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Aula 07

Realidades de Goiás p/ PM-GO (Soldado e Cadete)


Professor: Sergio Henrique
Aspectos físicos do território goiano.
Prof. Sérgio Henrique.

SUMÁRIO
00. Bate papo inicial. Pág. 02
1. Geologia, relevo e hidrografia do estado de Pág. 03
Goiás.
2. Vulcanismo e abalos sísmicos. Pág. 09
3. Tipos de rocha. Pág. 14
4. Relevo do Brasil e de Goiás. Pág. 23
5. Hidrografia: conceitos fundamentais. Pág. 33
6. As principais bacias hidrográficas do país e de Pág. 38
Goiás.
7. Exercícios Resolvidos. Pág. 47
8. Exercícios Propostos. Pág. 56
9. Considerações finais. Pág. 86

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00. BATE PAPO INICIAL.


Olá amigo concurseiro. É com muita alegria que o recebo
novamente. Estudar as aulas anteriores é fundamental para que você
possa compreender muitas das coisas que vamos tratar aqui. Leia com
atenção seu texto de apoio, releia e pratique exercícios. Aos poucos o
conteúdo básico vai ficar retido na sua memória. Claro que para isso é
muito importante você fazer suas próprias anotações, ou em forma de
resumo ou anotações nos exercícios, não importa, você escolhe. O
importante é estudarmos bastante e nos concentrarmos nos estudos.
Estimule sua disciplina e procure motivação pensando em seus sonhos.
Bons estudos.

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1. GEOLOGIA, RELEVO E HIDROGRAFIA DO ESTADO DE GOIÁS.


Olá pessoal. Vamos a uma aula de geografia bastante
interessante, mas que demanda muita atenção. Para explicar as
estruturas geológicas e do relevo, bem como a hidrografia, vou voltar
ao princípio da teoria para que não fiquemos somente no aspecto de
“decoreba” do assunto. Vou detalhar a teoria e fechar o tópico
especificando o estado de Goiás. São sempre os aspectos gerais que
vão lhe direcionar para fazer uma questão mais difícil com
tranquilidade, e conhecendo os principais aspectos regionais é um bom
método. É um assunto que por ser bastante detalhado e demandar
bastante atenção, muitos alunos não se dedicam o suficiente a esses
conteúdos que são verdadeiros diferenciais. Então vamos lá...

As camadas da terra:
O planeta terra se formou há aproximadamente 4,5 bilhões de
anos. O que se tornaria o planeta terra, era um grande aglomerado de
vários elementos químicos em fusão. Aos poucos começou a resfriar,
dissipando o calor para o espaço. A partir do resfriamento da camada
mais externa do planeta, formou-se a Crosta terrestre. Hoje o planeta
encontra-se dividido em camadas. São basicamente 3: A Crosta (ou
litosfera), o Manto e o Núcleo.

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A Crosta é formada principalmente por minerais ricos em Silício


e Magnésio, por isso a Crosta pode ser chamada de SIMA. O manto é
um material pastoso e incandescente que chamamos Magma. O Manto
e dividido em manto superior, onde está a astenosfera (camada do
manto em que deslizam as placas tectônicas). O manto por ser muito
rico em minerais de Silício e Alumínio, pode ser chamado de SIAL. O
núcleo da terra é solido, devido às altas pressões a que é submetido e
pode ser chamado de NIFE, por ser rico em Níquel e Ferro.

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A teoria das placas tectônicas:


O interior do planeta está submetido à altas pressões e
temperaturas, e conforme o manto se movimenta, ocorrem rachaduras
na crosta, formando as placas tectônicas.

As placas tectônicas se movimentam de 3 maneiras principais:

 Movimentos convergentes ( ): Quando as placas se


movimentam na mesma direção e se chocam. Observe no mapa
acima, a placa sul americana, que se choca convergentemente
com a placa de Nazca. Do choque entre as duas placas, forma-
se a grande cordilheira montanhosa da América do Sul, a
Cordilheira dos Andes. Perceba no mapa que Brasil encontra-se
no centro da placa Sul Americana, distante da borda. Orogênese

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(movimento horizontal da crosta) é o nome que recebe o lento


processo geológico de formação de montanhas.

O Brasil não possui montanhas. Isso ocorre por que a estrutura da


nossa crosta é cristalina e muito dura, e estamos bem longe da borda
da placa tectônica. Nossos terrenos são predominantemente
planálticos profundamente desgastados.

 Movimentos divergentes ( ): Quando as placas se


movimentam em direções opostas e afastam-se, como é o caso
da placa sul americana e a placa africana que se afastam. Pelo
contorno dos continentes não é difícil deduzir que Brasil era
ligado ao continente africano. Isso é provado pois, as rochas

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encontradas no litoral brasileiro e no litoral africano são do


mesmo material rochoso e da mesma idade geológica.

Com o afastamento da América do Sul do continente africano,


ocorre a formação da dorsal meso-oceânica, também chamada meso-
atlântica.

 Escorregamento lateral ( ): quando uma placa se

movimenta esbarrando lateralmente em outra. Sempre que as


placas se movimentam, ocorrem abalos sísmicos.

As áreas das bordas das placas tectônicas estão mais sujeitas à


abalos sísmicos e a ocorrência de vulcões. Observe atentamente no
mapa que as áreas de encontro das placas tectônicas são zonas

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sísmicas, onde ocorrem mais terremotos e concentram-se vulcões


ativos. Nestes locais próximos às bordas das placas, chamamos de
áreas de instabilidade geológica. Vamos sintetizar: nas bordas das
placas tectônicas formam-se montanhas, vulcões e ocorrem abalos
sísmicos.

 Epirogênese (movimentos verticais da crosta). Ocorrem


quando as placas estão se movimentando e em algum ponto no
interior ou nas próprias bordas, ocorre uma rachadura na crosta,
uma fissura. A epirogênese é o processo responsável pela
formação da Dorsal meso oceânica, lagos tectônicos (como o
Tanganica na África) depressões absolutas (altitude abaixo do
nível do mar como na Holanda e no Mar morto) e de vários
falhamentos na crosta brasileira.

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Goiás é um exemplo de local cuja estrutura geológica é bastante


complexa. A estrutura geológica é cristalina e a cobertura sedimentar.
Seu terreno é bastante antigo e desgastado, daí a predominância de
planaltos. Há também grandes bacias sedimentares como a planície do
Araguaia. Devido a sua antiguidade, a crosta goiana já sofreu vários
eventos geológicos, como vulcanismo (mas isso na época ainda da
pangeia) e falhamentos. Nestes falhamentos as chances de abalos
sísmicos eram maiores.

A epirogênese, são os movimentos verticais que a crosta sofre.


Algumas situações, uma superfície é projetada para cima (epirogênese
positiva) ou para baixo (epirogênese negativa). O petróleo sempre se
forma nos fundos oceânicos, então como ele vai para a superfície? A
crosta se movimenta e o fundo oceânico se projeta para cima
(epirogênese positiva).

2. VULCANISMO E ABALOS SÍSMICOS.


Você já percebeu que nas bordas das placas tectônicas sempre
ocorrem os fenômenos da orogênese (formação de montanhas, período
terciário, movimentos horizontais da crosta), vulcanismo e abalos
sísmicos.

 Abalos Sísmicos: Ocorrem quando as placas se movimentam e


quando há uma acomodação entre elas, provocando abalos. É
um fenômeno natural; quando ocorre na terra chamamos de
terremoto, e quando ocorre no oceano chamamos de maremoto.
Os maremotos provocam um deslocamento de uma onda
gigante: os tsunamis. Em regiões de maior instabilidade
geológica (bordas de placas) ocorrem com frequência, sobretudo

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no Pacífico, que é onde há mais abalos sísmicos e vulcanismo no


planeta. Mais especificamente são muito comuns no litoral
pacífico da América do Sul e no leste asiático na Malásia e
Indonésia, também Filipinas e Japão.

Observe a imagem:

É importante observá-la e diferenciarmos dois conceitos:


Hipocentro e epicentro do abalo.

 Epicentro. Ponto na superfície de irradiação do abalo sísmico.

 Hipocentro. Ponto no interior da terra em que se formam os


abalos.

É possível prever abalos sísmicos, mas não em tempo hábil para


evitar tragédias, mas ao menos minimizá-las caso a população já seja
treinada para as situações de risco. O terremoto que abalou o Japão
em 2011, foi de grande magnitude, mais de 9 graus na escala Richter,
o mais forte que já atingiu o Japão e provocou um tsunami gigante, e
provocou o acidente na usina nuclear de Fukushima. Este terremoto foi
previsto e a população foi alertada com 1 minuto de antecedência.

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Estrutura rochosa e de relevo Goiano: O estado de Goiás ocupa


a porção central do território brasileiro e seu territóio é
predominantemente planaltico. Sua estrutura rochosa é bastante
complexa com afloramentos cristalinos e coberturas sedimentares.
Isso explica o grande potencial extrativista mineral da região. O
terrritório goiâno possui várias falhas geológicas, o que torna seu
território mais sujeito à abalos sismicos. Em geral de pequena
magnitude, mas o instituto sismológico da UNB registrou um terremoto
em 2010 com 5 graus de magnitude na escala Richter. O suficiente
para rachar estruturas das casas e derrubar mobiliário. De lá pra cá
foram registrados outros abalos de menor escala.

 Vulcanismo ocorre em locais em que a crosta possui alguma


fratura e ali são aliviadas as grandes pressões do interior da
terra, que podem explodir em grandes erupções, como somente
emitir gases, ou aquecer lençóis freáticos formando os gêiseres.
Os vulcões podem estar ativos ou inativos. Um vulcão ativo não
significa que estará derramando lava, mas a qualquer momento
isso pode ocorrer, mas num espaço de tempo de centenas e
milhares de anos. Alguns vulcões são considerados ativos mesmo
ser terem tido uma grande erupção nas últimas décadas.

Para que ocorra o vulcanismo é necessário que no choque entre


as placas, ocorra a subducção, como na imagem abaixo. Devido a

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diferença nas durezas das placas, uma se projeta para baixo da outra,
retornando ao magma onde será destruída pelo derretimento. Na
cordilheira dos Andes por exemplo temos muito vulcões, assim como
por toda a costa oeste do continente americano. A placa de Nazca está
sendo destruída sob a placa da américa do sul. Em alguns milhões de
anos o oceano Pacífico diminuirá suas dimensões.

Não ocorre subducção no Himalaia. A placa indiana se chocou


com a placa asiática formando a cordilheira, mas as duas são sólidas e
muito duras, com estrutura rochosa cristalina, então uma empurra a
outra para cima. Sem subducção sem vulcanismo, portanto não há
vulcanismo no Himalaia.
Uma explosão vulcânica emite principalmente 3 tipos de
materiais:

 Gasosos: grandes quantidades de fumaça com vários


componentes tóxicos. Após uma atividade vulcânica ocorrem
chuvas ácidas (pois os óxidos de enxofre e nitrogênio, os
principais causadores da chuva ácida estão presentes em
grandes quantidades) e em alguns casos pode ocorrer durante
dias, chegando até a bloquear o transito aéreo nos países.
 Sólidos: não explosões do interior da terra são projetados
grandes pedaços rochosos.
 Líquidos: A lava é o magma exposto, que é uma variedade
de rochas em estado incandescente. Entre seus principais
materiais rochosos está o basalto, por isso também podemos

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nos referir a derramamentos vulcânicos como derramamentos


basálticos.

Três coisas importantes e interessantes:

1- Quando ocorre uma grande erupção vulcânica, é lançada na


atmosfera uma quantidade tão grande de gases, que bloqueiam
a entrada da luz solar e a temperatura média do planeta chega a
diminuir em 1°C.

2- As regiões próximas a vulcões ativos (sem atividades há séculos)


são bastante habitadas, tais como as grandes planícies fluviais
asiáticas. Isso ocorre porque o solo que se forma a partir de rocha
basáltica, é de grande fertilidade. Aqui no Brasil nosso principal
solo basáltico é o de “terra roxa”, de São Paulo ao sul do país.

3- O maior complexo termal do planeta está no estado de


Goiás. É na cidade de Caldas Novas e Águas Quentes.
Aguas termais são aquecidas pois no interior há uma leve
atividade vulcânica que aquece os lençóis freáticos. Não.
Não tem perigo de erupção. Elas já ocorreram mas há
milhões de anos, no tempo da pangeia, há mais de 230
milhões de anos. Nesta época também há vulcanismo em
MG. Em Poços de Caldas, no sul de Minas existem também
piscinas de águas termais. O vulcão que deu origem a
caldas novas foi extinto há mais de 600 milhões de anos.
O primeiro a registrar suas águas termais, foi Bartolomeu
Bueno da Silva, o filho do velho bandeirante Anhanguera.

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3. TIPOS DE ROCHA.

O ciclo das rochas:

Temos 3 tipos principais de rochas:


1- Ígneas ou magmáticas
2- Sedimentares
3- Metamórficas

Rochas ígneas ou magmáticas: São rochas formadas pelo


resfriamento direto do magma (por isso magmática). Elas podem ser
divididas em rochas magmáticas intrusivas e extrusivas (ou
vulcânicas). A rocha é extrusiva quando ocorre uma erupção e o
magma é expelido, então o magma expelido resfria de fora da terra
em contato com a atmosfera. Esse contato com a atmosfera a
temperaturas bem mais baixas que no interior da terra, faz com que
se resfrie e se forme mais rapidamente que as rochas intrusivas. As
rochas intrusivas são de resfriamento muito lento. O interior da terra,
no manto superior, vai se resfriando e solidificando lentamente.
Podemos exemplificar com rochas como o basalto (rocha magmática
extrusiva, vulcânica), e o granito (rocha magmática intrusiva).
Muitos calçamentos urbanos são com blocos de basalto.

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Na região do interior Sul de Minas, Sudeste de Goiás, de SP e no Sul


do Brasil, ocorreram há bilhões de anos, derramamentos basálticos
(vulcanismo). Nestes lugares é encontrado um solo muito fértil: “A
terra roxa”

.
Rochas intrusivas são aquelas que resfriam lentamente no
interior da crosta próximo ao manto. O melhor exemplo é o
granito, que é formado por três minerais básicos: o quartzo, o
feldspato e a mica.

Rochas sedimentares:
A ação da atmosfera e das águas provocam desgastes nas
superfícies rochosas, que liberam sedimentos (pequenas partículas de
rocha). Estas ações externas na rocha chamamos intemperismo. O
intemperismo provoca desgaste nas rochas e as partículas liberadas
são transportadas pela água dos rios, da chuva, pelo vento e pelo
derretimento das geleiras. Ao desgaste chamamos erosão. As
partículas se acomodam nas regiões mais baixas, como no leito dos
rios, e através dos milhões de anos, ocorre o processo de litificação,

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em que os sedimentos se transformam em rochas sedimentares. Uma


de suas características é que podemos identificar camadas nas rochas.
Podem ser também as estruturas que encontramos dentro de cavernas
calcárias (formadas por calcário, uma rocha sedimentar), as
estalactites (teto) e as estalagmites (piso).

Na imagem acima podemos observar a principal característica


das rochas sedimentares: É formada por camadas. Cada uma delas se

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formou no decorrer de milhares de anos. São em estruturas rochosas


sedimentares que são encontrados os principais sítios arqueológicos
ricos em registros fósseis.

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São Domingos está na região leste do estado de Goiás e a região


é um divisor de águas: limita as águas dos afluentes da bacia do
Rio São Francisco. Faz parte do conjunto de cavernas da bacia do
São Francisco. As formações cavernosas são chamadas de formações
Cársticas. Nelas formam-se as estalactites, como podemos ver na
imagem de São Domingos, que é o maior conjunto espeleológico da
América do Sul.

Distrito espeleológico de São Domingos

De acordo com o Zoneamento Geoambiental e Agroecológico do


IBGE, 1995, o parque está localizado em uma região que compreende
o divisor de água das bacias hidrográficas dos rios São
Francisco e Tocantins. A extensa Serra Calcária onde se encontram
as cavernas, que compõem o principal patrimônio natural do parque, é
atravessada por uma rica rede hidrográfica, Rio São Mateus, Ribeirão
Angélica, Rio da Lapa, o Ribeirão São Vicente, Ribeirão Palmeiras, Rio
São Bernardo, dentre outros, que possuem suas nascentes no sopé da

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Serra Geral de Goiás. Os rios correm no sentido leste-oeste indo


desaguar no Rio Paranã, integrante da bacia do rio Tocantins. Exceto
Terra Ronca que é atravessada pelo Rio da Lapa, via de regra as demais
cavernas recebem o nome do rio que as atravessa.
Sociedade brasileira de espeleologia http://www.sbe.com.br/

Rochas metamórficas:
Essas rochas sofreram metamorfismo (de
metamorfose=transformação), devido a atuação das altas
temperaturas e pressão que o interior da terra exerce nas rochas.
Imagine que ocorreu a erupção de um vulcão. Do interior da terra onde
ele se formou até a superfície, ocorrerá a passagem de material
magmático incandescente, que pode derreter as rochas que encontra
no caminho. Outro exemplo é que as rochas podem ser “dobradas”.
Dobramentos ocorrem porque quando uma placa tectônica empurra a
outra, a força e a pressão exercidas são tão grandes, que dobram as
rochas. Quando isso ocorre, normalmente formam-se as montanhas.
Tanto essas grandes temperaturas vindas do interior da terra, quanto
a pressão exercida pelas placas estimulam reações químicas e
transformações na rocha. Então a rocha que sofreu uma
transformação, chamamos metamórfica. Por exemplo, o granito
quando metamorfizado transforma-se em mármore.

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Observe que em algum momento de sua formação esta amostra


rochosa sofreu algum derretimento em razão do vulcanismo e
tectonismo.

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A grande produção de mármore e granito no estado denunciam


rochas ígneas ou magmáticas que foram metamorfisadas em mármore.
Consequência da atividade tectônica antiga.

Observe o esquema abaixo

As rochas sedimentares, podemos observar suas camadas que


são formadas pela deposição de sedimentos ao longo dos anos,
principalmente no leito dos rios. E a estrutura rochosa mais profunda,
a marrom mais escura é magmática.

Qual a importância de conhecermos a estrutura rochosa do


território do país?
A razão é bem simples: conhecendo a estrutura rochosa
podemos identificar o tipo de riqueza mineral que pode ser explorada.

Bacias sedimentares: Encontramos riquezas minerais de


origem fóssil como carvão, petróleo e gás natural. Também
encontramos jazidas de sal mineral e calcário, muito importante para
a construção civil. E também os sítios arqueológicos.

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Escudos cristalinos: Em estruturas rochosas cristalinas


encontramos rochas graníticas e minerais metálicos. Os metais
possuem estrutura molecular cristalina, por isso presentes nestas
rochas. Então as jazidas de minérios como hematita (minério de ferro),
bauxita (alumínio), pirolusita (manganês) entre outros.

Rochas metamórficas: Elas podem ter se originado em bacias


sedimentares ou escudos cristalinos que sofreram metamorfismo
devido as altas pressões provocadas pela movimentação tectônica e as
altas temperaturas em áreas em que ocorreram atividades vulcânicas
em algum momento da história da terra. Mármore e Ardósia são bons
exemplos.

Devido a composição rochosa bastante diversificada a produção


mineralógica é muito importante no estado que há grandes áreas
calcárias (sedimentar), e uma grande produção de granito
(ígnea/magmática) e ardósia e mármore (metamórficos).

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4. RELEVO DO BRASIL E DE GOIÁS.

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Observe a imagem de satélite, e perceberá que as maiores


altitudes médias estão no Sudeste (planaltos atlânticos leste e sudeste)
no Sul (planalto da bacia o rio paraná) e no planalto central goiano. As
maiores altitudes isoladas estão no Norte. O maior pico brasileiro é o
pico da neblina, no planalto das guianas. A cordilheira dos andes é
formada com o choque da placa de Nazca com a da américa do sul. O
relevo brasileiro é profundamente desgastado e as depressões ocupam
áreas imensas. O relevo desgastado é devido ao clima muito chuvoso
que abastece os rios, que são bastante caudalosos. A água é o principal
agente do intemperismo e desgaste que modela o relevo brasileiro.
Observe a estrutura geológica brasileira. A estrutura é a formação
rochosa da placa sobre a qual nosso território se assenta. É
predominantemente formada por terrenos cristalinos antigos. A
superfície é predominantemente sedimentar.

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Os principais escudos cristalinos são:


 Escudo das Guianas.
 Escudo do Brasil central: Exploração de bauxita e Projeto Grande
Carajás.
 Escudo Atlântico: Exploração no leste do estado de Goiás no
quadrilátero ferrífero MG.

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As principais bacias sedimentares são:


 Bacia sedimentar amazônica.
 Bacia sedimentar do Parnaíba (ou do Maranhão).
 Bacia sedimentar do Paraná.
 Toda a orla e ilhas da plataforma continental. Planície litorânea.
 Em razão das nossas bacias sedimentares é que há exploração
de petróleo em Manaus, extração salineira no Rio Grande do
Norte e RJ, Calcário e Gipsita em Pernambuco.
 No oeste de Goiás as regiões da planície do Araguaia.

Nas regiões de dobramentos antigos são áreas que já foram


montanhosas, e são hoje profundamente desgastadas formando
planaltos. Os planaltos atlânticos, o planalto da Borborema,
planaltos residuais amazônicos e os inselbergs são formados em
estruturas cristalinas antigas, daí as formas irregulares e
arredondadas. Como dobramentos podem ter ocorrido em rochas
sedimentares ou cristalinas, nas áreas de dobramentos encontramos
os mais diversos recursos, minerais e sedimentares, sobretudo rochas
ornamentais metamórficas como calcário, ardósia e mármore.

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Observe as formações planálticas, escarpadas (irregulares, cheia


de “morros”), originadas em dobramentos antigos. De sul para norte:
A serra geral na região sul, a serra da Mantiqueira (divisa de Minas
Gerais e São Paulo), Serra do Espinhaço e Chapada diamantina são
parte da mesma formação geológica antiga. São terrenos de estrutura
cristalina metamorfizados (sofreram pressão da movimentação das

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placas ou derretimento por vulcanismo, como ocorreu no centro sul do


país, destacadamente do Sul de Minas e Goiás ao Paraná). São regiões
de derramamentos basálticos, que formam as cuestas basálticas em
São Paulo e região sul, bem como o solo de terra roxa.

Observe que a Serra do Caiapó, espigão mestre e Serra da


Canastra são partes da mesma estrutura geológica planáltica. São de
estruturas metamórficas, ou seja, já foram transformadas pelo calor e
pressão do interior da terra. No mapa da estrutura geológica acima a
região do Planalto central goiano é chamada “Dobramentos Brasília”.

Os picos mais altos do Brasil estão nos planaltos cristalinos do


extremo norte do país: O pico da neblina e o 31 de março. Analise
cuidadosamente os dois perfis propostos no cartograma.

Morro do Pouso Alto, no nordeste de Goiás, na região da Chapada


dos Veadeiros é o ponto mais alto de toda a Região Centro-Oeste do
Brasil e do Planalto Central, com 1.691 metros de altura.

Formas de relevo: Definições.

 Planalto: forma de relevo em que a erosão supera a


sedimentação.
 Planície: forma de relevo em que a sedimentação supera a
erosão.
 Depressão: Área profundamente erodida pelo intemperismo
químico (da água), sobretudo no curso de rios.
 Montanhas. Não existem no Brasil. São formadas pelo
dobramento das placas tectônicas que se chocam. São chamados
de dobramentos modernos, ou do período terciário. O planalto
goiano bem como a serra do espinhaço são dobramentos antigos,

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ou seja, já foram montanhosos, mas como são muito antigos e


desgastados, tornaram-se planaltos com altitudes modestas, que
não ultrapassam 1.600 m em suas áreas mais altas. Vamos ver
uma questão e aproveitar para analisar o mapa.

(UEG – PC/GO – Delegado de Polícia – 2013)


A geomorfologia do território goiano resulta de três processos
naturais, sendo eles: o aplainamento do relevo primitivo por meio de
sucessivos ciclos erosivos, a intensa deposição de sedimentos que
formou as nossas bacias sedimentares e o entalhamento dos diferentes
níveis de relevo mediante a rede de drenagem instalada no modelado.

BARBOSA, A. S.; TEIXEIRA NETTO, A.; GOMES, H. Geografia: Goiás-


Tocantins. Goiânia: Editora da UFG, 2004. 2. ed. p. 151.

Nesse sentido observa-se que o relevo goiano é caracterizado por

(A) apresentar diferenciações altimétricas bruscas, com cotas que


variam entre 400 e 2000 metros.
Errada. O Araguaia é predominantemente uma planície, e
possui regiões de depressão. O ponto mais alto do estado, no
Nordeste possui 1661m.
(B) constituir-se por cristas de estrutura inclinada relativas a
escarpas suaves de um lado e encostas abruptas do outro.
Errada. A cobertura rochosa predominante é sedimentar.
Os planaltos em bacias sedimentares são do tipo “chapada”
com o topo plano. Quando o planalto possui escarpas (serras)
muito íngremes, de cristas pontiagudas são esculpidos em
rochas cristalinas.
(C) apresentar como área mais extensa a Planície do Araguaia,
onde se encontra a Ilha do Bananal.

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Correta. A planície sedimentar do rio Araguaia só é menor


que a do Amazonas. Em boa parte do seu curso, as águas do
Araguaia transbordam na cheia. São grande os trechos
inundáveis. A ilha do Bananal está localizada na planície do
Araguaia, possui um grande potencial turístico e a maior ilha
fluvial do mundo.
(D) constituir-se das seguintes unidades geomorfológicas: o
Planalto Central Goiano, a Depressão do Araguaia e o Chapadão de Rio
Verde.
Errada. Planalto central, planície e depressão do Araguaia,
vários planaltos sedimentares, os chapadões, como a chapada
dos veadeiros, no compartimento nordeste.

Resposta certa, alternativa c).

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Baixe o mapa do relevo e hidrografia de Goiás em alta resolução:


http://www.brasil-turismo.com/goias/mapa-fisico.htm

Vamos ver como o relevo goiano foi cobrado.


(UEG – Delegado de polícia civil – 2008)
O relevo goiano é caracterizado por:
a) planícies aluviais localizadas nas regiões leste e nordeste do
estado em áreas próximas aos cursos d´água mais importantes, como
o Tocantins e o Araguaia.
Errada. Planícies aluviais são planícies de rios, os aluviões. A
região de planícies aluviais fica às margens do rio Araguaia. O
rio Tocantins é tipicamente de planalto.

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b) chapadas formadas em períodos geológicos recentes (pré-


cambriano) e sob condições climáticas similares às atuais.
Errada. Chapadas são planaltos sedimentares de topo plano.
São de formação geológica bastante antiga, assim como o
relevo do estado, de formações antigas e desgastadas, por isso
predominantemente planáltico.
c) planaltos antigos intensamente erodidos em decorrência do
processo de intemperismo físico-químico.
Correta. Planaltos são formas de relevo que sofreram mais
erosão que sedimentação. Como o principal agente de desgaste
é a chuva (clima tropical) e os rios, o intemperismo (ação
atmosférica que desgasta a rocha) é o da água, classificado
como intemperismo químico – todo o a ação da água na
superfície rochosa.
d) bacias sedimentares localizadas especialmente nas regiões
central e norte do estado.
Errada. As bacias sedimentares são poucas e na borda leste
do estado, na planície do rio Araguaia.

Resposta: [C].

5. HIDROGRAFIA: CONCEITOS FUNDAMENTAIS.


Os rios são como “icebergs”, somente visualizamos parte de seu
volume. Mais de 70% das reservas hídricas de um rio são submersas.
Por isso alguns rios secam no outono e inverno, período de seca no
Brasil, mas nos meses seguintes quando vem a chuva voltam a existir.
Estes são os rios intermitentes, que secam no período de estiagem.
No Brasil em que predominantemente o clima é tropical temos duas
estações definidas: verão chuvoso e inverno seco. Já há outros cuja

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vazão de água são volumes imensos, independente de que época do


ano são sempre caudalosos (cheios); estes são os rios perenes.

Os rios podem ser classificados quanto a característica


topográfica de seu curso (trajeto). Os rios podem ser de planície e
planalto. Os rios de planície são importantes e úteis para a navegação.
Serpenteiam pelas planícies formando muitas curvas que chamamos
meandros. Nos rios de planície podem ser construídas importantes
hidrovias. Quando os rios são de planalto eles possuem potencial
hidrelétrico, e suas quedas D’agua servem para gerar energia em
usinas hidrelétricas. Eles para serem navegáveis, quando algum trecho
possibilita, devem ser construídas eclusa. Se o rio for abastecido
predominantemente pelas águas das chuvas durante o verão ele é de
regime pluvial, se pelo derretimento da neve nival, se pelos dois
regimes misto, como a bacia do rio amazonas. Ainda depende do

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sentido de escoamento do rio. Se corre para o mar possui drenagem


exorréica, como o rio São Francisco e amazonas. Se a drenagem for
como no rio Grande, o Tietê e o Paraná é endorréica, ou seja, corre
para o interior do território.
Também é importante conhecermos os diferentes tipos de foz:
Delta, quando possui várias saídas. Estuário, quando há uma só grande
desembocadura ou mista, quando ocorrem as duas.

Os deltas são formados por processo de sedimentação. As


desembocaduras dos rios inicialmente são grandes estuários, e com os
séculos conforme ocorre a sedimentação e detritos trazidos pelas
águas do rio que vão se depositando e formando várias saídas.
O território Brasileiro é bastante irrigado e é um dos territórios
do mundo com maior disponibilidade hídrica. A cobertura rochosa do
país é predominantemente sedimentar, o que facilita o
desenvolvimento de grandes lençóis freáticos. Os dois maiores lençóis
freáticos do mundo estão no Brasil: O aquífero Guarani e o Alter do
Chão (amazônico).

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O que são Bacias hidrográficas? É o conjunto de rios formados por


um rio principal e por outros rios menores que o abastecem: os rios
afluentes. São delimitadas pelos interflúvios.

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Observe que neste esquema o rio nasce numa região planáltica


(a nascente é no alto do curso superior) e corre em direção às planícies
do litoral, desembocando no oceano com uma foz em estuário (possui
uma saída). Recebe afluentes e subafluentes (abastece os afluentes).
Observe atentamente o esquema abaixo que nos mostra um perfil
de um rio:

1- É o rio principal, que recebe os afluentes.


2- São suas margens, podem ser inundáveis ou não. As margens do
rio e suas proximidades, são áreas de sedimentação de detritos
transportados pelas águas, e formas planícies fluviais, ou seja, as
planícies às margens dos rios.
3- Leito: é a superfície do fundo do rio, por onde a água corre. O
leito possui o formato do curso do rio. É através do leito seco que
identificamos que há rios intermitentes durante o inverno. O rio seca e
somente sobra o leito ou alguns poços.
4- Vertente de água é qualquer superfície com determinada
inclinação que permita o escoamento de água.
5- Interflúvio é o terreno ou área mais elevada situada entre dois
vales. O interflúvio se caracteriza mais por ser toda a região ou área
compreendida entre dois talveges, ou entre dois cursos de maior
importância de uma mesma bacia hidrográfica. As bacias hidrográficas
são separadas pelos interflúvios, por isso também são chamados como
divisores de água.

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6- Talvegue é a linha do ponto mais baixo do leito do rio.

O estado de Goiás por se situar num planalto, suas principais


escarpas planálticas são importantes divisores de águas. Por exemplo
a chapada dos veadeiros, serra dos Pirineus e Serra geral do Paraná
são divisores de água pois limitam o rio Paraná, separando-o da Bacia
do Tocantins. Também limitam os afluentes da bacia do Rio São
Francisco

6. AS PRINCIPAIS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO PAÍS E DE


GOIÁS.

Goiás é um território planáltico e importante divisor de águas. As


principais Bacias que estão em Goiás são:
 Tocantins.
 Araguaia. A borda Oeste do estado. Limites naturais entre MS e
MT.
 São Francisco. Borda leste do Estado.
 Paraná. Borda leste do Estado.

A rede hidrográfica do Estado de Goiás, possui bacias


importantes, cujos maiores destaques são o rio Tocantins e o rio
Araguaia. Os limites estaduais com MG é o rio grande e Paranaíba (são
pertencentes à bacia do Paraná). Por serem estes rios de morfologia
planaltica, possuem um alto potêncial hidrélétrico aproveitado.
Existem várias represas. Podemos destacar a represa serra da Mesa,
nos afluentes sul do tocantins, principal responsável pelo fornecimento
de energia para o estado de Goiás e DF. e as represas de Itumbiara,
Emborcação e São Simão. O rio araguaia é um rio de planície com

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frequentes inundações de suas margen. A fica no rio Araguaia a maior


ilha fluvial do mundo: a Ilha do Bananal.
Todos rios com nascente no estado tem os cursos d’água no
sentido Sul-Norte, por exemplo, são coletados pela Bacia Amazônica,
dos quais destacam-se os rios Maranhão, Almas e Paraná que dão
origem ao Rio Tocantins, mais importante afluente econômico do
Rio Amazonas.

O Rio Tocantins possui a sua nascente no DF e sua foz


desagua no rio Amazonas

No mesmo sentido, corre o Rio Araguaia, de importância ímpar


na vida do goiano, chegando em Tocantins ao encontro do outro curso
do rio que leva o nome daquele Estado, no local que é conhecido como
o Bico do Papagaio.

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Rio Araguaia

A Bacia do Rio São Francisco tem entre seus representantes os


rios Entreribeiro, Paracatu e Preto, que nascem próximos ao
Distrito Federal e seguem em direção ao Nordeste do país. Enquanto
que, por outro lado, corre o rio Corumbá, afluente do Paranaíba,
formador da Bacia do Paraná, com várias hidrelétricas instaladas. Veja
como foi cobrado.

(UEG – IMB/GO – Pesquisador/Ciências Sociais – 2013)


A Serra Dourada no município de Goiás é uma elevação do relevo
resultante de processos tectônicos diversos e representa importância
na história do estado por ser vista pelas populações locais como um
ponto de referência geográfica. A Serra Dourada

(A) é o limite geológico estrutural entre as rochas da bacia do


Paraná e da Bacia do São Francisco.

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Errada. É o limite natural entre a Bacia do Paraná e do


Tocantins, um afluente sul do Amazonas.
(B) constitui importante divisor de água entre as bacias Platina e
Amazônica.
Correta. Serra Dourada é um interflúvio, ou seja, um divisor
de águas. Limita o rio paraná (pertencente a Bacia Platina,
considerando toda a dimensão da bacia na América do Sul) da
bacia do rio Tocantins, que é um afluente do rio Amazonas. A
foz do Tocantins desagua no baixo Amazonas.
(C) é a principal elevação topográfica do estado de Goiás cujo
ponto culminante situa-se a mais de 1300 metros de altitude.
Errada. Morro do Pouso Alto, no nordeste de Goiás, na
região da Chapada dos Veadeiros é o ponto mais alto de toda
a Região Centro-Oeste do Brasil e do Planalto Central, com
1.691 metros de altura
(D) representa a principal reserva mineral do estado de Goiás,
conservando grandes jazidas de ouro, esmeralda e diamante.

Resposta certa, alternativa b).

Bacia Amazônica:
É a maior bacia hidrográfica do mundo e o rio amazonas é o
maior do mundo. Maior que o Nilo, comprovaram analises de satélite.
Está numa região equatorial então é sempre abastecida com grande
quantidade de chuvas. É uma formação hidrográfica muito antiga,
anterior à existência da cordilheira dos Andes, e nessa época, enquanto
o continente sul americano se afastava da África, seu curso era em
direção do Pacífico. Com os movimentos orogênicos e soerguimento da
cordilheira dos Andes seu curso passou a ser em direção ao Atlântico.
É formado pela confluência de dois grades rios: O rio Negro e o

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Solimões. O rio negro possui a água com o ph mais ácido e possui uma
grande quantidade de matéria orgânica dissolvida, o que confere uma
cor mais escura. O rio Solimões possui águas Barrentas. O encontro
dos dois, na altura de Manaus é um dos mais belos fenômenos
hidrográficos do mundo, o encontro das águas, também chamado
pororoca. O rio Solimões nasce no Peru, na cordilheira dos Andes, e lá
é chamado rio Maranõn. Em território peruano é abastecido pelo
derretimento da neve da Cordilheira dos Andes.

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É muito importante identificar alguns dos afluentes. Observe os


destacados: No rio Madeira foram construídas as usinas de Jirau e
Santo Antônio e no rio Xingu é onde estão sendo realizadas as obras
da Usina de Belo Monte.
 Rio de planície totalmente navegável.
 Drenagem exorréica.
 Abastecimento misto (pluvial equatorial no brasil e nival na
nascente peruana.
 Foz mista. Observe a imagem. O rio se divide na foz na ilha de
Marajó. Ao Norte temos um delta e ao sul um estuário. A ilha
de Marajó bem como o delta se formaram por processo de
sedimentação, com o acumulo dos detritos transportados pelo
rio.

O acesso à água tratada na região norte para a população


ribeirinha é bastante precário. Há muitas mortes provocadas pelo
consumo de água contaminada e doenças e infeções são muito
comuns. A falta de água potável é um indício de escassez hídrica.
Num dos locais com maior disponibilidade de água no planeta, devido
ao rio amazonas e o aquífero Alter do chão.

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É importante identificarmos alguns elementos típicos da bacia


amazônica:
 Mata de Igapó: Permanentemente alagada.
 Mata de Várzea: Alagada nas cheias.
 Mata de terra firme.

Bacia do Rio Paraná: É a segunda maior


bacia hidrográfica do Brasil e o maior potencial
hidrelétrico instalado. É uma sub-bacia da bacia do
rio da prata, que no território brasileiro é a bacia do
Paraná. É importante identificar seus afluentes: do
Norte para o sul, com drenagem endorreica rio
Paranaiba, rio Grande, rio Tietê e rio Paranapanema.

 Rio de planalto.
 Drenagem endorréica.

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 Regime de abastecimento pluvial tropical astral em mg e pluvial


subtropical a partir de São Paulo até o Sul.
 O Rio Paraná é formado por vários afluentes como mostra a
imagem e recebe o rio Paraguai, formando o rio da prata, que
possui drenagem exorréica e a foz em estuário, na Argentina.

No rio paraná está a principal hidrovia brasileira, a hidrovia


tietê-Paraná, que por ser um rio de planalto possui sistemas de
eclusas (elevadores d’agua). Ela liga as regiões industriais produtoras
de São Paulo aos mercados dos parceiros do Mercosul.

A bacia do rio São Francisco: O São Francisco é um dos mais


importantes rios do Brasil por vários motivos. Entre eles: é o segundo
potencial hidrelétrico instalado do país, abastece grandes centros
do agronegócio, destacadamente Juazeiro (Ba) e Petrolina (Pe),
importantes centros regionais e concentrados na fruticultura. O sertão
pernambucano e baiano são grandes produtores de manga, maracujá,
goiaba entre uma grande variedade. A história da colonização do país
e do bandeirantismo estão ligadas a ele. O “Velho Chico”, era chamado
de rios dos currais, devido à grande atividade pecuária realizada às
suas margens no sertão. Também chamado de rio da integração
nacional, pois desde as atividades do bandeirantismo o principal meio
de ligação e transporte dentro do continente entre o nordeste e o
sudeste do país. Ele recebe vários afluentes, que são
predominantemente rios intermitentes.

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Sua nascente fica em Minas Gerais na Serra da Canastra, uma


região planáltica, e corre em direção ao nordeste do país. A partir da
Bahia o relevo por onde ele corre é uma depressão, que foi lentamente
escavada pelo rio. É a depressão sertaneja e do rio São Francisco,
depressão interplanáltica.

O rio está profundamente esgotado e está sofrendo vários


problemas ambientais, como o assoreamento do rio, com a erosão
acelerada de suas margens em vários pontos e a salinização do solo
na região de Petrolina e Juazeiro.

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7. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.

1. (Ufg 2014) Analise as figuras e o quadro apresentados a seguir.

Quadro 1 - Características do relevo, solos e estrutura


geológica dos terrenos do oeste da Bahia.

SOLOS E ESTRUTURA
RELEVO
GEOLÓGICA
- Grandes extensões com - Predomínio de sedimentos
formas de topos suavizados e arenosos e arenitos associados a
de fácil manejo. bacias sedimentares.
- Tabuleiros, planaltos, platôs, - Solos predominantemente
chapadas, colinas, morros arenosos e profundos, com baixa
baixos e domos, escarpas e fertilidade natural, que
vales encaixados. respondem bem à adubação.

CARVALHO, L. M.; RAMOS, M. A. B. (Org.). Geodiversidade do


estado da Bahia. Salvador: CPRM, 2010. p. 93. (Adaptado).

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As figuras 1 e 2, e as informações do quadro 1 correspondem às


coberturas arenosas que ocorrem em grande parte do oeste do estado
da Bahia, na divisa com o estado de Goiás, na microrregião do Vão do
Paranã. Considerando este contexto,

a) cite um tipo de produto agrícola cultivado neste tipo de terreno


predominante no oeste do estado da Bahia;
b) descreva dois impactos ambientais causados pela atividade
econômica predominante na localidade referenciada e destacada nas
figuras e no quadro, apresentados.

Resposta:
a) No oeste da Bahia, região de Barreiras e Luiz Eduardo
Magalhães, área que pertence aos Planaltos e Chapadas da
Bacia do Parnaíba, planalto com rochas sedimentares com
topos aplainados e extensas chapadas, predomina o cultivo de
soja. Outros produtos importantes são: algodão e café.

b) Perda de biodiversidade devido ao desmatamento de


Cerrado e assoreamento de risos em decorrência do aumento
da erosão do solo.

2. (Ufg 2013) Os domínios morfoclimáticos, propostos por Aziz


Ab'Saber (1967), representam uma visão de síntese do território
brasileiro, que se baseia, principalmente, na integração entre
características do relevo, do clima e da cobertura vegetal.
Considerando-se os Mares de Morros, que se estendem ao longo de
uma faixa norte-sul, no extremo leste do território brasileiro,

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a) cite o tipo de vegetação que predominava originalmente nesse


domínio morfoclimático;
b) indique uma característica marcante da formação do relevo nesse
domínio;
c) explique como esse domínio foi afetado no processo histórico de
ocupação do território brasileiro.

Resposta:
a) No Domínio dos Mares de Morros, a vegetação predominante
é a Mata Atlântica (floresta latifoliada perenifólia tropical).
b) O relevo é dominado por planaltos com morros na forma de
meia laranja (mamelonares) com vales profundos esculpidos
pela erosão causada pela chuva e pelos rios. A região também
apresenta numerosas serras, muitas delas, escarpas de falha
como a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira.
c) Trata-se do domínio que sofreu maior ocupação
demográfica, urbana e agrícola desde o período colonial, sendo
caracterizado por sucessivos ciclos econômicos (cana de açúcar
no Nordeste, ouro em Minas Gerais, café em São Paulo, etc.)
que concorreram para a devastação da maior parte da Mata
Atlântica, hoje reduzida a 7% em relação à área original.

3. (Ufg 2012) Analise a figura e o texto apresentados a seguir.

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O perfil geológico acima apresenta, dentre outras unidades


geomorfológicas, o relevo da bacia do Paraná, o qual abrange rochas
sedimentares, com idades desde o Devoniano até o Cretáceo, e rochas
ígneas do Mesozoico.

ROSS, Jurandir Luciano Sanches. Os fundamentos da geografia da


natureza. In: ROSS, J.L.S. (Org.). Geografia do Brasil. 2. ed. São
Paulo: Edusp, 1998. p. 55; 63. [Adaptado].

Tendo em vista a ocorrência de solos mais férteis, originados do


arcabouço geológico apresentado,
a) indique e descreva a unidade de relevo associada;
b) caracterize o tipo de rocha que deu origem a esses solos;
c) cite dois produtos agrícolas mais cultivados nesses solos.

Resposta:
a) A maior unidade de relevo corresponde aos Planaltos e
Chapadas da Bacia Sedimentar do Paraná, superfície com
altitudes entre 500 e 1000 metros conforme do perfil, onde
predomina a erosão. A superfície apresenta colinas e as cordas
apresentam cuestas (frente íngreme, reverso com baixo declive
e camadas de rochas inclinadas).
b) Os solos mais férteis como a Terra Roxa originaram-se pelo
intemperismo de rochas vulcânicas (magmáticas ou ígneas
extrusivas), como o basalto.
c) Trata-se de uma região com agronegócio desenvolvido. Em
São Paulo, predomina o cultivo de cana-de-açúcar. Em Mato
Grosso do Sul, destaca-se a produção de soja.

4. (Ueg 2011) Embora possa provocar grandes catástrofes naturais,


como as ocorridas no estado do Rio de Janeiro, principalmente em

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Nova Friburgo, no início do ano de 2011, os deslizamentos são


fenômenos naturais que fazem parte da dinâmica externa da crosta
terrestre. Nesse caso específico, a geomorfologia da área e o clima
local foram lembrados como os principais responsáveis pelo fenômeno.

Cite um fator climático e um elemento do clima e explique como eles


influenciam a ocorrência dos referidos deslizamentos.

Resposta:
Na dinâmica dos deslizamentos ou escorregamentos de
terra no Sudeste brasileiro, o elemento climático que influencia
na maior frequência do fenômeno são os altos índices
pluviométricos, principalmente nos meses do verão,
considerando que o clima na Região Serrana do Rio de Janeiro
é tropical de altitude. Na região, um fator climático relevante é
o relevo montanhoso e com alta declividade que estimula as
massas de ar a ascenderem com posterior resfriamento do ar,
condensação e ocorrência de chuvas orográficas que
potencializam os deslizamentos de terra.

5. (Ufg 2011) Observe a foto a seguir, referente ao evento ocorrido


durante a passagem de ano (2009/2010), na Ilha Grande (RJ).

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Segundo Bigarella, os movimentos de massa são reconhecidos como


os mais importantes processos geomórficos modeladores da superfície
terrestre. O escorregamento de rochas e solos é uma das classificações
desse processo e está associado tanto à origem natural quanto ao
modo intensificado por causa do uso e da ocupação antrópica.
Conforme a situação representada na foto,

a) descreva o processo geomorfológico de escorregamento de rochas


e solos;
b) identifique e explique dois fatores condicionantes – um de origem
natural e outro de origem antrópica – relacionados à ocorrência de
escorregamentos de rochas e solos.

Resposta:
a) Em razão da fragilidade do substrato rochoso e do
encharcamento do solo por chuvas intensas, ocorre o
desplacamento de blocos rochosos, que se deslocam pela força
da gravidade.

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b) Os processos de escorregamento de solos e rochas


ocorrem em razão de fatores como: o ângulo de inclinação da
vertente, o material que compõe o substrato rochoso, o tipo de
solo, a ocupação imobiliária, o desmatamento das encostas, a
grande pluviosidade da área.

6. (Ufg 2010) O relevo do Planalto Central brasileiro, por sua


constituição geológica e geomorfológica, possibilita o aproveitamento
dos seus recursos naturais e facilita o desenvolvimento de atividades
econômicas. Com base nesta afirmação,

a) apresente duas características das formas desse relevo;

b) explique um tipo de atividade econômica favorecida por essa


forma de relevo.

Resposta:
a) O relevo regional é caracterizado pela presença de
formações residuais como as chapadas com pequena variação
altimétrica e alinhamentos serranos.

b) A forma de relevo residual:

- Não oferece muitos obstáculos às atividades agropecuárias,


principalmente quanto à mecanização
- Atividades de lazer, turismo e ecoturismo em terrenos
montanhosos e serranos.

7. (Ueg 2009) Historicamente, os rios tiveram um papel importante


na formação de centros urbanos, tanto pelo abastecimento de água

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como por ser um meio de transporte que favorecia as trocas de


mercadorias, sobretudo de produtos agrícolas.

Entretanto, ao longo do tempo, os rios passaram a ser utilizados


como rede de esgoto. Discorra sobre dois problemas socioambientais
decorrentes do uso inadequado dos recursos hídricos em áreas urbanas
no Brasil.

Resposta:
Recurso natural imprescindível para a sobrevivência é
escasso e mal distribuído. O crescimento das atividades
econômicas, das cidades e populações e principalmente da
produção agrícola, são responsáveis pelo aumento significativo
do consumo de água em todo o planeta. Dentre os inúmeros
problemas socioambientais que afetam a qualidade e o
consumo de água podemos citar:

- A poluição das águas a partir do baixo nível de investimento


em saneamento básico com contaminação por esgoto;

- Ocupação irregular e mal planejada das várzeas,


provocando enchentes que afetam populações ribeirinhas com
perda de vidas, transtornos materiais, incidência de doenças
como a leptospirose.

8. (Ueg 2008) O Brasil é dotado de uma vasta rede hidrográfica.


Muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura, profundidade
e volume de água escoado, tornando o país detentor de uma das
maiores reservas de água doce do mundo. Apesar desta realidade, o
país já enfrenta problemas no que concerne ao abastecimento urbano
de água potável (como no caso de São Paulo), além de conflitos no
campo pela distribuição de água para as atividades da agricultura e

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pecuária. Com base nestas informações, responda ao que se pede.

a) Caracterize o potencial das bacias hidrográficas do Paraná e do


Amazonas para o abastecimento de água potável nos centros urbanos,
considerando a atual distribuição geográfica da população sobre o
território nacional.

b) Cite e explique dois impactos negativos decorrentes da utilização


dos recursos hídricos da Bacia do Paraná.

Resposta:
a) - Bacia do Paraná: Potencial elevado que atualmente
possui elevado aproveitamento, considerando o número de
cidades banhadas por esta bacia.

- Bacia do Amazonas: Potencial elevado que atualmente


possui baixo grau de aproveitamento, considerando que a área
possui baixa densidade demográfica.

b) - Poluição: Altos índices de poluição decorrentes da


descarga direta de esgotos urbanos;

- Poluição decorrente da atividade de agropecuária


(agrotóxicos, irrigação);

- Elevado índice de represamento para a construção de usinas


hidrelétricas: desconfiguração das características naturais.

- Alteração do equilíbrio ecológico dos rios pela construção


de hidrovias.

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8. EXERCÍCIOS PROPOSTOS.
1. (Ueg 2016) Observe a imagem a seguir.

O rompimento da Barragem do Fundão, no distrito de Bento


Rodrigues em Mariana, MG, em novembro de 2015, deixou 19 mortos
e muita destruição. Conforme pode ser observado na figura
apresentada, os rejeitos dessa barragem afetaram:
a) os ribeirinhos dos afluentes da margem direita do Rio Doce.
b) os municípios banhados pela bacia do Rio Doce, em Minas Gerais.
c) a população ribeirinha residente a jusante da barragem do Fundão.
d) principalmente a população dos municípios de Barbacena e Viçosa.
e) o Rio Doce e seus afluentes a montante das barragens Fundão e
Santarém.

2. (Ufg 2014) Importantes nascentes do rio Araguaia encontram-se


ameaçadas por causa da aceleração de processos associados à
dinâmica geológica externa atual e à apropriação do terreno. Levando-
se em conta a localização dessas nascentes, associada a relevos de
planalto e ao Sistema Aquífero Guarani da Bacia Sedimentar do Paraná,

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considera- se que esses processos são intensificados principalmente


pela
a) atividade agrícola, em áreas de ocorrência de solos jovens,
originados de rochas calcárias, a qual intensifica o surgimento de
dolinas e cavernas.
b) atividade agropecuária, com o desmatamento de áreas de solos
arenosos espessos, que intensifica a ocorrência de processos
erosivos hídricos.
c) ocupação urbana, gerando impermeabilização de solos argilosos,
jovens e rasos, o que intensifica a ocorrência de desmoronamentos.
d) ocupação de encostas muito inclinadas, em áreas de afloramento de
rochas graníticas, aumentando a ocorrência de corrida de detritos.
e) atividade de extração de rochas quartzíticas, gerando áreas de
deposição de rejeitos, aumentando a ocorrência de queda de blocos
rochosos.

3. (Ufg 2013) Analise os mapas a seguir.

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Os mapas apresentados destacam as unidades de relevo e as bacias


hidrográficas do território brasileiro.
A comparação entre a localização geográfica dessas unidades e a
rede hidrográfica revela que a bacia hidrográfica do Paraguai, no Brasil,
possui a maior parte de sua área associada ao relevo de
a) planície, com rios navegáveis de lento escoamento e pequeno
potencial hidrelétrico, com ocorrência de enchentes frequentes no
verão.
b) depressão, com rios intermitentes e perenes, em parte navegáveis,
com nível muito baixo na estação seca.
c) planície, com rios perenes, navegáveis em grande parte, com
elevado potencial hidrelétrico e desembocadura em região litorânea.

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d) planalto, com rios em parte navegáveis, com grandes desníveis de


altitude e elevado aproveitamento hidrelétrico.
e) depressão, com rios parcialmente navegáveis e de elevado potencial
hidrelétrico, com desembocadura em região litorânea.

4. (Ufg 2013) A tecnologia dos sonares possibilita o conhecimento


do relevo submarino. No Brasil, considerando-se a exploração
econômica do petróleo na camada geológica denominada “pré-sal”, o
relevo submarino predominante corresponde a áreas de
a) elevações, fraturadas, formando dorsais, com profundidade
variando entre 1.800 e 3.000m.
b) elevações longas e contínuas, com escarpamentos ladeados por
planícies.
c) continuidade continental, relativamente planas, com profundidades
que não ultrapassam 200m.
d) continuidade da margem continental, profundas, com lâmina d'água
com mais de 2.000m.
e) depressões alongadas e estreitas, com laterais de altas declividades,
presentes em zonas de subducção.

5. (Ufg 2013) Leia o texto a seguir.

[...]
Pensei que seguindo o rio
eu jamais me perderia:
ele é o caminho mais certo,
de todos o melhor guia.
Mas como segui-lo agora
que interrompeu a descida?
Vejo que o Capibaribe,
como os rios lá de cima,

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é tão pobre que nem sempre


pode cumprir sua sina
e no verão também corta,
com pernas que não caminham.
[…]

MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina. Recife: Fundaj,
Editora Massangana, 2009. p. 14. (Adaptado).

No trecho do poema, o retirante faz alusão a uma característica


comum a vários cursos d'água que drenam o sertão nordestino, que os
diferencia em relação ao padrão mais comum no território brasileiro.
Essa característica compreende a
a) velocidade do fluxo das águas nas terras altas.
b) perenidade do fluxo das águas durante todo o ano.
c) intermitência do fluxo das águas na estiagem.
d) exogenia do fluxo das águas em direção ao mar.
e) endogenia do fluxo das águas em direção ao interior.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Texto 1

Dentre as formações vegetais brasileiras, aspectos hidrológicos


distinguem áreas de ocorrência de Cerrado e de Caatinga. Verifica-se,
por exemplo, que a rede de drenagem intermitente é um dos fatores
determinantes para diferenciar as depressões semiáridas ocupadas
pela Caatinga, dos planaltos semiúmidos ocupados pelo Cerrado.

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SILVA, C. R. Geodiversidade do Brasil: conhecer o passado, para


entender o presente e prever o futuro. Rio de Janeiro: CPRM, 2008. p.
44. [Adaptado].

Texto 2

Na região do Cerrado são registrados casos, como no oeste da


Bahia, onde já ocorreu o desaparecimento de mananciais importantes,
em mais de duas décadas de exploração agrícola. Conhecido como
“floresta invertida” por ter mais matéria orgânica vegetal no subsolo
do que na parte superior, o sistema radicular nas áreas de Cerrado é
extenso e capaz de reter no mínimo 70% das águas das chuvas.

BARBOSA, A. S. Elementos para entender a transposição do rio São


Francisco. Cadernos do CEAS – Centro de Estudos e Ação Social.
Salvador, n. 227, jul.-set. 2007, p. 95-105. [Adaptado].

6. (Ufg 2012) No âmbito do Cerrado, o Texto 2 aborda o


funcionamento de um sistema fluvial perene, no qual os canais
principais no período
a) chuvoso abastecem o nível das águas subterrâneas, com a
infiltração destas a partir dos canais de drenagem mais permeáveis.
O volume das águas subterrâneas poderá diminuir com seu
bombeamento intensivo.
b) chuvoso alimentam o nível freático, podendo desaparecer durante o
período seco. Esse nível pode tornar-se profundo com o
bombeamento intensivo da água subterrânea para uso agrícola.
c) seco têm a vazão diminuída à jusante, por causa da recarga da água
subterrânea pelo escoamento fluvial. O volume de água dos canais

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pode diminuir com o rebaixamento do nível freático e afetar as


atividades agropecuárias.
d) chuvoso apresentam infiltração da água a partir de seus leitos. A
vazão da água subterrânea pode ser diminuída com a retirada da
cobertura vegetal adjacente.
e) seco têm seus cursos d'água mantidos, em consequência da
infiltração das águas nas vertentes no período chuvoso. O volume de
água desses canais pode diminuir com o desmatamento.

7. (Ueg 2011) Sobre as bacias hidrográficas brasileiras, é correto


afirmar:
a) o maior rio em volume de água da bacia do Nordeste é o rio
Parnaíba.
b) a bacia do São Francisco é responsável pelo abastecimento de água
de mais de 50% da população do Brasil, devido ao alto índice
populacional existente em suas margens.
c) as bacias hidrográficas do Sudeste e do Sul são as mais indicadas
para a implantação de usinas hidrelétricas em virtude de grande
parte de seus rios percorrerem áreas acidentadas.
d) a bacia Amazônica apresenta alto potencial para o transporte fluvial
de carga destinado à exportação para Europa e Ásia, uma vez que
seus rios fazem ligação direta com o oceano Pacífico.

8. (Ufg 2010) Segundo os geógrafos Aroldo de Azevedo (1948) e


Aziz Ab' Saber (1956), no Planalto Meridional do Brasil destaca-se a
ocorrência de solos de terra roxa, caracterizados por elevada fertilidade
natural e por isso muito utilizados nas atividades agrícolas. O tipo de
rocha, a estrutura geológica que dá origem ao solo de terra roxa e a
atividade agrícola historicamente nele desenvolvida são,
respectivamente:

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a) o basalto, que é uma rocha ígnea extrusiva da Bacia Sedimentar do


Paraná, onde se desenvolveu o cultivo de café.
b) o arenito, que é uma rocha sedimentar marinha da Bacia Sedimentar
do Maranhão, onde se desenvolveu a plantação de arroz.
c) o granito, que é uma rocha ígnea intrusiva do Escudo Cristalino do
Brasil Central, onde se desenvolveu o cultivo de feijão.
d) o gnaisse, que é uma rocha metamórfica bandeada do Escudo
Cristalino Atlântico, onde se desenvolveu o plantio de laranja.
e) o diabásio, que é uma rocha ígnea extrusiva da Bacia Sedimentar
da Amazônia, onde se desenvolveu o cultivo de pimenta-do-reino.

9. (Ueg 2010) A intensidade da ocorrência de problemas urbanos


de natureza climática tem sido a tônica dessas últimas décadas. Um
dos fatores que contribuem para o desenvolvimento desses problemas
está relacionado ao crescimento demográfico humano. A figura abaixo
representa o crescimento da população humana em uma determinada
metrópole brasileira a partir da década de 1920.

Com base nas informações e no gráfico, é CORRETO afirmar:

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a) na década de 1970, como o número de habitantes era menor se


comparados ao dos anos atuais, a inexistência de problemas
ambientais se deve a uma maior sensibilização ambiental por parte
da população.
b) à medida que o crescimento demográfico humano aumenta, a
existência de problemas ambientais se torna evidente, uma vez que
as más condições de habitação e saneamento são ocorrentes nas
metrópoles.
c) a implantação de programas de natalidade e de programas
referentes às políticas ambientais desencadeiam a tendência de o
número de habitantes se estabilizar nos países subdesenvolvidos,
nos últimos anos.
d) o crescimento populacional e a consequente expansão territorial
urbana a partir da década de 1960 estão relacionados a vários
fatores, sendo que as enchentes e os alagamentos são
determinantes.

10. (Ufg 2010) Segundo uma reportagem do jornal O Globo (nov.


2009), entre os meses de agosto de 2008 a julho de 2009 foram
desmatados, na Amazônia, 7.008 km2 de floresta, de acordo com
dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Apesar de esse
número significar uma redução de 45% em relação ao ano anterior, o
desmatamento ainda origina diversos prejuízos socioambientais à
Floresta Amazônica, causando

a) diminuição da fertilidade dos solos, comprometendo a


potencialidade agrícola.
b) aumento da poluição do ar, provocando chuvas ácidas que impedem
o desenvolvimento da agricultura.
c) diminuição da fauna, prejudicando as atividades turísticas.
d) aumento da erosão eólica, comprometendo o calendário agrícola
tradicional das populações.

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e) diminuição dos níveis fluviais, alterando os usos e as apropriações


econômicas dos rios.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:

Área
Potência
Rio Usina alagada
(KW)
(km2)

Cachoeira
Paranaíba 658.000,00 86,32
Dourada

Tocantins Cana Brava 450.000,00 139,63

Corumbá Corumbá I 375.300,00 62,81

Paranaíba Itumbiara 2.082.000,00 749,12

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Tocantins Serra da Mesa 1.275.000,00 1.254,09

Paranaíba São Simão 1.608.000,00 716,16

Paranaíba Emborcação 1.192.000,00 446,00

Corumbá Corumbá IV 127.000,00 173,00

Fonte: Atlas de Energia Elétrica

11. (Ueg 2010) Considerando a relação entre o potencial hidrelétrico


e a área a ser inundada pelos atuais reservatórios de UHE, pode-se
afirmar que os danos ambientais decorrentes do alagamento de terras
serão maiores na bacia hidrográfica do

a) Paranaíba.
b) São Francisco.
c) Tocantins.
d) Araguaia.

12. (Ueg 2010) A maioria das usinas hidrelétricas e pequenas


centrais hidrelétricas construídas e/ou previstas para o estado de Goiás
está localizada na bacia hidrográfica do

a) São Francisco.
b) Paranaíba.
c) Tocantins.
d) Araguaia.

13. (Ufg 2009) Leia o trecho a seguir.

Pães de açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento

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GILBERTO GIL. Tempo Rei. Raça Humana,1984.

O geógrafo Ab´Sáber apresenta a regionalização do território


brasileiro em seis domínios morfoclimáticos. No trecho da música
apresentado, evidencia-se o domínio de

a) terras baixas florestadas equatoriais.


b) chapadões tropicais interiores com cerrados e florestasgalerias.
c) coxilhas subtropicais com pradarias mistas.
d) planaltos subtropicais com araucárias.
e) áreas mamelonares tropical-atlânticas florestadas.

14. (Ufg 2008) Os divisores d'água constituem uma importante


referência para a delimitação de uma bacia hidrográfica. Ao utilizar
como parâmetro a distribuição das bacias hidrográficas brasileiras,
nota-se que os rios formadores das bacias amazônica e tocantins-
araguaia são originários de três divisores d'água principais. Esses
divisores são os seguintes:

a) Cordilheira dos Andes, Planalto das Guianas e Planalto Brasileiro


b) Serra do Espinhaço, Serra Geral e Chapada Diamantina
c) Planalto da Borborema, Planalto Meridional e Serra da Mantiqueira
d) Serra da Canastra, Planalto Meridional e Planalto Atlântico
e) Planalto Atlântico, Planalto da Borborema e Serra do Espinhaço

15. (Ueg 2006) "Não se pode jamais confundir o que é idade e


gênese das formas com idade e gênese das estruturas. Se as
estruturas e litologias são predominantemente antigas, o mesmo não
se pode dizer das formas de relevo, que são muito mais recentes".
(ROSS, Jurandir, 1990, p. 25).

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A partir do comentário e da análise do relevo brasileiro, é CORRETO


afirmar:

a) As estruturas geológicas que formam o arcabouço natural do


território brasileiro pertencem ao período pré-cambriano, sendo
exemplos de relevo deste período as serras da Mantiqueira e do
Espinhaço.
b) A paisagem característica de mares de morros (elevações
suavemente arredondadas), comum na Serra da Mantiqueira,
testemunha a ausência do intemperismo no processo de formação do
relevo.
c) O relevo brasileiro atual é fruto de um trabalho de modelagem
realizado nos tempos recentes sobre um arcabouço geológico
também recente, ambos da Era Cenozoica.
d) O caráter residual do modelado é muito marcante nos planaltos e
serras de Goiás-Minas. Suas formas foram elaboradas ainda no
período pré-cambriano e não sofreram grandes alterações em
períodos posteriores.

16. (Ueg 2006) "O Aquífero Guarani tem 1,2 milhão de quilômetros
quadrados de extensão, área equivalente à de Portugal, à da França e
à da Espanha somadas. São 45 quatrilhões de litros de um dos líquidos
mais puros do planeta".
("Discutindo Geografia", n. 7, p. 58).

Sobre esse tema, analise a validade das proposições a seguir.

I. Maior reserva de água potável do mundo, o Aquífero Guarani


pertence ao Brasil, à Argentina e à Bolívia. A parte mais recarregável
do aquífero, próximo às bordas, é também a menos sujeita à poluição,
embora nessa área predomine a agricultura extensiva.
II. O Aquífero Guarani é um reservatório de águas infiltradas em

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rochas porosas (sedimentares) comprimidas entre duas camadas de


rochas ígneas. Nas margens do aquífero, a erosão expõe pedaços de
arenito chamados de afloramentos por onde a chuva entra e também
por onde pode ocorrer a contaminação.

III. Entre os usos da água do aquífero estão o abastecimento de


centenas de municípios, produção de cerveja, resfriamento de
máquinas em indústrias, lazer, aquecimento de ambientes, secagem
de grãos, irrigação, entre outros.

IV. A gestão compartilhada entre os países aos quais pertence o


aquífero, além de uma legislação ambiental específica para as áreas de
recarga, são estratégias que poderão evitar problemas políticos entre
os países e assegurar a proteção dessa imensa reserva de água doce
do planeta.

Assinale a alternativa CORRETA:

a) Apenas as proposições I, II e III são verdadeiras.


b) Apenas as proposições I, II e IV são verdadeiras.
c) Apenas as proposições II, III e IV são verdadeiras.
d) Todas as proposições são verdadeiras.

17. (Unb 1997) Sabe-se que o desmatamento produz consequências


sobre o clima da região amazônica, causando impactos de diversas
naturezas. Com relação a esses impactos, julgue os itens que se
seguem.

( ) O desmatamento, de maneira geral, modificará o tempo de


permanência da água na bacia hidrográfica, alterando os
componentes do balanço hídrico.
( ) São previsíveis inundações mais intensas nas épocas chuvosas.

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( ) Espera-se um maior índice de precipitação pluviométrica em


virtude do aumento dos processos de evaporação e de
transpiração.
( ) semiárido.
( ) equatorial.

18. (Unb 1996) O Brasil possui seis grandes bacias hidrográficas e


cinco conjuntos de bacias menores, de vertente oceânica. Nesse
contexto, observa-se abundância de água nas regiões Norte e Centro-
Oeste, e escassez na região Nordeste e em alguns estados do Sudeste,
tais como o Rio de Janeiro e São Paulo. Com base nas informações
relacionadas a essa assertiva, julgue os itens seguintes.

( ) O crescimento demográfico e econômico do país, nas três últimas


décadas, acarretou a utilização dos recursos hídricos além da sua
capacidade, tanto em quantidade como em qualidade.
( ) Entre as razões que justificam o uso da água subterrânea para
o abastecimento estão a sua alta qualidade, que dispensa o
tratamento convencional dado às águas superficiais, e o seu menor
custo de obtenção em relação à alternativa superficial.
( ) O desenvolvimento de tecnologias apropriadas à realidade
socioeconômica do país, tais como filtros biológicos e lagoas de
oxidação, e a utilização de solos filtrantes, como o da cultura de
arroz, têm sido alternativas para a despoluição hídrica.
( ) A contaminação hídrica por defensivos agrícolas, metais pesados
e fertilizantes deve-se à falta de saneamento básico.
( ) No Brasil, a elevada perda anual de solo deve-se às
características climáticas e pedológicas, associadas a práticas
agrícolas inadequadas e ao crescimento urbano indiscriminado,
sem os cuidados de proteção do terreno.

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19. (Mackenzie 2003) A extração de minerais metálicos no Brasil,


como ferro, bauxita, cassiterita, ouro, dentre outros, concentra-se
principalmente nos estados de Minas Gerais, Goiás, Pará, Mato Grosso
e Rondônia. Essa atividade está associada basicamente às:

a) áreas de escudos cristalinos, afetados por movimentos orogenéticos


recentes, do período terciário da Era Cenozoica.
b) áreas de dobramentos modernos do cenozoico, que ainda não
sofreram intensa ação erosiva.
c) áreas de bacias sedimentares, que apresentam sedimentação no
período quaternário da Era Cenozoica.
d) áreas de escudos cristalinos, correspondentes aos cinturões
orogênicos e às intrusões ígneas do período Pré Cambriano.
e) áreas de bacias sedimentares, que sofreram extensivos derrames
vulcânicos no período Jurássico da Era Mesozoica.

20. (G1 - col.naval 2015) Analise as informações a seguir.

Por suas condições físicas, o Brasil possui inúmeras bacias


hidrográficas, muitas das quais aproveitadas como fonte de produção
energética, fator imprescindível ao incremento socioeconômico
nacional.

Sobre as principais bacias hidrográficas brasileiras, são feitas as


afirmativas a seguir.

I. Localizada integralmente no território nacional, a Bacia Amazônica,


cujo potencial hidroelétrico é pouco explorado em função da sua
natureza tipicamente de planície, acaba por dificultar o
desenvolvimento regional.
II. A Bacia do Tocantins-Araguaia, considerada a maior bacia
genuinamente brasileira, ocupando quase 9% das terras do país,

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possui grande importância na geração de energia, destacando-se a


usina hidrelétrica de Tucuruí.
III. Inserida totalmente em território nacional, a Bacia do São
Francisco, tipicamente planáltica, pouco contribui para a produção
energética regional, uma vez que atravessa o semiárido, sendo suas
águas destinadas à irrigação de lavouras de subsistência.
IV. Com grande participação junto à produção hidroenergética
nacional, a Bacia do Paraná também se destaca por possuir uma
importante hidrovia, a Tietê-Paraná, que é uma importante via de
escoamento de uma das mais produtivas regiões agrícolas do país.

Assinale a opção correta.


a) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
b) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.
c) Apenas as afirmativas I e IV são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras.
e) Apenas as afirmativas III e IV são verdadeiras.

21. (Imed 2015) Assinale a alternativa que aponta, correta e


respectivamente, as bacias hidrográficas identificadas pelos números
1, 2 e 3 no mapa apresentado na figura abaixo.

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a) 1 – São Francisco; 2 – Atlântico Sul; 3 – Tocantins-Araguaia.


b) 1 – Paraguai; 2 – Tocantins-Araguaia; 3 – Paraná.
c) 1 – São Francisco; 2 – Atlântico Sul; 3 – Parnaíba.
d) 1 – São Francisco; 2 – Tocantins-Araguaia; 3 – Paraguai.
e) 1 – Parnaíba; 2 – São Francisco; 3 – Tocantins-Araguaia.

22. (Ucs 2014) O Brasil tem um grande potencial em sua rede


hidrográfica, por apresentar rios caudalosos, grande volume d’água,
predomínio de rios perenes, de foz em estuário, de regime pluvial de
drenagem exorreica, de grande potencial hidráulico e outros. Observe
o mapa das bacias hidrográficas brasileiras.

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A linha que vai de “A” a “B” passa sobre três bacias hidrográficas,
que são
a) Amazônica, do Tocantins-Araguaia, do Nordeste.
b) do São Francisco, do Nordeste, do Leste.
c) Platina, do São Francisco, do Sul-Sudeste.
d) do Tocantins-Araguaia, do São Francisco, do Leste.
e) do Norte, Platina, do Leste.

23. (Mackenzie 2014)

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Com base no mapa, analise as proposições a seguir:

I. O número 1 corresponde a maior Bacia Hidrográfica do mundo,


apresenta rios caudalosos e perenes, uma vez que o principal deles é
o Amazonas. Abriga, atualmente, no Rio Xingu, o processo de
instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte.
II. O número 2 corresponde a Bacia Hidrográfica do Tocantins-
Araguaia. Possuindo geomorfologia plana, é totalmente navegável.
Atravessa regiões despovoadas representando, assim, importante
meio de transporte para as populações ribeirinhas. A usina
hidrelétrica de Paulo Afonso localiza-se no rio Tocantins destacando-
se como a segunda maior do país.
III. O número 3 corresponde a Bacia Hidrográfica do Paraná.
Concentrando o maior potencial hidrelétrico instalado do país, que
fornece energia elétrica para as Regiões Sudeste, Sul e parte do
Centro-Oeste. Ao longo de sua extensão encontra-se parte
importante da riqueza hídrica subterrânea do aquífero Guarani.

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Assinale a alternativa correta.


a) Apenas I está correta.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas II e III estão corretas.
d) Apenas I e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

24. (Ufms 2006) O Brasil possui grandes bacias hidrográficas, sendo


a bacia Amazônica a maior do mundo em volume de água e em
transporte de sedimentos. Contudo, são poucas as bacias
genuinamente brasileiras, visto que, na sua grande maioria, elas são
transfronteiriças. Dentre as bacias genuinamente brasileiras, a maior
delas é a bacia do rio

a) Tocantins-Araguaia.
b) São Francisco.
c) Paraíba do Sul.
d) Jequitinhonha.
e) Grande.

25. (Ufrgs 2006) O mapa a seguir apresenta algumas das bacias


hidrográficas brasileiras.

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Em relação a essas bacias hidrográficas são feitas as seguintes


afirmações.

I - A bacia identificada pelo número 1 é drenada pelos rios Tocantins


e Araguaia. No baixo curso do Tocantins, está localizada a Usina
Hidrelétrica de Tucuruí, que fornece energia elétrica para o complexo
mineral de Carajás e para importante indústria de alumínio da região.

II - A bacia identificada pelo número 2 corresponde à do rio São


Francisco. O polêmico projeto de transposição de suas águas pretende
ampliar as áreas de irrigação nos estados do Maranhão e do Piauí e,
assim, evitar o êxodo rural e melhorar os índices socioeconômicos
desses estados.

III - Um dos principais problemas ambientais da bacia identificada


pelo número 3 foi ocasionado pela expansão das áreas de criação de
gado e das lavouras de soja. A partir da década de 1970, houve
aumento do desmatamento e da erosão, provocando o assoreamento
de vários rios da região, dificultando a agricultura e o transporte fluvial.

IV - A bacia identificada pelo número 4 corresponde à do Paraíba do


Sul, onde a irrigação é responsável por grande parte da demanda de
água, sobretudo nos arrozais e canaviais dos estados de São Paulo e
Rio de Janeiro.

Quais estão corretas?

a) Apenas I e II.
b) Apenas I e III.
c) Apenas II e III.
d) Apenas II e IV.
e) Apenas III e IV.

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Gabarito:

Resposta da questão 1:
[C]

O desastre ambiental de Mariana foi ocasionado pelo rompimento


de uma barragem de rejeitos de mineração. Os impactos ambientais
foram: destruição de matas ciliares, assoreamento da bacia
hidrográfica do rio Doce (a jusante: em direção à foz), poluição do rio,
prejuízos para o ecossistema aquático e poluição do litoral. Entre os
impactos socioeconômicos, a perda de vidas humanas, a destruição de
moradias e danos econômicos para a população ribeirinha (prejuízos
para pesca, agricultura, turismo e indústria).

Resposta da questão 2:
[B]

Como mencionado corretamente na alternativa [B], as nascentes


da bacia do Araguaia, no estado de Goiás, encontram-se ameaçadas
por causa da erosão, intensificada pela agropecuária da região em
solos arenosos.
Estão incorretas as alternativas:
[A], porque os solos da região não são jovens;
[C], [D] e [E], porque o processo responsável pela erosão não é
a urbanização, a ocupação de encostas ou a extração de rochas.

Resposta da questão 3:
[A]

A bacia hidrográfica do rio Paraguai (parte dos territórios dos


estados Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) localiza-se em sua maior

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parte na Planície e Pantanal Mato-Grossense. Em rios de planície, o


fluxo de água é mais lento, são favoráveis ao uso hidroviário, porém
apresentam pouco potencial hidrelétrico.

Resposta da questão 4:
[D]

Como mencionado corretamente na alternativa [D], as jazidas


petrolíferas do Pré-Sal estão situadas na Bacia de Campos, área de
extensão da plataforma continental com águas profundas.
Estão incorretas as alternativas:
[A], porque o relevo submarino do litoral brasileiro não se
encontra próximo à dorsal;
[B], porque não ocorrem escarpamentos ou elevações na
plataforma continental;
[C], porque a profundidade é maior que 200 metros;
[E], porque a subducção é o processo de bordas convergentes de
placas tectônicas, e o Brasil situa-se no meio da placa sul-americana.

Resposta da questão 5:
[C]

Como mencionado corretamente na alternativa [C], a menção do


texto ao rio Capibaribe interrompendo sua descida, refere-se à
intermitência do rio, cuja estiagem é predominante no inverno em
razão do clima semiárido nordestino.

Resposta da questão 6:
[E]

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O domínio do Cerrado é caracterizado pelo clima tropical com


verão chuvoso e inverno seco, planaltos com chapadas e bioma de
Cerrado. Os rios são perenes, uma vez que a pluviosidade é suficiente
para alimentar os rios durante boa parte do ano. O afloramento da
água dos lençóis freáticos existentes na região alimenta os cursos de
água mesmo no período seco.

Resposta da questão 7:
[A]

CORRETA – A bacia do Nordeste se caracteriza por apresentar o maior


predomínio de rios intermitentes do país e, nesse contexto, o Parnaíba
se destaca por apresentar maior volume de água e diversificação em
seu uso.
INCORRETA – Embora a bacia do São Francisco seja de extrema
importância, a elevada concentração populacional se faz na bacia do
rio Paraná.
INCORRETA – As bacias hidrográficas com maior adaptabilidade para a
instalação de usinas hidrelétricas são: Amazônica e do Paraná.
INCORRETA – Embora haja um alto potencial para a instalação de
hidrovias no rio Amazonas e em parte de seus afluentes, sua
desembocadura se faz no oceano Atlântico.

Resposta da questão 8:
[A]

O final da era Mesozoica, período Terciário, foi marcado por


enormes cataclismos tectônicos em áreas mais inconsolidadas da
litosfera. O Brasil foi atingido por falhas tectônicas na área denominada
Planalto Meridional com fluidez de lava, consolidando-se como rochas
vulcânicas extrusivas, denominadas de basalto ou diabásio. Esse

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material recobriu áreas areníticas muito antigas formando o Planalto


Arenito-Basáltico (Planalto Meridional).

A alternativa [B] é falsa, o arenito não é necessariamente uma


rocha de origem marinha.

A alternativa [C] é falsa, o granito como rocha cristalina intrusiva


não sofre deslocamentos (bandeamento) como o basalto (fluidez).

A alternativa [D] é falsa, nas áreas de gnaisse, desenvolveu-se


a agricultura canavieira.

A alternativa [E] é falsa, o diabásio, ou basalto, não é uma rocha


típica sedimentar e sim, magmática extrusiva, sendo ausente na Bacia
Sedimentar da Amazônia.

Resposta da questão 9:
[B]

A urbanização no Brasil deu-se de modo rápido e descontrolado,


gerando processos como macrocefalia urbana ou inchaço urbano. O
crescimento demográfico, a expansão da mancha urbana, a
impermeabilização do solo e a verticalização na construção civil,
acabam alterando não apenas a paisagem como também os sistemas
de circulação atmosférica, mudando o perfil de intensidade das chuvas
e a velocidade de seu escoamento. Acabam surgindo inúmeros
problemas ambientais além das más condições de habitação e
saneamento.

A alternativa [A] é falsa, na década de 1970 já existiam vários


problemas ambientais associados ao crescimento urbano e a população
não tinha muito acesso a programas educativos sobre deposição de
lixo e economia doméstica.

A alternativa [C] é falsa, o Brasil ainda é um país natalista, ou


seja, deixa para os cidadãos a forma como irão compor suas famílias e

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as políticas ambientais ainda necessitam de maior participação dos


atores envolvidos, sociedade estado e produção.

A alternativa [D] é falsa, enchentes e alagamentos resultam de


especulação imobiliária que dificulta o acesso à moradia dignas, da
baixa taxa de investimentos em saneamento básico e excesso de lixo
depositado nas ruas.

Resposta da questão 10:


[A]

Devido à extensão de áreas desmatadas, principalmente ao


longo do arco de desmatamento (RO, AM, PA, TO, MA) as queimadas
têm forte impacto sobre a natureza amazônica atacando seu maior
potencial, a economia eco sustentável, basicamente extrativista, onde,
por exemplo, a fertilidade dos solos é importante para manter espécies
de desempenho comercia nessa área.

A alternativa [B] é falsa, não há ocorrência de chuvas ácidas na


região.

A alternativa [C] é falsa, não há relação de causa e efeito entre


fauna e atividade turística.

A alternativa [D] é falsa, não há erosão eólica na região, devido


ao regime de ventos, constantes e moderados, e o relevo de terras
baixas.

A alternativa [E] é falsa, não há relação de efeitos de curto prazo


entre queimadas e baixa no volume de água dos rios regionais.

Resposta da questão 11:


[A]

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Resposta da questão 12:


[B]

Resposta da questão 13:


[E]

A referência ao Corcovado e ao Pão-de-Açúcar nos faz lembrar a


cidade do Rio de Janeiro, localizada na região Sudeste em áreas
mamelonares (mares de morros) tropical-atlânticas florestadas.

Resposta da questão 14:


[A]

Resposta da questão 15:


[A]

Resposta da questão 16:


[C]

Resposta da questão 17:


VVF

Resposta da questão 18:


VVVFV

Resposta da questão 19:


[D]

Resposta da questão 20:


[D]

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[I] FALSA. A bacia Amazônica é internacional, haja vista abranger


áreas de diversos países e embora seu rio principal seja de planície,
seus afluentes são predominantemente planálticos, delegando ao
país o maior potencial hidráulico.
[II] VERDADEIRA. A bacia Tocantins-Araguaia é a maior bacia nacional,
cuja importância, dentre outros, se dá pela presença da usina
hidrelétrica de Tucuruí.
[III] FALSA. O alto e o baixo curso do São Francisco registram a
presença de importantes hidrelétricas como a de Três Marias e
Sobradinho, e em seu médio curso, a irrigação garante a produção
de um polo fruticultor.
[IV] VERDADEIRA. A Bacia do Paraná responde pelo maior potencial
hidroelétrico instalado, além de hidrovias como a do Tietê-Paraná.

Resposta da questão 21:


[D]

As bacias hidrográficas destacadas no mapa são: 1 (São


Francisco: nasce em MG e atravessa o Nordeste sendo fundamental
para a agricultura irrigada, hidrelétricas e hidrovia no semiárido), 2
(Tocantins/Araguaia: importante no aproveitamento hidrelétrico e
como hidrovia) e 3 (Paraguai: importante hidrovia na região do
Pantanal).

Resposta da questão 22:


[D]

Como mencionado corretamente na alternativa [D], o corte A –


B tem início na Bacia do Tocantins-Araguaia, atravessa a Bacia do São
Francisco e finaliza na Bacia do Leste.

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Resposta da questão 23:


[D]

[I] CORRETA: A bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do


mundo e a UH de Belo Monte está sendo construída (2015) em um
de seus afluentes, rio Xingu.
[II] INCORRETA: A UH de Paulo Afonso está situada no rio São
Francisco.
[III] CORRETA: A bacia do Paraná possui o maior potencial
hidroelétrico instalado do país e em sua área, encontra-se o aquífero
Guarani.

Resposta da questão 24:


[A]

Resposta da questão 25:


[B]

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9. CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Muito bem, querido amigo concurseiro. Se chegou até aqui é um
bom sinal. Sinal de que estudou com a atenção todo o conteúdo e
acompanhou a resolução dos exercícios. Não se esqueça da
importância de ler a teoria completa e sempre consultá-la. Não esqueça
dos seus objetivos e dedique-se com toda a força para alcança-los.
Sonhe alto, pois “quem sente o impulso de voar, nunca mais se
contentará em rastejar”. Te encontro na nossa próxima aula.
Bons estudos, um grande abraço e foco no sucesso.

Até logo...

Prof. Sérgio Henrique Lima Reis.

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