O sexos se confundem
Os mitos tradicionais das diferenças entre o homem e a mulher estão se resumindo apenas aos
aparelhos genitais com o avanço da cultura humana.
Terninhos, tênis, mocassinos. Nas mulheres, cabelos curtinhos; nos homens, longos cacheados. De
repente, parece que a androginia tomou conta do mundo.
Por Judith Patarra, com Lina de Albuquerque
Seres esféricos, fortes, vigorosos, tentam galgar o Olimpo, a montanha sagrada onde moram os
deuses gregos. Querem o poder. Possuem os dois sexos ao mesmo tempo, quatro mãos, quatro
pernas e duas faces idênticas, opostas. Diante do perigo, o chefe de todos os deuses, Zeus, decide
cortar ao meio os andróginos (do grego andrós, aquele que fecunda, o macho, o homem viril; e
guynaikós, mulher, fêmea). Sede humildes, podemos supor que trovejou o grande deus,
arremetendo os raios que apavoraram os tempos anteriores à descoberta do fogo. Ao enfraquecer o
homem e a mulher, assim criados, Zeus condenou cada metade a buscar a outra, o desejo extremo
de reunir- se e curar a angustiada e ferida natu-reza humana.
Este, resumidamente, é o mito do amor tal como o filósofo grego Platão (428-348 ou 427-347 a.C.)
o descreveu nos diálogos de O banquete, reproduzindo o relato feito por Aristófanes, o mais famoso
comediógrafo grego (450-388 a.C.), durante um jantar e simpósio, encontro onde se tomava vinho e
se trocavam idéias. Estava presente, entre muitos outros convidados ilustres, o filósofo Sócrates
(470-399 a.C.) Deve ter sido uma noitada daquelas, mas não se pode dizer que começou ali a
preocupação da humanidade com a androginia. Numerosas cosmogonias, anteriores à civilização
grega, explicaram o mundo a partir de um ovo primordial, o símbolo da fertilidade.
Para a Biologia, andrógino é o ser que possui os dois sexos ao mesmo tempo e é capaz de
reproduzir-se sozinho (não no caso dos humanos). O mesmo que hermafrodita. Mas para os
psicólogos, médicos e até estilistas, a androginia é sobretudo um fenômeno cultural, nada tem a ver
com a bissexualidade ou o homossexualismo. O que está em jogo é o papel social desempenhado
pelo indivíduo. A pessoa andrógina não precisa ter, necessariamente, comportamento sexual
ambíguo, explica o sexólogo Os-waldo Rodrigues Júnior, de São Paulo, vice-presidente da
Sociedade Brasileira de Sexualidade. Ele dá exemplos de incorporação de papéis sociais do sexo
oposto: o homem que não tem vergonha de chorar e expor sentimentos, cuida dos filhos, participa
das tarefas domésticas, ou a mulher que impõe opiniões, assume o sustento da casa, exerce
profissões consideradas masculinas.
O psicanalista Renato Mezan, da Pontifícia Universidade de São Paulo, expõe com clareza: São
fatores so-ciais que aos poucos esfumaçam as di-ferenças entre os gêneros e embaralham a
consciência que homens e mulheres tinham de sua identidade e função social. Por isso é impossível
explicar a androginia apenas em termos psicológicos. Ela não é uma opção sexual e está no plano
do consciente. Entre as vanguardas culturais, é ver-dade, sempre existiram andróginos artistas,
burgueses contestatórios, suf-fragettes (militantes femininas que exigiam o direito de votar). Mas
com certeza nunca a confusão foi tão grande como agora.
A diferença entre os gêneros diminuiu com a entrada da mulher de classe média no mercado de
trabalho, principalmente em posições executivas, o que fica mais evidente nos Estados Unidos,
observa a antropóloga Bela Feldman-Bianco, da Universidade de Campinas, São Paulo. O
fenômeno nada tem a ver com a Biologia. Um número crescente de mulheres reage contra a
estereotipia dos papéis sexuais. Não querem mais saber se ‘isso é coisa de homem ou de
mulher'. Ela acredita que muito da androginia moderna veio do movimento feminista americano,
que identificava o feminino como conservador. E do gosto gay na moda, na beleza, na decoração.
Renato Mezan reconhece com clareza: falta ao homem tranqüilidade para executar atributos do
outro sexo sem sentir-se diminuído. Assumir os dois lados da sexualidade e da sensualidade ainda é
uma questão de caso a caso. De outro lado, negar as diferenças pode gerar um híbrido, nem isso
nem aquilo. Aí, há privação das qualidades de ambos, expõe.
O dilema provoca ásperas discussões. Radical, Camille Paglia, professora de Literatura da
Universidade de Arte da Filadélfia, nos Estados Unidos, sustenta no livro Personas sexuais que a
androginia não passa de arma das feministas contra o princípio masculino: Serve para anular os
homens, significa que eles devem ser como as mulheres, e as mulheres podem ser como quiserem.
Ela acredita, em todo caso, que o culto do masculino será preservado graças aos gays o que não
deixa de ser, também, uma inversão. Menos contundente, o estilista e cabeleireiro Diaullas de Ná,
de São Paulo, oferece sua opinião: A androginia é um jogo lúdico, em que o homem projeta seu
lado masculino na mulher, e a mulher projeta seu lado feminino no homem. Um jogo que globaliza,
traça um círculo de 360 graus em torno do outro, totalmente diverso do homossexual, autocentra-
do, ou do bissexual que separa com rigidez o masculi-no do feminino.
Empresária e especialista de moda, Costanza Pascolato há anos analisa a influência da androginia
no estilismo. A moda contemporânea não pára de brincar com as diferenças entre os gêneros. Com
isso expressamos nossas idéias mutantes sobre o que é ser homem ou mulher, escreveu em 1988,
num artigo de jornal. Hoje ela acrescenta: Um ligeiro toque de ambigüidade aumenta o lado sensual
das pessoas. O masculino e o feminino exagerados são menos se-xy. Há uma qualidade misteriosa
em Marlene Dietrich e Greta Garbo, que vem em parte da sugestão de virilidade lá no fundo de sua
personalidade.
O problema está no risco de perder-se a nitidez dos gêneros pois, como analisa Renato Mezan, as
pessoas nesse caso aderem a modas em busca de orientação: Em geral, as tendências são mais
rigorosas do que as anterio--res, gerando um espírito de gangue. É o temor da antropóloga Cynthia
Sarti, da Universidade de São Paulo: Acho que existe alguma coisa perversa na androginia, pois faz
supor algo que não é: impõe uma imagem sem suge-rir nenhum novo masculino ou femi-nino. Nega
as diferenças. Sinto a idéia como totalitária, e nada mais nocivo à humanidade do que posturas
antidemocráticas.
Pode ser, mas convém lembrar que a intenção, por trás dos modismos em geral, e da androginia em
particular agora, depende sempre do contexto social. Por exemplo, na Alemanha pré-nazista dos
anos 20, os cabelos curtos usados pelas mulheres eram uma contestação ao ideal feminino pregado
pelos nazistas, que pensavam nas mulheres como robustas valquírias de longos cabelos loiros,
engomadas nas suas roupagens regionais, vivendo em regime de dedicação exclusiva aos três Ks:
Kinder, Küche, Kirche (crianças, cozinha, igreja). Vestir-se como homem, pensar e agir como um
marxista era ser mesmo mui-to do contra.
É possível que estejamos convivendo, atualmente, com uma acentuada tendência à alteridade
conceito desenvolvido pelo psicoterapeuta Carlos Byington, de São Paulo, um dos fundadores da
Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica.O dinamismo da alteridade consiste na interação
igualitária das polaridades, escreveu em obscuro dialeto profissional no livro Dimensões simbólicas
da personalidade.
A psicóloga Leniza Castello Branco, de São Paulo, completa e clarifica o raciocínio: A mulher
recupera seu lado masculino sem tornar-se lésbica, e o homem seu lado feminino sem tornar-se gay.
Para essa psicoterapeuta, a androginia traria um retorno do reprimido: o corpo, o sexo, a magia, o
feminino. Por causa do reprimido existe carnaval em todas as culturas, explica. Permite-se a
vivência do contrário, a inversão. O pobre se veste de rico, o homem se veste de mulher, alguns se
fantasiam de animais. O carnaval é a festa de Dioniso, o deus pagão que representava o campo, a
fertilidade, o vinho. Ele nasceu da coxa de Zeus, um andrógino, pois gestou um filho.
Os primeiros andróginos explícitos da atual voga no Brasil começaram a aparecer na década de 70,
inspirados em cantores pop americanos e, logo em seguida, brasileiros. Naquela época não se viam,
como hoje, homens e mulheres anônimos vestidos e penteados com tal ambigüidade terninhos,
tênis, mocassinos, cabelos quase recos , capazes de provocar tanta confusão que fica impossível
distinguir uns das outras. Em caso de dúvida é mulher, ensinam os moradores de San Francisco,
talvez os americanos mais acostumados a conviver com a androginia em voga em todo o mundo.
Aliás, é da psicoterapeuta americana June Singer, autora do livro Androginia rumo a uma nova
teoria da sexualidade, a comparação do andrógino com o ovo fecundado. Ela considera que, por
reunir características psicológicas abrangentes, a androginia é a chave do futuro. Talvez seja um
exagero, mas, para que dela fique alguma marca indelével na história humana, será preciso que
assuma resolutamente o que é específico de cada gênero. Sem prejuízo da divisão de
responsabilidades sociais e sem a soberba dos seres esféricos que pretenderam invadir o Olimpo.
Haverá mais chances de sucesso na vida afetiva e profissional e nenhuma necessidade de invejar os
deuses.
Para saber mais:
Um suposto gene gay
(SUPER número 3, ano 7)
O que os genes podem explicar
(SUPER número 12, ano 7)
Para todos os gostos e todas as neuroses
Eis um roteiro sucinto para você atravessar com segurança essa balbúrdia sexual moderna.
Heterossexual O que sente atração sexual por pessoas do sexo oposto.
Homossexual O que se sente atraído por pessoas do mesmo sexo. Uma perene discussão entre os
cientistas ainda não estabeleceu se sua origem é biológica ou cultural. Em todo caso, concorda-se
que tem motivos inconscientes, mas não patológicos.
Bissexual O que sente atração pelos dois sexos. O psicanalista Renato Mezan faz uma descrição
desse estado: Aparece um desejo desesperado de fazer as duas coisas. Não é tranqüilo e ele não
goza. Parece alguém que está querendo pular a própria sombra. A alta incidência de Aids em
mulheres casadas, mono-gâmicas, sem contato com dro-gas injetáveis, pode ser atribuída a ma-ridos
bissexuais.
Travesti Homossexual que usa e exibe roupas e atributos do sexo oposto. Ele nega o seu gênero e
torna a questão sexual o centro de sua vida. Alguns desejam tão obsessivamente pertencer ao sexo
oposto que se submetem a cirurgias para retirar os órgãos masculinos.
Hermafrodita Possui órgãos reprodutores masculinos e femininos, além de características sexuais
secundárias, como pêlos, voz grossa, seios. É possível mudar, com ajuda da cirurgia, de um sexo
para o outro. O nome vem de Hermafrodito, filho mitológico dos deuses Hermes e Afrodite.
Etimologicamente, o nome significa o que participa de Hermes e de Afrodite, portanto, dotado de
ambos os sexos. Assim, a mitologia já o distingue do andrógino, pois ele não pode ser dividido pelo
facão de Zeus e é impotente para o sexo e a fecundação. O androginismo ex-pressa a fecundidade
dos dois gê-neros; o hermafroditismo simboliza a esterilidade.
A porção feminina, talvez melhor
A androginia parece seduzir principalmente os jovens e por isso a música popular moderna a
explora muito. Astros como o inglês David Bowie, o americano Michael Jackson, a jamaicana
Grace Jones, o americano Prince, a irlandesa Sinéad O'Connor ou o inglês Boy George, entre
numerosos outros, são exemplos expressivos. O poeta e crítico literário Affonso Romano de
Sant'Anna, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro, julga o cantor e
compositor Ney Matogrosso e seu grupo Secos & Molhados, da década de 70, precursores da onda
musical andrógina no Brasil. Matogrosso recuperou a tradição do cantor contralto medieval, explica
Sant'Anna.
O antropólogo Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia e presidente do Grupo Gay
da Bahia, lembra que a música contemporânea expõe de maneira evidente sua face andrógina.
Muitos artistas são homossexuais e vivenciam certa androginia psicológica. Como são ricos e
poderosos, exteriorizam livremente a condição por meio de roupas, adereços e penteados. Mas nem
sempre o compositor é homossexual. O baiano Gilberto Gil cantou a androginia em Superhomem -
a canção, de 1979: Um dia/vivi a ilusão/de que ser homem bastaria/...que nada/minha porção
mulher/...é a porção melhor/...é a que me faz viver. Ou Pepeu Gomes, heterossexual, na música
Masculino/feminino, de 1984: Ser um homem feminino/ não fere o meu lado masculino.
Sucesso na televisão e no cinema
Buba, personificada pela atriz Maria Luíza de Mendonça, personagem da novela Renascer, da TV
Globo, pretende ser hermafrodita, mas os psicólogos garantem que para bem personificar tal
condição ela deveria ter pêlos e voz grossa. Há quem a imagine andrógina, mas o autor da novela,
Benedito Ruy Barbosa, informa que quis caracterizá-la emocionalmente feminina. O tema da
androginia foi mais corretamente explorado no cinema. O ensaísta e crítico Ismail Xavier, professor
da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, lembra dois filmes marcantes:
Morte em Veneza, do italiano Luchino Visconti, baseado numa novela do escritor alemão Thomas
Mann. O adolescente por quem o velho compositor (o ator inglês Dirk Bogarde) se apaixona,
personifica o andrógino enquanto figura de contemplação estética ambígua, analisa Xavier. O outro
filme é Teorema, do também italiano Pier Paolo Pasolini. Uma espécie de anjo exterminador (o ator
Terence Stamp) seduz todos os membros de uma família burguesa conservadora. Um dos marcos da
literatura moderna, Orlando, da instigante escritora inglesa Virginia Woolf, a longa narração da vida
de uma personagem ora homem, ora mulher, foi levado ao cinema pela diretora inglesa Sally Potter.
Convém não perder, pois qualquer que seja o resultado, o filme será mais fácil de ver do que o livro
de ler.
Esses rapazes tão lindos
O inconsciente humano sempre conviveu com uma certa confusão entre os dois gêneros. Os
escultores gregos clássicos fundiam feminino e masculino de tal forma que, não raro, os
restauradores modernos equivocaram-se reconstruindo efebos (rapazes adolescentes) como se
fossem moças. Nos antigos baixo-relevos da Índia, da mesma forma, quase não há separação por
sexo; afinal, divindades precisam ser completas, não teria sentido empobrecê-las fazendo-as
masculinas ou femininas. Os pintores também criaram mulheres e homens com jeito andrógino.
Todas as figuras masculinas do clássico italiano Leonardo Da Vinci (1452-1519) são femininas e
até mereceram um estudo de Freud, lembra a pintora e professora de desenho Ely Bueno, de São
Paulo. Os homens e mulheres de Marc Chagall (1877-1985) apresentam ambigüidades de gênero. O
contemporâneo americano Andy Warhol (1927-1987) fez uma Marilyn Monroe que é ele próprio.
Hoje, o ótimo cuiabano Humberto Spíndola faz figuras andróginas. São apenas alguns poucos
exemplos, garante a pintora.
http://super.abril.com.br/superarquivo/1993/conteudo_113668.shtml
Japoneses valorizam androginia por serem
todos parecidos, diz pesquisadora
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da Folha Online
"Dizem que no Japão todo mundo é igual, e o pior é que é verdade", diz a pesquisadora Christiane
Akune Sato, autora de "Japop -O Poder da Cultura Pop Japonesa". Para ela, é por isso que os
japoneses valorizam a androginia enquanto o ocidente --ainda influenciado pelos conceitos gregos
de estética-- reage com estranheza.
Sato ministrou a palestra "A Estética Andrógina na Moda Japonesa" na noite de ontem (14), no
Senac da Lapa (zona oeste de São Paulo). O evento foi motivado pela comemoração do centenário
da imigração japonesa no Brasil, completado neste ano.
De acordo com Sato, no ocidente, "homem bonito é uma coisa, mulher bonita é outra, e os dois são
opostos". "Enquanto o homem ideal é desenhado com esquadros, a mulher ideal é feita com
compasso e linhas francesas."
Divulgação
Como Ziggy Stardust, David Bowie popularizou visual andrógino
Ela compara os biótipos ocidentes com os orientais. "No Japão, você olha e é um mar de gente
parecida. Quase todos tem a mesma altura, cor de cabelo, tom de pele. Homens e mulheres, lá, têm
diferenças sutis. E as pessoas costumam elogiar dizendo que aquele homem 'é tão bonito quanto
uma mulher'."
Como exemplo dessa valorização, Sato cita as próprias lendas do Japão. Ela conta que há uma
história de um imperador que perde uma batalha contra um povo vizinho e pede que o filho caçula
se fantasie de dançarina, seduza o rei inimigo e o mate. "Os japoneses contam, sem o menor
problema, a história de um herói travestido, e ele ainda é da família imperial."
Na década de 70, o visual andrógino chegou ao ocidente. Um dos primeiros a adotá-lo foi o cantor
David Bowie em sua turnê como Ziggy Stardust. "Pouca gente sabe, mas as roupas foram criadas
por um estilista japonês, Kansai Yamamoto."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u372645.shtml
A androgenia na cultura pop japonesa
Por Pato_Supersonico
Diferente do que muita gente pensa, a androgenia, na verdade, é um fenômeno que se manifesta em
todas as culturas, e a verdadeira diferença está na aceitação social deste fenômeno:
http://super.abril.com.br/superarquivo/ ... 3668.shtml
http://www.revistaautor.com/portal/inde ... &Itemid=60
Aliás, o próprio termo "androgenia", como muitas palavras do vocabulário ocidental, vem do grego.
Vem da junção de “andros" (palavra usada para designar "homem" e tudo o que é masculino) e
“gimnos” (que designa "mulher" e tudo o que é feminino. Isso porque os gregos acreditavam que os
seres humanos inicialmente eram andrógenos, e que, cortados ao meio pelos deuses, de
transformariam em duas partes separadas que buscavam uma a outra para se completar. É daí que
vem termos como "cara-metade, alma-gêmea, etc". Aliás, essa visão grega, de encarar os sexos
como coisas opostas, teria influências importantes na forma da atual cultura ocidental encarar a
sexualidade humana.
Outro exemplo é o da cultura judaica, da qual derivaria a cultura cristã, com os anjos, que são seres
andrógenos, e muitos outros exemplos de androginia podem ser encontrados em praticamente todas
as culturas. A verdade é que em todo lugar existe quem goste (ainda que negue) ou pelo menos sinta
um certo fascínio pela androgenia. É um fenômeno universal, o que sugere que suas origem podem
ser mais profundas que a cultura, mais provavelmente como um produto da complexidade da
sexualidade humana.
O que acontece é que no Japão esse fenômeno encontrou um terreno fértil para se tornar algo
culturalmente aceitável devido a vários fatores, dos quais se destaca o próprio biótipo dos
japoneses. Pelo menos é o que afirma a pesquisadora Christiane Akune Sato, autora de "Japão -O
Poder da Cultura Pop Japonesa" e com a qual eu concordo.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/coti ... 2645.shtml
Na maioria das etnias, os homens possuem uma fisionomia diferente da das mulheres, sendo
geralmente mais altos, mais robustos e com traços faciais diferentes. Mas na etnia japonesa, por
alguma razão difícil de definir (embora o fator genético seja claro), homens e mulheres são muito
parecidos na aparência, especialmente quando jovens, o que é um detalhe importante se
considerarmos que nas culturas tradicionais (como a japonesa) as pessoas namoram, noivam e
casam bem jovens, algo que só recentemente mudou (parcialmente) com a incorporação de hábitos
ocidentais.
Assim, quando homens e mulheres queriam um(a) parceiro(a) bonito(a) e charmoso(a), tinham
critérios estéticos bem parecidos. Tanto homens quanto mulheres ostentavam uma aparência
delicada para mostrar aos pretendentes o quanto eram saudáveis e bem-cuidados, e procuravam o
mesmo nos candidatos a parceiros.
Influía para isso a moda tradicional japonesa da nobreza (ou seja, os chiques que todo mundo quer
imitar), de vários tecidos sobrepostos (você já deve ter notado isso nos quimonos) que deixam a
pessoa toda empacotada, e consequentemente, esconde seus atributos, que são justamente os únicos
elementos que diferenciavam os homens das mulheres. Quando os parceiros se entreolhavam, não
se importavam se o homem era marombado ou se a mulher é peituda, pois a roupa impedia qualquer
avaliação nesse sentido. O que importava nessa hora eram as únicas partes que ficavam à mostra,
isto é, o rosto e os cabelos, onde praticamente inexistia diferença na fisionomia.
É bom lembrar que isso não é exclusividade dos japoneses. O maior rio do mundo, o Rio
Amazonas, tem esse nome porque os portugueses achavam que ao longo dele existiam tribos de
mulheres guerreiras chamadas de "Amazonas" ("Amazona" é feminino de "Cavaleiro" e pode ser
usado genericamente no sentido de "mulher guerreira") de modo que esse rio era chamado de "Rio
das Amazonas", o que daria origem ao nome "Rio Amazonas". O que acontece é que os portugueses
se confundiram, pois em muitas etnias indígenas da região, os homens se pareciam muitos com
mulheres, com traços corporais e facias delicados e cabelos longos, lisos, brilhantes e sedosos, de
fazer inveja para as fãs de chapinha.
Devido ao ambiente favorável, a androginia acabou se firmando na cultura tradicional japonesa.
Christiane Sato cita como exemplo a história de um imperador que perde uma batalha contra um
povo vizinho e pede que o filho caçula se fantasie de dançarina, seduza o rei inimigo e o mate. Nas
palavras da própria, "Os japoneses contam, sem o menor problema, a história de um herói
travestido, e ele ainda é da família imperial."
Essas tendências culturais acabariam enraizadas na cultura japonesa, e inevitavelmente deixariam
suas marcas na cultura popular, inclusive na dos mangás.
Aqui no ocidente, as mulheres não gostam dese tipo de personagem porque ele encarna aspectos
que a cultura ocidental, com sua ascendência judaico-cristã e greco-romana, rejeita.
Na cultura greco-romana (pelo motivo mostrado no começo desse texto) há uma forte distinção nos
ideias de beleza masculina e feminina - inclusive encarando-os como opostos, de modo que homens
que incorporem elementos culturais considerados facultativos das mulheres são muito mal-vistos, e
ainda hoje no ocidente persiste a associação entre androginia e homossexualidade. E sobre esta
forma de encarar a androgenia se manifesta a condenação judaico-cristã da homosexualidade. Dessa
soma, o resultado é o estranhamento.
Ou seja, a androginia não é uma invenção da cultura pop japonesa, mas uma das facetas universais
da sexualidade humana que a cultura japonesa achou bonito e a cultura ocidental condenou.
http://www.animepro.com.br/forum/viewtopic.php?f=2&t=3761
Visual kei
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Visual kei
Informações gerais
Origens glam rock, punk rock, pós-punk, etc
estilísticas
Contexto Aprox. década de 1980 Japão[1], Japão
cultural
Instrumentos vocal, guitarra, baixo, bateria, sintetizador
típicos
Popularidade Popular principalmente dentro da cena independente japonesa, também conhecido
em outras partes do mundo como Europa, América do Sul (especialmente no
Brasil e Chile), México, Canadá e Estados Unidos.
Subgêneros
Angura kei, Ero guro, Nagoya kei, Oshare kei, Kote kei, Koteosa kei
Outros tópicos
Gothic Lolita
Músico visual kei: ivy, baixista da banda Dio.
Visual kei (em japonês: ヴィジュアル系, visual kei/bijuaru kei?, "linhagem visual" ou "estilo
visual"), ou visual j-rock, é um movimento musical que surgiu no Japão na década de 1980[1].
Consiste na mistura de diversas vertentes musicais como rock, metal e, muitas vezes, uso de
instrumentos relacionados à música clássica, tais como violino, violoncelo e piano. Uma das
peculiaridades desse movimento é a ênfase na aparência de seus artistas, muitas vezes extravagante,
outras vezes mais leve, mas quase sempre misturada com a androginia, e shows chamativos. No
visual kei a música anda sempre ao lado da imagem e vice-versa.
Algumas bandas consideradas pioneiras do visual kei são, X JAPAN, D’ERLANGER,
NIGHTMARE , DEAD END, BUCK-TICK, Kamaitachi e COLOR. O movimento teve seu auge
em meados da década de 1990, quando bandas como BUCK-TICK, X JAPAN, LUNA SEA,
Kuroyume, MALICE MIZER, SHAZNA e outras conquistaram o público e o mercado japonês.
Mais tarde, durante os anos 2000, bandas como Nightmare,Moi dix Mois, D'espairsRay, BLOOD,
Kagerou, Kagrra,, Onmyo-Za, e the GazettE iniciaram campanhas oficiais na Europa e em alguns
países das Américas, lugares onde hoje em dia também já existe uma base sólida de fãs do
movimento.
O visual kei sempre foi um movimento dinâmico e com o tempo foi ganhando variadas vertentes.
Índice
[esconder]
• 1A
mús
ica
visu
al
kei
• 2
Prin
cipa
is
sub
gên
eros
•
2
•
2
•
2
•
2
•
2
•
2
•
2
• 3
An
gur
a
kei
e
ero
gur
o
kei
• 4
Ex-
ban
das
visu
//<![CDATA[
if (window.showTocToggle) { var tocShowText = "mostrar";
var tocHideText = "esconder"; showTocToggle(); }
//]]>[editar] A música visual kei
Apesar de ser um termo a princípio referente à imagem das bandas, "visual kei" pode referir-se
também à música das mesmas[2], uma vez que várias delas produzem ou produziram músicas de
sonoridades que não se encaixam em outros rótulos existentes.
Algumas das sonoridades clássicas do visual kei teriam se caracterizado entre as décadas de 1980 e
1990, consolidando-se na última. Tais sonoridades teriam sofrido influências de estilos musicais
como hard rock, punk rock, pós-punk, ska, etc e incluem características, entre outras, como:
• Guitarra executando notas limpas (ou com um efeito de overdrive muito leve) com
freqüência; Exemplos:
Artista Música Álbum/single Ano
Kuroyume neo nude Mayoeri Yuritachi ~ Romance of Scarlet 1994
La'Mule Curse Curse 1999
Die In Cries MELODIES VISAGE 1992
Kagerou Nawa Hakkyou Sakadachi Onanist 2001
• Guitarra executando riff com notas mortas com freqüência; Exemplos:
Artista Música Álbum/single Ano
Laputa Chemical Reaction Jako 1998
PIERROT Enemy PRIVATE ENEMY 2000
Aliene Ma'riage Tsumi to Batsu Le Soireé 1999
BUCK-TICK SEXUALxxxxx! SEXUALxxxxx! 1987
• Linhas de baixo proeminentes, freqüentemente trabalhando com grooves e fraseados que
conduzem a base da harmonia enquanto as guitarras preenchem a mesma e incrementam o
ritmo da canção; Exemplos:
Artista Música Álbum/single Ano
LUNA SEA Déjàvu IMAGE 1992
D'ERLANGER DARLIN' BASILISK 1990
Kagrra, Nue no Naku Koro Nue 2000
Janne Da Arc Sakura D.N.A 2000
• Alguns trabalhos que primam pela polifonia entre duas ou mais guitarras e um baixo, de
modo que cada instrumentista evite apenas repetir a mesma linha de outro, buscando
consideráveis variações rítmicas e/ou harmônicas; Exemplos:
Artista Música Álbum/single Ano
LUNA SEA ROSIER MOTHER 1994
Dir en grey Yurameki GAUZE 1999
MALICE MIZER Tsuioku no Kakera Voyage ~sans retour~ 1996
La'cryma Christi Blueberry Rain Sculpture of Time 1997
• Em termos de ritmos de bateria, o visual kei utiliza diversos, de acordo com a necessidade
de cada música, buscando referências em suas variadas influências. Exemplos de alguns
ritmos mais comumente usados podem ser encontrados nas músicas supracitadas.
• Outra característica notável são os tipos de melodias utilizadas. De fato, a música japonesa
em geral parece trabalhar com melodias que normalmente diferem consideravelmente de
padrões melódicos ocidentais. No j-rock (e, conseqüentemente, também no visual kei), essas
melodias são marcadas por características como variação e alcance de notas
consideravelmente distantes (por vezes, com mudanças súbitas) e emoções mais intensas ou
que percorram caminhos notavelmente diferentes (mais melancólicos, por exemplo) do que
os de melodias ocidentais; Exemplos:
Artista Música Álbum/single Ano
GLAY Glorious BEAT out! 1996
L'Arc~en~Ciel Blurry Eyes Tierra 1994
Kuroyume autism -Jiheishou- Mayoeri Yuritachi ~ Romance of Scarlet 1994
D'ERLANGER LA VIE EN ROSE LA VIE EN ROSE 1989
Obs.: Apesar de alguns dos exemplos supracitados serem músicas lançadas durante a década de
2000, ao ouvi-las, percebe-se claramente que as mesmas possuem elementos estabelecidos no meio
visual kei durante as décadas de 1990 ou 1980.
Já existia uma boa variação de estilos entre as bandas visuais até a década de 2000. Após o início da
mesma, tal variação cresceu ainda mais, buscando novas e ainda mais diversificadas fontes de
inspiração. Entre diversos casos, pode-se citar o do grupo Kagrra, que combinou o rock do visual
kei com música tradicional japonesa e deu origem ao que chama de "neo-japanesque"; o do Merry,
que mistura em seus trabalhos elementos de jazz, punk e rock’n’roll tradicional; e o de Miyavi, que
desenvolveu um estilo solo onde realiza diferentes funções ao mesmo tempo como cantar, tocar
violão com técnicas pouco comuns na utilização do mesmo como slap e executar percussão em um
gigpig e/ou no corpo do próprio violão. Adiante, Miyavi combinou este estilo a uma abordagem
mais pop e hip hop, contando com o apoio de uma banda que inclui DJ, MC/beatboxer e sapateador,
gerando o que ele nomeou como "neo vizualism".
Um caso que parece já ter servido de inspiração para diversas outras bandas é o do Dir en grey. Em
2002, o grupo começou a adicionar elementos do nu metal à sua música, característica que
prevalece até hoje em seus trabalhos. Na mesma época, o MUCC começou a fazer uma mistura
semelhante, porém com outra roupagem. No entanto, devido a semelhanças sonoras que abrangem,
por exemplo, padrões de riffs e linhas vocais, é possível que tenha sido o Dir en grey o grupo
inspirador de bandas como the GazettE, girugämesh, RENTRER EN SOI e Sadie (que inclui ex-
roadies do Dir en grey).
[editar] Principais subgêneros
[3]
Como visual kei é um termo que não denomina diretamente um determinado tipo de musicalidade,
uma parte da comunidade utiliza outros termos que denominam subgêneros na hora de explicar
características da música. Porém, como uma parte dessas divisões foi concebida apenas pela
aparência externa, não devem ser utilizadas como uma divisão rígida da música. Esses gêneros se
diversificaram a partir da segunda metade da década de 1990, mas foram sendo "selecionados" e
recentemente alguns caíram em desuso. É característico que um gênero, ao expandir sua influência,
acabe causando a perda de popularidade dos demais gêneros de forma rápida. Também é comum
haver uma separação de gêneros por regiões.
[editar] Kotevi kei
Gênero interpretado e tido como um dos mais proeminentes, ao menos na década de 1990. Pensa-se
que o nome foi dado como antônimo de "soft visual kei".
O kotevi kei tem tendência a dar mais ênfase à presença de palco do que a performance musical em
si, sendo caracterizado pelo uso de roupas esplendorosas e vistosas. As bandas atuam
predominantemente na cena indie (independente), com poucos grupos atuando como major. A
primeira fase de Dir en grey é um exemplo de kotevi kei que chegou a atuar como major. Kotevi kei
também é freqüentemente chamado de "kote kei". Embora seja comumente tratado como o
contrário do soft visual kei, ambos os estilos têm origem na cidade de Osaka e fizeram sucesso em
épocas próximas, tendo, portanto, diversas semelhanças.
Dentro do kotevi kei podemos distinguir ainda o "kuro kei (grupo preto)" e o "shiro kei (grupo
branco)". O kuro kei é caracterizado pelo seu som pesado e obscuro e por suas composições mais
rápidas, enquanto que o "shiro kei" é voltado para um som melodioso e composições "limpas". A
banda responsável pela criação do shiro kei seria L'Arc~en~Ciel, que, no começo de sua carreira,
costumava se apresentar com a cor branca em destaque em suas roupas.[4] Além disso,
L'Arc~en~Ciel tocava músicas com características dos sons visual kei, mas não tão pesadas e
agressivas quanto os trabalhos de alguns de seus contemporâneos do mesmo movimento.
[editar] Kurofuku kei
Segundo o nome, é um estilo cuja base é formada pelas roupas com elementos pretos. Refere-se a
bandas do final da década de 1980 e da primeira metade da década de 1990, que possuíam um estilo
mais obscuro, com possível referência ao gótico. Não é comum usar o termo "kurofuku kei" para se
referir às bandas que utilizavam roupas compostas por esmalte.
Diz-se que Youka é a banda precursora deste movimento. Também se encaixam neste estilo BUCK-
TICK,LUNA SEA, ZI:KILL, Kuroyume e BY-SEXUAL (ao menos, no início de suas respectivas
carreiras).
Há diversas bandas que tentaram seguir o kurofuku kei. Ao se comparar com o kotevi kei, a
maquiagem é pouca, e é comum usar maquiagens que dêem uma imagem mais obscura.
[editar] Soft visual kei
Conforme o nome, são bandas que utilizam como fundamento roupas pouco chamativas e
maquiagem leve (por exemplo, apenas base). É o estilo de visual que possui o maior número de fãs
homens. Surgiram com força no final da década de 1990, com diversas bandas atuando como major
ou próximos disso, ao contrário do kotevi kei, que ganhava destaque na cena indie, na época.
Alguns exemplos de bandas de soft visual kei são GLAY, SIAM SHADE, SOPHIA, Janne Da Arc
e Sid (ao menos, no início de suas respectivas carreiras). O estilo teria entrado em "vias de
extinção", juntamente com o kotevi kei, no início do novo século.
[editar] Oshare kei
Encaixam-se neste rótulo bandas que se vestem com roupas "fashion" (com mais pormenores e mais
vistosas). Esses grupos explodiram na cena indie entre 2002 e 2004, quando a influência das bandas
kotevi kei começou a cair (no final de 2001, Dir en grey começou a distanciar-se bruscamente do
kotevi kei, por exemplo). Diz-se que este movimento tem suas raízes nos trabalhos do baroque.
No oshare kei, é comum ouvir composições mais pop e "coloridas" do que as de outras bandas,
incorporando uma tendência de um ritmo mais variado. Bandas representativas são AN CAFE,
Ayabie, Charlotte, Aicle, entre outras.
[editar] Koteosa kei
Tornando-se popular a partir de 2005, é percebido com um estilo para o qual o oshare kei teria
"evoluído". Tanto pela aparência quanto pela música, pode-se pensar que é resultante da fusão de
oshare e kotevi kei. Exemplo de uma banda é LM.C
[editar] Iryou kei
Nome dado às bandas que chegaram a usar aparência que remete a uma atmosfera médica, como
roupas de hospital, gazes ou curativos de olhos. Pode-se citar como exemplos PIERROT, MALICE
MIZER e La'Mule. Até mesmo no cinema e na literatura há casos de obras que usaram cenários
escuros como os que existem nos hospitais, e estas bandas chegaram a utilizar tais elementos para
representar sua música nesta atmosfera. As composições seriam obscuras e remeteriam a locais
sombrios e úmidos.
[editar] Nagoya kei
Um dos termos genéricos usados para designar as bandas de visual kei cujas atividades se
concentram nos arredores de uma determinada cidade ou região japonesas, no caso, Nagoya. O
exemplo mais representativo do nagoya kei é Kuroyume. Essas bandas ganharam força por volta de
1990 e prosperaram no cenário de gravadoras independentes. Também houve diversas bandas que
atuaram no cenário das grandes gravadoras, mas como a popularidade do visual kei começava a
diminuir rapidamente, também houve diversas bandas que duraram pouco tempo. Também há
bandas que continuaram atuando mesmo após a queda da popularidade do visual rock, tais como
ROUAGE, Laputa e FANATIC◇CRISIS.
Há diversas bandas que se aproximam dos gêneros kotevi e kurofuku kei, mas em relação à música,
os grupos costumam desenvolver sonoridades próprias. A tendência de pessoas de Nagoya não
simpatizarem com pessoas da região de Kanto, particularmente da cidade de Tóquio, teria feito com
que essas bandas atuassem próximas uma das outras, o que pode ter contribuído para um ambiente
mais fechado, onde as características peculiares desse estilo puderam tomar forma.
Segundo o site JmusicEuropa, o Nagoya kei tem três gerações: a primeira (até 1997), representada
por bandas como Kuroyume, ROUAGE e Silver Rose, a segunda (1997 até 2002), representada por
bandas como deadman, Blast, BERRY e GULLET, e a terceira (2003 até atualmente), representada
por bandas como lynch., UnsraW e DEATHGAZE.[5] Em entrevista ao site JmusicEuropa, Reo,
guitarrista do lynch. e ex-guitarrista do GULLET, tenta explicar o motivo da criação de um rótulo
do movimento visual kei exclusivo para Nagoya: "Eu acho que a conexão entre seniores, juniores e
colegas é mais forte do que em outras regiões. Nós sempre assistimos a shows de nossos colegas,
seniores e juniores, então somos influenciados por eles, naturalmente. Das pessoas a nossa volta,
temos um ar peculiar, eu acho. (…) Somos influenciados no modo de pensar e vários outros
aspectos além da música, então parecemos similares nisso para bandas de outras regiões, eu acho.
Nagoya tem uma população menor do que as de Tóquio ou Osaka, então a cena musical é bem
condensada. (…) Eu acho que a influência da primeira geração de bandas obscuras e bacanas
como Kuroyume e ROUAGE ainda está presente hoje."[5]
[editar] Angura kei e eroguro kei
[6]
"Angura" é uma palava japonesa equivalente à inglesa "underground", um termo que designa
manifestações alternativas e de pouca exposição na mídia. O conceito do angura kei foi aplicado
primeiro nos teatros japoneses nos anos 1960 e depois em outras formas de arte, como pintura e
música. A intenção era criar algo unicamente japonês, uma contracultura, se opondo à invasão
cultural estadunidense—que começou após a Segunda Guerra Mundial.
Desde o início dos anos 1990, a música angura kei vem conquistando restrita popularidade no
Japão, sem perder seus conceitos de contra-cultura—um rock despretencioso, misturado com
cultura nipônica. Um famoso exemplo de angura kei é a banda Inugami Circus Dan, formada por
três homens e tendo no vocal uma mulher, algo incomum no visual kei.
A palavra "eroguro" é uma mistura adaptada para o japonês das palavras "erotic" ("erótico" em
inglês) e "grotesque" ("grotesco" em inglês). O termo "eroguro kei" vem do movimento "eroguro
nonsense", estilo artístico criado no Japão por volta de 1920, expressado através da literatura, artes
visuais e, no final dos anos 1980, na música, principalmente no movimento visual kei. Temas
decorrentes do eroguro kei são representações decadentes de sexualidade, horror chocante e humor
sádico, embora isto não seja uma regra (vide próximo parágrafo).
Um grupo reconhecido como pertencente ao eroguro kei é o extinto cali≠gari. Seu single "Kimi ga
Saku Yama" (de 2000) tinha como tema a necrofilia. O CD trazia estampado o resultado de uma
pesquisa feita com cem estudantes colegiais: "Você gosta de necrofilia?" -- 42% responderam
"não", 29% responderam "sim", 19% ficaram indecisos e 10% não responderam.
Uma banda que assume claramente o rótulo de eroguro kei é Merry[7], que teve algumas capas de
discos criadas pelo renomado quadrinhista eroguro Suehiro Maruo.
Estas definições de angura kei e eroguro kei não são definitivas ou absolutas. As informações sobre
os assuntos disponíveis em idiomas ocidentais são escassas ou, em muitos casos, de baixa
confiabilidade, por serem textos que freqüentemente expressam as visões pessoais de fãs. Algumas
vezes, é difícil definir até mesmo se uma banda é na verdade eroguro ou angura. MUCC é um grupo
associado por muitos fãs ao eroguro kei, embora não haja evidências de que algum trabalho do
MUCC encaixe-se em tal rótulo. Outros exemplos de bandas associadas ao angura kei e/ou ao
eroguro kei são Guruguru Eigakan e Dagashi Kashi
[editar] Ex-bandas visuais
É muito comum que, com o passar do tempo, bandas visuais adotem uma imagem menos elaborada
das que as caracterizaram como uma banda de visual kei, freqüentemente realizando mudanças
também em seu som e no seu comportamento no palco. Existe controvérsia dos fãs entre si e entre
os veículos da mídia, também entre si, de quando uma banda ou um artista deixam de participar do
movimento visual kei.
Um caso clássico desta controvérsia é o do grupo Dir en grey. Um dos maiores representantes do
visual kei no final da década de 1990 e no início da de 2000, a banda atualmente se apresenta
trajando roupas como camisetas e calças jeans comuns e tocando um som com influências de rock e
metal pesados ocidentais. No entanto, mesmo após a mudança, alguns textos continuam referindo-
se a eles como banda visual. (Ex.:[8])
Em outros casos, pode haver confusão gerada pelas próprias atitudes, trabalhos e declarações de um
artista. O cantor Gackt foi vocalista da banda visual MALICE MIZER. Quando iniciou sua carreira
solo, adotou um visual bem mais casual, abandonando a maquiagem pesada e cabelos excêntricos e
usando roupas menos trabalhadas. Além disso, sua música não possui características semelhantes
com os sons clássicos do visual kei dos anos 1990, tampouco com os sons de bandas mais recentes
que se inspiram nos mesmos. Apesar de tudo, Gackt considera-se um artista de visual kei.[9]
[editar] Grafias de nomes de bandas e trabalhos do visual kei
No geral, os japoneses freqüentemente trabalham a estética das palavras escritas com algarismos
romanos, por eles chamados de "romaji". Diferente da cultura Ocidental, na qual nomes próprios
normalmente são escritos apenas com a primeira letra maiúscula e as seguintes minúsculas, na
cultura japonesa há nomes gravados de diversas formas diferentes. No mercado fonográfico do
Japão—o que inclui artistas visuais, logicamente—encontram-se nomes de bandas e artistas
gravados oficialmente apenas com letras maiúsculas (ex. BUCK-TICK, PIERROT), apenas com
minúsculas (ex. hide, deadman), com misturas de maiúsculas e minúsculas (ex. KuRt, HIZAKI
grace project), com apóstrofos (ex. La'Mule, La'cryma Christi), tios (L'Arc~en~Ciel, Fine~A’rts),
pontos finais (LAB. THE BASEMENT,alice nine., ANNY’s LTD.), vírgula (Kagrra,), dois pontos
(ZI:KILL, DAS:VASSER), os mais diversos sinais gráficos (cali≠gari, Lυτёη∀), tradução de
ideograma com letra trocada (雅-miyavi- – os japoneses pronunciam "miyabi" de qualquer modo,
pois trocam o "v" pelo "b" na hora de falar), etc.
Há casos com diferentes romanizações oficiais adotas por alguns artistas. Por exemplo, os trabalhos
da banda Dir en grey, que romaniza com todas as letras maiúsculas todos os títulos de discos,
músicas e etc. que originalmente são escritos com ideogramas[10]. Outro exemplo de mudança de
grafia quando há romanização é o nome do músico Miyavi, que em textos em inglês escreve-o com
a primeira letra maiúscula, em vez de apenas retirar o ideograma e usar a primeira letra minúscula,
como na grafia original usada durante vários anos a partir de 2002[11].
[editar] Visual kei no Ocidente
A base de fãs ocidental do visual kei compõem-se principalmente por não-descendentes de povos
asiáticos. A despeito do consumo de música asiática por parte de descendentes que vivem no
Ocidente, o visual kei e o j-rock (rock japonês) começaram a conquistar fãs ocidentais com grande
quantidade e freqüência entre o final da década de 1990 e o início da de 2000, divulgados de fãs
para fãs pela Internet e pessoalmente ou mesmo com uma promoção profissional realizada através
de trilhas sonoras de desenhos animados produzidos no Japão. A maioria dos artistas japoneses de
rock apreciados no Ocidente são visuais e não possuem envolvimento com animações.
Ainda na primeira metade da década de 2000, o cenário no Ocidente tornou-se propício para que
bandas e gravadoras investissem nele oficialmente, lançando discos e realizando shows. Um dos
primeiros shows de visual kei realizado no Ocidente de que se tem notícia ocorreu com a banda
DuelJewel na cidade de Houston, Texas, Estados Unidos, em 2002. A apresentação foi uma das
atrações do evento A-kon, uma ação que visava atrair, a princípio, interessados pela cultura pop
japonesa em geral. Alguns dos primeiros lançamentos de visual kei no Ocidente foram realizados
pela empresa francesa Mabell em 2004 e incluíam discos de bandas como KISAKI PROJECT e
Vidoll. A partir desta época, cada vez mais grupos visuais começaram a tocar na Europa,
principalmente em shows próprios, não atrelados a eventos que envolvem outras atividades além da
música. Entre estes grupos estão BLOOD, D'espairsRay, Moi dix Mois, KISAKI PROJECT,
Kagerou, deadman, Ayabie, Onmyo-Za, the GazettE, Dio e tantos outros.
Com o tempo, o número de fãs de visual kei e j-rock foram aumentando no Ocidente, onde o rock
japonês tornou-se, assim como no Japão, um segmento de arte e entretenimento independente de
outros da cultura pop japonesa. Na Alemanha, foram criados dois selos que trabalham
exclusivamente com bandas japonesas de rock (visual kei, em sua maioria), a Gan-Shin Records
(uma parceria da loja Neo Tokyo com a empresa de marketing musical Brainstorm) e a CLJ
Records. Apesar de serem alemães, os selos distribuem discos e promovem shows em toda a
Europa.
A grande mídia européia notou o fenômeno visual kei no Ocidente. Revistas, rádios e canais de TV
realizaram especiais sobre visual kei e j-rock e passaram a acompanhar as carreiras de alguns
artistas e noticiar suas realizações.
Bandas como MUCC, D'espairsRay, Moi dix Mois e Kagerou chegaram a participar de festivais
como Wacken Open Air, Wave Gothik Treffen e Rock am Ring, cuja edição 2006 teve o Dir en
grey entre suas atrações principais.
Nos Estados Unidos, a cena é consideravelmente menos aquecida do que na Europa, com menos
lançamentos e menos shows. No entanto, alguns fatos ocorridos no país chamam atenção. No final
de 2006, o videoclipe "SAKU", do Dir en grey (lançado originalmente em 2004, uma época em que
a banda ainda se considerava visual kei[12]) foi eleito o clipe de metal do ano pela audiência do
programa Headbangers Ball, da MTV2.[13] Em 2007, ocorreu o primeiro festival de rock japonês
no Ocidente, Jrock Revolution, em Los Angeles, nos dias 25 e 26 de maio. Promovido por
YOSHIKI (X JAPAN, Skin), o evento contou com apresentações de nove bandas/artistas visuais:
Kagrra,, DuelJewel, Vidoll, Miyavi, alice nine., D'espairsRay, Merry, girugämesh e MUCC.
Em 2007, YOSHIKI, baterista e líder do X JAPAN, co-produziu, ao lado de Jonathan Platt, a trilha
sonora do filme "Catacombs", dos mesmos produtores da série "Jogos Mortais". YOSHIKI também
escreveu a música-tema do filme, "Blue Butterfly", lançando-a pelo seu projeto Violet UK, sendo a
primeira música do mesmo a sair em um álbum (o da trilha sonora do filme).[14] Ainda em 2007,
no dia 26 de outubro, o X JAPAN retornou à atividade fazendo sua estréia mundial com a até então
música inédita "I.V." como tema de encerramento do filme "Jogos Mortais 4".[15] No primeiro
bimestre de 2008, estreou em cinemas de diversos países (incluindo Brasil e Estados Unidos) o
filme "Cloverfield - Monstro", cuja trilha sonora conta com o single "FUZZ" do MUCC.[16]
[editar] Visual kei no Brasil
No Brasil, existem vários fãs de visual kei que, além do visual rock, se interessam também por
outras formas de rock japonês. Em 2006, o evento J's Fest II (Japan Song Fest II) atraiu 1.500
visitantes ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, que prestigiaram, entre outras atrações, bandas
nacionais inspiradas por artistas do visual kei e do j-rock. Diversos eventos de natureza semelhante
ocorrem em diversas regiões do país freqüentemente.
O primeiro show de visual kei do Brasil foi anunciado com as bandas Charlotte e Hime Ichigo, em
um evento chamado J-Rock Rio, previsto para acontecer no Rio de Janeiro no dia 5 de agosto de
2007. Porém, o festival foi cancelado por problemas de organização que incluíam o
desconhecimento da existência do evento por parte da casa anunciada como local para os shows, o
Scala Rio. Até mesmo as bandas que viriam para se apresentar não foram avisadas do cancelamento
do J-Rock Rio. Algumas semanas depois, a Yamato Comunicações e Eventos anunciou uma
parceria com o site JaME Brasil (Jmusic America - Brasil) para produzir um show do Charlotte em
São Paulo e outro no Rio de Janeiro, ambos em novembro de 2007. Segundo números divulgados
na comunidade "J-Rock ~ Visual Kei", no Orkut, por David Denis (membro da equipe da Yamato),
compareceram no show de São Paulo cerca de 1100 pessoas e, no show do Rio de Janeiro, cerca de
600 pessoas.[17][18][19]
Em maio de 2008, Miyavi realizou seus primeiros shows no Brasil, como parte de sua turnê
mundial "THIS IZ THE JAPANESE KABUKI ROCK TOUR 2008". Inicialmente ocorreria apenas
uma apresentação no dia 24/05 em São Paulo. Com o esgotamento de todos os 1400 ingressos
disponíveis apenas dois dias depois do início das vendas, um segundo show foi marcado no dia
23/05 e também veio para cá em 13 de outubro de 2009. O evento—mais uma vez fruto de uma
parceria entre Yamato e JaME—foi coberto por grandes veículos da mídia nacional como os canais
de televisão Globo, Record e MTV Brasil e o jornal O Estado de São Paulo.[20][21]
Muitas vezes, em animes e mangás, nos deparamos sempre com uma figura muito
bonita, de traços finos e delicados, cabelos compridos, lábios carnudos, suave e de
movimentos calmos. Enquanto pensamos o quanto a "menina" é bonita e qual dos heróis
provavelmente vai se apaixonar por ela, então, qual não é a nossa surpresa ao ouví-la
falar e perceber que é um homem?
Quantas vezes não passamos por isso? A primeira vez que vi o Shun (Cavaleiros do
Zodíaco), Kurama (Yu Yu Hakusho), Afrodite e Misty (Saint Seiya), só para citar alguns,
tinha certeza de que eram mulheres. Mas o inverso também é verdadeiro: vemos um
garoto magro, de cabelos curtos e olhos grandes, expressão resoluta e movimentos
rápidos e só mais tarde percebemos que é uma mulher. Basta lembrarmos de Noa
(Patlabor) ou Haruka (Sailor Moon S).
Se fosse só isso ainda estaríamos bem, mas ainda
temos mais como o caso dos que gostam de travesti? Homens que adoram vestir roupa
de mulheres, como Olho de Peixe (Sailor Moon Super S), ou mulheres que preferem o
conforto das roupas masculinas, como Haruka/Sailor Urano (Sailor Moon S), são
relativamente comuns em mangás e animes, tanto que a gente passa a desconfiar de
tudo e de todos. Passado o "susto" inicial, logo nos adaptamos e pensamos: "bem, eles
são assim mesmo, vamos desconsiderar o sexo e ver do que ele/ela é capaz". Mas
sempre fica aquela pergunta: o que é que há com esses japoneses malucos? Afinal, por
que eles insistem em pôr esses personagens "esquisitos" nos mangás e animes? Será
que tem tanto gay no Japão? Primeiro precisamos de distinguir claramente três coisas
que, embora muitas vezes andem juntas, não são iguais: androginia, homossexualismo e
travestismo. Parece, mas não é.
Andrógino é uma pessoa que
tem traços masculinos e femininos ao mesmo tempo, ou seja, é dificil dizer qual o sexo da
pessoa. O conceito do andrógino existe desde os antigos gregos: uma lenda grega dizia
que no início o ser humano era andrógino, nem homem, nem mulher. Depois, ele dividiu-
se em duas metades, uma feminina e uma masculina. Porém, cada uma das partes agora
estava incompleta, e passava toda a sua vida tentando achar a sua outra metade para
voltarem ao estado de completude inicial.
É daí que vem as expressões "cara metade" e "alma gêmea" e a ideia de que cada um de
nós tem uma outra pessoa que nos completa. Androginia é algo que causa espanto em
algumas culturas, vide a americana por exemplo, quando um personagem parece
afeminado ou lembra uma mulher por causa dos seus traços, as edições da empresa e os
roteiros são completamente alterados a ponto de fazer com que aquele indivíduo se torne
um personagem correto, ou seja, masculino com todas as letras ou se não houver como
mudar, é preciso ficar no feminino. Olho de peixe, um dos vilões de sailor moon super s,
foi transformado em mulher nos Estados Unidos.
O mesmo aconteceu com Haruka, a Sailor Urano, se vestia como homem e
aparentemente ela não gostava de garotos, além do que era próxima demais da Sailor
Netuno (namoradas), a censura as tornou primas para justificar o ''carinho'', e o fato de
Haruka se vestir como homem ficou alegado que era devido as roupas masculinas
ficarem mais confortáveis nela. Zoicite, vilão da primeira fase de Sailor Moon, também era
homem, além da sua aparência e seu caso com outro vilão, seu sexo foi mudado e ele
virou mulher, ou seja, nesse aspecto a androginia foi extremamente mal vista aos olhos
da censura americana, não só ela como o ''amor livre'', que alguns animes pregam e que
aos olhos de certas culturas, isso pode 'transformar' as crianças, levando-as para o
caminho errado da coisa.
Seiya Kou (Sailor Moon Stars) é um homem que fica mulher quando se transforma em
Sailor. Ele com certeza já entrou em contato com seu lado feminino. O ser andrógino é,
por isso, bastante intrigante: primeiro, não se sabe bem como ele/ela irá reagir, porque
não parece estar ligado a nenhum dos dois "modelos básicos" de comportamento,
masculino ou feminino. Depois, o andrógino (vamos usar o masculino, já que esta é a
forma neutra em português) inspira imensa curiosidade: como será que ele é por baixo da
roupa? Como se pode ser homem e mulher ao mesmo tempo? (se bem que aqui o caso é
mais dos hermafroditas, seres que são masculinos e femininos ao mesmo tempo.
Atualmente, usamos o termo "andrógino" para uma pessoa que geralmente só parece ser
ambos, mas "anatomicamente" é homem ou mulher). E em terceiro lugar, o andrógino
atrai igualmente ambos os sexos e parece à vontade com ambos, podendo ficar tanto
com homens como com mulheres sem realmente causar grande escândalo: afinal, ele
pode ser uma coisa ou outra - ou nenhuma das duas, dependendo do que lhe convenha.
Fora todo esse mistério e fascinação, há várias outras razões para a grande presença de
personagens andróginos em mangas e animes, e todas têm a ver com particularidades da
cultura japonesa. Vamos ver algumas delas.
Na cultura japonesa, a beleza é fortemente associada a coisas
pequenas, delicadas, finas e delgadas, calmas e suaves. Pensem
no bambu, no papel de arroz, na cerâmica, nos olhos e boca
minúsculos das gueixas, nas bonecas e miniaturas, nos arranjos
de flores. Tudo o que é belo é calmo, pequeno e suave. Assim
também as pessoas: o ideal de beleza clássica japonesa são as
gueixas, que são "moldadas" para serem pessoas suaves e
delicadas, e que correspondem mais ou menos à figura básica
feminina no mundo todo. Não estou dizendo que o mundo todo
espera que as mulheres sejam gueixas, mas sim que
costumamos associar os traços de "bonito", "pequeno",
"delicado", "suave" à figura feminina.
Nos mangás e animes temos a possibilidade de "criar" pessoas idealizadas, exatamente
do jeito que queremos (por isso muita gente emocionalmente "meio instável" parece só
poder se apaixonar por "pessoas bidimensionais", sejam elas as bonecas prontas para
tudo das revistas hentai (pornográficas) japonesas ou as "panteras" do poster central da
Playboy, só para citar os casos mais comuns). Desse modo, os personagens de mangá e
anime são desenhados para encarnar as virtudes (ou vícios) mais importantes para o
desenrolar da trama.
Se a característica mais importante de um personagem é ser forte, ele pode ser
desenhado de modo mais rústico, como por exemplo, Goku em Dragonball. E se um
personagem precisa ser refinado e belo, inspirar admiração e atração, ele geralmente é
desenhado de acordo com o ideal de beleza japonesa - ou seja, com traços delicados que
acabam se aproximando fortemente da imagem feminina e, consequentemente, tendem à
androginia, como é o caso de Marron em Bakuretsu Hunters.
Do mesmo modo, a ideia de força, iniciativa, liderança e auto-suficiência tende a ser
associada à figura masculina, principalmente no Japão, onde os papéis sociais de
"homem" e "mulher" ainda são muito marcados. Devido a uma cultura milenar de
segregação dos dois sexos, que praticamente não interagiam na sociedade, mulheres
ativas e com atitudes "agressivas" ainda causam um certo espanto - inclusive eu soube
que o gibi da Mônica chegou a ser proibido no Japão há muitos anos atrás,
provavelmente porque uma menina que sai batendo em meninos seria considerada
"prejudicial à moral e aos bons costumes". (As histórias da Turma da Mônica não enfocam
temas como homossexualismo ou travestismo, apenas a personagem foi usada aqui
como exemplo de choque cultural).
Mas mesmo a Mônica já mostra
como as mulheres de génio forte e grande iniciativa tendem a apresentar "traços
masculinos", como cabelos curtos. O mesmo acontece nos mangás e animes: para
acentuar a independência e a força de vários personagens femininos, bem para mostrar
como elas são diferentes das "mulheres comuns", os mangakas muitas vezes carregam
nos traços comumente considerados masculinos, em especial o cabelo curto e uma
expressão facial mais dura.
Embora haja alguns "sinais" que parecem ser universais no reconhecimento de um
indivíduo como homem ou mulher (como já disse acima, fragilidade e delicadeza
associadas às mulheres, força e agressividade associadas aos homens), cada grupo
social marca (ou não) esses papéis através de diferentes coisas, entre elas, o vestuário.
Nas sociedades de fundo cultural cristão-europeu não há muitas diferenças no vestuário
de países tão diversos como, por exemplo o México e a Argentina, o Canadá, a Itália e o
Brasil. Cada país com seu modo, por exemplo, nos Estado Unidos não existem pessoas
que se dizem ''emo'', lá esse modo de vestir é visto de outra forma, a maioria diz ser
''punk moderno'' e não é tão cultuado a extremos como acontece aqui, já na América
Latina, o Brasil possui esse ''vírus'', assim como Chile e Colômbia.
Diferente do México que segundo algumas pessoas de lá com as quais conversei, o termo
''emo'', sequer existe por lá. Na Argentina também não existe. Ou seja, cada país com
seus modismos, exportados ou não. É uma pena que nosso país sempre absorveu
costumes dos americanos, e alguns deles na verdade não passam de lixo, onde se perde
a indentidade cultural e em alguns casos pessoal. Voltemos ao assunto:
Enquanto as mulheres
passaram a adaptar e a usar a indumentária e o penteado masculino (já que elas
passaram a trabalhar fora, o que antes era domínio exclusivo dos homens), vemos que,
no dia-a-dia, não é aceitável que homens usem roupas consideradas femininas (mas
pensem com que frequência - e naturalidade - isso acontece no Carnaval, quando as
regras sociais são revogadas) e muitos se vestem de mulher alegando se divertir. As
poucas tentativas de homens usarem saias no mundo ocidental ficaram restritas aos
escoceses e a uns poucos artistas ou homens que querem marcar a sua posição à
margem das regras sociais. Kamatari, de Rurouni Kenshin, diz que sempre se sentiu uma
mulher e, assim, se veste como uma.
Assim, a idéia de "travestis", ou seja, pessoas que usam roupas tradicionalmente
associadas ao sexo oposto, está associada à marginalidade (que aliás pode ser bem ou
mal vista, dependendo do seu apego aos valores sociais). Isso não é exclusividade do
Brasil apenas, acontece em todos os grupos sociais. No entanto, quando temos casos de
marcas sociais diferentes em encontros de culturas, pode haver dificuldades de
entendimento. No Japão, a roupa clássica tradicional era o kimono, que no fundo é uma
saia, e que era usado tanto por homens como por mulheres. É claro que há grandes
diferenças entre os quimonos masculinos e femininos, mas o que quero dizer é que para
um ocidental eles parecem sempre a mesma coisa: uma saia.
Nas classes mais humildes, quando homens e mulheres precisavam trabalhar lado a lado
(por exemplo, nas plantações de arroz), ambos os sexos usavam calças praticamente do
mesmo modelo. Assim, vemos que no Japão não parece haver uma tradição tão difundida
de "saias para mulheres, calças para homens" como há na sociedade ocidental, e
podemos imaginar que o fato de um homem usar saias não seja tão surpreendente para
os japoneses como é para nós. Culturalmente, a moda ocidental poderia ser vista, pelos
japoneses, como uma "fantasia" que usam quando querem assumir papéis nos moldes
ocidentais, como na sociedade industrializada de hoje, mas que não precisa ser
necessariamente utilizada com o mesmo valor das regras ocidentais.
Do mesmo modo que no Brasil, homens usam saias no
Carnaval e não ficariam envergonhados de usar quimonos num restaurante japonês, os
personagens de mangás e animes não se sentem "pervertidos" ao usar as roupas do
sexo oposto, seja por praticidade (como Haruka), o que nós consideramos normal, já que
as mulheres também se vestem como homens), como artifício para conseguir o seu
intento (como quando Zoicite se disfarça de Sailor Moon para atacar Tuxedo Mask ou
Bado de Patlabor se disfarça de odalisca para fugir do país) ou simplesmente por "farra"
como Rubi Moon de Card Captor Sakura - que realmente é do sexo masculino, mas optou
por usar o uniforme feminino da escola e saias porque "eram mais bonitas". O mesmo
vale para os cabelos, já que por muito tempo homens e mulheres no Japão usavam os
cabelos compridos embora houvesse diferenças no modo como eram penteados.
Para os japoneses a androginia é uma coisa natural, aliás
passou a ser natural até demais, algo até surpreendente
para uma cultura milenar como a deles. Samurais, ninjas e
povos da era feudal, ficariam chocados em presenciar
tantas mudanças ocorridas no atual Japão. O mais
interessante é perceber que sabem separar o moderno do
antigo, neste caso, a sua cultura permanece até hoje, sem
deixar de lado o modernimo atual, ou seja, sem perder seus
valores.
O fato de ser andrógino ultrapassou até mesmo as telas do anime e foi parar na televisão,
nos filmes e nos doramas. Mas você acha que isso faz com que os japoneses tenham
medo do que os outros pensam? É claro que não. Diferente de outras culturas, tais
atitudes são normais, o que para nosso país seria algo mal visto como um cantor que se
maqueia como mulher ou tem traços assim, ou uma atriz que lembra um menino. No
Brasil situações assim seriam levadas para o lado sexual e do caráter, mas na terra do sol
nascentes seria bem diferente.
Os fãs de anime já se acostumaram a personagens ''diferentes'', realmente todo mundo
têm um choque inicial, afinal, quem nunca já ouvi de pessoas que não entendem de
anime, ou de qualquer coisa ligada a cultura japonesa: Nossa que desenho bonito mas
me explica uma coisa: É um homem isso ou uma mulher?
E ai temos que dizer e pra alguns mais pacientes, falar dos motivos do porquê desse
personagem ser assim. Um dos que gerou mais comentário foi o cavaleiro de peixes
Afrodite (muita gente tinha vergonha de dizer que o signo é peixes quando via o anime, se
não ainda tiver), todo mundo sabe que ele em si parecia uma mulher, mas em momento
algum pareceu ''extremamente afeminado'', ao contrário, lutava normalmente ou melhor
dizendo, era um homem, só que outros traços, aquilo em si foi visto por outros povos
como algo perjorativo, nesse caso 'gay', só que no Japão o cavaleiro não causou espanto
algum, e foi apenas mais um personagem dentre os muitos de cavaleiros do zodíaco.
O próprimo Kurumada em uma entrevista, citou outro personagem que colocaria como
homossexual, e não era Afrodite. Acredito que quem gosta de anime ou é otaku sequer se
importa se personagem A é estranho e personagem B não é, afinal de contas isso já
tornou-se algo comum pra todos, o conceito jamais vai mudar, ainda que alguns insistam
em comentar sobre este ou aquele ser andrógino de tal anime. Os japoneses sabem
muito bem aquilo que fazem, e abordam com muita naturalizade certos assuntos sem cair
no caricaturismo, portanto muitos animes virão, alguns com personagens que parecem
mulheres mas na verdade são homens, e outros que parecem homens e são mulheres. A
androginia é um dos muitos ingredientes adicionados ao anime, e estará sempre presente
nele, ainda que muita gente olhe com desconfiança ou sequer se importe, sempre vai
estar lá.
http://www.anmtv.com.br/2007/09/androginia-no-mundo-dos-animes.html
Tokusatsu: visual andrógino invade os live
actions.
Por Nasdark em var lastDate= '19 de maio de 2007';19 de maio de 2007 | comentários: 0
Os japoneses são famosos em todo planeta por causa da sua tecnologia, em ser os
primeiros em quase tudo que criam, possuem uma forte indústria de animação que
compete de igual ou de forma superior com a americana, são famosos pela indústria de
consoles e jogos de video game. Além de uma cultura rica e milenar. Tirando tudo isso também são
famosos por ditar moda. Essa novidade começou a anos atrás por causa dos cosplayers, a maneira
de se vestir ou de imitar tal personagem de um anime é levada até hoje ao pé da letra, não só lá mas
como também em outras partes do mundo. De uns tempos pra cá a coisa começou a mudar, o visual
dos japoneses que já era em parte afetado pelos animes passou a ficar muito mais em evidência. Na
terra do sol nascente é normal alguns exagerarem no visual ou deixarem um ar de interrogação.
Androginia refere-se a dois conceitos: a mistura de características femininas e masculinas em um
único ser, ou uma forma de descrever algo que não é nem masculino nem feminino, mas no Japão
essa prática é vista de forma normal, em cavaleiros do zodíaco tinhamos vários personagens
andróginos e o mais famoso era o cavaleiro de peixes Afrodite com seu visual chamativo. Além
disso temos milhões de exemplos que não é possível citar. Já no ocidente isto é bem diferente. A
maioria das bandas utiliza para tentar destacar-se e são imitados por várias pessoas. Bandas de rock
frequentemente abusam do visual. No Chile o visual de pintar os cabelos ou colocar um deles
tapando parte dos olhos é normal e já vêm de muitos anos atrás.
Uma banda chamada La Ley, nela um dos integrantes utilizava acessórios
(munhequeira e cinto brilhoso) que hoje em dia são tidos como emos, mas que anos
atrás não eram considerados assim. Ainda por lá a banda Kudai formada por 2 meninas e 2 meninos
se vestem de um modo gótico que aqui no Brasil beira ao modo emo mas não são e menos ainda são
vistos assim. Apenas difundem seus trabalhos sem cair numa forma clichê. Mas voltando aos
japoneses, o sentido desta matéria é a transição que tem acontecido ultimamente: Personagens de
séries e atores, neste caso (homens) que possuem um visual típico de personagens de anime que
possuem ares de androginía. Me chamou a atenção o visual moderno do ator Hirofumi Araki de 23
anos que foi escalado para uma nova série da TOEI, nela ele faz o papel de um vilão (Rio) que é
humano no super sentai mais recente do Japão: "Gekiranger".
Por uma questão de custos a Toei diminuiu o número de atores em seus seriados, optando apenas
pelo elenco principal e aliados, mas na categoria vilões, os atores de carne e osso se tornaram cada
vez menos frequentes, e certamente deve sair mais barato usar fantasias que apenas a voz do ator é
escutada do que colocar algum em cena. Pois bem nesta série há um casal de vilões, e Araki é um
deles, mas seu visual chama a atenção. Não é ser preconceituoso nem nada, o visual do ator na série
e fora dela é bastante interessante. Em seu blog ele mostra diversas facetas de como é no dia a dia e
isso mostra que é uma tendência que vêm sendo seguida e amplamente explorada em outras
produções do gênero, mas o jeito de vestir e de se pentear dos japoneses possui uma forma muito
peculiar.
Nos passam a idéia de serem totalmente abertos, aonde eu quero chegar é que no
Brasil algo assim seria visto como deboche e as pessoas olhariam com maus olhos
para o visual das pessoas que se vestem desta ou daquela maneira, enquanto que do
outro lado do mundo, outra cultura, isso é tolerado. Me impressiona que hajam cada vez mais
personagens que parecem ter saído de um anime com seu visual diferente, o fascínio que a cultura e
as pessoas do Japão nos despertam é justificável. Segundo dizem o ator interpreta muito bem este
vilão e é isso que vale, e mais uma vez ponto para os japoneses que nos mostram que somos muitos
atrasados em certas coisas e ainda nos achamos o povo mais aberto da américa latina quando na
verdade não somos. Transpor visuais diferentes de um personagem que só vemos em anime e que
nos deixa boquiabertos pelo seu modo de se vestir ou agir, tem sido levado para a vida real de uma
maneira muito simples na visão japonesa e sem medo ser anormal e inclusive era algo que poderia
já ter acontecido a muito tempo devido aos curiosos gostos e visuais dos jovens japoneses.
Pena que não veremos Hirofumi atuando já que provavelmente (olha a indireta), a série Gekiranger
se transforme em Power rangers alguma coisa e o papel deste personagem ou irá desparecer ou vai
para algum americano que fará de forma ou idiota (comédia) ou revoltado além da conta. Enfim,
quem sabe um dia teremos de volta os tokusatsus e todas essas diferenças que agradam a todos os
fãs. Espero não ter sido muito vago com alguma coisa, mas entendam que fiz este post ás pressas,
passei a tarde pensando nele e caso tenha sido muito evasivo ou me equivocado em alguma coisa
perdoem, pois não tive tempo de me aprofundar tanto no assunto.
http://www.anmtv.com.br/2007/05/tokusatusu-assim-como-nos-animes-o.html
personagens:
Haku (naruto)
Haku had an androgynous appearance. Naruto exclaimed that he was "cuter than Sakura," after
Haku informed him that he was male. He could also be seen, at times, wearing clothing which
showed a slightly more masculine appearance, or at others a more feminine appearance. Haku had
straight long black hair, that was just about to the length of his shoulder blades. He had pale skin
and brown eyes. He was also quite short for his age.
http://www.youtube.com/watch?v=OFP2nsTQbGI&feature=related
Angel sanctuary
Angel Sanctuary (em japonês: 天使禁猟区, Angel Sanctuary?) é um mangá de Kaori Yuki, do
gênero shojo, lançado pela revista Hana to Yume (Flores e Sonhos), no Japão, entre 1995 e 2001
em um total de 20 volumes. O sucesso do mangá deu origem a três episódios de OVA lançados em
2000 pela Bandai Visual.
No Brasil, Angel Sanctuary é lançado atualmente pela editora Panini em formato de leitura japonesa
em edições mensais de 112 páginas, porém suas encadernações foram modificadas. Foram divididas
e sendo assim duplicadas, resultando em um total de 40 volumes na versão brasileira.
Índice
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//]]>[editar] Tema
Como o próprio título dá a entender o mangá usa como base o tema "anjos", assim como todos os
seus relativos. Porém nem tudo é fiel a Bíblia, principalmente porque para cada religião existem
suas diferenças. Em Angel Sanctuary a autora Kaori Yuki apenas se inspirou nas figuras divinas
modificando-as como bem desejou. A obra também aborda assuntos polêmicos como
homossexualidade e o incesto.
Angel Sanctuary é uma história de um amor proibido que acontece entre irmãos, em meio a uma
batalha entre anjos e demônios. Setsuna Mudô é um adolescente de temperamento agressivo e
poucos amigos. Uma das únicas pessoas que o entende e sempre o apóia é sua irmã, Sara Mudô, por
quem ele nutre um sentimento que está além de seu controle. Entretanto, anjos e demônios
acreditam que Setsuna é a reencarnação de uma anjo chamada Alexiel, que tem uma beleza
encantadora, cujo poder é capaz de mudar o destino dos mundos astrais e materiais. Alexiel tem um
irmão gemêo, chamado Rosiel, que é seu maior inimigo. Rosiel sente uma certa atração sobre
Alexiel. Durante a batalha entre o Céu e o Inferno, Alexiel tentou matar seu irmão Rosiel. Alexiel
rebelou-se contra Deus e foi punida tendo que reecarnar em várias pessoas, sendo sua morte sempre
drástica em cada uma dessas encarnações. A cada retorno, Alexiel sempre tinha um anjo
acompanhando-a.Entretanto,na reencarnação atual, Setsuna, não foi registrada a presença de um
anjo guardião. Alexiel tem um certo rancor de Deus por nunca este tê-la amado, em detrimento de
sempre ter amado Rosiel, seu irmão. Este sentimento é o estopim da guerra entre o Céu e a Terra.
Em resumo, a história é repleta de revelações, suspense, aventura, drama e romance com um
incontável número de personagens cada um com sua história e seu núcleo próprio.
Aviso: Este artigo ou seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).
No decorrer da batalha entre o Céu e a Terra, a personagem Alexiel, um anjo caído, é condenada a
reencarnar em vários corpos humanos, sofrendo sempre uma morte horrível. Uma dessas
reencarnações é a personagem principal Setsuna Mudô, que está destinado a ser um Messias e
salvar a humanidade. Entretanto, ele se desvirtua desse caminho, a fim de proteger sua irmã, e
amante, Sara. Segundo explicado, essa confusão se dá pois a personagem tem que lidar com as
vontades de Alexiel, e as de Setsuna Mudô. Sara na verdade é a reencarnação de Jibrile (anjo
Gabriel).
Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo (spoilers).
[editar] Personagens
Ver artigo principal: Personagens de Angel Sanctuary
[editar] Humanos
Setsuna Mudô - Protagonista da história. Reencarnação da Anjo orgânica Alexiel. Partiu em uma
jornada da parte mais sombria do Inferno(Hades) à parte mais remota do Céu(Atizluth) em busca da
alma de sua irmã Sara Mudô, por quem nutre um amor proibido.
Sara Mudô - Irmã caçula de Setsuna. Corresponde o amor proibido do irmão, por quem morreu
para proteger. Contudo sua alma despertou no corpo da anjo Jibrille (Gabriel).
Sakuya Kira - Amigo de Setsuna e de Katô, é a reencarnação de Nanatsusaya, a espada sagrada de
Alexiel.
Yue Katô - Amigo marginal de Kira,morreu pelas mãos de Setsuna.
Ruri Saiki - Amiga de Sara que possui poderes extra-sensoriais. Incorporou o poderoso Rosiel
tornando-se sua marionete
[editar] Anjos
Adam Kadamon - O ser supremo criado por Deus.Um lendário eremita sagrado.Está ajudando
Setsuna a salvar Sara pois quer ajuda na guerra que virá.
Alexiel - Lendária anjo orgânica, irmã gêmea de Rosiel, que é obcecado pela própria. Lutou a favor
dos evils e, por isso, foi condenada a incontáveis e sofridas reencarnações.
Rosiel - Anjo inorgânico, irmão gêmeo de Alexiel. Alimenta um sentimento doentio por ela. É seu
maior admirador e também seu mais implacável inimigo.Atualmente está em conflito com
Sevotharte para retomar o poder do mundo Celestial.
Catan - Ex-Grigole,tornou-se Anjo graças a Rosiel,sendo agora seu subordinado e quem executou o
plano "Angel Sanctuary".
Doviel - Substituto da grande querubim Jibrille,ex-aliado de Sevotharte.Atualmente segue Rosiel.
Sevotharte - Um dos sete Grandes Anjos do céu.É assistente direto de Metetron,e a quem de fato
governa.
Metatron - Grande serafim,um dos sete Grandes Anjos e quem oficialmente comanda.
Zafkiel - Grande trono,um dos sete Grandes Anjos,escondeua Sara dos outros anjos.
Rasiel - Candidato a oficial no mundo Celestial,e subordinado de Zafkiel.
Jibrille - Anjo da guarda da Água,estava sob custódia de Sevotharte,mas despertou com a alma de
Sara.
Uriel - Anjo da guarda da Terra e quem julga os pecadores.Exilou-se após condenar
Alexiel.Atualmente, é o guardião do Hellgate.
Michael - Anjo da guarda do Fogo e líder dos potentados.Pavio curto,está mais interessado em
conflitos que em política.
Raphael - Anjo da guarda dos Ventos,da virtude e da cura.Um médico tagarela e mulherengo que
não quer se envolver no conflito entre Sevotharte e Rosiel.
Kirie - Candidata a oficial do mundo celestial e fiel serva de Rosiel.
[editar] Demonios
Kurai - Herdeira do rei Gehenna, soberano do mundo dos mortos. Deseja despertar Alexiel que
adormece em Setsuna. Possui uma personalidade explosiva, por algum tempo passa a imagem de
ser um garoto, surpreendendo ao revelar sua verdadeira sexualidade.
Aracne - Primo de Kurai. Também deseja despertar Alexiel, para que lidere as hordas demoníacas
num levante contra anjos.
Voice e Noise - Evils irmãos, aliados de Kurai na luta contra o mundo celestia. Odeiam humanos e,
por isso, não confiam em Setsuna e Kira.
Mad Hatter - Mensageiro do Sheol, o nível mais baixo do inferno. Serve diretamente a Lúcifer.
Astaroth - Um dos sete grande demônios o Conde do Medo.
Colégio Ouran Host Club (em japonês: 桜蘭高校ホスト部(クラブ), Ōran Kōkō Hosuto
Kurabu?) é um mangá de Bisco Hatori lançado na revista LaLa desde 5 de Agosto de 2003.
Posteriormente foi adaptado para um anime digirido por Takuya Igarashi, produzido por Bones. Na
rica escola de Ouran, onde somente os mais ricos podem estudar, é criado um clube de anfitriões
para fazerem companhia a damas com muito tempo livre.
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//]]>[editar] Sinopse
Haruhi é uma garota pobre que ganha a única bolsa de estudos oferecida anualmente pelo colégio
Ouran High School, uma escola fictícia situada em Bunkyo, Tóquio. Este colégio é para alunos
absurdamente ricos. Haruhi é tão pobre que nem uniforme tem, mas não está nem aí, usa um jeans
qualquer, sendo confundida com um menino. Ao chegar no colégio Ouran, numa tarde, procurava
um lugar tranqüilo para estudar, pois a biblioteca está uma algazarra. Acaba achando uma sala de
música supostamente vazia e quieta, onde conhece o Host Club. Então, a moça é confundida com
um garoto, e na pressa de sair dali por estar totalmente envergonhada, acaba quebrando um vaso em
valor estimado em 8 milhões de ienes. Por causa desse acidente, e por ela não ter a mínima
condição de pagar por esse prejuízo, ela é obrigada a trabalhar para o Host Club. Segundo um dos
integrantes do clube, para Haruhi pagar a dívida, ela terá que trabalhar para eles até a formatura.
Então, Haruhi vira o "cachorrinho" do Host Club, fazendo pequenos trabalhos para eles, até que os
meninos do clube, percebem em Haruhi um enorme potencial para ser host, que pode ser a
"sensação masculina" entre as garotas por trás dos óculos enormes que usava, e por trás do cabelo
que tampava a testa. Com a convivência logo, eles descobrem que Haruhi é, na verdade, uma
garota. Mas como uma garota não poderia fazer parte do clube, eles resolvem "ajudá-la" e decidem
guardar segredo sobre o fato dela ser uma garota, assim Haruhi continua com sua imagem de garoto
para todos os outros do colégio, para poder pagar sua dívida.
[editar] Host club
Um host club ou clube de anfitriões no Japão é um clube similar a um hostess club, exceto que as
clientes femininas pagam pela companhia masculina. Alguns clubes de anfitriões especializam-se
também em anfitriões transsexuais. Os Host club são encontrados tipicamente princialmente em
áreas mais povoadas de Japão, e são muito numerosos dentro dos distritos de Tokyo, como
Kabukichō, e Osaka's Umeda e Namba. Os clientes são tipicamente esposas dos homens ou por
mulheres ricas que trabalham como hostesses em hostess club.
O primeiro clube de anfitriões foi aberto em Tokyo em 1966. Em 1996, o número de Host club de
Tokyo foi estimado em perto de 200, e uma noite de entertainment non-sexual poderia custar $500 a
$600. Um professor de estudos das mulheres explicou o fenômeno pela falta dos homens japoneses
de escutar verdadeiramente os problemas das mulheres, e pelo desejo das mulheres em tomar conta
de um homem e ser amada em troca.
[editar] Sobre a série
Ouran High School Host Club foi lançado pela primeira vez na LaLa DX, mesma revista que
publicava Kare Kano.
[editar] Personagens principais
Tipo: Natural
• Haruhi Fujioka x3 : protagonista. Haruhi é uma garota pobre que consegue a única bolsa
para estudar em Ouran, uma escola só para a elite. Assim, não tem dinheiro para comprar
nem o uniforme, se veste de qualquer jeito, sendo confundida com um menino, mas não se
importa. Um vizinho-peste grudou chiclete no seu cabelo pouco antes do ano letivo, por isso
possui o cabelo curto. No ínicio do ano, quando procurava um lugar tranqüilo para estudar,
acabou indo parar no Clube de Anfitriões (Host Club) onde, sem querer, acaba quebrando
um vaso muito caro e arranjando uma dívida enorme. Sem dinheiro para reembolsá-lo, foi
forçada a trabalhar como anfitrião para quitar sua dívida. Detalhe: como garota, ela não pode
fazer parte do clube, então ela tem que esconder seu gênero de toda a escola e assim apenas
os outros membros do clube sabem que ela é uma garota.
Tipo: Principe
• Tamaki Suou: o fundador do Ouran Host Club. Loiro, olhos azuis, quer que o mundo gire em
torno de si, seus sonhos o fazem agir de maneira ridícula, quando percebe que as coisas não
são bem assim, fica depressivo, e de vez em quando acaba delirando. Mas ele é sempre
muito gentil e ajuda os outros sempre que possível. Desde o começo da série é apaixonado
por Haruhi e morre de ciúmes dela (principalmente quando os gêmeos estão com ela), mas
nem mesmo ele se dá conta disso. Ele também diz que o clube é como uma família, e como
ele é o presidente do clube se nomeou de "pai" e diz que Haruhi é sua filha e também diz
que o Kyoya(por ser o vice-presidente) é a mãe. É meio francês e já sofreu preconceito por
causa disso.
Tipo: Intelectual
• Kyoya Ootori: É mandão, não se importa em mandar, subornar, ameaçar. É muito calmo,
nunca perde a classe e mau altera o tom de voz. É ele que obriga Haruhi a entrar no Host
Club e sempre mantém sua dívida atualizada. Claro que tem seu tom de comédia. É
extremamente rico e inteligente.Ele faz com que as pessoas pensem que ele só faz as coisas
em troca de alguma coisa (em geral, critérios). Mas, na verdade, ele gosta de ajudar os
outros, por isso se tornou o melhor amigo de Tamaki.
Tipo: Diabinhos
• Hikaru e Kaoru Hitachiin = São gêmeos idênticos e fingem ter um romance entre si para
agradar as garotas. Eles se consideram os melhores amigos de Haruhi, pois gostam muito
dela e de seu jeito direto, sempre dizendo o que pensa e sem ligar para o que os outros
acham dela. Haruhi é da mesma sala dos gêmeos e foi a primeira pessoa a diferenciá-los,
sendo isso outro motivo para eles gostarem dela. Os irmãos Hitachiin são como uma dupla
dinâmica que prega peças em todos, porém respeitam muito Tamaki (pois ele foi a primeira
pessoa a trata-los de forma diferente e porque ele realmente quis ser amigo deles).E os
irmãos demostram muito ciúme de Haruhi (um dos motivos que fez os irmãos querem tanto
que o sexo de Haruhi ficasse em segredo é porque eles não gostam de outros rapazes
conversando com ela). Hikaru demostra sentir "algo mais" em relação a Haruhi. Diferente de
Kaoru, que sente como se ela fosse como uma irmã. Fora que Kaoru também arma para que
Haruhi e Hikaru tenham um encontro. De acordo com Kaoru, Hikaru é exagerado por
natureza. No episódio cinco eles brigam e Hikaru pinta o cabelo de rosa enquanto que Kaoru
pinta o dele de azul. No final eles contam que fingiram a briga só para que pudessem ir na
casa de Haruhi.
Tipo: Lolito
• Mitsukuni Haninozuka (Honey-senpai): garoto-gênio-kawaii que é apresentado por Tamaki
como "loli-shota type". Tem aparência de uma criança e está no útimo ano do colegial. No
volume quatro do mangá, a autora explica, dizendo que ele nasceu no dia 29/02, fazendo
aniversário de quatro em quatro anos, cresendo mais lento que o normal. É mimado pelas
clientes do clube, e é muito simpático e gentil. Sempre tem seu coelhinho de pelúcia
consigo. É também um lutador incrivelmente forte, sendo um mestre em karatê e judô.
Mitsukuni é mais conhecido por seu apelido, "Honey".
Tipo: Selvagem
• Takashi Morinozuka (Mori-senpai): é daquele tipo silencioso, alto, bonito e com cara de
mau. É primo e servidor fiel de Honey-kun, seguindo uma tradição de suas famílias. Fala
muito pouco de si mesmo (na verdade fala muito pouco de qualquer coisa), e está sempre
preocupado com o bem-estar dos outros através de seus atos. Com jeito que agrada os fãs, é,
segundo Bisco Hatori, junto com os gêmeos, o personagem mais popular da série. Takashi é
mais conhecido por seu apelido, "Mori".
Personagens que entra depois no anime. (por Haruhi '-')
• Renge Houshakuji: é uma otaku, ou seja, fanática por anime e mangá, em especial yaoi, e
jogos de computador. Vem da França para o Japão atrás de Kyoya, seu príncipe. Surpreende
todos do club por ser a primeiro otaku vista por eles em carne e osso. Ao tentar levar a idéia
do Host Club para a França, se frustra, pois lá não são tão modernos. Se auto proclama
gerente do clube. Bisco brinca com taras e clichês das meninas otakus através dela. Ela,
primeiramente gostava de Kyoya por que ele se parecia com um personagem de video game,
depois ela passa a gostar de Haruhi.
• Umehito Nekozawa: é o presidente do clube de magia negra de ouran e está sempre
acompanhado de seu fantoche de gato amaldiçoado Beelzenef. Como ele odeia a claridade,
ele sempre fica em lugares muito escuros e sempre aparece com uma capa escura e pesada
sobre ele. Por isso muita gente tem medo dele(o Tamaki, por exemplo). E por ele sempre
estar com a capa, poucas pessoas sabem que ele é um loirinho de olhos azuis. Ele gosta
muito da irmã (Kirimi), mas ela odeia o escuro e por isso sempre fica na luz(isso torna muito
raro o momento dos dois juntos).
Cavaleiros do Zodíaco
Shun é o mais humilde dentre os cavaleiros de bronze. No original japonês ele usa Boku que é uma
forma comum na língua japonesa para "eu", enquanto os outros usam Ore, a qual é uma maneira
muito mais arrogante de dizer "eu".
Possui traços um pouco andróginos, além de uma personalidade pacífica e tendência bondosa. Essas
características fazem com que alguns fãs achem que Shun seja homossexual, porém não há
nenhuma referência à sexualidade dos cavaleiros no anime nem no mangá, vale lembrar que no
Japão, esse jeito de Shun é considerado algo belo - prova disso são as garotas que no anime e no
mangá o "idolatram". Shun foi o único cavaleiro a beijar uma garota, ele deu um beijo na amazona
de bronze June de camaleão quando ela tentou proteje-lo, querendo que ele não lutasse contra os
cavaleiros de ouro.