Fertilizar para quê?

• Aumentar a produção lenhosa; • Corrigir deficiências de nutrientes no solo; • Aumentar a resistência a pragas e doenças; • Aumentar a resistência à geada e à seca; • Melhorar a qualidade do solo; • Contribuir para a sustentabilidade das plantações.

Fertilidade dos solos
Os solos florestais são geralmente pouco profundos (30 a 40 cm) e de pedregosidade elevada. Através das análises de terra sabe-se que são pobres em matéria orgânica e em azoto (N), sendo o fósforo (P) disponível também baixo.

Adubação à plantação
É essencial a adubação com fósforo, algum azoto e potássio. O exemplo do que acontece quando as plantas não são fertilizadas à plantação encontra-se na foto seguinte:

Fertilizar com que nutrientes?
com fertilização NPK A quantidade de nutrientes a fornecer a uma plantação, é a diferença entre as necessidades das plantas e a quantidade disponível no solo, tendo também em consideração a taxa de utilização de cada nutriente veiculado pelo adubo. Como orientação geral, a Altri Florestal utiliza a seguinte tabela, a adaptar em função das análises de solo e características do povoamento: Adubação a repartir em várias aplicações Volume
(m3/ha)

Nutrientes mais importantes para o eucalipto
N (Azoto) Maior crescimento vegetativo; Aumento da área foliar; Maiores produções. P (Fósforo) Formação de raízes e dos troncos. K (Potássio) Controle e regulação da água; Maior resistência a pragas, doenças e seca. Ca (Cálcio) Desenvolvimento das raízes; Maior resistência a pragas. B (Boro) Maior resistência à geada e às doenças; Árvores mais direitas.

sem fertilização Na Altri Florestal são possíveis as seguintes opções: 1. Adubo de libertação lenta (30g/planta) no fundo da cova e Superfosfato 18% (150 a 200g/planta) em duas covas laterais. 2. Adubo NPK tradicional, 1:3:1 ou 1:5:1 (150 a 200g/ planta), em duas covas laterais, no momento da plantação ou uma semana após a plantação.

N

P2O5

K2O 50 60 75

B

(kg/ha)

Extração de nutrientes pelo eucalipto
Na abordagem da Altri Florestal, para a recomendação de fertilização, considera-se que uma plantação de eucalipto até aos 12 anos, acumula em média os seguintes nutrientes:
Nutrientes acumulados na parte aérea (kg/ha)

120 180 240

60 80 100

60 60 75

2,8 3,5 4

Adubação de cobertura
Efetuada entre o 1.º e 2.º ano com adubo azotado, podendo também conter P, K e B (150 a 200 kg de adubo tipo 20:0:0 ou 2:1:1 com ou sem boro). A aplicação deve ser na projeção da copa. Entre o 3.º e 5.º ano, em geral é feita uma adubação com adubo azotado, 180 a 250 kg/ha, contendo 1% de boro. A aplicação deve ser a lanço.

Volume (m3/ ha) 120 180 240

N 168 252 336

P 8 13 17

K 188 283 377

Ca 212 319 425

Mg 20 30 40

S 25 38 50

B 1,2 1,7 2,3

As necessidades de nutrientes variam ao longo do ciclo de vida dos povoamentos. O fósforo (P) e o cálcio (Ca) são muito importantes no inicio para o bom desenvolvimento radicular. Em geral, à instalação aplica-se todo o fósforo necessário para a rotação, enquanto que o azoto e potássio se aplicam 10 a 15% à plantação, 30 a 35% na 1.ª cobertura (entre o 1.º e 2.º ano) e o restante na 2.ª cobertura (entre o 3.º e o 5.º ano). Frequentemente nas adubações de cobertura é necessário aplicar-se boro, especialmente nas regiões onde a seca e o frio são frequentes. Após o 4.º-5.º ano, é assumido que o ciclo de nutrientes está em funcionamento e é suficiente para suprir as necessidades do povoamento. No entanto podem ser efetuadas adubações nesta fase, dependendo do estado de desenvolvimento do povoamento e das carências manifestadas.

Adubação da talhadia
Como o sistema radicular já está instalado, a adubação é essencialmente à base de azoto, podendo adicionar-se outros nutrientes, tais como o boro. As quantidades a aplicar são semelhantes à 1.ª rotação, sendo a 1.ª adubação efetuada em geral na seleção de varas.

Outros fatores a ter em conta na decisão da fertilização
Disponibilidade hídrica A disponibilidade de água é um fator determinante da produtividade e na eficiência da fertilização. Os resultados de um ensaio, demonstram isto mesmo: a fertiliza- ção intensiva de cobertura (F) originou um aumento de volume de cerca de 30% comparativamente à fertilização apenas à plantação (C), enquanto que a rega (I) originou um aumento de aproximadamente 80%, e a rega com adubação intensiva (IL) mais do que duplicou a produção.
m3/ha/ano 50 40 30 20 10 0 178 100 133

210

C

F

I

fertilização do eucalipto

IL

Infestantes As infestantes competem por água e nutrientes, sendo fundamental o seu controle, desde a plantação. As gradagens devem ser muito superficiais de modo a não se danificarem as raízes. Modelo de exploração e aproveitamento de biomassa A remoção de resíduos de abate e/ ou de cepos, implica o aumento da quantidade de fertilizantes a aplicar. A aplicação de cinza de biomassa é uma fonte de devolução dos nutrientes extraídos. Rentabilidade e decisão final sobre a fertilização A experiência comprova que a rentabilidade das plantações de eucalipto fica comprometida sem uma adequada fertilização. As fertilizações de cobertura são rentáveis sempre que se espere um acréscimo de produção na ordem dos 1 a 2 m3/ha por ano.

sede Rua Natália Correia, 2-A Constância Sul 2250-070 Constância telef. 249 730 020 fax 249 736 635 e-mail altriflorestal@altri.pt blog altriflorestal.blogspot.pt A Altri Florestal é uma empresa do Grupo Altri

Maio 2013

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