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Compreendendo o decibel (dB) 3 jul, 2017 por Tavares

No projeto de amplificadores, de constantemente nos deparamos com a

etc… Compreender bem o significado d isto é fundamental para o desenvolvedor ou m esmo o usuário de variados

atenuadores e no estudo de característica s de componentes ativos, palavra decibel, ou com o seu símbolo dB e varia ções do tipo dBm, dBW, dBi,

tipos de sistemas eletrônicos. Para compreender o decibel, você preci sa saber o que são os logaritmos. Para aqueles que não se lembram do que

estudou na matemática de

visto

em https://pt.wikipedia.org/wiki/Loga ritmo.

os números envolvidos com

O que motivou a criação do decibel foi

grandes variações de ganho. Por exe mplo, vamos examinar como fica a distribuiç ão de ganho em um típico

blocos mostrado na figura a

seguir:

amplificador de sinais biológicos na fai xa de áudio, correspondendo ao diagrama em

segundo

grau,

uma

boa

lembra nça

pode

ser

a necessidade de se simplificar a operação com

pode ser a necessidade de se simplificar a operação com Amplificador de sinais biológicos O diagrama

Amplificador de sinais biológicos

O diagrama mostra a distribuição de ga nho, em termos de ganho de tensão, nos vários estágios do amplificador. Se

tivermos um sinal de entrada de 100 uV , na saída de cada estágio teremos os seguintes

níveis:

Entrada

Após buffer

Após A1

Após A2

Após Pot

100 uV

100 uV

1

mV

10 mV

500 mV

Expressando o ganho em termos de dec ibéis:

desta relação. Pelo fato de

utilizarmos logaritmos, variações muito grandes ou muito pequenas são processadas ma is facilmente.

A fórmula que expressa o valor de uma

G(db) = 10 * log (P saida /P entrada ) Se temos uma variação de tensão e não de potência, a fórmula se torna:

G(db) = 20 * log (V saída /V entrada )

A mesma fórmula da variação de tensão pode ser utilizada com corrente, mas é bem me nos empregada.

Um valor em dB positivo significa uma

do que 1 (atenuação). E um valor de 0 si gnifica que não há alteração no sinal.

Observe que quando falamos de dB,

referência se estabilizaram ao longo d o tempo, e são tão utilizados que acabaram po r gerar abreviaturas de uso

valores. Alguns valores de

razão maior do que um (ganho). Um valor nega tivo indica uma razão menor

O decibel (dB) é a razão entre dois

valores de potência, expressa pelo logaritmo

variação de potência em decibéis é a seguinte:

estamos sempre falando da relação entre dois

generalizado. Observe a tabela a seguir:

A

breviação

Valor de referência

dB m

1 mW

dB W

1 W

dB V

1 V

dB μV

1 μV

dB i

ganho da antena isotrópica

dB d

ganho da antena dipolo

dB FS

valor final de escala

dB c

potência da portadora

Assim, se um instrumento nos retorna o valor de 30 dBm, sabemos que temos 30 dB em relação a 1 mW.

estiver expresso em “x” , o

ganho total será o produto dos ganho s individuais. Assim, o ganho total do amplific ador descrito anteriormente

será de:

G total = 1 x 10 x 10 x 50 = 5000 x

Quando temos amplificadores em casc ata, se o ganho dos amplificadores individuais

Quando temos o ganho expresso em dB, somamos os ganho em cada estágio para termos o ganho total.

módulo

Ganho em “x”

Ganho em dB

Buffer

1x

0

A1

10

x

20

A2

10

x

20

Pot

50

x

34

O ganho total em dB será de 0 + 20 + 20 + 34 = 74 dB, ou seja, substituímos a operação de multiplicação pela

operação de soma. Se temos o ganho em dB, para sabermos o valor em “vezes”, a operação é muito simples. Vejamos o ganho em tensão correspondente a 74 dB:

= 20 × log

74 = 20 × log

= 10 , =5011 A diferença entre o valor original de 5000 para 5011 se deve aos arredondamentos que fizemos no cálculo em dB.

Exemplo de uso dos decibéis:

No estudo da resposta de frequência dos filtros:

Decibéis são muito utilizados na descrição da resposta em frequência dos filtros, e um ponto muito importante nesta descrição é o ponto de “-3 dB”. Por exemplo, quando dizemos que projetamos um filtro passa baixo com frequência de corte de 1000 Hz, sabemos que nenhum filtro passa baixa pode rejeitar TODAS as frequências acima de 1000 Hz e deixar passar todas abaixo de 1000 Hz sem absolutamente nenhuma modificação na forma de onda. Quando dizemos frequência de corte de 1000 Hz, estamos dizendo que em 1000 Hz o sinal será atenuado em 3 dB. Vejamos quantas vezes este sinal será atenuado na f c , ou frequência de corte:

10

= 10 % ,

= 10 % , = 0,707 Ou seja, a frequência de corte de um filtro passa baixo é a frequência na qual a tensão de saída é atenuada em cerca de 0,707 vezes a tensão de entrada, o que dá uma atenuação da potência pela metade. Podemos dizer que o sinal é atenuado em 3 dB, ou 0,707 x, porém o uso do dB irá facilitar em muitos operações posteriores.

Na medida de intensidade sonora

O ouvido humano tem uma resposta logarítmica. É isto que nos permite captar sons de intensidades tão dispares

como o farfalhar das folhas numa caminhada de dia de outono e ao mesmo tempo suportar a buzina dos motoristas mal educados. Na prática, isto quer dizer que se você dobra a potência de um amplificador de áudio, a percepção que um ser humano terá não será do dobro de intensidade sonora. Ou seja, se você tem um amplificador de 1 W e pensa em trocar por um de 2 W, saiba que a mudança quase não será percebida por quem escuta a música. Apenas o consumo de energia será o dobro.

A faixa em que o ouvido humano consegue operar varia de 0 a 120 dB, sendo este último o limiar da dor. Esta

variação corresponde a cerca de um trilhão de vezes de diferença. Graças a resposta logarítmica do ouvido, comprimimos esta diferença de um trilhão em cerca de 10.000 vezes. Observe como fica muito mais simples falarmos em 120 dB do que em um trilhão de vezes!

A medida de intensidade sonora é efetuada com equipamentos denominados decibelímetros. Os decibelímetros nos

dão a intensidade sonora diretamente em dB.

Na medida de perda do sinal devido ao comprimento do cabo Quando transmitimos um sinal por longas extensões de um cabo elétrico, o sinal é atenuado. A medida desta atenuação é feita em termos de dB. Uma curiosidade: No inicio do século XX as companhias telefônicas precisavam medir a perda que tinham no sinal telefônico em função da distância e outros fatores atenuadores. A unidade definida na época era a “milha do cabo padrão”, ou seja, a atenuação do sinal em um milha de cabo. Se um dado trecho era dito como “dez milhas do cabo padrão”, era fácil de entender que a atenuação era de dez vezes a atenuação de uma milha de cabo padrão. Em 1920, esta unidade foi substituída pelo Bel ,assim denominada em homenagem a Grahan Bell, inventor da telefonia. Um Bel era a perda de 10 vezes na potência. Mas esta unidade ficou muito grande para fins práticos, de modo que passou-se a utilizar um décimo disto. Aí nasceu o dB. O “d” é a abreviação de décimo.

74

10 (

) = 10 ,

20

× ! = −3

log = −0,15