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ACREDITAR e AGIR

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma
forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de
cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um
barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de
madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em
cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas
palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos
remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O
barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo
em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto,
sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o
barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando
calmamente à outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que
utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

NÃO TENHO TEMPO

Em primeiro lugar, esperamos que você tenha tempo para ler este texto.

Este estudo sobre administração do tempo dirige-se especificamente a pessoas, como


você, que decidiu fazer um curso pela Internet. Muitas vezes as pessoas acreditam que, “como
não têm tempo para fazer um curso presencial, então dá pra fazer um curso pela Internet,
porque não exige muito tempo”.

Temos dois aspectos a serem abordados aqui: o primeiro é que é impossível fazermos qualquer
coisa bem feita se não dedicarmos tempo e atenção a ela. O segundo aspecto é aquele que
trata do quê fazemos com o nosso tempo, que prioridades temos na aplicação dele.

Sobre o primeiro aspecto, você verá que cada curso tem uma série de atividades que
exigem dedicação de tempo de estudo, que poderá ser diário ou nos finais de semana. Caso
opte por estudar somente aos finais de semana, precisará de uma sessão de estudos bem
maior.

O estudo pela Internet oferece pelo menos duas vantagens em relação ao estudo
presencial: a primeira é que você poderá dedicar-se inteiramente ao estudo ganhando aquele
tempo de deslocamentos necessários nos cursos presenciais; a segunda vantagem é que você
mesmo pode estabelecer seus horários de estudo, exceto quando há alguma atividade síncrona,
como um Chat, por exemplo.

Sobre o segundo aspecto, aquele que trata da administração do tempo, este texto
objetiva fornecer algumas dicas para que você obtenha o melhor aproveitamento possível na
sua capacitação, estudando com qualidade e desenvolvendo conhecimentos, habilidades e
atitudes. E o primeiro passo para que isto ocorra é uma atitude favorável ao estudo e à
participação nos debates promovidos na sua turma.

Sabemos que as pessoas têm diversas atividades durante o dia que consomem tempo:
dedicação à família, trabalho, estudo, leituras, lazer, entretenimento, refeições, deslocamentos,
cuidados pessoais, atenção e contatos com outras pessoas, atendimento ao telefone, sono,
descanso, fazer nada, etc. Como conciliar todas estas atividades com mais uma: "curso via
internet". Como atender a todas essas demandas? Como distribuir o tempo, sempre tão
escasso, entre todas essas inevitáveis atividades?

Para responder a essas perguntas, algumas ações e atitudes são necessárias e


decisivas: planejamento, organização, comprometimento e autodisciplina. Planejar para
programar a quantidade de atividades que se possa realmente realizar; organizar para ter
produtividade e o melhor aproveitamento do tempo; comprometimento para com o planejado; e
autodisciplina para entender que a realização de quaisquer tarefas exige 90% de transpiração e
10% de inspiração.

Reunimos aqui uma série de dicas com o objetivo de ajudar no melhor aproveitamento
do seu tempo, e para que você realize este curso com extraordinária qualidade na
aprendizagem. Como dissemos no começo deste texto, estamos na torcida para você escolher
dedicar o tempo necessário para lê-lo com atenção. Melhor ainda se você ler com
concentração. Concentração, aliás, importante na leitura do conteúdo curso, na leitura dos e-
mails e dos textos complementares, bem como nas participações nos debates abertos na sua
turma.

No estudo dos cursos pela Internet, o ideal é programar-se para estudar no mínimo
durante uma hora todos os dias, numa só sessão de estudo, sem interrupções que prejudicam a
atenção e a concentração. Portanto, se você pretende estudar no seu trabalho, dedicando-se
nos pequenos intervalos daquele tempo que “sobra” durante o expediente, recomenda-se baixar
o material, imprimi-lo e organizar-se para estudar de uma só vez uma unidade ou capítulo,
fazendo as devidas anotações e, ao final da unidade, acessar o curso e fazer as interações com
o conteúdo que o texto recomenda, bem como participar dos debates na comunidade ou nos
fóruns. Imprimindo o material você poderá estudar em local e horário adequados, e a
participação nos debates contribuirá decisivamente para uma aprendizagem eficiente. Oriente-
se pelo cronograma do curso, pois ele indica o tempo para cada unidade de estudo.

Dicas para economizar tempo

Planejamento: o tempo dedicado ao planejamento poupa um tempo bem maior na execução, e


melhora os resultados.

Organização: a organização facilita a execução, aumenta a produtividade e evita o estresse.

Telefone: use-o com parcimônia, e para evitar deslocamentos desnecessários.

Comunicação: a linguagem simples, concisa e isenta de ambigüidades assegura a compreensão


e poupa tempo com a eliminação de mal-entendidos.

Concentração: concentrar tempo e atenção às tarefas aumenta a produtividade e proporciona


motivação pela percepção da coisa realizada.

Alguns economizadores de tempo

- Utilização de agenda
- Fazer relação de afazeres
- Definição de metas
- Definição e acompanhamento de prioridades.
- Organização das tarefas
- Organizar as informações usadas com freqüências para tê-las à mão

Alguns desperdiçadores de tempo

- Falta de planejamento
- Indisciplina
- Indefinição de objetivos
- Indefinições de prioridades
- Má utilização dos recursos (telefone, fax, xerox, computador)

Soluções práticas

- Estabeleça metas anuais, mensais, semanais e diárias


- Programe as atividades do dia em função dessas metas
- Relacione as atividades do dia
- Identifique as atividades mais importantes e priorize-as
- Controle diariamente as atividades realizadas
- Saiba onde seu tempo é realmente empregado
- Estabeleça início e fim para as atividades
- Melhore suas rotinas e hábitos de trabalho
- Seja realista e esteja consciente das limitações do tempo disponível
- Não inclua atividades em excesso. Evite frustrações.
- Preveja uma pequena reserva de tempo para imprevistos

Pense sempre sobre a importância e a urgência das atividades, para que você possa
estabelecer suas prioridades. Classifique suas atividades dentro de uma destas definições.
Imaginemos um quadrado dividido em quatro partes iguais, e a cada parte chamaremos de
quadrante. Em cada quadrante colocaremos as atividades classificadas como:

1) Nem importante e nem urgente


2) Não importante, mas urgente
3) Importante, mas não urgente
4) Importante e urgente

Nem importante e nem urgente

Atividades como bater papo ao telefone, jogar paciência no computador, assistir


televisão, podem ser classificadas neste quadrante.
Não é nem preciso dizer que não devemos dedicar muito tempo a atividades
classificadas como nem importante e nem urgente, não é mesmo?

Não importante, mas urgente

Comece perguntando-se: “Quais serão as conseqüências se eu não fizer isto hoje?”


Haveria uma atividade mais importante do que esta para ser realizada hoje?

Importante, mas não urgente


Se você postergar a realização de uma atividade importante, o tempo vai se esgotando e
de repente ela se tornará urgente. Melhor fazer um cronograma das atividades e classificá-las
para evitar que as atividades importantes se percam entre as urgentes.

Importante e urgente

Se você organizar e programar suas atividades, estará evitando que atividades


importantes se tornem urgentes. Por que? Pense nestas situações:

- Coisas importantes, mal-feitas


- Coisas não importantes, mal-feitas
- Coisas importantes, bem-feitas
- Coisas não importantes, bem feitas

Eficiência x Eficácia

Para efeito do nosso estudo do tempo, vamos interpretar eficiência como fazer, executar
a tarefa; e eficácia como fazer bem feito.

Coisas não importantes, mal feitas

Coisas não importantes e mal-feitas indicam baixa eficiência e baixa eficácia ao mesmo
tempo. Para fazê-las mal-feitas, melhor deixar de lado as coisas não importantes e dedicar-se
às mais importantes.

Coisas importantes, mal feitas

Esta situação indica a combinação de eficácia com baixa eficiência. Fazer as coisas na
correria da última hora é uma forma de obter essa má combinação.

Coisas não importantes, bem feitas

Aqui temos baixa eficácia e alta eficiência. Que tal dedicar o tempo a coisas
importantes?

Coisas importante, bem feitas

Quem administra seu tempo com eficácia e executa suas tarefas com eficiência,
aumenta as chances de atingir seus objetivos. Realiza as coisas importantes com o devido
tempo e aumenta suas chances de realizar suas atividades e dedicar-se ao estudo e à
participação na comunidade de aprendizagem colaborativa. O segredo aqui é riscar da sua lista
de afazeres as atividades não importantes.

Diante do que foi explicitado vale mais uma observação acerca do tempo. Diz respeito a duas
palavras da língua grega: Chronos e Kairos. Chronos é o tempo dos relógios, é o mensurável, o
tempo cronológico, é o tempo decorrido. E Kairos é o tempo em relação aos valores, à
qualidade, é o tempo vivido. Então, podemos dizer que vivemos muito Chronos e pouco Kairos.
Praticamente utilizamos o tempo Chronos como parâmetro para tudo. Na nossa relação com os
amigos, com o trabalho, com os estudos.

Bodil Jönsson em seu livro: "Dez considerações sobre o tempo", escreveu: o tempo não é uma
questão que se possa resolver de uma vez por todas. Trata-se de um processo que dura a vida
toda.
Que tal então a proposta de não utilizar mais a frase "Não tenho tempo?"

Bom estudo e Sucesso!


Equipe SEBRAE

BIBLIOGRAFIA

Alexander, Roy
Guia para a administração do tempo / Roy Alexander. Rio de Janeiro: Campus, 1995

Palloff, Rena M.
O aluno virtual: um guia para trabalhar com estudantes on-line / Rena M. Palloff e Keith Pratt;
trad. Vinícius Figueira. – Porto Alegre: Artmed, 2004

Emmett, Rita
Não deixe para depois o que você pode fazer agora / Rita Emmett; tradução de Vera Maria
Whately. – Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

AS DELÍCIAS DE FRANCISCO E NEIDE

Francisco e Neide, enfim, se convenceram que montar o negócio sem uma pesquisa de
mercado era arriscado demais.

Como não sabiam fazer uma pesquisa, procuraram novamente o Sr. Macedo, uma amigo
contador especialista em micro e pequenos negócios. Ele falou que tinha uma amiga chamada
Lucia que poderia ajudá-los. Além de ter estudado Administração, tinha feito o curso Iniciando
um Pequeno Grande Negócio do Sebrae e lá aprendeu a fazer uma pesquisa de mercado. Lucia
era muito solícita e não hesitou em ajudar o casal.

Orientados por Lucia, fizeram um questionário e foram a campo pesquisar. Lucia marcou um
encontro no escritório do Sr. Macedo no prazo de duas semanas para conferir o resultado da
pesquisa.

Francisco ficou encarregado de pesquisar na empresa de ônibus, que trabalhava . Neide foi aos
escritórios no centro da cidade. Na empresa de ônibus o número total de empregados era de
480 pessoas. No centro da cidade, as empresas onde Neide e Francisco tinham acesso para as
vendas contavam com cerca de 2.000 pessoas trabalhando. Entrevistaram 130 pessoas no total
e as respostas que obtiveram começaram a lhes mostrar o caminho a ser seguido.

O trabalho foi grande e em alguns momentos difícil. Mas eles foram persistentes e
persuasivos. Utilizando a argumentação, Francisco e Neide explicaram para cada cliente os
objetivos da pesquisa e contaram com o auxílio de algumas pessoas da sua rede de contatos
para entrevistar alguns clientes cujo acesso a eles era restrito. Após duas semanas de trabalho
cumpriram a tarefa e foram animados ao encontro com Lucia e Sr. Macedo.

- Estou impressionado com as respostas que obtivemos! – disse Francisco.

Lucia olhou para o Sr. Macedo como quem dissesse : “ahhh, finalmente ele percebeu que uma
pesquisa de mercado é importante”, e deixou que Francisco começasse o relato.

- De acordo com a pesquisa junto aos consumidores, nossos clientes são pessoas de
classe média baixa, com renda entre 02 e 05 salários mínimos. Residem na periferia
e gostam muito quando podem fazer um lanche rápido e sadio a custo baixo. Não se
deslocariam para uma loja distante mesmo que gostassem muito de determinado
produto. O custo de tempo e dinheiro seria alto demais. O importante pra eles é a
conveniência da compra no local de trabalho. Costumam lanchar no meio do período
da tarde e apenas nos dias de trabalho. Pagariam por um salgado e um suco R$2,50.

Este valor era R$ 0,50 mais alto do que Francisco e Neide vinham cobrando, o que os deixou
bastante surpresos, já que demonstrava que o preço não era um fator decisivo na decisão de
compra dos clientes, mas sim a qualidade dos produtos e do atendimento prestado por eles.

- Nossos clientes têm um grau de satisfação elevado com os produtos e o


atendimento prestado por nós. Eles percebem que a massa dos salgados é leve, não
acham gordurosos e que permanecem macios até mesmo de um dia para o outro. Na
opinião deles isso faz uma enorme diferença – disse ele com uma ponta de orgulho.

Francisco continuou:

- Eles disseram gostar dos nossos sucos, pois são de frutas frescas. Ao contrário do
suco de polpas oferecido no comércio. Além disso, destacaram que as amostras
grátis que oferecemos para degustação criaram um vínculo todo especial entre eles
e nós. Disseram que quase não lancham no comércio da região, pois eles não fazem
entregas e que os nossos produtos têm um ar caseiro e interiorano.

Com uma ponta de alívio e espanto Francisco continuou o relato:

- Quando souberam da nossa intenção em montar a loja, se disseram surpresos e


pediram que continuássemos com o sistema de vendas corpo-a-corpo já que aquilo
lhes proporcionava praticidade e conforto. Vimos que estávamos no caminho errado
ao querer abrir uma loja. As vendas corpo-a-corpo são um excelente instrumento de
promoção dos nossos produtos.

- Para pesquisar os concorrentes, pedimos ajuda aos próprios clientes. Eles


sugeriram as lanchonetes a serem pesquisadas. Foram cinco as lanchonetes
pesquisadas. Todas se localizavam nas proximidades da empresa de ônibus e dos
escritórios do centro. A variedade de produtos e os preços se equivaliam.
Confirmando o relato dos clientes, nenhuma delas oferecia o sistema de entregas.
Posso concluir, portanto, que a nossa grande oportunidade é continuar fabricando
salgados e manter vendas corpo a corpo.

Ao ouvir Francisco, Neide complementou:

- É isso mesmo Francisco! Além disso, estamos próximos dos nossos principais
fornecedores. A poucos metros da nossa casa fica o armazém do Peixoto. Lá
compramos grande parte dos ingredientes que usamos com prazos de pagamento
flexíveis e sem custo de frete. Na rua de baixo fica a distribuidora onde compramos
fermento e a farinha de trigo a preços sempre competitivos e a entrega nunca
falhou. Sem falar que nessas duas empresas nosso relacionamento é de longa data.
Podemos contar com eles, são empresas tradicionais no mercado e realmente
grandes parceiros.

Cinco lanchonetes disputariam os clientes de Francisco e Neide com eles. Francisco e Neide
seriam a 6ª empresa disputando um mercado estimado de 2.480 clientes. Cada empresa teria
um mercado potencial a explorar de 413 clientes por dia. Lucia lhes disse então que com base
nas informações pesquisadas a projeção de vendas de salgados e sucos de Francisco e Neide
seria de 8.260 unidades de cada um por mês, considerando 22 dias úteis.

Lucia então pediu a palavra:

- Agora vocês compreendem melhor que não poderiam projetar a produção e,


consequentemente, as vendas sem ter feito uma pesquisa de mercado?

- Sim! - Responderam os dois quase que ao mesmo tempo.

- Essa busca de informações me deixou bastante seguro, independente e


autoconfiante para seguir em frente planejando o nosso negócio – disse Francisco.
Vimos que as percepções dos clientes são diferentes daquelas que tínhamos
inicialmente e que as informações que dispomos agora são bastante precisas.

E Neide completou:

- Outra coisa que me chamou a atenção foi a ajuda que pessoas amigas e até os
clientes nos prestaram. Sem eles não teríamos feito nem metade das entrevistas.
Como é importante ter uma ampla rede de contatos não é mesmo?

- Vocês fizeram um belo trabalho!! - disse Lucia. Mas não acaba aqui. As informações
pesquisadas precisam ser constantemente revisadas. Vocês devem cultivar o hábito
de buscar essas informações e de se atualizar regurlarmente sobre o seu negócio.

- Vou fazer uma pesquisa dessas a cada seis meses! Disse um sorridente Francisco,
arrancando gargalhadas de todos.

METAS: PARA ONDE VOCE ESTA INDO?

"Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve."
Você sabe para onde está indo? O rumo que você está dando para a sua vida é o que realmente
deseja? O que você faz está de acordo com as suas prioridades? Se a resposta é não, é
possível que sua vida esteja vazia e sem sentido.
Um dos grandes males do nosso tempo é a depressão, transtorno que pode ser definido como
uma falta de paixão pela vida, uma falta de sentido que tem sua origem na não realização de
desejos. Para ter paixão, é preciso estar envolvido em algo que seja importante para você. Não
menos comuns, a angústia e a ansiedade também são resultado de uma desconexão consigo
mesmo. Por que isso acontece?
Desde muito cedo, somos ensinados a ser obedientes e disciplinados, respeitando ritmos
externos e ignorando nossos próprios ritmos. Esta imposição do ritmo de outros às nossas vidas
é o que gera a desconexão. Seguimos assim pela vida e, quando nos damos conta, não
sabemos mais o que realmente queremos. A conseqüência disso é uma vida cheia de
automatismos e sem criatividade.
Pense nas pessoas que você conhece. Quantas vezes você já ouviu algumas delas se
queixando de estarem angustiadas, insatisfeitas, se sentindo incapazes de mudar? A sensação
comumente descrita por elas é de impotência, de estarem sendo levadas pela vida ao invés de
levá-la. Isso gera uma vulnerabilidade e não é raro perceber que se está trabalhando para
realizar os desejos e metas de outros e não os seus.
Agora, pense na sua vida. Existem divergências entre o que você está fazendo agora e o que é
realmente importante para você? Se existem, talvez você perceba que a sua vida, até este
momento, não está caminhando como você gostaria. Porém, é preciso que você saiba que há
tempo de mudar tudo, não importa a sua idade nem o que fez até agora. O que importa é o que
fará daqui em diante.
Sem uma direção definida, acabamos atirando para todos os lados. E quando se atira sem ter
um alvo definido, não se chega a lugar algum.
O que fazer então?
E aí que entra o conceito de meta. O que é uma meta? É um ponto definido onde se quer
chegar. Para que você coloque o seu barco no mar, é importante que tenha em mente seu porto
de destino. Uma meta é a definição do porto de destino. Aí, está a chave da questão.
O conceito de meta, se bem manejado, vai possibilitar a transformação de seus sonhos e
desejos em comportamentos reais. Isso não é mágica. Pelo contrário, ter sucesso implica muito
trabalho e muita energia. Durante sua trajetória, com seu porto de destino definido, você
precisará verificar constantemente se está indo na direção certa para, assim, poder corrigir os
possíveis desvios.
Daí a importância da meta. Porque, além de dar direção ao que você quer, ela permite que você
verifique o tempo todo se o que está fazendo realmente está contribuindo para que você chegue
ao seu objetivo.
Mas, como definir suas metas?
A primeira coisa que você deve fazer é identificar o que quer. Muitos passam pela vida sem
saber. O conceito de metas pode (e deve) ser aplicado nas diversas áreas da vida: família,
profissão, estudo, relacionamento afetivo, social, economia doméstica, finanças pessoais, etc.
O segundo passo é aplicar as técnicas existentes para desenvolver uma meta. Não basta
apenas expressar um sonho ou um desejo. É importante que possamos transformá-los em
metas. Às vezes, as pessoas têm a sensação de estar trabalhando com metas bem definidas.
No entanto, temos observado em nossa pratica, que a grande maioria não possui conhecimento
para diferenciar um sonho de uma meta. Podemos visualizar a diferença entre os dois com a
metáfora abaixo
"Havia cinco macacos no galho de uma árvore: três deles decidiram pular. Quantos macacos
ficaram no galho? A resposta é simples: os cinco macacos permaneceram no galho. Por quê?
Porque decidiram pular, mas nenhum deles o fez de fato."
Ou seja, decidir ou sonhar não é o suficiente para obter êxito naquilo que queremos.
Desenvolver uma meta significa canalizar energia. E as técnicas são os instrumentos que
operacionalizarão esta meta.
É comum encontrar pessoas que, ao chegarem na reta final de suas vidas, verificam que
poderiam ter tomado um rumo bem diferente. Mas, é possível mudar o curso da história bem
antes do fim. Deixemos para os filmes a imagem do velho, à beira da morte, arrependido das
coisas que fez e deixou de fazer. Você pode monitorar continuamente para onde está indo e,
assim mudar sua vida. Basta, para tal, ter uma meta.
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(*) Danielle Tavares (CRP-05/22873) e José Silveira Passos (CRP-05/18842) são Psicólogos e
Analistas Transacionais - MDF da UNAT-BRASIL.

Fonte: http://www.josesilveira.com/novosite/index.php?
option=com_content&task=view&id=81&Itemid=38

Data de acesso: 12/03/2008