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Laboratório de Eletricidade

Engenharia Eletrônica
Engenharia de Controle e Automação
Wilson Ruiz
IFSP Laboratório de Eletricidade Prof. Wilson Ruiz

Índice

Experiência 1 : Resistores de Medidas de Resistência Elétrica pg. 3

Experiência 2 : Medidas de Tensão Elétrica e Corrente Elétrica pg. 8

Experiência 3 : Primeira Lei de Ohm e Potência Elétrica pg. 12

Experiência 4 : Circuitos Série e Paralelo pg. 17

Experiência 5 : Circuito Misto (Série-Paralelo) pg. 23

Experiência 6 : O Potenciômetro pg, 29

Experiência 7 : Divisor de Tensão e Multímetro Analógico pg. 35

Experiência 8 : Geradores Elétricos pg. 53

Experiência 9 : Máxima Transferência de Potência pg. 61

Experiência 10 : Leis de Kirchhoff pg. 66

Experiência 11 : Teorema de Thévenin pg. 71

Experiência 12: Teorema de Norton pg. 77

Experiência 13 : Teorema da Superposição dos Efeitos pg. 83

Experiência 14 : Capacitor em Regime DC pg. 88

Bibliografia pg. 98

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Experiência 1: Resistores e Medidas de Resistência Elétrica

Objetivos:
- Leitura do valor nominal de resistores por meio do código de cores.
- Determinação da máxima potência possível de ser dissipada pelos resistores por
meio da avaliação de suas dimensões.
- Utilização do multímetro como Ohmímetro.
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Resistores diversos e multímetro.

Introdução Teórica:

Resistor de Filme de Carbono

Formado por um cilindro de porcelana recoberto por um filme (película) de


carbono, que conforme sua espessura determina o valor da resistência. Possui um
revestimento externo em resina no qual é impresso um código de cores que determina
o seu valor nominal da resistência e a correspondente tolerância desta.

Código de cores

Observações:

- Os resistores com cinco faixas são considerados "de precisão".

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- A eventual ausência da faixa de tolerância indica que esta é de ± 20%.

Múltiplos e submúltiplos:

Muitos componentes eletrônicos, dentre eles os resistores, são apresentados


em valores numéricos "muito elevados" ou então "muito baixos", assim na prática
utiliza prefixos que facilitam a referência destes em valores comerciais.

A seguir é apresentada uma lista desses prefixos, sendo que a faixa mais
comumente utilizada em eletrônica é a que vai de 10-12 a 109.

Valores padronizados para resistores

Os valores comerciais de resistores seguem padrões conhecidos como séries, a


seguir são mostradas as séries mais comuns: E6, E12 e E24 com a respectiva tolerância.

Outras séries com resistores de 5 faixas também são produzidas: E48, E96 e
E192.

Todos os valores comerciais padronizados são obtidos multiplicando o "VALOR


Referência" por potências de 10.

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VALOR E24 E12 E6


Referência
1,0 5% 10% 20%
1,1 5% - -
1,2 5% 10% -
1,3 5% - -
1,5 5% 10% 20%
1,6 5% - -
1,8 5% 10% -
2,0 5% - -
2,2 5% 10% 20%
2,4 5% - -
2,7 5% 10% -
3,0 5% - -
3,3 5% 10% 20%
3,6 5% - -
3,9 5% 10% -
4,3 5% - -
4,7 5% 10% 20%
5,1 5% - -
5,6 5% 10% -
6,2 5% - -
6,8 5% 10% 20%
7,5 5% - -
8,2 5% 10% -
9,1 5% - -

Capacidade máxima de dissipação de potência (Potência do Resistor).

Está relacionada com o material do qual o resistor é construído e a sua área


externa que usada para troca de calor com o meio, assim temos a seguir os valores
comerciais mais comuns de potência para resistores de carbono, com as dimensões
aproximadas:

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Ohmímetro

O Ohmímetro é um instrumento utilizado para a medida de resistência elétrica.


Normalmente este instrumento é uma das funções de outro equipamento chamado
"Multímetro" e pode ser encontrado em um de dois formatos, o analógico e o digital.

Procedimento Experimental

1. Fazer a leitura de cada um dos resistores fornecidos, completando o quadro a


seguir:

Valor Valor
Valor Tole- míni- máxi- Valor Potên-
Resis- Nomi- rância mo mo medi- ∆ R% Série cia
tor nal [%] Espe- espe- do (s) [W]
[Ω] rado rado [Ω]
[Ω] [Ω]
R1
R2
R3
R4
R5
R6
R7
R8
R9
R10
R11
R12
R13
R14
R15
R16
R17
R18
R19
R20

Obs: Se o espaço não for suficiente para suas anotações, construa outro quadro
adequado para isso.

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2. Cálculo do "Desvio Percentual" do valor da resistência elétrica (∆ R%)

_______________________________________________________________________

Exercícios (para o relatório):

1. Determinar a sequência de cores para os seguintes e as respectivas séries dos


resistores:
a) 180 kΩ ± 5%
b) 0,91 Ω ± 2%
c) 47MΩ ± 10%
d) 6,8 Ω ± 1%
e) 220 kΩ ± 5%
f) 11 kΩ ± 1%

2. Descrever a estrutura interna e dar exemplos de aplicações para os seguintes


tipos de resistores:
-Resistor de Fio;
-Resistor Filme Metálico.

3. Descrever as características de funcionamento e aplicações dos seguintes tipos


de resistores variáveis (potenciômetros):
-Linear;
-Logarítmico.

4. Como são determinados os "Valores de Referência" de cada série de resistores?

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Experiência 2: Medias de Tensão Elétrica e Corrente Elétrica

Objetivos:
- Leitura do valor nominal de resistores por meio do código de cores.
- Utilização do multímetro como ohmímeto, voltímetro e amperímetro.
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Resistores diversos e multímetro.

Introdução Teórica:

O voltímetro é o instrumento usado para a determinação da tensão elétrica


(D.D.P.) em um circuito. Como este deve ser sempre ligado em paralelo ao
componente sobre o qual se deseja medir a tensão, possui internamente uma elevada
resistência interna, que idealmente seria infinita.

Observar a forma de ligação e a polaridade de um voltímetro, em diversas


partes do fragmento de circuito mostrado no desenho a seguir:

OBS: Uma das principais vantagens de um voltímetro digital sobre um analógico está
relacionada ao recurso do primeiro apresentar no seu display um sinal negativo caso
tenha sido conectado ao circuito com a polaridade invertida, porém é importante
habituar-se a sempre que possível utilizar a polaridade correta durante as medições.

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O amperímetro é o instrumento usado para a determinação da corrente


elétrica em um circuito. Como este deve ser sempre ligado em série ao ramo do
circuito no qual se deseja medir a corrente, possui internamente uma baixa resistência
interna, que idealmente seria zero.

Observar a forma de ligação e a polaridade de um amperímetro, em diversas


partes do fragmento de circuito mostrado no desenho a seguir:

OBS: Uma das principais vantagens de um amperímetro digital sobre um analógico


está relacionada ao recurso do primeiro apresentar no seu display um sinal
negativo caso tenha sido conectado ao circuito com a polaridade invertida, porém
é importante habituar-se a sempre que possível utilizar a polaridade correta
durante as medições.

Procedimento Experimental

1. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7, e
R8 (todos os valores em ohms).

2. Medir o valor de cada resistor e preencher a tabela a seguir:

Valor medido de cada resistor do circuito


R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8

3. Montar o circuito a seguir observando as conexões e os espaços, pois


instrumentos serão ligados na montagem durante o experimento:

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4. Conferir a montagem identificando a posição dos resistores R1 a R8 no circuito.

5. Medir o valor da fonte de tensão fornecida pelo equipamento usado para a


montagem e caso esta não seja exatamente 12 V, adotar o valor real para o
restante da experiência. Anotar o valor real no quadro a seguir:

Valor desejado para a fonte de Valor medido da fonte de


alimentação: alimentação:
12 V

6. Determinar as tensões sobre cada resistor, lembrando que a conexão do


multímetro como voltímetro é sempre em paralelo com o resistor sobre o
qual se deseja determinar esta tensão e observando a polaridade do
instrumento.

7. Preencher a tabela a seguir:

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Tensões em cada resistor do circuito


VR1 VR2 VR3 VR4 VR5 VR6 VR7 VR8

8. Determinar as correntes em cada ramo do circuito, lembrando que a conexão


do multímetro como amperímetro é sempre em série ao ramo no qual se
deseja determinar a corrente e observando a polaridade do instrumento.

9. Preencher a tabela a seguir:

Correntes em cada ramo do circuito


IR1 IR2 IR3 IR4 IR5 IR6 IR7 IR8

10. Questões (para o relatório):

10.1 O que podemos afirmar sobre as correntes IR1, IR4 e IR8? Justifique sua
resposta.

10.2 O que podemos afirmar sobre as correntes IR1, IR2 e IR3? Justifique sua
resposta.

10.3 O que podemos afirmar sobre as correntes IR4, IR5, IR6 e IR7? Justifique sua
resposta.

10.4 O que podemos afirmar sobre as tensões VR2 e VR3? Justifique sua
resposta.

10.5 O que podemos afirmar sobre as tensões VR5, VR6 e VR7? Justifique sua
resposta.

10.6 O que podemos afirmar sobre as tensões 12 V (ou o valor medido desta) e
as tensões VR1, VR2, VR4, VR5 e VR8? Justifique sua resposta.

10.7 Dividindo-se o valor de VR1, pelo valor medido de R1, obtém-se o valor de
qual grandeza elétrica do circuito?

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Experiência 3: Primeira Lei de Ohm e Potência Elétrica

Objetivos:
- Verificar a validade da "Primeira Lei de Ohm" graficamente.
- Comprovar a existência o efeito Joule.
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Material utilizado:
Resistores diversos, fonte variável de tensão, proto board e multímetro.

Introdução Teórica:

A Primeira Lei de Ohm determina que: "Em um bipolo ôhmico, a tensão


aplicada aos seus terminais é diretamente proporcional à intensidade de corrente
que o atravessa", então matematicamente tem-se:

V=R∙I onde,

V  Tensão elétrica aplicada [V] = [volts];

R  Resistência Elétrica [Ω] = [ohms];

I  Corrente elétrica [A] = [ampères].

Graficamente, temos:

Analisando o gráfico conclui-se que:

=R

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O trabalho realizado pelas cargas elétricas em movimento, no interior de um


resistor, em um determinado intervalo de tempo, gera uma energia que é
transformada em calor por "Efeito Joule" e é definida como "Potência Elétrica".

Matematicamente tem-se:

=V∙I onde,

 intervalo de tempo [s] = [segundo];

 trabalho [J] = [joule];

 potência Elétrica [W] = [watts].

Adicionalmente tem-se:

Procedimento Experimental

1. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, R3, R4, R5 e R6


(todos os valores em ohms).

2. Montar o circuito a seguir, observando que os instrumentos indicados na


verdade são um único multímetro, alternadamente ligado como voltímetro
ou como amperímetro, assim tome muito cuidado ao conecta-lo no circuito,
escolhendo convenientemente a posição da chave seletora do equipamento e
os bornes de ligação das pontas de prova.

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3. Varie a tensão da fonte conforme mostrado no quadro a seguir, anotando os


valores de tensão e correntes correspondentes para cada resistência fornecida.

R1=220 Ω R2=560 Ω R3=1KΩ R4=1,8KΩ R5=3,3KΩ R6=4,7KΩ


E (V) I (mA) I (mA) I (mA) I (mA) I (mA) I (mA)
0

10

12

4. Com os valores obtidos, construa no relatório o gráfico V = f(I), para cada


resistor utilizado.

5. Determinar por meio do gráfico, o valor real de cada resistor, preenchendo o


quadro a seguir:

Valor nominal do Valor determinado


resistor graficamente
R1=220 Ω

R2=560 Ω

R3=1KΩ

R4=1,8KΩ

R5=3,3KΩ

R6=4,7KΩ

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6. No relatório, explique eventuais discrepâncias entre o valor nominal e o


determinado graficamente, para cada um dos resistores.

7. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R7, R8 e R9 (todos os


valores em ohms).

8. Montar o circuito a seguir, observando que os instrumentos indicados na


verdade são um único multímetro, alternadamente ligado como voltímetro
ou como amperímetro, assim tome muito cuidado ao conecta-lo no circuito,
escolhendo convenientemente a posição da chave seletora do equipamento e
os bornes de ligação das pontas de prova.

9. Varie a tensão da fonte conforme mostrado no quadro a seguir, anotando os


valores de correntes correspondentes para cada resistência fornecida.

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R7=10 Ω R8=100 Ω R9=330Ω


15W 15W 15W
E (V) I (mA) I (mA) I (mA)
0

10

10. Durante todo o experimento, verifique a variação da temperatura dos


resistores e anote o que você observou.

11. No relatório, calcule a potência dissipada por cada um dos resistores, quando
percorridos por cada corrente da tabela anterior.

12. Questões (para o relatório):

12.1 Um resistor de fio, quando percorrido por uma corrente elétrica de 200
mA, dissipa uma potência de 10W. Determine a nova potência dissipada por
este, quando então for submetido a uma tensão elétrica igual ao dobro da
aplicada anteriormente.

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Experiência 4: Circuitos Série e Paralelo

Objetivos:
- Verificar a resistência equivalente de circuitos série e paralelo de resistores.
- Verificar experimentalmente as propriedades relacionadas à tensão e a corrente
elétrica em cada uma destas associações.
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Resistores diversos, fonte variável de tensão, proto board e multímetro.

Introdução Teórica:

Características do Circuito Série:

A resistência total "Rtotal":

Corrente total "I":

É a mesma para todo o circuito; I = IA = IB = IC = ID;

Tensão total "E":

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Características do Circuito Paralelo:

A resistência total "Rtotal":

Corrente total "I":

Tensão total "E":

É a mesma para todo o circuito; E = V7 = V8 = V9;

OBS: É extremamente importante que a partir desse momento o aluno tenha em


mente as características eu diferenciam completamente um circuito série de um
circuito paralelo.

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Procedimento Experimental

1. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7,
R8, R9, R10 e R11 neste procedimento experimental (todos os valores em ohms).

2. Medir todos os resistores fornecidos completando a tabela a seguir:

Valo- R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 R9 R10 R11


Res
Lido

Me-
dido

3. Montar o circuito a seguir:

4. Meça a resistência total da montagem "Rtotal" e complete a tabela a seguir:

Rtotal medido:

Rtotal calculado com os valores dos


resistores individualmente medidos:
Rtotal calculado com os valores nominais
dos resistores:

5. Complete a montagem anterior conforme o esquema a seguir:

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6. Meça a corrente em cada ponto e a tensão sobre cada resistor do circuito,


anotando os valores nos quadros a seguir:

OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

Valores medidos nos pontos do circuito (mA)


IA IB IC ID IE IF IG

Valores medidos entre os pontos do circuito (V)


E VAB VBC VCD VDE VEF VFG

7. Montar o circuito a seguir:

8. Meça a resistência total da montagem "Rtotal" e complete a tabela a seguir:

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Rtotal medido:

Rtotal calculado com os dos resistores


individualmente medidos:
Rtotal calculado com os valores nominais
dos resistores:

9. Complete a montagem anterior conforme o esquema a seguir:

10. Meça a corrente em cada ponto e a tensão sobre cada resistor do circuito,
anotando os valores nos quadros a seguir:

OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

Valores medidos nos pontos do circuito (mA)


IH I7 I8 I9 I10 I11 IS

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Valores medidos entre os pontos dos circuito (V)


E VIJ VKL VMN VOP VQR

11. No relatório:

a. Analise os dados sobre os valores dos resistores constantes no quadro do


"item 2", explicando eventuais discrepâncias nestes.

b. Analise os dados sobre o valor total desta associação série de resistores


constantes no quadro do "item 4", explicando eventuais discrepâncias
nestes.

c. Analise os dados sobre os valores de tensões e correntes da associação


série de resistores constantes nos quadros do "item 6", explicando
eventuais discrepâncias destes com relação aos valores esperados para
este circuito.

d. Analise os dados sobre o valor total desta associação paralela de resistores


constantes no quadro do "item 8", explicando eventuais discrepâncias
nestes.

e. Analise os dados sobre os valores de tensões e correntes da associação


paralela de resistores constantes nos quadros do "item 10", explicando
eventuais discrepâncias destes com relação aos valores esperados para
este circuito.

f. Pesquisar sobre as ligações de resistores em (estrela ou Y) e


(triângulo ou delta), mostrando exemplos e as relações matemáticas de
transformações entre elas.

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Experiência 5: Circuito Misto (Série - Paralelo)

Objetivos:
- Identificar as associações série e paralela em circuitos mistos.
- Verificar a resistência equivalente de circuitos mistos.
- Verificar experimentalmente as propriedades relacionadas à tensão e a corrente
elétrica nestes circuitos.
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Resistores diversos, fonte variável de tensão, proto board e multímetro.

Introdução Teórica:

Conceitualmente um circuito misto é formado por um conjunto de ligações em


série e ligações em paralelo de resistores em uma única estrutura, assim todas as
propriedades já estudadas individualmente para cada uma dessas associações são
totalmente válidas.

Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, R3, R4, R5 e R6


nesta primeira montagem (todos os valores em ohms).

OBS: Para todo este procedimento experimental, fica definido que a corrente
"In" refere-se a corrente elétrica que atravessa o resistor "Rn" e a tensão
"Vm" refere-se a tensão elétrica sobre o resistor "Rm".

3. Monte o circuito a seguir:

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4. Meça e calcule a resistência equivalente (total) entre os pontos "A" e "B",


preenchendo o quadro a seguir e justificando no relatório eventuais diferenças.

R total medida

R total calculada

5. Complete a montagem do circuito ajustando a fonte para 15V.

6. Meça as correntes em cada resistor e as tensões sobre cada resistor do circuito,


anotando os valores nos quadros a seguir e no relatório compare os valores
experimentais com os calculados, justificando eventuais diferenças.

I1 (mA) I2 (mA) I4 (mA) I6 (mA)

Valor
Medido
Valor
Calculado

V1 (V) V2 (V) V3 (V) V4 (V) V5 (V) V6 (V)

Valor
Medido
Valor
Calculado

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7. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R7, R8, R9, R10, R11, R12,
R13, R14, R15 e R16 nesta segunda montagem (todos os valores em ohms).

OBS: Para todo este procedimento experimental, fica definido que a corrente
"In" refere-se a corrente elétrica que atravessa o resistor "Rn" e a tensão
"Vm" refere-se a tensão elétrica sobre o resistor "Rm".

8. Monte o circuito a seguir:

9. Meça e calcule a resistência equivalente (total) entre os pontos "A" e "B",


preenchendo o quadro a seguir e justificando no relatório eventuais diferenças.

R total medida

R total calculada

10. Complete a montagem do circuito ajustando a fonte para 17V.

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11. Meça as correntes em cada resistor e as tensões sobre cada resistor do circuito,
anotando os valores nos quadros a seguir e no relatório compare os valores
experimentais com os calculados, justificando eventuais diferenças.

I7 I8 I9 I10 I11 I12 I13 I14 I15


(mA) (mA) (mA) (mA) (mA) (mA) (mA) (mA) (mA)
Valor
Medido
Valor
Calculado

V7 V8 V9 V10 V11 V12 V13 V14 V15 V16


(V) (V) (V) (V) (V) (V) (V) (V) (V) (V)
Valor
Medido
Valor
Calculado

12. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R17, R18, R19, R20, R21, R22 e
R23 nesta terceira montagem (todos os valores em ohms).

OBS: Para todo este procedimento experimental, fica definido que a corrente
"In" refere-se a corrente elétrica que atravessa o resistor "Rn" e a tensão
"Vm" refere-se a tensão elétrica sobre o resistor "Rm".

13. Monte o circuito a seguir:

14. Meça e calcule a resistência equivalente (total) entre os pontos "A" e "B",
preenchendo o quadro a seguir e justificando no relatório eventuais diferenças.

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R total medida

R total calculada

15. Complete a montagem do circuito ajustando a fonte para 15V.

16. Meça as correntes em cada resistor e as tensões sobre cada resistor do circuito,
anotando os valores nos quadros a seguir e no relatório compare os valores
experimentais com os calculados, justificando eventuais diferenças.

I17 I18 I19 I20 I21 I22 I23


(mA) (mA) (mA) (mA) (mA) (mA) (mA)
Valor
Medido
Valor
Calculado

V17 V18 V19 V20 V21 V22 V23


(V) (V) (V) (V) (V) (V) (V)
Valor
Medido
Valor
Calculado

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17. No relatório:

17.1 A configuração utilizada no circuito do na segunda montagem é


conhecida por outro nome específico, qual é esse nome e por que ele é
assim chamado (pesquisar)?

17.2 Analise os valores das tensões V17, V18 e V19 sobre os respectivos
resistores, constantes nos quadros anteriores, comentando estes
valores.

17.3 Analise os valores das tensões V21, V22 e V23 sobre os respectivos
resistores, constantes nos quadros anteriores, comentando estes
valores.

17.4 Analise o circuito utilizado na terceira montagem e o desenhe de uma


forma diferente e mais simples.

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Experiência 6: O Potenciômetro

Objetivos:
- Apresentação de alguns tipos de potenciômetros.
- Verificar a variação da resistência elétrica em um potenciômetro.
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Material utilizado:
Potenciômetros rotativos de 1kΩ, 10kΩ, 100kΩ e 1MΩ, potenciômetro deslizante,
trimpot, resistores diversos, fonte variável de tensão, proto board e multímetro.

Introdução Teórica:

Conceitualmente um potenciômetro é formado por uma película de carbono


(potenciômetro de carbono) ou de um fio (potenciômetro de fio), que são percorridos
por um cursor associado a um sistema rotativo ou deslizante, possibilitando que a
alteração da resistência elétrica entre seus terminais seja feita manualmente.

Os potenciômetros de fio normalmente possuem baixos valores de resistência


(até KΩ) e são utilizados em aplicações com maiores dissipação de potência enquanto
os potenciômetros de carbono possuem uma ampla faixa para os valores de suas
resistências (até MΩ) e são indicados para aplicações de baixa dissipação de potência
(de 0,25W a 1 W).

Particularmente os potenciômetros de película de carbono ainda podem ter


características diferentes para a variação de sua resistência elétrica em função da
posição do cursor como linear, logarítmica, antilogarítmica etc.

Estes componentes são sempre especificados pelo valor máximo de sua


resistência elétrica que normalmente é impresso em seu corpo.

Fig. 1 - Estrutura de um potenciômetro rotativo de carbono.

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Fig. 2 – Potenciômetros rotativos simples e duplo.

Fig. 3 – Potenciômetro deslizante.

Fig. 4 – Potenciômetros rotativos de fio.

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Fig. 5 – O Trimpot que é um pequeno potenciômetro para aplicações diretas em placas


de circuito impresso.

Fig. 6 – Simbologia utilizada para a representação de potenciômetros.

Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar os potenciômetros fornecidos e nomeados como RV1, RV2, Rv3, RV4,


RV5, RV6 e RV7 (todos os valores em ohms).

3. Identificar os terminais nos potenciômetros fornecidos classificando-os de "A"


e "B" para as extremidades e "C" para o cursor.

4. Meça a resistência elétrica entre os terminais dos potenciômetros fornecidos


completando o quadro a seguir, observando a variação da posição do cursor
solicitada em cada medida:

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Cursor no Cursor no Cursor no Cursor no


extremo A extremo B extremo A extremo B
Rnominal RABmedido
RACmedido RACmedido RBCmedido RBCmedido

RV1

RV2

RV3

RV4

RV5

RV6

RV7

5. No relatório comente eventuais discrepâncias entre os valores nominais e os


medidos.

6. Para cada potenciômetro fornecido, verifique a característica de alteração de


sua resistência elétrica durante o movimento do cursor, classificando-o como
tipo linear ou não linear no quadro a seguir:

OBS: Essa verificação requer uma boa sensibilidade na movimentação do


cursor e na correspondente leitura do ohmímetro.

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RV1 RV1 RV1 RV1 RV1 RV1 RV1

Tipo

7. Montar o circuito:

8. Para cada um dos potenciômetros fornecidos, realizar três medições de tensão


em relação ao ponto de terra ou GND (conforme indicado no circuito anterior),
uma medida com o cursor no extremo "A", outra com o cursor no extremo "B"
e a terceira com o cursor numa posição intermediária (aproximadamente a
metade do curso possível), medindo também essa resistência e completando a
tabela a seguir:

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Vextremo A Vextremo B Vintermediária Rintermediária

RV1

RV2

RV3

RV4

RV5

RV6

RV7

9. No relatório compare todos os valores anteriormente medidos com os


calculados, justificando eventuais diferenças.

10. No relatório:

10.1 Citar aplicações diversas para potenciômetros.

10.2 Pesquisar aplicações específicas de potenciômetros logarítmicos.

10.3 Pesquisar outros tipos de potenciômetros além dos lineares,


logarítmicos, antilogarítmicos como os de curva "W" etc.

10.4 O que é um Reostato e qual sua aplicação?

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Experiência 7: Divisor de Tensão e Multímetro Analógico

Objetivos:

- Comprovação experimental da "técnica do divisor de tensão".

- Inicializar o uso do multímetro analógico.

_______________________________________________________________________

Material utilizado:

Potenciômetro rotativo de 1kΩ, resistores diversos, fonte variável de tensão, proto


board e multímetro analógico.

Introdução Teórica:

1- O divisor de tensão:

O divisor de tensão caracteriza-se por uma ligação de resistores em série, onde


a tensão total da fonte de alimentação é subdividida em tensões parciais sobre
todos os componentes em série com esta.

1.1 - Divisor de tensão sem carga:

35
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Segundo a técnica do divisor de tensão tem-se:

E naturalmente:

1.2 - Divisor de tensão com carga:

Segundo a técnica do divisor de tensão tem-se:

E:

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Onde:

E naturalmente:

2- O multímetro analógico

2.1 - Características gerais:

O multímetro analógico (multiteste), assim como o multímetro digital, é um instrumento


que basicamente permite a medição da resistência elétrica, da tensão elétrica e da corrente
elétrica, além de possuir outras funções dependendo do modelo, como testar diodos, leds, e
transistores.

Existe uma grande variedade de multímetros analógicos, portáteis ou de bancada com


preços podem variar de acordo com a marca e a quantidade de recursos que cada equipamento,
alguns mais comuns com poucas escalas, outros mais completos, com mais escalas, mais sensíveis
e precisos.

2.2 - Funcionamento:

Trata-se de um instrumento que possui um ponteiro montado sobre uma bobina móvel e

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esta bobina móvel está posicionada no meio de um campo magnético fornecido por um imã
permanente.

No momento que uma corrente elétrica percorre o enrolamento da bobina móvel, surge um
campo magnético na bobina, que interage com o campo magnético do ímã, e dependendo do
sentido desta corrente, movimentará o ponteiro para direita ou para esquerda, na escala do
instrumento.

Quando o instrumento está sem uso, o ponteiro estará em seu ponto de repouso,
totalmente a esquerda da escala, ao realizar uma medição o ponteiro deverá se movimentar para
a direita na escala. Se a movimentação do ponteiro for para a esquerda entende-se que a
polaridade das pontas em relação ao ponto de medição está invertida. Assim pode-se afirmar que
o multímetro analógico é polarizado, então deve-se tomar o cuidado para sempre utilizar a ponta
vermelha no positivo (+) (ponto de maior potencial elétrico) e a ponta preta no negativo (-)
(ponto de menor potencial elétrico), durante a medição.

2.3–Inicialização:

Antes de começar a utilizar o multímetro analógico, deve-se apronta-lo para o uso, a maioria
dos multímetros necessitam de pilhas e baterias para executar certas medições da resistência
elétrica.

Dependendo do modelo adquirido, o instrumento poderá utilizar uma ou mais pilhas e


baterias, que deverão ser instaladas pelo usuário.

Para instalar as pilhas no instrumento, retire o parafuso de fixação e remova a tampa na


parte posterior. No modelo apresentado são necessárias duas pilhas 1.5V e uma bateria 9V,
observe a posição correta da instalação.

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Modelos mais atuais necessitam de apenas uma pilha para funcionar.

Após instalar as pilhas corretamente feche o aparelho e comprove o seu funcionamento.

Antes de iniciar a utilização, verifique se o ponteiro, em sua posição de repouso se posiciona


corretamente na marca ∞ (infinito).

Observar a figura seguir:

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Se necessitar de ajuste; com uma chave de fenda gire vagarosamente o parafuso plástico no
centro do painel, posicionando corretamente o ponteiro na posição de repouso.

Atenção : Ajuste somente se for necessário.

O passo seguinte é verificar o funcionando correto, para isso colocar a chave seletora de
funções na posição X10K e encostar as duas pontas de prova, assim o ponteiro deverá se deslocar
para a direita posicionando-se sobre a indicação 0 Ω (observar na primeira faixa de escalas de
cima para baixo), caso este não atinja esta posição, utilize o botão de ajuste de zero ohm para
que o ponteiro se posicione corretamente.

Observe a figura a seguir:

Agora passe a chave seletora de funções para a posição Ω X1 e novamente ajuste o ponteiro
para a posição 0 ohm; feito o ajuste corretamente, está comprovado que as pilhas e baterias
estão boas. Caso não consiga posicionar corretamente o ponteiro como indicado troque as pilhas

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e baterias por outras.

Nos multímetros analógicos, toda vez que selecionamos uma escala entre X1 e X10K na
função Ω (ohm) e antes de realizar a medição, devemos zerar o instrumento, verificando se o
ponteiro está ajustado na posição 0Ω (zero ohm), caso contrário o valor lido na escala no
momento da medição será incorreto.

Nas demais funções como AC V, DC V e DC mA não é necessário realizar o ajuste.

2.4 – Leitura:
A maioria dos multímetros analógicos tem 4 funções básicas:

Ω (ohm);

AC V ( Tensão alternada);

DC V (Tensão contínua);

DC mA (Corrente contínua).

Alguns modelos com mais escalas e outros com menos.


Observe a escala a seguir:

Inicialmente observa-se a escala espelhada, que garante que na leitura executada não exista
o "erro de paralaxe" isto é, o operador somente estará numa posição correta em relação ao
multímetro ao realizar uma medição se a imagem do reflexo do ponteiro no espelho não for
visível a este.

A primeira faixa numérica da escala é destinada para leituras da função Ω, seu valor é dado

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em ohms.

Após a linha reflexiva temos as escalas 10, 50 e 250, estas são utilizadas para a leitura de AC
V, DC V e DC mA.

As demais escalas são projetadas para as funções especiais que cada modelo possui.

Exemplo:

No modelo apresentado na figura, existe a função para teste de pilhas e baterias (BATT),
para isso utiliza-se a última escala com a chave seletora de funções na posição BATT 1.5V ou 9V.

2.5–Utilização:

 Função Ω

As posições X1 a X10K servem para medir a resistência elétrica que certos componentes ou
circuitos oferecem a passagem da corrente elétrica. Pode-se utiliza-las para verificar a
continuidade de um circuito, verificar se existe uma trilha aberta em placas de circuitos, verificar
continuidade ou curto-circuito em terminais ou cabos.

A medição de resistência elétrica deve sempre ser realizada com o circuito desligado e
descarregado. Também serve para testar alguns componentes eletrônicos.

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O valor a ser lido na escala é multiplicado pela posição da chave de funções em Ω.

Exemplo:

Se a chave seletora de funções estiver na posição X1 e o valor lido na escala for 20, então
tem-se 20X1=20 Ω.

Se tivesse em X100 e o valor lido na escala for 15, tem-se 15X100=1500 Ω, (abreviando
1500Ω = 1,5KΩ ou 1K5Ω) e assim sucessivamente para as outras escalas.

Cada valor lido na escala deve ser multiplicado pela posição da chave seletora de funções
em Ω do multímetro.

Para ler o valor que está sendo medido utilize a primeira faixa da escala do instrumento.

OBS: Para obter uma leitura de maior precisão, selecione a posição na chave seletora de
funções em Ω, no qual o ponteiro se posicione aproximadamente no centro da escala ou no
lado direito desta, onde a resolução é maior.

 Função AC V

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A função AC V é destinada para medições de tensões em circuitos de corrente alternada


(AC).

Encontra-se este tipo de tensão AC na rede elétrica residencial, em transformadores etc.

Para a leitura do valor medido utiliza-se a quarta escala ACV (em vermelho), observe na
escala a seguir:

A função AC V utiliza a mesma escala numérica da função DC V, isso significa que ao ler um
valor na função AC V utiliza-se a escala AC V (em vermelho) com a numeração da escala DC V (em
preto).

Posicionando a chave seletora de funções na posição AC V, é possível medir as tensões com


o modelo apresentado, de acordo com a tabela a seguir:

Posição chave funções AC V Valor máximo medido Escala para leitura

1000 1000 volts AC 10 (acrescentar dois zeros)

250 250 volts AC 250

50 50 volts AC 50

10 10 volts AC 10

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OBS: Nunca tente medir tensões com valores acima do limite indicado, posicione a chave
seletora de funções corretamente para evitar danos ao multímetro.

 Função DC V

A função DC V é utilizada para a medição de tensões contínuas, podemos encontrar este tipo
de tensões em pilhas, baterias, na saída de fontes AC/DC e nos circuitos eletrônicos em geral.

O ponto de referência para medir tensões DC é o 0 volt (terra ou negativo da fonte). Para a
medição de tensão DC com o multímetro analógico deve-se observar a posição correta das
pontas; sendo a ponta vermelha (+) no positivo e a ponta preta (-) no negativo ou 0 volt.

OBS: A inversão das pontas em relação ao circuito movimentará o ponteiro para a esquerda,
podendo danificar o multímetro.

Para a verificação do valor medido utiliza-se a segunda escala DC V, A (em preto), observe a
escala a seguir:

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Posicionando a chave de funções na posição DC V, no modelo apresentado, é possível medir


as tensões de acordo com a tabela a seguir:

Posição chave funções DC V Valor máximo medido Escala para leitura

1000 1000 volts DC 10 (acrescentar dois zeros)

250 250 volts DC 250

50 50 volts DC 50

10 10 volts DC 10

2.5 2.5 volts DC (*) 250

0.5 0.5 volts DC (*) 50

0.1 0.1 volt DC (*) 10

(*) Multiplicar o valor lido na escala por 0.01

OBS: Nunca tente medir tensões com valores acima do limite indicado, posicione a chave
seletora de funções corretamente para evitar danos ao multímetro.

 Função DC mA

A função DC mA é utilizada para medições da corrente elétrica contínua que percorre um


circuito.

Realiza-se este tipo de medição em circuitos que são alimentados com tensão contínua (DC).

Para medir a corrente elétrica que percorre um circuito, deve-se introduzir o multímetro em

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série com o circuito a ser medido.

Geralmente se realiza medições na linha positiva do circuito, para isso deve-se ligar a ponta
vermelha (+) no lado da fonte de alimentação (gerador) e a ponta preta (-) no lado do circuito a
ser medido. Também é possível realizar medições no lado negativo da linha de alimentação, para
isso liga-se a ponta preta (-) no lado do gerador e a ponta vermelha (+) do multímetro no lado do
circuito a ser medido.

OBS: Se ao realizar a medição, o ponteiro do multímetro mover para a esquerda, inverta a


posição das pontas para a posição correta.

Quando não é possível saber antecipadamente a grandeza da corrente a ser medida deve-se
sempre iniciar-se selecionando a chave de funções na maior escala, para depois ir gradualmente
reduzindo seu valor até obter uma leitura adequada.

Para a verificação do valor medido utiliza-se a segunda escala DCV A (em preto), com as três
escalas numéricas observe a escala a seguir:

A função DC mA utiliza a escala numérica da função DC V, isso quer dizer que ao ler um valor
na função DC mA utiliza-se a escala DC V, A (em preto).

Posicionando-se a chave seletora de funções na posição DC mA, é possível no modelo


apresentado, medir a corrente elétrica de um circuito de acordo com a tabela a seguir:

Posição chave de DC mA Malor máximo medido Escala para leitura

250 250 mA 250

25 25 mA 250

2.5 2.5 mA 250

50uA 50 uA (micro ampères) 50

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OBS: Nunca tente medir correntes com valores acima do limite indicado, posicione a chave
seletora de funções corretamente para evitar danos ao multímetro.

Outras funções que podem ser encontradas em alguns modelos de multímetros analógicos,
são utilizadas para testes específicos como:

 Teste de pilhas e baterias (1.5V e 9V);


 Teste em transistores bipolar (HFE);
 Teste de diodos;
 Teste de capacitores;
 Teste de indutores;
 Teste sonoro de continuidade (beep);
 Teste em circuitos de RF.

________________________________________________________________________________

Procedimento Experimental

3. Leitura atenta da introdução teórica sobre os multímetros analógicos


(indispensável).

4. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

5. Identificar o potenciômetro, a lâmpada e os resistores fornecidos nomeados


como R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7, R8, R9, RV e L1 (todos os resistores apresentados
com valores em ohms).

6. Identificar os terminais nos potenciômetros fornecidos classificando-os de "A"


e "B" para as extremidades e "C" para o cursor.

7. Meça a resistência elétrica entre os terminais do potenciômetro fornecido


completando o quadro a seguir, observando a variação da posição do cursor
solicitada em cada medida:

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Cursor no Cursor no Cursor no Cursor no


Rnominal RABmedido extremo A extremo B extremo A extremo B
RACmedido RACmedido RBCmedido RBCmedido

RV

8. No relatório comente eventuais discrepâncias entre os valores nominais e os


medidos.

9. Montar o circuito 1:

10. Realizar as medições necessárias para completar o quadro a seguir:

VR1 medido VR2 medido VR2 medido VR3 medido VR4 medido VR5 medido
(volts) (volts) (volts) (volts) (volts) (volts)

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11. No relatório, usando o "método do divisor de tensão", calcular e completar o


quadro a seguir:

VR1 calculado VR2 calculado VR2 calculado VR3 calculado VR4 calculado VR5 calculado
(volts) (volts) (volts) (volts) (volts) (volts)

12. No relatório justificar eventuais discrepâncias.

13. Montar o circuito 2:

14. Realizar as medições necessárias para completar o quadro a seguir:

VXY medido mínimo VXY medido máximo


(volts) (volts)

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15. No relatório, usando o "método do divisor de tensão", calcular e completar o


quadro a seguir:

VXY calculado mínimo VXY calculado máximo


(volts) (volts)

16. No relatório justificar eventuais discrepâncias.

17. Montar o circuito 3:

18. Realizar as medições necessárias para completar o quadro a seguir:

V lâmpada medido I lâmpada medido


(volts) (mA)

19. No relatório, usando o "método do divisor de tensão", calcular e completar o


quadro a seguir:

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R lâmpada calculado P lâmpada calculado


(ohms) (watts)

20. No relatório:

a. Calcule as novas tensões VR1, VR2, VR3, VR4 e VR5 no circuito 1, que resultem
da ligação simultânea de um resistor de 220 Ω em paralelo com R4 e um
resistor de 150 Ω em paralelo com R5.

b. Calcule a tensão entre os pontos "X" e "Y" do circuito 2 para uma situação
na qual o cursor do potenciômetro estiver posicionado exatamente no
centro de sua resistência elétrica.

c. No circuito 3, substituindo-se a fonte mostrada por uma de tensão


variável, calcule o valor desta tensão necessária para que a lâmpada passe
então a dissipar a potência máxima permitida.

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Experiência 8: Geradores de Tensão

Objetivos:
- Determinação experimental da resistência interna, da força eletromotriz e da
corrente de curto-circuito de uma fonte de tensão (gerador elétrico).
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Fonte variável de tensão, proto board e multímetro, década resistiva e resistores
de 100Ω / 2W ou 120Ω / 2W, 560Ω / 2W e 1KΩ / 2W.

Introdução Teórica:

O "gerador ideal" de tensão é aquele que fornece uma tensão constante


denominada Força Eletromotriz (E), qualquer que seja a corrente exigida pela carga
(RL). Vide circuito e gráfico a seguir:

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O "gerador real" de tensão é aquele que fornece uma tensão na saída que se
afasta da Força Eletromotriz (E) em função do aumento da corrente exigida pela carga
(RL). Essa diferença está relacionada às perdas internas e é esquematicamente
representada pela existência de uma resistência interna (Rint), característica de cada
gerador. Vide circuito a seguir:

Analisando o circuito anterior temos:

Onde:

Assim:

Chamada de "equação do gerador real".

Desta equação é obtida a curva característica do gerador real, mostrada a


seguir:

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Verifica-se pela curva que um aumento da corrente resulta em uma diminuição


da tensão e para o ponto onde esta tensão cai ao valor zero temos a chamada
corrente de curto-circuito (ICC).

OBS: Tensão de saída igual a zero (V = 0) equivale a um curto-circuito nos terminais de


saída do gerador.

Vide o gráfico a seguir:

Nas condições de curto-circuito tem-se:

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A corrente de curto-circuito (ICC) e a resistência interna do gerador (Rint) podem


ser obtidas experimentalmente através da curva característica do gerador conforme
mostrado a seguir:

Onde:

Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, e R3 (todos os


valores em ohms).

3. Identificar a "década resistiva" fornecida, seus terminais e chaves rotativas de


ajuste de resistência.

4. OBS: Muita atenção no manuseio da década resistiva, sempre escolhendo as


escalas adequadas para o ajuste da resistência desejada, que nunca deve ser

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ajustada para o valor mínimo possível com o circuito energizado, evitando


que o instrumento seja danificado.

5. Teste da década:

Conectando o multímetro operando como ohmímetro nos terminais,


teste as funções das chaves rotativas da década resistiva e descreva estas no
relatório.

6. Meça os valores reais dos resistores R1, R2 e R3, completando a tabela a seguir:

R1 R2 R3
Valor nominal (Ω)

Valor medido (Ω)

7. Montar o circuito a seguir (gerador em aberto ou gerador em vazio):

8. Medir o valor da tensão entre os terminais em aberto anotando no quadro a


seguir:

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Tensão de saída, E (V)

9. Montar o circuito a seguir:

10. Medir a tensão e a corrente na carga para cada valor de resistência ajustada
pela década conforme solicitado, completando o quadro a seguir:

R(Ω)
Década 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100
(carga)

V(V)

I(mA)

11. Substituir o resistor "R1" pelo "R2" no circuito anterior.

12. Medir a tensão e a corrente na carga para cada valor de resistência ajustada
pela década conforme solicitado, completando o quadro a seguir:

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R(Ω)
Década 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100
(carga)

V(V)

I(mA)

13. Substitua o resistor "R2" pelo "R3" no circuito anterior.

14. Medir a tensão e a corrente na carga para cada valor de resistência ajustada
pela década conforme solicitado, completando o quadro a seguir:

R(Ω)
Década 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100
(carga)

V(V)

I(mA)

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15. No relatório:

OBS: os resistores "R1", "R2" e "R3" utilizados nas montagens anteriores


conceitualmente estão em série com a resistência interna da fonte utilizada
(Rint).

15.1 Com os dados obtidos, construir a curva característica do gerador V =


f(I) para as três montagens utilizadas, incluindo os resistores "R1", "R2"
e "R3" respectivamente.

15.2 Determinar as resistências internas (Rint) e as correntes de curto-circuito


(ICC) graficamente, para cada um dos três casos.

15.3 Escrever respectivamente as equações dos geradores.

15.4 Com os dados obtidos, construir a curva característica do gerador V =


f(I) para as três montagens utilizadas, agora excluindo os resistores
"R1", "R2" e "R3" respectivamente.

15.5 Determinar as resistências internas (Rint) e as correntes de curto-circuito


(ICC) graficamente, para cada um dos três casos.

15.6 Escrever respectivamente as equações dos geradores.

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Experiência 9: Máxima Transferência de Potência

Objetivos:
- Determinação experimental da curva característica da potência de um gerador
elétrico.
- Verificação experimental das condições que possibilitem que a potência
transferida do gerador a uma carga seja máxima.
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Fonte variável de tensão, proto board e multímetro, década resistiva e resistor de
100Ω / 2W ou 120Ω / 2W.

Introdução Teórica:

Para um gerador real tem-se:

PU = PG - PD

Onde: PU = V . I ; potência útil

PG = E . I ;potência gerada;

PD = Rint . I2 ;potência dissipada.

Portanto:

PU = E . I - Rint . I2 ;equação da potência útil (2º grau).

O rendimento (ɳ) é definido como uma relação entre as potências útil e


gerada:

ɳ = PU / PG = V . I / E . I = V / E
Como curva característica tem-se uma parábola:

61
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Como: PU = E . I - Rint . I2 = I . (E – Rint . I)

Então: PU = 0 quando I = 0 ou quando E – Rint . I = 0

Assim: I = E / Rint = ICC = corrente de curto-circuito

Conclui-se que a potência será máxima quando a corrente for igual a metade da
corrente de curto-circuito:

I0 = ICC / 2 e sendo ICC = E / Rint

Tem-se: I0 = E / (2 . Rint)

Para determinar-se a potência máxima substitui-se o valor determinado de


I0 = E / 2 . Rint na equação da potência útil:

PUmáx = E . E / (2 . Rint) – Rint . [E / (2 . Rint)]2

PUmáx = E2 / (4 . Rint)

Substituindo-se na equação do gerador o valor da corrente por I0 = E / (2 . Rint),


é obtida a tensão relativa ao ponto de máxima potência:

V0 = E – Rint . I0 V0 = E – Rint . E / (2 . Rint)

Então: V0 = E / 2

Conclui-se que para que o gerador encontre-se na condição de máxima


potência, a tensão de saída será V0 = E / 2 e a corrente fornecida I0 = E / (2 . Rint) .

Assim é possível estabelecer-se o valor da carga na qual existe a máxima


transferência de potência:

RL = V0 / I0 = (E / 2) / [E / (2 . Rint)]

RL = Rint

Conclui-se que para extrair-se a máxima potência de um gerador elétrico, a


carga aplicada (RL) deve ter um valor igual a resistência interna deste (Rint). Nestas
condições o rendimento do gerador será:

ɳ = PU / PG = V0 / E = (E / 2) / E = 0,5

62
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Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar o resistor fornecido e nomeado como R1 (valor em ohms).

3. Identificar a "década resistiva" fornecida, seus terminais e chaves rotativas de


ajuste de resistência.

4. OBS: Muita atenção no manuseio da década resistiva, sempre escolhendo as


escalas adequadas para o ajuste da resistência desejada, que nunca deve ser
ajustada para o valor mínimo possível com o circuito energizado, evitando
que o instrumento seja danificado.

5. Meça o valor real do resistor R1, completando a tabela a seguir:

R1
Valor nominal (Ω)
Valor medido (Ω)

6. Montar o circuito a seguir:

7. Ajustar a resistência da década de acordo com o solicitado a seguir.


Medir a tensão e a corrente na carga para cada valor desta resistência
ajustada, completando o quadro:
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R(Ω) V (V) I (mA) Pu (mW) ɳ%


Década (carga)
1200

1150

1100

1050

1000

950

900

850

800

750

700

650

600

550

500

450

400

350

300

250

200

150

100

50

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8. No relatório:

8.1 Calcular a potência útil e o rendimento do gerador para cada valor de


resistência ajustada na década, completando o quadro anterior.

8.2 Com os dados obtidos, construir a curva da potência útil em função da


corrente para o gerador utilizado PU = f (I).

8.3 Determinar graficamente a potência útil máxima transferida para a carga e


a corrente de curto-circuito.

8.4 Determinar o valor da resistência de carga, da tensão do gerador, da


corrente e o rendimento para o pondo da máxima transferência de
potência do gerador.

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Experiência 10: Leis de Kirchhoff


Objetivos:
- Verificar experimentalmente a validade das "Leis de Kirchhoff".

_______________________________________________________________________
Material utilizado:
- Fonte Variável, proto-board, resistores de 330Ω, 680Ω e 1kΩ, pilhas de 1,5V (três)
em uma base, multímetro, cabos e jumpers.

Introdução Teórica:

A correta interpretação e aplicação das "Leis de Kirchhoff" permite a


determinação dos valores e sentidos das tensões e correntes em circuitos elétricos de
qualquer complexidade. Para tal são necessárias algumas definições:

Rede Elétrica: Associação de componentes elétricos formando malhas,


equivalente a circuito elétrico.

Malha: Todo percurso fechado que compõem uma rede elétrica.

Ramo: Trecho de qualquer circuito elétrico compreendido entre dois nós.

Nó: Ponto de ligação de um circuito elétrico com três ou mais condutores


associados.

1ª Lei de Kirchhoff (lei das correntes ou lei dos nós):

"A soma das correntes que entram em um determinado nó, é igual a soma
das correntes que saem deste mesmo nó".

Aplicando-se a 1ª Lei de Kirchhoff ao nó do desenho anterior tem-se:

I1 + I2 = I3 + I4 ou I1 + I2 + I3 + I4 = 0

66
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2ª Lei de Kirchhoff (lei das tensões ou lei das malhas):

"A soma algébrica das tensões de uma determinada malha é sempre igual a
zero".

Aplicando a 2ª Lei de Kirchhoff a malha do circuito anterior tem-se:

- E + VR1 + VR2 + VR3 = 0 ou E = VR1 + VR2 + VR3

Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2 e R3 (valores em


ohms).

3. Medir e anotar no quadro a seguir, o "valor real" de cada resistor:

Valor Nominal (Ω) Valor Real (Ω)


R1

R2

R3

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OBS: Esses valores serão utilizados para os cálculos no relatório.

4. Montar o "circuito 1" a seguir:

OBS: Todos os resistores em ohms;


E2 Fonte variável ajustada para a tensão solicitada;
E1 e E3  Pilhas.

5. Medir e anotar no quadro a seguir a tensão sobre cada elemento do circuito:

E1 (V) E2 (V) E3 (V) VR1 (V) VR2 (V) VR3 (V)

OBS: Esses valores serão utilizados para os cálculos no relatório.

6. Medir e anotar no quadro a seguir a corrente em cada ramo do circuito:

I ramo AB (mA) I ramo CD (mA) I ramo EF (mA)

OBS: Esses valores serão utilizados para os cálculos no relatório.

7. Alterar o circuito anterior conforme mostrado a seguir, obtendo o "circuito 2":

OBS: Todos os resistores em ohms;


E2 Fonte variável ajustada para a tensão solicitada;
E1 e E3  Pilhas.

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8. Medir e anotar no quadro a seguir, a tensão em cada elemento do circuito:

E1 (V) E2 (V) E3 (V) VR1 (V) VR2 (V) VR3 (V)

OBS: Esses valores serão utilizados para os cálculos no relatório.

9. Medir e anotar no quadro a seguir, a corrente em cada ramo do circuito:

I ramo AB (mA) I ramo CD (mA) I ramo EF (mA)

OBS: Esses valores serão utilizados para os cálculos no relatório.

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10. Relatório:

10.1 Utilizando os valores medidos nos circuitos anteriores (tensões e


correntes) pede-se para:

10.1.1 Comprovar a validade da 1ª Lei de Kirchhoff analisando as


correntes em ambos os nós do "circuito 1" e do "circuito 2".

10.1.2 Comprovar a validade da 2ª Lei de Kirchhoff analisando as


tensões nas malhas do "circuito 1" e do "circuito 2".

10.2 Utilizando as tensões medidas das fontes E1, E2 e E3 nos circuitos e os


valores reais dos resistores, pede-se para:

10.2.1 Calcular as correntes I ramo AB, I ramo CD e I ramo EF, no "circuito 1"
e comparar estas com os respectivos valores medidos,
justificando eventuais diferenças.

10.2.2 Calcular as correntes I ramo AB, I ramo CD e I ramo EF, no "circuito 2"
e comparar estas com os respectivos valores medidos,
justificando eventuais diferenças.

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Experiência 11: Teorema de Thévenin

Objetivos:
- Verificar experimentalmente a validade do "Teorema de Thévenin".
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Fonte variável de tensão, proto board e multímetro, década resistiva e resistores
de 100Ω, 120 Ω, 220 Ω, 270 Ω, 330 Ω, 390 Ω, 470 Ω, 560 Ω e 1 kΩ.

Introdução Teórica:

Qualquer circuito formado por elementos lineares pode ser substituído por um
gerador equivalente de Thévenin formado por uma força eletromotriz Eth em série
com uma resistência Rth mostrado a seguir:

No gerador de Thévenin, Eth corresponde a tensão entre os terminais de um


determinado componente (denominado carga), sem esta conectada ao circuito e Rth é
a resistência equivalente entre estes dois pontos, considerando todas as fontes de
tensão em curto-circuito.

Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7,
R8 e R9, (todos os valores em ohms).

3. Identificar a "década resistiva" fornecida, seus terminais e chaves rotativas de


ajuste de resistência.

71
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4. OBS: Muita atenção no manuseio da década resistiva, sempre escolhendo as


escalas adequadas para o ajuste da resistência desejada, que nunca deve ser
ajustada para o valor mínimo possível com o circuito energizado, evitando
que o instrumento seja danificado.

5. Teste da década:
Conectando o multímetro operando como ohmímetro nos terminais, teste as
funções das chaves rotativas da década resistiva e descreva estas no relatório.

6. Meça os valores reais dos resistores completando a tabela a seguir:

Valor nominal (Ω) Valor medido (Ω)


R1

R2

R3

R4

R5

R6

R7

R8

R9

OBS: Estes valores serão utilizados na elaboração do relatório.

7. Montar o "circuito 1" a seguir:

72
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8. Medir e anotar no quadro, a tensão e a corrente no resistor denominado como


"carga 1".

R carga 1 (Ω) Tensão (V) Corrente (mA)

9. Desconecte o resistor de "carga 1" do circuito e anote o valor de Eth1 entre os


pontos "A" e "B", completando o quadro:

Eth1 (V)

10. Desconecte a fonte do circuito, substitua os pontos onde ela estava conectada
por uma ligação (curto-circuito) e meça a resistência Rth1 entre os pontos "A" e
"B", completando o quadro:

Rth1 (Ω)

11. Montar o circuito equivalente ao "circuito 1" sem a "carga 1" mostrado a
seguir, ajustando a fonte variável para o valor de Eth1 e a década para o valor
de Rth1 determinados anteriormente.

73
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12. Medir os valores da tensão e da corrente no resistor de "carga 1" completando


o quadro:

R carga 1 (Ω) Tensão (V) Corrente (mA)

13. Montar o "circuito 2" a seguir:


OBS: Para ter duas fontes utilize outra em sociedade com a bancada seguinte.

14. Medir e anotar no quadro, a tensão e a corrente no resistor denominado como


"carga 2".

R carga 2 (Ω) Tensão (V) Corrente (mA)

74
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15. Desconecte o resistor de "carga 2" do circuito e anote o valor de Eth2 entre os
pontos "C" e "D", completando o quadro:

Eth2 (V)

16. Desconecte a fonte do circuito, substitua os pontos onde ela estava conectada
por uma ligação (curto-circuito) e meça a resistência Rth2 entre os pontos "C" e
"D", completando o quadro a seguir:

Rth2 (Ω)

17. Montar o circuito equivalente ao "circuito 2" sem a "carga 2" mostrado a
seguir, ajustando a fonte para o valor de Eth2 e a década para o valor de Rth2
determinados anteriormente.

18. Medir os valores da tensão e da corrente no resistor de "carga 2" completando


o quadro:

R carga 2 (Ω) Tensão (V) Corrente (mA)

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19. Relatório

19.1 Comparar os valores de tensão e corrente, obtidos no "item 8" com os


valores do "item 12", comentando os resultados.

19.2 Calcular o gerador equivalente de Thévenin entre os pontos "A" e "B"


do "circuito 1" e comparar estes com os valores obtidos
experimentalmente nos "itens 9 e 10" (utilizar aqui os valores medidos
dos resistores).

19.3 Determinar a tensão e a corrente no resistor denominado como "carga


1", utilizando o gerador equivalente de Thévenin obtido no item
anterior (utilizar aqui os valores medidos dos resistores).

19.4 No "circuito 1" e sem utilizar o método do Teorema de Thévenin,


calcular a tensão e a corrente no resistor denominado "carga 1" e
comparar estes valores com os obtidos no item anterior (utilizar aqui os
valores medidos dos resistores).

19.5 Comparar os valores de tensão e corrente, obtidos no "item 14" com os


valores do "item 18", comentando os resultados.

19.6 Calcular o gerador equivalente de Thévenin entre os pontos "C" e "D"


do "circuito 2" e comparar estes com os valores obtidos
experimentalmente nos "itens 15 e 16" (utilizar aqui os valores medidos
dos resistores).

19.7 Determinar a tensão e a corrente no resistor denominado como "carga


2", utilizando o gerador equivalente de Thévenin obtido no item
anterior (utilizar aqui os valores medidos dos resistores).

19.8 No "circuito 2" e sem utilizar o método do Teorema de Thévenin,


calcular a tensão e a corrente no resistor denominado "carga 2" e
comparar estes valores com os obtidos no item anterior (utilizar aqui os
valores medidos dos resistores).

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Experiência 12: Teorema de Norton

Objetivos:
- Verificar experimentalmente a validade do "Teorema de Norton".
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Fonte variável de tensão, proto board e multímetro, década resistiva e resistores
de 100Ω, 120 Ω, 220 Ω, 270 Ω, 330 Ω, 390 Ω, 470 Ω, 560 Ω e 1 kΩ.

Introdução Teórica:

Qualquer circuito formado por elementos lineares pode ser substituído por um
gerador equivalente de Norton formado por uma fonte de corrente IN e uma
resistência RN que eventualmente pode ser representada como uma condutância GN
em paralelo, com mostrado a seguir:

No gerador de Norton, IN corresponde a corrente que circula em um curto-


circuito que substitui a carga e RN é a resistência equivalente entre os dois pontos de
ligação da carga, considerando todas as fontes de corrente abertas.

Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7,
R8 e R9, (todos os valores em ohms).

3. Identificar a "década resistiva" fornecida, seus terminais e chaves rotativas de


ajuste de resistência.

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4. OBS: Muita atenção no manuseio da década resistiva, sempre escolhendo as


escalas adequadas para o ajuste da resistência desejada, que nunca deve ser
ajustada para o valor mínimo possível com o circuito energizado, evitando
que o instrumento seja danificado.

5. Teste da década:
Conectando o multímetro operando como ohmímetro nos terminais, teste as
funções das chaves rotativas da década resistiva e descreva estas no relatório.

6. Meça os valores reais dos resistores completando a tabela a seguir:

Valor nominal (Ω) Valor medido (Ω)


R1

R2

R3

R4

R5

R6

R7

R8

R9

OBS: Estes valores serão utilizados na elaboração do relatório.

7. Montar o "circuito 1" a seguir:

78
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8. Medir e anotar no quadro, a tensão e a corrente no resistor denominado como


"carga 1".

R carga 1 (Ω) Tensão (V) Corrente (mA)

9. Desconecte o resistor de "carga 1" do circuito substituindo-a por um curto


circuito, meça e anote o valor da corrente IN1 entre os pontos "A" e "B",
completando o quadro:

IN1(mA)

10. Volte a abrir os pontos "A" e "B", substitua a fonte por um curto-circuito e
meça a resistência RN1 entre os pontos, completando o quadro:

RN1 (Ω)

11. Montar o circuito equivalente ao "circuito 1" mostrado a seguir, ajustando a


década para o valor de RN1 determinado anteriormente e também ajustando a
fonte variável, a partir de zero volts até um valor para o qual o
miliamperímetro indique o valor de IN1 também determinado anteriormente.

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12. Medir os valores da tensão e da corrente no resistor de "carga 1" completando


o quadro:

R carga 1 (Ω) Tensão (V) Corrente (mA)

13. Montar o "circuito 2" a seguir:


OBS: Para ter duas fontes utilize outra em sociedade com a bancada seguinte.

14. Medir e anotar no quadro, a tensão e a corrente no resistor denominado como


"carga 2".

R carga 2 (Ω) Tensão (V) Corrente (mA)

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15. Desconecte o resistor de "carga 2" do circuito substituindo-a por um curto


circuito, meça e anote o valor da corrente IN2 entre os pontos "C" e "D",
completando o quadro:

IN2(mA)

16. Volte a abrir os pontos "C" e "D", substitua a fonte por um curto-circuito e
meça a resistência RN2 entre os pontos, completando o quadro:

RN2 (Ω)

17. Montar o circuito equivalente ao "circuito 2" mostrado a seguir, ajustando a


década para o valor de RN2 determinado anteriormente e também ajustando a
fonte variável, a partir de zero volts até um valor para o qual o
miliamperímetro indique o valor de IN2 também determinado anteriormente.

18. Medir os valores da tensão e da corrente no resistor de "carga 2" completando


o quadro:

R carga 2 (Ω) Tensão (V) Corrente (mA)

81
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19. Relatório

19.1 Comparar os valores de tensão e corrente, obtidos no "item 8" com os


valores do "item 12", comentando os resultados.

19.2 Calcular o gerador equivalente de Norton entre os pontos "A" e "B" do


"circuito 1" e comparar estes com os valores obtidos
experimentalmente nos "itens 9 e 10" (utilizar aqui os valores medidos
dos resistores).

19.3 Determinar a tensão e a corrente no resistor denominado como "carga


1", utilizando o gerador equivalente de Norton obtido no item anterior
(utilizar aqui os valores medidos dos resistores).

19.4 No "circuito 1" e sem utilizar o método do Teorema de Norton, calcular


a tensão e a corrente no resistor denominado "carga 1" e comparar
estes valores com os obtidos no item anterior (utilizar aqui os valores
medidos dos resistores).

19.5 Comparar os valores de tensão e corrente, obtidos no "item 14" com os


valores do "item 18", comentando os resultados.

19.6 Calcular o gerador equivalente de Norton entre os pontos "C" e "D" do


"circuito 2" e comparar estes com os valores obtidos
experimentalmente nos "itens 15 e 16" (utilizar aqui os valores medidos
dos resistores).

19.7 Determinar a tensão e a corrente no resistor denominado como "carga


2", utilizando o gerador equivalente de Norton obtido no item anterior
(utilizar aqui os valores medidos dos resistores).

19.8 No "circuito 2" e sem utilizar o método do Teorema de Norton, calcular


a tensão e a corrente no resistor denominado "carga 2" e comparar
estes valores com os obtidos no item anterior (utilizar aqui os valores
medidos dos resistores).

82
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Experiência 13: Teorema da Superposição dos Efeitos

Objetivos:
- Verificar experimentalmente a validade do "Teorema da Superposição dos
Efeitos".
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Fonte variável de tensão, proto board, multímetro, base com pilhas (três unidades
de 1,5V) e resistores de 22 Ω, 33 Ω, 100 Ω, 120 Ω, 330 Ω, 560 Ω, 680 Ω, 1,8 kΩ e 2,2
kΩ.

Introdução Teórica:

O Teorema da Superposição dos Efeitos afirma que a corrente em um ramo


qualquer de um circuito genérico, formado por várias fontes de tensão e/ou corrente,
é igual a soma algébrica das correntes constituídas pela contribuição individual de cada
uma destas fontes. Essa contribuição individual é determinada calculando-se a
corrente no ramo desejado com apenas uma fonte ativada e as demais desativadas
isto é, substituindo-se todas as outras fontes de tensão por um curto-circuito e as
demais fontes de corrente por um circuito aberto.

Repetindo-se este procedimento individualmente para todas as fontes do


circuito, chega-se ao valor da corrente desejada somando-se os valores parciais
obtidos, sempre considerando o sinal de cada parcela que indica o sentido de cada
corrente obtida.

Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7,
R8 e R9 (todos os valores em ohms).

3. Medir os valores reais dos resistores fornecidos, completando o quadro a


seguir:

83
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R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 R9
(Ω) (Ω) (Ω) (Ω) (Ω) (Ω) (Ω) (Ω) (Ω)
Valor
Nominal

Valor
Real

OBS: estes valores serão utilizados em cálculos apresentados no relatório.

4. Montar o "circuito 1" a seguir:

5. Medir e anotar no quadro, a corrente no resistor denominado como "carga 1".

R carga 1 (Ω) Corrente IX (mA)

OBS: Considerar o sentido da corrente indicado no circuito como positivo.

6. Desconectar a fonte de 3 V e substituir essa por um curto-circuito, medir e


anotar a contribuição para a formação da corrente na "carga 1", determinada
unicamente pela presença da fonte de 12 V (IX1), completando o quadro:

IX1 (mA)

OBS: Considerar o sentido da corrente indicado no circuito como positivo.

7. Conectar novamente a fonte de 3 V ao circuito.


84
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8. Desconectar a fonte de 12 V e substituir essa por um curto-circuito, medir e


anotar a contribuição para a formação da corrente na carga 1, determinada
unicamente pela presença da fonte de 3 V (IX2), completando o quadro:

IX2 (mA)

OBS: Considerar o sentido da corrente indicado no circuito como positivo.

9. Conectar novamente a fonte de 12 V ao circuito.

10. Com os valores anteriores, aplique o conceito do Teorema da Superposição


dos Efeitos para obter a corrente total na "carga 1". Comparar esse valor com o
obtido no "item 5".

11. Analisar o "circuito 1", e utilizando os valores reais dos resistores determinados
no "item 3", calcular integralmente o valor da corrente na "carga 1" aplicando
o Teorema da Superposição dos Efeitos. Comparar o resultado obtido com o
valor medido no "item 5".

12. Montar o "circuito 2" a seguir:

13. Medir e anotar no quadro, a corrente no resistor denominado como "carga 2".

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R carga 1 (Ω) Corrente IY (mA)

OBS: Considerar o sentido da corrente indicado no circuito como positivo.

14. Desconectar as fontes de 15 V e 3 V, substituindo estas por um curto-circuito


cada, medir e anotar a contribuição para a formação da corrente na "carga 2",
determinada unicamente pela presença da fonte de 1,5 V (IY1), completando o
quadro:

IY1 (mA)

OBS: Considerar o sentido da corrente indicado no circuito como positivo.

15. Conectar novamente as fontes de 15 V e 3 V ao circuito.

16. Desconectar as fontes de 1,5 V e 3 V, substituindo estas por um curto-circuito


cada, medir e anotar a contribuição para a formação da corrente na "carga 2",
determinada unicamente pela presença da fonte de 15 V (IY2), completando o
quadro:

IY2 (mA)

OBS: Considerar o sentido da corrente indicado no circuito como positivo.

17. Conectar novamente as fontes de 1,5 V e 3 V ao circuito.

18. Desconectar as fontes de 1,5 V e 15 V, substituindo estas por um curto-circuito


cada, medir e anotar a contribuição para a formação da corrente na "carga 2",
determinada unicamente pela presença da fonte de 3V (IY3), completando o
quadro:

IY3 (mA)

OBS: Considerar o sentido da corrente indicado no circuito como positivo.

19. Conectar novamente as fontes de 1,5 V e 15 V ao circuito.

86
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20. Com os valores anteriores, aplique o conceito do Teorema da Superposição


dos Efeitos para obter a corrente total na "carga 2". Comparar esse valor com o
obtido no "item 13".

21. Analisar o "circuito 2", e utilizando os valores reais dos resistores determinados
no "item 3", calcular integralmente o valor da corrente na "carga 2" aplicando
o Teorema da Superposição dos Efeitos. Comparar o resultado obtido com o
valor medido no "item 13".

22. Relatório

22.1 No "circuito 1", comparar o valor de corrente, obtidos no "item 5" com
o valor determinado no "item 10", justificando eventuais diferenças.

22.2 No "circuito 1", comparar o valor de corrente, obtidos no "item 5" com
o valor determinado no "item 11", justificando eventuais diferenças.

22.3 No "circuito 2", comparar o valor de corrente, obtidos no "item 13" com
o valor determinado no "item 20", justificando eventuais diferenças.

22.4 No "circuito 2", comparar o valor de corrente, obtidos no "item 13" com
o valor determinado no "item 21", justificando eventuais diferenças.

87
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Experiência 14: Capacitor em Regime DC

Objetivos:
- Verificar experimentalmente o processo de carga e descarga de um capacitor.
_______________________________________________________________________

Material utilizado:
Fonte variável de tensão, proto board, multímetro, pontas de prova para
osciloscópio (X2), resistores: 100 Ω, 10k Ω, 22k Ω e 33k Ω, capacidores: 100 nF e
1000 uF / 25V.

Introdução Teórica:

O capacitor é um componente elétrico que tem como função armazenar


energia na forma de um campo elétrico entre suas placas paralelas, separadas por um
dielétrico, conforme desenhos a seguir:

A Capacitância (C) é a grandeza utilizada para indicar a quantidade de carga


elétrica que este pode armazenar por unidade de tensão entre os seus terminais, e é
dada por:

Onde: C = Capacitância [farad] = [F]


Q = Carga [coulomb] = [C]
V = Tensão elétrica [volt] = [V]

88
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Comercialmente os capacitores são encontrados com valores de sua


capacitância apresentada em submúltiplos do farad, a seguir:

micro farad  1 μF = 10-6 F


nano farad  1 nF = 10-9 F
pico farad  1 μF = 10-12 F

Como os resistores, os capacitores também são fornecidos com valores


padronizados de capacitância, múltiplos da sequência: 1 – 1,2 – 1,5 – 1,8 – 2,2 – 2,7
– 3,3 – 4,7 – 5,6 – 6,8 – 8,2, sempre de "pF" até "μF".

Além da capacitância outra característica importante do capacitor é a sua


tensão de isolação, também fornecida pelos fabricantes.

Capacitores de Poliéster – Características:

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Código de cores para capacitores de poliéster "tipo zebrinha":

Capacitores de Cerâmica – Características:

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Capacitores Eletrolíticos – Características:

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Simbologia:

Procedimento Experimental

1. OBS: Muita atenção no manuseio do multímetro, escolhendo sempre a escala


adequada para a grandeza a ser medida (tensão ou corrente), a
correspondente posição das pontas de prova no painel do instrumento (para
medida de tensão ou corrente) além da forma correta de ligação deste no
circuito (em série para a corrente e em paralelo para a tensão).

2. Identificar os resistores fornecidos e nomeados como R1, R2, R3 e R4 (todos os


valores em ohms).

3. Identificar os capacitores fornecidos e nomeados como C1 e C2.

92
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4. Montar o "circuito 1", onde R = R1 = 33K Ω e C = C1 = 1000μ F.

OBS: Muita atenção a polaridade do capacitor eletrolítico utilizado.

5. Ajustar E = 15 V, acionar a chave "SW" e um cronômetro (celular)


simultaneamente, anotar a variação de tensão no capacitor durante sua carga,
preenchendo o quadro a seguir com os tempos correspondentes.

Vc 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
(V)
t
(s)

OBS: Como um dos objetivos desta experiência é obter os dados que


permitam no relatório o levantamento das curvas de carga e descarga dos
capacitores fornecidos e dada a dificuldade da obtenção destas medidas com
precisão, fica aqui a seguinte sugestão de como proceder para isto:

Deixe um celular, com a função de cronometro ativada, ao lado do


multímetro que será utilizado ;

Quando ligar a fonte acionar simultaneamente o cronometro do celular;

93
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Com um segundo celular, filmar os dois displays dos equipamentos (do


multímetro e do primeiro celular);

Para levantar os respectivos gráficos no relatório com bastante precisão,


basta rever cada filme pausadamente, completando a correspondente tabela
e construindo o gráfico correspondente.

Este procedimento pode ser adotado nos itens posteriores desta


experiência.

6. Montar o "circuito 2", onde R = R1 = 33K Ω e C = C1 = 1000μ F.

7. Transcrever a linha de tempo do quadro anterior para o quadro a seguir e após,


acionar a chave "SW" e um cronômetro (celular) simultaneamente, anotar a
variação da tensão no resistor "VR" (e indiretamente da corrente no capacitor
via cálculo) durante a carga do capacitor, preenchendo o quadro a seguir com
os tempos correspondentes.

T
(s)
VR
(V)

Ic
(μA)

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8. Com o capacitor carregado, montar o "circuito 3", onde R = R1 = 33K Ω e C = C1


= 1000μ F.

9. Acionar a chave "SW" e um cronômetro (celular) simultaneamente, anotar a


variação de tensão no capacitor durante sua descarga, preenchendo o quadro a
seguir com os tempos correspondentes.

Vc 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0
(V)
t
(s)

10. Transcrever a linha de tempo do quadro anterior para o quadro a seguir


observando que durante a descarga o capacitor está em paralelo com o resistor
possibilitando via cálculo, a determinação indireta de sua corrente em cada
instante. Preencher o quadro a seguir:

t
(s)
VR
=Vc
(V)
Ic
(μA)

11. Repetir os itens 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10 para R = R2 = 22K Ω e C = C1 = 1000μ F,


denominando agora os respectivos circuitos como 4, 5 e 6.

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12. Repetir os itens 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10 para R = R3 = 10K Ω e C = C1 = 1000μ F,


denominando agora os respectivos circuitos como 7, 8 e 9.

13. Montar o "circuito 10", onde R = R4 = 100 Ω e C = C2 = 100n F.

14. Ajustar o gerador de sinais para fornecer Vin(t) como uma onda quadrada, com
amplitude de aproximadamente 5 V e frequência igual a 1k Hz.

OBS: Manter o "off-set" do gerador de sinais desligado ou igual a zero.

15. Conectar os dois canais do osciloscópio de forma a visualizar os sinais Vin(t) e


Vc(t) simultaneamente na tela.

16. Verificar os intervalos de tempo relacionados a carga e a descarga do capacitor


representados no sinal Vc(t).

17. Anotar os dois sinais cotados em amplitude e sincronizados entre si.

18. Repetir os itens 13, 14, 15, 16 e 17 para Vin(t) com uma frequência de 2k Hz,
denominando agora o respectivo circuito como 11.

19. Repetir os itens 13, 14, 15, 16 e 17 para Vin(t) com uma frequência de 4k Hz,
denominando agora o respectivo circuito como 12.

20. Repetir os itens 13, 14, 15, 16 e 17 para Vin(t) com uma frequência de 500 Hz,
denominando agora o respectivo circuito como 13.

21. Repetir os itens 13, 14, 15, 16 e 17 para Vin(t) com uma frequência de 250 Hz,
denominando agora o respectivo circuito como 14.

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22. Relatório:

22.1 Com os valores obtidos para R = R1 = 33K Ω e C = C1 = 1000μ F, nos


circuitos 1 e 2, construir em papel milimetrado os gráficos de Vc(t) e Ic(t),
cotados em amplitude e sincronizados entre si, durante o tempo de carga do
capacitor.

22.2 Com os valores obtidos para R = R1 = 33K Ω e C = C1 = 1000μ F, no circuito


3, construir em papel milimetrado os gráficos de Vc(t) e Ic(t), cotados em
amplitude e sincronizados entre si, durante o tempo de descarga do capacitor.

22.3 Comentar os resultados dos itens 22.1 e 22.2.

22.4 Com os valores obtidos para R = R2 = 22K Ω e C = C1 = 1000μ F, nos


circuitos 4 e 5, construir em papel milimetrado os gráficos de Vc(t) e Ic(t),
cotados em amplitude e sincronizados entre si, durante o tempo de carga do
capacitor.

22.5 Com os valores obtidos para R = R2 = 22K Ω e C = C1 = 1000μ F, no circuito


6, construir em papel milimetrado os gráficos de Vc(t) e Ic(t), cotados em
amplitude e sincronizados entre si, durante o tempo de descarga do capacitor.

22.6 Comentar os resultados dos itens 22.4 e 22.5.

22.7 Com os valores obtidos para R = R3 = 10K Ω e C = C1 = 1000μ F, nos


circuitos 7 e 8, construir em papel milimetrado os gráficos de Vc(t) e Ic(t),
cotados em amplitude e sincronizados entre si, durante o tempo de carga do
capacitor.

22.8 Com os valores obtidos para R = R3 = 10K Ω e C = C1 = 1000μ F, no circuito


9, construir em papel milimetrado os gráficos de Vc(t) e Ic(t), cotados em
amplitude e sincronizados entre si, durante o tempo de descarga do capacitor.

22.9 Comentar os resultados dos itens 22.7 e 22.8.

22.10 Pesquisar outros tipos de capacitores (além de poliéster e eletrolítico)


disponíveis no mercado.

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Bibliografia:

 Introdução à Análise de Circuitos – 10ª Edição


Robert L. Boylestad
Prentice Hall

 Circuitos Elétricos
Yaro Burian Jr.
Ana Cristina C. Lyra
Prentice Hall

 Análise de Circuitos Elétricos


Paulo Antonio Mariotto
Prentice Hall

 Laboratório de Eletricidade e Eletrônica


Francisco Gabriel Capuano
Maria Aparecida Mendes Marino
Editora Érica

 Notas de aulas do Prof. Luiz Alberto Danilow

 Notas de aulas do Prof. Wilson Ruiz

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