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Sugestões de Atividades para Correção Erros

Ortográficos

Os erros podem ser identificados pelo tipo de palavras: regulares e


irregulares
Morais (1998) propõe uma distinção entre as palavras regulares e irregulares,
considerando as regulares como passíveis de compreensão das regras
subjacentes à sua ortografia, enquanto os irregulares seriam aquelas que
dependeriam da memorização para a sua escrita correta.
Os erros ortográficos de palavras irregulares devem ser corrigidos nas
séries iniciais do Ensino Fundamental (alfabetização) pela memorização
contextualizada (dentro de um texto), nunca decorar listas de palavras; á partir
das séries finais, a etimologia das palavras, inserindo o conhecimento de outras
línguas das quais se originam já devem ser introduzidas.
Quanto à correção dos erros ortográficos de palavras regulares, é
recomendável que o professor faça um mapa dos erros de cada aluno, antes de
planejar o ensino da grafia correta, para que a ações pedagógicas alcance os
objetivos nos planejamentos, e para esse mapa é importante assinalar como são
discriminados os erros, e acompanhar a necessidade e o desenvolvimento de
cada aluno e de toda a turma.
O mesmo autor considera a existência de três
tipos de relações de regularidade
ortográfica:

1. Regularidades diretas, nas quais


cada letra corresponde a apenas um
som e vice-versa, independente de sua
posição na palavra, o que implica
numa regularidade absoluta entre
letra e som, como é o caso, no
português brasileiro, das letras: p, b, t,
d, f, v;
2. Regularidades contextuais, nas quais é possível antecipar a escrita
correta levando-se em consideração a posição que determinada letra
ocupa na palavra ou as letras vizinhas. Por exemplo, a nasalização da
vogal que vier antes das letras p e b devem ser obtidas pelo uso da
letra m, como em pomba e tampa, enquanto a letra n deve ser usada no
restante dos casos, como em canto evocando; por fim, as.
3. Regularidades morfológico-gramaticais são aquelas em que é
necessário recorrer à gramática e, em particular, à morfologia, para obter
a grafia correta de uma palavra. Por exemplo, a escolha entre o
sufixo eza ou esa vai depender da categoria gramatical e de aspectos
morfológicos da palavra em questão: caso seja um adjetivo pátrio, será
escrita com a letra s (chinesa, portuguesa), mas, se for um substantivo
derivado de adjetivo, a palavra deverá ser escrita com a letra z (realeza,
beleza).

REGULARES DIRETOS – ERROS


MORFOLÓGICOS
GRAMATICAIS
Aluno P/B T/D F/V S/Z S/C/SS
Andressa
Carlos
Diana X X
Fernando
Jefferson X X X
ERROS REGULARES CONTEXTUAIS
Aluno S/SS R/RR QU L/U M/N NH/LH/CH O/U E/I M/N/NH/ÃO
Cleide X x
Flávio x X
Geovana
Hebert
Matheus X X X X X
Pedro X X X
As sugestões de planejar atividades para a grafia correta após o mapa de cada
aluno e no total da turma pode-se iniciar a critério do professor. Melhor que se
comece pelos erros comuns á maioria dos alunos levando em conta qual a
proposta da escola para série/ano. Ainda assim veja as sugestões de atividades:
Sempre trabalhando com textos: Leitura e Escrita
Contos recontos – escrita/reescrita (textos prontos – impressos / livro didático
/ literatura infanto/juvenil, parlendas, poemas, músicas, gêneros literários
variados como crônicas, piadas…) – trabalhando autocorreção, consulta ao
dicionário, correção coletiva (em casos de produções coletivas) correções
individuais.
Sugestão de atividade através de um texto impresso (quando o professor quer
trabalhar: NH/ÃO/N/M
Leitura – reprodução (Música) – transposição de verso em prosa (trabalhando
aspectos textuais: parágrafo, pontuação…).
1º Passo – Texto individual impresso
São Francisco
Vinicius de Morais
Lá vai São Francisco
Pelo caminho
De pé descalço tão pobrezinho
Dormindo à noite
Junto ao moinho
Bebendo a água
Do ribeirinho.
Lá vai são Francisco
De pé no chão
Levando nada no seu surrão
Dizendo ao vento
Bom dia, amigo.
Dizendo ao fogo
Saúde irmão.
(Arca de Noé – Rio de Janeiro – José Olímpio)

2- O professor após fazer uma breve história sobre o personagem

 Solicita aos alunos que façam leitura silenciosa;


 Leitura oral coletiva;
 Vocabulário (palavras desconhecidas);
 Solicita a definição deste texto – poesia? (texto em versos - poético) -ou
prosa (texto narrativo, dissertativo); lembrar as diferenças textuais de
cada um;
 Interpretação oral (professor faz perguntas e os alunos respondem de
acordo com o texto lido).

3 – Transcrição para prosa (texto narrativo: conto). Se for a primeira vez que os
alunos vão realizar essa transcrição da estrutura do texto, o professor deverá
fazer primeiro ou junto com os alunos na lousa, caso contrário cada um fará no
seu caderno. Em qualquer situação o texto, agora em forma de conto, será
transcrito no caderno.
4- Reconto – o professor solicita aos alunos que façam o reconto (produzir um
conto baseado na história que foi lida, usando as palavras que estarão no banco
de dados fixado na lousa):
BANCO DE PALAVRAS

*mesmo que o professor considere um trabalho demorado, é um trabalho que


deve ser rotineiro em vários conteúdos de língua portuguesa e que dá excelentes
resultados.
5- Leitura do reconto (deixar livre para que quiser ler em voz alta para a
turma).
Solicitar a autocorreção através do banco de palavras; após a autocorreção
solicitar que cada aluno indique quantas e quais palavras erraram (mesmo
consultando o Banco de Palavras os alunos transcrevem errado), o professor vai
trabalhar cada palavra que está no Banco e explicar as regras de cada
“dificuldade” (erros ortográficos):
como exemplo: a nalização com o uso do:
N/M: Francisco, bom, junto, vento, levando, junto…
ÃO – São, chão, surrão, irmão pode, aqui, surgir a dúvida do ÃO ou AM -
Subsídio para o professor:
A pronúncia é feita como se houvesse um acento gráfico na penúltima sílaba,
que é a sílaba tônica, a mais forte: quando se usam:
AM: cantam, rasgam, lavam
Nas palavras com ÃO - palavras terminadas em "ão", em sua maioria, são
oxítonas: (e se assim não o forem, receberão uma acentuação adequada:
órgão, órfão, acórdão, sótão, bênção... porque aí elas são paroxítonas).
NH – são duas letras que representam um mesmo som.
6 - Ilustração -
7 – Cantar (se o professor não conhecer a melodia leve o CD de áudio
e surpreenda os alunos com o texto que no final, é uma música, eles
vão curtir).
Outras variações –

 Ditado das palavras contextualizadas, correção, uso do dicionário,


formação de frases com as palavras do ditado.
 Produção de texto coletivo – correção coletiva – propor que as crianças
expliquem porque cada palavra tem a grafia correta (ensinada pelo
professor) deixando que ela com suas palavras criem as regras de acordo
com o entendimento que tiveram. Anotem as regras no caderno.
 Bingo de imagens (que contenha as palavras que os alunos estão
encontrando dificuldades na grafia) –
 Palavras Cruzadas, Caça – palavras (sempre com palavras que
necessitam da grafia correta e que estejam contextualizadas na leitura, na
produção de texto.

 Contos de Fadas: o professor lê, os alunos fazem o reconto, correção


consultando o livro de histórias – é preciso que o professor tenha no
mínimo 4 edições iguais –para
pesquisa em grupos (onde eles vão
pesquisar a grafia correta), depois –
reescrita do texto;

 Placas, letreiros, avisos que
contem erros ortográficos, na
comunidade (pesquisa dos alunos que
trarão para a sala de aula e farão a
correção ortográfica – esta atividade
vai despertar o interesse pelas grafias
corretas- leitura).
 Leitura, muita leitura;

Estas atividades podem e devem ser usadas desde que as palavras estejam
contextualizadas.

Por estas sugestões, o professor pode usar sua criatividade e desenvolver novas
atividades de acordo com seu planejamento. No caso de alunos com dificuldades
em outros grupos de dificuldades, diferente do grupo que o professor planejou
para a maioria da turma, ele deve dispor de atividade diversificada.
Não esquecendo que o mapa inicial é a base, e guardar os textos produzidos são
o norte do desenvolvimento e avanço, inclusive avaliação.
Erros de ortografia tem que ser trabalhados pelos grupos, o que não pode
acontecer é, no final do ano, reprovar um aluno porque “escreve muito errado”.
Por:
Júlia Virginia de Moura- Pedagoga
Fonte de Pesquisa:
Morais, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. Editora Ática, 1998,
128 p
Gramática Didática da Língua Portuguesa – Hermínio Sargentim –IBEP
Língua Portuguesa – Solução para dez desafios do professor – Rana e Augusto –
Edit. Ática

Atividade de produção de Texto- crônica de Luis


Fernando Veríssimo motivando o reconto––6º ao 9º
ano
A criação de um texto a partir de um outro texto já
existente(intertextualizando), buscando através do humor e de textos de
interesse dos alunos, tornar a leitura um momento de prazer e dessa forma criar
o hábito e o gosto por essa prática. A boa receptividade do aluno, ao utilizar o
material de leitura elaborado comprovou que se oferecer um material atrativo,
ele é capaz de fazer excelente reprodução e é possível despertar nele o gosto
pela leitura.
Nesta atividade há a sugestão de como produzir um texto a partir de uma
crônica de Luis Fernando Veríssimo
, que mesmo sendo um texto intertextualizado, é tão atrativo, provocativo, e
bem-humorado, que dificilmente os alunos deixarão de se sentirem motivados á
uma nova produção com a técnica que vamos descrever.
A crônica que será trabalhada, do Luis Fernando Veríssimo, tem o título
“Detalhes” e faz parte da coletânea da obra “O Analista de Bagé”. Nesta crônica
o autor reconta com uma grande “pitada” de humor o clássico dos Contos de
Fadas “Cinderela” ou a “A Gata Borralheira” que é já do conhecimento dos
alunos, e não pense que adolescentes não vão gostar por ser um conto infantil.
Ao contrário adolescentes adoram voltar ao tempos de criança, mesmo quando
não admitem ou fazem piadas.
O autor, nesta crônica, faz um reconto com muito humor, provoca uma nova
visão da trama, indo e vindo nos “detalhes” dos tempos antigos das fadas aos
tempos atuais. A trama é narrada por um dos personagens da história, que
embora não seja citado, todos sabem que estava lá no local dos acontecimentos.
O que é bem divertido.
A intenção desta estratégia é perceber todas essas nuances e concluir que os
fatos (geralmente contidos em crônicas ou noticiários e até mesmo em contos
fictícios,tem diversas maneiras de serem vistas de acordo com o ponto de vista
de quem as relata.
Vamos então à atividade. Pode –se introduzir com muito entusiasmo, na sala de
aula,“hoje vamos saber tudo sobre uma crônica, e a crônica que eu
escolhi para essa primeira vez é muito engraçada e vocês vão
adorar” ( e vão mesmo, pode acreditar).
“Sabem o que é uma crônica?” O professor pode relatar todo a história, ou
deixar para um segundo momento e resumir assim:
A crônica enquanto estilo literário: Ligada à vida quotidiana; Narrativa
informal, familiar, intimista; Uso da oralidade na escrita: linguagem
coloquial; Sensibilidade no contato com a realidade; Síntese; Leveza; Diz coisas
sérias por meio de uma aparente conversa fiada; Uso do humor; É um fato
moderno: está sujeita à rápida transformação e à fugacidade da vida moderna.
Enfim, é uma história do dia-a-dia, com uma pitada de humor, transformada
em textos maravilhosos aí, o humor faz com que fique mais interessante.
Essa é uma característica bem marcante do Luis Fernando Veríssimo .
A crônica que hoje vamos conhecer é também é intextualizada,
significa que Veríssimo escreveu sobre um texto de um outro autor. .
Estratégia da Produção, reprodução ou reconto
1-Conhecimento Prévio dos Alunos
Quem Conhece a historinha “Cinderela”? (explorar o tema com os alunos)

-2-Fazer a leitura do texto original ( no livrinho infantil, resumidinho,


mesmo, de preferência) – Cinderela ou a Gata Borralheira .
2- Extrapolação do texto:
Pedir aos alunos que comparem fatos marcantes, como princesas que
esperavam os príncipes de suas vidas, para a vida moderna atual.Esse tempo
existiu, em que as mulheres esperavam pelos homens que seriam seus maridos e
“sonhavam com príncipes encantados”, isso ainda existe, na vida moderna?

3- Analisando a Crônica
(levar um impresso com a transcrição da Crônica para cada aluno)
DETALHES
Luis Fernando Veríssimo
O velho porteiro do palácio chega em casa, trêmulo. Como sempre que tem baile
no
palácio, sua mulher o espera com café da manhã reforçado. Mas desta vez ele
nem
olha para a xícara fumegante, o bolo, a manteiga, as geleias. Vai direto à
aguardente. Atira-se na sua poltrona perto do fogão e toma um longo gole de
bebida, pelo gargalo.
___ Helmuth, o que foi?
___ Espera, Helga. Deixa eu me controlar primeiro.
Toma outro gole de aguardente.
___ Conta, homem! O que houve com você? Aconteceu alguma coisa no baile?
___ Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos
com
convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho de papai sem convite
que
quer levar na conversa, mas já estou acostumado. Comigo não tem conversa. De
repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada
por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! De dentro da
carruagem,
salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela
porque mulher desacompanhada não entra no baile do palácio. Mas essa dona
tão
bonita, tão sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
___ Co-começou tudo bem. As pessoas chegando, todo mundo de gala, todos
com
convite, tudo direitinho. Sempre tem, é claro, o filhinho de papai sem convite
que
quer levar na conversa, mas já estou acostumado. Comigo não tem conversa. De
repente, chega a maior carruagem que eu já vi. Enorme. E toda de ouro. Puxada
por três parelhas de cavalos brancos. Cavalões! Elefantes! De dentro da
carruagem,
salta uma dona. Sozinha. Uma beleza. Eu me preparo para barrar a entrada dela
porque mulher desacompanhada não entra no baile do palácio. Mas essa dona
tão
bonita, tão sei lá, radiante, que eu não digo nada e deixo ela entrar.
___ Bom, Helmuth. Até aí...
___ Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela
escadaria, mas nada de mais. E então bate a meia-noite. Há um rebuliço na
porta do
palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria,
correndo. Ela perde uma sapato. E o príncipe atrás dela.
___ Bom, Helmuth. Até aí...
___ Espera. O baile continua. Tudo normal. Às vezes rola um bêbado pela
escadaria, mas nada de mais. E então bate a meia-noite. Há um rebuliço na
porta do
palácio. Olho para trás e vejo uma mulher maltrapilha que desce pela escadaria,
correndo. Ela perde uma sapato. E o príncipe atrás dela.
___ O príncipe?
___ Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura! Segura!”
Me
preparo para segura-la quando ouço uma espécie de “vum” acompanhado de um
clarão. Me viro e...
___ E o quê, meu Deus?
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
___ Você não vai acreditar.
___ O príncipe?
___ Ele mesmo. E gritando para mim segurar a esfarrapada. “Segura! Segura!”
Me
preparo para segura-la quando ouço uma espécie de “vum” acompanhado de um
clarão. Me viro e...
___ E o quê, meu Deus? 186
O porteiro esvazia a garrafa com um último gole.
___ Você não vai acreditar.
___ Conta!
___ A tal carruagem. A de ouro. Tinha se transformado numa abóbora.
___ Numa o quê?
___ Eu disse que você não ia acreditar.
___ Uma abóbora?
___ E os cavalos em ratos.
___ Helmuth...
___ Não tem mais aguardente?
___ Acho que você já bebeu demais por hoje.
___ Juro que não bebi nada!
___ Esse trabalho no palácio está acabando com você, Helmuth. Pede para ser
transferido para o almoxarifado.
VERÍSSIMO, L. F. O analista de Bagé. 100. ed. Porto Alegre: L&P Editore
4-Identificação: o narrador é um personagem – o porteiro do palácio do Rei.
Vejam o nome dele e da sua mulher:
Helmut e Helga então porque o Luis Fernando Veríssimo escolheu esses
nomes?
Esses nomes Alemães se referem a quem? - Ao Green. Isso ao Jacob Green, que
ele é a referencia no mundo do conto de fadas, aqui o é Jacob Grimm é o
sobrenome, ( Jacob grimm e Wilhelm Grimm -autores alemães dos contos de fadas
infantis). Então a escolha desses nomes foi intencional, do Luis Fernando.
6- INTERPRETAÇÃO
a)Trabalhar primeiro o título: Porque que o Luis Fernando Veríssimo
colocouDetalhes, porque que vocês acham que ele colocou esse título
Detalhes? No começo do texto fala dos detalhes da casa do porteiro, a mulher
colocou bolo, manteiga, totalmente detalhado o dia dele. Mas há também os
detalhes do conto da Cinderela: a abóbora, os ratinhos…
b)o que daria para identificar o humor aqui nesse texto porque que fica
engraçado?
c) Por que ele ficou espantado? (Ima moça chegar ao baile sozinha, os bêbados,
os que entram sem ingresso) Isso aqui vocês acham que poderia ter ocorrido
assim na atualidade ou em tempos lá da Cinderela, o que vocês acham?

7- COMENTANDO PARTES DA CRONICA


Então, vejam que interessante que interessante, o porteiro até gagueja…
começou tudo bem, as pessoas chegando todo mundo de gala(O QUE É GALA?
enriquecer o vocabulário na interpretação) todos com convite tudo direitinho,
sempre tem é clarofilhinho de papai ( É UM FATO ATUAL?) sem convite que
“quer levar na conversa”, mas já estou acostumado, esse filhinho de
papai è de que tempo? Do nosso tempo, da nossa atualidade. Do nosso
tempo: ele conseguiu fazer essa intertextualidade de uma coisa que já aconteceu
com os dias atuais por isso que é crônica. E isso que dá humor. Vejam como
FICOU BEM INTERESSANTE – CONTADO ASSIM POR VERISSIMO-
7- Após a análise da Crônica vem a produção individual do texto, em que o
professor vai propor que cada aluno escola um personagem do texto original e
este personagem seja o narrador e reconte a história sob o seu ponto de vista,
como “ele viu e imaginou a história da Cinderela”, dentro das característica de
uma crônica.
O professor pode começar a relatar, oralmente, como o ratinho(transformado
em cocheiro descreveria somente o que viu e o que aconteceu com ele também…
apenas um trechinho para que a turma entenda o que se pede), e se prepare
para a surpresa de crônicas nunca antes imagináveis escritas pelos alunos da
sua turma. Pode abrir um concurso para a melhor, porque vai haver excelentes
produções.
Esta estratégia pode ser usada desde o 4º ano das séries iniciais ao Fundamental
II, com esta crônica do Veríssimo ou com outros excelentes contos ( que sejam
breves, como as fábulas) brasileiros e mesmo com contos sem
intertextualizações. Um ideia bem legal, para não recair em contos com cunho
mais antigo, peça aos alunos que tragam crônicas de jornais ou revistas sobre
assuntos atuais e até mesmo políticos, econômicos, sobre assuntos que estão na
mídia, para serem trabalhados na produção de textos intextualizados como o a
que foi usada nesta e em outras estratégias de recontos.
Por: Júlia Virginia de Moura – pedagoga

Texto para corrigir ortografia


Descubra os erros da anedota abaixo, grife-os e depois faça as alterações
necessárias reescrevendo o texto:

Dona Zélia chama os filios Emília, Túlio e Julinho, o caçula.


- Queridos, vocês precizam colaborar mais na arumação da casa. Tenho
encomtrado toalhas molhadas emcima da cama, moxilas jogadas no sofá...
Se todos da famílha fizerem um pouquinho, o resultado vai ser uma casa
arrumada.
Vejamos agumas coisinha que vocêis podem fazer: sapatos e sandálhas
devem ser guardados na sapateira.
- Tudo bem- falou Emília.
- Esas pilhas de revistinhas espalhadas por toda a casa, é bom guardar na
estante.
- Deixa que eu guardo - disse Túlio.
- O pó da mobília...
Julinho, que só tem trêz anos, derrepente interompe, querendo tanbém
participar:
- O pó da mobília eu tiro. E quardo onde mãe?
Dona Zélia, emília e Túlio caiem na gargalhada.

Veja abaixo o Poema A Arte de Ser Feliz por Cecília Meireles e atividades de
interpretação de texto para 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

A ARTE DE SER FELIZ


Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não
morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de
seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles

Glossário
Aspersão – Substantivo feminino que significa ato ou efeito de aspergir água ou outro
líquido. Borrifar, espalhar, jogar água ou outro líquido. Na liturgia, no batismo por aspersão,
a água é borrifada, espalhada ou chuviscada sobre o batizando.
Félix Lope de Vega – Dramaturgo espanhol nascido em Madri, fundador da comédia
espanhola e um dos mais prolíficos autores da literatura universal.
Cecília Meireles – Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi uma poetisa, pintora,
professora e jornalista brasileira. É considerada uma das vozes líricas mais importantes
das literaturas de língua portuguesa.

QUESTÕES DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

1 – No trecho ” E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que
caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.” A autora retrata
uma imensa felicidade motivada pela atitude do homem. Por que isso deixava a poetisa
feliz?

2 – Observando ao seu redor a cidade, a autora diz que “Tudo está certo, no seu lugar,
cumprindo o seu destino.” Explique:

3 – Segundo o escritor Henry Ward Beecher, “A arte de ser feliz está no poder de extrair
felicidade de coisas comuns.” Esta citação vem de acordo ao expressado no poema de
Cecília Meireles?
4 – Ao vir para a escola você já reparou no mundo ao seu redor? Que imagens ou atitudes
te fazem sentir-se feliz como a autora?