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CABISTA DE SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES C C 2012 2012 - - SENAI SENAI / /

CABISTA DE SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES

C C
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2012 2012 - - SENAI SENAI / / DR-MA DR-MA CABISTA DE SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO MARANHÃO

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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL - SENAI

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DEPARTAMENTO REGIONAL DO MARANHÃO

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COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL COEPRO

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NÚCLEO DE MATERIAL DIDÁTICO NUMAD

NÚCLEO DE MATERIAL DIDÁTICO NUMAD

ELABORAÇÃO ANTÔNIO CARLOS DA CONCEIÇÃO Instrutor da área de Telecomunicações CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONALE TECNOLOGIA-CEPT

COEPRO/NUMAD

Rosângela Mota Haidar Coordenação /Revisão Ortográfica e gramatical

Jacqueline Constance Silveira Furtado Revisão Pedagógica/ Editoração final

Werlon Menezes Carneiro Programação Visual/ Editoração

SENAI Departamento Regional do Maranhão Av. Jerônimo de Albuquerque, s/nº - 2º Andar Edifício Casa da Indústria - Bequimão CEP: 65060-645 Fones: (98) 2109-1871/1856 Fax: (98) 2109-1832 Site: www.ma.senai.br - E-mail: senai@ma.senai.br São Luís - Maranhão.

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CABISTA DE SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES SUMÁRIO APRESENTAÇÃO HISTÓRICO 5 6 1 PRINCÍPIO DAS COMUNICAÇÕES

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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO HISTÓRICO

5

6

1 PRINCÍPIO DAS COMUNICAÇÕES

8

2 SEGURANÇA DO TRABALHO

10

3 NOÇÕES DE ELETRICIDADE

16

4 SISTEMA TELEFÔNICO

18

5 SIMBOLOGIAS DA REDE TELEFÔNICA

43

6 EMENDA EM CABOS NA REDE AÉREA

45

7 EMENDA DE PARES E CABO SUBTERRÂNEO

60

8 PRINCÍPIOS DA FIBRA ÓPTICA

100

9 PRINCÍPIOS DE PRESSURIZAÇÃO

116

10 PRINCÍPIOS DE TESTES ELÉTRICOS

123

11 DEFEITOS EM REDE TELEFÔNICA

127

12 FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS CAPACIDADE PARA VENCER DESAFIOS CONCLUSÃO

131

133

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REFERÊNCIAS

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APRESENTAÇÃO

Através do conteúdo desta apostila, orientaremos como realizar as tarefas e procedimentos necessários à execução das atividades do Cabista do Sistema de Telecomunicações, abordaremos assuntos relevantes quanto aos princípios das comunicações, segurança no trabalho, noções básicas de eletricidade, simbologia da rede telefônica, cabos subterrâneos, etc. Após a assimilação dos conteúdos teóricos e práticos o aluno estará apto a desenvolver ações nesta área. O SENAI vem qualificando profissionais na área de telecomunicações para atender as demandas do mercado, que a cada dia evolui mediante as novas tecnologias e precisa de pessoas capacitadas e preparadas para novos desafios.

Bom estudo!

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HISTÓRICO

A comunicação entre os homens ocorre desde os tempos pré-históricos através da utilização

da voz e da sinalização à distância por meios acústicos (tambores) e visuais (fumaça, fogo, semáforos, luz, etc.).

A telefonia, propriamente dita, iniciou-se em 1875, quando Alexandre Graham Bell, em seu

pequeno laboratório de Boston, Massachussetts, chamou o seu auxiliar Thomas Watson através do telefone primitivo por ele inventado. Dois meses depois da descoberta, Bell levou a invenção à Exposição Centenário da Filadélfia, onde seria analisada juntamente com outras invenções como a luz elétrica e o telégrafo impressor, que tiveram a atenção despertada pelos juízes, ficando o telefone em segundo plano. Mas aí surge o acaso: D. Pedro II, Imperador do Brasil, em visita à exposição, fica impressionado quando Bell o coloca para falar ao telefone. Um ano depois deste evento, já estava organizada em Boston, a primeira empresa telefônica do mundo, a Bell Telephone Company, com 800 terminais telefônicos. No Brasil, o primeiro telefone apareceu poucos meses após o evento de Filadélfia, construído nos Estados Unidos, sendo instalado no Palácio Imperial de São Cristóvão. A primeira concessão de serviços telefônicos foi dada em 1889, sendo na mesma época instaladas linhas telefônicas para aviso de incêndio no Rio, ligadas à Central de Bombeiros. Em 1883 já existiam no Rio cinco centrais com 1.000 assinantes cada uma e no mesmo ano foi

concluída a primeira linha interurbana, ligando Rio à Petrópolis. Em 1922 o Rio já contava com 30.000 telefones para uma população de 1.000.000 de habitantes e, em 1923, foi constituída a Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Em 1945 já havia no Brasil 1.000.000 de terminais telefônicos operados por 800 empresas particulares, sendo que a CTB abrangia 75% deste total nos Estados do Rio, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

O período após a 2ª Guerra Mundial, de 1945 a 1962, assistiu a uma estagnação de serviço

telefônico no Brasil, com crescente demanda e oferta praticamente nula, o que ocasionou

sérios congestionamentos, neste serviço, em todo o país. Em 1962 o Governo Federal aprovou o Código Brasileiro de Telecomunicações e criou o Conselho Brasileiro de Telecomunicações (CONTEL), órgão diretamente subordinado à

Presidência da República, com o propósito de coordenar, supervisionar e regulamentar as telecomunicações.

A partir de agosto de 1995, com quebra do monopólio da operação dos sistemas de telefonia

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no Brasil, muda completamente a oferta de serviços e a competitividade entre as empresas. Inicia-se os serviços de telefonia móvel no Brasil. Em 1997, no dia 5 de novembro, foi instalada a ANATEL, com a função de regulamentar o setor de telecomunicações. No dia 29 de julho de 1998 foi privatizada a Telebrás. O sistema telefônico local e de longa distância foi dividido entre diversas operadoras. Dentre elas a Tele Norte Leste Participações Ltda., a OI, que passa a operar em 16 unidades da federação, incluindo: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Roraima, Amapá e Amazonas. Além das ligações dentro dos estados passa a oferecer, também, ligação entre as unidades da federação citadas acima. Surge o 31. No início de 1999, a OI estabelece um marco. Pela primeira vez no Brasil uma operadora passa a oferecer serviço de dados ao cliente residencial. É o DVI, tecnologia da rede digital de serviços integrados, possibilitando acesso de dados, com dois números telefônicos em uma só linha de par metálico, além de vídeo conferência e acesso à Internet, o DVI é apenas uma das muitas tecnologias introduzidas. O conceito de levar a central mais perto do cliente, como os armários conectados via fibra óptica, estabelecem novos e mais elevados padrões de desempenho e maiores velocidades de transmissão. Anéis ópticos de alta velocidade, novos serviços, centrais digitais de alto desempenho, transmissão de sinais de voz, dados e imagem são alguns dos serviços atualmente fornecidos. Do futuro, não sabemos, mas tudo indica que será de grande competitividade, e nós podemos vencer.

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1. PRINCÍPIO DAS COMUNICAÇÕES

O homem organizou-se inicialmente em pequenas tribos e comunicava-se apenas pelos

gestos. Posteriormente, com o desenvolvimento do cérebro, dominou a arte de emitir sons articulados e de falar. Como a sociedade era pequena, a palavra em si, era um meio eficaz de comunicação. Mas, a sociedade cresceu e a palavra sussurrada, falada ou gritada já não era suficiente para atender

às necessidades de comunicação.

Ninguém sabe, ao certo, qual foi o primeiro instrumento que o homem usou para transmitir a sua mensagem. Provavelmente foram os instrumentos de ampliação: trompas de caça, conchas, chifres, tambores, etc. A transmissão por imagem é também bastante antiga, como é o caso de sinais de fumaça. O avanço tecnológico possibilitou ao homem que ele comandasse a variação dos fenômenos físicos, formando símbolos e criando códigos. O domínio do fenômeno elétrico, ou mais precisamente eletromagnético, possibilitou a comunicação a longas distâncias. Nasceu o Telefone, “ou meio de transmissão da voz humana” que, no tempo, junto com a

Comunicação Via Satélite, as centrais de comutação digitais e os cabos em fibras ópticas, comprimiu a humanidade às dimensões primitivas. O tempo e o espaço, em termos de comunicações, praticamente deixaram de existir. Mcluhan definiu o telefone como uma extensão do ouvido humano, uma prótese que permite conversações entre pessoas separadas por grandes distâncias. Evidentemente, o telefone não nasceu adulto no laboratório de Graham Bell, mas disforme, na mesma proporção do avião de Santos Dumont para os modernos jatos. Os sistemas e equipamentos de Telecomunicações vêm sendo constantemente aperfeiçoados visando comunicações rápidas, fáceis, de boa qualidade e a baixo custo.

O progresso de um País está intimamente ligado ao desenvolvimento de seus meios de

comunicações. Os primeiros sistemas de telecomunicações tiveram aplicação em telegrafia,

para o auxilio do tráfego ferroviário. As telecomunicações se iniciaram verdadeiramente em 1844, Samuel Morse transmitiu a primeira mensagem em linha metálica entre Washington e Baltimore. Estava inventado o

Telégrafo, desde o primeiro sinal de telégrafo até o uso atual dos satélites de comunicação e

as fibras ópticas, desenrolou-se uma fantástica sucessão de inventos e aprimoramentos,

somente após 32 (trinta e dois) anos do inicio da Telegrafia surgiu a Telefonia. Da para se perceber o avanço, uma vez que o sinal agora transmitido é o próprio sinal de voz.

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Um novo e definitivo capitulo surge na noite de 02 de junho de 1875, que iria revolucionar a comunicação. Alexander Graham Bell naturalizado americano professor de surdos, envolvido com seus experimentos eletrônicos, transmite a memorável frase chamando seu auxiliar que estava em outro compartimento. Foi a primeira mensagem telefônica entre o térreo e o sótão

da oficina de Graham Bell.

A humanidade deve muito às pessoas que viveram a sua época e nela realizaram grandes trabalhos, como foi o caso do Marechal Rondon que percorreu 5.666 quilômetros no trabalho conjunto de construção de linhas telegráficas. A humanidade deve muito, muito mesmo, às pessoas que viveram adiantadas em relação ao tempo. Qualquer ficcionista, por mais ousado que seja, corre o perigo de falar da realidade e pensar

que é fantasia, em termos de telecomunicações. Entendemos como Sistema de Telecomunicações o conjunto de Equipamentos como: centrais

de telefonia, antenas, torres, satélites, infraestrutura, rádios, cabos, redes, linhas, fios, etc. Que

permitem a transferência de informações de um determinado local para outro. Para que um dos assinantes possa iniciar a ligação, isto é, gerar tráfego, seu aparelho necessita de energia elétrica. Essa energia elétrica é proveniente da Central de Comutação Telefônica à qual está conectado o aparelho, através de fios, que compõem a Rede Telefônica Externa. No contexto moderno, podemos destacar vários equipamentos eletrônicos digitais que proporcionam meios, qualidade e velocidade ao sistema de telecomunicação, entre estes

temos os cabos em Fibra Óptica e seus acessórios, que proporcionam uma rentabilidade e ganho de qualidade na operação de todo sistema. É por tudo isto que hoje temos as telecomunicações em destaque não só no Brasil, mas em todo mundo.

O setor das telecomunicações no Brasil, seguindo a tendência mundial, está em franca

expansão. Novos serviços associados a evolução tecnológica da informática e da eletrônica digital corroboram para este quadro. Em particular, a telefonia móvel e a Internet, nas suas

diversas aplicações, se destacam como serviços que vem impulsionando o desenvolvimento de infraestrutura de suporte.

As novas políticas para as telecomunicações no país, através de um processo de privatização

e abertura para o investimento internacional, foram rapidamente conduzidas e proporcionaram

novas perspectivas e tendências para o mercado nacional.

Ratificamos que um acontecimento há mais de um século, em Boston, Estados Unidos, mudou

o curso da história do mundo quando inesperadamente, a voz do homem pôde ser transmitida através de uma corrente elétrica.

Telecomunicações = Tele (grego) =distância + communicatio (latim) = comum.

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As formas primárias de comunicação à distância:

Sonora tambores, apitos, gritos.

Visual fumaça, sinais luminosos.

Antes da invenção do meio pelo qual se poderia transmitir voz (telefone); a distância alcançada pela voz humana estava limitada pela potência (intensidade) da voz do locutor e pela sensibilidade (percepção) auditiva do ouvinte.

A pesar dos grandes avanços na tecnologia das telecomunicações os princípios de

transmissão a longas distâncias, continuam sendo o mesmo. Converte-se o sinal de voz em sinal elétrico.

A pequena potência de voz do locutor é transformada em energia elétrica no ponto inicial de

transmissão. Esta energia pode ser amplificada, digitalizada, sendo transmitida até o ponto final

por diversos meios: remoto (espaço livre wireless, rádio frequência), linha de transmissão (cabo coaxial, fibra óptica etc.), no ponto final é novamente transformada em energia sonora.

2 - SEGURANÇA DO TRABALHO

2.1

APRESENTAÇÃO

Os

equipamentos de proteção Individual e Coletivo (EPI e EPC) são fundamentais para garantir

a segurança pessoal do trabalhador e do grupo como um todo no exercício das atividades

laborais, prevenindo possíveis acidentes.

2.2 A PORTARIA 3214/78 DO MTE, DETERMINA:

Ao empregador:

Adquirir o tipo de equipamento adequado à atividade do empregado;

Treinar o empregado de como usá-lo;

Tornar obrigatório o uso do equipamento;

Substituí-lo imediatamente quando danificado ou extraviado. Ao empregado:

Uso obrigatório;

Usar o equipamento apenas para a finalidade a que se destina;

Responsabilizar-se pela sua guarda e conservação;

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Comunicar ao empregador caso haja qualquer alteração no equipamento que o torne impróprio para o uso. 2.3 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL É todo equipamento de uso pessoal destinado a preservar e proteger a integridade física do trabalhador contra eventuais acidentes.

2.3.1

2.3.2

Capa impermeável com capuz contra chuva:

Proteger o corpo do trabalhador contra chuva e locais úmidos.

Para uso em trabalho externo.

Após o uso pendurar em cabide para secar na sombra.

- Calçado de segurança sem componente metálico:

sombra. - Calçado de segurança sem componente metálico:    2.3.3    

2.3.3

Finalidade: proteger os pés e tornozelos do trabalhador para evitar e/ou reduzir o grau das lesões provocadas por pequenos impactos, prevenir quedas em superfícies escorregadias e eventuais torções, propiciar resistência de isolamento em casos de choque elétrico.

Área de uso: instalação e reparo de linhas em rede de acessos.

de uso: instalação e reparo de linhas em rede de acessos. Conservação: limpar e engraxar periodicamente.

Conservação: limpar e engraxar periodicamente.

- Capacete de segurança:

Finalidade: proteger da cabeça do trabalhador, contra impactos;

Projeção de objetos, choque elétrico (baixa tensão) e intempéries (raios solares);

Área de uso: instalação e reparo de linhas em rede de acesso;

Utilização: a jugular do capacete deve ser utilizada em todas as situações;

Conservação: limpe periodicamente com água e sabão neutro.

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2.3.4 - Cinturão leve com talabarte.

Finalidade: proteção do trabalhador a fim de evitar ou minimizar os efeitos de quedas nas realizações de serviços em planos elevados.

Área de uso: toda a rede externa.

Conservação: evitar umidade e intempéries e guardá-lo em local seco e isento de substância corrosiva.

guardá-lo em local seco e isento de substância corrosiva. 2.3.5 - Cinturão tipo alpinista/ paraquedista. 

2.3.5 - Cinturão tipo alpinista/ paraquedista.

Finalidade: proteção do trabalhador a fim de evitar ou minimizar os efeitos de quedas acidentais, em escadas, plataformas e outros.

Área de uso: toda a rede externa.

Conservação: evitar umidade e intempéries guardá-lo em lugar seco e isento de substâncias corrosivas.

em lugar seco e isento de substâncias corrosivas. 2.3.6 - Luva de vaqueta fina com reforço.

2.3.6 - Luva de vaqueta fina com reforço.

Finalidade: proteger das mãos contra riscos leves de pequenos ferimentos como arranhões, contusões, cortes e etc.

Área de uso: nos trabalhos em rede externa e é aplicável em tarefas que exijam tato mais apurado.

Conservação: evitar que as luvas sejam molhadas ou entrem em contato com produtos químicos.

sejam molhadas ou entrem em contato com produtos químicos. SENAI – MA | Serviço Nacional de

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2.3.7 - Óculos de proteção.

Finalidade: proteger dos olhos contra impactos de pequenos objetos projetados, partículas mecânicas volantes, poeira e borrifos químicos.

Área de uso: instalação e reparo em redes de acesso.

Conservação: não danificar sua armação ou riscar suas lentes, que devem estar sempre limpas.

ou riscar suas lentes, que devem estar sempre limpas. 2.4 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) É

2.4 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) É todo equipamento ou dispositivo de uso comum, destinado a proteger todo o grupo contra possíveis acidentes de trabalho.

2.4.1

2.4.2

- Bandeira de sinalização.

Finalidade: serve para sinalizar o local de trabalho, realizado em vias públicas onde haja fluxo de veículos e transeuntes.

Área de uso: toda rede externa.

- Cone de sinalização.

Área de uso: toda rede externa. - Cone de sinalização. Finalidade: proteger, através da sinalização, os

Finalidade: proteger, através da sinalização, os trabalhos realizados em vias públicas onde haja fluxo de veículos e transeuntes.

Área de uso: toda rede externa (mínimo três 3).

Área de uso: toda rede externa (mínimo três – 3). SENAI – MA | Serviço Nacional

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2.4.3 – Gradil.  Finalidade: proteger, sinalizar e isolar os trabalhos realizados em CSs e
2.4.3
– Gradil.
Finalidade: proteger, sinalizar e isolar os trabalhos realizados em CSs e locais abertos
de grande fluxo de veículos e transeuntes.
Área de uso: caixas subterrâneas e locais de grande fluxo.
2.4.4
- Caneta de teste de tensão elétrica.

Finalidade: Identificar de energia acidental na rede telefônica.

Área de uso: rede externa. Pode ser estendida a outras atividades.

uso: rede externa. Pode ser estendida a outras atividades. SENAI – MA | Serviço Nacional de

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2.5 - UTILIZANDO ESCADAS Durante as etapas onde utiliza-se a escada deve-se tomar alguns cuidados:

 Sempre estar com o equipamento de segurança individual e coletivo quando manusear a escada;
Sempre estar com o equipamento de segurança individual e coletivo quando manusear
a escada;
2.5.1
– Transportando a escada:

Ao transportar a escada deve-se ter cuidado com os pedestres e obstáculos na via, evitando acidentes.

2.5.2 Sinalizando a escada:

Após posicionar a escada, o operador deverá sinalizá-la com cones ou outros materiais adequados, como será mostrado em aula prática.

2.5.3 Subindo na escada:

O operador deverá estar equipado com seus EPI’s (cinto e talabarte, capacete, luvas e óculos) e seguir os seguintes procedimentos:

- Na posição de trabalho (poste, mensageiro, etc.) colocar a escada de maneira firme. - Subir na escada segurando-se pelas suas laterais (montante) da escada e nunca pelos degraus.

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De acordo com o local de trabalho, proceder da seguinte maneira:

Poste:

Amarrar a escada ao poste (quando for o caso). 2º - Colocar o talabarte em volta do poste e acima do mensageiro.

Caixa Terminal em poste:

Quando a caixa terminal estiver muito abaixo do mensageiro, o talabarte deverá ter uma extremidade presa ao mensageiro e a outra presa em uma das argolas “D” do cinto de segurança, e esta deverá ser virada para trás na direção da coluna do operador. OSB.: Só nesta condição será permitida a utilização de argola “D”.

2.5.4 Descendo da escada:

1º - Desamarrar a escada (quando for o caso); 2º - Retirar o talabarte; 3º - Descer da escada, segurando pelas laterais.

03 - NOÇÕES BÁSICAS DE ELETRICIDADE

O objetivo deste estudo é repassar um conhecimento sucinto sobre o conceito de eletricidade inerente ao nosso sistema, baseado na lei de Ohm.

I =

E;

R = E;

E = I.R

R

I

Onde:

I – Corrente elétrica, tendo como unidade “ampère” e símbolo “A”.

E

Potencial Elétrico (tensão) tendo como unidade volt e símbolo “V”.

R

Resistência elétrica, tendo como unidade Ohm e símbolo “Ω” (Ômega – letra grega).

3.1 CIRCUITO ELÉTRICO

Um circuito elétrico completo consiste numa fonte de força eletromotriz (F.E.M.). Pode ser um jogo de baterias, um condutor (pode ser o cabo telefônico, fio FE e fio FDG) e uma carga (que

é a resistência que o fio oferece a passagem da corrente elétrica e o aparelho telefônico).

Diz-se que o circuito está “fechado”, quando a corrente elétrica pode fazer um percurso de ida

e volta, a través do fio, à fonte de F. E.M.

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3.1.1 - F.E.M. é a capacidade de se deslocar um elétron através de um condutor para se

realizar um trabalho, cuja unidade é o volt (V) e o símbolo usado é o “V”, que é chamado de tensão.

3.1.2 - Corrente Elétrica é o movimento ou fluxo de elétrons através do fio pelo efeito da

F.E.M. A corrente elétrica é representada pela letra I. A unidade que se mede a corrente é o ampère, símbolo “A”.

3.1.3 - Resistência elétrica é a oposição ao fluxo da corrente elétrica. É medida em Ohms e

seu símbolo é “Ω”, representada pela letra “R”.

3.1.4 - Lei de Ohm a intensidade da corrente elétrica num condutor é diretamente proporcional à força eletromotriz e inversamente proporcional à sua resistência elétrica.

I = E/R (A)

E = I.R (V)

R = E/I (Ohm)

elétrica. I = E/R (A) E = I.R (V) R = E/I (Ohm) 3.2 PREFIXOS MÉTRICOS

3.2 PREFIXOS MÉTRICOS No estudo da eletricidade algumas unidades elétricas são pequenas ou grandes demais para serem expressas convenientemente. No caso da resistência elétrica, frequentemente utilizamos valores em milhões ou milhares de Ohms “Ω”. O prefixo kilo (designado pela letra K, mostrou- se uma forma conveniente de se representar mil (1.000). Assim, em vez de dizer que R =10.000 Ω, referimo-nos a ele como um resistor de 10 Kilohms (10 K Ω). No caso da corrente elétrica, frequentemente utilizamos valores de milésimos ou milionésimos de ampéres. Utilizamos então expressões como miliampères e microampères. O prefixo mili é uma forma abreviada de se escrever milésimo e micro é uma abreviação de milionésimo.

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Assim, 0,012 A, torna-se 12 miliampéres (12mA) e 0,000005A torna-se 5 microampéres (5 μA) Obs.: O equipamento para medir estas grandezas é o multímetro. Veja a tabela:

PREFIXO

SIMBOLO

VALOR

Mega

M

1.000000

Kilo

K

1 000

Mili

m

0,001

Micro

μ

0,000001

Nano

n

0,000000001

Pico

P

0,000000000001

Exemplos:

Kilovolts = 1.000 Volts = 1KV

Milivolts =

1

Volt= 0,001V= 1mV

1000

 

Microvolt =

1

Volt= 0,000001V= 1μV

1000000

Miliampére =

1

amp= 0,001 A= 1mA

Microampére =

1000

1

1000

amp=0,000001A = 1μA

Megohm= 1 000000 Ohms= 1M Ω Kilohms= 10 00 Ohms = 1K Ω

04 - SISTEMA TELEFÔNICO

O Sistema Telefônico é complexo e composto por vários equipamentos internos e externos, distintos e distribuídos em vários setores da Estação Telefônica, tais como: central de comutação, sistema de transmissão, sistema de energia, rede telefônica interna e rede telefônica externa, uras, infraestrutura, equipamentos e acessórios, para juntos possibilitarem a interligação entre as Centrais distintas, locais, nacionais e internacionais e seus respectivos assinantes (telefones).

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4.1 CENTRAL E COMUTAÇÃO TELEFÔNICA.

4.1.1 As Centrais de Comutação Telefônica (C.C.T); são conjuntos de equipamentos

eletrônicos capazes de proporcionar as conversações de assinantes, locais ou à distância, assim como serviços suplementares. Está localizada e instalada em ambiente do prédio da Estação Telefônica.

4.1.2 A Central de Comutação Telefônica tem como finalidade efetuar a comutação, que é

um conjunto de operações de sistemas digitais, envolvidas na interligação de circuitos para o estabelecimento de uma comunicação entre dois ou mais equipamentos de assinantes.

4.1.3 Para explicar como o sistema opera de um ponto a outro, suponhamos que os

assinantes pertençam as Centrais de Comutação diferentes, então ambas as Centrais necessitam que seus órgãos inteligentes, troquem informações entre si. As interligações serão efetuadas por meio físico ou por equipamentos específicos de transmissão ou ainda por ambos.

4.1.4 As informações contidas nos tráfegos irão ocupar os circuitos digitais envolvidos na

ligação, e a partir dessas ocupações, podem ser obtidos os dados de tráfego para a supervisão do desempenho do sistema.

4.1.5 Atualmente em operação existem dois sistemas de comutação telefônica. As Centrais

de Comutação analógicas e as centrais de comutação digitais.

4.1.6 Centrais Telefônica de Comutação Analógica.

São as mais antigas, sua comutação é realizada através de encadeamento de relés, capazes de identificar e interligar dois assinantes (A para B), seus órgãos são de dimensões e pesos

muito elevados e ocupam muito espaço físico, já estão em processo de substituição pelos sistemas modernos digitais, que são incomparavelmente mais ágeis e mais modernos e de um tráfego que oferece muito mais serviços. Serviços oferecidos: bloqueador de Interurbanos e identificador de Chamadas (bina).

4.1.7 Central

Centrais Telefônica de Comutação Digital. As Centrais CPA’S são as mais modernas, a operacionalização dos serviços é comandado por sistema avançado de computação, suas unidades básicas estão contidas em placas de circuito impresso, e seus órgãos inteligentes são de pequeno porte, o que reduz muito o espaço

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ocupado, além de ser mais rápida que a analógica. As CPA’S disponibilizam velocidade, qualidade e agilidade no tráfego telefônico.

velocidade, qualidade e agilidade no tráfego telefônico. 4.2 – UNIDADE REMOTA DE ACESSOS (URA ). As

4.2 UNIDADE REMOTA DE ACESSOS (URA ). As URAS são equipamentos eletrônicos digitais, que contêm no seu conjunto operacional os sistemas de Comutação, Transmissão, Energia e Rede. E são instaladas em local externo, proporcionando o atendimento aos assinantes, com seus próprios números, comutados na própria URA, pois possuem um plano de numeração próprio. É parte integrante de uma Central Telefônica denominada mãe, por estar dentro da área geográfica do centro de fios da

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Estação Telefônica, a interligação entre a URA e a Estação Telefônica é realizado com Cabo Tronco Óptico, por onde é escoado o tráfego dos assinantes da URA. Podemos denominar a URA como uma mimi central telefônica. Existem algumas características para funcionamento da rede de URA. Pode funcionar com rede distribuidora aérea própria. Sendo como uma rede alimentadora para armários de distribuição, e com rede distribuidora aérea, mas dentro da área da rede distribuidora do armário de distribuição. São classificadas em: rede normal, rede mista, rede sobreposta.

classificadas em: rede normal, rede mista, rede sobreposta. SENAI – MA | Serviço Nacional de Aprendizagem

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4.2.1 REDE NORMAL

É quando a URA possui rede distribuidora aérea própria e utiliza para instalação de seus terminais, sua própria rede, não existindo na área rede distribuidora de armário.

EST. TELEFÔNICA cabo ótico

URA

distribuidora de armário. EST. TELEFÔNICA cabo ótico URA 4.2.2 – REDE MISTA É quando a URA,

4.2.2 REDE MISTA

É quando a URA, cede parte de seus circuitos, para serem instalados na rede distribuidora aérea/ interna de um armário de distribuição já em funcionamento, para este tráfego é instalado cabo telefônico metálico (alimentador), entre a URA e o armário de distribuição.

EST. TELEFÔNICA URA ARM
EST. TELEFÔNICA
URA
ARM

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4.2.3 REDE SOBREPOSTA É quando a URA, utiliza para a instalação dos seus circuitos, sua própria rede distribuidora aérea/interna, podendo ocorrer a invasão de parte da área já atendida por um armário de distribuição, neste caso, na mesma área geográfica vai existir prefixo/número, da Central Mãe e da URA.

EST. TELEFÔNICA URA ARM.
EST. TELEFÔNICA
URA
ARM.

4.3 CENTRO DE FIOS Centro de Fios é uma determinada área geográfica atendida por uma Estação Telefônica cujo atendimento está restrito a uma ou mais Centrais de Comutação Telefônica. O Centro de fios ou área da Estação Telefônica é dividido em seções de Serviços, onde está contido o armário de distribuição, e são identificados pelas rotas dos Cabos Alimentadores. A rota de um cabo Alimentador é identificada e numerada no Distribuidor Geral (DG), da Estação Telefônica, para definir com clareza qual será a distribuição ao longo da rede de cabos, os cabos alimentadores recebem no DG, um número a partir do primeiro e assim sucessivamente, sempre em ordem crescente, estes números são substituídos por letras do alfabeto também em ordem crescente. Os Armários de Distribuição são identificados na planta, a partir da distribuição das contagens do cabo telefônico; sempre a primeira contagem distribuída receberá a letra A, e assim sucessivamente, o que formará a identificação do armário com duas letras uma do cabo e outra da distribuição da contagem.

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Vejamos abaixo como se obtém a identificação exata dos cabos e armários:

4.3.1 CABOS ALIMENTADORES.

(Cabo 01 letra A), (Cabo 02 letra B), (Cabo 03 letra C), (Cabo 04 letra D) etc.

4.3.2 DISTRIBUIÇÃO DAS CONTAGENS.

(1 300p letra A), (301 700 p letra B), (701 1.100 p letra C) Identificação de um armário que pertence ao cabo 01/A, na Contagem de 1 300 p, SERÁ, SS AA. Identificação de um armário que pertence ao cabo 02/B, na Contagem de 501 900 p, SERÁ,

SS BB. Identificação de um armário que pertence ao cabo 05/E, na Contagem de 1.201 1.700 p, SERÁ, SS ED.

4.4 DISTRIBUIDOR GERAL. O Distribuidor Geral da Estação Telefônica é um equipamento metálico construído para suportar a instalação de Blocos de Rede ou de Assinantes, está localizado em sala/compartimento do prédio da Estação Telefônica. O Distribuidor Geral se divide em:

4.4.1 D G, LADO HORIZONTAL.

Onde podem ser instalados os blocos de pinos sem corte, provenientes da central de comutação, nestes blocos estão inseridos os terminais de assinantes da central de comutação.

4.4.2 DG, LADO VERTICAL.

Onde podem ser instalados os Blocos de pinos do tipo COOK, para uso com módulos de proteção, provenientes da Rede Externa de Cabos de Pares, nestes Blocos são montados os pares de Cabos Telefônicos que vem da rede alimentadora.

4.4.3 TIPOS DE DISTRIBUIDOR GERAL.

Os DG’S são disponibilizados no mercado com duas características; DG de Parede e DG de Centro, o uso dos tipos depende do Cliente, que obtém pela quantidade de pares da Estação Telefônica a ser implantada.

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DG de parede

CABISTA DE SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES DG de parede DG de centro SENAI – MA | Serviço
CABISTA DE SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES DG de parede DG de centro SENAI – MA | Serviço

DG de centro

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No sub-solo da sala de D.G. fica localizado o túnel de cabos ou galeria, onde é feita a emenda da cabeação do D.G., com cabos da Rede Externa. Esse tipo de emenda é chamada de MUFLA.

da Rede Externa. Esse tipo de emenda é chamada de MUFLA. 4.5 – CABOS TELEFÔNICOS MULTIPARES.

4.5 CABOS TELEFÔNICOS MULTIPARES. Os cabos telefônicos são materiais de fundamental importância para formação da rede, que podem ser: internas, externas, aéreas, subterrâneas e enterradas, possuindo quantidades de pares diversas, assim como de cores, diâmetro de condutores e tipos construtivos e tem por função conduzir sinais na faixa de frequência de voz, dados e óptico.

4.5.1 A transmissão por pares simétricos nos cabos e largamente utilizado nas redes

urbanas, interligando os assinantes com as Centrais Telefônicas. Comumente cada par de fios

de um cabo esta destinado a prover um único circuito de Voz ou Dados, sendo possível nos cabos a transmissão de Sistemas Multiplex FDM, porém, com equipamentos que disponibilizam transmissão para poucos assinantes.

4.5.2 Os cabos para redes de assinantes são confeccionados com condutores metálicos

(cobre ou alumínio), assim como os cabos ópticos, com condutores em fibra de vidro, é

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necessário ser lembrado que os cabos metálicos, não possuem o mesmo desempenho de transmissão dos cabos fibra óptica, que já constituem bom percentual da rede, quer seja urbana ou interurbana.

4.5.3 Os condutores dos cabos telefônicos possuem diâmetro de condutores que são construídos mundialmente como mostrado a baixo:

0,40 mm

0,50 mm

0,65 mm

0,90 mm

4.5.4 Para os cabos com revestimento dos condutores em plástico (polietileno, polipropileno), foi desenvolvido cores para melhor identificação individual dos pares, com isto houve a necessidade de ser estabelecido a Planilha Padrão de Código de Cores.

4.5.5 O par do cabo telefônico é formado de duas linhas, uma identificada como linha A e outra como linha B, com cores diferenciadas para melhor entendimento, as linhas (A, B), vêm torcidas entre si (uma sobre a outra) para diminuir o efeito capacitivo entre os condutores.

CABO TELEFÔNICO MULTIPARES

capacitivo entre os condutores. CABO TELEFÔNICO MULTIPARES Túnel de cabos ou galeria SENAI – MA |

Túnel de cabos ou galeria

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4.5.6 Abaixo, mostraremos planilhas de cabos telefônicos com tipos construtivos, capacidades de pares, capa de PVC, isolamento dos condutores, características físicas e locais de aplicação, para rede aérea e subterrânea.

 

CABOS USADOS NA REDE ÁREA

 

TIPO

CAPACIDADE

CAPA

 

ISOLAMENTO

CARACTERISTICAS

LOCAL DE

CONSTRUTIVO

DE PARES

DO CABO

DO CONDUTOR

FISICAS

APLICACAO

CTP-APL

20, 30, 50, 100 200, 300, 400 600 PARES

APL

Alumínio

 

Polietileno

ou

Excelente

Isolamento dos

Instalações

Aéreas

Politenado

Polipropileno

condutores

CTP-APL AS

20, 30, 50, 100 PARES

APL

Alumínio

 

Polietileno

ou

Cordoalha de

Aço incorporada

Instalações

Aéreas

Politenado

Polipropileno

Ao cabo

CCE-APL ASF

 

2

PARES

50

A

APL

Alumínio

 

Polietileno

ou

Fibras sintéticas no Interior do cabo

Instalações

Aéreas

 

Politenado

Polipropileno

CCE - APL

2

A

6 PARES

APL

Alumínio

 

Polietileno

ou

Não utiliza

Cordoalha

Instalações

aéreas

 

Politenado

Polipropileno

De aço

Obs.: O cabo CTP-APL no projeto de rede é denominado de CA, quando o diâmetro dos condutores são 0,40 mm. Exemplo: CTP-APL, 0,40mm x 100 p = CA-100 p.

 

CABOS USADOS NA REDE SUBTERRANEA

 

TIPO

CAPACIDADE

CAPA

ISOLAMENTO

 

CARACTERISTICAS

LOCAL DE

CONSTRUTIVO

DE PARES

DO CABO

DO

FISICAS

APLICACAO

     

CONDUTOR

     

CT-APL

200, 300, 400, 600, 900, 1.200 1.800, 2.400 P

APL

Alumínio

Papel não

Higroscópico

 

Condutores

Enfaixados em

Instalações

Subterrâneas

Politenado

Papel

           

Entrada de

APL

Alumínio

Politenado

Polietileno

ou

Polipropileno

Condutores

DG

CTP-APL SN

20, 30, 50, 100 200, 300, 400 600, 900, PAR

cobreados

Revestidos com

Coto de

Armários

estanho

Caixas

     

Terminais

 

300, 400, 600 900, 1.200 1.800, 2.400 P.

APL

Polietileno

 

Excelente

 

CTS- APL

Alumínio

Politenado

ou

Polipropileno

Isolamento dos

Condutores

Instalações

Subterrâneas

CTS APL G

300, 400, 600 900, 1.200 1.800, 2.400 P

APL

Alumínio

Polietileno

ou

 

Contém Geléia de Petróleo Entre os Pares

Instalações

Subterrâneas

Politenado

Polipropileno

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4.5.7 CAPA A P L (Alumínio Politenado) Chama-se capa APL o conjunto composto por uma fita lisa de alumínio, politenada em ambas as faces, aplicadas longitudinalmente sobre o núcleo do cabo e uma camada externa de polietileno extrusada sobre a fita, de maneira que fiquem perfeitamente ligadas, resultando uma verdadeira blindagem contra a penetração de umidade para o interior do cabo.

Características construtivas dos cabos telefônicos:

Número de pares.

Diâmetro externo nominal (mm).

Peso nominal (kg/km).

Embalagem em bobina (m).

Diâmetro dos condutores (mm).

As características elétricas dos cabos telefônicos

Resistência elétrica máxima dos condutores em CC a 20ºc (OHMS/KM).

Desequilíbrio resistivo dos condutores em CC a 20ºc (OHMS/KM).

• Capacitância mútua nominal a 800Hz (NF/KM).

• Resistência de isolamento mínimo a 20º (MOHMS/KM).

• Atenuação máxima a 800Hz e a 20ºc (DB/KM).

• Resíduo de telediafonia a 150Khz - R.M.S. - (DB/KM).

4.6 CÓDIGO DE CORES DOS CONDUTORES DO CABO. É utilizado para identificar os pares no cabo, direcionar a mão-de-obra quanto ao uso e manuseio dos pares, na distribuição em emendas e locais de conexão, dentro de uma sequência lógica e ordenada dos pares do cabo telefônico, os cabos que utilizam o código de cor são CTP-APL, CTS-APL, CCE-APL, CI e CCI.

As cores que formam o código de cores são 10 (dez). São constituídas de 05 (cinco) PRINCIPAIS, que identificam as Linhas A (BRANCO, VERMELHO, PRETO, AMARELO e LILÁS) e 05 (cinco) SECUNDÁRIAS, que identificam as linhas B (AZUL, LARANJA, VERDE, MARROM e CINZA), a junção das linhas A e B formam o par telefônico, e estes obedecerão ao código de cor da Tabela Padrão, conforme mostrado abaixo:

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TABELA PADRÃO DE CÓDIGO DE CORES

 

CÓDIGO DE CORES DOS PARES TELEFÔNICOS

 
 

NÙMERO

CONDUTOR

 

CONDUTOR

SÍMBOLOS

DO PAR

LINHA A

LINHA B

DAS CORES

01

26 51

 

76 BRANCO

 

AZUL

BC-AZ

02

27 52

77 BRANCO

LARANJA

BC-LJ

03

28 53

78 BRANCO

VERDE

BC-VD

04

29 54

79 BRANCO

MARROM

BC-MR

05

30 55

80 BRANCO

CINZA

BC-CZ

06

31 56

81 VERMELHO

 

AZUL

VM-AZ

07

32 57

82 VERMELHO

LARANJA

VM-LJ

08

33 58

83 VERMELHO

VERDE

VM-VD

09

34 59

84 VERMELHO

MARROM

VM-MR

10

35 60

85 VERMELHO

CINZA

VM-CZ

11

36 61

86 PRETO

 

AZUL

PT-AZ

12

37 62

87 PRETO

LARANJA

PT-LJ

13

38 63

88 PRETO

VERDE

PT-VD

14

39 64

89 PRETO

MARROM

PT-MR

15

40 65

90 PRETO

CINZA

PT-CZ

16

41 66

91 AMARELO

 

AZUL

AM-AZ

17

42 67

92 AMARELO

LARANJA

AM-LJ

18

43 68

93 AMARELO

VERDE

AM-VD

19

44 69

94 AMARELO

MARROM

AM-MR

20

45 70

95 AMARELO

CINZA

AM-CZ

21

46 71

96 LILAS

 

AZUL

LL-AZ

22

47 72

97 LILAS

LARANJA

LL-LJ

23

48 73

98 LILAS

VERDE

LL-VD

24

49 74

99 LILAS

MARROM

LL-MR

25

50 75

100 LILAS

CINZA

LL-CZ

OBS 1: A Tabela Padrão norteia a contagem dos pares em relação ao código de cores, ela é repetida quantas vezes forem necessárias em função da quantidade de pares no cabo, isto é, para os cabos do tipo CTP/CTS- APL.

OBS 2: A tabela abaixo faz uma demonstração de como são divididas as caixas terminais em um cabo CTP-APL de 200 pares, demonstrando inclusive a distribuição das cores dos pares nas caixas terminais e as contagens dos pares.

EXEMPLO de distribuição de pares em caixas, e seus respectivos códigos de cores e contagens de pares, nas tabelas a seguir:

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CORES

P

 

CX

CORES

P

CX

CORES

 

P

CX

CORES

 

P

CX

Bc az

01

 

Bc az

26

 

Bc az

 

51

 

Bc az

 

76

 

Bc lj

02

 

C

Bc lj

27

CX

Bc lj

 

52

C

Bc lj

 

77

CXA

Bc vd

03

A

Bc vd

28

A

Bc vd

 

53

A

Bc vd

 

78

Bc mr

04

I

Bc mr

29

Bc mr

 

54

I

Bc mr

 

79

08

Bc cz

05

X

Bc cz

30

03

Bc cz

 

55

X

Bc cz

 

80

Vm az

06

A

Vm az

31

 

Vm az

 

56

A

Vm az

 

81

 

Vm lj

07

 

Vm lj

32

C

Vm lj

 

57

Vm lj

 

82

C

Vmvd

08

 

01

Vmvd

33

A

Vmvd

 

58

06

Vmvd

 

83

A

Vmmr

09

 

Vmmr

34

I

Vmmr

 

59

Vmmr

 

84

I

Vm cz

10

Vm cz

35

X

Vm cz

 

60

Vm cz

 

85

X

Pt az

11

 

Pt az

36

A

Pt az

 

61

 

Pt az

 

86

A

Pt lj

12

 

C

Pt lj

37

Pt lj

 

62

C

Pt lj

 

87

Pt vd

13

A

Pt vd

38

04

Pt vd

 

63

A

Pt vd

 

88

09

Pt mr

14

I

Pt mr

39

Pt mr

 

64

I

Pt mr

 

89

Pt cz

15

X

Pt cz

40

Pt cz

 

65

X

Pt cz

 

90

Am az

16

A

Am az

41

 

Am az

 

66

A

Am az

 

91

 

Am lj

17

 

Am lj

42

C

Am lj

 

67

Am lj

 

92

C

Amvd

18

 

02

Amvd

43

A

Am- vd

 

68

07

Am- vd

 

93

A

Ammr

19

 

Ammr

44

I

Am- mr

 

69

Ammr

 

94

I

Am cz

20

Am cz

45

X

Am cz

 

70

Am cz

 

95

X

Ll az

21

 

CX

Ll az

46

A

Ll az

 

71

 

Ll az

 

96

A

Ll lj

22

A

Ll lj

47

Ll lj

 

72

CXA

Ll lj

 

97

Ll vd

23

Ll vd

48

05

Ll vd

 

73

Ll vd

 

98

10

Ll - mr

24

Ll - mr

49

Ll - mr

 

74

08

Ll - mr

 

99

Ll - cz

25

 

03

Ll - cz

50

Ll - cz

 

75

Ll - cz

 

100

CORES

P

CX

CORES

P

CX

CORES

P

CX

CORES

P

CX

Bc az

101

 

Bc az

126

Bc az

151

 

Bc az

176

 

Bc lj

102

C

Bc lj

127

CX

Bc lj

152

C

Bc lj

177

CX

Bc vd

103

A

Bc vd

128

Bc vd

153

A

Bc vd

178

Bc mr

104

I

Bc mr

129

13

Bc mr

154

I

Bc mr

179

18

Bc cz

105

X

Bc cz

130

Bc cz

155

X

Bc cz

180

Vm az

106

A

Vm az

131

Vm az

 

156

A

Vm az

181

 

Vm lj

107

Vm lj

132

C

Vm lj

157

Vm lj

182

C

Vmvd

108

11

Vmvd

133

A

Vmvd

158

16

Vmvd

183

A

Vmmr

109

Vmmr

134

I

Vmmr

159

Vmmr

184

I

Vm cz

110

Vm cz

135

X

Vm cz

 

160

Vm cz

185

X

Pt az

111

 

Pt az

136

A

Pt az

161

 

Pt az

186

A

Pt lj

112

C

Pt lj

137

Pt lj

162

C

Pt lj

 

187

Pt vd

113

A

Pt vd

138

14

Pt vd

163

A

Pt vd

188

19

Pt mr

114

I

Pt mr

139

Pt mr

164

I

Pt mr

189

Pt cz

115

X

Pt cz

140

Pt cz

165

X

Pt cz

190

Am az

116

A

Am az

141

Am az

 

166

A

Am az

191

 

Am lj

117

Am lj

142

C

Am lj

167

Am lj

192

C

Amvd

118

12

Amvd

143

A

Am- vd

168

17

Am- vd

193

A

Ammr

119

Ammr

144

I

Am- mr

169

Ammr

194

I

Am cz

120

Am cz

145

X

Am cz

 

170

Am cz

195

X

Ll az

121

CX

Ll az

146

A

Ll az

171

 

Ll az

196

A

Ll lj

122

Ll lj

147

Ll lj

172

CX

Ll lj

 

197

Ll vd

123

Ll vd

148

15

Ll vd

173

Ll vd

198

20

Ll - mr

124

13

Ll - mr

149

Ll - mr

174

18

Ll - mr

199

Ll cz

125

Ll - cz

150

Ll - cz

175

Ll - cz

200

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4.7 GRUPOS DE PARES EM CABOS TELEFÔNICOS. É o ajuntamento ordenado de quantidades determinada de pares na fabricação dos cabos, Os grupos de pares em cabos do tipo CTP-APL, contêm 25 (vinte e cinco) pares cada, havendo uma contagem crescente do primeiro ao último grupo do cabo, os grupos são separados entre si, por cordões que os envolvem obedecendo a ordem do código de cores padrão.

4.7.1 - Na regra de formação dos grupos de pares, existe uma exceção que é o cabo CTP-APL

50 pares, sua formação é com 02 sub grupos de 12 pares e 02 sub grupos de 13 pares.

1 sub grupo 13p, 01 a 13.

2 sub grupo 12p, 14 a 25.

3 sub grupo 13p, 26 a 38.

4 sub grupo 12p, 39 a 50.

4.7.2 - Os cabos telefônicos possuem quantidades de pares denominados EXTRA, na quantidade de 1% (1 por centro), dos pares do cabo, para serem utilizados em alguma eventualidade (geralmente na manutenção). Estes pares não possuem numeração definida e são formados com a junção de duas linhas A (cor principal).

4.7.3 A identificação dos grupos de pares dos cabos do tipo CTP-APL, é feita através de

cordões que envolvem os grupos, com as cores da tabela padrão, conforme tabela abaixo:

Exemplo: CABOS DE 202, 303, 404 e 606 PARES

NÚMERO

COR DOS CORDÕES QUE ENVOLVEM O GRUPO

ABREVEATURA

CONTAGEM DOS PARES DO CABO

DO GRUPO

DAS CORES

01

BRANCO - AZUL

BC AZ

001 025

02

BRANCO LARANJA

BC LJ

026

050

03

BRANCO VERDE

BC VD

051

075

04

BRANCO MARRON

BC MR

076

100

05

BRANCO - CINZA

BC CZ

101

125

06

VERMELHO AZIL

VM AZ

126

150

07

VERMELHO LARANJA

VM LJ

151

175

08

VERMELHO VERDE

VM - VD

176

- 200

Existem 02 pares extras

 

09

VERMELHO MARRON

VM MR

201

225

10

VERMELHO CINZA

VM CZ

226

250

11

PRETO AZUL

PT AZ

251

275

12

PRETO LARANJA

PT LJ

276

300

Existem 03 pares extras

 

13

PRETO VERDE

PT VD

301

325

14

PRETO MARRON

PT MR

326

350

15

PRETO CINZA

PT CZ

351

375

16

AMARELO AZUL

AM AZ

376

400

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Existem 04 pares extras

 

17

AMARELO LARANJA

AM LJ

401

425

18

AMARELO VERDE

AM VD

426

450

19

AMARELO MARRON

AM MR

451

475

20

AMARELO CINZA

AM CZ

476

500

21

LILAS AZUL

LL AZ

501

525

22

LILAS LARANJA

LL LJ

526

550

23

LILAS VERDE

LL VD

551

575

24

LILAS MARRON

LL MR

576

600

Existem 06 pares extras

 

4.8 FORMAÇÃO DOS CABOS CTP APL. Os cabos com capacidade de 50 pares em diante, apresentam formações múltiplas (ou de grupos) de acordo com a figura abaixo:

múltiplas (ou de grupos) de acordo com a figura abaixo: Os cabos a partir de 100

Os cabos a partir de 100 pares são de formações múltiplas, ou seja, em grupos completos de 25 pares. Cabos CTP-APL de 300, 400, 600 pares são considerados de capacidades especiais, podendo serem utilizados tanto no aéreo como no subterrâneo.

serem utilizados tanto no aéreo como no subterrâneo. SENAI – MA | Serviço Nacional de Aprendizagem

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4.9 CABO TELEFÔNICO CTS APL. Os novos desafios, expansões e necessidades da Rede Telefônica Externa, imprimiu a necessidade de serem desenvolvidos novos cabos em condutores metálicos para redes subterrâneas alimentadoras e com características que facilitassem o uso em redes subterrâneas que são expostas a muitos riscos e degradações. Com esta perspectiva foi

desenvolvido e colocado no mercado o cabo telefônico CTS APL e CTS APL G, mantendo

as mesmas características elétricas e em geral dos cabos CTP APL, assim como se fosse

norteado seus pares e grupos pelo código de cores padrão. O cabo CTS APL é formado por grupos de 100 (cem) pares, agrupando 04 (quatro) subgrupos de 25 pares, sem alterar nenhuma formação anterior dos grupos de 25 pares. Os grupos de 25 pares (agora designados subgrupos) que formam o grupo de 100 pares são sempre os 04 (quatro) primeiros grupos de 25 pares (do cabo CTP APL), ou seja, primeiro

grupo fio de separação branco azul, segundo grupo fio de separação branco laranja, terceiro grupo fio de separação branco verde, quarto grupo fio de separação branco e marrom. O cabo CTS APL somente usa estes quatro grupos em todo o cabo.

– APL somente usa estes quatro grupos em todo o cabo. 4.10 – CABO TELEFÔNICO CT

4.10 CABO TELEFÔNICO CT APL.

O cabo CT APL foi desenvolvido para redes no subterrâneo como cabo para rede

alimentadora e rede tronco, com o surgimento dos cabos em fibras ópticos, ficou quase que exclusivamente para rede alimentadora, tem características especiais e fragilidade elétrica, pois

seus condutores metálicos são isolados em papel, assim como também a cobertura do núcleo.

O cabo CT-APL foi utilizado largamente por muitos anos na rede telefônica alimentadora

subterrânea, ultimamente está sendo substituído pelo cabo CTS APL, apresentando melhor resistência contra a umidade, assim como melhor resistência elétrica, sendo os condutores isolados em plástico.

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CABISTA DE SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES 4.10.1 – Formação de Grupos em Cabo CT-APL. A formação dos

4.10.1 Formação de Grupos em Cabo CT-APL. A formação dos grupos do cabo CT APL

são de 100 pares dispostos em coroas de pares, com quantidades designadas em cada coroa.

As cores são: condutor A é o principal e todos são da cor BRANCA. Os condutores B que são

secundários, as cores são VERMELHO, VERDE e AZUL.

ABREVEATURA

COR DO CONDUTOR

BC VM BC VD BC AZ

BRANCO e VERMELHO BRANCO e VERDE BRANCO e AZUL

4.10.2 Cores dos Fios de Separação de Grupos.

Os fios têxtil que fazem a separação dos grupos são de 02 (duas) cores;

A Grupos Marca ou Piloto cor VERDE.

B Grupos Comuns cor BRANCA.

4.10.3 Divisão dos Grupos em Coroas de Pares.

Os grupos de 100 pares são divididos em coroas de grupos e cada coroa tem quantidade

definida de pares que são:

GRUPOS DE 100 PARES

Número de Coroas

 

Quantidade de Pares