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133 Urbanização: conceitos, características e problemas Conceitos básicos — Urbanização e crescimento urbano É
133 Urbanização: conceitos, características e problemas Conceitos básicos — Urbanização e crescimento urbano É

Urbanização: conceitos, características e problemas

Conceitos básicos

Urbanização e crescimento urbano

É comum confundir urbanização com crescimento urbano. Urbanização é o au-

mento proporcional da população urbana em relação à população rural. Um país só está se urbanizando quando o crescimento da população urbana é superior ao da rural. Em alguns países desenvolvidos, em que a urbanização girava em torno de 80% a 90% e o êxodo rural praticamente cessou, o processo de urbanização também cessou. A partir daí, ocorre apenas o crescimento urbano, ou seja, a expansão das cidades. No Brasil atual ocorre tanto a urbanização quanto o crescimento urbano.

Conurbação

É o encontro de duas ou mais cidades, como consequência do seu crescimento horizontal. Ex.: a região do ABCD, na Grande São Paulo.

Metrópole

É a cidade principal, a mais importante, aquela que exerce influência econômi-

ca, funcional e social em âmbito nacional (metrópole nacional) e/ou regional (metró-

pole regional); aquela que possui os melhores equipamentos nos setores Terciário e Secundário.

Megalópole

É a conurbação de duas ou mais metrópoles. Exs.: Bos-Wash (Boston até

Washington, tendo como centro dispersor Nova York), Chi-Pitts (Chicago-Pittsburgh),

San-San (San Francisco-San Diego, tendo como centro dispersor Los Angeles), Tóquio-Nagoia-Osaka (Japão), Vale do Ruhr (Bonn-Colônia-Düsseldorf-Essen, na Alemanha). A megalópole brasileira está sendo formada na área compreendida en- tre a Grande São Paulo e a Grande Rio, passando pelo Vale do Paraíba.

Terciarização

Trata-se do crescimento muito intenso da população ativa no setor de serviços em relação à população ativa total, hipertrofiando o papel do Setor Terciário na economia.

em relação à população ativa total, hipertrofiando o papel do Setor Terciário na economia. Linha de

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Terceirização

Prática empresarial de contratar de outras empresas produtos e serviços neces- sários ao processo produtivo.

Terceiro setor

É uma terminologia sociológica que dá significado a todas as iniciativas privadas

de utilidade pública com origem na sociedade civil. Dentre as organizações que fazem parte do Terceiro Setor estão as ONGs, enti- dades filantrópicas, a Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e ou- tras organizações sem fins lucrativos.

Macroencefalia urbana

Ocorre quando cidades tornam-se "cabeças muito grandes", isto é, concentram a maior parte da população de um país.

Megacidades

São áreas urbanas com mais de 10 milhões de habitantes.

Cidades globais

São aquelas que concentram perícia e conhecimento em serviços ligados à globalização, independente do tamanho de sua população. Isso é medido pela pre- sença de escritórios das principais empresas mundiais em contabilidade, consulto- ria, publicidade, bancos e advocacia. Exemplos: Tóquio, Nova York, Milão, Paris, Londres, São Paulo, etc.

O processo de urbanização no mundo: tendências e características

O atual processo de urbanização mundial vem se acelerando desde o pós-Segunda

Guerra. Está intimamente ligado ao processo de industrialização e de intensificação do êxodo rural-urbano, contribuindo de forma decisiva para o aumento da "terciarização". Esse fenômeno ocorre tanto nos países desenvolvidos como nos não desenvolvidos.

A intensificação da urbanização ocorreu antes nas nações desenvolvidas e indus-

trializadas, onde se formaram grandes regiões metropolitanas pelo processo de "conurba- ção" e sua posterior união, as "megalópoles". No mundo não desenvolvido, o fenômeno é mais recente e está relacionado ao surto de industrialização e concentrado em grandes centros metropolitanos, como Cidade do México, São Paulo, Mumbai, Calcutá e Xangai. Observe no quadro a seguir a projeção da população das 30 maiores aglome- rações urbanas no ano 2015, feita pela Fnuap (Fundação das Nações Unidas para Atividades em Matéria de População).

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ano 2015, feita pela Fnuap (Fundação das Nações Unidas para Atividades em Matéria de População). 2

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AS 30 MAIORES AGLOMERAÇÕES URBANAS EM 2015

Posição

Aglomeração e país

População (milhões de habitantes)

Tóquio (Japão)

27

190

Daca (Bangladesh)

22

766

Mumbai (Índia)

22

577

São Paulo (Brasil)

21

229

Nova Délhi (Índia)

20

884

Cidade do México (México)

20

434

Nova York (EUA)

17

944

Jacarta (Indonésia)

17

268

Calcutá (Índia)

16

747

10ª

Karachi (Paquistão)

16

197

11ª

Lagos (Nigéria)

15

966

12ª

Los Angeles (EUA)

14

494

13ª

Xangai (China)

13

598

14ª

Buenos Aires (Argentina)

13

185

15ª

Manila (Filipinas)

12

579

16ª

Pequim (China)

11

671

17ª

Rio de Janeiro (Brasil)

11

543

18ª

Cairo (Egito)

11

531

19ª

Istambul (Turquia)

11

362

20ª

Osaka (Japão)

11

013

21ª

Tianjin (China)

10

319

22ª

Seul (Coreia do Sul)

9

918

23ª

Kinshasa (República Democrática do Congo)

9

883

Seul (Coreia do Sul) 9 918 23ª Kinshasa (República Democrática do Congo) 9 883 Linha de

Linha de Apoio

3

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24ª

Paris (França)

9

858

25ª

Bangcoc (Tailândia)

9

816

26ª

Lima (Peru)

9

388

27ª

Bogotá (Colômbia)

8

970

28ª

Lahore (Paquistão)

8

721

29ª

Bangalore (Índia)

8

391

30ª

Teerã (Irã)

8

178

A metropolização explosiva e os desequilíbrios estruturais urbanos

Segundo a ONU, no ano 2015 haverá 21 megacidades, das quais 17 estarão si- tuadas nos países do Terceiro Mundo. São cidades-problema como a Cidade do Méxi- co, Calcutá, São Paulo, Xangai, Cairo, Istambul e Rio de Janeiro que, entre outras, formam enormes conurbações. Trata-se de extensos aglomerados urbanos, formados pela integração espacial de uma ou mais metrópoles com as cidades da região. Consti- tuem problemáticas regiões metropolitanas, com enormes e graves deficiências de in- fraestrutura básica, de moradia, de transporte coletivo, de saúde pública, de segurança, de áreas verdes e de lazer. Apresentam altíssimos índices de poluição do ar, das águas e graves desequilíbrios ambientais. Estão marcadas pela especulação imobi- liária, falta de políticas efetivas de planejamento urbano, de uso mais racional do solo urbano e de políticas públicas que não priorizam os investimentos para interesse público da maioria dos habitantes. Em 2006, a 3ª Conferência das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, a Habitat III, realizada em Vancouver, colocou em evidência a questão urbana como um dos aspectos mais importantes do desenvolvimento econômico. Isto é, passou-se a destacar a importância da qualidade de vida, a questão da eficiência no contexto urba- no, os problemas da habitação, do transporte, do lazer, da política fundiária, do uso do solo urbano, da degradação ambiental, da gestão pública e privada das cidades. Atualmente, segundo o Relatório Habitat III, cerca de 1 bilhão de habitantes das cidades de todo o mundo não têm habitação com o mínimo de decência ou habi- tam áreas que colocam em risco sua saúde e sua vida. O relatório analisou indicadores sociais de vários centros urbanos e concluiu que as cidades médias e grandes atraem migrantes com a expectativa de fugir da miséria. Os pobres que vivem nesses centros urbanos, apesar de todas as carências e insuficiências, chegam a ter, no geral e em mé- dia, renda de 3 a 10 vezes maior que a dos pobres das áreas rurais. O relatório mostra também que nos países desenvolvidos gasta-se muitas vezes mais com infraestrutura urbana por habitante do que nos países não desenvolvidos.

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Linha de Apoio

muitas vezes mais com infraestrutura urbana por habitante do que nos países não desenvolvidos. 4 Linha

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Diante de todos esses e outros indicadores e tendências, a Agenda Habitat III publicou uma série de propostas para se enfrentar os graves e enormes problemas, de- sequilíbrios, insuficiências e carências, para tentar minimizar e desagravar o atual "caos urbano" das grandes metrópoles "inchadas", sobretudo as dos países não desenvolvi- dos. Entre elas podemos destacar:

Preocupação com a preservação ambiental e com a reciclagem dos dejetos urbanos;

Direito à moradia;

Prioridade para o transporte coletivo;

Defesa do desenvolvimento sustentável;

Descentralização e o novo papel do poder local;

Parcerias entre o poder público, as organizações não governamentais (ONGs) e o se- tor privado, para implementar as políticas setoriais;

Institucionalização de canais de participação popular, como o orçamento participativo.

AS AGLOMERAÇÕES URBANAS E SEUS PROBLEMAS Londres Paris Moscou Teerã Pequim Tianjin Xangai Seul Os
AS AGLOMERAÇÕES URBANAS E SEUS PROBLEMAS
Londres
Paris
Moscou
Teerã
Pequim
Tianjin
Xangai
Seul
Os Problemas
moradia
Nova York
Tóquio
poluição
Los Angeles
Osaka
lixo
Cidade do México
Manila
água/esgoto
Rio de Janeiro
Jacarta
transporte
desemprego
São Paulo
Bangcoc
serviço público
Buenos Aires
Lagos
Cairo
Karachi
Mumbai (ex-Bombaim)
Nova Délhi
Calcutá
Daca
trânsito

Fonte: Folha de S. Paulo.

Os problemas ambientais e sociais urbanos Introdução

O processo de urbanização é um fenômeno mundial que se intensificou no pós-Segunda Grande Guerra. Tal fato está direta ou indiretamente relacionado com a industrialização e com o êxodo rural-urbano, que juntos contribuíram para o aumento da terceirização de par- cela da população ativa. Na atualidade, todos os grandes centros urbanos aparecem como exemplos de aglomeração problemática; cidades que cresceram rapidamente e de maneira desor- denada (cidades "inchadas"), em que sua infraestrutura tornou-se incompatível com as necessidades da população que elas abrigam. Nas metrópoles dos países não desenvolvidos, como é o caso das metrópoles brasileiras, tal situação é mais grave.

países não desenvolvidos, como é o caso das metrópoles brasileiras, tal situação é mais grave. Linha

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Esses conglomerados urbanos são exemplos de até onde pode chegar a deterio- ração das condições ambientais (poluição, lixo urbano, enchentes, modificações no mi- croclima urbano, etc.) e sociais (moradia, transporte coletivo, segurança, lazer, saneamento básico, etc.), resultado do caos urbano, da má distribuição da população, de sua condição econômica, da falta de planejamento urbano e da sobreposição do in- teresse privado ao interesse público.

Problemas ambientais dos grandes centros urbanos

Os centros urbanos representam uma das mais profundas intervenções e modi- ficações da sociedade sobre o meio ambiente.

O impacto dessas intervenções é mais intenso nas grandes metrópoles que nas

cidades menores e no meio rural. Várias são as consequências ou alterações ambientais nas regiões onde se insta- lam as metrópoles: retirada da vegetação, alterações do microclima ou clima local (au- mento da temperatura e da intensidade das chuvas), alteração do relevo, grande número de edificações e veículos, lançamento de poluentes na atmosfera, acúmulo de lixo, etc.

1. A poluição

A mais comum das poluições é a atmosférica, provocada pela emissão de po-

luentes (gases e material particulado) sobretudo pelos meios de transporte e pelas indústrias.

A concentração de partículas de poeira e gases tóxicos na atmosfera ocasiona,

nas grandes cidades, o aumento da neblina, que torna o ar mais escuro, e a elevação da

temperatura devido ao efeito estufa, produzido pela concentração maior de gás car- bônico; afeta, também, a população (os cidadãos), causando doenças no aparelho res- piratório (asma, bronquite, rinite) e irritabilidade dos olhos nos dias de poluição mais intensa.

O problema da poluição atmosférica nos grandes centros urbanos é agravado

por três motivos: a carência e a diminuição de áreas verdes; o grande número de edifi- cações que dificultam a velocidade de dispersão dos poluentes por meio dos ventos, pois os prédios altos e enfileirados provocam o "encanamento" do ar, o que leva à dimi- nuição da velocidade e à mudança da direção dos ventos; e o fenômeno da inversão tér- mica, típico do período de inverno, que consiste na inversão da posição entre as camadas de ar frio e as de ar quente e na consequente estagnação do ar e dos poluen- tes sobre o local onde ocorre o fenômeno. Sabe-se que o ar mais frio localiza-se nas ca- madas atmosféricas mais elevadas e que o ar mais quente fica mais próximo à superfície, fato que dá origem a correntes de ar ascendentes, que dispersam os po- luentes. Porém, quando ocorre a inversão térmica, dá-se o inverso: o ar mais quente fica sobre o ar mais frio; sendo esse mais denso, não se formam correntes de ar ascenden- tes; assim, os poluentes não são dispersados e passam a se concentrar junto à superfí- cie, agravando os efeitos da poluição. Veja os esquemas a seguir.

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a se concentrar junto à superfí - cie, agravando os efeitos da poluição. Veja os esquemas

ar aquecido

ar frio

ar frio

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A B
A
B
solo quente convecção
solo quente
convecção

ar quente

ar frio ar frio 133 A B solo quente convecção ar quente ar frio solo frio
ar frio solo frio
ar frio
solo frio

estagnação

Figura 1 – Comportamento da fumaça e gases poluentes na atmosfera: A) em condições normais; B) em casos de inversão térmica.

Fonte: Elementos da ciência do meio ambiente, Cetesb, 1987.

Além da poluição atmosférica, temos também a poluição sonora, provocada pelo excesso de barulho e ruídos, o que pode levar as pessoas ao stress e à progressiva diminuição da capacidade auditiva.

2. O clima urbano

As cidades, devido a características específicas, como maior número de edifícios e automóveis, maior quantidade de asfalto e concreto, menor número de áreas ver- des, maior emissão e concentração de poluentes e maior produção de calor, resul- tado da queima de combustíveis fósseis, apresentam características climáticas próprias, o denominado clima urbano. Nos grandes centros urbanos normalmente faz mais calor e chove um pouco mais que nas áreas vizinhas. Por que isso ocorre? Vejamos a questão da elevação das médias térmicas nas áreas urbanas. A temperatura nas grandes cidades é superior à das áreas vizinhas devido ao as- faltamento de ruas e avenidas, à grande quantidade de concreto, à carência de áreas verdes, à grande quantidade de poluentes e à elevada queima de combustíveis fósseis, que, juntos, funcionam como uma imensa fonte de produção e concentração de calor. Dentro das cidades, as temperaturas aumentam da periferia para o centro, ocasionando um fenômeno conhecido como ilha de calor. Observe as figuras se- guintes:

para o centro, ocasionando um fenômeno conhecido como ilha de calor. Observe as figuras se- guintes:

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Guarulhos ê t ie T o Cantareira d l a Marginal n Centro gi Osasco
Guarulhos
ê
t
ie
T
o
Cantareira
d
l
a
Marginal
n
Centro
gi
Osasco
s
Parque
Fonte: Satélite
Noaa-7 de 16.07.81
às 14h47min
Ibirapuera
r
o
São Caetano
Morumbi
r
Parque do
Estado
Diadema
Santo
Mauá
21,5°
i
Amaro
a
22,5°
Santo André
23,5°
São Bernardo
e
24,5°
25,5°
h
26,5°
M
27,5°
29°
n
i
P
o
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Figura 2 – As ilhas de temperatura em São Paulo.

Fonte: Magda Lombardo, folheto Oikos/Lalekla.

em São Paulo. Fonte: Magda Lombardo, folheto Oikos/Lalekla. zona rural zona suburbana periférica zona urbana central
zona rural zona suburbana periférica zona urbana central
zona rural
zona suburbana periférica
zona urbana central

Figura 3 – Curva de evolução da temperatura da periferia em direção ao centro.

Já o aumento do índice de chuvas, como ocorre? E quais são as consequências para a cidade?

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centro. Já o aumento do índice de chuvas, como ocorre? E quais são as consequências para

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Devido ao elevado índice de poluentes encontrados nos centros urbanos, ocor- re um aumento do índice de chuvas, pois as partículas de poeira e fuligem suspensas no ar funcionam como núcleos de condensação, facilitando a ocorrência de precipita- ções.

Quando a água da chuva chega à superfície, ela é devolvida ao meio ambiente de várias maneiras: por transpiração realizada pela vegetação e por infiltração, com- pondo os lençóis freáticos. Mas, nas áreas urbanas, tais processos foram totalmente alterados pela inter- venção do homem na paisagem. Devido à retirada da vegetação, o processo de transpiração quase não acontece, e, devido à grande quantidade de asfalto e concreto, o solo torna-se impermeável, dimi- nuindo bastante a sua capacidade de infiltração. Assim, o escoamento superficial tor- na-se maior, e as águas que caminham para os bueiros e galerias (quase sempre entupidos) e para os rios (quase sempre assoreados) não têm por onde sair, ocasionando grandes transtornos à população por meio de enchentes nos períodos de chuvas mais intensas.

transpiração campo cidade rápido escoamento escoamento lento infiltração natural
transpiração
campo
cidade
rápido escoamento
escoamento lento
infiltração natural

Figura 4 – O escoamento das águas de chuva. Fonte: Dunne e Leopold, Water in environmental planning.

3. A questão do lixo urbano

Outro problema que atinge as grandes cidades é a questão do lixo e esgoto ur-

banos.

Boa parte do lixo urbano é jogada em terrenos baldios sem nenhum trata-

mento, o que leva à proliferação de insetos, ratos e outros agentes transmissores de inúmeras doenças, além do perigo de contaminação do lençol freático.

O esgoto urbano normalmente é despejado nos rios, sem também nenhum tra-

tamento anterior, levando à "morte" dos mesmos por poluição de suas águas.

A solução, já adotada em vários países do mundo, está na reciclagem do lixo

inorgânico (vidro, plástico, metal, papel, etc.) após a coleta seletiva dos resíduos; no caso do lixo orgânico (esgoto), consiste na transformação do mesmo em adubo ou gás metano (biogás) por meio de aterros sanitários e biodigestores.

do mesmo em adubo ou gás metano (biogás) por meio de aterros sanitários e biodigestores. Linha

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Os problemas sociais dos grandes centros urbanos

A urbanização acelerada e caótica das grandes cidades, principalmente dos paí-

ses subdesenvolvidos, fruto da intensificação do fluxo de mão de obra vindo do campo e de outras regiões econômicas menos dinâmicas e da falta de planejamento urbano, le- vou ao aumento do subemprego, da marginalização e periferização de boa parcela da população de baixa renda e da deterioração da infraestrutura, com destaque para a questão da moradia, saneamento básico e transporte coletivo, que caracterizam o "caos urbano".

1. A questão da moradia

A problemática da moradia nos centros urbanos resulta da conjugação e interação

de diversos fatores: a especulação imobiliária; o baixo poder aquisitivo de grande parcela da população que vive na cidade e a má administração dos recursos públicos, que levaram à falência dos sistemas de financiamento de imóveis, principalmente para a população de baixa renda; e a insuficiência de recursos aplicados na infraestrutura urbana. Nas últimas décadas, nota-se, nas grandes metrópoles brasileiras, um cresci- mento acelerado de favelas, cortiços, habitações clandestinas, principalmente nas zo- nas centrais da cidade e na periferia junto às áreas de risco (fundo de vales e encostas); além do aumento dos "andarilhos" ou "sem-tetos" que vivem sob pontes e viadutos da cidade. Uma outra questão que agrava o problema da moradia é a relação entre a espe- culação imobiliária e os "espaços ociosos". Na maioria das vezes, o espaço urbano organiza-se em função do preço do solo; a terra torna-se um bem à espera de valorização. Muitos desses "terrenos ou espaços ociosos" são adquiridos por empresas imobiliárias que abrem loteamentos na periferia, em áreas sem infraestrutura instalada, deixando entre a área loteada e o bairro mais próximo um espaço de terra sem uso, a lotear.

À medida que a população ocupa a área loteada, obriga o setor público a pro-

vê-la de infraestrutura, que passará obrigatoriamente pelos espaços ociosos que exis- tem antes dessa área loteada, possibilitando sua venda ou loteamento pela empresa imobiliária por um preço bem superior ao do período de sua aquisição.

2. A questão do transporte coletivo

Grande parte da população de baixa renda, devido ao elevado preço dos imóveis

nas regiões centrais da cidade, desloca-se para a periferia, distanciando-se das áreas de serviço, o que levará a um aumento do tempo gasto para ir ao trabalho e a um aumento do gasto com o transporte coletivo no orçamento familiar.

É importante que o setor público, juntamente ou não com a iniciativa privada,

valorize o uso do transporte coletivo em relação ao transporte individual ou particular,

investindo na expansão da malha metroviária e na melhoria das linhas de ônibus e trens urbanos, levando à integração desses meios de transporte e ao barateamento do seu custo, fazendo com que, a médio prazo, amenize-se o problema do transporte co- letivo e dos imensos congestionamentos nas grandes cidades.

10

Linha de Apoio

amenize-se o problema do transporte co - letivo e dos imensos congestionamentos nas grandes cidades. 10

3.

A questão do saneamento básico

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A expansão da rede de esgoto e da água encanada e tratada nos grandes cen-

tros urbanos deveria ser uma das prioridades do poder público em relação à melhoria das condições de vida da população. Sabe-se que boa parte das doenças que atingem a população de baixa renda na

periferia das grandes metrópoles nos países subdesenvolvidos resulta da má utilização dos recursos hídricos que abastecem as cidades e seus cidadãos.

É importante que os governos municipal, estadual e federal, conjuntamente,

criem uma legislação rígida e uma severa fiscalização no que diz respeito a proibir o

despejo de esgoto urbano e lixo industrial em córregos e rios, e a evitar a ocupação de regiões como de manancial e fundo de vales.

É também prioritário aumentar os recursos destinados à expansão e ampliação da

rede de esgoto e estações de tratamento, possibilitando assim o acesso, a curto e médio

prazos, de boa parcela da população a um adequado sistema de saneamento básico.

4. A questão da violência urbana

O que chamamos de violência urbana refere-se aos delitos ou delinquências

praticados por infratores: homicídios, estupros, sequestros, roubos, agressões físicas,

entre outros.

O aprofundamento da pobreza, do desemprego e o declínio da qualidade de

vida produziu o aumento da exclusão social. Soma-se a isso o sentimento de abando- no que ronda a maior parte da população, devido à deficiente infraestrutura políti- co-administrativa do Estado e dos serviços públicos em geral (saúde, educação, segurança, lazer, etc.); a sensação, cada vez maior, de corrupção e de impunidade; além de um sistema prisional e judicial lento, falido e anacrônico. Esses fatos aumentaram os índices de criminalidade nos grandes centros urba- nos, fazendo com que o medo e a insegurança passassem a fazer parte do dia a dia dos cidadãos, levando vários grupos ou pessoas, principalmente os mais jovens, a buscar uma solução no crime comum ou, mais recentemente, no crime organizado, transfor- mando, assim, o espaço urbano em "espaço do medo".

O meio urbano como visão real das diferenças socioeconômicas e espaciais

A paisagem urbana como resultado da atividade antrópica expressa as diferen-

ças entre classes sociais com interesses divergentes e em constante conflito. Olhando a paisagem urbana internamente, notamos vários aspectos importan- tes em sua configuração: a segregação do espaço urbano (bairros e condomínios fe- chados × cortiços e favelas); o predomínio do "espaço de consumo" (crescimento dos shopping centers); o aumento das favelas, dos cortiços, dos loteamentos clandestinos e dos moradores de rua ("andarilhos", "sem-teto", etc.); a transformação das áreas verdes ou "do verde" em um produto de consumo e de uso; a violência urbana; os congestio- namentos constantes; a péssima qualidade do transporte coletivo; a deterioração am- biental (poluição, enchentes, lixo urbano, ocupação irregular de áreas de mananciais, etc.) e uma valorização do interesse individual em detrimento do coletivo.

de áreas de mananciais, etc.) e uma valorização do interesse individual em detrimento do coletivo. Linha

Linha de Apoio

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Tais características são consequência de uma sociedade dividida em classes com rendas distintas e com poder de pressão e ação política e de uso do solo urbano di- ferenciados. A partir dessa constatação, o espaço urbano pode ser dividido em dois tipos: o "formal" e o "informal". O primeiro, dotado de toda a infraestrutura urbana necessária para um elevado nível de vida de seus habitantes e composto pelos bairros centrais e nobres; o segundo, carente de todos os serviços essenciais de infraestrutura, habitado pela população de baixa renda e composto pelos bairros mais pobres e periféricos. Essa realidade, ao mesmo tempo integrada e fragmentada, diversificada em seus interesses, vem levando a um aumento da organização da sociedade civil na luta pela melhoria de suas condições de vida e pelo aprimoramento de seu exercício da cidadania; tal fato se expressa no crescimento e desenvolvimento dos movimentos sociais urbanos, em que se destacam as associações de moradores de bairro, as dos sem-teto e as que defendem a implantação do orçamento participativo no seu município.

Exercícios

01. (FUVEST) A formação de grandes manchas urbanas, fenômeno característico de

áreas industriais, pode se constituir, nas regiões menos desenvolvidas, em focos de desafiantes problemas político-administrativos. Discuta dois desses problemas, um socioeconômico e um ambiental, que são relevan- tes nas grandes áreas metropolitanas brasileiras.

02. (PUC) Identifique e explique o problema ambiental representado na ilustração.

+ 6°C _ 2°C
+ 6°C
_ 2°C

03. (VUNESP) O esquema ilustra a situação da

variação das temperaturas sobre as grandes

metrópoles industrializadas.

a) Escreva o nome das linhas que unem, sobre o

mapa, os pontos de igual temperatura.

b) Por que se verifica uma variação das tempera-

turas da periferia para o centro das grandes ci- dades?

12

Linha de Apoio

centro 10° 9° 8° 7° 6° 5° 133
centro
10° 9° 8° 7°
133

04.

(UFSCar) Observe o quadro.

133

As megacidades 1

Tóquio, Cidade do México, Nova York, São Paulo, Mumbai, Nova Délhi, Calcutá, Buenos Aires, Xangai, Jacarta, Los Ange- les, Daca, Osaka, Rio de Janeiro, Karachi, Pequim, Cairo, Mos- cou, Manila e Lagos.

As cidades globais 2

Nova York, Tóquio, Londres, Paris, Chicago, Frankfurt, Hong Kong, Los Angeles, Milão e Cingapura.

(1) Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), com base em dados de 2004 (www.un.org/,

02.09.2005.).

(2) Segundo Beaverstock,

02.09.2005.).

O quadro apresenta formas distintas de classificar as grandes cidades na atualidade.

a) Qual o critério básico para definir uma megacidade? E uma cidade global?

b) Justifique a localização das megacidades e das cidades globais, considerando o cen-

tro e a periferia do capitalismo.

(www.iboro.ac.uk/,

Smith

&

Taylor,

A

roster

of

world

cities,

GaWC,

1999

05. (UNICAMP) "Surgidas na paisagem urbana desde o final do século XIX, somente a

partir dos anos 1930 as favelas começaram a marcar o espaço e a trajetória das cidades no Brasil. Foi a partir de estudos sobre favelas que se começou a pensar, sistematica- mente, a questão da habitação."

(Adaptado de Helena M. M. Balassiano, "As favelas e o comprometimento ambiental". In: Olindina V. Mesquita & Solange T. Silva (orgs.), Geografia e questão ambiental, Rio de Janeiro, IBGE, 1993, pág. 41.)

a) Cite duas características que distinguem uma favela de outros tipos de moradia.

b) A ocupação desordenada da favela degrada o meio físico. Explicite um problema

ambiental provocado por esse tipo de assentamento.

c) É correto afirmar que a existência de favelas decorre exclusivamente do desequilí-

brio entre baixa oferta de imóveis e alta demanda de moradia? Justifique sua resposta.

06. (UNICAMP) "Nas últimas décadas, a proliferação de enclaves fortificados vem crian-

do um novo modelo de segregação espacial e transformando a qualidade da vida pú- blica em muitas cidades ao redor do mundo. Enclaves fortificados são espaços privatizados, fechados e monitorados para residência, consumo, lazer ou trabalho."

(Teresa Pires do Rio Caldeira, "Enclaves fortificados: a nova segregação urbana". In: Novos estudos, São Paulo, Cebrap, mar./1997, pág. 155.)

a) O que tem causado a disseminação dos chamados enclaves fortificados?

b) Aponte duas consequências nas relações sociais com a disseminação dos enclaves

fortificados.

c) Cite duas modificações na paisagem urbana que vêm ocorrendo com a dissemina-

ção dos enclaves fortificados.

modificações na paisagem urbana que vêm ocorrendo com a dissemina - ção dos enclaves fortificados. Linha

Linha de Apoio

13

07.

(UNICAMP) O crescimento das grandes cidades brasileiras envolve um processo

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que, por um lado, expande a malha urbana e, por outro, deteriora os centros mais anti- gos, modificando o uso das habitações.

a) Quais as modificações que ocorrem, em geral, no uso dessas habitações?

b) Por que ocorre esse processo?

08. (UNICAMP) "Interessantes soluções habitacionais têm surgido nas cidades brasileiras.

Em Porto Alegre, sete garotos compartilham um novo tipo de condomínio. (

de outros condomínios do gênero, este é central; está a um passo de bancos, lojas, escritó- rios."

(Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 09.05.1993.)

Esse texto faz referência a alguns garotos que vivem nos esgotos de Porto Alegre – os ninjas do esgoto. Compara a "solução habitacional" encontrada pelos meninos com os condomínios de alto padrão.

a) Explique a coexistência, nas grandes cidades, de "soluções habitacionais" tão diferencia-

das.

b) Por que os condomínios de alto padrão têm se apresentado como opção de moradia

para uma parcela da população?

) Diferente

09. (UNICAMP) "Nas últimas décadas, as regiões metropolitanas passaram a sofrer uma

forte disseminação de problemas relativos ao saneamento básico e à degradação de seus recursos naturais, resultantes do lançamento de efluentes domésticos e industriais, da devastação indiscriminada da cobertura vegetal, pela ocupação desordenada e im- própria de várzeas e cabeceiras de drenagem, pela invasão de áreas de proteção de mananciais e, finalmente, pela incipiente gestão dos recursos hídricos."

(Adaptado de Armando Gallo Yahn e Adriana A. R. V. Isenburg Giacomini, "Recursos hídricos e saneamento". In: Rinaldo Barcia Fonseca, Áurea M. Q. Davanzo, Rovena M. C. Negreiros (orgs.), Livro verde: desafios para a gestão da região metropolitana de Campinas, Campinas, IE/Unicamp/Nesur, 2002, pág.196.)

a) Por que a população de baixa renda ocupa áreas de riscos ambientais nas regiões

metropolitanas?

b) Cite duas causas possíveis de inundações em áreas urbanizadas.

c) Qual é a importância de jardins (públicos e privados) e de áreas vegetadas para o am-

biente urbano, no que diz respeito ao clima e à hidrologia?

Respostas

01. Problemas socioeconômicos: insuficiência de moradias, favelização, deficiências do trans- porte coletivo, congestionamento e altos índices de mortalidade em acidentes de trânsito, desemprego, grande número de crianças abandonadas e fora da escola, falta de opções de lazer, aumento exponencial da violência e da marginalidade, falta de policiamento preventivo, altos índices de criminalidade, de desagregação familiar e de insegurança.

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policiamento preventivo, altos índices de criminalidade, de desagregação familiar e de insegurança. 14 Linha de Apoio

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Todos esses problemas com suas sequelas são consequências das defasagens entre as demandas – principalmente por moradia, transportes, saneamento básico, emprego, educação, saúde, lazer, segurança – e o real atendimento pelas políticas de investimen- tos públicos e privados, incapazes de dar conta dos problemas, ou mesmo minimizá-los, devido às insuficiências e/ou má utilização dos recursos, ou definição de prioridades para os investimentos.

Problemas ambientais: todo tipo de poluição, da sonora à do ar, passando pela grave poluição das águas, com comprometimento dos recursos hídricos, ocupação desorde- nada do espaço, destruição da formação vegetal, avanço da área construída, não res- peitando a topografia, as condições morfológicas e estruturais dos solos, gerando frequentes problemas de acidentes, deslizamentos, soterramentos, poluição dos ma- nanciais d’água e de crescente acúmulo do lixo urbano, normalmente depositado em aterros superlotados.

02. O desenho mostra uma grande concentração industrial, encaixada numa "bacia

ou depressão", sem a presença de área verde, o que leva a uma menor dispersão dos poluentes e a uma maior concentração dos mesmos, ocasionando uma série de pro- blemas ambientais, como o agravamento da poluição devido ao fenômeno de "inver-

são térmica", que consiste na formação de uma camada de ar quente sobre uma camada de ar frio. Assim, a concentração de poluentes aumenta nas proximidades do solo, pois não existem condições de dispersão.

03. a) As linhas que, no mapa, unem pontos de igual temperatura chamam-se isoter-

mas.

b) À medida que nos aproximamos do centro de uma metrópole industrializada, inten-

sifica-se a ocupação humana, consequentemente adensam-se as construções (casas,

edifícios, etc.) e torna-se mais frequente a presença de asfalto, o que aumenta a quanti- dade de energia transferida para a atmosfera local na forma de calor, que é retido em maior quantidade devido à maior concentração de poluentes atmosféricos, havendo também uma menor circulação do ar (ventos), que provoca, entre outros fatores, um aumento na temperatura.

04. a) O critério básico para definir uma megacidade é sua população absoluta, que de-

verá ser igual ou superior a 10 milhões de habitantes. Já o critério para definir cidade global é o grau de desenvolvimento da sua infraestrutura, definida como sendo aquela que concentra perícia e conhecimento em serviços ligados à globalização.

b) As megacidades se concentram principalmente nos países da periferia do capitalis-

mo, devido ao seu acelerado e intenso processo de urbanização. Já as cidades globais

localizam-se, principalmente, nos países do centro do capitalismo, devido ao seu eleva- do desenvolvimento tecnológico e econômico e sua melhor infraestrutura.

05. a) Podemos destacar como características distintivas da favela: a ilegalidade de

100% das construções; a inobservância de princípios técnicos de construção civil liga- dos à segurança, conforto e salubridade, com a utilização, de um modo geral, de mate- riais não apropriados nem recomendáveis tecnicamente; a ocupação de áreas com infraestrutura precária ou ausente.

nem recomendáveis tecnicamente; a ocupação de áreas com infraestrutura precária ou ausente. Linha de Apoio 15

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b) As favelas, na sua quase totalidade, tendem a ocupar áreas de risco, tais como encos-

tas, fundos de vale, além de áreas de mananciais, o que resulta numa retirada da maior parte da cobertura vegetal, favorecendo o processo erosivo e de desmoronamento de encostas, a poluição e o assoreamento de cursos fluviais, entre outros.

c) Não, pois também decorre de outros fatores, tais como: a baixa renda da população

que vive em favelas, o alto valor do terreno em áreas de melhor infraestrutura e a baixa eficiência da política habitacional destinada à população carente.

06. a) É o quadro de insegurança que caracteriza a realidade socioeconômica das áreas

urbanas no mundo globalizado. Assim, os grupos sociais de maior e melhor poder aquisi-

tivo acabam buscando "proteção" nos chamados "enclaves fortificados" (shoppings, con- domínios fechados, etc.).

b) A intensificação e explicitação da segregação e discriminação socioeconômica e es-

pacial.

c) Os chamados "enclaves fortificados" levam, em primeiro lugar, à diferenciação do es-

paço urbano em áreas privilegiadas (condomínios fechados e bairros "nobres") em ter-

mos de infraestrutura, verde, segurança, lazer e áreas "carentes" (cortiços, favelas, loteamentos clandestinos) ou deteriorados de todo equipamento urbano. Temos tam- bém o avanço do espaço de "consumo" e de lazer eletrônico (shopping centers) e o re- cuo do "espaço de confraternização e de lazer" públicos (praças, parques, etc.).

07. a) As habitações nos centros das grandes cidades, denominadas cortiços, são ca-

sarões habitados por várias famílias, que não apresentam as condições mínimas de

infraestrutura para comportar o número de pessoas que neles residem.

b) Tal processo de formação e aumento do número de cortiços nos centros das grandes

cidades reflete a falta de uma política efetiva para o uso adequado do solo urbano, a desigualdade socioeconômica da população e a falta de infraestrutura no setor de transportes, dificultando a locomoção entre a residência e local de trabalho.

08. a) Em Porto Alegre, como em todas as grandes cidades brasileiras, há um grande

deficit habitacional que atinge diferentes camadas sociais, da classe média aos setores mais marginalizados, que apresentam "soluções habitacionais" diferenciadas, tais como: favelas, cortiços, "sem-tetos", condomínios, etc., de acordo com suas condições socioeconômicas.

b) Porque os condomínios de alto padrão se apresentam como uma opção de maior se-

gurança, melhor qualidade de vida e status social, além de localização "privilegiada".

09. a) Porque são áreas não ocupadas e de precária fiscalização por parte do poder pú-

blico.

b) Ocupação inadequada dos fundos de vales e várzeas, baixa densidade de áreas ver-

des e intensa impermeabilização do solo, entre outras.

c) As áreas verdes em geral melhoram as condições de circulação atmosférica e conse-

quente dispersão de poluentes, aumentam a taxa de umidade relativa do ar, diminuem as médias térmicas e facilitam a retenção e a infiltração das águas, diminuindo o escoa-

mento superficial.

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térmicas e facilitam a retenção e a infiltração das águas, diminuindo o escoa - mento superficial.