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UNIVERSIDADE DE UBERABA 

Série Tecnologias 

´
Engenharia Eletrica 
Etapa IV ­ Volume 1 

Organização 
Adriana Rodrigues 
Raul Sérgio Reis Rezende 

Uberaba ­ MG 
2009 
SérieTecnologias  Engenharia Elétrica ­ Etapa IV ­ Volume 1 
© 2009 by Universidade de Uberaba 
Todos os direitos de publicação e reprodução, em parte ou no todo, reservados para a Universidade 
de Uberaba. 

Reitor 
Marcelo Palmério 

Pró­Reitora de Ensino Superior 
Inara Barbosa Pena Elias 

Produção e Supervisão 
EAD ­ Produção 
Coordenação 
Jair Alves de Oliveira 
Organização 
Adriana Rodrigues 
Raul Sérgio Reis Rezende 
Tratamento Didático­pedagógico 
Isabel Cunha 
Faraídes Maria Sisconeto de Freitas 
Marco Antônio Escobar 
Valeska Guimarães Rezende da Cunha 

Revisão Textual 
Newton Gonçalves Garcia 
Stela Maria Queiroz Dias 
Diagramação 
José Roberto Rodrigues Junior 
Pedro Henrique Leopoldino de Oliveira 
Ilustração 
Rodrigo de Melo Rodovalho 
Produção e impressão gráfi ca 
Gráfi ca Universitária ­ Universidade de Uberaba 
Publi Editora e Gráfi ca 

Layout 
Ney Braga

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
Universidade de Uberaba 
U3e  Engenharia Elétrica / Universidade de Uberaba; organização 
[de] Adriana Rodrigues, Raul Sérgio Reis Rezende. ­­ Uberaba: 
Universidade de Uberaba, 2009 
112 p. – (Série Tecnologias; etapa IV, v.1) 

Produção e supervisão: Programa Educação a Distância  ­ Universidade de 
Uberaba 

ISBN 

1. Engenharia Elétrica 2. Educação a distância 3. Eletricidade 4. 
Ensino Superior 5. Tecnologia. I. Rodrigues, Adriana; Rezende, Raul 
Sérgio Reis. II. Universidade de Uberaba. Programa de Educação a 
Distância. III. Título. IV. Série. 

CDD= 621.3 
AUTORES 

Florisvaldo Cardozo Bomfi m Junior 
Bacharel  em  Engenharia  da  Computação  e  Engenharia  Elétrica,  com 
ênfase em Automação Industrial, pela Universidade de Uberaba. Formação 
em diferentes cursos na área de tecnológica e industrial. Professor nos 
cursos da área de tecnologia na Universidade de Uberaba. 

José Ricardo Gonçalves Manzan 
Licenciado  em  Matemática  pela  Universidade  de  Uberaba.  Pós­ 
graduando  em  Matemática  e  Estatística  pela  Universidade  Federal  de 
Lavras.  Preceptor  do  curso  de  Licenciatura  Plena  em  Matemática  pela 
Universidade de Uberaba desde março de 2006. Professor nos cursos de 
Matemática, Química e Ciências Biológicas do Instituto de Formação de 
Educadores da Universidade de Uberaba. 

Virgílio de Melo Langoni 
Mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade de Uberlândia – 2004. 
Graduado  em  Engenharia  Elétrica  pela  Universidade  de  Uberlândia  – 
2001.  É  docente  na  Universidade  de  Uberaba  com ênfase  em  circuitos 
elétricos, magnéticos e eletrônicos.
SUMÁRIO 

Apresentação  07 

Componente Curricular: Estudos Lógico­matemáticos  09 

Roteiro de Estudo 1 
Equações diferenciais no contexto das ciências e das 
engenharias  11 

Componente Curricular: Eletrecidade Aplicada e 
Equipamentos Eletroeletrônicos  49 

Roteiro de Estudo 1 
Elementos de circuitos  51 

Roteiro de Estudo 2 
Associação de elementos de circuitos  67 

Roteiro de Estudo 3 
Materiais condutores, materiais isolantes e proteção  81 

Referencial de respostas  103
APRESENTAÇÃO 

Caro(a) aluno(a) 

Você  está  recebendo  o  volume  1,  da  etapa  IV,  do  Curso  de 
Graduação em Engenharia Elétrica, na modalidade de Educação a 
Distância, da Universidade de Uberaba. 

Em  continuidade  ao  nosso  trabalho,  apresentamos,  neste 


volume,  dois  componentes  curriculares  Eletricidade  Aplicada 
e  Equipamentos  Eletroeletrônicos  e  Estudos  Lógico­ 
matemáticos. 

No  primeiro  componente,  teremos  três  roteiros  de  estudos 


intitulados  Elementos  de circuitos,  Associação de elementos de circuitos  e 
Materiais  condutores, materiais  isolantes  e  proteção.    Nos  dois  primeiros, 
você  estudará    as  características  básicas  dos  circuitos  elétricos, 
tais como curvas características e equações que relacionam tensão 
e corrente a esses componentes, assim como as associações de 
elementos  de circuitos e suas  características. No terceiro roteiro, 
você  aprenderá  conceitos  sobre  materiais  condutores,  isolantes, 
manoplas e  proteção  de  condutores  e humana. Estes  conteúdos 
são fundamentais para a prática do engenheiro elétrico nas áreas 
de instalações residenciais e industriais. 

No  segundo  componente,  daremos  continuidade  aos  estudos  do 


cálculo diferencial e integral  por meio do roteiro Equações diferenciais 
no contexto das ciências e das engenharias. Esperamos que você aprenda a 
interpretar e resolver as equações diferenciais mais básicas, assim 
como interpretar e solucionar algumas situações mais comuns em 
que elas se aplicam. 

Estamos certos de seu sucesso em mais essa fase da sua formação 
profi ssional.  Lembre­se  de  que  os  bons  resultados  dependem, 
também, de seu esforço. 

Bons estudos! 

Equipe pedagógica do curso de Engenharia Elétrica.

Etapa IV ­ Volume 1  7 
COMPONENTE CURRICULAR 
Estudos Lógico­matemáticos
Roteiro de Estudo 1 

Equações diferenciais  no  contexto das ciências 


e das engenharias  
José Ricardo Gonçalves Manzan 

Objetivos

Ao fi nal deste Roteiro de estudo, você deverá ser capaz de: 

•  reconhecer uma equação diferencial e classifi cá­la quanto à 
sua ordem; 
•  resolver  equações  diferenciais  de  primeira  ordem  por  meio 
dos  métodos  dos  fatores  integrantes,  de  separação  de 
variáveis e pelo método de Euler; 
•  desenvolver  soluções  para  equações  diferenciais  lineares 
de  segunda  ordem  homogêneas  por  meio  do  método  da 
equação auxiliar; 
•  solucionar equações diferenciais lineares de segunda ordem 
não­homogêneas por meio dos métodos da determinação de 
coefi cientes e da variação dos parâmetros; 
• interpretar  e  estabelecer  soluções  para  problemas 
relacionados  ao  campo  das  ciências  e  engenharias  que 
requerem o uso das equações diferenciais. 

Prezado(a) aluno(a), 

Desde  o  início do  curso,  você  estabelece  um  contato direto  com 


o  Cálculo  Diferencial  e  Integral  e  pode  visualizar,  especialmente 
no  estudo  das  derivadas  e  das  integrais,  o  potencial  que  este 
instrumento matemático tem, não só no contexto das engenharias, 
mas,  também  no  das  várias  ciências.  Neste  roteiro,  iremos 
apresentar outra ferramenta do cálculo extremamente importante na 
prática do engenheiro pelo fato de ser aplicável a muitos problemas 
que envolvem o conhecimento científi co e tecnológico. 

Logicamente,  não  será  possível,  em  apenas  um  roteiro,  esgotar 


todas as possibilidades de aplicações deste instrumental e isso seria 
ainda impossível em um livro ou mesmo em um curso específi co para 
o tema “equações diferenciais”. O importante, para o momento, é 
que você saiba interpretar e resolver as equações diferenciais mais 
básicas, bem como interpretar e solucionar algumas situações mais 
comuns  em  que  elas  se  aplicam.  Posteriormente,  em  disciplinas 
específi cas  para  a  sua  modalidade  de  engenharia,  este  assunto 
será retomado com o enfoque devido. 

Para a aprendizagem do tema aqui abordado, será essencial que 
você  tenha  conhecimentos  básicos  de  derivadas  e  integrais  que 
já  foram  trabalhados  em  etapas  anteriores,  pois  o  estudo  das 
equações diferenciais é extremamente ligado a estes dois itens do 
cálculo diferencial e integral. Quero enfatizar a importância se de 
buscar o apoio nas leituras recomendadas, pois o roteiro é 

Etapa IV ­ Volume 1  11 
apenas um elemento norteador para a aprendizagem, visto que ela 
só será realmente signifi cativa com o apoio dos livros que abordam 
o assunto. 

Para seu conhecimento, a leitura obrigatória é o livro “Cálculo” do 
autor James Stewart, volume 2, 5ª edição – Cengale Learning. 

1.  EQUAÇÕES  DIFERENCIAIS:  SIGNIFICADO  E 


CONCEITOS BÁSICOS 
Na primeira etapa do curso, vimos que as notações 

servem para representar derivadas. Vimos também que, dada uma 

função  , então: 

ou 

Veja que  e a expressão  pode ser 

reescrita como  . 

Naquela  ocasião,  tínhamos  uma  função  e  o  nosso  problema 

consistia em encontrar a sua derivada. Agora o nosso problema é: 

dada uma equação da forma  , queremos descobrir quem 

é a função “y” que satisfaz a igualdade dada. Voltando ao exemplo 

acima,  dada  uma  função  ,  queremos  encontrar  a 

função “y” e sabemos que a função solução  para essa equação, 

é a função  .  Esse é um exemplo de equação diferencial. 

Uma  equação  diferencial  envolve  uma  função  desconhecida  e 

uma ou mais de suas derivadas. A solução dessa equação é uma 

função,  ou  como  poderemos  constatar  no  decorrer  deste  roteiro, 

uma família de funções. 
Uma defi nição formal de equação diferencial é a sugerida por Zill;
12  Engenharia Elétrica 
Culen  (2001,  p.  2),  “uma  equação  que  contém  as  derivadas  ou 
diferenciais  de  uma  ou  mais  variáveis  dependentes,  em  relação 
a uma ou mais variáveis independentes, é chamada de equação 
diferencial (ED).” 

Uma equação diferencial que contém somente derivadas ordinárias 
de uma ou mais variáveis dependentes, em relação a uma única 
variável dependente, é chamada de equação diferencial ordinária 
(EDO). São exemplos de EDOs: 

(1) 

(2) 

(3) 

Equações  diferenciais  que  envolvem  derivadas  parciais  de 


uma  ou  mais  variáveis,  dependentes  de  duas  ou  mais  variáveis 
independentes, é chamada de equação diferencial parcial (EDP). 
São exemplos de EDPs: 

(4) 

(5) 

(6) 

Neste roteiro, abordaremos apenas as Equações Diferenciais 
Ordinárias (EDO). 

A ordem da derivada de maior ordem em uma equação diferencial 
é, por defi nição, a ordem da equação. As equações (1), (2), (4) e 
(5) são exemplos de equações de primeira ordem. Já as equações 
(3) e (6) são equações de segunda ordem. 

Atividade 1 
Associe  cada  equação  diferencial  à  sua  família  de  soluções  e 
classifi que cada uma delas quanto à ordem. Sugestão: Derive cada 
uma das funções sugeridas para a associação e compare com as 
equações diferenciais. 

a)  ______________      (i) 

b)  _____________      (ii)

Etapa IV ­ Volume 1  13 
c)  _____________      (iii) 

d)  _____________      (iv) 

2.  EQUA ÇÕES  L INEA RES  ORDINÁ RIA S  DE 


PRIMEIRA ORDEM 

A ­ Solução pelo método dos fatores integrantes 

Algumas  equações  diferenciais  de  primeira  ordem  podem  ser 

resolvidas simplesmente com uma integral. É o caso da equação 

, onde  . Contudo, nem sempre é possível, 

resolver uma equação diferencial desta forma. Para alguns casos, 

utilizamos o método dos fatores integrantes, que especifi camente 

Na solução de  falando,  é  empregado  para  as  equações  diferenciais  lineares 


equações diferenciais 
as funções p(x) e q(x) 
devem ser contínuas 
de suas respectivas  cuja forma é expressa por 
variáveis no intervalo 
dado para a solução. 
Com equações desta forma, temos as seguintes classifi cações: 

onde:  e 

onde:  e 

onde:  e 

O método dos fatores integrantes, é dado por: 

1º) Cálculo do fator integrante:

14  Engenharia Elétrica 
Considere a constante c, devida à integração  como 0. 

2º) Multiplique ambos os membros da equação original por  e 
fazendo o processo inverso da propriedade da derivada de um 
produto, deixe a equação na forma: 

Seja  a  função  .  Nela  temos  que  a  derivada  é 

dada por 

3º) Integre ambos os lados da equação obtida no 2º passo e encontre 
a função  y. Não se esqueça da constante de integração, pois 
você irá obter não uma solução, mas uma classe de soluções 
para a equação em estudo. 

Exemplo 1 
Determine a solução para a equação  . 

Solução: 

1º)  Inicialmente  organizamos  a  equação  diferencial  na  forma 

e  identifi camos  as  funções  e 

. Calculamos  por meio da fórmula: 

2º) Multiplicando ambos os membros da equação reorganizada por 

, temos 

e fi nalmente chegamos à equação:

Etapa IV ­ Volume 1  15 
Perceba que, derivando a expressão  ,chegamos em: 

em que  . 

3º) Integramos ambos os membros da equação e encontramos a 
função y. 

Assim  a  solução  dessa  equação  é  a  função  . 


Podemos constatar a veracidade da resposta, derivando a função 
encontrada e substituindo na equação original. Veja: 

Se  então 

Ao substituirmos na equação dada no problema, chegamos a: 

Perceba que a constante C, na solução da equação, representa as 
infi nitas possibilidades de solução para a equação dada. A seguir, 
O software WINPLOT é  plotamos um gráfi co por meio do software Winplot com algumas 
de uso livre e pode ser  das  funções  pertencentes  à  família  de  soluções  encontradas,  a 
baixado pela internet 
por meio do site <http://  saber, com o parâmetro C variando de ­4 a 4 com 8 passos. 
www.edumatec.mat. 
ufrgs.br/>. Com ele, é 
possível plotar gráfi cos 
de diversas funções de 
uma de várias variáveis 
reais. Não é preciso 
ter muitas habilidades 
com o computador para 
utilizar essa ferramenta 
computacional. 
Contudo ele é 
limitado em alguns 
pontos, e para tanto 
outros softwares são 
recomendados como o 
SCILAB, MATLAB ou o 
MAPLE.

Figura 1: gráfi co da função 

16  Engenharia Elétrica 
Quando  é  solicitada  a  solução  de  uma  equação  diferencial, 
consideramos todas as soluções possíveis e a constante C obtida 
no  processo  de  integração é quem faz  essa representação.   Por 
outro  lado,  alguns problemas, estabelecem condições de  valores 
específi cos,  tornando  a  solução  de  uma  equação  diferencial 
própria  para  um  valor  de  C.  Em  situações  como  esta,  utilizamos 
a condição estabelecida para determinar o valor de C. Problemas 
dessa natureza são denominados por Problemas de Valor Inicial 
(PVI). 

Em  relação  aos  Problemas  de  Valor  Inicial  (PVI),  dada  uma  equação 
diferencial qualquer e um valor da variável independente implicando em 
um  valor  da  variável  dependente  ,  temos  um  problema  de 
valor inicial onde  é denominada de condição inicial. 

Exemplo 2 

Determine  a  solução  da  equação  diferencial  que 


satisfaça à condição inicial  . 

Solução: 
1º)  Podemos  perceber  que  a  equação  não  está 

na  forma  ,  mas  esse  pequeno  impasse 

é  resolvido,  dividindo  ambos  os  membros  da  equação  por  x, 

o  que  nos  leva  à  equação  equivalente  ,  em  que 

e  . Determinando  o  fator  integrante, chegamos 

a  . 

Aplicamos aqui a propriedade dos logaritmos em que  . 
De fato,  é o logaritmo em base natural e que pode ser escrito 
de forma equivalente  como  . Assim  . 

2º)  Multiplicando  ambos  os  membros  da  equação  em  questão, 

chegamos  a  o  que  nos  leva  à  equação 

Etapa IV ­ Volume 1  17 
3º)  Integrando  ambos  os  membros,  chegamos  à  expressão 

Como foi dada a condição inicial em que  , temos que: 

Relembrando os conceitos básicos  de função, se  , 
temos que para x = 1 o valor de y é igual a 2. 

Assim, a equação requerida pelo problema é: 

ou de forma equivalente  . 

Faça a derivada dessa função e confi rme a veracidade da solução 
do problema. 

Atividade 2 
Resolva  as  equações  diferenciais  a  seguir  e  encontre  a  solução 
para as condições iniciais dadas: 

a)  , 

b)  , 

c)  , 

B ­ Método da separação de variáveis para equações de 
primeira ordem não­lineares 
Antes de apresentar o método da separação de variáveis, é preciso 
que se saiba que não existe um método geral para a solução de 
equações diferenciais de primeira ordem não­lineares. O método da 
separação de variáveis é uma possibilidade de resolução. Quando 
não  é  possível  resolver  uma  equação  por  métodos  algébricos, 
utilizamos o método de Euler que será abordado posteriormente. 

Se uma função é da forma  , podemos reescrevê­la 
como  .  Por  esse  motivo,  denominamos  método 
da separação de variáveis ou dizemos que as equações dadas 
na  segunda  forma  apresentada  são  equações  de  primeira 
ordem separáveis. O processo de resolução segue por meio da

18  Engenharia Elétrica 
integração de ambos os membros da igualdade correspondentes a 
cada variável em específi co, em que 

que resulta em: 

Na resolução anterior, suponha que h(y) e g(x) sejam contínuas de 
suas respectivas variáveis. 

Como  e  são as integrais das funções  e  , 
a validade da solução pode ser deduzida pela derivação da última 
equação, em que: 

Em resumo, o método da separação de variáveis pode ser executado 
da seguinte forma: 

1º)  Separe  as  variáveis  deixando  a  equação  original  na  forma 


2º) Integre ambos os membros da equação, conforme a indicação 
de cada operador diferencial. 

3º)  Finalmente  interpretamos  que  a  equação 


defi ne uma família de soluções dadas na forma implícita. 

Exemplo 3
Resolva a  equação diferencial  que satisfaça  à  condição 
inicial  . 

Solução: 
1º) Organizamos a equação em 

2º) Integrando o primeiro membro em relação a y e o segundo em 
relação a x, temos: 

Etapa IV ­ Volume 1  19 
3º) Como a condição inicial é dada por  , temos que 

Assim a equação procurada é 

Atividade 3 
Resolva a integral por separação de variáveis e encontre a solução 
específi ca para sua condição inicial. 

a)  , 

b)  , 

c)  , 

Algumas aplicações 
As  equações  diferenciais  se  aplicam  a  diversas  situações  no 
âmbito  das  ciências  e  também  das  engenharias.  Quando  uma 
situação é modelada de forma a considerar as razões de variação 
e  cujo  objetivo  seja  o  de  encontrar  uma  função  que  forneça 
informações  de  interesse,  estaremos  lidando  com  equações 
diferenciais.  Obviamente  não  será  possível  contemplar  todas  as 
aplicações neste roteiro. Entretanto as aplicações aqui abordadas 
são  sufi cientes  para  que  você  amplie  seus  conhecimentos  em 
disciplinas  específi cas  ao  seu  curso.    Primeiramente,  veremos 
a  aplicação  em  um  circuito  elétrico,  em  problemas  de  mistura  e 
fi nalmente em resfriamento. 

Aplicação 1: Circuito elétrico 

A fi gura a seguir representa um circuito elétrico em série RL básico, 
que contém uma fonte de energia com uma voltagem dependente do 
tempo de V(t) volts (V), um resistor com uma resistência constante 
de  R  ohms (Ω)  e  um indutor  com uma  indutância  constante  de  L 
henrys  (H).  Se  você  não  entende  nada  sobre  circuitos  elétricos, 
não se preocupe! A teoria da eletricidade afi rma que uma corrente 
I(t) amperes (A) fl ui através do circuito onde I(t) satisfaz à equação 
diferencial

20  Engenharia Elétrica 
Vamos determinar I(t) se R  = 6 Ω, L  = 3 H, V  for a constante 24V e 
I(0) = 15A 

Solução: 
Substituindo os valores de L, R  e V, temos a equação diferencial 

Dividindo todos os termos por 3, obtemos a nova equação: 

Obtendo a constante de integração, chegamos a: 

Dando sequência à resolução, temos: 

Como a condição inicial, implica em I(0) = 15A, então temos que: 

Assim  a  função  corrente  elétrica  específi ca  para  o  problema  de 


valor é 

Ainda observando o modelo determinado para a corrente do circuito 
elétrico,  percebemos  que  se  o  tempo  aumentar  indefi nidamente, 
ou seja, o tempo tendendo a infi nito, a corrente tenderá ao valor de 
4 amperes. Isto pode ser confi rmado facilmente através do limite.

Etapa IV ­ Volume 1  21 
Aplicação 2: Problemas de mistura 

Suponha que no instante t = 0, um tanque contenha 7 kg de poluentes 
dissolvidos em 350 litros de água. Nesse mesmo instante o tanque 
recebe água contendo 50 gramas de poluentes por litro a uma taxa 
de  12  litros  por  minuto.  Considere  ainda  que  exista  uma  válvula 
de escape, na qual a solução misturada deixa o tanque à mesma 
taxa  com  que  a  água  poluída  é  adicionada.  Vamos  encontrar  a 
quantidade de poluentes no tanque após 8 minutos. (Figura 2). 

Figura 2 – Tanque de poluentes 

Solução: 

Consideremos y(t) como a função que representa a quantidade de 
poluentes (em gramas) após t minutos. Sabemos que y(0) = 7 kg = 

7000 g e queremos encontrar y(8). Essa solução será determinada 
por  meio  da  equação  diferencial  cuja  solução  seja  a  função  y(t). 
Desta forma  representa a taxa segundo a qual a quantidade 

de poluentes no tanque está variando com o tempo, em que: 

taxa de entrada = 

Como o volume de água que entra no tanque é o mesmo volume 
que  sai,  então  podemos  observar  que  o  volume  do  tanque  será 
sempre de 350  . Assim,  a razão de saída para as y(t) gramas de 
poluente no tanque será: 

taxa de saída = 

Consequentemente  será dado por:

22  Engenharia Elétrica 
Resolvendo essa equação diferencial, temos: 

Dando sequência à resolução, temos: 

Como em y(0) = 7000g, temos que: 

Assim a função que nos informará a quantidade de poluentes em 

função do tempo t é a função 

Finalmente em t = 8 min a quantidade de poluentes no tanque será 
de: 

Aplicação 3: Resfriamento 

Nessa  aplicação,  precisamos  da  lei  do  resfriamento  de  Newton 


em  que  a  taxa  e  mudança  de  temperatura  T(t)  de  um  corpo  em 
resfriamento  é  diretamente  proporcional  à  diferença  entre  a 
temperatura  do  corpo  e  a  temperatura  constante  do  meio 
ambiente, isto é, 

onde k é uma constante de proporcionalidade. 

Suponha que uma barra de ferro tenha sido aquecida em um forno 
e retirada dele a uma temperatura de 90ºC. Três minutos depois, 
sua temperatura é de 45ºC. Quanto tempo levará para a
Etapa IV ­ Volume 1  23 
sua temperatura chegar aos 26ºC, se a temperatura do ambiente 
em que ele está é de exatamente 23ºC? 

Solução: 

Temos que  . Assim deveremos resolver o problema de 
valor inicial: 

Estamos  diante  de  uma  equação  diferencial  separável  que  pode 


ser resolvida da seguinte forma: 

Integrando  ambos  os  membros  da  equação, 

fi caremos com: 

Perceba  que  é  um  valor  constante  e  podemos  denominá­lo 


como outra constante  . 

Como  isso decorre em: 

Montando  a  expressão  da  temperatura  em  função  do  tempo, 


temos: 

Da relação  encontramos: 

Finalmente:  e

24  Engenharia Elétrica 
Atividade 4 
Considere  um  circuito  elétrico  como  o  que  foi  mostrado 
anteriormente. 

Determine I(t), I(2) e I(10) se R  = 33 Ω, L  = 11 H, V  for a constante 


44V e I(0) = 12A 

Atividade 5 
Uma xícara de café é colocada num ambiente no qual a temperatura 
é de 18ºC. No momento em que a xícara é colocada na mesa (t = 
0),  a  temperatura  do  café  é  de  67ºC.  Depois  de  40  segundos  a 
temperatura do café passa aos 42ºC. Calcule quanto tempo será 
necessário para que o café chegue a temperatura de 2º acima da 
temperatura ambiente. 

Atividade 6 
Um  tanque  tem  capacidade  de  armazenamento  de  800  litros. 
Considere  que  a  partir  de  um  dado  instante,  o  tanque  contenha 
30 gramas de sal dissolvidos em 400 litros de água e que comece 
a receber 20 litros de água pura por minuto. Ainda nesse mesmo 
instante a solução do tanque é drenada a uma taxa de 10 litros por 
minuto. Determine a quantidade de sal no tanque quando o nível 
da solução estiver a ponto de transbordar. 

3.  CAMPOS  DE  DIREÇÕES  E  O  MÉTODO  DE 


EULER 
O  método  de  Euler  trabalha  com  aproximações  numéricas.  Para 
motivar o método, vamos recordar a defi nição de derivada vista na 
Etapa I. A derivada de uma função de um ponto dado corresponde 
à inclinação da reta tangente à aquele ponto.

Etapa IV ­ Volume 1  25 
Figura 3: Gráfi co das funções  e 

Na fi gura 3, apresentada anteriormente, temos o gráfi co da função 
Inclinação tem o 
mesmo signifi cado que 
coefi ciente angular.  e  de  uma  de  suas  tangentes,  no  caso  particular 
O ângulo  que a 
tangente forma com  tangente  y  =  3  que  tem  inclinação  0.  Se  fi zermos  a  derivada  da 
o eixo das abscissas 
produz um valor m  curva y, teremos  e da derivada decorre que a inclinação 
que denominamos de 
coefi ciente angular  da tangente em x  = 0 é dada por  . 
onde  . 

O exemplo disposto acima mostra uma das tangentes à curva, mas 
é importante observar que, em cada ponto dela, passa uma tangente 
e, portanto elas são infi nitas. Também lembramos que a solução de 
uma  equação diferencial constitui uma  função  ou uma  família de 
funções,  em  que  todas  elas  possuem  suas  devidas  inclinações. 
Se imaginarmos a família de soluções de uma equação diferencial 
com as inclinações de todas essas curvas, podemos estabelecer 
uma relação interessante para as soluções aproximadas. Daí surge 
o  conceito  de Campo  de  Direções.  O  campo  de  direções  é  um 
conjunto de pequenos segmentos que representam hipoteticamente 
as inclinações de todas as possíveis curvas de soluções de uma 
equação diferencial. 

Considere a equação diferencial  . 

Se entendermos essa equação como uma função de duas variáveis 

denotada  genericamente  por  ,  teremos  a  cada  par 

ordenado  do  plano  cartesiano,  um  valor  numérico  que  indica  a 

inclinação  da tangente de  uma  possível  solução  para a  equação 

diferencial.

26  Engenharia Elétrica 
Na  Figura  4,  a  seguir,  temos  a  representação  de  um  campo  de 

direções  para  a  equação  ,  na  qual  foram  utilizadas  5 

colunas.  Por  exemplo,  substituindo  os  valores  de  (x,y)  do  par 

ordenado  (0,2)  na  equação  diferencial,  produzimos  a  inclinação 

.  Perceba  que  no  ponto  (0,2),  um  segmento 

indica  uma  inclinação  decrescente,  em  que  você  pode  constatar 

na  fi gura  um  pequeno  segmento  representando  essa  inclinação 

descendente. 

Da mesma forma, para o par ordenado (2,2), temos 
onde um segmento horizontal indica uma inclinação nula. 

Figura 4: Campo de direções da equação  com 5 colunas 

Um campo de direções pode ser construído manualmente quando 
são necessárias poucas inclinações com o da Figura 5, a seguir. No 
entanto, tais cálculos podem se tornar tediosos quando o número de 
colunas aumenta. Assim, é usual utilizar um recurso computacional 
como o Maple, o Matlab ou o Winplot. Veja na Figura 4 o campo de 

direções  da  equação  com  15  colunas  produzido  pelo 


software Winplot.
Etapa IV ­ Volume 1  27 
Figura 5: Campo de direções da equação  com 15 colunas 

Para obter um campo de direções como este no Winplot, 

inicie o programa, escolha a opção 2­dim, clique no menu 
equação  e  selecione  a  opção  diferencial.  Em  seguida 
digite  no  campo  a  função  que  é  o  caso  do 

problema. Escolha  o  tamanho  do comprimento  para os 


segmentos e o número de colunas. Clique em traçar e o 
campo será desenhado. 

Como desejamos, em muitas situações, obter uma solução particular 
para a equação sempre sujeita a uma condição inicial, precisamos 
de um  algoritmo  que  nos conduza  à  curva desejada na  equação 
diferencial em  estudo.  Para  tanto, o método de  Euler utiliza uma 
perspectiva numérica que aproxima satisfatoriamente do resultado. 
Existem  outros  métodos  mais  sofi sticados  como,  por  exemplo,  o 
método de Runge Kuta e o Euler modifi cado, mas que não serão 
abordados  neste  roteiro  por  fugirem  aos  nossos  objetivos.  Além 
disso,  estes  métodos  usam  o  método  de  Euler  como  ponto  de 
partida. 

Quando  temos  um  problema  de  valor  inicial  (PVI),  então  temos 
uma expressão da forma 

28  Engenharia Elétrica 
e buscamos obter os valores aproximados de y com base em valores de x, 
seguindo uma sequência uniforme de valores, baseados num incremento 
iniciando por  . Assim, teremos a sequência de valores  ,  ,  , 
, ...,  , onde  ,  ,  , ....,  . 

As aproximações dos valores de y serão dadas por 
,  ,  , ...,  . 
Se  é a curva solução para o PVI em estudo, então os valores de  , 
,  , ...,  são aproximações de  ,  ,  , ...,  . 

Como exemplo iremos resolver o PVI abaixo usando o método de Euler 

com  no intervalo de  . 

Para isso, será necessário fazer o uso de uma tabela: 


0  ­2  ­1,00  ­0,10  ­1,10 
1  ­1,9  ­1,10  ­0,08  ­1,18 
2  ­1,8  ­1,18  ­0,06  ­1,24 
3  ­1,7  ­1,24  ­0,05  ­1,29 
4  ­1,6  ­1,29  ­0,03  ­1,32 
5  ­1,5  ­1,32  ­0,02  ­1,34 
6  ­1,4  ­1,34  ­0,01  ­1,34 
7  ­1,3  ­1,34  0,00  ­1,34 
8  ­1,2  ­1,34  0,01  ­1,33 
9  ­1,1  ­1,33  0,02  ­1,30 
10  ­1  ­1,30  _  _ 

Utilizando um recurso computacional, podemos traçar a curva a partir do 
ponto dado. Veja na fi gura 6, a seguir, o problema de valor inicial anterior 
traçado a partir do ponto de condição inicial com o software Winplot. 

Uma vez que o campo de direções já tenha sido desenhado no 
Winplot, para obter a solução aproximada sujeita a condição inicial, 
proceda da seguinte forma: 

Vá até o menu “ Um” , escolha a opção “Trajetória  ” . Nos 

campos para x e y digite as coordenadas da condição inicial, 

coloque o valor de  no tamanho do passo, deixe selecionada a 

opção “ Euler”  e clique em traçar.

Etapa IV ­ Volume 1  29 
Figura 6: Campo de direções da equação  e solução 

aproximada sujeita à condição inicial 

Atividade 7 
Relacione as equações diferenciais com os campos de direções a 
seguir: 

a) 

b) 

c) 

d) 

I)

30  Engenharia Elétrica 
II) 

III) 

IV)

Etapa IV ­ Volume 1  31 
Atividade 8 
Utilize 5 colunas para construir os campos de direções da equação 

diferencial  . 

Atividade 9 
Encontre uma solução inicial para o PVI abaixo no intervalo dado 
usando o método de Euler 

4.  EQUA ÇÕES  DIFERENCIAIS  LINEA RES  DE 


SEGUNDA ORDEM 

Vimos no início do roteiro que uma equação diferencial de segunda 
ordem é escrita na forma: 

ou 

Veremos  a  seguir,  métodos  para  obter  soluções  de  equações 


diferenciais de segunda ordem quando  r(x) for igual a 0, caso em 
que  classifi camos  além  de  homogêneas  como  também  alguns 
métodos  para  obter  soluções  de  equações  não­homogêneas 
quando  . 

Uma  equação  diferencial  de  segunda  ordem  é  dita 


homogênea quando é expressa na forma: 

A ­ EDO lineares homogêneas 
Inicialmente  vamos  compreender  o  conceito  de  dependência  e 
independência linear entre funções. Quando uma função é múltipla 
constante  de  outra  função,  dizemos  que  elas  são  linearmente 
dependentes. 

É o caso das funções  e  . Veja 
que  . Por outro lado, duas funções são linearmente 
independentes quando nenhuma delas é resultado de um produto de 
uma constante pela outra. Isso acontece com as funções 
e  .

32  Engenharia Elétrica 
A seguir, apresentamos um teorema importante ao estudo em 
desenvolvimento. 

TEOREMA 
“Considere a equação homogênea 

em que as funções  e  são contínuas em algum intervalo 
comum  I.  Então  existem  soluções  linearmente  independentes 
e  da equação em I. Além disso, dado qualquer par de 
soluções  linearmente  independentes  e  da  equação 
em I, temos que 

é  uma  solução  geral  da  equação  em  I.  Isso  signifi ca  que  cada 
solução  da  equação  em  I  pode  ser  obtida  a  partir  da  solução 
geral  escolhendo  valores  apropriados  das  constantes  e  ; 
reciprocamente, a solução geral é uma solução da equação para 
quaisquer escolhas de  e  .” (ANTON, 2007, p.612). 

Procurando  possíveis  funções  a  serem  solução  da  equação,  de 


forma que uma constante vezes sua segunda derivada  mais 
outra constante vezes a sua primeira derivada  mais a terceira 
constante vezes y é igual a 0, podemos lembrar da função 
. O que, neste caso, nos levaria às igualdades abaixo: 

Se  substituirmos  essas  igualdades  na  forma  geral  da  equação, 


fi camos com: 

que, de uma forma mais simplista, pode ser reescrita como: 

e ainda em: 

Essa igualdade só é válida quando  , pois 

sabemos que a função  .
Etapa IV ­ Volume 1  33 
A simbologia utilizada diz que  é diferente de zero para qualquer 
valor real que atribuirmos para x. Na verdade, trata­se de uma função 
exponencial cuja base é o número de napier,onde para valores de 
x cada vez menores, a função diminui, para x = 0 a função vale 1, e 
para valores cada vez maiores a função aumenta. 

Assim,  a  equação  ,que  é  chamada  de 


equação  auxiliar,  será  amplamente  utilizada  na  solução  de 
equações  diferenciais  lineares  de  segunda  ordem  homogêneas. 
De fato,  ela  é  uma equação  que  pode ser  resolvida  por meio da 
fórmula quadrática: 

Outros  métodos  de  resolução  de  equações  quadráticas  também 


podem ser utilizados quando se fi zerem possíveis. 

Exemplo 1 

Encontre a solução geral da equação  . 

Utilizando a equação auxiliar, temos  . Este polinômio 
pode ser decomposto em  dando como raízes da 
equação auxiliar  e  . 

O algoritmo utilizado 
para obter a solução  Como o valor de m provém da expressão  temos que a solução 
encontrada não precisa  da equação será dada por : 
ser necessariamente 
feito como no exemplo. 
O método resolutivo 
para equações 
quadráticas também  E, consequentemente, a solução geral será dada por: 
pode ser empregado 
e conduz à mesma 
solução para a 
equação auxiliar. 

Generalizando: Todas as vezes que a equação auxiliar 
produzir duas raízes reais e distintas, a solução da equação 

diferencial será dada por  . 

Exemplo 2 
Encontre a solução da equação  . 

Da equação auxiliar  chegamos à solução única 
m = 2.

34  Engenharia Elétrica 
Sabemos que  faz  parte da  solução geral da equação 
diferencial de segunda ordem. 

Iremos mostrar que  também faz parte da solução que 
deve acompanhar a solução geral. Tomemos a forma genérica da 

equação diferencial admitindo por solução a função  . 

Assim  . 

Como a equação auxiliar tem solução única que no caso é  , a 
função pode ser reescrita como: 

Derivando, obtemos: 

Substituindo as expressões em  , temos: 

o que faz com que 

Finalmente  podemos  concluir  que  a  solução  de  equações  desse 


tipo será dada por: 

Finalmente  a  solução  buscada  para  o  exemplo  2  é 

Generalizando:  Todas  as  vezes  que  a  equação  auxiliar 


produzir raízes reais e iguais, a solução da equação diferencial 
será dada por: 

Exemplo 3 

Encontre a solução da equação  .

Etapa IV ­ Volume 1  35 
Da  equação  auxiliar  ,  verifi camos  pelos  métodos 
quadráticos  que  não  existem  raízes  reais.  Vá  até  a  página  614 
do  livro  indicado  como  leitura  obrigátoria  e  estude a  dedução da 
fórmula que cai na generalização a seguir: 

Generalizando:  Todas  as  vezes  que  a  equação  auxiliar 


produzir raízes complexas da forma  e 
, a solução da equação diferencial será dada por 

Continuando a solução do exemplo, temos que as raízes complexas 
da equação auxiliar são: 

Finalmente a solução geral da equação diferencial em estudo é 

Os  problemas  de  valor  inicial  (PVI)  para  equações  lineares 


homogêneas  de  segunda  ordem  diferem  do  que  já  conhecemos 
pelo fato de que há uma condição inicial na função original e outra 
na função derivada primeira. 

Exemplo 4 

Resolva o PVI abaixo: 

,  e 

Para  resolvê­lo,  basta  obter  a  derivada  primeira  da  solução  da 


equação diferencial e montar o sistema. Sabemos que a solução 
dessa equação feita no exemplo 1 é a função 

Assim temos que 

Substituindo as condições iniciais em cada função, fi camos com: 

36  Engenharia Elétrica 
O que faz com que  e  . Finalmente a solução para 
o PVI dado é 

Há também os Problemas de Contorno (PC) que diferentemente 
dos problemas de valor inicial, estabelecem duas condições iniciais 
sobre a função solução. É importante observar que os problemas 
de contorno nem sempre têm solução. 

Exemplo 5 

Resolva o problema de contorno a seguir: 

,  e 

Verifi que  que  a  solução  geral  da  equação  diferencial  é 

Substituindo  os  valores  das  condições  iniciais  na  solução  geral, 


fi camos com: 

o que nos conduz a  e  . 

Assim a solução para o problema de contorno é 

Exemplo 6: 

Uma  mola  presa  em  uma  extremidade  com  um  bloco  de  massa 
5 kg preso na outra extremidade tem um comprimento natural de 
0,6m. Uma força de  28 N é necessária para mantê­la esticada a 
um comprimento de 1 m. Se a mola for esticada ao comprimento 
de 1 m e solta logo em seguida com velocidade inicial 0, determine 
a posição do bloco em qualquer tempo t. 

Solução 

Sabemos que este é um típico problema que envolve um movimento 
harmônico simples. Pela Lei de Hooke, existe uma força restauradora 
que a mola exerce sobre o bloco que é diretamente proporcional à 
posição em que ele estiver. 

em  que  k  é  uma  constante  de  proporcionalidade  que 


depende  de  outros  fatores  tais  como  material  e  espessura  da 
mola.

Etapa IV ­ Volume 1  37 
Recordamos ainda uma outra lei importante da física que é a 2ª Lei 

de Newton, em que  , e M  é a massa e g  é a aceleração 

da gravidade terrestre. Geometricamente interpretamos a derivada 

segunda  com  a  aceleração  do  bloco.  Combinando as duas 

leis chegamos à equação diferencial: 

ou  ou 

A fi gura 7, a seguir, ilustra situações diversas envolvendo problemas 
com molas. 

Figura 7: Molas em um modelo harmônico simples 

Decorre que a solução para equações dessa natureza, como visto 
anteriormente será dada por:

38  Engenharia Elétrica 
Em que:

· é a frequência f;

· é a amplitude

· é o período T. 

No exemplo anterior, a distância y em que a mola é esticada é de 1 
– 0,6 = 0,4 m. Além disso, a força necessária para manter o bloco 
nessa posição é de 28 N. Assim  . Da relação 
, temos que  . 

Assim a equação diferencial é dada por: 

e a solução é: 

Como a condição inicial impõe  , temos: 

Fazendo a derivada da solução geral, temos: 

A solução geral nos informa a posição do bloco em função do 
tempo. A derivada dessa função nos informa a velocidade do 
bloco em função do tempo. Como sabemos que no instante 
0  a  velocidade  é  0,  temos  uma  condição  inicial  usando  a 
primeira derivada 

E temos a outra condição inicial em que  , chegamos ao 
valor de  .

Etapa IV ­ Volume 1  39 
Finalmente a solução para o problema de valor inicial é a função: 

No livro indicado na leitura obrigatória, estude  os itens vibrações 
amortecidas e vibrações forçadas na  seção 17.3. 

Atividade 10 
Determine a solução geral das EDO de segunda ordem homogêneas 
abaixo: 

a)  c) 

b)  d) 

Atividade 11 
Uma  mola  com  um  bloco  de  massa  4  kg  preso  em  uma  das 
extremidades  tem  um  comprimento  natural  de  1  m  e  é  mantida 
esticada até um comprimento de 1,3 m por uma força de 24,3 N. 
Se o bloco empurrado de forma que a mola tenha um comprimento 
de 0,8 m e for solto com velocidade zero, determine a posição do 
bloco em qualquer instante. 

B ­ EDO lineares não­homogêneas 

Seja uma equação diferencial da forma 

ou  , onde  pode ser ou não um polinômio. 

Dispomos de dois métodos principais para a resolução de equações 

dessa  natureza.  Trata­se  do  método  dos  coefi cientes  a  serem 

determinados e do método da variação dos parâmetros. 

Em ambos, os métodos usamos do princípio de que a solução geral 
é dada pela soma da solução particular com a solução geral. Essa 
idéia é mais bem expressa por meio do teorema dado a seguir:

40  Engenharia Elétrica 
Teorema 
A  solução  geral  da  equação  diferencial  não­homogênea 
, pode ser escrita como 

onde  é uma solução particular da Equação diferencial e 
é a solução geral da equação complementar  . 

I) Método dos coefi cientes a serem determinados 

O método dos coefi cientes a serem determinados exige uma certa 
dose de bom senso no momento de avaliar a melhor escolha para 
a  solução  particular.  Ilustraremos melhor o  método por meio dos 
exemplos a seguir: 

Exemplo 1 

Resolva a equação  . 

Inicialmente tomamos a equação complementar 
que  tem  por  solução  geral  .  Como 
é  um  polinômio  de  grau  2,  supomos  que  a  solução 
particular seja também um polinômio de grau 2, cuja forma genérica 
é dada por  . 

Desse  polinômio,  calculamos  as  derivadas  de  primeira  e  de 


segunda  ordem,  obtendo  respectivamente 

e  .  Substituindo  ,  e  na 
equação diferencial em estudo, obtemos: 

Reorganizando a equação, chegamos a: 

Assim, podemos igualar os coefi cientes de ambos os membros da 
equação resultando em: 

Donde os valores obtidos são:

Etapa IV ­ Volume 1  41 
Assim  a  solução  particular  é  que 
desencadeia a solução geral: 

Exemplo 2 

Resolva  . 

A equação complementar é a mesma do exemplo 1 e sua solução 
geral é 

Como  , tentamos a solução 

particular  e decorre que 

e  . 

Ao  substituir  na  equação  diferencial  encontramos  e 

. Assim a solução geral da equação é dada por: 

São muitas as situações para o método dos coefi cientes 
a  serem  determinados.  Para  cada  uma  delas,  deve  ser 
escolhida  uma  função  particular  que  atenda  à  solução 
procurada.  Recomendo  que  você  leia  atentamente  os 
exemplos da seção 17.2 do livro recomendado como leitura 
obrigatória. É com base no estudo destes exemplos e na 
prática de exercícios, que você terá condições de adquirir 
a  habilidade  para  escolher  as  melhores  estratégias  de 
solução. 

II) Método das Variações de Parâmetros 

Para resolver EDO não  homogêneas pelo  Método das Variações 


dos Parâmetros é necessário seguir os passos: 

Atenção 
Você verá que o Método das Variações dos Parâmetros é 
assim chamado por levar em conta as constantes  e 
como funções arbitrárias sujeitas a variações.

42  Engenharia Elétrica 
1º)  Seja  a  suposta  solução  da  equação  diferencial,  a  saber  a 
função 

onde  e  são  funções  arbitrárias  e  e  são 


soluções linearmente independentes. Derivamos  obtendo: 

2º)  Consideramos  igual  a  zero  e  derivamos 


obtendo: 

3º) Substituímos na equação diferencial, obtendo: 

4º)  Como  e  são  soluções  da  equação  complementar,  a 


última expressão pode ser simplifi cada por: 

5º) Com base no sistema formado pelas equações 

e  , podemos encontrar as funções  e 
que integradas nos darão as funções  e  . 

Exemplo 3 

Resolva a equação  ,  . 

Solução 
A  solução  da  equação  auxiliar  é  dada  por 

Usando a variação dos parâmetros, queremos encontrar a solução 
da forma 

Assim 

Tomando  temos que:

Etapa IV ­ Volume 1  43 
Se  é uma solução, então 

Resolvendo  o  sistema  das  equações  e 


, temos que: 
onde  resolvendo  a  equação,  chegamos  a  e  que 
integrando nos dá  . 

Voltando  à  equação  ,  obtemos 

e  . 

Finalmente a solução geral da equação é dada por: 

Exemplo 4 

Na Figura 8, a seguir, temos a ilustração de um circuito elétrico em 
série que contém uma força eletromotriz E (proporcionada por uma 
bateria ou gerador), um resistor R, um indutor L  e um capacitor C. 

Se a carga no capacitor no instante t for  , então a corrente é 

a taxa de variação de Q em relação a  . Da física, sabemos 

que as quedas de voltagem pelo resistor, indutor e capacitor são: 

RI,  e  . 

A Lei de da voltagem de Kirchhoff diz que a soma dessas quedas 

de  voltagem  é  igual  a  voltagem  fornecida  . 

Sabendo que  , a equação pode ser reescrita como:

44  Engenharia Elétrica 
Figura 8: Circuito elétrico em série 

Se  a  variação  e a corrente  forem conhecidas, poderemos 


utilizar os Métodos dos coefi cientes a serem determinados ou das 
Variações  dos  Parâmetros  para  resolvermos  problema  de  valor 
inicial. 

Dessa forma, vamos determinar a carga e a corrente no instante t 
de um circuito como o mostrado na Figura 8, sabendo que 
,  ,  ,  e  que  a  carga  e  a 
corrente inicial são ambas 0. 

Solução 
A equação diferencial para a situação é 

podendo ser reescrita 

como  . 

A  equação  auxiliar  tem  raízes  ,  o  que 


nos  dá  uma  solução  para  a  equação  complementar 

Para a solução particular, supomos 
desencadeando 

Pelo método dos coefi cientes a serem determinados, chegamos à 
solução particular

Etapa IV ­ Volume 1  45 
e a solução geral 

Temos  aqui  um  exemplo  de  problema  de  valor  inicial  (PVI),  em 
que 

e  . 

Para  na solução geral, chegamos a  . 

Já para  , precisamos derivar a solução 

geral chegando em: 

Onde pela condição  , temos que 

Finalmente  a  carga  e  a  corrente  no  instante  t  são 


respectivamente: 

Atividade 12 
Resolva  as  equações  diferenciais,  a  seguir,  usando  o  (I)  Método 
dos Coefi cientes a serem Determinados e (II) o Método da Variação 
dos Parâmetros. 

a)  b) 

Atividade 13

Um  circuito  em  série  consiste  em um  resistor  com  , um 


indutor com  , um capacitor com  e um gerador 
com uma voltagem  . Se a carga inicial e a corrente 
forem 0, encontre a carga e a corrente no instante t. 

46  Engenharia Elétrica 
Chegamos ao fi nal deste roteiro de estudo. É importante ressaltar 
que a busca por novos conhecimentos nos livros indicados e mesmo 
em outros que estiverem ao seu alcance poderão levar a um maior 
aprofundamento do conteúdo. Existem ainda outros métodos para 
a solução de equações diferenciais que não foram abordados aqui 
por  necessitarem de  pré­requisitos  tais  como  a Transformada de 
Laplace, Séries de Potências e Séries Fourier aos quais você não 
teve contato. 

É  extremamente  importante  que  você  tenha  acesso  ao  livro 


obrigatório, faça o estudo e que resolva os exercícios dos capítulos 
indicados.  A  aprendizagem  em  matemática  exige  além  da 
interpretação, a prática dos exercícios. 

Leituras Obrigatórias

Texto 1
STEWART, J.  Equações Diferenciais. In ______. Cálculo. 5. ed. 
São Paulo: Cengale Learning, 2006. v.2, cap. 9, p. 582 – 645. 

Texto 2 
STEWART, J. Equações Diferenciais de Segunda Ordem. In:____ 
__ . Cálculo. 5. ed. São Paulo: Cengale Learning, 2006. v.2, cap. 
17, p. 1137 – 1164. 

Este  livro  complementa  nossos  estudos  tendo  um  foco  bastante 


direcionado  para  as  aplicações  do  cálculo.  Indicamos  como 
leitura obrigatória por constituir um excelente referencial frente às 
aplicações  da  derivada,  mais  especifi camente  nos  problemas  de 
otimização. 

Leituras Complementares

Texto 1 
ANTON, H.; BIVENS, I.; DAVIS, Stephen. Cálculo: um novo 
horizonte. 8. ed. São Paulo: Bookman, 2007. v.1. 

A  exemplo  da  leitura  indicada  anteriormente,  nesta  leitura 


você  também  encontrará  uma  rica  abordagem  de  conceitos  e 
demonstrações  no  que  diz  respeito  a  equações  diferenciais. 
Trata­se  de  uma  abordagem  bastante  interessante  e  acessível. 
Contudo,  a  leitura  é  limitada  no  sentido  de  não  tratar  de  alguns 
assuntos estudados no roteiro como EDO de segunda ordem não­ 
homogêneas.

Etapa IV ­ Volume 1  47 
Texto 2 
ZILL, D. G.; CULLEN, M. R. Equações Diferenciais. 3. ed. São 
Paulo: Pearson Makron Books, 2001. 

Este livro é um ótimo referencial para aqueles que desejam conhecer 
e  aprofundar  na  teoria  e  aplicações  das  Equações  Diferenciais. 
Sua abordagem é estritamente detalhada com muitos exemplos e 
exercícios com respostas. 

REFERÊNCIAS 
ANTON, H.; BIVENS, I.; DAVIS, Stephen. Cálculo: um novo 
horizonte. 8. ed. São Paulo: Bookman, 2007. v.1. 

STEWART, J., Regras de Diferenciação. Cálculo. 5. ed.; São 
Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006. v.1. 

ZILL, D. G.; CULLEN, M. R. Equações Diferenciais. 3. ed. São 
Paulo: Pearson Makron Books, 2001.

48  Engenharia Elétrica 
COMPONENTE CURRICULAR 
Eletrecidade  Aplicada  e  Equipamentos  e  Equipamentos 
Eletroeletrônicos
Roteiro de Estudo 1 

Elementos de circuitos  
Virgílio de Melo Langoni 

Objetivos

Ao término dos estudos que propomos neste roteiro, você estará 
apto(a) a: 

•  identifi car os elementos básicos de circuitos; 
•  identifi car uma fonte de tensão e uma fonte de corrente; 
•  identifi car as formas de ondas típicas de excitação e entender 
a sua aplicação na análise de circuitos; 
•  utilizar  equações  que  relacionam  corrente  e  tensão  em 
resistores, indutores e capacitores; 
•  aplicar os conceitos de potência e energia relacionados aos 
elementos básicos de circuitos. 

Elementos básicos de circuitos elétricos 
Quando falamos em circuitos elétricos, quatro elementos básicos 
devem ser lembrados: 
•  a fonte (seja de tensão ou de corrente); 
•  o resistor; 
•  o capacitor; 
• o indutor. 

Estes três últimos – o resistor, o capacitor e o indutor – são chamados 
de componentes passivos por não proporcionarem ganho, nem de 
tensão nem de corrente. Este roteiro tem como objetivo apresentar 
características básicas desses elementos de circuitos, tais como: 
curvas características e equações que relacionam tensão e corrente 
a esses componentes. 

Outro  ponto  que  será  abordado  neste  roteiro  são  as  formas  de 
onda típicas de excitação que são utilizadas na análise de circuitos 
elétricos.  Utilizando­se  sinais  de  excitação,  pode­se  simular,  por 
exemplo, o momento em que uma fonte em um circuito é acionada e, 
assim, observar a resposta do circuito ou mesmo de um componente 
específi co.  Vamos  mostrar  a  forma  de  onda  senoidal  e  algumas 
de suas características. Você deverá dar especial atenção a essa 
demonstração, visto que essa é a principal forma de onda utilizada 
no estudo de sinais alternados, que serão vistos oportunamente. 

Ainda  neste  roteiro,  serão  vistos  conceitos  sobre  potência  e 


energia,  sendo  que  o  cálculo  de  energia  será  estendido  aos 
elementos  capacitor  e  indutor,  uma  vez  que  estes  componentes 
são armazenadores de energia. 

Etapa IV ­ Volume 1  51 
As leituras indicadas no corpo do roteiro o (a) ajudarão a compreender 
melhor os vários conceitos abordados. Assim, é fundamental que 
todas as leituras indicadas sejam realizadas. É importante salientar 
ainda que a bibliografi a aqui adotada é indicada como leitura básica, 
porém, outros livros na área também devem ser consultados. 

Resistores 
Antes  de  falarmos sobre  o  resistor,  é  necessário  defi nirmos  uma 
característica que todo material apresenta, uns mais outros menos, 
que é a resistência elétrica. 

Resistência elétrica 
A  resistência  elétrica  pode  ser  defi nida  como  uma  propriedade 
física de oposição 

O  resultado  da  oposição  ao  fl uxo  de  cargas,  apresentado  pelo 


material,  é  a  conversão  de  energia  elétrica  em  outra  forma  de 
energia, como por exemplo, a energia térmica. 

George Simon Ohm  Georg Simon Ohm, por volta de 1827, defi niu a resistência R de um 
(1787­1854), físico  fi o condutor de seção reta constante como sendo: 
alemão que formulou 
a lei de Ohm em 1827. 
O ohm foi escolhido 
como unidade de 
resistência elétrica 
em sua homenagem. 
Fonte:(DORF; 
SVOBODA, 2008). 

A  letra  grega  rhô  (r)  é  denominada  de  resistividade  e  é  uma 


característica do material em questão. 

Exemplo 1 
Determine a resistência de um fi o de cobre de 2mm de diâmetro e 
cujo comprimento é de 1000m. Dado:  . 

Resolução 
Para este exemplo, tem­se: 

O resistor é um componente muito utilizado em circuitos elétricos 
e é chamado de resistor por apresentar uma resistência R, como o 
símbolo apresentado na fi gura 1 e curva característica na fi gura 2. 

Figura 1: Símbolo de um Resistor

52  Engenharia Elétrica 
Figura 2:  Curva característica de um Resistor 

Para mais informações sobre resistência elétrica, indica­se a leitura 
das seguintes páginas. 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R.L. Introdução à Análise de Circuitos. 
10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 44 ­ 47, 55 ­ 58. 
(Código de cores para resistores fi xos de carbono). 

Os resistores podem ser classifi cados em lineares e não lineares e, 
também, em variáveis e não variáveis. Vejamos: 

1. Resistor linear e invariante 
Um  resistor  linear  e  invariante  é  caracterizado  por  uma  reta  que 
passa pela origem e que não muda de posição com o tempo. 

Desta forma, a relação entre  e  no resistor, é dada pela 
lei de Ohm: 

ou  em que: 

O  parâmetro  G  é  conhecido  como  condutância  e  é  defi nido  como 


sendo o inverso  da resistência. 

Os valores de R e de G são independentes do tempo, da tensão e 
da corrente e ainda satisfazem a lei de Ohm. 

Existem  dois  tipos  de  resistores  lineares  e  invariantes  no  tempo 


que merecem especial atenção: o circuito aberto e o curto­circuito. 

Circuito aberto 
Um  circuito  aberto  tem  como  característica  uma  corrente  nula  para 
qualquer valor de tensão entre seus terminais, resultando R = ¥. 

Curto­circuito
Um curto­circuito  apresenta  uma  corrente  infi nita  e  valor  de  tensão 
nula, o que resulta em R = 0. 

Etapa IV ­ Volume 1  53 
Na  fi gura  3  estão  apresentadas  as  curvas  características  de  um 
circuito aberto e de um curto­circuito, respectivamente. 

0
Figura 3: Curvas características de um circuito aberto e de um curto­ 
circuito, respectivamente 

2. Resistor linear variável com o tempo 
Um resistor linear e variável com o tempo é descrito pela seguinte 
equação: 

ou  em que: 

Como o estudante pode observar, a equação satisfaz a propriedade 
da linearidade, contudo varia com o tempo. Um exemplo de resistor 
linear variável com o tempo é o potenciômetro. 

3. Resistor não linear 
Um resistor não linear apresenta uma curva característica que não é 
uma reta passando pela origem do plano v x i. Um exemplo de resistor 
não linear é o diodo de junção PN. Na fi gura 4, tem­se o símbolo de 
um diodo de junção PN e também sua curva característica. 

Figura 4: Símbolo do diodo de Junção PN e sua Curva Característica 

Fontes independentes 

1. Fonte de tensão 
Diz­se que um elemento de dois terminais é uma fonte de tensão 
se, ao ser ligado a um dado circuito, a tensão especifi cada em seus 
terminais não se altera. Essa afi rmação nos leva a entender que 
a diferença de potencial nos terminais de uma fonte de tensão se 
mantém constante, não importando qual seja a corrente requisitada 
pelo circuito ao qual a fonte está conectada. Na fi gura 5, podemos 
ver os símbolos de uma fonte de tensão: 

54  Engenharia Elétrica 
Figura 5: Símbolos de fonte de tensão 

A fi gura 6 apresenta a curva característica de uma fonte de tensão 
com base na defi nição apresentada anteriormente. 

Figura 6: Curva Característica de uma Fonte de Tensão 

Sabe­se que fontes de tensão ideais não existem e, na prática, as 
fontes de tensão funcionam de forma semelhante as baterias, na 
quais a tensão e a corrente dependem da carga que está ligada à 
fonte. A equação neste caso fi ca: 

2. Fonte de corrente 
Uma fonte de corrente, também conhecida como dual da fonte de 
tensão, é aquela que fornece uma corrente fi xa ao circuito no qual 
está  acoplado,  ainda  que  a  tensão  em  seus  terminais  varie  em 
função do  circuito no  qual  é  conectada.  O  símbolo  utilizado  para 
fonte de corrente está ilustrado na fi gura 7. 

Figura 7:  Símbolo de uma Fonte de Corrente 
Fonte: Adaptada de BOYLESTAD, 2004. 

A fi gura 8 apresenta a curva característica de uma fonte de corrente 
com base em sua defi nição.

Etapa IV ­ Volume 1  55 
Figura 8:  Curva Característica de uma Fonte de Corrente 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 
10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 29, 187 e 188. A 
partir da página 29 estão descritas algumas informações 
sobre baterias. É interessante que você leia sobre este 
assunto para conhecimento geral. 

Formas de ondas típicas de excitação 

Diferentes  funções  matemáticas  podem  ser  utilizadas  para 


descrever  os  sinais  gerados  em  fontes  de  energia  presentes  em 
circuitos elétricos. Vejamos algumas funções: 

1. Função constante 
A  função  constante  é  defi nida  por  um  valor  fi xo  para  qualquer 
instante de tempo em que se analise a função, ou seja: 

Figura 9: Gráfi co da Função Constante 

2. Função degrau unitário 
A função degrau unitário é defi nida da seguinte forma: 

Tensões  ou  correntes  com  descontinuidades  fi nitas  podem  ser 


representadas  pela  função  degrau  unitário.  A  fi gura  10  ilustra  o 
gráfi co da função degrau unitário.

56  Engenharia Elétrica 
Figura 10: Gráfi co da Função Degrau Unitário 

Exemplo 2 
Represente um degrau de tensão de 5V utilizando a função degrau 
unitário. 

Resolução 
Um degrau de tensão de 5V pode ser representado pelo produto 
. Desta forma, temos: 

3. Função pulso 
A função pulso pode ser defi nida através de um pulso cuja altura 
vale 1/D e a largura vale D, começado em t = 0s. Pode ser percebido 
que  a  área  do  pulso  vale  sempre  1  para  qualquer  valor  de D. 
Matematicamente, tem­se: 

O gráfi co da função pulso pode ser visto na fi gura 11 a seguir: 

Figura 11: Gráfi co da Função Pulso 

4. Função rampa unitária 
A função rampa unitária pode ser defi nida pela integral da função 
degrau unitário. Matematicamente, pode­se defi nir a função rampa 
unitária da seguinte forma:

Etapa IV ­ Volume 1  57 
A fi gura 12 ilustra grafi camente a função rampa unitária. 

Figura 12: Gráfi co da Função Rampa Unitária 

5. Função impulso unitário 
A função impulso unitário pode ser defi nida como sendo a derivada 
da função degrau unitário em relação ao tempo. Também conhecida 
como função delta de Dirac, pode ser matematicamente expressa 
por: 

Sua singularidade na origem é tal que, para qualquer x > 0, tem­se: 

A fi gura 13 ilustra a função delta de Dirac. 

Figura 13:  Gráfi co da Função Impulso Unitário 

6. Função senoidal 
Quando  se  trata  da  análise  de  circuitos  elétricos,  pode­se  dizer 
que  as  funções  senoidais  desempenham  um  papel  fundamental. 
Matematicamente, uma função senoidal pode ser representada da 
seguinte maneira: 

em que: 

f(t)  – é a função senoidal 
A  –  é  uma  constante  e  representa  a  amplitude  da  onda 
senoidal

58  Engenharia Elétrica 
ω –  é a freqüência angular da senóide, em rad/s
q –  é conhecido como ângulo de fase da onda senoidal 

A fi gura 14 ilustra uma forma de onda senoidal. 

Figura 14: Gráfi co de uma forma de Onda Senoidal 

Para  conhecer  mais  sobre  a  forma  de  onda  senoidal,  leia  as 
seguintes páginas. 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 10. 
ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 375 ­ 379. 

Hora de praticar !
Atividade 1
Sabendo  que  a  forma  de  onda  nas  tomadas  elétricas  é  do  tipo 
senoidal, com freqüência de 60Hz, pede­se desenhar um período 
de tal forma de onda, considerando ângulo de fase igual a zero e 
amplitude de 180V. 

Elementos armazenadores de energia 
Pelo  estudo  do  resistor  pode­se  perceber  que,  ao  ser  percorrido 
por uma corrente (seja constante ou alternada), ocorre dissipação 
e não armazenamento de energia. Contudo, existem elementos de 
circuito onde ocorre o armazenamento de energia, como é o caso 
do capacitor e do indutor. 

1. Capacitor 
Um  capacitor  pode  ser  defi nido  como  sendo  um  elemento  de 
dois  terminais,  composto  por  duas  placas  paralelas  condutoras, 
separadas por um material não condutor, chamado dielétrico. 

O capacitor armazena energia em seu campo elétrico (armazena 
cargas em suas placas) e, então, outro conceito importante pode 
ser introduzido: a capacitância de um capacitor. A unidade de medida 
da capacitância é o Farad (F).
Etapa IV ­ Volume 1  59 
Segundo Boylestad, 

Capacitância é uma medida da quantidade de carga que 
o capacitor pode armazenar em suas placas – em outras 
palavras, é sua capacidade de armazenamento. 
Um capacitor possui uma capacitância de 1 farad se uma 
carga de 1 coulomb for depositada em suas placas por uma 
diferença de potencial de 1 volt entre elas (BOYLESTAD, 
2004, p. 272). 

O símbolo do capacitor pode ser visto na fi gura 15, a seguir. 

Figura 15: Símbolos do Capacitor 

Em um capacitor, a taxa de variação da carga em relação ao tempo 
é a corrente que percorre o dispositivo, ou seja: 

Em um capacitor linear, a característica é dada por:  . 
Derivando­se a equação característica encontramos: 
. Substituindo  resulta em: 

A  expressão  encontrada  permite  calcular a  corrente  no capacitor 


em  função  do  tempo.  Também  é  possível  encontrarmos  uma 
expressão para a tensão em um capacitor. A partir da expressão 
acima, tem­se: 

A  integral  acima  representa  a  tensão  acumulada  no  capacitor 


durante  o intervalo [0,t]. Considerando  que  no  tempo  igual a  0  a 
tensão no capacitor seja  de  (condição inicial do capacitor) e 
que no tempo t a tensão seja de  , tem­se:

60  Engenharia Elétrica 
Para que você obtenha mais informações sobre o capacitor, deverá 
ser realizada a leitura das seguintes páginas: 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 10. 
ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 271 ­ 274 e 276 ­ 280. 

2. Indutor 
Um  indutor  pode  ser  defi nido  como  sendo  um  elemento  de  dois 
terminais, no qual a qualquer instante de tempo t, seu fl uxo magnético 
e sua corrente  satisfazem uma relação defi nida por uma 
curva no plano  x i. As fi guras 16 e 17 mostram, respectivamente, 
o símbolo do indutor e a curva característica do indutor. 

Figura 16: Símbolo do Indutor 

Figura 17: Curva Característica do Indutor 

Pela lei de Faraday, tem­se: 
O fl uxo magnético é dado pela equação:  , em que: 
(t) ­  é o fl uxo magnético 
L  ­ é a indutância 
i(t)  ­ é a corrente 

Assim  como  o  capacitor,  o  indutor  também  armazena  energia, 


com a diferença que agora a energia é armazenada em um campo 
magnético,  sendo  a  indutância  a  medida  da  capacidade  de  um 
indutor armazenar energia. 

Derivando a equação do fl uxo magnético, tem­se:

Etapa IV ­ Volume 1  61 
Isolando a corrente, tem­se: 

Dessa  forma,  o  valor  da  corrente  i(t)  pode  ser  determinado 


integrando­se a equação acima. 

Supondo que no instante t = 0 o valor da corrente seja i(0) e que no 
instante t a corrente seja i(t), tem­se: 

Para que o estudante obtenha mais informações sobre o indutor, 
deverá ser realizada a leitura das seguintes páginas. 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 10. 
ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 339 ­ 344 (exceto 
item 12.7). 

Potência e energia 
Potência ( P )

Segundo Boylestad, 

A  potência  é  uma  grandeza  que  mede  quanto  trabalho 


(conversão  de  energia  de  uma  forma  em  outra)  pode 
ser  realizado  em  determinado  período  de  tempo,  ou 
seja,  é  a  velocidade  com  que  um  trabalho  é  executado 
(BOYLESTAD, 2004, p. 77). 

Assim, um motor ligado à rede elétrica, quando em operação, recebe 
energia elétrica e a converte em energia mecânica em seu eixo. A 
capacidade deste motor em realizar tal conversão, de acordo com 
suas  características,  determina  sua  potência.  Da  mesma  forma, 
uma  lâmpada  converte  energia  elétrica  em  energia  luminosa  (e 
também em calor, como o motor) segundo sua potência. 

As unidades usuais de potência são: 

Watt (W) 
Joule/segundo (J/s)      (1W = 1J/s) 
Horsepower (hp)           (1horsepower @ 746 W) 
Cavalo­vapor (cv)          (1cv @ 735,5 W) 
Quando  analisamos  um  elemento  em  um  circuito  elétrico,  a 
62  Engenharia Elétrica 
potência  instantânea  em  seus  terminais  é  dada  pelo  produto  da 
tensão v(t) pela corrente i(t). Assim, a  potência instantânea pode 
ser calculada: 

Exemplo 3 
Suponha um pequeno motor de corrente contínua alimentado 
por uma fonte de 24V e que drena uma corrente de 500mA. 
Determine a potência entregue pela fonte ao motor. 

Resolução 
Como o sistema fonte­motor é em corrente contínua, tem­se: 

Para aprofundar o conhecimento sobre potência, você deverá ler 
as páginas indicadas, a seguir. 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 
10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 77, 78 e 79 
(apenas exemplo 4.9) 

Hora de praticar !
Atividade 2
Suponha que em um circuito cc um resistor seja percorrido por uma 
corrente de valor igual a 250mA, o que provoca uma dissipação de 
potência de 51,25W. Determine o valor do resistor em questão. 

Energia (W)

Em  um  circuito,  a  energia  recebida  por  um  dispositivo  é,  por 
defi nição, a integral da potência desde um instante t 0 até um instante 
t  qualquer.  Por  exemplo,  um  motor  que  possua  certa  potência, 
só irá converter energia elétrica em energia mecânica a partir do 
momento em que ele for ligado e apenas durante o tempo em que 
ele fi car ligado. 

A  grandeza  energia,  dada  pela  letra  W,  possui  as  seguintes 


unidades: 

Watt­segundo (Ws) 
Joule (J) 

Etapa IV ­ Volume 1  63 
Atenção!!! 
Não  confunda  a  energia  (W)  com  a  unidade  de 
potência, watts. 

Para a maioria dos casos práticos, a unidade Ws é muito pequena. 
Dessa  forma,  pode­se  calcular  a  energia  considerando  o  tempo 
não em segundo, mas em hora, ou seja: 

Ou ainda, para sistemas maiores, pode­se ter: 

Exemplo 4 
Qual  a  energia,  em  kWh,  consumida  em  um  dia  (24h)  por  um 
monitor de LCD cuja potência vale 40W? 

Resolução 

Mais informações sobre energia pode ser encontrada nas seguintes 
páginas. 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R. L. Introdução à Análise de Circuitos. 
10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 81, 82 e 83. 

Hora de praticar !
Atividade 3
Determine o consumo total de energia pela utilização dos seguintes 
aparelhos: 

­ televisão de 200W durante um dia e meio 
­ ar­condicionado de 860W durante 4 horas 
­ chuveiro de 4800W durante 15 minutos 

• Energia armazenada em capacitores 

Considerando um capacitor linear, a seguinte expressão para 
a energia armazenada nesse capacitor pode ser escrita: 

64  Engenharia Elétrica 
Exemplo 5 
Qual a energia armazenada em um capacitor de capacitância 
igual a 50mF submetido a uma tensão de 24V? 

Resolução 

Para saber mais sobre energia armazenada em capacitores, 
leia as seguintes páginas. 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R. L. Introdução à Análise de Circuitos. 
10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 297 (exceto item 
10.15) 

Hora de praticar !
Atividade 4
Qual  deve  ser  a  capacitância  de  um  capacitor  para  que  este, 
submetido a 50V, armazene 1,25J de energia? 

•  Energia armazenada em indutores 

Considerando um indutor linear, a seguinte expressão para a 
energia armazenada nesse indutor pode ser escrita: 

Exemplo 6 
Qual  a  energia  armazenada  em  um  indutor  de  indutância 
igual a 1mH submetido a uma corrente de 4A? 

Resolução 

Para  saber  mais  sobre  energia  armazenada  em  indutores, 


leia as seguintes páginas. 

Atenção! Leitura obrigatória. 

BOYLESTAD, R. L. Introdução à Análise de Circuitos. 
10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004. p. 355 (exceto 
item 12.15)

Etapa IV ­ Volume 1  65 
Hora de praticar !
Atividade 5
Qual  o  valor  da  corrente  que  percorre  um  indutor  de  indutância 
igual a 30mH e que armazena uma energia de 0,6mJ? 

Orientamos  que  refaça  as  atividades  propostas  no  roteiro 


preparando­se mais ainda para as atividades de avaliação. 

Finalizamos este texto desejando que você consiga utilizar desses 
conhecimentos em sua prática profi ssional. 

Bom estudo! 

Leitura Obrigatória 
BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 10. ed. 
São Paulo: Prentice Hall, 2004. 

Este  livro,  destinado  ao  estudo  dos  circuitos  elétricos,  é  um  dos 
livros mais utilizados na área. Justifi cando o seu amplo uso, pode­se 
citar sua fácil leitura e exemplos fáceis de serem compreendidos. 

Leitura Complementar

DORF, R. C.; SVOBODA, J. A. Introdução aos circuitos 
elétricos. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 2008. 

REFERÊNCIAS
BOYLESTAD, R. L. Introdução à análise de circuitos. 10. ed. 
São Paulo: Prentice Hall, 2004. 

DORF, R. C.; SVOBODA, J. A. Introdução aos circuitos 
elétricos. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 2008.

66  Engenharia Elétrica 
Roteiro de Estudo 2 

Associação de elementos de
circuitos 
Virgílio de Melo Langoni 

Objetivos

Ao  fi nalizar  os  estudos  propostos  neste  roteiro,  esperamos  que 


você seja capaz de: 
•  identifi car  as  características  de  uma  associação  série  de 
fontes de tensão; 
•  calcular o equivalente de uma associação série de fontes de 
tensão; 
•  reconhecer  as  características  de  um  equivalente  de  uma 
associação paralela de fontes de corrente; 
•  calcular o equivalente de uma associação paralela de fontes 
de corrente; 
•  calcular  o  equivalente  de  uma  associação  série  de 
resistores; 
•  aplicar  a regra do divisor de tensão; 
•  calcular o divisor de uma série de resistores; 
•  conhecer  um  equivalente  de  uma  associação  paralela  de 
resistores; 
•  compreender a regra do divisor de corrente; 
•  calcular o divisor de corrente de uma associação paralela de 
resistores; 
•  entender como os capacitores são associados em série e em 
paralelo; 
•  calcular  o  equivalente  de  associação  em  série  e  em 
paralelo; 
•  diferençar os indutores em série e em paralelo; 

Contextualização do nosso estudo 

Abordaremos,  neste  roteiro,  estudos  sobre  a  associação  de 


elementos de circuitos e suas características. O conhecimento sobre 
como  fontes,  resistores,  capacitores  e  indutores  são  associados 
pode facilitar a análise de um circuito de aparente complexidade. 

Você perceberá que a associação aqui proposta é entre elementos 
iguais, ou seja, uma associação de resistores ou uma associação 
de indutores, por exemplo. Contudo, uma vez compreendido como 
elementos  iguais  são  associados,  incluindo  suas  características, 
a análise de um circuito formado por dois ou mais elementos será 
facilitada.

Etapa IV ­ Volume 1  67 
Nas  leituras  indicadas  no  roteiro,  você  irá  se  deparar  com  duas 
leis  extremamente  importantes  que  dizem  respeito  à  análise  de 
Gustav Robert  circuitos,  conhecidas  como  Lei  de Kirchhoff  para Tensões  e  Lei 
Kirchhoff (1824­1887) 
foi um físico alemão  de Kirchhoff para Correntes. Essas leis devem ser estudadas com 
com contribuições  bastante  atenção,  pois  são  utilizadas  em  todos  os  estudos  de 
científi cas  associações de elementos, mesmo que, muitas vezes, não sejam 
principalmente 
no campo dos  mencionadas de forma direta. 
circuitos elétricos, na 
espectroscopia, na 
emissão de radiação 
dos corpos negros e na  Ligação série de fontes de tensão 
teoria da elasticidade 
(modelo de placas de  Segundo Boylestad (2004,  p.98), dois elementos estão em série se: 
Kirchhoff). 

1.  Possuem somente um terminal em comum (isto é, um terminal de 
um está conectado somente a um terminal do outro). 
2.  O  ponto  comum  entre  os  dois  elementos  não  está  conectado  a 
outro elemento percorrido por corrente. 

E  ainda,  segundo  esse  estudioso  (2004,  p.98),  “a  corrente  é  a 


mesma através dos elementos em série”. 

Utilizando os conceitos descritos, podemos realizar a ligação série 
de fontes de tensão, o que irá proporcionar o aumento, ou a queda 
da tensão total aplicada a um sistema, como pode ser observado 
nas fi guras 1 e 2, respectivamente. 

Figura 1: Associação Série de Fontes de Tensão: aumento da tensão total 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Figura 2: Associação Série de Fontes de Tensão: queda da tensão total 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Como pode ser visto, quando todas as fontes de tensão estão em 
uma  mesma  direção,  o  resultado  fi nal  é  um  aumento  na  tensão 
total do circuito. Por outro lado, quando se tem fontes de tensão em 
uma direção e fonte(s) de tensão em direção oposta, a tensão total 
do circuito sofrerá uma queda. 

Para mais informações sobre associação série de fontes de tensão, 
leia:
· BOYLESTAD, 2004, p.97 e 100 (apenas o item 5.3). 

Após a leitura proposta anteriormente, desenvolva, com muita atenção, 
a atividade proposta a fi m de exercitar os seus conhecimentos.

68  Engenharia Elétrica 
Atividade 1 
Veja,  com  atenção,  as  fi guras  3  e  4.  Em  seguida,  determine  a 
tensão resultante das associações nelas apresentadas. 

Figura 3:  Atividade sobre associação de fontes de tensão – A 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Figura 4: Atividade sobre associação de fontes de tensão – B 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Fontes de corrente em paralelo 

Segundo  Boylestad  (2004,    p.127),  “dois  elementos,  ramos  ou 


circuitos  estão  conectados  em  paralelo  quando  possuem  dois 
pontos em comum”. 

As  fontes  de  corrente,  assim  como  as  fontes  de  tensão,  podem 
ser  associadas  em  paralelo  ou  em  série.  Para  cada  associação, 
existem regras a serem seguidas. Observe, com muita atenção,  o 
exemplo a seguir, onde se deseja reduzir as fontes de correntes em 
paralelo ilustradas na fi gura 3 em uma única fonte de corrente. 

Figura 5: Exemplo de Fontes de Corrente em Paralelo 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Observe que a fonte resultante é a soma das correntes, considerando 
o sentido de cada corrente. A resistência resultante é o equivalente 
paralelo entre as resistências das duas fontes. 

As  fontes  de  corrente  também  podem  ser  associadas  em  série. 
Contudo, esse tipo de associação exige que as fontes que serão 
associadas possuam a mesma intensidade.

Etapa IV ­ Volume 1  69 
Para  mais  informações  sobre  associação  de  fontes  de  corrente, 
indicamos a leitura das seguintes páginas:
· BOYLESTAD, 2004, p.190 (item 8.4), 191 (exceto item 8.5). 

Atividade 2 
Determine a fonte de corrente resultante da associação mostrada, 
a seguir, na fi gura 6. 

Figura 6:  Atividade sobre Fontes de Corrente em Paralelo 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Após  os  estudos  acerca  das  fontes  de  corrente  em  paralelo, 
abordaremos, a seguir, estudos sobre resistores – ligações série e 
paralela. Caso tenha alguma dúvida, retome­a, a fi m de construir 
outros conhecimentos. 

Ligações série e paralela de resistores 

Os resistores podem ser associados em circuitos de três formas. 
São elas:
· série;
· paralela;
· mista. 

A  associação  mista,  na  verdade,  é  uma  combinação  das  outras 


duas associações e sua análise se dá por meio da análise individual 
da série e da paralela. 

Ligação série de resistores 

Lembre­se  das  características  de  elementos  ligados  em  série  e 


observe o circuito da fi gura 7, a seguir: 

Figura 7: Ligação série de n Resistores 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004)

70  Engenharia Elétrica 
Veja  que  o  resistor  R 1  tem  apenas  um  ponto  em  comum  com  o 
resistor R 2  que, por sua vez, tem apenas um ponto em comum com 
o resistor R 3  e assim por diante até o n­ésimo resistor. 

Observe,  ainda,  que  os  pontos  em  comum  não  estão  ligados 
a  nenhum  outro  elemento  percorrido  por  corrente.  Pode  ser 
observado,  também,  que  a  corrente  I  do  circuito  é  a  mesma  em 
todos  os  resistores.  Diante  disso,  podemos  afi rmar  que  os  n 
resistores estão ligados em série. É interessante destacar, segundo 
Boylestad (2004, p.98), que “a resistência  total de um circuito em 
série é a soma das resistências do circuito”. 

Para um melhor entendimento, observe o circuito apresentado, a 
seguir, na fi gura 8. 

Figura 8: Ligação série de n Resistores 

Pela defi nição,  podemos  dizer que a resistência resultante vale: 

E, pela lei de Ohm, temos: 

Aplicando­se a lei de Ohm a cada resistor, temos: 

Isso mostra que, em um circuito série, a tensão da fonte se divide 
nos resistores de forma proporcional ao valor de cada resistor. 

Segundo Boylestad (2004, p. 105), a regra dos divisores de 
tensão determina que: 

[...] a tensão  entre  os terminais  de  um resistor 


em  um  circuito  em  série  seja  igual  ao  valor 
desse  resistor  multiplicado  pela  tensão  total 
aplicada  aos  elementos  em  série  do  circuito, 
dividida pela resistência total dos elementos em 
série. 

Acompanhe, com atenção, o exemplo a seguir:

Etapa IV ­ Volume 1  71 
Exemplo 1 
Analise  o circuito representado  na  fi gura 9  e  determine a  tensão 
sobre o resistor R 2 . 

Figura 9: Exemplo sobre divisão de tensão 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Acompanhe,  com  muita  atenção,  como  podemos  determinar  a 


tensão sobre o resistor R 2 . 

Resolução 

Observe  que  a  equação  também  pode  ser  resolvida  dividindo  o 


resistor R 2  pelo resistor total R T e, depois, multiplicar por E. Ao dividir 
R 2  por R T  , encontramos a contribuição de R 2  na resistência total, ou 
seja, a porcentagem de R 2  em R T . Multiplicando essa porcentagem 
por E, encontramos a porcentagem de tensão sobre o resistor R 2 . 

Atenção! 

É  importante  ressaltar  que,  na  associação  série  de 


resistores,  a resistência total da associação é maior do 
que o maior valor de resistência contida na ligação. 

Para mais informações sobre ligação série de resistores, 
sugerimos a leitura das seguintes páginas.
· BOYLESTAD, 2004, p.98, 99, 100 (item 5.4), 101, 
102, 103, 104, 105 e 106 (exceto 5.7) 

Atividade 3 
Observe, com muita atenção, a fi gura 10. Em seguida, determine a 
corrente total do circuito e a tensão sobre o resistor R 3 .

72  Engenharia Elétrica 
Figura 10: Atividade sobre divisão de tensão 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Ligação paralela de resistores 
Observe, com atenção, a fi gura a seguir. Verifi que que os resistores 
podem ser associados em paralelo da forma. 

Figura 11: Ligação paralela de resistores 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Já vimos que o inverso da resistência é chamado de condutância e 
podemos representá­la  da seguinte forma: 

•  Neste tipo de ligação de resistores, a resistência total da 
associação é menor do que o menor valor de resistência 
contida na associação. 
• Com  relação  à  associação  paralela  de  resistores,  a 
corrente  total  do  circuito  se  divide  entre  os  resistores 
da  ligação,  inversamente  proporcional  ao  valor  do 
resistor, ou seja, quanto maior o valor do resistor, menor 
será  a  corrente  naquele  resistor.  Na  associação  série 
de  resistores,  a  tensão  se  divide  entre  os  resistores 
da  ligação,  proporcional  ao  seu  valor,  ou  seja,  quanto 
maior o valor de resistência, maior a queda de tensão no 
resistor. 

Etapa IV ­ Volume 1  73 
Observe, agora, a fi gura 12. 

Figura 12: Divisão de Corrente na Ligação Paralela de Resistores 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Como pode ser observado, os resistores ligados em paralelo estão 
submetidos  à  mesma  diferença  de  potencial  E.  Logo,  a  corrente 
total I irá se dividir pelos n resistores, com a diferença agora que, 
quanto menor o valor de resistência, maior a corrente que irá fl uir 
pelo resistor. A igualdade  é válida desde que E 
seja a única fonte no circuito. 

Acompanhe, com atenção, o exemplo a seguir. 

Exemplo 2 
Dado o circuito da fi gura 13 a seguir, determine: 
a)  a resistência equivalente do circuito 
b)  a corrente em cada resistor 
c)  a corrente total do circuito 

Figura 13: Exemplo de Ligação de Resistores em Paralelo 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Acompanhe, com atenção, a resolução apresentada a seguir, a fi m 
de observar como são feitos os cálculos. 

Resolução 

a) 

b) 

c) 

Para mais informações sobre a ligação paralela de resistores, leia, 
com atenção:

· BOYLESTAD, 2004, da página 127 à 144 (exceto item 6.10).

74  Engenharia Elétrica 
Atividade 4 
Dado  o  circuito  da  fi gura  14  apresentada  a  seguir,  determine  a 
resistência equivalente. 

Observe  que  esse  exercício  não  apresenta  valores  para 


os resistores e corrente. Diante disso, sua  resolução será 
literal. 

Figura 14: Exemplo produto pela soma 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Ligações série e paralela de capacitores 
Assim  como  os  resistores,  os  capacitores  também  podem  ser 
associados em série e em paralelo. 

Capacitores ligados em série 
A conexão de capacitores em série possui característica diferente 
da ligação em série de resistores, ou seja, a capacitância total de 
uma  ligação  em  série  é  menor  do  que  a  menor  capacitância  da 
ligação. Observe, com atenção, o circuito da fi gura a seguir. 

Figura 15: Capacitores Ligados em Série 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Logo:

Etapa IV ­ Volume 1  75 
Exemplo 3 
Determine a capacitância total no circuito representado na fi gura a 
seguir. 

Figura 16: Exemplo de Ligação Série de Capacitores 
Fonte: Adaptada de Boylestad, (2004) 

Acompanhe, com atenção, a resolução apresentada a seguir. 

Resolução 

Com  o  objetivo  de  ampliar  os  seus  conhecimentos  sobre 


a  associação  série  de  capacitores,  sugerimos  a  leitura  a 
seguir.
· BOYLESTAD, 2004, p.294 (a partir do item 10.13) e 
295 (até equação 10.32) 

Após a leitura proposta, esperamos que, com maior facilidade, você 
desenvolva a atividade proposta. 

Atividade 5 
Um circuito é formado por uma fonte dc de 30V e três capacitores 
ligados em série. Sabendo que C 1 = 30mF e que C T = 15mF, determine 
a tensão V 1  sobre o capacitor C 1 . 

Dos capacitores ligados em série, passaremos, a seguir, a estudar 
os capacitores ligados em paralelo. 

Capacitores ligados em paralelo 
A associação paralela de capacitores pode ser observada na fi gura 
17 a seguir. 

Figura 17: Ligação de Capacitores em Paralelo 
Fonte: Adaptada de Boylestad, 2004

76  Engenharia Elétrica 
Para a ligação em paralelo de capacitores, tem­se: 

Logo: 

Lembre­se de que, como os capacitores estão em paralelo, a 
tensão em seus terminais é a mesma. 

Exemplo 4 
Determine a capacitância total na ligação mostrada na fi gura 18 a 
seguir. 

Figura 18: Exemplo de ligação em paralelo de capacitores 
Fonte: Adaptada de Boylestad, (2004) 

Acompanhe, com atenção, a resolução a seguir. 

Resolução 

Para  maiores  informações  sobre  a  ligação  paralela  de 


capacitores, sugerimos a leitura indicada  a seguir.

· BOYLESTAD,  2004,  p.295  (a  partir  do  segundo 


parágrafo  depois  da  equação  10.32),  296  (até 
exemplo 10.16). 

Atividade 6 
Dado o circuito da fi gura 19, determine a carga total armazenada 
nos capacitores. 

Figura 19: Atividade ligação paralela de capacitores 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004)

Etapa IV ­ Volume 1  77 
Ligações série e paralela de indutores 
As  ligações  série  e  paralela  de  indutores  seguem  o  mesmo 
raciocínio das ligações série e paralela de resistores. 

Indutores ligados em série 
Observe o circuito da fi gura 20, apresentada a seguir. 

Figura 20 ­ Ligação Série de Indutores 
Fonte: Adaptada de BOYLESTAD, 2004 

Logo, a indutância total de uma ligação série de indutores é a soma 
das indutâncias, ou seja: 

Exemplo 5 
Determine  a  indutância  total  do  circuito  mostrado  na  fi gura  21  a 
seguir. 

Figura 21: Exemplo de Ligação Série de Indutores 
Fonte: Adaptada de Boylestad, 2004 

Acompanhe, atentamente, a resolução. 

Resolução

78  Engenharia Elétrica 
Indutores ligados em paralelo 

A fi gura 22, apresentada a seguir, ilustra um circuito com indutores 
ligados em paralelo. 

Figura 22: Ligação Paralela de Indutores 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Logo,  o  inverso  da  indutância  total  de  uma  ligação  paralela  de 
indutores é a soma dos inversos das indutâncias, ou seja: 

Para mais informações sobre ligação em série e paralela de 
indutores, sugerimos a leitura indicada a seguir.
· BOYLESTAD, 2004, p. 353 (item 12.12) 

Chegamos  ao  fi nal  de  nosso  roteiro  de  estudo.  Você  verifi cou 
que a abordagem do assunto foi feita de maneira clara e objetiva. 
Esperamos  que  os  exemplos,  as  atividades,  assim  como  as 
leituras  propostas  tenham  contribuído  para  a  sua  construção  de 
conhecimento. Sugerimos ainda, caso necessário, que aprofunde 
os  seus  conhecimentos,  refazendo  as  atividades,  os  exemplos  e 
fundamentando­se nas leituras sugeridas. 

Bom estudo!

Etapa IV ­ Volume 1  79 
Leitura Obrigatória

BOYLESTAD, R.L., Introdução à análise de circuitos. 10. ed. 
São Paulo: Prentice Hall, 2004. 

Trata­se de uma das obras mais indicada aos estudos dos circuitos 
elétricos. É uma das referências mais utilizadas na referida área. 
Utilizando­se de uma linguagem objetiva, o autor proporciona um 
rico  conteúdo  e  ilustra­o,  utilizando­se  de  exemplos  simples  que 
contribuem para o maior entendimento sobre os circuitos elétricos. 

Leitura Complementar 

DORF, R. C., SVOBODA, J. A.. Introdução aos circuitos 
elétricos. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 2008. 

A obra de Dorf e Svoboda aborda diferentes circuitos elétricos que 
são encontrados em nosso cotidiano. Trata­se de uma referência 
essencial  àqueles  que  se  interessam  em  projetos  de  circuitos, 
uma vez que os autores, utilizando­se de uma linguagem clara e 
objetiva,  proporcionam  conhecer  diversos  problemas  de  projetos 
na referida área. 

REFERÊNCIAS 
Bibliografia
BOYLESTAD, R.L., Introdução à análise de circuitos. 10. ed. 
São Paulo: Prentice Hall, 2004. 

DORF, R. C., SVOBODA, J. A.. Introdução aos circuitos 
elétricos. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 2008.

80  Engenharia Elétrica 
Roteiro de Estudo 3 

Materiais condutores, materiais isolantes


e proteção 

Florisvaldo Cardozo Bomfi m Junior 

Objetivos

Ao fi nal dos estudos que propomos neste Roteiro, você deverá ser 
capaz de: 

•  dimensionar condutores e isolação; 
•  dimensionar sistemas de proteção; 
•  compreender  dispositivos  de  manoplas  para  posterior 
aplicação em sistemas de controle industrial. 

Iniciaremos por meio deste Roteiro  nossos estudos sobre materiais 
elétricos.    Abordaremos  os  materiais  condutores,  isolantes, 
manoplas e  proteção  de  condutores  e humana. Estes  conteúdos 
são fundamentais para a prática do engenheiro eletricista nas áreas 
de instalações residenciais e industriais. 

Este estudo tem por objetivo principal o dimensionamento correto 
dos  materiais  a  serem  utilizados  nas  instalações,  assim  como,  a 
garantia  da  qualidade  das  instalações  por  meio  dos  dispositivos 
de tensão diferencial residual em relação à fuga de corrente. Outro 
aspecto  considerado  é  a  proteção  humana,  ou  seja,  a  proteção 
contra choques elétricos. 

Você encontrará, ao longo do roteiro, exemplos que o(a) ajudarão 
a  compreender  as  explicações  dadas,  sugestões  de  leituras  e, 
ainda, atividades para verifi cação da aprendizagem. Você poderá 
conferir suas respostas com o referencial que se encontra no fi nal 
do volume. 

1.  Materiais condutores 
Para melhor compreendermos os materiais condutores, temos que 
conhecer algumas defi nições importantes: 

•  Condutores 
Denominam­se condutores elétricos qualquer meio que se propaga 
uma  corrente  elétrica.  Os  metais  são  uns  bons  exemplos,  pois 
possui  na  região  externa  da  eletrosfera  uma  ligação  muito  fraca 
entre  os  elétrons  e  o  núcleo  fazendo  como  que  seus  elétrons 
circulem livremente de um átomo para outro. 

• Barras 
Condutor metálico, rígido podendo ser em forma de tubos ou de 

Etapa IV ­ Volume 1  81 
seção perfi lada, usados diretamente como condutores geralmente 
não  usam  isolação  e  sua  aplicação  principal  é  em  quadros  de 
distribuição e em equipamentos. 

•  Fios 
Condutor metálico, fl exível e maciço de versão transversal invariável 
sendo seu comprimento muito maior que sua seção transversal e 
o mesmo também de ser utilizado para confecção de condutores 
Condutores 
encordoados  encordoados, podendo isolados ou não. 
São condutores 
constituídos por um  Os condutores mais utilizados são os de alumínios e dos de cobre, 
conjunto de fi os postos 
de forma helicoidal. 
sendo  os  de  cobre  mais  utilizados para  condutores isolados;  por 
outro  lado, os  condutores  de  alumínio  são  utilizados no  ramo de 
condutores nus. 

Cálculo da resistividade de um condutor 

Para um condutor de seção cilíndrica de comprimento “l” e de seção 
transversal “S” o valor de sua resistência e dada por: 

­ Resistividade do material () 
­ Comprimento Transversal em metros 
­ Área da seção dos condutores dada em 

Reorganizando a equação teremos que a resistividade é dada por 

A condutividade nada mais é que o inverso da resistividade, sendo 
medida em Siemens por metro (s/m) 

Variação da resistividade devido à temperatura 

A  resistividade  do  metal  está  em  função  da  temperatura  que  o 


mesmo se encontra, com isso o valor dessa função pode aumentar 
ou diminuir conforme a isolação do material condutor. 

Onde : 
é  a resistividade da temperatura  , 
é  a resistividade da temperatura  e 
é o coefi ciente de temperatura relativo a  .

82  Engenharia Elétrica 
Para a fórmula especifi cada, usamos a tabela 1, a seguir: 

Tabela 1: Tabela de Resistividade 
Material  Resistividade (Ω­m) a 20 °C  Coefi ciente* 
Prata  1.59×10 −8  .0038 
Cobre  1.72×10 −8  .0039 
Ouro  2.44×10 −8  .0034 
Alumínio  2.82×10 −8  .0039 
Fonte: (Wikipédia, 2009) 

Vejamos alguns exemplos! 

1.  Calcule a resistividade do cobre para uma temperatura de 30°. 

Resolução: 

Usando a tabela 1 obtemos que 

Aplicando os valores na equação temos: 

2.  Usando  agora  a  equação  da  resistência  elétrica,  calcule  a 


resistência  de  um  condutor  de  seção  transversal  1  mm²  e 
comprimento de 1 m para a temperatura de 20°C e 30°C. 

Resolução: 
1)  Temperatura  de  20°C  temos  uma  resistência  de 

2)  Temperatura  de  30°C  temos  uma  resistência  de 

Etapa IV ­ Volume 1  83 
Para mais esclarecimentos sobre este assunto, sugerimos que leia o 
capítulo 5 do livro de Cotrin, indicado como leitura obrigatória. 

Dimensionamento de condutores 
Para  um  dimensionamento  de  condutor  correto,  é  necessária  a 
utilização de dois métodos que visam à proteção do condutor que 
é chamado limite de corrente e o outro que visa a queda de tensão 
em cima do condutor. 

Lembre­se  de  sempre  utilizar  os  dois  métodos  considerando  o 


resultado de maior seção transversal  encontrado, respeitando os 
valores mínimos especifi cados no quadro 1, a seguir: 

Quadro1: Dimensionamento de condutor 
Seção mínima do 
Tipo de Instalação  Utilização do circuito 
condutor isolado (mm²) 
Circuito de Iluminação  1,5 
Circuito de força(incluem 
2,5 
Instalação fi xas em geral  tomadas) 
Circuito de sinalização e 
0,5 
circuito de controle 
Para um equipamento  Como especifi cado na 
específi co  norma do equipamento 
Para qualquer outra 
0,75 
Ligações Flexíveis  aplicação 
Circuitos a extrabaixa 
tensão para aplicação  0,75 
especiais 
Fonte: Tabelas de dimensionamento Pirelli 

Limite de queda de tensão 

Nunca  se  perguntaram  por  que  em  algumas  residências  quando 


se liga uma carga mais elevada (torneira elétrica, chuveiro elétrico 
e bomba de água) notamos que a luminosidade das lâmpadas cai, 
esse  fenômeno  é  chamado  de  queda  de  tensão  em  condutores 
devido ao aumento de corrente no circuito elétrico. 

Veja  no  quadro  2  e  na  fi gura  1,  os  valores  de  queda  de  tensão 
máximos permitidos. 

Quadro 2: Limite de queda de tensão 
Instalações  Iluminação  Outros usos 
A  Instalações  alimentadas  4%  4%
diretamente  por  ramal  de  baixa 
tensão,  a  partir  de  uma  rede 
de  distribuição  pública  de  baixa 
tensão. 

84  Engenharia Elétrica 
B  Instalações  alimentadas  7%  7% 
diretamente  por  subestação  de 
transformação ou transformador, 
a partir de uma instalação de alta 
tensão. 
C  Instalação  que  possuam  fonte  7%  7% 
prépria, 
Fonte: Tabelas de dimensionamento Pirelli 

Figura 1: Limite de queda de tensão ­ Fonte: Tabelas de dimensionamento Pirelli 

Cálculo de queda de tensão 

Vamos  compreender  a  equação  de  calculo  por  queda  de  tensão 


para uma tensão monofásica. 

A fórmula pode também ser escrita desta maneira quando envolve 
ramifi cações: 

Para circuitos Monofásicos

Etapa IV ­ Volume 1  85 
Corrente de projeto(Ip) 

Para circuitos Monofásicos 

Para circuitos Trifásicos 

Limite de queda de tensão para redes trifásicas. 

Veja o exemplo a seguir. 
Calcule a seção nominal do condutor por limite de queda de tensão, 
para  um  motor  que  está  a  10  metros  da  fonte  de  alimentação 
Vfn=127V,  =0,92  e  1  cv  de  potência  (1cv=736watts). 
Considerar 2% de queda de tensão. 

Resolução: 

Como  o  motor  é  considerado  um  circuito  de  força,  adotaremos 


como padrão um condutor de seção de 2,5mm² 

Para mais esclarecimentos sobre este assunto, sugerimos que leia o 
capítulo 3 do livro de Mamede, indicado como leitura obrigatória.

Hora de praticar!
Vamos ver se você entendeu o que vimos até aqui. Para tanto, 
realize as atividades, a seguir. 

Atividade 1 

Calcule a seção nominal do condutor por limite de queda de tensão, 
para  um  motor  que  está  a  10  metros  da  fonte  de  alimentação 
Vff=220V,  =0,92 e 1 cv de potência (1cv=736watts).Considerar 
2% de queda tensão.

86  Engenharia Elétrica 
Atividade 2 

Calcule a seção nominal do condutor por limite de queda de tensão, 
fonte de alimentação Vff=220V,  =0,92 e 2 motores de 2 cv de 
potência (1cv=736watts).Considerar 2% de queda tensão. 

Figura 2 

Limite de Corrente 

Não  há  necessidade  de  fórmulas  e  sim  apenas  o  método  de 


instalação e a quantidade de cabos. Para determinar a seção do 
condutor por limite de corrente, utilizamos a tabela da Pirelle que 
está disponível em:......... 

Em nossas atividades, colocaremos apenas o recorte necessário 
para a resolução do exercício, mas é importante que você tenha 
a tabela completa. 

Vamos exemplifi car. 
Calcule a seção do condutor usando o método limite de corrente 
para um condutor isolado de seção circular embutido em alvenaria 
de uma rede monofásica, sabe­se que ele alimenta uma carga de 
1000watts e Vfn=127V. 

Resolução: 

Calculado o valor da corrente 

Tabela 1: Recorte da tabela da Pirelli sobre dimensionamento de condutores. 

Fonte: Tabelas de dimensionamento da Pirelli

Etapa IV ­ Volume 1  87 
Usando a tabela, vemos que esse método utiliza o tipo de instalação 
B2. (mudar a marcação no desenho) 

Para uma corrente de 7,8A teremos um condutor de 0,5mm² que 
suporta uma corrente de até 9A.

Hora de praticar!
Mais uma atividade para você colocar em prática o que acabou 
de estudar. 

Atividade 3 

Calcule a seção do condutor usando o método limite de corrente 
para um condutor isolado de seção circular embutido em alvenaria 
de uma rede monofásica, sabe­se que ele alimenta uma carga de 
4500watts e Vfn=127V. 

Calculo de queda de tensão trifásica 
O cálculo de queda de tensão é realizado usando a tabela abaixo. 
Nesta  tabela    obtemos  os  valores  das    resistências  elétricas  e 
reatância indutiva. 

Tabela 2 – Resistência elétrica e reatância indutivas. 

Fonte: Tabelas de dimensionamento da Pirelli

88  Engenharia Elétrica 
Formula para cálculo de queda de tensão. 

Onde: 
Dc ­ demanda da carga, em kVA; 
R – resistêcia do condutor, em mohm/m; 
X – reatância do condutor, em mohm/m; 
Lc – Comprimento do condutor, em m; 

Vejamos,  agora,  um  exemplo  de  aplicação  dos  dois 


métodos. 
Usando  os  dois  métodos  de  dimensionamento  de  condutores 
calcule  a  seção  para  um  sistema  monofásico  o  qual  possui  uma 
tensão de 127V que alimenta uma carga de 2000 watts a distância 
de 12 metros com  uma queda percentual de tensão aceitável de 
2%  e  o  condutor  está  embutido  em  alvenaria  com  condutores 
isolados. 

Limite de corrente 

Tipo de Instalação B2 

Usando a tabela para dois condutores carregados encontramos o 
valor de 1,5mm² 

Queda de Tensão 

Adotando o valor de maior seção encontrada usaremos o valor de 
4mm² para o circuito. 

Atenção! 
Conforme  vimos,  não  podemos  utilizar  o  condutor  de  menor 
seção encontrado (1,5 mm 2 ), pois esta escolha poderá acarretar 
em aquecimento do circuito elétrico da instalação. 

Eletrodutos 

Estrutura responsável pela proteção e acomodação dos condutores 
nele alojado. 

Vejamos  algumas  ilustrações  que  representam  alguns  tipos  de 


eletrodutos

Etapa IV ­ Volume 1  89 
Dimensionamento eletrodutos 

Compreendendo a Fórmula 

Onde: 
Sc – Somatória das seções dos condutores 
dc – Diâmetro(condutor+isolação) condutor. 
n – Numero de condutores no eletroduto. 
Se – Seção interna do eletroduto. 
de – Diâmetro interno do eletroduto. 
K – Coefi ciente de ocupação. 

Para este cálculo precisaremos  consultar as tabelas, a seguir: 
Tabela 3  – Taxa de Ocupação. 
Valor de K  Quantidade de 
Condutores 
0,53  1 
0,31  2 
0,40  3 ou mais 
Fonte: Tabelas de dimensionamento da 
Pirelli 

Tabela 4 – Diâmetro Externo 
Seção  Condutor mais 
(mm²)  isolação (mm) 
0,5  2,1 
1  2,5 
1,5  3 
2,5  3,7 
4  4,3 
6  4,9 
10  5,9 
16  6,9 
25  8,5 
35  9,6 
50  11,3 
70  12,9 
95  15,1 
120  16,5 
Fonte: Tabelas de dimensionamento da 
Pirelli

90  Engenharia Elétrica 
Tabela 5 – Seção Interna e externa do eletroduto. 
De 
Di (diâmentro 
Tamanho  (diâmentro 
interno em 
em mm  externo em 
mm) 
mm) 
16  12,4  16,4 
20  15,8  20,8 
25  17,7  22,9 
32  26,5  32,9 
40  34,7  41,9 
50  39,4  47,4 
60  49,8  59 
75  63,7  74,7 
85  73,6  84,6 
100  75,2  87,6 
Fonte: MAMEDE, J ­ Eletrodutos 

Vamos aos exemplos! 
1­  Calcule o eletroduto para 7 condutores de 4mm². 

Resolução: 
Olhando na tabela temos que o diâmetro externo do condutor é de 
4,2mm e para 7 condutores a taxa de ocupação é de 40% 

Olhando na tabela temos que o diâmetro do eletroduto será o de 
25mm. 

Figura  3:  corte  transversal  do 


eletroduto  com  os  condutores. 
(escala real) 

2­   Calcule o eletroduto para: 

7 condutores de 4mm² e 2 condutores de 10mm². 

Resolução: 

Olhando na tabela temos que o diâmetro externo do condutor de 
é: 
4,2mm – 4mm² 
6,1mm – 10mm² 
9 condutores ­ taxa de ocupação é de 40%
Etapa IV ­ Volume 1  91 
Olhando na tabela temos que o diâmetro do eletroduto será o de 
32mm. 

Figura 4: corte transversal do eletroduto com os condutores. (escala real) 

Você encontrará mais detalhes no capítulo 3 do livro de Mamede. 

2.  Materiais Isolantes 
São materiais que possuem um alto valor de resistência, isto é, não 
permite a livre circulação de cargas elétricas. 

A  relação  entre  a  tensão  aplicada  a  uma  camada  elementar  de 


dielétrico e a espessura dessa camada é chamada de gradiente 
potencial.  Podemos verifi car que esse gradiente não uniforme em 
toda espessura do dielétrico. 

Um  dieléctrico  ou  dielétrico,  ou  isolante  elétrico,  é  uma  substância 


que possui alta resistência ao fl uxo da corrente elétrica. 

Materiais isolantes utilizados 

Isolante  sólidos  são  de  maior  aplicação  hoje  em  dia,  tendo  sua 
maior aplicação em cabos de baixa e media tensão. 

Características mais comuns: 
•  homogeneidade  da  isolação  e  boa  resistência  ao 
envelhecimento em serviço; 
•  ausência de escoamento; 
•  reduzida sensibilidade à umidade; 
•  insensibilidade às vibrações; 
•  bom comportamento ao fogo. 

Como  exemplo temos: Cloreto polivinila  (PVC),  Borracha etileno­ 


propileno (EPR)  e  Polietileno reticulado  (XPLE).  Destes, os  mais 
utilizados são o PVC e XPLE. 

Sobre o assunto, leia o capítulo 5 do livro de Cotrim.

92  Engenharia Elétrica 
3.  Dispositivos de proteção 

Fusíveis 
É um dispositivo de proteção constituído por um metal que quando 
recebe  uma  corrente,  acima  da  especifi cada,  faz  com  que  esse 
metal entre em fusão abrindo o circuito. Para que o circuito volte 
a  funcionar  e  necessário  a  troca  do  fusível  por  um  de  mesma 
especifi cação, pois, caso seja usado um que suporta uma corrente 
maior, poderá comprometer todos os condutores da instalação. Por 
outro  lado  se  utilizamos  um  de  corrente  menor,  o  usuário  nunca 
conseguirá aproveitar todo o potencial de sua instalação. 

Classifi cação 

•  Fusíveis de ação ultra rápida, fundem rapidamente em caso 
de sobrecarga muito baixa (FF). 
•  Fusíveis  de  ação  rápida,  fundem  rapidamente  perante 
sobrecargas relativamente baixas, oferecendo, em condições 
nominais, um uso duradouro (F). 
•  Fusíveis  de  ação  semi­retardada,  fundem  rapidamente 
perante sobrecargas moderadas, mas suportam, com alguma 
tolerância, correntes transitórias moderadas (M). 
•  Fusíveis  de  ação  retardada  (Temporizados),  fundem 
rapidamente  perante  sobrecargas  prolongadas,  mas  são 
capazes de resistir a transitórios de corrente de curta duração 
(T). 

Dimensionamentos de fusíveis 
Para  o  dimensionamento  de  fusíveis  utilizamos  dois  parâmetros: 
tensão nominal e a corrente Nominal. Veja um exemplo! 

Veja o exemplo, a seguir. 

Para um motor que consome uma corrente de 35 A com uma tensão 
de alimentação de 127 V, dimensione o fusível a ser utilizado. 

Resolução: 
Tabela 6 – Dimensionamento de fusíveis
Usando a tabela de fusíveis 

Fonte: DW – Material Elétrico Industrial 

Etapa IV ­ Volume 1  93 
O fusível adotado será um de 40ª como o exemplo a sua indicação 
será de 3NA3 817 

Disjuntores termomagnéticos 
A principal função do disjuntor não é a de proteger os equipamentos 
elétricos e sim os condutores elétricos do circuito. Não dever ser 
usado como uma chave liga desliga e possui superioridade aos 
fusíveis pelo aspecto de na ocorrência de um curto circuito basta 
rearmá­lo, sendo sua durabilidade muito maior. 

Atenção! 
Os  disjuntores  podem  ser  rearmáveis  enquanto  os  fusíveis 
não. 

Disparador Térmico 

A  principal  do  acionamento  térmico  consiste  em  detectar  uma 


correte  que  está  acima  da  especifi cada  pelo  projeto  elétrico. 
Para  entendermos  este  conceito,  vamos  considerar  uma  sobre 
corrente. 

Essa corrente excedente irá aquecer o condutor bi metálico que se 
encontra dentro do disjuntor fazendo com que ele entorne e acione 
o gatilho e abra o circuito. 

Figura 5: Disparador térmico 

Disparador Magnético 

Tem como função detectar corrente de curto circuito. É constituído 
por uma bobina  que irá acionar o gatilho acima de uma corrente 
predeterminada fazendo com que o circuito se abra. 

Figura 6: Disparador magnético

94  Engenharia Elétrica 
Vejamos  o  porquê  da  utilização  dos  dois  disparadores 
(termomagnético)! 

1° caso: Se tivermos uma corrente que está acima da especifi cação 
de  projeto  do  circuito  o  disparador  magnético  não  acionará,  pois 
precisa de uma corrente maior para que sua bobina gere o campo 
que irá disparar o gatilho do disjuntor. 

2° caso: Por outro lado se ocorrer um curto circuito nos condutores 
o  tempo  de  acionamento  do  disparado  termomagnético  e  muito 
lento, pois à necessidade de um aquecimento do bi metálico para 
que o mesmo acione, fazendo com que o circuito se queime devido 
à demora de resposta do disjuntor. 

Existindo  os  dois  tipos  de  proteção  em  um  dispositivo,  ele  pode 
tanto  acionar  com  uma  sobre  corrente  quanto  uma  corrente  de 
curto circuito. 

Disjuntor DR 

Figura 7: Disjuntor DR 

Constituído por uma toroide esse disjuntor que analisa a corrente 
de fuga do circuito elétrico a qual está acoplado, quando a corrente 
de  entrada  do  sistema  passa  pela  toride  ele  gera  uma  campo 
magnético  que  é  anulado  pela  corrente  de  saída  da  carga,  que 
se não houver fuga a corrente de entrada de uma carga é igual a 
corrente de saída. 

I(entrada)=i(saída) 
Quando ocorre a fuga de corrente do circuito a corrente de entrada 
torna­se maior que a corrente de saída fazendo com que o campo 
magnético gerado na toroide acione o dispositivo fazendo com que 
o circuito se abra. 

I(entrada)=i(saída)+i(fuga) 

Uma  das  vantagens  de  um  disjuntor  DR  é  testar  a  qualidade  da 
instalação  elétrica  e  também  garantir  a  proteção  humana  e  de 
animais contra choques. 

Coordenação dos disjuntores 

Temos que tem em mete que em uma instalação os disjuntores que 
devem sempre o mais próximo do curto, imaginem uma indústria

Etapa IV ­ Volume 1  95 
a  qual  toda  vez  que  houvesse  um  curto  circuito  no  aquecedor 
da marmita do funcionário  a indústria inteira fi casse  sem energia 
devido a uma má coordenação de disjuntores. 

Figura 8: Coordenação dos disjuntores 

Dimensionamento de disjuntores 
Tabela 6 ­  Dimensionamento de disjuntores 

Temperatura Ambiente °C 
20  30  40  50 
Unipolar  Multipolar  Unipolar  Multipolar  Unipolar  Multipolar  Unipolar  Multipolar 
10  9,5  9,5  9  9  8,5  9 
15  14  14,5  13,5  14  13  13 
20  19  19  18  18  17  17,5 
25  24  24  22,5  23  21  22 
30  28,5  29  27  27,5  25,5  26,5 
35  33  33,5  31,5  32  30  31 
40  38  38,5  36  37  34  35 
50  47,5  48  45  46  42,5  44 
60  57  57,6  54  55  51  53 
70  66,5  67  63  64  59,5  62 
Fonte: CEMIG – Manual de instalações elétricas 

Exemplo 
Dimensione  um  disjuntor  para  uma  corrente  de  51A  onde  a 
temperatura é de 35°C, para um circuito elétrico unipolar. 

Adotamos a temperatura acima de 35°C que é a de 40°C para uma 
corrente de 52 A teremos um disjunto de 60 A

96  Engenharia Elétrica 
Resposta: 
Disjuntor unipolar de 60ª 

Usando a tabela da Siemens. 

Tabela 7: Dimensionamento de disjuntores classe C 

Tabela – Siemens disjuntores 

O modelo adotado será o 5SX1 163­7

Hora de praticar!
Agora, procure resolver a atividade 4, a seguir. 

Atividade 4 

Porque deve­se usar os dois tipos de disparadores em disjuntores 
termomagnéticos e qual o motivo de não usar somente os disjuntores 
DR e uma instalação. 

Agora, você deverá ler o capítulo 6 do livro de Cotrin e o capítulo 
3, do livro de Mamede. 

4.  Dispositivos de manopla 
Relés 

É  um  dispositivo  de  caracterisitica  eletromecânica,  consiste  na 


comutação de uma armadura que possui por fi nalidade abrir ou

Etapa IV ­ Volume 1  97 
fechar o circuito, quando a bobina é percorrida por uma corrente 
(lembrando da regra da mão direita) temos a geração de um campo 
magnético que atrai a armadura fazendo do que ela abra o circuitor 
(no  caso  de  um  relé  normalmente  fechado  NF)  ou  feche  (relé 
normalmente aberto NA). 

Uma das principais vantagens do relé é que ele pode ser acionado 
por uma corrente muito menor a que ele controla. É a mesma idéia 
do breque de um carro o acionameto e leve mais a ação no disco 
e multiplicada. 

Na parte de segurança apresenta uma boa característica devido ao 
islamento elétrico da energia de comando com a energia controlada, 
por exemplo, uma bobina pode ser acionada de 4 a 6 volts mais 
pode  controlar  uma  tensão  de  127  a  220  por  exemplo,  sem  que 
a tensão que energiza a bobina entre em contato com a que está 
sendo controlada. 

Contatos normalmente aberto 

Como  apresentado  no  desenho  a  abaixo  e  todo  relé  que  na 


através de corrente na bobina, se mantem de forma aberta como 
apresentado no desenho abaixo. 

Contatos normalmente fechado 

De  maneira  inversa  ao  NA  na  através  de  corrente  na  bobina,  se 
mantem de forma fechada como apresentado na fi gura abaixo. 

Exemplo de aplicação 

Reed Relés 

Seus interrupitores são hermeticamente fechados em uma ampola 
de vidro como apresentado na fi gura abaixo. 

Seu  acionamento  é  através  de  um  campo  magnético  externo 


fazendo com que os contatos se fechem.

98  Engenharia Elétrica 
Contatores 

Dispositivo de característica eletromecânica muito semelhante aos 
relés, usado na área de comandos elétricos de motores e bombas, 
dentre outras cargas. 

Funcionamento 

É constituído por uma bobina fi xa que produz um campo magnético 
quando  percorrida  nela  uma  corrente,  proporcionando  um 
movimento causado pela atração do eletroímã a uma parte móvel 
chamada armadura. Essa armadura por sua vez, altera o estado 
dos  seus  contactos.  Os  que  são  normalmente  abertos  comutam 
para fechado, e o normalmente fechado comuta para aberto. 

Vantagem do emprego de contatores 
•  Comando á distância 
•  Elevado número de manobras 
•  Grande vida útil mecânica 
•  Pequeno espaço para montagem 
• Garantia de contato imediato 

Dimensionamento 
Seu dimensionamento é dado pelo: 
Numero de pólos. 
Alimentação da Bobina (c.c ou c.a.). 
Corrente e potência nominal. 
Numero de contatos abertos. 
Numero de contatos fechados. 

Veja  no  folheto  exemplo  de  especifi cação  de  varias  marcas 


de  contatores,  observe  sua  nomenclatura  de  acordo  com  sua 
característica. 

Etapa IV ­ Volume 1  99 
Figura 8: SCHMERSAL – Contatores 

Veja um exemplo! 

Usando a tabela de contatores ABB dimensione um contator para 
um motor de 2cv(240V­1472W), 3 polo, um contato auxiliar “NO” e 
a sua bobina deve ser acionada com 110v a 50Hz. 

Resposta: 

Olhando na tabela encontramos: 

Tabela 8 – Dimensionamento de contatores 

Fonte: Tabela ABB ­ Contatores 

O numero de catálogo do contator é A9­30­10­84 

Leia mais em Mamede, capítulo 9.

Hora de praticar!
Para exercitar, faça a atividade 5, a seguir.

100  Engenharia Elétrica 
Atividade 5 

O que é um contator, qual o seu princípio de funcionamento e quais 
as suas vantagens. 

Chegamos, assim, ao fi nal deste roteiro. Se você nos acompanhou 
até  aqui,  prestando  atenção  aos  exemplos,  fazendo  as  leituras 
sugeridas  e  colocando  em  prática  os  conhecimentos  adquiridos, 
certamente deve estar se sentindo mais preparado do  que antes 
para o desempenho de suas atividades como engenheiro eletricista 
na área de instalações residenciais e industriais. 

Leituras Obrigatórias

Texto 1
MAMEDE,  João  Filho.  Instalações  elétricas  industriais.  6.ed. 
Editora LTC, 2002 

Capítulos 3 e 9,10. 

Nestes capítulos o aluno poderá estudar mais sobre dimensionamento 
de condutores através de queda de tensão e limite de corrente. 

Esta obra é considerada uma referência nos estudos de instalações 
elétricas industriais.  Possui uma sistemática de resolução passo a 
passo o que proporciona melhor entendimento do assunto abordado 
neste roteiro. 

Texto 2 
COTRIM,  Ademaro  A.  M.  B.  Instalações  elétricas.  8.ed.  Local: 
Editora PERSON, ano 2008; 

Capítulos 5 e 6. 

Nestes  capítulos  o  aluno  poderá  estudar  mais  sobre  sistema  de 


proteção, estudando suas faixas de atuação. 

Esta obra por focar mais a teoria possibilita um melhor embasamento 
teórico  do  assunto.  Neste  sentido  é  também  fundamental  para  o 
estudo.

Etapa IV ­ Volume 1  101 
REFERÊNCIAS
Bibliografia 
COTRIM,  Ademaro  A.  M.  B.  Instalações  elétricas.  8.ed.  Local: 
Editora PERSON, ano 2008. 

MAMEDE,  João  Filho.  Instalações  elétricas  industriais.  6.ed. 


Editora LTC, 2002 

Endereço Eletronico 
WIKIPÉDIA.  Tabela  de  resistividade.  Disponível  em:  http:// 
pt.wikipedia.org/wiki/Resistividade. Acesso em: 24 abr. 2009. 

102  Engenharia Elétrica 
REFERENCIAL DE RESPOSTAS 

COMPONENTE CURRICULAR 
Estudos Lógico­matemáticos 

Roteiro de Estudo1 
Equações diferenciais no contexto das ciências e das engenharias 

Atividade 1 ­ p. 13 
Como ainda não foi trabalhado nenhum método de resolução, o melhor caminho é o sugerido 
pelo próprio exercício. 
As derivadas são: 

(i)  e 
(ii)  e 
(iii)  e 
(iv)  e 

Analisando as funções e suas derivadas, percebemos que:

· a função do item (iv) é a solução da equação (a), pois  ;

· a função do item (i) é a solução da equação (c), pois  ;

· a  função  do  item  (iii)  é  solução  da  equação  (b),  pois 

· a  função  do  item  (ii)  é  a  solução  da  equação  (d),  pois 

A classifi cação quanto à ordem é a seguinte: 

a) 1ª ordem          b) 2ª ordem            c) 1ª ordem              d) 2ª ordem 

Atividade 2 ­ p. 18 

a)  é equivalente a  . 

Assim  e

Etapa IV ­ Volume 1  103 
b)  é equivalente a  . Assim  e 

c) A equação  é equivalente a  . Assim  e  . 

Atividade 3 ­ p. 20 

a) 

b) 

c) 

Atividade 4 ­ p. 25 
Substituindo os valores de L, R  e V, temos a equação diferencial 

Obtendo a constante de integração, chegamos a: 

Dando sequência à resolução, temos: 

Como a condição inicial, implica em I(0) = 12A, então temos que:

104  Engenharia Elétrica 
Assim a função corrente elétrica específi ca para o problema de valor inicial é 

,  e 

Atividade 5 ­ p. 25

Usando a lei do resfriamento de Newton  , verifi camos que a equação pode ser 

reescrita como  , em que o problema de valor inicial é caracterizado pelo ponto 

Integrando ambos os membros da equação fi caremos com: 

Como  isso decorre em: 

Montando a expressão da temperatura em função do tempo, temos: 

Da relação  encontramos: 

Finalmente:  e 

Se a temperatura ambiente é de 18ºC e queremos o instante em que o café esteja a uma 
temperatura de 2ºC acima, desta, queremos determinar o valor t para T = 20ºC. Então: 

Etapa IV ­ Volume 1  105 
Atividade 6 ­ p. 25 
Pela situação apresentada, em um minuto o tanque recebe 20 litros de água e drena 10 litros 
da solução. Assim, a cada minuto, o volume da solução aumenta 10 litros e podemos afi rmar 
que o volume para cada instante é representado pela expressão V = 400 + 10t. 

Como o líquido adicionado é água pura a taxa de entrada de sal é zero. A taxa de saída é: 

taxa de saída = 

Consequentemente  será dado por: 

Resolvendo essa equação diferencial, temos: 

Dando sequência à resolução temos: 

Como em y(0) = 30g, temos que: 

Como V = 400 + 10t e a capacidade máxima do tanque é de 800 litros, então o instante no qual 
o tanque irá transbordar é dado por 800 = 400 + 10t  onde  , ou seja 40 minutos. 

O volume será de 15 gramas. 

Atividade 7 ­ p. 30 
a) III                    b) IV                    c) I                    d)  II

106  Engenharia Elétrica 
Atividade 8 ­ p. 32 

Atividade 9 ­ p. 32 


0  0  3,00  ­0,30  2,70 
1  0,1  2,70  ­0,26  2,44 
2  0,2  2,44  ­0,22  2,22 
3  0,3  2,22  ­0,19  2,02 
4  0,4  2,02  ­0,16  1,86 
5  0,5  1,86  ­0,14  1,73 
6  0,6  1,73  ­0,11  1,61 
7  0,7  1,61  ­0,09  1,52 
8  0,8  1,52  ­0,07  1,45 
9  0,9  1,45  ­0,05  1,39 
10  1  1,39  _  _ 

Campo de direções desenhado pelo software Winplot para soluções a partir de x = 0.

Etapa IV ­ Volume 1  107 
Atividade 10 ­ p. 40 

a) A equação auxiliar é  que tem as raízes m = 4 e m = 2. 
Assim 

b) A equação auxiliar é  que tem as raízes  . 

Assim 

c) A equação auxiliar é  que tem as raízes  e  . 

Assim 

d) A equação auxiliar é  que tem a raiz m = 1. Assim 

Atividade 11 ­ p. 40 

O problema de valor inicial é:  ,  e  . 

A solução geral da equação é dada por  . 

Usando as condições iniciais, chegamos à solução particular 

Atividade 12 ­ p. 46 
a) 
I) A solução para a equação auxiliar é  . 

A solução particular é do tipo  , onde  e  . 

Finalmente a solução geral é 

II)  , onde  e  . 

Pela  equação  , 

chegamos à solução geral  . 

b) 

I) A solução para a equação auxiliar é  . 

A solução particular é do tipo  , onde  .

108  Engenharia Elétrica 
Finalmente a solução geral é 

II)  , onde  e  . 

Pela equação  , chegamos à solução geral 

Atividade 13 ­ p. 46

A equação diferencial para a situação é  . 

A solução para a equação complementar  . 

Para  a  solução  particular,  supomos  desencadeando 

e  . 

Pelo  método  dos  coefi cientes  a  serem  determinados  chegamos  a 

solução  particular  e  a  solução  geral 

De  e  chegamos a  e 

Finalmente a carga no instante t  é dada por: 

Etapa IV ­ Volume 1  109 
COMPONENTE CURRICULAR 
Eletecidade Aplicada e Equipamentos Eletroeletrônicos 

Roteiro de Estudo1 
Elementos de circuitos 

Atividade 1 ­ p. 59 

Figura 18: Resposta da Forma de Onda Senoidal 

Atividade 2 ­ p. 63 

Atividade 3 ­ p. xx 

Atividade 4 ­ p. 64 

Atividade 5 ­ p. 65 

Roteiro de Estudo 2 
Associação de elementos de circuitos 

Atividade 1 ­ p. 69 

Figura 23:  Resposta A  Figura 24:  Resposta B 


Fonte: Adaptada de Boylestad (2004)  Fonte: Adaptada de Boylestad (2004)

110  Engenharia Elétrica 
Atividade 2 ­ p. 70 

Figura 25: Resposta Fontes de Corrente em paralelo 
Fonte: Adaptada de Boylestad (2004) 

Atividade 3 ­ p. 72 
Primeiramente, determina­se a resistência total, ou equivalente, do circuito. 

Agora, tem­se: 

Como se trata de um circuito série, a corrente no resistor R 3  vale 1,41A, o que resulta: 

Ou ainda: 

Atividade 4 ­ p. 75 

Atividade 5 ­ p. 76 

Atividade 6 ­ p. 77

Etapa IV ­ Volume 1  111 
Roteiro de Estudo 3 
Materiais  condutores,  materiais  isolantes,  sistemas  de  proteção  e  dispositivos  de 
manoplas 

Atividade 1 ­ p. 86 

Atividade 2 ­ p. 87 

Condutor  adotado : 2,5mm² 

Atividade 3 ­ p. 88 

Calculado o valor da corrente 

Para uma corrente de 35,5A teremos um condutor de 6mm² que suporta uma corrente de até 
9A. 

Atividade 4 ­ p. 97 

­ Os dois disparadores são utilizados para que o disjuntor abra o circuito tanto na presença de 
uma sobre corrente ou na presença de uma  corrente de curto. E o motivo de não se aplicar 
somente o disjuntor tipo DR em uma instalação elétrica e que o mesmo abre o circuito apenas 
na presença de uma corrente de fuga, se ocorrer um curto circuito ou a existência de uma 
sobre corrente o disjuntor não atuará comprometendo todo o circuito elétrico. 

Atividade 5 ­ p. 101 

Dispositivo de característica eletromecânica, que tem por fi nalidade fechar ou abrir contatos, 
de forma simples o pelo envolvimento de uma lógica de controle. É constituído por uma bobina 
fi xa que produz um campo magnético quando percorrida nela uma corrente, proporcionando 
um movimento causado pela atração do eletroímã a uma parte móvel chamada armadura. Essa 
armadura por sua vez, altera o estado dos seus contactos, suas vantagens são: Comando á 
distância, Elevado número de manobras, Grande vida útil mecânica, Pequeno espaço para 
montagem e Garantia de contato imediato.

112  Engenharia Elétrica