MÃOS COM SOLUÇÃO ANTI-SÉPTICA
DEGERMANTE

2.1 – Pré-procedimentos invasivos

 Abrir a torneira com a mão não dominante e molhar as mãos, sem encostar-se
à pia;

 Friccionar as mãos com solução anti-séptica degermante por 3 a 5 minutos


pelas diferentes faces, espaços interdigitais, polegar, articulações, unhas e
extremidades dos dedos e punhos;

 Enxaguar as mãos com água corrente, retirando totalmente o resíduo da


solução anti-séptica degermante

 Enxugar as mãos com compressa estéril.

Indicações

 Instalação de cateter peritonial;

 Instalação de cateter venoso central;

 Arteriografia;

 Lavagem da cavidade peritonial;

 Instalação de tração alo-craniana/esquelética;

 Drenagem de tórax;

 Biópsia hepática, renal, etc.

2.2 – Pré-procedimentos cirúrgicos em geral

Tempo total de lavagem: 5 minutos

 Deixar as mãos mais elevadas que os cotovelos durante todo o procedimento;

 Enxaguar as mãos e os antebraços;

 Usar 2 ml de anti-séptico degermante nas mãos e esfregá-las por 30


segundos. Esfregar o antebraço com movimentos circulares, até 3 cm após o
cotovelo;
 Enxaguar em água corrente;

 Usar 2 ml de anti-séptico degermante na escova. Escovar bem as pontas dos


dedos, depois cada mão por 1 minuto com muita atenção para a região
interdigital;
 Escovar o antebraço com movimentos circulares, terminando 3 cm antes do
cotovelo;

 Descartar a escova e enxaguar em água corrente até retirar todo o anti-


séptico;

 Usar 2 ml de anti-séptico degermante e esfregar as mãos suavemente.


Esfregar os antebraços em movimentos circulares até a metade do antebraço;

 Enxaguar para retirada do anti-séptico;

 Usar 2 ml de anti-séptico e lavar as mãos suavemente;

 Enxaguar para retirada do anti-séptico;

 Enxugar primeiro as mãos e depois o antebraço com toalha estéril ou


compressa estéril.

3 – LAVAGEM E ANTI-SEPSIA DAS MÃOS, SEM LAVAGEM PRÉVIA COM ÁGUA


E SABÃO, COM SOLUÇÃO DE ÁLCOOL GLICERINADO

 Friccionar 3 a 5 ml de álcool glicerinado por 1 minuto pelas diferentes faces


das mãos, espaço interdigital e dedos.

 Deixar secar espontaneamente.

Indicações

 Nos locais onde não houver pias ou em situações emergenciais em que se


necessita a aplicação rápida de um anti-séptico;

 Entre pequenos procedimentos, estando as mãos limpas, como por exemplo:


verificação de temperatura, pressão, exame físico, etc.

Observações Gerais

 As unhas devem ser curtas para facilitar a limpeza do espaço sub-ungueal;

 Recomenda-se o emprego de escovas com cerdas macias, descartáveis ou


convenientemente esterilizadas. Na sua impossibilidade, dar preferência ao
procedimento da anti-sepsia sem escovação;

 As luvas não devem ser utilizadas em substituição à lavagem das mãos. As


mãos devem ser lavadas antes e após o seu uso.

 É contra indicado o uso de soluções alcoólicas (álcool glicerinado) para


remoção de resíduos de anti-sépticos degermantes, pois pode interferir no
efeito residual da solução degermante.
CUIDADOS COM DISPENSADORES

 Efetuar limpeza semanal dos dispensadores com água e sabão. Datar.

 Prover os locais com pias com: 1 dispensador para sabão líquido, 1 almotolia
para álcool glicerinado e porta papel-toalha.

 Prover os locais onde não há pias com dispensador para álcool glicerinado.