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Biomarcadores no Diagnóstico de Infecção e Sepsis
Biomarkers in the diagnosis of Infection and Sepsis
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* Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, Hospital São Francisco Xavier

RESUMO ABSTRACT
A infecção e a sepsis, isto é a resposta Infection and sepsis, the systemic
inflamatória sistémica à infecção, continuam a inflammatory response to infection, remains a
ser a principal causa de morte dos doentes major cause of death of critically ill patients in
críticos em particular nos doentes em choque particular in septic shock. The definite
séptico. O diagnóstico definitivo de infecção, diagnosis of sepsis requires the documentation
isto é a documentação microbiológica, nem of an infection. However, it is frequently
sempre é fácil e quase sempre demora alguns impossible to obtain positive cultures even in
dias após a suspeita clínica. É então patients obviously infected and in addition it
necessário recorrer às manifestações clínicas took several days until the availability of
e laboratoriais da sepsis para se fazer um microbiological results. In these circumstances,
diagnóstico, o mais preciso possível. O it is necessary to look for clinical and
marcador ideal da sepsis, ou seja aquele que laboratory manifestations of sepsis in order to
nos diz se o doente está ou não infectado, make the diagnosis. The ideal sepsis marker, i.
está ainda por descobrir. Infelizmente ainda e. the marker that by itself could differentiate
não existe o “ECG” da sepsis. Nesta revisão between an infected and non-infected patient,
faz-se uma avaliação comparativa dos is far from being a reality. Unfortunately the
biomarcadores mais estudados e usados no “EKG” of sepsis does not exist. In this paper a
diagnóstico de infecção, a proteína C-reactiva comparative evaluation of the diagnostic
e a procalcitonina. performance of different biomarkers sepsis is
done in particular C-reactive protein and
procalcitonin.

INTRODUÇÃO
Há 10 anos escrevi um texto de revisão sobre
este mesmo tema para a Revista Portuguesa
de Medicina Intensiva1. A importância deste
tema deve-se às dificuldades e incertezas do
diagnóstico seguro infecção, tanto da sua
presença como da sua exclusão2 Tratar uma
situação não infecciosa com antibióticos para
além de ineficaz atrasa a abordagem correcta
da situação clínica que simulou o quadro
infeccioso, bem como não tratar uma infecção
atempadamente agrava de forma marcada o
prognóstico3. Este facto resulta da inexistência
de um “ECG” da sepsis ou seja de um
marcador, laboratorial ou outro, com elevada
especificidade e sensibilidade no diagnóstico
de infecção3.
Nesta revisão vou abordar apenas o valor dos
biomarcadores no diagnóstico da infecção.
O conceito teórico bem como o valor clínico
dos biomarcadores não é consensual.
Correspondência: Contudo, se fizermos uma pesquisa com o
Google aparecem quase instantaneamente
Pedro Póvoa vários milhões de entradas sobre
Hospital São Francisco Xavier biomarcadores! E esse número tem vindo a
Portugal crescer ao longo dos últimos anos.
Email: povoap@netcabo.pt
Antes de avançar mais nesta revisão sobre
biomarcadores e infecção é importante definir
alguns conceitos, por vezes usados de forma
indiscriminada e indistinta, nomeadamente os
conceitos de factor de risco, biomarcador e

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a PCR e a 4. mioglobina. big alguns marcadores de prognóstico. Dinâmico com boa amplitude de variação – conhecimento da sua biologia e a sua (variações rápidas e amplas de concentração interpretação deve ter sempre em em função da presença ou resolução da consideração a restante avaliação clínica. somos ET1 (big endothelin 1).7 for refractária ao tratamento . de infecção causa ou reproduz a doença e Estamos longe de ter encontrado o está presente durante parte ou toda a biomarcador ideal que reúna todas estas evolução clínica da mesma. nos quais se biomarcadores alguns com designações quase determinam diversos biomarcadores. para além da ter diversos objectivos. I- com pouca informação adicional e com muito FABP (intestinal fatty acid binding protein). Não esquecer que o 7. deve aparecer simples concomitantemente ou idealmente preceder a No sentido de ser encontrar o biomarcador infecção. Na abordagem de uma infecção as Deste grande leque de biomarcadores características do biomarcador ideal são disponíveis vou seleccionar dois. no caso da infecção as BIOLOGIA DA PROTEÍNA C-REACTIVA intervenções seriam controlo de foco e/ou A PCR é o protótipo da proteína de fase antibioterapia aguda. suPAR (soluble urokinase- Habitualmente. Sensibilidade e Especificidade elevadas biomarcador requer um profundo 6. proBNP. a utilização segura de qualquer 5. Um factor de risco de infecção é 9. Reprodutível descurado. factor VII. Facilmente disponível e tecnicamente estiver infectado. MIF (macrophage migration isso os autores concluem que o biomarcador inhibitory factor). Teste rápido insisto num aspecto frequentemente 4. D- pouca utilidade para a prática clínica à dímero. deve diminuir com a terapêutica ideal tem-se olhado para a cascata eficaz ou permanecer elevado se a infecção inflamatória no sentido de avaliar as 5 6. recorrentes as concentrações do biomarcador sem nada nos dizer acerca de quando e onde. factor de cabeceira do doente. com 1. Ser uma variável contínua concentração sérica em resposta a diversos estímulos inflamatórios em particular infecções 32 . de acordo com os propriedades. Um grande número de avaliação clínica? A resposta é obviamente trabalhos publicados tem por objectivo apenas que sim.biomediador4. os risco de morte quando na prática o médico potenciais biomarcadores são muitos mais e assistente não consegue nem pode alterar o num futuro próximo seguramente vão aparecer referido prognóstico? outros. Apresentar boa correlação com a gravidade um sinal clínico ou laboratorial que identifica e mortalidade um grupo de doentes com um determinado 10. copeptina. Um biomediador potencialidade de diferentes moléculas . com uma determinada infecção. o biomarcador a ser avaliado type plasminogen activator receptor). na estratificação do risco. as mais diversas utilidade clínica de um biomarcador de interleucinas bem como os receptores. Concentrações independentes da doença biomarcador ideal ainda não existe! de base e dependentes apenas de intervenções relacionadas com o tratamento da doença primária. com uma marcada elevação da sua 8. Contudo. pro- diariamente invadidos com novas publicações adrenomedulina. Sem tirar o mérito aos scores de gravidade e a BNP (B-type natriuretic peptide). uma que são os mais estudados. 3. infecção) laboratorial e radiológica. Em infecções prolongadas e/ou risco de desenvolver uma infecção no futuro. No entanto. adrenomedulina. Barato ou com valores muito baixos se o doente não 12. de prognóstico da infecção e/ou sepsis. iomarcadores que podem fornecer informação A utilização clínica dos biomarcadores pode adicional nos doentes infectados. Do na monitorização da resposta à terapêutica ponto de vista de estrutura. Mas será que existem postulados de Koch4. impronunciáveis. NGAL (neutrophil na estratificação do risco! gelatinase-associated lipocalin). proteína C. como a Nos últimos anos foram avaliados muitos pneumonia ou peritonite. Um “exaustão” ou “fadiga” biomarcador de infecção deve estar ausente 11. Questão: qual é a necrose tumoral. Objectivo maior potencial de utilização clínica. De fácil utilização e interpretação resultados mais sólidos e acima de tudo com 2. e por myeloid cells-1). MMP (matrix em causa é útil na avaliação do prognóstico e metalloproteinases). e prognóstico quando a única finalidade é indicar finalmente a proteína C-reactiva (PCR) e que um determinado doente tem um elevado procalcitonina (PCT). não devem apresentar um comportamento de nem da gravidade da infecção. sTREM- apresenta concentrações mais elevadas nos 1 (soluble triggering receptor expressed on doentes mais graves e/ou nos falecidos. os biomarcadores podem ser muito avaliar o papel dos biomarcadores como factor úteis no diagnóstico. estes estudos antibiótica e por último na decisão de 5 avaliam um grupo de doentes infectados ou prescrever ou suspender a antibioterapia . caspase 3.5 múltiplas : PCT.

(9>&.<'"96"*$6D. Para Streptococcus pneumoniae 21 e a Salmonella além da fosfocolina foram identificados outros typhimurium 22.($$ F"?9>>=E(7.7(7&. !"#$%&'($)"*$+. FcJRI e FcJRII (18). depende apenas da intensidade do estímulo e O papel da PCR in vivo não está bem definido da velocidade da síntese hepática10. Temos por um lado incluindo invertebrados primitivos.$&:$ $ <&?5="?".(F"676$&:$ H=&<K$6E5"'&L7*"$ +G/C'$9.11. factores do complemento que são isto é mais de 1000 vezes o valor de potencialmente mais deletérios. 2) infecções bacterianas./.$ $ +.$ Figura 1$– Funções conhecidas e propostas da proteína C-reactiva 33 .(7C(E?&'$"::"<($ M. Três propriedades da PCR explicam a maioria existem estudos animais que apontam para das funções que lhe são atribuídas15.<"$&:$ <F'&?9(7.*7. a concentração da PCR conhecida. Com estímulos muito intensos. Ratos transgénicos que activação do complemento e 3) ligação a expressam concentrações muito elevadas de receptores celulares (receptores Fc ou PCR humana em resposta à endotoxina estão receptores específicos da PCR). a PCR imunoglobulina G. um potencial papel protector da PCR nas (Figura 1): 1) ligação à fosfocolina. Ou seja. Com a excepção da previamente identificados como receptores da insuficiência hepática muito grave13. mas só recentemente se constatou diminui muito rapidamente pois apresenta uma que os receptores da PCR tinham sido semi-vida de 19 horas10.9(7&.$ H7. duplica cada 8 horas e imunidade inata mas além disso controla e atinge o pico de concentração às 36-50 horas regula a amplitude da resposta inflamatória 2.$&:$5=9("="($ 9<(7#7(D$ 9>>'">9(7&.$&:$ <"==$:'9>?".($ ?9<'&5F9>"6$ +.<'"96"*$ %'&<&9>E=9. Em doentes sépticos terapêuticas nomeadamente as técnicas de demonstrou-se uma correlação inversa entre a depuração extra-renal14. A maior parte parcialmente protegidos contra infecções letais das funções da PCR é facilmente quer por bactérias Gram positivo quer por compreendida no contexto das defesas do bactérias Gram negativo. A sua e os resultados de estudos animais e concentração não é influenciada pela patologia experimentais têm evidenciado dados algo de base do doente 10.789(7&. Apenas intervenções concentração da PCR e a capacidade que actuam sobre o processo inflamatório fibrinolítica do plasma assim como o facto responsável pela resposta de fase aguda deste estado de hipofibrinólise ser muito podem modificar o valor da PCR2.76($ '"="96"$ JF"?&(9L76$ $ @. As sobe sempre na presença de um estímulo células e as partículas opsonizadas pela PCR 19 inflamatório e a sua concentração sérica são fagocitadas após interacção com FcJR .9<("'79=$ @<(7#9(7&. Após o desaparecimento ou da PCR com células fagocitárias é bem remoção do estímulo.($-.<'"96"$ABC<"==$ +. grande afinidade16.$&:$. 10. nem por intervenções contraditórios. precoce na evolução da sepsis 20. a limitando a activação dos estádios finais dos concentração pode atingir valores >50 mg/dl.12 . a PCR inicia-se cerca de 4-6 horas após o PCR parece ter um papel determinante na estímulo inflamatório. A interacção referência.23.(6$ H=&<K$9<(7#9(7&. capsulares ou somáticos). faz membranas celulares como fosfatidilcolina e a supor que esta proteína de fase aguda tenha esfingomielina. a PCR do soro é capacidade de se ligar à fracção C1q do sintetizada exclusivamente no fígado sob o complemento com a consequente activação da controlo da interleucina 6 8.F7. À semelhança de outras Estes complexos PCR-ligando têm a proteínas de fase aguda. como o hospedeiro contra agentes infecciosos. produtos nucleares como um papel muito importante e essencial nos histonas e mesmos ácidos nucleícos) e mecanismos de defesa e por isso constitua ligandos extrínsecos (constituintes de uma importante vantagem evolutiva 10.9. A secreção da via clássica do complemento17. $"=96(96"3$ $ J="9'9. possuírem ligandos autólogos (produtos derivados das PCR ou moléculas muito semelhantes.F7.$ $ +.>$&:$GIG$ 2<9(F"567. 456&. produtos para os quais a PCR tem uma O facto de praticamente todos os seres vivos.0$/12/3$ $ bacterianas8.7(7&.87?"$7. Contudo. microrganismos.

foram duplica a mortalidade atingindo mais de 90% 40. existem células mononucleadas 7. factor de necrose tumoral D e da interleucina Consequentemente. a homeostase do cálcio mantém-se DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO normal bem assim como a densidade Na actividade clínica somos diariamente óssea29. Fisiologicamente a PCT primário da infecção. mas não de iniciar. E o alvo dos antibióticos é a infecção. parece confrontados com diversas questões as quais que a calcitonina perdeu o seu papel central frequentemente não são de fácil resolução5. A maioria dos aumentar e amplificar. isto é da disso referir que as técnicas de depuração 34 . A Uma vez que a PCT tem algumas clivagem deste péptido produz a PCT. também foi demonstrado em porcos com Inicialmente. mas na ou quais os microrganismos envolvidos e o sepsis tem origem essencialmente extra- seu perfil de sensibilidade.28. a concentração de PCT14. Desde.$ BIOLOGIA DA PROCALCITONINA extra-renal interferem significativamente com a A PCT resulta de uma proprohormona. da calcitonina. bem conhecidos. trauma O diagnóstico correcto de infecção resulta da (36).33. A significativamente mais elevados38. De seguida saber qual é sintetizada pelas células C da tiróide. a PCT é detectável no indistinguível da sepsis. infectados com taxas de filtração glomerular todas as tentativas dirigidas à manipulação da <50ml/min têm valores de PCT sepsis foram coroadas de insucesso44. com propriedades de hormona e outras de 116 aminoácidos. em doentes imunoneutralização da PCT. atinge um planalto entre as 8 e as 24 horas antibioterapia sem um diagnóstico definitivo de e tem uma semi-vida de 22-35 horas28. préprocalcitonina com 141 aminoácidos. sugerindo que a primeira é saber se um doente está ou não calcitonina no Homem deixou de ser uma infectado. era sintetizado exclusivamente Este efeito não se observa apenas quando o nas células C da glândula tiróide. Doentes não Com a excepção de algumas intervenções.41 identificados outros estímulos pró-inflamatórios e por outro lado o tratamento destes capazes in vivo de estimular a secreção de animais com soro rico em anticorpos anti-PCT PCT. Dados resultam outras moléculas para além da experimentais sugerem que a PCT seja um calcitonina como a katacalcina e a mediador secundário que tem a capacidade de aminoprocalcitonina. Essa doença é infecção e não é a concentração sérica da PCT é influenciada sepsis. Para além disto. Por exemplo a administração doentes sépticos e esta elevação pode de PCT em modelos animais de peritonite persistir durante 7 dias26 Além disto. A segunda é saber qual o foco hormona essencial32. o factor de necrose melhora claramente o prognóstico40. incluindo a PCT. parecia que a PCT.30. como por exemplo. A sepsis para não se correr o risco de não tratar PCT também se eleva em situações não uma infecção . tiroidectomizados com terapêutica de substituição de hormona tiroideia em dose adequada. e apenas soro com anticorpos anti-PCT é administrado uma pequena fracção seria libertada para a precocemente uma vez que mesmo quando circulação24. Contudo os soro. é frequente instituir 6. Os doentes tiroidectomizados clínica for elevada vamos prescrever mantém a capacidade de produzir PCT em terapêutica antibiótica empírica tendo em resposta a estímulos infecciosos o que indica consideração as respostas mais prováveis às a sua origem extra-tiroideia nomeadamente questões anteriores. grandes queimados25 bem como após a nossa capacidade de identificar numa utilização de terapêuticas com anticorpos população alvo aqueles que têm de facto a monoclonais37. Contudo. actividade hormonal e que é o precursor da As funções da PCT da imunidade e na sepsis hormona calcitonina24. Do ponto de vista evolutivo. A PCT assim como outros A administração de endotoxina a voluntários precursores da calcitonina apresentam efeitos humanos saudáveis induz um marcado deletérios conhecidos nas infecções aumento da PCT para valores observados em sistémicas (24). Os adultos saudáveis administrado em animais moribundos apresentam concentrações de PCT muito consegue-se um efeito positivo resultante da baixas (<1ng/ml)28. Para além melhoria da resposta à infecção. Este facto tumoral-D. pela de insuficiência renal. o que torna o soro às 4 horas em resposta a elevações do diagnóstico ainda mais problemático. Da clivagem da PCT não são bem conhecidas24. diversos quadros clínicos não infecciosos que Após um estímulo infeccioso e outros se manifestam com uma síndroma clínica estímulos inflamatórios. 1993 que se seus efeitos na cascata inflamatória não são sabe que a PCT aumenta na sepsis25. A no metabolismo ósseo31. que é desprovida de citoquina foi denominada de “hormoquina”39. a precursores da calcitonina é identificada no resposta inflamatória na sepsis. o precursor diminuições muito marcadas da mortalidade42. a doença43. 2 infecciosas28 como no pós-operatório35. a interleucina-2 e a interleucina-627. Contudo. Se a suspeição tiroideia.34.

Finalmente. muito mais elevada nas crianças infectadas e respectivamente52. Os doentes sem documentação indica ou sinaliza que uma determinada microbiológica. as áreas abaixo da curva (AUC avaliar a PCT no diagnóstico de infecção. uma vez que todos estes localizadas empiema e abcesso (Figura 2)! quadros clínicos podem ter origem não Mas a endocardite também considerada uma infecciosa. resultado dicotómico. Num destes artigos de Ugarte et diagnóstico e por isso a sua utilidade. 0. Contudo e intermédia e >10 muito boa.64. isto é. que as infecções graves a PCT não deve ser usada nestes doentes no desencadeavam elevações da PCT muito diagnóstico da pneumonia precoce. Luyt et al.66 (LR positiva 1. depende al. presente ou ausente. deve também conhecer as suas qualidades e significativamente inferior à AUC da PCR 0. Por último.78 limitações. neste caso particular documentada e encontrou uma excelente infecção. observaram que os controlos operating characteristics) e finalmente as (N=10) apresentavam uma PCT muito baixa likelihood ratios (LR). denominadas “infecções localizadas” poderão sepsis grave e choque séptico. realizado respiratória. foram administrados antibióticos. Contudo o estímulo mais capacidade da PCT em distinguir os quadros potente que os autores identificaram foi um sépticos de origem bacteriana dos de origem estímulo não infeccioso num grande viral 25.0$/12/3$ $ sepsis. Num trabalho recente a propósito da queimado. sepsis. como por exemplo com doentes não infectados e sem terapêutica um biomarcador. alguns doentes com PAV uma LR negativa entre 0. por exemplo um biomarcador.05)48. outro grupo reproduziu estes resultados com AUC da PCT para a PAV de 0.1 e 0. maiores que as infecções localizadas e as Outro aspecto frequentemente referido é na infecções virais. 0. Noutro trabalho desenhado para especificidade. Uma LR positiva entre 5 e 10 é correlação com a gravidade clínica. Se acordo com o algoritmo proposto pela Brahms os critérios de inclusão forem a presença dos para decidir acerca da prescrição antibiótica critérios da Conferência de Consenso do ou seja da probabilidade da presença ou American College of Chest Physicians/Society ausência de infecção os doentes com as of Critical Care Medicine45./.63.53). a (p<0. nomeadamente a sensibilidade. Os autores concluíram que para além disso. LR negativa 0. Contudo esta se faz a avaliação da performance diagnóstica divisão entre infecções “localizadas” e de um biomarcador devem ser incluídos “generalizadas” é profundamente artificial. as AUC da PCT no diagnóstico de com doentes pediátricos (N=79).47 teste de diagnóstico deveria apresentar um devem ser excluídos desta avaliação . Para obviar este problema quando causa de falso negativos24. inferior à PCR na distinção entre pneumonia A controvérsia em torno dos resultados de bacteriana/mista versus pneumonia viral diferentes estudos sobre a performance primária. pelo menos em parte. a PCT diminuía significativamente numa amostra de 25 doentes que a PCT foi 25 nos doentes infectados . 2 e 3 verificaram que a concentração da PCT era foram respectivamente 0. diagnóstica dos biomarcadores é Há outro aspecto que importa referir e que os consequência.59. De diferentes critérios de inclusão utilizados5.28. – area under the curve) ROC (receiver Cheval et al.1 muito boa. os autores pneumonia no dia de admissão. A 35 . em doentes PROCALCITONINA submetidos a hipotermia pós paragem cardio- Num estudo clássico de Assicot et al.6351. relacionados com a gravidade clínica49. A AUC da Uma vez que o biomarcador ideal ainda não PCT para o diagnóstico de infecção de apenas foi identificado.68 e 0. A qualidade da realizados com recurso a critérios mais estritos informação fornecida por um teste de de inclusão. poderemos apresentar PCT baixas ou mesmo não estar a avaliar presença ou ausência de 7 indetectáveis . de utilizadores de PCT devem conhecer. com terapêutica pandemia H1N153. foram incluídos 111 doentes com infecção da performance com a qual consegue documentada e 79 sem infecção e a quem não identificar uma determinada situação clínica. é consequência do efeito dos apenas doentes com infecção documentada e antibióticos sobre a infecção. dia 1.3 é intermédia e documentada apresentavam valores de PCT <0. As LR positiva e comparativamente aos infectados (N=32) e negativa são medidas de quanto um resultado além disso os valores da PCT estavam positivo ou negativo de um determinado teste. conseguem Igualmente. por exemplo positivo ou Os trabalhos a que me vou referir foram negativo. os autores verificaram antibiótica. um infecção e com terapêutica antibiótica empírica 46.($-. !"#$%&'($)"*$+. quem utiliza os biomarcadores 0. é qualquer coisa que nos antibiótica. Recentemente. Nesse mesmo algoritmo são infecção mas apenas diferentes graus de dados como exemplos de infecções gravidade clínica. Idealmente. com terapêutica antibiótica em comparação Um teste de diagnóstico. com suspeita clínica de situação clínica vai ocorrer. muito baixos ou mesmo indetectáveis no dia de diagnóstico50. estudou o valor da PCT encorajar o clínico no sentido de achar que um no diagnóstico da pneumonia associada ao determinado doente “tem qualquer coisa” ou ventilador (PAV) microbiologicamente “não tem qualquer coisa”. enquanto que mais uma vez.74.

Apesar do 0.3% e critérios mais estritos.41. objectivo deste trabalho não ter sido o Além disso.0 mg/dl com uma sensibilidade de 94.3% (AUC 0.08).consulta de um livro de texto de doenças definido desta forma. LR documentadas versus ausência de infecção e positiva 7. observámos que a apropriada na PAV monomicrobiana (N=68) PCR dos doentes com infecção documentada estava associada a uma redução da carga (N=76) era significativamente mais elevada microbiológica dos aspirados traqueais bem que a dos não infectados (N=36)56.$ N$ @=>&'7(?&$ 5'&5&6(&$ 5"=9$ H'9F?6$ .2ºC demonstrado uma boa correlação entre a PCR aumentava a especificidade para infecção e a carga bacteriana traqueal (Figura 3).(9OP&$ *9$ 7. infecções especificidade de 87.93.94. Num demonstrou que a terapêutica antibiótica trabalho do nosso grupo. Lisboa et al. Um valor assim como a uma diminuição paralela da 58 de PCR >8. ser um bom biomarcador de infecção. LR positiva 6.7 mg/dl com temperatura >38. de diferenças off da PCR para diagnóstico de infecção foi de nos critérios de inclusão dos doentes5. este conceito não está sistémico54.. mas antes infecções com infecciosas.1% (AUC do dia de início da antibioterapia59.7 mg/dl estava associado ao PCR-ratio .79$2%JQ3$ $ PROTEÍNA C-REACTIVA Não deixa de ser relevante que Sierra et al.065) (Tabela 1).9$ &'7". a PCR mostrou Num estudo muito interessante. Do mesmo modo que com a PCT. definida como a razão entre o diagnóstico de infecção com uma sensibilidade valor da PCR num determinado dia e a PCR de 93. 36 . Com 8.55. verificámos que a combinação da diagnóstico de PAV.4% e especificidade de 86. pelo menos em parte. ficou claramente PCR >8.("'5'"(9OP&$ *&6$ '"6E=(9*&6$ *9$ 5'&<9=<7(&. não prescrição de antibióticos. para 100%.71. os com uma população de doentes muito resultados contraditórios encontrados em semelhante (infectados N=70. como o Principles and Practice of e sem síndroma de resposta inflamatório Infectious Diseases. )*+.-%' . LR negativa 0. o que constitui um achado original. O melhor cut- resultam. não infectados diferentes estudos relativamente à N=80). LR negativa 0. tenha chegado a resultados quase performance diagnóstica de infecção da PCR iguais aos por nós obtidos (57).

Neste estudo identificámos quatro A grande maioria dos estudos publicados padrões evolutivos da PCR com diferentes sobre biomarcadores avalia a performance correlações com o desenvolvimento de diagnóstica para a infecção de apenas uma infecção.1 demonstrou que a monitorização diária da mg/dl era um bom marcador de sentinela de PCR mostrou ser útil como sentinela de infecção (sensibilidade 92. especificidade infecções nosocomiais adquiridas na UCI 71.78 7.4 86.9 71. No entanto. 199948 0.0 94. Uma elevação contínua ou uma determinação.Comparação da capacidade diagnóstica para infecção documentada da Proteína C- Reactiva em diferentes estudos Figura 3 – Concentração da proteína C-reactiva (PCR) em doentes com Pneumonia Associada ao Ventilador monomicrobiana em relação com a carga microbiológica dos aspirados traqueias (logQTA – logaritmo do aspirado traqueal quantitativo). AVALIAÇÃO DE DETERMINAÇÕES SERIADAS DE durante os cinco dias anteriores ao diagnóstico BIOMARCADORES (60). mas pelo contrário elevada (padrões A e B) estavam associados dinâmicos com marcadas variações da sua a um elevado risco de desenvolver infecção.22 e LR negativa 0.94 8.7 93. 200457 0.11).1%. 200556 0. determinações seriadas (padrões C e D) estavam associados a baixo poderão ser muito mais informativas do que risco de infecção (Figura 4).93 8. Por isso. uma determinação isolada.3 Póvoa. O nosso grupo uma variação diária máxima da PCR>4.1 Tabela 1 . LR positiva 3. os biomarcadores concentração da PCR persistentemente não são estáticos.$ AUC – area under the curve AUC cut-off Sensibilidade Especificidade (mg/dl) (%) (%) Ugarte.8 66. uma diminuição da estímulos inflamatórios em particular infecções concentração ou valores repetidamente baixos bacterianas. Para além disso. Quanto maior a carga microbiana mais elevado é o valor da PCR traduzindo maior estimulação inflamatória58. e .4%. concentração em resposta a diversos Pelo contrário.6 Sierra.3 87.

em combinação com um valor absoluto de Os autores não encontraram variações PCR > 8. Vandijk et al. doentes com e sem PAV (LR positiva 2.73. Os padrões A e B estão associados a alto risco de desenvolver infecção enquanto que os padrões C e D a baixo risco. Padrão B quando a PCR foi sempre >8.7 mg/dl. especificidade 82.Padrões de evolução de determinações seriadas da Proteína C-Reactiva (PCR) antes do diagnóstico de infecção ou da transferência da unidade de cuidados intensivos (controlos sem infecção e sem terapêutica antibiótica). biomarcador precoce.69) (Figura 5).7 mg/dl 56 conseguíamos aumentar significativas dos valores da PCT nem do delta ainda mais o valor diagnóstico (sensibilidade PCT que ajudasse na distinção entre os 92. A evolução da PCT nos 3 maiores nos doentes com bacteriémia a Gram dias que antecederam o diagnóstico de negativo 61 infecção foi sobreponível nos doentes que Relativamente à PCT. Noutro trabalho observou.7 mg/dl56 Padrão A quando no dia 0 a PCR era > 8. Apresentam-se 4 padrões evolutivos de quatro doentes entre os dias -5 e dia 0 (zero) antes do diagnóstico de infecção e transferência da unidade de cuidados intensivos de acordo com um cut-off de infecção previamente definido de 8. Só antes do diagnóstico de infecção. Linha tracejada: valor de cutoff da PCR para diagnóstico de infecção. Num estudo no dia do diagnóstico é que se observou uma em doentes com suspeita PAV. contrariando a ideia que a PCT é um anteriores ao diagnóstico62.7 mg/dl e nos dias anteriores esteve pelo menos uma vez abaixo deste cut-off. Padrão D quando a PCR foi sempre d8. dia 0. LR Num estudo retrospectivo. Figura 4 . Foram excluídos Gram negativo. 38 . dia do diagnóstico de infecção60.1%. marcadas elevações da PCR cerca de 50% dos doentes por razões tão nos dias anteriores ao diagnóstico. Luyt et al.7 mg/dl e nos dias anteriores foi pelo menos uma vez maior que o cut-off. em doentes com bacteriémias foram 89 doentes com suspeita da PAV e 72 (N=105) tanto a agentes Gram positivo como com bacteriémia nososomial.7 mg/dl. Padrão C quando no dia 0 a PCR era d8. existem 2 trabalhos em vieram a desenvolver infecção quando em que se investigaram as variações da PCT comparados com os doentes sem infecção.1%). negativa 0. diferença significativa entre os dois grupos de avaliou as variações da PCT nos cinco dias doentes. Contudo diversas como apresentarem valores de PCT estas elevações eram significativamente indetectáveis (8%)63.

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