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RÁDIO DIGITAL KFT 400/RM

N x 64K (64 a 512 kbit/s)

MANUAL TÉCNICO

DESCRIÇÃO DO PRODUTO

INSTALAÇÃO

OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO
MANUAL TÉCNICO

Rádio Digital KFT 400/RM

BrasilSat Harald S.A. 2006

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Pág. Ver.
Rev Data Descrição
Afetadas Por
0 30/10/02 Edição inicial (Preliminar) Todas FW
A 15/01/03 Atualizações gerais Todas FW
B 15/05/03 Atualização visual (logo) e da Todas FW
tabela de alarmes
C 14/07/03 Inclusão da versão 2 Mbit/s 15 e 16 FW
D 29/09/03 Atualizações gerais Todas FW
E 10/01/05 Atualizações gerais Todas FW/HJGU
F 17/04/2006 Atualizações Gerais e Alteração da Todas BRB
Razão Social devido a incorporação
realizada pela BrasilSat Harald
S/A

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Rádio Digital KFT 400/RM

ÍNDICE GERAL

A. DESCRIÇÃO DO PRODUTO....................................................................7
1 - DESCRIÇÃO GERAL ..................................................................................................................................................7

2 - DIAGRAMA DE BLOCOS ........................................................................................................................................10


2.1 - Módulo fonte de alimentação ...............................................................................................................................10
2.2 - Seção de interfaces...............................................................................................................................................12
2.3 - Seção modem........................................................................................................................................................14
2.4 - Seção de RF..........................................................................................................................................................19
3 - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS ................................................................................................................................22

4 - ESTRUTURA DE MÓDULOS ..................................................................................................................................24

5 - ESTRUTURA MECÂNICA .......................................................................................................................................26

B. INSTALAÇÃO.........................................................................................27
6 - PROCEDIMENTO DE INSTALAÇÃO .....................................................................................................................27

7 - INSTALAÇÃO DAS INTERFACES .........................................................................................................................28

C. OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO .............................................................33


8 - MODO DE CONFIGURAÇÃO..................................................................................................................................33

9 - MENU DE CONFIGURAÇÃO ..................................................................................................................................34

10 - MENU ESCONDIDO ...............................................................................................................................................39

11 - VISUALIZAÇÃO DE ALARMES E INDICAÇÃO DE FALHAS..........................................................................42

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Rádio Digital KFT 400/RM

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Rádio digital KFT 400/RM ................................ 7


Figura 2: Diagrama de blocos do rádio KFT 400/RM ................. 10
Figura 3: Diagrama de blocos do módulo fonte ..................... 11
Figura 4: Diagrama de blocos da seção de interfaces .............. 12
Figura 5: Diagrama de blocos da seção modem ...................... 14
Figura 6: Diagrama de blocos do modulador ........................ 15
Figura 7: Diagrama de blocos do demodulador ...................... 17
Figura 8: Diagrama de blocos do módulo transmissor ............... 19
Figura 9: Diagrama de blocos do módulo receptor .................. 20
Figura 10: Vista superior dos módulos do rádio digital KFT 400/RM 24
Figura 11: Vista inferior dos módulos do rádio digital KFT 400/RM 24
Figura 12: Estrutura mecânica do rádio KFT 400/RM ................ 26
Figura 13: Face frontal do KFT 400/RM ............................ 28
Figura 14: Face traseira do KFT 400/RM ........................... 29
Figura 15: Teclado de configuração ............................... 34
Figura 16: Estrutura do menu de configuração ..................... 35
Figura 17: Campo para acesso remoto .............................. 38
Figura 18: Telas com opção remota habilitada ..................... 38
Figura 19: Tela de proteção para o acesso remoto ................. 39
Figura 20: Estrutura do menu escondido ........................... 40
Figura 21: Sinais de alarmes presentes no painel frontal ......... 43

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Taxas do canal de serviço de dados ..................... 14


Tabela 2: Conector de dados dB-25 ................................ 30
Tabela 3: Cabo de dados para M-34 e dB-37 ........................ 31
Tabela 4: Conector de saída de alarmes e telecomandos ............ 32
Tabela 5: Pinagem do conector do canal de serviço de dados ....... 33
Tabela 6: Conseqüências dos eventos de alarmes ................... 44

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Rádio Digital KFT 400/RM

A. DESCRIÇÃO DO PRODUTO

1 - DESCRIÇÃO GERAL

O KFT 400/RM (radio modem) é um rádio digital para


aplicações ponto-a-ponto em médias e longas distâncias que requerem
tráfego dedicado de um circuito de dados de 64 kbit/s a 512 kbit/s.

Figura 1: Rádio digital KFT 400/RM

O rádio KFT 400/RM procurou trazer todas as tecnologias


normalmente aplicadas apenas nos rádios de alta capacidade para os
equipamentos rádio para transmissão de dados (rádio modem) como o
código corretor de erros (algoritmo Reed Solomom), interleaver e
equalizador adaptativo. Estas técnicas, associadas com a sua
operação na faixa de freqüência de 400 MHz e sua potência de
transmissão de +37 dBm(5 Watts), ampliam a confiabilidade do
sistema, permitindo sua utilização em acessos críticos, como enlaces
obstruídos ou de longas distâncias, onde rádios operando em faixas
de freqüências mais elevadas são inviáveis.
A concepção de projeto do sistema previu a refrigeração dos
circuitos através de correntes de convecção1 em conjunto com a
atuação de uma ventoinha fixada próximo ao módulo de potência
(elemento que dissipa mais calor no equipamento), de maneira que
toda a circuitaria interna do equipamento foi dimensionada para
trabalhar a uma temperatura interna de até 70oC, sem que haja
redução do tempo de vida útil dos componentes, nem perda de
desempenho dos circuitos ou do equipamento como um todo. Esta
característica incrementa a confiabilidade do sistema, já que isso
impacta em uma operação mais do equipamento que é forçado a
trabalhar a um nível de temperatura mais estável. Mesmo assim, caso
a temperatura interna atinja 70oC o equipamento abaixa a potência de

1
Vide parte B – Instalação.
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transmissão configurada para o valor de 1 Watt. Caso a temperatura


persistir em aumentar e atingir o valor de 75oC, o equipamento
desliga o módulo amplificador de potência, de maneira a preservar os
circuitos do rádio.
O processamento da maioria das informações no rádio KFT
400/RM ocorre de forma digital, incluindo os processos de modulação
e demodulação. Desta forma, utilizando uma arquitetura de hardware
com um poderoso poder de processamento, as facilidades e
características operacionais do equipamento são implementadas
simplesmente através de software. Esta característica atribui ao
sistema um grau muito elevado de flexibilidade, de maneira a
permitir que o sistema possa ter sua capacidade facilmente
incrementada apenas com ajustes de software e substituição de alguns
filtros de RF requeridos, sobretudo por força da legislação da
ANATEL, mas com o intuito de prover alta performance para o sistema
em todas as taxas de transmissão.
O equipamento possui uma interface amigável, com menus em
português, que permitem ao usuário de maneira rápida e fácil,
configurar e verificar os parâmetros de performance e operação do
equipamento, através de um teclado e um visor de cristal líquido
disponibilizados no painel frontal do equipamento.
O rádio KFT 400/RM é um projeto nacional e foi desenvolvido
em sua totalidade pela BrasilSat Harald S.A., empresa que detém
conhecimento de toda a tecnologia utilizada em seu produto, o que
incrementa a qualidade dos processos de pós-venda como manutenção e
suporte técnico.
O equipamento rádio do KFT 400/RM pode ser dividido em
quatro seções:

• Seção de alimentação

• Seção de interfaces

• Seção modem

• Seção de radiofreqüência

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Seção de alimentação
Essa seção contém os sistemas de conversão de tensão
necessários à geração das tensões contínuas de alimentação internas
do equipamento, a partir de uma entrada em CC (-48 V) ou CA
(110/220 V).

Seção de interfaces
Os circuitos desta seção têm como função realizar a
comunicação com o meio externo, tratando as informações que o
usuário pretende transmitir e receber. O equipamento disponibiliza
as seguintes interfaces para o usuário: interface de tributário,
interfaces de exteriorização de alarmes e interface de canal de
serviço de dados.

Seção modem
Esta seção do equipamento é responsável pela codificação das
informações a serem transmitidas e pela decodificação das
informações recebidas. As informações a serem transmitidas são
oriundas da seção de interfaces e coletam os sinais das interfaces
de tributário, canal de serviço de dados e interfaces de
exteriorização de alarmes. Estas informações são dispostas em uma
estrutura, ou quadro de transmissão/recepção. Nesta seção também é
implementada toda a parte de codificação e decodificação para
correção direta de erros, através de um algoritmo de correção de
erros e processo de interleaver. Associado a esta etapa é realizado
o controle e correção de distorções de fase, mediante a utilização
de um circuito equalizador adaptativo. Na via de transmissão, o
modem realiza a formatação da largura de banda de transmissão,
através da implementação de filtros digitais em circuitos
processadores digitais (DSP) de sinais presentes nesta seção.

Seção de radiofreqüência
Esta seção do equipamento é responsável pela formatação
final do sinal de transmissão e adaptação do sinal recebido para a
seção modem. Nesta seção são realizadas translações no espectro dos
sinais de transmissão e recepção, assim como é feita a filtragem das
freqüências imagem resultantes destas conversões. Nesta seção também
é feita a amplificação e controle de potência dos sinais de
transmissão e recepção, além da combinação dos sinais para conexão
com a porta da antena.

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2 - DIAGRAMA DE BLOCOS

O diagrama de blocos do rádio KFT 400/RM pode ser


visualizado na figura abaixo:

Seção de Interfaces Seção Modem Seção Rádio


V11/V35
Conversor TRANSMISSOR PA
Modulador
D/A
Canal de
Antena
Serviço
Framer Filtro
Duplexador
Ethernet
Conversor
Demodulador
A/D RECEPTOR

RS-232

Contato Seco/ -48Vcc ou 110/220Vac


Entrada Isolada Fonte de Alimentação

Figura 2: Diagrama de blocos do rádio KFT 400/RM

A seguir tem-se o detalhamento dos módulos e seções que


compõem o sistema.

2.1 - Módulo fonte de alimentação

O módulo fonte de alimentação é responsável pela conversão


do sinal de alimentação do sistema, para os níveis de operação dos
circuitos eletrônicos internos ao rádio. O módulo converte a tensão
de alimentação nominal de –48Vcc para os valores de tensão de
+5V, -5V, +12V e +28V, além de uma saída balanceada isolada de
+5 Vcc. O valor de entrada pode sofrer variações de até ± 25% (-36 a
–60 Vcc) que o módulo garante a regulação dos níveis de saída.
Os sinais de +5V e –5V são destinados a maior parte dos circuitos,
já o sinal de +12V é destinado aos módulos transmissor e receptor.
O módulo amplificador de potência requer os sinais de +12V e +28V
para sua operação. A tensão balanceada de +5 V é utilizada nos
fotoaclopladores.

Existe a opção do módulo de alimentação com entrada CA. Seu


funcionamento é análogo ao módulo de alimentação CC, entretanto uma
etapa de retificação é utilizada antes das conversões para os níveis
mencionados.

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O desenho a seguir ilustra o diagrama de blocos interno da fonte de


alimentação:

Figura 3: Diagrama de blocos do módulo fonte

Após os pinos de entrada da fonte, o sistema apresenta um


circuito de proteção, responsável por evitar que oscilações de
tensão (sobretensão ou subtensão) e corrente (sobrecorrente)
danifiquem os circuitos internos da fonte.
O sinal já protegido passa então por um filtro, que tem a
função de evitar que sinais interferentes vindos da alimentação
primária insiram ruído na fonte e também que ruídos gerados dentro
da fonte sejam propagados para os fios de entrada.
Após a filtragem a tensão contínua da entrada é convertida
para os níveis desejados através de um processo de chaveamento. Este
processo garante a isolação galvânica entre a entrada e a saída da
fonte. Nesta etapa um sensor monitora a tensão de saída de maneira a
garantir a estabilidade da tensão de 28V mesmo diante de situações
de sub e sobretensão.
Os demais valores de tensão são obtidos através de
conversores simples a partir da saída de 28V do conversor principal.

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2.2 - Seção de interfaces

Esta seção é responsável pela compatibilização das trocas de


informação entre a seção modem e os equipamentos externos ao rádio.
O diagrama de blocos desta seção é apresentado na figura abaixo.

Figura 4: Diagrama de blocos da seção de interfaces

Interface de dados V.11 ou V.35 – conector dB-25 traseiro


Esta é a interface de tributário do rádio e permite uma
conexão de dados com taxa de transmissão de 64 kbit/s a 512 kbit/s,
cujo padrão pode ser selecionado através de estrapes para V.11 ou
V.35.

Alarmes e telessupervisão – conector dB-15 no painel


traseiro
O equipamento disponibiliza interfaces para exteriorização
de alarmes através de contatos secos de relês e entradas de alarmes
isoladas. Ao todo são disponibilizadas:
• 4 entradas isoladas via fotoacoplador para coleta de
eventos externos (por exemplo, alarmes de infra-estrutura);
• 4 saídas de exteriorização de alarmes do rádio
(contatos secos);

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Rádio Digital KFT 400/RM

• 4 saídas de telecomando para ativação remota de eventos


(contatos secos).

Conexão a um PC via interface serial padrão RS-232 –


conector dB-9 no painel frontal
Através dessa interface serial padrão pode ser conectado um
microcomputador que roda software de configuração do rádio
KFT 400/RM. Este software, carregado no PC (ou laptop), permite a
visualização e configuração das características operacionais do
rádio de maneira mais amigável.

Porta Ethernet para gerenciamento de rede – conector RJ-45


no painel traseiro
Esta porta permite uma conexão direta com o microprocessador
do sistema através de uma interface 10Base-T. Através dessa
interface pode ser conectado o sistema de gerenciamento de rede
KFNet, que permite a conexão do software através de uma rede local
de computadores. Essa porta permite também que os equipamentos sejam
interconectados em uma estação repetidora de maneira a viabilizar o
gerenciamento centralizado da rede.

Canal de serviço de voz – 2 conectores RJ-11 no painel


traseiro
O equipamento não disponibiliza canal de serviço de voz,
devido ao fato da largura de banda ser bastante estreita para as
taxas de transmissão de operação do rádio, que necessitaria de 64
kbit/s de largura de banda. Esta facilidade só é disponível nos
rádios com taxa igual ou superior a 704 kbit/s.

Canal de serviço de dados – interface RS-232 em conector dB-


9 no painel traseiro
O rádio digital KFT 400/RM oferece ao usuário um canal de
serviço de dados assíncronos para aplicação genérica, por exemplo,
para o tráfego de um sistema de telemetria ou supervisão de baixa
capacidade. A taxa de transmissão desse canal de serviço depende da
capacidade do rádio, conforme a tabela abaixo:

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Tabela 1: Taxas do canal de serviço de dados

Capacidade do rádio Taxa do canal de serviço


(em kbit/s) (em bit/s)

64 Até 2400

128 Até 4800

256 e 384 Até 9600

512 Até 19200

2.3 - Seção modem

A seção modem é responsável pela adequação dos sinais a


serem transmitidos ao meio de comunicação e pela adequação dos
sinais recebidos aos equipamentos terminais de dados, conectados à
seção de interfaces do rádio. A figura abaixo ilustra o diagrama de
blocos da seção modem.

Figura 5: Diagrama de blocos da seção modem

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A seção modem atua como um elo de ligação entre as seções de


rádio freqüência e a seção de interfaces. Os módulos desta seção são
descritos na seqüência, sendo que os módulos modulador e demodulador
são novamente abertos a nível de diagrama de blocos para um melhor
entendimento de suas funções.

Conversores A/D e D/A


Conforme citado na parte introdutória deste manual, o
processamento das informações no rádio KFT 400/RM ocorre em sua
maior parte na forma digital. O processamento digital inclui os
processos de modulação e demodulação. Os símbolos de portadora são
gerados digitalmente dentro do modulador, sendo que este encaminha
as palavras binárias para um conversor D/A externo ao módulo.
O conversor D/A possui a função de transformar as palavras digitais
em sinais efetivamente analógicos, interpolando as palavras
digitais. Desta forma, o conversor D/A utilizado é um conversor de
10 bits (1024 níveis de tensão entre 0 e +5V) que opera a uma taxa
de 125MSPS (125 x 106 amostras por segundo). Com este hardware é
possível gerar o sinal de FI em 70 MHz.

No processo de recepção ocorre a necessidade de uma


conversão do sinal de FI analógico de 6 MHz para um sinal digital.
Para isto é utilizado um conversor analógico para digital também de
10 bits. Este conversor é interno o circuito demodulador.

A resolução de 10 bits, tanto na conversão D/A (modulação)


como na conversão A/D (demodulação), possibilita a operação em
256QAM.

Modulador
A figura abaixo ilustra o diagrama de blocos do circuito modulador.

Figura 6: Diagrama de blocos do modulador


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O circuito modulador inicia o seu processo realizando uma


codificação, que pode ser diferencial (aplicação para modulação
QPSK) ou não-diferencial (aplicação para modulação QAM). O tipo de
codificação é programada, sendo esta responsável por deixar os
pontos adjacentes da constelação com distância de Hamming igual a
um, ou seja, a diferença do código entre dois pontos adjacentes na
constelação é igual a apenas um bit. Isto garante que nos casos mais
prováveis do sinal ser decodificado com erro, o número de erros por
símbolo decodificado seja sempre o menor possível.

Na seqüência o sinal já codificado passa então por um filtro


de Nyquist para cada componente (em fase e em quadratura) com fator
de banda entre 0,12 e 0,18, sendo este programável. A atenuação
mínima no final da banda é maior que 60 dB. Após a filtragem de
Nyquist o sinal passa por um filtro de interpolação com taxa de
símbolos variável. Este filtro realiza uma nova amostragem dos
pulsos entregues pelo filtro de Nyquist de modo a casar a taxa dos
dados de entrada com a taxa de amostragem de saída. Esta
característica permite uma faixa contínua de taxas de amostragem a
serem extraídas do circuito PLL/Clock do modulador, que gera a base
de tempo para a modulação.

O circuito gerador de base de tempo é formado por um PLL que


gera todos os sinais de clock a partir de um cristal de referência.
O PLL é capaz de gerar sinais para amostragem com freqüências de 4,
6 ou 8 vezes o valor de freqüência do cristal de referência.
A sincronização do clock dos dados de entrada e o clock de
amostragem de saída são obtidos automaticamente pelos filtros de
interpolação através de um laço de controle.

Após todo o processo de adequação do sinal digital a ser


modulado, este passa pelo processo de modulação propriamente dito.
Isto é feito através de um modulador I/Q (componente em fase e
componente em quadratura) que traduz o sinal de banda base para um
sinal de freqüência intermediária (FI) com freqüência de transmissão
de até um meio do valor da freqüência de amostragem, com perfeito
balanço de fase e amplitude. Mesmo após a modulação, o sinal de
saída do modulador ainda é um sinal digital que passará na seqüência
por um conversor digital para analógico que introduz uma distorção
na razão de sin(x)/x. Para que esta distorção seja compensada, um
filtro de pré-distorção é inserido logo na saída do modulador com
resposta igual a x/sin(x) que compensa a distorção causada pelo
conversor D/A. Este filtro garante uma resposta linear igual a 0,1
dB em toda a faixa de freqüência de operação. Sendo assim, após o
processo de filtragem de compensação o sinal é finalmente convertido
de digital para analógico, resultando então no sinal modulado em
freqüência intermediária (FI) em 70 MHz.

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Demodulador

A figura abaixo ilustra o diagrama de blocos do demodulador.

Figura 7: Diagrama de blocos do demodulador

Após a digitalização do sinal recebido, o circuito realiza a


demodulação dos símbolos de portadora recebidos. Esta etapa ocorre
de maneira síncrona ao sinal disponibilizado pelo sistema de
aquisição e geração de sincronismo. Este sinal de sincronismo
garante a identificação dos espaços de tempo corretos para a
demodulação do sinal. Este circuito demodulador opera com taxa
variável, o que permite a utilização do mesmo circuito para as
diversas taxas de transmissão do equipamento. Após a demodulação, os
sinais (em fase e em quadratura) passam por um processo de filtragem
que permite a configuração do fator de roll-off do sistema para um
valor entre 13 e 15%.

Na seqüência os sinais passam pelo processo de recuperação


de fase e equalização adaptativa. O filtro de Nyquist removeria toda
a interferência intersimbólica caso o canal de comunicação fosse
tido como perfeito. Entretanto, como esta condição não ocorre na
prática, devido a não linearidades nas respostas de fase e amplitude
do canal, a recuperação de fase e a equalização adaptativa tornam-se
necessária para a remoção destes sinais interferentes. O circuito
demodulador do rádio KFT 400/RM possui um circuito equalizador
adaptativo de 20 taps, sendo 8 taps de alimentação direta e 12 taps
de alimentação inversa, o que garante a remoção de quase a
totalidade da interferência que possa estar presente no sinal
demodulado. Os coeficientes do equalizador são atualizados a cada
ciclo do sinal de portadora para garantir a convergência rápida do
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Rádio Digital KFT 400/RM

equalizador, haja vista que o circuito equalizador adaptativo é um


filtro digital com busca de média constante. Em paralelo a
equalização adaptativa, o circuito realiza a correção da fase dos
pontos da constelação, utilizando um sintetizador em quadratura e um
misturador complexo sobre um laço de controle que sintoniza
instantaneamente as diferenças de fase causadas por eventuais
microfonias no canal.

Depois da etapa de equalização, o sinal passa então pelo


decodificador com correção direta de erros (FEC). Este processo é
composto por quatro etapas. Na primeira etapa ocorre a sincronização
do quadro de dados recebido. A segunda etapa consiste da realização
de um deinterleaving convolucional onde o quadro é reestruturado de
acordo com a seqüência inicial de transmissão. Isto permite que uma
seqüência muito longa de erros em um mesmo bloco seja redistribuída
para outros blocos, aumentando assim a capacidade de correção do
FEC. A terceira etapa é a decodificação propriamente dita onde o
algoritmo Reed Solomon (204,188) é utilizado. A quarta e última
etapa do processo é o desembaralhamento das informações, processo
inverso ao realizado na etapa de modulação.

Framer
O framer é responsável pela construção dos quadros de
transmissão e recepção do rádio digital KFT 400/RM. Formado por uma
estrutura de lógica programável, o framer distribui as informações
para os blocos que compõem a seção de interfaces e para os blocos
modulador e demodulador. As informações oriundas dos blocos da seção
de interfaces são armazenadas temporariamente em um banco de
memórias elásticas (FIFO – First In First Out) e são sincronamente
inseridas no quadro de transmissão. Na recepção as informações
recebidas também são armazenadas em um banco de memórias elásticas
antes de serem encaminhadas aos blocos da seção de interfaces.
Através deste procedimento é mantido o sincronismo das informações
que trafegam pelo sistema.

Microprocessador
Conforme comentado nos demais blocos do Rádio Digital KFT
400/RM, a maioria dos seus circuito são programados. Esta
programação é feita através de um dispositivo microprocessador, que
opera executando as funções de configuração e controle do sistema.
Neste microprocessador roda um software embarcado responsável por
toda a parametrização do sistema. O microprocessador programa a taxa
de transmissão do sistema, programa o tipo de modulação, os valores
de freqüência de transmissão e recepção, além de realizar todo o
controle operacional do rádio, acionando os alarmes do sistema,
quando isso se fizer necessário.

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Rádio Digital KFT 400/RM

2.4 - Seção de RF

A seção de radiofreqüência (RF) é composta pelos módulos:


transmissor, receptor e duplexador. Os detalhes de cada módulo são
apresentados na seqüência.

Módulo transmissor

O módulo transmissor é responsável por adequar o sinal de


FI, oriundo do modulador, ao meio de comunicação. Seu diagrama de
blocos é apresentado na figura abaixo.

Figura 8: Diagrama de blocos do módulo transmissor

O sinal oriundo do circuito modulador chega ao transmissor


em uma freqüência intermediária de 70 MHz. Este sinal passa por um
amplificador, sendo dirigido então a dois filtros. O primeiro filtro
é um passa-baixa e o segundo é um passa-faixa centrado em 70 MHz.
Esses filtros têm a função de retirar possíveis ruídos oriundos da
seção modem. Entre os filtros, existe um circuito atenuador, cuja
função é adequar o nível do sinal modulado, de maneira a minimizar a
intermodulação no sistema, oriunda de uma possível saturação de
nível em algum dos estágios do transmissor.

O sinal de FI filtrado é então batido com um sinal oriundo


de um sintetizador local através de um circuito misturador (mixer).
Nesta etapa o sinal é transladado no espectro. O sintetizador possui
pinos de controle, dados e clock, pois o valor da freqüência gerada
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Rádio Digital KFT 400/RM

depende do valor configurado pelo usuário para a freqüência de


transmissão final do rádio. O sintetizador é programado pelo
microprocessador do rádio. Sua estrutura interna incorpora um
circuito oscilador controlado por tensão (VCO), um conversor digital
para analógico e um PLL para sincronismo. A palavra com o canal a
ser configurado vem de maneira digital do sistema. Esta palavra é
então convertida para um sinal analógico cujo valor de tensão
determina o valor da freqüência de oscilação. Este sinal é então
misturado com o sinal de FI através de um processo de batimento.

Após o batimento, o sinal passa por uma cadeia de


amplificação e filtragem com o intuito de eliminar as freqüências
indesejadas resultantes do batimento ocorrido no misturador. Na
seqüência, um atenuador variável é utilizado para realizar o
controle de potência do transmissor, função esta também
disponibilizada ao usuário.Em seguida tem-se o último estágio de
amplificação do controlado por uma chave de potência que habilita ou
não o acionamento do circuito amplificador.

Módulo receptor
O módulo receptor é responsável por adequar o sinal recebido
na porta da antena ao circuito demodulador. Seu diagrama de blocos é
apresentado na figura abaixo.

Figura 9: Diagrama de blocos do módulo receptor

O módulo receptor possui logo após a sua entrada de rádio freqüência


um circuito amplificador de baixo ruído, responsável pela
recuperação do sinal recebido. Após amplificado, o sinal é então
filtrado para que todos os sinais interferentes fora da faixa de
interesse sejam eliminados. Este processo de filtragem ocorre em
duas etapas.
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Rádio Digital KFT 400/RM

Na seqüência, de maneira similar ao módulo transmissor, o


sinal recebido é transladado no espectro para uma freqüência
intermediária de 70MHz, através de um batimento realizado por um
circuito misturador (mixer) entre este sinal e o sinal oriundo do
sintetizador de recepção. Este sintetizador gera um sinal numa
freqüência cujo resultado do batimento gere o valor de freqüência
configurado pelo usuário. No sintetizador é injetado um sinal de 12
MHz que é responsável pela garantia do sincronismo entre a
transmissão e a recepção.

Após o batimento o sinal passa por uma série de filtragens e


amplificações com o intuito de eliminar as freqüências imagens
resultantes do batimento e também garantir que o sinal seja
destinado ao demodulador com um nível constante. Para tal, dois
amplificadores possuem seus ganhos ajustados através de um laço de
controle automático de ganho (AGC).

A principal diferença entre os módulos: transmissor e receptor, é


que no módulo receptor ocorre dupla conversão. O sinal de FI de 70
MHz é então convertido para um sinal de 6 MHz através de mais um
processo de batimento. Isto porque o circuito demodulador trabalha
com uma FI de 6 MHz.

Duplexer
O circuito duplexer é responsável pela adequação dos sinais
de transmissão e recepção, nas portas respectivas, para serem
disponibilizadas em apenas uma porta a ser conectada à antena.
O circuito duplexer possui seis cavidades, sendo três cavidades de
transmissão e três cavidades de recepção, que operam em faixas de
freqüências distintas.

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Rádio Digital KFT 400/RM

3 - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

As especificações técnicas do rádio digital KFT 400/RM são


apresentadas na seção abaixo:

Características Gerais

Faixa de freqüência: 406 a 430 MHz


Taxa de transmissão: 64, 128, 256, 384 e 512 kbit/s
Largura de banda: < 50 kHz para 64 kbit/s
< 100 kHz para 128 kbit/s
< 200 kHz para 256 kbit/s
< 150 kHz para 384 kbit/s
< 200 kHz para 512 kbit/s
Tipo de modulação: QPSK para 64, 128 e 256 kbit/s
16QAM para 384 e 512 kbit/s
Tensão de alimentação: -48 Vcc (± 25%)
120/220 Vca (comutação automática)
Variação da tensão de entrada: -48V ±25%, 120V ±22%; 220V ±15%
Temperatura de operação: -5oC a +50oC
Umidade máxima: 95%
Dimensões: Largura: 490mm
Altura: 88mm
Profundidade: 350mm
Peso: 8,0 kg
Consumo: <60 Watts

Transmissor:
Potência de transmissão: De 1 a 5 Watts configurável em
passos de 1 Watt.
Estabilidade em freqüência: ±5 ppm
Emissões espúrias: <-60 dBc

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Rádio Digital KFT 400/RM

Receptor:
Sensibilidade para TEB de 10-6: -95 dBm para 512 kbit/s (pior caso)
Sensibilidade para TEB de 10-3: -97 dBm para 512 kbit/s (pior caso)
Faixa dinâmica do receptor: >65 dB

Interfaces:
Interface de tributário: V.35 ou V.11 configurável por
estrapes
Canal de serviço de dados: 2400 bit/s ! 64 kbit/s
4800 bit/s ! 128 kbit/s
9600 bit/s ! 256 e 384 kbit/s
19200 bit/s ! 512 kbps
Exteriorização de alarmes: - 4 contatos secos de alarmes do
rádio;
- 4 contatos secos para telessu-
pervisão/telecomando;
- 4 entradas isoladas para alarmes
externos (optoacoplador);

Fonte de alimentação:
Fonte de –48 Vcc
Tensão nominal de entrada: -48 Vcc
Faixa de operação: -36 a –60 Vcc
Corrente de entrada: Nominal de 1,2 A para –48 Vcc
Regulação estática: ± 1% (para entrada entre 36 e 60 V e
carga entre 0 e 100%)

Fonte 110/220 Vca


Tensão nominal de entrada: 120 Vac ou 220 Vac
Faixa de operação: 93 a 146 Vac ou 187 a 253 Vac
Comutação: Automática
Corrente de entrada: Nominal de 1,31 A para 127 Vac
Nominal de 0,83 A para 220 Vac
Regulação estática: ± 1% (para entrada dentro das faixas
normais de operação e carga entre 0
e 100%)

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Rádio Digital KFT 400/RM

4 - ESTRUTURA DE MÓDULOS

A estrutura interna do rádio digital KFT 400/RM consiste dos


seguintes módulos:
• Módulo modem
• Módulo transmissor
• Módulo receptor
• Módulo amplificador de potência
• Módulo de alimentação
A figura abaixo traz a vista superior dos módulos do rádio digital.

Figura 10: Vista superior dos módulos do rádio digital KFT 400/RM

A próxima figura traz a vista inferior dos módulos do rádio digital.

Figura 11: Vista inferior dos módulos do rádio digital KFT 400/RM

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Rádio Digital KFT 400/RM

Módulo modem
O módulo modem concentra os circuitos da seção de interfaces
do equipamento, bem como a parte dos circuitos lógicos, tais como,
modulador, demodulador, framer, conversores A/D e D/A. Neste módulo
se encontra o microprocessador do sistema, responsável pelo controle
de todos os demais circuitos do rádio. O módulo modem fornece toda a
estrutura de processamento para a parte digital do rádio, desde a
coleta das informações até o processo de modulação e demodulação
propriamente ditos.

Módulo transmissor
O módulo transmissor realiza a conversão do sinal de saída
do módulo modem para a freqüência final de transmissão. Este módulo
é composto pelos circuitos analógicos de transmissão. O módulo
transmissor é definido para operar na faixa alta de freqüências ou
na faixa baixa de freqüências. A definição da faixa de freqüência do
módulo é definida pelos filtros e pelo circuito sintetizador
presentes no módulo.

Módulo receptor
O módulo receptor realiza a conversão do sinal de recepção
para a freqüência intermediária de operação do demodulador. Este
módulo é composto pelos circuitos analógicos de recepção. O módulo
receptor é definido para operar na faixa alta de freqüências ou na
faixa baixa de freqüências. A definição da faixa de freqüência do
módulo é definida pelos filtros e pelo circuito sintetizador
presentes no módulo.

Módulo amplificador de potência


O módulo amplificador de potência provê o ganho final ao
sinal de transmissão. Este módulo se encontra separado do módulo
transmissor pois seus circuitos internos requerem níveis de tensão
diferenciados, assim como uma boa conexão com a parte dissipadora de
calor do sistema. Este módulo consiste de uma unidade isolada
blindada que pode ser facilmente substituída no sistema.

Módulo de fonte de alimentação


O módulo de alimentação realiza a conversão do nível de
tensão de entrada para os níveis de tensão necessários para a
operação do sistema. Este módulo também consiste de uma unidade
isolada blindada, com estrutura própria para dissipação de calor, e
que pode facilmente ser substituída no sistema.

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Rádio Digital KFT 400/RM

5 - ESTRUTURA MECÂNICA

O rádio digital KFT 400/RM foi projetado sobre uma estrutura


mecânica com dimensões compatíveis para instalação em racks de 19
polegadas, padrão em telecomunicações.

Concebido internamente em uma estrutura modular de alumínio,


a estrutura mecânica do rádio digital KFT 400/RM permite a fácil
substituição de módulos internos do equipamento. Os módulos que mais
geram calor no sistema, o amplificador de potência e a fonte de
alimentação, já possuem os dispositivos dissipadores de calor
embutidos em sua estrutura mecânica para maior eficiência do
processo de transmissão de calor para o ambiente.

Na parte frontal do equipamento são disponibilizadas as


interfaces para o usuário configurar e obter parâmetros de
performance e operacionalidade do equipamento, tais como o teclado
de configuração, o visor para leitura e configuração, a interface
para conexão com o PC e os LEDs que permitem uma visualização
instantânea do estado do equipamento, indicando diferentes tipos de
alarmes2.

Na parte traseira do equipamento são disponibilizados os


pontos de conexão das interfaces operacionais do equipamento, tais
como a interface de tributário, interfaces de exteriorização de
alarmes, interface do canal de serviço de dados, porta de conexão
com a antena, entrada de alimentação e ponto de aterramento.

Figura 12: Estrutura mecânica do rádio KFT 400/RM

Dentro da estrutura mecânica são alocados os módulos do


equipamento, montados sobre uma placa de alumínio que divide o
chassis em duas seções. Na seção superior é montado o módulo modem,
que disponibiliza as saídas para os circuitos de interface. Já na

2
Vide C. Operação e manutenção – Tabela de alarmes.
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Rádio Digital KFT 400/RM

seção inferior são alocados os módulos de transmissão, recepção e o


duplexador. Estes módulos são blindados por uma estrutura de
alumínio, que não permite a interferência de sinais eletromagnéticos
entre estes circuitos. Os módulos de alimentação e o amplificador de
potência são dispostos na parte lateral do chassis facilitando a
exposição dos dissipadores de calor ao meio externo.

A placa de alumínio que divide o chassis em dois hemisférios


permite a implementação de um plano de terra comum entre todos os
módulos e facilita a condução do calor interno do equipamento.

B. INSTALAÇÃO

6 - PROCEDIMENTO DE INSTALAÇÃO

O rádio digital KFT 400/RM foi concebido para ser instalado


em racks padrão 19 polegadas. Sua fixação é realizada mediante
parafusos presos ao rack passando pelas abas laterais do
equipamento. O rádio possui alças mecânicas dispostas na parte
frontal para facilitar o transporte e o manuseio durante o processo
de instalação.

O rádio KFT 400/RM deve ser instalado respeitando uma


distância de 2U dos equipamentos instalados acima e abaixo (2U =
duas unidades de rack – cada unidade de rack U corresponde a 1,75”
ou 44,45mm. 2U, portanto, equivalem a 3,5” ou 88,9mm). Esta medida
visa garantir a liberação da passagem do fluxo de ar pelas aletas
dissipadoras de calor do equipamento.em conjunto da ventoinha fixada
ao equipamento, o que deve garantir um fluxo de ar suficiente para
que a dissipação de calor do equipamento mantenha a operação deste
em estado normal (temperatura interna menor que 70oC). Esta
necessidade visa garantir aos usuários a operação do equipamento
dentro das especificações fornecidas pelo fabricante.

A instalação da parte de alimentação deve ser realizada com


cabos que ofereçam ao equipamento uma impedância equivalente a de
uma bateria de 90 A.h de capacidade (menor que 1 Ω). Esta impedância
deve estar presente no ponto de conexão com o equipamento e portanto
a bitola dos cabos de alimentação varia conforme a distância do
banco de alimentação até o equipamento. Se a fonte de alimentação
estiver próxima ao equipamento, cabos de menor bitola podem ser
utilizados; caso a distância seja grande, cabos de maior bitola são
necessários. O cabo de aterramento deve ser tipo malha e de
preferência uma fita de 12 a 15mm de largura. Isto porque a seção
transversal do cabo de aterramento deverá ser superior à soma das
seções dos demais cabos que drenam energia no sistema. Este cabo de

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Rádio Digital KFT 400/RM

aterramento provê o terra de proteção do equipamento, fazendo com


que o usuário do sistema esteja referenciado ao mesmo potencial.
Devido a estas características, a conexão do cabo de aterramento é
muito importante para a segurança do funcionamento e do usuário do
sistema.

As conexões da alimentação e do aterramento do equipamento


são importantes, pois este possui isolação galvânica de referência
de tensão entre a alimentação primária (-48 Vcc) e os demais níveis
de tensão internos no equipamento. Esta proteção garante que os
circuitos internos do equipamento não sejam afetados por variações
bruscas de tensão no barramento principal de alimentação. Devido a
esta característica de isolação, não é recomendável a conexão,
através de cabos condutores, da entrada de alimentação principal e o
referencial ou terra de carcaça do equipamento. Esta conexão retira
a proteção oferecida pela isolação, uma vez que o fio condutor se
torna um caminho de retorno para a corrente do barramento de
alimentação, no caso da estação possuir disjuntores individuais para
cada linha de alimentação, e o disjuntor da linha referenciada ao
terra da estação abrir antes do disjuntor conectado ao outro
terminal.

7 - INSTALAÇÃO DAS INTERFACES

A figura abaixo traz os circuitos de interface que são


exteriorizados e conectados aos demais equipamentos do usuário do
sistema, presentes na parte frontal do equipamento.

Interface LEDs de alarmes

KFT 400/RM

Visor de cristal Teclado


líquido

Figura 13: Face frontal do KFT 400/RM

Interface de configuração
Interface serial padrão RS-232 para conexão com laptop ou
microcomputador com o software de configuração do rádio KFT 400/RM.

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Rádio Digital KFT 400/RM

Visor de cristal líquido


Disponibiliza ao usuário a visualização dos parâmetros
operacionais e de performance do rádio.

Teclado
Interface que permite ao usuário navegar pelos menus de
configuração do rádio.

A figura a seguir apresenta os circuitos de interface que


são exteriorizados e conectados aos demais equipamentos do usuário
do sistema, presentes na parte traseira do equipamento.

Extensão do canal de
serviço de voz
Conector do
Conector de canal de serviço Conector de
dados V.11/V.35 de dados alimentação

Conector de Interface para Conector de


Conector de alarmes/telecomandos aterramento
antena NMS

Figura 14: Face traseira do KFT 400/RM

Conector de antena
Conector de RF tipo N fêmea que permite a conexão do rádio à
antena através de cabos coaxiais com impedância de 50 Ω.

Interface para NMS


Porta Ethernet com interface 10 Base-T que permite a conexão
de uma rede de rádios KFT 400/RM a serem gerenciados a partir de um
software aplicativo (NMS = network management system ou sistema de
gerenciamento de rede). Este software opcional prevê a integração
com os demais modelos da família de rádios de fabricação da
BrasilSat Harald.

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Rádio Digital KFT 400/RM

Extensão do canal de serviço de voz


Estes conectores permitem realizar a integração do canal de
serviço de voz, disponível apenas na versão de 2Mbps, entre os
diversos enlaces que se encontram em uma estação repetidora.

Conector de dados V.11/V.35


Conector padrão dB-25 fêmea para conexão da interface de
tributário V.11/V.35 (64, 128, 256, 384 e 512 kbit/s) com o
equipamento terminal de dados do usuário. A distribuição dos pinos
obedece à norma ISO 2110, mostrada na tabela a seguir:

Tabela 2: Conector de dados dB-25


PINO dB-25 SINAL PINO dB-25 SINAL
1 GND – Terra 14 TDB – Dados TX
2 TDA – Dados TX 15 XTCA – TX clock
Externo
3 RDA – Dados RX 16 RDB – Dados RX
4 RTSA – Solicita TX 17 RCA – RX Clock
5 CTSA – Livre para TX 18 LLPBK – Local Loopback
6 DSR – Equipamento 19 RTSB – Solicita TX
Pronto para TX
7 GND – Terra 20 Sem conexão
8 DCDA – Detecção de 21 RLPBK – Remote
Portadora Loopback
9 RCB – RX Clock 22 Sem conexão
10 DCDB – Detecção de 23 Sem conexão
Portadora
11 TCB – TX Clock 24 TCA – Clock TX
12 XTCB – TX Clock 25 TM – Test Mode
Externo
13 CTSB – Livre para TX

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Rádio Digital KFT 400/RM

A tabela seguinte traz a pinagem para a confecção dos cabos


de interface para saídas através de um conector M-34 (V.35) e dB-37
(V.11).

Tabela 3: Cabo de dados para M-34 e dB-37

Conector dB-25 Conector M-34 (V.35) Conector dB-37 (V.11)


1 A 1
2 P 4
3 R 6
4 C 7
5 D 9
6 E Sem conexão
7 B 19
8 F 13
9 X 26
10 Sem conexão 31

11 W 35
12 AA 23
13 Sem conexão 27
14 S 22
15 Y 5
16 T 24
17 V 8
18 Sem conexão Sem conexão
19 Sem conexão 25
20 Sem conexão Sem conexão
21 Sem conexão Sem conexão
22 Sem conexão Sem conexão
23 Sem conexão Sem conexão
24 U 17
25 Sem conexão Sem conexão

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Rádio Digital KFT 400/RM

Conector de alarmes e telecomandos

O conector de alarmes e telecomandos do rádio digital KFT


400/RM é do tipo dB-15 fêmea. Neste conector estão disponibilizados
os pontos para coleta dos alarmes exteriorizados pelo equipamento,
coleta dos sinais de telecomandos e os pontos de entrada para
eventos externos ao sistema que o usuário deseja trafegar pelo
enlace de rádio. A tabela abaixo traz a descrição dos pinos
presentes no conector de alarmes e telecomandos:

Tabela 4: Conector de saída de alarmes e telecomandos

PINO dB-15 SINAL DESCRIÇÃO


1 SA1 Saída de alarme 1
2 ST1 Saída de telecomando 1
3 SA2 Saída de alarme 2
4 ST2 Saída de telecomando 2
5 SA3 Saída de alarme 3
6 ST3 Saída de telecomando 3
7 SA4 Saída de alarme 4
8 ST4 Saída de telecomando 4
9 ET1 Entrada de telecomando 1
10 ET2 Entrada de telecomando 2
11 ET3 Entrada de telecomando 3
12 ET4 Entrada de telecomando 4
13 PRIMGND Sinal comum dos contatos
14 PRIMGND Sinal comum dos contatos
15 PRIMGND Sinal comum dos contatos

Os relés de exteriorização de alarmes operam normalmente


energizados e nessa condição mantém um contato normalmente aberto em
relação ao PRIMGND, que é o ponto comum de todos os contatos. Quando
um evento de alarme ocorre, o sinal de saída e/ou telecomando fecha
o contato entre a saída correspondente e o sinal PRIMGND, devido a
desoperação do relé respectivo.

As entradas de alarme são isoladas através de componentes


fotoacopladores. Para que uma entrada de alarme seja considerada
ativa pelo sistema, é necessário que o usuário conecte o pino da
entrada de alarme correspondente ao pino de referência PRIMGND.

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Rádio Digital KFT 400/RM

Conector do canal de serviço de dados


O conector do canal de serviço de dados é do tipo DB-9
fêmea. Este conector exterioriza um canal de dados assíncrono com
interface padrão RS-232, que permite a transmissão de dados nas
taxas de 2400 bit/s para o rádio 64 kbit/s, 4800 bit/s para o rádio
128 kbit/s, 9600 bit/s para os rádios de 256 e 384 kbit/s; e 19200
bit/s para 512 kbit/s. As ligações dos pinos do conector são
mostradas na tabela abaixo:

Tabela 5: Pinagem do conector do canal de serviço de dados

PINO dB-9 SINAL


2 TXD
3 RXD
5 GND
DEMAIS Sem conexão

Como se trata de uma interface de dados assíncrona, os pinos


de controle não são utilizados.

Conector de Alimentação
O conector de alimentação recebe os cabos de energia que
alimentam o equipamento com uma tensão nominal de –48 Vcc. No
conector são indicados os terminais positivo, negativo e o terminal
de terra de alimentação. A fonte de alimentação possui proteção
contra inversão de polaridade sem causar a queima do fusível. Deste
modo, caso ocorrer a troca na polaridade dos terminais de
alimentação ao instalar o equipamento, o sistema apenas não
funcionará, mas nenhum componente do sistema será avariado.

Na versão com alimentação através de corrente alternada


100/220 Vac, a alimentação é feita através de um cabo de força
padrão.

C. OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO

8 - MODO DE CONFIGURAÇÃO

A configuração do rádio digital KFT 400/RM é realizada de


maneira simples e bastante interativa através do painel frontal do
equipamento, que disponibiliza ao usuário um teclado de navegação e
operação e um visor de cristal líquido, que permite ao usuário
verificar os parâmetros de configuração e performance do
equipamento.
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MANUAL TÉCNICO

Rádio Digital KFT 400/RM

A configuração via painel frontal ocorre através de uma


estrutura de menus bastante simples, de maneira que o acesso às
variáveis de configuração é feito mediante avanços na hierarquia do
menu.

O usuário navega nos menus por intermédio do teclado


presente no painel frontal do equipamento. Este teclado possui seis
teclas conforme ilustrado na figura abaixo:

Figura 15: Teclado de configuração

As setas permitem fazer o cursor “andar” na estrutura do


menu de configuração na direção indicada pela seta. A tecla ENTER
seleciona a opção apresentada no menu, descendo um nível na
hierarquia de configuração. A tecla ESC sobe um nível na hierarquia
de configuração. Quando se está configurando um determinado valor, a
tecla ENTER valida o valor selecionado, as setas para cima e para
baixo selecionam o algarismo desejado e as setas para a direita e
para a esquerda movimentam o cursor entre as casas decimais do valor
a ser configurado.

A estrutura dos menus de configuração, assim como os valores


configurados e os parâmetros de performance, são visualizados pelo
usuário através de um visor de cristal líquido de duas linhas com
dezesseis caracteres em cada.

9 - MENU DE CONFIGURAÇÃO

O menu de configuração fornece toda a estrutura para que o


usuário selecione os parâmetros desejados para a operação do
equipamento, bem como permite ao usuário receber todas as
informações exteriorizadas a respeito do status do equipamento.

Através destas facilidades, o rádio KFT 400/RM proporciona


um método fácil e rápido para que o usuário coloque o equipamento em
operação e detenha um diagnóstico preciso do status operacional no
caso da necessidade de manutenção em campo.

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Rádio Digital KFT 400/RM

A figura a seguir traz a estrutura do menu de configuração


do rádio digital KFT 400/RM:

KFT 400/RM
V1 XX

Esc Enter
Loop Back Loop Back
Não permite / Permite
Esc
Esc
Enter
Temperatura Temperatura
interna interna XX `C
Esc
Esc
Enter

Potência TX Potência Tx
=xxW
Esc
Esc
Enter
Ajuste Ajustar Potência
potência TX XX W
Esc

Esc
Enter

Taxa de Erro 0 pre FEC


0 pos FEC
Esc

Esc
Enter
Nível de Nível RX
recepção xxx dBm
Esc

Esc
Enter
Relação s / r XXdB
sinal / ruído
Esc

Esc
Enter
Ajuste de TX: xxx.xxx MHz
Freqüências RX: xxx.xxx MHz
Esc

Esc Enter
Contraste -- +
do LCD ( ************** )

Esc

Figura 16: Estrutura do menu de configuração

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Rádio Digital KFT 400/RM

Abertura
O primeiro campo da estrutura de configuração traz o nome do
rádio, a capacidade configurada (64, 128, 256, 384 ou 512 kbit/s) e
a versão do software embarcado que está carregada no equipamento.
Esta é a tela apresentada ao usuário quando o equipamento está
ligado, sem que o usuário esteja interagindo com o equipamento
através do teclado presente no painel frontal.

Loopback
Este campo é responsável pela configuração do equipamento no
sentido de se permitir ou não a execução de testes em loop. Esta
função é necessária, pois a ativação de um loop no sistema pode
interromper o tráfego do tributário. Este campo disponibiliza duas
opções, permite ou não permite loopback. Na opção não permite, o
equipamento fica desabilitado a executar testes de loop de qualquer
natureza, ignorando os sinais de solicitação de loop. Quando
configurado para a opção permite, o equipamento fica habilitado a
executar os testes de loop local e loop remoto. A solicitação dos
testes ocorre através da ativação dos pinos Local Loop e Remote Loop
presentes na interface3. O loop local fecha o circuito de dados para
o lado do equipamento terminal de dados, no lado do equipamento que
solicitou o teste. O loop remoto fecha um caminho de transmissão que
inclui a transmissão do circuito de dados até o equipamento remoto,
retornando para o equipamento local, sem a necessidade de nenhuma
conexão física no equipamento do lado remoto.

Temperatura interna
Este campo permite ao usuário visualizar o valor da
temperatura interna do equipamento em graus Celsius. Esta leitura
está relacionada ao sensor de temperatura presente no módulo modem
do rádio, e permite ao usuário verificar se o equipamento está ou
não em condições de operação do ponto de vista da temperatura.

Potência de TX
Este campo permite ao usuário visualizar a potência de
transmissão medida internamente no equipamento. O valor da potência
aparece no visor expresso em Watts.

Ajuste de potência de transmissão


Este campo permite ao usuário configurar a potência de
transmissão do equipamento dentro da faixa de 1 a 5 Watts. Através
das setas para cima e para baixo o usuário seleciona o valor
desejado. Após a seleção do valor, o usuário deverá pressionar a
tecla ENTER para escrever o valor configurado. O sistema assume
então, o novo valor de potência de transmissão configurado.

3
Vide Capítulo 7 - seção Conector de dados V.11/V.35.
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Rádio Digital KFT 400/RM

Taxa de erro
Este campo permite ao usuário visualizar a performance do
sistema através dos valores de taxa de erro de bit. O visor fornece
os valores de taxa de erro antes e após os circuitos corretores de
erro. Com estes dados o usuário consegue verificar quais as reais
condições de operação do sistema.

Nível de recepção
Este campo fornece ao usuário o valor do sinal de recepção
obtido na porta da antena, já convertido para a unidade padrão
utilizada em telecomunicações para os sinais de recepção (dBm). O
sistema de leitura e visualização responde para sinais de recepção
dentro da faixa de –30 a –100 dBm. Com o sinal já convertido para
dBm e visualizado diretamente no painel frontal do equipamento, fica
dispensável a necessidade de se exteriorizar pontos para medida de
tensão de controle automático de ganho (AGC), condição em que, para
se obter o real valor de recepção, é necessário um equipamento
externo ao rádio (voltímetro) assim como uma tabela ou curva para
conversão do valor medido em volts para dBm. O rádio digital
KFT 400/RM já realiza a conversão internamente e o usuário pode
verificar o valor diretamente no painel frontal do equipamento, sem
a necessidade de equipamentos externos.

Relação sinal/ruído
Este campo permite ao usuário verificar a relação
sinal/ruído do sistema. O valor da relação já é expresso em dB, e
permite ao usuário um acompanhamento dinâmico do desempenho do
sistema.

Ajuste de freqüências
Este campo permite ao usuário configurar o valor das
freqüências de transmissão e recepção do terminal rádio. Através das
setas direcionadas para a esquerda e para a direita, o usuário anda
por entre as casas decimais, e com as setas para cima e para baixo,
o usuário seleciona o valor desejado para cada casa decimal. Os
valores de freqüência de transmissão e recepção são apresentados já
em MHz. Os novos valores configurados são imediatamente adotados
pelo equipamento rádio, não requerendo a necessidade de
reinicialização do sistema.

Contraste do visor de cristal líquido (LCD)


Este campo fornece ao usuário a facilidade de se ajustar o
contraste luminoso do visor de cristal líquido. Através das setas, o
usuário ajusta a intensidade do contraste do visor para a condição
desejada. Esta facilidade faz com que o visor permita uma boa
visualização dos dados mesmo quando o equipamento está instalado
mais abaixo ou mais acima no rack.

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Rádio Digital KFT 400/RM

Software para configuração remota


Esta plataforma de software incorpora a função de acesso e
configuração remota para um enlace de rádios KFT 400/RM. Assim, a
partir do rádio local o usuário poderá ler e alterar (caso
aplicável) os seguintes parâmetros do terminal remoto do enlace:

• Temperatura interna (leitura);


• Nível de sinal recebido (leitura);
• Relação sinal/ruído (leitura);
• Taxa de erro de bit antes e após o FEC (leitura);
• Potência de transmissão (leitura e escrita);
• Freqüência de transmissão/recepção (leitura e escrita);
• Permissão para teste de loopback através da interface V.35
(leitura e escrita);

Para que estas facilidades sejam utilizadas, um novo campo é


disponibilizado ao usuário na estrutura do menu de configuração
apresentada pelo painel frontal do equipamento. A opção, como mostra
a figura abaixo, permite ao usuário selecionar qual o rádio a ser
acessado <LOCAL> ou <REMOTO>.

Figura 17: Campo para acesso remoto

Ao selecionar a opção <REMOTO> o menu passa a avisar ao


usuário que o rádio que está sendo acessado é o terminal remoto do
enlace através da letra R disponibilizada no canto inferior direito
do visor e através da inscrição ‘Radio Remoto’ escrita na tela de
apresentação do equipamento conforme mostrado nas figuras abaixo.

Figura 18: Telas com opção remota habilitada

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Rádio Digital KFT 400/RM

Com estes recursos o usuário passa a utilizar uma série de


ferramentas importantes para a investigação e diagnóstico de
possíveis falhas em um enlace KFT 400/RM, além de poder realizar
otimizações em enlaces sem a necessidade de se deslocar para as duas
pontas do link. Configurações de potência, freqüência e loopback
podem ser realizadas remotamente, incrementando as facilidades de
operação e manutenção da planta.

O sistema de comunicação remota utiliza um robusto protocolo


com código detector de erro do tipo CRC de 16 bits (distância de
Hamming igual a 6) para o tráfego das informações através do enlace
de rádio. Isto garante a veracidade das informações impedindo
leituras errôneas e configurações remotas indevidas, mesmo quando o
enlace apresentar elevada taxa de erro, garantindo assim a
integridade da comunicação.

Quando um terminal estiver sendo acessado remotamente, este


passa a apresentar a mensagem ‘TERMINAL EM ACESSO REMOTO’, travando
o teclado do terminal em questão. Esta característica faz com que um
terminal não tenha as suas configurações acessadas simultaneamente
por mais de um usuário, mantendo desta forma a sua base de dados
interna segura. Esta característica pode ser visualizada na figura
abaixo.

Figura 19: Tela de proteção para o acesso remoto

Diante destas facilidades oferecidas, a plataforma de


software para configuração e acesso remoto dos rádios KFT 400/RM
permite um maior poder de diagnóstico do enlace, tornando-se uma
ferramenta de trabalho bastante interessante para o operador do
sistema.

10 - MENU ESCONDIDO

As opções de configuração que podem causar a interrupção do


link tributário, com exceção do campo de configuração da freqüência
de transmissão, encontram-se no menu escondido do rádio KFT 400/RM.
Para ter acesso ao menu escondido o usuário deve pressionar a
seguinte seqüência de teclas: ENTER + " + ! + ESC + ENTER.
A figura abaixo traz a hierarquia do menu escondido do rádio
KFT 400/RM. Para retornar ao menu de configuração, pressionar ESC.

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Enter
Leitura de Teste Of / Uf - 00 00
Buffer TX Esc
1a bd 18

Enter

Taxa do Radio XX kbps - QPSK ou Enter


16QAM

Enter

Ativar / Desativar XXXXXXXX Enter


Interleaver Interleaver

Enter

Forçar Loop Back Loop Back Remoto


Enter
Remoto Acionado

Enter

Forçar Loop Back Loop Back Local


Local Acionado Enter

Enter
Prog. N. de Bits Canal de Serviço
Enter
do C. de Serviço XX Bits

Enter
Programar Taxa Canal de Serviço
do C. de Serviço Enter
XXXX bps

Enter
Programar Taxa Console Enter
do Console XXXX bps

Enter
Ativar / Desativar XXXXXX Enter
TX TX

Enter
Ativar CW
Enter
CW Ativado

Figura 20: Estrutura do menu escondido

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Leitura de teste buffer TX


Este campo permite ao usuário visualizar o comportamento do
buffer de transmissão do equipamento rádio. O campo indica se não
estão sendo perdidos dados no sentido de transmissão através das
indicações de OF (Overflow) ou UF (Underflow), sendo que nestes
casos a taxa de transmissão do rádio encontra-se diferente da taxa
de transmissão do tributário conectado à porta V.11/V.35.

Taxa do rádio
Este campo permite ao usuário configurar a taxa de
transmissão do equipamento. As opções são: 64 kbit/s – QPSK, 128
kbit/s – QPSK, 256 kbit/s – QPSK, 384 kbit/s – 16QAM e 512 kbit/s –
16QAM.
Ao selecionar uma taxa o rádio executa um reset interno e inicializa
transmitindo na nova taxa configurada. A largura de banda de
transmissão é configurada automaticamente, entretanto um novo canal
de freqüência deve ser configurado, haja vista o fato de que a
legislação ANATEL rege uma canalização diferente para cada taxa.
A modulação nas taxas de 384 e 512 kbit/s é alterada para 16QAM para
que o equipamento possa operar na faixa baixa de 400 MHz (406 a 430
MHz), sendo que a canalização utilizada é a mesma do rádio de 256
kbit/s - QPSK.

Ativar/desativar interleaver
Este campo permite ao usuário ativar ou desativar o
interleaver do equipamento. Ativando o interleaver (configuração
padrão) o equipamento aumenta a robustez do receptor a ruídos e
interferências, entretanto aumenta o atraso na comunicação.
Desativando o interleaver o rádio diminui o atraso de transmissão,
mas perde na robustez do receptor. Um enlace requer que ambos os
terminais operem na mesma configuração ou ativado ou desativado.
Configurações distintas causam falha de sincronismo no enlace.

Forçar loopback remoto


Este campo permite ao usuário implementar o teste de loop
desde a interface digital do rádio local até o circuito framer do
rádio remoto. Este teste interrompe o circuito tributário. Ações
distintas causam falha de sincronismo no enlace.

Forçar loopback local


Este campo permite ao usuário implementar o teste de loop
desde a interface digital do rádio local até o circuito framer do
rádio local. Este teste interrompe o circuito tributário.

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Programar número de bits do canal de serviço


Este campo permite ao usuário configurar o número de bits
dos caracteres que trafegam na interface RS-232 do canal de serviço
de dados do rádio KFT 400/RM. As opção são 8 e 9 bits.

Programar taxa do canal de serviço


Este campo permite ao usuário configurar a taxa de
comunicação da interface RS-232 do canal de serviço de dados do
rádio KFT 400/RM.
A taxa varia de acordo com a capacidade do rádio. Para maiores
detalhes, vide tabela 1.

Programar taxa do console


Este campo permite ao usuário configurar a taxa de
comunicação da interface RS-232 do console (interface para
comunicação com o software de configuração local). A taxa padrão é
de 9600 bit/s.

Ativar/desativar TX
Este campo permite ao usuário desligar a potência de
transmissão do equipamento. Esta função é utilizada durante o
processo de fabricação e na realização de alguns testes uma vez que
o equipamento não deve irradiar potência sem que o terminal de
antena esteja devidamente conectado a uma carga de 50 Ω, sob risco
de danificar o equipamento.

Ativar CW
Este campo permite ao usuário desligar a modulação do
equipamento. Esta função é disponibilizada para fins de teste de
estabilidade de freqüência e testes de emissões espúrias.

11 - VISUALIZAÇÃO DE ALARMES E INDICAÇÃO DE

FALHAS

O rádio digital KFT 400/RM possui uma estrutura de LEDs no


painel frontal do equipamento, que permite ao usuário ter um rápido
diagnóstico do estado de operação do sistema. Esta facilidade,
somado aos recursos de leitura de parâmetros através do teclado e do
visor também dispostos no painel frontal do equipamento, bem como as
interfaces de exteriorização de alarmes, permitem ao usuário
realizar um diagnóstico bastante completo da situação do
radioenlace, avaliando melhor as necessidades de manutenção
operacional no caso de falha no enlace de comunicação.

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O painel frontal, contendo os LEDs de alarmes, está ilustrado na


figura abaixo:

Figura 21: Sinais de alarmes presentes no painel frontal

Através dos alarmes mostrados na figura 21, o usuário pode


facilmente verificar se o sistema apresenta algum alarme relacionado
ao circuito de recepção, se o sistema apresenta elevada taxa de erro
de bit, falha no circuito de transmissão, falha na potência de
transmissão ou alarmes no lado remoto do enlace.

Quando um evento de alarme é detectado através dos sensores


espalhados pelo rádio e informado ao microprocessador central, este
por sua vez, toma ações pró-ativas de maneira a preservar a
integridade dos circuitos do equipamento. Ao mesmo tempo, a
ocorrência de eventos de alarmes sucessivos torna outros eventos
irrelevantes, por exemplo, se o equipamento perde o sincronismo de
recepção, o alarme de taxa de erro de bit se torna irrelevante, pois
esta é uma conseqüência da falta de sincronismo. Desta forma o
alarme de taxa de erro é inibido no sistema, pois a falha real é a
falta de sincronismo de recepção.

As ações correspondentes a cada evento de alarme, assim como


as formas de exteriorização para o usuário, são ilustradas na tabela
abaixo:

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Tabela 6: Conseqüências dos eventos de alarmes

EVENTOS ALARMES LOCAIS EXTENSÃO DE AÇÕES ENVIAR ALARMES INIBIDOS


(LEDs) ALARMES CONSEQÜENTES ALARME

RX T.E. TX PT.TX ALR SA1 SA2 SA3 SA4 RX T.E. TX PT.TX ALR

Baixa Potência TX
X X Reprograma PLL TX
(-3dB do Valor Progr.)

Desliga Potência TX
PLL TX LOCK X X X
Reprograma PLL TX

Falha Sinc.Tributário
X X Desliga Potência TX X
TX

Diminui Potência TX
t1 X X
para 1W
Temperatura
t2
X X Desliga Potência TX

Nível de Recepção
X X SIA p/ Tributário X X X
< -100dBm

Falha Sincronismo RX X X SIA p/ Tributário X X X

SIA p/ Tributário
LOCK PLL RX X X X X X
Reprograma PLL RX

S/R
X X SIA p/ Tributário X X X
Pior que 6dB

Taxa de Erro > 10-3


X X X SIA p/ Tributário X X
(Pós FEC)

Falha Alimentação X

Recebe Alarme Remoto X X Reprograma PLL TX

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