Você está na página 1de 8

Avaliação Psicológica, 2012, 11(2), pp.

309-316 309

Diretrizes para o ensino de avaliação psicológica1


Maiana Farias Oliveira Nunes – Faculdade Avantis, Balneário Camboriú, Brasil
Monalisa Muniz – Universidade do Vale do Sapucaí, Pouso Alegre, Brasil
Caroline Tozzi Reppold – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre, Brasil
Cristiane Faiad – Universidade Salgado de Oliveira, Niterói, Brasil
José Maurício Haas Bueno – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil
Ana Paula Porto Noronha – Universidade São Francisco, Itatiba, Brasil

Apresentação os conhecimentos em psicopatologia, psicologia


do desenvolvimento, psicologia da personalidade
A avaliação psicológica é um procedimento e processos básicos em psicologia. Esses e outros
que está inserido em todas as áreas de atuação pro- conhecimentos mais específicos são o pano de fundo
fissional do psicólogo. Antes de se iniciar qualquer para a interpretação do material recolhido por meio
intervenção psicológica, é necessário que se faça a das técnicas de avaliação psicológica, ou ainda, são
análise do funcionamento do(s) indivíduo(s) para o material básico para o desenvolvimento de instru-
atender adequadamente suas demandas. Por isso, um mentos de avaliação psicológica.
dos campos de estudo, ensino e atuação da psicolo- Ademais, as disciplinas de avaliação psico-
gia é a avaliação psicológica, que deve ser realizada lógica também cumprem um papel importante na
com base em teorias e estudos científicos. Desse formação acadêmica, que é o de promover o desen-
modo, acreditamos que essa área deve ser compo- volvimento do raciocínio em psicologia. O exercício
nente curricular obrigatório em qualquer matriz da atividade de avaliação psicológica possibilita
pedagógica dos cursos de psicologia. que, de uma forma teórico-prática (integrando resul-
O primeiro contato do estudante de psi- tados de técnicas e testes com conteúdo de diversas
cologia com a avaliação psicológica, geralmente disciplinas, como, por exemplo, psicologia do
se dá por meio de um conjunto de disciplinas, que desenvolvimento, psicopatologia, entre outros), o
recebe denominações diferentes, de acordo com a aluno realize uma compreensão dinâmica de casos
instituição formadora, mas que tem basicamente o individuais ou de grupos, desenvolvendo a capaci-
mesmo objetivo: desenvolver a compreensão sobre dade de entendimento do ser humano da forma mais
técnicas de coleta de informações, integração de global possível. Assim, o ensino de avaliação psi-
dados provenientes de diferentes fontes, relato de cológica não deve se resumir ao ensino de técnicas
resultados e devolução de informações, com vistas isoladas de outros contextos da psicologia. Ao con-
ao entendimento de um indivíduo ou grupo, pro- trário, deve proporcionar ao estudante experiências
posição de intervenção e/ou tomada de decisão em teórico-práticas que resultem no desenvolvimento
relação às pessoas avaliadas. de competências para uma atuação autônoma e res-
A avaliação psicológica é considerada ponsável. Nesse sentido, há que se destacar o papel
uma área de formação básica em Psicologia, pois da ética, que proporciona um infindável processo de
está relacionada a um conjunto de habilidades que reflexão sobre as próprias práticas, para que estas
todo psicólogo deve adquirir ao longo de sua for- revertam em benefício do indivíduo avaliado e da
mação, independentemente da área em que irá sociedade.
atuar profissionalmente. Por isso mesmo, embora Este documento apresenta uma proposta de
a avaliação psicológica tenha um corpo de conhe- diretrizes para o ensino de avaliação psicológica no
cimentos bastante característicos, ela só faz sentido Brasil. Foram respeitadas e indicadas todas as reso-
quando associada aos conhecimentos de outras luções do Conselho Federal de Psicologia e o Código
áreas da Psicologia. Especialmente importantes são de Ética Profissional do psicólogo. As orientações

1
Apoio: Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica- IBAP.
310 Nunes, Muniz, Reppold, Faiad, Bueno & Noronha

descritas neste documento foram feitas com base em 1. Conhecer os aspectos históricos da avaliação
referências bem difundidas e aceitas pela comuni- psicológica em âmbito nacional e internacional;
dade científica da área. Este documento foi escrito 2. Conhecer a legislação pertinente à avaliação psi-
como uma proposta de conteúdos desejáveis para cológica (Resoluções do CFP, Código de Ética
as disciplinas de avaliação psicológica ao longo do Profissional do Psicólogo, histórico do Sistema
curso. Entendemos que não contemplamos todos de Avaliação dos Testes Psicológicos- SATEPSI
os temas relacionados à avaliação psicológica, pois - e as políticas do Conselho Federal de Psicolo-
se trata de uma área dinâmica, em constante atuali- gia para a Avaliação Psicológica);
zação, o que suscitará revisões da proposta ao longo 3. Considerar os aspectos éticos na realização da
do tempo. Há conteúdos que ainda não foram con- avaliação psicológica;
templados neste documento, mas que também fazem 4. Analisar se há condições de espaço físico ade-
parte da área de avaliação psicológica e podem ser quadas para a avaliação e estabelecer condições
inseridos nas matrizes curriculares pelas IES, tais suficientes para tal;
como conhecimentos avançados em Teoria de Res- 5. Ser capaz de compreender a Avaliação Psicoló-
posta ao Item. Esses tópicos não foram incluídos por gica enquanto processo, aliando seus conceitos
se entender que não fazem parte de competências às técnicas de avaliação;
básicas para formação do psicólogo na graduação, 6. Ter conhecimento sobre funções, origem, natu-
mas sim de competências avançadas, que devem ser reza e uso dos testes na avaliação psicológica;
trabalhadas em estudos de pós graduação. 7. Ter conhecimento sobre o processo de constru-
Além disso, contextos específicos da ção de instrumentos psicológicos;
avaliação psicológica devem ser inseridos nas dis- 8. Ter conhecimento sobre validade, precisão,
normatização e padronização de instrumentos
ciplinas sugeridas, tais como avaliação no contexto
psicológicos;
jurídico, neuropsicológico, entre outros. Sugere-se
9. Escolher e interpretar tabelas normativas dos
que sejam discutidas nessas áreas diferentes estraté-
manuais de testes psicológicos;
gias de avaliação e que os testes psicológicos sejam
10. Ter capacidade crítica para refletir sobre as con-
analisados quanto a suas evidências de validade em
sequências sociais da avaliação psicológica;
cada contexto. Acreditamos que o conteúdo proposto
11. Saber avaliar fenômenos humanos de ordem
presentemente pode servir como fonte de discussão
cognitiva, afetiva e comportamental em diferen-
para a revisão de matrizes curriculares, com a obser-
tes contextos;
vância de que cada IES deve fazer os ajustes que
12. Ter conhecimento sobre a fundamentação teórica
forem possíveis, considerando sua realidade.
de testes psicométricos e do fenômeno avaliado;
O presente documento subdivide-se em 13. Saber administrar, corrigir, interpretar e redigir
quatro partes. Primeiramente são abordadas as os resultados de testes psicológicos e outras téc-
competências mínimas a serem alcançadas na for- nicas de avaliação;
mação do aluno do curso de psicologia na temática 14. Selecionar instrumentos e técnicas de avalia-
de avaliação psicológica. Na sequência, são sugeri- ção de acordo com objetivos, público alvo e
das disciplinas e conteúdos programáticos alinhados contexto;
com as competências esperadas. A terceira parte se 15. Ter conhecimento sobre a fundamentação teó-
refere à estrutura de ensino, no que tange à infraes- rica de testes projetivos e/ou expressivos e do
trutura necessária, métodos de ensino, formação fenômeno avaliado;
docente e outras orientações importantes. Por fim, a 16. Saber planejar uma avaliação psicológica de
última parte traz uma lista de referências bibliográfi- acordo com objetivo, público alvo e contexto;
cas que podem ser utilizadas nas disciplinas da área. 17. Planejar processos avaliativos e agir de forma
coerente com os referenciais teóricos adotados;
Parte 1: competências em avaliação psicológica 18. Identificar e conhecer peculiaridades de dife-
Espera-se que, ao longo do processo de rentes contextos de aplicação da avaliação
formação do aluno no curso de graduação em Psico- psicológica;
logia, o mesmo possa desenvolver 27 competências 19. Saber estabelecer rapport no momento da
básicas, listadas a seguir. avaliação;

Avaliação Psicológica, 2012, 11(2), pp. 309-316


Diretrizes para o ensino de avaliação psicológica 311

20. Conhecer teorias sobre entrevista psicológica e • Validade, precisão e normatização de instrumen-
conduzi-las com propriedade; tos psicológicos;
21. Conhecer teorias sobre observação do compor- • Padronização das condições da avaliação
tamento e conduzi-las adequadamente; psicológica;
22. Identificar as possibilidades de uso e limitações • Tabelas normativas dos manuais de testes
de diferentes técnicas de avaliação psicológica, psicológicos;
analisando-as de forma crítica; • Consequências sociais da avaliação psicológica.
23. Comparar e integrar informações de diferentes
fontes obtidas na avaliação psicológica; Avaliação Psicológica II
24. Fundamentar teoricamente os resultados decor- Conteúdo programático:
rentes da avaliação psicológica;
25. Elaborar laudos e documentos psicológicos, • Fundamentação teórica de testes psicométricos
bem como ajustar sua linguagem e conteúdo de para avaliação cognitiva;
acordo com destinatário e contexto; • Instrumentos psicológicos para avaliação de
26. Comunicar resultados decorrentes da avaliação fenômenos humanos de ordem cognitiva, em
psicológica aos envolvidos no processo, por diferentes contextos e para diferentes públicos
meio de devolutiva verbal; alvo;
27. Realizar encaminhamentos ou sugerir interven- • Administração, correção, interpretação e reda-
ções de acordo com os resultados obtidos no ção de resultados de testes psicológicos e outras
processo de avaliação psicológica. técnicas de avaliação cognitiva.

Avaliação Psicológica III


Parte 2: disciplinas e conteúdos programáticos res-
Conteúdo programático:
pectivos
A seguir, são listadas seis disciplinas e
• Fundamentação teórica de instrumentos de autor-
conteúdos programáticos relacionados, na sequên-
relato para avaliação afetiva e comportamental;
cia que consideramos que devem ser apresentados
• Instrumentos psicológicos para avaliação de
para um melhor aproveitamento dos processos de
fenômenos humanos de ordem afetiva e com-
ensino-aprendizagem. Os títulos das disciplinas
portamental, em diferentes contextos e para
e sua sequência são sugestões e podem ser ajus-
diferentes públicos alvo;
tados conforme as necessidades específicas das • Administração, correção, interpretação e reda-
IES e da estrutura do curso, tal como informado ção de resultados de testes psicológicos e outras
anteriormente. técnicas de avaliação afetiva e comportamental.

Avaliação Psicológica I Avaliação Psicológica IV


Conteúdo programático: Conteúdo programático:

• Aspectos históricos da avaliação psicológica em • Fundamentação teórica de testes projeti-


âmbito internacional e nacional; vos ou expressivos para avaliação afetiva e
• Legislação pertinente à avaliação psicológica comportamental;
(Resoluções do CFP, Código de Ética Profis- • Instrumentos psicológicos para avaliação de
sional do Psicólogo, histórico do SATEPSI e as fenômenos humanos de ordem afetiva e com-
políticas do Conselho Federal de Psicologia para portamental, em diferentes contextos e para
a Avaliação Psicológica); diferentes públicos-alvo;
• Ética na avaliação psicológica e sua relação com • Administração, correção, interpretação e reda-
os direitos humanos; ção de resultados de testes psicológicos e outras
• Avaliação Psicológica enquanto processo; técnicas de avaliação afetiva e comportamental.
• Funções, origem, natureza e uso dos testes na
avaliação psicológica; Avaliação Psicológica V
• Construção de instrumentos psicológicos; Conteúdo programático:

Avaliação Psicológica, 2012, 11(2), pp. 309-316


312 Nunes, Muniz, Reppold, Faiad, Bueno & Noronha

• Planejamento de avaliação psicológica de acordo materiais lúdicos e pedagógicos, quando for


com objetivo, público alvo e contexto, de forma necessário;
coerente com os referenciais teóricos adotados; - Criação de Laboratórios de avaliação psico-
• Peculiaridades de diferentes contextos de aplica- lógica, equipados com computadores e livros
ção da avaliação psicológica; sobre o tema e áreas afins, que permitam a rea-
• Rapport na avaliação psicológica; lização de pesquisas e situações de ensino de
• Teorias sobre entrevista psicológica; avaliação psicológica;
• Teorias sobre observação do comportamento; - Investimento em livros com conteúdos atua-
• Usos e limitações de diferentes técnicas de ava- lizados para o acervo das bibliotecas. Sugere-
liação psicológica; -se que as bibliotecas atendam, minimamente,
• Comparação e integração de informações de dife- a bibliografia básica sugerida, em quantidade
rentes fontes obtidas na avaliação psicológica; que atenda as orientações do MEC (mínimo de
• Documentos decorrentes de avaliação 1 volume de bibliografia básica para cada 4 alu-
psicológica; nos e 1 volume da bibliografia complementar
• Comunicação verbal de resultados decorrentes para cada 7 alunos);
da avaliação psicológica. - Adequação da grade curricular: sugere-se que
os cursos ofereçam um rol suficiente de disci-
Estágio supervisionado em avaliação psicológica plinas que abordem os temas mencionados em
Conteúdo programático: avaliação psicológica, incluindo disciplinas de
cunho teórico e prático que venham a alcançar
as competências básicas indicadas.
• Prática do processo de avaliação psicológica;
• Planejamento de avaliação psicológica;
b) Métodos de ensino
• Entrevista psicológica;
Sugere-se o uso de diferentes estratégias
• Observação do comportamento;
e técnicas de ensino, como forma de desenvolver
• Testes psicológicos;
diferentes habilidades nos alunos. Apresentamos
• Comparação e integração de informações de dife-
algumas sugestões, a seguir:
rentes fontes obtidas na avaliação psicológica;
• Laudos e documentos psicológicos;
- Aulas expositivas dialogadas;
• Devolutiva verbal de resultados decorrentes da
- Aulas práticas que utilizem os conceitos teóri-
avaliação psicológica.
cos aprendidos em sala de aula;
- Participação de monitores para auxílio do pro-
Parte 3: estrutura de ensino fessor durante as aulas, especialmente nas ativi-
São apresentados, a seguir, elementos con- dades práticas. Recomenda-se que os monitores
siderados importantes para o bom desenvolvimento sejam alunos que já cursaram as disciplinas de
do ensino de avaliação psicológica, especificando avaliação psicológica;
a infraestrutura necessária, métodos de ensino, for- - Treinamento de aplicação ‘real’ de testes e téc-
mação docente e orientações gerais. nicas de avaliação;
- Estudos de caso;
a) Infraestrutura necessária - Oficinas para treino em elaboração de docu-
mentos psicológicos;
- Criação de ‘Testotecas’: locais específicos para - Realização de pesquisas de iniciação científica
armazenamento de testes psicológicos, adequa- na área;
dos para acesso e pesquisa dos alunos. Sugere-se - Espaço de discussão para estágios supervisio-
criar um sistema de controle de entrada e saída nados, aliando concepções teóricas à prática
de instrumentos e seus manuais, como forma de profissional.
resguardar o uso adequado dos mesmos, consi-
derando as normativas do CFP. A criação desse c) Formação do docente
ambiente demandará a compra de kits de instru- No que se refere à formação do docente que
mentos psicológicos, tais como testes de perso- lecionará disciplinas de avaliação psicológica, apre-
nalidade, inteligência, dentre outros, e também sentamos abaixo algumas recomendações:

Avaliação Psicológica, 2012, 11(2), pp. 309-316


Diretrizes para o ensino de avaliação psicológica 313

- Formação acadêmica compatível com a área; alunos devem ser supervisionados por docen-
- Experiência profissional compatível com o con- tes que tenham conhecimento e experiência na
teúdo ministrado; área.
- Constante atualização por meio de leitura de
artigos e de participação em eventos científicos. Parte 4: referências indicadas para as disciplinas
da área
Por fim, recomenda-se que o docente res- Atendendo à formação das competências
ponsável por disciplinas que trabalhem com testes sugeridas no presente texto, indicamos algumas
psicológicos e os supervisores de estágios especí- referências básicas e complementares para uso nas
ficos estejam devidamente inscritos no Conselho disciplinas de avaliação. As referências abaixo não
Regional de Psicologia, em respeito ao Código de privilegiam nenhuma editora, autor ou testes psi-
Ética Profissional e ao artigo 18, item III, da reso- cológicos específicos. A escolha de referências
lução 2/2003. relacionadas aos testes deve ser feita pelos profes-
sores da área, de acordo com as orientações de cada
d) Orientações importantes IEs. Por fim, os docentes deverão buscar conhecer
os lançamentos de livros, pois novos materiais vão
- Os testes psicológicos devem ser resguardados sendo produzidos e a atualização das referências
em local específico, sob a supervisão de um pro- adotadas deve ser constante.
fessor responsável;
- Deve haver, por parte da IES, um controle de Referências
entrada e saída dos instrumentos psicológi-
cos, resguardando seu uso apenas por parte de Alchieri, J. C. (2007). Avaliação Psicológica: Pers-
estudantes e profissionais da área, conforme pectivas e contextos. São Paulo: Vetor.
artigo 18 do Código de Ética Profissional do
Alchieri, J. C. & Cruz, R. M. (2003). Avaliação
Psicólogo, que indica “O psicólogo não divul-
gará, ensinará, cederá, emprestará ou venderá psicológica: conceito, métodos, medidas e ins-
a leigos instrumentos e técnicas psicológicas trumentos. São Paulo: Casa do Psicólogo.
que permitam ou facilitem o exercício ilegal da Almeida, L. S. (2002). As aptidões da definição e
profissão”. avaliação da inteligência: o concurso da análise
- Testes psicológicos e Manuais de testes não fatorial. Paideia, 12(23), 5-17.
devem ser disponibilizados em Bibliotecas,
Ambiel, R. A. M., Rabelo, I. S., Pacanaro S. V., Al-
dado que se trata de materiais de uso exclusivo
ves, G. A. S & Leme, A. S. (2010). Avaliação
do aluno ou profissional de psicologia;
psicológica: guia de consulta para estudantes
- Orienta-se que os docentes utilizem apenas
e profissionais de psicologia. São Paulo: Casa
materiais originais dos testes, requerendo da
do Psicólogo.
IES um investimento na compra e disponibili-
zação dos mesmos aos alunos. Essa recomenda- Ambiel, R. A. M., Rabelo, I. S., Pacanaro, S. V., Al-
ção tem apoio no artigo 2, alínea h do Código de ves, G. A. S. & Leme, I. A. S. (2010). Avaliação
Ética Profissional do Psicólogo, que indica que psicológica: guia de consulta para estudantes e
é vedado ao psicólogo “Interferir na validade e profissionais de psicologia - E-book. São Paulo:
fidedignidade de instrumentos e técnicas psico- Casa do Psicólogo.
lógicas, adulterar seus resultados ou fazer decla-
American Association on Mental Retardation.
rações falsas”. Entende-se que a cópia de mate-
(2006). Retardo Mental: definição, classificação
riais referentes aos testes interfere na validade
e sistemas de apoio. Porto Alegre: Artmed.
do instrumento, que foi construído e validado
considerando as condições em que é comercia- Anache, A. & Reppold, C. T. (2010). Avaliação
lizado, e não baseado em cópias; Psicológica: Implicações éticas. In Conselho
- Sugere-se que as IES busquem locais que possi- Federal de Psicologia (Org.), Avaliação Psi-
bilitem estágios supervisionados na área de ava- cológica: Diretrizes na regulamentação da
liação psicológica, em diferentes contextos. Os profissão (pp. 57-85). Brasília: CFP.

Avaliação Psicológica, 2012, 11(2), pp. 309-316


314 Nunes, Muniz, Reppold, Faiad, Bueno & Noronha

Anache, A. & Correa, F. (2010). As políticas do Con- Cruz, R. M., Alchieri, J. C. & Sarda Junior, J. J.
selho Federal de Psicologia para a Avaliação (2002). Avaliação e medidas psicológicas:
Psicológica. In Conselho Federal de Psicologia produção do conhecimento e da intervenção
(Org.), Avaliação Psicológica: Diretrizes na re- profissional. São Paulo: Casa do Psicólogo.
gulamentação da profissão. Brasília: CFP. Cunha, J. A. (2000). Psicodiagnóstico-V - Revista e
Anastasi, A. & Urbina, S. (2000). Testagem Psicoló- Ampliada. Porto Alegre: Artmed.
gica. Porto Alegre: Artes Médicas. Flores-Mendoza, C. & Colom, R. (2006). Intro-
Angelo, L. F. & Rubio, K. (2007). Instrumentos de dução à psicologia das diferenças individuais.
avaliação em psicologia do esporte. São Paulo: Porto Alegre: Artmed.
Casa do Psicólogo. Fuentes, D., Malloy-Diniz, L. F., Camargo, C. H. &
Arzeno, M. E. G. (1995). Psicodiagnóstico clínico: Cosenza, R. M. (2008). Neuropsicologia: Teo-
novas contribuições. Porto Alegre: Artmed. ria e Prática. Porto Alegre: Artmed.

Bunchaft, G. & Cavas, C. S. T. (2002). Sob medi- Gardner, H. (2007). Inteligências múltiplas: a teoria
da: Um guia sobre a elaboração de medidas do na prática. Porto Alegre: Artmed.
comportamento e suas aplicações. São Paulo: Gomes, W. B. (2004). Avaliação psicológica no
Vetor. Brasil: Testes de Medeiros e Albuquerque. Ava-
Candeias, A., Almeida, L., Roazzi, A. & Primi, R. liação Psicológica, 3, 59-68.
(2008). Inteligência definição e medida na con- Grassano, E. (1996). Indicadores psicopatológicos
fluência de múltiplas concepções. São Paulo: nas técnicas projetivas. São Paulo: Casa do
Casa do Psicólogo. Psicólogo.
Conselho Federal de Psicologia. (2003). Resolução Guimarães, M. F. & Arieira, J. O. (2005). O processo
CFP nº 007/2003. Define e regulamenta o de recrutamento e seleção como uma ferramen-
uso, a elaboração e a comercialização de tes- ta de gestão. Revista Ciências Empresariais da
tes psicológicos e revoga a Resolução CFP nº UNIPAR, 6, 303-214.
025/2001. Recuperado em 14 de abril, 2011, de
Hogan, T. (2006). Introdução à prática de testes psi-
http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/
cológicos. Rio de Janeiro: LTC.
pol/legislacao/legislacaoDocumentos/resolu-
cao2003_02.pdf. Hutz, C. (2009). Avanços e Polêmicas em Avaliação
Psicológica. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Conselho Federal de Psicologia. (2005). Resolução
CFP nº 010/2005. Aprova o Código de Éti- Hutz, C. S. (2009). Ética na avaliação psicológica. In
ca Profissional do Psicólogo. Recuperado em Claudio Simon Hutz (Org.), Avanços e polêmi-
14 de abril, 2011, de http://www.pol.org.br/ cas em avaliação psicológica. São Paulo: Casa
pol/export/sites/default/pol/legislacao/legisla- do Psicólogo.
caoDocumentos/resolucao2005_10.pdf. Hutz, C. S. (2010). Avanços em avaliação psi-
Conselho Federal de Psicologia. (2010). Avaliação cológica e neuropsicológica de crianças e
Psicológica: diretrizes na regulamentação adolescentes. São Paulo: Casa do Psicólogo.
da profissão. Brasília: Conselho Federal de Joly, M. C. R. & Reppold, C. T. (Orgs.). (2010). Es-
Psicologia. tudo de testes informatizados para avaliação
Conselho Federal de Psicologia. (2011). Ano da Ava- psicológica. São Paulo: Casa do Psicólogo.
liação Psicológica: textos geradores. Brasília: Leitão, L. M. (Ed.). (2004). Avaliação Psicológica
Conselho Federal de Psicologia. em Orientação escolar e profissional. Coimbra:
Conselho Nacional de Saúde. (1996). Resolução Nº Quarteto.
196 de 10 de outubro de 1996. Brasília: Conse- Linhares, M. B. M., Escolano, A. C. & Enumo S.
lho Nacional de Saúde. R. F. (2006). Avaliação assistida: fundamentos,

Avaliação Psicológica, 2012, 11(2), pp. 309-316


Diretrizes para o ensino de avaliação psicológica 315

procedimentos e aplicabilidade. São Paulo: Pellini, M. C. B. M. (2002). Avaliação psicológi-


Casa do Psicólogo. ca para porte de arma de fogo: contribuições
da prova de Rorschach. São Paulo: Casa do
Lodi, J. B. (1991). A entrevista: Teoria e prática.
Psicólogo.
São Paulo: Pioneira.
Pereira, D. F. & Bandeira, D. R. (2009). Aspectos
Macedo, M. M. K. M. & Carrasco, L. K. (2005).
Práticos da Avaliação Psicológica nas Organi-
(Con)textos de entrevista: olhares diversos so-
zações. São Paulo: Vetor.
bre a interação humana. São Paulo: Casa do
Psicólogo. Pereira, F. M., Primi, R. & Cobêro, C. (2003). Vali-
dade de testes utilizados em seleção de pessoal
Malloy-Diniz, L. F., Fuentes, D., Mattos, P. & Abreu,
segundo recrutadores. Psicologia: Teoria e Prá-
N. (2010). Avaliação Neuropsicológica. Porto
tica, 5, 83-98.
Alegre: Artmed.
Primi, R. (2003). Inteligência: avanços nos modelos
Malloy-Diniz, L. F., Fuentes, D., Mattos, P. & Abreu,
teóricos e nos instrumentos de medida. Ava-
N. (2010). Avaliação Neuropsicológica – E-
liação Psicológica, 2, 67-77.
book. Porto Alegre: Artmed.
Primi, R. (2005). Temas em avaliação psicológica.
Noronha, A. P. P. & Reppold, C. T. (2010). Conside-
São Paulo: Casa do Psicólogo.
rações sobre a Avaliação Psicológica no Brasil.
Psicologia: Ciência e Profissão, 30, 192-201. Risser, R. (2003). Estudos sobre a avaliação psi-
cológica de motorista. São Paulo: Casa do
Noronha, A. P. P., Santos, A. A. A. & Sisto, F. F.
Psicólogo.
(2006). Facetas do Fazer em Avaliação Psico-
lógica. São Paulo: Vetor. Rothmann, I. & Cooper, C. (2009). Fundamentos de
psicologia organizacional e do trabalho. Rio de
Nunes, C. H. & Primi, R. (2010). Aspectos técnicos
Janeiro: Elsevier.
e conceituais da ficha de avaliação dos testes
psicológicos. In Conselho Federal de Psicologia Santos, E. & Neto, N. A. S. (2000). A ética no uso
(Org.), Avaliação Psicológica: Diretrizes na re- dos testes psicológicos na informatização e na
gulamentação da profissão. Brasília: CFP. pesquisa. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Nunes, M. L. T. (Org.). (2010). Técnicas projetivas Schelini, P. W. (2007). Alguns domínios da ava-
com crianças. São Paulo: Casa do Psicólogo. liação Psicológica. Campinas: Alínea.
Ocampo, M. L. S., Piccolo, E. G. & Arzeno, M. E. Siqueira, M. M. M. (Ed.). (2008). Medidas do Com-
G. (Eds.). (2001). O processo psicodiagnósti- portamento Organizacional: Ferramentas de
co e as técnicas projetivas. São Paulo: Martins diagnóstico e de gestão. Porto Alegre: Artmed.
Fontes.
Sisto, F. F., Santos, A. A. A. & Noronha, A. P. P.
Pasquali, L. (2001). Técnicas de exame psicológico (2008). Facetas do Fazer em Avaliação Psico-
- TEP. São Paulo: Casa do Psicólogo. lógica. São Paulo: Vetor.
Oliveira, V. & Primi, R. (2006). Contribuições da Sisto, F. F., Sbardelini, E. T. B. & Primi, R. (Orgs.).
avaliação psicológica no contexto organizacio- (2001). Contextos e questões da avaliação psi-
nal. São Paulo: Casa do Psicólogo. cológica. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Pasquali, L. (2003). Psicometria: teoria dos testes Souza Filho, M. L., Belo, R. & Gouveia, V. V.
na psicologia e na educação. Petrópolis: Vozes. (2006). Testes Psicológicos: análise da produ-
ção científica brasileira no período 2000-2004.
Pasquali, L. (2007). Teoria de Resposta ao Item:
Psicologia Ciência e Profissão, 26(3), 478-489.
Teoria, Procedimentos e Aplicações. Distrito
Federal: Laboratório de Pesquisa em Avaliação Spector, P. E. (2006). Psicologia nas organizações.
e Medida – LabPAM. São Paulo: Saraiva.
Pasquali, L. (2010). Instrumentação Psicológica: Urbina, S. (2007). Fundamentos da Testagem Psico-
Fundamentos e Práticas. Porto Alegre: Artmed. lógica. Porto Alegre: Artmed.

Avaliação Psicológica, 2012, 11(2), pp. 309-316


316 Nunes, Muniz, Reppold, Faiad, Bueno & Noronha

Villemor-Amaral, A. E. & Werlang, B. S. G. (Eds.). Werlang, B. S. G. & Oliveira, M. S. (Eds.). (2006).


(2008). Atualizações em métodos projetivos Temas em psicologia clínica. São Paulo: Casa
para avaliação psicológica. São Paulo: Casa do do Psicólogo.
Psicólogo.
Wechsler, S. M. (2002). Criatividade: descobrindo e Sites recomendados:
encorajando. Contribuições teóricas e práticas www.ibapnet.org.br
para as mais diversas áreas. Campinas: Livro
http://www2.pol.org.br/satepsi/sistema/admin.cfm
Pleno.
http://www.asbro.com.br
Wechsler, S. M. & Guzzo, R. S. L. (Eds.). (2005).
Avaliação psicológica: perspectiva internacio-
nal. São Paulo: Casa do Psicólogo. Recebido em maio de 2012
Aceito em junho de 2012

Sobre os autores:

Maiana Farias Oliveira Nunes, Psicóloga, Doutora em Psicologia pela Universidade São Francisco. Pós-douto-
randa da UFRGS. Professora do curso de Psicologia da Faculdade Avantis.
Monalisa Muniz, Psicóloga. Doutora em Psicologia pela Universidade São Francisco. Docente e Pesquisadora da
Universidade Do Vale do Sapucaí.
Caroline Tozzi Reppold, Psicóloga. Doutora em Psicologia pela UFRGS. Professora adjunta da UFCSPA. Bolsista
Produtividade do CNPQ
Cristiane Faiad, Psicóloga. Doutora em Psicologia pela Universidade de Brasília.  É professora do curso de Mes-
trado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Salgado de Oliveira
José Maurício Haas Bueno, Psicólogo. Doutor em Psicologia pela Universidade São Francisco. Professor da Uni-
versidade Federal de Pernambuco
Ana Paula Porto Noronha, é psicóloga, doutora em Psicologia: Ciência e Profissão pela PUC de Campinas e
docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia da Universidade São Francisco

Avaliação Psicológica, 2012, 11(2), pp. 309-316