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O Sol da Sabedoria

Mahayana (Grande Veículo), a

7/12/2013 9:39:00 AM

a

Budismo

suprema. Um modo de realizá-la é, em primeiro lugar, considerar nossos pais nesta vida presente e, em seguida, a todos os seres sencientes, inclusive aos nossos inimigos. Pois, de fato, todos os seres sencientes, inclusive os nossos inimigos, foram portanto, eles foram indescritivelmente amáveis conosco inumerosas veze

-

eidade, e, para fazê-lo, devemos ouvir, refletir e meditar nos ensinamentos do genuíno Dharma com todo o entusiasmo que possamos encontra boddhichitta por favor, coloque-a em prática toda vez que for ler, refletir e meditar nos ensinamentos deste livro.

O assunto deste livro é o texto conhecido como A Sabedoria Fundamental do Caminho do Meio, composto pelo nobre protetor Nagarjuna. Nagarjuna é um professor especial na história do Budismo. A seu respeito, o próprio Buddha profetizou que nasceria quatro séculos após a sua passagem e que ele daria vastas e perfeitas e do

e clarificam o significado das palavras do Buddha. Bud -budistas têm estudado tais textos, desde o tempo de Nagarjuna até o presente.

principais de textos que explicam, respectivamente, as três séries de ensinamentos do próprio Buddha, conhecidas como os três giros

onselhos, o

foco de Nagarjuna é o primeiro giro da roda. Ele descreve como uma vida humana nos dá a oportunidade inestimável de praticar o Dharma; como esta vida e tudo o que sabemos e experienciamos é impermanente ; como samsara o ciclo da existência no qual seres sencientes confusos vagam incessantemente de uma vida para a próxima é caracterizado pelo constante sofrimento, tanto na forma ordinária quanto na forma sutil; e como praticar o Dharma conduz ao alcance do nirvana, o estado de libert

ol

samsara de uma vez por todas. Isso é um breve resumo dos ensinamentos dados por Buddha em seu primeiro giro da roda do Dharma. Tais ensinamentos partem da perspectiva de que as aparências realmente existem exatamente da maneira como

aparentam existir que o indivíduo, suas vidas passadas e

futuras,

o

sofrimento

que

experiencia

no

samsara

e

a

libert

irvana, todas existem

precisamente tal como parecem. No giro mediano e final da roda, o Buddha descreve a

natureza real da realidade, explicando que o modo como as

coisas parecem Buddha explicou que, dentre todos

O

última que se pode fazer é de que a natureza real da realidade é a natureza real da mente, a laridade luminosa e do vazio. É díficil, contudo, entender de um

claridade luminosa com o vazio

portanto o Buddha ensinou sobre os dois aspectos do vazio e da claridade luminosa separadamente e com detalhes nas sutras dos giros mediano e final, respectivamente. ogo os

estudantes entendam o que vazio

por demais

para

explicar o giro mediano da Sutra da Sabedoria Transcendente

(as utr Pr jñāpār m tā), e ol o

para explicar o giro final da Sutra sobre a Natureza do Buddha.

Dentre

n o , o texto principal é A

Sabedoria Fundamental do Caminho do Meio.

ol

o

n o

t

r

ol

o

O que é o Caminho do Meio?

Porquanto um comentário sobre o giro mediano da roda

do Dharma, o tópico principal de A Sabedoria Fundamental do Caminho do Meio é o vazio. De fato, os termos Caminho do Meio e vazio Caminho do Meio significa que a

natureza real dos fenômenos que experienciamos

-

qua

-

é nem mesmo o meio dentre elas, fabricado também

pois isto é um conceito

ser. Esse é também o entendimento ú vazio do segundo giro. O vazio, em última instância, significa

que a realidade genuína é

conceitual que poderia tentar descrever o que ela é.

nula

de

inconcebível, genuína da realidade inicia-se ao se ganhar

certeza ne

. Esse é um primeiro

passo

cegamente. Se os aceitássemos,

,

aceitá-los

dúvidas viessem a surgir. Quando, porém, ganhamos certeza nos ensinamentos sobre o vazio, será impossível surgirem dúvidas. O modo pelo qual Nagarjuna nos ajuda a ganhar tal certeza é por meio do uso do raciocín

usarem sua inteligência para examinar e entender as coisas. O método de Nagarjuna está em perfeita harmonia com isso ele nos ensina como nós mesmos podemos de

lógicos de Nagarjuna negam a existência real das coisas e

natureza inerente. Isso induz algumas pessoas a pensarem que o pensamento de Nagarjuna é niilista ele nega agentes

samsara e no nirvana. experiência? Qual é o uso ou significado da vida se tudo é vazio desse modo?

OS TRÊS ESTÁGIOS DE ANÁLISE

à felicidade e, que as negativas, ao sofrimento, o Buddha as ensinou como se fossem reais. Para ajudar a seus discípulos darem ensejo a renunciarem-se do samsara e a aspirarem pelo nirvana, ele ensinou a respeito do sofrimento do samsara e da libert fossem reais. Além disso, porquanto dependerem tais ensinamentos da existência de um eu, o Buddha ensinou a e experiencia seus resultados, que vaga vida após vida no samsara, e que pode ganhar a libert

Buddha ensinou.

O

segundo estágio reflete

o

fato

que

estudantes ganhem confiança na lei da causa e do resultado e desenolvam uma renúncia ao samsara e um anseio pelo nirvana, será, por conseguinte, importante que revertam o apego a si mesmos e aos fenômenos como sendo realmente

existentes, porque tal apego os impede de ganhar a libert pela qual esforçam-se em alcançar. No segundo estágio, portanto, o Buddha ensinou

Por exemplo, no or o utr

assim por diante. Esse segundo estágio é chamado de estágio da análise mínima analisados e considerados serem destituídos de uma natureza inerente, vazios de qualquer essência verdadeiramente existente.

or

,

-

-existência. Por isso é que no terceiro

estágio, o estágio da análise minuciosa, o Buddha ensinou que devemos também renunciar a -existência, se estivermos dis

quanto

realidade.

isto é, a essência última da

Autônoma do Caminho do Meio (Svatantrica Madhyamaka) enfatiza o segundo estágio, aquele da análise mínima, enquanto que a escola Consequencial do Caminho do Meio (Prasangika Madhyamaka) enfatiza o terceiro estágio, aquele da análise minuciosa. A escola Autônoma refuta a existência real e defende ser o vazio

nada em seu lugar, porquanto seus proponentes reconhecem que fazer isso seria obscu

uais, que é a própria natureza real

da realidade. A Sabedoria Fundamental do Caminho do Meio ensina a partir da perspectiva dos estágios segundo e terceiro, e, portanto, ambas as escolas encontram suas raízes neste texto.

-

existência, seu propósito será ajudar-nos a superar nosso

reais; se ele ensinar , pretende nos

apego às coisas como se fossem

ajudar a entender como a realidade está, na verdade, além de todo o conceito que poderíamos ter a seu respeito.

MERAS APARÊNCIAS DEPENDENTEMENTE SURGIDAS

niilista teria um forte

enquanto que, no terceiro estágio, o Caminho do Meio ensina

que a natureza da realidade transcende tanto a existência quanto -existência.

-existência,

existência de vidas passa

de

fato, todos os fenômenos internos e externos que samsara e o nirvana existem como meras aparências

uma

lua

cheia,

u

independente para decidir se irá

uma mera aparência, porque ela é vazia de existência real nem o menor átomo de uma lua pode ser encontrado onde

que aparecem, o conhecimento

essência substancial, assim como as luas de água, mas, assim como as luas de água, sua falta de essênci

adequadas se ajuntam.

benéfico, porquanto tal certeza nos ajuda a começar a erradicar a causa raiz de nosso sofrimento nossa confu

a

tudo

o

ma

kl śas

nico resultado, contudo, de todos os nossos esforços confusos para ganhar a felicidade e evitar o sofrimento é nos tornarmos ainda mais emaranhado

quanto ruins na vida será aberta, espaçosa e descontraída.

Quando algo bom acontecer, seremos capazes de apreciá-lo de um modo descontraído, livre de se apegar a ele e livre do medo dele se partir. Quando algo ruim acontecer, se reconhecermos sua natureza verdadeira, ficaremos descontraídos nela e a nossa mente permanecerá serena. Em síntese, alcançar a natureza verdadeira da realidade

chamada Um Retrato Autêntico do Caminho do Meio, também incluída neste livro, a aparência-vazio

natural da realidade. Os mestres iluminados de outrora todos descrevera

para lhe dar uma ideia a respeito do que se assemelha tal experiência da realidade. Ao ganhar certeza no vazio, em vez de acumular as causas do sofri

tantos outros mestres iluminados alcançaram.

sonhamo

nos parece ocorre

mesmo tempo, o apego ao sofrimento, quando pensamos que

disso

apareceram no sonho

 

uma diferença entre

elas.

 

Vemos

que

a

natureza

verdadeira

de

todas

estas

aparências está além de qualquer conceito do que ela poderia

ruim

ser. Por conseguinte,

pareça acontecer, como sabemos que se trata de apenas um

sonho, s

o

que

quer

que de

bom

ou

de

que seja aberto, espaçoso e descontraído. Podemos até fazer coisas tais como voar no céu.

T

vazias

de

natureza

inerent

-a-dia,

profunda da natureza genuína da realidade, que está além de

todo conceito, finalmente, se trans

co

completa e perfe no qual aquele que o alcança

alcançar este nível, tem-se a maior mo

-se benefícios imensuráveis para os outros e naturalmente para si próprio ao mesmo tempo. Portanto, cultivar a outros é um componente essencial da prática do Mahayana.

importantes

relacionado com

para

treinarmos,

um

que

-

é

particularmente

-

perspectiva dos ensinamentos so

depen

:

Da

natureza genuína da realidade. Devemos fazer tudo o que podemos para ajudar aos outros de um modo convencional, por exemplo, ser generosos com aqueles que passam por necessidades

tenhamos o des

libertados do oceano de sofrimento do samsara de uma vez por todas. Para ajudá-los a alcançar tal reali

-

natureza verdadeira da realidade contidas em tais textos extraordinários como A Sabedoria Fundamental do Caminho do Meio

alcance do estado de budeidade, e que é de benefício infinito para todo o ser senciente, é o maior propósito que poderíamos ter.

SOBRE ESTE LIVRO

A

Sabedoria

Fundamental

do

Caminho

do

Meio

segundo giro da roda do Dharma. Nagarjuna prova a validade

dos

capítulos também

postos a Nagarjuna por aqueles que acreditavam que as coisas realmente existem. Em cada capítulo, Nag

raciocínio lógico. Os

respondem aos argumentos sucessivos

ensinamentos

do

Buddha

com

-

benéficos

próprias dúvidas, as mesmas que os oponentes de Nagarjuna tinham. Há similaridades entre os capítulos no que respeita ao

método d

para, porquanto nos ajudam a superar nossas

-

sua

aplicabildiade

em

diferentes

assuntos, de modo que sua familiaridade com eles aumentará ao ponto em que a certeza maior. O vazio é o tópico mais sutil e mais profundo que alguém poderia tentar entender, portanto, nunca é suficiente ouvir ou ler ensinamentos sobre ele apenas uma vez. Pelo contrário, devemos analisá-los diversas vezes, aplicá-los diversas vezes, e continuamente cultivar a familiaridade com seus profundos significados.

sobre o vazio e fortalecer sua certeza. O primeiro é o or o da Sutra Sabedoria, um dos ensinamentos mais concisos do Buddha sobre o vazi

pronúncia genuína do próprio Conquistador do Transcendente.

vazios do texto do glorioso Chandrakirti cujo nome é Entrando no Caminho do Meio, sendo em si mesmo um comentário sobre o significado da Sabedoria Fundamental do Caminho do Meio

porquanto sua natureza real transcende todos os conceitos que possam diferenciar uma coisa de outra. Nesse sentido, quando o Buddha ensinou sobre os vinte vazios, fê-lo

a partir da perspectiva dos vinte diferentes tipos de fenômenos cujas distintas aparências nos apegamos como se fossem realmente existentes.

jra do mestre dos yogis Milarepa, chamada Um Retrato Autêntico do Caminho do Meio

Autonomia e da escola Consequencial. Ela

-l

aquele que a realizou perfeitamente, Milarepa. Milarepa foi o primeiro yogi na história do Tibet que foi reconhecido universalmente ter alcançado o estado de budeidade em uma única vida. Se você tiver fé nele, cantar ou recitar o Retrato Autêntico quando estudar os ensinamentos de Nagarjuna lhe será de grande benefício, pois o ajudará a superar o medo do vazio. Por outro lado, se você já t

fará a sua certeza crescer cada vez mais. Em geral,

essenciais para desenvolver corretamente seu conhecimento a

suportes

respeito da realidade genuída por meio do estudo, da

-los sempre que possível,

memorizá-los e refletí-los até que uma certeza indubitável

surja de seus significados. Em seguida, você deverá relembrá-

los

entendimento

e da

repetidamente

a

fim

de

manter

seu

-

relaxamento. Se você fizer tudo isso, é certo que o sol da sabedoria nascerá dentro de você, para o seu incomensurável benefício e dos outros.

HOMENAGEM DE ABERTURA

Prosto-me diante daquele Que ensina que tudo aquilo que é surgido dependentemente o cessa

o é extinto,

o vai, o é nem uma coisa nem diferentes coisas. Prosto-me diante do perfeito Buddha, o supremo que fala, es

E ensina a paz

******

ESSE VERSO DE HOMENAGEM com que Nagarjuna começa o texto explica porque é que temos de ter tal elevado respeito por Buddha. Por quê é que o Buddha é digno de nossa reverência

arências surgidas dependentemente e que, portanto, sua natureza verdadeira transcende os conceitos de surgimento e ce

diferentes coisas.

De fato, a realidade essencial (dharmata)

assim, conduz à paz que é livre do sofrimento do samsara. O sofrimento surge da crença em se considerar as coisas como sendo reais - de considerar amigos e inimigos como sendo reais, de considerar nascimento e morte como sendo reais, de considerar sujo e limpo como sendo reais, e de considerar a felicidade e a dor em geral como sendo reais.

e ele também nos ensinou como compreender isso. Posto que colocar

-

mais grandiosas já ditas, e o próprio Buddha é o supremo de todos qu respeito e reverência.

Na sutra solicitada por Madröpa, o Buddha disse :

Tudo o

-se ser vazio

E conhecer o vazio é o modo de ser consciencioso.

*****

pela qual Nagarjuna o compôs é

creem que as coisas realmente acontecem. Elas creem que o surgimento é real. Quando elas creem de tal modo, é difícil para elas crerem no vazio e ter confiança de que

de entender a natureza genuína da realidade, temos de

perceber

que

nunca

Nagarjuna analisa ca

Comecemos examinando esse verso pronunciado pelo

Buddha. O que quer que possa estar no samsara ou no

nirvana, tal

algo

pode

vir

à

existência

somente

de surgir

surgimento de

-lo

acontecer.

Isso

é

válido

para

o

Além disso, tu

entendermos isso causa

evem agrupar-se para lograr o surgimento de qualquer resultado particular.

uma única

conseg

nada verdadeir

O mesmo pode ser dito de todo

-lo, podemos, por

por si mesmo, que possa decidir vir à existência para, em seguida, nascer.

e

-

pensamentos é, portanto, vazio de qualquer natureza inerente. Des

para isso é que tudo o que experienciamos nessa vida é aparência-vazio ; contudo, se pensarmos que podemos tentar, com muito esforço, sermos conscienciosos, porém experiências nos fará negligente. Por outro lado, aqueles que

aparências-

, mais conscienciosos do que qualquer outro ! O primeiro verso deste capítulo assim diz :

Em lugar algum, em tempo algum.

si

mesmas, de algo

diferente de si mesmas,

realmente.

surgissem, o termo surgir coisa é dita surgir, isto significa que ela vem à existência novamente. Contudo, se as coisas surgiram de si mesmas, elas teriam que primeiro existir para em seguida surgirem de si mesmas ! Qual seria o ponto em dize “ ” de já ter ele existência ? Por quê teria ele que surgir a essa altura ? Este é a primeira falha deste argumento.

surgissem de si mesmas, seu surgimento nunca teria um fim. Este é o caso porque se as coisas surgissem após já terem existido, o quê cessaria seu surgimento ? O que observamos no mundo é que o processo de surgir cessa quando a coisa que surgira existe em sua plenitude. Como descrito acima, contudo, se as coisas surgissem de si mesmas, elas teriam que existir primeiro para estarem lá para produzirem a si mesmas. Elas teriam que surgir novamente mesmo após existirem. Elas existiriam, depois surgiriam, depois existiriam, depois surgiriam, e o quê, afinal, as faria cessar da necessidade de surgir novamente e novamente ? O surgimento, assim, continuaria indefinidamente. As coisas, do mesmo modo, de si mesmas

seriam suas causas.

idades separadas e

completamente independentes, como um cavalo e uma vaca. Portanto, se as coisas surgissem de outras coisas que fossem completamente separadas e independentes de si mesmas, elas seriam capazes de surgirem de qualquer coisa.

Nenhuma

coisas diferentes surgiriam de coisas diferentes.

diferente de si mesmas é que se elas surgissem, a causa e o resultado teriam que existir ao mesmo tempo. Para que duas coisas sejam diferentes entre si, deve haver duas coisas com o que começar. Se, no entanto, só há uma coisa, do quê é ela diferente ? Considere o exemplo de uma semente e de um broto. Se o broto verdadeiramente surge da semente que, por sua vez, é diferente de si mesma, segue-se que o broto e a semente teriam que existir simultaneamente para serem diferentes entre si. Se somente uma

mesmo.

sequenciais. Quando a semente existe,

sequ

dizer, portanto, que o broto surge de uma semente que é diferente de si mesmas e, desse modo, o surgimento a partir de outro é refutado.

absolutamente q

-

um resultado sempre iria surgir, pois, como o seu surgimento

-

riam produzi-lo.

-

plantariam sementes se a safra surgiria sem qualquer causa ? Podemos, portanto, ver que essa quarta possibilidade é

refutada pela nossa própria experiência direta com o mundo.

natureza

“ ”

mínima,

podemos

” – é a equanimidade do real e do

aplicar

o

racio

existência é a paridade de ambos. Tal é como os três estágios de nenhuma análise, análise mínima e análise minuciosa se aplicam ao surgimento que aparece no dia a dia e nos sonhos.

de

ensinamentos que descreve a natureza verdadeira da

o

profundo

conjunto

-

devido a nossa confusa crença de que o sofrimento verdadeiramente ocorre, nós pensamos que sofremos, enquanto, de fato, isso

m m nto

m n o, o senhor dos yogis Milarepa cantou :

A natureza verdadeira das aparências é que elas nunca nasceram Se o nascimento parece ocorrer, é apenas um apego, nada mais

uma raiz.

Se há alguma base ou raiz, isto é somente um pensamento.

É importante conhecer o que Milarepa ensinou sobre tais coisas. A verdadeira identidade do q

nhuma base identificável, suporte ou origem. Quando acreditamos que há alguma base ou raiz de nossa existência, é devido ao nossos próprios pensamentos confusos que acreditam assim, nada mais que isso.

É

muito importante dissociar o modo como as coisa

de

começar a ver que a natureza ve como ela superficialmente nos aparenta ser.

2

nv

Vinda e da Ida

m

t

o

Na

utr

P

ensinou :

p

lo

o

h

ttv

“ nt l

ên

NESTE CAPÍTULO, Nagarjuna prova

raciocínio lógico.

Lum no

, o Buddha

Nagarjuna compôs esse capítulo em resposta àqueles que

las vindo e indo a todo momento,

vemô-

dessas três ocorrê

Como consequência

verdadeiramente existentes, de modo a que entendêssemos que as c

extras com respeito a elas que nos parecem confirmar nossa crença e

verdadeiramente existem.

prova que ele realmente o seja.

Pense em todas as formas e cores, todas as difer

Se os seres no

samsara viessem de algum outro lugar, segue-se que teriam de vir de

algum lugar diverso do sa

est

vazia do ir e vir.

segue-se que isto

pode ser a causa para a ignorância dos seres sencientes e sua crença

errônea na existência verdad

transcende e ida e a vinda.

Nas sutras Pr jñāpār m tā, as Sutras da Sabedoria Transcendental

serem vazios do ir e do vir. Por exemplo, no

o Buddha afirmou :

or

o

haver nenhum fim real dela também.

O primeiro verso desde capítulo diz :

No caminho que foi trilhado,

E em outros lugares além do caminho

utr

.

or

em nenhum modo.

Quando

nenhum

nos

existe isso que chamamos de movimento.

O primeir

tem de percorrer, é válido, pois

caminho. Nada há aco

aquela parte do caminho.

já temos cruzado aquela parte do

se percorreu

el lá.

O segundo argumento também é válido.

surgiu.

O ter

-

caminho existe

ue ainda se

tenha de ir. Salvo a parte do caminho que já se tem ido e a parte

movimento lá também.

Do mes

-lo. Por

exemplo, considere seus dedos se movendo para frente e pra trás.

Estale seus dedos e veja se você pode encontrar o estalo do dedo

quando ele estiver ocorrendo. Ele está acontecendo no presente ? Quando

você estale seus dedos é presente ou passado ? O primeiro estalo dos

dedos que ocorreu é pas

presente do estalo dos dedos.

exame que investiga as coisas a partir da perspectiva dos momentos mais

sutís do tempo. Por exemplo, quando vemos um estalar de dedos

tempo em

instantes cada vez menores, e que cada um desses instantes é co

existir nenhum tempo no qual o movimento possa

fato que o nosso sofrimento n

pensamen

lugar.

É importante que apliquemos nosso entendimento de que as coisas

assim que devemos analisar. P

Tal como meras apa

por espíritos malignos, eles iriam, de fato, vir até nós de algum lugar. Se

existisse algum criador que estivesse enviando todas essas experiên

minam conosco.