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Expediente

Revista Roland Brasil


A número um
Presidente
É com muito prazer que apresentamos o primeiro número de Música e Imagem
Takao Shirahata
– a revista da Roland Brasil.
Gerente Geral
Muitos podem questionar por que a Roland decidiu lançar uma revista impressa,
Celso Bento
em uma época cada vez mais dominada por meios de comunicação mais contempo-
râneos, como portais, website, blogs, Orkut, YouTube etc. Editor
Nilton Corazza
Resolvemos fazer isso porque já temos um site moderno, com recursos multimídia
interativos e ótima visitação. Mas a revista impressa tem propostas diferentes. Ela Conselho Editorial
não é pressionada pela velocidade e agilidade que um website requer. E também não Takao Shirahata, Celso Bento,
Samantha Albuquerque
sai do ar. Pode ser “acessada” a qualquer tempo e lugar – sem energia, banda larga
ou computador -, colecionada ou, simplesmente, deixada para que outras pessoas a Redação
leiam. Música e Imagem nasceu para ser um complemento de nosso website – como Rafael Furugen
já acontece com a maioria das publicações de grande circulação.
Colunistas
A revista foi feita para você, que toca um instrumen- Mú Carvalho e Silvia Góes
to, gosta de música, quer ficar por dentro dos assuntos
Colaboradores
relacionados a ela e, principalmente, sobre o mundo Alex Lameira, Amador Rubio,
Roland – que hoje possui no grupo diversas marcas como Gino Seriacopi, Pakito,
Boss, Edirol, Cakewalk, Rodgers, RSS (Audio Products) Renan Dias, Sergio Motta,
Sergio Terranova, Leandro Justino,
- e Roland DG (impressoras digitais de grande formato Maurício Martins, Michel Brasil,
e máquinas de usinagem tridimensional). Nelson Bonfim, Pedro Lobão,
Raphael Daloia Neto
A revista tem no nome a palavra “imagem”, pois a
Roland acredita muito na associação da música com ima- Fotografia
gem. Somos os pioneiros na indústria de instrumentos Mário Moreno
a apresentar soluções de integração deles com imagem
Conteúdo On-line
(V-Link), além de contar com a linha Edirol Video, de pro- Mário Moreno e Fernanda Arrazi
dutos voltados ao uso em apresentações ao vivo.
Arte/Diagramação
Apesar do incrível avanço da tecnologia, como Blu- Detonart´s Criações
Ray, Super Audio CD, mp3, TV Digital, Super Hi-Definition etc., não há como substituir
a música ao vivo. E a Roland aposta que haverá cada vez mais eventos ao vivo – desde Impressão/acabamento
Oceano Indústria Gráfica e Editora
os “pocket shows” até os “supermegahipertours” de bandas e artistas famosos.
E em todos eles veremos a integração de música e imagem. Jornalista Responsável
Nilton Corazza (MTb 43.958)
Música é vida e, para quem gosta e toca, questão de paixão. E é essa paixão que
faz que sons e imagem geradas por circuitos digitais se tornem arte. Música & Imagem
A revista Música e Imagem terá sempre um artista na capa, para lembrarmos Revista Roland Brasil na internet
www.musicaeimagem.com.br
que, por trás de uma boa música e um bom instrumento, existe um ser humano de
carne, osso e alma. Fale com a Redação
revista@roland.com.br
Convidamos Oswaldinho do Acordeon para ilustrar a capa desta edição por ser
um grande parceiro Roland, um artista de reconhecimento nacional e internacional, Visite nosso Site
e porque, pela sua trajetória pessoal e profissional, tão bem representa o talento do www.roland.com.br
músico brasileiro.
Boa leitura! Os editores não se responsabilizam
por opiniões emitidas por
colaboradores em artigos assinados.
Não é permitida a reprodução total
J. Takao Shirahata – Presidente, CEO – Roland Brasil ou parcial das matérias publicadas.

2 Música e Imagem
Índice

06
Turnê 30
Eventos com a BOSS GT-10
participação da Roland Brasil A solução ideal para
criação de timbres

09
Mundo Roland 34
A presença das marcas da Fantom-G
Roland Corporation na mídia Uma nova era na história
das workstations

10 38
Roland Brasil
Saiba quem são os responsáveis V-Drums TD-9
pelo Centro Técnico Roland Kits para todos os tipos
de músicos e de bolsos

12 42
Perfil
A influência da V-Drums nos Linha Atelier
Novidades com mais recursos
trabalhos de Marcelo Brasil

14 44
Pergunte ao Especialista
Clássicos
As respostas para as
BOSS DS-1:
dúvidas mais freqüentes
o pedal de efeito mais vendido do mundo

16 48
Carreira
Novos Produtos
Os principais pontos da
Os lançamentos de 2008 formação de um profissional

24 49
Interação Educação
V-Link: revolucionário Os cuidados necessários
padrão desenvolvido pela Roland durante a educação musical

26 50
Capa Fronteiras
Oswaldinho do Acordeon e o A importância da bateria na vida
instrumento digital da Roland profissional do jurista Luiz Flávio Gomes

4 Música e Imagem Música e Imagem 5


Turnê

Inovação na USP
Em Ação Assim como acontece em conceituadas escolas e conservatórios inter-
nacionais, o Departamento de Música da Universidade de São Paulo (USP)
utiliza pianos digitais Roland para apresentações e estudos. A Sala Roland,
A Roland Brasil não se preocupa apenas em comerciali-
que conta com oito modelos HP-203, por exemplo, permite que pianistas
zar instrumentos e equipamentos, mas também transmitir
pratiquem simultaneamente, sem que um interfira no desempenho dos
às pessoas conhecimento suficiente para que utilizem, em
demais. Isso é possível porque os alunos utilizam fones de ouvido plugados
sua totalidade, os recursos presentes nesses aparelhos.
diretamente nos instrumentos durante aulas e ensaios.
Para isso, uma equipe de especialistas percorre o Brasil
apresentando as possibilidades inovadoras que engenheiros
colocam à disposição de músicos e artistas do vídeo.
Compõem esse trabalho participações em feiras e BOSS Guitar Day 2008
congressos, nas quais novas tecnologias são apresenta-
O gerente de produtos BOSS, Sergio Motta, jun-
das, inaugurando, muitas vezes, segmentos no mercado
AES Brasil e tamente com Rafael Bittencourt, integrante do grupo
e linhas de produtos, reforçando a tradição de pioneirismo
da empresa.
Broadcast & Cable Angra, percorre diversas cidades brasileiras para a
A Roland Systems Group participou de três realização do BOSS Guitar Day 2008. Na ocasião, são
Nessa realidade, a utilização de equipamentos Roland, apresentados alguns equipamentos da marca – líder
importantes eventos para o mercado de áudio e
BOSS, Edirol, Rodgers e RSS por músicos, artistas e téc- mundial em efeitos para guitarra em pedais compac-
vídeo: a 12ª Convenção Nacional da AES Brasil,
nicos colabora para a difusão de toda a potencialidade dos tos e pedaleiras –, principalmente a GT -10.
o 6º Congresso de Engenharia de Áudio da AES
produtos dessas marcas e comprova a qualidade deles.
Brasil e a 17ª Feira Internacional de Tecnologia em Durante o workshop, Motta fala a respeito das
Equipamentos e Serviços para Engenharia de Tele- Workshop Fantom-G diferenças entre pedais e pedaleiras, enquanto Bitten-
visão Radiodifusão e Telecomunicações (Broadcast O tecladista Sergio Terranova percorre o País exibindo o court dá dicas sobre utilização de efeitos e construção
Gravação na & Cable 2008). Nessas ocasiões, a empresa exi- workshop Fantom-G, no qual a workstation é demonstrada de timbres. Os participantes podem testar e conhecer
Sala São Paulo biu produtos de em toda a sua potencialidade. O músico é gerente de pro- os equipamentos, além de tirar dúvidas com os repre-
Celebrando 90 anos do Grupo Votorantim, a Sinfônica vídeo interagin- dutos da Roland Brasil e integrante da equipe internacional sentantes da empresa e músicos convidados.
Heliópolis e o Coral da Gente - mantidos pelo Instituto do com equipa- de especialistas que trabalha no desenvolvimento de novos
Baccarelli - apresentaram-se na Sala São Paulo. O con- mentos de áudio, equipamentos da marca.
certo, que contou com a regência dos maestros Roberto apresentando so- Durante o evento, além das principais funções e ferra-
Tibiriçá e Edilson Ventureli, foi filmado e gravado para a luções completas mentas do instrumento, Terranova apresenta as placas de
produção de um DVD comemorativo. Para tanto, a equipe aos profissionais expansão da série ARX que, trabalhando como plug-ins, per-
responsável pela sonorização do evento, Tukasom Audio do setor. mitem total customização dos sons. O profissional também
Systems, contou com um sistema RSS Digital Snake para Nos dois primeiros eventos, o estande da interpreta composições de vários estilos, comprovando a
a captação digital simultânea de 31 canais de áudio, em empresa contou com a performance “silenciosa” versatilidade do workstation, tanto na reprodução de timbres
alta resolução, e a sincronização com vídeo. O software de uma banda. O Edirol Motion Dive.Tokyo exibiu orquestrais quanto de sintetizadores analógicos, passando
utilizado foi o Sonar 7.0 com backup de dados realizado loops de imagens em tempo real, cujo resultado por pianos acústicos e elétricos, e guitarras, entre outros.
em duas máquinas idênticas. foi mixado às câmeras no switcher multiformato
V-440HD. Para finalizar, áudio e vídeo passaram
pelo VC-300HD a fim de realizar o registro de DJ Sound Awards
um DVD.
A Roland esteve presente na entrega dos prêmios para os melhores profissio-
Durante a Broadcast & Cable 2008, a RSG nais da música eletrônica de 2008. Em festa promovida pela revista DJ Sound, a
destacou, principalmente, as novidades da Edirol: empresa apresentou sua linha de produtos para DJs e VJs, com as participações
o V-8, o F -1 e o VC-300 HD. Além disso, o estande da DJ Lisa Bueno e do VJ Cadu, em quiosques espalhados pelo local e no palco
apresentou a utilização do Digital Snake interligado principal do evento. Além disso, vários equipamentos estavam dispostos e pude-
a um mixer por meio de um multicabo analógico e ram ser manuseados pelos convidados, entre eles o Edirol Motion Dive .Tokyo,
de um cabo de rede. O sistema possibilitou uma suíte de software e hardware dedicada à produção e mixagem de imagens. O
comparação precisa das vantagens do equipamen- SP-555, por sinal, foi reverenciado por um das mais emblemáticas figuras da cena eletrônica, o rapper Thaíde, em uma
to desenvolvido pela empresa. apresentação no palco principal no encerramento da premiação.

6 Música e Imagem Música e Imagem 7


Turnê Mundo Roland

A serviço da Brainworms
Rodgers na Igreja Batista Igreja Católica O disco-solo de Rafael Bittencourt, Braimworms, vem recheado de timbres produzidos
Comemorando 99 anos de fundação, a Igreja Batista da Liberdade, Entre as solenidades do centenário da pela BOSS GT-10. Utilizada pelo músico nas últimas etapas da gravação, a pedaleira foi respon-
em São Paulo, inaugurou o órgão Rodgers modelo Trillium 908 recém- Arquidiocese de São Paulo, a Orquestra Sin- sável por muitas das sonoridades ouvidas
adquirido. Após cuidadosa instalação e regulagem, sob responsabilidade fônica do Conservatório Dramático e Musical, no álbum. Com distribuição no Japão e
da Roland Brasil e do gerente internacional de vendas da Rodgers, John sob a regência do maestro Ricardo Mielli, foi lançamento na Expomusic 2008, o trabalho
Green, o instrumento soou em apresentações-solo e juntamente com responsável pela música em dois grandes reflete a capacidade virtuosística do guitar-
coro de 110 vo- eventos: o concerto comemorativo realizado rista aliada a seu vocal vibrante.
zes e orquestra no Theatro São Pedro e a missa campal cele-
Bittencourt é um aficionado dos equipamentos da marca, tendo re-
de 40 músicos, brada no Estádio Paulo Machado de Carvalho
alizado diversos workshops, shows e eventos com a boa e velha GT-8.
sob a regência (Pacaembu). Em ambos, a organista Selma
Com a chegada do novo modelo, o músico o adotou como principal

Divulgação
do maestro Asprino comandou um órgão Rodgers Trillium
gerador de efeitos de seu setup e embarcou na turnê BOSS Guitar Day,
Donaldo Gue- 788, o mesmo utilizado durante a estadia do
explicando como o utiliza.
des, além da papa Bento XVI no Brasil.
participação da E s s e i n s t ru -
comunidade. mento também foi Roland na televisão Fandango
usado na tradicio- Em 2008, a Banda Domingão - responsável pelas inter- Renato Borghetti é um dos
nal missa realiza- venções musicais do programa dominical mais assistido mais prestigiados artistas brasi-
Música Eletrônica da pelos militares do Brasil – começou a utilizar instrumentos desenvolvidos leiros e, graças à sua raiz gaúcha,
brasileiros, deno- pela Roland. Sob o comando de Luiz Schiavon, que usa idolatrado como baluarte da
Realizado pela Roland Brasil e pela escola de produção Electronic
minada Páscoa um sintetizador V-Synth GT, o grupo conta com uma bateria cultura regional. Não bastasse
DJs, o workshop sobre equipamentos e novidades da música eletrô-
dos Militares. O eletrônica V-Drums TD-20K, tocada por Anderson Batista, isso, é um instrumentista como poucos, que domina a
nica independente reuniu DJs e produtores para conhecer as novas
evento, que con- além de um piano de palco RD-700 e uma workstation gaita-ponto com maestria. O CD Fandango, gravado por
tecnologias à disposição e discutir tendências. Com o rapper Xis como
tou com a presen- Fantom-G7, nas mãos do tecladista Caixote. ele e seu grupo em janeiro de 2007, conquistou quatro
mestre de cerimônias, o evento teve palestras e demonstrações de
ça de autoridades A parceria tem como objetivo aumentar a qualidade prêmios no Troféu Açorianos de Música deste ano (Melhor
equipamentos. Os modelos Roland SP404 e SP555 foram apresentados
civis e militares e tanto dos timbres quanto da captação, facilitando o trabalho Instrumentista, Melhor CD de Música Instrumental, CD do
pela DJ Lisa Bueno, e coube
representantes do da banda no ambiente desfavorável de um programa ao Ano e DVD do Ano).
a Tico Producer desvendar
Exército, da Mari- vivo com auditório. A Roland apoiou o projeto, fornecendo os equipamen-
os segredos do MV8800 e do
nha, da Aeronáutica, da Polícia Militar, do Corpo tos necessários para a concretização da produção, realizada
MC808 aos mais de sessenta
de Bombeiros e da Guarda Civil Metropolitana, na fazenda do intérprete, no Rio Grande do Sul. Essa par-
presentes. O inglês DJ Pogo
entre outras corporações, foi realizado na Ca- ceria foi coroada com o reconhecimento do instrumentista
foi o protagonista de um set
tedral da Sé. A cerimônia - com a participação gaúcho, que presenteou Takao Shirahata, presidente da
demonstrativo do campeona-
de banda militar e coral - teve como organista Roland Brasil, com um dos troféus recebidos.
to mundial D.M.C.
o paulistano Newton de Lima.
O Troféu Açorianos de Música é uma premiação da
prefeitura de Porto Alegre aos artistas que se destacaram

Divulgação
Festival de Inverno de na música, na literatura, na dança e no teatro, enriquecendo
e valorizando a cultura do Estado do Rio Grande do Sul.
Campos do Jordão
A 39ª edição do mais importante festival de música erudita da
América Latina, realizado em julho na cidade de Campos do Jordão,
teve entre as principais apresentações um concerto da Orquestra
Hotsite V-Drums
Sinfônica Municipal de São Paulo, sob a regência de José Maria No endereço www.v-drums.com.br, os interessados têm acesso às últimas
Florêncio. Para a execução de uma das obras, - Assim Falou Zara- novidades da linha, como o lançamento de um novo acessório ou o download de uma
thustra, de Richard Strauss, que ganhou popularidade ao ser utilizada música do modo play along. Os internautas também podem conhecer os detalhes
por Stanley Kubrick no filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço -, a dos equipamentos que compõem as séries V-Drums, além de alguns artistas que os
presença de um órgão é necessária. O escolhido para a proeza foi o modelo Trillium 788 fabricado pela Rodgers, que simula utilizam. Há uma seção dedicada exclusivamente para vídeos, com performances de
com perfeição a sonoridade de um instrumento de tubos graças à qualidade das amostras recolhidas dos melhores órgãos Omar Hakin e Taku Hirano, entre outros, e endereços de revendedores.
litúrgicos de todo o mundo. Maria Cecília Moita foi a responsável pela execução ao equipamento.

8 Música e Imagem Música e Imagem 9


Roland Brasil

ÓRGÃOS RODGERS
Centro Técnico
Roland
O Centro Técnico Roland também é responsável pela ins-
talação e configuração dos órgãos Rodgers, bem como pelo
treinamento dado aos usuários desses equipamentos. Graças
a profissionais formados diretamente na fábrica, instalada
Com uma bem-montada estrutura técnica e profissional,
nos Estados Unidos, organistas podem contar com serviços
o CTR garante suporte em todos os aspectos referentes a um equipamento diferenciados, individualizados e específicos para o melhor
aproveitamento de seu instrumento.
Para a Roland, não basta produzir e comercializar os melho- funcionamento do aparelho, tenha vivenciado de algum modo
res equipamentos existentes no mercado: é preciso assegurar seu uso, de forma a poder entender a arquitetura do dispositivo
que o aparelho esteja em pleno funcionamento quando o e quais as maneiras mais simples de explicar sua operação. De
Mas não é somente quando surgem problemas que uma assistência
usuário precisar dele. Para tanto, foi estruturado o Centro Téc- posse desses elementos, torna-se fácil, também, assessorar
deve ser visitada. A manutenção preventiva é importante, principalmente,
nico Roland, que conta com profissionais capacitados a propor- os consumidores na resolução de problemas ou dúvidas indivi-
para aqueles que dependem do equipamento para trabalhar. Para pro-
cionar todas as condições de que o proprietário necessite para duais, surgidas sejam pela falta da leitura atenta das instruções
fissionais e amadores que usam quase que diariamente um aparelho, é
usufruir, ao máximo e com prazer, do equipamento que adquiriu ou por necessidades específicas, entre outros fatores.
importante procurar um STA a cada seis meses, principalmente depois de
das marcas Roland, BOSS, Edirol, Rodgers e RSG. O CTR assu- Todos os produtos comercializados pela Roland Brasil
terminado o período de garantia. “Nessa visita, pode-se solicitar ao técnico
me a responsabilidade de oferecer auxílio, informação e solução adquiridos no País possuem um ano de garantia para peças
uma revisão geral em que são feitas, sobretudo, a limpeza de contatos
para toda espécie de problemas que possam ocorrer. e mão-de-obra. Isso assegura que, a qualquer momento, o
de borracha, a remoção de poeira acumulada nas placas de circuito e a
usuário pode contar com manutenção de seu aparelho. Mas
lubrificação de partes mecânicas, que trabalham com movimento cons-
FUNÇÕES é importante, também, que ele procure uma das 28 assistên-
tante”, ensina Pakito.
Entre as várias atividades do Centro Técnico Roland, uma cias técnicas autorizadas Roland (STAs) distribuídas por todo
Outro ponto a ser destacado é a atualização do sistema operacional
das primeiras a ser realizada, mesmo antes da chegada de um o território nacional ao menor sinal de mau funcionamento de
de alguns modelos, que deve ser feita, preferencialmente, nas assistên-
lançamento ao Brasil, é a produção de manuais em português. seu investimento. “Essa ação justifica-se pelo fato de que ela
cias técnicas, já que a Roland não se responsabiliza por ações realizadas
A tarefa exige profissionais que dominem tanto a linguagem possui o suporte da Roland Brasil para qualquer tipo de manu-
por terceiros nesse processo. “Por mais simples que possa ser um pro-
escrita quanto a parte técnica do equipamento, com conheci- tenção” , afirma Francisco Edson de Souza Pereira, o Pakito,
cedimento desse tipo, sempre existe o risco de que o produto pare de
mentos suficientes para orientar o usuário nos processos mais gerente de suporte técnico, peças e assistência técnica. “E,
funcionar por causa de uma instrução seguida de maneira incorreta”, diz
comuns de sua atuação. Isso pressupõe, portanto, que o res- além disso, ele pode contar com a experiência dos profissionais
Pakito. “Sendo assim, recomendamos a todos os usuários que façam os
ponsável por essa atividade, além de saber todos os dados de de cada STA.”
updates nos postos autorizados.”
Nos casos em que a troca de peças de um equipamento seja indis-
pensável, as assistências técnicas autorizadas contam com o suporte do
CTR para o fornecimento desse material. Isso garante rapidez e qualidade
do reparo, já que são componentes originais, provenientes diretamente
do estoque da Roland Brasil.
Acima de tudo, no en-
tanto, o Centro Técnico
Roland é a ponte entre o
INTERNET consumidor e os departa-
Como acréscimo aos serviços oferecidos mentos de engenharia da
para os usuários, a Roland Brasil disponibiliza Roland Corporation-Japan,
o download de arquivos PDF dos manuais de trocando informações,
instruções para aqueles que tiveram seus experiências e sugestões,
exemplares extraviados. Para tanto, basta de modo a oferecer, cada
acessar o site www.roland.com.br vez mais, o melhor equi-
pamento para o usuário.
ORGANIZAÇÃO
(Nilton Corazza) Sob a responsabilidade de Pakito, o CTR
conta com suporte ao usuário, estoque de
peças e profissionais capacitados

RESPONSÁVEIS PELO CTR


Diogo Firmo Pezzuti, José Osório de Souza, Francisco Edson de Souza Pereira (Pakito), Tersio de Oliveira Barreto, Emerson Sipriano da Silva e Bruno Souto Giacomini
10 Música e Imagem Música e Imagem 11
Perfil

Experiências
Oriundo de uma família de músicos, Marcelo Brasil
fala sobre a importância da V-Drums em seu trabalho

Marcelo Brasil é uma pessoa predestinada ao sucesso. Além de trabalhos-solo, costuma acompanhar artistas consagrados.
Já tocou com os grupos de Caetano Veloso, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Daniela Mercury e Jimmy Cliff, entre outros. Com
essa ampla experiência, fica evidente que a carreira do músico já está consolidada, tanto pelos projetos que executou nos
palcos quanto nos que desempenhou em estúdios. O baterista, porém, acredita que o fator determinante para isso foi sua
família: “Eles foram fundamentais para o meu desenvolvimento”, conta.
A família Brasil pode ser considerada uma fábrica de talentos. Além de Marcelo, existem outros nove instrumentistas no clã: a
mãe, Eusalita Brasil (pianista); os irmãos Luiz Brasil (violonista e arranjador), Mou Brasil (guitarrista) e Jorge Brasil (baterista); e os
sobrinhos Thamyma Brasil, Marcio Brasil (bateristas e percussionistas), Cássio Brasil, Victor Brasil e Rafael Brasil (bateristas).

INÍCIO Além da turnê, quais são seus projetos


O primeiro contato de Marcelo com as baquetas aconteceu quando tinha para este ano?
apenas 6 anos, influenciado pelo irmão Jorge. Aos 11, já ganhava seu primeiro Quero terminar algumas mixagens e maste-
cachê. Inspirado por artistas e bandas reconhecidos mundialmente, como rizações e lançar meu CD no Brasil. Depois, pre-
Novos Baianos, Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal, entre outros, o músico tendo encaminhar esse material para a Europa,
resolveu se empenhar. O impulso inicial foi dado em 1987, quando atuou na já que desejo entrar no mercado fonográfico de
gravação de um disco de Cid Guerreiro. lá. O trabalho será composto por composições
De uns tempos para cá, Marcelo decidiu realizar um antigo desejo: fazer próprias e por regravações, sendo uma música
música instrumental. Paralelamente aos trabalhos que desempenhava com ou- de Hermeto Pascoal e outra de John Scofield.
tros artistas, compôs suas primeiras canções. Decidiu apresentá-las ao público
em 2000. O show, intitulado Pra Não Dormir, ficou em cartaz por dois anos. Como surgiram as primeiras com-
Após o espetáculo Estradas, que teve a estréia em 2003 e terminou quatro posições?
anos depois, Marcelo adquiriu uma V-Drums TD-20K. “Com esse equipamento, A primeira, intitulada “Seria o Caso?”, foi
pude desenvolver uma apresentação com sonoridade mais mesclada”, conta. composta com um violão. O nome surgiu de um
Sobre a possibilidade de trocar de instrumento, o músico é enfático: “Ela supre costume meu de sempre questionar as coisas.
todas as minhas necessidades”. Atualmente, o baterista está em cartaz com o Depois, comprei um pequeno seqüênciador
show No Quarto utilizando o produto da Roland. com sons PCM e sampleados que um amigo
trouxe dos Estados Unidos e fiquei maluco com
Divulgação

a possibilidade de fazer arranjos exatamente


como queria. Com o auxílio desse equipamento,
compus as músicas “Ping Pong”, “Trocadilhos”,
“Andrômeda”, “Luciana”, “Estradas” e “Aí!”.

Qual a importância da V-Drums para a


realização de seus trabalhos?
A V-Drums foi fundamental tanto no comple-
mento quanto na formatação da sonoridade das
músicas. Por mais que gravasse a bateria em óti-
mos estúdios, as composições nunca ficavam
boas com o seqüênciador. (Rafael Furugen)
NO ALTO DO TRIO ELÉTRICO
Marcelo Brasil em apresentação na Bahia

12 Música e Imagem Música


Música e Imagem
e Imagem 13
Clássico

cações Tone
Especifi , Level e
Distortion
-20 dBu
s
Controle trada s
al de en 470 ohm
l n o m in
Níve
entrada
-20 dBu
ncia de
Impedâ
e saída 1 k ohms
minal d p.)
Nível no (IHF-A, Ty
saída -122 dBu C)
ncia de entrada
ptor (9V D
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DS-1
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liados à
desse mo a lm e n c o m p o
Tos h ib a TA 7
pedal, ac b ateria - a
: a norm ircuitos o op-amp éculo, no ã o d a
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abre mão

14 Música e Imagem Música e Imagem 15


Novos Produtos

RG-1
O RG-1 é um piano de cauda amostragem - e polifonia de 128
compacto que, graças aos re- vozes, mais que suficiente para
cursos tecnológicos de última qualquer performance. O equi-
geração desenvolvidos pela Roland, pamento ainda conta com vários
supre todas as necessidades de mú- parâmetros de customização, com
sicos acostumados aos instrumentos o objetivo de aproximá-lo dos desejos do
acústicos. O equipamento oferece músico e satisfazê-lo plenamente. Entre
as sensações sonora e de toque esses ajustes, estão a possibilidade de
RD-700GX
de um piano de concerto, obtidas controlar o peso das teclas, assim como a
RD-300GX com o resultado de pesquisas realizadas com o resposta do martelo, o temperamento e a
intuito de reproduzir o melhor mecanismo disponível em curva utilizados na afinação, a ressonância
O piano digital RD-700GX disponibiliza tudo que um pia- Pattern. Como adicional, traz 78 efeitos de qualidade
modelos digitais. O sistema Progressive Hammer Action II das cordas e muitas outras funções. Isso
nista necessita para apresentações ao vivo e gravações: profissional, com a possibilidade de aplicar multiefeito,
apresenta martelos pesados para as teclas graves que vão se faz que o RG-1 possa assumir as qualidades que o usuário
sons incríveis de instrumentos acústicos e elétricos, reverb, equalizador digital de duas bandas e Sound Con-
tornando progressivamente leves à medida que são tocadas escolher, transformando-o em um instrumento particular, feito
funções de master control e reprodução de arquivos de trol para cada timbre.
as notas mais agudas. O Ivory Feel reproduz a textura do sob medida para o seu gosto.
áudio. Além disso, o equipamento conta com o meca- Mas não é somente na sonoridade que o equipamento
marfim e do ébano, com cada uma das 88 teclas construída Para mais flexibilidade, estão disponíveis 20 timbres diferen-
nismo Progressive Hammer Action II - que oferece Ivory satisfaz plenamente os músicos. O Progressive Hammer
em camadas que absorvem o suor e a oleosidade natural das tes, além de 340 sons internos para reprodução de arquivos
Feel e Escapement - e a nova tecnologia SuperNATURAL, Action II traz as mesmas características de um mecanis-
mãos, proporcionando segurança à execução. Além disso, a Standard MIDI Files, incluindo oito kits de bateria e um de
derivada das placas de expansão ARX. mo de piano acústico, proporcionando toque mais pesado
Roland foi pioneira ao reproduzir o Escapement, um pequeno efeitos. Uma das principais inovações do produto é a porta
O RD-700GX possui 88 teclas e polifonia de 128 vozes, na região grave e suave na aguda. Afora isso, as teclas
“click” existente quando a tecla é levemente pressionada, o USB utilizada para a conexão de um pen drive e execução
mais que suficiente para qualquer tipo de aplicação. Para foram projetadas para absorver a umidade das mãos
que cria um primeiro estágio para o toque, elemento presente de arquivos wave e SMF. Com apenas 73 centímetros de
total realismo sonoro, o equipamento foi dotado com dois durante a execução.
em qualquer piano de cauda acústico. E, em se tratando de profundidade e 75 quilos de peso, o RG-1 oferece equalizador
sets de legítimos pianos acústicos, com multisamplers O RD-700GX pode ser utilizado, também, como contro- pedais, o modelo oferece três deles, com as funções de damper digital de quatro bandas, gravador digital com capacidade para
em estéreo de cada uma das 88 notas amostradas em lador profissional, graças às três saídas MIDI indepen-
(com meio pedal), soft (com meio pedal e função assinalável), aproximadamente 30 mil eventos, amplificador estéreo com
vários níveis de dinâmica. Para aqueles que gostam de dentes e aos diversos controles disponíveis no painel. E,
e sostenuto (também assinalável). potência de 80 watts - que alimenta dois alto-falantes e dois
personalizar o resultado, o modelo oferece o recurso Pia- pela entrada USB, o modelo reproduz áudio nos formatos
De nada bastaria um excelente mecanismo, no entanto, se o tweeters - e saída para dois fones de ouvido, tudo em um
no Designer, com o qual é possível configurar detalhes e wave, aiff e mp3, além de SMF com multitimbralidade
som não fosse de altíssima qualidade. O RG-1, em resposta gabinete discreto e luxuoso, com acabamento preto acetinado
parâmetros, incluindo ruído dos martelos (Hammer Noise) de 16 partes.
a isso, apresenta notas sampleadas uma a uma - e não por e banqueta com regulagem de altura.
e ressonância do pedal (Damper Re-
sonance), entre outros. Além disso,
estão à disposição diversos timbres RD-300GX
de pianos elétricos, sampleados de O RD-300GX é a versão compacta do RD-700GX, com a maioria das funções F-1
lendários modelos como Fender Rho- deste, mas com um sistema mais leve, perfeito para o transporte. Mesmo Com design orientado para gravações em campo, o F -1 oferece simplicidade, confiabilidade e qualidade em captações
des e Wurlitzer, por exemplo. Graças com um chassi feito para condições de turnês, como estradas e aeroportos, de áudio e vídeo, modernizando e aperfeiçoando o trabalho em produções. Entre as características mais importantes
à tecnologia SuperNATURAL, o equi- com acabamento em metal escovado na cor preta, o instrumento é, atual- podem ser citados o hard disk de 120GB resistente a choques, várias opções de fontes de energia, como alimentação
pamento permite a customização de mente, um dos mais leves pianos digitais do mercado, pesando somente via baterias de câmeras ou compartimento removível de pilhas AA, dois canais de input adicionais de áudio, controle
qualquer um deles, proporcionando 16 quilos. Com polifonia de 128 vozes, 356 patches, 14 kits de percussão e remoto via LAN proporcionando captação multicâmera de até quatro unidades F -1 (em sync) e tamanho de arquivos
sons orgânicos que respondem ao 32 memórias, o modelo também permite customizar os sons de piano por ilimitado. O modelo é ideal para produtores ou videomakers que necessitem acelerar seu fluxo de trabalho, capturando
toque com mais sutileza que os ou- meio da função Piano Designer. HDV ou DV diretamente para um disco rígido (removível), mesmo em locações. Além disso, o equipamento oferece saída
tros do mercado. Também é possível RGB para controle e visualização de previews, capacidade de criação de redes a fim de comandar múltiplas unidades e
expandir a quantidade de opções transferir arquivos, e software de gerenciamento e edição básica. As duas entradas analógicas de áudio são
com a inserção de até duas placas independentes, o que permite captação de conteúdo estereofônico diretamente de um mixer ou de
SRX simultaneamente. O RD-700GX dois microfones. O F -1 grava o áudio em wave linear do tipo PCM broadcast (BWF) em 48kHz
ainda conta com 150 variações no e 16-bit e, para uso de microfones condensadores, vem equipado com Phantom Power.
arpegiador e 200 estilos de Rhythm A preocupação com a segurança dos dados não foi esquecida, pois o produto possibilita
a realização de backup via USB para HDs externos ou memórias flash, assim como copiar
o conteúdo do disco rígido por rede para vários computadores simultaneamente.

16 Música e Imagem Música e Imagem 17


Novos Produtos

DD-7
P-10 O novo Digital Delay da BOSS, o DD-7, traz aos
MICRO-CUBE RX O Visual Sampler P-10 grava e reproduz com fidelidade imagens guitarristas e músicos em geral ainda mais recur-
MICRO-CUBE BASS RX e vídeos utilizando cartões de memória SD e SDHC. Com in- sos que seu antecessor. Afora todas as funções
terface do tipo sampler e display colorido LCD, que elimina a disponíveis nos modelos anteriores, o pedal com-
Um amplificador portátil, com muito volume, efeitos BOSS tais, equalizador de três bandas e
necessidade de monitores externos, o equipamento possibilita pacto conta com inovações que fazem dele um
e levadas de bateria! O sonho de guitarristas e baixistas afinador cromático.
disparar videoclipes e figuras por meio dos 12 pads situados marco na história dos processadores. Uma delas
finalmente chega ao mercado: a nova linha Micro-Cube RX O Micro-Cube RX e o Micro-Cube no painel superior. Até 864 clipes, ou 86.400 figuras, podem é o modo Analog, simulação do clássico DM-2 - o
oferece dois modelos desenvolvidos especificamente para Bass RX ainda vêm equipados com ser atribuídos a 72 bancos, o que proporciona flexibilidade e primeiro pedal de delay analógico da marca – que
esses instrumentos. diversos ritmos de bateria com rapidez ao usuário, e cada projeto comporta até 9.999 arquivos. mantém a característica sonora “quente” do ori-
Apesar do tamanho compacto, cada cubo possui potência variação de andamento para que o Efeitos visuais - como Repeat, Reverse, Strobe, Speed, Color, ginal, mas permite tempo de delay mais longo.
sonora suficiente para surpreender os mais fanáticos aman- músico possa praticar como se estivesse utilizando um Output Fade, Slide Show - e modos de reprodução Forward Além disso, as funções Modulate - em que um
tes de volumes altos. Isso é resultado do trabalho de dois metrônomo, mas com maior interesse. Basta escolher um Loop, Alternate Loop, One Shot (2 tipos) e Gate (2 tipos), efeito de chorus é acrescentado às repetições - e
amplificadores que, em conjunto com os quatro alto-falantes dos grooves disponíveis para melhorar a precisão rítmica e, permitem manipular vídeos e imagens com criatividade e Reverse – na qual o áudio é reproduzido em sen-
construídos especialmente para os modelos, oferecem ex- ao mesmo tempo, curtir uma experiência mais artística ou facilidade. O P-10 possui entradas e saídas de tido invertido – proporcionam mais possibilidades
celente rendimento. Essa tecnologia - criada originalmente apenas divertir-se fazendo jams com as levadas. O equipa- vídeo Composite e S-Video, e de áudio RCA ao instrumentista.
para o lendário JC-120 Jazz Chorus – também mento conta, além da entrada principal (em que é possível (estéreo), além de MIDI In, Out e Thru, e
O DD-7, no entanto, oferece outras vantagens.
constrói uma imagem estereofônica de conectar guitarra, baixo ou microfone), com conexão AUX IN porta USB para transferência direta de
O delay digital pode ser configurado para até
grande imersão e produz graves pre- (para iPods, CD players ou instrumentos em linha). Ambas arquivos de mídia para o computador.
6,4 segundos em mono, tempo inimaginável
sentes e com alta qualidade, fatores podem ser utilizadas simultaneamente, oferecendo opções O equipamento é compatível, tam-
para outros modelos de mesma categoria. Além
que parecem desafiar o tamanho dos de acompanhamento para o estudo ou mesmo apresenta- bém, com o protocolo V-Link.
ções. E, para quem quer gravar suas performances ou não da alta qualidade produzida, portanto, o pedal
equipamentos. Aliado a tudo isso, o
quer incomodar os vizinhos, o equipamento oferece a saída transforma-se em uma ferramenta criativa.
processador de efeitos incorporado é
REC OUT/PHONES. Colabora para isso, também, o modo Hold, que
responsável pela produção de chorus
permite gravar loops de até 40 segundos de
impressionantes e de reverbs profun- Para confirmar a vocação de portabilidade do equipamento,
áudio em performance sound-on-sound, sobre-
dos, além da tecnologia COSM. Esta o Micro Cube RX funciona com fonte de alimentação ou
pondo camadas sonoras e repetindo indefinida-
permite simular oito tipos diferentes seis pilhas AA que permitem autonomia de até 13 horas de TDW-20 mente o resultado.
de amplificadores, seis efeitos digi- uso contínuo.
Além de ser uma alternativa valiosa aos instrumentos acústicos,
Com tantos recursos à disposição, o aparelho
tanto em palco quanto para estudo, a bateria eletrônica TD-20
exige facilidade de controle. Para tanto, a equipe
é muito útil para músicos em gravações. Buscando aprimorar
de engenheiros dotou o modelo com entrada
ainda mais o poder desse equipamento, a placa de expansão
para pedal externo. Com isso, é possível alterar
SL-20 TDW-20 intensifica a expressividade do módulo de percussão
os valores de Delay Time, Feedback e Volume por
com novos sons, efeitos de ambiência, maiores possibilidades
O novo pedal oferece um efeito inovador que inspira a criatividade do músico. Trata- meio de um pedal de expressão ou o tap tempo
de edição e uma interface de customização de peças mais
se de um gerador de grooves que “fatia” o áudio produzido pela performance do delay via footswitch, afora o próprio DD-7.
rápida e flexível.
do instrumentista em pedaços e os emprega para a criação de padrões. Com Para oferecer ainda mais flexibilidade, entrada
possibilidade de utilização de até 50 patterns, o SL - 20 Slicer permite ajustar A TDW-20 oferece extensa gama dinâmica nos tambores e
e saída estéreo estão disponíveis, com duplo
as características do efeito, como o ataque e a duração das repetições, além fácil controle da sonoridade no chimbal, ampliando o módulo
roteamento e processamento, o
da mix entre o volume deste em relação ao original. O recurso Harmonic Slice TD-20 com outros 300 sons. Afora isso, a placa de expansão
que permite criar efeitos incrí-
constrói seqüências rítmicas baseadas nos acordes tocados, ao passo que o Loop Phrase apresenta opções de ambiência, otimizadas
veis e explorar novas possi-
admite a gravação de até 40 segundos dos resultados no próprio equipamento. Obviamente, não para baterias e com possibilidade de ajuste
bilidades. Enviar os sinais
poderia faltar controle de tempo - via knob, tap ou MIDI – para ajustar os grooves criados às velocidades fino. Entre aprimoramentos de edição de
direto e com delay para
desejadas. O equipamento ainda conta com uma grande variedade de padrões de saída e paneamento 3D, timbres, foram acrescentados vibrações de
saídas independentes,
que faz o áudio circular pelo panorama estereofônico de acordo com o groove produzido. O aparelho traz, no esteira de caixa, parâmetros de captação para
por exemplo, é um
conjunto de conexões, entrada e saída estéreo, jaque para pedal de expressão e entrada MIDI. o kick e a função Kit Resonance, que configura
recurso perfeito para
o modo como o som do bumbo afeta o das
O SL - 20 é uma ferramenta criativa tanto para composição e gravação quanto para apresentações ao vivo. gravações e con-
outras peças. Estão disponíveis, também,
É perfeito para instrumentos (como guitarra, contrabaixo, teclado etc), vozes ou iPods e outros aparelhos de trole nas perfor-
novas posições dos microfones virtuais, assim
reprodução sonora. Por conta disso, DJs e artistas de música eletrônica podem utilizar o produto como uma mances ao vivo.
como o tamanho deles, tipos de paredes e
um recurso rítmico de altíssima performance.
outros elementos.

18 Música e Imagem Música e Imagem 19


Novos Produtos

Mobile Cube
Juno Stage
Tamanho não é documento, principalmente
Desenvolvido especialmente para uso em
quando a tecnologia Roland trabalha no
palco, o novo sintetizador da Roland oferece
R-44 desenvolvimento de um equipamento por-
uma seleção de timbres essenciais, escolhida com
tátil. Com potência suficiente para a maioria
Projetado para uso profis- cuidado para abranger os mais utilizados pelos músicos. Entre
das aplicações em que um cubo normal é
sional, o R-44 é um gra- eles, o destaque é o piano estéreo, com multisamples de 88 notas
utilizado, o Mobile Cube é um amplificador
vador de tamanho amostrados em quatro níveis de sensibilidade, usando a mesma tecnologia da
estéreo que aceita qualquer tipo de instru-
compacto, desen- linha Fantom-G. Além disso, o teclado pode ser expandido e customizado, com a instalação
mento eletrônico ou fonte de áudio, incluin-
volvido para traba- de até duas placas de ondas SRX.
do microfones, violões elétricos, guitarras,
lhar juntamente
drum machines, mp3 players etc. Para isso, Para uso em apresentações, o Juno Stage oferece ferramentas difíceis de serem encontradas em outros sin-
com vídeo em
o equipamento conta com três entradas, tetizadores de sua categoria. Uma delas é a presença de botões dedicados para acesso instantâneo aos bancos dos
captações exter-
sendo uma estéreo, e potência de 5 watts timbres mais utilizados, os favoritos. O tecladista consegue, também, acionar os patches por meio de um footswitch
nas com boom, ideal para
distribuída em dois alto-falantes de 10cm. duplo conectado à entrada Patch Select, permitindo que ele nunca tire as mãos do instrumento. Otimizado ao extremo
produções publicitárias, dramatúrgicas
Se não bastasse, o pequeno notável carrega para performances ao vivo, o produto possui controles acessíveis para equalização master e ajuste de reverb, além
e cinema. O equipamento registra até quatro
efeitos de reverb, chorus e distorção, entre de dois switches localizados acima do joystick de pitch bend que podem ser usados para ligar os efeitos de rotary e
canais de áudio sem compressão, com opções de
outros, e possui a função Center Cancel, o portamento, entre outros recursos.
resolução em 16 ou 24 bits e taxa de amostragem de
ideal para karaokê. O Mobile Cube funciona Com polifonia de 128 notas, multitimbralidade de 16 vozes e 76 teclas com ação de sintetizador, o equipamento traz
44.1kHz, 48kHz, 88.2kHz ou 96kHz, afora a opção de
alimentado por pilhas, com autonomia de um amplo display LCD, porta USB para reprodução direta de Standard MIDI Files e arquivos de áudio (mp3, wave e
192kHz estéreo. Como mídia, a solução utiliza cartões
até 15 horas de uso contínuo, ou fonte de aiff), com função de cancelamento de vocais, e saída dedicada para metrônomo, extremamente útil para performances
de memória SD ou SDHC de até 8GB de capacidade de
alimentação externa. em conjunto com um baterista.
armazenamento, o que garante 755 minutos de gravação
com qualidade de CD, nos formatos wav ou BWF. Com O Juno Stage serve tanto àqueles que o utilizam como controlador MIDI quanto aos que necessitam de um instrumento
quatro entradas combo XLR/TRS com Phantom Power, para performances-solo com canto, graças à entrada de microfone XLR com phantom-power, vocoder e reverb.
conexão digital In/Out (RCA) e microfones estéreo
embutidos, além de quatro saídas de linha indepen-
dentes e porta USB para conexão com computadores
e transferência rápida de arquivos, o aparelho oferece
flexibilidade e uma ampla gama de aplicações. V-8
O novo switcher de vídeo Edirol V-8 possui todas as porta a utilização de efeitos de luminância e chroma key,
características de seus antecessores, mas com maior e permite utilizar logos e textos produzidos em micros
quantidade de canais, duas entradas RGB selecionáveis, sobre vídeos de background, ampliando a interação entre
saída de monitoração e efeitos. Mais de 500 linhas de computação gráfica e aplicações visuais. Efeitos tradicio-
UA-25EX resolução asseguram alta qualidade de imagem, mes- nais de colorize e negative estão incluídos, assim como
mo depois do processamento e da mixagem digitais. feedback, afterimage, emboss, find edge e outros. Além
A nova interface da Edirol, a UA-25EX, é resistente, compacta e recheada de recursos. Ideal para engenheiros de áudio
O equipamento oferece sete conexões BNC composto, disso, também há a possibilidade de compor duas ima-
que trabalham com computadores e apreciam mobilidade, o equipamento proporciona resolução de até 96kHz em 24
quatro S-Video e duas D-SUB 15 pinos, e preen- gens com o Picture-in-Picture, adicionando efeitos,
bits. Afora isso, possui dois pré-amplificadores de microfone de qualidade profissional, com entradas combo XLR/TRS
che uma lacuna existente em um mercado e customizar as transições das fontes A e B. O
e Phantom Power, conexão Hi-Z para uso com instrumentos musicais como guitarras, além de entrada e saída ópticas
sedento por modelos de baixo custo aparelho pode ser controlado remotamente
S/PDIF e MIDI, e fonte alimentada pela porta USB de baixo ruído. Para as gravações, a UA-25EX oferece compressor
e boa resposta: o V-8 conta com pela série de produtos PR da Edirol e,
analógico com tempos de ataque e controle de threshold variáveis, desenvolvido especialmente para o registro de
processamento interno de 4:2:2 além disso, oferece a função Audio
vocais e instrumentos de grande faixa dinâmica. Além disso, o limiter, também analógico, previne a ocorrência de clips
a 8 bits. As conexões D-SUB Follow Vídeo, permitindo que,
durante a captação. A presença de ruídos é evitada pela blindagem contra altas freqüências decorrentes de outros apa-
15 pinos possibilitam conectar conectado via MIDI à mesa de
relhos elétricos e pela nova função terra, que permite o uso do equipamento tanto
dois computadores diretamente áudio digital M-400 da linha
em estúdios quanto em aplicações ao vivo. Para completar os recursos da
ao switcher que, graças ao conversor RSS, o áudio seja sincronizado
interface, ela vem acompanhada de drivers ASIO, WDM, MME e CoreAudio,
incorporado, viabiliza o uso de sinais RGB com o vídeo, fazendo a transi-
além do pacote Cakewalk Production Plus Pack com os softwares Sonar
VGA e UXGA. O equipamento também com- ção simultânea entre as fontes.
LE, Project 5 LE e Dimension LE.

20 Música e Imagem Música e Imagem 21


Novos Produtos

R-09HR
O R-09HR é um gravador digital portátil profissional que
538MD-27 traz recursos inéditos em produtos de sua categoria. Além
A Rodgers apresenta o modelo 538MD-27, um novo conceito em órgão clássico de gravação em mp3 e wave de alta resolução em até 24
bits/96kHz - de baixo ruído graças à tecnologia Isolated
de dois manuais, com as proporções ideais para instalação em uma grande va- GW-8
riedade de ambientes, como igrejas, teatros, escolas de música e, até mesmo, Adaptive Recording Circuit (I.A.R.C.) -, o equipamento da
Disponibilizar grande
residências. O modelo utiliza a conceituada tecnologia Rodgers, que proporciona um Edirol oferece microfone condenser estéreo incorporado.
variedade de estilos de acom-
sampleamento de sons de órgãos de tubos autênticos, incluindo novas amostras Por conta de necessidades específicas, no entanto, o usuário
panhamento e timbres para a execução de
de instrumentos alemães. pode inserir áudio de fontes externas, sejam captadores ou
world music. Este é o objetivo principal do novo
aparelhos de som, pela entrada de linha disponível.
Entre os diferenciais do equipamento, destaca-se a entrada USB (USB Host Port), arranjador da Roland, o GW-8. Mas não é apenas isso
que permite a utilização de dados externos por meio de um pen drive ou hard disk, Para reprodução do material registrado, o R-09HR apresenta
que o workstation oferece. Desenvolvido no Japão com
recurso exclusivo para essa categoria de instrumento musical. Afora isso, chamam a alto-falante embutido e saída para fones de ouvido e linha,
o auxílio de Sergio Terranova, gerente de produtos da
atenção o visor gráfico LCD - que oferece ótima visualização de parâmetros e fácil interface com permitindo que, além de uma audição preliminar, seja possível
Roland Brasil, o equipamento traz desde instrumentos
o usuário, proporcionando acesso simples e rápido às operações -, o acabamento externo do console em madeira escurecida, amplificar externamente o material registrado. Para aqueles que
característicos da cultura brasileira, como a viola caipira
e a pedaleira radial flat de 27 notas. precisam editar o conteúdo sonoro e utilizá-lo em produções
e o cavaquinho, até levadas de ritmos populares e fol-
mais elaboradas, o equipamento oferece porta USB 2.0 para
O Rodgers 538 possui sonorização própria, com dois canais de 60 watts cada, oferecendo a possibilidade de instalação de am- clóricos, como o forró e o bumba-meu-boi.
rápida transferência de dados para o computador e vem acompa-
plificadores externos, o que pode enriquecer ainda mais o som ambiente. Criado especialmente para músicos de eventos, que
nhado do software de edição Cakewalk Audio Creator LE. Entre
Entre os recursos e variedade de timbres, uma das características fundamentais dos órgãos Rodgers, destacam-se 63 organ se apresentam geralmente sozinhos, o GW-8 traz
as outras facilidades que o produto disponibiliza,
voices, 24 orchestral voices, 32 memórias gerais e 20 para cada manual, 8 temperamentos, tutti, pedal de expressão, transpose polifonia de 128 vozes com geração de sons derivada
estão controle remoto sem fio, capacidade de
e efeitos de reverb digital, entre outros. A customização é também um ponto importante a ser realçado. Em órgãos de tubo da série Fantom-X, o que se traduz em qualidade e va-
armazenamento de até 32GB em cartões de
tradicionais, a realização do VOICING (regulagem e ajuste de sons) exige um consumo de tempo muito grande, além da utilização riedade de timbres. A memória interna de 256MB traz
memória SD ou SDHC, e display OLED (Orga-
de ferramentas especiais e, principalmente, mão-de-obra altamente qualificada. Nos modelos digitas, entretanto, o processo é mais de mil deles, afora 128 performances, 41 drum
nic Light-Emitting Diode). O Edirol R-09HR
simplificado, pois possuem tecnologia própria de edição de vozes e ajuste das notas, que é feito tecla a tecla. kits e bancos dedicados aos instrumentos étnicos,
possibilita, de maneira fácil e descompli-
Por conta de todos esses fatores, o órgão Rodgers 538 atende a diversas necessidades, com versatilidade, inovação, discrição além dos dados de usuário com 228 performances
cada, gravar com alta qualidade em qual-
e o padrão de qualidade, tradição e excelência que fez da marca a mais conceituada entre os músicos. e 100 tones.
quer tipo de condições, e é ideal para
repórteres, executivos, estudantes, Também pode-se destacar a variedade de estilos
músicos e produtores. de playback interativo, conhecidos como ritmos de
C-30 auto-acompanhamento, com foco nos gêneros latino-
americanos acrescidos de outros escolhidos ao redor
O C-30 reproduz fielmente a delicadeza do mais tradicional Além disso, o C-30 é leve, o que permite que seja transpor-
do mundo, sem esquecer os mais populares de todas
instrumento de teclas: o cravo. A intenção da Roland foi tado facilmente. O gabinete, compacto, foi concebido no
as épocas e regiões, como pop, rock, dance, jazz etc. E
fazer que esse som se tornasse disponível para mais pes- estilo conhecido como virginal e pode ser personalizado com
para uma performance ainda mais natural, essa seção
soas e permitir que a experiência de tocá-lo pudesse ser gravuras à escolha do usuário para a tampa e vitrais laterais, o MT-90U oferece quatro introduções, variações e finalizações,
facilmente usufruída em casa ou qualquer outro local. que auxilia na criação da aparência mais conveniente ao local
O MT-90U reproduz arquivos MIDI, mp3 e wave diretamente afora os fill-ins.
Seja em performances-solo ou em grupos, o C-30 une de apresentação.
de pen drives ou outras fontes externas, como disk drives Para quem pretende utilizar ainda mais recursos do
o melhor de dois mundos em um O grande destaque do modelo, no entanto, é a sonoridade. ou CDs, por meio da porta USB. Entre as facilidades que equipamento, o GW-8 possui gravador digital MIDI de
equipamento digital com todas Com 128 notas de polifonia, o Digital Harpsichord oferece apresenta, estão a possibilidade de alterar tanto o tempo 16 pistas capaz de registrar, em tempo real, perfor-
as características existentes no quatro sons de cravo (French, Flemish, Fortepiano e Dynamic), quanto a afinação das músicas, o con- mances recheadas de efeitos. Além disso, o modelo
original. Com 61 teclas desen- cada um deles com quatro variações – 8 Feet I (back), 8 Feet trole remoto para todas as funções do reproduz arquivos mp3, wave, aiff e SMF diretamen-
volvidas especialmente II (front), 4 Feet e Lute. Além disso, dois sons de órgãos po- player e a entrada de microfone com te de um pen drive ou módulo de armazenamento
para simular a ação dos sitivos estão disponíveis, assim como cinco diferentes modos efeito de eco para uso como karaokê, externo graças à entrada USB. A fim de enriquecer
teclados de cravos acús- de temperamento (Equal, Werckmeister, Kirnberger, Vallotti facilitado pela apresentação da letra e facilitar a performance ao vivo, o workstation traz
ticos, o modelo reproduz e Meantone) e duas alternativas à afinação normal (415 Hz das canções no display. O tamanho vários controles como o D-Beam e o knob Analog
até mesmo o ruído pecu- ou 392 Hz). Oito tipos de reverb, recursos de transposição e reduzido e o pouco peso fazem dele Modify, que permitem ajustes e alterações instantâneas
liar da ação dos plectros possibilidade de conexão de pedal damper complementam o o companheiro ideal para viagens, dos timbres. Oferecendo acabamento que sons e rit-
sobre as cordas, com instrumento, dotando-o de mais flexibilidade e modernidade turnês ou aulas. mos produzidos pelo GW-8 merecem, estão disponíveis
possibilidade de ajuste sem que se percam as características mais marcantes dos
três tipos de chorus, cinco de reverb e 78 efeitos.
de parâmetros. cravos tradicionais.

22 Música e Imagem Música e Imagem 23


Interação

V-Mixer M-400

V-Link
V-8 - Painel traseiro
O revolucionário padrão desenvolvido pela Roland oferece novos horizontes ao mercado

Integrar equipamentos de vídeo e áudio costumava ser um processo complicado. Associar dois mundos tão próximos e ao
mesmo tempo distantes no que diz respeito ao mercado - apesar de unificados na visão do público – é um desafio que poucos
ousaram enfrentar. No entanto, a Roland, grande conhecedora das necessidades dos músicos, encontrou a solução. A vasta
experiência que possui na fabricação de instrumentos, aliada ao conhecimento adquirido na produção de aparelhos da linha
Edirol para vídeo profissional, permitiu a ela desenvolver o protocolo V-Link. Esse padrão proporciona, tanto ao segmento mu-
sical quanto ao de áudio e vídeo, uma mudança de parâmetros significativa, por tornar esse processo mais simples, ilimitado,
extremamente criativo e acessível a todos. Literalmente, a empresa diz ao mercado: bem-vindo ao futuro!
MIDI OUT/THRU
MIDI IN
MIDI cable
RECURSOS APLICAÇÕES
Graças aos fenômenos do DVD e do Um exemplo de aplicação do protocolo V-Link é o conjunto Fantom-G - sintetizador
YouTube, o mercado já não se satisfaz topo de linha da Roland - e Motion Dive .Tokyo (ou Edirol Motion Dive MD-P1S) - No universo da música eletrônica, por exemplo, crossfades e cortes “secos” que a mesa também realizará
apenas com o áudio. Além disso, com a software e hardware extremamente simples e de baixo custo que trabalham com existem muitas equipes que contam com profissionais durante a transição do áudio.
popularização das câmeras DV, mini DV e loops de imagens em movimento. Estes permitem usar tanto figuras pertencentes de vídeo especializados em efetuar a sincronia com o O sistema V-Link também simplifica o processo de edição
HDV - e dos projetores multimídia e data a uma enorme videoteca que acompanha o produto quanto as que são carregadas áudio, os chamados VJs. Entretanto, com as facilida- de imagens. Para isso, é preciso utilizar o Edirol DV-7PR Digital
shows com custos extremamente aces- pelo usuário. Além disso, o equipamento possibilita a sincronização do tempo da des encontradas nos dias de hoje, o próprio DJ pode Video Workstation - produto que possui ferramentas de edição,
síveis - qualquer banda, seja de que porte música com a velocidade do loop de vídeo, a troca dos bancos de imagens por meio desempenhar esse papel em tempo real. No caso de gerador de caracteres, processamento e finalização de vídeo -
for, pode incluir performances de vídeo dos pads ou dos botões de sequencer do painel da workstation e a alteração no uma performance com banda, a tarefa dele fica mais conectado a um VS-2000CD/2400CD. (Alex Lameira)
em suas apresentações. brilho com o controle de infravermelho D-Beam, entre outras opções. É importan- simples. Basta utilizar um Motion Dive juntamente
te, portanto, para quem pretende utilizar essa com um mixer V-4, aparelho extremamente simples e
A solução da Roland aposta nos
solução, verificar na tabela de especificações barato. Com esses equipamentos, é possível misturar Seguem alguns comandos MIDI, como Control Change,
comandos em tempo real, facilitando o
dos aparelhos quais possuem compatibilidade os loops de imagens em movimento com os vídeos Pitch Bend, After Touch e Note On/Off, para serem utiliza-
acesso do público às mensagens que o
com o protocolo V-Link. captados pela câmera, proporcionando recursos mais dos como protocolo de audiovisual. Neste caso, o Motion
artista deseja transmitir. Com essa ino-
interessantes como colocar os integrantes em outros Dive serve de parâmetro para imagem:
vação, músicos podem “tocar” imagens
diretamente de seus instrumentos e, até ambientes ou cenários virtuais e, até mesmo, fazer Note Tx Ch
mesmo, controlar uma câmera por meio recortes por cores, tarefa que há 10 anos apenas se- Pelos canais MIDI, o banco de imagens será selecionado
dos produtos Edirol. ria viável com aparelhos de dezenas ou centenas de Valores: 1–16
milhares de dólares.
Com o protocolo V-Link, tudo se torna Tempo de fusão (Dissolve Time)
fácil. Uma simples conexão MIDI faz a Com a Edirol, portanto, a Roland tornou-se a úni- O número de Control Change controla o tempo de fusão
magia acontecer. Os instrumentistas ca empresa do mundo que possui produtos na área Valores: OFF, CC1, CC5, CC7, CC10,
MIDI IN de áudio e vídeo profissionais, além de promover a
têm em suas mãos poderosas ferra- CC11, CC71-74, CC91-93, Channel Aftertouch
Edirol Motion Dive .To
kyo integração entre eles. A linha RSS, que conta com
mentas de integração e podem elevar Performance Package Ctrl Tx Ch
suas performances a outro patamar de sistemas de distribuição de áudio a longas distâncias
O canal MIDI controla parâmetros de cores Cb/Cr, brilho
comunicação audiovisual. É possível, por e consoles digitais para apresentações ao vivo (Sound
e chaveamento do efeito de vídeo
exemplo, cada tecla de um sintetizador Reinforcement), pode ser integrada a switchers para
Controle de Color Cb
ou controlador MIDI corresponder a uma efetuar a sincronização, como, por exemplo, quando
(quantidade de azul na imagem)
mudança de clipes de imagens. Ou criar vários DVDs e arquivos Power Point com áudio estão
O número de Control Change ajusta o Cb color da imagem
efeitos radicais de vídeo em tempo real atrelados a um sistema de projeção de uma sala ou
teatro. Conectando um switcher V-440HD (high de- Controle de Color Cr
por meio dos filtros de painel de teclados,
finition) ou um V-8 (standard definition) a um console (quantidade de vermelho na imagem)
reproduzindo-os por um projetor durante
digital M-400, o técnico consegue operar a mesa ape- O número de Control Change ajusta o Cr color da imagem
o show de uma banda.
nas selecionando as fontes de vídeo, inclusive fazendo
Fantom-G

24 Música e Imagem Música e Imagem 25


Capa

Retrato No retorno ao País, utilizou toda essa informação na bus-


ca por uma estética própria, em que suas raízes fundem-se
em brancas e pretas ao erudito e a outros gêneros. Admirador confesso de Luiz
Gonzaga e Sivuca, não hesitou em tocar Beethoven em ritmo
nordestino ou “Asa Branca” em blues. O ingresso no circui-
Reconhecido como um dos mais influentes músicos nacionais,
to MPB ocorreu no grupo Bendegó, pelo qual estabeleceu
Oswaldinho do Acordeon adotou o V-Accordion como instrumento do coração
contato com a vanguarda da música nacional da época: Odair
Cabeça de Poeta e Grupo Capote, Tom Zé, Moraes Moreira,
Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Fagner, Djavan e Renato DOMINGUINHOS E OSWALDINHO
Oswaldo de Almeida e Silva, o Oswaldinho do Acordeon, nasceu em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, no dia 5 de junho
Teixeira, entre outros. A lista daqueles que puderam contar Amigos de longa data e muitas histórias em comum
de 1954. A família era do interior da Bahia, mais precisamente da cidade de Euclides da Cunha, próxima a Canudos, de Antônio
com seu toque pessoal em gravações e apresentações é
Conselheiro. O avô, “Seu” Aureliano, mestre sanfoneiro, ensinou o ofício ao filho, mais tarde conhecido como Pedro Sertanejo.
enorme e nela constam desde Alceu Valença e Gonzaguinha,
Este embarcou, em 1946, rumo ao Sudeste em busca da fama, tentando firmar-se na carreira artística. Acordeonista, compositor, um preconceito muito grande. Tocava órgão em bailinhos e, de
passando por Elba Ramalho, até Paul Simon, Freddy Mercury
afinador de instrumentos e radialista, inaugurou, 20 anos depois de sua chegada, o primeiro forró da capital paulista, local que repente, pegava o acordeão, mas não podia usar o som acústico
e Al Jarreau, sem esquecer Nelson Ayres e Amilson Godoy,
se tornou o principal ponto de encontro de nordestinos. Já em 1964 havia fundado o selo Cantagalo, um dos mais importantes que o pessoal me mandava parar. Essa evolução foi gradativa.
entre muitos nomes.
centros de lançamento de artistas regionais. Por ali passou a maioria dos sanfoneiros, trios e cantores da época, como Domin- Quem “forçou” essa barra, do instrumento sair dos palcos de
guinhos, Genival Lacerda, Abdias, Jacinto Silva, Anastácia e Fúba de Taperoá. A dedicação ao acordeão, no entanto, deixou algumas forró para os teatros, foi o Dominguinhos, quando começou a
seqüelas. Uma hérnia de disco passou a incomodá-lo, a tal trabalhar com Gilberto Gil e Gal Costa. Naquela época, até Luiz
Além de agitador cultural, Pedro Sertanejo gravou mais de 40 discos e compôs cerca de 700
ponto que os movimentos começaram a ficar comprometi- Gonzaga o esqueceu um pouco, por incrível que pareça.
canções, deixando sua marca na maior cidade da América Latina e na história da música
dos. Submetido a uma cirurgia, teve medo de ser necessário
popular brasileira. Sua casa era ponto de encontro de sanfoneiros. Ali eles se reuniam Você acha que esse panorama está se modificando?
abandonar a carreira. Em plena reabilitação, conheceu um
para tocar, trocar informações ou apenas “prosear”. Os mais freqüentes eram Luiz Muito, porque os filhos e os netos das pessoas que
novo instrumento, trazido ao País por Takao Shirahata, presi-
Gonzaga, Zé Gonzaga e Sivuca. Em um ambiente tão cultural, era esperado que o tinham preconceito aderiram ao instrumento com grande
dente da Roland Brasil, especialmente para ele. O V-Accor-
pequeno Oswaldinho demonstrasse interesse por esse universo. A primeira sanfona, facilidade por causa da tecnologia. Quem está acostumado,
dion ganhou um fã e um patrono. Explorando a tecnologia
de quatro baixos, surgiu aos 7 meses de vida. E, conforme a criança crescia, o brin- percebe que o acordeão é um teclado de pescoço. Então,
embarcada no equipamento sem esquecer suas principais
quedo transformava-se em paixão. Com 6 anos, começou a aprender com o pai. Aos não tem vergonha.
influências – Dominguinhos, Sivuca, Caçulinha, Orlando Sil-
8, estreava em estúdios, participando da gravação da música “Menino do Pirulito”, em
veira, Maestro Chiquinho e Pedro Sertanejo, – Oswaldinho O acordeão no Brasil sempre foi muito ligado à mú-
um dos discos dele. Nessa época, seguiu a família rumo a São Paulo.
do Acordeon, mais uma vez, funde o moderno e o antigo, o sica regional. Em outros países isso é diferente?
Bebeu da fonte até os 12, ouvindo e estudando composições
novo e o tradicional. Ele faz parte da cultura de todos os países que visitei. Na
de Gonzaga, Dominguinhos, Manoel Silveira, Sivuca e outros
artistas. Chegando à capital, teve dificuldades em encon- França, por exemplo, até hoje usam o mesmo ritmo. Na Itália

trar um professor. Na cidade grande, o acordeão - vítima O acordeão viveu seu auge e, na seqüência, so- e na Alemanha, também. Brasileiro é que gosta de inovar. Para

de preconceito assim como os nordestinos - era cultu- freu forte declínio. A que você credita esse fato? me destacar e não ser mais um conservador, gravei música

ado na intimidade. Muitos tocavam, mas evitavam se clássica em ritmo de forró. Fui o primeiro a utilizar pedal. A crítica
O problema surgiu com a Jovem Guarda. Antes disso,
apresentar ou lecionar. Por conta disso, durante seis me massacrou. Disseram que estava perdendo a originalidade,
porém, segundo pessoas com mais idade que eu, houve
anos Oswaldinho focou seus estudos no piano. trocando violão e cavaquinho, instrumentos de regional, por
um encontro de acordeonistas no Maracanã e as sanfonas
guitarra e contrabaixo. Nem para fazer São João eles me convi-
A grande virada aconteceu quando conheceu o estavam muito desafinadas, com um monte de gente tocando
davam. Falavam que era muito clássico. Mas insisti. Hoje, tenho
professor italiano Dante D’Alonzo, que lhe ensinou em timbres diferentes. Isso prejudicou a audição de quem
personalidade no meu trabalho e tudo que eu fizer, “tá valendo”.
música clássica e como tirar o melhor proveito de tem ouvido apurado e o acordeão passou a ser considerado
Conquistei esse espaço debaixo de muita bordoada.
seu instrumento nesse gênero. Aprendeu a ler e instrumento de conservadores, de velhos. Quando surgiu
escrever partituras, conhecimento que, de certa o órgão, foi deixado de lado. As pessoas tinham vergonha Por que foi estudar na Europa?
forma, foi fundamental para consolidar sua carreira porque achavam que era para valsinha, dobrado, forró. Alguns Estudei música clássica por 18 anos e ganhei uma bolsa
artística. De volta à Europa, o mestre incumbiu falavam que ele não estava apto a outros tipos de música, para Milão. Minhas raízes sempre foram nordestinas, no en-
Paolo Feolla de continuar o trabalho que começara. principalmente aqui no Brasil. Quem dava aula fazia questão tanto precisava conhecer mais o instrumento e outros gêneros,
O talento do pupilo aflorou ainda mais e rendeu a de não colocar na placa, de tanta perseguição. Na época do além de aprender a escrever, até para orquestra sinfônica.
Oswaldinho uma bolsa de estudos no Conserva- forró, a gente andava com ele dentro de uma caixa e era pre- Enfim, saber música. Percebi que o acordeão não é regional,
tório Dante, da cidade de Milão, na Itália. ciso atravessar a rua, porque as pessoas não aceitavam. Era mas universal.

26 Música e Imagem Música


Música e
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Temos instrumentistas muito talentosos que não são E quanto aos timbres?
valorizados por aqui... Era tudo que eu queria. Além disso, existe a facilidade Festival Internacional
Santo de casa não faz milagre. Deveriam dar mais valor, mas os de afinação. Quando se faz uma gravação que tem a base Roland de Acordeon
músicos têm que ser bem preparados. Para um artista, não basta pronta, sempre há uma diferença. Com o novo equipamen- A etapa brasileira do 2º Festival Internacional Roland de Acordeon,
o dom. É preciso ser um sucesso como pessoa, ter bom relaciona- to, o músico consegue ajustar a afinação à base gravada. definida em 2 de setembro de 2008, foi vencida por Jackson
mento. Se alguém possui talento, mas for um péssimo indivíduo, Comecei a ver as vantagens que teria no estúdio. Afora a Jofre Rodrigues. Natural de Gravataí, o músico gaúcho recebeu um
sem respeito com seu trabalho e nem com o do próximo, a própria leveza, estranhei um pouco o fole. A regulagem de fábrica V-Acordion FR-7. Com essa vitória, o instrumentista conquistou o
arte se encarrega de tirá-lo do meio. Ela é que nos escolhe. Se nós vem um pouquinho mais dura, mas é ajustável. Com isso direito de representar o País na disputa do título de “Melhor Acor-
anulássemos totalmente o ego, a música seria outra coisa. Acredito regulado, entendi que é um instrumento que se adapta à deonista do Mundo” em Roma, na Itália, e de concorrer a um prêmio
que há desvalorização porque ninguém sabe se comportar. O artista pessoa que está tocando, se a mão é fina ou grossa. No de cinco mil euros.
precisa ter a cabeça nas estrelas e os pés no chão. É necessário, caso do peso do dedo do intérprete, é possível configurar o O catarinense Orimar Hess Júnior, de Luiz Alves, foi o segundo
nas escolas, preparar o aluno para quando for famoso. Ele demora teclado e a baixaria. colocado. A terceira posição ficou para o paranaense Ricardo Marcelo
a chegar lá e, depois, pode colocar tudo a perder. A vaidade sobe
Você precisou alterar sua maneira de tocar? Luiz, de São José dos Pinhais. Também participaram da competição PREMIAÇÃO
acima da capacidade. Põe o sujeito lá em cima, retira a escada e Takao Shirahata e Jackson Jofre Rodrigues,
Não. Às vezes, mexo no acordeão acústico e não noto Antonio Alberto Frighetto Neto, de Altinópolis, São Paulo,
espera o tombo. As pessoas estão trabalhando com música e é vencedor da etapa brasileira
diferença. E até sinto falta dos outros recursos. É questão e Pedro Churandi Bernardy, de Ivaporã, Paraná.
fundamental lidar com ela em todas as vertentes possíveis. Mas
de acostumar com ele, com o peso. E previne problemas de Com o apoio da Vivo, que presenteou os finalistas com celulares, o evento contou com
sempre com dignidade, respeitabilidade e amigavelmente, aprovei-
postura. Quem toca o instrumento acústico tem tendência a um show especial de Oswaldinho e Dominguinhos. Os ícones do instrumento dividiram o
tando os espaços.
ter desvios de coluna. Os que usam o modelo Roland, sem palco pela primeira vez para homenagear o mestre Sivuca.
Como conheceu o V-Accordion?
passar pelo outro, vão ganhar alguns anos de saúde (risos).
O Takao me convidou para visitar a Roland e ver um novo ins- Primeira edição
Há preconceito em relação a esse instrumento?
trumento. Eu estava, praticamente, vindo de uma cirurgia. Por isso, A primeira edição do Festival Internacional Roland de Acordeon
a primeira pergunta que fiz foi: qual o peso? Quando cheguei lá e Não. As pessoas é que ainda não se acostumaram com a
ocorreu em 2007 e reuniu músicos do mundo inteiro. A final da etapa
vi o equipamento, achei a cor interessante. Era bem diferente e facilidade que a Roland pode dar. Quem vai trabalhar em um
nacional foi realizada em São Paulo e coroou Bruno Moritz Neto
aquilo chamou a atenção. Ele me deixou tocar e, logo que peguei, estúdio de gravação e é autodidata, por exemplo, se tiver que
como o melhor acordeonista do País. Com isso, o músico disputou
senti que era mais leve que o meu, por não ter cavaletes. Ouvi as transportar o tom de uma música, dará valor ao equipamento. a decisão internacional na cidade de Pesaro, Itália. Ao lado de ou-
variações de timbre e fiquei apaixonado. Na época, trabalhava com O instrumento facilita a vida dele. Se ele não souber tocar tros oito acordeonistas, o brasileiro concorreu ao prêmio de 5 mil
dois acordeões: um acústico e um MIDI, que usava em um pedestal. em Mi maior ou La bemol, ele transpõe para Do maior, que euros. O primeiro lugar, porém, ficou para Amélie Castel (França),
A Roland possibilitou que eu tivesse ambos em um só. é o tom de pobre (risos). (Nilton Corazza) seguida de Pavlo Runov (Itália) e Uwe Steger (Alemanha).

História
O cheng, instrumento chinês constituído por recipiente Itália V-Accordion
de ar, canudo de sopro e tubos de bambu, pode ter sido Uma das fases mais importantes para o desenvolvimento do Depois do desenvolvimento no século 19, outro ciclo se iniciou graças a Ikutaro
o inspirador do acordeão. Para produzir som, cada tubo acordeão aconteceu na Itália. Reza a lenda que, em 1863, um viajan- Kakehashi. Em 1967, durante viagem a Castelfidardo, o fundador da Roland Cor-
possuía um encaixe para posicionar uma lingüeta ou pa- te austríaco teria pedido abrigo a um camponês em Castelfidardo. poration conheceu alguns fabricantes do produto. Fascinado com o instrumento,
lheta, que vibrava com a passagem do ar. Esse sistema foi Encontrou repouso na casa de Antonio Soprani, pai de Paolo, e resolveu levar dois para o Japão, onde começou a alimentar a idéia de criar um
levado para Rússia, onde foi aplicado em tubos de órgãos presenteou o jovem com um instrumento. O rapaz resolveu estudar modelo eletrônico.
litúrgicos, e seguiu para a Alemanha. os mecanismos e, assim, passou a aperfeiçoá-los. Após modificar as Entretanto, alguns obstáculo se interpunham, como a padronização do instru-
Em 1822, na capital daquele país, Friedrich Buschmann dimensões e alterar as vozes, iniciou a fabricação dos primeiros acor- mento, a sensibilidade da ação dos foles e a arquitetura existente para a troca de
foi o primeiro a produzir um modelo básico de “sanfona”. deões italianos juntamente com seus irmãos Settimo e Pasquale. registros. Junte-se a isso a necessidade de acondicionar o mecanismo em uma
Pouco depois, na Áustria, Cirilo Demian construiu um Em 1976, na cidade de Stradella, Mariano Dallapè iniciou a estrutura leve e compacta.
exemplar de palheta livre, teclado e fole capaz de produzir confecção de seus próprios modelos. Quatro anos depois, a Salas O desejo de Kakehashi foi consolidado anos depois pelos engenheiros da Roland Europa, estabelecida
acordes. Estava inventado e patenteado o acordeão. Com foi fundada simultaneamente à Cooperativa Armoniche. Outras em San Benedetto, próxima a Castelfidardo. Graças aos resultados alcançados no desenvolvimento de novas tecnolo-
a inclusão da escala cromática, o equipamento tornou-se indústrias começaram a se instalar em Vercello após uma década, gias, a empresa lançou o V-Accordion (Virtual Accordion). Nele, recursos avançados oferecem ainda mais flexibilidade ao
apto a produzir qualquer melodia ou harmonia, fato que firmando a Itália como o grande centro produtor e responsável pelo equipamento: as formas de onda podem ser alteradas de acordo com o toque no teclado e a pressão de ar produzida pelo
possibilitou o aperfeiçoamento dos modelos seguintes. aprimoramento do acordeão. fole, e a vibração secundária das palhetas em conformidade com a duração da nota. (Rafael Furugen)

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GT-10

EVOLUÇÃO E SIMPLICIDADE da BOSS ajusta vários parâmetros ao mesmo tempo, restando


ao músico apenas movimentar o cursor na direção desejada.
A nova Os engenheiros da BOSS sempre tiveram como objetivo

paixão
principal o desenvolvimento de produtos inspiradores e mu- Levá-lo no sentido do eixo BACKING faz que a pedaleira adap-

sicais. E isso, realmente, pautou os modelos anteriores de te os valores para timbres de guitarra-base, ao passo que para

pedaleiras (GT-5, GT-3, GT-6 e GT-8). O salto com o lançamento solos, basta encaminhá-lo para SOLO. O mesmo acontece

da GT-10, porém, é gigantesco. Pode-se dizer que, finalmente, na horizontal, em que posicioná-lo na direção HARD tornará o

a contradição maior desse tipo de equipamento foi resolvida. timbre pesado e em SOFT, mais suave. A quarta e última fase
Com a chegada da GT-10, Rafael Bittencourt apresenta a mesma tela da anterior, mas para configuração dos
Com ela, o usuário pode criar timbres para praticamente todos
e muitos outros músicos encontraram a demais efeitos (delay, reverb, chorus, rotary speaker, flanger
os estilos sem ter que recorrer uma única vez ao “inimigo nú-
solução ideal para a criação de timbres mero um dos guitarristas”: o manual do usuário. Também não etc, dependendo da opção escolhida). Nessa etapa, o cursor se

é necessário apelar ao Google para descobrir o que significa movimenta nas direções WET-DRY (reforça ou diminui os efeitos)

“depth”, “rate”, “gain”, “threshold” e mais uma infinidade de e SHORT-LONG (efeitos de repetição mais longos ou curtos).

Não é de hoje que guitarristas de diversos estilos vêm adotando termos técnicos utilizados em estúdios profissionais. Percorridos esses quatro passos, o que, em média, não
as pedaleiras multiefeito como ferramentas práticas e confiáveis para O “pulo do gato” se chama EZ TONE. Trata-se de um recur- demora mais que um minuto, basta salvar os ajustes em uma
a construção de timbres das mais variadas espécies. Um exemplo so inovador e inteligente que baseia a criação de timbres em das 200 memórias da GT-10. Resumindo, quando o guitarrista
disto é Rafael Bittencourt, que usou o modelo BOSS GT-8 por estilos musicais e gráficos, ajustando vários parâmetros do determina o estilo e as características do timbre, o equipamento
mais de um ano como único gerador de efeitos nos shows equipamento ao mesmo tempo. define seus parâmetros internos automaticamente. A pedaleira
da banda Angra, sempre conectado a amplificadores val- seleciona uma simulação de amplificador e faz as alterações
Grande parte dos guitarristas procura desenvolver seu som
vulados. O músico também utilizou esse equipamento nele. Em seguida, escolhe os efeitos recomendados e customi-
baseados em gravações ou instrumentistas que admiram. A
em linha em diversos workshops, ensaios e para seus za os parâmetros necessários. Tudo é feito sem que o usuário
maioria, no entanto, não sabe quais efeitos utilizar para construí-
estudos diários. perceba que mudanças estão sendo executadas. “E isso não
lo. É comum ouvir músicos dizerem que não conseguem tirar
é útil somente para iniciantes”, explica Bittencourt: “É para
Assim como ele, outros instrumentistas conse- de suas pedaleiras o “peso” do Dream Theater, aquele timbre
qualquer um, porque não é preciso partir do zero para criar um
guem resultados surpreendentes com suas “máqui- “cheio” das introduções do Metallica ou, ainda, a sonoridade
timbre”. O exemplo mais comum é o do músico de estúdio, que
nas” em estúdio e também ao vivo, criando sons “quente” do Red Hot Chili Peppers. Isso ocorre porque eles
não pode perder tempo. “A GT-10 traz até um banco chamado
que atendem a praticamente todos não sabem que “pesado” se refere a distorção e ganho, as-
Studio”, ensina o integrante do Angra, “com um som limpo e
os estilos. No entanto, a maioria sim como “cheio”, geralmente, ao efeito de chorus, phaser ou
chorus bonito, um legal de solo, um de base, outro de ritmo,
deles acaba se frustrando por flanger, e “quente”, a overdrives e equalizadores. Alguns até
wha-wha, tudo pronto”, ilustra.
não conseguir aquele timbre chegam a essas conclusões, mas acabam se deparando com
“matador” que procura. A ver- As facilidades, porém, não acabam por aí. Caso o guitarrista
os “famigerados” parâmetros de ajuste.
dade é que, por oferecer tudo necessite de alterações mais precisas em seus timbres, ele
É nesse ponto que o novo recurso EZ TONE entra em ação.
em um único pacote, as pedaleiras pode recorrer aos parâmetros individuais de cada efeito. Isso
Em quatro passos básicos, é possível criar qualquer timbre, sem
multiefeito freqüentemente se tornam também foi alvo de uma mudança radical no equipamento.
a necessidade de configurar um deles sequer. No primeiro, se
indecifráveis para os músicos, principal- Quando o botão de determinado recurso é pressionado, em
escolhe o tipo de captador da guitarra (single ou humbucker)
mente os semiprofissionais e hobbistas. Esta é, vez de apresentar apenas os nomes, o display mostra os kno-
e em qual equipamento a GT-10 será conectada (amplificador,
realmente, a grande contradição dos modelos topo de bs de ajuste, imitando o painel de um pedal compacto. Basta
mesa de som, fones de ouvido e sistema “cabeça-caixa”, entre
movimentar os botões logo abaixo
linha do mercado: eles foram desenvolvidos para facilitar outras opções). Na segunda etapa, seleciona-se o estilo que
dessa tela para confirgurar
a vida dos guitarristas, mas muitos ainda se complicam servirá como base (blues, rock, metal, country, jazz
rapidamente os quatro prin-
com menus de navegação e parâmetros que afastam os etc) e as variações dele. No terceiro estágio, a
cipais parâmetros de cada
artistas do “som ideal”. pedaleira apresenta na tela um. Se for selecionado um
Diversos fóruns de discussão encontrados na inter- o recurso com o qual chorus, por exemplo, aparece-
net estão repletos de usuários pedindo ajuda na criação o instrumentista altera rão Depth, Rate, Pre Delay e Effect
de timbres e no manuseio de suas pedaleiras. E alguns as características do Level. Se tratar-se de um delay, surgirão
acabam desistindo no meio do caminho. Essa questão, com timbre por meio dos as opções Delay Time, Feedback, Hi Cut e Effect
certeza, foi um dos pontos de partida para o novo projeto botões abaixo do painel. Level. É como se o músico estivesse manuseando
da BOSS: a GT-10. Neste ponto, o equipamento “pedaizinhos” colocados na pedalboard BCB-60.

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GT-10

“Só com a GT-10 e a guitarra, o músico já está bem!”

Se mesmo assim forem necessários alterações ainda mais mes baixos. À medida que os níveis vão sendo aumentados, tipo MIDI Control Messages, o que facilita o backup
precisas, em se tratando de especialistas e “heavy users”, o as altas freqüências começam a surgir naturalmente e o ganho e o compartilhamento de ajustes de usuário. Além
botão DISPLAY MODE entra em ação. Quando pressionado, dessa faixa diminui. Esse comportamento é extremamente disso, a BOSS disponibilizou para download gratuito
VERSÃO PARA CONTRABAIXO
ele faz que a tela não apresente apenas os principais ajustes complicado de ser reproduzido em uma pedaleira, mas a GT- (www.bossbrasil.com.br) o programa Biblioteca de
dos efeitos selecionados, mas todos os disponíveis para cada 10 o recria com fidelidade. Para Bittencourt, a simulação mais Timbres. Ele facilita o armazenamento dos dados Após o lançamento mundial da GT-8, em janeiro de 2005
um. Nesse caso, o equipamento se torna uma “usina” de pa- impressionante, no entanto, foi a de Marshall: “Creio que os contidos na GT-10, possibilitando, inclusive, a troca - substituindo o modelo GT-6 - os baixistas aguardaram ansio-
râmetros, que irá atender até os guitarristas mais exigentes. “A modelos dessa marca são os que apresentam maior dificuldade, de configurações criadas por músicos pela internet, sos pela próxima geração da GT-6B. A tão esperada “GT-8B”
função EZ Tone é uma grande sacada”, diz Bittencourt, “porque porque são muito dinâmicos”, diz. “Os amplificadores que têm de forma rápida e confiável. nunca foi desenvolvida, deixando muitos músicos indecisos
o músico, rapidamente, monta o timbre. O meu tem uma cara um som comprimido, menos aberto, como os modernos, são quanto à linha de pedaleiras multiefeito da BOSS. Isso, no
Afora as ferramentas mais óbvias - aguardadas
de anos 70 e 80, então, puxo esses sons e apenas dou uma mais fáceis. Mas o grande diferencial da válvula é a questão entanto, são águas passadas, pois, em janeiro de 2008, foram
pela maioria dos usuários de GT-8, 6, 5 e 3 - a BOSS
ajeitada à minha maneira.” da dinâmica”, ensina o músico. “Quando se toca leve, ele tem lançados simultaneamente os modelos GT-10 e GT-10B. Em
surpreendeu aos instrumentistas incluindo o recurso
um som bonito, quente. Ao tocar forte ou dar um pouquinho de termos de opções e novas tecnologias, a GT-10B carrega
de gravação de loops no aparelho. O Phrase Loop
NOVAS POSSIBILIDADES ganho no volume, vem mais encorpado. O timbre do Marshall, todos os recursos do modelo para guitarras, mas os efeitos e
permite o registro de até 40 segundos de duração,
A GT-10 carrega um novo processador DSP customizado, apesar de ser distorcido, é muito aberto e dinâmico, em que as simulações de amplificadores são voltados ao universo do
sendo que várias camadas de áudio podem ser re-
desenvolvido especialmente para esse multiefeito. “A qualidade se ouvem diversos harmônicos e, por isso mesmo, difícil de contrabaixo. O equipamento apresenta filtros e “synth-bass”
gistradas e empilhadas. Essa é uma função extrema-
do áudio é superior. Os graves surgem bem consistentes e o ser simulado”, explica. impressionantes, além de oitavadores e emulação de fretless
mente útil, seja para estudar, lecionar, compor ou, até
som todo vem mais encorpado. Os agudos também contam e guitarras com distorção, ideais para solos e sonoridades
Nas palavras de Takahashi, mesmo, para performances de palco inusitadas.
com maior definição, “amaciados”, sem parecerem digitais”, inovadoras. Todos esses
“o novo processador tornou Outras solicitações bastante difundidas em fóruns
atesta Bittencourt. Tudo isso, graças ao DSP que, com o fatores, somados ao Loop
possível traduzir de forma ainda sobre GT-8 e que foram atendidas pelos engenheiros
dobro de capacidade de processamento do GT-8, fez que Phrase, tornam a GT-10B
mais fiel o comportamento dos da BOSS são um display LCD grande e com forte
as simulações de amplificadores ficassem ainda mais fiéis, um item indispensável
amplificadores, por meio da iluminação - ideal para locais escuros ou iluminados
naturais e orgânicas. “Quando iniciamos os primeiros testes para os baixistas que
evolução da tecnologia COSM”. demais - e um pedal de controle adicional (CTL2).
de desempenho, percebemos que as possibilidades seriam buscam novas expe-
Outra grande vantagem é con- Este último é uma alternativa que amplia ainda mais
praticamente infinitas”, diz Masao Takahashi, engenheiro-chefe riências musicais.
seguir produzir características as possibilidades de utilização da nova pedaleira.
do projeto no Japão. “Com isso, decidimos refazer toda a que o original não possui. Como
“A mudança para a GT-10 foi uma conseqüência
programação de simulação, ou seja, começar do zero. Foi exemplo, pode-se citar o fato de
direta da minha experiência com a GT-8”, diz Bit- Seja para instrumentistas profissionais ou para os hobbistas
possível, então, incluir detalhes que aumentaram muito a que a GT-10 tem como opção de
Sergio Motta e Masao Takahashi tencourt. “É uma pedaleira ultraversátil. Em alguns que amam os efeitos da BOSS, a novidade apresentada pela
fidelidade dos efeitos e dos amplificadores”, completa. Trata-se ajuste de ganho, para as simula-
casos, envio os efeitos no loop dos amplificadores. empresa é um equipamento que atinge um nível único de quali-
da tecnologia COSM (Composite Object Sound Modeling ou ções, valores de 0 a 120, ou seja, ela consegue um adicional
Em outros, direto no input. Como ela pode ser ligada dade, durabilidade e facilidade de uso. Seus recursos inovadores
Modelação Sonora de Objeto Composto), exclusiva da BOSS, de 20%. Essa característica é fundamental para personalizar
também em linha, é uma solução bem prática em a tornam muito mais que uma pedaleira multiefeito para guitarra.
utilizada nas pedaleiras da marca para reproduzir amplificado- timbres e criar sonoridades exclusivas.
gravações”, atesta. “Só com a GT-10 e a guitarra, o E suas possibilidades de criação de timbres são praticamente
res, alto-falantes, microfones e efeitos de várias espécies.
músico já está bem!” infinitas. (Sergio Motta)
Totalmente refeito para a GT-10, esse processo é o RECURSOS INDISPENSÁVEIS
grande responsável pelo salto de qualidade e pela As inovações da GT-10 não ficam por conta apenas
resposta mais musical do multiefeito em da interface com o usuário e do processador. Recursos
relação aos modelos anteriores. há muito tempo desejados nos modelos anteriores
EZ TONE
Um exemplo da seriedade foram incorporados ao projeto. O principal e
com que as simula- mais aguardado, sem dúvida, é a existência de Timbres facilmente configurados em menos de 1 minuto e apenas quatro passos:
ções foram encara- uma porta USB. Com ela, a pedaleira passa a
das é a emulação do ser uma interface de áudio profissional
Fender Twin. O amplifi- com suporte a driver ASIO, ou
cador original tem uma seja, é possível gravar com o
chave chamada Bright, aparelho plugado diretamente a
PASSO 1: escolha o tipo de captador da PASSO 2: selecione o estilo no qual o PASSO 3: ao movimentar o cursor com PASSO 4: ajuste os demais efeitos
que reforça os agudos e computadores e softwares de gra- guitarra (single ou humbucker) e em qual timbre será baseado (blues, rock, metal, os quatro botões logo abaixo do display, (delay, reverb, chorus, rotary speaker,
médio-agudos quando vação e edição instalados. O equi- equipamento a GT-10 será conectada country, jazz etc) e uma das variações do o guitarrista altera as características flanger etc, dependendo da opção es-
estilo principal do timbre colhida pelo músico)
ele trabalha com volu- pamento também troca informações

32 Música e Imagem Música


MúsicaeeImagem
Imagem 33
Fantom-G

SINGLE, LIVE, STUDIO sequencer, teria somente 3, 5 ou 6 efeitos disponíveis, de-

O Fantom-G possui novos modos de execução. O SINGLE pendendo do modelo do sintetizador. E esses equipamentos,

é o antigo PATCH, em que estão todos os sons disponíveis. em sua maioria, permitiam a gravação de apenas 16 canais

Anexo a ele, está a função FAVORITE, que permite memorizar MIDI. Se a produção exigisse uma guitarra com distorção, um

até 256 timbres. Isso possibilita acesso imediato às sonoridades órgão com simulador de caixa Leslie, um compressor para a

Geração preferidas do tecladista, o que faz dele um ótimo recurso para bateria, um piano elétrico com chorus, além de um reverb e

situações ao vivo. Outra novidade é o LIVE, em que até oito um equalizador para todos os instrumentos, não haveria mais

patches são combinados. O diferencial é que, nessa versão, os efeitos disponíveis para registrar, por exemplo, um pad com
Revolucionária elementos selecionados mantêm seus efeitos originais. Isso phaser, um clavinet com wah-wah ou qualquer outro que

ocorre por conta do novo sistema DSP (Digital Signal Processor) exigisse algum processamento.

do equipamento. O modo indicado para ser usado juntamente Como no Fantom-G cada som possui seu processa-
O Fantom-G inaugura uma era na história com o sequencer é chamado STUDIO e utiliza até 16 sons mento próprio (PFX), esse problema não existe. Quando
das workstations de produção musical em partes multitimbrais independentes. o sequencer for utilizado, os efeitos são mantidos.

Muitos tecladistas sonhavam com um sintetizador Portanto, ao usar os 16 canais de gravação, tem-

que tivesse timbres fantásticos e que, simultaneamente, se 16 deles em funcionamento. Além disso,

permitisse a troca entre um e outro sem interrupções podem ser acionados um chorus, um reverb
Em 2001, a Roland iniciou a produção de uma nova linha um Fantom-X. Agora, além do JUNO-G, tenho em mãos um e um processo de masterização, mais três
na sonoridade. O Fantom-G possui esse recurso, cha-
de workstations. O Fantom FA-76 foi lançado para substituir a Fantom-G. Estou muito contente com a qualidade dos sons”. multiefeitos (MFX). Não existe outro
mado Patch Remain. O músico pode tocar utilizando um
aclamada série XP, que dominava o mercado de estações de E essa percepção não é só do tecladista. “A Claudinha é muito equipamento nessa categoria que
patch de guitarra com distorção e passar para um Strings
trabalho em estúdios e performances ao vivo. Naquela época, exigente com os timbres. E é visível a superioridade deste tenha essa capacidade.
sem corte nas formas de onda ou nos
era impossível imaginar um sintetizador com recursos de sam- modelo em relação ao anterior”. efeitos. Embora equipamentos exis-
pler e gravação de áudio, conexão para mouse e computadores, LIVE WORKSTATION
O Fantom-G vem de fábrica com mais de 1.600 sons, com tentes no mercado se proponham
e, além disso, a possibilidade de receber placas de expansão Uma das grandes vantagens
tudo que é necessário para uma produção, não importando o a realizar essa façanha, nenhum
com novas formas de onda e interface gráfica individualizada, possui sons tão complexos como do Fantom-G é que foi desenvol-
gênero musical. A nova workstation da Roland carrega uma
como os plug-ins usados em softwares de gravação. Ao longo o Fantom-G e nem mantêm com vido não somente para uso em
coleção de timbres históricos em sua memória interna. Além
dos sete anos que separam o advento do Fantom FA-76 até os perfeição todos os elementos exis- estúdio, mas, também, para ser
dos existentes na linha Fantom-X, a empresa sampleou diver-
dias atuais, a tecnologia evoluiu muito, a ponto de ser motivo tentes neles. Isso apenas é possível utilizado ao vivo. Em situações de
sos clássicos de sua trajetória de sucessos, como pads do
de riso imaginar uma workstation utilizando disquetes para o por causa dos processadores de palco, alguns segundos podem
JUNO-G e do JUPITER-8, leads das séries SH e JX, sons das
armazenamento de dados. última geração desse equipamento se tornar uma eternidade para o
baterias eletrônicas TR-808 e TR-909 e muitos outros. Como
Durante esse tempo, o departamento de desenvolvimento da Roland e do novo sistema de instrumentista. Por conta disso, o
o equipamento somente aceita as novas placas de expansão
de sintetizadores da Roland Japão, gerenciado pelo engenheiro de efeitos DSP. Luciano Pinto se novo modelo da Roland oferece di-
ARX, a Roland também incluiu uma seleção de waves das doze
Ace Yukawa, trabalhou intensamente para colocar à disposição encantou com o recurso: “Já estava versas soluções para facilitar a vida
placas SRX existentes.
dos usuários toda a tecnologia disponível e produziu o Fan- na hora de termos um teclado com do músico.
Um recurso importante do Fantom-G é que ele permite a
tom-G. “Consideramos que esta é a mais completa workstation timbres tão avançados sem cortes A primeira delas é o amplo display
criação de sons com até oito formas de onda, cada uma com
já lançada por nós”, diz Yukawa. “Queríamos oferecer o melhor nas mudanças. Essa era a aspiração de 8,5 polegadas - uma verdadeira
equipamento para estúdio e performances ao vivo, com custo diferentes ajustes de afinação e sensibilidade, gerando timbres de todos os músicos”. tela de notebook - dotado da tecno-
acessível para músicos de todas as partes do mundo.” envolventes e realistas. Um naipe de metais, por exemplo, pode
O Fantom-G também inova na logia TFT, a mesma dos computado-
ser composto por saxofones alto, tenor e barítono, trompetes,
No Brasil, o Fantom-G já está sendo usado por tecladistas área de processamento de áudio. res portáteis mais modernos, que
trombones etc. permite a visualização de todas as
do porte de Luciano Pinto (Claudia Leitte), Márcio Buzelin (Jota Pela primeira vez em um sinteti-
Quest) e Caixote (Banda Domingão). O tecladista e produtor Caixote foi outro músico que ficou zador, o DSP consegue trabalhar informações de qualquer ângulo que
impressionado com a qualidade dos sons do Fantom-G: “Ele com até 22 efeitos simultâneos. se olhe. “Isso foi um grande avanço,
TIMBRES oferece tudo de que preciso para meus arranjos, minhas A Roland criou um novo sistema, pois, às vezes, tocamos em situa-
A qualidade de som dos sintetizadores Roland sempre foi gravações e, também, meu trabalho na Banda Domingão: individualizado para cada patch, em ções em que a iluminação é muito
inquestionável. Luciano Pinto, tecladista que acompanha Clau- pianos acústicos e elétricos, cordas incríveis, synths e pads. que eles recebem a nomenclatura ruim. Com esse display, consigo
dia Leitte desde os tempos de Babado Novo, é um grande fã Além disso, ele é muito prático, pois posso criar, rapida- PFX. Antes dele, todas as work- enxergar tudo. Meus pesadelos
dos timbres da empresa: “Mesmo antes de minha parceria com mente, combinações no modo LIVE ou salvar meus sons stations possuíam uma limitação: no palco terminaram”, comenta
a Roland Brasil, eu usava um XP-60. Depois, passei a utilizar no modo FAVORITE”. se o músico fosse gravar algo no Luciano Pinto.
LUCIANO PINTO
Tecladista de Claudia Leitte e o Fantom-G
34 Música e Imagem Música
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Imagem 35
Fantom-G

Outra vantagem é que os 16 pads possuem múltiplas ESTÚDIO PROFISSIONAL VERSÕES


funções. Na linha Fantom-X, eles somente disparavam sons e A Roland Corporation tornou-se, recentemente, acio- A linha Fantom-G está disponível em três versões:
samplers. No novo instrumento, além desse recurso, é possível, nista majoritária da Cakewalk, uma das mais conceituadas Fantom-G6, com 61 teclas, Fantom-G7, com 76, e Fantom-
por exemplo, escolher partes de uma performance, como nos empresas na área de softwares musicais. Graças a essa G8, com 88. Os modelos G6 e G7 possuem teclas com a tradicional ação de
antigos modelos JV ou XP. Um dos usos mais comuns é o músico união, foi possível criar um novo método de gravação para sintetizador Roland. O G8, por sua vez, conta com o Progressive Hammer Action II, a segunda geração
criar uma performance com som de baixo na mão esquerda e sintetizadores, pois o produto mais famoso da desenvol- do aclamado mecanismo presente nos pianos digitais da empresa. Além disso, este equipamento traz outra novidade: o Ivory
deixar diversos instrumentos para a direita, selecionando-os rapi- vedora é o Sonar, líder de mercado nos Estados Unidos. Feel, um acabamento que simula a aparência do marfim existente em pianos acústicos. O material utilizado também absorve
damente com apenas um toque nos pads. No Fantom-G, esses O sequencer do Fantom-G, portanto, permite que as melhor o suor das mãos, algo que, certamente, será muito bem-recebido pelos músicos que tocam ao vivo.
botões possuem sensibilidade e aftertouch, e transformam-se, produções sejam realizadas de forma semelhante às feitas
também, em um teclado numérico, em que é possível digitar nos melhores estúdios, com a possibilidade de registrar
o número do patch desejado ou um valor durante a edição de 128 pistas MIDI e 24 de áudio. O equipamento ainda conta
Placas ARX – Plug-ins Roland Mas é no momento de editar um som que a placa
um parâmetro. com uma entrada para mouse USB, o que aproxima a
mostra todo seu poder. Selecionando CUSTOMIZE, a
O equipamento conta ainda com quatro knobs totalmente operação do sequencer à de um computador. As placas de expansão ARX inau-
ARX-01 entra na tela de customização de peças. O display
configuráveis, o que permite ao instrumentista controlar filtros, guram um novo conceito: são as
Os canais de áudio funcionam como os de um estú- de 8,5 polegadas do Fantom-G apresenta o instrumento
ressonância, attack, decay e diversos outros. Os oito sliders primeiras a incorporarem formas de
dio: basta plugar um instrumento no Fantom-G, escolher escolhido em um gráfico 3D, com total interação entre
oferecem total domínio dos volumes das partes e dos canais do onda e interface gráfica própria (Gra-
uma das 24 trilhas, pressionar REC e gravar. No painel os parâmetros disponíveis.
sequencer. E o D-Beam, exclusivo nos equipamentos Roland, traseiro, situam-se conexões dedicadas para microfones phical User Interface – GUI), além de
Apenas girando o dial, é possível modificar a dimen-
pode ser ajustado para modificar níveis, acionar a modulação condensadores (Phantom Power 48V), guitarras e baixos polifonia independente da existente
são do bumbo ou aplicar um abafador na caixa, além
e, até mesmo, disparar loops e frases sampleadas. Além disso, (alta impedância Hi-Z), e entradas de linha. Além disso, no equipamento.
de configurar o tamanho do chimbal. O instrumentista
o Fantom-G apresenta um novo sistema de Pitch Bender, com pode-se acionar efeitos como Compressor, Center Cancel Um dos grandes trunfos de
também pode afinar a pele dos tambores e escolher o
quatro modos de atuação, afora o tradicional. Em um deles, a ou Limiter diretamente na captação. O áudio se transfor- softwares, como Pro Tools, Sonar,
quanto de bumbo estará vazando na captação da estei-
afinação se altera suavemente, permitindo um maior realismo ma, então, em um arquivo wave, e todos os 78 efeitos Logic e outros, é que os plug-ins facilitam drasticamente a cons-
ra. Tudo isso sem se preocupar com parâmetros como
em sons como guitarra ou violões. Em outra opção, é possível do Fantom-G, entre reverbs, delays, chorus, distorções trução e a manipulação de sons. AmpFarm e B4 por sua vez, são
attack, decay, LFO e outras tantas siglas. Após todos os
tocar uma nota e manter o bend somente nela para concluir a e equalizadores ficam disponíveis para processamento produtos de sucesso porque, além da excelente qualidade do
ajustes, basta selecionar Write e salvar o novo kit.
frase enquanto está presa. Há também desse sinal. É possível, portanto, adicionar um reverb em áudio, trouxeram um conceito gráfico muito intuitivo, permitindo
Já na ARX-02
o que aplica o efeito na última uma voz ou uma distorção em uma guitarra, dispensando que mesmo um usuário sem muita experiência consiga criar e
ELECTRIC PIANO,
nota, caso o músico execute qualquer processador externo. modificar timbres. As placas ARX são as primeiras a oferecerem
estão disponíveis os
um arpejo mantendo todas as O Fantom-G possui 16 partes multitimbrais e, em esses recursos em um sintetizador. Todo o conceito sonoro delas
mais belos pianos
teclas acionadas. Luciano cada uma, é permitido gravar mais que um canal MIDI. O se resume em uma expressão: SuperNATURAL. As amostras
elétricos da história,
Pinto utiliza diversos le- músico pode, por exemplo, usar o mesmo kit de bateria disponíveis foram sampleadas respeitando o ambiente e os as-
como Fender Rhodes,
ads em músicas do para registrar a parte de percussão em um canal e as pectos naturais que influenciam a geração de som do instrumento
Wurlitzer e o clássico
repertório de Claudia peças de bateria em outro para, depois, ter uma edição acústico. Além desses detalhes, as características de edição
som dos instrumen-
Leitte, e comenta individual de ambos. deles foram mantidas.
tos FM. A interface gráfica é completamente diferente
sobre esse recur- A nova workstation da Roland ainda permite total A placa ARX-01 DRUMS da ARX-01, pois não há relação alguma entre uma
so: “Com esse integração com computadores. O usuário pode impor- traz 30 kits de bateria, com bateria e um piano elétrico. Na ARX-02, estão disponí-
novo sistema, tar arquivos de áudio (wave ou aiff, 16bit/44.1kHz) para modelos específicos para rock, veis comandos para edição de microfonação e tipo dos
posso criar o Fantom-G e criar sons ou utilizar loops e frases no jazz, funk e outros ritmos. captadores,assim como ângulo deles e do sistema de
bends dife- sequencer. Também é possível enviar material gravado Cada um deles possui até 24 martelos, modelo do instrumento (Rhodes, FM, Wurlit-
rentes dos no equipamento para o micro. Caso prefira, o músico peças de percussão agrupadas zer, Dyno, Stage), do amplificador e do gabinete, além
anteriores, pode exportar todos os canais registrados para mixá-los e seus volumes podem ser de efeitos como compressor, chorus e overdrive. Tudo é
assim como externamente. Outra ferramenta importante é o softwa- controlados pelos oito faders realizado com um visual gráfico impressionante e muito
c o m a c o r- re de edição de timbres. Ele permite a manipulação e a que ficam à esquerda do painel do Fantom-G. Isso possibilita intuitivo. Basta selecionar uma dessas opções e utilizar
des, algo produção de novos sons na tela do computador. Neste rápida configuração do volume de bumbos, caixas, chimbal aberto o dial para modificar os sons. A Roland lançará ainda em
que era im- modo, a workstation transforma-se em uma interface e fechado, surdos, tons médios e agudos, pratos de condução 2008 mais duas placas ARX: uma de metais (Brass) e
possível no MIDI, recebendo e enviando dados para o software por e de ataque. outra de cordas (Strings).
Fantom-X”. meio do cabo USB.

36 Música e Imagem MúsicaeeImagem


Música Imagem 37
TD-9

Flexibilidade
dinâmica
cução de gêneros variados. Da mesma maneira, existem sons clamp – formado por uma esfera localizada dentro de uma
para jazz, rock que possa exigir bumbos duplos (o segundo cúpula e fixada por um parafuso borboleta – permite que o
pode ser endereçado no pedal de chimbal), fusion, house, hip instrumentista a coloque em posição confortável, de forma
hop, minimal (house), dentre muitas opções, como TR-808 e rápida e segura, sem a necessidade de chaves de regulagem
Os kits TD-9 chegam ao mercado com muita personalidade, TR-909. Extremamente interessante, também, é o kit acústico, específicas ou ginásticas extremas. “Não tive dificuldade em
duas opções de modelos e preços bastante acessíveis por simular sonoridades não processadas com efeitos como deixá-la exatamente como em meu modelo acústico. A angu-
gate, reverb etc. lação é precisa e em momento algum ela cedeu ou ‘entortou’”,

Após seis anos de sucesso absoluto dos modelos TD-6 (K, KW e KX), chega ao Brasil a nova geração da série V-Tour: os kits É possível montar conjuntos customizados dentro dos 50 atesta o baterista. “Mesmo os rim-shots e a utilização do aro

TD-9. Com duas opções de conjuntos (K e KX) e preços bastante acessíveis, o lançamento supre todas as necessidades dos disponíveis, misturando os elementos da maneira que o músico (cross stick) são naturais e confortáveis.”

bateristas, seja para tocarem em palcos e estúdios ou apenas para diversão. Um dos primeiros a provar a novidade foi Maurício preferir. Se desejar, ele pode endereçar um som de Pot Drum O mesmo pode ser feito nos extensores de pratos. O que
Leite, que, integrando o grupo Time-Out, está lançando um pack com CD, DVD, play along e vídeoaulas. “Experimentei e senti no pad de bumbo, caxixi nos pratos, caixa eletrônica nos tons segura o CY-5 (chimbal) é longo o suficiente para posicionar o
firmeza”, diz, “tanto que acabamos tendo a idéia de usá-lo no DVD–aula”. A V-Tour Series oferece total expressividade graças aos e surdo (com pitchs diferentes, usando o mesmo timbre) e pad da maneira mais confortável. “Fiquei bastante impressio-
novos sons de bateria e percussão (com tecnologia PCM) em conjunto com os pads Roland, sem que o instrumentista precise efeitos nos demais. Depois de selecionados, o baterista con- nado, pois todos se ajustam de forma macia e precisa, bas-
se preocupar com disparos duplos ou notas falhas. “Ficou claro para mim, o quanto ele pode ser abrangente em termos de segue mudar afinações, ambiências (tamanho da sala, tipo de tando um pequeno movimento nas uniões para uma perfeita
utilização”, atesta o músico. “Durante o processo de mixagem, não acreditávamos que eu não havia gravado com uma bateria parede e posição dos microfones), efeitos, decay, pan (muito disposição”, diz Leite. “Tocar com essa bateria é fácil demais.
acústica em uma grande sala.” útil, caso seja alterada a estrutura do setup, com caixa do lado Os pads com mesh-heads permitem um grau de sensibilidade
esquerdo, dois surdos, dois rides etc) e equalização, criando um muito próximo ao das peles dos tambores acústicos. Com a
MÓDULO kit único que, provavelmente, ninguém fará igual. “Realmente chave de afinação (presa no rack), o músico altera a tensão,
Os pads dos kits TD-9KX e TD-9K formam um casamento perfeito com o módulo TD-9, apresentando total compatibilidade. fiz rufos e ghost-notes de forma confortável e natural. E me simulando o tipo de afinação de
Diferentemente da série anterior, o CY-12R/C na posição de Ride dispõe do three-way system: o músico pode selecionar timbres senti tocando os back-beats de minhas poderosas caixas de seu kit acústico”, afirma.
diferentes para a superfície, a cúpula e a borda do prato. Os tons e o surdo, por sua vez, apresentam o recurso dual-trigger, alumínio”, confessa.
permitindo ao baterista utilizar amostras distintas para o aro e a pele do pad. “O pequeno módulo, de apenas 850 gramas, é Quando o músico estiver editando os sons dos pratos, é
um capítulo à parte: são 522 sons, 50 setups que podem ser editados e possível alterar o diâmetro deles, assim como o sustain. O
50 músicas com quatro partes cada”, diz Leite. As opções são chimbal, por exemplo, é bastante sensível quanto à variação
MAURÍCIO LEITE
bem interessantes. A maioria é de bateria, com quase de timbres e modelos: “Um casal de 12” é bem mais fácil de Facilidade para
tocar a TD-9
60 modelos de bumbo, mais de 70 caixas, conjuntos tocar do que um de 16”. “No caso de bumbos, caixas e tons,
de tambores classificados de acordo com a madeira além da afinação, é possível colocar abafadores para diminuir
(Maple, Birch e Rosewood, por exemplo) ou eletrônicos, o sustain. “Consegui ‘criar’ um timbre de bass drum muito
25 tipos de chimbal, pratos categorizados como Ride, profundo e definido”, conta Leite. Todas essas edições são
Crash, China e Splash em diversos tamanhos e estilos, apresentadas no display com figuras, tornando o processo
incluindo Reverse. Na seção de percussão, a diversida- mais fácil e interativo.
de é imensa: bongôs, timbales, cajon, shaker, maraca,
cowbells, pandeiros, tabla, pote drums, taiko, tímpanos e RACK
vários outros. Os efeitos abrangem vozes, timbres orques- O rack MDS-9 é extremamente prático e fácil de montar.
trais, scratchs, claps etc. Graças à resistência apresentada, o baterista sente confiança
O módulo TD-9 é muito fácil de ser operado. O display para tocar, sem medo de mudanças inesperadas da posição
LCD é grande o suficiente para proporcionar ótima visuali- dos pads durante a performance. Os quatro pés e os tubos ho-
zação mesmo em locais escuros. Excetuando os botões de rizontais deixam o suporte mais flexível para diferentes ajustes
ajustes de parâmetros, todos os demais são retroiluminados. dos clamps MDY-10U e MDH-10U, além de não atrapalharem a
Quando o músico aperta KIT, ele se acende. E, usando as localização do pedal de chimbal FD-8, que é totalmente solto
teclas ou o dial, é possível escolher imediatamente um dos e não utiliza máquina. “Depois de um período de adaptação,
50 disponíveis. Esses são compilados de forma satisfató- o funcionamento é normal, inclusive com movimentos do tipo
ria, baseados em estilos musicais ou em situações que ‘foot-splash’”, afirma Leite.
proporcionam escolhas óbvias. É o caso do primeiro setup, O músico não precisa de uma estante de caixa com o
chamado V-Tour, bastante dedicado ao uso em estúdio ou modelo TD-9, já que o pad principal fica suspenso no próprio
palco, com timbres de caráter flexível, o que permite a exe- rack. Para ajustes finos na disposição da peça, o sistema ball-

38 Música e Imagem Música e Imagem 39


TD-9
KITS
V-Tour Series TD-9K TD-9KX
Apesar de os dois kits usarem
Módulo TD-9
O acabamento do rack é feito com pin- o mesmo módulo, a opção de pads Bumbo KD-8
tura preta fosca, que apresenta visual agra- permite escolher o que é melhor Caixa PDX-8 PD-105
dável. O MDS-9 suporta a instalação das em termos de custos, mas com Tons/Surdo PD-8 PD-85
caixas satélites do sistema de amplificação recursos idênticos. O grande dife- Crash CY-8

PM-30 (veja quadro abaixo). O multicabo rencial fica por conta do CY-12R/C Ride CY-8 CY-12R/C
que possui three-way system. Rack MDS-9
dos pads é feito com um terminal tipo pa-
ralelo para conectar ao módulo. Esse cabo
é parecido com o de impressoras antigas, RECURSOS
mas com configuração de pinos diferente, A função QuickRec/QuickPlay é uma grande novidade no mundo das baterias
facilitando ainda mais a montagem. Como eletrônicas. Apertando o botão Quick Rec, um metrônomo é disparado. Para gravar,
quase todos os modelos V-Drums, o TD-9 basta começar a tocar. E é preciso apenas pressionar Quick Play para escutar.
possui entrada e saída MIDI para grava- “Que tal poder registrar a lição que seu professor passou e você esqueceu?”,
ções em multitracks como o SONAR. É sugere Leite.
possível, com a utilização do software, se-
Outra importante ferramenta de estudo inserida no módulo é a Scope. Ao
parar o que foi gravado em MIDI em tracks
ativá-la, o metrônomo começa a funcionar. Quando o músico estiver tocando,
individuais e captá-los em trilhas de áudio
automaticamente sua performance será analisada. Em um grid, muito fácil de
independentes, reenviando esses dados
entender, o instrumentista pode desenvolver sua precisão, verificando no display
para o módulo. O equipamento também
seu desempenho em tocar no tempo certo. Nessa mesma função, ele pode
conta com entrada MIX IN para uso com
aumentar ou diminuir o zoom do gráfico, aprimorando a amostragem de sua exe-
players externos, opção para conexão de
cução, permitindo que ele analise a exatidão mais a fundo. “Nenhuma máquina
mais dois pads ou triggers e saídas de fo-
substitui o professor, mas a TD-9 pode se tornar uma aliada importantíssima no
nes de ouvido e de áudio L/R, com plugues
aprendizado”, acredita Leite.
P-10. A porta USB, com compatibilidade
para pen drives de até 1GB, permite que O módulo vem com 50 patterns de fábrica para o aluno acompanhar. Além

o intérprete salve configurações pes- disso, as músicas gravadas no equipamento foram criadas com a utilização de

soais, como alterações de sons, afinação, instrumentos reais, como guitarra, contrabaixo etc. Se preferir, o baterista pode

ajustes de mixagem etc. Ainda usando o alterar o andamento sem perda alguma de qualidade. “Elas são demais! Todas

dispositivo de memória, ele pode importar cheias de personalidade, exigindo execução atenta”, diz Leite. “Aliás, estudar com

suas músicas preferidas no formato .wav e a TD-9 pode ser, realmente, um processo de pesquisa, já que o instrumentista

tocar junto com elas, mixando os volumes tem a oportunidade de experimentar coisas absurdas, como um splash de 2” ou

dos instrumentos internos e da reprodução um ride de 27”. Ou conduzir o “double bass” em um bumbinho de 18” dentro de

como desejar. uma caverna.” (Gino Seriacopi)

ACESSÓRIOS
A Roland disponibiliza o DAP-3, pacote de acessórios composto de banqueta com logotipos Roland/
V-Drums, um pedal de bumbo Roland e um par de baquetas V-Drums, já que os dois kits da série V-Tour
não vem acompanhados desses itens. Para expansão imediata dos setups, basta escolher o que é mais
necessário para aprimorar a performance entre V-Pads, V-Kicks, V-Cymbals e clamps Roland.
O amplificador que completa o kit é o PM-30, um sistema 2 x 1 (duas
caixas satélites e um woofer com opção de uso como spot), com 200
watts RMS e tecnologia DSP. Para uso em ambientes residências e
pequenos ensaios, existe a opção PM-10, com 30 watts RMS. Ambos
foram desenvolvidos exclusivamente para os kits V-Drums.
Para quem não quer incomodar parentes e vizinhos e manter sua
privacidade, os fones de ouvido RH-300 e RH-200 são perfeitos para responder às
freqüências que os bateristas precisam perceber quando tocam.

40 Música e Imagem Música e Imagem


Música e Imagem 41
Destaque
AT-900

ÉPOCA DE OURO
LINHA COMPLETA
Clássico Os órgãos eletromecânicos foram

evoluído
Apesar de todos os recursos existentes, a linha Atelier não é dirigi- desenvolvidos a partir da década de 1930
da apenas a profissionais. Os chamados hobbistas também encontram e buscavam oferecer aos músicos uma
modelos que se encaixam em suas necessidades. E isso somente é pos- alternativa mais acessível para o som
sível porque os timbres e estilos de ritmo de todos apresentam a mesma dos modelos de tubos, normalmente
qualidade. As diferenças estão listadas abaixo: utilizados em igrejas e teatros. Aos
Com a presença de todos os AT-900: o mais completo dos modelos. Com gabinete de altíssima poucos, a busca por simular o timbre de
avanços tecnológicos desenvolvidos qualidade, fabricado nas instalações da Rodgers em Hillsboro, nos Esta- instrumentos acústicos - como marimba,
pela Roland, os novos órgãos dos Unidos, oferece 450 timbres e 300 estilos de ritmo com 240 watts de oboé ou, até mesmo, vocais - por meio
da linha Atelier oferecem ainda potência e interface de vídeo; da manipulação das barras harmônicas,
mais recursos criou a necessidade de inserir registros
AT-900C: com os mesmos recursos
prontos de alguns deles.
do AT-900, o modelo “combo”
permite utilização de pedaleira Com o desenvolvimento e a incor-
A alma criadora do artista não tem hora marcada de 25 ou 20 notas, à escolha. poração de componentes eletrônicos,
para inspirar-se. No entanto, para fazer aquele sopro O gabinete de estilo mais foram produzidos diversos modelos de
criativo se transformar em obra de arte, ele necessita moderno é típico de órgão órgãos direcionados ao uso doméstico,
de condições e ferramentas para tal. O pintor precisa de de palco; principalmente entre as décadas de 1940
um local com boa iluminação e um estoque de tintas e e 1970. Esses equipamentos passaram
AT- 8 0 0 : em gabinete
cores. O escultor, por sua vez, de material e instrumentos, a contar com ostinatos rítmicos, arpegia-
de madeira, apresent a
para dar forma artística ao que era comum. Seguindo esse raciocínio, reais, captados ao redor do mundo. Por esses dados, dores e padrões automáticos de acom-
pedaleira de 20 notas e
a Roland desenvolveu a linha Atelier de órgãos digitais. Com esses é fácil perceber, conseqüentemente, que todas as panhamento, permitindo a um intérprete
os mesmos recursos de
modelos, o músico terá tudo de que necessita para criar verdadeiras melhores características de cada produto Roland reproduzir o som de vários instrumentos
som dos modelos AT-900 e
obras-primas. estão presentes nos Atelier. de um grupo sem a necessidade de
AT-900C;
outros músicos.
Dentre os fatores que determinaram a moder- AT-500: os 300 timbres
QUALIDADE nização da linha Atelier, alguns merecem desta- Essa possibilidade abriu novas fren-
e 150 estilos de ritmos, o
Os órgãos Roland da linha Atelier estão em constante evolução que por estarem inseridos em todos os modelos. tes de trabalho, tanto em relação a even-
painel WVGA (800x480) e o
e aprimoramento técnico. Desde os primeiros modelos produzidos O mais atrativo é a presença de barras harmônicas tos e festas quanto no que diz respeito
teclado inferior de 64 notas
até os mais recentes lançamentos, todas as inovações desenvolvidas tipo “drawbar”. Esse conceito de registração, mundial- a escolas e aulas.
fazem dele um modelo completo para estú-
pela empresa foram implantadas à série, garantindo ao equipamento mente consagrado, faz que os instrumentos possam Após a criação dos teclados arranja-
dios, igrejas, escolas e residências;
modernidade e atualidade. Esse compromisso fica evidente com as produzir exatamente o timbre desejado, por meio da dores, a procura por órgãos eletrônicos
AT-300: é a solução ideal para
novidades apresentadas. mistura de diferentes harmônicos de uma nota (veja teve grande queda. Os setores de ven-
quem precisa de um órgão
Utilizando soluções originárias dos mais avançados equipamentos página 47). Outra inovação importante é a existência das e de ensino sentiram esse golpe
com timbres de qualidade e
fabricados pela empresa, os órgãos Atelier oferecem uma grande de uma porta USB, que permite armazenamento de e, aos poucos, os músicos migraram
recursos de alta tecnologia.
variedade de recursos, timbres e controles, garantindo flexibilidade, dados e reprodução de arquivos de áudio em pen para a novidade, relegando os mode-
Possui móvel em madeira,
versatilidade e um potente arsenal sonoro para qualquer estilo mu- drives ou dispositivos externos, garantindo tanto los com pedaleira e dois teclados ao
com tampa, e potência de
sical. As barras harmônicas tipo “drawbar” têm a mesma qualidade a segurança de informações para uso posterior segundo plano. Isso não significa, no
30 watts x2.
das empregadas na linha VK, a mais realista na simulação de modelos quanto a utilização de arquivos SMF (Standard MIDI entanto, que esse tipo de instrumento
eletromecânicos. O amplo display touch-screen é igual aos emprega- Files) e mp3. AT-100: é um órgão com
tenha sido sepultado. Diversas denomi-
dos na linha Fantom-G, possibilitando ao músico acesso a todos os 120 timbres e 80 estilos de
Para aqueles que desejam usufruir de maneira nações evangélicas e católicas fazem
parâmetros, tanto para performance quanto para gravação. O D-Beam ritmo com qualidade Roland,
ainda mais completa o órgão eletrônico, a Roland uso do equipamento para seus cultos.
é originário da série E de teclados e permite ao organista alterar, em a preço bem acessível. Tam-
dotou a linha Atelier com um novo formato para o E muitos artistas, ávidos por mais possi-
tempo real, valores de filtros e volume ou inserir efeitos por meio da manual inferior. As teclas do tipo “waterfall”, dife- bém oferece pedaleira de 20
bilidades em termos de timbres, ritmos
movimentação da mão sobre um feixe de luz infravermelha. Os timbres rentes das existentes no teclado superior, tornam a notas, saída USB e barras
e arranjos, continuam se dedicando a
de órgão clássico são oriundos dos produtos Rodgers, que emulam com execução de desenhos de piano, por exemplo, muito harmônicas “drawbar”.
ele com afinco.
perfeição o som de tubos por meio da amostragem de instrumentos (Amador Rubio)
mais segura.

42 Música e Imagem MúsicaeeImagem


Música Imagem 43
Pergunte ao Especialista
A seção Pergunte ao Especialista é dedicada a resolver as dúvidas dos leitores.

Playback
Envie sua pergunta para o e-mail revista@roland.com.br

Cadeia Tenho uma banda e, para as apresentações, utilizo gravações pré-produzidas. Gostaria de disparar
um playback no Juno-G e enviar um metrônomo para o baterista enquanto toco normalmente com
Cadeia de efeitos simples os sons do sintetizador. Como posso fazer isso?
Gerson da Matta
Qual é a ordem Belo Horizonte - MG
certa dos pedais
Amplificador

Utilizar playback em apresentações é mais comum do que pode parecer. Muitas bandas usam esse recurso como

Guitarra
em uma cadeia de forma de potencializar o conteúdo sonoro produzido por elas nos shows ou inserir elementos impossíveis de serem
efeitos? executados ao vivo. O Juno-G pode servir muito bem como cérebro dessa operação. Para isso, basta seguir os seguin-
Talita Gronsk tes passos:
Curitiba - PR DD-7 (Delay) CE-5 (Chorus) GE-7 ML - 2 PW-10
(Equalizador) (Distorção) (Wah) 1 - Com o JUNO-G conectado ao computador, 6 - Pressione LVL&PAN e altere o Pan do canal de áudio importado
pressione USB, em seguida PC CARD [F5], e insira totalmente para R (direita). Dessa forma, o playback será reproduzido
o arquivo de áudio (wav/aiff 16bit/44.1kHz) na pasta somente pelo conector OUTPUT B R/4;
Não há certo ou errado para a ordem de cone- VOLUME: o pedal de volume (FV-500H – alta impedância) TMP/AUDIO_IMPORT do cartão. Desconecte 7 - Selecione PERFORMANCE PRESET 002 SEQ: TEMPLATE (por
xão de pedais. O que vale é o ouvido do guitarrista entre a guitarra e os pedais influirá diretamente na resposta o equipamento seguindo os procedimentos do exemplo);
e os timbres que ele deseja criar. Existe, porém, dos efeitos de distorção e overdrive, que funcionam baseados manual (pg.168);
8 - Clique em PART VIEW [F5]. Mova o cursor para escolher a parte 10
um padrão adotado pela maioria dos músicos no sinal de entrada. Com o equipamento (FV-500L – baixa im- 2 - Pressione AUDIO, em seguida LIST, UTILITY, (percussão) ou, se preferir outra, utilize as setas direcionais. Acesse TYPE
(veja gráficos). Seguem alguns exemplos: pedância) conectado após os pedais, o músico tem controle IMPORT AUDIO; e altere para RHYTHM;
WAH-WAH: pode ser colocado após a guitarra do volume final do timbre, sem alterar a resposta de drive e 3 - Pressione CARD [F2] e selecione o arqui- 9 - Com o kit de bateria selecionado na pista a ser gravada, utilize o
(som mais vintage e com menos ruído) ou as distorção; vo de áudio. Pressione IMPORT e, em seguida, COWBEL (C2#) como click;
distorções (mais agressivo, porém mais sujo); OITAVADORES, HARMONIZERS e PITCH SHIFTERS: é EXECUTE [F6];
10 - Pressione REC para visualizar a tela MIDI REC STANDBY (RealTime);
CHORUS: a forma clássica é posicioná-lo aconselhável ligá-los antes de todos os outros pedais, para Caso você não saiba em qual velocidade
11 - Utilize o cursor para selecionar a opção Input Quantize. Altere o
depois das distorções. Mas também é usado garantir que estes façam a leitura correta da nota tocada para (bpm) está o áudio importado, utilize o Cálculo
valor de GRID e GRID RESOLUTION para 1/4. Fazendo esse ajuste, o
em seguida do delay. Neste caso, o timbre é depois criar as adicionais com precisão. Automático de Andamento (pg.120 do manual
JUNO-G quantizará automaticamente todas as notas tocadas, mesmo que
um pouco mais rico. No entanto, o ruído pode de usuário).
estejam fora do tempo. Basta, então, gravar alguns compassos, copiá-los
aumentar e o som ficar embolado, dependendo 4 - Pressione AUDIO TRACKS e, em seguida, e colar a quantidade equivalente à duração da música;
do ajuste; Pedro Lobão
INSERT. Selecione o arquivo e pressione ENTER;
Guitarrista e especialista 12 – Pressione PART MIXER. Em seguida, selecione KEY/OUT [F4].
EQUALIZADOR: pode ficar em qualquer 5 - Pressione MIXER [F6] e KEY&OUT [F3].
de produtos BOSS Utilize o cursor para alterar o valor da linha OUT e da coluna equivalente a
lugar no setup, entretanto é mais utilizado após Surgirá uma tela com dois grupos de knobs, OUT parte em que foi gravado o click para 3. Ele será reproduzido pelo OUTPUT
a distorção (Booster para solos); e KEY. No campo de knobs OUT, altere o canal em B L/3, o playback na saída OUTPUT B R/4 e os sons do teclado poderão
que foi inserido o áudio para OUT B; ser tocados pelas saídas 1 e 2.

Diagrama de conexões
Cadeia de efeitos avançada
Amplificador

Guitarra

Playback
DD-7 FBM-1 PH-3 CE-5 GE-7 OD-3 ML - 2 PS-5 PW-10 FV-500H
Metrônomo Sergio Terranova
(Delay) (Simulador de (Phaser) (Chorus) (Equalizador) (Overdrive) (Distorção) (Pitch Shifter) (Wah) (Volume)
amplificador)
Tecladista, gerente de produtos da Roland
Brasil e único brasileiro a fazer parte da
equipe de desenvolvedores da Roland Japão
Sons do teclado

44 Música e Imagem Música e Imagem 45


Pergunte ao Especialista

Expansão Barras
Harmônicas
Possuo uma V-Drums TD-12K. Posso expandi-la com mais pads?
Beto Caldas ride, um PD-125 no lugar de caixa,
São Paulo – SP e um CY-5 como um splash mais
Qual o significado dos nú-
(Professor de percussão da Universidade Livre de Música) próximo dos tons. O PD-105, que
meros que aparecem nas barras
acompanha o produto original,
harmônicas da linha Atelier?
Os kits V-Drums permitem que o baterista explore ao má- seu desempenho técnico em relação ao que estão acostuma- ficaria como um segundo surdo,
Maria Elisa Pereira
ximo sua capacidade criativa, graças aos recursos presentes dos quando em kits acústicos, gerando idéias que, talvez, não uma segunda caixa, ou qualquer
Feira de Santana - BA
nos módulos e pads, como livre escolha de instrumentos em haviam sido pensadas anteriormente. A estrutura dos pads com outro som (sem mencionar a
cada setup, edição de sons e de ambiências, e inclusão de peles mesh-head e a maciez dos de borracha, em conjunto As barras harmônicas - também chamadas de “H-bars” ou “Drawbars” -
possibilidade do dual-trigger). E o
mais V-Pads ou V-Cymbals. Nem sempre os músicos ficam com a sensibilidade de toque e o total controle de dinâmica, presentes na linha de órgãos Atelier reproduzem o sistema que ficou conhecido
CY-12R/C, que originalmente está
satisfeitos em manter o kit original em se tratando de quanti- são responsáveis por essa fácil adaptação, principalmente no nos modelos Hammond. Os números representam o tamanho, em pés, dos
na posição de prato de condução,
dade de pads como, por exemplo, no caso da bateria TD-12K primeiro contato do baterista com o instrumento. Acostuma- tubos que emitem cada altura de som. O de 8 pés, representado por 8’, faz
pode servir como um segundo
de Beto Caldas, que é originalmente composta de bumbo, dos com modelos acústicos, em que existe a liberdade de que as notas soem na oitava natural, ou seja, o Dó Central tem a mesma altura
crash (ao lado direito do ride ou
caixa, chimbal, dois tons, um surdo e dois pratos. Apesar de implantar variações de timbres, incluindo pratos, efeitos ou do Dó Central do piano. Ao usar a barra 16’ e tocar as mesmas teclas, as notas
à esquerda do primeiro crash),
toda tecnologia existente no conjunto dos pads com o módulo tambores, os músicos também pensam em ampliar seus kits são ouvidas uma oitava abaixo, pois está sendo usado um tubo com o dobro
usando assim todos os inputs
TD-12, como o dual trigger em tons, surdo, caixa e crash - que eletrônicos. Quando essa necessidade de agregar outras peças do tamanho. Da mesma forma, utilizando a barra 4’, ouve-se o som uma oitava
possíveis do módulo (veja as fo-
possibilita endereçar dois sons distintos entre a pele e o aro do acontece, a princípio a comparação com as possibilidades de acima do natural, pois o tubo “acionado” teria a metade do tamanho daquele
tos). Se o baterista ainda não ficar
pad ou a borda e a superfície do prato - e o three-way system expansão entre baterias acústicas e eletrônicas é inevitável de 8’. Conseqüentemente, habilitando as barras 2’ e 1’, as notas soarão duas
satisfeito com esse kit totalmente
do CY-12R/C na posição de ride – com até três sons (superfície, e questionável. O formato físico do conjunto dos tambores e e três oitavas acima da natural, respectivamente. A beleza da registração fica
customizado, ele pode recorrer
cúpula e borda) - nem sempre esses recursos são suficientes pratos acústicos, posicionados em circunstâncias que deixam por conta da mistura que o organista faz ao usar essas diferenças de oitava.
ao expansor de inputs/trigger
para que o baterista proveniente do mundo acústico aceite as os instrumentistas em situação de conforto, faz que eles sejam Podem-se criar timbres muito interessantes empregando, por exemplo, 16’ e 1’,
TMC-6-Roland. Quando o mesmo
inovações de forma fácil e mude imediatamente sua maneira influenciados na maneira de tocar e, por conseqüência, inspira produzindo um som que mistura as oitavas graves com as agudas. As marcadas
está conectado via MIDI ao TD-12,
de tocar um groove ou um solo, obviamente influenciado pela diretamente sua criatividade. com números fracionados, por sua vez, representam os harmônicos. Devem ser
é possível utilizar mais seis pads/
posição física em que esses novos sons estão dispostos. utilizadas com cuidado, servindo como um “tempero” para a base criada com
No mundo das baterias eletrônicas, essa condição não pode triggers Roland, usando sons dis-
as barras de números inteiros. Isso porque as notas não soarão de acordo com
Mesmo que, no início, tudo possa parecer diferente no ser diferente. Aqueles que não se contentam com o formato tintos dos outros já programados.
a tecla acionada. Ao tocar o Dó com o registro 8’, por exemplo, ouve-se o som
universo eletrônico por causa do diâmetro e da estrutura dos padrão dos kits V-Drums (no caso, o TD-12K) podem, imedia- Excetuando-se o HD-1, todos os
dele mesmo. Mas, se for trocado pelo 5 1/3’, escuta-se Sol, mesmo excutando
pads, a geração atual dos kits V-Drums requer pouco esforço tamente, incluir mais três pads sem a necessidade de outro modelos TD permitem conexão
a tecla Dó. O 5 1/3 por não ser a metade e nem o dobro do 8’, altera o som em
para adaptação, e ainda permite que os músicos aprimorem equipamento adicional: um V-Cymbal CY-15R na posição de de mais instrumentos.
uma quinta. Toca-se Dó e ouve-se Sol, enquanto com Ré escuta-se Lá, e assim
por diante. Os outros registros com frações também fazem soar notas diferen-
tes. Ao usar a tecla correspondente ao Dó com o 2 2/3’ ouve-se Sol uma oitava
acima. Com o 1 3/5’, escuta-se Mi duas oitavas acima. E com o 1 1/3’, Sol duas
oitava acima. Com uma registração feita somente com a utilização das barras
com números fracionados, sempre se está tocando uma nota e ouvindo outra.
Por isso, esses registros devem ser usados como um bom tempero: se não
for empregado, o resultado é insosso; ao adicionar demais, estraga.

Gino Seriacopi Amador Rubio


Baterista, tocou com diversos Organista,
artistas, é especializado em áudio gerente de produtos
e trabalhou como músico e técnico da Roland Brasil
em estúdios. Gerente de produtos
Kit expandido com pads adicionais V-Drums da Roland Brasil
Kit original V-Drums TD-12K

46 Música e Imagem Música


MúsicaeeImagem
Imagem 47
Carreira Educação

Aprendizado prática
Teoria e

eterno
A formação de um profissional e o sucesso em
A educação musical tem sido bastante discutida nos dias de hoje,
sua carreira dependem apenas dele mesmo
mas é preciso cuidado e conhecimento para tomar decisões
“The movement you need is on your shoulder”. Quando Paul McCartney escreveu A dificuldade encontrada atualmente para determinar O conhecimento das diferenças entre os estilos é altamente
“Hey Jude”, ele pensava em Julian, filho de John Lennon, que andava triste porque seus qual o melhor caminho em educação musical decorre do enriquecedor para o instrumentista que quer desenvolver sua
pais estavam se divorciando. Era 1968 e, 40 anos depois, estou “sampleando” essa afastamento que foi criado entre a prática e a teoria. Embora criatividade. Não é aconselhável para aquele que está inician-
frase “MacCartniana”. A citação me veio à cabeça por uma simples razão: acredito que esta última seja absolutamente fundamental para o exercí- do uma carreira, porém, acreditar que haja distinções entre
tudo depende de nós mesmos. cio da música como profissão, ela não é responsável pela a música erudita e a popular. Elas existem, mas não podem
Conheço muitos que dedicaram suas vidas estudando a fundo um instrumento e não expressão que determinará a personalidade do artista. Da ser comparadas em relação à maior ou menor dificuldade, ao
tiveram o retorno que mereciam. Mas, nisso, entram em jogo fatores que precisam ser Mu Carvalho mesma forma, a prática, isoladamente, sem a informação número de horas de estudo, à importância da composição etc.
analisados. Um deles é saber que vivemos no Brasil, um país um tanto quanto ingrato Pianista, tecladista, compositor teórica, é insuficiente para proporcionar o desenvolvimento Um músico de jazz, acostumado com o improviso, tem consci-
com a sua cultura. Outra questão importante é que nem todos pensam estrategicamente e produtor musical, fez parte da do instrumentista. ência da técnica necessária para executar seus solos. Ele está
e com um mínimo de diplomacia ao longo de seus caminhos. banda A Cor Do Som, compôs e habituado a perceber a harmonia para realizar a construção de
Não existe uma ordem pré-estabelecida para escolher por
Nosso panorama é pitoresco: há, às vezes, ótimos músicos sem trabalho, ao passo atuou em trilhas para cinema, teatro seu improviso, mas sabe que apenas a percepção não será
onde se deve começar o estudo. Algumas vezes, inicia-se
que outros, por vezes medíocres, fazem fortunas. Onde está a lógica disso? A quem e TV. Fundou, em sociedade com Ana suficiente se lhe faltar técnica. Do mesmo modo, o erudito
pela teoria. Em outras, pela prática. Isso depende das circuns-
se deve culpar? Zingoni, o estúdio de gravação Boo- conhece seu potencial, mas compreende, também, que para
tâncias e do perfil interior de cada indivíduo. Um resultado
gie Woogie Music e, atualmente, realizar improvisos o componente principal não é a técnica.
Em primeiro lugar, não adianta ficar se lamentando do mercado fonográfico e com satisfatório, no entanto, apenas poderá ser atingido quando
produz temas incidentais para a
raiva do sucesso alheio. Sendo assim, quais os caminhos que se deve buscar para existir domínio sobre a expressão, o que, por sua vez, acon- É bom lembrar que não existem limites físico ou mental
Rede Globo de Televisão
começar uma sólida carreira na área da música? tece unicamente por meio do desenvolvimento da percepção. para que esses instrumentistas realizem os dois gêneros.
E, para isso, ambas (teoria e prática) são necessárias. Desse Quando isso não acontece, são apenas informações sublimi-
CAMINHOS dedicava parte do seu tempo à escola o dia na areia, ele simplesmente não modo, podem-se evitar os dois tipos de problemas mais nares aceitas por cada um que acabam se transformando em
de música Pro-Arte e a palestras pelo largava sua guitarra. Acordava e ficava comuns relacionados à percepção: não conseguir nomear o agentes impossibilitadores.
Para começar, é preciso se preparar.
mundo. praticando, manhã, tarde e noite. que se está escutando, e saber todos os nomes, mas não Os caminhos que conduzem à especialização em um estilo
Estudar, ouvir e tocar. Sempre. Toda
Eu, autodidata até então, fiquei feliz Na época de minhas aulas com Ho- distinguir o som. são bem definidos, fáceis de reconhecer, mas a iniciação deve
informação é muito bem-vinda. Eu, por
quando mestre Homero me viu tocar e mero, participava dos festivais do Colégio Atualmente, há um número muito maior de escolas se ser a mesma. O estudante, em princípio, precisa estar seguro
exemplo, há algum tempo, senti uma for-
se ofereceu para me dar aulas de técnica Rio de Janeiro, um evento delicioso. comparado há cinco décadas, mas a oferta de lugares para de todos os códigos que existem (parte teórica) para que de-
te vontade de aprofundar meus conhe-
pianística, impondo apenas uma condi- Claudio Nucci, Zé Renato, Claudinho praticar a música diminuiu sensivelmente. O instrumentista pois sinta confiança para desenvolver a percepção. Por conta
cimentos de improviso. Procurei Dario
ção: teria que estudar teoria e solfejo Infante, Lobão, Zé Luiz (flautista), eram de hoje é muito bem-informado sobre as técnicas, pois existe disso, é fácil entender que os músicos enfrentam duas etapas
Galante, craque nessa área, e fiquei um
na Pro-Arte. “O piano é ingrato”, dizia todos alunos do CRJ, como eu. Foi com um acesso bastante grande a esse assunto. No entanto, o importantes em sua trajetória de aprendizado. A primeira é a
ano tendo aulas semanais com ele. Há
Homero. “Se você ficar dois dias sem alguns dessa turma que formei minha mercado para ele está cada vez mais dividido em setores: formação básica, ou seja, o domínio dos códigos musicais. E,
dois, estou estudando com Vittor Santos,
praticar, ele se zanga.” Falava isso com primeira banda. Claudio Nucci já era quem toca samba ou jazz, pop ou seu próprio trabalho. Dessa junto a esse conhecimento que vai sendo adquirido, o aluno
outro mestre e grande orquestrador, e
a propriedade de um grande concertista um compositor de mão cheia e com forma, o novo músico encontra dificuldade em aprender na precisa, diariamente, tocar seu instrumento, pesquisar os sons,
mergulhei fundo em harmonia funcional,
erudito, alguém que sacrificou a vida conhecimentos de harmonia muito prática os diferentes temperamentos que essa arte possui. para assimilar o que está aprendendo teoricamente.
tonalismo, modalismo e orquestração.
inteira a esse instrumento. Vale, então, profundos. Posso dizer, tranqüilamente,
Meu primeiro professor de piano foi um conselho que serve para qualquer que aprendi muito com ele nessa área.
Homero de Magalhães. Primo de minha músico: dedique algumas horas por dia Ficava interessado pelo modo como Silvia Goes
mãe (também pianista), era um virtuose. a seu instrumento. pegava uma canção e aplicava outros Nasceu em São Paulo, de pai violonista (autodidata) e mãe pianista de
Gravou as “Cirandas”, de Villa-Lobos, em Certa vez, Pat Metheny esteve no acordes, transportando a melodia para formação erudita, mas envolvida com o jazz. Tornou-se profissional aos 11 anos,
Paris, trabalho que me impressionou Rio de Janeiro e ficou em Búzios, um pa- um ambiente diferente. Essa turma foi tocando violão. Aos 20, teve a oportunidade de trabalhar como arranjadora e
muito quando ouvi pela primeira vez. raíso de lindas praias na região de Cabo uma escola pra mim. manteve essa atividade por duas décadas. Aos poucos, substituiu o arranjo pelo
Recentemente, tive a oportunidade de Frio. Eu soube por alguns amigos que Portanto, sempre temos algo a piano e seguiu carreira com a música instrumental. Desde o início dos anos 70,
apreciá-lo e, novamente, fiquei mobiliza- freqüentaram a casa em que o músico aprender com os outros. E é bom estar se envolveu com a questão da intuição para tocar. Começou a investigar em
do com sua performance. Na época, ele estava, que, enquanto todos passavam atento a isso. várias áreas e, sem abandonar a carreira de pianista, abraçou essa pesquisa.

48 Música e Imagem Música e Imagem 49


Fronteiras

Equilíbrio
emocional

Fundador e presidente da Rede LFG, Luiz Flávio Gomes fala


sobre a importância da bateria em sua vida profissional

Luiz Flávio Gomes possui currículo invejável. Mestre e


doutor em Direito Penal, é fundador e presidente da Rede LFG
- que promove cursos telepresenciais com transmissão ao
vivo e para todo País -, além de ministrar aulas em faculdades
latino-americanas. Também atuou nas funções de promotor de
Justiça em São Paulo, juiz de direito e advogado, entre outras
atribuições. Com essa vasta experiência, pode-se prejulgar
que a sua vida profissional não dependa de outros fatores.
Engana-se, porém, quem acredita nesta hipótese. O jurista,
um apaixonado por exercícios físicos - principalmente corrida -,
leitura e, quem diria, bateria, explica por que essas atividades
são fundamentais para exercer bem o seu trabalho. “Além
de comporem momentos de pausas que ajudam a desviar
a atenção das tarefas do dia-a-dia, elas auxiliam nas ques-
tões que envolvem o equilíbrio emocional”, analisa. “Todos muito da disco music que marcou época na década de 1980”,
precisam de práticas que combinem o lado material com o explica. “Se for para falar de bandas, prefiro os Beatles”, con-
espiritual”, explica. Gomes, inclusive, deixa transparecer uma clui. O jurista só perde a paciência com os gêneros eletrônicos
preferência por essa arte. “A música é considerada o ponto mais modernos. “Detesto esses sons binários sem sentido”,
de encontro das civilizações, unindo todas as épocas. Ela tem indigna-se. “Já escutou uma música que não te emociona?
sentido universal e, por isso, todos deveriam gostar.” Isso é uma barbaridade”, sentencia.
O interesse pela bateria começou cedo. Aos 13, formou Gomes dificilmente demonstra suas habilidades com as
uma banda em Sud Mennucci, cidade localizada no interior de baquetas em público. “Acredito que esse seja um momento
São Paulo, onde fez apresentações freqüentes por cinco anos. meu”, define. Para acompanhá-lo nessa atividade quase
“Meu instrumento não contava com muitos recursos, mas solitária, o jurista resolveu escolher a V-Drums, modelo
consegui me desenvolver”, conta. Embora a carreira artística TD-20K, desenvolvida pela Roland. “Estou muito satisfei-
parecesse consolidada, o adolescente tinha outro objetivo: ser to com o instrumento. Realmente, é uma das melhores
juiz. Nessa época, decidiu focar suas atenções apenas nos compras que já fiz”, afirma. Com o setup que compõem
estudos. Fez faculdade, prestou concurso e cumpriu sua meta. essa bateria, o músico consegue se expressar com mais
Entretanto, sentia falta da prática musical. Voltou a tocar com naturalidade, além de desempenhar sua performance com
mais de 30 anos. Confidenciou que, de uns tempos para cá, qualidade invejável. Gomes levantou outros pontos positivos,
tem conseguido tempo para praticar. “Estou curtindo”, resume como a possibilidade de ensaiar usando fones de ouvido.
o jurista em relação à experiência com as baquetas. “Assim não incomodo os vizinhos”, diverte-se. Questionado
Assim como todo bom instrumentista, Gomes é aprecia- sobre a utilização de kits complementares, ele explica: “Não
dor de diversos estilos. Isso fica evidente quando fala sobre preciso. Ainda não esgotei 50% das possibilidades que o
o que costuma tocar. “Adoro samba e forró. Também gosto equipamento oferece.” (Rafael Furugen)

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