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TABELA DE TEMPO GEOLÓGICO

Considerando a idade da Terra de 4,6 bilhões de anos e que 1 segundo geológico


representa 127 anos normais, e inserindo toda a história da Terra em um ano, teremos:

JAN - 1s - Formação do Planeta Terra


MAR- Final da cristalização das rochas mais antigas
MAIO- Surgimento dos primeiros seres vivos (procariontes) nos mares
NOV- Surgimento de plantas mais evoluídas e animais terrestres
DEZ- 1,2,3,4- Formação do Carvão
14 a 26- Surgem e desaparecem os dinossauros
31, à noite- Surge o homem
23h58’45”- Final da última glaciação
23h59’45”- Domínio do Império Romano
23h59’57”- Descobrimento da América
23h59’59”- Primeiras teorias geográficas

CAMADAS DA TERRA
Estruturalmente, a Terra é composta de: atmosfera (camada gasosa que envolve a
Terra), hidrosfera (camada líquida: rios, lagos, mares, águas subterrâneas), biosfera
(camada constituída por seres vivos: animais racionais e irracionais e plantas) e litosfera
(rochas).

9.
LITOSFERA

9.1. Camadas da Terra

 A litosfera é a camada mais externa da Terra, sinônimo de crosta terrestre, medindo cerca
de 60 – 70 Km de espessura.
 Pode ser subdividida em:
 crosta continental (SIAL): camada superficial, cuja espessura varia de 15-25Km.
Predomina as rochas sedimentares e magmáticas, correspondendo ao solo e
subsolo.
 crosta oceânica (SIMA): abaixo dos oceanos, composto essencialmente por Si e
Mg, com espessura entre 30 – 35 Km e predomínio de rochas basálticas.
 A litosfera não constitui uma camada contínua nem é imóvel. Na verdade, a crosta é
fragmentada em diversas placas, que flutuam sobre uma camada magmática denominada
ASTENOSFERA. Este movimento, com as suas conseqüências, é explicado pela
Tectônica de Placas.
Gradiente geotérmico: é o aumento de temperatura à medida que a profundidade aumenta. É
de 1ºC a cada 3,3 Km.
Abaixo da crosta, temos o manto, com espessura de 2900 Km e composto por material
parcialmente fundido (mistura de magma e rocha). A porção interna do planeta é o núcleo, sendo
subdividido em:
 Núcleo externo (camada intermediária): espessura de 1700 Km, composto por Ferro
líquido. A temperatura gira em torno de 4000ºC.
 Núcleo interno (NIFE): mesma espessura da anterior, com temperaturas na ordem dos
6000ºC e predomínio de níquel e ferro sólidos.
9.2. Tectônica de Placas

A Teoria da Tectônica de Placas, lançada em 1967


por um grupo de geólogos e geofísicos, é uma continuidade
da primeira grande teoria sobre o movimento dos continentes:
A Teoria da Deriva Continental, proposta em 1910 pelo
paleontólogo Alfred Wegener.
A partir do estudo de fósseis em diversos continentes
do planeta, Wegener propôs que, na Era Mesozóica (Período
Carbonífero), no planeta existia uma único e gigante
continente, denominado Pangéia (do grego Pan= todo; Gea=
Terra), sendo a porção norte denominada Laurásia, e a porção
sul, Gondwana. Todos os continentes estavam unidos e, a
partir de 180 milhões de anos atrás (coincidente com o
Período Jurássico), iniciou a fragmentação desse
megacontinente.
A sua teoria não foi prontamente aceita devido ao fato
que Wegener não conseguia explicar o que fazia os
continentes se moverem. A explicação para este fato ocorreu
apenas na década de 60, com a proposição da Teoria da
Tectônica de Placas.
Wegener não estava louco! Segundo esta nova teoria,
a crosta terrestre (seja continental ou oceânica) seria formado
por um mosaico de pedaços (placas), que estão flutuando
sobre um substrato magmático, pastoso, denominado
astenosfera (pequena camada que se situa no topo do
manto). Movimentos deste material, denominado plumas de
convecção, provocariam os movimentos registrados na
crosta. A parte mais interna das placas permanece
indeformada, mas suas bordas sofrem vários dos principais
processos que modelam a superfície, como veremos mais
adiante.

Os movimentos das placas poderiam ser antagônicos (divergência de placas) ou no


mesmo sentido, acarretando em seu choque (convergência de placas). As conseqüências são
importantes:
 convergência de placas (choque): acarreta geração de montanhas (orogênese),
terremotos (abalos sísmicos) e vulcanismo. A placa mais pesada, oceânica, afunda
(subducta) sob a mais leve (continental), que se dobra e sobe, formando as montanhas.
 divergência de placas (afastamento): acarreta geração de oceanos, afastamento
de continentes, ...

A Tectônica de Placas provocou uma verdadeira revolução nas Ciências da Terra


porque trouxe explicações para muitos fenômenos que até então permaneciam pouco claros,
como a mobilidade da crosta, os terremotos, os vulcões, a formação das cadeias
montanhosas, ... A porção mais tectonicamente instável do planeta está situado em um
cinturão que contorna o Oceano Pacífico, denominado Círculo do Fogo. Este cinturão vai
desde o sul da Argentina até a Nova Zelândia, na Oceania, passando por toda costa oeste
americana, Aleutas, Japão e Filipinas.

9.3. Minerais e rochas

Mineral: é um elemento (Fe, Mg, Si, O, ...) ou composto químico (FeOH, CaCO3,...)
resultante, em geral, de processos inorgânicos, de composição química geralmente definida
e encontrado naturalmente na crosta terrestre. Ex: quartzo, mica, feldspato. São os
principais componentes das rochas.

Os tipos de rochas que compõem a litosfera são:

 ígneas (ou magmáticas): são formadas pela cristalização de material


proveniente do interior do planeta (magma; plutônica ou intrusiva) ou quando
este extravasa na superfície (lava; vulcânica ou extrusiva). Constituem o
embasamento rochoso dos continentes, denominado escudo cristalino. Exemplos:
granito, diabásio (plutônica); basalto (vulcânica).

 sedimentares: são formadas quando detritos provindos da erosão de uma rocha


pré-existente são transportados, depositadas e que sofrem o processo da
diagênese (elevação de temperatura que cozinha os sedimentos, causando sua
cimentação). São nessas rochas que encontramos os fósseis, resquícios de uma
vida animal passada (ossos, pegadas, ...) e tendem a apresentar um
acamadamento, típico da acumulação estratificada dos sedimentos. Exemplo:
calcário, arenito, etc.

 metamórficas: são decorrentes de alterações de pressão e temperatura de rochas


pré-existentes, que promovem uma reestruturação estrutural, textural e
mineralógica desta rocha. Qual rocha (ígnea, sedimentar ou metamórfica) pode
sofrer este processo, denominado metamorfismo. Exemplo: um calcário (rocha
sedimentar), ao se metamorfizar, vira mármore.

9.4. Geomorfologia (estudo do relevo)

O tipo de terreno de um lugar (sua origem e as rochas que a compõem) constituem a


estrutura geológica deste lugar. Sua importância decorre das riquezas minerais a ela
associadas e de seu papel para a constituição do relevo.. Existem 3 tipos de estruturas
geológicas:

- Escudos cristalinos: são os primeiros


maciços rochosos que se formaram do resfriamento
das Terra, durante o eon pré-Cambriano. São
formados por rochas cristalinas (ígneas e
metamórficas de idade muito antiga), dão origem
aos planaltos e apresentam importantes recursos
minerais em sua estrutura, como Ferro, Ouro,
Manganês, etc. 36 % das estruturas geológicas
brasileiras são escudos, sendo que 32% de idade
Arqueozóica (com ouro) e 4% Proterozóica (com
ferro e manganês). Exemplo: Planalto da
Borborema, Serra da Mantiqueira, ...

- Bacias sedimentares: são estruturas mais


recentes, de idade Paleozóica, que se formaram a
partir das erosão dos escudose deposição destes
sedimentos em áreas mais planas. Tendem a estar
associadas ás planícies, apresentando inúmeros
recursos Energéticos, como petróleo, carvão, óleo e
gás. É a grande estrutura geológica brasileira,
perfazendo 64% do nosso território. Ex: Bacia
Amazônica, Planície Costeira, ...

- Dobramentos modernos: são porções da crosta continental que forma dobradas


durante orogenia ocorrida no período Terciário. Deram origem às grandes cordilheiras
montanhosas do planeta, como os Andes, o Himalaia, os Alpes, entre outros. Alojam
importantes recursos minerais, como Cobre, Chumbo e Zinco. Não existem no Brasil,
porque nosso país está localizado em uma porção estável da placa sul-americana, ficando
livre das instabilidades tectônicas que ocorrem em outras áreas do planeta (terremotos,
montanhas, vulcões, ...)..

Agentes do relevo

As formas de relevo são conseqüências da atuação da erosão sobre as estruturas


geológicas e são formadas por agentes internos e externos:
 internos ou endógenos (formadores de relevo): são aqueles agentes que dão
origem ás grandes estruturas, como as montanhas. Exemplo: tectonismo (os
movimentos horizontais e verticais da litosfera), terremotos e vulcões.
Atualmente, não existem vulcões ativos no Brasil. Entretanto, nosso país foi alvo de
vários eventos vulcânicos em eras distintas, levando à formação de inúmeras ilhas
vulcânicas, como Trindade, Fernando de Noronha, entre outras. Entretanto, o vulcanismo
mais importante ocorrido no Brasil data de 120 milhões de anos atrás, ocorrente no Sul do
Brasil e que resultou no maior volume de lava derramada na história do planeta (1 milhão
de m3). Causou o preenchimento da Bacia do Paraná (bacia sedimentar localizada naquela
região), resultando na formação do Planalto Meridional. A manifestação geomorfológica
deste derrame pode ser visto na região de Cambará da Serra, Rio Grande do Sul, na forma
de imensos cânions com até 1000 metros de altura.
 externos ou exógenos (destruidores de relevo): águas correntes, chuva, vento,
mar, oceano, geleiras, ser humanos, etc. Estes são os principais agentes erosivos
das rochas, que consiste na fragmentação destas através de seu desgaste
mecânico.
Intemperismo: não é sinônimo de erosão. Intemperismo consiste na degradação
por motivos vários, a citar abaixo. A erosão consiste na mobilidade e deslocamento
dos sedimentos intemperisados pelos mesmos agentes que causaram o
intemperismo. O intemperismo pode ser subdividido em:
 físico: causado quando o agente erosivo é a variação de temperatura, típica de
regiões secas. No Brasil, é o intemperismo comum do Sertão Nordestino.
 químico: causado pela água, típico de regiões úmidas. É o grande intemperismo
brasileiro, devido à predominância de clima quente e úmido em nosso país.
A erosão, por sua vez, pode ser causada pelo vento (formando dunas, por exemplo), gelo
(formando os fiordes), mar (destruindo as falésias), rios (formando as planícies aluviais),
etc.

As principais formas de relevo são:

- planícies: regiões com altitude entre 0 e 100 metros de altura, planas, uniformes e
com intenso processo de sedimentação. Os rios que correm em planície tendem a ser largos,
vagarosos e utilizados, essencialmente, para navegação, modelando vales largos. Encontra-
se nas proximidades de rios ou dos mares.

- depressões: podem ser absolutas ou relativas. As depressões absolutas são aquelas


que ocorrem dentro do continente e possuem altitudes inferiores ao nível do mar, como
ocorre nos Países Baixos e no Mar Morto. As depressões relativas, mais comum no Brasil,
ocorrem sempre bordejando superfícies mais altas, como planaltos. Possuem entre 200 e
500 metros.

- planaltos: são superfícies aplainadas ou ligeiramente onduladas, resultando,


geralmente, da longa ação erosiva sobre antigas áreas montanhosas ou sobre velhos escudos
cristalinos. Tendem a possuir entre 400 e 2000 metros.

- montanhas: são as formas mais elevadas dos relevo, possuindo acima de 2000
metros e formadas pela colisão das placas. As montanhas mais baixas (velhas) tendem a ser
mais arredondadas, devido ao intenso processo erosivo sobre seu topo. As mais altas
(jovens), pontiagudas, indicam que o processo erosivo sobre seu cume não foi tão
acentuado.


GEOMÚSICA

Relevo
♪ (Luciano, música incidental: Toda forma de poder, do Eng. do Havai)

Toda forma de relevo Se o vento passa ♫


É litosfera que foi desgastada Intemperismo ocorreu
Yeah yeah Erode tudo
Agente interno ocorre numa crosta Sedimentação aconteceu

Que lentamente é dobrada Se a chuva passa


Yeah yeah A depressão pode formar
A planície Amazônica Absoluta
mostra uma superfície arrasada Abaixo do nível do mar
ada, ada, ada yeah

♪ ♫

Relevo Brasileiro

O relevo brasileiro pode ser considerado baixo, arredondado e com algumas


regiões serranas, mais raras. Isto pode ser explicado pela predominância da atuação dos
agentes externos (causadores de erosão) em detrimentos do agentes internos.

Relevo submarino
O fundo dos mares também apresenta elevações, depressões, vulcões, etc. Nele,
podemos distinguir:
Plataforma continental: parte mais rasa e mais próxima do continente, uma
continuação desta abaixo do nível do mar. É nela que aparecem as ilhas costeiras
(vulcânicas) e os atóis, sendo que sua extensão varia de região para região. As plataformas
de petróleo se localizam por toda sua área, e a presença de um nível fótico maior propicia
uma maior vida marinha. Vão até cerca de 200 metros de profundidade e abrangem cerca
de 20 % da superfície dos oceanos.
Talude: indica a passagem da crosta continental para a crosta oceânica, através da
quebra da plataforma continental até grandes profundidades (3000 metros, em média). As
fossas oceânicas (também conhecidas como regiões abissais, com as maiores
profundidades do fundo do mar, chegando a alcançar 10000 metros) aparecem geralmente
no contato entre a placa continental e a oceânica, logo após o fim do talude.
Região pelágica: corresponde ao fundo do mar, constituídas por extensas planícies,
as quais são dividias entre si por cordilheiras submarinas que formam cristas e dorsais
oceânicas. Aparecem fossas, ilhas oceânicas, vulcões, etc.

Recortes do litoral

 Barra (foz): local em que o rio deságua no mar. Pode ser de dois tipos:
 Delta: o rio, ao chegar próximo à barra, deposita imensos pacotes de sedimentos
que acabam por formar ilhas fluviais. O próprio rio começa a se desviar destas
ilhas, desembocando no mar como vários canais. O maior exemplo de um delta
mundial é o Rio Nilo.
 Estuário: sem encontrar empecilhos pelo caminho, o rio deságua no mar na
forma de um canal. É o grande tipo de foz dos rios brasileiros.

 Saco, baia ou golfo: possuem a mesma configuração, mudando apenas a


extensão, maior nos golfos. Consiste em uma porção de água que invade o
continente. Exemplo: Golfo Pérsico, Golfo do México, Baia da traição.

 Enseada: praia com aspecto côncavo, em forma de arco. Exemplo: Praia de


Manaíra, Praia de Cabo Branco.

 Recife: barreira de origem biológica (carapaça de animais marinhos) ou arenosa


(restinga que se consolida em rocha sedimentar) próxima à praia, diminuindo ou
até mesmo bloqueando a ação das águas.
 Laguna: lagoa costeira, separada do mar por um fino cordão arenoso. Possuem
água doce mas apresentam um canal que os liga ao mar. Ex: Laguna dos Patos,
RS.

 Ponta, cabo ou península: são formas de relevo que avançam do continente para
o oceano. Assim, o que muda de um caso para outro, é a extensão, maior nas
penínsulas. Ex: Ponta dos Seixas, Cabo da Boa Esperança, Península Itálica.

 Istmo: porção de terras que liga a península ao continente ou que liga dois
continentes. Ex: Istmo do Panamá.

9.5. Solo

Conceito

Solo é a camada superficial da litosfera resultante do intemperismo sobre as rochas.


Esta decomposição se dá através de dois processos:
1º- desintegração e decomposição das rochas, originando os componentes vegetais.
A rocha adquire maior porosidade e, como decorrência, há penetração de ar e água, que cria
condições propícias para a formação de formas vegetais e animais.
2º- a decomposição destas formas vai fornecer o húmus (matéria orgânica) à
superfície do solo, aumentando cada vez mais sua fertilidade. Assim, o solo é composto por
rocha intemperizada (formando detritos mais ou menos finos), ar, água e matéria orgânica.
Estes componentes podem estar distribuídos em camadas (ou horizontes) ou não.
Os principais fatores que atuam na formação do solo são: temperatura, vento, águas
correntes, tipo de topografia, tempo, cobertura vegetal, tipo de rocha-fonte, etc. A
pedologia é a ciência que estuda os solos.

Os horizontes

Na figura abaixo, podemos ver as principais características dos horizontes dos solos:
Tipos de solo

O solo, segundo sua formação, pode se dividir em dois grandes tipos:


 Eluvial: formado pela decomposição de uma rocha e em contato com a rocha-
fonte. Possui horizontes e é o tipo mais comum de solo brasileiro. A evolução
deste solo e seus respectivos horizontes pode ser visto na figura abaixo.

 Aluvial (ou aluvional): formado pelo acúmulo de sedimentos, que foram


transportados e depositados longe da rocha-fonte. Não possui horizontes (que se
misturaram durante seu deslocamento) mas continua fértil. É o solo comum das
regiões de várzea dos rios, ocorrendo principalmente na Amazônia, e favorece a
rizicultura.
Os dois principais exemplos de solo brasileiro são o massapê, comum do litoral
nordestino e formado pela decomposição do gnaisse (rocha metamórfica) e do calcário
(rocha sedimentar), onde estão os cultivos de cana-de-açúcar; terra-roxa, típica do norte do
Paraná e São Paulo, formado pela decomposição do basalto (rocha ígnea vulcânica) e do
diabásio (rocha ígnea plutônica). Neste tipo de solo estão cultivado os cafezais daquela
região. Ambos são solos eluviais.
Quanto à cor, a maior parte dos solos pode ser agrupada em:
 avermelhados e amarelados: indicam forte presença de óxido de ferro.
 escuros: indicam forte presença de matéria orgânica.
 Claros: indicam ausência de matéria orgânica.
Os solos mais férteis do mundo são os escuros e avermelhados, presentes nas
estepes da Ucrânia (tchernozion), na Europa Central, nas pradarias do Canadá e dos
Estados Unidos, no pampa argentino, etc.

Classificação dos solos


Problemas do solo
Considerando-se que o solo é formado por material decomposto, e que facilmente
pode ser desagregado, o principal problema que eles enfrentam é a erosão, causada
principalmente pela água (chuva, rios, etc).
A velocidade com que a água escoa sobre o solo será diretamente proporcional à
intensidade de erosão deste solo. Esta velocidade dependerá de dois fatores decisivos:
 inclinação do terreno: quanto maior a inclinação, maior a velocidade de
escoamento e, portanto, mais intensa é a erosão.
 presença de vegetação: inibe a velocidade de escoamento e, portanto, a
intensidade da erosão.
Segundo o Instituto Astronômico de Campinas, a erosão arrasta anualmente 194
milhões de toneladas de terra do estado de São Paulo, admitindo que apenas 10% da área
agrícola do Estado está bem conservada.
A erosão provocada pela ação humana decorre de uma série de práticas
inadequadas, como desmatamento, manejo incorreto do solo, queimadas, irrigação
inadequada, monocultura prolongada, entre outras.

Tipos de erosão

Laminar: quando a erosão desagrega uma pequena camada do solo, o mais externo
(horizonte O e A) , que coincide ser o mais fértil.
Lixiviação: é a “lavagem” que ocorre nos solos das regiões com clima
alternadamente úmido e seco. Também chamada de erosão vertical, a água remove alguns
elementos químicos hidrossolúveis essenciais às plantas, como o silício, potássio e cálcio,
permanecendo elementos não tão interessantes (ferro e alumínio). Este tipo de erosão
favorece a formação de uma crosta ferruginosa denominada laterita, capaz de impedir ou
dificultar a prática agrícola, além de acidificar o solo. É muito comum na região do Cerrado
brasileiro, localizado no Centro-Oeste.
Esgotamento : típico de solos onde a monocultura se faz presente. O plantio de
apenas um determinado produto “cansa” o solo porque retira dele sempre os mesmos
nutrientes. Aos poucos, a produtividade deste solo vai diminuindo, até sua completa
extinção.
Ravinamento: também conhecido como voçoroca. Ocorre quando a água apresenta
um fluxo concentrado num determinado local, abrindo canais no solo, que vão
progressivamente aumentando, até tornarem-se de difícil contenção.
Soluções

Existem várias técnicas agrícolas que podem combater a erosão e o esgotamento dos
solos, tais como:
- reflorestamento: não expõe o solo à erosão. As plantas diminuem a
velocidade da água enquanto as raízes “seguram” o solo, além de preservar
a camada humífera do solo.
- policultura e rotação: combate o esgotamento dos solos, podendo estar
associada à pecuária. Se corretamente utilizada, pode recuperar e conservar
o solo ano após ano. Consiste na intercalação do plantio de determinadas
culturas, como por exemplo,m soja – tremoço – milho (vide figura abaixo).
- plantio em curvas de nível: em terrenos de baixa declividade, esta técnica
consiste em arar o solo e depois fazer a semeadura seguindo as cotas
altiméticas do terreno (curvas de nível). Muito utilizado na região Centro-
Sul.
- terraceamento: as encostas das montanhas e morros dificultam a atividade
agrícola e a construção de terraços consiste em fazer cortes no terreno na
forma de degraus. O terraceamento quebra a velocidade da água. Os Incas,
por exemplo, já utilizavam esta metodologia há vários séculos atrás.

- adubação: apesar de importante para o solo, a presença de matéria-orgânica


(substâncias animais e vegetais decompostos por microorganismos) é
insuficiente, sendo necessário a mineralização destas substâncias
orgânicas, isto é, a transformação em elementos minerais assimiláveis
pelas plantas antes de serem por elas absorvidas. A utilização de
fertilizantes químicos para repor no solo os nutrientes minerais retirados
pelas plantas aumenta a produtividade agrícola. Entretanto, países
subdesenvolvidos como o Brasil, utiliza os fertilizantes de maneira
inapropriada, acarretando a elevação dos custos e, em conseqüência,
aumentando os preços dos produtos.
- associação de culturas: para evitar a erosão, entre as fileiras de produtos
agrícolas, plantam-se leguminosas que cobrem o terreno, bem aproveitado.
- calagem: consiste na adição de alcalinizantes (principalmente o calcário)
para aumentar o pH de solos ácidos.

Conclusões
Exercícios

Tectônica de rochas

1. (UFPB/95-3) Quais são as explicações fornecidas pela comunidade científica internacional sobre
o desastre de Kobe, Japão, em março deste ano?
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2. (UFPB/95-2) A seqüência correta das camadas da Terra, a partir do núcleo central (NIFE) é:
a) manto, camada intermediária e crosta terrestre.
b) Manto, litosfera e superfície terrestre.
c) Camada intermediária, litosfera e manto. FIGURA
d) Camada intermediária, manto e litosfera.
e) Manto, camada intermediária e litosfera.

3. (UFPB/97-2) Na figura abaixo, observa-se o mapa-múndi, com a delimitação da área do


“cinturão do fogo” e dos limites das placas tectônicas.

FIGURA

a) Que fenômenos tectônicos ocorrem freqüentemente nessa área?


b) Qual a causa da ocorrência destes fenômenos?
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4. (UFPB/98-2) Como se dá a formação das montanhas, segundo a tectônica de placas?


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5. (UCS) Pode-se afirmar que os terremotos são raros no Brasil devido:


a) à inexistência de vulcões.
b) à incidência das chuvas, que reduz os tremores de Terra.
c) ao substrato rochoso que data das primeiras eras geológicas.
d) às radiações solares que evitam a propagação das vibrações.
e) à atuação muito fraca dos agentes erosivos.

6. (MOJI-SP) Em Geologia, o movimento tectônico responsável pelo soerguimento lento das terras
é:
a) Orogênese c) morfogênese e) litogênese
b) Epirogênese d) diagênese

7. (UFRN/97) Assinale a alternativa correspondente à formação de relevo ocorrida no período


terciário da era cenozóica.
a) Cordilheira dos Andes d) Planalto Brasileiro
b) Escudo Canadense e) Montes Apalaches
c) Maciço do Jura

8. (UFCE) o termo tectonismo refere-se:


a) à erosão dos solos nos climas equatoriais.
b) À influência das monções nas florestas tropicais.
c) À alternância entre períodos glaciais e interglaciais ocorrida durante o quaternário.
d) Aos movimentos verticais e horizontais que afetam a litosfera.
e) Ao processo erosivo que ocorre nas regiões áridas e semi-áridas.

9. (UFSCarlos/00) O ano de 1999 foi apontado como um dos mais catastróficos do século com a
ocorrência de diversos terremotos que abalaram áreas como a cidade do México, Bangladesh,
Turquia, Grécia, Taiwan e Colômbia.
Estes fenômenos estão associados, principalmente,
a) à teoria da isostasia.
b) à tectônica de placas.
c) à espessura da litosfera.
d) à ação erosiva nos terrenos sedimentares.
e) aos dobramentos antigos e à erosão eólica.

10. (PUC-MG/00) No século XX, muitas dúvidas sobre a estrutura do nosso planeta começaram a
ser explicadas de forma convincente e sedutora. Uma das teorias mais importantes que vão nessa
direção é a célebre teoria da deriva continental. Verificando que os contornos da América do Sul e
da África correspondem, Alfred Wegener, geofísico alemão, admitiu a hipótese de um continente
único (Pangéia), no passado, que teria se dividido em duas partes, devido ao movimento de
deslocamento das massas sólidas sobre as massas líquidas. Essa hipótese abre caminho para a teoria
das placas tectônicas. Assim, juntando-se a teoria da deriva continental à teoria das placas
tectônicas, temos o apoio explicativo para um conjunto de fenômenos em nosso planeta.
Assinale a alternativa incorreta:
a) A teoria da deriva continental ajuda, em muitos casos, a explicar as diferenças e
semelhanças de espécies animais e vegetais distribuídos nos cinco continentes.
b) A teoria das placas tectônicas explica a gênese dos dobramentos modernos (Alpes,
Andes, Himalaia, ...), que teriam ocorrido após o choque dessas placas.
c) Apoiado na teoria das placas tectônicas, o entendimento da dinâmica dos terremotos se
torna mais claro, assim como a identificação das áreas mais afeitas a essas ocorrências.
d) A divisão do continente único até a configuração atual modificou a distribuição das
superfícies sólidas e líquidas do planeta, resultando em mudanças climáticas ao longo
do tempo.
e) Os processos erosivos que esculpem os relevos, dando-lhes as formas conhecidas no
interior dos continentes, são explicados, fundamentalmente, com base na teoria da
tectônica de placas.

Rochas e estruturas geológicas

11. (UFPB/99-2) Evidencie as relações existentes entre os fatores externos e a origem das rochas
sedimentares.
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12. (UPF/89-1) Os fósseis, que são restos de animais e vegetais desaparecidos há milhares de anos,
são encontrados nas rochas:
a) magmáticas extrusivas.
b) magmáticas intrusivas.
c) magmáticas e metamórficas.
d) metamórficas.
e) sedimentares.

13. (Luciano/99) Analise as afirmações a seguir:


I. As rochas ígneas são sinônimos de rochas magmáticas, ou seja, aquelas formadas
apenas no interior do planeta a partir do resfriamento do magma.
II. Uma rocha sedimentar pode ter sido uma rocha ígnea outrora, desde que tenha sofrido a
ação de agentes externos, tal como a erosão.
III. As rochas metamórficas são produzidas a partir do desgaste, e posterior transporte e
acumulação, de sedimentos provindos de rochas preexistentes, e que sofrem diagênese
para transformar-se, então, em rocha.
IV. Não é totalmente descartada a possibilidade de encontrarmos fósseis em rochas ígneas.
V. As rochas sedimentares e ígneas podem tornar-se rochas metamórficas.
Acerca das rochas que compõem a litosfera, está (ão) correta(s):
a) I, II, IV e V
b) I, II e V.
c) II, III e V
d) II, IV e V.
e) nenhuma das anteriores.

14. (PUC-MG) A questão a seguir deve ser respondida com base no seguinte esquema:
Refere-se à origem das rochas:
I- As rochas ígneas resultam da consolidação do magma, tanto em corpos intrusivos
na litosfera, quanto a partir de lavas extravasadas pelos vulcões na superfície.
II- As rochas sedimentares são resultantes da acumulação estratificada de detritos
erodidos de outras rochas desgastadas ao longo do tempo, transportados e
consolidados em outras áreas.
III- As rochas metamórficas resultam da transformação decorrentes de alteração das
condições de temperatura e pressão, que promovem uma readaptação textural e
estrutural das rochas preexistentes.
Assinale:
a) se for correta apenas a afirmativa I.
b) se forem corretas as afirmativas I e II.
c) se forem corretas apenas as afirmativas I e III.
d) se forem corretas apenas asa afirmativas II e III
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

15. (UNIMAR-SP) O termo granito e diabásio são rochas bastante antigas e resistentes. Constituem
o embasamento rochoso dos continentes (escudos cristalinos). Essas rochas pertencem às:
a) rochas metamórficas
b) rochas sedimentares
c) rochas magmáticas plutônicas ou intrusivas
d) rochas magmáticas extrusivas ou vulcânicas
e) o granito e o diabásio são minerais e não rochas.
16. (Ulbra/99)Sobre a formação da crosta terrestre e das rochas, assim como sobre os movimentos
internos da Terra, preencha os parênteses com Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A crosta terrestre começou a se cristalizar na era Mesozóica, há 4,5 bilhões de anos.
( ) As grandes cadeias de montanhas foram formadas por dobramentos modernos na era Cenozóica.
( ) As rochas ígneas ou magmáticas são aquelas que se formaram a partir da consolidação do
magma.
( ) O processo que levou ao surgimento das grandes cadeias montanhosas, como resultado de forças
internas da Terra é chamado de Tectonismo.
( ) A crosta terrestre está estática, flutuando sobre uma massa sólida chamada Manto.
A seqüência correta é:
a) V, V, F, V, V
b) F, V, F, V, F
c) F, V, V, V, F
d) V, V, F, F, V
e) V, F, F, V, F

17. (Mackenzie-SP) Bacias sedimentares são depressões dos antigos escudos que receberam
sedimentos dos próprios escudos. Os recursos minerais típicos destas formações são:
a) ferro e níquel.
b) carvão mineral e petróleo.
c) ouro e manganês.
d) bauxita e cassiterita.
e) cobre e petróleo.

18. (FATEC-SP) Os terrenos cristalinos são constituídos por rochas:


a) sedimentares e metamórficas recentes.
b) ígneas e sedimentares antigas.
c) ígneas e metamórficas, de idades geológicas antigas.
d) metamórficas e sedimentares antigas.

Geomorfologia

19. (UFPB/97-2) O que se entende por erosão e que importância tem, para a evolução deste
processo, as águas dos rios, das chuvas, do mar, os ventos e as geleiras?
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20. (UFPB/98-1) A geomorfologia estuda as formas da superfície terrestre, bem como os processos
responsáveis pela gênese e mutação dessas formas. Nesse sentido, é correto afirmar que:
a) as falésias são produtos de um processo conhecido como abrasão marinha.
b) As dunas são formas tipicamente litorâneas e, nesse caso, as linhas de dunas encontram-
se sempre bordejando o mar.
c) Os mares-de-morros encontram-se associados às depressões sertanejas.
d) Os inselbergs são formas típicas de áreas úmidas.
e) Os meandros dos rios são produzidos pela erosão eólica.

21. (UFPB/99-1) Sobre as alterações das rochas e formação dos solos, afirma-se:
I- Nas regiões de clima quente e seco (semi-árido nordestino), os processos que
respondem pelas destruição das rochas são, sobretudo, decorrentes do intemperismo
físico.
II- Os fatores responsáveis pela formação dos solos são: rocha, tempo, clima, relevo e
vegetação.
III- Nas áreas de climas equatoriais, há uma tendência das rochas serem menos
alteradas em função da maior precipitação.
Está(ão)correta(s):
a) I b) I e II c) I e III d) II e III e) todas

22. (UPF/88-2) Partindo do continente, até 200 metros de profundidade, a partir do nível do mar,
têm-se a porção do relevo submarino que se denomina:
a) depressão
b) plataforma continental
c) região abissal
d) região pelágica
e) talude

23. (UPF/01-2) A exploração do petróleo em águas oceânicas pode ocasionar grandes


derramamentos do óleo no mar, como foi o caso da plataforma P36, da Petrobrás, no Rio de Janeiro.
A extração do petróleo, nessa região, é realizada na porção do relevo submarino denominada de:
a) região abissal.
b) região pelágica.
c) talude continental.
d) plataforma continental.
e) fossa oceânica.

24. (Fuvest-SP) Da ação de solapamento realizada pelas ondas do mar na costa brasileira resulta
uma forma de relevo escarpado, que se apresenta, geralmente, mais vertical nas formações
sedimentares que nas cristalinas. São:
a) inselbergs b) pães-de-açúcar c) falésias d) canyons e) fiordes

25. (UFRGS/99) Reentrância do mar, continente adentro, estreita e profunda, ladeada por paredes
íngremes, em geral originada por afogamento devido à subida da água do mar em período
interglacial ocupando antigos vales glaciais.
Essa definição corresponde:
a) à baía. b) ao estuário c) ao delta d) ao fiorde e) golfo

26. (FURG/86) O relevo terrestre é resultante da atuação de forças denominadas “agentes do


relevo” que compreendem os agentes internos e os agentes externos. São agentes do relevo:
I- intemperismo, águas correntes, oceanos, mares, ventos, geleiras e seres vivos.
II- Atmosfera, solo, rochas, tectonismo e vulcanismo.
III- Latitude, altitude, maritimidade, continentalidade e correstes marítimas.
IV- Tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos.

a) somente a afirmativa I está correta.


b) somente a afirmativa II está correta.
c) as afirmativas II e III estão corretas.
d) as afirmativas I e IV estão corretas.
e) as afirmativas II e IV estão corretas.
27. (UPF/85) As transformações na superfície da crosta
terrestre são promovidas por forças externas e internas. No
perfil geológico, as letras A, B, C e D correspondem,
respectivamente:
a) à atividade vulcânica / deposição / transporte e
erosão / intemperismo.
b) à atividade vulcânica / intemperismo / transporte
e erosão/ deposição.
c) à deposição / intemperismo / transporte e erosão
/ atividade vulcânica.
d) ao intemperismo / transporte e erosão /
deposição / atividade vulcânica.
e) Ao transporte e erosão / atividade vulcânica /
deposição / intemperismo

28. (UFGO) O relevo terrestre é resultante da atuação de dois conjuntos de forças denominadas
agentes do relevo, que compreendem os agentes internos, ou criadores do relevo, e os externos, ou
destruidores. Podemos considerar como agentes internos e externos, respectivamente:
a) tectonismo e intemperismo.
b) águas correntes e seres vivos.
c) vento e vulcanismo.
d) águas correntes e intemperismo.
e) abalos sísmicos e vulcanismo.

29. (UFRN/97) O modelado terrestre é resultante da ação conjunta de agentes internos (endógenos)
e externos(exógenos). Identifique dois agentes externos, explicando a sua ação sobre esse
modelado.
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30. (PUC/PR-01) A Terra se formou provavelmente a partir de gigantesca massa gasosa pela
condensação e decantação progressivas da matéria, produto da ação de forças gravitacionais e de
diversos processos de transformação energética.
I- A idade da Terra, como a dos demais planetas do Sistema Solar, é estimada em 4,6
bilhões de anos.
II- A idade da Terra está dividia em eons, eras, períodos e idades geológicas.
III- O Homo Sapiens surgiu no intervalo de tempo de menor duração chamado Pré-
Cambriano.
IV- Os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo constituem a era Cenozóica.
Estão corretas apenas:
a) I b) I e II c) I, II e III d) III e IV e) IV

31. (FGV/00) A combinação correta entre ambiente climático, processos erosivos e formas de
relevo resultantes dessa interação está contida na alternativa:

Ambiente climático Processo exógeno Exemplos de formas de


predominante relevo
A Tropical (quente e Intemperismo químico das Topos arredondados nas áreas
úmido) águas fluviais e pluviais de serras e planaltos
B Árido e semi-árido Intemperismo maior que a Campos de dunas e
ação eólica inselbergs surgidos após a
pediplanação
C Tropical (quente e Intemperismo físico Vales em U e depressões
úmido) decorrente das variações interplanáltivas
térmicas
D Frio e seco Intemperismo químico maior Topos arredondados nas áreas
que a ação eólica de serras e planaltos
E Árido e semi-árido Intemperismo químico das Vales em U e depressões
águas fluviais e pluviais interplanálticas

Solo

32. (UFPB/01-1) A figura abaixo representa uma porção da superfície terrestre, composta por
elementos sólidos (litosfera), líquidos (hidrosfera) e gasosos (atmosfera).

Considerando os referidos elementos, é verdadeiro, quando se afirma:


a) A retirada do solo da cobertura vegetal facilita a infiltração da água e a fertilização do
solo.
b) O cultivo, em terrenos com acentuada declividade, deve ser feito ladeira abaixo,
perpendicular às curvas de nível.
c) As inundações em áreas urbanas, durante as chuvas, decorrem da impermeabilização
dos solos e aterros dos corpos d´água.
d) As nuvens são abastecidas com água evaporada dos corpos hídricos superficiais, não
tendo as formações vegetais qualquer importância no processo.
e) Os poluentes das áreas urbanas e rurais contaminam rios e lagos, ficando os lençóis
subterrâneos livres da poluição.

33. (UFRGS/99) Observe a figura abaixo:


A principal conseqüência da prática agrícola ilustrada nessa figura é:
a) o aumento da infiltração da água no solo.
b) o aumento da erosão do solo.
c) a diminuição do escoamento das águas pluviais.
d) a melhoria da saúde das plantas.
e) o incremento da produtividade da lavoura.

34. (UELondrina-PR) No Brasil, conhecido como “terra-roxa”, temos um solo avermelhado ou


castanho-avermelhado, formado pela decomposição de:
a) basalto e diabásio, encontrados principalmente no Planalto Meridional.
b) gnaisse e calcário, encontrados na zona da mata nordestina.
c) gnaisse e diabásio, encontrados ao longo dos rios e várzeas inundáveis.
d) granito, encontrado em vários trechos do Planalto Atlântico e Centro-Sul do país.
e) Basalto, encontrado em trechos úmidos do sertão nordestino.

35. (Santa Casa-SP) “Os solos vêm sendo submetidos ao ataque intensivo da erosão, devido ao
hábito generalizado de cultivar a terra segundo as linhas de maior declive e de até mesmo
aproveitar as encostas mais íngremes.”
Dentre as alternativas a seguir, assinale a que seria a melhor solução para os problemas do
solo apresentados no texto acima:
a) o emprego de fertilizantes químicos e a prática de sombreamento.
b) o plantio em curvas de nível e a preservação da mata na cabeceira dos rios.
c) a prática do sombreamento e a preservação da mata nos níveis mais baixos do relevo.
d) a prática do pousio e a rotação de terras.
e) o emprego da drenagem e da rotação de culturas.

36. (UFGO) Pela erosão geológica, num processo lento, equilibrado e renovador, foram esculpidos
os morros, escavados os vales, formadas as várzeas dos rios e os deltas dos rios. O homem, no
entanto, quando cultiva o solo ou sobre ele constrói cidades, estradas e pontes, sem o uso da prática
de conservação do solo, desencadeia processos de erosão acelerada altamente danosos.
Partindo-se de conceitos sobre erosão é correto afirmar que:
(01) a cobertura vegetal desfavorece a infiltração de águas pluviais.
(02) A falta de cobertura vegetal tende a aumentar o arraste do solo pelo aumento do
volume d’água que circula superficialmente.
(04) Os fluxos de água concentrados podem provocar profundos sulcos nos solos,
fenômeno que, uma vez desencadeado, torna-se de difícil contenção.
(08) A abertura de estradas de terra paralelamente ao declive das colinas e longas encostas
desfavorece o processo erosivo.
(16) A erosão antrópica causa perda de enormes volumes de solo e conseqüente
assoreamento de rios, barragens e portos.
(32) O plantio em curvas de nível e a rotação de culturas estão entre as medidas de
contenção da erosão nas áreas de cultivo agrícola.
O resultado da soma dos números que indicam as proposições corretas é:
a) 54 b) 29 c) 62 d) 49 e) 63
37. (Unificado/97) A destruição dos grandes domínios florestais do planeta não significa apenas o
risco de se extinguirem diversas espécies animais e vegetais, a maior parte delas ainda sequer
conhecidas e catalogadas pela ciência. O desmatamento em grande escala pode trazer uma série de
conseqüências ambientais, como o(a):
a) perenização do regime dos cursos e bacias hidrográficas.
b) paralisação dos processos erosivos atuantes na formação das voçorocas.
c) entrada de um maior volume de água das chuvas nos lençóis freáticos.
d) aumento do escoamento das águas pluviais sobre a superfície dos solos.
e) incremento das taxas de umidade do ar nas áreas desflorestadas.

38. (UFRN/96) Sabendo-se que uma das classificações dos solos tem o clima como fator
preponderante na sua formação, pode-se afirmar que os solos brunos não-cálcicos são típicos de
regiões de clima
a) polar. c) equatorial e) semi-árido.
b) desértico. d) temperado.

39. (PUC-PR) A expressão aluvial ou aluvião refere-se normalmente:


a) à desintegração das rochas pela pressão do congelamento das águas nas regiões polares
ou montanhosas.
b) Ao processo de subducção que teria formado cordilheiras como a andina, ao longo da
orla marítima.
c) À estrutura terrestre no que diz respeito ao núcleo interno e núcleo externo na geração
do magnetismo terrestre.
d) A mapas hipsométricos como os da proposta do professor Jurandyr Ross.
e) Aos solos criados pela ação das águas correntes, principalmente.

40. (UEM-PR) Assinale o que for correto sobre os solos, na zona tropical do Brasil:
(01) As queimadas destroem a matéria orgânica e a vida de microorganismos no solo,
alterando suas qualidades. Além disso, podem favorecer à erosão, devido à maior
exposição do solo descoberto às intempéries.
(02) A intensidade, o volume e a concentração das chuvas de verão acarretam um intenso
processo de erosão e lixiviação ou lavagem do solo.
(04) Os solos argilosos, como o “terra-roxa” presentes no norte do Paraná, são de lata
fertilidade, devido à menor porosidade e alta aeração.
(08) Técnicas de terraceamento e de plantação acompanhando as curvas de nível
do terreno, bem como a rotação de cultivos, podem contribuir para a conservação
dos solos ou para a recuperação de solos degradados.
(16) A adubação química de solos tropicais, por meio de aplicação de fertilizantes
sintéticos, é preferível à adubação orgânica, visto que, na primeira, a lixiviação dos
nutrientes é menor.
(32) O solo massapê, escuro e rico em matéria orgânica, ocorre na Zona da Mata
Nordestina. Há séculos, vem sendo utilizado para o cultivo da cana-de-açúcar.
O somatório das alternativas corretas resulta em:
a) 40 b) 15 c) 47 d) 43 e) 48

41. (Evangélica-Curitiba-PR) A litosfera é constituída pelas crostas superior e inferior. A crosta


terrestre superior (continental) é formada por solo e subsolo. O solo pode ser:
a) eluvial e químico
b) massapê e terra-roxa
c) aluvial e químico
d) químico e orgânico
e) eluvial e aluvial

42. (FAAPA/00-1) Na Amazônia, região de clima quente e muito úmido, nos solos de terra firme,
após a derrubada da mata, há um rápido processo de lixiviação, fazendo com que a fertilidade caia
verticalmente.
Assinale a alternativa que melhor exprime o conteúdo do texto.
a) O problema representado pelo desmatamento desenfreado da Amazônia.
b)A organização do espaço amazônico depende do processo de desmatamento em grande
escala.
a) Os solos arenosos e pobres da Amazônia impedem a região de desenvolver a
agricultura.
b) Os perigos representados pela permanência da monocultura em áreas equatoriais.
c) A vocação agrícola da Amazônia é prejudicada pela pobreza dos solos.

43. (Vunesp/00) Analise a figura.


De acordo com o esquema, é verdadeiro
afirmar que:
a) quanto menores os valores de temperatura,
maior é a profundidade de alteração da rocha.
b) Quanto maiores os valores de temperatura
e pluviosidade, menor é a profundidade
de alteração da rocha.
c) quanto maiores os valores de temperatura
e pluviosidade, maior é a profundidade de alteração da
rocha.
d) É no cruzamento das linhas de temperatura
e pluviosidade que a profundidade de alteração da rocha
é maior.
e) A profundidade de alteração da rocha não se correlaciona com temperatura e
pluviosidade.

Gabarito

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 X - D - - C B A D B
1 E - E D E C C B C -
2 A B B D C D D B A -
3 B A C B A B A D E E
4 D E A C

1. O acidente a que se refere o enunciado, ocorrido em março de 1994 em Kobe, no Japão, diz
respeito a um grande terremoto que resultou em milhares de vítimas. O terreno japonês está sujeito
a este tipo de problemas pois se localiza sobre um arco de ilhas, uma região bastante instável
tectonicamente da crosta.
3. a) Terremotos, vulcões, orogênese b) Devido à colisão ou afastamento de placas.
4. Através da colisão de placas, em que a placa mais leve (continental) se dobra, gerando a
montanha.
11. Sem atuação dos agentes externos, tais como o vento, a chuva, o rio, etc,não teremos o processo
da erosão. A erosão atua sobre uma rocha, reduzindo-a a detritos. Estes detritos, posteriormente,
sofrem o processo da diagênese e se transformam em uma rocha (sedimentar clástica).
19. A erosão é a destruição de uma rocha, resultando em um processo de sedimentação. As chuvas,
vento, geleiras, oceanos, etc, são os principais agentes erosivos.
29. Agentes externos: vento, chuva, rio, oceano, ser humano, etc. Eles causam a degradação das
rochas, resultando em um processo denominado erosão.