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XI Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação - SEPesq

Centro Universitário Ritter dos Reis

Os problemas socioambientais causados pela hidrelétrica de Itaipu


Ana Paula da Silva Picketti
Aluna do curso de Engenharia Civil
Centro Universitário Ritter dos Reis
anapaulapicketti1@gmail.com

Luiza Bartz Noschang


Aluna do curso de Engenharia Civil
Centro Universitário Ritter dos Reis
luiza_noschang@outlook.com

Orientação: Prof. José Antônio Colvara de Oliveira - UniRitter

Resumo: Este artigo se propõe a apresentar alguns dos principais problemas socioambientais
causados pela construção da Hidrelétrica de Itaipu, e o que foi feito para reverter tal situação
pelos órgãos públicos responsáveis bem como a própria sociedade daquela região. Trata-se de
uma busca por fatos históricos cuja consequência ambiental e social provocou ou provocará
intercorrências para o meio ambiente e a população. A busca pela aproveitamento dos recursos
naturais de um país, leva muitas vezes seus governantes a estabelecerem metas que de certa
forma são egoístas com a natureza do local. No caso do Brasil, um país ainda novo, com suas
leis e questões políticas que se encontram, por vezes, defasadas em relação ao salto que o país
deu nos últimos tempos, mais precisamente a partir da metade do século XX, é fácil de entender
porquê algumas questões não foram levadas em consideração na época da construção da Usina
de Itaipu, como as questões de degradação do bioma, e a desapropriação de centenas de
famílias, que até hoje muitas não foram devidamente indenizadas. Com este trabalho
pretendemos, longe de esgotar o assunto, lançar pelo menos uma tênue luz sobre a escuridão de
que se reveste as consequências deste empreendimento.

1. Introdução

A busca pela aproveitamento dos recursos naturais de um país, leva muitas vezes
seus governantes a estabelecerem metas que de certa forma são egoístas com a natureza
do local. No caso do Brasil, um país ainda novo, com suas leis e questões políticas que se
encontram, por vezes, defasadas em relação ao salto que o país deu nos últimos tempos,
mais precisamente a partir da metade do século XX, é fácil de entender porquê algumas
questões não foram levadas em consideração na época da construção da Usina de Itaipu,
como as questões de degradação do bioma, e a desapropriação de centenas de famílias,
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que até hoje muitas não foram devidamente indenizadas. O momento em que estava sendo
construída a hidrelétrica, era de verdadeira tensão política, a chamada Ditadura Militar.
Mesmo que já estivesse quase no fim de sua participação política em cenário nacional, o
militarismo defendia duramente suas convicções e desta forma, acabava por não deixar
com que houvessem espaços de debates, que defendiam os interesses da sociedade e o
que ela considerava importante para o desenvolvimento do país, fossem abertos.

Sendo resultado de intensas negociações na década de 60, ITAIPU, foi o nome


escolhido para designar a hidrelétrica que geraria mais kW do que qualquer outra usina no
planeta. Seu nome pertencia a uma ilha que existia no local onde seria realizada a
construção e tem origem tupi-guarani e tem como significado ‘’pedra na qual a água faz
barulho’’.

Naquele local, encontrava-se uma ilha, quase sempre submersa,


chamada Itaipu, logo após uma curva acentuada de rio, onde a
correnteza parecia medir forças com os barrancos e a poucos
quilômetros da confluência com o Rio Iguaçu. Estudos indicavam
para aquele ponto um rendimento energético excepcional, em
virtude de um longo cânion escavado pelo Rio. (ITAIPU, 2015)

Foi um dos projetos de engenharia mais ambiciosos da época e, para a realização


deste, o curso do rio sul-americano teve de ser bloqueado. De acordo com o site da
empresa que administra a usina, a Itaipu Binacional, quarenta mil trabalhadores foram
contratados para este imenso desafio que, consistia em lutar contra as forças da natureza,
altas temperaturas e constantes ameaças das enchentes assassinas.

Durante o andamento da obra, a equipe ambiental de ITAIPU, que contava com


apenas 17 voluntários, fazia o mapeamento da área que seria alagada. Milhares de
hectares da preciosa natureza desapareceram, assim como, dezenas de milhares de
habitantes perderam suas terras naquela imensa inundação. Na área que seria alagada
para a construção da barragem haviam no município de Guaíra as Sete Quedas, que na

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época eram a principal fonte de renda da região. Na verdade existiam ali 18 quedas de
água, porém foram nomeadas assim pois decidiram homenagear as 7 mais formosas.

Com a construção da hidrelétrica, em sete árduos anos, muitos operários perderam


suas vidas, famílias foram desabrigadas e as Sete Quedas, assim como também a fauna e
flora existente na região, ao final da construção, simplesmente desapareceram, apenas
deixando registros em fotos e documentos das antigas famílias que ali residiam e da
Prefeitura de Guaíra e de outros municípios que cercavam o curso do rio.

A importância que Itaipu possui hoje no cotidiano do nosso país e também de outros,
é incontestável, porém deve-se salientar o quanto foi pago não somente pela mão humana,
e por bens humanos, mas também pela natureza. Cabe a nós, futuros engenheiros,
preocupados não apenas com a dimensão técnica do empreendimento, mas sempre e
acima de tudo, com o futuro e o bem-estar do ser humano, indagar sobre o sentido que teve
a perda de tantas riquezas nacionais e se isto valeu mesmo para que essa gigante obra
fosse concluída.

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Usina Hidrelétrica de Itaipu

Fonte: ITAIPU, 2015

Este trabalho tem como objetivo apresentar pesquisas e dados que mostrem tudo
que foi perdido, e que poderiam sim ter sido salvos de alguma forma. A importância à
aspectos ambientais e sociais deveriam ser um dos principais focos na época da
construção, por todos os envolvidos na administração do projeto. Um planejamento amplo
não só de toda a construção, mas tudo que envolvia essa grande obra deveriam ter sido
realizados bem antes do início do projeto.

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Socialmente a usina causou impactos, que por sua vez também foram irreversíveis,
tais como a morte de muitos operários, a perda de terras, de terras que pertenciam a
famílias há décadas, lembranças estas que jamais foram esquecidas. Será que a
indenização dada aos proprietários destes locais, realmente paga a dor da despedida? A
vontade de voltar e relembrar tudo que passou, gerou e continua gerando muita tristeza à
milhares de famílias.

Salienta-se aqui que o objetivo deste artigo não é o de contestar a importância que a
usina se faz hoje, até porque, talvez se ela não existisse o país não teria se desenvolvido da
forma como se desenvolveu desde a construção da hidrelétrica. Mas, sim, adota como
ponto de partida a importância que deve ser dada à estudos e pesquisas que demonstram o
desastroso impacto ambiental e social causado por essa obra. Pretende-se chamar atenção
do quanto se perdeu, de riquezas nacionais, que simplesmente foram substituídos por uma
natureza criada pelo homem, para fins de simplesmente satisfazer anseios governamentais
de crescimento.

2. Da construção da hidrelétrica, à degradação do bioma nativo

Através do próprio site da Itaipu, podemos tomar conhecimento de que as obras


tiveram seu final em outubro de 1982, no entanto:
O fechamento das comportas do canal de desvio, para a formação do reservatório da
usina, dá início à operação Mymba Kuera (que em tupi-guarani quer dizer “pega-
bicho”). A operação salva a vida de 36.450 animais que viviam na área a ser
inundada pelo lago. Devido às chuvas fortes e enchentes da época, as correntezas
do Rio Paraná levaram 14 dias para encher o reservatório. A lâmina de água soma
135 mil. (ITAIPU, 2015)

A construção da usina hidrelétrica de Itaipu, teve participação significativa na


degradação do bioma brasileiro Mata Atlântica, esse por sua vez, segundo IBGE (2015)
possui apenas 7% de sua formação original bem conservada em todo o país. É claro que a

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degradação deste bioma não adveio somente desta grande obra, mas também de todo o
desenvolvimento urbanístico que se manteve principalmente na área deste bioma. Antes de
introduzir a usina como um fator de degradação do bioma, apresenta-se neste artigo as
características do bioma.
Como explica MMA (2015) a Mata Atlântica é formada por vários conjuntos de
formações florestais (dentre elas: Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Estacional
Semidecidual, Estacional Decidual e Ombrófila Aberta) que se estendiam por 17 estados
brasileiros, hoje em apenas 15. De sua formação original restam apenas 22% em diferentes
estágios de crescimento, porém apenas 7 % está em bom estado, algumas partes
protegidas por áreas de preservação que possuem pouco mais de 100 hectares
fragmentados. Das espécies vegetais existentes no Brasil, cerca de 35% pertencem à Mata
Atlântica, ou seja, aproximadamente cerca de 20.000 espécies ainda existem apesar do
tanto que já foi degradado. Já sua fauna atual possui cerca de 2.039 espécies de animais.
Estes dados são fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente, que ainda afirma que este
bioma é priorizado no processo de preservação ambiental do país. Também é importante
citar que este bioma possui legislação específica, porém pelo assunto abordado neste
artigo, pode-se dizer que em relação à usina essa lei foi criada tardiamente.
De acordo com o relatório final de Levantamento de Cobertura Vegetal Nativa do Bioma da
Mata Atlântica, disponível no site do Ministério do Meio Ambiente, na região onde se localiza
a hidrelétrica de Itaipu, e outras regiões próximas, abrange a Floresta Estacional
Semidecidual, que dentre todas as outras da Mata Atlântica é a mais devastada possuindo
apenas 4% de sua formação original.
No ano de 2000 a lei nº 9.985 (BRASIL-MMA, 2015) promoveu a criação do Sistema
Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, que foi dividido em dois grupos, os de
proteção integral e os de uso sustentável. Perto da usina entre os municípios de Santa
Terezinha do Itaipu e São Miguel do Iguaçu, existe o Parque Nacional do Iguaçu, criado
pelo decreto lei nº 1.035 de 10 de janeiro de 1939, (BRASIL-CD, 2015), este dentro do
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Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, faz parte do grupo de


proteção integral, e pela ONU ele foi considerado em 1986 Patrimônio Natural da
Humanidade. Foi a partir destes fatos que a devida importância ambiental foi dada à esta
região do país, essa importância pode ser evidenciada algum tempo após o término da
construção da usina em 1997, uma rodovia que passa por dentro do Parque Nacional do
Iguaçu, a Estrada do Colono que liga o Brasil à Argentina encurtando cerca de 200
quilômetros, foi fechada para fins de preservação do pouco que resta do bioma da região.

3. Impactos Sociais e urbanísticos

A construção da Usina Binacional, promoveu uma perda significativa da natureza


daquele local, pois a enorme demanda de mão de obra, fez surgir ao entorno desta grande
construção vários vilarejos que por sua vez não possuíam a estrutura adequada para a
recepção de uma quantia significante de famílias. Agravando desta forma, regiões nas quais
se quer haviam um planejamento de saneamento básico ou de vias de circulação. Tornando
assim vilarejos que a partir da construção, não eram mais totalmente rurais, mas sim
urbanizados. Outro fato que já vem sendo citado desde a introdução deste artigo, é da
enorme represa que teve de ser formada para que a usina pudesse funcionar, e esse fato
nos leva a mais um problema social, enumeras propriedades rurais foram extintas, e
centenas de famílias se juntaram, em maior parte, a estas aglomerações urbanas que
estavam se formando.
Bom, estas aglomerações foram se desenvolvendo com o passar o tempo, e mesmo com o
término na grandiosa obra, muitas continuaram a crescer, famílias ainda vinham de outros
estados do país em busca de qualidade e prosperidade de vida, pois a Usina ainda
precisava de trabalhadores para atuar nas operações cotidianas. Logo as cidades
cresceram, devastaram mais mata nativa e urbanizavam cada vez mais a região, poucas
áreas rurais permaneceram, e pouco se falava de preservação ambiental.

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4. O que foi feito para reverter os impactos gerados pela usina

No ano de 2000 a lei nº 9.985 promoveu a criação do Sistema Nacional de Unidades


de Conservação da Natureza, que foi dividido em dois grupos, os de proteção integral e os
de uso sustentável. Perto da usina entre os municípios de Santa Terezinha do Itaipu e São
Miguel do Iguaçu, existe o Parque Nacional do Iguaçu, criado pelo decreto lei nº 1.035 de 10
de janeiro de 1939, este dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da
Natureza, faz parte do grupo de proteção integral, e pela ONU ele foi considerado em 1986
Patrimônio Natural da Humanidade. Foi a partir destes fatos que a devida importância
ambiental foi dada à esta região do país, essa importância pode ser evidenciada algum
tempo após o término da construção da usina em 1997, uma rodovia que passa por dentro
do Parque Nacional do Iguaçu, a Estrada do Colono que liga o Brasil à Argentina
encurtando cerca de 200 quilômetros, foi fechada para fins de preservação do pouco que
resta do bioma da região.
A empresa que administra a hidrelétrica, a Usina Binacional, também promove
programas que ajudam a combater os impactos causados à natureza dentre estão estão
áreas destinadas à preservação de espécies da fauna e flora que existiam na área alagada.
Exemplos disto são os corredores da biodiversidade que de acordo com a Itaipu Binacional
permitem a dispersão dos genes de flora e fauna. Sendo um autêntico “corredor da vida”,
capaz de neutralizar o “efeito ilha”, que compromete a diversidade das espécies e as expõe
ao risco de extinção. O primeiro passo para a implantação do Corredor da Biodiversidade foi
reconstituir a ligação verde entre a faixa de proteção do reservatório da Itaipu e o Parque
Nacional do Iguaçu, nos municípios de Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu.
Outros programas de educação ambiental são de suma importância para a
preservação da natureza, entre eles destaca-se “Cultivando Água Boa” que visa promover
diversas ações socioambientais às populações pertencentes à bacia hidrográfica do Paraná
III, desta forma conscientizam muitas pessoas sobre o quão importante se faz a água no
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cotidiano, e principalmente, de forma subjetiva, que a água é a matéria prima da usina


hidrelétrica.

4 Conclusões
Diante disso e de muitos outros fatos e ações importantes, pode-se avaliar a criação
de uma natureza humanizada, predestinada muitas vezes não somente à preservação de
meios atingidos com toda a evolução urbanística que se faz presente no cenário do país,
mas também uma das principais fontes de renda e crescimento, o turismo. O lucro sobre a
natureza já de praxe no Brasil, pode ser exemplificado dentro do próprio Parque Nacional do
Iguaçu, onde foram realizados pontos turísticos estratégicos, como as passarelas que levam
às Cataratas.
Tanto a usina quanto o parque permitem visitação técnica e turística, ambas taxadas,
de acordo com o decreto-lei nº 1.035 de janeiro de 1939, pelo qual todo o valor arrecadado
pela usina é remetido a empresa que a administra, já o parque à manutenção do parque e
aos cofres públicos.
Todo esse desenvolvimento urbanístico, traz ao Brasil cada vez mais novas famílias,
e novas aglomerações urbanas, que por vezes não possuem estrutura adequada para
receber uma quantidade grande de pessoas, surgindo assim as periferias. E foi exatamente
isso que aconteceu na construção da usina hidrelétrica de Itaipu, a obra precisou de
milhares de operários e trabalhadores dispostos a enfrentar duras cargas de trabalho. Não
foi muito difícil de encontrar trabalhadores, logo chegavam de diversas partes do país
caravanas de operários, que fizeram com que a pequena cidade de Foz do Iguaçu, na
época havia apenas 20 mil habitantes, aumentasse tanto a ponto de ter 9 mil moradias
novas e aproximadamente 101.447 habitantes. E todo esse salto populacional em menos de
4 anos.
O aumento populacional na região se faz presente até os dias atuais, promovendo
cada vez mais uma preocupação para a administração pública ambiental, que por sua vez
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deve ser capaz de organizar políticas que delimitem áreas de preservação ambiental, e
também combater os crimes ambientais, tais como caça e pesca clandestinas na região e
também o desmatamento ilegal.
A administração pública do país juntamente com a Usina Binacional, devem atentar
aos aspectos ambientais, que foram causados pela construção da hidrelétrica, e as
consequências que os impactos trouxeram. Não é de hoje que que este assunto vem sendo
abordado, mas sim desde quando a usina começou a ser planejada, grupos de
pesquisadores se engajaram a fazer pesquisas e levantar dados, estes que levantaram
questões extremamente preocupantes para a natureza do país. Como já foi citado tanto os
órgãos governamentais ambientais quanto a empresa que administra a hidrelétrica,
promovem diversos programas ambientais para tentar diminuir os impactos causados por
todo esse desenvolvimento. Mas é preciso mais, para que este bioma não desapareça
naquela região, e cause problemas muito maiores, como por exemplo a seca total dos
reservatórios da usina e também dos rios que a cercam.

Referências

BRASIL-CD. Câmara dos Deputados. DECRETO-LEI 1035 – Disponível em <


http://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1930-1939/decreto-lei-1035-10-janeiro-1939-
372797-publicacaooriginal-1-pe.html> Acesso em 14 set 2015.
BRASIL-MMA. Ministério do Meio Ambiente. LEI No 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000 –
Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=322>. Acesso
em 14 set 2015.
HISTORY CHANNEL. Documentário: Gigantes da Engenharia – USINA DE ITAIPU –
Disponível em < https://www.youtube.com/watch?v=t868kON5lYA>. Acesso em, 14 set
2015.
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IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, disponível em <


http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/mapas_doc6.shtm> 2015
ITAIPU – Itaipu Binacional, disponível em < https://www.itaipu.gov.br/nossa-historia> 2015
MMA – Ministério do Meio Ambiente, disponível em
<http://www.mma.gov.br/biomas/mata-atlantica> 2015

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