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Elementos essenciais para organizar a contabilidade da empresa

Uma contabilidade clara e concisa é a espinha dorsal de qualquer grande, pequena ou média
empresa de sucesso. Não importa a área de negócio em que atua. Uma compreensão das
melhores práticas contabilísticas é essencial para manter o seu negócio no topo, hoje e
sempre. Se organizar a contabilidade da sua empresa lhe parece assustador, não desespere.

O que é a contabilidade
Certamente, este é um termo que lhe é bastante familiar e já ouviu diversas vezes. Mas o que é
realmente a contabilidade? Basicamente, a contabilidade é a parte da contabilidade que se
preocupa com a recolha e organização de documentos financeiros. A palavra contabilidade
está associada ao conceito de calcular, organizar e arquivar todos os dados relacionados às
finanças da sua empresa.

Que tipo de documentos trabalha a contabilidade? A contabilidade trata de diversos


documentos como:

 Faturas;
 Recibos;
 Registos de folhas de pagamentos;
 Registos de faturação;
 Extratos bancários e de cartão de crédito;
 Formulários e devoluções de impostos.

Embora a contabilidade englobe essas tarefas de recolha de dados, esse campo da área do
cálculo também tende a envolver a análise dos números e a projeção de lucros e perdas de
uma empresa. No entanto, a contabilidade na sua origem, não inclui necessariamente esses
cálculos e análises a longo prazo. Uma boa contabilidade garante que tenha os dados
necessários para ajudar seu contabilista a fazer previsões sobre o futuro da sua empresa e a
diagnosticar a saúde financeira da mesma, para que possa agir, se necessário.
Fatura - O que é uma fatura?
Uma fatura é um documento comercial que é emitido sempre que haja uma venda de um
serviço ou de um produto, sem que seja necessário ou que seja solicitado pelo cliente ou
pelo comprador.
Ou seja, o prestador do serviço ou o fornecedor estão obrigados a entregar um comprovativo
da sua venda – a fatura -, tanto para fins fiscais, como também como forma de proteger o
cliente, como para questões de garantia, por exemplo.

De realçar também que todas as faturas emitidas em território nacional são resultantes de
prestadores de serviços com programas de faturação certificados pela Autoridade Tributária
Aduaneira.

Que tipos de fatura existem?


Existem diferentes tipos de faturas possíveis a serem emitidas e estas variam muito consoante
o prestador de serviços, que pode se tratar de uma empresa coletiva, individual ou por parte de
um trabalhador independente.

·      Fatura simples


É emitida quando o pagamento para a aquisição de um bem ou para a contratação de um
serviço ainda não foi realizado, pelo menos naquele exato momento. Este documento pode ser
pode ser usado como transportes possuir as informações específicas que deve constar numa
guia, como o endereço de entrega e a placa do veículo de transporte.

·      Fatura simplificada


Este é o tipo de fatura mais usual para um cliente que vai fazer compras ao supermercado ao a
uma loja. Este tipo de documento, que apenas podem ser emitidas em território nacional, tem o
nome de “simplificadas” pois a informação é muito mais resumida, tornando todo o processo
mais simples.

No entanto, as faturas simplificadas têm um limite de valor. Isso significa que, caso esteja a
comprar um produto com um valor superior a 1.000,00 euros de retalhistas e vendedores
ambulantes ou usufruir da prestação de serviços superior a 100 euros, já terá que receber uma
fatura simples ou fatura-recibo.
·      Fatura-recibo
Pode ser usada sempre que a data do pagamento e do respetivo documento é a mesma. Ou
seja, tem também a função de recibo, pois é gerada quando existe um pronto pagamento do
determinado serviço ou bem transacionado. Este documento também pode ser pode ser usado
como guia de transporte se possuir todas as informações necessárias.

O que normalmente contém uma fatura em Portugal?


Sendo que todas as faturas são duplicadas, ficando uma para o prestador de serviço e a outra
para o cliente, estas são as principais componentes e informações que vai poder encontra no
documento:

 A sua data
 Número do documento
 O nome comercial do prestador de serviços
 NIF da empresa ou do trabalhador independente
 NIF do destinatário (nas faturas simplificadas não é obrigatório)
 Informação relacionada com o bem ou serviço vendidos
 Todos os impostos ou taxas presentes
 A informação sobre o IVA tem que estar presente
 Consoante o tipo de serviços ou de produtos

Recibo - O que é um recibo?


Um recibo é um comparativo legal, com fins fiscais, que uma transação, geralmente um
pagamento, foi realizado por parte de um cliente, após a venda de um bem ou da prestação de
um serviço. O Decreto Lei 28/2019estabelece que os recibos devem ser emitidos através
de programas de faturação ou de documentos pré-impressos em tipografia autorizada.
Com a emissão do recibo fica provado e registado na Tributária como o cliente acabou por
pagar esse determinado serviço ou bem, podendo ter sido resultado de uma fatura que poderá
ter sido posteriormente emitida.
No entanto, é importante realçar que as faturas surgem antes dos recibos quando um cliente
não paga logo, ou apenas paga parcialmente, do bem ou do serviço que é prestado por essa
determinada empresa ou prestadora de serviços.
Sempre que se realizada uma compra, é obrigatória a emissão de um recibo?
Sim, todas as empresas e prestadores de serviço, registados e legalizados em Portugal, estão
obrigados a emitir e a registar os recibos, sempre que avançam com uma venda de bens ou
de serviços.
Caso seja negado a emissão desse recibo, pode, como cliente, exigir a emissão do mesmo,
podendo sempre recorrer às autoridades competentes para que a lei possa ser cumprida.

Isto acontece pois os clientes têm o direito de ter um comparativo de compra, até por razões de
segurança ou até mesmo de garantia, como acontece, por exemplo, com a compra de
eletrodomésticos.

Que informação está presente num recibo?


Existem determinados elementos que têm de estar obrigatoriamente num recibo, para que este
esteja completo e seja válido. Conheça agora quais são as informações presentes num recibo
simples:
 Os dados do pagamento
 Dados completos da empresa ou do prestador de serviços
 Dados completos do cliente (se aplicável)
 Descrição dos produtos ou dos serviços que foram faturados
 Taxas suplementares
 Imposto do IVA – o cliente tem que ter conhecido do IVA cobrado, pois é este que
acaba por o pagar

Faturação - O que é a Faturação?


A faturação trata-se de um procedimento de gestão e organização financeiras, após a
emissão de uma ou mais faturas, resultante de uma ou mais vendas de bens ou serviços.
A faturação (ou o ato de faturar) pode ser realizada manual ou através de programas de
acordo com a Portaria n.º 363/2010, de 23 de Junho, sendo que qualquer prestador de serviços
ou vendedor de bens está obrigado a faturar.
De realçar que a faturação permite que a Autoridade Tributária tenha informações suficientes
para mais tarde poder cobrar impostos sob o valor presentes nas faturas de uma empresa ou
trabalhador independente, sendo esta crucial para a organização fiscal e financeira de qualquer
entidade comercial.
As etapas do fluxo de faturação
O processo de faturação é ser dividido em duas etapas mais simples:

·      Emissão de orçamento


Nesta primeira fase da faturação, caso a empresa entregue orçamentos, o que acontece por
vezes com empresas que são prestadoras de serviços, é necessário enviar essa informação,
com base na emissão de um orçamento, para a Autoridade Tributária.
Mesmo não sendo cobrado qualquer tipo de imposto sob esta ação de emissão de orçamento é
que é obrigatório para este tipo de empresas, sendo considerado o primeiro passo para depois
poderem emitir as faturas.

 Emissão de Fatura
A segunda etapa do fluxo de faturação de uma empresa, que até pode ser a primeira caso não
apresente orçamento antecipados, é de emitir as faturas, antes mesmo de receber o
pagamento pelo serviço que foi prestado ou até mesmo na venda do bem. Nessa fase também
será necessário entregar a informação relacionada com o ficheiro SAFT.
É possível emitir diferentes tipos de faturas que acabam por se adaptar ao fluxo de faturação
de uma determinada empresa, como as faturas simplificadas (caso não excedam o valor de mil
euros) e as faturas recibo (quando a empresa ou o prestador de serviço já recebem o seu
dinheiro a pronto).

Novas regras para a faturação em 2020


Em 15 de fevereiro de 2019, a Autoridade Tributária publicou o Decreto-Lei n.º 28/2019 que
traz uma reforma na legislação relacionada com o processamento de faturas, bem como o
seu arquivamento e conservação:
 Existe agora um alargamento na utilização de programas informáticos de faturação
certificados pela Autoridade Tributária, a incluir todos os os sujeitos passivos que:
o Tiveram um volume de negócios superior a 50.000 euros no ano anterior
o Usem programas de faturação
o Tenham contabilidade organizada
 Desde que sejam reunidas determinadas condições, pode haver agora uma dispensa
total da impressão das faturas, sendo a transmissão feita via eletrónica.
 Todos os processos de arquivamento eletrónico dos documentos foram simplificados.
 Há agora a necessidade de, nas faturas, existirem códigos de barras, que funcionem
como QR Code, bem como um código único nas faturas e outros documentos que tem
relevância fiscal.
 A necessidade de existir informação que esteja relacionada com os estabelecimentos
em que as faturas são emitidas, bem como outros documentos relevantes, em termos
fiscais.

Porque é que a sua empresa precisa de contabilidade


Além de manter o seu contabilista informado, há muitas razões pelas quais a sua pequena
empresa precisa de uma contabilidade organizada. Ela serve para ajudá-lo a preparar-se para
a época de pagamento de impostos, saldar dívidas sem comprometer a estabilidade da
empresa e entender de onde vêm os lucros e as perdas.

Quando a sua contabilidade está em ordem, é-lhe possível entender sua faturação total,
planear o seu orçamento empresarial e apurar onde é que pode estar a gastar dinheiro
desnecessariamente. Com esse tipo de informação à sua disposição, pode concentrar as suas
atividades de negócios nos produtos e serviços mais lucrativos ou reduzir gastos
desnecessários para economizar alguma verba, e depois voltar a fazer um bom investimento.
Uma boa contabilidade deixa-o preparado para tomar as decisões que ajudam sua empresa a
prosperar.
Manter os registos financeiros bem detalhados também é útil para garantir investidores. Se o
fizer e tiver uma reunião com potenciais interessados em investir, é importante que saiba, ao
dia, o estado da sua empresa. Só assim será possível fechar com sucesso qualquer processo
de negociação. Para além disso, os dados detalhados vão permitir-lhe fazer projeções para o
futuro.

Mesmo que a sua empresa não tenha ganho muito dinheiro no corrente ano, se tiver os
registos para provar que sua empresa é lucrativa, apesar das saídas de caixa, pode dar aos
investidores o impulso e confiança de que necessitam para tomar uma decisão sobre apoiá-lo
ou não financeiramente.

Uma boa contabilidade também é uma forma de entender o seu próprio negócio. É mais fácil
avaliar a integridade geral da sua empresa quando consegue ter uma visão geral sobre o
panorama financeiro. Digamos que administra um restaurante, por exemplo, e introduziu um
novo prato no menu há seis meses. Se mantiver os registos atualizados, a sua contabilidade
deve refletir claramente se esse lucro é ou não o resultado de mais clientes que consomem
esse prato específico, ou se simplesmente aumentou o seu número de clientes, no geral. Se o
resultado revelar um aumento de lucro devido à introdução do novo prato, será possível fazer
ajustes em todo o menu e direcioná-lo para prato com conceitos semelhantes. Com a análise
de dados contabilísticos, ser-lhe-á possível tomar decisões menos arriscadas para o seu
negócio.

Finalmente, manter os registos adequados é essencial para o pagamento de impostos e obter


as deduções a que tem direito.

Porque é que um contabilista é indispensável


Contratar um contabilista experiente para fazer a sua contabilidade para pode ser útil,
especialmente nos primeiros dois anos de negócio, quando seu foco está alocado ao arranque
da empresa. Muitos donos de pequenas empresas também escolhem fazer a sua própria
contabilidade. Por isso, se se sentir confortável ao fazê-lo, essa poderá ser uma boa opção
para reduzir custos fixos.

Quais são os elementos essenciais da contabilidade?


Preparação dos relatórios financeiros
Os relatórios financeiros constituem uma grande parte do que os contabilistas fazem no seu
dia-a-dia. Um relatório financeiro detalhado geralmente inclui os três elementos:

 Balanço financeiro
 Registo de rendimentos
 Demonstração do fluxo de caixa
Estes elementos, em conjunto, fornecem uma informação precisa de quanto é que a sua
empresa está a gastar e a lucrar e, principalmente, qual a origem do dinheiro e o seu destino
de saída.
Como dono de uma empresa, será obrigado a criar um relatório financeiro completo pelo
menos uma vez por ano, para fins fiscais. No entanto, existem muitas razões para fazer um
balanço financeiro trimestral ou mensal, conforme já referimos.

O que é um fluxo de caixa?


O fluxo de caixa é uma ferramenta de gestão que regista as entradas e saídas de capital de um
negócio. É um útil instrumento de controlo para acompanhar de forma rigorosa a situação
financeira da empresa num determinado período de tempo.

Para o cálculo do fluxo de caixa considera-se o saldo inicial, as receitas, as despesas e o


saldo final. Toda e qualquer entrada ou saída precisa ser registada para que o resultado seja
realmente condizente com a movimentação de capital e reflita o estado real do negócio.

Qual a sua importância?


O cálculo das entradas e saídas financeiras da sua empresa é o que vai definir o seu dia-a-dia
e ajudá-lo a tomar as melhores decisões para a sua empresa, sem colocar o seu negócio em
risco. E é por isso que o fluxo de caixa é fundamental no controlo das suas despesas,
independentemente da área em que atua.

Como fazer um fluxo de caixa


Além das despesas e receitas, o orçamento disponível também deve ser considerado hora de
elaborar o relatório do fluxo de caixa. Por isso, deve conter também, os valores respeitantes a
investimentos ou empréstimos, se estes ocorrerem.

O fluxo de caixa costuma contar com uma área reservada aos valores previstos, ao lado dos já
realizados. Nos previstos, deve inserir qual é a estimativa de entrada ou saída para o período
em análise. No realizado, registe o que de fato ocorreu, quer como saída ou entrada de capital.

Se não tem qualquer conhecimento sobre o fluxo de caixa, existem inúmeros templates em
Excel, disponíveis online, que o podem ajudar a começar. Contudo, tenha em atenção a
importância de adquirir um programa de faturação para o efeito, que guardará os seus dados
de forma segura e online, sem o risco de ficar com todos os registos comprometidos por ver o
seu ficheiro danificado.
Tipos de fluxo de caixa
Existem diversos tipos de fluxos que caixa que pode operacionalizar para a sua empresa. São
eles:

Fluxo de caixa operacional


Trata-se do fluxo produzido pelas despesas e receitas de um negócio num determinado
período e mostra os resultados alcançados no negócio e a variação no capital. No entanto, não
contempla os investimentos ou a necessidade extra de capital.

Fluxo de caixa direto


Regista as entradas e saídas das atividades operacionais sem realizar qualquer abatimento,
abrangendo a forma bruta dessas mesmas operações. As entradas e saídas são organizadas
em classes de acordo com as suas características, como pagamento de clientes, pagamento
de fornecedores, etc. A sua principal vantagem é ter as informações disponíveis diariamente,
de forma atualizada.

Fluxo de caixa indireto


Este fluxo não se fundamenta diretamente na análise dos fluxos de caixa, mas nos ganhos e
perdas do exercício da atividade, ajustado e atualizado por dados referentes aos bens itens
económicos, amortização e mudanças no património da empresa. É feito através de balanços
patrimoniais referentes ao início e ao final de um determinado tempo e outras informações
contabilísticas. Apesar da simplicidade de cálculo, está sujeito a imensas distorções da
realidade.

Fluxo de caixa projetado


É uma aproximação que permite ao dono da empresa planear suas próximas diligências e
investimentos relativamente à empresa, com base nos resultados obtidos. Permite analisar as
entradas e saídas, fazer uma média e projetá-la para produzir uma visão futura do negócio, o
que pode ajudar o empreendedor quanto à realização de pagamentos e recebimentos para
constituir o negócio, efetuar acertos na administração de recursos, estancar perdas e conseguir
um resultado financeiro mais favorável e, ainda, planear investimentos para a expansão do
negócio.
Fluxo de caixa livre
O fluxo de caixa livre mede a aptidão que o negócio tem de gerar capital em curto, médio e
longo prazo, mostrando o saldo da confrontação com o fluxo de caixa operacional. Para fazer o
fluxo de caixa livre são necessários dois relatórios: um que reflita os resultados pelo período de
60 a 90 dias e outro que apresente a estimativa para um prazo de 2 a 5 anos. Este tipo de fluxo
é útil para examinar o efeito esperado e, em caso de balanço positivo, analisar prováveis
investimentos, traçar novas estratégias, ou reverter um quadro negativo e alcançar maior saúde
financeira no negócio.

Fluxo de caixa descontado


Este é um fluxo que demarca o valor de uma empresa e costuma ser usado no processo de
compra e venda de um negócio ou no caso de uma eventual fusão da sua empresa, para
calcular o retorno do capital investido ou para a captação de investidores. É presumido a partir
da projeção do fluxo de caixa para um determinado período futuro, deduzindo uma taxa
referente a eventuais riscos de investimento e o valor residual dos ativos (que corresponde ao
valor estimado no final da sua vida útil) e o cálculo da importância financeira da empresa.

Fluxo de caixa para investimentos


Quando um negócio está a correr bem e todos os pagamentos estão em dia, muitos
empresários pensam em empregar novos subordinados e expandir a sua empresa. Nessas
alturas, é essencial que haja capital suficiente para o efeito, e que o mesmo possa ser
direcionado sem comprometer a normal atividade da empresa. É um fluxo de caixa necessita
acompanhar de perto todas as actividades financeiras realizadas para gerar efeitos positivos e
acumular riqueza.

Como vê, existem diversos tipos de fluxos de caixa. Cada um deles deve ser utilizado conforme
cada situação e necessidade específicas.

Como fazer o controlo do fluxo de caixa


O controlo do fluxo de caixa pode ser feito através de uma tabela de Excel ou de um software
desenvolvido especificamente para esse efeito, que pode agilizar o processo de cálculo.
Contudo, o fluxo de caixa deve ser atualizado constantemente, conforme vão surgindo novas
despesas e receitas. De acordo com a necessidade e a área de atuação do negócio, o relatório
pode ser atualizado diária, semanal, quinzenal ou mensalmente.

É, portanto, essencial que o empresário crie uma verdadeira base de dados sobre o seu
negócio e que analise frequentemente essas informações, principalmente quando pretende
fazer uma nova aquisição ou investimento, para avaliar a sua viabilidade. Daí a sua importância
em prol da administração do negócio.

O que é uma demonstração de fluxos de caixa (DFC)?


A partir do controlo do fluxo de caixa, o gerente pode ter uma visão explicita e realista do
movimento de capital do empreendimento. Esse relatório constantemente atualizado pode
avaliar, por exemplo, quando é que o negócio foi realmente proveitoso num determinado
período de tempo. Isto porque o fluxo de caixa lhe dá um panorama geral sobre a
movimentação financeira da sua empresa, tendo em consideração os gastos, que no caso de
terem um valor aproximado às receitas, revela que, na verdade, o ganho não foi tão elevado
quanto imaginava. Isto vai ajudá-lo a repensar o seu negócio e a vê-lo com outros olhos, com
base numa informação real sobre o estado da sua empresa.

O registo do fluxo de caixa permite que haja um controlo financeiro na empresa, para que
sejam cumpridos os encargos do negócio. A demonstração de fluxos de caixa é essencial,
também, para calcular se num determinado período a empresa operou ou não sobre uma boa
gestão financeira, pois é ele que garante a supervivência do negócio e a economia de recursos.
Nesse relatório pode encontrar ainda, por exemplo, a necessidade de um acerto dos preços ou
da realização de promoções para escoar o material que não está a ser vendido, e que implicará
para o futuro uma estagnação a dinâmica do negócio.

Estudando os dados das entradas e saídas, também é exequível ter um conhecimento


aprofundado sobre os recursos financeiros de que dispõe e reconhecer a necessidade de um
investimento que provenha do exterior, de um empréstimo ou de uma tentativa de diminuição
de custos.

O controle do fluxo de caixa é, assim, imprescindível para que o empresário saiba como atuar
em momentos de complexidade financeira e evite desfechos mais drásticos para o seu
negócio. É uma ferramenta que o ajudará na hora de planificar cenários, fazer conjeturas e
quem sabe até adiantar a necessidade de adotar determinadas ações para amenizar os
momentos mais críticos.

O seu negócio depende de um fluxo de caixa saudável


O fluxo de caixa reflete os efeitos das decisões da administração financeira de um negócio. Ele
deve auxiliar na tomada de resoluções a curto e longo prazo. Através da sua observação é
possível planear os próximos passos e definir estratégias de crescimento.

Tente, por isso, manter um rigor no controlo das entradas e saídas da sua empresa e lembre-
se que o sucesso do seu negócio depende diretamente da conservação de um fluxo de caixa
saudável.

Métodos de contabilidade
Existem dois principais métodos de contabilidade: manual e automática.

Manual
A contabilidade manual é a forma “tradicional” de preparar e registar os fluxos financeiros da
sua empresa. Nesse método, pode usar papel e caneta ou um programa offline como o
Microsoft Excel ou Word para registar todos os valores. O método manual pode funcionar se
preferir uma abordagem mais prática, mas também pode ser demorado e permite que
facilmente se cometam erros de cálculo.

Automática ou online
A contabilidade automática ou online, por outro lado, utiliza um programa de faturação que faz
a maioria dos cálculos de entradas e saídas automaticamente, permitindo-lhe controlar
as receitas e despesas de forma bem mais rápida do que com o método manual. Existem
várias opções disponíveis no mercado, desde softwares de contabilidade apropriados, bem
como registos em cloud.
Estes sistemas dão-lhe uma maior garantia de segurança, armazenamento de dados e uma
maior acessibilidade, dado que poderá aceder aos dados da sua empresa através de diversos
dispositivos, sempre que desejar. Além disso, a maioria dos softwares permite uma integração
com outras plataformas, incluindo o e-commerce, permitindo-lhe ter os dados das suas vendas
online atualizados automaticamente, bastando apenas exportar o ficheiro, para depois proceder
ao tratamento de dados.

O que é stock?
O stock é a relação entre os produtos existentes na sua empresa, as quantidades e o momento
em que entram e saem da sua empresa, o que lhe permite fazer uma gestão eficaz das
compras, evitando o excesso ou falta de stock.

Porque é importante fazer uma gestão de stocks?


As razões para que faça uma gestão de stock na sua empresa são mais que muitas e verá que
essa capacidade ajudá-lo-á a evitar imprevistos no futuro, bem como lhe permitirá efetuar a
compra de produtos ou matérias-primas de forma mais responsável.

1. Aumento da produtividade: ter um relatório online sempre atualizado com o stock da


sua empresa numa ferramenta de gestão, ajudará os seus colaboradores na altura de
inserir os dados no software, evitando que façam registos manuais e deixando tempo livre
para a realização de outras tarefas igualmente importantes;
2. Gestão de espaço: saber quais os produtos que são escoados mais rapidamente vai
ajudá-lo a criar uma dinâmica de compras muito mais eficaz, de modo a quem nunca tenha
o seu top de vendas esgotado;
3. Investimento responsável: saber quais os produtos que são vendidos e os que estão
em prateleira há muito tempo possibilita-lhe uma tomada de decisão mais acertada na
altura de investir em mais produtos junto dos seus fornecedores;
4. Rigor nas encomendas: sabendo o que precisa comprar e em que quantidades evita
devoluções desnecessárias aos seus fornecedores, depois de efetuar as suas
encomendas;
5. Fidelização de clientes: ter sempre ao dispor os produtos que mais se vendem fará
com que os seus clientes regressem sempre que necessitarem de mais stock, evitando
perda de vendas para a concorrência.
Dicas de como fazer uma gestão de stocks eficaz
Fazer a gestão de stock varia de empresa para empresa e deve ter sempre em conta a sua
dimensão e a área do seu negócio. Mas existem diversas estratégias transversais a todas elas
e que o ajudarão a fazer uma gestão de stocks eficaz:

1. Defina processos: crie rotinas de verificação e atribua responsabilidades para os seus


funcionários para que a informação esteja sempre atualizada;
2. Identifique cada tipo de artigo: cada produto em stock deve ser identificado com o
código de produto, quantidade, descrição ou outros detalhes relevantes, como lote, origem,
fornecedor ou prazo de validade;
3. Controle as datas de validade: é essencial fazer o controlo rigoroso dos produtos com
data de validade. Lembre-se da lógica de “first in, first out” e faça a gestão do espaço do
seu armazém de modo a que os produtos com um prazo de validade mais curto sejam os
primeiros a serem vendidos;
4. Registe os produtos assim que recebê-los: os artigos devem ser registados assim
que forem recebidos. Se não o fizer, é possível que ocorram erros de registo sucessivos
cuja origem será difícil de detetar no futuro;
5. Tenha uma boa relação com os seus fornecedores: se precisar resolver um
problema, a sua relação com os seus fornecedores pode afetar positiva ou negativamente
as mudanças a operar – tenha isso em atenção;
6. Faça uma “limpeza” ao armazém com regularidade: separe os artigos armazenados
há demasiado tempo e organize uma época de promoções ou doe os artigos a uma
instituição para ganhar espaço para os artigos que estão sempre a sair;
7. Estabeleça um plano de emergência: crie um plano caso ocorra imprevistos
(indisponibilidade do software, acessos offline, etc).
Como vê, os motivos são mais que muitos para fazer uma gestão eficaz do stock da sua
empresa. Lembre-se que a gestão de stocks é parte da responsabilidade de um bom gestor e
que as suas decisões têm impactos financeiros na sua empresa.