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Aos que têm a coragem de
despertar a curiosidade, o
estranhamento e a vontade
de aprender

IV
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AGRADECIMENTOS

À orientadora Profa. Dra. Luiza Kinoshita, que espero que não tenha se
arrependido por ter me aceitado como orientanda de última hora, pelos
comentários que me deram novas perspectivas.

Ao Prof. colaborador e responsável pelo Laboratório de Taxonomia Jorge
Tamashiro, pela identificação da maioria das espécies, pelas conversas e, é claro,
pela paciência.

Ao Curso de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, na pessoa da coordenadora,
Profa. Dra. Sandra Maria Carmello-Guerreiro.

Ao Depto. de Botânica, na pessoa da chefe, Profa. Dra. Marília de Moraes Castro.

Ao Curador do Herbário UEC, Prof. Dr. Washington Marcondes Ferreira.

À Capes, pela bolsa de mestrado concedida.

Aos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) General
Humberto de Souza Mello (Adelma Santos, Aline Oliveira, Ana Beatriz
Nascimento, Ana Paula Rosa, Ana Paula Silva, Anderson Luiz Santos, André
Botelho, André Paschoal, Angélica Silva, Bianca Barros, Carlos Batista, Caroline
Vieira, Celso Junior, Cleber Pedrosa, Crisrulla Santos, Daiane Silva, Daniel Souza,
Débora Cristina, Deise Caldas, Diego Marques, Eduardo Santos, Élen Costa,
Evelyn Silva, Fabiano Silva, Felipe Silva, Geandra Santos, Gustavo Rodrigues,
Helen Cristina, Helen Santos, Iara Aguiar, Jean Plínio, Jefferson Costa, Jessica
Santos, Jéssica Silva, Jéssica Thaís Pereira, Jhenyffer Sabino, Karina Oliveira,
Kátia Araújo, Lais Costa, Larissa Oliveira, Layanne Silva, Luana Oliveira, Lucas
Oliveira, Luis Gustavo Cruz, Luiz Mike Silva, Magda Andrade, Maiara Batista,
Marco Aurélio Júnior, Marcus Barreto, Maria Damares Marinho, Mayara Bruna
Santos, Murilo Silva, Patricia Silveira, Priscila Santos, Rafael Rosa, Rafaela
Fernandes, Ricardo Pinheiro, Rivair Junior, Rodrigo Santos, Sabrina Rodrigues,
Sandro Gomes, Tiago Ferreira), pela participação e interesse demonstrado

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V

José por permitir a realização das coletas e disponibilizar material contendo histórico do Parque. Ao Gastão Rodrigues (para a maioria das coletas) e João Carlos (em coletas esporádicas) por me acompanhar e auxiliar nas coletas. pela paciência e boa vontade. Bruno e Antonio Saraiva pelo auxílio no registro das atividades de campo. Dra. pelo trabalho em conjunto no Parque. do Setor de Aerofotogrametria da Prefeitura Municipal de Campinas. VI 91 . Profa. pela cessão de fotografias aéreas antigas do Parque Taquaral. Paulo Prado pela informação sobre as fotografias aéreas do Parque.durante as atividades e por terem dado vida a essa pesquisa tornando-a desafiadora e prazerosa. pela receptividade e cooperação. Tanea Pereira. Roseli Buzanelli Torres. Dr. À Profª. Aos membros da banca de qualificação deste trabalho Prof. Ao Prof. Dra. Ana Lúcia Ribeiro da EMEF. Gina Foresi da EMEF. Ao administrador do Parque Portugal Sr. pela gentileza de permitir minha participação em aulas na escola. À diretora da EMEF Luzia de Cássia Betti. pela gentileza de colocar o Espaço à disposição para a realização das atividades. Kleber. pelo auxílio na condução da atividade no Parque. Eliana Regina Forni-Martins e Profa. A Cintia Matsumura. pela sua contribuição na área de Artes orientando os alunos na confecção dos desenhos. Ao Sr. pela parceria no planejamento das aulas e atividades. Dra. por ter me acolhido durante suas aulas em sala. À Profa. Osmar Cavassan. À Profa. À coordenadora do Espaço Ciência Escola (ECE) do Museu Dinâmico de Ciências de Campinas (MDCC) Heloísa Saviani. Kikyo Yamamoto pela leitura desta tese e pelos valiosos comentários e sugestões.

apoio. risos e conforto. pela sensação de ter sempre alguém com quem contar. VII 91 . mãe. que infelizmente eu encontrava menos do que eu gostaria. Aos amigos. por ser essa pessoa linda. atenção.À família – pai. Ao Ricardo. pela educação – que ao mesmo tempo deixa errar e impõe limites – e pelo exemplo – muitas vezes mais forte que palavras. pelos valiosos momentos de reflexão. e que tanto me ajudou resolvendo pendências durante meu período de ausência de Campinas. companheiro para todas as horas. A meus pais. irmão. tia Sumiko – pelo carinho. por ter entrado na minha vida e me aturado até hoje.

Campinas.subsídios para atividades de ensino não-formal de Botânica. inserindo a dimensão não formal no contexto do ensino formal. Tese (Mestrado em Biologia Vegetal) – Universidade Estadual de Campinas. 2007. SP) . arbustivas e arbóreas que ocorrem em cinco subáreas da área de estudo – o Parque Taquaral. Chaves de identificação (uma geral e uma para cada subárea) foram confeccionadas procurando-se utilizar uma linguagem acessível a um público não acadêmico. RESUMO O potencial subutilizado de muitas áreas verdes urbanas e a maneira desinteressante como a Botânica é geralmente tratada em sala de aula foram algumas das questões que motivaram a realização deste trabalho. Seus objetivos centrais foram: (1) fornecer subsídios para o estabelecimento de uma relação mais próxima entre a flora de uma área urbana e seus freqüentadores atuais e potenciais e (2) realizar uma experiência de utilização dessa área. 62 exóticas e uma híbrido artificial. grande quantidade de espécies de pequeno porte. Foi realizado o levantamento das espécies herbáceas. arbustivas e herbáceas do Parque Taquaral (Campinas. As informações reunidas acerca das subáreas revelaram que cada uma delas possui. comparativamente. Espécies arbóreas. de forma a poderem ser utilizadas por usuários do Parque ou por planejadores de atividades. A subárea que apresentou maior número de espécies (71) foi utilizada para a realização de uma experiência de ensino de Botânica VIII 91 . Erika. numa tentativa de tornar o aprendizado de Botânica mais prazeroso. alta concentração de espécies em uma pequena área.IKEMOTO. SP. 94 são nativas. dentre as 157 identificadas até o nível de espécie. Foram encontradas 169 espécies. certas características que favoreceriam a realização de atividades – alto número total de espécies.

Princípios da pesquisa-ação embasaram esse processo. Questionários foram aplicados antes e depois do conjunto de aulas teóricas e atividade de campo. apesar da tentativa de abordar conceitos de forma integrada. Parque Taquaral. Palavras-chave: Levantamento florístico. pôde-se perceber a necessidade de meios que estimulem a concentração da atenção nos temas principais da atividade. A atividade de ensino foi realizada junto a duas turmas de 6a série e planejada em conjunto a com a Professora de Ciências dos mesmos. A atividade no Parque foi conduzida por esta autora. construtivismo. ensino de Botânica. perguntas e atitudes –. Ao mesmo tempo que a participação dos alunos foi estimulada e efetivamente detectada no Parque – na forma de uma ampla gama de comentários. área verde urbana. As aulas em sala foram ministradas pela Professora de Ciências. aperfeiçoar e enriquecer a proposta oferecida por este trabalho. ensino não-formal. Acertos e desafios se mostraram na análise dessas atividades. no qual se procurou utilizar uma abordagem construtivista. durante as quais as informações foram coletadas por esta autora através de diário de campo e um meio-termo entre observação participante / não- participante. teve tanto registro fonográfico quanto por escrito por auxiliares de campo. Espera-se que novas experiências venham adaptar. IX 91 . a fragmentação não foi totalmente superada nessas abordagens.

trying to use a language accessible to a non-academic public in a way that they can be used by the Parque users or by activity-planners. SP) – subsidies for non-formal teaching activities of Botany. The information gathered about the subareas revealed that each of them have. Tese (Mestrado em Biologia Vegetal) – Universidade Estadual de Campinas. comparatively. in order to try to make the learning process of Botany more pleasant.IKEMOTO. shrub and tree species that occur in five subareas of the study area – the Parque Taquaral – was accomplished. The lectures in classroom were X 91 . ABSTRACT The underexplored potencial of many green urban areas and the uninteresting way in which Botany is usually teached inside classroom were some of the issues that motivated the accomplishment of this research. 2007. Campinas. The survey of the herbaceous. Identification keys (a general one and one for each subarea) were made. shrub and herbaceous species of Parque Taquaral (Campinas. Erika. certain characteristics that favour the accomplishment of activities – high total number of species. high quantity of small-sized species. The teaching activity was accomplished with two 6th grade classes and planned with their Science teacher. Action-research principles based this process. 62 are exotics and one is an artificial hybrid. The subarea that presented the highest number of species (71) was used for an experience of Botany teaching. SP. Its main objectives were: (1) offer subsidies for the establishment of a closer relationship between the flora of an urban area and its present and potential users and (2) make an experience of utilization of that area. high concentration of species in a small area. bringing the informal dimension into the context of the formal teaching. among the 157 identified until the species level. 94 are native. during which a constructivist approach was tried. 169 species were found. Tree.

Success and challenges emerged during the analysis of these activities. Key words: Floristic survey. non-formal teaching. XI 91 . the fragmentation was not completely overcome in these approaches. despite it was tried to approach concepts in an integrated way. questions and attitudes –. but the need of strategies that stimulate the concentration of the students in the main activities themes could also be noticed.given by the Science teacher and the data was collected by the present author by means of participant and non-participant observation and field diary. The activity in the Parque was leaded by the present author. Parque Taquaral. constructivism. The participation was stimulated and effectively detected in the Parque – in the form of a vast variety of comments. It is expected that new experiences adapt. Botany teaching. improve and enrich the proposal offered by this research. it was tape-recorded and also registered in written form by field assistants. green urban area.

.. 88 XII 91 .. ... Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Qual a importância das flores para a planta?’.... Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Por que razão as flores são coloridas?’............................ ........................ 10 Figura 4......... ............................. 61 Figura 9.. .... Seqüência das aulas e questionários de avaliação.............. .......... 6 Figura 3.......... Parque Taquaral envolvido em azul... ........................... incorretas (em vermelho)........... Formas de intervenção da monitora durante atividade de campo e algumas limitações encontradas......... 85 Figura 16............. 69 Figura 10............. ..................... corretas (em azul) e ambíguas (em cinza) nos questionários pré-atividade e pós-atividade...... 77 Figura 11. Espécies amostradas com seu local de ocorrência natural em cada uma das cinco subáreas do Parque Taquaral................ 52 Figura 8................. Foto aérea do Parque Taquaral com subáreas amostradas contornadas.............................. Áreas verdes de Campinas........... 83 Figura 14.................. Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Qual a importância dos frutos para a planta?’......... Chave de identificação das espécies amostradas... LISTA DE FIGURAS Figura 1.... 51 Figura 7........ Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Por que razão a maioria das folhas é verde?’....................... no questionário pré (branco) e pós (cinza) atividade em resposta à questão ‘Cite o nome de plantas que você conhece’......... 86 Figura 17.................... 24 Figura 5...... Formas de participação dos alunos durante atividade de campo e algumas limitações encontradas ........... ................... principais temas abordados e recursos utilizados....... 3 Figura 2............................................ 85 Figura 15.............. Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Qual o nome da parte da planta dá origem aos frutos?’...... ......................... ..... ......... 36 Figura 6................ Proporção e número de respostas em branco (em branco)................... por categoria... Evolução da cobertura vegetal do Parque Taquaral.................................................... Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Qual a importância das folhas para a planta?’............... 79 Figura 12.......................................... Número médio de espécies de plantas citadas por aluno da turma 6a série A... 81 Figura 13......................... ............................................................................................ Relação entre formas de intervenção da professora e participação dos alunos durante primeiras aulas em sala....

... 88 XIII 91 ..... Número médio de espécies de plantas citadas por aluno da turma 6a série B... por categoria. .. no questionário pré (branco) e pós (cinza) atividade em resposta à questão ‘Cite o nome de plantas que você conhece’..Figura 18.......

. A4 – bosque próximo ao pedalinho. A1 – entorno do MDCC........... A2 – trilha que contorna lagoa maior..... arbustos.. monocotiledôneas com menos de 2m de altura e espécies acaules.5m de altura... A3 – bosque de eucaliptos. 25 91 XIV ... A5 – bosque próximo à caravela) ... LISTA DE TABELAS Tabela 1. observadas em cada subárea (pequeno porte – ervas..5m de altura e monocotiledôneas com mais de 2m de altura.. grande porte – árvores ramificando a mais de 0... Proporção de espécies de acordo com porte. árvores ramificando a menos de 0....

Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente UEC Universidade Estadual de Campinas XV 91 . LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CEPAGRI Centro de Ensino e Pesquisa em Agricultura ECE Espaço Ciência-Escola EMEF Escola Municipal de Ensino Fundamental IAC Instituto Agronômico de Campinas MDCC Museu Dinâmico de Ciências de Campinas SEPLAMA Secretaria de Planejamento.

.... 10 3.......... falamos.................................. Dentro e fora de sala de aula – definições e ligações possíveis.......................................................................................................................................................................... 11 Resultados.... Botânica dentro e fora de sala de aula – uma proposta para alunos de 6a....... 1 2.................................................. Escolha das áreas ........ Por que Botânica fora de sala de aula? ...................... 46 Materiais e métodos............................... SUMÁRIO Introdução geral .............. 50 Momento 1: Diversidade em sala de aula?..................................................................... 4 Capítulo I..........................................1............................................................ Os verdes de Campinas ..........1.................................... Dentro e fora de sala de aula – por que adotar estratégias de ensino em comum? ...... O Parque Taquaral ....2................40 Introdução.............. 43 Objetivos ........ tateamos.................................................................................................................................................................................................................................................................. Para que conhecer as plantas das áreas urbanas?............................................................. 51 Momento 2: As plantas vivem.... Análise e sistematização dos dados......................................................................................................................... 7 Introdução............................... 7 Objetivo..................... 55 2........... 49 Resultados e discussão (parte 1) . 9 2................ Fragmentação – uma das limitações............................................................. 40 1............................1............................................................................................................ 48 3............. O que vimos...................................................................................série............................................................................. Escolhas – nada aleatórias......................... 59 XVI 91 ............ se transformam e interagem com seu meio .................. 36 Capítulo II............................................................ Campinas-SP........................ 9 Materiais e métodos................ 40 2....................................... 42 3................................ 54 2...... 7 1.1 1..........................1..................................................................................................... 9 1................. Levantamento florístico do Parque Taquaral........................................... Coleta de dados................................................................................................................. Análise dos dados ................................... Coleta de dados..... 47 1.. Omissão – outra limitação ....................................... 12 Discussão ................................................................................................... cheiramos...................... 47 2............................. 58 2........

............................................................................................................... 77 1...........118 Apêndice C – Prachas de fotos e descrição das espécies amostradas no entorno do MDCC... 3..................................... Algumas limitações ............................3.............179 Apêndice G – Falas registradas durante atividade no Parque Taquaral ................. O que foi abordado?.......... 92 Apêndice A – Chave de Identificação das espécies herbáceas. 67 2..............260 Anexo B – Letra da música ‘Aquarela Brasileira’.............. 73 3..........................................................................................................................121 Apêndice D – Chaves de identificação ilustradas para as espécies amostradas no entorno do MDCC.............. 91 Referências ....................................................................2...................................... 4 e 5 do Parque Taquaral .................................................99 Apêndice B – Glossário das chaves de identificação... 2.............................. 87 Considerações finais.........3.... A participação dos alunos .................................................................... 76 Resultados e discussão (parte 2) ..... Questões discursivas.................................................................... arbóreas e arbustivas das subáreas 1..............................1........................................................2..........................158 Apêndice E – Questionário aplicado antes da atividade de campo e após às aulas conceituais em sala ..... 74 3..... As intervenções da monitora ............................................................................................................... Como foi abordado?.......................................................................................178 Apêndice F – Roteiro elaborado como planejamento da atividade de campo .............. 77 2...............183 Apêndice H – Texto trabalhado pela professora em sala de aula ............1....................................... 61 2............... 72 3..... 2..........2....... 68 Momento 3: De volta para a sala – hora de organizar e detalhar .. Questões objetivas .................................................262 XVII ...................................257 Anexo A – Folder com informações do Parque Taquaral ................................................................................................................. Como os alunos participaram?.

p. MATTHES et al. então. Saint-Hilaire (1976 apud TORRES et al. CARPINTERO 1996). [. 1996. que observou na primeira metade do século XIX. “Os campos cerrados.... chamado.] ‘principalmente ao norte da vila’ (PUPO 1983). formação associada à origem do nome da cidade. ‘As primeiras roças das Campinas do Matto Grosso datam de 1722 e serviam de apoio para os que iam explorar ouro na região de Goiás’ (CHRISTOLOFOLETTI & FEDERICI 1972. A flora dessas áreas tem sido objeto de levantamentos (TAMASHIRO et al.6% de sua área total. TORRES et 1 . Hoje.. em variados estados de conservação [. 1988. 77. 48) (Figura 1). 2006) descreve os sinais da ocupação humana no município de Campinas. BERNACCI & LEITÃO FILHO 1996. que se acentuaria de forma irreversível com a introdução da cafeicultura. Desse remanescente. A cidade foi oficialmente fundada em 1774. 78.] Entre 1790 e 1795 implantou-se no município a cultura extensiva e a indústria açucareira [. 79. [. 1986. na forma de pastos desgastados. no século XIX.] Quase tudo que era utilizado nos engenhos de cana era feito à base de madeira retirada das matas que cobriam a região.. apenas. Novas áreas de florestas eram destruídas para a formação de novos cafezais para o escoamento da produção (CHRISTOFOLETTI & FEDERICI 1972) (TORRES et al. p. PUPO 1983. cerca de 95% são matas (florestas semideciduais montana e submontana) e 3% são cerrados (SANTIN 1999. Os verdes de Campinas Com o tempo.]” – do município de Campinas estão distrubuídas em 197 fragmentos e cobrem. dando início a uma devastação da cobertura vegetal da região sem precedentes.. instalou-se nesse caminho [Caminho dos Goyases] um pouso. 31.. 81. de Campinas do Matto Grosso. p. em razão da existência de campinhos na densa floresta. BATTISTONI FILHO 1996. Com o esgotamento dos solos. cerca de 2. Introdução geral 1. dando lugar aos pastos. 86).. 1996. as terras eram abandonadas. já não existem mais” (TORRES et al. as áreas com vegetação remanescente – definidas como “área de vegetação natural. retirada das matas dos engenhos. 84). A própria produção do açúcar consumia grande quantidade de madeira.

b) (Figura 1). visita a área de mata nativa e a instituição de pesquisa. isso pode contribuir para um aprendizado de Botânica mais prazeroso. RODRIGUES 2004. pesquisadores e professores de diferentes disciplinas do ensino fundamental trabalharam juntos no planejamento e execução de atividades envolvendo as plantas. Além de motivações conservacionistas.al. SPINA 1997. SANTOS & KINOSHITA 2003. 2006a. contribuindo para que ‘biodiversidade’ não seja mais um nome complicado na cabeça dos alunos. dentro do Programa de Ensino do Projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. 2 . Kinoshita et al. SPINA 2001. Nessa experiência. os quais vêem alimentando gradativamente o conhecimento da diversidade de espécies nativas das matas da região. KINOSHITA et al. reconhecimento da arborização do entorno da escola. TONIATO et al. (2006b) relata uma experiência. que incluíram atividades de plantio. 1994. Iniciativas como essa colocam esse público em contato direto com as plantas e com o processo de construção do conhecimento a seu respeito. 1998. concretizada em Campinas (entre outras cidades) que visou deixar esse tipo de conhecimento e sua forma de produção mais acessível ao público não-acadêmico – particularmente ao público escolar. CIELO FILHO & SANTIN 2002.

Parque Taquaral envolvido por retângulo azul. Adaptado do Plano diretor do município de Campinas 2006 (CAMPINAS 2006).Figura 1. 3 . Algumas das áreas que já foram objetos de levantamento botânico envolvidas por elipses. Áreas verdes de Campinas.

A cobertura vegetal atual praticamente inexistia em 1940. oferece a possibilidade de um contato com o verde. era desprovido de vegetação (Figura 2). professores universitários doavam parte de seu tempo para dar cursos para professores de escolas e para desenvolver atividades com alunos dessas escolas. seu objetivo básico inicial era a melhoria do ensino de Ciências. desde aquela época. Segundo depoimento de um professor envolvido com o MDCC desde seus primeiros anos de funcionamento. O aspecto educacional vinha sendo desenvolvido pelo Museu Dinâmico de Ciências de Campinas (MDCC). Isso contraria as considerações de Santin (1999). Foi criado em 1987. no qual se aproveitassem os elementos da natureza. a idéia era que fosse um museu sem acervo. e batizada de ‘Parque Portugal’ em 1950 (CAMPINAS 1950). não havia professores contratados. piscinas). história (com réplica de uma caravela em tamanho original aberta à visitação desde 1972 e passeio em bondes que serviram Campinas até 1968). No princípio. cultura (com a concha acústica). Segundo aquele mesmo professor. Sua estrutura atual atende aos que apreciam esportes (com pista de corrida. se estimulasse uma postura participativa do aluno durante atividades de observação 4 .5ha de área coberta por vegetação remanescente. que incluiu o Parque Taquaral em seu levantamento das áreas de vegetação remanescente do município de Campinas e que afirma que o Parque possui 5. Hoje é mais conhecido como Parque Taquaral. por sua vez. coordenadas geográficas 22o52’S 47o03’W. A cobertura vegetal. infere-se que a área verde atual do Parque não se formou por regeneração natural. foi doada ao poder público municipal. muito próximo ao centro da cidade. com a exceção de uma área de eucaliptal (Figura 2). O Parque Taquaral Uma área de aproximadamente 65ha da Fazenda Taquaral. quadras. quando foram inaugurados o Planetário de Campinas e os Laboratórios Didáticos que constituem as instalações físicas do Museu. Como o entorno do Parque. 2.

foi incorporada a atividade de ‘caça às espécies’. Com a retomada dos trabalhos. baseando-se em discussões prévias e em consulta às unidades educacionais a respeito desse espaço público. a qual estava nela pendurada.e se desenvolvessem atividades que pudessem ser reproduzidas na escola. Nela. influenciado pela mudança de gestão da Prefeitura. não só na divulgação e educação científica. que deviam achar a árvore correspondente. na parceria entre o MDCC e escolas sejam contempladas as seguintes características: promover atividades de divulgação científica para o público escolar e comunidade em geral. mas como local de produção de conhecimento acerca da maneira que essa divulgação se daria no espaço específico de um museu. fruto deste trabalho. baseada em informações preliminares. à qual ele é subordinado. 5 . lupa). Duas atividades relacionadas à observação envolviam um passeio pelo Parque e a observação de 1m2 de grama à procura de animais estimulando o uso de instrumentos (binóculos. com mais cuidado. Em 2004. trazendo uma placa. as diferentes espécies vegetais e tinham contato com o nome científico de algumas delas. com o seu nome científico. produzir conhecimentos culturais sobre educação científica (Prefeitura Municipal de Campinas 2002). uma das atividades desenvolvidas pela equipe do ECE era a caminhada por uma trilha. estava-se pondo em questão a relação entre um espaço como o MDCC e a escola – gerando tensões entre ser ou não escolar – e a possível atribuição do MDCC em atuar. o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o MDCC apontou a necessidade de que. promover a formação continuada de professores das diferentes áreas disciplinares e níveis de ensino. Ou seja. disponibilizadas à equipe do MDCC. O Espaço Ciência Escola (ECE) do MDCC teve suas atividades suspensas por alguns anos e passou por um processo de reorientação de suas atividades. os alunos eram estimulados a olhar. Durante o final do ano de 2001. Pranchas com ramos prensados eram entregues aos alunos. O MDCC sofreu nova interrupção em suas atividades no final de 2004.

Fontes: Prefeitura de Campinas (a. IAC (b) e CEPAGRI (d). Fotografias aéreas tiradas em 1940 (a).a b c d Figura 2. Evolução da cobertura vegetal do Parque Taquaral. 1962 (b) e 1984 (c) e imagem de satélite de 2001(d). 6 . c).

d. p. Levantamentos ou inventários florísticos em áreas urbanas têm sido realizados tanto em ruas (HARDER 2003. pode revelar um pouco da história da ocupação humana no local. TAMASHIRO & SARTORI 1999. Quando remanescente bem conservado de área natural. arquitetura e flores agradáveis aos nossos olhos.5). onde há o predomínio da vegetação arbórea. BORTOLETO 2004. adaptáveis à realidade de cada localidade. e frutos comestíveis. TAMASHIRO & SARTORI 1999) como em áreas verdes1 (RODRIGUES 1996a. que podem servir como modelos. TAMASHIRO 2001. quando plantada. SANTIN 1999. os canteiros centrais e trevos e vias públicas [. b. BORTOLETO 2004) quanto materiais educativos ilustrados (RODRIGUES 1996a. c.. temos assim as áreas verdes. 1994 apud HARDER 2002. HARDER 2003. d. Para que conhecer as plantas das áreas urbanas? O levantamento da flora de determinada área urbana pode ser utilizado na geração de políticas públicas. Campinas-SP Introdução 1.]. reparo de danos e plantio (quando associados à coleta de informações sobre o estado de conservação das espécies) (ANDRADE 2002. ANDRADE 2002). pode contribuir também para o conhecimento da diversidade. têm resultado tanto recomendações de intervenções como poda. porém. TAMASHIRO 2001). e que englobam os jardins públicos.. b. os parques urbanos. esse ‘natural’ pode continuar distante das pessoas se elas não conhecem e nem 1 “Entre os espaços livres. entretanto as árvores de vias públicas não devem ser consideradas como tal por que não apresentam distribuição em maciços. distribuição espacial e dinâmica das espécies do bioma em que se insere. 7 . Capítulo I. c. mesmo com a maior proximidade física. (LIMA et al.”. a arborização urbana pode servir ao objetivo de deixar uma ‘amostra’ do meio natural mais acessível às pessoas que vivem nas cidades. Levantamento florístico do Parque Taquaral. TAMASHIRO & SARTORI 1999. Além de benefícios como oferecer sombra.

além de trabalhar com as espécies mais conhecidas.101) investigaram. Outro aspecto da Etnobotânica – que estuda a relação entre plantas e povos tradicionais (COTTON 1996) – possível de ser abordado é o modo como as populações tradicionais manejam as plantas (etnoagricultura) em contraposição à agricultura convencional. ‘o verde’”. 8 . p. dentre outras questões. na maioria das vezes. parques.se interessam em conhecer as espécies. bosques ou ruas) com potencial para realização de atividades regulares de educação ambiental – por estarem sob a responsabilidade de uma administração interessada nessa forma de utilização do espaço ou pela proximidade de uma escola com professores igualmente interessados. que muitas vezes não recebem o reconhecimento ou o retorno por ser. Trabalhos de educação ambiental podem estreitar essa distância procurando estimular a curiosidade e um olhar mais cuidadoso para as plantas. com o público-alvo. isto é. aproveitar a diversidade do local de forma mais aprofundada. Pode-se também trabalhar. O conhecimento de espécies exóticas pode ser interessante. por exemplo – podem subsidiar trabalhos educativos que objetivem. as concepções de estudantes do ensino fundamental acerca da diversidade vegetal e a compreensão que estes possuíam sobre a importância das áreas verdes e da arborização urbana. Caprânica e Kawasaki (2000. os possíveis usos das espécies vegetais e valorizar os povos tradicionais. mas o trabalho com espécies nativas e sua valorização mostra-se importante para o desenvolvimento de conceitos e motivações conservacionistas. Inventários de áreas (como praças. constatando que esses alunos possuem “uma idéia padronizada de áreas verdes como matas” e que se referem à flora “de forma genérica por plantas e árvores. a fonte desse tipo de conhecimento para pesquisas científicas e para a exploração comercial de subprodutos botânicos.

Objetivo O objetivo deste trabalho é a geração e sistematização de conhecimento técnico-científico acerca da flora do Parque Taquaral em uma linguagem acessível ao público não acadêmico. de forma a subsidiar futuros trabalhos de (1) confecção de materiais informativos / educativos resumidos e/ou detalhados e (2) realização de atividades informativas / educativas em benefício de seus usuários sejam eles moradores locais. Para a realização do levantamento foram escolhidas cinco subáreas do Parque (Figura 3). turistas. alunos de escolas ou outros visitantes com objetivos específicos. Materiais e métodos 1. por apresentarem grande circulação de pessoas (entorno da lagoa) e/ou por possuírem características (concentração de grande quantidade de espécies. manutenção de trilha de terra batida e/ou gramado baixo) que favoreceriam a realização de atividades. 9 . Escolha das áreas O Parque Taquaral foi eleita a área mais valorizada e que mais simboliza o município de Campinas (SILVA 2004 apud SALGADO). presença de sombra. O levantamento expedito das espécies arbóreas de parte de sua área foi realizada por Santin (1999) – a qual relata a ocorrência de 32 espécies – e uma lista com 32 espécies (não totalmente coincidente com o trabalho anterior) é citada em um folder disponível na administração para aqueles que o solicitam (Anexo A). Este trabalho espera contribuir no sentido de complementar as informações disponíveis aos usuários sobre a flora do local.

2 – margem da trilha que contorna a lagoa maior. No caso de espécies que se repetiam entre as subáreas. epífitas e palmeiras não foram incluídas nesta amostragem. Lianas. 2. arbustivas e arbóreas. mas procurava-se coletá-las apenas uma 10 . suas ocorrências eram sempre registradas. Foto aérea do Parque Taquaral com subáreas amostradas contornadas. coletou-se apenas o material vegetativo. Coleta de dados Foram realizadas visitas mensais durante 14 meses para a subárea 1 (Figura 3) (janeiro de 2003 a fevereiro de 2004) e semanais durante 3 meses para as demais subáreas (agosto a outubro de 2005) para coleta de material reprodutivo das espécies herbáceas.Figura 3. 3 – bosque de eucaliptos. 2725m. Daqueles indivíduos para os quais não foram observadas floração nem frutificação. 1 – entorno do Espaço Ciência Escola (ECE) do Museu Dinâmico de Ciências de Campinas (MDCC). 5 – bosque próximo à caravela. 4 – bosque próximo aos pedalinhos. Fonte: CEPAGRI A pista de corrida que contorna o Parque mede 4782m e a trilha que contorna a maior das suas duas lagoas (a menor localiza-se nas proximidades do MDCC).

com o objetivo de facilitar sua utilização pelos usuários do Parque e/ou por organizadores de atividades. Chaves de identificação foram elaboradas para o Parque como um todo e para cada uma das cinco subáreas amostradas. Esse procedimento era adotado somente nos casos em que características marcantes de uma dada espécie possibilitavam a afirmação segura de que se tratava de uma espécie já coletada. Análise e sistematização dos dados As espécies foram identificadas com auxílio de especialistas e pesquisa bibliográfica e classificadas de acordo com seu local de ocorrência natural e porte. procurando-se utilizar uma linguagem acessível.vez. 3. 11 .

(2002. Exótica x peru Aegiphila klotzkiana Cham.) Benth. Resultados Foram amostradas 169 morfoespécies – 157 identificadas até o nível de espécie. WANDERLEY. compilando informações diponibilizadas por Carauta & Diaz (2002) Lorenzi (2002a. nove ocorrem no Brasil (para as quais não foi possível definir se ocorriam no Estado). 74 dentre as 157 espécies identificadas até o nível de espécie ocorrem no Estado de São Paulo. Verbenaceae Tamanqueiro-do. Leguminosae Albízia Exótica x x (Mimosoideae) 12 . crista-de. onze ocorrem no Brasil mas não no Estado. b). Quanto ao local de ocorrência natural. 10 apenas até o de gênero e 2 apenas até o de família – distribuídas em 57 famílias. (2001). Euphorbiaceae Acalifa. 2003) e outras fontes ligadas a instituições de pesquisa. Nativa-SP (Cerrado) x cerrado Aegiphila sellowiana Cham. Verbenaceae x Albizia lebbeck (L. Verbenaceae Tamanqueiro Nativa-SP (floresta x semidecídua) Aegiphila sp. M. Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Acalypha wilkesiana Müll. Longhi-Wagner et al. Arg. 62 não ocorrem naturalmente no Brasil e uma espécie é um híbrido artificial (Figura 4).G.L et al.

Exótica x R. alpinia Anadenanthera peregrina (L. semidecídua) Astronium graveolens Jacq.M. Burtt & Zingiberaceae Gengibre-concha. Graminae Bambu Exótica x x Wendl. Leguminosae Pata-de-vaca Exótica x (Caesalpinioideae) Bauhinia variegata L. f.C. Leguminosae Pata-de-vaca Exótica x x x x (Caesalpinioideae) Bougainvillea glabra Choisy Nyctaginaceae Primavera Nativa x 13 . ex J. candicans Benth.) Speg.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Allamanda schottii Pohl Apocynaceae Alamanda Nativa-SP x Alpinia zerumbet (Pers.Sm. Araucariaceae Pinheiro-de-natal Exótica x Aspidosperma cylindrocarpon Mull. & Bromeliaceae Abacaxi-vermelho Nativa x Schult.) Kuntze Araucariaceae Pinheiro-do-paraná Nativa-SP (floresta de x araucária) Araucaria columnaris Hook. Leguminosae Angelim Nativa-SP (Mata Atlântica) x x (Papilionoideae) Araucaria angustifolia (Bertol.) B. Nativa-SP (cerradão e x x x (Mimosoideae) terra-firme floresta semidecídua) Ananas bracteatus (Lindl. Apocynaceae Peroba-poca Nativa-SP (floresta x Arg. Andira fraxinifolia Benth. Leguminosae Angico. Anacardiaceae Gonçalo-alves Nativa-SP (floresta x semidecídua) Bambusa vulgaris Schrad. Bauhinia aff. paricá-da.) Schult. L.

Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Bougainvillea spectabilis Willd. ex Gaertn. Flacourtiaceae Guaçatonga Nativa-SP (formações x x x x florestais) 14 . x x floresta semidecídua. Nativa x (Mimosoideae) vermelha. mandararé Callistemon viminalis (Sol. Leguminosae Esponjinha.) Willd. Clusiaceae Guanandi Nativa-SP (Mata Atlântica) x Campomanesia phaea (O. Berg Myrtaceae Guabiroba Nativa-SP (formações x florestais) Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze Lecythidaceae Jequitibá-branco Nativa-SP (Mata Atlântica. Don Calophyllum brasiliense Cambess. Nyctaginaceae Primavera Nativa x Bulbine frutescens (L. Leguminosae Sibipiruna Nativa-Brasil x (Caesalpinioideae) Calliandra tweediei Benth. Leguminosae Pau-ferro Nativa-Brasil (Mata x (Caesalpinioideae) Atlântica) Caesalpinia peltophoroides Benth. Leguminosae Pau-brasil Nativa-Brasil (Mata x x (Caesalpinioideae) Atlântica) Caesalpinia ferrea Mart.) Myrtaceae Escova de garrafa Exótica x G. floresta subtropical) Casearia sylvestris Sw. Liliaceae Bulbine Exótica x Caesalpinia echinata Lam. Berg) Myrtaceae Cambuci Nativa-SP (Mata Atlântica) x Landrum Campomanesia xanthocarpa O.

Solanaceae Dama-da-noite Nativa-SP x Chorisia speciosa A. (Papilionoideae) Cestrum laevigatum Schltdl. Bombacaceae Paineira rosa Nativa-SP (floresta x x x semidecídua) Chrysophyllum marginatum (Hook. Leguminosae Cássia-grande Nativa-Brasil (Floresta x x x (Caesalpinioideae) Amazônica de terra firme) Cassia javanica L.) J. Leguminosae Chuva-de-ouro Exótica x x (Caesalpinioideae) Cassia grandis L. Leguminosae Chuva-de-ouro Nativa-Brasil (floresta x (Caesalpinioideae) semidecídua) Cassia fistula L. & Sapotaceae Aguaí Nativa-SP x Arn. cássia. Leguminosae Cássia-roca. Presl Lauraceae Cânfora Exótica x 15 .Exótica x (Caesalpinioideae) javanesa Cassia leptophylla Vogel Leguminosae Falso-barbatimão Nativa-Brasil (floresta de x (Caesalpinioideae) araucária) Casuarina equisetifolia L.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Cassia ferruginea L. Casuarinaceae Casuarina Exótica x x Cecropia pachystachya Trécul Cecropiaceae Embaúba Nativa-SP (formações x florestais) Cedrela fissilis Vell Meliaceae Cedro Nativa-SP (Mata Atlântica x x e floresta semidecídua) Centrolobium tomentosum Guillemin Leguminosae Araribá Nativa-SP x ex Benth. Cinnamomum camphora (L. St.-Hil. f.) Radlk.

Exótica x vermelha Cupania vernalis Cambess. Euphorbiaceae Cróton. Exótica x x madagascar 16 .) Sweet ex Klatt Iridaceae Moréia-bicolor Exótica x Dietes sp. Liliaceae Coqueiro-de-vênus. bálsamo Nativa-SP (floresta x x x (Caesalpinioideae) semidecídua) Cordyline terminalis (L. louro. Sapindaceae Camboatá Nativa-SP (formações x x florestais) Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Citharexylum myrianthum Cham.) Ker Gawl.) Decne. Tiliaceae Astrapéia-rosa Exótica x Dracaena fragans (L. Verbenaceae Pau-de-viola Nativa-SP (Mata Atlântica x e matas de galeria) Citrus sp. Exótica x variegado Coffea arabica L. Leguminosae Copaíba.) K. Schum. Juss. Iridaceae x Dombeya wallichii (Lindl. Leguminosae Flamboyant Exótica x (Caesalpinioideae) Dendropanax cuneatus (DC. Araliaceae Maria-mole Nativa-SP (Mata Atlântica) x & Planch. Dietes bicolor (Steud.) Kunth Liliaceae Cordiline. Rutaceae Exótica x Codiaeum variegatum (L. dracena. Rubiaceae Café Exótica x x Copaifera langsdorffii Desf.) A. Exótica x x pau-d'água Dracaena marginata Hort. Liliaceae Dracena-de.

Moraceae Falsa-seringueira Exótica x Ficus guaranitica Chodat Moraceae Figueira-guapoí Nativa-SP x Ficus sp.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Duranta repens L.Blake Myrtaceae Eucalipto Exótica x x Eugenia florida DC. Rubiaceae Exótica x 17 . f. Moraceae Exótica x Ficus elastica Roxb. Verbenaceae Pingo-de-ouro Nativa x x Eriobotrya japonica (Thunb. glabra Vell. Myrtaceae Pitangueira Nativa-SP (floresta x x x x semidecídua) Ficus aff.. Rutaceae Guarantã Nativa-SP (Mata Atlântica x x e floresta semidecídua) Eucalyptus calmadulensis Dehnh.3 Moraceae x Gardenia cornuta Hemsl. microcarpa L. Myrtaceae Eucalipto Exótica x x Eucalyptus urophylla S.) Lindl. Myrtaceae Guamirim Nativa-SP (formações x x x florestais) Eugenia glazioviana Kiaersk. Myrtaceae Guamirim Nativa-SP (floresta x semidecídua) Eugenia sp. Rosaceae Nêspera Exótica x x x Erythrina speciosa Andrews Leguminosae Mulungu Nativa-SP (Mata Atlântica) x x x x (Papilionoideae) Esembeckia leiocarpa Engl.1 Moraceae x Ficus sp.T.2 Moraceae x Ficus sp. Myrtaceae x Eugenia uniflora L. Moraceae Figueira-brava Nativa-SP x Ficus aff.

Malvaceae Hibisco Exótica x x x Holocalyx balansae Micheli Leguminosae Alecrim-de.) L. Lythraceae Resedá-gigante Exótica x 18 . mata x Taub.) Violaceae Nativa-SP (Cerrado. Meliaceae Canjambo Nativa-SP (formações x florestais exceto Cerrado) Guazuma ulmifolia Lam.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Gochnatia polymorpha (Less. Sterculiaceae Mutamba Nativa-SP (floresta x semidecídua) Hemerocallis flava (L. Nativa-SP (floresta x (Caesalpinioideae) campinas subtropical) Hovenia dulcis Thunb. Juss. jataí Nativa-SP (floresta x x x (Caesalpinioideae) semidecídua) Inga fagifolia G. Don Bignoniaceae Jacarandá-mimoso Nativa (Cerrado) x x x x Lafoensia glyptocarpa Koehne Lythraceae Mirindiba-rosa Nativa-SP (Mata Atlântica) x Lagerstroemia speciosa (L.) Griff. Rhamnaceae Uva-japonesa Exótica x Hybanthus atropurpureus (A. secundária) Hymenaea courbaril L. Leguminosae Jatobá. Acanthaceae Graptofilo. Liliaceae Lírio-de-São-José. Don Leguminosae Ingá Nativa-SP x x (Mimosoideae) Jacaranda mimosifolia D. Exótica x caricata Guarea kunthiana A.) Pers. planta.-Hil. Exótica x hemerocale Hibiscus rosa-sinensis L.) Asteraceae Cambará Nativa-SP (Cerrado) x x Cabrera Graptophyllum pictum (L. St.

Leguminosae Jacarandá-de.) Engl. semidecídua) pato Machaerium vestitum Vogel Leguminosae Jacarandá-branco Nativa-SP (floresta x (Papilionoideae) semidecídua) Machaerium villosum Vogel Leguminosae Jacarandá-paulista. jacarandá. florestais) bico-de-pato Machaerium nyctitans (Vell. Nativa-SP (formações x (Papilionoideae) espinho. formações perturbadas) Luetzelburgia guaissara Toledo Leguminosae Guaissara Nativa-SP x (Papilionoideae) Machaerium aculeatum Raddi Leguminosae Jacarandá-de. Anacardiaceae Aroeira-salso Nativa-SP x Lonchocarpus latifolius Kunth ex DC.) Fritsch Chrysobalanaceae Oiti Nativa-Brasil (Mata x Atlântica) Lithraea molleoides (Vell.) Benth. semidecídua) cerradão 19 .Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Lamiaceae 1 Lamiaceae Boldo x x Leucaena leucocephala (Lam. Leguminosae Nativa-SP x (Papilionoideae) Luehea divaricata Mart. x x floresta semidecídua. Nativa-SP (floresta x (Papilionoideae) espinho. Nativa-SP (floresta x (Papilionoideae) jacaraná-do. Tiliaceae Açoita-cavalo Nativa-SP (Cerrado. bico-de.) de Wit Leguminosae Leucena Exótica x (Mimosoideae) Licania tomentosa (Benth.

) L.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Malvaviscus arboreus Cav. champaca L. sete.Exótica x colibri Mangifera indica L. Sapindaceae Pau-de-pombo. DC. Malvaceae Malvavisco. Rutaceae Jasmim-laranja Exótica x x Myrcia fallax (Rich. Moraceae Amoreira Exótica x Murraya paniculata Jack. Leguminosae Bálsamo. Nativa-SP (floresta x x (Papilionoideae) vermelha semidecídua) Ochna serrulata (Hochst. utilis Bory Pandanaceae Pândano Exótica x Pelargonium X hortorum Geraniaceae Gerânio. hibisco. Magnoliaceae Magnólia Exótica x Morus nigra L. Anacardiaceae Mangueira Exótica x x x Maranta sp. cabreúva. x ferradura 20 .) Walp Ochnaceae Ócna Exótica x x x Ocotea acutifolia (Nees) Mez Lauraceae Canelinha Nativa-Brasil x x x Pandanus aff. Marantaceae x x Marantaceae 1 Marantaceae x x Matayba juglandifolia Radlk. Exótica x capotes Melia azedarach L. Meliaceae Santa-bárbara Exótica x Michelia aff. Myrtaceae Guamirim-do-preto Nativa-SP x Myrcia tomentosa Aubl. Myrtaceae Goiaba-brava Nativa-SP (Cerrado e x floresta semidecídua) Myroxilon peruiferum L.) DC. Nativa-SP x camboatã-branco Melaleuca leucadendron (L. f. gerânio. Myrtaceae Melaleuca.

Plumbaginaceae Bela-emília. Nativa-SP (Cerrado e x x tamanqueira floresta semidecídua) Persea americana Mill. Myrtaceae Goiabeira Nativa-SP (Mata Atlântica) x x x Psychotria sp. Bombacaceae Embiruçu Nativa-SP (Mata Atlântica) x Robyns Psidium cattleianum Sabine Myrtaceae Araçá Nativa-SP (Mata Atlântica x e floresta de altitude) Psidium guajava L. Euphorbiaceae Tabocuva.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Peltophorum dubium (Spreng. espinilho Nativa-Brasil x (Mimosoideae) Plumbago auriculata Lam. Nativa x x ondulada Pilea cadierei Gagnep. Leguminosae Tatané. Araceae Guaimbé-da-folha. Leguminosae Canafístula Nativa-SP (floresta x (Caesalpinioideae) semidecídua) Pera glabrata (Schott) Poepp. Pinaceae Pinheiro Exótica x x Pithecellobium tortum Mart.) Taub.) DC. ex Baill. plubago Exótica x Polygala klotzschii Chodat Polygalaceae Nativa-SP (Cerrado. pau-sangue Nativa-SP (Mata Atlântica) x x x (Papilionoideae) Randia armata (Sw.) A. Rubiaceae Limoeiro-do-mato. & Guillaumin Urticaceae Pílea-alumínio Exótica x Pinus elliottii Engelm. Rubiaceae x Pterocarpus violaceus Vogel Leguminosae Aldrago. Lauraceae Abacateiro Exótica x x x Philodendron undulatum Engl. Nativa-SP x espinho-de-judeu 21 . mata x perturbada) Pseudobombax grandiflorum (Cav.

restinga) Rauvolfia sellowii Müll. Irwin & Leguminosae São-joão. Rosaceae Roseira Exótica x Salix babylonica L.Nativa-Brasil (Caatinga) x x Barneby (Caesalpinioideae) nordeste 22 .F.) Leguminosae Fedegoso Nativa-SP (floresta x H.) S. Myrsinaceae Capororoca Nativa-SP (Cerrado.S.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Rapanea guianensis Aubl. Apocynaceae Casca d'anta Nativa-SP (floresta x semidecídua) Rhododendron X simsii Planch Ericaceae Azaléia Exótica x x Rosa chinensis Jacq. Sapindaceae Sabão-de-soldado Nativa-Brasil (Floresta x x Amazônica e floresta semidecídua) Schefflera actinophylla (Endl. Leguminosae Guapuruvu Nativa-SP (Mata Atlântica) x Blake (Caesalpinioideae) Senna macranthera (DC. cassia-do. Exótica x guarda-chuva Schinus terebinthifolius Raddi Anacardiaceae Aroeira-pimenteira.) H. salgueiro Exótica x Sanseviera trifasciata Prain Liliaceae Espada-de-são. Arg.) Harms Araliaceae Cheflera. x x x floresta semidecídua. Exótica x x x jorge Sapindus saponaria L. ex Collad.S. árvore. Nativa-SP x x x x pimenta-rosa Schizolobium parahyba (Vell. Irwin & Barneby (Caesalpinioideae) semidecídua) Senna spectabilis (DC. Salicaceae Chorão.

Bignoniaceae Espatódea Exótica x x x Spondias sp. Tabebuia impetiginosa (Mart.) Standl. Hunt Comelinaceae Trapoeraba-roxa Exótica x 23 . Beauv. Apocynaceae Chapéu-de.) Lamiaceae Cóleus. Exótica x Codd magoado Spathodea campanulata P. Bignoniaceae Quaresmeira Nativa-SP (Mata Atlântica) x Tibouchina moricandiana Baill. Exótica x napoleão Tibouchina granulosa (Desr. Melastomataceae Quaresmeira Nativa x arbustiva Tipuana tipu (Benth.) K.) Skeels Myrtaceae Jambolão Exótica x x x Syzygium jambos (L.R.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Solanum mauritianum Scop. ex Kunth Bignoniaceae Amarelinho Exótica x Terminalia catappa L. e floresta semidecídua) Tabebuia roseoalba (Ricl. Anacardiaceae x Syngonium podophyllum Schott Araceae Singônio Nativa x Syzygium cumini (L. Combretaceae Chapéu-de-sol Exótica x x Thevetia peruviana (Pers. coração.) Kuntze Leguminosae Tipuana Exótica x x x x (Papilionoideae) Tradescantia pallida (Rose) D. Schum.) Alston Myrtaceae Jambo Exótica x x Tabebuia chrysotricha (Mart. Solanaceae Fumo-bravo Nativa-SP x Solenostemon scutellarioides (L.) Sandwith Bignoniaceae Ipê-branco Nativa-SP (Cerrado) x Tecoma stans (L.) Juss. ex A. ex DC. Bignoniaceae Ipê-amarelo Nativa-SP (Mata Atlântica) x DC.) Cogn.) Bignoniaceae Ipê-roxo Nativa-SP (Mata Atlântica x Standl.

Rutaceae Tembetari. mas não no estado de SP. A2 – trilha que contorna lagoa maior. A5 – bosque próximo à caravela). exótica – não ocorre no Brasil) em cada uma das cinco subáreas do Parque Taquaral (A1 – entorno do MDCC. Polygonaceae Pau-formiga Nativa-SP (matas de x x x galeria da floresta semidecídua) Vernonia condensata Baker Asteraceae Alumã Exótica x Vernonia polyanthes Less. Rutaceae Nativa-SP (floresta x semidecídua) Zanthoxylum rhoifolium Lam. Exótica x x de-pureza Zanthoxylum acuminatum (Sw. Rutaceae Mamica-de-porca Nativa-SP (cerrado. guatemalensis Baker Liliaceae Iuca-elefante. Nativa-SP (floresta x x catiguá semidecídua) Triplaris americana L. Asteraceae Assa-peixe Nativa-SP x Yucca aff. Meliaceae Baga-de-morcego. mamica. x x cerradão. A3 – bosque de eucaliptos. 24 . Nativa-SP (Mata Atlântica x de-porca e floresta semidecídua) Zanthoxylum riedelianum Engl. nativa – ocorre no Brasil com ocorrência indefinida no Estado de SP. nativa-Brasil – ocorre no Brasil. A4 – bosque próximo aos pedalinhos. vela.Nome científico Família Nome popular Ocorrência A1 A2 A3 A4 A5 Trichilia pallida Sw. Espécies amostradas com seu local de ocorrência natural (Nativa-SP – ocorre no estado de SP.) Sw. floresta semidecídua) Figura 4.

Tabela 1..... observadas em cada subárea (pequeno porte – ervas... por possuir apenas 3% (Tabela 1).. 48 (bosque de eucaliptos) 70 (trilha que circunda a lagoa maior) (Figura 4).... na verdade formado pela base das folhas enroladas umas nas outras) .. Destacam-se o bosque próximo aos pedalinhos por possuir mais de 40% e o bosque próximo à caravela... A4 – bosque próximo ao pedalinho......... No entorno do MDCC............2 25 . na trilha que contorna a lagoa maior e no bosque de eucaliptos...... as espécies de pequeno porte correspondem a 20% das espécies aproximadamente. A5 – bosque próximo à caravela) A1 A2 A3 A4 A5 Pequeno porte 18% 23% 17% 44% 3% Grande porte 82% 77% 83% 56% 97% Na chave de identificação geral (Figura 5). árvores ramificando a menos de 0.... Proporção de espécies de acordo com porte... 1 a...... 37 dentre as 169 morfoespécies aparecem na chave associadas a até cinco outras espécies.................. grande porte – árvores ramificando a mais de 0. monocotiledôneas com menos de 2m de altura e espécies acaules. Foram confeccionadas também chaves de identificação para cada uma das 5 subáreas (Apêndice A)................5m de altura...........5m de altura e monocotiledôneas com mais de 2m de altura.............. A3 – bosque de eucaliptos. das quais não puderam ser diferenciadas sem se recorrer a características de difícil visualização.. arbustos......... A1 – entorno do MDCC....... A2 – trilha que contorna lagoa maior.............. plantas sem pseudocaule (estrutura semelhante a caule..... plantas com pseudocaule (estrutura semelhante a caule..... com valores intermediários de 41 (bosque próximo aos pedalinhos). optando-se por deixá-las juntas na chave...........Alpinia zerumbet 1 b..... O número de morfoespécies por subárea amostrada variou entre 32 (bosque próximo à caravela) a 71 (entorno do MDCC)............. na verdade formado pela base das folhas enroladas umas nas outras) ..........

... plantas com caule aparente acima do solo............. Schefflera actinophylla 16 b.......Machaerium aculeatum 16 a...................................10 9 b... folhas não dispostas em leque ........... Cecropia pachystachya 12 b...............7 6 a................................................... espinhos ausentes na margem das folhas........ folhinhas* < 3cm................ 4 b.....................................6 5 b.............. folhas maleáveis ...............8 8 a............................Bambusa vulgaris 13 b.............. caule descascando .......................... espinhos presentes na margem das folhas...... caules variando de verde a amarelo ... caule com cicatrizes em forma de meia-lua ........................................................5m de altura ................................................ caule crescendo para cima (ereto) .................. Dietes sp.......2 a........5m de altura . folhas carnosa.............Syngonium podophyllum 11 a......................................................... Dietes bicolor 9 a.................................................... Ananas bracteatus 6 b............................... caule crescendo para os lados apoiado sobre o chão (reptante) ........................................... caules nunca amarelos .. folhas encurvadas .............................. plantas com mais de 0..................................................................................... caule não-verde com cicatrizes em forma de linha horizontal ...................9 3 a............................................................................................. folhas nascendo diretamente do solo .................................................... protuberância (glândula) presente no eixo onde folhinhas* se inserem ....................................... 7 b................. folhas com face inferior esverdeada ........ caule não descascando ................................................................................... folhas arroxeadas ................................................................ folhas com cabinho ....................................4 3 b........................................................ folhas não nascendo diretamente do solo ..... Hemerocallis flava .............18 17 b.................11 10 a................................... caule verde..........................................14 14 a........................................................................................................ caule sem cicatrizes em forma de anel que envolve todo o caule .......................... plantas sem caule aparente acima do solo....................................................................... Sansevieria trifasciata 7 a......................................................... caule sem cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ........................................ folhas dispostas em leque .......................................................................... plantas com menos de 0........Bulbine frutescens 8 b................. Marantaceae 1 5 a.... folhas duras ........................Senna macranthera 15 b.................................................................... caule com cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ..................... caules ocorrendo em grupos (muito próximos uns dos outros).......12 11 b................................5 4 a.............................................3 2 b............... ou se não-verde sem cicatrizes em forma de linha horizontal ...................................Cassia grandis 13 a. folhas sem cabinho ......................... Maranta sp...............................................................................16 15 a........................ folhas eretas ............................. folhas verdes ................ folhinhas* > 5cm............................................................................................................................. caule sem cicatrizes em forma de meia-lua . protuberância (glândula) presente no eixo onde folhinhas* se inserem ............... folhas finas como uma folha de papel.................17 17 a........... caule com cicatrizes em forma de anel que envolve todo o caule ..13 12 a...... Tradescantia pallida 10 b.....15 14 b........................................... caules isolados...............27 26 ................................................ folhas com face inferior arroxeada ..

................................33 33 a...................... caule e/ou ou galhos (ramos) com espinhos .....28 27 b...... plantas não crescendo escorando-se sobre outra planta ou outro suporte . Psidium guajava 24 b. caule com espinhos achatados ................................................... folhas sem pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) 21 20 b............. candicans 30 b...34 34 a.............. Citrus sp.......... 27 a........................... folhas com largura entre 2 e 3........................... Bougainvillea spectabilis 27 ..................................................... limbos* < 2cm................36 35 a............ folhas com cabinho esverdeado ............................................................. limbos* com cabinho não alargado (alado) ...........20 20 a. folhas com forma de pata de vaca ........................................................................ 33 b..................................................... limbos* > 3cm............................................. caule e/ou galhos (ramos) sem espinhos ............................................. Zanthoxylum riedelianum 30 a..... folha com comprimento 1............31 31 a. galhos (ramos) com espinhos ........41 28 a................................... Chorisia speciosa 32 b......................... Eugenia uniflora 26 b.............................................................. folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ...............................30 29 a. caule duro ............................................................................. nervuras terciárias* perpendiculares à nervura principal* ............................. nervuras terciárias* não perpendiculares à nervura principal* ............5 vez ou menos maior que largura ......................................................... folhas com comprimento menos que 2 vezes maior que largura ........5 e 5 cm ................................................ Zanthoxylum rhoifolium 29 b................. caule com espinhos cônicos ................................ folhas sem forma de pata de vaca .................................................................................................. mais de 4 limbos* com cabinhos inserindo-se no mesmo ponto ..................................................... Campomanesia xanthocarpa 25 b....................... limbos* < 1cm ..................................................23 23 a........................ plantas crescendo escorando-se sobre outra planta ou outro suporte .... limbos* com cabinho alargado (alado) ..................................... folhinhas* com margem lisa .......................................................................................................25 25 a.................................32 32 a........................................... limbos* > 1cm ... folhas com comprimento 4 ou menos vezes maior que largura ............... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ...................35 34 b........................Pithecellobium tortum 21 b.......................Pterocarpus violaceus 23 b. folhas com pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) 22 21 a................................................................ Melaleuca leucadendron 18 b...... folhas com comprimento mais que 2 vezes maior que largura .................. Anadenanthera peregrina 31 b........................... Eugenia sp............................... folhinhas* com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) .................29 28 b............. folhas com comprimento 5 ou mais vezes maior que largura ................ Bauhinia aff........................5 cm .........Eucalyptus calmadulensis 22 b.................................. folhas com cabinho amarelado a avermelhado .................. caule macio ........................................ menos de 3 limbos* com cabinhos inserindo-se no mesmo ponto ..................18 a.............24 24 a...................................... Caesalpinia ferrea 22 a...........19 19 a............................ galhos (ramos) sem espinhos ........... Citharexylum myrianthum 19 b.......... folhas com largura entre 3................26 26 a....................................

.......................................................... folha com base aguda ........................................................ folhas com face superior amareladas ......................... Solanum mauritianum 48 b...44 43 a...............Bougainvillea glabra 36 a..........................Vernonia polyanthes 47 b.......................................................................... limbos* apontando para baixo quando na planta (pendentes) ................................................................ limbos* com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) ........................................................ folhinhas* com base simétrica* ............ folhinhas* com comprimento < 3... ........47 47 a........37 37 a................Randia armata 37 b.35 b............................................ folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ....................................... folhinhas* com base aguda* .......Lonchocarpus latifolius 49 b...5cm .................................................................Caesalpinia echinata 40 a..................46 46 a..............................38 38 a....... folha com comprimento entre 4 e 4............. limbos* não apontados para baixo quando na planta (pendentes) ...............................50 42 a...................51 28 .....................................43 42 b................ limbos* se inserindo em eixo em linha reta ...................................40 39 a............ folhas com face inferior não completamente esbranquiçada . folhinhas* com base obtusa a arrredondada* ....................................... limbos* se inserindo em eixo em zigue-zague ......... . folha com base arredondada ..42 41 b......45 44 b............................................... pêlos presentes na face superior das folhas.......................................... folhinhas* com comprimento > 3.............................39 38 b............... Zanthoxylum acuminatum 40 b......5cm ..............48 48 a................... Luehea divaricata 44 a............................................ limbos* com face inferior com cor esbranquiçada não dada por pêlos .. ................................49 45 a........5 vez ou mais maior que largura ...............5 vezes maior que largura ......................................................................................... pêlos ausentes na face superior das folhas.................................................5 vezes maior que largura ..................................... Gochnatia polymorpha 49 a..... folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ... folhinhas* com base assimétrica* ........................................... folhas com face superior completamente ou parcialmente avermelhada a arroxeada .................................... Machaerium nyctitans 39 b... folhas com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) ..... folha com comprimento 1. Machaerium vestitum 46 b........................... folha com comprimento entre 1.................5 e 3... Zanthoxylum riedelianum 41 a............................. cor esbranquiçada da face inferior das folhas não dada por pêlos ............. folhas não alongadas (comprimento menos que 3 vezes maior que largura)...... cor esbranquiçada da face inferior das folhas dada por pêlos ............. limbos* com face inferior com cor esbranquiçada dada por pêlos ........................................................................................ Persea americana 50 a............ folhas com margem lisa .................... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) .. Salix babylonica 43 b... folhas com face inferior completamente esbranquiçada .........Duranta repens 50 b.............................. limbos* com margem lisa ...............................Machaerium villosum 45 b......................................................................... folhas alongadas (comprimento mais que 3 vezes maior que largura).................................................................................................. folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) .............. Rosa chinensis 36 b..........

........... pêlos presentes na face superior das folhas...................................58 57 a.. folha com ápice agudo ......................................61 61 a...............54 50 d.......59 58 b.......... Codiaeum variegatum 54 a....................... ....................... folhas sem forma de pata de vaca .......................... limbo com comprimento < 4cm ..................................................................................52 52 a........... folhas com face superior completamente verde ........... limbo* inteiro .......................... partes verdes (fotossintetizantes) finas e compridas como um fio ......................Pilea cadierei 55 b...... Solenostemon scutellarioides 52 b. limbo* com recortes* profundos ........................... Philodendron undulatum 63 a...........................................................................................................Casuarina equisetifolia 59 b...............Bauhinia variegata 60 b...................................................................................Cariniana estrellensis 58 a.......Cordyline terminalis 51 b...... parte verde (folha) sem nós ou entrenós evidentes.................................................. folhas com forma de pata de vaca ...60 59 a.........................................................63 62 a........Acalypha wilkesiana 53 b......57 56 b........................................................ folha com ápice arredondado ................ Pinus elliottii 60 a.............................. .64 29 ............................ partes verdes (fotossintetizantes) não finas e compridas como um fio ....................... folha com comprimento mais que 9 vezes maior que largura ....................................... folhas com margem lisa ...................................50 c................... folhas com margem lisa ............................. folhas com comprimento entre 2 e 2............................................................................................56 51 a...................................................5 vezes maior que largura .......................................................................................... partes verdes não reunidas em grupos ..........55 55 a..................................................................62 61 b.................................... pêlos ausentes na face superior das folhas...................... folhas com face superior verde com manchas esbranquiçadas . folhas com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) .....................................53 53 a............. Graptophyllum pictum 56 a... parte verde (caule) com nós e entrenós evidentes........... limbo com comprimento > 10cm ...........Pera glabrata 57 b............................................................. ...... partes verdes reunidas em grupos de 2 ou 3 ............................................................................. limbo* com recortes* ................................................................ folha com margem com pequena região próxima ao cabinho enrolada em direção à sua face inferior .................... folha com margem sem pequena região próxima ao cabinho enrolada em direção à sua face inferior ...............................................................................................5 e 4 vezes maior que largura ...................................................................................... folhas sem cabinho....................... folhas com margem irregular ..................................................................................................................................................................................................................................... folhas com comprimento entre 2............................................................. Hibiscus rosa-sinensis 54 b............................................................................................................................................................................... folha com comprimento menos que 5 vezes maior que largura .................................................................... folhas com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) ..................................... Pelargonium X hortorum 62 b.... folhas com cabinho....... limbo* inteiro ........................................................................

...............................................82 64 a.....................................................Eriobotrya japonica 30 ..................................Spondias sp.................... Schinus terebinthifolius 77 b............................................... irregularidades ausentes na metade da margem mais próxima ao cabinho das folhas ................. apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) ................................. .......... Campomanesia phaea 66 b...........78 72 a................................................. folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ........................69 69 a.................... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ....................................................................................... 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) .... folhas com base arredondada ou com forma de coração ...........................76 75 b.................. pêlos ausentes na face inferior das folhas ...................................... folhas com base aguda .Lamiaceae 1 65 b........................65 64 b............................. 1 folhinha* inserindo-se no eixo da folha na mesma altura (folhinhas* alternas) ............................................ folhas com folhinhas* inserindo-se ao longo de 1 ou mais eixos .......72 71 b..................................73 73 a..................................................................................... irregularidades presentes no terço da margem mais próximo ao cabinho das folhas .................... irregularidades ausentes no terço da margem mais próximo ao cabinho das folhas ...............................66 66 a......67 65 a................................. folhas com forma de coração .............74 74 a........................................................................................................... .... Lithraea aff.............................................................. .. folhas com margem com irregularidades arredondadas ... folhas com folhinhas* inserindo-se no mesmo ponto ......................................71 71 a.............................. 78 a.....63 b......... 77 a............................................ Morus nigra 68 b................................... molleoides .......................... folhas compostas com vários eixos partindo do eixo principal (bipinadas) ...... pêlos presentes na face inferior das folhas .................................................. folhas compostas com apenas 1 eixo (pinada) ................................ folhas com margem lisa .......Spondias sp................................................ Casearia sylvestris 70 b....... líquido branco (látex) não escorre quando folha é destacada ..........................................75 75 a...............70 70 a.........Dombeya wallichii 69 b.........................Tabebuia chrysotricha 72 b........................................................Astronium graveolens ................................................................. folhas com menos de 10 folhinhas* ..Guazuma ulmifolia 67 a.................. Melia azedarach 73 b.....................77 76 a.............Tecoma stans 74 b..................................................................... folhas sem pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) ... folhas com pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) .............................. Vernonia condensata 67 b..................................................................................................................... pêlos presentes na face inferior das folhas ............. folhas com margem com irregularidades pontiagudas ................................. irregularidades presentes na metade da margem mais próxima ao cabinho das folhas . líquido branco (látex) escorre quando folha é destacada ........... folhas com mais de 10 folhinhas* ...................................... folhas sem forma de coração .......68 68 a............................. 2 folhinhas* inserindo-se no eixo da folha na mesma altura (folhinhas* opostas) .............Cupania vernalis 76 b....................................................................................

................. Malvaviscus arboreus 82 a....................... folhas com textura de veludo ............... protuberância (glândula) ausente no eixo (raque ou ramo) ao longo do qual as limbos* se inserem............................... folhinhas* se inserindo em eixo com espinho ...............................5 e 7 cm ..........5 vezes maior que largura ................... folhas lisas ................. líquido branco (látex) não escorre quando folha ou ramo é destacado ........ folhinhas* com comprimento entre 0................................ líquido branco (látex) escorre quando folha ou ramo é destacado .....................................................Plumbago auriculata 92 a................................. Citharexylum myrianthum 88 b........................... menos de 10 folhinhas* inserindo-se lado a lado no mesmo eixo ........ nervuras terciárias* não perpendiculares à nervura principal* .......................78 b..................................................88 83 a....... Delonix regia 87 b................85 85 a...............5 a 3................................................83 82 b................Aegiphila klotzkiana ............. Albizia lebbeck 86 b.............................Ochna serrulata 79 b........................................ folhas com mais de 15 pares de eixos secundários partindo do eixo principal ............................................. Hovenia dulcis 80 b................................ folhas com limbo dividido em folhinhas* (compostas) ..................................................................................................... protuberância (glândula) geralmente presente no cabinho das folhas ............................................... pequenas marcas circulares (glândulas) ausentes nos limbos* .................................................................................................................................. Hibiscus rosa-sinensis 81 b................ .91 90 b....................................5cm ... ápice dos ramos com fechadas (estípulas) protegendo a gema ................ folhas com comprimento entre 3 e 4......... 106 93 a................ folhas com menos de 10 pares de eixos secundários partindo do eixo principal ........................................... folhas com face inferior sem pontinhos brancos .......................................... folhas com comprimento entre 6.....................81 81 a...... pequenas marcas circulares (glândulas) presentes nos limbos* ...................94 31 ....................90 90 a................ mais de 10 folhinhas* inserindo-se lado a lado no mesmo eixo ..5cm .......................................................................................Erythrina speciosa 84 b............................... Leucaena leucocephala 88 a.............86 86 a........................................................Aegiphila sellowiana 89 b..........92 91 a............... pêlos ausentes na face inferior das folhas ................... protuberância (glândula) presente no eixo (raque) ao longo do qual as limbos* se inserem.81 80 a.....89 89 a............5 e 17 cm .................... folhinhas* com comprimento entre 4 e 7.......... folhinhas* se inserindo em eixo não alargado (alado) ................. folhinhas* se inserindo em eixo sem espinho ............................................................................84 84 a................. Erythrina mulungu 85 b............................. folhas podendo ou não ter o limbo dividido em folhinhas* (compostas) ......... protuberância (glândula) sempre ausente no cabinho das folhas ......... Centrolobium tomentosum 91 b...79 79 a......................87 87 a...... folhinhas* se inserindo em eixo alargado (alado) ........................................... folhas com comprimento entre 1 e 3 vezes maior que largura ......... folhas com comprimento entre 3............ folhas com face inferior com pontinhos brancos (glândulas externas ou pêlos com função de glândula) . Inga fagifolia 83 b...93 92 b......... nervuras terciárias* perpendiculares à nervura principal* ...................................................................................................................... ............

............... folhas com nervura* ao longo da margem............................................................... folhas com ápice agudo ......................................... nervuras sem aspecto de pena (nervuras secundárias* abundantes e paralelas entre si) 101 101 a......Ficus elastica 99 b.......................................... 112 32 ..................................................... apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) 103 102 a.2 97 b........................ limbos* com ápice obtuso a arredondado . 104 104 a.......................................................... folhas com base arredondada . glândulas translúcidas com forma de riscos .. folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) .................96 95 b.. folhas sem pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) ................................................. 115 107 a....................... 3 ou mais folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas verticiladas) ...... estípulas avermelhadas ....................................................................................... 100 94 a........... glândulas translúcidas com forma de pontinhos ....Rapanea guianensis 108 b.......................................................... 109 108 a............................................. Allamanda schottii 103 a.......................................................................................................... 110 109 b...........................................Thevetia peruviana 105 b............................. folhas com base não arredondada .............................93 b...................... folhas com comprimento < 10....... ápice dos ramos sem estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema .................................Aspidosperma cylindrocarpon 104 b..............................Myroxilon peruiferum 109 a......97 96 a........................... 105 105 a............................. 107 106 b................................................... folhas com base não em forma de coração ............................. folhas com base obtusa .................... Ficus sp.. folhas grandes (>10cm) .....................................................1 100 a.............................5cm ............... nervuras com aspecto de pena (nervuras secundárias* abundantes e paralelas entre si) . Ficus sp........... folhas com ápice obtuso a arredondado ......................................5cm) ..Ficus aff.................. folhas com pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) .... Ficus sp..................................98 98 a................Rauvolfia sellowii 102 b..................... folhas sem nervura* ao longo da margem..........................5cm ........................................ folhas com cabinho > ou = 1.....99 99 a.. microcarpa 94 b..............................................3 97 a.... folhas com cabinho < 1cm ....... Calophyllum brasiliense 100 b................................................................................... folhas com comprimento 4 vezes ou menos maior que a largura Chrysophyllum marginatum 106 a............................... Ficus guaranitica 98 b............................................................................................................ folhas com base aguda ......... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) .........................5cm ................... 102 101 b....................................................................Ficus aff............................ folha com cabinho < 1cm ....................5cm ................... limbos* com ápice agudo .... folhas com comprimento 8 vezes ou mais maior que a largura ...... folhas com base em forma de coração ...................................................................... Mangifera indica 103 b... 108 107 b............. estípulas esverdeadas ... glabra 96 b.............................................. folhas com comprimento > 10...........................................95 95 a.......................... folhas pequenas (< 6............................................................................................ folha com cabinho > 1....

...................... protuberância (glândula externa) presente no ápice da face inferior da folha .......... 111 111 a..................... 116 116 a............................................... Eugenia glazioviana . folhas com comprimento entre 1 e 5.................................... folhas com comprimento entre 3 e 5....................................................................5 vezes maior que largura ..... 119 118 b................ folhas com comprimento entre 6 e 11................ folhas compostas com vários eixos secundários partindo de um eixo principal (bipinada) 121 120 b....................Jacaranda mimosifolia 121 b................ folhas com folhinhas* inserindo-se no mesmo ponto ............................................. Myrcia fallax .... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ................. folhas com 2 folhinhas* ...................................... folhas com comprimento entre 1 e 3 vezes maior que largura ................................................ 113 113 a............................................ pêlos ausentes na face inferior das folhas.............. Eugenia florida .Callistemon viminalis 113 b................................................................................ pêlos presentes na face inferior das folhas distribuídos homogeneamente Myrcia tomentosa 112 b......................................... folhas com eixo terminando com 2 folhinhas* ... folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ................... ou se presentes concentrando-se sobre as nervuras* em pequena quantidade .............................................. Copaifera langsdorffii 112 a................................................. folhinhas* com largura < 2mm ........................................................ 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) ....................... folhas com 4 a 8 folhinhas* ..................................................................................... folhas com eixo terminando com 1 folhinha* . 118 117 b.Tabebuia roseoalba 119 b............................................................................................ Hymenaea courbaril 111 b.................. Syzygium jambos 114 b.................................................. 140 118 a................................................................................................................................................. Calliandra tweediei 33 ..... apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) 122 122 a............Murraya paniculata 110 b....................................................5 vezes maior que largura ........................................................................................................................ ....... folhas compostas com apenas um eixo (pinada) ...................................................................................................................................... .............................. Lafoensia glyptocarpa 115 b............................................................................. 117 117 a............. folha com mais de 3 folhinhas* ........................................................ Pseudobombax grandiflorum .................... Eucalyptus urophylla ................... ápice dos ramos com estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema ...........................5 vezes maior que largura 114 114 a..Syzygium cuminii 115 a......................110 a.............................................. folha com 3 folhinhas* .. Myrcia fallax ... folhas com folhinhas* inserindo-se ao longo de 1 ou mais eixos ................ Tabebuia impetiginosa 120 a....................................... 123 121 a.......................................................................................... protuberância (glândula externa) presente no ápice da face inferior da folha ................................................. 120 119 a................................................................................................ champaca 116 b................ Michelia aff................. ápice dos ramos sem estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema .................

..................................................... 129 126 a........... Cassia leptophylla 129 a................................................................................................................................................... Peltophorum dubium ............................................... chifrinhos' (estipelas) presentes no eixo na região de inserção dos cabinhos das folhinhas* ............ pêlos ausentes nas folhas ........................................................... folhas com nervuras secundárias* apontando para o ápice ...................... pêlos presentes na face inferior da folha (principalmente sobre as nervuras* e margem) .................................. chifrinhos' (estipelas) ausentes no eixo na região de inserção dos cabinhos das folhinhas* ................................... folhas com mais de 11 folhinhas* .................... 132 131 b........................................ 130 124 a......................................................................................................................... Senna spectabilis 128 b........................................................... Schinus terebinthifolius 134 a............................................................... pêlos ausentes na face inferior da folha .......... folhinhas* sem cabinho ................................................................ Cassia fistula .................................................................. folhinhas* com ápice arredondado .. 134 132 a...................... 128 128 a................... Cassia ferruginea 124 b......... Holocalyx balansae 130 b.............. folhas com nervuras secundárias* não apontando para o ápice .........Sapindus saponaria 130 a......................................Andira fraxinifolia 135 b.......... 136 136 a............................................................................................ 138 135 a...........................................Tipuana tipu ................ folhinhas* com base aguda ......................... folhinhas* com cabinho ....................................................... folhas com menos de 14 folhinhas* .......................................................... folhas com menos de 25 folhinhas* ....................... folhas com comprimento < 7cm .. Matayba aff.... 133 133 a.................................................................... folhinhas* com largura >= 2mm .............. pêlos presentes nas nervuras* das faces superior e inferior das folhas ......................Sapindus saponaria ............ folhas com eixo terminando com 2 folhinhas* ........... 125 125 a................................................................... 126 125 b................................ folhas com menos de 11 folhinhas* ..... pêlos ausentes na face superior das folhinhas* .................................................................Guarea kunthiana 129 b.......................................................................................................................................................................... folhinhas* com base arredondada . folhas com mais de 14 folhinhas* ......Sapindus saponaria 126 b........................... Luetzelburgia guaissara 34 ............................................... 131 131 a..............122 b...............................................Schizolobium parahyba 123 a.................................................................................................. folhinhas* com ápice agudo .............................................................................................................................................................. pêlos ausentes na face inferior das folhinhas* ... 135 134 b.................Caesalpinia peltophoroides ........................................ 127 127 a........................... Cassia javanica 127 b......................... folhas com comprimento > 7cm ............................................................................................. juglandifolia 133 b........................................ folhas com eixo terminando com 1 folhinha* ......................................................... 124 123 b.................................... pêlos presentes na face inferior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*) ........................................................................................ folhas com mais de 25 folhinhas* ............................ Cedrela fissilis 132 b................................................

............................. ápice dos ramos sem estrutura(s) semelhante(s) a pequena(s) folha(s) (estípula(s)) fechada(s) protegendo a gema ......... mais de 1 nervura* partindo da base e chegando até o ápice da folha ............. Pandanus aff................136 b..................... folhas com cabinho .............. Dracaena fragans ........................... folhinhas* com face superior com pêlos concentrados sobre as nervuras* Guarea kunthiana 137 b......... folhas com pêlos que se desprendem facilmente .................... folha com pêlos de textura áspera (semelhante a língua de gato) ...................................... 139 139 a...................................................................................................... apenas 1 nervura* partindo da base e chegando até o ápice da folha ......................................... 148 147 b............Araucaria angustifolia 143 a..........Triplaris americana 148 b..................................... Araucaria columnaris 142 b................ 141 140 b........................................ 150 149 b.................... folhinhas* com cabinho não engrossados na base .. 3 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas verticiladas) ......... ....... 149 148 a.......... 145 144 b.......... Tibouchina moricandiana 145 b...................Trichilia pallida 139 b........ folhas com comprimento < 10cm ............................................. Licania tomentosa 143 b............ Dracaena marginata ...................2cm ... folhas com largura < 0........ folhas com comprimento > 10cm ..................................................... estruturas semelhantes a pequenas folhas (estípulas) ausentes no ramo junto ao cabinho das folhas ............................................................................................................. folhas com mais de 8 folhinhas* ........................................................................ folhas sem pêlos......... 147 147 a.................. 146 145 a.......................Psychotria sp.................................................. utilis ................................. folhas com comprimento > 10cm .................. 144 144 a..................... estruturas semelhantes a pequenas folhas (estípulas) presentes no ramo junto ao cabinho das folhas ............................................................. 152 150 a............ 143 141 a............................................................... folhinhas* com face superior com pêlos espalhados ........................ folha com pêlos de textura aveludada ............................................... folhas com largura > 1cm ....................................................................... folhas sem cabinho ............................ folhas com menos de 8 folhinhas* .................................... ápice dos ramos com espinho ....................................................................................... folhinhas* com cabinhos engrossados na base ...........................................................................Polygala klotzschii 146 b............................................................................................................. ápice dos ramos com estrutura(s) semelhante(s) a pequena(s) folha(s) (estípula(s)) fechada(s) protegendo a gema ....................................................... 142 142 a.......................Pterocarpus violaceus 140 a.......... pêlos presentes na face superior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*) 137 137 a..............................................................Gardenia cornuta 35 ...................................................................... guatemalensis 141 b......... folhas com comprimento < 10cm ......... 149 a................................. ou com pêlos que não se desprendem ..............................Tibouchina granulosa 146 a.........................................................................................................Sapindus saponaria 138 b................................................. ápice dos ramos sem espinho .................................................................................................... Yucca aff...................................................... Spathodea campanulata 138 a.............

............................................................ Palavras seguidas de asterisco definidas em Glossário (Apêndice B)..........Ocotea acutifólia ....... 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) ............................... das 32 espécies por ele citadas................. Esembeckia leiocarpa .......................... apenas 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) 151 151 a............ a ocorrência de 146 outras espécies foi registrada..........................................150 b................................................................. 16 (incluindo três com nomenclatura diferente.............................. Em relação ao folder do Parque (Anexo A).................... 23 foram constatadas também neste trabalho... Pterogyne nitens..................................................................................................... 155 155 a............. folhas com ápice agudo ............................................... Cestrum laevigatum 154 b.. Cestrum laevitarum 155 b.................................... Rhododendron X simsii 152 b......................................................................................................... 153 153 a............. folha com pêlos ...... Lagerstroemia speciosa .........Terminalia catappa Figura 5.............................. Cariniana legalis...................................................... Guapira opposita.................................................................... Dendropanax cuneatus ................................... apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) 154 154 a.... Psidium cattleianum 153 b............................................................................................................... Pachystroma longifolium... Guarea guidonia.................. folhas com ápice obtuso a arredondado ............................ Além dessas espécies em comum.................. As espécies citadas por Santin (1999) não encontradas nas áreas levantadas neste trabalho foram: Balforodendron riedelianum................. Rapanea umbellata................... Trema micrantha e Zanthoxylum hyemale............. folhas com comprimento > 12cm .................................................... Discussão Dentre as 32 espécies encontradas por Santin (1999) em levantamento de uma subárea do Parque Taquaral.............................................................Cinnamomum camphora ................................................... Eugenia florida .............................................................................. mas sinônimas) foram comuns a este trabalho (para 36 ...................................... Chave de identificação das espécies amostradas...... folha com comprimento entre < 8cm .................. folhas com comprimento < 12cm .......... folha com comprimento entre 9 e 17cm ................................................................................ folha sem pêlos .............Hybanthus atropurpureus 152 a.. Coffea arabica 151 b....

seis espécies nele citadas não foi possível comparação. Quando isso não é possível. com isso. Já foram realizadas duas experiências nesse sentido (Capítulo II. Percebe-se. O solo da subárea próxima à caravela é todo coberto por gramado e folhiço.em último caso. a única relevante no local. o que mostra o potencial do Parque para a realização de atividades de sensibilização no sentido da conservação. o significativo complemento. Essa característica. Foi constatado que o entorno do MDCC. deste trabalho) nas quais. Portanto. No “bosque de eucaliptos”. apesar de ocupar uma área equivalente ao do “bosque de eucaliptos” (Figura 3). a espécie que empresta seu nome à subárea parece ser. Todavia. folhas. durante pouco mais de duas horas. com um menor esforço e tempo de caminhada. flores e frutos observados à sombra que eucaliptos concentrados fornecem. foi observado um considerável número de espécies (além de duas espécies de eucalipto. explicando o motivo e desestimulando a coleta indiscriminada. pois foram identificadas apenas até o nível de gênero). além disso. essa última área possui. à primeira vista. que poderiam ter os detalhes de seus troncos. identificação de espécies e desenhos (sensibilização). que traz 153 espécies além dessas. à informação já disponível sobre a flora do Parque. o que permite que o observador tenha acesso aos detalhes de suas estruturas na própria planta. A maioria (94 das 157 espécies identificadas até o nível de espécie) são nativas do Brasil. sem trilha de terra batida como as demais subáreas. Os bosques próximos à “caravela” e aos “pedalinhos” também são bem sombreados por árvores de grande porte. possui número de espécies consideravelmente maior que esse e semelhante ao número de espécies da mais ampla dentre as cinco subáreas (“trilha que contorna a lagoa maior”). 46 espécies). oferecido por este trabalho. uma relevante proporção de espécies de pequeno porte (Tabela 1). pode-se recorrer a estruturas já caídas no chão ou destacá-las . foi possível realizar atividades de caminhada (percorrendo aproximadamente a metade de sua área). uma maior diversidade de espécies pode ser observada. 37 . tornando uma eventual atividade mais confortável.

38 . Foi confeccionado também um glossário. educadores que venham a se utilizar da chave em suas atividades. disponível na biblioteca do ECE do MDCC. 2004) (Apêndice D). procurou-se explicá-los na própria chave. b) e em observações de campo – acerca das espécies do entorno daquele espaço (Apêndice C). a partir desse nome. Quando utilizados. para enfocar em suas atividades. espécies de plantas que já conhecem dentro de cada subárea. Educadores e guias podem consultar a Figura 4 com o objetivo de selecionar.. mais próximo dos ambientes naturais. usuários do parque). Material semelhante poderia ser confeccionado para o parque como um todo. ou seja.associada ao sombreamento do local. et al. Podem também escolher as espécies por ter constatado em campo que possuem características interessantes. 2004). Fotos ilustrativas. Termos técnicos foram evitados na medida do possível visando facilitar a compreensão e utilização da chave por público não especializado (funcionários do parque. Ele disponibiliza pranchas de fotos confeccionadas neste trabalho e informações – baseadas em Lorenzi (2002a. durante o ano inteiro (exceto para as espécies que perdem as folhas). caso não saibam seu nome. podem descobri-lo aplicando uma das chaves de identificação aqui apresentadas (Figura 5. procurar mais informações sobre a planta. Foram utilizados apenas caracteres vegetativos – ou seja. pode ajudar a dar a sensação de uma área menos antropizada. alguns cuidados foram tomados objetivando facilitar seu uso e levando-se em conta o público a que se destina. Outras características evitadas foram aquelas que se alteram com o desenvolvimento da planta (ex: cicatrizes no caule que desaparecem com o envelhecimento). 2 Parte dos resultados desta pesquisa embasaram a confecção de um material didático (Ikemoto. como aquelas utilizadas nas chaves ilustradas propostas para o entorno do Espaço Ciência-Escola do MDCC (Ikemoto et al. não foram incluídas características de flor e fruto – para que a espécie desejada possa ser identificada mesmo sem a presença dessas estruturas. no caso de explicações muito extensas (Apêndice B) – algumas definições foram adaptadas de Ferri (1978).2 Na confecção da chave de identificação. Apêndice A) e.

Como já mencionado anteriormente.poderiam favorecer ainda mais a compreensão da chave e ser utilizadas na chave referente às espécies do Parque como um todo em um futuro projeto. Por outro lado. foi utilizada para a concretização de uma proposta de atividade envolvendo as plantas do local. Os detalhes dessa proposta e o contexto escolar envolvido são relatados no próximo capítulo. 39 . uma das subáreas amostradas (entorno do MDCC). as características ‘tipo de folhas’ (composição do limbo) (simples ou compostas) e ‘filotaxia’ (disposição de folhas entre nós subseqüentes). As características mais fáceis de serem visualizadas e observáveis sem a coleta de ramos (que quando são altos. que costumam aparecer no começo das chaves de identificação convencionais foram pouco mencionadas pela dificuldade de visualização (para um observador leigo) das gemas axilares de muitas espécies. necessitam de equipamento especializado para coleta) foram mencionadas primeiramente.

tornar o conhecimento Botânico mais acessível. seja para nomear as diferentes espécies e grupos. a comunicação mediada por esses termos faz-se eficiente. Ministério da Educação e do Desporto (1998) sugere que isso seja concretizado na forma de projetos. se utiliza de um conjunto de termos muito vasto. Capítulo II. Entretanto. Na escola. principalmente a área de Taxonomia Vegetal. Isso pode ser atingido explicitando a relação desse conhecimento com seu cotidiano. significativo e interessante aos alunos. Por que Botânica fora de sala de aula? A Botânica. antes de tudo. por exemplo. seja para nomear e descrever as diferentes estruturas das plantas. que têm que decorar. (2) delimitação dos problemas a serem solucionados e levantamento de explicações pelos alunos. é comum que os alunos vejam a Botânica como um conjunto de nomes sem sentido e sem relação entre si. (4) sistematização dos resultados e 40 . já que um único termo pode poupar uma explicação ou descrição extensa e minuciosa. Entre aqueles familiarizados com seus significados e contexto de uso. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO 1998) – os professores devem.série Introdução 1. Botânica dentro e fora de sala de aula – uma proposta para alunos de 6a. quando a comunicação ocorre entre alguém da área e uma pessoa leiga. (3) investigação e confronto dos resultados obtidos com explicações prévias. que envolveriam as seguintes etapas: (1) escolha do tema a ser trabalhado. o uso destes termos torna-se uma barreira ao pleno entendimento. bem como contextualizando e inter-relacionando as diferentes unidades programáticas. Para que o ensino de Botânica atenda aos objetivos gerais da educação – estimular um olhar crítico sobre a realidade e o exercício da cidadania (FREIRE 1970.

. SENICIATO 2002). textos e utilização de programas de informática. Alguns conceitos e noções botânicos possíveis de serem tratados através do estímulo à observação das plantas fora de sala de aula têm sido relatados: interação planta-animais (RODRIGUES 1981). Para a etapa de investigação. aguçar a percepção. áreas de conhecimento”. motivando-o para o aprendizado na escola. Kinoshita et al. abordando a Botânica em um contexto ainda mais próximo dos alunos – o que foi demonstrado por Furuta (2001) e Kinoshita et al. 22).(5) avaliação. como demonstram esses trabalhos. o senso estético e a curiosidade do aluno em relação às plantas. jardins ou ruas – pode-se trabalhar a interação do homem com as plantas. p. trabalhos de campo. que o aluno construa seu conhecimento re- significando seu conhecimento prévio. assim. pode-se também ampliar a noção de biodiversidade do aluno. assim. as plantas podem ser estudadas como um todo e em interação com o ambiente – e não como um amontoado de estruturas estáticas e sem relação entre si. de reciprocidade entre as disciplinas. vindo daí a necessidade da “interdisciplinaridade [. O trabalho de campo aliado à observação pode ser de extrema valia para o ensino de Botânica. morfologia e desenvolvimento (FURUTA 2001. “a complexidade de cada fenômeno permite que apenas uma de suas perspectivas se nos mostre”. se a área for urbana – como parques. já que. na qual professores discutem e planejam o enfoque a ser dado à Botânica em suas respectivas disciplinas. Ministério da Educação e do Desporto (1998) propõe diferentes métodos e fontes (que podem se sobrepor e/ou complementar): observação. a buscar mais informações por conta própria e a ter atitudes mais responsáveis e cidadãs em relação às plantas. Segundo Ferreira (1997. Além disso. Se o lugar for propício. fenologia (KAWASAKI 2000). 41 ..] – um ato de troca. Estimula-se. e sua responsabilidade no plantio e conservação delas. (2006b) perpassa por todos esses temas utilizando uma abordagem interdisciplinar. experimentação. taxonomia (SANTOS 1986). O trabalho de campo pode. (2006b).

centrada no aprendiz. p. 68). p. 2002.educação não-formal: educação organizada e sistemática fora do ambiente formal de ensino. p. GOHM 1999 e VALENTE 1995 apud VIEIRA 2005. O autor constata que professores vão ao MDCC para se utilizar de uma infra-estrutura inexistente na própria escola ou devido a lacunas em sua formação que não os capacitaria para realizarem atividades similares às desenvolvidas pelo MDCC à época. o MDCC estaria “desenvolvendo uma experiência que seria normal que a escola estivesse desenvolvendo. p. desenvolvida em escolas.. outros atributos caracterizariam a educação não-formal: “não-seqüenciada.. 2. . aberta. . Uma das questões que Bejarano (1994. não avaliada (no sentido de notas)” (WELLINGTON 1990 apud BEJARANO 1994. com 42 . Dentro e fora de sala de aula – definições e ligações possíveis Alguns autores (COLLEY et al. ela ocorre quando existe a intencionalidade de dados sujeitos em criar ou buscar determinados objetivos fora da instituição escolar. leituras e outros. de acordo com o local onde ocorrem e nível de estruturação. Detectou “tanto a visão do Museu como complemento da escola.educação formal: a educação escolar.64). Na opinião de um dos professores. se a escola estivesse funcionando bem” (BEJARANO 1994. muitos resultados não- planejados. decorre de processos naturais e espontâneos. [. 3) propõem a classificação das formas educacionais. Bejarano (1994) colheu depoimentos junto a professores que trabalhavam ou se utilizavam do Espaço Ciência-Escola (ECE) do Museu Dinâmico de Ciências de Campinas (MDCC) acerca da relação que percebiam entre o MDCC.66). como espaço de educação não-formal. sem prévia intenção. clube. p. e a escola. hierarquicamente estruturada. no convívio com amigos. quanto a de substituto dela” (grifo do autor) (BEJARANO 1994. é aquela que é transmitida pelos pais.]. teatro.71) deixa em aberto é: “como resistir às pressões advindas do público usuário oriundo do sistema formal. Além desses.educação informal: a educação que ocorre ao acaso. em: .

por exemplo. o MDCC. Isso pode ser conseguido também estimulando-se o questionamento por parte dos alunos. uma dimensão emocional. sem cair na tentação de fazer o que seria sua atribuição?”. ao discorrer sobre o extensionismo rural. p. Ao estabelecer relações com o que lhes é familiar. suprindo uma lacuna na formação do professor como aquela mencionada anteriormente e contribuindo para a incorporação da dimensão não-formal por uma instituição formal. este trabalho coloca uma proposta à disposição da equipe do ECE do MDCC para que ela. pode contribuir para o fortalecimento da mesma. como instituição não-formal de ensino. 68). 3. Ou seja. coloca que o “diálogo problematizador”. diminui a “distância entre a expressão significativa do técnico e a percepção pelos camponeses em torno do significado”. ao invés de substituir a escola. sendo do seu interesse. 96). a idéia ou a expressão tornam-se pessoalmente significativas para nós” (CAPRA 2002. No caso específico da utilização do entorno do ECE para o ensino de Botânica. 96). possa adaptá-la para organizar atividades que. além de visar complementar o conteúdo e/ ou ilustrar aquilo visto em sala de aula. “para compreender o significado de um texto literário. Segundo Giordan & 43 . tornar o conhecimento abordado mais significativo para eles. a pessoa que o interpreta tem de determinar os múltiplos contextos das palavras e frases do texto. e nunca “a extensão do pensado de um sujeito a outro”. Dentro e fora de sala de aula – por que adotar estratégias de ensino em comum? Segundo Capra (2002. assim. Freire (1970. p. estaria munindo o professor de idéias de como abordar a Botânica utilizando espaços verdes mais próximos de sua própria escola. a atitude de partir da experiência dos aprendentes pode.demandas originadas nas falhas desse seu sistema. p. Pode tratar-se de uma atividade puramente intelectual” ou alcançar um nível mais profundo. Estar-se-ia. portanto. “Quando o contexto de uma idéia ou de uma expressão inclui relações que envolvem a própria pessoa.

pelo domínio dos conteúdos e crescimento intelectual decorrente da tarefa (estudos de “metas de realização”.. [. a partir disso. Giordan & Vechi (1996.. p. 163) o questionamento “traduz uma motivação. 39) enfatizam a importância do aprendente nesse processo ao atestar que “a ‘leitura’ não é nunca um simples registro. de “um mecanismo próprio para fazer coexistir suas concepções anteriores com o que o professor havia lhe ensinado”. p.42) ressaltam alguns depoimentos e desenhos de alunos e inferem sobre a resistência do saber prévio dos aprendentes a mudanças. 95 e 102) reforçam essa visão declarando que “a concepção é uma verdadeira estratégia cognitiva. o senso de desafio e a curiosidade natural das crianças. para motivá-los a se envolverem e a participarem das atividades de ensino propostas. para poder interferir com elas. Estimular uma postura questionadora nos aprendentes contribui. 48). o conhecimento mais como um processo do que como um estado”. p.13) afirma que “considera-se hoje. no processo de construção do conhecimento e de mudança conceitual.] o ensino científico não pode ignorar. ou seja. enxergar uma importância nela e sentir interesse pelo próprio aprender. Concluem. Segundo Bzuneck (2001).. Partir do saber dos aprendentes e estimular neles o questionamento faz-se importante. implementada pelo aprendente para selecionar as informações 44 . Giordan & Vechi (1996. p. Piaget & Gréco (1974. Piaget (1991. que [. se deixa parcialmente deformar para manter-se melhor.. é um motor do saber”. “motivação intrínseca” e “interesse“). reconhecê-las e tomá-las em consideração. p. (GIORDAN & VECHI 1996. no melhor dos casos. as concepções dos aprendentes.Vechi (1996. portanto. cada vez mais. e a construção. uma tentativa do aprendente “procurar uma informação que corresponde a uma real necessidade de explicação”. ou até eliminar.] os conhecimentos memorizados na escola ou fora dela se justapõem a um tenaz saber anterior que. por parte desses. também. p. mas supõe toda uma situação de esquematização no sentido de uma assimilação do dado a esquemas comportando uma atividade do sujeito”. Deve conhecê-las. diversos fatores contribuem para a motivação do aluno: sentir-se capaz de realizar uma tarefa (“crença de auto-eficácia”).

No sentido de estimular essa adaptação. Tais argumentos revelam. bem como a confrontação destas com certas situações e com outras concepções. diante de novas confrontações. levando-os a inicialmente formular questionamentos e. não sendo. de maneira a estruturar e organizar o real”. 188) criticam a fragmentação de uma abordagem linear no tempo e recomendam que se tente “fazê-los [os conceitos] evoluir ao mesmo tempo”. Essa adaptação se daria através de um processo em que os aprendentes passam de um “patamar de integração” a outro. levando “cada aprendente a construir o maior número possível de ligações entre os diversos conhecimentos”. p. 44) –. portanto. mas sim o processo de uma atividade de construção mental do real”. a culminar na adaptação de modelos pré-existentes “de maneira que essa nova estrutura possa integrar o conhecimento suplementar” (GIORDAN & VECHI 1996. “o produto. 180). p. Giordan & Vechi (1996.pertinentes. 45 . Isso pode motivar os aprendentes no sentido da construção de conhecimentos significativos para eles. a importância de procurar estabelecer relações do tema a ser trabalhado com as experiências prévias dos alunos e de estimular a expressão de suas concepções – “freqüentemente desconhecidos tanto pelos professores quanto pelos aprendentes” (GIORDAN & VECHI 1996. p. propostos pelo professor ou por outros alunos. independente da forma de ensino em questão (formal ou não-formal). trazendo formulações cada vez mais gerais (GIORDAN & VECHI 1996).

Trata-se de definir problemas de conhecimento ou de ação cujas possíveis soluções são consideradas num primeiro momento suposições (quase-hipóteses) e. 33) O ‘problema’ (sensu THIOLLENT 1994) que estimulou a proposição de uma ação por parte desta pesquisa foi a maneira desinteressante e fragmentada através da qual a Botânica é usualmente trabalhada em sala de aula. dificuldade de compreensão e desestímulo à participação dos alunos na construção do conhecimento. e contemple as dimensões formal e não- formal e . (THIOLLENT 1994. se fundamente em princípios construtivistas. como o trabalho com plantas vivas em interação com o meio.participar do planejamento e da execução de uma ação educativa que se utilize da arborização urbana como uma de suas ferramentas de ensino. A ‘suposição’ ou ‘quase-hipótese’ (sensu THIOLLENT 1994) é que uma ação que se utilize de certas estratégias. num segundo momento. objeto de verificação. discriminação e comprovação em função das situações constatadas. p. Os objetivos deste trabalho são: . e que siga princípios construtivistas (GIORDAN & VECHI 1996) podem reverter essa tendência negativa nos alunos. verificando como problemas como os de fragmentação dos conceitos e de falta de participação dos alunos são enfrentados. Objetivos A nosso ver a substituição das hipóteses por diretrizes não implica que a forma de raciocínio hipotética seja dispensável no decorrer da pesquisa. o que tende a levar à desmotivação.avaliar essa ação no que diz respeito aos conteúdos abordados e às formas de abordagem. 46 .

Contataram-se. já que esse trabalho foi interrompido por motivos políticos no final de 2004. Decidiu-se trabalhar com duas turmas de alunos de 6a série. A idéia inicial de propor um complemento às atividades que já eram realizadas e avaliar o trabalho desenvolvido pela equipe do MDCC na área de Botânica teve de ser adaptada. envolveu também a participação na elaboração e execução dessa experiência no sentido de enfrentar problemas comuns relacionados ao ensino-aprendizagem de Botânica (que se estendem a outras áreas do conhecimento escolar. muito interessada. Escolhas – nada aleatórias A área do Parque Taquaral onde se realizaram as atividades de campo corresponde ao entorno do Espaço Ciência Escola (ECE) do Museu Dinâmico de Ciências de Campinas (MDCC). que incluiriam levar as turmas participantes ao entorno do MDCC (os remanescentes da equipe. Ana Lúcia Ribeiro. aceitaram gentilmente ceder o espaço para a realização de atividades para esta pesquisa). mas que aqui 47 . segundo indicação dessa professora. os professores da rede municipal. Esta pesquisa inseriu-se no contexto da pesquisa-ação (THIOLLENT 1994). A observação de visitas de escolares ao local e da diversidade de espécies que ali ocorrem permitiram que se percebesse o grande potencial do espaço para realização de atividades de ensino não-formal de Botânica. Materiais e métodos 1. ex-integrantes da equipe do MDCC. então. professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) General Humberto de Souza Mello. se manifestou. à procura de interessados num trabalho em parceria visando a avaliação de experiências em ensino de Botânica. a qual seria o período em que o assunto ‘plantas’ é abordado. apesar de não mais envolvidos na organização periódica de atividades. pois além da observação e avaliação de uma experiência de ensino.

14): A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. embora as intervenções desta autora nas aulas em sala tenham sido raras (o que caracteriza o segundo). Durante a atividade de campo. as falas e atitudes da professora e dos alunos em diário de campo. sobre as atividades de campo. A questão ‘Cite o nome de árvores que você conhece’ foi colocada aos alunos somente após os alunos terem respondido à primeira questão (‘Cite o nome de plantas que você conhece’) com o objetivo de não influenciar as respostas e de verificar se as árvores seriam citadas espontaneamente como um tipo de planta. Adotou-se um meio-termo entre os métodos da observação participante e não-participante (COHEN & MANION 1994) já que para os alunos. esta autora (que daqui em diante será referida como monitora) conduziu as turmas. As questões foram distribuídas em três blocos como mostra o Apêndice E. Segundo Thiollent (1994. Foram fornecidos em torno de cinco 48 . questionários foram aplicados antes (pré-atividade) e após (pós-atividade) o conjunto de atividade de campo e aulas conceituais em sala. Seguindo o desenho pré-experimental (COHEN & MANION 1994).foram analisados especificamente no que concernem à área da Botânica). p. Embora a colaboração mútua tenha permeado o desenrolar de todo esse processo. Coleta de dados A autora deste trabalho observou as aulas em sala e registrou os acontecimentos. esta autora – que procurou não evidenciar que estava registrando as aulas – estava auxiliando a professora (características próprias do primeiro método). o que foi complementado pelo registro escrito de três auxiliares de campo. 2. Suas falas e de alguns alunos foram registradas com auxílio de um gravador. a professora assumiu uma maior responsabilidade sobre as atividades de sala de aula enquanto que a presente autora.

minutos para que os alunos respondessem cada uma das duas primeiras questões (objetivas) e em torno de 20 minutos para as demais (discursivas). 3. Análise dos dados Analisando-se os acontecimentos e falas registrados para a sala de aula e a atividade de campo. e 19 de cada turma. mas sim as inferências que podemos fazer sobre o funcionamento mental do aprendente”. Como explicam Giordan & Vechi (1996. As respostas aos questionários pré e pós-atividade foram comparadas à procura de indícios que indicassem influências das aulas em sala e da atividade de campo na construção dos conceitos pedidos nas questões. por isso. Entre os alunos que compareceram a todas as aulas relacionadas à pergunta em questão e. 49 . puderam ter suas respostas analisadas. 90 e 91): “emergência e concepção propriamente dita não podem ser confundidas”. às demais questões discursivas. Essas respostas foram analisadas avaliando-se até que ponto e de que forma os conceitos abordados foram integrados entre si e incorporados ao saber prévio dos alunos. o conteúdo abordado e as formas de abordagem puderam ser avaliados. 16 alunos da 6a A e 18 da 6a B responderam à questão sobre as folhas. 16 da 6a A e 15 da 6a B. As formas de abordagem foram avaliadas de acordo com a abertura que ofereciam para a participação dos alunos e de acordo com a participação efetivamente detectada. sendo a importância desta última não “o que é expresso diretamente. às questões objetivas. p. O conteúdo foi avaliado verificando se todos os temas planejados foram abordados. postura essa que embasa sua interpretação das respostas verbais e desenhos de alunos em resposta a seus questionários. a profundidade da abordagem e o nível de integração entre os temas.

50 . Resultados e discussão (parte 1) Idas e vindas – plantas em sala e fora dela Percepção da diversidade cultural e biológica existente no país e sistematização de conceitos Botânicos em sala de aula. por exemplo. foi adotada devido ao tempo dedicado. com as duas turmas de 6ª série da EMEF Gal. esta autora e a professora procuraram realizar uma breve avaliação do andamento das aulas anteriores. A seqüência ‘atividade de campo / aula conceitual em sala’. planejar o conteúdo e as estratégias a serem adotadas nas seguintes e se adaptar aos imprevistos que iam surgindo. interligados pela tentativa de motivação para o aprendizado e introdução desses conceitos no decorrer de atividade de campo em um parque urbano. o que impossibilitou a concretização das aulas conceituais anteriormente à atividade de campo. Em reuniões semanais no decorrer desse caminho. ao longo do qual planejamento prévio e adaptação aos imprevistos foram se alternando (Figura 6). que já havia sido agendada. Humberto de Souza Mello. durante a abordagem sobre as plantas. à parte introdutória sobre biodiversidade. Esse foi o caminho trilhado. além do previsto.

chave de identificação. conjunto de partes integradas. sala .interação 4 – Aulas em .trabalho em grupo 2 – Aplicação do questionário pré-atividade 3 – Atividade . Seqüência das aulas e questionários de avaliação.noção da planta como um .transformação. . . Procurou interligar esse ponto de partida com o tema que vinha sendo abordado anteriormente (órgãos dos sentidos) e com o tema indicado para ser 51 . dos princípios e estratégias de abordagem adotados e da forma de participação dos alunos em cada um desses três momentos. .questionário 5 – Aplicação do questionário pós-atividade Figura 6. . principais temas abordados e recursos utilizados. Momento 1: Diversidade em sala de aula? Aproveitando a sugestão do livro didático. de campo . anteriores .Caminhada em trilha. Conteúdo Recursos 1 – Aulas em . A seguir.Aprofundamento e . .Biodiversidade . é apresentada uma avaliação dos conteúdos trabalhados.Transparências.Música.leitura. sala sistematização dos conceitos .ramos de plantas. a professora decidiu adotar o tema diversidade como ponto de partida para sua abordagem sobre as plantas (Figura 6).Biodiversidade.interpretação de texto.desenho .

belezas cênicas e espécies de plantas encontradas no país associando sua diversidade com a diversidade de cores de uma pintura de aquarela. Vejam essa maravilha de cenário É um episódio relicário Que o artista num sonho genial Escolheu para este carnaval E o asfalto como passarela Será a tela do Brasil em forma de aquarela [. A professora poderia ter simplesmente definido o termo ‘diversidade’ e fornecido alguns exemplos. Mas optou por fugir do modelo de aula expositiva. assim.trabalhado na escola como um todo (etnia). Relação entre formas de intervenção da professora e participação dos alunos durante primeiras aulas em sala. aos alunos.. Dificuldade de entender o estímulo ao desenvolvimento das respostas. proposto na questão.. respostas (interpretação do texto) falta de iniciativa para sintetizar as respostas Figura 7. Ofereceu.] 52 . criando uma outra maneira de estimular a percepção da diversidade – através de uma postura mais ativa dos alunos – que envolveu música (Anexo B). Intervenções da professora Participação dos alunos Estimular o questionamento (vocabulário) Pouco questionamento Explicação do objetivo da questão. a possibilidade de enriquecer a investigação de um tema complexo como a ‘biodiversidade’ com o olhar de outras disciplinas. Inseriu um pouco de Arte e Português na aula de Ciências com a música ‘Aquarela Brasileira’ (de autoria de Ary Barroso e interpretada por Fernanda Abreu). texto e imagens – essas últimas trabalhadas após a atividade de campo (Figura 6). que canta as manifestações culturais. estímulo ao comentário recíproco das respostas incompletas.

terra de Irapuã De Iracema e Tupã [. algumas dúvidas só foram expressas após direcionamento da professora (Figura 7) e alguns alunos não procuraram as palavras por conta própria. procurar a resposta em trechos quando ela estava na compreensão do sentido da música como um todo. estimulando que desenvolvessem mais suas respostas e que comentassem as respostas uns dos outros durante a socialização (Figura 7). Estimulou a participação dos alunos pedindo que esses colocassem suas dúvidas.] Brasil. Não entender o proposto na questão. deu a palavra aos alunos. dar respostas curtas que soavam incompletas e a falta de iniciativa para sintetizar as respostas foram algumas das evidências de dificuldades enfrentadas pelos alunos. a professora trabalhou seu vocabulário. essas nossas verdes matas Cachoeiras e cascatas De colorido sutil E este lindo céu azul de anil Emoldura em aquarela o meu Brasil (Música ‘Aquarela Brasileira’. Interpretação: Fernanda Abreu) Após tocar a música para que todos a ouvissem. dando sugestões e exemplos de respostas. Professora e monitora procuraram intervir explicando o objetivo da questão. os alunos mostraram respostas interessantes: 53 . se aproveitando daquilo relatado pelos colegas. Trabalhou também a interpretação e as impressões dos alunos sobre a música pedindo que eles respondessem a três questões primeiro individualmente. depois as socializassem e as sintetizassem em subgrupos e finalmente para a sala toda (Figura 6). Como resultado final. Caminhando ainda um pouco mais Deparei com lindos coqueirais Estava no Ceará. Letra: Silas de Oliveira. A participação foi parcial. abrindo espaço para suas manifestações.. Assim. utilizassem o dicionário para solucioná-las e compartilhassem o encontrado com os demais colegas..

A partir disso. que achassem interessante.] Cidades diferentes se misturam e formam uma aquarela. Viram? (Aula em sala. ‘cores’. A atividade no Parque foi precedida de planejamento durante o qual foram levantadas as potencialidades do local e as formas de abordagens possíveis. envolvimento. ‘matas’. ‘estados’. se transformam e interagem com seu meio Após utilizar o simbolismo da música.. ‘culturas’.] P: O que temos de comum aqui [nas respostas dadas como justificativa para o título da música]? ‘Diferentes’.. 3 Abreviação utilizada nas falas: P – Professora de Ciências Ana. A: [. o Brasil parece um quadro de emoções. Observação. participação. 54 . [. A: [. foram incluídas na confecção da chave de identificação utilizada) (Apêndice D).] Amazonas e coqueirais que destacam das cores do nosso Brasil. procurando introduzir o conteúdo a ser trabalhado num contexto prazeroso e com exemplos palpáveis. por essa razão. diferente do que já tinham visto antes – essas eram algumas atitudes esperadas dos alunos e que se procurou estimular. [. foi elaborado um roteiro/ guia (Apêndice F). divertido. A – Aluno. Além de dar continuidade às aulas anteriores em sala. turma 6a B)3 Momento 2: As plantas vivem. preparava-se terreno para as próximas aulas. Uma construção de conceitos e noções com a participação efetiva dos alunos. estranhamento....] A: Cores do Brasil.. P2 – Professora de Artes Gina. As espécies a serem identificadas e desenhadas foram indicadas pela monitora aos alunos e foram escolhidas – durante visita prévia ao local em companhia da professora – por serem de fácil acesso (proximidade da trilha) para observação de detalhes e por estarem em flor ou fruto (características as quais se presumiu que chamariam a atenção e interessariam aos alunos e que. M – Monitora Erika. chegava a hora de dar a oportunidade para que os alunos vivenciassem a ‘aquarela’ diretamente... As: mais de um aluno. ‘cidades’.

turma 6a A) M.] A Jéssica abriu o fruto. mais ou menos os galhos.] Laís! Você desenhou o tronco. Calma. falamos Além da diversidade. eu acho que tem gosto de chulé.. Um vai desenhar o tronco. fruto.. eu não gosto também não. né? Agora. outro fruto. Fruto. cheiramos.. interação e transformação (Figura 6).. 2. E outros vão desenhar a planta toda. não pode ser só uma coisa? M: [. daí apareceram essas estruturas [sementes aladas] aqui. Vocês se dividam.. folha. Isso. [.. Tentem descobrir de que árvore caiu esse jatobá. 55 . folha.. ele abre. outros vão desenhar o fruto. De que árvore é esse? A: Aquela ali.. A: O quê? M: Tenta. turma 6a B)4 4 As falas registradas durante a atividade no Parque encontram-se transcritas (Apêndice G)... (Atividade de campo.. predação). difíceis de serem abordados em uma aula expositiva em sala de aula. Pode ter mais de uma pessoa desenhando a mesma coisa. alguém jogou. Quer ver. quem mais? Lais: tudo. A gente vai fazer assim. fertilidade) e biológico (polinização. Que é diferente do que tinha no outro fruto.] M: Vamos vir para essa árvore agora. Esses temas.] A: Cheira chulé! [sobre fruto que pegou no chão] M: Ah. chega mais longe. Aí depois completa mais ou menos com o contorno assim. Que árvore é isso aí? P: Será que alguém jogou ou é de alguma árvore aqui? M: É. O que vimos. caiu de alguma árvore. [. [organizando o que cada aluno disse o que ia desenhar] [. outros vão desenhar a folha. ela também está com fruto. epifitismo. chega mais longe da árvore e tenta desenhar a planta toda. Outra coisa que guarda semente. fruto. outros três tópicos principais foram escolhidos para a atividade de campo: noção de todo. A: Quer que eu desenhe tudo? Tem que ser tudo.] Pode começar desenhando o tronco. (Atividade de campo. o fruto quando amadurece. folha. P: Tem um outro aqui. Fruto. M: Ah.. tateamos.1. são mais favorecidos em um ambiente em que diferentes espécies de plantas estão sob a influência das flutuações no meio físico (condições de luminosidade. [. umidade. Essas duas árvores. Não precisa desenhar cada folhinha porque você está de longe e não vai conseguir ver.

Tá? Não é só manga.. Tudo que guarda semente a gente chama de fruto. M: Isso. A: Casca. Você sabe o que é? Alguém chuta? Essa parte marrom são as flores [de Casuarina equisetifolia L. [assopra a semente alada na frente deles] Viu? As: [risos] M: Elas são mais leves porque? Assim elas conseguem ser mais facilmente levadas pelo vento.casuarina]. [. Tudo na planta que guarda semente a gente chama de fruto. [. cada um desses pontinhos é uma flor.. oferecer um complemento a certos modelos didáticos utilizados pelos professores do ensino formal. e estimular a generalização – definida como atividade coordenadora e hierarquizante por Piaget (1974) – por parte dos aprendentes. coisa que a gente come que a gente chama de fruto. um grudado na. (Atividade de campo.. Tá vendo.leucena] O que que é isso aqui? A: Semente. certo? (Atividade de campo. turma 6a A) 56 . ir se espalhando. Objetivou-se. embora isso aqui a gente não coma.. flor. frutos e sementes vai além do senso comum. fruto) como parte de um indivíduo. assim as plantas conseguem produzir mudas mais longe delas.. Os exemplos anteriores ilustram momentos de estímulo à percepção da diversidade e a assimilação da noção de todo através da comparação das características físicas das diferentes espécies e do direcionamento da observação para as diferentes estruturas (tronco. [. com isso. muitas vezes induzidos pela forma de organização de livros didáticos com desenhos esquemáticos de organismos ou estruturas-modelo e explicação das diferentes partes da planta em separado... pêra.. Procurou-se mostrar que a diversidade de flores...) de Wit .] A: Essas bolinhas.] Vocês acreditam que isso aqui é a flor dessa planta? A: É? M: Essas coisinhas minúsculas. turma 6a A) M: Ela é mais leve. (Atividade de campo..] Nem toda flor é vistosa.] M: [. como exemplificado a seguir: M: Todo mundo viu que essa árvore está cheia disso aqui? Vocês viram? [levantando o fruto de Leucaena leucocephala (Lam. se chama isso de fruto. colorida. folha. A: É? M: Cada pontinho desse é uma flor. [. turma 6a A) A: Ele tem um monte de coisinhas. M: É tem um monte.] Casca? Algum outro nome? Então.. irem mais longe.. mamão.

O que tem a folha dela? A Parece um coração. explicava-se o nome da planta associando-a a alguma característica sua: M: Você tem idéia de por que se chama pata-de-vaca? Uma árvore com nome de bicho? Por que será? A: Folha. mas que observassem suas características.. Mas ela também parece uma pata-de-vaca porque ela tem. Baseando-se nessas questões e buscando integrá-las. procurou-se caracterizar funcionalmente estruturas como a flor e o fruto. Esse conteúdo pode ser utilizado como base para o planejamento de outras atividades de ensino não-formal de Botânica. a folha. Ambos os tópicos envolvem processos dinâmicos. (Atividade de campo. que puderam ser trabalhados porque podiam ser observados durante um curto espaço de tempo (visitação das flores) ou porque diferentes fases da transformação eram evidentes (flores e frutos de mangueira. Imagina uma pata-de-vaca. Foi fundamental ter realizado uma visita à área previamente ao planejamento do conteúdo para que se tivesse noção da diversidade existente no local e da presença de flores e frutos. 57 .. frutos fechados. Quando era o caso. Ela é redonda e tem tipo uma fenda assim. com órgãos reprodutivos evidentes) – para se tratar de polinização. A Parece uma borboleta. – mangueira – para tratar de frutificação (por ela estar portando flores e frutos no mesmo indivíduo) e a espécie Leucaena leucocephala (Lam. como mostrado mais adiante.) de Wit – leucena – para tratar de germinação (por ela possuir frutos deiscentes). M: Ah. frutos abertos e sementes no chão de leucena). a espécie Mangifera indica L. turma 6a A) A interação e a transformação foram enfatizados principalmente utilizando-se a espécie Bauhinia variegata L. Nesses exemplos percebe-se que não era prioridade da monitora que alunos soubessem o nome das espécies. – pata-de-vaca (escolhida devido à sua flor vistosa. M: Parece uma borboleta também.

perpetuação da espécie) e da importância desse processo para planta. Depois a gente pode ver mais isso em sala de aula. né? E aqui dá para ver que parte da flor vai formar o fruto [mostrando flor utilizada como exemplo durante a trilha para trabalhar polnização]. turma 6a A) Como evidenciado na fala anterior.1. leucocephala – leucena). Uma integração de todo o ciclo de transformação (flor-fruto-semente-novo indivíduo) poderia ser tentada através de observações de um mesmo indivíduo vegetal ao longo de um ano. que foi iniciado durante a trilha (durante a qual abordou-se apenas a visitação). os animais que visitam são muito importantes para formar o fruto depois.que é aquele pozinho - de uma planta para outra. de retomada ao final da atividade de campo e/ou em aulas posteriores em sala de aula. indica – mangueira). separadamente da transformação de flores e frutos (de M. que mesmo em uma atividade de campo. Na mangueira a gente viu algumas coisas além do fruto. tentou-se retomar a explicação do processo de polinização (visitação e transporte do pólen de uma flor a outra). o que poderia favorecer uma melhor concentração em relação ao final da atividade. turma 6a B) Percebe-se. como que acontece. Essa função foi abordada para os frutos e sementes (de L. gente? [alunos dispersos] Eu mostrei as flores da mangueira. contudo. Mas é muito importante. se explicitar a função das primeiras na reprodução (produção de novos indivíduos. 2. adotada: M: Os insetos quando visitam as flores. mas os alunos encontravam-se dispersos. Fragmentação – uma das limitações A transformação de flores em frutos foi enfocada sem. então. (Atividade de campo.1. Polinização. Na turma 6a B essa estratégia foi. M: Durante a trilha a gente viu muito fruto. falei que as flores formavam o fruto. ao final da atividade de campo da turma 6a A. O que é polinização. e associá-lo a frutificação. Durante a trilha. já estavam com a atenção voltada para o assunto. as pétalas vão cair. vão levando o pólen . mostrando-se todos os estágios – fechando um ciclo – em ramos de plantas vivas 58 . o que forma o fruto. Né. Não é toda a flor que vai formar. corre-se o risco de se recorrer a abordagens fragmentadas. (Atividade de campo. E com isso os frutos podem se desenvolver. então. né? E algumas vezes eu perguntei da onde vem o fruto.

daí? A: Foi para o chão. coisa que a gente come que a gente chama de fruto.] M: Qual o nome dessa estrutura que guarda a semente? Casca? Algum outro nome? Então. mas. p. mas também poderá retificá-lo continuamente. M: É uma casca com semente? A: Nesse caso não tem semente. embora isso aqui a gente não coma.] M: Tem um fruto [de leucena] que estava fechado e a Geandra está abrindo... Giordan & Vechi (1996. quando adequadamente utilizados – ou seja. p. 2. dentro ou fora de sala de aula – em que ele possa ser aplicado. sejam criadas situações – hipotéticas ou concretas. [. M: Foi para o chão. ainda elas não caíram. após a apresentação do modelo. Omissão – outra limitação M: Todo mundo viu que essa árvore está cheia disso aqui? Vocês viram? [levantando o fruto de L.1. A: Casca. leucocephala – leucena] O que que é isso aqui? A: Semente. M: Secou. mamão. tomará consciência de seus campos de aplicação e validade. Tudo que guarda semente a gente chama de fruto. Aqui tem todas as sementes dentro.. M: Por que não tem mais semente aqui? A: Porque secou.ou prensadas. segundo Giordan & Vechi (1996) são realmente compreensíveis. é importante que. 211) propõem ainda que o modelo não seja largado todo pronto. Os esquemas ou modelos didáticos. Por isso. ah. foi para onde. têm relação com as representações dos alunos e são diretamente utilizáveis devido à sua simplicidade – “geram uma ‘pausa integradora’ antes do conhecimento continuar a afinar-se” (GIORDAN & VECHI 1996. 202). sim que possa ser discutido.2. A: Vai nascer de novo. Assim. [. pêra. o aluno acostumar-se-á a fazê-lo funcionar.. Tudo na planta que guarda semente a gente chama de fruto. o que vai acontecer com a semente no chão? A: Vai nascer. fotos ou esquemas. Tá? Não é só manga. integrando nele as conseqüências das novas experiências realizadas. Elas estão verdes ainda porque o 59 . se chama isso de fruto. Essa última estratégia foi parcialmente aplicada durante aula em sala posterior à atividade de campo. quando. por interação.

[. legal. […] M: Tinha fruto com uma semente [na trilha]. dona.. eles não se abrem. não é? M: É jacarandá. M: Legal. de interesse espontâneo ou dúvida por parte dos alunos. Alguns momentos – lúdicos. não só a semente. a relação da forma do fruto com sua dispersão pelo vento foi até mencionada. […] M: [. Mas é bem parecido com o bico-de-pato. com aquela parte comprida que ajuda a dispersar pelo vento. (Atividade de campo. A: Olha aqui. o fruto quando amadurece. por falta de atenção da monitora. tem uma semente só na base. A: Aí. Eles são leves e o fruto todo é levado pelo vento.] M: Vamos vir para essa árvore [jacarandá-mimoso] agora. (Atividade de campo. o aspecto aerodinâmico no caso das sâmaras. ela também está com fruto. 60 . que cai girando].] Mas esse tipo de fruto que é comprido. e de atração de dispersores no caso dos frutos carnosos. Essas duas árvores [jacarandá-mimoso e leucena]. mostra para todo mundo. Então quando ele estiver maduro ele abre e elas caem no chão. Ele abre e libera as sementes. P: Ah. dona.. fruto não tava maduro. ele abre.. turma 6a A) Ao definir ‘fruto’ enfatizou-se sua característica de ‘guardar a semente’. tem uma parte achatada e tem só uma semente na base.. Isso. de explicação da monitora – durante a atividade de campo poderiam ter sido utilizados como gancho para esse tema: A: Esse daqui é o quê? M: Então. olha o helicóptero. mas a ligação com a germinação da semente não foi explicitada. turma 6a B) Como se vê. é parecido né. dona [jogando fruto de jacarandá. O papel do fruto na dispersão da semente foi abordado no caso dos frutos deiscentes deixando-se de lado. com a tipuana. Chama jacarandá [Machaerium vestitum Vogel]. qual que é essa daí? É o bico [-de-pato]. com o bico-de-pato.

Vamos começar a olhar tronco então. ah. Intervenções da monitora Limitações Estímulo à observação Pausas às vezes insuficientes Estímulo à exposição do saber prévio e Dificuldade de concentrar a atenção impressões em alguns momentos Partir das manifestações dos alunos Estímulo à mudança conceitual Figura 8. impressões e experiências e participassem ativamente da construção de conceitos (definição de partes da planta. A: Eu já comi. As intervenções da monitora Segundo Giordan & Vechi (1996. no tronco aqui.2. 6a.194). Todo mundo conhece jatobá? A: Eu conheço. p. expusessem suas concepções.. A: Jatobá. As intervenções realizadas pela monitora na atividade de campo refletem uma tentativa de atingir esse equilíbrio. P: Olha para cima. M: Jatobá. Formas de intervenção da monitora durante atividade de campo e algumas limitações encontradas.. objetivou-se estimular e dar espaço para que alunos aguçassem sua capacidade de observação e percepção do meio. M: Vamos olhar um pouco para cima.B) P: Eles estão falando dessas partes cabeludas da árvore [grupo de pequenas bromélias]. (Atividade de campo. 2. “a maior dificuldade pedagógica reside na descoberta de um equilíbrio entre a necessidade de fornecer tudo aos aprendentes e a de deixá-los descobrir tudo” durante seu processo de construção de conceitos. M: Partes cabeludas. descrição de processos de transformação e interação). 61 . Nessa atividade.

substrato.. os furinhos estavam todos juntos. Tem alguns. M: Alguém sabe o que são essas manchas no tronco? Alguém pintou. Então. se alguém quiser olhar. Associações de espécies e estruturas observadas durante a atividade com aquelas que se imaginou serem mais conhecidas pelos alunos também foram utilizadas. não é? M: É bem parecido.. A: Ninho de passarinho.] Esse aqui. M: Uma parte dessa planta mesmo? A: Fruto. A: Parente do pinheiro. o que vocês acham que é? A: Eu acho que é. 62 . M: O que é aquilo? Não arranquem. – pata-de-vaca – com um furo em cada pétala]? M: Na verdade. [.. Da primeira vez que eu vi. Temas como predação e epifitismo (por bromélias) não haviam sido previstos e só foram abordados devido ao interesse demonstrado por alunos. Vou falar. vamos chamar todo mundo. (Atividade de campo. turma 6a A) M: Essa aqui vou falar agora. porque elas estão velhas [repetindo o que alunos iam respondendo] . parece que é ninho.. […] A: Por que ela é cheia de furinho assim [mostrando flor de Bauhinia variegata L. Tá? Então. M: Fruto? Ela está cheia até aqui em baixo. várias pessoas estão falando que parece com pinheiro. Vocês acham que isso aqui é uma parte da planta que está crescendo. né? O pinheiro não tem isso. ela está ramificando. Mas se vocês prestarem atenção nas partes verdes dela vão ver umas coisas marrons também na ponta. partir do que era significativo para os alunos (Figura 8) – espécies e estruturas familiares ou chamativas que eram evidenciadas por seus comentários ou atitudes. A planta fechada. na verdade isso aqui é uma outra planta que está crescendo em cima dessa. A: Mas são tão perfeitos. ela é uma outra planta que está crescendo em cima dessa. apoio para ela crescer em cima. na verdade. (Atividade de campo. Ela usa o tronco dessa planta como.então é parte da própria planta? P: Falaram bolor. parece que é parte da planta.. sempre que possível. Vocês podem olhar mais perto aqui. eu achei que fosse. tinta. lembrem. veio um bichinho e comeu. quando ela estava fechada assim. A: Será? A: Tem que levar para ser depilada. M: Pois é né? Veio um bichinho e comeu e quando ela abriu ficaram esses furinhos assim. Ela parece várias coisas. turma 6a B) Esses exemplos indicam que procurou-se. e parece mesmo..

. porque bolor é um fungo. A: Essa é a mesma que e gente viu lá atrás. né? A: Pólen.] Esses animais eles vêem visitar a planta porque eles querem alguma coisa dela. Polinização. que é um liqüidozinho doce. o néctar. a monitora 63 . né? Elas vêem buscar alimento deles. esse é um dos primeiros passos no processo de mudança conceitual. (Atividade de campo.que é aquele pozinho . Se pára um pouco acho que dá para ver. 59) – e espaço para tentativas de respostas e comentários entre alunos (Figura 8). vêem buscar o melzinho. apontando e/ou dizendo alguma característica sua. Não sei se vocês estão reparando que tem uns insetos voando. Tá? É um ser vivo também. p. Então ele se aproveita do tronco da árvore para crescer em cima e se desenvolver. M: Esses bichinhos que vêem visitar as flores.. Procurava-se dar abertura para comentários. conhecimentos prévios emergiam tornando monitora e próprios alunos conscientes deles. Assim. M: Pólen. Segundo Giordan & Vechi (1996). e sempre preceder explicações com perguntas – procurando seguir as sugestões tecidas por Honig (2005. E vocês acham que a planta ganha alguma coisa com isso? Não? A: Ganham mel. M: Ah. M: Chupando mel? A: Será que tem mel aí? A: Como é o nome? M: O que as abelhas vêem fazer nas flores? A: Pegar mel.. ou então pólen.de uma planta para outra. É a. Isso aqui chama líquen. Tem uma parte de fungo também. E com isso os frutos podem se desenvolver.B) As falas acima evidenciam que quando eles não interagiam espontaneamente com a espécie sobre a qual se planejara tratar. Erika: Os insetos quando visitam as flores. né? Que chega e decompõe as coisas. 6a A) M: Vamos parar aqui de novo um pouquinho. Olha a folha dela. Para se alimentar. gente. Visando valorizar as manifestações dos alunos de forma a incentivá-las. unha-de-vaca. (Atividade de campo. A: Eles picam? M: Alguns picam. vão levando o pólen . M: Qual que é o formato da folha dela? A: Ah. rodeando as flores.. a monitora direcionava a observação (Figura 8). M: Pegar mel? As pessoas falam melzinho. como alguém já falou. bolor. Umas abelhinhas que ficam voando. Aqui na pata-de-vaca. é uma coisa parecida com bolor. [. A: Chupando mel. 6a.

Por exemplo: Qual é a diferença entre esta planta e aquela? Por que acham que as plantas têm espinhos afiados ou espigas? O que esta abelha está fazendo? Como isso beneficia a planta? . Lembre-se de fazer perguntas abertas que permitam muitas respostas possíveis. não são ameaçadoras) e que permitirão que você os conheça melhor. não tem? (melhor perguntar: este cheiro lembra alguma coisa? . . Fique de olho nos visitantes para ver se ainda estão interessados. mas puxar conversa com eles e facilitar um processo de aprendizado.aproveitou-as (enfatizando-as e/ou complementando-as) para trabalhar conceitos como epifitismo. Alguém está reconhecendo esta planta? . Quando as pessoas estiverem mais à vontade. A arte de perguntar Quando estiver fazendo perguntas. lembre-se de que a intenção não é testar os conhecimentos dos visitantes. Não faça perguntas demais. Evite fazer perguntas que já contenham a resposta. Quando as pessoas responderem. 59) 64 . (HONIG 2005. . São perguntas fáceis de responder (portanto. polinização. São maçantes! Por exemplo: Esta planta tem cheiro de menta. Comece com perguntas simples que tenham alguma relação com as observações ou as experiências pessoais dos visitantes. Uma reação positiva estimula as pessoas a participar e a compartilhar suas idéias. Dê tempo suficiente para as pessoas pensarem e darem uma resposta e ouça o que elas têm a dizer – é a sua chance de aprender alguma coisa que ainda não sabia! . você poderá fazer perguntas mais difíceis que ajudarão o grupo a descobrir como as coisas se relacionam entre si. frutificação e germinação. brinde-as com um ‘ótimo’ ou ‘é uma boa idéia’ ou ‘nunca tinha pensado nisso’. p. Por exemplo: Vocês já provaram cerveja de marula? A cerveja é feita com esta fruta aqui.

trilha. ele tem mais rachaduras assim [vertical]. A: Vai nascer de novo. A: Nem todas as sementes que caíram no chão geram outras plantas. uma. pelas diferentes partes da planta (tronco. flor ou fruto) a serem desenhadas em detalhe. ah. M: Então acho que não. Vários né? Olha quantos frutos tem na árvore. demonstrada por cada aluno. A cada passo da chave de identificação. M: Isso.. A: Como é o nome dessa planta? 65 . uma característica era evidenciada e observada pelo grupo na espécie em questão para escolha da alternativa que melhor a descrevia. não. né? Nesse sentido aqui. Né? A: Errei. ó. Olha bem. outra. outra daqui [alternas]. folha. né? Algumas que conseguirem encontrar condições para germinar. M: Não é coloral. A: Dona. mas ele é só redondo. assim tá bom? [mostrando desenho] M: O que é isso? A: Tronco. leucacephala – leucena]. o grupo foi dividido de acordo com a preferência. nem todas conseguem. turma 6a A) M: Foi para o chão. não vai dar. M: Mas o tronco tem vários riscos assim? Paralelos? Olha.] M: Mas viu como você desenhou as folhas? Uma saindo daqui. dona. (Atividade de campo. do lado dessa. o fruto do coloral também é espinhudo. Imagina se todas as semente fossem gerar outra planta. A: Não. mas mais assim. Ele não tem essa parte comprida [ala]. A: Não? M: Por que você achou que era coloral? A: Por causa do espinho dele. A observação mais cuidadosa das diferentes estruturas foi especialmente incentivada durante a realização das atividades de identificação e desenho. se você não conseguir colocar. Mas vê como ela está saindo [opostas]. Terminada a chave. outra daqui. dona. [.. M: Não? A: Onde eu vou por a outra? M: Desenha só duas. ele tem algumas assim [horizontal]. desenho. M: Será que toda semente que cair no chão vão nascer novo? O que vocês acham? Imagina quantas sementes tinham aqui [mostrando um fruto de L. né? A: Não é coloral [falando para outro aluno]. M: Você pode fazer assim. o que vai acontecer com a semente no chão? A: Vai nascer. Do lado desse. (Atividade de campo. turma 6a A) A: Aquele ali é coloral.

. Tem plantas que têm sexos separados. onde estão as sementes? Ah. você acha que ali dentro tem várias sementes? Na verdade. na maioria das vezes. M: Chama araribá. (Atividade de campo. algumas das atitudes tomadas no sentido de motivar a mudança conceitual (Figura 8) podem ser extraídas das falas anteriores: estímulo à observação mais cuidadosa e demonstração da aplicabilidade restrita da resposta para que o próprio aluno confrontasse seu pensamento ou percepção com uma situação evidenciada pela monitora. pedia-se que aluno explicasse a resposta para que a origem do equívoco pudesse ser acessada. turma 6a A) M: Então. na verdade o que chamam de mamão macho e mamão fêmea. A: Uma semente. vamos chegar num acordo. né? M: Então. A: Mas acho que ela fica maior. M: Mas é diferente [do que foi visto anteriormente em outro fruto]. A: É que nem o mamão. M: Várias. Mas tem diferença. né? M: Isso! A: Só quando ele dá. chave de identificação.. Ou. Por que só a planta feminina que dá o fruto. 6a B) A: Fruto com mais de uma semente. (Atividade de campo. turma 6a. Entendeu? (Atividade de campo. 6a B) Diante de equívocos dos alunos. aquilo tudo é uma semente só. As: Porque a planta é diferente. Às vezes. podendo encontrar certa resistência da parte dos alunos. – casuarina] é masculina. por que várias? Peraí. (Atividade de campo. então ela não produz frutos nem sementes. trilha. A: Ele demora a dar. a confrontação nem sempre leva à mudança conceitual.B) 66 . essa planta [Casuarina equisetifolia L. segundo Giordan & Vechi (1996) e Oliva (1999). fruto com apenas uma semente. é tudo mamão fêmea. né? A: Ahã. A: Formato? M: Mas cadê. daí é mais doce também. Entretanto. M: Qual dos dois? A: Com várias. Por que você acha que são várias? A: Tamanho? A: Por causa do formato. como indicado a seguir: M: O que vocês acham que é isso aqui? As: Semente.

Geandra. essa explicação era breve. (Atividade de campo. muitas vezes devido à simultaneidade delas e dificuldade da monitora de responder a todas. na tentativa de atender ao máximo delas. Algumas limitações Algumas falhas na condução da atividade puderam ser detectadas – nem sempre os princípios acima puderam ser seguidos. M: É só mais uma parada. A: Dona. Patrícia. M: Todo mundo aqui? Vem mais perto! Pode vir..] P: Meninos. de onde que é esse fruto? Dessa árvore.. olha! Ah. se vocês pararem um pouco. por que será? Jean. M: Vamos chegar mais perto aqui. Algumas falas dos alunos foram ignoradas. só mais uma parada ali no sol. mas alguns alunos pareciam ter a tendência de dispersar ou de ter um ritmo mais rápido (Figura 8). voou. vocês que estão na frente. depois parada na sombra. Dividir a turma em subgrupos menores talvez ajudasse a solucionar o problema. Ó. P: Só mais uma. turma 6a A) Tentava-se concentrar a atenção de todos os alunos na mesma espécie nos momentos de explicação. Celso. P: Peraí um pouco. 2. né? Ela está com pouco fruto agora.] Tem vários bichinhos voando aqui. vamos lá ver? M: Se vocês pararem um pouco para observar.2. procurando-se terminar um assunto antes de dar respostas mais completas sobre outros assuntos. vamos ouvir um pouco? Chama o pessoal para formar uma roda. M: Nessa planta. volta um pouco. E.1.. (Atividade de campo. vocês vão ver que tem vários insetos voando. A: Estou morrendo de fome. ficarem observando a planta.. M: [. No geral. Jéssica. turma 6a A) 67 . como no exemplo anterior. depois a gente vaí para sombra. A: Ô dona. Vamos ouvir um pouquinho. P2: Vamos para cá. [. uma linha de raciocínio às vezes era interrompida para se dar uma explicação sobre uma espécie que chamou a atenção de algum aluno.. tem um negócio ali parecendo cobra..

2. A participação dos alunos A: Erika. a confrontação estimulada pela monitora não continuou até que demonstrassem terem reformulado essas concepções.. Tem um seco ali.. lúdicas e 68 .] A: Se fosse ouro. (Atividade de campo. Só que nesse aqui a semente não se desenvolveu. E diante de algumas manifestações de resistência das concepções dos alunos. Chuva-de-ouro por que as flores são amarelas e elas ficam pendentes parecendo chuva caindo. não estaria aqui. com atitudes irônicas. (Atividade de campo. Diante de algumas estruturas apontadas e perguntas. Os frutos dão bem lá em cima. A: Mas não tem semente? M: Tem. M: Tá..3.. 6a A) M: Tem muitos frutos verdes. vestitum - jacarandá]. O tempo restrito da atividade aliada à ansiedade por trabalhar todo o conteúdo planejado pode ter contribuído para tanto. [. dona.] Ela chama chuva de ouro. A: Ele já tava meio aberto já. as pausas concedidas podem ter sido insuficientes para que alunos se manifestassem (Figura 8). M: Esse é... Participaram também observando e manipulando estruturas. M: Você lembra daquele fruto que eu mostrei lá atrás que abre? A: Ahã. [.] M: [. M: Então. Uma árvore bem alta. olha aqui. A: Achei metade de um. esse não é fruto. A: Balança a árvore aí. você está forçando para ele abrir [M. A: Então. ainda. esse na verdade não abre. só. turma 6a B) Os diversos fragmentos apresentados até aqui demonstram que os alunos participaram tanto com comentários espontâneos como com aqueles dados em resposta a fala da monitora ou de outros alunos.

Formas de participação dos alunos durante atividade de campo e algumas limitações encontradas M: Eu já vou falar dessa flor e dessas coisas marrons. noção de todo.. visando chamar a atenção dos alunos para os quatro tópicos escolhidos para a atividade (diversidade. A: Ah. M: Não é só com o nome que eu quero que vocês se preocupem. Essas questões poderiam ser colocadas logo no início da atividade e respondidas durante momentos propícios da trilha. observação e Questionamentos concentrados nos manipulação de estruturas nomes das espécies Irônicos. a mudança conceitual não deve ser um fim em si. mais próxima do processo de construção de conhecimento da comunidade científica. mas uma conseqüência de uma mudança de atitude do aluno no sentido de uma postura mais investigativa. lúdicos e investigativos Insegurança ao desenhar Facilidade de trabalhar com a chave Figura 9. turma 6a A) As perguntas dos alunos se concentraram nos nomes das espécies (Figura 9). A: Qual é o nome? M: Peraí um pouquinho. uma possibilidade seria utilizar um roteiro com questões. interação e transformação). às vezes Dispersão (observação e comentários) induzida Comentários. No sentido de evitar esse tipo de postura. Participação dos alunos Limitações Às vezes espontânea.investigativas (Figura 9).. (Atividade de campo. Quero que vocês olhem. nos quais elas 69 . Para Gil (1996 apud OLIVA 1999).

A: Esse fruto se abre? As: Acho que não. fruto de confrontações entre o que observam e suas concepções prévias. poderia contribuir para uma postura mais questionadora. A: Fruto se abre quando maduro ou fruto não se abre quando maduro.. aí. Além disso. além de procurarem responder a perguntas colocadas por alguém de fora.. No roteiro da atividade de campo (Apêndice F) estava prevista a colocação de algumas questões norteadoraes no início da atividade. explicitando os temas da atividade.. turma 6 aB) 70 . turma 6a A) Os alunos demonstraram facilidade em trabalhar com a chave de identificação (Figura 9).. A: Semente. [.seriam colocadas oralmente para os alunos. De acordo com Honig (2005). organiza-se e torna-se o que vão vivenciar mais fácil de acompanhar e mais significativo. M: Essa mangueira está cheia de frutos.] (Atividade de campo... Mas o que é isso aqui (apontando para inflorescência)? A: Broto. como exemplificado a seguir. parando quando surgia alguma dúvida. M: Aí não tem como vocês saberem porque o fruto está verde ainda. A: É a manga que está para nascer. e portando de maior iniciativa na construção de conceitos por parte dos alunos.. essas são as flores da mangueira. o proporcionamento de uma maior diversidade de situações que causem surpresa e estranhamento nos alunos. M: Na verdade. Vocês já repararam na flor da mangueira? [. Assim. seriam estimulados a formularem as suas próprias dúvidas. M: Então. mas por distração da monitora isso não foi feito. Entenderam logo seu funcionamento e passaram rapidamente – às vezes até demais – pelos passos.] A: Flores? A: Mangueira tem flor? (Atividade de campo..

Quando ele amadurece. (Atividade de campo. (Atividade de campo. A: Deixa eu apagar. mais comestíveis. Você viu. não dá para ver muito detalhe. passo 17. Priscila. M: Não. Que eles não são tão pontudos assim. 6a A) A: Ai. desenha ela maior. turma 6 a B) A: Será que eu vou conseguir? M: Desenha como você conseguir. marrom. Vem aqui.. o abacate. turma 6a B) Durante o desenho. No geral. Mesmo essa. então. Né? Cada um escolheu prontamente a parte da planta que preferia desenhar. A: Então esse é fruto seco. Quando percebia-se que alunos tinham escolhido alternativa sem observar a espécie em questão a monitora intervinha: A: Frutos carnosos ou frutos secos? As: Carnosos. dona. 71 . Os frutos secos são aqueles que secam quando amadurecem. vocês sabem o que é fruto carnoso e fruto seco? As: [risos] M: Deixa eu explicar para vocês. M: Então. tipo a manga.. Frutas carnosas seriam aquelas frutas suculentas. a monitora procurava chamar atenção para eles: M: Então. Frutas que tem uma parte que a gente consegue comer. Então seria. Mas ir olhando. cheguem mais perto para conseguir ver mais detalhes. Vai olhando. por outro lado. não precisa ficar igual. esse fruto está verde ainda. ninguém é obrigado a saber não. eles são bem pequenininhos [as serras das margens da folha]. M: Vê as nervuras. O objetivo dessa atividade é você olhar para a planta e tentar desenhar o mais próximo possível. Você não está olhando. olha só. ó. né. Esse pedaço aqui. A monitora procurava incentivá-los e explicar o objetivo principal da atividade: A: Vai ser difícil. de início desenhavam poucos detalhes. A: Assim? M: Isso. aumenta ele. Percebendo isso. (Atividade de campo. M: Ah. está meio pequeno. ele fica seco. Você não está olhando para ela. ficam com aquele aspecto marrom. alguns alunos se mostraram inseguros (Figura 9). sou ruim de desenhar.

trazer mais ramos de plantas para ilustrar explicação e abrir mais espaço para a participação. Diferente do questionário da Erika que tratava da importância das folhas para a planta. na turma 6a B a professora reduziu o ritmo abordando o tema ‘folha’ na primeira aula e o tema ‘flor’ na segunda. Ana fecha o trabalho com a música mostrando transparências com fotos que a ilustram. A: Fotossíntese. né? [. A participação dos alunos com perguntas e comentários demonstrando seu conhecimento prévio foi significativa. Depois de ter trabalhado os temas ‘folha’ e ‘flor’ em uma só aula na turma 6aA. (Aula em sala. Viu? Além dessas aqui que vão para a borda. Com isso. tem várias. O homem se utilizando das plantas. Pôde. turma 6a B) Momento 3: De volta para a sala – hora de organizar e detalhar Após a atividade de campo. aprofundar-se mais nos assuntos. Ah. (Aula em sala. turma 6a B) A partir daqui. dá o ar que respiramos. A: Que é isso. A: Uma começa depois da outra.. M: Isso. A: Praia. turma 6a A) P: Coqueiro lembra o quê? A: Coco. a Profa. A: Candomblé é do Brasil ou da África? P: É uma mescla.] P: O candomblé não é mais restrito aos negros. ainda tem essas linhas aqui [nervuras terciárias]. assim.. A: A folha dá o oxigênio para a planta. na 6a B não houve tempo hábil para aplicação do questionário pós-atividade logo depois das aulas em sala e antes das férias como 72 . A: Ceará. as nervuras? A: Essas linhas aqui. as duas turmas tomam rumos um pouco diferenciados. P: [mostra e explica foto de extração de látex da seringueira] A: Quanto tempo demora a extração? A: Da árvore também extrai papel. (Atividade de campo. P: O coqueiro é cultivado em países tropicais.

73 . Em ambas as turmas. nomes de suas partes principais e de seus respectivos componentes e suas funções (estas últimas.na 6a A. fotossíntese e transpiração foram inicialmente definidos como funções da folha e pelo que têm em comum (o fato de envolverem trocas gasosas através de estômatos). pecíolo. gineceu. limbo. pétalas. as diferentes partes das folhas (bainha. Nas explicações chegou- se ao nível celular (na descrição de nervuras. Respiração. só sendo possível aplicá-lo depois das férias (de um mês). sépalas. como ocorre a união entre masculino e feminino?”). o tema ‘fruto’. às vezes de maneira incompleta). anteras. Duas falas da professora procuram explicar essa função e uma delas sugere uma ligação entre ela e a fecundação (“A flor garante a perpetuação da espécie” – em complemento a fala de aluno dizendo que flor é um órgão reprodutor – e “Se a flor é órgão reprodutor. O que foi abordado? Em resumo. Nas duas turmas. então uma brecha deixada pela atividade de campo.1. 3. estilete. o fato de ser um órgão reprodutor foi mencionado superficialmente antes de sua descrição física e desconexa da descrição do processo de polinização culminando na fecundação. a professora achou por bem passar questões de revisão naquela turma. sendo os dois últimos processos mais detalhadamente descritos. mas estas não foram aprofundadas. foi trabalhado. Preencheu-se. nervuras) foram mostradas e nomeadas. estigma. Para compensar esse intervalo. que não havia sido abordado em sala. As diferentes partes das flores (receptáculo floral. pistilo. ovário) também foram mostradas e nomeadas. androceu. Nessas questões. a professora avisa que um questionário (questionário pós-atividade) será aplicado pela monitora com base no conteúdo a ser visto em sala. estômatos e cloroplastos) e químico (reação da fotossíntese). no qual esses aspectos não foram abordados. No texto distribuído aos alunos.

procurando-se detalhá-los. Na turma 6a. localização do óvulo): P: Normalmente desenha-se assim. como desenho esquemático (de folha) no quadro e comparações com o ser humano (nervuras/ veias. com pausas nas quais a professora perguntava sobre o que acabou de ser lido ou sobre o que estava para ser lido.2. Pode-se fazer uma comparação entre as nervuras e as veias. 74 . Os temas ‘fruto’ e ‘semente’ estavam presentes no texto entregue aos alunos.. apareciam na trilha. com suas diferentes potencialidades de abordagem. os temas foram trabalhados um de cada vez. Nele. Mas qual o nome disso? Pecíolo.] P: Nós temos as veias. durante a atividade de campo. no texto lido a classificação dos frutos em carnosos e secos não foi utilizada como gancho para abordagem do processo de dispersão desses frutos. e pedia que grifassem partes dele. Por outro lado. Em sala de aula. transpiração. ordená-los e sistematizá-los.B. mencionando superficialmente que o mesmo ocorre com os frutos. Descreve-se a germinação e as condições ambientais para ela necessárias. fala- se de que órgão o fruto se origina (‘ovário da flor que foi fecundada’) e dos diferentes tipos (carnosos e secos. não foi feita a ligação forma-função. os temas eram freqüentemente retomados e a ordem dos temas era ditada pela ordem em que as espécies. mas essa parte do texto não foi lida em sala por falta de tempo. Alguns recursos utilizados provavelmente facilitaram a visualização de certos tópicos. 3. que se abrem ou não). Como foi abordado? Um texto (Apêndice H) foi distribuído aos alunos e lido por estes (Figura 6). [. estômatos/ nariz e boca. dando-se exemplos. Diz- se que as sementes podem possuir adaptações para os diferentes tipos de disseminação e dá-se exemplos. Assim como na atividade de campo. Nervura.. Ou seja. estes temas e sua relação com o tema ‘flor’ (frutificação) foram abordados mostrando-se ramos com frutos e nas questões de revisão. sem dar exemplos.

P: Onde está o fruto aqui [apontando o ramo com fruto]? Isso? A: É. (Aula em sala. ramificações maiores. (Aula em sala. (Aula em sala. P: Onde está a semente? Dentro de alguma estrutura? A: No chão? P: E antes de cair no chão? A: No fruto. então essa é a face inferior [da folha]. [. fica na parte feminina. P: Já imaginou uma planta perdendo água no deserto? [. e partindo das respostas dos alunos para novas perguntas: P: Observem a face inferior. A: Não. função da flor? A: Dar os frutos.. e outros dois de outra espécie – um em flor e outro em fruto com sementes expostas) trazidos por ela (Figura 6). A: Ovário.] P: O ramo sai assim. P: Isso! São as nervuras. A: O que são as nervuras? (Aula em sala. (Aula em sala.] P: Onde fica o óvulo no ser humano? Nas plantas não é diferente. a professora estimulou a observação de ramos de plantas vivas (um apenas com folhas. é a semente. turma 6a A) P: O que acontece quando nós transpiramos? A: Perdemos água. Em qual dessas partes [apontando diferentes partes escritas no quadro]. ramificações menores... turma 6a A) P: Qual a importância.. O que há de bem evidente? A: Riscos. turma 6a A) além de procurar fazer relações dos ramos observados com espécies vistas na atividade de campo: 75 . turma 6a B) Procurou também lembrar o contexto no qual o ramo se inseria: P: De onde isso [galho] saiu? Caule. turma 6a B) Além disso. apontando e perguntando.

poucas sendo as que a própria professora acabava respondendo. sem pecíolo. aroeira.. Como os alunos participaram? As manifestações dos alunos durante as aulas se deram predominantemente na forma de respostas às perguntas formuladas pela professora. 6a A) 76 . mas com pecíolo.. Foram raros os comentários ao texto ou perguntas formuladas pelos próprios alunos: Se as folhas são importantes.] P: Vocês lembram dos frutos do Taquaral? A: Araribá. pata-de-vaca. nessa também são opostas. A maioria das perguntas da professora eram respondidas pelos alunos. turma 6a B) 3. folíolos] eram opostas. turma 6a A) P: Onde está o fruto aqui? [apontando ramo] [.3. por que podar? (Aula em sala. as folhas [na verdade. 6a B) É o negócio da abelha? [sobre polinização] (Aula em sala. (Aula em sala. (Aula em sala. P: Na aroeira.

Proporção e número de respostas em branco (em branco). Questões discursivas As altas incidências e persistência de respostas em branco podem indicar que grande parte dos alunos não assimilou os conceitos solicitados nas questões. 77 . 100% 82 80% 103 60% 72 40% 78 20% 68 37 7 7 0% pré pós Figura 10. Resultados e discussão (parte 2) Antes e depois – o que aprender a partir das respostas dos alunos? 1. corretas (em azul) e ambíguas (em cinza) nos questionários pré-atividade e pós-atividade. vistos em sala de aula e na atividade no Parque (Figura 10). incorretas (em vermelho).

Entretanto, uma parte – ainda que não a maioria – passou a expressar
conceitos corretos no questionário pós-atividade que vieram substituir respostas
com conceitos equivocados ou em branco (Figura 10).

P: [...] O que é respirar?
A: Soltar o ar.
A: Prender e soltar.
P: Inspirar e expirar. Quais os gases importantes?
A: Oxigênio.
P: E qual solta?
A: Carbônico.
P: Gás carbônico. E as plantas fazem igual?
A: Sim.
(Aula em sala, turma 6a A)

P: Nós tínhamos falado de luz, mas não da sua importância para fotossíntese. Sem
luz, não há fotossíntese. Que mais está entrando na folha [referindo-se a desenho em
papel entregue aos alunos], que mais é necessário, importante para a folha?
A: Água.
P: De onde vem?
A: Raiz.
(Aula em sala, turma 6a B)

Por envolver conceitos complexos e abstratos como o de fotossíntese,
a importância das folhas e de sua cor verde na sobrevivência das plantas não foi
abordada na atividade de campo. Ao se perguntar sobre a importância das folhas,
esperava-se que, no questionário pós-atividade, os alunos passassem a
mencionar com maior freqüência uma ou mais das funções das folhas trabalhadas
em sala de aula (respiração, fotossíntese – como exemplificado nas falas
anteriores – e transpiração). Isso ocorreu (Figura 11), mas os alunos apenas
citaram as funções sem explicá-las, não sendo possível dizer se assimilaram o
significado desses processos ou somente seu nome.

78

fotossíntese, respiração e transpiração 4

fotossíntese ou respiração 3
1

sobrevivência da planta 3
3

outras partes da planta dependem dela 1
3
'dar mais vida à planta' (estética ou 2
sobrevivência) 2

fortalecimento da planta 2

noção vaga sobre alguma de suas funções 2

proteção da planta 2

'para nascer a planta' 1

estética 2
2

utilitarismo 2
1

não responderam 19
16

Figura 11. Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-
atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Qual a importância das
folhas para a planta?’.

Segundo Giordan & Vechi (1996, p. 30), uma terminologia que carrega
consigo uma imagem de seriedade pode criar no aluno uma impressão de saber e
levar ao desinteresse “para tentar saber mais, ao menos enquanto não se vir
confrontado com problemas que impliquem, para sua resolução, o domínio desses
conhecimentos”.

A: Sem as folhas a árvore seca, né?
A: E as que perdem as folhas?
(Aula em sala, turma 6a B)

“Sem a folha a planta não viveria” e “se não tivesse folha verde e
estivesse seca a árvore estaria morta, como é que vai viver sem folha?” foram

79

algumas das respostas na categoria ‘sobrevivência da planta’. A importância das
folhas na sobrevivência da planta explicitada nessas respostas (Figura 11) pode
indicar a compreensão da fotossíntese, respiração e transpiração como processos
vitais à planta, ou a associação direta das folhas à sobrevivência da planta com o
desconhecimento dessas três funções. A compreensão mais ampla dessas
funções da folha como processos vitais não foi explicitada na atividade de campo.
No texto lido em sala de aula, dizia-se que durante a fotossíntese ocorre a
“produção de substâncias nutritivas” que “são então transportadas para as demais
partes da planta, sendo consumidas ou armazenadas”, mas a indispensabilidade
dessas substâncias para a planta poderia ter sido mais enfatizada. Apesar de
envolver conceitos complexos e abstratos como o de fotossíntese, a importância
das folhas na sobrevivência das plantas poderia ter sido trabalhada na atividade
de campo de forma mais genérica a partir, por exemplo, da observação de uma
árvore sem folhas. Em sala, antes de detalhar os processos de fotossíntese,
respiração e transpiração também seria possível trabalhar a importância das
folhas estimulando a reflexão do que ocorreria na sua ausência.
A noção de dependência de outras partes da planta em relação à folha
também foi expressa com maior freqüência no questionário pós-atividade (Figura
11). Isso pode indicar que foram capazes de entender as diferentes partes da
planta como um conjunto integrado, mesmo que isso não tenha sido
explicitamente tratado em sala de aula. Foram categorizadas dessa maneira
respostas como “Se não tem folha como que ela vai dar o fruto”, “Para ajudar a
nascer o fruto” e “Para produzir frutos e flores”. Esse tipo de resposta não foi
interpretado como significando que a folha daria origem ao fruto, pois os mesmos
alunos não responderam dessa maneira quando isso foi perguntado diretamente.
Giodan & Vechi (1996) mencionam situações em que os alunos se contradizem,
demonstrando não serem capaz de aplicar um mesmo conhecimento em
diferentes situações (no caso, questões), mas aqui considerou-se que não foi esse
o caso.

80

Dentro do tema ‘cor das folhas’, durante as aulas em sala foi explicada
tanto a causa (o pigmento clorofila) quanto a relação dela (absorção da luz solar)
com uma função (fotossíntese):

“Nas células das folhas, a clorofila absorve a luz solar e essa energia é utilizada na
reação do gás carbônico com a água para a produção de açúcares. Essa reação é a
fotossíntese e dela resulta o oxigênio que é liberado pelo ar.”
(Texto lido durante aula em sala)

A: Os cloroplastos não são células, mas fazem parte dela. Têm a forma de uma
lentilha e sua coloração é verde. Mas por que ele é verde?
P: Verde devido à clorofila.
(Aula em sala, turma 6a.B)

Nas questões de revisão da turma 6a.B apenas a causa foi enfatizada.
No questionário pós-atividade, esperava-se que os alunos mencionassem essa
causa e/ ou função, estabelecendo ou não a relação entre ambos.

por causa da fotossíntese 1
2

sobrevivência da planta 1

devido a pigmento (clorofila) 4

por que reflete a luz verde 1
1
para dar mais vida à planta (sobrevivência ou
estética) 1
relação com outras funções (respiração,
tranpiração) 1

estética 4
2

por que é a cor da natureza 4
4

criacionismo 1
1

'a maioria das plantas da Terra são verdes' 1

não responderam 22
19

Figura 12. Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-
atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Por que razão a maioria
das folhas é verde?’.

81

Na pergunta, utilizou-se o termo ‘por que’ com o objetivo de deixar os
alunos livres para responder um e/ ou outro – o que fosse mais significativo para
eles. Ambos apareceram (Figura 12), mas em respostas de alunos diferentes. A
integração pode não ter sido assimilada ou somente não explicitada.

P: Qual a importância da flor para a planta? Só para usar para presente?
A: Dá origem à fruta.
P: É órgão reprodutor. [...]
(Aula em sala, turma 6a A)

P: Qual a importância, a função da flor?
A: Dar os frutos.
[...]
P: Se a flor é órgão reprodutor, como ocorre a união entre masculino e feminino?
(Aula em sala, turma 6a B)

M: Os insetos quando visitam as flores, vão levando o pólen - que é aquele pozinho -
de uma planta para outra. Polinização. E com isso os frutos podem se desenvolver.
Depois a gente pode ver mais isso em sala de aula. O que é polinização, como que
acontece. Mas é muito importante, os animais que visitam são muito importantes para
formar o fruto depois.
(Atividade de campo, turma 6a B)

Durante as aulas em sala (da 6a B) e no Parque (para ambas as turmas)
foram mostradas amostras de flor e fruto da mesma espécie e foi dito que um
originava o outro. Em sala de aula, os alunos respondem à professora que a
importância da flor é que ‘dá origem à fruta’ e ‘dá o fruto’; mais adiante, ela refere-
se à flor como órgão reprodutor sem, contudo, discutir tal termo naquele momento.
Durante a discussão das respostas às questões de revisão na turma 6a B, como
forma de explicação do termo ‘reprodutor’ foi dito que era função da flor a
‘perpetuação da espécie’. Explicou-se o processo de polinização na atividade de
campo e em sala de aula e conceituou-se polinizador mostrando fotos destes em
interação com a flor em sala de aula. Apenas um aluno mencionou a reprodução
quando perguntado sobre a importância das flores (Figura 13), indicando que essa
noção geral deveria ter sido mais explorada.

82

reprodução 1 formação do fruto ou semente 4 5 atração de animais 2 crescimento da planta 1 sobrevivência da planta 2 fortalecimento da planta 1 respiração da planta 1 estética/ empatia 9 7 utilitarismo 2 flor como parte intrínseca da planta ('se não 1 nasce flor não nasce planta para a natureza') dependência de animais em relação à flor 1 não responderam 14 12 Figura 13. a polinização e a frutificação não foi. Na 6a B. A relação entre a visitação. mas em respostas separadas – analogamente ao ocorrido no tema ‘cor das folhas’. explicitada nas respostas. Tanto a atração de animais quanto a formação do fruto foram mencionados (Figura 13). Um dos alunos deu. Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré- atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Qual a importância das flores para a planta?’. inclusive. Ao mencionar a atração de animais (Figura 13 e Figura 14). assim. ao abordar a polinização durante a atividade no Taquaral. nas quais ambos os processos foram tratados separadamente. mas eles próprios não explicitaram esse papel. mas uma no questionário pré-atividade e a outra no pós. os alunos deram como exemplos animais descritos como polinizadores na atividade de campo e nas aulas em sala. Isso pode ser reflexo de uma fragmentação nas abordagens durante a atividade no Taquaral e em sala. as duas respostas. a monitora mencionou 83 .

P: As cores. A: O néctar. P: Mas o que mais? A: O cheiro. turma 6a A) P: O que na flor atrai os polinizadores? A: O pólen.sua relação com a frutificação.] Eles [insetos] são atraídos pelas flores. ou pelo cheiro. Ou pela cor. (Aula em sala. P: O que atrai. turma 6a B) O fato das respostas relacionadas à razão para o colorido das flores terem apresentado um dos menores (segundo menor) índices de acerto mostra que as explicações dadas em sala e no Parque não foram suficientes para que os alunos passassem a ser capazes de diferenciar entre o(a) importância/ função da cor para o observador (beleza) e o(a) importância/ função dela para a planta.. a ligação com a estética) teve uma incidência muito maior que as corretas (Figura 14). a explicação rápida parece não ter deixado essa relação clara o suficiente para os alunos. 84 . M: [.. quando elas são coloridas assim. Essa foi uma das duas questões onde uma resposta equivocada (no caso. (Atividade de campo. mulher de calça ou minissaia? O que chama mais a atenção? A: A beleza das pétalas. eles vêem mais pelo cheiro. Contudo. no texto lido em sala de aula descreve-se a “longa viagem de um grão de pólen” durante a polinização e depois diz-se que “os frutos se originam do desenvolvimento do ovário da flor que foi fecundada” (essa última parte não chegou a ser lida em sala). Principalmente os que vêem à noite.

porque reflete a luz do sol 2
1
devido a um pigmento 2
atração de animais 1
cor relacionada com a natureza 2
cor seria intrínseca ('se fosse só de uma cor não 1
seriam flores')
estética/ empatia 10
6
diversidade ('para cada uma ter sua espécie') 2
1
utilitarismo ('para identificar melhor') 1
devido à clorofila 1
não responderam 17
16

Figura 14. Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-
atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Por que razão as flores
são coloridas?’.

Antes das aulas, alguns alunos já possuíam a noção de que o fruto está
ligado à reprodução da planta (Figura 15) (dentre os quais alguns definiram que
essa função é da semente).

reprodução (explicitando que a função é da 4
semente) 7
semente 5
utilitarismo 3
3
estética 1
sobrevivência da planta 2

fortalecimento da planta 1
3
purificação da planta 1

formar flores ou caule 2
não responderam 18
10

Figura 15. Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-
atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Qual a importância dos
frutos para a planta?’.

85

A menção do termo semente sem maiores explicações só foi
constatada no questionário pós-atividade (Figura 15). Estes mesmos alunos
demonstraram ter noção da função reprodutiva da semente ao responder
corretamente a questão que perguntava sobre o que ocorreria com uma semente
que cai no chão (“A semente iria brotar”, “Nasceria um pé”, “Cresceria uma
árvore”). Percebe-se, então, que a não-menção não significa, necessariamente,
desconhecimento. A questão sobre a importância do fruto foi a que teve maior
aumento na proporção de respostas corretas. A observação da semente no
interior do fruto retirado da árvore e estímulo à reflexão do que ocorreria com ela
no chão, a observação de sementes aladas e de sâmaras e a percepção
descontraída de seu mecanismo de dispersão pode ter contribuído para a ligação
fruto-semente-reprodução que os alunos explicitaram em suas respostas.
À pergunta sobre a parte da planta que dá origem ao fruto, era
esperada apenas uma resposta correta – a flor.

flor 1
4
galho 4
3
semente ou caroço 9
11
folha 2
2
caule/ tronco 2
raiz 5
3
planta 1
2
laranjeira 1

fruteira 1
1
não responderam 8
7

Figura 16. Número de alunos que forneceu cada uma das respostas nos questionários pré-
atividade (em branco) e pós-atividade (em cinza) em resposta à pergunta ‘Qual o nome da parte da
planta dá origem aos frutos?’.

86

Diversas partes da planta foram citadas além da flor, especialmente a
semente (Figura 16). Essa última resposta dá margem às seguintes
interpretações: (1) a semente origina o fruto diretamente; (2) a semente origina
uma nova planta que dará origem ao fruto (teria havido omissão de alguns passos
do ciclo vital, na verdade conhecidos pelo aluno). Analisando as respostas à
questão sobre o que ocorreria com uma semente que cai no chão (“Nascia um
fruto na terra”, “Nasceria outra árvore no lugar que a semente caiu”), é possível
inferir que cada aluno tende a uma das duas interpretações. Em alguns casos
mantém-se a ambigüidade (“A semente brotaria e cresceria”). Essa questão foi
importante para acessar informações implícitas em outras.
Comparando as duas turmas de alunos, pode-se inferir que o
conhecimento prévio dos alunos da turma 6ª B envolvia mais conceitos corretos
que a 6ª A. Os alunos da turma 6ª B, além disso, sugeriram em suas respostas
que assimilaram de maneira mais eficaz os conceitos trabalhados em sala e no
Taquaral. Essa diferença pode ter se dado devido à diferença na estrutura e na
carga horária das aulas teóricas ministradas à essa turma. Depois de apenas ler
um texto com os alunos da 6ª A e não ter ficado completamente satisfeita com a
aula, a professora decidiu usar recursos adicionais com a 6ª B, levando, para a
sala, folhas e ramos com flor e fruto de árvores da própria escola. Além disso,
passou um questionário de revisão antes do questionário aplicado neste trabalho.

2. Questões objetivas
As espécies de plantas lembradas pelos alunos foram agrupadas em
categorias de utilidade para o homem.
A categoria mais citada no questionário pré-atividade (‘herbáceas e
arbustivas com flor vistosa’) (Figura 17 e Figura 18) indica a maior familiaridade
com nomes de plantas que os alunos provavelmente têm em suas casas. Rosa,
margarida, girassol, orquídea e violeta estavam entre as mais mencionadas.

87

herbáceas e arbustivas (ornamentais 2,68
domésticas) com flor vistosa 1,58
outras herbáceas e arbustivas (ornamentais 0,84
domésticas) 0,84
árvores (de arborização urbana) com flor 0,42
vistosa 0,63

outras árvores (de arborização urbana) 0,05
0,05
plantas (principalmente herbáceas) 0,16
medicinais e aromáticas 0,21
plantas (principalmente árvores) com frutos 1,84
comestíveis 1,05
0,95
outras plantas 0,95
0,00
plantas vistas no Taquaral 1,84

total 6,95
7,16

Figura 17. Número médio de espécies de plantas citadas por aluno da turma 6a série A, por
categoria, no questionário pré (branco) e pós (cinza) atividade em resposta à questão ‘Cite o nome
de plantas que você conhece’.

herbáceas e arbustivas (ornamentais domésticas) 3,32
com flor vistosa 2,26
outras herbáceas e arbustivas (ornamentais 0,63
domésticas) 0,84

árvores (de arborização urbana) com flor vistosa 0,00
0,26

outras árvores (de arborização urbana) 0,11
0,16
plantas (principalmente herbáceas) medicinais e 0,68
aromáticas 0,58
plantas (principalmente árvores) com frutos 0,58
comestíveis 2,79
0,74
outras plantas 0,63

plantas vistas no Taquaral 0,00
0,95

total 6,05
8,58

Figura 18. Número médio de espécies de plantas citadas por aluno da turma 6a série B, por
categoria, no questionário pré (branco) e pós (cinza) atividade em resposta à questão ‘Cite o nome
de plantas que você conhece’.

88

A categoria de ‘plantas (principalmente árvores) com frutos comestíveis’
também foi muito citada pelos alunos da turma 6a A no questionário pré-atividade
(Figura 17), provavelmente devido a essa mesma familiaridade, além da utilidade
básica na alimentação. Essa categoria, por outro lado, não foi tão citada na 6a B
(Figura 18).
Ambas as turmas, durante a aplicação do questionário demonstraram
não ter certeza quanto aos conceitos de ‘árvore’ e ‘planta’ – muitos perguntavam
‘árvore é planta?”. O questionamento não foi respondido, instruindo-se os alunos
que respondessem de acordo com o que achavam. Essa dúvida pode ter
influenciado diferentemente as duas turmas. No questionário pós-atividade, a
categoria ‘plantas (principalmente árvores) com frutos comestíveis’ passou a ser
mais citada pela 6a B (Figura 18), ou seja, citada por alunos que não as haviam
mencionado no questionário pré-atividade. Como são plantas muito comuns (como
goiabeira, mangueira e bananeira) é improvável que tenham começado a notá-las
somente após as aulas e atividades, indicando que passaram a considerar árvores
como um tipo de planta. Na turma 6a A, as plantas agrupadas nessa categoria
foram menos citadas no questionário pós em relação ao pré-atividade.
Em ambas as turmas, a categoria ‘árvore ornamental (de arborização
urbana) de flor vistosa’ foi relativamente pouco citada. No questionário pós-
atividade, essa categoria passou a ser citada por alunos que não a haviam citado
no questionário pré-atividade. Considerando que a grande maioria (cinco) dessas
citações envolveu as espécies dama-da-noite e que esta planta está presente em
frente à escola, pode ser que as aulas tenham contribuído para o interesse pelo
seu nome.
Em resposta à segunda questão objetiva ‘Cite o nome de árvores que
você conhece’, árvores relacionadas à alimentação sobressaíram. Todos os
alunos mencionaram pelo menos duas árvores frutíferas em suas respostas,
sendo que a grande maioria mencionou quatro ou mais. Outras espécies também

89

de espécies exóticas comercialmente plantadas (eucalipto e/ou pinheiro). 90 . As respostas evidenciam que.foram citadas no questionário pré-atividade: sete dos alunos lembraram de árvores nativas representativas do país (ipê e pau-brasil) e/ou daquelas da região (jequitibá-rosa) e onze deles. No questionário pós-atividade esses números praticamente se mantiveram (foram sete e dez. respectivamente). partindo do conhecimento que os alunos possuíam previamente às aulas. poder-se-ia trabalhar certos aspectos como a importância – indo além de uma visão meramente utilitarista – de certas espécies nativas e exóticas.

apesar da tentativa de abordar conceitos de forma integrada. Considerações finais O imprevisto. possam servir de subsídio à realização de futuras atividades. bem como para a confecção de materiais de apoio que possibilitem o usufruto da flora do Parque pelos seus usuários. frutos espontaneamente virando brinquedo. pôde-se perceber a necessidade de meios que estimulem a concentração da atenção nos temas principais da atividade. a fragmentação não foi totalmente superada nessas abordagens. mãos tateando o chão em busca que uma estrutura desconhecida. além da utilizada para a realização da atividade apresentada neste trabalho.43-44) destaca a importância desse processo de reflexão: “na formação permanente dos professores. Ao refletir sobre a experiência de ensino de Botânica relatada neste trabalho. o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a própria prática. p. Freire (1996. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática”. também oferecem potencialidades. 91 . Ao mesmo tempo que a participação dos alunos foi estimulada e efetivamente detectada no Parque. se mostrou como surpresas gratificantes durante a atividade no Parque: olhares surpresos. acertos e desafios se colocam. O levantamento da flora do Parque revelou – através da diversidade de espécies e a proporção de espécies nativas encontradas – que outras áreas. bem como as chaves de identificação e a lista de espécies das cinco subáreas amostradas no Parque oferecidas por este trabalho. Espera-se que esta proposta de atividade. Algumas sugestões no sentido de aperfeiçoamento dessa experiência foram tecidas. mas é essencial que novas experiências adaptem e enriqueçam a proposta apresentada neste trabalho. alunos desatentos em sala de aula fazendo perguntas e demonstrando interesse. que assustava enquanto desconhecido.

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APÊNDICES 98 .

....... 2 b....... 3.......3 3 a..........15 11 a........... folhas duras............. folhas com comprimento < 6 cm ............ caule com cicatrizes em forma de anel que envolve todo o caule............................................................. Psidium guajava 9 b.......................................... folhas com cabinho esverdeado .................. folhas com comprimento > 6 cm ................. menos de 3 limbos* com cabinhos inserindo-se no mesmo ponto ........................................................... Zanthoxylum riedelianum 13 b...... 4 e 5 do Parque Taquaral Subárea 1 1 a................ caules nunca amarelos .... caules ocorrendo em grupos (muito próximos uns dos outros)........................................................ caule não descascando ........ ou se não-verde sem cicatrizes em forma de linha horizontal ............... folhas com cabinho .....12 12 a.. caule e/ou ou galhos (ramos) com espinhos .................. caules isolados.... folhas eretas ................................................8 7 b............Cecropia pachystachya 4 b................................................................................................................ arbóreas e arbustivas das subáreas 1............. folhas com cabinho amarelado a avermelhado ............................ Machaerium aculeatum 6 b............................................................................... Zanthoxylum riedelianum 11 b.................................................. plantas sem caule aparente acima do solo.......................................... folhas não nascendo diretamente do solo .... folhas sem cabinho .. caule com cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ............9 9 a.................................................................................. Maranta sp......................................................................... plantas com caule aparente acima do solo.......................7 7 a................................................................................................... caule com espinhos achatados .......................... caule com espinhos cônicos ..4 2 a............. Citharexylum myrianthum 8 b.........13 13 a.. folhas maleáveis............................................ folhas dispostas em leque ................................5cm ........................................................ 4 a.................... caule e/ou galhos (ramos) sem espinhos ...11 10 b........................ caule descascando ........ Eugenia uniflora 10 a.................................Bambusa vulgaris 5 b.......................... folhas nascendo diretamente do solo.............................................. nervuras terciárias* não perpendiculares à nervura principal*................... caule verde..........14 99 ................. folhinhas* com comprimento < 3.......................................... mais de 4 limbos* com cabinhos inserindo-se no mesmo ponto .................. Dietes sp.... nervuras terciárias* perpendiculares à nervura principal*... folhinhas* com comprimento > 3................................................................................................... caules variando de verde a amarelo ........................ Apêndice A – Chave de Identificação das espécies herbáceas....... caule sem cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ..... Chorisia speciosa 12 b...... 2.................................................. Sansevieria trifasciata 3 b........5 5 a..2 1 b............................5cm .......10 8 a...6 6 a...... caule não-verde com cicatrizes em forma de linha horizontal ...........................

.................. ...................................................................................... partes verdes (fotossintetizantes) finas e compridas como um fio .... Luehea divaricata 18 a........................................................ Philodendron undulatum 26 b...............26 26 a........................................................................ Machaerium vestitum 20 b............................... partes verdes (fotossintetizantes) não finas e compridas como um fio .............................. partes verdes reunidas em grupos de 2 ou 3 ........................... folhas não alongadas (comprimento menos que 3 vezes maior que largura)................................................ parte verde (caule) com nós e entrenós evidentes................... folhas com face inferior completamente esbranquiçada ................................ limbos* apontando para baixo quando na planta (pendentes) .Lonchocarpus latifolius 21 b................. folhas sem forma de pata de vaca ............... folhinhas* com base simétrica* .............. folhas alongadas (comprimento mais que 3 vezes maior que largura)..............23 23 a.................................29 28 b....Caesalpinia echinata 15 a..25 24 a.......... folhas com margem lisa ..................................................................................................... Machaerium nyctitans 14 b...............................................................................................................20 20 a....... Gochnatia polymorpha 21 a...... folhas com margem irregular .........................21 19 a.......................... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) .....16 15 b................14 a.......................24 23 b.........17 16 b................................... limbo* com recortes* profundos (> 5 cm) .... folhas com margem com irregularidades arredondadas .....................28 27 b....... folhas com margem lisa .. limbos* com face inferior com cor esbranquiçada não dada por pêlos .......... folhinhas* com base assimétrica* .......................22 16 a.................................27 27 a..................................... folhas com face inferior não completamente esbranquiçada ......................................................................... Pinus elliottii 25 a............ folhas com face superior verde com manchas esbranquiçadas ...................................................................... ...... limbo* inteiro ..................... folhas com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) ....... limbos* não apontados para baixo quando na planta (pendentes) .... Hibiscus rosa-sinensis 22 b.................................................... parte verde (folha) sem nós ou entrenós evidentes.........................................................37 28 a....... pêlos presentes na face superior das folhas.....Casuarina equisetifolia 24 b............................................................................................................................. Salix babylonica 17 b........................................................................ folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) .............. pêlos ausentes na face superior das folhas...............19 18 b.... cor esbranquiçada da face inferior das folhas não dada por pêlos ......................................... folhas com margem com irregularidades pontiagudas (na forma de dentes de uma serra) ............. limbos* se inserindo em eixo em zigue-zague ...................30 100 ....................... partes verdes não reunidas em grupos ..... limbos* se inserindo em eixo em linha reta .......................... limbos* com face inferior com cor esbranquiçada dada por pêlos ... cor esbranquiçada da face inferior das folhas dada por pêlos ...................................................... folhas com face superior completamente verde ....................................................Machaerium villosum 19 b............................................... folhas com forma de pata de vaca .............................................. Persea americana 22 a.......18 17 a....Bauhinia variegata 25 b......

. folhas com limbo dividido em folhinhas* (compostas) .34 33 b.................... irregularidades presentes na metade da margem mais próxima ao cabinho das folhas ..................................... 36 a.42 42 a.................................................. folhas com face inferior com pontinhos brancos (glândulas externas) ............................................................ folhinhas* se inserindo em eixo com espinho ............. Schinus terebinthifolius 35 b................................... Citharexylum myrianthum 40 b.............Spondias sp..............................................Lamiaceae 1 29 b................................................... folhas com face inferior sem pontinhos brancos .........................................................................................................36 33 a....................................... 2 folhinhas* inserindo-se no eixo da folha na mesma altura (folhinhas* opostas) ............Spondias sp... ...... folhas com comprimento entre 1 e 3 vezes maior que largura .....29 a..................................................................................................................................... Leucaena leucocephala 40 a.................................................................................................................................................................. líquido branco (látex) escorre quando folha ou ramo é destacado ..................41 41 a................... ..........32 32 a.............. folhas com comprimento entre 3 e 4..............................................49 101 ................................................................................. pêlos presentes na face inferior das folhas .....38 37 b..................................... líquido branco (látex) não escorre quando folha ou ramo é destacado ....Erythrina speciosa 38 b............................................. folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) .............. folhas com pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) ............................................ pêlos ausentes na face inferior das folhas ............5 vezes maior que largura ......................................Ochna serrulata 36 b.......................................... Vernonia condensata 30 b................ folhas com menos de 10 folhinhas* ... folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ....................... folhinhas* se inserindo em eixo sem espinho ................. folhas com mais de 10 folhinhas* ............. Albizia lebbeck 39 b. 35 a............... folhas podendo ou não ter o limbo dividido em folhinhas* (compostas) ...................... protuberância (glândula) ausente no eixo (raque ou ramo) ao longo do qual as limbos* se inserem..... Hibiscus rosa-sinensis 37 a............................... irregularidades presentes no terço da margem mais próximo ao cabinho das folhas ........ Centrolobium tomentosum 41 b............................. protuberância (glândula) presente no eixo (raque) ao longo do qual as limbos* se inserem....................................... protuberância (glândula) sempre ausente no cabinho das folhas ................... 1 folhinha* inserindo-se no eixo da folha na mesma altura (folhinhas* alternas) ................................33 32 b.. . ....................... mais de 10 folhinhas* inserindo-se lado a lado no mesmo eixo .................................................43 42 b.......... menos de 10 folhinhas* inserindo-se lado a lado no mesmo eixo ..... folhas sem pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) .....Cupania vernalis 34 b.......... irregularidades ausentes na metade da margem mais próxima ao cabinho das folhas ..................39 39 a..35 34 a.............. protuberância (glândula) geralmente presente no cabinho das folhas ...........................40 38 a............................................. irregularidades ausentes no terço da margem mais próximo ao cabinho das folhas ...................31 31 a...... Casearia sylvestris 31 b..........Guazuma ulmifolia 30 a.....................................................................

................................................................................................................................ folhas com 4 a 8 folhinhas* .............................................................................................................54 54 a..................... estípulas avermelhadas ..................... Calophyllum brasiliense 46 b..........Myroxilon peruiferum 52 a.....46 44 a..........................................................................................43 a...............3 46 a................................. glândulas translúcidas com forma de pontinhos .........56 50 a..................................................................... folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ............58 58 a..................... pêlos ausentes na face inferior das folhas................................. glabra 45 b....Rapanea guianensis 51 b.............. limbos* com ápice agudo ...................................48 48 a............ folhas com eixo terminando com 2 folhinhas* ...........50 49 b.................. ou se presentes concentrando-se sobre as nervuras* em pequena quantidade ...........................................................Murraya paniculata 53 b................................................................................ limbos* com ápice obtuso a arredondado ...... Mangifera indica 48 b.................................. folhas compostas com vários eixos secundários partindo de um eixo principal (bipinada) .................. folhas com eixo terminando com 1 folhinha* ........................ apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) .............................................. pêlos presentes na face inferior das folhas distribuídos homogeneamente ..............................................66 57 a.............................. folhas com base em forma de coração ...........................55 53 a......5cm ...................................44 43 b........ folhas com base não em forma de coração ..... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ...............................................Syzygium cuminii 56 a.... Ficus sp................. Ficus guaranitica 44 b.........Aspidosperma cylindrocarpon 49 a............................................... ápice dos ramos sem estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema .................................... folhas com folhinhas* inserindo-se ao longo de 1 ou mais eixos ....... folhas com pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) .......53 52 b.......... Myrcia tomentosa 55 b...............................47 47 a.....................52 51 a..... Tabebuia impetiginosa 57 b.................................... folhas com comprimento < 10...............................................51 50 b..45 45 a..... Allamanda schottii 47 b....................................Jacaranda mimosifolia 102 .. glândulas translúcidas com forma de riscos ................ folhas sem pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) ....... folhas com folhinhas* inserindo-se no mesmo ponto .............. ápice dos ramos com fechadas (estípulas) protegendo a gema ........57 56 b................................. Hymenaea courbaril 54 b..........................................................5cm ................................. Copaifera langsdorffii 55 a.............................................. folhas com comprimento > 10........................................................................Ficus aff............................. folhas com 2 folhinhas* ......................... estípulas esverdeadas . nervuras com aspecto de pena (nervuras secundárias* abundantes e paralelas entre si) ...................................... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ... nervuras sem aspecto de pena (nervuras secundárias* abundantes e paralelas entre si) ........................... 3 ou mais folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas verticiladas) .......................... folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ...........................................

.................................................................................................................. pêlos presentes na face inferior da folha (principalmente sobre as nervuras* e margem) ................................ folhinhas* com cabinho não engrossado na base ................. Schinus terebinthifolius 62 b...................................................................................................................... folhas com comprimento < 7cm . Cassia fistula 60 b.......................................................... apenas 1 nervura* partindo da base e chegando até o ápice da folha ........................................................ Senna spectabilis 61 b......................... folhas com comprimento < 10cm ......................................................................................................... folhas com comprimento > 10cm . ápice dos ramos com estrutura(s) semelhante(s) a pequena(s) folha(s) (estípula(s)) fechada(s) protegendo a gema ......................................... Cassia leptophylla 62 a...................... pêlos ausentes na face superior das folhinhas* ......... folhas com cabinho ....................................................................................................................................67 67 a.................. ..............................................71 70 a........................................................................... folhas sem cabinho .......................................... mais de 1 nervura* partindo da base e chegando até o ápice da folha ........... folhas com eixo terminando com 1 folhinha* ................................ ápice dos ramos sem estrutura(s) semelhante(s) a pequena(s) folha(s) (estípula(s)) fechada(s) protegendo a gema ........................ folhinhas* com cabinhos engrossados na base ... Tibouchina granulosa 67 b......................................................62 60 a..................63 63 a.................................. pêlos ausentes na face inferior da folha ......................... guatemalensis 66 b........... pêlos presentes na face superior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*) ......................................................................Tipuana tipu ................................................................ chifrinhos' (estipelas) ausentes no eixo na região de inserção dos cabinhos das folhinhas* 65 65 a......................................Psychotria sp..........Hybanthus atropurpureus 103 ..................................................... folhas compostas com apenas um eixo (pinada) .................................................70 69 b....Triplaris americana 70 b............................................................................................................................................................. Yucca aff...................................Andira fraxinifolia 64 b.. folhinhas* sem cabinho .............69 69 a........................................... estruturas semelhantes a pequenas folhas (estípulas) presentes no ramo junto ao cabinho das folhas ................................... pêlos ausentes na face inferior das folhinhas*......................................Trichilia pallida 63 b......................Polygala klotzschii 68 b..................................................................... folhas com eixo terminando com 2 folhinhas* ...................................................................................59 59 a........................64 64 a...............................58 b................................................................................ Luetzelburgia guaissara 66 a.......61 61 a...... Spathodea campanulata 65 b. ápice dos ramos sem espinho ..... folhas com comprimento > 7cm ............... ápice dos ramos com espinho ......................................60 59 b.. chifrinhos' (estipelas) presentes no eixo na região de inserção dos cabinhos das folhinhas* ............. pêlos presentes na face inferior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*).....................................................................................68 68 a.. 71 a............... folhinhas* com cabinho ...........................

.............................. folhas sem pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) ....................................... galhos (ramos) com espinhos ......................71 b......7 7 a..........Pithecellobium tortum 10 b................................. plantas sem caule aparente acima do solo.. caules não ocorrendo em grupos...........................................................................................Ocotea acutifólia ........72 72 a.................................Pterocarpus violaceus 12 b.............. folhas com cabinho .......................................................... Marantaceae 1 4 a.. limbos* < 2cm.................... folhas não nascendo diretamente do solo .............................Cassia grandis 6 b................................................................................... caules nunca amarelos ................................................... folhas com face inferior arroxeada . caule descascando . folhas sem cabinho ...... 3 b...................................73 73 a......2 1 b............................................................9 8 b......................... caule com cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ................ caules variando de verde a amarelo ........................................................................ Maranta sp.......................................................................................................... Rhododendron X simsii 72 b.........................................11 10 a.......... Sansevieria trifasciata 4 b.............. plantas com caule aparente acima do solo.......................................................................4 3 a..... caules ocorrendo em grupos (muito próximos uns dos outros)..Eucalyptus calmadulensis 11 b.................. caule não descascando .................................................. limbos* > 3cm...................................... folhas nascendo diretamente do solo ................... Hemerocallis flava 5 a................................................... folha com pêlos .................. folhas duras .. caule crescendo para os lados apoiado sobre o chão (reptante) .............................. estruturas semelhantes a pequenas folhas (estípulas) ausentes no ramo junto ao cabinho das folhas ................................ Caesalpinia ferrea 11 a......................................... Tradescantia pallida 5 b.......................................................................................... folhas com face inferior esverdeada ................... Cestrum laevigatum Subárea 2 1 a..........................................6 6 a........................12 12 a.............8 8 a.................. galhos (ramos) sem espinhos .... folhas com ápice obtuso a arredondado ............. folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ............................................................................................................................................................................................................................. caule sem cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ..... caule crescendo para cima (ereto) ......................5 2 a....................................................................................... Dendropanax cuneatus ..............13 9 a...............................Bambusa vulgaris 7 b.................................. Eugenia uniflora 104 .... folhas com comprimento 5 ou mais vezes maior que largura ........... folha sem pêlos ....... folhas com comprimento 4 ou menos vezes maior que largura .............. folhas maleáveis ........................................................ folhas com pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) ... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ....... folhas com ápice agudo ............................................3 2 b........................................................................................................... Cestrum laevitarum 73 b.........10 9 b..................................................

..................5 vez ou menos maior que largura ...................................................15 15 a...... folhas sem forma de pata de vaca .................... folhas com face superior completamente verde ................................18 17 a.......... folhas com face superior verde com manchas esbranquiçadas ..... Bougainvillea spectabilis 17 b..........21 21 b....................................................................................................................................................................................................................... caule e/ou galhos (ramos) sem espinhos .....................................................13 a............................................... partes verdes não reunidas em grupos ........................................................ plantas crescendo escorando-se sobre outra planta ou outro suporte ........... limbos* com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) ...................................................................5 vez ou mais maior que largura ......16 16 a..22 22 a... Anadenanthera peregrina 15 b.................................................................................................................. Rosa chinensis 18 b................. limbos* < 1cm ......................27 27 a................ Pinus elliottii 24 a..................... parte verde (folha) sem nós ou entrenós evidentes..14 13 b............................................................................ folhas com margem com irregularidades pontiagudas (na forma de dentes de uma serra) ............... folhas com forma de pata de vaca .................................... folhas sem forma de coração .......................23 22 b................................................................................... folhas com face superior amarelada ... Hibiscus rosa-sinensis 21 a........................................................ Persea americana 19 b....... folhas com forma de pata de vaca .......................................... folha com comprimento 1......Duranta repens 20 b................25 25 a................37 26 a......................................24 23 a...............Bougainvillea glabra 18 a....................................................Pera glabrata 21 c.............................................. Pelargonium X hortorum 26 b................ candicans 14 b...............................Caesalpinia echinata 19 a.......................Bauhinia variegata 24 b............................................................ folhas com face inferior completamente esbranquiçada ...............17 16 b................................................. Bauhinia aff.......................... folhas sem forma de pata de vaca .......................20 20 a........................... folha com comprimento 1..................................Casuarina equisetifolia 23 b.................... partes verdes reunidas em grupos de 2 ou 3 .......................28 105 ................ partes verdes (fotossintetizantes) finas e compridas como um fio .... folha com margem com pequena região próxima ao cabinho enrolada em direção à sua face inferior ............. limbos* com margem lisa ......................... folhas com margem com irregularidades arredondadas .......................... parte verde (caule) com nós e entrenós evidentes...................26 25 b.................. folhas com forma de coração .......Dombeya wallichii 27 b.......................................................... ................ folhas com margem lisa ............................................. folhas com face inferior não completamente esbranquiçada ........ plantas não crescendo escorando-se sobre outra planta ou outro suporte ............... limbos* > 1cm ...................................................................................................... caule e/ou ou galhos (ramos) com espinhos ................. folha com margem sem pequena região próxima ao cabinho enrolada em direção à sua face inferior ...................19 14 a..................................................................... folhas com margem irregular ... partes verdes (fotossintetizantes) não finas e compridas como um fio .............................................................................

....................................................31 31 a........................ líquido branco (látex) não escorre quando folha ou ramo é destacado ............34 34 a...................................... Inga fagifolia 37 b......Eriobotrya japonica 33 b.....................35 35 a........Tabebuia chrysotricha 30 b.............................................5cm) .......................40 39 b................................36 36 a.............. folhas compostas com vários eixos partindo do eixo principal (bipinada) ........................................................................ folhas grandes (>10cm) ............................................... folhas com pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) ........... pêlos presentes na face inferior das folhas .33 30 a.................. folhas compostas com apenas 1 eixo .............. folhas com folhinhas* inserindo-se no mesmo ponto .......................... ápice dos ramos sem estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema ............................................ folhinhas* se inserindo em eixo com espinho ....Ficus elastica 42 a....................................................................................................................................................................... folhas sem pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) ..................................Rauvolfia sellowii 106 ..................................................... ápice dos ramos com estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema ............5 vezes maior que largura ..........30 29 b......... Hibiscus rosa-sinensis 36 b.......................................... folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ................................................................................28 a.......................Ochna serrulata 34 b............................... ........ folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ....29 29 a.................. folhinhas* se inserindo em eixo alargado (alado) ...... folhas com comprimento entre 1 e 3 vezes maior que largura ....43 40 a............. 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) ................ folhas com comprimento entre 6.................................. ............ folhinhas* se inserindo em eixo sem espinho ......................................................................... líquido branco (látex) escorre quando folha ou ramo é destacado ....42 41 a........................................... Hovenia dulcis 35 b.............................. Melia azedarach 31 b. folhas com comprimento entre 3 e 4.................. nervuras terciárias* perpendiculares à nervura principal* ................... folhas pequenas (< 6.................................................Erythrina speciosa 38 b.............................. apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) ..........................................................38 38 a................................................41 40 b...... folhas com comprimento entre 3............................ .........................32 32 a............................................5 e 17 cm ................................... folhinhas* se inserindo em eixo não alargado (alado) ..............................................................39 39 a.....5 e 7 cm ................................................................................................Ficus aff.................. pêlos ausentes na face inferior das folhas .. microcarpa 41 b......................... Schinus terebinthifolius 33 a........................ Malvaviscus arboreus 37 a................... folhas com folhinhas* inserindo-se ao longo de um eixo (pinada) ...................... Casearia sylvestris 28 b...................................................................................Tecoma stans 32 b.......... 3 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas verticiladas) .......................... nervuras terciárias* não perpendiculares à nervura principal* ....

......................................................................................................................... 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) ................................................................. folhas com comprimento entre 6 e 11..................................................................................................5 vezes maior que largura .................................. Pseudobombax grandiflorum 51 a.................... folhas com eixo terminando com 2 folhinhas* .......................... glândulas translúcidas com forma de riscos . folhas com eixo terminando com 1 folhinha* ...........................................................................................................54 53 b......Callistemon viminalis 47 b.....................................................44 43 b..............65 49 a.. Peltophorum dubium ......................... Mangifera indica 43 a...........................Myroxilon peruiferum 46 a.............55 55 a..........Sapindus saponaria 56 a.......46 45 a.... .....................................45 44 b..... apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) ..............56 55 b.................Schizolobium parahyba 53 a......................................... Cassia fistula .................................................. folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ................... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) .......................................................51 50 a...............................................................................................Tabebuia roseoalba 50 b............Sapindus saponaria 56 b...... Cassia javanica 57 a................................... glândulas translúcidas com forma de pontinhos ......................................Jacaranda mimosifolia 52 b......... Holocalyx balansae 107 .......... folhas com 3 folhinhas* ............ folhas com folhinhas* inserindo-se no mesmo ponto ................................................................................................... folhas compostas com vários eixos secundários partindo de um eixo principal (bipinada) ..................52 51 b............53 52 a........... folhas com nervuras secundárias* apontando para o ápice ................................................57 54 a............................................................ folhas com mais de 11 folhinhas* ............................................. folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) .......... folhas com comprimento > 7cm .................................................................................. folhas com pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) .................. folhas com comprimento entre 1 e 5.............................................................Murraya paniculata 46 b..........................................................5 vezes maior que largura .........................49 48 b... folhas com mais de 25 folhinhas* ................... limbos* com ápice agudo ......................................47 47 a.............................................. folhas com comprimento < 7cm .......Rapanea guianensis 45 b.. folhas compostas com apenas um eixo (pinada) .......................................42 b... limbos* com ápice obtuso a arredondado ................... folhas com mais de 3 folhinhas ............................ apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) ......................................50 49 b......... folhas com menos de 11 folhinhas* ........ folhas com folhinhas* inserindo-se ao longo de um eixo .................................................... Syzygium jambos 48 a............ folhas com menos de 25 folhinhas* .................................................................. folhas sem pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) ...Caesalpinia peltophoroides ............... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ...................................................48 44 a............................ Cassia ferruginea 54 b............................................................................................................................................

...............................................................................................67 66 a..................69 69 a..................................................................................Dracaena fragans .................... pêlos ausentes na face superior ................................................ folhas com comprimento > 10cm .................... ápice dos ramos com estrutura(s) semelhante(s) a pequena(s) folha(s) (estípula(s)) fechada(s) protegendo a gema ........................ folhinhas* com cabinho não engrossado na base ..............Tipuana tipu 62 b.......................... pêlos presentes na face inferior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*) .......................... ápice dos ramos sem estrutura(s) semelhante(s) a pequena(s) folha(s) (estípula(s)) fechada(s) protegendo a gema ....................... folhinhas* com cabinho engrossado na base ..........................................................................................................................59 58 b............................ folhinhas* com base aguda ...62 61 b................................................................................................... 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) .................Sapindus saponaria 61 a...................Dracaena marginata ... Matayba aff.............64 64 a............................................................. folhas com cabinho ................................................ Spathodea campanulata 63 a...........................Pterocarpus violaceus 65 a............................ folhas com nervuras secundárias* não apontando para o ápice ..................... folhas sem cabinho .......................................................................................... folhas com comprimento < 10cm .......................................... apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) ... folhinhas* com cabinho ................................ folhas com mais de 14 folhinhas* ..................................... Schinus terebinthifolius .......57 b..............Trichilia pallida 64 b................. folhas com menos de 8 folhinhas* ...................................................................................... Yucca aff......................................... Tibouchina moricandiana 67 b...................................... Esembeckia leiocarpa 108 .................... folhas com menos de 14 folhinhas* ........................................................................................ apenas 1 nervura* partindo da base e chegando até o ápice da folha ............................. guatemalensis 67 a................................................................. juglandifolia 60 b...................................................................................................................................66 65 b.......................................Sapindus saponaria 63 b.............................................................................................................................................................. folhinhas* com base arredondada ...................... folhas com mais de 8 folhinhas* ..................Araucaria angustifolia 66 b.............. Lagerstroemia speciosa 69 b................................................... pêlos presentes na face superior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*) ................................................................................................................. Cedrela fissilis 59 b........................................................................63 62 a... ........................ mais de 1 nervura* partindo da base e chegando até o ápice da folha ................ pêlos ausentes na face inferior das folhinhas* ..........................................................60 60 a. folhinhas* sem cabinho ...........58 58 a..........................Triplaris americana 68 b.........................................................61 59 a...................................................................68 68 a............................................

....... caule e/ou ou galhos (ramos) com espinhos ............13 13 a................................. folhas alternas ....... limbos* com cabinho não alargado (alado)...... apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) 14 14 a........Subárea 3 1 a................................. folhinhas* com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) ...... folhas com comprimento 4 ou menos vezes maior que largura ................15 9 a................................................... caule descascando ..............16 109 .................. folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ............................................................................. caule e/ou galhos (ramos) sem espinhos .............................................. Zanthoxylum riedelianum 11 a..................................... 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) ......................................... Campomanesia xanthocarpa 8 a.. limbos* com cabinho alargado (alado)............................. folhas opostas ......................... Schefflera actinophylla 4 b.....12 12 a.......................7 7 a.....................Eucalyptus calmadulensis 6 b......................Senna macranthera 3 b.......................... folhinhas* com margem lisa ........................................Randia armata 13 b..............................5 5 a..............2 2 a..........9 8 b......................................................................................................................... limbos* > 1cm ...................................... ..................................................... caule com espinhos achatados .......... folhas com comprimento 5 ou mais vezes maior que largura ......................................6 5 b............................................Alpinia zerumbet 1 b...... caule com cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ....11 10 a..... caule verde............................. Zanthoxylum acuminatum 14 b................................... plantas com estrutura semelhante a caule (pseudocaule)................................................ Zanthoxylum riedelianum 15 a..................................... caule não-verde com cicatrizes em forma de linha horizontal ..................... folhas com face inferior completamente esbranquiçada .............................................. limbos* < 1cm ............................................................................................ na verdade formado pela base das folhas enroladas umas nas outras .............................................Cassia grandis 2 b.............. 12 b.........8 6 a........................................................................... caule com espinhos cônicos .................................................... ou se não-verde sem cicatrizes em forma de linha horizontal ........................................................................................ na verdade formado pela base das folhas enroladas umas nas outras ........................................... caule não descascando ..........................................Pterocarpus violaceus 7 b............ caule com cicatrizes em forma de meia-lua ...10 9 b............................................................ Citrus sp..... Anadenanthera peregrina 11 b.... folhinhas* com base aguda ....... caule sem cicatrizes em forma de meia-lua ... plantas sem estrutura semelhante a caule (pseudocaule)........3 3 a.............................................. folhinhas* com base obtusa a arrredondada ................................................ caule sem cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) .. Zanthoxylum rhoifolium 10 b...................................................................................................................... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) .........4 4 a.................

................ folha com margem sem pequena região próxima ao cabinho enrolada em direção à sua face inferior ....... folhas com margem irregular .................. folha com comprimento entre 1.................................. folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) .... Casearia sylvestris 23 b...........29 29 a............. pequenas marcas circulares (glândulas) ausentes nos limbos* ........ ...........................5 vezes maior que largura .................................................. cor esbranquiçada da face inferior das folhas não dada por pêlos ......................................... folhas com forma de pata de vaca ........................................................... folhas com pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) ........................................................................ pequenas marcas circulares (glândulas) presentes nos limbos* .......................23 22 b.27 23 a.......... folhas com margem lisa .................................21 20 a....................................................... folha com ápice agudo .............................Eriobotrya japonica 26 b...................................................................................................... folhas com face inferior não completamente esbranquiçada ..................... folha com base aguda ......................................................... folhas sem pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas) ............................................. pêlos presentes na face inferior das folhas ....................................................18 18 a.........................................................................Vernonia polyanthes 17 b................................................................................ Gochnatia polymorpha 19 a.................................. folha com ápice arredondado ...................................................... Persea americana 16 b...........................................Cariniana estrellensis 21 a.......Ochna serrulata 27 a.............................................................................................. folha com comprimento entre 4 e 4.. líquido branco (látex) escorre quando folha ou ramo é destacado Chrysophyllum marginatum 29 b..................5 vezes maior que largura ............................28 28 a...........................................................................................................................................................................................................25 24 b...Pera glabrata 20 b...........15 b......................................................26 25 a..............5 e 3....... ..........................................17 17 a.................................... folha com base arredondada .......................... Solanum mauritianum 18 b.......................................................20 19 b........................................................... Astronium graveolens 26 a........... protuberância (glândula) ausente no eixo ao longo do qual as limbos* se inserem ....... pêlos ausentes na face inferior das folhas ............................................ Albizia lebbeck 27 b.............19 16 a................... apenas 1 folhinha* inserindo-se no eixo da folha na mesma altura (folhinhas* alternos) ................................................ folhas sem forma de pata de vaca ..................................................Cupania vernalis 25 b..................30 110 ......... ................................................................. folha com margem com pequena região próxima ao cabinho enrolada em direção à sua face inferior ......24 24 a.........Bauhinia variegata 21 b................ folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ................ líquido branco (látex) não escorre quando folha ou ramo é destacado ........................................................Aegiphila klotzkiana ........... 2 folhinhas* inserindo-se no eixo da folha na mesma altura (folhinhas* opostas) ........... protuberância (glândula) presente no eixo ao longo do qual as limbos* se inserem ..Aegiphila sellowiana 28 b..............................22 22 a........... cor esbranquiçada da face inferior das folhas dada por pêlos ..............................

................................................... champaca 34 b.................... folhas com comprimento entre 1 e 3 vezes maior que largura ................Guarea kunthiana 40 b................................................................... folhas com comprimento < 7cm ........... folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) .Syzygium cuminii 34 a................................................................ Eugenia florida .. folhas com menos de 11 folhinhas* .................................40 39 a....................... folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ............ folhas com apenas um eixo ...................................................................................................... Eucalyptus urophylla ...............41 38 a.............33 33 a...........38 37 b..................................................................... pêlos ausentes nas folhas ............35 35 a........................................... folhas com comprimento entre 3 e 5............37 37 a.......................42 41 b......................................................Rapanea guianensis 31 b....... folhas com vários eixos secundários partindo de um eixo principal ...................................................5 vezes maior que largura .......................36 35 b.................................31 30 b.............................. folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ..................... folhas com eixo terminando com 2 folhinhas* ............................................................................... Calliandra tweediei 36 b..................... folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ...................................................................... Michelia aff............Sapindus saponaria 39 b. folhas com pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) ........... folhas com menos de 8 folhinhas* ..... folhas com comprimento > 7cm ............... pêlos ausentes na face inferior das folhinhas* .............................................................................................. chifrinhos' (estipelas) ausentes no eixo na região de inserção dos cabinhos das folhinhas* ............. pêlos presentes na face inferior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*) ...... ápice dos ramos com estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema ....................... folhas sem pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) ........................................................ pêlos presentes nas nervuras* das faces superior e inferior das folhas .......39 38 b...................................... glândulas translúcidas com forma de riscos ........................................................................Guarea kunthiana 43 a............................................................ glândulas translúcidas com forma de pontinhos .. Senna spectabilis 40 a..........................Sapindus saponaria 41 a....................................................................................................... Myrcia fallax ........Andira fraxinifolia 42 b......... chifrinhos' (estipelas) presentes no eixo na região de inserção dos cabinhos das folhinhas* ......................................................................................................................................................................................................... Eugenia glazioviana ..................................Pterocarpus violaceus 111 .................................................................................................... folhas com eixo terminando com 1 folhinha* ....................................................... Copaifera langsdorffii 32 b...................................................34 31 a........32 32 a............................................ Myrcia fallax .............44 36 a........ Syzygium jambos 33 b.................................................................................. ápice dos ramos sem estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema ..........................43 42 a.............................. folhas com mais de 11 folhinhas* ........................................................................................................30 a........................

........ nervuras terciárias* perpendiculares à nervura principal*...................Sapindus saponaria 44 a.............. espinhos presentes na margem das folhas................ estruturas semelhantes a pequenas folhas (estípulas) presentes no ramo junto ao cabinho das folhas .............5m de altura ...............................................................................3 3 a.............45 45 a..................................................................................................6 2 a............................ Psidium guajava 8 b.... caule e/ou galhos (ramos) sem espinhos ....... folhas sem cabinho .............................. plantas com menos de 0.....................................................................................2 1 b.........................................5m de altura .Syngonium podophyllum 6 b.................. espinhos ausentes na margem das folhas........................................................ folhas não nascendo diretamente do solo .................................................................................................................... caule crescendo para os lados apoiado sobre o chão (reptante) ................................................4 3 b... Sansevieria trifasciata 5 a............................................................. Coffea arabica 45 b..................... caule e/ou ou galhos (ramos) com espinhos ..Dracaena fragans 44 b............................ folhas nascendo diretamente do solo ................................. Chorisia speciosa 9 b.................7 7 a.......................................5 4 a......................................... caule crescendo para cima (ereto) ..................................................... folhas duras ............................................................... folhas com comprimento > 6 cm .................. caule não descascando .......................43 b.......................................................... folhas encurvadas .......... folhas com cabinho ...............................................................................................................9 8 a....................................................................Bulbine frutescens 6 a........................... folhas maleáveis ................................................................................................................................................. folhas eretas ...........................................................................................10 112 .................................................. Ananas bracteatus 4 b.................................................................................... Eugenia florida ..................... Psidium cattleianum Subárea 4 1 a........................................ ........................ folhas sem cabinho ........................ planta com mais de 0.......... folhas com mais de 8 folhinhas* ............. plantas sem caule aparente acima do solo.............................................. folhas com comprimento < 5 cm .. plantas com caule aparente acima do solo......................................................................................................................... folhas com cabinho .............. Marantaceae 1 2 b.......................................................................................... 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) ........Ocotea acutifolia 46 b.....................................................................................................................................Dietes bicolor 5 b...... Eugenia uniflora 9 a...................................................8 7 b..........46 46 a..... estruturas semelhantes a pequenas folhas (estípulas) ausentes no ramo junto ao cabinho das folhas ......... nervuras terciárias* não perpendiculares à nervura principal*..... apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) ................................................... Esembeckia leiocarpa .................................................. caule descascando .......................

.......................... protuberância (glândula) ausente no eixo ao longo do qual as limbos* se inserem ..... Hibiscus rosa-sinensis 14 b................................................................... folha com comprimento mais que 9 vezes maior que largura ...........................Cordyline terminalis 11 b....................... folhas com cabinho.............Erythrina speciosa 21 b......5 vezes maior que largura ........................................... folhas sem cabinho...........................5 e 4 vezes maior que largura .......................................................... folhas com face superior verde com manchas esbranquiçadas ..... folhas com margem lisa .............................................. molleoide ..............................Plumbago auriculata 113 .... folhas com limbo* não dividido em folinhas* (simples) ..................................................... pêlos ausentes na face superior das folhas...................................................................................13 13 a...........................................18 17 b....................................... folhas com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) .... limbo* com recortes* profundos ........................... Morus nigra 19 b..........19 19 a............................................ pequenas estruturas esbranquiçadas (pêlos com função de glândula) geralmente presentes na face inferior do limbo* ....................................... Philodendron undulatum 16 b.... folhas com margem lisa .................................. Graptophyllum pictum 16 a................................. ............................................................................................................... folhas com comprimento entre 2.................. folhas com margem irregular ....................................... Schinus terebinthifolius 20 b..............................................Pilea cadierei 15 b..................22 22 a................................................................................ folhas com face superior completamente ou parcialmente avermelhada a arroxeada .....Lamiaceae 1 18 b............... Solenostemon scutellarioides 12 b.20 20 a.....16 11 a...................................... folhas com limbo* dividido em folinhas* (compostas) ..........Acalypha wilkesiana 13 b.................................................................... ........Duranta repens 10 b.................................................................................................... limbo* com recortes* profundos (> 5 cm) ..11 10 c........................21 18 a..................15 15 a................ ........................... limbo* inteiro ..................... líquido branco (látex) não escorre quando folha é destacada ........... folhas com face superior amareladas ..... pêlos presentes na face superior das folhas...... líquido branco (látex) escorre quando folha é destacada .............................. folhas com margem com irregularidades pontiagudas (na forma de dentes de uma serra) ...........................................................12 12 a......................................................................................................................................................... folha com comprimento menos que 5 vezes maior que largura .......................................... folhas com margem com irregularidades arredondadas ......................................... folhas com face superior completamente verde ............. folhas com comprimento entre 2 e 2.......................... .....................10 a............................................ limbo* inteiro .14 10 d... folhas com margem lisa ...................................................................................................................17 17 a............................................... folhas com margem irregular (irregularidades na forma de dentes de uma serra) . Lithraea aff............. Codiaeum variegatum 14 a.................................... Hibiscus rosa-sinensis 21 a.. protuberância (glândula) presente no eixo ao longo do qual as limbos* se inserem .............

............ líquido branco (látex) não escorre quando folha ou ramo é destacado .....28 27 a.... folhas com um eixo principal e vários eixos secundários (bipinada) ........................................................................ utilis ................................................. folha sem pêlos .......30 30 a.................................................. pequenas estruturas esbranquiçadas (pêlos com função de glândula) sempre ausentes na face inferior do limbo* .............................................................................................................23 23 a...Tipuana tipu 31 a.... Rhododendron X simsii 35 b................................... folhas com cabinho ..................................................................................... .......... ......................................... folha com pêlos ............... folhas sem pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) .............. apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas)....... estruturas semelhantes a pequenas folhas (estípulas) ausentes no ramo junto ao cabinho das folhas .......................................................Gardenia cornuta 34 b................. Coffea arabica 35 a................................................. folhas com base não arredondada ....................... folhas com comprimento > 10cm ... folhas com limbo* dividido em folinhas* (compostas) ...........Jacaranda mimosifolia 29 b........................................................... folhas com apenas um eixo (pinada) .................................................................................. folhas com comprimento mais que 3 vezes maior que largura Mangifera indica 24 b............Syzygium cuminii 28 a........................... folhas com pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) ..................... folinhas* com cabinho...........2 25 b................................................................. Eugenia florida ........................................................................... folhas com limbo* não dividido em folinhas* (simples) ...25 25 a........................................................................................................... folhas com comprimento < 10cm .................................................................................................................................................................................. folhas com limbo* dividido em folinhas* (compostas) .............................. Pandanus aff.............................. Schinus terebinthifolius 30 b................ 3 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas verticiladas) .........................27 26 b.................................24 23 b............... ápice dos ramos sem estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema...... folhas com base arredondada .................................... estruturas semelhantes a pequenas folhas (estípulas) presentes no ramo junto ao cabinho das folhas ..................................................................................... ápice dos ramos com estruturas semelhantes a pequenas folhas fechadas (estípulas) protegendo a gema.................29 28 b.......................... líquido branco (látex) escorre quando folha ou ramo é destacado ......22 b.. Ficus sp................................. Araucaria columnaris 32 b...............................34 33 b...................................31 29 a... folinhas* sem cabinho..........................36 114 .....................................................................1 26 a............... folhas com 11 ou mais folinhas* ................................................. folhas sem cabinho ............ Hymenaea courbaril 27 b............26 24 a................................. folhas com limbo* não dividido em folinhas* (simples) .............Dracaena marginata 33 a.33 32 a...................35 34 a...................................................................... Ficus sp............................................................... folhas com 5 a 9 folinhas* ........... folhas com comprimento menos que 3 vezes maior que largura .........................32 31 b.

........................................................6 6 a folhas com largura entre 2 e 3.................................................................................................13 12 b folhas com margem lisa ........................Bauhinia variegata 11 b folhas sem forma de pata de vaca ................................................................................................. Melaleuca leucadendron 3 b caule duro ...........................................................................5 e 5 cm .Terminalia catappa 37 b...........................................Luehea divaricata 9 b folhas com face inferior verde ............................. folhas com ápice obtuso a arredondado ......................................................... Psidium guajava 5 b nervuras terciárias* não perpendiculares à nervura principal* .........................................Cinnamomum camphora ........................................... apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) .................................................................................................................................................................................................. 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) ................ Pterocarpus violaceus 4 b folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ..................................................12 12 a folhas com margem irregular .......................... Eugenia uniflora 6 b folhas com largura entre 3................................................................................................................................................................................................................3 2 b caule não descascando ........ Campomanesia phaea 115 ...........................................................................................................................................2 2 a caule descascando .....................................................................10 10 a folha com margem com pequena região próxima ao cabinho enrolada em direção à sua face inferior ......................................5 5 a nervuras terciárias* perpendiculares à nervura principal* ..........................................................................................................................................15 13 a folhas com margem com irregularidades arredondadas ...............11 11 a folhas com forma de pata de vaca ............... 7 a caule e/ou ou galhos (ramos) com espinhos .............................. Eugenia florida 36 b..........................................................................................................................................8 7 b caule e/ou galhos (ramos) sem espinhos ..................................................................Cassia grandis 1 b caule sem cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ....37 37 a...........................8 3 a caule macio ....................Ocotea acutifolia Subárea 5 1 a caule com cicatrizes em forma de 'olho' (elípticas) ..................Cariniana estrellensis 10 b folha com margem sem pequena região próxima ao cabinho enrolada em direção à sua face inferior ...................................................................................................................................................................................... Anadenanthera peregrina 8 b limbos* > 1cm .......................................................................................................................................... Eugenia sp............................................................4 4 a folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ........................................ folhas com ápice agudo ..................................................................Chorisia speciosa 9 a folhas com face inferior esbranquiçada ...................................................................................................9 8 a limbos* < 1cm .36 a.............................................................5 cm .................................

................. folhinhas* se inserindo em eixo sem espinho ...............Eriobotrya japonica 15 a protuberância (glândula) presente no eixo ao longo do qual as limbos* se inserem ....... Lafoensia glyptocarpa 22 b protuberância (glândula) ausente no ápice da nervura principal* da folha .....................................................................................................................................................................................................................24 23 b folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) ............................ Copaifera langsdorffii 22 a protuberância (glândula) presente no ápice da nervura principal* da folha ................................................................. Hymenaea courbaril 21 b folhas com 4 a 8 folhinhas* ................................................................................................................................22 20 a folhas com limbo* não dividido em folhinhas* (simples) .........28 26 a folhinhas* com base arredondada . ................................................20 19 b folhas sem pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) .................................................................................. folhinhas* se inserindo em eixo com espinho ...... Inga fagifolia 16 b limbos* se inserindo em eixo não alargado (alado) .................................................................................................13 b folhas com margem com irregularidades pontiagudas (na forma de dentes de uma serra) ......................27 27 a folhas com mais de 14 folhinhas* ...........................................................26 25 b folhinhas* com cabinho ................................23 23 a folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ...........18 16 a limbos* se inserindo em eixo alargado (alado) ................... juglandifolia 27 b folhas com menos de 14 folhinhas* ......................................................................... pêlos presentes na face inferior da folha ................................................Jacaranda mimosifolia 24 b folhas compostas com apenas 1 eixo (pinada) ............................................................................................................17 17 a folhas compostas com 3 limbos* cada........................................................................................................... Eugenia florida ...........................................14 14 a folhas com pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas).............................................................................................................Thevetia peruviana 18 b líquido branco (látex) não escorre quando folha ou ramo é destacado ........................................... Cedrela fissilis 26 b folhinhas* com base aguda .................. Delonix regia 18 a líquido branco (látex) escorre quando folha ou ramo é destacado ............................................................................................25 25 a folhinhas* sem cabinho ....................16 15 b protuberância (glândula) ausente no eixo ao longo do qual as limbos* se inserem .............................................................................................................................................................................................................................................. Schinus terebinthifolius 116 ... Matayba aff............................................................................................................................ Eucalyptus urophylla 20 b folhas com limbo* dividido em folhinhas* (compostas) ............19 19 a folhas com pequenas regiões translúcidas visíveis contra a luz (glândulas internas) .................Erythrina speciosa 17 b folhas compostas com mais de 100 limbos* cada.30 24 a folhas compostas com vários eixos secundários partindo de 1 eixo principal (bipinada) .. .................................................... Casearia sylvestris 14 b folhas sem pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas)............................................................21 21 a folhas com 2 folhinhas* ..... pêlos ausentes na face inferior da folha ...............

......................... ou com pêlos que não se desprendem ........................................................................................................................28 a pêlos ausentes na face inferior das folhinhas* ....................................................Pterocarpus violaceus 28 b pêlos presentes na face inferior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*) ....................................................Terminalia catappa 117 ................................32 32 a 2 folhas inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas opostas) ....................................... Eugenia florida 32 b apenas 1 folha inserindo-se no galho (ramo) na(o) mesma(o) altura/nó (folhas alternas) ......................................... folhas com comprimento < 6 cm ... Licania tomentosa 30 b folhas sem pêlos..................................................................31 31 a ápice dos ramos com estrutura(s) semelhante(s) a pequena(s) folha(s) (estípula(s)) fechada(s) protegendo a gema ...................................................... ...................................................................................Tipuana tipu 29 b pêlos presentes na face superior das folhinhas* (às vezes concentrados nas nervuras*).................................................................................................29 29 a pêlos ausentes na face superior das folhinhas*................................ folha com comprimento > 6 cm ..................... Spathodea campanulata 30 a folhas com pêlos que se desprendem facilmente ......Triplaris americana 31 b ápice dos ramos sem estrutura(s) semelhante(s) a pequena(s) folha(s) (estípula(s)) fechada(s) protegendo a gema ..

Pode ocorrer na forma de um anel evidente (cicatriz deixada pela estípula). arredondado. Possui como função principal realizar a fotossíntese.estrutura localizada no ângulo formado entre a região de inserção da folha e o caule.órgão geralmente laminar e verde. Pode ser agudo ou obtuso (em relação ao ângulo formado entre as margens).órgão que fixa o vegetal ao solo e dele retira a água e os nutrientes. ápice .região do limbo mais distante do cabinho. 118 . gema . em diferentes níveis (nós) do caule. Podem ser simples ou compostas e quanto à disposição no ramo podem ser alternas. isoladamente. Nas plantas parasitas possuem a função de sugar a seiva do hospedeiro. No adulto pode ser verde/flexível ou engrossado. Dará origem a um ramo de folhas ou flores.diz-se das folhas que se inserem. o termo ‘folha’ foi por vezes empregado para designar também as folhinhas. opostas ou verticiladas. logo abaixo das gemas. A título de simplificação. 2 – Caule nó .região do caule de onde podem nascer folhas ou ramos. folha . Esta inserida no caule. Nas plantas aéreas e aquáticas podem adquirir outras funções. raiz . por definição. Apêndice B – Glossário das chaves de identificação 1 – Termos básicos 2 – Caule 3 – Folhas 1 – Termos básicos caule .porção intermediária entre as raízes e as folhas. 3 – Folhas alternas .

a estípula geralmente cai. 119 . nervura secundária .elemento condutor.parte da folha ou que une o limbo ao caule. limbo recortado . base simétrica .estrutura linear central ao redor da qual órgãos nascem.diz-se da nervura central da folha. glândula externa .base .diz-se da folha de limbo dividido em duas ou mais folhinhas.célula. Pode ser aguda ou obtusa (em relação ao ângula formado entre as margens). Pode estar ausente carnosa . Às vezes. dos dois lados da nervura principal.diz-se da base do limbo dujas metades. mas pode persistir como apêndice na base do pecíolo. estípula . cabinho .diz-se da folha espessa.diz-se da glândula constituída por célula(s) de tecidos internos. glândula interna . simétrica ou assimétrica. Depois que esta se desenvolve. margem . nervura principal . suculenta. Pode ser interna ou externa. ou conjunto de células.borda.parte expandida da folha ou folhinha. base assimétrica .diz-se da glândula constituída por célula(s) de tecidos de revestimento. face inferior .face da folha voltada para cima quando esta encontra-se no ramo.região do limbo mais próxima do cabinho. geralmente visível no limbo das folhas. A título de simplificação. Pode ser lisa ou irregular. Dividem-se em principal. glândula . que geralmente estende-se da base até o ápice do limbo.face da folha voltada para baixo quando esta encontra-se no ramo. capazes de produzir substâncias (secreções) que são mantidas em seu interior ou expelidas para fora). face superior . nervura .diz-se do limbo com recortes. mais de uma nervura pode partir da base da folha. Pode apresentar-se aos pares ou fundida em uma única estrutura.diz-se da base do limbo cujas metades. margem lisa – diz-se da margem que forma uma linha contínua. não formam duas imagens espelhadas. composta . sem irregularidades. eixo . folhinha . dos dois lados da nervura principal. Diferencia-se da folha pois não apresenta gema em sua região de inserção no ramo.diz-se da nervura que parte da nervura principal. formam duas imagens espelhadas. o termo ‘folha’ foi por vezes empregado para designar também as folhinhas. secundária e terciária.possui a função de proteger a folha no início do seu desenvolvimento. limbo .subdivisão do limbo das folhas compostas.

diz-se da nervura que parte da nervura secundária. Seu limbo pode ser recortado.reentrância. mas não chega a formar folhinhas individualizadas.nervura terciária . 120 .diz-se da folha de limbo não dividido.subdivisão de um eixo qualquer (do caule.diz-se das folhas que se inserem em conjuntos (mais de 2) no mesmo nível (nó) do caule. por exemplo). opostas . verticiladas .diz-se das folhas que se inserem aos pares no mesmo nível (nó) do caule. recorte . simples . ramo .

Apêndice C – Prachas de fotos e descrição das espécies amostradas no entorno do MDCC 121 .

guias de néctar. eg . ESTAMES 5. (a) Folhas com diferentes números de limbos mostrando face superior INFLORESCÊNCIA simples. (c) folha. (d) inflorescências com botões (à esquerda) e com flores abertas (à direita). (f) frutos maduros. com flores saindo do (acima) e inferior (abaixo). com anteras diminutas. FLORES 5- polinizador onde o néctar está. Albizia lebbeck (L.seta) no eixo. b). (d) abertura do tubo da flor. amarelas.estigma. (b)folhas mostrando faces superior folha. (c) flor em vista lateral. apenas estames (+). 122 . (e) flor em corte longitudinal com meras. amareladas. simples. ESTAMES muitos. bipinadas. o . com nervuras secundárias se encontrando próximo à margem da (a) Ramo com inflorescência. em detalhe. FRUTOS arredondados. arredondadas. que ‘mostram’ ao composta (com eixo principal curto). com filetes atrofiados (seta). com de desenvolvimento. FOLHAS alternas.com limbos curto). FRUTOS secos.) Benth. às vezes com limbo atrofiado (fig. FLORES 5-meras. (f) frutos em diferentes estágios OVÁRIO súpero. (+). n . SEMENTES achatadas. árvore-língua-de- mulher Local de ocorrência natural: Índias orientais. (b) folha. deiscentes. achatadas. Características morfológicas: ALTURA: até 15m. em detalhe. (e) flor isolada mostrando pistilo (*) anteras longos e esbranquiçados. compostas. deiscentes. Allamanda schottii Pohl Apocynaceae Nome(s) popular(es): Alamanda Local de ocorrência natural: América do Sul Características morfológicas: ALTURA: até 3m. (g) fruto maduro aberto com sementes espinhos. sépalas (‘s’).estrutura anteras aparentes (filetes fundidos no tubo). com protuberância mesmo ponto (fig. tubulares (tubo (glândula externa . pétalas (‘p’). tubulares. OVÁRIO súpero. com cabinho curto. c).estilete. g . FOLHAS verticiladas. d). el . produtora de néctar (nectário).ovário. INFLORESCÊNCIA (esquerda) e inferior (direita). com glândula no cabinho (fig. secos. Leguminosae (Mimosoideae) Nome(s) popular(es): Árvore-Lebeck.

Local de ocorrência natural: MG. mata- baratas. evidenciando alas (+). maduro fechado (à direita). na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná. carroceria. FLORES 5- meras. ESTAMES 5. Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): Angelim-doce. pau-de-morcego. e maduro com um carpelo Usos: Reflorestamento e como ornamental. peroba-de- lagoa-santa. (d) frutos no Fenologia: FLOR: set/nov. (c) flor (acima) e pedaço da unidades alongadas. FRUTOS compostos por 2 ramo) e inferior (destacada). Local de ocorrência natural: MA até SP e MG. indeiscentes. brancas com região basal esverdeada. deiscentes. construção civil. Apocynaceae Nome(s) popular(es): Peroba-poca. carpintaria. obras com os estames afastados para mostrar o ovário (*). peroba-rosa. MADEIRA: retiradas para mostrar disposição dos estames (+) e a mesma flor construção civil (molduras de portas e janelas). pinhão- do-mato. externas (dormentes. branca. Inflorescências Andira fraxinifolia Benth. no interior do tubo. (d) flor Dispersão: Morcegos em vista superior (à esquerda. rosadas. OVÁRIO súpero. postes. angelim-rosa. Características morfológicas: ALTURA: 6-12m. angelim-do-mato. 123 . FRUTO: fev/abr desenvolvimento desde botão até flor expondo os estames. Características morfológicas: ALTURA: 8-16m. SEMENTES aladas. MADEIRA: aberto (abaixo). FRUTOS arredondados. simples. INFLORESCÊNCIA composta. MS e SP. peroba- iquira. imparipinadas. com dois carpelos. secos. FOLHAS alternas. Arg. Aspidosperma cylindrocarpon Müll. SEMENTES 1. (c) flores em diferentes estágios de Fenologia: FLOR: nov/dez. FRUTO: ago/nov. tubulares (tubo curto). inflorescência (abaixo) com botões e flores abertas. estágio em que os 2 carpelos (*) já se separaram: frutos verde (à Dispersão: Vento esquerda). pinadas. e). d. (e) 2 sementes. que se separam com o crescimento e (a) Ramo com inflorescência. arredondada. peroba- de-minas. (b)folhas mostrando faces superior (acima) e inferior (abaixo). pau-mamona-do-mato. GO. OVÁRIO súpero. INFLORESCÊNCIA composta. secos. moirões). (b) folhas mostrando face superior (no desenvolvimento do fruto (figs. compostas. ESTAMES 10. sem escala) e com as 5 pétalas Usos: Reflorestamento e como ornamental. FLORES 5-meras. FOLHAS alternas. principalmente na floresta pluvial da encosta atlântica. (a) Ramo com inflorescência.

Bambusa vulgaris Schrad. ex J.C. Wendl.
Gramineae
Nome(s) popular(es): Bambu
Características morfológicas: Caule oco, com nós e
entrenós evidentes. FOLHAS alternas, simples.
INFLORESCÊNCIA composta. FLORES diminutas.
OVÁRIO súpero. FRUTOS diminutos, secos,
indeiscentes.
Fenologia: FLOR: floresce apenas uma vez em todo o seu
(a) Ramo; (b) ramo em detalhe, mostrando região do nó com diversos
tempo de vida.
ramos; (c) ramo; (d) base das folhas em detalhe, mostrando sua
inserção no ramo através de estrutura envolvendo o caule (bainha - *); Usos: Como ornamental. CAULE: uso diverso, desde
(e) folhas mostrado faces superior (à direita) e inferior (à esquerda); construção de estruturas de sustentação até
(f) caule em corte transversal, cuja região central se degenerará, artesanato.
deixando em seu lugar um espaço vazio no caule mais velho.

Bauhinia variegata L.
Leguminosae (Caesalpinioideae)
Nome(s) popular(es): Pata-de-vaca
Local de ocorrência natural: Índia, China.
Características morfológicas: FOLHAS alternas,
compostas, com fusão parcial dos seus 2 limbos
(evidenciada pelo engrossamento na extremidade
superior do cabinho - fig. d) exceto na região próxima
ao ápice; com muitas nervuras saindo do mesmo ponto
na base da folha (fig. d), com formato de pata de vaca.
(a)Ramo mostrando filotaxia alterna; (b) variação no tamanho das FLORES 5-meras, rosadas ou brancas de acordo com a
folhas; (c) folhas mostrando face superior (à esquerda) e inferior (à variedade, com sépalas fundidas em uma estrutura
direita); (d) detalhe do cabinho, com extremidades (setas) única (fig. e). ESTAMES 5. OVÁRIO súpero. FRUTOS
engrossadas e mostrando nervuras; (e) botão e flor em vista lateral
achatados antes de abrir, secos, deiscentes.
(acima) e frontal (abaixo), mostrando o ovário (*); (f) fruto seco
SEMENTES achatadas, arredondadas.
fechado (abaixo) e outro já aberto (acima) expondo as sementes.

124

Boldo
Lamiaceae
Nome(s) popular(es): Boldo
Características morfológicas: FOLHAS opostas, simples,
com pêlos. FLORES com pétalas parcialmente fundidas,
arroxeadas. ESTAMES 4. OVÁRIO súpero. FRUTOS,
secos, indeiscentes.
Uso: Como medicinal.
Observação: Existe mais de uma espécie com o nome
popular de boldo e com o mesmo uso medicinal. A espécie
Plectranthus barbathus é uma delas, sendo
morfologicamente semelhante a esta espécie,
(a) Ramo; (b) folhas mostrando face superior (à esquerda) e diferenciando-se pelas folhas (tamanho e margem).
inferior (à direita); (c) inflorescência; (d) flor mostrando
estames (+) e pistilo (*).

Indivíduos
jovem (abaixo)
e adulto (à
esquerda) e
tronco com
lenticelas (à
direita)

Calophyllum
brasiliense
Cambess.
Clusiaceae
Nome(s) popular(es): Guanandi, olandi, olandim, galandim,
jacareúba (Amazônia), gulande-carvalho, guanandi-carvalho,
guanandi-cedro, landim.
Local de ocorrência natural: Região Amazônica até o norte de
SC, principalmente na floresta pluvial atlântica.
Características morfológicas: ALTURA: 20-30m. TRONCO
com lenticelas que tendem a crescer e alterar seu formato (fig.
acima). FOLHAS opostas, simples, com muitas nervuras
secundárias (como uma pena - fig. b), com cabinho amarelado.
INFLORESCÊNCIA simples. FLORES 4-meras, brancas.
(a) Ramo com inflorescências; (b) folhas mostrando face superior e ESTAMES 8. OVÁRIO súpero. FRUTOS arredondados, secos,
inferior como um todo (abaixo) em detalhe (acima) evidenciando a indeiscentes.
nervação como uma pena; (c) inflorescência em detalhe; (d) flores Fenologia: FLOR: set/nov FRUTO: abr/jun
nova (à direita) e velha (à esquerda) mostrando os estames (+) e o
Usos: Reflorestamento de matas ciliares e como ornamental.
ovário (*) verde e arredondado; (e) fruto verde (à esquerda) e
maduro (à direita) inteiro e partido mostrando sua semente única.
MADEIRA: canoas, mastros de navios, vigas, construção civil,
obras internas, marcenaria e carpintaria.

125

Caesalpinia
echinata Lam.
Leguminosae
(Caesalpinioideae)
Nome(s) popular(es):
Pau-brasil, ibirapitanga,,
ibirapita, ibirapitã,
muirapiranga, orabutã,
brasileto, pau-rosado.
Local de ocorrência
natural: Mata
Atlântica, do CE ao RJ,
especialmente no sul da BA.
Características morfológicas: Tronco com
espinhos. ALTURA: 8-12m. FOLHAS alternas,
compostas. INFLORESCÊNCIA simples. FLORES 5-
meras, amarelas e avermelhadas. OVÁRIO súpero.
FRUTOS alongados, com espinhos, secos,
deiscentes. SEMENTES achatadas
Fenologia: FLOR: set-out FRUTO: nov-jan
Usos: Como ornamental. MADEIRA: arcos de violino
e, no passado, torno e construção civil e naval. Na
(a) Ramo; (b) folhas mostrando face superior (acima) e época colonial, o princípio colorante brasileína era
inferior (abaixo); (c) tronco com espinhos; (d) inflorescência; extraído do lenho e usado para tingir tecidos e
(e) fruto aberto. fabricar tinta de escrever.

Casearia sylvestris Sw.
Flacourtiaceae
Nome(s) popular(es):
Guaçatunga, guaçatonga,
guaçatunga-preta, cafezeiro-
do-mato, cafezinho-do-mato,
cambroé, pau-de-lagarto, chá-
de-bugre, varre-forno, erva-de-
pontada
Local de ocorrência natural:
todas as florestas do Brasil,
especialmente no Sul.
Características morfológicas:
ALTURA: 4-6m. FOLHAS
alternas, simples com margem
irregular (fig. d), com glândulas
internas visíveis contra a luz
(fig. c). FLORES formando
aglomerados nas bases das
folhas, 5-meras, brancas.
ESTAMES 10. OVÁRIO súpero.
FRUTOS deiscentes.
(a) Ramo; (b) folhas mostrando faces superior (acima) e inferior Fenologia: FLOR: dez-jan
Indivíduo jovem (setas)
(abaixo); (c) detalhe da folha mostrando margem irregular; (d) folha FRUTO: jan-mar.
vista contra a luz, mostrando glândulas translúcidas na forma de Usos: Reflorestamento e arborização em ruas estreitas e
pontos e linhas; (e) ramo florido em detalhe; (f) flor; (g) fruto sob fiação. MADEIRA: construção civil, torno, assoalho,
fechado (acima) e aberto (abaixo) mostrando semente com arilo. marcenaria, carpintaria, lenha, carvão. FOLHA: medicinal.
FRUTO: alimento para aves.

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Inflorescências

Cassia fistula L.
Leguminosae (Caesalpinioideae)
Nome(s) popular(es): Acácia imperial, chuva-de-
ouro
Local de ocorrência natural: Sul da Ásia
Características morfológicas: ALTURA: 2-4m.
FOLHAS alternas, compostas, pinadas, paripinadas.
INFLORESCÊNCIA simples, pendente. FLORES 5-
meras, amarelas. ESTAMES 10, de 3 alturas
(a) Ramo; (b) 2 limbos mostrando face inferior; (c) inserção da folha no diferentes, nem todos férteis. OVÁRIO súpero.
ramo mostrando engrossamento na base do cabinho; (d) inflorescência FRUTOS cilïndricos, secos, indeiscentes, sementes
pendente; (e) flores em diferentes estágios de desenvolvimento desde em compartimentos (semelhantes aos de C.
botão até flor com anteras faltando e portando restando apenas o ovário leptophylla e Senna spectabilis).
(este, se tiver sido fecundado, dará origem a um fruto); (f) flor em vista Fenologia: FLOR: jan/mar. FRUTO: abr/jun
frontal e estames de diferentes tamanhos retirados da flor; (g) frutos.
Usos: Arborização de praças.

Cassia leptophylla Vogel
Leguminosae (Caesalpinioideae)
Nome(s) popular(es): falso-barbatimão
Local de ocorrência natural: PR e SC na floresta de
pinhais.
Características morfológicas: ALTURA: 8-10m.
FOLHAS alternas, compostas, pinadas, paripinadas.
INFLORESCÊNCIA simples. FLORES 5-meras,
amarelas. ESTAMES 10. OVÁRIO súpero. FRUTOS
(a) Folhas mostrando faces superior (à esquerda) e inferior (à
direita); (b) flores em diferentes estágios de desenvolvimento; (c) alongados, quadrangulares, secos, indeiscentes, com
região de inserção das flores na inflorescência em detalhe; (d) pistilo compartimentos (figs. f, g).
(*) e estames (+) de 3 alturas diferentes, como dispostos na flor. Fenologia: FLOR: nov/jan. FRUTO: jun/jul.
Seta – engrossamento; (e) fruto verde no ramo e fruto maduro Usos: Reflorestamento e como ornamental pelas flores
destacado; (f) fruto maduro cortado; (g) fruto cortado em detalhe vistosas. MADEIRA: objetos leves, caixotaria,
mostrando as sementes em compartimentos e sementes destacadas.
brinquedos, laminados.

127

Casuarina
equisetifolia L.
Casuarinaceae
Nome(s) popular(es):
Casuarina, carvalho, pinheiro
australiano.
Local de ocorrência natural:
Austrália.
Características
morfológicas: ALTURA: 25-
30m. FOLHAS atrofiadas,
sendo o caule verde (fig. d) a
estrutura que realiza a
fotossíntese.
INFLORESCÊNCIA simples, de sexos separados
(masculina alongada e feminina esférica). FLORES
diminutas (figs. c, d), de sexos separados, de sépalas e
pétalas ausentes nas femininas e diminutas nas
(a) Ramo com inflorescências masculinas; (b) detalhe do caule com masculinas. FRUTOS pequenos, reunidos em
folhas atrofiadas na região do nó (*); (c) 2 inflorescências em infrutescência esférica, secos, deiscentes.
detalhe, apenas com flores masculinas; (d) flores masculinas com Usos: Conteção de dunas, formação de quebra-ventos,
estames (+) em detalhe; (e) caule verde; (f) detalhes do caule combate à erosão e plantio em áreas mineradas,
verde, com folhas atrofiadas na região do nó (*), sendo estas mais arborização de parques. MADEIRA: construção civil.
visíveis em sua porção mais basal (abaixo).

Cecropia pachystachya
Trécul
Cecropiaceae
Nome(s) popular(es): Embaúva,
embaúba, imbaúba, umbaúba,
umbaubeira, umbaúba-do-
brejo, ambaíba, árvore-da-
preguiça
Local de ocorrência natural:
CE, BA, MG, GO, MS até SC,
em várias formações vegetais.
Características morfológicas: ALTURA: 4-7m. Caule
oco abrigando formigas. Indivíduos de sexo separado.
FOLHAS alternas, simples, com margem recortada,
com face superior áspera, com face inferior com pêlos
esbranquiçados, com base do cabo produzindo
estruturas nutritivas utilizada pelas formigas.
INFLORESCÊNCIA de sexos separados (masculina de
formato cilíndrico). FLORES de sexos separados,
diminutas, muito próximas umas das outras, sendo
visíveis somente em corte (fig. e)
(a) Ramo com inflorescências e estípula terminal (seta); (b) detalhe da
Fenologia: FLOR: set/out. FRUTO: mai/jun
base do cabo, com pêlos produtores de pequenas estruturas nutritivas
(*); (c) detalhe do caule mostrando orifício através do qual as formigas
Usos: Reflorestamento pela rápidez do crescimento e
penetram no caule oco; (d) folhas mostrando a face superior e inferior como ornamental. FOLHAS: alimento para o bicho-
(esbranquiçada); (e) respectivamente de cima para baixo: inflorescên- preguiça. FRUTOS alimento para aves. MADEIRA:
cias novas ainda protegida por bráctea (aberta manualmente para brinquedos, caixotaria leve, saltos para calçados, lápis,
mostrá-las), 2 já maduras, 1 em corte e detalhes em maior aumento. compensados e polpa celulósica.

128

SEMENTES 1. dormentes. (c) face inferior da folha em detalhe Usos: Reflorestamento e arborização de ruas. com flores saindo do mesmo ponto (fig. (f) fruto verde (abaixo) mostrando Fenologia: FLOR: nov/jan e jun/jul cálice (seta) e fruto maduro (acima). com odor forte. compostas. pretos. (e) fruto com região onde se insere a semente coberta por internas e externas. (b) folhas mostrando faces superior Dispersão: Vento. (c) folhas mostrando a face superior (acima) e do tubo (fig. marcenaria e carpintaria. FLORES 5-meras. FOLHAS alternas. c) na face inferior. Cestrum laevigatum Schltdl. SP. FRUTOS alados. com cálice persistente até a anteras (+) e estigma (*) e lateral (abaixo) mostrando cálice (seta). FLORES 5-meras. carijó. mostrando estames (+) e parques. SP e norte do PR. coerana Local de ocorrência natural: MG. FOLHAS alternas. c). indeiscente. (acima) e inferior (abaixo). portas. carroçaria. Características morfológicas: ALTURA: 10-22m. na base do fruto (fig. (e) ramo com frutos verdes. d). araribá-rosa. no interior inflorescências. canoas. INFLORESCÊNCIA composta. MS. verde- (a) Ramo com inflorescências. quase séssil. Fenologia: FLOR: jan/mar FRUTO: ago/set. OVÁRIO súpero. obras hidráulicas pistilo (*). com flor em vista superior. INFLORESCÊNCIA simples. ESTAMES 10. com glândulas externas (fig. ESTAMES 5. inferior (abaixo). (d) flores em vista superior (acima) mostrando carnosos. Centrolobium tomentosum Guillemin ex Benth. tubulares. Plantas tóxicas para o gado. maturação. d). (a) Ramo com inflorescência. tipiri (MG). na floresta semidecídua da bacia do Paraná e afluentes. 129 . MADEIRA: construção naval. com pêlos. RJ. (b) detalhe do ramo com amareladas. Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): Araribá. Características morfológicas: ALTURA: até 7 m. secos. pinadas. GO. amarelas. Solanaceae Nome(s) popular(es): Dama-da-noite. praças e mostrando pontinhos brancos (glândulas externas). Local de ocorrência natural: MG. simples. (d) inflorescência em detalhe. OVÁRIO súpero. araraúba. com espinhos na região onde se insere a semente. FRUTOS ovóides. SEMENTES 2 a 4. imparipinadas. espinhos e com ala (seta). putumuju (BA).

(c) ramo com inflorescências. FRUTO: ago/set Dispersão: Vento (a) Ramo. árvore-de-paina ou de-lã. verticiladas Tronco e alternas. tarumã- branco. diferentes estágios de maturação (acima) e sementes (abaixo). Características morfológicas: ALTURA: 8-20m. baga-de-tucano. TRONCO engrossado próximo à base. MG.-Hil. (e) flor. mostrando estames (+) e pistilo (*). Fenologia: FLOR: dez/mai. brinquedos. tubulares. deiscentes. com margem irregular. (f) frutos. vistosas. MS e norte do PR. na floresta pluvial atlântica e matas de galeria. tucaneira (SC). Tronco com espinhos Bombacaceae Nome(s) popular(es): Paineira- rosa ou branca. (a) Ramo (à direita) mostrando variação na filotaxia. Local de ocorrência natural: BA ao RS.setas). mostrando pistilo (*) e tubo (+) formado pela celulósica. artefatos leves. FOLHAS variando entre opostas. Verbenaceae Nome(s) popular(es): Pau-de-viola (SP). paina-de-seda. d). Características morfológicas: ALTURA: 15-30m. FRUTO: jan/mar. forros. ao lado). brancas. paineira-fêmea. arborização (à direita). compostas. GO. com glândulas externas no cabinho avermelhado (fig. (d) flores em Fenologia: FLOR: out/dez. TRONCO descama quando velho (fig. com 2 ou 3 folhas ESTAMES 5. caixotaria. pombeiro. SP. cochos. caixotaria e pasta (f) flor em detalhe. com espinhos (fig. (b) cabinhos mostrando coloração amarelo-avermelhada e protuberâncias súpero. jacareúba. (g) fruto fechado e pêlos (paina) com antigamente como enchimento de colchões e sementes no seu interior. Dispersão: Aves Usos: Reflorestamento por ser pioneira. ESTAMES com filetes soldados formando tubo (fig. FRUTOS ovalados. 130 . (c) folha em detalhe mostrando região de inserção dos de jardins e parques como ornamental pelas flores limbos. b). rosadas. FLORES 5-meras. MADEIRA: canoas. vista superior (acima) e lateral (abaixo). Chorisia speciosa A. barriguda. St. OVÁRIO súpero. FRUTOS secos. (b) folhas mostrando faces superior (à esquerda) e inferior Usos: Reflorestamento em plantio misto. FLORES 5-meras. INFLORESCÊNCIA simples. (glândulas externas . OVÁRIO por nó e folha (à esquerda) destacada mostrando face inferior. pau- viola. no interior do tubo (fig e). tarumã. carnosos. digitadas. Local de ocorrência natural: RJ. (g) frutos em MADEIRA: tabuado em geral. PAINA: fusão dos filetes do estames. SEMENTES: alimento para aves. (e) flor em corte longitudinal. SEMENTES envolvidas por pêlos (paina). acima). travesseiros. FOLHAS alternas. Citharexylum myrianthum Cham. (d) folha em detalhe mostrando margem irregular. na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná e na Argentina.

inflorescências Fenologia: FLOR: dez/mar. (d) inflorescência com flores (setas) pequenas Usos: Reflorestamento e arborização de ruas. brancas. cuvantã. frutos ain- da fechados Cupania vernalis Cambess Sapindaceae Nome(s) popular(es): Camboatá. Leguminosae (Caesalpinioideae) Nome(s) popular(es): Copaíba. deiscentes. gragoatã (SP). (b) folhas mostrando faces superior (à esquerda) e inferior (à direita). com arilo laranja. (e) frutos abertos (à esquerda) e sementes (à batente de portas e janelas). miguel-pintado (SC). OVÁRIO súpero. Ramo com SEMENTES 1. moirões. com pêlos na face inferior. camboatã-vermelho. imparipinadas INFLORESCÊNCIA composta. cubantã. mostrando ovário (*) e estames (+). Fenologia: FLOR: mar/mai. (c) folha em detalhe mostrando margem Dispersão: Aves irregular (setas). Copaifera langsdorffii Desf. MADEIRA: e já velhas. Características morfológicas: ALTURA: 10-22m. secos. FLORES pequenas. camboatã. caibros. FLORES 4-meras. (c) flor rural. (b) folhas mostrando face inferior. SEMENTES com arilo. marcenaria. móveis. peças torneadas direita) isoladas com arilo laranja. c). compostas. OVÁRIO súpero. SP até o RS. esteios. 131 . Características morfológicas: ALTURA: 10-15m. FOLHAS alternas. deiscentes. principalmente na floresta latifoliada da bacia do Paraná. vassouras). FOLHAS alternas. guavatã. em quase todas as formações florestais. Local de ocorrência natural: MG. Reflorestamento. MS. (e) flor cortada mostrando estame (+) e pistilo (*). MADEIRA: construção civil (vigas. INFLORESCÊNCIA compostas. ripas. (d) frutos verde (acima) e maduro (abaixo). arborização urbana e (a) Ramo. FRUTOS secos. pinadas. copaíba- vermelha bálsamo Local de ocorrência natural: MG. (cabos de armas. MS. pinadas. ESTAMES 10. lenha e carvão. FRUTOS arredondados. FRUTO: set/nov. obras internas. com margem irregular (fig. FRUTO: ago/set Dispersão: Aves Usos: Fornece o óleo de copaíba ou bálsamo (seiva). ferramentas. compostas. GO. (a) Ramo. SP e PR.

sementes marrons 132 . FOLHAS alternas. simples. caixotaria e pastas celulósica. Características morfológicas: ALTURA: 6-14m. Dendropanax cuneatus (DC.) Decne. Flor com estames arroxeados Dietes sp. (d) flores mostrando anteras (+) e ovário ínfero (*). Fruto aberto com Usos: Como ornamental. mais intensamente em (a) Ramo com inflorescências. engrossamento típico da família. d) FRUTOS cilíndricos. verdes. Araliaceae Nome(s) popular(es): Maria-mole Local de ocorrência natural: Região amazônica até MG. mais intensamente em mai/jul. OVÁRIO ínfero. FLORES 5-meras. frutos verdes. FRUTOS elípticos. FRUTO: ano inteiro. ESTAMES 5. INFLORESCÊNCIA composta. sem o Usos: Reflorestamento e como ornamental. (e) infrutescências com MADEIRA obras internas (forros e divisórias). RJ. (f) frutos verdes. deiscentes. ESTAMES 3. Dispersão: Aves (no ramo) e inferior (destacada) e detalhe do cabinho. (c) inflorescências. OVÁRIO ínfero (fig. & Planch. secos. SP e MS. Fenologia: FLOR: ano inteiro. carnosos. (b) folhas mostrando a faces superior jul/set. FLORES 3- meras. brancas. Iridaceae Nome(s) popular(es): Íris Características morfológicas: FOLHAS dispostas em forma de ‘leque’. na floresta pluvial.

Myrtaceae Nome(s) popular(es): Pitanga. CAULE com espinhos. como cerca-viva pela reprodução a sementes. vermelhas ou rosadas de acordo com a variedade. (e) botão (à esquerda) mostrando ovário ínfero (*) e sépalas (+) ainda fechadas e flor velha (à direita). Erythrina speciosa Andrews Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): mulungu-do-litoral. (c) detalhe da folha com glândulas arredondados. com glândulas internas no limbo visíveis contra a luz (fig. pitanga-do-mato Local de ocorrência natural: MG até RS. pitangueira. inferior. com espinhos e estípulas. Infrutes- (a) Ramo. com glândulas externas no eixo (fig. como ornamental intraespecífica. (b) caule em detalhe. FLORES 5-meras. SEMENTES 1 ou internas (pontos translúcidos). FRUTO: out/nov abaixo). com estípulas (fig. FOLHAS opostas. comestível. com pedicelo alongado. c). superior e 2 por fruto. (f) frutos em Dispersão: Aves diferentes estágios. (d) flores: uma em corte longitudinal e uma inteira. b). FRUTOS cilïndricos. compostas. (e) inflorescências de 2 indivíduos diferentes. INFLORESCÊNCIA simples. até SC na floresta pluvial atlântica. para mostrar as pelas flores vistosas. com 3 limbos. brancas. deiscentes. (f) fruto artificialmente aberto. FRUTO: fruto jovem. com sépalas persistentes. Local de ocorrência natural: ES a MG. partir de estacas. 133 . mostrando variação Usos: Reflorestamento por ser pioneira. MADEIRA: caixotaria leve. com nervuras secundárias se encontrando próximo à margem do limbo. OVÁRIO súpero. na floresta semidecíduoa do planalto e da bacia do rio Paraná Características morfológicas: ALTURA: 6-12m. pitanga roxa. Fenologia: FLOR: ago/nov. pitanga-branca. d). (a) Ramo com flores e fruto. com flores saindo do mesmo ponto (fig. (c) folha. c). FRUTO: out/jan sem os estames e evidenciando o estilete (seta). MADEIRA: cabo de ferramentas. com muitos estames. eritrina-candelabro. OVÁRIO ínfero (fig. pitanga-rósea. secos. Eugenia uniflora L. simples. com pétalas livres mas fechadas formando um tubo (fig. cência detalhes mostrando espinho (acima) e probuberâncias (glândulas - Fenologia: FLOR: jun/set. (b) folha mostrando face superior ESTAMES muitos. (d) flores em vista lateral. Características morfológicas: ALTURA: 3-4 m. FOLHAS alternas. quase séssil. FLORES 4-meras. pitangueira- vermelha. ESTAMES 10. com sépalas persistentes (+). d). e) FRUTOS (acima) e inferior (abaixo). mais evidentes no Usos: Reflorestamento e como ornamental. INFLORESCÊNCIA simples.

FOLHAS alternas. MS. se alimentam de algumas flores. 134 . b). (d) caule em detalhe mostrando estrutura copulam e conseguem sair da infrutescência pois a reprodutiva (em estágio de inflorescência ou infrutescência) inserida abertura está mais livre. simples. FLORES diminutas. (b) folhas no ramo mostrando face superior (no ramo) e por *). RJ. A fêmea entra na estrutura fechada através de uma abertura (fig. Características morfológicas: FOLHAS alternas. (e) infrutescência velha. Seta . (c) folha mostrando face superior (acima) e inferior (abaixo). visível apenas no ápice dos ramos . Vespas machos e fêmeas (*). estípula esverdeada (seta) e regiões dos nós nas quais anteriormente se alimentam de algumas flores. INFLORESCÊNCIA uma estrutura fechada. recobrindo abertura. glabra Vell. destacando região da abertura (+). Argentina. saem dos ovos. polinizam (d) ramo com estrutura reprodutiva. copulam e conseguem sair da infrutescência pois a corte mostrando região interior (à direita) e superior (à abertura está mais livre.fig c). de sexos separados. Moraceae Nome(s) popular(es): Figueira-brava Local de ocorrência natural: BA. simples. Ficus guaranitica Chodat Moraceae Nome(s) popular(es): Figueira. ovipõe nas flores femininas e morre aí pois não inferior (destacada). Paraguai. MG. guapoí. GO.bráctea. d. com estípula (visível apenas nos ápices dos ramos .+) ovipõe nas flores femininas e (a) Ramo. com região da abertura esbranquiçada (fig. mostrando consegue sair. com estípula (avermelhada. de sexos separados. MS. SC. Características morfológicas: ALTURA: até 30m.fig. polinizadas por vespas. (e) estrutura reprodutiva em outras. PR. O indivíduo aqui observado apresenta raízes tabulares. (b) detalhe do ramo. RS. mostrando estípula avermelhada morre aí pois não consegue sair. SP. Vespas machos e fêmeas saem dos ovos. A fêmea entra na estrutura fechada através de uma abertura (fig. outras se inseriam (*). d. e).*). INFLORESCÊNCIA uma estrutura fechada (figs. polinizam outras. parcialmente recoberta por estrutura semelhantes a brácteas (fig. Local de ocorrência natural: SP. d . infrutescência carnosa. (*) proeminências infrutescência carnosa. e). e . (c) ápice do ramo em detalhe. RS. PR. Ficus aff. FRUTOS reunidos em uma esquerda). d . FLORES diminutas. polinizadas por vespas. com estruturas proeminentes na região da abertura (fig.seta). recoberta (a) Ramo. FRUTOS reunidos em uma na base do cabinho da folha.

tubulares. A cor da estípula varia de verde alimentam de algumas flores. (e) Dispersão: Vento infrutescências com frutos já sem as pétalas. (a) Ramo com inflorescência. f). f) formando um tubo de cujo interior o estilete emerge (fig. construção naval (esquadrias.pêlos.) Cabrera Asteraceae Nome(s) popular(es): Candeia.ovário ínfero). com pétalas já murchas. Moraceae Nome(s) popular(es): Figueira Características morfológicas: FOLHAS alternas. (p . leves. f) FRUTOS diminutos. Vespas machos e fêmeas saem dos ovos. MADEIRA: obras imersas. polinizadas por vespas. até o RS. do-mato ou guaçu Local de ocorrência natural: BA. com anteras fundidas (fig. se deixada por ela quando cai (seta). Características morfológicas: ALTURA: 6-8m. polinizam outras. SEMENTES 1. palitos de fósforo. isolada da qual foram retirados os pêlos para mostrar as pétalas obras expostas (moirões. FOLHAS alternas. Ficus sp. c). INFLORESCÊNCIA uma estrutura fechada. secos. e inferior com pêlos esbranquiçados. 135 . MG. (g) flor retorcidos. (d) mais livre. MS. parcialmente soldadas em um tubo (t). cambará. curvas). indeiscentes. pontes). à direita). cabos de ferramentas. FRUTO: dez/fev. Gochnatia polymorpha (Less. (f) 2 flores isoladas: Usos: Reflorestamento pela adaptação a terrenos pobres e a mais jovem expondo apenas os estames (+) e a mais velha expondo secos e como ornamental pela cor das folhas e ramos também o estigma (*). com cálice (modificado em pêlos) persistente. ESTAMES 5. INFLORESCÊNCIA composta (3 delas na fig. à esquerda) a avermelhada (mais velha. simples. com pêlos (sépalas modificadas). intermediário entre flor e fruto. (d) estágio Fenologia: FLOR: out/dez. copulam e (mais nova. FLORES diminutas. construção civil. jovens com pêlos na face superior. ovipõe nas flores femininas e morre aí pois não (a) Ramo. o . FLORES 5-mera. cambará-de-folha- grande. (b) ápices de dois ramos mostrando estípula (*) e cicatriz consegue sair. (b) face das folhas: superior. FRUTOS reunidos em uma infrutescência estrutura reprodutiva aberta mostrando flores e/ou frutos (+) (não foi possível identificar o estágio de desenvolvimento) carnosa que se abre quando madura. de sexos separados. simples. amareladas. A fêmea entra na estrutura fechada através de uma abertura. com pêlos esbranquiçados na face inferior. (c) inflorescências. OVÁRIO ínfero (fig. (c) conseguem sair da infrutescência pois a abertura está folhas mostrando face superior (acima) e inferior (abaixo). principalmente no cerrado.

CASCA: cordas. ESTAMES 5. deiscente (não frutifica face superior (acima) e inferior (abaixo). FRUTOS seco. fendas (setas) (abaixo) e cortando longitudinalmente (acima) construções internas.estilete. com estípula. coronhas de armas. (e) fruto maduro com como ornamental. hibisco-da-china. a. com filetes (a) Ramo com flor. longitudinal mostrando pistilo (o + e) antes envolvido por tubo (seta) formado pela fusão dos filetes dos estames. Sterculiaceae Nome(s) popular(es): Mutambo. ESTAMES muitos. envireira. OVÁRIO súpero. (d) flor em corte no Brasil). mutamba. MADEIRA: tonéis. e . com margem irregular. com algumas nervuras partindo do mesmo ponto (figs. Usos: Ornamental 136 . guaxima-torcida (SP). com margem irregular. hibisco- tropical. carvão e pólvora de excelente qualidade. (d) flores em vista lateral (à esquerda) e superior Dispersão: Macacos e outros animais. FLORES isoladas. FRUTO: ago/set esquerda) e superior (à direita). guamaca. (c) folha em detalhe mostrando margem irregular. Características morfológicas: ALTURA: 8-16m. secos. mimo-de-vênus. b) INFLORESCÊNCIA composta. superior (acima) e inferior (abaixo). pau-de-bicho (MT). Características morfológicas: ALTURA: 3-5m. pasta celulósica. (à direita) com pétalas apresentando longos prolongamentos (*). periquiteira (PA. graxa-de-estudante. pojó. os Usos: Reflorestamento. FOLHAS alternas. fruta-de-macaco.ovário. guaxima- macho. caixotaria. Guazuma ulmifolia Lam. araticum-bravo. simples. deiscentes. BA). FRUTOS arrendondados. Local de ocorrência natural:Ásia tropical. Malvaceae Nome(s) popular(es): Hibisco. vermelhas. Fenologia: FLOR: ano todo. principalmente na floresta latifoliada semidecídua. mostrando OVÁRIO súpero. algumas com manchas esbranquiçadas. mostrando face fundidos entre si formando tubo ao redor do pistilo. o . pau-de- pomba. embireira (PA) embiru (RS). Local de ocorrência natural: AM até o PR. (a) Ramo com inflorescências. FOLHAS alternas. (e) flor em detalhe mostrando estames (+) e estigma (*) do pistilo. simples. mostrando sementes em detalhe. (b) folhas mostrando face inferior (à Fenologia: FLOR: set/nov. FLORES 5-meras. mutamba- verdadeira (PA). embira. 5-meras. (c) folhas verdes. Hibiscus rosa-sinensis L. (b) folhas com aspecto manchado. por seu rápido crescimento e estames estão recobertos pelas pétalas. amarelas.

) Taub. INFLORESCÊNCIA simples. Características morfológicas: ALTURA: 15-20m. (b) folhas mostrando faces simples. 137 . (e) flor (à esquerda) da súpero. FRUTOS cilíndricos. Violaceae Características morfológicas: FOLHAS opostas. deiscente. compostas. FRUTOS: comestíveis. assoalhos). farinheira. esquadrias. com estípulas (setas). FLORES 5-meras. seco. com 2 limbos. 1 . acima). Hybanthus atropurpureus (A.prolongamento. (a) Ramo com flor no ápice e frutos na base. (c) inflorescência. jataíba. acabamentos internos como marcos de mostrando estames (+) e pistilo (*). artigos de esportes. jataí-peba. indeiscentes (fig. com estípulas. (d) flor civil (vigas. Leguminosae (Caesalpinioideae) Nome(s) popular(es): Jatobá. FOLHAS alternas. 2 . e) no ápice. ESTAMES 5. móveis. OVÁRIO súpero. ripas. Fenologia: FLOR: out/dez. verdes. FRUTO: jul Usos: Reflorestamento e arborização de parques e jardins. MADEIRA: construção (a) Ramo com inflorescência. jitaí. burandã.-Hil. (c) caule em detalhe mostrando FLORES 5-meras. jatobá-miúdo. (f) frutos em seqüência de maturação. ESTAMES 10. jataí-amarelo. jatobá-da-catinga (BA) Local de ocorrência natural: PI até o norte do PR na floresta semidecídua. St. FRUTOS arredondados. Frutos Hymenaea courbaril L. peças torneadas. (b) folhas mostrando faces superior (acima) e inferior (abaixo). apêndice (fig. jataí-vermelho. imbiúva. sem filete.antera. brancas. jataí. secos. (d) flores em seqüência de desenvolvimento. INFLORESCÊNCIA simples. qual foram retiradas as pétalas para mostrar disposição dos estames (isolado à direita) e ápice do pistilo (*). OVÁRIO mostrando ápices dos estames (+) e pistilo (*). (g) fruto aberto em 3 partes. superior (acima) e inferior (abaixo). portas. cabos de ferramentas.

Leucaena leucocephala (Lam. (acima) e inferior (abaixo). deiscentes. com subunidades globosas. (f) flor em corte longitudinal mostrando pistilo (*) e 4 ESTAMES 4 férteis e 1 atrofiado. secos. e como pistilo (*). 138 . (g) frutos secos. mostrando os composta. FRUTOS e SEMENTES: alimento sementes. FLORES 5-meras. INFLORESCÊNCIA compostas. (d) inflorescência com 2 subunidades com flores abertas e deiscentes. Don Bignoniaceae Nome(s) popular(es): Jacarandá-mimoso Local de ocorrência natural: Cerrados do Brasil Características morfológicas: ALTURA: até 10m. com flores saindo (a) Ramo com inflorescências. (d) inflorescência. brancas. (b) folhas mostrando faces superior de uma mesma base. arroxeadas. INFLORESCÊNCIA (acima) e inferior (abaixo). alongados. c). d) FLORES 5-meras. (abaixo). FOLHAS. (h) FRUTOS achatados. arredondados. (c) detalhes da folha mostrando protuberâncias (glândulas externas) no eixo (acima) e no cabinho OVÁRIO súpero. para gado. estames (+). compostas. FOLHAS alternas. SEMENTES aladas. compostas. limbos em um eixo secundário. (g) fruto verde fechado e frutos secos abertos. (fig. (b) folhas mostrando faces superior opostas. secos. (f) fruto seco aberto artificialmente para mostrar as ornamental. bipinadas. com glândula externa no cabinho e no eixo (fig. FRUTOS achatados. (e) flor em vista superior. semente com ala transparente. tubulares. bipinadas. FOLHAS (a) Ramo com infrutescência.) de Wit Leguminosae (Mimosoideae) Nome(s) popular(es): Cinzeiro Local de ocorrência natural: América Central e Antilhas Características morfológicas: ALTURA: até 20m. OVÁRIO súpero. (e) flor mostrando estames (+) e Usos: Reflorestamento por ser pioneira. Jacaranda mimosifolia D. demais com flores ainda em botão. (c) detalhe da folha.

Características morfológicas: ALTURA: 15-25m FOLHAS simples. (d) flor velha (amarela). caiboti Local de ocorrência natural: Sul da BA. (d) flores em seqüência de desenvolvimento. Leguminosae (Papilionoideae) Local de ocorrência natural: Brasil (PA e SP). (b) folhas mostrando faces superior (à esquerda) achatados. (e) fruto aberto em vista superior (à direita) e lateral (abaixo) e saltos de calçados. (a) Ramo com infrutescências. imparipinadas. OVÁRIO súpero. (b) folhas mostrando faces superior Fenologia: FLOR: dez/fev FRUTO: mai/ago (à esquerda) e inferior (à direita). rosadas (tornando-se amarelas conforme envelhecem). açoita- cavalo. com mais de uma nervura saindo de um mesmo ponto na base da folha. alguns inférteis. SEMENTES 1-5. ESTAMES 10. com pêlos esbranquiçados na face inferior. pétalas frontais (seta). FLORES 5-meras. (e) frutos maduros com diferentes números de sementes desenvolvidas e 1 fruto aberto mostrando 3 delas. pau-de-canga. FRUTOS secos. norte da América do Sul. deiscentes. MG. RJ. SP. móveis curvados. ovalados. secos indeiscentes. FOLHAS alternas. com pêlos na face inferior. SEMENTES aladas. FRUTOS (a) Ramo com frutos. vináceas. pinadas. móveis. ESTAMES muitos. América Central. e flor nova (rosa) em rápido crescimento e como ornamental. açoita-cavalo-miúdo. FLORES 5- meras (com as 2 pétalas frontais parcialmente fundidas - fig. em corte longitudinal mostrando as sementes aladas. FRUTO: mar-abr desde botão até fruto jovem (*). GO e MS até o RS na floresta semidecídua. c). mostrando diferentes graus de Dispersão: Vento. rodapés) 139 . exposição dos estames (+). ivatingui. molduras. Fenologia: FLOR: nov/dez. MADEIRA: corte longitudinal. compostas. (c) flor em vista frontal. Características morfológicas: ALTURA: 3-8 m. INFLORESCÊNCIA composta. contrução civil (ripas. livres somente próxima à base (como em Machaerium aculeatum). caixotaria. de diferentes tamanhos e inferior (à direita). OVÁRIO súpero. e). com margem irregular. Tiliaceae Nome(s) popular(es): Ibatingui. Inflorescências Lonchocarpus latifolius Kunth ex DC. reniformes (com forma de rim). (c) folha em detalhe mostrando Dispersão: vento Usos: Reflorestamento por ser de margem irregular. mostrando fusão das 2 (fig. coronhas de armas. Luehea divaricata Mart. mostrando regiões do pistilo (*) e estames (+).

SEMENTE 1.. FRUTO: abr/jun superior (à esquerda) e inferior (à direita). c). jacarandá-bico-de- pato. (b) ápice do ramo mostrando folhas novas e estípula (seta). (e) inflorescência . FLORES 5-meras. compostas. (c) ramo mostrando espinhos (setas).folhas (acima) e fruto (abaixo) com uma semente (*) e ala (+) Luetzelburgia guaissara Toledo Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): Guaissara Características morfológicas: FOLHAS alternas. jacarandá-de-espinho. ESTAMES 10. e na arborização de ruas destacadas mostrando estames (+) com filetes fundidos formando estreitas como ornamental pelas flores coloridas. (d) folhas mostrando faces Fenologia: FLOR: nov/fev. (g) flor com pétalas mistos por ser pioneira. 140 . INFLORESCÊNCIA composta. tubo e fusão das 2 pétalas frontais (*). na base do (a) Ramo. secos. Inflorescências com flores avermelhadas (à esquerda). indeiscentes.setas). OVÁRIO súpero. FOLHAS alternas. OVÁRIO súpero.fig. pinadas. FRUTOS alados. MADEIRA: construção civil. Usos: Reflorestamento em plantios flores em vista lateral mostrando seqüência de desenvolvimento. FLORES 5-meras (com as 2 pétalas frontais parcialmente fundidas . com estípula modificada em espinho (figs. FRUTOS alados. INFLORESCÊNCIA composta. em várias formações florestais. caixotaria. arroxeadas ESTAMES 10. (f) 3 Dispersão: Vento. pinadas. indeiscentes. fruto. com pêlos na região da semente. (h) ovário e fruto jovem. Fenologia: FLOR: out FRUTO: dez Árvore (seta) florida Dispersão: Vento. Características morfológicas: ALTURA: 6-12m. objetos leves. b. secos. SEMENTE 1. 1 em vista frontal e 1 em vista traseira. g). compostas. na base do fruto. Tronco com cicatri- zes Machaerium aculeatum Raddi Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): Pau-de-angu. TRONCO com cicatrizes deixadas por espinhos (fig acima . avermelhadas. Local de ocorrência natural: PE até SP e MG.

guaxumbé. (*) pistilo. FLORES 5-meras (com 2 das pétalas parcialmente fundidas . MADEIRA: cangas de bois.) Benth. vináceas. pinadas. FRUTO: set/out. (f) frutos maduros. SP e MG até o RS. ES. Características morfológicas: ALTURA: 8-18m. pinadas. nas matas semidecíduas de altitude e da bacia do Paraná. ESTAMES 10. em ‘zigue-zague’. compostas.setas) e lenticelas. FOLHAS alternas. Machaerium nyctitans (Vell. Local de ocorrência natural: MG e SP. FRUTOS alados. jacarandá- branco. FRUTO: jun/jul. compostas. OVÁRIO súpero. h). f). com pêlos. 1 jovem Fenologia: FLOR: nov/dez. indeiscentes. (b) ramo em detalhe mostrando espinhos base do fruto (fig. d). Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): Guaximbé. (+) estames. destacadas. MADEIRA: objetos curvados. (c) folhas mostrando faces superior (acima) Fenologia: FLOR: fev/mai. verdes. b). indeiscentes. Machaerium vestitum Vogel Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): Cateretê. (e) frutos mostrando Usos: Reflorestamente e arborização rural e seqüência de desenvolvimento a partir da flor. (d) estruturas (enquadrada) protegendo gemas que darão origem a partes da inflorescência (e). secos. sendo uma delas (*) resultado de uma fusão. acima . lenha. (d) flor com suas 4 peças da corola Dispersão: Vento. (c) flores: 3 em vista frontal com diferentes graus de exposição dos estames. um deles (à urbana. ESTAMES 10. jacarandá-de- espinho. bico-de-pato. com pêlos. e 1 em vista dorsal. secos. cauvi. jacarandá-ferro. SEMENTES 1. FRUTOS alados. na (a) Ramo com inflorescência. carvão. SEMENTE 1. (modificação das estípulas).fig. (acima) e frontal (abaixo). (g) ramo com Usos: Reflorestamento por ser pioneira e arborização infrutescência jovem. 141 . inferior (à direita) com eixo característico. TRONCO às vezes com espinhos (fig. na (a) Ramo com inflorescência. FLORES 5- meras (com as 2 pétalas frontais parcialmente fundidas . rústicos. e inferior (abaixo). f). (f) flores em vista lateral Dispersão: Vento. INFLORESCÊNCIA composta. INFLORESCÊNCIA composta.fig. Características morfológicas: ALTURA: 8- 14m. móveis direita) com parte da casca retirada para mostrar sua semente única. às vezes com estípulas modificadas em espinhos (fig. cabos de ferramentas. FOLHAS alternas. varais e avermelhada e fruto maduro (maior) marrom. (h) frutos imaturos (2 menores) com ala urbana e rural. 1 botão. principalmente na floresta latifoliada. (b) folhas mostrando face superior (à esquerda) e base do fruto (fig. OVÁRIO súpero. Local de ocorrência natural: Sul da BA. em vista lateral.

b). SP e PR. secos. INFLORESCÊNCIA composta. d). MADEIRA: obras externas (postes. com 2 pétalas frontais parcialmente fundidas. com pêlos. (b) folhas mostrando face superior (acima) base (fig. principalmente na floresta semidecídua de altitude. (f) fruto inteiro e cortado mostrando o ‘caroço’. caibros ripas). arredondado. esverdeadas (pétalas brancas e amarelas. FOLHAS alternas. Mangifera indica L. Características morfológicas: ALTURA: 20-30m. Anacardiaceae Nome(s) popular(es): Mangueira Local de ocorrência natural: Montanhas da Burma Central e base do Himalaia na Índia oriental. (c) detalhe da folha mostrando engrossa-mento na 5-meras. uma delas expondo os estames (+). simples. jacarandá-tã-do mato. caroço cortado mostrando a semente única no seu interior. com cabinho engrossado na (a) Ramo com inflorescência. SEMENTES 1. (d) frutos. (d) pedaço da inflorescência. base do cabinho. OVÁRIO súpero. Machaerium villosum Vogel Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): Jacarandá-paulista. Dispersão: Vento (a) Ramo com inflorescências. 142 . (c) Usos: Reflorestamento por ser adaptada a ambientes flores em vista frontal. FRUTO: ago/set. Fenologia: FLOR: out/dez. com pétalas brancas e esverdeadas e sépalas amarronzadas. ESTAMES 10. na base do fruto (fig. FLORES e inferior (abaixo). abertos. marcenaria de luxo. OVÁRIO súpero. g). Características morfológicas: ALTURA: até 40m. jacarandá-do-mato. pinadas. construção civil (vigas. indeiscentes. INFLORESCÊNCIA composta. imparipinadas. (b) botões e flor em vista lateral. FRUTOS alados. (e) flor mos-trando mas pequenas). compostas. dormentes). Usos: Fruto comestível. um deles com parte da casca retirada para mostrar a semente (*). com parte da parede do caroço retirada (à esquerda) e com o SEMENTE 1 (fig. com nectário em torno do ovário (fig. FLORES 5-meras. FOLHAS alternas. (g) frutos cortados. pistilo (*) e nectário (seta) em torno do ová-rio e) ESTAME 1. FRUTOS carnosos. Local de ocorrência natural: MG. estame único (+). jacarandá-do-cerradão. jacarandá-pardo.

Usos: Como ornamental. carnosos.) Jack. Inflorescência em 2 tons de verde na face superior e arroxeadas na face inferior. INFLORESCÊNCIA simples. apenas o pistilo (*). FRUTOS flores. FLORES 5-meras. Marantaceae Nome(s) popular(es): Maranta Características morfológicas: FOLHAS alternas. Local de ocorrência natural: Índia. vermelhos. imparipinadas. Maranta sp. (a) Ramo com inflorescências. (e) fruto. Rutaceae Nome(s) popular(es): Jasmim-laranja. com pontinhos translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas). compostas. FLORES rosadas. (c) pedaços de inflorescências mostrando ordem de abertura das ESTAMES 10. (b) folhas mostrando faces superior (acima) e inferior (abaixo). que perde as pétalas e os estames restando ovóides. brancas. OVÁRIO súpero. Características morfológicas: FOLHAS alternas. começando pela flor central. Murraya paniculata (L. INFLORESCÊNCIA composta. 143 . pinadas. (d) flor mostrando estames (+) e pistilo (*).

Leguminosae (Papilionoideae) Nome(s) popular(es): Cabrerúva-vermelha. vigas para pontes). peças torneadas. óleo-cabreúva (SP). FRUTOS alados. 144 . vista frontal (à esquerda) e lateral (à direita) mostrando pistilo (*) e Usos: Fornece o bálsamo (seiva). origem à inflorescência. secos. OVÁRIO súpero. mata pluvial atlântica da BA. SP e MS. f. (d) inflorescência. avermelhados. óleo- vermelho. Myroxilon peruiferum L. Fenologia: FLOR: jul/set FRUTO: out/nov (a) Ramo com inflorescência. quina-quina Local de ocorrência natural: Quase todo o país. (d) flores em Dispersão: Vento. (c) caule em detalhe mostrando Dispersão: Aves estruturas (uma delas enquadrada) protegendo as gemas que darão Usos: MADEIRA: localmente na construção civil. MS). (c) inflorescência. MADEIRA: estames (+) e fruto jovem (abaixo). visíveis contra a luz. (b) detalhe da folha mostrando glândulas (‘riscos’ translúcidos). INFLORESCÊNCIA composta. estrados. Myrcia tomentosa (Aubl. móveis rústicos. puá. Características morfológicas: ALTURA: 10-20m FOLHAS alternas. lenha e maturação mostrando sépala persistente (seta). com glândulas internas (fig. sul e sudeste da floresta equatorial da Amazônia e até na caatinga do nordeste. com nervuras secundárias se encontrando próximo à margem do limbo. no cerrado e na mata semidecídua de altitude. (e) infrutescência. brancas. (f) frutos em diferentes estágios de moirões e porteiras. carnosos. caboriba. pendentes. FLORES 5-meras. mostrando pequenas variações no tamanho da semente (abaixo) e fruto com portas). com pétalas brancas e cálice verde. carvão. principalmente na floresta latifoliada semidecídua da Bacia do Paraná.) DC. casca que recobria a semente retirada para mostrar semente enrugada. cabreúva. b) INFLORESCÊNCIA simples. f). pinadas. FLORES 5-meras. FRUTOS arredondados. SEMENTES 1. pau-de-bálsamo (PR). ESTAMES 10. bálsamo (MG. bálsamo-caboriba. indeiscentes. pau- vermelho. (b) ramos com folhas novas (à sépalas persistentes (fig. com (a) Ramo com inflorescências. esquerda) e velhas (à direita) com suas respectivas folhas Fenologia: FLOR: jul/out. (f) frutos mobília. FRUTO: dez destacadas mostrando face inferior. Características morfológicas: ALTURA: 6-12m. pau-de-incenso (AM). f). Myrtaceae Nome(s) popular(es): Goiaba-brava Local de ocorrência natural: GO. MG. f). (e) flor mostrando estames (+) e pistilo (*). enrugada. OVÁRIO ínfero. construção civil (assoalho. compostas. no ápice do fruto (fig. FOLHAS opostas. caboreíba- vermelha (PR). sangue-de-gato. obras externas (postes. evidenciado pela presença de sépalas persistentes (fig. ESTAMES muitos. com com pêlos na face inferior. ES (vale do Rio Doce) e zona da mata de MG.

(c) folha em detalhe mostrando margem irregular. (b) folhas mostrando face superior (esquerda) e inferior (direita). FOLHAS alternas. ESTAMES muitos. FRUTOS (a) Ramo com inflorescências. OVÁRIO súpero. com margem irregular. INFLORESCÊNCIA composta FLORES 3-meras. Características morfológicas: ALTURA: até 15m. indeiscentes. OVÁRIO súpero. Ochnaceae Nome(s) popular(es): Ócna Local de ocorrência natural: África do Sul Características morfológicas: ALTURA: 1-2m. FOLHAS alternas. (c) inflorescência em detalhe. com sépalas e pétalas de aspecto semelhante (6 peças ao todo). podendo chegar a 6m. Local de ocorrência natural: Brasil. carnosos. simples. Fenologia: FLOR: out-dez FRUTO: jan-mar (a) Ramo. (b) folhas mostrando faces superior (acima) e ovalados. (e) fruto . Argentina. amarelas (femininas tornando-se vermelhas com a maturação do fruto). Indivíduo jovem Ochna serrulata (Hochst. pretos. Usos: MADEIRA: carpintaria 145 . FRUTOS compostos por 5 subunidades arredondadas. Uruguai. (d) fruto verde Dispersão: Aves (começando a amadurecer) com 6 subunidades. inferior (abaixo).) Walp. de sexos separados. 5- meras. simples. Usos: Ornamental Ocotea acutifolia (Nees) Mez Lauraceae Nome(s) popular(es): Canelinha. brancas. ESTAMES 9. FLORES isoladas. (d) flor mostrando estames (+) Fenologia: FLOR: out-mar e pistilo (*).

com sépalas e pétalas de aspecto semelhante (6 peças ao todo) verde- amareladas. 146 . (d) frutos em diferentes Fenologia: FLOR: jul/nov . simples. Características morfológicas: ALTURA: até 40m. (b) folhas mostrando faces superior (acima) e inferior (abaixo). FOLHAS alternas. ESTAMES muitos. estágios de desenvolvimento. FLORES 3-meras. (d) flores brancas(setas) em detalhe. INFLORESCÊNCIA composta. protegida por bráctea verde enquanto imatura. Araceae Nome(s) popular(es): Guaimbê-da-folha-ondulada. simples. aqui protegidas por uma bráctea verde. com margem recortada. (c) inflorescência exposta. INFLORESCÊNCIA simples. das folhas. Lauraceae Nome(s) popular(es): Abacateiro. Características morfológicas: ALTURA: 2-3m. protegida parcialmente por bráctea. (b) região de inserção Usos: Como ornamental. FOLHAS alternas. SEMENTE 1. Persea americana Mill. (a) Ramo com inflorescências. (c) flor mostrando estames (+). FLORES diminutas. de onde nascem as inflorescências. OVÁRIO súpero. FRUTOS carnosos. Usos: FRUTO: comestível. Local de ocorrência natural: Áreas pantanosas do Brasil e do Paraguai. Local de ocorrência natural: Florestas de altitude da América tropical. (a) Folha mostrando margem com recortes (setas). FRUTO: jan/mai. Philodendron undulatum Engl.

com arilo (a) Ramo com flor. brancas. OVÁRIO súpero. (e) fruto fechado (à esquerda) e aberto (à esquerda) com semente com arilo esbranquiçado a amarelado. (d) estrutura reprodutiva. FRUTOS secos. deiscentes. SEMENTES até 2. Polygala klotzschii Chodat Polygalaceae Local de ocorrência natural: Brasil. (a) Ramo. postes e papel. simples FLORES 5-meras. (abaixo) (c) ramo com estrutura reprodutiva. ESTAMES 8. 147 . Usos: Fornece resina. Características morfológicas: RAMOS terminando em espinhos. (c) ramos terminando em espinho com flores velhas e amareladas (à esquerda) e com flores novas e fruto (à direita). reunidas em grupos de 2 ou 3. Fenologia: FLOR: início da primavera. FOLHAS longas. (d) flores em vista frontal (à esquerda) e lateral (à direita) sem as pétalas laterais (*) e mostrando os estames (+). Pinha Pinus elliottii Engelm. (b) folhas mostrando faces superior (à esquerda) e inferior (à direita). (b) folhas reunidas em um grupo de três (acima) e destacadas embarcações. Pinaceae Nome(s) popular(es): Pinheiro Local de ocorrência natural: Sudeste dos EUA Características morfológicas: ALTURA: 25-30m. MADEIRA: nos EUA para construções leves e pesadas. caixas. FOLHAS alternas. extraída do tronco.

f). até México e Índias ocidentais. superior(abaixo) e inferior (acima). ESTAMES muitos. FRUTO mostrando domácea (seta). (fig. OVÁRIO ínfero evidenciado pela presença de sépalas persistentes (a) Ramo com flor. com estípula (fig b) . simples. Características morfológicas: ALTURA: até 6m. (f) frutos verde (à esquerda) e maduro (à direita). (e) ramo com frutos jovens. (c) folha em detalhe mostrando que algumas nervuras (setas) se arranjam perpendicularmente à nervura principal. carnosos. Rubiaceae Características morfológicas: FOLHAS opostas. Psychotria sp. com pêlos na face inferior (poucos). simples. (abaixo). brancas. com nervuras secundárias se encontrando próximo à margem do limbo. FLORES 5-meras. tubulares. (d) face inferior da folha em detalhe. (e) flores em vista lateral (acima) e superior (abaixo) ovalado. carnoso. Myrtaceae Nome(s) popular(es): Goiabeira Local de ocorrência natural: Uruguai. FRUTOS arredondados. ESTAMES 5. (c) folhas mostrando faces FLORES 5-meras. CASCA: curtir couros. 148 . OVÁRIO ínfero. mostrando estigma (*) projetando-se para fora do tubo formado pelas pétalas e estames (+) no interior deste. INFLORESCÊNCIA composta. a outra ainda verde e protegendo a gema apical. acima). Tronco descamante Psidium guajava L. (d) botões mostrando Fenologia: FLOR: out/dez. d). Usos: Reflorestamento. (b) folhas mostrando faces inferior (acima) e superior (fig. FOLHAS opostas. com domácea (a) Ramo com inflorescência.uma já seca. passando pela América do Sul e Central. FRUTO: dez/mar ovário ínfero (*) e flor mostrando estames (+). limbo com pontinhos (muito pequenos) translúcidos visíveis contra a luz (glândulas internas). TRONCO descamante (fig. (b) caule mostrando estípulas (setas) . (g) fruto maduro. brancas. (f) frutos jovens com sépalas persistentes (seta). FRUTO: comestível.

carvão. FOLHAS alternas (nos ramos novos parecem opostas ou verticiladas). (a) Ramo com inflorescências. capororoca-do- cerrado. FRUTO: out-dez. (f) flor velha móveis. Rapanea guianensis Aubl. OVÁRIO súpero. FRUTOS ovalados. Características morfológicas: ALTURA: 4-8m. secos. Usos: Como ornamental 149 . com glândulas internas (fig. com pêlos. Fenologia: FLOR: jun/jul.. carnosos. MA e PI até MG e SP. revestimento de paredes. FLORES 5-meras. deiscentes (não frutifica no Brasil). ESTAMES 10. Myrsinaceae Nome(s) popular(es): Capororoca. com cabinho amarelado. Ericaceae Nome(s) popular(es): Azaléia. simples. (caibros. azaléia-belga Local de ocorrência natural: China Características morfológicas: ALTURA: 1-2m. OVÁRIO súpero. (c) flor mostrando estames (+) e pistilo (*). (c) folha em detalhe mostrando glândulas internas Usos: Reflorestamento e como ornamental. capororoca-branca. capororoca- vermelha. lenha. rosadas. com pétalas parcialmente fundidas. jacaré-do- mato. e inferior (abaixo). (e) inflorescências. folha em detalhe mostrando base do limbo dobrada. Rhododendron x simsii Planch. na floresta semidecídua e no cerrado. (g) frutos. vigas). FRUTOS arredondados. (b) folhas mostrando face superior (acima) e inferior (abaixo). FLORES 5- meras. (a) Ramo. c). ESTAMES 5. (b) folhas mostrando faces superior (acima) Dispersão: Aves. obras internas mostrando estames (+). Local de ocorrência natural: PA. FOLHAS alternas. brancas. MADEIRA: (pontos brilhantes) mais bem visíveis contra a luz. INFLORESCÊNCIA séssil. simples.

ESTAMES 6. (c) folha em detalhe. branco-esverdeadas. avermelhados. (a) Ramo. (e) flor feminina sem sépalas ou pétalas. deiscentes. Características morfológicas: ALTURA: 30-70 cm. simples. FLORES 3-meras. FRUTOS arredondados. fruto aberto. em duas tonalidades de verde. simples. (d) nascendo junto às folhas novas. esbranquiçada. OVÁRIO súpero. Salix babylonica L. Sansevieria trifasciata Prain Liliaceae Nome(s) popular(es): Espada-de-são-jorge. FOLHAS alternas. FRUTOS com ovário e estilete verdes e estigma avermelhado. chorão. Salicaceae Nome(s) popular(es): Salgueiro. eretas. flexíveis e pendentes. 150 . FLORES sem inflorescência com flores femininas. FOLHAS nascendo a partir do nível do solo. (g) secos. sépalas ou sépalas. (f) infrutescência. INFLORESCÊNCIA simples. mostrando margem irregular. (b) flor mostrando estames (+) Usos: Como ornamental. com galhos longos. Características morfológicas: Árvores de sexos separados. com margem irregular. (a) inflorescência nascendo ao nível do solo. de sexos separados. com face inferior esbranquiçada. Local de ocorrência natural: China. e pistilo (*). (b) folhas mostrando faces superior (no ramo) e inferior (destacada) INFLORESCÊNCIA de sexos separados.

Características morfológicas: ALTURA: 5-10m. Local de ocorrência natural: Nordeste do Brasil.vermelha. (a) Ramo com frutos verdes e maduros (avermelhados). compostas. mostrando os 10 estames (+) em 2 alturas diferentes. cássia-do-nordeste. novas (à esquerda) e mais velhas (à direita) em diferentes posições. (c) flor com estames (+) e pistilo (*). (b) folhas mostrando faces superior (acima) e inferior (abaixo). Local de ocorrência natural: PE até o RS e MS. canafístula-de-besouro. lenha e carvão. Irwin & Barneby Leguminosae (Caesalpinioideae) Nome(s) popular(es): São-joão. (e) frutos verdes e maduro. pinadas. indeiscentes. (e) fruto em detalhe mostrando as sementes em compartimentos. ESTAMES 5-10. da-praia. do-sertão ou do-paraná. FRUTOS alongados. Fenologia: FLOR: dez-mar. pimenteira. amarelas. imparipinadas. aguaraiba. 151 . em compartimentos (fig. (c) flores mais secos. esteios. negra. OVÁRIO súpero. (b) folhas mostrando faces superior Usos: Reflorestamento. arborização. FOLHAS alternas. FRUTO: ago-set (a) Ramo com inflorescência. FRUTOS arredondados. Schinus terebinthifolius Raddi Anacardiaceae Nome(s) popular(es): Aroeira: mansa. FRUTOS: condimento. CASCA: fruto maduro aberto. FOLHAS alternas. branca. FLORES 5-meras. INFLORESCÊNCIA composta. como ornamental. pau-de-ovelha. fruto-de-sabiá . OVÁRIO súpero. bálsamo. moirões. FLORES 5-meras. SEMENTE muitas. torno. paripinadas. Fenologia: FLOR: set/jan. cambuí. Características morfológicas: ALTURA: 6-9m. se amassadas exalam odor semelhante ao de manga (que pertence à mesma família). brancas.) H. MADEIRA: flores e alguns frutos se formando. (d) MADEIRA: marcenaria. do-campo. fruto-de-raposa. na caatinga. às vezes com eixo 'alargado' e avermelhado. e). (d) ramo com Usos: Ornamental pelos frutos vistosos. avermelhados. compostas. INFLORESCÊNCIA composta. precoce.S. FRUTO: set/jul. Senna spectabilis (DC. em várias formações vegetais. do-brejo. (esquerda) e inferior (direita). curtição de couro. obras internas. coração-de-bugre. secos. deiscentes. ESTAMES 8.

vinagre região (enquadrada) que correspondia à abertura do tubo floral. geléias.) Skeels Myrtaceae Nome(s) popular(es): Jambolão Local de ocorrência natural: Índia oriental. Beauv. Bignoniaceae Nome(s) popular(es): Espatódea Local de ocorrência natural: África ocidental tropical Características morfológicas: ALTURA: 10-15m. avermelhadas. (d) flores em detalhe. (c) folhas mostrando a face superior evidenciando a filotaxia oposta alongados (quando abertos. (f) fruto seco aberto (abaixo) e sementes aladas (acima). 152 . d). compostas. CASCA: curtir couros. do cabinho no ramo com estípulas. deiscentes. pinadas. FRUTOS cortada longitudinalmente (à direita) mostrando pistilo (*) e estames (+). em forma de barquinho). simples. (b) flor em vista lateral inteira (à esquerda) e tubulares.setas). INFLORESCÊNCIA composta. FRUTO: podem começar a mudar de coloração em diferentes tamanhos. FRUTO: fev/mar estágios de desenvolvimento. Tronco com lenticelas (setas) Spathodea campanulata P. FOLHAS opostas. aladas. FRUTOS carnosos. mostrando fig. e). Sygygium cumini (L. com um exemplo (seta) de que os frutos Usos: Como árvore ornamental e de sombra. imparipinadas. Dispersão: vento com pêlos. (e) frutos em diferentes Fenologia: FLOR: out/dez. acima . ESTAMES muitos. com pêlos. FOLHAS opostas. localização da região da abertura do tubo floral no fruto - (c) inflorescência (esquerda) e infrutescência (direita). FLORES 5-meras. (e) detalhe da face inferior da folha. OVÁRIO ínfero (indicado pela (a) Ramo com infrutescências. amareladas com a região do ovário esverdeada (fig. (abaixo) e folha destacada mostrando face inferior. FLORES tubulares (tubo curto). Características morfológicas: ALTURA: até 13m. e com comestível e usado para fabrico de sucos. SEMENTES numerosas. (b) folhas: faces superior e inferior. OVÁRIO súpero. SEMENTE 1. mostrando anteras (+) e pistilo (*). TRONCO com lenticelas (fig. (d) detalhe da inserção secos. com nervuras secundárias se encontrando próximo à margem do limbo. que nem todas as flores se desenvolvem em fruto. (a) Ramo com inflorescência. pretos. INFLORESCÊNCIA simples. ou vinho.

OVÁRIO súpero. trabalhos de torno. (d) folha em detalhe mostrando glândulas Fenologia: FLOR: mai/ago. tanto na mata pluvial atlântica como na floresta semidecídua. ipê-roxo-do-grande. (e) folha em detalhe mostrando glândulas Dispersão: Vento Usos: Reflorestamento e como externas (setas) liberando secreção. com margem irregular. (h) fruto aberto. instrumentos musicais. ex DC. rosadas (interior do tubo (a) Ramo. MADEIRA: construções detalhe. piúna-roxa (GO. FRUTOS alongados. artigos detalhe mostrando região de inserção dos limbos (setas). com domáceas. direita). Inflo- Rescên- cia Tabebuia impetiginosa (Mart. INFLORESCÊNCIA globosas. pinadas. acabamentos internos (tacos e tábuas para assoalhos). compostas. (c) folhas com diferentes números de limbos ESTAMES 5. (f) folha em ornamental pelas flores vistosas. ipê-una. compostas. oposta. tubulares.) Nome(s) popular(es): Ipê-roxo. mostrando domácea (seta). (b) ramo em detalhe mostrando filotaxia amarelo). 153 . mostrando faces superior (à esquerda) e inferior (à deiscentes. (c) folha em detalhe mostrando a margem irregular (setas). Características morfológicas: FOLHAS alternas. com ou sem pêlos. FRUTO: set/out (setas). FRUTOS carnosos. ipê-preto. secos. OVÁRIO súpero. (a) Ramo. esportivos. mais abundantes após a queda das folhas. (g) folha em externas (dormentes. postes). Usos: Fruto comestível. piúna. ipê-de- minas. pau-d’arco-roxo. (i) semente com alas (*). SEMENTES aladas. FLORES 5-meras. carrocerias. MT) Local de ocorrência natural: PI e CE até MG. FOLHAS opostas. digitadas. (b) folhas mostrando faces superior (acima) e inferior (abaixo). GO e SP. pau-cachorro. compostas. Ocasional no cerrado e na caatinga. ipê- roxo-de-bola. Spondias sp. Anacardiaceae Nome(s) popular(es): Cajá. imparipinadas. SEMENTES 1. Características morfológicas: ALTURA: 8-12m.

com pêlos. (h) Dispersão: vento Usos: Ornamental pelas flores vistosas frutos maduros com parte da casca retirada e expondo as fendas (*) (à para arborização. FOLHAS opostas. (d) face inferior em detalhe com pêlos brilhantes. (b) caule com estípulas (setas). d). secos. principalmente na floresta pluvial da encosta atlântica. Inflorescência Tibouchina granulosa (Desr. tipa-branca. Nome(s) popular(es): Tipuana. Melastomataceae Nome(s) popular(es): Quaresmeira. SEMENTES diminutas.) Cogn. compostas. esquerda) e cortado longitudinalmente expondo as sementes (à direita). f . com 3 nervuras saindo do mesmo ponto na base da folha (fig. SP e MG. indústrias de móveis e (+). ESTAMES 5.) Kuntze Leguminosae (Papilionoideae). tipa. FRUTO: na Bolívia: fev-abr e out-dez Dispersão: Vento. (c) folhas ovalados. c e d). simples. (c) flores em vista frontal. OVÁRIO semi-ínfero. amarelas. Usos: Arborização de ruas. RJ. imparipinadas. (d) fruto. quaresmeira-roxa. FLORES 5-meras. Local de ocorrência natural: Bolívia Características morfológicas: ALTURA: 30-40m. aladas mostrando a face superior e folha destacada mostrando face inferior. caixotaria. OVÁRIO súpero. Tipuana tipu (Benth. (f) flor com estames (+) e pistilo (*). com ala (*). objetos leves. INFLORESCÊNCIA composta. ESTAMES 10. pinadas. brinquedos. (a) Ramo com infrutescências. (b) folhas mostrando faces superior (acima) e MADEIRA: construção civil. indeiscentes. 154 . trabalhos de inferior (abaixo). Fenologia: FLOR: na Bolívia: out/jan. detalhe com pêlos. quaresma Local de ocorrência natural: BA. praças e parques. (g) fruto FRUTO: jun/ago e abr/mai. Características morfológicas: ALTURA: 8-12m. na base do fruto (fig. FRUTOS (a) Ramo com infrutescência.fenda. SEMENTE 1. (e) face superior em Fenologia: FLOR: jun/ago e dez/mar. INFLORESCÊNCIA simples. secos. MADEIRA: uso interno. uma delas expondo os estames marcenaria e carpintaria. arroxeadas. FOLHAS alternas. FLORES 5-meras. deiscentes. mostrando semente única na base do fruto revestimentos interiores. maduro em vista superior (à esquerda) e lateral (à direita). flor-de-quaresma. FRUTOS alados.

(c) persistentes que favorecem a dispersão pelo vento. (a) Ramo com inflorescências. móveis. (j) ornamental para arborização de ruas estreitas. FLORES 4-meras. secos. aberto com semente e aberto sem Trichilia pallida Sw. novateiro. j). com 1 estípula por nó que logo seca e cai (fig. (d) flores novas (acima) com estames (+) recobrindo pistilo. brancas. INFLORESCÊNCIA simples. com sépalas (a) Ramo com frutos jovens. FRUTOS arredondados. esverdeadas. simples. fruto fechado. Características morfológicas: Indivíduos de sexos separados. Indivíduo feminino com frutos imaturos Triplaris americana L. FRUTO: out/dez. deiscentes. folhas: faces superior (abaixo) e inferior (acima). objetos leves. FLORES de sexos separados. mostrando 2 estípulas (setas).fig. (g) flores femininas com estilete Dispersão: Vento. FOLHAS alternas. d). e flor Dispersão: Aves. Características morfológicas: ALTURA: 4-25m. tabuados. divisórias). SEMENTE 1. FOLHAS alternas. não são soldadas nele . apesar de cobrirem o ovário. 155 . INFLORESCÊNCIA composta. RAMOS ocos. indeiscentes. (h) eixo com flores no ápice e frutos jovens na Usos: Reflorestamento pelo rápido crescimento e como base. (i) fruto jovem e maduro com sépalas persistentes (setas). pinadas. mais velha (abaixo) com pistilo (*) evidente. catiguá Local de ocorrência natural: Quase todo o país. desde a região Amazônica até o PR. com arilo vermelho. pau- de-novato. semente Meliaceae Nome(s) popular(es): Baga-de-morcego. menos na região Nordeste. (d) ápice do ramo SEMENTES 1. (e) fruto aberto Usos: Reflorestamento. (c) ramo com inflorescências. MADEIRA: contrução civil (forros. novateiro-de- mato-grosso. (à esquerda) e inferior (à direita). (f) flor Fenologia: FLOR: mai/jul. caixotaria. OVÁRIO súpero. imparipinadas. e inteiro com buraco (seta) por onde formiga entra. Local de ocorrência natural: MT. OVÁRIO súpero (pois as sépalas. MS e oeste de SP. (e) caule em corte longitudinal. FRUTOS ovalados. secos. (b) folhas mostrando faces superior Fenologia: FLOR: nov/fev. ALTURA: 10-20m. FRUTO: dez/mar. com nós e entrenós evidentes. Polygonaceae Nome(s) popular(es): Pau-formiga. masculina com estames (+). MADEIRA: frutos (amarronzados) e semente (verde). compostas. (b) ramo com flores masculinas. em matas de galeria da floresta latifoliada semidecídua. ESTAMES 8. formigueiro. dividido em 3 (*). cabo de ferramentas. pau-de-formiga. expondo semente com arilo vermelho.

ESTAMES 5. mostrando flores pendentes. simples. a maioria com as sépalas (*) abertas e pétalas fechadas. com anteras (a) Ramo jovem. boldo-baiano. boldo-japonês.pêlos Dispersão: vento Yucca aff. FRUTOS diminutos. secos. boldo-de-goiás. corola. alumã. (b) inflorescência em detalhe.ovário ínfero. árvore-do-pinguço. com pêlos (sépalas modificadas). FOLHAS alternas. OVÁRIO súpero. luman. brancas. heparám. boldo- chinês. com pétalas e sépalas de aspecto semelhante (6 peças ao todo). d) FLORES 5-meras. brancas. boldo-goiano. Vernonia condensata Baker Asteraceae Nome(s) popular(es): Boldo. o . 156 . (e) parte da inflorescência em vista superior (à OVÁRIO ínfero (figs. INFLORESCÊNCIA composta. Usos: Como ornamental. emergindo do tubo formado pela persistentes. cidreira-da-mata. esquerda) e lateral (à direita). (d) ramo estilete emerge (como em Gochnatia polymorpha). Características morfológicas: ALTURA: 2-4m. simples. pendentes. g). (g) flores isoladas com uma porção do leves. o . INFLORESCÊNCIA composta (fig.ovário ínfero. indeiscentes. Local de ocorrência natural: Provavelmente África tropical. FLORES 3-meras. f. p . guatemalensis Baker Liliaceae Características morfológicas: FOLHAS alternas. com inflorescência. com pêlos na face inferior. alcachofra. (a) Inflorescência. tubulares. com sépalas (modificadas em pêlos) estigma (*) (bifurcado e com pólen. (f) parte da inflorescência em corte longitudinal. (b) folhas mostrando faces superior (acima) e inferior fundidas formando um tubo de cujo interior o (abaixo). (c) folha em detalhe mostrando margem irregular. alomã. figatil.

(c) com espinho na face inferior (fig. compostas. e como ornamental. molduras. FRUTO: out/dez Usos: Reflorestamentos mistos (pioneira). (e) partes da infrutescência. (b) ramo mostrando filotaxia alterna. acima . principalmente na floresta latifoliada semidecídua Características morfológicas: ALTURA: 8-18m. maduros com diferentes números de sementes (aqui. pinadas. a 5) desenvolvidas. d). MADEIRA: acabamentos internos (forros. FLORES 5-meras. SEMENTES 1-5. ESTAMES 5. OVÁRIO súpero. mamica-de- porca. folhas mostrando faces superior (acima) e inferior (abaixo). Fenologia: FLOR: mai/jul. (d) detalhe da INFLORESCÊNCIA composta. (f) frutos esverdeadas.setas). TRONCO com espinhos (fig. às vezes (a) Ramo com infrutescência. face inferior da folha com espinho. 1 a 4. marcenaria leve e principalmente cabos de ferramentas e instrumentos agrícolas. Rutaceae Nome(s) popular(es): Tembetari. mas pode chegar FRUTOS secos. Inflorescência (acima) e tronco com espinhos (abaixo) Zanthoxyllum riedelianum Engl. 157 . tembetaíba Local de ocorrência natural: MG e SP. mamica-de-canela. deiscentes. FOLHAS alternas. rodapés).

Apêndice D – Chaves de identificação ilustradas para as espécies amostradas no entorno do MDCC 158 .

.......Cecropia pachystachya 1 b ..caule sem cicatrizes na forma de anéis que envolvem todo o caule..caule com cicatrizes na forma de anéis que envolvem todo o caule.......………………….....2 159 ..Chave de identificação para as espécies no entorno mais próximo do MDCC Características vegetativas e de flor 1 1 a ..…….

.... 2 2 a – caule com cicatrizes em forma de linhas horizontais....Machaerium aculeatum 2 b – caule sem cicatrizes em forma de linhas horizontais …………....copa não triangular.............5 160 ......... ..4 3 b .....copa triangular......................3 3 3 a...

planta com partes verdes lisas..........Tipuana tipu 5 c ...........................................flores rosa..........Pinus eliottii 5 5 a ....Salix babylonica 5 b ..... ..................Casuarina equisetifolia 4 b .....8 161 ......flores vermelhas ou alaranjadas...flores creme ou brancas..................flores verdes................ sem subdivisões............................................ ..............flores amarelas..................7 5 e ....6 5 d .planta com partes verdes subdivididas..... 4 4 a ........

Erythrina speciosa 6 b ..........Tabebuia impetiginosa 162 .flores com pétalas fechadas....Spathodea campanulata 7 7 a ...Erythrina speciosa 7 b ......flores formando um tubo aberto....flores formando um tubo aberto.............. 6 6 a ...flores com pétalas fechadas...

.9 9 9 a .flores formando um ‘pom pom’.. 8 8 a .......Leucaena leucocephala 8 b .flores sem um 'tufo' de fios (estames).....................flores não formando um ‘pom pom’.........flores com um 'tufo' de fios (estames)......10 163 .Eugenia uniflora 9 b .............

.....................................folhas estreitas (comprimento mais de 3 vezes maior que largura)......Persea americana 164 .......... 10 10 a – limbo* com menos de 7 cm de comprimento......11 11 11 a ...........Schinus terebinthifolius 10 b – limbo* com mais de 10 cm de comprimento........... ..folhas largas (comprimento menos de 3 vezes maior que a largura)..........Mangifera indica 11 b ....................

.....Chave de identificação para as espécies ao longo da trilha da lagoa do entorno do MDCC Características vegetativas e de fruto 1 1 a . 2 165 .....caule sem cicatrizes em forma de anel que envolve todo o caule ...caule com cicatrizes em forma de anel que envolve todo o caule ………………….…Bambusa vulgaris 1 b .

3 3 3 a .......caule com cicatrizes em forma de linhas horizontais.................……................ 2 2 a ...........................Machaerium aculeatum 2 b ....caule sem espinhos..................6 166 ..caule sem cicatrizes em forma de linhas horizontais............................. 4 3 b .....caule com espinhos...

..5 5 5 a ...........Chorisia speciosa 4 a .......... .........................fruto alongado e comprido (com mais de 15 cm de comprimento) Erythrina speciosa 167 .....fruto com 'algodão' (paina) envolvendo a semente........ 4 4 a ....fruto sem 'algodão' (paina) envolvendo a semente.....fruto arredondado e pequeno (com menos de 2 cm de diâmetro) .. ....Zanthoxylum riedelianum 5 b .

................ às vezes soltando pedaços da casca... Psidium guajava 6 b ..........caule com aspecto manchado.... 9 168 .............caule sem aspecto manchado...8 7 b .... 6 6 a ................................7 7 7 a .................................caule marrom ou cinza......caule verde.............

.. 8 8 a ..............Polygala klotzschii 8 b ............. 10 9 b .................. folhas lisas... .. 12 169 .......Boldo 9 9 a ................caule sem espinho na ponta.......... ..............fruto seco........ folhas aveludadas.....................................................fruto carnoso.....caule com espinho na ponta..........

...................fruto se abre quando maduro.....Ficus sp.. 170 .. 10 10 a ...fruto não se abre quando maduro..... ....fruto vermelho.........fruto verde. Syzygium cuminii 11 b .fruto roxo escuro a preto ...................Citharexylum myrianthum 11 c ... 10 b ....Ficus sp..........11 11 11 a ..................

. 14 171 .....fruto não se abre quando maduro.fruto se abre somente no ápice... Tibouchina glandulosa 13 b ... 13 12 b ......fruto se abre em 2 metades..fruto se abre quando maduro.. 16 13 13 a .. 12 12 a . através de fendas...........

.........sementes com estrutura transparente ... .Bauhinia variegata 14 b ........... 15 15 15 a ........Copaifera langsdorffii 172 ....... 14 14 a .....fruto alongado........fruto ovalado a arredondado..... ...sementes com estrutura carnosa laranja..........Jacaranda mimosifolia 15 b ............... ...........

......fruto sem estruturas acima...Triplaris surinamensis 16 b ........Gochnatia polymorpha 17 b ...fruto sem pêlos brancos.................... 16 16 a ...............fruto com 3 estruturas formando 'hélice’..17 17 17 a ................... ...18 173 .fruto com pêlos brancos...........

..... 20 18 c ................. 19 18 b ...... . 18 18 a .....fruto cilíndrico......Cassia fistula 19 b – folhinhas* com menos de 7 cm de comprimento…...............fruto achatado (ao menos em parte).. 22 19 19 a – folhinhas* com mais de 7 cm de comprimento.........Senna spectabilis 174 .... . .....fruto oval ou redondo.............

.............Schinus terebinthifolius 20 b ..... .........................................Andira fraxinifolia 175 ...............fruto vermelho............fruto marrom........................... 20 20 a ................... 21 21 21 a ........fruto com superfície lisa..........fruto com superfície rugosa........... ... .....Calophyllum brasiliense 21 a ........................................

..................................................fruto com apenas uma semente.Lonchocarpus latifolius 176 ........ 22 22 a .... 24 23 23 a ..........fruto marrom escuro...fruto beje..........23 22 b ......................... ......Albizia lebbeck 23 b .................... ..........fruto com mais de uma semente na maioria das vezes...

................ ...............Tipuana tipu 177 ........................fruto com semente no ápice...........fruto sem espinhos na região da semente.Myroxilon peruiferum 25 b .fruto com semente na base.........Machaerium vestitum ou . 24 24 a ..................25 25 25 a ........... .fruto com espinhos na região da semente............... Centrolobium tomentosum 24 b ..............Machaerium villosum ou ...............

Humberto de S. 178 . Mello ________ série Nome:____________________________________________________________ Questionário Cite o nome de árvores que você conhece (o máximo que você lembrar).Apêndice E – Questionário aplicado antes da atividade de campo e após às aulas conceituais em sala EMEF. Gal. EMEF. Mello ________ série Nome:____________________________________________________________ Questionário Cite o nome de plantas que você conhece (o máximo que você lembrar). Humberto de S. Gal.

Humberto de S.EMEF. Mello ________ série Nome:____________________________________________________________ Questionário Qual a importância das folhas para a planta? Por que razão a maioria das folhas é verde? Qual a importância das flores para a planta? Por que razão são coloridas? Qual a importância dos frutos para a planta? Qual o nome da parte da planta que dá origem ao fruto? Você lembra de ter visto semente em algum fruto que você comeu? Quais são os nomes desses frutos? O que você acha que aconteceria se essas sementes caísse na terra? 179 . Gal.

deixam mochila e lanche e pegam prancheta. goiabeira). Dizer quais são as questões norteadoras: o que as plantas têm de diferente entre si? As plantas interagem com o que está ao seu redor? . . Entregar papel sulfite trazido da escola (2 folhas para cada um).Chamar a atenção para: .espécies conhecidas (pitangueira.~9h .7h30 .~8h40 . espatódea.Contar para os alunos sobre histórico do espaço (Ana) e explicar como será a atividade (Erika): caminhada por uma trilha e posterior divisão em grupos. .Recolher autorizações pendentes .Caminhar com alunos até Espaço Ciência-escola.Acrescentar nomes na lista de presença . pé de jatobá. Alunos bebem água.Começo da caminhada na trilha (Erika e Ana) .Chegada do ônibus no Taquaral . mangueira. Perguntar se reconhecem e como reconhecem. Mostrar diferentes estágios de desenvolvimento do fruto (pata-de-vaca) Perguntar por que há poucas flores (época do ano).~8h . pata-de-vaca). Perguntar o que está acontecendo. abacateiro.Chegada dos alunos na escola . 180 . Para um pouco para mostrar polinização. Apêndice F – Roteiro elaborado como planejamento da atividade de campo Atividade no Parque Taquaral . o que cada um ganha (reprodução da planta e alimento para polinizador).espécies em flor (casuarina.Saída do ônibus da escola . vão ao banheiro.

pata-de-vaca. ramo com folha.deixar alunos beberem água .~10h35 Indicar a planta que vão tentar identificar.Atividade de identificação da(s) planta(s) .espécies em fruto (leucena. Se houver tempo. aroeira- pimenteira. mangueira. chuva-de-ouro.Parada no centro de vivência de idosos .canto das aves. Estimular que alunos observem as estruturas que vão sendo indicadas em cada passo da chave de identificação.Cada grupo vai para o seu ponto . Distribuir chaves de identificação (uma chave para cada dois a três alunos). bico de pato.aspecto: se tem espinho. . . musgo.tronco das árvores: . aconselhá-los a observar melhor.explicar próxima atividade (Erika): cada um dos três grupos (previamente divididos em sala de aula) vai com um professor para um ponto do parque e com o auxílio de uma chave de identificação (a ser entregue na hora) vai tentar descobrir o nome de uma (ou mais. 181 . jacarandá-mimoso. Relacionar forma do fruto com dispersão (em geral: frutos secos e leves . sena).vento.Parar na nascente e explicar sobre ela (Ana) . ramo com flor. . frutos suculentos e/ou vistosos: animais). Depois. tipuana. indicar outra planta para ser identificada. ramo com fruto).. araribá. . .presença de líquen. Instruir para que comparem fotos mostradas na chave com a planta que estão tentando identificar.~10h20 . bromélias. erva-de-passarinho. ninhos. jatobá. . se professor notar que há tempo) planta. palmeira rabo-de-peixe. cada pessoa do grupo vai desenhar uma parte dessa planta (tronco.~10h30 . se descama. Se escolherem um passo errado na chave.

beber água.~11h35 Devolver pranchetas. . perguntar o que acharam. Grupo 1 (Ana) . Falar para cada aluno o que ele deve desenhar (tronco.perto do espaço Ciência-escola.Subir no ônibus e voltar para escola . indicar outra planta para ser desenhada. Espécies: embaúba. pente-de-macaco. Espécies: palmeira rabo-de-peixe. Espécies: pata-de-vaca.Atividade de desenho . retomar questões norteadoras da trilha.~10h50 Indicar a planta que vão desenhar. ramo com folha.~11h50 Comer lanche. aroeira-pimenteira . ramo com flor. pegar mochila e lanche. ramo com fruto).Voltar para Espaço Ciência-Escola . Grupo 3 (Erika) . 182 . ir ao banheiro .lago. Se houver tempo. espatódea Grupo 2 (Gina) .lago.

ônibus. Mas não é só isso. Mas tem um parquinho próximo daqui. Ana: Procure perceber durante todo o trajeto da trilha. Todo mundo veio aí de tênis. E lá fora? a4 e 5: Terra. Então vamos torcer para que a gente possa encontrar uma diversidade de pássaros aqui no espaço. Para isso. com umas imagens. Por que não de saltinho alto. é o atrito da balança que está provocando esse ruído. ao escoar por um determinado local que nós vamos passar. Outra: formigueiro. a gente também vai ter que fazer perguntas. que são os olhos. o que é necessário? Que você caminhe tranqüilamente pela trilha procurando não falar muito. Isso tudo é muito importante para que a gente possa. que é asfaltado. a Erika falou que vamos observar alguns vegetais aí. assim. tá? Então a audição nos auxilia. nós vamos perguntar. mas nosso centro é esse. você não vai poder perceber através da audição o som dos pássaros que existe. aqui ele está mais liso. [pausa para escutar] o som é o mesmo que eu escuto no Bandeiras II? a1: Não. É claro que se a gente vai estudar. Então. pássaros que provavelmente a gente não vê naquele outro espaço. perceber o que existe ao nosso redor. as sensações mesmo de tênis são variadas. Mas aqui também tem muitos pássaros. Ana: Que som é esse que estou percebendo agora? a3: Gaivota Ana: Gaivota? Ah. Então não adianta ficar lá: 'ô. então vamos precisar muito desse nosso órgão aqui. mas vocês vão perceber também que o contato com o chão. Por que isso? Ou a maioria. Primeiro. por que não de sandalhinha? a: Porque vamos andar muito. né? Que disputam até nossa atenção. então é o atrito. Mas se você começar a sair muito. a2: Não. A água também. Ana: Agora estamos aqui com uma prancheta na mão. Como estamos num parque. Aqui existe um tipo de piso. Chão. poderia até ser se nós estivéssemos numa outra região. Apêndice G – Falas registradas durante atividade no Parque Taquaral Turma 6a série A 1 – Introdução Ana: Não vamos percorrer a lagoa principal a: Ah. tirar dúvidas. Vamos depois trabalhar uma fichinha de identificação com desenhos. traz um som muito agradável. Erika e não sei o 183 . mais próximo da beira- mar.. Ana: Não só o andar. pássaros. não só. que tem carros.. né? O nosso corpo possui outros que nos auxiliam a compreender o mundo. por onde você pisa.

não é para assustar ninguém não. isso daqui é açaí'. ou então: 'isso aqui é uma fruta. o tênis. Ela é um animal de hábito noturno. nós estamos aqui quase que invadindo esse ambiente. né?'. não sei se a Tânia estava junto. E eu confiei. a calça. por que durante uma atividade que fizemos um dia aqui. Pode ter sido urtiga. que delícia. tá? Então nós vamos tomar o máximo de cuidado para caso encontremos um animal. observe o seu corpo. Ana? Os próprios professores pegaram. não peguei nenhum. mas às vezes a gente já encontrou capivara durante o dia aqui. Que que nós fizemos? Tinha um professor que era mais corajoso.de não querer provocar o animal. Ana: Esperamos que nessa época do ano não seja época de reprodução. Lava-pé. aquele coquinho ali. terminada a atividade. em que animal que existe aqui no Parque? vários alunos: Capivara. pode ser que eu tenha encostado numa árvore e uma lagarta passou. sim. porque não tem mais guarda. foram lá ligar no médico. frio. como nós estamos nesse espaço. um negócio muito estranho. não leve à boca.'. nada de movimentos bruscos. Só fechando a idéia. se tiver que passar a gente contorna. Se encontrar. Ana: Então precisa tomar cuidado. contato com a grama é mínimo.não tem nenhum leão não. pode ter sido a própria fruta. soltou um negócio. Pode ter sido vários fatores. A Tânea está de prova porque eu passei por uma experiência dessa porque meu lado criança também às vezes é teimoso. Porque ele também tem suas armas de defesa. Formigueiros. vamos experimentar?'. um pouco diferente daquele com o qual estamos acostumados. Ultimamente tem tido cachorros por ali. começa a esfregar na mão. minhas amigas tiveram que correr. sangue-bom aquele. Então das duas uma: o animal quando se sente ameaçado ou ele ataca ou ele foge. 2 anos e meio. Peguei o açaí. Tá. tá . no tempo todo que eu trabalhei aqui.. Tânia: Ultimamente tem tido cachorro. grama. tinha uma capivara bem no meio do caminho. nem assustar o animal por mais simples ou simplório que ele pareça. eu disse: 'é açaí?'. Observação. Então ela está no ambiente dela. né. o que você usou. você conhece? Eu conheço maçã. é?'. Uma amiga minha disse: 'ah. Saindo daqui. fizemos uma fila indiana e passamos do lado dela. tá bom? Então tá. A gente não assustar. que vive onde. Ana: Cachorro? Tânia: É. . Se tiver que passar pela grama é passada rápida e não ficar. Pode ser que o carrapato olhou para o Gustavo e 'parece que o sanguinho lá é bom. um frio. Folha: não leve à boca. Tá certo? Tânea: Muita gente pegou. Na hora do banho. pêra e eu sei que eu posso experimentar.. fui fazendo isso na minha mão [como se estivesse esfregando o fruto na mão]. Frutos: 'ai que lindo!'. É mais no verão. pode ter sido o creme que eu tinha passado na mão que deixou ela mais sensível. tá? Então todo mundo aqui já deve ter visto pela imprensa que existe o carrapato-estrela. 'ai que gosmento'. Ah. de preferência. Eu. laranja. uma alergia. comecei a abrir. será que dá para comer. E ela falou: 'é. Erika: Posso falar uma coisa? 184 . E danou. Mas é para saber que. Começou a dar um arrepio. Então é só nesse sentido. Aí não agüentei. tá? Aquela que vai em bando mesmo e vai lavar o seu pé de bolhinhas. põe para lavar.que' e colocar o pezão aqui. E eu: 'ah. Mas frutos que eu encontrar pela trilha e eu não conheço. Então. Pegou. E a gente não conhece o cachorro. a gente precisa também tomar cuidado por uma questão às vezes até alérgica que a gente possa desencadear aí. não sentar. ir lá pegar e comer. Ana: Na capivara. a meia. uma capivara por exemplo. Outra coisa: grama.

Ana: Pode, deve.

Erika: Então, a Ana estava falando de não pegar coisa, não por na boca, né, não comer, né, então
também não arrancar coisa para ver de perto. Eu vou evitar ao máximo de fazer isso também. Vou
tentar evitar ao máximo de arrancar pedaço de planta, de folha, porque pensa só: agora não tem
gente visitando aqui sempre, mas se toda vez que vier alguém aqui chegar e arrancar um ramo,
uma folha, uma flor, daqui a pouco né, não vai ter nada para os próximos que vierem aqui ver.
Então vou evitar ao máximo de fazer isso, mas uma vez ou outra vou pegar um fruto, uma flor para
mostrar para vocês melhor, então tem um objetivo, que é mostrar para vocês. Mas eu queria que
vocês evitassem de estar arrancando para deixar coisas para os próximos que vierem aqui ver
também. Tá? Então acho que é isso. Ah, só mais uma coisa, Ana. Só queria apresentar a Cintia e
o Bruno que, como eu já tinha falado, estou trabalhando com a Ana fazendo uma pesquisa para
um projeto que estou estudando que é 'como ensinar botânica fora de sala de aula, como falar
sobre plantas fora de sala de aula'. Então a Cintia e o Bruno estão me ajudando aqui hoje. Só para
vocês não ficarem achando que eles estão espiando vocês, eles estão me ajudando.

Ana: Então, prancheta. O livro, Iara, pode deixar que vai pesar. Água, banheiro. Banheiro já foram,
então estamos prontos? Então tá. Aguçar percepção, audição, olfato; as balas, os papéis, cuidado
aí. Então vamos saindo devagarinho por aqui, está certo? Pronta?

Erika: Ahã.

2 – Trilha

Ana: Tiago, vai para o seu grupo, porque quem vai na frente é a Erika, eu. Porque nós vamos
começar a falar sobre o espaço, tá? Então não adianta vocês correrem. Tiago, aqui, por favor.
Quem vai na frente é a Erika, comissão de frente é a Erika.

Erika: E a Ana e a Gina. É então a gente vai começar a trilha, tá. A gente vai contornar aqui e vai
chegar até a lagoa. Então, aqui já tem coisa para a gente ver. Tenta olhar em volta de vocês aí.

a: Árvores.

Erika: Árvores, hum. Tem alguma coisa que vocês conhecem aqui? Alguma árvore que vocês já
viram?

Ana: Não tem problema, fala!

Erika: Fala, pode falar. Um de cada vez. Fala, Carolina. O que que é? Ah? Essa planta, você já viu
antes?

Carolina: Coqueiro.

Ana: Onde?

Carolina: Vários lugares.

Ana: Lá no bairro tem?

Alguns alunos: Tem um monte.

Ana: Em que local?

185

a: Essa daqui também tem.

Ana: Essa daqui também no bairro?

a: Já vi essa árvore no meu bairro.

a: Essa daqui também.

Erika: Qual?

a: Conheço todas as árvores: clotilde, florzinha...

Ana: Ótimo. Pessoal, o Carlos está observando um fruto aqui. Grupo, aqui.

a: Não é fruto não, professora.

Ana: Qual, Carlos?

a: Aqui, ó.

a: Ô dona, a árvore tá dando saquinho [apontando saco plástico pendurado na árvore].

Ana: Sacola ele sabe o que é, né? Fruto, qual que é o fruto?

Erika: Está todo mundo vendo o fruto aqui? Um negócio verde? E o que é aquela bolinha verde?

a: Eu acho que é uma semente.

Erika: Uma semente? Hum. Quem mais arrisca? Vocês estão vendo umas estruturas verdes ali?
[pausa] Pode pegar. Ah, não, peraí. Isso aqui é cogumelo.

Ana: Cuidado, quando pisar, não destruir o que tem embaixo no chão, olha. Um cogumelo, é isso?

a: Quem quer tomar chá de cogumelo?

Erika: Olha, gente. Tudo isso que vocês estão vendo na árvore que está aberto, que está seco,
tem no chão também. Se vocês quiserem pegar do chão para ver melhor.

a: A semente fica dentro dessa parte seca?

Ana: Ó, pegaram aqui.

a: Carrapato-estrela!

Ana: Pessoal, uma roda aqui.

a: Dona, isso aí é feijão?

a: Professora, olha o que o Tiago fez.

Ana: O que ele fez? Pisou no cogumelo. Por que isso, Tiago?

a: Enquanto ele não fez isso, ele não sossegou.

186

Erika: Todo mundo viu que essa árvore está cheia disso aqui? Vocês viram? [levantando o fruto de
Leucaena leucocephala]O que que é isso aqui?

a: Semente.

a: Casca.

Erika: É uma casca com semente?

a: Nesse caso, não tem semente.

Erika: Por que não tem mais semente aqui?

a: Porque secou.

Erika: Secou, foi para onde, daí?

a: Foi para o chão.

Erika: Foi para o chão, ah, o que vai acontecer com a semente no chão?

a: Vai nascer.

a: Vai nascer de novo.

Erika: Será que toda semente que cair no chão vai nascer novo? O que vocês acham? Imagina
quantas sementes tinham aqui [mostra um fruto]. Várias né? Olha quantos frutos tem na árvore.
Imagina se todas as sementes fossem gerar outra planta.

a: Nem todas as sementes que caíram no chão geram outras plantas.

Erika: Então acho que não, né? Algumas que conseguirem encontrar condições para germinar,
nem todas conseguem. Que mais... Qual o nome dessa estrutura que guarda a semente? Casca?
Algum outro nome? Então, embora isso aqui a gente não coma, se chama isso de fruto. Tudo na
planta que guarda semente a gente chama de fruto. Tá? Não é só manga, pêra, mamão, coisa que
a gente come que a gente chama de fruto. Tudo que guarda semente a gente chama de fruto. Tá?
Agora, essa planta quase não tem flor. Ela tem algumas, mas está difícil de ver. Quer ver, deixa eu
ver se eu consigo achar alguma.

a: Dona, aquela ali tem uns ali.
a: Aqui em cima.

Erika: [Gina passa uma inflorescência seca] Ah, está secando, né... Então, porque a maioria das
flores ela está... porque as plantas vão mudando né, durante as estações do ano. Então teve a
época das flores. Isso, mostra para todo mundo.

Ana: Traz aqui.

a: Isso aqui faz brinco [fruto de J. mimosifolia].

Erika: Onde foi achado?

187

a: Catei no chão.

Erika: Tem um fruto que estava fechado e a Geandra está abrindo. Aqui tem todas as sementes
dentro, ainda elas não caíram. Elas estão verdes ainda porque o fruto não estava maduro. Então
quando ele estiver maduro ele abre e elas caem no chão.

a: Erika.

Ana: Tem um outro aqui.

Erika: Ah, outro fruto. Outra coisa que guarda semente. De que árvore é esse?

a: Daquela ali.

Erika: Ah.

a: Esse aqui já não está bom.

a: Não, estava caído no chão.

Erika: Será que a gente acha um com semente ainda?

a: Ô Erika.

Erika: Vamos vir para essa árvore agora, ela também está com fruto. Isso. Essas duas árvores, o
fruto quando amadurece, ele abre. Ele abre e libera as sementes. Isso, deixa eu ver se tem alguma
coisa aí dentro. É, ó, esse fruto tem semente [abrindo fruto de Jacaranda mimosifolia], vem todo
mundo aqui.

a: É isso?

Erika: Jean, Tiago, vem ver também. Cuidado que ela é bem leve, ela voa. Todo mundo aqui? Vem
mais perto! Pode vir. Ó, de onde que é esse fruto? Dessa árvore, né? Ela está com pouco fruto
agora. Mas - qual é o seu nome?

a: Jéssica.

Erika: A Jéssica abriu o fruto, daí apareceram essas estruturas aqui. Que é diferente do que tinha
no outro fruto.

a: Estranho.

Erika: O que vocês acham que é isso aqui?

alguns alunos: Semente [um deles com entonação de: como poderia ser outra coisa?].

Erika: Mas é diferente né?

a: Ahã.

alguns alunos: Porque a planta é diferente.

a: Mas acho que ela fica maior.

188

Erika: Será que...

a: Apesar que esse aqui já está...

Erika: Ela é mais leve. [assopra a semente alada na frente deles] Viu? [risos] Ó. Elas são mais
leves porque? Assim elas conseguem ser mais facilmente levadas pelo vento, irem mais longe,
assim as plantas conseguem produzir mudas mais longe delas, ir se espalhando, certo? Tá, que
mais a gente tem aqui, tem essas duas... Vamos andar um pouco, gente? Senão a gente não sai
daqui.

Ana: Erika, dá uma olhadinha aqui. Esse está fechado e dá para perceber pela sombra...

Erika: Isso. O Carlos que achou.

Ana: A Erika na frente.

Erika: Esse aqui está diferente porque ele está mais novo, né? Com o tempo, se ele não tivesse
caído e estivesse na árvore, ele ia secando, quando ele amadurecesse ele ia abrir e ia liberar as
sementes. Tá, que mais? Isso, vai olhando para o chão. Isso, essa é aquela de novo.

a: Será?

Erika: Será? Vamos abrir [fruto de J. mimosifolia]. Essa já está cheia de terra, não tem mais
semente.

a: Erika, uma planta assim, considerada veneno, mesmo assim não deixa de ser fruto, né?

Erika: Se guardar semente é fruto, tá?

a: Aquele ali não faz que nem helicóptero [Tipuana tipu]?

a: As folhas nascem de novo [apontando galhos sem folhas]?

a: Ai, o Gustavo é tão besta!

Erika: Isso, pega um fruto do chão, pega. Tenta achar, para mostrar para todo mundo. Ah, você
está tentando abrir esse fruto [T. tipu]? Mas esse aí será que ele vai abrir quando ele amadurecer,
você acha?

a: Cheira chulé!

Erika: Ah, eu não gosto também não, eu acho que tem gosto de chulé [sobre fruto de Hymenaea
courbaril]. Que árvore é isso aí?

Ana: Será que alguém jogou ou é de alguma árvore aqui?

Erika: É, alguém jogou, caiu de alguma árvore... Tentem descobrir de que árvore caiu esse jatobá.

a: Aqui, dona.

Ana: Ah, então deve ser de alguma árvore próxima. Qual que é o pé de jatobá? Olha aqui esse
fruto [na mão]!

189

então. Gente! a: Que árvore é essa? Erika: Ela é bem parecida com pinheiro. a: Ele tem um monte de coisinhas. Erika: Pinheiro não tem isso. Geandra. Ana: Né? Ana: Mas eles não viram dessa. se eu não me engano. 190 . como chama isso.Erika: Hum. Erika: Vocês viram? Ana: Você chama isso de seco? Peludo.. né? Não sei se vocês já repararam em pinheiro. Erika: Isso. a: Essa planta aqui não é uma árvore de fruto.. a: Essa árvore aqui [apontando para outra planta] aqui é jabuticaba ou é de.. semente. Pinheiro não tem essa estrutura na planta. ela é da Austrália. né. então? Entendeu? Erika: É. Vocês estão reparando que a ponta dela tem uma cor diferente? a: Ahã. alguém chuta? Essa parte marrom são as flores [Casuarina equisetifolia]. Só que ela é outra planta. aqui. Erika: Vocês acreditam que isso aqui é a flor dessa planta? a: É? Erika: Essas coisinhas minúsculas. né? Erika: Ela não é do Brasil. que árvore você acha que é essa aí? Ah... é uma árvore de natal. Erika: Ah. um grudado na. a: Aqui é marrom. Ana: Olha só dentro. a: Européia. complicado. a: Na casa da mulher da frente. Ela é bem parecida com o pinheiro porque ela tem essas agulhas.. Você sabe o que é... ó! Erika: O que vocês acham que é isso? a: Na casa da minha avó.

Todo mundo conhece pitanga? a: Cadê o cheirinho dela. a: Conhece esse cheiro? Erika: Ah. colorida. é mesmo [apontando para pitangueira]. a: É pitanga. Erika: Tá. antera da flor]. se você puder. a: E aquela lá é pitanga. as cores. Da primeira vez que eu vi. a: Não mesmo. Erika: Nem toda flor é vistosa. Não sei se vocês estão vendo. se você observar as partes verdes dela. alguém descobriu.a: Essas bolinhas Erika: É tem um monte. Tá vendo umas 191 . vendo o formato dela. Erika: Isso. ó. Olha. prestem atenção nas cores. a: É aquela laranjinha. Tá vendo. Ela tem um cheirinho bem característico. as partes verdes. Erika. eu gosto. Erika: Então. as folhas. tem uma turminha que não conseguiu chegar muito perto dela. né? Ana: Erika. cada um desses pontinhos é uma flor [na verdade. Erika: Que árvore vocês acham que parece. a: Aqui. então. ó. Só que agora ela não está com fruto porque não é época. a: Olha um ninho ali. Erika: Nem todo mundo ouviu o que eu estava falando dessa aqui. você também vai ver umas coisas marrons. ela é bem parecida com pinheiro. eu também pensei que fosse. a: Pinheiro. a: É acerola a: É mesmo. Erika: Isso. a: É? Erika: Cada pontinho desse é uma flor. Erika: Esse arbusto aqui. E. não sei qual é a época. Mas aí.

lembrem.. Erika: Onde? a: É a capivara e os filhotes dele. Algumas estão mais escondidas. Os que quiserem chegar mais perto nesse ramo baixo e olhar melhor. ah. nem todas as flores são vistosas.estruturas marrons? Pinheiro não tem isso. a: Será? a: Tem que levar para ser depilada 192 . Erika: Então. não é não.. ela está ramificando. olha a capivara lá.. Olha. Perto do mar. Vamos começar a olhar tronco agora. Ana: Tiago. tá. a: Qual é o nome? Erika: Casuarina. Ela tem muito em região litorânea. Erika: [alguém me mostra algo] Ah. o que vocês acham que é? a: Eu acho que é. a: Mó pé de manga.. a: Ah. a: Não.. o que vocês estão vendo? a: O que é aquilo? Erika: O que é aquilo? Não arranquem. colorida como a gente está acostumada a ver. Essas coisas marrons são as flores dessa planta. Vocês acham que isso aqui é uma parte da planta que está crescendo. a: Qual é o nome? Erika: Casuarina. assim.. no tronco aqui. Erika: Partes cabeludas. Tá? Tá vendo que pequenininho? Cada um desses pontinhos é uma parte de uma flor. não aparecem tanto. a: Erika. crescendo]. agora é aqui. Erika: Ah. vou mostrar isso depois. Vamos começar a olhar tronco então. Erika: Uma parte dessa planta mesmo? a: Fruto. eu acho que é formigueiro. Ana: Eles estão falando dessas partes cabeludas da árvore [várias indivíduos de Tillandsia sp.

. a: Quero ver capivara. a: Não dá um para cada um? a: É só colocar pimenta-do-reino. Erika: Mais para frente a gente pode ver mais perto. a: Ah. a: Posso tirar um? Erika: Só que tá verde ainda. a: Erika.. 193 .a: Ninho de passarinho. mas dona. hein.... Tá vendo ali em cima. substrato.. mais para frente tem mais disso. Ah. Então. parece que é ninho. É gostoso de comer. a: Gosto de comer manga com sal. Vocês estão vendo também tipo umas manchas que estão crescendo aqui? a: Aqui. alguns: Manga! a: Todo mundo conhece. parece que é parte da planta. que aqui está difícil.. apoio para ela crescer em cima.. Ela parece várias coisas.. a: Tá verde. Erika: Essa chama bico-de-pato [alguém perguntou]. Erika: Tem umas coisas verdes [musgo]. não estava]. a: Manga [falando da mangueira que está perto]. então na verdade ela é uma outra planta que está crescendo em cima dessa. a: É verme. Vamos ver os troncos mais para frente. uma árvore que todo mundo conhece. Erika: Manga. o que é isso? Erika: Espinho. Erika: Fruto? Ela está cheia até aqui em baixo. na verdade isso aqui é uma outra planta que está crescendo em cima dessa. a: Dona. ó. a: Ela tem espinho? Erika: Tem. Tá. Ela tá em fruto. Ela usa o tronco dessa planta como. tá na época? Erika: Tá na época [na verdade. Vamos mais para frente.

. na casa da minha tia tem um. a: Olha os bichos amarelos. a: Flores? a: Mangueira tem flor? Erika: Essa também é uma árvore que todo mundo conhece. a: Elas vão ficar todas verdes? [Alguns alunos observam a diferença entre sementes aladas coletadas. [risos] a: Larga de ser bobo. elas já se transformaram em fruto. a: Semente.] 194 . Mas o que é isso aqui [apontando para inflorescência]? a: Broto. a: Isso aqui não é a semente que vai sair da manga [falando das lagartas]? a: [observando as flores aparentemente sem saber o que é] Erika: Essa mangueira está cheia de frutos. Erika: Na verdade. quero mais não! a: Quero mais não. Vocês já repararam na flor da mangueira? Para ter fruto tem que ter flor. Erika: Como você reconheceu? a: Pela folha. a: Credo que nojo. essas são as flores da mangueira.a: Vamos comer manga! a: Dona.. [risos] a: Caiu da boca do Tiago. a: Pé de abacate. dona. Agora tem poucas porque já passou da época. a: Parece lesma. olha o tanto de bicho que tem aqui [aponta lagartas em cima do fruto da manga]. a: É a manga que está para nascer. Erika: Por que algumas folhas estão com essa cor diferente? a: Por que está nascendo. grudante. a: Por causa da folha.

195 . Alguém pintou. Ana: Não arranque. dona.então é parte da própria planta? Ana: Falaram bolor. Gina: Vamos saber por que que tem essas manchas. Você vê todas essas folhas secas que estão no chão. porque bolor é um fungo. Tá? É um ser vivo também. Erika: Ah. aculeatum]. começaram a atacar. tinta. a: Por que que tem isso aqui? [mostra buraco na folha seca] Erika: Ela está se decompondo. daí ela vai se desfazendo assim. não vão ficar aí para sempre. a: Tem espinho. um monte de formiga. professora. Tem uma parte de fungo também. Então ele se aproveita do tronco da árvore para crescer em cima e se desenvolver. a: Karina. né. a: Eu comi isso verde. Erika: Alguém sabe o que são essas manchas no tronco. a: Olha o formigueiro! a: Parece pimenta [a picada]. é uma coisa parecida com bolor. né. Erika? Erika: Pode ir anotando o que você quiser. a: Parece com as folhas de 'pezinho'. porque elas estão velhas [repetindo o que alunos falavam] . né? Que chega e decompõem as coisas.a: Professora. a: Jatobá é aquele cara da novela. Todo mundo presta atenção aí. chega aqui. quer dizer. Ela vai ficar seca. a: Dona. a: Eu tenho [alergia de formiga]. vão se transformando em outras coisas. por favor. só para eu explicar o que são essas manchas que vocês viram no tronco. Isso aqui chama líquen. isso aqui é veneno? a: Aqui é a raiz . a: Esse negócio voa [fruto de M. a: Pode já ir escrevendo. Eu ainda não falei o que que são essas manchas. vão desaparecendo. Uma hora elas vão sendo comidas pelos microorganismos. Então vamos andando. bolor. Gente. a: Aqui. a: Uma folhinha só.

né? Ana: Ah.Ana: Erika. tem isso também.. Erika: Essa é a mesma que a gente viu lá atrás. Ah. mas. Lembra? Essa aqui chama Tillandsia. mas se estiver muito poluído. Tillandsia é uma outra que eu mostrei para vocês. a: Ela é áspera.. a: Qual é o nome dessa? Erika: Tillandsia. dura. Ela está solta. a: Que árvore é aquela? Erika: Qual. Erika: É. 196 . um que tem uma folha grande. mas não era]? a: É. né? Erika: Isso. Pode pegar. Erika: Ah. a: Erika. Essa é uma outra bromélia que eu não sei o nome. Gina: É. né. né? Tem peixe? a: Pode jogar uma pedra para ver se afunda? Erika: Pode. Nunca vi a flor dela. na folha dela [solanaceae herbácea com espinhos]. Essa não é Tillandsia. ela é gostosa. Essa é um tipo de bromélia. a: É a mesma. é. a: Essa lagoa tem peixe? Gina: O líquen tem a ver com a qualidade do ar? Erika: Ah. uma teia. que planta é essa? Ela é cheia de espinho. não dá. cuidado. [Soletra]. esqueci de falar. Erika: Ah. Serve como indicador. né? Erika: Não sei o quão bom o ar tem que estar. a teia. Gina: Então é isso. Ellen. a Tillandsia é bem menor. Só tem isso se o ar estiver bom. de mexer assim [folha da bromélia com pêlos]. Diga. é uma menorzinha. da folha grandona [pensando que estavam falando do imbé. Bem diferente. sabe bromélia. Essa é uma bromélia pequenininha. essa é uma outra bromélia. Erika: Chegamos na lagoa. né..

prestem atenção. a: Dona. mas eu procurei num livro e achei jetirana. Erika: Gente. [Erika desenrola]. essa é aquele que estava lá atrás. a: Olha que linda. lá na água. a: E o nome da árvore? Ana: O nome da árvore? Erika: Pé de jatobá. Às vezes ela se enrola em muro e cresce. a: Chuva. a: Cisne. Está vendo a folhinha dela aqui. a: Quase morri numa piscina uma vez. Por isso que é importante ficar junto. Essa é a folha dela [Ipomoea cairica se enrolando na solanaceae]. a: Qual que é essa planta aqui? Erika: É um tipo de bromélia. Pessoal vamos ficar menos na grama agora. vamos continuar? a: Dona. mas toma cuidado. Erika: Na água? É lá do outro lado. mas eu nunca ouvi ninguém falando. 197 . a: Como é o nome dessa flor? Erika: Então. Ah. Mas essa flor não é dela. né? Erika: Não. né? a: É violeta. Ana: O cheiro dela é típico.Erika: Não sei que planta é. afunda? Ana: De onde vem a água? a: Encanamento. mas eu não sei o nome da espécie. É jatobá. Erika: Bonita. Erika: Branco? a: É. a Sabrina mandou perguntar o que é aquele negócio branco lá. eu nunca ouvi ninguém falar no nome dela. o fruto. Ana: Algumas aves também passam aqui para buscar alimento.

dona? Ana: Os animais. né? Agora tem mais do que no começo.. a: Ai. né? a: E esse movimento é o que. Foram introduzidos. depende. a: Dentro da água. [Aluna aponta a garça] Erika: De novo. Vamos parar. É o monstro do lago Ness [risos]. 198 . Olha para cima. Mas é. a: Mas ela tem um pescoção. Ana: Ah. [Ana tinha citado a andorinha que se alimenta de peixes] a: O movimento da água é o vento. provavelmente foram introduzidos no lago. As espécies de peixe.. Deve ser. a: Colocaram um macho e uma fêmea e depois eles se reproduziram ou não? Erika: Acho que um pouco mais que dois. é capivara. Tem muita tilápia. Ana: Alguns já começaram a perceber que ali é o escoamento. porque mesmo sendo água de chuva. Ana: Erika. o ar. eles se reproduziram. dona. Sobre os peixes. então deve ser um outro animal. qual o nome daquela flor ali? Erika: Eu já vou falar dessa flor e dessas coisas marrons. vamos parar aqui um pouquinho. foi soterrado. a: Erika. era um córrego. a: Garça? a: Aquilo é uma garça? a: Dona. acho que é uma garça. Se você considerar a nascente. a: Vamos supor colocaram um macho e uma fêmea juntos. Ana: Não é capivara? É que é muito escuro. o que é aquilo? Ana: Ah. eu vi ela pegando peixe.Erika: É uma garça. a: Qual é o nome? Erika: Peraí um pouquinho. Mesmo sendo uma lagoa você percebe que parece que aqui o movimento é mínimo. só um minutinho. está vendo? Então essa lagoa manda água para a lagoa maior..

Erika: É são as mesmas manchas que eu estava mostrando ali atrás. Parece. pega. a: Naquela árvore também tem um... Erika: Não é só com o nome que eu quero que vocês se preocupem. Ah. vestitum].. [depois de alguém jogar uma sâmara no ar] Faz de novo? a: Ai. Erika: Se pegar um monte na mão assim e jogar. tá vendo. a: Erika. a: Ele já estava meio aberto já. mas será que é igual? a: Olha aqui. Na verdade ali tá meio longe. Erika: Já fez? A: Já.a: Ah. na verdade. olha aqui. né? Mais para frente a gente vê. Erika: Então. Erika: Tem. Erika: Legal.. Tem umas flores ali em cima também... [Ana procura fruto de Tipuana tipu para aluno comparar com o de M. será que não tem um no chão próximo? Para poder comparar se é a mesma. Erika: Tá. esse. Essa planta aqui é a mesma dessa aqui. não abre. a: Então. Erika: Vocês querem começar a observar daquela flor [Bauhinia variegata] ali ou dessas coisas marrons [Machaerium vestitum] que tem nessa árvore? a: Da flor Erika: Da flor? Só que está meio ruim de ver. você está forçando para ele abrir [M. né? Ana: Fantástico. Quero que vocês olhem. 199 . que bonitinho. Tem bastante dessa planta aqui no caminho. Erika: Você lembra daquele fruto que eu mostrei lá atrás que abre? a: Ahã. esse não é fruto. a: Eu já fiz. vestitum]. acho que vou deixar para mostrar mais parar frente. Ana: Não. é legal também.

.. Erika: Uma flor na mão ali. a: Tem uma flor ali.. Erika: Tipuana. a: Ahn? a: Pata-de-vaca Erika: Você tem idéia de por que se chama pata-de-vaca? Uma árvore com nome de bicho? Por que será? a: A folha Erika: Ah.Erika: Esse é. mas é branca. O que tem a folha dela? a: Parece um coração. Mas ela também parece uma pata-de-vaca porque ela tem. a: Tipuana? Erika: Como você sabe que essa é pata-de-vaca? a: A japonesa [Cintia] falou. a: Ai. se quiser ver mais de perto. a: Mas não tem semente? Erika: Tem. não é para arrancar. a: Tem perto da minha casa. Ana: Tipuana. por causa da folha. Erika: Parece uma borboleta também. a: Qual o nome dessa? Erika: Pata de vaca. esqueci o nome dessa. Ó. Só que nesse aqui a semente não se desenvolveu. 200 . que sol! Ana: Erika.. a folha. a: Parece uma borboleta. Ela é redonda e tem tipo uma fenda assim. a: E aquela outra que tem uma folha [na verdade. Imagina uma pata-de-vaca. Erika: Vamos ver por que é pata-de-vaca. Pata-de-vaca [respondendo alguém]. fruto] que roda assim? Erika: Ah. é jacarandá.

Gina: Aquele que gira é jacarandá? Erika: É. a: O que é isso? a: Bromélia. é uma planta também. não é? Erika: Na verdade. ficaram esses furinhos assim.a: O que é isso? [mostrando pedaço de tronco solto com musgo] Erika: Ah. mas não tinha mostrado esse verdinho. a: Dona. A planta fechada. os furinhos estavam todos juntos. variegata] com um furo em cada pétala? Erika: Na verdade. eu tinha mostrado aquela mancha. tem várias espécies que chamam de jacarandá. qual o nome dessa? Erika: Pata-de-vaca. a: Por que ela é cheia de furinho assim [B. a: É um outro fungo. que legal. mas ela fica num lugar úmido que não bate sol. quando ela estava fechada assim. Erika: Ah. [finge que semente é carrapato] a: Dona. né. [alunos dão tapas nas folhas] 201 . vamos mostrar para todo mundo. a: Mas são tão perfeitos. veio um bichinho e comeu. Ela é bem pequenininha e cresce em cima do tronco a: Qual é o nome dele? Erika: Esse aqui é musgo. Ana: A gente está optando por pegar as do chão. Erika: Ah! a: É um lugar úmido que não bate sol. Ela é verde que nem as plantas. Erika: Pois é. O carrapato-estrela. Ana: Mostra aqui só para ela olhar a bromélia. esse tapetinho. o carrapato me achou. a: Essa aqui? Erika: É. Veio um bichinho e comeu e quando ela abriu.

voou. Tem vários bichinhos voando aqui. Ana: Erika. tenta não arrancar não.a: Vamos nadar. a: Eu estou marcando os nomes. vocês que estão na frente. ou não. Vamos ouvir um pouquinho. olha! Ah. dona. Tentar não arrancar. depois parada na sombra. Gina: Vamos para cá. Erika: Ah. Celso. a: Estou morrendo de fome. pode pegar uma flor? Erika: Tenta observar ela aí na planta. Ana: Peraí um pouco. Da semente [na verdade. A: E essa? Erika: Essa é a copaíba. Vocês já ouviram falar no óleo de copaíba? Tira dessa árvore. Erika: Vamos chegar mais perto aqui. a: Dona. vamos ouvir um pouco? Chama o pessoal para formar uma roda. a: Nossa. Gente! a: Erika. A folha chama folha de pata-de-vaca. Erika: Eu só queria só mostrar os bichinhos voando aqui. tentem pegar do chão. tá.. por que será? Jean. Geandra.. vamos para ali na sombra. volta um pouco. 202 . só mais uma parada ali no sol. Jéssica. Erika: Nessa planta. a: Parece pata-de-vaca. Ana: Só mais uma. ficarem observando a planta. a Erika já gravou os nomes. se vocês pararem um pouco. Ana: Meninos. Você viu por que chama pata-de-vaca? a: Não. Erika: Olha a folha dela. a: A folha também chama. Tem bastante folha no chão. né? Erika: É. a: A gente pode pegar folha? Erika: Foi o que eu falei. do tronco]. Erika: É estou começando. Patrícia.

a: Eu falei que vi um beija-flor. Ana: Tamanho da vagem. como a gente faz? a: Erika. a: Vem comer. Erika: Por que vocês acham que os insetos vêem fuçar as flores. a: Pernilongo. depois eu falo dessas estruturas. nunca vi isso. Tentem reparar as próximas vezes que vocês virem flores se vocês vêem insetos visitar. Acho que é isso. pode ir ali? Pode? Aqui Erika. eles vêem mais pelo cheiro. morder a gente. para a sombra. beija-flor.Erika: É só mais uma parada. a: Eu vi beija-flor. a: Abelha. a: O que é isso? Erika: O que você acha que são essas coisas penduradas [Cassia fistula]? a: Sei lá. Principalmente os que vêem à noite. comer. não que vi um inseto. né? Eles são atraídos pelas flores. Erika: Não entra na grama não. quando elas são coloridas assim. Erika: Eu não se vocês já repararam que perto de flor geralmente vem inseto visitar. a: Ô dona. 203 . vocês vão ver que tem vários insetos voando. Vamos parar na sombra? A gente pára aqui na sombra para ver as flores. às vezes é ave. o que eles vêem fazer? a: Pegar o néctar. a: Mosquito. Erika: Pernilongo? Não sei se eles polinizam também. Ou pela cor. depois a gente vai para sombra. a: Mas beija-flor não é inseto. vamos lá ver? Erika: Se vocês pararem um pouco para observar. Erika: Pegar o néctar. a: Olha a mina ali. Erika: Eles estão visitando as flores. Erika: Vamos parar ali. mas também talvez tenham algumas flores que são polinizadas por pernilongo. ou pelo cheiro. tem um negócio ali parecendo cobra.

dona. família. Furou para comer o que tem dentro do fruto. Ana: As flores dela pendem em cacho e são todas amarelas. Ana: Gênero. Erika: Tem no chão. É a mesma espécie. Como que é. qual é o nome? Erika: Essa é pata-de-vaca também. a: Eu já comi esse fruto [C. pega ali do chão. você viu? a: Que lindo. Erika: Está servindo de alimento para os bichinhos. Ana: Fistula. a: Aqui o bicho aqui. Chama chuva-de-ouro. 204 . como é? Erika: Família das leguminosas. não é isso. dona. Ana: É o nome popular dela. a: Olha essa daqui branca.. a: Pode ir ali para ver como é? Erika: Melhor não. a: Uma cobra. Erika: Dá para comer. a espécie é Cassia fistula. daqui não dá para ver direito. Erika: É muito bonita.a: A mina do mino Ana: Ahn? Mina d´água? Ah. a: Só até ali. fistula]. não sabia. Ana: Agora ela não está em flor.. você abriu? É bom? a: É docinho. é uma nascente. Erika? Erika: Isso. ó. a: Abre aí. fistula com furinhos] Erika: Não sei que bicho que foi. mas foi um bichinho que comeu. [alguém mostra fruto de C.

ali tem muro ali [aluno aponta para tijolos no fundo da lagoa]. a: Como é o nome? a: Como chama? 205 . Ana: Vamos acelerar.. cuidado porque deve ter um monte de bichinho aí dentro. dona.. ara.. então vamos acelerar. a: Por que tem esse monte de buraco. Erika: É sim. Erika: Você viu o tronco dela? a: O que é aquilo ali? É o fruto? a: Peludo! Erika: Ah. Ana: Araribá. Ana: Eu acho que aqui o que tem mais de diversificado é o pente.. que tem um monte de espinho. dona? Erika: Então. Isso mesmo. [alguém pergunta] Isso é fruto que já caiu. que bonito. né. é o fruto sim. Diferente. Erika: É. saco plástico. a: Olha o tronco. e a grande coleção de palmeiras e. por causa das flores. que planta que é essa. Erika: É lixo. dona? a: Erika. Não sei por que tem aquele monte de tijolo ali. a: Dona. a: Dona. a: Olha aquela planta ali naquela árvore ali. Ana: Uma grade quantidade de lixo jogada aqui. andaram desperdiçando tijolo. a: Parece tijolo. que nem a Ana estava falando. não vou levar não... Erika: Araribá.Erika: [alguém pergunta] Essa aqui. o nome popular é chuva-de-ouro.. a: Dona. Você viu Ricardo. pode.. a: Ah. Erika: É.

na verdade. não só ali mas também em outros locais do parque existem águas como lençóis subterrâneos. Ana: Vocês acabaram de observar uma nascente. Então tem. Tá? a: Qual que é o nome disso? Erika: Parece uma folha mesmo. acho que não tem muito caído no chão. nessa árvore tem uns frutos bem diferentes. Ana: Tem algum cano vazando? a: Não. 206 . a: Como é o nome? Erika: Como ele tá verde ainda. esse fruto parece com aqueles que a gente jogou para o alto e voou. a: E ali tem um fruto e um coquinho [Caryota mitis] [alguém pergunta da parte folhosa do fruto] Erika: Então. O que que acontece com o solo aqui? Tem chovido esses dias aqui? Por que o solo está desse jeito? a: Por causa do suor. essa área aqui era um grande pântano. a: Lá embaixo sempre tem água? Ana: Por que eu estou falando isso? Olhando ali uns 2 metros para frente.Erika: Essa aqui chama araribá.. Bem grandes assim. não foi? Então. Na verdade. essa parte que parece uma folha é uma parte do fruto. só que ele é bem maior.. Ela foi aterrada. Ana: O que a gente pode tentar imaginar? a: Tem algum poço aqui perto? Ana: Alguma idéia de que algo.. Araribá. Dá para perceber a diferença? Choveu esses dias? a: Não. e até várias nascentes. Ana: O chão. Ana: Opa.. Tudo isso é o fruto a: Araribá. suor daonde? a: Daquela árvore ali. E tem vários espinhos. a: Não pisa aí. Erika: Gente. vocês viram.

[aluno mostra flores de pata-de- vaca que coletou] Ah. eu estava falando dessa aqui. Ana: Então é a mesma.. Ana: Será que essa daqui parece com essa daqui ou não? alguns alunos: É igual. dona. guarda essas flores que eu quero mostrar depois para todo mundo. não. Não é isso. Qual você perguntou? a: Essa. bom! a: Arari. a: Palmeira? Erika: Palmeira rabo-de-peixe. a: Tem branca também. legal. dona? Erika: Só quem quiser. ela muda sim. Chama palmeira-rabo-de-peixe por causa da folha dela. 207 . É uma árvore nativa brasileira. Erika: Araribá. Só que tem uma cor diferente. aquela rosa ali atrás. a: Mulungu? Erika: Mulungu? a: Vai anotando aí. com acento. olha aqui a minha.. Essa aqui chama mulungu. é mulungu. a: O que é isso? Erika: É pata-de-vaca também. a: Muda sim. Se você vir a folha dela. Erika: Peraí. a: Ah. Tá vendo. a: Uma que eu perguntei? a: Como é que é o nome dela mesmo? Erika: Um dos nomes dela é mulungu.a: É para escrever. só que bem diferente dessas que a gente está acostumado a ver. parece um rabo-de-peixe. Essa aqui você perguntou? Ah. uma variedade. Ana: Muda. Tem formato de pata-de-vaca.. Erika: Essa é um tipo de palmeira. Erika: Você lembra uma de uma flor vermelha que a gente viu ali atrás? Uma de flor comprida. dona. Araribá.. ela é igual à pata-de-vaca.

a: Dona. Um cheiro de veneno. tem cheiro sim. a: É o fruto. a: A dona Gina falou que é pimenteira. mas o que varia mais é a cor. brasiliense] [vai correndo pegar a folha]? a: É pau-formiga. a: Erika. que horas a gente vai sair daqui? [alguém mostra um pedaço grande seco] Erika: Acho que é um pedaço de folha eu acho. a: Erika. a: Ah. né. a: Erika.Erika: O formato varia um pouquinho só. aquela parte que fica no caule. a: Parece de coqueiro. a: Posso pegar uma folha para cheirar [C. ela tem semente também. assim. pimenteira ou aroeira? Erika: Aroeira-pimenteira. Erika: Cheiro de veneno? a: Ai. a: Pimenteira-aroeira. a: Aroeira pimenteira. dona? Gina: Tem formiga que mora dentro do tronco. eu já escrevi. Erika: A gente viu lá atrás esse fruto. 208 . Da base da folha. a: E ela não tem o mesmo cheiro. Erika: Isso. a: Aquilo ali é um pé de jaca [Calophyllum brasiliense]. você já cheirou veneno? a: Ah. Aline. é o quê. a: Essa é pimenteira não é? A dona ali atrás que me falou esqueci o nome dela. como que é o nome? Erika: Chama palmeira rabo-de-peixe. né? a: Olha a cor da flor da pata-de-vaca.

bonita.a: Aquela de lá. lá em cima. Erika: Sim? a: Como é o nome dela? Erika: Chama guanandi. 3 – Revisão do que foi observado durante a trilha Erika: A grande maioria das folhas era verde. Gina: Aqui não é só a questão do sol. como que ela chama? Erika: Qual? a: Aquela última. a: É. Gina: Tem a espécie também. Erika: Lá em cima? Pau formiga. Erika: Isso. gente? O tom de verde era o mesmo? a: Não. a: Depende como o sol bate. que tem as folhinhas assim. a: E essa aqui? a: Essa pequenininha aqui eu acho. Vamos encerrar. a: E essa aqui de baixo? Erika: Essa eu não sei que espécie que é. né? Gina: Era um verde igual. a: E aquela de baixo. a: Guanandi. dona. dona. ó. Erika: Ela fica com uma flor rosa. a: Estão tirando as folhas mais velhas [apontando para guardas]. a: O pé de goiaba.. de pitanga? 209 .. quando ela está florida. eu não sei o nome.

tem várias árvores iguais de pata-de-vaca. Isso. a: Tinha pata-de-boi.Erika: É verdade.. Flores a gente viu muitas pelo caminho? Diversidade de flores? a: Não a: Sim Erika: Ele falou que não. a: Tinha marrom. rosa.. né? Alguns se abrem. a: Tinha uma amarela. a: Como era o nome do bicho da manga? Erika: Na verdade. alguns vão ficar coloridos. que mais além da pata-de-vaca? Tinham várias plantas de pata-de-vaca. mas que mais de diferente? a: As cores. Que mais vocês viram de igual.. que mais? A maioria dos frutos que a gente viu são secos. Erika: Que cores diferentes tinha? Isso. a: Formas diferentes. Tem vários formatos que a gente viu. alguns compridos. Erika: Não tinha muito. dona. Que mais dos frutos. 210 .. Erika: Pata-de-boi? alguns alunos: Pata-de-vaca! Erika: Pata-de-vaca. a: Um de cada forma. Erika: Como que eram os frutos? O formato.. né? Isso. Às vezes vermelha.. Por que não? a: Não tinha muito. tinha a pata-de-vaca branca. os verdes. Tem vários tons de verde diferentes. né. Eles vão se transformar. Todos os frutos que vocês viram eram iguais? alguns alunos: Não. como a manga. algumas mangas ficam coloridas quando maduras. a: Verdes. alguns vão secar com o tempo. né. alguns com uma semente só. alguns com várias sementes. de diferente? [alguém fala da pata-de-vaca] Isso. Árvores diferentes entre si. a maioria dos frutos verdes que vocês viram é porque não estava maduro ainda. outros não. que fica vermelha quando madura. [aluno aponta árvore que não havia na trilha] Vamos falar do que a gente já viu aqui na trilha. Tem a pimenteira. E você que falou que viu muito? Você viu muito? O que você viu no caminho? a: Tinha.

falei que as flores formavam o fruto. É o nome científico das plantas. Erika: Aquele era o fruto. Erika: Ah. tinha também essa flor. certo. dona. Talvez a época do ano. eles usam entre si. Vou dar o material para vocês. para vocês poderem enxergar o que tem nesse livrinho aí. tem copaíba.. a aroeira-pimenteira. Tá. Erika: Durante a trilha a gente viu muito fruto.. mas ela estava começando a nascer sim. Parece uma pimenta. que tem algumas coisas escritas aí. Se dividam aí mais ou menos para todo mundo conseguir ver. a gente está no outono agora. Ana: Outra também que eu me lembro é uma cor de laranja lá na frente. tá? A gente vai querer identificar essa planta aqui. tinha uma flor vermelha no caminho. não. copaíba.. eu vou explicar com que funciona. Por quê? Porque vocês vão. Poucas árvores que a gente viu aqui estão adaptadas a florescer nessa época.. Na mangueira a gente viu algumas coisas além do fruto. pode folhear para dar uma olhada. mas tinham muitos botões que vão se abrir ainda. Vocês viram que tem várias fotos. a: O que encontra aqui? Erika: Então. gente. né? E algumas vezes eu perguntei daonde vem o fruto. e vocês vão chegar no nome científico dela. Tem dois para ficar mais fácil de ver. né? Uma coisa que eu queria mostrar. a: Tinha palmeira rabo-de-peixe? [todos estão sentados. que não abria? Ana: Não.. A gente quer descobrir o nome científico. gente? Eu mostrei as flores da mangueira. que as pessoas que estudam. né. Não aquela. Uma chave de identificação. então tem mais fruto. as pétalas vão cair. tá? Calma. Tá? A gente vai dividir os grupos agora. Erika: Ah. toda planta tem um nome popular que todo mundo usa. aquele fruto da leucena. 211 . que todo mundo chama e tem um outro nome. Não folheia não. né? a: Tem 7 pessoas aqui. os cientistas. Se dividam aí. 4 – Identificação de espécies Erika: Agora eu vou dar o material para vocês.. lendo e passando a limpo os nomes que anotaram durante a trilha e não prestam atenção no que Erika diz sobre a frutificação] Erika: Tinha. mas daquela compridinha. Né. né. Não é toda a flor que vai formar. todo mundo vai ver. mas eu vou. uma árvore bem alta.Ana: Tinha uma lá no começo. né? E aqui dá para ver que parte da flor vai formar o fruto. não é. Eu acho que tem mais variedade de fruto que de flor agora nessa trilha que a gente fez. não era redondinha. Que tinha algumas flores nascendo. Tem mais dessa flor aí? a: Tem aqui. o que forma o fruto. a: É. Não sei se vocês sabem. E só uma parte da flor que vai formar o fruto. que eles falam.

. a: 'Folhas com menos de 2 cm de comprimento ou diâmetro. porque a opção 2 indicou o passo 5. 3. 2. porque a primeira se refere àquela planta que a gente viu que cresce sobre o tronco. a: Ah. então vamos para o 2. Erika: Então. É a opção 2 que vocês falaram. Erika: Ah.'. Passo 2. Eu tirei as fotos com máquina digital e depois eu imprimi. tendo 2 ou mais opções a gente vai escolher uma delas. a: A segunda. me corrijam quando eu errar assim. dona? a: 'Planta não crescendo sobre outras plantas. qual que vocês acham que está descrevendo essa planta? a: A primeira. Lê o que está escrito para mim. Então cada opção vai ter o indicativo de qual vai ser o próximo passo. a: Pode ler a segunda? Erika: Pode. 212 . Ah. olhando para essa planta aqui. a: Caule sem linhas horizontais. Olha. vamos todo mundo para a página 1. Vai olhar para a planta e vai ver qual que corresponde a essa planta. riscos? alguns alunos: Não. né? Então é passo 5. desculpa. Erika: Então esse caule tem ou não tem linhas horizontais. toda página tem um número em cima: 1. a: É que eu não entendi o que você falou. nem sobre o chão'. Vamos ver como que é o caule dessa planta.Erika: [alguém pergunta das fotos]. Aqui. Erika: Então agora está falando do caule. por favor. Então nesse número 1 vocês têm 2 opções. que legal. a: 'Apoiada em outras plantas ou sobre o chão'. Então a gente vai sempre assim. lembra? Mas não é o caso dessa. Erika: E a outra opção? a: Deixa eu ler. alguém.. Erika: Isso. Caule curto não se envolvendo. peraí um pouquinho. a: 'Caule com linhas horizontais'. Então. ela não cresce sobre o chão. Erika: Na verdade é o passo 5. a: Pode ler? Erika: Pode ler.

Erika: Então qual que é a opção? alguns alunos: 8 Erika: Todo mundo concorda? alguns: 'Caule com espinhos'. Erika: Alguém lembra? Líquen. Caule sem espinhos. ali. Erika: Isso. a: 'Caule marrom ou cinza'. às vezes soltando pedaços da casca'. a: Tá. Erika: Deixa eu só falar uma coisa: o caule dessa planta é meio irregular. a: É a [opção] 2. são manchas da planta tá? a: E não é? Erika: Como não são manchas da planta. Parece que às vezes ele solta uns pedaços. Qual é o próximo? a: 'Fruta carnosa' ou 'fruta seca'? a: Fruta seca. Erika: Vocês olharam? a: São todos iguais [sobre as várias árvores próximos]? Erika: Essa é igual a essa. alguns: Passo 11. a: Como é que chama. 'Caule sem espinhos'. a: 'Caule com aspecto manchado.. Erika: Mas qual que é a outra opção? a: 'Caule sem aspecto manchado'. a: É a opção 2. então desconsidera. é. Essas manchas aqui são aquelas manchas que eu mostrei para vocês no caminho. tá. O que eu estou falando aí. mas o principal é ver se ele está manchado ou não. Erika: Vocês já pegaram na mão para ver como é que é? 213 . Mas foi bom vocês terem percebido isso na chave. Considera como se não estivesse manchado. Mas só que essas manchas não são da planta. boa questão.. Erika: Ah.

a: 'Fruto se abre quando maduro'. a: 'Fruto com 3 estruturas formando hélice'. Erika: Vendo a figura aqui. Erika: Isso. a: É a 22. a: 'Fruto sem estruturas acima'. 214 . É Schinus terebinthifolius. É. vai para 25. o nome científico. 'Fruto oval ou redondo'. 'Frutos sem pêlos brancos'. a: Acabou? Erika: Aqui tem o nome da espécie. [passo] 22. 'Fruto achatado'. vai mais devagar. Erika: Isso. Vocês estão conseguindo acompanhar [falando para um dos subgrupos]? a: Não. 'Frutos com pêlos brancos'. O fruto é assim? a: Não. Erika: Então peraí. Erika: E agora vocês chegaram no nome da espécie. alguns alunos: 23. a: Mas. 'Fruto marrom'. alguns alunos: Vermelho. 'Fruto não se abre quando maduro'. a: Quê? Erika: Descobriram o nome! a: Ai que legal! Tem outra pesquisa para fazer? Erika: Legal. né? Então. a: 'Fruto vermelho'. gente.. Erika: Peraí. alguns alunos: Sem pêlos.. a: 'Fruto cilíndrico'. a: Não se abre. É um nome complicado. Acabou. alguns alunos: 25. o tempo. a: 'Fruto com pêlos brancos'.

3 vão desenhar o fruto maior e 3 vão desenhar a folha maior. Ó. já descobrimos o nome dela: Schinus terebinthifolius. Tem ali uns baixos. fruto. o que você quer desenhar? Aline: Quero a fruta e a folha. tem folha. folha. Observe um galho e desenhe a folha pendurada no galho. eu quero que desenhe um galho. Erika: Quem vai desenhar a folha maior? 215 . Então. E se o desenho estiver bom. Fruto. Tá? Você folha. Aline. Erika: Quem mais? a: Eu. vocês 6 vão desenhar tanto a folha quanto o fruto no galho. Você vai desenhar o tronco. vai. a: Ela não entendeu. o resto. a: Eu sou o fruto e a folha. Erika: Tronco e o resto fruto e folha. Agora a atividade 2. Isso. vamos ver. daí a gente faz mais. Além do fruto separado. a: A Ellen é o fruto. Tem coisas que vocês preferem desenhar dessa planta? Você tronco. como é o nome dele? Erika: Calma. Agora eu queria que vocês se dividissem. a: Vou desenhar o fruto. fruto. Vai ser assim: agora agente acabou. Erika: Peraí. é legal essa chave. a: Eu também. a: É longe. Eu sei. eu quero que desenhe um galho. vamos ver como que ficou. vocês são em sete. Mas vamos fazer assim.5 . detalhado. você fruto. mas todas as partes têm que ser desenhadas. Erika: Então. vamos fechar. fruto. Assim. vou falar. Pode ter repetição. a: Vai ter tempo? E isso aqui. o fruto aumentado e 3 vão desenhar a folha aumentada. ou o fruto pendurado no galho. a: Ah. o fruto e a folha no galho.. cada um vai desenhar um parte dessa planta. além disso. Vocês 6 vão desenhar o fruto e o galho. depois a gente faz mais se der tempo.. é isso? Quem for desenhar o fruto ou a folha.. vamos dividir. tronco [repetindo as partes que alunos escolhem]. fruto e tronco. não é longe. Erika: Ah. Você também? 3 vão desenhar.Desenho Erika: Eu vou pedir para vocês desenharem.. tá? Peraí. Erika: Desenha um galho maior.

. ó. Erika: Ah. a: E agora.. Está vendo que ele cheio de... a: É que eu estou com medo de carrapato. para vocês observarem a planta de perto. eu tenho que ver.. Erika: Desenha aqui do lado. Eu vou voltar. a: Ai. mas já vai acabar. Erika: Vamos passar rapidinho aqui. Eu sei que você está cansado.] porque senão fica feio. né? Erika: Faz uma coisa. tenta observar como os frutos estão presos. a: Rachaduras. Erika: Ah. a: Eu..fruto não. Nessa parte não tem muita grama.a: Eu desenho. Então vamos começar a desenhar. Erika: Ah.. entendeu? Desenha mais de perto. não tem problema? Não tem problema fazer assim? Erika: Não. eu vou lá ver como a Gina está. Eu já volto aqui. Desenha numa folha separada. O que você está desenhando? a: Não. Carlos.. Mas talvez no segundo semestre eu venha ainda. Espera aí.. Quem mais? a: Erika você vai ficar com a gente até quando? Até o final do ano? Erika: Até o final do semestre. eles não estão soltos. tudo bem.. Desenha com mais detalhe. Tenta desenhar. a: Será que eu vou conseguir? 216 . Erika? Está. a: . Erika: Então desenha o tronco também. a: Não dá para fazer [. Esse é o objetivo. vou fazer um negocinho aqui em cima [desenho do tronco].. tá? Vão desenhando aí. ó. a: Ah.. Erika: Você desenha? Aline desenha. Erika: Rachaduras.. pega só esse tronco aqui. é que eu não queria que vocês arrancassem. uma para o fruto.. legal. eu vou terminar.. está bom assim. como é que eu vou fazer? Não sei se eu puxo aqui assim [queria continuar no desenho anterior].

para descansar. Erika: Ele tem uma espessura.. Esse daqui o que que é? a: Umas manchinhas. terminei a folha. Tenta pegar daqui. você desenhou? Eu queria que você desenhasse além da folha isolada. mas eu não sei direito. Quer ver. deixa eu pegar. fazer assim. Quer ver. 217 . a: Erika... Peraí um pouquinho. [alguém mostra o que quer desenhar] Erika: Você quer desenhar esse? Pode. pega esse galho aqui para você desenhar. a: Pode desenhar na mesma folha. Erika: É. mas o galho é só um fiozinho assim? a: Não. Carlos. Carlos.Erika: Desenha como você conseguir. Carlos. a: Daqui? Erika: Isso. tá bom agora o meu [desenho do tronco]? Tá. Erika: Agacha assim ó. Melhora um pouco. Enrolando. Está todo mundo cansado. legal. pelo menos. Sem sentar. né? Erika: Ahã. a: Dona! a: Você não quer fazer para mim? Erika: Você não quer desenhar? a: É que minha perna está doendo. a folha. [alguém me mostra o desenho que fez] Ah. dá uma respirada.. a: Ah. tá. a: O Carlos ainda não desenhou nenhuma. mas é tudo seco. dona? Erika: Desenha em outra. a: Dona. a: Você vai ficar sem nota. Erika: E o galho. a: Eu queria desenhar. a: Daqui para cá? Erika: Isso. é melhor.

a: Está bom assim? Desse tamanho? Erika: Está. ele tem mais rachaduras assim [vertical].. Erika: Está aí com você? a: [. né? Nesse sentido aqui. Mas daí vocês vão lembrar da cor? a: Verde. Erika: O Carlos está tentando. Erika: Tá. o que é isso? É a folha? Hein. acabou a folha dona. eu estou fazendo. Carlos.. a: É verdade.. Erika: Tá. legal. Aqui.. a: Carlos. ai vai ter que colocar [. Erika: Mas o tronco tem vários riscos assim? Paralelos? Olha.] ir lá. a: Dona. não vejo a hora de passar logo.Erika: Ah. mas mais assim. então o que você vai fazer na escola? a: Carlos. a: Ô loco. ó. Você trouxe lápis de cor? Alguém trouxe? a: Eu trouxe. Erika: Tá.] de branca ficou preto. a: A minha [. Erika: Peraí. assim tá bom? Erika: O que é isso? a: Tronco. ele tem algumas assim [horizontal]. Quando eu for desenhar vou desenhar atrás. porque pintar em pé é horrível.].. Vou escrever aqui. Carlos: Ah. tá. quando eu comecei a fazer eu errei. vermelho. faz alguma coisa pelo menos. Ah. a: Ai. me diz. a: Esse aqui não tem nada a ver. a: Que horas que a gente vai sair daqui? Meio-dia?? Que horas que é agora? Erika: 11h05. O que é isso? 218 .. dona.

a: Só essa parte? 219 .. a: Ah. Do lado desse. essa aqui é essa. Erika: Peraí um pouco que eu vou ver o que ela estava perguntando.. né? Erika: Peraí vamos ver. Erika: Não? a: Onde eu vou por a outra? Erika: Desenha só duas. né? Mas aqui você não desenhou. Essa aqui é essa.] Erika: Será? Erika: Ah. Agora ela vai falar para você o que .. outra daqui [alternas].. do lado dessa. uma. né? Carlos. Vocês viram que na borda dela tem uns.a: Ah. folíolos]? Uma saindo daqui. está vendo. tenta desenhar essa margem. tá. dona. Erika: Ahã.. E essa? Erika: Mas viu como você desenhou as folhas [na verdade. essa aqui é essa. dona. vai desenhar mais. Vocês desenharam o ramo com a folha. dona. ó. vem aqui ver o meu. você viu que saiu um do lado do outro.. mas vê como ela está saindo [opostas]. dona. não sei. Erika: Ah. a: Então pode deixar assim mesmo? Erika: Agora presta atenção na disposição. né Carlos. Quer ver. só essa parte aqui. Faz uma coisa. se reuniram folha seca ali.[. outra. a: [. Pega essa aqui. desenha. legal.. Carlos. Erika: Você pode fazer assim. Né? a: Errei. é que aqui quase não dá para ver. o que você está desenhando agora? a: Dona. né. Carlos. Ó. Erika.. Olha bem. ó.. umas pontinhas? a: [.. Você viu a margem dela [folha]? Ah.. outra daqui. ninguém desenhou a planta inteira. [alguém me mostra o desenho] Ficou legal. a: Não.. Ah.] demais.] a: Não.. a: Assim.. não vai dar. se você não conseguir colocar. deixa nós sentar naqueles banquinhos para pintar agora.

segura aqui para não voar. sou ruim de desenhar. Daí põe folha. eu ia pedir para você desenhar o cabinho dela. Erika: Não. Está ótimo. a: A árvore? 220 . Tenta desenhar ela inteira.Erika: É. Porque se você desenhou essa do lado não tem cabinho mesmo. Erika: O que você vai desenhar agora? a: Não sei. dona. O objetivo dessa atividade é você olhar para a planta e tentar desenhar o mais próximo possível. Vai olhando. a: Eu vou deixar esse também. ele é bem compridinho. deixa eu segurar para você. Tá. Você não está olhando para ela. muito bom. Põe o nome da planta também. desenha o cabinho também. a: E essa é a folha né. ó. Erika: Você pode desenhar a planta como um todo porque ninguém desenhou ainda. olha só. a: O nome dessa árvore que nós tá desenhando é como. a: Tá bom? Erika: Tá bom. pode deixar. Ah. Que eles não são tão pontudos assim. dona? Erika: Isso. Você não está olhando. nós não vai usar. né? Erika: Isso. né? Erika: Isso. Carlos? . não precisa ficar igual. Mas ir olhando. põe embaixo aroeira-pimenteira. Carlos: Assim? Erika: Isso. Carlos: Ai. vai? Erika: Não. tá.Quer tentar de novo. Aqui ó. como assim? Erika: Vai mais longe de um lugar que você veja a árvore toda. Né? a: Vou desenhar atrás. Pode desenhar grande. a: Galho com folhas? Erika: Isso. Peraí. a: Aqui. Vê bem o formato dela.e põe galho com folhas. a: Como um todo. . Aroeira-pimenteira. Não sei se você desenhou essa do lado ou essa aqui. né. eles são bem pequenininhos [as serras das margens da folha].

não precisa desenhar detalhes porque você vai estar de longe. Carlos já desenhou a folha e um ramo com folha. A gente pode vir no Planetário? Tem que pagar. a: Ai que lindo. Erika. Ela de longe. a: Onde? Erika: Embaixo. Peraí. Alguém quer desenhar a planta inteira vista de longe? a: Qual planta? Erika: Essa planta. Ana Paula! Olha. Erika: Sim. 221 . a: Tá. vamos ver. se ela é grande. mas eu queria que vocês tentassem desenhar. vamos ver o que temos mais. Mas ela está muito jovem. vocês desenharam? O ramo com fruto e a folha. aqui assim. né? Erika: Eu nunca vim no planetário. Carlos. Senta. pode desenhar esse tronco? Erika: Pode. a: Dona. O que é aquilo lá? a: Erika. esse tronco aqui. mas acho que tem que pagar sim. Desenha o tronco simplificado. Vocês não vão pegar os detalhes. Eu estou pensando aqui o que vamos fazer agora.Erika: Isso. que ninguém desenhou ainda. a: Mas não vai dar. Essa árvore que vocês acabaram de desenhar. Aqui da sombra. Quem mais? a: Que horas que é? Erika: 11h15.] um pouquinho. a: Erika. ó. Quer desenhar? a: [. vou desenhar a planta toda.. Deixa eu ver. Erika: Você não tem lápis? Você consegue desenhar o tronco? Esse tronco aqui. você desenhou a folha também. Mas tenta desenhar mais ou menos o porte dela. você desenhou a folha e um ramo com folha. Folha de sulfite. Erika: Peraí. Isso. Escreve assim: aroeira-pimenteira. vou errar. Erika: Está lindo. Aí você não vai conseguir pegar detalhe. a: Olha o meu.. De longe ainda dá para ver os frutos. desenha ela aqui a planta toda. vou mostrar a: Qual que é? Erika: Você desenha o tronco? Aqui ó. isso é normal.

a: Ali está pingando água. É pequenininha. Erika: É. Às vezes é difícil desenhar na proporção certa. a: É que lá perto da minha casa tem uns maiores. variegata]. Erika: Ah. a: Eu também vou ali pintar. Ó. que susto! Ó. hein? Não estou para desenhar hoje. ó. Erika: Eu não tinha reparado nessa parte do fruto [olhando o desenho]. não. né? a: Vou até ali pintar. a: Ficou. difícil. Erika: Mas tudo bem. ó [apontando pássaro pulando de galho em galho ao longe]. ficou um pouco maior do que é na verdade.a: Deixa a Erika ver. posso fazer assim? Erika: Pode. Erika: Mas é bem pequenininha mesmo. vi pulando. né. ou você quer que faça alguma solta? Erika: Não. hein? a: Mas como eu vou desenhar os galhos ali em cima. ó. pode ir. a: Está bom assim. Você está desenhando ela daqui. é? Da árvore? a: É Erika: Por que será? a: É água de chuva. né? a: É que eu fiz ela maior. que eu ganho mais. Essa parte dele que segura [olhando o fruto na árvore]. Você não acha que ficou um pouco grande? Essa parte. né? Ai. 222 . gente. ó. [apontando para gotículas caindo da B. tá? Erika: Tá. eu quero que você faça o que você está vendo. a: Ih. Erika: Ah. a: Dona. Erika: Por que será? a: Erika.

a: Qual o nome dele? Erika: Não sei.... em cima da gente. né? a: O pássaro estava pulando na nossa cabeça.. Ali em baixo. estava.. né? 223 . né? a: Erika. estava pulando nos galhos em cima da gente. Erika: Ih. a: Ali [pássaro]. mas não dá para ver. eu sei o nome dele. a: Lá. a: Eu vou lá. agora eu vi.. não vai dar para ver. alguns alunos: Eu vi. a: Ai.. Erika: Carlos. a: É o bicho preto do rabão grande. Erika: Pintar. Erika: É. quase pulou. Erika: Ele não estava pulando na nossa cabeça. eu fiz para você olhar... a: O que tanto ele voa? a: [assobia] a: Está chamando cachorro? Erika: Um barulhinho. a: O quê? Erika: Tem um pássaro ali no meio daquela árvore. só dá para ver quando ele se mexe. Ah. Erika: Ah. não vai caber na folha..a: Onde? Erika: É que é difícil. a: Aí eu fiz aquela parte.. Erika: É o rabão. a: Então. enquadra uma parte. porque é difícil desenhar ela inteira...

. a: Olha ali. a: Eu acho que dali fica bom também. a: Parece pavão. Erika? Dali onde elas estão. né? Do que pavão. né? Pode desenhar no verso. eu faço daqui. eu acho que é filhote disso. dá para fazer ela melhor. a: Já assistiu Anaconda 2? Erika: Não. segura aqui rapidinho. a: Eu pego a caneta vermelha lá e passo. Erika: Tá bom. Erika: Acho melhor você desenhar em outra folha porque. Aqui você desenhou o tronco bem grande.. bem menor. não parece? Erika: Hum. olha para cima. Está vendo aquela sombra ali? É que ela é muito grande. Aranha não tem asa.. né? Vamos tentar ver o que é? a: Olha o aranhão! Erika: Onde? Aranha? Não é um bicho voando. a: Ai. rabo comprido. não é aranha não. Carlos? a: Ah. Você ainda consegue enxergar os frutos? Desenha o contorno dela. a: Bem-te-vi. Nem um 1 nem o 2.. a: Aline. quando a gente fica quieto. não precisa nem desenhar o que está dentro... Erika: Dali? Vai dar para você enxergar? a: Tá. meu deus. Subindo bem ali. né? Esse canto não é dele. a: Faço o contorno dela. né.. a gente consegue ouvir um monte de coisa. não. hein? Eu acho que é o filhote chamando o pai. Erika: Talvez se você for mais longe. 224 . Olha lá ó. Olha direito. tem umas penas embaixo do bico. a: Olha. Erika: Acho que era um bicho voando. Desenha o contorno e alguns troncos.a: [imita o barulho] Erika: É legal. Acho que é um ninho de passarinho isso aí. O que você conseguir pegar. Erika: Olha. [mostra o pássaro] Hum.

Que horas que é? Erika: 11h30. a: Quando a gente vai voltar. a: Ai. Erika: Tenta fazer o contorno dela. Mas o objetivo desse desenho é você pintar e desenhar igual ao que você está observando. Erika: É que eu queria que vocês observassem. Entendeu? a: Ai. quando você faz um desenho artístico você pode inventar e tal. a partir de agora. na verdade. você não quer pintar o seu desenho ali com as meninas? Aí você senta. deus. está pintando de que cor as folhas? a: Ah.. o que você desenhou está bom. Erika. a: Ah. Turma 6ª série B 1 – Introdução [. a: Ai. Acho que aqui estava muito de perto. ouviu que estalou? a: Estou com sono. Ponho aqui e daí eu ponho folha. que bom! a: Olha a minha árvore. desenhassem o que vocês estão observando. algumas coisas. pinta com a cor que você está observando na planta.. Estou indo. peraí. dona eu vou fazer do meu jeito. Mas o que você já desenhou está bom.. a: Está gravando? Erika: É. aí não dava para desenhar a copa toda. A Aline está desenhando a planta toda. só não estou conseguindo.. peraí. Mas tudo bem. a: A gente vai se encontrar aonde? Erika: A gente vai se encontrar ali no redondo.. Erika: Carlos. Tudo bem. É que eu queria que você desenhasse observando a planta.] 225 . vou dar um toque meio diferente. Fiquem aí. Eu vou falar com a Gina. Erika: Mas tudo bem. Erika: Carlos.Erika: Carlos. Erika: Daqui a 5 minutinhos.

a: Existe a caravela ainda.. [. que é a audição. quando mais perto você chegar da lagoa. E a grama. mas também de animais. observe onde pisa. Alguém conhece a lagoa menor aqui em cima? a: Eu não conheço não.. cuidado com o contato com a grama. assim como esse barulho que a Evelyn fez aí. Nós estamos realmente saindo de um área mais urbanizada.. Ana: Tá. Se a gente ficar em silêncio agora. Ana? Ana: Gente.. O MDCC agrega esse prédio e o outro prédio que fica ali embaixo. o que a ciência faz por nós. Vocês conhecem alguma planta que vocês vêem aqui? a: Coqueiro.. então. umidade. ou durante o caminho . Quando nós estudamos lá os órgãos dos sentidos. Então [. Então nossa finalidade é essa: a divulgação da ciência. Então os dois prédios formam juntos o MDCC. nós falamos da importância do estudo da Botânica. Então quando chegar em casa depois da atividade. pavimentada. O que é a ciência. o nosso meio. Que relação existe . assim como eu falei dos pássaros. vale a pena aguçar um outro sentido. [. nós vamos falar disso depois. Então vale a pena evitar conversar. para a copa da árvores e vai jogando o pé onde não está olhando. O meio onde a gente está.entre essa lagoa e a outra? Se uma se liga a outra. ela não estava afundando? Tânea: Ele faz parte do MDCC. principalmente pássaros. ela está cuidando de nós. Os nossos ouvidos vão se deliciar.]. por conta da mudança de prefeito. nós demos bastante destaque para a visão.. Erika: Então vamos começar a trilha. Inclusive a professora de vocês trabalhou com a gente.. a: Palma. grama. 2 . mas pode ocorrer.. Como é que surge essa lagoa? E outra coisa: cuidado.não precisa responder agora. sem dúvida com o som [. a: Pinheiro. mas não é um museu de coisas antigas. Então tá.] dentro da lagoa. Mas a audição. No ano passado nós tínhamos vários projetos. Ao passarmos perto da lagoa. Mas pretendemos retornar as atividades agora em agosto. tem muito formigueiro aqui. a Erika trabalhou com a gente aqui o ano passado. vocês viram como chama a atenção? Então. a gente já começa a perceber que o som é bem diferente daquele que a gente está acostumado lá no Bandeiras [bairro onde escola fica]. o que nós conversamos lá. olhando para cima. Aqui no Espaço Ciência-Escola.] Então cuidado. Vocês já foram. onde é bem mais urbanizado. pergunta também. Outra coisa. nós temos a função da divulgação da Ciência. É claro que ela vai ser muito utilizada e é muito utilizada não só aqui mas no nosso dia-a-dia.Trilha Ana: Temos que acompanhar a Erika. nós estamos aqui parados.] o nosso meio aqui. vocês vieram fazer uma pesquisa. Faz parte do nosso Museu o nosso entorno. 226 . a possibilidade de você levar um escorregão . chamado planetário. Então é um museu.] que vocês vieram fazer aqui hoje. até para não chutar o formigueiro. Por que tudo faz parte do Parque. Olhem em volta de vocês. né? Mas antes mesmo de falar da atividade na trilha. eu sei que vão estar todos empolgados querendo estudar aquela planta..não é o que a gente quer. agora é hora de dar atenção para os pássaros. tem chão. E esse ano. ou não. antes de entrar no ônibus. trabalhar. [. vai fazer uma vistoria geral no corpo. eu queria falar para vocês o seguinte: no Parque existe uma diversidade não só de plantas.

mimosifolia]? Erika: São bichinhos comendo o fruto. a: Tem bastante semente? Erika: Ah. leucocephala] está cheia de coisas marrons penduradas. [Erika faz comentários semelhantes ao que fez na turma 6ª A sobre J. a: Fala de carrapato que me arrepio todo. mimosifolia]. mimosifolia]? a: Semente. a: Tem uma casca muito dura. mimosifolia e L. mimosifolia]? Erika: É sim. a: É jacarandá o quê? 227 . só não sei o nome [Jacaranda mimosifolia]. a: Erika. a: Ela nem sabe o que é e tá anotando. Ana: Isso aqui está faltando alguma coisa dentro [fruto de J. a: Aquela ali eu conheço. a: Vai que tem carrapato.] Erika: Essa árvore [L.a: Goiabeira. o que é isso [mostrado interior de fruto de J. a: Qual o nome dessa planta? a: Erika. Dentro tem uma semente muito frágil. leucocephala. a: Nossa. essa é aquela que faz brincos [mostrando fruto de J. a: Parece brinco. a: Com é o nome dessa? Ana: Lembra de mim. Tipo a Ana. Vocês sabem o que é? a: Fruto a: Semente. Elas são bem levinhas [assopra] e são facilmente carregadas pelo vento. a: Achei um aberto [J. esse tem sementes.

a: Qual que é essa? Erika: Peraí. Ana: Olha para cima. a: Qual que é o nome dessa? 228 . Vamos olhar um pouco para cima. a: Jatobá da novela. Erika: Jatobá. eu vou falar. a: Pitanga. se quiser. a: Que treco grudento! a: Não cai nenhum. a: Jatobá. só. Vocês viram jatobá aqui? Vocês gostam de jatobá? a: Não. a: Achei metade de um. Tem um seco ali.Erika: Jacarandá-mimoso. mimosifolia]. a: Eu já comi. a: Não tem nenhum no chão. a: Parece casca de árvore [J. dona. Os frutos dão bem lá em cima. a: Balança a árvore aí. Todo mundo conhece jatobá? a: Eu conheço. Erika: Olha para cima. Uma árvore bem alta. a: A cor dele é marrom e verde. ainda. a: Você nunca viu jatobá? Erika: Tem muitos frutos verdes. Podem ir ali dar uma olhada. Erika: A tipuana só tem uma semente. Erika: Eu não gosto nem do cheiro. a: Qual árvore é essa aqui? Erika: Essa árvore eu vou falar agora.

Vou falar. se alguém quiser olhar.. Vocês podem olhar mais perto aqui. antera da flor]. Ana: Acharam um ninho de passarinho aqui. né [aponta ramos secos de casuarina]? Erika: Ahã. que já reconheceram. Olha mais de perto. Quem quer ver o ninho de passarinho que tem ali? Ah! a: Ele pega aqueles galhos secos com o bico. Cada coisinha dessa aqui é uma flor [na verdade. esse aqui? a: Aquele.Erika: Essa aqui vou falar agora... a: Essa aqui também sai fácil com o vento. né? O pinheiro não tem isso. Isso. vamos chamar todo mundo. ó. a: Como é o nome disso daí. a: Ou não é? a: É pé de pitanga não é? Erika: É. é pitanga? Erika: Qual. Da primeira vez que eu vi eu achei que fosse. Erika: Hum. a gente quase não consegue enxergar. a: [. a: Que feio! a: Como é o nome? Erika: Chama casuarina. e parece mesmo. né? a: Nossa! a: Como é o nome dessa aí? Erika: Essa árvore grande chama casuarina. Mas se vocês prestarem atenção nas partes verdes dela vão ver umas coisas marrons também na ponta. a: Parente do pinheiro. a: Aquela ali é uma jabuticabeira. Erika: Ah! Cadê o ninho.. Flores bem pequenininhas. Tem alguns. Mas são as flores. Olha na árvore [alguém estava arrancando algo]. Erika: Não! Essas coisas marrons no ápice desses fios verdes são as flores dessa planta.] 229 . Esse aqui várias pessoas estão falando que parece com pinheiro. Aqui também tem uma pitangueira. não é? Erika: É bem parecido.

a: Olha que delícia aquelas mangas. a: Olha a folhinha que eu achei [mostra pedaço de madeira].. Essa é a masculina. Tânea: Ela só dá flores. eu acho que é cajá. então ele não deu fruto ainda. essa planta é masculina. mas eu acho. Tem plantas que têm sexos separados. 230 .Erika: Então. que planta é aquela ali? Erika: Então. eu nunca vi ele em fruto. na verdade o que chamam de mamão macho e mamão fêmea. né? Erika: Então. a: Ela falou que é o fruto. Ela não está em fruto agora. então não tenho certeza. daí é mais doce também. a: Aquilo é manga. É manga. mas eu acho que é cajá. mas quando der a época.. acontece. a: Erika. é tudo mamão fêmea. Só flores masculinas. a: Cajá? Erika: Acho. a: Olha o frutinho. Mas tem diferença. Mas eu nunca vi o fruto dela. Erika: Só a fêmea [na verdade. os dois]. no caso. a: O que é aquele pé? Erika: Então. a: Como pode nascer manga nesse frio? Erika: Às vezes as frutas dão fora de época. né? Erika: Isso! a: Só quando ele dá.. ela vai dar. Erika: Isso. Por que só a planta feminina que dá o fruto. a: Ele demora a dar. a: Essa eu conheço.. Ele está muito pequeno ainda. então ela não produz frutos nem sementes. Você quer dizer alguma coisa. no caso. a: É que nem o mamão. Pela folha dela. Ana. qual o nome daquela ali? Erika: Essa daqui é pitangueira. a: Erika. Tânea: Só a fêmea floresce.

a: Mas é um abacateiro diferente do que a gente conhece. Erika: De onde vem o fruto? a: Da flor. mas se você conseguisse abrir. Erika: O tamanho também é diferente. a: Essa daí é manga-espada.a: Manga com sal. a: Como é o nome dessa árvore? Erika: Aroeira-pimenteira. a: É ardido? a: É pimenta-rosa ou o que? 231 . Lá em cima. Erika: Essa também é uma árvore que todo mundo conhece. você acharia a semente dentro dele. a: A semente é o caroço dela. né? Erika: Na verdade a semente fica dentro do caroço. O caroço é duro. a: [aluno vai contar isso para os colegas] Erika: Nessa árvore os frutos estão bem visíveis. a: É abacateiro? a: É abacateiro! a: Esse daqui não tem flor. a: Na casa da minha tia fica amarelinha. a: O sol está queimando. a: Vontade de comer manga. hum. Aqui em baixo também tem. né? Esse é mais alto. Erika: Mas o da escola tem folhas vermelhas? a: Não. dona. né? E flor? Alguém está vendo flor? a: Estou vendo. Erika: Como vocês reconheceram? a: Pelas folhas.

a: Olha o tamanho do formigueiro aí. a: Como é o nome dessa mancha. borboleta. o quanto de peixe. a: Qual é o nome dessa? Erika: Mulungu o nome dessa. a: Tadinha. Deus me livre. a: Ó lá. a: Embolorado. a: Acho que é pata-de-vaca. a: Parece o pé da vaca do rebanho. a: Isso é fruto. Erika: Hum. Com o que parece? a: Coração. dona. o que vocês acham que são essas manchas? a: É sarampo branco.Ana: Aroeira-pimenteira. 232 . a: É duro. a: Ela é cheia de espinho.plantas pequenas] a: Ó lá. a: [aponta e pergunta o nome da Tillandsia sp. Erika: Não arranca a folha não. . dona? Erika: [explica o que é na verdade] Chama líquen. dona. a: Ah. sei lá. a lagoa. jogaram tinta na árvore. a: Olhem as folhas dessa planta. está doente. cheia de mancha. Erika. a: Cobra dentro d´água. não sai. a: Por que o espinho? a: Ó tenho que catar um espinho. a: Como é o nome dessa aqui? a: [aponta aranha na mangueira] Erika: Imbé.

que cai girando].. a: Dona. a: Pato. Erika: Legal. marreco? Não sei. Então. não é? 233 . a: Erika. legal. a: E aquele bicho feio preto ali? Erika: Pato.a: É pata-de-boi. com a tipuana. a: Aquilo dali é pato. Mas é bem parecido com o bico-de-pato. achei um alpiste. Erika: Pode ter variações. Chama jacarandá. a: Aí. Ana: Ah. qual que é essa daí? É o bico [de pato].. é parecido né. tem uma semente só na base. Gina: Bico de pato é aquele sem folhas. mostra para todo mundo. a: Como é o nome dessa? Erika: Jacarandá. olha o helicóptero. um menino ontem chamou de unha-de-vaca. dona. a: Onde começa a raiz? a: Tillandsia já escrevi. a: É parasita também. dona? Erika: Vocês estão vendo dois tipos de folhas nessa planta? alguns alunos: Estou. dona [jogando fruto de Machaerium vestitum. a: Esse daqui é o quê? Erika: Então. olha ali um peixe morto. dona. marreco. não conheço. a: É unha ou pata. a: Jacaré. não é? Erika: É jacarandá. a: Olha aqui. Erika: Erva-de-passarinho. com o bico-de-pato. a: Jibóia. é com z.

lembra aquele fruto redondo? Esse é jacarandá. a: Como é o nome dela? Erika: Jacarandá. aberto [fruto de C. Mas é legal para ver o que tem dentro. a: Aqui tem peixe. Vamos todo mundo olhar para cima de novo. Erika: Então. Está vendo? Todo mundo está vendo a semente cor de laranja? Ela é preta. tá. com os frutos na ponta? Vamos falar dessa. Olha lá que bonitinho. Vamos ver se dá para ver alguma coisa. encontraram um fruto. na verdade. Ele me mostrou uma folha. que a semente não está passada. esse fruto [outra espécie] na verdade não abre. Erika: Essa chama copaíba. a: Olha o helicóptero! a: Olha que legal! Erika: Como é o nome dessa aqui? Olha para o formato dela. Vocês já ouviram falar do óleo de copaíba? Se usa como medicinal. Ela está com poucos frutos. a: Abre e o fruto cai. Então. que o fruto fica no alto. Dá para ver que ela é colorida.Erika: É. a: O que é isso? a: O dele está queimado já. só. [trazem um fruto] Essa aqui é dessa [árvore]. [alguém mostra um fruto caído de C. a: Como é o nome? Erika: É esse já está passado já. [Repete o nome várias vezes]. aquele era o jacarandá-mimoso. está vendo. Erika: Estão vendo os frutos abertos? Então. Ah. que jóia. Essa fenda aqui. Aqui. essa é outra. Era outro. Vamos mostrar para todo mundo. Chama todo mundo aqui para eu falar sobre ela. que nem a gente fez com o jatobá. Aquela que você me mostrou era pata-de-vaca. Erika: Isso é daquela. langsdorfii]. na verdade e tem uma parte laranja. 234 . langsdorfii] Ah. a: Ah. é que nem alguns frutos que a gente viu. depois eu te dou. a: Cocaíba? Erika: Copaíba. Lembra que a gente viu? [aluno fala um nome] Não. O fruto abre na árvore e a semente cai no chão. você é quem deu uma forçada nele. que legal. aqui em baixo ela é preta. a: Olha [mostra fruto de Copaifera langsdorfii]. a: Já tem marcado aqui.

a: Onde o Rafael vai. não sei se é parecido com isso. espera todo mundo voltar. Erika: Já vou falar. Erika: Apesar de serem espécies diferentes. a: Ela quer que todo mundo preste atenção. qual era o nome dela. Erika: Isso. a: Dona.a: Ah. está mais desenvolvida. Chama todo mundo aqui. acontece a mesma coisa com o fruto [Centrolobium tomentosum]. a: O nome dessa aqui que a senhora vai falar? Erika: Vamos esperar que eu não quero repetir. a água está subindo. a: Vem para cá. a: Estão mandando vir aqui. gente? a: Ô. ali está cheio de alevino. Erika: Eu acho que é morcego que trás. Vamos ver essa daqui. Eu nunca vi fruto de jenipapo. você lembra? a: Tipuana. a: Tem uma nascente. minha nossa senhora! a: Eu não tenho coragem de ir lá embaixo [margem do lago com nascente]. aí a semente está maior. Erika: É. Acho que é chapéu-de-sol. a: Tem um monte no chão [chapéu-de-sol]. Erika: Isso. Erika: Essa não tem aqui. Acho que algum animal trouxe no bico. eles estão em atividade aqui. essa aqui é aquela que a gente viu no começo. a: Jenipapo. não é? Erika: Não. comeu aqui e largou. a: Qual é o nome dessa? Erika: Vou falar. gente! 235 . espera todo mundo terminar de olhar ali. a: Olha o formigueiro aqui.

a: Se fosse ouro. a: Nada para chamar a atenção como umas árvores bonitas. As flores caíram. Alguém já viu ela plantada? Ela chama chuva-de-ouro por causa da cor das flores dela. Erika: Essa é a copaíba. infiltrando. Erika: Então. não estaria aqui. está tremendo. agora ela está só em fruto. ó. a sementona dela aqui. a: De novo? Erika: De novo. a: Os pássaros. Aquela que abre. a: Por que a água está tremendo ali? Erika: Ah. Já passou a época das flores. Tem vários no chão. 236 . Copaíba. Como aqui é área urbana. Ela chama chuva-de-ouro. lembra? a: Erika. compara essa parte aqui [cálice]. né? É uma nascente. a: O que é isso? Erika: É água nascendo. a: Qual é essa? Erika: Tipuana. a: Isso é fruto? [mostra botão de Bauhinia variegata] Erika: Olha só essa flor.a: É para vir para cá. menina. a: Só pega tipuana. tem um monte no chão [fruto]. não é confiável não. a: Chuva-de-ouro. tem muita poluição. a água que acaba indo. ela está em fruto agora. tem que vir para cá. Erika: É que tem muita tipuana aqui. né. Não é parecido? a: É mesmo. a: Dona. Ela não está em flor agora. fruto comprido. tem a semente cor de laranja. poluída já. a: É limpa Erika: Nem sempre. a: Rafael. Tá? Chuva-de-ouro porque as flores são amarelas e elas ficam pendentes parecendo chuva caindo. essa daqui que está com um monte de fruto pendurado.

. como alguém já falou. Erika: Pegar mel? As pessoas falam de melzinho. Para se alimentar.Erika: Então. Erika: Vamos para aqui de novo um pouquinho. gravador. a: Eles picam? 237 . né? a: Pólen. Aqui na pata-de-vaca. Erika: Esses bichinhos que vêem visitar as flores. rodeando as flores. entendeu? Chuva-de-ouro de novo aqui. Umas abelhinhas que ficam voando. a: Não. Erika: Chupando mel? a: Será que tem mel aí? a: Como é o nome? Erika: O que as abelhas vêem fazer nas flores? a: Pegar mel. Isso aqui está fechado. que um liqüidozinho doce. Se pára um pouco acho que dá para ver. gente. a: Coqueiro. vêem buscar o melzinho. a: Chuva-de-ouro também? Erika: É. Não sei se vocês estão reparando que tem uns insetos voando. a: Chupando mel. Olha a folha dela. na verdade. Erika? Erika: Eu estou. Erika: Qual que é o formato da folha dela? a: Ah. as pétalas vão sair. Isso aqui é o botão dessa planta. a: Essa é a mesma que e gente viu lá atrás. unha-de-vaca. está vendo os frutos? a: Está gravando. o néctar. a: [risos] a: Eu estou na televisão. Erika: Pólen. É a. ou então pólen. isso aqui vai abrir.. Erika: Pata-de-vaca.

Só que ele é maior. do bico-de-pato. Ele não tem essa parte comprida.que é aquele pozinho . vão levando o pólen .de uma planta para outra. Quando ela está seca ela está reta. a: Como é o nome dessa planta? Erika: Chama araribá. era um fruto com uma semente na base. Erika: Isso. a: Não? Erika: Por que você achou que era coloral? a: Por causa do espinho dele. não..Erika: Alguns picam. a: Coloral é diferente. bico-de-pato. né? Não sei. a: Araribá. Ele é araribá. O que é polinização. Erika: Não é coloral. Polinização.. não cai essa parte [ala do fruto]. o fruto do coloral também é espinhudo . né? a: Não é coloral [falando para outro aluno]. tomentosum] . E vocês acham que a planta ganha alguma coisa com isso? Não? a: Ganham mel. eles vêem visitar a planta porque eles querem alguma coisa dela. não sei explicar por quê. variegata seco e enrolado]? Erika: Por que. a: Não foi nada não. Erika: Os insetos quando visitam as flores. né? 238 . Erika? Erika: [. [alguém fala algo] Não. Erika: Fui tentar abrir. a: Aquele ali é coloral [apontando para C. os animais que visitam são muito importantes para formar o fruto depois. Erika: Esses animais. a: Como é o nome. como que acontece. quando ela abre ela fica assim. a: Por que fica assim [mostra fruto de B. Depois a gente pode ver mais isso em sala de aula. a: Quê? Erika: Lembra tipuana. como que era o fruto? Era uma semente. Mas é muito importante... E com isso os frutos podem se desenvolver. ele fica assim mesmo.] esse fruto é bem parecido com o da tipuana. né? Quebrei. Mas é bem bonito. né? Elas vêem buscar o alimento deles. desculpe. mas ele é só redondo.

É legal. Anderson. a: Dá aqui. urucum. essa parte vai crescer. Solta [outro aluno quer pegar o fruto de C. a: Como? a: Araribá? a: O Rafael achou no chão. as pétalas vão cair. crescer e formar o fruto. 239 . Jeferson não. a: Não. a: Qual que é o nome daquele? Erika: Pega do chão. variegata que ele segura na prancheta]? Essa parte que vai formar o fruto. É bem espinhudo. já. está vendo a semente? Erika: Ela é peluda. Ana: Esse é diferente. a: A dona falou que aqui é a nascente. a: É espinhudo. dona? Erika: Jeferson. a: Pega. a: Qual o nome dessa árvore? Erika: Araribá. pega um para mim. Ó. né? Tem espinho e é peluda. crescer. acharam um. a: Tem bicho aí. Está vendo essa parte aqui [ovário da B. Ana: Lençóis de água. Araribá. qual é o nome daquela? a: Isso daqui é uma pimenta. a: Pega no espinho para você ver. a: Alguns alunos podiam se afundar. a: Rafael. a: Erika. Essa parte vai crescer. ele falou que já viu coloral. tomentosum para jogar para o alto]. a: Araribá. né? Desculpa. a: Aquele de lá está grande.Erika: É. vai machucar ela.

È uma amiga minha. Erika: Para que deixar sua marca? a: Quer deixar sua marca? Cata aquele papel do chão. Rivair? a: Eu vou escrever uma [. a gente já viu. Essa também está com o fruto pendurado. Erika: Isso. A Cintia. a: E isso aqui. bem grande. a: Palmeira rabo-de-peixe. parece uma nadadeira. a: Palmeira. um rabo de peixe.. Só que esta está com mais frutos. Erika: Um coqueiro. dona.. Pimenta-rosa. Erika: É. Ao invés de destruir. É por causa do formato da folha dela. né? Eles estão me ajudando na minha pesquisa. a: Dona. uma palmeira.Erika: É. dona. Palmeira rabo-de-peixe. é. a: Não pega. É. não. vou levar um pouco de pimenta para minha mãe. a: Vou desenhar. parece uma nadadeira. Palmeira rabo-de-peixe.. um rabo de peixe. eu não apresentei..] aqui [na folha de Bauhinia]. Erika: Não. bem bonito. da frutinha vermelha. Por isso que chama palmeira rabo-de-peixe. Vou deixar minha marca. Erika: Palmeira rabo-de-peixe. a: Qual é o nome daquela ali? Erika: Essa daqui? Palmeira rabo-de-peixe. 240 . que a gente viu ali? Lembra o nome dela? a: Pimenta-rosa. acho melhor você não fazer isso. a: Olha o tamanho do carrapato [mostrando fruto da palmeira]! a: Pára. Lembra. Palmeira-rabo-de-peixe. é isso aí. aquela dali é sua irmã? Erika: Ah. Erika: O que você vai fazer aí. menino. Ainda ajuda. é o mesmo daquele lá? Erika: É. não é? a: Ah. a: Qual que é o nome? Erika: Está vendo. Olha a folha dela.

. Erika: Acho que não. ela está com uns frutinhos pequenos. vai se desfazer. a: Guanandi? Erika: É. é mentira.a: Ah. 241 . a: Esse pequeno aqui cresce [mostrando fruto jovem]. Põe no bolso. quando você deixa ela solta assim ela vai crescer e vai formar uma outra coisa. qual é o nome dessa aqui? Erika: Guanandi. a: Guaran ou guanan? Erika: Guanandi. Erka: Olha. A flor se você deixa assim solta. será? a: Vai. ela vai apodrecer. a: Aquelas manchas que a gente viu ali atrás não pode ter sido passarinho quem deixou? Uma flor que um passarinho deixou? Erika: Mas flor vai. Só semente é que faz isso. a: Está vendo uns frutinhos verdes aqui? a: Como que é o nome? a: Guanandi Erika: Guanandi. alguns alunos: Guanandi. que bonito. o frutinho dela.. a: Como que é o nome? a: Guanandi. Erika: Estava no chão? a: Estava no chão ali. a: Erika.. Semente é que cai num outro lugar e gera outra planta. a: E essa daqui? Erika: Essa daqui chama guanandi.. Erika: É.

. você quer falar da nascente. a: Olha que legal [aluna acha semente no chão]! Erika: Agora a gente vai se dividir em grupos e cada um vai ficar com um. a: Peguei com a mão. vamos fazer o mesmo esquema de ontem. Cuidado. Ana: Cleber. Erika? Erika: Essa planta chama Sena.. a: Ali eles mexem com adubos de folha. a: Leucena? Erika: Sena. Ana: Qual que é essa planta. dá aqui. a: Qual que é o nome dessa flor aqui? Erika: Onde você achou ela? Ela é uma trepadeira que chama jetirana. Ana. Ana: Não. né. Erika: A gente vai para lá fala para eles beberem água. dona? Erika: Não sei. a: Gina falou que tem cogumelo que é venenoso. Toma cuidado com o pozinho que sai dele. a: Esse aqui é venenoso. a: Jetirana? Erika: Jetirana. ou fecha primeiro? Ana: Fecha e depois abre para. Ana: você lembra o nome dela? 242 . não sei o que eles fazem ali.a: Centopéia. não é? Erika: Parece. Erika: Tá. não conheço. j-e-t-i-r-a-n-a. dona. Gina: Vamos sentar um pouquinho. Erika: Tem cogumelo que é venenoso. a: Qual é o nome dessa aqui? Erika: Sena.

de planta. dona. Então. né? Que coisas diferentes vocês viram? O que as plantas no meio do caminho tinham de diferente entre si? As flores eram iguais. eu queria saber o que vocês viram durante a trilha. Erika: E como que eram os frutos? a: Pimenta-rosa Erika: Calma. Ana: Acho melhor liberar primeiro. achei uma Sena. então.Erika: Sena. não consegui achar o nome popular.. Ayrton Seeeeena. Erika: Cansaram? Ana.. Eu falei que a gente ia ver diversidade. Erika: Tinha fruto com uma semente. As sementes às vezes eram leves e eram levadas pelo vento. legal. Erika: Então... eles eram leves? a: Bolinha vermelha. 243 . com aquela parte comprida que ajuda a dispersar pelo vento. Ana: Ah. Ana: Deu uma hora de caminhada. Tinha frutos com várias sementes dentro. a trilha terminou. Eles eram compridos. Erika: Achei que estão interessados. a: Aí. das cores das flores... a: Goiabeira. Né? Flores a gente viu menos pelo caminho.. Ana: Não. os frutos eram iguais? Que tipo de frutos vocês viram? a: Um monte. não quero nome agora. a gente fecha primeiro e depois deixa eles beberem água? Ana: Está muito disperso? Erika: Teria que juntar um pouco mais.. antes. Gina: Achei que eles estão mais interessados que os outros. estão perguntado. né? 3 – Revisão do que foi observado durante a trilha Erika: Gente. Alguém lembra das flores. Esquece o nome das plantas. a: Vai de um. Erika: A quantidade de sementes dentro do fruto.

e eu. E a atividade que vai acontecer é: vocês vão identificar uma ou duas plantas e vão desenhar elas em detalhes. Algumas não tem nem flor nem fruto. com mais calma. Era mais isso que eu queria fechar com vocês. a: A gente descobriu que é uma nascente aqui.. Algumas estão em fruto. dona. sabe? Ali. a: Você não viu? Erika: Mas tem menos flores no caminho. vai se dividir entre a Ana. Erika: Vai ser. querendo participar também. o araribá.. a: Quem é do grupo da Erika? a: Quem é da Erika? Erika: Vamos lá. vai uma outra etapa da atividade.. o chão está úmido. ó. Mas todas essas árvores produziram flores em alguma época do ano.. né? a: A dona falou que é uma nascente. não está mais na época. a: Na hora de comer a gente vai se encontrar lá. Aquele com espinho. Não sei se todo mundo viu. aquele que a Larissa está segurando. a: A Layane está fingindo.. Erika.a: Laranja. vai todo mundo comer junto. a: Branca. 4 – Identificação de espécies Agora. essas coisas. A gente vai se dividir nos 3 grupos que a gente se dividiu no começo. Só que algumas já caíram. a: Eu queria ser bióloga. a: Ah.. Erika: Isso. Tá bom? A gente vai para outro lugar. [. a Gina. vermelho. Cada um vai para um ponto. estou com sono. Vão observar melhor. a: Roxo. né? Erika: Isso. 244 . a: Agora nós vamos nos separar..] Eu tenho medo de formiga. mas depois a gente junta de novo. a: Branca? Erika: Tinha pata-de-vaca branca também. a: Rosa. Erika: É.

. vocês vão ter 2 ou mais alternativas. então faz uma roda grande. na verdade. passo 1. vamos começar a atividade. tem pouco fruto. Gente. a gente vai tentar identificar essa aqui. Alternativa b: 'caule com. Larissa. que é o araribá. vamos lá. Vamos todo mundo ouvir.. a: 'Sem linhas horizontais'. Araribá é o nome popular dela.. Vem aqui ver o material. vocês estão olhando para o araribá e vão ver qual alternativa corresponde ao araribá. É que eu estou com uma chave de identificação e eu preciso de plantas que estão em fruto. qual que é a alternativa? a: 8. vou distribuir 2 materiais para vocês. quais são as alternativas? Lê alto. Então.. ela indica que você tem que ir para o passo 5 agora. É o mesmo material. né? Então tá. ela tem vários passos.. Deixa eu ver. não vão te picar. mas só para. o livrinho. que é o nome científico. a: b. Erika: A gente vai desenhar. Então você vai seguindo os passos. Mas ela tem um outro nome. a: Pode ler? 245 . É o caso dessa planta? a: É. Tem linhas horizontais no caule? alguns alunos: Não. Erika: 8. ele pede para você ir para o passo 5. a: E aranha. a: Alternativa a: 'caule com linhas horizontais'. Erka: Sem. Vamos lá. Então.Erika: Eu também tinha medo de inseto. Em Biologia você estuda isso. Erika: Vamos ver o caule do araribá. Volta aí. quando você escolhe a segunda alternativa. O nome que todo mundo chama. passo 5. Larissa. Erika: Não. Então. vai para o 2. Como a pata-de-vaca não está em fruto agora. Mas quando você conhece e descobre que muitos deles não vão se alimentar de sangue. Começa no 1.. Erika: Ou essa planta 'não cresce apoiada sobre outras plantas'? É o passo 2. a: Gente. Então. Vocês vão trabalhar todo mundo junto. Vai todo mundo trabalhar junto. Alternativa primeira: 'planta crescendo apoiada sobre outras plantas'. Então. por favor. Erika: Agora a gente vai tentar chegar no nome científico do araribá. Eu já vou explicar como vai ser. Em cada passo. Dividam-se em 2 subgrupos. Por exemplo. Erika: Aranha é mais complicado. daí você perde o medo. a: Eu quero desenhar pata-de-vaca. Então isso aqui é uma chave de identificação. 3.

vocês sabem o que é fruto carnoso e fruto seco? [risos] Erika: Deixa eu explicar para vocês. a: É verdade. lembra que eu falei que na verdade essa manchas não são dela? a: Ahã. 'Caule marrom ou cinza'. Erika: Passo 14. a: Então esse é fruto seco. Quando ele amadurece. considera que o caule não é manchado. Frutas que tem uma parte que a gente consegue comer. Erika: São os líquens. passo 17. Então seria. Erika: Ah. Erika: Isso. sem espinhos. Frutas carnosas. a: 'Fruto se abre quando maduro'... ninguém é obrigado a saber não. então. Erika: Caule marrom. ficam com aquele aspecto marrom. tipo a manga. a: 'Caule com espinhos' ou 'caule sem espinhos'. às vezes soltando pedaços da casca'. Vai para o 11. senão.. Então. Erika: Então. Erika: Ela tem o aspecto manchado? Ah... a: Passo 14. Vai vendo as figuras também. esse fruto está verde ainda. né? Essa chave até vou ter que mudar para considerar os líquens. mais comestíveis. a: 'Frutos carnosos' e 'frutos secos'. Como não faz parte da planta.Erika: Pode.. Tá? Então é o passo 2. a: Caule marrom. marrom. aí. ele fica seco. o abacate. a: É o caso dela. alguns alunos: Carnosos. a: 'Caule verde'. 246 . 'Fruto não se abre quando maduro'. alguns alunos: Caule sem espinhos. Elas ajudam um pouco. O fruto seco são aqueles que secam quando amadurecem. Erika: Então. seriam aquelas frutas suculentas. tá. a: 'Caule manchado.

a: 'Fruto com 3 estruturas formando hélice'. Erika: É. Erika: Página 22. vai para o 21. Tem uma parte. a: 'Frutos sem estruturas acima'. Não. Aquela que joga para cima. Fruto. Mas esse tipo de fruto que é comprido. na maioria das vezes' ou 'fruto com apenas 1 semente'. O redondo é só a semente. Então o fruto não tem pêlos brancos. O fruto todo tem pelo menos uma parte achatada. Está vendo que tem essa parte achatada? Tem que considerar o fruto como um todo. Erika: Qual dos 2? a Com várias. Por que você acha que são várias? a: Tamanho? a: Por causa do formato. Erika: Vocês conhecem essa espécie aqui? a: Lá. 23 fala do formato do fruto. Então ele não se abre. né? Calma. Eles são leves e o fruto todo é levado pelo vento. a gente colocou o apelido de helicóptero. né. ao menos em parte'. Então. por que várias? Peraí vamos chegar num acordo. Erika: O fruto não tem pêlos brancos. não só a semente. Mas ele não está em fruto agora. a: Dona esse está de ponta-cabeça [a página]. a parte da semente. ele está com defeito.. né [do araribá]? a: Página 22.. tem uma parte achatada e tem só uma semente na base. mas vê a opção c: 'fruto achatado. Erika: Aí não tem como vocês saberem porque o fruto está verde ainda. fruto. a: 'Fruto com mais de uma semente. a: 1 semente. 'fruto cilíndrico'. É o pau-formiga. né? Passo 23. a: Formato? 247 . gente. De novo. isso. Erka: Várias. Triplaris surinamensis. a: 'Fruto com pêlos brancos: Goch.. Erika: Essa daqui é aquela árvore mais alta ali. 'Fruto oval ou redondo'.. calma. que chama.a: Esse fruto se abre? alguns alunos: Acho que não. 26. Ou. eles não se abrem. Erika: Então o fruto não é assim.

E outros vão desenhar a planta toda. Quem for desenhar folha e fruto. folha. um galho com o fruto e depois desenha a folha e o fruto aumentado. 5 . dona! 248 . A gente vai fazer assim. vocês podem desenhar. Tudo. é isso? Não querem chegar perto. a: Vou desenhar a folha. onde estão as sementes? Ah. gente. Fruto. a: Vai ser difícil. a: É esse aí mesmo.Erika: Mas cadê.Desenho Erika: Agora. não dispersa não. Podem começar a desenhar. Fruto. folha. Erika: Isso. depois desenha ela aumentada. Vocês se dividam.. Erika. Tá bom? Desenha as duas coisas. Deixa eu falar uma coisa: o objetivo é vocês observarem os detalhes das plantas. quem mais? Lais. Calma. a: Sou eu. Erika: Mas desenha um galho primeiro. você acha que ali dentro tem várias sementes? Na verdade. aquilo tudo é uma semente só. Erika: Como que é o nome? a: Centrolobium tomentosum. a: Não. a: E a senhora? Erika: Eu vou ficar olhando. com mais de uma folha. fruto.. Rapidinho. outros vão desenhar o fruto.. né? 'Fruto com espinhos na região da semente' ou 'frutos sem espinhos'. desenhar o aspecto geral. a não ser quem vai desenhar a planta toda. Chegaram então! Acabamos. Erika: Centrolobium tomentosum. É o nome científico dela. Entendeu? Então foi para a 27. Erika: Cheguem perto para vocês observarem detalhes. outros vão desenhar a folha. Pode ter mais de uma pessoa desenhando a mesma coisa. Erika: Você não quer chegar mais perto? a: Está bom? Ou você quer que faz mais grande? Erika: Ahn. fruto. a: Agora é o perigo. desenha primeiro um galho com a folha. Um vai desenhar o tronco. folha. Então cheguem bem perto. vocês não querem pisar na grama.

ainda tem essas linhas aqui [nervuras terciárias] Erika: Isso. mas tem mais riscos. né? Ela tem uns pelinhos. Mas é fácil.Erika: Então cheguem mais perto para conseguir ver mais detalhes. as nervuras? a: Essas linha aqui. Erika: Você está desenhando o tronco. calma. Erika: Vê as nervuras. Essas bolinhas. ó. aumenta ele. procurou mais as coisas. Vem aqui. né? a: Ah. 249 . Ela tem uma textura diferente. Erika: Calma... a: Pode desenhar a folha. está meio pequeno. procurou saber o que é. quem entendeu mais. tem várias. Que parte você está desenhando? a: É o tronco. a: Que é isso. a: Estou passando mal de fome. Ah. a: Vocês estão com fome? Eu estou! Está me dando dor no estômago. não dá para ver muito detalhe. já sei. Tem que diminuir um pouco. Erika: Pode desenhar também.. a: Quem que é melhor. tá. é só no olho. mas. a: Uma começa depois da outra. Erika: Nossa você também? a: Dona.. desenha ela maior. Erika: Passa a mão nela. Esse pedaço aqui. procurou entender. tem uma goiabeira do lado! Erika: É. Mesmo essa. Priscila. né? a: Olha. Viu? Além dessas aqui que vão para a borda. com as manchas. Você viu. a 6ªA ou a 6ªB? Erika: Quem é melhor? a: É. O que são esses riscos aqui? a: Aqui no meio está bom? Erika: Ah. a: Deixa eu apagar.

né? A gente se surpreende com as pessoas. eu tive que vir. achei que vocês iam ficar conversando. a: Ah. a: Ah. a: O terror da escola é a 6ªB. vocês sabem? a: Acho que a dona não ia deixar. a: O terror da escola. Você viu que tinha uns riscos nessa parte achatada da folhas? Tenta fazer também. a: Como é o nome dessa daqui? Erika: Chama araribá. quem sabe. falando. Erika: Araribá. a: Araribá.. Mas é para nota. Erika: Ah. correndo. né? 250 .. eu fiquei preocupada. Erika: É. Erika: E por que ele não veio.. a: Está bom assim? Erika: Ahã.. Erika: Mas ó: o fruto não fica pendurado por um cabinho assim? Dá uma olhada ali. fiquei bem contente.. a: Está bom assim? a: Olha o meu. quer dizer. Erika: Eu falei assim: daqui [aponto no desenho] sai um cabinho. não tem nada a ver. a: Pensei que a gente fosse melhor. Da folha não. do fruto.Erika: As duas turmas perguntaram bastante. a: Ele é chato.. a: Isso aqui é para nota. a: Eu não conversei. a: O Cabelo não veio. a: Um risco não.. Se fosse passeio eu não ia vir. alguns alunos: Ah.. a: O Fabiano já tava pulando aí..

. né? Desenha num outro sulfite. Erika: Todo mundo. né? Essas são velhas né? Talvez por isso.. ó. né? Erika: É. a: A Laís falou que ela está com fome. Vê se fica uma do lado da outra. a: A minha folha. borboleta. a gente não vai comer não? Erika: 11h15 a gente vai para lá. varia um pouco. você está indo aonde? a: São 10h50? Erika: São 10h53. Não sei.] outras não. Erika: Tudo? Não.] Erika: Está bom! Está legal. com várias folhas. a: Ah. Então desenha menor. Daqui para baixo. a: [. a: A Laís que vai demorar. Todo mundo já desenhou? Folha.. Se quiser pode desenhar também. se estão longe. eu acho.. Erika: Tem que ver bem de perto.Erika: Vários riscos. Desenha agora um pedaço assim. mais ou menos a proporção da distância entre elas. Você viu que as folhas dela têm uns pontinhos branquinhos bem pequenininhos. a: O que é esse negocinho branco aqui? Erika: O que será? Pode ser ovo de alguma coisa. assim.. legal. estou com fome... Marcos: E parece que as novas são mais alternadas. Tem que desenhar a folha bem grande para aparecer.. Para ver como elas se distribuem. não precisa detalhar tanto. porque ela está desenhando tudo. assim. Erika: Sabe o que você podia fazer também? Por que aí não vai ter espaço. Marcos: [. deixa eu ver os desenhos que vocês fizeram.. a: Cadê a Laís? 251 . para desenhar mais 2 aqui. com menos detalhes. Vamos sentar aqui.. Erika: É verdade. a: Gente... mas é bem pequeno. Só para mostrar a distribuição.. a: Que horas são? Erka: Laís.

. que a gente vai para lá. o que você desenhou? a: Folha. Calma.. Não precisa desenhar cada folhinha porque você está de longe e não vai conseguir ver. fruto. Fruto. Erika: Não. como elas estão distribuídas. E a folha. Não precisa desenhar em detalhes.Erika: Folha. Você desenhou o fruto. a: Eu vou colocar aqui. mais para mostrar que eles crescem vários juntos. vai ter uma continuidade do desenho. No galho. Erika: Vamos fazer alguma coisa que passa mais rápido. você vai ficar aí na sombra. só que a maioria desenhou ele isolado. estou desenhando mais. você pode desenhar essa que está curvada para o lado. Aí depois completa mais ou menos com o contorno assim.. vem aqui um pouquinho. Priscila. entendeu? a: Pode arrancar? Erika: Não. Laís! Deixa eu ver os desenhos. a: O quê? Erika: Tenta. acho que aqui está melhor. folha. né? Todo mundo desenhou folha. a: O que mesmo? Araribá. chega mais longe. desenha um grupo de folhas para ver se elas ficam próximas ou separadas. como estão distribuídas. Mayara. eu queria que pegasse um ramo. Deixa eu falar para todo mundo aqui. fruto. quem desenhou folha ou fruto. só. a: O que é para fazer mesmo? Erika: Laís! você desenhou o tronco. desenhar essa aqui. Laís? É. aquele cacho de frutos ali. quem desenhou as folhas. Então pode pintar depois. a: Posso usar outra folha? 252 . Daqui a 20 minutos. desenha na árvore. a: Cada folhinha?? Erika: Não desenhe. Agora. não pode ser só uma coisa? Erika: Aqui está meio ruim. Pode começar desenhando o tronco. Quer ver. a: Quer que eu desenhe tudo? Tem que ser tudo. Ver como tem vários ali. pode pintar quando vocês voltarem para a sala. Aí você escolhe. Erika: Desenha ela num ramo. entendeu. mais ou menos os galhos. Por exemplo. a: Tem que pintar? Erika: Então. a: Ah. chega mais longe da árvore e tenta desenhar a planta toda.. Desenha esse grupo de folha. por favor... araribá. né? Agora. pega um outro sulfite e agora desenha o grupo.

A: Não precisa colorir não. [. legal. vai pegar na sua calça [aluno ajoelha na grama]. Erika: Laís. Erika. Eu já desenhei. Erika: Ah. a: Girino não! Alevino.] a: Vou desenhar aquela ali. Erika: Desenhando? Mas desenhando o quê? a: Desenhando a árvore. o que você está fazendo? a: Desenhando. legal.. Erika: Mas como diferencia alevino de girino? a: Girino tem diferença. a: Essa é a lagoa maior ou menor? Erika: Menor. Não sei desenhar galho. Erika: Mas como diferencia girino de alevino? a: Girino é de sapo. o meu desenho. a: Aqui tem formigueiro.. já que tem tempo. Mas de qualquer jeito. Pode pintar agora. Erika: Ah. a: Aí vou pintar e vai ficar bem bonitinho. Conseguiu? Ah. tem uma cor só. Erika: Ah. tá. tronco. Tronco até vai. 253 . né? Erika: Depois talvez a Gina peça para vocês colorirem na aula dela. Vocês estão com lápis de cor aí? Pode pintar. Fazer pretinho aqui. cabeçudo! a: Olha. é menor. a: Odeio pintar. alevino é de peixe. é? a: Faz tempo. e o peixe ele é transparente quando é pequeno. a: Eu não trouxe. Pode pintar agora? Erika: Que horas são? Pode.Erika: Usa outra folha. É melhor não sentar não. Vocês trouxeram lápis de cor? a: Eu trouxe.

você é doida. a: Formiga. Laís. calça. tem um monte de ralo no meu quintal e tem um corredor. 11h10. era a Larissa. a: Olha a Laís querendo ensinar a professora. eles aprendem a comer planta. a: Cadê o filhote de sapo que você estava vendo? a: Não era eu. Erika: Aranha tem razão. já passaram 20 minutos? Erika: Não. a: Estou falando 11h10 para ir mais rápido. 12h. Erika: Mas por que você desenhou a folha nas duas pontas aqui? Na verdade é só em uma das pontas que tem.. marrom. né? Porque a outra está presa no galho. Já era para estar todos mortos. a: 11h09. Daí chegando lá a gente pode.. vem aranha. a: Eles aprendem. a: Erika. eles estão aprendendo a viver nessa poluição. Aí em dia de chuva. Era para vir de tênis. a: Que horas a gente vai comer? 11h. Né? a: Como eles são pequenos. Aquela aranha grandona.. mais ou menos. 10h? Erika: A gente vai sair daqui 11h15. a: Você veio de sandália. e tem um quintal enorme. vocês não se tocam.. e em dia de chuva. tem 6 ralos no meu quintal. a: Eu morro de medo de aranha a: Eu morro de medo de barata. a: Alevino ou girino? a: Alevino. Erika: Legal! Eles estão comendo a pétala.a: Eles estão comendo planta. chuva forte mesmo. né. 254 . não tem outro tipo de alimento para poder comer. meu pé é grande. Quando eu tinha 9 anos. a: 11h10. gente! a: O único bicho que eu tenho medo é aranha. a: Eu sou traumatizada com aranha. Desse tamanho.

a: Erika. a: Aí eu peguei a vassoura.... Erika: Deixa eu ver! a: Está gravando tudo? Erika: É. a: Ah. dona? Erika: Está bom. amarronzado. Ele só grava o que está mais perto. elas ficam caídas assim. Ah. a: 11h08. Laís. fiz de cabeça para baixo [folhas]. a: Ih. Erika: Por que você faltou? a: Fui lá na casa da minha irmã. porque é muito longe. Ela tava lá. estou com fome! 255 . Erika: Dá uma olhada de perto. deixa eu ver uma coisa. a: Erika. E a a gente dorme lá quando a gente vai lá.. Quase que eu desmaiei. Erika: Deixa eu ver. a: Acho que ela é marrom e os pelinhos dela é verde. a: Tem acento? Erika: Tem. a: Terminei! Erika: Terminou? Deixa eu ver.. Na verdade ela é verde e os pelinhos dela que são marrons. a: Fiquei traumatizada com aranha. Lá tem muita árvore. Aí minha mãe veio bater nela com a vassoura e ela veio para cima de mim. Essa parte do meio é marrom mesmo? É. Chama araribá.a: Eu não ouvi. Erika: Não. verde. no último a. Escreve o nome dessa planta e o seu nome. Aí eu bati no chão e eu fiquei parada. a: Meu pai tem um amigo que mora num condomínio fechado. a: Ou o contrário. a: Está bom. legal! Mas peraí. está feio. ela deve marrom. muitas árvores na casa dele. E eu morro de medo. E o que mais tem lá é aranha. o seu desenho. Me atacou. terminei. Eu faltei 2 dias. Ele grava mais o que eu estou falando só.

256 . Vamos encerrar a atividade? Então vamos.Erika: A gente pode ir voltando. Vamos ali falar com a Gina.

Apêndice H – Texto trabalhado pela professora em sala de aula 257 .

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ANEXOS 259 .

Anexo A – Folder com informações do Parque Taquaral 260 .

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a ilha de Marajó E a velha cabana do Timbó Caminhando ainda um pouco mais Deparei com lindos coqueirais Estava no Ceará. do acarajé Das noites de magia. terra de Irapuã De Iracema e Tupã E fiquei radiante de alegria Quando cheguei na Bahia Bahia de Castro Alves. do Candomblé Depois de atravessar as matas do Ipu Assisti em Pernambuco A festa do frevo e do maracatu 262 . Anexo B – Letra da música ‘Aquarela Brasileira’ Letra: Silas de Oliveira Interpretação: Fernanda Abreu Vejam essa maravilha de cenário É um episódio relicário Que o artista num sonho genial Escolheu para este carnaval E o asfalto como passarela Será a tela do Brasil em forma de aquarela Passeando pelas cercanias do Amazonas Conheci vastos seringais E no Pará.

na beleza. por todo o centro-oeste Tudo é belo e tem lindo matiz No Rio dos sambas e batucadas Dos malandros e mulatas De requebros febris Brasil. essas nossas verdes matas Cachoeiras e cascatas De colorido sutil E este lindo céu azul de anil Emoldura em aquarela o meu Brasil 263 . arquitetura Feitiço de garoa pela serra São Paulo engrandece a nossa terra Do leste.Brasília tem o seu destaque Na arte.