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Instituto Superior Técnico

Teoria dos Circuitos e Fundamentos da Electrónica

2º Semestre – 2009/2010

1º Ano – Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica

Baseado nas aulas e nas apresentações de TCFE de 2010, da docente Teresa Mendes
de Almeida

Andreia Santos, nº 67312


Resumos TCFE 2010

Índice
Grandezas ...................................................................................................................................... 3
Cálculo de Grandezas, Leis ............................................................................................................ 3
Componentes ................................................................................................................................ 3
Outros componentes .................................................................................................................... 4
Transformador .......................................................................................................................... 4
Amplificador Operacional (Ampop) .......................................................................................... 4
Díodo ......................................................................................................................................... 6
Díodo Zener ............................................................................................................................... 9
Transístor de Junção Bipolar ................................................................................................... 10
Leis e Teoremas ........................................................................................................................... 16
Equivalentes Norton e Thévenin de Circuitos variados .......................................................... 17
Métodos de Análise de Circuitos, Cálculo de Grandezas ............................................................ 18
Transitórios em Circuitos ............................................................................................................ 18
Função Escalão ........................................................................................................................ 19
Sinal sinusoidal ........................................................................................................................ 19
Simplificações .............................................................................................................................. 21

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Resumos TCFE 2010

Grandezas

B – Susceptância (Siemens, S) Q – Carga (Coulomb, C)


C – Capacidade (Farad, F) R – Resistência (Ohm, Ω)
G – Condutância (Siemens, S) V – Tensão (Volt, V)
I – Corrente (Ampere, A) Y – Admitância (Siemens, S)
P – Potência (Watt ou Joule/segundo, Z – Impedância (Ohm, Ω)
W) τ – Tau (Segundos, s)

Cálculo de Grandezas, Leis

Potência Lei de Ohm Condutância Valor Médio

P> 0 – Recebe energia


P <0 – Cede energia
Potência Potência Média
Valor Eficaz
Instantânea (Potência Activa)

Potência Dissipada pela Resistência

Componentes

Componente Condensador Bobine


Representação

Corrente
Carga
-
Armazenada
Tensão
Energia
Armazenada
Tensão constante – corrente Corrente constante – tensão
nula. nula.
Em DC condensador comporta- Em DC bobine comporta-se
Outras
se como um circuito aberto. como um curto-circuito.
Informações
vC(t) não pode variar iL(t) não pode variar
instantaneamente, tem de ser instantaneamente, tem de ser
contínua. contínua.

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Resumos TCFE 2010

Outros componentes

Transformador

Transformador ideal – resistência dos fios desprezada; fluxo Φ no núcleo liga as


espiras das 2 bobines.
Tensão na Bobine 1 -

Relação entre as duas bobines do transformador

Grandeza Relação
Tensão

Corrente

Resistência
Potência Atenção ao sentido das correntes.

Amplificador Operacional (Ampop)

Componente activo;
Precisa de tensões de alimentação para funcionar;
Permite realizar operações aritméticas;
2 Terminais de alimentação (VCC e VEE);
2 Terminais de entrada (VIN+ e VIN-);
1 Terminal de Saída (VOUT) que é limitada pelas de alimentação (VEE <VOUT <VCC).

Características do Ampop Ampop Ideal não saturado Ampop Ideal saturado


Amplifica a diferença de tensão nas Resistência de Saturação
entradas; entrada infinita; positiva
Tem uma resistência de entrada muito Correntes de v+>v- - v0=VCC
elevada; entrada são nulas; Saturação
Tem resistência de saída muito baixa; Resistência de saída negativa
Tem dois modos de funcionamento: é nula; v+<v- - v0=VEE
o Zona linear – funcionamento Ganho de tensão é
como um amplificador infinito;
( , onde A é Curto-circuito virtual
o ganho de tensão do ampop; nas entradas do
o Zona de saturação (positiva e ampop - v+=v-;
negativa) – saída limitada pelas
tensões de alimentação.

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Resumos TCFE 2010
Analisar circuito com um Ampop

Considera-se Ampop Ideal Não saturado;


Escreve-se KCL para nós de entrada do ampop e para outros nós do circuito que
sejam relevantes. Não se escreve para o nó de saída pois desconhece-se a
corrente de saída.

Tipo de
Imagem Características
Circuito
Ampop com saída ligada à
entrada inversora;
Circuito
Realimentação negativa;
seguidor
Vo=Vs com circuito isolador
de Tensão
(buffer);
Vo<<Vs sem circuito isolador.

Chama-se circuito inversor


Circuito porque graficamente a forma
inversor de onda da tensão de saída
aparece invertida
relativamente à forma de onda
da tensão de entrada.

Circuito
Não
inversor

Circuito
somador

Usa-se o teorema da
sobreposição e subdivide-se o
circuito num circuito inversor e
num circuito não inversor.
Circuito
Subtractor

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Resumos TCFE 2010
Díodo

Formado por material semicondutor:


o Intrínseco (puro) – lacunas criadas por electrões que se libertam das
ligações covalentes -
o Extrínseco (impuro) – impurezas do tipo
 N – predominam electrões (dopado com antimónio, arsénio,
fósforo);
 P – predominam lacunas (dopado com alumínio, boro, gálio,
índio).
Um díodo comporta-se como um interruptor direccional – a corrente positiva
passa do ânodo para o cátodo.
Um circuito com díodos e resistências pode ser utilizado para realizar funções
lógicas AND e OR.

Díodo de Junção PN

Funcionamento de um díodo
Zona directa
VD>>nVT

Zona inversa
iD -IS
Para tensão constante, vD diminui
2mV por cada

Equações do díodo
Grandeza Legenda
-15
IS – corrente de saturação (~10 A); duplica por cada
;
n – coeficiente de emissão ( ; n=1 circuito integrado,
n=2 componentes discretos);
VT – tensão térmica (25 mV @ 20 C).
K – constante Boltzmann ( );
T – temperatura absoluta (K= C+273);
q – carga do electrão ( ).

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Resumos TCFE 2010
Análise de um circuito com díodos

Cálculo matemático

Traçar os gráficos das correntes iD e iR e encontrar o ponto


Solução gráfica
de intersecção.
Iniciar cálculo com estimativa inicial; iterativamente calcular
Cálculo iterativo iR=iD e vD; parar quando critério de convergência é
atingido.

Modelos para o Díodo


Modelo Imagem Díodo On Díodo Off
Díodo substituído por
Díodo substituído por
curto-circuito;
circuito aberto;
vD = 0; iD> 0;
iD = 0; vD < 0;
Díodo Ideal Valor da corrente
Valor da tensão
determinado pelo resto
determinado pelo
do circuito onde o
resto do circuito.
díodo está inserido.
Díodo substituído por
Díodo substituído por
fonte de tensão;
circuito aberto
vD = VD0; iD> 0;
iD = 0; vD < VD0;
Fonte de Tensão Valor da corrente
Valor da tensão
determinado pelo resto
determinado pelo
do circuito onde o
resto do circuito.
díodo está inserido.
Díodo substituído por
fonte de tensão em
série com resistência; Díodo substituído por
vD = VD0 + RD iD; iD > circuito aberto;
Fonte de Tensão 0; iD = 0; vD < VD0;
e Resistência ; Valor da tensão
Valor da corrente determinado pelo
determinado pelo resto resto do circuito.
do circuito onde díodo
está inserido.

Circuitos com díodos


Tipo de Circuito Imagem Características
Limitadores Limitam a tensão de saída; protegem os
(Tensão de outros componentes impedindo que a
saída medida tensão de entrada ultrapasse os limites
aos terminais impostos.
do díodo) Limitador duplo - limita tensão

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Resumos TCFE 2010
inferiormente e superiormente
Limitador simples - limita tensão
inferiormente ou superiormente
½ Onda (Positivo)

Rectificadores
Bloco essencial
na constituição
das fontes de ½ Onda (Negativo)
tensão.
Conversão de
sinais
alternados em Onda Completa em Ponte (Positivo)
contínuos.
(Tensão de
saída medida
nas
resistências)

Onda Completa (Negativo)

Com ponto médio em transformador

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Resumos TCFE 2010

Quando díodo conduz, condensador


carrega e vo » vl;
Quando díodo corta, condensador
descarrega através de R: ;
Escolha de ;
R=RL não se pode alterar;
Escolha de C em função do período do sinal
e da ondulação do sinal saída:
C elevado - carga é muito lenta; pode não
acompanhar a variação da entrada;
Detector de C baixo - descarga é muito rápida; provoca
pico muita ondulação (ripple) no sinal de saída;
Calcular a ondulação da tensão de saída:
Considerar descarga aproximadamente
linear (em vez de exponencial);
Admitir corrente de descarga constante
(valor do início da descarga);
Tempo de descarga » período do sinal (no
rectificador de ½-onda);
No Detector de Pico com rectificador de
onda completa a ondulação é menor (»
metade) porque tempo de descarga (» T/2)
é menor.

Díodo Zener

Especialmente concebido para funcionar na zona de


disrupção;
Tem aplicação como regulador de tensão;
Mantém tensão praticamente constante aos seus terminais
independentemente:

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o Da corrente a entregar à carga;
o Da variação nas tensões de alimentação;
Pode estar a funcionar em qualquer das 3 regiões: directa, inversa ou de
disrupção;
Em cada uma das zonas usa-se um modelo linear que aproxima díodo real.

Modelos para o Díodo Zener


ON (zona directa) OFF (zona inversa) Zener (zona de disrupção)
iD> 0 vD > VD0 ID=0; -VZ <vD iD <0; vD=-VZ
Usar um dos modelos <VD0 -VZ tipicamente da
já considerados para o Circuito-aberto ordem de dezena-
díodo; centena de V
Ideal; fonte de tensão;
fonte de tensão +
resistência

Na zona de disrupção (breakdown)


Característica é praticamente vertical;
Tensão é aproximadamente constante;
Díodo a funcionar na zona de disrupção pode ser usado para obter uma tensão
constante.

Transístor de Junção Bipolar

Descrição do componente
3 Terminais:
C – colector
B – base
E – emissor
A seta marca o terminal do emissor, o sentido da
corrente e o sentido da junção pn entre base e
emissor.

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Resumos TCFE 2010

Tipos de TJB Característica de Transferência

Regiões de Funcionamento do TJB


Região de
Zona de Corte Zona Activa Zona de Saturação
funcionamento
Polarizada
Junção BE Polarizada directamente Polarizada directamente
inversamente
Polarizada
Junção BC Polarizada inversamente Polarizada directamente
inversamente
Circuitos
Aplicação Típica Amplificador Circuitos lógicos
Lógicos
; ;
; ;
Equações

Circuito aberto
Modelo
entre todos os
equivalente
terminais.

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Resumos TCFE 2010

Circuitos com Transístores


Circuito Descrição
Polarização Funcionamento em Zona Activa;
Um bom circuito de polarização é
insensível a variações de:
Valores reais das
resistências;
Ganho de Corrente β;
Temperatura (IC varia com
T).

Amplificação Funcionamento em Zona Activa;


A corrente no colector ou no emissor é DC e insensível a variações da
temperatura ou do β;
Seguidor de Ganho unitário;
Emissor Impedância de entrada elevada ( );
Impedância de saída baixa ( );
Isola o gerador de carga (evita o efeito de divisor de tensão).
Fonte de IE fica imposta pela fonte de corrente e deixa de haver dependência
corrente da temperatura.
Espelho de Corrente: Espelho de Corrente múltiplo:

Quantos mais TJBs estiverem ligados


pior será a relação Ik/IREF.

Corrente de Espelho
melhorado:

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Resumos TCFE 2010

Análise de circuitos com Transístores:


Ponto de Funcionamento em Repouso – eliminam-se as fontes AC (fontes de
tensão são substituídas por curto-circuito; fontes de corrente por circuito-
aberto);

Modelo para Sinais fracos (incremental)


Controlado por
Controlado por Tensão Parâmetros
Corrente
(IC – corrente no colector; VT –
tensão térmica);
(rπ – resistência entre a base e o
emissor olhando da base);
(re – resistência entre a base e o
emissor olhando da base);
;
;
(Efeito de Early; Ro é a
resistência vista do colector).

Acoplamento entre amplificadores


Para não alterar a polarização dos vários andares amplificadores;
Usam-se condensadores de acoplamento entre os amplificadores;
Os condensadores bloqueiam a componente DC (porque com tensão DC os
condensadores funcionam como um circuito aberto), deixando passar a
componente AC do sinal a amplificar;
Escolhem-se as capacidades dos condensadores para que nas frequências de
interesse os condensadores correspondam a curto-circuitos.

Dependência da temperatura
O ganho de corrente β aumenta com a temperatura;

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Resumos TCFE 2010
A tensão VBE diminui com a temperatura;
Para compensar os efeitos da variação da temperatura inclui-se uma resistência
RE ligada ao emissor, que estabiliza a corrente.

Amplificador Diferencial
Os sinais de entrada podem decompor-se em duas parcelas:
Componente de modo comum:
Componente diferencial:

Funcionamento em Modo
Funcionamento em Modo Comum
Diferencial

Ganho de
Tensão

Ganho de
Tensão com
-
Degeneraçã
o
Ganho de
Tensão sem
Degeneraçã -
o (isto é, RX
= 0)
Vista pelo gerador de tensão
Vista pelo gerador de tensão vc ligado
Impedância vd ligado entre as duas
às duas entradas:
de entrada entradas:

Vista da saída simples (num


dos colectores):
Impedância
-
de saída
Vista da saída diferencial:

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Resumos TCFE 2010

Esquema

Há simetria no circuito Há anti-simetria no


IEE divide-se igualmente por Q1 circuito
e Q2 vx=0 (teorema da
Transístores estão na zona sobreposição)
activa Corrente passa em Q1
Correntes são independentes ou Q2 (levando a que
do sinal de entrada um deles esteja na
Circuito não responde à zona activa – aquele
componente de modo comum em que passa toda a
das entradas corrente – e o outro na
zona de corte)
consoante polaridade
de vD

Características de Transferência
Gráficos Equações

Considera-se a zona linear apenas


para
A zona linear é muito estreita
Permite apenas amplificar sinais vD
muito pequenos.

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Resumos TCFE 2010

Limites de validade da aproximação


considerada - Quando o par
diferencial está desequilibrado.
Para aumentar a zona linear e se
poder amplificar sinais maiores basta
acrescentar resistências em série
com o emissor (aumenta-se o valor
da resistência de entrada,
aumentando a zona linear). O ganho
de tensão, no entanto, diminui, assim
como a distorção no sinal de saída.

Relação de Rejeição de Modo Comum (CMRR):


Se o par diferencial for perfeitamente simétrico,
Na prática existem sempre assimetrias, pelo que CMRR é finita mas muito elevada.

CMRR – saída num dos colectores:


Para obter CMRR elevada:
Garantir simetria no par diferencial;
Fonte de corrente com resistência interna elevada;
Usar um espelho de corrente na realização da fonte de corrente;
Utilizar resistência RX baixa (quando há degeneração do emissor).

Leis e Teoremas

KCL ou Lei dos Nós


A soma das correntes que entram num nó é igual à soma das
correntes que saem desse nó.

KVL ou Lei das


Malhas
A soma algébrica das tensões numa malha é zero.

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Resumos TCFE 2010
Num circuito linear, a tensão ou corrente é calculada como a
soma algébrica das contribuições individuais de cada um dos
geradores independentes agindo isoladamente.
Isto é, de todo o circuito, elimina-se todos os geradores
Teorema da independentes (se for de corrente faz-se circuito aberto, se for
Sobreposição de tensão faz se um curto circuito) excepto um e calcula-se
uma grandeza em função do gerador que resta. Faz-se isto
para todos os geradores e a grandeza a calcular é a soma de
todas as calculadas para cada um dos sub-circuitos. Os
geradores independentes nunca são eliminados do circuito.
Teorema de
Thévenin Um circuito Linear, quando visto de um par de terminais, é
equivalente a um circuito constituído por uma fonte de tensão
em série com uma resistência.
VTH = VOC – tensão em circuito aberto
RTH – resistência vista dos dois terminais

Teorema de Norton Um circuito Linear, quando visto de um par de terminais, é


equivalente a um circuito constituído por uma fonte de
corrente em paralelo com uma resistência.
IN = ISC – Corrente em curto-circuito
RTH – resistência vista dos dois terminais
Relação entre
Teoremas de
Thévenin e Norton

Equivalentes Norton e Thévenin de Circuitos variados

Circuito Análise do Circuito


VOC = 0;
Sem Geradores ISC = 0;
RTH = Simplificação das resistências do circuito.
VOC = calculada em circuito aberto;
ISC = calculada fazendo um curto-circuito aos terminais;
Só com Geradores
RTH = Simplificação das resistências do circuito após
Independentes
eliminação dos geradores.
Podem calcular-se apenas duas grandezas.
VOC = calculada em circuito aberto;
Com Geradores ISC = calculada fazendo um curto-circuito aos terminais;
Independentes e RTH = Obtida pela relação dos Teoremas de Norton e
Dependentes Thévenin, não pode ser obtida pela eliminação dos
geradores.
VOC = 0;
ISC = 0;
Só com Geradores
Aplicar uma fonte de tensão de teste VT = 1V aos
Dependentes
terminais dos quais se quer o equivalente;
Calcular IT (corrente de teste);

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Resumos TCFE 2010
Pela relação dos Teoremas de Norton e Thévenin,
calcular a RTH ( ).

Métodos de Análise de Circuitos, Cálculo de Grandezas

Divisor de Tensão (por duas ou mais Resistências em série)

Divisor de Corrente (por duas ou mais Resistências em paralelo)

Método dos Nós


Escolher um nó como referência – Nesse nó a Tensão é Nula.
Escrever KCL para todos os nós excepto o de referência, por exemplo:
Nós com Geradores de Tensão que não estejam ligados ao Ground – Funcionam como
o Super Nó.

Homogeneidade (escalamento)
Arbitra-se um valor para Vout, acha-se Vin e por escalamento (Regra de 3 simples),
tendo uma Vin calcula-se a verdadeira Vout.
O mesmo se aplica a correntes.

Aditividade
A corrente resulta da soma de duas parcelas, por exemplo, dois geradores de tensão.
Calcula-se a corrente anulando primeiro um dos geradores e depois o outro e soma-se
os dois resultados.

Conversão de Geradores
Usa-se a relação:
Um gerador de tensão real tem uma resistência interna em série;
Um gerador de corrente real tem uma resistência interna em paralelo.

Transitórios em Circuitos

Analisar o comportamento do circuito quando existem alterações no circuito, por


exemplo, abrir ou fechar um interruptor, ligar ou desligar uma fonte ou alterar o valor
da fonte num instante de tempo.
Estes acontecimentos alteram as tensões e as correntes transitoriamente.
Ao fim de algum tempo as tensões e correntes retornam ao regime estacionário pois
ficam com valores constantes.
Descrição dessa alteração através da equação diferencial de 1ª ordem:

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Resumos TCFE 2010

Onde:
Cálculo de K1 Cálculo de K2 Condensador Bobine

τ
É a constante de tempo;
Vem em segundos;
Indica a rapidez de variação da curva (quanto maior, maior é essa variação);
Se , observa-se uma variação de 63,2%;
Se , observa-se uma variação de 99,3% - considera-se que foi atingido o
valor final.

Função Escalão

Sinal sinusoidal

Caracteriza-se por:
Amplitude  XM em [V] ou [A]
Frequência
o Angular  ω [rad/s];
o Linear  f [Hz]
Fase na origem dos tempos  ϴ [rad]

Sinais em:
Fase –
Oposição de Fase –
Quadratura –

Num circuito desde género a frequência é a mesma entre os vários componentes.

Amplitude Complexa – Phasor


Conversão de sinais do domínio do tempo em amplitudes complexas:

Ter em atenção que a função em ordem ao tempo tem de ser um co-seno e tem de ser
positiva:

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Resumos TCFE 2010
Generalização da Lei de Ohm (Amplitudes Complexas):

Impedância (Z)

R – Componente Resistiva (Resistência);


X – Componente Reactiva (Reactância);
X>0 – Reactância do tipo indutivo;
X<0 – Reactância do tipo Capacitivo;
X=0  Z=R – Impedância óhmica pura;
R=0  Z=jX – Impedância reactiva pura

Admitância (Y)
,

Impedâncias de outros componentes


Resistência Condensador Bobine

As leis e teoremas anteriores podem ser aplicados a impedâncias.

Potência Média na Bobine ou Condensador


A Potência média é nula:
Nestes componentes não há dissipação de energia.
Em parte do período a energia é armazenada e no restante tempo essa energia
é libertada.

Variação da Impedância com a Frequência


Bobine – a impedância não varia com a frequência;
Bobine – a impedância varia de forma proporcional com a frequência;
Condensador – a impedância varia de forma exponencial com a frequência
(exponencial a tender para zero).

Resposta do Circuito em Frequência


Estudar a relação entre a Tensão de Saída e de Entrada:
Filtro Passa-baixo Passa-alto Passa-banda Rejeita-banda
Deixa passar Deixa passar
Deixa passar
sinais de alta uma banda de Rejeita uma
sinais de baixa
frequência e frequências. banda de
frequência e
Características atenua ou ω0 – frequências (ωLO
atenua ou
elimina os de Frequência – ωHI).
elimina os de
baixa Central;
alta frequência.
frequência. ωLO, ωHI –

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Resumos TCFE 2010
Limites da
banda de
passagem (ωLO
– ωHI).

Medição do Módulo em dB (Decibéis):

Escala de Conversão para dB:


0,01 0,1 1 2 10 100
-40 -20 -6 -3 0 3 6 20 40

Simplificações

Componente Em Série Em Paralelo

Resistências

Geradores de
Atenção à polaridade dos -
Tensão
Geradores.

Geradores de
-
Corrente Atenção ao sentido dos Geradores

Condensadores

Bobines

Impedâncias

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