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Hidráulica - @ Carlos Amilton S.

Santos, 2019
1
É a parte da Hidráulica que trata de assuntos tais como:

✓Medição das vazões;


✓Velocidade dos líquidos em tubos ou canais;
✓Profundidade e variação do nível da água;
✓Medida das seções de escoamento e das pressões;
✓Ensaio de bombas e turbinas.

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A escolha do método depende:

→ Do volume do fluxo de água;


→ Das condições locais;
→ Do custo (existem equipamentos caros e outros simples e baratos);
→ Da precisão desejada

Existem métodos de medição de vazão para condutos


forçados e condutos livres

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MEDIÇÃO DAS VAZÕES: MÉTODO DIRETO

Volume( v )
Vazão(Q ) =
Tempo(T )

O volume v pode ser dado em litros ou metros cúbicos e


o tempo T em minutos ou segundos, dependendo da
magnitude da vazão medida.
Mede-se o tempo necessário para que a água preencha
completamente um reservatório com volume conhecido.

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MEDIÇÃO DAS VAZÕES: MÉTODO DIRETO

Aplicação do método direto:

Pequenas descargas, tais como


nascentes, canalizações de pequeno diâmetro
e em laboratório para medir a vazão de
aspersores e gotejadores.

Obs.: Quanto maior o tempo de


determinação, maior a precisão.
T=?

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OS MEDIDORES DE VAZÃO SE CLASSIFICADOS DE ACORDO COM
O MÉTODO DE MEDIÇÃO:

1. Diferença da pressão (perda de carga)

2. Deslocamento positivo

3. Velocidade

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OS MEDIDORES DE VAZÃO SE CLASSIFICADOS DE ACORDO COM
O MÉTODO DE MEDIÇÃO:

1. Diferença da pressão (perda de carga)

2. Deslocamento positivo

3. Velocidade

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1. DISPOSITIVOS QUE MEDEM A VAZÃO PELA DIFERENÇA DE
PRESSÃO OU CARGA

✓Orificio
✓Bocal
✓Placa de Orifício
✓Tubo Pitot
✓Tubo Venturi

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1. ORIFÍCIOS
O que são?
São aberturas de perímetro fechado e forma geométrica definida, feitas
abaixo da superfície livre da água.
Onde são usados?
Em paredes de reservatórios, de pequenos tanques, canais ou canalizações.

Para que servem?


Para medir e controlar a vazão.

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1. ORIFÍCIOS

ORIFÍCIO JUNTO AO FUNDO DO RESERVATÓRIO

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1. ORIFÍCIOS
Aplicação do teorema de Bernoulli

A1, V1, patm 2


V1 patm V 2 2 patm
+ +h= +
2g  2g 
h 2
V2
A2, V2, patm h=
2g
V 2 = 2 gh
Obs.: Q = V2.A2

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1. ORIFÍCIOS

USO DE ORIFÍCIO NA MEDIÇÃO DE


VAZÃO

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1. ORIFÍCIOS

1- Quanto às dimensões:
Pequeno:
Quando suas dimensões forem muito menores
que a profundidade h em que se encontra.
h
Na prática, quando:
d  h/3. d

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1. ORIFÍCIOS

1- Quanto às dimensões:
Grande:
quando d > h/3, sendo d a altura do orifício. h

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1. ORIFÍCIOS

2- Quanto às formas:
Retangular; circular; triangular, etc.

ORIFÍCIO ORIFÍCIO
CIRCULAR RETANGULAR
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1. ORIFÍCIOS
3- Quanto natureza das paredes:

Parede delgada (e < d):

A veia líquida toca apenas a face d


interna da parede do reservatório.

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1. ORIFÍCIOS
3- Quanto natureza das paredes:

Parede espessa (e  d):


e
O jato toca quase toda a parede do
reservatório.
d
Esse caso será visto no estudo dos
bocais.

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1. ORIFÍCIOS
4- Seção contraída:
As partículas fluidas afluem ao orifício,
vindas de todas as direções, em trajetórias
curvilíneas.
Ao atravessarem a seção do orifício
continuam a se mover em trajetórias curvilíneas.
As partículas não mudam bruscamente de
direção, obrigando o jato a contrair-se um
pouco além do orifício.
Causa: A inércia das partículas de água que
continuam a convergir depois de tocar as bordas
do orifício.

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1. ORIFÍCIOS
4- Seção contraída:

CONTRAÇÃO DA VEIA LÍQUIDA

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1. ORIFÍCIOS
4- Seção contraída:
Podemos calcular o coeficiente de
contração (CC), que expressa a redução no
diâmetro do jato:

CC = Ac / A

•Ac = área da seção contraída


•A = área do orifício.

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1. ORIFÍCIOS
5- Tipo de escoamento:

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1. ORIFÍCIOS
5- Tipo de escoamento:

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1. ORIFÍCIOS
6- Quanto a disposição na parede:

• Vertical

• Inclinada,
• Inclinada para jusante
• Parede horizontal. h

OBS: Quando a parede é horizontal e h < 3d surge d


o vórtice, que afeta o coeficiente de descarga.

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1. ORIFÍCIOS
6- Quanto contração da veia liquida:

CONTRAÇÃO COMPLETA CONTRAÇÃO INCOMPLETA


(EM TODAS AS FACES DO (SÓ NA PARTE DE CIMA DO
ORIFÍCIO) ORIFÍCIO)
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1. ORIFÍCIOS

CORREÇÃO DO COEFICIENTE Cd PARA CONTRAÇÃO INCOMPLETA


Para orifícios retangulares, Cd assume o valor de C’d, como mostrado
abaixo:
C’d = Cd. (1 + 0,15.k)

perímetro da parte em que há supressão da contração


k=
perímetro total do orifício

b
Perímetro total = 2.(a+b)
a

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1. ORIFÍCIOS

CORREÇÃO DO COEFICIENTE Cd PARA CONTRAÇÃO INCOMPLETA

b
k=
2.(a + b )

a+b
k=
2.(a + b )
2.a + b
k=
2.(a + b )

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1. ORIFÍCIOS

CORREÇÃO DO COEFICIENTE Cd PARA CONTRAÇÃO INCOMPLETA

Para orifícios circulares, temos:


• Para orifícios junto a uma parede lateral, k = 0,25;
• Para orifícios junto ao fundo, k = 0,25;
• Para orifícios junto ao fundo e a uma parede lateral, k = 0,50;
• Para orifícios junto ao fundo e a duas paredes laterais, k = 0,75.

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1. ORIFÍCIOS

VELOCIDADE REAL

Na prática a velocidade real (Vr) na seção contraída é menor que a


velocidade teórica (Vt) devido a:
• Atrito externo;
• Viscosidade.

Chama-se de Cv (coeficiente de velocidade) a relação entre Vr e Vt.

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1. ORIFÍCIOS

VELOCIDADE REAL

Cv=
Vr
V r =Cv.Vt
Vt
Cv é determinado experimentalmente e é função do diâmetro do
orifício (d), da carga hidráulica (h) e da forma do orifício. Na prática pode-
se adotar Cv = 0,985.
Definindo como coeficiente de descarga (Cd) ao produto Cv x Cc,
temos:
Cd = Cv . Cc
Na prática adota-se Cd = 0,61

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1. ORIFÍCIOS

VELOCIDADE REAL
Vt = Cd . 2 gh
Esta equação dá a velocidade real do jato no ponto 2.
Lembrando que Vazão = velocidade x área
(Q = V.A, portanto V = Q/A), temos:

Q = Cd . A. 2 gh VAZÃO REAL ATRAVÉS DO ORIFÍCIO

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1. ORIFÍCIOS

1) Qual a velocidade do jato e qual a descarga de um orifício padrão (cv


= 0,98 e cd = 0,61), com 6 cm de diâmetro, situado na parede vertical de
um reservatório, com o centro 3 m abaixo da superfície da água ?

2) Qual o diâmetro que deve ser dado a uma comporta circular de


coeficiente de vazão 0,62 e como centro a 2 m abaixo do nível do
reservatório, para que a mesma dê escoamento de 500 l/s ?

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1. ORIFÍCIOS

3) A velocidade na seção contraída do jato que sai de um orifício de 5 cm


de diâmetro, sob uma carga de 4,5 m é de 9,1 m/s. Qual o valor dos
coeficientes de velocidade, contração e descarga, sabendo-se que a
vazão é de 11,2 l/s.
4) Um tanque fechado é dividido em duas partes que se comunicam por
um orifício de 5cm de diâmetro. Num dos compartimentos o nível da água
fica a 2,4 m do centro do orifício e, no espaço acima da superfície, a
pressão é de 1,4 Kgf/cm2; no outro compartimento, o orifício fica
descoberto, e a pressão indicada por um vacuômetro é de 25 cm de Hg.
Calcular a velocidade do jato e a descarga no orifício sendo cv = 0,97 e cd
= 0,61.

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1. ORIFÍCIOS

3) A velocidade na seção contraída do jato que sai de um orifício de 5 cm


de diâmetro, sob uma carga de 4,5 m é de 9,1 m/s. Qual o valor dos
coeficientes de velocidade, contração e descarga, sabendo-se que a
vazão é de 11,2 l/s.
4) Um tanque fechado é dividido em duas partes que se comunicam por
um orifício de 5cm de diâmetro. Num dos compartimentos o nível da água
fica a 2,4 m do centro do orifício e, no espaço acima da superfície, a
pressão é de 1,4 Kgf/cm2; no outro compartimento, o orifício fica
descoberto, e a pressão indicada por um vacuômetro é de 25 cm de Hg.
Calcular a velocidade do jato e a descarga no orifício sendo cv = 0,97 e cd
= 0,61.

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1. ORIFÍCIOS

VAZÃO EM ORIFÍCIOS GRANDES

Quando h1 é muito
diferente de h2, o uso da
altura média de água h sobre h1
o centro do orifício de h2 h
diâmetro D para o cálculo da
vazão, não é recomendado.
D

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1. ORIFÍCIOS

VAZÃO EM ORIFÍCIOS GRANDES


Razão:
A velocidade da água no centro de um orifício
grande é diferente da velocidade média do fluxo
neste orifício.
Chamando de D o diâmetro, diz-se que um
orifício é grande quando:
H < 2D

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1. ORIFÍCIOS

VAZÃO EM ORIFÍCIOS GRANDES


Orifício retangular grande
(projeção)

h1
h2 h

dh

L
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1. ORIFÍCIOS

VAZÃO EM ORIFÍCIOS GRANDES


Como calcular a vazão de um orifício grande?

É possível calcular a vazão que escoa através de uma


seção de área infinitesimal dS do orifício grande:
dS = L.dh

Esta seção reduzida é um orifício pequeno. Então vale a


equação:
Q = Cd .S . 2 gh
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1. ORIFÍCIOS

VAZÃO EM ORIFÍCIOS GRANDES


Fazendo S = L.h, a vazão através de dS será:

dQ = Cd . L.dh 2 gh

Se a vazão através da área dS pode ser dada pela


equação acima, então, integrando-se a mesma entre os limites
h1 e h2, teremos a vazão total do orifício.

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1. ORIFÍCIOS

VAZÃO EM ORIFÍCIOS GRANDES


h1
Q = Cd .L. 2 g  h .dh
h2

Q = .Cd . L. 2. g .(h 2 3 / 2 − h13 / 2 )


2
3

2  h 23 / 2 − h13 / 2 
ou Q = .Cd .S . 2. g . 
3  h 2 − h1 

EQUAÇÕES DA VAZÃO EM ORIFÍCIOS GRANDES


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1. ORIFÍCIOS

ESCOAMENTO COM NÍVEL VARIÁVEL

Durante o esvaziamento de um reservatório por meio de


um orifício de pequena dimensão, a altura h diminui com o
tempo.
Com a redução de h, a vazão Q também irá decrescendo.
Problema: Como determinar o tempo para esvaziar ou retirar um
volume v do reservatório?

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1. ORIFÍCIOS

ESCOAMENTO COM NÍVEL VARIÁVEL


Num pequeno intervalo de tempo dt a vazão que passa pelo orifício
será:

Q = Cd .S. 2 gh
E o volume infinitesimal escoado será:

dv = Cd .S . 2 gh.dt
Obs: Lembrar que v = Q . t

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1. ORIFÍCIOS

ESCOAMENTO COM NÍVEL VARIÁVEL


Nesse mesmo intervalo de tempo, o nível de água no
reservatório baixará de uma altura dh, o que corresponde ao
volume:
dv = Ar.dh
S = área do orifício (m2);
Ar = área do reservatório (m2);
t = tempo necessário par o esvaziamento (s).

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1. ORIFÍCIOS

ESCOAMENTO COM NÍVEL VARIÁVEL Ar.dh = Cd .S. 2. g.h .dt


Igualando as duas expressões que
fornecem o volume, podemos isolar o dt =
Ar.dh
valor de dt: Cd .S . 2. g .h

h1
Integrando-se a expressão entre t=
Ar
 .dh
h −1 / 2

dois níveis, h1 e h2, obtemos o valor de t. Cd .S . 2. g h2

t=
2. Ar
(h11/ 2 − h21/ 2 )
Cd .S . 2. g

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1. ORIFÍCIOS

ESCOAMENTO COM NÍVEL VARIÁVEL


Quando o esvaziamento é completo,
h2 = 0 e h1 = h

2. Ar Expressão aproximada, já que quando h < 3


t = . h vezes o diâmetro do orifício, este não poderia
Cd .S . 2. g
mais ser considerado pequeno.

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1. ORIFÍCIOS

- Fonte: A. Netto (1998)


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1. ORIFÍCIOS

- Fonte: A. Netto (1998)


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1. ORIFÍCIOS

- Fonte: A. Netto (1998)


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1. ORIFÍCIOS

EXERCÍCIO
Uma empresa tem um reservatório de 5m x 12 m de área de superfície e 2.8 m de
profundidade. No fundo do reservatório existe uma abertura circular de 15cm de
diâmetro. Determine o tempo de esvaziamento do reservatório considerando o
coeficiente de descarga C=0.62.

Dados: A = 5 x 16 = 60 m2 Temos: t = 4208 s ou 70 min


S = (Pi x D2)/4 = (3.14*(0.15) 2)/ 4 = 0.01767 m2

Substituindo na formula :
2. Ar
t = . h
Cd .S . 2. g

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1. ORIFÍCIOS
EXERCÍCIO

Na parede vertical do reservatório A existe um orifício de pequenas dimensões afogado, que desagua em um
reservatório B (figura abaixo). Este, por sua vez, possui também um pequeno orifício que desagua livremente na
atmosfera. Supondo regime permanente (nível constante) e sabendo que h= h’ = 5m, calcular:

a) Os valores de H1 e H2;
b) A vazão em regime permanente;

DADOS: H1
Cv1 = Cv2= 0,98 h
Cc1=Cc2= 0,61 h ’
A1= 2 cm2 e A2= 4 cm2 0

x h0= h’ + x

A B H1= H2 + x
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SOLUÇÃO:
1. ORIFÍCIOS
EXERCÍCIO SOLUÇÃO

DADOS:
CQ1 = CQ2 = Cv1.Cc1 = 0,98 x 0,61 = 0,5978 ~ 0,60
Cv1 = Cv2= 0,98
Cc1=Cc2= 0,61 Orifício livre
A1= 2 cm2 e A2= 4 cm2
Orifício afogado

H1 Para escoamento permanente, tem-se:


h
h ’ h0= h’ + x
Q1 = Q2
0 ●
x H1= H2 + x =

A B

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SOLUÇÃO:
1. ORIFÍCIOS
EXERCÍCIO SOLUÇÃO Q1 = Q2

DADOS: =
Cv1 = Cv2= 0,98
Cc1=Cc2= 0,61
A1= 2 cm2 e A2= 4 cm2

H1 Resposta a)
h
h ’ h0= h’ + x
0 ●
x H1= H2 + x

A B
H2 = 1 m

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SOLUÇÃO:
1. ORIFÍCIOS
EXERCÍCIO Resposta a)

DADOS:
Cv1 = Cv2= 0,98
Cc1=Cc2= 0,61
A1= 2 cm2 e A2= 4 cm2
H2 = 1 m

H1
h Da figura tem-se que: H1 + H2 = h’ , H1 + 1 = 5
h ’ h0= h’ + x logo : H1= 4 m
0 ●
x H1= H2 + x

A B

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SOLUÇÃO:
1. ORIFÍCIOS
EXERCÍCIO Resposta b)
Da figura tem-se que: H1 + H2 = h’ , H1 + 1 = 5
DADOS: logo : H1= 4 m
Cv1 = Cv2= 0,98
Cc1=Cc2= 0,61
A1= 2 cm2 e A2= 4 cm2

H1
h
h ’ h0= h’ + x
0 ●
x H1= H2 + x

A B

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1. ORIFÍCIOS

ESVAZIAMENTO DE RESERVATÓRIOS: EQUAÇÃO SIMPLIFICADA


O tempo para o esvaziamento total de um reservatóri
de área constante, através de um orifício pequeno, pode se
estimado através da equação:
hi
d T = 2Vi / Qi

Vi o volume inicial de líquido contido no reservatório;


hi

Qi a vazão inicial que ocorre quando h = hi (altura de água


no início do esvaziamento).

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2. BOCAIS

São peças tubulares adaptadas aos orifícios, tubulações ou aspersores,


para dirigir seu jato.

Seu comprimento deve estar compreendido entre uma vez e meia


(1,5) e cinco vezes (5) o seu diâmetro.

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2. BOCAIS

Bocais de aspersores são


projetados com coeficientes de
BOCAL ACOPLADO A ORIFÍCIO descarga Cd  1,0
(mínima redução de vazão)

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2. BOCAIS

A equação derivada para orifícios pequenos


também serve para os bocais, porém, o coeficiente Cd
assume valores diferentes conforme o tipo de bocal.

Q = Cd .S. 2 gh

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2. BOCAIS

A equação derivada para orifícios pequenos


também serve para os bocais, porém, o coeficiente Cd
assume valores diferentes conforme o tipo de bocal.

Q = Cd .S. 2 gh

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2. BOCAIS

PORQUE O BOCAL FAVORECE O ESCOAMENTO?

Zona de formação de vácuo: o escoamento se dá contra pressão menor


que a atmosférica, contribuindo para o aumento da vazão.
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2. BOCAIS

PORQUE O BOCAL FAVORECE O ESCOAMENTO?

Zona de formação de vácuo: o escoamento se dá contra pressão menor


que a atmosférica, contribuindo para o aumento da vazão.
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2. BOCAIS

Valores de Cd para orifícios e bocais

Cd = 0,61
Cd = 0,98
Cd = 0,51
Cd = 0,82

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3 - TUBO PITOT

Definição: Dispositivo utilizado para medir vazões no interior de tubulações. Consiste de um tubo com uma
entrada cônica que se afunila em direção a uma garganta de menor diâmetro que o do tubo de entrada,
denominada bocal, seguida por um trecho gradualmente divergente, denominado difusor.

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3 - TUBO PITOT

CARACTERÍSTICAS:

- INSTALAÇÃO DEFINITIVA NA TUBULAÇÃO;


- CONSTITUÍDO POR TRÊS PARTES:
PARTE CONVERGENTE
PARTE INTERMEDIÁRIA (GARGANTA);
PARTE DIVERGENTE.

- NA REDUÇÃO DO DIÂMETRO HÁ CONVERSÃO DE ENERGIA DE PRESSÃO EM ENERGIA CINÉTICA;

- INSTALAÇÃO DEVE SER PRECEDIDA DE UM TRECHO RETILÍNIO E DE PELO MENOS 15 VEZES O DIÂMETRO;

- APRESENTA BOA PRECISÃO.

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3 - TUBO PITOT

COMPORTAMENTO DAS LINHAS DE FLUXO

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64
3 - TUBO PITOT

COMPORTAMENTO DA PRESSÃO

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3 - TUBO PITOT
FOTO DE TUBO VENTURI

flangeado
roscável

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3 - TUBO PITOT
Considerando fluido ideal (sem perda de energia), tem-se:
Aplicando Bernoulli entre 1 e 2, tem-se: E1= E2

𝑃1 𝑣12 𝑃2 𝑣22
𝑧1 + + = 𝑧2 + +
𝛾 2. 𝑔 𝛾 2. 𝑔

𝑸 𝑸
Considerando 𝒗𝟏 = e 𝒗𝟐 = , em que A1 e A2 são as
𝑨𝟏 𝑨𝟐
áreas das seções transversais (1) e (2), respectivamente e tudo na
horizontal (z1 = z2), tem-se:
2 2
𝑃1 1 𝑄 𝑃1 1 𝑄
+ . = + .
𝛾 2. 𝑔 𝐴1 𝛾 2. 𝑔 𝐴1
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3 - TUBO PITOT
Considerando fluido ideal (sem perda de energia), tem-se:
Aplicando Bernoulli entre 1 e 2, tem-se:
2 2
𝑃1 1 𝑄 𝑃1 1 𝑄
+ . = + .
𝛾 2. 𝑔 𝐴1 𝛾 2. 𝑔 𝐴1

Resolvendo:

𝑷𝟏 𝑷𝟐 𝑷𝟏 𝑷𝟐

𝑄2 1 1 𝑃1 𝑃2 𝑸=
𝜸 𝜸 ou 𝑸 = 𝒌. −
. 2− 2 = − 𝜸 𝜸
2𝑔 𝐴2 𝐴1 𝛾 𝛾 𝟏 𝟏 𝟏
. 𝟐− 𝟐
𝟐𝒈 𝑨𝟐 𝑨𝟏
2𝑔. 𝐴12 . 𝐴22
𝑘=
𝐴12 − 𝐴22
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3 - TUBO PITOT
Considerando fluido ideal (sem perda de energia), tem-se:
Aplicando Bernoulli entre 1 e 2, tem-se:
2 2
𝑃1 1 𝑄 𝑃1 1 𝑄
+ . = + .
𝛾 2. 𝑔 𝐴1 𝛾 2. 𝑔 𝐴1

Resolvendo:

𝑷𝟏 𝑷𝟐 𝑷𝟏 𝑷𝟐

𝑄2 1 1 𝑃1 𝑃2 𝑸=
𝜸 𝜸 ou 𝑸 = 𝒌. −
. 2− 2 = − 𝜸 𝜸
2𝑔 𝐴2 𝐴1 𝛾 𝛾 𝟏 𝟏 𝟏
. 𝟐− 𝟐
𝟐𝒈 𝑨𝟐 𝑨𝟏
2𝑔. 𝐴12 . 𝐴22
𝑘=
𝐴12 − 𝐴22
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3 - TUBO PITOT

CALCULO DA VAZÃO


2.g .( d 2 − 1)
Q = k. . .h
4 ( 1 − 1 )
4 4
D2 D1
em que,
K – coeficiente experimental associado ao atrito (adimensional);
d – densidade do fluido (adimensional);
g – aceleração da gravidade (m.s-2);
h – altura de deslocamento do fluido manométrico (m);
D1 – diâmetro normal da tubulação (m);
D2 – diâmetro reduzido da tubulação (m).

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3 - TUBO PITOT
EXERCÍCIO
O medidor Venturi da figura abaixo apresenta perda de carga entre as duas seções de
medição igual a 5% da carga cinética em sua garganta. Para o regime permanente,
calcular a vazão escoada sabendo que os diâmetros são de 250 mm e 150 mm.

Considerando fluido real (com perda de energia),


tem-se:

E1= E2 + hf

𝑃1 𝑣12 𝑃2 𝑣22
𝑍1 + + = 𝑍2 + + + ℎ𝑓1−2
𝛾 2. 𝑔 𝛾 2. 𝑔

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3 - TUBO PITOT
EXERCÍCIO
Considerando fluido real (com perda de energia), tem-se: E1= E2 + hf

𝑃1 𝑣12 𝑃2 𝑣22
𝑍1 + + = 𝑍2 + + + ℎ𝑓1−2
𝛾 2. 𝑔 𝛾 2. 𝑔

𝑃1 𝑣12 𝑃2 𝑣22 𝑣22


𝑍1 + + = 𝑍2 + + + 0,05.
𝛾 2. 𝑔 𝛾 2. 𝑔 2. 𝑔

𝑃1 𝑣12 𝑃2 𝑣22 𝑣22


𝑍1 + + = 𝑍2 + + + 0,05.
𝛾 2. 𝑔 𝛾 2. 𝑔 2. 𝑔

Os valores de velocidade são:

4. 𝑄 4. 𝑄
𝑣1 = = 20,37. 𝑄 𝑣2 = = 56,59. 𝑄
𝜋. 0.252 𝜋. 0.152

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3 - TUBO PITOT
EXERCÍCIO 𝑣1 =
4. 𝑄
= 20,37. 𝑄 𝑣2 =
4. 𝑄
= 56,59. 𝑄
𝜋. 0.252 𝜋. 0.152

𝑃1 𝑣12 𝑃2 𝑣22 𝑣22


𝑍1 + + = 𝑍2 + + + 0,05.
𝛾 2. 𝑔 𝛾 2. 𝑔 2. 𝑔

𝑣12 20,37. 𝑄 2 𝑣22 56,59. 𝑄 2


= = 21,17. 𝑄 2 = = 163,39. 𝑄 2
2. 𝑔 19,62 2. 𝑔 19,62

Passando o plano de referência pela seção 2 e substituindo, tem-se:


𝑣22 𝑣22 𝑣22 2
𝑃1 𝑃2
+ 0,05. 2.𝑔 = 1,05. 2.𝑔 150,39. 𝑄 = 𝐴 + −
2.𝑔 𝛾 𝛾
𝑃1 𝑃2 1 𝑃1 𝑃2
𝐴 + + 21,17. 𝑄 = 0 + + 1,05.163,39. 𝑄 2
2
𝑄= . 𝐴+ −
𝛾 𝛾 12,26 𝛾 𝛾
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3 - TUBO PITOT
EXERCÍCIO Da figura podemos extrair também:

𝑝1 + 𝛾 𝐴 + 𝑉 + 0.32 − 0.32. 𝛾hg + 𝛾.V= p2

𝑝1 − 𝑝2 = 0.32 𝛾hg − 𝛾 −𝛾𝐴 ÷𝛾

𝑃1 𝑃2
0,32. 𝛿ℎ𝑔 − 1 = 𝐴 + −
𝛾 𝛾

1 𝑃1 𝑃2 1 1
𝑄= . 𝐴+ − 𝑄= . 0,32. 𝛿ℎ𝑔 − 1 𝑄= . 0,32. 13,6 − 1
12,26 𝛾 𝛾 12,26 12,26

Q= 0.164 m3/s
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4 – PLACA DE ORIFÍCIO

A placa de orifício é uma placa fina que pode ser colocada entre flanges. Como a sua geometria é
simples, é de baixo custo e de fácil instalação e reposição.

As tomadas de pressão podem ser posicionadas em diversos locais. Como a localização das tomadas
influencia o coeficiente de descarga, valores consistentes devem ser selecionados de manuais.

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4 – PLACA DE ORIFÍCIO
Cd= Cc x Cv
𝑪𝒅 𝑪𝒅
𝑪= ou =
𝟐 𝟐
𝑨𝒐 𝑨𝒐
𝜶𝟐 − 𝜶𝟏. 𝑪𝟐𝒄 𝟏− 𝑪𝟐𝒄
𝑨𝟏 𝑨𝟏

C= coeficiente funcional do dispositivo

𝒑𝟏 𝒑 𝟐
𝑸 = 𝑪. 𝑨𝟎 𝟐. 𝒈 − ou
𝜸 𝜸
Para manometro diferencial

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4 – PLACA DE ORIFÍCIO

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4 – PLACA DE ORIFÍCIO

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5 – OUTROS FORMAS DE MEDIR VAZÃO

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Bibliografia Básica:
AZEVEDO NETO, J. M.; ALVAREZ, G. A. Manual de Hidráulica. 7a ed., São Paulo. Ed. Edgard
Blucher, 2003. 669P.
BAPTISTA, M.; LARA, M. Fundamentos da Engenharia Hidráulica. 2ª ed. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
440p.

Bibliografia Complementar:
MACINTYRE, A. J. Bombas e instalações de Bombeamento. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara 1989.

Vianna, Marcos Rocha. Mecânica dos Fluidos para Engenheiros, Imprimatur, Belo Horizonte:
UFMG, 2004. 340p.

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