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Reflexoterapia

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Introdução aos Microssistemas da Terapia Reflexa

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Dr.ª Gisele Damian Antônio Gouveia e Prof.ª Me. Cintia Vieira Caron

Revisão Textual:
Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos
Introdução aos Microssistemas
da Terapia Reflexa

Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:


• Conceitos importantes para Terapias Reflexas;
• O que são Microssistemas?

Fonte: Getty Images


Objetivo
• Compreender os efeitos da terapia reflexa no organismo e sua interação com outras prá-
ticas integrativas.

Caro Aluno(a)!

Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.

Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.

No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões


de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de
troca de ideias e aprendizagem.

Bons Estudos!
UNIDADE
Introdução aos Microssistemas da Terapia Reflexa

Contextualização
Acupuntura: os microssistemas, disponível em: https://youtu.be/BUZzot8rWYU

Depois de assistir a este vídeo que apresenta o conceito de microssistemas e os


principais deles para tratamento e diagnóstico, acesse o material teórico da discipli-
na e conheça o contexto histórico, funcionamento e evidências científicas sobre as
terapias reflexas.

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Conceitos importantes
para Terapias Reflexas
Para a medicina tradicional chinesa, o corpo humano saudável é resultado do equilí-
brio das energias. Ao longo do tempo da evolução da MTC, foram descobertas impor-
tantes técnicas de cuidado, entre elas a reflexologia. Vale primeiramente esclarecer as
nomenclaturas utilizadas nesta disciplina, bem como em livros e artigos publicados sobre
terapias reflexas: reflexologia, reflexoterapia e microssistemas.

O que é reflexologia?
A Reflexologia (reflexo – reflexos; logia - conhecimento, estudos) refere-se à ciência
ou arte que estuda os reflexos do corpo humano, ou seja, as reações involuntárias, sen-
soriais ou motoras a um estímulo externo (GILLANDERS,2008).

Reflexo: é uma contração muscular involuntária decorrente de um estímulo externo e


produzido por um órgão central como a medula espinhal. No contexto da teoria de zonas
reflexas, o termo “reflexo” tem o sentido de reflexão de todo o organismo, cabeça, pescoço
e tronco, numa pequena área ou microssistema (GILLANDERS,2008).

O que é e reflexoterapia?
A Reflexoterapia ou terapia por zona é a utilização terapêutica da reflexologia. É uma
técnica que utiliza pressão ou massagem em zona de reflexo, ou seja, áreas reflexas a ór-
gãos, glândulas e estruturas do corpo, representadas em um microssistema (pequena área
correspondente) do macrossistema (corpo) (RIBEIRO; SOUZA; MAGALHÃES, 2005).
A forma mais comum de reflexoterapia é a dos pés, chamada de reflexoterapia podal.

Acesse as publicações abaixo, para aprofundar a discussão sobre as nomenclaturas e os


conceitos da Reflexologia em publicações do Ministério da Saúde e em livro. Verifique abaixo:

BRASIL. Ministério da Saúde, Secretaria Executiva, Secretaria de Atenção à Saúde. Glos-


sário temático: práticas integrativas e complementares em saúde. Brasília: Ministério da
Saúde, 2018. Disponível em: https://bit.ly/2IDZmam
RIBEIRO, A. R.; SOUZA, F. A.; MAGALHÃES, R. (org.) Catálogo de abordagem terapêutica.
São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005. Disponível em: https://bit.ly/2UTgXSd

Contexto histórico da reflexoterapia


A reflexoterapia nasceu na China por volta de 5.000a.C. Entretanto, um antigo docu-
mento mostra que a prática foi encontrada no túmulo de um médico egípcio, chamado
de Ankmahar, no Saqqar – Egito, por volta de 2.500 a 2.330 a.C (OXENFORD, 1998).

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Figura 1 – Massagens nos pés na China


Fonte: sometag.org

Massagens nos pés e mãos no Egito, disponível em: http://bit.ly/2GrOjxk

Essa prática passou por diversas fases e foi praticada de várias maneiras ao longo
dos anos, diferindo em estilo e localização dos pontos consoante o estudioso/terapeu-
ta (OXENFORD, 1998). Observe, abaixo, a linha do tempo da história da reflexologia
(WILLS, 2017; OXENFORD, 1998).
• 1500-1571: Cellini usou técnicas de forte pressão nos dedos dos pés e das mãos
para aliviar dores corporais;
• 1600: Adamus e Atais escreveram um livro sobre terapias por zonas. Leipezig (Dr.
Ball) também escreveu um livro sobre o tema;
• 1831-1881: W. Garfield usou pressão em vários pontos dos pés para aliviar dores
do corpo decorrentes de uma tentativa de assassinato;
• 1885: William Fitzgerald descobriu pontos em 10 zonas do corpo, impulsionando
o conhecimento da terapia reflexa no ser humano. Entretanto, suas técnicas não
foram aceitas pela comunidade médica na época.
• 1893: Dr. Cornelius descobriu que condições físicas de determinadas áreas do cor-
po melhoravam quando pontos específicos dos pés eram massageados, com isso
iniciaram-se os estudos da Terapia das Zonas (VENNELLS, 2003).
• 1898: Sir Henry Head descobriu a existência das zonas de hiperalgesia. Ele fez
amplas pesquisas sobre o que chamou de “zonas da cabeça” (VENNELLS, 2003).

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• 1900: Dr. Joe S. Riley aprimorou as técnicas de Fitzgerald e fez o primeiro mapa
detalhado dos pontos reflexos nos pés, desenvolvendo técnicas de massagem reflexa.
• 1917: Dr. Edwin F. Bowers publicou o tratamento proposto por Dr. Fitzegerald,
chamando-o de “Zone Therapy”. A obra descreve diagramas dos reflexos dos pés
e a correspondente divisão das 10 zonas. Ele recomenda a técnica para médicos,
cirurgiões-dentistas, ginecologistas, otorrinolaringologistas e quiropráticos. Bowers
e Filzgeral continuaram estudando e aperfeiçoando a técnica por 10 anos. Com
isso, Fitzgerald começou a ensinar a técnica.
• 1919: Joseph Riley aprendeu a técnica e a utilizava em suas consultas particulares
por anos. Ele escreveu um livro intitulado ”Zone Therapy Simplified”;
• 1925: Dr. George Starr White divulga a Terapia Zonal como método terapêutico
nos Estados Unidos;
• 1930: A enfermeira e massagista Eunice D. Ingham interessou-se pela técnica e
começou a estudar. Ela mapeou os pontos reflexos dos pés seguindo as 10 zonas pro-
postas pelo Dr, Fitzgeral, estabelecendo um mapa seguro para cada área reflexa do
corpo humano nos pés. Com seu conhecimento e sensibilidade, ela desenvolveu um
método de massagem sutil chamado Método Ingham de Massagem de Compressão.
• 1938: O Método Ingham de Massagem de Compressão foi descrito no livro Stories
the feet can tell, levando a um aprofundamento da reflexoterapia podal. A refle-
xologia foi disseminada pelo mundo por inúmeros discípulos de Eunice Ingham:
Doreen Bayley, Mildred Carter e Hanne Marquardt.
• 1996: A técnica foi desenvolvida no Brasil quando passou a ser divulgada e pratica-
da por vários terapeutas. Elizabeth Graham, reflexologista sul-americana, ministrou
um curso de especialização em reflexologia para enfermeiros.
• Dias atuais: Há vários estudos científicos sobre reflexologia indicando a prática
para a melhoria da assistência. Consideradas livres de efeitos colaterais, fáceis de
aprender e executar, as terapias reflexas tornaram-se populares ao público em geral
(YANG, 2005). Atualmente, a reflexoterapia vem sendo integrada às técnicas da
medicina tradicional e biomédica de duas formas: usada isoladamente ou associada
de forma complementar ou integrativa (MAGALHÃES DA SILVA et al. 2015).

Caso tenha ficado interessado(a) em saber mais sobre estudos científicos sobre a reflexo-
terapia, acesse o site da BVS – Medicinas tradicionais, complementares e integrativas e leia
os artigos citados acima na íntegra. Acesse aqui: https://bit.ly/2QfWHXL

Agora, leia a síntese de estudos que preparamos para você e conheça as principais
indicações da reflexoterapia publicadas em estudos científicos nos últimos 15 anos.

A terapia reflexa promove equilíbrio do Qi e mudanças fisiológicas em diversos sis-


temas, melhorando funções fisiológicas, oxigenação, circulação sanguínea e linfática,
bem-estar físico e emocional, aporte nutricional de células e tecidos e eliminação de
toxinas (GAMBLES, CROOKE, 2002; GILLANDERS, 2008). Também melhora a qua-
lidade de vida e do sono, reduz o estresse, transtornos do humor, doenças pulmonares

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obstrutivas crônicas (WILKINSON et al., 2006) e melhora a cicatrização de feridas


(XAVIER, 2007), digestão, revitaliza órgãos desequilibrados por meio de pressão ou
massagens específicas em microssistemas (WANG et al., 2008).

É uma técnica que promove relaxamento e reduz tensões musculares, alivia


dor crônica e aguda, utilizada em tratamentos de quadros que apresentem fadi-
ga, lombalgia, dor cervical (IZQUIERDO, 2007), enxaqueca (WOJCIECH; PAWEL;
HALINA, 2017) e diabetes (MAGALHÃES DA SILVA et al., 2015). Além disso,
reduz o desconforto pré e pós-natal, edema no final da gravidez, sintomas da meno-
pausa (WILLIAMSON et al., 2002), síndromes menstruais e auxilia na indução da
ovulação (HOLT et al.; 2009). Em casos de câncer e esclerose múltipla, auxilia na
redução de sintomas físicos e psicológicos adversos associados à doença ou a seus
tratamentos (WANG et al., 2008).

Agora que você compreendeu os conceitos, contexto histórico e os benefícios


da reflexoterapia, vamos apresentar, brevemente, os principais microssistemas do
corpo humano.

O que são Microssistemas?


São pequenas regiões do corpo que contêm a representação do corpo em sua totali-
dade (SILVA FILHO, 2019). Nestes locais há uma grande concentração de terminações
nervosas e vasos capilares que com pequenos estímulos provocam efeitos significativos
a uma grande área do organismo, potencializando a resposta terapêutica.

Segundo a teoria reflexa, os órgãos, glândulas e demais regiões do corpo estão vincu-
lados a uma zona de reflexo representada em um microssistema. Essa correlação entre
zona de reflexo correspondente a uma área do corpo, órgãos e vísceras com um ponto
específico do sistema nervoso central chama-se somatotopia.

Há diferentes microssistemas localizados no nosso corpo, considerados somatoto-


pias. Esses microssistemas são réplicas holográficas de nosso corpo, sendo usados para
diagnóstico e tratamento (SILVA FILHO, 2019).

Somatotopia: (do grego sõma - atos, corpo + tópos, lugar) é a correspondência ponto a
ponto de uma área do corpo com um ponto específico do sistema nervoso central. Tipica-
mente, uma área do corpo corresponde a um ponto no córtex somatossensorial primário
(giro pós-central).
Replica holográfica (holograma): é um registro ou representação de uma imagem em
três dimensões. O nome holograma deriva de holografia (do grego holos - todo, inteiro e
graphos - sinal, escrita). Os hologramas possuem uma característica única: cada parte deles
possui a informação do todo. Assim, um pequeno pedaço de um holograma terá informa-
ções de toda a imagem do mesmo holograma completo (SILVA FILHO, 2019).

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O seu mecanismo de ação é reflexo tronco-cerebral. A aplicação de um estímulo, por
agulha ou por pressão, em uma zona de reflexo representada em um microssistema põe
em atividade uma série de reflexos. Esses reflexos integram um circuito com capacidade
de sensibilizar a região tronco-cerebral. A zona de reflexo pode, também, sinalizar uma
estagnação energética. Consequentemente, se houver um bloqueio energético decorren-
te de um problema de saúde, quando o terapeuta pressionar a zona de reflexo corres-
pondente ao órgão ou víscera o indivíduo sentirá dor. Essa relação ponto-cérebro-órgão
é que torna as terapias reflexas compatíveis como tratamento das diferentes patologias
para o equilíbrio e harmonia do corpo (SOUZA, 2013).

Nosso corpo pode dar sinais de desarmonia energética em diferentes áreas reflexológicas,
por isso é importante conhecer os diferentes microssistemas para saber coletar informa-
ções suficientes para um bom diagnóstico e um tratamento efetivo.

Conheça agora os principais microssistemas e preste atenção na diferença dos mapas


e localização de pontos.

Microssistema dos pés


É uma somatotopia localizada nos pés, em que o microssistema podal representa o cor-
po como um todo. A reflexoterapia podal foi a primeira técnica reflexa descoberta, sendo
inspiração a muitas outras. Foi criada por Eunice D. Ingham, em 1930. Esse microssiste-
ma é utilizado no diagnóstico e tratamento da medicina chinesa (GILLANDERS, 2008).

Figura 2 – Microssistema dos pés (reflexoterapia podal)


Fonte: Adaptado de Federação Mundial de Medicina Chinesa

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Microssistema pavilhão auricular


É uma somatotopia localizada no pavilhão auricular, em que o microssistema auricu-
lar representa o corpo como um todo. Há diferentes escolas que utilizam o microssiste-
ma auricular para diagnóstico e tratamento. Em 1951, o Dr. Paul Nogier observou que
vários pacientes apresentavam uma cauterização na orelha para aliviar dores de uma
ciatalgia. Com isso, percebeu uma correlação das regiões do corpo com a figura de um
feto invertido e, assim, iniciou o desenvolvimento da auriculoterapia, tanto na França
como na China (FREGONEZE, 2019). As principais abordagens terapêuticas da auricu-
loterapia são: francesa, chinesa, brasileira e biomédica (SOUZA, 2013). Apesar de am-
bas usarem o microssistema auricular, a interpretação anatômica das zonas de reflexo,
princípios e modo de estimular o ponto são diferentes.

Microssistema das orelhas (auriculoterapia francesa), disponível em: http://bit.ly/2GuknAQ


Microssistema da orelha (auriculoterapia chinesa), disponível em: http://bit.ly/2GuIJKx

Explore o website Meihuanet e leia um pouco mais sobre a auriculoterapia.


Disponível em: https://bit.ly/2UQf9sW

Microssistema palmar
É uma somatotopia localizada nas mãos, em que o microcosmo da mão contém
pontos correspondentes ao órgão, os quais têm reação aos estímulos diversos a que
forem expostos para serem usados para tratamento de diferentes patologias. Esse
método foi desenvolvido na Coreia pelo Dr. Tae Woo Yoo, em 1975 (KIM, 2014;
SOUZA, 2019).

Microssistema das mãos (Koryo acupuntura), disponível em: http://bit.ly/2Gw9Qoz

Explore o website Meihuanet e leia um pouco mais sobre a Acupuntura coreana nas mãos.
Disponível em: https://bit.ly/2ITyDWk

Microssistema facial
É uma somatotopia localizada na face, em que o microssistema facial representa o
corpo como um todo. Esse microssistema é utilizado no diagnóstico da medicina chinesa
(MACIOCIA, 2007).

Microssistema da face (Faciopuntura chinesa), disponível em: http://bit.ly/2GuVjJM

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Microssistema da língua
É uma somatotopia localizada na língua, em que o microssistema lingual representa
o corpo como um todo. Esse microssistema é utilizado no diagnóstico e tratamento da
medicina chinesa (MACIOCIA, 2007).

Microssistema da língua, disponível em: http://bit.ly/2GsWZUi

Assista à videoaula sobre o uso do microssistema lingual e facial para o diagnóstico


em MTC.

Agora, consulte a galeria de Línguas disponível no website Meihuanet e inicie suas observa-
ções. Disponível em: https://bit.ly/2vmE4oI

Microssistema do abdômen
É uma somatotopia localizada no abdômen, em que o microssistema abdominal re-
presenta o corpo como um todo. Mubunsai criou a técnica da acupuntura abdominal
para tratar 9 das 10 doenças mais comuns, em 1685. As principais abordagens terapêu-
ticas que utilizam o microssistema do abdômen são a medicina japonesa, a chinesa e a
brasileira. Apesar de usarem o microssistema do abdômen, a interpretação anatômica
das zonas de reflexo, princípios e modo de estimular o ponto são diferentes.

Microssistema do abdômen (acupuntura abdominal brasileira),


disponível em: http://bit.ly/2GtquoV
Microssistema do abdômen (acupuntura abdominal japonesa),
disponível em: http://bit.ly/2GtroBP
Microssistema do abdômen (acupuntura abdominal chinesa),
disponível em: http://bit.ly/2GrRoxo

Leia um pouco mais sobre a acupuntura abdominal. Disponível em: https://bit.ly/2W5MD31

Microssistema dos olhos


É uma somatotopia localizada nos olhos, em que esse microssistema representa o
corpo como um todo. Devido à íntima relação entre olhos e fígado e coração, esse mi-
crossistema mostra, em particular, o estado emocional, mental e espiritual. “O Espírito
e a Essência do Coração se reúnem nos olhos” (MACIOCIA, 2007).

Microssistema dos olhos (iridologia), disponível em: http://bit.ly/2GwaORJ

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Microssistema dos dentes


É uma somatotopia localizada nos dentes, em que esse microssistema representa o
corpo como um todo. É um microssistema pouco usado. Esse microssistema correla-
ciona os órgãos e as vísceras com os elementos dentários: incisivos centrais e laterais
inferiores e superiores: rins e bexiga; caninos superiores e inferiores: fígado e vesícula
biliar; primeiro e segundos pré-molares superiores e inferiores: pulmão e intestino gros-
so; primeiros e segundos molares superiores e inferiores: baço, pâncreas e estômago;
terceiros molares superiores e inferiores: coração e intestino delgado (SILVA, 2019).

Figura 3 – Microssistema dos dentes


Fonte: Acervo do Conteudista

Microssistema do nariz
É uma somatotopia localizada no nariz, em que cada parte do nariz representa o
corpo como um todo. É um microssistema útil para tratamento e diagnóstico. O nariz é
o órgão do sentido do pulmão. Ele reflete a saúde geral do organismo. Por essa razão,
formato, cor, oleosidade, descamações são informações importantes para correlacionar
com a parte do corpo relacionada (MACIOCIA, 2007; SILVA, 2019).

Microssistema do nariz, disponível em: http://bit.ly/2GtwCgR

Para conhecer e saber mais sobre os microssistemas do nariz, dentes e olhos e sua utilização
na MTC, leia o trabalho disponível no link: https://bit.ly/2VZBxgc

Microssistema do crânio
É uma somatotopia localizada no crânio, em que cada parte do crânio representa o
corpo como um todo. Há duas técnicas que utilizam esse microssistema para tratamen-
to: a prática japonesa, chamada de Crâniopuntura de Yamamoto – NCY, e a chinesa,
denominada Chiao Shu Fa. Apesar de ambas usarem o microssistema do crânio, a
interpretação anatômica das zonas de reflexo, princípios e modo de estimular o ponto

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são diferentes. Na NCY, a maioria de seus pontos localiza-se na fronte do paciente,
enquanto na crâniopuntura chinesa, o local de aplicação centra-se na região lateral do
crânio (temporo-frontal) (ARTIOLI et al. 2018).

Figura 4 – Microssistema do crânio (crâniopuntura japonesa)


Fonte: ARTIOLI et. al; 2018

Microssistema do crânio (crâniopuntura chinesa), disponível em: http://bit.ly/2Gwc4nV

Leia o artigo Nova crâniopuntura de Yamamoto: suas aplicações e resultados em condições


dolorosas, disponível em: https://bit.ly/2ICO3PJ

Na prática, os microssistemas podem ser estimulados por diferentes métodos, por


exemplo: aparelhos, agulhas, sangria, sementes, esferas (ouro, prata, cristal, aço, mag-
neto...), pressão, massagem, entre outros.

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Ao buscarmos restabelecer o equilíbrio do organismo por meio da Terapia Reflexa usando


o estímulo de um microssistema, é importante estarmos atentos:
• À abordagem terapêutica adotada (chinesa, coreana, japonesa, francesa, brasileira etc.);
• À seleção do mapa de pontos para localizar as zonas de reflexo do microssistema;
• Para selecionar um conjunto de zonas de reflexos que influenciem o funcionamento de
determinado órgão ou emoções estagnadas ali e não apenas o ponto correspondente
ao órgão doente;
• A olhar o indivíduo como um todo e não apenas os sinais e sintoma da doença.

Agora que você conheceu os principais microssistemas da acupuntura e seus respec-


tivos mapas holográficos, siga para as unidades 2, 3 e 4 e aprofunde seu estudo em três
técnicas da reflexoterapia: podal, palmar e auricular.

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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Sites
Biblioteca Virtual da Saúde - Medicina tradicional, complementar e integrativa
https://bit.ly/2XFJE1D
MEIHANET 2.0 - Sistema de apoio ao estudo de acupuntura e microssistemas
https://bit.ly/2IFo362
Acupuntura coreana nas mãos.
https://bit.ly/2vi5dsX

Leitura
Nova crâniopuntura de Yamamoto: suas aplicações e resultados em condições dolorosas.
Revisão sistemática
ARTIOLI, D. P.; AZEVEDO, M. V. G. T.; BERTOLINI, G; R; F. Nova crâniopuntura de
Yamamoto: suas aplicações e resultados em condições dolorosas. Revisão sistemática.
BrJP, São Paulo, 2018, abr. – jun., v. 1, n. 2, p. 180-183
https://bit.ly/2ICO3PJ
Microssistemas: dente, olho, nariz, pênis e sua utilização na medicina tradicional chinesa
SILVA, O. G. Microssistemas: dente, olho, nariz, pênis e sua utilização na medicina tra-
dicional chinesa. Faculdade Ávila. Pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa, 2019.
https://bit.ly/2VZBxgc
Microssistemas da acupuntura: teoria, reações e aplicações
SILVA FILHO, R. C. Microssistemas da acupuntura: teoria, reações e aplicações.
EMBRAMEC, 2019.
https://bit.ly/2PqXe6g

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Introdução aos Microssistemas da Terapia Reflexa

Referências
ARTIOLI, D. P.; AZEVEDO, M. V. G. T.; BERTOLINI, G. R. F. Nova crâniopuntura de
Yamamoto: suas aplicações e resultados em condições dolorosas. Revisão sistemática.
BrJP, São Paulo, 2018, abr. – jun., v. 1, n. 2, p. 180-183. Disponível em: <http://www.
scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2595-31922018000200180&lng=en&nr
m=iso>. Acesso em: 13 abr. 2019.

FREGONEZE, A. C. S. Auriculoterapia. Disponível em: <http://www.meihuanet.com/


auriculo/menu.htm>. Acesso em: 13 abr. 2019.

GAMBLES, M.; CROOKE, M.; WILKINSON, S. Evaluation of a hospice based reflexology


service: a qualitative audit of patient perceptions. European Journal of Oncology Nur-
sing, 2002; v. 6, n. 1, p. 37–44.

GILLANDERS, A. Guia completo de reflexologia: todo o conhecimento necessário


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HALL, N. M. Reflexologia: um método para melhorar a saúde. Massagem nos pés e nas
mãos para relaxamento e tratamento de diversas doenças. São Paulo: Pensamento, 1997.

HOLT, J.; LORD, J.; ACHAYA, U. et al. The effectiveness of foot reflexology in inducing
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em: 13 abr. 2019.

IZQUIERDO, A. A.; PEREGRINO, B. B.; GONZALEZ, L. M. S et al. Eficacia de la


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KIM, Choo H. Acupuntura coreana da mão: passo a passo. São Paulo: Ícone, 2014. 145 p.

MACIOCIA, G. Diagnóstico na medicina chinesa. São Paulo: Roca, 2007.

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pés de pessoas com diabetes mellitus tipo 2: ensaio randomizado. Revista Latino-
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www.redalyc.org/articulo.oa?id=281442224006> 

OXENFORD, R. Reflexologia: técnicas simples para aliviar o stress e estimular a men-


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