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COMEÇANDO DO ZERO - 2016

Língua Portuguesa – Aula 01


Rodrigo Bezerra

Bibliografia sugerida c) Particularidades sobre alguns vocábulos


d) Linguagem figurada – figuras e vícios de lingua-
gem.

1. MORFOLOGIA (classes gramaticais):

Substantivo
Adjetivo
Pronome
Artigo
Numeral
Verbo
Preposição
Conjunção
Advérbio
Interjeição

Divisão da Gramática Normativa: ESTUDO DO SUBSTANTIVO

1. FONÉTICA E FONOLOGIA: 1. Definição clássica:

a) Aparelho fonador É a classe de palavra variável com a qual se deno-


b) Encontros vocálicos mina os seres em geral. Aqui, a palavra “ser” preci-
c) Encontros consonantais sa ser entendida não só como aquilo que possui
d) Dígrafos uma existência concreta (pedra, homem, carro, lua),
e) Sílaba mas também como aquilo que possui uma existên-
f) Divisão silábica cia imaginária (Saci, fada, Minotauro), abstrata (fé,
g) Ortografia alegria, tristeza), ou mesmo de comprovação discu-
e) Acentuação tível (anjo, alma, inferno).

2. MORFOLOGIA: ESTUDO DO SUBSTANTIVO

a) Estrutura e formação de palavras 1. Definição clássica:


b) Substantivo
c) Adjetivo Por isso, classificam-se como substantivos as
d) Pronome coisas, os sentimentos, as qualidades, as ações, os
e) Artigo estados, considerados em si mesmos.
f) Numeral
g) Verbo * beleza * morte
h) Preposição * casamento * vento
i) Conjunção * árvore * sonho
j) Advérbio * vida * vingança
k) Interjeição * cobre * água
* Terra * símbolo
3. SINTAXE:
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
a) de oração
b) de período 1. Classificação do substantivo
c) de concordância
d) de regência Os substantivos podem ser classificados em:
e) emprego do acento grave concretos, abstratos, próprios, comuns, simples,
f) de colocação compostos, primitivos, derivados e coletivos.
g) pontuação
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
PARTE ESPECIAL:
1. Concretos e abstratos: Os primeiros indicam os
a) Emprego do infinitivo seres que possuem existência própria independente
b) Funções de alguns vocábulos especiais dos demais seres, não importando se são reais ou

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imaginários. Já os segundos indicam os seres que Há coletivos que são denominados de numéricos,
dependem da existência de outros seres para existi- pois representam quantidades numéricas exatas.
rem. Estes últimos indicam qualidades, ações ou Exemplos:
estados.
* par  conjunto com dois elementos
* mesa – faca – lápis – apontador – lua – terra – mar * dúzia  conjunto de doze elementos
* lustro  período de cinco anos
* pânico – medo – tristeza – bondade – sonho * milhar  conjunto de mil coisas
* novênio  período de nove anos
ESTUDO DO SUBSTANTIVO * semestre  período de seis meses

2. Próprios e comuns: Os próprios designam um ESTUDO DO SUBSTANTIVO


ser específico, determinado dentre os outros de sua Flexões dos substantivos
espécie. Já os comuns designam os seres de uma
espécie de forma genérica. Como palavras variáveis que são, os substanti-
vos se flexionam em: gênero, número e grau.
* rua – casa – flor – carro – aliança – cidade – rio
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
* Pedro – Brasil – Nova Iorque – São Francisco – Flexões de gênero
Jesus Cristo
Em primeiro lugar, é importante dizer que o gê-
ESTUDO DO SUBSTANTIVO nero é uma classificação puramente gramatical.
Segundo o gênero, os substantivos são agrupados
3. Simples e compostos: São simples os substan- em masculinos e femininos.
tivos formados por um só elemento, um só radical. Em tese, são masculinos todos os substantivos aos
Já os compostos são constituídos por mais de um quais se pode antepor o artigo definido masculino
radical ou elemento formador. “o(s)”. Por outro lado, são femininos todos os que
admitem o artigo definido feminino “a(s)”.
* terra – fruta – cavalo – pau
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
* terra-cozida ; fruta-pão ; cavalo-vapor Flexões de gênero

4. Primitivos e derivados: Os primitivos são aque- Observação: Inúmeros são os procedimentos para
les substantivos que não resultam de nenhuma ou- a formação do feminino na língua portuguesa, e não
tra palavra pré-existente. Já os derivados, como o há uma regra que consiga abarcar todas as situa-
próprio nome já o denuncia, são os substantivos ções. Daí a quantidade exorbitante de substantivos
oriundos de outras palavras, ditas primitivas. os quais possuem formas totalmente diferentes para
* terra – pedra – mar – luz – folha indicar o masculino e o feminino.
* terraplanagem – pedreira – maremoto – luzeiro – Estes substantivos são denominados de “heterôni-
folhagem mos”. Segue abaixo uma lista sucinta de tais subs-
tantivos (também denominados de “biformes”, diga-
ESTUDO DO SUBSTANTIVO se por conveniência) e seus respectivos femininos.

5. Coletivos: são os substantivos que, no singular, ESTUDO DO SUBSTANTIVO


indicam uma coleção, um agrupamento, um conjun- Substantivos uniformes
to de seres da mesma espécie.
Um outro grande grupo de substantivos possui
Academia  de literatos, de artistas, de sábios etc. apenas uma única forma gráfica para designar tanto
Acervo  de bens patrimoniais, de obras de arte o masculino quanto o feminino – são os denomina-
etc. dos de UNIFORMES. Dividem-se em:
Cabido  de cônegos de uma catedral
Cacaria  de cacos a) Sobrecomuns – são substantivos que possuem
Cacho  de uvas, de bananas etc. uma única forma para o masculino e para o femini-
no. Até o artigo que acompanha estes substantivos
ESTUDO DO SUBSTANTIVO é comum aos dois gêneros.

Observação: * o monstro * o cadáver

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* a criança * o sujeito  a omoplata


 a agravante (circunstância)
Substantivos uniformes  a alface

b) Comuns de dois gêneros – são substantivos ESTUDO DO SUBSTANTIVO


que possuem uma única forma gráfica para os dois
gêneros, mas se faz a distinção do masculino e do Substantivos que são masculinos ou femininos
feminino pela utilização de artigos “o, a, os, as, um, indistintamente
uns, uma, umas”.
São substantivos que são bastante usuais e que
* o/a cliente * o/a acrobata * o/a diplomata podem ser usados tanto como femininos quanto
como masculinos.
* o/a estudante * o/a artista * o/a agente
*o/a sabiá (ave) * o/a cataplasma *o/a suéte
Oposição entre o gênero e o sentido
* o/a xérox * a/o usucapião
Muitos substantivos mudam de sentido quando
têm seu gênero alterado. Diz-se, então, que houve * o/a diabete (ou diabetes) * o/a personagem
um gênero aparente, já que a outra forma não re-
presenta o sexo oposto, mas uma palavra com um ESTUDO DO SUBSTANTIVO
significado totalmente diferente do significado da Flexões de número
primeira. Observe:
O número é capacidade que possuem alguns
ESTUDO DO SUBSTANTIVO nomes de indicar um ou mais seres ou coisas. Co-
Oposição entre o gênero e o sentido mo o gênero, a flexão de número é uma categoria
gramatical. Em português, existem dois números
o língua (o intérprete); a língua (órgão da fala) gramaticais: o singular e o plural.
o caixa (funcionário); a caixa (receptáculo)
o razão (livro mercantil); a razão (faculdade intelec- ESTUDO DO SUBSTANTIVO
tual)
o guarda (policial); a guarda (corporação, proteção) 1. Em geral os substantivos formam o plural
o guia (orientador); a guia (documento) com o acréscimo da desinência “-s” ao singular.
o cura (padre) ; a cura (restabelecimento da saúde) Isso frequentemente ocorre com os substanti-
o lotação (veículo) ; a lotação (capacidade) vos terminados em vogal ou em ditongo:
Ex.:
ESTUDO DO SUBSTANTIVO * casa  casas * janela  janelas
* pé  pés * prédio  prédios
a) São masculinos * menino  meninos * livro  livros

 o apêndice ESTUDO DO SUBSTANTIVO


 o alvará
 o aneurisma 2. Os substantivos terminados em “-ão” fazem o
 o champanha plural de três maneiras:
 o charque (carne-seca, jabá)
 o clã a) Alguns simplesmente seguem a regra geral e
 o cônjuge acrescentam “-s” ao “-ão”:
 o cós
* mão  mãos * cristão  cristãos
ESTUDO DO SUBSTANTIVO * grão  grãos * chão  chãos
* irmão  irmãos * vão  vãos
b) São femininos
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
 a abusão (engano, erro)
 a dinamite 2. Os substantivos terminados em “-ão” fazem o
plural de três maneiras:
 a acne
 a áspide (serpente)
b) Outros trocam o “-ão” por “-ães”:
 a omelete * escrivão  escrivães * pão  pães

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* cão  cães *capitão  capitães * hífen  hífenes ou hifens


* alemão  alemães * tabelião  tabeliães
* abdômen  abdômenes ou abdômens
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
* líquen  líquenes ou liquens
2. Os substantivos terminados em “-ão” fazem o
plural de três maneiras: * elétron  elétrones ou elétrons

c) Um grande grupo troca o “-ão” por “-ões”: ESTUDO DO SUBSTANTIVO


Plural dos substantivos compostos
* leão  leões * limão  limões
* balão  balões * caixão  caixões Os substantivos compostos apresentam um vas-
* mamão  mamões * botão  botões to conjunto de regras especiais para a formação de
seus plurais. Vários substantivos fogem das orienta-
ESTUDO DO SUBSTANTIVO ções abaixo e apresentam uma forma própria, parti-
cular para o seu plural.
Observação importante!!
Alguns substantivos terminados em “-ão” apresen- ESTUDO DO SUBSTANTIVO
tam mais de uma forma para o plural. Observe abai-
xo: Exemplos:

* aldeão  adeãos e aldeões * anão  anão e * couve-flor  couves-flores


anões
* terça-feira  terças-feiras
* ancião  anciãos, anciães e anciões
* amor-perfeito  amores-perfeitos
* castelão  castelãos e castelões
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
* corrimão  corrimãos e corrimões
2ª regra: Substantivos compostos formados por
ESTUDO DO SUBSTANTIVO palavra invariável mais uma palavra variável  só o
segundo elemento deverá ir para o plural.
Alguns substantivos terminados em “-ão” apresen-
tam mais de uma forma para o plural. Observe abai- * abaixo-assinado  abaixo-assinados
xo:
* quebra-mar  quebra-mares
* ermitão  ermitãos, ermitães e ermitões
* ave-maria  ave-marias
* guardião  guardiães e guardiões
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
3ª regra: Substantivos compostos unidos por pre-
* sultão  sultães e sultões posição  só o primeiro elemento varia.

* verão  verãos e verões * pé-de-moleque  pés-de-moleque

* vilão  vilãos, vilões e vilães * joão-de-barro  joões-de-barro

ESTUDO DO SUBSTANTIVO * mula-sem-cabeça  mulas-sem-cabeça

Os substantivos terminados em “-n” fazem o * pôr-do-sol  pores-do-sol


plural tanto com o acréscimo de “-es” quanto
com o acréscimo de “-s”. *pimenta-do-reino  pimentas-do-reino

* próton  prótones ou prótons ESTUDO DO SUBSTANTIVO


4ª regra: Substantivos compostos em que o segun-
* nêutron  nêutrones ou nêutrons do elemento delimita o primeiro  só o primeiro
elemento varia.

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* pãozinho  pãezinhos
* navio-escola  navios-escola
* papelzinho  papeizinhos
* peixe-boi  peixes-boi
ESTUDO DO SUBSTANTIVO
*banana-maçã  bananas-maçã Plural dos substantivos diminutivos

ESTUDO DO SUBSTANTIVO * barzinho  barezinhos

* pau-brasil  paus-brasil * florzinha  florezinhas

* caneta-tinteiro  canetas-tinteiro * farolzinho  faroizinhos

* pombo-correio  pombos-correio

ESTUDO DO SUBSTANTIVO

5ª regra: Substantivos compostos formados por


palavras repetidas ou palavras onomatopaicas (re-
produção de sons das coisas, dos animais)  só o
segundo elemento se flexiona.

* reco-reco  reco-recos
Caracterização do substantivo:
* pisca-pisca  pisca-piscas
1ª  É uma classe de palavras variáveis, a qual
geralmente vem acompanhada por determinantes.
* ruge-ruge  ruge-ruges
Logo...
Uma classe morfológica acompanhada por determi-
* tico-tico  tico-ticos
nantes é um substantivo ou uma palavra substanti-
vada.
ESTUDO DO SUBSTANTIVO

6ª regra: São substantivos compostos invariáveis:

* o louva-a-deus  os louva-a-deus (invariável)

* o saca-rolhas  os saca-rolhas (invariável)

* o arco-íris  os arco-íris (invariável)

ESTUDO DO SUBSTANTIVO
Plural dos substantivos diminutivos

Para a formação do plural dos substantivos diminu-


tivos deve-se obedecer às seguintes orientações:

1º  coloca-se o substantivo, sem os sufixos do


diminutivo, no plural;

2º  retira-se o “-s” do plural deste substantivo;

3º  acrescenta-se o sufixo do diminutivo;

4º  acrescenta-se o fonema “-s” que foi retirado;

ESTUDO DO SUBSTANTIVO
Plural dos substantivos diminutivos

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* Ela usa meias verdades.

Exemplos:

* Ele encontra-se meio adoentada.

* Tomamos muito sorvete.

* O sorvete estava muito gelado.

Caracterização do substantivo:
Caracterização do substantivo:
Exemplos:
1ª  É uma classe de palavras variáveis, a qual
geralmente vem acompanhada por determinantes. * Já andei por longes terras.
Logo...
Uma classe morfológica acompanhada por determi- * Ele mora longe.
nantes é um substantivo ou uma palavra substanti-
vada. * O próximo capítulo fala sobre o amor.

Caracterização do substantivo: * Fiquei próximo do local do acidente.

Exemplos: Caracterização do substantivo:

* Havia dois entrevistadores engraçados que fazi- Exemplos:


am umas perguntas bobas.
* Havia bastantes alunas no evento.
Exemplos:
* Elas falavam bastante.
* Alguns homens nunca conseguirão implementar
mais que três ideias ao longo da vida. * Falou poucas, mas belas palavras.

* Não aguentava mais os teus ais, as tuas lamú- * Ele falou pouco.
rias, os teus „não-sei-pra-que-isso‟.
Caracterização do substantivo: Questões

Exemplos: 1.(FGV)
Assinale a alternativa em que o termo indicado
* Aqueles dois jornais publicaram as notícias trági- seja classificado como advérbio.
cas.
A) mais (L.124)  “...que dispõem de mais recursos
* As casas da fazenda foram invadidas pelos ratos e mais informações?”
de um canavial próximo. B) conforme (L.12)  “...A despeito de sua natureza
relativamente controversa, a ética tributária, ao me-
Cuidado!!!! Não confunda!!! nos conforme admite o senso comum, vincula-se à
concepção e à prática de regras justas e razoáveis
em matéria tributária.
C) nenhum (L.41)  “...Não causa estranheza o
empresário afirmar, sem nenhum sentimento de
culpa,...”
D) Nada (L.4)  “...Nada diferente do que ocorre
em relação à acepção da ética em outros domínios
da política e da economia.”
E) demais (L.51)  “A mais conhecida é o propósito
Caracterização do substantivo: ilícito de auferir vantagens em relação aos demais
contribuintes.”
Exemplos:

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2.(FGV) * Os feios também amam.


Dentre as alternativas a seguir, uma não exerce * O cego quase caiu no buraco.
papel adjetivo no texto I. Assinale-a.
* O perverso não possui escrúpulos.
A) de periferia (L.1)
B) de barro (L.1) * O belo sempre se sobressai
“Pense num bairro de periferia, numa rua ainda de
barro,numa pré-escola de terra batida...” ESTUDO DO ADJETIVO
C) segunda (L.7)
“...onde foi inaugurada a segunda Casa de Leitura Adjetivos simples e locuções adjetivas:
da capital.”
D) com Internet (L.29) * água serrana  água da serra
“Uma sala com Internet convida os jovens a outras * casas urbanas  casas da cidade
leituras, com CDs, música e plástica.” * homem inescrupuloso  homem sem escrú-
E) Convidados (L. 36) pulos
O mate gelado corria sem pressa, e os vizinhos, * calor infernal  calor dos infernos
convidados e imprensa se misturavam para ouvir
histórias, receber a bênção e acompanhar os bre- ESTUDO DO ADJETIVO
víssimos discursos.
Adjetivos oracionais (oração adjetiva):
ESTUDO DO ADJETIVO
* água da serra  água que vem da serra
1. Definição:
* aluno estudioso  aluno que estuda
É a classe de palavras variáveis que alteram a
noção do substantivo atribuindo-lhe qualidades, * homem traiçoeiro  homem que trai
características, aspectos gerais ou específicos, es-
tados, modos de ser. ESTUDO DO ADJETIVO

ESTUDO DO ADJETIVO Adjetivos oracionais (oração adjetiva):

Resumidamente, o adjetivo é a classe que nomeia Observação importante: O adjetivo em forma de


as qualidades e os estados atribuídos ao substanti- oração (oração adjetiva) sempre é introduzido por
vo. um pronome relativo.

* mulher desprestigiada ESTUDO DO ADJETIVO

* navio quebrado Formas de expressão do adjetivo:


Frequentemente os particípios verbais exercem a
* porta aberta função de um adjetivo – são os chamados adjetivos
de base participial. Em vários casos, tais particípios
* casinhas brancas e amarelas representam orações adjetivas reduzidas.

ESTUDO DO ADJETIVO ESTUDO DO ADJETIVO

Observação: * Ontem eu li um livro escrito por um primo. ( que


foi escrito)
Como se referem a substantivos, os adjetivos –
embora alguns sejam invariáveis – concordam * Ele é réu confesso. (que confessou)
em gênero e número com o substantivo.
* Havia ideias falsas em todos os jornais brasilei- ESTUDO DO ADJETIVO
ros. Formação dos adjetivos

ESTUDO DO ADJETIVO Quanto à formação, os adjetivos podem ser:

2. O adjetivo também pode aparecer na função a) simples  feio, branco, palmarense etc.
de substantivo e vice-versa. Veja:

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b) compostos  castanho-claro, luso-brasileira,


surdo-mudo etc. * ideia vã  pensamentos vãos
c) primitivos  belo, feio, bonito, amarelo etc. ESTUDO DO ADJETIVO
d) derivados  decoroso, famoso, bonachão etc.
B) Nos adjetivos compostos, só o último elemento
ESTUDO DO ADJETIVO se flexiona.
Formação dos adjetivos
* intervenção médico-cirúrgica  intervenções mé-
Adjetivos pátrios dico-cirúrgicas

Há inúmeros adjetivos que se referem a países, * acordo luso-latino-americano  relações luso-


regiões, continentes, estados, povos, raças. Estes latino-americanas
adjetivos são denominados de “pátrios ou gentíli-
cos”. * problema sócio-político  soluções sócio-
políticas
ESTUDO DO ADJETIVO
Formação dos adjetivos * tratado franco-brasileiro  tratados franco-
brasileiros
Adjetivos pátrios
B) São invariáveis os adjetivos compostos formados
Alagoas  alagoano de “cor + de + substantivo”. Observe:
Acre  acriano ou acreano
Água Preta  água-pretense * blusa cor-de-rosa  blusas cor-de-rosa

ESTUDO DO ADJETIVO * azulejos cor de musgo


Flexão dos adjetivos
* suéter cor de café com leite  suéteres cor de
Assim como os substantivos, os adjetivos se café com leite
flexionam em gênero, número e grau.
ESTUDO DO ADJETIVO
1. Flexões de gênero
Observação:
Como o adjetivo é a palavra que acompanha o Nos exemplos, há a omissão da preposição "de"
substantivo a fim de qualificá-lo, a flexão em que entre o primeiro substantivo e a palavra "cor". Logo,
este se encontra contamina a daquele, ou seja, o também seria gramaticalmente correta a seguinte
adjetivo geralmente se flexiona de acordo com o escrita:
substantivo que ele determina.
ESTUDO DO ADJETIVO
ESTUDO DO ADJETIVO
Flexão dos adjetivos * luvas de cor de café
Exemplos:
* acordos feministas * bolachas gostosas * vestidos de cor de chocolate

ESTUDO DO ADJETIVO * meias de cor de rosa

2. Flexões de número ESTUDO DO ADJETIVO

A) Como já dissemos, o adjetivo acompanha o Observação:


substantivo e com este concorda. Portanto, o adjeti-
vo se flexionará em número de acordo com as re- Em outras construções, omitem-se as três palavras
gras que se utilizam para a flexão de número dos "de cor de", fazendo que o substantivo indicativo da
substantivos. cor modifique diretamente o substantivo cuja cor se
quer indicar. Ainda neste caso, o substantivo indica-
* vestido azul  vestidos azuis tivo da cor permanecerá invariável.

* prato espanhol  pratos espanhóis ESTUDO DO ADJETIVO

* questão comum  questões comuns * luvas salmão  omissão de "de cor de"

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refere a(s) sua(s) qualidade(s). Daí o grau compara-


* cetim rosa  omissão de "de cor de" tivo poder ser:
* fita creme  omissão de "de cor de"
ESTUDO DO ADJETIVO
* tecido laranja  omissão de "de cor de” Flexões de grau

ESTUDO DO ADJETIVO I – O grau comparativo


1. De inferioridade (menos... que ou do que...)
C) São igualmente invariáveis os compostos forma- * Os argumentos orais apresentados eram menos
dos de “adjetivo + substantivo”. consistentes do que a defesa escrita que fizera no
início do processo.
* calça amarelo-ouro  calças amarelo-ouro
ESTUDO DO ADJETIVO
* terno verde-oliva  ternos verde-oliva Flexões de grau

ESTUDO DO ADJETIVO I – O grau comparativo

Adjetivos adverbializados  são adjetivos empre- 2. De igualdade (tão... quanto, quão ou como...)
gados na função de advérbio. * Todos os cavalos eram tão saudáveis quanto as
éguas que tínhamos comprado no mês passado.
Regra:
ESTUDO DO ADJETIVO
Quando empregados em função adverbial, os adje- Flexões de grau
tivos tornam-se invariáveis, ou seja, ficam no mas-
culino e no singular. I – O grau comparativo
3. De superioridade (mais... que ou do que...)
ESTUDO DO ADJETIVO * O castelo era mais alto que a casa daquele em-
presário.
Exemplos: ESTUDO DO ADJETIVO

* Vamos falar sério. I – O grau comparativo

* A justiça rápido se corrompe. A) O grau comparativo se faz, como se percebeu,


de forma analítica. Alguns adjetivos, entretanto,
* Ouvimos músicas puro clássicas. oriundos do latim, apresentam forma sintética para o
comparativo. São eles:
* Elas torciam forte.
ESTUDO DO ADJETIVO
* As portas raro se abriam.
Adjetivo
ESTUDO DO ADJETIVO Bom
Flexões de grau Mau
Grande
As flexões de grau apresentam a intensidade das Pequeno
qualidades atribuídas aos seres. Não se deve, pois,
confundir com o grau dos substantivos, já que este Forma comparativa sintética
tem por função indicar o tamanho dos seres. Melhor
Pior
ESTUDO DO ADJETIVO Maior
Flexões de grau Menor

I – O grau comparativo ESTUDO DO ADJETIVO

A grande característica do grau comparativo é a I – O grau comparativo


existência de dois seres postos numa relação de
confronto. Nesta relação um dos seres se mostrará Observação: Quando se comparam, no entanto,
“inferior”, “superior” ou “igual” ao outro no que se características de um mesmo ser, usam-se as for-
mas analíticas destes mesmos adjetivos. Veja:

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* A casa era mais grande do que arejada. * A questão era demasiadamente difícil.

* Ele era mais bom do que atencioso. * Todos ficaram bastante perplexos.

ESTUDO DO ADJETIVO ESTUDO DO ADJETIVO

I – O grau comparativo II – O grau superlativo


b) De forma sintética (superlativo absoluto sinté-
Observação: tico)  é obtido com o emprego dos sufixos “-
íssimo”, “-imo” ou “-érrimo” ao adjetivo.
Nas estruturas comparativas, é comum o verbo da
oração comparativa vir oculto, elíptico pelo fato de * Ele sempre demonstrou atitudes benevolentíssi-
ser o mesmo verbo da oração anteposta. mas.

ESTUDO DO ADJETIVO * Era um objeto sacratíssimo.

I – O grau comparativo ESTUDO DO ADJETIVO


* Ela fala como um papagaio.
* Ele age como se fosse o dono do negócio. II – O grau superlativo

ESTUDO DO ADJETIVO 2. Superlativo relativo  aqui o adjetivo atribuído


ao substantivo é intensificado para mais ou para
II – O grau superlativo menos e posto numa relação comparativa com outro
ser. Pode ser:
Aqui os adjetivos expressam o grau mais eleva-
do da característica atribuída ao substantivo. Divide- A) Superlativo relativo de superioridade  é
se em: obtido com o emprego dos elementos “o mais...
de... (ou dentre...)”.
1. Superlativo absoluto  aqui não se estabelece
qualquer comparação com outro ser e o adjetivo ESTUDO DO ADJETIVO
intensifica ao máximo a característica atribuída ao
substantivo. Pode ser efetivado de duas maneiras: II – O grau superlativo

ESTUDO DO ADJETIVO Exemplos:

II – O grau superlativo * “Você era a mais bonita das cabrochas dessa


ala.” (Chico Buarque)
Aqui os adjetivos expressam o grau mais eleva-
do da característica atribuída ao substantivo. Divide- * Ele sempre foi o mais inteligente dentre todos os
se em: alunos de sua escola.

1. Superlativo absoluto  aqui não se estabelece ESTUDO DO ADJETIVO


qualquer comparação com outro ser e o adjetivo
intensifica ao máximo a característica atribuída ao II – O grau superlativo
substantivo. Pode ser efetivado de duas maneiras:
B) Superlativo relativo de inferioridade  é obti-
ESTUDO DO ADJETIVO do com o emprego dos elementos “o menos... de...
(ou dentre...)”.
II – O grau superlativo
* Os rapazes observados pelo detetive eram os
A) De forma analítica (superlativo absoluto analí- menos informados de todos os que ele já investi-
tico)  é obtido com o emprego de um advérbio de gou.
intensidade anteposto ao adjetivo. Geralmente se
empregam os advérbios “muito, mui, bastante, mui- * Aquela menina deveria ser a menos sábia dentre
tíssimo, excessivamente, exageradamente”. seus coleguinhas da sala por causa do problema
neurológico.
ESTUDO DO ADJETIVO

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ESTUDO DO ADJETIVO
Flexões de grau

As flexões de grau apresentam a intensidade das


qualidades atribuídas aos seres. Não se deve, pois,
confundir com o grau dos substantivos, já que este
tem por função indicar o tamanho dos seres.
ESTUDO DO ADJETIVO
ESTUDO DO ADJETIVO
Flexões de grau I – O grau comparativo
Observação: Quando se comparam, no entanto,
I – O grau comparativo características de um mesmo ser, usam-se as for-
A grande característica do grau comparativo é a mas analíticas destes mesmos adjetivos. Veja:
existência de dois seres postos numa relação de * A casa era mais grande do que arejada.
confronto. Nesta relação um dos seres se mostrará * Ele era mais bom do que atencioso.
“inferior”, “superior” ou “igual” ao outro no que se
refere a(s) sua(s) qualidade(s). Daí o grau compara- ESTUDO DO ADJETIVO
tivo poder ser:
I – O grau comparativo
ESTUDO DO ADJETIVO Observação:
Flexões de grau Nas estruturas comparativas, é comum o verbo da
oração comparativa vir oculto, elíptico pelo fato de
I – O grau comparativo ser o mesmo verbo da oração anteposta.
1. De inferioridade (menos... que ou do que...)
* Os argumentos orais apresentados eram menos ESTUDO DO ADJETIVO
consistentes do que a defesa escrita que fizera no
início do processo. I – O grau comparativo
* Ela fala como um papagaio.
ESTUDO DO ADJETIVO * Ele age como se fosse o dono do negócio.
Flexões de grau
ESTUDO DO ADJETIVO
I – O grau comparativo
2. De igualdade (tão... quanto, quão ou como...) II – O grau superlativo
* Todos os cavalos eram tão saudáveis quanto as Aqui os adjetivos expressam o grau mais eleva-
éguas que tínhamos comprado no mês passado. do da característica atribuída ao substantivo. Divide-
se em:
ESTUDO DO ADJETIVO 1. Superlativo absoluto  aqui não se estabelece
Flexões de grau qualquer comparação com outro ser e o adjetivo
intensifica ao máximo a característica atribuída ao
I – O grau comparativo substantivo. Pode ser efetivado de duas maneiras:
3. De superioridade (mais... que ou do que...)
ESTUDO DO ADJETIVO
* O castelo era mais alto que a casa daquele em-
presário. II – O grau superlativo
Aqui os adjetivos expressam o grau mais eleva-
ESTUDO DO ADJETIVO do da característica atribuída ao substantivo. Divide-
se em:
I – O grau comparativo 1. Superlativo absoluto  aqui não se estabelece
a) O grau comparativo se faz, como se percebeu, qualquer comparação com outro ser e o adjetivo
de forma analítica. Alguns adjetivos, entretanto, intensifica ao máximo a característica atribuída ao
oriundos do latim, apresentam forma sintética substantivo. Pode ser efetivado de duas maneiras:
para o comparativo. São eles:
ESTUDO DO ADJETIVO
ESTUDO DO ADJETIVO
II – O grau superlativo
a) De forma analítica (superlativo absoluto analí-
tico)  é obtido com o emprego de um advérbio de
intensidade anteposto ao adjetivo. Geralmente se

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empregam os advérbios “muito, mui, bastante, mui- artigo, portanto, interfere na extensão semântica do
tíssimo, excessivamente, exageradamente”. substantivo.

ESTUDO DO ADJETIVO ESTUDO DO ARTIGO

* A questão era demasiadamente difícil. Exemplos:


* Todos ficaram bastante perplexos. * Por favor, pegue um livro para estudar.
* Por favor, pegue o livro para estudar.
ESTUDO DO ADJETIVO * Ele gosta de fruta.
* Ele gosta da fruta.
II – O grau superlativo
b) De forma sintética (superlativo absoluto sinté- CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS
tico)  é obtido com o emprego dos sufixos “-
íssimo”, “-imo” ou “-érrimo” ao adjetivo.
* Ele sempre demonstrou atitudes benevolentíssi-
mas.
* Era um objeto sacratíssimo.

ESTUDO DO ADJETIVO

II – O grau superlativo
2. Superlativo relativo  aqui o adjetivo atribuído ESTUDO DO ARTIGO
ao substantivo é intensificado para mais ou para Emprego dos artigos definidos
menos e posto numa relação comparativa com outro
ser. Pode ser: Regra principal:
a) Superlativo relativo de superioridade  é obti- Em geral, usa-se o artigo definido com os substanti-
do com o emprego dos elementos “o mais... de... vos tomados em sentido determinado, isto é, que
(ou dentre...)”. tenham qualquer caracterização clara ou implícita.

ESTUDO DO ADJETIVO ESTUDO DO ARTIGO


Emprego dos artigos definidos
II – O grau superlativo
Exemplos: * As ruas daquela cidade estavam repletas de pan-
* “Você era a mais bonita das cabrochas dessa fletos do candidato adversário.
ala.” (Chico Buarque)
* Ele sempre foi o mais inteligente dentre todos os ESTUDO DO ARTIGO
alunos de sua escola.
* "João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco
ESTUDO DO ADJETIVO anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu
entre as quatro paredes de uma suja e obscura
II – O grau superlativo taverna nos refolhos do bairro do Botafogo." (Aluí-
b) Superlativo relativo de inferioridade  é obtido sio Azevedo)
com o emprego dos elementos “o menos... de... (ou
dentre...)”. ESTUDO DO ARTIGO
* Os rapazes observados pelo detetive eram os Empregos particulares do artigo definido
menos informados de todos os que ele já investi-
gou. 1. Emprega-se o artigo definido antes de nomes
próprios de países, regiões, continentes, mares,
* Aquela menina deveria ser a menos sábia dentre ilhas, desertos, montes, vulcões, rios, oceanos,
seus coleguinhas da sala por causa do problema lagos, arquipélagos.
neurológico. * o Paquistão
* o Brasil
ESTUDO DO ARTIGO * o Ártico
* os Alpes
1. DEFINIÇÃO * o Atlântico (oceano)
É a classe de palavra variável que, anteposta * as Malvinas (ilhas)
ao substantivo, determina-o ou indetermina-o. O * o Atacama (deserto)
* o Kilauea (vulcão)

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ESTUDO DO ARTIGO * a Quaresma


Empregos particulares do artigo definido * o São João

2. Emprega-se o artigo definido antes de nomes ESTUDO DO ARTIGO


indicadores de ideias abstratas, como "virtudes Empregos particulares do artigo definido
e vícios, faculdades e operações da alma, das
ciências e das artes". 8. É facultativo o emprego do artigo definido
* Ele sempre amou a justiça. antes de pronomes possessivos adjetivos.
* Ele sempre buscou a arquitetura. * seu livro / o seu livro
* nossas considerações / as nossas considerações
ESTUDO DO ARTIGO
Empregos particulares do artigo definido ESTUDO DO ARTIGO
Empregos particulares do artigo definido
3. Emprega-se o artigo definido antes de nomes
de idiomas. 9. Emprega-se o artigo definido antes de nomes
* Ele fala muito bem o inglês. de sentidos opostos (antíteses):
* Ainda não domino o alemão. * Sr. João ficou entre a vida e a morte.
* Tudo que nasce na terra o sol e a chuva criam.
ESTUDO DO ARTIGO
Empregos particulares do artigo definido ESTUDO DO ARTIGO
Empregos particulares do artigo definido
4. Emprega-se o artigo definido antes de nomes
de designam, no singular ou no plural, espécies Não se emprega o artigo definido
e gêneros. 1. Antes de vocativos:
* O homem é o único ser racional do planeta. • Vós, poderoso rei, bem sabeis a importância de
* As orquídeas valem muito no mercado externo. vossas decisões.
2. Em provérbios, máximas, adágios e defini-
ESTUDO DO ARTIGO ções:
Empregos particulares do artigo definido * Palavra de rei não volta atrás.
* Galinha de olho torto procura poleiro cedo.
5. Emprega-se o artigo definido antes de nomes
de pessoas quando são usados no trato familiar ESTUDO DO ARTIGO
para indicar afetividade, quando significam Empregos particulares do artigo definido
membros da mesma família ou quando tais no-
mes vêm precedidos de qualificativos. Não se emprega o artigo definido
* O Marcos arrebentou na prova de Química. 3. Entre o pronome relativo "cujo" e suas flexões
* Ainda não falamos com o Antônio sobre o proble- e o substantivo posposto.
ma. * Adquirimos dois livros cujas capas são de madei-
ra.
ESTUDO DO ARTIGO 4. Antes da palavra "casa" quando não acompa-
Empregos particulares do artigo definido nhada de determinante:
* Vim de casa.
6. Emprega-se o artigo definido antes dos no- * Passei em casa na parte da manhã.
mes dos pontos cardeais e colaterais, tanto no
sentido próprio, como designando regiões. Empregos particulares do artigo definido
* Viajaram em direção ao oeste. Não se emprega o artigo definido
* A casa tinha a frente para o nascente e os fundos
para o poente. 5. Antes dos nomes designativos dos meses do
ano:
ESTUDO DO ARTIGO * "Quando fevereiro chegar, saudade já não mata a
Empregos particulares do artigo definido gente."
6. Antes de substantivos empregados em senti-
7. Emprega-se o artigo definido antes dos no- do geral ou indeterminado:
mes designativos de festas religiosas e profa- * Ela nunca foi a teatro.
nas. * Jamais pisarei em estádio de futebol.
* o carnaval
* a Páscoa Empregos particulares do artigo definido
* o Natal Não se emprega o artigo definido

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7. Antes de formas de tratamento: * Um cachorro é sempre um bom companheiro para


* Enfim cheguei ao palácio, onde Sua Majestade o homem.
me recebeu com graças. * Ontem lemos apenas um capítulo do livro de ma-
8. Antes dos pronomes demonstrativos "este, temática. Hoje precisamos ler no mínimo dois.
esse, aquele" e suas variações:
* Este carro é muito veloz. ESTUDO DO NUMERAL
* Aquela camisa fica muito bem em você.
1. DEFINIÇÃO
Empregos particulares do artigo definido É a palavra variável que, acompanhando ou
substituindo o substantivo, transmite uma noção de
Observação: quantidade ou de ordem numérica.
Não se contrai a preposição com o artigo quando * Dois terços do Congresso Nacional votaram con-
este anteceder títulos de obras artísticas, de obras tra a medida.
literárias, de jornais, de periódicos etc. Veja: * João foi aprovado em centésimo quinquagésimo
* Lemos isto em “O Estado de São Paulo”. lugar.
* Ele fará uma análise de “Os Lusíadas”.
ESTUDO DO NUMERAL
Empregos particulares dos artigos indefinidos Considerações iniciais sobre os numerais

Regra principal: 1. Os numerais geralmente são termos adjetivos, ou


Em geral, usa-se o artigo indefinido antes dos no- seja, acompanham o substantivo em função de ad-
mes tomados em sentido vago e indeterminado. junto adnominal. Daí serem também chamados de
* "Levou Deus um dia em espírito ao Profeta Eze- "numerais adjetivos". Quando assumem a posição
quiel a Jerusalém, e o que viu o Profeta foi uma do substantivo, são denominados de "numerais
parede ou fachada em que estava um ídolo do zê- substantivos", à semelhança dos pronomes.
lo." * No encontro havia dois mestres em Direito Consti-
tucional.
Empregos particulares dos artigos indefinidos
ESTUDO DO NUMERAL
* " O presbítero Eurico era o pastor da pobre paró- Classificação dos numerais
quia de Cartéia. Descendente de uma antiga família
bárbara.” De acordo com as suas funções, os numerais são
classificados em:
Empregos particulares dos artigos indefinidos a) cardinais
b) ordinais
1. Não se deve empregar artigo indefinido antes c) fracionários
do adjetivo "outro": d) multiplicativos
* Deve haver outro governo melhor do que este. e) coletivos
2. Por questão de estilo, deve-se evitar o empre-
go do artigo indefinido antes de apostos explica- ESTUDO DO NUMERAL
tivos: Regras gerais para o emprego dos numerais
* "Recife, cidade de Pernambuco, é considerada a
"Veneza brasileira". 1. Empregam-se os cardinais para a designação
de datas e horas, como também para designar
Empregos particulares dos artigos indefinidos capítulos, parágrafos, folhas ou quaisquer divi-
sões de uma obra.
3. Pode-se antepor o artigo indefinido a um nu- * Recife, 23 de junho de 2008.
meral cardinal para indicar aproximação numéri- * Em São Paulo, são 23h38min.
ca:
* Faz uns três anos que ela não dá notícias. ESTUDO DO NUMERAL
Regras gerais para o emprego dos numerais
Empregos particulares dos artigos indefinidos
Observações:
Observação: a) Pode-se dizer corretamente: a páginas 25 ou na
É importante não confundir os artigos indefinidos página 25; 14 de janeiro, a 14 de janeiro, em 14 de
“um, uma” com os numerais “um, uma”. janeiro ou aos 14 de janeiro.
Exemplos:
Regras gerais para o emprego dos numerais

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Observações: 6. Ao lado das grafias “bilhão”, “trilhão” e “qua-


b) Como já se disse, na computação dos dias dos trilhão”, existem as menos usuais, mas igual-
meses empregam-se os numerais cardinais à exce- mente corretas, “bilião”, “trilião” e “quatrilião”.
ção do primeiro dia de cada mês, para o qual se Esses numerais não apresentam flexão de gêne-
emprega o ordinal: primeiro de abril, primeiro de ro – apresentam-se tão-somente sob a forma
setembro etc. masculina.
* Ninguém conseguiu acertar todas as questões
ESTUDO DO NUMERAL dentre os 15 milhões de pessoas participantes.
Regras gerais para o emprego dos numerais
ESTUDO DOS PRONOMES
2. Em alguns contextos, os cardinais são em-
pregados em sentido indefinido. 1. Definição:
* Preciso lhe dizer duas palavras. (duas = algumas) É a classe de palavra variável que substitui ou
* Já lhe disse isso mil vezes. (mil = várias) acompanha o substantivo é denominada de pro-
nome.
ESTUDO DO NUMERAL
Regras gerais para o emprego dos numerais ESTUDO DOS PRONOMES

3. "Ambos" e "ambas" são considerados nume- 1. Definição:


rais duais, pois sempre se referem a um par de Como o adjetivo, o numeral e o artigo também
coisas ou de pessoas. Logo, "ambos os dois", são classes morfológicas que acompanham o subs-
"ambos de dois" são expressões pleonásticas e tantivo, podemos afirmar que a grande distinção
devem ser evitadas em linguagem formal. entre estes e o pronome se dá pelo fato de o pro-
nome situar o substantivo numa pessoa do discurso.
ESTUDO DO NUMERAL
Regras gerais para o emprego dos numerais Classificação dos pronomes:

4. Na designação de reis, papas, soberanos,


séculos e partes de uma obra (capítulos, tomos
etc), empregam-se os ordinais até o dez e os
cardinais daí por diante. Se o numeral anteceder
o substantivo, empregam-se os ordinais.

ESTUDO DO NUMERAL
Regras gerais para o emprego dos numerais

* Século sexto * Capítulo segundo


* João vinte e três * Século vinte e um

Regras gerais para o emprego dos numerais

5. Na designação de artigos de leis, decretos,


portarias, regulamentos etc, usam-se os ordinais
até nove e os cardinais de dez em diante. Se o
numeral vier anteposto, empregam-se os ordi-
nais.
Informações essenciais:
ESTUDO DO NUMERAL
Regras gerais para o emprego dos numerais I – Dentro dos pronomes pessoais, há pronomes
átonos e pronomes tônicos.
* artigo segundo II – O fato de o pronome ser átono ou tônico
* inciso quarto interfere no emprego deste pronome.
* parágrafo nono III – Todo pronome átono possui um correspon-
* artigo vinte e três dente tônico.
* inciso catorze IV – Os pronomes tônicos só podem ser usados
* parágrafo doze quando antecedidos por uma preposição.
* Não vá sem mim.
Regras gerais para o emprego dos numerais * Nunca houve problemas entre mim e ela.

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V – Os pronomes átonos da 3ª pessoa “o, a, os,


as, lhe, lhes” possuem como correspondentes
tônicos os pronomes “ele, ela, eles, elas” prece-
didos por preposição.
* Ela nunca obedeceu aos avós.
* Ela nunca obedeceu a eles.

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Informações essenciais: 2. Até agora não sei ___________ devo ir em mi-


nhas férias.
VI – Os pronomes “si, consigo” são reflexivos e só 3. Chegamos a uma região ___________ havia
podem ser usados em referência a um sujeito ver- muitos imigrantes italianos.
bal. 4. No capítulo dois, __________ há uma descrição
* Ela sempre leva consigo os irmãos. mais detalhada sobre o assunto, o autor...
* Joana nunca fala de si. 5. “_________ você mora? _________ você foi mo-
rar?”
Informações essenciais: 6. “E por falar em saudade, ________ anda você?
VII – Os pronomes “conosco, convosco” só podem ________ andam esses olhos...?
ser usados quando a informação finalizar neles. Se 7. “________ você estiver, não se esqueça de
houver elemento de reforço, devem ser usadas as mim?”
formas analíticas “com nós” e “com vós” respecti-
vamente. Informações essenciais:
* Os meninos irão conosco. IV – Os pronomes relativos CUJO, CUJA, CUJOS,
* Os meninos irão com nós dois. CUJAS são denominados de relativos possessivos,
pois são usados para substituir termos que transmi-
Informações essenciais: tem a noção de posse. Equivalem a “do qual, da
VIII – Os pronomes “me, te, lhe, nos, vos, lhes” po- qual, dos quais, das quais, seu, sua, seus, suas,
dem funcionar como verdadeiros pronomes posses- dele, dela, deles, delas”. O CUJO e flexões rejeitam
sivos. Isso ocorre quanto atribuem uma noção de a posposição de artigos.
posse a um determinado substantivo.
* Quando o Papa chegou, o presidente beijou-lhe as 14(ESAF) Assinale a opção que apresenta pro-
mãos. posta de substituição correta de palavra ou tre-
* O vento despenteava-nos os cabelos. cho do texto.

Há sociedades que têm a vocação do crescimento,


mas sem a vocação da espera. E a resultante,
quando não é inflação ou crise do balanço de pa-
gamentos, é uma só: juros altos.

14(ESAF – An.Tributário) Assinale a opção que


apresenta proposta de substituição correta de
palavra ou trecho do texto.

Informações essenciais: b) “que têm a vocação do crescimento”(ℓ.1) por “cuja


I – O pronome relativo QUE é denominado de relati- vocação de crescimento”.
vo universal, pois pode ser tanto usado para pesso-
as quanto para coisas, tanto para o singular quanto 22.(FCC – TRT 8ª) O texto está corretamente
para o plural, tanto para o feminino quanto para o transcrito com lógica, correção e clareza, sem
masculino. repetições desnecessárias, em:

* Gostei da bolsa que você comprou. (A) “...o Parque Nacional de Galápagos, no Equa-
* Eu vi o homem que ganhou na loteria. dor, assinou um convênio com a ONG Sea Shepard
Informações essenciais: e WWF para instalar um sistema de vigilância nes-
II – O pronome relativo QUEM é denominado de ses barcos com menos de 20 toneladas de peso
relativo personativo, pois só pode ser usado em bruto, cuja a maioria trafegam na reserva. O sinal de
substituição a um ser personativo. rádio, que será captado por antenas em pontos
estratégicos, será emitido por esse sistema.”
* O médico em quem ele confia vai se aposentar.
III – O pronome relativo ONDE só pode ser usado Empregos inadequados do relativo “CUJO” e
em relação a um lugar. Equivale a “em que” e varia- flexões:
ções.
1. (FCC – APOF/SP) A nostalgia que o autor mani-
Informações essenciais sobre o ONDE: festa das viagens de trem, em cujas quase ninguém
tinha pressa, participava do encanto das estaçõezi-
1. Até agora não sei ___________ vou passar as nhas.
minhas férias.

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2. (FCC – APOF/SP) As estaçõezinhas de trem


eram parte do encanto daquelas viagens aonde
ninguém tinha pressa e por cujas o autor manifesta
sua nostalgia.

3. (TRE/PI) Não são claras as fronteiras em cujas se


deseja estabelecer uma objetiva distinção entre
etnias.

4. (TRF 5ª) Muitos homens se valem da crença reli-


giosa para se auto-sacrificarem em protesto político,
em cujo também morrem vários inocentes.

Observação sobre os pronomes de tratamento:

a) Os pronomes de tratamento são pronomes que


se referem à segunda pessoa do discurso. Entretan-
to, exigem a concordância verbal na terceira pes-
soa. Ademais, devem também ficar na terceira pes-
soa todos os elementos que a tais pronomes se
refiram.

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a) Empregam-se “esse, essa, isso e variações”


para retomar termos e informações já mencio-
nados. Tais pronomes funcionarão como “ele-
mentos de coesão referencial anafórica”.
* A violência assola o pais de norte a sul. Esse pro-
blema inviabiliza muitos negócios comerciais no
Brasil.
I) Quanto à localização espacial do referente
temos as seguintes orientações: III) Quanto à localização textual do referente,
a) Empregam-se “este, esta, isto e variações” temos as seguintes orientações:
quando o referente se encontra com o ser que b) Empregam-se “este, esta, isto e variações”
fala. para antecipar termos e informações que ainda
* Esta camisa aqui custou-me quarenta reais. vão ser mencionados. Tais pronomes funciona-
rão, portanto, como “elementos de coesão refe-
I) Quanto à localização espacial do referente rencial catafórica”.
temos as seguintes orientações: * O Brasil precisa disto: educação igualitária – de
b) Emprega-se “esse, essa, isso e variações” qualidade – para todos.
quando o referente se encontra próximo, perto
de quem fala. III) Quanto à localização textual do referente,
* Quanto custou essa camisa que você está usan- temos as seguintes orientações:
do?
c) Empregam-se “este, esta, isto e variações”
I) Quanto à localização espacial do referente para retomar, dentro de um período, o termo
temos as seguintes orientações: mais próximo, ou seja, o enunciado em segundo
c) Empregam-se “aquele, aquela, aquilo e varia- lugar, a fim de se evitar uma possível ambigüi-
ções” quando o referente se encontra distante dade que os demonstrativos “esse, essa, isso e
do ser que fala. variações” poderiam gerar.
* Aquele menino acolá passou em um concurso
para juiz federal. Por outro lado, empregam-se “aquele, aquela,
aquilo e variações” para retomar, dentro do pe-
II) Quanto à localização temporal do referente, ríodo, o termo mais distante, ou seja, o enuncia-
temos as seguintes orientações: do em primeiro lugar.
a) Empregam-se “este, esta, isto e variações”
quando se faz referências a um tempo presente III) Quanto à localização textual do referente,
em relação à pessoa que fala. temos as seguintes orientações:
* Ainda este ano irei à Europa.
Exemplo:
II) Quanto à localização temporal do referente, * Brasil e Argentina travaram novos acordos comer-
temos as seguintes orientações: ciais. Este exportará carnes nobres e importará
b) Empregam-se “esse, essa, isso e variações” frutas tropicais daquele.
quando se faz referências a um tempo passado
ou futuro em relação à pessoa que fala.
* O ano passado marcou minha vida. Nesse ano
nasceu meu filho.

II) Quanto à localização temporal do referente,


temos as seguintes orientações:
c) Empregam-se "aquele, aquela, aquilo e varia-
ções" quando se faz referências a passado dis-
tante em relação ao ser que fala.
* Em 1980 a inflação era galopante. Naquele ano, Emprego dos pronomes indefinidos
viviam-se os últimos anos do milagre econômico
brasileiro. QUALQUER
"QUALQUER" só será pronome indefinido quan-
III) Quanto à localização textual do referente, do vier anteposto ao substantivo – neste caso
temos as seguintes orientações: equivalerá a "algum(ns) / alguma(s)".
* Qualquer pessoa consegue fazer isso.

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* Quaisquer dúvidas, dirijam-se à direção do even-


to. Emprego dos pronomes indefinidos

Emprego dos pronomes indefinidos CERTO


5. Este vocábulo só será pronome indefinido
"TODO" é um indefinido, chamado por alguns gra- quando vier anteposto a um substantivo.
máticos de "coletivo universal". Possui as flexões * "As outras escravas a contemplavam todas com
"toda, todos, todas". É empregado de acordo com certo interesse e comiseração." (Bernardo Guima-
as seguintes orientações: rães)

a) É hodierna e frequentemente empregado no sin- Verbo (definição):


gular, sem a presença de artigo definido, com a Em sentido estrito, verbo é, pois, uma pala-
significação de “qualquer”. vra variável capaz de exprimir "uma ação, um esta-
* Todo homem pode cometer um crime impensa- do, um fenômeno da natureza ou um fato".
damente. Ainda podemos dizer que verbo é a palavra
que apresenta o maior número de flexões:
Emprego dos pronomes indefinidos Elementos estruturais do verbo
São os seguintes os elementos mórficos
b) Embora haja posicionamentos contrários, formadores do verbo: radical, vogal temática, tema e
pode também ser empregado no singular e an- desinências modo-temporal e número-pessoal.
teposto a substantivo precedido ou não de arti-
go, significando "totalidade ou cada". Verbo
* "Todo homem é mortal, mas o homem todo não é Radical
mortal". (Carlos Drummond de Andrade) É o elemento mórfico verbal principal, pois contém a
significação do verbo. Nos verbos, o radical repre-
Emprego dos pronomes indefinidos senta a parte imutável, que traz consigo a semânti-
ca verbal.
b) Emprega-se no singular e posposto a um * cantar  cant – ar * vender  vend –
substantivo para indicar a totalidade das partes: er
* Assim que chegamos, ele nos mostrou a casa
toda. Verbo:
Vogal temática
Emprego dos pronomes indefinidos É o elemento mórfico vocálico que se junta ao radi-
cal para formar o tema verbal. Nos verbos, a vogal
ALGUM temática situa-se entre o radical e a desinência do
4. O pronome indefinido "algum" emprega-se de infinitivo impessoal "-r".
acordo com as seguintes orientações: * cant A r
* vend E r
Emprego dos pronomes indefinidos * sa I r

ALGUM Verbo:
4. O pronome indefinido "algum" emprega-se de Tema
acordo com as seguintes orientações: É o conjunto formado pelo radical mais a vogal te-
mática. Nos verbos, basta a retirada da desinência
a) Anteposto ao substantivo assume frequente- do infinitivo impessoal "-r" para se obter o tema.
mente valor positivo de "qualquer, um": * falar  fala * caber  cabe * abrir  abri
* "Deste modo, viverei o que vivi, e assentarei a
mão para alguma obra de maior tomo." (Machado Verbo:
de Assis) Desinências
São elementos mórficos que se acoplam ao tema ou
Emprego dos pronomes indefinidos à forma infinita do verbo para indicar as flexões de
modo, tempo, número e pessoal. Há em português
ALGUM duas desinências verbais:
b) Anteposto ao substantivo, assume também o
valor de "certo, um pouco de". Verbo:
* Por algum tempo esperou a projetada expedição Desinências
de D. Pedro da Cunha, que pretendeu transportar a) Desinência modo-temporal  Indica o modo
ao Brasil a coroa portuguesa." (José de Alencar) (indicativo, subjuntivo ou imperativo) e o tempo

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(presente, passado ou futuro) em que se encontra o O modo imperativo serve para expressar
verbo. uma ordem, um preceito, um conselho, uma
* cantávamos  canta – VA – mos (desinência que exortação, um pedido, um convite.
indica o "pretérito imperfeito do indicativo")
Flexões de modo:
Verbo: III – IMPERATIVO
Desinências * "Agora escutai e respondei sinceramente às mi-
b) Desinência número-pessoal  Indica o número nhas perguntas." (A. Herculano)
(singular ou plural) e a pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) em que * "Guardai o meu sábado, porque ele deve ser san-
o verbo se encontra. to para vós." (Bíblia Sagrada)
* cantastes  cantas – TES (desinência que indica
a 2ª pessoa do plural – vós)

Verbo :
FLEXÕES:
1. Modo (indicativo, subjuntivo e imperativo)
2. Tempo (presente, pretérito e futuro)
3. Pessoa (1ª, 2ª e 3ª)
4. Número (singular e plural)
5. Voz (ativa, passiva e reflexiva)

Flexões de modo: III – IMPERATIVO AFIRMATIVO (formação)


I – INDICATIVO A) Comprar um livro
O modo indicativo é o modo da realida- Imperativo 2ª pessoa  __________________
de: serve para enunciar um fato ou um estado Imperativo 3ª pessoa  __________________
verdadeiros ou supostos verdadeiros, em ora-
ções independentes ou dependentes, declarati-
vas, interrogativas ou exclamativas, quer afir-
mando, quer negando.

Flexões de modo:
I – INDICATIVO
* "Quem canta seus males espanta." (Provérbio)
* "Em certos pontos não se encontrava viva alma
na rua; (...) ;só os pretos faziam as compras para o
jantar ou andavam no ganho."(Aluísio Azevedo) III – IMPERATIVO NEGATIVO (formação)
A) Não comprar um livro
Flexões de modo: Imperativo negativo 2ª pessoa 
II – SUBJUNTIVO ________________
O modo subjuntivo (antigo "modo con- Imperativo negativo 3ª pessoa 
juntivo") é o modo próprio da incerteza, da pos- ________________
sibilidade, da dúvida, da futuridade, da vontade,
do desejo, da esperança, da suposição, da con-
cessão.

Flexões de modo:
II – SUBJUNTIVO
* "Eu vou para Coimbra logo que esteja bom, e a
menina da cidade fica em sua casa." (Camilo Caste-
lo Branco)
* "Não me parece bonito que o nosso Bentinho an-
de metido nos cantos com a filha do Tartaruga."
(Machado de Assis)

Flexões de modo:
III – IMPERATIVO

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Flexões de tempo: e) substituir o imperativo, quando se deseja denotar


* Presente do indicativo  falo, bebo, parto. mais um pedido do que uma ordem: Você me
* Pretérito perfeito do indicativo  falei, bebi, parti. faz isso amanhã (= faça-me isso amanhã) .
* Pretérito imperfeito do indicativo falava, bebia,
partia. Emprego dos tempos e modos verbais:
2. Pretérito imperfeito
* Pretérito mais-que-perfeito do indicativo  falara, O pretérito imperfeito indica uma ação pas-
bebera, partira. sada em relação ao momento em que se fala, porém
* Futuro do presente do indicativo  falarei, beberei, presente em relação a outro fato passado.
partirei.
* Futuro do pretérito do indicativo  falaria, beberia, Emprego dos tempos e modos verbais:
partiria. Emprega-se o pretérito imperfeito para:

Flexões de tempo: a) descrever fatos freqüentes ou repetidos no pas-


* Presente do subjuntivo  fale, beba, parta. sado: Quando era criança ia sempre à casa de vovó,
* Pretérito imperfeito do subjuntivo  falasse, be- onde brincava com Maria.
besse, partisse. b) designar fatos indicando continuidade no passado:
* Futuro do subjuntivo  partir, beber, partir. As diversas tribos que habitavam o continente ame-
ricano eram de cultura diferente; algumas caçavam e
Flexões de tempo: pescavam, ao passo que outras já tinham conheci-
* Infinitivo pessoal  falarem, beberem, partirem mento de agricultura.
* Gerúndio  falando, bebendo, partindo.
* Particípio  falado, bebido, partido. Emprego dos tempos e modos verbais:

19.(Fiscal de Rendas/SP) A frase que respeita o c) descrever pessoas, fatos ou coisas no passado:
padrão culto no que se refere à flexão é: Ela parecia inteligente. O rio fazia uma pequena
curva antes de cair em catarata.
A) No caso de proporem um diálogo sem pseudodi- d) indicar época ou tempo no passado: Era época da
lemas teóricos, o professor visitante diz que medeia seca quando José deixou o Nordeste. Eram seis ho-
as sessões. ras da tarde quando Ana telefonou.
B) No caso de ele propuser um abatimento no alu- e) indicar, entre duas ou mais ações simultâneas,
guel, o proprietário exigirá contrapartidas. qual estava ocorrendo quando sobreveio a outra
(nesse caso, o segundo verbo é geralmente usado
Emprego dos tempos e modos verbais: no pretérito perfeito simples): Pedro entrava quando
eu saí. Conversávamos quando a criança caiu.
1. Presente f) expressar freqüência, repetição, causa e conse-
a) descrever um fato ou estado permanente: O Sol qüência (nesse caso, os verbos vêm ambos no pre-
aquece a Terra. Maria é mãe de Jesus. As leis do térito imperfeito): Eu saía quando ele entrava.
Universo são imutáveis. g) descrever ação planejada e não realizada: Eu ia
b) indicar ação habitual ou que se pratica constante- passear, mas começou a chover e desisti. Pretendí-
mente: Maria fuma demais. Vou ao cinema todos os amos falar com ele, mas não tivemos tempo.
domingos. h) narrar fábulas, lendas ou contos, situando-os no
passado (nesse caso, usa-se o pretérito imperfeito do
Emprego dos tempos e modos verbais: verbo ser): Era uma vez um príncipe. ..
1. Presente
c) dar realismo a fatos passados: Cabral descobre o Emprego dos tempos e modos verbais:
Brasil em 1500. Os bandeirantes abrem o sertão bra- 2. Pretérito imperfeito
sileiro e conquistam a terra. i) indicar um só fato preciso no passado, quando a
d) indicar futuro próximo (nesse caso, é geralmente época ou a data em que ocorreu a ação vem clara-
acompanhado de um adjunto adverbial): Terminei mente mencionada: Duas horas depois de receber o
meus negócios e sigo amanhã para Nova Iorque. telegrama, Geraldo partia do aeroporto de Congo-
nhas. Passado o tempo exigido por lei, João se natu-
Emprego dos tempos e modos verbais: ralizava.
1. Presente
Emprego dos tempos e modos verbais:
3. Pretérito perfeito simples

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O pretérito perfeito simples indica uma ação, geral- O futuro do presente simples é comumente
mente não habitual, concluída antes do ato de falar; substituído, na língua falada, por locuções verbais
o fato começou e terminou no passado, seja passado (conjunto inseparável formado de um verbo auxiliar e
remoto ou próximo: Fui ao mercado hoje de manhã. de um principal usado no infinitivo, no particípio ou no
Estive com ele em 1980. gerúndio), como, por exemplo:

Emprego dos tempos e modos verbais:  O presente do indicativo do verbo haver, mais pre-
4. Pretérito perfeito composto posição de, mais infinitivo impessoal do verbo princi-
O pretérito perfeito composto indica a repetição ou a pal para exprimir intenção:
continuidade de um fato iniciado no passado e que * Hei de falar com ele antes do fim do mês.
ainda se realiza no presente, vindo acompanhado de
adjuntos adverbiais como desde, ultimamente, esses Emprego dos tempos e modos verbais:
dias etc.: 8. Futuro do presente composto
* Tenho feito tudo por ele desde que quebrou o braço. O futuro do presente composto indica:
Não temos tido sorte ultimamente. a) ação futura consumada antes de outra também fu-
tura:
Emprego dos tempos e modos verbais: * Já teremos terminado o trabalho quando eles che-
5. Pretérito mais-que-perfeito simples garem.
O pretérito mais-que-perfeito simples ex- b) possibilidade de uma ação já ter se consumado:
pressa um fato já concluído antes de outro também * Já terão saído?
no passado.
Emprego dos tempos e modos verbais:
a) em situações formais na língua escrita: Viera es- 9. Futuro do pretérito simples
pecialmente para o concerto. Usa-se o futuro do pretérito simples:
b) para substituir o pretérito imperfeito do subjuntivo: a) para indicar um fato futuro em relação a um fato
Comportou-se como se fora (= fosse) senhora das passado: Ele prometeu a Maria que chegaria antes
terras. das seis.
c) em certas frases exclamativas: Quem me dera ser b) quando a oração subordinada revela um fato não
rico! realizado ou que talvez não se realize: Iríamos se ele
permitisse.
Emprego dos tempos e modos verbais: c) para exprimir incerteza ou dúvida sobre fatos pas-
5. Pretérito mais-que-perfeito simples sados: Quem estaria lá? Ele teria uns vinte anos
O pretérito mais-que-perfeito composto é empre- quando se casou.
gado, como o simples, para expressar um fato já con- d) em certas orações exclamativas ou interrogativas
cluído antes de outro também no passado. É usado que denotam surpresa ou indignação: Nunca agiría-
na língua falada e, em geral, também na escrita: mos dessa maneira! Seria possível uma calúnia des-
* Tinha vindo especialmente para o concerto. sas?
e) em tom polido, denotando desejo presente: Gos-
Emprego dos tempos e modos verbais: tariam de ir conosco? Poderia emprestar-me esse li-
6. Futuro do presente simples vro?
O futuro do presente simples é usado para indicar um
fato futuro em relação ao momento em que se fala: Emprego dos tempos e modos verbais:
Irei à praia neste fim de semana. Emprega-se tam- 10. Futuro do pretérito composto
bém para: Emprega-se o futuro do pretérito composto para:
a) indicar fatos de realização provável, pois estão a) indicar que um fato teria acontecido no passado
mediante certa condição: Se ele vier, falarei com ele. mediante certa condição: Se Roberto estudasse teria
tido boa nota.
Emprego dos tempos e modos verbais: b) exprimir incerteza sobre fatos passados em ora-
6. Futuro do presente simples ções interrogativas: Quando teriam visto o fugi-
b) indicar incerteza, dúvida, suposição: Será possível tivo?
uma coisa dessas? Estarei eu aqui pela providência
divina?

Emprego dos tempos e modos verbais:


Observação

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Emprego dos tempos e modos verbais: (C) O especialista ativera-se à análise dos dados
II – MODO SUBJUNTIVO obtidos, para defender o programa de responsabili-
dade ambiental.
1. Presente (D) Proporam-se medidas de combate à degrada-
O presente do subjuntivo indica presente ou futuro, ção da floresta, porém os resultados danosos já
dependendo do conteúdo semântico do verbo: haviam se instalado em toda a área.
* É pena que elas estejam doentes (presente). (E) Se não fosse imediatamente interrompido o cor-
* Espero que eles venham (futuro). te das árvores, a região transformar-se-ia numa
extensa área desertificada.
2. Pretérito imperfeito do subjuntivo
O pretérito imperfeito do subjuntivo indica uma Já adulto pela covardia, eu fazia o 1 que todos fa-
ação simultânea ou futura em relação ao tempo do zemos, quando somos grandes, e há diante de nós
verbo da oração principal (que pode ser o pretérito sofrimentos e injustiças: não queria vê-los; subia
perfeito simples, o pretérito imperfeito ou o futuro do para soluçar lá no alto da casa, numa peça ao lado
pretérito do indicativo): da sala de estudos, sob os telhados, uma salinha
que cheirava a íris, também aromada por uma gro-
2. Pretérito imperfeito do subjuntivo selheira silvestre que crescia do lado de fora entre
* Duvidei que ele terminasse o trabalho. as pedras do muro e passava um ramo florido pela
* Eu queria que ela fosse logo. janela entreaberta.

5. Futuro do subjuntivo 4.(TJ/AL) A substituição da forma verbal “chei-


O futuro simples do subjuntivo indica eventualidade rava” (L.5) por cheirasse prejudicaria a correção
no futuro, sendo que o verbo da oração principal gramatical do texto.
pode estar no presente ou no futuro do presente do
indicativo: Dados do Cadastro Geral de Empregados e De-
* Posso levar o que quiser. sempregados (CAGED) divulgados ontem pelo Mi-
* Poderei levar o que quiser. nistério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam
para a criação de 554 mil postos de trabalho com
01.(TRE/PR) “Há 40 anos, a mais célebre crítica carteira assinada no primeiro trimestre deste ano, o
de cinema dos Estados Unidos, Pauline Kael que representa recorde histórico para esse período.
(1919-2001), publicava seu artigo mais famoso.” A série de dados do CAGED tem início em 1992.
Considerado o acima transcrito, é correto afir-
mar: 5.(TRT/RJ) Na frase que se inicia por “A série”
(L.3), a substituição da forma verbal no presente
(E) A forma verbal publicava foi empregada para pela forma correspondente no pretérito perfeito
denotar uma ação passada habitual ou repetida. alteraria o sentido do texto.

02.(TCE/SP) “Isso talvez nos explique por que os


gregos, estes que teriam inventado a democra-
cia ocidental com seus valores, na verdade, le-
garam-nos apenas um valor fundamental: a sus-
peita de si.
Considerada a frase acima, em seu contexto, o
ÚNICO comentário que o texto NÃO legitima é o
seguinte:

(B) A forma verbal “explique” é exigida por estar


presente no enunciado uma ideia de possibilidade,
não de certeza.

03. (FCC) A forma verbal que, além de correta-


mente flexionada, indica fato passado anterior a
outro, também passado, está grifada na frase:

(A) Para que se precavissem os efeitos prejudiciais


ao meio ambiente, interromperam-se as queimadas
na região.

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Correlações/articulações entre tempos e modos verbais que indicam duração, continuação, progres-
verbais (exemplos): são.
1. Sempre haverá quem preferirá ter-se omitido
diante da violência de que venha a ser vítima. * Já vem chegando o inverno com seu frio, suas
2. Houve sempre quem preferisse omitir-se diante chuvas.
da violência de que tivesse sido vítima.
3. Há sempre quem prefere se omitir diante da vio- e) Verbo auxiliar "DEVER" mais INFINITIVO 
lência de que venha a ser vítima. formação de locução verbal que indica necessidade,
4. Havia sempre quem preferia se omitir diante da obrigação.
violência de que foi vítima. * " O almirante não deve falar assim... A pátria está
5. Sempre há quem prefere se omitir diante da vio- logo abaixo da humanidade." (Lima Barreto)
lência de que venha a ser vítima.
f) Verbo auxiliar IR mais GERÚNDIO  formação
Correlações/articulações entre tempos e modos de locução verbal que indica uma ação em decurso,
verbais (corrija as estruturas abaixo): em ocorrência, em desenvolvimento gradual.

1. A pesquisa de Johnson analisou um fenômeno * " Meu coração é um almirante louco


que constituísse uma verdadeira obsessão que ca- que abandonou a profissão do mar
racterize o homem moderno: o fascínio pela TV. e que a vai relembrando pouco a pouco
2. Se não variassem de cultura para cultura, as re- em casa a passear, a passear ..."
gras de convívio terão alcançado, efetivamente, a (Fernando Pessoa)
chamada validade universal.
3. Sugere-se, nessa pesquisa, que o fato de nos Classificação morfológica dos verbos
aprisionarmos em nossa sala de TV fosse o respon- Quanto à terminação
sável pela nossa predisposição a que cometêramos Os verbos podem ser:
atos violentos. 1ª CONJUGAÇÃO  ar
4. Se de fato viéssemos a nos contentar com o que 2ª CONJUGAÇÃO  er
somos, as inúmeras janelas abertas pela TV não 3ª CONJUGAÇÃO  ir
terão a mesma força de atração que as pesquisas
demonstrassem. Quanto à flexão ou à conjugação

LOCUÇÕES VERBAIS Os verbos podem ser REGULARES, IRREGULA-


RES, DEFECTIVOS, ABUNDANTES e PRONOMI-
Também chamadas de "perífrases verbais", as NAIS.
locuções verbais servem para denotar ideias aces-
sórias da ação verbal, frequentemente não contem- 1) Verbo regular é aquele cujo tema permanece
pladas pelos tempos simples e compostos. invariável.
a) Verbo auxiliar SER mais o PARTICÍPIO  for- Classificação morfológica dos verbos
mação de locuções verbais da voz passiva de 2) Verbo irregular é aquele que não segue o para-
ação; digma regular de sua conjugação.
* Eles foram atacados por várias abelhas enquanto 3) Verbo defectivo é aquele que não apresenta
caminhavam pela fazenda. todos os modos, tempos ou pessoas próprios dos
verbos.
b) Verbo auxiliar TER mais preposição DE mais 4) Verbo abundante é aquele que apresenta mais
INFINITIVO  formação de locução verbal que de uma forma de conjugação para certos tempos,
denota "obrigação, compromisso, fato infalível". modos ou pessoas.
* O Brasil tem de ser um país menos desigual. 5. Verbo pronominal é aquele que só é conjugado
com o auxilio de um pronome pessoal oblíquo, áto-
c) Verbos auxiliares "COMEÇAR A, ENTRAR A, no.
PASSAR A" mais INFINITIVO  formação de lo-
cuções verbais que indicam momento inicial de uma Classificação morfológica dos verbos
ação. Quanto à função
Os verbos são classificados em AUXILIARES e
* O trem começou a partir, e todos, emocionados, PRINCIPAIS.
despediam-se dos soldados.
1. Verbo auxiliar é aquele que, empregado ao lado
d) Verbos auxiliares "ANDAR, ESTAR, FICAR, IR, de uma forma nominal do verbo (infinitivo, gerúndio
VIR" mais GERÚNDIO  formação de locuções

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ou particípio), formará as locuções verbais e os


tempos compostos.

Classificação morfológica dos verbos


Quanto à função

2. Verbo principal é, como o próprio nome já o diz,


aquele de significação plena e que funciona como
núcleo de uma oração.

Classificação morfológica dos verbos


Quanto à formação
Os verbos são classificados em PRIMITIVOS e DE-
RIVADOS.
1. Verbo primitivo é aquele que não foi formado
por nenhum outro verbo pré-existente.
2. Verbo derivado é aquele que foi formado a partir
de outro verbo pré-existente.

PARADIGMAS ESPECIAIS PARA A CONJUGA-


ÇÃO VERBAL

Conjugação de verbos derivados

Regra:
A conjugação do verbo derivado segue a conju-
gação do seu verbo primitivo.

Ex.:
TER  deter, reter, entreter, ater-se etc.
PÔR  compor, interpor, supor, apor etc.

Conjugação dos verbos terminados nos hiatos -


air  sair, cair, abstrair
-oer  roer, moer, doer
-uir  possuir, constituir, restituir
Regra:
A 3ª pessoa do singular do presente do indicati-
vo apresenta a desinência “i” e jamais “e”.

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Conjugação dos verbos terminados no hiato Regra:


“-ear”  frear, pentear, veranear, passear, home- Apresentam a letra “E” em todas as formas do
nagear, arrear, saborear, menear. presente do subjuntivo

Regra: Verbo ABENÇOAR (presente do subjuntivo)


Intercalam, por motivos fonéticos, um “i” intervo-
cálico em sua desinência nas formas rizotônicas. Que...
EU ABENÇOE
Conjugação dos verbos terminados no hiato TU ABENÇOES
“-iar”  variar, estagiar, abreviar, adiar, conciliar, ELE ABENÇOE
copiar, desviar, guiar NÓS ABENÇOEMOS
VÓS ABENÇOEIS
Regra: ELES ABENÇOEM
Seguem o paradigma de conjugação dos verbos
da 3ª conjugação, isto é, conjugam-se normal- Conjugação dos verbos “ver” e “vir” no futuro do
mente à exceção de M-A-R-I-O. subjuntivo

VIR ≠ VER

EU VIER EU VIR
TU VIERES TU VIRES
ELE VIER ELE VIR
NÓS VIERMOS NÓS VIRMOS
VÓS VIERDES VÓS VIRDES
ELES VIEREM ELES VIREM

Conjugação de verbos defectivos:


1º GRUPO  Verbos que não possuem a 1ª pes-
soa do singular do presente do indicativo.
abolir, colorir, delinquir, demolir, exaurir (esgotar,
acabar), extorquir, soer (costumar, acontecer com
frequência), urgir (ser urgente), tinir (soar)”.

Conjugação de verbos defectivos:


2º GRUPO  Verbos que, no presente do indica-
tivo, só possuem as pessoas “nós” e “vós”.
reaver, precaver, aguerrir, adequar, empedernir (pe-
trificar), remir (resgatar), fornir (abastecer, prover), fa-
lir, embair (iludir, seduzir), adir (acrescentar, adicio-
nar), renhir (disputar, pleitear)

01. Estão inteiramente corretas a forma e a flexão


dos verbos na frase:

A) A boa ficção não institue fantasias gratuitas; ela


aprende o real por meio da mais fecunda imaginação.
B) Embora muitos diverjam, não há por que não ad-
mitir que um romance policial reuna vários atributos
estéticos.
C) Embora não sejam propriamente ficções, os bons
documentários propisciam a abertura de novos hori-
Conjugação de verbos terminados nos hiatos “- zontes do real.
oar” e “-uar”  abençoar, voar, leiloar, continuar, D) Se achamos que a vida dos afegãos não tem nada
suar, atenuar haver com a nossa, o autor lembra que a história de
Amir conflue para a de muita gente.

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E) Muitos autores entremeiam realidade e imagina- C) Se os cidadãos elegerem princípios e convirem


ção em suas narrativas para proverem a ficção dos que estes são justos, só os infligirá quem se valer de
mais estimulantes atrativos. má fé.
D) No caso de evidente erro judiciário, deve-se ratifi-
02. Estão adequados o emprego e a flexão de to- car a sanção aplicada para que a punição injusta não
das formas verbais na frase: constitue um argumento a favor da impunidade.
E) Quando todos revirmos o papel social que nos
A) Se as pesquisas bem realizadas sempre intervis- cabe e nos dispormos a exercê-lo de fato, nenhum
sem no comportamento das pessoas, o estudo ao caso de impunidade será tolerado.
qual se aplicou Johnson teria algum efeito sobre o
público. 05.(FCC) Estão corretos o emprego e a flexão de
B) Imergem da pesquisa de Johnson alguns dados todas as formas verbais na frase:
reveladores quanto à ação da TV sobre nós, mas é
possível que outros fatores hajam de modo determi- A) Se os homens dessem ouvido à consciência e
nante sobre o nosso comportamento. contessem seus instintos, as relações sociais seriam
C) Quem revir as várias pesquisas sobre a relação mais harmoniosas.
entre TV e comportamento haverá de se deparar com B) Aos homens nunca aprouve respeitar os princípios
resultados que talvez constituam motivo para algum coletivos quando não prescrita uma punição para
alarme. quem viesse a menosprezá-los.
D) Jamais conviu às emissoras de TV divulgar essas C) Se os cidadãos elegerem princípios e convirem
pesquisas, que quase sempre as encriminam como que estes são justos, só os infligirá quem se valer de
responsáveis pela multiplicação da violência social. má fé.
E) Se as violências que provêem do hábito de assistir D) No caso de evidente erro judiciário, deve-se ratifi-
à TV se saneiassem por conta de alguma regulamen- car a sanção aplicada para que a punição injusta não
tação governamental, seria o caso de pedir providên- constitue um argumento a favor da impunidade.
cias às autoridades. E) Quando todos revirmos o papel social que nos
cabe e nos dispormos a exercê-lo de fato, nenhum
03. (FCC) A forma verbal que, além de correta- caso de impunidade será tolerado.
mente flexionada, indica fato passado anterior a
outro, também passado, está grifada na frase: 06.(FCC) Está correta a flexão de todas as formas
verbais na frase:
A) Para que se precavissem os efeitos prejudiciais ao
meio ambiente, interromperam-se as queimadas na A) Não é verdade que os portugueses do século XV
região. engulissem as vogais ou chiassem nas consoantes.
B) Após a derrubada da mata, sobreviram alterações B) Sempre serão bem-vindos os imigrantes que che-
significativas no clima de toda a área, antes coberta garem ao Brasil, em qualquer época, e trazerem para
por ela. nós as marcas de sua língua e de sua cultura.
C) O especialista ativera-se à análise dos dados ob- C) Caso a incorporação de termos estrangeiros não
tidos, para defender o programa de responsabilidade convisse aos falantes de um idioma, estes não have-
ambiental. riam de os aproveitar.
D) Proporam-se medidas de combate à degradação D) Se alguém rever os textos do português arcaico,
da floresta, porém os resultados danosos já haviam se espantará com a profusão de termos que ainda
se instalado em toda a área. frequentam a fala brasileira em muitas regiões do
E) Se não fosse imediatamente interrompido o corte país.
das árvores, a região transformar-se-ia numa ex- E) Foram-se somando ao português do Brasil, ao
tensa área desertificada. longo dos séculos, os traços que advieram das lín-
guas dos que para cá emigraram.
04.(FCC) Estão corretos o emprego e a flexão de
todas as formas verbais na frase: Advérbio(definição):
É a classe de palavras invariáveis que, mo-
A) Se os homens dessem ouvido à consciência e dificando um verbo, um adjetivo ou outro advérbio,
contessem seus instintos, as relações sociais seriam transmitem-lhes alguma circunstância.
mais harmoniosas. * "Os meus doentes, senhora condessa, respondeu
B) Aos homens nunca aprouve respeitar os princípios Carlos, não são bastante numerosos para formar
coletivos quando não prescrita uma punição para uma quadrilha."
quem viesse a menosprezá-los.

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* "Ao despedir-se da pupila, Lemos apertou-lhe a Locuções adverbiais


mão: - Desejo-lhe que seja muito e muito feliz." Frequentemente os advérbios aparecem em portu-
guês sob a forma locucional – são as denominadas
Advérbio: "locuções adverbiais". Tais locuções são um conjunto
Observação importante: de palavras, geralmente de núcleo substantivo e ge-
ralmente encabeçadas por uma preposição, com va-
A maioria dos advérbios terminados em "-mente" de- lor circunstancial.
riva de adjetivos. Quando o adjetivo apresenta for-
mas diferentes para os dois gêneros, o sufixo adver- Locuções adverbiais
bial "-mente" será acrescido à forma feminina do ad- Exemplos:
jetivo. à força, a giros, às cegas, a esmo, a farta, a granel,
à porta, à revelia, a seu talante, a cavalo, ao deus
Advérbios terminados em “-mente”: dará, à toa, às pressas, a pé, a pique, ao revés, a seu
* feliz  felizmente tempo, ao longe, ao vivo, à noite, às tontas, às ocul-
* vaidoso  vaidosamente tas, às escondidas, às vezes, ao acaso, com certeza,
* triste  tristemente de repente, de cabo a rabo, de improviso, de cor, de
* ameaçador  ameaçadoramente forma alguma, de propósito, de primeiro, de relance,
* fácil  facilmente de soslaio, de vez em quando, de sobreaviso

Advérbios terminados em “-mente”: Adjetivos adverbializados


* feliz  felizmente Em muitas situações, empregam-se adjeti-
* vaidoso  vaidosamente vos em função adverbial. Neste caso, o adjetivo, à
* triste  tristemente semelhança do advérbio, permanecerá invariável.
* ameaçador  ameaçadoramente * Acudiram algumas pessoas que próximo se encon-
* fácil  facilmente travam.

Advérbio: Adjetivos adverbializados


Observação importante: * "A fisionomia de Bento Simões reanimou-se. — Fa-
lai claro uma vez ao menos, retrucou Rui Soeiro.”
É possível transformar muitas expressões e locu- * "Para não cair foi-lhe preciso agarrar-se forte com
ções em advérbios – geralmente de "modo" ou de ambas as mãos ao braço de Álvaro, arrimando-se em
"tempo" –, formados com o sufixo adverbial "- seu peito.”
mente".
Observação importante:
* O recurso foi interposto fora do tempo.  extem- Há vários vocábulos na língua portuguesa
poraneamente, intempestivamente que ora aparecem como advérbios, ora como prono-
mes, adjetivos e numerais. Para se determinar a
* Ele aprendia as lições pouco a pouco.  gradati- classe morfologia a que pertencem tais palavras, de-
vamente, paulatinamente vem-se levar em conta os seguintes critérios:

Classificação dos advérbios


Os advérbios são classificados de acordo
com a circunstância que expressam. Assim, podem
ser classificados em:

a) de afirmação;
b) de dúvida;
c) de frequência;
d) de intensidade (ou "de quantidade");

Classificação dos advérbios


e) de tempo;
f) de modo;
g) de negação;
h) de lugar.

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Exemplos: 3. ALTERNATIVAS OU DISJUNTIVAS  São con-


* Ela usa meias verdades. junções que ligam ideias e pensamentos que se al-
* Ele encontra-se meio adoentada. ternam ou que se excluem.
* Tomamos muito sorvete. OU, OU... OU, SEJA... SEJA, QUER...QUER,
* O sorvete estava muito gelado. NEM... NEM, ORA... ORA, SEJA... SEJA.
* Li os livros todos da biblioteca dele.
* No acidente, ele ficou todo ensanguentado. 4. CONCLUSIVAS OU ILATIVAS  São as conjun-
* O próximo capítulo fala sobre o amor. ções que introduzem orações, em um período coor-
* Fiquei próximo do local do acidente. denado, as quais expressam uma conclusão, uma
ilação em relação à primeira oração.
CONJUNÇÃO LOGO, PORTANTO, POR ISSO, POIS (posposto
Definição ao verbo), ENTÃO, ASSIM, POR CONSEQUÊNCIA,
CONSEQUENTEMENTE, CONSEGUINTEMENTE.
É a classe de palavra invariável que liga duas ora-
ções entre si, estabelecendo um vínculo de coorde- 5. EXPLICATIVAS  São conjunções que explanam
nação ou de subordinação. na segunda oração o sentido da primeira oração ou
uma explicação para a primeira.
CONJUNÇÃO QUE, PORQUE, POIS (anteposto ao verbo), POR-
Exemplos: QUANTO.
* Os funcionários informaram ao chefe que a má-
quina não estava funcionando bem.
* O governo aumentou a taxa de juros e diminuiu o
acesso ao crédito consignado.

CONJUNÇÃO
Classificação
A principal classificação das conjunções leva em
conta o significado da conjunção e a possibilidade de
ela estabelecer "coordenação" ou "subordinação".
Por este critério, as conjunções são classificadas em:

CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES


Coordenativas

As conjunções coordenativas são aquelas


que ligam orações que apresentam a mesma função
na frase. De acordo com a relação que expressam,
as conjunções coordenativas são classificadas em:

1. ADITIVAS  Chamadas também de "copulativas"


ou "aproximativas", as conjunções aditivas ligam
duas orações, aproximando-as numa relação de
soma, de adição.
E, NEM, TAMBÉM, BEM ASSIM, BEM COMO, NÃO
SÓ... MAS (TAMBÉM), NÃO SÓ... BEM COMO,
QUE (=E).

2. ADVERSATIVAS  São as conjunções que unem


pensamentos ou ideias contrárias, opostas.
A principal conjunção adversativa na língua portu-
guesa é o "MAS". Apresentam também força adver-
sativa os seguintes conectores:
PORÉM, CONTUDO, TODAVIA, ENTRETANTO,
NO ENTANTO, SENÃO, QUE (=MAS), AINDA AS-
SIM

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Língua Portuguesa – Aula 09
Rodrigo Bezerra

CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES QUE (= PARA QUE), PORQUE (= PARA QUE),


PARA QUE, A FIM DE QUE.
Subordinativas
8. PROPORCIONAIS  São as conjunções que
As conjunções subordinativas (também chama- estabelecem uma relação de proporcionalidade em
das de "circunstanciais") ligam orações que exer- relação ao fato contido na oração subordinante.
cem uma função sintática em relação a uma outra À MEDIDA QUE, À PROPORÇÃO QUE, AO PAS-
oração denominada de "principal ou subordinante". SO QUE, QUANTO MAIS ... MAIS, QUANTO
São dez as conjunções subordinativas: MAIS... MENOS, QUANTO MENOS... MAIS,
QUANTO MENOS... MENOS.
1. CAUSAIS  São conjunções que subordinam
ideias em que se exprime a causa, o motivo, a ra- 9. TEMPORAIS  São conjunções que estabele-
zão de ser da ideia principal. cem o momento, o tempo da realização do fato con-
QUE, PORQUE, PORQUANTO, COMO (no início tido na oração subordinante (principal).
da oração = JÁ QUE), SE ( = JÁ QUE), DESDE ENQUANTO, DESDE QUE, LOGO QUE, ASSIM
QUE, POIS QUE, VISTO QUE, VISTO COMO, UMA QUE, MAL (=LOGO QUE), ANTES QUE, QUAN-
VEZ QUE, COMO QUER QUE, DE MODO QUE DO.

2. CONCESSIVAS  São conjunções que subordi- 10. INTEGRANTES  São as conjunções que in-
nam ideias em que se exprime uma ação contrária, troduzem as orações substantivas, isto é, as ora-
oposta à ideia principal. ções que exercem para a oração principal uma das
QUE, EMBORA, CONQUANTO, AINDA QUE, seguintes funções: sujeito, objeto direto, objeto indi-
POSTO QUE, BEM QUE, SE BEM QUE, QUANDO reto, complemento nominal, aposto e predicativo.
MESMO, POR MAIS QUE, POR MENOS QUE, QUE, SE
POR POUCO QUE, MESMO QUE, EM QUE PESE, Conjunções correlatas  são aquelas que se
APESAR DE QUE. encontram bipartidas entre uma oração e outra.
Exemplos:
3. CONFORMATIVAS  São conjunções que su- não só… mas também…
bordinam ideias em que se exprime a conformidade não só… mas ainda...
de um pensamento com o da ideia principal. não só… senão também...
COMO, CONFORME, CONSOANTE, SEGUNDO. não só… senão que...
não só… bem como…
4. CONSECUTIVAS  São conjunções que subor-
dinam ideias em que se exprime o efeito, a conse- PREPOSIÇÃO
quência, o resultado do pensamento expresso na
ideia principal. Definição
QUE (precedido de "TÃO, TAL, TANTO, TAMA-
NHO), SEM QUE, DE MODO QUE, DE SORTE É a categoria gramatical invariável que tem por fun-
QUE, DE FORMA QUE, DE MANEIRA QUE. ção ligar entre si duas palavras, subordinando uma
à outra, para introduzir determinadas circunstâncias
5. CONDICIONAIS  São conjunções que subordi- ou indicar posse, referência, origem, atribuição,
nam ideias que exprimem a condição, a hipótese, a causa, efeito etc. Portanto, a preposição é a palavra
probabilidade para a ideia principal do período. invariável de caráter essencialmente relacional.
SE, CASO, CONTANTO QUE, SEM QUE, A NÃO
SER QUE, SALVO SE, EXCETO SE, A MENOS PREPOSIÇÃO
QUE.
Observe:
6. COMPARATIVAS  São conjunções que esta- * Amanhã iremos à casa de Maria.
belecem uma relação de comparação, de analogia * A criança se encontra com febre.
com a ideia principal do período. Valores das preposições:
COMO, ASSIM COMO, TAL E QUAL, TAL QUAL, * Ele sempre fala muito sobre política.
MAIS QUE OU DO QUE, MENOS QUE OU DO * Ele morreu de fome.
QUE, TANTO QUANTO, FEITO (= COMO). * Ele veio de Caruaru.
* Todos se inclinaram para a frente.
7. FINAIS  São conjunções que estabelecem uma * Sairemos hoje com Maria.
relação de fim (finalidade) com a ideia principal do
período. PREPOSIÇÃO

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Classificação das preposições


Combinações e contrações das preposições
No português, as preposições são classificadas em
"essenciais" (palavras que só desempenham o pa- * Ele foi um daqueles que sempre lutou pela pátria.
pel estritamente de preposição) e "acidentais" (pa- * Ele deixou todos os bens para os filhos.
lavras de outra classe gramatical que eventualmen-
te se usam como preposições). INTRODUÇÃO À SINTAXE

Classificação das preposições Conceitos essenciais

a) São essenciais: 1. Frase: é todo enunciado lingüístico capaz de


a de perante estabelecer um processo de comunicação, ou seja,
ante desde por é todo enunciado que possui sentido completo.
após em sem
até entre sob INTRODUÇÃO À SINTAXE
com para sobre
contra trás Conceitos essenciais
b) São acidentais:
conforme (= de acordo com) Exemplos:
consoante (= de acordo com) * Meu Deus, ajude-me!
segundo (= de acordo com) * O presidente da empresa viajará amanhã para
como (= na qualidade de) São Paulo.
durante salvo
fora, afora exceto Conceitos essenciais
mediante (= por meio de)
Menos tirante  Quanto ao sentido que expressam, as frases
podem ser:
PREPOSIÇÃO a) Declarativas ou expositivas (apresentam uma
declaração, um juízo de valor)
Locuções prepositivas b) Interrogativas (apresentam uma indagação, uma
pergunta, um questionamento)
Em muitos casos, a função prepositiva é exerci- Conceitos essenciais
da por um conjunto de vocábulos que é finalizado  Quanto ao sentido que expressam, as frases
por uma preposição. Neste caso, está-se diante das podem ser:
chamadas "locuções prepositivas". Geralmente c) Imperativas (apresentam uma ordem, um man-
tais locuções apresentam como núcleo um substan- damento, uma exortação)
tivo ou um advérbio.
INTRODUÇÃO À SINTAXE
Locuções prepositivas
Conceitos essenciais
Exemplos:
abaixo de acerca de acima de  Quanto ao sentido que expressam, as frases
a fim de além de à maneira de podem ser:
antes de até a ao lado de d) Exclamativas (apresenta uma admiração, uma
ao invés de ao redor de a par de repulsa, uma surpresa)
apesar de a respeito de diante de e) Optativas (apresentam um desejo, uma aspira-
ção)
Combinações e contrações das preposições
INTRODUÇÃO À SINTAXE
Num período, pode uma preposição unir-se à
outra palavra, passando a constituir com ela um só Conceitos essenciais
vocábulo. Nessa ligação, se a preposição permane-
ce com todos os seus fonemas, diz-se que há 2. Oração: é toda estrutura lingüística centrada em
"combinação"; se houver perda de fonema para um verbo ou uma locução verbal. Podemos afirmar
algum dos componentes, diz-se que há "contra- ser toda estrutura que se biparte em sujeito e predi-
ção". cado, e, excepcionalmente, só em predicado, quan-
do a declaração se encerra em si mesma sem refe-
PREPOSIÇÃO rência particular a nenhum ser.

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Um termo regido por preposição não exercerá a


Conceitos essenciais função de núcleo de um sujeito.

3. Período: é a frase formada por uma ou mais ora- ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
ções. Classifica-se, portanto, em:
a) Simples: formado por uma única oração, deno- IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
minada de oração absoluta. Haverá, por isso, um
único verbo ou uma única locução verbal. Exemplos:
b) Composto: formado por mais de uma oração. 1. O enfoque nas soluções únicas dos problemas
que enfrentamos empobrece, quase sempre, a qua-
INTRODUÇÃO À SINTAXE lidade mesma do raciocínio.

Estudo do período simples – sintaxe da oração ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
Hierarquia dos termos
I - Termos essenciais da oração: IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO

SUJEITO Exemplos:
2. Nas palavras dos piores contraventores
PREDICADO ............................. (existir) insolentes alusões à mo-
ralidade.
Estudo do período simples – sintaxe da oração
Hierarquia dos termos ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
II – Termos integrantes da oração:
OBJETO DIRETO IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
OBJETO INDIRETO
COMPLEMENTO NOMINAL Exemplos:
AGENTE DA PASSIVA 3. Aqueles de quem não .......................... (advir)
Estudo do período simples – sintaxe da oração qualquer reação contra os desonestos acabam es-
Hierarquia dos termos timulando a corrupção.
III – Termos acessórios da oração:
ADJUNTO ADNOMINAL ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
ADJUNTO ADVERBIAL
APOSTO IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO

INTRODUÇÃO À SINTAXE Exemplos:


4. ........................ (estar) nos traços da cultura brasi-
Estudo dos termos essenciais leira, que são também estratégias de sobrevivência,
uma forte inspiração para um ensino que ensine.
SUJEITO
Definição: ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
É o termo sobre o qual se faz alguma declaração.
É o termo sobre o qual o enunciado verbal recai. IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO

INTRODUÇÃO À SINTAXE Exemplos:


5. São muitas as pessoas a quem ........................
SUJEITO (poder) convencer uma proposta ampla, honesta e
revolucionária para o nosso ensino.
Classificação (clássica):
a) Simples  um só núcleo ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
b) Composto  mais de um núcleo
c) Oculto, elíptico ou desinencial  presente da IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
desinência verbal
d) Indeterminado Exemplos:
e) Oração sem sujeito 6. O despertar para a dialética e para as relações
Características do sujeito: contrastantes ....................... (abrir) um caminho
a) Por ser um termo regente, não se deixa reger mais consequente para a reflexão e para a prática.
por preposição.
Logo...

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ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO Acompanhe:

IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO 1ª oração = Eu vi um gatinho

Exemplos: 2ª oração = O gatinho subia no telhado.

6. O despertar para a dialética e para as relações Junção das duas orações:


contrastantes ....................... (abrir) um caminho
mais consequente para a reflexão e para a prática. Eu vi um gatinho QUE / O QUAL subia no telhado.

ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO

IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO

7. A entrada dos anos 2000 _______ (TEM ou TÊM) Exemplos:


trazido a reversão das expectativas de que haveria
a inauguração de tempos de fraternidade, harmonia 11. São as possibilidades de enfoques alternativos o
e entendimento da humanidade. que importa nas operações que levam a soluções
múltiplas.
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
8. O recrudescimento do conservadorismo e de
práticas autoritárias, efetivadas à sombra do medo, Exemplos:
_________ (TEM ou TÊM) representado fonte de
frustração dos ideais historicamente buscados. 12. Quase ninguém, entre os que se
.......................... (valer) do controle remoto, resiste
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO à tentação de passar velozmente por todos os ca-
nais de TV.
IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
Observação:
IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
Em muitas orações, o sujeito é exercido pelo pro-
nome relativo QUE ou por seus relativos corres- Exemplos:
pondentes - O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS
QUAIS. 13. O que nos mandamentos de Moisés se impõe
como um dos princípios fundamentais é a necessi-
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO dade de reconhecimento dos nossos limites.

IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO

Exemplos: IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO

9. Somos o único povo da História que ainda man- Exemplos:


tém um pouco da alegria do viver.
14. Quando o que .................................... (indicar)
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO nossos caminhos são os apelos da voz interior, a
escolha profissional não é aleatória.
IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO
Exemplos:
IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
10. No intervalo da conferência, surgiram várias
ideias as quais induziram o palestrante a mudar o LEMBRE-SE!! CUIDADO!! NÃO SE ESQUEÇA!!
rumo de seu discurso.
Como o sujeito é um termo subordinante, não se
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO deixa reger por preposição.

IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO

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CUIDADO!! Classificação dos verbos:

1. Está na hora da onça beber água. I – Intransitivos

2. Os pais compraram novos livros a fim dele * No último encontro, ocorreram fatos dignos de
estudar mais. notícia.

3. O motivo dos gregos legarem-nos apenas a * A chuva estiou na região sul.


desconfiança só agora se esclareceu.
* O imigrante se dirigiu à embaixada dos Estados
QUESTÃO: (Cespe/Unb – TRE/BA) Unidos.

“O que verdadeiramente interessa no caso é Predicação Verbal (transitividade)


que, no processo, a indignação de Ramos, ape-
sar de ele ter sido considerado um homem vio- Classificação dos verbos:
lento, pareceu compreensível aos depoentes.”
I – Intransitivos (CUIDADO!! CUIDADO!! CUIDA-
7. O segmento “apesar de ele ter sido considerado DO!!)
um homem violento” pode ser corretamente substi-
tuído pelo seguinte: apesar dele haver sido conside- * Ocorreram problemas na empresa.
rado um homem violento.
* Jamais aconteceriam aqueles contratempos se ela
ESTUDO SOBRE O SUJEITO DE UMA ORAÇÃO estivesse aqui.

CUIDADO COM O SUJEITO “CONTEXTUAL”. * Surgiu uma nova ideia na reunião.

Exemplo: * Ainda existem pessoas honestas no Brasil.

“Das propriedades mágicas do objeto não advinha Predicação Verbal (transitividade)


mal algum, pelo contrário: só trazia benefícios aos
que dele se acercassem, apenas luzes benéficas Classificação dos verbos:
irradiava.”
II – Transitivos
Predicação Verbal (transitividade)
São aqueles que precisam de um termo que os
Classificação dos verbos: complemente para que o sentido se perfaça, para
que a compreensão da estrutura seja possível. Divi-
I – Intransitivos dem-se em:

II – Transitivos: Predicação Verbal (transitividade)

a) diretos Classificação dos verbos:

b) indiretos II – Transitivos Diretos

c) diretos e indiretos (britransitivos) São os verbos que exigem termo complementar


sem a obrigatoriedade de uma preposição necessá-
III – De ligação (relacionais ou copulativos) ria, ou seja, pedem um complemento desprovido de
preposição. O complemento desses verbos denomi-
Predicação Verbal (transitividade) na-se “objeto direto”.

Classificação dos verbos: Predicação Verbal (transitividade)

I – Intransitivos Classificação dos verbos:

São todos os verbos que, sozinhos, são capazes II – Transitivos Diretos


de transmitir a noção predicativa. Em outras
palavras, são verbos que dispensam uma com- * Nunca mais ele angariou fundos para aquela
plementação. ONG.

Predicação Verbal (transitividade)

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* Muitas lojas do centro da cidade vão baratear os Predicação Verbal (transitividade)


preços neste final de semana.
Classificação dos verbos:
*Nunca mais eles viram os quadros a óleo que
compraram na Europa. II – Verbos de ligação

Predicação Verbal (transitividade) Denominados também de “verbos copulativos” ou


“verbos de relação”, são aqueles que, desprovidos
Classificação dos verbos: de significação, servem como “ponte” entre o sujeito

II – Transitivos Indiretos e uma determinada qualidade, denominada de “pre-


dicativo”. Geralmente funcionam como “de ligação”
São os verbos que exigem termo complementar os verbos “ser, estar, ficar, parecer, continuar e
regido (introduzido) por uma preposição necessária, permanecer.”
obrigatória. O complemento desses verbos é deno-
minado de “objeto indireto”. Predicação Verbal (transitividade)

Predicação Verbal (transitividade) Classificação dos verbos:

Classificação dos verbos: II – Verbos de ligação

II – Transitivos Indiretos *Eles estavam extremamente atrasados para a


festa.
* Eles dependem agora da sorte para que o produto
de que precisam chegue a tempo. *O Governo Federal deve estar atento às necessi-
dades da população.
Predicação Verbal (transitividade)
Predicação Verbal (transitividade)
Classificação dos verbos:
Observação:
II – Transitivos Indiretos
Lembre-se de que a predicação verbal deve ser
*Durante muito tempo aquele povo guerreou contra sempre avaliada levando-se em conta o CON-
os costumes do Ocidente. TEXTO em que o verbo se encontra.

* Não convém aos iniciantes na carreira diplomática Predicação Verbal (transitividade)


portar-se de maneira inadequada.
Veja:
Predicação Verbal (transitividade)
a) Minha proposta saiu vitoriosa da reunião.
Classificação dos verbos:
b) O carro virou na esquina com a rua Augus-
II – Transitivos Diretos e Indiretos ta.
São verbos que exigem dois tipos de complemento: c) O carro virou, ao capotar, uma banca de re-
um sem a preposição e outro com o auxílio de uma vistas.
preposição. São denominados também de “biobjeti-
vos” ou “bitransitivos”. d) O carro virou, após a capotagem, um monte
de ferros retorcidos.
Predicação Verbal (transitividade)
e) Predicação Verbal (transitividade)
Classificação dos verbos:
f) Veja:
II – Transitivos Diretos e Indiretos
g) e) Não convêm essas atitudes.
*Ensinaram-lhe todos os preceitos de nossos ante-
passados? h) f) Não convêm aos estudantes essas atitu-
des.
*O diretor atribuiu o insucesso do grupo à inércia
de alguns integrantes. i) g) Já entregamos o relatório.

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j) h) Já entregamos o relatório ao diretor. Exemplos:

1) (FCC – Bco Brasil) A interiorização das uni- a) Vamos comprar o carro.  Vamos comprá-lo.
versidades federais e a criação de novos institu-
tos tecnológicos também mudam a cara do Nor- b) Pegaram o bandido.  Pegaram-no.
deste... (3º parágrafo)
c) Ele fez os projetos.  Ele fê-los. /ou/ Ele os fez.
O mesmo tipo de complemento grifado acima está
na

frase:

A) A outra face do "novo Nordeste" está no campo.

B) ... onde as condições são bem menos favoráveis


...

C) ... que mexeram com a renda ...

D) ... que mais crescem na região.

E) ... que movimentam milhões de reais ...

Termos integrantes de uma oração (Noções es-


senciais)

Objeto direto

É o termo que completa a significação dos verbos


transitivos diretos sem o auxílio de uma preposição
necessária, obrigatória.

* Ele estreou a produção sob os protestos da popu-


lação.

* O alimento envenenou boa parte do reino.

Termos integrantes de uma oração (Noções es-


senciais)

Objeto direto (característica importante):

O objeto direto é frequentemente substituído dentro


da frase pelos pronomes oblíquos átonos “o, a, os,
as”. Quando o verbo que os precede termina em “-r,
-s, -z”,

Termos integrantes de uma oração (Noções es-


senciais)

Objeto direto (característica importante):

tais pronomes assumem as formas “lo, la, los, las.”


Se o verbo terminar em ditongo nasal “-ão, -õe, -
am”, por exemplo, os pronomes assumirão as for-
mas eufônicas “no, na, nos, nas”.

Termos integrantes de uma oração (Noções es-


senciais)

Objeto direto (característica importante):

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Termos integrantes de uma oração (Noções es- Termos integrantes de uma oração (Noções es-
senciais) senciais)

Objeto direto Objeto indireto

É o termo que completa a significação dos verbos * Jamais cederemos às tentações da vida.
transitivos diretos sem o auxílio de uma preposição * Eles zombaram de nós.
necessária, obrigatória. * As ideias levantadas pertenciam aos novos direto-
* Ele estreou a produção sob os protestos da popu- res.
lação. * Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres.
* O alimento envenenou boa parte do reino.
Termos integrantes de uma oração (Noções es-
Termos integrantes de uma oração (Noções es- senciais)
senciais)
Objeto indireto (característica importante):
Objeto direto (característica importante):
O objeto indireto introduzido pelas preposições A e
O objeto direto é frequentemente substituído dentro PARA é frequentemente substituído pelos prono-
da frase pelos pronomes oblíquos átonos “o, a, os, mes oblíquos átonos LHE e LHES.
as”. Quando o verbo que os precede termina em “-r, * Eu obedeço a meus pais.  Eu lhes obedeço.
-s, -z”, * Entregou tudo para a professora.  Entregou-lhe
tudo.
Termos integrantes de uma oração (Noções es-
senciais) Termos integrantes de uma oração (Noções es-
senciais)
Objeto direto (característica importante):
Objeto indireto (característica importante):
tais pronomes assumem as formas “lo, la, los, las.”
Se o verbo terminar em ditongo nasal “-ão, -õe, - Quando o objeto indireto não é introduzido pelas
am”, por exemplo, os pronomes assumirão as for- preposições A ou para, deverá ser substituído pelos
mas eufônicas “no, na, nos, nas”. pronomes tônicos “ele, ela, eles, elas” regidos pela
preposição que o verbo exige.
Termos integrantes de uma oração (Noções es-
senciais) Termos integrantes de uma oração (Noções es-
senciais)
Objeto direto (característica importante):
Objeto indireto (característica importante):
Exemplos:
* Eu creio em Deus.  Eu creio nEle.
a) Vamos comprar o carro.  Vamos comprá-lo. * Ela depende dos tios.  Ela depende deles.
b) Pegaram o bandido.  Pegaram-no.
c) Ele fez os projetos.  Ele fê-los. /ou/ Ele os fez. 1) (FCC) Está correto o emprego de ambos os
pronomes sublinhados na frase:
Termos integrantes de uma oração (Noções es-
senciais) A) Não basta pensar na prevenção; exercer-lhe é o
dever que nos compete.
Objeto indireto B) Se a violência é indiscriminada, devemos repu-
diá-la, submetendo-a à execração pública.
É o termo que completa a significação de um verbo C) Quem aceita a barbárie, legitima-lhe; quem lhe
transitivo indireto com o auxílio de uma preposição rejeita, pede a punição do responsável.
obrigatória. Com os verbos bitransitivos (transitivos D) Diante das autoridades, devemos cobrá-las as
diretos e indiretos), o objeto indireto representa o providências para, nos casos de iminente violência,
ser a quem (ou “para quem”) o objeto direto se des- prevenir-lhes.
tina. E) Se te prevines, não precisarás preocupar-se com
* As ações do rapaz incorreram em grave erro as situações sem remédio.
judiciário.
2) (FCC – TJ/PE – Analista Judiciário) Jeffrey
Johnson realizou uma pesquisa, e o autor do

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texto, ao comentar essa pesquisa, acrescentou a Termos integrantes de uma oração (Noções es-
essa pesquisa elementos de sua convicção pes- senciais)
soal, que tornam essa pesquisa ainda mais ins-
tigante aos olhos do público. Complemento nominal

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima Exemplos:


substituindo-se os elementos sublinhados, segundo
a ordem em que se apresentam, por *O amor a Deus deve ser incondicional.
*O fumo é prejudicial à saúde.
A) comentá-la - acrescentou-lhe - a tornam * O interpretador literal sempre procura ser fiel à
B) a comentar - lhe acrescentou - lhe tornam letra da lei.
C) comentar-lhe - acrescentou-lhe - tornam-a
D) comentá-la - acrescentou-a - tornam-na Termos integrantes de uma oração (Noções es-
E) a comentar - acrescentou-lhe - tornam-lhe senciais)

3) (FCC – TRT 23ª região – Analista Judiciário) Agente da passiva


Se há iniciativa e astúcia na ação do homem
injusto, não há iniciativa e astúcia no bom cida- É o termo que na voz passiva analítica pratica a
dão que, apesar de indignado, não confere à ação verbal, sempre introduzido por uma preposi-
iniciativa e à astúcia o mesmo valor que o mau ção.
reconhece na iniciativa e na astúcia. * Ele foi homenageado pelos pais.

A) há elas - não as confere - reconhece nelas. Classificação do predicado de uma oração


B) as há - não lhes confere - nelas reconhece.
C) as há - não confere-lhes - as reconhece. Tipos de predicado:
D) há as mesmas - não lhes confere - reconhece-
lhes. Predicado verbal
E) há estas - não as confere - nelas reconhece.
* Alguns deixaram a sala mais cedo em virtude do
4) (FCC) Encontraram um fóssil no Vale do Je- calor.
quitinhonha. Antes de removerem o fóssil para o *Os dois filhos de Maria comeram bastante no al-
centro de arqueologia, submeteram o mesmo ao moço.
tratamento indispensável a toda descoberta im-
portante, fotografaram o fóssil e pediram segu- Classificação do predicado de uma oração
rança para poupar o fóssil da ação dos curiosos.
Tipos de predicado:
A) o removerem - submeteram-lhe - o fotografaram -
poupar-lhe Predicado nominal
B) o removerem - submeteram-no - fotografaram-no
- poupá-lo É aquele em que aparece um “verbo de ligação”
C) removerem-no - o submeteram - o fotografaram - mais um “predicativo do sujeito”. O núcleo deste tipo
poupar-lhe de predicado está centrado num nome, o predicativo
D) removerem este - submeteram-lhe - lhe fotogra- do sujeito.
faram - o poupar
E) lhe removerem - submeteram-no - fotografaram- Classificação do predicado de uma oração
no - lhe poupar
Tipos de predicado:
Termos integrantes de uma oração (Noções es-
senciais) Predicado nominal

Complemento nominal *Todos ficaram imóveis diante daquela cena.


*Jogadas aos pés dele estavam todas as cartas
É o termo integrante da oração que completa a sig- recebidas nos últimos seis meses.
nificação de alguns nomes, sempre com o auxílio de
uma preposição. Há três classes morfológicas que Classificação do predicado de uma oração
podem exigir complemento nominal: o substantivo,
o adjetivo e o advérbio. Tipos de predicado:

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Predicado verbo-nominal B) Uma revolução na orientação do ensino brasileiro


depende de uma combinação de múltiplas iniciati-
É aquele que possui dois núcleos – um verbo signi- vas.
ficativo (intransitivo ou transitivo) e um nome (predi- C) A leitura responsável de um texto sempre consi-
cativo do sujeito ou do objeto). derará a possibilidade de seus múltiplos sentidos.
D) A maioria dos professores considera tão somente
Classificação do predicado de uma oração uma solução única para cada problema.
E) O método dialético estimula, acima de qualquer
Tipos de predicado: certeza dogmática, a valorização das contradições.

Predicado verbo-nominal 02) (FCC – APOF/SP) NÃO admite transposição


para a voz passiva a seguinte construção:
*Os representantes da ONU, exaustos, deixaram o
salão principal.
*A grande prosperidade fez o nosso melhor amigo A) A retomada do desenvolvimento econômico po-
orgulhoso. derá propiciar o ingresso de muita gente no trabalho
formal.
Classificação do predicado de uma oração B) Já identificaram as atividades informais como
práticas de trabalho relacionadas à luta pela sobre-
Tipos de predicado: vivência.
C) O trabalho informal leva o trabalhador à baixa
Predicado verbo-nominal remuneração e à privação de quaisquer garantias
trabalhistas.
*Os representantes da ONU, exaustos, deixaram o D) O Brasil contava, no início da década de 1980,
salão principal. com 1/3 do total dos trabalhadores submetidos às
*A grande prosperidade fez o nosso melhor amigo atividades informais.
orgulhoso. E) A ocupação informal expõe o trabalhador às in-
seguranças de uma ocupação inteiramente despro-
tegida.

Questão:

2) (FCC – TRT 9ª) A construção que NÃO admite


transposição para voz passiva é:

A) ...os que vivem na expectativa da felicidade ab-


soluta.
Observações fundamentais: B) Os pensadores da antiguidade clássica deixa-
ram-nos um tesouro.
1. Só se convertem para a voz passiva os verbos C) ...sigamos as coisas próximas
transitivos diretos e os verbos transitivos diretos e D) E não invejemos os que estão mais alto...
indiretos. E) ...favorecem nossa esperança.

Logo... Exemplos:

2. Os verbos intransitivos, os transitivos indiretos e 1. Muitos colegas estimam o João


os verbos de ligação são insusceptíveis de conver-
são para a voz passiva. Conversão para a voz passiva...

Questão O João é estimado pelos colegas.


1) (FCC) NÃO admite transposição para a voz Observação:
passiva a seguinte construção:
O verbo auxiliar da voz passiva (SER, ESTAR) deve
A) A orientação do nosso ensino deveria contemplar
ser flexionado no mesmo tempo e no mesmo modo
nossa fecundidade indisciplinada. em que se encontra o verbo principal da voz ativa.

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Língua Portuguesa – Aula 11
Rodrigo Bezerra

Ex.: 6. Acompanhá-las-ás durante a cirurgia?

a) João compra o livro  O livro É... Conversão para a voz passiva...


b) João comprou o livro  O livro FOI...
c) João comprará o livro  O livro SERÁ... Elas serão acompanhadas por ti durante a cirurgia?
d) Se comprasse o livro...  Se o livro
Exemplos:
FOSSE...
7. Eles devem comprar um novo carro ao final
Exemplos: do ano.

2. O orvalho umedece as flores. Conversão para a voz passiva...

Conversão para a voz passiva... Um novo carro deve ser comprado por eles ao final
do ano.
As flores são umedecidas pelo orvalho.

Observação:

O verbo principal da voz ativa será posto na passiva


na forma do particípio. Neste caso, o particípio se
flexionará em gênero e número para concordar com
o sujeito passivo.

Ex.:

a) João comprou dois livros.

 Dois livros foram COMPRADOS por João.

Exemplos:

3. Ele já dominava muitos.

Conversão para a voz passiva...

Muitos já eram dominados por ele.

Exemplos:

4. Ele me atrapalhou.

Conversão para a voz passiva...

Eu fui atrapalhado por ele.

Exemplos:

5. O governo nos acompanha em nossas recei-


tas.

Conversão para a voz passiva...

Nós somos acompanhados pelo governo em nossas


receitas.

Exemplos:

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Língua Portuguesa – Aula 12
Rodrigo Bezerra

Exemplos: pelo referendo da população, a forma verbal


resultante será
7. Eles devem comprar um novo carro ao final do
ano. A) passa a legitimar.
B) passam a legitimar.
Conversão para a voz passiva... C) legitimam-se.
D) têm passado a se legitimar.
Um novo carro deve ser comprado por eles ao final E) passam a legitimar-se.
do ano.
02)Transpondo-se para voz passiva o segmento
Exemplos: Para alimentar nossa insatisfação, a forma ver-
bal resultante será
8. O governo tem feito muitos investimentos em
saúde pública. A) seja alimentada.
B) alimentemos.
Conversão para a voz passiva... C) seria alimentada.
D) tenha alimentado.
Muitos investimentos em saúde pública têm sido E) fosse alimentado.
feitos pelo governo.
Vozes verbais
Exemplos:
03) Transpondo-se para a voz passiva a frase O
9. Ele pode ter comprado todos os produtos nos desafio essencial será fazer respeitar a nossa
EUA. condição de ser humano, o segmento sublinha-
do será substituído por
Conversão para a voz passiva...
A) fazer com que respeitemos.
Todos os produtos podem ter sido comprados por B) fazermo-nos respeitados.
ele nos EUA. C) ter feito respeitar.
D) fazer ser respeitada.
Exemplos: E) fizermos respeitá-la.

10. Muitas mulheres foram atacadas pelo homem no 04)(TRT/RJ) Atente para as seguintes afirma-
evento. ções:

Conversão para a voz ativa... II. Transpondo-se para a voz passiva a frase Socor-
reu-me a filha adolescente, a forma verbal resultan-
O homem atacou muitas mulheres no evento. te será tendo-me socorrido.

Exemplos: 5) (SEGAS) É impossível que nossos homens


políticos não tenham conservado um resto de
11. Todos os detalhes devem ter sido criados por ti. idealismo ...

Conversão para a voz ativa... A forma verbal resultante da transposição da


frase acima para a voz passiva é:
Tu deves ter criado todos os detalhes.
A) conservassem.
Exemplos: B) tenha sido conservado.
C) fora conservado.
12. Menino, tu foste chamado aqui por quem? D) tenham sido conservados.
E) conservasse.
Conversão para a voz ativa...
06.(TRF 5ª REGIÃO) Para o Brasil, o fundamental
Menino, quem te chamou aqui? é que, ao exercer a responsabilidade de proteger
pela via militar, a comunidade internacional [...]
01) Transpondo-se para a voz ativa a frase As observe outro preceito ...
ações repressivas passam a ser legitimadas

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Rodrigo Bezerra

Transpondo-se o segmento grifado acima para a *Tratava-se de problemas de difícil resolução.


voz passiva, a forma verbal resultante será: Distinção importante:

A) é observado.
B) seja observado.
C) ser observado.
D) é observada.
E) for observado.

SUJEITO INDETERMINADO

O sujeito indeterminado aparece quando não se


deseja ou não se consegue determinar, identificar o Exemplos básicos:
autor da ação verbal.
* _____________ -se carros usados.
Existem duas situações em que um sujeito pode ser VENDER
ou aparecer indeterminado: * _____________ -se apartamentos.
ALUGAR
SUJEITO INDETERMINADO * _____________ -se joias.
COMPRAR
a) Com verbos na 3ª pessoa do plural, sem fazer
referências a nenhum substantivo anteriormente ou Exemplos básicos:
posteriormente expresso, nem ao pronome pessoal
do caso reto “eles”. * _____________ -se carro usado.
VENDER
* Imitaram o professor de Português na última aula. * _____________ -se apartamento.
ALUGAR
*”Dizem que sou louco!” * _____________ -se joia.
COMPRAR
SUJEITO INDETERMINADO
Outros exemplos:
b) Com verbos intransitivos, transitivos indiretos ou
de ligação acompanhados da partícula “se”. Esta 1. Já quase não se .................. (ver), numa viagem
partícula funcionará como o “índice de indetermina- de ônibus, passageiros ensimesmados, olhando
ção do sujeito”. vagamente pela janela.
2. Assim como ninguém vive sem o préstimo da
 O mais importante é notar que, neste caso, o água, não se superam os infortúnios sem o apoio de
verbo, obrigatoriamente, permanecerá na 3ª pessoa um amigo verdadeiro.
do singular. Exemplos:
3. Caso se coloque as leis acima do homem, este
reagirá passando a seguir os ditames da natureza.
4. Não se impute aos homens que desobedecem as
leis impostas o qualificativo de rebeldes, ou o de
irresponsáveis.
Exemplos:
6. É preciso que se ......................... (conferir) às
eleições muito mais que uma importância circuns-
tancial.
7. Não se .................................. (atribuir) às mani-
SUJEITO INDETERMINADO festações eleitorais o sentido maior de um sistema
democrático.
Exemplos: Exemplos:
8. ........................... (tratar) – se de pessoas que não
* No Brasil, já não mais se recorre a confiscos para possuem compromisso com a área social do gover-
a obtenção de fluxo de caixa. no.
9. ..........................-se (dever) aos ruidosos funcio-
* Na apresentação dele, desconfiava-se dos acor- nários da limpeza pública a providência que fará
dos que ele propunha. esquecer que ali funcionou uma feira.

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Exemplos:
10. Não se ................... (dever) assistir a filmes que
atentem contra a moral e os bons costumes.

Estruturas oracionais “sem sujeito”

Verbos impessoais

Em muitas estruturas oracionais, apenas o predica- Emprego do verbo HAVER em locuções verbais
do encontra-se presente, uma vez que não se faz (situações possíveis):
referências a nenhum tipo de ser que porventura
pudesse praticar ou receber a ação verbal. Para
tanto, empregam-se os verbos impessoais (usados
na terceira pessoa do singular). São chamadas de

ORAÇÕES SEM SUJEITO.

Exemplos iniciais:

1. Devem existir ratos no porão.


Mas...
Deve haver ratos no porão.
2. Costumam ocorrer manifestações a favor da lega-
lização da maconha.
Exemplos iniciais: Mas...
Costuma haver manifestações a favor da legaliza-
1. Aconteceram problemas na festa. ção da maconha.
Mas... 3. Seria fundamental que pudessem acontecer mais
Houve problemas na festa. aulas sobre direção defensiva.
Mas...
2. Ainda que ocorram imprevistos, nós iremos ao Seria fundamental que pudesse haver mais aulas
baile. sobre direção defensiva.
Mas...
Ainda que haja imprevistos, nós iremos ao baile. Cuidado!! Não erre mais!!

3. Realizar-se-ão eventos para se debater o cresci- * Ainda hão de existir pessoas dispostas a dar a
mento do Brasil no mundo. vida pelo social.
Mas...
Haverá eventos para se debater o crescimento do * Aqueles pesquisadores haviam de descobrir novas
Brasil no mundo. formas de cura para aquela doença.

4. Se existissem menos atos de violência, a vida * Chegamos à região onde haveriam de acontecer
seria mais agradável. as oblações e os louvores.
Mas...
Se houvesse menos atos de violência, a vida seria Exemplos extraídos de concursos públicos:
mais agradável.
1. “... inclusive porque tinham havido já muitos co-
Cuidado!! Cuidado!! mentários positivos para o grupo, vindos de reno-
mado especialista.”
Em muitas situações, o verbo HAVER é empregado 2. “Em qualquer notícia que provenha do nosso
em locuções verbais. Nesse caso, teremos duas íntimo não mais ....................... (haver) de se ocultar
situações possíveis: as verdades que fingimos desconhecer.”
Exemplos extraídos de concursos públicos:
Emprego do verbo HAVER em locuções verbais 3. Nas palavras dos piores contraventores
(situações possíveis): ..................... (costumar) haver insolentes alusões à
moralidade.

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4. Se tivessem havido firmes reações aos descala-


bros dos canalhas, estes não desfrutariam, com sua
falta de escrúpulo, de um caminho já aplainado.

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Exemplos extraídos de concursos públicos: * Já vão dar dez horas da noite e ele nem...

3. Nas palavras dos piores contraventores Estruturas oracionais “sem sujeito”


..................... (costumar) haver insolentes alusões à Outros casos
moralidade.
CUIDADO!! CUIDADO!! NÃO CONFUNDA!!
4. Se tivessem havido firmes reações aos descala-
bros dos canalhas, estes não desfrutariam, com sua * A aula terminou HÁ dez minutos. (verbo HAVER)
falta de escrúpulo, de um caminho já aplainado. * A aula vai começar daqui A dez minutos. (preposi-
ção)
Estruturas oracionais “sem sujeito”
Estruturas oracionais “sem sujeito”
Outros casos Outros casos

 Com verbos que exprimem fenômenos da natu- CUIDADO!! CUIDADO!! EVITE O PLEONASMO!!
reza como “chover, ventar, nevar, coriscar, trovejar,
relampejar, chuviscar etc”: * Eles chegaram HÁ duas horas atrás.
* Ventou muito ontem naquela pequena cidade do
interior. Termos acessórios de uma oração
* Neva nas Serras Gaúchas durante os meses de (Noções essenciais)
inverno.
Adjunto adnominal
Estruturas oracionais “sem sujeito”
Outros casos É o termo acessório da oração que tem por
finalidade a caracterização ou a determinação de
 Com os verbos “ser, estar, fazer, haver” usados um substantivo.
com referência a tempo:
• Aqueles dois jornais publicaram as notícias
* Já faz três anos que do Norte saímos. trágicas.
* Os rapazes encontraram uma mulher perdida.
* Havia dez anos que o Governo Federal prometera • Aqueles dois jornais publicaram as notícias
a construção de uma nova ponte. trágicas.
*Vai para uns dois meses que ele iniciou o trata- * Os rapazes encontraram uma mulher perdida.
mento e, até agora, nenhum resultado adveio.
Termos acessórios de uma oração (Noções es-
Estruturas oracionais “sem sujeito” senciais)
Outros casos
Adjunto adverbial
 Com os verbos “ser, estar, fazer, haver” usados
com referência a tempo: É o termo acessório da oração que, com ou
sem preposição, refere-se a um verbo, a um adjeti-
* São três horas da tarde. vo ou a um advérbio atribuindo-lhes alguma circuns-
* Devem ser onze horas da noite. tância. Em sintaxe, o adjunto adverbial é exercido
pelos advérbios e pelas locuções adverbiais.
Estruturas oracionais “sem sujeito”
Outros casos Termos acessórios de uma oração
(Noções essenciais)
Cuidado!! Cuidado!! Cuidado!!
Não é toda relação de tempo que forma oração sem Adjunto adverbial
sujeito. Em muitos casos, o tempo funciona como
sujeito verbal. * Hoje o Presidente da República irá ao Congresso
na parte da tarde para a obtenção de apoio.
Estruturas oracionais “sem sujeito” * Muitos hoje em dia morrem de fome por causa
Outros casos da insensibilidade de alguns.

 Exemplos: Adjunto adverbial (Classificação):


* Já passaram dez minutos, e ela não deu notícias.
* Ainda faltam quinze minutos para o jogo ter início.

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a) de lugar  No país do carnaval, só samba quem outro termo. O termo a que o aposto se refere sem-
tem dinheiro. pre será um substantivo ou termo substantivado,
b) de tempo  Muitos direitos foram suspensos no uma vez que a função do aposto é típica do subs-
tempo da ditadura brasileira. tantivo.
c) de concessão  Apesar das circunstâncias,
muitos obtiveram o diploma de bacharel. Termos acessórios de uma oração
d) de assunto  Eles só falavam sobre a derrota (Noções essenciais)
do time. Aposto
e) de causa  Durante a tempestade, muitas árvo-
res caíram com o vento. * O Amazonas, maior rio navegável do mundo,
f) de afirmação  Certamente o presidente da está poluído em algumas áreas.
empresa viajará para a Europa. * Analista de artes e professor de computação,
g) de intensidade  Falou muito, por isso ficou João Antônio aprecia também bons pratos à japo-
bastante rouco. nesa.
h) de dúvida  Talvez o time ganhe na próxima
partida. Tipos de aposto:
i) de modo  Deixou às escondidas o local e sorra-
teiramente entrou no carro. A) Aposto explicativo: é o mais comum. Como o
j) de negação  De modo algum nós aceitaremos próprio nome já enuncia, explica, esclarece o termo
as novas cláusulas. a que se refere. Vem sempre isolado por vírgula(s).
l) de matéria  Construiu a porta de ferro. * Edson Arantes do Nascimento, o rei Pelé, consa-
m) de meio  Eles sempre vão de carro à casa dos grou-se como um dos maiores jogadores de todos
parentes mais afastados. os tempos.
n) de finalidade  Estudam bastante para a obten- • Em Pernambuco, um dos grandes produtores
ção do certificado. de açúcar do Brasil, a violência cresce diariamen-
o) de condição  Não conseguirás viajar sem o te.
passaporte.
p) de companhia  O Presidente viajará para a B) Aposto resumitivo ou recapitulativo: é aquele
Europa com todos os seus ministros. que “resume” uma seqüência de termos. Geralmen-
q) de conformidade  Eles sempre dançam con- te este tipo de aposto resume substantivos que
forme a música. exercem a função de sujeito. O aposto resumitivo é
frequentemente exercido por um pronome indefini-
Termos acessórios de uma oração do.
(Noções essenciais) * O mar, os céus, a terra, tudo apregoa a glória de
Deus.
Adjunto adverbial * Dançar, nadar, brincar, nada lhe interessava.

Observação: C) Aposto especificativo: é aquele que se refere a


Lembre-se de que a maioria das locuções adverbi- um substantivo de sentido geral particularizando-o,
ais são introduzidas por preposição. A preposição é especificando-o, indicando-lhe a espécie à qual
solicitada pela própria locução adverbial. pertence. Este tipo de aposto dispensa a pontuação.
* O iluminista Thomas Hobbes, autor de “Leviatã”,
Termos acessórios de uma oração morreu em 1679.
(Noções essenciais) * A cidade de Palmares fica a cerca de 120Km da
cidade de Recife.
Adjunto adverbial
D) Aposto enumerativo: este tipo cria uma enume-
* Deixou o emprego por moléstia grave. ração ou indica uma quantidade do termo a que se
* Apesar das circunstâncias, muitos obtiveram o refere. Este tipo de aposto faz uso freqüente dos
diploma de bacharel. dois pontos e, mais raramente, da vírgula e do tra-
vessão.
Termos acessórios de uma oração * Para um homem evoluir são necessárias três coi-
(Noções essenciais) sas: uma grande mulher, uma boa família e a
presença de Deus.
Aposto * Em sua viagem, Mário conheceu dois grandes
expoentes da Literatura mundial: José Saramago e
É o termo acessório cuja função é a de es- Antônio Cândido.
clarecer, explicar, identificar, especificar, resumir um

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O VOCATIVO PERÍODO COORDENADO

É o termo da oração (não entra em nenhu- 1. Coordenadas aditivas  são aquelas que ex-
ma classificação uma vez que nem pertence ao primem adição, soma de pensamentos, acréscimo
sujeito nem ao predicado) cujo objetivo é interpelar, de idéias, simultaneidade de ações.
chamar, invocar alguém de forma mais ou menos As principais conjunções aditivas são: e, nem,
enfática. mas também, mas ainda, senão também, bem co-
* Maria, ó Maria, vem logo, não demores. mo, como também, que (=e).
*Afasta-te daqui, criatura nojenta! *Muitos deixaram o local consternados e foram para
a delegacia.
Sintaxe de período – noções essenciais:
PERÍODO COORDENADO
1. Período simples  Uma só oração  Oração
absoluta 2. Coordenadas adversativas  são aquelas que
2. Período composto  Mais de uma oração promovem oposição, ressalva, contraste. A idéia
contida na oração adversativa se contrapõe à da
Processos sintáticos para a formação do oração assindética.
período composto
As principais conjunções adversativas são: mas,
1. COORDENAÇÃO porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, ao
2. SUBORDINAÇÃO passo que, não obstante, senão (=do contrário, mas
3. CORRELAÇÃO sim, porém), antes (=mas, pelo contrário).
4. PERÍODO MISTO OU COMPLEXO
* Aprecia frutos do mar, mas não gosta de lagosta.
PERÍODO COORDENADO
PERÍODO COORDENADO
O período coordenado é aquele em que
aparecem orações sintaticamente independentes 2. Coordenadas adversativas  são aquelas que
umas das outras. Saliente-se que a independência é promovem oposição, ressalva, contraste. A idéia
sintática, pois no período coordenado sempre existi- contida na oração adversativa se contrapõe à da
rá uma dependência semântica (=de sentido), de oração assindética.
forma que a retirada de uma oração prejudica o * Ele gosta muito da praia, entretanto não aprecia
sentido do enunciado. Por isso, diz-se que no perío- muito os vendedores ambulantes.
do coordenado há vínculo semântico, mas não há * Não foi ao shopping, antes preferiu o velho futebol
vínculo sintático. do sábado à tarde.
Como não existe o vínculo sintático, as ora-
ções no período coordenado classificam-se pela 3. Coordenadas alternativas  são aquelas que
presença ou não das conjunções coordenadas. Daí expressam uma alternância, uma disjunção.
elas serem: As principais conjunções alternativas são: ou,
ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja, já... já,
a) Assindéticas  quando não possuem conjun- talvez... talvez.
ção, conectivo; apresentam-se justapostas.
* Ora o rapaz levantava um braço, ora coçava a
PERÍODO COORDENADO cabeça, ora se espremia na cadeira.
* Quer ele falasse, quer ele ficasse calado, todos o
*Todos saíram mais cedo, foram para um barzinho recriminavam.
próximo à faculdade.
* "Raspou, achou, ganhou." 4. Coordenadas conclusivas  são aquelas que
exprimem uma conclusão, uma dedução lógica da
PERÍODO COORDENADO idéia contida na oração precedente.
As principais conjunções conclusivas são: logo,
b) Sindéticas  quando se ligam às outras pelas pois (posposto ao verbo), portanto, por isso, por
conjunções coordenativas. As conjunções coorde- conseguinte.
nadas são de cinco tipos e podem expressar as
relações de “adição, alternância ou disjunção, opo- * Ele estuda bastante, logo será aprovado em bre-
sição adversativa, conclusão e explicação”. ve.
 Classificação das orações coordenadas sindéti-
cas:

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* A testemunha foi intimada, por conseguinte deve- O mais importante era que ele retornasse ama-
ria comparecer. nhã.

5. Coordenadas explicativas  são aquelas que Vejamos alguns exemplos:


justificam a informação da oração precedente; for-
necem, portanto, uma explicação, um motivo. * Não convém o retorno dele amanhã.
As principais conjunções explicativas são: que, Em forma de oração, teremos...
porque, pois (anteposto ao verbo), porquanto. Não convém que ele retorne amanhã.
* Saia da sala agora, porque não aceito desaforos.
* Não desanime, pois o ânimo é a alma do negócio. Vejamos alguns exemplos:

PERÍODO SUBORDINADO * Todos precisam do retorno dele amanhã.


Em forma de oração, teremos...
É aquele em que uma oração exercerá uma função Todos precisam de que ele retorne amanhã.
sintática para a outra. Existirá, portanto, uma de-
pendência semântica e sintática. CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES NO PERÍODO
SUBORDINADO
FUNÇÕES SINTÁTICAS:
a) oração principal  é aquela que rege a oração
a) Sujeito subordinada.
b) Objeto direto b) oração subordinada  é a oração que exercerá
c) Objeto indireto uma função sintática (sujeito, objeto direto, objeto
d) Complemento nominal indireto, complemento nominal, aposto, predicativo,
e) Aposto agente da passiva, adjunto adnominal ou adjunto
f) Predicativo adverbial) para uma outra oração a qual lhe servirá
g) Agente da passiva como oração principal.
h) Adjunto adnominal
i) Adjunto adverbial ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Observação: São denominadas de substantivas as ora-


ções que exercem funções típicas do substantivo,
As funções sintáticas podem aparecer em forma quais sejam: sujeito, objeto direto, objeto indireto,
simples (termo de uma oração) ou em forma de complemento nominal, aposto, predicativo e agente
oração (oração subordinada). da passiva.

Vejamos alguns exemplos: ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

* Não convém o retorno dele amanhã. Observação importante:


Em forma de oração, teremos... As orações subordinadas substantivas são geral-
 Não convém que ele retorne amanhã. mente introduzidas pelas conjunções integrantes
“QUE” ou “SE”.
Vejamos alguns exemplos:
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
* Todos eram favoráveis ao retorno dele amanhã.
Em forma de oração, teremos... a) SUBSTANTIVAS SUBJETIVAS
Todos eram favoráveis a que ele retornasse ama- São aquelas que exercem a função sintática
nhã. de sujeito para a oração principal. Neste caso, o
verbo da oração principal deverá estar na 3ª pessoa
Vejamos alguns exemplos: do singular, uma vez que todas as orações subordi-
nadas substantivas subjetivas não passam de sujei-
* Ele viajará pela manhã. tos oracionais.
Em forma de oração, teremos...
Ele viajará quando amanhecer. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

Vejamos alguns exemplos: a) SUBSTANTIVAS SUBJETIVAS


* Cumpre que todos façam a sua parte.
* O mais importante era o retorno dele amanhã. *Anunciou-se que o novo pacote do governo entrará
Em forma de oração, teremos... em vigor amanhã.

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ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

b) SUBSTANTIVAS OBJETIVAS DIRETAS


São aquelas orações que exercem a função
de objeto direto para um verbo transitivo direto ou
transitivo direto e indireto que se encontra na oração
principal.
* O governo anunciou que as novas medidas só
entrarão em vigor no mês de março.

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ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS d) SUBSTANTIVAS COMPLETIVAS NOMINAIS


São aquelas que exercem a função de comple-
São denominadas de substantivas as orações mento nominal para um nome que se encontra na
que exercem funções típicas do substantivo, quais oração principal.
sejam: sujeito, objeto direto, objeto indireto, com- * Ele tem sempre a impressão de que vozes do
plemento nominal, aposto, predicativo e agente da outro mundo o chamam.
passiva. * Os sem-terras desrespeitaram a recomendação de
que não invadissem aquela parte da fazenda.
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Observação importante:
As orações subordinadas substantivas são geral- e) SUBSTANTIVAS PREDICATIVAS
mente introduzidas pelas conjunções integrantes São as orações que exercem a função de predi-
“QUE” ou “SE”. cativo para a oração principal. Convém notar que na
oração principal sempre aparecerá um verbo de
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS ligação — geralmente o verbo “SER” — quando a
oração subordinada for classificada como predicati-
a) SUBSTANTIVAS SUBJETIVAS va.
São aquelas que exercem a função sintática de * O fundamental é que ele não desfaleça em sua fé.
sujeito para a oração principal. Neste caso, o verbo * Minha maior esperança era que o dinheiro fosse
da oração principal deverá estar na 3ª pessoa do imediatamente liberado.
singular, uma vez que todas as orações subordina-
das substantivas subjetivas não passam de sujeitos f) SUBSTANTIVAS APOSITIVAS
oracionais. Exercem a função de aposto para um substanti-
vo ou termo substantivado presente na oração prin-
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS cipal. Geralmente a oração apositiva aparece depois
de dois pontos ou, mais raramente, de vírgula.
a) SUBSTANTIVAS SUBJETIVAS * O pai, preocupado, disse-lhe isto: estude bastante
* Cumpre que todos façam a sua parte. para suas provas, meu filho.
*Anunciou-se que o novo pacote do governo entrará * Diga-me agora uma coisa, este livro é para con-
em vigor amanhã. cursos públicos?

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

b) SUBSTANTIVAS OBJETIVAS DIRETAS As orações subordinadas adverbiais são aquelas


São aquelas orações que exercem a função de que estabelecem circunstâncias várias para um fato
objeto direto para um verbo transitivo direto ou tran- contido na oração principal. Elas exercem, portanto,
sitivo direto e indireto que se encontra na oração o papel de adjuntos adverbiais oracionais.
principal. * Se ela chegar, iremos ao shopping.
* O governo anunciou que as novas medidas só * Já que estava doente, resolver não ir ao shopping.
entrarão em vigor no mês de março.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Diagramação:
c) SUBSTANTIVAS OBJETIVAS INDIRETAS
São as orações que exercerão a função sintática FATO + CIRCUNSTÂNCIA
de objeto indireto para um verbo transitivo indireto
ou transitivo direto e indireto que se encontra na ORAÇÕES ADVERBIAIS
oração principal. As orações objetivas indiretas são
sempre introduzidas por uma preposição. a) Causais
b) Consecutivas
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS c) Comparativas
d) Concessivas
* Nada obsta a que você estude mais esta noite. e) Conformativas
* Avisei-o de que a nova diretoria assumirá na pró- f) Condicionais
xima semana. g) Temporais
h) Proporcionais
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS i) Finais

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Rodrigo Bezerra

3. ADVERBIAIS CONCESSIVAS  São as orações


ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS que indicam uma oposição, um óbice, um empeci-
lho, um “algo” que poderia impedir a realização do
1. ADVERBIAIS CAUSAIS  São aquelas que fato contido na oração principal.
estabelecem a causa, o motivo para o fato (efeito) * Fez todo o exercício sem que ninguém o ajudasse.
contido na oração principal. * O conhecimento, que fosse muito, não atenuava,
As principais conjunções subordinadas causais são: naquele momento, a angústia do rapaz.
que, porque, já que, uma vez que, visto que, visto
como, pois, como (= já que, visto que), porquanto. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 4. ADVERBIAIS CONDICIONAIS  São orações


que estabelecem uma condição para a realização
1. ADVERBIAIS CAUSAIS  São aquelas que do fato expresso na oração principal.
estabelecem a causa, o motivo para o fato (efeito) As principais conjunções condicionais são: se, caso,
contido na oração principal. a não ser que, desde que, contanto que, salvo se,
* Como o dinheiro não foi liberado a tempo, usei o sem que (= se não), a menos que.
cheque especial.
* Ele foi duramente punido porquanto a falta foi ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
comprovada pelos peritos.
4. ADVERBIAIS CONDICIONAIS  São orações
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS que estabelecem uma condição para a realização
do fato expresso na oração principal.
2. ADVERBIAIS CONSECUTIVAS  Estas orações
indicam a consequência, o efeito de um fato (causa) * A não ser que a taxa de juros caia consideravel-
contido na oração principal. mente, não adquiriremos mais produtos importados.
As principais conjunções adverbiais consecutivas * Caso o Governador não se manifeste sobre o ca-
são: que (precedido dos termos intensificadores so, levaremos o problemas às raias judiciais.
“tão, tal, tanto, tamanho”), que (= sem que), sem
que, de modo que, de forma que, de sorte que, de ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
maneira que.
5. ADVERBIAIS CONFORMATIVAS  São ora-
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS ções que expressam uma conformação (correspon-
dência, concordância, analogia ou identidade de
2. ADVERBIAIS CONSECUTIVAS  Estas orações forma, modo, tipo ou caráter) com um fato expresso
indicam a consequência, o efeito de um fato (causa) na oração principal.
contido na oração principal. As principais conjunções conformativas são: como,
* Falou tanto que ficou rouco. segundo, conforme, consoante.
* Não vai a um baile de formatura sem que não
dance a noite toda. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 5. ADVERBIAIS CONFORMATIVAS  São ora-


ções que expressam uma conformação (correspon-
3. ADVERBIAIS CONCESSIVAS  São as orações dência, concordância, analogia ou identidade de
que indicam uma oposição, um óbice, um empeci- forma, modo, tipo ou caráter) com um fato expresso
lho, um “algo” que poderia impedir a realização do na oração principal.
fato contido na oração principal. * Elaboramos todo o projeto como nos orientava o
manual.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS * A vida tem sempre seus perigos, segundo já nos
dizia Guimarães Rosa.
As principais conjunções subordinadas concessivas
são: embora, apesar de que, mesmo que, ainda ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
que, que, sem que (=embora não), conquanto, ainda
quando, posto que, por mais que, por muito que, por 6. ADVERBIAIS COMPARATIVAS  São orações
menos que, se bem que. subordinadas que estabelecem um processo de
comparação entre dois elementos — um elemento
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS estará na oração principal e o outro, na oração su-
bordinada. A comparação poderá ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade.

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As principais conjunções comparativas são: como, CIRCUNSTÂNCIAS ADVERBIAIS EXPRESSAS


assim como, tal e qual, tal qual, mais que ou do que, PELO INFINITIVO PREPOSICIONADO:
menos que ou do que, tanto quanto, feito (= como).

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

6. ADVERBIAIS COMPARATIVAS
* Não sei por que saiu correndo desesperadamente,
feito um louco.
* Ele deixou a sala sorrateiramente, como uma ser-
pente que se esgueira no meio dos arbustos.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS


CIRCUNSTÂNCIAS ADVERBIAIS EXPRESSAS
PELO INFINITIVO PREPOSICIONADO:
7. ADVERBIAIS FINAIS  São orações que indi-
cam a finalidade, o objetivo, o alvo do fato contido
Exemplos:
na oração principal.
a) “A persistirem os sintomas, o médico deverá ser
As principais conjunções finais são: que, para que, a
consultado.”
fim de que, porque (= para que, a fim de que).
b) Ao sair, feche a porta.
* A fim de que ela passasse mais rápido em um
c) Por só sair à noite, acabou adoecendo.
concurso, comprei inúmeros livros e apostilas.
CIRCUNSTÂNCIAS ADVERBIAIS EXPRESSAS
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
PELO INFINITIVO PREPOSICIONADO:
8. ADVERBIAIS TEMPORAIS  São as orações
Exemplos:
subordinadas que expressam o tempo, o momento
d) Para conseguir um novo emprego, resolveu fazer
do fato contido na oração principal.
um curso de pós-graduação.
As principais conjunções finais são: enquanto,
quando, assim que, logo que, mal (=logo que, assim
1.No início do parágrafo 2, o segmento que cor-
que), desde que, antes que, agora que, depois que,
responde a uma circunstância de tempo é:
sem que (=antes que).
A) que sugeriam sofisticadas cerimônias sociais.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
B) Segundo todos os testemunhos.
C) o tesouro real asteca era magnífico.
8. ADVERBIAIS TEMPORAIS 
D) ao ser reunido diante dos espanhóis.
* Todos o aplaudiram mal terminou sua palestra.
E) formou três grandes pilhas de ouro.
* Desde que chegou, não parou de falar.
2. Quando a bordo, e por não poderem acender
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
fogo, os viajantes tinham de contentar-se, ge-
ralmente, com feijão frio, feito de véspera.
9. ADVERBIAIS PROPORCIONAIS  São orações
Identificam-se nos segmentos grifados na frase
que indicam uma concomitância, uma simultaneida-
acima,respectivamente, noções de:
de, uma proporção com o fato expresso na oração
principal.
A) modo e consequência.
As principais conjunções proporcionais são: à medi-
B) causa e concessão.
da que, à proporção que, ao passo que, quanto
C) temporalidade e causa.
mais ... mais, quanto mais... menos, quanto me-
D) modo e temporalidade.
nos... mais, quanto menos... menos.
E) consequência e oposição.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
3. A principal delas é a reconstrução de cinco
estações de pesquisa na Antártida, para realizar
9. ADVERBIAIS PROPORCIONAIS 
estudos sobre mudanças climáticas, recursos
* Quanto mais ela estuda mais dúvidas surgem.
pesqueiros e navegação por satélite, entre ou-
* À medida que o progresso avança, o meio-
tros.
ambiente sofre com o uso excessivo de seus recur-
sos.
O segmento grifado na frase acima tem sentido:

A) adversativo.

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B) de consequência. b) Pedra que rola não cria limo.


C) de finalidade. c) Os animais que se alimentam de carne são cha-
D) de proporção. mados de carnívoros.
E) concessivo. d) Há saudades que a gente nunca esquece.

Cartão de Natal ORAÇÕES ADJETIVAS

Pois que reinaugurando essa criança Exemplos de orações adjetivas restritivas:


pensam os homens a) Há pessoas cujo espírito é pobre.
reinaugurar a sua vida b) Pedra que rola não cria limo.
e começar novo caderno, c) Os animais que se alimentam de carne são cha-
fresco como o pão do dia; mados de carnívoros.
pois que nestes dias a aventura d) Há saudades que a gente nunca esquece.
parece em ponto de voo, e parece
que vão enfim poder ORAÇÕES ADJETIVAS
explodir suas sementes:
(João Cabral de Melo Neto) 5. Classificação das orações adjetivas:
a) EXPLICATIVAS
4. Pois que reinaugurando essa criança. A informação prestada pela oração adjetiva explica-
O segmento grifado acima pode ser substituído, tiva se aplica a todos os seres ou todas as coisas
no contexto, por: pertencentes a um dado conjunto ou se aplica a um
ser ou coisa em sua totalidade. O objetivo da oração
A) Mesmo que estejam. é envolver todos os seres ou coisas de um conjunto.
B) Apesar de estarem. Exigem pontuação.
C) Ainda que estejam.
D) Como estão. ORAÇÕES ADJETIVAS
E) Mas estão.
4. Classificação das orações adjetivas:
ORAÇÕES ADJETIVAS a) EXPLICATIVAS (palavras-chave):
TUDO, TODO(s), TODA(s)
1. Função sintática desempenhada pela oração
adjetiva  adjunto adnominal oracional. ORAÇÕES ADJETIVAS
2. Característica principal das orações adjetivas 
São introduzidas por um pronome relativo. 4. Classificação das orações adjetivas:
3. São conhecidas também como orações relativas. Ex.:
O sol, que é o centro do nosso sistema, perdeu
ORAÇÕES ADJETIVAS calor nas últimas décadas.

4. Classificação das orações adjetivas: ORAÇÕES ADJETIVAS


a) RESTRITIVAS
A informação prestada pela oração adjetiva restritiva Exemplos de orações adjetivas explicativas:
não se aplica a todos os seres ou todas as coisas a) Deus, que é nosso pai, sempre nos ajuda nos
pertencentes a um dado conjunto. O objetivo da momentos difíceis.
oração é delimitar, é restringir o campo a que se b) “Olhou a caatinga amarelada, que o poente
refere a oração. Dispensam pontuação. avermelhava.”
c) A ave mais veloz do mundo é o avestruz, que
ORAÇÕES ADJETIVAS chega a atingir uma velocidade de 120 km/h.
d) A Capela Sistina, onde foram realizadas todas as
4. Classificação das orações adjetivas: eleições papais nos últimos séculos, tem acomoda-
a) RESTRITIVAS (palavras-chave): ções para apenas 80 participantes.
APENAS, SÓ, SOMENTE e) Brasília, cuja fundação ocorreu em 1960, está
Ex.: hoje com um trânsito bastante complicado.
O homem que fuma diminui seus dias de vida.
ORAÇÕES ADJETIVAS
ORAÇÕES ADJETIVAS
Orações adjetivas (análise semântica):
Exemplos de orações adjetivas restritivas: Observação:
a) Há pessoas cujo espírito é pobre.

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Em muitas estruturas, a oração adjetiva pode ser


tanto explicativa quanto restritiva. Nesse caso, a
classificação e consequentemente a pontuação
dependerão do sentido que lhe queira dar o falante.

ORAÇÕES ADJETIVAS

Orações adjetivas (análise semântica):


Exemplos:
a) A empresa possui 200 funcionários que moram
em Olinda.
b) A empresa possui 200 funcionários, que moram
em Olinda.

01. Considere as frases abaixo.

I. Os moradores de rua, que têm sido vítimas de


violência, deverão ser recolhidos a um abrigo.
II. Os discos antigos, que ele herdou de seu avô,
estão muito bem conservados.
III. Quem passa, distraidamente, por aquela rua
talvez não note a beleza do velho casario.
A exclusão das vírgulas alterará o sentido SO-
MENTE do que está em:

A) I.
B) II.
C) I e II.
D) III.
E) II e III.

02. Observe as frases abaixo:

I. Os jovens da França, que se sentem marginali-


zados, incendeiam automóveis nas ruas.
II. A lógica da globalização, que espolia os mais
fracos, é fria e calculista.
III. Inútil tentar apagar as fogueiras, que continu-
arão a se alastrar.

A supressão das vírgulas alterará o sentido de:

A) I, II e III.
B) I e II, somente.
C) II e III, somente.
D) I e III, somente.
E) II, somente.

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03. Considere as seguintes frases: C) Fazer a prova tranquilo é importante


D) Bastava que você telefonasse ontem.
I. O autor lamenta a situação dos jovens de hoje, E) Seria necessário a inflação parar de subir.
que vivem o tempo como uma espécie de presente
contínuo. 08. Na frase “Argumentei que não é justo que o
II. Ao final do século XIX, ocorreu o esquecimento padeiro ganhe festas”, as orações destacadas
dos mecanismos sociais que vinculam nossa expe- introduzidas por que são, respectivamente.
riência pessoal à das gerações passadas.
III. Preservemos a memória do passado, cujas ex- A) ambas subordinadas substantivas objetivas
periências encerram lições ainda vivas. diretas
B) ambas subordinadas substantivas subjetivas
A eliminação da vírgula acarretará alteração de C) subordinada substantiva objetiva direta e su-
sentido APENAS para o que está em: bordinada substantiva subjetiva
D) subordinada substantiva objetiva direta e coor-
A) I. denada assindética.
B) II. E) Subordinada substantiva objetiva direta e su-
C) III. bordinada substantiva predicativa.
D) I e II.
E) I e III. 09. Apesar de ter uma inteligência notável, não
conseguia entender as razões alheias.
04. Em: “Queria que me ajudasses”, o trecho
destacado pode ser substituído por: Comece com: Tinha uma inteligência...

A) a sua ajuda A) portanto


B) a vossa ajuda B) sendo que
C) a ajuda de vocês C) a fim de que
D) a ajuda deles D) no entanto
E) a tua ajuda. E) desde que

05. Assinale a alternativa cuja oração é predica- 10. “Ele assumiu a chefia do cargo, embora não
tiva: estivesse preparado para isso.

A) É claro que eles não virão Comece com: Ele não estava...
B) Acontece que ela mentiu.
C) Sabe-se que a notícia não é verdadeira A) todavia
D) Parece que tudo mudou B) de forma que
E) O certo foi que tudo morreu. C) porquanto
D) desde que
06. Assinale a alternativa que apresenta uma E) conforme
oração subordinada substantiva apositiva.
11. O valor semântico de concessão é expresso
A) Ele falou: “eu o odeio”. na seguinte alternativa:
B) Não preciso de você: sei viver sozinho
C) Sabendo que havia um grande estoque de rou- A)A experiência do gentio da terra terá sido, ainda
pas na loja, quis ir vê-las, era doida por vestidos neste caso, de inapreciável valor para os nossos
novos. práticos do sertão.
D) Fez três tentativas, aliás, quatro. Nada conse- B) Se é certo que os cursos de água puderam mui-
guiu. tas vezes retardar a marcha dos sertanistas, sua
E) Havia apenas um meio de salvá-la: falar a ver- ausência completa poderia determinar problemas de
dade. complicada solução.
C) Pela configuração, pela coloração do terreno, por
07. Quatro alternativas a seguir contêm orações algum sinal só perceptível a olhos experimentados,
destacadas que desempenham a mesma função. sabem dizer com certeza a senda que há de levar a
Assinale a alternativa que contêm a oração que alguma remota aguada.
não exerce a mesma função que as demais. D) O zelo que põem estes em localizar e descobrir
água potável pode ser avaliado pelos vários e en-
A) É conveniente que você estude mais. genhosos métodos que ainda hoje se empregam
B) Sua mãe quer que você vá ao mercado. entre certas tribos com o mesmo fim.

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Ocorre que, ao dar vazão ao seu * As mulheres subnutridas geram crianças com
insaciável afã de descobrir, criar, conquistar, ao problemas.
tentar realizar em toda sua plenitude a livre aventura * Participarão do evento muitos professores.
do espírito, o homem depara-se com seus limites.
Quando o sujeito é formado por expressões parti-
12. A oração iniciada por “ao dar vazão” (L.10) tivas ( uma parte de, a metade de, o grosso de, um
apresenta uma causa para o homem deparar-se grande número de, uma porção de, a maioria de
“com seus limites” (L.13). etc) o verbo deverá concordar, no singular, com o
núcleo dessas expressões ou com o termo da ex-
No ano passado, a produção industrial cresceu 6%, pressão explicativa ou especificativa que as acom-
enquanto o emprego aumentou 2,2% e o total de panha.
horas pagas pela indústria aumentou 1,8%. Isso
quer dizer que a produtividade cresceu sem neces- * Boa parte dos inscritos no último concurso irá /
sidade de demissões de trabalhadores, como ocor- irão realizar a prova no centro da cidade.
reu entre 1990 e 2003. * Grande número de automóveis circula / circu-
lam nas principais capitais brasileiras.
13. O termo “enquanto” (L.2) pode, sem prejuízo
para a correção gramatical e para as informações Quando o sujeito é formado por um substantivo
originais do período, ser substituído por qualquer coletivo seguido de uma especificação, o verbo
um dos seguintes: ao passo que, na medida que, poderá concordar tanto o coletivo quanto com a
conquanto. especificação.
* Um bando de aves selvagens SOBREVOA-
14. "Se o pedaço de pau sair úmido, é sinal de VA/SOBREVOAVAM a cidade naquele instante.
que a perfuração dará o resultado desejado." * Um grupo de arruaceiros INVADIU/INVADIRAM o
Dentre as modificações impostas a essa frase, a clube durante a apresentação da banda.
que implica sensível alteração de seu significa-
do original está na seguinte alternativa: Quando o sujeito é formado por numerais percen-
tuais ou fracionários seguidos de uma especifica-
A) Saindo úmido o pedaço de pau, é sinal de que a ção, o verbo poderá concordar tanto com o numeral
perfuração dará o resultado desejado. quanto com a expressão especificativa.
B) Caso saia úmido o pedaço de pau, é sinal de que
a perfuração dará o resultado desejado. * 32% de todo o dinheiro arrecadado será doado
C) Conquanto saia úmido o pedaço de pau, é sinal / serão doados para instituições de caridade.
de que a perfuração dará o resultado desejado.
D) Uma vez que saia úmido o pedaço de pau, é Quando o sujeito é formado por expressões que
sinal de que a perfuração dará o resultado deseja- indicam quantidade aproximada (cerca de, perto
do. de, mais de, menos de, coisa de, obra de, pas-
sante de etc) seguidas de um numeral, o verbo
SINTAXE DE CONCORDÂNCIA concordará com este numeral que acompanha as
expressões.
Sintaxe de concordância verbal * Perto de quinze manifestantes se aglomeraram
em frente ao Palácio do Planalto.
Tipos de concordância
Quando o sujeito é o pronome relativo “QUE”, o
1. Gramatical ou nuclear  feita com o núcleo do verbo concordará com o termo antecedente.
termo. * De repente, apareceram muitos companheiros que
2. Atrativa ou semântica  feita com o termo se- apoiaram de imediato o protesto.
mântico mais próximo.
3. Ideológica ou siléptica  feita com a ideia Quando o sujeito é um pronome interrogativo, de-
transmitida pelo termo. monstrativo ou indefinido no plural (Quais, Quan-
tos, Alguns, Poucos, Muitos, Quaisquer etc),
Sintaxe de concordância verbal seguido de uma das expressões “de nós” ou “de
vós”, o verbo poderá concordar tanto com o prono-
Regra geral me interrogativo, indefinido ou demonstrativo quanto
com os pronomes “nós” ou “vós”.
O verbo concorda em número e pessoa com o
seu sujeito. * Certamente muitos de vós PROPORÃO / PRO-
POREIS mudanças para a nossa administração.

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* Eles perceberam que quaisquer de nós PODERI-


AM / PODERÍAMOS resolver aquela situação.

Observação importante:

a) Se o pronome interrogativo, demonstrativo ou


indefinido estiver no singular (Qual, Algum, Qual-
quer etc), o verbo obrigatoriamente ficará no singu-
lar.

* Quem de nós, na mesma situação, não agiria


daquele jeito?

O pronome apassivador “SE” exige que o verbo


(transitivo direto ou transitivo direto e indireto)
concorde com o seu sujeito passivo.
* Transmitiram-se-lhe novas informações sobre o
caso investigado pela Polícia Federal.

Os verbos intransitivos, os transitivos indiretos


e os de ligação associados a um pronome “SE”
ficam na terceira pessoa do singular. O “SE” funcio-
nará como “índice de indeterminação do sujeito”.
* Nunca mais se falou do esfacelamento do império
russo.

Quando o sujeito é formado por nomes próprios


que só existem no plural (Estados Unidos, An-
des, Patos, Minas Gerais, Alagoas, por exemplo),
o verbo ficará no singular se estes nomes não
vierem precedidos de artigo ou se o artigo esti-
ver no singular. Caso apareça um artigo no plu-
ral, a concordância será feita no plural.

 Estados Unidos ainda não encontrou uma saí-


da para o Iraque.

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Quando o sujeito composto vier posposto ao Quando o sujeito é formado pelas expressões
verbo, é lícito que se concorde com o núcleo “Um e outro” ou “Nem um nem outro”, embora
mais próximo desse sujeito ou, como nos orien- haja uma preferência para o plural, a concordância
ta a regra geral, com ambos os núcleos. poderá ser feita tanto no singular quanto no plural.
* Não adianta correr, pois nem um nem outro esca-
* Das indagações do novo funcionário adveio / ad- pará / escaparão.
vieram uma nova idéia para a equipe e uma nova * Um e outro participante da maratona alegou /
forma de pensar a empresa alegaram que houve fraude na competição.
* Não convém / convêm aos iniciantes na carreira
advocatícia nem a liberalidade dos anarquistas nem Quando os núcleos do sujeito são unidos por
a seriedade dos monges. “Nem... nem...”, o verbo da concordância poderá
ficar tanto no singular quanto no plural.
6. As normas de concordância verbal encon- * Nem o Sport nem o Náutico ganhará / ganharão o
tram-se plenamente observadas na frase: torneio este ano.

C) Incluem-se entre as tantas vantagens que pro- Quando os núcleos do sujeito são unidos pela
porciona o trabalho assalariado a pensão para os preposição “COM”, o verbo da concordância pode-
que se acidentam e o seguro para os que perdem o rá ficar no singular ou no plural.
emprego. * O amigo com os seus melhores colegas foi / fo-
ram tomar satisfações com o outro grupo em virtude
Quando o sujeito é formado por pessoas grama- do ocorrido.
ticais diferentes, obedece-se à seguinte lei de
prevalência: Concordância Nominal

* 1ª pessoa + 2ª pessoa = 1ª pessoa do plural (a 1. Com os adjetivos compostos, somente o últi-


primeira prevalece sobre a segunda)  NÓS mo elemento varia para concordar com o subs-
tantivo a que se refere.
* 1ª pessoa + 3ª pessoa = 1ª pessoa do plural (a
primeira prevalece sobre a terceira)  NÓS * Ele fez duas intervenções médico-cirúrgicas.
* Firmaram dois grandes acordos sino-franco-
* 2ª pessoa + 3ª pessoa = 2ª pessoa do plural (a lusitanos.
segunda prevalece sobre a terceira)  VÓS
2. O adjetivo, na função de adjunto adnominal,
Exemplos: refere-se a mais de um substantivo:
* O Ministro dos Esportes e eu, na próxima sema-
na, inauguraremos um novo estádio de futebol. A) Se o adjetivo vier anteposto, concordará obriga-
* Vossa tia e tu, quando toda a comitiva chegar, toriamente com o substantivo mais próximo:
devíeis providenciar imediatamente um local para * Ele possuía monstruosas mãos e braços.
descanso. * O bufê servia maravilhosas tortas e salgados.

Quando os núcleos do sujeito são infinitivos não 2. O adjetivo, na função de adjunto adnominal,
precedidos de determinante, o verbo concordará refere-se a mais de um substantivo:
na terceira pessoa do singular. b) Se o adjetivo vier posposto, poderá concordar
* Fazer exercícios regulares e dormir oito horas tanto com o substantivo mais próximo quanto com
diárias faz bem à saúde. os dois substantivos no plural:
* Fumar e beber em ambiente de trabalho é termi- * Após o tsunami, caminhou pelos becos e pelas
nantemente proibido. ruas DESTRUÍDAS / DESTRUÍDOS pela força
das águas.
(FCC - TRE/MT – Analista) A concordância verbal * Em um canto da sala, deixaram um sapato e uma
está plenamente respeitada na frase: sandália VELHA / VELHOS.

D) Construir prédios escolares não implicam mais 3. Quando, por outro lado, dois ou mais adjeti-
do que acréscimos de espaço material para as ativi- vos estiverem se referindo a um único substan-
dades de ensino. tivo, admitem-se três possibilidades de concor-
E) Admitir as imprecisões e as ambiguidades de dância:
forma alguma constituem, para o autor, qualquer
entrave para os caminhos de raciocínio. * Sempre estudou profundamente
- as línguas inglesa, francesa e italiana.

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- a língua inglesa, a francesa e a italiana. * Ao sair, deixe bem FECHADOS / FECHADA a


- a língua inglesa, francesa e italiana. porta do quarto e os postigos da sala.

4. Quando o adjetivo estiver na função de predi- 16.(Fiscal de Rendas SP 2013) Tomado o padrão
cativo de um sujeito composto, há duas possibi- culto escrito como referência, é correto afirmar:
lidades de concordância:
A) A concordância notada em uma história vene-
a) Se vier posposto, o adjetivo concordará obri- rável (linha 6) está correta, assim como o está na
gatoriamente no plural, prevalecendo o masculi- frase "Quem aprecia a arte considera venerável,
no se os gêneros dos substantivos forem dife- em todo e qualquer contexto, as histórias que os
rentes: quadros oferecem".
* A idéia e o pensamento tornaram-se obsoletos
em virtude dos novos paradigmas. 1. As palavras “MESMO, PRÓPRIO, LESO, QUI-
b) Se vier anteposto, o predicativo do sujeito TE, OBRIGADO, INCLUSO, ANEXO, QUALQUER”
poderá concordar com ambos os núcleos ou concordam com a palavra a que se referem.
com o mais próximo.
* Jogadas ao vento estavam as cartas e todos os * Elas próprias irão resolver o conflito.
documentos do escritório.
OU * As flores, elas mesmas desabrocham para si pró-
* Jogados ao vento estavam as cartas e todos os prias.
documentos do escritório.
2. As palavras “MEIO, BASTANTE, CARO, BA-
Questão RATO, MUITO, POUCO, LONGE” ora funcionam
como advérbios – invariáveis, portanto -, ora
Julgue os itens abaixo de acordo com a corre- funcionam como adjetivos, numeral – no caso
ção gramatical. da palavra „meio‟ – ou pronomes adjetivos, con-
cordando com o termo a que se referem.
C) No campo dos benefícios dos transgênicos está
a maior produtividade e o menor uso de defensivos * Paris é uma cidade muito cara para quem dispõe
agrícolas. Por outro lado, passível de discussão e de poucos recursos.
pendente de provas científicas estão os malefícios
ao meio ambiente e à saúde do homem. * Havia bastantes questões bastante difíceis na
prova de Português.
5. Quando o sujeito estiver na função de predi-
cativo do objeto, devem-se observar as seguin- 4. A palavra “SÓ” ora funciona como advérbio –
tes orientações: invariável – na acepção de “somente, apenas”,
ora funciona como adjetivo, significando “sozi-
A) O adjetivo predicativo concordará normalmente nho”. Como adjetivo, concorda com o termo a
em gênero e número com o objeto quando este for que se refere.
simples:
* Encontraram todos os documentos do escritório * Todos permaneceram sós na sala iluminada.
revirados pelos bandidos.
* Pelo que nós sabemos, ela só vai se for de carro.
5. Quando o sujeito estiver na função de predi-
cativo do objeto, devem-se observar as seguin- 5. EXPRESSÕES FORMADAS DE VERBO “SER”
tes orientações: + ADJETIVO:

b) Quando posposto, o adjetivo predicativo concor- a) Quando o substantivo está empregado em senti-
dará no plural e no gênero prevalente com o objeto do geral, abstrato, não-específico – sempre aparece
formado por mais de um núcleo. sem artigo, sem determinante – a expressão forma-
da pelo verbo “ser” seguido de um adjetivo perma-
* Achou o monarca e a sua esposa simpáticos. necerá invariável.
c) Quando anteposto, o adjetivo predicativo do • Para quem gosta de cinema, é necessário pre-
objeto poderá concordar tanto com o núcleo sença de filmes nacionais.
mais próximo quanto com todos os núcleos do * Salsa, segundo os cozinheiros, é bom pra tempe-
objeto direto. ro.
b) Quando o substantivo vem acompanhado por
artigo ou por qualquer outro determinante, empre-

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gado em sentido específico, não-geral, o adjetivo C) “De nada valeram as lágrimas de Mariana, os
predicativo concordará com o seu sujeito. gritos da mãe, os ataques do pai”.
* São necessárias as novas alterações no contrato. D) d. “As coisas eram tristes, frias e silenciosas,
• É proibida a permanência de pessoas neste lo- opacas e duras.”
cal. E) e. “Meu Deus, agora trouxeram flores, grandes
vasos de flores”.
1.(FCC - TRE/MT – Analista) A concordância ver-
bal está plenamente respeitada na frase: 5. Indique a alternativa correta:

A) O enfoque nas soluções únicas dos problemas A) Tratavam-se de questões fundamentais.


que enfrentamos empobrecem, quase sempre, a B) Comprou-se terrenos no subúrbio.
qualidade mesma do raciocínio. C) Precisam-se de datilógrafas.
B) São as possibilidades de enfoques alternativos o D) Reformaram-se terrenos
que importam nas operações que levam a soluções E) Obedeceram-se aos severos regulamentos.
múltiplas.
C) Tanto na leitura como na escrita, levem-se em 6. Num dos provérbios abaixo a concordância
conta as variáveis de interpretação, que aprofundam prescrita pela gramática foi desrespeitada. Indi-
o sentido do texto. que-a:

2. (FCC) A concordância está totalmente de A) Não se apanham moscas com vinagre.


acordo com a norma padrão da língua em: B) Casamento e mortalha no céu se talha.
C) Quem ama o feio bonito lhe parece.
A) Acredito que as orientações dele, porque pare- D) De boas ceias, as sepulturas estão cheias
cem pouco claro, não terão de serem seguidas an- E) Quem cabras não tem e cabritos vende de algum
tes de um esclarecimento maior. lugar lhe vêm.
B) Considerou digna de ser encaminhada a julga-
mento dos avaliadores a última versão do projeto- 7. Assinale a opção em que a lacuna pode ser
piloto, pois, se podem existir fragilidades, elas cer- preenchida por qualquer das duas formas ver-
tamente hão de ser mínimas. bais indicadas entre parênteses.
C) Elas se consideraram responsável pelo erro e
julgaram legítimo as cobranças que lhe serão feitas A) Um dos seus sonhos ________ morrer na terra
de agora em diante. natal. (era, eram)
D) Dado as contingências do momento, os diretores B) Aqui não _____________ os sítios onde eu brin-
houveram por bem atender aos prazos, e promete- cava. (existe – existem)
ram reavaliar, tanto quanto fossem, as demais exi- C) Uma porção de sabiás ____________________
gências do contrato. na laranjeira (cantava, cantavam)
E) Devem fazer mais de três meses que não os D) Não __________ em minha terra belezas natu-
vejo; tantos dias de afastamento poderia ser enten- rais. (falta, faltam)
dido como descaso, mas quero dizer que lhes dedi- E) Sou eu que ___________morrer ouvindo o canto
co muito afeto. do sabiá (quero, quer)

3. O verbo concorda em número e pessoa com o 8. Assinale a alternativa abaixo, cuja seqüência
sujeito. Portanto não está correta a alternativa: enumera corretamente as frases:

A) Faltam ainda seis meses para o vencimento. (1) Concordância verbal correta.
B) Existem fortes indícios de melhoria geral. (2) Concordância verbal incorreta.
C) Não provém daí os males sofridos.
D) Os fatos que perturbam são bem poucos. ( ) Ireis de carro tu, vossos primos e eu.
E) Serão considerados válidos tais argumentos? ( ) O pai ou o filho assumirá a direção do colégio.
( ) Mais de um dos candidatos se insultaram.
4. Em uma das frases apresentadas nas opções ( ) Os meninos parecem gostarem dos brinquedos.
seria correta a variação da concordância verbal. ( ) Faz dez anos todos esses fatos.
Assinale-a.:

A) “A presença do Capitão-General causou grande


rebuliço na sala.”
B) “Bastavam-lhe a paz, a promessa”.

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Sintaxe de regência Ex.:


* Obedeça a seu pai.  Obedeça-lhe.
Observação importante: * Entregaram o documento à secretária?
A regência verbal é contextual, ou seja, depende do  Entregaram-lhe o documento.
contexto em que o verbo se encontra. Observações importantes:

Observe... d) Os pronomes oblíquos da 3ª pessoa “o, a, os, as,


lhe, lhes” possuem como correspondentes tônicos
a) João cumpriu o seu dever. os pronomes “ele, ela, eles elas” precedidos de
João cumpriu com todo o dever. preposição.
b) Deus perdoa o pecado. Ex.:
Deus perdoa ao pecador. * Obedeça a seu pai.  Obedeça-lhe.  Obedeça a
Deus perdoa o pecado ao pecador. ele.
c) Maria não procedeu bem na festa. * Entregaram o documento à secretária?
Maria, seus argumentos não procedem.  Entregaram-lhe o documento.  Entregaram a
d) Ele assistiu às comemorações natalinas. ela o documento.
Essa cláusula não mais assiste às consumidoras.
e) Os noivos não precisaram de ninguém para a d) Há verbos transitivos indiretos que não aceitam
confecção do bolo. os pronomes “lhe, lhes” para o objeto indireto. Exi-
Os noivos ainda não precisaram a hora do casa- gem as formas tônicas preposicionadas “a ele, a
mento. ela, a eles, a elas”.
Ex.:
a) Eles anuíram ao pacto.  Eles anuíram a ele.
b) Eles assistiram ao show.  Eles assistiram a
ele.
Treino  Substitua os termos grifados por prono-
mes oblíquos.

* Obedeça ao mestre.
___________________________
* Avisei o rapaz de que havia perigo.
_______________
Observações importantes: * Não vi a professora entrar.
_____________________
a) Os pronomes oblíquos “me, te, se, nos, vos” po- * Informei o chefe acerca de tudo.
dem exercer as funções sintáticas de “objeto direto” _________________
e de “objeto indireto”. * Aludiram ao candidato.
Ex.: ________________________
* Eu quero dizer-te tantas coisas.
* Eu não te vi ontem no shopping. 1.(FCC) Está correto o emprego de ambos os
Observações importantes: pronomes sublinhados na frase:

b) Os pronomes oblíquos “o, a, os, as” substituem o A) Não basta pensar na prevenção; exercer-lhe é o
objeto direto da 3ª pessoa. dever que nos compete.
Ex.: B) Se a violência é indiscriminada, devemos repu-
* Vou comprar o livro.  Vou comprá-lo. diá-la, submetendo-a à execração pública.
* Entregaram o documento?  Entregaram-no? C) Quem aceita a barbárie, legitima-lhe; quem lhe
Observações importantes: rejeita, pede a punição do responsável.
* Entregaremos o produto amanhã. D) Diante das autoridades, devemos cobrá-las as
 Entregá-lo-emos amanhã. providências para, nos casos de iminente violência,
* Deixaram os filhos na escola.  Deixaram-nos na prevenir-lhes.
escola. E) Se te prevines, não precisarás preocupar-se com
Observações importantes: as situações sem remédio.

c) Os pronomes oblíquos “lhe, lhes”, quando com- 2.(FCC – TJ/PE – Analista Judiciário) Jeffrey
pletam verbos, exercem a função de “objeto indire- Johnson realizou uma pesquisa, e o autor do
to” para verbos transitivos indiretos e verbos transi- texto, ao comentar essa pesquisa, acrescentou a
tivos diretos e indiretos. essa pesquisa elementos de sua convicção pes-

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soal, que tornam essa pesquisa ainda mais ins- Regência de alguns verbos
tigante aos olhos do público.
1. ASSISTIR
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima
substituindo-se os elementos sublinhados, se- Apresenta quatro regências distintas:
gundo a ordem em que se apresentam, por:
a) É verbo transitivo indireto na acepção de “ver,
A) comentá-la - acrescentou-lhe - a tornam presenciar, estar atento a”.
B) a comentar - lhe acrescentou - lhe tornam b) No sentido de “ajudar, prestar assistência, auxili-
C) comentar-lhe - acrescentou-lhe - tornam-a ar, socorrer” é indistintamente verbo transitivo direto
D) comentá-la - acrescentou-a - tornam-na ou verbo transitivo indireto. Como transitivo indireto
E) a comentar - acrescentou-lhe - tornam-lhe exige a preposição “a”.
c) Na acepção de “caber, pertencer direito ou
3.(FCC – TRT 23ª região – Analista Judiciário) Se
obrigação” é um verbo transitivo indireto e exige
há iniciativa e astúcia na ação do homem injus-
to, não há iniciativa e astúcia no bom cidadão a preposição “a”.
que, apesar de indignado, não confere à iniciati-
va e à astúcia o mesmo valor que o mau reco- 1. ASSISTIR
nhece na iniciativa e na astúcia.
* Nunca mais assisti a um bom jogo de futebol.
A) há elas - não as confere - reconhece nelas. * Durante o resgate, alguns transeuntes assistiram
B) as há - não lhes confere - nelas reconhece.
os/aos familiares das vítimas.
C) as há - não confere-lhes - as reconhece.
D) há as mesmas - não lhes confere - reconhece- * Ao dono do estabelecimento não assiste o direito
lhes. de reclamar dos clientes mais exigentes.
E) há estas - não as confere - nelas reconhece.
2. CHEGAR, IR e DIRIGIR-SE
4.(FCC) Encontraram um fóssil no Vale do Jequi-
tinhonha. Antes de removerem o fóssil para o Esses verbos possuem regências idênticas:
centro de arqueologia, submeteram o mesmo ao
tratamento indispensável a toda descoberta im- No sentido de “atingir um determinado lugar,
portante, fotografaram o fóssil e pediram segu- deslocar-se para” são, no padrão formal da lín-
rança para poupar o fóssil da ação dos curiosos. gua, verbos intransitivos. Exigem a presença de
um adjunto adverbial de lugar introduzido, obri-
A) o removerem - submeteram-lhe - o fotografaram gatoriamente, pela preposição “a”.
- poupar-lhe
B) o removerem - submeteram-no - fotografaram-no 2. CHEGAR, IR e DIRIGIR-SE
- poupá-lo * Os três rapazes chegaram a casa totalmente exa-
C) removerem-no - o submeteram - o fotografaram -
ustos.
poupar-lhe
D) removerem este - submeteram-lhe - lhe fotogra- * O aeroporto a que ele chegou estava com vários
faram - o poupar vôos atrasados.
E) lhe removerem - submeteram-no - fotografaram- * Amigo, aonde eu posso me dirigir para obter in-
no - lhe poupar formações?

5. (FCC) “Os jovens bem que tentam, mas não se 3. ESQUECER / LEMBRAR
dá aos jovens a oportunidade de um trabalho
que recompense os jovens pelos esforços des- a) Os verbos “esquecer” e “lembrar” são transi-
pendidos.“ tivos diretos na acepção de “sair da lembrança
Evita-se a repetição de palavras da frase acima ou vir à lembrança” respectivamente. Nessa
substituindo-se os elementos sublinhados, res- acepção, também podem aparecer como transi-
pectivamente, pelas formas: tivos indiretos pronominais (esquecer-se, lem-
brar-se). O objeto indireto será precedido da
A) se dá a aqueles - recompense eles preposição “de”.
B) se dá a eles - recompense-lhes
C) se lhes dá - os recompense 3. ESQUECER / LEMBRAR
D) se os dá - os recompense
E) se dá a eles - recompense eles * Ele ainda não esqueceu o acidente. / ou /

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* Ele ainda não se esqueceu do acidente. se, todos os grupos, classes, etnias visam, de uma
* Ele lembrou o meu aniversário na última hora. / forma ou de outra, o controle do poder político.
ou /
* Ele se lembrou do meu aniversário na última ho- CESPE/UNB - STJ
ra. Mantendo-se as ideias originalmente expressas no
texto, assim como a sua correção gramatical, o
4. INFORMAR (ALERTAR*, NOTIFICAR*, AVI- complemento da forma verbal “visam” (L.8) poderia
SAR*, CIENTIFICAR* ANUNCIAR*) ser introduzido pela preposição “a”: ao controle.

* Seguem a mesma regência do verbo informar. FGV – SEFAZ/RJ


16. A respeito da análise do texto, não é correto
a) No sentido de “comunicar, dar esclarecimento” é afirmar que:
geralmente usado como verbo transitivo direto e
indireto. C) no trecho “que vise a minorar as desigualdades”
* Nós sempre os informamos sobre os problemas. (L.58-59), a regência do verbo VISAR está de acor-
* Nós sempre lhes informamos os problemas. do com a norma culta, muito embora atualmente
* Avisaram ao dono do estabelecimento ontem à bons autores tenham avalizado o uso do verbo co-
noite o assalto. mo transitivo direto, nesse mesmo sentido.
* Avisaram o dono do estabelecimento ontem à
noite sobre o assalto. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1. Lembre-se de que o fato de um verbo ser transiti-
5. OBEDECER / DESOBEDECER vo direto não impede que seu nome cognato requei-
ra uma preposição.
a) Consolidaram-se em nossa Língua Portuguesa Ex.:
como verbos transitivos indiretos. O objeto indireto * Ela ama muito os filhos.
requer a preposição “a”. * Ela tem um grande amor pelos filhos.

6. PAGAR e PERDOAR OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:


2. Lembre-se também de há nomes cognatos que
Esses verbos possuem uma regência bastante inte- apresentam a mesma regência de seus verbos.
ressante: Ex.:
* Ela ainda depende do pai para sobreviver.
a) São transitivos diretos quando o objeto direto é * Ela ainda mantém uma grande dependência do pai
representado por “coisa”. para sobreviver.
b) São transitivos indiretos, exigindo a preposição
“a” para o objeto indireto, quando este é represen- OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
tado por “pessoa”. 3. Há alguns verbos na língua portuguesa que po-
dem ser transitivos diretos ou transitivos indiretos
7. VISAR indistintamente, sem que haja alteração de sentido.
Veja:
c) Já no sentido de “desejar, pretender, ter em vista”
é largamente usado como transitivo indireto, exigin- OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
do a preposição “a”. Como transitivo indireto, rejeita a) ATENDER
os pronomes “lhe, lhes” para o objeto indireto. Acei- b) RENUNCIAR
ta apenas as formas analíticas tônicas “a ele, a ela, c) PRESIDIR
a eles, a elas”.
Emprego dos pronomes relativos e as regências
7. VISAR verbal e nominal

Entretanto, nesse sentido (“desejar, pretender, ter


em vista”) também pode ser empregado como tran-
sitivo direto, embora poucas referências se façam a
esta última regência.

CESPE/UNB - STJ
A necessidade de discussão da questão política e
do exercício do poder está em que, em última análi-

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1. QUE 
É denominado de “relativo universal”, porque se
refere tanto a coisas quanto a pessoas. Seus equi-
valentes variáveis são “a qual, o qual, as quais, os
quais”. O relativo “que” só deve ser substituído por
outro relativo em casos específicos.

2. QUEM 
É denominado de “relativo personativo”, pois só se
refere a pessoas. Sempre virá precedido de uma
preposição.

3. ONDE 
É denominado de “relativo locativo”, pois só é utili-
zado para retomar e substituir termos que conte-
nham a noção de “lugar”. Equivale a “em que” e
variações.

4. O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS


São os relativos que possuem as variações em gê-
nero e número correspondentes ao pronome relati-
vo “que”.

5. CUJO, CUJA, CUJOS, CUJAS 


São relativos utilizados para substituir termos que
expressam noção de posse. Equivalem a “do qual,
da qual, dos quais, das quais, seu, sua, seus suas,
dele, dela, deles, delas)

6. QUANTO, QUANTA, QUANTOS, QUANTAS 


Estas palavras só serão consideradas pronomes
relativos quando vierem antecedidas por um dos
seguintes pronomes indefinidos “tudo, todo (a), to-
dos (as)”

1. Ontem encontrei um rapaz. O rapaz poderá re-


solver o problema com o computador.
Junção...
Ontem encontrei um rapaz QUE / O QUAL poderá
resolver o problema com o computador.

2. O rapaz vai viajar para a Europa. Eu encontrei o


rapaz ontem.
Junção...
O rapaz QUE / O QUAL ontem eu encontrei vai
viajar para a Europa.

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3. Trouxe a fruta. Você gosta da fruta. B) A insubordinação básica em que se refere o au-
Junção... tor do texto derivaria da insatisfação dos nossos
Trouxe a fruta ______________ você gosta. recalcados desejos.
C) A invenção moderna mais astuciosa, de cujos
4. Assisti à cena final daquele filme. A cena me efeitos trata o autor do texto, teria sido não a do
deixou emocionado. cinema, mas a da TV.
Junção... D) O hábito do zapping, com cujo nos acostuma-
Assisti à cena final daquele filme __________ me mos, é um dos responsáveis pela abertura rápida de
deixou emocionado. janelas sobre o nosso devaneio.
E) A conclusão de que nossa sala é uma jaula, com
5. O médico viajou para a Europa. Eu confio que chegou o autor do texto, não deixa de ser bas-
nesse médico. tante provocadora e radical.
Junção...
O médico _____________________ eu confio 2. Assinale a alternativa em que a regência ver-
viajou para a Europa. bal não siga o padrão culto de linguagem.

6. A ponte era pênsil. Água poluídas corriam sob A) A inscrição no concurso implica a aceitação das
a ponte. normas do edital.
Junção... B) Todos os servidores devem obedecer às leis que
A ponte _____________ águas poluídas corriam os regem.
era pênsil C) Preferiu a poltrona à cadeira.
D) Eu avisei-lhes da necessidade de se revisar o
7. A missa foi boa. Eu assisti à missa. documento.
Junção... E) Eles anuíram à decisão.
A missa _______________ eu assisti foi boa.
3. A frase em que a regência está totalmente de
8. Os filmes são muito bons. Eu não me lembro acordo com o padrão culto é:
dos nomes dos filmes.
Junção... A) Esperavam encontrar todos os documentos que
Os filmes __________ nomes não me lembro são os estudiosos se apoiaram para descrever a viagem
muito bons.. de Colombo.
B) Estavam cientes de que teriam muito a fazer
9. O professor deixou o departamento de física. para conseguir os registros de que dependiam.
Eu confiava bastante nas teorias desse profes- C) Encontraram-se referências à coerção que mari-
sor. nheiros mais experientes faziam contra os mais
Junção... novos que trabalhassem mais arduamente.
O professor __________ teorias eu confiava bas- D) Foram informados que esboços da inóspita regi-
tante deixou o departamento de física. ão circundada com imensas pedras podiam ser
consultados.
10. O professor deixou o departamento de física. E) Havia registro de uma insatisfação em que os
Eu me referi às teorias desse professor insurretos às atitudes arbitrárias de um navegante
Junção... foram impedidos de lhe inquirir.
O professor __________ teorias eu me referi
deixou o departamento de física. 4.Em Você se lembra do rosto dela naquele ins-
tante?, obedeceu-se às regras de regência ver-
11. A vida é uma engrenagem misteriosa. Nós bal.
nos deixamos esmagar pelos dentes dessa en-
grenagem. Assinale a alternativa em que isso não tenha
Junção... ocorrido.
A vida é uma engrenagem __________ dentes
nós nos deixamos esmagar. A) Prefiro questões de gramática do que de inter-
pretação.
1. Está correto o emprego do elemento subli- B) Aspiraram à vaga de piloto da companhia aérea.
nhado na frase: C) Os médicos assistiram o paciente.
D) Perdoamos-lhes as dívidas.
A) A relação significativa cuja se demonstrou na E) Pagaram-lhe bem.
pesquisa se dá entre o comportamento violento e a
audiência à TV.

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5.Por meio de uma carta, os funcionários EMPREGO DO ACENTO GRAVE – A CRASE


_______________ aos superiores.
Com respeito à regência, a forma verbal que Definição
preenche adequadamente a lacuna acima é:
Crase  é a junção, a fusão, a contração de dois
A) chamaram. “as” (A + A). Em geral, a crase ocorre com a contra-
B) convidaram. ção da preposição A com os artigos definidos A ou
C) cumprimentaram. AS.
D) pressionaram.
E) responderam.

6. A regência verbal está conforme à gra-


mática normativa na alternativa:

A) Quero-lhe muito bem e vou assistir a seu casa-


mento.
B) Logo que lhe encontrar, aviso-lhe do ocorrido.
C) Juliano desobedecia seus pais, mas obedecia
ao professor.
D) João namora com Maria mas prefere mais seus Conclusão
amigos de bar do que ela.
E) Ele esqueceu do compromisso e não pagou ao 1. Só há crase diante de substantivos femininos
médico explícitos ou implícitos.

7. Aponte a alternativa em que a regência do Logo...


verbo pagar contaria a norma culta.
Não há crase diante de nomes masculinos.
A) Aliviando-se de um verdadeiro pesadelo, o filho
pagava ao pai a promessa feita no início do ano. Perceba:
B) O empregado pagou-lhe as polias e tachas roí-
das pelas ferrugem para amaciar-lhe a raiva. a) Maria gosta de comprar bombons a granel.
C) Pagou-lhe a dívida, querendo oferecer-lhe uma b) Temos almoço comercial a partir de R$ 10,00.
espécie de consolo. c) Ele realizou o projeto a contragosto.
D) O alto preço dessa doença, paguei-o com as d) O juiz não está a par do processo.
moedas de meu hábil esforço. e) Ela faz tudo a bel-prazer.
E) Paguei-o, com ouro, todo prejuízo que sofrera
com a destruição da seca. Regras práticas para a verificação:

8. Assinale a frase correta: I – TROCAR O FEMININO POR UM MASCULINO


CORRESPONDENTE
A) Prefiro mais um asno que me leve que um cavalo
que me derrube * Se aparecer O, OS  sem crase diante do femini-
B) O cargo que aspiras, se conquista, não se ganha no.
C) Sua afirmação de agora redunda com o que an- * Se aparecer AO, AOS  com crase diante do
tes disse feminino.
D) As do Nordeste são as frutas que mais gosto.
E) O bom amigo carregou-o, como a uma criança. II – TROCAR O VERBO REGENTE PELOS VER-
BOS “VIR” OU “ESTAR”:
9. Assinale a alternativa que está de acordo com
a norma culta: * Se aparecer DE, EM  sem crase diante do femi-
nino.
A) Visei a um passaporte e fui viajar. * Se aparecer DA, NA  com crase diante do femi-
B) Aspirei ao perfume e achei-o delicioso nino.
C) Perdoo aos teus erros, pois acho-os bem huma-
nos III – TROCAR O ARTIGO “A(S)” PELO ARTIGO
D) Ensino a você as regras do bem viver. “UMA(S):
E) Eu lhe vi e você não me viu * Se aparecer UMA, UMAS (apenas)  sem crase
diante do feminino.

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* Se aparecer A UMA, A UMAS  com crase diante a) A noite chegou à fazenda.


do feminino. b) À noite chegou à fazenda.
c) Ficamos à procura dele por duas horas.
Regras práticas para a verificação: d) A procura dele deixou-nos muito cansados.

Exemplos: I — Casos obrigatórios


a) Estou com sono; prefiro a cama _____ sala.
b) O conhecimento dele está ligado ______ bon- 2. Recebe o acento grave o “a” inicial dos pronomes
dade da professora. demonstrativos “aquele(s), aquela(s), aquilo, a(s)”
quando o termo regente exigir a preposição “a”.
Regras práticas para a verificação:
a) Ele falará tudo ______ professora. Exemplos:
b) Emitiremos notas fiscais correspondentes a) Jamais irás àquele lugar.
______ duas últimas prestações. b) O prefeito assistia àquilo sem reações.
c) Atribuiu àquela coordenadora os prejuízos que
Regras práticas para a verificação: obteve naquele mês.

Exemplos: I — Casos obrigatórios


e) Na aula, chegou _____ conclusão de que não
valia levar adiante aquela experiência. 3. Recebe acento grave o “a” das locuções adverbi-
f) Em seus comentários, reportou-se _____ Roma ais “à moda de” e “à maneira de”. Freqüentemente
dos césares. essas expressões aparecem subtendidas, mas,
ainda assim, o acento grave será de rigor sobre o
Regras práticas para a verificação: “a”.

g) Nas minhas férias, fui _______ Manaus. I — Casos obrigatórios


h) Isso se aplica também ______ frase de Irene.
* Na festa, todos estavam vestidos à Luís XV.
I — Casos obrigatórios * Gostava de pratos à brasileira.

1. Recebe o acento grave o “a” inicial das locuções I — Casos obrigatórios


adverbiais (à noite, à tarde, à beça, à revelia, à deri-
va, à farta, à vista, à primeira vista, à hora certa, à 4. Haverá crase antes de numerais que expressem
esquerda, à direita, à toa, à espanhola, à milanesa, horas exatas.
à oriental, à ocidental, às vezes, às escondidas, às
avessas, às claras, às pressas, à vontade, às ocul- * Todos chegaram às 9h30min.
tas etc) formadas por núcleo feminino. * Nosso jogo só terá início às 21h45min.

I — Casos obrigatórios I — Casos obrigatórios

1. Recebe o acento grave o “a” inicial das locuções 5. Se o termo regente exigir a preposição “a”, sem-
prepositivas (à custa de, à força de, à beira de, à pre haverá crase diante de nomes locativos (nomes
espera de, à vista de, à guisa de, à semelhança de, de países, continentes e algumas cidades) que acei-
à frente de, à razão de, à cata de, à roda de, à mer- tarem a presença de um artigo.
cê de, à base de, à moda de, à maneira de etc) e
conjuntivas (à medida que, à proporção que), for- * No próximo ano, faremos uma excursão à Argenti-
madas por núcleo feminino. na.
* Quando ele chegou à Itália, imediatamente ligou
Exemplos: para a mãe.
a) À medida que estuda, aprende mais.
b) Ele voltará à noite. II — Casos facultativos
c) Não se deve sair às pressas de uma festa; é
descortês. 1. Diante de pronomes possessivos femininos no
d) Senhor taxista, por favor, vire à direita. singular quando o termo regente exigir a preposição
e) João enricou à custa alheia. “a”.

* Ele desistiu de viajar devido A / À sua doença.


Cuidado!! Não confunda!!

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* Para explicar as mãos inchadas, menti A / À minha * Escrevi ____ algumas colegas.
mãe. * Diariamente chegam turistas _____ esta cidade.

II — Casos facultativos Casos proibitivos (exemplos):


* O conflito levou o país _____ uma situação terrí-
Observação: vel.
Se o pronome possessivo estiver no plural, não * Solicito _____ Vossa Senhoria o obséquio de...
haverá mais um caso de crase facultativa. * Recorreram _____ mim.
Veja: * Tomou o remédio gota _____ gota.
* Jamais me submeterei passivamente _______ * Dia ____ dia, a empresa foi crescendo.
tuas ordens.
III - Casos especiais
II — Casos facultativos
1. Ocorrerá crase diante da palavra “casa” sem-
2. Diante da preposição “até”, uma vez que esta pre que vier acompanhada de determinantes.
preposição pode aparecer sob a forma da locução Veja:
“até a”. * Ele se dirigiu à velha casa de seus avós.
Observação: Se não houver determinação, não
*Emocionado, ele se comoveu até AS / ÀS lágrimas. haverá crase diante da palavra “casa”.
* Voltei a casa triste e atirei-me sobre a cama.
II — Casos facultativos
III - Casos especiais
3. Diante de nomes próprios femininos, quando o
termo regente exigir a preposição “a”. 2. Ocorrerá crase diante da palavra “terra”
* Nada do que ele fizesse agradaria A / À Maria. quando vier determinada. Quando usada como
* Entregou todos os bens A / À Joana. antônimo de “bordo” a palavra “terra” dispensa
determinantes, logo não ocorrerá a crase.
Casos proibitivos (nunca ocorre crase):
* Eles voltaram a terra totalmente exaustos.
1. Diante de verbos.
2. Diante de palavras masculinas. * Depois de longa viagem, eles desceram a terra.
3. Diante de pronomes pessoais retos, oblíquos
e de tratamento, à exceção de “senhora, senho- III - Casos especiais
rita, dona e madame.”
4. Diante de artigos indefinidos. Observação:
5. Diante dos pronomes indefinidos, dos interro- Se vier determinada, ocorrerá crase com a palavra
gativos, dos demonstrativos “este, esta, estes, TERRA.
estas, esse, essa, esses, essas e isso” e dos * Voltamos à terra de nossos antepassados.
relativos, à exceção de “a qual e as quais”.
6. Diante de um “a” no singular o qual precede III - Casos especiais
uma palavra no plural; palavra esta usada em
sentido geral e indeterminado. 3. Com a palavra “distância”, ocorrerá crase
7. Diante de expressões formadas por palavras sempre que vier acompanhada de determinan-
repetidas como, por exemplo, “gota a gota, pon- tes. A locução adverbial “a distância” poderá ser
ta a ponta, dia a dia, frente a frente, uma a uma, craseada quando se quiser ressaltar o valor ad-
cara a cara, corpo a corpo, lado a lado etc”. verbial da locução.

Casos proibitivos (exemplos): * Todos ficaram à distância de vinte metros do


* Começava ____ escurecer. local do acidente.
* Estamos dispostos ______ trabalhar.
* Isto cheira ____ vinho. III - Casos especiais
* Entrega _______ domicílio.
* Vim _____ mando de meu patrão. 4. Ocorrerá crase com os pronomes relativos “a
qual e as quais” sempre que o termo regente
Casos proibitivos (exemplos): exigir a preposição “a”.
* Não vai _____ festas nem _____ reuniões.
* Ele se dirigiu _____ pessoas estranhas. * Esta é a pessoa à qual ele se referiu durante o
* A quem se diriam palavras de amor tão belas? café da manhã.

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1.O uso do sinal da crase é injustificável em: E) Quem dá crédito à ação da justiça não pode dei-
xar de trabalhar para que não se furtem às sanções
A) Lembrem-se às autoridades de terem sempre em os mais poderosos.
mente o valor da prevenção.
B) Não cabe às pessoas de boa fé repudiar medi- 5. Quanto ao emprego do sinal indicativo de
das de prevenção ao crime. crase, respeitado o padrão culto escrito, a única
C) É penoso assistir às cenas de violência que se alternativa correta é:
multiplicam nas metrópoles.
D) Atribui-se às medidas preventivas uma eficácia A) O processo de urbanização levou à transferir
maior que a da repressão. atividades dos setores de subsistência, de baixo
E) À inteligência da prevenção opõem-se aqueles valor de mercado, para atividades mais modernas,
que preferem a força da repressão. que envolvem mais capital e mais tecnologia. Mas
isso ocorreu sem novos requisitos à novas estraté-
2. Ainda que riqueza [...] à custa do trabalho es- gias educacionais.
cravo ... B) Essa foi uma estratégia que serviu ao Brasil e a
A sociedade colonial no Brasil [...] desenvolveu- maioria dos países inseridos na turma dos remedia-
se [...] à dos.
sombra das grandes plantações de açúcar ... C) O estudo dá ênfase à educação e às telecomuni-
Do mesmo modo que nas frases acima, está cações, ajudando à entender por que o Brasil cres-
correto o emprego da crase em: ce pouco em comparação à outras nações de eco-
nomia emergente.
A) defender à unhas e dentes. D) O país tem de fazer a transição à um sistema
B) combate à fome. que premie o desempenho de professores e que
C) vendas à prazo. garanta à todos os alunos talentosos resultados de
D) escrito à lápis. excelência em exames internacionais.
E) avião à jato. E) Vimos uma estratégia equivocada à época da
reserva de informática. O país pagou um preço,
3. Não deixa de ser paradoxal o fato de o cres- porque a reserva não gerou “campeões nacionais” e
cimento da descrença, que parecia levar ...... ainda deixou os usuários atrasados em relação à
uma ampliação da liberdade, ter dado população de outros países.
lugar ...... escalada do fundamentalismo religio-
so, ...... que se associam manifestações profun- 6. Marque a opção que preenche corretamente
damente reacionárias. as lacunas.
Completamente excluídos das engrenagens de
Preenchem corretamente as lacunas da frase aci- desenvolvimento da sociedade, os miseráveis
ma, na ordem dada: são reduzidos _____ uma condição subumana.
Seu único horizonte passa ____ ser ____ luta
A) a − à − à feroz pela sobrevivência. No lixão do Valparaíso,
B) a − à − a ____ poucos quilômetros de Brasília, ____ gente
C) à − a − a disputando os restos com os animais.
D) a − a − à
E) à − à − a A) à, a, a, há, há
B) a, à, à há, a
4. NÃO se justificam as ocorrências do sinal de C) a, a, a, a, há
crase em: D) à, a, a, à, há
E) a, à, à, há, a
A) Não me reporto à impunidade de um caso parti-
cular, mas àquela que se generaliza e dissemina a 7. Há falta ou ocorrência indevida do sinal de
descrença na justiça dos homens. crase em:
B) É difícil admitir que vivem à solta tantos delin-
qüentes, sobretudo quando se sabe que pessoas A) Ao aludir a tropa de choque dos artistas moder-
inocentes são levadas à barra dos tribunais. nos, o poeta-crítico mostrou-se alinhar à uma ten-
C) O autor do texto faz menção à uma série de prin- dência da linguagem da época.
cípios de interdição, à qual teria proveniência na B) Não cabe à crítica apenas dar valor a uma de-
vontade divina. terminada obra de arte; cabe a ela, igualmente,
D) Assiste-se hoje à multiplicação de casos de im- aspirar à orientação do artista, em suas futuras ini-
punidade, à descabida proliferação de maus exem- ciativas.
plos de conduta social.

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C) Entre a poesia e a crítica de arte, Manuel Bandei- 11. Observam-se plenamente as regras que re-
ra se refere àquela com mais carinho, pois foi como gulamentam o emprego do sinal de crase em:
poeta que deu impulso maior à imaginação.
D) Convidado a colaborar como crítico de arte, o A) Se uma forma de reação ao humor é rir à soca-
poeta não se fez de rogado e se entregou a essa pa, outra forma, contrária àquela, é rir às escânca-
tarefa com ânimo e expectativa. ras.
E) Nem sempre é dada a quem compõe ou pinta a B) O humor não pede licença à ninguém para se
compreensão necessária para atribuir à crítica a fazer presente, nem recorre à normas de boa con-
utilidade que esta pode ter. duta para se justificar.
C) Assiste à toda gente o direito de não se rir de
8. Quanto à necessidade ou não do sinal de cra- uma piada, mas não cabe à nenhuma pessoa impe-
se, a frase inteiramente correta é: dir que alguém a conte.
D) O humorista requisitou àquela senhora para con-
A) Diante de um grande edifício, assistimos à uma tracenar com ele, mas, afeita à defender o “politica-
espécie de filme, se ficarmos à observar o movi- mente correto”, ela se recusou.
mento das luzes e das sombras nas janelas. E) É à partir das reações de alguém à ação do hu-
B) Ao se assistir as cenas do documentário, sente- mor
se, a medida que o tempo vai passando, uma gran- que podemos chegar à alguma conclusão sobre o
de familiaridade com as personagens entrevistadas. seu caráter pessoal.
C) Assiste à todas as pessoas o direito de se julga-
rem únicas, mas nem por isso superiores as que 12.“Faz-se necessária uma ação conjunta entre
têm uma vida aparentemente banal. o Estado e a sociedade no combate a todas as
D) Ao entrevistar as pessoas que moram no edifício violações dos Direitos Humanos, principalmente
Master, impôs-se à equipe de Eduardo Coutinho o no que diz respeito à tortura. Qual das alternati-
desafio de as deixar à vontade. vas abaixo não pode substituir o trecho grifado?
E) Quando se está frente à frente com uma pessoa
a quem faremos perguntas, é preciso que se dê a A) naquelas que tangem à tortura.
ela a possibilidade de corresponder a nossa fran- B) quando elas fazem referência à tortura.
queza. C) naquilo que concerne à tortura.
D) nos casos que se aplicam à tortura.
9. A paisagem do Norte do país já fascinou ...... E) naquelas em que se utiliza à tortura.
muitos, como o fotógrafo Marcel Gautherot, que
por décadas voltou repetidamente ...... Região, SINTAXE DE COLOCAÇÃO PRONOMINAL
disposto ...... captar parte de sua essência.
Preenchem corretamente as lacunas da frase
acima, na ordem dada:

Preenchem corretamente as lacunas da frase aci-


ma, na ordem dada:

A) a - a - à
B) à - a - a
C) a - à - a
D) à - à - à
E) à - a - à Posições típicas (nomenclatura):
10.(FCC) A erupção de um vulcão provocou per- 1. Próclise  pronome oblíquo antes do verbo
das ......... economia europeia bem superiores 2. Ênclise  pronome oblíquo depois do verbo
....................... trazidas pelos atentados terroris- 3. Mesóclise  pronome oblíquo no meio do verbo
tas de 2001, fato que obrigou a ONU ........... criar
um plano internacional de redução dos riscos de AS MÁXIMAS DA COLOCAÇÃO PRONOMINAL
acidentes.
1ª MÁXIMA:
A) a - aquelas - a Não se inicia período com pronome oblíquo átono.
B) a - àquelas - à
C) à - aquelas - a 2ª MÁXIMA:
D) à - aquelas - à Em português formal, não se admite uma ênclise a
E) à - àquelas - a um verbo no futuro.

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Aliás, o que está em discussão não é tanto o que os a) Palavras de valor negativo (não, nunca, ja-
causou, mas como resolvê-los: se eu puder solucio- mais, ninguém, nada, nem (= e nem) etc.
ná-los com um remédio ou uma cirurgia, não preciso
responsabilizar-me, a fundo, por eles. Tratarei a * Jamais nos consideraremos melhores do que os
mim mesmo como um objeto. outros.

(CESPE/UNB – STF) b) Advérbios e pronomes indefinidos.


A função sintática exercida por “a mim mesmo”, em
“Tratarei a mim mesmo” (L.14-15) corresponde a me * Aqui se faz, aqui se paga.
e, por essa razão, também seria gramaticalmente
correta a seguinte redação: Tratarei-me. * Nem sempre se enxergam as disparidades do
mundo contemporâneo.
01(ESAF – Auditor Fiscal) Assinale a opção que
apresenta coerência com as ideias do texto e I – A PRÓCLISE
correção gramatical.
Observação: Se houver pausa depois do advérbio,
a) Seria errôneo afirmar que nem o empenho maior o pronome ficará enclítico. Se o verbo estiver no
do pensamento filosófico grego sujeitaria-se ao ob- futuro, emprega-se a mesóclise.
jetivo de querer trocar os limites do acaso pelo al-
cance da racionalidade. * Enfim, encontrei-o na Estação da Luz.
b) Em suma, o que se pode falar, com propriedade,
é no direito ao bem estar social, como condição * Amanhã, encontrar-me-ei com o Luís Antônio
para a consecução da felicidade pessoal, já que a para uma conversa de negócios.
felicidade, a rigor só atingiria-se indiretamente.
d) Enfim, poderia-se apenas falar, com propriedade, I – A PRÓCLISE
no direito ao bem estar social como condição para a
realização da felicidade pessoal, pois a rigor, a feli- c) Pronomes relativos (que, o qual, a qual, os
cidade só é indiretamente alcançada. quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, onde,
quem etc).
AS MÁXIMAS DA COLOCAÇÃO PRONOMINAL
* As informações, que te deram, parece terem me-
3ª MÁXIMA: xido com o teu íntimo.
Em português formal, toda ênclise a um verbo no
infinitivo é correta, ainda que exista um fator de I – A PRÓCLISE
próclise.
d) Pronomes demonstrativos (este, esta, isto,
7.(FCC – Perito do INSS) O único segmento gri- aquele, aquela, aquilo etc).
fado que NÃO está empregado em conformidade
com o padrão culto escrito é: * Tudo aquilo lhe passou despercebido.

A) Não é muito agradável estar com aqueles meus * Esta me contou uma versão esquisita do caso.
primos, porque eles falam ininterruptamente de si. Aquele nos disse totalmente o contrário desse ai.
B) Esse é o tipo de questão que você terá de resol-
ver com nós mesmos. I – A PRÓCLISE
C) A fim de não encontrá-lo no consultório, deixei
para ir no dia seguinte. e) Conjunções subordinadas (quando, se, já que,
D) Ele preencheu o formulário de modo inadequado, porque, embora, enquanto, como, à medida que
é onde o coordenador chamou sua atenção. etc.)
E) Cabelos cacheados e sedosos moldam-lhe o
rosto afilado e claro. * À medida que se estuda, aprende-se mais.

I – A PRÓCLISE * Enquanto me diziam aquilo, eu permanecia imó-


vel.
O pronome oblíquo átono ficará proclítico ao
verbo por causa dos seguintes fatores que o atra- I – A PRÓCLISE
em:
f) Verbo no gerúndio precedido da preposição
“em”.

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* Em se tratando de finanças, procure o sr. João


Alberto.

* Em se pensando em viagens, é sempre bom pro-


curar uma boa empresa de turismo.

I – A PRÓCLISE

g) Conjunção coordenativa alternativa.

* Ou se casa comigo, ou se casa com o meu primo.

I – A PRÓCLISE

Além desses fatores, a próclise é de rigor:

a) Nas orações exclamativas e nas optativas


(orações que exprimem desejo):

* Que Deus te proteja.


* Bons ventos os levem em paz!

b) Nas orações interrogativas em que haja pro-


nomes interrogativos:
* Quem vos falou sobre o problema dela?

c) Com verbos no infinitivo pessoal precedido


de preposição:
* Demiti os dois funcionários por se queixarem de-
mais.

II – A MESÓCLISE

A mesóclise consiste na colocação do pro-


nome oblíquo átono no meio do verbo. Isso ocorre
apenas com dois tempos do modo indicativo: o fu-
turo do presente e o futuro do pretérito, pois se
trata de dois tempos compostos.

II – A MESÓCLISE

* Compraria o carro se eu pudesse. = Comprá-lo-ia


se eu pudesse.

* Encontrá-lo-á deitado numa rede bem vistosa à


varanda da casa grande.

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II — Casos facultativos * Vim _____ mando de meu patrão.

1. Diante de pronomes possessivos femininos Casos proibitivos (exemplos):


no singular quando o termo regente exigir a pre- * Não vai _____ festas nem _____ reuniões.
posição “a”. * Ele se dirigiu _____ pessoas estranhas.
* Ele desistiu de viajar devido A / À sua doença. * A quem se diriam palavras de amor tão belas?
* Para explicar as mãos inchadas, menti A / À minha * Escrevi ____ algumas colegas.
mãe. * Diariamente chegam turistas _____ esta cidade.

II — Casos facultativos Casos proibitivos (exemplos):


* O conflito levou o país _____ uma situação terrí-
Observação: vel.
Se o pronome possessivo estiver no plural, não * Solicito _____ Vossa Senhoria o obséquio de...
haverá mais um caso de crase facultativa. * Recorreram _____ mim.
Veja: * Tomou o remédio gota _____ gota.
* Jamais me submeterei passivamente _______ * Dia ____ dia, a empresa foi crescendo.
tuas ordens.
III - Casos especiais
II — Casos facultativos
1. Ocorrerá crase diante da palavra “casa” sem-
2. Diante da preposição “até”, uma vez que esta pre que vier acompanhada de determinantes.
preposição pode aparecer sob a forma da locução Veja:
“até a”. * Ele se dirigiu à velha casa de seus avós.
Observação: Se não houver determinação, não
*Emocionado, ele se comoveu até AS / ÀS lágrimas. haverá crase diante da palavra “casa”.
* Voltei a casa triste e atirei-me sobre a cama.
II — Casos facultativos
2. Ocorrerá crase diante da palavra “terra”
3. Diante de nomes próprios femininos, quando o quando vier determinada. Quando usada como
termo regente exigir a preposição “a”. antônimo de “bordo” a palavra “terra” dispensa
* Nada do que ele fizesse agradaria A / À Maria. determinantes, logo não ocorrerá a crase.
* Entregou todos os bens A / À Joana.
* Eles voltaram a terra totalmente exaustos.
Casos proibitivos (nunca ocorre crase):
* Depois de longa viagem, eles desceram a terra.
1. Diante de verbos.
2. Diante de palavras masculinas. Observação:
3. Diante de pronomes pessoais retos, oblíquos e Se vier determinada, ocorrerá crase com a palavra
de tratamento, à exceção de “senhora, senhorita, TERRA.
dona e madame.” * Voltamos à terra de nossos antepassados.
4. Diante de artigos indefinidos.
5. Diante dos pronomes indefinidos, dos interrogati- 3. Com a palavra “distância”, ocorrerá crase
vos, dos demonstrativos “este, esta, estes, estas, sempre que vier acompanhada de determinan-
esse, essa, esses, essas e isso” e dos relativos, à tes. A locução adverbial “a distância” poderá ser
exceção de “a qual e as quais”. craseada quando se quiser ressaltar o valor ad-
6. Diante de um “a” no singular o qual precede uma verbial da locução.
palavra no plural; palavra esta usada em sentido
geral e indeterminado. * Todos ficaram à distância de vinte metros do
7. Diante de expressões formadas por palavras local do acidente.
repetidas como, por exemplo, “gota a gota, ponta a
ponta, dia a dia, frente a frente, uma a uma, cara a 4. Ocorrerá crase com os pronomes relativos “a
cara, corpo a corpo, lado a lado etc”. qual e as quais” sempre que o termo regente
exigir a preposição “a”.
Casos proibitivos (exemplos):
* Começava ____ escurecer. * Esta é a pessoa à qual ele se referiu durante o
* Estamos dispostos ______ trabalhar. café da manhã.
* Isto cheira ____ vinho.
* Entrega _______ domicílio.

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1.O uso do sinal da crase é injustificável em: (E) Quem dá crédito à ação da justiça não pode
deixar de trabalhar para que não se furtem às san-
A) Lembrem-se às autoridades de terem sempre em ções os mais poderosos.
mente o valor da prevenção.
B) Não cabe às pessoas de boa fé repudiar medi- 5. Quanto ao emprego do sinal indicativo de
das de prevenção ao crime. crase, respeitado o padrão culto escrito, a única
C) É penoso assistir às cenas de violência que se alternativa correta é:
multiplicam nas metrópoles.
D) Atribui-se às medidas preventivas uma eficácia A) O processo de urbanização levou à transferir
maior que a da repressão. atividades dos setores de subsistência, de baixo
E) À inteligência da prevenção opõem-se aqueles valor de mercado, para atividades mais modernas,
que preferem a força da repressão. que envolvem mais capital e mais tecnologia. Mas
isso ocorreu sem novos requisitos à novas estraté-
2. Ainda que riqueza [...] à custa do trabalho es- gias educacionais.
cravo ... B) Essa foi uma estratégia que serviu ao Brasil e a
A sociedade colonial no Brasil [...] desenvolveu- maioria dos países inseridos na turma dos remedia-
se [...] à dos.
sombra das grandes plantações de açúcar ... C) O estudo dá ênfase à educação e às telecomuni-
Do mesmo modo que nas frases acima, está cações, ajudando à entender por que o Brasil cres-
correto o emprego da crase em: ce pouco em comparação à outras nações de eco-
nomia emergente.
A) defender à unhas e dentes. D) O país tem de fazer a transição à um sistema
B) combate à fome. que premie o desempenho de professores e que
C) vendas à prazo. garanta à todos os alunos talentosos resultados de
D) escrito à lápis. excelência em exames internacionais.
E) avião à jato. E) Vimos uma estratégia equivocada à época da
reserva de informática. O país pagou um preço,
3. Não deixa de ser paradoxal o fato de o cres- porque a reserva não gerou “campeões nacionais” e
cimento da descrença, que parecia levar ...... ainda deixou os usuários atrasados em relação à
uma ampliação da liberdade, ter dado população de outros países.
lugar ...... escalada do fundamentalismo religio-
so, ...... que se associam manifestações profun- 6. Marque a opção que preenche corretamente
damente reacionárias. as lacunas.
Completamente excluídos das engrenagens de
Preenchem corretamente as lacunas da frase desenvolvimento da sociedade, os miseráveis
acima, na ordem dada: são reduzidos _____ uma condição subumana.
Seu único horizonte passa ____ ser ____ luta
A) a − à − à feroz pela sobrevivência. No lixão do Valparaíso,
B) a − à − a ____ poucos quilômetros de Brasília, ____ gente
C) à − a − a disputando os restos com os animais.
D) a − a − à
E) à − à − a A) à, a, a, há, há
B) a, à, à há, a
4. NÃO se justificam as ocorrências do sinal de C) a, a, a, a, há
crase em: D) à, a, a, à, há
E) a, à, à, há, a
A) Não me reporto à impunidade de um caso parti-
cular, mas àquela que se generaliza e dissemina a 7. Há falta ou ocorrência indevida do sinal de
descrença na justiça dos homens. crase em:
B) É difícil admitir que vivem à solta tantos delin-
qüentes, sobretudo quando se sabe que pessoas A) Ao aludir a tropa de choque dos artistas moder-
inocentes são levadas à barra dos tribunais. nos, o poeta-crítico mostrou-se alinhar à uma ten-
C) O autor do texto faz menção à uma série de prin- dência da linguagem da época.
cípios de interdição, à qual teria proveniência na B) Não cabe à crítica apenas dar valor a uma de-
vontade divina. terminada obra de arte; cabe a ela, igualmente,
D) Assiste-se hoje à multiplicação de casos de im- aspirar à orientação do artista, em suas futuras ini-
punidade, à descabida proliferação de maus exem- ciativas.
plos de conduta social.

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C) Entre a poesia e a crítica de arte, Manuel Bandei- 11. Observam-se plenamente as regras que re-
ra se refere àquela com mais carinho, pois foi como gulamentam o emprego do sinal de crase em:
poeta que deu impulso maior à imaginação.
D) Convidado a colaborar como crítico de arte, o (A) Se uma forma de reação ao humor é rir à soca-
poeta não se fez de rogado e se entregou a essa pa, outra forma, contrária àquela, é rir às escânca-
tarefa com ânimo e expectativa. ras.
E) Nem sempre é dada a quem compõe ou pinta a B) O humor não pede licença à ninguém para se
compreensão necessária para atribuir à crítica a fazer presente, nem recorre à normas de boa con-
utilidade que esta pode ter. duta para se justificar.
C) Assiste à toda gente o direito de não se rir de
8. Quanto à necessidade ou não do sinal de cra- uma piada, mas não cabe à nenhuma pessoa impe-
se, a frase inteiramente correta é: dir que alguém a conte.
D) O humorista requisitou àquela senhora para con-
A) Diante de um grande edifício, assistimos à uma tracenar com ele, mas, afeita à defender o “politica-
espécie de filme, se ficarmos à observar o movi- mente correto”, ela se recusou.
mento das luzes e das sombras nas janelas. E) É à partir das reações de alguém à ação do hu-
B) Ao se assistir as cenas do documentário, sente- mor
se, a medida que o tempo vai passando, uma gran- que podemos chegar à alguma conclusão sobre o
de familiaridade com as personagens entrevistadas. seu caráter pessoal.
C) Assiste à todas as pessoas o direito de se julga-
rem únicas, mas nem por isso superiores as que 12.“Faz-se necessária uma ação conjunta entre
têm uma vida aparentemente banal. o Estado e a sociedade no combate a todas as
D) Ao entrevistar as pessoas que moram no edifício violações dos Direitos Humanos, principalmente
Master, impôs-se à equipe de Eduardo Coutinho o no que diz respeito à tortura. Qual das alternati-
desafio de as deixar à vontade. vas abaixo não pode substituir o trecho grifado?
E) Quando se está frente à frente com uma pessoa
a quem faremos perguntas, é preciso que se dê a A) naquelas que tangem à tortura.
ela a possibilidade de corresponder a nossa fran- B) quando elas fazem referência à tortura.
queza. C) naquilo que concerne à tortura.
D) nos casos que se aplicam à tortura.
9. A paisagem do Norte do país já fascinou ...... E) naquelas em que se utiliza à tortura.
muitos, como o fotógrafo Marcel Gautherot, que
por décadas voltou repetidamente ...... Região, SINTAXE DE COLOCAÇÃO PRONOMINAL
disposto ...... captar parte de sua essência.
Preenchem corretamente as lacunas da frase
acima, na ordem dada:
Preenchem corretamente as lacunas da frase
acima, na ordem dada:

A) a - a - à
B) à - a - a
C) a - à - a
D) à - à - à
E) à - a - à
Posições típicas (nomenclatura):
10.(FCC) A erupção de um vulcão provocou per-
das ......... economia europeia bem superiores 1. Próclise  pronome oblíquo antes do verbo
....................... trazidas pelos atentados terroris- 2. Ênclise  pronome oblíquo depois do verbo
tas de 2001, fato que obrigou a ONU ........... criar 3. Mesóclise  pronome oblíquo no meio do verbo
um plano internacional de redução dos riscos de
acidentes. AS MÁXIMAS DA COLOCAÇÃO PRONOMINAL
A) a - aquelas - a 1ª MÁXIMA:
B) a - àquelas - à Não se inicia período com pronome oblíquo áto-
C) à - aquelas - a no.
D) à - aquelas - à
E) à - àquelas - a AS MÁXIMAS DA COLOCAÇÃO PRONOMINAL

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2ª MÁXIMA: E) Cabelos cacheados e sedosos moldam-lhe o


Em português formal, não se admite uma ênclise rosto afilado e claro.
a um verbo no futuro.
I – A PRÓCLISE
Aliás, o que está em discussão não é tanto o que os
causou, mas como resolvê-los: se eu puder solucio- O pronome oblíquo átono ficará proclítico ao verbo
ná-los com um remédio ou uma cirurgia, não preciso por causa dos seguintes fatores que o atraem:
responsabilizar-me, a fundo, por eles. Tratarei a
mim mesmo como um objeto. a) Palavras de valor negativo (não, nunca, ja-
mais, ninguém, nada, nem (= e nem) etc.
(CESPE/UNB – STF)
A função sintática exercida por “a mim mesmo”, em * Jamais nos consideraremos melhores do que os
“Tratarei a mim mesmo” (L.14-15) corresponde a me outros.
e, por essa razão, também seria gramaticalmente
correta a seguinte redação: Tratarei-me. b) Advérbios e pronomes indefinidos.

01(ESAF – Auditor Fiscal) Assinale a opção que * Aqui se faz, aqui se paga.
apresenta coerência com as ideias do texto e * Nem sempre se enxergam as disparidades do
correção gramatical. mundo contemporâneo.

a) Seria errôneo afirmar que nem o empenho maior Observação: Se houver pausa depois do advérbio,
do pensamento filosófico grego sujeitaria-se ao ob- o pronome ficará enclítico. Se o verbo estiver no
jetivo de querer trocar os limites do acaso pelo al- futuro, emprega-se a mesóclise.
cance da racionalidade.
* Enfim, encontrei-o na Estação da Luz.
3 - Constitui uma continuidade gramaticalmente * Amanhã, encontrar-me-ei com o Luís Antônio
correta e coerente com a argumentação do texto para uma conversa de negócios.
o seguinte parágrafo:
c) Pronomes relativos (que, o qual, a qual, os
b) Em suma, o que se pode falar, com propriedade, quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, onde,
é no direito ao bem estar social, como condição quem etc).
para a consecução da felicidade pessoal, já que a
felicidade, a rigor só atingiria-se indiretamente. * As informações, que te deram, parece terem me-
xido com o teu íntimo.
d) Enfim, poderia-se apenas falar, com propriedade,
no direito ao bem estar social como condição para a d) Pronomes demonstrativos (este, esta, isto,
realização da felicidade pessoal, pois a rigor, a feli- aquele, aquela, aquilo etc).
cidade só é indiretamente alcançada.
* Tudo aquilo lhe passou despercebido.
AS MÁXIMAS DA COLOCAÇÃO PRONOMINAL * Esta me contou uma versão esquisita do caso.
Aquele nos disse totalmente o contrário desse ai.
3ª MÁXIMA:
Em português formal, toda ênclise a um verbo e) Conjunções subordinadas (quando, se, já que,
no infinitivo é correta, ainda que exista um fator porque, embora, enquanto, como, à medida que
de próclise. etc.)

7.(FCC – Perito do INSS) O único segmento gri- * À medida que se estuda, aprende-se mais.
fado que NÃO está empregado em conformidade * Enquanto me diziam aquilo, eu permanecia imó-
com o padrão culto escrito é: vel.

A) Não é muito agradável estar com aqueles meus f) Verbo no gerúndio precedido da preposição
primos, porque eles falam ininterruptamente de si. “em”.
B) Esse é o tipo de questão que você terá de resol-
ver com nós mesmos. * Em se tratando de finanças, procure o sr. João
C) A fim de não encontrá-lo no consultório, deixei Alberto.
para ir no dia seguinte. * Em se pensando em viagens, é sempre bom pro-
D) Ele preencheu o formulário de modo inadequado, curar uma boa empresa de turismo.
é onde o coordenador chamou sua atenção.

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Língua Portuguesa – Aula 19
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g) Conjunção coordenativa alternativa.

* Ou se casa comigo, ou se casa com o meu primo.

I – A PRÓCLISE

Além desses fatores, a próclise é de rigor:

a) Nas orações exclamativas e nas optativas


(orações que exprimem desejo):

* Que Deus te proteja.


* Bons ventos os levem em paz!

b) Nas orações interrogativas em que haja pro-


nomes interrogativos:
* Quem vos falou sobre o problema dela?
c) Com verbos no infinitivo pessoal precedido
de preposição:
* Demiti os dois funcionários por se queixarem de-
mais.

II – A MESÓCLISE

A mesóclise consiste na colocação do pronome


oblíquo átono no meio do verbo. Isso ocorre apenas
com dois tempos do modo indicativo: o futuro do
presente e o futuro do pretérito, pois se trata de
dois tempos compostos.

* Compraria o carro se eu pudesse. = Comprá-lo-ia


se eu pudesse.
* Encontrá-lo-á deitado numa rede bem vistosa à
varanda da casa grande.

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II – A MESÓCLISE
 Os homens se devem amar uns aos outros.
A mesóclise consiste na colocação do pronome  Os homens devem-se amar uns aos outros.
oblíquo átono no meio do verbo. Isso ocorre apenas  Os homens devem amar-se uns aos outros.
com dois tempos do modo indicativo: o futuro do  Os homens devem se amar uns aos outros.
presente e o futuro do pretérito, pois se trata de
dois tempos compostos. 2. Verbo auxiliar + gerúndio:

* Compraria o carro se eu pudesse. = Comprá-lo-ia * Os olhos da personagem foram enchendo de lá-


se eu pudesse. grimas. (se)

* Encontrá-lo-á deitado numa rede bem vistosa à  Os olhos da personagem se foram enchendo de
varanda da casa grande. luz.
 Os olhos da personagem foram-se enchendo de
III – A ÊNCLISE luz.
 Os olhos da personagem foram enchendo-se de
O pronome oblíquo átono ficará enclítico ao verbo luz.
nas seguintes circunstâncias:  Os olhos da personagem foram se enchendo de
luz.
a) Quando o verbo iniciar o período:
3. Verbo auxiliar + particípio:
* Conta-me logo tudo que sabes, Marcílio.
* O time tem dado muitas decepções. (nos)
b) Com o verbo no gerúndio, desde que não
forme locução verbal ou que não esteja precedi-  O time nos tem dado muitas decepções.
do da preposição “em” ou de qualquer elemento  O time tem-nos dado muitas decepções.
de atração.  O time tem nos dado muitas decepções.

* Não farei mais a reunião, disse ele levantando-se 1.(FCC – TJ/PE – Analista Judiciário) Jeffrey
rapidamente. Johnson realizou uma pesquisa, e o autor do
texto, ao comentar essa pesquisa, acrescentou a
c) Com verbos no imperativo afirmativo. essa pesquisa elementos de sua convicção pes-
soal, que tornam essa pesquisa ainda mais ins-
* Deixe a sala agora e entregue-se aos estudos se tigante aos olhos do público.
quiser ser aprovado no final do ano.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima
d) Com verbos no infinitivo regidos da preposi- substituindo-se os elementos sublinhados, se-
ção “a”, em se tratando dos pronomes oblíquos gundo a ordem em que se apresentam, por:
vocálicos “o, a, os, as”, os quais assumirão,
obrigatoriamente, as formas “lo, la, los, las”. A) comentá-la - acrescentou-lhe - a tornam
B) a comentar - lhe acrescentou - lhe tornam
* Jamais me recusaria a recebê-los. C) comentar-lhe - acrescentou-lhe - tornam-a
D) comentá-la - acrescentou-a - tornam-na
IV – COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS E) a comentar - acrescentou-lhe - tornam-lhe
NAS LOCUÇÕES VERBAIS
2.(FCC – TRT 23ª região – Analista Judiciário) Se
A partir de agora, vamos usar o conhecimento aci- há iniciativa e astúcia na ação do homem injus-
ma para posicionar corretamente os pronomes oblí- to, não há iniciativa e astúcia no bom cidadão
quos dentro das locuções verbais. O assunto não é que, apesar de indignado, não confere à iniciati-
difícil, mas você precisa estar bem atento às orien- va e à astúcia o mesmo valor que o mau reco-
tações abaixo. nhece na iniciativa e na astúcia.

IV – COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS A) há elas - não as confere - reconhece nelas.


NAS LOCUÇÕES VERBAIS B) as há - não lhes confere - nelas reconhece.
C) as há - não confere-lhes - as reconhece.
1. Verbo auxiliar + infinitivo: D) há as mesmas - não lhes confere - reconhece-
lhes.
* Os homens devem amar uns aos outros. (se) E) há estas - não as confere - nelas reconhece.

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3. (FCC) “Os jovens bem que tentam, mas não se b) ...ao dos japoneses (que, por sua vez, terão
dá aos jovens a oportunidade de um trabalho atingido uma expectativa de 85 anos).
que recompense os jovens pelos esforços des-
pendidos.“ - ...ao dos japoneses que, por sua vez, terão
Evita-se a repetição de palavras da frase acima atingido uma expectativa de 85 anos.
substituindo-se os elementos sublinhados, res-
pectivamente, pelas formas: c) ...será produzida por um fenômeno muito
mais complexo: o progresso da medicina em
A) se dá a aqueles - recompense eles novos campos.
B) se dá a eles - recompense-lhes
C) se lhes dá - os recompense - ...será produzida por um fenômeno muito mais
D) se os dá - os recompense complexo – o progresso da medicina em novos
E) se dá a eles - recompense eles campos.

PONTUAÇÃO d) ...nos próximos anos (numa contraposição ao


“baby boom” pós-II Guerra Mundial)
Bases da pontuação:
- ...nos próximos anos – numa contraposição ao
1ª  Pontuar é uma necessidade sintática, ou seja, “baby boom” pós-II Guerra Mundial –
ocorre em função de termos e orações deslocados
dentro da estrutura oracional. e) O Brasil deve alcançar a nona posição nesse
ranking.
Ex.:
* O Código de Processo Civil, prevê em seu art. 273 - O Brasil, deve alcançar a nona posição nesse
a tutela antecipada... ranking.
* O dispositivo constitucional acima transcrito, forta-
lece o artigo 543, §3º, da CLT, ... Emprega-se a vírgula entre termos:

2ª  Pontuar pode alterar o sentido e a função sin- 1) Para separar termos coordenados assindéticos
tática de um termo ou de uma oração. (sem ligação por conectivo), de mesma função sin-
tática, que formam, muitas vezes, enumerações.
Ex.:
* Ninguém entende Maria. * Deparamo-nos em nossa viagem com uma paisa-
* Ninguém entende, Maria gem paradisíaca na qual se viam o sol, algumas
* Todos irão até o chefe. nuvens, o mar ao longe, alguns coqueiros e duas
* Todos irão, até o chefe. casas numa restinga.

Observação importante: Emprega-se a vírgula entre termos:

Os sinais de – pontuação seguintes podem ser Observação:


geralmente trocados uns pelos outros sem que isso
provoque erro gramatical ou alteração semântica: Quando o último elemento de uma série enumerati-
va vier precedido da conjunção “e”, a vírgula é dis-
,;:– () pensada.

* As mulheres voluntariosas, as soberanas podero-


(Questão FCC – Técnico Câmara dos Deputados) sas e as artistas não encontravam espaço no show.
A alteração nos sinais de pontuação está incor-
reta na frase: A esfera da ciência pode parecer hostil às metáfo-
ras. Afinal de contas, a ciência ocupar-se-ia da bus-
a) ...deve aumentar em uma década, conforme o ca e da representação do conhecimento, o que,
IBGE, alcançando um índice semelhante ao dos para muitos, só pode ser literal: um remédio ou um
japoneses... tratamento médico são coisas concretas que podem
ser vistas ou ingeridas; uma ponte é uma constru-
- ...deve aumentar em uma década – conforme o ção de verdade, do mundo real; do mesmo modo,
IBGE –, alcançando um índice semelhante ao muitos outros avanços científicos são coisas concre-
dos japoneses... tas que afetam diretamente a vida das pessoas.

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(CESPE/UNB) a) Embora sejamos tentados, frequentemente, a


A substituição do sinal de ponto e vírgula depois de qualificar como cruel ou maldoso o comportamento
“ingeridas” (L.5) e de “real” (L.6), por vírgulas pre- de certos animais, o fato é que, para eles, só há os
servaria as regras de pontuação e a coerência, a instintos.
clareza e a objetividade do texto. b) A indignação de muita gente não transpõe na
maioria dos casos, o âmbito das conversas priva-
Modernidade, para os que pensam assim, é sistema das, e assim, os valores éticos acomodam-se no
judiciário eficiente, com aplicação rápida e democrá- plano raso de um discurso, que não leva à ação.
tica da justiça; são instituições públicas sólidas e c) Via de regra o abuso de poder constitui um caso
eficazes; é o controle nacional das decisões eco- difícil de ser apurado, uma vez que, o próprio agen-
nômicas. te do delito, costuma exercer forte influência, na
investigação dos fatos.
(CESPE/UNB)
O emprego do sinal de ponto-e-vírgula, no último Emprega-se a vírgula entre termos:
período sintático do texto, apresenta a dupla função
de deixar claras as relações sintático-semânticas 4) Para isolar apostos explicativos:
marcadas por vírgulas dentro do período e deixar
subentender “Modernidade” (L.16) como o sujeito de * “Vós fostes o aio e amigo de meu senhor... de meu
“é sistema” (L.17), “são instituições” (L.18) e “é o primeiro marido, o Senhor D. João de Portugal...”
controle” (L.19).
* “O Dr. Camargo, médico e velho amigo da casa,
Emprega-se a vírgula entre termos: foi ter com Estácio.”

2) Para isolar vocativos: 5) Para isolar o predicativo do sujeito deslocado


dentro da estrutura oracional quando o verbo não é
* “Mas olha, meu Telmo, torno a dizer-to: eu não sei de ligação.
como hei de fazer para te dar conselhos.”
* Triste com a notícia, o rapaz deixou a sala em
3) Para separar os adjuntos adverbiais locucionais silêncio.
(de grande extensão) deslocados dentro da estrutu-
ra oracional. * O governo, contente com a redução da inflação,
* “Desde as quatro horas da tarde, no calor e silên- interveio junto ao Banco Central para que este dimi-
cio do domingo de junho, o Fidalgo da Torre (...) nua a taxa SELIC.
trabalhava.”
* Na história recente do Brasil, as grandes mudan- 6) Para separar expressões explicativas, conclusi-
ças políticas têm sido grandes e graves. vas e retificativas, interpostas na oração como “isto
é, a saber, ou seja, por exemplo, ou melhor, outros-
Observações: sim, com efeito, assim, então, por assim dizer, além
disso, ademais etc”.
a) Os adjuntos adverbiais formados por um só vo-
cábulo – e mesmo os adjuntos adverbiais locucio- * “Quaresma fez o “Tangolomango”, isto é, vestiu
nais, de pequena extensão – dispensam a vírgula, uma velha sobrecasaca do general...”
salvo se se quiser conferir-lhes ênfase.
A vírgula entre orações (casos):
* Iremos hoje ao shopping.
* Todos em princípio discordam do que ele disse. 1) Para separar orações coordenadas assindéticas.

b) Os adjuntos adverbiais terminados no sufixo “- * “Entregou a espingarda a sinhá Vitória, pôs o filho
mente” seguem a regra de pontuação dos adjuntos no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos...”
adverbiais simples: ou não se põe nenhuma vírgula,
ou se isola o advérbio com vírgula(s) para conferir- * “Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumi-
lhe ênfase ou alterar-lhe a semântica. ram-se.”

* No que eles estavam todos de acordo é que ela 2) Emprega-se a vírgula para separar as orações
era extraordinariamente bela. coordenadas sindéticas, exceto as introduzidas pelo
conectivo aditivo “e”.
Exemplos

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* “... as duas janelas estavam cerradas, mas sentia-


se fora o sol faiscar nas vidraças...”

* “Não freqüentava botequins, nem fazia noitadas.”

A vírgula entre orações (casos):

Observação:
É obrigatório o emprego da vírgula antes do “e”
aditivo quanto esta conjunção ligar orações que
apresentam sujeitos diferentes.

Observação:

* Sendo um dos mais preparados, se não o mais


competente, começou dizendo que cada um dos
que ali estavam tinha condições de chegar aonde
quisesse, e que as metas pessoais poderiam ser
manifestadas dali a pouco.

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A vírgula entre orações (casos): * “Venha, acudiu ele, venha o grande o homem.”
2) Emprega-se a vírgula para separar as orações
coordenadas sindéticas, exceto as introduzidas * Cão que ladra, diz o dito popular, não morde.
pelo conectivo aditivo “e”. NÃO SE EMPREGA A VÍRGULA
a) Entre o sujeito e o seu verbo quando juntos,
* “... as duas janelas estavam cerradas, mas sentia- ainda que um preceda ao outro.
se fora o sol faiscar nas vidraças...” b) Entre o verbo e o(s) seu(s) complemento(s)
quando juntos, ainda que um preceda ao outro.
* “Não frequentava botequins, nem fazia noitadas.” c) Entre o nome (substantivo, adjetivo ou advér-
A vírgula entre orações (casos): bio) é o seu complemento quando estão juntos.
Observação: NÃO SE EMPREGA A VÍRGULA
É obrigatório o emprego da vírgula antes do “e” d) Entre o nome (substantivo) e o seu adjunto
aditivo quanto esta conjunção ligar orações que adnominal.
apresentam sujeitos diferentes. e) Entre o nome e a oração subordinada adjetiva
A vírgula entre orações (casos): restritiva.
Observação: f) Entre a oração principal e a oração subordina-
* Sendo um dos mais preparados, se não o mais da substantiva, salvo a oração subordinada
competente, começou dizendo que cada um dos substantiva apositiva.
que ali estavam tinha condições de chegar aon- NÃO SE EMPREGA A VÍRGULA (Exemplos):
de quisesse, e que as metas pessoais poderiam a) Não é fácil, submeter-se ao equilíbrio entre o
ser manifestadas dali a pouco. direito e o dever, pois, a tendência é de um lado,
A vírgula entre orações (casos): valorizar o direito, e de outro minimizar o dever
3) Para separar orações subordinadas adjetivas que lhe corresponde.
explicativas: b) Primeiro, inventamos a literatura e em segui-
da o cinema, mas nenhum desses meios, teria
* “Aquele olhar profundo, que parecia despedir os alcançado influenciar-nos tanto como a TV.
fogos surdos de uma labareda oculta, incutia nela NÃO SE EMPREGA A VÍRGULA (Exemplos):
um desassossego íntimo.” c) O fato de imaginarmos que há uma dimensão
A vírgula entre orações (casos): além das nossas paredes, é decisivo, para que
4) Para separar orações subordinadas adverbi- reconheçamos na TV, o poder de abrir tantas
ais desenvolvidas quando antepostas à oração janelas.
principal ou intercaladas nela. d) Quando menino ignorava o que fosse: “fiscal
de rendas”, preocupando-me mais em ajudar
* “Logo que começou a revolver os papéis, a mão meu pai, a carregar uma pesada maleta de cou-
do médico tornou-se mais febril.” ro.
EMPREGA-SE O PONTO E VÍRGULA
* O conselheiro, embora não figurasse em nenhum 1) Para separar orações coordenadas de consi-
grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na derável extensão, principalmente quando em
sociedade. qualquer destas proposições já existe pausa
Observação: É facultativa a pontuação quando as mais fraca assinalada por vírgula.
orações adverbiais estão situadas após a oração EMPREGA-SE O PONTO E VÍRGULA
principal. * A porta ficava à direita da grande coluna de entra-
* O Governo Federal aumentou os juros a fim de da do templo budista; a sala do mestre localizava-se
que o consumo da classe média se mantenha depois dessa porta.
baixo. * Nada se comparava ao devaneio sentido naquele
* Eles partirão logo cedo, se não chover. momento da sessão de psicoterapia; e contava-me
A vírgula entre orações (casos): tudo sem restrições.
5) Para separar as orações reduzidas (de gerún-
dio, de infinitivo e de particípio) adverbiais e Emprego dos sinais de pontuação
adjetivas quando antepostas à oração principal
ou intercaladas nela. 01.(FCC) Está inteiramente adequada a pontua-
ção do seguinte período:
* “Hoje, pensando melhor, acho que servi de alívio.”
(A) Embora sejamos tentados, frequentemente, a
* Acabada a balada, retiraram-se os convidados. qualificar como cruel ou maldoso o comportamento
A vírgula entre orações (casos): de certos animais, o fato é que, para eles, só há os
6) Para separar orações intercaladas. instintos.

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(B) Por mais que difiram entre si, as constituições, (E) Crêem muitos, que o serviço público é algo
nenhuma delas deixa-se reger, por princípios que mesquinho e vicioso, a esses digo que desconhe-
desfavoreçam, ou impeçam algum equilíbrio nas cem o real sentido do que significa: ser um servidor
relações sociais. do povo.
(C) Via de regra o abuso de poder constitui um caso
difícil de ser apurado, uma vez que, o próprio agen- 04.(FCC – TJ/RJ) Está plenamente correta a pon-
te do delito, costuma exercer forte influência, na tuação do seguinte período:
investigação dos fatos.
(D) É muito comum nas conversas mais informais, (A) Confessando não sem ironia, que entende de
os indivíduos se referirem a casos públicos de im- arquitetura, o cronista Rubem Braga, mestre do
punidade, tomando-os como justificativas, de seus gênero propõe uma receita de casa, em que o po-
delitos pessoais. rão, área frequentemente desprezada, ganha ares
(E) Não é fácil, submeter-se ao equilíbrio entre o de profundidade e mistério.
direito e o dever, pois, a tendência é de um lado, (B) Confessando, não sem ironia, que entende de
valorizar o direito, e de outro minimizar o dever que arquitetura o cronista, Rubem Braga, mestre do
lhe corresponde. gênero, propõe uma receita de casa, em que, o
porão, área frequentemente desprezada, ganha
02.(FCC – TRF 5ª Região) Está inteiramente cor- ares de profundidade e mistério.
reta a pontuação do seguinte período: (C) Confessando não sem ironia que entende de
arquitetura, o cronista Rubem Braga, mestre do
(A) De acordo com Marilena Chauí – a autora do gênero, propõe: uma receita de casa em que, o
texto –, é preciso desconfiar das afirmações que, porão área frequentemente desprezada, ganha ares
aparentemente óbvias, não resistem a uma análise de profundidade, e mistério.
mais concreta e mais rigorosa. (D) Confessando, não sem ironia que, entende de
(B) De acordo com Marilena Chauí, a autora do arquitetura, o cronista Rubem Braga – mestre do
texto: é preciso desconfiar das afirmações que gênero – propõe uma receita, de casa, em que o
aparentemente óbivias, não resistem a uma análise, porão (área frequentemente desprezada), ganha
mais concreta e mais rigorosa. ares de profundidade e mistério.
(C) De acordo com Marilena Chauí, a autora do (E) Confessando, não sem ironia, que entende de
texto; é preciso: desconfiar das afirmações que, arquitetura, o cronista Rubem Braga, mestre do
aparentemente óbvias não resistem, a uma análise gênero, propõe uma receita de casa em que o po-
mais concreta, e mais rigorosa. rão, área frequentemente desprezada, ganha ares
(D) De acordo com Marilena Chauí, a autora do de profundidade e mistério.
texto, é preciso desconfiar, das afirmações, que
aparentemente óbvias não resistem a uma análise, 05.(FCC – TRT/RS) A única frase NÃO pontuada
mais concreta e mais rigorosa. corretamente é:
(E) De acordo com Marilena Chauí, – a autora do
texto - é preciso desconfiar das afirmações, que, (A) À beira de um ano novo − e quase à beira do
aparentemente óbvias não resistem a uma análise outro século −, a imprensa discutia ainda a mesma
mais concreta e, mais rigorosa. questão, crucial, sem dúvida, que ocupara por dé-
cadas o espírito dos homens públicos.
03. (FCC) Está inteiramente adequada a pontua- (B) Encontrando o rapaz no lugar combinado, não o
ção do seguinte período: saudei; olhei-o, porém, fixamente, e sorri, é verda-
de, mas como se fosse para alguém a quem se
(A) Nada – a não ser livros e móveis – deixou meu cumprimenta só por obrigação.
pai como legado, ao contrário de vários colegas (C) A mais alta delas andava rapidamente; a outra,
seus, cujo espólio assumia consideráveis propor- cantando e sorrindo, fazia dos passos um modo de
ções. brinquedo, então bastante em moda entre os mais
(B) Não obstante, fosse músico e sensível, meu pai jovens.
era objetivo e firme em suas decisões de bem fisca- (D) É minha opinião, que não se deve falar mal de
lizar, o que devessem ao fisco os contribuintes. ninguém; e menos ainda daqueles que prestam
(C) Quando menino ignorava o que fosse: “fiscal de serviços públicos: estes querendo ou não, estão a
rendas”, preocupando-me mais em ajudar meu pai, nosso serviço cotidianamente.
a carregar uma pesada maleta de couro. (E) Só muito tempo depois de sua partida (vejam o
(D) Não tenho dúvida – o fato de ter cultivado tantos que é a indecisão imposta pelo medo!), compreendi
amigos, e granjeado o respeito de todos, é prova que era só uma mudança de bairro, e então prometi
suficiente, de que ele teve uma vida digna. que a visitaria logo.

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Regras para a acentuação gráfica:


OXÍTONOS

2ª regra  Em português, acentuam-se – com


acento agudo – o “e” da terminação “em” ou “ens”
dos vocábulos oxítonos compostos de mais de uma
sílaba.

Ex.:
6. (PMT 2008) O emprego da vírgula logo após
“passado” (L.1) justifica-se por isolar o adjunto AMÉM – TAMBÉM – PARABÉNS – VINTÉM
adverbial de tempo anteposto à oração principal.
Regras para a acentuação gráfica:
ACENTUAÇÃO E ORTOGRAFIA OXÍTONOS
Observação:
Classificação dos vocábulos quanto à sílaba Perceba que os monossílabos e os vocábulos
tônica: paroxítonos terminados em “em” e “ens” não
são acentuados.
Oxítonos (ou agudos)  são os vocábulos cuja * cem * vem * tem * trem
sílaba tônica recai na última, como em: café, timi-
dez, papel etc. Regras para a acentuação gráfica:
OXÍTONOS
Paroxítonos  são os vocábulos cuja sílaba
tônica recai na penúltima, como em: amizade, 3ª regra  Em português, acentuam-se – com
beleza, austero, cível, exegese, rubrica, látex etc. acento agudo – os vocábulos oxítonos terminados
nos ditongos abertos “éi, ói, éu".
Proparoxítonos  são os vocábulos cuja sílaba
tônica recai na antepenúltima, como em: lâmpa- Regras para a acentuação gráfica:
da, ágape, álibi, pântano, ômega, êxodo etc OXÍTONOS

Regras para a acentuação gráfica: 3ª regra (exemplos):


Monossílabos
A(S)  chá, Brás, pá, gás, más, trás, fás, zás, a) ÉI  anéis, coronéis, papéis, réis, fiéis, ba-
má. charéis.
E(S)  lê, crê, rês, fé, pés, dê, mês, três, rés, lés.
O(S)  dó, nó, vó, pó, pôs, cós, vós, nós. a) ÓI  sóis, anzóis, herói, caubói, rói, dói, do-
dói.
Regras para a acentuação gráfica:
OXÍTONOS a) ÉU  céu, réu, véu, chapéu, escarcéu, foga-
réu.
1ª regra  Em português, acentuam-se – com
acento agudo – os vocábulos oxítonos que termi- Regras para a acentuação gráfica:
nam em “a, e, o” abertos, e – com acento circunfle- OXÍTONOS
xo – os vocábulos que terminam em “e, o” fechados,
seguidos ou não de “s”. 3ª regra (observações):

Regras para a acentuação gráfica: a) Perceba que os oxítonos terminados em “z, r,


OXÍTONOS l, i, u” não são acentuados.

1ª regra (exemplos): * capaz * bisturi * feliz * cuscuz


* amar * suor * caju * caracol
A(S)  maracujá, cajá, vatapá, maracá, babá,
Amapá
E(S)  rapé, chulé, recém, café, jacaré, dendê, Regras para a acentuação gráfica:
cortês OXÍTONOS
O(S)  cocoricó, trisavô, caritó, cipó, complô, pro-
pôs 3ª regra (observações):

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b) Com base na regra de acentuação dos oxíto- Regras para a acentuação gráfica:
nos, acentuam-se as formas verbais oxítonas PAROXÍTONOS
terminadas em “a, e, o”.
3ª regra  Em português, acentuam-se os vocábu-
los paroxítonos terminados em “l, n, r, x, ps”. Usa-se
* repor + o  repô-lo o acento agudo para o “a, e, o” abertos e o acento
* julgarão + os  julgá-los-ão circunflexo para o “e, o” fechados.
* amaria + a  amá-la-ia Regras para a acentuação gráfica:
PAROXÍTONOS
Regras para a acentuação gráfica:
OXÍTONOS * túnel * alúmen * córtex * bíceps

3ª regra (observações): * aljôfar * âmbar * cânon * fênix


* Vômer * afável * açúcar *
c) Com o advento do Novo Acordo Ortográfico hífen
de 1990, não mais se acentuam os ditongos “ei,
oi” dos vocábulos paroxítonos. Para ficar bem Regras para a acentuação gráfica:
esclarecido: esses ditongos não serão acentua- PAROXÍTONOS
dos quando estiverem na penúltima sílaba. 3ª regra (cuidado!!)
ITEM ITENS
Regras para a acentuação gráfica: HIFEN HIFENS
OXÍTONOS
Regras para a acentuação gráfica:
3ª regra (observações): PAROXÍTONOS

* ideia * colmeia * paranoico * 4ª regra  Em português, acentuam-se os vocábu-


jiboia los paroxítonos terminados em “um, uns”.
* dicroico * alcateia * heroico
* diarreia * álbum * médium * álbuns * médiuns
* boia * estreia * europeia * fórum * fóruns * lábrum * árum
* claraboia
* Geleia * colmeia * assembleia Regras para a acentuação gráfica:
PAROXÍTONOS
Regras para a acentuação gráfica:
PAROXÍTONOS 5ª regra  Em português, acentuam-se, com agudo
ou circunflexo se a sílaba for aberta ou fechada
1ª regra  Em português, acentuam-se os vocábu- respectivamente, os vocábulos paroxítonos termi-
los paroxítonos terminados em “ã, ãs, ão, ãos". nados em ditongos orais.

* ímã * órfãs * órgão * órfãos Regras para a acentuação gráfica:


* Dólmã * ímãs * gimnopógão PAROXÍTONOS

Regras para a acentuação gráfica: * ágeis * jóquei * pusésseis


PAROXÍTONOS * túneis * história * água
* Imóveis * variáveis *
2ª regra  Em português, acentua-se – com acento pênseis
agudo quando aberta e com acento circunflexo
quando fechada – a sílaba tônica dos vocábulos Regras para a acentuação gráfica:
paroxítonos terminados em “i, is, us”. PROPAROXÍTONOS

Regras para a acentuação gráfica: Regra  Em português, acentuam-se todos os


PAROXÍTONOS vocábulos proparoxítonos. Com acento agudo, as
vogais “a, e, o” abertas. Com acento circunflexo, as
* beribéri * bônus * ônus * vogais fechadas “e, o” e as vogais “a, e, o” quando
lápis seguidas de “m” ou “n”.
* táxi * biquíni * júri
* íris Regras para a acentuação gráfica:

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PROPAROXÍTONOS d) Em virtude do Novo Acordo Ortográfico da


Língua Portuguesa, firmado em 1990, não mais
última único tímido máquina recebem o acento circunflexo os hiatos tônicos
sólidas mágico lágrima sábado “ee” e “oo”. Portanto, assim devem ser escritos:

Regras para a acentuação gráfica: Regras para a acentuação gráfica:


HIATOS HIATOS (Observações):

Regra  Recebem acento agudo as vogais “i” e “u” * voo * coo * abotoo *
tônicas dos vocábulos, seguidas ou não de “s”, enjoo
quando formam hiato com a vogal anterior. * creem * veem * leem * deem

Regras para a acentuação gráfica: Regras para a acentuação gráfica:


HIATOS Acentos diferenciais:
Com o advento do Novo Acordo Ortográfico da Lín-
* faísca * saúde * abaçaí * absenteísmo gua Portuguesa, firmado em 1990, desapareceu a
* açaí * miúdo * areísco * aziúme maioria dos acentos diferenciais. Permanecem,
entretanto, os seguintes acentos diferenciais:
* babuíno * raízes * caraíba * ciúme
Regras para a acentuação gráfica:
Regras para a acentuação gráfica: Acentos diferenciais:
HIATOS (Observações):
1) “Pôde” (3ª pessoa do singular do pretérito perfei-
a) Não se coloca o acento agudo no “i” e no “u” to do indicativo) para distinguir da correspondente
quando, precedidos de vogal que com eles não forma do presente do indicativo “pode”.
forma ditongo, são seguidos de “l, m, n, r, z” que
não iniciam sílabas. Regras para a acentuação gráfica:
Acentos diferenciais:
* contribuinte * juiz * paul
* retribuirdes * ruim * cairmos 2) “Pôr” (forma verbal infinita) para distinguir da
forma homógrafa “por” (preposição).
Regras para a acentuação gráfica:
HIATOS (Observações): 3) Facultativamente, pode-se grafar “fôrma” (subs-
tantivo) ou “forma” (substantivo, 3ª pessoa do sin-
b) Igualmente não se coloca o acento agudo no gular do presente do indicativo ou 2ª pessoa do
“i” e no “u” tônicos dos hiatos quando forem singular do imperativo afirmativo).
seguidos de “nh”.
Regras para a acentuação gráfica:
* rainha * ladainha * tainha Acentos diferenciais:
* ventoinha * campainha * abecoinha
4) Facultativamente, pode-se grafar “dêmos" (1ª
Regras para a acentuação gráfica: pessoa do plural do presente do subjuntivo) para se
HIATOS (Observações): distinguir da correspondente forma do pretérito per-
feito do indicativo “demos” .
c) Em muitas formas verbais, o “i” e o “u” figu-
ram em hiato com a vogal anterior. Portanto, Regras para a acentuação gráfica:
devem receber acento agudo. Observe:
Regra especial – verbos “ter”, “vir” e seus deri-
Regras para a acentuação gráfica: vados
HIATOS (Observações):
1ª regra  Acentua-se, com acento circunflexo, a
* eu atraí * tu atraíste * eu 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos
caí verbos “ter” e “vir”.
* tu caíste * eu concluí * eu saía
Regras para a acentuação gráfica:
Regras para a acentuação gráfica:
HIATOS (Observações): Regra especial – verbos “ter”, “vir” e seus deri-
vados

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Regras para a acentuação gráfica:


Regra especial – verbos “ter”, “vir” e seus deri-
vados
2ª regra  Acentua-se, com acento agudo, a 3ª
pessoa do singular e com circunflexo a 3ª pessoa Orientações ortográficas:
do plural do presente do indicativo dos verbos deri-
vados de “ter” e “vir”, como “abster, ater-se, reter, 1. Cuidado com os homônimos:
deter, conter, entreter, manter, advir, convir, intervir,
provir, desavir, sobrevir” etc. a) Homógrafos heterofônicos:
a) Homógrafos heterofônicos:
Regras para a acentuação gráfica:
* leste (verbo) ≠ leste (substantivo)
Regra especial – verbos “ter”, “vir” e seus deri- * colher (verbo) ≠ colher (substantivo)
vados * apoio (verbo) ≠ apoio (substantivo)

Orientações ortográficas:

1. Cuidado com os homônimos:

b) Homófonos heterográficos:

* apreçar ≠ apressar
* bucho ≠ buxo
* cerrar ≠ serrar

Orientações ortográficas:
Regras para a acentuação gráfica:
Considerações finais
1. Cuidado com os homônimos:
1) Com no Novo Acordo Ortográfico, assinado b) Homófonos homográficos (homônimos perfei-
em 1990, o trema deixa de existir sobre os gru-
tos):
pos “GUE, GUI, QUE, QUI”. Portanto, os vocábu-
los que apresentam tais ditongos devem ser
sem o trema. Observe:
b) Homófonos homográficos (homônimos perfei-
tos):
* linguiça * cinquenta * tranquilo *
frequência
* cedo (verbo) ≠ cedo (advérbio)
* livre (adjetivo) ≠ livre (verbo)
Orientações ortográficas:
* somem (v. somar) ≠ somem (v. sumir)
1. Cuidado com os parônimos: Orientações ortográficas:

1. Lembre-se dos vocábulos cognatos:

* terra  terraço, terremoto, terrestre, território


* ferro  ferreiro, ferrar, ferradura, ferramenta

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Orientações ortográficas: 2ª regra: Emprega-se o sufixo “-edade” quando


1. Cuidado com as formas variantes: o adjetivo finalizar em “-ário” e “-ório”. Nesse
caso, elimina-se o “o” do adjetivo.
* ALUGUEL ou ALUGUER Emprego dos sufixos “-idade” e “-edade”
* ASSOBIAR ou ASSOVIAR
Emprego dos sufixos “-idade” e “-edade”
Orientações ortográficas:
2ª regra: Emprega-se o sufixo “-edade” quando
* COISA ou COUSA o adjetivo finalizar em “-ário” e “-ório”. Nesse
* LOURO ou LOIRO caso, elimina-se o “o” do adjetivo.
* ESPARGIR ou ESPARZIR
Emprego dos sufixos “-idade” e “-edade”
Notório  notoriedade
Voluntário  voluntariedade
Contrário  contrariedade
Vário  variedade

Emprego do sufixo diminutivo “-inho”:


Rosa  rosinha
Lápis  lapisinho
Asa  asinha
Chinês  chinesinho

Emprego do sufixo diminutivo “-inho”:


Agora...
Mão  mãozinha
Flor  florzinha
Café  cafezinho

Emprego do sufixo diminutivo “-inho” – forma-


ção do plural:
Papel  papelzinho  papeizinhos
Bar  barzinho  barezinhos
Animal  animalzinho  animaizinhos

Emprego do sufixo “-izar”:


Hospital  hospitalizar
Canal  canalizar
Divino  divinizar
Suave  suavizar

Emprego do sufixo “-izar”:


Agora...
Análise  analisar
Liso  alisar
Emprego dos sufixos “-idade” e “-edade” Pesquisa  pesquisar
1ª regra: Emprega-se o sufixo “-idade” quando o Correlações ortográficas:
adjetivo finalizar em “-ar”. ND  NS
Suspender  suspensão
Ex.: Compreender  compreensão
GRED  GRESS
Singular  singularidade Progredir  progressão, progressivo
Exemplar  exemplaridade Regredir  regressão, regressivo
Complementar  complementaridade Correlações ortográficas:
Díspar  disparidade PRIM  PRESS
Imprimir  impressão
Emprego dos sufixos “-idade” e “-edade” Reprimir  repressão

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TER  TENÇÃO
Conter  contenção Emprego do hífen com prefixos
Obter  obtenção
2) Nas formações em que o prefixo termina na
Emprego do hífen entre vocábulos mesma vogal com que se inicia o segundo ele-
mento. Observe:
Quando une vocábulos, o hífen, em muitos casos,
servirá como um sinal de conotatividade, pois indi- a) micro-ondas
cará que os elementos unidos por ele não estão b) arqui-inimigo
empregados em seus sentidos originais, mas passa- c) anti-inflamatório
ram a compor um novo conceito, uma nova ideia.
Veja: Emprego do hífen com prefixos

Emprego do hífen entre vocábulos 3) Nas formações com os prefixos “hiper-, su-
per-, inter-”, quando o segundo elemento iniciar-
a) mesa-redonda se por “r”, além, é óbvio, do “H” já mencionado.
b) casca-grossa
c) criado-mudo a) hiper-reativo
d) pão-duro b) super-resistente
c) inter-regional
Emprego do hífen entre vocábulos
Emprego do hífen com prefixos
1) Para indicar a ênclise dos pronomes oblíquos
átonos às formas verbais. 4) Nas formações com os prefixos “ex-, pós-,
pré-, pró-, sota-, soto-, vice-, vizo-”, isto é, esses
a) Entregou-me prefixos sempre serão usados com hífen.
b) Hei de comprá-lo
a) pré-datado
Emprego do hífen entre vocábulos b) pós-graduação
c) ex-presidente
2) Em vocábulos compostos, formados por Emprego do hífen com prefixos
“substantivo + substantivo”, nos quais o segun-
do substantivo indique forma, finalidade ou tipo. 5) Com o prefixo “sub-”, haverá hífen sempre
que o vocábulo iniciar-se “b, h, r”.
a)decreto-lei
b) homem-robô a) sub-base
c) ideia-mãe b) sub-rotina
c) sub-humano
Emprego do hífen entre vocábulos
3) Nas palavras compostas que designam es- Não se emprega o hífen
pécies botânicas e zoológicas, estejam ou não
ligadas por preposição ou qualquer outro ele- 1) Nos vocábulos derivados por prefixação, cujo
mento. prefixo terminar em vogal e o segundo elemento
iniciar-se por consoante. Caso o segundo ele-
a)couve-flor mento inicie por “r” ou “s”, estas consoantes
b) erva-do-chá devem ser duplicadas.
c) cobra-d’água
a) semicírculo
Emprego do hífen com prefixos b) extracorpóreo
c) suprassumo
1) Nas formações em que o segundo elemento
começa por “h”, ou seja, não importa o prefixo: Não se emprega o hífen
se o segundo elemento iniciar-se por “H”, deve-
-se empregar o hífen. Observe: 2) Nos vocábulos derivados por prefixação, cuja
vogal final do prefixo é diferente da vogal inicial
a) pré-história do segundo elemento.
b) extra-humano
c) sub-hepático a) antieconômico

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b) semiárido
c) autoestrada

Não se emprega o hífen

3) Nos vocábulos formados por palavras com-


postas, cuja noção de composição, em certa
medida, se perdeu, uma vez que tais palavras
passaram a compor um sentido único, individua-
lizado.

a) paraquedas
b) pontapé
c) sobremesa

Ortografia e Acentuação

01. Está correta a grafia de todas as palavras na


frase:

(A) Não constitui uma primasia dos animais a satis-


fação dos impulsos instintivos: também o homem
regozija-se em atender a muitos deles.
(B) As situações de impunidade inflingem sérios
danos à organização das sociedades que tenham a
pretensão da exemplaridade.
(C) É difícil atingir uma relação de complementari-
dade entre a premênsia dos instintos naturais e a
força da razão.
(D) Se é impossível chegarmos à abstensão com-
pleta da satisfação dos instintos, devemos, ao me-
nos, procurar constringir seu poder sobre nós.
(E) A dissuasão dos contraventores se faz pela
exemplaridade das sanções, de modo que a cada
delito corresponda uma justa punição.

02. Está correta a grafia de todas as palavras do


seguinte comentário sobre o texto:

(A) Uma das iniciativas encontornáveis da cidadania


está em se ezercer a consciência crítica, aplicada
aos fatos da realidade.
(B) Recusando os privilégios dos que se habituaram
a viver em grupos autônomos, o texto propõe o
acesso de todos a todas as instâncias sociais.
(C) Ninguém deve se ezimir de cobrar do Estado a
prezervação do princípio de igualdade como um
direito básico da cidadania.
(D) Constitue dever de todos manter ou readquirir a
crença em que seja possível a vijência social dos
princípios da igualdade e da solidariedade.
(E) O que se atribue a um cidadão, como direito
básico, deve constituir-se em direito básico de todos
os cidadãos, indescriminadamente.

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DEVER DE CASA 5. Viam (*) junto aos (*) do jardim.

1. Dentre as frases abaixo, escolha aquela em que A) papelsinhos, meios-fios


há, de fato, flexão de grau para o substantivo. B) papeizinhos, meios-fios
C) papeisinhos, meio-fios
A) Moravam num casebre, à beira do rio. D) papelzinhos, meio-fios
B) O advogado deu-me seu cartão. E) papeizinhos, meio-fios
C) Deparei-me com um portão, imenso e suntuoso
D) A abelha, ao picar a vítima, perde seu ferrão. 6. Assinale a alternativa incorreta
E) A professora distribui as cartilhas a todos os alu-
nos. A) Borboleta é substantivo epiceno.
B) Rival é comum de dois gêneros
2. Indique a alternativa correta no que se refere ao C) Omoplata é substantivo masculino.
plural dos substantivos compostos casa-grande, D) Vítima é substantivo sobrecomum.
flor-de-cuba, arco-íris e beija-flor. E) n.d.a

A) Casa-grandes, flor-de-cubas, os arco-íris, beijas- 7. Indique a alternativa em que só aparecem


flor substantivos abstratos.
B) casas-grandes, flores-de-cuba, arcos-íris, beijas-
flores A) tempo, angústia, saudade, ausência esperança,
C) casas-grande, as flor-de-cubas, arcos-íris, os imagem
beija-flor B) angústia, sorriso, luz, ausência, esperança, inimi-
D) casas-grande, flores-de-cuba, arco-íris, beijas-flo- zade
res C) inimigo, luto, luz, esperança, espaço, tempo
E) casas-grandes, flores-de-cuba, os arco-íris, beija- D) angústia, saudade, ausência, esperança, inimi-
flores zade
E) espaço, olhos, luz, lábios, ausência, esperança,
3. O plural de fogãozinho e cidadão é: angústia.

A) fogãozinhos e cidadãos. 8. Das opções a seguir, assinale a que apresenta


B) fogãosinhos e cidadãos. um substantivo que só tem uma forma no plural.
C) fogõezinhos e cidadãos.
D) fogõezinhos e cidadões. A) guardião
E) fogõesinhos e cidadões. B) espião
C) peão
4. Assinale a alternativa em que há gênero apa- D) vulcão
rente na relação masculino/feminino dos pares. E) cirurgião

A) boi – vaca 9. Numere a Segunda coluna de acordo com o


B) homem – mulher significado das expressões da primeira coluna e
C) cobra macho – cobra fêmea assinale a alternativa que contém os algarismos
D) o capital – a capital na seqüência correta:
E) o cônjuge (homem) – o cônjuge (mulher)
(1) o óleo santo ( ) a moral
4. Numa das frases seguintes, há uma flexão de (2) a relva ( ) a crisma
plural totalmente errada. Assinale-a. (3) um sacramento ( ) o moral
(4) a ética ( ) o crisma
A) Os escrivães serão beneficiados por essa lei. (5) a unidade de massa ( ) a grama
B) O número mais importante é o dos anõezinhos. (6) o ânimo ( ) o grama
C) Faltam os hífens nesta relação de palavras.
D) Fulano e Beltrano são dois grandes caráteres. A) 6, 1, 4, 3, 5, 2
E) Os réptis são animais ovíparos. B) 6, 3, 4, 1, 2, 5
C) 4, 1, 6, 3, 5, 2
D) 4, 3, 6, 1, 2, 5
E) 6, 1, 4, 3, 2, 5

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GABARITO

1) A
2) E
3) C
4) D
5) D
6) B
7) C
8) D
9) B
10) C

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DEVER DE CASA 6. Numa das alternativas abaixo uma das locu-


ções está incorretamente relacionada com o ad-
1. “Talvez seja bem que o proprietário de imóvel jetivo.
possa desconfiar de que ele não é tão imóvel as-
sim. Assinale-a

A palavra destacada é, respectivamente: A) digital (de dedo)


B) hepático (de estômago)
A) substantivo e substantivo C) capital (de cabeça)
B) substantivo e adjetivo D) plúmbeo (de chumbo)
C) adjetivo e verbo E) pétreo (de pedra)
D) advérbio e adjetivo
E) adjetivo e advérbio. 7. Assinale a opção em que a locução destacada
tem valor adjetivo:
2. Assinale a opção em que o vocábulo gíria está
empregado com valor adjetivo: A) “Via aos pés o lago adormecido”.
B) “O menino de propósito afrontou a vertigem”
A) “O aparecimento da gíria, como um fenômeno C) “Enquanto o Barão de pé, na margem sorria com
de grupo.” orgulho”.
B) “A gíria surge como um signo de grupo.” D) “Conhecido a força de atração do abismo”.
C) “Seja a gíria dos marginais ou da polícia.” E) “A idéia de vingança agora o enchia de horror”.
D) “A linguagem gíria servirá como elemento identi-
ficador”. 8. “...onde predomina o corte de cabelo afro-oxi-
E) “Assumindo a forma de uma gíria comum” genado.”

3. O termo em destaque é um adjetivo desempe- A concordância do adjetivo destacado acima com


nhando a função de um substantivo em: o substantivo a que se refere manteve-se correta
em:
A) “O coitado está se queixando dela e com toda a
razão.” A) cabelos afros-oxigenado
B) É uma palavra assustadora.” B) cabeleiras afras-oxigenadas
C) “num joguinho aceita-se até o cheque frio.” C) cabelos afros-oxigenados.
D) “Ele é o meu braço direito, doutor”. D) cabeleiras afra-oxigenadas.
E) “Entre Ter um caso e um casinho a diferença, às E) cabelos afro-oxigenados.
vezes, é a tragédia passional.”
9. Marque a opção em que o adjetivo está flexio-
4. Há exemplo de adjetivo substantivado em: nado corretamente:

A) “É de sonho e de pó” A) Aquela planta tem as folhas verde-escura.


B) “Minha mãe, solidão.” B) Aquela planta tem as folhas verdes-escura.
C) “O meu pai foi peão. C) Aquela planta tem as folhas verdes-escuras.
D) “Só queria mostrar.” D) Aquela planta tem as folhas verde-escuras.
E) “O destino de um só.”
10. O plural de terno azul-claro e terno verde-mar
5. Assinale a opção em que a mudança na ordem é:
dos termos pode alterar o sentido fundamental da
expressão: A) ternos azuis-claros; ternos verdes-mares.
B) ternos azuis-claros; ternos verde-mar
A) própria usina – usina própria C) ternos azul-claro; ternos verde-mar
B) eminentes físicos – físicos eminentes D) ternos azul-claros; ternos verde-mar
C) rápido desfecho – desfecho rápido E) ternos azuis-claros; ternos verde-mar
D) parcelas ponderáveis – ponderáveis parcelas.
E) separação rígida – rígida separação

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Língua Portuguesa – Aula 02
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GABARITO

1. B
2. D
3. A
4. E
5. A
6. B
7. D
8. E
9. D
10. D

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Língua Portuguesa – Aula 03
Rodrigo Bezerra

DEVER DE CASA 7. Assinale a alternativa em que há um erro


quanto ao emprego do artigo:
1. Em “A torre é muito alta”, a expressão desta-
cada é: A) Li a notícia no Estado de S. Paulo
B) Li a notícia em O estado de S. Paulo
A) superlativo relativo de superioridade C) Essa notícia, eu vi em A Gazeta
b) superlativo absoluto sintético D) Vi essa notícia em A gazeta.
C) comparativo de superioridade E) Foi em o Estado de S. Paulo que li a notícia.
D) superlativo absoluto analítico
E) comparativo relativo 8. Não está assinalado artigo em:

2. Assinale a frase incorreta quanto à flexão do A) “Não há dúvida que as línguas se aumentam...”
grau do adjetivo. B) “... alteram com o tempo e as necessidades...”
C) “...as necessidades dos usos e costumes.”
A) Que tristezas são mais ruins que as nossas? D) “...afirmar que a sua transplantação para a Amé-
B) A proposta era mais boa do que má. rica...”
C) A proposta era mais má do que boa. E) “A este respeito a influência do povo é decisiva.
D) Minha casa é mais grande do que pequena.
E) João é mais inteligente do que sensível. 9. Assinale a alternativa em que a palavra subli-
nhada não tem valor de adjetivo.
3. Assinale a frase em que o adjetivo está no grau
superlativo relativo de superioridade. A) A malha azul estava molhada.
B) O sol desbotou o verde da bandeira.
A) Estes operários são capacíssimos. C) Tinha os cabelos branco-amarelados.
B) O quarto estava escuro como a noite. D) As nuves tornavam-se cinzentas.
C) Não sou menos digno de meus pais. E) O mendigo carregava um fardo amarelado.
D) Aquela mulher é podre de rica.
E) Você foi o amigo mais sincero dos que eu tive. 10. Indique o item em que os numerais estão cor-
retamente empregados:
4. Aponte a alternativa incorreta quanto à corres-
pondência entre a locução e o adjetivo. A) O papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro
B) Após o parágrafo nono, virá o parágrafo décimo.
A) glacial (de gelo); ósseo (de osso) C) Depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo.
B) fraternal (de irmão); argênteo (de prata) D) Antes do artigo dez, vem o artigo nono
C) farináceio (de farinha); pétreo (de pedra) E) O artigo vigésimo segundo foi revogado
D) viperino (de vespa); ocular (de olho)
E) ebúrneo (de marfim); insípida (sem sabor)

5. Das frases abaixo, apenas uma apresenta adje-


tivo no comparativo de superioridade, assinale-a.

A) A palmeira é a mais alta árvore deste lugar.


B) Guardei as melhores recordações daquele dia.
C) A Lua é maior que a Terra.
D) Ele é o maior aluno de sua turma.
E) O mais alegre dentre os colegas era Ricardo.

6. Indique a alternativa em que não é atribuída a


ideia de superlativo ao adjetivo:

A) É uma ideia agradabilíssima.


B) Era um rapaz alto, alto, alto.
C) Saí de lá hipersatisfeito.
D) Almocei tremendamente bem.
E) É uma moça assustadoramente alta.

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COMEÇANDO DO ZERO
Língua Portuguesa – Dever de Casa 04
Rodrigo Bezerra

1) Das alternativas abaixo, apenas uma preenche de D) apenas as sentenças n.os 1 e 2.

modo correto as lacunas da frases. Assinale-a: E) todas as sentenças.

Quando saíres, avisa-nos que iremos ... . 6. Destaque a frase em que o pronome relativo
Meu pai deu um livro para ... ler. está empregado corretamente:
Não se ponha entre ... e ela.
Mandou um recado para você e ... . A) É um cidadão em cuja honestidade se pode con-
fiar.

A) Contigo, eu, eu, eu. B) Feliz é o pai cujo os filhos são ajuizados.

B) Com você, mim, mim, mim C) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe
C) Consigo, mim, mim, eu. custou uma fortuna.
D) Consigo, eu, mim, mim D) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não
E) Contigo, eu, mim, mim poderei terminar meu quadro.
E) Os jovens, cujos pais conversam com eles, pro-
2. Foram divididos ........... próprios os trabalhos meteram mudar de atitude.
que ............. em equipe.
7. Considere os enunciados a seguir:

A) Conosco, se devem realizar
B) Com nós, devem-se realizar
I. O senhor não deixe de comparecer. Precisamos
C) Conosco, devem realizar-se
D) Com nós, se devem realizar de seu apoio.

E) Conosco, devem-se realizar II. Você quer que te digamos toda a verdade?

III. Vossa Excelência conseguiu realizar todos os
3. “Este é um assunto entre.................. . vossos intentos?

Não tem nada a ver .................... .” IV. Vossa Majestade não deve preocupar-se unica-
mente com os problemas dos seus auxiliares dire-
Assinale a alternativa que preenche corretamente as tos.
lacunas.
Verifica-se que há falta de uniformidade no emprego
A) Eu e ele, contigo das pessoas gramaticais nos enunciados:

B) Eu e ele, consigo
C) Mim e ele, com você A) II e IV

D) Mim e ele, consigo B) III e IV

E) Mim e ti, consigo C) I e IV

D) I e III

4. Em “Pretendo falar _____ para saber informa-
E) II e III
ções sobre o _____ próximo livro, pelo que mui-
to _____ agradeço”, as lacunas serão correta-
8. Em “... os que creem que é possível distinguir
mente preenchidas pelos pronomes:

de modo absoluto o bem do mal...”, a palavra
grifada classifica-se, morfologicamente, como:
A) contigo – seu – te

B) consigo – seu – lhe A) pronome pessoal oblíquo átono de 3.a pessoa do
C) convosco – vosso – o plural
D) com V. Ex.a – vosso – o B) artigo definido plural

E) com V. S.a – seu – lhe
C) artigo indefinido plural

D) pronome demonstrativo plural
5. Dadas as sentenças:

E) pronome indefinido plural
1. Ela comprou um livro para mim ler. 9. A carta vinha endereçada para ............ e para
2. Nada há entre mim e ti.
 ............; .............é que a abri. A alternativa que
3. Alvimar, gostaria de falar consigo. completa corretamente os espaços pontilhados
é:
Verificamos que está (estão) correta(s):
A) Mim, tu, por isso
A) apenas a sentença n.o 1.
 B) Mim, ti, porisso
B) apenas a sentença n.o 2.
 C) Mim, ti, por isso
C) apenas a sentença n.o 3.
 D) Eu, ti, porisso

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Língua Portuguesa – Dever de Casa 04
Rodrigo Bezerra

E) Eu, tu, por isso

10. O pronome átono tem valor possessivo em:

A) À criança, diga-lhe sempre a verdade.



B) Àquela hora já lhe havia entregue o dinheiro.

C) Deixe-me falar de minhas preocupações.
D) Escutou-lhe a voz e ficou aguardando a chegada
do amigo.
E) Mandei-o sair antes que os estranhos chegas-
sem.

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Língua Portuguesa – Dever de Casa 04
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GABARITO OFICIAL:

1) E
2) D
3) C
4) E
5) B
6) A
7) C
8) D
9) C
10) D

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Rodrigo Bezerra

1. Identifique a oração em que a palavra certo é B) pronome adjetivo, pronome relativo, pronome
pronome indefinido. apassivador.

C) pronome substantivo, advérbio de lugar, prono-
A) Certo perdeste o juízo. me apassivador.
B) Certo rapaz te procurou. D) pronome adjetivo, pronome relativo, pronome
C) Escolheste o rapaz certo reflexivo.

D) Marque o conceito certo E) pronome adjetivo, advérbio de lugar, pronome
E) Não deixe o certo pelo errado. apassivador.
2. Por favor, passe ............... caneta que está aí 06. (Fuvest/FGV-SP) Assinale a alternativa que
perto de você; ............... aqui não serve para preenche corretamente as lacunas.

........... desenhar.
Tomo a liberdade de levar ao conhecimento de V.
A alternativa que completa corretamente os es- EX.a que os …………... que ……..... foram encami-
paços pontilhados é: nhados defendem causa justa e ficam a depender
tão somente de ............ decisão para que sejam
A) aquela, esta, mim
atendidos.

B) esta, esta, mim
C) essa, esta, eu
D) essa, essa, mim A) abaixos-assinados, lhe, sua

E) aquela, essa, eu B) abaixos-assinados, vos, vossa

C) abaixo-assinados, lhe, sua

3. No trecho: “O presidente não recebeu nin- D) abaixo-assinados, vos, vossa
guém, não havia nenhuma fotografia sorridente E) abaixo-assinados, lhe, vossa
dele, nenhuma frase imortal, nada que fosse
supimpa”, tem-se:
 7. (UEL-PR) Para ……….. poder terminar a arru-
mação da sala, guardem …………. material em
A) quatro pronomes adjetivos indefinidos.
 outro lugar até que eu volte a falar ………….. ,
B) dois pronomes adjetivos indefinidos e dois pro- dizendo que já podem entrar.

nomes substantivos indefinidos.
C) um pronome substantivo indefinido e três prono- A) eu, seu, com vocês

mes adjetivos indefinidos. B) eu, vosso, convosco
D) quatro pronomes substantivos indefinidos.
 C) eu, vosso, consigo

E) um pronome adjetivo indefinido e três pronomes D) mim, seu, com vocês
substantivos indefinidos. E) mim, vosso, consigo

4. Assinale a alternativa em que a palavra desta- 8. Nos trechos:



cada exerce a função de pronome adjetivo.
“... aquelas cores todas não existem na pena do
A) Partiu sem ao menos dizer-me adeus.
 pavão...”
B) Poderíamos reconhecê-lo como um dos nossos “... este é o luxo do grande artista,...”

mártires.
 “Ele me cobre de glórias...”
C) Aquela não foi uma obra de arte, mas esta será?
D) Leio muito, porém não o que me desagrada.
 Sob o ponto de vista morfológico, as palavras
E) Sempre serei assim, mesmo que não me aceites. destacadas são, respectivamente:

5. (UEL-PR) O suspeito do sequestro falava de A) pronome demonstrativo, pronome demonstrativo,


forma evasiva, sem encarar os policiais, negan- pronome pessoal.

do o seu envolvimento com o caso e dizendo B) pronome indefinido, pronome indefinido, prono-
desconhecer o local onde se achariam a vítima e me pessoal.

o dinheiro do resgate.
 C) pronome demonstrativo, pronome demonstrativo,
pronome relativo.
As palavras destacadas na frase são, respecti- D) pronome indefinido, pronome demonstrativo,
vamente: pronome relativo.
E) pronome relativo, pronome demonstrativo, pro-
A) pronome substantivo, advérbio de lugar, prono- nome possessivo.
me reflexivo.


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Língua Portuguesa – Dever de Casa 05
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9. Assinale o item em que há ERRO no emprego


do pronome pessoal:


A) Recebidas as mangas, os meninos as repartiam


irmãmente entre si.

B) Sempre me presenteava livros, dizendo-me que
era para eu adquirir o hábito da leitura.
C) Estas deliciosas balas de mangarataia, eu as
trouxe para ti levares ao Píndaro.

D) Os altruístas pensam menos em si e mais nos
outros.

E) Leve o jornal consigo, Acácio. Já o li desde cedo.

10. Na oração “Certos amigos não chegaram a


ser jamais amigos certos”, os termos destaca-
dos são respectivamente:


A) adjetivo e pronome.

B) pronome adjetivo e adjetivo.
C) pronome substantivo e pronome adjetivo.
D) pronome adjetivo e pronome indefinido.
E) adjetivo anteposto e adjetivo proposto.

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Rodrigo Bezerra

GABARITO OFICIAL:

1) B
2) C
3) B
4) B
5) B
6) C
7) A
8) A
9) C
10) B

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01. O emprego e a articulação dos tempos ver- E) À medida que fosse exercendo sua atividade de
bais estão inteiramente adequados na frase: crítico, Manuel Bandeira tinha constatado que o
ofício era bem mais penoso do que imaginasse.
A) Conviria que você venha nos visitar apenas na
semana que vem, quando já não estaríamos preo- 04. Está inteiramente adequada a articulação
cupados com o vestibular que fizermos na próxima entre os tempos verbais na seguinte frase:
terça-feira.
B) Mal aportou, o navio fora submetido a uma rigo- A) Predadores não sentirão a menor culpa a cada
rosa inspeção da alfândega, em virtude da suspeita vez que matarem uma presa, pois sabem que sua
da carga contrabandeada que talvez ele trouxe em sobrevivência sempre dependerá dessa atividade.
seus porões. B) Se predadores hesitassem a cada vez que tive-
C) Não me parece justo que você vem agora argu- ram de matar uma presa, terão posto em risco sua
mentar com razões que até ontem jamais invocou, própria sobrevivência, que depende da caça.
revelando um oportunismo que já seja tão conheci- C) Nunca faltarão exemplos que deixassem bem
do. claro o quanto é fácil que nos viessem a associar
D) Na próxima semana iremos estar atendendo a aos animais, em nossas ações “desumanas”.
sua solicitação, estaremos lhe telefonando para D) Por trás dessas ações assassinas sempre houve
comunicar a decisão final da empresa. um motivo simples, que estará em vir a preservar
E) Tão logo saibamos o resultado do teste a que uma determinada espécie quando se for estar
você ontem se submeteu, entraremos em contato, transmitindo o material genético.
para não prolongar a agonia de sua expectativa. E) Ao paralisar a lagarta com veneno, a vespa terá
depositado seus ovos nela, e as larvas logo se ali-
02. Está correta a articulação entre os tempos mentariam das entranhas da lagarta, que nada po-
verbais na frase: derá ter feito para impedi-lo.

A) Seria preferível que os empregadores deem mais 05. Estão corretamente empregados e flexiona-
atenção aos jovens. dos todos os verbos da frase:
B) Para que sua liberdade venha a ser afirmada, os
jovens terão de experimentar novos caminhos. A) Quando o poder executivo atribue-se a iniciativa
C) À medida que se vão confrontando com os valo- de legislar, frustam-se irremediavelmente as expec-
res dos pais, os filhos tinham sentido a necessidade tativas de equilíbrio entre os poderes.
de afirmar os seus próprios. B) É preciso que se discernam bem entre o justo e o
D) Espera-se que a futura geração não vá enfrentar injusto, antes de se formular conceito mais duradou-
as mesmas dificuldades que se imporiam à geração ro de justiça.
passada. C) Quanto mais definições do que é justo se propo-
E) Talvez nunca se tenha desprestigiado tanto a rem aos juristas, mais questões serão levantadas
sabedoria dos ancestrais quanto viesse a ocorrer a pelos filósofos.
em nossa época. D) Não contribui para o debate que se vier a estabe-
lecer sobre a justiça qualquer posição que seja dis-
03. Os tempos e os modos verbais estão corre- criminatória.
tamente empregados e adequadamente articula- E) Benvindo seja todo e qualquer avanço que provir
dos na frase: da discussão dos valores humanos, como o da jus-
tiça.
A) Tempos haverá em que coubessem a todos,
indistintamente, ficar exercendo o direito inalienável 06. O verbo grifado está corretamente flexionado
da crítica. na frase:
B) Quando se é movido pela necessidade econômi-
ca ou pela velha vaidade humana, não houve como A) Veem sendo adotadas medidas para a reprodu-
recusar um convite para que se fosse exercer a ção de músicas sem o pagamento dos respectivos
crítica. direitos autorais.
C) Mantive por algum tempo uma seção diária no B) Na disputa jurídica, os artistas reaveram o direito
jornal, onde fizesse de tudo para defender os ideais de receber os valores decorrentes da divulgação de
dos artistas modernos. sua obra.
D) Não fora a necessidade, a que se veio somar C) Grandes indústrias intermediam os interesses
alguma presunção, talvez Manuel não tivesse acei- dos compositores, firmando-se no mercado com
tado o convite que lhe fizeram. extraordinários lucros.

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Língua Portuguesa – Dever de Casa 06
Rodrigo Bezerra

D) Alguns amigos do cantor proporam-se a financiar B) Sempre serão bem-vindos os imigrantes que
a gravação de suas músicas, na certeza de sucesso chegarem ao Brasil, em qualquer época, e trazerem
imediato. para nós as marcas de sua língua e de sua cultura.
E) O disco manteve-se em primeiro lugar nas ven- C) Caso a incorporação de termos estrangeiros não
das durante semanas, garantindo a recuperação convisse aos falantes de um idioma, estes não ha-
dos gastos da produção. veriam de os aproveitar.
D) Se alguém rever os textos do português arcaico,
07. Está correta a articulação entre os tempos e se espantará com a profusão de termos que ainda
modos verbais na frase: frequentam a fala brasileira em muitas regiões do
país.
A) No século XIX, a luta de muitos abolicionistas E) Foram-se somando ao português do Brasil, ao
incluía, entre as metas que perseguiam, a de que longo dos séculos, os traços que advieram das lín-
viessem a integrar-se os planos da ética, da eco- guas dos que para cá emigraram.
nomia e do progresso social.
B) Percebeu-se, já na luta dos abolicionistas do 10.Está correta a flexão de todas as formas ver-
século XIX, que eles incluíssem entre suas metas a bais na frase:
integração que deverá haver entre os planos da
ética, da economia e do progresso social. A) Ao longo do tempo, os corruptos nem sempre se
C) Era de se espantar que muitos abolicionistas do desaviram com as instituições; pelo contrário, mui-
século XIX, que têm incluído entre suas metas um tos souberam usá-las em benefício próprio.
progresso em vários níveis, já consideravam o de- B) Em respeito à ética, se os interesses particulares
senvolvimento sob uma ótica mais complexa do que se contrapuserem aos públicos, devem prevalecer
a nossa. estes, e não aqueles.
D) Essa visão triangular, que o autor nos recomen- C) Caso não detêssemos boa parte dos nossos
da que retomássemos, consiste em que eram aten- ímpetos destrutivos, nenhuma sociedade conhece-
didas, simultaneamente, as questões sociais, mo- ria um momento sequer de estabilização.
rais e econômicas. D) Quando os estados nacionais não interveem nas
E) Joaquim Nabuco tinha a convicção de que a al- instituições corrompidas, a ordem social tende a
mejada visão triangular permitisse que tivessem fragilizar-se cada vez mais.
sido plenamente atendidas todas as necessidades E) Se tivessem prevalecido as boas causas pelas
humanas. quais nossos antepassados haveram de lutar, esta-
ríamos hoje numa sociedade mais justa.
08. Está correta a articulação entre os tempos e
os modos verbais na frase:

A) Se Cabral tivesse gritado alguma coisa quando


houvesse de avistar o monte Pascoal, certamente
não foi “terra à vista”.
B) Na ausência da educação formal, a mistura de
idiomas tornava-se comum e traços de um passa-
vam a impregnar o outro.
C) À mistura dessas influências tinham vindo se
somar as imigrações, que gerassem diferentes so-
taques.
D) Mas o grande momento de constituição de uma
“língua brasileira” passou a estar sendo o século
XVIII, quando se explorara ouro em Minas Gerais.
E) A língua começou a uniformizar e a ficar expor-
tando traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas
comerciais que a exploração de ouro teve de estar
criando.

09. Está correta a flexão de todas as formas ver-


bais na frase:

A) Não é verdade que os portugueses do século XV


engulissem as vogais ou chiassem nas consoantes.

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GABARITO OFICIAL

1. E
2. B
3. D
4. A
5. D
6. E
7. A
8. B
9. E
10. B

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1. Estão corretos o emprego e a forma dos ver- E) Mesmo sendo difícil alcançar o absoluto sucesso
bos na frase: que premie nosso esforço de individuação, não há
por que não persistirmos em nossa autoanálise.
A) Ainda que retêssemos apenas lembranças feli-
zes, as más lembranças não tardariam a incorrer 4. Nas frases:
em nossa consciência.
B) Se a adolescência nos provisse apenas de mo- 1. "ACELERE, feminista!"
mentos felizes, a ninguém conviria esperar pelos 2. "Talvez a saída SEJA fazer como um amigo
bons momentos da velhice. meu."
C) Se a um velho só lhe aprouver o lamento pelo 3. "Na menor brecadinha, SERIA uma batida na
tempo que já passou, caber-lhe-á algo melhor que o certa."
temor do futuro? 4. "... deixei que todas PAGASSEM a conta inteira."
D) Costuma ser repelido o adulto experiente que
intervir na conduta de um jovem desorientado para os verbos em maiúsculo estão, respectivamente,
tentar ratificar o rumo de sua vida. no:
E) Sempre conviu ao homem primitivo orientar-se
pela sabedoria dos anciãos, ao passo que hoje pou- A) imperativo afirmativo; presente do subjuntivo;
cos idosos conseguem fazer-se ouvido. futuro do pretérito do indicativo; pretérito imperfeito
do subjuntivo;
2. Estão corretos o emprego e a forma dos tem- B) imperativo afirmativo; imperativo afirmativo; futu-
pos verbais na seguinte frase: ro do presente do indicativo; presente do indicativo;
C) presente do indicativo; presente do subjuntivo;
A) O leitor que vir a percorrer crônicas do velho futuro do pretérito do indicativo; pretérito imperfeito
Braga estará sabendo atestar o valor de permanên- do subjuntivo;
cia dessas páginas. D) presente do subjuntivo; imperativo afirmativo;
B) O grande cronista falava do que lhe aprouver, futuro do pretérito do indicativo; pretérito imperfeito
confiante na riqueza da matéria oculta de cada ce- do subjuntivo;
na, de cada fragmento da vida cotidiana com que se E) imperativo afirmativo; presente do subjuntivo;
depare. futuro do pretérito do indicativo; presente do indica-
C) Não conveio a Rubem Braga aceitar a suposta tivo.
fatalidade de ser um gênero “menor”, pois decidiu
valer-se da crônica como veículo de alta expressão 5. "Cale-se ou expulso a senhora da sala".
literária.
D) Desafortunado o leitor que não reter das crônicas Assinale a alternativa em que conjuga erradamente
de Rubem Braga as lições de poesia e de estilo, o imperativo:
que o escritor soubesse ministrar a cada texto.
E) Da obra de Rubem Braga advira um prestígio A) cala-te / não te cales
que o gênero da crônica jamais gozara anteriormen- B) cale-se / não se cale
te, considerada que fosse como simples leitura de C) calemo-nos / não nos calemos
entretenimento. D) calai-vos / não vos calais
E) calem-se / não se calem
3. É preciso corrigir a flexão de uma forma ver-
bal em: 6. "Veem o que lá não está".

A) Deveríamos rechaçar tudo o que se interpusesse Assinale a forma errada do imperativo afirmativo:
como obstáculo ao processo que desencadeásse-
mos em nossa auto-análise. A) Vê tu o que lá está
B) O que provier de uma imagem fabricada trará B) Veja você o que lá está
graves empecilhos ao reconhecimento do nosso C) Vejamos nós o que lá está
rosto, quando nos detivermos diante de um espelho D) Vejais vós o que lá está
verdadeiro. E) Vejam vocês o que lá está
C) Uma vez que não nos conviu nos afastarmos dos
subterfúgios ilusórios, também não nos convirá en- 7. Se o Ocidente se ...................... de assumir
frentar nossa imagem num espelho verdadeiro. suas responsabilidades e se organismos inter-
D) Muitos descreem da possibilidade de uma indivi- nacionais não ...................... para evitar uma pos-
duação; julgam-na uma quimera, têm-na como um sível guerra, ...................... todos pela sorte do
desejo que nasce para não ser atendido. continente africano.

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COMEÇANDO DO ZERO
Língua Portuguesa – Dever de Casa 07
Rodrigo Bezerra

A) abstiver - intervierem - receemos


B) abster - intervierem - receemos
C) abstiver - intervirem - receemos
D) abster - intervirem - receiemos
E) abstiver - intervirem - receiemos

8. Assinale a forma errada do imperativo:

A) põe-te na ponta dos pés / não te ponhas na pon-


ta dos pés
B) ponha-se na ponta dos pés / não se ponha na
ponta dos pés
C) ponhamos-nos na ponta dos pés / não nos po-
nhamos na ponta dos pés
D) ponhais-vos na ponta dos pés / não vos ponhais
na ponta dos pés
E) ponham-se na ponta dos pés / não se ponham na
ponta dos pés

9. Em "Se aceitas a comparação, distinguirás...",


se a forma "aceitas" for substituída por aceitas-
ses, a forma "distinguirás" deverá ser alterada
para

A) vais distinguir.
B) distinguindo.
C) distingues.
D) distinguirias.
E) terás distinguido.

10. Se você não ...................... o que sacou da


minha conta e se eu não ...................... meu crédi-
to junto à gerência, ...................... responder a um
processo.

A) repuser - reaver - caber-lhe-á


B) repuser - reouver - caber-lhe-á
C) repor - reouver - couber-lhe-á
D) repor - reaver - caber-lhe-á
E) repuser - reouver - couber-lhe-á

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COMEÇANDO DO ZERO
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GABARITO OFICIAL

1) C
2) C
3) C
4) A
5) D
6) D
7) A
8) D
9) D
10) B

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Língua Portuguesa – Dever de Casa 08
Rodrigo Bezerra

1. O professor, ..................... que alguém Para você "vir" à Cidade Universitária é preciso
..................... resultados negativos, ..................... a "virar" à direita ao "ver" a ponte da Alvarenga.
tempo.
Transformada:
A) receando - previsse - interveio
B) receiando - prevesse - interveio Para tu _______ à Cidade Universitária é preciso
C) receiando - previsse - interviu que ________ à direita quando ________ a ponte
D) receando - prevesse - interviu da Alvarenga.
E) receando - previsse - interviu
A) vir - vire - ver.
2. Daquela escola ..................... recursos para B) vires - vires - veres.
que os funcionários se ..................... contra no- C) venhas - vires - vejas.
vas crises e ..................... a cantina. D) vir - viras - ver.
E) vires - vires - vires.
A) provieram - precavissem - provissem
B) provieram - precavessem - provessem 6. "Quanto a mim, se 'vos disser' que li o bilhete
C) proviram - precavessem - provessem três ou quatro vezes, naquele dia, 'acreditai-o',
D) proviram - precavissem - provissem que é verdade; se vos disser mais que o reli no
E) provieram - precavissem – provessem dia seguinte, antes e depois do almoço, 'podeis
crê-lo', é a realidade pura. Mas se vos disser a
3. "Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansa- comoção que tive, 'duvidai' um pouco da asser-
da, ção, e 'não a aceiteis' sem provas."
entra, e sob este teto encontrarás carinho".
Mudando o tratamento para a terceira pessoa do
Na terceira pessoa do plural escreveríamos as- plural, as expressões entre aspas, passam a ser:
sim:
A) lhes disser; acreditem-no; podem crê-lo; duvi-
A) Ó elas que veem de longe, ó elas que veem can- dem; não a aceitem.
sadas, entrão, e sob este teto encontrarão carinho. B) lhes disserem; acreditem-lo; podem crê-lo; duvi-
B) Ó elas que veem de longe, ó elas que veem can- dam; não a aceitem.
sadas, entram e sob este teto encontrareis carinho. C) lhe disser; acreditam-no; podem crer-lhe; duvi-
C) Ó elas que vêm de longe, ó elas que vêm cansa- dam; não a aceitam.
das, entrem e sob este teto encontrarão carinho. D) lhe disserem; acreditam-no; possam crê-lo; duvi-
D) Ó elas que vem de longe, ó elas que vem cansa- dassem; não a aceiteis.
das, entrem e sob este teto encontrarão carinho. E) lhes disser, acreditem-o; podem crê-lo; duvidem;
E) Ó elas que vêm de longe, ó elas que veem can- não lhe aceitem.
sadas, entrão e sob este teto encontrareis carinho.
7. Assinalar a alternativa que preenche correta-
4. Assinalar a alternativa que completa correta- mente as lacunas da seguinte frase:
mente as lacunas das seguintes orações:
Quando você ..... seu irmão, .....-o aqui para nos .....
I. Nós_____a Brasília e_____a Praça dos Três Po-
deres. A) ver, traze, cumprimentarmos;
II. O professor_____a prova a pedido do aluno. B) vir, traga, cumprimentarmos;
III. _____eles os objetos que haviam perdido? C) vir, traze, comprimentarmos,
D) ver, traga, cumprimentarmos;
A) vimos - viemos - reveu - reouveram E) ver, traze, comprimentarrnos.
B) revimos - vimos - reviu - reaveram
C) viemos - vemos - reveu - reouveram 8. Assinalar a ÚNICA frase cuja forma verbal
D) vimos - viemos - reviu - reaveram esteja correta:
E) viemos - vimos - reviu - reouveram
A) Se vocês não prestarem atenção vocês não vêm
5. Preencha os espaços da frase transformada o cometa;
com as formas adequadas dos verbos assinala- B) Se ele vir, entregue-lhe a encomenda;
dos na frase original. C) Quando você o vir, dê-lhe os parabéns;
D) Cuidado que eles veem chegando;
Original: E) Eles crêm em tudo.

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COMEÇANDO DO ZERO
Língua Portuguesa – Dever de Casa 08
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9. Indique a alternativa em que há erro gramati-


cal:

A) Quando você reouver o carro, estará "depena-


do".
B) Bom seria que vocês se contivessem em seus
desejos.
C) Perdi dinheiro mas o reouve.
D) É necessário que você se precaveja contra con-
taminações.
E) Eu me comprouve em olhar apenas.

10. Indique a alternativa em que há erro gramati-


cal:

A) Eles se entreteram, contando piadas.


B) Entrevi uma solução em todo este emaranhado.
C) Para que não caiais em tentação, rezai.
D) Ele se proveu do necessário e partiu.
E) Quando o vir de novo, reconhecê-lo-ei.

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Língua Portuguesa – Dever de Casa 08
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GABARITO OFICIAL

1) A
2) B
3) C
4) E
5) E
6) A
7) B
8) C
9) D
10) A

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COMEÇANDO DO ZERO
Língua Portuguesa – Aulas 09 e 10
Rodrigo Bezerra

COMEÇANDO DO ZERO edição maliciosa, nossas reações seriam bem ou-


DEVER DE CASA – AULAS 09 E 10 tras.

DESAFIO  Identifique o sujeito das estruturas 13. É natural que ....................... (ferir) o orgulho do
abaixo e flexione adequadamente o verbo da povo cubano as exortações publicadas na revista
concordância. Ao final, confira o gabarito e os britânica.
comentários.
14. Que dúvida ....................... (ter) propalado os
1. ............................... (dever) agradar aos ruidosos adversários de Cuba sobre seu sistema de saúde?
passageiros toda essa parafernália eletrônica, que
os dispensa de refletir sobre si mesmos. 15. A quantas dúvidas ..................... (ter) dado mar-
gem o sistema de saúde de Cuba?
2. Não .............................. (convir) a muita gente
esses momentos únicos de reflexão, que uma via- 16. O justo enfrentamento de todas as situações de
gem de ônibus podia propiciar. conflitos sociais ........................... (constituir) uma
das características da democracia.
3. O que há de mais terrível nas cenas de violência
transmitidas pela TV .................................. (estar) 17. Não ............................... (dever) satisfazer a um
nas reações de indiferença de alguns espectadores. cidadão, numa democracia, apenas os direitos que
lhe cabem como eleitor.
4. Para as pessoas mais sensatas,
.................................. (implicar) sérios riscos a
drástica divisão entre pessimistas e otimistas.

5. A qualquer pessoa .................................. (poder)


ocorrer, neste tempo de radicalismos, argumentos
em favor da mais pessimista expectativa histórica.

6. Caso não sejam possíveis meios éticos para que


avancemos por um caminho, cada um dos nossos
passos .................................. (haver) de ser ilegíti-
mo.

7. Uma das marcas dessas transmissões jornalísti-


cas ........................... (estar) nas semelhanças que
guardam com as imagens de um jogo eletrônico.

8. Mesmo que não ................................... (criar)


outros efeitos, esse tipo de transmissão já seria
nocivo por implicar a banalização da violência.

9. Não ................................ (caber) aos médicos


adeptos da ética contextual a produção de consolos
mentirosos, mas o oferecimento de um apoio verda-
deiro.

10. As pessoas a quem se ................................ (di-


rigir) esse tipo de telejornalismo são vistas mais
como consumidores de entretenimento do que como
cidadãos.

11. A escolha entre dois sistemas éticos, por vezes


atuantes na mesma pessoa, ...............................
(costumar) caracterizar um genuíno dilema moral.

12. Se tudo o que as câmeras captassem


.................................. (chegar) até nós, sem uma

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COMEÇANDO DO ZERO
Língua Portuguesa – Aulas 09 e 10
Rodrigo Bezerra

Respostas e comentários: 8. Mesmo que não ................................... (criar)


outros efeitos, esse tipo de transmissão já seria
1. DEVE (dever) agradar aos ruidosos passageiros nocivo por implicar a banalização da violência.
toda essa parafernália eletrônica, que os dispensa Comentário: O sujeito para o verbo CRIAR é con-
de refletir sobre si mesmos. textual. Deve-se percebê-lo pela leitura de todo o
Comentário: O sujeito é o termo TODA ESSA PA- período. Perceba que é o termo ESSE TIPO DE
RAFERNÁLIA ELETRÔNICA, cujo núcleo é o termo TRANSMISSÃO que funciona como sujeito total
PARAFERNÁLIA; por isso, o verbo ficou no singu- para o verbo CRIAR. O núcleo do sujeito é o subs-
lar. tantivo TIPO que, por estar no singular, exige que o
verbo da concordância também fique no singular.
2. Não CONVÊM (convir) a muita gente esses mo-
mentos únicos de reflexão, que uma viagem de 9. Não CABE (caber) aos médicos adeptos da ética
ônibus podia propiciar. contextual a produção de consolos mentirosos, mas
Comentário: O sujeito é o termo ESSES MOMEN- o oferecimento de um apoio verdadeiro.
TOS ÚNICOS DE REFLEXÃO; por isso, o verbo Comentário: O sujeito é o termo “a produção de
CONVIR deve ir para o plural. consolos mentirosos” com núcleo formado pelo
substantivo PRODUÇÃO. Por isso, o verbo CABER
3. O que há de mais terrível nas cenas de violência deve ficar no singular.
transmitidas pela TV ESTÁ (estar) nas reações de
indiferença de alguns espectadores. 10. As pessoas a quem se DIRIGE (dirigir) esse
Comentário: O sujeito para o verbo ESTAR é o tipo de telejornalismo são vistas mais como consu-
pronome demonstrativo neutro O = AQUILO; por midores de entretenimento do que como cidadãos.
isso, o verbo ESTAR deve ficar no singular. Comentário: O sujeito é o termo ESSE TIPO DE
TELEJORNALISMO com núcleo no singular “TIPO”.
4. Para as pessoas mais sensatas, IMPLICA (impli- Logo, o verbo DIRIGIR deve ficar no singular para
car) sérios riscos a drástica divisão entre pessimis- concordar com o núcleo no singular.
tas e otimistas.
Comentário: O termo “a drástica divisão entre pes- 11. A escolha entre dois sistemas éticos, por vezes
simistas e otimistas” funciona como sujeito comple- atuantes na mesma pessoa, COSTUMA (costumar)
xo para o verbo IMPLICAR; o núcleo deste sujeito é caracterizar um genuíno dilema moral.
apenas o termo DIVISÃO que se encontra no singu- Comentário: Temos um sujeito complexo/total que
lar, o que exige que o verbo IMPLICAR fique tam- é o termo “A escolha entre dois sistemas éticos”. O
bém no singular. núcleo é o termo no singular ESCOLHA; logo, o
verbo deve ficar no singular.
5. A qualquer pessoa PODEM (poder) ocorrer, nes-
te tempo de radicalismos, argumentos em favor da 12. Se tudo o que as câmeras captassem CHE-
mais pessimista expectativa histórica. GASSE (chegar) até nós, sem uma edição malicio-
Comentário: O núcleo do sujeito é o termo ARGU- sa, nossas reações seriam bem outras.
MENTOS que, por estar no plural, exige que o verbo Comentário: O sujeito para o verbo CHEGAR, mais
da concordância também fique no plural. uma vez, é o pronome demonstrativo neutro O =
AQUILO. Por isso, o verbo CHEGAR deve ser flexi-
6. Caso não sejam possíveis meios éticos para que onado no singular.
avancemos por um caminho, cada um dos nossos
passos HÁ ou HAVERÁ (haver) de ser ilegítimo. 13. É natural que FIRAM (ferir) o orgulho do povo
Comentário: O sujeito é o termo CADA UM que, cubano as exortações publicadas na revista britâni-
como locução pronominal indefinida no singular, ca.
exige que o verbo da concordância também fique no Comentário: O sujeito para o verbo FERIR é o ter-
singular. mo “as exortações publicadas na revista britânica”,
com núcleo (exortações) no plural. Por isso, o verbo
7. Uma das marcas dessas transmissões jornalísti- deve ir para o plural.
cas ESTÁ (estar) nas semelhanças que guardam
com as imagens de um jogo eletrônico. 14. Que dúvida TÊM (ter) propalado os adversários
Comentário: O sujeito é o termo UMA DAS... Nesse de Cuba sobre seu sistema de saúde?
caso, o núcleo é o numeral UM que exige o verbo Comentário: O sujeito para o tempo composto TER
da concordância no singular. + PROPALAR é o termo complexo “OS ADVERSÁ-
RIOS DE CUBA”. Como o núcleo se encontra no

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Língua Portuguesa – Aulas 09 e 10
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plural “ADVERSÁRIOS”, o verbo da concordância


deve ir para o plural.

15. A quantas dúvidas TEM (ter) dado margem o


sistema de saúde de Cuba?
Comentário: Já neste período, o sujeito é o termo
O SISTEMA DE SAÚDE DE CUBA, cujo núcleo é o
termo SISTEMA. Como o núcleo se encontra no
singular, o verbo deve ficar no singular também.

16. O justo enfrentamento de todas as situações de


conflitos sociais CONSTITUI (constituir) uma das
características da democracia.
Comentário: Temos um enorme sujeito complexo
ou total: O justo enfrentamento de todas as situa-
ções de conflitos sociais. Mas é um sujeito simples,
com núcleo no singular “ENFRENTAMENTO”. Lo-
go, o verbo da concordância deve ficar no singular.

17. Não DEVEM (dever) satisfazer a um cidadão,


numa democracia, apenas os direitos que lhe ca-
bem como eleitor.
Comentário: O sujeito do verbo SATISFAZER é o
termo DIREITOS. Por isso, o verbo auxiliar DEVER
vai para o plural.

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Português – Aula 11
Rodrigo Bezerra

DEVER DE CASA - “COMEÇANDO DO ZERO” E) sujeito, objeto direto, sujeito, objeto direto
AULA 11
5. Examinar as três frases abaixo e indicar onde
1. “E agora, José? ocorre tanto objeto direto como objeto indireto.
A festa acabou
A luz apagou I. Míriam pediu dinheiro ao pai
O povo sumiu II. A cozinheira ofereceu torta de maçã à dou-
A noite esfriou...” (Carlos Drummond de Andrade) tora.
III. O geneticista confessou tudo à psiquiatra.
Em relação aos verbos destacados, pode-se
afirmar que: A) Em I e II apenas
B) Em I e III apenas
A) os verbos são todos transitivos diretos e C) Em II e III apenas
estão no pretérito imperfeito. D) Em todas
B) os verbos são todos transitivos diretos, em- E) Em II apenas
bora o objeto direto não esteja expresso; e o verbos
estão no pretérito perfeito. 6. “Sorvete kibon decora sua cozinha. E dá nome
C) o primeiro e o segundo verbo são transitivos às latas.” Os termos destacados são respectiva-
diretos e os últimos são transitivos indiretos e estão no mente:
pretérito mais-que-perfeito.
D) todos os verbos destacados são intransitivos e A) sujeito, objeto direto, objeto indireto
estão no pretérito perfeito. B) objeto direto, sujeito, objeto direto
C) sujeito, objeto direto, objeto direto
2. Em relação a frase “Os gatos pretos pulam a D) sujeito, sujeito, objeto indireto
cerca.”, podemos afirmar que: E) objeto direto, sujeito, objeto direto

A) o sujeito é composto
B) o verbo é transitivo direto 7. Para classificar os verbos do trecho abaixo
C) o objeto é indireto quanto à sua predicação, preencha os parênte-
D) o predicado é nominal ses, obedecendo à seguinte instrução:
E) o predicado é verbo-nominal.
A) intransitivo
3. “... e no fim declarou-me que eu tinha medo de B) transitivo direto
que você me esquecesse”, C) transitivo indireto
As palavras destacadas têm respectivamente, D) transitivo direto e indireto
funções sintáticas de:
“Viveras ( ) e para sempre, / na terra que aqui afo-
A) objeto indireto, objeto direto, objeto direto. ras ( ): e terás ( ) enfim tua roça.”
B) objeto direto, objeto direto, objeto direto
C) objeto direto, predicativo do sujeito, objeto A alternativa que contém s sequência correta é:
direto
D) objeto indireto, objeto indireto, objeto indire- A) a, a, b.
to B) a, b, b.
E) objeto direto, adjunto adverbial, objeto dire- C) b, a, b.
to. D) b, d, c.
E) b, b, b.
4. “Quando percebi que o doente expirava, recuei
aterrado, e dei um grito, mas ninguém me ouviu.” 8. Analise o predicado dos períodos abaixo e em
(Machado de Assis) seguida assinale a alternativa correta:
A função sintática das palavras doente, grito, nin-
guém, me é respectivamente: I. Paulo está adoentado
II. Paulo está no hospital.
A) sujeito, objeto direto, objeto direto, objeto
indireto. A) O predicado é verbal em I e II
B) objeto direto, sujeito, objeto direto, sujeito. B) O predicado é nominal em I e II
C) sujeito, objeto indireto, sujeito, objeto direto C) O predicado é verbo-nominal em I e II
D) objeto indireto, objeto direto, sujeito, objeto D) O predicado é verbal em I e nominal em II
direto E) O predicado é nominal em I e verbal em II

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Português – Aula 11
Rodrigo Bezerra

9. Examine as três frases abaixo:

I. As questões de física são difíceis


II. O examinador deu uma entrevista ao repór-
ter do jornal.
III. O candidato saiu do exame cansadíssimo.

Os predicados assinalados nas três frases são:

A) respectivamente, verbo-nominal, nominal,


verbal.
B) respectivamente, nominal, verbal, verbo-
nominal
C) todos nominais
D) todos verbais
E) todos verbo-nominais.

10. Nas opções abaixo, o verbo destacado faz


parte de um predicado verbal, exceto:

A) “Quando as pessoas chegavam, os donos da


casa estavam à porta, à espera.”
B) “Não que fosse praxe. Simplesmente cos-
tume.”
C) “Mas se os donos ali não estivessem, as
conversas começavam na sala.”
D) “Ficavam um pouco de pé, costurando uns
rabos de assuntos...“
E) “O café era servido à chegada e quase no
fim...”

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Português – Aula 11
Rodrigo Bezerra

GABARITO:

1) D
2) B
3) A
4) E
5) D
6) A
7) A
8) E
9) B
10) B

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