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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 12212

Terceira edição
14.09.2017

Projeto de poço tubular para captação de água


subterrânea — Procedimento
Tube well project for groundwater extraction — Procedure
Exemplar para uso exclusivo - COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO - CORSAN - 92.802.784/0001-90

ICS 93.025 ISBN 978-85-07-07144-0

Número de referência
ABNT NBR 12212:2017
13 páginas

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Impresso por: Alessandra lopes Weinert (ADM.)
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Sumário Página

Prefácio................................................................................................................................................iv
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Termos e definições............................................................................................................2
4 Requisitos gerais para o desenvolvimento do projeto....................................................5
4.1 Elementos necessários para o desenvolvimento do projeto..........................................5
4.2 Elementos a considerar no desenvolvimento do projeto...............................................5
4.3 Atividades necessárias ao desenvolvimento do projeto................................................6
4.4 Elementos que devem compor o projeto..........................................................................6
5 Requisitos específicos.......................................................................................................7
5.1 Vazão ...................................................................................................................................7
5.2 Proteção...............................................................................................................................7
5.2.1 Perímetro de proteção do poço.........................................................................................7
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5.2.2 Área de proteção do poço..................................................................................................7


5.2.3 Selo sanitário ou proteção sanitária.................................................................................7
5.2.4 Selamento do espaço anular entre a perfuração e a coluna de revestimento com
tubos.....................................................................................................................................8
5.3 Perfuração............................................................................................................................8
5.4 Distância entre poços.........................................................................................................8
5.5 Diâmetro nominal do poço.................................................................................................8
5.6 Extensão da zona de captação..........................................................................................9
5.7 Completação do poço.........................................................................................................9
5.7.1 Câmara de bombeamento..................................................................................................9
5.7.2 Revestimento ......................................................................................................................9
5.7.3 Filtro.....................................................................................................................................9
5.7.4 Pré-filtro ............................................................................................................................ 11
5.7.5 Desenvolvimento do poço................................................................................................ 11
5.7.6 Ensaio de vazão................................................................................................................12
5.7.7 Laje sanitária.....................................................................................................................12
5.7.8 Tampa de poço..................................................................................................................12
6 Disposições finais.............................................................................................................13

Tabela
Tabela 1 – Indicadores ...................................................................................................................... 11

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


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de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da
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exigência dos requisitos desta Norma.
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A ABNT NBR 12212 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Saneamento Básico (ABNT/CB-177), pela
Comissão de Estudo de Projetos para Sistemas de Saneamento (CE-177:001.001). O Projeto circulou
em Consulta Nacional conforme Edital nº 05, de 29.05.2017 a 27.07.2017.

Esta terceira edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 12212:2006), a qual foi tecnica-
mente revisada.

O Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:

Scope
This Standard establishes the requirements for the development of tube well project for groundwater
extraction

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Projeto de poço tubular para captação de água subterrânea —


Procedimento

1 Escopo
Esta Norma estabelece os requistos para a elaboração de projeto de poço tubular para captação de
água subterrânea.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe-
rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).
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ABNT NBR 5590, Tubos de aço-carbono com ou sem solda longitudinal, pretos ou galvanizados –
Requisitos

ABNT NBR 6925, Conexões de ferro fundido maleável classes 150 e 300, com rosca NPT para
tubulação

ABNT NBR 6943, Conexões de ferro fundido maleável, com rosca ABNT NBR NM ISO 7-1, para
tubulações

ABNT NBR 12214, Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público –
Procedimento

ABNT NBR 12215-1, Projeto de adutora de água – Parte 1: Conduto forçado

ABNT NBR 13604, Filtros e tubos de revestimento em PVC para poços tubulares profundos

DIN 2440, Steel tubes medium – Weight suitable for screwing

DIN 2442, Steel tubes heavy – Weight suitable for screwing

DIN 4925-1, Filter pipes unplasticized polyvinyl chloride (rigid PVC, PVC-U) for drilled wells, with cross-
perforation and threaded connection for nominal sizes DN 40 to DN 100

API 5A , Specification for casing, tubing, and drill pipe

API 5 Ax, Specification for high-strength, tubing, and drill pipe

API 5 Ac, Specification for restricted yield strength casing and tubing

API 5 B, Specification for threading, gagind, and thread inspection of casing, tubing, and line pipe
threads

API 5 L, Specification for line pipe

ASTM A 53, Specification for pipe, steel, black and hot-dipped zinc-coated (galvanized) welded and
seamless for ordinary uses

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3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
água subterrânea
uma fase do ciclo hidrológico em que a água em subsuperfície encontra-se na zona saturada, em um
único ou em sistemas de reservatórios naturais – aquíferos – cuja capacidade e volume total dos poros
ou interstícios das rochas estejam repletos de água com capacidade de suprir poços, rios e fontes

3.2
alargamento do poço
ampliação do diâmetro do furo-guia para o diâmetro final da perfuração do poço

3.3
aquífero
formação ou grupo de formações geológicas capazes de armazenar e permitir o fluxo natural da água
subterrânea
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3.4
centralizador
dispositivo externo que visa a centralizar a coluna de revestimento para permitir o preenchimento do
espaço anular com o pré-filtro, de forma homogênea e uniforme

3.5
composição físico-química da água subterrânea
caracterização físico-química da água, dos teores presentes de cada elemento (definidos conforme
parâmetros estabelecidos em legislação ou regulamentação específica vigente)

3.6
cone de depressão
área localizada ao redor de um poço em funcionamento, sujeita ao rebaixamento de sua linha piezo-
métrica, possuindo formato de um cone invertido. A sua forma e dimensão dependem das característi-
cas hidráulicas do aquífero e de explotação, sendo determinadas a partir dos dados obtidos no ensaio
de bombeamento e/ou nos poços de observação

3.7
conjunto de bombeamento de poço profundo
conjunto de materiais e equipamentos utilizados para retirar a água do poço profundo

3.8
desenvolvimento de poço
método de retirada do fluido de perfuração, utilizando-se processos químicos e mecânicos, que
melhora o fluxo de água do(s) aquífero(s) para o poço

3.9
filtro de revestimento
tubulações ranhuradas, perfuradas ou espiraladas, com abertura normalmente simétrica, para permitir
o aproveitamento da água do(s) aquífero(s)

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3.10
fluido de perfuração
fluido composto de argilas hidratáveis e/ou polímeros com aditivos químicos especiais, utilizado na
perfuração, com as finalidades principais de resfriar e lubrificar as ferramentas, transportar os resíduos
de perfuração à superfície, estabilizar o furo, impedindo desmoronamentos, controlar filtrações e
espessura de reboco, inibir e encapsular argilas hidratáveis da formação geológica

3.11
furo-guia
poço perfurado com a finalidade de avaliar a geologia, a litologia e a capacidade hidrodinâmica do(s)
aquífero(s), com diâmetro que permite balizar e agilizar o diâmetro final de perfuração

3.12
nível dinâmico ND
profundidade do nível de água de um poço, com o poço em bombeamento, correspondente a uma
determinada vazão, medida em relação à superfície do terreno no local

3.13
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nível estático NE
profundidade do nível de água de um poço em repouso, sem bombeamento, medida em relação à
superfície do terreno no local

3.14
pellets de argila expansiva
grânulos de argila desidratada, processada industrialmente para retardo de inchamento em contato
com água

3.15
perfilagem geofísica
medição de parâmetros elétricos, radioativos, acústicos e mecânicos das formações geológicas,
realizada com ferramentas específicas descidas no interior do poço e registrada em papel contínuo

3.16
poço telescópico
poço construído com diferentes diâmetros de perfuração e de revestimento

3.17
pré-filtro para poço tubular
material sedimentar inerte, granulometricamente selecionado, predominantemente quartzoso, aplicado
no espaço anular entre a perfuração e a coluna de revestimento (tubos e filtros)

3.18
raio de influência
distância radial entre o centro do poço e o ponto até onde ocorre o rebaixamento do nível estático de
um aquífero devido ao bombeamento de uma determinada vazão

3.19
rebaixamento
variação do nível de água entre os níveis estático e dinâmico, durante o bombeamento

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3.20
revestimento simultâneo (overburden)
método de perfuração no qual o avanço é acompanhado pelo revestimento simultâneo do poço com
utilização de martelos pneumáticos com “bits” que se expandem ao perfurar e que podem ser retraídos,
possibilitando sua extração pelo interior do revestimento. Este método é utilizado principalmente na
perfuração de poços no aquífero cárstico

3.21
rocha cristalina
agregado natural formado por um ou mais minerais, que constitui parte essencial da crosta terrestre,
de origem magmática ou metamórfica, com variados graus de dureza, normalmente altos

3.22
rocha sedimentar
agregado natural originado da erosão, alteração, transporte, deposição ou precipitação e diagênese
de qualquer tipo de rocha

3.23
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surgência
jorro espontâneo de água subterrânea causado pela pressão positiva, acima da cota da superfície do
terreno

3.24
teste de bombeamento
teste realizado em um poço tubular ou sistema de poços, com objetivo de determinar as características
hidrodinâmicas do(s) poço(s) e permitir o dimensionamento das condições de explotação, do controle
das vazões,do rebaixamento e da recuperação do aquífero

3.25
tubo de boca
revestimento tubular em aço com diâmetro compatível, instalado nas camadas iniciais, com a finalidade
de isolar e manter estável a boca do poço durante os trabalhos de perfuração

3.26
tubo de revestimento
tubulação instalada na perfuração do poço e que define seu diâmetro nominal, possui diâmetro e
composição variados, com a finalidade de sustentar e isolar as paredes do poço, mantendo a estan-
queidade, vedando camadas indesejáveis e permitindo o aproveitamento das camadas produtoras

3.27
vazão
volume de um fluido por unidade de tempo

3.28
vazão de explotação
volume de água extraído do poço que visa o seu melhor aproveitamento técnico e econômico, definido
pela curva característica do poço (curva-vazão/rebaixamento)

NOTA A vazão ótima de explotação fica situada no limite do regime laminar.

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4 Requisitos gerais para o desenvolvimento do projeto


4.1 Elementos necessários para o desenvolvimento do projeto

Para o desenvolvimento do projeto de captação de água subterrânea por meio de poço ou sistema de
poços recomenda-se o conhecimento:

 a) do volume a ser explotado em um determinado período;

 b) do levantamento planialtimétrico da área de interesse, com a localização dos poços existentes;

 c) do potencial hidrogeológico da área, por meio:

 1) do levantamento dos dados geológicos;

 2) do levantamento de dados de poços existentes com indicação de vazão, níveis d’agua e
caracterização do(s) aquífero(s). Nos casos de surgência, definir solução técnica compatível;

 3) dos mapas hidrogeológicos;


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 4) da identificação e determinação dos locais para a execução da(s) perfuração(ões);

 5) da indicação da provável composição físico-química da água;

 6) da caracterização das áreas de risco de contaminação, poluição, grau de vulnerabilidade dos
aquíferos;

 d) da estimativa do número de poços a constituir o sistema para viabilizar o atendimento ao descrito
em 4.1.1 a).

4.2 Elementos a considerar no desenvolvimento do projeto

Para o desenvolvimento do projeto de captação de água subterrânea por meio de poço ou sistema de
poços, os elementos a considerar são:

 a) estudos, planejamentos e projetos existentes correlacionados (desnível geométrico a ser vencido,
potência e porte do equipamento a ser instalado, distância do poço ao ponto de lançamento da
água);

 b) estudo de disponibilidade de infraestrutura para viabilizar a utilização do poço (energia elétrica,
adução, acesso à área do poço, urbanização da área do poço, segurança das instalações);

 c) legislação relativa ao uso e ocupação do solo na área de recarga dos aquíferos;

 d) condições mínimas de segurança e medicina do trabalho conforme legislação vigente;

 e) legislações pertinentes vigentes;

 f) critérios, procedimentos e diretrizes da contratante complementares a esta Norma.

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4.3 Atividades necessárias ao desenvolvimento do projeto

O projeto de poço tubular para captação de água subterrânea deve compreender os seguintes itens:

 a) definir o método de perfuração;

 b) locação topográfica do poço (coordenadas georreferenciadas e cotas);

 c) previsão da coluna estratigráfica a ser perfurada;

 d) previsão do(s) aquífero(s) a ser(em) explotado(s), tipo e geometria, e do nível piezométrico;

 e) previsão da capacidade específica e expectativa da vazão do poço;

 f) avaliação da composição físico-química da(s) água(s) do(s) aquífero(s);

 g) definição das profundidades estimadas do poço;

 h) previsão de execução de perfilagem geofísica, que compreende a perfilagem elétrica, radioativa,
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acústica e mecânica em formações sedimentares, contribuindo para a determinação de camadas


produtivas e improdutivas, indicando o correto posicionamento das seções de filtros na coluna de
revestimento, sendo:

 1) perfilagem elétrica - potencial espontâneo, resistividade, indução;

 2) perfilagem radioativa - raios gama, neutrônico, gama-gama;

 3) perfilagem acústica – sônico;

 4) perfilagem mecânica – caliper;

 i) definição dos métodos de aferição da verticalidade e alinhamento do poço;

 j) recomendações de procedimentos para controle e monitoramento da explotação, para manter as


condições projetadas para o poço e aquífero(s).

4.4 Elementos que devem compor o projeto

Os seguintes elementos devem compor o projeto:

 a) memorial descritivo e justificativo, contendo os estudos, levantamentos e cálculos realizados;

 b) peças gráficas do projeto, em escalas adequadas, que devem apresentar o seguinte:

—— o desenho do poço e o perfil geológico;

—— planta planialtimétrica com a localização do(s) poço(s) com as informações levantadas,


a locação do(s) poço(s) projetado(s), a indicação do ponto de lançamento da água captada;

 c) relação e especificações técnicas dos tipos de materiais aplicados no revestimento com espe-
cificação dos diâmetros, espessuras de parede, conexões. Para os filtros, indicar o material,
a abertura e a porcentagem de área aberta, e estabelecer a resistência que terá que suportar;

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 d) relação e especificação dos serviços de perfuração, de cimentações, do fluido de perfuração,


da perfilagem geofísica, da aplicação da coluna de revestimento, da aplicação do pré-filtro, do desen-
volvimento do poço, do teste de verticalidade e alinhamento, do teste de bombeamento, da desin-
fecção e da laje de proteção sanitária;

 e) orçamento detalhado das obras, conforme etapas definidas à implantação.

 f) quando o projeto abranger o bombeamento e a adução, devem ser atendidas as ABNT NBR 12214
e ABNT NBR 12215, respectivamente.

5 Requisitos específicos
5.1 Vazão

5.1.1 O projeto de explotação do poço deve assegurar vazão contínua e constante sem prejuízo da
qualidade e do volume da água.
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5.1.2 A vazão deve ser controlada e monitorada como parcela do recurso hídrico durante a vida
útil do poço, pelo responsável pela captação, pela outorga, pelos recursos hídricos ou a quem for de
responsabilidade.

5.2 Proteção

5.2.1 Perímetro de proteção do poço

5.2.1.1 Este perímetro deve ser definido considerando as características hidrogeológicas da região
e particularidades locais, com o objetivo de proteger o aquífero.

5.2.1.2 Deve ser emitido um laudo técnico fundamentado com as condições de proteção, quando
necessário.

5.2.2 Área de proteção do poço

A área de entorno do poço deve ser protegida com base em alvenaria e/ou concreto, tela, cerca ou
outro dispositivo que impeça o acesso de pessoas não autorizadas, e com área mínima que permita
acesso, operação, manutenção e/ou ampliação futura do poço.

5.2.3 Selo sanitário ou proteção sanitária

5.2.3.1 Preencher do espaço anular entre a parede da perfuração e a coluna de revestimento com
concreto, com espessura mínima de 75 mm, com a finalidade de preservar a qualidade das águas
subterrâneas e de as proteger contra contaminantes e infiltrações de superfície. A profundidade
mínima depende da geologia local, sendo recomendada no mínimo 20 m.

NOTA No caso de presença de rochas cristalinas inalteradas em profundidade inferior à recomendada,


dependendo das características do local, esta profundidade pode ser diminuída.

5.2.3.2 Para prevenir riscos de contaminação, o poço deve ser selado em toda a extensão necessária
ao isolamento, utilizando mistura de água e cimento ou pellets de argila expansiva ou outra técnica
que evite a percolação de águas superiores pela parede externa do revestimento.

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5.2.3.3 O processo de selamento utilizado deve permitir o fechamento de espaço anular concêntrico
ao revestimento.

5.2.3.4 Para selamento previsto com cimento ou argamassa, devem ser indicados a densidade da
pasta nos trechos a serem cimentados e o tempo de pega adequada para a instalação.

5.2.4 Selamento do espaço anular entre a perfuração e a coluna de revestimento com tubos

Deve ser realizado o isolamento por meio do preenchimento do espaço anular entre a perfuração e a
coluna de revestimento com tubos, com composto à base de cimento e/ou pellets de argila expansiva,
ou outra técnica que evite a percolação de águas superiores pela parede externa do revestimento,
quando necessário isolar um trecho da formação geológica perfurada.

5.3 Perfuração

5.3.1 O diâmetro e a profundidade da perfuração são determinados pela vazão de projeto, disponi-
bilidade hídrica e geologia local.
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5.3.2 Para formação geológica em rocha sedimentar, o diâmetro da perfuração deve sempre levar
em conta o diâmetro dos tubos e filtros a serem instalados, sendo recomendado um espaço anular
mínimo de 75 mm, para possibilitar a livre descida da coluna de revestimento, aplicação do pré-filtro
e um selamento seguro.

NOTA Na perfuração de poço, pode ser alternativa a realização de furo-guia e de seu alargamento.

5.3.3 Para formação geológica em rocha cristalina, se faz necessário respeitar o diâmetro de per-
furação somente na porção de cobertura e/ou de alteração destas rochas, conforme recomendado
em 5.3.2, não havendo a necessidade de se executar o furo considerando o espaço anular do revesti-
mento ao atingir rocha inalterada. A perfuração pode ser realizada em diâmetro de poço mínimo de 4”
e máximo de 22”.

5.4 Distância entre poços

A distância entre poços deve ser baseada na hidrogeologia local, levando em conta o raio de influência
dos poços, para evitar interferência entre eles.

NOTA No caso de projetos de sistemas de poços, são recomendáveis o planejamento e o gerenciamento


das interferências.

5.5 Diâmetro nominal do poço

5.5.1 O diâmetro nominal do poço é determinado pelo diâmetro interno do revestimento.

5.5.2 Na definição do diâmetro devem ser consideradas as características do conjunto de bombea-


mento, dos cabos e das peças acessórias, e sua profundidade de instalação.

5.5.3 É recomendado o diâmetro nominal mínimo de 150 mm, sendo tolerados, os diâmetros de
125 mm e 100 mm, em condições especiais, para poços de pequena vazão.

NOTA É recomendado o diâmetro nominal mínimo que permita a utilização dos equipamentos de
bombeamento disponíveis e possibilite o bombeamento da vazão de projeto.

5.5.4 O poço pode ter diversos diâmetros nominais (poço telescópico).

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5.6 Extensão da zona de captação

5.6.1 A extensão da zona de captação deve ser dimensionada para atender à vazão de projeto.

5.6.2 Para um aproveitamento eficiente de aquíferos livres, é recomendável a penetração total do


poço e a aplicação de filtros no terço inferior da formação aquífera.

5.6.3 Para um aproveitamento eficiente de aquíferos confinados, é recomendável a penetração em


toda a sua espessura, prevendo-se a colocação de filtros na máxima extensão, conforme o caso.

Para um aproveitamento eficiente de aquíferos semiconfinados, devem ser aplicados os filtros apenas
nos intervalos permoporosos, detectados pela descrição das amostras de calha, e é recomendável a
realização da perfilagem geofísica.

5.7 Completação do poço

A completação do poço compreende as etapas de aplicação do revestimento, pré-filtro, desenvolvimento


do poço e teste de bombeamento, abrangendo os requisitos dos itens a seguir indicados.
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5.7.1 Câmara de bombeamento

A câmara de bombeamento deve ter comprimento e diâmetro compatíveis com a vazão e o diâmetro
da bomba a ser instalada, respeitando-se o espaço necessário para operação, manutenção e/ou
içamento do conjunto motor-bomba e o espaço anular compatível para que se obtenha a velocidade
de refrigeração mínima requerida pelo fabricante do conjunto motor-bomba.

5.7.2 Revestimento

5.7.2.1 O revestimento deve ser especificado quanto à natureza, resistência mecânica, corrosão,
estanqueidade das juntas, facilidade de manuseio na colocação, resistência às manobras de opera-
ção e manutenção do poço.

NOTA Na execução do revestimento pode ser aplicado o método do revestimento simultâneo (overburden).

5.7.2.2 Em poços parcialmente revestidos, o revestimento deve avançar o suficiente para permitir
a estanqueidade na transição da formação inconsolidada para a consolidada.

5.7.2.3 Devem ser aplicados centralizadores a intervalos regulares, de modo a permitir a centralização
entre o diâmetro perfurado (parede do poço) e o revestimento.

5.7.2.4 O tubo de revestimento deve ser especificado conforme as ABNT NBR 5590, ABNT NBR 6925,
ABNT NBR 6943, ABNT NBR 13604, DIN 2440, DIN 2442, DIN 4925, API 5 A, API 5Ax, API 5 Ac,
API 5B, API 5 L e ASTM A 53.

5.7.3 Filtro

5.7.3.1 Poço cujo intervalo produtivo a ser aproveitado esteja em aquífero(s) inconsolidado(s) e/ou
desmoronante(s) deve ser provido de filtros.

5.7.3.2 Poço cujo trecho do intervalo produtivo em rocha consolidada possua estritamente
instabilidade estrutural deve ser provido de filtros.

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5.7.3.3 Em aquíferos múltiplos, com características hidráulicas confinantes e livres, deve-se adotar a
melhor disposição dos filtros, visando a garantir a individualidade dos aquíferos e a eficiência hidráulica
da captação.

5.7.3.4 O diâmetro interno dos filtros deve ser compatível com os tubos lisos, com o diâmetro da
bomba e com os implementos de explotação da água.

5.7.3.5 O comprimento das seções de filtros deve ser estabelecido após o conhecimento das carac-
terísticas dos aquíferos seccionados (espessura das camadas saturadas, pressões e produtividade
desejada) e dos próprios filtros, sendo calculado conforme a equação a seguir:
Q
L= ⋅ 100
3,14A o .D.V

onde

L é o comprimento do filtro, expresso em metros (m);

Q é a vazão a ser extraída, expressa em metros cúbicos por segundo (m3/s);


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Ao é a área aberta total, resultante da relação entre o somatório das áreas individuais das ranhuras
e a área da superfície total do filtro. Característica do tipo de filtro utilizado. É expressa em
porcentagem (%);

D é o diâmetro do filtro, expresso em metros (m);

V é a velocidade de entrada da água, expressa em metros por segundo (m/s).

5.7.3.6 O dimensionamento da abertura dos filtros (ranhuras) deve ser feito com base nas granulo-
metrias do aquífero e do pré-filtro.

5.7.3.7 As aberturas dos filtros devem reter o mínimo de 85 % do material do pré-filtro, com granulo-
metria selecionada pela curva granulométrica do aquífero.

5.7.3.8 No caso de instalação dos filtros sem pré-filtro, as aberturas devem reter de 30 % a 40 %
de massa da formação geológica, para coeficiente de uniformidade maior que 6,0, e de 40 % a 50 %,
para coeficiente menor que 6,0.

5.7.3.9 O filtro deve ser especificado contendo no mínimo as informações referentes ao tipo de
material, resistência mecânica, diâmetros internos e externos, tipo e dimensões da abertura e área útil
percentual.

5.7.3.10 Os filtros devem apresentar robustez mecânica suficiente para resistir aos esforços externos
de tração e de compressão diametral de acordo com a profundidade de instalação.

5.7.3.11 A escolha dos filtros deve levar em consideração a ação corrosiva ou incrustante da água
subterrânea.

5.7.3.12 Os parâmetros constantes na Tabela 1 são indicadores usuais da ação corrosiva ou


incrustante.

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Tabela 1 – Indicadores
Ação corrosiva Ação incrustante
pH < 5 pH > 8
OD > 2 mg/L Dureza > 300 mg/L
Presença de gás sulfídrico Ferro > 2 mg/L
Sólidos totais dissolvidos > 1 000 mg/L Manganês a pH > 8: 1 mg/L
Gás carbônico > 50 mg/L
Cloreto > 300 mg/L

5.7.4 Pré-filtro

5.7.4.1 A instalação dos filtros deve ser complementada com pré-filtro.

5.7.4.2 O espaço anular mínimo entre a perfuração e a coluna de revestimento, para aplicação
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de pré-filtro, deve ser de 75 mm.

5.7.4.3 O material a ser utilizado como pré-filtro deve ter constituição mineralógica quartzosa,
com grãos subarredondados a arredondados, e com as seguintes características:

 a) granulometria tal que 70 %, em massa, sejam retidos em peneira de abertura compreendida entre
quatro e seis vezes a que reteria igual porcentagem da amostra friável;

 b) coeficiente de uniformidade inferior a 2,5;

 c) estabilidade física e química em água;

 d) grau de limpeza e desinfecção adequada à higiene do poço.

5.7.4.4 O perfil granulométrico do pré-filtro deve assegurar valores de turbidez dentro dos padrões
sanitários.

5.7.4.5 O conjunto filtro e pré-filtro deve reter no mínimo 90 %, em massa, da formação geológica.

5.7.5 Desenvolvimento do poço

O desenvolvimento deve ser realizado para se obter uma melhor eficiência hidráulica do poço. Deve
possibilitar a remoção do reboco e do material mais fino da formação aquífera em seu entorno, recu-
perar a porosidade e permeabilidade do aquífero, permitir captar água isenta deste material. Os méto-
dos de desenvolvimento utilizados em poços totalmente revestidos a serem aplicados são:

 a) métodos hidráulicos – superbombeamento, jateamento, bombeamento com ar comprimido,


lavagem e retrolavagem;

 b) métodos mecânicos – pistoneamento, pistoneamento associado ao ar comprimido;

 c) outros métodos – produtos químicos, fraturamento hidráulico, gelo seco.

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5.7.6 Ensaio de vazão

5.7.6.1 Após a conclusão do poço, deve ser realizado ensaio de vazão, com a utilização, quando
possível, de poços de observação para a determinação das características hidrodinâmicas do aquífero.

5.7.6.2 Em sistemas de poços, devem ser realizados ensaios de vazão, com a utilização, quando
possível, de poços de observação para a determinação das características hidrodinâmicas do aquífero.

5.7.6.3 Para a determinação da vazão de explotação e dos parâmetros hidráulicos em poço único,
o ensaio de vazão deve ter duração mínima de 24 h, com vazão constante, seguido de medidas de
recuperação do nível. O tempo de medição da recuperação deve ser o suficiente para que esta atinja
no mínimo 80 % do rebaixamento medido.

5.7.6.4 Para poços com vazões superiores a 20 000 L/h, pode ser executado ensaio de vazão
escalonado, que visa a medir as perdas de carga e vazão explotável.

5.7.6.5 A vazão de projeto do poço pode ser avaliada durante sua construção, por meio de ensaios
operacionais, quando as características geológicas do aquífero permitirem.
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5.7.6.6 Os procedimentos do ensaio de vazão devem ser realizados com equipamento que ofereça
condições variáveis de operação no poço, quanto à vazão e medição do nível dinâmico.

5.7.6.7 O resultado final dos ensaios deve ser formalizado em relatório consubstanciando informações,
registros e análise do desempenho do poço, conforme requisito estabelecido em 5.7.6.3.

5.7.6.8 A vazão de explotação do poço e o correspondente nível dinâmico são fixados em função de
análise dos ensaios de bombeamento.

5.7.6.9 Para sistema de poços, os ensaios de vazão devem considerar e quantificar a interferência
entre eles.

5.7.6.10 Em aquíferos confinados, é recomendável que a profundidade do nível dinâmico não seja
inferior à cota superior do aquífero.

5.7.7 Laje sanitária

Deve ser prevista a construção de uma laje de proteção, em concreto armado, com cobertura mínima
de 1,5 × 1,5 m, espessura mínima de 10 cm, com declividade para as bordas.

5.7.8 Tampa de poço

5.7.8.1 Tampa cega a ser instalada após a finalização do poço, para proteger de contaminações
superficiais, impedindo o acesso de animais, líquidos e outras substâncias que possam alterar as
qualidades originais da água.

5.7.8.2 Tampa para poço tubular a ser instalada para permitir o acesso para controle, manutenção e
monitoramento do poço, protegendo suas instalações internas.

5.8 Instalação do conjunto de bombeamento

5.8.1 A escolha do conjunto de bombeamento deve atender à ABNT NBR 12214 e ser definida em
função dos seguintes fatores:

 a) condições de explotação: vazão e nível dinâmico;

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 b) diâmetro interno e profundidade da câmara de bombeamento;

 c) temperatura da água;

 d) características físico-químicas da água;

 e) características da energia elétrica disponível;

 f) altura manométrica total.

5.8.2 A profundidade de instalação do conjunto deve ser determinada em 5.8.1 a), b) e c), e pela
necessidade de refrigeração do equipamento.

5.8.3 Na instalação do conjunto, deve ser prevista a colocação do edutor, dos cabos elétricos,
do tubo lateral para medição do nível da água.

5.8.4 O conjunto deve ser instalado em trechos de tubos lisos, e nunca à frente das seções filtrantes.

5.8.5 O diâmetro da bomba submersa a ser instalada deve ser determinado atendendo aos requisitos
estabelecidos em 5.7.1.
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5.8.6 Nas instalações dos equipamentos de bombeamento nos poços profundos, deve ser realizado
o estudo de transitórios hidráulicos, em função das características da instalação e das condições de
operação dos equipamentos, sendo este estudo parte integrante do projeto.

5.8.7 O conjunto de bombeamento, de acordo com a necessidade e a disponibilidade de energia


elétrica, pode ser um tipos a seguir indicados:

 a) bomba submersa ou de superfície acionada por energia elétrica, acoplada à tubulação de recalque
(edução);

 b) air-lift: tubulações de edução de água e, de ar e injetor, acoplados à unidade de ar comprimido –


compressor;

 c) sistema de êmbolos ou pistão, acoplados ao moinho, ou a outras máquinas acionadas em


superfície.

6 Disposições finais
6.1 O poço concluído deve ser mantido com tampa e lacrado até a instalação do equipamento de
bombeamento.

6.2 Emissão de relatório conclusivo sobre a potencialidade hidrogeológica do poço e da viabilidade


de atendimento a 4.1.1 a).

6.3 Quando do abandono de um poço, este deve ser tamponado e lacrado conforme legislação
vigente ou procedimentos estabelecidos.

6.4 Apresentar as análises físico-química e bacteriológica.

6.5 Instalar o barrilete e o registro nos poços surgentes para impedir o desperdício de água.

6.6 O nível zero de referência (0 m) adotado nas medições de nível estático, dinâmico, perfurações,
revestimentos e perfilagens deve ser indicado em relação a que estrutura está referenciado.

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