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16/12/2018

Entendendo
Mediunidade

(Médiuns) 2018

POR QUE ALGUMAS


PESSOAS SÃO MÉDIUNS E
OUTRAS NÃO?
• A verdade é que todo ser vivo é médium, em algum grau.
Mas quando isso é dito, você fica na mesma. Se digo que
todos são médiuns, estou afirmando uma realidade, mas
suas perguntas prosseguirão, porque na verdade não foram
respondidas. Por que alguns captam o que está no etérico e
outros não? Por que alguns têm tão pouca capacidade de
mediunizar, enquanto outros o fazem com facilidades?
Essas são as questões.
• Assim, afirmar que todos são médiuns não é suficiente. Algo
mais tem de ser dito.
• Para evitar essa generalização inútil, vou usar a palavra
médium apenas no sentido mais exato. Quando digo
médium, refiro-me ao médium operacional, ou seja, aquele
que tem capacidade mediúnica desenvolvida e perceptível.
Alguém capaz de realmente atuar na mediunidade. De
preferência, mantendo total controle do processo. Esses
não são muitos.

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Como é ser médium?


• O dom para ser médium espiritual é tão antigo quanto a própria
humanidade. Personagens icônicos como os profetas bíblicos ou
mesmo a heroína francesa e santa católica Joana d’Arc eram
médiuns espirituais, o que mostra que a mediunidade é algo
presente ao longo de toda a história.
• Mas, afinal de contas, o que é um médium espiritual?
• Segundo a definição da Federação Espírita do Estado de São
Paulo, “O médium espiritual atua como intermediário entre o
plano físico e o plano dos espíritos. A troca mediúnica se dá por
meio do pensamento, tratando-se de uma conexão mental
estabelecida entre o espírito comunicador com a alma do
médium receptor, ou médium espiritual”.

• Por que algumas pessoas são médiuns e outras não?


• Pela mesma razão pela qual as pessoas não têm, todas, 1,74m.
• Existem grandes pintores e desenhistas, mas você talvez não consiga desenhar uma bola.
Há grandes compositores e músicos capazes de fazer um instrumento soar no máximo de
sua beleza, entretanto você talvez não consiga batucar uma caixinha de fósforos. Este
parece 0ser um instrumento musical bem simples, não é necessário fazer nenhum curso;
mas se você não tem talento, o que fazer?
• Você consegue assobiar? Há quem não consiga. Tem facilidade para aprender idiomas?
Tirava boas notas em matemática? Era disputado pelos dois times quando estavam
organizando um jogo de futebol? Muitos, não.
• Nas possibilidades mediúnicas de cada um também há diferenças.
• Mas a mediunidade é o mais simples e natural de todos os processos. Por que
precisamos de um talento especial, por que necessitamos de muitas vidas em
preparação?
• Apenas porque nós precisamos de muitas vidas para aprender a deixar o ego de lado.
Nossa individualidade é tão entranhada, tão presente em nós, que é necessária uma
longa preparação para permitir que outra consciência se expresse por nosso intermédio.
• Há questões técnicas envolvidas, mas, na essência, esse será o primeiro problema: deixar
o “eu” de lado por algum tempo.

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• As manifestações mediúnicas
provêm da mente, por isso é
indispensável enriquecer seu
pensamento com estudo,
cultura e qualquer
conhecimento ou experiência
que acredite ser válida para sua
evolução intelectual.
• Isso porque a mediunidade não
se basta sozinha, sendo uma
faculdade própria da espécie
humana que existe desde as
épocas mais remotas, não sendo
um privilégio exclusivo de
ninguém. Porém, apenas na
Como agem essas pessoas Doutrina Espírita encontrou um
sentido mais elevado e
médium? disciplinado

O PERIGO DE RENUNCIAR AO
EXERCÍCIO MEDIÚNICO
• Um aspecto importante é o que se relaciona com a rebeldia dos
médiuns que, sem razões defensáveis, resolvem negligenciar e até
abandonar suas tarefas mediúnicas. São muitas as causas, mas, às
vezes, pode haver uma origem remota e mais grave que o simples
desejo de fugir aos encargos do trabalho mediúnico. No campo de
nossas observações, temos notado com freqüência, a propensão
revelada por alguns médiuns rebeldes para abandonar
completamente suas obrigações medianímicas, quer estejam em
pleno período de desenvolvimento, quer já se julguem
desenvolvidos. Geralmente, a rebeldia constitui manifestação de
mediunidade mal desenvolvida.

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médiuns audientes ou clariaudientes

• Neste caso os médiuns ouvem


a voz dos espíritos. O
fenômeno manifesta-se
algumas vezes como uma voz
interior, que se faz ouvir no
foro íntimo. Outras vezes, dá-
se como uma voz exterior,
clara e distinta, semelhante a
de uma pessoa viva. Os
médiuns audientes podem,
assim, estabelecer
conversação com os espíritos.

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médiuns videntes • São dotados da faculdade de ver os


espíritos. Cabe salientar que o
ou médium não vê com os olhos, mas é
clarividentes a alma quem vê e por isso é que
eles tanto vêem com os olhos
fechados, como com os olhos
abertos.
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médiuns psicofônicos

• Neste tipo o médium serve como um


instrumento pelo qual o espírito se
comunica pela fala; assim, há a
acoplação do perispírito do espírito
comunicante no perispírito do médium,
permitindo, assim, que o espírito utilize
o aparelho fonador do médium para
fazer uso da fala.

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Mediuns de cura
• Este gênero de mediunidade consiste,
principalmente, no dom que possuem
certas pessoas de curar pelo simples
toque, pelo olhar, mesmo por um gesto,
sem o concurso de qualquer medicação.
• Dir-se-á, sem dúvida, que isso mais não é
do que magnetismo. Evidentemente, o
fluido magnético desempenha aí
importante papel. Porém, quem examina
cuidadosamente o fenômeno sem
dificuldade reconhece que há mais alguma
coisa.

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Mediuns Mecânicos
• Quem examinar certos efeitos que se produzem nos
movimentos da mesa, da cesta, ou da prancheta que
escreve não poderá duvidar de uma ação diretamente
exercida pelo Espírito sobre esses objetos. A cesta se agita
por vezes com tanta violência, que escapa das mãos do
médium e não raro se dirige a certas pessoas da assistência
para nelas bater. Outras vezes, seus movimentos dão
mostra de um sentimento afetuoso.

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médiuns semi-mecânicos

• No médium puramente mecânico, o movimento da mão


independe da vontade; no médium intuitivo, o movimento
é voluntário e facultativo. O médium semimecânico
participa de ambos esses gêneros. Sente que à sua mão
uma impulsão é dada, mau grado seu, mas, ao mesmo
tempo, tem consciência do que escreve, à medida que as
palavras se formam. No primeiro o pensamento vem depois
do ato da escrita; no segundo, precede-o; no terceiro,
acompanha-o. Estes últimos médiuns são os mais
numerosos.

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médiuns intuitivos

• A transmissão do pensamento também


se dá por meio do Espírito do médium,
ou, melhor, de sua alma, pois que por
este nome designamos o Espírito
encarnado. O Espírito livre, neste caso,
não atua sobre a mão, para fazê-la
escrever; não a toma, não a guia. Atua
sobre a alma, com a qual se identifica.
• A alma, sob esse impulso, dirige a mão e
esta dirige o lápis. Notemos aqui uma
coisa importante: é que o Espírito livre
não se substitui à alma, visto que não a
pode deslocar. Domina-a, mau grado seu,
e lhe imprime a sua vontade.

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• O pressentimento é uma intuição vaga


das coisas futuras. Algumas pessoas
têm essa faculdade mais ou menos
desenvolvida. Pode ser devida a uma
espécie de dupla vista, que lhes
permite entrever as conseqüências das
médiuns de coisas atuais e a filiação dos
pressentimentos acontecimentos. Mas, muitas vezes,
também é resultado de comunicações
ocultas e, sobretudo neste caso, é que
se pode dar aos que dela são dotados o
nome de médiuns de pressentimentos,
que constituem uma variedade dos
médiuns inspirados

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médiuns psicógrafos
• Transmitem as comunicações dos espíritos através da
escrita. São subdivididos em mecânicos, semi mecânicos
e intuitivos. Os mecânicos não têm consciência do que
escrevem e a influência do pensamento do médium na
comunicação é quase nenhuma. Como há um grande
domínio da entidade sobre a faculdade mediúnica a
idéia do espírito comunicante se expressa com maior
clareza. Há casos em que o médium psicografa
mensagens complexas conversando com outras pessoas,
totalmente distraído do que escreve. Já nos semi
mecânicos, a influência da entidade comunicante sobre
as faculdades mediúnicas não é tão intensa, pois a
comunicação sofre uma influência do pensamento do
médium. Isso ocorre com a maioria dos médiuns
psicógrafos. Com relação os intuitivos, estes recebem a
ideia do espírito comunicante e a interpretam,
desenvolvendo-a com os recursos de suas próprias
possibilidades morais e intelectuais.

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