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Resumo Geografia

1. Tipos de catástrofes naturais

2. Tempestades violentas
Existem vários tipos de tempestades:
 Tornado: fenómeno meteorológico repentino e curto que é uma forte
corrente giratória e ascendente de ar, formando uma coluna que liga a
superfície da terra a uma nuvem de grande dimensão
 Ciclone tropical: centro de baixas pressões atmosféricas que se forma sobre os
oceanos e que pode evoluir para uma tempestade violenta. Dura vários dias e
pode afectar várias regiões. Designa-se como ciclone (no Indico); furacão (no
Atlântico) e tufão (no Pacifico).

Tanto os tornados como os ciclones são fenómenos meteorológicos extremos, ou seja,


tempestades violentas, acompanhadas de ventos fortes, chuvas intensas, ondas
gigantes, provocando inundações.

3. Tornados
Os tornados formam-se a partir de nuvens de tempestades – supercélulas – formadas
pelo encontro de uma massa de ar frio com outra de ar quente.
Os tornados ocorrem no interior dos continentes, sobretudo na zona temperada do
norte, sendo mais comuns nos EUA, no chamado “corredor dos tornados”, onde uma
massa de ar frio encontra uma massa de ar quente. Em Portugal, os tornados são de
pequena dimensão.
4. Tempestades tropicais
Os furacões, tufões e ciclones começam com a formação de um centro de baixas
pressões sobre o oceano, nas latitudes intertropicais, que ganham força e dimensão. O
ar quente e húmido eleva-se em espiral, originando ventos fortes, nuvens de grande
desenvolvimento vertical e horizontal e chuvas intensas.
Em Portugal, a zona onde é mais provável ocorrerem furacões é a zona dos Açores.
Contudo, quando estes atingem esta zona, já perderam a força.

5. Prevenção de tornados e furacões


Não é possível prever a ocorrência de tornados, contudo é possível identificar as
condições atmosféricas que podem levar à sua formação. Como é um fenómeno visível
desde a formação, podem tomar-se precauções até à sua chegada, como, por
exemplo, recorrer a abrigos subterrâneos (que são frequentes nos EUA).
Os furacões podem ser previstos até cinco dias antes de ocorrerem e pode estimar-se
a sua trajetória. É possível assim, alertar as populações de modo a que estas possam
colocar-se a salvo.

Em suma:
6. Seca
Seca é um período de persistência anómala de tempo seco, causando problemas no
abastecimento de água. Pode ser:
 Seca meteorológica: período mais ou menos prolongado com valores de
precipitação muito baixos
 Seca hidrológica: redução dos níveis médios da água nos reservatórios e
toalhas freáticas. Este tipo de seca apenas é notada quando a falta de
precipitação se reflete noutros elementos do sistema hidrológico.

Os períodos de seca devem-se a razões de ordem meteorológicas e também ocorrem


em certos climas. Uma seca meteorológica tem origem numa situação em que um
anticiclone se mantém a influenciar uma região durante muito tempo, impedindo a
formação de precipitação. As regiões mais afetadas pela seca, além das zonas de
deserto são:

 As de clima tropical seco e mediterrâneo


 As do interior dos continentes, muito afastadas do mar ou protegidas por
barreiras de relevo, que impedem a chegada de ventos húmidos.

Em Portugal, as regiões mais afetadas pela seca são o sul e o interior onde o clima é
mais seco, devido à influência subtropical e continental, respetivamente.

As secas meteorológicas originam secas hidrológicas pois a ausência de precipitação


leva à descida do nível de água nos rios, lagos e albufeiras.

As secas têm efeitos mais graves nos países pobres onde a capacidade de distribuição
e armazenamento de água são menores e a população está mais vulnerável.

As consequências das secas são:

 Prejuízos económicos, em especial na agricultura


 Degradação dos solos
 Salinização das toalhas freáticas
 Redução da biodiversidade
 Propagação de pragas e pestes que destroem as colheitas
 Escassez de alimentos que leva à perda de vida humana

Para suavizar estas consequências podem tomar-se certas medidas:

 Construção de albufeiras e reservatórios para armazenar água


 Criar infraestruturas de captação e armazenamento de água
 Evitar práticas agrícolas que degradem e esgotem os recursos hídricos
 Reduzir ou eliminar fontes de poluição e degradação de recursos hídricos
 Racionalizar a água

Em suma:

7. Ondas de calor e frio


Ondas de calor ocorrem quando a temperatura média diária é superior em 5ºC ou
mais à temperatura normal para a época, durante, pelo menos, seis dias.
Ondas de frio ocorrem quando a temperatura média diária é inferior em 5ºC ou mais à
temperatura normal para a época, durante, pelo menos, seis dias.
Assim, as ondas de calor e de frio correspondem a valores de temperatura superiores
ou inferiores aos habituais, durante, pelo menos, 6 dias seguidos. São mais frequentes
nas zonas temperadas, sobretudo de clima continental e mediterrâneo. Estas regiões
estão mais sujeitas à variação da influência de:
 Massas de ar quente tropical, associadas às ondas de calor
 Massas de ar frio polar, associadas às ondas de frio.
Em Portugal, as ondas de calor e de frio são mais intensas no interior, devido ao efeito
da continentalidade.

8. Efeito das temperaturas extremas


As situações de temperaturas extremas são catástrofes naturais porque:
 São um risco para a saúde humana, em especial de crianças, idosos e sem
abrigo, que são mais vulneráveis, podendo ocorrer vitimas mortais por
hipertermia (calor) ou hipotermia (frio)
 Podem causar prejuízos na agricultura por destruição de colheitas (o frio
provoca geada e o calor seca e queima as plantas)
 Ondas de frio provocam tempestades de gelo
 Ondas de calor favorecem os incêndios

9. Como combater o excesso de calor ou frio

10. Cheias e Inundações


Cheias: fenómeno hidrológico extremo, de frequência variável, natural ou induzido
pela ação humana, que consiste no transbordo de um curso de água em relação ao seu
leito normal, originando a inundação dos terrenos.
Inundações: fenómeno hidrológico extremo, de frequência variável, natural ou
induzido pela ação humana, que consiste na submersão de uma área normalmente
emersa.

As cheias ocorrem, assim, quando a água dos rios e lagos transborda para além do leito
normal. Ocorre a inundação das margens. As cheias resultam de:

 Chuvas intensas e continuadas ou fortes e de curta duração


 Fusão de neves e gelo
 Queda de um dique ou paredão de uma barragem

As inundações podem resultar também de ondas que alcançam a costa e inundam o


litoral. São mais frequentes nas regiões onde:

 O clima tem uma estação de chuvas intensa, como na Ásia das Monções
 Há condições para a formação de chuvas convectivas, como no interior da
Europa e América do Norte
 Rios recebem água da fusão de neves e gelo das montanhas

Em Portugal, as zonas com risco mais elevado são as planícies do curso final dos rios,
como o Douro e Tejo e também o Algarve, devido ao regime torrencial das ribeiras,
que têm cheias frequentes.
As cheias têm consequências que dependem da sua dimensão e das áreas que
afectam:

 Perda de habitações e vidas humanas


 Isolamento de casas e povoações
 Danos materiais
 Inundações e estragos em vias de comunicação e outras infraestruturas
 Interrupção das atividade económicas
 Alterações ambientais

Os efeitos são mais graves em zonas mais vulneráveis como:

 Leitos de cheia ocupados com construções


 Solos muito impermeabilizados
 Falta de cobertura vegetal

As cheias podem ter efeitos benéficos como a fertilização dos solos e a remoção de
poluentes.

As cheias podem ser prevenidas através da gestão correta das bacias hidrográficas:

 Construção de barragens para regularizar os caudais


 Ordenamento das áreas ribeirinhas e limpeza dos leitos de cheia
 Criação e manutenção de sistemas eficazes de escoamento de águas pluviais
 Reflorestação dos terrenos com risco de derrocada

11. Movimentos de vertente


Os movimentos de vertente são a rutura e deslizamento ou derrocada de grande
quantidade de rochas ou terras, ao longo de um talude ou de uma vertente que pode
ter várias causas (chuvas intensas, sismos, entre outras).
Uma avalanche é uma massa de neve acumulada que, repentinamente, se solta e
movimenta rápida e violentamente, precipitando-se em direção ao valr. Durante a
descida, aumenta de volume e ganha velocidade, podendo atingir os 160 km/h.

Os movimentos de vertente ocorrem em áreas de declive mais ou menos acentuado,


com vertentes instáveis.
As principais causas dos deslizamentos são:
 Perda de cobertura vegetal por causa da desflorestação e dos incêndios
 Erosão provocada por um curso de água na base da vertente, conjugada com a
gravidade
 Chuvas intensas e infiltrações de água
 Escoamento da água da precipitação à superfície, que arrasta terra e
vegetação.

Os movimentos de vertente podem ser:

Os movimentos de vertentes são agravados pela ocupação humana sem planeamento


e não suportada por infraestruturas de estabilização de vertentes. Por isso, os seus
efeitos são mais graves nas zonas menos desenvolvidas.

As avalanches ocorrem em zonas de montanha, onde há queda de neve. Podem ser


provocadas por um movimento ou ruído que solta a neve instável. Na descida,
acumula mais neve e arrasta vegetação e rochas, abatendo-se sobre o vale. Se houver
ocupação humana, pode haver consequências graves.

Os movimentos de vertentes provocam:

 Perda de solo, devido ao arrastamento das terras


 Alteração da configuração das vertentes
 No caso de haver ocupação humana:
o Soterramento de edifícios, com prejuízos e perda de vidas humanas
o Obstrução ou queda de troços de estrada
o Destruição de campos agrícolas e suas culturas

Assim, para prevenir estes riscos, devem tomar-se medidas como:

 Evitar deflorestação
 Instalar sistemas de drenagem de águas nas vertentes instáveis
 Estabilizar as vertentes com infraestruturas de suporte e fixação dos materiais
rochosos
 Planear e ordenar a ocupação humana das vertentes e dos espaços que elas
podem afetar de modo a não colocar em risco a sua estabilidade

Em Portugal, os movimentos de vertente são mais frequentes nas áreas de montanha, em


especial no noroeste, vale do Douro e Cordilheira Central. Nos Açores, na ilha de S. Miguel, são
frequentes devido às chuvas intensas. O risco é mais elevado na Madeira devido à intensa
ocupação humana das vertentes e aos declives muito acentuados.
12. Noções importantes
 Atmosfera: camada gasosa que envolve e protege a Terra
 Gases com efeito de estufa (GEE): gases como o dióxido de carbono, metano e
outros que retêm a radiação terrestre, permitindo a manutenção da
temperatura média da baixa atmosfera.
 Economias emergentes: países, como a China, Índia e Brasil, com um grande
crescimento económico devido, essencialmente à recente industrialização

13. Atmosfera
A atmofera é constituida essencialmente por azoto e oxigénio, contendo ainda outros
gases.

A atmosfera tem algumas funções:


 Protege a superfície terrestre de meteoros e da radiação solar nociva para os
seres vivos
 Regulariza a temperatura, devido ao efeito de estufa
 Contém oxigénio – gás essencial à vida

A atmosfera tem uma espessura de cerca de 1000 km, atingindo maior altitude no
Equador devido ao movimento de rotação da Terra. Pela densidade e temperatura,
podemos distinguir algumas camadas:

 Exosfera: camada exterior, muito rarefeita onde circulam os satélites artificiais


 Termosfera: camada onde ocorre a maior parte da absorção da radiação solar
o que faz com que a temperatura aumente com a altitude. A maior parte dos
meteoros que atinge a atmosfera é destruída pelo impacto e pelas
temperaturas formando “estrelas cadentes”. É nesta camada que se formam
as auroras boreais e austrais
 Mesosfera: quase não há absorção de radiação pelo que a temperatura
diminui com a altitude
 Estratosfera: tem vários estratos e é onde está a camada de ozono que
absorve a radiação ultravioleta. A temperatura mantém-se até aos 25 km e
depois aumenta. Alguns aviões circulam na baixa estratosfera por aí haver
menos turbulência
 Troposfera: camada mais densa e que está em contacto com a superfície
terrestre. Aqui ocorrem os fenómenos meteorológicos (nuvens, precipitação,
tempestades). A temperatura diminui com a altitude numa proporção de
menos 5,5 ºC por cada 1000 metros de altitude – gradiente térmico vertical.
14. Ação da atmosfera sobre a radiação solar
Sem atmosfera, não haveria equilíbrio térmico na Terra. A atmosfera impede que
cerca de metade da radiação solar atinja a superfície terrestre através de:
 Reflexão pelas nuvens, gases e partículas sólidas (27%) que reenvia a radiação
para o espaço
 Reflexão pela superfície terrestre (4%)
 Absorção pelo ozono, vapor de água, poeiras e nuvens (21%) que aquece a
atmosfera
 Absorção pela superfície terrestre (48%) que converte a energia solar em
energia calorifica que é emitida pela Terra- radiação terrestre

Albedo: percentagem de energia solar recebida que é reflectida por uma dada
superfície (mais ou menos 30%).

A atmosfera tem gases que não absorvem a radiação terrestre e a deixam escapar para
o espaço. Mas, certos gases absorvem a radiação e refletem-na para a superfície –
contrarradiação. Estes gases são os gases com efeito de estufa (GEE):
 Mais importantes: vapor de água, ozono e dióxido de carbono
 Outros: metano, óxidos de azoto, clorofluorcarbonetos (CFC)

As nuvens e a poeira também contribuem para este processo que mantém uma
temperatura média de 15ºC aproximadamente e que permite a existência de vida. A
atmosfera também tem um papel importante no ciclo hidrológico pois absorve, retém
e liberta água, permitindo a sua contínua circulação e a ocorrência de fenómenos
meteorológicos.

Assim:

15. Aumento do efeito de estufa


As atividades humanas têm contribuído para o aumento da concentração de GEE na
atmosfera, em especial do dióxido de carbono o que provoca o aumento do efeito de
estufa – maior retenção da radiação terrestre e maior concentração de calor o que
aumenta a temperatura média da superfície terrestre. O aumento do GEE deve-se às
atividades humanas que libertam: dióxido de carbono (CO2), óxido nítrico (N2O),
metano (CH4), ozono (O3); dióxido de enxofre (SO2) e clorofluorcarbonetos (CFC).
Os maiores emissores destes gases são:
 Países desenvolvidos: como os EUA, EU, Rússia e Japão, com tendência a
diminuir, devido ao desenvolvimento tecnológico, à desindustrialização e às
medidas de prevenção
 Novos países industrializados, como as economias emergentes (como a China
e a Índia) onde ainda não existem normas ambientais

16. Consequências do aumento do efeito de estufa


O aquecimento global devido ao aumento do efeito de estufa provocará mudanças
climáticas como:
 Aumento de temperatura em todo o globo em especial no hemisfério norte, a
norte do círculo polar ártico
 Aumento da frequência e intensidade da precipitação que provocará maior
número de inundações e chuvas menos frequentes noutras áreas, com mais
secas e aceleração da desertificação
 Maior ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos – tempestades,
furacões, tornados, cheias e secas.

O aquecimento global poderá afetar muitas pessoas, conduzindo à redução das


produções agrícolas e ao aumento da desigualdade na distribuição de recursos
hídricos.

17. Modificações nos ecossistemas


Umas das primeiras consequências do aquecimento global será o degelo dos glaciares
das áreas de montanhas e subpolares. A subida de temperatura provoca a dilatação
térmica das águas superficiais dos oceanos o que, juntamente com o aumento do
volume dos mesmos devido ao degelo dos glaciares, levará à subida do nível médio
das águas do mar.
Estas alterações modificarão ou farão desaparecer muitos habitats naturais, como os
dos deltas, estuários e recifes.
Outros efeitos do aquecimento global são o aumento de fogos florestais, nas áreas
onde o verão se torna mais seco e longo; e expansão do habitat natural de insetos
transmissores de doenças tropicais como a malária e o dengue.

Em suma: