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RESOLUÇÃO ANTT N° 5.232, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2016. Aprova as Instruções Complementares ao

RESOLUÇÃO ANTT N° 5.232, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2016.

Aprova as Instruções Complementares ao Regulamento Terrestre do Transporte de Produtos Perigosos, e dá outras providências.

A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, no uso de suas atribuições, fundamentada no Voto DSL - 211, de 9 de dezembro de 2016, no que consta dos Processos nos 50500.310609/2016-05 e 50500.056919/2015-80;

CONSIDERANDO a Lei 10.233, de 5 de junho de 2001, que estabelece no inciso VII do artigo 22, que constitui esfera de atuação da ANTT o transporte de produtos perigosos em rodovias e ferrovias e, no inciso XIV do artigo 24, que cabe à ANTT, em sua esfera de atuação, como atribuição geral, estabelecer padrões e normas técnicas complementares relativas às operações de transporte terrestre de produtos perigosos;

CONSIDERANDO as recentes atualizações do Regulamento Modelo da ONU, o Orange Book, documento elaborado no âmbito do Comitê de Peritos em Transporte de Produtos Perigosos das Nações Unidas, do qual a ANTT faz parte, e que serve de fundamento à regulamentação nacional;

CONSIDERANDO a necessidade de atualização e harmonização das instruções complementares aos regulamentos do transporte rodoviário e ferroviário atualmente vigentes, em função da evolução técnica das normas e padrões internacionalmente aplicados e praticados;

CONSIDERANDO a atribuição do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro de regulamentar e acompanhar os programas de avaliação da conformidade e fiscalização de embalagens, embalagens grandes, contentores intermediários para granéis (IBCs) e tanques portáteis, de acordo com o disposto na Lei no 5.966, de 11 de dezembro de 1973, e Lei nº 9.933, de 20 de dezembro de 1999; e

CONSIDERANDO a Audiência Pública nº 004/2016, realizada no período de 14 de março de 2016 a 15 de abril de 2016,

Resolve:

Art. 1º Aprovar as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos, anexas a esta Resolução e disponibilizadas no endereço eletrônico da ANTT, em http: // www.antt.gov br.

Art. 2º Estabelecer o prazo de 7 (sete) meses, contados a partir da vigência desta Resolução, para exigência de cumprimento das disposições estabelecidas em seus anexos.

Parágrafo único. Produtos perigosos embalados e identificados conforme os critérios estabelecidos no anexo à Resolução ANTT nº 420, de 12 de fevereiro de 2004 serão aceitos para transporte até o seu prazo de validade, desde que comprovado que foram embalados antes do término do prazo estabelecido no caput.

Art. 3º Revogar, após prazo estabelecido no caput do artigo 2º, as Resoluções nº 420, de 12 de fevereiro de 2004, nº 701, de 25 de agosto de 2004, nº 701, de 25 de agosto de 2004, nº 1.644, de 26 de setembro de 2006, nº 2.657, de 15 de abril de 2008, nº 2.975, de 18 de dezembro de 2008, nº 3.383, de 20 de janeiro de 2010, nº 3.632, de 9 de fevereiro de 2011, nº 3.648, de 16 de março de 2011, nº 3.763, de 26 de janeiro de 2012, nº 3.887, de 6 de setembro de 2012 e nº 4.081, de 11 de abril de 2013.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

ÍNDICE

PARTE 1 -

DISPOSIÇÕES GERAIS E DEFINIÇÕES

3

CAPÍTULO 1.1 - DISPOSIÇÕES GERAIS

4

Notas Introdutórias

4

1.1.1 Escopo e aplicação

4

1.1.2 Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas aplicáveis ao transporte de

produtos perigosos

9

1.1.3 Fluxos de transporte rodoviário de produtos perigosos

9

1.1.4 Informações e esclarecimentos em caso de emergência ou acidente no transporte

10

rodoviário de produtos perigosos

1.1.5 Coleta de resíduos de serviços de saúde regularmente instituída no âmbito do poder

público

11

CAPÍTULO 1.2 - DEFINIÇÕES E UNIDADES DE MEDIDA

12

1.2.1 Definições

12

1.2.2 Unidades de medida

30

PARTE 2 - CLASSIFICAÇÃO

36

CAPÍTULO 2.0 - INTRODUÇÃO

37

2.0.0 Responsabilidades

37

2.0.1 Classes, Subclasses, Grupos de embalagem

37

2.0.2 Números ONU e nomes apropriados para embarque

40

2.0.3 Precedência das características de risco

43

2.0.4 Transporte de amostras

47

CAPÍTULO 2.1 - CLASSE 1 – EXPLOSIVOS

48

Notas Introdutórias

48

2.1.1 Definições e disposições gerais

48

2.1.2 Grupos de compatibilidade

51

2.1.3 Procedimentos de classificação

54

I

CAPÍTULO 2.2 - CLASSE 2 - GASES

71

2.2.1 Definições e disposições gerais

 

71

2.2.2 Subclasses

 

72

2.2.3 Misturas de gases

74

CAPÍTULO 2.3 - CLASSE 3 - LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS

 

76

Notas Introdutórias

 

76

2.3.1 Definição e disposições gerais

 

76

2.3.2 Alocação aos Grupos de Embalagem

77

2.3.3 Determinação do ponto de fulgor

79

2.3.4 Determinação do ponto de ebulição inicial

 

81

CAPÍTULO

2.4

-

CLASSE

4

-

SÓLIDOS

INFLAMÁVEIS;

SUBSTÂNCIAS

SUJEITAS

A

COMBUSTÃO ESPONTÂNEA E SUBSTÂNCIAS QUE, EM CONTATO COM

ÁGUA, EMITEM GASES INFLAMÁVEIS

82

Notas Introdutórias

82

2.4.1 Definições e disposições gerais

82

2.4.2 Subclasse 4.1 - Sólidos inflamáveis, substâncias auto-reagentes e explosivos sólidos

 

83

2.4.3 Subclasse 4.2 - Substâncias sujeitas a combustão espontânea

99

2.4.4 Subclasse 4.3 - Substâncias que emitem gases inflamáveis quando em contato com

 

água

101

2.4.5 Classificação das substâncias organometálicas

102

CAPÍTULO 2.5 - CLASSE 5 - SUBSTÂNCIAS OXIDANTES E PERÓXIDOS ORGÂNICOS

104

Nota Introdutória

104

2.5.1 Definições e disposições gerais

104

2.5.2 Subclasse 5.1 - Substâncias oxidantes

104

2.5.3 Subclasse 5.2 - Peróxidos orgânicos

109

CAPÍTULO 2.6 - CLASSE 6 - SUBSTÂNCIAS TÓXICAS E SUBSTÂNCIAS INFECTANTES

136

Notas Introdutórias

136

2.6.1

Definições

136

II

2.6.2

Subclasse 6.1 - Substâncias tóxicas

136

2.6.3

Subclasse 6.2 - Substâncias infectantes

145

CAPÍTULO 2.7 -

CLASSE 7 - MATERIAIS RADIOATIVOS

153

2.7.1

153

CAPÍTULO 2.8 - CLASSE 8 - SUBSTÂNCIAS CORROSIVAS

154

2.8.1 Definição

154

2.8.2 Alocação aos Grupos de Embalagem

154

CAPÍTULO 2.9 - CLASSE 9 - SUBSTÂNCIAS E ARTIGOS PERIGOSOS DIVERSOS

157

2.9.1

Definição

157

2.9.2

Classificação na Classe 9

157

2.9.3

Substâncias que apresentam risco para o meio ambiente (ambiente aquático)

161

2.9.4

Baterias de lítio

179

PARTE

3 - RELAÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS E EXCEÇÕES PARA QUANTIDADES

LIMITADAS

181

CAPÍTULO 3.1 - DISPOSIÇÕES GERAIS

 

182

3.1.1 Alcance e disposições gerais

182

3.1.2 Nome apropriado para embarque

183

3.1.3 Misturas ou soluções

186

CAPÍTULO 3.2 - RELAÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS

 

188

3.2.1 Estrutura da Relação de Produtos Perigosos

188

3.2.2 Abreviações e símbolos

 

191

3.2.3 Número de risco

191

CAPÍTULO 3.3 -PROVISÕES

ESPECIAIS

APLICÁVEIS

A

CERTOS

ARTIGOS

OU

SUBSTÂNCIAS

199

CAPÍTULO 3.4 - PRODUTOS PERIGOSOS EM QUANTIDADES LIMITADAS

 

246

3.4.1 Disposições gerais

246

3.4.2 Quantidades limitadas por embalagens internas ou por artigos

 

246

III

3.4.3

Quantidades limitadas por veículo

250

3.4.4 Transporte de produtos perigosos em quantidades limitadas por embalagem interna,

para venda no comércio varejista

251

3.4.5 Transporte de produtos higiene pessoal, cosméticos e perfumaria

253

CAPÍTULO 3.5 – EMBALAGENS (INCLUINDO IBCs E EMBALAGENS GRANDES) VAZIAS E

NÃO LIMPAS QUE CONTIVERAM PRODUTOS PERIGOSOS

254

PARTE 4 - DISPOSIÇÕES RELATIVAS A EMBALAGENS E TANQUES

256

CAPÍTULO 4.1 - USO DE EMBALAGENS, INCLUINDO CONTENTORES INTERMEDIÁRIOS

257

PARA GRANÉIS (IBCs) E EMBALAGENS GRANDES

4.1.1 Disposições gerais para acondicionamento de produtos perigosos em embalagens,

inclusive IBCs e embalagens

257

4.1.2 Disposições gerais adicionais para o uso de IBCs

267

4.1.3 Disposições gerais relativas a Instruções para Embalagens

268

4.1.4 Instruções para embalagens, IBCs e embalagens grandes

274

4.1.5 Disposições especiais para embalagens de produtos da Classe 1 - Explosivos

389

4.1.6 Disposições especiais para embalagens de produtos da Classe 2 – Gases

391

4.1.7 Disposições especiais para embalagens da Subclasse 5.2 – Peróxidos orgânicos e das

395

substâncias autorreagentes da Subclasse 4.1

4.1.8 Disposições especiais para embalagens de substâncias infectantes da Categoria A

(Subclasse 6.2, números ONU 2814 e 2900)

398

4.1.9 Disposições especiais para embalagens de produtos da Classe 7 – Material radioativo

399

CAPÍTULO 4.2 - USO DE TANQUES PORTÁTEIS E CONTENTORES DE GÁS DE ELEMENTOS

400

MÚLTIPLOS (MEGCs)

4.2.1 Disposições gerais para o uso de tanques portáteis para o transporte de produtos da

400

Classe 1 e das Classes 3 a 9

4.2.2 Disposições gerais para o uso de tanques portáteis para o transporte de gases

408

liquefeitos não-refrigerados e produtos químicos sob pressão

4.2.3 Disposições gerais para o uso de tanques portáteis para o transporte de gases

410

liquefeitos refrigerados

4.2.4 Disposições gerais relativas ao uso de Contentores de Gás de Elementos Múltiplos

(MEGCs)

412

4.2.5 Instruções e disposições especiais de transporte em tanques portáteis

414

IV

4.2.6

Disposições transitórias

432

CAPÍTULO 4.3 - USO DE CONTENTORES PARA GRANÉIS

433

4.3.1 Disposições gerais

433

4.3.2 Disposições adicionais aplicáveis aos Contentores para granéis para os produtos das

 

Subclasses 4.2, 4.3, 5.1, 6.2 e das Classes 7 e 8

436

PARTE 5 - PROCEDIMENTOS DE EXPEDIÇÃO

440

CAPÍTULO 5.1 - DISPOSIÇÕES GERAIS

441

5.1.0 Definições gerais

441

5.1.1 Aplicação e disposições gerais

442

5.1.2 Uso de sobreembalagens

442

5.1.3 Embalagens vazias e não limpas que contiveram produtos perigosos

443

5.1.4 Embalagens com diversos produtos perigosos

443

5.1.5 Disposições gerais para a Classe 7

444

CAPÍTULO 5.2 - IDENTIFICAÇÃO DOS VOLUMES, ARTIGOS E EMBALAGENS

445

5.2.1.

Marcação

445

5.2.2

Rotulagem

446

5.2.3

Demais símbolos aplicáveis

459

CAPÍTULO 5.3 - SINALIZAÇÃO DOS VEÍCULOS E DOS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE

464

Notas introdutórias

464

5.3.1

Rótulos de risco

464

5.3.2.

Painéis de segurança

470

5.3.3

Demais símbolos aplicáveis

474

CAPÍTULO 5.4 - DOCUMENTAÇÃO

476

Notas Introdutórias

476

5.4.1

Informações para o transporte de produtos perigosos

476

V

CAPÍTULO 5.5 - DISPOSIÇÕES ESPECIAIS

486

5.5.2 Disposições especiais aplicáveis aos veículos e equipamentos de transporte fumigados

486

(ONU 3359)

5.5.3 Disposições especiais aplicáveis a volumes, veículos e equipamentos de transporte

contendo substâncias que apresentem risco de asfixia quando utilizadas para fins de refrigeração ou acondicionamento (por exemplo, gelo seco, ONU 1845; ou nitrogênio,

489

líquido refrigerado, ONU 1977; ou argônio, líquido refrigerado, ONU 1951)

PARTE 6 - EXIGÊNCIAS PARA FABRICAÇÃO E ENSAIO DE EMBALAGENS, CONTENTORES INTERMEDIÁRIOS PARA GRANÉIS (IBCs), EMBALAGENS GRANDES, TANQUES PORTÁTEIS, CONTENTORES DE MÚLTIPLOS ELEMENTOS PARA

494

GÁS (MEGCs) E CONTENTORES PARA GRANÉIS

CAPÍTULO 6.1 - EXIGÊNCIAS PARA FABRICAÇÃO E ENSAIO DE EMBALAGENS (EXCETO

EMBALAGENS DESTINADAS A SUBSTÂNCIAS DA SUBCLASSE 6.2)

495

6.1.1 Disposições Gerais

495

6.1.2 Código para designação de tipos de embalagem

496

6.1.3 Marcação

501

6.1.4 Exigências para embalagens

507

6.1.5 Ensaios exigidos para embalagens

524

CAPÍTULO 6.2 - EXIGÊNCIAS PARA FABRICAÇÃO E ENSAIO DE RECIPIENTES SOB PRESSÃO, APLICADORES DE AEROSSÓIS, PEQUENOS RECIPIENTES CONTENDO GÁS (CARTUCHOS PARA GÁS), CARTUCHOS DE PILHAS DE

COMBUSTÍVEL CONTENDO GÁS INFLAMÁVEL LIQUEFEITO

536

Nota introdutória

536

6.2.1 Exigências gerais

536

6.2.2 Exigências aplicáveis aos recipientes sob pressão com a marca "UN"

544

6.2.3 Exigências aplicáveis aos recipientes sob pressão que não portam a marcação “UN”

562

6.2.4 Exigências relativas aos aplicadores de aerossóis, pequenos recipientes contendo gás

563

(cartuchos de gás) e cartuchos de pilhas de combustível contendo gás liquefeito

CAPÍTULO 6.3 - EXIGÊNCIAS PARA FABRICAÇÃO E ENSAIO DE EMBALAGENS PARA

 

SUBSTÂNCIAS INFECTANTES DA SUBCLASSE 6.2 – CATEGORIA A

568

6.3.1

Disposições gerais

568

6.3.2.

Exigências para embalagens

568

6.3.3

Códigos para designação de tipos de embalagens

568

VI

6.3.4

Marcação

569

6.3.5 Ensaios exigidos para embalagens

570

CAPÍTULO 6.4 -

EXIGÊNCIAS PARA FABRICAÇÃO E ENSAIO DE EMBALAGENS PARA

 

MATERIAL DA CLASSE 7

578

6.4.1

578

CAPÍTULO 6.5 - EXIGÊNCIAS PARA FABRICAÇÃO E ENSAIO DE CONTENTORES

INTERMEDIÁRIOS PARA GRANÉIS (IBCs)

579

6.5.1 Disposições gerais

579

6.5.2 Marcações

585

6.5.3 Exigências relativas à fabricação

590

6.5.4 Ensaios, certificação e inspeção

591

6.5.5 Exigências específicas para IBCs

594

6.5.6 Ensaios exigidos para IBCs

606

CAPÍTULO 6.6 -

EXIGÊNCIAS

PARA

FABRICAÇÃO

E

ENSAIO

DE

EMBALAGENS

GRANDES

621

6.6.1 Disposições gerais

 

621

6.6.2 Código para designação de embalagens grandes

 

622

6.6.3 Marcação

622

6.6.4 Exigências específicas para embalagens grandes

 

625

6.6.5 Ensaios exigidos para embalagens grandes

629

CAPÍTULO 6.7 -

EXIGÊNCIAS PARA O PROJETO, FABRICAÇÃO, INSPEÇÃO E ENSAIO DE TANQUES PORTÁTEIS E DE CONTENTORES DE MÚLTIPLOS ELEMENTOS

PARA GÁS (MEGCs)

637

6.7.1 Aplicação e exigências gerais

637

6.7.2 Exigências relativas ao projeto, fabricação, inspeção e ensaio de tanques portáteis

638

destinados ao transporte de substâncias da Classe 1 e das Classes 3 a 9

6.7.3 Exigências relativas ao projeto, fabricação, inspeção e ensaio de tanques portáteis

669

destinados ao transportes de gases liquefeitos

6.7.4 Exigências relativas ao projeto, fabricação, inspeção e ensaio de tanques portáteis

693

destinados ao transporte de gases liquefeitos refrigerados

VII

6.7.5

Exigências relativas ao projeto, fabricação, inspeção e ensaio de Contentores de Múltiplos Elementos para Gás (MEGCs) destinados ao transporte de gases não

refrigerados

714

CAPÍTULO 6.8 - EXIGÊNCIAS PARA O PROJETO, FABRICAÇÃO, INSPEÇÃO E ENSAIO DE

CONTENTORES PARA GRANÉIS

728

6.8.1 Definições

728

6.8.2 Aplicação e exigências gerais

728

6.8.3 Exigências para projeto, fabricação, inspeção e ensaios de contentores de carga geral

729

utilizados como Contentores para granel BK1 e BK2

6.8.4 Exigências para projeto, fabricação e aprovação de Contentores para granéis BK1 e

BK2 distintos dos contentores de carga granel

731

6.8.5 Exigências para projeto, fabricação, inspeção e ensaio de Contentores flexíveis para

granéis BK3

731

PARTE 7 - PRESCRIÇÕES RELATIVAS ÀS OPERAÇÕES DE TRANSPORTE

739

CAPÍTULO 7.1 -PRESCRIÇÕES GERAIS RELATIVAS ÀS OPERAÇÕES DE TRANSPORTE

740

TERRESTRE

7.1.1 Aplicação

e

disposições

gerais

e

requisitos

para

transporte,

carregamento

e

descarregamento

740

7.1.2 Segregação de produtos perigosos

748

7.1.3 Disposições especiais aplicáveis ao transporte de explosivos

749

7.1.4 Disposições especiais aplicáveis ao transporte de gases

758

7.1.5 Disposições especiais aplicáveis ao transporte de substâncias autorreagentes da

760

Subclasse 4.1 e de peróxidos orgânicos da Subclasse 5.2

7.1.6 Disposições especiais aplicáveis ao transporte de substâncias estabilizadas mediante controle de temperatura (exceto substâncias autorreagentes e peróxidos

764

orgânicos)

7.1.7 Disposições especiais aplicáveis ao transporte de substâncias de substâncias

tóxicas da Subclasse 6.1 e infectantes da Subclasse 6.2

765

7.1.8 Disposições especiais aplicáveis ao transporte de material radioativo

768

7.1.9 Transporte de bagagens e pequenas expedições

769

7.1.10 Manutenção das informações de transporte de produtos perigosos

769

VIII

CAPÍTULO 7.2 - PRESCRIÇÕES ESPECÍFICAS RELATIVAS ÀS OPERAÇÕES DE

 

TRANSPORTE NOS MODAIS RODOVIÁRIO E FERROVIÁRIO

770

7.2.1 Aplicação

 

770

7.2.2 Prescrições aplicáveis a veículos e equipamentos de transporte terrestre

770

7.2.3 Prescrições de serviço aplicáveis ao transporte terrestre

 

771

7.2.4 Prescrições aplicáveis a veículos de transporte rodoviário

773

7.2.5 Prescrições de serviço aplicáveis ao transporte rodoviário

774

7.2.6 Prescrições aplicáveis a veículos de transporte ferroviário

774

7.2.7 Prescrições de serviço aplicáveis ao transporte ferroviário

776

APÊNDICES

777

APÊNDICE

A:

RELAÇÃO

DOS

NOMES

APROPRIADOS

PARA

EMBARQUE:

NOMES

GENÉRICOS E NÃO-ESPECIFICADOS

 

778

APÊNDICE B: GLOSSÁRIO DE TERMOS

795

APÊNDICE C: LISTA DE SINÔNIMOS

813

IX

ÍNDICE DE FIGURAS

FIGURA 2.1.1: ESQUEMA DE PROCEDIMENTO PARA CLASSIFICAÇÃO DE

 

SUBSTÂNCIA OU ARTIGO

 

58

FIGURA 2.4.1:

FLUXOGRAMA

PARA

CLASSIFICAÇÃO

DE

SUBSTÂNCIAS

AUTO-

REAGENTES

95

FIGURA 2.4.2:

FLUXOGRAMA

PARA

CLASSIFICAÇÃO

DE

SUBSTÂNCIAS

ORGANOMETÁLICAS

 

102

FIGURA 2.5.1:

FLUXOGRAMA PARA CLASSIFICAÇÃO DE PERÓXIDOS ORGÂNICOS

132

FIGURA 2.6.1:

TOXICIDADE À INALAÇÃO DE VAPORES: LIMITES DOS GRUPOS DE

EMBALAGEM

140

FIGURA 2.9.1:

CATEGORIAS PARA SUBSTÂNCIAS QUE APRESENTAM RISCO PARA

O AMBIENTE AQUÁTICO EM LONGO PRAZO

167

FIGURA 2.9.2: ABORDAGEM ESTRATIFICADA PARA CLASSIFICAR MISTURAS QUE APRESENTEM RISCO AGUDO E DE LONGO PRAZO PARA O

 

AMBIENTE AQUÁTICO

170

FIGURA 3.4.1:

SÍMBOLO PARA VOLUMES CONTENDO PRODUTOS PERIGOSOS EM

QUANTIDADES LIMITADAS

248

FIGURA 5.2.1:

RÓTULO DE RISCO PARA VOLUMES, ARTIGOS E EMBALAGENS

450

FIGURA 5.2.2: SÍMBOLO PARA O TRANSPORTE DE SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS

 

PARA O MEIO AMBIENTE

 

460

FIGURA 5.2.3:

SETAS DE ORIENTAÇÃO

461

FIGURA 5.2.4:

SÍMBOLO PARA O TRANSPORTE DE PILHAS OU BATERIAS DE LÍTIO

463

FIGURA 5.3.1:

RÓTULO

DE

RISCO

PARA

VEÍCULOS

E

EQUIPAMENTOS

DE

TRANSPORTE

 

468

FIGURA 5.3.2:

RÓTULO PARA MATERIAL RADIOATIVO – CLASSE 7

469

FIGURA 5.3.3:

PAINEL DE SEGURANÇA

 

474

FIGURA 5.3.4:

SÍMBOLO

PARA

O

TRANSPORTE

DE

SUBSTÂNCIAS

A

TEMPERATURA ELEVADA

 

475

FIGURA 5.5.1:

SÍMBOLO PARA VEÍCULOS OU EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE

SOB FUMIGAÇÃO

X

487

FIGURA 5.5.2: SÍMBOLO PARA VEÍCULOS OU EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE

UTILIZADOS COMO

492

CONTENDO

PRODUTOS

PERIGOSOS

REFRIGERANTE OU ACONDICIONANTE

FIGURA 6.3.1: EXEMPLO DE BARRA DE AÇO CILÍNDRICA PARA ENSAIO DE

 

PERFURAÇÃO

 

576

FIGURA 6.5.1:

SÍMBOLO

PARA

IBC

EMPILHÁVEL

588

FIGURA 6.5.2:

SÍMBOLO PARA IBC NÃO EMPILHÁVEL

588

FIGURA 6.6.1:

SÍMBOLO PARA EMBALAGEM GRANDE EMPILHAVEL

624

FIGURA 6.6.2:

SÍMBOLO PARA EMBALAGEM GRANDE NÃO EMPILHÁVEL

624

FIGURA 6.7.2.20.1: EXEMPLO DE PLACA DE IDENTIFICAÇÃO

668

FIGURA 6.7.3.16.1: EXEMPLO DE PLACA DE IDENTIFICAÇÃO

692

FIGURA 6.7.4.15.1: EXEMPLO DE PLACA DE IDENTIFICAÇÃO

713

FIGURA 6.7.5.13.1: EXEMPLO DE PLACA DE IDENTIFICAÇÃO

726

XI

ÍNDICE DE TABELAS

TABELA 2.0.3:

PRECEDÊNCIA DAS CARACTERÍSTICAS DE RISCO

45

TABELA 2.1.2.1.1:

CÓDIGOS DE CLASSIFICAÇÃO

52

TABELA 2.1.2.1.2:

ESQUEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE EXPLOSIVOS, COMBINAÇÃO

DA SUBCLASSE COM GRUPO DE COMPATIBILIDADE

54

TABELA 2.1.3.5.5:

TABELA PADRÃO DE CLASSIFICAÇÃO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO

60

TABELA 2.4.2.3.2.3: RELAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS AUTORREAGENTES EMBALADAS

 

ATUALMENTE CLASSIFICADAS

 

88

TABELA 2.5.3.2.4:

RELAÇÃO

DOS

PERÓXIOS

ORGÂNICOS

EMBALADOS

ATUALMENTE CLASSIFICADOS

112

TABELA 2.6.2.2.4.1: CRITÉRIOS DE ALOCAÇÃO DE UMA SUBSTÂNCIA A UM DOS GRUPOS DE EMBALAGEM POR INGESTÃO ORAL, CONTATO

138

DÉRMICO E INALAÇÃO DE PÓS E NEBLINAS

TABELA 2.6.3.2.2.1: EXEMPLOS INDICATIVOS DE SUBSTÃNCIAS INFECTANTES

 

INCLUÍDAS NA CATEGIORIA A

 

147

TABELA 2.8.5:

RESUMO

DOS

CRITÉRIOS

DE

ALOCAÇÃO

A

GRUPOS

DE

EMBALAGENS DE SUBSTÂNCAIS CORROSIVAS

 

156

TABELA 2.9.1: CATEGORIA PARA SUBSTÂNCAIS QUE APRESENTEM RISCO

165

PARA O AMBIENTE AQUÁTICO

TABELA 2.9.2: ESQUEMA PARA CLASSIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUE

168

APRESENTEM RISCO PARA O AMBIENTE AQUÁTICO

TABELA 2.9.3: CLASIFICAÇÃO DE UMA MISTURA PARA RISCOS AGUDOS, COM BASE NA SOMA DAS CONCENTRAÇÕES DOS COMPONENTES

176

CLASSIFICADOS

TABELA 2.9.4: CLASSIFICAÇÃO DE UMA MISTURA PARA RISCOS DE LONGO PRAZO, COM BASE NA SOMA DAS CONCENTRAÇÕES DOS

177

COMPONENTES CLASSIFICADOS

TABELA 2.9.5:

FATORES

ALTAMENTE TÓXICOS DE MISTURAS

DE

MULTIPLICAÇÃO

PARA

COMPONENTES

178

TABELA 4.1.1.10:

EXEMPLO DE MARCAÇÃO DAS PRESSÕES DE ENSAIO EXIGIDAS

263

PARA EMBALAGENS (INCLUSIVE IBCs)

XII

TABELA 5.2.2.1.4:

RÓTULOS

DE

RISCO

PARA

OS

GASES

DA

CLASSE

2 COM

RISCO(S) SUBSIDIÁRIO(S)

 

447

TABELA 5.2.2.2.1.1.3.1: DIMENSÕES MÍNIMAS DOS RÓTULOS DE RISCO E DEMAIS

 

SÍMBOLOS

APLICAVÉIS

PARA

USO

EM

EMBALAGENS

DE

TAMANHO REDUZIDO

 

451

TABELA 6.1.2.7:

CÓDIGOS PARA DESIGNAÇÃO DE TIPOS DE EMBALAGENS

498

TABELA 6.3.5.2.2:

ENSAIOS EXIGIDOS PARA TIPOS DE EMBALAGENS

573

TABELA 6.5.6.3.5:

ENSAIOS

EXIGIDOS

PARA

PROJETO-TIPO

E

ORDEM

DE

REALIZAÇÃO

 

608

TABELA 6.8.2.3:

CÓDIGOS PARA DESIGNAÇÃO DE TIPOS DE CONTENTORES

729

PARA GRANÉIS

XIII

PARTE 1

DISPOSIÇÕES GERAIS E DEFINIÇÕES

3

CAPÍTULO 1.1

DISPOSIÇÕES GERAIS

Notas Introdutórias

Nota 1: As Recomendações sobre Ensaios e Critérios incorporadas, por referência, em certas disposições deste Regulamento estão publicadas em um manual à parte – Recommendations on the Transport of Dangerous Goods, Manual of Tests and Criteria – das Nações Unidas, com o seguinte conteúdo:

Parte I: Procedimentos de classificação, métodos de ensaio e critérios relativos aos explosivos da Classe 1.

Parte II: Procedimentos de classificação, métodos de ensaio e critérios relativos a substâncias autorreagentes da Subclasse 4.1 e a peróxidos orgânicos da Subclasse 5.2.

Parte III: Procedimentos de classificação, métodos de ensaio e critérios relativos a substâncias ou artigos da Classe 2, da Classe 3, da Classe 4, da Subclasse 5.1, da Classe 8 e da Classe 9.

Parte IV:

Métodos de ensaio relativos ao equipamento de transporte.

Apêndices: Informações comuns a certos tipos de ensaios e contatos nacionais de alguns países para detalhes dos ensaios.

Nota 2:

classificação, métodos de ensaio e critérios que também estão incluídos neste Regulamento.

A Parte III do Manual of Tests and Criteria contém alguns procedimentos de

Nota 3: Nos demais capítulos deste Regulamento toda referência a qualquer Parte do Manual of Tests and Criteria supracitado apresentar-se-á traduzido para o português. Nota 4: Para fins da classificação, considerar-se-á, sempre, a última versão publicada do referido Manual.

1.1.1

Escopo e aplicação

1.1.1.1

Este Regulamento especifica exigências detalhadas aplicáveis ao transporte

terrestre de produtos perigosos. Exceto se disposto em contrário neste Regulamento, ninguém pode oferecer ou aceitar produtos perigosos para transporte se tais produtos não estiverem

4

adequadamente classificados, embalados, identificados, descritos no documento fiscal para o transporte de produto perigoso e acompanhados da documentação exigida.

1.1.1.2 Não se aplicam as disposições referentes ao transporte terrestre de produtos

perigosos nos seguintes casos:

a) produtos perigosos que estejam sendo utilizados para a propulsão dos meios de transporte;

b) produtos perigosos exigidos, de acordo com regulamentos operacionais, para os meios de

transporte (por exemplo, extintores de incêndio);

c) produtos perigosos que estejam sendo utilizados para a operação dos equipamentos

especializados dos meios de transporte (por exemplo, unidades de refrigeração);

d) produtos perigosos vendidos já embalados no comércio varejista, portados por indivíduos

para uso próprio, limitados à metade da quantidade máxima estabelecida na Coluna 8 da

Relação de Produtos Perigosos, exceto os embalados em IBCs, embalagens grandes e tanques portáteis;

e) produtos perigosos para fins de cuidados pessoais e uso doméstico, destinados ao

comércio de venda direta, quando transportados do centro de distribuição até a residência da

pessoa física revendedora, em embalagens internas ou singelas de até 1,5 kg ou 1,5 L e em volumes até 15 kg;

f) transportes efetuados tanto por veículos guinchos de socorro, durante as intervenções

em caso de emergência, que reboquem veículos avariados ou sinistrados que contiveram ou

contenham produtos perigosos como por veículos destinado a atuar na contenção, recuperação ou deslocamento dos produtos perigosos envolvidos num incidente ou num acidente para local adequado.

Nota 1: Para fins deste Regulamento, o comércio de venda direta é caracterizado pela figura de uma pessoa física revendedora que recebe em sua residência os produtos solicitados, oriundos do centro de distribuição, e os entrega diretamente ao comprador. Nota 2: Provisões especiais, estabelecidas no Capítulo 3.3, podem também indicar produtos não-sujeitos a este Regulamento.

5

1.1.1.3

As expedições com origem ou destino aos portos ou aeroportos, ou ainda que

estiverem em regime aduaneiro, que atendam às exigências estabelecidas pelo Código IMDG da Organização Marítima Internacional (OMI) ou pelas Instruções Técnicas da Organização Internacional de Aviação Civil (OACI), serão aceitas para transporte terrestre desde que acompanhadas da documentação exigida no Capítulo 5 deste Regulamento, de documento que comprove a importação ou exportação do produto e atendendo ainda às seguintes condições:

a) os volumes devem estar identificados de acordo com as disposições estabelecidas no Código IMDG ou nas Instruções Técnicas da OACI caso não o estejam de acordo com este Regulamento;

b) os equipamentos de transporte devem estar sinalizados de acordo com as disposições estabelecidas no Código IMDG ou nas Instruções Técnicas da OACI caso não o estejam de acordo com este Regulamento.

1.1.1.3.1 No transporte de produtos perigosos da área portuária para o recinto

alfandegário, em regime aduaneiro autorizado pela Secretaria da Receita Federal portando a

Guia de Movimentação de Container - Importação (GMCI) ou Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA), o importador deve providenciar documentação que contenha as informações

exigidas no item 5.4.1.3.1 e as declarações exigidas no item 5.4.1.7 deste Regulamento, bem como a Ficha de Emergência e Envelope para o Transporte exigidos na alínea “c” do item

5.4.1.8.1.

1.1.1.3.2

Os itens 1.1.1.3 e 1.1.1.3.1 não se aplicam aos produtos classificados como

perigosos somente no transporte terrestre.

1.1.1.3.3 Produtos perigosos importados já embalados no exterior, cujas embalagens

atendam às exigências de homologação estabelecidas no Código IMDG pela Organização Marítima Internacional (OMI) ou nas Instruções Técnicas da Organização Internacional de Aviação Civil (OACI), serão aceitos para o transporte terrestre no país, sem necessidade de troca de embalagem.

1.1.1.3.4 Embalagens, embalagens grandes, IBCs e tanques portáteis fabricados no Brasil

e homologados pelas autoridades competentes brasileiras dos modais aéreo ou marítimo serão aceitas para o transporte terrestre no país, observados os prazos das inspeções periódicas dos IBCs e tanques portáteis estabelecidos neste Regulamento.

6

1.1.1.4

Exceções relativas a produtos perigosos em quantidades limitadas

Determinados produtos perigosos em quantidades limitadas são isentos do cumprimento de certas exigências deste Regulamento, nas condições estabelecidas no Capítulo 3.4.

1.1.1.5 Transporte de Produtos Perigosos utilizados como refrigerantes ou agentes de

acondicionamento

Produtos perigosos que sejam somente asfixiantes (isto é, que diluem ou substituem o oxigênio normalmente presente na atmosfera), quando utilizados nos veículos e equipamentos de transporte com fins de refrigeração ou acondicionamento, estão sujeitos apenas às provisões do item 5.5.3.

1.1.1.6 Transporte de material radioativo

Aplicam-se, também, as Normas de Transporte de Materiais Radioativos, publicadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN.

1.1.1.7 Lâmpadas contendo produtos perigosos

As seguintes lâmpadas não estão sujeitas às prescrições contidas nesse Regulamento desde que não contenham material radioativo ou mercúrio em quantidades superiores àquelas especificadas na Provisão Especial 366 estabelecida no Capítulo 3.3:

(a) lâmpadas

coletadas

diretamente

de

usuários

e

domicílios

quando

transportadas a instalações destinadas à coleta e reciclagem;

(b) lâmpadas que contenham até 1 grama de produtos perigosos embaladas de modo que o volume não contenha mais do que 30 gramas de produto perigoso e desde que:

(i)

as lâmpadas sejam certificadas por um sistema de controle da qualidade do fabricante; e

Nota:

Para esse fim, considera-se aceitável o atendimento à Norma

ISO 9.001.

(ii)

cada lâmpada esteja individualmente embalada em uma embalagem interna ou separadas por divisórias ou ainda envoltas por material de acolchoamento suficiente para protegê-la, e embalada em uma embalagem externa resistente que atenda às provisões gerais do

7

item 4.1.1.1 e que sejam capazes de suportar um ensaio de queda com altura mínima de 1,2 metros.

(c) lâmpadas já utilizadas, danificadas ou defeituosas contendo, cada uma delas, até 1 grama de produtos perigosos e até 30 gramas de produtos

perigosos por volume quando transportadas de instalações destinadas à coleta e reciclagem. As lâmpadas devem ser embaladas em embalagens externas suficientemente resistentes, para prevenir liberação do conteúdo das lâmpadas em condições normais de transporte que atendam as provisões gerais do item 4.1.1.1 e que sejam capazes de suportar um ensaio de queda com altura mínima de 1,2 metros.

(d) lâmpadas contendo somente gases da Subclasse 2.2 (conforme estabelecido no item 2.2.2.1), desde que estejam embaladas de forma que os efeitos de projéteis de qualquer ruptura da lâmpada fiquem contidos dentro do volume.

Nota: Lâmpadas contendo material radioativo devem atender às prescrições estabelecidas nas Normas publicadas pela CNEN.

1.1.1.8 Produtos perigosos proibidos para o transporte

Salvo quando houver disposição em contrário neste Regulamento, fica proibido o transporte das substâncias e artigos que, no estado em que são apresentados para transporte, sejam passíveis de explodir, reagir perigosamente, produzir chama ou ocasionar um desprendimento perigoso de calor ou uma emissão perigosa de gases ou vapores tóxicos, corrosivos ou inflamáveis, nas condições normais de transporte.

1.1.1.9 Produtos perigosos expedidos pelos Correios

A expedição de produtos perigosos pelos Correios deve atender ao estabelecido pela Convenção da União Postal Universal, assim como as disposições nacionais estabelecidas pelos Correios.

8

1.1.2

Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT aplicáveis

ao transporte terrestre de produtos perigosos

No transporte terrestre de produtos perigosos, as seguintes Normas da ABNT devem ser atendidas:

ABNT NBR 7500 Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos;

ABNT NBR 7503 Transporte terrestre de produtos perigosos Ficha de Emergência e Envelope - características, dimensões e preenchimento;

ABNT NBR 9735 Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos;

ABNT NBR 10271 Conjunto de equipamentos para emergências no transporte rodoviário de ácido fluorídrico; e

ABNT NBR 14619 Transporte terrestre de produtos perigosos Incompatibilidade química. Nota 1: As prescrições contidas nas Normas referidas nesse item terão caráter obrigatório apenas quando se referirem a complementações de disposições já estabelecidas neste Regulamento. Nota 2: Quando houver quaisquer conflitos entre as disposições contidas nas normas citadas no item 1.1.2 e as estabelecidas no presente Regulamento, prevalecem as últimas.

1.1.3

Fluxos de transporte rodoviário de produtos perigosos

1.1.3.1

O expedidor de produtos perigosos deve informar ao Departamento Nacional de

Infraestrutura de Transportes – DNIT, o fluxo de transporte de produtos perigosos expedidos por rodovia nos termos estabelecidos em regulamentação específica.

ANTT e DNIT definirão em regulamento conjunto as regras e procedimentos

aplicáveis para o atendimento desta exigência, podendo articular-se com demais órgãos do

Governo Federal para intercâmbio e gerenciamento mútuo dessas informações, visando à eficácia regulatória.

Nota:

9

1.1.4

Informações e esclarecimentos em caso de emergência ou acidente no

transporte rodoviário de produtos perigosos

1.1.4.1 O transportador rodoviário de produtos perigosos deve comunicar, por meio do

Sistema Nacional de Emergências Ambientais - SIEMA, instituído pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e disponibilizado em seu endereço eletrônico, os casos de acidentes ou emergências que:

a) Impliquem na interrupção do trânsito na via ou na evacuação de pessoas por mais de três horas;

b) Ocasionem espalhamento, perda ou derramamento de produto perigoso;

c) Ocasionem vazamentos ou danos às embalagens, embalagens grandes ou IBCs;

d) Ocasionem dano ou tombamento aos equipamentos de transporte, como caminhão tanque, container tanque e tanques portáteis;

e) Necessitem de atendimento emergencial pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, órgãos policiais, empresas especializados, outros.

1.1.4.2 A exigência estabelecida no item 1.1.4.1 aplica-se ao transporte interestadual,

intermunicipal ou municipal de produtos perigosos e o seu descumprimento sujeita o infrator às

penalidades previstas no Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos.

1.1.4.3

gerenciamento mútuo dessas informações, visando à eficácia regulatória.

federal

A

ANTT

articular-se-á

com

o

órgão

ambiental

10

para

intercâmbio

e

1.1.5

Coleta de resíduos de serviços da saúde regularmente instituída no

âmbito do poder público local

1.1.5.1 Na atividade de transporte de resíduos de serviços de saúde, regularmente

instituída pelo poder público local no âmbito dos serviços de limpeza urbana, as empresas

transportadoras responsáveis pela coleta e transporte desses produtos devem providenciar a

documentação exigida no capítulo 5.4 desse Regulamento, incluindo a Declaração do

Expedidor estabelecida no item 5.4.1.7, os equipamentos de proteção individual (EPI’s) e de

emergência, assim como a correta sinalização dos veículos, sem prejuízo das demais

exigências estabelecidas pelas autoridades competentes.

1.1.5.2 Os estabelecimentos geradores desses resíduos devem acondicionar tais

produtos nas embalagens adequadas, conforme estabelecido nesse Regulamento, bem como

identificar os volumes (nome apropriado para embarque, nº ONU e rótulo de risco), conforme

estabelecido no Capítulo 5.2.

11

CAPÍTULO 1.2

DEFINIÇÕES E UNIDADES DE MEDIDA

1.2.1

Definições

Nota: Este Capítulo apresenta definições de termos de aplicação geral, utilizados ao longo deste Regulamento. Definições de termos muito específicos (por exemplo, termos relativos à construção de contentores intermediários para granéis ou tanques portáteis) são apresentadas nos capítulos pertinentes.

Para os fins deste Regulamento:

Aerossol ou aplicador de aerossol significa um recipiente não recarregável que atende às exigências do item 6.2.4, fabricado com metal, vidro ou plástico, que contém um gás comprimido, liquefeito ou dissolvido sob pressão, com ou sem líquido, massa ou pó, e dotado de um dispositivo de liberação que permite expulsar o conteúdo em forma de partículas sólidas ou líquidas em suspensão em um gás, como espuma, massa ou pó, ou em estado líquido ou gasoso.

Arranjo alternativo significa uma aprovação outorgada pela autoridade competente para um tanque portátil ou contentor de múltiplos elementos para gás MEGC, que tenha sido projetado, fabricado ou ensaiado de acordo com requisitos técnicos ou métodos de ensaio diferentes dos especificados neste Regulamento (ver, por exemplo, o item 6.7.5.11.1).

ASTM significa American Society for Testing and Materials (ASTM International, 100 Barr Harbor Drive, PO Box C700, West Conshohocken, PA, 19428-2959, United States of America).

Autoridade competente – é qualquer organização ou autoridade nacional designada, ou reconhecida como tal, para decidir sobre questões relativas a este Regulamento.

Barris de madeira – são embalagens feitas de madeira natural, com seção transversal circular, paredes convexas, constituídas de aduelas e tampas e equipadas com aros.

12

Bombonas – são embalagens de plástico ou metal, com seção transversal retangular ou poligonal.

Caixas – são embalagens com faces inteiriças, retangulares ou poligonais, feitas de metal, madeira, compensado, madeira reconstituída, papelão, plástico ou outro material apropriado. Pequenos furos, como aqueles destinados a facilitar o manuseio ou a abertura, ou a atender às exigências de classificação, são admitidos, desde que não comprometam a integridade da embalagem durante o transporte.

Capacidade máxima – como empregado no item 6.1.4, é o volume interno máximo de recipientes ou embalagens, expresso em litros.

Carcaça ou Corpo do tanque – é o que contém a substância destinada ao transporte (tanque propriamente dito), incluindo aberturas e seus fechos, mas não incluindo o equipamento de serviço nem o equipamento estrutural externo.

Pilha de combustível – significa dispositivo eletroquímico que converte energia química de um combustível em energia elétrica, calor e produtos de reação.

Cilindro significa um recipiente sob pressão, transportável, com uma capacidade (em água) não superior a 150L.

CGA significa Compressed Gas Association (CGA, 4221 Walney Road, 5th Floor, Chantilly VA 20151- 2923, United States of America).

Código IMDG – significa Código Marítimo Internacional de Produtos Perigosos, regulamento de aplicação do Capítulo VII, Parte A, da Convenção Internacional de 1974, para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (Convenção SOLAS), publicado pela Organização Marítima Internacional (OMI);

13

Cofre de carga – significa caixas de contenção com fecho a serem utilizadas no transporte fracionado de produtos perigosos incompatíveis ou de produtos perigosos com outro tipo de mercadoria, tendo como objetivo garantir a estanqueidade entre os produtos nele acondicionados e o restante do carregamento.

Contêiner é um equipamento de transporte que foi aprovado em conformidade com a "Convenção Internacional sobre Segurança de Contêineres" (CSC), de 1972, e suas alterações:

a) de caráter permanente e, portanto, resistente o suficiente para permitir sua

repetida utilização;

b) especialmente projetado para facilitar o transporte de produtos, por um ou

vários modais de transporte;

c) projetado para ser seguro e/ou prontamente manuseado, provido de dispositivos que facilitem sua estiva e manipulação;

d) com dimensões tais que a superfície delimitada pelos quatro cantos inferiores

externos seja:

i. de pelo menos 14 m2 (150 pés quadrados), ou

ii. de pelo menos 7 m2 (75 pés quadrados) se estiver provido de peças de canto nos ângulos superiores;

O termo ‘contêiner’ não engloba os veículos nem embalagens. Todavia, o termo compreende os contêineres transportados sobre um chassi. Um contêiner pequeno é que tenha qualquer uma das dimensões externas menor que 1,5m ou um volume interno de até 3,0 m³ (3.000 L). Qualquer outro contêiner é considerado contêiner grande.

Além disso, contêiner pequeno significa um contêiner que possua volume interno de até 3 m³. Contêiner grande significa um contêiner que possua volume interno maior do que 3 m³.

Contêiner-tanque – é um compartimento estanque destinado a acondicionar líquidos ou gases, envolvido por uma estrutura metálica suporte, contendo dispositivo de canto para fixação deste ao chassi porta-contêiner, e que foi aprovado em conformidade com a "Convenção Internacional sobre Segurança de Contêineres" (CSC), de 1972, e suas alterações, podendo

14

ser transportado por qualquer modal de transporte. Para fins de transporte o contêiner-tanque é

considerado como carga a granel.

Contentores Intermediários para Granéis (IBCs) – são embalagens portáteis rígidas ou

flexíveis, utilizadas para o transporte fracionado, exceto as especificadas no Capítulo 6.1, que:

a) têm capacidade igual ou inferior a:

(i)

3,0m 3 (3.000 L) para sólidos e líquidos dos Grupos de Embalagem II e

III;

(ii)

1,5m 3 (1.500

L)

para

sólidos

do

Grupo

de

Embalagem

I,

se

acondicionados em IBCs flexíveis, de plástico rígido, compostos, de

papelão e de madeira;

(iii) 3,0m 3 (3.000 L) para sólidos do Grupo de Embalagem I, quando

acondicionados em IBCs metálicos; e

(iv) 3,0m 3 (3.000 L) para materiais radioativos da Classe 7.

b) são projetados para movimentação mecânica; e

c) resistem aos esforços provocados por movimentação e transporte,

conforme comprovado por ensaios.

Para fins de transporte os contentores intermediários para granéis (IBCs) são

considerados como carga fracionada.

Contentor de múltiplos elementos para gás (MEGC) significa um conjunto de cilindros, tubos

ou pacotes de cilindros interconectados por um coletor, montado em uma estrutura que

possibilite sua movimentação multimodal. O MEGC inclui o equipamento de serviço e os

elementos estruturais necessários para o transporte de gases.

Para fins de transporte o contentor de múltiplos elementos para gás (MEGC) é

considerado como carga fracionada.

Contentor para granéis significa todo sistema de contenção (incluído qualquer revestimento

ou forro) destinado ao transporte de substâncias sólidas que estejam em contato direto com o

referido sistema de contenção. Não compreende as embalagens, os contentores intermediários

para granéis (IBCs), as embalagens grandes nem os tanques portáteis.

15

Os contentores para granéis devem:

-

ser

de

caráter

permanente

e,

repetidas utilizações;

portanto,

suficientemente

resistentes

a

- ser especialmente projetados para facilitar o transporte de produtos, sem operações intermediárias de carga e descarga, através de um ou vários meios de transporte;

- ser dotados de dispositivos que facilitem sua pronta manipulação; e

- possuir uma capacidade não inferior a 1,0 m 3 (1.000 L).

Exemplos de contentores para granéis são as caçambas, os contentores para o transporte offshore de granéis, as caixas para granéis, os recipientes intercambiáveis, os contentores em formato de calha, os contentores com sistema de rodagem, os compartimentos para transporte de carga em veículos e os contentores flexíveis para granéis.

Contentor para o transporte offshore de granéis significa um contentor especialmente projetado para ser usado repetidamente no transporte de produtos perigosos para, de, e entre instalações offshore. Este contentor deverá ser projetado e fabricado em conformidade com as diretrizes para a aprovação de contentores manuseados em mar aberto, especificadas pela Organização Marítima Internacional (OMI) no documento MSC/Circ. 860.

Destinatário – é qualquer pessoa, organização ou governo habilitado a receber uma expedição.

Embalagens – significam um ou mais recipientes e quaisquer outros componentes ou materiais necessários para que o recipiente desempenhe sua função de contenção e outras funções de segurança.

Embalagens à prova de pó – são embalagens impermeáveis a conteúdos secos, inclusive material sólido fino produzido durante o transporte.

16

Embalagens combinadas – significa a combinação de embalagens para fins de transporte, consistindo de uma ou mais embalagens internas acondicionadas em uma embalagem externa, em que o conjunto deve estar de acordo com o item 4.1.1.5.

Embalagens compostas – são embalagens que consistem em uma embalagem externa e em um recipiente interno, construídos de tal modo que formem um conjunto único. Uma vez montado, passa a ser uma unidade integrada, que é envasada, armazenada, transportada e esvaziada como tal.

Embalagens de resgate – são embalagens especiais que atendem às disposições aplicáveis deste Regulamento, nas quais se colocam, para fins de transporte, embalagens de produtos perigosos danificadas, defeituosas, não conforme ou com vazamento, ou produtos perigosos que tenham derramado ou vazado, visando à recuperação, disposição ou descarte.

Embalagem de resgate grande – são embalagens especiais que:

a) são projetadas para movimentação mecânica; e

b) excedem a 400 kg de massa líquida ou 450 L de capacidade, mas

possuem volume de até 3 m 3 nas quais se colocam, para fins de transporte, embalagens de produtos perigosos danificadas, defeituosas, não conforme ou com vazamento, ou produtos perigosos que tenham derramado ou vazado, visando à recuperação, disposição ou descarte.

Embalagens externas – são proteções externas de uma embalagem composta ou combinada juntamente com quaisquer materiais absorventes ou de acolchoamento e quaisquer outros componentes necessários para conter e proteger recipientes internos ou embalagens internas.

Embalagens intermediárias – são embalagens colocadas entre embalagens internas ou artigos e uma embalagem externa.

17

Embalagens

embalagem externa.

internas

são

embalagens

que,

para

serem

transportadas,

exigem

uma

Embalagens grandes – consistem numa embalagem externa que contém artigos ou embalagens internas e que:

a) são projetadas para movimentação mecânica; e

b) excedem 400 kg de massa líquida ou 450 L de capacidade, mas cujo volume não excede 3,0 m 3 (3.000 L).

Embalagens grandes refabricadas – significam embalagens grandes de metal ou plástico rígido que tenham:

a) sido convertidas em um tipo UN a partir de um tipo não UN; ou

b) sido convertidas de um tipo UN para outro tipo UN.

Embalagens grandes refabricadas estão sujeitas às mesmas exigências deste Regulamento que se aplicam às embalagens novas.

Embalagens recondicionadas – são embalagens já homologadas que passam pelos processos de lavagem, de limpeza, de retirada de amassamentos, de restauração de sua forma e contorno originais e de pintura, sem alterar suas características originais (dimensional e estrutural), de forma que possam suportar os ensaios de desempenho para serem novamente utilizadas. Incluem:

a) tambores metálicos que:

(i)

perfeitamente limpos, a ponto de restarem apenas os materiais de construção originais, não apresentem quaisquer conteúdos anteriores, corrosões internas e externas, revestimentos externos e rótulos;

(ii)

restaurada a sua forma e contorno originais, apresentem bordas (se houver) desempenadas e vedadas, as gaxetas que não sejam parte integrante da embalagem, recolocadas; ou

18

(iii) inspecionados após a limpeza e antes da pintura, não apresentem buracos visíveis, significativa redução de espessura do material, fadiga do metal, roscas ou fechos danificados, ou outros defeitos importantes.

b) tambores e bombonas de plástico que:

(i)

perfeitamente limpos, a ponto de restarem apenas os materiais de construção originais, não apresentem quaisquer conteúdos anteriores, revestimentos externos nem rótulos;

(ii)

apresentem gaxetas recolocadas que não sejam parte integrante da embalagem; ou

(iii)

inspecionados após a limpeza, não apresentem danos visíveis, como rasgos, dobras, rachaduras, roscas ou fechos danificados, ou outros defeitos significativos.

As embalagens recondicionadas estão sujeitas às mesmas exigências deste Regulamento que se aplicam às embalagens novas.

Embalagens refabricadas – são embalagens que passam pelos processos de lavagem, de limpeza, de retirada de amassamentos, de alteração de suas características originais (dimensional e estrutural) e de pintura, de forma que possam suportar os ensaios de desempenho para serem novamente utilizadas. Incluem:

a) tambores metálicos que tenham:

(i)

sido convertidos em um tipo UN a partir de um tipo não-UN;

(ii)

sido convertidos em um tipo UN a partir de um outro tipo UN; ou

(iii)

sofrido substituição de componentes estruturais (tais como tampas não-removíveis).

b) tambores de plástico que tenham:

(i)

sido convertidos em um tipo UN a partir de um outro tipo UN (por exemplo, 1H1 para 1H2); ou

(ii)

sofrido substituição de componentes estruturais.

19

As

embalagens

refabricadas

estão

sujeitas

às

Regulamento que se aplicam às embalagens novas.

mesmas

exigências

deste

Embalagens reutilizáveis – são embalagens, incluindo as embalagens grandes, que podem ser utilizadas mais de uma vez por uma rede de distribuição controlada pelo expedidor, para transportar produtos perigosos idênticos ou similares compatíveis, desde que inspecionadas e consideradas livres de defeitos que possam comprometer sua integridade e capacidade de suportar os ensaios de desempenho.

Embalagens simples – são embalagens constituídas de um único recipiente contentor e não necessitam de uma embalagem externa para serem transportadas.

EN (padrão) – significa um padrão europeu publicado por European Committee for Standardization (CEN) (CEN – 36 rue de Stassart, B-1050 Brussels, Belgium);

Engradados – são embalagens externas com faces incompletas.

Expedição – é qualquer volume, ou volumes, ou carregamento de produtos perigosos entregue para transporte por um expedidor.

Expedidor – é qualquer pessoa, organização ou governo que prepara uma expedição para transporte.

Fechos – são dispositivos que trancam uma abertura em um recipiente.

Forro – é um tubo ou saco inserido em uma embalagem (incluindo IBCs e embalagens grandes), mas que não é parte integrante dela, incluindo os fechos de suas aberturas.

20

Garantia da conformidade – é um programa sistemático de controle, aplicado pela autoridade competente e destinado a garantir o cumprimento das disposições deste Regulamento.

Garantia da qualidade – é um programa sistemático de controles e inspeções aplicado por um organismo ou entidade, destinado a garantir que os padrões de segurança estabelecidos neste Regulamento sejam atingidos.

GHS – significa o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, publicado pelas Nações Unidas na forma do documento

ST/SG/AC.10/30/Rev5.

IAEA – significa International Atomic Energy Agency (IAEA, P.O. Box 100 – A -1400 Viena, Áustria);

IBC recondicionado – significa um IBC metálico, de plástico rígido ou composto que, como consequência de um impacto ou por qualquer outra causa (por exemplo, corrosão, fragilização ou qualquer outro sinal de perda de resistência em comparação com o modelo tipo) seja restaurado, de forma a estar em conformidade com o projeto tipo, e que possa resistir aos ensaios do projeto tipo. Para os fins deste Regulamento, considera-se recondicionamento a substituição do recipiente interno rígido de um IBC composto por um recipiente que atenda à especificação original do fabricante, do mesmo projeto tipo aprovado. No entanto, não se considera recondicionamento a inspeção periódica do IBC rígido. Os corpos dos IBCs de plástico rígido e os recipientes internos dos IBCs compostos não são recondicionáveis, estando sujeitos somente à inspeção periódica nos termos dos regulamentos do Inmetro. Os IBCs flexíveis não poderão ser recondicionados a menos que seja autorizado pela autoridade competente.

IBC refabricado – significa IBC metálico, de plástico rígido ou composto que tenha:

(a) sido convertido em um tipo UN a partir de um tipo não UN;

21

(b)

sido convertido de um tipo UN para outro tipo UN;

(c)

o projeto tipo original alterado, mediante a troca ou substituição de seus elementos estruturais, tais como da garrafa plástica (rebotling), das válvulas, das tampas, etc.

IBCs refabricados estão sujeitos às mesmas exigências deste Regulamento que se aplicam a IBCs novos do mesmo tipo (ver, também, a definição de projeto tipo em

6.5.6.1.1).

Índice de Segurança de Criticalidade – é um número atribuído a um volume, sobreembalagem ou contêiner contendo material físsil, para o transporte de material radioativo, usado com a finalidade de prover o controle da acumulação de volumes, sobreembalagens ou contêineres contendo materiais físseis.

Índice de Transporte – é um número atribuído a um volume, sobreembalagem, tanque ou contêiner com material radioativo, ou material BAE-I ou OCS-I a granel, para o transporte de material radioativo, com a finalidade de prover controle da exposição à radiação.

ISO – significa uma norma internacional publicada por International Organization for Standardization (ISO -1, ch. de la Voie-Creuse, CH-1211, Suíça)

Líquido – significa um produto perigoso que a 50°C tem uma tensão de vapor de, no máximo, 300 kPa (3 bar), que não seja totalmente gasoso a 20°C e a uma pressão de 101,3 kPa, e que tenha um ponto de fusão ou ponto de fusão inicial igual ou inferior a 20°C a uma pressão de 101,3 kPa. Uma substância viscosa, cujo ponto de fusão não pode ser determinado de forma precisa, deverá ser submetida ao ensaio ASTM D 4359-90 ou ao ensaio de determinação da fluidez (prova de penetrômetro), descrita na seção 2.3.4 do Anexo A do Acordo European Agreement Concerning the International Carriage of Dangerous Goods by Road (ADR) (1) .

Manual de Ensaios e Critérios – significa a quinta edição revisada da publicação das Nações Unidas intitulada "Recomendações Relativas ao Transporte de Produtos Perigosos, Manual de Ensaios e Critérios.” (ST/SG/AC.10/11/Rev.5 e Amend.1)

(1) - Publicação das Nações Unidas ECE/TRANS/215

22

Inspeção periódica de um IBC flexível – significa a execução, em um IBC flexível de plástico ou têxtil, de operações rotineiras, tais como:

(a)

limpeza; ou

(b)

substituição de componentes não integrais, tais como revestimentos ou fechos, por componentes, conforme as especificações originais do fabricante.

contanto que tais operações não afetem de modo adverso a função de contenção do IBC flexível nem alterem o modelo tipo.

Inspeção periódica de um IBC rígido – significa a execução, por parte da autoridade competente, de uma inspeção de acordo com um programa de garantia da qualidade, a fim de assegurar que cada IBC metálico, de plástico rígido ou composto atenda às exigências regulamentares, podendo compreender:

(a)

limpeza;

(b)

remoção e reinstalação ou substituição dos fechos sobre o corpo (incluídas as gaxetas associadas) ou do equipamento de serviço, de acordo com as especificações originais do fabricante, contanto que se verifique a estanqueidade do IBC; ou

(c)

restauração dos elementos estruturais que não realizam diretamente nenhuma função de contenção de produtos perigosos nem função de retenção da pressão de vazamento, de tal maneira que o IBC se encontre novamente em conformidade com o modelo tipo (por exemplo, reforço dos apoios ou patins ou das amarrações de içamento) contanto que não seja afetada a função de contenção do IBC;

Massa líquida máxima – é a massa referente ao conteúdo máximo de uma embalagem simples ou a massa combinada máxima de embalagens internas com seus conteúdos, expressa em quilogramas.

Massa líquida de explosivo – significa a massa total da substância explosiva sem as embalagens, cartuchos, etc. (as expressões “quantidade líquida de explosivo”, “conteúdo

23

líquido de explosivo” ou “peso líquido de explosivo” são frequentemente usadas como o mesmo significado).

Material animal – significa carcaça de animal, parte do corpo de animal ou animal para alimentação.

Material plástico reciclado – é o material recuperado de embalagens industriais usadas que tenham sido limpas e processadas para uso na fabricação de novas embalagens. As propriedades específicas do material reciclado empregado na produção de novas embalagens devem ser garantidas e regularmente documentadas, como parte de um programa de garantia da qualidade reconhecido pela autoridade competente. O programa de garantia da qualidade deve incluir um registro de pré-seleção apropriado e a verificação de que cada lote de material plástico reciclado tenha taxa de fluidez, densidade e limite de elasticidade comparáveis com o do projeto-tipo fabricado com tal material reciclado. Isso inclui, necessariamente, conhecimento do material da embalagem original que gerou o material reciclado, assim como dos conteúdos anteriores daquelas embalagens, se esses conteúdos forem capazes de reduzir a qualidade das novas embalagens produzidas a partir do material usado. Além disso, o programa de controle da qualidade do fabricante de embalagens, de acordo com o item 6.1.1.4, deve incluir a execução de um ensaio mecânico realizado no projeto-tipo, previsto no item 6.1.5, para embalagens produzidas em cada lote de material plástico reciclado. A execução do ensaio de empilhamento deve ser verificada através de um ensaio de compressão dinâmica apropriado em vez de ensaio de carga estática.

Nota: A Norma ISO 16103:2005 “Packaging – transport packages for dangerous goods – Recycles plastics materials”, fornece orientações adicionais sobre procedimentos a serem seguidos para aprovação do uso de materiais plásticos reciclados.

Motor de pilha de combustível – significa um dispositivo usado para acionar equipamento e que consiste de uma pilha de combustível e seu suprimento de combustível, seja ele integrado ou separado da pilha de combustível, e que inclua todos os acessórios necessários para o cumprimento de suas funções.

OACI – significa Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

24

OECD – significa Organization for Economic Cooperation and Development.

OMI – significa Organização Marítima Internacional (OMI).

ONU – significa Organização das Nações Unidas.

Organismo

de

inspeção

significa

um

organismo

acreditado pela autoridade competente.

independente

de

inspeção

e

ensaio

Pacotes de cilindros – significa um conjunto de cilindros unidos e interconectados por um tubo

coletor e transportados como uma unidade. A capacidade total (em água) não deverá exceder

3,0 m 3 (3.000 L), exceto no caso dos pacotes destinados ao transporte de gases da Subclasse

2.3, em cujo caso o limite deverá ser de 1,0 m 3 (1.000 L) de capacidade (em água).

Pressão de ensaio – significa a pressão que deverá ser exercida durante um ensaio de pressão

para a obtenção ou a renovação da aprovação.

Pressão de trabalho – significa a pressão estabilizada de um gás comprimido a uma

temperatura de referência de 15ºC em um recipiente sob pressão cheio.

Pressão estabilizada – significa a pressão alcançada pelo conteúdo de um recipiente sob

pressão em equilíbrio térmico e de difusão.

Produto Perigoso – significa produto que tenha potencial de causar dano ou apresentar risco à

saúde, segurança e meio ambiente, classificado conforme os critérios estabelecidos neste

Regulamentos e no Manual de Ensaios e Critérios publicado pela ONU.

Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes são preparações constituídas por

substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele,

25

sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas, mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado.

Razão de enchimento – significa a relação entre a massa de gás e a massa de água a 15°C

que encheria totalmente um recipiente sob pressão preparado para uso.

Recipientes – são vasos de contenção destinados a receber e conter substâncias ou artigos, incluindo quaisquer meios de fechamento.

Recipiente criogênico – significa um recipiente transportável e termicamente isolado destinado ao transporte de gases liquefeitos refrigerados, com uma capacidade (em água) não superior a 1,0 m 3 (1.000 L).

Recipiente criogênico aberto – significa um recipiente transportável e termicamente isolado destinado ao transporte de gases liquefeitos refrigerados mantidos a pressão atmosférica mediante ventilação contínua do gás liquefeito refrigerado.

Recipiente de resgate sob pressão – significa um recipiente sob pressão com capacidade (em água) não superior a 1,0 m 3 (1.000 L) no qual se colocam, para fins de transporte, recipientes sob pressão danificados, defeituosos, não conforme ou com vazamento, visando à recuperação, disposição ou descarte.

Recipientes internos – são recipientes que requerem uma embalagem externa para desempenharem sua função de contenção.

Recipiente sob pressão – é um termo coletivo que inclui cilindros, tubos, tambores sob pressão, recipientes criogênicos fechados, sistemas de armazenamento de hidretos metálicos, pacotes de cilindros e recipientes de resgate sobre pressão.

Redespacho – é a operação entre transportadores em que um prestador de serviço de

26

transporte (redespachante) contrata outro prestador de serviço de transporte (redespachado), com transferência do carregamento, para efetuar o transporte em parte do trajeto, gerando um novo Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga, sendo que o redespachante assume as responsabilidades de expedidor.

Remessa – é a movimentação específica de uma expedição entre uma origem e um destino.

Sacos – são embalagens flexíveis, feitas de papel, película de plástico, têxteis, material tecido ou outros materiais adequados.

Sistemas de armazenamento de hidretos metálicos – significa um sistema simples e completo de armazenamento de hidrogênio, incluindo um recipiente, hidreto metálico, dispositivo de alívio de pressão, válvula de desligamento, equipamento de serviço e componentes internos usados somente para o transporte de hidrogênio.

Sobreembalagem – é um invólucro utilizado por um único expedidor para abrigar um ou mais volumes, formando uma unidade, por conveniência de manuseio e estiva durante o transporte. São exemplos de sobreembalagens as embalagens que:

a) colocadas ou empilhadas numa prancha de carga (por exemplo, um palete), presas por correias, por envoltório corrugado ou elástico, ou por outros meios apropriados; ou

b) colocadas numa embalagem externa protetora (por exemplo, caixa, filme plástico ou engradado).

Sólidos – são produtos perigosos não-gasosos que não se enquadram na definição de líquidos contida nesta seção.

Subcontratação – é a operação entre transportadores em que um prestador de serviço de transporte (subcontratante) contrata outro prestador de serviço de transporte (subcontratado), na origem da prestação do serviço e antes de iniciar a expedição, para efetuar o transporte em todo o trajeto, gerando um novo Conhecimento de Transporte Rodoviário de Carga, assumindo

27

este as responsabilidades como transportador, permanecendo como expedidor aquele que preparou a expedição na origem.

Substância a temperatura elevada – significa uma substância que deve ser transportada ou apresentada para transporte:

- em estado líquido a uma temperatura de 100°C ou mais;

-

em

que é

intencionalmente aquecida a uma temperatura superior a seu ponto de fulgor; ou

estado líquido com

um

ponto

de fulgor de

mais de

60°C e

- em estado sólido e a uma temperatura igual ou superior a 240°C.

Tambores – são embalagens cilíndricas com extremidades planas ou convexas, feitas de metal, papelão, plástico, compensado ou outro material adequado. Esta definição inclui, também, embalagens com outros formatos (por exemplo, embalagens com gargalo afunilado ou embalagens em forma de balde). Barris de madeira e bombonas não se incluem nesta definição.

Tambor sob pressão – significa um recipiente sob pressão transportável soldado, com capacidade (em água) superior a 150 L e, no máximo 1,0 m 3 (1.000 L) (por exemplo, recipientes cilíndricos providos de aros de rodagem ou esferas sobre plataformas).

Tanque – significa tanque portátil (ver o item 6.7.2.1), incluindo contêiner-tanque, caminhão- tanque, vagão-tanque ou recipiente para conter sólidos, líquidos ou gases, tendo uma capacidade igual ou superior a 450 L, quando usado para transporte de gases como definido no item 2.2.1.1.

Tanque portátil:

a) para fins de transporte de substâncias da Classe 1 e das Classes 3 a 9, é um tanque portátil multimodal. Inclui uma carcaça com os equipamentos

28

estruturais

e

de

serviço

necessários

ao

transporte

de

substâncias

perigosas;

b) para fins de transporte de gases liquefeitos não-refrigerados da Classe 2, é um tanque multimodal com capacidade superior a 450 L. Inclui uma carcaça com os equipamentos estruturais e de serviço necessários ao transporte de gases; e

c) para fins de transporte de gases liquefeitos refrigerados, é um tanque isolado termicamente, com capacidade superior a 450 L, com os equipamentos estruturais e de serviço necessários ao transporte de gases liquefeitos refrigerados.

O tanque portátil deve ser carregado e descarregado sem necessidade de remoção de seu equipamento estrutural. Deve ter dispositivos estabilizadores externos à carcaça e poder ser içado quando cheio. Ele deve ser projetado primariamente para ser colocado em um veículo de transporte e ser equipado com correntes, armações ou acessórios que facilitem o manuseio mecânico. Caminhão-tanque, vagão-tanque, tanque não-metálico, cilindro de gás, recipiente grande e contentor intermediário para granéis (IBCs) não estão incluídos nesta definição.

Para fins de transporte, o tanque portátil é considerado como carga fracionada, exceto quando se enquadrar na definição de contêiner conforme estabelecido na "Convenção Internacional sobre Segurança de Contêineres" (CSC), de 1972, e suas alterações.

Temperatura crítica – significa temperatura acima da qual a substância não pode manter-se em

estado líquido.

Transportador – é qualquer pessoa, organização ou governo que efetua o transporte de produtos perigosos por qualquer modalidade de transporte. O termo inclui as empresas transportadoras, os transportadores autônomos e os de carga própria.

Tubo – significa um recipiente sob pressão, sem solda, transportável, com capacidade (em água) superior a 150 L, mas não superior a 3,0 m 3 (3.000 L).

29

Unidade Móvel de Bombeamento (UMB) – significa veículo rodoviário com tanque(s), bomba(s)

e respectivos acessórios, destinado ao transporte a granel de emulsão-base ao local de

emprego, para a sensibilização e o bombeamento de explosivo tipo emulsão, bem como à fabricação e aplicação de explosivo tipo ANFO no próprio local de emprego. Na UMB pode ser incluído compartimento de segurança para explosivos para segregação dos explosivos embalados. A UMB também é conhecida como "MEMU" (Mobile Explosives Manufacturing Unit).

Veículo – significa todo veículo rodoviário (veículo articulado inclusive, ou seja, uma combinação de trator e reboque ou semi-reboque) ou todo veículo ferroviário. Cada reboque ou semi-reboque deve ser considerado como um veículo separado.

Volumes – são o resultado completo da operação de embalagem, consistindo na embalagem com seu conteúdo, preparados para o transporte.

Exemplos esclarecedores de certos termos aqui definidos:

As explicações e exemplos a seguir destinam-se a deixar mais claro o uso de alguns dos termos definidos nesta seção.

As definições desta seção são coerentes com o uso dos termos ao longo deste Regulamento. Entretanto, alguns dos termos definidos são comumente utilizados de outra forma. Isso é particularmente evidente a respeito da expressão “recipiente interno”, que tem sido frequentemente usada para descrever as “partes internas” de uma embalagem combinada.

As “partes internas” de uma “embalagem combinada” são sempre denominadas “embalagens internas”, não “recipientes internos”. Uma garrafa de vidro é um exemplo de “embalagem interna”.

As “partes internas” de uma “embalagem composta” são normalmente denominadas “recipientes internos”. Por exemplo, a “parte interna” de uma embalagem

composta (material plástico) 6HA1 é um desses “recipientes internos”, pois, normalmente, não

é projetada para desempenhar função de contenção sem sua “embalagem externa“, não sendo, assim, uma “embalagem interna”.

30

1.2.2

Unidades de medida

1.2.2.1 As unidades de medida (a) a seguir são utilizadas neste Regulamento:

Medida de

 

Unidade SI (b)

Unidade alternativa aceitável

 

Relação entre Unidades

Comprimento

m

(metro)

 

-

 

-

Área

m

2 (metro quadrado)

 

-

 

-

Volume

m

3 (metro cúbico)

L

(litro)

1

L = 10 -3 m 3

Tempo

s

(segundo)

min (minuto)

1

min = 60 s

 

h

(hora)

1

h = 3.600 s

d

(dia)

1

d = 86.400 s

Massa

kg (quilograma)

g

(grama)

1

g = 10 -3 kg

t (tonelada)

1

t = 10 3 kg

Densidade de massa

kg/m 3

 

kg/L

1

kg/L = 10 3 kg/m 3

Temperatura

K

(Kelvin)

ºC (grau Celsius)

0

ºC = 273 15K

Diferença de temperatura

K

(Kelvin)

ºC (grau Celsius)

1

ºC = 1 K

Força

N

(Newton)

 

-

1

N = 1 kg.m/s 2

Pressão

Pa (Pascal)

 

bar

(bar)

1

bar = 10 5 Pa

 

1

Pa = 1 N/m 2

Tensão

 

N/m 2

N/mm 2

1

N/mm 2 = 1 MPa

Trabalho

J

(Joule)

kWh (quilowatt.hora)

1

kWh = 3 6 MJ

Energia

J

(Joule)

1

J = 1 N.m = 1 W.s

Quantidade de calor

J

(Joule)

 

eV

(elétron-volt)

1

eV = 0,1602 x 10 -18 J

Potência

W

(Watt)

 

-

1

W = 1 J/s = 1 N.m/s

Viscosidade cinemática

m

2 /s

 

mm

2 /s

1

mm 2 /s = 10 -6 m 2 /s

Viscosidade dinâmica

 

Pa.s

mPa.s

1

mPa.s = 10 -3 Pa.s

Atividade

Bq (bequerel)

 

-

 

-

Dose equivalente

Sv (sievert)

 

-

 

-

31

Notas referentes ao item 1.2.2.1:

(a) Para a conversão das unidades utilizadas aqui em unidades SI, aplicam-se os seguintes valores arredondados:

Força

1 kg = 9,807 N

1 N = 0,102 kg

Pressão

Tensão

1 kg/mm 2 = 9,807 N/mm 2

1 N/mm 2 = 0,102 kg/mm 2

1 = 1 N/m 2 = 10 -5 bar

Pa

= 1,02 x 10 -5 kg/cm 2

= 0,75 x 10 -2 torr

1 =10 5 Pa

bar

= 1,02 kg/cm 2

= 750 torr

1 = 9,807 x 10 4 Pa

kg/cm 2

= 0,9807 bar

= 736 torr

1 = 1,33 x 10 2 Pa

torr

= 1,33 x 10 -3 bar

= 1,36 x 10 -3 kg/cm 2

Energia, Trabalho, Quantidade de calor

1 J= 1 Nm

= 0,278 x 10 -6 k

= 0,102 kgm

= 0,239 x 10 -3 kcal

1 kWh

= 3,6 x 10 6 J

= 367 x 10 3 kgm

= 860 kcal

1 kgm

= 9,807 J

= 2,72 x 10 -6 kWh

= 2,34 x 10 -3 kcal

1 kcal

= 4,19 x 10 3 J

= 1,16

x 10 -3 kWh

=427kgm

 

32

Potência

Viscosidade cinemática

1 W

= 0,102 kgm/s

= 0,86 kcal/h

1 m 2 /s = 10 4 St (Stokes)

1 kgm/s

= 9,807 W

= 8,43 kcal/h

1 St = 10 -4 m 2 /s

1 kcal/h = 1,16 W

= 0,119 kgm/s

Viscosidade dinâmica

1 Pa.s

= 1 Ns/m 2

= 10 P (poise)

= 0,102 kgs/m 2

1 P

= 0,1 Pa.s

= 0,1 Ns/m 2

= 1,02 x 10 -2 kgs/m 2

kgs/m 2

1 = 9,807 Pa.s

= 9,807 Ns/m 2

= 98,07 P

(b) Sistema Internacional de Unidades (SI) é resultante de decisões tomadas na Conferência Geral de Pesos e Medidas (Endereço: Pavillon de Breteuil, Parc de St-Cloud, F-92 310 Sèvres).

Os múltiplos e submúltiplos decimais de uma unidade podem ser formados por prefixos ou símbolos, com os significados a seguir, colocados antes do nome ou símbolo da unidade:

Fator

Prefixo

Símbolo

1 000 000 000 000 000 000

=10 18

quintilhão

exa

E

1 000 000 000 000 000

= 10 15

quatrilhão

peta

P

1 000 000 000 000

= 10 12

trilhão

tera

T

1 000 000 000

= 10 9

bilhão

giga

G

1 000 000

= 10 6

milhão

mega

M

33

1 000

= 10 3

mil

quilo

100

= 10 2

cem

hecto

10

= 10 1

dez

deca

0,1

= 10 -1

décimo

deci

0,01

= 10 -2

centésimo

centi

0,001

= 10 -3

milésimo

mili

0,000 001

= 10 -6

milionésimo

micro

0,000 000 001

= 10 -9

bilionésimo

nano

0,000 000 000 001

= 10 -12

trilionésimo

pico

0,000 000 000 000 001

= 10 -15

quatrilionésimo

femto

0,000 000 000 000 000 001

= 10 -18

quintilionésimo

atto

k

h

da

d

c

m

µ

n

p

f

a

Nota: 10 9 = 1 bilhão corresponde ao uso das Nações Unidas em inglês. Por analogia,

segue-se que 10 -9 = 1 bilionésimo.

1.2.2.2 Exceto se disposto em contrário, sempre que for mencionada a massa de um

volume, o termo significa massa bruta. A massa de contêineres ou tanques utilizados no

transporte de produtos não é incluída na massa bruta.

1.2.2.3 Exceto se disposto em contrário, o sinal “%” representa:

a) no caso de misturas de sólidos ou de líquidos, e também no caso de soluções e sólidos umedecidos com um líquido: a massa percentual baseada na massa total da mistura, da solução ou do sólido umedecido;

b) no caso de misturas de gases comprimidos: quando envasado por pressão, a proporção do volume indicada como porcentagem do volume total da mistura gasosa, ou, quando envasado por massa, a proporção da massa indicada como porcentagem da massa total da mistura;

34

No caso de misturas de gases liquefeitos e gases dissolvidos sob pressão, a proporção da massa indicada como porcentagem da massa total da mistura.

1.2.2.4 Pressões de qualquer tipo relativas a recipientes (como pressão de ensaio,

pressão interna, pressão de abertura de válvula de segurança) são sempre indicadas em pressão manométrica (pressão acima da pressão atmosférica). Entretanto, a pressão de vapor

de substâncias é sempre expressa em pressão absoluta.

35

PARTE 2

CLASSIFICAÇÃO

36

CAPÍTULO 2.0

INTRODUÇÃO

2.0.0 Responsabilidades

A classificação de um produto considerado perigoso para o transporte deve ser feita pelo seu fabricante ou expedidor, orientado pelo fabricante, ou ainda, pela autoridade competente, quando aplicável, tomando como base as características físico-químicas do produto, alocando-o em uma das classes ou subclasses descritas nos capítulos 2.1 a 2.9 deste Regulamento.

2.0.1

Classes, Subclasses, Grupos de Embalagem

2.0.1.1

Definições

Substâncias (incluindo misturas e soluções) e artigos sujeitos a este Regulamento são alocados a uma das nove classes de acordo com o risco ou o mais sério dos riscos por eles apresentados. Algumas dessas classes são subdivididas em subclasses. Essas classes e subclasses são:

Classe 1: Explosivos:

– Subclasse 1.1:

– Subclasse 1.2:

Substâncias e artigos com risco de explosão em massa;

Substâncias e artigos com risco de projeção, mas sem risco de explosão em massa;

– Subclasse 1.3: Substâncias e artigos com risco de fogo e com pequeno risco de explosão ou de projeção, ou ambos, mas sem risco de explosão em massa;

– Subclasse 1.4:

– Subclasse 1.5:

Substâncias e artigos que não apresentam risco significativo;

Substâncias muito insensíveis, com risco de

37

– Subclasse 1.6:

explosão em massa;

Artigos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa.

Classe 2: Gases:

Classe 3:

– Subclasse 2.1:

– Subclasse 2.2:

– Subclasse 2.3:

Gases inflamáveis;

Gases não-inflamáveis, não-tóxicos;

Gases tóxicos.

Líquidos inflamáveis

Classe 4: Sólidos inflamáveis, substâncias sujeitas à combustão espontânea; e substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis:

– Subclasse 4.1:

– Subclasse 4.2:

– Subclasse 4.3:

Sólidos inflamáveis, substâncias autorreagentes e explosivos sólidos insensibilizados;

Substâncias sujeitas à combustão espontânea;

Substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis.

Classe 5: Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos:

– Subclasse 5.1:

– Subclasse 5.2:

Substâncias oxidantes;

Peróxidos orgânicos.

Classe 6: Substâncias tóxicas e substâncias infectantes:

– Subclasse 6.1:

– Subclasse 6.2:

Substâncias tóxicas;

Substâncias infectantes.

38

Classe 7: Material radioativo

Classe 8: Substâncias corrosivas

Classe 9: Substâncias e artigos perigosos diversos, incluindo substâncias que apresentem risco para o meio ambiente

A ordem numérica das classes e subclasses não corresponde ao grau de risco.

2.0.1.2 Muitas das substâncias alocadas às Classes 1 a 9 são consideradas perigosas

para o meio ambiente, ainda que não seja necessária uma rotulagem adicional.

2.0.1.2.1 Resíduos devem ser transportados de acordo com as exigências aplicáveis à

Classe apropriada, considerando-se seus riscos e os critérios no presente Regulamento.

Resíduos que não se enquadrem nos critérios aqui estabelecidos, mas que são abrangidos pela Convenção da Basileia (1) , podem ser transportados como pertencentes à Classe 9.

2.0.1.3 Para fins de embalagem, as substâncias que não pertencerem às Classes 1, 2

e 7, às Subclasses 5.2 e 6.2 e não forem substâncias autorreagentes da Subclasse 4.1 devem ser alocadas a um dos três Grupos de Embalagem, de acordo com o nível de risco que

apresentem:

– Grupo de Embalagem I

– Grupo de Embalagem II

– Substâncias que apresentam alto risco.

– Substâncias que apresentam médio risco.

– Grupo de Embalagem III – Substâncias que apresentam baixo risco.

O Grupo de Embalagem atribuído a uma substância encontra-se indicado na Coluna 6 da Relação de Produtos Perigosos no Capítulo 3.2.

Artigos não são alocados a grupos de embalagem. Para fins de embalagem, qualquer requisito de nível de desempenho específico está disposto na Instrução para Embalagem aplicável.

(1) Convenção da Basiléia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e sua Disposição Adequada (1989).

39

2.0.1.4

Os riscos apresentados pelos produtos perigosos são determinados como um

ou mais de um, dentre os representados pelas Classes 1 a 9 e Subclasses, e, se for o caso, com o nível de risco baseado nas exigências dos Capítulos 2.1 a 2.9.

2.0.1.5 Produtos perigosos que apresentam risco correspondente a uma única classe

ou subclasse são alocados à respectiva Classe ou Subclasse e têm seu nível de risco (Grupo de Embalagem) determinado, se for o caso. Quando um artigo ou substância estiver especificamente listado pelo nome na Relação de Produtos Perigosos, no Capítulo 3.2, sua classe ou subclasse, seu(s) risco(s) subsidiário(s) e, quando aplicável, seu(s) grupo(s) de embalagem(s) são obtidos naquela Relação.

2.0.1.6 Produtos perigosos que se enquadram nos critérios de definição de mais de

uma classe ou subclasse de risco, e que não se encontram listados pelo nome na Relação de Produtos Perigosos, são alocados a uma Classe ou Subclasse de risco(s) subsidiário(s) com base na precedência dos riscos, de acordo com o item 2.0.3.

2.0.2

Números ONU e nomes apropriados para embarque

2.0.2.1

Produtos perigosos são alocados a números ONU e a nomes apropriados para

embarque de acordo com sua classificação de risco e sua composição.

2.0.2.2 Os produtos perigosos comumente transportados estão listados na Relação de

Produtos Perigosos, no Capítulo 3.2. Quando um artigo ou substância estiver especificamente nominado, deve ser identificado no transporte pelo nome apropriado para embarque, ou seja, aquele constante na Relação de Produtos Perigosos. Tais substâncias podem conter impurezas (por exemplo, impurezas derivadas do processo de produção) ou aditivos para estabilização ou para outros propósitos, desde que não afetem sua classificação. Contudo, uma substância listada pelo nome contendo impurezas ou aditivos, para estabilização ou para outros propósitos que afetam sua classificação, deve ser considerada como uma mistura ou solução (ver o item 2.0.2.5). Para produtos perigosos não especificamente listados pelo nome, são fornecidas as designações “genéricas” ou “não-especificadas de outro modo - (N.E.)” (ver o item 2.0.2.7) para identificar o artigo ou a substância no transporte.

Cada entrada, na Relação de Produtos Perigosos, é caracterizada por um número ONU. Essa Relação contém, também, informações relevantes a cada entrada, como Classe de Risco, risco(s) subsidiário(s) (se houver), Grupo de Embalagem (quando alocado), requisitos para embalagens e tanques, etc.

40

As

entradas

da

exemplificadas a seguir:

Relação

de

Produtos

Perigosos

são

de

quatro

tipos,

a) entradas únicas para substâncias e artigos bem definidos;

Ex.: 1090

ACETONA

1194

NITRITO DE ETILA, SOLUÇÃO

b) entradas genéricas ou específicas para grupos bem definidos de substâncias ou artigos;

Ex.: 1133

ADESIVOS

1266

PERFUMARIA, PRODUTOS

2757

PESTICIDA À BASE DE CARBAMATOS, SÓLIDO, TÓXICO

3101

PERÓXIDO ORGÂNICO, TIPO B, LÍQUIDO

c) entradas específicas n.e., abrangendo um grupo de substâncias ou artigos de uma particular natureza química ou técnica; e

Ex.: 1477

NITRATOS INORGÂNICOS, N.E.

1987

ÁLCOOIS, N.E.

d) entradas gerais n.e., abrangendo um grupo de substâncias ou artigos que se enquadram nos critérios de uma ou mais classes ou subclasses.

Ex.: 1325

SÓLIDO INFLAMÁVEL, ORGÂNICO, N.E.

1993 LÍQUIDO INFLAMÁVEL, N.E.

2.0.2.3 Todas as substâncias autorreagentes da Subclasse 4.1 são alocadas a uma

das vinte entradas genéricas, de acordo com os princípios de classificação e o fluxograma

descritos no item 2.4.2.3.3 e na Figura 2.4.1.

2.0.2.4 Todos os peróxidos orgânicos da Subclasse 5.2 são alocados a uma das vinte

entradas genéricas, de acordo com os princípios de classificação e o fluxograma descritos no item 2.5.3.3 e na Figura 2.5.1.

2.0.2.5 Uma solução ou mistura, que atenda aos critérios de classificação deste

Regulamento, que contenha uma única substância predominante identificada pelo nome na Relação de Produtos Perigosos e uma ou mais substâncias não-sujeitas a este Regulamento ou traços de uma ou mais substâncias identificadas pelo nome na Relação de Produtos

41

Perigosos, deve receber o número ONU e o nome apropriado para embarque da substância perigosa predominante, exceto se:

a) a

Perigosos;

mistura

ou

solução

estiver

identificada

na

Relação

de

Produtos

b) o nome e a descrição da substância na Relação de Produtos Perigosos

indicar que se aplica somente à substância pura;

c) a classe ou subclasse de risco, risco subsidiário, grupo de embalagem ou

o estado físico da solução ou mistura forem diferentes daqueles da substância identificada na Relação de Produtos perigosos; ou

d) as características de risco e as propriedades da mistura ou da solução

necessitarem de medidas de atendimento a emergência diferentes daquelas requeridas pela substância identificada pelo nome na Relação de Produtos Perigosos.

Nesses casos, exceto o descrito em a), a mistura ou solução deve ser tratada como uma substância perigosa não especificamente listada pelo nome na Relação de Produtos Perigosos.

2.0.2.6 Para solução ou mistura cuja Classe de Risco, estado físico ou Grupo de

Embalagem sejam diferentes daqueles da substância listada, deve-se adotar a entrada “N.E.” apropriada, incluindo as disposições referentes à embalagem e rotulagem.

2.0.2.7 Uma solução ou mistura, contendo uma ou mais substâncias identificadas pelo

nome neste Regulamento ou classificada sob uma entrada “N.E.”, não estará sujeita a este Regulamento se as características de risco da mistura ou solução forem tais que não atendam aos critérios (critérios da experiência humana inclusive) de nenhuma Classe.

2.0.2.8 Substâncias ou artigos que não estejam especificamente listados pelo nome na

Relação de Produtos Perigosos devem ser classificados e alocados a uma entrada “genérica” ou “não-especificada de outro modo” (N.E.). A substância ou artigos são classificados de acordo com as definições de Classe e critérios de ensaio desta Parte, e estes devem ser classificados e alocados na entrada “N.E” ou "genérica" da Relação de Produtos Perigosos que descreva a substância ou artigo mais apropriadamente (2) . Isto significa que uma substância só deve ser alocada a uma entrada do tipo c), definida no item 2.0.2.2, se não puder ser incluída

(2)

Consultar também a “Relação de Nomes Apropriados para Embarque Genéricos ou N.E.”, no Apêndice A.

42

numa entrada do tipo b), e a uma entrada do tipo d), se não puder ser alocada a uma entrada do tipo b) ou c).

2.0.2.9 Uma solução ou mistura que atenda aos critérios de classificação deste

Regulamento que não esteja identificada pelo nome na Relação de Produtos Perigosos e seja composta de dois ou mais produtos perigosos deve ser alocada à entrada que possua o nome apropriado para embarque, descrição, classe ou subclasse de risco, risco subsidiário e grupo de embalagem que mais precisamente descreva a solução ou mistura.

2.0.2.10 Resíduos, para fins de transporte, são substâncias, soluções, misturas ou

artigos que contêm ou estão contaminados por um ou mais produtos sujeitos às disposições deste Regulamento, para os quais não seja prevista utilização direta, mas que são transportados para fins de descarte, incineração ou qualquer outro processo de disposição final.

2.0.2.10.1 Um resíduo que contenha um único componente considerado produto perigoso,

ou dois ou mais componentes que se enquadrem numa mesma classe ou subclasse, deve ser classificado de acordo com os critérios aplicáveis à Classe ou Subclasse correspondente ao componente ou componentes perigosos. Se houver componentes pertencentes a duas ou mais classes ou subclasses, a classificação do resíduo deve levar em conta a ordem de precedência aplicável a substâncias perigosas com riscos múltiplos, estabelecida no item 2.0.3, a seguir.

2.0.3

Precedência das características de risco

2.0.3.1

A Tabela a seguir deve ser usada para determinar a classe de uma substância,

mistura ou solução que apresente mais de um risco, quando não listada na Relação de Produtos Perigosos, no Capítulo 3.2. Para produtos com riscos múltiplos que não se encontrem especificamente listados na Relação de Produtos Perigosos, o Grupo de Embalagem mais restritivo, dentre os indicados para os respectivos riscos, tem precedência sobre os demais Grupos de Embalagem, independentemente da precedência dos riscos apresentada neste capítulo. A precedência das características de risco das Classes a seguir não foi incluída na Tabela de Precedência de Riscos no item 2.0.3.3, uma vez que essas características primárias têm sempre preferência:

a) substâncias e artigos da Classe 1;

b) gases da Classe 2;

43

c)

explosivos líquidos insensibilizados da Classe 3;

 

d)

substâncias

autorreagentes

e

explosivos

sólidos

insensibilizados

da

Subclasse 4.1;

e) substâncias pirofóricas da Subclasse 4.2;

f) substâncias da Subclasse 5.2;

g) substâncias da Subclasse 6.1, do Grupo de Embalagem I, que apresentam

toxicidade à inalação (3) ;

h) substâncias da Subclasse 6.2;

i) material da Classe 7.

2.0.3.2 Exceto materiais radioativos em volumes exceptivos (caso em que as outras

propriedades perigosas têm precedência), materiais radioativos que tenham outras propriedades perigosas, devem ser sempre enquadrados na Classe 7 e ter seus riscos subsidiários identificados. Para materiais radioativos em volumes exceptivos, exceto para o número ONU 3507, aplica-se a Provisão Especial 290, descrita no Capítulo 3.3.

(3) Exceto substâncias e preparações que atendam os critérios da Classe 8, que apresentem toxicidade à inalação de pós e neblinas (CL 50 ) na faixa do Grupo de Embalagem I, mas cuja toxicidade à ingestão oral ou contato dérmico está situada na faixa do Grupo de Embalagem III, ou abaixo desta faixa, que devem ser alocadas na Classe 8.

44

2.0.3.3

Precedência de Riscos

Classe ou Subclasse de Risco

4.2

4.3

 

5.1

 

6.1

 

8

 

Grupo

   

I

II

III

I

I

II

III

I

I

II

II

III

III

de

(Pele)

(Oral)

(Líquido)

(Sólido)

(Líquido)