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“Começou ultimamente a infundir de modo “Contudo, em muitas partes do mundo,

mais abundante nos cristãos separados como resultado de vários eventos externos
entre si a compunção de coração e o desejo e mudanças de pontos de vista da parte do
de união. Por toda a parte, muitos homens povo, mas, sobretudo, em conseqüência das
sentiram o impulso desta graça. Também orações em comum dos fiéis, por meio da
surgiu entre os nossos irmãos separados, graça do Espírito Santo, tem crescido
por moção da graça do Espirito Santo, um constantemente nos corações de muitas
movimento cada vez mais intenso em pessoas separadas da Igreja Católica o
ordem à restauração da unidade de todos os desejo de um retorno à unidade por parte
cristãos. Este movimento de unidade é de todos os que crêem no Senhor Jesus
chamado ecuménico” (Unitatis Cristo. Para os filhos da Igreja, este é
Redintegratio = UR) certamente um motivo de verdadeira e
santa alegria no Senhor e, ao mesmo tempo,
um convite para ajudar todos aqueles que
buscam sinceramente a verdade, por
fervorosa oração a Deus, implorando para
eles a graça da luz e da força”. (Instrução do
Santo Ofício sobre o movimento
ecumênico, 1949)
“Nos séculos posteriores, porém, O Papa Adriano VI, ao enviar em 1523 o
originaram-se dissensões mais amplas. seu legado Chierigati à dierta de Nürenberg,
Comunidades não pequenas separaram-se ordenou-lhe que fizesse a seguinte
da plena comunhão da Igreja católica, declaração ante os protestantes que a ela
algumas vezes não sem culpa dos homens assistiam:
dum e doutro lado”. (UR) "Deves também dizer que Nós
reconhecemos lealmente haver Deus
permitido esta provação [a Reforma] à sua
Igreja por causa dos homens e
especialmente devido aos pecados dos
sacerdotes e dos prelados... Bem sabemos
que também nesta Santa Sé aconteceram
muitas coisas dignas de abominação...
Assim não é de admirar que a enfermidade
se transplantou da Cabeça aos membros,
dos Papas aos prelados... Todos nós,
prelados e clérigos, desviamo-nos do reto
caminho, e desde muito tempo não houve
um só que operasse o bem... Por isso
proclamarás em Nosso nome que poremos
todo o emprenho para que primeiramente a
Cúria romana, da qual talvez se originaram
todos estes males, seja melhorada; então
acontecerá que, como foi daqui que partiu a
doença, será também, será daqui que há de
começar a cura" (Cf. E. Hocvks, Der letzte
deutsche Papst Hadian VI., Freiburg 1939;
108; L. Pastor, Historie des Papes, vol. 9,
Paris 1931, 103-104)
“Aqueles, porém, que agora nascem em tais “Não há lugar para dúvida que o pecado de
comunidades e são instruídos na fé de infidelidade, pecado de heresia, de cisma,
Cristo, não podem ser acusados do pecado pode encontrar-se na origem destes desvios
da separação, e a Igreja católica os abraça religiosos. Mas o pecado é algo pessoal e
com fraterna reverência e amor”. (UR) intransmissível. O que se transmite não é
uma infidelidade, uma heresia, um cisma,
isto é, um pecado de infidelidade, um
pecado de cisma: é no lugar uma formação
religiosa a qual o pecado fez mais ou menos
errônea e onde a verdade e o erro se acham
entremesclados de uma maneira inseparável
em certo sentido, é a herança ou o
patrimônio de uma infidelidade, o
patrimônio de uma heresia, o patrimônio de
um cisma. Pode que aqueles que recebam
este patrimônio de seus pais não cheguem a
discernir nele erro algum”. (Charles Journet,
Teologia de la Iglesia, p. 366)

“A heresia desgarrou sobre um ponto


essencial a verdade que é preciso crer, o
cisma a verdade que há que levar à vida. Por
esta brecha se mesclou as trevas com a luz.
O qual suposto, as gerações sucessivas
receberam, inclusive, antes que pudessem
cometer um só pecado contra a fé ou o
amor, o patrimônio de uma heresia, o
patrimônio de um cisma. Quando nascem
então os batizados, mesmo quando
preservem suas almas de todo mal e as
conservem na claridade do amor, não
poderão em muito tempo, talvez nunca,
discernir sobre este ponto o verdadeiro do
falso e começarão suas vidas de cristãos
adultos aceitando em seu conjunto toda
uma herança de heresia ou de cisma”.
(Charles Journet, p. 377)

«no hay que suponer que los protestantes


de hoy díá sean culpables, ni que sean ellos
los que han causado la separación» (P. C.
Boyer, D. C., 3 de Julio de 1960, c. 845)

"E o pensamento se volta aos demais, aos


que não estão de acordo com nós na fé
cristã. Quem poderá negar que a maior
parte deles dissente mais por atavismo que
por própria vontade?" (Leão XIII,
Longiqua oceani)

“Nós sabemos quão penetrante é em


muitos de vosso povo, católicos e não
católicos, o desejo pela unidade na fé.
Quem poderia sentir mais vivamente este
desejo que o Vigário do próprio Cristo? A
Igreja abraça com amor não fingido aos
separados na fé, e com o íntimo ardor da
oração por sua volta a Mãe, da qual Deus
sabe quantos deles estão distantes sem
culpa pessoal.” (Radiomensagem aos
católicos alemães, 5 de setembro de 1948)
“Pois que crêem em Cristo e foram “Santo Tomás reduz a heresia a uma
devidamente baptizados, estão numa certa espécie de infidelidade positiva a que alguns
comunhão, embora não perfeita, com a têm certa fé em Cristo, porém não aceitam
Igreja católica.” (UR) integralmente seus dogmas (Summa Theol.
II-II Q. 11, A. 1)” (PADRE PIETRO
PARENTE, Dicionário de Teologia
Dogmática, 1955, pg. 165)

"Pois bem, da reta fé cristã se pode alguém


se desviar de duas maneiras. (...) A segunda:
porque tem a intenção de prestar seu
assentimento a Cristo, porém falha na
escolha dos meios para assentir, porque não
escolhe o que na realidade ensinou Cristo,
mas o que lhe sugere seu próprio
pensamento. Deste modo é a heresia uma
espécie de infidelidade, própria de quem
professa a fé de Cristo, porém
corrompendo seus dogmas” (Santo Tomás,
ST II-II Q. 11, A.1)

“Todos aqueles que, sem pertencer ao


corpo visível da Igreja Católica, estão
próximos de nós pela fé em Deus e em
Jesus Cristo" (Pio XII, Natal, 1941)

"Pero sigue en pie la cuestión de si las


comunidades eclesiales no católicas no
pertencerán de algún modo a la única
Iglesia romano-católica, de si no
participarán en la única Iglesia romano-
católica de modo análogo a como participan
los individuos bautizados no-católicos. J.
Gribomont, O.S.B (Du sacrement de
l'Église et des ses réalisations imparfaites,
en: "Irénikon" 22 (1949), 362; v. también G.
Thils, Histoire doctrinale du mouvement
oecuménique (Lovaina, 1955), y Th.
Sartory, O.S.B., Die oekumenishe
Bewegung und die Einheit der Kirche. Ein
Beitrag im Dienste einer oekumenischen
Ekklesiologie (Innsbruck, 1955), 188-194)
cre poder contestar afirmativamente a
nuestra pregunta. Habla de una unión
visible, pero imperfecta, de los grupos
cristianos no-católicos con la Iglesia. Para
fundamentarlo aduce que tienen autênticos
vestigia ecclesiae por ejemplo, el bautismo y
la Escritura, así como otros sacramentos. La
Iglesia greco-ortodoxa puede incluso
celebrar validamente la eucaristía y
consagrar sacerdotes y obispos. Los
sacramentos, según la doctrina católica,
desarrollan su eficacia en los grupos
heréticos, si son administrados
correctamente. Y este es el caso." (Teologia
Dogmática, IV. La Iglesia, Ed. 1960, p. 406)

“Mas, como o caráter batismal, que torna


cada um membro do povo de Deus, é
indelével, por isso o batizado sempre
pertence de certo modo à Igreja”. (Santo
Tomás, ST Suplemento, Q. 22, art. 6, ad 1)

“No entanto, justificados no Baptismo pela "Pelo batismo o homem é incorporado a


fé, são incorporados a Cristo, e, por isso, Cristo. O caráter batismal é o fundamento
com direito se honram com o nome de ontológico da incorporação à Igreja. Certo
cristãos e justamente são reconhecidos que não dá a plena incorporação, mas sim
pelos filhos da Igreja católica como irmãos uma incorporação diminuída. Se há de dizer
no Senhor”. (UR) também dessa incorporação, que aqueles
que participam dela somente, são privados
de muitos dons e auxílios divinos, que
podem desfrutar-se na Igreja católica, de
forma que não podem estar seguros de sua
eterna salvação (Pio XII, encíclica Mystici
Corporis." (Teologia Dogmática, IV. A
Igreja, sec. 3, § 177a, IV, pp. 797-798,
Madrid 1960)

"Nós temos nos alegrado em grande


medida por tua atividade, pois não temos
coisa mais enraizado no coração que
procurar que voltem ao abraço da Igreja os
irmãos separados da profissão de fé
romana..." ( Leão XIII, Carta ao arcebispo
de Vrhbosna-Saravejo,, Mons. G. Stadler;
Qua doctrina, 12 de outubro de 1894)

"Oh bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de


Deus, Rainha nossa e Mãe dulcíssima!,...
intercede pelos irmãos dissidentes, para que,
conosco em um único rebanho verdadeiro,
juntem-se ao Sumo Pastor, Vigário de teu
Filho na terra." (Leão XIII, Oração
indulgenciada à Virgem Maria pelos
dissidentes ingleses; carta apost.
Amantissimae voluntatis, 14 de abril de
1895)

“parte porque estão privados de toda


sabedoria evangélica (isto é, os pagãos e não
cristãos), parte porque, enquanto estão
designados sob o nome cristão, dissentem
da fé católica (isto é, os orientais e os
protestantes).” (Leão XIII, Praeclara)

"A caridade ardente que nos torna solícito


com os irmãos separados" (Leão XIII,
Caritatis Studium, sobre os protestantes da
Escócia)

"Verdadeira União entre os cristãos é o que


Jesus Cristo, o Autor da Igreja, instituída e
desejada, e que consiste em uma Unidade
da Fé e Unidade de Governo." (Leão XIII,
Praeclara Gratulationis Publicae)

"Com muito gosto confirmamos as preces


que vão continuar e que tem por fim
conseguir que os povos cristãos do Oriente
firmem de novo um só rebanho com a
Igreja romana..." (Bento XV, Cum
Catholicae, 15 abril de 1916)

“Oh Senhor, que haveis unido às diversas


nações na unidade de vosso nome!,
rogamos pelos povos cristãos do Oriente.
Recordando o lugar eminente que tem tido
em vossa Igreja, os suplicamos que lhes
inspireis o desejo de voltarem a ocupar para
formar conosco um só rebanho sob a guia
de um só pastor” (Bento XV, Cum
Catholicae, 15 de abril de 1916)

"O que Nós poderíamos desejar mais


vivamente do que ver a todos os cristãos,
fazendo cessar seu antagonismo hereditário,
restabelecer entre eles a perfeita unidade da
Igreja católica...? Este desejo o dirigimos
com um especial amor ao imenso povo da
Rússia." (Pio XI, Equidem verba. 21 març,
1924)

“Nós sabemos quão penetrante é em


muitos de vosso povo, católicos e não
católicos, o desejo pela unidade na fé.
Quem poderia sentir mais vivamente este
desejo que o Vigário do próprio Cristo? A
Igreja abraça com amor não fingido aos
separados na fé, e com o íntimo ardor da
oração por sua volta a Mãe, da qual Deus
sabe quantos deles estão distantes sem
culpa pessoal.” (Pio XII, Radiomensagem
aos católicos alemães, 5 de setembro de
1948)

“Que o calor de vossa caridade resulte


acolhedor, em particular para todos vossos
irmãos separados, cuja profunda piedade
mariana conhecemos, e a quem
convidávamos em nossa encíclica “Fulgens
corona” a voltar com Nós seus olhos a
Maria, pedindo instantemente aquela
unidade graças a qual não haverá por fim
mais que um só rebanho sob um só pastor.”
(Pio XII, Epístola ao Congresso Mariano de
Beirut (Líbano), Je me suis élevée, 18 de
outubro de 1954)

"nada desejamos mais que todos os que se


agrupam com nome cristão, a exemplo e
com o patrocínio de São Cirilo, promovam
mais e cada dia mais a feliz volta dos irmãos
orientais separados dissidentes a Nós e a
única Igreja de Jesus..." (Pio XII, Orientalis
Ecclesiae, 9 de abril de 1944)

"Mas, apartado do Magistério infalível da


autoridade da Igreja, não poucos irmãos
separados, têm ido tão longe a ponto de
derrubar o dogma central do cristianismo, a
divindade do Salvador, e apressou-se, assim,
o progresso da decadência espiritual." (Pio
XII, Summi Pontificatus) [At cum ab
inerranti Ecclesiae magisterio se
vindicavissent plures a Nobis seiuncti
fratres eo, proh dolor, processerunt, ut
ipsam Servatoris nostri divinitatem, quod
christianae doctrinae caput est ac veluti
centrum, respuendo subverterent, religionis
conversionem dissolutionemque
maturantes.]

"No entanto, algumas das iniciativas que


têm sido até agora tomadas por vários
indivíduos ou grupos , com o objetivo de
conciliar os cristãos dissidentes à Igreja
Católica..." (O decreto do Santo Ofício
sobre o Ecumenismo em 1949)

“Oremos para que seja quitada toda


discórdia e disputa e todos os que
professam o nome cristão se associem na
comunhão da religião, cuidadosos de
guardar a unidade de espírito no vínculo da
paz (Ef 4,3) (Concílio Baltimorense VII,
1849)

“... demos graças por tão grandes dons


orando e rogando que do mesmo modo os
gregos e armênios se façam uma só coisa
com a Igreja romana, assim o façam
também as demais nações, sobretudo as
distinguidas com o nome cristão” (Eugenio
IV, Exultate Deo)

"Nesta Oitava de Pentecostes, de nosso


coração e de nossos lábios irrompe a
invocação ao Espírito Criador, para que
faça descer sobre os nossos irmãos
separados a chama do retorno à perdida
unidade e lhes conceda a força de seguir seu
impulso. Possam todos aqueles, qui
christiana professione censentur,
compreender que incomparável campo de
ação seria reservado à Cristandade se em
plena união de fé e de vontade
consagrassem seu trabalho à salvação da
família humana e ao seu aparelhamento
para um futuro melhor". (Pio XII,
Alocução aos Cardeais na festa de S.
Eugênio de 1944, AAS XXXVI (1944) 166
ss.)
“Ademais, dentre aqueles elementos ou "o problema ecumênico consistirá não em
bens que se juntam para edificar e dar vida à rechaçar em sua substância a unidade visível
própria Igreja, alguns e até muitos e muito da Igreja, que já existe, mas em completá-la;
importantes podem existir fora do âmbito não em criá-la de novo, mas de restaurá-la
da Igreja católica: a palavra de Deus escrita, pela união e reconciliação dos cristãos. A
a vida da graça, a fé, a esperança e a Igreja é una e única; mas também nas
caridade e outros dons interiores do demais comunhões cristãs há elementos da
Espírito Santo e elementos visíveis”. Igreja em maior ou menor grau de riqueza e
de integridade. É preciso que estes
elementos separados da única Igreja visível
voltem a encontrar sua plenitude e sua
culminação por meio de união" (Bernard
Lambert, O. P., "El problema ecuménico",
p. 55, Madrid, 1963; Ediciones
Guadarrama)
"Não se pode descrever quão fecundos
seriam para a Igreja do Ocidente os
abundantes elementos que aquelas nações
[do Oriente] ainda conservam da verdadeira
fé" (Leão XIII, Leonis XIII Pont. Max.
Acta, vol. XV, 432)

“Saber-se-á tudo o que há de precioso, de


bom, e de cristão nestes fragmentos da
antiga verdade católica. Os bocados
separados duma rocha de ouro são ouro
também. As veneráveis cristandades
orientais conservaram uma santidade tão
venerável no seu objeto que merecem não
só todo o nosso respeito, mas ainda toda a
nossa simpatia... Somente depois de
purificarmos as nossas mentes e as nossas
intenções, podemos dirigir-nos para o
Oriente, superando destarte os primeiros
árduos obstáculos que obstruíram por
tantos séculos o caminho da união. O
Oriente deve poder observar que nós
avançamos em direção a ele não já com os
detestáveis anseios dos conquistadores, mas
imbuídos do desejo puro de um amplexo
fraterno" (Pio XI, Pronunciou em 10 de
janeiro de 1927, diante da Federação
universitária Católica Italiana -
L'Osservatore Romano, 27.2.1927)

“Olhe a Santíssima Virgem a todos aqueles


que se gloriam de ser cristãos, unidos ao
menos pelos vínculos da caridade, voltem a
ela seus olhos, corações e orações, pedindo
aquela luz que ilumine as mentes com
esplendor celeste, e demandando aquela
unidade com a que, por fim, haja um só
rebanho e um só Pastor.” (Encíclica sobre o
ano mariano no primeiro centenário do
dogma da Imaculada Conceição, Fulgens
corona, 8 de setembro de 1953)

“Deve-se ficar claro para eles que, ao


retornar à Igreja, eles nada perderão daquele
bem que pela graça de Deus, até agora lhes
foi implantado, mas que será sim
complementado e adicionado devido ao seu
retorno”. (Instrução do Santo Ofício sobre
o movimento ecumênico, 1949)
"Aquilo que existe fora da Igreja católica,
certamente, é simulação, mas assim o é,
enquanto não é católico. Pode haver, por
outro lado, algo que é católico fora da Igreja
católica, assim como o nome de Cristo
pode estar fora da companhia de Cristo (Mc
9,40)... Assim como existe na Igreja católica
o que não é católico, da mesma forma pode
haver algo católico fora da Igreja católica.
(Santo Agostinho - De Baptismo, VII,
XXXIX, 77)
“Também não poucas ações sagradas da “La Iglesia greco-ortodoxa puede incluso
religião cristã são celebradas entre os nossos celebrar validamente la eucaristía y
irmãos separados. Por vários modos, consagrar sacerdotes y obispos. Los
conforme a condição de cada Igreja ou sacramentos, según la doctrina católica,
Comunidade, estas ações podem realmente desarrollan su eficacia en los grupos
produzir a vida da graça. Devem mesmo ser heréticos, si son administrados
tidas como aptas para abrir a porta à correctamente. Y este es el caso." (Michael
comunhão da salvação. Por isso, as Igrejas e Schmaus, Teologia Dogmática, IV. La
Comunidades separadas, embora creiamos Iglesia, Ed. 1960, p. 406)
que tenham defeitos, de forma alguma estão
despojadas de sentido e de significação no
mistério da salvação. Pois o Espírito de “A transmissão ininterrupta do exercício,
Cristo não recusa servir-se delas como de válido, do poder de ordem, no interior das
meios de salvação cuja virtude deriva da Igrejas dissidentes, é um testemunho
própria plenitude de graça e verdade comovedor da profundidade da vontade
confiada à Igreja católica.”. salvífica de Deus, que, enquanto continua
desta forma a dispensar as graças
convenientes do seu sacrifício e dos seus
sacramentos... nos revela o desígnio
maravilhoso de começar, em certo
modo, a formar a sua Igreja, fora da sua
Igreja” (CH JOURNET, L’ Eglise Du
Verbe Incarné, I, La Hiérarchie
Apostolique, 2ª edit. 1955, p. 652)

"Admiráveis são os desígnios de Deus.


Muitas vezes, até forças demolidoras
transformam-se em veículos da graça.
Agostinho Arndt, quando ainda protestante,
perguntou a Albano Stolz, como poderia
conhecer a fundo a Igreja Católica. Albano
Stolz respondeu-lhe: "Leia as obras de
Lutero!"" (Dr. João Pedro Junglas, Luz e
Vida, vol. I, Os Dogmas da Fé, I parte - A
Igreja, [com Imprimatur e prefácio de
Leonel França], 3 ed., ano 1957, p. 106)

“Não se pode negar a atuação do Espírito


Santo nas comunidades separadas, mas urge
rejeitar a opinião de que o Espírito Santo
age por meio dessas igrejas, enquanto
separadas” (Dom Geraldo
de Proença Sigaud, Citado pelo Pe. Dr. Frei
Guilherme Baraúna, Perito do Concílio:
Reflexões sobre o Mistério da Unidade da
|Igreja, p. 59, REB, 1964)

“Hoje, em muitas partes do mundo, “Contudo, em muitas partes do mundo,


mediante o sopro da graça do Espírito como resultado de vários eventos externos
Santo, empreendem-se, pela oração, pela e mudanças de pontos de vista da parte do
palavra e pela acção, muitas tentativas de povo, mas, sobretudo, em conseqüência das
aproximação daquela plenitude de unidade orações em comum dos fiéis, por meio da
que Jesus Cristo quis”. graça do Espírito Santo, tem crescido
constantemente nos corações de muitas
pessoas separadas da Igreja Católica o
desejo de um retorno à unidade por parte
de todos os que crêem no Senhor Jesus
Cristo”. (Instrução do Santo Ofício sobre o
movimento ecumênico, 1949)
“Por «movimento ecuménico» entendem-se "Embora observando a respeito dos
as actividades e iniciativas, que são dissidentes as reservas necessárias, é preciso
suscitadas e ordenadas, segundo as várias que estejamos à escuta de suas almas, sem
necessidades da Igreja e oportunidades dos cessar preocupados em compreendê-las
tempos, no sentido de favorecer a unidade sempre melhor; que nos aproximemos deles
dos cristãos. Tais são: primeiro, todos os com disposições de respeito e de amizades;
esforços para eliminar palavras, juízos e que evitemos qualificá-los precipitadamente
acções que, segundo a equidade e a verdade, de perversos e, sem sermos simplórios, que
não correspondem à condição dos irmãos os tratemos com a condescendência que
separados e, por isso, tornam mais difíceis Cristo sempre mostrou com as ovelhas
as relações com eles” desgarradas que encontrava em Seu
caminho..." (Pio XI, Instruções aos bispos
franceses em sua visita ad limina, dez. de
1937)

“Se há preconceitos de ambas as partes,


cumpre eliminá-los. Parecem incríveis os
erros e os equívocos que subsistem entre os
irmãos separados contra a Igreja católica;
também aos católicos falta por vezes o justo
apreço dos irmãos separados, falece a
piedade fraterna, porque falta o
conhecimento” (Pio XI, Pronunciou em 10
de janeiro de 1927, diante da Federação
universitária Católica Italiana -
L'Osservatore Romano, 27.2.1927)

“Aplana certamente o caminho, para


conseguir esta meta, a investigação serena,
sem ira nem paixão, com que hoje, mais do
que em tempos passados, costumam
recompor-se e ser examinados os fatos
antigos” (Pio XII,
“depois, o «diálogo» estabelecido entre "Não é menor a alegria que nos chega o
peritos competentes, em reuniões de Congresso celebrado pela obra intitulada
cristãos das diversas Igrejas em "Apostolado dos Santos Cirilo e Metódio",
Comunidades, organizadas em espírito no mês de julho último, na cidade de
religioso, em que cada qual explica mais Veherad, junto à tumba do mesmo São
profundamente a doutrina da sua Metódio. O fim dessa assembléia, como de
Comunhão e apresenta com clareza as suas suas três precedentes é o de atrair até a
características. Com este diálogo, todos Igreja Romana aos povos orientais, que
adquirem um conhecimento mais abandonaram a fé católica. Para que uma
verdadeiro e um apreço mais justo da tentativa desse gênero tenha alguma
doutrina e da vida de cada Comunhão”. probabilidade de chegar a feliz resultado, é
evidente que terá que abandonar, de uma
parte, a falsa idéia que o vulgo se fez, ao
correr dos séculos, sobre as instituições e as
doutrinas das Igrejas orientais; e por outra
parte, entregar-se a um estudo profundo,
que mostrará o acordo entre os Padres
latinos e os orientais, coincidentes em uma
mesma e só fé: enfim, de uma parte, como
de outra, procedea mudanças de vista, com
um verdadeiro espírito de caridade fraternal.
Para este fim, como já sabeis, V. H., um
grande número de teólogos, dos melhores
informados sobre esta velha controvérisa se
reúnem, na mencionada cidade;
correspondendo ao desejo expressado por
Nós na Carta ao arcebispo de Olmutz, bom
número de nossos irmãos dissidentes
assistem igualmente ao Congresso, e a
maior parte dos correligionários seus
ausentes se interessam pelos trabalhos
dessas reuniões. Uns e outros discutem com
uma real boa vontade" (Pio XI, Alocução
consistorial, 18 de dezembro de 1924)

Conversações de Malines: O Cardeal Pietro


Gasparri, Secretário de Estado, escreveu
com efeito ao Cardeal Mercier: "O Santo
Padre autoriza Vossa Eminencia a dizer aos
anglicanos que o Santo Padre aprova e
apóia as vossas conversações e pede de
todo o coração ao bom Deus que as
abençoe" (Jacques de Bivort de la Saudée,
Anglicans et catholiques, pp. 66-67)

“Nós temos nos alegrado em grande


medida de tua atividade, pois não temos
coisa mais enraizada no coração que
procurar que voltem ao braço da Igreja os
irmãos separados da profissão de fé
romana, e com ardentes orações pedimos a
Deus e com todo esforço procuramos que
esta unidade de todos os povos sob um só
pastor se apresse” (Leão XIII, Carta ao
arcebispo de Vrhbosna-Sarajevo, Mons. G.
Stadler, Qua doctrina, 12 de outubro de
1894)

Depois do Monitum de 1948, o Santo


Ofício permitiu reunião mista de estudos
como no caso do arcebispo católico de
Paderborn e o bispo evangélico alemão
Stahlin (Cf. El movimento ecumenista,
Madrid, 1953, p. 143).
“Por outro lado, é mister que os católicos “Saber-se-á tudo o que há de precioso, de
reconheçam com alegria e estimem os bens bom, e de cristão nestes fragmentos da
verdadeiramente cristãos, oriundos de um antiga verdade católica. Os bocados
património comum, que se encontram nos separados duma rocha de ouro são ouro
irmãos de nós separados. É digno e salutar também. As veneráveis cristandades
reconhecer as riquezas de Cristo e as obras orientais conservaram uma santidade tão
de virtude na vida de outros que dão venerável no seu objeto que merecem não
testemunho de Cristo, às vezes até à efusão só todo o nosso respeito, mas ainda toda a
do sangue. Deus é, com efeito, sempre nossa simpatia...” (Pio XI, Pronunciou em
admirável e digno de admiração em Suas 10 de janeiro de 1927, diante da Federação
obras”. universitária Católica Italiana -
L'Osservatore Romano, 27.2.1927)

Cardeal Tisserant eminente orientalista


apontava-as com estas palavras: “As orações
das diversas liturgias orientais remontam aos
primeiros séculos da era cristã e estão
embebidas de venerável unção. A
profundidade dos seus símbolos e a riqueza
da sua doutrina teológica brindam os
cristãos de qualquer tradição, matéria de
edificação e meditação” (NICOLÁS
LIESEL, Las liturgias de la Iglesia oriental,
Madrid, 1959, p. 7.)

Próspero Lambertini (Benedicto XIV, 1675-


1758), en su famoso tratado De servorum Dei
beatificatione et beatorum canonizatione (lib. 111,
c. 20,3), enuncia el problema en los
siguientes términos: "Si es verdaderamente
mártir el que es invenciblemente hereje y
muere por un artículo verdadero de fe".
Asociándose a la sentencia ya común en sus
tiempos, responde que ese cristiano podría
ser un mártir coram Deo, sed non coram Ecclesia.
«Se pueden distinguir dos casos,
dependiendo de si el hereje murió para
defender su herejía, o si murió por un punto
de doctrina en común con la verdadera fe.
El segundo caso es el más interesante, pero
aún así el paciente no sería considerado
como mártir, porque, dice Benedicto XIV,
aunque muriera por la verdad, no muere por
la fe dada por la Verdad, ya que este no
tiene fe. Durando admitió en el hereje que
niega un punto de fe un habitus sobrenatural,
pero de fe informe; esta opinión es
comúnmente rechazada por los teólogos. El
que no tiene fe, no puede morir por la fe.
Benedicto XIV, a continuación, habla del
hereje invincibiliter, es decir, aquel que está
"de buena fe" en el error; si muere por
cierto punto de la fe, ¿puede ser
considerado como mártir?
Benedicto XIV responde con una distinción
importante: será coram Deo, pero no coram
Ecclesia. Serácoram Deo, siempre que esté
dispuesto de modo habitual a creer todo lo
que le propone la autoridad legítima, porque
él no es culpable de acuerdo con las palabras
de San Juan: Si yo no hubiera venido y no les
hubiera hablado, no tendrían pecado (15, 22); no
será coram Ecclesia, que no juzga sino de lo
exterior, y, observando la herejía externa, se
limita a conjeturar la herejía interna. Vemos
cómo esta distinción propuesta por el
eminente canonista puede dar satisfacción a
los casos más difíciles.
Pero, una fe que se admite para reconocer
como mártir coram Deo al
hereje invincibiliter que muere por defender
una doctrina común con la verdad católica,
¿no haría necesario reconocerla también si
muriera con la misma sinceridad por
defender una afirmación errónea que él cree
que pertenece al credo cristiano? Vemos por
estos ejemplos que la noción del martirio
que parece, a primera vista, delimitada de
manera muy clara y distinta, plantea en
realidad numerosas cuestiones a las cuales es
difícil de responder con certeza.» (R.
HEDDIE, voz Martyre, en: DTC X, col.
233: http://info-
caotica.blogspot.com/2015/02/martires-
hereticos-o-cismaticos.html)
“Esta conversão do coração e esta santidade “Apesar de em todas estas reuniões e
de vida, juntamente com as orações conferências qualquer tipo de comunicação
particulares e públicas pela unidade dos no culto deve ser evitada, mas a recitação
cristãos, devem ser tidas como a alma de conjunta da Oração do Senhor ou de
todo o movimento ecuménico, e com razão alguma oração aprovada pela Igreja Católica,
podem ser chamadas ecumenismo não está proibida para abrir ou fechar as
espiritual... Em algumas circunstâncias referidas reuniões”. (Instrução do Santo
peculiares, como por ocasião das orações Ofício sobre o Movimento Ecumênico,
prescritas «pro unitate» em reuniões 1949)
ecuménicas, é lícito e até desejável que os
católicos se associem aos irmãos separados “Esta é meramente uma aplicação do
na oração” princípio, admitida por teólogos, que
Católicos podem participar em orações
privadas com não-Católicos, enquanto as
orações forem ortodoxas. Então, não há
objeção contra a recitação de Nosso Pai por
uma criança Católica e uma Protestante
numa escola pública, sob a direção de um
professor Católico” (Francis J. Connell. An
important Roman Instruction. The
American Ecclesiastical Review. 1950.)
“Esta communicatio depende principalmente Padre Pe. J. Wilhelm SJ ao escrever um
de dois princípios: da necessidade de artigo sobre "Heresia" para a Catholic
testemunhar a unidade da Igreja e da Encyclopœdia, afirma que um católico pode
participação nos meios da graça. O assistir a serviços não-católicos, mas “desde
testemunho da unidade frequentemente a que não se tenha qualquer participação
proíbe. A busca da graça algumas vezes a ativa neles”.
recomenda. Sobre o modo concreto de agir,
decida prudentemente a autoridade Bento XIV diz explicitamente sobre esta
episcopal local, considerando todas as questão em 24 fevereiro de 1752:
circunstancias dos tempos, lugares e "Communicatio in divinis com os hereges
pessoas, a não ser que outra coisa seja não podem e não devem ser tão
determinada pela Conferência episcopal, prontamente e geralmente pronunciada
segundo os seus próprios estatutos, ou pela proibidos em absolutamente todas as
Santa Sé”. circunstâncias." (De Martinis, luris Pontificii
de Propaganda Fide, Pars II (Roma, 1909),
p. 324.

Papa Pio X, permitiu: “Roma 17.02.1908


Santíssimo Padre! Andrew Szeptycki,
Metropolitano de Halycz, Administrador
Metropolitano de Kiev e de toda a Rússia,
ao pé da Sua Santidade humildemente pede
que permissões possam ser concedidas para
si e também aos confessores em comunhão
para dispensar os fiéis seculares da lei que
proíbe a communicatio in sacris com os
ortodoxos quantas vezes eles julgarem na
consciência de ser oportuno. Nosso
Santíssimo Padre Pio Papa X dignou-se a
assinar com sua própria mão este
documento escrito por mim com as palavras
"podem ser tolerados".
http://2.bp.blogspot.com/_zjKxCA1O-
D0/TJwm-
J7_2kI/AAAAAAAADKs/EIFIOCvLF1w
/s1600/1+Document+St+Pius+X.jpg

Em 1683 o Santo Ofício permitiu que o


franciscano Francisco de Salem, que
trabalhava no Egito pela união dos coptas,
visitasse a Igreja dos não católicos a pedido
desses. (Cf. J. P. Trossen, Les relations du
patriarche copte ]ean XVI avec Rome.
1676-1718, Luxemburgo, 1948, p. 26, nota
85.)

Em 1859 o Santo Ofício permitiu


expressamente os católicos atuarem como
testemunhas em casamentos de não
católicos (Cf. Collectanea, I, p. 642, núm.
1176)
Visto que nos nossos tempos largamente se “Nem a mencionada Monitum se aplica a
estabelece a cooperação no campo social, essas reuniões mistas de católicos e não-
todos os homens são chamados a uma obra católicos, em que a discussão não se
comum, mas com maior razão os que crêem oponham a fé e a moral, mas sobre formas e
em Deus, sobretudo todos os cristãos meios de defender os princípios
assinalados com o nome de Cristo. A fundamentais da lei natural ou da religião
cooperação de todos os cristãos exprime cristã contra os inimigos de Deus, que agora
vivamente aquelas relações pelas quais já estão aliados entre si, ou em que a questão
estão unidos entre si e apresenta o rosto de seja a forma de restaurar a ordem social, ou
Cristo Servo numa luz mais radiante. outros temas dessa natureza”. (Instrução do
Santo Ofício sobre o movimento
ecumênico, 1949)

“Assim sendo, como exemplo de um


encontro que não requer autorização
especial eclesiástica, nós podemos usar o
caso de um padre que pediu para se dirigir a
um grupo de Protestantes a fim de explicar
a seu pedido alguns artigos da crença
Católica. Tais encontros não se submetem
ao título de uma reunião no qual ambos os
lados discutem suas crenças respectivas “em
pé de igualdade” (par cum pari agens).
Similarmente, se Católicos se reúnem com
seus concidadãos de outros credos para
protestar contra um filme obsceno que está
sendo mostrado no cinema local, ou para
defender os esforços de um grupo de
trabalhadores para conseguir um salário
mínimo de seus empregadores, ou para
expressar sua oposição numa tentativa de
obter uma legislação favorecendo a
eutanásia, a permissão de autoridades
superiores eclesiásticas não é necessária pelo
Monitum. Tais reuniões são apenas dirigidas
em direção a salvaguardar os princípios da
lei natural. Mesmo quando há o
questionamento de princípios Cristãos
vigentes, Católicos podem se unir com não-
Católicos num esforço em comum. Esta
afirmação da Instrução é sem dúvida aberta
para diferentes interpretações. Todavia, para
se chegar nesta categoria uma reunião deve
chegar num ponto onde assuntos de fé e
moral não são discutidas, mas os princípios
fundamentais da religião Cristã são
defendidos. O propósito parece ser que os
princípios sejam tais que sejam aceitos sem
hesitação por todos os participantes. Por
exemplo, numa terra sob o domínio
Comunista, Católicos e não-Católicos
devem se unir num empenho de banir
cartazes e jornais jogando a doutrina da
divindade de Cristo no ridículo. Entretanto,
mesmo que em tal reunião Católicos não
poderiam favorecer nenhuma afirmação que
não está conforme os ensinamentos
Católicos- por exemplo, que igrejas não-
Católicas tem o mesmo direito de proclamar
o Cristianismo como a Igreja Católica”.
(Francis J. Connell. An important Roman
Instruction. The American Ecclesiastical
Review. 1950.)
“Por isso, pela celebração da Eucaristia do “(...) Os dissidentes Greco-Russos
Senhor, em cada uma dessas Igrejas, a Igreja mantiveram o poder da Ordem nos seus
de Deus é edificada e cresce (26), e pela três graus: episcopado, presbiterado e
concelebração se manifesta a comunhão diaconato. Ela foi perpetuada entre eles em
entre elas”. virtude da validade da consagração
validamente transmitida por aqueles que
fizeram o cisma. Graças ao poder da
Ordem, o sacrifício redentor é oferecido e
os sacramentos são preservados:
indubitavelmente o Batismo, a
Confirmação, que capacita os leigos a
participarem do poder sacerdotal de Cristo;
a Eucaristia também, que é o fim de todos
os outros sacramentos, que em si mesmo,
sempre que recebido com as disposições
corretas, produz a vida espiritual – não
como o Batismo, num estado inicial, mas
num estado consumado [91] – para formar a
Igreja, o Corpo de Cristo, o “sacramento da
piedade, o sinal da unidade, o vínculo da
caridade”.[92] Os justos, que pertencem aos
grupos Greco-Russos, verdadeiramente
possuem, além do triplo caráter sacramental,
aquilo que lhes permite continuar
celebrando o rito cristão, aquela graça
sacramental que, embora não isoladamente,
é todavia um constituinte primário e
fundamental da alma da Igreja. Quanto aos
pressupostos sobrenaturais necessários para
dar à graça sacramental sua orientação
coletiva, e a perfeição final que fará que a
alma da Igreja esteja unida de uma forma
imanente, governando e vivificando todo o
Corpo Místico de Cristo, eles existem fora
da Igreja católica como padrões doutrinais –
muito mais importante e cuidadosamente
organizados na cristandade Greco-Russa,
onde o processo de separação não foi tão
longe como nas variações Protestantes. (...)”
(Charles Journet, L’ Eglise Du Verbe
Incarné, I, 1955)
“O modo e o método de formular a «actamente el contenido eterno e intemporal
doutrina católica de forma alguma devem que empapa las explicaciones y
transformar-se em obstáculo por diálogo formulaciones históricas, herencia de siglos
com os irmãos. É absolutamente necessário pasadosi que, al hacer todo esto, se guarde
que toda a doutrina seja exposta com de debilitar el contenido, evitando al mismo
clareza... Ao mesmo tempo, a fé católica tiempo conceder importancia excesiva a
deve ser explicada mais profunda e elementos no esenciales” (Bea, Travail
correctamente, de tal modo e com tais scientifique et enseignement…, en Nouv.
termos que possa ser de facto compreendida Rev. Théol., febrero 1962, P. 118)
também pelos irmãos separados. Ademais,
no diálogo ecuménico, os teólogos católicos, «Que se abandone, en la difusión del
sempre fiéis à doutrina da Igreja, quando mensaje, todo idioma exangue y árido, la
investigarem juntamente com os irmãos disección cargada de afirmaciones
separados os divinos mistérios, devem conceptualistas, para emprender un lenguaje
proceder com amor pela verdade, com más vivo y concreto, a semejanza de la
caridade e humildade. Na comparação das Biblia y de los antiguos Padres. Que se
doutrinas, lembrem-se que existe uma abandone la sobrecarga de discusiones
ordem ou «hierarquia» das verdades da secundarias y de «cuestiones» de mera
doutrina católica, já que o nexo delas com o curiosidad. Pero que no se sacrifique
fundamento da fé cristã é diferente”. inconsideradamente el alimento doctrinal,
convertido en asimilable y presentado sin
disminución, si es que se quiere que la
generación actual no se contente con
brillantes ilusiones, en lugar de captar una
enseñanza sólida, única capaz de alimentar
la vida, es decir, eil espíritu y el corazón y la
conducta. Ahora bien, dirigir a alguien un
discurso abstruso, difícilmente inteli gible
sin una enojosa iniciación, tiene algo de
ultrajante e irrespetuoso, tanto para la
verdad como para la persona que tiene el
derecho de que se le abra entrada» (G.
PHILIPS, Deux tendances dans la théologie
contemporaine, en Nouv. Rev. Théol.,
rnarzo 1963)

"Algunas cosas exigen la fe por si mismas


(fides secundum se), otras en cambio no
piden esta fe sino sólo en cuanto llevan a
otras verdades (solum in ordine ad alia).
Pero puesto que la fe trata de lo que
esperamos ver en la gloria, por eso mismo
pertenecen a la fe las verdades que
directamente nos dirigen a la vida eterna, es
decir: la Trinidad, la omnipotencia de Dios,
el misterio de la Encarnación y otros. Según
estas verdades se dividen los artículos de la
fe" (Santo Tomás, II-II, 1, 6 ad 1).

«Que existe una jerarquía de las verdades de


fe si se atiende a su importancia relativa, es
una cuestión de simple sentido común sobre
la que no es necesario insistir» (DUMONT,
C. J., Les voies de l’unité chrétienne, Paris:
Cerf, 1954, p. 148)