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Curso Cristais na Umbanda | Por Géro Maita

Definição entre rocha e pedra

Rocha é um agregado sólido que ocorre naturalmente e é constituído por um ou mais minerais ou mineraloides. A camada externa sólida da Terra, conhecida por litosfera, é constituída por rochas. O estudo científico das rochas é chamado de petrologia, um ramo da geologia. Os termos populares pedra e calhau se referem a pedaços soltos de rochas, ou fragmentos. Para ser considerada como uma rocha, esse agregado tem que ter representatividade à escala cartográfica (ter volume suficiente) e ocorrer repetidamente no espaço e no tempo, ou seja, o fenômeno geológico que forma a rocha ser suficientemente importante na história geológica para se dizer que faz parte da dinâmica da Terra. As rochas podem ser classificadas de acordo com sua composição química, sua forma estrutural, ou sua textura, sendo mais comum classificá-las de acordo com os processos de sua formação. Pelas suas origens ou maneiras como foram formadas, as rochas são classificadas como ígneas, sedimentares, e rochas metamórficas. As rochas magmáticas foram formadas de magma, as sedimentares pela deposição de sedimentos e posterior compressão destes, e as rochas metamórficas por qualquer uma das primeiras duas categorias e posteriormente modificadas pelos efeitos de temperatura e pressão. Nos casos onde o material orgânico deixa uma impressão na rocha, o resultado é conhecido como fóssil.

Tipos de Rochas:

Rocha ígnea

As Rochas ígneas, rochas magmáticas ou rochas eruptivas (derivado do latim ignis, que significa fogo) são um dos três principais tipos de rocha (sendo que as outras são as rochas sedimentares e as rochas metamórficas). A formação das rochas ígneas vêm do resultado da consolidação devida ao resfriamento do magma derretido ou parcialmente derretido. Elas podem ser formadas com ou sem a cristalização, ou abaixo da superfície como rochas intrusivas (plutônicas) ou próximo à superfície, sendo rochas extrusivas (vulcânicas). O magma pode ser obtido a partir do derretimento parcial de rochas pré-existentes no manto ou na crosta terrestre. Normalmente, o derretimento é provocado por um ou mais dos três processos: o aumento da temperatura, diminuição da pressão ou uma mudança na composição. Já foram descritos mais de 700 tipos de rochas ígneas, sendo que a maioria delas é formada sob a superfície da crosta da Terra com diversas propriedades, em função de sua composição e do modo de como foram formadas.

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A postila de Medicina Africana

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fase pegmatítica-pneumatolítica e a fase hidrotermal. Estas rochas são compostas de feldspato (59,5%), quartzo (12%), piroxênios eanfibolitos (16,8%), mics (3,8%) e minerais acessorios (7%). Ocupam cerca de 25% da superfície terrestre e 90% do volume terrestre,

devido ao processo de gênese. As rochas ígneas podem, de maneira geral, ser classificadas sob dois critérios: texturais e mineralógicos.

O critério textural é especialmente útil na identificação do ambiente onde a rocha se

cristalizou, enquanto o mineralógico é baseado na proporção entre seus minerais principais.

A classificação da maior parte das rochas ígneas, segundo o critério mineralógico, é feito

com base no diagrama QAPF, usado para rochas com menos de 90% de minerais máficos.

Definição entre rocha e pedra

processo de solidificação é complexo e nele podem distinguir-se a fase ortomagmática, a

Rochas ígneas intrusivas As rochas ígneas intrusivas (conhecidas também como plutônicas ou abissais) são formadas a partir do resfriamento do magma no interior da crosta, nas partes profundas da litosfera, sem contato com a superfície. Elas só apareceram à superfície depois de removido o material sedimentar ou metamórfico que a recobria. Em geral, o resfriamento é lento e ocorre a cristalização de todos os seus minerais, apresentando então uma textura holocristalina, ou seja, apresenta grande número de cristais observáveis à vista desarmada. Normalmente as rochas plutônicas ou intrusivas apresentam uma estrutura maciça. A sua estrutura mais corrente é granular, isto é, os minerais apresentam-se equidimensionais ligados entre si.

Rochas ígneas extrusivas As rochas ígneas extrusivas (conhecidas também como vulcânicas ou efusivas) são formadas a partir do resfriamento do material expelido pelas erupções vulcânicas atuais ou antigas. A consolidação do magma, então, acontece na superfície da crosta ou próximo a ela. O resfriamento é rápido, o que faz a que estas rochas, por vezes, apresentem material vítreo, logo, possuem uma textura vidrosa (vítrea), ou seja, uma textura que não apresenta cristais (a olho nu) ou até mesmo uma textura hemicristalina, isto é, apresenta alguns cristais no seio de uma massa amorfa. Há uma grande diversidade de rochas vulcânicas que se agrupam em alguns tipos gerais: riólitos, traquitos, andesitos e basaltos, entre os quais existe uma série de rochas intermediárias, do mesmo modo que nas rochas plutônicas, e sua classificação, na maior parte dos casos, também é feita com base nodiagrama QAPF;

Rochas filonianas ou hipoabissais São as rochas que alguns autores consideram, de certo modo, fazer a transição entre as rochas vulcânicas e as rochas plutônicas. Sem atingir a superfície, aproximam-se muito dela e podem preencher as fissuras da crosta terrestre.

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Umas formam-se por resfriamento do magma numa fissura, outras formam o recheio das fissuras e fraturas, devido à presença de soluções hidrotermais (de águas térmicas) que aí precipitam os minerais. Todas as rochas filonianas se encontram em relação direta com o magma, isto é, com rochas intrusivas. São exemplo de rochas filonianas os aplitos, os pegmatitos e os lamprófiros. Composição das rochas As rochas são praticamente compostas pelos minerais que as caracterizam. No início do século XIX, Norman Levi Bowen, geólogo e mineralogista canadiano, descreveu como se cristalizam os minerais quando sujeitos a variações de pressão e temperatura e formulou a conhecida série reaccional de Bowen, aceite atualmente como a progressão ideal dos minerais dado o arrefecimento de magma.

Série reaccional de Bowen

A série reaccional de Bowen é constituída por duas séries:

1. Série descontínua: constituída por 4 minerais que são, por ordem decrescente da

temperatura a que se formam, a olivina, a piroxena, a anfíbola e a biotite. Estes minerais não apresentam igual estrutura cristalina e a transição entre eles não é gradual. Progressivamente, os minerais possuem menos ferro e magnésio (minerais máficos) e mais sílica e alumínio (minerais félsicos) e quando se dá a cristalização da biotite, a percentagem de ferro e magnésio é nula na composição do magma residual.

2. Série contínua: constituída por plagioclases, a composição a maiores temperaturas

permite a criação de minerais com mais cálcio. Quanto mais baixa a temperatura, menor a

quantidade de cálcio na composição da rocha e maior a de sódio. A transição entre os minerais é gradual, pois as plagioclases são minerais isomorfos, ou seja, apresentam a mesma forma cristalina mas composição química diferente. A anortite é cálcica por completo, enquanto que a albite é somente constituída por sódio.

Depois das séries: ocorre cristalização dos restantes componentes, formando minerais ricos em sílica. O quartzo, o último mineral formado, é completamente constituído por sílica.

Família de rochas magmáticas

A classificação detalhada das rochas magmáticas requer um estudo microscópico da

mesma e, na maior parte dos casos, é feita com base no diagrama QAPF. Em linhas gerais, podem considerar-se as seguintes famílias de rochas magmáticas, entre as quais existe toda uma série de rochas intermédias:

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Família do granito: o granito é uma mistura de quartzo, feldspato e micas, além de outros minerais, que se podem encontrar em menores proporções e que recebem a denominação

de acessórios. Estes podem ser turmalinas, plagioclases, topázio, e outros mais. O granito

é uma rocha ácida e pouco densa que aparece abundantemente em grandes massas,

formando regiões inteiras ou as zonas centrais de muitos acidentes montanhosos. O equivalente vulcânico do granito é o riólito;

Família do sienito: tem como minerais essenciais os feldspatos alcalinos, especialmente

a ortoclase, aos quais se associa a hornblenda, a augite e a biotite. Não apresentam nem

moscovite nem quartzo. São rochas neutras. O equivalente vulcânico do sienitoé o traquito;

Família do diorito: tem como minerais essenciais os feldspatos calcossódicos ácidos -

oligoclase e andesina. A estes associam-se, em geral, a hornblenda, a augite e a biotite. O equivalente vulcânico do diorito é o andesito.

Família do gabro: são rochas escuras, verdes ou negras, bastante densas e sem quartzo,

pelo que são rochas básicas. Os seus minerais essenciais são os feldspatos básicos -

labradorite e anortite -, acompanhados, geralmente, por diálage, biotite, augite eolivina. O equivalente vulcânico do gabro é o basalto;

Família do peridotito: são rochas constituídas por anfíbolas e piroxenas e, sobretudo, por

olivina. São rochas ultrabásicas muito densas e escuras. O magma que as originou formou-se em grande profundidade, muitas vezes na parte superior do manto. Os peridotitos são rochas muito alteráveis por efeito dos agentes meteóricos,

transformando-se em serpentinitos, que são utilizados como pedras ornamentais, muito apreciada pela sua cor verde escura.

Rocha sedimentar

As rochas sedimentares são compostas por sedimentos carregados com água e pelo vento, acumulados em áreas deprimidas. Correspondem a 75% da área dos continentes e

contêm a maior parte do materialfóssil. As rochas sedimentares são um dos três principais grupos de rochas (os outros dois são as rochas ígneas - que também podem ser chamadas de magmáticas - e as metamórficas)

e

formam-se por três processos principais:

Pela deposição (sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas - rochas sedimentares clásticas ou detríticas; Pela precipitação de substâncias em solução - rochas sedimentares quimiogénicas;

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E pela deposição dos materiais de origem biológica - rochas sedimentares biogénicas.

As rochas sedimentares podem ser:

Consolidadas - se os detritos apresentam-se ligados por um cimento, como é o caso das brechas ou do arenito; ou

Não consolidadas - se os detritos não estão ligados entre si, como no caso dos grãos de areia das dunas.

Formação As rochas sedimentares são formadas a partir de restos de outras rochas, seres vivos ou outros materiais transportados pelo vento e pela água e sofrem dois passos na sua formação:

Sedimentação Conjunto de processos que levam à formação de sedimentos (meteorização, erosão, transporte e deposição)

Diagénese

Consolidação dos sedimentos

1. compactação de partículas (de rochas e seres vivos);

2. desidratação, em que a água é expelida;

3. cimentação, que através de um cimento natural as partículas ficam “coladas” e

compactadas, formando uma rocha.

Estas rochas podem ser formadas por

1. Minerais herdados - minerais que provêm diretamente de rochas pré-existentes;

2. Minerais de neoformação - minerais novos formados devido a fenômenos de

transformações químicas ou de precipitações de soluções;

3. Partes de seres vivos - Por exemplo: conchas e fragmentos de corais.

Rochas sedimentares contêm informações importantes sobre a história da Terra, como por exemplo, os fósseis, os restos preservados de antigas plantas e animais. A composição dos sedimentos nos fornecem pistas sobre a rocha original. As diferenças entre as sucessivas camadas indicam mudanças de ambiente que ocorreram ao longo do tempo. Rochas sedimentares podem conter fósseis porque, ao contrário da maioria das rochas ígneas e metamórficas, elas se formam a temperaturas e pressões que não destroem os restos fósseis.

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Rochas sedimentares detríticas

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Rochas sedimentares clásticas são compostas por fragmentos de materiais derivados de

outras rochas. São compostas basicamente por sílica (ex: quartzo), com outros minerais comuns, como feldspato, anfibólios, minerais argilosos e raramente alguns minerais ígneos mais exóticos.

A classificação das rochas sedimentares clásticas é complexo, porque há muitas variáveis

envolvidas. A granulometria (tanto o tamanho médio, como a gama de tamanhos de partículas), a composição das partículas, do cimento e da matriz (o nome dado às pequenas partículas presentes nos espaços entre os grãos maiores) são tomadas em consideração. Em relação à granulometria, pode dizer-se que, por exemplo, a argila pertence ao grupo com partículas mais finas, os arenitos com partículas de tamanho intermédio, e os conglomerados formados por partículas maiores.

Rochas sedimentares biogénicas Rochas sedimentares biogénicas são formadas por materiais gerados por organismos vivos, como corais, moluscos e foraminíferos, que cobrem o fundo do oceano com camadas de calcita que podem mais tarde formar calcários. Outros exemplos incluem osestromatólitos, e o sílex encontrado em nódulos em giz (que é em si uma rocha sedimentar biogênica, uma forma de calcário).

Rochas sedimentares quimiogénicas Rochas sedimentares podem se formar quando em soluções minerais, tais como a água do mar que se evapora. Os exemplos incluem o calcário, o hálito e o gesso.

Outras informações Rochas sedimentares são economicamente importantes na medida em que podem ser utilizados como material construção. Além disso, muitas vezes formam rochas

sedimentares porosas e permeáveis reservatórios em bacias sedimentares em que petróleo

e outros hidrocarbonetos podem ser encontrados.

Acredita-se que os níveis relativamente baixos de emissões de dióxido de carbono na atmosfera da Terra, em comparação com a de Vênus, é devido a grandes quantidades de carbono sendo preso em calcário e dolomite camadas sedimentares. O fluxo de carbono a partir de sedimentos marinhos erosada depósitos é conhecido como o ciclo do carbono.

A forma das partículas em rochas sedimentares tem um efeito importante sobre a

capacidade de microrganismos para coloniza-los. Esta interação é estudada na ciência da microbiologia. Uma medida da forma dessas partículas é o fator cilindricidade, também conhecido como o [número Krumbein , do nome do geólogo que o propôs.

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Rocha metamórfica

Quartzito, exemplo de rocha metamórfica, da coleção do Museu de Geologia da Universidade de Tartu. As rochas metamórficas são rochas que resultam da transformação, a nível da sua composição mineral, textura e estrutura microscópica de outros tipos de rochas preexistentes na crosta terrestre, pelo processo designadometamorfismo, que significa “mudança de forma”. A rocha original, o (protólito), dá origem a uma rocha metamórfica depois de passar transformações químicas e físicas devido ao facto de se submeter a temperaturas e pressões elevadas e à atuação de fluidos (metassomatose) , em zonas profundas da crusta terrestre , sem que, contudo, cheguem a fundir (a não ser, talvez, parcialmente) O protólito tanto pode ser uma rocha sedimentar, como uma rocha ígnea ou mesmo outra rocha metamórfica.

Podem formar-se, simplesmente, por estarem sujeitas às altas temperaturas existentes muito abaixo da superfície terrestre e à pressão provocada pelo peso das camadas de rocha superiores (pressões litostáticas). Podem também ter origem em processos tectónicos como colisões continentais que provocam pressão horizontal, fricção e deformações. Podem ainda formar-se graças ao chamado metamorfismo de contato, quando a rocha, sempre no estado sólido, é aquecida pela intrusão de rocha fundida (magma) proveniente do interior da Terra. Alguns exemplos de rochas metamórficas são o gnaisse, a ardósia,o mármore, o xisto, e o quartzito.

Na classificação das rochas metamórficas torna-se importante referir o conceito de fácies metamórfica segundo o qual a composição mineralógica de rochas metamórficas diferentes que já tenham atingido o equilíbrio depende apenas da sua composição química, se o metamorfismo que gerou essas rochas ocorreu à mesma temperatura e pressão. Assim, consegue-se determinar as condições de temperatura e pressão em que se originou uma rocha apenas pela análise dos tipos de associação de minerais que estas apresentam.

Minerais metamórficos Minerais metamórficos são aqueles que se formam apenas às altas pressões e temperaturas associadas ao processo de metamorfimo. Estes minerais, conhecidos como minerais índice, incluem a silimanite , cianite, estaurolite, andaluzite, biotite, clorite,glaucofano, hornblenda, prehnite, zeólitos e algumas granadas. Outros minerais, como as olivinas , as piroxenas, as anfíbolas, as micas , os feldspatos , e o quartzo , também se podem encontrar em rochas metamórficas, mas não resultam necessariamente do processo de metamorfismo.

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Rocha metamórfica

Estes minerais formam-se durante a cristalização de rochas ígneas. Como são estáveis a

altas temperaturas e altas pressões, podem permanecer inalterados durante o

metamorfismo. Contudo, como todos os minerais são estáveis apenas dentro de certos limites, a presença de alguns minerais em certas rochas metamórficas pode servir para determinar o valor aproximado das temperaturas e pressões a que estas rochas se formaram.

A restruturação dos minerais durante o processo metamórfico chama-se recristalização ,

processo a partir do qual os minerais frequentemente adquirem um tamanho maior (isto é, dando à rocha um aspeto mais cristalino). Por exemplo, os pequenos cristais de calcite do calcário e greda (rochas sedimentares) modificam-se, dando origem aos cristais, de maiores dimensões, do mármore. No caso do arenito, a recristalização dos grãos de quartzo originários da areia resulta na formação de quartzito altamente compacto, também

chamado de metaquartzito, em que cristais de quartzo, geralmente de maiores dimensões, estão interligados. Tanto as altas temperaturas como as altas pressões contribuem para a

recristalização. As altas temperaturas promovem a migração dos átomos e iões nos cristais sólidos, o que leva à sua reorganização, enquanto que as altas pressões provocam

a dissolução de cristais no seu ponto de contacto.

Classificação

As rochas metamórficas são classificadas de acordo com critérios texturais e mineralógicos. Podem dividir-se em rochas foliadas (como o xisto e o gnaisse) e não foliadas (como o mármore).

A foliação (palavra derivada do Latim folia, que significa “folhas”) refere-se à disposição dos

minerais das rochas metamórficas em estratos e ocorre quando a rocha é submetida a uma tensão ao longo de um eixo durante a recristalização. Este processo provoca a rotação de cristais lamelares ou alongados (como a mica ou as clorites), de modo a que os seus longos eixos se disponham perpendicularmente à orientação da tensão. Daqui resulta uma rocha foliada com lâminas a exibir as cores dos minerais que as formaram. Esta é uma foliação secundária, provocada pelo metamorfismo, diferente de outros tipos de foliação presente nas rochas sedimentares e nas rochas ígneas.

As rochas foliadas podem ser classificadas de acordo com três tipos de textura, correspondentes a diferentes graus de metamorfismo. Rochas com clivagem ardosífera

(como a ardósia, correspondente a um baixo grau de metamorfismo); rochas que apresentam xistosidade (como o xisto, correspondente a um grau médio de metamorfismo)

e rochas com bandado gnáissico (como o gnaisse, correspondente a um grau elevado de

metamorfismo). Estas rochas formam-se, de uma forma geral, a partir de rochas constituídas por vários minerais e que foram submetidas a condições de tensão dirigida e a temperaturas crescentes.

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As rochas não foliadas, à excepção das corneanas (originadas em contexto de

metamorfismo de contacto), formam-se, em geral, a partir de rochas constituídas por um só mineral. As texturas das rochas metamórficas podem ser categorizadas em foliadas e não foliadas. As rochas foliadas resultam da pressão diferencial que deforma a rocha num plano, criando, por vezes, um plano de clivagem. As rochas não foliadas não apresentam padrões planares ou deformações visíveis, podendo ter um aspeto cristalino, como acontece com os quartzitos e os mármores. Entre as rochas metamórficas foliadas podemos ainda referir rochas de baixo grau de metamorfismo, como os xistos argilosos, de grau médio de metamorfismo, como os micaxistos e de grau elevado de metamorfismo, como acontece com o gneisse.

Rocha metamórfica

Rochas xistosas As rochas xistosas apresentam foliação fina e, em geral, com lâminas de constituição mineralógica semelhante. Destas, podemos destacar:

1. o xisto argiloso, com xistosidade grosseira, caraterizada por lâminas espessas.

Origina-se a partir do argilito, por compacção.

2. o xisto, com fissilidade planar nítida e grãos visíveis a olho nu, geralmente de mica,

quartzito e argila. A ardósia não é mais que uma variedade mais escura do xisto.

3. o filito, de grão fino, é composto por argilas e mica. A mica confere o brilho acetinado

caraterístico dos planos de xistosidade.

4. o xisto mosqueado, com minerais que se destacam, como a estaurolite e a silimanite,

que se formam devido ao aquecimento significativo do protólito.

5. o micaxisto, com grãos que vão do médio ao grosseiro, constituídos por quartzo e micas

dispostas em bandas.

Rochas gnáissicas Tal como o nome indica, estas rochas têm o gnaisse como rocha-tipo. Pertencem à série pelítica, tal como as rochas xistosas, associadas a graus elevados de metamorfismo, isto é, foram submetidas a condições mais extremas de temperatura e pressão. Apresentam um bandado grosseiro, isto é, sem laminação, onde bandas de cor clara e escura, com composições mineralógicas distintas, alternam entre si.

Rochas granulares Destas, destacamos, formadas essencialmente por metamorfismo regional:

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1.os metaquartzitos, constituídas quase exclusivamente por quartzo e, ocasionalmente, por

mica, resultantes da recristalização do arenito quártzico com cimento silicioso.

2.os grauvaques, areníticos com composição poligénica (metaquartzitos heterogéneos).

Rocha metamórfica

3.os mármores, originados pela recristalização da calcite ou da dolomite.

As corneanas, formadas por metamorfismo de contacto, têm granularidade muito fina, com fractura concoidal. As corneanas pelíticas são escuras e distinguem-se do basalto (que é uma rocha ígnea) por este tipo de fractura.

Tipos de metamorfismo

Metamorfismo de contacto Metamorfismo de contacto, também conhecido como metamorfismo termal é o nome dado às mudanças que ocorrem quando há uma intrusão de magma numa rocha preexistente.

Estas mudanças são tanto maiores quanto a proximidade à zona de contacto com o magma, devido às altas temperaturas aí registadas, e menos significativas à medida que a massa rochosa se vai afastando da intrusão magmática. Em torno da rocha ígnea que resulta do arrefecimento do magma regista-se, então, uma zona metamorfizada designada de auréola metamórfica, que apresenta vários graus de metamorfismo desde a superfície de contacto até à rocha encaixante não metamorfizada.

Metamorfismo regional

Metamorfismo regional, também conhecido como metamorfismo dinamotermal, é o nome dado às alterações em grandes massas rochosas presentes numa área extensa. As rochas podem ser metamorfizadas pelo simples facto de se encontrarem a grande profundidade abaixo da superfície terrestre, onde são submetidas a elevadas temperaturas e às extremas condições de pressão causadas pelo peso das camadas de rocha que se encontram acima delas. Grande parte da crosta continental inferior continental é metamórfica, à excepção de intrusões ígneas recentes.

Metamorfismo cataclástico O metamorfismo dinâmico ou metamorfismo cataclástico ocorre devido à ação do atrito, em longas faixas e na adjacência de falhas, onde pressões de grande intensidade causam movimentações e rupturas na crosta. Movimentos tectónicos horizontais como a colisão de continentes dão origem a cinturões orogenéticos onde as rochas são submetidas a grandes deformações em decorrência das altas temperaturas e pressões.