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PROJETO DE DOUTORADO

João Batista Farias Junior


Mestre em Filosofia – UFPI
Professor de Filosofia – IFPI

TÍTULO: O PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE DE HANS JONAS: ALCANCES E


LIMITES

RESUMO: A ética da responsabilidade proposta por Hans Jonas tornou-se uma das
principais referências quando se trata de discutir a moralidade diante das ações da
sociedade tecnicamente desenvolvida. Como afirma Jonas, a natureza das ações
humanas foi modificada radicalmente pela técnica moderna. Nosso agir agora está
dotado de um alcance temporal e uma magnitude causal antes inimagináveis.
Assim, uma modificação na natureza das ações requer uma atualização de nossa
reflexão moral, dado que nenhuma ética anterior à técnica moderna dá conta de
mobilizar integralmente os indivíduos para um agir responsável. O objetivo principal
deste trabalho é discutir os alcances da ética jonasiana em sua pretensão de ser
uma ética prática, bem como apontar as limitações da proposta de Jonas frente a
outras teorias éticas elaboradas para a sociedade tecnológica.

1. Introdução (Problematização, Hipótese, Justificativa)

As éticas tradicionais não são mais eficazes, ao ver de Hans Jonas, diante da
natureza modificada no agir humano. As propostas éticas desenvolvidas até o início
do século passado trabalhavam ainda com a ideia de que as ações humanas não
dispunham de um poder tal que pudesse ameaçar seriamente a vida presente, quiçá
inviabilizar sua possibilidade de existência futura. A ciência moderna não só
proclamou a racionalidade como princípio guia para a vida humana, como também
colocou-se como detentora de um caráter moral neutro, isto é, justamente por
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acreditar que a ciência estaria conforme os ditames da razão, suas práticas não
requereriam nenhum tipo de reflexão moral.
Jonas destaca que a técnica dotou-nos de uma nova natureza do agir, um
continente novo para a práxis, no qual nenhum imperativo moral nem legislação
nenhuma têm poderes para impedir o homem de cometer abusos. De fato, vemo-
nos cada vez mais diante de questões éticas que parecem irresolúveis a partir das
legislações vigentes. O filósofo avulta, e este é um ponto que distingue sua teoria
das que o precederam, que essa nova natureza do agir humano requer uma
mudança do ponto de vista espacial e temporal na reflexão ética. Somos capazes
de produzir ações que alcançam e comprometem até mesmo sujeitos do outro lado
do globo, assim como as consequências de nossas ações se prologam
temporalmente podendo prejudicar as gerações futuras, ou até mesmo inviabilizar o
ambiente necessário para a existência destas. Surge, assim, a urgente necessidade
de uma ética para a civilização tecnológica.

A justificativa de uma tal ética, que não mais se restringe ao terreno


imediatamente intersubjetivo da contemporaneidade, deve estender-
se até a metafísica, pois só ela permite que se pergunte por que,
afinal, homens devem estar no mundo: portanto, por que o
imperativo incondicional destina-se a assegurar-lhes a existência no
futuro. (JONAS, 2006, p.22).

Uma ética do futuro, diz Jonas, não significa uma ética no futuro, mas uma
ética atual que se preocupe em proteger a humanidade vindoura dos efeitos das
ações que praticamos contemporaneamente. Jonas rompe os limites de uma
simples justificativa intersubjetiva, em que as pessoas só estariam responsáveis
umas pelas outras enquanto seres que compartilham um mesmo espaço, e
apresenta um novo tipo de relação, completamente isenta de reciprocidade, e
justificada metafisicamente. A responsabilidade com o meio ambiente e com as
gerações futuras é reconhecida como uma atribuição já postulada ontologicamente.

Serão retomadas, do ponto de vista ontológico, as antigas questões


sobre a relação entre ser e dever, causa e finalidade, natureza e
valor, de modo a fundamentar no Ser, para além do subjetivismo dos
valores, esse novo dever do homem, que acaba de surgir. (JONAS,
2006, p.22).

Trata-se de um dever fundamentado no Ser, mas que só


contemporaneamente passou a ser exigido, dado que antes o ser humano não
manuseava nenhum aparato tecnológico que o dotasse de um poder
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comprometedor para a existência presente e futura do Ser. E, assevera Jonas, a


única ética existente que consegue incluir o futuro em sua seara, o marxismo, está
limitada por incorrer em uma visão utópica em relação à tecnologia e sua utilidade.
No marxismo, a tecnologia aparece não só como útil, mas, sobretudo, como
salvaguarda do futuro da humanidade. Jonas destaca, então, os perigos advindos
de uma visão utópica sobre a tecnologia.

A escala inelutavelmente “utópica” da moderna tecnologia leva a que


se reduza constantemente a saudável distância entre objetivos
quotidianos e últimos, entre as ocasiões em que podemos utilizar o
bom senso ordinário e que requerem uma sabedoria iluminada.
(JONAS, 2006, p.63).

Jonas lembra, de início, em O Princípio Responsabilidade, algumas


características das éticas desenvolvidas até seu tempo. Seriam elas: uma natureza
fixa e já dada; uma noção de bem referente ao agir; uma definição de limites das
ações dos homens. No entanto, tais noções não dão mais conta de refletir sobre o
agir moral do homem, pois, segundo Jonas, a natureza do agir humano foi
modificada pela tecnologia moderna. E é tarefa da ética considerar tais
modificações e refletir sobre o modo como nossas ações clamam agora por um
novo tipo de pensamento moral. Algo que, ao contrário da característica utópica da
técnica moderna, convoca-nos a uma humildade que deverá estar
proporcionalmente ligada à natureza do nosso poder.
Na história da humanidade, o homem restringiu-se a pensar seu agir apenas
no âmbito da cidade e das relações com seus concidadãos. A natureza,
considerada autossuficiente e apta a restaurar-se mesmo com as ações dos
homens, não fazia parte do rol da moralidade. Jonas deu exemplos de como a
relação entre homem e natureza na era anterior à técnica moderna se dava sob um
comando não tão destruidor, antes, os resultados das ações humanas eram de
natureza efêmera, diminutos e estavam de acordo com o próprio ciclo de renovação
do meio natural. “Ainda que ele atormente ano após ano a terra com o arado, ela é
perene e incansável; ele pode e deve fiar-se na paciência perseverante da terra e
deve ajustar-se ao seu ciclo.” (JONAS, 2006, p.32).
Jonas estabelece cinco pontos a partir dos quais podemos comparar as
mudanças no agir humano. Resumidamente são: 1. A techne não fazia parte do
domínio da ética, com exceção da medicina. 2. As éticas diziam respeito somente
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ao trato dos homens entre si. 3. A técnica não operava sobre o ser humano, e este
era considerado possuidor de uma essência fixa. 4. O bem e o mal eram
determinados a partir dos efeitos mais curtos e imediatos de uma ação,
desconsiderando-se qualquer consequência futura das ações. 5. Os imperativos ou
leis morais eram estabelecidos a partir das relações imediatas entre os homens1.
As éticas tradicionais estão edificadas somente sobre as relações entre os
homens (antropocentrismo) de um dado tempo e lugar. E além da natureza ser
desconsiderada pelo homem em seu agir, o próprio homem era tomado como
possuidor de uma essência, tida como determinada, não passível de modificação
por seu agir.

O universo moral consiste nos contemporâneos, e o seu horizonte


futuro limita-se à extensão previsível do tempo de suas vidas. Com o
horizonte espacial do lugar ocorre algo semelhante, no qual o que
age e o outro se encontram como vizinhos, amigos ou inimigos,
como superior hierárquico e subalterno, como o mais forte e o mais
fraco, e em todos os outros papéis nos quais os homens têm a ver
uns com os outros. Toda moralidade situava-se dentro dessa esfera
da ação. (JONAS, 2006, p. 36).

Apesar de suas críticas às éticas tradicionais por conta de suas limitações,


Jonas ainda as considera válidas dentro da esfera cotidiana da interação entre os
homens. Porém, é necessário outro pensamento moral, mais amplo e eficaz, para
dar conta dessa nova natureza do agir humano, bem como do dever em considerar
moralmente a vulnerabilidade na natureza.

A natureza como uma responsabilidade humana é seguramente um


novum sobre o qual uma nova teoria ética deve ser pensada. Que
tipo de deveres ela exigirá? Haverá algo mais do que o interesse
utilitário? É simplesmente a prudência que recomenda que não se
mate a galinha dos ovos de ouro, ou que não se serre o galho sobre
o qual se está sentado? Mas “este” que aqui se senta e que talvez
caia no precipício – quem é? E qual é o meu interesse no sentar ou
cair? (JONAS, 2006, p.39-40).

A ética jonasiana deve ser considerada uma alternativa às éticas


antropocêntricas, uma vez que ensaia pensar a natureza como possuidora de um
valor moral, não só por ser o homem dependente desta, mas, sobretudo, por ser ela
mesma um bem-em-si.

1
Cf. JONAS, 2006, p.35-36.
5

O saber ocupa uma posição especial na moral, segundo Jonas. A


imprevisibilidade das ações tornou-se um sério problema para a ética. Deve-se
reconhecer a ignorância que temos em relação aos diversos efeitos futuros que o
uso da técnica eventualmente podem trazer. O prolongamento espaçotemporal das
ações em nosso tempo requer uma igual consideração ética. E, segundo Jonas,
nenhuma ética e nenhuma metafísica, desenvolvidas anteriormente, dá conta de
oferecer um princípio que nos guie nesse percurso.

Isso significaria procurar não só o bem humano, mas também o bem


das coisas extra-humanas, isto é, ampliar o reconhecimento de “fins
em si” para além da esfera do humano e incluir o cuidado com estes
no conceito de bem humano. Nenhuma ética anterior (além da
religião) nos preparou para um tal papel de fiel depositário – e a
visão científica de natureza, menos ainda. Esta última recusa-nos
até mesmo, peremptoriamente, qualquer direito teórico de pensar a
natureza como algo que devemos respeitar – uma vez que ela a
reduziu à indiferença da necessidade e do acaso, despindo-a de
toda dignidade de fins. (JONAS, 2006, p.41).

As ações humanas na era da tecnologia moderna se inscrevem sob o signo


da ambivalência: mesmo quando utilizada com boas intenções, a técnica moderna
representa um perigo2. Surge, assim, uma grande dificuldade para rotularmos as
ações que envolvem a técnica moderna como boas ou ruins. O perigo, ou melhor, o
mal, reside na própria essência da técnica moderna. Cabe à ética, diz Jonas, atentar
para a ambiguidade das ações técnicas e resguardar os sujeitos de sua
interferência3.
Unida à ambivalência das ações técnicas estão, também, a sua
“irreversibilidade” e o seu “caráter cumulativo”. As consequências das ações
humanas no cenário tecnológico contemporâneo apresentam um forte caráter
cumulativo: cada ação soma-se às demais e, num momento de grande imersão
tecnológica, todas as esferas da vida humana, bem como das demais espécies de
seres vivos, estão envolvidas pelo poder da técnica moderna. Não bastasse isso,
esse poder do qual se fala é tal que, dada sua complexidade, tem-se uma
irreversibilidade das intervenções tecnológicas na vida moderna. Assim como sua

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Jonas não pretendia com isso tornar-se um tecnofóbico. Sua atenção volta-se para a técnica
moderna graças ao fato de que agora ela se apresenta com uma configuração tal que as demais
teorias ética não deram-se conta de sua nova capacidade.
3
Cf. JONAS, Hans. Ética, medicina e técnica: sobre a prática do princípio responsabilidade. São
Paulo: Paulus, 2013, p.52.
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presença é imperativa, ela não nos deixa meios de revisar nossas ações, nem de
reverter nenhum erro cometido.
O conceito de responsabilidade adequa-se a este panorama pois admite,
simultaneamente, uma atenção para com as intervenções tecnológicas, bem como
um minucioso cuidado em relação às implicações contemporâneas e,
principalmente, futuras de tais ações.

Num período da história em que a humanidade vive sob a sombra do


niilismo, sem normas objetivas, a universalidade deve ser capaz de
lidar com a multiplicidade de valores que emergem a cada dia; o
“princípio responsabilidade” se configura em uma confissão de uma
nova e paradoxal humildade, a de que o poder humano é infinito e
ao mesmo tempo insignificante diante dos próprios desdobramentos
e consequências de sua aplicação. (ALENCASTRO, 2004, p.112).

A ética da responsabilidade jonasiana torna-se, assim, uma via segura para


refletirmos sobre os problemas morais advindos dos avanços científicos e da
utilização da técnica, sobretudo, porque funda-se no que há de mais objetivo para
pensarmos a moralidade: o corpo vivo. Porém, mesmo recebendo de alguns críticos
uma respeitosa saudação por sua tentativa de fundamentar ontologicamente o
princípio moral da responsabilidade, outros destacam algumas imprecisões e
fragilidades de tal fundamentação. Nesse sentido, um filósofo se destaca como
importante crítico do projeto ético joasiano. Karl-Otto Apel, filósofo alemão
pertecente à chamada Escola de Frankfurt, acusa Jonas e outros filósofos morais
contemporâneos de não apresentarem uma fundamentação de fato apropriada para
suas propostas éticas.
Jonas, ao ver de Apel, não aprensenta um princípio ético que possa ser
universalizado pois rejeita um conceito fundamental para uma tal universalidade: a
reciprocidade. Apel afirma ser necessário reconhecer a reciprocidade entre os seres
humanos pois sem ela estaríamos a desconsiderar a igualdade entre todos nós.
Outro ponto importante da crítica apeliana à ética da responsabilidade jonasiana é a
própria fundamentação ontológica. Segundo Apel, uma tal fundamentação
ontológica não daria conta do problemação da necessidade e fundamentação da
ética por recorer a uma explicação abstrata, vazia e ahistórica sobre o ser humano.
Nossa contribuição será apresentar uma avaliação da ética da
responsabilidade de Hans Jonas em relação aos ditames morais de nossa época,
questionando se, de fato, um imperativo moral como o formulado por Jonas pode
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ser tomado como saída para superação das questões éticas suscitadas pela
tecnologia moderna. E se a fundamentação ontológica como pensada por Jonas
pode ser acusada de formalista ou se, apropriadamente, nos oferece uma base
segura para um imperativo.
Nesse sentido, pretendemos ainda avaliar a proposta jonasiana frente à ética
também centrada no conceito de responsabilidade de Karl-Otto Apel. Apresentando
como justificativa para essa escolha de um diálogo com Apel a necessidade de
ampliarmos a noção de responsabilidade para além de seu papel como princípio
deontológico, compreendendo-a também como um dos componentes centrais dos
discursos contemporâneos, como algo que deve ser incorporado e desenvolvido por
todos os membros de nossa sociedade, sobretudo por aqueles que manuseiam
aparatos e técnicas nocivos à vida em geral.
A pesquisa se faz necessária, primeiro, tendo em vista que Jonas ainda é um
filósofo pouco conhecido, como elemento de difusão e comentário de sua obra.
Segundo, é de grande importância a elaboração de uma leitura crítica que consiga
acrescentar ao pensamento de Jonas elementos que o tornem ainda mais objetivo e
adequado ao que se espera de uma ética para a era da civilização tecnológica.

2. OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral:
- Elaborar uma análise da ética da responsabilidade de Hans Jonas com o
intuito de apontar o alcance de tal ética na sociedade tecnologicamente
desenvolvida, bem como os limites dessa proposta e sua fragilidade em
relação a outras teorias éticas.
2.2 Objetivos específicos:
- Explicitar o conceito de fundamentação ontológica para Hans Jonas;
- Apresentar a necessidade da responsabilidade ser assumida não
apenas como princípio deontológico, mas, especialmente em nossa
época, como uma virtude moral a ser desenvolvida pelo homem da era
tecnológica;
- Ampliar a noção de responsabilidade de Hans Jonas, destacando o
papel deste conceito, sobretudo na discussão política contemporânea;
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- Avaliar a ética principialista de Jonas em comparação com a ética do


discurso de Karl-Otto Apel.

3. METODOLOGIA

Hans Jonas apresenta três fases em sua carreira como filósofo, o que se
destaca é que, para além da peculiaridade de cada uma, todas podem ser
compreendidas a partir de um horizonte comum: a superação do dualismo presente
na tradição filosófica ocidental. Tanto nos estudos sobre o gnosticismo dos
primeiros cristãos, passando pelos estudos sobre o organismo e chegando à
elaboração de uma ética para a sociedade tecnológica, Jonas defende a elaboração
de um monismo integral como ponto de superação do dualismo niilista no qual se
inscreve nossa tradição filosófica. Nossa tese procura destacar a importância do
conceito de liberdade tanto elaboração do monismo integral, quanto na
fundamentação da ética da responsabilidade.

Entre os principais comentadores da obra de Jonas que serão utilizados


como suporte no desenvolvimento deste trabalho, além daqueles que já foram
citados neste projeto, estão DONNELLEY(2004), FONSECA(2010), FURIOSI(2003),
LARRÈRE e POMMIER(2013), MICHELIS (2007), MIRANDA(2012), MORRIS
(2013), RUSSO(2004), TIBALDEO(2009), VIANA(2010) e WOLFF(2009). As obras
destes auxiliarão principalmente na compreensão da filosofia da biologia de Jonas,
bem como nos proporcionarão uma importante confirmação de que a obra ética de
Jonas está alicerçada em sua filosofia da vida. Pretendemos ir além dessas
análises, aprofundando a interpretação do conceito de liberdade em Hans Jonas.

Ampliar uma proposta ética como a de Jonas exige, logicamente, uma


avaliação quanto às limitações e alcances de seus objetivos. Nesse sentido, nosso
projeto virá a contribuir para a discussão moral contemporânea indicando de que
modo a ética da responsabilidade jonasiana fornece apropriadamente um princípio
moral para as ações humanas na era da tecnologia, assim como também
ressaltaremos as possíveis lacunas na fundamentação do princípio
responsabilidade.

A proposta aqui em questão é a de que, devemos utilizar como chave para


entendimento do projeto ético de Jonas o conceito de vida proposto pelo mesmo em
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sua obra a respeito do fenômeno biológico da vida, considerando ainda a revisão do


conceito de liberdade e a importância deste para a ética da responsabilidade, assim
como para o próprio ser, em seu sentido biológico.

Metodologicamente, tomaremos como foco principal os conceitos de vida e


liberdade, tendo estas como noções chave para compreensão de sua ontologia. É
graças à operacionalização desses conceitos que mais se evidencia a possibilidade
de ampliação da fundamentação da ética da responsabilidade jonasiana. A
ampliação do conceito de liberdade em relação a toas as formas de vida permite,
assim defendemos, a superação da visão antropocêntrica da maioria das éticas
contemporâneas, o que as impede de aturarem como éticas ambientais, em um
sentido verdadeiramente amplo.

4. CRONOGRAMA

Ano 1º Ano 2º Ano

Fases do Trabalho 1º Sem 2º Sem 1º Sem 2º Sem

Disciplinas X X

Estudo sistemático da
bibliografia principal e
X X X X
levantamento das fontes
secundárias.

Seleção e documentação
X X X X
das fontes secundárias

Redação do primeiro
X X
capítulo da tese

Redação do segundo
X X
capítulo da tese

Ano 3º Ano 4º Ano

Fases do Trabalho 1º Sem 2º Sem 1º Sem 2º Sem


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Redação do terceiro
X X
capítulo da tese

Qualificação X

Redação do quarto
X X
capítulo da tese

Defesa X

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