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SUPERINTENDÊNCIA DE

POLÍCIA TÉCNICO-CIENTÍFICA

Manual

PROCEDIMENTOS

OPERACIONAIS PADRÃO

3 a REVISÃO

2011

IML – BH

DE POLÍCIA TÉCNICO-CIENTÍFICA Manual PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO 3 a REVISÃO 2011 IML – BH

PROCEDIMENTOS

OPERACIONAIS PADRÃO

3 a REVISÃO

2011

FICHA TÉCNICA Dr. Diógenes Coelho Vieira Superintendente de Polícia Técnico Científica

Rodrigo Camargos Couto Silberto Marques de Assis Azevedo Coordenadores da 2 a revisão

Rodrigo Camargos Couto Coordenador da 3 a Revisão

© Copyright by Instituto Médico Legal de Belo Horizonte - 2011 1ª Edição - 2011

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução desta obra, em seu todo ou parte, sem a permissão por escrito de Acadepol - Academia de Polícia Endereço: Rua Oscar Negrão de Lima, nº 200 - Nova Gameleira - CEP: 30510-210 - Belo Horizonte - Minas Gerais - Telefone: (31) 3379-5001

Capa: xxxxxxx

Editoração: Maria Inêz Vieira Machado

Revisão:

Diretor do IML: Dr. José Mauro de Moraes Responsável técnico: Rodrigo Camargos Couto Colaboradores:

André Luiz Barbosa Roquete Arnaldo Labossiere Muzz Daniela Savi Frederico Jardim Pfeilsticke Hamilton Rodrigues da Silva Hugo da Silva Lima João Batista Rodrigues Júnior Lena Tereza Lapertosa de Melo Luciene Antônia de Lacerda Marcus Luiz de Oliveira Penido Patrícia Regina Alves Lisboa Rogério Monteiro de Bastos

Couto, Rodrigo Camargos et al. - 2011 Procedimentos operacionais padrão / Couto, Rodrigo Camargos et al.

Belo Horizonte: Acadepol Editora, 2011.

522p.

Bibliografia. 1. Belo Horizonte. 2. IML. 3. Procedimento padrão. 4. Manual. I. Título.

Ficha catalográfica

“Qualquer organização existente, seja ela uma empresa, uma igreja, um sindicato, seja um hospital, decai rapidamente se não inovar. Inversamente, qualquer organização nova, seja ela uma empresa, uma igreja, um sindicato, seja um hospital, fracassa se não administrar. Não inovar é a única e maior razão para o declínio das organizações existentes. Não saber administrar é a única e maior razão para o fracasso de novos empreendimentos”. (DRUCKER, 2001)

SUMÁRIO

 

APRESENTAÇÃO

11

APRESENTAÇÃO - 2 a REVISÃO

12

APRESENTAÇÃO - 3 a REVISÃO

13

SITUAÇÃO ATUAL

14

OBSTÁCULOS

14

POLÍTICAS

15

ESTRATÉGIAS

15

OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

15

GANHOS EM ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS

17

GANHOS

NA

ÁREA

TÉCNICA

17

GANHOS NA ÁREA POLÍTICA

18

PLANEJAMENTO DA 3 A REVISÃO - 2010

19

VALORES DA POLÍCIA CIVIL MINEIRA

23

OUTROS VALORES CULTIVAD OS PELO IML-BH

23

FILOSOFIA DE TRABALHO FOCADA NA QUALIDADE

23

MISSÃO DO IML-BH

24

VISÃO DO IML-BH

24

CONTEXTUALIZAÇÃO

25

SEÇÃO DE PERÍCIA S NO VIVO

27

SPV-1

POP PARA EXAME COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL PARA

FINS DE RESSARCIMENTO PELO SEGURO DPVAT

28

SPV-2

POP PARA EXAME DE EMBRIAGUEZ / INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA –

DELITO OU TRÂN SITO

33

SPV-3

POP PARA EXAME DE LESÃO CORPORAL

42

SPV-4

POP PARA EXAME COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL

45

SPV-5

POP PARA EXAME TOXICOLÓGICO

48

SPV-6

POP PARA EXAME DE CONJUNÇÃO CARNAL

6

SPV-7

POP PARA EXAME PERICIAL DE ABORTO

65

SEÇÃO DE PSIQUIATR IA FORENSE

68

PF-01

POP PARA EXAME DE CASOS ESPECIAIS

69

PF-02

POP PARA COMPLEMENTAÇÃO DE EXAME INICIAL

72

PF-03

POP PARA EXAME DE DEPE NDÊNCIA ALCOÓLICA

74

PF-04

POP PARA EXAME DE DEPENDÊ NCIA TOXICOLÓGICA

76

PF-05

POP PARA ESCLARECIMENTO PERICIAL

78

PF-06

POP PARA EXAME DE SA NIDADE MENTAL

80

PF-07

POP PARA EXAME PSICOLÓGICO

82

 

SERVIÇO DE EN FERMAGEM

84

ENF-1

POP DE ORIENTAÇÕES PARA O SERVIÇO DE ENFERMAGEM - IML-

BH - MANUAL DE TREINA MENTO DA EQUIPE

86

ENF-2

POP DE ACOMPANHAMENTO DO EXAME DOS CRIMES DE

NATUREZA SEXUAL ( VENUS FORENSE)

89

ENF-3

POP DE PERÍCIA DE LESÃO CORP ORAL E ESTIMATIVA DE IDADE

91

ENF-4

POP DE PERÍCIA COMPLE MENTAR DE LESÃO

93

ENF-5

POP DE PERÍCIA DE EM BRIAGUEZ E TOXICOLÓGICO

95

ENF-6

POP DE PERÍCIA DE SANIDADE MENTAL E DEPENDÊNCIA

TOXICOLÓGICA

97

ENF-7

POP AGENDAMENTO DE PERÍCIAS DE DPVAT E EXAME

COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL

100

SEÇÃO DE TANATOLOGIA FORENSE

102

TF-1

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA – MORTE POR INSTRUMENTO

CONTUNDENTE

103

TF-2

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA – MORTE POR INSTRUMENTO

PÉRFURO-CORTANTE

107

TF-3

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA - MORTE POR INSTRUMENTO

PÉRFURO-CONTUND ENTE

111

TF-4

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA - MORTE POR INSTRUMENTO

CORTO-CONTUNDENTE

115

TF-5

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA EM FETO

119

TF-6

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA – MORTE POR ASFIXIA

CONSEQUENTE À SUFOCAÇÃO DIRETA POR OCLUSÃO DAS VIAS

123

TF-7

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA - MORTE POR ASFIXIA

MECÂNICA CONSEQUENTE À CONSTRIÇÃO EXTERNA DO PESCOÇO

127

TF-8

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA – MORTE POR ASFIXIA

CONSEQUENTE À RESPIRAÇÃO EM MEIO LÍQUIDO

131

TF-9

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA - MORTE POR ASFIXIA

MECÂNICA POR CONSTRIÇÃO ATIVA DO PESCOÇO, EXERCIDA PELA FORÇA MUSCULAR (ESTRANGUL AMENTO E ESGANADURA)

135

TF-10

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA - MORTE POR INFLUÊNCIA DE

ENERGIA DE ORDEM FÍSICA, POR ELETRICIDADE

139

TF-11

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA - MORTE POR ENERGIAS DE

ORDEM QUÍMICA – CÁUSTICOS E VENENOS

143

TF-12

POP PARA EXAME DE NECRÓPSIA - MORTE ENCAMINHADA PELA

AUTORIDADE POLÍCIAL COMO NATURAL

147

TF-13

POP PARA COLETA DE MATERI AL DE LABORATÓRIO

151

SEÇÃO DE ANTROPOLOG IA FORENSE

156

ANT-1

POP PARA ANTROPOLOGIA FORENSE

157

SEÇÃO DE ODONTO LOGIA LEGAL

163

OL-1

POP PARA EXAME DE ESTIMATIVA DE IDADE EM SERES HUMANOS

VIVOS - PARTE ODON TOLÓGICA

164

OL-2

POP PARA EXAME DE IDENTIFICAÇÃO PELO MÉTODO

ODONTOLÓGICO

167

OL-3

POP PARA EXAME ODONTOLÓGICO DE DESCONHECIDO

170

OL-4

POP PARA EXAME DE LESÃO CORPORAL E EXAME

COMPLEMENTAR – PARTE ODONTOLÓGICA

173

OL-5

POP PARA EXAME DE MARCA DE MORDIDA

177

OL-6

POP PESQUISA ODONTOLÓGICA PARA IDENTIFICAÇÃO HUMANA

180

OL-7

POP PARA EXAME ODONTO LÓGICO NO MORTO

183

LABORATÓRIO DE ANATOMIA PATOLÓGICA FORENSE

187

AP-1

POP PARA EXAME ANATOMOPATOLÓGICO

188

LABORATÓRIO DE TOXICOLOGIA FORENSE

197

TOF-1

POP PARA PESQUISA DE ARSÊNIO

198

TOF-2

POP PARA PESQUISA DE ESPERMATOZÓIDES E CONTÁGIO

VENÉREO

201

TOF-3

POP PARA PESQUISA DE FOSFATASE ÁCIDA PROSTÁTICA E

ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO

204

TOF-4

POP PARA PESQUISA TOXICO LÓGICA EM SANGUE

208

TOF-5

POP PARA PESQUISA TOXICO LÓGICA EM URINA

212

TOF-6

POP PARA PESQUISA TOXICO LÓGICA EM VÍSCERAS

216

TOF-7

POP PARA TESTE IMUNOL ÓGICO DE GRAVIDEZ

220

TOF-8

POP PARA ATIVIDADES DE SECRETARIA

223

TOF-9

POP PARA COLETA E CONSER VAÇÃO DE AMOSTRAS

228

TOF-10

POP PARA DETECÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE ORGÂNICOS FIXOS

EM EXTRATOS

231

TOF-11

POP PARA EXTRAÇÃO EM CLOROFÓRMIO E EM ÉTER DE

PETRÓLEO

237

TOF-12

POP PARA EXTRAÇÃO EM ME IOS ÁCIDO E ALCALINO

240

TOF-13

POP PARA OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS CENTRÍFUGAS

243

TOF-14

POP PARA OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DO ASXYM

248

TOF-15

POP PARA PREPARO DE REAGENTES

251

TOF-16

POP PARA PURIFICAÇÃO DOS EXTRATOS ÁCIDO E ALCALINO

253

TOF-17

POP PARA ANÁLISE MACROSCÓPICA E PREPARO DAS VÍSCERAS

255

LABORATÓRIO DE TOXICOLOGIA DO IML

259

ORIENTAÇÕES GERAIS

260

TOI-1

PESQUISA TOXICOLÓGICA EM URINA

264

TOI-2

PESQUISA TOXICOLÓGICA EM SANGUE

265

TOI-3

PESQUISA TOXICOLÓGICA EM VÍSCERAS

267

TOI-4

PESQUISA DE ARSÊNIO

268

TOI-5

PESQUISA DE MONÓXIDO DE CARBONO

269

TOI-6

DOSAGEM DO TEOR ALCOÓLICO

270

TOI-7

PESQUISA DE CONTÁGIO VENÉREO

271

TOI-8

PESQUISA DE SÊMEN - Microscopia, Fosfatase Ácida Prostática (FAP)

e Antígeno Prostático Específico (PSA)

272

TOI-9

PESQUISA DE GRAVIDEZ

273

ANEXO 1 - POA PREPARO DE REAGENTES

275

SEÇÃO DE CADASTRO E DOCU MENTAÇÃO DE LAUDO

282

SCDL-1

POP PARA ARQUIVAMENTO

283

SCDL-2

POP PARA ARQU IVO MORTO

289

SCDL-3

POP PARA ATENDIMENTO AO PÚBLICO: TELEFONE, BALCÃO E

FUNCIONÁRIOS DO IML-BH

291

SCDL-4

POP PARA DIGITAÇÃO – NECROTÉRIO

293

SCDL-5

POP PARA DIGITAÇÃO COMPLEMENTAR – NECROTÉRIO

295

SEÇÃO DE RELAÇÕES PÚBLICAS E ASSISTÊNCIA SOCIAL

296

RPAS-1

POP PARA RECEBER, CONFERIR E REGISTRAR GUIA PARA

NECRÓPSIA E EXAME

297

RPAS-2

POP PARA LIBERAÇ ÃO DE CADÁVER IDEN TIFICADO

300

RPAS-3

POP PARA LIBERAÇÃO QUANDO O CADÁVER FOR ADMITIDO COM

QUALIFICAÇÃO FALSA

303

RPAS-4

POP PARA LIBERAÇÃO DE CADÁVER DE PESSOA DESCONHECIDA

RECONHECIDO VISUALMENTE PELO FAMILIAR OU NÃO FAMILIAR E DUAS TESTEMUNHAS

306

RPAS-5

POP PARA LIBERAÇÃO DE CADÁVER DESCONHECIDO

IDENTIFICADO POR EXAME DE CONFRONTO DOS CARACTERES INDIVIDUALIZADORES DE IDENTIDADE

309

RPAS-6

POP PARA LIBERAÇÃO DE CADÁVER DESCONHEICDO

IDENTIFICADO ATRAVÉS DO LAUDO COMPARATIVO ODONTO- LEGAL

312

RPAS-7

POP PARA LIBERAÇÃO DE CADÁVER DE PESSOA DESCONHECIDA

IDENTIFICADA ATRAVÉS DO EXAME DE DNA

315

RPAS-8

POP PARA LIBERAÇÃO DE PRODUTO DA CONCEPÇÃO HUMANA –

PCH

319

RPAS-9

POP PARA LIBERAÇÃO DE OSSADA IDENTIFICADA ATRAVÉS DO

LAUDO COMPARATIVO ODONTO-LEGAL

323

RPAS-10

POP PARA LIBERAÇÃO DE OSSADA IDENTIFICADA POR MEIO DO

EXAME DE

DNA

326

RPAS-12

RX/TOMOGRAFIA POP PARA LIBERAÇ ÃO DE OSSADA NÃO ID ENTIFICADA

333

RPAS-13

POP PARA LIBERAÇÃO DE SEGMENTO CORPÓREO IDENTIFICADO

ATRAVÉS DO EXAME DE DNA

336

RPAS-14

POP PARA LIBERAÇÃO DE SEGMENTO CORPÓREO IDENTIFICADO

PELO EXAME DE RX/TOMOGRAFIA

339

RPAS-15

POP PARA LIBERAÇÃO DE SEGMENTO CORPÓREO IDENTIFICADO

POR EXAME DE CONFRONTO DOS CARACTERES INDIVIDUALIZADORES DE IDENTIDADE

342

RPAS-16

POP DE PADRONIZAÇÃO PARA R ESPONDER OFÍCIOS DIVERSOS

345

RPAS-17

POP DE PADRONIZAÇÃO PARA SEPULTAMENTO DE CORPO NÃO

RECLAMADO POR FAMILIARES E DE VÍSCERAS

347

RPAS-18

POP DE PROCEDIMENTO PARA REGISTRO DE ÓBITO VIA

AUTORIZAÇÃO JUDICIAL DE CORPO NÃO RECLAMADO E SEPULTADO PELO IML

356

RPAS-19

POP DE PROCEDIMENTO PARA SOLICITAÇÃO DE URNAS PARA

SEPULTAMENTO DE OSSADAS

358

RPAS-20

POP DE PROCEDIMENTO PARA ENCAMINHAMENTO DA RELAÇÃO

DE CORPOS DESCONHECIDOS QUE FORAM RECONHECIDOS E/OU IDENTIFICADOS AO INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA – SEÇÃO TÉCNICA DE BIOLOGIA E BAC TERIOLOGIA LEGAL

360

RPAS-21

POP DE PROCEDIMENTO PARA ATENDIMENTO A PERITOS E

INVESTIGADORES DE POLÍCIA

362

RPAS-22

POP DE PROCEDIMENTO PARA SOLICITAÇÃO DE DECLARAÇÃO DE

ÓBITO (DO)

364

RPAS-23

POP DE PROCEDIMENTO PARA DEVOLUÇÃO DE DECLARAÇÃO DE

ÓBITO (DO) CANC ELADA

366

RPAS-24 POP DE PROCEDIMENTO PARA CONFECÇÃO DE CARTAZES, CARTÕES, INFORMATIVOS E FORMULÁRIOS DIVERSOS

368

RPAS-25

POP DE PROCEDIMENTO PARA CONFERÊNCIA E PROTOCOLO DE

DECLARAÇÃO DE ÓBITO

370

RPAS-26

POP DE PROCEDIMENTO PARA CONFECÇÃO DE FICHAS DE

IDENTIFICAÇÃO PARA OS CORPOS

372

RPAS-27

POP DE PROCEDIMENTO PARA SOLICITAÇÃO DE MATERIAL DE

ESCRITÓRIO

374

RPAS-28

POP DE PROCEDIMENTO PARA O ENVIO DAS FICHAS

DACTILOSCÓPICAS AO INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO

376

RPAS-29 POP DE PROCEDIMENTO PARA CONFERÊNCIA DE LAUDO PAPILOSCÓPICO ENVIADO DO INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO

378

PARA SEPULTAMENTO DE CORPOS REALIZADO PELO IML RPAS-31 POP DE PROCEDIMENTO PARA ENTREGA DE EVENTUAIS PERTENCES DE CADÁVERES AO FAMILIAR RPAS-32 POP DE PROCEDIMENTO PARA ATENDIMENTO À FAMILIA E

382

 

SOCIEDADE EM GERAL QUE PROCURA POR PESSOA DESAPARECIDA

384

RPAS-33

POP DE PROCEDIMENTO PARA TROCAR DECLARAÇÃO DE ÓBITO

ERRADA

386

RPAS-34

POP DE PROCEDIMENTO DE IDENTIFICAÇÃO POSTERIOR AO

SEPULTAMENTO DE CADÁVER DE PESSOA DESCONHECIDA, IDENTIFICADO POR EXAME DE CONFRONTO DOS CARACTERES INDIVIDUALIZADORES DE IDENTIDADE, EXAMES DE DNA, ODONTO- LEGAL PARA FAMILIARES

389

RPAS-35

POP DE PROCEDIMENTO DE IDENTIFICAÇÃO ANTES DO

SEPULTAMENTO DO CADÁVER, IDENTIFICADO POR EXAME DE CONFRONTO DOS CARACTERES INDIVIDUALIZADORES DE IDENTIDADE, EXAMES DE DNA, ODONTO-LEGAL, MAS QUE JÁ ESTÁ COM A DECLARAÇÃO DE ÓBITO PREEN CHIDA, PARA FAMILIARES

392

RPAS-36

POP DE PROCEDIMENTO DE CANCELAMENTO DE SEPULTAMENTO

DE CORPOS, REALIZAD O PELO IML

395

RPAS-37

POP DE PROCEDIMENTO DE FORNECIMENTO DE DECLARAÇÃO DE

ÓBITO PARA EXUMAÇÃO E NECRÓ PSIA VIRTUAL

397

RPAS-38

POP DE PROCEDIMENTO DE FORNECIMENTO DE DECLARAÇÃO DE

ÓBITO PARA MÉDICO LEGISTA DO IM L PARA FINS PARTICULARES

399

RPAS-39

POP DE PROCEDIMENTO DE DOAÇÃO DE CORPO NÃO

IDENTIFICADO E NÃO RECLAMADO PARA FACULDADES DE MEDICINA PARA FINS DE ESTUDO E PESQUISA CIENTÍFICA

401

RPAS-40

POP PARA PROCEDIMENTO DE TIRAR CÓPIA XEROGRAFICA DOS

LAUDOS, AUTENTICAR E REPASSAR OS ORIGINAIS PARA A SEÇÃO DE CADASTRO DOCUMENTOS E LAUDOS

405

RPAS-41

POP PARA PROCEDIMENTO DE LOCALIZAÇÃO DE FAMLIARES DE

CADÁVERES QUE SE ENCONTRAM NO IML AGUARDANDO SEPULTAMENTO

407

RPAS-42

POP PARA PROCEDIMENTO DE CANCELAMENTO DA REQUISIÇÃO

DA GUIA DE NECRÓPSIA

409

RPAS-43

POP PARA PROCEDIMENTO DE REALIZAÇÃO DE NECRÓPSIA

QUANDO O FAMILIAR JÁ ESTÁ COM A CERTIDÃO DE ÓBITO OU DECLARAÇÃO DE ÓBIT O PARTICULAR

413

RPAS-44

POP PARA GARANTIA DA SEGURANÇA NA CADEIA DE CUSTÓDIA

DA PROVA. IML

415

SERVIÇO DE IDEN TIFICAÇÃO

420

ID-1 POP PARA EXAME DE IDENTIFICAÇÃO

421

INSPETORIA PO LICIAL

425

PF-01 POP INSPETORIA DE POLÍCIA

426

 

AUXILIARES DE NECRÓPSIA

428

AN-1

POP PARA RECEBIMENTO DE CADÁVER ES

429

AN-2

POP PARA AUXÍLIO AO MÉDICO, PRESTADO PELO AUXILIAR DE

NECRÒPSIA

431

AN-3

ENTREGA DE PERTENCES DE CADÁVER ES

434

AN-4

POP PARA LIBERAÇÃO DE CADAVERES PARA FAMILIA

436

AN-5

POP PARA AUXÍLIO AO PER ITO ODONTO-LEGISTA

439

AN-6

POP PARA ENTREGA DE AMOSTRAS NOS LABORATORIOS

441

AN-7

POP PARA ORGANIZAÇÃO DA GELADEIRA

445

AN-8

POP PARA CONSERVAÇÃO DE AMOSTRA DNA

447

DIVISÃO ADMINISTRATIVA

449

DA-1

ATIVIDADES DE SECRETARIA - DA/Seção de Expediente

450

DA-2

ATIVIADADES DE SECRETARIA - DA/Seção de Expediente

469

DA-3

ATIVIDADES DE SECRETARIA - DA/Seção de Expediente

480

DA-4

ATIVIDADES DE SECRETARIA - DA/Seção de Expediente

493

DA-5

ATIVIDADES DE SECRETARIA - DA/Seção de Expediente

497

DA-6

ATIVIDADES DE SECRETARIA - DA/Seção de Expediente

501

DA-7

ATIVIDADES DE SECRETARIA - PROTOCOLO GERAL

504

DA-8

ATIVIDADES DE SECRETARIA - DA/Seção de Expediente

507

DA-9

ATIVIDADES DE SECRETA RIA - SE/PROTOCOLO

511

DA-10

REQUISIÇÃO DE MATERIAIS DE CONSUMO NO ALMOXARIFADO DO

IML-BH VIA SIAD

513

APRESENTAÇÃO

Em sintonia com as diretrizes emanadas pela equipe de Governo e em alinhamento com as perseguidas pelo Secretário de Defesa Social e Chefe de Polícia Civil, apresentamos este Manual de Procedimentos Operacionais, que representa uma estratégia pioneira e que se concretiza, num dos órgãos que são primordiais para o exercício pleno da Justiça no Estado de Minas Gerais: o Instituto Médico Legal de Belo Horizonte.

Esse trabalho teve início de maneira proativa pelo Diretor do IML-BH, Dr. José Mauro de Moraes, no ano de 2005, por meio da Constituição da Comissão de Gestão da Qualidade. O trabalho iniciou-se por meio de reuniões com o objetivo de buscas de melhoria da qualidade dos trabalhos desenvolvidos no órgão, do clima organizacional para os colaboradores e, principalmente, o atendimento aos clientes em suas expectativas.

O primeiro passo foi dado no sentido de enxergar, valorizar e priorizar os desejos e anseios de quem realmente representa nosso cliente principal, que é a Sociedade Mineira. Nessa busca, cientes de que os trabalhos finais têm estreita relação com a maneira como são conduzidos os trabalhos intermediários, normalmente através de extensa sucessão de cadeia de trabalhos produzidos por “clientes internos”, buscou-se o entendimento dos principais componentes dos trabalhos (materiais, métodos, mão de obra, máquinas e equipamentos, logística, mensurações por indicadores) para lograr êxito e participar do aparato oferecido pela Polícia Civil à Sociedade de maneira eficiente e eficaz.

Esperamos que essa colaboração seja mais um demonstração de que a Polícia Mineira está num caminho de renovação ideológica deliberado, ajustada aos tempos modernos e em sintonia com as Políticas de Governo para tornar o Estado de Minas Gerais um ambiente seguro, próspero e melhor para se viver.

Dr. Diógenes Coelho Vieira Superintendente de Polícia Técnico-Científica

APRESENTAÇÃO - 2 a REVISÃO

Em prosseguimento ao trabalho já realizado de sistematização e formalização das rotinas de trabalho, e sempre visando à melhoria do atendimento à sociedade e às autoridades requisitantes dos serviços prestados pelo Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte, apresentamos a revisão das descrições dos Procedimentos Operacionais Padrão do IML-BH.

Com a certeza de que já houve grande avanço na qualidade de nossos serviços, foram convocados novamente os profissionais que exercem a Medicina Legal, a Perícia Criminal e outras carreiras policiais lotadas no Órgão para revisarem as descrições já realizadas na segunda versão, no sentido de atualizá-las e melhorá-las.

Com o foco sempre no cliente último, que são os agentes do direito e a sociedade pagadora, descrevemos as melhorias que já foram incorporadas às nossas práticas diárias, fruto do avanço da ciência e do entendimento das boas práticas operacionais e que ainda não foram descritas formalmente.

Sempre atentando para a cadeia de trabalho, por meio do mapeamento de processos, para que as partes interessadas estivessem sempre atendidas, os trabalhos contaram com a liderança das chefias setoriais, que ouviram seus liderados e incorporaram as devidas alterações.

Estamos certos de que todos colaboraram ativamente, participando das reuniões ou emitindo opiniões e críticas em livro próprio anexo, objetivando sempre a melhoria contínua dos serviços oferecidos pelo IML-BH, em sintonia com os desejos de nossos clientes, sempre ajustados às normas jurídicas, técnicas, científicas e éticas. Gratos pela participação e colaboração!

Rodrigo Camargos Couto Silberto Marques de Assis Azevedo Coordenadores da 2 a revisão

APRESENTAÇÃO - 3 a REVISÃO

Em atendimento à determinação do Diretor, Dr. José Mauro de Moraes e dando prosseguimento ao trabalho de sistematização e formalização das rotinas de trabalho, com foco na melhoria do atendimento à sociedade e às autoridades requisitantes dos serviços prestados pelo Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte, concluímos as descrições dos Procedimentos Operacionais Padrão do IML-BH.

Participaram desta revisão todos os profissionais que exercem a Medicina Legal, a Perícia Criminal e outras carreiras policiais e contratados lotados no Órgão para que o Manual fosse atualizado e melhorado, embora tenhamos a certeza do grande avanço

na qualidade de nossos serviços

Procurou-se detalhar e padronizar todos os procedimentos realizados pelo Órgão incorporando as novas tecnologias disponibilizadas para um melhor atendimento ao cliente.

Também foi incluída nesta revisão a padronização de todo o trabalho burocrático, apresentando modelos para consulta e detalhando os trâmites de toda documentação que circula no Órgão, diminuindo o nível de confusões administrativas, erros operacionais e de entendimentos equivocados.

A participação de todos os colaboradores foi fundamental para que pudéssemos

alcançar os objetivos propostos. A eles nosso profundo agradecimento.

Estamos abertos para receber críticas e sugestões objetivando sempre a melhoria contínua dos serviços oferecidos pelo IML-BH.

Esperamos ter contribuído para fazer deste Manual um ícone de consulta e referência para todos que prestam este tipo de serviço à população.

Rodrigo Camargos Couto Coordenador da 3 a Revisão

SITUAÇÃO ATUAL

Funcionários desmotivados.

Morosidade na liberação de trabalhos.

Qualidade aquém do potencial e das qualificações dos profissionais.

Público interno insatisfeito com retrabalhos.

Falta de entrosamento na interação entre equipes.

Falta de modelo de gestão científica como parâmetro de organização.

Falta de um amplo debate interno a respeito de o que, quem, como, por que, quando, como se executar tarefas.

Falta de materiais necessários para um trabalho afinado com a ciência atual.

Falta de valorização do órgão por parte da administração central.

Falta de sistema de informática personalizado que atenda às necessidades específicas do Órgão e da Polícia.

Polícia, Justiça e Sociedade mal servida com os serviços do IML.

OBSTÁCULOS

Insuficiência de verbas destinadas ao órgão.

Falta de disposição para mudanças.

Comodismo e desmotivação.

Falta de perspectiva de mudanças.

Falta da adoção de gestão científica.

Domínio científico não compartilhado.

Tradição administrativa empírica.

Desestímulo ao desenvolvimento científico;

Desvalorização dos profissionais.

POLÍTICAS

Uso de ferramenta gerencial adequada - Qualidade Total - em sintonia com a reforma administrativa implementada pelo Governador Dr. Augusto Anastasia.

ESTRATÉGIAS

Autorização por parte da administração central para estudo de mudanças.

Trabalho coletivo de formulação dos requisitos básicos para padronização.

Mapeamento dos processos de trabalho.

Intercruzamento dos padrões operacionais;

Edição dos padrões.

Implementação dos padrões.

Melhoria dos processos;

Refinamento de melhorias.

OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

a) Âmbito interno

Diminuição de custos operacionais.

Registro das técnicas empregadas em todos os setores, facilitando a execução com nivelamento por cima.

Padronização de procedimentos de tal forma a garantir segurança na correta execução das atividades, com registro das técnicas empregadas em todos os setores, imprimindo progressivo aumento da qualidade em função da periódica revisão do padrão, corrigindo erros e incorporando as melhorias.

Gerenciamento da rotina e do trabalho do dia-a-dia.

Possibilidade constante de monitoramento da qualidade dos serviços prestados, com correções das não conformidades, de forma organizada.

Melhoria do ambiente de trabalho, com motivação proporcionada pelo sentimento concreto de interferência efetiva na segurança social trabalhada, ou seja, a equipe sentir-se-á útil e segura.

Ganho de visibilidade junto à Administração Central e à população.

Valorização das carreiras ligadas à Medicina Legal.

Implementação da mudança do modelo de gestão em um órgão policial (medida que é marca histórica deixada pela atual Diretoria).

Gestão profissional pode carrear transformações estruturais.

Contribuição social por permitir melhores condições de segurança no trabalho e controle ambiental.

Relacionamento inteligente entre setores.

Padronização dos procedimentos operacionais técnicos e administrativos.

Agilidade, rapidez e precisão na transmissão de informações entre setores e para a polícia.

Rastreabilidade de erros em etapas operacionais.

Facilidade para realização de pesquisas científicas.

Facilidade e agilidade para elaboração de estatísticas.

b) Âmbito externo

Disponibilidade de informações para municiar a “Inteligência Policial” e o planejamento da ação policial como um todo, na medida em que será possível levantar causas e fatores relacionados aos crimes.

Criação de um ambiente de pesquisas policiais e acadêmicas, com informações fidedignas e de fácil acesso.

Mais respeitabilidade, por parte do cidadão, aos serviços prestados.

Melhorias serão passíveis de divulgação, por informações irrefutáveis, como sendo um diagnóstico de evolução da redução da criminalidade baseada em dados precisos da realidade.

Foco no cliente final, que é a sociedade, por meio da melhoria do fornecimento de serviços para a Polícia e para a Justiça.

Servir de espelho para outros órgãos da Polícia Civil.

Possibilidade de atingir a missão do serviço em contribuir para a diminuição e o controle da criminalidade em Minas Gerais.

Crescimento dos seres humanos presentes na instituição.

Melhoria do bem-comum e da Segurança Pública.

Ganho político.

GANHOS EM ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS

Delegação de atividades rotineiras: ao se liberar desse tipo de atividade, pode-se dedicar com ênfase a assuntos vitais.

Os elementos da alta direção são incumbidos da decisão, com mais tempo para análise e reflexão, possibilitando menos erros.

Viabilidade de monitoração e visualização da adequação das diretrizes, metas e do próprio planejamento sobre as atividades de rotina.

Desburocratização.

Diminuição do nível de confusões administrativas, erros operacionais e de entendimentos equivocados.

Consolidação da filosofia do autocontrole do órgão.

Clara delimitação de poder e responsabilidades, eliminando a zona de turbulência e de indefinições.

Possibilidade de condução de programas de educação e treinamento de forma dirigida e específica.

GANHOS NA ÁREA TÉCNICA

Melhoria do nível técnico dos trabalhos do IML, nivelados sempre por cima;

Diminuição de erros e retrabalhos.

Cumprimento de prazos.

Possibilidade de desenvolvimento de novas capacitações, que trarão reflexos positivos ao desenvolvimento de novas formas de se executar tarefas.

Redução de custos.

Possível delineamento com clareza do objetivo do trabalho, assim como o nascimento de novas ideias positivas.

Consolidação da segurança do trabalho.

Diminuição de tempo de interrupção do trabalho.

Incorporação de ideias dos próprios funcionários, para melhorar ou facilitar o trabalho.

Viabilidade da gestão da rotina, da qualidade e do custo de forma efetiva.

A própria autogestão por parte dos funcionários desenvolve o espírito da autorresponsabilidade, bloqueando a transferência de serviços com qualidade inadequada aos estágios subsequentes.

Diminuição do nível de reclamações internas.

GANHOS NA ÁREA POLÍTICA

Percepção positiva do nosso órgão junto a clientes e parceiros: Polícia, Judiciário, população e Administração central.

Melhoria de padrões de relacionamento entre o órgão e outros setores da Polícia em suas interfaces de relacionamentos.

Percepção positiva por parte da população das novas mudanças implementadas pelo Secretário.

Referencial positivo para a Polícia.

Valorização da carreira policial.

PLANEJAMENTO DA 3 a REVISÃO - 2010

 

1

ABERTURA

1.1 Aplicação: todos os setores do IML-BH.

1.2 Data:

1.3 Versão:

02

Início: 05/11/10

 

Final: 05/12/10

1.4 Título: Revisão dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) do IML-BH

1.5 Diretor do Instituto Médico Legal: Dr. José Mauro de Moraes

 

1.6 Responsável pela comissão: Rodrigo Camargos Couto.

 

Líderes de comitês setoriais: João Batista Rodrigues Júnior, Lena Tereza Lapertosa de Melo, Arnaldo Labossiere Muzzi, Daniela Savi, Marcus Luiz de Oliveira Penido, André Luiz Barbosa Roquete, Frederico Jardim Pfeilsticker, Hamilton Rodrigues da Silva, Luciene Antônia de Lacerda, Patrícia Regina Alves Lisboa, Hugo da Silva Lima, Rogério Monteiro de Bastos.

 

2 PROPOSTA DE MELHORIA

2.1

Situação atual:

POPs (formalização das rotinas dos processos de trabalho) gerados em revisão de 2008.

2.2

Proposta

Mapeamento dos processos de todas as áreas do IML-BH.

Revisão dos Procedimentos Operacionais Padrão do IML-BH.

Formulação de indicadores de eficiência e eficácia.

Treinar os envolvidos no cumprimento das tarefas padronizadas.

2.3 Resultado esperado:

Dar ao funcionário a real noção de seu papel no todo e sua responsabilidade na composição do produto ou serviço final.

Levar até o executor das atividades as características da qualidade que o cliente final deseja.

Registrar as tecnologias do IML-BH, ou seja, documentar o conjunto dos procedimentos, materiais, pessoas envolvidas, máquinas e equipamentos e medidas necessárias para chegar ao produto final.

Facilitar o domínio e a transferência de tecnologia ao longo do tempo para os atuais

e novos funcionários, por meio de treinamentos.

Estabilizar os resultados do processo de trabalho em nível de excelência, minimizando as variações em seus diversos componentes.

Ter o domínio tecnológico formalizado das atividades, difundindo-o pela instituição.

Transferir para o executor a responsabilidade pela formulação e gerenciamento do seu processo, liberando as chefias para outras atividades de cunho administrativo, político ou conceitual.

Aumentar a eficácia e eficiência do sistema, atendendo a contento ao cliente externo

e interno.

Encaminhar à Superintendência, para aprovação e provisão de recursos necessários para estabilidade e melhoria contínua dos processos.

 

3 PLANO DE AÇÃO

 
 

Ações

Responsável

 

Prazo

Conclusão

Resultado

Deliberar politicamente a Formação da Comissão de Gestão da Qualidade e para o início do mapeamento de processos e padronização dos trabalhos do IML- BH.

Diretoria IML-BH

     

SPTC

20/10/2010

20/10/2010

Ok

CGQ

20/10/2010

20/10/2010

Ok

Formular os grupos de trabalho de acordo com o organograma do IML- BH.

Diretoria

05/11/2010

05/11/2010

05/11/2010

Definir o líder de cada grupo.

Diretoria, CGQ.

05/11/2010

05/11/2010

 

Promover reunião com os líderes setoriais para formulação de políticas

       

e

estratégias para a obtenção das

Diretoria, CGQ

05/11/2010

05/11/2010

metas estabelecida pela Diretoria

Delegar responsabilidade aos grupos

       

aos respectivos líderes, por comunicado oficial

e

CGQ

05/11/2010

05/11/2010

Ministrar palestra de sensibilização teórica e capacitação mínima dos envolvidos no processo

Líder dos comitês

05/11/2010

05/11/2010

 

Formular cronograma de reuniões. Formular os modelos de POPs e POAs do IML-BH.

Diretoria e CGQ

05/11/2010

   

Redigir os procedimentos de acordo com os padrões estabelecidos

 

A

partir de

   

Líder do grupo

05/11/2010

05/12/2010

Revisar os procedimentos escritos pelos grupos.

 

A

partir de

A

partir de

 

CGQ e Diretoria

05/12/2010

05/12/2010

Aprovar procedimentos finalizados

Diretoria, CGQ

A

partir de

A

partir de

 

05/12/2010

05/12/2010

Revisão ortográfica e editoração Editar o manual da qualidade

Revisora

A

partir de

A

partir de

 

12/12/2010

12/12/2010

Realizar e evidenciar o treinamento dos funcionários nos procedimentos

Lideres setoriais

A

partir de

A

partir de

 

estabelecidos

12/12/2010

12/12/2010

Estabelecer um grupo responsável pelo controle de treinamento e da versão dos documentos.

 

A

partir de

A

partir de

 

CGQ

12/12/2010

12/12/2010

Revisar procedimentos operacionais padrão (4ª versão).

CGQ e Diretoria

A

partir de

A

partir de

 

01/11/2011

01/11/2011

3.1 Prazo final para implantação do processo:

 

12/12/2010

3.2 Aprovação:

 

[

] Aprovado

[ ] Não Aprovado

Diretor do IML/BH:

Data:

/

/

[

] Aprovado

[ ] Não Aprovado

Data:

/

/

Superintendente de Polícia Técnica e Científica:

 

Obs.:

 

CGQ - Comissão Gestão da Qualidade.

SPTC - Superintendência de Polícia Técnica e Científica do Polícia Civil de Minas Gerais

VALORES DA POLÍCIA CIVIL MINEIRA

1. Excelência dirigida ao cidadão

2. Controle social

3. Gestão participativa

4. Foco em resultados

5. Visão de Futuro

6. Agilidade

7. Inovação

8. Valorização das pessoas

9. Gestão baseada em processos e informações

10. Aprendizado organizacional

OUTROS VALORES CULTIVADOS PELO IML-BH

1. Justiça

2. Transparência

3. Acolhimento

4. Respeito

5. Compaixão

6. Comprometimento

7. Idealismo

FILOSOFIA DE TRABALHO FOCADA NA QUALIDADE

1. Qualidade intrínseca processo de trabalho com evidências científicas de mais benefício disponível ao cliente.

2. Custo o mais baixo possível para a execução desse processo.

3. Atendimento à entrega do produto certo para a pessoa certa, na quantidade certa e na hora certa.

4. Moral - nível de conforto e harmonia interpessoal no desenvolvimento do trabalho.

5. Segurança - o processo seguro para o cliente, o trabalhador e toda a sociedade.

6.

Eficácia - é a capacidade de realizar objetivos.

7. Eficiência - habilidade em diminuir os custos sem diminuir as melhorias alcançadas. É a capacidade de utilizar recursos produtivamente.

8. Otimização de equilíbrio entre custos e efeitos dos produtos ou serviços.

9. Aceitabilidade - conformidade com os desejos, vontades e expectativas dos clientes.

10. Legitimidade - conformidade com os conceitos sociais expressos em princípios éticos, valores, normas, leis e regulamentos.

11. Equidade - conformidade com o princípio que determina que haja distribuição justa da assistência aos membros de uma população.

MISSÃO DO IML-BH

Nosso compromisso é com a pesquisa em seres humanos vivos ou mortos, como colaboradores para a melhoria da Polícia Civil, para elucidação de questões de interesse da Justiça, com reflexos na melhoria da segurança pública, do bem comum e da paz social e que possam se traduzir em benefícios reais para a sociedade mineira.

VISÃO DO IML-BH

Atingir, até 2012, índice ótimo de 90% de satisfação no atendimento às partes interessadas, aos nossos clientes e colaboradores com eficiência e eficácia nas necessidades e expectativas e obtenção de certificação ISO até 2015.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Para o devido desenvolvimento do assunto gestão operacional, devemos entender e contextualizar, para situar em que ambiência pretendemos aplicar o conteúdo proposto. Sabemos que a Justiça é atribuição do Estado, assim como a Saúde, a Educação e a Segurança Pública. A Odontologia e Medicina Legal e a Perícia Criminal , como os próprios nomes dizem, têm interação com todas essas áreas: tratam-se de carreiras da área da saúde, mas que normalmente estão inseridas em cargos no contexto das Secretarias de Segurança Pública, ou Defesa Social. O fruto do seu trabalho, quando inserido no contexto das polícias, é destinado ao “cliente interno”, ou seja: Delegado de Polícia, Promotor de Justiça, ou Presidente de Inquérito Policial Militar. Suas atividades são demandadas no processo central, ou principal, Inquérito Policial, destinado ao “cliente interno” Judiciário, ou Ministério Público, ou para coordenadores de sindicâncias administrativas, previdenciárias ou securitárias. Finalmente, todos esses trabalhos se destinam ao “Cliente Externo” Sociedade. Estamos lidando, portanto, na grande maioria dos casos, com um serviço de natureza pública. Os serviços de Medicina e Odontologia Legal e Perícia Criminal estão inseridos no contexto do Estado, para garantir a devida equidade, integralidade, universalidade e igualdade na distribuição dos serviços e no atendimento à sociedade. Esses deveres do Estado e direitos da sociedade são garantidos por força da Constituição Brasileira de 1988, chamada por muitos de Constituição Cidadã. Para o cumprimento do estabelecido nos preceitos legais com competência, temos que ter uma máquina administrativa e operacional muito bem estruturada. Se pretendermos entregar para a Sociedade Pagadora um trabalho que seja útil para os fins que se pretende, que traga a resolutividade pretendida, temos que buscar profissionalismo e competência. Os critérios que se aplicam à gestão profissional de empresas são perfeitamente aplicáveis na gestão de instituições públicas. As interpretações têm diferenças consideráveis, mas a luta pela eficiência e eficácia é de interesse dos gestores de ambas as instituições, de seus funcionários e de todas as partes interessadas. Para gerar um ambiente de mudanças, primeiramente devemos contar com o trabalho em equipe e, principalmente, contar com a ação de boas lideranças. Sem liderança, as transformações não surgem ou não chegam a uma boa velocidade. Em qualquer empresa, naturalmente, existem pessoas que se destacam por sua postura diante do trabalho e que merecem ser ouvidas e seguidas. Os funcionários e colegas enxergam nesses profissionais um modelo a seguir. Normalmente, são pessoas competentes

profissionalmente, têm domínio tecnológico do trabalho que desempenham, com uma boa noção de posicionamento no contexto da empresa e, com uma postura moral compatível para o cargo. São interessadas em produzir dentro dos critérios estabelecidos e, se for o caso, de sugerir mudanças que venham acrescentar algo mais às rotinas do trabalho. A avaliação de um profissional pelos colegas não vem apenas pelo respeito a seu desempenho medido por critérios técnicos. Passa muito pelo critério moral, pelo respeito como colega e como profissional. Devemos contar, primeiramente, com o apoio da alta gestão do órgão em que pretendemos trabalhar. A técnica da qualidade emana de seus líderes. Sem um comprometimento da alta gestão, as mudanças não ocorrem. As lideranças setoriais têm que perceber que há um entendimento e alinhamento de metas da alta gestão com as das chefias e, consequentemente, com a do restante dos funcionários ou, como se diz na indústria, do pessoal do chão de fábrica. Sem essa harmonia, que deve ter início na equipe da alta gestão, o trabalho, geralmente, não irá se concretizar como deveria.

Devido à natureza multifuncional ou interdisciplinar dos processos de trabalho, as soluções adequadas requerem equipes multidepartamentais, que, somadas a outros fatores, permitem o alcance de uma meta de forma mais eficiente e eficaz.

SEÇÃO DE PERÍCIAS NO VIVO

Número: SPV-1

DATA: 15/09/2007

VERSÃO: 02

TÍTULO: POP PARA EXAME COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL PARA FINS DE RESSARCIMENTO PELO SEGURO DPVAT

Responsável: Médico-legista

Aprovado por:

Data:

Elaborado por: REGINA

02/12/2010

1. OBJETIVO

Realizar exame de corpo de delito, de forma padronizada, nos casos de vítimas de danos

corporais decorrentes de acidentes causados por veículos automotores ou por sua carga.

2. APLICAÇÃO

Aplica-se à sala de exames no vivo - PERÍCIAS ESPECIALIZADAS / IML-BH

3. DEFINIÇÕES

Seguro obrigatório: seguro de contratação compulsória, instituído pelo Decreto-Lei

73, de 21 de novembro de 1966

DPVAT: danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, ou por

sua carga.

Seguro de DPVAT: instituído pela Lei Federal 6.194, de 19 de dezembro de 1974,

que introduziu a alínea "l" ao art. 20 do Decreto-Lei nº 73, de 21.11.66, que dispõe

sobre o Sistema Nacional de Seguros Privados (CNSP). Trata-se de um seguro

obrigatório, de caráter eminentemente social, que tem como finalidade dar proteção

financeira às vítimas de acidentes de transito, quer seja o condutor, passageiro ou

pedestre, compreendendo indenização por morte, por invalidez permanente, total ou

parcial, e por despesas de assistência médica e suplementar.

Caráter estritamente social: no contexto legal, aquele que independe de

culpa/responsabilidade civil, bastando apenas que haja algum dano.

Responsabilidade civil: consequência jurídica decorrente de uma ação ou omissão

voluntária, negligente, imprudente ou imperita, que viole direito ou cause prejuízo a

outrem.

Dano: qualquer ato lesivo que pode ou não gerar incapacidade em graus diversos.

Invalidez:

- no foro criminal: incapacidade para as atividades habituais;

- no forro cível: incapacidade laboral.

Data de consolidação das lesões: data do término da incapacidade temporária ou decorrido um ano do acidente (estabelecido empiricamente) ou de acordo com as diretrizes da Lei 11.945/2009

AMOSTRAS

4.

Vítima de acidente de veículo ou sua carga.

5. MATERIAIS

Sala de atendimento reservada, pia para lavagem das mãos, sabonete líquido, toalhas de papel para secagem das mãos, máscara, gorro, luvas de procedimento, maca, escada para subir à maca, esfignomanômetro, estetoscópio, fita métrica, balança, foco, material de curativo simples (esparadrapo, gaze, faixa de crepom), material para assepsia (povidine - iodado), equipamento de informática (monitor, teclado, HD, impressora).

6. METODOLOGIA

a) Perícia requerida por autoridade policial:

Exame complementar de lesão corporal de acordo com os procedimentos da Clínica

Médico-legal do IML-BH, respondendo aos Quesitos Oficiais.

b) Perícia requerida por Autoridade Judicial:

Exame complementar de lesão corporal de acordo com os procedimentos da Clínica Médico Legal do IML-BH, respondendo aos Quesitos Suplementares formulados ou deferidos pela Autoridade, que invariavelmente se reportam a Lei 11.945/2009.

7. PROCEDIMENTO TÉCNICO

a) Apresentação ao examinando:

Informar seu nome e função, também constantes no seu crachá de identificação, assim como o do auxiliar.

Informar ao examinando e/ou ao acompanhante a natureza do exame o local de destinação do laudo, bem como o tempo para a sua expedição, orientando-o a buscar maiores detalhes com a equipe de enfermagem.

a)

Conferir a identificação do examinando e/ou do seu acompanhante

Consultar qualquer documento de identificação válido no País.

b)

Coleta dos dados médicos

Histórico

 

Reportar-se ao laudo de lesão corporal a ser complementado ou retificado, caso haja laudo anterior;

Pesquisar queixas atuais e tratamentos ainda em andamento;

Perspectivas de outros tratamentos (quando e que tipo);

Presença de condições médicas associadas que possam ter contribuído para agravamento dos danos sofridos;

Evolução das lesões, cura ou consolidação;

Informações acerca da situação previdenciária, se segurado ou não, ou outros amparos legais existentes (estaduais e/ou municipais) decorrentes do acidente, bem como o eventual recebimento de outras indenizações de caráter securitário ou não.

Análise acurada da documentação médica e exames complementares de laboratório e/ou imagem porventura existentes, em ordem cronológica, com registro dos resultados.

c)

Exame do periciado

• Exame das lesões macroscopicamente visíveis e do aparelho ou segmento corporal atingido.

• Descrição das características das lesões, sua sede, tamanho, número e forma.

• Avaliação das repercussões funcionais, restrição de movimentos, hipotrofias musculares, utilização de órteses, próteses, alterações da marcha.

• Nos casos indicados, avaliação cognitivo-comportamental que possam estar relacionadas com o acidente.

• Correlacionar as alterações encontradas com os registros médicos e com os exames complementares apresentados, relatórios de acompanhamento médico, sempre com vistas a firmar o nexo causal com o evento traumático.

d)

Discussão

Faz-se necessária sempre que ocorrer contradições entre o exame, prova documental, histórico, data etc., que possam ensejar questionamentos posteriores. Far-se-á uma síntese dos dados conflitantes, geralmente referentes ao nexo causal entre as sequelas e o

acidente, existência de causas concomitantes, supervenientes ou pré-existentes e as considerações médico-legais cabíveis de forma objetiva e esclarecedora para que não reste nenhuma dúvida acerca da convicção e consequente conclusão dos peritos.

e) Comentários técnicos

Necessários quando se tratar de requisição judicial, independente de as sequelas existentes serem ou não contempladas pela Lei. Tecer considerações acerca das ambiguidades / contradições da lei 11.945 e omissões da tabela apensada a mesma. Fazer referência à disponibilidade dos peritos em fazer novo exame complementar caso a

autoridade julgar indispensável para o julgamento do mérito.

f) Conclusão

Necessária em todos os casos, quer sejam solicitações oriundas de Autoridades Policiais ou

Judiciárias, tecendo considerações sobre o grau de comprometimento do membro, órgão ou sentido lesado, perspectivas de melhora funcional ou permanência da incapacidade e se indicado informar sobre a necessidade de novo exame complementar com esclarecimentos ao periciado, no 1º caso; na 2ª situação, sintetizar objetivamente os achados de exame analisando-os em conjunto com a documentação apresentada, emitindo parecer conclusivo em consonância com a abordagem feita no item 'Comentários Técnicos'.

g) Resposta aos quesitos

• Oficiais: responder aos Quesitos Oficiais dentro dos princípios doutrinários que norteiam as demais perícias, sucinta e objetivamente. Ao final das respostas fazer referencia ao(s) item(ns) que a justifica (discussão, comentários técnicos e conclusão), entre parênteses, p. ex.: (ver item 'Comentários Técnicos', ou 'Discussão' ou ainda, 'conclusão').

• Suplementares: sucinta e objetiva de acordo com o que foi questionado, conclusiva desde que já decorrido o prazo de 90 dias( presume-se que se solicitada, a autoridade tem o mesmo entendimento de que o laudo poderá ser concluído também sob a égide do parágrafo 5º do art. 5º), consonante com a Lei a qual se referem (11.954/2009), reportando-se ao(s) item(ns) que a justifica, conforme acima descrito.

h) Digitação dos dados obtidos.

i) Impressão do laudo.

j) Assinatura do laudo (duas vias).

k)

Devolução do laudo para o auxiliar de enfermagem.

8.

CALIBRAÇÃO E CONTROLE DE QUALIDADE

Calibração: aplicação adequada da metodologia.

Controle da qualidade: conferência pelo segundo signatário do laudo elaborado.

9.

CRITÉRIO PARA LIBERAÇÃO DE RESULTADO

Verificar se os passos da metodologia foram analisados.

Verificar se as respostas aos quesitos condizem com a descrição do exame realizado.

10. INTERPRETAÇÃO

Resposta aos quesitos:

a) Oficiais: a resposta aos mesmos deve privilegiar a finalidade criminal, atividade

fim do órgão (sucinta e objetiva, de acordo com o artigo 129 do Código Penal Brasileiro). Se indicado, referência à necessidade de novo exame complementar e orientações ao periciado (caso conste do laudo itens como discussão, comentários técnicos e conclusão).

b) Suplementares: a resposta deve ser conclusiva, desde que já tenha decorrido o prazo de 90 dias do acidente e privilegiar a finalidade cível, com fins indenizatórios, reportando-se a Lei 11.945 e tabela anexa a mesma.

Número: SPV-2

DATA: 12/12/2010

VERSÃO: 03

TÍTULO: POP PARA EXAME DE EMBRIAGUEZ / INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA – DELITO OU TRÂNSITO

Responsável: Médico-legista

Aprovado por:

Data:

Elaborado por: Regina REVISTO POR: JOSÉ ROBERTO

 

CONCEITO

O termo embriaguez, quando se referir aos efeitos do etanol, deve ser substituído por INTOXICAÇÃO ALCOÓLICA, visando-se evitar confusões com efeitos produzidos por outras drogas, substâncias ou estados neurológicos.

1. OBJETIVO

Realizar exame de embriaguez (intoxicação alcoólica), de forma padronizada, no IML-BH.

2. APLICAÇÃO

Aplica-se à sala de exames no vivo - IML-BH.

3.

DEFINIÇÕES

Tolerância: capacidade maior ou menor que uma pessoa tem de se embriagar. A administração repetida ou prolongada de algumas substâncias resulta em tolerância – uma resposta farmacológica diminuída à substância. Tolerância ocorre quando o corpo adapta-se à contínua presença da droga / substância. Comumente, são dois os mecanismos responsáveis pela tolerância: (1) o metabolismo da droga é acelerado (mais frequentemente porque aumenta a atividade das enzimas que metabolizam os medicamentos no fígado) e (2) diminui o número de receptores ou sua afinidade pelo medicamento.

Embriaguez (intoxicação alcoólica): conjunto de manifestações somatoneuropsíquicas resultantes da intoxicação etílica, de caráter episódico e de curso passageiro (desde que interrompido o aporte do mesmo).

4.

AMOSTRAS

Presença do Periciado e fornecimento (facultativo*) de: sangue; e, se preciso for, de urina, lavado digital e bucal/saliva.

*O direito de não produzir prova contra si mesmo: "Nemo tenetur se detegere" - O inciso LXIII, artigo 5º da Constituição Federal, se analisado exegeticamente, constitui o direito de o preso de permanecer em silêncio, mas o âmbito de abrangência desta norma é bem maior que esse, tendo em vista que a maior parte dos doutrinadores a considera como a máxima que diz que ninguém será obrigado a produzir prova contra si mesmo (pelo uso do principio da interpretação efetiva); então esse não é um direito só quem estiver preso, mas antes toda pessoa que estiver sendo acusada.

5. MATERIAIS

Sala de atendimento reservada, pia para lavagem das mãos, sabonete líquido, toalhas de papel para secagem das mãos, máscara, gorro, luvas de procedimento, maca, escada para subir à maca, esfignomanômetro, estetoscópio, balança, foco, material de curativo simples (esparadrapo, gaze, faixa de crepom), material para assepsia (Iodopovidona ou Povidona- iodo = PVPI – tópico ou degermante), material para coleta de sangue (agulhas descartáveis, recipiente para armazenamento de sangue com anticoagulante, liga de borracha para garroteamento, apoio de braço), material para coleta de urina (recipiente próprio), material para coleta de secreção (recipiente de plástico, algodão, éter de petróleo, cotonete, swab com ponta de algodão), geladeira para armazenamento de material biológico, escritório com equipamento de informática (monitor, teclado, HD e impressora).

6. METODOLOGIA

Exame de embriaguez (intoxicação alcoólica) de acordo com os procedimentos da Clínica Médico-Legal do IML-BH. VIDE APÊNDICES.

7. PROCEDIMENTO TÉCNICO

a. Conferência da identificação do periciado

b. Apresentar-se ao periciado, informando nome e função, assim como o do auxiliar. Notificar ao periciado o motivo da realização do exame, sua metodologia e destino do

laudo. Não consentindo em submeter-se aos exames indicados na metodologia, relatar o ocorrido e liberar o periciado. (ATENÇÃO: O FATO DO PERICIADO NÃO QUERER SE SUBMETER A EXAME NEM FORNECER MATERIAL PARA ANÁLISE, NÃO IMPEDE E NÃO PODE PROSPERAR SOBRE A OBRIGAÇÃO DO MÉDICO LEGISTA DE REALIZAR A AVALIAÇÃO PERICIAL. POR ÓBVIO A RECUSA NÃO IMPOSSIBILITA O MÉDICO LEGISTA DE FAZER A AVALIAÇÃO ECTOSCÓPICA, A DESCRIÇÃO DA MARCHA OU OUTROS DETALHES DO EXAME QUE POSSAM SER VERIFICADOS – AINDA QUE EM CARÁTER TESTEMUNHAL - A DESPEITO DA RECUSA DO PERICIADO DE SUBMETER-SE A EXAME.).

c. Coleta dos dados médicos

Histórico Descrição do evento - abalroamento, atropelamento, abordagem policial, outros (motivo do encaminhamento para exame de embriaguez). Data do evento (dia e hora aproximada). Local de ocorrência do evento. Se resultaram lesões corporais. Detalhar o uso de bebidas alcoólicas, tipo, quantidade ingerida e horário. Investigar alimentação, uso de medicamentos ou presença de condições médicas associadas que possam influenciar na interpretação dos resultados.

d. Exame do periciado

• Ectoscopia - vestes e conduta geral.

• Avaliação das principais perturbações somáticas, neurológicas e psíquicas.

• Perturbações somáticas ou físicas: pupilas (tamanho, forma e simetria), nistagmo, congestão das conjuntivas, taquicardia, taquidispnéia, tremores das mãos, sudorese, náuseas, vômitos, salivação, fala.

• Perturbações neurológicas: alterações do equilíbrio, da marcha e da coordenação dos movimentos.

• Caminhar em linha reta por uma distância aproximada de quatro metros, com os olhos abertos, para frente e para trás.

• A mesma prova com os olhos fechados.

• Caminhar em linha reta tocando o calcanhar na ponta do pé por uma distância de aproximadamente quatro metros, para frente e para trás, com os olhos abertos e com os olhos fechados.

• Marcha cerebelosa: alargamento do polígono de sustentação, caminhada de base alargada.

• Provas de função cerebelar: pesquisa de ataxia (Prova dedo-nariz: O paciente deve tocar a ponta do nariz com dedo indicador de cada uma das mãos alternadamente, primeiro com olhos abertos e depois fechados / Pesquisa de Disdiadococinesia: Com o paciente sentado, ordena-se para que se golpeie rápida e sucessivamente o dorso das coxas com a face palmar e dorso das mãos – alternância coordenada de pronação e supinação das mãos).

• Permanecer de pé, com os pés juntos, braços colados ao corpo, com os olhos fechados, por cinco segundos.

• Perturbações psíquicas: apresentam-se de maneira progressiva, atingindo de início as funções elevadas do córtex cerebral e, a seguir, comprometendo sucessivamente as esferas menos significativas. Fases da embriaguez:

subclínica, de leve excitação, excitação, confusão e/ou depressão, sonolência, coma.

e) Coleta de material: sangue. Urina, lavado digital e lavado bucal, se for detectada a presença de elementos clínicos (histórico ou alterações) indicativos de associação de medicamentos e/ou drogas ilícitas.

Discussão Caso necessário, síntese dos dados médicos relevantes. Considerações médico-legais sobre a condição de embriaguez (Intoxicação Alcoólica) ou sobriedade do periciado.

a. Resposta aos quesitos: sucinta e objetiva, de acordo com o artigo em pauta do Código Penal Brasileiro. Se indicado, referência à necessidade de exame complementar e orientações ao periciado.

b. Digitação dos dados obtidos.

c. Resposta aos quesitos.

d. Impressão do laudo.

e. Assinatura do laudo (duas vias).

f. Devolução do laudo para o auxiliar de enfermagem.

8. CALIBRAÇÃO E CONTROLE DE QUALIDADE

Calibração: aplicação adequada da metodologia. Controle da qualidade: realizado a partir da conferência pelo segundo signatário do laudo elaborado.

9. CRITÉRIO PARA LIBERAÇÃO DE RESULTADO

• Verificar se os passos da metodologia foram analisados.

• Verificar se as respostas aos quesitos condizem com a descrição do exame realizado.

10. INTERPRETAÇÃO

A avaliação das perturbações pelo uso excessivo do álcool está mais em razão direta da tolerância do individuo à ação desta substância do que propriamente da quantidade de bebida ingerida. Resposta aos quesitos: sucinta e objetiva, de acordo com o artigo em pauta do Código Penal Brasileiro. Se indicado, referência à necessidade de exame complementar e orientações ao periciado.

APÊNDICES:

APÊNDICE 1: Alguns Fatores que Afetam as Concentrações de Etanol no Sangue (FONTE: Shannon: Haddad and Winchester's Clinical Management of Poisoning and Drug Overdose, 4th ed. Saunders; Chap 31 Ethanol; KURT C. KLEINSCHMIDT).

FATOR

EFEITO SOBRE ETANOL SÉRICO

 

RAZÃO

Obesidade

Relativa no Vd

Idade

nos idosos

Vd por da relação gordura/massa muscular

nos < 13 anos de idade

na taxa metabólica

Uso Crônico

Danos hepáticos

na taxa metabólica por CYP2E1 (oxidação)

FATOR

EFEITO SOBRE ETANOL SÉRICO

 

RAZÃO

Jejum

na absorção por esvaziamento gástrico mais

rápido e por temporária na atividade da ADH gástrica

Esvaziamento gástrico retardado

Exposição prololongada ao ADH gástrico

Aumento no volume corrente pulmonar

da eliminação pela respiração

Medicamentos

Variável

Geralmente por alterações na atividade da

CYP2E1

Sexo

mulheres

na absorção por metabolismo gástrico

tecido adiposo

na massa muscular

Tabagismo

na taxa metabólica

Aumento na massa muscular

Relativo no Vd

: aumento; : redução; ADH: Álcool desidrogenase; Vd: volume de distribuição.

APÊNDICE 2: Sinais e sintomas de intoxicação e concentrações no sangue de etanol em uma população não álcool dependente (*)

(FONTE: Shannon: Haddad and Winchester's Clinical Management of Poisoning and Drug Overdose, 4th ed. Saunders; Chap 31 Ethanol; KURT C. KLEINSCHMIDT).

CONCENTRAÇÃO de ETANOL (MG%)

SINAIS E SINTOMAS

<

25

Sensação de calor Sensação de bem estar Verborragia Incoordenação moderada

25

50

Euforia Desalinho Julgamento diminuído e descontrole

50

– 100

Depressão do sensório Descoordenação, ataxia Depressão de reflexos e aumento no tempo de reação Labilidade emocional

100

– 250

Disfunção cerebelar/vestibular (ataxia, diplopia, fala arrastada, comprometimento visual, nistagmo) Labilidade emocional severa, confusão, estupor Náusea, vômitos

250

– 400

Estupor ou coma Pouca resposta a estímulos Incontinência Depressão respiratória

> 400

 

Paralisia respiratória Perda de reflexos protetores Hipotermia Morte

* A correlação entre sinais e sintomas e o nível de etanol no sangue mostram larga variabilidade entre indivíduos.

APÊNDICE 3: Critérios para intoxicação com UMA DADA substância

(FONTE - DSM IV – TR / 4ª Ed.)

A.

Desenvolvimento de uma síndrome reversível específica à substância devido à recente ingestão de uma substância (ou exposição a ela).

Obs.:

Diferentes substâncias podem produzir síndromes similares ou idênticas.

B.

Alterações comportamentais ou psicológicas clinicamente significativas e mal- adaptativas devido ao efeito da substância sobre o sistema nervoso central (por ex., beligerância, instabilidade do humor, prejuízo cognitivo, comprometimento da memória, prejuízo no funcionamento social ou ocupacional), que se desenvolvem durante ou logo após o uso da substância.

C.

Os sintomas não se devem a uma condição médica geral nem são melhor explicados por um outro transtorno mental.

APÊNDICE 4: Principais diagnósticos diferenciais de intoxicações por álcool / psicotrópicos:

(FONTE: Clinical Forensic Medicine; A Physician's Guide; SECOND EDITION, Edited by Margaret M. Stark, LLM, MB, BS, DGM, DMJ, DAB; The Forensic Medicine Unit, St. George's Hospital Medical School, London, UK Foreword by Sir John Stevens Commissioner of the Metropolitan Police Service, London, UK; HUMANA PRESS; TOTOWA; NEW JERSEY)

Traumatismos crânio-encefálicos.

Desordens metabólicas (hipoglicemia ou hiperglicemia, uremia e desajustes tireóideos).

Enfermidades neurológicas que cursam com disartria, ataxia, tremor, sonolência

(Esclerose múltipla, tumores intracranianos, mal de Parkinson, epilepsia, vertigens, etc.).

Efeitos de outras substâncias, por exemplo: insulina, barbitúricos, benzodiazepínicos, cocaína, etc.

Desordens psiquiátricas,

Febre alta.

Intoxicação pelo monóxido de carbono.

Outros.

APÊNDICE 5: Critérios Diagnósticos para Intoxicação com Álcool - (FONTE - DSM IV-TR):

a. Ingestão recente de álcool

b. Alterações comportamentais ou psicológicas clinicamente significativas e mal adaptativas (p. ex. comportamento sexual ou agressivo inadequado, humor instável, prejuízo no julgamento, prejuízo no funcionamento social ou ocupacional) desenvolvidas durante ou logo após a ingestão de álcool.

c. Um ou mais dos seguintes sinais, desenvolvidos durante ou logo após o uso de álcool:

(1)

(2) incoordenação;

fala arrastada;

(3)

marcha Instável;

(4) nistagmo;

(5)

comprometimento da atenção ou da memória;

(6)

estupor ou coma.

d. Os sintomas não se devem a uma condição médica geral nem são mais bem explicados por outro transtorno mental.

Número: SPV-3

DATA: 12/12/2010

VERSÃO: 03

TÍTULO: POP PARA EXAME DE LESÃO CORPORAL

Responsável: Médico-legista

Aprovado por:

Data:

Elaborado por: Wagner e Fernanda

Revisado por: Andréa V. Marinho Deschamps

1. OBJETIVO

Realizar exame de corpo de delito, de forma padronizada, nos casos de lesão corporal no IML-BH.

2. APLICAÇÃO

Aplica-se à sala de exames no vivo - IML-BH

3. DEFINIÇÕES

Lesão: alteração do equilíbrio biopsicossocial.

4. AMOSTRAS

Periciado

5. MATERIAIS

Sala de atendimento reservada, biombo, pia para lavagem das mãos, sabonete líquido, toalhas de papel para secagem das mãos, máscara, gorro, luvas de procedimento, maca, escada para subir à maca, esfignomanômetro, estetoscópio, fita métrica, balança, foco, material de curativo simples (esparadrapo, gaze, faixa de crepom), material para assepsia, material para coleta de sangue (agulhas descartáveis, recipiente para armazenamento de sangue com anticoagulante, liga de borracha para garroteamento), material para coleta de urina (recipiente próprio), material para coleta de secreção (recipiente de plástico, algodão, éter de petróleo, cotonete, swab com ponta de algodão), geladeira para armazenamento de material biológico, escritório com equipamento de informática (monitor, teclado, HD, impressora).

6.

METODOLOGIA

Exame de lesão corporal de acordo com os procedimentos da Clínica Médico-legal do IML-

BH.

7. PROCEDIMENTO TÉCNICO

a. Conferência da identificação do periciado.

b. Apresentar-se ao periciado, informando nome e função, assim como do auxiliar de enfermagem. Notificar ao periciado o motivo da realização do exame e destino do laudo.

c. Coleta dos dados médicos

Histórico Descrição do evento. Data do evento (dia e hora aproximada). Lesões sofridas. Local de atendimento médico inicial (emergência). Tratamentos realizados (conservadores e cirúrgicos). Período de internação hospitalar. Período de recuperação. Queixas atuais. Tratamentos ainda em andamento. Perspectivas de outros tratamentos (quando e que tipo). Presença de condições médicas associadas que possam ter contribuído para as conseqüências finais do evento (estado anterior). História pregressa. Lesões prévias. Período em que as lesões se consolidaram.

d.

Exame do periciado

Exame das lesões macroscopicamente visíveis e do aparelho ou segmento corporal atingido.

Descrição das características das lesões, sua sede, tamanho, número e forma.

Avaliação das repercussões funcionais, restrição de movimentos, hipotrofias musculares, utilização de órteses, próteses, alterações da marcha.

e.

Documentos médicos: descrição do resultado de exames complementares apresentados, relatórios de acompanhamento e outros documentos médicos relacionados ao evento traumático (atendimento de urgência).

Discussão Caso necessário, síntese dos dados médicos relevantes. Considerações médico-legais sobre o nexo de causalidade entre as seqüelas observadas e o evento traumático descrito

(lesões sofridas). Considerações sobre o grau de comprometimento do membro, órgão ou sentido lesado, perspectivas de melhora funcional ou permanência da incapacidade.

a.

Resposta aos quesitos: sucinta e objetiva, de acordo com o artigo 129 do Código Penal Brasileiro. Se indicado, referência à necessidade de exame complementar e orientações ao periciado.

b.

Digitação dos dados obtidos.

c.

Impressão do laudo.

d.

Assinatura do laudo (duas vias).

e.

Devolução do laudo para o auxiliar de enfermagem.

8.

CALIBRAÇÃO E CONTROLE DE QUALIDADE

Calibração: aplicação adequada da metodologia Controle da qualidade: realizado a partir da conferência pelo segundo signatário do laudo elaborado.

9. CRITÉRIO PARA LIBERAÇÃO DE RESULTADO

• Verificar se os passos da metodologia foram analisados.

• Verificar se as respostas aos quesitos condizem com a descrição do exame realizado.

10. INTERPRETAÇÃO

Resposta aos quesitos: sucinta e objetiva, de acordo com o artigo 129 do Código Penal

Brasileiro. Se indicado, referência à necessidade de exame complementar e orientações ao

periciado.

Número: SPV-4

DATA: 12/12/2010

VERSÃO: 03

TÍTULO: POP PARA EXAME COMPLEMENTAR DE LESÃO CORPORAL

Responsável: Médico-legista

Aprovado por:

Data:

Elaborado por: Wagner e Fernanda

Revisado por: Andréa V. Marinho Deschamps

1. OBJETIVO

Realizar exame de corpo de delito, de forma padronizada, nos casos de lesão corporal - complementar no IML-BH.

2. APLICAÇÃO

Aplica-se à sala de exames no vivo - IML-BH.

3. DEFINIÇÕES

Data

temporária.

de

consolidação

4. AMOSTRAS

Periciado

5. MATERIAIS

médico-legal

das

lesões

-

data

de

término

da

incapacidade

Sala de atendimento reservada, pia para lavagem das mãos, sabonete líquido, toalhas de papel para secagem das mãos, máscara, gorro, luvas de procedimento, maca, biombo, escada para subir à maca, esfignomanômetro, estetoscópio, fita métrica, balança, foco, material de curativo simples (esparadrapo, gaze, faixa de crepom), material para assepsia (povidine - iodado), material para coleta de sangue (agulhas descartáveis, recipiente para armazenamento de sangue com anticoagulante, liga de borracha para garroteamento), material para coleta de urina (recipiente próprio), material para coleta de secreção (recipiente de plástico, algodão, éter de petróleo, cotonete, swab com ponta de algodão),

geladeira para armazenamento de material biológico, escritório com equipamento de

informática (monitor, teclado, HD, impressora).

6. METODOLOGIA

Exame complementar de lesão corporal de acordo com os procedimentos da Clínica

Médico-legal do IML-BH.

7. PROCEDIMENTO TÉCNICO

a. Conferência da identificação do periciado.

b. Apresentar-se ao periciado, informando seu nome e função, assim como o do auxiliar.

Informar ao periciado o motivo da realização do exame, qual a sua finalidade e

destino.

c. Coleta dos dados médicos

Histórico

Indicação do laudo de lesão corporal a ser complementado ou retificado. Queixas atuais.

Tratamentos ainda em andamento. Perspectivas de outros tratamentos (quando e que tipo).

Presença de condições médicas associadas que possam ter contribuído para as

conseqüências finais do evento. Evolução das lesões, cura ou consolidação.

d. Exame do periciado.

Exame das lesões macroscopicamente visíveis e do aparelho ou segmento corporal

atingido.

Descrição das características das lesões, sua sede, tamanho, número e forma.

Avaliação das repercussões funcionais, restrição de movimentos, hipotrofias

musculares, utilização de órteses, próteses, alterações da marcha.

Documentos médicos: descrição do resultado de exames complementares

apresentados, relatórios de acompanhamento e outros documentos médicos

relacionados ao evento traumático (atendimento de urgência).

Discussão Caso necessário. Síntese dos dados médicos relevantes. Considerações médico-legais

sobre o nexo de causalidade entre as sequelas observadas e o evento traumático descrito

(lesões sofridas). Considerações sobre o grau de comprometimento do membro, órgão ou

sentido lesado, perspectivas de melhora funcional ou permanência da incapacidade.

a.

Resposta aos quesitos: sucinta e objetiva, de acordo com o artigo 129 do Código Penal Brasileiro.

b.

Se indicado, referência à necessidade de exame complementar e orientações ao periciado.

c.

Digitação dos dados obtidos.

d.

Resposta aos quesitos.

e.

Impressão do laudo.

f.

Assinatura do laudo (duas vias).

g.

Devolução do laudo para o auxiliar de enfermagem.

8.

CALIBRAÇÃO E CONTROLE DE QUALIDADE

Calibração: aplicação adequada da metodologia. Controle da qualidade: realizado a partir da conferência pelo segundo signatário do laudo

elaborado.

9. CRITÉRIO PARA LIBERAÇÃO DE RESULTADO

• Verificar se os passos da metodologia foram analisados.

• Verificar se as respostas aos quesitos condizem com a descrição do exame

realizado.

10. INTERPRETAÇÃO

Resposta aos quesitos.

Número: SPV-5

DATA: 29/03/2011

VERSÃO: 04

TÍTULO: POP PARA EXAME TOXICOLÓGICO

Responsável: Médico-legista

Aprovado por:

Data:

Elaborado por: Wagner e Fernanda

José Roberto

29/03/2011

Revisado por: José Roberto

   

1. OBJETIVO

Realizar exame toxicológico, de forma padronizada, no IML-BH.

2. APLICAÇÃO

Aplica-se à sala de exames no vivo - IML-BH.

3. DEFINIÇÕES

Exame toxicológico: exame para busca de indicativos que apontem a presença de substâncias no corpo de periciado, substâncias tóxicas ou psicotrópicas.

4. AMOSTRAS

Presença do Periciado e fornecimento (facultativo*) de: urina, lavado bucal (saliva) e digital; e sangue, se indicado.

*O direito de não produzir prova contra si mesmo: "Nemo tenetur se detegere" - O inciso LXIII, artigo 5º da Constituição Federal, se analisado exegeticamente, constitui o direito de o preso de permanecer em silêncio, mas o âmbito de abrangência desta norma é bem maior que esse, tendo em vista que a maior parte dos doutrinadores a considera como a máxima que diz que ninguém será obrigado a produzir prova contra si mesmo (pelo uso do principio da interpretação efetiva); então esse não é um direito só quem estiver preso, mas antes toda pessoa que estiver sendo acusada.

5.

MATERIAIS

Sala de atendimento reservada, pia para lavagem das mãos, sabonete líquido, toalhas de papel para secagem das mãos, máscara, gorro, luvas de procedimento, maca, escada para subir à maca, esfignomanômetro, estetoscópio, balança, foco, material de curativo simples (esparadrapo, gaze, faixa de crepom), material para assepsia (Iodopovidona ou Povidona- iodo = PVPI – tópico ou degermante), material para coleta de sangue (agulhas descartáveis, recipiente para armazenamento de sangue com anticoagulante, liga de borracha para garroteamento, apoio de braço), material para coleta de urina (recipiente próprio), material para coleta de lavado bucal e digital (recipiente de plástico, algodão, éter de petróleo, cotonete, swab com ponta de algodão), geladeira para armazenamento de material biológico, escritório com equipamento de informática (monitor, teclado, HD, impressora).

6. METODOLOGIA

Exame toxicológico de acordo com os procedimentos da Clínica Médico-legal do IML-BH.

7. PROCEDIMENTO TÉCNICO

a. Conferência da identificação do periciado.

b. Apresentar-se ao periciado, informando seu nome e função, assim como o do auxiliar. Notificado ao periciado o motivo da realização do exame, qual a sua finalidade e destino.

c. Coleta dos dados médicos.

Histórico Descrição do evento: abalroamento, atropelamento, abordagem policial, outros (motivo do encaminhamento para exame toxicológico). Data do evento (dia e hora aproximada). Local de ocorrência do evento. Se resultaram lesões corporais. Uso de medicamentos ou presença de condições médicas associadas que podem influenciar na interpretação dos resultados.

d. Exame do periciado

Ectoscopia – vestes, aspecto e conduta geral.

Avaliação das perturbações somáticas, neurológicas e psíquicas.

Perturbações somáticas ou físicas: congestão das conjuntivas, taquicardia, taquipnéia, taquiesfigmia, tremores das mãos, sudorese, náuseas e vômitos.

Perturbações neurológicas estão caracterizadas por alterações do equilíbrio, da marcha e da coordenação dos movimentos.

Perturbações psíquicas: excitação, confusão, sonolência, agressividade, agitação.

Perturbações oculares: nistagmo, iso/anisocoria, miose/midríase, forma, etc.

e.

Coleta de material: sangue, se indicado; urina, lavado bucal e digital.

Discussão Caso necessário, realizar síntese dos dados médicos relevantes. Considerações médico- legais sobre a condição de embriaguez ou sobriedade do periciado. Observações sobre a recusa do periciado em submeter-se aos exames solicitados. (ATENÇÃO: O FATO DO PERICIADO NÃO QUERER SE SUBMETER A EXAME NEM FORNECER MATERIAL PARA ANÁLISE, NÃO IMPEDE E NÃO PODE PROSPERAR SOBRE A OBRIGAÇÃO DO MÉDICO LEGISTA DE REALIZAR A AVALIAÇÃO PERICIAL. POR ÓBVIO A RECUSA NÃO IMPOSSIBILITA O MÉDICO LEGISTA DE FAZER A AVALIAÇÃO ECTOSCÓPICA, A DESCRIÇÃO DA MARCHA OU OUTROS DETALHES DO EXAME QUE POSSAM SER VERIFICADOS – AINDA QUE EM CARÁTER TESTEMUNHAL - A DESPEITO DA RECUSA DO PERICIADO DE SUBMETER-SE A EXAME).

f. Resposta aos quesitos: sucinta e objetiva, de acordo com o artigo em pauta do Código Penal Brasileiro. Se indicado, referência à necessidade de exame complementar e orientações ao periciado.

g. Digitação dos dados obtidos.

h. Resposta aos quesitos.

i. Impressão do laudo.

j. Assinatura do laudo (duas vias).

k. Devolução do laudo para o auxiliar de enfermagem.

8. CALIBRAÇÃO E CONTROLE DE QUALIDADE

Calibração: aplicação adequada da metodologia. Controle da qualidade: realizado a partir da conferência pelo segundo signatário do laudo elaborado.

9. CRITÉRIO PARA LIBERAÇÃO DE RESULTADO

• Verificar se os passos da metodologia foram analisados.

• Verificar se as respostas aos quesitos condizem com a descrição do exame realizado.

10. INTERPRETAÇÃO

Resposta aos quesitos em acordo com o requerido.

APÊNDICE:

1. Critérios para intoxicação com UMA DADA substância

(FONTE - DSM IV – TR)

A.

Desenvolvimento de uma síndrome reversível específica à substância devido à

recente ingestão de uma substância (ou exposição a ela). Obs.: Diferentes

substâncias podem produzir síndromes similares ou idênticas.

B.

Alterações comportamentais ou psicológicas clinicamente significativas e mal-

adaptativas devido ao efeito da substância sobre o sistema nervoso central (por ex.,

beligerância, instabilidade do humor, prejuízo cognitivo, comprometimento da

memória, prejuízo no funcionamento social ou ocupacional), que se desenvolvem

durante ou logo após o uso da substância.

C.

Os sintomas não se devem a uma condição médica geral nem são melhor explicados

por um outro transtorno mental.

2.

Principais diagnósticos diferenciais de intoxicações por álcool/psicotrópicos:

(FONTE: Clinical Forensic Medicine; A Physician's Guide; Second Edition. Edited by Margaret M. Stark, LLM, MB, BS, DGM, DMJ, DAB; The Forensic Medicine Unit, St. George's Hospital Medical School, London, UK Foreword by Sir John Stevens Commissioner of the Metropolitan Police Service, London, UK, Humana Press; Totowa; New Jersey).

Traumatismos crânio-encefálicos.

Desordens metabólicas (hipoglicemia ou hiperglicemia, uremia e desajustes

tireóideos).

Enfermidades neurológicas que cursam com disartria, ataxia, tremor, sonolência

(Esclerose múltipla, tumores intracranianos, mal de Parkinson, epilepsia, vertigens, etc.).

Efeitos de outras substâncias, por exemplo: insulina, barbitúricos, benzodiazepínicos, cocaína, etc.

Desordens psiquiátricas.

Febre alta.

Intoxicação pelo monóxido de carbono.

Outros.

3. Exemplos de complexos sintomatológicos relacionados a intoxicações

         

AGENTES/MECA-

COMPLEXO DE

CONSCIÊN-

RESPIRA-

PUPI-

OUTROS

NISMO TÓXICO

SINTOMAS

CIA

ÇÃO

LAS

POSSÍVEIS

       

Fasciculações

 

Incontinência

Puntiformes

(esfíncters)

Organofosfatos inseticidas, carbamatos, nicotina

Colinérgicos

Coma

↑↓

Salivação

Ofegantes

 

Lacrimejantes

 

Bradicardia

       

Febre, Rubor

Anticolinérgicos

Agitação,

Dilatadas

 

Anticolinérgicos

alucinações,

Ressecamento de pele e mucosas

(atropina,

estramônio,

ou coma

 

Retenção Urinária

antihistamínicos)

     

Puntiformes

Marcas / vestígios

 

Opióides

Coma

Hipotermia

Opiáceos / opióides

Hipotensão

         

AGENTES/MECA-

COMPLEXO DE

CONSCIÊN-

RESPIRA-

PUPI-

OUTROS

NISMO TÓXICO

SINTOMAS

CIA

ÇÃO

 

LAS

POSSÍVEIS

         

Fenotiazinas,

Torção da cabeça

Extrapiramidais

Vigilantes

 

/ pescoço

haloperidol

risperidona

       

Arritmias

 

Cardíacas

Coma

 

Dilatadas

 

Convulsões

Antidepressivos

(inicialmen-

Antidepressivos