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Visão geral

Apresentação da disciplina:
A disciplina de Poluição e resíduos sólidos tem a
finalidade de proporcionar aos alunos a oportunidade de
compreender e identificar os problemas relacionados à
poluição do ar e também aquela provocada pelos
resíduos sólidos, bem como discutir a questão das
endemias, cuja ocorrência está, na maioria dos casos,
associada à degradação do meio ambiente provocada
pela poluição.

Objetivos:
• Compreender a importância da poluição atmosférica no
contexto da gestão da qualidade ambiental;
• Proporcionar fontes de estudo para que o aluno possa
desenvolver seu conhecimento a respeito da gestão dos
resíduos sólidos;
• Estudar as principais endemias e como estas podem
afetar a qualidade do meio ambiente.

Conteúdo Programático:
UNIDADE I: Poluição do ar
- Poluentes do ar
- Propriedades dos gases e partículas
- Legislação
- Princípios de meteorologia e dispersão atmosférica
- Problemas locais e globais de poluição do ar
- Modelos de qualidade do ar
- Monitoramento de emissões e da qualidade do ar
- Métodos diretos e indiretos de controle da poluição
atmosférica
- Análise de sistemas de controle de poluentes
atmosféricos.
UNIDADE II: Resíduos sólidos e endemias
- Resíduos: Conceitos gerais, origem e composição,
classificação, quantidade e caracterização, técnicas de
amostragem
- Manejo dos resíduos e seu acondicionamento, coleta e
transporte
- Tratamento e formas de disposição final
- Modelos de gerenciamento integrado de resíduos
sólidos
- Política Nacional de Resíduos Sólidos.
- Controle de insetos e roedores. Controle Ambiental de
Endemias.

Metodologia:
Os conteúdos programáticos ofertados nesta disciplina
serão desenvolvidos por meio das Teleaulas de forma
expositiva e interativa (chat - tira dúvidas em tempo
real), Aula Atividade por Chat para aprofundamento e
reflexão e Web Aulas que estarão disponíveis no
Ambiente Colaborar, compostas de conteúdos de
aprofundamento, reflexão e atividades de aplicação dos
conteúdos e avaliação. Serão também realizadas
atividades de acompanhamento tutorial, participação em
Fórum, atividades práticas e estudos independentes
(autoestudo) além do Material didático da disciplina.

Avaliação Prevista:
O sistema de avaliação da disciplina compreende assistir
a teleaula, participação no fórum, produções textuais
interdisciplinares (Portfólio), realização de duas
avaliações virtuais e avaliação presencial embasada no
material didático, teleaulas, web aula e material
complementar.

WEBAULA 1
Unidade 1 – Poluição do Ar e seu Controle
Resumo: Nesta unidade estudaremos a poluição
atmosférica por meio do conhecimento de seus principais
poluentes, formas de dispersão, monitoramento e
controle da qualidade do ar e também abordaremos a
legislação pertinente ao tema.
Palavras-chave: Poluição atmosférica, monitoramento,
legislação.
POLUENTES DO AR
Introdução
Quando falamos em poluição logo nos vem à mente a
imagem de chaminés de alguma fábrica soltando fumaça
no ar, ou ainda do lixo que entope os bueiros, tornam
feias e insalubres nossas cidades. Dentre outras dezenas
de imagens que nos remete ao tema poluição, estes são
exemplos que ilustram o conceito que temos a respeito
do assunto, ou seja, sempre que pensamos em poluição
temos a ideia de algo visível, que nos causa a
estranheza: “isto não deveria estar aqui”.
Bem, esta não é uma concepção errada do que vem a
ser a poluição, apenas é incompleta, pois em muitos
casos a poluição pode ser imperceptível aos olhos, mas
quando estamos expostos a ela podemos sentir seus
efeitos, diretos ou indiretos, em nosso organismo.
Com base nestas informações iniciais podemos
estabelecer um conceito de poluição: “Qualquer
substância ou energia que é introduzida no meio
ambiente em quantidades que superam sua capacidade
para absorvê-las ou processá-las, gerando acúmulos que
causam a degradação ambiental promovendo prejuízos à
saúde dos organismos que nele vivem”. Podemos ver
que esta definição não está muito longe daquela que foi
apresentada pela Política Nacional do Meio Ambiente:
[...] degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que
direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar
da população, criem condições adversas às atividades socioeconômicas,
afetem desfavoravelmente a biota, afetem condições estéticas ou
sanitárias do meio ambiente e lancem matérias ou energia em desacordo
com os padrões ambientais estabelecidos (BRASIL, 1981, p1.).
Desta maneira percebemos que muitas vezes a poluição
gerada por gases tóxicos pode não ser percebida, porém
poderá ser letal. Daí a importância de estudarmos as
formas de monitoramento da qualidade do ar, tanto nas
imediações de uma área industrial quanto em locais mais
distantes, mas que ainda possam ser afetados, visando
conhecer as características do ar e estabelecer medidas
para o controle da poluição atmosférica, sendo este um
dos objetivos desta disciplina.
Em outra unidade de estudo falaremos também sobre a
poluição causada pelos resíduos sólidos e as estratégias
para a gestão deste problema, abordando ainda a
questão do controle de endemia cuja ocorrência, na
maioria dos casos, está associada à poluição.
A qualidade do ar
Sabemos que o ar é essencial para a manutenção da
vida nas suas mais diversas formas e, ainda, que nossa
saúde, assim como a dos demais organismos, é
diretamente afetada pela qualidade desse ar que
respiramos. Portanto, não é difícil percebermos a
importância de se realizar o controle da qualidade do ar,
com vistas a garantir o bem estar da sociedade. E
conforme destacado pelo Ministério do Meio Ambiente:
Frequentemente, os efeitos da má qualidade do ar não são tão visíveis
comparados a outros fatores mais fáceis de serem identificados. Contudo,
os estudos epidemiológicos têm demonstrado, correlações entre a
exposição aos poluentes atmosféricos e os efeitos de morbidade e
mortalidade, causadas por problemas respiratórios (asma, bronquite,
enfisema pulmonar e câncer de pulmão) e cardiovasculares, mesmo
quando as concentrações dos poluentes na atmosfera não ultrapassam os
padrões de qualidade do ar vigentes. As populações mais vulneráveis são
as crianças, os idosos e as pessoas que já apresentam doenças
respiratórias. (QUALIDADE..., 2013, p.1)
Considerando-se o conceito de poluição trabalhado
anteriormente, antes de iniciarmos nossa discussão a
respeito de poluentes do ar, precisamos definir o que
vem a ser “ar limpo” ou “ar puro”, como muitos definem
o ar de ótima qualidade para se respirar.
Bem, conforme veremos a seguir, definir ar puro não é
uma tarefa tão simples assim, pois na natureza o ar é
composto por uma mistura de substâncias que se
modifica em qualidade e quantidade, conforme nossa
posição no globo, considerando-se ainda que esta nunca
será uma condição estável, uma vez que o ar está
sempre em movimento.
De qualquer forma, para que possamos estabelecer um
referencial, devemos considerar uma composição básica
conforme podemos verificar na Tabela 1.
Tabela 1. Composição geral da atmosfera.
Conteúdos
Gases Constituinte (% por
volume)
Nitrogênio (N2) 78,084
Oxigênio (O2) 20,948
Argônio (Ar) 0,934
Neônio (Ne) 1,818 x 10-3
Gases não
Hélio (He) 5,24 x 10-4
variáveis
Metano (CH4) 2 x 10-4
Criptônio (Kr) 1,14 x 10-4
Hidrogênio (H2) 0,5 x 10-4
Xenônio (Xe) 0,087 x 10-4
Vapor de água
0a7
Gases (H2O)
variáveis Dióxido de
0,033
carbono (CO2)
Ozônio (O3) 0 a 0,01
Dióxido de enxofre
0 a 0,0001
(SO2)
Dióxido de
0 a 0,000002
nitrogênio (NO2)
Fonte: Adaptado de Vianello e Alves (1991, p.12).
Tendo como base esta informação, podemos dizer que a
adição de substâncias diferentes das que compõem o ar,
em quantidades capazes de gerar efeitos adversos,
deverão ser tratadas como poluentes do ar. A exemplo
disso podemos citar os compostos de enxofre, lançados
na atmosfera principalmente pela queima de
combustíveis fósseis. Estes aumentam a acidez das
chuvas, afetando o pH de rios e lagos e, portanto,
indiscutivelmente podemos classificá-los como poluentes
(VESILIND, 2011). Porém, conforme destaca o mesmo
autor, ainda temos que considerar a origem destes
compostos, pois podem ser lançados na atmosfera por
fontes naturais, como é o caso dos compostos de enxofre
presentes nos gases expelidos por vulcões e fontes
termais.
Sendo assim, não basta identificarmos se um
determinado componente constitui-se de um poluente do
ar, precisamos também conhecer qual a origem desta
substância, podendo esta fonte estar próxima à área
onde foi detectada ou a milhares de quilômetros de
distância. Isto porque os poluentes trafegam na
atmosfera levados pelos ventos, que podem transportá-
los a distâncias continentais.
LINK

“Estudo aponta contaminação de pinguins por pesticida


DDT”: [...] pesquisadores ficaram surpresos por
descobrirem que o nível de contaminação não diminuiu,
embora o DDT esteja proibido desde a década de 1970
para uso externo em diversos países. Em artigo na
revista Environmental Science & Technology, Geisz e
seus colegas lembraram que poluentes orgânicos como o
DDT se acumulam e se tornam concentrados no
ecossistema antártico. "Eles na verdade viajam pela
atmosfera [...] em direção às regiões polares, por um
processo de evaporação e posterior condensação em
climas mais frios", explicou Geisz. Leia a reportagem na
íntegra acessando o link:
<http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-
aponta-contaminacao-de-pinguins-por-pesticida-
ddt,170322,0.htm >

Para que possamos compreender como um poluente


atmosférico, emitido nos Estados Unidos pode afetar os
pinguins na Antártida, devemos conhecer alguns
elementos meteorológicos que afetam a dispersão de
poluentes ao redor do globo terrestre.
Princípios de meteorologia e dispersão atmosférica
Devido às diferenças de temperatura e composição
química, nossa atmosfera pode ser dividida em camadas,
que possuem características próprias de comportamento.
Desta forma, temos basicamente quatro camadas
principais: a troposfera, estratosfera, mesosfera e a
termosfera.
A maior parte dos fenômenos atmosféricos acontece na
troposfera, nela estão contidos 80% do ar e sua
espessura varia de 18 km no equador a 5 km nos polos.
A temperatura na troposfera diminui à medida que
aumenta a altitude. Acima da troposfera está a
estratosfera, com um perfil de temperatura inverso ao da
camada inferior, ou seja, à medida que aumentamos a
altitude a temperatura se eleva nesta camada. Na
estratosfera há pouca mistura entre os componentes,
assim os poluentes que migram para esta camada
podem permanecer lá por longos períodos. A estratosfera
possui alta concentração de Ozônio, que é o gás
responsável pela absorção da radiação ultravioleta de
ondas curtas emitidas pelo sol (VESILIND, 2011).
O ozônio estratosférico é produzido quando
as moléculas de oxigênio interagem com a
radiação UV emitida pelo Sol (3O2 + UV ¿ 2
O3). Esse filtro natural impede que 95% da
radiação UV nociva chegue à superfície da
Terra. A radiação UV realiza a filtragem do
ozônio benéfico na baixa estratosfera,
permitindo o desenvolvimento de formas
de vida. Além disso, impede que muito do
oxigênio na troposfera seja convertido em
ozônio fotoquímico, um poluente do ar
nocivo (GHODDOSI, 2011).
Acima da estratosfera temos ainda duas camadas a
Mesosfera e a Termosfera que juntas contêm apenas
0,1% do ar atmosférico. A mesosfera apresenta
temperaturas abaixo de 100oC negativos, sendo a parte
inferior mais quente pela influência da estratosfera, seu
limite com a termosfera encontra-se em torno de 80km.
A termosfera por sua vez é a camada que apresenta as
maiores temperaturas, em seu topo, que se situa a mais
de 640km algumas partículas de gás podem chegar a
2.500ºC (BRASIL, 2011).
De forma geral os problemas com a poluição atmosférica
acontecem na troposfera, onde os poluentes gerados por
processos naturais ou antrópicos são transportados por
ventos ou pelas correntes de ar.
O vento é o movimento do ar em relação à superfície, na
horizontal. Quando ocorre na vertical, esse movimento
de ar é chamado de corrente, podendo ser ascendente
ou descendente. Os ventos se originam do aquecimento
diferenciado sobre as regiões mais aquecidas, ar
atmosférico menos denso. Por sua vez, regiões mais
frias, possuem sobre si, ar atmosférico mais denso.
Essas diferenças ocasionam um caminhamento do ar
mais denso em direção ao menos denso.
A formação dos ventos se dá por vários processos que,
de forma geral, são decorrentes dos gradientes de
temperaturas entre regiões vizinhas.
 Brisas de terra e de mar: a partir das 10h00 o vento
sopra do mar para a terra e em sentido contrario
durante a noite. Isto ocorre devido à terra se
aquecer mais rapidamente que o mar (VIANELLO;
ALVES, 1991).
 Brisa de montanha e de vale: durante o dia as
encostas de uma montanha se aquecem mais
rapidamente que as áreas mais altas portanto o ar
desloca-se para cima (presença de nuvens no topo),
e durante a noite ocorre o inverso (VIANELLO;
ALVES, 1991).
 Ventos Foehn: São ventos fortes, secos e quentes,
que sopra encosta abaixo das formações
montanhosas de maior porte, em geral estão
associados com o desvio sofrido pelo escoamento, ao
cruzar as formações montanhosas (VIANELLO;
ALVES, 1991).

O deslocamento de poluentes pode também


ocorrer verticalmente, isto devido ao aquecimento do ar
junto à superfície do solo, que se torna menos denso e
sobe. Este é um comportamento comum, que pode ser
alterado quando a temperatura do ar na superfície do
solo é mais fria que a da camada superior, com isto a
troposfera atinge uma condição de estabilidade, ou seja,
não há mais deslocamentos verticais uma vez que todo o
ar quente está no alto e o ar frio em baixo. Esta condição
caracteriza o fenômeno de inversão térmica, onde a
estabilidade da troposfera impede que os poluentes
gerados na camada de ar próxima à superfície do solo
consigam ser dispersos pelas correntes de ar
ascendentes.
Poluentes do ar
Os poluentes do ar constituem-se principalmente de
material particulado e de gases. Em função de suas
características físicas os particulados podem ser ainda
divididos em poeira, vapor, névoa, fumaça, ou spray.
A poeira é definida como as partículas sólidas que podem
ser carregadas por gases e geradas pela manipulação de
materiais (carvão, cinzas, cimento), ou pelo
processamento direto de materiais como a madeira, ou
ainda, resultantes de operação como o jateamento com
areia. A poeira consiste de material particulado grosso,
possuindo cerca de 100 mícrons de diâmetro (VESILIND,
2011).
O mícron é uma unidade e medida utilizada para
mensurar elementos de tamanho muito reduzido, assim:
1 mícron (µ) equivale a 0,001 milímetros (mm)
O Vapor é também uma partícula sólida, frequentemente um óxido
metálico, formado pela condensação de vapores por sublimação,
destilação, calcinação ou processo de reações químicas. As partículas nos
vapores são bem pequenas com diâmetros de 0,03 a 0,3 µ;
A névoa consiste de partículas líquidas formadas pela condensação de um
vapor e talvez por uma reação química. Névoas possuem diâmetro que
variam de 0,5 a 3,0 µ. A fumaça é feita de partículas sólidas formadas
pela combustão incompleta de materiais carbonáceos. Suas partículas
possuem diâmetro de 0,05 até aproximadamente 1,0 µ; Por
fim, sprays são partículas líquidas formadas pela atomização de um
líquido base e sedimentam sob o efeito da gravidade (VESILIND, 2011,
p.276, grifo do autor).
Os poluentes gasosos são constituídos pelas substâncias
que em pressão e temperaturas normais encontram-se
na forma de gases. Os gases poluentes mais comuns são
representados na Tabela 2.
Tabela 2. Poluentes gasosos mais comuns.
Significância
Propriedades como
Nome Fórmula
relevantes poluente do
ar
Gás incolor,
provoca
asfixia
intensa, forte Perigo para a
Dióxido de odor, propriedade,
SO2 altamente
enxofre saúde e
solúvel em vegetação.
água
formando
ácido
sulfuroso
H2SO3
Solúvel em
água,
Trióxido de Altamente
SO3 formando
enxofre corrosivo.
ácido sulfúrico
H2SO4
Odor de ovo
estragado em
baixas Altamente
Ácido sulfúrico H2S
concentrações, venenoso.
inodoro a altas
concentrações
Gás incolor,
utilizado como Relativamente
gás de inerte; não
Óxido nitroso N2O
transporte em produzido na
produtos combustão.
aerossol
Produzido em
combustões a
altas
Óxido nítrico NO Gás incolor
temperaturas e
pressão; oxida
para NO2.
Principal
Gás de cor componente na
Dióxido de
NO2 marrom formação de
nitrogênio
alaranjada névoa
fotoquímica.

Monóxido de Incolor e Produto de


CO combustões
carbono inodoro
incompletas;
venenoso.
Formado
durante
Dióxido de Incolor e combustões
CO2
carbono inodoro completas; gás
do efeito
estufa.
Perigo para
vegetações e
propriedade;
produzido,
Altamente
Ozônio O3 principalmente,
reativo
durante a
formação de
névoa
fotoquímica.
Emitido por
automóveis e
CxHy ou
Hidrocarbonetos Diversas indústrias;
HC
formado na
atmosfera.
Combustível, Gás do efeito
Metano CH4
inodoro. estufa.
Decompõe o
Não reativo,
ozônio na
Clorofluorcarbo- excelentes
CFC camada
netos propriedades
superior da
térmicas
atmosfera.
Fonte: Vesilind (2011)
Além destes as dioxinas e furanos também constituem
importantes poluentes atmosféricos que atualmente
fazem parte da lista de poluentes orgânicos persistentes
(POP) da Convenção de Estocolmo, um tratado
internacional que visa a eliminação segura destes
poluentes e a limitação de sua produção e uso, do qual o
Brasil é signatário (COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE
SANEAMENTO AMBIENTAL, 2012).

LINK

Para conhecer melhor estes dois poluentes acesse o link


abaixo:
< http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/laboratorios
/fit/Dioxinas-e-furanos.pdf >

Na próxima web aula estudaremos os métodos


de monitoramento da qualidade do ar e de controle da
poluição atmosférica, e também conheceremos a
legislação pertinente ao tema.

WEBAULA 2
GESTÃO DA QUALIDADE DO AR
Os efeitos prejudiciais da poluição atmosférica são mais
intensos nos centros urbanos e também nas cidades
próximas. Nestes ambientes a população evidencia
diariamente a importância da gestão da qualidade do ar,
pois como atesta o Ministério do Meio Ambiente:
A poluição atmosférica traz prejuízos não somente à saúde e à qualidade
de vida das pessoas, mas também acarretam maiores gastos do Estado,
decorrentes do aumento do número de atendimentos e internações
hospitalares, além do uso de medicamentos, custos esses que poderiam
ser evitados com a melhoria da qualidade do ar dos centros urbanos. A
poluição de ar pode também afetar ainda a qualidade dos materiais
(corrosão), do solo e das águas (chuvas ácidas), além de afetar a
visibilidade (QUALIDADE..., 2013, p.1).
Assim, buscando garantir que o desenvolvimento
econômico ocorra de forma sustentável, também para os
aspectos relacionados à poluição do ar, foi preciso
estabelecer uma política pública para o controle das
emissões atmosféricas, tendo como premissa ações que
visam prevenir, combater e reduzir estas emissões. Este
trabalho constitui-se então a gestão da qualidade do ar.
Sabemos que é difícil conhecer, através da análise dos
componentes do ar, quem são os responsáveis pelas
emissões deste ou daquele poluente. Neste sentido, para
o bom desempenho de um programa de gestão da
qualidade do ar é preciso estabelecer o controle
diretamente nas fontes de poluentes. Para garantir isto,
foram estabelecidas normas legais, que têm como
objetivo criar parâmetros de qualidade do ar e constituir
procedimentos capazes de orientar os responsáveis pelas
emissões a uma conduta adequada.
Para o poder público federal a gestão da qualidade do ar
está a cargo da Gerência de Qualidade do Ar (GQA),
ligada ao Ministério do Meio Ambiente, sendo esta
gerência criada com o propósito de formular as políticas
e executar as ações no nível federal, com vistas a
preservar e melhorar a qualidade do ar (QUALIDADE...,
2013). Além de apoiar os Estados na elaboração dos
Planos de Controle de Poluição Veicular (PCPVs) e dos
Programas de Inspeção e Manutenção Veicular (conforme
Resolução CONAMA 418/2009) o GQA também gerou
outras ferramentas importantes para a gestão pública da
qualidade do ar:
 Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por
Veículos Automotores Rodoviários;
 Programa nacional de controle de qualidade do ar -
PRONAR ;
 Programa de controle de poluição do ar por veículos
automotores PROCONVE;
 Programa de controle da poluição do ar por
motociclos e veículos similares – PROMOT.

LINK
Conheça melhor estes programas acessando os links
abaixo:
<http://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/1o_Inv
entario_Nacional_de
_Emissoes_Atmosfericas_por_Veiculos_Automotores_Rod
oviarios.PDF >
< http://www.mma.gov.br/estruturas/163/_arquivos/pro
nar_163.pdf >
< http://www.mma.gov.br/estruturas/163/_arquivos/pro
conve_163.pdf >
< http://www.mma.gov.br/estruturas/163/_arquivos/pro
mot_163.pdf >

Legislação
Conforme discutimos anteriormente para que possamos
direcionar a gestão da qualidade do ar precisamos contar
com normas que auxiliem e embasem este trabalho,
assim, a seguir apresentamos algumas normas legais
criadas para este fim.
Em primeiro ponto, para que possamos garantir a
qualidade do ar precisamos de parâmetros que apontem
suas características químicas desejáveis. A Organização
Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu em 2005 padrões
que variam em função do enfoque adotado. No Brasil
estes padrões estão definidos na Resolução CONAMA
003/1990, esta resolução complementa a CONAMA
005/1989 e é complementada pela CONAMA 008/1990.
Outra iniciativa fundamental para garantir a qualidade do
ar como um dos aspectos do desenvolvimento econômico
sustentável foi a criação do Plano Nacional de Qualidade
do Ar. Este foi concebido como um subsídio à 1ª
Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA),
ocorrida 2009. No mesmo evento foi redigido também o
documento “Compromisso pela Qualidade do Ar e Saúde
Ambiental”, onde o Governo Federal assume a
responsabilidade de trazer à reflexão as necessidades e
desafios deste tema.

LINK
Para conhecer os documentos citados no texto acesse os
links abaixo:
Resolução CONAMA 005/1989 – Programa Nacional de
Controle da Qualidade do Ar:
< http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?co
dlegi=81 >
Resolução CONAMA 003/1990 – Padrões de qualidade do
ar:
< http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?co
dlegi=100 >
Resolução CONAMA 008/1990 – Limites de emissão:
< http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?co
dlegi=105 >
Plano Nacional de Qualidade do Ar
< http://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/Subsi
dios%20ao%20Pronar.pdf >
Compromisso Nacional pela Qualidade do Ar e Saúde
Ambiental:
<http://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/Compr
omisso%20pela%20
Qualidade%20do%20Ar%20e%20Saude%20Ambiental.p
df >
Resolução CONAMA 016/1995 - PROCONVE:
< http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?co
dlegi=105 >

Além das já citadas, outras Normas e Leis vêm sendo


criadas com o objetivo de estabelecer critérios para
controle da qualidade do ar e de emissões atmosféricas
para os diversos setores e atividades.

LINK
Se desejar você pode acessar uma publicação da
biblioteca digital da Câmara dos Deputados que
apresenta a Legislação Brasileira Sobre a Poluição do Ar.
Para obtê-la clique no link abaixo:
<http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamar
a/1542/legislacao_poluicao_ar_jose_pereira.pdf?sequenc
e=1 >

Gestão da qualidade do ar
Bem como vimos anteriormente para a gestão da
qualidade precisamos conhecer os padrões de qualidade
do ar estabelecido pela legislação. Assim, conforme a
Resolução CONAMA 003/1990 temos:
Art. 1º São padrões de qualidade do ar as concentrações de poluentes
atmosféricos que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde, a segurança e o
bem-estar da população, bem como ocasionar danos à ¿ora e à fauna,
aos materiais e ao meio ambiente em geral.[...]
Art. 2o Para os efeitos desta Resolução ¿cam estabelecidos os seguintes
conceitos: I - Padrões Primários de Qualidade do Ar são as concentrações
de poluentes que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde da população. II
- Padrões Secundários de Qualidade do Ar são as concentrações de
poluentes abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o
bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna, à ¿ora, aos
materiais e ao meio ambiente em geral (CONSELHO NACIONAL DO MEIO
AMBIENTE, 1990, p.1).
Desta forma, o poder público deverá utilizar os padrões
legais como metas mínimas para orientar a construção
dos Planos Regionais de Controle de Poluição do Ar.
Você conhece o IPCC (Intergovernamental
Panel on Climate Change)?

Em português foi traduzido


para Painel Intergovernamental sobre
Mudanças Climáticas. Este órgão foi criado
pela Organização Meteorológica Mundial e
Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente, com o intuito de reunir
informações importantes para a
compreensão das mudanças climáticas. O
Painel Intergovernamental de Mudanças
Climáticas (IPPC) é o órgão das Nações
Unidas responsável por produzir
informações científicas em três relatórios
que são divulgados periodicamente desde
1988. Os relatórios são baseados na
revisão de pesquisas de 2500 cientistas de
todo o mundo.
Uma etapa importante em qualquer trabalho que visa
garantir o controle das emissões atmosféricas a fim de
se atender aos padrões legais previamente
estabelecidos, é o monitoramento dessas emissões e
também da qualidade do ar. Considerando-se a natureza
da poluição atmosférica ou ainda a área que ocupam
podemos classificar as fontes de emissão de poluentes
em duas categorias: as provenientes de fontes fixas e
aquelas oriundas de fontes móveis (QUALIDADE...,
2013).
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente podemos
assim definir as fontes fixas:
São assim denominadas as fontes lançadas à atmosfera por um ponto
específico, fixo, como uma chaminé, por exemplo. Dessa forma, as fontes
fixas compreendem as que resultam dos processos produtivos industriais
e dos processos de geração de energia, como é o caso das termelétricas.
Esses processos liberam, para a atmosfera, uma série de substâncias,
conforme as matérias-primas, insumos e combustíveis empregados,
sendo que algumas delas podem apresentar elevada toxicidade,
comprometendo a qualidade do ar, da água e do solo (COMPROMISSO...,
2009, p.6).
Já as fontes móveis são aquelas caracterizadas por se
dissiparem pela comunidade impossibilitando uma
análise e monitoramento na base de cada fonte
(QUALIDADE..., 2013).
Independente se a fonte emissora de poluentes é móvel
ou estacionária o monitoramento deverá ser realizado
por meio da medição de poluentes dispersos no ar. Para
tanto vários são os métodos, considerando que temos
diferentes formas de poluição (particulados e gases).
Assim, para cada tipo de emissão ou de substância deve-
se empregar o método mais indicado, a fim de se
garantir que a medição seja adequada e, na medida do
possível precisa.
Os métodos para a medição de material particulado têm
com princípio forçar a passagem do ar por determinada
superfície porosa, onde o material particulado, que se
encontrava em suspensão, fica retido nesta superfície.

Os equipamentos para medição


dos particulados são conhecidos como
Amostradores de grande volume (Hi-vol).
Em particular este equipamento funciona
como um grande aspirador de pó que força
mais de 2000m3 de ar através de um filtro
durante 24 horas. A análise realizada é
gravimétrica, ou seja, o filtro é pesado
antes e depois, e a diferença é a
quantidade de particulado coletados. A
concentração de particulados medida dessa
forma é geralmente chamada de total de
particulados suspensos (VESILIND, 2011).
Ainda com relação ao material particulado, outra medida
muito empregada busca mensurar a quantidade de
partículas inaláveis, ou seja, aquelas que poderão ser
inaladas para dentro dos pulmões. Para esta medição é
empregado um sistema de filtragem que busca separar
as partículas com tamanho igual ou inferior a 0,3 µ,
fração esta capaz de adentrar nos pulmões (VESILIND,
2011).
E a medição dos poluentes gasosos, você sabe com é
feita?
O método mais tradicional para a medição de gases é a
sua “captura” em solução aquosa.
Esta técnica é feita borbulhando-se o ar dentro de uma
substância que irá reagir quimicamente com o gás que
se deseja identificar.
Se houver reação química do gás com a substância,
produzindo um terceiro composto, a determinação da
quantidade de poluente do ar é feita indiretamente pela
quantificação do terceiro composto formado. Este
procedimento pode ser feito por titulação.
Se houver mudança de cor, a solução é levada para
análise da intensidade de cor (espectrofotometria), ou
seja, quanto mais intensa for a cor na solução maior
quantidade dos poluentes foi capturada.
Como exemplo desta técnica citamos a medição do SO2.
Quando borbulhado em peróxido de hidrogênio (água
oxigenada) reage formando ácido sulfúrico, que pode ser
quantificado por titulação, conforme reação abaixo:
SO2 + H2O2 -> H2SO4

IMPORTANTE

Enquanto as unidades de medida dos particulados são


microgramas por metro cúbico de ar (µg x m-3), a
concentração de gases pode ser medida tanto em partes
por milhão (ppm) como em microgramas por metro
cúbico de ar (VESILIND, 2011, p.278).

A medição da fumaça é realizada por meio da


quantificação de sua densidade, para isto utiliza-se
aEscala de Ringelmann. Esta escala varia de 0 para a
fumaça branca ou transparente a 5 para a fumaça
completamente preta ou opaca.
Além destas técnicas, atualmente, podemos contar com
a tecnologia para promover de forma mais eficiente a
determinação de poluentes do ar tais como:
 Determinação da concentração de monóxido de
carbono por espectrofotometria de infravermelho não
dispersivo (IVND)
 Determinação do teor de dióxido de nitrogênio –
Reação de Gress Saltzman
 Analisadores automáticos para a determinação de:
SO2, NOx, NO, NO2, CO, HC, O3 e particulados em
suspensão;

Mas fique atento!


A escolha do método para análise da qualidade do ar
deve atender as especificações e normas técnicas
definidas pelos órgãos competentes (Ministério do Meio
Ambiente, Secretarias Estaduais e Municipais de Meio
Ambiente, Associação Brasileira de Normas técnicas e
outros).

WEBAULA 1
Unidade 2 – O Controle das Endemias
Resumo: Esta web aula aborda as principais
características de algumas endemias no Brasil
enfatizando sua forma de transmissão, os principais
sintomas e tratamento da doença e aspectos
relacionados à prevenção e controle.
Palavras chave: Endemias, Controle e Prevenção.

CONTROLE DE ENDEMIAS: DENGUE E FEBRE


AMARELA
Introdução
Você sabe o que é uma endemia?
É a ocorrência habitual de uma doença ou de um agente
infeccioso em determinada área geográfica; pode
significar, também, a prevalência usual de determinada
doença nessa área (BRASIL, 1977).
Convencionou-se no Brasil designar determinadas
doenças, a maioria delas parasitárias ou transmitidas por
vetor, como "endemias", "grandes endemias" ou
"endemias rurais" (SILVA, 2003). Essas doenças são: a
malária, a febre amarela, a esquistossomose, as
leishmanioses, as filarioses, a peste, a doença de
Chagas, além do tracoma, da bouba, do bócio endêmico
e de algumas helmintíases intestinais, principalmente a
ancilostomíase (PESSOA, 1950).
Nesta unidade serão apresentadas as principais
características de algumas endemias. São elas: dengue,
febre amarela, doença de Chagas, Angiostrongilíase
meningoencefálica (causada pelo caramujo africano),
Leishmaniose tegumentar americana e Malária.
Dengue

O que é?
É uma doença febril aguda e de gravidade variável,
caracterizada em sua forma clássica, por dores
musculares e articulares intensas. Apresenta como
agente um arbovírus do gênero Flavivírus da
família Flaviviridae, do qual existem quatro sorotipos:
DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.
Saiba como ocorre a transmissão.
A transmissão se dá pela picada do mosquito
transmissor, cujos criadouros são locais com água limpa
e parada, presentes principalmente em áreas urbanas.
A dengue pode ser transmitida por duas espécies de
mosquitos (Aëdes aegypti e Aëdes albopictus).
Conheça os principais sintomas
As infecções pelo vírus da dengue ocorrem desde a
forma clássica (sintomática ou assintomática) à febre
hemorrágica do dengue (FHD).
Nas formas LEVES da doença, denominadas de DENGUE
CLÁSSICA, considera-se doença de baixa letalidade, no
entanto, incapacita temporariamente as pessoas para o
trabalho.
Nesta fase o paciente apresenta sintomas tais como:
febre, cefaleia (dor de cabeça) intensa, dores musculares
e nas articulações, prostração, náuseas, vômitos, dor nos
olhos, diarreia e manchas vermelhas no corpo.
Nas formas MODERADAS e GRAVES, denominadas
DENGUE HEMORRÁGICA, além dos sintomas já
mencionados, o paciente apresenta febre alta, com
manifestações hemorrágicas, hepatomegalia e
insuficiência circulatória. Dengue hemorrágica é uma
forma grave de dengue, a letalidade é significativamente
maior do que no caso de dengue clássica.
Tratamento
Não existe um tratamento específico para DENGUE,
apenas tratamentos que aliviam os sintomas cabendo ao
profissional de saúde indicar a ingestão de muito líquido
e medicamentos sintomáticos, o paciente deve ser
monitorado quanto ao surgimento de sintomas mais
graves.
Prevenção e controle
A única maneira de se prevenir da doença é por meio do
combate às larvas do mosquito transmissor da DENGUE,
eliminando os focos de acúmulo de água em locais
propícios para a criação do mosquito transmissor da
doença. Portanto é essencial não deixar acumular água
em embalagens tais como garrafas de refrigerante, latas,
pneus, vasos de plantas, caixas d´água, tambores,
cisternas, lixeiras, entre outros. Ainda não existe VACINA
aprovada e liberada para a DENGUE, porém estudos
estão sendo realizados para viabilizá-la.
De acordo com manual de normas técnicas (BRASIL,
2001 p.66) devem ser adotadas as seguintes práticas
para a prevenção da dengue:
a) O armazenamento, coleta e disposição final dos
resíduos sólidos, visando ao êxito no combate vetorial,
compreendem três aspectos: a redução dos resíduos,
acompanhada pela sua reciclagem ou reutilização, a
coleta dos resíduos e a sua correta disposição final.
b) O trabalho educativo com vistas a difundir junto à
população noções acerca do saneamento domiciliar e do
uso correto dos recipientes de armazenamento de água é
também de fundamental importância. Recipientes como
caixas d’água, tonéis e tanques, devem ser mantidos
hermeticamente fechados, à prova de mosquitos. Caso
isso não seja possível naquele momento, o agente
deverá escovar as paredes internas do reservatório, com
vistas à remoção de ovos por ventura aí existentes.
c) Outros recipientes ou objetos existentes nos
domicílios, peridomicílios e pontos estratégicos, devem
merecer atenção dos agentes de saúde e dos moradores,
pois podem servir de criadouros importantes para o
Aedes aegypti. Por exemplo:
 As calhas devem ser desobstruídas periodicamente e
mantidas com inclinação adequada para o
escoamento da água.
 Cavidades em muros, pedras, árvores, etc., devem
ser tampadas com barro ou cimento, de modo a
evitar que coletem água.
 Fragmentos de vidros (gargalos e fundos de
garrafas) fixados em cima de muros devem ser
preenchidos com barro ou areia grossa.
 As bromélias e outros vegetais que acumulam água
entre as folhas devem ser eliminados.
 As floreiras existentes nos cemitérios (ponto
estratégico) devem ser furadas por baixo, ou
preenchidas com areia grossa.
Sabe-se que a participação comunitária é fundamental
para o combate ao Aedes aegypti. O Programa de
Erradicação do Aedes aegypti no Brasil (PEAa) propõe
que o agente de endemias ou agente de saúde, trabalhe
junto à comunidade. De acordo com o Manual de normas
técnicas (BRASIL, 2001, p. 67). Na inspeção dos
imóveis, o agente de saúde deve preocupar-se em
realizar sua atividade junto com os moradores,
orientando-o em relação a:
 No caso de vasos de flores ou plantas, manter o
prato que fica sob os vasos sempre seco, podendo
utilizar, para isso, areia;
 A água das jarras de flores deve ser trocada duas
vezes por semana e a jarra bem lavada para eliminar
os ovos de Aedes aegypti que possam estar aderidos
às paredes. Esta recomendação é válida para áreas
que não estejam sob tratamento focal;
 O cultivo de plantas em vasos com água deve ser
evitado, se possível enchendo-se o vaso com terra
ou areia;
 Toda vasilha de lata deve ser furada antes de ser
descartada, para que não acumule água, sendo
colocadas em lixeiras tampadas;
 Todos os objetos que podem acumular água de
chuva (copinhos plásticos, tampas de refrigerantes,
cascas de coco) devem ser esvaziados e, se
inservíveis, acondicionados em lixeira ou enterrados;
 As garrafas vazias devem ser guardadas de cabeça
para baixo em locais cobertos;
 Os bebedouros de aves e animais devem ter sua
água trocada pelo menos uma vez por semana, após
serem lavados com escova;
 Os pneus velhos devem ser furados para escoar a
água de chuva e, se possível, guardados em local
coberto. Se inservíveis, o melhor destino é o lixo;
 Os poços, tambores e outros depósitos de água
devem estar sempre tampados;
 As caixas d'água e cisternas dos prédios devem ser
limpas com frequência e mantidas cobertas;
 As calhas e piscinas devem ser mantidas limpas;
 O lixo não deve ser jogado em terrenos baldios;
 Deve-se manter o lixo tampado.

Febre amarela
O que é?
É uma doença febril aguda, de curta duração (cerca de
10 a 12 dias) causada pelo vírus da febre amarela e
apresenta gravidade variável. Esta enfermidade
apresenta duas formas de expressão, a urbana e a
silvestre e ocorre na América do Sul e na África.
Saiba como ocorre a transmissão
A transmissão se dá pela picada de mosquito presente
em áreas silvestres. A fêmea do mosquito pica a pessoa
infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite. Não
existe a transmissão de uma pessoa para outra, nem a
transmissão pelo contato com as secreções de uma
pessoa doente nem mesmo por meio de fontes de água
ou alimento.
A febre amarela silvestre ocorre principalmente por
intermédio de mosquitos do gênero Haemagogus.A
pessoa uma vez infectada em área silvestre, quando
retorna para a área urbana, pode servir como fonte de
infecção para o Aedes aegypti. Este também é vetor da
dengue, e principal transmissor da febre amarela urbana.
Saiba mais sobre a história da Febre Amarela acessando
o link abaixo:
< http://bvsms.saude.gov.br/bvs/febreamarela/historico
.php >
Conheça os principais sintomas.
Os sintomas da febre amarela, em geral, aparecem entre
o terceiro e o sexto dia após a picada do mosquito.
Nas formas LEVES e MODERADAS da doença, o paciente
apresenta: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas,
vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam
amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago,
intestino e urina).
Nas formas GRAVES, além dos sintomas acima citados, o
paciente pode apresentar dores abdominais e diarreia, e
ocorre o funcionamento inadequado de órgãos vitais
como fígado e rins, podendo levar a redução do volume
urinário até a ausência de urina na bexiga, até o coma.
Assista ao vídeo Sintomas Febre Amarela,
acessando o link abaixo:
.
Tratamento
Não existe um tratamento específico para o vírus da
FEBRE AMARELA, é apenas sintomático, cabendo ao
profissional de saúde medicá-lo, o paciente deve
permanecer em repouso com reposição de líquidos e das
perdas sanguíneas, quando for o caso. O paciente deve
ser monitorado, com vigilância sobre o aparecimento de
sintomas mais graves.
Prevenção e controle

A única forma de evitar a febre


amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A
vacina é contraindicada a gestantes, imunodeprimidos
(pessoas com o sistema imunológico debilitado) e
pessoas alérgicas a gema de ovo.
Onde se encontra a VACINA?
A vacina é disponibilizada gratuitamente em postos de
saúde de todos os municípios do país, na rede do
Sistema Único de Saúde- SUS.
Pessoas que farão viagens internacionais e não
tomaram vacina antecipadamente podem ser
impedidas de viajar por não estar em dia com a
vacina.
Saiba mais sobre as exigências para pessoas que
realizarão viagens internacionais lendo o Guia de bolso
da Saúde do Viajante, acessando o link:
<http://www.anvisa.gov.br/sispaf/pdf/guia_de_saude_d
o_viajante.pdf>

Para a erradicação da febre amarela urbana assim como


no caso da dengue é prioritário o monitoramento
do Aedes aegypti.

AULA 2
CONTROLE DE ENDEMIAS: DOENÇA DE CHAGAS,
ANGIOSTRONGILÍASE MENINGOENCEFÁLICA
HUMANA E ANGIOSTRONGILÍASE ABDOMINAL
HUMANA (CAUSADAS PELO CARAMUJO AFRICANO),
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA E
MALÁRIA.
Doença de Chagas
O que é?
Doença de Chagas é uma doença infecciosa grave
causada pelo protozoário parasita Trypanosoma cruzi,
transmitida ao homem e a outros animais pelas fezes de
um inseto (triatoma) conhecido por ¨bicho
barbeiro¨. Esta doença foi descoberta por um cientista
brasileiro chamado Carlos Chagas.
Saiba como ocorre a transmissão.
A doença de Chagas não é transmitida ao ser humano
diretamente pela picada do inseto. A transmissão ocorre
quando a pessoa coça o local da picada e as fezes
eliminadas pelo barbeiro penetram pelo orifício originado
por esta picada.
A transmissão pode ocorrer também por transfusão de
sangue contaminado e durante a gravidez da mãe para
filho.
Ainda, conforme informações da Secretaria de Vigilância
em Saúde /Ministério da Saúde, a transmissão pode
ocorrer também pela via oral, por meio da ingestão de
alimentos contaminados pelo Trypanosoma cruzi. No
Brasil foram registrados casos da infecção transmitida
por via oral em pessoas que tomaram caldo-de-cana ou
comeram açaí moído.
Saiba mais sobre a prevenção da doença de Chagas
acessando o link:
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigila
ncia_prevencao_doenca_Chagas.pdf>
Conheça os principais sintomas da doença de
Chagas
A doença de Chagas apresenta duas fases: aguda e
crônica. A fase aguda pode apresentar sintomas
moderados ou nenhum sintoma. Os principais sintomas
nesta fase são: febre, mal estar; inchaço dos olhos e do
local da picada do inseto.
Passada a fase aguda, a doença pode entrar em
remissão, em alguns casos a pessoa pode se dar conta
que contraiu a doença somente muito tempo depois de
ter sido infectada, neste momento aparecem outros
sintomas, tais como: constipação; problemas digestivos;
dor no abdômen e dificuldades para engolir.
Tratamento
Existe tratamento para a doença de Chagas, porém o
medicamento funciona bem se a doença estiver no início.
Como é o barbeiro?
O “bicho barbeiro” vive em buracos e frestas de forros e
paredes das casas de madeira ou de barro e também em
galinheiros e pombais, em casca de troncos de árvores e
embaixo de pedras.
Prevenção e controle
 As paredes e forros das casas devem ser lisos, sem
buracos, brechas ou frestas;
 Todos os lugares que possam servir de esconderijo
para o barbeiro devem ser mantidos limpos (atrás
dos quadros, camas, malas, lenhas, etc.);
 Construa galinheiros, chiqueiros e pombais afastados
das residências.

Esquistossomose
O que é?
É a doença também conhecida como “barriga d’água”.
Ela é causada por um parasita, chamadoSchistossoma
mansoni, que tem no homem seu hospedeiro definitivo.
Saiba como ocorre a transmissão.
Este parasita necessita de caramujos de água doce como
hospedeiros intermediários para desenvolver seu ciclo
evolutivo. sua transmissão se dá pela liberação de ovos
através das fezes do homem infectado. Quando em
contato com a água, os ovos eclodem e libertam larvas,
que se alojam em caramujos, dando continuidade ao
ciclo e liberam novas larvas que infectam as águas e
posteriormente os homens penetrando em sua pele ou
mucosas.
Conheça os principais sintomas.
A doença se apresenta em duas fases uma aguda e outra
crônica.
Na fase aguda, pode apresentar manifestações clínicas
como coceiras e dermatites, febre, tosse, diarreia,
enjoos, vômitos, fraqueza e emagrecimento.
Na fase crônica, geralmente a doença é assintomática,
apresentando diarreia podendo alternar o quadro para
prisão de ventre. A doença pode apresentar
complicações provocando o aumento do fígado e baço,
cirrose, hemorragias e ascite ou barriga d’água.
Tratamento
O tratamento da esquistossomose pode ser feito com
medicamentos específicos que combatam oSchistossoma
mansoni.
Prevenção e controle
Devem ser realizadas ações de prevenção através da
educação sanitária, oferta de saneamento básico,
controle dos caramujos e divulgação de informação sobre
o modo de transmissão da doença são medidas
essenciais para prevenção.
Angiostrongilíase meningoencefálica humana e
Angiostrongilíase abdominal humana (causadas
pelo caramujo africano).
Com a chegada do verão e do período de chuvas,
aumenta a preocupação com o controle do caramujo
africano, uma praga que afeta plantações e pode
transmitir doenças.
O que é?
Como o próprio nome diz, é uma espécie originária da
África, e foi introduzida clandestinamente no Brasil no
ano de 1988, como alternativa ao cultivo do ¨escargô¨,
mas acabou virando praga.
Seu nome científico é Achatina fulica, molusco terrestre
de grande porte. Sua concha mede entre 15 a 20 cm de
altura e de 10 a 12 cm de comprimento, chegando a
pesar 200 g. Sua cor é cinza-escuro e a concha possui
estrias e faixas castanhas.
Além de ser uma praga agrícola também é um sério
problema de Saúde Pública, pois é capaz de transmitir
um verme nematoide ao homem, o Angiostrongylus,
causador da Angiostrongilíase meningoencefálica
humana, que afeta o sistema nervoso central com
extrema gravidade.
Saiba como ocorre a transmissão
A transmissão ocorre através da ingestão de alimentos
contaminados (alimentos que tiveram contato com o
caramujo e que foram mal lavados) ou pelo contato
direto com o molusco.
Conheça os principais sintomas
Os principais sintomas são: cefaleia, rigidez da nuca,
formigamentos no corpo, paralisias temporárias e febre
baixa. O verme pode alojar-se nos olhos, causando
distúrbios visuais e até mesmo a cegueira.
Pode também alojar-se no intestino, causando o
comprometimento dos órgãos abdominais doença
denominada Angiostrongilíase abdominal humana.
Prevenção e controle
O molusco costuma se desenvolver principalmente em
terrenos baldios, terrenos com hortas e plantações e
áreas em que exista o descarte inadequado de resíduos
da construção civil (entulho). A medida de controle mais
eficaz para o caramujo é a manual, realizando a coleta e
a sua destruição individualmente.
Quando se encontra um caramujo africano deve-se
recolhê-lo, sempre com proteção nas mãos, utilizando
uma luva descartável ou um saco plástico. O caramujo
deve ser colocado em uma sacola ou recipiente e
destinado a uma unidade básica de saúde ou secretaria
de saúde.
Alguns cuidados devem ser tomados visando a
prevenção:
 Não ingerir o molusco, em hipótese alguma;
 Manter limpos os quintais das casas retirando todo o
entulho e o mato, pois servem de criadouro para os
caramujos;
 Evitar a proliferação dos ovos do caramujo na terra a
ser utilizada para o cultivo de plantas em vasos;
 Os moluscos devem ser coletados sempre com
proteção nas mãos, como luvas descartáveis ou
sacolas plásticas;
 Não se deve usar veneno, sal ou outras substâncias
que podem contaminar o ambiente e não afetam o
molusco;
 Frutas, verduras e legumes devem ser bem lavados.

Leishnmaniose tegumentar americana


O que é?
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma
ferida também conhecida como úlcera de Bauru ou ferida
brava, no Brasil. É considerada uma das afecções
dermatológicas que merece mais atenção, apresenta
registro de casos em todas as regiões brasileiras.
A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma
doença infecciosa, não contagiosa, causada por
diferentes espécies de protozoários do
gênero Leishmania, que acomete pele e mucosas.
Os vetores da LTA são insetos denominados
flebotomineos, conhecidos popularmente, dependendo
da localização geográfica, como mosquito palha,
tatuquira, birigui, entre outros.
Saiba como ocorre a transmissão
É transmitida pelo mosquito flebótomo. De 15 a 60 dias
depois da picada aparece um carocinho com pus ao se
romper, forma a ferida, que vai aumentando de tamanho
até formar a úlcera.
A transmissão ocorre através da picada de insetos
transmissores infectados, Não há transmissão de pessoa
para pessoa.
O mosquito se contamina sugando animais (silvestres e
domésticos) ou mesmo o homem doente.
Conheça os principais sintomas
Os principais sintomas são: obstrução nasal, eliminação
de crostas, epistaxe, disfagia, odinofagia, rouquidão,
dispneia e tosse.
Sugere-se sempre examinar as mucosas dos pacientes,
pois as lesões mucosas iniciais geralmente são
assintomáticas.
Os mais frequentes são: febre, náuseas, vômitos,
hipopotassemia e flebite no local da infusão.
Tratamento
A Leishmania tem cura, desde que seguido o tratamento
corretamente, quando não tratada, ou tratada de forma
inadequada, ela pode incubar, e aparecer tempos depois
nas cartilagens (nariz, lábios, garganta, etc.,...).
Prevenção e controle
 Telar portas e janelas.
 As residências não devem ser construídas próximas a
matas.
 O alojamento de animais (chiqueiro, galinheiro,
pombais) deve ser construído distante das
residências.
 Evite acessar a mata à noite.
 Evite banhar-se em rios ou lagos próximos à mata,
principalmente ao entardecer e à noite.

Saiba sobre a Leishmaniose Tegumentar Americana,


acessando o link:
<http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual
_lta_2ed.pdf>
Malária
O que é?
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, cuja
maior incidência ocorre nos países de clima tropical e
subtropical. O vetor da doença é o anofelino
(Anopheles), um mosquito parecido com o pernilongo
que se infecta ao sugar o sangue de um doente.
Saiba como ocorre a transmissão
A maioria dos casos de malária ocorre na Amazônia, pois
a região apresenta clima e criadouros preferenciais para
a proliferação do mosquito transmissor da malária. Sua
transmissão ocorre por meio da picada da fêmea
infectada do mosquito do gênero Anopheles. O ciclo da
malária humana é homem (infectado) -anofelino –
homem. O mosquito pica o homem com malária suga
seu sangue com parasitas (plasmódios), no mosquito
estes plasmódios se desenvolvem e se multiplicam, este
ciclo se completa quando o mosquito infectado pica outro
homem levando os parasitas de uma pessoa para outra.
Existem muitos tipos de parasitas do
gênero Plasmodium. Dos que infectam o homem, os
mais conhecidos são: Plasmodium falciparum, P. vivax,
P. malariae, P. ovale e P. knowlesi, sendo que no Brasil,
apenas as três primeiras espécies deste parasita estão
presentes. A doença provocada pelo P.vivax é a mais
comum.
Conheça os principais sintomas
Os sintomas mais comuns são: falta de apetite, dor de
cabeça e no corpo, febre alta, calafrios intensos que se
alternam com ondas de calor e sudorese abundante, a
pele fica amarelada e a pessoa sente muito cansaço.
O período de incubação está relacionado ao tipo de
malária, em geral o intervalo varia de 7 a 28 dias,
podendo, contudo, chegar a vários meses em condições
especiais da doença.
Tratamento
A malária é uma doença que tem cura e o tratamento é
eficaz. Porém é necessário realizar o mais rápido possível
a confirmação laboratorial da doença, pois o diagnóstico
precoce e o tratamento adequado e oportuno da malária
são atualmente as principais medidas para o controle
desta doença.
Prevenção e Controle
 Uso de repelentes em adultos seguindo as
recomendações do fabricante sobre o prazo para
reaplicação do produto;
 Uso de camisas com mangas longas, calças
compridas;
 Uso de telas tipo ¨mosquiteiro¨ nas portas e janelas;

Ainda não existe vacina contra a malária, porém deve-se


buscar a confirmação da doença o mais rápido possível
para iniciar o tratamento da doença.
Web Aula 1
ÁGUA: CONHECENDO MELHOR ESTE
PRECIOSO LÍQUIDO
Sou formado em Geografia pela Universidade Estadual
de Londrina, mestrando em Geografia Meio Ambiente e
Desenvolvimento pela mesma Universidade. Professor de
Ensino Superior, no qual leciona as disciplinas de
Educação Ambiental, Fundamentos de Geologia, Gestão
de Recursos Hídricos e Técnicas de Geoprocessamento
Aplicado ao Estudo do Meio Ambiente.
A relação do homem com meio motiva a continuidade de
meus trabalhos, principalmente no concernente ao
processo de urbanização, por reconhecer a cidade
enquanto a maior obra da humanidade, na qual a relação
homem X meio se efetiva de maneira mais complexa.
Agora que já sabem um pouco sobre mim, convido vocês
a conhecerem mais de nossa disciplina. Boa leitura e
ótimos estudos!!!
Vamos Começar!!
A água pura (H O) é um líquido formado por moléculas
2

de hidrogênio e oxigênio. Na natureza, ela é composta


por gases como oxigênio, dióxido de carbono e
nitrogênio, dissolvidos entre as moléculas de água.
Também fazem parte desta solução líquida sais, como
nitratos, cloretos e carbonatos; elementos sólidos, poeira
e areia podem ser carregados em suspensão. Outras
substâncias químicas dão cor e gosto à água. Íons
podem causar uma reação quimicamente alcalina ou
ácida. As temperaturas apresentam variação de acordo
com a profundidade e com o local onde a água é
encontrada, constituindo-se em fatores que influenciam
no comportamento químico.
Subentende-se água como sendo um elemento da
natureza, recurso renovável, encontrado em três estados
físicos: sólido (gelo), gasoso (vapor) e líquido.
As águas utilizadas para consumo humano e para as
atividades sócio-econômicas são retiradas de rios, lagos,
represas e aqüíferos, também conhecidos como águas
interiores.

Classificação Mundial das Águas


Água com apresentação de teor de sólidos totais
doce dissolvidos (STD) inferior a 1.000 mg/l.
Salobras com STD entre 1.000 e 10.000 mg/l.
Salgadas com mais 10.000 mg/
Origem geológica e biológica
A vida surgiu no planeta há mais ou menos 3,5 bilhões
de anos. Desde então, a biosfera modifica o ambiente
para uma melhor adaptação. Em função das condições
de temperatura e pressão que passaram a ocorrer na
Terra, houve um acúmulo de água em sua superfície, nos
estados líquido e sólido, formando-se assim o ciclo
hidrológico.
Os continentes representam a litosfera; a água existente
na Terra forma a hidrosfera; cada um dos pólos (Ártico e
Antártico) e os cumes das montanhas mais altas
apresentam uma cobertura de gelo e neve denominada
criosfera; a massa de ar que cobre a Terra é chamada de
atmosfera, e a vida existente no planeta forma a
biosfera.
O oxigênio tem por propriedade ser reativo, ou seja,
unir-se a quase todos os outros tipos de átomos: o
hidrogênio, o carbono e um grande número de metais e
metalóides. Em conseqüência a este fato, quando a Terra
se formou, não havia oxigênio livre na atmosfera
primitiva, mas somente óxidos voláteis, como gás
carbônico, água e outros compostos de hidrogênio, como
metano e amoníaco.
Volume de água
A quantidade total de água na Terra é distribuída da
seguinte maneira:
 97,5% de oceanos e mares;
 2,5 de água doce;
 68,9% (da quantidade geral de água doce) formam
as calotas polares, geleiras e neves eternas que
cobrem os cumes das montanhas altas da Terra;
 29,9% restantes de água doce constituem as águas
subterrâneas
 0,9% respondem pela umidade do solo e pela água
dos pântanos

Características da água
A caracterização da água começa a se compor ainda em
seu trajeto atmosférico. As partículas sólidas e os gases
atmosféricos de várias origens são dissolvidos pelas
águas que caem sobre a superfície da Terra em forma de
chuva, neblina ou neve.
Contudo, muitas destas características são alteradas
mesmo que inconscientemente pelo homem. O uso
intensivo de insumos químicos na agricultura, a poluição
gerada pelas indústrias e pelos grandes centros urbanos
concentram alguns gases na água das chuvas,
resultando na chamada chuva ácida, causadora de danos
ao ambiente natural e antrópico. Isso ocasiona também
a escassez de água para consumo, fazendo com que os
aspectos qualitativos da água sejam cada vez mais
preocupantes nas regiões muito povoadas.
As fontes hídricas são abundantes, porém mal
distribuídas na superfície do planeta. Em algumas áreas,
as retiradas são bem maiores que a oferta, causando um
desequilíbrio nos recursos hídricos disponíveis. Essa
situação tem acarretado uma limitação em termos de
desenvolvimento para algumas regiões, restringindo o
atendimento às necessidades humanas e degradando
ecossistemas aquáticos. Os recursos hídricos são de
fundamental importância no desenvolvimento de
diversas atividades econômicas. A água pode representar
até 90% da composição física das plantas; a falta de
água pode destruir lavouras.
Na indústria, as quantidades de água necessárias são
superiores ao volume produzido. A utilização de métodos
para o tratamento da água é viável; porém, podem
produzir problemas cujas soluções são difíceis, pois que
afetam a qualidade do meio ambiente, a saúde pública e
outros serviços. Por sua vez, as águas das bacias
hidrográficas não são confiáveis e recomendáveis para o
consumo da população por não possuírem as
características padrões de qualidade ambiental.
As fontes hídricas são abundantes, porém, mal
distribuídas na superfície do planeta. Em algumas áreas,
as retiradas são bem maiores que a oferta, causando um
desequilíbrio nos recursos hídricos disponíveis. Essa
situação tem acarretado uma limitação em termos de
desenvolvimento para algumas regiões, restringindo o
atendimento às necessidades humanas e degradando
ecossistemas aquáticos. Os recursos hídricos são de
fundamental importância no desenvolvimento de
diversas atividades econômicas. A água pode representar
até 90% da composição física das plantas; a falta de
água pode destruir lavouras; na indústria as quantidades
de água necessárias são superiores ao volume
produzido.
Água no Brasil
A interação do quadro climático com os aspectos
geológicos dominam os excedentes hídricos que
alimentam uma das mais extensas e densas redes de
rios perenes do mundo.
Em três grandes unidades hidrográficas: Amazonas, São
Francisco e Paraná estão concentrados cerca de 80% da
produção hídrica do país. Estas bacias cobrem cerca de
72% do território brasileiro, dando-se destaque à Bacia
Amazônica, que possui cerca de 57% da superfície do
País.
Embora tamanha quantidade de água doce, há um grave
problema de abastecimento no País, que é devido ao
crescimento das localidades e à degradação da qualidade
da água. O baixo nível tecnológico-organizacional está
em condições primárias de uso, recebendo a contribuição
da ocupação rural, que aumenta o desmatamento das
bacias hidrográficas. O grande desenvolvimento dos
processos erosivos do solo faz com que haja um
empobrecimento de pastagens nativas e redução das
reservas de águas do solo, assim produzindo a queda da
produtividade natural.
O conhecimento das variações de tempo, espaço das
chuvas, descargas dos rios, de fatores ambientais, sócio-
culturais, condições de uso e conservação dos seus
recursos naturais permitem planejar, evitar ou atenuar
os efeitos do excesso ou da falta de água.
O Brasil possui a maior disponibilidade hídrica do
planeta, ou seja, 13,8% do deflúvio médio mundial.
Hidrografia do Brasil
A rede hidrográfica brasileira é constituída por rios
navegados em corrente livre e por hidrovias geradas pela
canalização de trechos de rios, além de extensos lagos
isolados, criados pela construção de barragens para fins
exclusivos de geração hidrelétrica.
Alguns dos rios da Amazônia e do Centro-Oeste foram
melhorados pela dragagem de seus baixios, mas a
maioria dos rios navegáveis destas regiões são naturais.
Nas regiões Sudeste e Sul, vários rios foram canalizados,
o que permitiu o aumento da capacidade de tráfego
dessas hidrovias e da confiabilidade do transporte fluvial.
A rede hidrográfica brasileira tem elevadas condições de
umidade na maior parte do território nacional, sendo
considerada como a mais densa do planeta.
Algumas características da hidrografia do Brasil
 Rica em rios, mas pobres em lagos.
 O regime de alimentação dos rios brasileiros é
pluvial, não se registrando a ocorrência de regimes
nival ou glacial, sendo apenas o Rio Amazonas um
dependente do derretimento da neve da Cordilheira
do Andes, mas a sua alimentação provém
basicamente de chuvas. O período das cheias dos
rios brasileiros é no verão, com algumas exceções no
litoral do nordeste.
 Grande parte desses rios é perene; apenas alguns
que nascem no sertão nordestino são intermitentes.
 O destino dos rios brasileiros é exorréico, ou seja,
deságua no mar. Devido ás elevadas altitudes na
porção ocidental da América do Sul, os rios
brasileiros vão todos desaguar no Oceano Atlântico.
Mesmo os que correm para oeste fazem a curva ou
deságuam em outro rio que irá em direção ao
oceano.
 Na produção de energia elétrica, o uso dos rios é
muito grande. Aproximadamente cerca de 90% da
eletricidade brasileira provém dos rios. Seu potencial
hidráulico vem de quedas d’água e corredeiras,
dificultando a navegabilidade desses mesmos rios.
Na construção da maioria das usinas hidrelétricas,
não foi levado em conta a possibilidade futura de
navegação, dificultando o transporte hidroviário.

Bacias Hidrográficas
É a área ocupada por um rio principal e todos os seus
tributários, cujos limites constituem as vertentes, que
por sua vez limitam outras bacias. No Brasil, a
predominância do clima úmido propicia uma rede
hidrográfica numerosa e formada por rios com grande
volume de água.
As bacias hidrográficas brasileiras são formadas a partir
de três grandes divisores:
 Planalto Brasileiro
 Planalto das Guianas
 Cordilheira dos Andes

Ressaltam-se oito grandes bacias hidrográficas


existentes no território brasileiro; a do Rio Amazonas, do
Rio Tocantins, do Atlântico Sul, trechos Norte e Nordeste,
do Rio São Francisco, as do Atlântico Sul, trecho leste, a
do Rio Paraná, a do Rio Paraguai e as do Atlântico Sul,
trecho Sudeste.
Bacias Hidrográficas Brasileiras

 Bacia Amazônica
É a maior superfície drenada do mundo. O Rio
Amazonas, dependendo da nascente, é considerado o
segundo (6.557 Km) ou o primeiro rio mais extenso do
mundo. É o rio de maior vazão de água (100.000 m3/s),
depositando aproximadamente 15% dos débitos fluviais
totais do mundo. Possui uma largura média de 4 a 5 Km,
podendo atingir mais de 10 Km em alguns pontos. Nasce
na planície de La Raya, no Peru, com o nome de
Vilcanota, desce as montanhas, recebendo os nomes de
Ucaiali, Urubanda e Marañón. No território brasileiro,
recebe o nome de Solimões e, a partir da confluência
com o Rio Negro, próximo a Manaus, é chamado de
Amazonas. Dos seus mais de 7 mil afluentes, os
principais são: Negro, Trombetas e Jari (margem
esquerda); Madeira, Xingu e Tapajós (margem direita).

A Bacia Amazônica possui cerca de 23.000 Km


navegáveis, podendo atingir a Bacia Platina, a Bacia de
São Francisco, a Bacia do Orenoco, na Venezuela, e o Rio
Madalena, na Colômbia. Hoje, a travessia dessas e de
outras passagens naturais ainda é difícil, mas vislumbra-
se o dia em que será possível atravessar praticamente
todo o continente sul americano.
A pesca fluvial apresenta um enorme potencial ainda
pouco explorado. Sabe-se da e
Bacia do Tocantins
Com 803.250 Km² de área ocupada, é a maior bacia em
território nacional. O principal rio é o Tocantins, que
nasce em GO, nas confluências dos Rios Maranón e
Paraná, desaguando na foz do Rio Amazonas. É
aproveitado pela Usina Hidrelétrica de Tucuruí, PA.
Bacia do Paraná
Pertence a uma bacia maior, não estando totalmente em
território brasileiro, banhando também a Argentina e o
Paraguai. No Brasil ocupa 10,1% da área do país. O Rio
Paraná nasce da união dos Rios Paranaíba e Grande, na
divisa MS/MG/SP; possui o maior potencial hidrelétrico
instalado no país, com destaque para a Usina Binacional
de Itaipu, fronteira com o Paraguai. Os principais
afluentes do Rio Paraná estão na margem esquerda:
Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Na margem direita,
recebe como principais afluentes os Rios Suruí, Verde e
Pardo.

Além do potencial hidrelétrico, a Bacia do Paraná é


utilizada para navegação, em trechos que estarão
interligados no futuro com a construção de canais e
eclusas.
Existência de inúmeras espécies de peixes com
aproveitamento econômico viável.
Bacia do Uruguai
É formada pela união dos Rios Canoas e Pelotas,
correndo em direção oeste, nas divisas dos estados de
SC e RS, e em direção ao Sul, na fronteira do Rio Grande
do Sul com Argentina. Os principais afluentes são os Rios
do Peixe, Chapecó, Ijuí e Turvo.
Tanto para a navegação como para hidrelétrica, a
utilização é pequena em função da irregularidade da sua
vazão e topografia do terreno.
Bacia do São Francisco
Nasce em MG, na Serra da Canastra, a mais de 1000m
de altitude, atravessa o Estado da Bahia e banha as
divisas dos Estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe,
uma região basicamente semi-árida.

É um rio de planalto; todavia, possui cerca de 2.000 Km


navegáveis. Possui bom potencial hidrelétrico e nele está
situado a Usina de Paulo Afonso, BA. Atualmente suas
águas estão sendo desviadas para irrigação.
Bacia do Norte – Nordeste
Por onde correm os rios do Meio – Norte do país
(Maranhão e Piauí), tais como o Paranaíba, o Gurupi,
Pindaré, Mearim e Itapicuru. Integrante também dessa
bacia os rios intermitentes ou temporários do sertão
nordestino: o Jaguaribe, Acaraú, Apodi, Piranhas,
Capibaribe, e outros.
Bacia do Leste
É formada principalmente pelos Rios Jequitinhonha,
Doce, Itapicuru e Paraíba do Sul.
Bacia do Sudeste – Sul
Entrecortada pelos Rios Ribeira do Iguape, Itajaí,
Tubarão e Jacuí (que se denomina Guaíba em Porto
Alegre).
Web Aula 2
ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

A utilização das águas subterrâneas tem crescido de


forma significativa nos últimos tempos, inclusive no
Brasil. Há um acréscimo contínuo do número de
empresas privadas e órgãos públicos com atuação na
pesquisa e captação de recursos hídricos subterrâneos.
Mais que uma reserva de água, as águas subterrâneas
devem ser consideradas como um meio de acelerar o
desenvolvimento econômico e social de regiões
extremamente carentes, e de todo o Brasil.
No Brasil, as secas são fenômenos freqüentes que
acarretam graves problemas sociais e econômicos, como
no Polígono das Secas, e também nas regiões Centro-
oeste, Sul e Sudeste. Desta forma, a exploração de
águas subterrâneas tem aumentado significativamente.
Vários núcleos urbanos abastecem-se de água
subterrânea de forma exclusiva ou complementar.
Indústrias, propriedades rurais, escolas, hospitais e
outros estabelecimentos utilizam água de poços rasos e
artesianos.
A exploração da água subterrânea está condicionada a
três fatores: quantidade (condutividade hidráulica,
coeficiente de armazenamento de terrenos); qualidade
(composição de rochas, condições climáticas e renovação
das águas); econômico (depende da profundidade do
aqüífero e das condições de bombeamento).

Reservas de águas subterrâneas do Brasil:


No Brasil, estima-se que existam mais de 200.000 poços
tubulares em atividade (irrigação, pecuária,
abastecimento de indústrias, condomínios, etc.), mas o
maior volume de água ainda é destinado ao
abastecimento público. Os estados com maior número de
poços são: São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará e
Piauí. Em algumas áreas, as águas subterrâneas são
intensamente aproveitadas e constituem o recurso mais
importante de água doce.
Águas subterrâneas na Região Sul
Compreende os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio
Grande do Sul. A combinação de fatores geológicos e
climáticos favoreceu uma estrutura favorável ao
armazenamento de água subterrânea, sendo a Bacia do
Paraná um dos maiores reservatórios de água
subterrânea do mundo, o aqüífero Guarani.

Embora esta região possua tal potencial, o


aproveitamento de água subterrânea é feito visando o
abastecimento público de pequenas comunidades do
meio rural e no suporte do abastecimento de cidades de
porte médio.
 Paraná: 80% das cidades pequenas (20% da
população do estado) são atendidas com água do
subsolo.
 Santa Catarina: 95% da população é abastecida
com água de superfície; a água subterrânea é
utilizada apenas no meio rural.
 Rio Grande do Sul: 55% de mais de 300 locais com
sistema de abastecimento são atendidos total ou
parcialmente com água subterrânea.

Águas subterrâneas na Região Sudeste

Da conformação geológica da região e da diversidade das condições


climáticas e fisiográficas resultaram sistemas aqüíferos dos tipo poroso,
fissural e cárstico, com características hidrogeológicas muito distintas.
O emprego das águas subterrâneas na irrigação e na indústria ainda é
muito pequeno se comparado ao abastecimento público. Ainda são
largamente utilizadas no abastecimento de hotéis, condomínios, colégios
e postos de gasolina.
Os volumes de água subterrânea disponibilizados através dos poços
tubulares distribuem-se irregularmente pela região.

 São Paulo: cerca de 70% dos locais é abastecido a


partir de manancial subterrâneo. Hoje a
disponibilidade de poços tubulares é cerca de 40.000
 Rio de Janeiro: conta com 2.000 poços tubulares;
em algumas regiões do Estado do Rio, como a
Baixada Fluminense, a utilização industrial das
águas
subterrâneas é significativa
 Espírito Santo: possui cerca de 600 poços tubulares
para a captação da água subterrânea, sendo esta
pouco utilizada no abastecimento público e em
outras atividades sociais e econômicas
 Minas Gerais: cerca de 7.900 poços. Há a
participação das águas subterrâneas nas sedes
municipais e distritos e também no meio rural. Como
exemplo, há o Projeto de Irrigação do Jaíba, no Vale
do Rio Verde Grande (MG).

Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e


Minas Gerais fazem parte desta região.
Águas subterrâneas na Região Nordeste
O “Polígono das Secas”, denominação de parte desta
área, caracteriza-se por uma escassez de recursos
hídricos de superfície, devido às baixas precipitações
pluviométricas e à alta evapotranspiração
(aproximadamente 90%). O domínio das rochas
cristalinas e crisalofilianas, predominantes do clima semi-
árido, está sujeito a diversidades climáticas
caracterizadas por irregularidades na distribuição das
chuvas.
Existem, atualmente, cerca de 60.000 poços tubulares
em funcionamento no Nordeste. Também é comum, na
zona rural, o atendimento de pequenas comunidades
através de chafarizes abastecidos por poços.
Pode-se afirmar que prevalece o abastecimento público,
inclusive nas grandes cidades como Maceió e Natal,
inteiramente abastecidas por água subterrânea, e Recife,
com 20% de sua demanda. Nos Estados do Piauí e
Maranhão, o percentual de aproveitamento de água
subterrânea ultrapassa os 80%. O uso da água
subterrânea na irrigação vem tomando força em vários
pontos do Nordeste, como Mossoró (RN), Piauí,
Pernambuco e Bahia.
Águas subterrâneas na Região Centro-Oeste
Abrange o Distrito Federal e os Estados de Goiás, Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul. Na maior parte da
província do Centro-Oeste e em áreas do escudo Central,
os sistemas aqüíferos fissurados encontram-se
recobertos por sedimentos cenozóicos e paleozóicos que
constituem, muitas vezes, importantes aqüíferos.
As águas subterrâneas têm sido utilizadas
significativamente, principalmente nas áreas de
influência dos grandes centros urbanos, como Brasília,
Campo Grande e Dourados.
 Distrito Federal: possui uma grande quantidade de
poços tubulares. A água subterrânea é utilizada
também no abastecimento doméstico e de pequenas
comunidades
 Goiás: cerca de 30% dos locais são atendidos com
água subterrânea. A maior parte das indústrias está
localizada na Bacia do Rio Paranaíba, sendo estas,
abastecidas principalmente por água de superfície.
Destacam-se nesta região as águas termais e
minerais, intensamente aproveitadas pelo turismo.
 Mato Grosso: cerca de 60% dos locais são
abastecidos por água subterrânea.
 Mato Grosso do Sul: encontram-se melhores
condições hidrogeológicas, que conta com a
ocorrência dos principais aquíferos da Bacia do
Paraná. A principal destinação da água subterrânea é
para o abastecimento público, através de 500 poços
tubulares.

Águas subterrâneas na Região Norte


Caracterizadas por uma situação hidrogeológica favorável, devido à
presença na maior parte de seu território, de depósitos sedimentares de
litologia variável, com ocorrência de horizontes de elevada
permeabilidade e com frequentes condições de artesianismo.
A água subterrânea é quase totalmente utilizada para o abastecimento
humano nesta região. Para a irrigação, é de aproximadamente 10% do
total; quanto ao uso industrial, é concentrado nas maiores cidades
(Belém e Manaus).
Amazonas: é o que utiliza o maior volume de água subterrânea; cerca de
25% do total.
 Amazonas: é o que utiliza o maior volume de água
subterrânea; cerca de 25% do total.
 Acre: 18,7% dos locais utilizam águas subterrâneas.
 Rondônia: 25% dos locais utilizam águas
subterrâneas.
 Tocantins: 20% dos locais utilizam águas
subterrâneas.
 Pará: cerca de 79,4% dos locais (abastecimento
público) são abastecidos com água subterrâneas
 Amapá: 64% utilizados no abastecimento público.

Para aprofundarmos nossas discussões, enviem posta


relatando o estado quantitativo e qualitativo dos rec
hídricos de sua região.