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PROVA DE PORTUGUÊS SETEMBRO DE 2007

TEXTO 1

Navegar é preciso

Salvo alguns empreendedores de índole cosmopolita, nas glebas corporativas


pindoramenses predominam a introversão e a insularidade. Entre as corporações locais,
poucas são as que se aventuram além-mar. Com isso, a presença de empresas brasileiras no
mercado internacional ainda é modesta: na lista das 500 maiores empresas do mundo em
5 2005, publicada pelo Financial Times, apenas cinco são brasileiras. Na competição pelos
mercados globais, perdemos feio.
A limitada internacionalização das empresas brasileiras resulta de sua baixa
competitividade; além disso, o processo ainda tem caráter preponderantemente comercial.
Por outro lado, poucos setores respondem pela maior parte do valor exportado pelo país.
10 Infelizmente, a abertura econômica e os processos de modernização empresarial não
alteraram tal condição.
Não obstante, grandes grupos locais já estão em busca da internacionalização. Todos
enfrentam um importante desafio: desenvolver gestores capazes de lidar com distintos
contextos institucionais e culturais. Mas o que significa ser um gestor internacional? Um
15 artigo científico, assinado por Javidan colaboradores, sugere algumas respostas. Segundo
eles, muito tem sido escrito sobre o assunto; entretanto, parte considerável dessa
literatura restringe-se ao senso comum "tenha a mente aberta" ou "respeite as outras
culturas" - e a indicações de como se portar socialmente em encontros de negócios em países
distantes.
20 Os autores basearam-se nos resultados do projeto GLOBE, um estudo conduzido por
170 pesquisadores ao longo de dez anos, e que coletou dados sobre valores culturais, práticas
e atributos de liderança de 17 mil gerentes em 62 países. O pressuposto do trabalho é
simples: os indivíduos nem sempre estão conscientes do enorme impacto que a chamada
cultura nacional pode ter sobre sua visão de mundo e, por conseqüência, sobre seus
25 comportamentos. Em razão disso, o primeiro passo para desenvolver gestores capazes de
cruzar os mares culturais é torná-los conscientes dos pressupostos que modelam seus
comportamentos.
No Brasil, o projeto identificou os traços culturais que determinam como nos
relacionamos no ambiente corporativo, como organizamos o trabalho e como tomamos
30 decisões. Para fins didáticos, compararam-se as características de gestores brasileiros e norte-
americanos. Segundo esses estudos, os brasileiros tendem a buscar consenso e envolver o
grupo, e não apreci am posturas individualistas como fazem os norte-americanos. Outra
diferença diz respeito ao grau de aversão ao risco: os norte-americanos são menos cautelosos
do que os brasileiros e mais propensos a assumir riscos. Finalmente, há diferenças
35 significativas quanto à orientação para as pessoas: os norte-americanos parecem ter menos
sensibilidade e compaixão ao tratar de questões que afetam seus liderados. Um expatriado
brasileiro nos EUA estranhará a forma autônoma e independente como seus pares locais
tomam decisões, assim como estes, por sua vez, possivelmente estranharão a lentidão e a
dependência dele. O brasileiro ficará surpreso com a força da meritocracia, o papel reduzido
40 das relações pessoais, a autonomia dos gestores e a rapidez com que as decisões são tomadas.
É igualmente provável que ele se surpreenda diante do estreito alinhamento dos norte-
americanos em relação aos grandes objetivos da empresa e diante da profusão de regras e
normas que são seguidas por eles.
Javidan e seus colaboradores finalizam observando que, embora programas de
45 formação ajudem, a melhor maneira de desenvolver gestores internacionais é oferecer-lhes a
chance de experimentarem, na prática, as diferenças que caracterizam os ambientes
empresariais num mundo globalizado.

WOOD, Thomas Jr. Navegar é preciso. Revista Carta Capital. Ano XII, n. 405, 9 ago. 2006, p. 46
(fragmento adaptado).

INSTRUÇÃO: As questões de 1 a 7 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO I Leia-o


atentamente antes de respondê-las. Escolha a melhor resposta para cada questão e marque-a
em seu Cartão de Respostas.

1. Avalie as assertivas apresentadas abaixo segundo seu caráter verdadeiro (V) ou falso (F)
diante do exposto no texto.
( ) No segundo parágrafo do texto, o autor transmite a idéia de que as empresas brasileiras se
modernizaram e, mesmo assim, não são competitivas.
( ) No terceiro parágrafo, o autor afirma que a competitividade internacional é fruto dos
comportamentos de mente aberta e do respeito aos distintos aspectos culturais.
( ) No quinto parágrafo, o autor menciona a força da meritocracia referindo-se apenas aos
gestores das empresas brasileiras.

A seqüência CORRETA é
A) V V V.
B) V F V.
C) V F F.
D) F V V.
E) F F V.

2. Leia o trecho seguinte, extraído do texto.

"Salvo alguns empreendedores de índole cosmopolita, nas glebas corporativas pindoramenses


predominam a introversão e a insularidade." [linhas 1 e 2]

Assinale a alternativa que NÃO comunica idéias análogas ao sentido desse trecho em
destaque.

A) À exceção de poucos empreendedores de temperamento cosmopolita, predominam, nas


corporações brasileiras, a introversão e a insularidade.
B) A introversão e o isolamento predominam nas glebas corporativas de Pindorama; apenas
poucos empreendedores de temperamento cosmopolita não estão encerrados em suas ilhas.
C) Nas empresas brasileiras, predominam a introversão e o isolamento, salvo no que respeita
a alguns empreendedores de índole cosmopolita.
D) No cenário corporativo nacional, alguns empreendedores cosmopolitas estão salvos, pois
não estão encerrados em seus feudos como a grande maioria.
E) Predominam a introversão e a insularidade nas glebas corporativas nacionais, exceto por
alguns empreendedores que têm fortes traços de temperamento cosmopolita.

3. Em "Segundo eles, muito tem sido escrito sobre o assunto; entretanto, parte considerável
dessa literatura restringe-se"... [linhas 15 e 16] e em "O pressuposto do trabalho é simples: os
indivíduos nem sempre estão conscientes do enorme impacto"... [linhas 22 e 23], as palavras
destacadas referem-se, respectivamente,

A) à limitada internacionalização das empresas brasileiras e aos resultados do projeto


GLOBE, conduzido por mais de 170 pesquisadores ao longo de 10 anos.
B) às qualidades e características de um gestor internacional e ao pressuposto da pesquisa
sobre valores culturais, práticas e atributos de liderança de 17 mil gerentes em 62 países.
C) ao desenvolvimento das habilidades gerenciais no contexto internacional e ao projeto
GLOBE com foco na liderança de empresas nacionais no cenário internacional.
D) ao perfil de um administrador internacional e às práticas empresariais utilizadas nos
processos de internacionalização de empresas brasileiras.
E) ao senso comum acerca da insularidade e ao estudo sobre valores culturais, práticas e
atributos de liderança de 17 mil gerentes em 62 países.

4. O autor do texto
I. analisa a falta de competitividade das empresas brasileiras e vincula isso à baixa
expressividade de sua internacionalização.
II. utiliza estudo científico para sustentar a idéia de que o problema do baixo nível de
internacionalização das empresas brasileiras também está em seus gestores.
III.promove uma reflexão sobre problemas de gestão nas empresas brasileiras, no que se
refere a internacionalização das mesmas.

Está(ão) CORRETA(S)

A) apenas a afirmativa I.
B) apenas a afirmativa II.
C) apenas a afirmativa III.
D) apenas as afirmativas I e II.
E) apenas as afirmativas II e III.

5. As assertivas apresentadas abaixo referem-se ao quinto parágrafo do texto. Avalie-as


segundo seu caráter verdadeiro (V) ou falso (F).
( ) O autor lança mão de uma comparação entre gestores brasileiros e gestores norte
americanos,
fazendo suposições.
( ) O autor deixa claro que os norte-americanos, diferentemente dos brasileiros, seguem uma
grande quantidade de normas e regras dentro das empresas.
( ) De acordo com as informações constantes desse parágrafo, os norte-americanos dão muito
valor ao mérito e não costumam ter muitas relações pessoais.

A seqüência CORRETA é

A) V V V.
B) V V F.
C) V F V.
D) F V V.
E) F V F.

6. Analise as afirmativas seguintes.


I. O título "Navegar é preciso" foi utilizado por apresentar a idéia de que, para se ter uma
empresa competitiva, é imprescindível atuar além das fronteiras nacionais.
II. O texto analisa a competitividade da empresa nacional e a postura do gestor brasileiro,
que, de modo geral, não sabe lidar com diferentes contextos culturais.
III.O maior problema dos gestores internacionais é a própria falta de consciência dos fatores
culturais que moldam seus comportamentos.

Está(ão) CORRETA(S)

A) apenas a afirmativa I.
B) apenas a afirmativa II.
C) apenas a afirmativa III.
D) apenas as afirmativas I e III.
E) apenas as afirmativas IIe III.

7. Assinale a alternativa em que NÃO há correspondência entre o(s) termo(s) sublinhado(s) e


a idéia apresentada entre parênteses.

A) Os indivíduos nem sempre estão conscientes do enorme impacto que a chamada êultura
nacional pode ter sobre sua visão de mundo e, por conseqüência, sobre seus
comportamentos. (negação)
B) Os norte-americanos são menos cautelosos do que os brasileiros e mais propensos a
assumir riscos. (adição)
C) No Brasil, o projeto identificou os traços culturais que determinam cormo nos
relacionamos no ambiente corporativo, como organizamos o trabalho e corno tornamos
decisões. (modo)
D) Segundo esses estudos, os gestores brasileiros tendem a buscar consenso e envolver o
grupo, e não apreciam posturas individualistas como os norte-americanos. (conformidade)
E) Um expatriado brasileiro nos EUA estranhará a forma autônoma e independente como
seus pares locais tomam decisões, assim como estes, por sua vez, estranharão a lentidão e a
dependência dele. (comparação)

TEXTO 2

De palpiteiro a executor

Quando assumiu o comando da Trio Alimentos, em maio de 2004, o engenheiro


Mário Lúcio de Oliveira encontrou urna empresa à beira da falência. No ano anterior, o
prejuízo da fabricante de barras de cereais tinha sido de R$ 8 milhões- diante de um
faturamento de R$ 50 milhões. Oliveira, que até aquele momento trabalhara como consultor
5 de empresas, teria sua própria chance de colocar em prática os conselhos que, durante mais
de urna década, recomendara a quem enfrentava situações de crise. Para sua surpresa,
percebeu que a teoria da administração e a realidade das empresas muitas vezes não
coincidiam. "Nada como viver a experiência do dia-a-dia para saber que esses conselhos nem
sempre são viáveis", afirma, em tom divertido.
10 Para tirar a Trio do vermelho, urna das medidas imaginadas por Oliveira foi reduzir
rapidamente os custos. Segundo levantamento feito pelo executivo, a empresa precisava, por
exemplo, demitir 100 dos 540 funcionários, processo que custaria R$ 150 mil. O problema
era a Trio não ter dinheiro em caixa nem crédito em bancos para custear as demissões. "O
jeito foi negociar com o sindicato o parcelamento, em até oito vezes, das rescisões
15 trabalhistas dos funcionários demitidos", diz Oliveira. A redução de despesas foi tão
profunda que até o plano de saúde dos funcionários foi cancelado.
Outro desafio do ex-consultor foi padronizar os processos da empresa: ninguém sabia
exatamente como e onde a empresa ganhava (e perdia) dinheiro. Acostumado a trabalhar com
informações confiáveis, Oliveira imaginava que essa deficiência poderia ser resolvida
20 rapidamente. Na prática, entretanto, isso se mostrou bem mais complicado. "Precisamos de
quase um ano para saber qual é a rentabilidade de cada cliente e de cada um dos 150 itens
produzidos", diz.
Além de redefinir processos de gestão e controle de pessoas, Oliveira renegociou
preços com fornecedores e terceirizou alguns departamentos, como os de embalagem e
25 logística. Apesar das dificuldades, Oliveira conseguiu reverter a situação da Trio. Neste ano,
as expectativas compreendem urna receita de R$ 80 milhões e um lucro operacional de R$ 20
milhões.

CARVALHO, Denise. De palpiteiro a executor. Revista Exame: Edição 872, ano 40, n. 14, 19 jul.
2006, p. 58 (fragmento adaptado).

INSTRUÇÃO: As questões de 8 a 13 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 2. Leia-o


atentamente antes de respondê-las. Escolha a melhor resposta para cada questão e marque-a
em seu Cartão de Respostas.
8. Em relação ao conteúdo do texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
A) A teoria pode sustentar a prática, porém, existem outros aspectos que, muitas vezes,
trazem dificuldades à solução de problemas empresariais.
B) Existem diferenças entre a teoria e a prática, principalmente quando se está comprometido
com o processo de resolução de problemas.
C) Muitas vezes, a teoria da administração e a realidade das empresas não coincidem, uma
vez que nem sempre é possível colocar a teoria na prática.
D) O trabalho de um consultor empresarial é geralmente diferente daquele realizado pelo
executivo de uma empresa no seu dia-a-dia.
E) Os conselhos dados pelos consultores nem sempre são viáveis em função de vários
aspectos práticos e devido às particularidades de cada situação.

9. O termo "coincidiam", à linha 8, pode ser substituído, sem alterar o sentido da passagem
em que se encontra, por

A) eram congruentes.
B) eram consistentes.
C) eram polarizadas.
D) eram tangentes.
E) iam de encontro uma à outra.

10. Assinale a alternativa em que a expressão extraída do texto oferece uma definição
INADEQUADA de acordo com o contexto em que está inserida.
A) à beira [linha 2] =próximo.
B) crédito [linha 13]=confiança.
C) custear [linha 13]=bancar.
D) deficiência [linha 19]=deferência.
E) viáveis [linha 9] =exeqüíveis.

11. Identifique os objetivos do texto entre os apresentados a seguir.

I. Relatar a experiência de Oliveira na Trio Alimentos.


II.. Mostrar que existem diferenças entre a teoria da administração e a prática das empresas.
III.Definir uma metodologia para a atuação do consultor dentro das empresas.
IV. Estabelecer a melhor maneira de solucionar um problema na prática.

Compreendem objetivos do texto

A) apenas os representados por I e II.


B) apenas os representados por I e III.
C) apenas os representados por II e III.
D) apenas os representados por II e IV.
E) apenas os representados por III e IV.

12. As alternativas abaixo apresentam elementos que se referem a ações dos consultores e/ou
dos
executivos nas empresas, EXCETO
A) ... "negociar com o sindicato"... [linha 14]
B) ... "redefinir processos de gestão e controle de pessoas"... [linha 23]
C) ... "reduzir rapidamente os custos." [linhas 10 e 11]
D) ... "padronizar os processos da empresa"... [linha 17]
E) ... "ter dinheiro em caixa [...] para custear as demissões"... [linha 13]

13. Para o desenvolvimento do texto, o autor fez uso dos seguintes recursos, EXCETO de

A) dados estatísticos.
B) entrevista.
C) exemplificação.
D) linguagem figurada.
E) retrato da realidade.

TEXTO 3
A vez da carne

O agronegócio brasileiro tem sido marcado por um coro de choro e de ranger de


dentes. Contudo, a recente aquisição de parte do frigorífico gaúcho Mercosul pelo fundo de
investimentos americano AIG Capital evidenciou um dos lados positivos do setor: a atração
que os produtores nacionais de carne bovina estão exercendo sobre os investidores
5 estrangeiros, o que já ocorre com o açúcar e com o álcool. A atração justifica-se pela alta
competitividade alcançada pelo Brasil. Aqui se consegue criar gado pelo custo mais baixo, as
fazendas abrigam o maior rebanho comercial do mundo e ainda há muita terra para expansão
dos pastos. Essas vantagens comparativas já haviam levado o país, em 2003, a tomar-se o
maior exportador mundial do setor. Mesmo o tropeço representado pelo ressurgimento da
10 febre aftosa em algumas regiões não arrefeceu o interesse estrangeiro.
O Brasil reúne tantas vantagens competitivas, que conseguiu a liderança em
exportações mesmo sem poder vender carne in natura para os EUA, Japão e Coréia,
responsáveis por 50% do consumomundial. Espera-se que essas barreiras caiam
mais cedo ou mais tarde. "Isso aguça o apetite de grupos do exterior. A toda hora
15 recebemos empresas que aguardam o melhor momento para entrar no país", diz o executivo
de um banco estrangeiro especializado em agronegócios.
A chegada dos estrangeiros também teria sentido defensivo por parte das empresas
internacionais do setor. Com o objetivo de exportar, Sadia e Perdigão voltaram a atuar na
área de carne bovina no ano passado, após longo período afastadas da atividade. A maior
20 empresa nacional do ramo, o Friboi, já partiu para o ataque ao mercado externo ao adquirir
em 2005 a Swift Armour. Há ainda empresas em busca de meios de produzir na Austrália, o
caminho mais curto para conquistar clientes no Japão e nas Coréias. "Os grupos
internacionais vêem com preocupação o crescimento de exportadores brasileiros, e uma
forma de proteção de seus mercados seria a entrada no país para freá-los", diz Rafael Weber,
25 analista de investimentos da corretora Geração Futuro.
Na tentativa de não ficarem para trás, estrangeiros esquadrinham as contas de
frigoríficos, e volta e meia as negociações são abertas e mesmo reabertas. A americana Tyson
Foods, líder mundial na indústria de carnes, estava com um negócio engatilhado, mas recuou
devido ao surto provocado pela febre aftosa. Ultrapassados esses problemas, o investimento
30 estrangeiro poderá trazer benefícios para o setor como um todo. "As empresas européias e
americanas que chegarem ao Brasil farão pressão por cortes de subsídios e queda de barreiras
em seus países de origem", afirma Marcelo Aguiar, diretor do AIG.
Com o novo sócio, os planos do frigorífico Mercosul são de crescimento rápido pela
via de aquisições e parcerias e do aprimoramento da gestão, para, em dois anos, lançar-se no
35 novo mercado da Bovespa. O Mercosul possui cinco unidades no Rio Grande do Sul e neste
ano arrendou mais duas, no Paraná e no Mato Grosso do Sul; além disso, negocia mais três
unidades e deve construir uma fábrica de carne industrializada , de modo a dobrar o
faturamento em três anos.

BRANDÃO, Vladimir. A vez da carne. Portal Exame: Edição 869,1 jun. 2006 (fragmento
adaptado)

INSTRUÇÃO: As questões de 14 a 20 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 3. Leia-o


atentamente antes de respondê-las. Escolha a melhor resposta para cada questão e marque-a
em seu Cartão de Respostas.

14. Leia estas afirmativas.

I. O AIG, a partir da aquisição do frigorífico Mercosul, passa a deter cinco unidades no Rio
Grande do Sul e, com isso, define metas arrojadas para os próximos anos.
II. O Brasil pode aumentar a exportação de carne in natura para países como os EUA e o
Japão, na medida em que cresce o investimento de empresas estrangeiras na pecuária
brasileira.
III.O Brasil é altamente competitivo no setor de carnes em virtude da contribuição de fatores
como custo de criação e quantidade de rebanhos.

Em relação ao texto, está(ão) CORRETA(S)


A) apenas a afirmativa I.
B) apenas a afirmativa II.
C) apenas a afirmativa III.
D) apenas as afirmativas I e II.
E) apenas as afirmativas II e III.

15. Assinale a afirmativa que representa o tema central do texto.

A) Agronegócios.
B) Atração de investimentos pelo setor de carne bovina brasileiro.
C) Captação de investimentos estrangeiros no Brasil.
D) Consumo da carne bovina no mundo.
E) Crescimento dos investimentos feitos pelas empresas brasileiras do setor de carnes.

16. De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar que

A) as empresas estrangeiras, com o intuito de se protegerem, também buscam investir no


setor brasileiro de carnes.
B) o agronegócio brasileiro vem atraindo investimentos estrangeiros em outros setores, não
apenas no de carne bovina.
C) o ressurgimento da febre aftosa fez com que alguns investimentos estrangeiros no setor
brasileiro de carne não se realizassem.
D) o setor de carnes do Brasil tem potencial de crescimento, e esse é um dos motivos da
atração de investimentos estrangeiros.
E) os investidores estrangeiros pretendem entrar no Brasil a fim de frear o crescimento do
setor de carnes.

17. Ao tratar, no segundo parágrafo do texto, da chegada de empresas estrangeiras no Brasil,


o autor aponta uma relação de

A) comparação.
B) conformidade.
C) conseqüência.
D) indiferença.
E) finalidade.

18. Avalie as assertivas apresentadas abaixo segundo seu caráter verdadeiro (V) ou falso (F)
diante do exposto no texto.

( ) O autor usou o título "A vez da carne" para mostrar que o setor de carnes é promissor
como outros setores da economia brasileira.
( ) O título está intimamente associado ao tema do texto, que trata, essencialmente, do
potencial exportador do setor de carnes.
( ) O autor usou o título "A vez da carne" apenas porque o texto trata dos investimentos
estrangeiros no setor de carnes.

A seqüência CORRETA é

A) V V V.
B) V V F.
C) V F F.
D) F V F.
E) F F F.

19. Leia este trecho.


"A maior empresa nacional do ramo, o Friboi, já partiu para o ataque ao mercado externo ao
adquirir em 2005 a Swift Armour." [linhas 19 e 20]

O termo em destaque exerce, nesse trecho, a função de


A) cobaia.
B) comparação.
C) enumeração.
D) especificação.
E) resumo.

20. Nas alternativas a seguir, o termo sublinhado pode ser substituído pelo termo indicado
entre parênteses sem implicar alteração no sentido do trecho, EXCETO em

A) "Aqui se consegue criar gado pelo custo mais baixo, as fazendas abrigam o maior rebanho
comercial do mundo"... (enclaustram) [linhas 6 a 8]
B) "Há ainda empresas em busca de meios de produzir na Austrália, o caminho mais curto
para conquistar clientes no Japão e Coréias." (granjear) [linhas 21 e 22]
C) "Mesmo o tropeço representado pelo ressurgimento da febre aftosa em algumas regiões
não arrefeceu o interesse estrangeiro." (entibiou) [linhas 9 a 11]
D) "Na tentativa de não ficarem para trás, estrangeiros esquadrinham as contas de
frigoríficos, e volta e meia as negociações são abertas"... (perscrutam) [linhas 25 e 26]
E) "O Mercosul possui cinco unidades no Rio Grande do Sul e neste ano arrendou mais duas,
no Paraná e no Mato Grosso do Sul"... (alugou) [linhas 34 e 35]
SOLUÇÃO PROVA DE PORTUGUÊS
(SETEMBRO 2007)

Antes de iniciar o comentário sobre as questões, gostaria de ressaltar que esta prova foi atípica, primeiro
por ter 3 (três) textos, o que não ocorria desde 2002, quando a prova ainda continha 25 (vinte e cinco)
questões; segundo por haver muitas questões de escolha de afirmações (verdadeiro e falso/I, II III
corretas ou incorretas), por vezes seguidas.

QUESTÃO 1 - C
A primeira afirmação, para estar completamente correta, deveria conter a afirmação sobre a abertura
econômica, já que isso unido à modernização não alteraram a condição referente à competição brasileira.

A segunda afirmação está errada, já que somente parte das respostas em uma fonte de referência utilizada
pelo autor sugere que mente aberta e respeito a outras culturas são causa da competitividade
internacional.

A terceira afirmação está errada, já que no texto informa que o brasileiro ficará surpreso com a
meritocracia e outras situações, referências aos norte-americanos.

QUESTÃO 2 – D
A alternativa D está errada, visto que a palavra “salvo”, utilizada no texto original como “exceto”, idéia
de exclusão, restrição, foi usada com o sentido de resguardado, preservado.

QUESTÃO 3 – B
A palavra assunto refere-se ao gestor internacional, citado na oração anterior e retomado em seguida; a
palavra trabalho é a própria pesquisa que fora citada anteriormente.

QUESTÃO 4 – E
As afirmações II e III estão corretas em relação ao texto; a afirmação I está errada, visto que o autor
vincula a falta de competitividade do brasileiro a várias causas culturais, não somente a ser pouco
internacionalizada.

QUESTÃO 5 – A
Todas as alternativas estão corretas em relação ao texto.

QUESTÃO 6 – E
A afirmação I é bastante dúbia, já que o autor lançou mão de um poema de Fernando Pessoa, no qual
informa que para expandirmos devemos crescer, ultrapassar fronteiras. Não consideraria totalmente
incorreta, entretanto como não há uma alternativa I, II e III corretas, temos que excluir uma, que seria
essa, por termos que inferir para respondê-la.

QUESTÃO 7 – D
Todas estão corretas, exceto a alternativa D, pois o conectivo “como” está com sentido de comparação,
não conformidade.
QUESTÃO 8 – B
O autor indica diferenças entre teoria e prática, mas não ressalta que é devido ao comprometimento de
resoluções de problemas.

QUESTÃO 9 – A
O termo coincidiam no texto refere-se a realidade das empresas não serem coincidentes ou
correspondentes em características, em propriedades etc., concordantes, harmônicas.

QUESTÃO 10 – D
A palavra deferência significa atitude de respeito e consideração, geralmente em relação a um superior ou
a pessoa mais velha; atenção; interesse pelos assuntos alheios; complacência, condescendência.

QUESTÃO 11 – A
O texto é bastante explicativo e pretende demonstrar o panorama, e não lhe dar soluções. Assim, as
afirmações III e IV estão erradas por estabelecerem soluções para o problema.

QUESTÃO 12 – E
A letra E está errada por ser um fato da empresa Trio, e não uma ação dos executivos e/ou consultores.

QUESTÃO 13 – A
Não há nenhum dado estatístico no texto. A alternativa E é duvidosa, pois cada pessoa poderá interpretar
de um modo a idéia de “retrato da realidade”. Que realidade? Da Trio? Brasileira? Do mercado?

QUESTÃO 14 – C
A primeira afirmação está errada, já que deter 5 (cinco) unidades no RS não é causa de definir metas. Não
há relação de causa e efeito entre essas ações. Já a segunda afirmação estabelece uma relação de
proporção entre as ações, que não há no texto.

QUESTÃO 15 – B
Os outros assuntos não são tema do texto, já que ele discorre sobre um conjunto de características e
qualidades que despertam interesse pelo setor de carne bovina brasileiro

QUESTÃO 16 – E
A finalidade dos investidores estrangeiros é proteger seus mercados e, para isso, entrariam no mercado
brasileiro.

QUESTÃO 17 – C
Relação de conseqüência. As barreiras caindo, as empresas estrangeiras podem entrar no Brasil.

QUESTÃO 18 – C
A segunda e terceira afirmações estão incorretas, visto que o título “A vez da carne” é bastante amplo,
dando a idéia de que o texto irá relacionar outras épocas em que a vez era de outros produtos.

QUESTÃO 19 – D
O trecho exerce muito mais a função de exemplificação do que de especificação.

QUESTÃO 20 – A
Abrigar, neste texto, possui o sentido de dar proteção, acolher. Enclaustrar tem o sentido de prender,
colocar em cárcere.