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Introdução à Psicologia do

Desenvolvimento

Introdução à Psicologia do Desenvolvimento (Fonseca, 2004; Papalia, Olds, & Feldman, 2001; Tourrette &
Introdução à Psicologia do Desenvolvimento (Fonseca, 2004; Papalia, Olds, & Feldman, 2001; Tourrette &

(Fonseca, 2004; Papalia, Olds, & Feldman, 2001; Tourrette &

Guidetti, 2008)

Em que é que consiste a Psicologia do Desenvolvimento?

Em que é que consiste a Psicologia do Desenvolvimento?  Ramo da psicologia que procura identificar
Em que é que consiste a Psicologia do Desenvolvimento?  Ramo da psicologia que procura identificar

Ramo da psicologia que procura identificar e explicar de forma científica as continuidades e mudanças que os indivíduos exibem ao longo do ciclo de vida.

Adota uma visão multideterminada/multidimensional/holística (biopsicossocial) e multilinear (há ganhos e perdas,

em diferentes dimensões, ao longo de toda a vida)

do desenvolvimento.

Psicologia do desenvolvimento Psicologia Infantil Centra-se nas mudanças e continuidades que ocorrem ao longo do
Psicologia do desenvolvimento Psicologia Infantil Centra-se nas mudanças e continuidades que ocorrem ao longo do
Psicologia do desenvolvimento Psicologia Infantil Centra-se nas mudanças e continuidades que ocorrem ao longo do

Psicologia do desenvolvimento

Psicologia do desenvolvimento Psicologia Infantil Centra-se nas mudanças e continuidades que ocorrem ao longo do ciclo

Psicologia Infantil

Psicologia do desenvolvimento Psicologia Infantil Centra-se nas mudanças e continuidades que ocorrem ao longo do ciclo

Centra-se nas mudanças e

continuidades que ocorrem ao

longo do ciclo de vida (infância,

adolescência, adultez, velhice).

Centra-se na criança; nas

continuidades e mudanças que

ocorrem ao longo da infância.

A Psicologia do Desenvolvimento objetiva essencialmente:  Descrever (como?)  Explicar (Porquê)  Predizer

A Psicologia do Desenvolvimento objetiva essencialmente:

A Psicologia do Desenvolvimento objetiva essencialmente:  Descrever (como?)  Explicar (Porquê)  Predizer
A Psicologia do Desenvolvimento objetiva essencialmente:  Descrever (como?)  Explicar (Porquê)  Predizer

Descrever (como?)

Explicar (Porquê)

Predizer (Prognosticar o desenvolvimento)

Modificar (intervenção para promover o

desenvolvimento)

Construção/Desmistificação de ideias  Deixem-no chorar – se lhe derem colo vão estragá- lo. 

Construção/Desmistificação de ideias

Construção/Desmistificação de ideias  Deixem-no chorar – se lhe derem colo vão estragá- lo.  Uma
Construção/Desmistificação de ideias  Deixem-no chorar – se lhe derem colo vão estragá- lo.  Uma

Deixem-no chorar se lhe derem colo vão estragá- lo.

Uma boa palmada por ser malcomportado nunca fez

mal a ninguém.

As meninas são mais sensíveis e meigas para com as outras pessoas do que os meninos.

Os rapazes são mais expansivos e agressivos: está na sua natureza.

Conceito de Desenvolvimento  O desenvolvimento refere-se aos processos de mudança e estabilidade (aspetos que

Conceito de Desenvolvimento

Conceito de Desenvolvimento  O desenvolvimento refere-se aos processos de mudança e estabilidade (aspetos que
Conceito de Desenvolvimento  O desenvolvimento refere-se aos processos de mudança e estabilidade (aspetos que

O desenvolvimento refere-se aos processos de mudança e estabilidade (aspetos que permanecem constantes, como os traços de personalidade) no indivíduo que ocorrem ao longo da vida, desde a conceção até à morte.

Mudanças qualitativas

Mudanças quantitativas

Mudanças qualitativas Mudanças quantitativas • Mudança no tipo de estrutura/competência/organização (e.g., uma
Mudanças qualitativas Mudanças quantitativas • Mudança no tipo de estrutura/competência/organização (e.g., uma
Mudanças qualitativas Mudanças quantitativas • Mudança no tipo de estrutura/competência/organização (e.g., uma
Mudanças qualitativas Mudanças quantitativas • Mudança no tipo de estrutura/competência/organização (e.g., uma

Mudança no tipo de

estrutura/competência/organização

(e.g., uma criança passa de uma fase não-verbal a uma fase verbal);

É uma mudança integrativa porque as novas estruturas integram e ultrapassam as estruturas antigas ou anteriores.

Mudança no número ou na quantidade de uma determinada estrutura ou organização (e.g., a quantidade

de palavras que uma criança

diz; aumento da mobilidade, altura, peso, etc.);

É uma mudança cumulativa.

As mudanças são ainda relativamente:  Direcionais - no sentido de constituírem níveis mais complexos

As mudanças são ainda relativamente:

As mudanças são ainda relativamente:  Direcionais - no sentido de constituírem níveis mais complexos de
As mudanças são ainda relativamente:  Direcionais - no sentido de constituírem níveis mais complexos de

Direcionais - no sentido de constituírem níveis mais

complexos de organização e funcionamento;

Diferenciadoras ao longo da vida as distinções entre as pessoas tendem a acentuar-se;

Universais são mudanças largamente partilhadas por um grande número de pessoas;

 Irreversíveis – uma estrutura depois de ter emergido dificilmente se perde;  Inevitáveis –
 Irreversíveis – uma estrutura depois de ter emergido dificilmente se perde;  Inevitáveis –
 Irreversíveis – uma estrutura depois de ter emergido dificilmente se perde;  Inevitáveis –

Irreversíveis uma estrutura depois de ter emergido dificilmente se perde;

Inevitáveis as estruturas têm grande probabilidade de aparecerem; a inevitabilidade, ou seja, a alta probabilidade de aparecimento, diminui à medida que as estruturas se complexificam;

Holísticas as mudanças que ocorrem num determinado domínio do desenvolvimento dependem e afetam as mudanças que ocorrem nos outros domínios).

Dimensões do desenvolvimento humano

Dimensões do desenvolvimento humano  Físico – todo o domínio biológico  Cognitivo – a representação
Dimensões do desenvolvimento humano  Físico – todo o domínio biológico  Cognitivo – a representação

Físico todo o domínio biológico

Cognitivo a representação mental do mundo

Social relações interpessoais e

personalidade

Fatores do Desenvolvimento  Hereditariedade: herança genética que o indivíduo recebe dos seus pais biológicos.

Fatores do Desenvolvimento

Fatores do Desenvolvimento  Hereditariedade: herança genética que o indivíduo recebe dos seus pais biológicos.
Fatores do Desenvolvimento  Hereditariedade: herança genética que o indivíduo recebe dos seus pais biológicos.

Hereditariedade: herança genética que o indivíduo recebe dos seus pais biológicos.

Maturação: sequência de mudanças físicas e

comportamentais geneticamente programadas o

desenvolvimento orgânico; pré-requisito para o domínio de novas competências (e.g., andar, falar, etc.)

Ambiente: o mundo exterior ao indivíduo; ambiente familiar e extrafamiliar (diversas formas de família:

nuclear, alargada, reconstituída, entre outras).

Fatores do Desenvolvimento  Nível sociais socioeconómico : e económicos, rendimentos e a ocupação. combinação

Fatores do Desenvolvimento

Fatores do Desenvolvimento  Nível sociais socioeconómico : e económicos, rendimentos e a ocupação. combinação
Fatores do Desenvolvimento  Nível sociais socioeconómico : e económicos, rendimentos e a ocupação. combinação

Nível sociais

socioeconómico:

e

económicos,

rendimentos e a ocupação.

combinação

como

a

de

fatores

os

educação,

Grupo étnico: grupo de pessoas que partilham a mesma origem, raça, religião, linguagem, as quais contribuem para um sentimento de identidade partilhada.

Cultura: todo o comportamento aprendido que passa dos adultos para as crianças (e.g., costumes, crenças, valores, linguagem e produtos físicos).

Abordagem ecológica de Brofenbrenner

Abordagem ecológica de Brofenbrenner
Abordagem ecológica de Brofenbrenner

Abordagem ecológica de Brofenbrenner

Abordagem ecológica de Brofenbrenner  Identifica cinco níveis de influências ambientais que se interligam, desde o
Abordagem ecológica de Brofenbrenner  Identifica cinco níveis de influências ambientais que se interligam, desde o

Identifica cinco níveis de influências ambientais que se interligam, desde o mais próximo ao mais vasto.

O comportamento ocorre nos contextos e os contextos estão ligados entre si.

Fatores normativos e não-Normativos  Factores normativos – mudanças de desenvolvimento que caracterizam a maioria

Fatores normativos e não-Normativos

Fatores normativos e não-Normativos  Factores normativos – mudanças de desenvolvimento que caracterizam a maioria
Fatores normativos e não-Normativos  Factores normativos – mudanças de desenvolvimento que caracterizam a maioria

Fatores normativos e não-Normativos  Factores normativos – mudanças de desenvolvimento que caracterizam a maioria

Factores normativos mudanças de desenvolvimento que caracterizam a maioria ou todos os membros de um grupo; padrões típicos de desenvolvimento.

Fatores Normativos relativos à idade cronológica

Maturação (e.g., evolução do sistema nervoso central)

Relógio social: conjunto de normas ou de expetativas sociais que influenciam o momento apropriado para a ocorrência de determinados eventos de vida importantes (e.g., entrada na escola, entrada na maioridade, etc.)

Fatores Normativos relativos à história

Coorte: grupo de indivíduos que partilham uma experiência similar, tal como crescer num mesmo período de tempo e lugar (e.g., o impacto da vida citadina e rural, da guerra, das crises económicas etc )

Fatores normativos e não-normativos  Fatores não-normativos - acontecimentos de vida invulgares ou

Fatores normativos e não-normativos

Fatores normativos e não-normativos  Fatores não-normativos - acontecimentos de vida invulgares ou
Fatores normativos e não-normativos  Fatores não-normativos - acontecimentos de vida invulgares ou

Fatores não-normativos - acontecimentos de vida invulgares ou idiossincráticos que podem causar stress por serem inesperados (e.g., ter um acidente ou uma doença grave, ser preso, divorciar-se, nascer

com uma deficiência motora, ganhar uma bolsa de

estudo, etc.).

Podem

que

ocorrem em momentos atípicos (e.g., perder um

cuidador durante a infância, puberdade precoce, etc.)

também

ser

acontecimentos

típicos

Participação ativa do indivíduo no seu próprio desenvolvimento O indivíduo pode contribuir para a criação
Participação ativa do indivíduo no seu próprio desenvolvimento O indivíduo pode contribuir para a criação
Participação ativa do indivíduo no seu próprio desenvolvimento O indivíduo pode contribuir para a criação

Participação ativa do indivíduo no seu próprio desenvolvimento

ativa do indivíduo no seu próprio desenvolvimento O indivíduo pode contribuir para a criação dos seus

O indivíduo pode contribuir para a criação dos seus acontecimentos de vida não-normativos (e.g. conduzir depois de beber; candidatar-se a uma bolsa de estudo, etc.)

Período crítico  Período de tempo específico no desenvolvimento durante o qual um dado acontecimento

Período crítico

Período crítico  Período de tempo específico no desenvolvimento durante o qual um dado acontecimento (ou
Período crítico  Período de tempo específico no desenvolvimento durante o qual um dado acontecimento (ou

Período de tempo específico

no desenvolvimento

durante o qual um dado acontecimento (ou a sua ausência) terá o maior impacto possível;

Ou seja, há momentos determinantes para a ocorrência de determinados desenvolvimentos ou aprendizagens, que caso não ocorram podem

provocar consequências irreversíveis no

desenvolvimento (e.g., prestação de cuidados físicos

e psicossociais ao bebé como variável determinante na arquitetação cerebral normal)

Plasticidade  Capacidade de mudança; aspectos do desenvolvimento que podem ser modificados (modificação da

Plasticidade

Plasticidade  Capacidade de mudança; aspectos do desenvolvimento que podem ser modificados (modificação da
Plasticidade  Capacidade de mudança; aspectos do desenvolvimento que podem ser modificados (modificação da

Capacidade de mudança; aspectos do desenvolvimento que podem ser modificados (modificação da estrutura) através da experiência.

Reversibilidade:

acontecimentos

posteriores

podem

reverter os efeitos dos acontecimentos anteriores.

Parece haver uma maior plasticidade para o desenvolvimento cognitivo e social, comparativamente ao desenvolvimento físico. Contudo, é sabido que o desenvolvimento é multideterminado e as dimensões que o compõem são indissociáveis.

Os paradigmas do desenvolvimento O Paradigma MECANICISTA  O desenvolvimento resulta sobretudo de fatores ambientais

Os paradigmas do desenvolvimento

Os paradigmas do desenvolvimento O Paradigma MECANICISTA  O desenvolvimento resulta sobretudo de fatores ambientais ;
Os paradigmas do desenvolvimento O Paradigma MECANICISTA  O desenvolvimento resulta sobretudo de fatores ambientais ;

O Paradigma MECANICISTA

O desenvolvimento resulta sobretudo de fatores ambientais; ênfase nas mudanças quantitativas

O indivíduo tem um papel passivo na construção do seu desenvolvimento

Perspetiva teórica: Aprendizagem

Os paradigmas do desenvolvimento  O Paradigma ORGANÍSMICO  O desenvolvimento resulta primeiramente de fatores

Os paradigmas do desenvolvimento

Os paradigmas do desenvolvimento  O Paradigma ORGANÍSMICO  O desenvolvimento resulta primeiramente de fatores
Os paradigmas do desenvolvimento  O Paradigma ORGANÍSMICO  O desenvolvimento resulta primeiramente de fatores

O Paradigma ORGANÍSMICO

O desenvolvimento resulta primeiramente de fatores orgânicos e cognitivos e só depois de fatores

ambientais; ênfase nas mudanças qualitativas;

O indivíduo tem um papel ativo na construção do seu desenvolvimento

Perspetiva teórica :Psicanálise, Cognitiva e Etologia

Os paradigmas do desenvolvimento  O Paradigma CONTEXTUALISTA  Integra os paradigmas mecanicista e organísmico

Os paradigmas do desenvolvimento

Os paradigmas do desenvolvimento  O Paradigma CONTEXTUALISTA  Integra os paradigmas mecanicista e organísmico 
Os paradigmas do desenvolvimento  O Paradigma CONTEXTUALISTA  Integra os paradigmas mecanicista e organísmico 

Os paradigmas do desenvolvimento  O Paradigma CONTEXTUALISTA  Integra os paradigmas mecanicista e organísmico 

O Paradigma CONTEXTUALISTA

paradigmas do desenvolvimento  O Paradigma CONTEXTUALISTA  Integra os paradigmas mecanicista e organísmico 

Integra os paradigmas mecanicista e organísmico

Perspetiva teórica: Contextual

Teorias do desenvolvimento  Teorias psicanalistas  Teorias da aprendizagem  Teorias cognitivas  Teorias

Teorias do desenvolvimento

Teorias do desenvolvimento  Teorias psicanalistas  Teorias da aprendizagem  Teorias cognitivas  Teorias
Teorias do desenvolvimento  Teorias psicanalistas  Teorias da aprendizagem  Teorias cognitivas  Teorias

Teorias psicanalistas

Teorias da aprendizagem

Teorias cognitivas

Teorias etológicas

Teorias contextuais

Perspetiva

Teoria

 

Princípios Básicos

Psicanálise

Teoria Psicossexual de Freud

 

Aparelho psíquico e o desenvolvimento psicossexual

Teorias Psicossocial de Erikson

 

A personalidade é influenciada pelo sociedade e desenvolve-se através de crises

Teoria Relacional de Miller

 

A personalidade constrói-se nas relações afetivas

Aprendizagem Comportamentalismo   O comportamento constr ó i-se atrav é s das suas consequências  

Aprendizagem

Comportamentalismo

 

O comportamento constrói-se através das suas consequências

 
 

Aprendizagem Social

 

O comportamento constrói-se através da observação e imitação de modelos

Cognitiva

Teoria Cognitiva de Piaget

O pensamento constrói-se através de esquemas (representações de competências) que se complexificam na interação entre o organismo e o meio.

Processamento da informação

 

Os seres humanos são processadores de símbolos.

Etológica

Teoria da Vinculação de Bowlby

O

ser humano, desde muito cedo, possui competências geneticamente determinadas que

asseguram a sua sobrevivência. O desenvolvimento concretiza-se através de diversos sistemas (e.g., vinculação, comportamentos exploratórios, comportamentos de vinculação, parentalidade, modelos internos dinâmicos, etc)

Contextual

Teoria sociocultural de Vygotsky

A

aprendizagem processa-se através da interação social os adultos devem direcionar e

organizar a aprendizagem das crianças antes de estas a poderem dominar e internalizar.

Teoria Ecológica de Bronfenbrenner

 

O desenvolvimento ocorre em cinco níveis contextuais interdependentes.

Temas mais debatidos  Hereditariedade vs Meio – o que é mais determinante para o

Temas mais debatidos

Temas mais debatidos  Hereditariedade vs Meio – o que é mais determinante para o desenvolvimento:
Temas mais debatidos  Hereditariedade vs Meio – o que é mais determinante para o desenvolvimento:

Hereditariedade vs Meio o que é mais determinante para o desenvolvimento: predisposições biológicas ou influências ambientais?

A hereditariedade estabelece as fundações para o desenvolvimento e o ambiente afeta o ritmo da construção e

forma da estrutura.

A hereditariedade explica a maior parte das semelhanças existentes entre os indivíduos

O ambiente explica a maior parte das diferenças entre os indivíduos

Conclusão: o desenvolvimento humano reflete a combinação dos dois fatores a história de Genie ilustra esta conclusão

Hereditariedade vs Meio

Hereditariedade vs Meio

Hereditariedade vs Meio
Hereditariedade vs Meio
Hereditariedade vs Meio
Temas mais debatidos  Continuidade vs descontinuidade  Contínuo/sem estádios: o desenvolvimento é governado

Temas mais debatidos

Temas mais debatidos  Continuidade vs descontinuidade  Contínuo/sem estádios: o desenvolvimento é governado
Temas mais debatidos  Continuidade vs descontinuidade  Contínuo/sem estádios: o desenvolvimento é governado

Continuidade vs descontinuidade

Contínuo/sem estádios: o desenvolvimento é governado pelos mesmos processos/estruturas ao longo do tempo remete para o paradigma mecanicista.

Descontínuo/ com estádios: o desenvolvimento organiza-se no sentido de uma complexidade crescente, em consequência do aparecimento de estruturas (padrões de funcionamento) diferentes e cada vez mais complexas ao longo do tempo (e.g., desenvolvimento cognitivo de Piaget). remete para o

paradigma organísmico.

Conclusão: o desenvolvimento é contínuo e descontínuo

Continuidade vs descontinuidade

Continuidade vs descontinuidade
Continuidade vs descontinuidade

Fase etária vs estádio

Fase etária vs estádio
Fase etária vs estádio  Estádio : é uma fase /período/etapa do desenvolvimento através do

Fase etária vs estádio

Fase etária vs estádio  Estádio : é uma fase /período/etapa do desenvolvimento através do qual
Fase etária vs estádio  Estádio : é uma fase /período/etapa do desenvolvimento através do qual

Estádio: é uma fase /período/etapa do desenvolvimento através do qual se pretende determinar onde é que um indivíduo está num dado momento do seu desenvolvimento.

Pressupõe por parte do sujeito uma determinada estrutura que lhe permita realizar certas tarefas ou competências. O estádio embora possa coincidir com

ou competências . O estádio embora possa coincidir com uma determinada fase etária não é necessariamente

uma determinada fase etária não é necessariamente

estabelecido tendo em conta o critério idade; o estádio é

estabelecido através da presença ou ausência de uma estrutura que se vai construindo no tempo.

Fase etária vs estádio  Fase etária: não tem em conta o estado de avanço

Fase etária vs estádio

Fase etária vs estádio  Fase etária: não tem em conta o estado de avanço ou
Fase etária vs estádio  Fase etária: não tem em conta o estado de avanço ou
Fase etária vs estádio  Fase etária: não tem em conta o estado de avanço ou

Fase etária: não tem em conta o estado de avanço

ou

mesma faixa etária podem estar em diferentes

estádios desenvolvimentais). Todas as pessoas

atraso da estrutura (e.g., duas crianças da

passam pelos mesmos estádios e pela mesma

ordem, contudo podem atingi-los e sair deles em tempos variáveis.

Conclusão: embora existam muitas divergências

quanto ao número de estádios e à sua delimitação,

a visão do desenvolvimento por estádios,

comparativamente à fase etária, ocupa uma posição

mais realista e consistente.

Modalidades de investigação  Longitudinal : recolha de dados em diferentes momentos sobre o mesmo

Modalidades de investigação

Modalidades de investigação  Longitudinal : recolha de dados em diferentes momentos sobre o mesmo grupo
Modalidades de investigação  Longitudinal : recolha de dados em diferentes momentos sobre o mesmo grupo

Longitudinal: recolha de dados em diferentes momentos sobre o mesmo grupo de pessoas; avalia as mudanças desenvolvimentais intra-individuais que ocorrem com a idade (e.g., no ano de 1998 avaliou-se um grupo de crianças com 2 anos de idade; realizaram-se avaliações posteriores, em 2000,

2002 e 2004, quando as crianças tinham 4, 6 e 8 anos de idade

respetivamente)

Transversal: recolha de dados num único momento sobre

diferentes grupos de pessoas; avalia as mudanças

desenvolvimentais interindividuais referentes à idade (e.g., grupos de crianças com 2, 4, 6 e 8 anos de idade foram avaliadas em 1998 uma única vez)

Modalidades de investigação  Sequencial : integra as técnicas dos planos anteriores; uma amostra transversal

Modalidades de investigação

Modalidades de investigação  Sequencial : integra as técnicas dos planos anteriores; uma amostra transversal é
Modalidades de investigação  Sequencial : integra as técnicas dos planos anteriores; uma amostra transversal é

Sequencial: integra as técnicas dos planos anteriores; uma amostra transversal é avaliada mais do que uma vez.

uma amostra transversal é avaliada mais do que uma vez.  Transcultural : pretende estudar as

Transcultural: pretende estudar as diferenças e as

semelhanças, no que ao desenvolvimento humano diz

respeito, entre as diferentes culturas.

 Os planos de investigação longitudinal e sequencial são as
 Os planos de investigação longitudinal e sequencial são as

modalidade com maior capacidade de representar e refletir o desenvolvimento, porque avaliam as mudanças intra- individuais associadas ao desenvolvimento individual ou ontogénico.

Métodos de pesquisa  Autorrelato  Observação sistemática  Estudos de caso  Etnografia 

Métodos de pesquisa

Métodos de pesquisa  Autorrelato  Observação sistemática  Estudos de caso  Etnografia  Métodos
Métodos de pesquisa  Autorrelato  Observação sistemática  Estudos de caso  Etnografia  Métodos

Autorrelato

Observação sistemática

Estudos de caso

Etnografia

Métodos psicofisiológicos (electroencefalografias, electrocardiogramas) Testes psicológicos

Bibliografia  Fonseca, A.M. (2005). Desenvolvimento humano e envelhecimento. Lisboa: Climepsi.  Papalia, D. E.,

Bibliografia

Bibliografia  Fonseca, A.M. (2005). Desenvolvimento humano e envelhecimento. Lisboa: Climepsi.  Papalia, D. E.,
Bibliografia  Fonseca, A.M. (2005). Desenvolvimento humano e envelhecimento. Lisboa: Climepsi.  Papalia, D. E.,

Fonseca, A.M. (2005). Desenvolvimento humano e envelhecimento.Lisboa: Climepsi.

Papalia, D. E., Olds, S. W., & Feldman, R. D. (2009). Human development

(11ªed.).Boston:McGraw-Hill

Slater, A., & Bremner, G. (2003). An Introduction to Developmental Psychology. Blackwell Publishing.

Tourrette, C., & Guidetti, M. (2008). Introduction à la psychologie du développement: Du

bébé à l'adolescent (3ª ed.). Paris: Armand Colin.