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Métrica (música)

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Métrica, em música, é a divisão de uma linha musical em compassos marcados por
tempos fortes e fracos, representada na notação musical ocidental por um símbolo
chamado de fórmula de compasso. Apropriadamente, métrica descreve o inteiro conceito
de medição de unidades rítmicas, mas pode ser usado como um descritor específico de
uma obra individual, conforme representado pela fórmula do compasso—"Esta música
está num ? compasso 4/4" equivale a dizer que "Esta música está em andamento 4/4" ou
"Esta música é em 4/4".
A métrica se distingüe do ritmo, no sentido deste último ser identificado como padrões de
duração, enquanto que a "métrica envolve nossa percepção incial bem como a
antecipação subseqüente de uma série de batidas que extraímos da superfície rítmica da
música à medida em que ela se estende no tempo" [1].
Música amétrica inclui o chant, algumas partituras gráficas que têm surgido desde os
anos 1950 e a música folclórica não-européia, como o repertório honkyoko para
shakuhachiHYPERLINK \l "cite_note-1"[2]

Índice
[esconder]

• 1 Métrica rítmica

• 1.1 Polimétrica

• 1.2 Ε σ τ ρ υ τ υ ρ α µτ ρ ι χ α

• 1.2.1 Estrutura profunda

• 1.3 Várias amostras de métricas sonoras

• 2 A métrica na canção

• 3 Φο ν τ ε σ ε νο τ α σ

• 4 Ρεφ ε ρ  ν χ ι α σ αδ ι χ ι ο ν α ι σ

• 5 ςερ ταµ β  µ

[editar] Métrica rítmica


Na música tradicional existem diferentes fórmulas de compasso de uso geral.
A música ocidental foi influenciada pelo emprego de compassos complexos em alguns
tipos de música folclórica, como a música do sudeste da Europa (música dos Bálcãs)
como, por exemplo, as danças da Bulgária e o Leventikos macedônio com métrica
3+2+2+3+2. como exemplos podem ser citados Béla Bartók, Paul Desmond, saxofonista
e compositor de jazz, na canção Take Five e outros compositores.
Batidas divididas em duas Batidas divididas em três
Duas batidas por compasso binário simples binário composto
Três batidas por compasso ternário simples ternário composto
Quatro batidas por compasso Quaternário simples Quaternário composto
Se cada batida num compasso é dividida em duas partes então sua métrica é simples, se
for dividida em três, sua métrica é composta. Alguns consideram o compasso quaternário
como uma dupla de compassos binários (1212), não aceitando qualquer divisão do
compasso acima do ternário, como por exemplo o compasso quíntuplo que é considerado
a junção do compasso binário com o ternário (12123) ou de um ternário com um binário
(12312), conforme a acentuação na música. Entretanto, um compasso quíntuplo pode ser
tratado e percebido como uma unidade de cinco especialmente nos tempos rápidos.
"Uma vez tendo sido estabelecida a métrica, nós, como ouvintes, a manteremos enquanto
se mantiver uma evidência mínima desta organização."[3]. Os compassos binários—neles
incluído os compassos quaternários (N.T.)— são, de longe, mais comuns do que os
ternários[4]. A maio parte da música popular está em 4/4, embora frequentemente possa
estar em 2/2 ou em tempo interrompido, como na bossa nova. Alguns estilos de rock são,
com freqüência, marcados em 12/8 ou possam ser vistos como 4/4 com um forte swing.
Do mesmo modo, um bom número de composições da música clássica anteriores ao
século XX, tende se firmar nas métricas justas, 4/4, 3/4 e 6/8, embora variações dessas
métricas também sejam encontradas como, por exemplo, 3/2 e 6/4. No século XX, os
compositores passaram a utilizar métricas menos regulares, como 5/4 e 7/8.
Também se tornou uma prática comum dos compositores clássicos do século XX mudar
frequentemente a métrica—o final de A Sagração da Primavera de Igor Stravinsky é um
exemplo especialmente extremo desta prática—e o uso de ritmos assimétricos, onde cada
batida tem uma duração diferente, se tornou mais comum. Tais métricas também incluem
tanto o já discutido ritmo quíntuplo como construções mais complexas junto com linhas
de tempo em 2+5+3/4, em que cada compasso tem uma unidade de 2 batidas, uma
unidade de 5 batidas e uma unidade de 3 batidas com a tensão centrada no início de cada
unidade. Métricas similares são utilizadas em diversas músicas folclóricas. Outras obras
não têm métrica alguma (tempo livre), como a música composta no estilo Drone, ou têm
ritmos tão complexos que obscurecem qualquer métrica, como no serialismo, ou, ainda,
se baseiam em ritmo aditivo, como algumas músicas de Philip Glass).
A métrica é sempre combinada a um padrão rítmico para gerar um estilo particular. É o
que acontece com músicas de dança, como a valsa ou o tango que têm padrões
particulares para enfatiza as batidas as quase são imediatamente reconhecíveis. Isto
frequentemente é feito para que a música coincida com os passos rápidos da dança e pode
ser visto como um equivalemten musical da prosódia. Algumas vezes um músico ou
composição específicos são identificados com um determinado padrão de métrica, como,
por exemplo, a chamada batida Bo Diddley. Alguns exemplos[5]:

Ritmo de marcha

Ritmo de polca

Ritmo de siciliana

Ritmo de valsa

[editar] Polimétrica
Polimétrica ou poliritmo é o uso simultâneo, ou em alternância regular, de duas
métricas. Entre os exemplos do uso de sse recurso pode-se citar o Segundo Quarteto para
Cordas de Béla Bartók. América do West Side Story de Leonard Bernstein utiliza
compasso de 6/8 (binário composto) e 3/4 (ternário simples). Isto gera uma forte sensação
de duas tensões seguidas por três tensões (mostradas em negrito) //I-like-to be-in-A//ME-
RI-CA//.
Kashmir do quarteto britânico de hard-rock Led Zeppelin é um exemplo trazido do
cânone do rock, no qual a percussão toca em 4/4 enquanto que os instrumentos melódicos
tocam um riff em 3/4. O compositor Frank Zappa explica em Toads Of The Short Forest,
do álbum Weasels Ripped My Flesh: "Neste exato momento, no palco, tínhamos um
baterista A tocando em 7/8, um baterista B, tocando em 3/4, o baixo tocando em 3/4, o
órgão tocando em 5/8, o tamborim tocando em 3/4 e o sax contralto soprando no nariz
dele." A banda de math metal, Meshuggah, usa ainda mais extensivamente polimetrias
complexas. As suas canções são tipicamente construídas em 4/4, com a guitarra tocando
em baixo riff e os padrões do baixo da bateria com métricas incomuns, tais como 11/8 e
23/16. Usualmente os riffs são obrigados a ser resolvidos depois de 4 ou 8 compassos,
resultando num 'acessório' com uma métrica diferente do resto da seção.
Do ponto de vista da percepção, parece haver pouca, ou nenhuma, base para a polimetria
uma vez que a pesquisa mostra que os ouvintes ou extraem dela um padrão composto que
se ajusta à estrutura métrica, ou foca em uma linha de ritmo enquanto considera as
demais como "ruído". Isto apóia a tese de que "a dicotomia imagem-fundo é comum a
todas as percepções" (Boring 1942, p.253) e [1]

[editar] Estrutura métrica


Estrutura métrica inclui, métrica, tempo e todos os aspectos rítmicos que produzem
regularidade temporal ou estrutura contra o qual os detalhes de fundo são projetados. [6]
As unidades rítmicas[7] podem ser métricas, intramétricas, contramétricas ou
extramétricas.
Os níveis métricos podem ser distinguidos. O nível da batida é o nível métrico no qual os
pulsos são escutados como a unidade de tempo báscia da obra. Níves mais rápidos são
níveis divisórios e níveis mais lentos são níveis múltiplos [6]
O termo nível da métrica é um conceito espúrio, uma vez que a métrica surge em função
de dois níveis de movimento, o mais rápido, que gera os pulsos e o mais lento que os
organiza em grupos conceituais repetitivos.[8]
Hipermétrica é a métrica em larga escala (quando comparada com a métrica da
superfície) criada por hipercompassos que consiste de hiperbatidas (Stein[9]). O termo foi
cunhado por Cone[10] enquanto que London[1] afirma que não há distinção perceptual
entre a métrica e a hipermétrica.
A modulação métrica é uma modulação de uma unidade métrica para outra.
[editar] Estrutura profunda
C. S. Lee (1985), descreveu a métrica musical em termos de uma estrutura profunda em
que, utilizando-se regras de reescrita, métricas diferentes acabam gerando ritmos
superficiais diferentes. Por exemplo: a primeia frase de A Hard Day's Night, dos Beatles,
sem a síncope pode ser gerada de sua métrica de 4/4:
4/4 4/4 4/4
/ \ / \ / \
2/4 2/4 2/4 2/4 2/4 2/4
| / \ | | | \
| 1/4 1/4 | | | \
| / \ / \ | | |
| 1/8 1/8 1/8 1/8 | | |
| | | | | | | |
It's been a hard day's night
(Middleton[11]).

[editar] Várias amostras de métricas sonoras


Antes de escutar essas peças musicais, por favor desligue o som e depois vá aumentando
gradativamente, porque está gravado numa altura muito grande (Não pude fazê-lo ao
gravar pois não tenho prática no uso de programas de áudio).
amostra de como soa a ? métrica de 1/4 num andamento de 90bpm.
amostra de como soa a ? métrica de 2/4 um andamento de 90bpm.
amostra de como soa a ? métrica de 3/4 num andamento de 90bpm.
amostra de como soa a ? métrica de 4/4 num andamento de 90bpm.
amostra de como soa a ? métrica de 5/8 num andamento de 120bpm.

[editar] A métrica na canção


Questões envolvendo a métrica em canções surgem devido à combinação da métrica
musical com a métrica poética , especialmente quando o texto da canção está no formato
padrão de poesia . Canções tradicionais e populares, caem todas numa faixa muito
limitada de métricas, permitindo com razoável facilidade a intercambiabilidade. Por
exemplo, os antigos hinários, via de regra, não incluíam a notação musical, mas apenas o
texto. Isso possibilitava que o texto fosse cantado com qualquer melodia que tivesse a
mesma métrica e que fosse conhecida pelos cantores, o que resultava na melodia
escolhida para ser cantada variar de uma ocasião para outra.
Um caso que ilustra o uso deste princípio através dos diversos gêneros musicais é a
interpretação do hino Amazing Grace, feita pelo conjunto The Blind Boys of Alabama,
que é cantado com a melodia tornada famosa pelo conjunto The Animals com sua versão
da canção folclórica A Casa do Sol Nascente.