CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO RN CEFET/RN – UNIDADE SEDE DE NATAL UNED – UNIDADE DE ENSINO DESCENTRALIZADA DE MOSSORÓ

GERÊNCIA EDUCACIONAL DA ÁREA DE TECNOLOGIA INDUSTRIAL GERÊNCIA EDUCACIONAL DA GESTÃO TECNOLÓGICA
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PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO

CURSO: ELETROTÉCNICA TURMA: 2º MÓDULO PROFESSOR: GILENO JOSÉ DE VASCONCELOS VILLAR BASES TECNOLÓGICAS: INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO DESENHO DE DIAGRAMAS E CROQUIS ELÉTRICOS

JANEIRO/2003

Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão

1 – SISTEMA ELÉTRICO (Concepção Geral)
Um sistema elétrico, na sua concepção mais geral, é constituído pelos equipamentos e materiais necessários para transportar a energia elétrica desde a usina geradora (fonte) até os pontos onde ela será utilizada ou consumida (carga). Etapas Básicas: Geração, Transmissão, Distribuição e Utilização (ou Consumo). a) Geração de Energia Elétrica: É desenvolvida nas usinas geradoras que produzem energia elétrica por transformação, a partir das fontes primárias. As usinas podem ser classificadas em: • Hidroelétrica, que utilizam a energia mecânica das quedas d’água; • Termoelétricas, que utilizam a energia térmica da queima dos combustíveis (carvão, óleo diesel, gasolina, gás natural etc.); • Nucleares, que utilizam a energia térmica proveniente da fissão ou fusão nuclear (urânio, plutônio, tório etc.). b) Transmissão de Energia Elétrica: Como os geradores são para potências elevadas (MW) e a tensão gerada é razoavelmente baixa (kV), a corrente elétrica no gerador é de grande intensidade (kA). Portanto, se faz necessário que seja construída perto da usina geradora uma subestação elevadora de tensão. Dentro dessa subestação, são colocados os transformadores elevadores, que recebem dos geradores as tensões, em geral, de 6,9 kV ou 13,8 kV e elevam-nas para as tensões de transmissão, que são de 138 kV, 230 kV, 500 kV etc. Como a corrente produzida (pelos geradores) é muito alta, inviabilizando o transporte até os centros de consumo, eleva-se a tensão (conseqüentemente, diminuindo a corrente para um mesmo valor de potência) para que se faça a transmissão dessa energia a longas distâncias através de torres de transmissão, com bitolas de condutores mais finas e menores perdas na linha. Muitas vezes segue-se a transmissão uma etapa intermediária denominada de sub-transmissão, com tensões um pouco mais baixas, normalmente 69 kV. c) Distribuição de Energia Elétrica: As linhas de transmissão alimentam subestações abaixadoras, geralmente situadas nos centros urbanos; delas partem as linhas de distribuição primária. Estas podem ser aéreas, utilizando cabos nus, ou subterrâneas, utilizando cabos isolados. As linhas de distribuição primária, com tensões de 13,8 kV, alimentam indústrias e prédios de grande porte; e as linhas de distribuição secundária, com tensões de 220 V (entre fase e neutro) e 380 V (entre fases), alimentam os chamados pequenos consumidores: residências, pequenos prédios, oficinas, pequenas indústrias etc. d) Utilização da Energia Elétrica (Consumo): Ocorre nas instalações elétricas, onde a energia é transformada pelos equipamentos elétricos em energia mecânica, térmica ou luminosa, para ser finalmente utilizada.

2 – FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
O fornecimento de energia elétrica pode ocorrer das seguintes maneiras: a) Provisória: Para funcionamento das Máquinas durante a execução das Obras. b) Temporária: Circos, Parques de Diversão, Festas Cívicas, Religiosas ou Populares. c) Definitiva: Normal (Permanente) e de Segurança e Substituição (Fontes independentes da Alimentação Normal, Ex: Bombas de Incêndio, Iluminação de Emergência, Detectores de Fumaça, Alarme contra Roubos, Salas de Cirurgias em Hospitais).

2.1 – Definições Importantes
Alguns dos termos técnicos mais utilizados em normas de fornecimento de energia elétrica: Energia Elétrica Ativa: energia elétrica que pode ser convertida em outra forma de energia, expressa em quilowatt-hora (kWh). Energia Elétrica Reativa: energia elétrica que circula continuamente entre os diversos campos elétricos e magnéticos de um sistema de corrente alternada, sem produzir trabalho, expressa em quilovar-hora (kvarh). 1

Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW). Demanda: Média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo especificado. Demanda Medida: Maior demanda de potência ativa, verificada por medição, integralizada no intervalo de 15 minutos durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW). Ponto de Entrega: Primeiro ponto de fixação dos condutores do ramal de ligação na propriedade do consumidor. É o ponto até o qual a concessionária se obriga a fornecer energia elétrica, com a participação nos investimentos necessários, responsabilizando-se pela execução dos serviços, pela operação e pela manutenção. Ramal de Ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados pela concessionária entre o ponto de derivação da rede secundária e o ponto de entrega. Ramal de Entrada: Conjunto de condutores, acessórios e equipamentos instalados pelo consumidor, a partir do ponto de entrega até a medição, inclusive. Ramal Alimentador: Conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor, após a medição para alimentação das instalações internas da unidade consumidora. Subestação: Parte das instalações elétricas da unidade consumidora atendida em tensão primária de distribuição que agrupa os equipamentos, condutores e acessórios destinados à proteção, medição, manobra e transformação de grandezas elétricas.

2.2 – Definição da Tensão de Alimentação
Os alimentadores são definidos de acordo com a carga do consumidor e os níveis de tensão mais utilizados na alimentação dos consumidores, são os mostrados abaixo: • • 1. Alimentação em Baixa Tensão: 220 V (Monofásico), Carga Instalada ≤ 15 kW (Iluminação e Motores 1φ) 380/220 V (Trifásico), 15 kW < Carga Instalada ≤ [50] 75 kW (Iluminação e Motores 3φ) 2. Alimentação em Alta Tensão (Alta Tensão de Distribuição): 13,8 kV (Trifásico), [50] 75 kW < Carga Instalada ≤ 2,5 MW (Transformador ou Subestação Particular) 3. Alimentação em Alta Tensão (Tensão de Sub-Transmissão): 69 kV (Trifásico), Carga Instalada > 2,5 MW (Subestação Particular)

Na área de concessão da COSERN a energia elétrica disponível, para todo o Rio Grande do Norte, tem as seguintes características: em BT = 380/220 V, 60 Hz, com sistema a 4 fios (3F + N). em AT (MT) = 13,8 kV, 60 Hz, com sistema a 3 fios (3F).

OBSERVAÇÕES: • Em instalações monofásicas não é permitida a utilização dos seguintes equipamentos: 1) máquina de solda com potência > 3 kVA 2) motores 1~ com potência > 3 cv • Alimentação de motores 3~ com potência > 7,5 cv, necessariamente tem que ser realizada através de chave de partida com redução da corrente (estrela-triângulo ou compensadora). 2

). A preocupação com a elaboração do projeto. Normas e Padrões da Concessionária Local etc. Porém.). 3 . apartamentos. portanto as instalações elétricas devem ser preocupação de todos os profissionais envolvidos (engenheiros. com a execução correta das instalações e com a utilização de componentes de boa qualidade. técnicos e eletricistas) e usuários (proprietários e todos que fazem uso da eletricidade). comércio. indústria etc.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA PARA UMA UNIDADE CONSUMIDORA ALIMENTADA EM BAIXA TENSÃO (Exemplo do Padrão de Entrada) Rede de Distribuição Primária Alta Tensão – AT Conexões do Transformador Ramal de Ligação (da Concessionária) Transformador de Distribuição Rede de Distribuição Secundária Baixa Tensão – BT Ramal de Entrada (do Consumidor) Condutor de Aterramento do Transformador Quadro Geral de Entrada (Medição e Proteção Geral) Ponto de Entrega (Limite) Ramal Alimentador (Quadro Terminal de Cargas) Haste de Aterramento do Quadro Geral da Unidade Consumidora (Neutro e Condutor Terra) Haste de Aterramento do Sistema Elétrico da Concessionária (Neutro da Rede Secundária) A instalação elétrica é uma das etapas extremamente importantes de uma construção (casas. compete aos engenheiros e técnicos elaborarem os projetos de acordo com as Normas vigentes (NBR 5410. contribui diretamente para a conservação de energia. NBR 5444.

.. na execução e na manutenção de instalações elétricas de baixa tensão em: • estabelecimentos residenciais.. .. e das normas e padrões da concessionária.... pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou outra organização credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia...National Electrical Code). • edificações pré-fabricadas... ANEEL .... • estabelecimentos agropecuários e hortigranjeiros... 3. gratuitamente.. postos à disposição do interessado.... Inmetro .Associação Brasileira de Normas Técnicas..... ou se normas específicas não existirem.... em local de fácil visualização e acesso. estabelece de forma atualizada e consolidada.121 Matar ou ferir alguém .. ⇒ Em 1990 foram feitas algumas alterações na NBR 5410: Verificação Final da Instalação. NBR 5410 .. • estabelecimentos industriais.. Código Penal Art......Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 3 – OS ÓRGÃOS OFICIAIS E AS NORMAS TÉCNICAS ABNT ...... qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes... Art.. da Agência Nacional de Energia Elétrica... as Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica. A concessionária deverá fornecer exemplar desta Resolução.... NB-3 .078/90) Art... A NBR 5410 é uma norma de uso obrigatório no projeto.... nas instalações elétricas da unidade consumidora......Instalações Elétricas de Baixa Tensão .....Agência Nacional de Energia Elétrica... 3. • estabelecimentos de uso público.Instituto Nacional de Metrologia...... feiras.. pela ABNT ou outra entidade oficial credenciada pelo Inmetro. NBR 5444 . Efetivado o pedido de fornecimento à concessionária. Parágrafo único..39 VIII .Interruptor de Corrente de Fuga). ⇒ Obrigatoriedade do uso da norma: Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.Surgiu em 1960 como resumo da norma americana (NEC . exposições e instalações temporárias... ... ... 3º....... Extra-Baixa Tensão de Segurança (50 VCA ou 120 VCC).Procedimentos.... Art. quando solicitado pelo consumidor. 4 ..... exemplares desta Resolução e das Normas e Padrões da mesma... esta cientificará o interessado: I. Normalização e Qualidade Industrial (CONMETRO).... Condutor de Proteção (PE) ou Fio Terra (Terra)... para conhecimento ou consulta dos interessados.......... da obrigatoriedade de: a) observância. 118.2 – Resolução ANEEL nº 456/2000 A Resolução nº 456. • trailers... das normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes......... • estabelecimentos comerciais.........000 V em corrente alternada (CA) ou 1.1 – Norma NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão: ⇒ Instalação elétrica de baixa tensão: é uma instalação que tem tensão igual ou inferior a 1......Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais.pena de 1 a 3 anos.. Dispositivo a Corrente Diferencial-Residual (DR .. antes da Alimentação (Certificado de Inspeção).. campings....... marinas e instalações análogas........ de 29 de novembro de 2000... Normalização e Qualidade Industrial...... A concessionária deverá manter nas agências de atendimento..........É vedado ao fornecedor de produtos e serviços colocar no mercado de consumo.......500 V em corrente contínua (CC). As normas técnicas brasileiras são elaboradas pela ABNT e registradas pelo Inmetro.. • canteiros de obras......

) e das características elétricas dos equipamentos de utilização previstos. Todo projeto elétrico é elaborado a partir de um projeto de engenharia civil (plantas. Especificação e contagem dos componentes. a fim de garantir o seu funcionamento perfeito. os equipamentos e outros componentes necessários a fim de proporcionar. motivadas muitas vezes por negligência ou falta de conhecimento. e a NBR 5444/86 . 3. 5. Emendas ou Conexões Malfeitas. Falta de Coordenação entre Condutores e Dispositivos de Proteção. 2. 3. detalhes importantes etc. de maneira racional.Instalações Elétricas de Baixa Tensão Procedimentos. Fornecimento de energia normal. Quantificação da instalação. cortes e detalhes). 6. Previsão de Tomadas em Quantidade Insuficiente. são as seguintes: a) b) c) d) e) f) Análise inicial. cortes. 4. Seleção e dimensionamento dos componentes. em princípio. de modo seguro e efetivo. comercial. 3. Tipos de linhas elétricas a utilizar. Materiais que não Atendem às Normas Técnicas. industrial etc. 7. dimensionar e localizar. sobretudo. a segurança das pessoas e animais domésticos e a conservação dos bens. 5 . Análise dos outros sistemas a serem implantados no local (hidráulico. com cliente e/ou arquiteto.). ou Aterramento Inadequado. Esquema básico da instalação. a) Análise inicial: Etapa preliminar do projeto de instalações elétricas de qualquer prédio. 1. de todos os desenhos constantes do projeto de arquitetura – plantas. 2. Ausência de Aterramento. Estudo. constituindo em colher os dados básicos para a execução do trabalho. Verificação Final das Instalações não Realizada. 3. ar condicionado etc. Situação 1 Energia Elétrica na Rede de Distribuição PROJETO Situação 2 Energia Elétrica no Ponto de Utilização 4 – O PROJETO ELÉTRICO E SUAS ETAPAS Projetar uma instalação elétrica para qualquer tipo de prédio ou local consiste essencialmente em selecionar. a transferência de energia elétrica desde uma fonte até os pontos de utilização. 4. Instalação de Arandelas em Substituição ao Ponto de Luz no Teto.Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais. para qualquer tipo de prédio (residencial.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 3. As etapas que devem ser seguidas num projeto de instalações elétricas prediais.5 – Finalidade do Projeto Elétrico O projeto visa. tubulações. Pontos de Luz e Tomadas de Corrente no mesmo Circuito Terminal. definir a melhor maneira de fornecer energia elétrica da rede de distribuição (da concessionária local) até os pontos de utilização.4 – Falhas Mais Comuns nas Instalações Elétricas de Baixa Tensão A seguir serão enumeradas as falhas mais comuns que são introduzidas nas instalações elétricas.3 – Atender à Norma é Fundamental A Norma fixa as condições mínimas exigíveis às instalações elétricas. 8. e deve seguir as recomendações da NBR 5410/97 . São elas: 1. Setores ou equipamentos que necessitam de energia de substituição. válidas.

1. de 30 A. 6 . 4. uma só lâmpada ou grupo de lâmpadas funcionando em conjunto). 3. É o dispositivo onde a corrente elétrica é realmente utilizada (consumida) ou produz efeito ativo. 250 V (Existem tomadas para uso industrial. 4. onde estarão indicados os componentes principais da instalação e suas interligações elétricas. Padrão de entrada e medição a ser utilizada. duas lâmpadas ligadas independentemente uma da outra). 1. 7. 5 – ELEMENTOS COMPONENTES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA ⇒ Ponto. (ex. TOMADA DUPLA: Quando nela podem ser ligados simultaneamente dois aparelhos. Os principais pontos ativos são: 1. Nível de curto-circuito no ponto de entrega de energia. pode servir a finalidades diversas. TOMADA COMBINADA: Quando. c) Quantificação da instalação: Etapa em que se determinam a potência instalada e de alimentação (Demanda). Em geral são de 15 A. f) Especificação e contagem dos componentes: Etapa responsável pela especificação técnica dos componentes e contagem dos mesmos. 5. 2. interruptores etc. corrente para TV e antena). Localização da entrada de energia. b) Fornecimento de energia normal: Etapa que consiste na determinação das condições em que o prédio será alimentado com energia elétrica. Divisão da instalação em circuitos (Tabela).).Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 5. Esquema de aterramento. receptáculo onde é colocada uma lâmpada ou tomada onde se liga um aparelho eletrodoméstico). (ex. TOMADA SIMPLES: Quando nela pode-se ligar somente um aparelho. Marcação dos pontos de tomadas de corrente e outros pontos de utilização (em planta). 3. 440 V). Iluminação de emergência. (ex. ⇒ Ponto útil ou ponto ativo. 4. centros de luz. Tensões de fornecimento. desde a proteção até os condutores. e) Seleção e dimensionamento dos componentes: Etapa que seleciona e dimensiona todos os componentes que fazem parte do projeto elétrico. tomadas de corrente. TOMADA COM TERRA: Quando a tomada de corrente tem uma ligação auxiliar para aterramento (o potencial da terra é igual a zero volts). Cálculo da potência instalada e da demanda (potência de alimentação). Resistividade. Marcação dos pontos de luz (em planta). Um centro de luz com seu respectivo interruptor constituem dois pontos. 6. chuveiro elétrico. PONTO SIMPLES: Corresponde a um aparelho fixo (ex. 3. 6. 2. d) Esquema básico da instalação: Etapa que resultará em um esquema unifilar. 2. embora reunida numa só caixa. É o termo empregado para designar aparelhos fixos de consumo. PONTO DE DUAS SEÇÕES: (ex.

Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão ⇒ Ponto de comando. É o dispositivo por meio do qual se governa um ponto ativo. (ex. interruptor, disjuntor, botões etc.). Os pontos de comando podem ser constituídos por: 1. INTERRUPTOR SIMPLES OU UNIPOLAR: Acende ou apaga uma só lâmpada ou grupo de lâmpadas funcionando em conjunto. Em geral são de 10 A, 250 V. Observação: O dimmer é um dispositivo que permite variar a luminosidade de uma ou várias lâmpadas incandescentes, girando-se um botão. Podem ser de 500 W/110 V e 1.000 W/220 V. 2. INTERRUPTOR DE DUAS SEÇÕES: Acende ou apaga separadamente duas lâmpadas ou dois grupos de lâmpadas funcionando em conjunto. 3. INTERRUPTOR DE TRÊS SEÇÕES: Acende ou apaga separadamente três lâmpadas ou três grupos de lâmpadas funcionando em conjunto. 4. INTERRUPTOR PARALELO (THREE-WAY): Operando com outro da mesma espécie, acende ou apaga, de pontos diferentes, o mesmo ponto útil. Emprega-se em corredores, escadas ou salas grandes, e em geral são de 10 A, 250 V. 5. INTERRUPTOR INTERMEDIÁRIO (FOUR-WAY): Colocado entre interruptores paralelos, que acende e apaga, de qualquer ponto, o mesmo ponto ativo. É usado na iluminação de halls, corredores e escadas de um prédio. OBSERVAÇÃO: Os interruptores e tomadas de embutir são guarnecidos por placas ou espelhos.

6 – FIAÇÃO
No traçado do projeto de instalações elétricas é necessária a marcação dos fios contidos na tubulação, para determinar-se o diâmetro da mesma e para orientar o trabalho da futura enfiação. Os condutores de alimentação podem ser divididos em (ver Figura 6-1): ⇒ Condutores de circuitos terminais. Saem dos quadros terminais e alimentam os pontos de luz, as tomadas e os aparelhos fixos. ⇒ Condutores de circuitos de distribuição. Ligam o barramento ou chaves do quadro de distribuição ao quadro terminal. ⇒ Condutores de circuitos de distribuição principal. Ligam a chave geral do prédio ao quadro geral de distribuição ou ao medidor. Os condutores de alimentação que constituem os circuitos terminais classificam-se em: A) FIOS DIRETOS. São os dois condutores (fase e neutro) que, desde a chave de circuito no quadro terminal de distribuição, não são interrompidos, embora forneçam derivações ao longo de sua extensão. O fio neutro vai, sem exceção, diretamente a todos os pontos ativos. O fio fase vai diretamente apenas às tomadas e pontos de luz que não dependem de comando, aos interruptores simples e a somente um dos interruptores paralelos. B) FIO DE RETORNO. É o condutor-fase que, depois de passar por um interruptor ou jogo de interruptores, “retorna”, ou melhor, “vai” ao ponto de luz. C) FIOS ALTERNATIVOS. São os condutores que só existem nos comandos compostos, e que permitem, alternativamente, a passagem da corrente ou ligam um interruptor paralelo (three-way) com outro intermediário (four-way).

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Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão

Fig. 6-1 – Diagrama básico de instalação de um edifício residencial ou comercial.

6.1 – Cores dos Condutores
A NBR 5410 recomenda a adoção das seguintes cores no encapamento isolante dos condutores: • Condutores Fases: preto, branco, vermelho ou cinza; • Condutor Neutro: azul-claro; • Condutor Terra: verde ou verde-amarelo. No aterramento: • Condutor PE: verde ou verde-amarelo; • Condutor PEN: azul-claro. 8

Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão

7 – SIMBOLOGIA PADRONIZADA (NBR 5444 – Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais)
Na elaboração de projetos de instalações elétricas, empregam-se símbolos gráficos para a representação dos “pontos” e demais elementos que constituem os circuitos elétricos. Tabela 7-1 – Símbolos e convenções para projetos de instalações elétricas. A. Dutos e Distribuição:

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Quadros de Distribuição: 10 . Dutos e Distribuição: B. A.) – Símbolos e convenções para projetos de instalações elétricas.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 7-1 (cont.

Interruptores: 11 .) – Símbolos e convenções para projetos de instalações elétricas. C.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 7-1 (cont.

) – Símbolos e convenções para projetos de instalações elétricas. Refletores e Lâmpadas: 12 . Luminárias. D.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 7-1 (cont.

Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 7-1 (cont.) – Símbolos e convenções para projetos de instalações elétricas. Motores e Transformadores: 13 . Tomadas: F. E.

N1 F1 N2 F2 T Esquema Funcional Fig.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 8 – REPRESENTAÇÃO DE DIAGRAMAS MULTIFILAR E UNIFILAR Esquema Funcional: Apresenta todo o sistema elétrico e permite interpretar. Diagrama Multifilar: Representa todo o sistema elétrico. mostra-se o equipamento exatamente como ele é encontrado à venda no mercado. Diagrama Unifilar: Representa um sistema elétrico simplificado. Neste esquema. porém não representa com clareza o funcionamento e seqüência funcional dos circuitos. que identifica o número de condutores e representa seus trajetos por um único traço. cada traço é um fio que será utilizado na ligação dos componentes. 8-2 – Diagramas multifilar e unifilar para o esquema funcional da Fig. Diagrama Multifilar N1 F1 N2 F2 T Diagrama Unifilar Fig. ou como ele é industrialmente fabricado. Geralmente. com todos os condutores. com clareza e rapidez. 8-1. sendo que nesta representação. 14 . 8-1 – Exemplo de um esquema funcional com lâmpada. o funcionamento ou seqüência funcional dos circuitos. em seus detalhes. representa a posição física dos componentes da instalação. interruptor e tomada.

8-4 – Ponto de luz.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 8. e poderiam ser designados como “subcircuitos” ou circuitos parciais. Fig. 8-3 – Ponto de luz e interruptor simples. 15 . O condutor-fase alimenta o interruptor e a tomada. de uma seção. O condutorneutro é sempre ligado ao receptáculo de uma lâmpada e à tomada. T Fig. Interruptores e Tomadas Os esquemas apresentados a seguir representam trechos constitutivos de um circuito de iluminação e tomadas. isto é.1 – Esquemas Fundamentais para Instalações de Lâmpadas. interruptor de uma seção e tomada de 100 VA a 30 cm do piso. O condutor de retorno liga o interruptor ao receptáculo da lâmpada.

Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig. 8-5 – Ponto de luz no teto. 8-6 – Dois pontos de luz comandados por um interruptor simples. Fig. arandela e interruptor de duas seções. Fig. 8-7 – Dois pontos de luz comandados por um interruptor de duas seções. 16 .

pelo qual chega a alimentação.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão T Fig. pelo qual chega a alimentação. 8-10 – Duas lâmpadas acesas por um interruptor de duas seções. 17 . Fig. 8-9 – Lâmpada acesa por um interruptor de uma seção. Fig. 8-8 – Dois pontos de luz comandados por um interruptor de duas seções e tomada de 100 VA.

circuito aberto. Lâmpada apagada. 8-13 – Ligação de uma lâmpada com interruptores three-way. 18 . de uma seção cada. circuito fechado. Fig. Lâmpada acesa. 8-12 – Ligação de uma lâmpada com interruptores three-way. 8-11 – Duas lâmpadas comandadas por interruptores independentes. Fig.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig.

8-14 – Three-way (interruptor paralelo). a alimentação chega pelo interruptor.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig. Lâmpada apagada. Fig. 19 . 8-15 – Ligação de uma lâmpada com dois interruptores three-way e um four-way.

Fig. 8-16 – Lâmpada acionada por dois interruptores three-way (paralelos) e um four-way (intermediário). 8-17 – Instalação de uma Minuteria em um corredor. 20 .Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig.

um sistema que permite. após um certo tempo. por isso. desliga as lâmpadas sob o seu comando.2 – Minuteria (ou Telerruptor) Por razões de economia. admitamos um minuto (ou um intervalo de tempo predeterminado). Além disso. as lâmpadas dos halls de todos os andares. e às vezes durante todo o dia. por exemplo.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 8. mesmo que seja de um único ponto de comando. com o acionamento de qualquer um dos interruptores do circuito. Emprega-se. não é conveniente que as lâmpadas dos halls de serviço e sociais dos prédios fiquem acesas durante toda a noite. 8-18 – Instalação de uma Minuteria em uma escada. ligar simultaneamente. Um aparelho denominado minuteria. alguém poderia acender uma luz num hall e esquecer-se de apagá-la. 21 . no caso dos halls sem iluminação natural. Fig.

Existem tabelas que indicam as potências nominais de aparelhos eletrodomésticos e que se precisa conhecer para a elaboração da lista de carga. estabelecimento comercial e industrial. fábricas. copas-cozinhas. principalmente se a iluminação for fluorescente ou a vapor de mercúrio (ex. 9. 9. garagens e sótãos. televisores. e deverá prever o número de tomadas de uso geral que assegure conforto ao usuário. nos quais. B) TOMADAS DE USO ESPECÍFICO (TUEs): Alimentam aparelhos fixos ou estacionários. d) Cozinhas.5 m ou fração de perímetro. aparelhos de som etc. não há necessidade da elaboração de um projeto luminotécnico. 01 tomada junto ao lavatório (pia). enceradeiras. 22 . pelo menos 01 tomada para cada 5 m ou fração de perímetro. não se dispensa o projeto de iluminação (projeto luminotécnico). máquinas de lavar roupa. e) Despensa. Residenciais (casas e apartamentos): a) Cômodo ou dependência com área ≤ 6 m2. que embora possam ser removidos trabalham sempre num determinado local. O projetista escolherá criteriosamente os locais onde devem ser previstas as tomadas de uso específico. áreas de serviço. aparelhos de ar condicionado etc.2 – Tomadas de Corrente: Os aparelhos eletrodomésticos e as máquinas de escritório são normalmente alimentados por tomadas de corrente. b) Em cômodos ou dependências com área > 6 m2 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m2.1 – Iluminação: 1. aspiradores de pó. É o caso dos chuveiros elétricos. Eventualmente são previstas arandelas nas paredes ou sancas de luz indireta. batedeiras.). Para a determinação das cargas de iluminação pode ser adotado o seguinte critério: a) Em cômodos ou dependências com área ≤ 6 m2 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA. 01 tomada no mínimo. se emprega a iluminação incandescente. acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m2 inteiros (NBR 5410). lavanderias. No caso de escritório.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 9 – ESTIMATIVA DE CARGA 9. armazéns. pelo menos 01 tomada. 01 tomada para cada 3. c) Banheiros. liqüidificadores. 2.3 – Número Mínimo de Tomadas de Uso Geral (TUGs): 1. b) Cômodo ou dependência com área > 6 m2. pátios de armazenamento etc. No caso de residências e apartamentos. varandas. em geral. uniformemente distribuídas. no mínimo 60 cm do limite do boxe. As tomadas podem ser divididas em duas categorias: A) TOMADAS DE USO GERAL (TUGs): Nelas são ligados aparelhos portáteis como abajures. sendo que acima de cada bancada (pia) com largura ≥ 30 cm. deve ser prevista pelo menos 01 tomada.

000 BTU Ar cond. b) Instalações Comerciais: • 200 VA por tomada. 01 tomada para cada 30 m2 ou fração. 10.800 3. c) Lojas.700 86 1. cozinhas. 9. acrescentando-se 01 tomada para cada 10 m2 ou fração de área restante.200 60 a 100 35 400 23 . Tabela 9-1 – Potências nominais típicas de aparelhos eletrodomésticos.800 100 900 1.150 Equipamento Forno microondas Mini-forno elétrico Freezer Furadeira Geladeira doméstica Liquidificador Lixadeira Máquina de costura Máquina de lavar louça Máquina de lavar roupa Microcomputador/ Impressora/Estabilizador Moedor de alimentos Multiprocessador Pipoqueira Rádio relógio Rádio toca-fitas Sauna Secador de roupa Secador de cabelos Televisor Torradeira Ventilador portátil Videocassete Potência (Watt) 1.000 5 16 5. copas-cozinhas.000 BTU Ar cond. vitrines e demonstração de aparelhos.000 BTU Ar cond.400 1.700 450 650 330 400 1. áreas de serviço: 600 VA por tomada.600 2. Adota-se a potência nominal (de entrada) do aparelho a ser usado (Tabela 9. 10 tomadas para os primeiros 40 m2.4 – Potência a prever nas Tomadas: 1. ou 01 tomada para cada 4 m2 ou fração de área (adota-se o critério que conduzir ao maior número de tomadas).000 60 100 a 300 160 725 300 3. Comerciais: a) Escritórios com área ≤ 40 m2. Tomadas de Uso Geral (TUGs) (valores mínimos). 01 tomada para cada 3 m ou fração de perímetro. Equipamento Aparelho de Som Aspirador de pó Aquecedor de água Barbeador elétrico Batedeira Bebedouro Cafeteira elétrica Centrífuga Chuveiro elétrico Circulador de ar Ar cond.000 4. 18. As tomadas de uso específico devem ser instaladas no máximo a 1.000 BTU Enceradeira Espremedor de frutas Exaustor doméstico Faca elétrica Ferro elétrico Ferro de solda Fogão residencial Potência (Watt) 20 1. até 03 tomadas. Tomadas de Uso Específico (TUEs).200 75 a 300 500 a 1. 8.000 BTU Ar cond. a) Instalações Residenciais: • Em banheiros. segundo recomendações da concessionária COSERN (sempre que possível utilizar informações dos fabricantes). e 100 VA para as demais. 21.300 1. 7.5 m do local previsto para o equipamento a ser alimentado. 2.600 330 140 300 750 1. b) Escritórios com área > 40 m2.600 2.1). 12.500 BTU Ar cond. • Outros cômodos ou dependências: 100 VA por tomada.000 100 9.000 BTU Ar cond. não computadas as tomadas destinadas a lâmpadas.000 a 8. 30.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 2.000 890 500 a 1.320 900 200 a 360 260 290 1.

68 kVA .Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Carga Instalada = 24.14 kW 24 e Demanda = 12.

110 W x 0. considerando a carga como sendo a soma de todas as potências nominais instaladas.35 + 11. 10. Pd = (Piluminação + PTUGs) x g1 + PTUEs x g2. que se representa pela letra g.g2.0 = 10.080 W + 6. de modo que não seria econômico dimensionar os alimentadores do quadro geral (situado no muro) ao quadro terminal (situado dentro da casa).030 W + 11.35 +11. 10. PTUEs = 11. não se verifica o funcionamento de todos os pontos ativos simultaneamente.70.030 W.2 – Potência de Demanda (Demanda ou Potência de Alimentação) Na realidade.080 W. Pd = 2. NºTUEs = 05. pela tabela corresponde a um g2 = 0.080 W + 6. tendo em vista que numa residência nem todas as lâmpadas e tomadas são utilizadas ao mesmo tempo. A potência de demanda (Pd) também é chamada de potência de alimentação (Palim) ou de demanda máxima. No caso das instalações elétricas residenciais o valor do fator de demanda pode ser determinado com o auxílio da (Tabela 10-1). PTUGs = 6. a potência de demanda pode ser calculada pela fórmula a seguir: Pd = (Piluminação + PTUGs). Pinst = Piluminação + PTUGs + PTUEs = 1.70 = 7. e a relação entre ambas é designada como fator de demanda. No projeto de instalações elétricas de baixa tensão de uma residência.3 – Fator de Demanda O fator de demanda representa uma porcentagem de quanto das potências previstas serão utilizadas simultaneamente no momento de maior solicitação de carga pela instalação.488. Este fator é utilizado para não superdimensionar os condutores do circuito de alimentação geral. Pd = (1.5 W. PTUGs – Potência instalada das tomadas de uso geral. 25 . pela tabela corresponde a um g1 = 0. Piluminação – Potência instalada de iluminação.1 – Potência Instalada (ou Carga Instalada) A potência instalada (Pinst) ou potência nominal (Pn) de uma instalação elétrica ou de um circuito elétrico é a soma das potências nominais dos equipamentos de utilização (inclusive tomadas de corrente) pertencentes ao mesmo.030 W) x 0.460 W (Nº de TUEs = 05). (Piluminação + PTUGs) = 1.460 W.5 + 8. g1 – Fator de demanda para potência de Iluminação e TUGs.510. a potência instalada pode ser calculada pela fórmula a seguir: Pinst = Piluminação + PTUGs + PTUEs. EXEMPLO: Piluminação = 1.g1 + PTUEs . No projeto de instalações elétricas de baixa tensão de uma residência.70.080 W + 6.022.460 W x 0. Portanto. A experiência do projetista e o conhecimento das circunstâncias que influem no fator de demanda permitirão que seja encontrado um valor aplicável a cada contexto específico de instalação. Pinst = 18.460 W x 0.570 W.030 W = 7. PTUEs – Potência instalada das tomadas de uso específico.35. considera-se que a potência realmente demandada pela instalação (Pd) seja inferior à potência instalada (Pinst).110 W.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 10 – DIMENSIONAMENTO DO CIRCUITO DE ALIMENTAÇÃO GERAL 10. g2 – Fator de demanda para potência de TUEs.

59 0.39 0.00 1.54 0.44 0. 26 .000 8.48 0.00 0.001 a 6.40 0.001 a 2.41 0.35 0.65 0.76 0.84 0.57 0. Limitar as conseqüências de uma falta. os ensaios e a manutenção.52 Número de TUEs 11 12 13 14 15 16 17 18-19-20 21-22-23 24-25 g2 0.86 0.52 0. como no caso de iluminação. 2.45 0. Facilitar as verificações.001 a 3. TIPO DO CARGA ALIMENTADOR INSTALADA (kW) DEMANDA (PAlimentação) (kVA) MEDIÇÃO PROTEÇÃO CONDUTORES DOS (Medidor) (Disjuntor) RAMAIS DE LIGAÇÃO (A) (A) (mm2) ELETRODUTO RÍGIDO (PVC/AÇO) [“ – Polegadas] Fase Neutro C≤4 4<C≤6 MONOFÁSICO 6 < C ≤ 8 8 < C ≤ 11 11 < C ≤ 15 — 15 TRIFÁSICO D ≤ 16 16 < D ≤ 22 15 < C ≤ 50 22 < D ≤ 26 [75] 26 < D ≤ 39 39 < D ≤ 50 15 20 30 40 50 70 25 35 40 60 80 6 10 16 6 10 16 25 [1] 32 mm [1 ½] 50 mm 12 – DIVISÃO DOS CIRCUITOS TERMINAIS A divisão da instalação elétrica em circuitos terminais segue critérios estabelecidos pela NBR 5410.46 0. e de modo que os circuitos terminais tenham aproximadamente a mesma potência. Deve-se procurar dividir os pontos ativos (luz e tomadas) de modo que a carga. Potência (W) 0 a 1. deve-se atender aos critérios especificados a seguir.27 0.75 0. quando ocorrerá apenas o desligamento do circuito defeituoso. que a potência se distribua.31 0.001 a 8.70 0.66 0. uniformemente entre as fases do circuito alimentador principal.38 (a) Iluminação + TUGs (b) TUEs 11 – DIMENSIONAMENTO DA MEDIÇÃO.001 a 9. Além disso. 3.000 3.000 1. 12.45 0.40 0. tanto quanto possível.000 g1 0.000 4. DOS CONDUTORES E DOS ELETRODUTOS DO CIRCUITO ALIMENTADOR DOS CONSUMIDORES Tabela 11-1 – Padrão da COSERN para circuitos alimentadores de instalações elétricas residenciais.000 Acima de 10. isto é.000 9.49 0.001 a 5.001 a 7.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 10-1 – Fator de demanda para (a) potências de iluminação + tomadas de uso geral – TUGs e (b) para tomadas de uso específico – TUEs em um projeto de instalações elétricas residencial.001 a 10.000 5.43 0. DA PROTEÇÃO.24 Número de TUEs 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 g2 1.001 a 4. Evitar os perigos que possam resultar da falha de um circuito único.1 – Objetivos da Divisão da Instalação em Circuitos A divisão da instalação em circuitos terminais tem os seguintes objetivos: 1.60 0.000 6.000 2.000 7.

Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 27 .

13. copacozinha e área de serviço.1 circuito para cada 50 m2 ou fração. Sempre que possível a seção nominal dos condutores deve ser menor ou igual a 4 mm2. Cada circuito deve ter seu próprio condutor neutro e seu próprio condutor terra (nas tomadas). Deve-se obedecer às seguintes prescrições mínimas: • residências . 13 – CÁCULO DA INTENSIDADE DA CORRENTE No projeto de instalações elétricas. poderá ser utilizada uma das equações a seguir: Resistivos Circuitos Monofásicos F + N. dificultando: • a colocação dos condutores dentro dos eletrodutos.1 – Corrente Nominal (In) É a corrente consumida pelo equipamento de utilização. salas (ambientes sociais) e cozinhas (dependências de serviço). usando para este cálculo as informações da Tabela 13-1. os condutores adequados para suas ligações irão resultar em uma seção nominal (bitola) muito grande. Podemos distinguir duas conceituações para a corrente elétrica. para correntes nominais ainda maiores. conforme veremos a seguir. em muitos casos. Observações Importantes: Se os circuitos ficarem muito carregados.200 VA (no caso de 220 V) a potência nominal máxima dos circuitos. Limitar em 2. no caso de chuveiros e torneiras elétricas em circuito fase-neutro.1 circuito para cada 60 m2 ou fração ( ≅ 10 ou 12 pontos ativos). de modo a operar segundo condições prescritas em seu projeto de fabricação que. aplicáveis ao caso. Cada circuito partindo do quadro terminal de distribuição deve sempre que possível ser projetado para corrente de 15 A. podendo chegar a 20 A e. Devem ser previstos circuitos independentes para equipamentos de corrente nominal superior a 10 A. Em particular.2 – Critérios para a Divisão da Instalação em Circuitos Terminais Os circuitos terminais devem ser divididos pela função dos equipamentos que alimentam. para se poder dimensionar os condutores e dispositivos de proteção. vem indicada na plaqueta fixada na carcaça do equipamento. devem ser previstos circuitos distintos para: ILUMINAÇÃO e TOMADAS. exceto para os circuitos exclusivos das TUEs. de modo a obter-se o maior equilíbrio possível (principalmente durante a utilização dos equipamentos). • escritórios e lojas . deveremos calcular a corrente nominal In. as cargas devem ser distribuídas entre as fases. Dependendo do tipo de circuito. F + F. Sempre que possível. • as conexões terminais dos interruptores e das tomadas. 2F + N (Lâmpadas incandescentes e resistências) In = Pn VF In = Pn VL Indutivos (Reatores e motores) In = Pn VF ⋅ cos ϕ ⋅ η In = Pn V L ⋅ cos ϕ ⋅ η 28 . deve-se calcular previamente a intensidade da corrente elétrica que por eles irá passar. Devem ser previstos circuitos individuais para tomadas de uso geral (TUGs) da cozinha. Nas instalações alimentadas com duas ou três fases. Quando isto não ocorre. deve-se projetar circuitos independentes para: quartos (ambientes íntimos).Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 12.

85 0.2.50 0.83 0.230 a 1.90 1. EQUIPAMENTOS ILUMINAÇÃO Incandescente Mista COM APARELHOS NÃO-COMPENSADOS (baixo fator de potência .50 a 1. Tabela 13-1 – Valores típicos para o fator de potência e o rendimento.0 0.000 W 380 V .60 a 0.85 0.60 a 0. VL – Tensão de linha ou diferença de potencial entre fases (380 V).90 0.60 0.85 0.0 0.000 W Iodeto metálico 220 V .80 0.85 0.0 1.0 Rendimento η 1.20 a 110 W Vapor de mercúrio 220 V .18 a 65 W partida rápida .95 0.18 a 65 W partida rápida .000 W 380 V .50 a 1.230 a 1.90 — 0.40 0.20 a 110 W Vapor de mercúrio 220 V .2.90 a 0.000 W Iodeto metálico 220 V .90 a 0.90 0.50 0.000 W COM APARELHOS COMPENSADOS (alto fator de potência .000 W Vapor de sódio a alta pressão 70 a 1.0 29 .80 0.95 0.50 0.54 a 0. Pn – Potência elétrica nominal do equipamento ou circuito em W. Para os equipamentos de uso mais comum em instalações elétricas residenciais.85 0.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Circuitos Trifásicos Equilibrados (3F) Desequilibrados (3F + N) In = Pn 3 ⋅ VL ⋅ cos ϕ ⋅ η Pn 3 ⋅ VF ⋅ cos ϕ ⋅ η In = In – Corrente nominal do equipamento ou circuito em A.75 0.83 0.54 a 0.95 0.60 0.90 1.000 W Vapor de sódio a alta pressão 70 a 1.90 0.000 W MOTORES (trifásicos.cos θ) Fluorescente com starter . cosϕ – Fator de potência do equipamento ou do circuito. VF – Tensão de fase ou diferença de potencial entre fase e neutro (220 V).75 0.85 0. com rotor de gaiola) até 600 W de 1 a 4 CV de 5 a 50 CV mais de 50 CV RESISTORES (aquecimento elétrico) cos θ 1. η – Rendimento do equipamento em %.80 0.85 0.87 a 0. a ser utilizados na falta de dados específicos do fabricante.95 0.50 0.cos θ) Fluorescente com starter .0 1.87 a 0.

Os cabos podem ser isolados ou não (cabo nu). f2 . maciço. de alumínio. conforme o uso a que se destina. para o caso em questão. de modo que se pode considerar no dimensionamento dos alimentadores uma corrente inferior (Ip). Normalmente não estarão funcionando todos os equipamentos da instalação. correspondente à potência nominal. Decorre do fato de que nem sempre um equipamento é solicitado a trabalhar com sua potência nominal.75. isto é. f4 Observação Importante: Nos circuitos terminais devem ser considerados os valores apresentados abaixo: f1 = f2 = f3 = f4 = 1. a partir do último quadro de distribuição. não isolados entre si. Na determinação de f4 costuma-se acrescentar 25% à carga do motor de maior potência. Logo. aparelhos de aquecimento e de ar condicionado. pelos seguintes fatores: f1 = g = fator de demanda. operando em condições normais. f3 = 1. Fator que leva em consideração um aumento futuro de carga do circuito alimentador. 14 – OS CONDUTORES ELÉTRICOS Condutor elétrico é um corpo constituído de material bom condutor. isto é. f3 . destinado à transmissão da eletricidade. Em geral é de cobre eletrolítico e. pode-se adotar. em geral de seção circular. 14-2 – Cabo: é um conjunto de fios encordoados.2 – Corrente de Projeto (Ip) É a corrente que um circuito de distribuição ou terminal deve transportar. para os circuitos terminais Ip = In. 14-1 – Fio: é um condutor sólido. 30 . f2 = 0. que funcionem simultaneamente. Para estes casos. Pode ser calculada pela equação apresentada a seguir: Ip = In . Isto acontece normalmente com motores e não deve ser considerado como aplicável a lâmpadas e tomadas. uma vez que a potência demandada é inferior à potência instalada. Não se usa em circuitos terminais. a potência utilizada é igual à potência nominal.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 13. A corrente de projeto Ip é calculada multiplicando-se a corrente nominal. principalmente os que atuam ligados a tomadas. f2 = fator de utilização. São mais flexíveis que um fio de mesma capacidade de carga. f3 = fator de crescimento de carga. f4 = fator aplicável a circuitos de motores. Aplicável a circuitos de distribuição (entre o quadro geral e o quadro terminal). com ou sem isolamento. Fig. quando não se espera que todos os equipamentos a ele ligados estejam sendo utilizados. f2 = 1. Fig. em certos casos. f1 . Quando não se for prever nenhum aumento. Na falha de indicações mais rigorosas quanto ao comportamento dos motores.0.

Fig.É aplicada sobre o condutor com a finalidade de isolá-lo eletricamente do ambiente que o circunda ou de outros condutores próximos (instalados no mesmo eletroduto). 31 . simultaneamente. sem função de isolação. Os cabos podem ser: • unipolares. • multipolares. recobre-se com uma camada denominada cobertura quando os cabos devem ficar em instalação exposta. quando constituídos por dois ou mais condutores isolados. Fig. Polietileno (PE). colocados em bandejas ou diretamente no solo. Isolação . Um cabo isolado é um cabo que possui isolação. 14-3 – Diferenças entre isolação e isolamento. Fig. os eletrodutos conduzem os condutores de fase. e que constitui a isolação do condutor. 14-6 – Exemplo de um cabo multipolar (com três condutores). quando constituídos por um condutor de fios trançados com cobertura isolante protetora. em um fio e em um cabo. Fig. protegidos por uma camada protetora de cobertura comum. 14-4 – Visualização da 1ª camada de isolação e da 2ª camada de cobertura. Cobertura .É um invólucro externo não metálico e contínuo. neutro e terra. 14-5 – Exemplo de um cabo unipolar. Além da isolação. Esses condutores são eletricamente isolados com um revestimento de material mau condutor de eletricidade. destinado a proteger o fio ou cabo contra influências externas.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Com freqüência. Ex: Cloreto de Polivinila (PVC).

(2) Não propagadores de chama – Removida a chama ativadora.Al 0.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 14. da Pirelli e o Noflam BWF 750 V. Tais cabos podem contribuir para o desenvolvimento e a propagação dos incêndios. em função do material de sua isolação e cobertura. a chama não se propaga ao longo do material isolante do cabo. da Ficap.75 . Em geral.Cu 10 .Cu 0. Ex . Tais cabos são particularmente utilizados para circuitos de segurança e sinalizações de emergência.5 . 750 ºC.75 kV – 1 kV). (4) Resistentes ao fogo – São materiais especiais incombustíveis. • Potência instalada seja igual ou superior a 50 kW.2 – Seções Mínimas dos Condutores • Em instalações residenciais só podem ser empregados condutores de cobre.5 . Tipo de Instalação Utilização do Circuito Circuitos de iluminação Cabos isolados Instalações fixas em geral Condutores nus Circuitos de força (Tomadas de corrente) Circuitos de sinalização e circuitos de controle Circuitos de força Circuitos de sinalização e circuitos de controle Para um equipamento específico Para qualquer outra aplicação (Extensões) Circuitos a extra-baixa tensão Seção mínima do condutor (mm2) . 14. Tabela 14-1 – Seções mínimas dos condutores. desde que sejam obedecidas simultaneamente as seguintes condições: • Seção nominal dos condutores seja ≥ 16 mm2.6 kV – 0. por 3 horas). • Instalações e manutenção qualificadas. os fios e cabos são designados em termos de seu comportamento quando submetidos à ação do fogo. • Em instalações industriais podem ser utilizados condutores de alumínio.Cu 16 . isto é. Ex .Cu 16 .1 – Tipos de Condutores Trataremos especificamente dos condutores para baixa tensão (0. • Em instalações comerciais é permitido o emprego de condutores de alumínio com seções iguais ou superiores a 50 mm2.Cloreto de polivinila (PVC) e o neoprene.Cu 32 Ligações flexíveis feitas com cabos isolados .Etilenopropileno (EPR) e o Polietileno reticulado (XLPE). a combustão do material cessa. Ex . A chama se auto-extingue após cessar a causa ativadora da mesma.Cu Como especificado na norma do equipamento 0.Al 4 . (3) Resistentes à chama – Mesmo em caso de exposição prolongada.Cu 16 .5 .Al 2.75 .Material 1.Sintenax Antiflam. que permitem o funcionamento do circuito elétrico mesmo em presença de um incêndio (exposição à chama direta. Assim os cabos elétricos podem ser classificados em quatro grandes categorias: (1) Propagadores de chama – São aqueles que entram em combustão sob a ação direta da chama e a mantém mesmo após a retirada da chama. exceto condutores de aterramento e proteção.

calculadas de acordo com os critérios utilizados. Além disso. Determinação da corrente de projeto. • Em circuitos trifásicos. escolhe-se em tabela de capacidade de condutores. 33 .3 – Redução da Seção do Condutor Neutro Tabela 14-2 – Seção do condutor neutro. em relação ao condutor fase.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 14. o fio ou cabo cuja seção seja igual ou maior do que o valor da seção calculada. é determinar a seção dos condutores e a corrente nominal do dispositivo de proteção contra sobrecorrentes. • Em circuitos trifásicos. padronizados e comercializados. escolha do tipo de linha elétrica a ser utilizado). b) Em nenhuma circunstância o condutor neutro pode ser comum a vários circuitos. Seção dos condutores fase (mm2) De 1. sem excessivo aquecimento e com uma queda de tensão predeterminada. procede-se o dimensionamento do condutor capaz de permitir.5 a 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 Seção mínima do condutor neutro (mm2) Mesma seção do condutor fase 25 25 35 50 70 70 95 120 150 185 Notas: a) Os valores acima são aplicáveis quando os condutores fase e o condutor neutro forem constituídos pelo mesmo metal. 15 – DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES ELÉTRICOS Após o cálculo da intensidade da corrente de projeto Ip de um circuito. Escolha do tipo de condutor e sua maneira de instalar (isto é. Determinação da seção do condutor pelo critério da queda de tensão admissível. o dimensionamento de um circuito deve seguir as seguintes etapas: 1. Determinação da seção do condutor pelo critério da capacidade de condução de corrente. Escolha da proteção contra correntes de sobrecarga e aplicação dos critérios de coordenação entre condutores e proteção contra correntes de sobrecargas. 5. Observação Importante: Situações nas quais o condutor neutro não pode ser reduzido: • Em circuitos monofásicos e bifásicos. 2. 4. Dimensionar um circuito. quando for prevista a presença de harmônicos para qualquer seção. os condutores devem ser compatíveis com a capacidade dos dispositivos de proteção contra sobrecarga e curto-circuito (sobrecorrentes). quando o condutor fase tiver seção menor ou igual a 25 mm2. Uma vez determinadas as seções possíveis para o condutor. a passagem da corrente elétrica. No caso mais geral. 6. em cobre ou em alumínio (ver Tabela 14-2). 3. terminal ou de distribuição. qualquer que seja a seção da fase. Escolha da proteção contra correntes de curto-circuito e aplicação dos critérios de coordenação entre condutores e proteção contra correntes de curtos-circuitos. A seção dos condutores será a menor das seções nominais que atenda a todos os critérios.

3. Condutores isolados. Cabos unipolares ou cabos multipolares em canaleta aberta ou ventilada.1 – Critério da Capacidade de Condução de Corrente (Critério do Aquecimento) O condutor não pode ser submetido a um aquecimento exagerado provocado pela passagem da corrente elétrica. destacam-se: 1. cabos unipolares ou cabos multipolares em eletroduto em alvenaria. de condutores vivos. supostamente operando em condições de aquecimento normais. Cabos unipolares ou cabos multipolares em eletroduto enterrado no solo. 34 . efetivamente percorridos pela corrente (ver Tabela 15-1). Tabela 15-1 – Número de condutores carregados. A proximidade de outros condutores. cabos unipolares ou cabos multipolares em eletroduto contido em canaleta aberta ou ventilada. 5. Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto aparente. Condutores isolados ou cabos unipolares em moldura. A maneira de instalar os cabos (ver Tabela 15-2). Condutores isolados.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 15. Tipo do Circuito F+N F+F 2F + N 3F 3F + N (equilibrado) 3F + N (lâmpadas de descarga) Número de Condutores Carregados 2 3 4 Tabela 15-2 – Tipos de linhas elétricas. pois a isolação e a cobertura do mesmo poderiam vir a ser danificadas. Cabos unipolares ou cabos multipolares contidos em blocos alveolados. Cabo multipolar em calha. Cabos unipolares ou cabos multipolares diretamente fixado em parede ou teto. Cabos unipolares ou cabos multipolares enterrados – diretamente – no solo. Cabos unipolares ou cabos multipolares em canaleta fechada. Entre os fatores que devem ser considerados na escolha da seção de um fio ou cabo. agrupamento com outros circuitos (ver Tabela 15-3). Cabos unipolares ou cabos multipolares embutidos diretamente em alvenaria. cabos unipolares ou multipolares em eletroduto embutido em parede termicamente isolante. 4. O tipo de isolação e de cobertura do condutor. O número de condutores carregados. 2. isto é. Cabos unipolares ou cabos multipolares embutidos diretamente em parede isolante. A temperatura ambiente ou do solo no caso de linhas subterrâneas (ver Tabela 15-4). em geral é de PVC. Condutores isolados. cabos unipolares ou cabos multipolares em eletroduto contido em canaleta fechada. Referência 1 A 2 3 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 1 2 3 B C D Descrição Condutores isolados. Cabo multipolar em eletroduto aparente. Condutores isolados ou cabos unipolares em calha.

9 e 10 11.79 0. 0. A corrente de projeto calculada para o Circuito 1 foi de 4.60 0.17 1.00 0.82 0.8 A. 14 e 15 ≥ 16 Fator de Agrupamento (k1) 1.76 0.71 0. divide-se o valor da corrente de projeto (Ip) pelo respectivo fator de agrupamento obtendo-se uma corrente fictícia de projeto (Ip’). Qual o valor da corrente de projeto corrigida? Maior número de circuitos agrupados dentro dos eletrodutos = Circuito 1 + 4 Circuitos = 5 Circuitos. Número de Circuitos Agrupados 1 2 3 4 5 6e7 8. 12.05 0.80 0.45 0.70 0. ou agrupados sobre uma superfície — k1.08 1.12 1.77 0.06 0.22 1.8 = 8 A. após a determinação do fator de correção (k1).87 0. se faz necessário consultar a planta com a representação gráfica da fiação e seguir o percurso dos condutores de cada circuito.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 15-3 – Fatores de correção para agrupamento de mais de um circuito ou mais de um cabo multipolar instalado em eletroduto ou calha. EXEMPLO: Em um trecho de uma instalação elétrica o Circuito 1 (Iluminação) tem o seu maior agrupamento com mais quatro circuitos.45 EPR ou XLPE 1.71 0.12 1. Temperatura (°C) 10 15 20 25 35 40 45 50 55 60 Ambiente Fator Térmico (k2) Isolação PVC 1.15 1.04 0. ou seja.93 0.91 0.40 Para a correção da corrente de projeto calculada (Ip) para cada circuito.63 0.71 Temperatura (°C) 10 15 25 30 35 40 45 50 55 60 Do Solo Fator Térmico (k2) Isolação PVC 1.50 0. I p '= Ip k1 = 4.65 35 .94 0. 13.80 0.84 0.55 0.04 0.96 0. observando neste trajeto qual a situação em que temos o maior número de circuitos agrupados no eletroduto.71 0.07 1.65 0.10 1.60 Tabela 15-4 – Fator de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30ºC para cabos não enterrados e de 20ºC (temperatura do solo) para cabos enterrados — k2.85 0.87 0. Após a identificação do maior agrupamento de cada circuito no projeto.89 0. (ver Tabela 15-3) = 0.60. ou corrente de projeto corrigida.89 0.55 0.61 0.50 EPR ou XLPE 1.76 0.96 0.95 0. Valor do fator de correção k1.

— Condutores e cabos de cobre.2 – Critério da Máxima Queda de Tensão Admissível (Critério da Queda de Tensão) Para que os aparelhos. • Iluminação e tomadas: 4% • Outros usos: 4% Observação Importante: Para qualquer dos dois casos. através da aplicação da fórmula apresentada a baixo. Instalações Alimentadas Diretamente em Rede de Baixa Tensão. a partir da Subestação. Condutores de COBRE. e entra-se com este valor na Tabela 15-5 obtendo-se desta forma a bitola do condutor. I p '= Ip k1 ou Ip k2 ou Ip k1 × k 2 Tabela 15-5 – Capacidade de condução de corrente.5 17. 36 . — 2 e 3 condutores carregados.5 26 34 46 61 80 99 119 151 182 210 10.5 18 24 31 39 52 67 86 103 122 151 179 203 15. esteja dentro de limites prefixados. desde o quadro geral ou a subestação até o ponto de utilização em um circuito terminal. • Iluminação e tomadas: 7% • Outros usos: 7% 2. isto é. B. é necessário dimensionar os condutores para que esta redução na tensão não ultrapasse os limites estabelecidos pela norma NBR 5410. — Temperatura ambiente: 30ºC para linhas não-subterrâneas e 20ºC para linhas subterrâneas.5 21 28 36 50 68 89 111 134 171 207 239 2 15 19. a queda de tensão.5 24 32 41 57 76 96 119 144 184 223 259 2 17.5 26 35 46 63 85 112 138 168 213 258 299 3 13.5 19. em ampères. a partir do quadro terminal até o dispositivo ou equipamento consumidor de energia. Os limites para a queda de tensão nas instalações são os seguintes: 1. é necessário que a tensão.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Após a determinação de todos os fatores de correção que se façam necessários.5 13 18 24 31 42 56 73 89 108 136 164 188 Maneiras de Instalar (Tipos de Linhas) B C Condutores Carregados Condutores Carregados D Condutores Carregados 2 13.5 24 32 41 57 76 101 125 151 192 232 269 3 12 15. Assim. com isolação de PVC Seções A Nominais Condutores Carregados (mm2) 2 3 1 1. Ao longo do circuito. ocorre uma queda na tensão. sob a qual a corrente lhes é fornecida. — Temperatura no condutor: 70ºC. Instalações Alimentadas a partir da Rede de Alta Tensão. deverá ser.5 22 29 38 47 63 81 104 125 148 183 216 246 3 14. com isolação de PVC. para as maneiras de instalar A. a partir do Quadro Geral. calcula-se a corrente de projeto corrigida Ip’. de 2% (ver Figura 15-1). equipamentos e motores possam funcionar satisfatoriamente.5 2. da ABNT.5 17.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 11 14. C e D. no máximo.

• O fator de potência. pode-se adotar o procedimento a seguir descrito. entrando na Tabela 15-6 com o valor calculado acima. Vn (em volts). • A queda de tensão admissível para o caso. • A corrente de projeto. Calcula-se: • • A queda de tensão admissível.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig. Ip (em ampères). l (em km).04. Conhecendo-se: • O material do eletroduto (se é magnético ou não-magnético). Para o dimensionamento do condutor. 37 • . • O comprimento do circuito. cos θ. Se 4% usar 0. ∆V = (∆V% ) × (Vn ) A queda de tensão em [volts/(ampères×km)]. ∆V (em volts). ∆V   V     =  I l ×  A × km    p  A seção nominal do condutor. em porcentagem (∆V%). 15-1 – Limites prefixados para a queda de tensão nas instalações elétricas de baixa tensão. • A tensão nominal do circuito.

%.98 0.1 0. para o valor 0.1 4.7 1.67 0. ∆V = ∆V(% ) × Vn = 0.03 14.2 12.42 0.6 V ∆V  V  .3 1.7 1.0 V/(A×km) V/(A×km) V/(A×km) V/(A×km) 23.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 Eletroduto ou calha de material magnético Circuito monofásico ou trifásico cos θ = 0.80 cos θ = 1.1 0. possui um comprimento total de 100 m (desde seu ponto inicial até o quadro terminal de cargas).6 16.50 0.30 0.67 0.29 Circuito monofásico Circuito trifásico cos θ = 0.43 0.7 1.0 1.5 2. mm2. = = 0.5 1. Tensão nominal do circuito.3 1.86 0.30 0.9 6.2 2.8 5. A queda de tensão máxima prevista é de 3% (pelas condições particulares do projeto).32 0.0 14.42 0.0172 Ω×mm2/m (no caso de condutores de Cobre).76 = V/(A×km).55 0.5 1.95 0.50 0.95 cos θ = 0.27 0.03 × 220 = 6 .0 9.64 0. V.2 2.34 0.76 0. S = 25 mm2.0 14.6 2.4 16.35 0.80 V/(A×km) 23.2 0. Queda de tensão em porcentagem. Condutores isolados com PVC em eletroduto ou calha fechada.36 0.9 3. Potência instalada do circuito (ou soma da potência nominal dos equipamentos).0 5.59 0.1 3.6 V .5 1.78.3 0.2 2.8 10.36 0.5 7.5 2.7 1.9 10.23 24. EXEMPLO: Um circuito de distribuição trifásico com condutores instalados em eletrodutos de PVC aparente.25 Podemos também calcular a área da seção transversal (S) ou bitola do condutor.94 0.30 0. Maior distância entre o quadro terminal e o equipamento consumidor de energia. 38 .41 0.95 V/(A×km) 27.0 3.21 cos θ = 0.80 e uma corrente de projeto calculada de 85 A.29 0.40 0.51 0.7 9.2 0. m. com Iz = 89 A.80 cos θ = 0.03 8.78  = A × km  A × km  I p × l 85 × 0. 6 .31 0.7 2. tensão nominal de 220 V.26 27. Ip = 85 A. VA. através da aplicação da fórmula apresentada abaixo: S= 2× ρ ∆V ( % ) × V n 2 × ∑ Pinst (VA ) × l máx (metros ) Onde: S ρ ∆V(%) Vn ΣPinst lmáx ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ Área da seção transversal do condutor.1 0.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 15-6 – Quedas de tensão unitárias.3 1.85 0. Resistividade do cobre = 0.02. o fator de potência considerado é de 0. Eletroduto ou calha de material não-magnético Seção Nominal (mm2) 1.50 0. b) Critério da Máxima Queda de Tensão Admissível.4 7. com 0.0 4.6 7.1 Na Tabela 15-6.37 0. achamos S = 50 mm2.24 20.25 0.62 0. Dimensione os condutores do circuito através da aplicação dos dois critérios estudados? a) Critério da Máxima Capacidade de Condução de Corrente. Se 2% usar 0.82 0.48 0.2 6.2 3.35 0.

c) Fusível Diazed (ou tipo “D”): é um fusível limitador de corrente. Fig. Os tipos mais comuns são: a) Fusível de Rolha: é um fusível de baixa tensão em que um dos contatos é uma peça roscada. São empregados para correntes de 2 a 100 A (ver Figura 16-4). como acontece na partida de motores de indução com rotor em gaiola (ver Figura 16-5). 2. d) Fusível NH: é um fusível limitador de corrente de alta capacidade de interrupção. tipo faca ou baioneta. Os dispositivos classificam-se conforme o objetivo ao qual se destinam: 1. 3. com contatos nas extremidades. Dispositivos que proporcionem segura proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos (Disjuntores com Proteção Térmica e Eletromagnética). Fig. Fig. de baixa tensão.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 16 – DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS Os condutores e equipamentos que fazem parte de um circuito elétrico devem ser protegidos automaticamente contra curtos-circuitos e contra sobrecargas (intensidade de corrente acima do valor compatível com o aquecimento do condutor e que poderiam danificar a isolação do mesmo ou deteriorar o equipamento). Pode se apresentar de duas formas tipo virola e tipo faca ou baioneta (ver Figura 16-2 e 16-3).1 – Tipos de Fusíveis O fusível pode ser considerado como uma resistência devidamente protegida que deve fundir com a passagem da corrente de sobrecarga ou curto-circuito.000 A em aplicações industriais. cujo tempo de interrupção é tão curto que o valor de crista da corrente de curto-circuito presumida não é atingido. para correntes nominais de 6 a 1. 39 . que se fixa no contato roscado correspondente da base (ver Figura 16-1). Estes fusíveis são usados na proteção de condutores de rede de energia elétrica e circuitos de comando (na proteção de motores empregam-se fusíveis do tipo retardado. 16. b) Fusível de Cartucho: é um fusível de baixa tensão cujo elemento fusível é encerrado em um tubo protetor de material isolante. 16-2 – Fusível de cartucho. Protegem os circuitos contra curtos-circuitos e também contra sobrecargas de curta duração. 16-1 – Fusível de rolha. Dispositivos que protejam eficazmente apenas contra sobrecargas (Disjuntores com Proteção Térmica apenas e Relés Térmicos). que não fundem com a corrente de partida do motor). Dispositivos que assegurem apenas proteção contra curto-circuito (Disjuntores com Proteção Eletromagnética apenas e Fusíveis). 16-3 – Porta-fusíveis de cartucho tipo virola.

conduzir por tempo especificado e interromper correntes em condições anormais especificadas do circuito.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tampa Capa de Proteção Base Fusível Parafuso de Ajuste Punho Saca Fusível Anel de Proteção Chave para Parafuso de Ajuste Fusível Base Unipolar Fig. capazes de estabelecer. porque a dilatação desigual das lâminas determina que as mesmas se curvem e desliguem o dispositivo (ver Figura 16-6). bipolares e tripolares. conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito. Os tipos mais comuns são: a) Disjuntores Térmicos: possuem um dispositivo de interrupção da corrente constituído por lâminas de metais de coeficientes de dilatação térmica diferentes (latão e aço). A dilatação desigual das lâminas. Também chamado de proteção magnetotérmica (ver Figura 16-8).2 – Tipos de Disjuntores Denominam-se disjuntores os dispositivos de manobra e proteção. 40 . por efeito do aquecimento provocado por uma corrente de sobrecarga moderada de longa duração. desligando o disjuntor quando ocorre uma corrente de curto-circuito que é intensa e de curta duração (relés de máxima). Fig. b) Disjuntores Magnéticos: são providos de relés magnéticos (bobinas de abertura) que atuam mecanicamente. assim como estabelecer. faz interromper a passagem da corrente no circuito. 16. soldadas. Podem ser unipolares. 16-4 – Fusível Diazed. Os tipos que possuem “bobina de mínima” desarmam quando falta tensão em uma das fases (ver Figura 16-7). 16-5 – Fusível NH. c) Disjuntores Termomagnéticos: apresentam as características térmica e magnética em um mesmo dispositivo. tais como as de curto-circuito.

41 . Fig. 16-7 – Disjuntor com proteção eletromagnética apenas. substituição de equipamentos por outros de potência maior ou inclusão de equipamentos não previstos) e as correntes de falta (falha na isolação dos condutores. 16-8 – Disjuntor com proteção térmica e eletromagnética. não produzida por falta.000 A também será uma sobrecorrente. 16-6 – Disjuntor com proteção térmica apenas. corrente de fuga ou corrente de curto-circuito). uma corrente de 51 A. Fig. as sobrecorrentes podem ser de dois tipos: as correntes de sobrecarga (subdimensionamento de circuitos. produzida por uma falta direta entre condutores vivos (fases e neutro). Nas instalações elétricas. será uma sobrecorrente e uma de 5.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão ATENÇÃO: Qualquer corrente que exceda um valor nominal pré-fixado (por exemplo. • • Sobrecarga: corrente elétrica de intensidade moderada e longa duração. Curto-Circuito: corrente elétrica de altíssima intensidade e curta duração. Se tivermos um valor nominal de 50 A. a corrente nominal de um equipamento In ou a capacidade de condução de corrente de um condutor Iz) é chamada de Sobrecorrente. Fig.

A corrente diferencial-residual também é conhecida como corrente de fuga (IFalta. Interruptores diferenciais-residuais. O princípio de funcionamento dos dispositivos DR se baseia na medição permanente da soma vetorial das correntes que percorrem os condutores do circuito (ver Figura 16-10). Isso significa que o “dispositivo” pode ser um interruptor DR [bipolar. abreviadamente. ICC ou Ich). 2. Enquanto o circuito se mantiver eletricamente são. Nos projetos de instalações residenciais a proteção diferencial-residual. ou tetrapolar. (1a). IDR (corrente diferencial-residual). um relé DR e respectivo TC toroidal (4) — associados. normalmente. 42 . Disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada (utilizar no projeto). (1b)].3 – Dispositivos de Proteção a Corrente Diferencial-Residual (DR) A norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão (NBR 5410) utiliza a expressão “dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual” ou. neste último caso. 3. A situação é análoga se alguma pessoa vier a tocar uma parte viva do circuito protegido. ao disparador de um disjuntor ou contator. ainda. haverá “vazamento” de corrente para a terra. a soma vetorial das correntes nos seus condutores é praticamente nula. tal como se fosse uma corrente de falta à terra. uma tomada com proteção DR (3) ou. genericamente. pois a porção de corrente que irá circular pelo corpo da pessoa provocará. o “dispositivo” de que fala a norma pode ter várias “caras” (ver Figura 16-9). a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR não é mais nula e o dispositivo detecta justamente essa diferença de corrente. Devido a esse “vazamento”. um desequilíbrio na soma vetorial das correntes — diferença então detectada pelo dispositivo DR. para se referir. “dispositivos DR”. circulará uma corrente de falta para a terra — ou. De fato. numa linguagem rudimentar. igualmente. Ocorrendo falha no isolamento de um equipamento alimentado por esse circuito. 16-9 – As normas referem-se a “dispositivos DR” de forma genérica. Fig. é realizada através de um dos seguintes dispositivos: 1. à proteção diferencial-residual — qualquer que seja a forma que ela venha a assumir.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 16. um disjuntor DR (2). Blocos diferenciais acopláveis a disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares.

16-10 – Ocorrendo uma corrente de falta à terra Id. um campo que vence o campo permanente gerado pelo pequeno ímã. liberando a alavanca. Fig.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig. Cria-se. 16-11 – Vista em corte de um interruptor diferencial-residual tetrapolar (3F + 1N). A liberação da alavanca detona o mecanismo de abertuta dos contatos. 43 . no circuito magnético do relé. a corrente “de retorno” I2 não será mais igual à corrente “de ida” I1 e essa diferença provoca a circulação de uma corrente I3 no enrolamento de detecção.

evitar que ocorra uma certa corrente de fuga natural para a terra. de campainhas e outros vícios de construção. os contatos principais do dispositivo. IDR ou corrente de fuga for igual ou superior a I∆N (corrente diferencial-residual nominal de atuação do dispositivo). por compulsão inata ou necessidade alimentar. antes de instalar um dispositivo DR. Nessas condições. se constituem numa proteção complementar contra contatos diretos. Se o resultado dessa medição for favorável. pelo menos. as respectivas correntes de fuga deverão ser inferiores ao limiar de atuação do dispositivo. apesar do isolamento da instalação. que são: 1º) Dispositivos DR de Baixa Sensibilidade: são destinados à proteção contra contatos indiretos e contra incêndios. dentre os quais podemos destacar: a qualidade dos componentes e dos equipamentos de utilização empregados. se não existirem correntes significativas fluindo para a terra. poder-se-á instalar um dispositivo DR como proteção geral contra contatos indiretos. 16. o dispositivo DR atua. o DR tem muito má vontade com a instalação incorreta (mas mais barata!) de interruptores paralelos. Via de regra. provoca a desmagnetização do núcleo. isto é. de correntes de fuga superiores a um certo limite. o fluxo criado no núcleo toroidal do disparador. também. Os contatos principais têm por função permitir a abertura e o fechamento do circuito e são dimensionados de acordo com IN (corrente nominal do dispositivo). Quando a corrente de fuga atinge valores que possam comprometer a desejada segurança para os seres humanos (30 mA) ou apresentar riscos de incêndio em instalações industriais (500 mA). ratos e outros animais que apreciam o PVC de eletrodutos e condutores.4 – Aplicação dos Dispositivos DR As instalações elétricas sempre apresentam correntes de fuga. Quando a corrente diferencial-residual. O dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual (DR) é inimigo de gambiarras. a idade da instalação e o tipo de prédio. Definitivamente. É evidente que para poder instalar um dispositivo DR na proteção de um circuito ou de uma instalação (proteção geral). No caso de chuveiros elétricos deve-se utilizar um equipamento com resistência blindada e isolação classe II. pela corrente proveniente da bobina secundária do transformador. só poderão ser instalados dispositivos DR nas derivações da instalação (geralmente em circuitos terminais). I∆N ≤ 30 mA (a NBR 5410 recomenda usar DR com I∆N = 30 mA). Quanto a sensibilidade os dispositivos DR podem ser divididos em dois grupos. O valor de tais correntes. Oferece. Dizem. não se pode nunca utilizar um DR (pelo menos um de alta sensibilidade) numa instalação onde exista um chuveiro elétrico metálico com resistência nua (não blindada). Por isso mesmo conquistou o ódio dos eletricistas “espertos”. sobretudo em instalações mais antigas. as correntes de fuga variam desde uns poucos miliampères até alguns centésimos de ampère. 44 . conseqüentemente. A experiência mostra que não se pode. no contato acidental com redes ou equipamentos elétricos energizados. caso contrário. que fluem para a terra. desligando o circuito. é necessário efetuar uma medição preventiva destinada a verificar a existência. também. I∆N > 30 mA (a NBR 5410 recomenda usar DR com I∆N = 300 mA). que ele não simpatiza com cachorros. na prática.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão O dispositivo DR tem por finalidade a proteção de vidas humanas contra acidentes provocados por choques. abrindo o contato da parte móvel e. E ganhou o título de persona non grata. pelo seu papel de dedo-duro dos erros cometidos durante a execução da instalação. a qualidade da mão de obra de execução da instalação. dependerá de diversos fatores. proteção contra incêndios que podem ser provocados por falhas no isolamento dos condutores e equipamentos. Por exemplo. 2º) Dispositivos DR de Alta Sensibilidade: além de proporcionarem proteção contra contatos indiretos.

sendo 3F + 1N. Como o valor de IN vai ter que ser 90 A. 16. 100. 80 e 100 A. com Iz = 89 A. Corrente nominal da proteção.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig. 70. 6. ou Disjuntor DR Tetrapolar com IN = 100 A e I∆N = 30 mA. 60. Ip = 86 A. b) Proteção contra Correntes de Sobrecarga realizada com a utilização de Disjuntor. Disjuntores DR (IN): 16. Resposta: Ip = 86 A. 15. 63. 10. 20. Disjuntores DR (I∆N): 10. 25. Disjuntores Termomagnéticos (IN): 5. 50. Capacidade de condução de corrente. 16. Condutores: 4 × 35 mm2. 90 e 100 A. Dimensione os condutores e o dispositivo de proteção para o referido circuito? a) Critério da Máxima Capacidade de Condução de Corrente. 32. IN = 90 A. que são: 1) Ip ≤ IN ≤ Iz 2) I2 ≤ 1. 40. Ip ≤ IN ≤ Iz ⇒ 86 A ≤ IN ≤ 89 A. 35. 63. 40. EXEMPLO: Um circuito de distribuição trifásico com condutores instalados em eletrodutos de PVC embutido e uma corrente de projeto de 86 A (em cada fase). Corrente convencional de atuação para disjuntores. com Iz = 111 A. 45 . Dispositivo de Proteção: Disjuntor Termomagnético Trifásico com IN = 90 A. S = 25 mm2. 25. 30. 300 e 500 mA. logo a seção do condutor aumenta: S = 35 mm2. 16-12 – Utilização dos dispositivos DR como proteção geral e como proteção de circuitos terminais.45×Iz Onde: Ip ⇒ IN ⇒ Iz ⇒ I2 ⇒ P P Corrente de projeto do circuito.5 – Determinação da Corrente Nominal do Dispositivo de Proteção Para que seja estabelecida a coordenação entre a seção dos condutores de um circuito e o respectivo dispositivo de proteção contra correntes de sobrecarga. S = 35 mm2. devem ser satisfeitas as condições impostas pela NBR 5410 (para proteção com disjuntores).

46 . Fig. Para que isto aconteça. a diferença ∆t. A corrente nominal do disjuntor geral deve ser ajustada para um valor maior ou igual a 125% do valor ajustado para o disjuntor do circuito terminal. 16-14 – Seletividade entre disjuntor e fusível. ao ocorrer um defeito em um ponto da instalação.6 – Seletividade entre os Dispositivos de Proteção A seletividade representa a possibilidade de uma escolha adequada de fusíveis e disjuntores. Fig. Para dois disjuntores: A protegendo a linha e A’ protegendo um ramal. no sentido da fonte de suprimento de energia (ver Figuras 16-13 e 16-14). coordenar os tempos de atuação dos disjuntores de proteção. é necessário que a proteção mais próxima do defeito ocorrido venha a ser a primeira a atuar. 16-15 – Proteção com disjuntores no alimentador (geral) e nos ramais (circuitos terminais). de tal modo que os tempos de desligamento cresçam à medida que as proteções se achem mais afastadas das cargas. 16-13 – Seletividade entre fusíveis em série. Deve-se. então.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 16. a curva A-B do disjuntor de entrada deverá estar sempre acima da curva A’-B’ do disjuntor do ramal (ver Figura 16-15). ICC. entre os tempos de atuação dos dois disjuntores. I N (Geral ) ≥ 1. deverá ser maior do que 150 ms. Na faixa correspondente à sobrecarga. o desligamento afete uma parte mínima da mesma.25 × I N ( Ramal ) Fig. Para uma corrente de curto-circuito. de tal modo que.

São usados em linhas elétricas embutidas ou aparentes. (5) Canaleta – É um conduto com tampas ao nível do solo. por justaposição com outros blocos. polietileno. 17. bandejas. de seção circular ou não. quando fixada em torno de um vão de porta ou janela. 17-2 – Calha com tampa removível. (3) Moldura – É um conduto utilizado em linhas aparentes. e rodapé. Fig. quando fixada junto ao ângulo parede-piso. As calhas podem ser metálicas (aço ou alumínio) ou isolantes (plástico). As molduras podem ser de madeira ou plástico (Sistema X – Pial Legrand). é considerada perfurada se a superfície retirada da base for superior a 30%.). forma um ou mais condutos fechados. (2) Calha – É um conduto fechado utilizado em linhas aparentes. Nas instalações elétricas são utilizados vários tipos de condutos: eletrodutos. Fig. 17-3 – Moldura com duas ranhuras.Os eletrodutos podem ser metálicos (aço ou alumínio) ou de material isolante (PVC.1 – Tipos de Condutos Elétricos Os condutos elétricos são classificados nas seguintes categorias: (1) Eletroduto – É um elemento de linha elétrica fechada. para permitir a instalação e a remoção dos condutores. molduras. Fig. removíveis e instaladas em toda sua extensão. as paredes podem ser maciças ou perfuradas e a tampa simplesmente encaixada ou fixada com auxílio de ferramenta. calhas. permitindo tanto a enfiação quanto a retirada dos condutores por puxamento. (6) Bandeja – É um suporte de cabos constituído por uma base contínua com rebordos e sem cobertura. compreendendo uma base com ranhuras para colocação de condutores e uma tampa desmontável em toda sua extensão. blocos alveolados. com tampas desmontáveis em toda sua extensão. poços e galerias.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 17 – CONDUTOS ELÉTRICOS Chamamos de conduto elétrico a uma canalização destinada a conter condutores elétricos. destinado a conter condutores elétricos. canaletas. Recebe o nome de alizar. com um ou mais furos que. 17-4 – Bloco aoveolado com dois condutos. Fig. fibro-cimento etc. 47 . As bandejas são geralmente metálicas (aço ou alumínio). 17-1 – Eletrodutos. fixado ao longo de paredes. escadas para cabos. (4) Bloco Aoveolado – É um bloco de construção. As tampas podem ser maciças e/ou ventiladas e os cabos podem ser instalados diretamente ou em eletrodutos. podendo ser ou não perfurada.

). Geralmente nas galerias os condutores são instalados em bandejas. 17-5 – Canaleta com tampas maciças e ventiladas. “Perfilado” e “Eletrocalha”. eletrodutos ou em outros suportes (como prateleiras. Fig. sem cobertura. são muitas vezes usados para designar “Escadas para cabos”. Assim como as bandejas. (9) Galeria Elétrica – É um conduto fechado que pode ser visitado em toda sua extensão. 17-7 – Escada para cabos. As travessas devem ocupar menos de 10% da área total da base. e os condutores são fixados diretamente às paredes ou a bandejas ou escadas verticais ou são instalados em eletrodutos. Nos poços. 17-8 – Prateleira e gancho para cabos. 17-9 – Termos mais utilizados pelos profissionais da área (Catálogos dos Fabricantes). Fig. as escadas são geralmente metálicas. via de regra. 48 . “Calhas” ou “Bandejas”. Fig. não normalizados. 17-6 – Bandeja não perfurada. Observação Importante: Fig. (8) Poço – É um conduto vertical formado na estrutura do prédio.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig. ganchos etc. Os termos “Leito para cabos”. escadas. (7) Escada para Cabos – É um suporte constituído por uma base descontínua. formada por travessas ligadas a duas longarinas longitudinais.

os de PVC são os mais utilizados no Brasil. comerciais e análogos. com proteção interna e externa feita com materiais resistentes à corrosão. aparentes ou embutidas. até mesmo. Para linhas acima do solo. de polietileno ou de PVC. em alguns casos. b) Eletrodutos Isolantes Rígidos: são fabricados em PVC. em certos casos. Fig. curváveis. 49 . em geral. por vezes com uma cobertura impermeável de plástico. São os eletrodutos flexíveis plásticos (Tigreflex). principalmente em prédios residenciais. ou isolantes. 17-13 – Acessórios da linha de eletrodutos. proteger o meio ambiente contra perigos de incêndio e de explosão. 17-10 – Proteção contra choque mecânico. barro vitrificado (manilhas). 17-11 – Proteção externa ou revestimento. Fig. Os eletrodutos. 17-12 – Eletroduto flexível metálico.) podendo também. a) Eletrodutos Metálicos Rígidos: são geralmente de aço-carbono. Sua aplicação típica é na ligação de equipamentos que apresentem vibrações ou pequenos movimentos durante seu funcionamento. e para linhas subterrâneas em envelopes de concreto. Fig. servir como condutor de proteção. em função do material usado podem ser metálicos ou isolantes ou ainda magnéticos ou não magnéticos. que. podendo. os de seção circular são os de uso mais freqüente e se constituem no tipo mais comum de conduto elétrico. ser fabricados em aço especial ou em alumínio. flexíveis e transversalmente elásticos. c) Eletrodutos Flexíveis Metálicos: podem ser constituídos.2 – Tipos de Eletrodutos A principal função do eletroduto é proteger os condutores elétricos contra certas influências externas (choques mecânicos. Sua principal vantagem sobre os eletrodutos rígidos é a facilidade de instalação e o fato de dispensarem o uso das tradicionais curvas. polietileno de alta densidade. d) Eletrodutos Transversalmente Elásticos: são geralmente de polietileno de alta densidade sendo aplicados em linhas embutidas. Os eletrodutos metálicos rígidos são fabricados em “varas” de 3 metros. cimento-amianto etc. por uma fita de aço enrolada em hélice. Muito embora a definição atual de eletroduto não faça qualquer referência à forma da seção.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 17. agentes químicos etc. resultantes de faltas envolvendo condutores e. Fig. classificam-se em rígidos.

50 . Tamanho nominal do eletroduto é o diâmetro externo do eletroduto expresso em milímetros. os comprimentos entre os pontos de puxada e o número de curvas devem ser tais que os condutores ou cabos a serem protegidos possam ser facilmente instalados e retirados após a instalação dos eletrodutos e acessórios. que não suportam qualquer tipo de esforço e comprometem os condutores. Para dimensionar os eletrodutos de um projeto. Assim.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 17. por exemplo. Dimensionar eletrodutos é determinar o tamanho nominal do eletroduto para cada trecho da instalação. Não deve haver trechos contínuos retilíneos de tubulação (sem interposição de caixas de passagem) superiores a 15 metros. 17-14 – Determinação da ocupação de um eletroduto e Tabela de equivalência entre diâmetros. EXEMPLO: 1) Número de condutores instalados no trecho do eletroduto de PVC = 6 condutores. Observações Importantes: Os eletrodutos são caracterizados por seu tamanho nominal. padronizado por norma. sendo que nos trechos com curvas essa distância deve ser reduzida de 3 metros para cada curva de 90º. 2. Nas linhas embutidas não devem ser utilizados pseudo-eletrodutos flexíveis plásticos conhecidos por “mangueiras”.3 – Dimensionamento dos Eletrodutos As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios. RESPOSTA: O tamanho nominal do eletroduto será de 20 mm (ver Tabela 17-1). Eletrodutos Rígidos de PVC Tamanho Nominal Designação da Rosca (Diâmetro Externo) (Diâmetro Interno) Milímetros – mm Polegadas – ” ½ 16 ¾ 20 1 25 1¼ 32 1½ 40 2 50 2½ 60 3 75 3½ 80 60% 40% Fig. 4 mm2 e 6 mm2). 2) Maior seção dos condutores instalados no trecho = 4 mm2.(3 × 3) = 6]. um trecho de tubulação contendo 3 curvas não poderá ter um comprimento superior a 6 metros [15 .5 mm2. basta saber o número de condutores instalados dentro do eletroduto e qual a maior seção deles (ou qual a maior bitola dentre os condutores). Em um mesmo eletroduto só podem ser instalados condutores de circuitos diferentes quando eles pertencerem à mesma instalação e as seções dos respectivos condutores fase estiverem compreendidas num intervalo de 3 valores normalizados (por exemplo. A soma das áreas totais dos condutores contidos num eletroduto não pode ser superior a 40% da área útil do eletroduto (ver Figura 17-14).

O condutor de proteção (“TERRA”) é designado por PE. seguro e confiável da instalação. com indicação verde-amarelo nos pontos visíveis e/ou acessíveis. Algumas vezes são realizados aterramentos “conjuntos”. ligados ao terminal de aterramento. Quando o condutor tem funções combinadas de neutro e de condutor de proteção. Com o aterramento objetiva-se assegurar sem perigo o escoamento das correntes de falta e fuga para terra. funcionais e de proteção. Quando o eletrodo de aterramento é constituído por uma barra rígida. a cor verde. Em princípio. • Eletrodo de aterramento. Condutor de proteção contra os choques elétricos e que liga as massas dos equipamentos ao terminal de aterramento principal (TAP – barramento de terra). Seção Nominal (mm2) 1. Formado por um condutor ou conjunto de condutores (ou barras) em contato direto com a terra. satisfazendo as necessidades de segurança das pessoas e funcionais das instalações. opcionalmente. é designado por PEN. Em uma instalação elétrica o aterramento pode ser de dois tipos: a) Aterramento Funcional: consiste na ligação à terra de um dos condutores do sistema (o neutro). 51 . podendo constituir a malha de terra. pela letra N. com o único objetivo de proporcionar proteção contra choque elétrico por contatos indiretos. No caso dos condutores PEN deve ser usada a cor azul-claro (a mesma que identifica o neutro).5 2. denominase haste de aterramento. em eletroduto de PVC.). quadros metálicos etc. b) Aterramento de Proteção: consiste na ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação (carcaças dos motores e transformadores. todos os circuitos de distribuição e terminais devem possuir um condutor de proteção que convém fique no mesmo eletroduto dos condutores vivos do circuito.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 17-1 – Números de condutores isolados com PVC. e o neutro. deve ser usada a dupla coloração verdeamarelo ou. O aterramento é executado com o emprego de um: • Condutor de proteção. com o objetivo de garantir o funcionamento correto. Quando os condutores de proteção (PE) forem identificados através de cor.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 Número de Condutores no Eletroduto 2 16 16 16 16 20 20 25 25 32 40 40 50 50 50 60 3 16 16 16 20 20 25 32 32 40 40 50 50 60 75 75 4 16 16 20 20 25 25 32 40 40 50 60 60 75 75 85 5 16 20 20 25 25 32 40 40 50 50 60 75 75 85 — 6 16 20 20 25 32 32 40 50 50 60 75 75 85 85 — 7 16 20 25 25 32 40 40 50 60 60 75 75 85 — — 8 20 20 25 25 32 40 50 50 60 75 75 85 — — — 9 20 25 25 32 40 40 50 50 60 75 85 85 — — — 10 20 25 25 32 40 40 50 60 70 75 85 — — — — Tamanho Nominal do Eletroduto 18 – ATERRAMENTOS Aterramento é a ligação intencional de um condutor à terra.

T – para um ponto diretamente aterrado. T – para massas diretamente aterradas. no quadro geral. ou seja.2 – Tipos de Sistemas de Aterramento Os casos mais comuns dos diversos sistemas de aterramento encontram-se esquematizados abaixo. Fig. independentemente de aterramento eventual de um ponto de alimentação. S – quando as funções de neutro e de condutor de proteção são realizadas por condutores distintos (ou separados). No esquema TN a alimentação é aterrada e as massas são aterradas junto com a alimentação. 18-2 – Sistema TN-C.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 18. de acordo com a seguinte notação: a) A primeira letra indica a situação da alimentação em relação à terra. Quando a alimentação se realizar em baixa-tensão. a fim de limitar a corrente de curto-circuito para a terra. Fig. N – massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (normalmente. 52 . é o ponto neutro). 18. para indicar a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção. C – quando as funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor (que é o condutor PEN). o condutor neutro deve sempre ser aterrado na origem da instalação do consumidor. 18-4 – Alimentação por rede pública BT (TN-CS). c) Outras letras (eventualmente).1 – Classificação dos Sistemas de Aterramento A NBR 5410 classifica os sistemas de aterramento (considerando o aterramento funcional e o de proteção). 18-3 – Sistema TN-CS (Clássico). Fig. b) A segunda letra indica a situação das massas em relação à terra. I – isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou emprego de uma impedância de aterramento. 18-1 – Sistema TN-S. Fig.

Classe de Isolação Características do Equipamento Só possui a isolação básica. I I II III 53 . 0 0. Furadeira. Fig. Lâmpadas sub-aquáticas. carcaça plástica.4 – O Aterramento das Tomadas de Uso Geral e de Uso Específico A instalação de tomadas que possuem aterramento deve ser realizada com bastante atenção... Computador... Equipamentos que trabalham com Extra Baixa Tensão de Segurança (EBTS – 12 V. pois. Fig.. Freezer... 18-5 – Sistema TT (Clássico).. a conexão dos condutores (Fase. Tomada com dois pinos (F+N) e o condutor de proteção fixado na carcaça do equipamento. Além da isolação básica (carcaça plástica) existe uma isolação complementar (blindagem). Máquina de Lavar Roupa. 18-6 – Alimentação por rede pública BT (TT).3 – Seção Nominal dos Condutores de Proteção Tabela 18-1 – Seção mínima dos condutores de proteção em relação à seção dos condutores fases. Ventilador. Banheiras. 18. Neutro e Terra) tem que estar de acordo com o padrão normalizado. Tomada com três pinos (F+N+T). Exemplos Liquidificador.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão No esquema TT a alimentação é aterrada e as massas são aterradas utilizando eletrodos independentes.. Chuveiro Elétrico. Fig... 18.. Ar Condicionado..5 – Classe de Isolação dos Equipamentos Elétricos Tabela 18-2 – Equipamentos elétricos mais comuns e suas respectivas classes de isolação... Seção dos condutores fases (S) (mm2) S ≤ 16 16 < S ≤ 35 S > 35 Seção mínima dos condutores de proteção (S’) (mm2) S’ = S S’ = 16 S’ = S/2 18. Geladeira. no máximo). 18-7 – Padrão de polarização das tomadas 2P+T com um terminal para ligação à terra.

Fig.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão PADRÃO DE ENTRADA: Fornecimento de Energia Elétrica em Baixa Tensão. PROTEÇÃO GERAL: Instalação do Disjuntor Geral. 18-8 – Padrão de Entrada adotado pela COSERN (Alimentação por rede pública BT). 54 .

caracterizada pela chamada corrente diferencial-residual. ou ainda uma deficiência ou falta de isolamento em um condutor ou equipamento (máquina de lavar roupa. Assim. o percurso da corrente no corpo humano e o tempo de duração do choque. O choque elétrico e seus efeitos serão tanto maiores quanto maiores forem: a superfície do corpo humano em contato com o condutor e com a terra. onde se acham órgãos vitais para a respiração e a circulação (ver Figura 19-1a). A corrente passa pelo diafragma e pela região abdominal. em virtude da diferença de potencial entre a fase energizada e a terra.1 – O Condutor de Proteção (Fio Terra) Para evitar que a pessoa receba essa descarga. 55 . Quando essa corrente atinge determinado valor.) irão depender da intensidade e do percurso da corrente pelo corpo humano. Uma pessoa que neles venha a tocar recebe uma descarga de corrente. Se a pessoa segurar um fio desencapado ou apertá-lo com um alicate sem isolamento. quando houver falha no isolamento ou um contato de elemento energizado com a carcaça do equipamento. curto-circuito que provocará a queima do fusível de proteção da fase ou o desligamento do disjuntor. determinando sua paralisação e a morte. e as conseqüências não são graves (ver Figura 19-1d). menor do que o anterior (ver Figura 19-1c). a intensidade da corrente. A corrente atravessa o corpo humano. Quando se pisa num condutor desencapado. mesmo em condições normais de funcionamento. Um dos casos mais graves é aquele em que a pessoa segura com uma das mãos o fio fase e com a outra o fio neutro. o dispositivo DR vem incorporado ao disjuntor termomagnético que protege o circuito e atuam para correntes de fuga a partir de 30 mA. chuveiro elétrico. isto é. passa pelo tórax. o paciente tem condições de sobreviver. seria nula se não houvesse fugas. no sentido da terra. a corrente de fuga normal. a asfixia (ausência de respiração) e a anoxemia (ausência de oxigênio no sangue como conseqüência da anoxia). a corrente circula através das pernas. no caso. efeitos eletrolíticos etc. Tocando-se com os dedos a fase e o neutro. apresentam correntes de “fuga” através de suas isolações. descarregando na terra.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 19 – O CHOQUE ELÉTRICO O contato entre um condutor vivo e a massa de um elemento metálico. As alterações musculares e outros efeitos fisiológicos da corrente (queimaduras. a anoxia (paralisação da respiração por falta de oxigênio).2 – O Dispositivo Interruptor de Corrente de Fuga (DR) Apesar do cuidado que existe no isolamento. antes de sair pela outra. Não havendo fibrilação ventricular. pois a corrente entra por uma das mãos e. as carcaças dos motores e dos equipamentos elétricos são ligadas à terra. coxas e abdômen.3 – Os Efeitos do Choque Elétrico O choque elétrico pode produzir na vítima o que se denomina “morte aparente”. funcionando como um condutor terra. 19. O risco é. Esta corrente. a perda dos sentidos. geladeira etc. A violenta contração muscular provocada pelo choque pode afetar o músculo cardíaco. A corrente poderá atingir partes vitais ou não. 19. a corrente irá fluir diretamente para terra pelo condutor de proteção. e os efeitos podem ser graves (ver Figura 19-1b). a corrente segue das mãos para os pés. se socorrido a tempo.) podem representar risco. o percurso da corrente é pequeno. 19. provoca a atuação de um dispositivo de proteção denominado dispositivo de proteção à corrente diferencial-residual (dispositivo DR). muitos equipamentos. Em geral. ou a fase e a terra.

mas. Rcorpo ≅ 500 Ω. O organismo humano é mais sensível à corrente alternada do que à corrente contínua. o limiar de sensação da corrente alternada é de 1 mA.2 são resistências de contato do corpo com os condutores ou entre condutor e terra.000 Ω/cm2 de pele.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Fig. no caso da corrente contínua é de 5 mA. desde a palma da mão à outra ou à planta do pé. São da ordem de 15. isto é. Depende do percurso.1 + Rcont. Rcorpo é a resistência do corpo à passagem da corrente. ao passo que. que interposto a um circuito energizado sob uma tensão V. dos pontos de ligação do corpo com as partes energizadas dos circuitos. denominadas industriais. 56 . podemos assimilá-lo a um condutor simples e homogêneo. portanto. Quando a pele se acha molhada.2 + Rcorpo I ch = Rcont. 19-1 – Percurso da corrente no corpo humano quando ocorre um choque elétrico. a resistência de contato torna-se menor porque a água penetra em seus poros e melhora o contato.1 e Rcont. Suponhamos. do que para as freqüências elevadas. O corpo humano comporta-se como um condutor complexo. Na freqüência de 60 Hz. o corpo humano seja percorrido por uma corrente elétrica Ich. numa simplificação. As perturbações orgânicas são mais acentuadas em acidentes com correntes de baixa freqüência. determinada por: V Rcont.

via de regra por falhas de isolamento. provocada por uma falta ou por um defeito interno no equipamento. Os contatos diretos. uma vez que o usuário que encosta a mão numa massa. por sua vez. A corrente entra pela ponta do dedo e sai pelos pés calçados. 19-2 – Choque elétrico por contato direto e contato indireto. 2. 57 . incluindo as resistências por contatos para corrente alternada – 60 Hz. por exemplo. na carcaça de um equipamento de utilização. • os Contatos Indiretos: que são os contatos de pessoas ou animais com massas que ficaram sob tensão devido a uma falha de isolamento. A corrente entra pela mão através de uma ferramenta e sai pelos pés calçados (molhados). A corrente entra pela ponta do dedo de uma das mãos e sai pela ponta do dedo de outra mão (dedos secos). Tabela 19-1 – Resistência total. 4. Situação 1. 6. 3. 5. Os contatos indiretos. A corrente entra pela ponta do dedo e sai pelos pés calçados ou descalços (molhados). Fig.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão A Tabela 19-1 indica valores de resistência total para o caso de freqüência igual a 60 Hz e diversas hipóteses de contato do corpo com elementos energizados. não vai suspeitar de uma eventual energização acidental. por ruptura ou remoção indevida de partes isolantes ou por atitude imprudente de uma pessoa com uma parte viva (energizada). Exatamente por isso a NBR 5410 dá uma ênfase especial à proteção contra contatos indiretos (condutor de proteção e dispositivos DR). são particularmente perigosos. A corrente entra pela palma de uma das mãos e sai pela palma da outra mão (secas).500 600 500 Corrente no corpo sob a tensão de 100 volts (em miliampères) 6 111 5 6 116 200 Os choques elétricos em uma instalação podem se originar de dois tipos de situação: • os Contatos Diretos: que são os contatos de pessoas ou animais com partes vivas sob tensão (fases). A corrente entra pela mão molhada e sai por todo o corpo mergulhado em uma banheira. Resistência total ordem de grandeza (em ohms) 15.500 15.700 900 18. que a cada ano causam milhares de acidentes graves (muitos até fatais) são provocados.

disponível. porque cessa o fluxo vital de sangue no corpo. • Queimaduras: a passagem de corrente elétrica pelo corpo humano é acompanhada do desenvolvimento de calor por efeito Joule. 19-3 – Ciclo cardíaco completo cuja duração média é de 750 milésimos de segundo. Corrente Alternada de 15 a 100 Hz. no mínimo. Observe-se que a fibrilação é um fenômeno irreversível. a corrente os anula podendo bloquear um membro ou o corpo inteiro. “perde o passo” (ver Figura 19-3). De nada valem. as queimaduras e a fibrilação ventricular. Acima de 500 mA Fig. nesses casos. a parada respiratória. trajeto entre extremidades do corpo. poderá perturbar seu funcionamento regular. com início de tetanização. que se mantém mesmo quando cessa a causa. habitualmente nenhum efeito perigoso. que passamos a descrever sucintamente. Os impulsos periódicos que. salvo intervenção imediata de pessoal especializado com equipamento adequado (desfibrilador). Trata-se de uma situação de emergência. 58 . a consciência do indivíduo e sua vontade de interromper o contato. Superposta aos impulsos de comando da mente. pessoas de. Traumas cardíacos persistentes. as mais profundas e as de cura mais difícil. só pode ser anulada mediante o emprego de um equipamento chamado “desfibrilador”.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Tabela 19-2 – Efeitos fisiológicos da corrente elétrica (choque elétrico). Podem ser caracterizados quatro fenômenos patológicos críticos: a tetanização. com sensação de falta de ar e tontura. habitualmente nenhum efeito. As queimaduras produzidas por corrente elétrica são. podendo mesmo causar a morte por insuficiência renal. • Tetanização: é a paralisia muscular provocada pela circulação de corrente através dos tecidos nervosos que controlam os músculos. em condições normais. Faixa de Corrente 0. • Parada Respiratória: quando estão envolvidos na tetanização os músculos peitorais. geralmente. 50 kg de peso.5 mA 0. possibilidade de fibrilação ventricular se a descarga elétrica se manifestar na fase crítica do ciclo cardíaco (diástole) e por um tempo superior a 200 ms. A situação é de emergência extrema. Paralisia estendida aos músculos do tórax. os pulmões são bloqueados e pára a função vital de respiração. no máximo.1 a 0.5 a 10 mA 10 a 30 mA 30 a 500 mA Reações Fisiológicas Habituais Leve percepção superficial. Nenhum efeito perigoso se houver interrupção em. • Fibrilação Ventricular: se a corrente atinge diretamente o músculo cardíaco. apenas em hospitais e pronto-socorros. podendo produzir queimaduras. regulam as contrações (sístole) e as expansões (diástole) são alterados: o coração vibra desordenadamente e. 5 segundos. Ligeira paralisia nos músculos do braço. nesse caso o efeito é letal. normalmente. em termos técnicos.

barramento de neutro e barramento de terra. 20-1 – Quadro elétrico contendo disjuntores. 59 . todos os quadros elétricos de cargas devem estar representados pela sua tabela da divisão dos circuitos terminais e pelo seu respectivo diagrama unifilar.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 20 – DIAGRAMAS UNIFILARES DOS QUADROS ELÉTRICOS Em um projeto de instalações elétricas. Fig. 20-2 – Diagrama unifilar do quadro elétrico de cargas representado na figura acima. Fig.

20-3 – Diagrama unifilar do quadro de cargas. protegido por um DR tetrapolar (3F+1N). 60 . 20-4 – Diagrama unifilar do quadro de cargas. protegido por um Disjuntor Trifásico (3F). (sem blindagem) Fig. Fig.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão Chuveiro elétrico com a resistência nua.

isolação preta 2. 30 A (Unipolar) Trifásico.5 mm2. 450/750 V. 10 A Interruptor de 3 seções. isolação verde ou verde-amarelo Eletroduto rígido de PVC.5 mm2. Cu/PVC.5 mm2. Trifásico. isolação azul-claro 2. 10 A (Unipolar) Monofásico. de acordo com a NBR 6150 (barras ou “varas” de 3 metros). 40 A (Tetrapolar) Equipamento (com espelho) Interruptor de 1 seção (simples). 40 A (Tripolar) Disjuntor termomagnético com proteção diferencial-residual incorporada em caixa moldada. 10 A Interruptor paralelo (three-way). ESPECIFICAÇÃO DO MATERIAL Condutor isolado. com isolação em camada dupla.5 mm2. de acordo com a NBR 5361. isolação azul-claro 2.5 mm2. Tabela 21-1 – Relação dos materiais. isolação azul-claro 4 mm2. Monofásico. com seus quantitativos (especificação e contagem). 16 mm (½ ”) 20 mm (¾ ”) 25 mm (1 ”) 32 mm (1 ¼ ”) Disjuntor termomagnético em caixa moldada. 10 A Interruptor de 2 seções (duplo). tipo BWF. isolação verde ou verde-amarelo 4 mm2. sem fator de correção para temperatura ambiente. 25 A (Unipolar) Monofásico. 15 A (Unipolar) Monofásico. 10 A Tomada universal (2P+T). 10 A Interruptor intermediário (four-way). isolação preta 1. de acordo com a NBR 6148 (PIRASTIC SUPER ANTIFLAM). 25 A Plafonier para ponto de luz Botão de campainha Campainha QUANTIDADE 150 metros 150 metros 200 metros 200 metros 200 metros 30 metros 30 metros 30 metros 96 metros 57 metros 15 metros 6 metros 4 peças 7 peças 2 peças 1 peça 1 peça 1 peça 7 peças 2 peças 1 peça 4 peças 1 peça 19 peças 2 peças 18 peças 1 peça 1 peça 61 . corrente diferencial-residual nominal de atuação igual a 30 mA (I∆N).Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 21 – EXEMPLO DA TABELA DE ESPECIFICAÇÃO DO MATERIAL Em um projeto de instalações elétricas. isolação preta 4 mm2. 15 A Tomada universal (2P+T). todos os materiais utilizados devem estar especificados tecnicamente e ter suas quantidades definidas. 1.

Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão 22 – EXEMPLO DO PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO 62 .

[ 7 ] REVISTA ELETRICIDADE MODERNA – EDIÇÃO ESPECIAL. – São Paulo – SP. – São Paulo – SP. LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S. COSERN − Grupo IBERDROLA − Natal/RN. Editora Érica Ltda.A. – São Paulo – SP. [ 3 ] INSTALAÇÕES ELÉTRICAS. Cotrim – 3ª Edição. Folheto Entregue aos Consumidores − Julho 2000. [ 6 ] MANUAL PIRELLI DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS. [ 4 ] INSTALAÇÕES ELÉTRICAS. – São Paulo – SP. LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão BIBLIOGRAFIA [ 1 ] INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS. – Rio de Janeiro – RJ. 63 . Guia EM da NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão – 2002. – Rio de Janeiro – RJ. Ademaro A.A. Hélio Creder – 9ª Edição. Geraldo Cavalin e Severino Cervelin – 4ª Edição. 1ª Edição – 1993.A. [ 2 ] INSTALAÇÕES ELÉTRICAS. B. [ 5 ] INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS. Julio Niskier e Archibald Joseph Macintyre – 4ª Edição. M. Aranda Editora Ltda. Editora Pini Ltda. João Mamede Filho – 6ª Edição. [ 8 ] PADRÃO DE ENTRADA − BAIXA TENSÃO − INSTALAÇÃO EM MURO. – Rio de Janeiro – RJ. LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S. MAKRON Books do Brasil Editora Ltda.

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