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OS AGENTES EROSIVOS

Izabel Galindo
Departamento de Agronomia – Área de Solos
iclgalindo@uol.com.br
Erosão

• Processo de desagregação e transporte da camada


superficial do solo, onde se encontram os nutrientes,
afetando diretamente suas características físicas,
químicas e biológicas. Principal causa do declínio da
produtividade.
Estimativas das perdas de nutrientes e das perdas
equivalentes de fertilizantes comerciais que são carreados
pelas águas das enxurradas anualmente.
Perdas de nutrientes Composição Perdas equivalentes de fertilizantes
Fórmula química Peso nos adubos Nomes comerciais Peso
(1.000 t) comerciais (1.000 t)
(%)
CaO 36,72 27 Calcário calcítico 136,00
MgO 12,36 16 Calcário dolomítico 77,25
K2 O 5,19 60 Cloreto de potássio 8,65

P2O5 0,12 18 Superfosfato simples 0,67


N 75,81 20 Sulfato de amônio 379,05
MO 1.309,43 80 Esterco de galinha 1.636,79
Fonte: SENAR (2003)
Estimativa anual do custo dos fertilizantes equivalentes
aos nutrientes retirados do solo pela erosão.
Fertilizantes comerciais Quantidade Custos R$

1.000 t Unitário por t Total x 1.000

Calcários 213,23 80,00 17.058.400,00

Cloreto de potássio 8,65 820,00 7.093.000,00

Superfosfato simples 0,66 540,00 356.400,00

Sulfato de amônio 379,04 658,00 249.408.320,00

Esterco de galinha 1.636,78 50,00 81.839.000,00

Custo total 355.755.120,00

Fonte: SENAR (2003)


EROSÃO GEOLÓGICA, NORMAL OU NATURAL – Processo lento
e contínuo de destruição e construção que ocorre sem a interferência
do homem.
EROSÃO ACELERADA – Processo rápido de destruição e
construção que ocorre devido à atividade humana.
FASES DA EROSÃO:

1) DESAGREGAÇÃO
FASES DA EROSÃO:

Rolamento
2) TRANSPORTE Salteamento
Suspensão
FASES DA EROSÃO:

3) ACUMULAÇÃO OU DEPOSIÇÃO
AGENTES DA EROSÃO:

ÁGUA (Erosão hídrica)

VENTO (Erosão eólica)

TEMPERATURA

AGENTES BIOLÓGICOS
INTENSIDADE X INTENSIDADE
DE EROSÃO DE FORMAÇÃO

Em condições naturais (mata):

Para formar 1 cm de solo 150 anos

Em área cultivada:

Para formar 1 cm de solo 15 anos


LIMITE TOLERÁVEL OU ACEITÁVEL DE EROSÃO:
“Intensidade máxima de erosão que permitirá a produtividade
sustentada e econômica das culturas”.

CRITÉRIOS PARA ESTIMAR O LIMITE TOLERÁVEL:


•Profundidade efetiva
•Relação textural entre horizontes B e A
•Teor de matéria orgânica
•Permeabilidade dos horizontes
•Disponibilidade de nutrientes
•Riqueza do substrato em minerais primários
LIMITES ACEITÁVEIS DE EROSÃO PARA SOLOS
REPRESENTATIVOS DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CLASSES DE SOLOS Características Limite aceitável


gerais de erosão
(t/ha/ano)
LATOSSOLOS Profundos, porosos,
bem drenados 10,5 a 9,5

ARGISSOLOS Acumulam argila no


PLANOSSOLOS horizonte B 8,5 a 3,5

LUVISSOLOS
NEOSSOLOS Litólicos, Bem drenados, rasos
Regolíticos, Flúvicos a profundos, 4,0 a 2,0
Quartzarênicos arenosos, pobres em
MO
Fonte: GALINDO & MARGOLIS (1989)
ARGISSOLOS
LATOSSOLOS (acumulam argila no horizonte B
(Profundos, porosos, – argila de baixa atividade)
bem drenados) +/- 8,5 t/ha/ano
10,5 a 9,5 t/ha/ano
LUVISSOLOS PLANOSSOLOS NÁTRICOS

(acumulam argila no horizonte B – argila de alta atividade)


< 5,0 a 3,5 t/ha/ano
NEOSSOLOS LITÓLICOS NEOSSOLOS FLÚVICOS

NEOSSOLOS REGOLÍTICOS NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS

Bem drenados, rasos a profundos, arenosos, pobres em MO


4,0 a 2,0 t/ha/ano