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Direito do Trabalho

13/09/17→ Prática

 Não houve aula.

14/09/17→ Teórica

Professor das práticas: Rui Oliveira


Professor das teóricas: António Monteiro Fernandes

Para se fazer a cadeira tem de se ter 70% de presença nas aulas práticas e 70% de presença nas aulas
teóricas.
Frequências: apenas 1, feita pelo professor das teóricas. Gosta de respostas diretas e completas, com
enquadramento.

Livros: direito do trabalho – Monteiro Fernandes, almedina 18ºedicao 2017


Código do Direito de Trabalho
Constituição da Republica Portuguesa

Nas aulas práticas será feita um resumo da matéria, e será efetuado casos práticos. Pode-se tirar
notas no código. Na próxima aula (Quarta-Feira) o professor não vem dar aula.

Direito do trabalho divide-se em: (ramo de direito privado, as partes não estão rigorosamente em pé
de igualdade, porque o trabalhador esta sempre em ramo inferior em relação ao empregador).
1. Os direitos e os deveres individuais dos trabalhadores e dos empregadores, tendo sempre como
objetivo reduzir a desigualdade originária entre as partes;
2. Direitos e deveres coletivos (direito a greve, sindicatos, negociação coletiva…), para permitir
uma situação mais próxima com a igualdade entre as partes.

20/09/17→ Prática

 Faltou.

21/09/17→ Teórica

 O direito do trabalho estuda a relação entre a entidade empregadora e o empregado.


 O trabalho em proveito próprio é diferente do trabalho alheio. O primeiro satisfaz as
necessidades próprias e juridicamente NÃO é relevante, enquanto o segundo, É
juridicamente relevante e representa a relação entre A e B, ou seja, quem trabalha e
quem aproveita:
1. Trabalho autónomo→ Ex: cozinheiro que recebe uma encomenda para um
aniversário. Recebe uma ordem mas a forma como a processa fica ao seu critério, ele
apenas tem que respeitar o prazo de entrega que lhe for proposto.
2. Trabalho Subordinado/Dependente→ Ex: cozinheiro que é contratado para o
aniversário, mas sou eu que lhe faço as comopras e mando-o fazer a coisas à miha
maneira.
 O direito do trabalho representa o conjunto de normas que trata de uma só das várias
modalidades pelas quais o trabalho se apresenta. O trabalho em benefício alheio na
sociedade partindo do pressuposto que a respetiva modalidade de trabalho carece de
uma especial proteção.
 Modalidades de trabalho:
1. Trabalho em proveito alheio;
2. Remunerado;
3. Subordinado;
4. Em relação jurídica privada (relação em que existe um desnível de igualdade).

 Art. 11º CT→ Contrato de trabalho


 O objeto da relação- trabalho é a própria pessoa.

 A concorrência entre os trabalhador provoca a chamada “race to the bottom”

 Funções típicas do direito do trabalho


1. limitar/controlar;
2. ?
3. Fornecer instrumentos de gestão de conflitos de interesses, pois o que o
empregador é mais trabalho e menos salário e por sua vez o trabalhador o que
quer é mais salário e menos trabalho. Deste modo comclui-se que não há
uma relação de solidariedade entre estas duas entidades. ATÉ PÁG. 42.
27/09/17→ Prática

 o direito do trabalho é um ramo especial do direito privado porque trabalhador e o


empregador não estão em pé de igualdade→ DESIGUALDADE ORIGINÁRIA.
 Um facto ou:
1. Originário→ está la desde o início, ou seja, desde que o empregador decide
contratar aquele trabalahdor.
2. Superveniente→vem depois.

(teste) “O DIREITO DO TRABALHO NÃO É O DIREITO DE TODO O


TRABALHO”
esta frase está correta na medida em que o direito do trabalho apenas se aplica ao
trabalho por conta de outrem e a ao trabalho remunerado→ art.11º.

 Subordiação jurídica→ há uma relação jurídica. Ex.: um cirurgião pode ter subordinação
jurídica mas não técnica porque no momento da cirurgia pode tomar as próprias decisões.
 Subordinação técnica
 Subordinação económica→ na maior parte dos casos, o trabalhador só conta com esse
pagamento (sujeição jurídica+ sujeição económica), ou seja, é a dependente
economicamente.

28/09/17→ Teórica (59-118, menos 59-63, 67-71, 74-79, 92-98)

 Fontes internas do direito do trabalho:


1. CRP→oferece apoio e suporte ao CT. O CT acolhe e reproduz no meio laboral direitos
consagrados na CRP.
2. LEI→atos normativos/diplomas provenientes do estado (sentido lato); um certo tipo de
direito proveniente da AR- Art 165- (sentido estrito).
2.1. Contrato de Trabalho→ documento aprovado por uma lei, lei 7/2009 que serviu
para introduzir o CT. Oferece a quem tem que resolver problemas, soluções coerentes.
2.2. Leis extravagantes.

3. CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO→ acordo/contrato do qual resultam


obrigações que se estabelecem entre o sujeito de direito, com uma característica
especial:
 1 ou mais sindicatos;
 1 ou mais associações de empregadores;
 1 ou mais empresas que atuam isoladamente/em nome próprio.
3.1. A convenção tem uma eficácia
normativa da qual resulta o contrato individual de
trabalho entre trabalhadores que pertencem aos
sindicatos e os empregadores que pertencem às
associações de empregadores.
3.2. Aparece como uma lei
contratada que é ao mesmo tempo instrumento
de pacificação e instrumento normtivo.

 Fontes externas do direito do trabalho:


1. Diretiva→ Define apenas uma orientação geral e será adotada por cada Estado Membro
durante um período de tempo estabelecido.

2. Regulamento→ Vigora diretamente em cada Estado Membro ao lado das leis Nacionais.

3. Usos→ Prática habitual que tem no campo laboral uma relevância autónoma. É um fator de
regulamentação das estipulações.

04/10/17→ Prática

 o que é uma fonte de trabalho


Fontes do Direito do Trabalho

Fontes do
Direito de
Trabalho

Internas Externas

Código do IRCT (art. 2.º Diretivas Regulamentos Convenções da


CRP Usos Laborais
Trabalho CT) Comunitárias Comunitários OIT

Fontes Internas
 No plano nacional, encontramos, desde logo, os Princípios de carácter constitucional (direito ao
trabalho, a trabalho igual salário igual, nomeadamente), um conjunto variado de diplomas legais –
Leis (provenientes da AR), Decretos-lei (Governo) e Decretos Regulamentares -, as normas de
regulamentação do trabalho emitidas pelo Ministério do Trabalho - Portarias de regulamentação e de
extensão. Ainda neste âmbito, há a realçar a importância assumida pelas normas jurídicas resultantes
de um processo de negociações entre os representantes dos trabalhadores e das associações
patronais ou das empresas, e que constam das chamadas Convenções Coletivas de trabalho. Ou
seja, na categoria de fontes internas comuns: a Constituição, a lei e a legislação laboral em particular,
o costume, os usos, e ainda, como fonte mediata, a jurisprudência laboral e a doutrina.
 CRP  A Constituição da República Portuguesa apresenta dois tipos de normas:
 Normas Programáticas: Manifesto de intenção, mas por si não vale; Depende do contexto e
conjuntura. Não posso arguir perante o Estado a realização desta norma; o legislador acha
que é justo.
 Normas Percetivas: Norma que vale por si própria, independentemente da vontade do
legislador naquele momento. Ex: ninguém pode ser despedido sem justa causa
 Quando falamos de direitos fundamentais/ Direitos dos trabalhadores, devemos sempre
mencionar o artigo 18.º da CRP, n. º1  vincula o Estado e o empregador, que é privado.
 Usos laborais  que são vinculantes por si mesmos ou em função das características que certas
práticas assumem. A repetição, a uniformidade e a continuidade dessas práticas, aliadas à sua
licitude e à razoabilidade da expectativa de que se mantenham, transformam-nas em padrões de
comportamento exigíveis. O caráter vinculante destas práticas é-lhes intrínseco, e pode ser, ou não,
explicitamente reconhecido pela lei. Parece ser este o alvo principal de menção constante do art. 1. °
CT”. O autor conclui dizendo que “em qualquer destas configurações, os usos laborais são, (...) factos
reguladores ou conformadores das relações de trabalho em certos âmbitos, e muito particularmente
no da empresa concreta, sem, verdadeiramente, assumirem a natureza de 'fontes intencionais' deste
ramo do Direito”. Os usos laborais, devido à sua particular relevância, foi incluído no elenco de fontes
específicas autônomas – art. 1.° do CT; não obstante se tratar de uma fonte comum – art. 3.°, CC.
Nestes termos, o CT confere aos usos laborais (tanto os empresariais como os do setor) a
possibilidade de conformarem o contrato de trabalho. Agora pela letra da lei aparentam ter função
normativa, promovidos até a regras imperativas, aparentemente nos mesmos termos (“assim como”)
que os IRCT's. Em que circunstâncias?
 Quando não são contrários à boa-fé e aos bons costumes;
 Se houver uma lei que contraria um uso laboral, o uso não é fonte de direito. O uso só
pode ser fonte de direito se houver uma utilização reiterada que leve a uma expectativa
jurídica. Ou seja, não pode ser contrário à lei, tem de ser reiterado e criar uma expectativa
jurídica.
 Ex: Subsídio de férias e natal. Eram um uso, depois passaram a ser lei.

Fontes Externas
 Para além destas normas de cariz nacional, o Direito de Trabalho tem ainda como fonte as normas
constantes das Convenções Internacionais da O.I.T (Organização Internacional do Trabalho), e as
normas comunitárias vigentes neste domínio. a) Na categoria das fontes internacionais temos: i) o
Direito Internacional (convenções da OIT, Declaração Universal dos Direitos do Homem, Convenção
Europeia dos Direitos do Homem, Carta Social Europeia, Pactos Internacionais sobre Direitos Civis e
sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais) e ii) o Direito Comunitário em matéria social.
 É importante reter, relativamente às fontes externas, a diferença entre Regulamentos Comunitários
e Diretivas Comunitárias:
 O regulamento tem caráter geral, é vinculativo em todos os seus elementos e diretamente
aplicável, devendo ser integralmente respeitado por todas as entidades às quais é aplicável
(particulares, Estados-Membros, instituições da União). É diretamente aplicável por todos os
Estados-Membros desde a sua entrada em vigor (na data por ele estabelecida ou, à falta
dela, no vigésimo dia que se segue à sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia)
sem que deva ser objeto de um ato nacional de transposição. O regulamento visa garantir a
aplicação uniforme do direito da União em todos os Estados-Membros. Simultaneamente,
torna não aplicáveis quaisquer normas nacionais que sejam incompatíveis com as
disposições materiais nele contidas.
 A diretiva vincula os Estados-Membros destinatários (um, vários ou o conjunto dos mesmos)
quanto ao resultado a alcançar, mas deixa às instâncias nacionais a competência quanto à
forma e aos meios. O legislador nacional deve adotar um ato de transposição ou uma
«medida nacional de execução» para o direito interno, que adapte o direito nacional aos
objetivos fixados na diretiva. O cidadão só adquire direitos e obrigações depois de adotado o
ato de transposição. Os Estados-Membros dispõem, para a transposição, de uma margem de
manobra que lhes permite ter em conta as especificidades nacionais. A transposição deve
ser efetuada dentro do prazo fixado na diretiva. Em princípio, as diretivas não são
diretamente aplicáveis, mas o Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que
determinadas disposições podiam, a título excecional, produzir efeitos diretos num Estado-
Membro mesmo que este não tenha adotado um ato de transposição.

Questões Práticas Direito do Trabalho


1) Um homem paga todos os anos em cheque, este ano quer fazer pagamento por transferência
bancárias. É um uso laboral?
 Contraria o principio da boa-fé? Não.
 Diz na lei que tem de pagar em cheque? Não
 A prática é reiterada? Sim.
 Não é um uso porque não há nenhuma expectativa jurídica que esta a ser violada, o
ordenado é pago à mesma.
2) Um homem trabalhador pede há 20 anos um prémio de 10 % em março, mas este ano não.
 É um uso laboral pois cria uma expectativa jurídica (isto na raiz da coisa, será mesmo um uso
laboral; no entanto, poderíamos ter em conta o caso de a empresa falir ou ter menos lucro
neste ano, sendo que seria impossível dar o prémio).

3) Havia um empregador que dava preferências a familiares de trabalhadores na sua empresa, mas este
ano escolher um método diferente de escolha.
 Todo o mercado de trabalho assenta no principio da confiança.
 A prática é reiterada? Sim.
 Está escrito em algum sitio que o empregador pode/não pode contratar familiares? Não.
 É contrario à boa fé e aos bons costumes? Não.
 Existe aqui alguma expectativa jurídica criada pelos trabalhadores? Não, não é um requisito
obrigatório! Não é um uso laboral, ele pode mudar o critério. Quanto muito criaria uma
expectativa emocional aos familiares dos trabalhadores que eventualmente iriam trabalhar
naquela empresa.

4) No hotel Y os trabalhadores nunca marcaram férias entre maio e outubro (época alta). É assim há
mais de 15 anos, no entanto, no período restante podem marcar férias que entenderem. O
empregador tem uma expectativa jurídica de os ter ao serviço no momento em que mais fatura.
 É uma prática reiterada? Sim.
 É contraria à boa fé e aos bons costumes? Não.
 Há uma expectativa jurídica? Há.
 O regime das férias está descrito na lei? Sim. Ou seja, em termos académicos não contraria
a lei. Mas na prática, se tivermos em conta famílias/casais que tenham de partilhar as férias,
existe uma lei que permite as férias em conjunto.

5) Contrato de adesão. O que é?


 São aqueles contratos em que um dos contraentes (cliente ou consumidor) não tendo a
menor participação na preparação e redação das respetivas cláusulas, se limita a aceitar o
texto que o outro contraente oferece em massa ao público interessado. Na vida das pessoas,
por várias vezes, cada um se depara com a celebração deste tipo de contrato,
nomeadamente quando celebra o contrato de seguro do seu automóvel, quando assina
contrato para fornecimento de gás, eletricidade ou telefone. É uma exceção ao princípio da
liberdade contratual.
 Em direito do trabalho  IRCT, ou seja, artigo 2.º, n.º 2  artigo 504.º CT.

6) O aderente pode modificar o conteúdo da convenção?


 Não.  artigo 504.º, n.º 3.

7) As disposições das IRCT’s podem ser afastadas por disposições dispostas no contrato de trabalho?
 Pode ser afastada desde que seja mais favorável para o trabalhador (princípio do favor
laboratis  O princípio do tratamento mais favorável do trabalhador, enquanto forma de
determinar a norma concretamente aplicável, permite a escolha, de entre várias normas
aptas a regular uma relação laboral, daquela que fixe condições mais favoráveis ao
trabalhador, ainda que se trate de uma norma de hierarquia inferior)  artigo 476.º.
Folha à parte
05/10/17→ Teórica
 Feriado

11/10/17→ Prática

Qualificação jurídica do contrato de trabalho

O direito do trabalho preocupa-se em saber quando é que estamos perante um contrato de trabalho e
um contrato de prestação de serviços.

CONTRATO DE TRABALHO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO


 O trabalhador só é responsável pela  O trabalhador preocupa-se com o
prestação de meios: resultado;
 O risco é do empregador;  O risco é do trabalhador;
 Remunerado SEMPRE!;  Remunerado ou gratuito;
 Subordinação Jurídica.  Não existe Subordinação Jurídica.

 Numa grande empresa, o administrador e o diretor são responsáveis pelo resultado mas
quem presta os meios são os trabalhadores-contrato de trabalho. Pelo contrário, numa firma
de limpeza porque as senhoras não podem ir lá quando quiserem- CPS.

O Professor Monteiro Fernandes qualifica o CT como um negócio jurídico Bilateral,


Sinalagmático (cria direitos e deveres ao trabalhador e ao empregador), Consensual (art. 405 cc e
110 ct) e de Execução Continuada ou Duradoura.
Princípio da segurança no emprego (art. 53 crp), embora com exceções, como veremos adiante.

Elementos estruturais do contrato do trabalho:

1. Sujeito→ quem vai prestar o trabalho. Pessoa singular.


2. Objeto→ o trabalho que vai prestar. Tudo aquilo que o empregador espera do trabalhador.
3. Remuneração:→ ordenado- O CT É SEMPRE REMUNERADO.

 O CT não é necessário ser escrito, pode ser verbal/expresso, ou seja, o contrato de trabalho
não requer forma especial, a não ser que a lei disponha em contrário e aí o contrato tem que
ser obrigatoriamente escrito.
Ex.: A, despede-se da empresa X porque a empresa Y aceitou o seu currículo, dando-
lhe o lugar a que se candidatou. Porém, alguns meses depois, a empresa Y diz a A
que já não o quer. Neste caso, estamos perante um Despedimento ilícito, porque ele
nunca prestou nenhum serviço naquela empresa, o que cria na esfera jurídica do
trabalhador o direito de ser indemnizado e na espera jurídica do empregador o dever
de o indemnizar→ art. 110.

 Subordinação jurídica→ existe no contrato de trabalho e não existe no CPS. É o elemento


fundamental do contrato de trabalho. O trabalhador obriga-se aos parâmetros da organização
definidos pelo empregador. Uma das dificuldades da deteção da Subordinação Jurídica é que
existe hoje muita autonomia técnica e científica.

Acórdão do STJ→ 29/06/2005- Sousa Peixoto


20/11/2013- Mário Belo Morgado

Como se resolve o tema da subordinação jurídica?

 Através do método indiciário:

Procura numa situação concreta os indícios que normalmente estão associados à existência
de subordinação jurídica ( não é uma operação matemática, depende do caso concreto).

INDÍCIOS INTERNOS:

 Vinculação do trabalhador ao horário de trabalho;


 O local de trabalho é determinado pelo empregador;
 Obediência a ordens,
 Sujeição do trabalhador à disciplina da empresa;
 Liderar uma equipa de colaboradores;
 Pagamento ou retribuição em função do horário de trabalho;
 Pagamento de subsídio de férias e de Natal;
 Inserção na Organização;
 Indícios externos;
 Inscrição na organização;
 Inscrição na Segurança Social por conta de outrem.
 Regime fiscal do trabalhador por conta de outrem inscrito na Organização Sindical.

O “nomen iuris” é irrelevante→ nome que se designa ao contrato.

Como defender que o nome do contrato é irrelevante?

Antunes Varela→ “Os contratos são o que são e não o que as partes dizem que são.”

Henrich Eward Haster→ Para qualificar juridicamente um negócio jurídico é decisivo não a
designação escolhida pelas partes, mas o conteúdo do negócio. Em caso de contradição entre
o conteúdo e o acordado, prevalece a execução efetiva.
Art 12→ Se forme cumpridos alguns dos pressupostos das alíneas, podemos presumir que
estamos perante um contrato de trabalho.

Nota! Num contrato de trabalho, tenho que ser eu a prestar aquele serviço, enquanto num
CPS posso trazer outra pessoa no meu lugar.

Seguir este esquema para responder Às perguntas do teste:


1. Identificar as diferenças entre um CT e um CPS;
2. Escrever os elementos essenciais do CT e a sua caracterização pelo professor Monteiro
Fernandes;
3. Falar da dificuldade das subordinações jurídicas ( opinião pessoal);
4. Identificar os indícios mais próximos do CT ou CPS;
5. Fazer um juízo de aproximação, relativização, globalização e decisão.

Caso prático I

António e a empresa B assinaram no dia 1 de Julho de 1968 um contrato que


denominaram- CPS.
António prestará assistência técnica a equipamentos vendidos pela empresa dos seus
clientes. António não estava sujeito a horário de trabalho. A empresa entregava a António Commented [1]: Irrelevante
uma listagem de equipamentos que necessitavam de arranjo, mas era António que decidia
quando e a que equipamentos ía acorrer. António, tinha que informar a empresa das Commented [2]: CPS
assistências concluidas por relatório diário que enviava da sede da empresa. António, nunca Commented [3]: CPS- o resultado é o que interessa.
recebeu subsidio de férias e de Natal. António, dependia economicamente em exclusivo da
Commented [4]: CT- faz pressupor que há uma obrigação
empresa. A remunerção de António era variável. Os instrumentos de trabalho eram e tem que justificar. Há subordinação.
fornecidos pela empresa. António tinha direito a 22 dias anuais conforme decorre das leis e
Commented [5]: CPS.
nesses dias tinha que se fazer substituir.
Commented [6]: CT- subordinação económica
Commented [7]: CPS- porque varia em função do
R: resultado.
1. Commented [8]: CT.
CONTRATO DE TRABALHO CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE Commented [9]: CT.
SERVIÇO Commented [10]: CPS- não é intuito persone.
O trabalhador só é responsável pela O trabalhador preocupa-se com o
prestação de meios: resultado;
O risco é do empregador; O risco é do trabalhador;
Remunerado SEMPRE!; Remunerado ou gratuito;
Subordinação Jurídica. Não existe Subordinação Jurídica.

2. O Professor Monteiro Fernandes qualifica o CT como um negócio jurídico Bilateral,


Sinalagmático (cria direitos e deveres ao trabalhador e ao empregador), Consensual (art.
405 cc e 110 ct) e de Execução Continuada ou Duradoura.
Princípio da segurança no emprego (art. 53 crp), embora com exceções, como veremos
adiante.

3.
4. Tudo o que está nos comentários.
5. Estamos perante um CPS por causa do indício que mais relevante nos parece, que é o
intuito persone, porque ele tem que se fazer substituir.
12/10/17→ Teórica

Contrato de trabalho

 artigo 11 CT
 é a chave da aplicação do DT.
 Aplica-se ao trabalho subordinado, dependente, pr conta de outrem.
 O que conta é a atividade.

Contrato de prestação de serviço

 trabalho autónomo, independente, por conta própria.


 O que interessa é o resultado

Tanto o CT como o CPS são contratos nominados, ou seja, são contratos designados na lei.

Subordinação jurídica
 HETEROORGANIZAÇÃO→ não é o trabalhador que organiza o seu trabalho;
 o trabalhador exerce a sua atividade num contexto em que está submetido à autoridade da
outra parte.
 Tem que haver estiplução de um horário e de uma organização.
18/10/17→ Prática
19/10/17→ Teórica