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CURSO DE IMPLANTAÇÃO

E MANUTENÇÃO EM
REDES FTTH
(COM PRÁTICA DE FUSÃO)

Instrutor: Paulo Ronaldo


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DESCRIÇÃO DO CURSO:

Conhecimentos plenos de integração de sistemas ópticos (componentes ativos e


passivos), técnicas de dimensionamento e orçamento de potência óptica em Rede
FTTH, preparação de cabos ópticos com sangria para caixas CTO E CDO,
preparação de caixa CTO/CDO E CEO. Acomodações de fibras ópticas em bandeja,
emenda de fibras ópticas, padronização de processos para operação e manutenção,
medição em caixa CTO, sangria de cabos, leitura de projetos e prática de fusão.

METODOLOGIA DE ENSINO:

Teoria e prática de laboratório e de campo, com vasto material adicional que


proporcionará ao aluno a manutenção e integração das boas práticas em seu
cotidiano profissional, de modo a realizar suas tarefas sempre aplicando as premissas
e sensos: organização de ferramentas, limpeza ambiental, disciplina profissional,
padronização de métodos, velocidade na execução, qualidade do serviço e segurança
do trabalho.
As principais empresas do setor utilizam essas metodologia como referência para
contratação de seus profissionais para atuar em construção, manutenção, suporte, e
operação de redes ópticas.
Para facilitar a correta manutenção e aprimoramento do conhecimento dispomos de
métodos e processos de qualidade, sempre fundamentados na prática de campo.

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PROGRAMAÇÃO DO CURSO:

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO TEÓRICO


1. Tipos De Rede Ópticas
2. Teoria E Conceitos De Fibras Ópticas
3. Cabos Ópticos
4. Emendas Ópticas:
5. Splitter Óptico:
6. Conectores Ópticos:
7. Transmissores E Receptores Para Fibra Óptica
8. CEO, CTO, PTO, RACK, DIO, Ferragem
9. Orçamento De Potencia
10. Classes De Laser
11. Diagrama Unifilar
12. Cálculos De Potencia Em Projetos FTTH
13. Visão Geral De Uma Rede FTTH
14. Exemplo De Projeto FTTH.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO PRÁTICO


1. Leitura de Projeto FTTH
2. Ferramentas mecânicas com aplicações, métodos e processos
3. Equipamentos para construção da rede FTTH
4. Preparação de ambiente para execução de atividades
5. Preparação para o processo de instalação e identificação, abertura de cabos
ópticos ( com sangria de cabo e abertura simples)
6. Preparação de caixas de terminação óptica (CTO).
7. Preparação de caixas de distribuição óptica (CDO).
8. Instalação e acomodação de fibras/tubos em componentes.
9. Fusão em: CTO/CDO
10. Prova prática de Fusão
11. Prova prática para preparação de caixas: CTO E CDO.

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1. TIPOS DE REDES ÓPTICAS:

Redes ponto-a-ponto.
Redes ponto-multiponto (FTTx).
Rede PON
O que significa FTTH?
E o FTTx?

1.1 Redes Ponto-a-Ponto:

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1.2 Rede FTTH:

1.3 Rede PON:

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1.4 O que significa FTTH?

1.5 O que significa FTTx?

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Variações das redes fttx

 FTTa: Fiber to the apartament (até o apartamento);


 FTTb: Fiber to the building (até o prédio);
 FTTco: Fiber to the curb (até a esquina/armário, com o acesso metálico menor
do que 300m);
 FTTd: Fiber to the desk (até a mesa do usuário final);
 FTTh: Fiber to the home (até a casa);
 FTTn: Fiber to the node (até a esquina/armário, com o acesso metálico maior
do que 300m).

2. TEORIA E CONCEITOS DE FIBRAS ÓPTICAS:

2.1 A história das fibras ópticas no Brasil.


2.2 O que é fibra óptica?
2.3 Benefícios de uma rede óptica
2.4 Como a luz é transmitida.
2.5 Tipos de fibras ópticas, suas características e aplicações.
2.6 Cuidados no manuseio da fibra óptica.

2.1 A história das fibras ópticas no Brasil.

60 Inicia-se no mundo estudos para transmissão de sinais ópticos.


70  A americana Corninga núncia fabricar fibra óptica com baixa perda: 20 dB/km.
72 O governo brasileiro cria a Telebrás e decide investir nos grupos acadêmicos
existentes para o desenvolvimento da tecnologia de fabricação das fibras.
74 1974 -Firmado contrato entre Telebrás e Unicamp para o Projeto Sistema de
Comunicação por Laser, um Sub-Projeto Fibras Ópticas.
76 Telebrás fundou um núcleo de pesquisa seu, o Centro de Pesquisas em
Desenvolvimento e Telecomunicações (CPqD).
77 A primeira fibra óptica brasileira foi puxada em uma torre de dois metros de
altura do Instituto de Física GlebWataghin (IFGW) da Unicamp.

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81 O primeiro teste prático de uma fibra óptica feita no Brasil, aconteceu nas
instalações elétricas da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) em Americana e
São José do Rio Preto, para monitoramento de disjuntores.
82 Testado o primeiro trecho longo de comunicação por fibras ópticas (o primeiro
"enlace"), chamado ECO-1, com 4 quilômetros de comprimento, em Jacarepaguá, no
Rio de Janeiro.
83 O CPqD inicia o processo de transferência de tecnologia de fabricação de fibras
ópticas para a ABC-Xtal.
84 1984 –ABC-Xtal entrega o primeiro lote de 500 km de fibra à Telebrás, parte de
um contrato de US$ 6 milhões para a produção de 2000 km de fibra óptica.
84 1984 - Primeiro sistema de comunicações ópticas não-experimental totalmente
desenvolvido e produzido no Brasil, entre duas estações telefônicas de Uberlândia,
MG.

2.2 O que é fibra óptica?

Fibra óptica é um filamento


de vidro com capacidade de transmitir
luz de um emissor até um detector. São
transparentes e flexíveis, compostas por
duas camadas dielétricas e com
dimensões próximas a um fio de cabelo.

É constituída de uma região central, chamada de núcleo, por onde a luz é


realmente transmitida. Por uma região externa, chamada casca, que possui
características ópticas ligeiramente diferentes do núcleo e que é responsável pela
transmissão da luz.
Ao redor da casca ainda existe um revestimento plástico a fim de
proporcionar resistência contra danos mecânicos e intempéries.

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2.3 Benefícios de uma rede óptica

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2.4 Como a luz é transmitida.
A transmissão da luz pela fibra segue um princípio único,
independentemente do material usado ou da aplicação: é lançado um feixe de luz
numa extremidade da fibra e, pelas características ópticas do meio (fibra), esse feixe
percorre a fibra por meio de reflexões sucessivas. A fibra possui no mínimo duas
camadas: o núcleo (filamento de vidro) e o revestimento (material eletricamente
isolante).

2.5 Tipos De Fibras Ópticas, Suas Características E Aplicações.

2.51 Multimodo:

•Foram as primeiras fibras a tornarem-se comercialmente viáveis.

•Podem possuir núcleo de 50 μm


ou 62,5 μm.

•Trabalham em sistemas
operando em 850 nmou 1300
nm.

•Atenuação de:
•3,5 dB/km @ 850 nm

•1,0 dB/km @ 1300 nm


•Sua aplicação hoje está limitada
a redes LAN de curtas distâncias.

•Padrão: ITU-T 651.1

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2.52 Monomodo:

•Atualmente são fibras mais utilizadas, tanto para redes externas, como para
redes LAN.
•Possuem núcleo de 9 μm.
•Trabalham em sistemas operando de 1310 nma 1650 nm.
•Atenuação de:
•0,35 dB/km @ 1310 nm.
•0,25 dB/km @ 1550 nm.
•São as fibras utilizadas para FTTH.
•Padrão ITU-T: G.652, G.653, G.655, G.656 e G.657

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2.6 Cuidados no manuseio da fibra óptica.

É importante que tenha sempre em mente que a fibra é frágil, e por isso,
requer muito cuidado no seu manuseio. A curvatura e o caminho que se deve seguir
até chegar ao Distribuidor Interno Óptico, Caixa CTO ou em uma Caixa de
Emenda deve ser levado em consideração durante a instalação da rede, para evitar
falhas.

Raio de curvatura é o limite em que a fibra pode ser “forçada”. No entanto,


se for respeitado esse limite, não ocorrerá um problema de quebra dessa fibra e nem
perca de sinal. Vale lembrar que o tipo de fibra determina o raio de curvatura. Veja o
gráfico.

É importante evitar que os cabos fiquem pressionados durante a instalação


ou livres em longas distâncias, é preciso também, limpar a fibra com álcool
isopropílico e gaze na hora da fusão e quando for fazer as conexões.

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Instalar fibra ótica é muito simples, porém, deve haver um projeto
detalhado com todos os respectivos componentes e equipamentos compatíveis,
como: Tipo de fibra, Tipo de Conector, velocidade a ser trafegada no canal, distância,
etc. Ou seja, sem projeto, qualquer um desses problemas pode ocorrer facilmente
resultando em gasto inesperado no orçamento.

O erro mais comum é a falta de conhecimento na hora de comprar a fibra,


conectores, ativos, além de projetos mal elaborados.

Resumidamente:

3. CABOS ÓPTICOS:
3.1 Características importantes.
Diferentes tipos de cabos ópticos e suas aplicações:
Cabos com “tubo looses”

 As fibras possuem revestimentos de 250 um e estão soltas dentro de um tubo.

 Esta característica permite que a fibra seja um pouco maior que seu
recobrimento, permitindo um movimento da fibra dentro do cabo.

 Isto é importante para instalações externas onde as variações de temperatura


podem provocar expansão ou contração da fibra.

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 Também confere uma proteção adicional às fibras durante a instalação do
cabo.

 O tubo geralmente possui um gel viscoso repelente a água.

 Os cabos ópticos para planta externa tipo DD (duto) e AS (autosuportado) são


constituídos com tubos looses.

3.2 Diferentes tipos de cabos ópticos e suas aplicações.

Cabo para uso subterrâneo em duto:

 CFOA-SM-DD-G-36 FO
 CFOA(Cabo de fibra óptica de acrilato).
 SM ou MM (Tipo de fibra –monomodoou multimodo).
 DD ou DDR ou DE (Uso em dutos, dutos protegido contra roedores e
diretamente enterrado). O cabo DD pode ser utilizado em redes aéreas
espinadascom cordoalha.
 G ou S (Geleado ou Seco). Os cabos secos são adequados somente para
redes aéreas.
 36 FO (Número de fibras).
 Até 144 fibras, reunidas em grupos de 2, 6 ou 12 fibras.

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Cabo para uso áreo:

 CFOA-SM-AS-80-G-12 FO-NR
 CFOA (Cabo de fibra óptica de acrilato).
 SM ou MM (Tipo de fibra –monomodo ou multimodo).
 AS ou ASU ou AS RA (Autosuportado, autosuportados com tubo único.
 •80 ou 120 ou 200
 –geleadoou seco

 –normal ou retardantea chama.
 •Até 144 fibras, reunidas em grupos de 2, 6 ou 12 fibras. Os cabos com tubo
único pode ter até 12 fibras.

Cabo para atendimento a clientes:

 DROP-F8-FTTH-SM-G652D-02 FO-COG
 •DROP (Cabo para atendimento a clientes).
 •F8-FTTH (Tipo de cabo –cabo com mensageiro para ancoragem).
 •SM-G652D (Tipo de fibra –monomodo ou multimodo).
 •02 FO (Número de fibras).

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 COG ou LSZH (Tipo de capa –retardantea chama ou retardante a chama com
baixa emissão de fumaça tóxica).
 Até 12 fibras, reunidas em um único grupo.

Cabo compacto para atendimento a clientes

 CFOAC-BLI-A/B-CM-01-AR-LSZH
 CFOAC (Cabo de fibra óptica de acesso).
 •BLI-A/B ou SM (Tipo de fibra –monomodo com baixa sensibilidade à curvatura
ou multimodo).
 •CM ou CD (Tipo de mensageiro –compacto metálico ou compacto dielétrico).
 •01 (Número de fibras).
 •AR ou CO (Coeficiente de atrito da capa –atrito reduzido ou convencional).
 •LSZH ou COG (Tipo de capa –retardante a chama ou retardante a chama com
baixa emissão de fumaça tóxica).
 Em geral são cabos de 1 a 12 fibras.

3.3 Código de cores de fibras ópticas.

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3.4 Código de cores dos tubos looses:

3.5 Piloto e direcional definem a sequência para cabos padrão ABNT

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3.6 Agrupamento de fibras:

4. EMENDAS ÓPTICAS:

4.1 Emendas mecânicas e emendas por fusão.

As emendas ópticas são responsáveis pela união das fibras de dois cabos.
Conforme sua tecnologia podem ser classificadas como MECÂNICAS ou POR
FUSÃO.
Sempre inserem uma perda no enlace. São aplicados em instalações tanto
internas como externas. Na manutenção de enlaces ópticos. E na expansão e
derivação de enlaces.
Mecânica

•Menor custo com equipamentos.


•Maior perda de inserção.
•Pode apresentar reflexão e ORL.

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•Historicamente para situações
emergenciais, mas podem ser
interessantes na ativação de clientes
também.
•Perda: 0,1 a 0,3 dB

Fusão
•Custo mais elevado, máquina de fusão.
•Perdas de inserção minimizadas.
•Problemas com reflexões inexistentes.
•Utilizadas na implantação e manutenção
de enlaces.
•Perda: 0,02 a 0,1 dB

4.2 Preparação e processo de emendas


Por Fusão.
Decapagem
•Retirar o revestimento primário e secundário
da fibra.
•Cerca de 3 cm.

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Limpeza:

•Com lenço e álcool isopropílico.


•Toda as impurezas devem ser removidas.

Clivagem:

•Um clivador de precisão deve ser utilizado.


•Uma boa clivagem é EXTREMAMENTE
importante para a qualidade da emenda.

Inserção da fibra:

•Inserir a fibra com cuidado na máquina de


fusão.
•Cuidado para não tocar com a ponta da
fibra em nada para não contamina-la ou
danifica-la.

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Fusão:
•Realizar a fusão.
•Observar se o programa de fusão
utilizado é adequado à fibra a ser
emendada.

Proteção:
•Após a fusão, realizar a proteção da
emenda, utilizando um protetor de
emenda (tubete) termo-contrátil.

Preparação e processo de emenda mecânica:


Inserção da fibra Lado A:
•Inserir a fibra com cuidado num dos lados
da emenda mecânica e trave a mesma.
•Cuidado para não tocar com a ponta da fibra
em nada para não contamina-la ou danifica-
la.

Inserção da fibra Lado B:


•Inserir a fibra com cuidado no outro lado da

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emenda mecânica e trave a mesma.
•Cuidado para não tocar com a ponta da fibra em nada para não contamina-la ou
danifica-la.

Otimização:
•Confirme se a perda está otimizada.
•Isto pode ser feito com a ajuda de um
localizador visual de falhas.

4.3 Avaliação e testes de emendas.

Toda emenda deve ser avaliada


após sua execução. Utilizar um OTDR como
equipamento de teste. Para enlaces ponto a
ponto, realizar teste bi-direcional.
Registrar valores para relatório de
instalação. É possível avaliar emendas com
fonte de luz e powermeter?

5. SPLITTER ÓPTICO:
5.1 Características do Splitter Óptico.
Splitter é um componente óptico passivo. Não precisa ser alimentado.
Divide o sinal óptico de sua entrada em suas portas de saída. Nas redes FTTx, é
quem possibilita que o sinal transmitido seja compartilhado para vários clientes.
Podem ser do tipo balanceado ou desbalanceado.

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Os tipos balanceados possuem uma porta
de entrada e podem ter 2, 4, 8, 16, 32 ou 64 portas de
saída e dividem a potencia de entrada igualmente entre
as portas de saída. Os tipos desbalanceados possuem
uma porta de entrada e duas de saída e dividem a
potência de entrada conforme sua razão de
acoplamento.
Inserem uma perda na potência do sinal,

conforme a divisão que fazem entre as portas de


saída. Podem ser adquiridos com fibras “nuas” ou
conectorizados.

Processo de fabricação do splitter balanceado:

A fabricação do splitter balanceado ocorre da


seguinte forma:

1. Primeiramente é feito um corte de uma lâmina em um substrato de vidro. A


camada onde se formará o guia de onda recebe dopantes para ter um índice
de refração diferente. Esta guia simula o comportamento da fibra óptica.
2. É utilizado um filme metálico para definir o desenho das guias de onda. Utiliza-
se a mesma técnica na confecção de circuitos integrados.
3. Após o processo de desenhar as guias, o substrato é cortado conforme a razão
do splitter a ser fabricado, e recebe um polimento para reduzir sua atenuação.
4. Neste momento, o substrato de vidro com as guias de onda ainda não está
acoplado às fibras que farão parte do splitter. Portanto, deve ser feito o correto
acoplamento das mesmas no substrato e o encapsulamento deste conjunto no
invólucro desejado.

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5. Após a montagem do splitter são realizados testes, garantindo assim a
qualidade do seu acoplamento e confecção.

5.2 Perdas no splitter.

6. CONECTORES ÓPTICOS:

6.1 Tipos de conectores e polimentos.

Conectores ópticos:

Como sabemos, um
conector óptico é composto pelo
próprio plug e pela estrutura de
cabeamento, feita com
uma tecnologia que usa
pequenas fibras de vidro ou
plástico extrudido. Quando
mencionamos os termos PC
(Phisical Contact) e APC
(Angled Phisical Contact), estamos relacionando o tipo de polimento do conector.

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Diante desse cenário, utilizar um conector incorreto pode ocasionar danos
ou até mesmo interferência no desempenho da rede, além de degradar o sistema
como um todo.
Conectores PC e APC:

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6.2 Pigtails, pathcords e conectores montados em campo.

6.2.1 Pigtails:

•Possui conector em apenas uma das pontas do cordão


óptico.
•São utilizados para fazer a terminação da fibra do cabo
óptica.
•Esta terminação pode ser feita através de uma
emenda por fusão ou mecânica.
•A ponta sem conector é emenda na fibra, enquanto a
ponta conectorizada é inserida no adaptador fêmea-fêmea do DIO.

6.2.2 Pathcords:

•Possui conector nas duas pontas do cordão


óptico.
•São utilizados para realizar a conexão do
equipamento ativo (OLT, ONU, etc) ao DIO.

6.2.3 Sujeira danifica a fibra.

Uma vez que conectores com detritos incorporados são removidos, fendas
e lascas permanecem na fibra. Estas fendas podem atrapalhar a transmissão de luz,
causando reflexão, perda por inserção ou danos a outros componentes da rede.
A maioria dos conectores não é inspecionada até que o problema seja
detectado. DEPOIS que o dano permanente tenha ocorrido.

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6.2.4 Migração de Partículas

Toda vez que é feita uma conexão, partículas da fibra são transferidas.
Partículas maiores que 5μm costumam explodir, e se multiplicarem. Partículas
grandes, podem gerar“ air gaps” diminuindo a qualidade do contato.
Partículas menoresque5μm tendem a se mesclarem à superfície, gerando
riscos e pontos irreparáveis.

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6.3 Limpeza e cuidados.

6.3.1 Inspeção de conectores

A face do conector deve ser livre de qualquer contaminação ou sujeira,


como mostra a figura:
Tipos comum de contaminação e defeitos:

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6.3.2 Limpeza de conectores ópticos.

6.3.3 Conectores Pré-polidos

Trata-se de um conector para montagem em campo, onde a ponta do


conector (ferrolho) foi terminada e polida em fábrica.
A montagem do conector consiste simplesmente em clivar a fibra que se
deseja conectorizar e inserir no conector.
Pela facilidade e simplicidade no uso, tende a ser utilizado em caixas de
terminação, para a terminação do cabo drope na casa do assinante. Dispensando
assim o uso da máquina de fusão.

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7. TRANSMISSORES E RECEPTORES PARA FIBRA ÓPTICA:

7.1 Leds, laser e detectores ópticos.

São os responsáveis pela conversão ELÉTRICA, ÓPTICA do sinal a ser


transmitido.

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7.2 Transceiver.

Transceiver ou também conhecido


como conversor de fibra óptica é um dispositivo
de rede que se encaixa na camada 1 do modelo
OSI (Física).
O Transceiver tem como objetivo
converter sinal óptico (sinal de luz transportado
através de fibra óptica) em sinal elétrico (transportado por cabos de par trançado
metálico, o famoso cabo de rede).
Sabemos que os cabos de rede de par trançado metálico degradam o sinal
quando ultrapassados a metragem de aproximadamente 90 metros. Então se
quisermos conectar 2 prédios que estão a 200 metros de distância um do outro, como
fazemos ? Aí entra a fibra ótica ! Observe o modelo a baixo:

Neste modelo utilizamos o transceiver para converter o sinal de internet


vindo do switch core para sinal óptico, quando ele chega até o prédio B através da
fibra óptica multimodo, novamente o transceiver converte, mas agora de sinal óptico
para sinal elétrico, garantindo a chegada do link até o outro prédio.

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7.3 SFP–GBIC.
Também existem os módulos GBIC (Gigabit
interface converter), SFP ou mini-GBIC (Small Form-Factor
Pluggable) e SFF (Small Form Factor).
Estes módulos possibilitam que os Switchs
tenham suporte a fibra óptica, como na imagem abaixo.

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7.3 Potência ao longo do enlace.

8. CEO, CTO, PTO, RACK, DIO, FERRAGEM:

8.1 Conjunto de emendas ópticas –CEO.


Conjunto de emendas aéreo e/ou subterrâneo.

•Caixas de emendas tradicionais.

•Utilizadas para emendas dos cabos de alimentação e distribuição.

•Podem acomodar os splitters primários e secundários.

•Através de múltiplas bandejas de emendas, podem acomodar até a 144 fibras. Em


geral 12 ou 24 por bandeja.

•E podem receber múltiplos cabos, principal e de derivação.

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8.2 Caixas de terminação ópticas –CTO.
Caixa terminal aérea e/ou subterrânea.

•Caixas de atendimento.

•Utilizadas para a interligação do cabo drop ao assinante.

•Geralmente acomodam o splitter secundário.

•Podem receber o drop através de emendas por fusão ou através de conectores


ópticos.

•Quando acomodam splitter, em geral recebem o cabo de distribuição e possuem


entrada para 8 ou 16 cabos drops.

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8.3 Pontos de terminação óptica –PTO.
PTO

•São caixas compactas, para uso na casa do assinante.

•Recebe o cabo drop, que pode ser emendado a um pigtail ou diretamente


conectorizado.

•Geralmente possuem 1 ou 2 adaptadores fêmea-fêmea para a conexão do cordão de


manobra (pathcord) à OLT.

•Podem ser embutidos em caixas de tomadas ou instalados sobrepostos em paredes.

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8.4 Rack e DIO.
DIO:
•Também conhecido como BEO/DIO.
•BEO (Bastidor de emenda óptica).
•DIO (Distribuidor interno óptico).
•Acomodam o cabo proveniente da
rede externa, o pigtail que faz sua
terminação e os adaptadores fêmea-
fêmea que serão utilizados na
interligação dos equipamentos ativos.

Racks
•Serão utilizados para acomodar o DIO e
os equipamentos ativos (OLT, roteadores,
etc)

•Atenção para reservar espaço suficiente


na central para acomodar os racks
necessários para o projeto.

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8.5 Ferragens
Rede autosuportada:
Ancoragem
Suspensão
Reserva técnica
Quando ancoramos?

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Visão Geral de uma Rede FTTH:

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Visão de um Projeto FTTH

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Projeto FTTH feito no Geosite:

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