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Memoria Descritiva: Projecto de construção duma residencia tipo IV com anexo

MEMORIA DESCRITIVA

ÍNDICE

1. DESCRIÇÃO TÉCNICA
1.1. Implantação
1.2. Preucacoes na execucao
1.3. Movimento de terras
1.4. caboucos e escavacoes
1.4.1. Escavacoes de terra
1.4.2. Caboucos
1.4.3. Material escavado
1.4.4. Compactacao dos enchimentos
1.4.5. Aprovacao de caboucos
1.4.6. Enrocamento
1.4.7.Aterros
1.5. Fundacoes
1.6. Betao armado
1.6.1. Armazenamento de materiais
1.6.2. Cimento
1.6.3. Os agregados
1.6.4. Brita
1.6.5. Areia
1.6.6. Agua
1.6.7. Aditivos
1.7. Pavimentos
1.7.1. Pavimentos dos pisos
1.7.2. Revestimento do pavimento
1.8. Alvenarias
1.9. Estrutura
1.9.1. Vigas, pilares e lintéis
1.10. Cobertura
1.11.1 Argamassas e rebocos
1.11.2. Consistência

2.ACABAMENTOS E REVESTIMENTOS
2.1. Emboco e reboco
2.2. Defeitos
2.3. Azulejos vidrados
2.4. Tijoleira

3. CAIXILHARIA
3.1. Madeiras
3.2. Portas
3.3. Janelas
3.4. Rodape
3.5. Tectos falsos
3.6. Armarios e outros elementos fixos
3.7. Trabalho com defeitos

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4. SERRALHARIAS

4.1. Aco em estrutura


4.2. Desenhos detalhados

5. FERRAGENS E VIDROS
5.1. Ferragens
5.2. Fechaduras
5.3. Dobradiças, fechos e tranquetas

6. VIDROS
6.1. Vidro transparente
6.2. Massa de vidraceiro
6.3.Fixacao do vidro

7. INSTALACOES MECANICAS
7.1. Instalações sanitárias
7.2. Louca sanitária

8. HIDRAULICA
8.1. Abastecimento de agua
8.1.1. Dimensões dos tubos
8.1.2. Fixacao dos tubos
8.1.3. Passagens e aberturas
8.1.4. Escavações para passagem de tubos
8.1.5. Tubos de gres
8.1.6. Tubos de ferro galvanizado
8.2. Rede de esgotos
8.2.1. Fossa septica e esgoto
8.2.2. Tubos de ventilacao
8.2.3. Caixas de inspeccao
8.2.4. Testes

9.INSTALACAO ELECTRICA
9.1.instalacao
9.2. Iluminação

10. PINTURAS
10.1. Tintas de agua
10.2. Tinta de esmalte para madeira
10.3. Cores
10.4. Tratamento do pavimento
10.5. Muro de vedação
10.6. Omissões

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MEMÓRIA DESCRITIVA

A presente memória descritiva refere-se ao projecto de construção de uma


Residencia tipo 4(edifico principal) e um anexo que se pretende levar a efeito na
Província de Maputo, cidade de Maputo, bairro da Tchumene, parcela…………,
talhão nº……………, de 25x49.800m, pertencente à
……………………………………………….

O edifício pricipal a que a presente memória faz referência será constituído: 1


quarto Suit, 3 quartos normais, 1 casa de banho geral, sala comum, escritorio, 2
varandas frontal e posterior, sala de TV, cozinha e mini-w.c. O anexo será
constituido por: garagem, 1 quarto, lavandaria e serviços, arrumos e casa de
banho.

Os trabalhos a serem executados nesta obra deverão respeitar com rigor as


normas definidas nos regulamentos das edificações urbanas, de estruturas de betão
armado, das técnicas recomendadas para o caso, tendo em conta as pecas
desenhadas e pormenores que são parte integrante da presente memória.

1.DESCRICAO TECNICA

1.1.IMPLANTAÇÃO

A implantação da obra será de acordo com a cota do projecto em terreno


constituído por um solo com razoável capacidade de carga (1.5KN/m 2),
respeitando os afastamentos e as técnicas correntes em Moçambique, utilizando
os materiais de boa qualidade e procedimento tecnológicos que garantam a
excelente performance da moradia e obedecendo as prescrições por lei.

1.2. PRECAUÇÕES NA EXECUÇÃO

O aço das armaduras, o cimento e os agregados, serão armazenados na obra de


forma a evitar a sua deterioração ou contaminação. O cimento será armazenado em
local protegido, bem ventilado e com pavimento acima do nível do solo. Os
agregados das várias granulometrias, serão amontoados em volumes separados e
numa superfície dura e limpa.

Qualquer material que, na opinião do fiscal esteja deteriorado e tenha sido


contaminado ou estragado será imediatamente removido do local da obra pelo
empreiteiro após a recepção de instrução escrita pelo fiscal.

1.3. MOVIMENTO DE TERRAS

Pretende-se conseguir uma compensação exacta entre as terras a escavar e aterros


a efectuar, a terra removida será aproveitada, a camada superior do solo e abertos

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caboucos até a zona fixa do terreno. Os aterros serão regados e compactados em


camadas de 0,30 metros de espessura.

1.4. CABOUCOS E ESCAVAÇÕES

1.4.1. Escavações de terra

A terra ou solo é definida, nos termos desta especificação como sendo os diversos
tipos de materiais a serem escavados, como sejam as areias molhadas ou enxutas,
argilas solos de aterros, gravilha, lixo compactado, terra vegetal e húmus, ou
qualquer outro material picável.

1.4.2. Caboucos

O fundo dos caboucos deve ser nivelado e poderá ser escalonado em leitos
horizontais e bem compactados. Os leitos devem atingir e ser formados em terreno
não escavado sempre em solos consistentes.

Uma vez implantado o edifício de acordo com as dimensões indicadas na respectiva


planta de implantação, proceder-se-á a abertura de caboucos que terão uma largura
mínima de 0.60 metros, com uma profundidade nunca inferior a 0.70 metros a
partir da cota zero do projecto, o fundo ou piso dos caboucos deverá ser bem
regularizado, nivelado e compactado, com leito previamente isento de matéria
orgânica e quaisquer outras substâncias que possam provocar problemas de
assentamento dos pilares ou das paredes, antes da colocação do betão de limpeza
cujo traço deverá ser de 1:4:7.

1.4.3. Material escavado

Será espalhado, retornado e compactado em volta das fundações, etc., ou


depositado no local da obra onde indicado ou, só se for apropriado, armazenado
para ser usado como enchimento por baixo da laje de pavimento, pavimentações
exteriores, etc.

1.4.4. Compactação dos enchimentos

Os enchimentos à volta das fundações serão feitos imediatamente após a


construção destas.
Todos os enchimentos serão bem regados e compactados em camadas que não
devem exceder 200 mm, sem matéria orgânica ou argilas e serão bem
compactados, consolidados, nivelados e escalonados.

1.4.5. Aprovação de caboucos

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O empreiteiro notificará o fiscal quando os caboucos estiverem prontos para


enchimento das fundações que só serão fundidas depois da aprovação pelo fiscal.

1.4.6. Enrocamento

O enrocamento, sob os pavimentos sólidos, será composto por pedra ou outro


material aprovado com a maior dimensão não excedendo 70 mm, espalhado com
materiais mais finos por cima e fortemente compactado.

A espessura do enrocamento será de 200 mm e a do betão simples de 100 mm.

1.4.7. Aterros

Desde que estejam devidamente limpos de raízes, folhas e outros detritos orgânicos
de possível decomposição, os solos extraídos dos caboucos poderão ser usados
para o enchimento do interior das fundações, podendo usar-se também o entulho
proveniente de demolições. Os mesmos serão em camadas sucessivas de 0.20
metros devidamente regadas e compactadas a maço.

1.5. Fundações

Estas, de acordo com a respectiva planta e nos respectivos pormenores, serão em


sapata isolada de betão simples, ao traço de 1:4:7 em volume de cimento, areia e
brita, sobre as quais se assentarão as paredes de alvenaria. As sapatas para a
estrutura serão de 0.60x0.60 metros,em betão armado
(B20A400) ao traço de 1:3:4 em volume de cimento, areia e brita.

As fundações das paredes serão executadas em blocos de 0.40x0.20x0.20metros


previamente amaciçados. De realçar que a camada de betão de limpeza deverá ser
humedecida antes do início da colocação das alvenarias, devendo ter em conta
intervalos suficientes nos pontos onde atravessa a canalização de esgotos.

1.6. BETAO ARMADO

1.6.1. Armazenamento de materiais

O aço das armaduras, o cimento e os agregados serão armazenados na obra de


forma a evitar a sua deterioração ou contaminação (ver precauções na execução).

1.6.2. Cimento

O cimento a utilizar na obra deste projecto será Portland, de presa normal e em


conformidade com os regulamentos aplicáveis no nosso país.

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O empreiteiro deve submeter ao fiscal quando requerido, um certificado de fabrico


de qualquer dos lotes de cimento entregues na obra. O fiscal pode, a sua descrição
solicitar que sejam feitos testes a amostras colhidas na obra.

1.6.3. Os agregados

Todos os agregados devem cumprir com as condições de qualidade expressas nos


regulamentos adoptados em Moçambique. Amostras dos agregados das diversas
granulometrias e da areia ou areias podem ser requeridas pelo fiscal para sua
aprovação e todo o material usado na obra deve ser da mesma qualidade das
amostras aprovadas.

Todos os agregados devem ser limpos, sem poeiras, terra ou outras impurezas nem
algum material vegetal.

1.6.4. Brita

As britas para fabricação de betões serão crivadas para separação de sarriscas e


devem ser calhaus naturais ou pedra britada de resistencia semelhante a do
granito. A brita deve ser aproximadamente cúbica e sem tendência a lascar.

1.6.5. Areia

Agregados finos e areia para betões devem ser areia do rio lavada ou areia de
britadeira. Os grãos devem ser de tamanho uniforme mas conter uma mistura
equilibrada de grãos finos e grossos, até 5 mm (de acordo com os desenhos do
projecto).

Antes de misturada com os agregados e britas a areia deve ser crivada e


perfeitamente lavada.

1.6.6. Agua

A água a ser usada na fabricação dos betões, argamassa e betonilha será limpa,
fresca, livre de impurezas vegetais ou minerais ou outras substâncias em suspensão
ou dissolvidas.

1.6.7. Aditivos

O uso de aditivos tais como plastificantes, aceleradores de presa, retardantes de


presa, agentes expansivos, acrantes, corolantes, impermeabilizantes ou qualquer
material que substitua parcialmente o cimento, deve ser submetido a aprovação do
fiscal, bem como qualquer teste que ele possa requerer a esse respeito.

Quando forem aprovados os aditivos contendo cloretos de cálcio, este não pode
exceder 1.5% do peso do cimento na mistura.

1.7.PAVIMENTOS

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Listagem de Materiais:

Casas de Banho - tijoleira hidráulica


Cozinhas – tijoleira cerâmica
Quartos – Parquet envernizado
Pavimentos exteriores – pavé
Garagem-
Varandas-

1.7.1. Pavimento do piso

O pavimento do piso sera executado em betão ligeiramente armado (B 225),


fundido com a espessura de 100mm sobre enrocamento de pedra mediana bem
compactado, nivelado e coberto de areia ou sobre uma base em saibro compactada
e com espessura de 80mm (como descrito em 8.4.8). O massame será fundido ao
traço 1:3:6, de cimento, areia e brita, batido a maço à medida que foi sendo
lançado e sarrafado para os níveis e com as inclinações do projecto, deduzido das
espessuras dos materiais de assentamento e acabamento (um betonilhado geral de
regularização, tijoleira ou outro, o que ficará nivelado a cota prevista no projecto).

Não deverão ser feitos enchimentos para realizar pendentes após a fundição dos
massames de enchimento.

A camada de betão referida deverá cobrir as fundações como forma de evitar


qualquer penetração de térmitas via pavimento térreo. Só depois é que será erguida
a alvenaria.

Serão executados em betão simples, ao traço de 1:3:6 em volume de cimento, areia


e brita, assente sobre uma camada de enrocamento em brita devidamente nivelada
e humedecida antes da colocação do betão, devendo este, estar sobre uma camada
de impermeabilizante (tela ou manga plástica para evitar possíveis humidades no
pavimento, devido a possível subida do nível freático).

1.7.2. Revestimento do pavimento

Todos os parâmetros, em termos de alvenaria a vista serão rebocados com


argamassa de cimento ao traço de 1:5, recomendando-se que as paredes exteriores
tenham uma espessura de 3cm e as interiores de 1.5cm, devendo ser limpas de
todas as partículas que não estejam aderentes e retiradas as argamassas em
excesso nas juntas de alvenaria.

Todas as paredes expostas a ambientes susceptíveis de humidade e gorduras, como


cozinhas, WC e varanda de serviços serão revestidos com azulejos de dimensão
0.15x0.015 metros da marca Indusa até a altura das portas e tijoleira cerâmica de
dimensão 0.30x0.30 metros da marca Apollo no piso.

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1.8. ALVENARIAS

Todas as alvenarias serão executadas em blocos vazados de cimento e areia ao


traço de 1:8 em volume de cimento e areia nas espessuras indicadas na planta ou
em tijolos furados, assentes alternadamente com argamassa de cimento ao traço
de 1:5 bem aprumadas e travadas, cujas paredes exteriores deverão ter a
espessura de 0.20metros e 0.15metros para as divisórias, antes do reboco as juntas
em alvenaria não poderão em nenhum caso exceder os 3cm de espessura.

As alvenarias em blocos furados de cimentos e areia ou tijolo furado, terão a


espessura de 0,10 m, 0,20 m, consoante indicado nos desenhos de pormenor e
serão em bloco furado, sendo as paredes rebocadas no exterior com argamassa de
cimento, areia e cal.

A partir das fundações e até ao nível do pavimento, será em blocos maciços ou


amaciçados de cimento, de 0.20 metros.

A partir desta cota será em blocos de cimento ou tijolo furados de 0,20 metros para
as paredes exteriores e de 0,10 metros para paredes do corredor/varanda e as
divisórias restantes (não estruturais) serão de 0.15 metros.

O assentamento será em juntas contrafiadas e será necessário demolhar antes do


assentamento.
O tijolo será desempenado e cozido, de som claro ao toque, e sem desvio das
dimensões nominais maior que 10 mm em qualquer dimensão.

As paredes serão elevadas uniformemente não devendo qualquer parte de qualquer


parede ser elevada a mais do que 1.20 metros espaçado de 100 mm, as superfícies
interiores serão bem limpas e deverão ser deixados orifícios ao nível interior para
limpeza final, que depois serão refechados.

As alvenarias serão assentes entre uma estrutura modular de betão armado


formada por pilares e vigas que terão as mesmas espessuras das paredes.

1.9.ESTRUTURA

1.9.1. Vigas, pilares e lintéis

As vigas, pilares e lintéis serão executados em betão armado (B 225) nas


dimensões indicadas nos cálculos de betão, conforme indicado nos desenhos (os
pormenores do projecto executivo).

A estrutura do edifício será constituída por sapatas, pilares, vigas, lajes. Os pilares
serão executados em betão da classe B200 ao traço de 1:2:4 em volume de
cimento, areia e brita, com as dimensões indicadas no projecto, e com varões de
aço A400 colocados segundo os desenhos.

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As vigas serão executadas em betão da classe B200 ao traço 1:2:4 em volume de


cimento, areia e brita e cobrindo todo o comprimento das paredes da construção e
com verões de aço A400 colocados segundo as pecas desenhadas.

As lajes terão uma espessura de 0.15m segundas as especificações indicadas nos


desenhos correspondentes.

1.10. COBERTURA

Será em telhas ceramicas, (sendo no fim banhadas com tinta vermelha cor de
tijolo). Estas estarão assentes sobre uma estrutura firme constituída por barrotes e
madres em madeira chanfuta queimada a óleo para evitar o ataque por insectos
(conforme os desenhos). Os barrotes e madres deverão ter secções recomendadas
nas tabelas de engenharia. Existirá ainda um tecto falso em contraplacado de
madeira, para minimizar os efeitos do calor irradiado a partir das chapas.

1.11. ARGAMASSAS E REBOCOS

1.11.1. Materiais

As argamassas serão compostas de areia e cimento, ao traço 1:7 de cimento e areia


respectivamente.

1.11.2. Consistência

A argamassa deve ter uma consistência tal que se molde uma bola de 70 a 80 mm
de diâmetro ela não se deforma mais do que 30 a 40 mm quando pousada sobre
uma superfície plana horizontal.

2. ACABAMENTOS E REVESTIMENTOS

2.1. Emboco e reboco

Sobre as alvenarias a rebocar será aplicado emboço de cimento e areia ao traço


1:5. As alvenarias devem estar bem secas antes de emboçar mas devem ser bem
molhadas imediatamente antes de chapiscadas; depois do emboço as paredes
serão rebocadas com argamassa com um traço mais fraco, contendo cal na
proporção de 1:1:6 de cimento, cal e areia.

O reboco terá uma espessura média geral de 10 mm com desvios não superiores a
2 mm. O acabamento será feito com régua de sarrafar sobre mestras deslizadas em
todos os sentidos para se obter uma superfície bem plana e desempenada.

2.2. Defeitos

O empreiteiro é inteiramente responsável por todas as fissuras, bolhas, camadas


ocas, ou quaisquer outros defeitos nos rebocos e devera corrigi-los à sua custa.

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2.3. Azulejos vidrados

Onde estiver indicado nos desenhos (nas cozinhas, nas casas de banho) serão
aplicados azulejos cerâmicos vidrados de 5 mm de espessura com 150 por 150 mm
de lado, seleccionados e de primeira qualidade, uniformes em cor e nas arestas, de
marca Indusa. Os azulejos serão bem demolhados, durante pelo menos seis horas, e
serão assentes com argamassa hidráulica ao traço 1:3 de cimento e areia fina, ou
com produto adesivo aprovado pelo fiscal, e terão as plantas verticais e horizontais
perfeitamente alinhadas e as superfícies niveladas e desempenadas. Todas as
juntas serão tomadas a cimento branco e escovadas.

Serão assentes, todos os acessórios em porcelana (porta papeis, saboneteiras, etc.)


Nos respectivos recessos e correctamente alinhados pelas juntas dos azulejos.

2.4. Tijoleira

O pavimento exterior dos terraços e varandas será revestido à tijoleira cerâmica da


mesma dimensão formando desenho conforme definido no projecto.

A tijoleira será nas dimensões de 200x200mm, de primeira qualidade e pequena


variação de dimensão de corte e será assente com juntas de uma largura média de
15 mm, em argamassa de cimento e areia ao traço 1:6.

Ela será assente com junta aberta. A superfície do pavimento ficará bem
desempenada e com os caimentos indicados no projecto, sem depressões nem
alteamentos e será tratada com uma mistura de cera branca e terebintina na
proporção de 6 para 1 em volume seguida de enceramento à cera não diluída, nas
superfícies interiores, depois de bem lavada e seca.

O assentamento da tijoleira far-se-á evitando que a superfície superior seja


manchada por incrustações da argamassa de assentamento.

Identicamente serão evitados quaisquer outros danos à superfície do pavimento tais


como sulcos ou marcas por arrastamento, pingos de tinta, etc., que serão limpos ou
corrigidos à custa do empreiteiro.

3. CAIXILHARIA

3.1. Madeiras

Todas as madeiras a empregar na obra, chanfuta ou similar serão de boa qualidade,


bem secas, sem borne, nós soltos, empenos ou outros defeitos e serão serradas,
bem esquadrinhadas nos comprimentos necessários e com as dimensões dos
pormenores que permitam o acabamento para as dimensões dos pormenores. Toda
a madeira será seca a percentagem de humidade correcta para a zona de Maputo.

Todas as arestas de madeira aparelhada, aplainada e afagada serão boleadas, a


menos que outros acabamentos sejam expressamente definidos.
As peças do tecto serão preparadas e armazenadas na obra, para lhes equilibrar a
humidade, pelo menos um mês antes do seu assentamento, devidamente

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protegidas nas arestas e topos e afastadas umas das outras deixando circular o ar
entre elas.

3.2. Portas

As portas terão uma diferenciação. As portas exteriores serão de maior


consistência.
Serão em madeira de umbila ou chanfuta com as dimensões indicadas nos
desenhos e nas quantidades definidas. As fechaduras são do tipo Yale, com trinco a
fecho de duas voltas e 3 chaves.

Não poderão se colocadas sem previa aprovação do fiscal da obra.


As portas em madeira serão em contraplacados de chanfuta, sobre um favo de
madeira de pinho bem tratadas. As portas traseiras serão duplas, sendo uma de
madeira e outra de rede. Cada porta levara três dobradiças cromadas ou inox de 4"
e de fiel.

3.3. Janelas

As janelas serão de dois tipos: fixas e de abrir. Onde forem colocadas janelas de
abrir de vidro serão também colocadas janelas de rede. A rede mosquiteira a aplicar
será em plástico.

3.4. Rodapé

Será colocado um rodapé do mesmo material que for aplicado no pavimento, com
120 mm de largura.

3.5. Tectos falsos

Todos os tectos interiores serão em placas de unitex de 600mm x 600 mm apoiadas


sobre uma estrutura em perfis metálicos, e executados em conformidade com as
peças desenhadas.

Serão seguidos os pormenores e disposição geral definida nos desenhos e haverá o


máximo cuidado em não danificar as superfícies durante a construção.

3.6. Armários e outros elementos fixos

Serão em madeira de umbila ou chanfuta com as dimensões e quantidades


definidas nos desenhos e pormenores.

3.7. Trabalho com defeitos

Caso qualquer junta de marcenaria abra ou rache ou qualquer contracção se dê


antes de um ano após a entrega o elemento defeituoso será retirado, rectificado e
acabado, bem assim como qualquer trabalho de alvenaria ou acabamentos que
tenham sido afectados por essa operação, inteiramente a custas do empreiteiro.

4. SERRALHARIAS

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Serão fabricados em cantoneira, varão e barra de aço, segundo o especificado nos


desenhos, e serão acabadas a tinta de esmalte. Todo o aço maciço a utilizar em
geral deve suportar as tensões de segurança estabelecidas como mínimas no
regulamento de estruturas de aço para edifícios (r.e.a.e.) em vigor na Republica de
Moçambique, artigo 9.

Todos os vãos em janelas, portas exteriores e varandas poderão ser protegidas por
grades metálicas de feitio a ser escolhido pelo respectivo proprietário.

4.1. Aço em estrutura

Toda a estrutura em aço será executada por especialista ou firma aprovada.

4.2. Desenhos detalhados

O engenheiro fornecerá todos os desenhos de projecto necessários a compreensão


do arranjo geral dos elementos estruturais e dos elementos pormenores tipo. O
empreiteiro será responsável pela conferência e precisão das dimensões, quer as
gerais quer as parciais e por todos os detalhes de execução e a sua aprovação pelo
engenheiro não retira ao empreiteiro a sua responsabilidade.

5.FERRAGENS E VIDROS

Serão aplicadas as ferragens apropriadas de primeira qualidade em latão maciço.


Todas as peças serão montadas com parafusos adequados quer no tamanho, quer
no material, quer no formato da cabeça, sendo a regra que os parafusos serão do
mesmo metal que as peças que fixam. Os vidros a aplicar deverão ter a espessura
adequada e serão lisos, transparentes do tipo float glass.

5.1. Ferragens

Serão assentes, como descrito e pormenorizado nos desenhos, todas as ferragens


nas portas, janelas, armários, etc.

Todas as ferragens serão de qualidade, a aprovar pelo fiscal, assentes com


parafusos do metal correspondente e serão lubrificadas, limpas e trabalhadas sem
empenamento. No preço da obra devem incluir-se todas as operações de
assentamento.

5.2. Fechaduras

As fechaduras serão do tipo Yale. Terão todas as chaves, formatos diferentes e serão
fornecidas três chaves para cada fechadura;

5.3. Dobradiças, fechos e tranquetas

Serão fixas nas posições, quantidades e tipos definidos nos desenhos todas as
dobradiças, fechos, ferros de correr, aldrabagates, tranquetas, etc.

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6. VIDROS

Todo o vidro empregue será liso, sem defeitos, tipo "float glass" de 3 mm de
espessura.

6.1. Vidro transparente

Serão assentes, todos os vidros transparentes, como indicado nos desenhos, por
meio de bites e massa de vidraceira.

6.2. Massa de vidraceiro

A massa de vidraceiro será fresca, retirada da sua embalagem no dia da sua


utilização e apropriada para aplicação em madeira. A massa será limpa de nível
com os bordos das peças a guarnecer.

6.3. Fixação do vidro

Os vidros serão fixos para os caixilhos ou aros com pontas de paris, apertados
contra uma fina camada de massa vidraceira; os bites serão também barrados
antes de apertados contra os caixilhos ou aros e fixos, sempre, com parafusos de
latão de comprimento apropriado. A espessura dos vidros não deverá ser inferior a
3 mm.

7. INSTALACOES MECANICAS

7.1.instalacoes sanitárias

Serão executadas, conforme consta nos desenhos, as casas de banho serão dotadas
dos seguintes requisitos:
 Lavatórios de porcelana com sifões cromados e 2 torneiras cromadas cada.
 Sanitas de porcelana, com tampa.
 Autoclismos de porcelana
 Porta toalhas cromado, embutido na parede de 50 cm
 Revestimento de todas as paredes interiores ate 1,5 m de altura com azulejo.
 Suporte de papel higiénico de porcelana
 Prateleira de porcelana
 Espelho
 Banheira de 1,8 m de comprimento
 Ralo para escoamento de água
 Torneira para passagem de água
 3 termo acumuladores

Todos os vãos que se abrem deverão ser equipados com ferragens necessárias, tais
como fechaduras, reguladores, tranquetas e puxadores, devendo ser estes
materiais de boa qualidade. Os vidros a colocar nas janelas deverão ter 4mm de
espessura bronzeados, os vãos que abrem serão providos de rede mosquiteira.

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7.2. Louca sanitária

Todos os utensílios sanitários das WC´s serão em porcelana bem polida, de calibre
normalizado e isenta de defeitos de fabrico, da marca Indusa. Nas WC´s será
colocado a seguinte equipamento sanitário: banheira, poliban, sanita, bidet, porta-
rolos, toalheiras em aço inox e espelho de tamanho a escolher, respeitando a
disposição que constar do respectivo projecto.
Na cozinha será montada uma banca lava-loiça em metal inox com uma cuba
provida de sifão.

8.HIDRAULICA

8.1. Abastecimento de agua

A água chegará a habitação derivada da rede urbana de abastecimento e seguira


primeiro para um depósito elevado.

O sistema de abastecimento a adoptar será indirecto e por gravidade a partir de um


depósito de capacidade a estudar, instalado em local a indicado no terreno onde se
encontra implantada a habitação.
O aquecimento de agua será através de termoacumuladores instalados em locais
estratégicos do edifício, com as seguintes características: termoacumuladores
eléctricos versão ER, com ligação superior, acumulador em chapa de aço vitrificada,
ânodo de magnésio integrado, tubo de saída em aço inox extraível para facilitar a
sua limpeza, termóstato, bipolar, com indicador luminoso de funcionamento,
regulação exterior da temperatura da agua, isolamento de elevada densidade,
termóstato de segurança bipolar integrado.

Toda a canalização será embebida, executada com tubo galvanizado de calibre ¾


polegadas provida de todos acessórios como válvulas de passagem e torneiras que
garantam um funcionamento perfeito da instalação.

A obra terá ainda 3 torneiras exteriores: duas na parte frontal do edifício, outra nas
traseiras.
Será construído um tanque elevado de capacidade aproximada a 2500l, de acordo
com o indicado no projecto de abastecimento de águas.

Não serão instalados quaisquer equipamentos mecânicos de climatização ou


ventilação dada a possibilidade que o projecto oferece de renovação natural do ar e
a limitação do orçamento que não permite a instalação de unidades de ar
condicionado.

8.1.1. Dimensoes dos tubos

Todos os tubos são referidos pelo seu diâmetro nominal.

8.1.2. Fixacao dos tubos

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Memoria Descritiva: Projecto de construção duma residencia tipo IV com anexo

Todos os tubos serão instalados com inclinações próprias para evitar a presença de
ar nas tubagens. Serão sempre preferidas curvas a cotovelos que haja ângulos
rectos nas tubagens; quando houver uma redução no diâmetro do tubo numa
posição de ângulo a curva terá o diâmetro maior.

8.1.3. Passagens e aberturas

Todos os tubos que atravessarem paredes, vigas, lages ou tectos serão envolvidos
por uma manga acabada com uma flange no lado visto. Qualquer corte ou abertura
em qualquer peça de betão armado só poderá ser executado depois de expressa
autorização do fiscal ou do engenheiro e todas as aberturas serão refechadas e
acabadas por conta do empreiteiro.

8.1.4. Escavacoes para passagem de tubos

O empreiteiro realizará todas as escavações para passagem de tubos e para os


drenos. O fundo das valas deve ser escavado apenas ate ao nível correcto. No caso
em que a escavação exceda a profundidade requerida o empreiteiro corrigirá a
diferença, como já foi especificado para as fundações.

Nenhuma vala terá menos do que 600 mm e bem regada; nenhuma pedra, calhau
ou rocha será utilizada a menos de 150 mm dos tubos. Nenhum tubo ou junta será
coberto sem se ter procedido aos respectivos testes e que estes tenham merecido
aprovação por parte do arquitecto, fiscal ou engenheiro.

8.1.5. Tubos de gres

Os tubos de grés serão standard e submetidos a teste, completamente vidrados e


com as espessuras quer de tubos, quer dos acessórios, correctas de acordo com o
r.g.c.e.

8.1.6. Tubos de ferro galvanizado

Os tubos de aço macio galvanizado para abastecimento de água, esgotos,


ventilação, serão de melhor qualidade, com juntas aparafusadas em canhões
galvanizados interna e externamente. As juntas serão tomadas com alvaiade,
cimento e estopa.

Tubos com 50 mm de diâmetro ou inferior serão fixas as paredes com braçadeiras


galvanizadas e acima desse diâmetro com braçadeiras galvanizadas articuladas.
Estas braçadeiras serão chumbadas às paredes com argamassa ao traço 1:3 de
cimento e areia.

Tubos de esgoto serão ligados nas intercepções com junções e curvas com
inspecção roscada.

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Memoria Descritiva: Projecto de construção duma residencia tipo IV com anexo

Será instalado um tubo de ventilação para as bacias de retrete, embutido na parede


e que sairá no topo da parede - empena até uma altura de 1,00 m acima da parede,
coberto por gaiola de rede de cobre.

8.2. REDE DE ESGOTOS

Serão feitas duas redes distintas de esgotos, uma para águas brancas e outra para
águas negras conforme o indicado no respectivo traçado, devendo se garantir uma
perfeita ventilação dos aparelhos e da respectiva rede.

As águas negras serão dirigidas à fossa Séptica por tubagem hidronil de calibre de
diâmetro 110mm, a ligação dos vários aparelhos de águas brancas será feita por
tubo de calibre recomendado para cada utensílio, será instalada uma caixa de
retenção de gorduras, devendo a ligação desta ao dreno ser feita com tubo de
diâmetro 70mm.

Toda a canalização deverá ter uma inclinação mínima de 2% para permitir um


escoamento perfeito das águas. As caixas de inspecção e de retenção de gorduras
deverão ter superfícies lisas e completamente estanques seguindo as indicações do
projecto.

8.2.1. Fossa séptica e esgoto

Conforme vai assinalado nas plantas, serão construídas, fossa séptica e também o
dreno respectivo. A fossa obedece aos requisitos constantes da planta específica
em anexo, para capacidade de 12 utentes.

O dreno levara uma tampa removível, em cimento armado, a fim de facilitar as


limpezas periódicas.

8.2.2. Tubos de ventilação

Será instalado um tubo de ventilação para as bacias de retrete, embutido na parede


e que sairá no topo da parede - empena até uma altura de 1,00 m acima da parede,
coberto por gaiola de rede de cobre.

8.2.3. Caixas de inspecção

Serão executadas segundo as dimensões e nas posições indicadas no projecto as


caixas de visita necessárias com fundo em betão maciço e paredes em blocos de
betão ou tijolo amaciçados. As faces expostas serão revestidas a betonilha de
cimento queimado à colher.

Serão formadas as profundidades definidas e com os ângulos adequados canais no


fundo das caixas revestidos a meio canais de grés e com as entradas e saídas
arredondas.

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Memoria Descritiva: Projecto de construção duma residencia tipo IV com anexo

Todos os canais entrarão no fundo das caixas não sendo permitidas mudanças
súbitas de nível dentro das caixas.

As caixas de visita serão cobertas com tampas em ferro fundido de duplo canal e
respectivo aro que será chumbado no bordo interior/superior da caixa. As caixas
terão 600x600 mm de dimensões horizontais interiores.

8.2.4. Testes

Todas as instalações hidráulicas serão submetidas à prova de pressão ao dobro da


pressão normal de serviço antes de serem refechadas as paredes. O teste será feito
na presença do arquitecto, fiscal ou seu representante.

9. INSTALACAO ELECTRICA

9.1.instalacao

No edifício será executada uma instalação eléctrica trifásica conforme indicação dos
técnicos da área. A canalização deverá ser embebida, feita em concordância com as
normas vigentes tendo em conta uma boa operacionalidade, selectividade e
segurança.

A instalação será provida de dois circuitos independentes, um de iluminação e outro


de alimentação de tomadas, executado com condutores de calibre recomendado e
todos aparelhos de comando deverão ser de boa qualidade respeitando as
especificações técnicas para o efeito a que se destinam.

A canalização será executada com tubo VD, de diâmetros especificados para cada
fim a que se destinam, evitando-se curvas muito apertadas, de modo a permitir um
fácil enfiamento, desfiamento e passagem de boa quantidade suficiente de
condutores conforme seja necessário.

Os roços abertos para alojar a tubagem, deverão ter uma profundidade e largura
que permitam que os tubos fiquem bem alojados e suficientemente afastados uns
dos outros de modo que o intervalo entre eles seja preenchido por argamassa.

Todos acessórios e materiais de montagem (caixas de derivação, uniões, curvas,


etc.) serão em plástico e a união será feita por meio de colagem.

O projecto de instalação eléctrica será executado por um técnico qualificado de


acordo com as normas em vigor no nosso país. Os circuitos serão todos entubados e
embebidos nas paredes antes destas serem rebocadas e pintadas.

A instalação eléctrica será montada tendo em consideração a conexão com a rede


pública.
Toda a instalação deve ter ligação a terra e as tomadas devem obedecer a este
requisito.
O quadro a instalar será com corrente trifásica. A partir do quadro a corrente será
monofásica. Estando toda a instalação (fios, tomadas, caixas de derivação e
interruptores) embutida nas paredes.

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Memoria Descritiva: Projecto de construção duma residencia tipo IV com anexo

O quadro eléctrico devera conter um dispositivo de ligação geral e tantos


disjuntores, quantos forem necessários, tendo em atenção uma distribuição
equitativa da carga de energia. O quadro será em caixa metálica, com porta e
fechadura.
Mais detalhes estão constantes na memória descritiva específica da instalação
eléctrica.

9.2. Iluminação

A iluminação será projectada para os níveis recomendados para a área de sua


utilização, aplicando-se armaduras à escolha do proprietário. Na iluminação exterior
deverá ser aplicado material estanque. Todas as tomadas de corrente deverão estar
ligadas à terra.

10. PINTURAS

Serão aplicadas tintas de primeira qualidade apropriadas aos fins a que se


destinem. As superfícies a pintar deverão ser previamente preparadas e levarão no
mínimo 3 demãos para ficarem devidamente cobertas. Serão utilizados os
necessários e apropriados isolantes ou primários.

10.1. Tintas de agua

A aplicar interior ou exteriormente nas paredes, pilares e tectos com, pelo menos,
60 dias de secagem. Serão utilizados primários para reboco, anti-alcalinos, do tipo
plastron.

10.2. Tinta de esmalte para madeira

As caixilharias, portas, forro de madeira a vista, rodapés e outros revestimentos de


madeira serão envernizados, incolor em três demãos.

10.3. Cores

As tintas a utilizar nas alvenarias são de cor e branco creme (escolhidas pelo dono
da obra).

10.4. Tratamento do pavimento

Todo o pavimento exterior em tijoleira será lavado a escova dura de piassaba e


deixado secar. Depois de bem limpo e desempoeirado o pavimento interior será
impregnado com uma solução de cera branca em aguarás (essência de terebintina)
na proporção de 1 para 2 em volume e seguidamente passado a cera diluída e
lustrado com enceradora mecânica.

10.5. Muro de vedação

Será construído um muro periférico de acordo com os desenhos do projecto. A


fundação deste será construída, sobre caboucos nivelados a 500 mm de

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Memoria Descritiva: Projecto de construção duma residencia tipo IV com anexo

profundidade mínima em blocos de cimento e areia, vazados, cheios a betão maciço


e assentes com argamassa ao traço 1:4.

O muro de vedação terá 2.0m de altura, sendo transparente na parte frontal,


possuindo pilares espaçados a 3.0m.

10.6. OMISSOES

Nesta memória poderá ser que algo esteja omisso, para estes casos os trabalhos
serão executados cumprindo-se com rigor todas as normas vigentes na República
de Moçambique, com vista a garantir a solidez e segurança da construção.

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