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Recorde Nacional de Concreto de Alto Desempenho em pilares, Centro

Empresarial Antártica

Brazilian High Performance Concrete Record in Columns – Centro Empresarial Antártica


Building

Christófolli, Jorge L. (1); Inoue, Moacir H. (2); Freitas, José de A. (3)


(1) Gerência de Desenvolvimento Técnico, Concrebras, jorge@concrebras.com.br
(2) Gerência Técnica, Tecnicalc, tecnicalc@tecnicalc.com.br
(3) Professor, DCC UFPr, freitasjose@terra.com.br

Resumo
A utilização de concreto de alto desempenho já é uma realidade em nosso país. Concretos com resistências
superiores as usuais têm se difundido significativamente nos últimos anos, entretanto, ultrapassar a barreira
dos 70 MPa com concreto dosado em central e aplicado em uma estrutura ainda é um desafio para a
engenharia Nacional. Em Ponta Grossa, pujante cidade do interior do Paraná, (90 km de Curitiba),
empresas paranaenses batem recorde nacional, com a aplicação de CAD de 90MPa, utilizando-o nos
principais pilares da obra do Centro Empresarial Antártica.
A aplicação de CAD com estes valores de resistência provam o alto nível de desenvolvimento tecnológico
da engenharia nacional no Paraná, em especial nas áreas de tecnologia do concreto e projeto e construção
em concreto armado. Anteriormente ao Centro Empresarial Antártica ainda não se haviam projetado e
construído no Brasil obras prevendo concretos com 90 MPa.
O CAD empregado foi desenvolvido pela Concrebras pela sua Gerência de Desenvolvimento Técnico em
Curitiba e foi produzido na sua central em Ponta Grossa. O CAD 90 seguiu a receita tradicional: cimento ARI
RS da Cimento Itambé, sílica ativa, areia natural, brita de 19mm, aditivo superfluidificante a base de
policarboxilato e o estabilizante de pega. Utilizou-se agregados da região.
O projeto estrutural foi desenvolvido pela TECNICALC Consultoria e Projetos Estruturais SS Ltda, sediada
também em Curitiba. Para os procedimentos de cálculo dos pilares em CAD, considerando a magnitude das
cargas de compressão (18.000 kN), o projetista estrutural confrontou os critérios das normas internacionais.
A incorporação e execução obra foi de responsabilidade da Vicente Babur Empreendimentos Imobiliários.
Palavra-Chave: CAD, Concreto de Alta Resistência

Abstract
The use of high performance concretes (HPC) is now a reality in Brazil. Lately, applications of concretes with
higher strength then usual ones have, significantly, grown, however, it is still a challenge to break the 70
MPa concrete, dosed in manufactures and applied in a real structure. In Ponta Grossa, an inner city from
Paraná state (90 km from Paraná´s Capital – Curitiba), local companies breaked the national record with the
90 MPa HPC, used in the main columns of Centro Empresarial Antártica Building.
The use of HPC proves the high level of development of civil engineering in Paraná State, specially in
concrete technology and reinforced concrete design projects and construction.
The high performance concrete was developed by Concrebras´ Technical Development Management and
produced in its Ponta Grossa´s branch facture. The HPC was composed by: cement ARI RS, silica fume,
natural sand, coarse aggregate of crushed stones with 19 mm, super plasticizer and recover retarder. It was
used local aggregates and silica fume. The structural design project was developed by TECNICALC –
Consultoria e Projetos Estruturais SS Ltda, located in Curitiba (Paraná). The concepts from international
codes. The Incorporation and Construction of Centro Empresarial Antártica Building were the responsibility
of Vicente Babur Empreendimentos Imobiliários.
Keyword: HPC, high performance concrete
ANAIS DO 49º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2007 – 49CBC0498 1
1 Introdução

1.1 O empreendimento

Com a utilização cada vez mais ampla de concretos de alto desempenho, em


especial com enfoque na alta resistência, vem se tornando usuais concretos com
resistências cada vez maiores. Ainda assim produzir e aplicar em obra, concretos com
resistências superiores a barreira dos 70 MPa ainda é um desafio para a engenharia
Nacional.

Em Ponta Grossa, cidade do interior do Paraná, (localizada a 90 km de Curitiba),


no local da antiga cervejaria Antártica (produzia a cerveja Original), no empreendimento
chamado Centro Empresarial Antártica, empresas paranaenses bateram o recorde
nacional, com a aplicação de CAD da classe de C-90 (fck de 90MPa), utilizando-o nos
principais pilares da obra do Centro Empresarial Antártica.

As vantagens decorrentes da aplicação desta tecnologia são muitas: superior e


elevada resistência da estrutura, estruturas mais leves, facilidade de execução sem falhas
de concretagem, durabilidade elevadíssima, fluência muito reduzida, deformações
menores, dimensões das peças estruturais reduzidas que propiciam uma melhor
disponibilidade de espaço interno útil (otimização dos espaços das vagas de
estacionamento). Também importante foi a consideração dos efeitos de diminuição do
volume de concreto nos pilares e a redução da taxa de armaduras.

O conjunto arquitetônico do Centro Empresarial Antártica está atualmente em fase


de conclusão, com término previsto para 2007. Composto por um embasamento com dois
andares de lojas, além do pavimento térreo, três pavimentos com garagens para
automóveis (352 vagas). Sobre este bloco nasce uma torre com 14 pavimentos tipo,
totalizando 33.730,41m2 de área construída, conforme mostram as imagens das figuras 1
a 5.

A obra foi Incorporada e está sendo executada pela empresa Vicente Babur
Empreendimentos Imobiliários, o concreto da classe C-90 (CAD 90) foi desenvolvido em
seu laboratório de Curitiba-PR e fornecido pela Concrebras, através da sua central em
Ponta Grossa. O projeto estrutural foi feito pela TECNICALC Consultoria e Projetos
Estruturais SS Ltda, empresa sediada em Curitiba-PR.

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Figura 1-Imagem do Centro Empresarial Antártica. (Vicente Babur Empreendimentos Imobiliários).

Figura 2- Planta de corte do edifício. (TECNICALC – Consultoria e Projetos Estruturais SS Ltda).

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Figuras 3 e 4- Plantas do térreo e das garagens com a sobreposição da torre
(TECNICALC – Consultoria e Projetos Estruturais SS Ltda).

Figura 5- Plantas do pavimento tipo da torre


(TECNICALC – Consultoria e Projetos Estruturais SS Ltda).

2 A estrutura de concreto
2.1 Descrição da estrutura

O projeto arquitetônico do edifício é composto por um embasamento de sete


pavimentos (dois sub-solos, térreo e três níveis de garagem além de um piso de uso
múltiplo), que ocupa a totalidade da área do terreno. Este embasamento é sobreposto por
uma torre para escritórios comerciais de quatorze pavimentos.
Já nos estudos iniciais do projeto estrutural da obra, observou-se a viabilidade de
aplicação de CAD em alguns dos pilares do Centro Empresarial Antártica, com a
finalidade de minorar suas dimensões e melhorar a utilização dos pavimentos inferiores e
das garagens. Inicialmente, a melhor alternativa técnica para o projeto destes pilares
pareceu ser o uso de concreto classe C-80, mas a disposição da Concrebras de produzir
concreto da classe C-90, quebrando o recorde brasileiro de resistência, levou a estudos
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preliminares que mostraram a viabilidade técnica e econômica do uso desta classe de
concreto.

A análise e o projeto estrutural foram desenvolvidos através dos programas TQS e


SAP2000.

A estrutura do Centro Empresarial Antártica foi projetada e executada em concreto


armado e protendido, pela aplicação de um total superior a 5.900 m3 de concreto, sendo
estes das classes C-90 até a C-30. Mais detalhes são apresentados na Tabela 1.
Na região onde a torre se sobrepõe ao embasamento, optou-se por aplicar
concreto de alto desempenho somente nos pilares, para, tirando partido da sua elevada
resistência, possibilitar um projeto arquitetônico com melhor útil espaço interno, além da
otimização dos espaços para as vagas de estacionamento. A principal vantagem em de
se utilizar CAD, até da classe C-90, nestes pilares foi a viabilidade da redução da seção
destes. Caso a opção fosse utilizar um concreto da classe C-30 (mais usual na obra), os
pilares ficariam com uma seção de 1,0 x 1,0 m, ao invés dos 0,70 x 0,70 m projetados
com C-90.
Doze pilares dos seis primeiros pavimentos do edifício foram projetados
estruturalmente para CAD, (todos dentro do embasamento, suportando a torre). Cada um
destes pilares suporta cargas da ordem de 18.000 kN. Para suavizar as variações de
resistência do concreto, nos pilares, ao longo da altura do edifício, As reduções de
resistências foram executados na seguinte seqüência, (de baixo para cima): os três
primeiros pavimentos em C-90, os quatro pavimentos seguintes em C-70, depois mais
quatro pavimentos em C-50, ficando o restante com C-30. Os trechos em C-90 tem um pé
direito de 6,0 m que foram concretados em três camadas de dois metros, através de
aberturas laterais temporárias nas formas, para evitar segregação.
A aplicação do concreto classe C-90 nestes pilares foi importantíssima para
diminuir a seção transversal destes, além de possibilitar a redução da taxa de armaduras
para menos de 3%, valor limite da norma NBR-6118 (2003).

Tabela 1. Resumo dos materiais aplicados no Centro Empresarial Antártica


(TECNICALC Consultoria e Projetos Estruturais SS Ltda).

CONSUMOS DOS MATERIAIS APLICADOS


Consumos de concretos: C 30 –5.708 m3
C 50 – 45 m3
C 70 – 50 m3
C 90 –141 m3
Consumo de formas: 16.265 m2
Consumo de aços CA 50 / CA 60: 410.000 kg
Consumo de aços CP 190 RB: 89.230 kg

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Nos blocos de fundações com medidas de 6,0 x 6,0m ou 5,0 x 5,0m, conforme a
carga, todos com 1,70 m de altura, que suportam os pilares feitos em CAD, utilizou-se
concreto C-90 em uma camada de 0,50 m da altura (parte superior dos blocos). Na
camada inferior de 1,20 m da altura dos blocos, utilizou-se concreto da classe C-30. Um
dos blocos, na sua fase de execução e já pronto está mostrado nas Figuras 6 e 7.

Figuras 6 e 7- Concretagem da camada em C-90 de bloco de fundações em C-90 e o mesmo parcialmente


desformado-90 (Christófolli, Jorge L.).

Para estruturar os pavimentos do Centro Empresarial Antártica, devido as suas


características especiais, painéis quadrados com oito metros de lado, se optou por utilizar
lajes nervuradas planas protendidas, com cordoalhas engraxadas, aliviadas por com
formas recuperáveis (ULMA), cuja montagem está mostrada na Figura 8.

Figura 8- Pavimento em laje nervurada protendida.


(TECNICALC – Consultoria e Projetos Estruturais SS Ltda).

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2.2 Projeto dos pilares em CAD classe C-90

Para os procedimentos de cálculo dos pilares, em concretos de até a classe C-50,


aplicou-se a NBR-6118 (2003); para os cálculos em CAD (fck>50 MPa), considerando a
magnitude das cargas de compressão, o pioneirismo local para esse tipo de concreto,
assim como a inexperiência daqueles que o iriam preparar e aplicar na obra, por medida
de precaução, induziram o projetista estrutural a confrontar os critérios das normas
internacionais CEB-FIP Model Code (1990), Eurocode EC 2 (2004), NS-3473 (1992), ACI
441R-96 (1997), ACI 363R-92 (2001) e CSA–A233-94 (1994), em especial, observando o
seguintes itens:
- o diagrama tensão/deformação tende ao diagrama triangular;
- o encurtamento específico inferior nos CAD comparando com os concretos
convencionais vibrados;
- o efeito da fluência, considerado fixo em 0,85 pela NBR-6118 (2003), foi considerado
variável de acordo com a resistência característica à compressão dos concretos.

Salienta-se que foram descontadas das seções transversais dos pilares as áreas
relativas às aberturas ocupadas pelos cabos de protensão das lajes.

Para o dimensionamento dos pilares do Centro Empresarial Antártica, foram


utilizados os programas para computador, CONDE 3 e ESBELT, ambos desenvolvidos
pelo prof. Lauro Modesto dos Santos e o programa de flexão composta desenvolvido na
empresa TECNICALC Consultoria e Projetos Estruturais SS Ltda.
Os trechos dos pilares calculados e executados em concreto da classe C-90 estão
mostrados na Figura 9.

Figura 9 - Pilares em concreto C-90 do Centro Empresarial Antártica


(Christófolli, Jorge L.).

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3 O concreto da classe C-90

3.1 O concreto utilizado

O CAD empregado foi desenvolvido pela Concrebras (certificada na ISO 9001


versão 2000) pela sua Gerência de Desenvolvimento Técnico em Curitiba e foi produzido
na sua moderna Central de concreto em Ponta Grossa.
A central utilizada para o fornecimento da obra é convencional, o concreto foi
transportado e amassado em caminhão betoneira típico com capacidade para 8 m3 e
lançado em obra através de gruas e caçambas comuns, foi adensado por vibradores de
imersão e curados pela manutenção da forma de madeira umedecida nos primeiros dias.

O CAD 90 desenvolvido pela Concrebras seguiu a receita tradicional: cimento ARI


RS da Cimento Itambé, sílica ativa, areia natural extraída de rio, com módulo de finura na
ordem de 2,00, pedra britada de rocha basáltica, com dimensões máximas de 19mm,
aditivo superplastificante a base de policarboxilato ADVA 170 da Grace e o estabilizante
de pega Recover. Os quantitativos percentuais dos materiais que compõe o concreto da
classe C-90 estão apresentados na Tabela 2.

Utilizou-se nos CAD, agregados que atendessem os quesitos de resistência e


qualidade disponíveis na região, cujas características estão colocadas nas Tabelas 3 e 4
e Figuras 10 e 11. O cimento selecionado para a produção dos CAD foi o CP V-ARI RS
produzido pela Cia. Cimento Itambé, opção feita devido aos elevados resultados de
resistência apresentados por este cimento, cujos resultados dos fornecimentos à obra
estão na Tabela 5.

O abatimento previsto pelo cone de Abrams foi de 180±30mm. O fornecimento do


CAD 90 seguiu procedimentos rigorosos, que vão desde a escolha dos materiais
utilizados em sua composição até a entrega do concreto na obra. Os procedimentos de
adição da sílica ativa, aditivo recuperador, aditivo superplastificante e do ensaio de
abatimento estão mostrados nas Figuras 12 a 15.

Tabela 2. Materiais utilizados para a confecção do concreto classe C-90


(Christófolli, Jorge L).

Cimento ARI –RS – Itambé


Relação a/aglom. (CP V-RS + SA) 0,254
% sílica ativa (SA) (sobre o total de aglomerante) 8,7 %
Aditivo superplastificante (sobre o tot. aglomerante) 1,0 % ADVA 170 – Grace
Aditivo estabilizador de hidratação 0,35% Recover - Grace
% Argamassa seca (% volume) 53,5 %
Agregado graúdo Brita 1 e 0 (70%/ 30%)
Agregado miúdo Areia Natural

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Tabela 3. Resultados dos ensaios sobre o agregado miúdo (Concrebras).

Dmax ME Absorção MU M. Pulv. Argila


Lote/amostra MF (mm) (kg/dm3) (%) (kg/dm3) (%) (%)
1 1,95 2,4 2,63 0,0% 1,29 0,5% 0,5%
2 2,03 2,4 2,63 0,0% 1,38 0,4% 0,5%
3 2,05 2,4 2,63 0,0% 1,36 0,7% 0,5%
4 1,74 1,2 2,63 0,0% 1,38 0,2% 0,5%

Figura 10- Distribuição granulométrica do agregado miúdo (Concrebras).

Tabela 4. Resultados dos ensaios sobre o agregado graúdo (Concrebras).

Dmax ME Absorção MU M. Pulv. Argila


Lote/amostra MF (mm) (kg/dm3) (%) (kg/dm3) (%) (%)
1 6,93 25 3,01 0,4% 1,48 0,8% 0,0%
2 6,86 19 3,00 0,2% 1,47 1,0% 0,0%
3 6,67 19 3,00 0,5% 1,48 0,8% 0,0%
4 6,81 19 3,00 0,2% 1,54 1,0% 0,0%

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Figura 11- Distribuição granulométrica do agregado graúdo (Concrebras).

Tabela 5. Resultados dos ensaios sobre o cimento CP V-ARI RS (Cia. CimentoItambé).

Resistências à Compressão (MPa)

1 dia 3 dias 7 dias 28 dias


Média 24,0 34,4 40,0 49,0
Sd 0,5 0,6 0,6 0,4
Min 22,9 33,0 39,0 48,6
Max 24,9 35,1 41,0 49,6

Figuras 12 e 13- Operação de colocação de sílica ativa e do Recover no caminhão betoneira (Concrebras).

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Figuras 14 e 15- Operação de colocação do superplastificante e resultado do ensaio de abatimento
(Concrebras).

3.2 Os resultados à compressão

O acompanhamento das resistências dos concretos utilizados no Centro


Empresarial Antártica foi feito na central da Concrebras em Curitiba-PR e atestados
independentemente pelo laboratório de Curitiba, Daher Tecnologia de Engenharia Ltda
(Eng. Cesar Zanchi Daher).

Para os ensaios à compressão os corpos de provas eram retirados dos tanques de


imersão para cura 24 horas antes da ruptura. Para melhor distribuição das tensões na
prensa, foram utilizados anéis metálicos com areia fina de quartzo. A prensa utilizada é de
aquisição digital da marca EMIC, com capacidade de 2.000 kN. Os corpos-de-prova de
concreto C-90, dentro do tanque de cura, em preparação para ensaio e um sendo
rompido estão mostrados nas Figuras 16 a 19. Os resultados dos ensaios de ruptura à
compressão dos concretos da classe C-90 estão apresentados na Tabela 6 e Figura 20.

Figuras 16 e 17 – Tanques de cura e preparação dos corpos-de-prova. (Freitas, José de A.).

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Figuras 18 e 19- Prensa EMIC e Momento da ruptura de um copo de provas de um CAD C-90 (Concrebras).

Tabela 6. Resultados de ruptura à compressão dos concretos com fck 90 MPa (Christófolli, Jorge L).

7 dias 28 dias
Número de Valores 35 35
Média 95,9 MPa 122,7 MPa
Desvio Padrão 8,5 MPa 7,1 MPa
Mínimo 74,5 MPa 104,7 Mpa
Máximo 113,7 MPa 137,5 MPa

Figura 20- Gráfico com as variações dos resultados à compressão (Christófolli, Jorge L.).

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Os resultados de módulo de elasticidade longitudinal dos CAD da classe C-90
estão apresentados na Tabela 7 um destes ensaios é mostrado na Figura 21.
Tabela 7. Resultados dos ensaios de módulo de elasticidade dos concretos classe C-90
(Christófolli, Jorge L).

Módulo de
NBR 8522 - Det. do Módulo de Tensão de Tensão Tensão Deformação
Deformação Estática Médias ruptura Inferior Superior Tangente Inicial Eci
em CP - 10 x 20 média Ensaio Ensaio 30% NBR 8522(2003)
aos 28 dias (MPa) (MPa) (MPa) (GPa)
5/7/2006 111,73 0,5 33,52 53,58
17/7/2006 124,78 0,5 37,43 57,69
20/7/2006 120,64 0,5 36,19 55,32
28/7/2006 102,18 0,5 30,65 53,81
16/8/2006 120,64 0,5 36,19 56,23
23/9/2006 126,05 0,5 37,82 57,13
23/9/2006 118,41 0,5 35,52 57,13
2/10/2006 128,12 0,5 38,44 56,30
Média 55,90

Figura 21- Ensaio da medição do módulo de elasticidade (Concrebras).

4 Referências

AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. Committee 363. State-of-the-art report on high-


strength concrete, ACI 363R-92 (Reapproved 1997). ACI Manual of Concrete Practice
2001. ACI, Detroit (USA), 2001. 55 p.

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AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. High-Strenght Concrete Columns:
State-of-the-art, ACI 441R-96. ACI Structural Journal. May-June 1997, pp 323-335.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto e Execução


de Obras de Concreto Armado. Rio de Janeiro, 2003.

CEB-FIP Model Code 1990 – Bulletin d’information No. 203, 204 e 205, 1990.

CANADIAN STANDARDS ASSOCIATION, CSA-A233-94, Design of Concrete


Structures, Dec 1994.

EUROCODE 2, Design of Concrete Structures, 2004.

Norges Standardiseringsforbund NS 3473, E:1992, Concrete Structure Design Rules,


1992.

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